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Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O governo federal publicou novas regras para combater golpes e fraudes por SMS. As medidas incluem a criação de um cadastro público para identificar as empresas responsáveis pelo encaminhamento das mensagens e o bloqueio de SMS enviados por códigos curtos não cadastrados. 📱Esses códigos são os números de poucos dígitos que aparecem como remetentes das mensagens, como "29222", no lugar de um número de celular completo. As regras foram publicadas nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU). A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanhará a implementação das medidas, que deverão ser adotadas em até 90 dias, com possibilidade de prorrogação. Segundo o Ministério das Comunicações, as medidas foram adotadas em um cenário de aumento dos golpes digitais, "impulsionado pela expansão de serviços digitais e alta adesão pela sociedade". O g1 procurou a Anatel e a Conexis Brasil Digital, entidade que representa as operadoras de telecomunicações do país, para comentar a decisão e aguarda retorno. O que vai mudar Consulta dos responsáveis pelo SMS: um cadastro público permitirá identificar as empresas responsáveis pelo encaminhamento de mensagens com códigos curtos. Bloqueio de mensagens: as operadoras deverão impedir a entrega de SMS enviados por códigos curtos não cadastrados. Um código por empresa: cada código curto deverá ser usado por uma única empresa, com possibilidade de exceções mediante justificativa técnica apresentada à Anatel. Monitoramento de possíveis golpes: as operadoras deverão monitorar automaticamente o envio de SMS para identificar campanhas suspeitas e falsificação da identidade dos remetentes. Rastreamento de fraudes: as empresas envolvidas no envio deverão verificar a identidade de seus contratantes, manter registros e colaborar, quando solicitadas, para identificar e interromper campanhas com indícios consistentes de fraude.

Trump minimiza resultados das eleições nos EUA: 'Eu não estava na cédula' A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode dificultar a política de tarifas comerciais do presidente Donald Trump e mudar a relação do governo americano com países como Brasil, China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Com a conquista da maioria na Câmara e no Senado, os democratas passam a ter mais poder para fiscalizar o governo e tentar barrar novas medidas comerciais. O resultado também pode dar mais força a países que negociam acordos com os EUA ou enfrentam tarifas sobre seus produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trump tem usado o chamado “tarifaço”, que aumentou os impostos sobre produtos importados, para pressionar parceiros comerciais e atrair investimentos aos EUA. A medida, porém, contribuiu para o aumento dos preços e a insatisfação dos americanos, um dos fatores por trás da derrota republicana. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, as tarifas comerciais e a guerra contra o Irã contribuíram para a pressão sobre os preços, tornando a política econômica de Trump um dos principais alvos das críticas dos eleitores. Apesar da mudança no Congresso, a vitória democrata, porém, não significa o fim do tarifaço. Trump ainda mantém poderes para impor taxas sobre produtos estrangeiros, e especialistas divergem sobre como o presidente reagirá ao resultado eleitoral. Enquanto alguns avaliam que outros países terão mais espaço para negociar, há quem considere que Trump poderá aumentar a pressão sobre seus parceiros comerciais para demonstrar que suas políticas estão funcionando. O que pode mudar para o Brasil? Foto de arquivo: Trump mostra tabela do tarifaço em 2 de abril de 2025 Reuters/Carlos Barria/File Photo No caso brasileiro, a vitória democrata pode dificultar a adoção de novas tarifas comerciais e acelerar a reação do Congresso americano a possíveis atritos entre os dois países. Essa é a avaliação de Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, para quem o novo equilíbrio de forças em Washington pode limitar a capacidade de Trump de adotar medidas contra o Brasil. Segundo o especialista, até agora, algumas dessas iniciativas têm sido barradas pela Suprema Corte dos EUA, em processos que costumam ser mais demorados. O presidente americano, porém, ainda dispõe de instrumentos legais para impor tarifas sobre produtos importados. Entre eles estão: Seção 232: permite aplicar tarifas por motivos de segurança nacional. Esse mecanismo já foi utilizado para taxar produtos como o aço brasileiro. Seção 301: permite adotar medidas comerciais contra práticas consideradas desleais. O instrumento também está relacionado a investigações comerciais envolvendo o Brasil. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A decisão, no entanto, não atingiu as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que seguem regras diferentes. 🔎 Na prática, o Congresso controlado pelos democratas pode criar obstáculos a novas medidas comerciais, mas não tem poder para eliminar automaticamente todas as tarifas em vigor. (entenda como as Midterms podem afetar o dólar e os juros no Brasil) Japão e Coreia do Sul podem rever compromissos bilionários A vitória democrata também pode afetar os acordos comerciais dos EUA com dois de seus principais aliados na Ásia: Japão e Coreia do Sul. No ano passado, os países prometeram investimentos bilionários nos EUA como parte de negociações para evitar tarifas comerciais mais elevadas. Os compromissos somam: Japão: US$ 550 bilhões (cerca de R$ 3,02 trilhões). Coreia do Sul: US$ 350 bilhões (cerca de R$ 1,92 trilhão). Agora, especialistas avaliam que os dois governos podem sentir menos pressão para cumprir rapidamente essas promessas. “Os democratas parecem perceber que os compromissos de investimento foram impostos aos aliados”, afirmou Heo Yoon, professor de economia da Universidade Sogang, em Seul, à Reuters. Na avaliação do economista, a mudança no Congresso americano pode dar aos países mais liberdade para reavaliar os compromissos assumidos. A Coreia do Sul já enfrenta atritos com Trump sobre investimentos prometidos. Recentemente, o governo sul-coreano contestou uma afirmação do presidente americano de que teria concordado em financiar o Alaska LNG, um projeto de infraestrutura para transporte de gás natural. Para Ban Kil-joo, professor de relações internacionais da Academia Diplomática Nacional da Coreia, uma fiscalização mais rigorosa do Congresso americano pode dar a Seul mais tempo para analisar os projetos antes de tomar decisões. Mas o resultado também traz riscos. Isso porque Trump pode voltar a ameaçar o Japão com novas tarifas caso considere que os investimentos prometidos estejam avançando lentamente. Índia pode ganhar tempo nas negociações comerciais A Índia é outro país que pode ser afetado pela mudança no Congresso americano. Nova Délhi ainda negocia um acordo comercial com Washington e, segundo analistas, pode aproveitar a derrota republicana para adotar uma postura mais cautelosa antes de assumir novos compromissos. Em fevereiro, os dois países chegaram a um entendimento que reduziu de 50% para 18% as tarifas sobre a maioria dos produtos indianos. As taxas mais elevadas haviam sido impostas em agosto do ano passado, após o fracasso de uma rodada anterior de negociações. O ministro do Comércio da Índia afirmou recentemente que a primeira etapa de um novo acordo estava perto de ser concluída, mas ressaltou que o país só avançaria se conseguisse condições favoráveis em relação a seus concorrentes. Para Tommy Xie, chefe de pesquisa econômica para a Ásia do OCBC Bank, o resultado das eleições pode aumentar a pressão sobre a Casa Branca para evitar novas disputas comerciais, que poderiam encarecer ainda mais os produtos consumidos pelos americanos. Já Rajiv Bhatia, ex-diplomata indiano e integrante do centro de estudos Gateway House, recomenda cautela. “Uma vitória democrata não tornará necessariamente Trump mais flexível em relação a qualquer país”, afirmou. Na avaliação dele, a Índia deve intensificar o diálogo com o Congresso americano para defender seus interesses em temas como comércio, tarifas e vistos. China pode ganhar força, mas também enfrentar novas restrições Xi Jinping e Donald Trump durante encontro na Casa Branca Reuters/Evan Vucci A China, principal rival econômico dos EUA, também acompanha os efeitos da derrota de Trump. Os dois países mantêm uma trégua comercial temporária, prevista para terminar em janeiro. Com o enfraquecimento político do presidente americano, especialistas avaliam que Pequim pode tentar conquistar condições mais favoráveis nas próximas negociações. “Xi Jinping reconhecerá que a autoridade de Trump foi bastante enfraquecida por esses resultados e, sem dúvida, estará pensando em maneiras de explorar isso”, afirmou Saul Eslake, economista da Corinna Economic Advisory, na Austrália. Por outro lado, o controle democrata do Congresso também pode dificultar acordos entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping. 🔎Isso porque os democratas podem pressionar por regras mais rígidas sobre a venda de tecnologias americanas à China, especialmente em setores estratégicos, como inteligência artificial e semicondutores, componentes usados na fabricação de equipamentos eletrônicos. Segundo Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, o Congresso pode limitar a capacidade de Trump de oferecer concessões comerciais a Pequim. “É improvável que os democratas deem carta branca a Trump para negociar com Pequim”, afirmou. A especialista avalia que os parlamentares poderão defender maior fiscalização sobre as empresas e os produtos ligados à inteligência artificial e à fabricação de chips. Questionada sobre o resultado das eleições, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta quarta-feira (4) que a votação é um assunto interno dos EUA. Segundo ela, Pequim continuará buscando administrar as divergências e ampliar a cooperação com Washington. Trump ainda pode impor novas tarifas? Apesar da vitória democrata, Trump continua à frente da Presidência e mantém instrumentos legais para adotar medidas comerciais. O que muda é o equilíbrio de forças no Congresso, que poderá ampliar a fiscalização sobre o governo e dificultar algumas iniciativas. 🤝 Para os parceiros comerciais dos EUA, o cenário abre duas possibilidades: ganhar mais espaço para negociar ou enfrentar novas pressões de Trump. A reação do presidente americano será acompanhada de perto nas próximas semanas. Ainda neste mês, ele deve viajar à Ásia para se reunir com líderes do Sudeste Asiático, nas Filipinas, e participar do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Shenzhen, na China. *Com informações da agência Reuters

Aeris, empresa brasileira fabricante de pás eólicas Divulgação A Aeris, fabricante brasileira de pás utilizadas em turbinas de geração de energia eólica, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,52 bilhão em dívidas. O pedido foi protocolado na terça-feira (3), na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔍 Com uma unidade industrial no Complexo do Pecém, no Ceará, a Aeris fabrica pás de grande porte utilizadas em turbinas eólicas de parques de geração de energia. A companhia atua como fornecedora da cadeia de energia renovável e tem ações negociadas na B3 sob o código AERI3. As ações da Aeris também acumulam forte desvalorização na bolsa. Os papéis da companhia fecharam a terça-feira cotados a R$ 1,90, queda de aproximadamente 54% em 12 meses. Segundo comunicado da empresa, o plano apresentado à Justiça já conta com a adesão de credores que representam 42,18% do valor das dívidas incluídas na negociação. A Aeris terá 90 dias, contados a partir do protocolo, para conseguir o apoio de credores que representem mais da metade desses créditos. Esse percentual é necessário para que o plano possa ser homologado pela Justiça. 🔍 A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite a uma empresa negociar diretamente com seus credores uma forma de reorganizar suas dívidas, sem precisar recorrer a uma recuperação judicial mais ampla. Nesse modelo, a companhia apresenta um plano de pagamento e busca a adesão dos credores envolvidos. Depois de alcançar o percentual mínimo exigido pela legislação, pode pedir à Justiça a homologação do acordo. No caso da Aeris, o plano foi negociado com seus principais credores e prevê a possibilidade de alterar prazos e condições de pagamento, captar novos recursos e modificar garantias vinculadas às dívidas. A companhia informou que as condições financeiras definitivas, incluindo os novos prazos de pagamento, ainda serão negociadas com os credores e reunidas em uma versão atualizada do plano. Quais dívidas entram na negociação? Renegociação envolve cerca de R$ 1,52 bilhão em dívidas de longo prazo que não têm garantias específicas e não estão relacionadas aos fornecimentos habituais de produtos e serviços necessários ao funcionamento da empresa Também estão incluídos valores que não contam com cobertura de garantias reais ou fiduciárias. O plano não abrange dívidas tributárias, trabalhistas ou decorrentes de acidentes de trabalho. Empresa diz que manterá produção e empregos A Aeris afirmou que suas atividades continuarão normalmente durante o processo de recuperação extrajudicial. A companhia também informou que pretende preservar as linhas de fornecimento necessárias à fabricação de pás para aerogeradores, além de manter os empregos, a arrecadação de tributos e as relações comerciais ligadas às suas operações. O pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, mas ainda deverá ser ratificado pelos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária, cuja data será anunciada posteriormente. Agora no g1

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (4) em queda, com um recuo de 0,52% perto das 9h, cotado a R$ 5,4587. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. As atenções ficam voltadas para o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com a vitória democrata no Congresso americano. Investidores também avaliam os sinais de que o governo deve enviar a medida provisória do imposto seletivo da reforma tributária e a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve ser divulgada após o fechamento dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A vitória democrata nas midterms dos EUA fica no centro das atenções. O resultado foi lido por investidores como um recado contrário ao atual governo de Donald Trump, e indica que o presidente americano pode ter mais dificuldade para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. ▶️ No Brasil, o foco fica com a decisão de juros do Banco Central, prevista para o final da tarde. A expectativa é que o Copom mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano e adote um discurso mais duro como resposta à deterioração do cenário de inflação e à maior pressão fiscal. ▶️ O andamento da reforma tributária também fica no radar, em meio à sinalização de que o governo pretende prorrogar a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em janeiro de 2027 para setores que passarão a ser tributados pelo imposto seletivo, também conhecido como imposto do pecado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,79%; Acumulado do mês: +0,79%; Acumulado do ano: -0,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -1,42% Acumulado do mês: --1,42%; Acumulado do ano: +2,74%. Eleições de meio de mandato nos EUA O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3). A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização desta reportagem. Eram necessárias 51 cadeiras para alcançar a maioria. Após a confirmação do controle democrata sobre as duas Casas, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano "The New York Times", estar disposto a governar com os democratas. "Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou. Segundo o americano, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário. "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento", declarou. Dias antes, o republicano levantou dúvidas sobre a sua reação a uma eventual derrota ao afirmar que só reconheceria os resultados se as eleições "fossem limpas". LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms Bolsas globais Na Ásia, as ações chinesas tiveram a maior alta em sete meses, conforme o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos deu aos investidores um pretexto para comprar papéis. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 2,16%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 2,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,42%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Logo do Canva Divulgação O Canva, plataforma australiana de criação de designs, anunciou nesta terça-feira (3) uma reestruturação que afetará 1.271 funcionários, o equivalente a 22% de sua equipe. A empresa atribuiu as mudanças à desaceleração do crescimento, registrada pela primeira vez em uma década. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O anúncio foi feito pela cofundadora e presidente-executiva da empresa, Melanie Perkins. Segundo ela, a companhia pretende reduzir níveis hierárquicos, reunir departamentos e dar mais autonomia a equipes menores. "Este foi nosso ano mais difícil até agora e, como compartilhamos no início deste ano, nosso crescimento desacelerou pela primeira vez em uma década", disse a Perkins. A reorganização prevê a integração das áreas de Produto, Crescimento e Plataforma em uma única estrutura. O Canva também pretende concentrar mais equipes de produto em Sydney, na Austrália, que passará a ser a principal base de trabalho desses profissionais. ➡️ Outra mudança envolve o modelo de trabalho. A partir de janeiro, a empresa espera que a maioria dos funcionários que atuam em regime híbrido passe de dois para três dias presenciais por semana. A exigência poderá variar conforme a região. Funcionários demitidos terão salário e plano de saúde Os funcionários desligados receberão pelo menos seis meses de salário, 12 meses de cobertura de saúde e recursos de apoio para recolocação profissional. Em comunicado aos funcionários, Perkins afirmou que a empresa avaliou diferentes alternativas antes de concluir que mudanças menores não seriam suficientes para preparar o Canva para a próxima década. O anúncio ocorre um dia depois de a Squarespace, empresa de criação de sites, anunciar cortes que atingem 19% de sua equipe. A empresa também anunciou um pacote de apoio aos funcionários desligados. Eles receberão pelo menos seis meses de salário, 12 meses de cobertura de saúde nos países em que o benefício é oferecido e suporte para recolocação profissional, com orientação de carreira e preparação para entrevistas. 💻 A companhia disse ainda que permitirá que os trabalhadores fiquem com os notebooks usados no trabalho. Agora no g1

Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil. Com a maioria na Câmara e no Senado, a oposição ganha força para barrar propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e regulação. O novo cenário também pode influenciar as decisões dos investidores e afetar os juros e o dólar no mercado internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis. 👉 Na prática, a votação muda a composição do Congresso, mas não o comando da Presidência. O resultado define o equilíbrio de forças entre o governo e a oposição pelos próximos dois anos. Os democratas garantiram o controle das duas Casas, impondo uma derrota ao partido de Trump. Até a última atualização, os resultados eram os seguintes: 🔵 Câmara dos Representantes: 228 cadeiras conquistadas pelos democratas, acima das 218 necessárias para garantir a maioria. 🔵 Senado: 54 das 100 cadeiras ficaram com o partido, que também assegurou a maioria. O resultado confirmou as projeções de avanço democrata. Antes da votação, o BTG Pactual estimava que o partido conquistaria 239 cadeiras na Câmara e 51 no Senado. A mudança ocorre em meio à queda de popularidade de Trump, cuja gestão é desaprovada por 66% dos americanos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. O que uma 'onda azul' muda para a agenda de Trump? A chamada “onda azul”, expressão usada para descrever a vitória democrata nas duas Casas do Congresso, deve limitar a capacidade de Trump de aprovar novas medidas e ampliar a fiscalização sobre seu governo, avalia Andressa Durão, economista do ASA. “Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.” Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA. Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump. O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa: 🔵🔵 Com a vitória nas duas casas do Congresso, os democratas passam a controlar a pauta legislativa e as comissões responsáveis por fiscalizar o governo Trump. No Senado, também terão maior influência sobre a aprovação de nomes indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), banco central americano, e a Suprema Corte. 🔵🔵 Apesar da derrota republicana, Trump mantém o poder de vetar projetos aprovados pelo Congresso. Os democratas, por sua vez, poderão dificultar a aprovação de propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e outras medidas. Para derrubar um veto presidencial, será necessário o apoio de dois terços dos parlamentares em cada casa. Em avaliação feita antes da confirmação da vitória democrata nas duas Casas do Congresso, Sung já alertava para os riscos de maior instabilidade nos mercados financeiros. “O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, afirmou. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. REUTERS/Umit Bektas Como as midterms dos EUA afetam o Brasil? Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar. As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir. 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil. 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic. Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, avalia que uma vitória republicana nas duas Casas daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras. Se essas medidas ampliarem o déficit público, poderão pressionar a inflação e os juros de longo prazo nos EUA. “Isso tende a pressionar o dólar para cima frente ao real, elevar os juros futuros brasileiros e dificultar o desempenho da bolsa — especialmente de empresas mais endividadas e de setores sensíveis ao crédito, como varejo e construção.” Por outro lado, a vitória democrata pode limitar novas propostas de aumento dos gastos públicos e aliviar a pressão sobre os juros americanos. Na avaliação de Praça, a oposição também passa a ter mais poder para “fiscalizar o governo” e influenciar a aprovação de indicados para cargos importantes. Com menos espaço para aprovar medidas de estímulo à economia, a pressão sobre os juros americanos poderia diminuir. Isso tornaria os mercados emergentes mais atraentes para investidores, favorecendo a entrada de recursos no Brasil, o fortalecimento do real e a queda das taxas de juros futuras. Esse efeito, porém, dependeria também do ambiente político nos EUA. Disputas em torno do orçamento e conflitos entre o governo e o Congresso poderiam gerar insegurança entre os investidores e provocar novas oscilações nos mercados. “Na bolsa, seria desigual: exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto, mas perder se houver queda das commodities ou da demanda mundial”, diz Praça. Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. Divulgação/Ricardo Stuckert Lula e Trump também preocupam investidores A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil. Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes. A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas. Na avaliação de Praça, a vitória dos democratas no Congresso pode dificultar novas medidas comerciais de Trump e acelerar a reação do Legislativo a possíveis atritos com o Brasil. Atualmente, segundo o especialista, medidas desse tipo têm sido barradas pela Suprema Corte dos EUA, em um processo mais demorado. O controle democrata do Congresso, porém, não significa necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente ainda pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial americana para impor taxas sobre produtos importados. 👉 Entre eles estão a Seção 232, que permite a adoção de tarifas por motivos de segurança nacional, e a Seção 301, usada em casos de práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano já utilizou esses instrumentos em medidas que atingiram produtos brasileiros, como as tarifas sobre o aço e as ações relacionadas à investigação comercial contra o Brasil. A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes. Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40. Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA. Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente. “O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.

Após queda de energia, avicultor usa maçarico para manter pintinhos aquecidos em Uberaba Uma queda de energia causada pela chuva obrigou um avicultor de Uberaba a improvisar para salvar um lote de 400 pintinhos. Sem os equipamentos responsáveis pelo aquecimento das aves, Pedro Henrique de Oliveira usou maçaricos durante a noite de segunda-feira (2) para manter a temperatura adequada e evitar perdas na produção. Por meio de nota, a Cemig informou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica foi causada pela queda de um eucalipto sobre a rede elétrica durante o temporal que atingiu a região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Avicultor usou maçaricos durante a noite após queda de energia Pedro Henrique de Oliveira/Reprodução O produtor disse que buscou o lote de pintinhos em Uberlândia na tarde de segunda. Ao chegar na fazenda em São Basílio, foi surpreendido pela chuva que resultou na interrupção do fornecimento de energia elétrica e inviabilizou o funcionamento dos equipamentos utilizados para manter a temperatura adequada para as aves. Pedro Henrique explicou que é preciso manter as aves em uma temperatura média de 37º nos primeiros dias para o desenvolvimento adequado. A sensação térmica, de acordo com o produtor, cai drasticamente no período noturno na área rural e a situação ainda ficou mais crítica por causa da chuva. "Não dava tempo de sair atrás de gerador [para ligar os equipamentos]. Eu tinha um maçarico e um botijão só. Tive que correr atrás de outro na comunidade. Pedi para o vizinho porque começou a cair a temperatura. A dona da mercearia abriu para pegar um gás. Foi como consegui resolver o problema, senão iria perder uns R$ 2 mil a R$ 3 mil em pintinhos. Mas salvaram todos, não morreu nenhum", ressaltou. Além de assegurar a temperada adequada, o produtor disse que foi preciso ficar de vigia a noite inteira para evitar o risco de incêndios, pois o piso do cômodo estava coberto por uma mistura de serragem apropriada para receber os animais. "Depois que os pintinhos estão acalmados, você passa a noite preocupado com o risco de fogo. Então, dormi no galpão para vigiar os maçaricos, para não acontecer incêndio", acrescentou. Leia também: Carro capota às margens de rodovia e motorista morre após batida de frente Adolescente de 17 anos morre em acidente com trator durante visita ao pai Veja a previsão do tempo para o feriado de Finados no Triângulo e Alto Paranaíba A rapidez para viabilizar uma solução paliativa ocorreu somente após um susto há cerca de cinco meses. Pedro lembrou que, em junho deste ano, os equipamentos usados para aquecer as aves queimaram durante o fim de semana após interrupções no fornecimento de energia na área rural. "Teve quedas de energia e duas lâmpadas secadoras queimaram em um domingo à noite. Perdi 200 pintinhos", relatou. O prejuízo na época só não foi maior porque a granja fornecedora restituiu as aves que morreram devido ao problema. No entanto, o produtor afirma que está se organizando para comprar um gerador autônomo porque as ocorrências de queda de energia na comunidade rural de São Basílio estão sendo recorrentes, com prejuízos relatados por outros produtores e estabelecimentos do ramo alimentício. Queda de árvore Em nota, a assessoria de imprensa da Cemig posicionou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica na comunidade rural de São Basílio ocorreu devido à queda de um eucalipto que atingiu a rede elétrica por causa do temporal. A concessionária assegurou que as equipes atuaram desde a madruga no local e o o atendimento foi restabelecido gradativamente na região. De acordo com a companhia, a recomposição total do fornecimento de energia foi concluída às 12h45 de terça-feira (3). Ainda conforme a nota, em caso de danos a equipamentos elétricos causados pela tempestade, os clientes podem registrar pedido de análise de ressarcimento pelos canais de atendimento da Cemig. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo e

RAM 2500 modelo 2018. Divulgação / RAM A Stellantis convocou no Brasil um recall da Ram 2500, modelo 2018, por uma falha que pode comprometer o funcionamento do sistema de freios ABS e dos controles de estabilidade e tração. O agendamento do reparo gratuito já pode ser feito nas concessionárias da marca. Segundo a Stellantis, 1.024 unidades da picape foram afetadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a fabricante, o problema pode ocorrer no motor da bomba da Unidade de Controle Hidráulico (HCU). Uma falha nesse componente pode reduzir ou alterar o desempenho dos sistemas de segurança, aumentando o risco de acidentes com danos materiais, ferimentos ou até mortes de ocupantes e terceiros. Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Veja os veículos envolvidos no recall: Ram Laramie 2500 / Modelo 2018 Chassis envolvidos (últimos oito dígitos, não sequenciais): JG133258 a JG426128 Reparo As concessionárias vão substituir gratuitamente o motor da bomba da Unidade de Controle Hidráulico. O serviço tem duração estimada de uma hora e precisa ser agendado. Os proprietários devem entrar em contato com a concessionária RAM de sua preferência para consultar a previsão de atendimento.

Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters Uma crise envolvendo o banco digital Ueno, que tem cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). Além disso, aumentou a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco (que mede sua capacidade de pagamento) caiu para menos da metade do mínimo exigido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. Agora no g1 O caso também trouxe desgaste para o governo de Peña e ameaça a reputação do Paraguai como um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro, grande parte dele proveniente do Brasil. Foi nesse contexto que o presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do BC comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Nesta terça, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. “Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno”, disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. “Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim.” Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para fazer pagamentos aos depositantes. O presidente paraguaio afirmou ainda que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo instituto de seguridade social IPS e por outros fundos públicos de previdência. 'Caso isolado' Segundo o Banco Central do Paraguai, o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña também buscou afastar esse risco: “Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional.” O presidente paraguaio acrescentou que os responsáveis pelo caso “devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios”. Segundo o BC, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para verificar a situação dos ativos do Ueno. Saída do presidente do BC Carvallo afirmou que permanecerá no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise do Ueno. Ao anunciar a saída, ele disse que a decisão ajudaria a reduzir a controvérsia em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos trabalhassem sem as disputas políticas e a repercussão na imprensa. As críticas já haviam levado parlamentares a pedir a demissão da cúpula do BC, depois que eles rejeitaram um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também teve reflexos nos mercados. As preocupações com o Ueno pressionaram os títulos em dólar do banco com vencimento em 2031 e os próprios títulos da dívida do Paraguai. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma fintech local de nicho a um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters

Galinhas em granja de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Conhecida nacionalmente como capital do ovo, Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, também lidera o ranking de produção de galináceos (galinhas e perus) do estado. São 328 aves para cada habitante: o município tem 15.067.090 animais e uma população de 45.975 moradores. No estado todo, são 16.965.072 cabeças para uma população de pouco mais de 4 milhões de pessoas, ou seja: 4,2 galinhas e perus para cada morador. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2025 (os mais recentes disponibilizados). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp 🐔 Galináceos são aves da espécie Gallus gallus que inclui galinhas poedeiras (fêmeas para ovos), frangos de corte (destinados à produção de carne), galos e frangas. Reconhecida nacionalmente como a capital do ovo, a cidade é protagonista na pecuária brasileira no setor de avicultura. Em 2025, apenas Santa Maria de Jetibá representava 89% da produção de aves no estado. No ranking estadual, aparecem outros municípios da Região Serrana entre os maiores produtores. É o caso de Santa Leopoldina, com 24 aves para cada habitante. Sua população é composta por 13.950 moradores e 340.115 galináceos. Em seguida, está Santa Teresa com uma proporção de 16 galináceos por habitante: o município registra 383.746 animais e 23.977 moradores. Logo depois, Domingos Martins revela 363.957 galináceos para 38.498 residentes, uma proporção de nove aves por habitante. Depois, Venda Nova do Imigrante encerra o top 5. A cidade tem sete galináceos por habitante: são 170.714 animais para 25.630 moradores. LEIA TAMBÉM: GADO: 34 cidades do ES têm mais bois e vacas do que habitantes; veja os números por município DESTAQUE: Macadâmia produzida no ES vira doces, biscoitos e gelato e chega ao mercado internacional MEIO AMBIENTE: Helicóptero lança 'chuva' com 4 toneladas de sementes para reflorestar área de Mata Atlântica e recuperar palmeira ameaçada no ES Galo gigante com mais de 1 metro e exótico chama a atenção no ES Região Metropolitana tem muitas galinhas também Na Região Metropolitana de Vitória, Guarapari é o município com o maior número de galináceos entre as sete cidades da região. São 16.060 aves para uma população de 137.659 habitantes, o equivalente a cerca de 46% dos 34.528 galináceos contabilizados. Vitória, com 343.935 habitantes, tem o menor número de aves: apenas 139, menos de 1% do total. Entre os outros municípios, Viana tem 5.110 galináceos para uma população de 79.611 habitantes, o equivalente a 15% do total de aves da região. Já na Serra, município mais populoso entre os listados, com 586.901 moradores, há 4.932 galináceos, o equivalente a 14% do total. Vila Velha, por sua vez, registra 3.963 aves para uma população de 510.512 pessoas, aproximadamente 11% dos galináceos da Grande Vitória. Encerrando o ranking, em Cariacica, são 2.384 galináceos para 376.914 habitantes, cerca de 7% das aves contabilizadas na região. Por último, Fundão tem 1.940 galináceos para 18.941 moradores, o que representa cerca de 6% do total. População de galináceos X moradores Santa Maria também é destaque na produção de codornas A cidade de Santa Maria de Jetibá não se destaca apenas na produção de galináceos, mas também na de codornas. São 2.928.895 animais para 45.975 moradores, com uma proporção de 64 codornas por habitante. Santa Teresa e Santa Leopoldina também estão entre os três municípios com maior produção de codornas do Espírito Santo. Santa Teresa está na segunda posição, com 13.300 codornas para uma população de 23.977 habitantes. Já Santa Teresa aparece em terceiro lugar, com 6.139 codornas e 13.950 moradores. *Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação de Vitor Ferri. Produção de ovos de codorna Reprodução/RPC Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Por que Trump está preocupado com as midterms? As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos (midterms) serão um grande teste para os mercados de previsão. Kalshi e Polymarket, que já somam mais de US$ 1,48 bilhão (R$ 8,13 bilhões) em apostas eleitorais, precisam mostrar que suas previsões são confiáveis, em meio à crescente pressão sobre o setor. As plataformas ganharam destaque em 2024, quando contrariaram as pesquisas de opinião tradicionais ao apontar a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA. Desde então, ganharam espaço entre veículos de comunicação e investidores em todo o mundo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nesta terça-feira (3), os números reunidos pela empresa de análise BetInt pouco haviam mudado em relação à tarde de segunda. Os mercados apontavam 94% de chance de os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Deputados e 75% de ficarem com o Senado. Apesar do histórico de acertos, as plataformas também colecionam erros de grande repercussão. Isso ocorreu nas primárias dos EUA e, mais recentemente, na eleição presidencial do Brasil. Se o resultado das midterms ficar muito distante do que apontam as plataformas, a reputação do setor poderá sair abalada, segundo analistas. O risco é ainda maior diante do volume recorde de dinheiro em jogo. A pressão não vem apenas dos resultados. Kalshi e Polymarket, as maiores plataformas do setor, também enfrentam questionamentos sobre possíveis manipulações e condutas indevidas. Candidatos chegaram a apostar nas próprias disputas, enquanto um levantamento da Anti-Corruption Data Collective (ACDC), organização sem fins lucrativos de Washington, mostrou que apostas relativamente pequenas podem influenciar esses mercados. “A terça-feira representa, de fato, um verdadeiro teste para a nova onda de mercados de previsão”, disse Yesha Yadav, reitora associada da Faculdade de Direito da Universidade de Vanderbilt. Segundo ela, as disputas pelo Congresso neste ano ajudarão a medir o desempenho geral do setor. Polymarket e Kalshi afirmam ter reforçado os controles para evitar irregularidades. A Kalshi, por exemplo, proíbe políticos e integrantes de campanhas de fazer apostas eleitorais. As empresas também dizem que os mercados se ajustam rapidamente quando apostas de grande valor alteram as probabilidades. Sean Patrick Maloney, presidente-executivo da Coalizão para Mercados de Previsão, reconhece que esses mercados não são perfeitos. Segundo ele, porém, em “um mundo cheio de caos e fontes de notícias tendenciosas”, eles oferecem uma maneira imparcial de prever eventos. Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar Bilhões em jogo: o que dizem os estudos sobre as previsões? A Kalshi informou na segunda-feira que já havia movimentado US$ 1,33 bilhão em apostas nas eleições de meio de mandato. Na Polymarket, o valor chegava a cerca de US$ 145 milhões, segundo a ACDC. Mais de 28 mil mercados de apostas foram abertos para as midterms. Apesar do número elevado, boa parte do dinheiro está concentrada em poucas disputas, como as eleições para o Senado no Texas, Michigan, Maine e Carolina do Sul, de acordo com a organização. No Texas, por exemplo, os mercados apontavam nesta terça-feira 71% de chance de vitória do democrata James Talarico sobre o republicano Ken Paxton na disputa por uma vaga no Senado, segundo a BetInt. A ACDC aponta que só essa disputa já movimentou mais de US$ 60 milhões em apostas. Em Michigan, mais de US$ 20 milhões foram apostados na corrida pelo Senado. Os mercados apontavam 78% de chance de vitória do democrata Abdul El-Sayed sobre o republicano Mike Rogers, segundo a BetInt. Mas, afinal, essas previsões são confiáveis? Estudos acadêmicos indicam que, no geral, sim. Uma pesquisa da Universidade de Vanderbilt publicada em 2025 analisou quase 2.500 mercados ligados às eleições de 2024 e concluiu que as probabilidades apresentadas eram, em geral, bem calibradas. Isso não significa simplesmente acertar quem vai vencer. A calibração mede se as probabilidades apresentadas correspondem ao que acontece na prática. Já a precisão considera se o mercado acertou ou não o vencedor. Há, porém, outra ressalva. Como a maioria das eleições não é apertada, o bom desempenho geral não mostra necessariamente se esses mercados funcionam tão bem em disputas acirradas, segundo Joshua Clinton, professor de ciência política da Vanderbilt que liderou o estudo. Outra característica ajuda a explicar como essas previsões funcionam. Um pequeno grupo de apostadores mais experientes — em busca de lucro — concentra boa parte do dinheiro nesses mercados, segundo Harry Crane, professor de estatística da Universidade Rutgers. Eles usam pesquisas de opinião e outros dados para orientar as apostas e, com isso, ajudam a corrigir preços. Ainda assim, mesmo os operadores mais experientes podem errar, acrescenta Clinton. Kalshi e Polymarket chegaram a apontar apenas 20% de chance de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial brasileira — resultado que se confirmou em 25 de outubro. Segundo Clinton, os apostadores podem ter superestimado as chances de Flávio Bolsonaro ao tentar compensar um problema observado em outras eleições: pesquisas que subestimaram a força de candidatos de direita. As empresas de previsões ressaltam, porém, que uma chance de 20% não significa que determinado resultado seja impossível. Eventos com essa probabilidade acontecem o tempo todo, afirmaram porta-vozes, e reviravoltas políticas não são diferentes. “Mas não devem ser confundidos com certeza.”

Calendário de novembro 2026 Governo Federal O mês de novembro de 2026 já começou, e com ele chegam os pagamentos de programas e benefícios como INSS, Pé-de-Meia e Bolsa Família, entre outros. Alguns dos depósitos começam já nos primeiros dias do mês, enquanto outros ficam para a segunda quinzena. Confira, abaixo, o calendário de pagamentos dos seguintes benefícios: INSS Bolsa Família Pé-de-meia BPC/Loas Saque-aniversário do FGTS INSS O pagamento do INSS de novembro de 2026 começa no dia 24 de novembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de dezembro, conforme o número final do benefício. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Pagamento do INSS de novembro: veja calendário e datas Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de novembro começam em 1º de dezembro e terminam em 7 de dezembro. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1º/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/12 Finais 2 e 7: 02/12 Finais 3 e 8: 03/12 Finais 4 e 9: 04/12 Finais 5 e 0: 07/12 Agora no g1 Bolsa Família A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de novembro do Bolsa Família no dia 16. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em novembro O dinheiro é disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Confira o calendário do Bolsa Família para novembro de 2026: 16/11: pagamentos para NIS com final 1; 17/11: pagamentos para NIS com final 2; 18/11: pagamentos para NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Dezembro: de 10/12 a 23/12. Pé-de-meia O mês de novembro começou e milhares de beneficiários já querem saber quando será realizado o pagamento do programa Pé-de-Meia. Nesta nova rodada, o benefício será destinado aos estudantes da rede pública que cumpriram a exigência mínima de frequência escolar, conforme os critérios do programa. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário Pé-de-Meia de novembro: veja quem recebe a próxima parcela e as datas de pagamento Confira o calendário do Pé-de-Meia de novembro: Janeiro e fevereiro: 23 de novembro Março e abril: 24 de novembro Maio e junho: 25 de novembro Julho e agosto: 26 de novembro Setembro e outubro: 27 de novembro Novembro e dezembro: 30 de novembro Calendário de benefícios de novembro 2026 Rafa Neddermeyer/Agência Brasil BPC/Loas O calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de novembro e 7 de dezembro, de acordo com o número final do benefício. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário BPC/Loas novembro 2026: veja datas de pagamento O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em setembro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0. Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Saque-aniversário do FGTS O saque-aniversário do FGTS de novembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de novembro e 30 de dezembro de 2026. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Saque-aniversário FGTS novembro: veja calendário e quem pode sacar O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão. Confira o calendário do saque-aniversário do FGTS: Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026 Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026 Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026 Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026 Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026 Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026 Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026 Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026 Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 Outubro: de 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026 Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027 Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027

Imagens de lotérica e cartões de apostas da Mega Sena da Virada, loteria com prêmio previsto de R$ 600 milhões. Caxias do Sul, RS (27). 27/12/2024 - Foto: Antonio Machado/FOTOARENA/Estadão Conteúdo O sorteio da Mega da Virada 2026 será realizado às 11h do dia 1º de janeiro de 2027, com prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão. No ano passado, a Caixa também adiou o concurso especial para 1º de janeiro, às 10h, alegando a necessidade de ajustes operacionais. As apostas começaram nesta terça-feira (3) e poderão ser feitas até as 22h do dia 31 de dezembro de 2026. Em 2025, a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão, superando a estimativa inicial de R$ 850 milhões. Seis apostas acertaram as dezenas sorteadas, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões. Como apostar? As regras da Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. Para conquistar o prêmio principal, é necessário acertar os seis números sorteados, entre os 60 disponíveis. Também há premiações para quem acertar cinco (quina) ou quatro números (quadra). A principal diferença é que o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os acertadores da quina. Se também não houver ganhadores nessa faixa, o prêmio passa para os acertadores da quadra. Para jogar, os apostadores podem ir a uma das mais de 13 mil lotéricas da caixa espalhadas pelo Brasil. Além disso, as apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura. A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet: Portal Loterias Caixa Acesse o site da Loterias Caixa e faça login. Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais. Após entrar, escolha a opção Mega da Virada. Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta. Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão. Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos. Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Aplicativo Loterias Caixa Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS). Abra o aplicativo e faça login. Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais. Escolha a opção Mega da Virada. Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você. Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela. Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix.. Quanto custa para apostar? A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6,00. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta. Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (16) para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 13,75% após cinco cortes seguidos. 🕝A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18h. Na primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mais um mandato, os economistas dos bancos estão divididos: a maioria ainda aposta em um novo corte, para 13,50% ao ano, mas parcela considerável prevê manutenção da Selic no atual patamar. Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Piora de cenário Agora no g1 Depois de confirmada a vitória de Lula, o mercado financeiro elevou consideravelmente suas projeções de inflação, reduziu as expectativas de crescimento da economia e passou a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Para definir os juros, o BC atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao decidir a taxa básica de juros, o Copom considera principalmente a inflação esperada para os próximos anos, e não apenas a variação de preços observada nos últimos meses. Isso ocorre porque mudanças na Selic levam tempo para produzir efeitos sobre a economia. Neste momento, por exemplo, a autoridade monetária já está mirando o segundo trimestre de 2028, período considerado o "horizonte relevante" para suas projeções. Embora leve em conta as estimativas do mercado para os próximos anos, que recentemente passaram a indicar câmbio mais depreciado e inflação mais alta, o BC também trabalha com suas próprias projeções para os indicadores econômicos. Deste modo, uma piora das expectativas do mercado não é automaticamente incorporada ao cenário utilizado pela autoridade monetária para definir a taxa de juros. Opinião dos analistas Na última reunião, Banco Central reduziu a taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic foi a 13,75% ao ano De acordo com comunicado do C6 Bank, assinado pelo economista-chefe Felipe Salles, o Copom deve manter a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, interrompendo o ciclo de cortes de juros que vinha sendo implementado. "Na nossa visão, a piora do cenário prospectivo para a inflação [antes mesmo da forte deterioração desta semana] reduz o espaço para novos cortes. Também projetamos manutenção da Selic em 13,75% na reunião de dezembro, com a taxa permanecendo nesse patamar ao final de 2026 e de 2027", diz a nota do C6 Bank. Já a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, manteve expectativa que o BC promova um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, para 13,50% ao ano, e que, depois, comunique uma pausa no ciclo de redução na próxima reunião. "Apesar da maior incerteza e aumento do prêmio de risco na curva de juros futuros, a taxa Selic em 13,50% permanece restritiva o suficiente para amortecer os choques inflacionários esperados para o começo de 2027, considerando o horizonte da política monetária o 2º trimestre de 2028, mas não vemos espaço para a continuidade dos cortes nesse momento [após a decisão desta quarta]", diz a analista do banco Inter. A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18h nesta quarta-feira (4) Jornal Nacional/ Reprodução

Copom reduz taxa de juros, e o FED mantém Jornal Nacional/ Reprodução O Banco Central chega à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (4) diante de um cenário mais complicado para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic. A expectativa predominante entre economistas é de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a Selic em 13,75% ao ano. Embora a deterioração das expectativas de inflação e a incerteza sobre a condução das contas públicas tenham reduzido o espaço para novos cortes, parte dos analistas ainda considera possível uma última redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 13,50% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O comunicado do Banco Central também será acompanhado de perto pelos investidores em busca de pistas sobre a trajetória dos juros em 2027, especialmente diante das dúvidas sobre a política fiscal do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação do mercado financeiro ao resultado do segundo turno das eleições deu uma dimensão dessas preocupações. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a semana de 30 de outubro com queda de 18,12%, a quinta maior desvalorização semanal desde o início do Plano Real. Agora no g1 Além disso, as empresas listadas perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado na mesma semana, segundo levantamento da Elos Ayta. Para dimensionar a magnitude dessa perda, o montante equivale a 1,31 vez o valor de mercado da Petrobras, atualmente estimado em R$ 734 bilhões. ➡️ A preocupação é que, sem uma mudança na condução das contas públicas, o país continue convivendo com juros elevados, o que dificulta investimentos, encarece o crédito e limita o crescimento econômico. "Esperamos manutenção da taxa Selic em 13,75% na reunião de novembro. A decisão deve ser unânime e refletir a avaliação de piora do cenário-base", afirma o Itaú BBA em relatório. Na avaliação do banco, o ambiente internacional também se tornou mais desfavorável, com juros elevados nas economias desenvolvidas e nova rodada de alta nos preços do petróleo. No Brasil, embora a atividade econômica esteja desacelerando, o mercado de trabalho continua resistente e a inflação permanece pressionada. O Itaú BBA estima que a projeção de inflação do próprio modelo do Banco Central para o segundo trimestre de 2028, período considerado relevante para a decisão de juros, suba de 3,2% para 3,4%. O banco também revisou suas projeções para o IPCA, inflação oficial do país: de 5,1% para 5,2% em 2026 e de 4,6% para 6,1% em 2027. Com esse quadro, a instituição espera que o Copom interrompa o ciclo de redução dos juros e mantenha a Selic em 13,75% durante todo o próximo ano. O enfraquecimento da economia, por outro lado, seria um dos fatores que limitariam a necessidade de elevar ainda mais a taxa. Por que o mercado voltou a temer juros mais altos? Um dos principais fatores por trás da turbulência é a situação das contas públicas. Nos 12 meses até setembro, o setor público acumulou déficit nominal de R$ 1,28 trilhão. Esse indicador considera a diferença entre receitas e despesas do governo, incluindo os juros pagos sobre a dívida pública. A dívida bruta chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Em dezembro de 2022, a proporção era de 71,7% do PIB. O tamanho da dívida preocupa porque, quanto maior a percepção de risco de que o governo terá dificuldades para pagar seus compromissos, maior é a remuneração exigida pelos investidores para emprestar dinheiro ao país. Essa cobrança adicional eleva os juros dos títulos públicos, especialmente daqueles com vencimentos mais longos, e pode pressionar o dólar. O problema é que o aumento dos juros também encarece o próprio financiamento da dívida, criando um ciclo difícil de interromper. "Com dívida alta e crescente, o investidor passa a exigir mais para emprestar ao governo, e os juros longos sobem. Juro mais alto aumenta a dívida, e a dívida maior exige juro mais alto. É esse ciclo que o mercado teme", explica Juliana Daitx, coordenadora de Investimentos da Unicred Porto Alegre. Ela destaca que, nos 12 meses até setembro, os juros pagos pelo setor público chegaram a R$ 1,205 trilhão, enquanto o déficit primário foi de R$ 70,1 bilhões. Para recuperar a confiança dos investidores, o governo precisaria apresentar um plano fiscal com metas claras e medidas permanentes de controle das despesas. A avaliação dos especialistas é que não basta aumentar a arrecadação ou apresentar resultados positivos isolados: é necessário mostrar que a dívida poderá se estabilizar nos próximos anos. O resultado de setembro, por exemplo, não foi suficiente para mudar essa percepção. Naquele mês, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,84 bilhões, ante déficit de R$ 14,4 bilhões em setembro de 2025. Mas parte significativa da melhora veio de um fator extraordinário: o cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercícios anteriores, dívidas do governo reconhecidas pela Justiça. Sem esse efeito, o resultado teria sido negativo em aproximadamente R$ 8 bilhões. "O resultado de setembro foi eminentemente puxado por fatores não recorrentes e nos dá muito pouca sinalização sobre a estratégia fiscal de longo prazo", afirma Gustavo Gomes, chefe de renda variável da AVIN. Na avaliação dele, o mercado procura sinais de que o próximo governo terá condições de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, que aumentam automaticamente conforme regras previstas em lei, e reduzir a dependência de receitas extraordinárias. André Braz, economista do FGV IBRE, também avalia que a melhora pontual das contas públicas não é suficiente. Para ele, o desafio é produzir um ajuste permanente, com maior eficiência do gasto público, revisão de despesas obrigatórias e benefícios tributários e cumprimento das metas fiscais. "O mercado precisa enxergar uma trajetória consistente de controle das despesas e estabilização da dívida pública", afirma. O que a queda da bolsa e a alta do dólar têm a ver com a Selic? Quando cresce a percepção de risco sobre a economia brasileira, investidores podem retirar recursos do país e buscar proteção em moedas estrangeiras, como o dólar. Com isso, o real perde valor. Como parte dos produtos consumidos no Brasil depende de insumos ou mercadorias importados, um dólar mais caro pode pressionar os preços e dificultar o controle da inflação. Além disso, os juros futuros sobem. Essas taxas são negociadas no mercado e indicam quanto os investidores esperam receber para emprestar dinheiro em diferentes prazos. Gustavo Gomes afirma que, na reação pós-eleitoral, alguns vencimentos intermediários e longos dos juros futuros apresentaram abertura próxima de 250 pontos-base, ou 2,5 pontos percentuais. O movimento indica que os investidores passaram a exigir uma remuneração maior para assumir riscos relacionados à economia brasileira. A inflação implícita, indicador calculado a partir da diferença entre as taxas de juros nominais e reais dos títulos públicos, também subiu. No horizonte de cinco anos, a alta foi de aproximadamente 1,2 ponto percentual na semana, levando o indicador a patamares próximos de 7% ao ano. Para o Banco Central, as expectativas de inflação mais altas podem se transformar em aumentos efetivos de preços. Se empresas e trabalhadores passam a esperar uma inflação maior, podem reajustar preços e salários levando essa perspectiva em consideração. Por isso, mesmo que a atividade econômica esteja perdendo força, o BC precisa avaliar se uma redução dos juros não acabaria pressionando ainda mais o câmbio e a inflação. "Uma redução prematura dos juros poderia pressionar o câmbio e dificultar a convergência da inflação para a meta", afirma André Braz, economista do FGV IBRE. Crédito caro começa a pesar sobre famílias e empresas Enquanto o mercado discute a dívida pública e as expectativas para a inflação, os efeitos dos juros elevados já aparecem na vida de consumidores e empresas. O último Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central mostrou que o sistema bancário brasileiro continua sólido, com níveis adequados de capital e liquidez. Isso significa que as instituições financeiras têm recursos e reservas para enfrentar perdas e períodos de maior dificuldade. O problema está na capacidade de pagamento dos clientes. O comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu o maior nível em 21 anos, enquanto os indicadores de inadimplência e de operações problemáticas também avançaram. Com mais consumidores e empresas enfrentando dificuldades para pagar empréstimos, os bancos precisam reservar mais dinheiro para cobrir possíveis calotes. Ao mesmo tempo, ficam mais rigorosos na concessão de novos financiamentos e elevam as taxas cobradas para compensar o risco. O resultado é um crédito mais caro e difícil de conseguir justamente quando famílias e empresas precisam de recursos para reorganizar suas dívidas e manter o consumo e os investimentos. "O relatório mostra que os bancos estão sólidos, mas os clientes estão em dificuldade", resume Juliana Daitx, da Unicred Porto Alegre. Ela explica que a inadimplência pode alimentar um ciclo negativo: os bancos emprestam menos e cobram mais caro, o que dificulta ainda mais o pagamento das dívidas e pode provocar novos atrasos. Uma redução da Selic ajudaria a aliviar esse quadro, tornando gradualmente mais baratas as dívidas e as novas operações de crédito. Mas o efeito não seria imediato e dependeria também da disposição dos bancos para voltar a emprestar. Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, explica que muitas famílias já estão com uma parcela tão grande da renda comprometida que uma redução dos juros pode não ser suficiente para estimular imediatamente novas operações de crédito. Por que um último corte ainda não está descartado? Apesar da predominância da expectativa de manutenção, há analistas que enxergam espaço para uma redução residual dos juros. Jeferson Bittencourt, chefe de macroeconomia do ASA, avalia que a desaceleração da atividade econômica e uma projeção de inflação ainda próxima da meta no horizonte relevante podem justificar um último corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,50%. Para ele, a decisão ficou mais apertada depois da depreciação do real e do aumento dos prêmios de risco, que representam a remuneração adicional exigida pelos investidores para assumir riscos maiores. "Deve pesar mais a combinação de atividade em desaceleração com projeção de inflação ainda próxima da meta no horizonte relevante. Esse quadro sustenta uma probabilidade um pouco maior de um último corte de 0,25 ponto percentual", afirma. O economista ressalta, porém, que a possibilidade de manutenção dos juros aumentou de forma relevante. Caso o Copom opte pelo corte, a expectativa é de que o comunicado já indique uma postura mais cautelosa, reconhecendo que a piora das condições financeiras reduziu o espaço para novas reduções. Na avaliação de Juliana Daitx, a manutenção em 13,75% é a escolha mais prudente. Antes das eleições, o mercado esperava uma redução para 13,50% na reunião de novembro. A disparada do dólar, a inflação acima do teto da meta e a falta de clareza sobre a condução fiscal do próximo governo, entretanto, mudaram esse cenário. "Subir também parece exagero, porque a inadimplência já está alta e a atividade dá sinais de desaceleração. Por isso, o mais sensato é manter em 13,75% ao ano e esperar mais clareza", diz. A avaliação é semelhante à de Alexandre Pletes, sócio e chefe de renda variável da Faz Capital. Para ele, uma redução dos juros dependerá de uma melhora mais consistente das expectativas de inflação e da percepção sobre o risco fiscal. "Não adianta cortar juro sem ter isso funcionando", afirma. O que observar no comunicado do Copom? Para André Braz, do FGV IBRE, o comunicado deve deixar claro se o Banco Central pretende apenas interromper temporariamente o ciclo de cortes ou se ainda considera possível retomar a redução dos juros nas próximas reuniões. Sérgio Samuel, economista do Ailos, espera um tom de compromisso com o controle da inflação e a manutenção da cautela. Segundo ele, a credibilidade do BC depende de uma atuação técnica, mas a retomada dos cortes também exigirá que as expectativas de mercado estejam mais bem ancoradas. Juliana Daitx, da Unicred, destaca que uma referência mais explícita ao câmbio, às expectativas de inflação e ao risco fiscal seria um sinal de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo. Um comunicado mais neutro, acompanhado de uma eventual acomodação do dólar, poderia deixar aberta a possibilidade de novos cortes.

Fachada da Controladoria-Geral da União (CGU) Kenzo Suzuki ASCOM/CGU d As inscrições para o novo concurso público da Controladoria-Geral da União (CGU) terminam nesta quarta-feira (4), às 18h (horário de Brasília). Ao todo, são oferecidas 60 vagas imediatas, além de cadastro de reserva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Os interessados devem se inscrever pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 170 e pode ser paga até 6 de novembro. Podem solicitar a isenção da taxa os candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e os doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde. As oportunidades são destinadas a candidatos com nível superior. O salário inicial é de R$ 20 mil para uma jornada de 40 horas semanais. Agora no g1 As 60 vagas estão distribuídas da seguinte forma: Auditoria: 30 vagas; Tecnologia da Informação (TI) – Ciência de Dados: 10 vagas; TI – Infraestrutura de TI: 10 vagas; TI – Desenvolvimento de Sistemas: 10 vagas. Para o cargo de Auditoria, são oferecidas 20 vagas na sede da CGU, em Brasília, e outras 10 distribuídas entre as unidades regionais do Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima, com duas vagas em cada estado. As três áreas de Tecnologia da Informação (TI) têm lotação no Distrito Federal e oferecem 10 vagas imediatas cada. O concurso prevê a possibilidade de aprovação de até 368 candidatos no total, incluindo os classificados dentro do número de vagas imediatas. Desse limite, até 206 aprovados serão para o cargo de Auditoria e até 54 para cada uma das três especialidades de Tecnologia da Informação (TI). Os demais aprovados poderão compor o cadastro de reserva. O concurso reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência (PcD). Além disso, 30% das oportunidades são destinadas a ações afirmativas: 25% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em 13 de dezembro, em todas as capitais do país (veja o cronograma completo abaixo). A avaliação será dividida em dois turnos. Pela manhã, os candidatos responderão à prova objetiva, com duração de cinco horas. À tarde, será aplicada a etapa discursiva, com duração de três horas e meia. A prova objetiva terá 170 itens no modelo de julgamento “certo ou errado”, distribuídos em três blocos: 40 de conhecimentos básicos, 40 de conhecimentos complementares e 90 de conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será composta por duas questões. A primeira abordará conhecimentos complementares e valerá 30 pontos. A segunda trará uma situação-problema relacionada à área específica do cargo e valerá 70 pontos. Os locais e horários individuais de aplicação das provas serão divulgados em 2 de dezembro. Os candidatos deverão comparecer ao local designado com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início da avaliação. O concurso terá validade de dois anos a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial da União (DOU), podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. 🗓️ Cronograma Inscrições: até 4 de novembro de 2026 Prazo final para pagamento da taxa de inscrição: 6 de novembro de 2026 Consulta aos locais de prova: 2 de dezembro de 2026 Aplicação das provas objetiva e discursiva: 13 de dezembro de 2026 Resultado definitivo das provas objetivas: 14 de janeiro de 2027 Resultado final da prova discursiva e resultado final do concurso: 15 de abril de 2027

Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters Uma crise envolvendo o banco digital Ueno, que tem cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). Além disso, aumentou a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco (que mede sua capacidade de pagamento) caiu para menos da metade do mínimo exigido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. Agora no g1 O caso também trouxe desgaste para o governo de Peña e ameaça a reputação do Paraguai como um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro, grande parte dele proveniente do Brasil. Foi nesse contexto que o presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do BC comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Nesta terça, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. “Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno”, disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. “Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim.” Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para fazer pagamentos aos depositantes. O presidente paraguaio afirmou ainda que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo instituto de seguridade social IPS e por outros fundos públicos de previdência. 'Caso isolado' Segundo o Banco Central do Paraguai, o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña também buscou afastar esse risco: “Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional.” O presidente paraguaio acrescentou que os responsáveis pelo caso “devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios”. Segundo o BC, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para verificar a situação dos ativos do Ueno. Saída do presidente do BC Carvallo afirmou que permanecerá no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise do Ueno. Ao anunciar a saída, ele disse que a decisão ajudaria a reduzir a controvérsia em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos trabalhassem sem as disputas políticas e a repercussão na imprensa. As críticas já haviam levado parlamentares a pedir a demissão da cúpula do BC, depois que eles rejeitaram um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também teve reflexos nos mercados. As preocupações com o Ueno pressionaram os títulos em dólar do banco com vencimento em 2031 e os próprios títulos da dívida do Paraguai. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma fintech local de nicho a um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil deve receber entre esta semana e o início da próxima uma oferta de eventual acordo por parte dos Estados Unidos sobre o tarifaço. O documento deverá trazer sugestões de concessões comerciais, como reduções tarifárias em determinados setores, por exemplo. "Nós tivemos uma reunião nos Estados Unidos em 30 de setembro, e eles ficaram de encaminhar um termo de referência, que é o nome que usamos para um esboço do que pode ser um futuro acordo, em três ou quatro semanas. Essa é a quarta semana. Então, imagino que o Brasil deva receber esse documento entre esta semana e a próxima", disse o ministro a jornalistas. Agora no g1 Elias Rosa explicou que, em negociações comerciais desse tipo, uma das partes apresenta uma proposta inicial, à qual a outra responde com suas ofertas e contrapropostas. "Quando negociamos um acordo dessa natureza, uma parte apresenta uma proposta e nós fazemos as nossas ofertas. Eles devem nos encaminhar um documento indicando, basicamente, quais são os setores em que gostariam de obter reduções tarifárias, por exemplo, e nós responderemos em seguida. Mas ainda não houve nenhuma antecipação sobre o mérito da proposta", declarou Elias. Segundo Elias Rosa, o governo americano está trabalhando na elaboração do texto. "A informação que eu tenho é que eles estão preparando o documento para nos encaminhar. Independentemente da discussão política, nós mantivemos conversas informais nesse período, e eles de fato estão trabalhando nisso", afirmou. "Eles fazem uma proposta dos setores que a eles interessa, e nós vamos responder de acordo com aquilo que convém ao Brasil", completou. Ao ser questionado se as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as chamadas mditerms, poderiam ter alguma influência na negociação sobre o tarifaço, o ministro foi categórico: "Não, nada. Não muda absolutamente nada". "O Brasil segue o seu percurso, seu trabalho, temos muito trabalho a fazer, e é o povo americano que define as eleições", complementou. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Tarifaço O Brasil foi alvo de rodadas de tarifaços anunciadas pelo governo dos EUA: de 25%: em razão do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia em relação a empresários americanos em áreas como PIX, etanol e propriedade intelectual; de 12,5%: diante do entendimento dos EUA de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao coibir a importação de mercadorias de países onde há trabalho forçado. 🎤Durante as negociações para tentar evitar o tarifaço, representantes do governo brasileiro disseram que os americanos desconsideraram os argumentos técnicos, o que levou o Brasil a considerar que as medidas tiveram caráter político, não comercial. Nesse contexto, o Brasil abriu um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que ao agir dessa maneira os EUA tratam o Brasil de maneira diferente dos demais parceiros comerciais. Em resposta, os Estados Unidos informaram à OMC estarem à disposição do Brasil para discutir o tema, mas ainda não indicaram, segundo diplomatas brasileiros, qualquer sinal de reversão do tarifaço. Em setembro, representantes dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump se reuniram em Genebra, na sede da OMC, para negociar. Com isso, abriu-se o prazo de 60 dias para que os dois países cheguem a um consenso. Se não houver acordo no prazo, uma das partes pode abrir um painel, ou seja, pedir que o tema vá a julgamento pela OMC. O governo da China pediu formalmente à OMC para participar do processo, mas os EUA se manifestaram contra a abertura de espaço para os chineses. Minerais Críticos e Estratégicos Após uma longa discussão, o presidente Lula sancionou, em setembro, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. Além disso, foi instalado o Conselho para o setor, que deve fazer a primeira reunião do pleno logo após agendas internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas. Na ocasião, deve ser discutida a lista de minerais que serão classificados como críticos e estratégicos. Sobre o assunto, o ministro disse nesta terça-feira (3) que não deverá ter surpresa. "A definição inicial da lista, aquela lista rotativa do que seja minerais críticos, do que seja estratégicos a definição da lista, não tem muito segredo, todo mundo que é especialista no tema sabe, pode eventualmente se surpreender com a ausência de algum, mas também não tem ministério", disse. A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição. "Deveremos ter a lista dos minerais críticos, uma diretriz para um plano nacional, que é como a lei chama, e nós teremos depois uma discussão um pouco mais demorada que é triagem dos investimentos", explicou Elias, acrescentando que essa etapa pode ocorrer em um segundo momento, porque primeiro deve ser definido as cadeias produtivas prioritárias. "E aí eu aproveito para dizer: no momento que o governo definir as cadeias prioritárias, ele não excluirá outras. A exemplo da lista elas também são determinadas pela demanda. Baterias constituem uma prioridade, não significa que não poderá ser agregada a outras. É só um ponto de partida", explicou.
Alcolumbre escolhe aliado para relatoria do Orçamento em meio à articulação pela reeleição no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), escolheu o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para ser o relator do Orçamento de 2027. Líder do MDB, Braga é próximo de Alcolumbre e já tinha anunciado que iria apoiá-lo na busca pela reeleição como presidente da Casa. A escolha vem depois de aliados de Alcolumbre indicarem a possibilidade de a relatoria ficar com um senador do PL: Eduardo Gomes (TO), atual vice-presidente do Senado. A ideia seria atrair o apoio de parte da bancada do PL para a eleição de fevereiro de 2027, que escolherá a cúpula do Congresso. No entanto, por um acordo anterior, a relatoria do Orçamento já seria do MDB. O partido também tem a seu favor o fato de que as bancadas do Norte e Nordeste apoiaram Lula (PT) no segundo turno, contrariando a escolha da Executiva Nacional – e Braga faz parte desse grupo de aliados que ficou ao lado do petista. No último mês, Alcolumbre passou a contar votos e articular para se manter no comando do Senado. A maior dificuldade é a bancada do PL, que, a partir do próximo ano, será a maior da Casa. O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2027. Alcolumbre tenta atrair ao menos parte dos votos do PL e de outros partidos alinhados com o bolsonarismo no Senado, como o Republicanos. Depois de fugir para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que o partido irá lançar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para o cargo. 🔎 Para ser eleito, o candidato à presidência do Senado precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 de 80 votos. Orçamento de 2027 Miriam Leitão: Orçamento de 2027 tem esforço fiscal A análise do Orçamento de 2027 foi adiada pelo Congresso para depois do fim das eleições. Por lei, o governo precisava enviar a peça orçamentária até 31 de agosto – o que foi feito. Mas como a campanha eleitoral começou logo em seguida, Câmara e Senado adiaram a análise. Agora, o Congresso deve aprovar tanto a Lei de Diretrizes Orçamentária como a Lei Orçamentária Anual, o Orçamento propriamente dito. A expectativa é de aprovação até 22 de dezembro. A discussão sobre o direcionamento e o gasto do dinheiro público pelo próximo ano é realizada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Passadas as eleições, o Congresso corre contra o tempo para votar o Orçamento até o fim do ano. O risco é repetir o Orçamento de 2025, quando a PLOA não foi votada até o fim de 2024 e acabou sendo aprovada apenas em março do ano seguinte. Se esse cenário se repetir, o Orçamento de 2026 seria votado na nova composição de Congresso em que o Centrão encolheu e o PL fez as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Eduardo Braga (MDB) chega ao debate da Rede Amazônica com os candidatos ao Senado pelo Amazonas. Patrick Marques/g1 AM

Uma das principais novidades do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) tem um nome difícil, mas com um significado que pode simplificar o uso dos benefícios. A interoperabilidade é quando diferentes sistemas conseguem conversar entre si. Ou seja, um cartão emitido por uma empresa vai poder ser usado em uma maquininha credenciada em outra empresa. Antes, o uso era determinado pela bandeira do cartão. A máquina de pagamento precisava estar cadastrada para aceitar a empresa que emitiu o benefício. Agora, os estabelecimentos vão poder aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. ⚠️Isso não muda a destinação do benefício. Por exemplo, o vale-refeição não vai poder ser usado em supermercados. O Vale-alimentação não pode ser usado para comprar itens de beleza. O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões. Ou seja, o seu cartão vai ser aceito em mais estabelecimentos, mas vai manter a finalidade de cada benefício. O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes. Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias. As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) começaram a valer no domingo (1º). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a obrigação de aceitação universal dos benefícios deverá entrar em vigor em todo o país a partir do próximo sábado (7). 🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios e reduzir os custos para restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu Elber Laranja, engenheiro de produtos de crédito, e consultou a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). Veja os principais pontos: O que é a interoperabilidade? O que muda para o trabalhador? Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? O que fazer se o cartão for recusado? Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Posso comprar bebidas alcoólicas? Posso sacar o dinheiro do cartão? Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? As novas regras também valem para aplicativos de delivery? O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? O valor do benefício vai mudar? O que muda para os comerciantes? vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que é a interoperabilidade? A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados. 🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão. Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. O que muda para o trabalhador? O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão. A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados. 🔎 Segundo Elber, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício. Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação. Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam. O que fazer se o cartão for recusado? O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação. Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras. Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha. Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor. A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema. Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação. Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos. A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação. E bebidas alcoólicas? As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador. Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis. Posso sacar o dinheiro do cartão? Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária. O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro. 🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares. Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação. Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas. As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet. O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva. A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação. Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor. O valor do benefício vai mudar? Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional. O que muda para os comerciantes? Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação. Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras. As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos. Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras. Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes. As empresas são obrigadas a fornecer vale-refeição ou vale-alimentação? Não. Em geral, a obrigação de oferecer vale-refeição ou vale-alimentação depende de acordos ou convenções coletivas de trabalho, ou de regras internas adotadas pelas empresas. Portanto, as mudanças no PAT alteram principalmente a forma como os benefícios são utilizados, mas não criam uma obrigação geral para que todas as empresas passem a oferecê-los. Quem descumprir as regras pode ser multado? Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas. As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade. O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas. Qual é o valor das multas? A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização. Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade. Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo. Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.

Binance teve US$ 6,3 bilhões em ativos de criptomoedas roubados. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Binance afirmou nesta terça-feira (3) que hackers usaram uma falsa entrevista de emprego para comprometer um computador e uma ferramenta interna de inteligência artificial para assumir o controle das carteiras de criptomoedas da empresa. O ataque resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos e pode ser o maior roubo financeiro da história, segundo a Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em um relatório inicial sobre as falhas que permitiram o ataque, a maior corretora de criptomoedas do mundo detalhou uma ação sofisticada que começou em junho, com um anúncio de uma versão adulterada de uma ferramenta de programação. A partir daí, uma sequência de violações de segurança culminou no roubo, em 29 de outubro. FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da O FBI atribuiu o ataque a um grupo de hackers norte-coreano, acusação rejeitada pela Coreia do Norte. A Binance informou que está ressarcindo todos os clientes que perderam recursos no ataque. Segundo a corretora, a invasão começou quando um funcionário da equipe de desenvolvimento de carteiras baixou, em junho, uma ferramenta de inteligência artificial adulterada. A Binance detectou o problema, substituiu o equipamento e alterou as credenciais de acesso. Mesmo assim, o hacker teve acesso a informações sobre as funções desse funcionário e de outros integrantes da equipe de carteiras. Em setembro, um segundo engenheiro de software, que procurava um novo emprego, baixou um “repositório de código malicioso” em seu computador após participar de uma entrevista para uma vaga que acreditava ser legítima. O processo incluiu uma reunião virtual com o CEO de uma empresa fictícia. Em 20 de outubro, o invasor usou o computador comprometido e uma ferramenta interna de inteligência artificial para assumir o controle do sistema de um desenvolvedor de carteiras e do sistema de um segundo desenvolvedor da mesma equipe. No dia 29, o hacker usou o computador do segundo desenvolvedor, com credenciais roubadas do primeiro, e executou um script malicioso para iniciar o ataque. “Isso não deveria ter acontecido, e pedimos desculpas pela preocupação, pelos transtornos e pela incerteza que isso causou aos nossos usuários, parceiros e ao setor como um todo”, afirmou a Binance no relatório. Após o ataque, a corretora informou que está ampliando os investimentos em detecção com uso de inteligência artificial. Também afirmou que trabalha na criação de um fundo de pesquisa em segurança e em iniciativas específicas com empresas líderes em IA.

Ford F-150 na versão Lariat. Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta terça-feira (3) um recall da picape F-150, modelos 2025 e 2026, por uma falha na fixação dos bancos dianteiros. O problema, de acordo com o comunicado, pode comprometer a proteção do motorista e do passageiro em uma colisão e aumentar o risco de lesões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a fabricante, uma falha no processo de produção pode ter deixado os bancos sem alguns dos parafusos que os prendem à carroceria ou com essas peças sem o aperto adequado. Nessas condições, os ocupantes podem perceber movimentação dos bancos ou ouvir ruídos durante a condução. Agora no g1 Em caso de colisão, o defeito pode afetar a estabilidade do banco e a posição de quem está sentado, prejudicando o funcionamento do cinto de segurança. A campanha prevê a inspeção dos parafusos e, se necessário, o reaperto ou a substituição das peças. O serviço é gratuito e está disponível a partir desta terça-feira (3). O recall abrange as unidades da F-150 com os chassis e as datas de produção abaixo: Modelos: 2025 Chassi: 1FTFW5L50SFC42333 / Data de produção: 7 de outubro de 2025 Chassi: 1FTFW5L59SFC42041 / Data de produção: 8 de outubro de 2025 Chassi: 1FTFW5L53SFC41869 / Data de produção: 10 de outubro de 2025 Chassi: 1FTFW5L54SFC60480 / Data de produção: 19 de novembro de 2025 Chassi: 1FTFW5L59SFC65383 / Data de produção: 19 de novembro de 2025 Chassi: 1FTFW5L51SFC63210 / Data de produção: 24 de novembro de 2025 Chassi: 1FTFW5L55SFC65140 / Data de produção: 26 de novembro de 2025 Modelo: 2026 Chassi: 1FTFW4L56TFA43086 / Data de produção: 31 de janeiro de 2026 A previsão é de aproximadamente 25 minutos para a inspeção e, quando necessário, o reaperto ou a troca dos parafusos. O tempo pode variar conforme o fluxo de atendimento da concessionária. A Ford orienta os proprietários a atenderem imediatamente à convocação.

Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos. Divulgação / Toyota Uma associação que representa General Motors, Volkswagen, Toyota e outras grandes montadoras pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove ainda neste ano uma proibição permanente de veículos chineses. As informações são da Reuters. O apelo foi feito na segunda-feira (2), segundo a agência, antes da retomada dos trabalhos legislativos prevista para a próxima semana, após as eleições de meio de mandato nos EUA. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Alliance for Automotive Innovation, que reúne quase todas as principais fabricantes, quer que os parlamentares aproveitem o curto período de votações para concluir a análise da proposta. A entidade argumenta que a entrada desses carros ameaça tanto a segurança nacional quanto os investimentos feitos pelas montadoras no país. Agora no g1 Montadoras que fazem parte da Alliance for Automotive Innovation nos Estados Unidos: Aston Martin; BMW; Bugatti; Ferrari; Ford; GM; Honda; Hyundai; Isuzu; Jaguar / Land Rover; Kia; Mazda; Mclaren; Mercedes-Benz; Mitsubishi; Nissan; Porsche; Stellantis; Subaru; Toyota; Grupo Volkswagen (Audi, Lamborghini, Bentley); Volvo. “Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, presidente da associação. Os Estados Unidos já têm restrições que, na prática, impedem montadoras chinesas de vender ou fabricar carros de passeio no país. A regulamentação foi adotada no início de 2025, durante o governo de Joe Biden, diante do risco de envio de dados sensíveis dos motoristas à China. Além dessa barreira, o país mantém tarifas superiores a 100% sobre os veículos elétricos chineses. Agora, as fabricantes pressionam pela aprovação de uma lei que estabeleça o banimento permanente. A posição do presidente Donald Trump, porém, provocou preocupação no setor. Em setembro, Trump disse à Fox News que aceitaria que empresas chinesas produzissem carros em território americano. Fábrica de modelos eletrificados da Leapmotor em Zhejiang, China. Divulgação Projeto avança O projeto de proibição avançou em julho, quando foi aprovado por uma comissão do Senado. Na Câmara dos Representantes, a versão da proposta já conta com mais de 100 parlamentares como coautores. Apesar do amplo apoio, os senadores responsáveis pela iniciativa, que reúne integrantes dos dois partidos, concordaram em setembro em adiar para novembro a tentativa de acelerar a tramitação. Montadoras e assessores legislativos ainda esperam concluir a aprovação neste ano. Mas alguns assessores do Congresso e representantes do setor avaliam que, se os democratas conquistarem o controle do Legislativo, poderá faltar tempo para votar o banimento antes do encerramento da sessão, em dezembro. Para defender a urgência da medida, Bozzella citou o avanço dos veículos produzidos na China sobre o mercado europeu. Segundo ele, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos do país asiático nos oito primeiros meses de 2026, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025. “Dado o evidente risco à segurança nacional e o padrão de comportamento desleal da China, o Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer impunemente na Europa”, declarou. O Ministério das Relações Exteriores da China já havia pedido aos Estados Unidos que passassem “a respeitar as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência justa”. O governo chinês também classificou propostas anteriores contra empresas do país como “repressão injustificada”.

Como empreendedores se preparam para faturar mais na Black Friday Reprodução/PEGN A expectativa dos consumidores brasileiros por ofertas melhores na Black Friday deste ano aumentou, mas a disposição para comprar diminuiu. É o que mostra a segunda onda de uma pesquisa da Globo, realizada com 2 mil pessoas entre 6 e 9 de outubro de 2026. Na comparação com o levantamento anterior, feito em junho, a parcela de consumidores que espera encontrar descontos melhores do que no ano passado passou de 53% para 65%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além disso, 84% afirmam que só compram se encontrarem preços realmente menores do que em outros períodos. Apesar da queda na intenção declarada de compra, de 47% para 36%, há espaço para atrair consumidores que ainda não decidiram se vão às compras: 75% dos indecisos ou daqueles que não pretendem comprar admitem que podem fazer uma compra não planejada durante a data. "O que vemos é um consumidor mais exigente, que está disposto a comprar, mas quer ter certeza de que está diante de uma boa oportunidade", afirma Eliseu Barreira, diretor de Estratégia e Inteligência de Negócios da Globo. Segundo ele, o desafio para marcas e varejistas é transformar a expectativa por descontos em uma percepção concreta de vantagem. Entre os consumidores indecisos, 54% dizem que descontos relevantes poderiam levá-los a comprar. Outros 39% mencionam frete grátis, enquanto 23% apontam condições facilitadas de pagamento. "O preço continua sendo determinante, mas não é o único elemento dessa decisão. A oportunidade precisa fazer sentido como um todo, considerando também conveniência, confiança e experiência de compra", diz Barreira. A pesquisa também mostra que os consumidores estão antecipando as decisões de compra. A parcela dos que começam a pesquisar produtos três meses antes da Black Friday passou de 28% para 38% entre as duas ondas do levantamento. Além disso, 32% afirmam que comprariam antes de novembro caso encontrassem uma oferta muito boa, ante 24% em junho. Na direção contrária, caiu de 32% para 25% a parcela dos consumidores que pretende esperar especificamente pela sexta-feira da Black Friday para fazer compras. Para Barreira, a mudança reforça que a data deixou de ser apenas um dia de promoções e passou a representar um período mais longo de pesquisa, comparação de preços e decisões. "As marcas precisam estar presentes ao longo de todo esse percurso", afirma. Agora no g1 Eletrônicos e vestuário ganham espaço À medida que a Black Friday se aproxima, algumas categorias de produtos também ganham força entre os consumidores. O interesse por eletrônicos avançou de 20% para 29% entre junho e outubro. Vestuário passou de 20% para 27%; eletrodomésticos, de 23% para 27%; e produtos de autocuidado, de 14% para 22%. Apesar do avanço das intenções por determinadas categorias, a escolha das marcas ainda está em aberto. Apenas 13% dos consumidores já decidiram exatamente quais produtos e marcas pretendem comprar. "Mesmo quando o consumidor já sabe qual categoria deseja, a escolha da marca pode acontecer mais adiante", diz Barreira. Segundo ele, esse cenário abre espaço para que as empresas conquistem a preferência dos clientes até os momentos mais próximos da compra. Além dos preços, a confiança também pesa na decisão. De acordo com o levantamento, 40% dos consumidores priorizam lojas nas quais já tiveram boas experiências de compra, enquanto 32% consideram as avaliações de outros consumidores. Barreira afirma que a decisão não depende apenas do desconto anunciado. A reputação da loja, o frete e o prazo de entrega também influenciam a escolha. "O consumidor não avalia apenas o desconto. Ele considera a segurança da compra e a experiência que terá com aquela marca", explica. Para o executivo, a principal lição da pesquisa é que as empresas precisam considerar todo o caminho percorrido pelo consumidor, desde as primeiras buscas até a decisão final. "O consumidor pesquisa com antecedência, compara preços, considera diferentes marcas e pode mudar sua decisão diante de uma oportunidade relevante", afirma. A pesquisa integra o trabalho de inteligência da Globo para acompanhar hábitos e comportamentos dos brasileiros. Os resultados também servem de base para o Globo Friday, projeto comercial da empresa que reúne ações na TV Globo, em canais pagos, plataformas digitais e no Globoplay. Em 2026, a iniciativa inclui o Momento Globo Friday, que leva a experiência da Black Friday aos intervalos comerciais da TV Globo durante todo o mês de novembro. O projeto também prevê o uso de soluções tecnológicas, como os Plugins Ao Vivo do Globoplay, para ampliar as possibilidades de conexão entre anunciantes e consumidores. A pesquisa completa está disponível no portal Globo Ads. Acesse clicando aqui.

Disney corta empregos em meio à crise REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Disney pediu a gestores que reduzam em 20% os custos sob sua responsabilidade e avalia demitir milhares de funcionários, segundo informações da Bloomberg publicadas nesta segunda-feira (2). O número de demissões ainda não foi definido. A iniciativa seria parte de um esforço de reestruturação da companhia, que enfrenta desafios como o avanço da inteligência artificial, a queda da receita de bilheteria, a concorrência no mercado de streaming e a desaceleração do público internacional em seus parques temáticos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Bloomberg, algumas áreas da empresa deverão arcar com uma parcela maior dos cortes do que outras. ➡️ Parte da economia obtida com a redução de despesas deverá ser reinvestida em produções de cinema e televisão, tecnologia, parques temáticos e negócios de cruzeiros. 🎥 Na prática, a companhia quer que gestores encontrem maneiras de gastar menos para manter suas operações, seja com revisão de despesas, reorganização de equipes ou outros ajustes A Disney tinha cerca de 231 mil funcionários no fim do ano fiscal de 2025. A companhia vem promovendo cortes de pessoal nos últimos anos para melhorar sua rentabilidade. Em setembro, a Disney demitiu algumas centenas de funcionários das áreas de recursos humanos e tecnologia. Em abril, a companhia já havia eliminado cerca de mil vagas em diferentes setores, incluindo marketing, estúdios, televisão e ESPN. 🔍 Em 2023, a empresa anunciou o corte de 7 mil vagas como parte de um plano para economizar US$ 5,5 bilhões em despesas. Moradores da região caem em golpe de viagens para Disney

Depois de ruídos no último fim de semana, sobre sugestões de mudanças na política econômica, aliados do presidente Lula defendem que ele use o prometido pronunciamento desta semana sobre a vitória nas urnas para garantir o equilíbrio fiscal em seu quarto mandato e afastar qualquer "mágica" na área econômica. A avaliação é que a palavra para acalmar investidores deve vir do próprio presidente da República, reeleito para um novo mandato à frente do Palácio do Planalto. No fim de semana, circulou a informação de que Lula poderia receber para uma conversa André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, para avaliar uma ideia do economista de redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano, para depois fixar um teto tanto para a inflação como para a taxa Selic do Banco Central. A ideia foi refutada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou que o encontro do presidente com o Lara Resende aconteceria e garantiu que não haveria mudanças na política econômica. Rumos da política econômica são desafio para o governo Lula Próximo de André Lara Resende, Aloizio Mercadante foi apontado como responsável por fazer a mediação do encontro entre Lula e o economista. Mercadante, que preside o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também disse, no fim de semana, que não havia nada marcado para um encontro entre os dois para os próximos dias. Dario Durigan tem afirmado que vai apresentar, em breve, medidas ao presidente Lula para garantir o cumprimento do centro da meta fiscal do próximo ano, que é de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A ideia é fazer um ajuste fiscal durante os próximos quatro anos para evitar um corte drástico de gastos, que poderia comprometer programas sociais. O presidente Lula, por sinal, veio a público, pelas redes sociais, para garantir que seu governo não iria cortar nenhum programa social e que irá cumprir todas as promessas feitas durante a eleição. Durante o período eleitoral, Lula aumentou o Bolsa Família e concedeu benefícios para os microempreendedores individuais. Economistas que já trabalham com o presidente Lula lembram que seus dois primeiros mandatos foram um sucesso porque ele seguiu a receita de promover um ajuste fiscal, gerar superávits primários, o que garantiu queda da taxa de juros e crescimento elevado do país. Por outro lado, quando o PT decidiu testar uma nova política econômica, deu tudo errado. A lembrança é da nova matriz de política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega durante o governo Dilma. Na época, o Banco Central reduziu a taxa de juros para 7,25% ao ano, mas não fez um ajuste fiscal, pelo contrário, aumentou suas despesas. O resultado foi muito negativo na economia, gerando recessão e desemprego elevado, o que acabou enfraquecendo Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016. Lula e Dario Durigan Washington Costa/MF

Com a piora das expectativas do mercado financeiro, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter compromisso com a melhora da trajetória das contas públicas brasileiras nos próximos anos, mas sem recorrer ao que ele chamou de "narrativa fácil" da oposição Mais cedo, nesta terça-feira, o Banco Central divulgou seu boletim semanal com projeções dos economistas dos bancos sobre a economia brasileira. No primeiro relatório após a reeleição de Lula, o mercado financeiro realizou fortes ajustes em suas expectativas para a inflação, taxa de juros e para o crescimento da economia neste ano e nos próximos. ➡️Em linhas gerais, os analistas elevaram consideravelmente suas projeções de inflação, reduziram as expectativas de crescimento da economia e passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Miriam Leitão: Mercado aposta em manutenção dos juros ➡️O documento foi divulgado após expressivos ajustes registrados na semana passada em ativos brasileiros, como o índice da Bolsa de Valores, os juros futuros e o dólar, que já haviam mostrado piora após a confirmação de que Lula será presidente do país nos próximos quatro anos. "O projeto que o presidente Lula apresentou, e saiu vitorioso das urnas, é um projeto generoso com o país, que se compromete com as diferentes classes e diferentes categorias e, ao mesmo tempo, com melhora fiscal. Esse é um grande desafio que nós vamos ter que achar: o caminho para fazer essas duas coisas, sem procurar uma narrativa fácil como o candidato perdedor fazia, ou sem apresentar projetos que não levaram a nada", disse o ministro Durigan. ▶️Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️O mercado tem se mostrado reticente sobre a possibilidade de um ajuste de grande proporção e rápido nas contas públicas prometido diante dos compromissos assumidos de manter os programas sociais, de aumentar acima da inflação do salário mínimo, assim como das aposentadorias, e de não promover cortes profundos em áreas como saúde, educação. Ajuste gradual O ministro da Fazenda tem afirmado que o objetivo da proposta do PT é de promover um ajuste gradual das contas públicas, da ordem de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB), no quarto mandato do presidente Lula. Ele tem reafirmado que as contas retornarão ao azul em 2027, após permanecerem deficitárias durante todo o atual mandato de Lula. "O que eu posso assegurar é que nós vamos seguir uma trajetória de melhorar as contas públicas do país, melhorar o resultado primário, como nós fizemos de 2023 para cá", disse o ministro da Fazenda. "Fazendo com rigor a avaliação das políticas públicas já existentes, de não para tirar direitos, mas para garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e olhar para os investimentos estratégicos do país, melhorando a governança do governo", completou Durigan. Questionado por jornalistas, ele afirmou que não tem discutido a política de sucessão no Ministério da Fazenda, se haverá troca de ministro. "Esse é o 'timing' do presidente que eu obedeço, tá? Tenho apresentado propostas, diagnósticos e propostas com críticas, algumas propostas fáceis que aparecem e reforçando a trajetória do que eu acredito, que é melhorar as condições de vida das pessoas, melhorar a condição fiscal que ajuda a melhorar a condição de vida das pessoas", concluiu. Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF

Honda City muda pouco para agradar clientes fiéis A Honda apresentou a linha 2027 do City sem reduzir os preços para enfrentar a concorrência dos carros chineses. As versões custam entre R$ 117 mil e R$ 156 mil. A fabricante aposta na fidelidade de seus clientes e no pós-venda para manter as vendas do modelo, que ganhou mudanças no visual, novos equipamentos e uma versão inédita. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além da nova versão RS, o City hatch e o sedã receberam alterações nos para-choques, faróis e acabamento. As configurações mais caras também passaram a oferecer uma central multimídia de 10 polegadas. O motor 1.5 aspirado de 126 cv e o câmbio automático CVT continuam os mesmos. E o g1 testou o novo Honda City para entender se apenas quem é fã da marca japonesa vai ficar feliz com a novidade. Honda City 2027. Divulgação / Honda Tapa no visual Toda a família City passou por uma atualização visual, concentrada principalmente na dianteira. A Honda redesenhou os para-choques e passou a oferecer faróis Full LED de série em todas as configurações. Nas versões Touring e RS, uma barra iluminada em LED conecta visualmente os faróis dianteiros e funciona como luz de posição. Outra mudança aparece ao redor do logotipo da Honda. A região recebeu uma moldura pintada na cor da carroceria, que cria a impressão de que o capô ficou mais comprido. A grade superior agora apresenta acabamento em formato de colmeia e uma pequena inclinação. O desenho da parte inferior do para-choque continua diferente entre as duas carrocerias. Honda City 2027. Divulgação / Honda No sedã, a entrada de ar inferior tem formato de trapézio invertido, com barras horizontais. Já o hatch utiliza uma grade em colmeia, acompanhada por uma seção pintada na cor do veículo. A traseira também foi modificada. O sedã ganhou um para-choque com desenho trapezoidal e refletores verticais nas extremidades. No hatch, os recortes do para-choque traseiro ficaram mais afilados. As rodas de liga leve de 16 polegadas receberam novos acabamentos, com tonalidades de cinza ou preto conforme a versão. Retoques deram certo As mudanças mais significativas do Honda City 2027, portanto, estão no design. Ao vivo, o conjunto é harmonioso, mesmo com a adoção de elementos visuais inspirados no Prelude. Adaptar características de um carro para outro mais barato e com proporções diferentes nem sempre funciona, mas, neste caso, a Honda conseguiu um resultado equilibrado. O curioso é que, ao tentar atualizar o City sem modificar profundamente o projeto, a fabricante acaba revisitando soluções já utilizadas. Os refletores dos para-choques, por exemplo, começaram com formato vertical, passaram a ser horizontais no facelift e agora voltaram à posição vertical. É uma demonstração de como a linguagem visual adotada pela Honda oferece poucas possibilidades de mudanças mais profundas sem alterar a identidade do modelo. Honda City 2027. Divulgação / Honda Motor e consumo A Honda não alterou a mecânica do City 2027. Tanto o hatch quanto o sedã continuam equipados com motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com bloco e cabeçote de alumínio e injeção direta de combustível. São 126 cv de potência com etanol ou gasolina. O torque máximo chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina. O câmbio também permanece o automático CVT, que simula trocas de marcha. A transmissão tem ainda uma função que aumenta automaticamente o freio-motor durante descidas, quando o sistema identifica o acionamento do pedal de freio. O consumo informado para cada carroceria é o seguinte: Honda City Sedan Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,8 km/l Gasolina: Cidade 12,9 km/l; Estrada 15,3 km/l Honda City Hatch Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,7 km/l Gasolina: Cidade 13,2 km/l; Estrada 15,1 km/l Honda City 2027. Divulgação / Honda Pacato Na mecânica, o motor 1.5 aspirado continua sendo um dos pontos fortes do City, principalmente pela previsibilidade de manutenção e pelo comportamento conhecido dos proprietários. Se o objetivo da Honda é preservar as características valorizadas pelos clientes, a decisão faz sentido. Tanto o sedã quanto o hatch continuam sendo produtos bem resolvidos, com um conjunto mecânico que não apresenta surpresas. O g1 dirigiu o City em rodovias e trechos de estradas sinuosas. Como não houve mudanças mecânicas, o comportamento permaneceu dentro do esperado. O desempenho não está entre os principais atributos do modelo, mas isso não significa que o motor 1.5 aspirado seja muito inferior aos modelos 1.0 turbo disponíveis no mercado. O consumo também chamou a atenção. Em determinados momentos da viagem, mantendo velocidade de cruzeiro entre 100 km/h e 110 km/h, o computador de bordo indicou consumo de gasolina de 21 km/l. Isso mostra que motoristas dispostos a dirigir de maneira mais tranquila conseguem aproveitar a eficiência do conjunto mecânico. Nova tela Na cabine, uma das principais novidades é a central multimídia com tela sensível ao toque de 10 polegadas, disponível nas versões Touring e RS. O equipamento permite controlar o volume e trocar de música por meio de gestos com vários dedos na tela. A conexão com Android Auto e Apple CarPlay funciona sem a necessidade de cabos. Essa nova central multimídia ajuda a entender a filosofia da Honda em relação aos seus clientes mais tradicionais. Em vez de apostar em uma interface repleta de cores e efeitos visuais, a fabricante optou por uma apresentação mais discreta, com fundo preto e comandos simplificados. Embora não tenha botões físicos, a central permite realizar algumas operações deslizando os dedos pela tela. É uma solução interessante do ponto de vista da ergonomia, pois busca facilitar o uso dos comandos sem exigir que o motorista desvie constantemente o olhar da estrada. A escolha, porém, também representa uma aposta comercial. Ao priorizar a objetividade, a Honda pode agradar aos compradores acostumados com seus produtos, mas deixar de conquistar consumidores que valorizam telas maiores e interfaces mais chamativas. Para esse público, uma central de apenas 10 polegadas, com fundo preto e poucos efeitos gráficos, pode transmitir a impressão de ser inferior a sistemas mais coloridos, mesmo que isso não seja a verdade. Galerias Relacionadas Segurança A segurança também recebeu atualizações. Todas as versões do City 2027 passaram a contar com seis airbags. Já o pacote de assistência à condução Honda Sensing agora é de série nas configurações EX, EXL, Touring e RS. Entre os recursos estão a frenagem automática para reduzir o risco de colisões e o assistente que ajuda a manter o carro dentro da faixa de circulação. O controle de cruzeiro adaptativo também foi atualizado. Agora, consegue acompanhar o veículo à frente em velocidades baixas e realizar uma parada completa. A partir da configuração EXL, o City passa a oferecer o sistema myHonda Connect, que permite utilizar um aplicativo de celular para consultar a localização do carro e comandar funções à distância, como o ar-condicionado. Outra mudança é a garantia de fábrica, ampliada para seis anos em toda a linha, sem limite de quilometragem. Honda City 2027 tem parachoques dianteiros exclusivos para cada carroceria Divulgação / Honda Sem guerra de preços O g1 questionou executivos da Honda sobre a decisão de manter os preços do City em um momento de maior concorrência dos fabricantes chineses. Ariel Mógor, gerente de marketing da Honda, afirmou que a empresa não pretende disputar clientes por meio de descontos agressivos. “A Honda tem altos índices de satisfação no pós-venda e temos um retorno dos clientes que já são Honda”, explicou. Segundo o executivo, a fabricante considera que as atualizações da linha 2027, acompanhadas de reajustes relativamente pequenos, são suficientes para atender ao público do City. A Honda também aposta na rede de concessionárias, que possui uma estratégia de valorização dos carros seminovos da marca nas negociações por veículos zero-quilômetro. Entre janeiro e agosto de 2026, a fabricante emplacou 18.909 unidades da família City no Brasil. As vendas ganharam ritmo a partir de julho e alcançaram os melhores resultados do ano nos meses seguintes. A estratégia, porém, ocorre em um momento de mudanças nos preços dos carros novos e usados. O g1 mostrou que o mercado passou por ajustes importantes em 2026, impulsionados principalmente pela chegada de novos modelos chineses na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segmento em que o City também está presente. Veja alguns exemplos de carros com projetos da China na faixa de R$ 125 mil a R$ 150 mil com boa lista de equipamentos: BYD Dolphin GS: R$ 150 mil (promoção de R$ 139.990) CAOA Chery Tiggo 5X Sport: R$ 125 mil CAOA Chery Tiggo 5X Pro: R$ 140 mil CAOA Chery Tiggo 7 Sport: R$ 142 mil CAOA Changan CS55 Prime: R$ 145 mil CAOA Changan CS55 Infinity: R$ 155 mil Chevrolet Spark EUV: R$ 152 mil (promoção de R$ 147 mil) Geely EX2: R$ 124.600 Pro / R$ 137.800 Max MG4 Urban: R$ 135 mil Comfort / R$ 145 mil Luxury / R$ 155 mil Luxury Long Range Além da concorrência chinesa, marcas tradicionais como Toyota, Jeep e Volkswagen passaram a oferecer promoções para veículos zero-quilômetro. Mesmo diante desse cenário, a Honda decidiu manter sua política de preços e apostar nos clientes que já conhecem a marca. Vendas A pré-venda foi anunciada para 5 de outubro, com um lote inicial de 3 mil unidades e preços iguais aos da linha 2026. Os valores começam em R$ 117.500, na versão LX, e chegam a R$ 156.400, na RS. Depois que as 3 mil unidades forem vendidas, a Honda vai aumentar o preço da versão LX em R$ 200. Para as demais configurações, o reajuste previsto é de R$ 1.100. As vendas regulares da linha 2027 começam no início de novembro. Durante a pré-venda, a Honda também oferece documentação gratuita para quem financiar o veículo pelo banco da própria fabricante. A montadora informou que não pretende manter os preços promocionais nos lotes seguintes. Confiança na história A estratégia de preservar as características do City também aparece na política comercial da Honda. Ao manter os preços de tabela e não oferecer, pelo menos neste início, promoções com descontos muito expressivos, a fabricante contribui para preservar o posicionamento de seus seminovos. Essa decisão pode ajudar a reduzir os efeitos da desvalorização que atinge veículos usados, especialmente aqueles na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil. A questão mais complicada para a Honda, porém, vai além do City. Em momentos de mudanças profundas na tecnologia, no mercado e nos métodos de fabricação, fabricantes tradicionais precisam decidir até que ponto seus produtos devem se transformar para conquistar novos consumidores sem perder aqueles que já são fiéis à marca. Quando um fabricante enfrenta vendas baixas e tem poucos clientes, uma mudança radical de estratégia pode ser mais simples. Afinal, há relativamente pouco a perder. A situação é diferente para Honda, Toyota e outras fabricantes tradicionais que construíram uma base de consumidores fiéis. Nesse caso, abandonar características que agradam aos compradores atuais pode representar um risco tão grande quanto deixar de acompanhar as transformações do mercado. O City 2027 é um exemplo desse dilema. A Honda preferiu atualizar o visual e a tecnologia sem alterar profundamente um produto que já tem um público estabelecido. Resta acompanhar as vendas em 2027 para descobrir se os consumidores tradicionais aprovaram as novidades e permaneceram fiéis ao City ou se decidiram experimentar modelos concorrentes na mesma faixa de preço. Honda City 2027 nas carrrocerias sedã e hatch. Divulgação / Honda Preços e equipamentos do Honda City 2027 Os valores abaixo incluem os preços regulares anunciados pela Honda e as condições de pré-venda, quando aplicáveis. City LX: hatch e sedã R$ 117.700 (pré-venda R$ 117.500) Faróis com tecnologia Full LED; Seis airbags; Assistente de estabilidade e tração (VSA); Assistente de partidas em rampa (HSA); Sistema de luzes de emergência (ESS); Alerta de pressão dos pneus (TPMS); Assistente de frenagem de emergência (EBA). City EX: hatch R$ 137.400 / sedã R$ 138.400 (pré-venda hatch R$ 136.300 / sedã R$ 137.300) Pacote de assistência à condução Honda Sensing (controle de cruzeiro adaptativo com parada total, frenagem de mitigação de colisão, sistema de permanência de faixa, assistente de evasão de pista e farol alto automático); Rodas de liga leve de 16 polegadas de alumínio com face diamantada e pintura interna na cor cinza. City EXL: hatch R$ 144.800 / sedã R$ 145.800 (pré-venda hatch R$ 143.700 / sedã R$ 144.700) Sistema myHonda Connect (aplicativo de celular para rastreamento, partida remota do motor, acionamento do ar-condicionado à distância e travamento das portas). City Touring: hatch R$ 153.300 / sedã R$ 154.300 (pré-venda hatch R$ 152.200 / sedã R$ 153.200) Barra de iluminação em LED que conecta os faróis dianteiros; Central multimídia com tela de 10 polegadas sensível a múltiplos toques para comandos de volume e mudança de faixa; Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura interna na cor preta; Acabamento interno na cor cinza claro (configuração exclusiva para a carroceria sedã com pintura externa nas cores Branco Topázio, Azul Cósmico ou Cinza Basalto). City RS: somente hatch R$ 156.400 Teto, capas dos retrovisores, antena e aerofólio superior com pintura preta; Para-choque traseiro exclusivo com seção central inferior dividida em três partes; Escapamento com ponteira esportiva; Emblemas da configuração posicionados na grade e na tampa traseira; Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura preta e aplicação de verniz escurecido; Revestimento interno do teto na cor preta; Bancos e demais revestimentos da cabine com costuras vermelhas; Pedais com acabamento em alumínio; Pintura perolizada.

Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão Tomaz Silva/ Agência Brasil As apostas para a Mega da Virada 2026 foram abertas nesta terça-feira (3). O concurso especial tem prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão. Os interessados podem registrar suas apostas até as 22h do dia 31 de dezembro de 2026. O sorteio está previsto para as 11h do dia 1º de janeiro de 2027. Em 2025 a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão. A estimativa inicial era de R$ 850 milhões. O sorteio teve seis apostas ganhadoras, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões. Como funciona a Mega da Virada? As regras da Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. Para conquistar o prêmio principal, é necessário acertar os seis números sorteados, entre os 60 disponíveis. Também há premiações para quem acertar cinco (quina) ou quatro números (quadra). A principal diferença é que o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os acertadores da quina. Se também não houver ganhadores nessa faixa, o prêmio passa para os acertadores da quadra. Os apostadores também podem optar pela Surpresinha, modalidade em que o sistema escolhe os números aleatoriamente. Quanto custa para apostar? A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6,00. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta. Como jogar? Para jogar, os apostadores podem ir a uma das mais de 13 mil lotéricas da caixa espalhadas pelo Brasil. Além disso, as apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura. Qualquer pessoa maior de 18 anos, com CPF válido, pode se cadastrar no portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, disponível para download em celulares com sistema iOS e Android. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking. No caso do aplicativo, há uma exigência extra: o apostador precisa estar em território nacional. Isso porque o sistema verifica a geolocalização do usuário, e a autorização para jogos é válida apenas no Brasil. A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet: Portal Loterias Caixa Acesse o site da Loterias Caixa e faça login. Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais. Após entrar, escolha a opção Mega da Virada. Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta. Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão. Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos. Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Aplicativo Loterias Caixa Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS). Abra o aplicativo e faça login. Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais. Escolha a opção Mega da Virada. Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você. Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela. Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix.. Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (3) que buscará discutir com o Congresso Nacional, no decorrer do ano de 2027, uma revisão dos benefícios fiscais previstos na reforma tributária sobre o consumo. O objetivo, segundo ele, é reduzir alguns incentivos aprovados a produtos e setores da sociedade para baixar, no futuro, a alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal, proposta na semana passada em 11,3% pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o ano de 2027. 🔎Entenda: a reforma tributária prevê manter estável a carga tributária sobre o consumo. Assim, como o Congresso aprovou um amplo conjunto de benefícios para produtos e setores com desoneração ou alíquota reduzida, a alíquota necessária para os demais segmentos da economia ficou mais alta. "É um primeiro número que mantém a carga tributária conforme aprovado pelo Congresso e vai nos dar as condições, de novo, de fazer um debate claro, já mais baixo do que o governo anterior propôs. Para que a gente siga revendo as exceções, os regimes favorecidos, de modo que a gente tenha uma alíquota menor com tempo", disse o ministro a jornalistas. Agora no g1 ▶️Em 11,3%, a alíquota proposta pelo TCU surpreendeu o mercado e as empresas brasileiras. A expectativa era de que a alíquota ficasse próxima de 9,4%, considerando projeções do setor privado e do Comitê Gestor do IBS — o tributo dos estados e municípios sobre o consumo. O valor proposto pelo TCU será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Segundo explicou Durigan, o Senado Federal não poderá, neste momento, reduzir benefícios para tentar baixar a alíquota da CBS antes que ela entre em vigor, em 2027, pois os incentivos foram aprovados em proposta de emenda à Constituição (PEC). "Do ponto de vista técnico, não", afirmou. Dario Durigan Washington Costa/MF Entenda 🔎A CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎PIS e Cofins serão extintos em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Mais de 30% com o imposto dos estados e municípios Além da CBS do governo federal, a reforma tributária também contempla a cobrança do IBS estadual e municipal, que terá uma alíquota marginal, de 0,1% em 2027 e em 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS, até 2032. A cobrança integral começa em 2033. Assim que a alíquota cheia estiver sendo cobrada, estimativas apontam que o imposto sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, somará cerca de 28% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia — uma das maiores alíquotas do mundo. ➡️Junto com a alíquota do IBS dos estados e municípios, que só entra em vigor integralmente em 2033, cálculos indicam que o futuro imposto sobre o consumo brasileiro pode ficar acima de 30%, superando o patamar de países ricos. ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são ainda maiores, com tributação média de cerca de 34% – mas que há dificuldade em calcular o peso dos impostos pois o sistema é muito complexo, há exceções. Além disso, alguns tributos incidem sobre si mesmos (por dentro, em cascata). ➡️Este modelo "por dentro" torna mais difícil identificar quanto de imposto está efetivamente embutido no preço de um produto ou serviço. Por isso, as notas fiscais trazem apenas uma estimativa "do valor aproximado de tributos". Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço). "A verdade é que a gente nunca soube e agora a gente vai passar a ter um valor transparente [de quanto se paga em imposto sobre o consumo], destacado, de qual é a tributação sobre o consumo no país. Isso vai ajudar, inclusive, nas revisões que a própria emenda constitucional aprovada pelo Congresso nos determina que sejam feitas no futuro", concluiu o ministro da Fazenda.

Durigan diz que proposta para 'imposto do pecado' deve ser enviada nesta terça ao Congresso O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que tem reunião agendada hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a medida provisória (MP) do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado". Segundo ele, a proposta, que pode ser enviada ainda nesta terça ao Congresso Nacional, prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição. Posteriormente, a partir de 2028, a ideia é que a taxação aumente. "A MP já saiu aqui do Ministério da Fazenda, eu devo despachar como presidente hoje, tá? Então a expectativa é que seja hoje, sim [o envio ao Congresso Nacional] (...). Ela tem que ser aprovada até o fim do ano", declarou o ministro a jornalistas. Segundo ele, a MP está atualmente na Casa Civil. Durigan confirmou que fez um acordo com os setores impactados pelo imposto do pecado de manter a atual carga tributária incidente sobre os produtos. Como o Imposto eletivo tem noventena, ou seja, demora 90 dias para entrar em vigor depois de ser aprovado pelo Legislativo, o ministro informou que também combinou com os setores que, nesse meio tempo, provavelmente até fevereiro de 2027, o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre esses produtos — como forma de evitar perda de arrecadação. Agora no g1 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. (leia mais abaixo). No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF Veja alguns dos principais produtos afetados ➡️ Um levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, aponta que o consumo de álcool gerou custos de R$ 18,8 bilhões em 2019. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a gastos federais diretos com internações e atendimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Outros R$ 17,7 bilhões foram associados à perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e licenças médicas relacionadas a doenças provocadas pelo consumo de álcool. ➡️ No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram custos indiretos de R$ 86,3 bilhões por ano. Considerando também os custos diretos, o impacto econômico anual chega a R$ 153,5 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️ Em um estudo para embasar a cobrança do Imposto Seletivo, o governo estimou que o tratamento de doenças associadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, custa quase R$ 3 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). ➡️ Produtores nacionais afirmam que as bebidas alcoólicas já são muito tributadas no Brasil, com impostos que representam de 40% a mais de 80% do preço dos produtos. Segundo o setor, um eventual aumento da tributação pode reduzir as margens de lucro, elevar os preços ao consumidor, provocar demissões e estimular o mercado ilegal.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou esta terça-feira (3) em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,4871. Durante o pregão, a moeda americana chegou a R$ 5,5151 na máxima do dia. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,42%, aos 165.545 pontos. Na última sexta-feira (30), a moeda americana subiu a R$ 5,44 e acumulou alta de mais de 9% na semana. Já o Ibovespa caiu pelo quinto dia seguido e acumulou desvalorização de 18,12% no período, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Saiba mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O principal destaque da sessão ficou com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. Novos dados do mercado de trabalho americano e a espera pela nova taxa de juros brasileira, que deve ser decidida amanhã também, podem mexer com os negócios. ▶️ As midterms foram o principal destaque da sessão. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump, já que pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. (entenda mais abaixo) ▶️ Com as eleições americanas na mira, investidores também acompanharam novos dados do mercado de trabalho dos EUA. As vagas de emprego em aberto aumentaram em 333 mil em setembro, chegando a 7,523 milhões. O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que previam 7,1 milhões de vagas, e pode dar pistas sobre a força da economia americana e os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na definição dos juros. ▶️ Por aqui, investidores aguardam a próxima reunião do Banco Central, marcada para amanhã. Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,79%; Acumulado do mês: +0,79%; Acumulado do ano: -0,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -1,42% Acumulado do mês: --1,42%; Acumulado do ano: +2,74%. Eleições de meio de mandato nos EUA Milhares de eleitores irão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump. Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato. Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena. O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis. Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado. LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms, quando será a votação e o que está em jogo em 2026 SIGA AO VIVO: urnas das midterms abrem em 12 estados da Costa Leste nos EUA Bolsa tem queda histórica O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%. As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%). Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos fecharam mistos nesta terça-feira, conforme investidores seguiram atentos às midterms. O Dow Jones teve queda de 0,24%, enquanto o S&P 500 subiu 0,59% e o Nasdaq Composite ganhou 1,06%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda nesta terça-feira, em meio a dúvidas sobre um possível acordo de paz no Oriente Médio e as eleições nos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,58%, aos 645,66 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,31%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,22% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 1,03%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam as medidas para incentivar a entrada de dinheiro no mercado como insuficientes. O SSEC, Índice de Xangai, perdeu 0,82%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,20%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 3,59% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,57%. No Japão, o Nikkei permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro, os economistas do mercado financeiro realizaram fortes ajustes em suas expectativas para a inflação, taxa de juros e para o crescimento da economia neste ano e nos próximos. ➡️Em linhas gerais, os analistas elevaram consideravelmente suas projeções de inflação, reduziram as expectativas de crescimento da economia e passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação cresceu de 5,19% para 5,22%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,34% para 4,76%; ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,75% para 4%; ➡️ Para 2029, a estimativa avançou de 3,50% para 3,98%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de 1,80% para 1,76% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu de 1,31% para 1,20%. Para 2028, a estimativa do mercado para a expansão da economia recuou de 1,81% para 1,80%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Após reeleição de Lula, mercado financeiro vê inflação mais alta e piora bastante previsão para taxa de juros e dólar. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Corte dos juros O mercado financeiro também manteve a projeção de cortes na taxa de juros neste ano, mas reduziu sua projeção de redução da Selic. As estimativas para os próximos anos também foram ajustadas para cima. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano na última semana, embutindo somente uma nova redução neste ano, ao invés de duas. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado subiu de 11,75% para 12,5% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas avançou de 10% para 11% ao ano. Para o fim de 2029, a expectativa dos analistas passou de 10% para 10,25% ao ano Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,05 para R$ 5,34 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,15 para R$ 5,40 por dólar. Para o fim de 2028, a expectativa do mercado para o dólar passou de R$ 5,20 para R$ 5,40. Já para o fechamento de 2029, avançou de R$ 5,28 para R$ 5,45 por dólar.

Novo ataque hacker afeta refrigeração de supermercados em 6 países da Europa Uma nova onda de ataques cibernéticos a supermercados europeus se espalhou pelo continente nesta segunda-feira (02/11), afetando sistemas de refrigeração na Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo. O incidente levou ao descarte de alimentos e reacendeu preocupações sobre a vulnerabilidade digital da cadeia de abastecimento alimentar da Europa, menos de um mês após um episódio semelhante atingir centenas de lojas na França. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os ataques provocaram alterações indevidas nas temperaturas de geladeiras e freezers em dezenas de estabelecimentos. A rede Carrefour informou que cerca de 15 de suas 700 lojas na Bélgica foram afetadas. "É um ataque cibernético, não há outra explicação", afirmou o porta-voz da empresa, Mich Vergauwen. Na cidade belga de Mons, a varejista de móveis Ikea também teve a temperatura dos freezers de uma de suas lojas elevada remotamente. Em Antuérpia, o fundador da rede de açougues De Laet & Van Haver, Luc De Laet, relatou que, durante a madrugada, suas geladeiras foram configuradas para até 18°C. "É muito assustador. Eles estão invadindo o sistema que faz o registro da temperatura e conseguem programá-lo à distância", disse à agência de notícias Reuters. "É revoltante ter de jogar fora tanta comida." Sistemas de refrigeração de dezenas de lojas da varejista Ahold Delhaize na Bélgica e em Luxemburgo também foram impactados por um "incidente de TI". "Devido a ataques cibernéticos, não haverá produtos nas prateleiras refrigeradas ou congeladas. Pedimos sinceras desculpas", anunciou a empresa em uma de suas lojas. Já o Grupo Colruyt, que opera supermercados Spar na Bélgica por meio de franquias, informou que cinco unidades tiveram sistemas de refrigeração comprometidos. A rede Intermarché relatou problemas técnicos em cerca de 15 lojas. Varejista ICA identificou geladeiras ajustadas a temperaturas elevedas Johan Nilsson/TT/picture alliance via DW Na Suécia, a rede de supermercados Coop informou que sete de suas unidades tiveram problemas após um incidente envolvendo manipulação não autorizada de sistemas de refrigeração. A varejista ICA também foi atingida, com a temperatura do freezer de uma de suas unidades sendo elevada a 50ºC, segundo informou uma representante da empresa. A atacadista irlandesa Musgrave informou que o incidente atingiu sistemas em 13 lojas da rede SuperValu, obrigando a retirada de produtos refrigerados e congelados das prateleiras. Na Finlândia, a rede varejista Kesko registrou ocorrências parecidas. Na Estônia, o supermercado Selver foi afetado. Na Holanda, impactos foram identificados em lojas de cidades menores. O que está por trás dos ataques Aumento deliberado de temperatura de freezers obrigou varejistas a descartar produtos em diversos paísesFo Johan Nilsson/TT News Agency/REUTERS Os novos incidentes ocorrem após um ataque registrado na França no mês passado. Na ocasião, a polícia francesa informou que hackers assumiram o controle de sistemas de refrigeração em mais de 500 supermercados, provocando perdas de alimentos e, em alguns casos, incêndios. Embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria dos ataques, os casos ampliaram a preocupação das autoridades europeias com ameaças híbridas à infraestrutura crítica desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Em outubro, alertas sobre ameaças russas à Alemanha, por exemplo, se multiplicaram, levando o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, a dizer que o país é alvo diário de "uma guerra híbrida". Moscou nega repetidamente qualquer envolvimento em operações de sabotagem. "Não se sabe quem está por trás deste ataque, e talvez isso nunca seja determinado", afirmou Katrien Eggers, porta-voz do Centro de Cibersegurança da Bélgica. Segundo ela, o aumento dos incidentes também está relacionado à evolução da inteligência artificial. "Todos os sistemas de TI são potencialmente vulneráveis, e a IA agora pode ser usada para explorar essas fraquezas com sucesso, especialmente por atores sofisticados", disse. A Comissão Europeia afirmou que os ataques demonstram como as ameaças digitais estão se tornando cada vez mais disruptivas. "São uma tentativa deliberada de interromper nossa cadeia de abastecimento alimentar e minar a confiança dos consumidores nela, um alerta que devemos levar a sério", disse o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen. "A recorrência desses ataques cibernéticos é profundamente preocupante." Dono da rede de açougues afetada na Bélgica, De Laet afirmou acreditar que o objetivo dos hackers é desestabilizar as economias europeias. "Acordem, por favor, porque há algo acontecendo", disse, dirigindo-se às autoridades policiais. Por que o varejo se tornou alvo Lojas na Irlanda também foram afetadas, reduzindo oferta aos clientes Reuters De geladeiras e sistemas de aquecimento a câmeras de segurança e alarmes, uma parcela crescente da infraestrutura física do varejo passou a ser conectada à internet e controlada remotamente. Essa transformação amplia a superfície de ataque disponível para criminosos cibernéticos. Parte dos equipamentos afetados nesta segunda-feira utiliza a tecnologia de controle de temperatura da dinamarquesa Danfoss, a mesma utilizada por supermercados hackeados no início de outubro na França. A empresa afirmou estar trabalhando com os clientes para implementar correções de segurança. Tom Hegel, pesquisador da empresa de cibersegurança SentinelOne, afirmou que ataques desse tipo costumam estar ligados à extorsão, motivação política ou operações patrocinadas por governos. Segundo ele, o fato de não terem surgido exigências financeiras sugere uma possível intenção de sabotagem. "O varejo é um alvo fácil porque as redes supermercadistas operam enormes parques de controladores de refrigeração, sistemas de gerenciamento predial, painéis de controle de acesso e equipamentos de ponto de venda", disse. Ele observou ainda que é difícil identificar a autoria de invasões desse tipo. "Um invasor que acessa um painel de controle exposto praticamente não deixa rastros. Um adolescente e um serviço de inteligência pareceriam muito semelhantes do ponto de vista de quem está defendendo o sistema." Quais dispositivos podem ser alvo Em Estocolmo, produtos refrigerados foram descartados após ataques Fredrik Sandberg/TT NEWS AGENCY/picture alliance via DW Os alvos mais comuns dos hackers são aparelhos conectados à internet e controlados remotamente. 🔍 No ambiente doméstico, por exemplo, estão câmeras de segurança, campainhas com vídeo, sistemas de alarme, fechaduras inteligentes, termostatos, sistemas de aquecimento central e eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras, fornos e máquinas de lavar. Em termos práticos, qualquer equipamento ligado à internet, seja diretamente ou por meio de aplicativos, serviços em nuvem ou redes domésticas, pode se tornar um alvo. Em 2015, pesquisadores demonstraram como uma geladeira inteligente da Samsung poderia ser comprometida, permitindo a interceptação de parte do tráfego de internet que passava pelo aparelho. Na maioria dos casos, os invasores buscam roubar dados, interromper serviços ou utilizar dispositivos conectados como porta de entrada para redes maiores. O que um hacker pode fazer após invadir um dispositivo Depois de obter acesso, um invasor geralmente pode coletar informações ou assumir o controle do equipamento. Uma câmera pode revelar imagens do interior de uma residência, um dispositivo com microfone pode captar conversas e um roteador comprometido pode expor tudo o que trafega pela rede. Quando assumem o controle de um aparelho, hackers podem ligá-lo ou desligá-lo, alterar configurações e impedir que os usuários acessem suas próprias contas. Um termostato comprometido pode afetar o aquecimento de um imóvel. Geladeiras e freezers invadidos podem ter seus controles de temperatura manipulados, resultando na perda de alimentos. Em situações mais graves, dispositivos com pouca proteção podem ser usados para acessar outros sistemas da mesma rede ou para roubar informações pessoais vinculadas a contas online. Hackers poderiam assumir o controle de infraestruturas críticas? Veículos e aeronaves modernos contam, em geral, com múltiplas camadas de proteção. O mesmo ocorre com infraestruturas críticas, como redes elétricas e sistemas de abastecimento de água, que costumam operar sob padrões mais rígidos de segurança, monitoramento e regulamentação do que equipamentos de consumo. Isso não significa que sejam imunes a ataques cibernéticos, mas, em geral, representam alvos muito mais difíceis do que um eletrodoméstico conectado a uma rede Wi‑Fi doméstica. Em 2015, por exemplo, especialistas conseguiram assumir remotamente o controle de um Jeep em movimento por meio de seu sistema de entretenimento conectado à internet. O episódio levou ao recall de cerca de 1,4 milhão de veículos e à implementação de correções de software. Quase uma década depois, pesquisadores divulgaram uma falha que permitia rastrear, destrancar e ligar determinados veículos da Kia utilizando apenas o número da placa. Segundo eles, a montadora foi informada sobre as vulnerabilidades e corrigiu os problemas em poucos meses.

Cidasc conclui desinfecção de granjas com focos da Doença de Newcastle Santa Catarina e o Ministério da Agricultura e Pecuária aguardam a conclusão de análises laboratoriais — que devem sair nesta semana — para elaborar estudos estatísticos visando estratégias para a retomada plena do comércio internacional de carne de aves brasileiras após a detecção de três casos da doença de Newcastle, que desde 18 de outubro causaram restrições à exportação. Os resultados das análises acontecem após o trabalho de despovoamento, limpeza e desinfecção das três granjas comerciais de perus onde os focos foram confirmados, nas cidades de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, todas no Oeste do estado e dentro da área de emergência zoosanitária, que abrangeu também o município de Águas Frias. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Os locais estão em vazio sanitário: período em que as instalações ficam livres de aves à espera de um novo lote de animais, garantindo assim que o vírus não esteja circulando na propriedade. A conclusão desta etapa de limpeza, além da inspeção e análise laboratorial em mais de 200 propriedades da região, foram coordenadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), órgão do governo de Santa Catarina (Cidasc). 🔍 🐔 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. Desde a detecção do primeiro foco, os órgãos de controle sanitário reforçaram que não foram encontradas aves doentes, somente a circulação do vírus. A confirmação da doença resultou na restrição de países à importação da carne de aves brasileiras. Somente México e Uruguai suspenderam totalmente o produto do país, enquanto outras nações, como China e Arábia Saudita colocaram embargo somente na carne de Santa Catarina ou da região do foco. Com o avanço do trabalho de desinfecção e controle, o México foi o primeiro país a anunciar a retomada das importações de produtos avícolas do Brasil. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc Quais os próximos passos? Até o momento, foram realizadas 91 análises laboratoriais. Duas amostras ainda aguardam a conclusão do sequenciamento genético. A operação de controle sanitário continua com quatro barreiras ativas para fiscalização e desinfecção de veículos. Ainda segundo a Cidasc, cerca de 68 profissionais, entre médicos-veterinários, técnicos, assistentes e integrantes das forças de segurança, participam dos trabalhos. "Paralelamente, as ações de educação sanitária já alcançaram milhares de estudantes e dezenas de estabelecimentos agropecuários na última semana, e terão continuidade nas próximas semanas, reforçando a conscientização e a adoção de medidas preventivas para a proteção da saúde animal", reitera. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.081 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 46 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quarta-feira (4), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso do último domingo (3), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae O prazo para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional cancelarem as escolhas feitas em relação ao pagamento dos dois tributos criados pela reforma tributária começa nesta terça-feira (3): o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Até 20 de dezembro, os empreendedores poderão cancelar tanto a opção pelo Simples Nacional quanto a escolha pelo regime regular de IBS e CBS. Segundo as regras divulgadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), o cancelamento é irretratável, ou seja, não poderá ser desfeito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Pelas novas regras, as empresas poderão escolher entre recolher os dois tributos em uma guia única do Simples Nacional ou optar pelo chamado regime regular, em que o cálculo e o pagamento do IBS e da CBS são feitos separadamente. (veja os prazos) Optar pelo regime regular para IBS e CBS não significa deixar o Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para o pagamento dos demais tributos. O calendário de adesão ao Simples Nacional também passou por mudanças. As empresas que pretendem entrar no regime em 2027 tiveram até 15 de outubro para apresentar o pedido. Se a solicitação for aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. (saiba mais aqui) Agora no g1 As empresas que já fazem parte do Simples Nacional continuarão no regime automaticamente, desde que não tenham sido excluídas. Nesse caso, não será necessário apresentar um novo pedido de adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A escolha sobre como pagar IBS e CBS feita em outubro valerá por seis meses, de janeiro a junho de 2027. Entre 1º e 31 de março de 2027, as empresas poderão fazer uma nova escolha para o segundo semestre do ano. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Quem optar pelo regime regular em outubro poderá cancelar a escolha até 30 de novembro de 2026. Já quem fizer a opção em março de 2027 terá até 31 de maio para desistir. O que muda na prática? Para as empresas que optarem por manter IBS e CBS dentro do Simples Nacional, o pagamento continuará semelhante ao modelo atual. Os tributos serão incluídos na guia única do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), calculados como parte de um percentual sobre o faturamento. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Por outro lado, poderá usar créditos tributários das compras para reduzir o imposto devido e permitir que seus clientes aproveitem créditos maiores. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, a diferença na geração de créditos tributários é um dos principais fatores que as empresas devem avaliar antes de escolher o regime de pagamento. No regime regular, a empresa poderá permitir que seus clientes aproveitem créditos integrais de IBS e CBS sobre os produtos ou serviços adquiridos, conforme as regras aplicáveis. Já no Simples Nacional, o crédito tributário que o comprador poderá aproveitar tende a ser menor. Por isso, essa escolha pode ter um impacto maior para pequenos negócios que vendem produtos ou prestam serviços a outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a melhor opção depende das características de cada empresa, especialmente do perfil de seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais vantagens em avaliar o regime regular, já que a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode torná-las mais atraentes para seus clientes. Já para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, a geração de créditos tributários tende a ter menos importância. Por outro lado, o regime regular exige o cálculo separado de IBS e CBS e um controle fiscal mais detalhado. Isso pode aumentar os custos com contabilidade e tornar o pagamento dos tributos mais complexo. Por isso, a recomendação é que os empresários comparem os dois modelos antes do fim do prazo, considerando tanto os possíveis benefícios quanto os custos de cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. O calendário também mudou para as empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e querem aderir ao regime em 2027. Antes, o pedido de adesão era feito em janeiro. Para ingressar no Simples Nacional em 2027, porém, as empresas tiveram de apresentar a solicitação até 15 de outubro de 2026. Se aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até 30 de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, terá um prazo de 30 dias para corrigir as irregularidades e tentar garantir sua entrada no regime. As empresas que já fazem parte do Simples Nacional e não tiverem sido excluídas permanecerão automaticamente no regime, sem precisar apresentar um novo pedido. Quais regras para novas empresas? Empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão regras específicas para a adesão ao Simples Nacional. Nesses casos, a escolha pelo Simples Nacional feita na abertura da empresa valerá para o restante de 2026 e também para todo o ano de 2027. Se a empresa também optar por pagar IBS e CBS pelo regime regular no momento da abertura, essa escolha terá efeito a partir de janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? O IBS e a CBS são dois dos principais impostos criados pela reforma tributária sobre o consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é um tributo federal que substituirá as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Sua administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. O novo tributo será administrado por um comitê formado por representantes estaduais e municipais. E o MEI? Os microempreendedores individuais (MEIs) não poderão escolher entre pagar IBS e CBS pelo Simples Nacional ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão seguindo as regras do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), que prevê o pagamento de tributos em valores fixos mensais. As mudanças no calendário de adesão ao Simples Nacional também não se aplicam aos MEIs. A opção pelo Simei continuará sendo feita em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, estabelece mudanças na emissão de notas fiscais. Para a prestação de serviços, continuará sendo utilizada a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já para a venda de mercadorias e algumas atividades de transporte, as novas regras preveem o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também mudam alguns critérios de cálculo dos tributos do Simples Nacional, incluindo os que consideram o tempo de funcionamento da empresa, a receita acumulada e os gastos com salários. O conceito de receita bruta também foi atualizado para incluir expressamente operações com bens físicos, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores pagos de IBS e CBS pelo regime regular não serão considerados no cálculo da receita bruta para fins do Simples Nacional. Outra mudança diz respeito ao momento em que o faturamento é contabilizado para calcular os tributos. Pela nova regra, o reconhecimento da receita passa a estar vinculado à emissão da nota fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — valor máximo de faturamento que permite recolher determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Se a empresa ultrapassar esse valor, poderá ter de pagar esses tributos separadamente, fora da guia única do Simples. O limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação será mantido. Já a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão será eliminada. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) não precisará mais ser enviada separadamente. Os dados passarão a ser preenchidos diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D), uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar

Praia de Copacabana lotada em feriado no Rio Sérgio Telles/ TV Globo Após o feriado de Finados, na segunda-feira (2), que proporcionou a muitos trabalhadores três dias seguidos de descanso, já há quem esteja de olho no próximo período de folga. O próximo feriado será em 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. A data cairá em um domingo e, por isso, não permitirá uma emenda para quem já folga nesse dia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam três feriados nacionais em 2026. O calendário inclui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro, e o Natal, em 25 de dezembro. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que nem todos os trabalhadores têm direito à folga nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme a legislação aplicável e as regras previstas em acordos ou convenções coletivas. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, dos quais nove cairão em dias úteis. Algumas datas permitem planejar períodos prolongados de descanso, especialmente para quem já folga aos fins de semana. Depois de Finados, em 2 de novembro, o próximo feriado que permite emendar o descanso será o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, uma sexta-feira. A data forma três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem permitir folgas em alguns casos: 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Estudo lista motivos que fazem a conta de luz no Brasil ser mais cara Um estudo listou os motivos que fazem a conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia. Uma mini cidade na Zona Norte do Rio com mais de 400 apartamentos e 3 mil moradores. A estrutura é moderna, com tomadas, lâmpadas e elevadores inteligentes. Mas a conta de luz chega a R$ 40 mil por mês e é um dos itens que mais sobrecarregam o preço do condomínio. “Ela vai refletir aí entre 20% até 40% do custo total do boleto. Isso nos impede de fazer novos investimentos”, afirma o síndico profissional Jorge Lima. Veja motivos que fazem conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia Jornal Nacional/ Reprodução 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os produtos e serviços que compõem o índice de inflação, a energia tem o terceiro maior peso. Só perde para a gasolina e planos de saúde. Mas por que, se quase 90% da nossa energia vem de fontes renováveis, principalmente das usinas hidrelétricas e com participação crescente da eólica e solar? Um estudo do economista da Fundação Getúlio Vargas Daniel Duque, encomendado pelo Centro de Liderança Pública, mostra que mais de dois terços da fatura não têm relação com o custo da energia em si. Em 2025, a parcela referente à energia respondia por cerca de 30,4% da conta de luz. Ou seja, em uma conta de R$ 1 mil, apenas R$ 300 correspondem à energia elétrica. A distribuição, 26%; transmissão, 10%; encargos setoriais que mantêm programas sociais e subsídios, por exemplo, para a irrigação na agricultura: 15%; e tributos, 18%. A exigência de leis que determinam a compra de parte da energia de termelétricas e hidrelétricas de pequeno porte e o sistema de bandeiras tarifárias, que encarece a luz quando a seca reduz a água nas hidrelétricas, também contam. Em um ranking de 138 países, o Brasil não está no topo com energia mais cara. Mas temos tarifa acima de países com o mesmo perfil renovável, como Canadá, Noruega e China, que conseguem converter o uso desses recursos em preços mais baixos. “A gente também precisaria de uma maior coordenação, por exemplo, entre governo federal, estadual e municipais para, por exemplo, reduzir as perdas de transmissão e distribuição, que também são mais altas no Brasil do que em outros lugares do mundo”, afirma Daniel Duque, economista da FGV Ibre. Veja motivos que fazem conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia Jornal Nacional/ Reprodução “Olha, eu estou agora em uma grande empresa de processamento de pescado. Sabe a temperatura aqui? - 25ºC na câmara fria. É claro que o preço da energia elétrica pesa, e muito, no orçamento do setor produtivo. A indústria passa a ter produtos mais caros e perde competitividade com outros países. Aqui nessa indústria, a energia é fundamental durante todo o processo, do barco do pescador até a mesa do consumidor final”, diz o repórter Helter Duarte. A empresa existe há 82 anos e o custo da energia elétrica é um entrave cada vez maior para o crescimento. Para reduzir os custos, a fábrica investiu pesado em produção de energia solar, com duas usinas; trocou equipamentos por outros mais eficientes; e usa a inteligência artificial para gerir o consumo. A redução no custo chega a 30%. “O cenário ideal seria uma política pública que trouxesse essa energia que a gente produz com bastante eficiência, uma energia limpa, barata. Teria como consequência produtos mais baratos na mesa do consumidor, mais emprego, mais investimento, mais trabalho e renda, e, consequentemente, um crescimento maior do nosso país”, afirma Cacio de Moura Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da Frescatto. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM O que a inteligência artificial tem a ver com o valor da sua conta de luz? Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro

Estados brasileiros terão reajuste do ICMS dos combustíveis a partir de 1° de fevereiro de 2027. Divulgação/GESP Os governadores que formam o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovaram no último dia 29 de outubro o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis em todo o território nacional. Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. O óleo diesel terá o maior reajuste, de 11,1%, enquanto a gasolina e os gás sobem 4,5% e 4,8%, respectivamente. Em São Paulo, estado de maior participação no PIB nacional, o valor por litro deve ter um acréscimo de R$ 0,07 a R$ 0,13 centavos no ano que vem, segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Veja tabela abaixo: Reajuste do ICMS em SP – a partir de 1° de fevereiro Óleo diesel: valor sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro (alta de 11,1%); Gasolina e etanol: valor sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro (alta de 4,5%); Gás de cozinha (GLP): valor sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro (alta de 4,8%). Governo do Maranhão e outros estados oficializam aumento do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha O reajuste gerou um desentendimento público entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador Tarcísio de Freitas. Em vídeo publicado nas redes sociais, Boulos disse que o reajuste do imposto estadual afetaria não só o preço do combustível para os caminhoneiros, mas também aumentaria o preço dos alimentos nos supermercados, já que o transporte de mercadorias é feito por rodovias. O ministro acusou Tarcísio diretamente pelo aumento e afirmou que ele descumpre promessas de campanha feitas em várias entrevistas na mídia. “Passadas as eleições, as máscaras caem. Vocês viram que os bolsonaristas passaram a eleição inteira dizendo: ‘Ah, a esquerda aumenta imposto, a gente quer diminuir imposto’. Olha o que está acontecendo agora com o diesel. (...) Governador Tarcísio, faça a sua parte, ajude o povo brasileiro. Não dá para ter um discurso na eleição e a prática é ser outra, né?”, declarou o ministro. O ministro Guilherme Boulos (PSOL) e o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos): desentendimento sobre alta do ICMS em SP. Montagem/g1/Divulgação/GESP e Leandro Paiva/@leandropaivac Após a publicação, o Palácio dos Bandeirantes divulgou uma nota do governador paulista que chamou de “lamentável” a declaração do ministro e afirmou que o vídeo dele “distorce os fatos para fazer ataques políticos”. “É lamentável que um ministro de estado distorça os fatos para fazer ataques políticos. Quem ocupa um cargo dessa importância deveria esclarecer a população, não espalhar desinformação”, disse o governo. “O reajuste do ICMS sobre os combustíveis foi definido no âmbito do Confaz, que é um colegiado do Ministério da Fazenda que reúne os 26 estados e o Distrito Federal. A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos estados governados pelo PT. A cobrança sobre os combustíveis segue a mesma regra nacional em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia, por exemplo”, declarou o governo Tarcísio. “O debate político exige responsabilidade e respeito à verdade. Divergências não justificam distorcer os fatos para atacar adversários. Vale lembrar que, enquanto São Paulo manteve sua alíquota modal de ICMS nos últimos quatro anos, estados governados pelo PT elevaram as suas. No Piauí, a alíquota chegou a 22,5%; na Bahia, a 20,5%; e no Ceará, a 20%. Em São Paulo, seguimos outro caminho. Mantivemos a alíquota modal em 18%, uma das menores do país, ampliamos isenções de ICMS sobre produtos alimentícios e zeramos o IPVA para motos de até 180 cilindradas”, afirmou Tarcísio. Initial plugin text Após a nota, Boulos rebateu Tarcísio e disse que as declarações “não mudam nada em relação à incoerência de Tarcísio com seu discurso de campanha. Passou meses atacando Lula a respeito de impostos”. “Três dias depois da eleição, se posicionou a favor do aumento do ICMS no Confaz”, escreveu Boulos. Após o bate-boca público, o governo de SP publicou um registro nas redes sociais dizendo que o “ICMS sobre combustíveis não é uma decisão isolada de São Paulo”. “Os novos valores foram definidos em conjunto pelos estados e pelo Distrito Federal no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e terão aplicação em todo o país a partir de 1º de fevereiro de 2027. O ICMS é cobrado por litro ou quilo de combustível, com um valor fixo atualizado anualmente, conforme regra nacional baseada nos preços pesquisados pela ANP, que é o órgão federal responsável por regular e fiscalizar o setor de petróleo, gás e combustíveis no Brasil”, afirmou. Initial plugin text
O Ministério do Trabalho e Emprego informou que a chamada "interoperabilidade plena" do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) deverá estar implementada até 7 de novembro de 2026.
Na prática, isso significa que qualquer cartão de vale alimentação ou refeição deverá ser aceito em qualquer maquininha que opere com esse tipo de benefício, independentemente da operadora ou bandeira utilizada.
A medida foi prevista em decreto presidencial publicado em novembro de 2025, que estabeleceu um período de adaptação de até 360 dias para as empresas do setor.
A adaptação vem ocorrendo de forma escalonada:
Operadoras com mais de 500 mil usuários tiveram prazo de 180 dias, encerrados em maio, para abrir seus arranjos de pagamento e permitir a aceitação recíproca dos cartões.
Já o prazo de 360 dias foi estabelecido para a implantação da interoperabilidade plena em todo o mercado nacional.
A fiscalização do cumprimento das novas regras do PAT, incluindo a obrigação de interoperabilidade, é competência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho.
O órgão informou que será o responsável por verificar se as operadoras e credenciadoras estão garantindo a aceitação recíproca dos cartões.
"A recusa de um cartão que deveria ser aceito por força da interoperabilidade é uma irregularidade que se encaixa nos canais de denúncia do Ministério do Trabalho", informou o governo, em nota.

Exemplo de sala de estar com pé-direito duplo SKN Incorporadora Na sala de estar, um robô aspirador percorre o ambiente, a iluminação é ajustada por meio de assistentes de voz e a televisão se conecta à internet para acessar o serviço de streaming favorito. Todos esses são exemplos da "internet das coisas" (IoT, na sigla em inglês), na qual aparelhos eletrônicos conectados à internet trocam dados e se comunicam entre si. Esse é um cenário cada vez mais presentes em casas pelo mundo. No entanto, esses aparelhos podem se tornar um risco com o avanço da inteligência artificial (IA). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A empresa de inteligência artificial Anthropic divulgou recentemente um relatório indicando que, em breve, softwares maliciosos baseados em IA poderão se instalar em eletrodomésticos conectados, se replicar e se espalhar de maneira autônoma para outros dispositivos. Para isso, não seriam necessários supercomputadores caros e de alto desempenho, bastaria um grande número de smart TVs ou outros aparelhos domésticos conectados e com segurança precária. Agora no g1 Vírus de computador que se propagam de uma máquina para outra por conta própria existem há décadas. Eles são conhecidos como "vermes" e seguem um roteiro pré-programado, explorando vulnerabilidades de segurança conhecidas ou pontos de acesso com proteção fraca. No entanto, esse fluxo é interrompido se essas falhas forem corrigidas ou se não houver brechas adequadas para um ataque. Os "vermes" de IA, no entanto, seriam muito mais complexos e, potencialmente, bem mais perigosos. Eles teriam a capacidade de resolver problemas de forma autônoma e se adaptar a diferentes tipos de dispositivos. Para isso, eles precisariam, por exemplo, lidar com um sistema operacional diferente ou com uma capacidade de memória limitada. Também teriam de descobrir, por conta própria, como operar em outros dispositivos ou como identificar e contornar novas atualizações de segurança. LEIA MAIS A IA pode ter vontade própria ou se revoltar contra humanos? Disseminação via televisores Pesquisadores da Anthropic investigaram se modelos de IA poderiam ser executados em hardwares simples. Em um experimento, distribuíram um modelo de IA entre 15 dispositivos Android TV de baixo custo. Cada aparelho ficou responsável por uma parte dos cálculos. Com isso, demonstraram que certas aplicações de IA podem ser executadas mesmo sem a necessidade de um grande centro de processamento de dados. Em um ambiente de teste controlado, os pesquisadores criaram ainda oito dispositivos Android simulados. O modelo de IA conseguiu se instalar em um desses aparelhos, se replicar a partir dali e infectar os demais. Em quatro das cinco tentativas, o modelo atingiu todos os oito alvos; na outra, infectou sete. Se um modelo de IA desse tipo fosse equipado com um software malicioso, ele poderia se adaptar rapidamente a ambientes até então desconhecidos, interferindo em processos e fluxos de operação. Em vez de explorar apenas uma vulnerabilidade específica, ele poderia aprender a contornar diversas medidas de segurança. Segundo os desenvolvedores da Anthropic, um "verme de IA" desse tipo levaria, aproximadamente, de um a dois dias para se instalar em um dispositivo novo e até então desconhecido. Rede de bots composta por eletrodomésticos? Um aspecto particularmente preocupante é que a IA poderia unir os diversos dispositivos infectados em uma grande rede de bots. Um único dispositivo infectado possui pouca capacidade de processamento. No entanto, quanto mais aparelhos forem infectados, mais rapidamente o "verme" de IA poderia se propagar. O software malicioso não dependeria mais de um servidor central que poderia ser desligado. Além disso, ele poderia, possivelmente, continuar aprendendo e evoluindo constantemente. Seria perfeitamente concebível que a ameaça se espalhasse para tipos de aparelhos eletrônicos totalmente diferentes, que utilizam softwares distintos. Embora dispositivos infectados possam ser desconectados da rede e falhas de segurança possam ser corrigidas, a estrutura descentralizada desse tipo de malware baseado em IA tornaria muito difícil contê-lo. A própria Anthropic compara esse possível cenário a um mofo limoso digital que cresce lentamente. É verdade que, nos testes, os pesquisadores da Anthropic facilitaram propositalmente o acesso aos dispositivos, sem que houvesse grandes medidas de proteção digital. Ainda assim, a empresa acredita que modelos de IA menores poderiam, talvez ainda este ano, atingir o nível de capacidade necessário para se disseminar no mundo real. Sistemas de refrigeração superaquecidos Um incidente ocorrido na França ilustra o quão graves podem ser as consequências de um ataque cibernético a sistemas de controle conectados. Na noite de 11 para 12 de outubro de 2026, hackers manipularam os sistemas de refrigeração e congelamento de diversos supermercados, elevando as temperaturas para até 50º C. Alimentos estragaram e houve casos isolados de incêndios e danos técnicos. A agência francesa de cibersegurança CERT-FR confirmou que vários sistemas de controle remoto do fabricante dinamarquês Danfoss foram comprometidos, com o alerta sendo posteriormente estendido a sistemas de outros fabricantes. As investigações sobre as circunstâncias do ataque ainda estão em andamento. Nesta segunda-feira (02/11), ataques semelhantes foram registrados em supermercados na Bélgica, Suécia e Luxemburgo. Até o momento, não há evidências de que um "verme" de IA autorreplicante tenha sido utilizado nos ataques aos sistemas de refrigeração. Contudo, os estudos recentes da Anthropic demonstraram como a IA pode facilitar significativamente o desenvolvimento de softwares maliciosos com consequências potencialmente graves, permitindo ataques a dispositivos conectados mesmo sem a necessidade de grande capacidade computacional.

Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Criptomoedas são ativos digitais que não são emitidos por governos, como ocorre com moedas oficiais como o real e o dólar. As transações são registradas e validadas por tecnologias como o blockchain. dfndf, ksdfls oi sdf,mnsllsd fo aiofn,m dfog a oinsdmg o dfljbxlcm sjdf lm xon df ff O Mercado Bitcoin, corretora brasileira de criptoativos, informou ter registrado um incidente de segurança nesta segunda-feira (2) e suspendeu temporariamente saques e depósitos. Procurada pelo g1, a empresa não confirmou se houve roubo ou movimentação não autorizada de ativos. Em seu perfil no X, o Mercado Bitcoin afirmou que identificou e conteve o incidente durante a madrugada. Segundo a corretora, não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Como medida preventiva de proteção, depósitos e saques estão temporariamente suspensos. Nossas equipes estão mobilizadas investigando o caso, rastreando os ativos e coordenando as medidas junto às autoridades competentes", publicou. Agora no g1 O Mercado Bitcoin afirmou ainda que trabalha para “restabelecer as operações com segurança”. Veja a publicação da corretora: Initial plugin text O incidente no Mercado Bitcoin acontece poucos dias após o ciberataque que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, na última quinta-feira (29). O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, atribuiu o ataque à Coreia do Norte e afirmou que a ação foi realizada pelo TraderTraitor, grupo de cibercriminosos patrocinado pelo regime norte-coreano. O ataque à Binance durou cerca de 20 minutos e é apontado como o maior roubo de criptomoedas da história. Na última atualização dos números, segundo a corretora, os clientes já haviam retirado US$ 3,64 bilhões (R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram na plataforma desde domingo, quando a empresa liberou parcialmente os saques. O que são criptomoedas e quais os riscos de investir? Criptomoedas são ativos digitais que não são emitidos por governos, como ocorre com moedas oficiais como o real e o dólar. As transações são registradas e validadas por tecnologias como o blockchain. O bitcoin foi a primeira criptomoeda e continua sendo a mais conhecida. Criptoativos podem registrar fortes oscilações de preço, com altas e quedas expressivas em períodos curtos, o que aumenta o risco para o investidor. Entenda mais no vídeo abaixo: O que são as criptomoedas?

Novo visual do KC-390 Millennium, da Embraer Claudio Capucho/Embraer O KC-390 Millennium, avião militar fabricado pela Embraer, será usado pela Força Aérea da Grécia. O país europeu fechou um acordo para comprar inicialmente três aeronaves, com a possibilidade de adquirir outras três. A primeira unidade deve ser entregue em 2027. Considerado o maior avião produzido na América Latina, o KC-390 foi desenvolvido para realizar diferentes tipos de missão. Ele pode transportar soldados, equipamentos e mantimentos, além de ser usado em operações de busca e resgate, atendimento a pessoas feridas e combate a incêndios. O avião também consegue lançar cargas e paraquedistas durante o voo e abastecer outras aeronaves sem precisar pousar. Para isso, pode ser equipado com um sistema que permite transferir combustível enquanto os dois aviões estão no ar. O KC-390 também pode receber combustível de outras aeronaves durante o voo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Embraer, o KC-390 pode transportar até 26 toneladas e atingir uma velocidade de 870 km/h. Outra característica é a capacidade de pousar e decolar em pistas sem asfalto ou que estejam danificadas. LEIA TAMBÉM: Força Aérea da Grécia fecha acordo com a Embraer para comprar até seis aviões militares KC-390 Agora no g1 A parte interna da aeronave é preparada para receber cargas de grandes dimensões, que entram por uma rampa na parte traseira do avião. O espaço também permite transportar até 80 soldados ou 64 paraquedistas. Com o acordo anunciado nesta segunda-feira (2), a Grécia se torna o sétimo país europeu a escolher o KC-390. O modelo já foi selecionado por Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia. Fora da Europa, a aeronave também foi comprada por Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia. O acordo com a Grécia foi feito entre os governos dos dois países, com participação de Portugal. A escolha também busca facilitar o trabalho conjunto da Força Aérea grega com as forças de outros países da Otan, aliança militar da qual a Grécia faz parte. Avião KC-390 Caíque Rodrigues/g1 RR Desenvolvimento no Brasil O KC-390 foi desenvolvido pela Embraer a pedido da Força Aérea Brasileira (FAB). O projeto começou em 2009 e levou cerca de dez anos até a entrega da primeira aeronave, em 2019. No Brasil, o avião já foi usado em operações de transporte de ajuda humanitária, equipamentos e mantimentos. Entre as missões estão o envio de ajuda à Ucrânia e ao Líbano e o transporte de cestas básicas para comunidades indígenas Yanomami. Em 2024, o KC-390 também foi utilizado no combate a incêndios no Pantanal e em Ribeirão Preto (SP). KC-390 Millenium é equipado com dispositivo para lançar milhares de litros de água no fogo. FAB/Muller Marin Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Mais de 60% do volume de soja exportado de MT vai para a China Reprodução/TVCA As compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos, excluindo a soja, caminham para o menor nível em sete anos, apesar do compromisso de Pequim de adquirir ao menos US$ 17 bilhões (R$ 92,16 bilhões) por ano em mercadorias do setor americano. Entre janeiro e setembro, a China comprou US$ 7,2 bilhões (R$ 39,03 bilhões) em outros produtos agrícolas americanos, de carnes a milho, o menor valor para o período desde 2019, auge da primeira guerra comercial entre os dois países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A soja faz parte de um compromisso separado, e a China caminha para cumprir a meta prevista para o produto. Ainda não está claro, porém, se Pequim está descumprindo o acordo sobre os demais produtos. A Casa Branca não informou se o prazo começou a contar após o anúncio de maio ou se terá início apenas quando forem concluídos os cortes de tarifas propostos pela China, o que ainda não ocorreu. Agora no g1 O ritmo lento das compras aumenta as dúvidas sobre uma recuperação das importações ainda neste ano e frustra agricultores americanos, que também enfrentam combustíveis mais caros. A questão ganhou peso político às vésperas das eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), com democratas tentando conquistar eleitores de regiões agrícolas tradicionalmente ligados ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump. “Nossos produtores são patriotas, mas há muitos silos cheios de grãos e, certamente, uma vontade de ver esse comércio acontecer”, afirmou Tim Lust, diretor-executivo da National Sorghum Producers, entidade que representa produtores de sorgo. “A soja está sendo negociada, mas outras commodities não.” O Departamento de Agricultura dos EUA encaminhou ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) as perguntas sobre como a meta proporcional para 2026 será calculada. O USTR, a Casa Branca e o Ministério do Comércio da China não responderam aos pedidos de comentário. Demanda fraca e concorrência dificultam exportações dos EUA Mesmo que as compras aumentem, analistas avaliam que será difícil atingir a meta diante da demanda fraca na China e da concorrência de outros fornecedores. Para alcançar o valor previsto, Pequim provavelmente terá de mobilizar empresas estatais para ampliar as aquisições. O milho é um exemplo. Em 2021, no pico das compras, a China importou US$ 5,6 bilhões (R$ 30,4 bilhões) do grão americano, o equivalente a quase 20 milhões de toneladas. No mês passado, a COFCO Futures, corretora ligada a uma estatal chinesa, afirmou que o milho dos EUA não estava competitivo, em parte por causa da ampla oferta doméstica. A empresa projetou importações de cerca de 900 mil toneladas do produto americano na safra 2026/27, iniciada em setembro. As exportações americanas de sorgo para a China também perderam espaço. Em 2021, elas atingiram 6,5 milhões de toneladas, no valor de US$ 2,1 bilhões (R$ 11,4 bilhões), mas agora enfrentam a concorrência do Brasil, que obteve acesso ao mercado chinês em setembro de 2025. Neste ano, o Brasil já enviou 1,7 milhão de toneladas de sorgo à China, com quase 1 milhão de toneladas adicionais previstas para embarque, segundo Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex. Os EUA, por sua vez, exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas para a China até o fim de agosto, segundo dados do governo americano. O volume supera o registrado no ano anterior, quando o comércio estagnou em meio às tensões entre os dois países. Nos últimos quatro meses, porém, as vendas praticamente pararam. As carnes americanas enfrentam obstáculos semelhantes. A China tem oferta abundante de carne suína e de frango, enquanto a carne bovina dos EUA está mais cara devido à redução dos rebanhos no país. A carne bovina também enfrenta barreiras regulatórias. Em maio, a China renovou as licenças de exportação de mais de 400 frigoríficos americanos, mas cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte dos EUA continua sem autorização para vender ao mercado chinês, segundo a Federação de Exportação de Carnes dos EUA. Alguns frigoríficos foram barrados depois que autoridades chinesas afirmaram ter encontrado resíduos de substâncias que não são aprovadas no país, disse Joe Schuele, porta-voz da entidade. Diante dessas restrições, analistas avaliam que Pequim provavelmente precisará recorrer a empresas estatais para alcançar a meta de US$ 17 bilhões, como já vem fazendo com a soja. A decisão, segundo eles, dependerá em última instância de uma escolha política. “Muito disso parece depender de até que ponto a China recorrerá às empresas estatais para fazer essas compras”, afirmou Darin Friedrichs, cofundador da Sitonia Consulting, empresa de inteligência do mercado agrícola especializada na China. “É difícil chegar a US$ 17 bilhões em produtos que não sejam soja sem compras direcionadas e realizadas fora das condições normais de mercado.”

Hackers atacam supermercados europeus e elevam temperatura de freezers a 50°C Redes de supermercados de diferentes países europeus relataram nesta segunda-feira (2) problemas em sistemas de refrigeração, em uma série de incidentes que levantou suspeitas de novos ataques hackers contra equipamentos conectados à internet. Na Bélgica e em Luxemburgo, dezenas de lojas da Ahold Delhaize foram afetadas, enquanto cinco unidades da rede Spar, operadas pelo Grupo Colruyt na Bélgica, e quase 15 supermercados da rede Carrefour no país tiveram os sistemas de refrigeração atacados. Na Suécia, supermercados das redes ICA e Coop também registraram problemas semelhantes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na Delhaize, a empresa detectou um aumento de temperatura nos equipamentos de refrigeração e informou que investiga o caso. Stephan Moelans, CEO da Sabcobel, empresa responsável pelos sistemas da rede, afirmou à agência Belga que houve um ciberataque e que os evaporadores foram acionados no modo de degelo. Os casos ocorrem cerca de um mês depois de um ciberataque atingir centenas de supermercados na França. Segundo a polícia, hackers assumiram o controle de sistemas de refrigeração e elevaram as temperaturas a até 50°C, provocando incêndios e perdas de alimentos. Imagem do corredor de congelados fechado em um supermercado próximo a Nantes, após um ataque cibernético que teve como alvo os sistemas de refrigeração de redes de supermercados francesas, causando perdas de alimentos e incêndios em várias lojas, na França, em 12 de outubro de 2026 REUTERS/Stephane Mahe No mês passado, a Ahold também comunicou à polícia holandesa um incidente de segurança cibernética após detectar atividades suspeitas em sua infraestrutura. Nesta segunda-feira, a rede Delhaize detectou um aumento de temperatura em seus sistemas de refrigeração, segundo a porta-voz Sarah De Meester. A empresa investiga as causas do problema. Stephan Moelans, CEO da empresa belga de refrigeração Sabcobel, responsável pelos sistemas da Delhaize, afirmou à agência Belga que houve um ciberataque e que os evaporadores foram acionados no modo de degelo, elevando a temperatura dos equipamentos. Procurada pela Reuters, a empresa não comentou. Um porta-voz do Grupo Colruyt, que opera lojas Spar na Bélgica por meio de franquias, afirmou que os sistemas de refrigeração de cinco unidades foram atacados. Geladeiras, sistemas de aquecimento, câmeras de segurança e alarmes, antes predominantemente mecânicos, passaram a ser conectados a redes que permitem monitoramento e controle remotos. Essa transformação também criou novas possibilidades de ação para cibercriminosos. As autoridades não informaram quem estaria por trás dos ataques do mês passado, e nenhum grupo assumiu a autoria. Supermercados na Suécia também são afetados O chefe do Centro Nacional de Cibersegurança da Suécia, John Billow, afirmou à Reuters que as autoridades investigam diversos incidentes envolvendo sistemas de refrigeração de supermercados no país. Uma loja da rede sueca ICA afirmou nas redes sociais que seus refrigeradores e freezers haviam sido invadidos durante a madrugada e tiveram a temperatura ajustada para 50°C. Mais tarde, a unidade informou que havia reaberto. Em uma unidade da ICA Baronen, em Estocolmo, um aviso informava que todos os freezers estavam fora de funcionamento após um ciberataque. O gerente de vendas afirmou que o ataque ocorreu às 2h e foi identificado às 5h30, no horário local. “Estamos cientes de que um número limitado de lojas foi afetado durante a noite por um incidente que comprometeu seus sistemas de refrigeração e congelamento”, afirmou um porta-voz da ICA por e-mail. A rede de supermercados Coop informou ao jornal sueco Aftonbladet que seis lojas foram afetadas por problemas semelhantes. Procurada pela Reuters, a empresa não respondeu imediatamente. “Identificamos, nas últimas semanas, um número considerável de equipamentos conectados a sistemas operacionais vulneráveis na Suécia e deixamos clara a necessidade de atualizá-los ou instalar correções de segurança”, afirmou Billow. Uma rede de supermercados da Estônia também foi afetada, com equipamentos chegando a 50°C, segundo a fornecedora de tecnologia Kitman Coldtech, em declaração à emissora pública ERR. “Isso é muito recente, aconteceu nesta manhã”, afirmou Jann Mutso, CEO da Kitman, à ERR. Ele não revelou o nome da rede afetada.
A partir desta segunda-feira (2), empresas deverão oferecer atendimento humano para o consumidor
Começam a valer nesta segunda-feira (2) as mudanças nas regras de funcionamento dos serviços de atendimento aos consumidores, os SACs, mantidos por empresas. A principal alteração é a exigência de atendimento humano, todos os dias, entre as 8h e as 20h.
O decreto do governo federal com as mudanças foi publicado em 13 de outubro, com prazo de 20 dias para começar a valer.
As medidas são apenas para empresas cujos serviços são regulados pelo governo. Entram nessa categoria operadoras de telefonia e de planos de saúde, empresas aéreas, concessionárias de energia e empresas do setor financeiro, como bancos e fintechs.
O decreto também determina que empresas de transporte individual ou de encomendas, como a Uber, cujos serviços não são regulados, prestem informações ao governo sobre o atendimento aos consumidores.
Atendimento humano
A principal medida é a que garante que os consumidores consigam ser atendidos por um humano, entre as 8h e as 20h, todos os dias, em canais eletrônicos, como os chats, e por ligação telefônica.
De acordo com o governo, essa exigência corrige uma flexibilização nas regras dos SACs feita durante a pandemia, que permitiu a ampliação do uso de ferramentas digitais e reduziu o atendimento feito por pessoas.
O decreto diz que as empresas deverão assegurar aos consumidores o acesso imediato à opção de cancelamento dos contratos e ao atendimento por humano, seja nos canais digitais ou nas chamadas telefônicas.
E que não poderão utilizar mais que cinco níveis de atendimento para finalizar a demanda dos consumidores.
Em relação aos canais telefônicos, o texto diz que as empresas deverão retornar ao consumidor quando uma chamada for interrompida antes da conclusão do atendimento. O prazo máximo para o contato é de 300 segundos, ou seja, cinco minutos.

FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da O roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34,2 bilhões) em criptomoedas da Binance, maior corretora do setor no mundo, ainda não provocou uma perda generalizada de confiança entre os investidores. Apesar disso, o ataque deve aumentar a cautela dos grandes investidores e reforçar as preocupações com a segurança do mercado de ativos digitais, segundo analistas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os clientes da Binance retiraram US$ 3,64 bilhões (cerca de R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram na plataforma ao longo de nove horas e meia no domingo, quando a empresa retomou parcialmente os saques. A movimentação é considerada um primeiro teste de confiança. Segundo a corretora, o valor líquido retirado representou 2,1% dos ativos mantidos na plataforma, percentual considerado relativamente baixo por analistas. “Nossa principal prioridade neste momento é garantir que o ambiente esteja seguro; só então os usuários poderão sacar seus fundos e a Binance poderá retomar as operações”, disse o co-CEO da Binance, Yi He, em uma publicação no X nesta segunda-feira (2). O bitcoin e outras criptomoedas também se estabilizaram, enquanto o volume de negociações aumentou. Ainda assim, os investidores seguem abalados pelo que pode ter sido o maior roubo financeiro da história. A corretora foi alvo de um ataque na noite de quinta-feira, atribuído a hackers norte-coreanos pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, e por analistas. A Binance informou que está cobrindo os prejuízos e já reuniu US$ 6 bilhões para compensar as perdas. Os recursos vieram do caixa da empresa, de um fundo de seguro e de uma reserva destinada a cobrir incidentes de segurança. “Isso ainda não provocou pânico generalizado nem uma retirada maciça e concentrada”, afirmou Tim Sun, pesquisador sênior do HashKey Group, empresa de serviços financeiros voltada a ativos digitais, com sede em Hong Kong. “No entanto, o impacto desse incidente sobre a confiança do mercado provavelmente vai muito além do valor dos ativos roubados. As preocupações com a segurança devem influenciar o volume de recursos destinados às criptomoedas por grandes instituições financeiras e diferentes perfis de investidores”, acrescentou. A Binance, que afirma ter mais de 335 milhões de usuários em todo o mundo e movimentar, em média, US$ 95 bilhões por dia em negociações de ativos digitais e contratos financeiros ligados a esses ativos, também adotou medidas para tranquilizar os clientes. “Após um pico inicial, os volumes de saídas diminuíram e estão se estabilizando”, afirmou a empresa no X. Segundo a corretora, foram registrados cerca de US$ 4,6 bilhões em retiradas e US$ 1 bilhão em depósitos no domingo. Investidores não demonstram pressa para retirar recursos Investidores ouvidos pela Reuters afirmaram que pretendem manter suas contas na Binance, apesar do ataque. “Eu não retiraria necessariamente tudo da Binance, porque as corretoras centralizadas continuam desempenhando um papel importante na liquidez, nas negociações e no acesso ao mercado”, afirmou Jay Koh, vice-presidente da Asia Web3 AI Association, organização sediada em Cingapura que promove o desenvolvimento da tecnologia blockchain. Ryan Tan, cliente da Binance, também disse que não tem pressa para retirar seus recursos. Segundo ele, o saldo mantido na plataforma já era relativamente baixo desde a quebra da FTX, outra corretora de criptomoedas, há quatro anos. “Após o colapso da FTX, decidi manter tudo na minha carteira, em vez de deixar os fundos nas corretoras”, afirmou o investidor de 39 anos. Depois de atingir o menor valor em seis semanas na sexta-feira, o bitcoin se recuperou ao longo do fim de semana e voltou a ser negociado acima de US$ 78 mil nesta segunda-feira. O ether também registrou recuperação após atingir sua menor cotação em dois meses. O valor total de mercado das stablecoins, criptomoedas geralmente vinculadas a moedas tradicionais, como o dólar, caiu desde sexta-feira (30). O movimento pode indicar que parte dos investidores está retirando recursos do mercado de criptomoedas e migrando para dinheiro ou investimentos tradicionais. A Binance informou que retomou os saques de bitcoin pela própria rede da criptomoeda, além de ether e algumas stablecoins vinculadas ao dólar pela rede Ethereum. Apesar disso, o site da corretora ainda indicava restrições às retiradas da maioria das criptomoedas. O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP

Pontos de ancoragem do Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010. Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha. O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro. Agora no g1 Para fixar a cadeirinha, você precisa: Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica visível. Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique". Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo. Ponto de ancoragem Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais: No assoalho; Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo); Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança). Top tether em um Volvo XC40 divulgação/Volvo Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças g1 Confira abaixo as principais dúvidas sobre transporte seguro de crianças em carros: Qual cadeirinha usar no carro? Quando trocar a cadeirinha? Como usar e fixar o assento de elevação? Onde instalar a cadeirinha? Quando a criança pode ir no banco da frente? Qual cadeirinha usar no carro? No papel, a regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define faixas etárias para cada tipo de equipamento: Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg; Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg; Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura; Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura. O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo. O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo. “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, explica Gustavo Kuster, do Inmetro. Volte para o início. Quando trocar a cadeirinha? O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento. A transição entre os dispositivos deve considerar, na seguinte ordem de prioridade: 💺 O conforto; 👶 O tamanho da criança; 🎂 A idade da criança. Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição. “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster. A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp. Volte para o início. Como usar e fixar o assento de elevação? Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação. Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito. “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, afirma Kuster. Volte para o início. Onde instalar a cadeirinha? O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado. Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção. Mas é preciso desligar o airbag, nos carros equipados com o dispositivo e a depender da posição, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança. “Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular. “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”. Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel. Volte para o início. Quando a criança pode ir no banco da frente? O Contran permite o transporte no banco da frente em situações específicas: Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança; Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos; Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples; Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente; Equipamentos certificados. Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos. “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, afirma Viviani. Volte para o início.

Mulheres temem mais admitir erros quando homens são maioria na empresa Yan Krukau via Pexels Um erro no trabalho pode ter impacto na carreira profissional, mas também pode se transformar numa oportunidade de aprendizado. Estudos científicos já mostraram que homens e mulheres não são julgados da mesma forma quando cometem falhas. Mas o que acontece quando mulheres erram em ambientes de trabalho onde os homens são maioria? Um estudo liderado pela London School of Economics (LSE), do Reino Unido, e publicado na revista Frontiers in Organizational Psychology analisou de que forma o gênero e a proporção de homens no ambiente de trabalho influenciam a percepção dos erros profissionais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Em equipes nas quais três quartos ou mais dos integrantes são homens, as mulheres relataram sentir menos conforto para admitir um erro e menos confiança de que a experiência resultará em aprendizado. Já em ambientes onde as mulheres são maioria, essa desconfiança desaparece", afirma Grace Lordan, autora principal do estudo. Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos O fator do gênero Para realizar a análise, a equipe entrevistou mais de 1,4 mil profissionais do setor financeiro de Londres, dos quais 81% eram mulheres. Os resultados apontaram dois padrões consistentes: ser mulher e trabalhar num ambiente dominado por homens está associado a uma percepção mais negativa dos erros; homens demonstraram uma visão mais positiva das falhas em todas as dimensões analisadas. As mulheres relataram sentir menos conforto para admitir erros, mostraram maior tendência a acreditar que seriam punidas por cometê-los e estavam menos inclinadas a encará-los como oportunidades de aprendizado. Segundo a pesquisa, quanto maior a predominância masculina no ambiente de trabalho, mais acentuadas se tornam essas diferenças. "Em equipes nas quais mais de três quartos dos integrantes eram homens, as mulheres relataram menor nível de conforto do que os homens nas mesmas condições", acrescenta Lordan. "As mulheres também eram menos propensas a enxergar os erros como oportunidades de aprendizado." Já em ambientes com baixa proporção de homens, "as opiniões das mulheres são tão positivas quanto as dos homens, ou até ligeiramente mais positivas". A percepção masculina, por outro lado, variou muito pouco independentemente da composição do local de trabalho. Receio de consequências informais O único aspecto em que a equipe não encontrou diferenças entre homens e mulheres foi na expectativa de aplicação de sanções. Ambos os grupos acreditavam enfrentar as mesmas consequências formais diante de um erro equivalente. O fato de as mulheres se sentirem mais desconfortáveis e menos confiantes em sua capacidade de aprender com os próprios erros, mesmo esperando as mesmas punições que os homens, indica que a diferença de gênero está no campo psicológico, segundo o estudo. Embora homens e mulheres presumam que as políticas disciplinares formais sejam aplicadas de maneira semelhante, as mulheres sentem que ocupam uma posição mais vulnerável em termos de reputação informal. Elas também temem que admitir um erro gere questionamentos sobre sua competência ou produza estigmas implícitos capazes de afetar seu status profissional. As mulheres temem "ser percebidas como menos competentes e que o erro seja usado contra elas de maneiras não escritas", afirma Lordan. O que as empresas podem fazer O estudo alerta que a falta de segurança psicológica entre mulheres que trabalham em ambientes predominantemente masculinos pode trazer consequências negativas para toda a organização. "Aprender com os erros é a base da inovação. Se as mulheres se sentem menos livres para admitir equívocos, a organização não perde apenas confiança, mas também lições valiosas", afirma Lordan. Para apoiar funcionárias e reduzir essa percepção negativa, o estudo sugere que líderes de equipe, especialmente homens que comandam grupos majoritariamente masculinos, contribuam para mudar o ambiente de trabalho ao demonstrar transparência sobre os próprios erros. O estudo também recomenda que as empresas criem redes de mentoria e espaços de apoio nos quais mulheres possam discutir falhas profissionais com confiança e sem receio de julgamentos. Leia também: Mães solo celebram fim da escala 6x1: 'Estava vendo a vida dos meus filhos passar' Os maiores salários para 2027: veja ranking de carreiras por setor, para quem quer ou não ser chefe Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas

Por que Trump está preocupado com as midterms? As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), podem mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil. A disputa pelo controle do Congresso americano pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis. 👉 Na prática, o resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso sem mudar o comando da Presidência porque todos os representantes da Câmara são escolhidos novamente a cada eleição, enquanto apenas cerca de um terço das cadeiras do Senado é renovado. Agora no g1 As projeções disponíveis apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada. O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump: 66% dos americanos desaprovam sua gestão, o maior índice já registrado pela pesquisa Reuters/Ipsos. Na mesma direção, as projeções reunidas pelo BTG Pactual apontam dificuldades para os republicanos, sobretudo na disputa pela Câmara dos Representantes. Entre os principais cenários estão: 🏛️ Câmara dos Representantes: o modelo estatístico do "The Economist", adotado pelo BTG como referência, projeta que os democratas terão 239 das 435 cadeiras após a eleição, contra 196 dos republicanos. Nesse cenário, a probabilidade de maioria democrata é de 96%. Já o Polymarket, plataforma que negocia contratos baseados em previsões sobre eventos futuros, atribuía 92% de chance à vitória do partido na disputa pela Câmara. 🏛️ Senado: diferentemente da Câmara, a disputa é mais apertada. O cenário-base do modelo próprio do BTG prevê que, após a eleição, os democratas terão 51 das 100 cadeiras, contra 49 dos republicanos. Para chegar a essa estimativa, o banco considera 91 vagas como praticamente definidas e calcula o resultado das nove disputas mais acirradas. A probabilidade de maioria democrata varia de 65%, segundo as cotações do Polymarket, a 72%, de acordo com o modelo quantitativo do próprio BTG. O que uma 'onda azul' muda para a agenda de Trump? Uma possível “onda azul” — expressão usada para descrever a conquista do controle das duas Casas do Congresso pelos democratas — poderia reduzir o espaço de Trump para aprovar medidas e ampliar a fiscalização sobre o governo. Essa é a avaliação de Andressa Durão, economista do ASA. “As apostas de mercado para as eleições de meio de mandato dos EUA vêm se deslocando a favor de uma onda democrata. Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.” Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA. Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump. O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa: 🔵🔵 Se os democratas conquistarem as duas, terão o controle da pauta legislativa e das comissões responsáveis por fiscalizar o Executivo. O Senado também teria maior influência sobre a confirmação de indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), banco central americano, e a Suprema Corte. 🔵🔴 Se a oposição vencer apenas na Câmara, poderá dificultar a aprovação de projetos e a liberação de recursos, mas os republicanos continuarão controlando o Senado e, com isso, terão influência sobre as nomeações. Trump, por sua vez, manterá o poder de veto a projetos aprovados pelo Congresso. Sung também vê riscos para os mercados caso os democratas conquistem as duas Casas. “O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, acrescenta. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. REUTERS/Umit Bektas Como as midterms dos EUA afetam o Brasil? Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar. As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir. 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil. 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic. Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, avalia que uma vitória republicana nas duas Casas daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras. Se essas medidas ampliarem o déficit público, poderão pressionar a inflação e os juros de longo prazo nos EUA. “Isso tende a pressionar o dólar para cima frente ao real, elevar os juros futuros brasileiros e dificultar o desempenho da bolsa — especialmente de empresas mais endividadas e de setores sensíveis ao crédito, como varejo e construção.” Uma vitória democrata, por outro lado, poderia reduzir o espaço para novas iniciativas de expansão dos gastos e aliviar a pressão sobre os juros americanos. Na avaliação de Praça, a oposição também teria mais poder para “fiscalizar o governo” e influenciar a confirmação de indicados para cargos importantes. Com menos espaço para aprovar medidas de estímulo à economia, a pressão sobre os juros americanos poderia diminuir. Isso tornaria os mercados emergentes mais atraentes para investidores, favorecendo a entrada de recursos no Brasil, o fortalecimento do real e a queda das taxas de juros futuras. Esse efeito, porém, dependeria também do ambiente político nos EUA. Disputas em torno do orçamento e conflitos entre o governo e o Congresso poderiam gerar insegurança entre os investidores e provocar novas oscilações nos mercados. “Na bolsa, seria desigual: exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto, mas perder se houver queda das commodities ou da demanda mundial”, diz Praça. Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. Divulgação/Ricardo Stuckert Lula e Trump também preocupam investidores A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil. Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes. A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas. “Com a reeleição de Lula, podemos esperar mais atritos como esses, caso os Republicanos vençam, ou um veto mais rápido caso os Democratas vençam. Atualmente quem tem derrubado tais ações é o Supremo dos EUA, porém por um processo mais moroso”, avalia Praça. Uma mudança na composição do Congresso americano, porém, não significaria necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial dos EUA para impor taxas sobre produtos importados. 👉 Entre eles estão a Seção 232, que permite a adoção de tarifas por motivos de segurança nacional, e a Seção 301, usada em casos de práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano já utilizou esses instrumentos em medidas que atingiram produtos brasileiros, como as tarifas sobre o aço e as ações relacionadas à investigação comercial contra o Brasil. A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes. Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40. Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA. Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente. “O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.

Manifestantes buscam proteção atrás de uma barricada enquanto a tropa de choque francesa utiliza canhões de água em meio a confrontos durante uma manifestação na Place de la République, em Paris Reuters De Milão a Marselha, passando por Madri e muitas outras cidades europeias, as ruas foram tomadas por protestos coloridos e intensos nas últimas semanas. Só neste sábado (31/10), mais de 300 mil pessoas foram às ruas em toda a França, e pelo menos 290 manifestantes foram presos, segundo o Ministério do Interior do país. Na Alemanha, protestos terminaram em confrontos e saques em cidades como Frankfurt, Berlim, Colônia e Hamburgo. A polícia usou canhões de água para dispersar manifestantes. Embora a maioria dos protestos deste mês tenha começado de forma pacífica, muitos terminaram em cenas chocantes de violência e saques. Há acusações de que grupos da esquerda radical teriam provocado tumultos intencionalmente, além de relatos de uso excessivo da força pela polícia. O continente vive um clima de instabilidade social e política. Milhares participaram de manifestações em Roma e Florença, na Itália. Em Madri, na Espanha, um acampamento de barracas ocupa uma praça no centro da cidade desde o fim de setembro. Em Lisboa, capital portuguesa, dezenas de milhares de pessoas, a maioria jovens, participaram de uma marcha no início deste mês. Em Bruxelas, capital belga, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes depois que jovens vestidos de preto, com o rosto coberto para esconder a identidade, atiraram pedras e rojões contra os policiais. Na Albânia, manifestantes que denunciam corrupção no governo exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, que está no poder há 13 anos. Passei anos cobrindo manifestações por toda a Europa, tanto pacíficas quanto violentas. Me lembro bem das manifestações fervorosas pela independência da Catalunha (região espanhola), em 2017; do desespero e dos coquetéis molotov lançados pelas ruas de Atenas, capital grega, durante a crise da dívida grega, em 2015; e dos diversos episódios de violência na França durante o primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron, provocados por propostas de aumento dos impostos sobre combustíveis e de reforma da Previdência. Novos protestos reúnem mais de 300 mil na França e terminam em confrontos com a polícia Mas dessa vez parece diferente. Os protestos eclodem simultaneamente em toda a Europa, e a maioria dos manifestantes, tanto pacíficos quanto violentos, é jovem. Alguns são muito jovens. Entre os detidos, chama a atenção o número de menores de idade. Mais da metade dos detidos em confrontos em Barcelona, no último fim de semana, tinha menos de 18 anos. Em Milão, menores de idade também estavam entre os detidos pela polícia após confrontos, segundo a agência de notícias italiana LaPresse. Centenas de milhares de pessoas participaram de protestos na França, alguns dos quais se tornaram violentos REUTERS/Abdul Saboor De modo geral, os governos europeus têm procurado distinguir os responsáveis por saques e tumultos dos participantes de manifestações ruidosas, mas pacíficas e organizadas dentro da lei. Estas últimas costumam se concentrar em reivindicações específicas. Na atual onda de protestos, cartazes e palavras de ordem expressam principalmente a insatisfação com a educação, as desigualdades sociais e o aumento do custo de vida, embora cada país também tenha suas próprias reivindicações. Mas o que provocou essa onda de indignação entre os jovens europeus, aparentemente de forma tão repentina? Existe alguma ligação entre essas manifestações? E, com eleições importantes se aproximando na Europa, como os governos decidirão reagir? Vão ouvir as reivindicações dos manifestantes ou apostar em um discurso de lei e ordem para conquistar o apoio dos eleitores mais velhos? 'TikTokização' dos protestos Estudantes foram às ruas na França, Bélgica, Irlanda, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Sérvia e Albânia, em uma área que se estende por mais de 1.600 km do continente europeu. As manifestações muitas vezes são organizadas de maneira improvisada, por meio de redes sociais como o TikTok ou o Instagram. O ministro do Interior da Bélgica criticou o que chamou de "tiktokização" dos protestos. Os sindicatos estudantis participam da organização das manifestações, mas os jovens também se inspiram nas ações de estudantes de outros países e até de outros continentes. É o caso do Partido do Povo Barata (CJP, na sigla em inglês para Cockroach Janta Party), na Índia, um movimento de protesto social e político da geração Z (nascida entre 1995 e 2010) que surgiu em maio deste ano, inicialmente com críticas ao sistema educacional indiano. A França, onde a atual onda de protestos estudantis começou no fim de setembro, impulsionada por reclamações sobre a falta de funcionários e a precariedade dos prédios escolares, se tornou uma das principais fontes de inspiração para as manifestações na Europa. Há um ditado na vizinha Bélgica segundo o qual, quando chove forte em Paris, pelo menos garoa em Bruxelas. A capital belga e a cidade de Liège também registram há semanas protestos de jovens. Em Atenas, alunos e professores protestaram por melhorias na educação e contra o alto custo de vida REUTERS/Abdul Saboor Em Barcelona, os estudantes foram incentivados a participar das manifestações no último fim de semana por meio da hashtag #InstitutsIndignats nas redes sociais, em referência ao lema francês Lycées Indignés (Secundaristas Indignados, em tradução livre). Em Atenas, o estudante grego Yiannis Papanikolaou, de 17 anos, disse à agência de notícias AFP: "Os prédios escolares estão em péssimas condições e são mal conservados... Acho que alguma coisa pode mudar por causa do que a França está fazendo. A França vai impulsionar a Grécia". Estagnação econômica e preocupação com o custo de vida Em toda a Europa, muitos jovens sentem os efeitos da estagnação econômica, e suas preocupações vão muito além da educação. Eles se preocupam com o meio ambiente e temem que a inteligência artificial (IA) reduza suas oportunidades de emprego. Também receiam que o aumento acelerado do custo de vida os impeça de concluir os estudos e de comprar ou alugar uma casa grande o suficiente para formar uma família. Em Madri e Lisboa, a insatisfação se concentra nos preços exorbitantes dos imóveis. Em Portugal, campanhas divulgadas pelo Instagram afirmaram que "já chega" e convocaram a população a ir às ruas, seguindo o exemplo dos manifestantes na Espanha. Em Lisboa, Carolina Cruz, de 26 anos, doutoranda e pesquisadora em biologia, disse que corre o risco de perder a moradia porque seu contrato de aluguel está perto do fim. "Sou a primeira pessoa da minha família a ingressar em um programa de doutorado e, mesmo com tudo o que estudei, ainda não consigo me sustentar", afirmou à agência de notícias Reuters. A indignação é compartilhada por Riccardo, de 22 anos, que participa dos protestos em Milão, centro financeiro da Itália. "Mesmo que não consigamos mergulhar o país no caos, como na França, ou bloquear todas as estradas, como na Espanha, o objetivo é pelo menos fazer com que as pessoas voltem a discutir esses problemas", disse à agência AFP. Mas a insatisfação não se limita aos jovens de esquerda. No lançamento da campanha presidencial da nacionalista francesa Marine Le Pen, no último fim de semana, jovens apoiadores relataram à BBC preocupações diferentes. Eles se definem como a "maioria silenciosa" — que (ainda) não saiu às ruas para protestar — e dizem estar profundamente preocupados com a "imigração descontrolada" e a segurança nas ruas da França, além do custo de vida. Crises simultâneas A onda de insatisfação se espalhou para além dos jovens e passou a incluir sindicatos, integrantes do movimento heterogêneo dos Coletes Amarelos (gilets jaunes, em francês), que protestou contra o aumento do custo de vida durante o primeiro mandato de Macron, e outras iniciativas da sociedade civil. No último fim de semana, o condado de Kent, no litoral sul da Inglaterra, registrou duas manifestações: uma a favor e outra contra a imigração. Essa mistura de protestos com diferentes reivindicações pode parecer confusa. Mark Leonard, diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que a Europa enfrenta um acúmulo de crises sucessivas e simultâneas, que competem entre si e que, segundo ele, nunca foram devidamente resolvidas. Agora, essa insatisfação reprimida começa a transbordar para as ruas. Protestos contra o governo tomaram as ruas de Tirana, capital da Albânia REUTERS/Valdrin Xhemaj "Uma crise se sobrepõe à outra", disse Leonard à BBC. "A crise financeira de 2007 e 2008, a crise migratória de 2015, a crise ambiental, a pandemia de covid-19, a inflação após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022, e agora, mais uma vez, com a guerra no Golfo." Segundo Leonard, essas crises deram origem a diferentes grupos, que ele chama de "tribos". O consumo de conteúdo nas redes sociais e os algoritmos reforçam as diferentes visões desses grupos, aumentando a sensação de polarização na Europa. "Já vimos isso nos Estados Unidos", afirmou Leonard. "É a sensação de que 'a minha crise é mais importante do que a sua'." Nathalie Tocci, ex-assessora do governo italiano e atual professora de ciência política da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, disse que não deveríamos nos surpreender tanto com os protestos nem com a participação dos jovens. "Temos a tendência de achar que os jovens são desinteressados e alheios à política. Pensamos que eles nem se dão ao trabalho de votar, por exemplo, mas, na verdade, são muito engajados", afirmou Tocci à BBC. "Só que participam de uma maneira diferente, mais ligada à mobilização popular. Basta lembrar o 'Fridays for Future' (Sextas-feiras pelo Futuro, em tradução livre), movimento ambientalista que se espalhou pela Europa há alguns anos, ou as manifestações contra as ações de Israel em Gaza depois de 7 de outubro." Tocci cita o movimento de protestos liderado por estudantes na Sérvia, que recentemente derrotou o líder Aleksandar Vučić, há anos no poder, nas eleições parlamentares. "É algo impressionante. Eles continuaram mobilizados por mais de dois anos. Mas por quanto tempo essas novas manifestações nas ruas da Europa conseguirão manter o fôlego? Isso ainda não está claro." Segundo os serviços de segurança da Bélgica, há quem aproveite manifestações autorizadas para cometer atos de violência REUTERS/Yves Herman E quanto aos saques e à violência? Os serviços de inteligência da França e da Bélgica afirmam que os saques ocorridos durante manifestações autorizadas são, em sua maioria, oportunistas. Segundo esses serviços, os tumultos resultam de uma combinação de "violência gratuita" — expressão também usada pelas autoridades espanholas para descrever os confrontos ocorridos em Barcelona no último fim de semana — e atos de vandalismo deliberadamente organizados por jovens de grupos ultrarradicais de esquerda. Tocci lembrou que, na Itália, alguns italianos indignados com atos de destruição aparentemente sem motivo usam o termo "maranza" para se referir aos responsáveis por ações como quebrar ou incendiar carros e lixeiras públicas, por exemplo. Na França, os responsáveis por tumultos são frequentemente chamados de "casseurs", termo usado para descrever pessoas que destroem coisas. Mas, em conversas privadas, alguns recorrem a uma expressão com conotação política mais forte: racaille (ralé, em tradução livre). Assim como maranza na Itália, trata-se de uma gíria depreciativa, geralmente usada para se referir a jovens urbanos marginalizados e envolvidos em confusões, muitas vezes de origem operária ou imigrante. O termo foi usado em outubro de 2005 pelo então ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, para descrever jovens infratores e envolvidos em tumultos durante uma visita marcada por tensões a conjuntos habitacionais de Argenteuil, nos arredores de Paris. A imprensa francesa também questionou se existe uma aliança de conveniência, ainda que informal ou circunstancial, entre dois grupos de jovens: militantes da esquerda radical e moradores de bairros desfavorecidos da França. Assim como os integrantes da esquerda anticapitalista, os jovens que vivem em conjuntos habitacionais populares nas periferias das cidades francesas, conhecidas como banlieues (subúrbios, em tradução livre), frequentemente se sentem discriminados e denunciam o uso excessivo da força pela polícia. A direita e o centro político da França, incluindo o presidente Emmanuel Macron, responsabilizam grupos radicais de esquerda e "delinquentes" pelo planejamento dos tumultos. Ao contrário do partido Reunião Nacional, de Marine Le Pen, não estabeleceram relação entre a violência e a imigração, seja passada ou atual, para a França. Os críticos acusam partidos contrários à imigração na Europa de tentar explorar politicamente os tumultos. Na Bélgica, o partido nacionalista flamengo de oposição Vlaams Belang, contrário à imigração, pareceu responsabilizar os imigrantes pela violência em Liège e Bruxelas. A legenda classificou os tumultos como "importados" e atribuiu os episódios à falta de integração dos imigrantes e à política de fronteiras abertas. Já o ministro do Interior belga, Bernard Quentin, responsabilizou grupos da esquerda radical. Um movimento que veio para ficar? Novas manifestações de grande porte estão previstas para os próximos dias na França e na Itália. Os governos tentam conter a violência. Milhares de pessoas foram detidas, e Itália e França prometeram adotar uma política de "quem quebra, paga" para os responsáveis pelos tumultos. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também está responsabilizando os pais por danos causados por filhos menores de idade, inclusive com descontos nos benefícios sociais recebidos pela família. Na França, o Código Civil já prevê que os pais que vivem com os filhos sejam responsabilizados pelos danos causados por eles. Mas alguns desses governos europeus podem não permanecer no poder por muito tempo. Todos os principais países da União Europeia realizaram ou realizarão eleições importantes nos próximos meses. A eleição presidencial francesa é considerada a mais decisiva para a Europa. Marine Le Pen aparece sistematicamente muito à frente dos adversários nas pesquisas de intenção de voto. A avaliação é que os tumultos nas ruas francesas estejam beneficiando a política, graças ao discurso de defesa da lei e da ordem de seu partido. Na Espanha, Itália, Alemanha e Polônia, partidos nacionalistas que defendem políticas rígidas de imigração também apresentam bons resultados nas pesquisas. Essas legendas prometem restaurar a ordem e o orgulho nacional. Leonard acredita que partidos populistas ou de fora da política tradicional, tanto de esquerda quanto de direita, se tornaram "empreendedores de crises", explorando a instabilidade na Europa para atrair eleitores insatisfeitos. Enquanto isso, os partidos tradicionais europeus enfrentam uma crise de liderança, segundo Grégoire Roos, diretor para a Europa do think tank (centro de pesquisa e debates) Chatham House. Eu diria que eles também enfrentam uma crise de legitimidade. O fato de tantas pessoas, jovens e não tão jovens, estarem nas ruas protestando indica que esses partidos não conseguiram lidar com os problemas. Mas não está nada claro que novas eleições sejam capazes de acabar com a insatisfação da população. A França, por exemplo, está tão polarizada que, se Le Pen chegasse à Presidência, muitos preveem que seus opositores tomariam as ruas do país em protesto. A Europa moderna se baseia no princípio de que os cidadãos pagam impostos e cumprem as leis. Em troca, recebem serviços públicos de qualidade, como educação e saúde, além de segurança e uma sociedade estável, regida por leis e normas. Mas esse "contrato social" está claramente enfraquecido, afirma Roos, da Chatham House. Diante da onda de insatisfação que toma as ruas da Europa, tudo indica que os protestos continuarão.

Porto com contêineres para exportação Divulgação Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia começou a produzir efeitos em maio deste ano, abrindo caminho para a redução de tarifas e ampliando as oportunidades de exportação para empresas brasileiras. A parceria conecta dois grandes mercados, que juntos reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e têm um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os primeiros resultados já mostram crescimento nas vendas de produtos brasileiros beneficiados pelo tratado. Nos cinco primeiros meses de aplicação provisória, as exportações desses itens para a União Europeia avançaram 21%, considerando diferentes setores da economia, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No agronegócio, o avanço foi de 14,8% em valor. As vendas brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais ao bloco europeu somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 🔎 Na prática, por que as exportações estão crescendo? Com a redução das tarifas de importação, produtos brasileiros ficam mais competitivos no mercado europeu, o que facilita a entrada e amplia as oportunidades de venda. O acordo completa seis meses neste domingo (1º). No período analisado, o Brasil embarcou 17,74 milhões de toneladas de produtos do agronegócio para os 27 países da União Europeia, volume 8,1% superior ao registrado nos mesmos meses de 2025. O crescimento foi puxado por diferentes segmentos, como mel, carnes, soja e frutas. Entre os produtos individuais, o abacate e o óleo de milho tiveram algumas das maiores altas percentuais. Embora o agronegócio seja um dos setores beneficiados, o avanço das exportações também alcançou a indústria. Entre os produtos com crescimento nas vendas estão ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis e etanol. As exportações de transformadores elétricos, por exemplo, passaram de zero para US$ 39 milhões no período analisado. Veja quais setores do agronegócio tiveram maior crescimento Os produtos apícolas, principalmente o mel, registraram a maior alta percentual entre os segmentos destacados pelo Ministério da Agricultura: 367% em valor. Na sequência, aparecem os produtos oleaginosos, exceto soja, com crescimento de 161%. As exportações de carnes avançaram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas. Outros segmentos também tiveram desempenho positivo: Complexo soja: alta de 34,2% em valor, de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões; Produtos florestais: crescimento de 23%, de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,48 bilhão; Frutas, nozes e castanhas: avanço de 15%, de US$ 274 milhões para US$ 315 milhões; Demais produtos de origem animal: aumento de 55,5% em valor. Apesar das altas expressivas em outros segmentos, o complexo soja permaneceu como o principal grupo de produtos exportados pelo agronegócio brasileiro para a União Europeia. Dentro desse segmento, as vendas de soja em grãos cresceram 49% em valor e 35,1% em volume. Já as exportações de farelo de soja avançaram 22,5% em valor e 10,6% em volume. Abacate e óleo de milho se destacam entre produtos individuais 🥑 Entre os produtos individuais, o abacate teve uma das maiores expansões percentuais. As exportações passaram de US$ 3,81 milhões, entre maio e setembro de 2025, para US$ 19,87 milhões no mesmo período de 2026, alta de 421,2%. O volume embarcado também aumentou: 433,7%. Outro destaque foi o óleo de milho bruto, cujas vendas cresceram 266,3% em valor, passando de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões. Em volume, a alta foi de 205,8%. Outras frutas também ampliaram as vendas ao mercado europeu. As exportações de manga cresceram 31,2% em valor e 23,6% em volume. As de maçã avançaram 28,8% em valor e 33,7% em volume. No setor cafeeiro, as vendas de café torrado tiveram alta de 91,6% em valor e 116,5% em volume. Já as exportações de café solúvel cresceram 19% em valor e 38,2% em volume. Acordo prevê redução de tarifas para produtos brasileiros A aplicação provisória das regras comerciais do acordo começou em 1º de maio de 2026. Desde então, determinados produtos agropecuários brasileiros passaram a contar com reduções tarifárias para entrar no mercado europeu, conforme os cronogramas negociados entre os dois blocos. Entre os produtos beneficiados estão o café torrado, o café solúvel e o abacate. Para os dois tipos de café, a redução das tarifas será gradual, com previsão de eliminação completa em 2030. No caso do abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base, com liberalização total também prevista para 2030. O acordo prevê ainda condições de acesso ao mercado europeu para outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira, como carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Em alguns casos, os benefícios estão vinculados a cotas de importação, com limites de volume e condições específicas para cada produto. Brasil mantém superávit no comércio agropecuário com a UE As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais provenientes da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando chegaram a US$ 1,62 bilhão. Mesmo com o aumento das compras, o Brasil ampliou o superávit comercial do agronegócio com o bloco europeu. O saldo positivo passou de US$ 9,01 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025 para US$ 10,54 bilhões em 2026, crescimento de 17%. Negociações duraram mais de duas décadas As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos. Ao longo desse período, divergências comerciais, ambientais e políticas dificultaram a conclusão do tratado. Os instrumentos do acordo foram assinados em 17 de janeiro de 2026. A aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio, permitindo que parte dos compromissos de redução tarifária passasse a valer antes da entrada em vigor definitiva da parceria. O acordo prevê a liberalização total ou parcial de aproximadamente 99% das exportações agrícolas brasileiras para o mercado europeu, por meio da eliminação de tarifas ou de condições preferenciais de acesso, incluindo cotas para determinados produtos. A implementação, no entanto, está sendo gradual. Além de aproveitar as condições tarifárias, os exportadores brasileiros precisam cumprir exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade estabelecidas pela União Europeia. ➡️ Entre os pontos de atenção está o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que estabelece requisitos ambientais para a entrada de determinadas mercadorias no bloco. 'Que dia, que dia', exalta presidente da Comissão Europeia sobre acordo UE-Mercosul

Petrobras Foto Divulgação A Petrobras anunciou um novo aumento no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste domingo (1º). O reajuste será de 7,2%, o equivalente a R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior. Este é mais um aumento consecutivo do combustível. Em outubro, o preço subiu cerca de 12% em algumas das principais bases de distribuição do país, depois de uma alta média de aproximadamente 13,9% em setembro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a companhia, o reajuste reflete a alta das cotações internacionais do QAV, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência da guerra entre os dois países. Os preços do QAV vendido pela Petrobras às distribuidoras são ajustados no início de cada mês, conforme previsto nos contratos. Agora no g1 Segundo a estatal, a fórmula usada para definir o preço do combustível no mercado brasileiro reduz as oscilações no curto prazo, o que resulta em reajustes mais moderados do que os observados no exterior. "Nos principais mercados internacionais, os preços do QAV destinados às companhias aéreas são ajustados com maior frequência, podendo chegar a revisões diárias, o que faz com que reflitam mais rapidamente as condições de mercado", explicou a companhia em nota. "Nesse contexto, as variações acumuladas desde o início do conflito têm sido superiores nos mercados internacionais às observadas no Brasil, indicando que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo", acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu antecessor, Joe Biden. Getty Images via BBC A Casa Branca enfrenta um dilema conhecido. Os indicadores econômicos não são necessariamente ruins, mas a opinião pública nos Estados Unidos é negativa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Essa desconexão perseguiu Joe Biden em 2024, quando os principais indicadores, embora sólidos, não conseguiram convencer muitos eleitores de que a economia estava funcionando a seu favor. Agora, Donald Trump enfrenta uma versão diferente do mesmo desafio. Agora no g1 Durante a campanha de 2024, Trump prometeu aos eleitores um alívio rápido para a inflação. "Quando eu vencer, vou baixar os preços imediatamente", disse. Cumprir essa promessa tem sido mais difícil do que o esperado. O crescimento econômico permanece estável, o desemprego continua baixo e o mercado de ações está perto de suas máximas históricas. Mas o relatório mais recente sobre a inflação antes das eleições de meio de mandato confirma o que os eleitores já sabem: os preços continuam altos. As causas são diferentes. Biden lidava com as consequências da pandemia de covid. Trump enfrenta preços mais altos da energia, relacionados ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, além dos efeitos de algumas de suas próprias políticas comerciais e migratórias. A realidade política, no entanto, é muito semelhante. Os eleitores não avaliam a economia pelos números do PIB ou pelas máximas históricas do mercado de ações. Eles a avaliam pelo que pagam no supermercado, pelo preço da gasolina e pela capacidade de arcar com suas despesas. Os números contam apenas parte da história Um crescimento econômico de 2,2% nos Estados Unidos seria respeitável pelos padrões de muitas economias ricas. A Alemanha, por exemplo, tem enfrentado dificuldades para alcançar um dinamismo semelhante. E uma taxa de desemprego estável de 4,2% nos EUA dificilmente indica uma economia em queda livre. Trump argumenta que herdou de Biden um desastre econômico e aponta o forte crescimento, os investimentos e o bom desempenho do mercado de ações como provas de que suas políticas estão funcionando. Após a divulgação do relatório mais recente sobre a inflação, o porta-voz da Casa Branca, Matthew Middleton, afirmou que a "agenda econômica favorável ao crescimento" do governo havia amenizado "a crise inflacionária de Biden". Larry Kudlow, aliado de Trump e comentarista econômico, descreveu a atual expansão como "a melhor história já contada" e afirmou que "ninguém será demitido". Os eleitores parecem estar interpretando uma história diferente: Trump venceu a eleição presidencial prometendo enfrentar o alto custo de vida, mas os preços continuam subindo. Parte do problema é que os aumentos salariais não acompanharam o ritmo da alta dos preços. O salário médio por hora subiu 3% no último ano, enquanto os preços ao consumidor aumentaram 3,7%. Isso ajuda a explicar por que as pesquisas continuam mostrando que os eleitores avaliam negativamente a atuação de Trump na economia. Mesmo idioma, diferentes significados Para os democratas, essa dinâmica é familiar. Celinda Lake, uma experiente pesquisadora de opinião pública ligada ao Partido Democrata, afirma que o problema começa na maneira como economistas e eleitores usam as mesmas palavras para falar de coisas diferentes. "Quando os economistas dizem que a inflação está caindo, querem dizer que o ritmo de aumento dos preços diminuiu", afirma. Biden baseou sua campanha de 2024 na economia, mas os eleitores tinham uma percepção diferente. Getty Images via BBC "Quando os eleitores dizem que a inflação caiu, querem dizer que os preços voltaram ao patamar anterior. Bem, é claro que isso nunca acontece", explica. O governo Biden passou boa parte de 2024 destacando o baixo desemprego, o crescimento sólido e a queda da inflação. Ainda assim, muitos eleitores continuavam pensando nos preços elevados que enfrentavam diariamente. Lake, que assessorou a campanha de Biden em 2020, mas não participou da disputa de 2024, afirma que os eleitores avaliam a economia com base em suas experiências pessoais, e não nos indicadores econômicos. "Não é possível discutir com as pessoas sobre a realidade da vida delas", afirma. Isso pode ajudar a explicar por que o desafio de Trump se parece tanto com o de Biden. O efeito Trump Os críticos de Biden o responsabilizaram pela inflação. Mas ele poderia apontar fatores que estavam, em grande parte, fora de seu controle, como a pandemia e seus efeitos sobre as cadeias de abastecimento. Trump tem menos margem para fazer isso. Alguns economistas afirmam que os preços mais altos de hoje são, pelo menos em parte, resultado de suas próprias políticas, incluindo as tarifas comerciais, além das consequências econômicas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. "A inflação é claramente atribuível a Donald Trump", avalia Peter Morici, economista da Universidade de Maryland alinhado aos republicanos. "São as tarifas dele e a guerra. As pessoas sabem disso. Elas veem", acrescenta. As tarifas do chamado "Dia da Libertação" de Trump, anunciadas em abril de 2025, elevaram os custos para os consumidores. Um estudo do Federal Reserve de Nova York concluiu que as tarifas aumentaram os preços dos bens de consumo em aproximadamente 2,9%. Presidente americano, Donald Trump. Reuters via BBC O impacto poderia ter sido maior se Trump não tivesse suspendido posteriormente algumas tarifas, fechado novos acordos comerciais e se a Suprema Corte não o tivesse impedido de usar poderes de emergência para impor muitas outras taxas sobre importações. Então veio outro revés. O conflito com o Irã elevou os preços do petróleo, encarecendo a gasolina e pressionando ainda mais o orçamento das famílias. A Casa Branca aponta os cortes de impostos, o crescimento do emprego e a redução do custo dos medicamentos vendidos sob prescrição como provas de que está cumprindo seus compromissos com as famílias americanas. Além disso, o governo vem adotando cada vez mais políticas destinadas a aliviar as pressões econômicas. Trump pediu que seja estabelecido um limite para as taxas de juros dos cartões de crédito e levantou a possibilidade de um pagamento de US$ 5 mil aos adultos americanos caso os republicanos mantenham o controle do Congresso. Essas medidas refletem uma realidade política familiar aos dois partidos: quando os eleitores estão preocupados com os preços, argumentos sobre crescimento sólido e baixo desemprego raramente são suficientes. Biden nunca encontrou uma maneira de diminuir a distância entre o desempenho da economia e a confiança dos eleitores nela. A pergunta às vésperas das eleições de meio de mandato é se Trump conseguirá fazer isso. Se a história política recente servir de referência, a percepção sobre a economia pode importar mais do que os próprios indicadores econômicos.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.080 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (1º), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 40,7 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 46 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 13 - 17 - 28 - 29 - 39 - 58 5 acertos: 29 apostas ganhadoras, R$ 38.878,66 4 acertos: 3.133 apostas ganhadoras, R$ 514,10 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3080 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

FBI acusa Coreia do Norte de roubar criptomoedas A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, retomou neste domingo (1º) os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, que são criptomoedas criadas para manter um valor estável, geralmente atrelado a moedas tradicionais. A companhia também afirmou que outros ativos serão liberados gradualmente. Até às 12h30 (horário de Brasília), a empresa já havia registrado US$ 3,64 bilhões (R$ 19,7 bilhões) em saídas líquidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A liberação dos saques acontece após a empresa recompor 95% dos US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em tokens roubados de sua plataforma. O roubo, atribuído pelo FBI à Coreia do Norte, pode ser o maior assalto financeiro da história, segundo analistas. O episódio se soma a uma série recente de ataques contra o setor de criptomoedas. No ano passado, criminosos roubaram o equivalente a US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em quase 150 ataques, segundo pesquisadores da TRM Labs. Fundada na China, a Binance afirmou que a primeira fase da retomada abrangeria 15 criptoativos, incluindo bitcoin, ether, XRP e dogecoin. Os saques de bitcoin foram restabelecidos pouco depois das 3h (horário de Brasília). As retiradas de ether, BNB e das stablecoins USDT e USDC também foram retomadas. A Binance afirmou ter reposto US$ 6 bilhões (R$ 32,5 bilhões) dos ativos roubados, usando recursos próprios para comprar tokens de substituição. Os 5% restantes correspondem a ativos com menor liquidez, que podem levar mais tempo para serem adquiridos nas quantidades necessárias, segundo a corretora. LEIA MAIS O que se sabe sobre o possível maior roubo da história das criptomoedas Como funciona o seguro de criptomoedas? O que são criptomoedas e quais os riscos de investir? FBI atribui ataque a grupo ligado à Coreia do Norte O FBI afirmou no sábado que o grupo de hackers ligado ao governo norte-coreano conhecido como TraderTraitor foi responsável pelo ataque. A Coreia do Norte nega há anos usar grupos cibernéticos ligados ao Estado para espionagem, roubos financeiros e obtenção de receitas. A missão norte-coreana em Genebra e a embaixada do país na China não responderam aos pedidos de comentário. O FBI afirmou que autoridades americanas observaram integrantes do grupo convertendo os ativos roubados principalmente em ether. A agência disse ainda esperar novas etapas de lavagem desses recursos por meio de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de troca instantânea de criptomoedas. Analistas também atribuíram o roubo à Coreia do Norte. A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir da noite de quinta-feira, e apresentou semelhanças com grandes ataques anteriores atribuídos à Coreia do Norte, segundo as empresas americanas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que o governo americano ainda não tinha certeza sobre o envolvimento da Coreia do Norte. "Não sabemos se é a Coreia do Norte, mas, se for, conversaremos com a Coreia do Norte sobre isso", disse Trump a repórteres no sábado. A declaração foi publicada por uma conta da Casa Branca no X. Binance diz que vai arcar com prejuízo A Binance afirmou que tem trabalhado com parceiros do setor para congelar parte dos ativos roubados. Segundo a empresa, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,3 bilhões) já haviam sido localizados até sexta-feira. A corretora afirmou que arcará com o prejuízo provocado pelo ataque e reservou cerca de US$ 6,34 bilhões (R$ 34,4 bilhões) de recursos próprios para cobrir as perdas. Os recursos usados para comprar tokens de reposição vieram de diferentes reservas da Binance. Entre elas estão o Secure Asset Fund for Users (SAFU), fundo de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) mantido pela empresa para proteger clientes em casos de incidentes de segurança, além de parte do fundo de seguros ligado a operações com futuros e do caixa da companhia, segundo a empresa. O co-CEO Yi He afirmou no sábado que metade dos recursos do SAFU seria usada para cobrir as perdas. A Binance se comprometeu a recompor o fundo posteriormente para cerca de US$ 1 bilhão. Richard Teng, o outro co-CEO da Binance, afirmou que a invasão foi um "ataque complexo" que envolveu um laptop comprometido e um software malicioso projetado para apagar rastros de sua atividade, dificultando a investigação. Os preços das criptomoedas caíram na sexta-feira, enquanto a Binance tentava tranquilizar os clientes e afirmava que os recursos dos usuários estavam seguros após o ataque. A Binance, plataforma que permite comprar, vender e negociar ativos digitais, tinha 335 milhões de usuários registrados em todo o mundo e cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 888,6 bilhões) em ativos sob custódia, segundo seu relatório anual de 2025. Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara Fundador da Binance agradece a autoridades dos EUA Em uma publicação no X que citava a declaração do FBI sobre o envolvimento da Coreia do Norte, a Binance agradeceu à agência pelo apoio. A empresa não respondeu a um pedido de comentário da Reuters sobre a atribuição do ataque ao país. Changpeng Zhao, fundador da Binance, afirmou que as autoridades americanas prestaram ajuda fundamental no caso, inclusive no rastreamento e congelamento dos ativos roubados. Zhao havia sido condenado nos Estados Unidos por falhas no programa de combate à lavagem de dinheiro da Binance e foi posteriormente perdoado por Trump. "Um post não consegue expressar totalmente nossa gratidão. Muitos entusiastas de criptomoedas podem não perceber, mas grande parte do mérito por o bitcoin não ter caído ainda mais é deles", escreveu Zhao, referindo-se às autoridades americanas.

Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar As eleições legislativas dos Estados Unidos acontecem em um momento de expansão dos chamados mercados de previsão, plataformas nas quais os usuários podem apostar dinheiro em possíveis resultados de acontecimentos, incluindo disputas eleitorais. O uso dessas plataformas em eleições, porém, preocupa especialistas pelo risco de disseminação de informações falsas e de interpretações equivocadas sobre os resultados das urnas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas alertam que os percentuais exibidos nessas plataformas podem ser interpretados como resultados praticamente garantidos, embora representem apenas estimativas. Há também situações em que grupos políticos tentam influenciar essas probabilidades. Se o resultado das urnas for diferente do indicado pelos mercados de previsão, alguns eleitores podem interpretar essa divergência como indício de fraude, mesmo que ela não represente uma irregularidade. Agora no g1 Plataformas como Polymarket e Kalshi permitem que usuários negociem contratos cujo valor depende de resultados eleitorais. Apesar do crescimento desse mercado, pesquisas indicam que a maioria dos americanos é contrária à realização de apostas sobre eleições. 🚫 No Brasil, a oferta de contratos vinculados a resultados eleitorais está proibida desde maio de 2026. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) passou a impedir operações financeiras relacionadas a acontecimentos políticos e eleitorais, além de outros eventos sem ligação com indicadores econômicos e financeiros. A medida também levou ao bloqueio de plataformas como Polymarket e Kalshi no país. As probabilidades divulgadas pelas duas plataformas também passaram a aparecer na cobertura de grandes veículos de comunicação, ampliando a presença dos mercados de previsão no noticiário eleitoral. "Elas se tornaram cada vez mais parte de como os americanos entendem as eleições", diz Davina Hurt, diretora de ética governamental do Centro Markkula de Ética Aplicada da Universidade de Santa Clara. "Estamos chegando a um ponto em que as expectativas dos mercados financeiros têm mais peso na mente do público do que os votos", acrescenta. Probabilidades não garantem resultados Os mercados de previsão estão se popularizando nos EUA, mas ainda enfrentam disputas judiciais sobre quais regras devem seguir. A discussão é se essas plataformas devem ser reguladas como mercados de commodities, que negociam determinados ativos e contratos, ou se devem estar sujeitas às leis sobre apostas. A Kalshi afirma que as informações oferecidas por sua plataforma são diferentes das apresentadas pelas pesquisas eleitorais tradicionais. A empresa reconhece, porém, que as probabilidades divulgadas não garantem que determinado resultado vá se concretizar. Segundo a companhia, eventuais tentativas de manipular as probabilidades tendem a ser compensadas pelas negociações realizadas por outros usuários da plataforma. "A Kalshi deve ser vista como um complemento às pesquisas tradicionais", disse à AFP Elisabeth Diana, diretora de comunicação da plataforma. Apesar dessas explicações, especialistas alertam que os percentuais podem ser confundidos com resultados já definidos. O risco aumenta porque Polymarket e Kalshi também divulgam suas estimativas nas redes sociais, ampliando o alcance dessas informações. Hurt ressalta que, mesmo quando uma plataforma aponta uma probabilidade elevada, isso não significa que o resultado esteja garantido. "Uma alta probabilidade não é uma promessa (...) Quando uma previsão acaba se revelando errada, isso não significa que a escolha tenha sido equivocada. No entanto, as pessoas vão interpretar dessa maneira", diz Hurt. Derrota em Los Angeles provoca acusações de fraude Um episódio ocorrido em junho, nas eleições primárias para a Prefeitura de Los Angeles, mostrou como as probabilidades dos mercados podem ser confundidas com os resultados das urnas. Após a derrota do republicano Spencer Pratt, influenciadores de direita fizeram acusações de fraude, citando estimativas das plataformas que indicavam chances de o candidato avançar para a eleição geral. Parte das publicações com informações falsas na rede social X aparecia identificada como "parceria paga". O episódio provocou críticas e levou Polymarket e Kalshi a adotar medidas em relação à divulgação desse tipo de conteúdo. "A primária de junho mostrou como as expectativas sobre uma eleição podem ser confundidas com os resultados", disse Michael Sánchez, porta-voz do Escritório de Registro Eleitoral do Condado de Los Angeles. Em um documento obtido com exclusividade pela agência AFP, a Kalshi orientou seus parceiros a não questionar resultados eleitorais oficiais sem apresentar fundamentos para isso. Segundo o documento, os parceiros "não devem questionar a integridade nem a precisão de nenhum resultado oficial da contagem de votos, decisão judicial ou outra determinação oficial ou formal ligada ao processo eleitoral". A empresa também afirmou que romperá contratos com parceiros que fizerem acusações sem provas de "que um resultado eleitoral foi manipulado, fraudado ou comprometido". A Polymarket não respondeu aos pedidos de comentário. Autoridade eleitoral questiona regras para apostas O avanço dos mercados de previsão também preocupa autoridades eleitorais. Jared DeMarinis, responsável pela administração das eleições no estado de Maryland, pediu uma avaliação sobre a legalidade das apostas relacionadas a disputas eleitorais no estado. Em entrevista à AFP, DeMarinis afirmou que proibiu os mesários de apostar em resultados eleitorais. "Agora simplesmente se jogou mais gasolina ao envolver dinheiro nisso. O que menos se quer é que se coloque em dúvida a legitimidade do resultado", afirmou.

Honda CR-V Divulgação / Honda O Honda CR-V é um sucesso de vendas no mercado norte-americano. O modelo vendeu mais de 226 mil unidades no primeiro semestre deste ano, sendo 51% de versão com motor híbrido. No Brasil, a história é totalmente diferente. Em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, a Honda conseguiu emplacar só 133 unidades do SUV. É como se o campeão de vendas fosse invisível para os consumidores brasileiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp E o preço de R$ 353.500 não pode ser desculpa. Os clientes no Brasil estão comprando SUVs nessa faixa de preço, até mais caros. Para ficar em apenas um exemplo, o BYD Atto 8 foi lançado em março, custa R$ 399 mil e já emplacou 1.231 unidades. O g1 testou o SUV da Honda na estrada e na cidade para mostrar o que o carro oferece, e responder por que o modelo de maior sucesso nos EUA não consegue decolar em vendas no Brasil. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? É bom entender que o CR-V melhorou em relação a seu antecessor. O SUV cresceu em entre-eixos e largura da carroceria em relação à geração anterior. A mudança foi utilizada para ampliar o espaço disponível na cabine. O porta-malas tem capacidade para 581 litros. O volume pode ser alterado conforme a necessidade de transporte, porque o banco traseiro desliza até 190 mm pelos trilhos no chão. O espaço traseiro é bom e fica ainda mais cômodo para viagens longas ao inclinar o encosto. Ele pode ser ajustado em oito posições diferentes. Para facilitar o carregamento, o piso do porta-malas é plano. A tampa traseira tem acionamento elétrico e pode ser aberta com um movimento do pé sob o para-choque. O sistema também permite o fechamento automático por meio da função "Walk Away Close", basta afastar-se com a chave que o CR-V fecha sozinho. Galerias Relacionadas Equipamentos O painel tem uma tela TFT digital de 10,2 polegadas, configurável para apresentar diferentes informações de condução. Há ainda um head-up display de 5,2 polegadas, que projeta informações para o motorista sem exigir que ele desvie a atenção da estrada. A central multimídia tem tela sensível ao toque de apenas 9 polegadas e é compatível com Apple CarPlay e Android Auto. O console dianteiro inclui carregador sem fio, duas portas USB e uma tomada de 12V. O sistema de climatização tem duas zonas. No console central, há ainda um compartimento de 9 litros, com tampa de abertura assistida por molas, que também pode funcionar como apoio de braço. As saídas de ar ficam discretas, atrás de uma tela em colmeia que atravessa o painel. Já existem carros, como o GWM Wey 07, que contam com ajustes eletrônicos de ângulo de saída de ar no painel. Tudo operado pela tela do multimídia, após navegar pelos menus. Algo nada prático no cotidiano. Melhor mesmo a boa e clássica haste, como no Honda. Com as pontas dos dedos, o ajuste é instantâneo e preciso. O CR-V conta com duas portas USB-C e saídas de ar para os ocupantes do banco traseiro. O sistema de áudio é da Bose e tem 12 alto-falantes, incluindo canal central dianteiro e subwoofer traseiro. Galerias Relacionadas Outro recurso é o "myHonda Connect", que permite acessar informações do veículo pelo celular. Entre as funções estão: Localização do carro estacionado; Rastreamento; Alerta de velocidade; Controle geográfico (limita-se um espaço onde o CR-V pode circular sem acionar um alerta); Diagnóstico remoto; Acionamento do ar-condicionado; Travamento e destravamento das portas; Agendamento de serviços. Interior raiz Ao entrar no CR-V, chama atenção a combinação de preto brilhante, madeira e poucos cromados. Uma cabine que consegue transmitir tecnologia sem apelar para telas gigantes. Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos. O banco do motorista acrescenta regulagem lombar e memória de posições. O porta-copos é iluminado e há espaço adicional no console dianteiro. Cabine do Honda CR-V Divulgação / Honda Segurança O CR-V utiliza a versão mais recente do Honda SENSING. O conjunto trabalha com uma câmera frontal com ângulo de varredura de 90 graus e um radar instalado atrás do logotipo da grade, com cobertura de 120 graus. O sistema inclui controle de cruzeiro adaptativo com Low Speed Follow, capaz de acompanhar o trânsito em baixa velocidade e realizar a parada e retomada do veículo. Também fazem parte do conjunto: Frenagem para mitigação de colisões; Assistência de permanência em faixa; Sistema para mitigação de evasão de pista; Farol alto automático; Controle de tração e estabilidade; Assistente de partida em rampa; Monitor de atenção do motorista; Câmera de ré multivisão; Sensor de pressão dos pneus; LaneWatch (câmera para ponto cego ao lado direito do carro); Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. Ao volante, as tecnologias do CR-V funcionam realmente ajudando o motorista. O controle automático da velocidade de cruzeiro interpreta o tráfego e ajusta com suavidade. Os sistemas de manutenção de faixa também auxiliam e não fazem escândalo só porque uma parte pintada da pista está próxima do Honda. A câmera para ponto cego ao lado direito do carro ajuda em situações bem específicas. No entanto, existem alguns pontos de observação. O motorista olha o retrovisor direito e precisa desviar o olhar para o multimídia para, aí sim, ver se existe algo no ponto cego coberto pela câmera. Algo que não é prático. Se o motorista estiver com o GPS e precisar virar à direita, a câmera é acionada automaticamente ao ligar a seta e o mapa desaparece da tela. Galerias Relacionadas O motorista precisa, então, desativar a câmera para poder voltar e conferir o mapa. Não dá para ter os dois recursos ao mesmo tempo. Portanto, um sistema de alerta de ponto cego convencional poderia fazer mais sentido. O SUV tem 10 airbags de série, incluindo bolsas frontais, laterais dianteiras e traseiras, de cortina e para os joelhos. A estrutura da carroceria foi reforçada com materiais mais resistentes e leves. A rigidez da carroceria é 15% superior à da geração anterior, segundo a Honda. Interior do Honda CR-V Divulgação / Honda Irmão do Civic O sistema híbrido combina um motor a combustão 2.0 de quatro cilindros, ciclo Atkinson e injeção direta de gasolina, com dois motores elétricos. É uma tecnologia bem parecida com a utilizada no Honda Civic híbrido. O g1 testou o sedã e respondeu quem foram os culpados pelo “desaparecimento” do Civic das ruas brasileiras. O propulsor a combustão entrega 147 cv e 19,4 kgfm de torque. Um dos motores elétricos é responsável pela tração, enquanto o outro funciona como gerador de energia. O motor elétrico de tração desenvolve 184 cv e 34,2 kgfm de torque. Ele é responsável por movimentar o veículo na maior parte das situações de uso. O sistema trabalha com três modos automáticos: EV Drive, no qual a propulsão é exclusivamente elétrica; Hybrid Drive, que combina o funcionamento elétrico com o motor a combustão; Engine Drive, quando a força chega às rodas diretamente pelo motor a combustão. Modos de funcionamento do sistema híbrido do Honda CR-V Reprodução A seleção entre os modos ocorre de acordo com fatores como relevo, posição do pedal do acelerador e nível de energia disponível na bateria. No Hybrid Drive, o motor a combustão pode atuar no fornecimento de energia para o sistema elétrico. Já no EV Drive, a energia utilizada vem da bateria. No Engine Drive, o motor a combustão é ligado diretamente às rodas por meio de duas embreagens. A transição entre os modos é quase imperceptível. A Honda entende que o motorista não quer ruído, trancos nem ficar escolhendo o modo mais adequado. Tecnologia não deve ser complicação, e o CR-V descomplica tudo para o motorista. O conjunto elétrico utiliza uma bateria com 72 células. A unidade de controle de potência, chamada PCU, administra o funcionamento do sistema e a distribuição de energia. O motorista pode escolher entre os modos de condução Normal, Eco e Sport. O primeiro busca equilibrar desempenho e eficiência, o segundo prioriza economia e o terceiro deixa a resposta do acelerador mais direta. Plataforma e comportamento Na nova geração, a suspensão e direção também passaram por alterações com foco na redução de atrito. A tração integral AWD distribui a força entre os dois eixos conforme as condições de aderência. A repartição pode variar de 60% na dianteira e 40% na traseira até 50% para cada eixo. Em situações de baixa aderência, o sistema pode aumentar rapidamente a parcela de força enviada às rodas traseiras. O objetivo é reduzir a perda de tração, como em arrancadas sobre piso enlameado. A tecnologia também trabalha em conjunto com o assistente de partida em rampa. Em subidas, o sistema pode direcionar mais torque para o eixo traseiro, enquanto o HSA mantém a pressão dos freios por um breve período depois que o pedal é liberado. Honda CR-V é divertido ao volante Divulgação / Honda O isolamento acústico também foi trabalhado. A Honda utiliza materiais de absorção na parede corta-fogo, caixas de roda, painel, teto, assoalho, porta-malas e rodas. O conjunto inclui ainda cancelamento ativo de ruídos. Ao volante, o CR-V abre distância em relação aos concorrentes chineses. O Honda é mais equilibrado e divertido ao volante. Algo que tem apelo com clientes que querem mais curtir a viagem e menos curtidas nas redes sociais. A sexta geração traz alterações na carroceria, no espaço interno, na estrutura e no conjunto mecânico. O entre-eixos e a largura aumentaram, enquanto a rigidez da carroceria passou a ser 15% maior que na geração anterior. Design e outros detalhes A sexta geração ganhou uma carroceria mais larga e longa, com capô pronunciado. As rodas são de 19 polegadas. Na dianteira, a grade utiliza elementos hexagonais e conta com aletas que abrem e fecham automaticamente conforme a temperatura da água do motor. O recurso também contribui para a aerodinâmica. As laterais do para-choque dianteiro foram desenhadas para direcionar o fluxo de ar ao redor das rodas. Na traseira, spoilers posicionados no teto e na parte inferior do para-choque também atuam sobre a passagem do ar. O conjunto óptico utiliza iluminação full LED na dianteira. Honda CR-V Divulgação / Honda Nova realidade Após vários dias ao volante do Honda CR-V, fica claro por que o modelo faz tanto sucesso nos Estados Unidos. A Honda conhece bem o mercado norte-americano e sabe que, por lá, os clientes querem tecnologia, mas ainda buscam, em sua maioria, um carro mais tradicional. Para os americanos, o Honda CR-V é bom e confiável. Uma boa relação custo-benefício. No Brasil, a dinâmica é um pouco diferente. Os clientes que compram carros mais caros têm uma tendência de preferir as marcas alemãs BMW, Mercedes e Audi. Nem a Volkswagen conseguiu, com sucesso, vender por aqui modelos como Passat e Touareg. É por isso que a Honda nunca trouxe a divisão Acura, a Nissan não trouxe a Infiniti e a Toyota, que vende a divisão de luxo Lexus, tem uma operação bem menor do que poderia ter. Nos últimos anos, porém, um outro segmento de luxo foi sendo criado com as marcas chinesas. Esse público que pode pagar mais caro por um SUV passou a buscar outros atributos: mais telas, tecnologias híbridas e preço agressivo. Portanto, o CR-V é um ótimo produto, mas chega a um contexto de mercado no Brasil que já não dá tanta atenção para essas qualidades e prefere outras. Isso não muda o fato de que o carro é econômico, tem bom desempenho, é bem ajustado e tem qualidade. É uma ótima opção para entrar na lista de test-drive de quem busca um SUV desse porte. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem. Para baterias e motores elétricos, a cobertura é de oito anos ou 160.000 km. Honda CR-V Touring Preço: R$ 353.500 Assentos: 5 Comprimento: 4,70 m Largura: 1,86 m Altura: 1,69 m Entre-eixos: 2,70 m Porta-malas: 581 litros Peso: 1.819 kg Rodas: 19 polegadas Pneus: 235/55 R19 Suspensão dianteira: independente McPherson Suspensão traseira: independente multilink Freios dianteiros: discos ventilados Freios traseiros: discos sólidos Direção: elétrica Tipo de híbrido: convencional (HEV) Motor a combustão: 2.0, quatro cilindros em linha, 16V Combustível: gasolina Potência do motor a combustão: 147 cv Torque do motor a combustão: 19,4 kgfm Potência do motor elétrico: 184 cv Torque do motor elétrico: 34,2 kgfm Bateria: íons de lítio Capacidade da bateria: 1,06 kWh Câmbio: e-CVT Tração: integral (AWD) Consumo urbano: 14,8 km/l Consumo rodoviário: 11,8 km/l Tanque de combustível: 53 litros
Macadâmia ganha espaço e vira fonte de renda para famílias no Espírito Santo Uma noz de casca dourada que atravessa gerações de agricultores ganha espaço em mercados internacionais e ainda vira doce, biscoito e gelato. Em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, a macadâmia faz parte da história de famílias produtoras há mais de três décadas e movimenta uma cadeia que une tradição, tecnologia e criatividade na cozinha. O município concentra a maior parte da produção capixaba da noz. Por ano, uma cooperativa local recebe cerca de 1.600 toneladas de macadâmia, que passam por beneficiamento antes de serem comercializadas no Brasil e em outros países. Cultivo começou a ganhar força nos anos 1980 A produção de macadâmia começou a ganhar espaço em São Mateus na década de 1980, período em que a agricultura do Norte do estado passava por transformações e os agricultores buscavam alternativas para diversificar as atividades no campo. Segundo o produtor Eliseu Bonomo, o governo estadual participou desse processo com subsídios e distribuição de mudas. "Com a década de 1980, houve uma grande mudança no Espírito Santo, especialmente no Norte do estado, na agricultura. Antes, era muita agricultura familiar e ali foi um período de transformação, onde começaram a chegar novas culturas, novas atividades e muitos foram em busca de novas alternativas agrícolas. E, nesse buscar de novas alternativas, a macadâmia também foi uma delas", contou. Ao longo dos anos, porém, os desafios da atividade fizeram com que muitos produtores abandonassem o cultivo. Na família Bonomo, a produção continuou de uma geração para outra. LEIA TAMBÉM: VEJA VÍDEO: Amigos fazem pudim de quase 24 kg após partida de futebol em Vila Velha LINHARES: Mãe é detida após deixar filhos de 1 e 5 anos sozinhos para ir a casa de shows ACHACHAIRU: fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Ítalo Bonomo deu sequência ao trabalho iniciado pelo pai e passou a investir em tecnologia para facilitar uma das etapas mais trabalhosas do processo: a colheita. Máquinas ajudam a reduzir custos Há três anos, a propriedade da família adquiriu máquinas capazes de recolher do chão as macadâmias que caem das árvores. A tecnologia diminuiu a necessidade de trabalhadores nessa etapa e ajudou a reduzir os custos da produção. "Isso fez com que o nosso trabalho demandasse menos pessoas e também reduziu o custo e ganhou um pouco em qualidade também do serviço. Vem ajudando a gente nesse processo de colheita, que é um processo que demanda bastante pessoas", explicou Ítalo. Mesmo com a mecanização, o trabalho manual continua importante, especialmente durante a colheita, quando aumenta a necessidade de mão de obra. A propriedade tem aproximadamente 100 hectares destinados à atividade. São 15 funcionários fixos durante o ano, número que chega a cerca de 30 no período de colheita. "Hoje, para trabalhar nessa área de aproximadamente 100 hectares, nós temos 15 funcionários fixos que trabalham o ano todo e, no período de colheita, esse número de funcionários dobra", afirmou. Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Da amêndoa para doces, biscoitos e gelatos Além de vender a noz, produtores da região encontraram outra forma de aproveitar a macadâmia: transformá-la em alimentos com maior valor agregado. Na fazenda administrada por Ana Paula, a amêndoa é usada na fabricação de doces, biscoitos e gelatos. A ideia começou com a tia dela, que desenvolveu um doce de macadâmia durante um curso do Empretec. Quando assumiu a administração da propriedade, Ana Paula decidiu tirar a ideia do papel e ampliar a produção. "Tudo começou com a minha tia fazendo curso do Empretec, em que ela tinha que desenvolver um produto. Como ela também é produtora de macadâmia, ela criou o doce de macadâmia. E eu, em seguida, assim que assumi a administração aqui da fazenda, falei assim: 'Vou colocar em prática e produzir esse doce para o Brasil e quem sabe para o mundo todo'", contou. O processamento permite aproveitar a amêndoa em diferentes receitas e criar alternativas de comercialização para além da venda tradicional da noz. "A macadâmia é processada, então a gente pega o produto e traz aqui para a mesa para fazer essas delícias, que não é só o doce. Aqui na fazenda nós fazemos o doce, o biscoito e o gelato", explicou. Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Espírito Santo é o segundo maior produtor do país O Espírito Santo ocupa a segunda posição entre os maiores produtores de macadâmia do Brasil, atrás de São Paulo, segundo os produtores entrevistados. No estado, São Mateus se destaca pela concentração do cultivo e pela organização dos agricultores em torno da cooperativa. "São Paulo é o maior produtor do Brasil, e nós somos o segundo maior. E aqui, especialmente aqui no Norte do estado, em São Mateus, a gente tem esse trabalho e, através da cooperativa, conseguiu manter e se organizar com esse trabalho que a gente acha muito importante para nós, produtores de macadâmia", afirmou Eliseu Bonomo. Entre a continuidade do trabalho familiar, a mecanização da colheita e a criação de novos produtos, os agricultores buscam manter viva uma atividade que começou a ganhar força na região há mais de 30 anos e que hoje alcança consumidores dentro e fora do Brasil. Cooperativa reúne produtores há mais de 25 anos Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly A união dos agricultores também ajudou a manter a atividade na região. Em 1999, produtores de São Mateus criaram uma cooperativa para compartilhar conhecimentos, enfrentar dificuldades e organizar as etapas de beneficiamento e comercialização da macadâmia. Desde então, a estrutura se tornou um ponto importante para reunir a produção local e preparar a noz para chegar aos consumidores. Por ano, a cooperativa recebe aproximadamente 1.600 toneladas. Depois do beneficiamento, a macadâmia pode ser comercializada in natura ou torrada. Parte da produção é enviada para os Estados Unidos e países da Europa e da América do Sul. Outra parte abastece o mercado brasileiro. *Texto adaptado por Matheus Souza, aluno do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação de Juirana Nobres e edição de Vitor Ferri. Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Calendário BPC/Loas novembro 2026. Divulgação O calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de novembro e 7 de dezembro, de acordo com o número final do benefício. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em outubro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0. Calendário do BPC/Loas de novembro de 2026 Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 As cinco primeiras datas ficam em outubro. Já os beneficiários com finais de 6 a 0 recebem o pagamento da competência de novembro em dezembro. Agora no g1 Como saber a data do pagamento do BPC Para descobrir quando o benefício será pago, é necessário consultar o número final do benefício, desconsiderando o dígito que aparece depois do hífen. Por exemplo, se o número do benefício for 0104-7, o número considerado para definir a data de pagamento é o 4. A consulta também pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, no serviço de “Extrato de pagamento”. Outra opção é entrar em contato com a Central de Atendimento do INSS pelo telefone 135. O que é o BPC/Loas? O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Ele é destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos para a concessão do benefício. Diferentemente da aposentadoria, o BPC é um benefício assistencial e não exige contribuições ao INSS para ser concedido. O pagamento corresponde a um salário mínimo por mês. O próprio INSS informa que idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência enquadradas na Loas também seguem o calendário de pagamentos dos benefícios de até um salário mínimo.

Governo antecipa pagamento do Bolsa Família A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de novembro do Bolsa Família no dia 16. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Este é o segundo mês de pagamentos com os valores reajustados pelo governo. Anunciado em 17 de setembro, o aumento elevou o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 e também ampliou os benefícios complementares. (leia mais abaixo) 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Em outubro, o governo federal anunciou a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família para os últimos meses do ano, sob a justificativa de reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis. (entenda abaixo) O dinheiro costuma ser disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Com a mudança, porém, ficaram concentrados em apenas três dias. Veja como ficou o calendário do Bolsa Família para novembro de 2026: 16/11: pagamentos para NIS com final 1; 17/11: pagamentos para NIS com final 2; 18/11: pagamentos para NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. O governo federal explicou que a unificação foi adotada para outubro, novembro e dezembro, meses em que o Super El Niño pode intensificar seus efeitos no país. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? Com a mudança anunciada pelo governo, o Bolsa Família passou a prever o pagamento mínimo de R$ 691 por família. A medida também elevou de R$ 142 para R$ 164 o chamado Benefício de Renda de Cidadania. Esse é o valor pago por integrante da família pelo programa. O Bolsa Família funciona assim: 🔎 Se uma família elegível tiver três pessoas, por exemplo, a soma será de R$ 492 (3 × R$ 164). Como o valor fica abaixo do piso, a família receberá o complemento necessário para chegar a R$ 691. 🔎 Já uma família de cinco pessoas terá como base R$ 820 (5 × R$ 164). Além do piso, há benefícios complementares, que também foram reajustados: R$ 173 por criança de até 6 anos (eram R$ 150); R$ 58 por gestante (eram R$ 50); R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 17 anos (eram R$ 50); R$ 58 por bebê de até 6 meses (eram R$ 50). Na prática, portanto, o valor recebido por cada família varia conforme sua composição e pode aumentar com os benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Saque-aniversário FGTS novembro. Reprodução/Jornal Nacional O saque-aniversário do FGTS de novembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de novembro e 30 de dezembro de 2026. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão. Calendário do saque-aniversário FGTS 2026 O calendário do saque-aniversário do FGTS segue o mês de nascimento do trabalhador. O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses. Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026 Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026 Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026 Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026 Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026 Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026 Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026 Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026 Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 Outubro: de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2026 Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027 Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027 Assim, para quem nasceu em setembro, o saque-aniversário fica disponível durante todo o mês de setembro e pode ser retirado até 30 de novembro de 2026. Quem tem direito ao saque-aniversário do FGTS em novembro? Pode receber o saque-aniversário FGTS de novembro o trabalhador que: nasceu em novembro; optou pelo saque-aniversário; possui saldo disponível em uma conta ativa ou inativa do FGTS Agora no g1 Qual é o valor do saque-aniversário? O valor que pode ser retirado depende do saldo total disponível nas contas do FGTS. A regra estabelece diferentes faixas de saldo, com um percentual que pode ser sacado e uma parcela adicional fixa em determinadas faixas. Quanto maior o saldo, menor é o percentual que pode ser retirado. Confira abaixo quanto é permetido retirar do FGTS de acordo com seu montante: Até R$ 500: alíquota de 50%, sem parcela adicional; De R$ 500,01 até R$ 1.000: alíquota de 40%, mais R$ 50 de parcela adicional; De R$ 1.000,01 até R$ 5.000: alíquota de 30%, mais R$ 150 de parcela adicional; De R$ 5.000,01 até R$ 10.000: alíquota de 20%, mais R$ 650 de parcela adicional; De R$ 10.000,01 até R$ 15.000: alíquota de 15%, mais R$ 1.150 de parcela adicional; De R$ 15.000,01 até R$ 20.000: alíquota de 10%, mais R$ 1.900 de parcela adicional; Acima de R$ 20.000: alíquota de 5%, mais R$ 2.900 de parcela adicional. Como consultar o saque-aniversário do FGTS 2026? O trabalhador pode consultar informações sobre o saldo e o saque-aniversário pelos canais oficiais do FGTS, no site da Caixa Econômica Federal. A modalidade também pode ser consultada e solicitada pelo aplicativo FGTS. É importante verificar se a opção pelo saque-aniversário foi realizada antes de esperar pela liberação do dinheiro. Qual a diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão? O saque-aniversário permite retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de nascimento. Já o saque-rescisão é a modalidade padrão do fundo e permite, em caso de demissão sem justa causa, o saque integral da conta, além da multa rescisória quando devida. Quem escolhe o saque-aniversário e é demitido sem justa causa não pode sacar o saldo integral da conta por causa da demissão. Nesse caso, pode sacar a multa rescisória, quando devida, enquanto o restante do saldo permanece no FGTS, salvo outras hipóteses previstas em lei. Até quando quem nasceu em setembro pode sacar o FGTS de aniversário? O trabalhador nascido em setembro que aderiu ao saque-aniversário pode retirar o dinheiro de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026. Depois desse prazo, caso o valor não seja retirado, ele retorna para a conta do FGTS e poderá ser movimentado conforme as regras do fundo.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.080 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última sexta-feira (30), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Carteira de trabalho Geraldo Bubniak/AEN Para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de novembro de 2026 cai no sábado, dia 7. A data é o prazo máximo para o pagamento do salário referente ao mês anterior, setembro, conforme as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na contagem do prazo para o pagamento dos salários, o sábado é considerado dia útil. Já domingos e feriados não entram na contagem. A regra está prevista no artigo 459 da CLT, que determina que o salário mensal deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Agora no g1 Quando é o quinto dia útil de novembro de 2026? No cálculo do prazo para pagamento do salário, são considerados os dias de segunda-feira a sábado. Domingos e feriados ficam fora da contagem. Em novembro de 2026, a sequência será: Primeiro dia útil: 3 de novembro (terça-feira); Segundo dia útil: 4 de novembro (quarta-feira); Terceiro dia útil: 5 de novembro (quinta-feira); Quarto dia útil: 6 de novembro (sexta-feira); Quinto dia útil: 7 de novembro (sábado). Portanto, para quem trabalha com carteira assinada, o quinto dia útil de novembro de 2026 é 6 de novembro. Sábado conta como dia útil para o pagamento do salário? Sim. Para a contagem do prazo previsto na CLT para o pagamento de salários, o sábado é considerado dia útil. A contagem é interrompida aos domingos e feriados. Por isso, mesmo que o trabalhador não tenha expediente aos sábados, o dia entra no cálculo do quinto dia útil. Essa regra é específica para o prazo de pagamento do salário e não significa que o sábado seja necessariamente um dia normal de trabalho para todos os empregados. Confira quando cai o quinto dia útil de novembro de 2026 e a data limite para o pagamento do salário. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O que acontece se o salário não for pago até o quinto dia útil? O artigo 459 da CLT estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário. Se o empregador não cumprir a data-limite, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores atrasados. Em caso de atraso, o empregado pode recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento devido, com os acréscimos que forem aplicáveis. O sindicato da categoria também pode auxiliar na defesa dos direitos dos trabalhadores e na adoção das medidas cabíveis. Atrasos frequentes ou prolongados no pagamento podem caracterizar descumprimento das obrigações do empregador. Dependendo das circunstâncias e da gravidade da situação, isso pode levar ao reconhecimento da rescisão indireta, quando o trabalhador encerra o contrato por falta grave do empregador e pode ter direito às verbas de uma demissão sem justa causa. O empregador também pode estar sujeito à fiscalização e às penalidades previstas na legislação trabalhista.

Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) passam a valer neste domingo (1º), com a chamada interoperabilidade, que permite que os cartões de diferentes operadoras sejam aceitos em uma rede maior de estabelecimentos. 🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios e reduzir os custos para restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a obrigação de aceitação universal deverá entrar em vigor em todo o país a partir do próximo sábado (7). ➡️ Mas o que muda para os trabalhadores? O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? E o vale-alimentação, em restaurantes? Será possível sacar o dinheiro dos cartões? As empresas são obrigadas a oferecer esses benefícios? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu Elber Laranja, engenheiro de produtos de crédito, e consultou a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que é a interoperabilidade? A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados. 🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão. Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. O que muda para o trabalhador? O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão. A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados. 🔎 Segundo Elber, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício. O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? Não. Embora os cartões passem a ser aceitos em mais estabelecimentos, isso não muda as regras sobre o uso dos benefícios. 🔎 O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões, mantendo a finalidade de cada benefício. O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes. Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias. Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação. Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos. A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação. E bebidas alcoólicas? As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador. Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis. Posso sacar o dinheiro do cartão? Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária. O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro. 🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares. Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação. Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas. As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet. Os cartões multibenefícios serão proibidos? Não. As empresas poderão continuar oferecendo cartões que reúnem diferentes benefícios em um único meio de pagamento. A diferença é que os valores destinados à alimentação deverão ficar separados dos saldos de outros benefícios disponíveis no mesmo cartão. 🔎 Segundo Elber, os valores de vale-refeição e vale-alimentação vinculados ao PAT deverão continuar identificados e sujeitos às regras do programa. Já os demais benefícios poderão seguir normas diferentes. Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação. Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam. O que fazer se o cartão for recusado? O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação. Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras. Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha. Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor. A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema. O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva. A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação. Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor. O valor do benefício vai mudar? Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional. O que muda para os comerciantes? Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação. Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras. As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos. Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras. Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes. As empresas são obrigadas a fornecer vale-refeição ou vale-alimentação? Não. Em geral, a obrigação de oferecer vale-refeição ou vale-alimentação depende de acordos ou convenções coletivas de trabalho, ou de regras internas adotadas pelas empresas. Portanto, as mudanças no PAT alteram principalmente a forma como os benefícios são utilizados, mas não criam uma obrigação geral para que todas as empresas passem a oferecê-los. Quem descumprir as regras pode ser multado? Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas. As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade. O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas. Qual é o valor das multas? A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização. Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade. Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo. Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados O pagamento do INSS de novembro de 2026 começa no dia 24 de novembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de dezembro, conforme o número final do benefício. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de novembro começam em 3 de novembro e terminam no dia 9. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Calendário de pagamento do INSS de novembro Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1º/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/12 Finais 2 e 7: 02/12 Finais 3 e 8: 03/12 Finais 4 e 9: 04/12 Finais 5 e 0: 07/12 Como saber quando o INSS vai pagar o meu benefício? O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Quem recebe o pagamento do INSS? O calendário contempla os pagamentos de benefícios e auxílios administrados pelo INSS. Entre os beneficiários estão aposentados, pensionistas e pessoas que recebem outros benefícios previdenciários ou assistenciais. O calendário é organizado de acordo com o valor recebido e o número final do benefício. Por isso, dois beneficiários podem receber valores semelhantes, mas ter datas diferentes de pagamento dependendo do número final do benefício. Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Pagamento do INSS de novembro: veja calendário e datas Arquivo/Agência Brasil

A fábrica de papel tem servido como motor econômico de Témiscaming por mais de um século BBC Ao atravessar o rio Ottawa em direção a Témiscaming, Quebec, a fábrica de papel ocupa grande parte da paisagem. A própria cidade foi construída há mais de um século, em torno do moinho e das florestas da região, repletas de pinheiros, bétulas, abetos e pinheiros-do-oregon. Agora, o principal empregador e pilar econômico está parado após o fracasso das negociações comerciais entre o Canadá e os EUA e a imposição de mais tarifas ao país pelo presidente Donald Trump. A maioria dos 360 funcionários da fábrica está desempregada e, por enquanto, consegue se manter com o pagamento parcial garantido pelo programa de alívio tarifário do governo. Para alguns, como Nadine Suley, o fechamento da fábrica pode significar não apenas a perda do sustento, mas também de todo um modo de vida. Ela não é "uma garota da cidade" e, assim como muitos moradores, pretende sair para caçar alces mais tarde, aproveitando a curta temporada de caça. Em tom de brincadeira, diz que todos vão precisar da carne gratuita que os animais fornecerão neste ano. "Não é apenas um emprego. É a nossa casa", diz Suley. Ela acrescenta que as tarifas impostas pelos Estados Unidos à cidade parecem "um ataque pessoal". No início de outubro, a proprietária americana da fábrica, a RYAM, decidiu mantê-la em uma "paralisação por razões econômicas" por tempo indeterminado. O valor dos imóveis em Témiscaming despencou praticamente da noite para o dia. Placas de "Vende-se" agora se espalham pelos jardins das casas modestas de classe média que predominam na cidade. Há o temor de que até mesmo profissionais de serviços essenciais — de funcionários de supermercados a médicos dos pequenos hospitais locais — também deixem a cidade. "Se a fábrica fechar, a cidade vai virar uma cidade fantasma", diz Ronnie Raymond, que, assim como muitos moradores, vem de uma família de trabalhadores da fábrica. "Não vai sobrar nada, absolutamente nada. Na verdade, não haverá trabalho para ninguém. É assustador." Em linhas gerais, a economia canadense resistiu à guerra comercial em curso com os EUA, seu maior cliente. A taxa de desemprego nacional permaneceu praticamente estável em torno de 6,5% desde a implementação das tarifas de Trump. Isso ocorreu em paralelo a um crescimento econômico moderado, porém consistente. Mas uma análise mais detalhada dos números revela focos de grande dificuldade em setores diretamente afetados pelas tarifas americanas de até 50%, como aço, alumínio, automóveis e — no caso da Témiscaming — madeira, celulose e papel. Isso levanta questionamentos sobre se o governo Carney está fazendo o suficiente para ajudar aqueles que enfrentam dificuldades enquanto um acordo comercial permanece indefinido. "Se houvesse uma perda de 10% dos empregos em Toronto, Montreal, Quebec ou Vancouver, isso estaria em todos os noticiários e pressionaria muito os governos a tomarem alguma providência", diz Stéphane Lefebvre, funcionário e líder sindical, cujo pai e avô também trabalharam na fábrica. A crise econômica pode provocar efeitos em cadeia em todo o setor florestal da região, afetando também serrarias e empresas de transporte rodoviário. Um empreiteiro local disse à BBC que já precisou demitir 13 funcionários. A última vez que a cidade enfrentou uma ameaça tão grave à sua própria sobrevivência foi em 1973, quando o então proprietário americano da fábrica ameaçou fechá-la. A ameaça levou trabalhadores e gestores locais a se unirem para comprar a empresa. Eles a transformaram na Tembec, uma companhia internacional de propriedade quebequense, com unidades na América do Norte e na França. Agora, os trabalhadores esperam repetir o feito e estão mobilizando uma coalizão de moradores interessados em recomprar a fábrica da RYAM, que a adquiriu em 2017. "Esperamos que o raio caia duas vezes no mesmo lugar", diz Lefebvre, em conversa na sede do sindicato da cidade. Mas ele argumenta que isso só será possível com uma ajuda significativa do primeiro-ministro Mark Carney e do governo de Quebec, seja por meio de medidas de alívio tarifário ou de apoio financeiro. Suley observa que, desde que foi eleito, o primeiro-ministro tem enfatizado a importância de "comprar produtos locais" e apoiar os trabalhadores canadenses. Para ela, apoiar a iniciativa dos moradores de recomprar a fábrica seria uma forma de Carney cumprir essa promessa. Em um e-mail enviado à BBC, a RYAM afirmou que não comentaria a possibilidade de venda da fábrica nem a existência de eventuais compradores. Stéphane Lefebvre, seu pai e seu avô trabalharam na fábrica de papel em Témiscaming BBC O prefeito Alain Gauthier não culpa a RYAM pela decisão. Ele descreve as tarifas americanas como "uma bomba destinada a acabar com nossa produção industrial no Canadá". Ele quer que o governo federal, em Ottawa, responda com suas próprias tarifas sobre produtos de papelão importados dos Estados Unidos, que atualmente entram no Canadá sem cobrança de tarifas. Gauthier afirma que, embora os políticos digam que o Canadá está em uma guerra econômica com os Estados Unidos, "na realidade, não vemos absolutamente nenhuma evidência de que medidas de guerra estejam sendo tomadas". "Sentimos que entramos em uma guerra armados com pistolinhas de água de criança para revidar." Alguns moradores, como Lefebvre, acreditam que o setor florestal ficou em segundo plano nos esforços para salvar outras indústrias afetadas pelas tarifas, como as siderúrgicas e automobilísticas. Neste mês, a ministra da Indústria, Mélanie Joly, ameaçou impor sanções financeiras à Stelco — uma das maiores siderúrgicas do Canadá — ou forçar a venda de seus ativos caso a empresa levasse adiante os planos de demitir cerca de 500 funcionários em razão da pressão das tarifas sobre o aço. A Stelco, localizada em Hamilton, perto de Toronto, pertence à americana Cleveland-Cliffs, que se comprometeu a manter os empregos no Canadá quando comprou a empresa, em 2024. Na semana passada, Carney e o primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, anunciaram um pacote de investimentos de quase C$ 9 bilhões (US$ 6,4 bilhões; £ 4,8 bilhões) para apoiar os setores siderúrgico e automobilístico da província. Segundo eles, os recursos serão usados para modernizar as indústrias, fortalecer a demanda interna e abrir novos mercados no exterior. Sébastien Lemire, deputado do Bloc Québécois eleito por Témiscaming, disse à BBC estar "muito preocupado e apreensivo" com o que considera uma falta de ação do governo Carney para apoiar a cidade e o setor florestal de Quebec de maneira mais ampla. Em nota enviada à BBC, um porta-voz da ministra Joly afirmou que o governo disponibilizou C$ 400 milhões para apoiar o setor florestal em áreas rurais e remotas. O governo também lançou um programa para ajudar empresas afetadas pelas tarifas a obter capital de giro enquanto trabalham para reduzir sua dependência dos mercados americanos. Sobre a fábrica de Témiscaming, o porta-voz afirmou que o governo "está trabalhando ativamente com todas as partes envolvidas para encontrar uma solução viável para os desafios enfrentados pela empresa, ao mesmo tempo que administra de forma responsável o dinheiro dos canadenses". Moradores de Témiscaming se reuniram em um comício liderado pelo sindicato para apoiar os trabalhadores da serraria e chamar a atenção para os problemas da indústria madeireira BBC Em agosto, após o fracasso das negociações comerciais, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre cerca de C$ 28 bilhões (aproximadamente R$ 112 bilhões) em produtos canadenses, incluindo produtos de madeira e papel, como celulose, artigos de papelaria e caixas. Em resposta, o Canadá impôs suas próprias tarifas retaliatórias, na mesma proporção, "dólar por dólar". A fábrica de Témiscaming, que produz papelão usado em embalagens de alimentos congelados na América do Norte e em bilhetes de loteria instantânea, comuns em lojas de conveniência, envia cerca de 75% de sua produção para os Estados Unidos. Trump argumenta que essas tarifas de importação impulsionam a indústria manufatureira americana e geram empregos — em essência, uma tentativa de proteger trabalhadores dos Estados Unidos que poderiam enfrentar um destino semelhante ao dos funcionários de Témiscaming. Frank Dottori já passou por tudo isso antes. Hoje aposentado em Témiscaming, aos mais de 80 anos, ele era engenheiro na fábrica e teve papel fundamental na mobilização dos funcionários, na década de 1970, para que aceitassem um corte salarial de 10% e comprassem a empresa coletivamente. Mais tarde, tornou-se diretor-executivo. Na época, suas ambições foram consideradas absurdas. Ele se lembra de ter sido "educadamente colocado para fora" pelo então primeiro-ministro de Quebec quando foi pedir apoio pela primeira vez. Mas o grupo conseguiu levar o plano adiante, com a ajuda do sindicato e de um ex-funcionário com experiência em gestão e muita autoconfiança. Dottori atribui o sucesso ao forte carisma desse homem Dottori afirma que a nova geração de trabalhadores precisa de alguém tão ousado quanto ele. "O grupo local tem alguém assim? É muito improvável. Eles podem conseguir? Sim, se se organizarem", disse. Segundo ele, também é fundamental que as tarifas americanas sejam suspensas para que a fábrica volte a ser economicamente viável no longo prazo, ao menos em um primeiro momento. Frank Dottori liderou o esforço para comprar a fábrica de Témiscaming na década de 1970, durante um período de dificuldades econômicas. BBC Muitos trabalhadores de Témiscaming dizem depositar esperanças nas próximas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Eles esperam que o resultado aumente a pressão sobre Trump — cujos índices de aprovação vêm caindo, segundo pesquisas — para que reduza algumas das tarifas impostas ao Canadá. "Aceitaremos qualquer ajuda que pudermos receber", diz Suley. Ela acrescenta: "Há americanos que se importam com o que está acontecendo, e isso também os está afetando". Há sinais de que o governo Trump está levando essa pressão em consideração. Na semana passada, algumas tarifas sobre produtos canadenses foram suspensas após uma articulação da senadora republicana pelo Maine, Susan Collins, que concorre à reeleição em novembro. As mudanças, no entanto, não contemplam os produtos fabricados na unidade de Témiscaming. Suley e outros trabalhadores esperam que uma solução seja encontrada rapidamente, antes da chegada do inverno, quando as temperaturas abaixo de zero podem congelar os equipamentos da fábrica paralisada e provocar danos que tornariam ainda mais difícil sua reabertura. Enquanto isso, Lefebvre diz estar determinado a realizar o sonho de fazer com que a fábrica volte a pertencer aos moradores, independentemente do que aconteça. "Estamos no jogo 7 agora", diz ele. "Vamos jogar até o apito final". Canadá anuncia tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump

Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) acusou neste sábado (31) a Coreia do Norte pelo ataque à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Em comunicado, o FBI disse que o roubo foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de cibercriminosos patrocinados pela Coreia do Norte. A ação levou cerca de 20 minutos e tem sido apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O FBI disse ter observado que os hackers estão convertendo os ativos roubados para criptomoedas na plataforma Ethereum, que permite realizar transações sem intermediários. A expectativa é que eles usem serviços descentralizados e de troca instantânea de criptomoedas para dificultar o rastreamento do dinheiro e concluir a operação de lavagem de dinheiro. Agora no g1 O órgão solicitou que empresas do setor de criptomoedas bloqueiem as transações que envolvam os endereços usados pelos agentes do TraderTraitor para lavar os ativos roubados. O presidente americano Donald Trump já tinha afirmado na sexta-feira (31) que os Estados Unidos investigavam a participação de hackers ligados à Coreia do Norte no ataque contra a Binance. "Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso", afirmou. A Binance afirmou que conseguiu já cobrir 90% do valor das perdas e que dez criptomoedas, incluindo bitcoin (BTC) e ether (ETH) estão com valores totalmente cobertos. A empresa informou ainda que usará recursos próprios para evitar perdas para clientes e que seguirá comprando os demais ativos até repor 100% do valor roubado. Ainda segundo a corretora, investimentos de clientes brasileiros permaneceram seguros porque são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias. Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas chegaram a ser temporariamente suspensos. 🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas. Em comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas.

Chilli beans Divulgação Neste sábado (31), a rede brasileira de óculos e relógios Chilli Beans entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 340 milhões em dívidas bancárias. A empresa é mais uma a recorrer ao mecanismo em meio a dificuldades financeiras. O plano, alinhado com os principais credores da companhia, prevê novos prazos e condições de pagamento, além de um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação do negócio. Segundo a empresa, as dívidas com fornecedores, funcionários e demais parceiros não estão incluídas no plano. A negociação envolve os débitos financeiros da companhia com instituições bancárias. A rede de óculos, no entanto, não está sozinha na luta contra as dívidas. Recentemente, o Grupo Gennius, dono das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, pediu recuperação judicial, enquanto a petroquímica Braskem também protocolou pedido de recuperação extrajudicial. Considerando todo o ano de 2026, já são 13 pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial. 🔎 A recuperação judicial permite que empresas renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. Já na recuperação extrajudicial, a companhia negocia a reorganização das dívidas diretamente com os credores. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e criar condições para que a empresa continue funcionando. Onda de recuperações judiciais no Brasil g1 As dificuldades financeiras têm atingido empresas de diversos setores, como saúde, indústria e energia. A maior concentração de casos, no entanto, está no varejo e no consumo. “É no varejo de bens duráveis que dói mais, e por um motivo simples: ele é atingido pelas duas pontas do negócio ao mesmo tempo", afirma André Matos, CEO da MA7 Capital. O especialista explica que, de um lado, os varejistas enfrentam dívidas mais caras e precisam manter estoques elevados. Do outro, os consumidores dependem de parcelamentos para comprar. A combinação desses dois fatores pressiona o setor. Para Matos, porém, os pedidos de recuperação não representam um risco sistêmico. “Esses casos foram amplamente telegrafados, com ressalva de auditor, patrimônio negativo e reestruturação anterior. Ou seja, não foram surpresa.” Como ficam os consumidores? Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a onda de recuperações deve continuar, mas não representa, por ora, uma ameaça mais ampla a consumidores e à economia. "Se as medidas econômicas não forem firmes, até pode haver retrocesso em pontos como qualidade de emprego e renda. Mas não vejo como um risco imediato", aponta Júlio Moretti, CEO da NEOT, especializada em dados sobre recuperações na Justiça. Ele estima que o cenário turbulento para as empresas deve se prolongar pelos próximos 2 ou 3 anos. “É consenso que não se trata de algo que vai durar pouco tempo”, acrescenta. Casas Bahia, Habib's e Marabraz: as varejistas que entraram com pedido de recuperação judicial em 2026. Divulgação Por que tantas recuperações? Os pedidos de recuperação judicial e extrajudicial têm algumas causas em comum. Entre as principais estão: juros elevados; endividamento acumulado desde a pandemia; dificuldade de acesso ao crédito; e mudança no comportamento dos consumidores. Para Cristina de Mello, professora da PUC-SP, os problemas financeiros das empresas podem ter origens diferentes, ainda que alguns fatores se repitam. “A gente não pode associar a todas o mesmo problema. Tem causas comuns, sim, mas há causas muito específicas e muito particulares”, afirma. No caso da Marabraz, por exemplo, ela cita conflitos societários e familiares que comprometeram a renovação de linhas de financiamento e dificultaram o acesso a crédito. O cenário também é especialmente difícil para companhias do varejo porque muitas trabalham com margens estreitas. “São empresas que precisam muito de capital de giro”, diz Mello. 🔎 Capital de giro é o dinheiro que uma companhia precisa para pagar suas contas e manter as operações. Segundo Eduardo Terra, fundador da BTR Retail, o momento em que as dívidas foram contraídas ajuda a explicar parte dos problemas. Ele afirma que diversas empresas cresceram no período pós-pandemia recorrendo a empréstimos na expectativa de recuperar os lucros de antes da Covid-19. Depois, porém, se depararam com um custo maior do que o previsto para pagar essas dívidas. “[A taxa Selic] veio aumentando por uma série de motivos econômicos e chegou a 15%. Agora, está em um ciclo lento de baixa. O problema é que o endividamento dessas empresas, que cresceram durante a pandemia, ficou muito caro”, explica. E não é só isso. O Grupo Gennius, do Habib's, afirmou em seu pedido de recuperação que a mudança no comportamento dos consumidores depois da quarentena foi um dos fatores responsáveis pela crise financeira. Para os restaurantes, o aumento dos pedidos por delivery e a menor circulação de pessoas nas unidades contribuíram para o fechamento de diversas lojas. Paula Sauer, professora da FIA Business School, afirma que a rede enfrenta custos elevados com matérias-primas, energia, salários e aluguel, enquanto atua em um segmento de preços baixos e com muitas opções para o consumidor. Relembre abaixo os casos e as empresas em dificuldades financeiras. Grupo Toky O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. A empresa vinha enfrentando dificuldades financeiras desde a pandemia, quando fechou mais de 17 lojas, e afirmou que o cenário do setor de móveis e decoração agravou os problemas. Valor: cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Situação: o grupo afirmou que o caixa estava pressionado e pediu medidas urgentes para garantir a continuidade das operações. Mais de 2 mil funcionários tiveram os salários ameaçados pelo bloqueio de valores de vendas no cartão. Motivos: juros altos, endividamento das famílias, crédito mais restrito, queda nas vendas e dificuldades financeiras acumuladas desde a pandemia. Justiça aprova pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok e da Mobly St Marche O Grupo Hortus, controlador do St Marche, entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 574,3 milhões em dívidas. A rede também acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, operação que depende da aprovação da Justiça e do Cade. Valor: R$ 574,3 milhões. Situação: a rede mantém 32 lojas em São Paulo. A venda para a Cencosud foi acertada paralelamente ao pedido de recuperação. Motivos: aumento do endividamento, juros altos, menor oferta de crédito e falta de caixa para cumprir compromissos de curto prazo. A empresa já havia tentado uma recuperação extrajudicial, suspensa em fevereiro. St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga Oncoclínicas Uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do país, a Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras. Segundo a empresa, o processo não interrompe o atendimento aos pacientes nem as atividades do dia a dia. Valor: cerca de R$ 5,1 bilhões. Situação: credores que representam cerca de 37% das dívidas incluídas no plano já haviam aderido. A empresa segue negociando com os demais. Motivos: queda no número de procedimentos, aumento dos custos, problemas com medicamentos, dívida elevada e dificuldade para gerar caixa. Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas Alliança Saúde A Alliança Saúde entrou na Justiça com um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. A proposta prevê diferentes formas de pagamento aos credores, incluindo a conversão da maior parte da dívida em participação na empresa. Valor: cerca de R$ 1,1 bilhão. Situação: mais de 83 credores já haviam aderido ao plano, representando cerca de 54% das dívidas incluídas. Motivos: endividamento elevado, falta de caixa, problemas na cobraça dos planos de saúde e mudança de controle da companhia. Justiça autoriza recuperação extrajudicial da Alliança Saúde, que tem dívida de R$ 1,1 bilhão Lojas Marabraz A rede de móveis Marabraz protocolou pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. A empresa afirmou que as lojas continuam funcionando normalmente. Valor: cerca de R$ 140 milhões. Situação: a empresa pretende preservar empregos e manter as relações com clientes, fornecedores e parceiros. Motivos: dificuldades no varejo, ruptura na estrutura familiar que dava suporte às operações e dificuldade de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões Casas Bahia O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A medida é resultado de um processo de reestruturação iniciado em 2023, que incluiu fechamento de lojas e redução de funcionários. Valor: cerca de R$ 17,3 bilhões. Situação: em agosto, a companhia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. No segundo trimestre, registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões. Motivos: juros elevados, crédito restrito, aumento do custo financeiro, enfraquecimento do consumo e dificuldade para concluir operações de captação de recursos. Casas Bahia pede recuperação judicial: entenda a crise da varejista e quem faz parte do grupo Braskem A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas. O valor chega a aproximadamente R$ 187,1 bilhões quando são incluídas dívidas entre empresas do próprio grupo. Valor: US$ 10,9 bilhões (R$ 56 bilhões) em dívidas incluídas na recuperação; cerca de R$ 187,1 bilhões considerando também as dívidas entre empresas do grupo. Situação: o pedido teve apoio de credores que representam 39,6% dos créditos incluídos. A empresa agora negocia para ampliar esse apoio. Motivos: custos relacionados ao desastre geológico em Maceió e piora do mercado petroquímico global, com aumento da produção, queda dos preços e menor força do consumo. Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 56 bilhões Grupo Gennius Esse é o pedido de recuperação mais recente. Dono das marcas Habib's, Ragazzo e Tendall, o Grupo Gennius entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar R$ 265,2 milhões em dívidas. As lojas próprias continuam funcionando normalmente, enquanto as franquias ficaram fora do processo. Valor: R$ 265,2 milhões. Situação: o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais. O grupo mantém 119 lojas próprias do Habib's, 26 do Ragazzo e seis unidades Tendall. Motivos: efeitos da pandemia, mudanças no comportamento dos consumidores e juros altos. Dona de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30). Os registros foram feitos nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de ocorrência. A região Sudeste concentra quase metade das denúncias, com 2.087 registros, o equivalente a 48,5% do total. São Paulo lidera o ranking nacional, com 1.325 manifestações, seguido pelo Rio de Janeiro (354) e por Minas Gerais (345). Os dados foram divulgados pelo Ministério neste sábado (31). Segundo a pasta, as denúncias estão em análise pela Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por avaliar os relatos e apurar possíveis irregularidades. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O aumento ocorre em meio a uma nova onda de publicações nas redes sociais que incentivam a demissão e a recusa de contratação de trabalhadores por preferência política, além de promover listas de boicote a empresas supostamente apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25). Em resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (28) uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores. ➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho. O registro de uma denúncia, porém, não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado. Os casos precisam passar por investigação para verificar se houve constrangimento, ameaça ou discriminação de trabalhadores por suas escolhas políticas. Na distribuição por regiões, depois do Sudeste aparecem o Nordeste, com 784 denúncias, e o Sul, com 757. O Centro-Oeste registrou 378 manifestações, enquanto o Norte contabilizou 299. (veja abaixo) Sudeste: 2.087 denúncias (48,5%) Nordeste: 784 denúncias (18,2%) Sul: 757 denúncias (17,6%) Centro-Oeste: 378 denúncias (8,8%) Norte: 299 denúncias (6,9%) Além de São Paulo, os estados com mais registros são Paraná (268) e Santa Catarina (259). Juntos, os cinco estados com maior número de denúncias concentram 59,2% do total recebido pelo MTE. (veja abaixo) São Paulo (SP): 1.325 Rio de Janeiro (RJ): 354 Minas Gerais (MG): 345 Paraná (PR): 268 Santa Catarina (SC): 259 Rio Grande do Sul (RS): 230 Ceará (CE): 172 Bahia (BA): 169 Goiás (GO): 143 Pernambuco (PE): 137 Pará (PA): 130 Maranhão (MA): 99 Mato Grosso (MT): 93 Distrito Federal (DF): 91 Espírito Santo (ES): 63 Rio Grande do Norte (RN): 63 Amazonas (AM): 52 Mato Grosso do Sul (MS): 51 Alagoas (AL): 50 Paraíba (PB): 42 Piauí (PI): 30 Acre (AC): 29 Rondônia (RO): 29 Amapá (AP): 25 Sergipe (SE): 22 Roraima (RR): 17 Tocantins (TO): 17 O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo está atento às ocorrências e que empregadores não podem utilizar sua posição ou poder econômico para interferir na decisão dos funcionários. “Não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados”, declarou em nota. Relatos de assédio eleitoral crescem após 2º turno Fiscalização e possíveis punições A Auditoria Fiscal do Trabalho já realiza ações de fiscalização para verificar as situações relatadas. Quando identifica práticas de assédio ou discriminação, o órgão pode lavrar autos de infração e encaminhar informações a outras instituições públicas. Segundo o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, os casos identificados também podem ser comunicados a órgãos como o Banco Central, para que sejam avaliadas medidas relacionadas à concessão de financiamentos e empréstimos. O Ministério também estuda criar uma ferramenta de transparência para divulgar casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A proposta poderá seguir modelo semelhante ao da lista de empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. Governo anuncia medidas contra assédio eleitoral O MTE e outros órgãos públicos anunciaram medidas conjuntas para prevenir e combater o assédio eleitoral nas empresas. A iniciativa reúne o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Entre as ações previstas estão medidas para retirar da internet conteúdos que promovam perseguição ou discriminação por motivação política. Para isso, plataformas digitais, como Google e Meta, poderão receber notificações com base em orientações técnicas da AGU. A Carteira de Trabalho Digital também está sendo utilizada para informar os trabalhadores sobre seus direitos e os canais disponíveis para registrar denúncias. As orientações são enviadas por notificações diretamente aos usuários do aplicativo. (veja abaixo) Print de mensagem do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre assédio eleitoral Reprodução/Redes Sociais O trabalhador pode denunciar? Como fazer? Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral ou discriminação por motivação política no ambiente de trabalho podem registrar denúncias de forma anônima. Para facilitar a apuração, é importante fornecer o máximo possível de informações, como o nome da empresa, as pessoas envolvidas, o local, a data e a descrição dos fatos. Também podem ser anexados documentos e evidências, como mensagens, e-mails, fotos e vídeos. As denúncias são sigilosas e encaminhadas aos órgãos competentes, responsáveis por analisar os relatos, investigar possíveis irregularidades e adotar as medidas cabíveis para proteger os direitos dos trabalhadores. Dependendo da situação, os registros também podem ser encaminhados à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): recebe denúncias por meio do canal https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/ Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.
Chilli Beans entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas

Óculos Chilli Beans Divulgação A Chilli Beans, rede brasileira de óculos e relógios, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas bancárias. O plano, alinhado com os principais credores da companhia, prevê novos prazos e condições de pagamento, além de um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação do negócio. (entenda como funciona a recuperação extrajudicial) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a empresa, as dívidas com fornecedores, funcionários e demais parceiros não estão incluídas no plano. A negociação envolve os débitos financeiros da companhia com instituições bancárias. Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras e coordenam a injeção dos novos recursos. De acordo com a Chilli Beans, o aporte será realizado pelos próprios credores e tem como objetivo fortalecer o processo de reestruturação iniciado nos últimos meses. Em comunicado enviado ao g1, o fundador e CEO da empresa, Caito Maia, afirmou que o varejo brasileiro atravessa um período desafiador. "Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros", disse. Como funciona a recuperação extrajudicial Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores para tentar reorganizar as dívidas e estabelecer novas condições de pagamento. Depois de chegar a um acordo, a companhia apresenta o plano à Justiça para homologação. O mecanismo permite que empresas renegociem seus compromissos financeiros sem passar pelo processo de recuperação judicial. O plano pode abranger grupos específicos de credores, conforme as condições previstas na legislação. No caso da Chilli Beans, a renegociação busca adequar a estrutura de capital da empresa à situação atual do negócio. "Entendemos que a renegociação com credores permitirá à companhia readequar sua estrutura de capital à realidade atual do negócio, criando condições para que possa concentrar seus esforços na operação, fortalecer sua relação com franqueados e fornecedores e retomar uma trajetória de crescimento sustentável", afirmou Felipe Casotti, sócio da Akron Capital. Questão de Direito: Brasil tem recorde de empresas em recuperação judicial

Binance promete cobrir prejuízo de investidores após roubo bilionário de hackers A corretora de criptomoedas Binance, alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de mais de US$ 6 bilhões, anunciou neste sábado (31) que já conseguiu cobrir 90% do valor das perdas. A empresa afirmou que usará recursos próprios para compensar os prejuízos e garantir que os clientes não sejam afetados financeiramente. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Binance, dez criptomoedas, incluindo bitcoin (BTC) e ether (ETH), já estão com seus valores totalmente cobertos. A corretora informou que continuará comprando os demais ativos até repor 100% do valor roubado. Os 10% restantes correspondem a criptomoedas menos negociadas no mercado, o que dificulta a compra de grandes quantidades e pode atrasar a reposição. "Nosso compromisso permanece o mesmo: a Binance cobrirá integralmente o impacto financeiro dos fundos roubados neste incidente", declarou a corretora em comunicado. Como a Binance pretende cobrir as perdas? Para compensar os prejuízos, a Binance informou que está utilizando recursos de um fundo de emergência criado para proteger os clientes, parte de um fundo de seguro destinado a operações com criptomoedas, além do dinheiro do próprio caixa da empresa. Entre esses recursos está o Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU), criado em 2018 para proteger investidores em situações excepcionais, como ataques hackers. A corretora pretende recompor seu saldo para aproximadamente US$ 1 bilhão. A empresa também utilizou parte de um fundo de seguro para operações com criptomoedas, afirmando que a retirada não compromete a proteção dos investidores. Segundo a Binance, a partir de terça-feira (3), os clientes poderão conferir se a corretora possui recursos suficientes para garantir o valor total de suas criptomoedas. A verificação deve ser concluída na mesma data. A previsão é que os saques sejam liberados neste domingo (1º), após a suspensão temporária do serviço em decorrência do ataque hacker. Entenda o ataque hacker à Binance O ataque à Binance ocorreu na quinta-feira (29) e é considerado o maior roubo já registrado na história do setor de criptomoedas. Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, os responsáveis seriam hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance, porém, afirmou que sua investigação ainda não identificou os criminosos. De acordo com a Reuters, a corretora está trabalhando com autoridades policiais de diferentes países, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). Até sexta-feira (30), cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas roubadas haviam sido localizados. Parte desses recursos foi bloqueada com a ajuda de outras empresas do setor, mas isso não significa que o dinheiro tenha sido recuperado. Inicialmente, a Binance suspeitou que o ataque tivesse começado pelo computador de um de seus engenheiros. O equipamento teria sido invadido, permitindo que os hackers acessassem os sistemas da empresa. Posteriormente, a corretora informou que identificou outras possíveis falhas de segurança exploradas pelos criminosos. (veja mais aqui) Segundo a TRM Labs, os invasores conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências de criptomoedas. A maior parte do roubo aconteceu em aproximadamente 20 minutos, por volta das 17h (horário de Brasília), segundo registros das transações analisados por especialistas. Após o desvio, os criminosos começaram a movimentar rapidamente os recursos para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro. Criptomoedas voltam a subir Neste sábado (31), o Bitcoin voltou a subir, após a queda generalizada das criptomoedas na sexta-feira (30), atribuída ao ataque hacker à Binance. Por volta das 12h, o Bitcoin registrava leve alta de 0,22%, cotado a US$ 77.430. O ether, criptomoeda da rede Ethereum, avançava 0,44%, a US$ 2.247,99, enquanto a solana subia 1,25%, a US$ 95,77. O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP
Afastamentos por vício em jogo batem recorde após avanço das bets Um levantamento exclusivo do g1 com dados da Previdência Social mostra que 2026 registrou recorde de afastamentos do trabalho por ludopatia, o vício em jogo. Foram 377 até agosto, contra 312 casos em todo o ano passado. O custo também disparou: o gasto com a concessão de benefícios em junho deste ano foi seis vezes maior do que em 2023. Neste ano, até agosto, os benefícios somavam R$ 1,9 milhão. O raio-x, feito pelo g1 e confirmado pela Previdência, aponta que a escalada acompanha a chegada das casas de apostas on-line, liberadas no país em 2018. Até 2022, os afastamentos por ludopatia giravam em torno de dez por ano. ➡️ O levantamento do g1 aponta que os afastamentos por ludopatia custaram pelo menos R$ 4,8 milhões à Previdência desde junho de 2023 até agosto desde ano. O número é só a ponta do problema. O próprio Ministério da Previdência alerta que os casos são subnotificados. E isso acontece por alguns pontos: A conta inclui apenas trabalhadores que contribuem para o INSS e precisaram se afastar por mais de 15 dias. E porque o CID F63.0 (número da doença na lista de Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) considera apenas jogo patológico. Porém, muitos desses apostadores, segundo os médicos, entram em quadros severos de ansiedade e depressão, que acabam entrando em outros CIDs. ➡️ A ludopatia é reconhecida pela psiquiatria como doença desde 1980, com o auge dos bingos e cassinos. Ela funciona no cérebro como a dependência de álcool e drogas, mas, segundo os especialistas, tem um ponto mais difícil de superar com a revolução do 'tigrinho': o celular deixa o jogo disponível o tempo todo. (entenda mais abaixo) Para psiquiatras ouvidos pelo g1, especialistas em tratamento de vícios, esse é um dos maiores desafios recentes da saúde mental no país. A atendente de telemarketing Vitória Macedo, de 29 anos, viu a vida mudar depois de perder mais de R$ 30 mil em apostas online, incluindo valores de saques do FGTS. Ela foi uma das pessoas que aparecem nos dados levantados pelo g1, pois precisou se afastar do trabalho para o tratamento. Não há pesquisas recentes que mensurem o cenário do vício em jogos de apostas no país. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (USP), de 2023, é o dado mais recente. A análise mostrou que, àquela época, 1,4 milhões de pessoas tinham uma relação doentia com apostas. 🔴As bets estão proibidas no Brasil por uma medida provisória (MP) do governo federal. O texto vale por até 120 dias e precisa ser aprovado pelo Congresso para virar lei. (entenda como funciona) O tema segue cercado de controvérsias. De um lado, as empresas argumentam que há plataformas regulares e que cumpriam as regras antes exigidas pelo país. Os especialistas citam que isso até ajudava a acompanhar os casos de pessoas com vício, apesar de apoiarem o fim das plataformas. Do outro, uma bet antes legalizada é investigada pelo Ministério Público por oferecer atendimento personalizado no WhatsApp e bebida alcoólica para uma jogadora com ludopatia, o que leva especialistas a questionarem se, somente as regras, eram mesmo o bastante. Abaixo, nesta reportagem, você vai ler: Raio-x dos afastamentos O quanto isso vem custando? A rapidez da roleta: como apostadores perderam tudo Como o vício em apostas funciona no cérebro Bet investigada por assediar apostador e oferecer bebida O impacto no SUS e onde buscar ajuda Órgãos de defesa do consumidor querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Raio-x dos afastamentos As bets foram liberadas no Brasil em 2018. Naquele ano, o INSS concedeu apenas oito afastamentos por jogo patológico, e o número ficou nesse patamar até 2022. A partir de 2023, passou a subir ano a ano até chegar aos 377 registrados só nos oito primeiros meses de 2026. A demora entre a chegada das apostas e a alta dos afastamentos tem uma explicação. Segundo o psiquiatra Emílio Giroldo Tazinaffo, houve uma demora da sociedade em entender o vício como um adoecimento e educar as pessoas a buscarem ajuda. ➡️ O levantamento reúne os benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) concedidos com o código F63.0 da Classificação Internacional de Doenças (CID), usado para o jogo patológico. O benefício é pago quando o trabalhador precisa se afastar por mais de 15 dias e passa por uma perícia médica no INSS, que define a doença que justifica a licença. Mesmo com a alta, a Previdência Social e o INSS informaram ao g1 que os números não representam o tamanho do problema. Parte das pessoas com o diagnóstico acaba afastada por outros quadros de saúde e, por isso, não é registrada com esse código. A pasta e os especialistas citam quadros como depressão e ansiedade, os mesmos que tiveram recorde de afastamento em 2024 e 2025, em sequência. Em 2025, foram mais de meio milhão de trabalhadores afastados por saúde mental. São Paulo concentra cerca de um em cada três afastamentos por ludopatia no país, com 297 benefícios. Seguido de Minas Gerais (110), Rio Grande do Sul (76), Rio de Janeiro (68) e Paraná (58). Voltar ao índice. E o quanto isso vem custando? O custo das apostas vai além do INSS e começa no bolso das famílias. Em 2025, as bets provocaram uma saída líquida de R$ 62,5 bilhões do orçamento dos brasileiros, segundo a terceira edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros. O governo também ganhou com o setor: desde a regulamentação, arrecadou R$ 15,3 bilhões até agosto deste ano. Para especialistas, porém, o dinheiro que entra de um lado sai pelo outro, em endividamento, inadimplência, atendimento de saúde e benefícios da Previdência. Só na saúde, o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) estima que os custos ligados às apostas sejam de pelo menos R$ 30,6 bilhões por ano. "É um dos maiores desafios de saúde mental do país e o SUS não está preparado. O sistema tem necessitado de mais profissionais, espaços de CAPS, treinar médicos, aumentar o atendimento. Além de medicações", explica o psiquiatra e especialista em ludopatia, Emílio Giroldo Tazinaffo Na Previdência, os afastamentos por ludopatia custaram cerca de R$ 4,8 milhões desde junho de 2023, segundo estimativa do g1. O gasto acompanha a curva dos benefícios: mais que dobrou em 2025, e, em 2026, os oito primeiros meses já superam o ano passado inteiro. (Veja abaixo) ➡️ Como o g1 calculou: Os números do Portal de Dados Abertos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam quantos salários mínimos cada beneficiário recebeu e por quanto tempo ficou afastado. O g1 aplicou o salário mínimo em vigor em cada período e multiplicou pelo tempo de afastamento. Como o tempo de afastamento só passou a constar nos registros em junho de 2023, não foi possível calcular os valores dos anos anteriores. Voltar ao índice. A rapidez da roleta Para Vitória Macedo, as apostas pareciam uma saída. Mãe solo, ela cria sozinha um filho autista e com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Na época, ele não recebia a pensão do pai e ela pagava sozinha as sessões de terapia ocupacional e fonoaudiologia. Com o salário de telemarketing, as contas não fechavam no fim do mês. Foi quando ela soube de uma promessa de dinheiro extra. Os amigos do trabalho apresentaram para ela a plataforma de apostas como renda, mostrando ganhos a partir de apostas de R$ 10. “Eles me mostravam o ganho e aquilo me seduziu, sabe? Só que por trás da situação toda, elas estavam perdendo muito dinheiro. Eu é que não sabia”, explica. A promessa de renda extra era como muitas dessas plataformas eram divulgadas. Depois, isso se tornou ilegal com a regulamentação em 2023. Vitória jogava principalmente o “tigrinho” e fez isso por um ano e meio. Chegou a jogar em cerca de 30 plataformas por dia, tirando dinheiro de uma para apostar na outra. A renda que conseguia fora do emprego, vendendo doces e como criadora de conteúdo no TikTok, também ia para o jogo. Quando deu por si, já tinha perdido mais de R$ 30 mil. “Eu tirava dinheiro de uma, jogava pra outra, jogava pra outra, e aí eu ia perdendo, perdendo, perdendo. Gastei meu décimo terceiro, gastei meu salário, fiz empréstimo, peguei dinheiro do FGTS, tudo no mesmo dia”, conta a operadora de telemarketing. Ela caiu em depressão e precisou se afastar do trabalho e passar pelo tratamento, tanto pela ludopatia quanto pela depressão. Vitória segue trabalhando na empresa, tem o suporte da família, mas a vida está longe de estar em ordem: o dinheiro extra que buscava virou dívida. Hoje, sem apostar, paga em 12 parcelas o empréstimo feito na época. O nome continua negativado. O psiquiatra Emílio Giroldo Tazinaffo é pesquisador do ambulatório especializado em transtornos do impulso do Hospital das Clínicas de São Paulo, referência há décadas no tratamento de pessoas com vício em jogo. Acompanhando esses pacientes, ele viu o comportamento mudar desde a chegada das bets. Antes, entre a primeira aposta e o adoecimento, com impacto na vida financeira, passavam-se em média sete anos. Hoje, segundo ele, em poucos meses a pessoa já está com a vida destruída, como é o caso de Vitória. "Essas pessoas têm o cassino na palma da mão, podem fazer o depósito, o empréstimo, tudo no celular. É muito rápido. Esses pacientes perdem tudo em poucos meses e não conseguem se estruturar, buscar ajuda para estancar antes que o problema seja dessa magnitude", explica Tazinaffo. Ana Moraes, de 38 anos, é um desses exemplos. Ela viu a vida financeira da família desmoronar em poucos meses depois que o marido começou a apostar on-line, em março de 2023. Segundo ela, a família tinha estabilidade financeira, casa, dois carros e condições de ajudar parentes. Nove meses depois, em novembro de 2023, o marido já tinha acumulado dívidas com bancos, empréstimos com conhecidos ejá não tinha mais como manter a família. Segundo Ana, ao somar as dívidas acumuladas, as perdas financeiras e o valor dos bens que perderam para pagar parte das dívidas, o prejuízo ultrapassa R$ 3 milhões. Voltar ao índice. Como o vício em apostas funciona no cérebro A psiquiatria reconhece o transtorno do jogo como doença desde 1980. Foi a primeira dependência identificada sem o uso de uma substância. Segundo Tazinaffo, o vício em apostas segue a mesma lógica das dependências químicas e mexe com os mesmos circuitos do cérebro que o álcool e as drogas. Entenda como funciona: O sistema de recompensa: é um conjunto de áreas do cérebro que libera dopamina, uma substância ligada à sensação de prazer, quando fazemos algo bom para a sobrevivência, como comer ou conviver com outras pessoas. Esse prazer funciona como um aviso: “vale a pena repetir”. A expectativa pesa mais que o ganho: na aposta, a dopamina não aparece só quando a pessoa ganha. Ela é liberada na espera pelo resultado, e quanto mais incerto ele é, maior o estímulo. O cérebro não aprende com o erro: normalmente, o cérebro abandona o que dá errado. Quem leva choque na tomada não põe o dedo lá de novo. Na aposta, às vezes a pessoa ganha e às vezes perde, e o cérebro nunca conclui que aquilo faz mal. Tolerância: com o tempo, o cérebro se acostuma ao estímulo. Apostar R$ 10 deixa de dar prazer, e a pessoa passa para R$ 100, depois R$ 200, como quem bebe e precisa de doses cada vez maiores. Perda de controle: a área do cérebro responsável por frear impulsos e pesar consequências perde força diante da vontade de jogar. A pessoa sabe que está perdendo, mas não consegue parar. Busca pelas perdas: quando o prejuízo se acumula, o objetivo deixa de ser o prazer e passa a ser recuperar o dinheiro. A pessoa acredita que a saída está em mais uma aposta. Gatilhos: quem bebe pode evitar o bar. Quem aposta tem o celular no bolso e lida com dinheiro o tempo todo, ao pagar uma conta ou fazer uma compra. Cada uma dessas situações lembra a aposta. “Mais do que ser recompensado, o cérebro acaba engajado e motivado pela possibilidade e pela incerteza. É assim que se entra nesse ciclo de apostas”, explica Tazinaffo. O resultado é um dos quadros mais graves da psiquiatria atual. No ambulatório do HC, 80% dos pacientes tiveram pensamentos suicidas ou tentaram suicídio em algum momento da doença, segundo o psiquiatra. Pesam a vergonha, as relações rompidas e as dívidas. O médico explica que a ludopatia tem tratamento, mas que parar de apostar não resolve a dor dos pacientes. Isso porque ele ainda carrega dívidas por anos, que transformam completamente a vida que ele tinha antes. "O transtorno do jogo é cruel no sentido de que eu até posso decidir parar, mas os prejuízos que aquilo causou na minha vida... Se eu estou devendo no banco, eu vou ficar devendo no banco por quantos anos à frente? O meu nome vai ficar sujo por quantos anos à frente? É preciso acompanhamento em várias frentes além da saúde mental". Voltar ao índice. Empresa assediava apostador doente e oferecia bebida Em 2023, com o aumento do endividamento e da busca por atendimento em saúde por causa da ludopatia, causada pelo vício em apostas online, o país decidiu pela regulamentação. Cinco anos após serem liberadas, as empresas passaram a ter que cumprir regras que incluíam pagar pela autorização para operar e houve a cobrança de impostos. Elas também ficaram obrigadas a oferecer ferramentas contra o jogo patológico. O apostador poderia definir limites de gasto e de tempo, e havia canais de auto-exclusão, em que a própria pessoa podia se bloquear das plataformas. Porém, nem sempre as regras funcionaram. Um caso em investigação no MPDFT mostra o oposto do que as normas previam. Uma mulher diagnosticada com ludopatia processou a BetBoom, empresa que operava com licença regular, depois de gastar mais de R$ 300 mil em apostas. Segundo o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Paulo Roberto Binicheski, a casa chegou a colocar uma gerente para acionar a apostadora pelo WhatsApp e estimulá-la a continuar jogando. Inclusive oferecendo bebida alcóolica. (Veja abaixo) Mensagens mostra gerente de plataforma oferecendo bebida como benefício para apostadora com ludopatia voltar a jogar Reprodução Binicheski explica que o caso mostra a prática ilegal e defende que a regulamentação deveria funcionar, mas que nem sempre era seguida na prática. "Os regulamentos, por si só, poderiam em alguma medida resolver o problema. Poderiam, desde que as empresas agissem de acordo com as regras do setor. Mas nem isso. Esse tipo de coisa é altamente vedado pelo próprio regulamento que já existia. Como vamos saber se ela era a única ou se vários outros apostadores doentes não eram também seduzidos com propostas assim?", questiona. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 97 mil nas contas da empresa para garantir uma eventual indenização e encaminhou o caso ao MP para investigação. A ideia é entender se a mulher é a única vítima ou se mais apostadores com sinalização de vício também passavam por assédio. O g1 procurou a BetBom, mas aguardava o retorno até a publicação. Além do inquérito sobre a BetBoom, Binicheski move ações civis públicas contra casas de apostas e influenciadores que divulgavam as plataformas sem deixar claro que se tratava de publicidade. Os pedidos de indenização por danos morais coletivos somam mais de R$ 100 milhões. A proposta é que o dinheiro, se a Justiça condenar as empresas, seja destinado ao tratamento de pessoas com ludopatia. Ao g1, o promotor disse que tem dúvida sobre a efetividade da suspensão das bets sobre a dependência da maneira como foi feita. "O reflexo imediato dessa medida provisória é a migração para o mercado ilegal. Se as bets continuarem de forma ilegal, nós vamos todos perder porque nem mesmo as indenizações vão ser pagas. Essas casas deixam o dinheiro todo no exterior", explica. Ele defende medidas duras nos meios de pagamento para sufocar as formas de aposta e que, segundo ele, não vem acontecendo. Além de mais fiscalização sobre o mercado, agora, ilegal. O médico psiquiatra Tazinaffo defende o fim das bets, mas explica que é necessário uma frente forte de combate ao mercado ilegal. "Não existe solução simples para um fenômeno tão complexo. Mas é preciso reconhecer que a disponibilidade irrestrita das apostas aumenta o risco de adoecimento. A regulação precisa levar em conta os impactos na saúde mental da população", explica. Voltar ao índice. Pressão no SUS Especialistas em saúde mental afirmam que o Sistema Único de Saúde (SUS) não estava preparado para a consequência das bets. O atendimento psicológico e psiquiátrico da rede pública é feito principalmente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que já operam no limite. Se levarmos em conta o impacto no mercado de trabalho, um levantamento do g1 cruzou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com a rede de Caps para entender o desafio. O Brasil tem cerca de 49 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 3.070 Caps, o que gera uma média de quase 16 mil trabalhadores por centro de atendimento. Para atender essa demanda, cada unidade precisaria de dezenas de psicólogos, além de psiquiatras e de horários estendidos, que permitissem o atendimento fora do expediente de trabalho. Hoje, essa não é a realidade. Enquanto isso, a procura cresce. Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos por ludopatia na atenção básica passaram de 668, em 2021, para 1,2 mil em 2022. E em 2025, foram mais de 6,4 mil atendimentos. O ministério afirma que ampliou os investimentos em saúde mental. O orçamento da área passou de R$ 1,7 bilhão, em 2022, para R$ 2,9 bilhões, em 2025. A pasta também criou 6,2 mil equipes multiprofissionais para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que reforça a presença de profissionais de saúde mental nos postos. Desde este ano, o ministério oferece teleatendimento pelo aplicativo Meu SUS Digital, com capacidade para 100 mil atendimentos por mês. Voltar ao índice. Onde buscar ajuda Se você ou alguém próximo está em sofrimento, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, e pelo site cvv.org.br. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS também atendem pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. O SUS oferece atendimento em saúde mental para pessoas que enfrentam problemas com jogos e apostas e seus familiares, tanto presencialmente quanto on-line. A oferta de teleatendimento começou em março deste ano. Para acessar o serviço, basta entrar no aplicativo Meu SUS Digital e agendar uma consulta com um especialista. As consultas são realizadas por videochamada, de forma sigilosa e segura, sem julgamentos, em um ciclo inicial de até dez sessões. Depois, o usuário passa por uma nova avaliação para definir a continuidade do atendimento ou a necessidade de encaminhamento para um serviço presencial. Quem preferir o atendimento presencial pode procurar diretamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Quando necessário, a equipe encaminha o paciente para outros serviços da rede, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Voltar ao índice.

Pórtico do Free Flow no Rio Grande do Sul Gustavo Mansur/Palácio Piratini Segundo dados do Ministério dos Transportes obtidos pelo g1, até 29 de outubro, 724.414 motoristas ainda não pagaram as tarifas de pedágios eletrônicos, conhecidos como "free flow". O número considera pessoas que passaram pelos pórticos até 17 de outubro. Eles têm até 16 de novembro para quitar as tarifas sem receber multa, mas quem já regularizou o pagamento do pedágio pode solicitar o reembolso. (veja como mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que cobra a tarifa automaticamente, sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. No fim de abril, o Ministério dos Transportes suspendeu 2.627.504 multas por falta de pagamento do free flow, para assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas. Havia uma fragmentação dos canais de pagamento entre as concessionárias. Agora no g1 A suspensão das multas durou 200 dias. Como o prazo regular para pagar o pedágio é de 30 dias, os motoristas que passaram pelos pórticos após 17 de outubro ainda estão dentro do prazo para quitar a tarifa antes de serem multados. 🚦 O não pagamento do pedágio é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Os motoristas que quitarem as tarifas até 16 de novembro também poderão ter retirados da CNH os pontos referentes às infrações abrangidas pela suspensão. Como pagar o free flow Para consultar as passagens pelo free flow, o motorista precisa: Abrir o aplicativo CNH do Brasil; Tocar na opção “Veículos”; Escolher e tocar no veículo na lista exibida; Tocar na opção “Pedágio eletrônico”. Nessa área, é possível consultar as passagens registradas pelo free flow, acessar o canal de pagamento da concessionária e verificar se a tarifa foi paga. Para quem utiliza tag, nada muda: a cobrança continua sendo feita automaticamente pela empresa contratada pelo motorista. Também é possível usar o aplicativo para contestar uma cobrança caso identifique uma passagem que não foi realizada por seu veículo. As passagens ficam registradas no aplicativo por até cinco anos. O motorista tem até 30 dias após receber a notificação da passagem pelo pórtico para quitar o pedágio. Apenas o proprietário do veículo pode consultar as notificações, os registros das passagens e os valores cobrados pelo pedágio eletrônico. Diferentemente de uma multa de trânsito, a cobrança do pedágio não pode ser transferida para outro motorista. Como pedir o reembolso de uma multa já paga Motoristas que pagaram multas antes ou durante o período de suspensão podem solicitar o reembolso pelo portal gov.br. Veja o passo a passo: Acesse o site da ANTT: Clique ou toque nas três linhas que ficam no canto superior esquerdo; Selecione “Multas e Serviços” e depois clique ou toque em “Serviços"; Clique ou toque em “Requerimento para restituição de Multas e Taxas”; Preencha o requerimento; Acesse o site gov.br para protocolar o pedido de reembolso preenchido; Clique ou toque em “Iniciar” e faça o login com a conta gov.br; Preencha os campos solicitados; No campo “Tipo de solicitação”, selecione “Protocolar Documentos junto à ANTT”; Siga as orientações na tela para anexar o documento e enviar o pedido. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança que dispensa cabines, cancelas e o uso obrigatório de tags pelos motoristas. Câmeras e sensores identificam os veículos durante a passagem, sem que os motoristas precisem parar ou reduzir a velocidade. Em algumas rodovias, a tecnologia também permite calcular a tarifa conforme a distância percorrida. O pedágio eletrônico já é utilizado em mais de 20 países, entre eles Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — que está entre os pioneiros na adoção da tecnologia na América Latina. O pedágio free flow aplica multa? Não. O sistema free flow apenas identifica o veículo e registra a cobrança da tarifa. O motorista não é multado por passar pelo pórtico, mas pode ser penalizado se não pagar o pedágio dentro do prazo. A falta de pagamento é considerada evasão de pedágio, uma infração grave que prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Como acontece a cobrança do pedágio? O free flow utiliza tanto as tags já conhecidas pelos motoristas brasileiros quanto câmeras e sensores que permitem identificar veículos sem esse dispositivo. As câmeras e os sensores ficam instalados em pórticos sobre as rodovias. Eles identificam os veículos por meio das tags ou da leitura das placas, permitindo registrar a cobrança do pedágio. Algumas câmeras registram imagens em 3D para identificar o tipo de veículo, a quantidade de eixos e quais estão suspensos, ou seja, sem contato com o asfalto. Essas informações ajudam a calcular o valor correto do pedágio, especialmente para caminhões. O sistema também utiliza luzes infravermelhas para identificar os veículos mesmo em condições de baixa visibilidade, como neblina ou fumaça.

Ibovespa acumulou 18% de queda em uma semana O resultado do segundo turno das eleições, com a reeleição do presidente Lula (PT), sacudiu o mercado financeiro. O dólar disparou, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a semana em queda de mais de 18%, aos 167.922 pontos, após cinco pregões consecutivos de baixa. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a queda reflete uma revisão das apostas do mercado após a vitória de Lula. Para eles, a volatilidade deve continuar alta, e uma recuperação mais consistente dependerá dos próximos sinais do governo para a economia e as contas públicas. (leia mais abaixo) 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas o resultado é especialmente marcante porque a bolsa registrou sua quinta pior semana desde o Plano Real, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. As perdas só ficaram atrás de períodos como a semana encerrada em 20 de março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, quando o índice despencou 18,88%. (veja abaixo) A lista concentra, principalmente, momentos de forte crise no cenário internacional. Em 1997, a crise asiática, que começou na Tailândia e se espalhou pela região, fez o Ibovespa despencar 22,17% na semana encerrada em 31 de outubro daquele ano. Em 2008, a crise do subprime, nos EUA, provocou uma avalanche nos mercados. O estouro da bolha imobiliária no país e a falência do banco Lehman Brothers agravaram a crise financeira global. Na semana encerrada em 10 de outubro daquele ano, a bolsa brasileira recuou 20,01%. Movimento semelhante ocorreu após os ataques às Torres Gêmeas, nos EUA, em 2001. Na semana encerrada em 14 de setembro, o Ibovespa caiu 18,12% em meio aos atentados e ao temor de uma resposta militar americana, aponta a Elos Ayta. Veja abaixo: Maiores quedas semanais do Ibovespa desde o Plano Real Arte/g1 O levantamento também mostra que as empresas brasileiras listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado nesta semana, após o segundo turno das eleições presidenciais. “É equivalente a uma Petrobras inteira e mais R$ 229 bilhões”, diz a consultoria. A disparada do dólar A pressão também chegou ao câmbio. Considerando a Ptax, taxa de referência do dólar calculada pelo Banco Central do Brasil (BC) a partir das cotações do mercado, a moeda americana subiu 7,61% na semana, aponta a Elos Ayta. Foi a maior alta semanal desde setembro de 2011, quando o temor de um calote da Grécia agravava a crise da dívida na Europa e aumentava as incertezas sobre a economia global. O levantamento considera o período desde 1999, quando o Brasil abandonou o câmbio administrado e passou a adotar o regime flutuante, no qual a cotação é determinada principalmente pela oferta e pela demanda. O recorde é de janeiro daquele ano, com alta semanal de 21,11%. Veja abaixo: Maiores altas semanais do dólar. Arte/g1 O que explica a turbulência nos mercados? O mercado dava como certa a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), mas Lula foi reeleito em uma virada histórica no segundo turno. Investidores vinham precificando uma mudança de rumo na política econômica, sobretudo na condução das contas públicas. 🔎 Essa expectativa persistiu apesar de sinais em sentido contrário dados pelo senador durante a campanha — entre eles, propostas que significavam aumento de gastos. A aposta havia ajudado a impulsionar a bolsa e derrubar o dólar após o primeiro turno. Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, destaca a dimensão do movimento: o Ibovespa saiu de 186 mil pontos no fim de setembro e superou os 205 mil na sexta-feira anterior ao segundo turno. “A queda desta semana é, antes de tudo, a desmontagem de uma aposta. Desde o primeiro turno, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro, o mercado passou a precificar uma mudança de rumo na política fiscal", diz. O movimento foi puxado principalmente por investidores estrangeiros, que haviam apostado na bolsa no período eleitoral, explica Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil. Ele aponta, porém, que esse dinheiro começou a sair ainda na quinta e na sexta-feira anteriores ao segundo turno, antes mesmo de o resultado ser conhecido. “O gringo já estava desmontando. Quer se expor ao boato, mas não quer se expor ao fato”, afirma. Após o resultado, segundo Praça, esse movimento se intensificou, enquanto pessoas físicas fizeram o caminho contrário e compraram ações. Ele pondera, porém, que parte da queda poderia ocorrer mesmo com uma vitória de Flávio. “Não quer dizer que, se Flávio ganhasse, não ia cair, porque isso aqui tudo era especulação.” Dívida pública é tema central Conforme mostrou o g1, a intensidade da reação também reflete uma preocupação anterior à eleição: a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, o equivalente a cerca de R$ 11,1 trilhões. Em outras palavras, a dívida equivale a cerca de 10 meses de tudo o que a economia brasileira produz. O problema se agrava quando investidores duvidam da capacidade do governo de controlar os gastos e estabilizar a dívida. Nesse cenário, passam a exigir juros maiores para financiar o país, o que encarece o crédito, pesa sobre as empresas e torna a renda fixa mais atraente que a bolsa. Luiz Dornelas, CEO do Grupo Ludo, afirma que a queda reflete uma revisão de expectativas e maior cautela com a economia, especialmente com as contas públicas. Mas ressalta que não há uma causa única. “Os dados fiscais ajudam a entender a vulnerabilidade do mercado, mas não permitem atribuir toda a queda da semana a esse fator. O ambiente internacional, as perspectivas das empresas e o reposicionamento dos investidores também precisam ser considerados", diz. Emerson Vieira De Farias Junior, gestor de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, também coloca o risco fiscal no centro das preocupações e diz que o mercado espera sinais mais claros do governo. “Nosso problema não é falta de dólar. O Banco Central tem reservas robustas. O ponto é o risco fiscal. O mercado agora quer dois sinais claros: quem será o ministro da Fazenda e qual será o plano fiscal crível para ancorar as expectativas sobre a dívida”, afirma. O que esperar à frente? A avaliação dos especialistas é que as oscilações do mercado devem continuar fortes nos próximos dias. No radar estão os sinais do governo sobre equipe econômica e contas públicas, além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros. Isso não significa que a bolsa não possa reagir depois do tombo. Luiz Dornelas, do Grupo Ludo, considera possível uma recuperação parcial, inclusive com investidores voltando às compras após a forte desvalorização. Mas pondera que altas pontuais não significam necessariamente uma mudança duradoura de tendência. “Para uma recuperação mais consistente, será importante observar a previsibilidade da política econômica, a evolução das contas públicas e dos juros e a capacidade das empresas de preservar seus resultados", afirma. Ricardo Trevisan, da Gravus Capital, destaca justamente essa diferença. Depois de uma queda tão forte, diz, uma alta nos próximos dias seria possível e não surpreenderia. Mas seria cedo para concluir que a bolsa entrou em uma trajetória de recuperação. “Um repique técnico nos próximos dias é possível e não seria surpresa. Mas repique não é recuperação. Para a bolsa voltar de forma consistente aos níveis de setembro, vai ser preciso um compromisso fiscal crível, com nomes e números", afirma. Outro teste importante será na quarta-feira (4), com a decisão sobre a Selic, a taxa básica de juros do país. Antes da eleição, a aposta era em corte de 0,25 ponto percentual, mas agora o mercado vê maior chance de manutenção da taxa em 13,75%. Para Marcos Praça, da ZERO Markets Brasil, a próxima semana pode trazer mais clareza ao mercado, com a decisão do Copom e as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos no radar. “A maior clareza que nós teremos do cenário, sem dúvida nenhuma, é na semana que vem.” Além desses eventos, ele chama a atenção para as tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo, que podem continuar pressionando os mercados mesmo após o impacto mais imediato da eleição brasileira. Bolsa brasileira encerra semana em queda. Jornal Nacional/ Reprodução

Você conhece o café libérica? Uma espécie rara de café, com frutos grandes e casca grossa, tem chamado a atenção de pesquisadores no Nordeste do Pará. As árvores podem alcançar 11 metros de altura, com troncos de até 60 centímetros de diâmetro. (Veja reportagem completa no vídeo acima). Trata-se da Coffea liberica, conhecida na região como “café beirão”. Pouco cultivada no mundo, a espécie responde por apenas 0,01% da produção global de café. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O maior exemplar localizado até agora pela pesquisa foi encontrado em Irituia (PA), no quintal da família do agricultor Agílio Cordeiro Vieira. Diferentemente das lavouras tradicionais de café arábica e canéfora – como o conilon cultivado no Espírito Santo e o robusta amazônico de Rondônia, que crescem a pleno sol – as plantas de libérica encontradas no Pará se desenvolvem à sombra de árvores nativas, em solos frescos e ricos em matéria orgânica. Além do porte, a espécie chama a atenção pelas folhas gigantes e pelos frutos, que ficam alaranjados quando maduros e chegam a ter o dobro do tamanho dos frutos do arábica. O libérica também apresenta um teor intermediário de cafeína: maior que o do arábica e menor que o do canéfora. LEIA TAMBÉM Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial 'O Menino da Porteira' faz 71 anos: como a música virou filme, monumento e chegou ao Grammy Sabor herbal e casca grossa Análises sensoriais indicam que o café preparado exclusivamente com grãos de libérica tem um perfil de sabor singular. Segundo o barista Adriano Vitti Mota, a bebida é mais frutada que o café arábica e apresenta um sabor herbal que lembra chá-verde. Apesar do entusiasmo dos produtores, o cultivo comercial do “café beirão” ainda enfrenta barreiras técnicas, como: manejo e poda: árvores com 11 metros de altura dificultam a colheita manual e precisam ser podadas para que seu porte seja reduzido. beneficiamento: os frutos têm uma casca muito dura, o que pode exigir a adaptação ou o desenvolvimento de máquinas específicas para o processamento. Uma história que pode ter quase 300 anos Até agora, os pesquisadores mapearam apenas sete plantas de libérica no Pará, todas encontradas isoladamente em quintais produtivos. A principal hipótese para explicar a presença dessa espécie na Amazônia é que as mudas tenham chegado à região durante a expedição militar de Francisco Palheta, há quase 300 anos. Embora seja produzida em pequena escala em países como Indonésia, Filipinas, Malásia, Libéria e Costa do Marfim, a espécie ainda não é cultivada comercialmente no Brasil. O libérica, no entanto, já teve um papel importante para a ciência agrícola brasileira. Por ser altamente resistente à ferrugem, uma das principais doenças dos cafeeiros, a espécie foi utilizada em programas de melhoramento genético do café arábica. Amostras são estudadas pela Embrapa As amostras coletadas em campo foram encaminhadas à Embrapa, em Belém. O material passa por prensagem, secagem em estufa, congelamento e digitalização antes de ser incorporado ao herbário, que reúne cerca de 206 mil amostras de plantas. A primeira etapa do estudo recebeu cerca de R$ 115 mil da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A expectativa é que novos recursos sejam repassados à Embrapa para acelerar a segunda fase da pesquisa, que deverá avaliar o potencial do café libérica para os mercados local e de exportação. Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial

Protestos do movimento No Kings pedem que eleitores votem em antecipado nas eleições de meio de mandato nos EUA Jose Luis Magana/AP Com a aproximação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, a inteligência artificial ganha cada vez mais espaço na propaganda eleitoral. Ao mesmo tempo, aumenta a preocupação com o uso da tecnologia para espalhar informações falsas em anúncios políticos. Pesquisadores chamam essa prática de "slopaganda", termo que combina propaganda política com conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prática é usada tanto por republicanos quanto por democratas, mas candidatos e grupos ligados ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump, concentram a maior parte dos investimentos nesse tipo de propaganda eleitoral neste ano. Em um dos anúncios, Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan, aparece segurando cartas de um jogo de tabuleiro com as frases "Morte aos EUA" e "Celebre o 11 de Setembro", em referência aos atentados às Torres Gêmeas, em Nova York. Agora no g1 "A destruição de Israel e do Ocidente não é apenas um jogo para eles", afirma um narrador no vídeo. Em seguida, acrescenta: "É uma missão". O anúncio também mostra uma imagem de família gerada por inteligência artificial. Nela, o candidato, que é muçulmano e filho de um egípcio, aparece ao lado de quatro mulheres usando véus que cobrem todo o corpo. O vídeo foi produzido por uma organização ligada ao senador republicano Ted Cruz, do Texas. Diferentemente da maioria dos anúncios desse tipo, o material informa que foi "criado, total ou parcialmente, com o auxílio de inteligência artificial". Poucos anúncios informam o uso de IA Segundo os pesquisadores, poucos anúncios políticos informam quando utilizam inteligência artificial. A maioria não apresenta esse aviso, o que dificulta a identificação de imagens e vídeos gerados pela tecnologia e a avaliação da veracidade do conteúdo pelos eleitores. O Wesleyan Media Project, projeto que monitora os gastos com propaganda eleitoral nos Estados Unidos, identificou 220 anúncios políticos produzidos com IA até o momento do levantamento. Os pesquisadores, no entanto, acreditam que o número real seja muito maior. Dos anúncios identificados, quase 81% foram financiados por candidatos republicanos ou grupos ligados ao partido. Os democratas foram responsáveis por 12%, enquanto os demais tiveram financiamento de candidatos ou organizações independentes. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Segundo o levantamento, mais de US$ 137 milhões (R$ 753,4 milhões) foram gastos na veiculação desses anúncios. Em 2024, os gastos com esse tipo de propaganda haviam somado apenas US$ 50 mil (R$ 274 mil). Apesar do aumento dos investimentos, apenas 27% dos anúncios identificados avisam que foram produzidos com inteligência artificial, segundo Erika Franklin Fowler, codiretora do Wesleyan Media Project. Nos EUA, não há uma regra federal que obrigue as campanhas eleitorais a informar o uso de inteligência artificial nos anúncios. Alguns estados, porém, já criaram regras para limitar o uso da tecnologia nesse tipo de publicidade. No mês passado, o senador democrata Jon Ossoff, do estado da Geórgia, classificou como "profundamente preocupante" o crescimento do uso de IA na propaganda eleitoral. "É um caminho perigoso rumo à destruição da verdade no debate político", afirmou Ossoff ao canal C-Span. Uso de IA na propaganda eleitoral provoca críticas Ossoff, que disputa a reeleição em novembro, pediu que um anúncio produzido com IA fosse retirado de circulação. O vídeo não informa o uso da tecnologia e mostra o senador em um salão de beleza, sugerindo que ele estaria "maquiando" seu relatório de prestação de contas. O anúncio foi financiado pelo Senate Leadership Fund, organização que apoia candidatos do Partido Republicano ao Senado americano. A rejeição ao uso de IA nas campanhas eleitorais também aparece nas pesquisas de opinião. Segundo um levantamento realizado para a Fundação AAPC, 73% dos entrevistados consideram esse uso "inaceitável". Apesar do aumento desse tipo de propaganda, pesquisadores alertam que a quantidade de anúncios produzidos com IA não significa, necessariamente, que eles sejam capazes de influenciar o resultado das eleições. Segundo um relatório recente do Centro de Política Tecnológica da Universidade de Nova York, a "slopaganda" é "provavelmente mais eficaz na mobilização de eleitores ou na arrecadação de fundos do que na influência na eleição de um candidato". O documento também afirma que esses anúncios podem ter dificuldade para atrair a atenção dos eleitores, especialmente diante do excesso de conteúdos produzidos com inteligência artificial, "particularmente à medida que nos tornamos cada vez mais sobrecarregados pela confusão gerada pela IA".

Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) entram em sua etapa final em novembro e prometem facilitar o uso dos cartões. A partir deste domingo (1º), passa a valer integralmente a chamada interoperabilidade, que permite que os cartões de diferentes operadoras sejam aceitos em uma rede maior de estabelecimentos. 🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios e reduzir os custos para restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a obrigação de aceitação universal deverá entrar em vigor em todo o país a partir do próximo sábado (7). ➡️ Mas o que muda para os trabalhadores? O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? E o vale-alimentação, em restaurantes? Será possível sacar o dinheiro dos cartões? As empresas são obrigadas a oferecer esses benefícios? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu Elber Laranja, engenheiro de produtos de crédito, e consultou a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). Após avanço das bets, afastamentos por ludopatia batem recorde em 2026 O que é a interoperabilidade? A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados. 🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão. Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que muda para o trabalhador? O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão. A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados. 🔎 Segundo Elber, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício. O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? Não. Embora os cartões passem a ser aceitos em mais estabelecimentos, isso não muda as regras sobre o uso dos benefícios. 🔎 O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões, mantendo a finalidade de cada benefício. O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes. Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias. Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação. Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos. A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação. E bebidas alcoólicas? As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador. Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis. Posso sacar o dinheiro do cartão? Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária. O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro. 🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares. Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação. Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas. As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet. Os cartões multibenefícios serão proibidos? Não. As empresas poderão continuar oferecendo cartões que reúnem diferentes benefícios em um único meio de pagamento. A diferença é que os valores destinados à alimentação deverão ficar separados dos saldos de outros benefícios disponíveis no mesmo cartão. 🔎 Segundo Elber, os valores de vale-refeição e vale-alimentação vinculados ao PAT deverão continuar identificados e sujeitos às regras do programa. Já os demais benefícios poderão seguir normas diferentes. Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação. Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam. O que fazer se o cartão for recusado? O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação. Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras. Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha. Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor. A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema. O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva. A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação. Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor. O valor do benefício vai mudar? Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional. O que muda para os comerciantes? Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação. Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras. As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos. Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras. Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes. As empresas são obrigadas a fornecer vale-refeição ou vale-alimentação? Não. Em geral, a obrigação de oferecer vale-refeição ou vale-alimentação depende de acordos ou convenções coletivas de trabalho, ou de regras internas adotadas pelas empresas. Portanto, as mudanças no PAT alteram principalmente a forma como os benefícios são utilizados, mas não criam uma obrigação geral para que todas as empresas passem a oferecê-los. Quem descumprir as regras pode ser multado? Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas. As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade. O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas. Qual é o valor das multas? A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização. Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade. Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo. Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.
Black Friday: o que fazer para não cair em falsas promoções
A Black Friday 2026 vai acontecer na semana do dia 27 de novembro.
Mas todo mundo já sabe que nem todo desconto é real, o que já levou o período a ser apelidado até de "Black Fraude".
Para não cair em ciladas, a primeira dica é começar a acompanhar o preço dos produtos quanto antes.
✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp
📱Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras toda sexta no seu e-mail.
No final de agosto, uma pesquisa do Google indicou que 48% dos consumidores chegarão à Black Friday com a lista de compras definida e 41% pretendem gastar mais que em 2025.
Diz a pesquisa que 15% dos entrevistados "dizem que vão usar a inteligência artificial para pesquisar, monitorar preços e avaliar" se uma promoção compensa.
Além disso, 60% dos pesquisados consideram a Black Friday a única data que vale a pena para comprar itens de alto valor.
Como não cair em ciladas na Black Friday?
O Procon-SP recomenda iniciar agora a pesquisa pelos produtos desejados na Black Friday para o consumidor conhecer os valores médios, já que não existe tabelamento de preços no Brasil.
O órgão alerta ainda que a prática de vender na data pela “metade do dobro do valor” é abusiva e deve ser denunciada.
É preciso apresentar documentos, como captura das telas que mostram a mudança de preço, na denúncia ao Procon.
A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados.
Vale lembrar que essa estratégia de comparação funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos.
Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz ou vende modelos diferentes.
Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são:
BondFaro
Buscapé
Google Shopping
JáCotei
Zoom
Outra recomendação do Procon é fazer listas de compras para a Black Friday e para o Natal. Tudo para evitar compras por impulso.
Se o preço estiver realmente atraente, é bom prestar atenção nas condições de pagamento oferecidas, nas taxas de juros cobradas e nos prazos para quitação.
Desconfiar sempre também é uma dica. Verifique se a loja tem reclamações em sites como Consumidor.gov e Reclame Aqui e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico.
Por fim, avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade.
Agora no g1

Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Um Honda NSX de 1991, usado por Ayrton Senna, foi leiloado neste sábado (31) em Londres por 871 mil libras (R$ 6,3 milhões em conversão direta e sem impostos). O esportivo ficou conhecido por aparecer em uma fotografia do tricampeão lavando o carro. O veículo foi oferecido pela RM Sotheby's e trata-se de um dos exemplares disponibilizados pela Honda para uso pessoal de Senna na sua residência em Portugal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O NSX tem carroceria vermelha, na cor chamada "Formula Red", teto preto e interior revestido de couro preto, com chassi número T000233. Honda NSX em versão americana, conhecida como Acura NSX divulgação/Honda No leilão, não há uma ficha técnica para este modelo específico. No entanto, como ele foi vendido oficialmente na Europa, incluindo Portugal, de onde veio este exemplar, e nos Estados Unidos, onde recebeu o nome Acura NSX, é possível considerar as especificações divulgadas pela Honda para o modelo que estava disponível nestes mercados. O motor C30A é um V6 de 3,0 litros, aspirado e desenvolvido pela Honda exclusivamente para o esportivo. O modelo podia ser equipado com câmbio manual ou automático. Ficha técnica do Honda NSX de 1991 arte/g1 Como este NSX parou nas mãos de Senna Na época do desenvolvimento, a Honda mantinha um acordo com Senna para disponibilizar um NSX ao piloto. Além do exemplar vermelho que será leiloado, havia outros dois carros pretos. O esportivo ficava guardado em Lisboa e era entregue ao brasileiro sempre que ele chegava ao país. Senna tinha uma propriedade no complexo de Quinta do Lago, em Portugal, e utilizou o NSX durante a temporada europeia de Fórmula 1 de 1991, ano em que conquistou seu terceiro campeonato mundial. Foi com esse carro que o piloto se deslocou até o circuito de Estoril para disputar o Grande Prêmio de Portugal daquele ano. Na corrida, Senna largou da terceira posição e terminou em segundo lugar. Honda NSX 1991 de Ayrton Senna vai a leilão na Inglaterra. Divulgação / RM Sotheby's O mesmo exemplar apareceu no documentário "Ayrton Senna: Racing Is In My Blood", lançado em 1992. Nas imagens, o brasileiro acelera o Honda NSX e faz as rodas traseiras perderem aderência ao arrancar. Mas uma das imagens mais conhecidas do veículo foi registrada fora das pistas. Senna aparece de calça jeans e camisa social, agachado ao lado do esportivo vermelho, enquanto lava a carroceria com uma mangueira. A ligação entre o piloto e a Honda começou antes do lançamento do NSX. Em 1987, a fabricante japonesa passou a fornecer motores para a equipe Lotus, pela qual Senna competia. Naquele campeonato, o brasileiro conquistou duas vitórias e terminou a temporada na terceira posição. Ayrton Senna lavando seu Honda NSX Norio Koike/Divulgação No ano seguinte, Senna se transferiu para a McLaren, que também passou a utilizar motores Honda. Foi pela equipe britânica que o piloto conquistou seu primeiro título mundial, em 1988, ao superar seu companheiro Alain Prost. A parceria também levou Senna a participar dos testes de desenvolvimento do NSX, antes de o esportivo chegar às lojas. NSX teve outros donos Galerias Relacionadas O histórico do esportivo permite acompanhar boa parte de sua trajetória após a morte do piloto, em Imola, em 1994. Em fevereiro de 1995, o NSX foi registrado em Lisboa pela empresa Laboa Etablissement, conforme os registros do órgão português responsável pelo cadastro de automóveis. A origem do carro e sua ligação com Senna foram confirmadas por um fax da Honda, posteriormente ratificado pela Honda Motor Europe. Em setembro de 1997, o esportivo estava sob os cuidados da Nipomotor, uma concessionária da fabricante japonesa. Galerias Relacionadas O próximo registro de compra apresentado no histórico é de novembro de 2009, quando o veículo foi adquirido pelo proprietário da MSCAR Comércio de Automóveis SA, empresa localizada em Faro, na região portuguesa do Algarve. Em 2013, o NSX foi comprado por Robert McFagan, que providenciou o transporte do carro para o Reino Unido. O veículo recebeu autorização para circular nas ruas britânicas em maio de 2016. Três anos depois, em 2019, o esportivo voltou a Imola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Ayrton Senna. Na ocasião, o carro foi conduzido por Giancarlo Minardi, fundador da equipe de Fórmula 1 que levava seu sobrenome e dirigente do circuito italiano. Galerias Relacionadas Em 2024, o NSX retornou ao Japão, depois de ser adquirido pelo atual proprietário, localizado em Nagoya. Agora, o veículo voltou ao Reino Unido para participar do leilão. Além do carro, o comprador receberá o livro de garantia, os registros de propriedade em Portugal e uma cópia da comunicação da Honda que confirma a ligação do exemplar com Senna. Como nasceu o Honda NSX? A história do Honda NSX começou em 1984, quando a fabricante japonesa passou a estudar uma configuração mecânica diferente daquela utilizada na maioria de seus carros. A ideia era desenvolver um modelo com motor central e tração traseira, capaz de oferecer desempenho esportivo sem comprometer o conforto. Para avaliar o conceito, os engenheiros modificaram um Honda City de primeira geração. Os testes mostraram vantagens no comportamento do carro, especialmente nas curvas, mas a tecnologia disponível na época ainda não permitia transformar o projeto em um modelo de produção. A experiência levou a Honda a desenvolver um esportivo que pudesse se aproximar do desempenho de um carro de Fórmula 1, mas que também fosse confortável e fácil de dirigir no dia a dia. Um dos desenhos dos anos 1980 que deu origem ao Honda NSX. Divulgação / Honda O desenvolvimento começou efetivamente em 1985, sob a liderança de uma equipe que incluía o engenheiro Shigeru Uehara. O desenho do esportivo também recebeu influência do avião de combate F-16. Uma das principais decisões foi utilizar uma carroceria monobloco inteiramente construída em alumínio. A solução permitiu reduzir o peso da estrutura em 140 kg e o peso total do veículo em quase 200 kg, em comparação com um carro equivalente fabricado em aço. A escolha exigiu novos processos de fabricação, incluindo técnicas específicas de moldagem e soldagem do alumínio. O NSX se tornou o primeiro carro produzido em série no mundo com esse tipo de carroceria em alumínio. Desenho conceitual dos anos 1980 mostra como seria a cabine do futuro Honda NSX. Divulgação / Honda Ayrton Senna ajudou Em fevereiro de 1989, Ayrton Senna estava no Japão para testar um carro de Fórmula 1 da McLaren quando recebeu um convite da Honda para dirigir o protótipo do NSX. Depois de experimentar o esportivo, o piloto brasileiro apontou uma deficiência na rigidez da estrutura, que considerou um pouco frágil. A avaliação chamou a atenção dos engenheiros, já que o carro havia sido projetado para apresentar rigidez comparável à de esportivos da Ferrari e da Porsche. Honda NSX sendo apresentado no Salão De Chicago, Estados Unidos , em 1989. Divulgação / Honda A Honda decidiu então aumentar a resistência da carroceria e intensificou os testes no circuito de Nürburgring, na Alemanha, conhecido pelas curvas difíceis e pelas grandes variações de altitude. Depois de oito meses de desenvolvimento, os engenheiros conseguiram aumentar a rigidez estrutural do NSX em 50%, além de aperfeiçoar o comportamento da suspensão. O lançamento O primeiro protótipo foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de Chicago, em fevereiro de 1989, com o nome NS-X e a marca Acura, divisão de luxo da Honda nos Estados Unidos. Os testes continuaram ao longo daquele ano em circuitos e estradas do Japão, dos Estados Unidos e da Europa. Apresentação do primeiro Honda NSX em Laguna Seca, Califórnia, em 1990. Divulgação / Honda Para fabricar o esportivo, a Honda construiu uma unidade específica em Tochigi, no Japão, inaugurada em 1990. A produção era limitada a 25 carros por dia e envolvia processos de montagem e acabamento realizados diretamente pelos trabalhadores. O modelo definitivo chegou ao mercado japonês em setembro de 1990, já com o nome NSX. A procura foi tão grande que alguns compradores precisavam esperar até três anos para receber o veículo. O desenvolvimento continuou após o lançamento. Em 1991, a Honda passou a reunir proprietários do NSX para avaliar suas experiências com o esportivo. Parte das sugestões foi incorporada à versão Type R, apresentada em 1992. Honda NSX Type R, também chamado de NSX-R, era mais leve e tinha acerto mais esportivo na suspensão e direção. Divulgação / Honda
Como investir se não sobra dinheiro?
Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.
Uma das estratégias sugeridas por especialistas é a chamada teoria dos três potes:
Agora: dinheiro destinado às despesas do dia a dia.
Segurança: reserva financeira para emergências e imprevistos.
Futuro: investimentos voltados a objetivos de longo prazo, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.
A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.
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Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa? Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial (entenda no vídeo acima). A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros. Por exemplo, investir em educação, ou fazer um financiamento. Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Comprar roupas, eletrônicos, por exemplo. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer. Na dúvida, antes de contrair uma dívida, responda a estas duas perguntas: Essa dúvida aumenta minha renda no futuro? O retorno vai compensar o custo? Se a resposta for não, cuidado: a tendência é de aperto. Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta semana uma sugestão para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado na reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O cálculo foi feito por técnicos do tribunal com base em dados da Receita Federal. O percentual será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado, até 15 de dezembro, fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027. ▶️Para mensurar o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que estão sendo extintos no fim de 2026 (PIS, Cofins e grande parte do IPI). Isso porque, uma das premissas da reforma sobre o consumo, é manter o atual patamar da carga tributária. TCU propôs alíquota de 11,3% pra imposto sobre o consumo 🔎 Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Cálculo da consultoria Roit apontava para uma alíquota de 9,43% em 2027. Estimativas divulgadas em julho pelo Comitê Gestor do IBS, dos estados, apontam que a CBS teria uma taxa de cerca de 9,2% no próximo ano. Imposto total ▶️Além da CBS do governo federal, a reforma tributária também contempla a cobrança do IBS estadual e municipal, que terá uma alíquota marginal de 0,1% até 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS. A cobrança integral começa em 2033. ▶️Antes de a alíquota da CBS ser proposta pelo TCU, estimativa do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) apontava que a alíquota cheia estiver sendo cobrada do imposto sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, somaria cerca de 28%. ▶️Depois da divulgação da proposta do tribunal para a CBS, bem acima do esperado, analistas passaram a apontar que o imposto brasileiro será de ao menos 30% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia. O g1 considerou o patamar de 30% para comparação internacional. ▶️ Se confirmada, seria maior do que a alíquota de todos os países desenvolvidos, segundo ranking da Tax Foundation — organização sem fins lucrativos que faz avaliações sobre impostos e coleta dados sobre tributos ao redor do mundo. ▶️De acordo com o levantamento, alíquota média dos impostos gerais sobre o consumo nos países da OCDE foi de 19,4%, bem abaixo do valor estimado para o futuro IVA brasileiro. O ranking, com dados de 2026, foi divulgado em 19 de outubro (veja abaixo). Alíquotas do imposto sobre o consumo Ranking da Tax Foundation e estimativa de analistas para o Brasil ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são ainda maiores, com tributação média de cerca de 34% – mas que há dificuldade em calcular o peso dos impostos pois o sistema é muito complexo, há exceções. Além disso, alguns tributos incidem sobre si mesmos (por dentro, em cascata). ➡️Este modelo "por dentro" torna mais difícil identificar quanto de imposto está efetivamente embutido no preço de um produto ou serviço. Por isso, as notas fiscais trazem apenas uma estimativa "do valor aproximado de tributos". Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço). Porque a alíquota é alta ➡️Um dos problemas que resultaram em um alto imposto sobre o consumo no Brasil foi a decisão do governo do presidente Lula, e de legisladores, de terem proposto e aprovado que o atual peso dos impostos nessa base de tributação fosse mantido. 🔎A consequência da concentração maior da carga tributária brasileira sobre o consumo no Brasil é o alto grau de "regressividade" (se arrecada proporcionalmente mais de quem ganha menos) — prejudicando, dessa forma, os mais pobres. Números da Receita mostram que impostos sobre bens e serviços, ou seja, os tributos indiretos embutidos nos preços, representaram 43,5% de toda a carga tributária brasileira em 2024, ficando acima da média da OCDE (países ricos). Ao mesmo tempo, os tributos sobre o lucro, renda e o ganho de capital do brasileiro, focados nos contribuintes mais ricos, estão bem abaixo da média da OCDE, formada por países mais desenvolvidos. Para Luís Garcia, advogado tributarista pela USP/SP e sócio do Tax Group, o alto patamar do endividamento do setor público e a rigidez das despesas mantêm a pressão por arrecadação e impedem que a reorganização dos tributos, isoladamente, produza alívio fiscal. “A reforma tributária pode significar simplificação, mas jamais redução de carga tributária enquanto o Brasil continuar refém de uma política fiscal irresponsável”, avaliou o tributarista Luís Garcia. ▶️Outro entrave, este relacionado ao fato de que a alíquota proposta pelo TCU ficou acima do estimado anteriormente por analistas, tem a ver com as exceções aprovadas na tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional, ou seja, com os benefícios concedidos na aquisição de determinados produtos e serviços. Considerando a premissa básica de que a reforma deve manter o atual nível de arrecadação dos tributos sobre o consumo, os benefícios concedidos a determinados produtos e setores resultam em uma alíquota de referência mais elevada para as atividades que não contam com incentivos fiscais, algo que já havia sido apontado, à época, por representantes da indústria nacional. Entre os benefícios aprovados na tramitação da reforma tributária, estão alíquota zero para a cesta básica, incluindo as proteínas (o que, segundo especialistas, beneficia a população mais rica), para uma lista de medicamentos e dispositivos médicos. O Congresso aprovou ainda alíquotas reduzidas para serviços de educação e saúde; medicamentos e dispositivos médicos; produções artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais; atividades desportivas; e profissões regulamentadas e fiscalizadas por conselhos profissionais. Setores reclamam A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou preocupação com a alíquota de referência de 11,3% pois ela reforça o risco de aumento da carga tributária para as empresas. A preocupação é especialmente relevante para prestadores de serviços sujeitos atualmente à alíquota conjunta de 3,65% de PIS/Cofins no regime cumulativo. "A substituição por uma CBS com referência de 11,3% representa uma elevação expressiva da alíquota nominal, embora o impacto efetivo dependa dos créditos e do tratamento tributário de cada atividade. Empresas intensivas em mão de obra ficam mais expostas, pois a folha de pagamentos não gera créditos", avaliou a CNC, por meio de nota. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) informou considerar preocupante a proposta de fixação da alíquota de referência de 11,3% para a CBS, bem acima das estimativas anteriores. Avalia que uma diferença dessa magnitude "ameaça elevar a carga tributária das empresas, com efeitos que podem se refletir nos preços ao consumidor". "A definição da alíquota não deve ignorar os impactos sobre a produção, os investimentos e o custo dos alimentos. Além de aumentar os preços, uma alíquota elevada da CBS ameaça ampliar a pressão sobre o orçamento das famílias de menor renda, comprometendo seu acesso à alimentação", acrescentou a ABIA, em nota. Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que o patamar de 11,3% estimado pelo TCU quebra a premissa central da reforma tributária de manutenção da carga fiscal. Segundo ele, estudos técnicos apontavam equilíbrio em torno de 9% para o imposto, e que a nova projeção retira da economia mais de R$ 100 bilhões em tributos adicionais já em 2027, empurrando o IVA Dual (CBS + IBS) para além de 30% - a maior taxa do mundo. "A produção, os investimentos e o emprego não suportam mais impostos. O reequilíbrio fiscal do Brasil exige corte e controle de gastos públicos, e não aumento de arrecadação sobre quem produz. Esperamos o bom senso do Senado Federal para corrigir essa distorção", declarou o presidente da Fiesp. A Conexis Brasil Digital, Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal, informou ter recebido com preocupação a proposta de fixação da alíquota de referência de 11,3% para a CBS. "A alíquota proposta é bem superior à alíquota neutra do setor de telecomunicações. Isso representará aumento da carga tributária de telecom, prejudicando investimentos em inovação e expansão da rede, com impacto no custo do serviço para o consumidor”, disse Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis Brasil Digital. Divulgação/MPAM

Trump e big techs anunciam acordo para autorregulação da IA nos Estados Unidos As gigantes de tecnologia estão gastando cada vez mais dinheiro para avançar na corrida pela inteligência artificial (IA). Mas, em vez de empolgar, os investimentos bilionários começaram a acender um alerta na bolsa: o mercado quer saber quando essas empresas vão conseguir transformar tanto dinheiro gasto em lucro. Na quinta-feira (29), após a divulgação dos resultados trimestrais, as ações da Alphabet, dona do Google, despencaram 12,64%, na maior queda diária da empresa desde sua abertura de capital, em 2004. Os balanços trouxeram números elevados de investimentos em infraestrutura de IA e projeções de novos gastos bilionários, aumentando a preocupação dos investidores com o ritmo de expansão das empresas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, a desvalorização fez a companhia perder US$ 493,9 bilhões (R$ 2,7 trilhões) em valor de mercado em um único pregão. Para se ter uma ideia, o montante equivale a 55,82% de todo o valor de mercado das empresas listadas na bolsa brasileira, estimado em US$ 885 bilhões. A queda ajudou a pressionar Wall Street e fez parte de um movimento mais amplo de desvalorização entre empresas do setor. 📲 Após o fechamento, a Amazon também sofreu uma forte queda, de aproximadamente 7%, que retirou quase US$ 200 bilhões de seu valor de mercado. Juntas, Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft perderam quase US$ 900 bilhões (R$ 4,9 trilhões) em valor de mercado após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A pressão se intensificou ao longo do pregão desta sexta-feira (30). No fechamento, o Nasdaq recuou 2,9%, aos 25.437 pontos, depois de atingir o menor nível em quase três meses. O S&P 500 caiu 1,8%, aos 7.580 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 1,1%, aos 51.770 pontos. A pressão também atingiu as gigantes de tecnologia e as fabricantes de chips. No fechamento, a Amazon recuou 1,49%, enquanto a Alphabet também terminou em queda, após despencar 12,64% na véspera. A Intel teve um dos piores desempenhos do pregão: suas ações desabaram 28,6%, na maior queda diária desde 1974. A desvalorização, porém, também reflete problemas próprios da companhia. A fabricante alertou que deve consumir caixa neste ano, diante da fraqueza do mercado de computadores pessoais, de dificuldades na fabricação de chips e dos altos investimentos para ampliar sua capacidade de produção. O movimento também atingiu outras empresas do setor. A Nvidia caiu 4,2%, a AMD perdeu 10,9% e o índice de semicondutores recuou 7,2%. ➡️ Em outubro, o Nasdaq 100 acumulava queda superior a 5,8%. A desvalorização poderia eliminar mais de US$ 2 trilhões (R$ 10,88 trilhões) em valor de mercado do índice no mês. Tombo das ações reduz em US$ 70 bilhões fortuna de três bilionários A desvalorização das gigantes de tecnologia também atingiu o patrimônio de alguns dos homens mais ricos do mundo. Como boa parte da fortuna desses empresários está ligada às participações que mantêm nas empresas que fundaram, a queda das ações na bolsa reduz o valor estimado de seus bens. Segundo o Bloomberg Billionaires Index, Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, tiveram uma redução conjunta de US$ 60,7 bilhões em suas fortunas na quinta-feira (29). Page perdeu aproximadamente US$ 31,6 bilhões, enquanto a fortuna de Brin encolheu US$ 29,1 bilhões. Jeff Bezos, fundador da Amazon, também foi afetado. O empresário registrou uma redução estimada de US$ 9,48 bilhões em seu patrimônio no mesmo dia. Somadas, as perdas dos três bilionários chegaram a US$ 70,18 bilhões. A redução não significa que os empresários tenham retirado esse dinheiro de suas contas bancárias ou vendido ações com prejuízo. Trata-se de uma queda no valor estimado de suas fortunas, influenciada principalmente pela desvalorização das participações que possuem nas companhias. Investimentos em IA disparam, mas mercado cobra resultados Por trás da pressão sobre as ações está o tamanho dos investimentos que as empresas estão fazendo para desenvolver e ampliar seus negócios de inteligência artificial (IA). Segundo a Reuters, Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet elevaram juntas os investimentos em infraestrutura de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em um ano. A previsão é de outros US$ 232 bilhões em investimentos no trimestre seguinte. Para 2026, os gastos de capital dessas quatro empresas podem chegar a US$ 740 bilhões, segundo estimativas citadas pela agência. Os recursos são destinados principalmente à construção de centros de processamento de dados, compra de chips e expansão da infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de inteligência artificial. A Amazon, por exemplo, investiu cerca de US$ 75,9 bilhões no terceiro trimestre, acima dos US$ 58,7 bilhões esperados pelo mercado. A Alphabet destinou mais de US$ 50 bilhões à expansão de sua infraestrutura. A Microsoft investiu US$ 45,2 bilhões, enquanto a Meta registrou gastos de US$ 35 bilhões no período. Em outro levantamento, também divulgado pela Reuters, os números mostram o peso desses investimentos sobre o caixa das companhias. Dessa vez, a análise considera cinco empresas: Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle. Nos primeiros nove meses de 2026, as cinco empresas investiram juntas US$ 556,9 bilhões, valor superior aos US$ 542,9 bilhões que geraram com suas operações no mesmo período. Com isso, o grupo passou de um saldo positivo de US$ 143,5 bilhões em fluxo de caixa livre nos primeiros nove meses de 2025 para um resultado negativo de US$ 14 bilhões neste ano. O fluxo de caixa livre é o dinheiro que sobra depois que a empresa paga suas despesas operacionais e investimentos. Quando esse indicador fica negativo, significa que os recursos gerados pelas operações não foram suficientes para cobrir os gastos do período. Analistas apontam que a questão é que esses investimentos levam tempo para gerar retorno. Enquanto as empresas gastam bilhões para ampliar sua capacidade, os investidores querem entender quando esse dinheiro vai se transformar em novas receitas e, principalmente, em lucro. "O mercado continua confiante na demanda por inteligência artificial, como mostram os resultados crescentes da área de computação em nuvem. Mas os investidores passaram a cobrar mais das empresas: não basta anunciar grandes investimentos em IA, é preciso mostrar que eles estão se transformando em receita e, principalmente, em geração de caixa", afirma Nickolas Lobo, especialista de investimentos da Nomad. Ou seja, não basta mostrar que a empresa está construindo centros de dados e comprando chips. Os investidores querem ver se a estrutura vai gerar dinheiro suficiente para compensar o que foi gasto. "São bilhões de dólares destinados a centros de dados, chips e infraestrutura, enquanto a capacidade de transformar tudo isso em receita ainda está sendo construída", diz Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Empresas também recorrem a empréstimos Até agora, parte importante dos investimentos vinha do próprio dinheiro gerado pelos negócios. Com os gastos cada vez maiores, porém, as empresas também têm recorrido à emissão de dívidas e de ações para levantar recursos. A Microsoft, por exemplo, levantou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos de dívida. Segundo a empresa, os recursos poderão ser utilizados para diferentes finalidades corporativas, incluindo investimentos de capital. O movimento ocorre em um momento em que os investidores também acompanham a possibilidade de juros mais altos nos próximos anos. Com juros maiores, os empréstimos ficam mais caros e podem aumentar o custo dos projetos. "A escala de gastos não tem precedentes. O ciclo começou com recursos próprios, avançou para a emissão de dívidas e agora chega à captação de recursos no mercado de ações", afirma. Ele se refere também à possibilidade de as empresas emitirem novas ações para captar dinheiro. Nesse caso, os acionistas existentes podem ter sua participação proporcional reduzida, caso não acompanhem a operação. O risco é uma bolha de investimentos? A queda das ações reacendeu a discussão sobre uma possível bolha em torno da inteligência artificial. Isso não significa, porém, que os especialistas considerem a tecnologia uma promessa sem fundamento. "A tecnologia é real, já está sendo utilizada e tem capacidade de transformar diversos setores da economia. O que considero exagerado são algumas expectativas de valorização", afirma Celso Camilo. Para ele, o risco está na diferença entre o potencial da tecnologia e o preço que os investidores aceitam pagar hoje pelas ações, considerando lucros que ainda não chegaram. Lobo também pondera que a discussão não deve ser resumida à ideia de que a IA é uma bolha. Na avaliação dele, o mercado está mais atento ao ritmo de crescimento dos investimentos e à capacidade de as empresas transformarem esse dinheiro em resultados. "O vencedor da próxima etapa não será necessariamente quem investe mais, mas quem gera retorno sobre o capital investido", afirma.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.079 da Mega-Sena foi realizado na noite desta sexta-feira (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões. O sorteio fez parte da Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até está sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 05 - 09 - 16 - 40 - 41 - 59 5 acertos: 12 apostas ganhadoras, R$ 50.706,28 4 acertos: 1.110 apostas ganhadoras, R$ 783,10 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3079 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Grupo Oncoclínicas Divulgação A Oncoclínicas atingiu o apoio de credores que representam 61,6% das dívidas incluídas em seu plano de recuperação extrajudicial, superando o mínimo exigido por lei para dar andamento ao processo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo fato relevante divulgado nesta sexta-feira (30), os credores que aderiram ao plano têm mais de R$ 3,5 bilhões em créditos a receber. O percentual supera o quórum mínimo de 50% necessário para a aprovação do plano, considerando o valor total das dívidas abrangidas pelo processo, sem incluir débitos entre empresas do próprio grupo. Essa base de créditos soma aproximadamente R$ 5,7 bilhões. Com o apoio necessário alcançado, a companhia informou que dará prosseguimento ao pedido de homologação do plano na Justiça. A homologação é a etapa em que o juiz analisa e confirma formalmente o acordo, permitindo que ele produza seus efeitos legais. O processo de recuperação extrajudicial tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e envolve a Oncoclínicas e algumas de suas subsidiárias, empresas controladas pelo grupo. A próxima etapa prevê a publicação de um edital, conforme determina a Lei de Recuperação Judicial e Falências. O documento dará publicidade ao processo e permitirá que os credores apresentem eventuais impugnações, ou seja, questionamentos sobre o plano. A companhia afirmou que o plano atualizado foi apresentado à Justiça na quinta-feira (29) e reiterou as informações divulgadas no fato relevante do dia anterior. O documento está disponível no site da empresa e nos autos do processo judicial. Agora no g1

Não houve anúncio de corte de gastos g1 Circulam nas redes sociais publicações alegando que o governo Lula (PT) anunciou um corte "de quase R$ 6 bilhões" na Saúde e na Educação após a vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições 2026. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts? Compartilhadas desde segunda-feira (26) no X e no Instagram, as publicações têm esta caixa de texto, sobreposta às imagens: "Lula acaba de cortar quase R$ 6 bilhões da Saúde e Educação". Veja dois exemplos de legendas: "Eu, de consciência tranquila, não fiz parte dessa escolha"; e "O corte vem justo no pilar de uma sociedade: a saúde e a educação. A segurança nunca teve, não precisa cortar. Ainda bem que os meus amigos fanáticos pelo Lula ficaram todos milionários no governo dele e podem pagar saúde e educação privadas para os seus filhos e netos". Mas esses posts são mentirosos. Embora seja real – e não um conteúdo fabricado por inteligência artificial (IA) –, o vídeo compartilhado não mostra um anúncio posterior ao segundo turno da disputa presidencial, realizado neste domingo (25). Trata-se, na verdade, de um conteúdo jornalístico publicado no canal da CNN Brasil no YouTube em 31 de julho de 2024 (leia mais abaixo). Ao Fato ou Fake, o Ministério do Planejamento e Orçamento desmentiu a alegação dos posts virais sobre um eventual contingenciamento divulgado imediatamente depois das eleições 2026: "Não houve nenhum anúncio de corte após a reeleição nessas áreas. Essas informações não procedem". Esses posts viralizaram em meio à pressão para que o governo contenha a trajetória da dívida pública. Nesta quinta-feira (29), o Banco Central informou que as contas do setor público consolidado tiveram um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. No mês, a dívida pública manteve o mesmo patamar de agosto: 82,9% do Produto Interno B ruto (PIB), maior índice desde os 85,1% de março de 2021. ⚠️ Por que #É FAKE? Para descobrir se o vídeo já tinha circulado antes na internet, o Fato ou Fake selecionou um frame (imagem estática) do material exibido nos posts. Depois, fez uma busca reversa pela "foto" no Google Lens. Essa pesquisa serve para verificar se o conteúdo havia sido reproduzido anteriormente por fontes confiáveis – e em que contexto. O resultado levou à publicação de 31 de julho de 2024 no canal da CNN Brasil no YouTube. A fala sobre os cortes na Saúde e na Educação começa no ponto 1:44:09. A repórter diz: "É claro que os mínimos previstos pela Constituição para áreas tão essenciais quanto saúde. Mas, de fato, o Ministério da Saúde é uma das pastas de maior orçamento. Então, também sofre esse impacto de R$ 4,4 bilhões. Na sequência, o Ministério das cidades, que também tem um orçamento super robusto, vai ter um impacto de R$ 2,1 bilhões. Em terceiro, o Ministério dos Transportes, com impacto de R$ 1,5 bilhão. E, em quarto lugar, o Ministério da Educação, com esse impacto de R$ 1,2 bilhão". Na véspera, o Ministério da Fazenda havia detalhado o corte de R$ 15 bilhões no orçamento público, anunciado duas semanas antes. As medidas buscavam o cumprimento das metas fiscais daquele ano. Os Ministérios da Saúde e das Cidades foram os mais afetados pelos cortes. A Saúde teve uma redução de R$ 4,4 bilhões, e a pasta das Cidades perdeu R$ 2,1 bilhões. Transportes e Educação também foram atingidos, com quedas de R$ 1,5 bilhão e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. Nos últimos dias, o Fato ou Fake desmentiu outras alegações semelhantes: É #FAKE que reportagem mostrou plano de Lula para encerrar Bolsa Família após 2º turno; vídeo de 2025 citou mudanças no programa É #FAKE que governo Lula 'bloqueou' Gás do Povo e Bolsa Família após eleições de 2026 É #FAKE que governo federal recuou sobre fim da escala 6x1 após vitória de Lula no segundo turno das eleições 2026 Não houve anúncio de corte de gastos g1 Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: Vídeo mostra 'banho com fogo' em fonte de água na Rússia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

Pedido de recuperação extrajudicial da Raízen preocupa produtores de cana Os acionistas da Raízen aprovaram nesta sexta-feira (30) medidas necessárias para colocar em prática o plano de recuperação extrajudicial (RE) da companhia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com dívida de cerca de R$ 65 bilhões, é a maior RE da história do Brasil. A crise da companhia ocorreu após uma série de apostas arriscadas, safras ruins e preços baixos das commodities. Entre as decisões estão mudanças nos estatutos das empresas, alterações no capital social, a separação dos negócios de energia e combustíveis e a eleição dos novos conselhos de administração. O plano prevê um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões. Desse total, a Shell poderá aportar até R$ 3,5 bilhões, enquanto a Aguassanta poderá contribuir com até R$ 500 milhões, caso decida participar. A operação também prevê a conversão de parte das dívidas de credores em participação na empresa e a possibilidade de os demais acionistas comprarem novas ações para manter sua participação na companhia. O aumento de capital ainda será submetido à aprovação do Conselho de Administração, em reunião prevista para 6 de novembro. Os acionistas terão de 9 de novembro a 8 de dezembro para exercer o direito de preferência, ou seja, a prioridade para comprar novas ações antes que elas sejam oferecidas a outros investidores. Raízen será partida em duas Outra mudança aprovada prevê a divisão da Raízen em duas companhias abertas, independentes e com ações negociadas na bolsa. A Raízen Energia ficará responsável pela produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Já a Raízen S.A. concentrará as atividades de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. A separação será realizada após o cumprimento das condições previstas no plano e dos prazos legais. Para viabilizar a operação, os acionistas também aprovaram a redução do capital social da Raízen S.A. em até R$ 35 bilhões, por meio da entrega aos acionistas de títulos emitidos pela Raízen Energia. As assembleias também aprovaram a formação dos novos conselhos de administração das empresas. Após a conclusão do aumento de capital, cada conselho terá sete membros titulares e sete suplentes. Para presidir o conselho da empresa de distribuição de combustíveis e lubrificantes, foi indicado Samuel Aguirre. Na empresa de etanol, açúcar e bioenergia, a indicação é Julio Cesar de Toledo Piza Neto. A liderança dos negócios de distribuição de combustíveis ficará a cargo de Lorival Nogueira Luz Jr., enquanto Geovane Dilkin Consul foi indicado para comandar a operação de etanol, açúcar e bioenergia. Ambos fazem parte da atual administração da companhia e participam do processo de transformação operacional e financeira em andamento há dois anos. As indicações ainda deverão ser confirmadas pelos respectivos conselhos. A companhia também informou que começará a preparar um processo para avaliar a possibilidade de receber investimentos no negócio de distribuição de combustíveis. Uma das alternativas previstas é a oferta pública secundária, operação em que acionistas vendem ações que já possuem a outros investidores. Segundo o CEO da Raízen S.A., Nelson Gomes, as decisões aprovadas dão previsibilidade à reorganização e permitem dar continuidade ao plano de transformação da companhia. "O trabalho realizado até aqui é fruto da construção conjunta entre todas as partes interessadas, e também da disciplina no cumprimento de todos os compromissos assumidos ao longo do processo de reestruturação da companhia", afirmou. A administração atual das empresas permanecerá inalterada até que sejam cumpridas as condições necessárias para a conclusão das mudanças. Logo da Raízen Divulgação

A bandeira tarifaria de novembro será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (30). Isso significa que não haverá cobrança adicional na conta este mês. (entenda mais abaixo) 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. De maio a setembro, a bandeira tarifária estava em nível amarelo, o que significava uma cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh consumidos. Em setembro, a Aneel mudou para verde a bandeira tarifária de outubro. "A bandeira verde, que está em vigor desde outubro, permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração, com o aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas, o que traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado", disse a agência. Agora no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Bandeira significa cobrança de um adicional às contas de energia Divulgação Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo O presidente americano Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (30) que os Estados Unidos estão investigando se hackers da Coreia do Norte estão por trás do ataque hacker contra a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. "Estamos investigando", disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado se o ataque deveria ser atribuído a um grupo de hackers da Coreia do Norte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso", afirmou. A ação contra a Binance levou cerca de 20 minutos, terminou com o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e é apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em foto de 30 de outubro de 2026 AFP/Alex Wroblewski Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo bilionário Segundo a Reuters, a Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, afirmam que os responsáveis pelo roubo são hackers ligados à Coreia do Norte. Mas a Binance afirmou pela manhã que não tinha identificado os criminosos. A empresa informou que investimentos de clientes brasileiros permanecem seguros porque são ativos mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias. Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas foram temporariamente suspensos. 🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas. Em comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas. Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas
Supermercado no Espírito Santo Reprodução Os supermercados do Espírito Santo poderão funcionar aos domingos durante a temporada de verão, entre 20 de dezembro de 2026 e 7 de fevereiro do próximo ano. A exceção às regras atuais (supermercados fechados todos os domingos) faz parte das condições anunciadas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio do estado (Sindicomerciários-ES) após as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que passaram a valer em março deste ano. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Procurada, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), informou que ainda não há definição sobre o funcionamento do comércio aos domingos no restante do ano, em meses fora do verão. A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), por outro lado, declarou que não vai se pronunciar no momento. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), o Sindicomerciários declarou que conquistou a manutenção do fechamento aos domingos dos supermercados, estabelecimentos de gêneros alimentícios e das lojas de material de construção. A abertura durante o período de verão seria uma exceção à regra. A entidade afirmou, ainda, que continua negociando outras reivindicações, como a ampliação do tíquete-alimentação para trabalhadores do setor lojista e o reajuste salarial. "Garantir o domingo de descanso foi uma vitória importante. Agora, nossa luta é para ampliar direitos, especialmente o tíquete-alimentação para os comerciários das lojas. Queremos avanços que representem melhorias concretas na vida dos trabalhadores e trabalhadoras", disse Rodrigo Rocha, presidente do Sindicomerciários-ES. LEIA TAMBÉM: Supermercados fechados aos domingos: estudo aponta queda de faturamento das lojas no ES Domingo sem supermercado no ES: trabalhadores comemoram mais tempo com a família e o alívio de não pegar ônibus - mas perdem folga em dia útil Supermercados fechados aos domingos no ES: veja regras para shoppings, mercearias, açougues e materiais de construção Supermercados fechados aos domingos no ES mudam rotina de trabalhadores Fecomércio diz que negociação continua Procurada pelo g1, a Fecomércio-ES disse que as condições para o funcionamento do comércio aos domingos ainda estão em discussão com o sindicato dos trabalhadores. Segundo a entidade patronal, o debate deve continuar até sábado (31). A federação destacou que a negociação envolve, além da abertura dos estabelecimentos, questões ligadas à organização das jornadas, concessão de folgas e custos operacionais das empresas. A discussão também ocorre após a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que estabelece o fim da escala 6x1. Para a Fecomércio, é necessário buscar um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as condições de funcionamento das empresas, especialmente durante as festas de fim de ano e o verão. Infográfico - fechamento de supermercados no ES aos domingos Arte/g1 Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) informou que uma eventual edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2027 poderá ofertar entre 2 mil e 3 mil vagas. A realização do concurso, no entanto, depende da aprovação da proposta de orçamento do próximo ano, enviada ao Congresso Nacional no fim de agosto. “Como sempre informamos, a realização de um novo CPNU em 2027 está condicionada à aprovação do PLOA e do espaço fiscal para novas vagas que será aprovado pelo Congresso Nacional”, afirmou o ministério, em nota. "Considerando concursos já autorizados e novos que podem ser definidos (dependendo do PLOA), duas a três mil novas vagas compensam a realização de um CPNU em 2027", completou a pasta. Saiba como se preparar para enfrentar um concurso No início desta semana, o MGI já havia informado ao g1 que a realização do certame dependeria da aprovação do orçamento do próximo ano. Na ocasião, o ministério também destacou que considera o CPNU uma política pública voltada à renovação, à modernização e à democratização do acesso ao serviço público federal. A intenção do governo é consolidar o modelo como um processo permanente de seleção de servidores, com edições em ciclos regulares, preferencialmente a cada dois anos. "Dessa forma, a ideia é que o CPNU se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos, de forma a garantir planejamento, recomposição gradual da força de trabalho e maior previsibilidade para os candidatos e para os órgãos públicos", declarou a pasta. Segundo o governo, o modelo despertou interesse de estados e municípios, "o que abre a possibilidade de utilizar a experiência acumulada pelo governo federal na realização de concursos públicos em larga escala e trabahar em parceria com entes federados". Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2027 poderá ofertar entre 2 mil e 3 mil vagas, se orçamento for aprovado pelo Congresso Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo O roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance, um dos maiores ataques da história do setor, reacendeu o debate sobre como as corretoras protegem seus ativos digitais e quais prejuízos podem ser cobertos por seguros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A proteção, no entanto, não é igual para todas as empresas. A possibilidade de receber uma indenização depende de fatores como a forma de armazenamento das criptomoedas, o método utilizado pelos hackers para invadir os sistemas e as condições previstas no contrato de seguro. A regulamentação limitada e a forte oscilação dos preços das criptomoedas também fazem com que as seguradoras tenham cautela ao oferecer esse tipo de proteção. Apesar do aumento da procura por seguros contra roubos de ativos digitais e processos judiciais contra executivos, a cobertura ainda é um mercado de nicho, atendido principalmente por seguradoras especializadas. O que é o seguro de ativos digitais? O seguro de ativos digitais reúne diferentes tipos de apólices que protegem corretoras de criptomoedas, empresas responsáveis pela guarda desses ativos e outros negócios do setor contra prejuízos causados por roubos, ataques cibernéticos, falhas tecnológicas e outros riscos. Esses seguros são adaptados às características das criptomoedas e da tecnologia blockchain, sistema que registra e valida as transações digitais. A cobertura pode incluir, por exemplo, o roubo ou a perda de chaves privadas — códigos que permitem acessar e movimentar criptomoedas —, invasões de carteiras digitais, falhas em contratos inteligentes e problemas na guarda dos ativos. Segundo a consultoria Data Bridge Market Research, o mercado global de seguros de criptomoedas movimentou US$ 9,37 bilhões em 2025. A previsão é que esse valor chegue a US$ 184,98 bilhões até 2033. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão a maior participação de instituições no mercado de criptomoedas e o aumento dos ataques e roubos, segundo a empresa de pesquisa. A proteção pode envolver diferentes modalidades de seguro: Seguro contra crimes: cobre situações como roubos, golpes e fraudes que envolvem manipulação de pessoas para obter acesso a sistemas ou informações. Seguro contra violações de segurança: protege contra invasões, vazamentos e possíveis consequências regulatórias. Seguro contra erros e omissões: cobre prejuízos relacionados a erros de software e falhas em contratos inteligentes, programas que executam automaticamente operações quando determinadas condições são atendidas. Seguro para executivos: oferece proteção em casos de processos judiciais contra dirigentes das empresas. Seguro de responsabilidade tecnológica: cobre riscos relacionados aos serviços prestados por empresas de infraestrutura tecnológica. Como os prejuízos são cobertos? Quando uma corretora de criptomoedas sofre um ataque, os prejuízos podem ser pagos com uma combinação de indenizações do seguro, recursos próprios da empresa e fundos de emergência destinados a reembolsar os clientes. O valor que a seguradora pode pagar depende das condições do contrato, incluindo o limite máximo de indenização, a franquia — quantia que fica sob responsabilidade da empresa segurada — e as situações que não estão cobertas. Se o prejuízo ultrapassar o limite previsto na apólice, a corretora precisa recorrer aos próprios recursos ou a outros mecanismos de recuperação para cumprir suas obrigações com os clientes. Algumas empresas também mantêm reservas financeiras específicas para situações de emergência. É o caso da Binance, que criou, em julho de 2018, o Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU, na sigla em inglês). A reserva foi criada para proteger os clientes em situações extremas, como invasões e outros problemas de segurança na plataforma. Em 2026, o fundo reunia aproximadamente US$ 1 bilhão em ativos digitais, integralmente em bitcoin, segundo informações do site da própria Binance. A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters sobre sua cobertura de seguro. O que pode impedir o pagamento do seguro? Mesmo quando uma empresa contrata um seguro, isso não significa que todos os prejuízos serão reembolsados. Os contratos costumam ter exclusões, ou seja, situações específicas em que a seguradora pode negar o pagamento da indenização. Essas restrições são comuns tanto nos seguros de ativos digitais quanto nas apólices que protegem diretores e executivos de empresas de criptomoedas. Entre as exclusões mais frequentes estão as perdas causadas pela oscilação do preço dos ativos, fraudes cometidas pelo próprio segurado e falhas ou negligência na proteção das chaves privadas. Por isso, é importante que as empresas entendam exatamente quais situações estão cobertas e quais ficam de fora do contrato. “As empresas de ativos digitais e, cada vez mais, seus clientes institucionais precisam entender exatamente o que está coberto, onde se aplicam as exclusões e os sublimites e quais riscos são retidos”, disse Jacqueline Quintal, líder do setor de instituições financeiras e ativos digitais da Marsh, à Reuters. Ela também destacou que a proteção financeira não depende apenas da contratação de um seguro. “Dada a possível lacuna entre a perda provável/possível e a capacidade de seguro disponível, a tecnologia e os controles de segurança, uma governança sólida e solidez financeira são igualmente importantes para a resiliência”, afirmou. Outro obstáculo é que os seguros tradicionais contra crimes geralmente não cobrem perdas de criptomoedas. Isso acontece porque essas apólices foram criadas originalmente para proteger bens físicos e financeiros convencionais, como dinheiro, títulos e metais preciosos. Os seguros tradicionais contra riscos digitais também nem sempre garantem o reembolso do valor das criptomoedas roubadas em ataques eletrônicos. Embora possam cobrir despesas relacionadas ao incidente — como investigações técnicas, avisos aos clientes e custos com advogados —, essas apólices geralmente excluem perdas decorrentes do roubo ou da transferência de fundos. Por isso, os seguros específicos para riscos digitais não costumam cobrir automaticamente o valor integral das criptomoedas roubadas. Para isso, é necessário contratar uma proteção adicional voltada a esses ativos. Como as seguradoras avaliam os roubos de criptomoedas? Para decidir se uma empresa tem direito à indenização, as seguradoras investigam como ocorreu o ataque, quais sistemas foram comprometidos e se os prejuízos estão previstos no contrato. Também verificam se a corretora cumpria os procedimentos de segurança exigidos pela apólice. Entre os pontos analisados estão a proteção das chaves privadas, o controle de acesso às carteiras digitais e os processos de autorização das transações. A forma como o roubo aconteceu pode fazer diferença na decisão sobre o pagamento. Um ataque externo, em que hackers conseguem roubar credenciais de acesso, por exemplo, pode ser enquadrado de maneira diferente de uma situação em que um funcionário transfere os ativos de propósito. Essa distinção pode determinar se o prejuízo será analisado por uma apólice de seguro contra crimes ou por um seguro cibernético. Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara

Robô 'guarda-costas' enfrenta homem com faca e ergue até um carro para socorrer pessoa Até agora, os robôs humanoides da empresa chinesa Unitree haviam chamado atenção, principalmente por suas exibições de artes marciais. Mas a companhia de Hangzhou quer dar um passo além e levar essas máquinas do entretenimento para aplicações práticas. A nova aposta da empresa é o H2-X, um robô apresentado como um guarda-costas capaz de intervir em situações de perigo e prestar ajuda em emergências. Imagens promocionais divulgadas em 21 de outubro mostram como a Unitree pretende usar o robô. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em uma das cenas, o H2-X enfrenta um homem que ameaça uma mulher com uma faca. Em outras, aparece levantando um carro sob o qual há uma pessoa presa, golpeando a porta de outro veículo e afastando um pedestre da trajetória de um automóvel que se aproxima. A apresentação faz parte de uma mudança de rumo mais ampla da empresa. Segundo a agência de notícias Reuters, a Unitree expandiu rapidamente sua linha de humanoides neste ano para explorar aplicações em vigilância, segurança e resgate. Robô H2-X da Unitree divulgação/Unitree O H2-X representa uma tentativa de transformar as habilidades físicas que tornaram seus robôs populares em ferramentas úteis para além do espetáculo. Dúvidas sobre o H2-X No entanto, como acontece com cada vez mais anúncios tecnológicos, o vídeo deixa tantas perguntas quanto imagens impressionantes. Segundo a revista especializada Interesting Engineering, ainda faltam dados técnicos sobre o H2-X. Também não está claro se o robô realizou as manobras de forma autônoma, se foi controlado remotamente ou se executou movimentos previamente programados. Até o momento, a Unitree também não anunciou o preço nem a data de comercialização do novo humanoide. Quais os riscos de um robô tão forte? A essas incógnitas soma-se uma questão mais delicada: a segurança das pessoas que o robô deve proteger. Uma cena do vídeo ilustra essa preocupação. Nela, o H2-X tenta impedir que um carro, que avança lentamente, atropele um manequim que representa uma criança. Mas, ao retirá-lo da trajetória do veículo, acaba arremessando-o contra o chão. Robô H2-X divulgação/Unitree Embora evite o atropelamento, o robô lança o manequim com violência contra o chão. Em uma situação real, uma manobra desse tipo poderia causar ferimentos graves à pessoa que o robô deveria proteger. O H2-X promete passar das acrobacias à proteção, mas, por enquanto, suas capacidades foram demonstradas apenas em um vídeo promocional. Além das dúvidas sobre seu nível de autonomia, há questões sobre os riscos de equipar robôs com tanta força física para intervir em situações de conflito. Resta saber se o H2-X conseguirá atuar de forma confiável fora de ambientes controlados ou se, por enquanto, continuará mais próximo da ficção do que da realidade.

Semente de cacau dá origem ao chocolate. Reprodução/Redes sociais Do pé de cacau à barra de chocolate, o Brasil hoje domina toda a cadeia de produção e aposta cada vez mais na qualidade para conquistar mercados internacionais. E o cacau brasileiro carrega um diferencial que vai além do sabor: ele ajuda a preservar a floresta. Quem explica é André Luiz Carvalho Scampini, secretário-executivo da Associação dos Cacauicultores do Espírito Santo (ACAU). Segundo ele, uma das formas mais tradicionais de cultivo é a cabruca, sistema em que o fruto é plantado sob a cobertura da mata nativa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O cacau é uma forma de preservar o ambiente. Por quê? Porque um sistema mais tradicional de plantio do cacau é a cabruca. É uma palavra indígena. Não tem tradução para outros idiomas e significa roça, cultivo, lavoura. A cabruca, para o cacau, é a gente plantar o cacau na mata nativa, dentro da própria mata." Scampini lembra que a planta é originária da Amazônia e se desenvolve naturalmente à sombra das árvores. Segundo ele, esse modelo de cultivo está diretamente ligado à origem do fruto. Agora no g1 "O cacau é um fruto da Amazônia brasileira. Ele não é sul-americano. Ele surgiu na Amazônia brasileira e, ao longo dos séculos, os indígenas foram levando as sementes pelo continente até chegar ao México. Quando os espanhóis chegaram ao México, conheceram o cacau através dos astecas. Mas a origem do cacau é a Amazônia brasileira. Tanto é que o cacau é primo do cupuaçu", explica. Por ter surgido em ambiente florestal, o cacau se desenvolve melhor sob a proteção de árvores maiores. "Então ele está acostumado a ficar à sombra das grandes árvores. Ele está acostumado com a água", acrescenta. O sistema conhecido como cabruca surgiu muito antes de existir legislação ambiental ou debates sobre sustentabilidade. No sul da Bahia e no Espírito Santo, produtores mantiveram áreas de Mata Atlântica em pé justamente para cultivar o cacau. "Então ele foi plantado dentro da Mata Atlântica. Se hoje na Bahia e no Espírito Santo existe Mata Atlântica, agradeça ao cacau, porque o produtor escolheu. Ele decidiu manter a mata para plantar cacau", afirma Scampini. O Espírito Santo também aposta na valorização da origem do produto. Linhares, no norte do estado, recebeu a primeira indicação geográfica brasileira para amêndoas de cacau. "Nós temos a indicação geográfica, o Cacau Linhares. A indicação geográfica é a mesma coisa que champanhe, bordô, Borgonha ou Serra da Canastra. A nossa é a pioneira." Segundo Scampini, as características naturais da região conferem qualidades únicas ao produto. "Existe o terroir, que é o microclima, a qualidade da terra e a qualidade da água, que tornam a amêndoa de cacau produzida em Linhares diferente. Então ela é mais aromática, mais frutada, tem um sabor mais suave e uma maior concentração de manteiga de cacau." A estratégia agora é levar essa qualidade para novos mercados. "Então, assim, nós temos qualidade. E, se nós temos qualidade, vamos apresentar essa qualidade ao mundo. Vamos levar essa qualidade para a Europa também. Estamos de olho na Ásia, que é um mercado que está crescendo muito. Por isso estamos presentes aqui no Salão do Chocolate, para nos apresentar." Salão do Chocolate em Paris Produtores brasileiros, especialmente do Pará, da Bahia e do Espírito Santo, participam do Salão do Chocolate e da Patisserie, em Paris, entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro. Chocolate em barra, em pasta e em calda: durante cinco dias, o público pode degustar diferentes produtos e acompanhar concursos que premiam as melhores receitas de confeitaria. “Nesses eventos, vamos evoluindo a nossa produção de cacau, vai melhorando e conseguimos comercializar de forma mais rápida a nossa amêndoa e nossos subprodutos”, afirma Ivaldo de Santana, expositor do Pará. Mas o setor também reivindica uma remuneração mais justa para os produtores. Em entrevista à RFI, Marco Lessa, coordenador da missão brasileira em Paris, defende uma melhor distribuição dos ganhos ao longo da cadeia produtiva. “A luta maior é para que haja um preço justo, seja para o cacau brasileiro como o africano e do mundo inteiro. O produtor tem que ter uma participação maior que a matéria-prima, o protagonista é o produtor de cacau”, diz. Segundo ele, "não faz sentido que de uma barra de chocolate, só 7% do preço dela é do produtor". “É importante que os consumidores saibam, ao comer, e ao comprar, o impacto disso na vida das pessoas”, completa. Cacau pode virar artigo de luxo O futuro do setor, porém, traz desafios. As mudanças climáticas já afetam regiões produtoras e podem transformar novamente o chocolate em um produto de luxo. É o que alerta Elis Joinville, da Cacau Brasil. "O chocolate, historicamente, era um produto de luxo. Até os anos 40 e 50. Com o passar do tempo, outras maneiras de fazer chocolate foram surgindo para popularizar o produto." Mas esse cenário pode mudar. "Com a mudança climática e o aumento das temperaturas, as culturas de cacau podem ser realmente afetadas. Na verdade, já estão sendo afetadas. E o preço já está subindo." Segundo ela, algumas variedades cultivadas há mais de dois séculos estão ameaçadas. "Há algumas culturas de cacau que existem há mais de 200 anos e podem desaparecer por causa desse aumento das temperaturas", alerta. A consequência pode ser sentida diretamente pelo consumidor. "Isso pode fazer com que, um dia, o chocolate volte a ser um produto de luxo", afirma Joinville. Chocolate brasileiro feito com 'amor' E o que os franceses acharam do chocolate brasileiro? A reportagem conversou com visitantes do salão. "É excelente. Gostei dos diferentes chocolates, especialmente o de 70%. É suave, encorpado, com notas que remetem à floresta. Não há amargor. É extremamente suave na boca. Dá para sentir todo o amor dedicado a essa produção, desde o início até a criação do chocolate", diz Nathalie, uma visitante ouvida pela RFI. Ela também destacou a importância da sustentabilidade. "É claro que os chocolates feitos por franceses são excelentes, mas eles não podem fazer milagres se a produção do chocolate em si não for da melhor qualidade. E, para isso, é preciso ética. É necessário que a produção ocorra em condições ambientalmente aceitáveis", acrescenta. Para ela, a agrofloresta representa o caminho mais promissor para o futuro da produção. "Hoje em dia, a agrofloresta é a solução ideal", aponta. Do coração da Amazônia e da Mata Atlântica para as vitrines e confeitarias da Europa, o chocolate brasileiro aposta na qualidade, na preservação ambiental e na origem para conquistar consumidores em todo o mundo.

ChatGPT ANDREJ IVANOV / AFP via Getty Images A OpenAI anunciou nesta sexta-feira (30) que vai restringir ainda mais as informações sobre armas fornecidas pelo ChatGPT a adolescentes, mesmo quando as perguntas parecerem inofensivas. A medida faz parte de novas ações de segurança para prevenir casos de violência no mundo real. As novas regras também preveem que o ChatGPT possa encerrar automaticamente conversas quando identificar sinais de fixação em violência. Se isso ocorrer repetidas vezes, a OpenAI poderá suspender temporariamente a conta do usuário. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as mudanças específicas para adolescentes, a empresa vai limitar o fornecimento de informações práticas sobre armas e sistemas de segurança que possam ser usadas de forma indevida, mesmo quando não houver sinais de intenção violenta. Outra mudança envolve o sistema usado pela OpenAI para estimar a idade dos usuários. A empresa afirmou que aprimorou a tecnologia para direcionar à versão voltada a menores de 18 anos aqueles que o sistema identificar como adolescentes. Agora no g1 OpenAI também pretende notificar os pais que tenham suas contas vinculadas às dos filhos caso a conta do adolescente seja temporariamente suspensa por conversas recorrentes sobre violência. Para todos os usuários, a empresa ainda vai reduzir o nível de detalhe fornecido sobre ataques em massa ocorridos no passado, incluindo informações sobre as armas utilizadas e como elas foram obtidas. Segundo a OpenAI, as novas medidas de segurança começarão a ser implementadas nas próximas semanas e continuarão sendo aprimoradas. Segurança dos adolescentes As mudanças foram anunciadas em meio a discussões sobre a segurança de adolescentes que usam ferramentas de inteligência artificial. No início deste mês, a OpenAI informou que esse público passa, em média, menos de 15 minutos por dia usando o ChatGPT. O dado consta do primeiro relatório da empresa sobre o uso do serviço por adolescentes. Também neste mês, um relatório da organização sem fins lucrativos Common Sense Media apontou falhas nos alertas enviados aos pais pela versão do ChatGPT voltada a adolescentes. Segundo a entidade, esses avisos frequentemente chegam tarde demais ou sequer são enviados quando adolescentes mantêm conversas sobre suicídio, automutilação ou transtornos alimentares.

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo A corretora de criptomoedas Binance afirmou nesta sexta-feira (30) que os investimentos de seus clientes brasileiros permanecem seguros após o ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em criptomoedas. (leia o comunicado na íntegra mais abaixo) Em comunicado, a empresa explicou que os ativos dos clientes no Brasil são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias, e que segue as regras do Banco Central do Brasil (BC), que exigem a separação dos recursos dos usuários daqueles pertencentes à corretora. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas. Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas estão temporariamente suspensos. Segundo a Binance, a medida é preventiva e permite a realização de uma análise dos sistemas da plataforma. A corretora informou que segue dentro do cronograma para restabelecer o serviço em até 45 horas. Os depósitos não foram afetados, e os demais serviços continuam funcionando normalmente. “A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade”, afirmou a Binance. Pelas regras do Banco Central, em vigor desde fevereiro deste ano, as corretoras de criptomoedas devem manter o dinheiro e os ativos digitais dos clientes separados dos recursos da própria empresa. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas. Investidores brasileiros ainda podem perder dinheiro? André Matos, CEO da MA7 Capital, explica que, neste momento, o principal risco para os clientes da Binance é ficar temporariamente sem acesso aos recursos, e não a perda definitiva. A corretora prometeu cobrir os prejuízos provocados pelo ataque utilizando seu fundo de emergência, recursos próprios e valores roubados que já foram bloqueados. Segundo Matos, porém, a capacidade da empresa de arcar com todas as perdas ainda não foi comprovada de forma independente. "Há ainda um ponto que muita gente não percebe: a promessa cobre os ativos roubados, não a queda de preço", afirma. Isso significa que os investidores também podem perder dinheiro com a desvalorização das criptomoedas, mesmo que seus ativos não tenham sido diretamente atingidos pelo ataque. Diferentemente dos depósitos bancários e de determinados investimentos de renda fixa, as criptomoedas não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Celso Camilo, doutor em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ressalta que o ataque não significa que todos os investidores em criptomoedas terão seus recursos comprometidos. "Estamos falando da maior corretora de criptoativos do mundo, e um incidente dessa dimensão afeta diretamente a confiança dos investidores. Quem mantém recursos na Binance enfrenta uma exposição mais direta ao problema, principalmente em relação à segurança dos ativos e à disponibilidade de saques", afirma. Segundo Camilo, quem investe por outras plataformas não está necessariamente exposto ao ataque, mas pode sentir os efeitos da queda dos preços. "Portanto, é importante separar o risco de perder recursos em uma plataforma do risco de desvalorização dos ativos, que atinge o mercado de maneira mais ampla." Após a divulgação do ataque hacker, o mercado de criptomoedas reagiu em forte queda nesta sexta-feira. Por volta das 14h24 (horário de Brasília), o Bitcoin e o Ether caíam mais de 4%, cotados a US$ 77.274,30 (cerca de R$ 417,3 mil) e US$ 2.245,39 (cerca de R$ 12,1 mil), respectivamente. Já o BNB, criptomoeda ligada à Binance, recuava 6%, para US$ 700,80 (R$ 3,8 mil). As perdas também atingiram o mercado de ações dos Estados Unidos. Os papéis da Coinbase, outra grande corretora de criptomoedas, recuavam mais de 13%, enquanto os da Strategy, empresa conhecida por seus investimentos em Bitcoin, caíam mais de 8% nesta tarde. Os fundos de criptomoedas negociados na B3 também registravam perdas, em meio à repercussão do ataque hacker à Binance. Por volta das 12h40, o HASH11, que acompanha uma cesta de moedas digitais, recuava 2,64%, enquanto o QBTC11, atrelado ao Bitcoin, caía 3,94%. Como saber se o dinheiro está exposto à Binance? Segundo André Matos, o primeiro passo é verificar onde as criptomoedas estão armazenadas e quem é responsável por protegê-las. "Se elas estão na sua conta da Binance, você está exposto, porque quem tem a custódia é a corretora. Se estão em uma carteira própria, em que só você tem as chaves, o ataque não atinge esses ativos diretamente, embora o preço possa cair." Para quem investe por bancos, fundos ou outros aplicativos, a recomendação é verificar qual instituição guarda os ativos e quais plataformas são utilizadas nas operações. O que os investidores devem fazer agora? Embora os recuros ainda estejam bloqueados para quem investe na Binance, Matos recomenda evitar decisões precipitadas, reforçar a segurança das contas e ficar atento a possíveis golpes. "O mais importante é não agir no pânico. Vender na baixa ou tentar sacar a qualquer custo pode transformar um problema temporário em prejuízo definitivo." O especialista recomenda que os investidores: Ativem a autenticação em duas etapas; Guardem os comprovantes dos investimentos; Desconfiem de mensagens que prometam liberar saques em troca de senhas ou dados pessoais. Para reduzir riscos no futuro, ele também recomenda não concentrar todos os investimentos em uma única corretora. "Quem pretende manter as criptomoedas por muito tempo deve considerar uma carteira própria, de preferência física, tomando muito cuidado para guardar as palavras de recuperação." 🔎 Uma carteira física é um dispositivo que permite ao investidor guardar as chaves de acesso às criptomoedas fora da internet, sem depender de uma corretora. Para recuperar o acesso aos recursos em caso de perda ou defeito do aparelho, é necessário guardar uma sequência de palavras de segurança. Se essas palavras forem perdidas ou caírem nas mãos de criminosos, o investidor pode ficar sem suas criptomoedas. Entenda o ataque hacker na Binance O ataque à Binance ocorreu na quinta-feira (29) e é considerado o maior roubo já registrado na história do setor de criptomoedas. Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, os responsáveis seriam hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance, porém, afirmou que sua investigação ainda não identificou os criminosos. De acordo com a Reuters, a corretora está trabalhando com autoridades policiais de diferentes países, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS). Até agora, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas roubadas foram localizados. Parte desses recursos foi bloqueada com a ajuda de outras empresas do setor, mas isso não significa que o dinheiro tenha sido recuperado. As investigações ainda estão em andamento, mas as primeiras informações ajudam a entender como os criminosos conseguiram desviar uma quantia tão elevada em poucos minutos. Inicialmente, a Binance suspeitou que o ataque tivesse começado pelo computador de um de seus engenheiros. O equipamento teria sido invadido, permitindo que os hackers acessassem os sistemas da empresa. (veja mais aqui) Posteriormente, a corretora informou que identificou outras possíveis falhas de segurança exploradas pelos criminosos. Segundo a TRM Labs, os invasores conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências de criptomoedas. A maior parte do roubo aconteceu em aproximadamente 20 minutos, por volta das 17h (horário de Brasília), segundo registros das transações analisados por especialistas. Após o desvio, os criminosos começaram a movimentar rapidamente os recursos para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro. Leia a íntegra da nota da Binance "Diante das notícias recentes sobre o incidente de segurança envolvendo a Binance Global, a BBrasil SPSAV LTDA., entidade da Binance que atende os usuários brasileiros, confirma que os fundos de seus clientes permanecem seguros. Além de observar os requisitos de segregação estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, os ativos virtuais são mantidos em cold wallets (carteiras frias), agregando uma camada adicional de segurança e reforçando o compromisso da BBrasil SPSAV com a proteção dos ativos de seus clientes. Como medida preventiva e conforme informado anteriormente, os saques de ativos virtuais estão temporariamente suspensos enquanto realizamos uma verificação minuciosa de segurança. Todos os demais serviços da plataforma continuam funcionando normalmente, e retomaremos as operações de saque assim que o processo de verificação for concluído. A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade. Permanecemos plenamente comprometidos com a manutenção de padrões rigorosos de segurança para garantir a total confiança de todos os nossos clientes. Pedimos sinceras desculpas por qualquer inconveniente causado." Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara
Drones auxiliam na pulverização de defensores nas lavouras do Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta Como parte de sua estratégia para "simplificar e racionalizar" a legislação da União Europeia (UE), a Comissão Europeia avalia mudar as regras que regem a agricultura e a segurança alimentar do bloco. Entre as alterações previstas está a flexibilização das normas que controlam o uso de agrotóxicos, substâncias utilizadas no combate a pragas e ervas daninhas. Pelas regras atuais da UE, em vigor desde 2011, os principais componentes dos pesticidas, conhecidos como substâncias ativas, só podem ser autorizados por períodos limitados, de no máximo 15 anos. A proposta da Comissão Europeia muda essa lógica. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A autorização por prazo indeterminado passaria a ser a regra, inclusive para substâncias controversas como o glifosato, associado por estudos ao câncer e capaz de eliminar praticamente todas as formas de vegetação. Revisões de segurança ocorreriam apenas em situações excepcionais, e a responsabilidade por solicitar essas avaliações passaria a caber às autoridades reguladoras, e não mais à indústria. Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil Segundo a comissão, o objetivo é reduzir custos, simplificar processos administrativos e ajudar os agricultores europeus a manter a competitividade. Cientistas e médicos, porém, afirmam que as preocupações relacionadas à saúde humana e aos impactos ambientais dessas substâncias tóxicas estão sendo deixadas em segundo plano. Saiba também: Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre câncer ligado a agrotóxico Por que a UE quer flexibilizar as regras para pesticidas? A Comissão Europeia diz que responde a reivindicações de agricultores e do setor agropecuário por regras mais claras sobre o uso de pesticidas. Em uma declaração conjunta divulgada em maio, 19 associações do setor alimentício, entre elas a CropLife Europe, entidade que representa a indústria de pesticidas, afirmaram que a complexidade dos procedimentos administrativos e a demora na aprovação de produtos deixam os agricultores sem soluções eficazes para proteger lavouras contra insetos, ervas daninhas e doenças, colocando em risco a segurança alimentar e a renda do setor. "O sistema atual de renovação periódica da avaliação de cada substância ativa tornou-se insustentável", declarou o serviço de imprensa da Comissão Europeia à DW. A instituição citou atrasos crônicos e gargalos regulatórios que dificultam a aprovação de novos produtos considerados mais sustentáveis. Nas negociações mais recentes, os países-membros da UE defenderam que autorizações sem prazo de validade fiquem restritas a substâncias classificadas como de baixo risco. Ainda assim, a proposta prevê ampliar o período inicial de aprovação de outros produtos para até 15 anos e permitir renovações de até 25 anos. Herbert Dorfmann, eurodeputado italiano de centro-direita, afirma que a aprovação de novos agrotóxicos, inclusive alternativas mais sustentáveis, hoje enfrenta atrasos de vários anos. Segundo ele, isso obriga agricultores a continuar usando produtos antigos ou, quando estes são proibidos, a ficar sem alternativas disponíveis. A comissão afirma que pretende tornar o sistema "mais eficiente e ágil", garantindo ao mesmo tempo que "a proteção da saúde humana, animal e do meio ambiente continue sendo prioridade máxima". Dorfmann, que atua como um dos relatores das negociações interinstitucionais sobre o tema, apoia a proposta e defende que a UE precisa "abrir espaço para a inovação". Seu objetivo é levar a nova regulamentação à votação no Parlamento Europeu ainda antes do fim do ano. Leia também: Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável Como os pesticidas afetam a saúde humana e o meio ambiente? Ecologistas e especialistas em saúde reagiram com firmeza às propostas. Segundo eles, os potenciais impactos sobre a saúde e o meio ambiente estão sendo minimizados. Em setembro, mais de 500 especialistas de diferentes países da UE assinaram uma carta aberta pedindo ao Parlamento Europeu que suspendesse a análise da proposta e conduzisse uma investigação independente sobre seus impactos ambientais e sanitários. Em 7 de outubro, especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) também apoiaram o pedido por uma revisão completa para avaliar se as mudanças propostas estão em conformidade com as obrigações da UE no campo dos direitos humanos, especialmente em relação a trabalhadores rurais e crianças. Os pesticidas podem permanecer no ambiente por longos períodos, contaminando recursos hídricos, degradando o solo, reduzindo a biodiversidade e intoxicando animais em diferentes níveis da cadeia alimentar. No caso da saúde humana, a Agência Europeia do Meio Ambiente afirma que ainda não é possível estimar com precisão a carga total de doenças associadas à exposição aos pesticidas. Ainda assim, a exposição a pesticidas químicos, inclusive a substâncias já proibidas que permanecem no ambiente, foi associada a diferentes tipos de câncer, doenças respiratórias crônicas, distúrbios neurológicos, atrasos no desenvolvimento infantil e problemas de fertilidade e comportamento. A exposição também é ampla. Um levantamento realizado entre 2014 e 2021 constatou que 84% das amostras de urina coletadas de crianças e adultos em cinco países europeus continham resíduos de dois ou mais pesticidas. Martina Vijver, diretora científica e especialista em ecotoxicologia da Universidade de Leiden, na Holanda, afirmou que há profunda preocupação entre especialistas com o fato de que o plano atual da UE "enfraquecerá, em vez de fortalecer, o nível de proteção oferecido pela regulamentação dos pesticidas". Em audiência realizada no Parlamento Europeu em setembro, ela afirmou que as reavaliações periódicas são essenciais para incorporar novas descobertas científicas à análise dos riscos. "A percepção dos riscos muda ao longo do tempo", disse. "O sistema regulatório precisa manter a capacidade de corrigir decisões tomadas ontem com o conhecimento de amanhã." Mais de 50 substâncias foram proibidas desde 2011 Salome Roynel, responsável por políticas públicas da organização não governamental Pesticide Action Network Europe, sediada em Bruxelas, afirma que os efeitos nocivos dos pesticidas muitas vezes só se tornam plenamente conhecidos anos depois, quando os produtos passam por nova avaliação. "A ciência está em constante evolução", disse Roynel, lembrando que 56 substâncias ativas foram proibidas na União Europeia desde 2011 em decorrência dessas revisões periódicas. Entre elas está o inseticida clorpirifós, utilizado em pomares e no cultivo de hortaliças e cereais, associado a prejuízos ao desenvolvimento cerebral de crianças. Roynel afirma ser "evidente que existe algum grau de alinhamento" entre as mudanças propostas pelas instituições europeias e as demandas da indústria de agrotóxicos. A crítica ecoa um relatório recente da organização Corporate Europe Observatory, segundo o qual Dorfmann e outros parlamentares teriam incorporado diretamente reivindicações do setor em suas propostas regulatórias. Dorfmann rejeita a acusação. Em entrevista à DW, afirmou ter se reunido tanto com representantes da indústria quanto com organizações ambientalistas durante os debates públicos sobre o tema. "O principal objetivo não é manter produtos antigos no mercado. O principal objetivo é levar novos produtos ao mercado", afirmou. Segundo ele, parte da estratégia consiste em facilitar a aprovação de produtos de biocontrole e de substâncias classificadas como de baixo risco, reduzindo barreiras administrativas. Agricultores buscam incentivos A ideia já foi defendida anteriormente por Martina Vijver, que concorda que produtos mais sustentáveis enfrentam hoje um verdadeiro "engarrafamento" regulatório. Segundo ela, os produtos de biocontrole poderiam seguir uma via de aprovação acelerada na Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), sem abrir mão das avaliações de segurança necessárias para identificar riscos. Roynel também apoia a aceleração da aprovação de substâncias de biocontrole, mas argumenta que isso deve fazer parte de uma transformação mais ampla do sistema. De acordo com ela, são necessários apoio financeiro, monitoramento e capacitação para que os agricultores adotem essas novas tecnologias. Isso inclui manter restrições aos pesticidas químicos mais nocivos, e não ampliar sua desregulamentação. "Se os agricultores tiverem acesso ainda mais fácil aos pesticidas sintéticos, não terão incentivo para migrar para soluções de biocontrole", afirmou. "É importante disponibilizar esses produtos no mercado, e apoiamos totalmente essa medida. Mas eles não serão uma solução única para todos os problemas." Veja também: Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques Eleições nos EUA: grupo de produtores rurais financia campanha contra republicanos Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição

MPT processa Meta em R$ 50 milhões A Meta, dona do Instagram e do Facebook, fez um acordo com uma jovem que acusava as plataformas de serem projetadas para causar dependência e prejudicar a saúde mental dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo advogados da autora, o acordo foi fechado nesta sexta-feira (30), conforme apuração da Reuters. A jovem também afirmava que o uso das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de transtornos alimentares. Os valores e os termos do acordo não foram divulgados. O acerto foi anunciado depois que começou, na quarta-feira (28), a seleção dos jurados para um julgamento que deveria analisar as acusações de duas jovens, identificadas como S.J. e K.D.B., contra a Meta e a Snap, dona do Snapchat. A Meta já havia feito um acordo com S.J. dias antes. Com o novo acerto, o julgamento deve continuar apenas contra a Snap. "Continuamos comprometidos em melhorar a segurança das crianças nos aplicativos de redes sociais e em responsabilizar as empresas de tecnologia. Estamos satisfeitos por termos chegado a uma solução justa para nossa cliente", afirmou Emily Jeffcott, advogada de K.D.B., em comunicado. Este é o segundo julgamento em um tribunal estadual de Los Angeles relacionado a acusações de jovens que afirmam ter desenvolvido dependência de redes sociais. Segundo os processos, Meta, Snap, TikTok e YouTube, plataforma pertencente à Alphabet, teriam desenvolvido seus aplicativos para incentivar o uso compulsivo, ou seja, fazer com que as pessoas sintam dificuldade de parar de utilizá-los. As duas jovens já haviam fechado acordos com o TikTok e o YouTube. Processo foi feito de exemplo O processo foi escolhido entre milhares de ações judiciais semelhantes para servir como um caso de referência. Isso significa que a decisão dos jurados poderá influenciar a forma como as empresas e os autores de outras ações resolverão disputas parecidas. S.J., uma adolescente de 16 anos de Illinois, e K.D.B., de 18 anos, do Mississippi, afirmam que começaram a usar o YouTube aos 3 anos de idade e as outras plataformas por volta dos 9 anos. Segundo elas, recursos como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita — que permite passar de um conteúdo para outro sem precisar mudar de página — contribuíram para a criação de hábitos compulsivos. As empresas negam que tenham desenvolvido suas plataformas para causar dependência entre crianças e adolescentes. Também afirmam que adotaram medidas para tornar os aplicativos ambientes seguros, nos quais os jovens possam se expressar. Redes sociais enfrentam mais processos As redes sociais enfrentam milhares de processos em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos. As ações foram apresentadas por usuários, redes de ensino, municípios e outros órgãos públicos. Os autores acusam as empresas de terem buscado deliberadamente criar dependência entre crianças e adolescentes, contribuindo para uma crise de saúde mental entre os jovens, marcada por casos de ansiedade, depressão e suicídio. No primeiro processo do tipo que chegou a julgamento, encerrado em março, um júri de Los Angeles considerou que a Meta e o YouTube agiram com negligência e determinou o pagamento de US$ 6 milhões em indenização a uma jovem. As duas adolescentes seguintes cujos processos foram selecionados para julgamento fizeram acordos com as empresas ou desistiram das acusações. O primeiro distrito escolar escolhido para um julgamento também fechou acordos com todas as companhias envolvidas. Em agosto, a Meta fechou acordos que podem chegar a US$ 18 bilhões com quase todos os estados e territórios dos Estados Unidos. O objetivo foi encerrar processos apresentados por procuradores-gerais que acusavam as plataformas de prejudicar adolescentes. Como parte dos acordos, a empresa também concordou em fazer mudanças no funcionamento do Instagram e do Facebook para esse público. No início deste mês, um juiz do Novo México determinou que a Meta pagasse uma multa de US$ 25 bilhões. A decisão ocorreu depois que um júri concluiu que a empresa enganou usuários do Facebook sobre a privacidade de seus dados e sobre a maneira como lida com discursos de ódio na plataforma. A Meta afirmou que vai recorrer da decisão. Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por enganar consumidores no caso Cambridge Analytica Ministério Público Eleitoral afirma que Meta não cumpriu medidas para tratamento igualitário às campanhas presidenciais Jornal Nacional/ Reprodução