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g1 > Economia

Preços do petróleo sobem após troca de ataques entre EUA e Irã

Libaneses fogem após avisos de Israel sobre novos ataques a Beirute Os preços do petróleo subiram mais de US$ 4 por barril nesta segunda-feira (1º), depois que o Irã e os EUA trocaram ataques e Israel ordenou que as tropas avançassem mais no Líbano em sua batalha contra o grupo militante Hezbollah, apoiado por Teerã. 🔎 Os futuros do Brent subiam US$ 4,7, ou quase 5%, a US$ 95,65 por barril, por volta das 10h45 (horário de Brasília). Os futuros do petróleo negociados nos EUA subiam cerca de US$ 5, ou 5,77%, para US$ 92,36 por barril. Em maio, o Brent e o WTI perderam cerca de 19% e 17%, respectivamente. Foi a maior queda mensal de ambos os contratos em termos absolutos desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 reduziu a demanda por energia. Os combates no Oriente Médio, depois que Washington sediou as negociações de paz entre Israel e Líbano na sexta-feira (29), diminuíram as esperanças de que os EUA e o Irã pudessem anunciar em breve uma extensão de seu cessar-fogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que em breve decidiria sobre um acordo proposto para estender o cessar-fogo anunciado no início de abril. Israel seria fundamental para qualquer acordo desse tipo, e o Irã tem dito repetidamente que o Hezbollah e o Líbano devem ser incluídos. Os EUA propuseram um plano de "redução gradual da escalada", disse uma autoridade dos EUA no domingo. Estão aumentando as preocupações com as minas no Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo e gás, disse o analista do IG, Tony Sycamore, em uma nota. "Mesmo que se chegue a um acordo, ele não vai gerar uma enxurrada de suprimentos", disse Sycamore. Um repórter da Axios disse no X na sexta-feira que o Irã havia lançado mais minas no estreito no início da semana passada. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse na segunda-feira que o atraso no processo diplomático para acabar com a guerra pode ser explicado pela falta de confiança, pelas posições contraditórias de Washington e pelos ataques de Israel ao Líbano. As preocupações com a oferta superaram os dados econômicos do fim de semana da China, que mostraram a estagnação da atividade fabril. Isso aumentou as preocupações de que a segunda maior economia do mundo esteja perdendo força. A Arábia Saudita provavelmente reduzirá seus preços oficiais de venda (OSPs) de petróleo bruto para a Ásia em julho, pelo segundo mês, segundo pesquisa da Reuters. O Goldman Sachs disse no domingo que a fraca demanda de petróleo na China e na Europa representa um grande risco de queda para sua previsão de petróleo Brent para o quarto trimestre, de US$90 por barril, e para a previsão do WTI, de US$ 83, embora as interrupções no fornecimento do Oriente Médio ainda possam elevar os preços. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters
01/06/2026 14:13:29 +00:00
Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, aponta relatório

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, apontou um balanço divulgado pela estatal neste fim de semana. O rombo nos três primeiros meses deste ano é 82,35% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando a estatal registrou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Balanço prévio antecipado pelo g1 em abril deste ano já mostrava que os correios teriam um prejuízo acima dos R$ 3 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em todo o ano de 2025, o rombo foi de R$ 8,5 bilhões e a previsão para 2026 é de um resultado ainda pior nas contas, segundo cálculos da própria estatal. Os Correios têm tomado uma série de medidas para sanear as contas e projetam chegar a um superávit somente em 2027. O último ano da estatal com primeiro trimestre no azul foi em 2022, quando foi registrado um lucro de R$ 216,7 milhões (veja a curva descendente no gráfico acima). Nos primeiros trimestres dos anos seguintes, os resultados foram de déficit: R$ 328 milhões em 2023; R$ 801 milhões (2024); R$ 1,7 bilhão (2025); R$ 3,1 bilhões (2026). Medidas para conter crise Termina o plano de demissão voluntária dos Correios Para estancar o rombo e buscar o reequilíbrio fiscal — com a meta interna de voltar a operar no azul —, a diretoria da estatal elaborou um plano de reestruturação focado em três frentes: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos. Entre as medidas anunciadas, estão: tomada de empréstimos bilionários, plano de demissão voluntária (PDV), reformulação do plano de saúde dos funcionários, fechamento de pontos deficitários, venda de imóveis e revisão de contratos. Parte das medidas dos Correios para enfrentar crise histórica, PDV tem baixa adesão de funcionários Jornal Nacional/ Reprodução
01/06/2026 13:55:16 +00:00
Organização Internacional do Trabalho suspende nomeação de representante dos EUA por atraso em pagamentos

Abertura da 114ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho. Reprodução/OIT A Organização Internacional do Trabalho (OIT) cancelou a nomeação do principal representante dos Estados Unidos para o cargo de vice-diretor-geral da agência da ONU devido aos atrasos nos pagamentos do país, informou a entidade nesta segunda-feira (1º). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Sheng Li (Estados Unidos da América) não assumirá o cargo de vice-diretor-geral em julho, como estava previsto anteriormente", afirmou a OIT em comunicado enviado à Reuters. O Departamento do Trabalho dos EUA não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência de notícias. Sheng Li havia sido nomeado para a função em abril, após meses de atrasos no processo de escolha. Desde então, porém, a OIT informou ao governo americano que a nomeação não será efetivada enquanto o país não regularizar os pagamentos pendentes. Agora no g1 Segundo a organização, a decisão não impede que os Estados Unidos recuperem a posição caso quitem as dívidas. "Essa decisão não prejudica a possibilidade de os Estados Unidos liquidarem seus atrasos e, assim, retomarem sua posição como maior contribuinte das contribuições obrigatórias", disse a OIT, acrescentando que mantém negociações com Washington. Três diplomatas ouvidos pela Reuters afirmaram que o governo americano foi solicitado a pagar pelo menos US$ 50 milhões dos valores devidos. A situação aumenta as incertezas sobre a delicada condição financeira da agência e sobre possíveis cortes de empregos. Tradicionalmente, os Estados Unidos ocupam o posto de vice-diretor-geral por serem o maior financiador da OIT, responsável por 22% do orçamento da organização. De acordo com dados publicados pela agência, sediada em Genebra, os EUA acumulavam, até 29 de maio, uma dívida de 257 milhões de francos suíços (cerca de US$ 328 milhões), referente à contribuição de 2026 e a débitos pendentes de 2024 e 2025.
01/06/2026 13:41:20 +00:00
Durigan diz que discussão para o fim da declaração anual do Imposto de Renda está 'a todo vapor' no governo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o governo está avançando nas discussões para acabar com a obrigatoriedade da declaração anual do Imposto de Renda (IR) como é feita atualmente. Em entrevista à rádio CBN, Durigan disse que os estudos estão "a todo vapor" dentro da Pasta e que a meta é, em dois ou três anos, desobrigar todos os contribuintes de preencher a declaração. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo "Eu não acho que seja para o ano que vem uma desobrigação universal, mas quero aumentar essa desobrigação, esse alívio para as pessoas [...] espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem declaração de Imposto de Renda", afirmou. Segundo o ministro, o processo já começou neste ano. Cerca de 4 milhões de contribuintes não precisarão entregar a declaração e receberão a restituição automaticamente por meio do Pix. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 "Esse ano nós temos 4 milhões de pessoas que não precisam declarar Imposto de Renda e vão receber restituição automática no seu Pix. Eu espero que o ano que vem a gente avance nisso", disse. 💰 A proposta se baseia no uso de informações que já são enviadas à Receita Federal por bancos, seguradoras, planos de saúde, empregadores e estabelecimentos que emitem notas fiscais. De acordo com Durigan, com a implementação da reforma tributária, estados e municípios também passarão a compartilhar dados com a Receita, ampliando a integração das informações fiscais. "Não é possível que todo mundo já tendo declarado no dia a dia as suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida para mais uma vez prestar informações que muitas vezes a gente já tem", afirmou. "Eu cresci sentindo o estresse da minha família quando chegava nesse momento de declaração do Imposto de Renda. Eram grandes formulários, preenchidos à mão. Eu acho uma espécie de burocracia, uma obrigação", disse Durigan. Segundo o ministro, a intenção não é extinguir benefícios tributários ou alterar regras de isenção, mas simplificar o cumprimento das obrigações fiscais para os contribuintes. Receita recebe mais de 44 milhões de declarações A Receita Federal recebeu 44,5 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026 até o fim do prazo de entrega, encerrado na última sexta-feira (29), segundo dados do governo federal. Na semana passada, o órgão também realizou o pagamento do primeiro lote de restituições, no maior valor já liberado em uma única etapa da história do Imposto de Renda. O lote incluiu ainda restituições residuais de anos anteriores. Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes receberam os valores, que somaram R$ 16 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 8,64 bilhões foram destinados aos grupos com prioridade legal no recebimento da restituição. Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto
01/06/2026 13:40:02 +00:00
Dívida não some com liminar: entenda como 'indústria do Limpa-Nome' ilude devedores no Brasil

Associações, advogados e juízes são investigados na "Indústria do limpa-nome Ter o nome retirado dos cadastros de inadimplência não significa que a dívida deixou de existir. Essa é a principal diferença por trás da chamada "indústria do Limpa Nome", esquema investigado em diversos estados que promete devolver crédito a consumidores endividados por meio de liminares judiciais. Segundo investigadores, as decisões apenas ocultam temporariamente as restrições, enquanto os débitos permanecem ativos e podem voltar a aparecer posteriormente. “Não tem fórmula mágica. Não caia nessa cilada de acreditar que uma dívida que realmente existe pode simplesmente ser camuflada e desaparecer da noite para o dia”, afirma André Gomes Netto, presidente da Associação dos Cartórios de Protesto do Brasil. O esquema Promessas de limpar o nome em poucas semanas, ações judiciais coletivas e decisões liminares que fazem dívidas desaparecerem temporariamente dos cadastros de inadimplentes. Investigações conduzidas por Ministérios Públicos estaduais e órgãos do Judiciário apontam a existência de uma suposta "indústria do Limpa Nome", esquema que já teria ocultado cerca de R$ 130 bilhões em débitos nos últimos cinco anos. O modelo funciona por meio de associações que se apresentam como defensoras dos direitos do consumidor. Elas ingressam na Justiça com ações coletivas pedindo que órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC, deixem de exibir restrições financeiras de pessoas endividadas. Com isso, quem consulta o cadastro recebe a informação de que não há pendências registradas, mesmo quando as dívidas continuam existindo. Segundo investigadores, o principal argumento utilizado nas ações é que os consumidores não teriam sido notificados sobre a negativação, exigência prevista no Código de Defesa do Consumidor. No entanto, as apurações indicam que, na maioria dos casos, a comunicação foi realizada regularmente. Limpa-nome: esquema de fraude milionário envolve endereços fantasmas e até juízes Limpa-nome: esquema de fraude milionário envolve endereços fantasmas e até juízes Fantástico/ Reprodução Associações fantasma e cidades pequenas As investigações identificaram entidades registradas em municípios pequenos que concentraram milhares de beneficiários espalhados pelo país. Em São Gonçalo do Piauí, cidade com menos de 5 mil habitantes, uma associação teria conseguido liminares que favoreceram cerca de 63 mil pessoas — número equivalente a mais de 13 vezes a população local. No endereço informado como sede, moradores afirmaram desconhecer a existência da entidade. De acordo com promotores, listas de consumidores eram repassadas às associações, que passavam a representá-los judicialmente. Em alguns casos, os próprios beneficiários poderiam nem saber que haviam sido incluídos como associados. A escolha de cidades menores também teria um objetivo estratégico: obter decisões judiciais mais rapidamente, já que essas comarcas costumam ter menor volume processual. Suspeitas de corrupção Uma das frentes investigadas envolve o Grupo Amigos do Consumidor (GAC), associação sediada em João Pessoa. Segundo o Ministério Público, a entidade mantinha uma filial formal em Caldas Brandão, município paraibano de cerca de 5 mil habitantes, mas moradores afirmaram nunca ter visto qualquer atividade da organização no local. Promotores apontam que uma liminar favorável ao grupo foi concedida apenas 13 horas após o protocolo da ação. O juiz responsável pelo caso, Glauco Coutinho Marques, tornou-se réu em investigação que apura o recebimento de propina para favorecer a associação. O magistrado está afastado do cargo desde 2024. A defesa nega as acusações. O Ministério Público denunciou sete pessoas ligadas ao esquema por crimes como corrupção, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os investigados negam irregularidades. Outra frente de investigação ocorre em Caaporã, também na Paraíba. Segundo promotores, uma juíza teria concedido 19 liminares que beneficiaram milhares de devedores sem qualquer vínculo com o município. A magistrada é investigada e afirma ter atuado dentro dos limites de suas atribuições. Impacto no mercado Especialistas alertam que a ocultação das dívidas pode gerar prejuízos para empresas e distorções no sistema de crédito. Um empresário do setor de energia solar relatou prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões após conceder crédito a um cliente que aparecia com o nome limpo graças a uma decisão judicial, embora já possuísse registros de inadimplência que estavam ocultos. Para investigadores, o efeito se espalha por toda a economia. Com mais risco de inadimplência, instituições financeiras elevam juros e endurecem critérios de concessão de crédito, o que acaba afetando consumidores que mantêm as contas em dia. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que monitora o crescimento de ações consideradas predatórias e fraudulentas e tem trabalhado com tribunais para identificar demandas repetitivas e abusivas. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
01/06/2026 12:29:37 +00:00
Regra sobre trabalho em feriados no comércio entra em vigor; veja mudanças

Título: Regra sobre trabalho em feriados no comércio entra em vigor; veja mudanças Cris Faga/Estadão Conteúdo A portaria que exige convenção coletiva para o trabalho em feriados em parte do comércio entrou em vigor nesta segunda-feira (1º), após ter sido adiada ao menos cinco vezes pelo governo federal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O último adiamento ocorreu em fevereiro, quando o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que a prorrogação reforçava o compromisso com o diálogo social e com a valorização da negociação coletiva. Antes disso, a entrada em vigor da norma havia sido transferida para 1º de março deste ano. A medida enfrentou forte pressão de empresários e parlamentares. Até a sexta-feira (29), o governo não havia publicado um novo adiamento da regra. Publicada originalmente em novembro de 2023, a portaria reforça a exigência de convenção coletiva entre empregadores e empregados para autorizar o trabalho em feriados, conforme determina a Lei nº 10.101/2000, atualizada pela Lei nº 11.603/2007. Agora no g1 Além disso, as empresas devem respeitar a legislação municipal. O texto altera dispositivos da Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de acordo coletivo. Segundo o MTE, a mudança restabelece a legalidade e valoriza a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores. A norma publicada pelo governo Lula não altera integralmente a regra da gestão Bolsonaro. Segundo o ministério, apenas 12 das 122 atividades autorizadas anteriormente serão afetadas. São elas: varejistas de peixe; varejistas de carnes frescas e caça; varejistas de frutas e verduras; varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive as de manipulação); mercados, comércio varejista de supermercados e hipermercados, cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos, inclusive os transportes a eles inerentes; comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais; comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias; comércio em hotéis; comércio em geral; atacadistas e distribuidores de produtos industrializados; revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares comércio varejista em geral. Entenda a regra Conforme a Portaria nº 3.665/2023, empresas dos setores mencionados acima só poderão funcionar em feriados se houver convenção coletiva de trabalho firmada entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. Na prática, a decisão unilateral do empregador não será mais suficiente para autorizar o funcionamento nesses dias. Será necessário que trabalhadores e empresas negociem e formalizem um acordo. A convenção coletiva deverá estabelecer as condições para o trabalho em feriados, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras. A medida revoga parcialmente uma regra de 2021, editada durante o governo Bolsonaro, que liberava o funcionamento do comércio nos feriados sem necessidade de negociação coletiva. Segundo o governo, o objetivo da mudança é fortalecer o papel das negociações coletivas, ampliar as garantias aos trabalhadores e alinhar a portaria à Lei Federal nº 10.101/2000, que determina que o trabalho em feriados no comércio só pode ocorrer mediante acordo entre as partes. ⚠️ Com a portaria em vigor, empresas que descumprirem as regras poderão ser punidas com multas administrativas. Segundo Fernanda Maria Rossignolli, sócia do HRSA Sociedade de Advogados e especialista em Relações de Trabalho, a nova regra reforça a necessidade de negociação coletiva para o trabalho em feriados no comércio. “A principal mudança é a garantia de que o trabalho em feriados só poderá ocorrer se houver autorização expressa em Convenção Coletiva de Trabalho. Isso devolve aos sindicatos o poder de negociação e assegura que folgas compensatórias ou pagamentos de horas extras sejam previamente negociados e fiscalizados”, afirma. A advogada explica ainda que empresas que funcionarem sem previsão em convenção coletiva poderão sofrer multas administrativas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, além de responder a ações na Justiça do Trabalho. “O funcionamento pode ser considerado irregular, gerando passivos trabalhistas significativos”, diz. Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga
01/06/2026 12:25:29 +00:00
Nova regra que limita uso do FGC para atrair investidores começa a valer; entenda o que muda

BC aprova regras mais rígidas para o FGC após crise com Master As novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro começaram a valer nesta segunda-feira (1º). As medidas foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no final de abril, após a crise envolvendo o Banco Master. O banco registrou forte crescimento em pouco tempo ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outras instituições financeiras, destacando a cobertura do FGC como garantia. O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Com as novas regras, os bancos vão ter que acompanhar um indicador chamado “ativo de referência”. Na prática, ele funciona como uma espécie de termômetro da saúde financeira da instituição, ao medir a qualidade e a diversidade dos investimentos que ela tem. Se o banco tiver muito dinheiro captado com garantia do FGC e pouca aplicação em ativos mais seguros, ele terá de mudar essa estratégia. Nesse caso, será obrigado a investir parte dos recursos em títulos públicos federais, que são considerados mais seguros porque têm baixo risco de calote. Além disso, o Banco Central também refinou a forma como mede a capacidade de os bancos absorverem prejuízos. Ou seja, passou a considerar outros tipos de capital, além do patrimônio principal, que podem ser usados para cobrir perdas em cenários de crise. Fundo Garantidor de Créditos (FGC) Reprodução/LinkedIn Mudanças reforçam segurança ao sistema financeiro Segundo o Banco Central, a medida aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro. O BC também informou que, a partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo. Essas informações permitirão que as instituições financeiras e o próprio Banco Central tenham uma visão mais ampla sobre quais recursos estão ou não cobertos pelo FGC e qual o risco real que o fundo corre. Em nota divulgada na última sexta-feira, o BC afirmou as mudanças "melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional".
01/06/2026 12:03:54 +00:00
Dólar diminui perdas após revés em negociações entre EUA e Irã; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta segunda-feira (1º), com recuo de 0,31% perto das 12h30, cotada a R$ 5,0268. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, caía 0,75% no mesmo horário, aos 172.479 pontos. ▶️ O conflito no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados financeiros nesta segunda-feira. Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, a equipe de negociação do Irã interrompeu as tratativas com os EUA após Israel anunciar novos ataques ao Líbano, condicionando um eventual acordo ao cessar-fogo na região. A escalada das tensões também voltou a pressionar o petróleo no mercado internacional. Com isso, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 6,65% perto das 12h30, cotado a US$ 97,18. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 7,64%, a US$ 94,03. ▶️ No Brasil, a decisão do governo dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas continua no radar. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à rádio CBN que deve se reunir com autoridades americanas ainda nesta semana para tratar sobre o assunto. (leia mais abaixo) ▶️ Na agenda de indicadores, o Banco Central publicou nesta manhã o Boletim Focus, relatório semanal que reúne as previsões de economistas para indicadores como inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB. Nesta edição, o mercado elevou a previsão para a inflação de 2026 para 5,09%, na 12ª alta semanal consecutiva. ▶️ A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o Índice de Confiança Empresarial (ICE), que mede a percepção dos empresários sobre a situação da economia e as perspectivas para os próximos meses. ▶️ No exterior, investidores monitoram os índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos EUA, que mostram o ritmo da atividade industrial do país e ajudam a indicar a força da economia americana. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,28%; Acumulado do mês: +1,83%; Acumulado do ano: -8,13%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,37%; Acumulado do mês: -7,22%; Acumulado do ano: +7,86%. Mercado eleva estimativa de inflação O mercado financeiro voltou a aumentar sua previsão para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª semana seguida de alta. A principal razão para essa piora é a alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis, existe o risco de gasolina, diesel e outros produtos ficarem mais caros, pressionando a inflação. Apesar disso, os economistas mantiveram a expectativa de queda dos juros nos próximos anos e aumentaram levemente a projeção de crescimento da economia em 2026. Outras previsões do mercado: Produto Interno Bruto (PIB) em 2026: passou de 1,89% para 1,90%. Dólar no fim de 2026: caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16. Mercados globais Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Dados fracos da indústria chinesa aumentaram as preocupações com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo. O índice de Xangai recuou 0,27%, para 4.057 pontos, e o CSI300 caiu 0,98%, para 4.844 pontos. Já em outros mercados, o desempenho foi positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,86%, para 25.398 pontos; o Nikkei, do Japão, avançou 1,4%, para 67.231 pontos; e o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 3,68%, para 8.788 pontos. Dólar freepik
01/06/2026 12:00:33 +00:00
Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação a partir de junho
Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação a partir de junho A Petrobras vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir de junho, o que corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado nesta segunda-feira (01). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A queda dos preços do combustível de aviação, que ocorre após altas sucessivas desde março, reflete a "atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais" ocasionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, disse a Petrobras. Nos últimos meses, a intensificação do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã na região elevou os preços do petróleo, diante do temor de interrupções na oferta da commodity. Isso porque um dos principais pontos do conflito é o fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota marítima do comércio mundial de petróleo. Como o querosene de aviação acompanha as oscilações do petróleo, o movimento pressionou os custos das companhias aéreas e contribuiu para a alta do combustível. ✈️ Com isso, a redução anunciada hoje pode aliviar parte da pressão sobre os custos das companhias aéreas e ajudar a conter reajustes nas passagens. Isso porque o querosene de aviação é um dos principais componentes das despesas do setor e costuma ter impacto direto sobre os preços cobrados dos passageiros. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível passou a representar cerca de 45% dos custos operacionais das empresas após os reajustes registrados nos últimos meses. Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos. Apesar da queda anunciada para junho, o combustível ainda acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do querosene de aviação está R$ 1,98 por litro mais caro. Na semana passada, o governo federal prorrogou até 31 de julho a isenção de impostos sobre a venda e a importação de querosene de aviação e biodiesel. A medida integra o pacote anunciado em abril para reduzir os impactos da alta do petróleo sobre os combustíveis no país. O benefício, que expiraria em 31 de maio, reduz custos para companhias aéreas e produtores de combustíveis e pode ajudar a limitar o repasse de preços aos consumidores. Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, seus preços seguem as cotações internacionais do petróleo. Por isso, a escalada da commodity em meio à guerra elevou os custos do setor aéreo em diversos países, aumentando a pressão por reajustes de tarifas e reduzindo as margens das companhias. Relembre o pacote para conter a alta dos combustíveis Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o conjunto de medidas tem custo estimado em R$ 30,5 bilhões. O governo, porém, afirma que não haverá impacto nas contas públicas, já que os gastos serão compensados por outras receitas, como a arrecadação sobre o diesel e os royalties pagos pelas empresas pela exploração de petróleo. O pacote prevê subsídios para reduzir o preço de alguns combustíveis e inclui: subvenção ao diesel, importado e nacional; isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha (GLP); subvenção ao querosene de aviação; linhas de crédito para o setor aéreo. Como parte dessas ações, o Ministério da Fazenda definiu no sábado (31) uma subvenção de R$ 351,50 por metro cúbico de diesel — equivalente a R$ 0,35 por litro. O benefício será pago a produtores e importadores do combustível por dois meses, com possibilidade de prorrogação.
01/06/2026 11:38:52 +00:00
Durigan terá reuniões com autoridades dos EUA após classificação de PCC e CV como terroristas

Por que a decisão dos EUA de declarar facções terroristas pode afetar PIX O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (1º) que se reunirá nos próximos dias com autoridades dos Estados Unidos para discutir a decisão do país de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Em entrevista à rádio CBN, Durigan afirmou que a medida pode gerar sanções contra instituições financeiras brasileiras e, em um cenário extremo, até afetar a operação do PIX. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Isso porque, segundo o ministro, se o governo dos Estados Unidos entender que uma instituição financeira brasileira foi usada para movimentar recursos ligados às facções, ela poderá ser alvo de punições do Tesouro americano. Ainda assim, a decisão aumenta a pressão sobre bancos e empresas para reforçar mecanismos de identificação da origem dos recursos e de prevenção à lavagem de dinheiro. Diante desse cenário, disse Durigan, bancos e outras instituições financeiras brasileiras já começaram a revisar regras internas de controle e monitoramento para reduzir o risco de sanções por parte das autoridades americanas. Como o g1 já mostrou, a classificação dos EUA eleva o risco jurídico para as instituições. (Leia a reportagem completa aqui) 🛑 Isso porque qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle. "Basta você ter uma alegação dizendo que um determinado banco brasileiro tem contas do PCC. A autoridade americana pode dizer que esse banco está sancionado pelo Tesouro dos Estados Unidos e não pode operar com o PIX porque o sistema estaria sendo usado para movimentar dinheiro de facção criminosa", exemplificou Durigan O ministro ainda reiterou que o governo brasileiro trabalha para evitar impactos econômicos e proteger o sistema de pagamentos. "O PIX é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil. Nós não podemos ficar presos ao risco de uma intervenção ou de uma subserviência que tire a gente do caminho da inovação e de gerar infraestrutura de pagamento boa para as nossas empresas e famílias", afirmou o ministro. Ministro da Fazenda Dario Durigan. Washington Costa/MF EUA questionam PIX em investigação comercial Durigan também relacionou o tema à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, anunciada em julho do ano passado. Entre os questionamentos apresentados pelo governo americano está o PIX, que foi citado na investigação sob a alegação de que poderia criar distorções competitivas para empresas dos EUA e fazer parte de práticas comerciais consideradas desleais. Segundo Washington, essas práticas estariam restringindo o acesso de exportadores americanos ao mercado brasileiro há décadas, embora a investigação não apresente evidências concretas para sustentar as acusações. LEIA TAMBÉM O que é investigação do governo Trump sobre práticas comerciais no Brasil Para Durigan, as acusações feitas pelos Estados Unidos carecem de fundamento técnico e têm caráter político. O ministro citou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA, onde se reuniu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente Donald Trump. Após o encontro, Flávio afirmou que Rubio se mostrou favorável à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na semana passada, o governo brasileiro criticou integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que viajaram aos EUA e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. O Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país. (leia a nota na íntegra) O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando também o PIX. Brasil prepara resposta diplomática aos EUA O ministro da Fazenda afirmou que o governo brasileiro pretende rebater os questionamentos por meio de negociações diplomáticas e da apresentação de informações técnicas às autoridades americanas. "A gente tem respondido com muita diplomacia e contato bilateral com os Estados Unidos. Temos participado das audiências e esclarecido que essas alegações não têm fundamento técnico", afirmou. "O presidente Lula tem defendido que o combate ao crime organizado precisa ser feito de forma conjunta, porque se trata de um problema transnacional. O que queremos é ampliar essa cooperação, e não criar obstáculos para ela", disse. Apesar das preocupações levantadas pelo governo, Durigan afirmou que não há, neste momento, qualquer ameaça ao funcionamento do PIX. Segundo ele, a prioridade é preservar o sistema de pagamentos. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
01/06/2026 11:38:47 +00:00
Na 12ª semana seguida de alta, mercado eleva estimativa de inflação para 5,09% em 2026

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que subiu para 5,09%. Esta é décima segunda semana seguida de aumento. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, próximo de US$ 94 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 5,04% para 5,09%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,01% para 4,02%; ➡️ Para 2028, a previsão cresceu de 3,65% para 3,66%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Agora no g1 Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano na última semana, embutindo reduções no decorrer do ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Royalties do petróleo: procurador do RJ afirma que mudança na lei seria fatal para finanças do estado Jornal Nacional/ Reprodução Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,89% para 1,90%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB permaneceu em 1,70%. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,17 para R$ 5,16 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,26 para R$ 5,25 por dólar.
01/06/2026 11:33:10 +00:00
Inadimplência no agronegócio do Brasil termina 2025 a 8,2%, aponta Serasa

Agronegócio bate recorde de empregos no Brasil com crescimento de vagas fora do campo Jornal Nacional A inadimplência no agronegócio brasileiro voltou a subir no quarto trimestre de 2025, encerrando o ano a 8,2%, alta de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, em momento em que agricultores lidam com margens apertadas e diante de custos elevados, apontou nesta segunda-feira um levantamento da Serasa Experian. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os fatores da elevação de custos mais recentes estão os fertilizantes e os combustíveis, que subiram pelos efeitos da guerra no Irã. Mas a inadimplência vem crescendo trimestre a trimestre pelo menos desde o final de 2024, segundo os dados da Serasa. "Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo", disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota. O indicador apontou que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%), afirmou a Serasa. Agora no g1 A inadimplência do agronegócio está entre os fatores que impactam os resultados do Banco do Brasil, o principal financiador do setor. O índice de inadimplência considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio. Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural - possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos - registraram o maior nível de inadimplência (9,9%). Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%). Por estados, o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina. "O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas", comentou Pimenta.
01/06/2026 11:10:39 +00:00
Como a Nvidia desafia Apple e Intel ao anunciar chip de IA para computadores pessoais

O chip RTX Spark será incluído em uma nova linha de PCs com Windows AFP via Getty Images A Nvidia anunciou um novo chip para PCs em uma tentativa de ganhar espaço no mercado de dispositivos integrados com tecnologia de inteligência artificial (IA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Essa reinvenção do computador é tão significativa quanto foi a reinvenção do telefone no que hoje conhecemos como smartphone", afirmou o diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, ao apresentar o chip RTX Spark. Huang fez o anúncio na segunda-feira (01/06), em discurso antes da abertura da feira de tecnologia Computex, em Taipei, Taiwan. O RTX Spark é "um novo superchip... para a era dos agentes pessoais de IA — oferecendo uma nova classe de computador que passa de ferramenta a colega de trabalho", afirmou a Nvidia em seu site. Agora no g1 Ele será incluído em uma nova linha de PCs com Windows produzidos por Lenovo, HP, Dell, Microsoft Surface, Asus e MSI. Eles devem estar disponíveis na segunda metade do ano, com modelos da Acer e da Gigabyte na sequência. A mudança representa um desafio para nomes de destaque no mercado de computadores, como Apple e Intel. Lenovo, HP, Dell e Apple representaram quase 75% do mercado mundial de computadores pessoais nos três primeiros meses deste ano, de acordo com a empresa de pesquisa Gartner. O boom em centros de dados que alimentam a IA ajudou a Nvidia a se tornar a empresa mais valiosa do mundo, com uma avaliação de mercado de mais de US$ 5 trilhões. No domingo (31/05), os Estados Unidos agiram para fechar uma possível brecha no envio de chips como os processadores Blackwell da Nvidia para a China. Orientações publicadas pelo Departamento de Comércio esclareceram que é necessária uma licença para exportar os chips de IA mais avançados para subsidiárias de empresas chinesas sediadas fora da China. O governo americano vem tentando impedir que empresas chinesas comprem os chips de computador de ponta necessários para desenvolver tecnologias cruciais de IA. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). LEIA TAMBÉM: Nvidia: o boom de IA ​​que impulsiona empresa mais valiosa do mundo apesar de tensões entre EUA e China O imigrante ex-lavador de pratos que fundou a Nvidia, gigante dos microchips que vale mais que Google e Amazon
01/06/2026 10:38:49 +00:00
Pix ameaçado? O que é investigação do governo Trump sobre práticas comerciais no Brasil

Lula anunciou acordo no mês passado para negociar impasse sobre tarifas e investigação comercial americana Ricardo Stuckert/Divulgação Menos de um mês após os governos de Brasil e Estados Unidos terem chegado a um acordo para negociar um impasse envolvendo tarifas e uma investigação comercial americana, existe a expectativa de que a Casa Branca anuncie medidas que rompam esse acordo. Segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil, o governo dos EUA estaria próximo de anunciar o resultado de uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado — na qual acusa o governo brasileiro de uma série de práticas comerciais desleais. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo As acusações serviram como base para o governo americano adotar uma série de tarifas contra produtos brasileiros. 🔎 Entre as acusações dos americanos estão tarifas preferenciais e injustas, proteção inadequada dos direitos de propriedade intelectual, falta de combate ao desmatamento ilegal e práticas que prejudicam a competitividade das empresas no setor de comércio digital e serviços de pagamento. O amplo pacote de acusações vai de reclamações sobre o Pix, sistema de pagamentos do Banco Central, até queixas sobre o desmatamento ilegal. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 No mês passado, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump discutiram o tema em reunião de mais de três horas na Casa Branca. Após o encontro, Lula disse que equipes dos dois governos deveriam fechar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e a investigação comercial aberta pelos americanos contra o Brasil. Segundo Lula, os dois presidentes receberiam uma nova proposta para encerrar as desavenças em 30 dias — prazo que se encerraria no próximo domingo (07/06). "Eu falei assim: 'Vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço [do Ministério] da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo'", disse Lula a jornalistas logo após o encontro. "Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder." Na semana passada, os governos dos EUA e Brasil voltaram a entrar em atrito após o governo americano anunciar que passará a classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A medida foi anunciada por Trump dois dias após um encontro no Salão Oval com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — pré-candidato à Presidência nas eleições de outubro e rival de Lula. "Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula, sobre a decisão americana. O que motivou a investigação? Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil na época em que a investigação foi lançada, a visão geral era a de que a investigação tem caráter político e de proteção a empresas americanas, ao mesmo tempo em que traz muitas alegações que são contraditórias e imprecisas — embora algumas das acusações comerciais façam sentido. "Para mim é claro que o governo Trump está tentando dar motivação econômica para que as tarifas impostas contra o Brasil não sejam ilegais", disse na época Guilherme Klein Martins, professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Segundo o economista, os argumentos apresentados pelo presidente americano na carta em que anunciou oficialmente a imposição da taxa de 50% às exportações brasileiras mostram claramente que seu descontentamento é com o fato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter se tornado réu na ação que apura a tentativa de golpe de Estado e com outras decisões do Judiciário brasileiro. Bolsonaro acabou condenado em setembro do ano passado e está atualmente cumprindo pena de 27 anos, em prisão domiciliar. A motivação puramente política, porém, "poderia gerar um problema interno nos Estados Unidos", diz Klein. Lula disse na semana passada que Brasil não aceita "ser tratado como moleque", após anúncio da Casa Branca sobre classificação de facções criminosas como organizações terroristas Ricardo Stuckert / PR Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior dos primeiros governos Lula, afirma que o descontentamento americano com algumas das políticas comerciais brasileiras já existia há anos, mas foram usados no contexto atual para justificar uma investigação nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Esse trecho da legislação americana permite que o USTR realize apurações sobre práticas que supostamente prejudicam o comércio internacional americano e determine se há ou não irregularidades. A intenção é punir ações consideradas discriminatórias contra empresas americanas com sanções aos países-alvo. "A relevância econômica de algumas dessas reclamações é muito pequena e boa parte, se não a maior parte delas, não têm justificativa fática nenhuma", afirma Barral. Ainda segundo o especialista em comércio exterior, Trump já argumentou no passado que as tarifas anunciadas por seu governo nos últimos meses contra diversos países seriam uma tentativa de combater o déficit comercial dos EUA com essas nações. No caso brasileiro, porém, a balança comercial é positiva para os americanos. "Usar a seção 301 é uma forma dos EUA se garantirem ao aplicar essas tarifas contra o Brasil", diz. Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico No documento divulgado pelo USTR sobre a investigação comercial, uma das áreas apontadas como foco da apuração é a de mídia social e serviços de pagamento eletrônico. Segundo o órgão, existem evidências de que o Brasil se envolve em diferentes "atos, políticas e práticas que podem prejudicar a competitividade das empresas norte-americanas envolvidas em comércio digital e serviços de pagamento eletrônico" no país. O USTR cita um julgamento do STF sobre regulamentação das plataformas digitais no país como um exemplo. Segundo a instituição, a corte votou para "tornar as empresas de redes sociais responsáveis por postagens ilegais de seus usuários, mesmo na ausência de uma ordem judicial para remover esse conteúdo". A mudança descrita se refere ao recurso julgado pelo STF sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O trecho original da lei previa que as plataformas digitais só seriam responsabilizadas por danos causados por conteúdos ofensivos se, depois de uma ordem judicial específica, não tomassem providências para retirar o material do ar. A nova decisão da corte não invalidou totalmente esse entendimento, mas definiu que em casos de crimes, atos ilícitos e contas inautênticas (criadas por robôs, por exemplo), as empresas de mídia social se tornam responsáveis se, após serem notificadas extrajudicialmente (pela vítima ou advogado), não removerem o conteúdo e a Justiça considerar o material ofensivo posteriormente. STF decidiu que as empresas de mídia social podem ser responsabilizadas por conteúdos criminosos postados por terceiros Getty Images via BBC Mas em outros tipos de infração, como nos crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), ainda é necessária uma ordem judicial para retirar o conteúdo do ar. O USTR também afirma em seus documentos que a Justiça brasileira teria emitido "ordens secretas" instruindo companhias de mídia social americanas a "censurar centenas de postagens e retirar dezenas de críticos políticos, incluindo cidadãos dos EUA, de suas plataformas por discursos legais em solo americano". A afirmação é uma referência à determinação do ministro Alexandre de Moraes para bloqueio de diversos perfis em redes sociais administrados por usuários acusados de atentar contra a democracia brasileira e o processo eleitoral, levando à invasão, em 8 de janeiro de 2023, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Para Bruna Martins dos Santos, gerente de políticas e advocacia da Witness, organização internacional sem fins lucrativos focada em tecnologia e direitos humanos, a União Europeia (UE) também enfrentou problemas semelhantes, quando o bloco também foi pressionado pelo governo Trump por suas regras digitais. Desde que assumiu a Casa Branca pela segunda vez, o republicano repete que a regulação das big techs pela União Europeia é uma manobra para enfraquecer os negócios americanos nos 27 países do bloco. "Vivemos em um momento de exportação de agenda doméstica dos EUA, de uma extrema proteção da atuação de empresas privadas e de relativização de obrigações que foram colocadas ao redor do mundo em torno da atuação desses atores", afirma Santos. "Por isso mesmo esses os argumentos [apresentados na investigação] não têm sentido", opina. "Diversos países ao redor do mundo, enquanto nações soberanas, dedicaram anos à elaboração de regulações em torno do ambiente digital e de serviços digitais." Ainda segundo a especialista, não houve censura na decisão judicial que determinou a retirada de postagens do ar e suspensão de contas nas redes sociais. Para Santos, os alvos das determinações eram reincidentes, possuíam seguidores fiéis envolvidos em incitação de violência e ameaçaram o próprio STF e seus ministros, levando à tomada de ações mais drásticas. Pix ameaçado? Ainda na área digital, o governo americano também colocou o Pix em sua mira, acusando o sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central de ser uma prática desleal, que prejudicaria empresas americanas que atuam no setor. "O Brasil também parece envolver-se em uma série de práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a promover seu serviço de pagamento eletrônico desenvolvido pelo governo", diz um trecho do documento que não elenca a quais práticas supostamente ilegais ele se refere. Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano Getty Images via BBC Para especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a inclusão do Pix na investigação seria uma forma de proteger as big techs e serviços de pagamentos americanos, como Whatsapp Pay, Apple Pay e Google Pay. "Estamos falando aqui de uma competição tecnológica, onde os EUA visam tirar qualquer tipo de tecnologia que possa oferecer algum tipo de inovação e que não esteja sendo gerida dentro do próprio país ou que não esteja sob controle dos EUA", diz Bruna Martins dos Santos. "A gente sabe que o Pix é um método de pagamento extremamente inovador e relevante para o contexto brasileiro, com grandes níveis de adesão. De nenhuma maneira ele deveria ser visto como uma prática desleal de serviço de pagamento eletrônico." E segundo Welber Barral, o argumento de que, por ser ligado ao Banco Central, o método de pagamento gera uma concorrência desleal, não é apropriado. Segundo o ex-secretário, a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite em suas normas que empresas públicas atuem em setores em que há falhas de mercado. "Temos uma população desbancarizada muito grande no Brasil. O Pix foi também uma forma de integrar essas pessoas no mercado financeiro", diz. Além disso, afirma Barral, os EUA também possuem empresas públicas atuando para suprir falhas de mercado. "É o caso, por exemplo, do Serviço Postal dos Estados Unidos, que atua na área de correio. Mas isso não quer dizer que a UPS [empresa privada de transporte e logística] possa processar o governo americano", diz. "E o Pix não proíbe a concorrência, quem quiser pode usar Apple Pay, PayPal, etc. Não há nenhuma proibição de concorrência." Tarifas preferenciais O Escritório do Representante Comercial dos EUA também acusa o Brasil de reduzir tarifas de forma "injusta e preferencial" ao firmar acordos comerciais preferenciais de escopo parcial com parceiros comerciais globalmente competitivos, ao mesmo tempo em que aplica tarifas mais altas às importações americanas. O órgão americano cita especialmente a Índia e o México como países que se beneficiariam dessas tarifas preferenciais. "Este tratamento preferencial aplica-se a centenas de produtos em vários setores, como produtos agrícolas, veículos automotores e peças, minerais, produtos químicos e máquinas", diz o USTR. Segundo o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, o Brasil tem, de fato, um acordo parcial com o México, focado nos setores automobilístico e químico. Também existe, no âmbito do Mercosul, um tratado com a Índia. Em vigor desde 2009, ele prevê preferências tarifárias para 450 linhas tarifárias de cada lado. Barral explica que, com essas tarifas preferenciais, produtos comprados do mesmo fabricante, mas originários de países distintos, podem ser taxados de forma totalmente diferente. "Uma empresa como a Ford, por exemplo, tem fábricas tanto no México como nos Estados Unidos. Para exportar um modelo de carro para o Brasil, pode pagar tarifa zero se vier do México, e de 35% se vier dos Estados Unidos. É uma diferença grande", diz. "E alguns mercados envolvidos são setores de interesse para os americanos." Produção de carros no México: Brasil tem, de fato, um acordo parcial com o país, focado nos setores automobilístico e químico Getty Images via BBC Fiscalização anticorrupção Outro ponto levantado pelo governo americano diz respeito ao combate à corrupção e à ideia de que empresas americanas poderiam estar em desvantagem em um ambiente com pouca transparência. "As evidências indicam que a falta de aplicação de medidas anticorrupção e a falta de transparência no Brasil podem prejudicar empresas americanas envolvidas em comércio e investimentos no Brasil e levantam preocupações em relação às normas relativas ao combate ao suborno e à corrupção", diz a USTR. O órgão ainda cita um protocolo de entendimento para comércio e cooperação econômica assinado por Brasil e Estados Unidos, assinado em 2021, que estabelece, entre outras coisas, que os dois países buscariam promover medidas anticorrupção. Em 2024, o Brasil registrou sua pior nota e pior colocação na série histórica do Índice de Percepção da Corrupção da organização Transparência Internacional, considerado um dos principais indicadores de corrupção do mundo. Segundo a organização, o Brasil estaria falhando em reverter a trajetória "de desmonte da luta contra a corrupção", levando a um "processo de captura do Estado pela corrupção" evidente principalmente por conta da presença "cada vez maior e explícita" do crime organizado nas instituições estatais. Para Welber Barral, a ideia defendida pelos EUA em suas alegações "não está totalmente errada". O especialista afirma, porém, que a corrupção no Brasil não é uma questão que será resolvida com a aplicação de tarifas por Washington. Proteção à propriedade intelectual e rua 25 de março Os EUA ainda se queixam sobre o Brasil se envolver "em uma variedade de atos, políticas e práticas que aparentemente negam proteção e aplicação adequadas e eficazes dos direitos de propriedade intelectual". O país se baseia principalmente na alegação de que o governo brasileiro estaria falhando em combater a venda de produtos falsificados e a pirataria em áreas como streamings e jogos eletrônicos. O USTR cita também a rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, para criticar as supostas falhas na proteção e aplicação adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual. Há ainda queixas sobre a demora para a análise e aprovação de pedidos de patente no país. "O impacto da atual pendência média de pedidos de patente de quase 7 anos (e 9,5 anos para patentes farmacêuticas concedidas entre 2020 e 2024) é reduzir o prazo da patente", diz o órgão comercial americano. Rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, também entrou na mira da investigação Getty Images via BBC Para Guilherme Klein Martins, da Universidade de Leeds, a inclusão das queixas sobre pirataria "servem muito mais como uma desculpa do que um fato" para sustentar as tarifas e a investigação. "Pirataria e comércio ilegal são um problema do mundo inteiro, não apenas do Brasil", diz. Um relatório de 2025 elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre as tendências em torno da pirataria identifica China, Bangladesh, Líbano, Síria e Turquia como as principais fontes desses produtos ilícitos. Sobre a demora para a análise dos pedidos de patentes, o vice-presidente Geraldo Alckmin — que no ano passado ocupava o ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — afirmou que o Brasil estava se esforçando para se adequar ao padrão internacional. No Brasil, o responsável pela concessão das patentes é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O órgão tem sido alvo de críticas e reclamações nos últimos anos. Titulares de invenções passaram a ir ao Judiciário para, caso a caso, buscar uma recomposição de prazo quando ficam anos esperando a decisão do órgão. Em maio de 2021, o STF declarou inconstitucional o parágrafo único do artigo 40 da Lei de Propriedade Industrial (LPI), que previa prazo mínimo de patentes de 10 anos da concessão, para compensar demora na análise do pedido de patente superior a 10 anos da data do depósito. "O INPI estava levando sete anos para registrar uma patente. Nós reduzimos para seis, para cinco, para quatro. No final do ano deve chegar a três. E o ano que vem, dois anos, que é o padrão internacional", disse Alckmin no ano passado, após as alegações americanas. Welber Barral afirma ainda que, apesar da demora ser uma realidade, não há discriminação contra os EUA, o que torna a queixa ilógica. "Um inventor brasileiro ou uma empresa suíça também passam por esse problema. Não é algo direcionado contra os EUA", diz. Etanol A investigação comercial americana também incluiria o comércio de etanol entre Brasil e EUA. Segundo o USTR, o Brasil abandonou o tratamento recíproco e virtualmente livre de impostos para o etanol, que promovia o comércio bilateral, e impôs tarifas de importação íngremes e injustas sobre o etanol dos EUA. O órgão comercial americano diz também que as exportações de etanol dos EUA para o Brasil caíram significativamente devido a essas tarifas, indicando uma desvantagem considerável para os produtores norte-americanos. "Essa é uma reclamação americana de muito tempo. Já houve muitas negociações, implementação de cota e postergação das decisões", diz Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior. Segundo o especialista, as taxas do Brasil ao etanol americano são, de fato, muito mais elevadas do que as encontradas pelos produtores brasileiros nos EUA. E a principal razão para isso, diz, é a necessidade de proteger as usinas no nordeste do país. "Entra muito etanol americano na região, onde a produção é menos eficiente do que nos EUA", explica. As importações do biocombustível americano estão sujeitas a uma tarifa de 18%, que é comum para todos os países membros do Mercosul. Já os EUA impõem atualmente uma tarifa de 2,5% sobre as importações de etanol brasileiro. Durante as negociações, o Brasil chegou a propor que os EUA aumentassem a cota de importação de açúcar brasileiro para o país em troca de uma redução das tarifas ao etanol, de forma a recompensar os produtores brasileiros que fazem o etanol a partir da cana-de-açúcar. Mas o plano nunca foi considerado por Washington. "Os EUA estão exigindo unilateralmente que o Brasil reduza a tarifa sem sequer responder à proposta brasileira", diz Barral. Importações de etanol americano estão sujeitas à tarifa de 18% no Mercosul. Já os EUA impõem taxa de 2,5% sobre as importações de etanol brasileiro Getty Images via BBC Especialistas afirmam ainda que o etanol americano é resultado de uma produção viabilizada por subsídios ao milho, prática que influencia diretamente o preço do combustível. Para alguns, portanto, a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol americano serviria como um mecanismo de defesa comercial. "O Brasil também poderia alegar que se sente injustiçado porque o etanol nos EUA é produzido de uma maneira cheia de subsídios", avalia o economista Guilherme Klein Martins. "Isso abre espaço para uma discussão mais ampla sobre o que é uma tarifa justa ou injusta." Desmatamento ilegal Os EUA também se queixam de que o Brasil não consegue aplicar suas próprias leis contra o desmatamento, prejudicando produtores agrícolas e de madeira americanos. "A conversão de terras desmatadas ilegalmente para a produção agrícola proporciona uma vantagem competitiva injusta às exportações agrícolas, reduzindo custos e expandindo a disponibilidade de insumos agrícolas", alega o governo de Donald Trump, que ainda aponta o Brasil como grande concorrente dos EUA nas vendas globais de produtos agrícolas, "incluindo carne bovina, milho e soja". O documento inicial da investigação comercial reconhece que "as taxas de desmatamento diminuíram nos últimos anos" no país, mas afirma que o patamar atual ainda é alto. O Relatório Anual do Desmatamento (RAD 2024) do MapBiomas, divulgado em maio deste ano, revelou uma redução de 32,4% na área desmatada no Brasil em 2024 em comparação com 2023. Cinco dos seis biomas brasileiros tiveram redução no desmatamento, segundo o levantamento. A área total desmatada no acumulado dos últimos seis anos (2019-2024), porém, atinge a marca alarmante de 9.880.551 hectares, uma área comparável ao tamanho da Coreia do Sul. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, o combate ao desmatamento no país tem se mostrado instável ao longo dos últimos anos, a depender do governo. O especialista faz críticas contundentes às políticas ambientais do governo de Jair Bolsonaro, que segundo ele "era omisso em relação à questão" e "impulsionou o crime ambiental". Segundo governo americano, dificuldade do Brasil em combater o desmatamento prejudica produtores agrícolas e de madeira americanos Getty Images via BBC "E Donald Trump, em seu primeiro mandato, manteve relações estreitas e de apoio com o governo Bolsonaro", aponta Astrini, que vê as acusações americanas neste momento como uma demonstração de hipocrisia. O secretário do Observatório do Clima afirma ainda que a gestão do republicano abandonou qualquer tipo de ajuda ao controle do desmatamento na Amazônia, ao contrário de outros presidentes americanos, e que a forma como o tema está sendo tratado nesse momento pode ser entendida como uma ameaça à soberania. "O combate ao desmatamento deve ser realizado única e exclusivamente pelo governo brasileiro de forma autônoma. Ajudas externas são bem-vindas, mas elas não devem ameaçar a soberania brasileira", opina ainda o especialista. Para Guilherme Klein, da Universidade de Leeds, as alegações sobre desmatamento são as que mais poderiam fazer sentido entre todas apresentadas pelo USTR. Segundo ele, aumentar tarifas de importação ou restringir a importação com base em deflorestamento ou emissões de carbono é uma tendência, com, por exemplo, a implementação de mecanismos pela União Europeia. O chamado Mecanismo de Ajustamento de Carbono nas Fronteiras (CBAM) da UE estabelece um preço para o carbono emitido durante a produção de bens com elevado teor de carbono importados para o bloco. O economista afirma, porém, que essas taxações ocorrem de maneira muito diferente da adotada pelos EUA com o Brasil. "Não cabe como justificativa para aumentar em 50% a tarifa de todas as importações", diz. "Está muito fora do tom." * Com reportagem de Julia Braun, da BBC News Brasil em Londres 'Tensão' sobre tarifas e surpresa em terras raras: os bastidores da reunião entre Lula e Trump na Casa Branca Governo Trump classifica CV e PCC como terroristas e Flávio Bolsonaro comemora: 'Grande dia' 'Crise de quê?': Flávio Bolsonaro aposta em Trump e debate sobre facções contra desgaste do caso Master
01/06/2026 10:16:06 +00:00
Haddad defende a 'taxa das blusinhas' mesmo após recuo de Lula: 'Eu não mudei de opinião'

Governo acaba com a 'taxa das blusinhas': e agora? O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) está em uma difícil campanha para o governo do Estado de São Paulo, mas, fiel a seu estilo e orgulhoso de sua coerência, não teme seguir abraçando um tema impopular como a chamada "taxa das blusinhas", a cobrança de imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50. Fazia poucos dias que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha dito, no programa Sem Censura, da TV Brasil, que Haddad acreditava que a taxa, criada em 2024 e revogada agora em ano eleitoral, "realmente era uma coisa boa", "para proteger a indústria nacional", e que havia transmitido a ele essa "convicção". Haddad tinha errado na avaliação lá atrás, então? "Não mudei de opinião", disse ele em entrevista à BBC News Brasil nesta quarta-feira (27/5). "Uma loja aberta não pode pagar mais imposto do que uma loja virtual", diz, em consonância com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) — que afirmou, em abril, quando a medida ainda estava valendo, que foram preservados 135 mil empregos graças a ela — e com os governos estaduais, que mantiveram os impostos estaduais, o ICMS, sobre essas compras internacionais. "Os governadores estão cobrando taxa de blusinha e ninguém vai perguntar para o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] se ele é contra ou a favor do ICMS que ele está cobrando." A mira contra o Tarcísio de Freitas (Republicanos) se repetiria muitas vezes na entrevista por motivos óbvios. Haddad quer convencer o eleitor de que é capaz de entregar um governo melhor que o do adversário em áreas como segurança, por exemplo. Segundo levantamento realizado pela Quaest e divulgado no fim de abril, Tarcísio tem até 38% das intenções de voto para a reeleição, e Haddad, até 26%, dependendo do cenário, uma disputa considerada dificil. Embora o período oficial de campanha não tenha começado, Haddad já está em campo, viajando pelo interior e visitando especialmente universidades. Ainda não há definição sobre quem será candidato a vice na chapa do petista, algo que ele afirma que deve ser decidido "até dia 10, 15 de junho". Outro assunto ainda está para ser decidido, segundo ele, é de que forma o PT fará sua grande sucessão, uma vez que é provável que 2026 seja a última disputa eleitoral presidencial de que Lula participa. "Uma loja aberta não pode pagar mais imposto do que uma loja virtual", afirma Haddad, sobre a 'taxa das blusinhas', que foi revogada Victor Parolin/BBC News Brasil Haddad é o único petista que já disputou uma eleição presidencial além de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2018, quando o atual presidente estava preso, Haddad perdeu para Jair Bolsonaro (PL). "Não dá para planejar desse jeito", disse, ao ser perguntado se está preparado para receber o bastão de Lula. "Tem muita coisa para acontecer no Brasil." Mas, no fim, levanta uma possibilidade. "Imagina se tiver uma prévia no PT? Seria o máximo." O partido tradicionalmente realiza votações internas com seus filiados para decidir quem disputará governos municipais e, mais raramente, estaduais. Nos 46 anos de história do PT, houve eleição prévia para presidente uma única vez, em 2002, quando o hoje deputado estadual Eduardo Suplicy manteve sua pré-candidatura e forçou eleições internas. Lula venceu com 84% dos votos contra 15% de Suplicy, sendo depois eleito presidente, pela primeira vez, naquele ano. "Eu acredito que, se tivesse uma prévia no PT — e estou te respondendo assim porque nem sei se vai ter —, poderia ser um negócio muito bonito", disse Haddad. Lula e Haddad Evaristo Sa / AFP via Getty Images Leia os principais trechos da entrevista. BBC News Brasil - Estamos quase em junho e três pessoas ainda disputam a candidatura ao Senado em São Paulo, no campo da centro-esquerda: Simone Tebet, Marina Silva e Marcio França. O que falta para decidir? Falta a palavra de quem? Fernando Haddad - Eu vejo com uma certa naturalidade essa situação, até porque, se você for ver do outro lado, também tem mais de dois candidatos. E é natural que haja um processo de decantação. Nós estamos falando de três pessoas com uma trajetória incrível. Simone foi prefeita da cidade dela, senadora da República, ministra do Planejamento, Márcio França foi governador de São Paulo, ministro da Micro e Pequena Empresa, de Portos e Aeroportos. A Marina tem uma trajetória internacional incrível, foi senadora da República, candidata a presidente. Nós estamos falando de três pessoas muito valorosas e é normal que isso aconteça. Imaginar que, arbitrariamente, alguém vai decidir uma composição em uma conversa... O presidente Lula está muito envolvido no tema, mas ninguém está preocupado porque é um problema bom para resolver. Seria ruim se ele não tivesse figuras de tanta expressão política como eles são. BBC News Brasil - Mas esse impasse envolve também a discussão do seu vice, por exemplo. Qual seria uma chapa dos sonhos? Haddad - Eu não vou dizer isso pelo seguinte: eu não quero arbitrar, não quero ser parte de uma atitude desrespeitosa em relação a nenhum dos três. São meus colegas de ministério, são parceiros, são amigos, além de termos uma visão de mundo comum em relação à democracia, à justiça social. São pessoas de altíssima respeitabilidade e sobre as quais não paira dúvida sobre conduta ética. BBC News Brasil – Mas a campanha já começou, não? Haddad - Até dia dez, dia 15 de junho, a gente resolve. Eu fui resolver isso em 2022, era final de julho. Nós vamos resolver muito antes do que resolvemos em 2022, na minha opinião. BBC News Brasil – Agora falando da sua pré-candidatura ao governo de São Paulo: por que um produtor de Barretos ou de Jaguariúna deveria votar no senhor e não no Tarcísio? Haddad - Infelizmente, eu me deparei com uma realidade em São Paulo que eu não esperava. Eu discuti longamente com o presidente [Lula] qual deveria ser minha função em 2026. Inicialmente, nós divergimos sobre o que seria o melhor a fazer. E uma das razões pelas quais eu topei foi que ele começou a me expor o que estava se passando em São Paulo, pelos dados que ele recebia. Efetivamente, nós estamos diante de um governo muito precário, em várias áreas. Na área de finanças, como há muito tempo não se vê. O crescimento do Estado é medíocre. No ano passado, São Paulo ficou para trás num patamar inaceitável. A situação das escolas públicas paulistas é muito precária. O que se tornou a Sabesp é um escândalo. Desde o começo, foi tudo mal feito: a venda de uma das maiores companhias de saneamento do mundo com um único interessado, aquela venda de ações, a chamada segunda tranche, a preços muito abaixo do mercado, o envolvimento do complexo [do Banco] Master na compra da Emae [Empresa Metropolitana de Águas e Energia], depois na compra de títulos de CDBs do próprio Banco Master... Tudo muito mal explicado. A própria doação de campanha [de R$ 2 milhões feita à campanha de Tarcísio de Freitas em 2022 por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também preso no âmbito das investigações do Banco Master]... Marina Silva (Rede) disputa a candidatura ao Senado da centro-esquerda em São Paulo Sergio Lima / AFP via Getty Images [Nota da redação: Em julho de 2024, o governo de São Paulo vendeu cerca de 32% das ações da Sabesp na bolsa, passando o comando à privada Equatorial. Paralelamente, o governo estadual também privatizou a Emae em abril de 2024, vendendo o controle ao fundo Phoenix, cujo principal investidor apontado pela imprensa é o empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como sócio oculto do Banco Master. Pouco mais de um ano depois, já privatizada, a própria Sabesp comprou cerca de 70% da EMAE. Procurada, a Sabesp afirmou que a desestatização seguiu a lei e foi conduzida com transparência. Destacou que a Justiça de São Paulo julgou improcedente a ação que questionava a venda de ações. Disse ainda que a compra da EMAE atende a critérios técnicos e classifica de "leviana e irresponsável" qualquer ligação com o caso Master.] A Sabesp foi privatizada em 2024, com uma cerimônia na B3, tendo a maior parte das suas ações sendo vendidas para a Equatorial Rovena Rosa/Agência Brasil BBC News Brasil - Mas tudo isso chega na realidade do produtor de Barretos? Haddad – Não, na realidade do produtor de Barretos chega que nós estamos no terceiro recorde de produção agrícola da história do Brasil, porque o Ministério da Fazenda fez os três maiores Planos Safra da história. Nunca o agro foi tão atendido por um governo. Aliás, não é a primeira vez que o presidente Lula faz isso. Quantos mercados nós abrimos para os produtos de São Paulo? Quantos mercados o Bolsonaro e Tarcísio abriram? Nenhum. Como foi o enfrentamento do tarifaço do Trump? Como nós lidamos com o suco de laranja, com a carne? Com os produtos de São Paulo que são vendidos fora, com o café? Enquanto Eduardo Bolsonaro estava do lado dos Estados Unidos, defendendo a retaliação ao Brasil em virtude do julgamento do pai, nós estávamos lutando pelos interesses nacionais. Aí me aparece o Tarcísio dizendo "vamos entregar alguma coisa para satisfazer o presidente americano". E nós ali, muito sobriamente, com a melhor diplomacia do mundo, ganhando o terreno nas negociações até a rendição dos Estados Unidos. Se deixar o preconceito de lado, se a pessoa se debruçar sobre números, sobre política pública, inclusive sobre o desbaratamento dessas quadrilhas todas que a nossa Polícia Federal está fazendo... O caso Master é todo ligado ao bolsonarismo. Quatro ex-ministros do Bolsonaro envolvidos, o presidente do Banco Central do Bolsonaro [Roberto Campos Neto] foi totalmente leniente com a escalada de emissões de CDBs impagáveis. Qualquer criança sabe que aquilo era insustentável e o BC do Bolsonaro soltando a rédea para o banco crescer. É a maior fraude bancária da história. E poderia ter sido evitada com muita facilidade. Corromperam diretores do Banco Central que hoje estão com tornozeleira eletrônica. Quando você vai imaginar um diretor do Banco Central ser corrompido? Falta ali, uma boa apuração, que não será feita, na minha opinião, infelizmente. BBC News Brasil – Não? Haddad - Acho que o foco está fora do BC, e na minha opinião o foco deveria ser o BC. O que aconteceu para um Banco Central, qualquer que seja, não só ser corrompido, mas não ter mecanismo de reação? Foram feitas várias reuniões de alerta com o Roberto Campos Neto e com o diretor da área. Houve muitos alertas feitos pela Febraban [Federação Brasileira de Bancos], grandes bancos, FGC, e esses alertas foram ignorados. A minha equipe do Tesouro descobriu em duas semanas, sendo que não é competência do Tesouro ver isso, algo que o Banco Central não viu em seis anos. PT só teve eleições prévias para presidente em 2022, quando seus filiados escolheram Lula, que concorreu com Eduardo Suplicy MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images BBC News Brasil - O senhor acabou de lançar um livro que trata das classes sociais e relações de trabalho. O governo não conseguiu aprovar um projeto para regulamentar a situação dos entregadores de aplicativo, encontrando resistência, inclusive, da própria categoria. O PT perdeu a linguagem de falar com essa classe trabalhadora, o precariado, como o senhor diz no seu livro? Haddad – O PT é um partido da classe operária tradicional, chão de fábrica, nascido no ABC industrializado... É muito interessante que a tua pergunta tenha sido precedida de um comentário sobre o meu livro, porque um dos recados do meu livro é o seguinte: não existe uma classe social que represente os interesses de toda a humanidade, como se pensou no século 19. O marxismo, por exemplo, pensava que a classe operária era portadora dos interesses emancipatórios de toda a humanidade. Hoje você tem, dentre os não proprietários do meio de produção, um conjunto de cientistas e técnicos e programadores e formuladores que são contratados pelo capital como força criativa. Você tem o velho proletariado, que é contratado como força produtiva, e você tem muita força destrutiva das relações e da proteção social. Um partido que se pretenda representante de um projeto emancipatório, com uma dimensão utópica, um horizonte mais generoso, tem que partir do pressuposto de que isso mudou e ele tem que se abrir para esses novos segmentos sociais. BBC News Brasil - O PT está aberto a esses novos segmentos? Haddad - Eu acredito que está, pelo fato de ter voltado ao poder agora e ter se deparado com uma realidade muito diferente da sua origem. Por exemplo, a última iniciativa teve uma adesão da categoria muito legal, a ponto de subirem no palanque para defender o presidente. [Nota da redação: O governo Lula anunciou neste mês uma nova linha de crédito de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem veículos] Nós estamos tateando. Não tenho a menor dúvida de que o PT quer entender essa categoria, ajudar. E não vai aparecer um [outro] partido, na minha opinião, com essa preocupação. Só que o PT precisa dominar uma tecnologia que ele não domina hoje. Ele precisa aprender. A melhor coisa que nós podemos fazer é aprender com esses novos atores, chamados na literatura de precariado, que são essas pessoas que não têm relações estabelecidas de uma maneira tradicional, são novas relações que estão surgindo de vínculo de trabalho e que não têm a cabeça do proletariado tradicional. Se eles não forem convidados a participar da política, não vão construir uma visão de sociedade mais interessante. BBC News Brasil - Críticos dizem que a segurança pública é um dos calcanhares de Aquiles da esquerda. Ceará e a Bahia têm índices muito ruins nessa área. E São Paulo é um Estado totalmente infiltrado pelo crime organizado, de acordo com os próprias autoridades. Se o senhor for eleito, qual seria a medida número um 1 para a segurança pública? Haddad - Eu comecei a ouvir muito as pessoas para entender quais são as prioridades do Estado. E o que eu posso te assegurar é que a segurança pública vai estar no alto das minhas prioridades. E eu vou dizer, nas próximas semanas, o que eu vou fazer, com começo, meio e fim. Eu já tenho um plano muito adiantado de segurança pública que faz um balanço crítico da atual gestão, que desmontou uma série de mecanismos e não colocou nada no lugar. Meu plano de trabalho tem uma dimensão que é o andar de cima, que é muito desassistido pelo governador. São Paulo tem uma deficiência muito grande no combate ao andar de cima. Modéstia à parte, eu acho que aprendi muito com a Receita Federal atual, que começou a desbaratar os grandes esquemas de corrupção, que foram desbaratados pelo governo federal, Polícia Federal, Receita Federal e Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras]. BBC News Brasil – O senhor já pensa em nomes para uma eventual secretaria? Haddad - Eu diria para você que eu já até tenho nome. Mas não posso dar pista nenhuma ainda. Talvez eu antecipe o lançamento do plano de segurança, porque, como vai ser uma prioridade absoluta, talvez eu antecipe o anúncio dele. O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera as pesquisas para a reeleição no Estado Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images BBC News Brasil - Acha que o Brasil caminha para ser um narcoestado? Haddad - Se a gente não fizer nada... Uma das coisas mais erradas que o Tarcísio fez foi boicotar a PEC de Segurança Pública do presidente Lula. O constituinte de 88 falhou no capítulo sobre segurança pública, porque só tem um artigo ali na Constituição, o 144. E nada mudou de 88 para cá. O presidente Lula foi o único presidente que teve a coragem de reconhecer que a Constituição tem uma falha genética, que ele queria corrigir. O objetivo da PEC era fazer da cooperação entre os órgãos de inteligência a regra, e não a exceção. Compartilhamento de dados, compartilhamento de informações, acesso a sistemas de informação, isso tem que ser a regra, senão você não combate crime nenhum. [Tarcísio] manda o secretário da Segurança Pública [deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP)] desfigurar a Lei Antifacção justamente no capítulo da cooperação, que era o mais importante, eu diria. Todo o resto era mais do mesmo. Mas o eixo da ação é a cooperação, não pode ser outro. Porque o crime está organizado e o Estado não. É isso que está acontecendo. O que o presidente Lula fez foi de muita coragem. Tanto é que ele não criou o Ministério da Segurança Pública porque o ministro da Segurança vai fazer o quê se ele não tiver os dados? Se ele não tiver uma inteligência? O PCC, que nasceu e cresceu em São Paulo, está internacional hoje. [Procurado, Derrite disse, por meio de nota, que "Haddad entende tanto de segurança pública quanto entende de economia: absolutamente nada" e que mudou o PL Antifacção pra "para torná-lo o mais duro já debatido no Congresso".] BBC News Brasil - O PCC cresceu durante o governo de Geraldo Alckmin (PSB) em São Paulo. Ele falhou nisso? Haddad - Nós não tínhamos um diagnóstico preciso sobre por qual razão a segurança pública não andava bem no Brasil. Foi isso que o governo Lula fez. O diagnóstico não anda por falta de integração, então vamos fazer uma PEC para integrar. BBC News Brasil – Sim, mas que o crime organizado estava avançando, esse diagnóstico já existia há muito. Haddad - Mas qual era o antídoto para isso? Com essa experiência que nós acumulamos, eu estou muito seguro de que se eu for eleito governador, eu vou fazer o oposto do que o Tarcísio fez, que é buscar a cooperação com a Polícia Federal, com a Receita Federal, com o Coaf, entregar informações, receber informações, montar um núcleo duro de combate ao crime organizado. O governo de São Paulo não realiza essa cooperação. BBC News Brasil - Analistas consideram que a gente está num momento de rombo fiscal, com o maior déficit nominal da série histórica, de R$ 1,2 trilhão. Se Lula for reeleito, ele vai ter que fazer um ajuste fiscal, como a Dilma fez em 2015? Haddad - Ele fez o ajuste fiscal. BBC News Brasil – E por que o rombo? Haddad - Porque nós estamos com o juro muito elevado, incompatível com a situação do país. Eu recebi um projeto de lei orçamentária com mais de R$ 60 bilhões de rombo, desconsiderado o reajuste do Bolsa Família, que era de R$ 52 bilhões, desconsiderado o calote dos precatórios, que era de R$ 44 bilhões, desconsiderando a indenização dos governadores por conta do ICMS de combustível, que era de R$ 45 bilhões, e eu fiz acordo para baixar para R$ 27 bilhões. Você soma isso, dá R$ 200 bilhões, fora a inflação de quatro anos. Além disso, eu recebi um BPC [Benefício de Prestação Continuada] desorganizado, e um Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] que foi multiplicado por três. Soma tudo isso. Qualquer que seja o presidente eleito, ele vai receber uma situação fiscal infinitamente melhor. BBC News Brasil – Mas é só o juro? Não teve muito gasto? Haddad – É só ver as contas públicas. Pega a despesa primária como proporção do PIB. É assim no mundo inteiro. Qual foi a despesa primária como proporção do PIB? Cresceu ou caiu no governo Lula? BBC News Brasil - E por que os juros não baixam, na sua opinião? Haddad - Aí tem que perguntar para a autoridade monetária. BBC News Brasil – Mas o senhor tinha uma boa relação com Gabriel Galípolo. O que aconteceu? Haddad – Não aconteceu nada. Eu tenho uma relação de independência. Não existe no Brasil, há muito tempo, sintonia entre a Fazenda e o Banco Central. São visões diferentes sobre como lidar com o problema. Poucas vezes na história do Real, você teve momentos de sintonia fina entre a política monetária e a política fiscal. BBC News Brasil - Eu volto à pergunta inicial então: Lula vai ter que fazer um ajuste no ano que vem se ele for reeleito? Haddad - Todo ministro da Fazenda tem que entrar com o plano de trabalho. Eu recebi o orçamento com R$ 200 bi de déficit, conforme eu relatei aqui para você, e já me coloquei à disposição para conversar com qualquer ex-ministro da Fazenda, do [Pedro] Malan para cá, para bater esses dados, porque não é possível a gente discordar sobre um número. O próximo presidente, seja quem for, e eu espero que seja o presidente Lula, vai receber um Brasil muito melhor do ponto de vista das finanças. O que está fora do lugar é a taxa de juro. Agora teve a guerra no Irã, que, na minha opinião, atrapalhou muito o ciclo de corte. Mexeu com o mundo inteiro essa bobagem que foi atacar o Irã. Mas talvez a gente pudesse ter chegado num patamar de juros menor do que os 15%. Talvez a gente pudesse ter começado a cortar antes. Mas enfim, está contratado o ciclo de corte, que eu acho que vai ser um ciclo longo, e o corte do juro vai acertar o déficit nominal, porque o déficit primário também depende da queda do déficit nominal. Porque se você quer rotear o crescimento econômico, você vai ter impacto fiscal também. BBC News Brasil - Apesar dos bons indicativos econômicos, a alta do PIB, inflação controlada... Haddad – Não só econômicos, sociais também, né? BBC News Brasil – Mas então, por que a popularidade do presidente Lula não melhora? Haddad - Essa questão da rede social.... Quando você faz uma pessoa tomar detergente, você está lidando com um universo novo. Estou falando de uma pessoa, um adulto, que, por fidelidade canina, uma seita, se filma tomando detergente porque a Anvisa preveniu a população sobre um lote de um produto que poderia estar contaminado. Nós estamos numa situação grave. Quando pessoas agem dessa maneira, elas não estão mais se importando com nada. E a atuação dessas pessoas na rede social confunde a opinião pública. Nunca se vendeu tanto apartamento e casa, nunca se vendeu tanto carro, nunca se vendeu tanta moto. O IDH do Brasil é o maior da história, a distribuição de renda é a maior da história, o desemprego está na mínima histórica, a inflação de quatro anos é a menor do Plano Real. BBC News Brasil - Mas as pessoas não conseguem ligar uma coisa à outra? Haddad - Mas aí você está jogando uma responsabilidade em cima das pessoas também, que eu não acho justo. Há falhas de percepção, falhas de comunicação, fatores sociais que não estão sendo considerados. Não pense você que o vício em jogos online afeta pouco a vida das famílias. Oficialmente, os cassinos online estão levando R$ 50 bilhões em apostas. Fora o universo digital não oficial, que, dizem, leva outros R$ 50 bilhões. Estou falando de perto de 1% do PIB. Outra coisa é a educação financeira. Nós ainda temos uma cultura de crédito que precisa ser muito aperfeiçoada. Não é porque a prestação cabe no seu bolso que você tem que tomar o crédito. O mundo digital envolve muita coisa. Envolve crédito, compra online, jogos, envolve quase que um universo paralelo. Nós vamos ter que fazer um trabalho de educação. E eu não estou falando assim "ah, o pobre não sabe". É todo mundo. Eu sou do tempo em que você entrava em dez lojas antes de comprar uma camisa para saber qual era a mais barata. BBC News Brasil - Pois, falando em camisa, vamos falar da taxa das blusinhas. O presidente Lula disse nesta semana que o senhor acreditou que a taxa das blusinhas era uma coisa boa. Haddad - Eu, o Tarcísio, o Zema, o Caiado, o Eduardo Leite e todos os líderes partidários. BBC News Brasil - E foi um erro? Haddad - Você acha que todas essas pessoas erraram? Sabe o que é interessante? Nenhum órgão de imprensa escreveu um editorial sobre o tema. Nem contra, nem a favor. O que está por trás disso? Por que ninguém se manifestou sobre isso? Afinal de contas, o certo é o comércio eletrônico pagar o mesmo imposto do comércio presencial, ou não? Do meu ponto de vista, deveria ser uma regra só. Uma loja aberta não pode pagar mais imposto do que uma loja virtual. BBC News Brasil - Mas o discurso virou uma guerra de rico contra pobre. O rico pode viajar e comprar lá fora, enquanto o pobre não pode comprar. Haddad - Mas estou falando de um conceito. Uma loja aberta tem que pagar mais ou menos impostos que uma loja virtual? O Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária, responsável, dentre outras coisas, pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS] está cobrando o ICMS até hoje. Não revogou a taxa das blusinhas. Os governadores estão cobrando taxa de blusinha e ninguém vai perguntar para o Tarcísio se ele é contra ou a favor o ICMS que ele está cobrando. Porque há, efetivamente, uma coisa que está por trás disso. Como isso não ficou na conta dos governadores, nem do Congresso, nas redes sociais estava ficando na conta do presidente, que foi levado a revogar, porque ele é o único que não queria [a taxa das blusinhas]. A única pessoa que não queria era ele. BBC News Brasil - Aí ele jogou na sua conta, dizendo que "o Haddad acreditava que era uma coisa boa". Haddad - E eu não mudei de opinião. Eu não mudei de opinião porque eu ouvi todos os governadores, todos os líderes partidários, a indústria, o comércio e cheguei a essa conclusão. Haddad, na eleição municipal de 2012 em que foi eleito prefeito de São Paulo YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images BBC News Brasil - Sobre a redução da jornada 6x1, alguns críticos dizem que é uma mudança muito brusca, que a proposta é que seja feita a redução de jornada de um jeito muito rápido. Qual é a opinião do senhor? Haddad - A redução da jornada de trabalho é uma demanda histórica, que ganhou tração social agora, e é natural que as pessoas queiram uma regra de transição. E quem tem que estabelecer essa regra de transição é o Congresso Nacional. Agora, o que a direita está pedindo? O Tarcísio, o Flávio? Dez anos de transição. Aí é um pouco demais. BBC News Brasil - Nesta semana a oposição pediu a redução para 4x3. Haddad - Mas eles pediram isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 10 mil, quando a gente apresentou até R$ 5 mil. Isso é um jogo de cena para confundir a opinião de novo. Se eu estivesse no lugar deles, eu negociaria em vez de ficar fazendo micagens. Eu negociei durante meses o Imposto de Renda para chegar a um consenso e todo mundo votar a favor. Todo mundo votou a favor, não teve um voto contra. Porque houve negociação. A Fazenda aprovou 77 projetos de lei na minha gestão, sendo que 40 estruturais. Estou fazendo a maior reforma tributária da história do Brasil. Tudo passou porque foi negociado. BBC News Brasil - Mas para negociar é preciso ter interlocução com o Congresso. O senhor acha que neste momento, depois que o Senado não aprovou a indicação do Jorge Messias para o Supremo, há interlocução? Haddad - Quando caiu a medida provisória da desoneração, nós fomos para o Supremo Tribunal Federal e ganhamos. Quando eles derrubaram o decreto do presidente do IOF, nós fomos para o Supremo e ganhamos. E todo mundo dizia "agora acabou", "não tem mais clima para nada". Eu aprovei tudo. Você reconstrói o clima. Isso depende da sua capacidade de reconstruir a ponte. BBC News Brasil - O presidente Lula está com 80 anos e provavelmente essa é a última eleição que ele disputa. O senhor está preparado para receber esse bastão daqui a quatro anos? Haddad - Não existe esse planejamento no Brasil. BBC News Brasil - Não é no Brasil, é no PT. Haddad - Mas não existe isso. Quatro anos no Brasil são 40 anos em qualquer lugar do mundo. É muito tempo. Quem imaginou que o Flávio Bolsonaro, que até outro dia estava ameaçado de prisão por rachadinha, por compra de imóvel sem fonte de renda, por vender chocolate, agora estaria disputando a Presidência da República? Tem como planejar alguma coisa? Agora, se eu ganhar o governo do Estado, vou trabalhar bem, vou fazer um bom governo. E aí o destino encaminha. Quando fui ministro da Educação, eu não pensava em ser candidato. E acabei sendo candidato a prefeito e ganhando a eleição. Podia ter perdido, mas não dá para planejar desse jeito. BBC News Brasil - Não parece que o PT está trabalhando para a sucessão de Lula. Quais são os nomes, quem são os quadros que estão sendo preparados? Haddad - Não falta quadro. BBC News Brasil - Quais são então? Haddad - Vários quadros. Vários governadores, ex-governadores. BBC News Brasil - Quais? Haddad - Eu não vou ficar declinando o nome aqui. Você sabe. BBC News Brasil - Não, não sei, estou te perguntando. Haddad - O Rafael Fonteles [governador do Piauí] é um quadro que vai despontar no Brasil, por exemplo, para citar um. Mas você está pedindo nomes, os outros vão ficar com ciúmes… BBC News Brasil - Então fala todos os outros. Temos tempo. Haddad - Todo governador ou ex-governador do Estado pode ser candidato. Todo senador pode ser candidato. BBC News Brasil - Quem é o favorito do Lula neste momento? Haddad - Pergunta para ele. BBC News Brasil - O senhor é próximo dele. Haddad - Mas nem o Lula vai dizer isso, porque o Lula sabe da complexidade do processo. Não são processos simples. Mas eu acho que pode ser divertido esse processo. Se ele for arejado, participativo, ele pode ser muito legal. Pode ser uma excelente oportunidade para o PT de se repensar, se reavaliar, discutir programa, discutir futuro. Se o PT fizer um processo aberto, menos fechado, pode ser celebrativo até. Inclusive a militância participar, debater. Imagina se tiver uma prévia no PT? Seria o máximo. Eu acredito que, se tivesse uma prévia no PT — e estou te respondendo assim porque nem sei se vai ter —, poderia ser um negócio muito bonito. Tem gente muito boa no PT com boas ideias, com boas cabeças. E se você numa prévia envolve a militância, já na escolha do nome você já dá impulso à campanha. Pode ser uma coisa muito legal.
01/06/2026 08:42:33 +00:00
Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?

Raphinha celebra gol de falta pela seleção brasileira Rafael Ribeiro/CBF As chuteiras podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo de jogador brasileiro na Copa do Mundo de 2026. Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.300. Mas esses valores podem ficar ainda mais altos, já que essas chuteiras não são necessariamente as que os 26 convocados vão usar em campo. 🇧🇷 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Exemplo: Vini Jr. usava uma Nike Mercurial Vapor 16 Vini Jr até recentemente, mas ela já é um modelo "antigo", que já foi substituída pela recém-lançada Mercurial Zoom Vapor 17 Elite (que sai por R$ 2.300). A Adidas deve anunciar mudança na coleção 2026 para a Copa nos próximos dias, o que pode deixar esses valores ainda maiores. Casemiro, Raphinha e Luiz Henrique durante a goleada do Brasil por 6 a 2 contra o Panamá Mauro Pimentel/AFP Apenas quatro marcas dominam os pés dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol: Nike (11 jogadores), Adidas (8), Puma (4) e New Balance (1). No levantamento feito pelo Guia de Compras com os fabricantes, apenas dois atletas estão sem patrocínio de chuteiras. Por fotos em redes sociais, deu para perceber que Ibañez usa produtos da Adidas, e Igor Thiago, da Nike. Veja a seguir as chuteiras usadas pelos convocados e alguns dos modelos disponíveis nas lojas on-line. Adidas Atletas patrocinados pela Adidas Adidas F50 Elite Adidas F50 LL Adidas Predator Elite New Balance Atleta patrocinado pela New Balance New Balance Tekela “Pure Ambition” Nike Atletas patrocinados pela Nike Nike Mercurial Vapor 16 Vini Jr. Nike Jordan Tiempo Nike Tiempo Maestro Elite LE Puma Atletas patrocinados pela Puma Puma Future 9 Ultimate Puma Ultra 6 Ultimate Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.  Na Copa do Mundo, não grite "gol" com atraso
01/06/2026 08:03:53 +00:00
Por que anúncios de bets com Kane e Haaland foram vetados do Instagram: 'Irresponsáveis'

Harry Kane (à esquerda) e Erling Haaland em um jogo do Tottenham contra o Manchester City em 2023 PA Media via BBC Dois anúncios no Instagram com os astros do futebol Harry Kane e Erling Haaland foram banidos no Reino Unido por serem considerados “irresponsáveis”, diz o órgão regulador de publicidade do país. A Advertising Standards Authority (ASA) disse que os anúncios, que eram de um site de apostas online, violaram o seu código porque Kane e Haaland têm um "forte apelo junto de menores de 18 anos". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Oddschecker, que publicou as imagens, afirmou que elas eram "principalmente de natureza editorial, e não anúncios" e que havia configurado a conta para ser acessada apenas por maiores de 18 anos. No entanto, a ASA disse que existe "um número significativo de crianças que não usam sua data real de nascimento ao se inscreverem" no Instagram. Agora no g1 Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas O que são os sites de 'apostas sobre tudo' que têm irritado bets no Brasil A ASA investigou os anúncios em questão após uma queixa de um pesquisador da Universidade de Bristol. Um deles mostrava uma imagem de Kane com a legenda: "Harry Kane é o jogador com mais apostas para vencer a Bola de Ouro em 2026 (32% das apostas)", com um emoji de troféu. O outro mostrava Haaland e trazia a legenda: "Nas últimas 24 horas, a Noruega vencer a Copa do Mundo de 2026 é a aposta mais feita através do oddschecker." A Cyan Blue Odds Ltd, empresa que opera a Oddschecker, disse reconhecer que exibir grandes jogadores de futebol pode atrair crianças e que havia configurado a conta para que apenas maiores de 18 anos pudessem visualizá-la. Argumentou que as postagens não eram publicitárias, mas sim conteúdo “editorial” mais geral, razão pela qual não havia nenhum aviso de idade ou mensagem promovendo o jogo responsável. A ASA rejeitou a defesa, considerando Kane e Haaland "como apresentando alto risco de forte apelo junto a menores de 18 anos". “Por esses motivos, concluímos que os anúncios eram irresponsáveis e violaram o código”. Em outra investigação, a ASA concluiu que um outro anúncio no Instagram com um jogador de futebol não violou suas regras. O anúncio da Betway mostrava uma foto do ex-atacante do Arsenal e agora analista Thierry Henry, mas a ASA disse que é improvável que ele atraia fortemente os menores de 18 anos e, portanto, não violou seu código. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
01/06/2026 06:00:41 +00:00
Fim da escala 6x1: o acordo político e o futuro da proposta - O Assunto #1731

Na noite da última quarta-feira (27), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição que altera a escala de trabalho padrão de 6 dias trabalhados por 1 de folga para 5 por 2 e reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas. Construído a partir de uma PEC apresentada em 2019 e resultado de um acordo costurado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, o texto foi aprovado por ampla maioria e, agora, vai ao Senado Federal – onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, irá pautar nova análise da matéria. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Ana Flor, que acompanhou de perto os bastidores da construção do consenso em torno da aprovação da PEC. Ana Flor relata também o que ouviu de economistas e setores organizados da sociedade sobre os pontos positivos e negativos da proposta. Convidada: Ana Flor, comentarista da GloboNews e colunista do g1. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. O peso das urnas na aprovação do fim da escala 6x1 O que você precisa saber: Comissão da Câmara aprova texto-base da PEC que acaba com escala 6x1: como votaram os deputados e partidos Fim da escala 6x1: ministro do Trabalho diz esperar aprovação de PEC no Senado no 1º semestre Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Texto da PEC ainda precisa passar pelo Senado Escala 6x1: entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo Maria Cristina Fernandes: Fim da escala 6x1 dá um nó no bolsonarismo O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Câmara aprova fim da escala 6x1 Bruno Spada/Câmara dos Deputados
01/06/2026 03:30:33 +00:00
MEI: perdeu o prazo da declaração anual? Veja como regularizar

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae O prazo para os Microempreendedores Individuais (MEIs) entregarem a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) terminou no último domingo (31). O envio é obrigatório e deve ser feito anualmente pelo Portal do Empreendedor. Quem não entregou a declaração no prazo ainda pode regularizar a situação. No entanto, haverá multa de 2% ao mês sobre os tributos devidos, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 50. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para evitar prejuízos ainda maiores, a orientação é que os empreendedores preencham o formulário on-line o quanto antes. A declaração exige apenas informações como o faturamento anual e a eventual contratação de empregados. Para enviar a DASN-SIMEI e regularizar sua situação, é necessário: Acessar o Portal do Empreendedor; Entrar na área da “Declaração Anual de Faturamento” do Simples Nacional (DASN-SIMEI); Informar o CNPJ da empresa; Selecionar o ano da declaração em atraso; Preencher o faturamento bruto do período; Informar se houve contratação de empregado; Conferir os dados e enviar a declaração; Emitir o recibo de entrega e o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) da multa por atraso; Pagar a multa dentro do prazo para evitar juros adicionais. Vídeos em alta no g1 Para facilitar a entrega da declaração, o MEI deve preencher mensalmente o Relatório Mensal das Receitas Brutas com o valor que obteve no mês anterior. Essa também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. 🔎 A DASN-SIMEI reúne informações sobre o faturamento da empresa em 2025, contribuições e, se houver, dados de empregados. Mesmo sem faturamento, o MEI deve realizar a declaração. A declaração deve ser apresentada anualmente à Receita Federal para informar os rendimentos do MEI e manter o CNPJ regular. O documento comprova que a empresa está operando dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não preenchimento pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O MEI também pode ter o registro cancelado definitivamente caso fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Em casos de extinção do CNPJ, o MEI deve apresentar a declaração de situação especial: Até 30 de junho de 2026, se a baixa ocorreu entre 1º de janeiro e 30 de abril de 2025. Até o último dia do mês seguinte à baixa, nos demais casos. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI? 💻 Quem deve declarar? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
01/06/2026 03:01:03 +00:00
Quando cai Corpus Christi? Entenda por que a data muda todo ano

Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga É uma dúvida comum entre quem quer comprar passagens ou programar viagens com antecedência: afinal, quando cai o Corpus Christi neste ano? 🤔 A pergunta faz sentido. A celebração da Igreja Católica é considerada uma “data móvel” — ou seja, não tem um dia fixo no calendário e muda a cada ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O mesmo acontece com outras datas religiosas, como o carnaval e a Páscoa. E isso não é coincidência: todas seguem um cálculo definido há séculos, que combina tradição religiosa e até fenômenos astronômicos. Sim, a conta envolve elementos como as fases da Lua, a posição do Sol e o calendário lunar. Parece complicado, mas dá para entender seguindo um passo a passo. 🕊️ Primeiro, define-se a data da Páscoa: a celebração acontece sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de março. (veja como é feito cálculo) ✝️ Depois, basta contar 60 dias a partir do domingo de Páscoa para chegar ao Corpus Christi, celebrado sempre em uma quinta-feira. 🎉 O carnaval também depende dessa lógica. A terça-feira de carnaval acontece 47 dias antes da Páscoa — ou, de forma mais precisa, 40 dias antes do Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa. Mas o que quer dizer Corpus Christi? A expressão vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A data celebra, segundo a tradição católica, a presença de Jesus Cristo na eucaristia — representada pelo pão e pelo vinho. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a celebração marca a “presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho”. Quando cai o feriado de Corpus Christi em 2026? Neste ano, o Corpus Christi será celebrado em 4 de junho, uma quinta-feira. A data é considerada ponto facultativo nacional. Isso significa que estados e municípios podem transformá-la em feriado religioso por meio de regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso para quem também folga na sexta-feira ou no fim de semana. Nas cidades onde o Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja convocado para trabalhar, ele tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. Das 27 capitais brasileiras, 20 decretaram Corpus Christi como feriado, cinco adotaram ponto facultativo, uma informou que a data não será feriado e uma ainda não publicou decreto sobre o assunto. (Veja a lista completa abaixo) Consideram feriado Aracaju (SE) Belo Horizonte (MG) Boa Vista (RR) Brasília (DF) Campo Grande (MS) Cuiabá (MT) Curitiba (PR) Florianópolis (SC) Fortaleza (CE) Goiânia (GO) Macapá (AP) Maceió (AL) Manaus (AM) Natal (RN) Rio de Janeiro (RJ) Salvador (BA) São Luís (MA) São Paulo (SP) Teresina (PI) Vitória (ES) Consideram ponto facultativo Belém (PA) Palmas (TO) Porto Velho (RO) Porto Alegre (RS) Rio Branco (AC) Não é feriado e nem ponto facultativo Recife (PE) Sem decreto publicado João Pessoa (PB) Tapetes do dia de Corpus Christi em Palmas Otávio Frabetti/Catedral de Palmas O que é ponto facultativo? Em dias de ponto facultativo, os servidores públicos são dispensados do trabalho sem prejuízo na remuneração. Essa medida costuma ser adotada em dias úteis que ficam entre feriados e fins de semana. No setor privado, como a data é considerada ponto facultativo e não feriado, as empresas não são obrigadas a dispensar seus funcionários. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 *Com colaboração de g1 Acre, g1 Alagoas, g1 Amapá, g1 Amazonas, g1 Bahia, g1 Ceará, g1 Distrito Federal, g1 Espírito Santo, g1 Goiás, g1 Maranhão, g1 Mato Grosso, g1 Mato Grosso do Sul, g1 Minas Gerais, g1 Pará, g1 Paraíba, g1 Paraná, g1 Pernambuco, g1 Piauí, g1 Rio de Janeiro, g1 Rio Grande do Norte, g1 Rio Grande do Sul, g1 Rondônia, g1 Roraima, g1 Santa Catarina, g1 São Paulo, g1 Sergipe e g1 Tocantins. LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
01/06/2026 03:01:02 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em junho

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de junho do Bolsa Família no dia 17. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para junho de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 17/6 Final do NIS: 2 - pagamento em 18/6 Final do NIS: 3 - pagamento em 19/6 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/6 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/6 Final do NIS: 6 - pagamento em 24/6 Final do NIS: 7 - pagamento em 25/6 Final do NIS: 8 - pagamento em 26/6 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/6 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/6 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
01/06/2026 03:00:48 +00:00
Limpa-nome: esquema de fraude milionário envolve endereços fantasmas e até juízes

Associações, advogados e juízes são investigados na "Indústria do limpa-nome Os anúncios estão por toda parte e prometem limpar o nome de devedores em tempo recorde. Mas a dívida não é cancelada. Ela apenas some temporariamente dos registros dos órgãos de proteção ao crédito. Como isso é possível? Associações de defesa do consumidor, advogados e juízes estão sendo investigados. O esquema envolve a concessão de liminares suspeitas e se chama "indústria do limpa-nome". É o que mostra a reportagem especial de Mauricio Ferraz e Evandro Siqueira. Uma pesquisa recente mostrou: quase 83 milhões de brasileiros estão endividados, a metade da população adulta do país. E a taxa média de inadimplência atingiu o maior nível desde 2011. “A gente vai entrar com uma ação judicial. Você vai ter o poder novamente de empréstimo, financiamento, cartão.” Com tanta gente endividada, anúncios com esse tipo de promessa viralizaram na internet. Mas como isso é possível? E, o principal: é tudo dentro da lei? O Fantástico foi ao Nordeste, uma das regiões que mais concentram ações judiciais coletivas de quem está negativado, em busca de informações sobre a chamada "indústria do limpa-nome". “No começo, achávamos que era um movimento pontual, mas ele está se voltando quase que a um movimento sistêmico. Significa que ele acaba se replicando”, afirma Elias Sfer, presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito. As investigações mostram que essa "indústria" depende de associações que dizem defender os direitos dos consumidores. São elas que entram com as ações coletivas exigindo que órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC, não divulguem que a pessoa tem dívidas pendentes, que está com o nome sujo. Quando alguém consulta o cadastro, a resposta deve ser que "nada consta", não há nenhuma restrição. “Um dos principais argumentos ali é de que eles não receberam a comunicação de negativação, que é uma obrigação legal, está no Código de Defesa do Consumidor”, diz o advogado Armin Lohbauer. Mas as investigações revelam: a grande maioria recebeu, sim, a notificação da dívida e da negativação. “Não tem fórmula mágica. Não caia nessa cilada de acreditar que uma dívida que realmente existe pode simplesmente ser camuflada e desaparecer da noite para o dia”, afirma André Gomes Netto, presidente da Associação dos Cartórios de Protesto do Brasil. Limpa-nome: esquema de fraude milionário envolve endereços fantasmas e até juízes Fantástico/ Reprodução Quem aceita a proposta de anúncios como os que mostramos na reportagem tem o nome repassado para uma associação. São várias agindo da mesma forma. “Havia uma comercialização de listas de nomes que a associação recebia. Inseria essas pessoas, esses nomes como associados para representá-los judicialmente nos processos", afirma Jamile Lemos, promotora de Justiça de PB. "É uma comercialização de uma liminar. A gente está diante de um processo fraudulento, um processo falso, não autêntico. É um processo fake, feito para ganhar dinheiro”, diz o advogado Armin Lohbauer. Em 2023, as ações judiciais de limpa-nome se concentravam no Piauí, Paraíba e Pernambuco. Dois anos depois, elas se espalharam para mais seis estados. As liminares - que chegam com frequência aos cartórios de protestos - proíbem a divulgação de que a pessoa está com nome sujo, mas não cancelam as dívidas. Elas continuam existindo até que sejam pagas ou negociadas. A soma das contas atrasadas de quem já se beneficiou dessas liminares dá um valor gigantesco. “Ao longo de cinco anos, já se chegou a uma marca de aproximadamente R$ 130 bilhões em créditos que foram camuflados. Pessoas que têm dívidas e que estão se apresentando diante do mercado com o nome limpo e, com isso, contraindo novas dívidas", diz André Gomes Netto, presidente da Associação dos Cartórios de Protesto do Brasil. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
01/06/2026 00:37:25 +00:00
João Fonseca em Roland Garros: veja quanto o brasileiro faturou ao avançar às quartas de final

João Fonseca em Roland Garros contra o norueguês Casper Ruud. REUTERS/Guglielmo Mangiapane O brasileiro João Fonseca venceu neste domingo (31) o norueguês Casper Ruud pelas oitavas de final de Roland Garros. Com a classificação para as quartas de final, o tenista garantiu uma premiação de 470 mil euros (cerca de R$ 2,77 milhões na cotação atual). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia João derrotou Ruud por 3 sets a 1 na quadra Philippe-Chatrier, em Paris, na França. Com o resultado, ampliou sua melhor campanha em um torneio de Grand Slam. O brasileiro já havia alcançado seu melhor desempenho nesse tipo de competição ao superar o sérvio Novak Djokovic na fase anterior. Agora, a jovem promessa do tênis brasileiro enfrentará Jakub Mensik, atual número 28 do ranking da ATP, em busca de uma vaga na semifinal. Em busca da próxima fase, o valor do prêmio também pode servir de motivação para o brasileiro. Caso João avance para a semifinal, vai embolsar 750 mil euros (cerca de R$ 4,4 milhões). Entre os quatro torneios de Grand Slam, Roland Garros tem a terceira maior premiação ao campeão. Veja o ranking: US Open — 4,3 milhões de euros (R$ 25,9 milhões) Wimbledon — 3,5 milhões de euros (R$ 20,6 milhões) Roland Garros — 2,8 milhões de euros (R$ 16,5 milhões) Aberto da Austrália — 2,55 milhões de euros (R$ 15 milhões) Agora no g1 Veja a premiação de Roland Garros Chaves simples Campeão: 2,8 milhões de euros (R$ 16,52 milhões) Finalista: 1,4 milhão de euros (R$ 8,26 milhões) Semifinal: 750 mil euros (R$ 4,43 milhões) Quartas de final: 470 mil euros (R$ 2,77 milhões) Oitavas de final: 285 mil euros (R$ 1,68 milhão) Terceira rodada: 187 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão) Segunda rodada: 130 mil euros (cerca de R$ 767 mil) Primeira rodada: 87 mil euros (cerca de R$ 513 mil)
31/05/2026 22:28:12 +00:00
Petrobras reduz em R$ 0,35 preço do diesel para distribuidoras

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras anunciou neste domingo (31) uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras, o que levará o litro do combustível para R$ 3,30 ante os atuais R$ 3,65 a partir de segunda-feira, 1º de junho. Em nota, a estatal disse que a redução se deveu à subvenção ao diesel anunciada pelo governo federal. No sábado (30), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prorrogou medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis em meio à continuidade da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Entre as medidas anunciadas no sábado estava uma subvenção de R$ 1,12 para o diesel rodoviário em substituição a duas outras subvenções que venceriam neste domingo. Agora no g1 Na nota em que anunciou a redução para as distribuidoras, a Petrobras disse que está avaliando os termos da nova subvenção. "Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional", afirmou na nota. Pouco após o início da guerra, deflagrada em 28 de fevereiro, a Petrobras elevou, em meados de março, o preço do diesel A em suas refinarias em 11,6%, ou R$ 0,38 o litro, para uma média de R$ 3,65 por litro, em movimento que atenuava a defasagem do valor da estatal em relação ao mercado internacional, após a disparada do preço do petróleo em função do conflito. A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, gerando uma alta nos preços internacionais da commodity.
31/05/2026 22:14:28 +00:00
Robôs, lives e internet bloqueada: os bastidores da cobertura do g1 no Salão de Pequim

Robôs e internet bloqueada: os bastidores da cobertura do Salão de Pequim O Salão do Automóvel de Pequim tem muitos superlativos, e um deles ajuda a dimensionar o tamanho do evento quando comparado ao Salão de São Paulo: a área total dos pavilhões na China era quase seis vezes maior que a da capital paulista: 380 mil metros quadrados contra 64 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Esse espaço foi suficiente para abrigar: 1.451 veículos em exposição; 181 lançamentos; 71 carros-conceito apresentados. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Houve conteúdo de sobra para cerca de 890 mil visitantes. Uma parcela significativa deles adotou uma prática bastante popular na China: transmissões ao vivo. Em vez de câmeras dedicadas à produção de fotos ou vídeos, o que mais chamava a atenção de quem circulava pelos estandes era o uso de transmissões ao vivo, em um formato bastante peculiar. Lives borbulhavam no estandes do Salão de Pequim André Fogaça/g1 O cenário se repetia: um tripé compacto, com haste elevada até o rosto do apresentador, um celular apontado para o carro, outro na mão com informações e uma narração contínua, acompanhada por comentários do público na tela. Do apresentador, só a voz e, em raras oportunidades, o braço aparecia para apontar algum detalhe. O objetivo ia além de apresentar as novidades e qualidades do modelo. A ideia era vender o carro ali mesmo, com cupons que garantiam benefícios ao comprador e comissão ao vendedor. Eram muitos, dezenas alinhados em frente aos estandes. A maioria usava o esquema simples, mas os mais estruturados, que eram raros, contavam com equipes de vídeo, câmeras profissionais e até aparições em cena, em um formato que lembrava programas de vendas na TV. Bastava o estande exibir alguma novidade — afinal, lançamentos representavam apenas 12% do total de carros expostos — para que as transmissões ao vivo se multiplicassem. Lives para uns, luta constante para outros Um ponto importante para entender a situação descrita a seguir: nenhum dos celulares observados pela reportagem estava conectado a uma rede Wi-Fi durante as lives. Todos usavam exclusivamente a rede de telefonia móvel e exibiam excelente qualidade de conexão. Essa fartura de dados, porém, não se confirmou para estrangeiros. O responsável por essa situação é o chamado Grande Firewall da China, uma política do governo que restringe o acesso à internet para quem está no país — sejam chineses ou visitantes de fora. Em resumo, serviços muito populares fora da China simplesmente não funcionam no país, como Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram, Google, Waze, YouTube e X. O uso de uma VPN — ferramenta que simula uma conexão a partir de outro país — contorna o bloqueio, mas cria novos problemas. O principal deles é a queda brusca na velocidade da conexão. Durante a cobertura do salão, a reportagem recorreu a esse tipo de ferramenta e um vídeo de apenas dois minutos, que normalmente seria enviado em segundos, levou mais de uma hora para chegar ao destino. Conexão lenta e instável eram regra dentro da China André Fogaça/g1 E não foi só com vídeos. Publicar um texto também passou a exigir muito mais tempo, e o envio de uma única foto podia levar vários minutos. Esse atraso não significa apenas esperar: representa menos tempo circulando pelo evento, menor autonomia da bateria do notebook e mais tempo procurando tomadas — que eram raras, concentradas em áreas VIP dos estandes e bastante disputadas. Tudo isso acontecia enquanto a legião de criadores de conteúdo desfrutava de conexão abundante para realizar as transmissões ao vivo, sempre com carregadores externos conectados para evitar que a bateria do celular acabasse. Vale destacar que essas transmissões acontecem em redes sociais chinesas, como Weibo e WeChat, por isso não são afetadas pelo bloqueio. Instagram e YouTube ficam fora dessa equação. A limitação da internet é uma realidade desde o momento em que se pisa na China até a hora de ir embora. Trocar para o Wi-Fi não melhora a situação. A VPN provoca a mesma queda na velocidade da internet, e redes públicas de Wi-Fi praticamente não existiam dentro dos pavilhões. Idioma ainda é uma questão O avanço da China no mercado internacional é uma realidade que vai muito além dos automóveis. São marcas de televisores, celulares, carros, geladeiras, micro-ondas e uma infinidade de produtos que chegam ao Brasil e a diversos outros países. Com isso, fica evidente a intenção da China de dialogar com o mundo. Essa preocupação era visível no próprio centro de convenções, que reunia restaurantes de comida tradicional chinesa e unidades completas de redes internacionais como McDonald’s, Pizza Hut e Starbucks. No entanto, apesar de os pavilhões contarem com placas de orientação em inglês, logo abaixo do chinês, e de haver opções de comida ocidental para agradar visitantes estrangeiros, o atendimento não seguia a mesma lógica. Desde pedir um hambúrguer, um café ou uma pizza até conversar com alguém nos estandes das montadoras, quase tudo exigia o uso do celular e de algum aplicativo de tradução. Chegar às coletivas e encontrar o local das apresentações também dependia de um tradutor no celular, capaz de ouvir o que a outra pessoa dizia, exibir a tradução em português na tela e responder com uma voz sintética para que a conversa pudesse seguir. Até as próprias coletivas eram realizadas em chinês. Felizmente, algumas marcas com presença internacional ofereciam tradução simultânea por meio de fones de ouvido. Ainda assim, em certos casos, a impressão era de que a tradução não transmitia integralmente tudo o que o apresentador dizia no palco. Robôs, mas não por todos os lados Robôs estavam presentes, mas não eram muitos no Salão de Pequim André Fogaça/g1 Poucos dias antes do início do Salão de Pequim, a China promoveu uma meia maratona exclusiva para robôs. O vencedor foi desenvolvido pela Honor, criada pela Huawei, empresa que fabrica desde fones de ouvido até carros elétricos. O robô humanoide completou os 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos, seis minutos e 16 segundos a menos que o tempo do ugandense Jacob Kiplimo. O atleta correu a mesma distância em cerca de 56 minutos e 42 segundos, em março, durante uma competição em Barcelona, na Espanha, e é o atual recordista mundial — ao menos entre os humanos. No hotel onde a reportagem ficou hospedada, pedidos de comida e entregas de encomendas chegavam à porta, levados por robôs e nunca por uma pessoa. Robô no hotel de Pequim era responsável por entregas aos quartos André Fogaça/g1 Estes robôs têm um formato simples, parecido com um caixote vertical, com olhos exibidos em uma tela, por onde o hóspede interage para confirmar o recebimento do item. No shopping ao lado do hotel, um robô era responsável pela limpeza do chão. Ele lembra os modelos já vendidos para uso doméstico, mas é maior, com mais de um metro de altura. Dentro dos pavilhões, porém, o cenário era diferente do que se via fora deles. Poucas empresas exibiam robôs em seus estandes e, na maioria dos casos, eles estavam ali apenas para atrair a atenção do público — não eram produtos desenvolvidos pelas próprias marcas. Uma das exceções foi o grupo Chery, que apresentou um robô humanoide avaliado em R$ 210 mil e um robô em forma de cão, por R$ 12 mil. Os dois já estão à venda na China, longe de qualquer ideia de futuro distante ou de ficção científica.
31/05/2026 08:01:02 +00:00
Lula amplia crédito com taxas favorecidas em terceiro mandato, preocupa BC e pressiona juros

Miriam Leitão: Guerra freou queda dos juros O chamado crédito direcionado, que conta com juros menores, voltou a subir no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo números do Banco Central. O aumento dessa modalidade faz o Banco Central (BC) manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em um patamar maior. 🔎 O crédito direcionado é um financiamento em que os recursos têm uma finalidade específica obrigatória, regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esses empréstimos têm juros menores e prazos mais longos e destinam-se a atividades setoriais, como imobiliária, rural e de infraestrutura. 🔎 O crédito direcionado possui taxas menores por ter subsídio do governo, fontes mais baratas de recursos e garantias públicas. O próprio BC, responsável por fixar o juro básico da economia para conter a inflação, explica que esse é um fator que pressiona para cima a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Em termos reais, é o segundo juro mais alto do mundo. 🔎 A Selic representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor. O crédito fica mais caro quando ela sobe, o que reduz o o consumo, investimentos e contratações. Isso ajuda a conter a inflação. Já a queda da Selic barateia o crédito e estimula a atividade econômica. "O aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade", informa a ata última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que é responsável por definir a Selic, em 29 de abril. A explicação é que o BC tem de manter a taxa Selic em um patamar mais elevado do que o normal porque boa parte do crédito em mercado não está atrelado à taxa básica da economia. 💰 Esse tipo de crédito teve um aumento no terceiro mandato do presidente Lula, após queda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (veja mais detalhes) As principais linhas de crédito direcionado são: empréstimos para compra da casa própria; crédito rural e as linhas operacionalizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor produtivo; linhas com garantias oferecidas pelo governo, como o Pronampe e o FGI, e para segmentos específicos. Na série histórica do Banco Central, que tem início em março de 2011, a taxa média de juros do crédito direcionado somou 9,3% ao ano, até março de 2026. Ao mesmo tempo, a taxa média dos empréstimos normais, que não têm juros favorecidos, somou 38,8% ao ano no mesmo período. Com isso, a taxa média de juros do crédito com recursos livres foi cerca de quase quatro vezes maior do que a do crédito direcionado entre março de 2011 e o mesmo mês deste ano. Aumento no governo Lula De acordo com a série histórica do BC, as linhas de empréstimos subsidiadas, ou seja, que estão abaixo das taxas de mercado, representaram 43,1% do volume total em mercado em março deste ano, o maior nível desde o fim de 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro. 💰Analistas observam que, diante dos limites para gastos da regra fiscal, o governo Lula tem aumentado as linhas de crédito com juros favorecidos em um ano eleitoral, dificultando a queda da taxa básica e, consequentemente, das linhas de empréstimos para os demais setores da economia. 💵No terceiro mandato de Lula, o movimento de crescimento do crédito direcionado se intensificou com a proximidade das eleições, foram anunciadas linhas de crédito com juros mais baratos, impulsionando o crédito direcionado, para: Máquinas agrícolas; Minha Casa, Minha Vida; Taxistas e motoristas de aplicativos; Plano Safra; Caminhões e ônibus; Microempreendedores de baixa renda; Setores afetados pelo tarifaço e guerra no Oriente Médio; Programa para reforma de imóveis; Renegociação de dívidas no Desenrola 2.0; Nova política industrial Pessoas físicas, um novo modelo de crédito imobiliário; Fundo Clima, para projetos de combate às mudanças climáticas; Fundo de florestas tropicais; Renegociação de dívida agropecuária, em curso. Para Sergio Vale, economista-chefe MB Associados, em vez de injetar recursos nessa intensidade por meio de linhas de crédito específicas, o governo deveria fazer o caminho contrário: um corte de gastos mais intenso para promover a redução dos juros para todos os segmentos e setores da sociedade. "O governo escolhe o caminho que parece ser mais fácil, mas na verdade é o mais difícil. Atrapalha o Banco Central e gera resultados que, muitas vezes, são só de curto prazo e são agravantes para a situação econômica do país quando a gente olha no longo prazo", avaliou. Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores Ricardo Stuckert/PR Teoria da meia-entrada no cinema Em 2023, o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, recorreu à explicação da meia-entrada no cinema para explicar esse fenômeno. "No crédito direcionado, a gente pode fazer a análise do cinema que vende a meia-entrada. Se eu vendo muita meia-entrada e quero ter o mesmo lucro, a entrada inteira eu tenho que subir o preço. O crédito funciona um pouco assim", afirmou Campos Neto, na ocasião. Ele comparou o volume total do crédito no país a um "tubo" para explicar porque a concessão de empréstimos, com juros menores, afetam o patamar da taxa Selic, fixada pelo Banco Central para conter a inflação. "Se um pedaço do tubo está imobilizado [crédito direcionado, com juro mais baixo], eu tenho que aumentar a pressão no outro [subindo mais a taxa total]. Quando você tem muito crédito subsidiado, a sua potência de influenciar com o juro diminui. Então tem que ter um juro mais alto do que você teria", declarou o ex-presidente do BC, Campos Neto. Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, afirmou em audiência pública no Senado Federal neste mês que há algo de "idiossincrático" (peculiar) que permita que o país tenha juro real, após descontada a projeção de inflação para os próximos 12 meses, perto de 10% ao ano, inflação acima da meta e desemprego na mínima histórica. "Vai demandar uma série de reformas para desobstruir os canais, e ter uma política [monetária, de fixação dos juros] que pese menos com um efeito mais eficaz no controle da inflação", disse Galípolo. De acordo com o BC, pelo fato de o direcionado não ser uma forma prevalente de crédito, os países em geral não possuem estatísticas específicas sobre crédito direcionado, o que torna a comparação internacional um exercício complexo e não recorrente. Mesmo assim, suas estimativas, que consideram apenas os dados internacionais disponíveis para países parecidos, como Colômbia, China, Coreia do Sul, México e Peru. Em cerca de 43% do crédito total, o Brasil está muito na frente de outros países, como o México, com 26%. A instituição informou, também, que a maioria dos outros países possui percentual abaixo de 5%. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) concordou que, quanto maior a participação das linhas de empréstimos com recursos direcionados, com taxas de juros abaixo de mercado, menor a potência da política monetária, taxa Selic fixada pelo BC. Mas ponderou que a trajetória recente de aceleração das linhas de crédito com juros favorecidos é bem menos acentuada em relação à verificada no início da década de 2010, com a participação encontrando-se em nível bem distante dos 50% ocorridos entre 2016/2017. "A interferência governamental na definição de taxa de juros no crédito é sempre ruim, gerando em muitas situações ineficiências e distorções na alocação de recursos. Assim, em uma análise inicial, as demais taxas deveriam ser mais altas para preservar a rentabilidade das carteiras", explicou a ABBC. Juros básicos altos, por sua vez, geram outra consequência negativa para a economia brasileira, o crescimento da dívida (pois são base para a emissão de títulos públicos). Em 80% do PIB, o endividamento brasileiro está no maior nível em cinco anos e, também, em patamar semelhante à Zona do Euro. Por ser elevada, a dívida brasileira também é um fator de pressão para cima nos juros. É um ciclo vicioso que se retroalimenta e compromete recursos para gerações futuras.
31/05/2026 07:01:36 +00:00
O que é a 'pobreza de refrigeração', que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas

Favela da Rocinha Reprodução/TV Globo Imagine caminhar pela praia de Ipanema numa tarde de verão. A areia é dourada, há uma brisa refrescante vinda do mar, a sombra de um guarda-sol e uma bebida gelada na mão. Agora olhe para cima. Agarrado à encosta a apenas algumas centenas de metros de distância está o Vidigal, uma das favelas do Rio de Janeiro. Aqui, milhares de pessoas vivem em uma ilha de calor, com telhados de metal, sem parques e sem redes formais de transporte público. Nos subúrbios que se estendem por toda parte em torno do Rio, famílias enfrentam as mesmas noites sufocantes, e as calçadas de concreto irradiam calor muito tempo depois do pôr do Sol. Se não há espaços públicos frescos para onde se refugiar, nem bebedouros ou fontes de água potável para garantir alívio, o calor extremo é inevitável. E a cidade do Rio de Janeiro está longe de ser a única a enfrentar este problema. No verão passado, a Europa sofreu com o calor. A Espanha registrou máximas de 46°C. Portugal chegou a 46,6°C. A França teve o segundo junho mais quente desde 1900. Nos EUA, mais de 150 milhões de pessoas enfrentaram alertas de calor extremo. No sul da Ásia, África Ocidental e no resto da América Latina, o calor extremo não é apenas sazonal. Quinze pessoas morrem na Europa por causas relacionadas à onda de calor Mas as consequências do calor extremo não são distribuídas uniformemente. Elas variam entre países, regiões e bairros. Diferenças demográficas, de infraestrutura e de capacidade de adaptação determinam o grau de impacto sobre as pessoas. Nosso novo estudo mostra que essa “pobreza sistêmica de refrigeração” é generalizada, mas desigual, em 28 países — predominantemente os em desenvolvimento. Entre as 3 bilhões de pessoas representadas pela nossa amostra, quase 600 milhões enfrentam níveis graves de pobreza sistêmica de refrigeração. Pessoas no sul da Ásia e na África Subsaariana suportam o fardo mais pesado. Ondas de calor atingem o centro de São Paulo, no Brasil Nelson Antoine/Shutterstock Mas países que enfrentam calor extremo semelhante podem apresentar resultados diferentes. A Indonésia e Bangladesh enfrentam a exposição a um calor úmido perigoso que afeta quase toda a sua população, mas a infraestrutura física e os serviços de saúde mais robustos da Indonésia se traduzem em níveis mais baixos de pobreza sistêmica de refrigeração. Nas cidades, a vulnerabilidade é moldada pela infraestrutura física (edifícios, ruas, tubulações e espaços verdes) e pela infraestrutura social (serviços, instituições e redes de apoio), ambas distribuídas de forma desigual. Moradores de áreas mais pobres geralmente têm menos acesso a ar-condicionado, ruas e parques com sombra de árvores e moradias com isolamento térmico. A capacidade de refrigeração não é apenas uma questão de tecnologia. Enquadrar o ar-condicionado como a resposta ao calor extremo é problemático. O acesso ao ar-condicionado é extremamente desigual entre os países e dentro deles – a maior parte da população mundial simplesmente não tem acesso a ele. O ar-condicionado também consome muita energia. Ele aumenta as contas anuais de eletricidade das famílias em mais de um terço, em média. Isso sobrecarrega as redes elétricas quando a demanda por energia atinge picos. O aumento da demanda por eletricidade acelera as mudanças climáticas, retroalimentando a crise do calor e elevando ainda mais as temperaturas externas. A produção e o descarte de aparelhos acarretam um custo ambiental próprio, com o risco de liberação de materiais perigosos no solo, na água e no ar. Os principais fatores que determinam se o calor se torna perigoso são as condições em que as pessoas nascem e vivem. Onde você mora, como seu bairro é construído, se há árvores ou água potável pública nas proximidades, quão bem ventilada é sua casa, se seu local de trabalho oferece proteção e se os serviços públicos respondem ao aumento das temperaturas — tudo isso influencia a sobrevivência. O mesmo vale para idade, saúde, renda, identidade e discriminação de gênero, que podem determinar quem tem o sofrimento reconhecido e quem ele permanece oculto. As respostas ao calor são moldadas pelos ambientes sociais e físicos em que as pessoas vivem. Em muitos lugares, o ar-condicionado substituiu o conhecimento ancestral e as práticas intergeracionais de convivência com o calor, incluindo formas de construir, se locomover, se alimentar e descansar desenvolvidas ao longo de séculos. A perda dessas práticas pode deixar as pessoas mais expostas e menos resilientes. Desde 2020, como parte do nosso projeto sobre a pobreza de refrigeração, entrevistamos 80 pessoas que vivem em subúrbios de baixa renda e favelas do Rio. Dezenove desses moradores mantiveram diários online sobre o calor: escrevendo registros, coletando fotos, desenhos, memes e notas de voz de seus encontros diários com o calor extremo. Cuidadores tiveram que mudar suas rotinas para que o trabalho doméstico pudesse ser realizado nas horas mais frescas do amanhecer e do entardecer. Vendedores ambulantes mudaram de local ou abandonaram certas rotas. Para um morador com deficiência motora, banhos frios, a estratégia de resfriamento mais imediata, não são possíveis: “Eu adoraria tomar quatro banhos frios por dia, mas tenho algumas dificuldades logísticas relacionadas à minha condição”. Como dependem do ar-condicionado, suas contas de luz triplicam no verão. Para outras pessoas, as praias e cachoeiras para onde algumas pessoas fogem ficam fora de alcance: “Eu adoraria ir, mas não posso por causa de problemas de acessibilidade”. Para as mulheres trans, a discriminação social fecha exatamente os espaços (parques, praças, lojas) onde outras pessoas encontram sombra ou um momento de frescor. E como os banheiros públicos significam correr o risco de sofrer assédio, muitas limitam o quanto bebem de água. O calor, para elas, torna-se um perigo físico sem saída segura. A pobreza sistêmica de refrigeração não se trata de se uma pessoa pode pagar por ar-condicionado, mas sim de como a infraestrutura, as instituições e o design do entorno expõem alguém ao calor prejudicial e, em seguida, falham em protegê-la do calor. Isso se estende além do lar, abrangendo locais de trabalho, escolas e sistemas de saúde, onde o calor pode ter sérias consequências para a saúde, a produtividade e o bem-estar. Alcança ainda mais as causas sistêmicas que determinam quem sofre mais: desigualdade, discriminação, patriarcado, capacitismo e racismo. A vulnerabilidade ao calor não é um resultado acidental. Decisões de planejamento urbano que eliminam áreas verdes, políticas habitacionais que permitem edifícios mal ventilados, leis trabalhistas que deixam trabalhadores ao ar livre desprotegidos e sistemas de saúde pública que falham com os mais expostos — tudo isso contribui para o problema. Justiça térmica Reformular a pobreza de refrigeração muda a forma como os pesquisadores pensam sobre soluções. Justiça térmica não significa apenas reduzir a exposição ao calor. Significa também fazê-lo de forma justa e responsabilizar as pessoas e instituições cujas políticas e decisões de planejamento tornaram alguns bairros mais quentes e algumas famílias menos capazes de se refrescar. Ao perguntar “quem projetou essas condições?”, podemos entender quem tem o poder de mudá-las. Respostas eficazes exigem ação coordenada entre planejamento urbano, saúde pública, habitação e regulamentação trabalhista: ampliar o acesso à água potável, reformar edifícios e plantar árvores, além de reduzir a discriminação. Mas as pessoas mais afetadas precisam ajudar a projetar as soluções. Suas experiências revelam como o calor realmente é sentido, dia após dia. Ao compreender e avaliar a pobreza térmica sistêmica, podemos identificar a melhor forma de alcançar a justiça térmica para aqueles que correm maior risco com o calor extremo.
31/05/2026 06:00:45 +00:00
Cheque especial, consignado ou empréstimo pessoal? Veja qual faz mais sentido para você

Crédito pessoal, consignado ou imobiliário: qual escolher? As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência. Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia. Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
31/05/2026 05:00:42 +00:00
MEI: prazo para enviar a declaração anual termina hoje; veja como fazer

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar até este domingo (31) o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio, que é obrigatório, deve ser feito pelo Portal do Empreendedor. A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Vídeos em alta no g1 Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
31/05/2026 03:01:07 +00:00
Mega-Sena, concurso 3.013: confira os números sorteados

G1 | Loterias - Mega-Sena 3013 O sorteio do concurso 3.013 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (30), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio acumulou para R$ 16 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 – 14 – 21 – 22 – 34 – 44. Veja o acertos: 5 acertos - 46 apostas ganhadoras, R$ 33.161,69 4 acertos - 2.918 apostas ganhadoras, R$ 861,70 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3.013 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
31/05/2026 00:02:46 +00:00
Guerra no Oriente Médio: Governo prorroga medidas para combustíveis

Alta nos combustíveis impacta o bolso dos gaúchos Reprodução/RBS TV Para frear a alta dos combustíveis em função da guerra no Oriente Médio, o governo federal decidiu prorrogar uma série de medidas. Uma delas é uma subvenção de R$ 1,12 por litro de óleo diesel às refinarias nacionais e aos importadores do combustível, que entra em vigor nesta segunda-feira (01). Custeada com recursos federais, a medida substituirá duas subvenções que se encerram neste domingo (31): a que concedia subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel desde 12 de março. E outra, criada em abril, cujo auxílio era de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país e de R$ 1,20 por litro para o combustível importado, sendo metade financiada pelo governo federal e metade pelos estados e pelo Distrito Federal. Também a partir de segunda-feira (01) passa a valer uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro ao óleo diesel A de uso rodoviário. Na prática, o benefício substitui a desoneração de PIS/Cofins sobre o combustível, que tem o mesmo valor e perde a validade neste domingo. Governo Federal tenta controlar preço dos combustíveis Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. Com o fim da alíquota reduzida, produtores e importadores voltarão a recolher os impostos, mas receberão uma subvenção equivalente ao valor da tributação. A estratégia foi adotada após o Congresso Nacional não avançar na análise de um projeto de lei complementar enviado pelo Executivo em abril. A proposta autorizava o uso de receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo para compensar a redução de tributos sobre combustíveis. Diante da demora na tramitação da matéria, o governo editou, em 13 de maio, uma medida provisória autorizando a concessão de subvenções econômicas a produtores e importadores de combustíveis em valor equivalente aos benefícios tributários que deixariam de vigorar. A iniciativa começou pela gasolina e agora é ampliada para o diesel. GLP O governo também prorrogou até 31 de julho a subvenção destinada aos produtores e importadores de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Os recursos federais para a medida foram ampliados de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões. Segundo o Executivo, o montante permitirá conceder um benefício equivalente a R$ 11 por botijão de 13 quilos comercializado no período. Biodiesel e querosene de aviação A desoneração dos tributos federais sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel também foram prorrogadas até o dia 31 de julho.
30/05/2026 19:21:11 +00:00
Colômbia acusa Equador de 'interferência deliberada' na eleição presidencial em meio a disputa tarifária

Gustavo Petro REUTERS/Luisa Gonzalez O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia acusou neste sábado o Equador de "interferência deliberada" na eleição presidencial colombiana de domingo, depois que o presidente do Equador concordou em suspender tarifas comerciais em uma conversa com um candidato presidencial. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse na sexta-feira que seu país removeria as tarifas bilaterais em 1º de junho, depois de chegar a um acordo com o candidato presidencial colombiano de direita Abelardo De La Espriella, opositor do governo de Gustavo Petro. Petro não pode se reeleger para um segundo mandato consecutivo. Ele apoia Iván Cepeda, de esquerda, como sucessor. Noboa disse no X que a medida seria tomada depois de "confirmar a disposição (de De La Espriella) de promover uma luta real e conjunta contra o narcoterrorismo". Ele também disse que eles haviam concordado com a entrega de criminosos equatorianos que estão na Colômbia. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia rejeita "a apresentação enganosa da decisão de remover as tarifas como uma medida de boa fé do governo equatoriano", disse a pasta em nota, embora tenha acrescentado que removeria as medidas adotadas para mitigar as tarifas do Equador. Agora no g1 O gabinete de Noboa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os dois países estão envolvidos há meses em uma disputa comercial, com o Equador cobrando tarifas devido ao fracasso da Colômbia em combater o tráfico de drogas ao longo da fronteira de 586km entre os dois países, uma afirmação que o presidente colombiano Gustavo Petro rejeitou. De La Espriella, um candidato independente, enfrentará o aliado de Petro, Ivan Cepeda, e a senadora de direita Paloma Valencia, entre outros, na eleição de domingo. Abelardo de la Espriella REUTERS/Nathalia Angarita
30/05/2026 18:37:01 +00:00
Governo adota medida para manter abatimento no preço do diesel

O Ministério da Fazenda definiu em R$ 351,50 por metro cúbico o valor da subvenção ao diesel — uma espécie de ajuda financeira do governo para reduzir o preço do combustível. 🔎O valor equivale a R$ 0,35 por litro e será pago a produtores e importadores do óleo diesel tipo “A”. A medida começa a valer a partir desta segunda-feira (1º de junho) e terá validade de dois meses, podendo ser prorrogada. A iniciativa faz parte do pacote de ações do governo para reduzir os efeitos da escalada dos preços internacionais do petróleo sobre o mercado doméstico, em meio às tensões no Oriente Médio. Agora no g1 Impacto nas bombas Atualmente, o diesel conta com uma desoneração de R$ 0,35 por litro em tributos federais, mas o benefício perde a validade neste domingo (31). Segundo o governo, a medida é como um "cashback" pela reoneração dos tributos federais incidentes sobre o diesel, cuja alíquota reduzida deixará de valer neste domingo. O valor do cashback é o mesmo (R$ 0,35) para os produtores que voltarão a pagar o tributo a partir de segunda. 🔎 Porque isso importa? Com a medida de subvenção adotada agora, o Executivo busca que o impacto não chegue às bombas para o consumidor final. O governo chegou a encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar para permitir o uso de receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo na compensação da redução de tributos sobre combustíveis. A proposta enviada em abril, no entanto, está parada. Diante da demora na tramitação do projeto, o Executivo editou, em 13 de maio, uma medida provisória (MP) autorizando a concessão de subvenção econômica a produtores e importadores de combustíveis — que começou pela gasolina — em valor equivalente ao benefício tributário que deixará de vigorar. LEIA MAIS: Governo prorroga isenção de impostos sobre combustível de aviação e biodiesel até 31 de julho Governo anunciou subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para produtores nacionais de diesel, e de R$ 1,20 por litro para importação do combustível José Cruz/Agência Brasil via BBC
30/05/2026 15:16:36 +00:00
Mercosul e Canadá concluem nova rodada de negociação para acordo comercial

Exportações Amazonas Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM O Mercosul e o governo do Canadá concluíram nesta semana uma nova rodada de negociações visando um acordo comercial entre as partes, disseram os ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura em nota conjunta neste sábado (30). De acordo com o documento, após esta rodada de conversas entre negociadores do Mercosul e do Canadá, que contou com a participação do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, cinco capítulos de um futuro acordo avançaram para a etapa de conclusão das negociações. "O encontro incluiu reuniões presenciais dos grupos técnicos sobre comércio de bens, serviços e serviços financeiros, entrada temporária de pessoas a negócios, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas bilaterais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e temas legais e institucionais", afirma a nota. Acordo comercial Mercosul-UE começa a valer Nesta semana, o ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse que 60% do acordo comercial entre Mercosul e Canadá já está acertado e que as negociações podem ser concluídas ainda neste ano. O fluxo de comércio entre Brasil e Canadá no ano passado foi de US$10,4 bilhões e as exportações brasileiras para o mercado canadense somaram US$7,3 bilhões, crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior e recorde histórico, disse a nota conjunta dos ministérios. O Canadá é o oitavo principal destino das exportações brasileiras, ainda de acordo com o comunicado das pastas. "Destacaram-se, entre os principais produtos exportados, minérios de alumínio, níquel e cobre, açúcar, café, aeronaves, além de instalações e equipamentos de engenharia civil", afirma a nota. O avanço ocorre em meio a expectativas de que o acordo de livre comércio entre o Mercosul — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — e o Canadá possa ser concluído ainda em 2026, segundo fontes com conhecimento das negociações. Há, inclusive, avaliação de que o entendimento possa ser fechado antes de setembro, caso o ritmo atual seja mantido. Uma nova rodada de negociações já está prevista para o próximo mês, em Brasília, dando continuidade ao processo retomado no ano passado, após período de paralisação desde 2021. Interlocutores classificam o ritmo atual como “acelerado” e dizem que as conversas têm avançado de forma consistente. Do lado canadense, o interesse em concluir o acordo ainda neste ano também tem sido sinalizado. O ministro de Comércio Internacional, Maninder Sidhu, é descrito por fontes como um dos principais defensores do avanço das tratativas, em um contexto de busca por diversificação de mercados. Esse movimento ocorre em meio a incertezas no comércio global e à necessidade do Canadá de reduzir sua dependência dos Estados Unidos, seu principal parceiro econômico. Nesse cenário, a América do Sul, especialmente o Brasil, tem ganhado relevância estratégica. Para o Mercosul, o acordo com o Canadá é visto como uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos, sobretudo em setores como mineração e infraestrutura. O bloco também tenta capitalizar o momento após o avanço recente do acordo com a União Europeia. A agenda política deve contribuir para impulsionar as negociações. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, deve visitar o Brasil nos próximos meses. Embora não haja previsão de anúncio formal durante a visita, a expectativa é de que o encontro ajude a acelerar a conclusão do acordo.
30/05/2026 15:05:06 +00:00
IR: Receita recebe mais de 44 milhões de declarações, diz ministro da Fazenda

A Receita Federal encerrou o prazo de entrega do Imposto de Renda 2026 com 44.498.717 declarações recebidas, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, neste sábado (30). Em uma publicação nas redes sociais, o ministro afirmou que o resultado "reflete o compromisso do contribuinte brasileiro e o amadurecimento do sistema tributário nacional". Em relação ao quantitativo de pessoas que não entregaram a declaração, a Receita informou que ainda não é possível contabilizar este número. O cálculo, ainda segundo a instituição, é resultado do" fruto de investigações pontuais realizadas ao longo do declínio de cinco anos" (leia mais abaixo). Imposto de Renda 2026: Receita paga 1º lote de restituição nesta sexta; veja o calendário O que ocorre a partir de agora? Quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Leão. Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma: Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%; Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar). A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na data do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita. De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda (1º). Imposto de Renda: prazo termina na sexta-feira (29) g1 Veja abaixo o que fazer caso você tenha perdido o prazo de entrega: Como regularizar a situação? O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal. A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito. Como pagar a multa? A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf). A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic. Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros. O que acontece se eu não pagar a multa? Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais. Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como: o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho; a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos; o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros; protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização; o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida por exemplo para financiamento imobiliário, entre outros. O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.
30/05/2026 15:01:48 +00:00
Real Madrid lidera ranking dos clubes mais valiosos do mundo; veja a lista da Forbes

Real Madrid durante a conquista da 15ª Liga dos Campeões em 2024 Glyn KIRK / AFP O Real Madrid continua sendo uma potência não apenas dentro de campo, mas também nas finanças. Segundo levantamento da Forbes, o clube espanhol registrou receita de US$ 1,27 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) na temporada 2024/25, o maior valor já alcançado por uma equipe esportiva desde que a publicação começou a acompanhar esses dados. O resultado representa um crescimento de 12% em relação ao ano anterior e superou até mesmo a receita do Dallas Cowboys, da liga de futebol americano (NFL), que faturou US$ 1,23 bilhão em 2024. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Com isso, o Real Madrid manteve o posto de clube de futebol mais valioso do mundo pelo quinto ano seguido. Atualmente, a equipe é avaliada em US$ 9,5 bilhões (aproximadamente R$ 47,8 bilhões, ficando cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) à frente do Barcelona, segundo colocado no ranking. Veja abaixo os clubes mais valiosos do mundo em 2026: Real Madrid — US$ 9,5 bilhões Barcelona — US$ 7,5 bilhões Manchester United — US$ 7,2 bilhões Liverpool — US$ 6,2 bilhões Paris Saint-Germain — US$ 5,8 bilhões Bayern de Munique — US$ 5,7 bilhões Manchester City — US$ 5,5 bilhões Arsenal — US$ 5,4 bilhões Chelsea — US$ 4,2 bilhões Tottenham Hotspur — US$ 3 bilhões Atlético de Madrid — US$ 2,95 bilhões Juventus — US$ 2,4 bilhões Borussia Dortmund — US$ 2,2 bilhões AC Milan — US$ 1,85 bilhão Inter de Milão — US$ 1,8 bilhão Aston Villa — US$ 1,4 bilhão Inter Miami — US$ 1,35 bilhão Los Angeles FC (LAFC) — US$ 1,32 bilhão Newcastle United — US$ 1,25 bilhão Los Angeles Galaxy (LA Galaxy) — US$ 1,08 bilhão New York City FC — US$ 1,02 bilhão Atlanta United FC — US$ 1 bilhão Benfica — US$ 960 milhões Roma — US$ 940 milhões Everton — US$ 930 milhões Fulham — US$ 920 milhões Brighton & Hove Albion — US$ 910 milhões VfB Stuttgart — US$ 880 milhões Seattle Sounders — US$ 860 milhões Austin FC — US$ 855 milhões Interesse crescente dos investidores Os números mostram que os clubes de futebol seguem ganhando valor no mercado. Atualmente, os 30 times mais valiosos do mundo têm avaliação média de US$ 2,9 bilhões, um crescimento de 21% em relação ao ranking anterior. Entre os fatores que explicam essa valorização está o interesse crescente de investidores americanos no futebol europeu. Hoje, mais da metade dos clubes da Premier League, principal liga da Inglaterra, está sob controle de empresários ou fundos dos Estados Unidos. A expectativa é que os clubes continuem aumentando suas receitas nos próximos anos, impulsionados por competições internacionais mais lucrativas, modernização de estádios e novos investimentos no setor. A modernização dos estádios tem papel importante nesse processo. O Real Madrid concluiu recentemente a reforma do Santiago Bernabéu, enquanto o Everton inaugurou uma nova arena. Projetos semelhantes também estão em andamento em clubes como Barcelona, Manchester United, Roma e nas equipes de Milão.
30/05/2026 12:06:16 +00:00
Governo prorroga isenção de impostos sobre combustível de aviação e biodiesel até 31 de julho

Um decreto do governo federal publicado nesta sexta-feira (29) prorrogou a isenção de impostos sobre a venda e importação de querosene de aviação (QAV) e do biodiesel até 31 de julho. A medida faz parte de um pacote de ações para conter a alta dos combustíveis, pressionados pela escalada do preço do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio (entenda mais abaixo). O benefício — que reduz custos para companhias aéreas e produtores de combustíveis, e pode ajudar a conter repasses de preços ao consumidor — terminaria neste domingo (31). 🔎O querosene de aviação é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após aumento anunciado pela Petrobras mês passado. Agora no g1 Relembre o pacote para conter alta dos combustíveis A medida prorroga uma das ações do pacote anunciado em abril. Na ocasião, o governo anunciou um conjunto de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre os combustíveis no país. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das medidas anunciadas será de R$ 30,5 bilhões. Ele afirmou, no entanto, que esse valor não terá impacto nas contas públicas, porque deve ser compensado por outras receitas do governo, como a arrecadação com o óleo diesel e os royalties do petróleo — valores pagos por empresas pela exploração de petróleo. As medidas incluem a concessão de subvenção — uma espécie de ajuda financeira do governo — para reduzir o preço de alguns combustíveis. Serão contemplados o diesel importado, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, e o querosene de aviação. LEIA MAIS: Governo publica decreto que fixa em R$ 0,44 subsídio por litro da gasolina No Brasil, Petrobras anuncia aumento para o querosene de aviação Jornal Nacional/ Reprodução Entre as medidas anunciadas pelo governo estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; e linhas de crédito para o setor aéreo.
30/05/2026 11:54:52 +00:00
Governo detalha bloqueio no Orçamento; ministérios da Defesa, Cidades e Educação lideram cortes

O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento deste ano. Somando ao bloqueio anteriormente realizado, a limitação em 2026 totaliza R$ 23,7 bilhões. Os ministérios mais afetados pela medida são os da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram maior parte dos cortes. 🔎 Um bloqueio no orçamento é como um "freio de emergência" temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido. Agora no g1 Veja os ministérios que mais sofreram com o bloqueio: Defesa (R$ 4,363 bilhões); Cidades (R$ 3,320 bilhões); Educação (R$ 1,605 bi); Transportes (R$ 1,500 bi); Fazenda (R$ 1,396 bi); e Saúde (R$ 1,002 bi). Além dos ministérios, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares em R$ 4,9 bilhões. As despesas discricionárias do Poder Executivo, aquelas destinadas ao custeio da máquina pública e a investimentos, sofreram uma contenção de R$ 18,7 bilhões. Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram de fora da medida e não tiveram recursos bloqueados em seus orçamentos. Por que os gastos foram bloqueados O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. Pela norma: a regra básica é que o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior; o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação; o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos. Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano. Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo Ana Volpe/Agência Senado
30/05/2026 11:20:15 +00:00
Após início de ano forte, agro pode sofrer com El Niño e alta dos fertilizantes

PIB: Agropecuária cresce 2% e impulsiona alta da economia brasileira no 1º trimestre Após começar o ano em alta, a agropecuária brasileira deve perder força nos próximos meses e entrar em trajetória de queda até 2027. O cenário é pressionado pelo risco de perdas nas colheitas por causa do El Niño e pelo aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes. "Não se faz safra recorde em ano de El Niño", afirma o economista Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O último El Niño de grande intensidade, semelhante ao que se espera para este ano, foi o de 2014 e 2015. Para os produtores, ele deixou uma péssima lembrança, já que o país enfrentou a maior quebra de safra de sua história", destaca Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócios. O fenômeno climático, que provoca secas intensas no Centro-Norte do país e chuvas fortes no Sul, tem alta probabilidade de se formar entre junho e julho. Se confirmado, deve atrasar os plantios deste ano e reduzir as colheitas de 2027. "O El Niño deve ser decretado a partir da primeira ou segunda semana de junho", destaca Cogo, explicando que o fenômeno ainda não foi oficialmente confirmado. "Praticamente não existe cultivo que não seja vulnerável ao El Niño. Como o Brasil tem dimensões continentais e a produção agrícola está espalhada por todo o país, algumas regiões sofrem com secas intensas e outras com chuvas excessivas", ressalta. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Brasil vai ter 'Super El Niño? Por que cientistas estão em alerta? Entenda El Niño e La Niña Arte/g1 Fim da 'tempestade perfeita' Apesar da perspectiva de retração, a agropecuária cresceu 2% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o último trimestre de 2025, segundo o IBGE. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de grãos, especialmente da soja, cuja colheita se concentra no início do ano. O resultado veio após um ano em que o agro registrou crescimento de 12%, considerado "fora da curva". "Foi aquela tempestade perfeita: clima favorável, recorde de safra e grandes volumes de abate de animais, principalmente bovinos", diz Cogo. "A base de comparação para este ano é elevada e o cenário atual é bastante diferente. Há ampla oferta global de grãos e estoques elevados, o que pressiona os preços das commodities. Além disso, a valorização do real frente ao dólar tende a reduzir o faturamento dos produtores em moeda brasileira, principalmente os de soja, milho, algodão e café", acrescenta. Na pecuária, ocorre um movimento conhecido como "virada de ciclo". Após três anos de abates recordes, inclusive de fêmeas, os produtores passaram a reter vacas nas fazendas para aumentar a produção de bezerros. Trata-se de um movimento natural do setor, que se repete de tempos em tempos. Serigati, da FGV, prevê que o PIB do agronegócio deve recuar 0,9% neste ano. Além dos fatores já citados, ele destaca que os juros elevados aumentam o endividamento dos produtores e encarecem o crédito. "Isso leva o produtor a reduzir a área plantada ou a utilizar tecnologias menos eficientes, como fertilizantes menos concentrados, o que reduz o potencial de produtividade", destaca. Imagem de armazenamento de grãos. Confederação Nacional da Agricultura (CNA). El Niño e fertilizantes Se confirmado, o El Niño não deve afetar as colheitas deste ano, já que boa parte da safra de grãos já foi plantada. O impacto imediato tende a recair sobre os produtores rurais, que podem ser obrigados a adiar o plantio por causa de secas ou do excesso de chuvas. "O impacto do El Niño sobre o volume colhido e sobre o PIB será sentido principalmente em 2027. Neste ano, os efeitos recaem sobre o bolso do produtor, que enfrenta gastos maiores com replantio e atrasos", afirma Serigati. Cogo explica que o fenômeno provoca secas intensas na região do Matopiba, formada pelo Tocantins e por áreas do Maranhão, Piauí e Bahia, importante polo de produção de soja, milho e algodão. A estiagem provocada pelo El Niño também afeta fortemente estados como Mato Grosso, maior produtor de soja do país e referência na pecuária bovina, e o Pará, que também tem forte atuação nesses setores. "Já o excesso de chuva no Sul é muito prejudicial para o cultivo de arroz, que está concentrado no Rio Grande do Sul", diz Cogo. Além dos riscos climáticos e do aumento do endividamento rural, os produtores brasileiros também enfrentam a alta dos preços dos fertilizantes, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. Serigati ressalta que os efeitos da alta dos fertilizantes sobre os preços dos alimentos devem chegar ao consumidor apenas em 2027. Isso porque as lavouras colhidas neste ano foram plantadas com adubos comprados antes do início do conflito. No campo, porém, o aumento dos custos já é uma realidade. Isso porque os produtores estão comprando agora os fertilizantes que serão usados nos próximos ciclos de plantio. "Caso o produtor não consiga arcar com o volume necessário de fertilizantes, ele pode aplicar uma quantidade inferior à ideal, o que reduz o potencial de produtividade da safra", diz Serigati. Outra alternativa é reduzir a qualidade do adubo. "Em vez de utilizar fertilizantes mais concentrados, que são mais caros, muitos produtores podem optar por versões menos concentradas, o que também aumenta outros custos da produção", diz o pesquisador da FGV. "Como os fertilizantes menos concentrados exigem a aplicação de um volume maior de produto para garantir a mesma nutrição do solo, cresce a necessidade de transporte e de operações com máquinas agrícolas, o que encarece gastos com frete e óleo diesel", conclui Serigati.
30/05/2026 08:00:41 +00:00
Nova picape de Ana Castela tem modificações que podem ser irregulares, dizem especialistas

Ana Castela e sua RAM 3500 com modificações Reprodução / Instagram A cantora Ana Castela divulgou esta semana em suas redes sociais a customização que realizou em sua RAM 3500. A picape passou por uma oficina especializada em Luziânia (GO) e teve alterações na suspensão, conjunto de rodas e pneus, iluminação e adereços estéticos. Em uma das postagens, um vídeo mostra a picape circulando em via pública. Algumas dessas alterações são vetadas pela legislação e outras precisam ser legalizadas junto aos órgãos de trânsito e constar no documento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 procurou especialistas para explicar os riscos dessas modificações, o que diz a legislação e quais alterações podem ser legalizadas. Segundo Jefferson Leão Pires, da Poliszezuk Advogados, um veículo modificado dentro de propriedade privada não infringe, a princípio, a legislação. “O problema jurídico surge quando o veículo é colocado em circulação sem atender às exigências legais de segurança, documentação e regularização”, explica. RAM 3500 modificada de Ana Castela apareceu em vídeos circulando em vias públicas Reprodução / Instagram O proprietário não pode fazer ou mandar fazer modificações nas características de fábrica do veículo sem prévia autorização da autoridade competente. Isso está no artigo 98 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB). O advogado explica que existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece que as modificações permitidas dependem, conforme o caso, de autorização prévia. Também é necessária inspeção de segurança veicular, emissão de Certificado de Segurança Veicular, nota fiscal da modificação e posterior anotação no cadastro e no CRLV-e Agora no g1 “Portanto, a suspensão modificada, por exemplo, pode ser legalizada, mas não basta instalar o kit e circular. A alteração precisa passar pelo procedimento administrativo e técnico exigido”, diz Pires. O próprio Contran prevê que veículos com suspensão modificada devem observar limites técnicos e que a altura livre do solo deve constar no campo de observações do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e). Rodas e pneus “para fora” RAM 3500 da cantora Ana Castela com rodas e pneus customizados Reprodução / Instagram Segundo Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, as modificações exibidas na picape podem, em tese, configurar infrações de trânsito e irregularidades administrativas. Dependeria da forma de instalação, regularização e efetiva circulação do veículo em vias públicas. “No caso das rodas e pneus que ultrapassam os limites dos para-lamas, há forte indicativo de irregularidade”, diz a advogada. A legislação brasileira exige que os pneus estejam cobertos pelos para-lamas, justamente para evitar arremesso de pedras, água, lama e detritos contra outros veículos, motociclistas e pedestres, explica a especialista. “Quando os pneus excedem a largura da carroceria sem a devida proteção, a alteração pode ser considerada irregular e incompatível com os requisitos de segurança veicular”, diz Daniela. No caso de alguns carros customizados com rodas mais largas, a solução é alargar os para-lamas ou instalar apliques que cobrem a parte excedente do pneu. Para-lamas devem cobrir o conjunto de roda e pneu Arte / g1 Luzes fora de especificação As luzes coloridas instaladas na grade dianteira e as luzes sob o veículo ou atrás das rodas também podem configurar irregularidade, explica a advogada. “A legislação brasileira restringe o uso de dispositivos luminosos que possam comprometer a identificação do veículo, confundir outros motoristas ou prejudicar a sinalização oficial prevista pelo sistema nacional de trânsito”, diz Daniela. Segundo o advogado Jefferson Leão Pires, o Contran estabelece especificamente quais os equipamentos obrigatórios e as cores admitidas para o sistema de iluminação de um veículo. RAM 3500 modificada de Ana Castela com luzes na grade e sob o veículo Reprodução / Instagram A lógica, de acordo com o especialista, é padronizar sinais luminosos para que os demais condutores, pedestres e agentes de trânsito compreendam rapidamente a posição, sentido, frenagem e intenção de manobra do veículo. Nesse ponto, o CTB tem um artigo que trata de “conduzir veículo com equipamento do sistema de iluminação e sinalização alterado”, e outro artigo que descreve quando “houver equipamento ou acessório proibido, a depender da constatação feita pela fiscalização”. Multas Daniela explica que as infrações relacionadas à alteração irregular de característica do veículo normalmente são classificadas como graves, com aplicação de multa, pontuação na CNH e retenção do veículo para regularização. “Dependendo da irregularidade identificada, também pode haver reprovação em vistoria, impedimento de licenciamento, apreensão administrativa de equipamentos e necessidade de retorno às condições originais’, diz. Em situações mais graves, conta Daniela, especialmente quando houver comprometimento efetivo da segurança viária, o veículo pode ser removido até regularização. No CTB, multas graves são fixadas atualmente em R$ 195,23 e geram 5 pontos na carteira do motorista. “O alerta ao público é que customização automotiva não é proibida por si só, mas existe uma diferença grande entre modificar um veículo para exposição, filmagem ou uso privado e colocá-lo para circular em via pública”, diz Pires. A reportagem do g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da cantora Ana Castela e perguntou sobre as modificações da RAM 3550 e se elas estavam legalizadas. Até o momento as perguntas não foram respondidas. A reportagem do g1 também entrou em contato com o Detran de Goiás, onde a picape da Ana Castela foi filmada em vias públicas. As perguntas foram a respeito da fiscalização e da situação das picapes que aparecem no vídeo. Até o momento as perguntas não foram respondidas.
30/05/2026 07:03:22 +00:00
VÍDEO: Chevrolet Captiva EV vai ser fabricado no Brasil, mas precisa melhorar em 5 pontos

5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A Chevrolet já confirmou que o Captiva EV vai ser fabricado na cidade de Horizonte, Ceará. Lá já é feito o Spark, outro elétrico da marca. O curioso é que os dois modelos herdam nomes de carros da Chevrolet, mas não têm nada a ver com seus antecessores. O g1 testou o SUV elétrico, que hoje é vendido por R$ 220 mil, e aponta cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp E se você acha que o Captiva EV não tem nenhuma relação com o Captiva lançado em 2008, você está redondamente certo. O design com linhas agudas e para-lamas salientes até conversa com alguns carros da GM. Porém este é o Wuling Starlight S, com mudanças estéticas para ficar alinhado ao portfólio da Chevrolet. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido, 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia. Segurança O pacote de segurança do Captiva é bom, como sistema de velocidade de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência. O sistema de alerta e permanência em faixa poderia ser mais refinado, as reações são um pouco tardias. Porém, este é um sistema auxiliar e não uma condução autônoma. O farol alto também se ajusta para baixo automaticamente para não ofuscar ninguém. Com as câmeras é possível ver ao redor e evitar aqueles toques que acabam com o dia do motorista. Sensor de estacionamento é só na traseira. Sonic é melhor A experiência dentro do Captiva EV é peculiar. Quem já testa produtos da Chevrolet está acostumado ao MyLink e à filosofia adotada pela GM. Desde o Onix, passando por Sonic e até modelos mais caros, como a Blazer EV. Ainda que a Blazer seja muito mais sofisticada que um Sonic, existe uma lógica clara na marca envolvendo multimídia, ícones, volante, botões e até o cluster, criando uma identidade bem definida dentro da cabine. No Captiva EV, porém, essa lógica não está presente. Isso é compreensível, já que o modelo deriva Wuling Starlight S. Portanto, faz sentido que ele apresente uma ergonomia e uma organização interna diferentes. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM O problema é que essa nova proposta não supera a experiência já oferecida pela GM. A multimídia atual do SUV utiliza uma lógica baseada em conteúdos retangulares organizados verticalmente, algo que lembra tablets ou até sistemas genéricos encontrados no mercado de acessórios. Além disso, a forma como diversas funções são ajustadas não é tão intuitiva nem tão refinada quanto no sistema tradicional da Chevrolet. Por isso, seria interessante que a GM, quando produzir o Captiva no Brasil, implemente o sistema MyLink no modelo fabricado no Ceará. Galerias Relacionadas Outro ponto que compromete a experiência é a ausência de carregador por indução. Isso obriga o uso de cabo USB atravessando o painel para conectar o celular, o que reduz a praticidade e prejudica a percepção de qualidade da cabine. Como consequência, também não há Android Auto nem Apple CarPlay sem fio. Sem carregador por indução, a utilização prolongada de sistemas sem fio pode se tornar limitada, já que o consumo de bateria do celular tende a ser elevado em viagens mais longas. Dessa forma, a Chevrolet precisaria fazer essas mudanças para o Captiva nacional: oferecer Android Auto e Apple CarPlay sem fio e incluir carregador por indução. Um bônus seria colocar a opção de Wi-fi na cabine, igual ao Sonic e outros modelos da marca. Por outro lado, há um aspecto que a GM deve preservar no Captiva brasileiro: a qualidade dos materiais internos. O modelo apresenta acabamentos no console central que, em alguns pontos, superam materiais plásticos encontrados até mesmo na Blazer, que pertence a uma categoria superior e possui projeto Chevrolet próprio. Ao buscar fornecedores locais para a produção nacional, a GM deveria manter o padrão de qualidade e a escolha cuidadosa dos materiais já presentes no Captiva, preservando um dos principais pontos positivos da cabine. E também manter o teto solar panorâmico. Minimalismo ≠ minimizar Ao volante, o Chevrolet Captiva apresenta pontos positivos, mas também aspectos que poderiam evoluir. Do ponto de vista de ergonomia e acesso às informações, existe uma percepção que não se limita apenas ao produto da Chevrolet, mas a vários veículos novos: o conceito de minimalismo em algumas cabines está sendo confundido com simplesmente minimizar elementos, e são propostas bastante diferentes. Minimalismo significa oferecer informações importantes (como nível de bateria, potência, velocidade e autonomia) de maneira clara, objetiva e facilmente compreensível em uma rápida olhada. Transmitir informação com eficiência, sem excessos. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM Por outro lado, “minimizar” é reduzir demais esses elementos, como ocorre ao utilizar um cluster muito pequeno, que até pode parecer discreto, mas compromete a leitura e pode até transmitir, de forma subconsciente, uma sensação de economia excessiva ou de produto mais barato. Essa percepção se torna ainda mais evidente quando modelos de segmentos inferiores já oferecem telas maiores e visualmente mais adequadas. Por isso, para o Captiva produzido no Brasil, a Chevrolet poderia rever o tamanho desse cluster e adotar uma filosofia mais alinhada ao padrão já conhecido da marca, tanto em multimídia quanto em apresentação de informações. Isso tornaria a experiência de condução mais agradável e reforçaria a sensação de qualidade. Menos adrenalina Em relação à direção, o acerto é anestesiado. No cenário atual, porém, exigir de carros elétricos sensações de condução mais refinadas ou esportivas é falar para um público bastante específico. Consumidores que buscam veículos elétricos normalmente priorizam eficiência energética, autonomia e desempenho equivalente a motores turbo a combustão, sem necessariamente esperar direção afiada ou comportamento dinâmico mais envolvente. Para quem busca essa experiência ao volante, ainda existem opções como o Volkswagen Tiguan, que, embora não seja híbrido nem elétrico, entrega uma proposta mais dinâmica, com suspensão refinada e direção mais precisa, ainda que por um preço elevado. Já no caso do Captiva, sua proposta está claramente voltada para outro perfil de consumidor. Portanto, os cinco pontos a melhorar são: Sistema multimídia com MyLink Conexão de Android Auto e Apple Car Play sem fio Carregadores por indução para celular Cluster de instrumentos maior Ar-condicionado de 2 zonas Galerias Relacionadas Ao gosto do brasileiro Dentro desse contexto, um aspecto positivo é que, mesmo sendo um produto de origem chinesa, o acerto de suspensão desenvolvido para o Brasil é competente. Apesar das rodas grandes, o carro não transmite em excesso as imperfeições do asfalto para a cabine, evitando desconforto exagerado. Outro destaque importante está na calibração do conjunto elétrico para o uso diário. Diversas marcas ainda enfrentam dificuldades no ajuste entre acelerador, frenagem regenerativa e resposta inicial do pedal, o que muitas vezes gera aquela sensação desconfortável que algumas pessoas associam erroneamente aos carros elétricos. No Captiva, esse ajuste foi bem executado. A transição entre aceleração, desaceleração e frenagem ocorre de forma natural, aproximando a experiência daquilo que motoristas estão acostumados a sentir em veículos a combustão. Em poucos segundos ao volante, a condução se mostra previsível, confortável e sem os solavancos comuns em calibrações mal resolvidas. Nesse ponto, a Chevrolet acertou e, para o modelo nacional, deve manter essa configuração, preservando uma das qualidades mais relevantes da experiência do Captiva. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
30/05/2026 07:01:51 +00:00
CEOs do setor de IA tentam conter temor sobre desemprego em massa causado pela tecnologia

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria Os empresários mais influentes do setor de inteligência artificial (IA) começaram a moderar o tom de previsões alarmistas sobre um suposto desemprego em massa causado pela tecnologia, em meio ao aumento da resistência pública às transformações prometidas para o mercado de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da OpenAI, Sam Altman — cujas declarações anteriores ajudaram a alimentar preocupações sobre os impactos da IA na sociedade — agora afirmam que parte dos alertas apocalípticos foi exagerada ou até oportunista. Em entrevista à Channel News Asia na segunda-feira (25), Huang criticou diretamente executivos que associam demissões recentes ao avanço da IA. “A narrativa que vincula a IA à perda de empregos, para muitos CEOs, é simplesmente conveniente demais”, afirmou. Agora no g1 “A IA acabou de chegar. Como é possível que já estejam perdendo empregos por causa dela?”, questionou Huang, que há anos defende que a tecnologia criará tantos postos de trabalho quanto eliminará. O executivo também rebateu previsões mais catastróficas do setor e disse que a recente onda de demissões em grandes empresas não foi provocada pela inteligência artificial. “Como é possível que a IA tenha se tornado realmente útil há apenas seis meses e, ainda assim, empresas digam que demitem pessoas por causa dela há dois anos? Isso não faz sentido”, declarou. “Era apenas uma forma de parecerem espertos, e eu detesto isso profundamente. Estamos assustando as pessoas de forma irresponsável”, acrescentou. Mea-culpa de Altman Na semana passada, o banco britânico Standard Chartered anunciou planos para cortar milhares de empregos até 2030, alegando que a inteligência artificial substituirá funcionários em diversas funções administrativas. Já a empresa responsável pelo Snapchat eliminou mil vagas no mês passado, afirmando que a IA aumentou a eficiência operacional enquanto a companhia busca rentabilidade. Sam Altman, CEO da OpenAI, também recuou parcialmente de previsões anteriores. Durante a conferência Accelerate AI, promovida pelo Commonwealth Bank of Australia em Sydney, ele afirmou que o avanço da IA não provocará o “apocalipse do emprego” previsto por parte da indústria — incluindo a própria OpenAI. “Eu achei que já teríamos visto um impacto maior sobre cargos executivos de nível inicial do que realmente ocorreu”, disse Altman, segundo o jornal The Australian. “Hoje entendo melhor por que isso não aconteceu — felizmente. Minhas intuições nessa área estavam erradas”, completou. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também suavizou o discurso. Recentemente, ele afirmou que, mesmo em um cenário em que 90% dos empregos sejam automatizados, os 10% restantes continuariam nas mãos de trabalhadores humanos, que seriam muito mais produtivos com o apoio da IA. Amodei há anos é alvo de críticas de rivais do setor, que o consideram excessivamente pessimista em relação aos riscos da tecnologia, apesar do sucesso comercial da Anthropic. No ano passado, Huang chegou a afirmar que discorda “de quase tudo o que ele diz”, em referência ao executivo. As mudanças de discurso de Altman e Amodei ocorrem em um momento em que OpenAI e Anthropic se preparam para possíveis aberturas de capital na bolsa, operações que dependem de forte apoio de investidores. Enquanto isso, o tom alarmista adotado anteriormente por parte da indústria começa a gerar reação negativa. Pesquisas de opinião indicam crescente desconforto do público — especialmente nos Estados Unidos — com a possibilidade de uma transformação profunda do mercado de trabalho impulsionada pela IA. Nesta quarta-feira (27), a governadora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Lisa Cook, alertou que os efeitos mais profundos da inteligência artificial sobre o emprego ainda podem estar por vir. “Podemos estar nos aproximando da reorganização do trabalho mais importante em gerações”, afirmou durante discurso na Universidade Stanford. Segundo Cook, as perdas de empregos relacionadas à IA podem ocorrer antes que os ganhos prometidos pela tecnologia se concretizem, embora a perspectiva de longo prazo continue sendo considerada positiva. Até o momento, porém, a maioria das instituições econômicas — entre elas o Banco Central Europeu — avalia que os impactos da inteligência artificial sobre o emprego seguem limitados. LEIA TAMBÉM: Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional
30/05/2026 06:00:45 +00:00
Nem todo crédito é igual: veja como escolher a opção menos cara

Crédito pessoal, consignado ou imobiliário: qual escolher? As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência. Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia. Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
30/05/2026 05:00:15 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 10 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.013 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 10 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (30), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
30/05/2026 03:01:25 +00:00
Às vésperas do prazo final, quase metade dos MEIs ainda não entregou a declaração anual; veja como fazer

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até este domingo (31) para declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio deve ser feito pelo Portal do Empreendedor. A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dos 16,7 milhões de MEIs ativos no país, apenas 8,3 milhões haviam entregue a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até esta sexta-feira (29), o equivalente a 49,7% do total. As informações foram divulgadas pela Receita Federal ao g1 e extraídas do painel oficial do órgão. O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Vídeos em alta no g1 Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
30/05/2026 03:01:20 +00:00
Corpus Christi é feriado ou ponto facultativo? Entenda a diferença

Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga O mês de junho costuma ser aguardado por muitos trabalhadores. Além das festas juninas, a primeira semana pode render até quatro dias seguidos de descanso — embora isso não seja garantido para todos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Isso porque o Corpus Christi, celebrado neste ano em 4 de junho, cai em uma quinta-feira e é considerado ponto facultativo nacional. Na prática, estados e municípios podem transformar o Corpus Christi em feriado religioso por meio de regulamentação local, o que abre espaço para a emenda e prolonga o descanso. (veja em quais capitais haverá folga) A diferença impacta diretamente quem pode folgar, trabalhar ou até receber pagamento em dobro. Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. ⚠️ Ainda assim, atividades essenciais podem funcionar normalmente. Quem for escalado para trabalhar na data tem direitos garantidos, como pagamento em dobro ou folga compensatória. Tapete de Corpus Christi na Catedral do Divino Espírito Santo, em Palmas-TO Otávio Frabetti/Catedral de Palmas O que é ponto facultativo? 🤔 Em dias de ponto facultativo, órgãos públicos podem dispensar os servidores do expediente sem prejuízo da remuneração. A medida costuma ser adotada em datas próximas a feriados e fins de semana, mas depende de decreto ou ato oficial de cada governo. No setor privado, quando a data é considerada ponto facultativo — e não feriado nacional —, as empresas não são obrigadas a liberar os funcionários. Ponto facultativo x feriado: qual a diferença? 🤨 O ponto facultativo não está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao contrário dos feriados. Pela legislação trabalhista, o trabalho em feriados nacionais e religiosos é, em regra, proibido, salvo exceções previstas em lei. “Art. 70 - Salvo o disposto nos artigos 68 e 69, é vedado o trabalho em dias feriados nacionais e feriados religiosos, nos termos da legislação própria.” 👉 Quando há necessidade de trabalho no feriado, o empregado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. Já no ponto facultativo, o trabalho ocorre normalmente e não há pagamento extra obrigatório. Na prática, o ponto facultativo costuma garantir folga principalmente aos servidores públicos. No setor privado, cabe às empresas decidir se concedem ou não a dispensa dos funcionários. Quais são os próximos feriados de 2026? 📆 Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 *Com colaboração de g1 Acre, g1 Alagoas, g1 Amapá, g1 Amazonas, g1 Bahia, g1 Ceará, g1 Distrito Federal, g1 Espírito Santo, g1 Goiás, g1 Maranhão, g1 Mato Grosso, g1 Mato Grosso do Sul, g1 Minas Gerais, g1 Pará, g1 Paraíba, g1 Paraná, g1 Pernambuco, g1 Piauí, g1 Rio de Janeiro, g1 Rio Grande do Norte, g1 Rio Grande do Sul, g1 Rondônia, g1 Roraima, g1 Santa Catarina, g1 São Paulo, g1 Sergipe e g1 Tocantins. LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
30/05/2026 03:01:09 +00:00
Decisão EUA: veja os possíveis impactos econômicos da classificação do PCC e do CV como grupos terroristas

PCC e CV são organizações mafiosas, e não terroristas, diz o promotor Lincoln Gakiya Os impactos da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, pelos Estados Unidos, ainda não são completamente conhecidos, mas o Brasil pode ser prejudicado economicamente pela medida. O motivo, segundo pesquisadores e investigadores ouvidos pelo g1, é que as facções têm utilizado o sistema financeiro nacional para lavar dinheiro — assim como também vem sendo observado em outros países com suas organizações criminosas. A Carbono Oculto, uma operação da Polícia Federal deflagrada em 2025 e com desdobramentos recentes em 2026, por exemplo, investiga a infiltração do PCC no mercado financeiro e na economia formal (veja detalhes abaixo). "Como se sabe pelas operações policiais já feitas, a penetração de dinheiro ilegal é muito grande na economia legal. Imagina, por exemplo, um operador de agronegócio que faça negócios com uma transportadora de soja que seja usada para lavar dinheiro do PCC. Esse agroempresário pode ser julgado nos EUA", diz Thiago Rodrigues, professor de Relações Internacionais na Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Facções criminosas do Brasil no foco dos EUA Os EUA anunciaram a inclusão do PCC e do CV em duas listas: a de Terroristas Globais Especialmente Designados (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e a de Organizações Terroristas Estrangeiras (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs). Rodrigues explica que, no caso da inclusão das facções na primeira lista, que já está em vigor, o foco de eventuais ações do governo americano está no combate a operações financeiras realizadas dentro dos EUA. Já a inclusão das facções na segunda lista traz consequências muito mais amplas, segundo Rodrigues, porque ela "projeta a capacidade de os Estados Unidos processarem pessoas de países terceiros que tenham relações com grupos que são listados como terroristas". Em outras palavras, "a atividade financeira de um grupo no Brasil pode ser processada nos EUA", tanto na esfera cível quanto na criminal. "Isso impacta diretamente na economia de um país. Qualquer pessoa, cidadã de outro país, pode ser processada no sistema jurídico-penal dos EUA: um político, uma personalidade pública, um empresário, um banqueiro — mesmo que não esteja fazendo negócio nos EUA, mas esteja fazendo negócio no seu próprio país", afirma Rodrigues. O exemplo da Carbono Oculto - A Polí­cia Federal realiza Operação Carbono Oculto, no prédio localizado no número 3732 da Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do País, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 28 de agosto de 2025. WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO O promotor Lincoln Gakiya, que atua no combate ao PCC há 21 anos e é um dos investigadores da Operação Carbono Oculto, também aponta que a nova medida dos EUA pode fazer o país sofrer "sanções econômicas de natureza gravíssima". A operação da PF identificou que fintechs, que prestam serviços digitais semelhantes aos de bancos, misturavam dinheiro limpo e dinheiro proveniente do crime em "contas-bolsões" abertas em grandes instituições financeiras. As investigações revelaram também que o esquema também utilizava o setor de combustíveis para a prática de lavagem de dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos. "Veja este exemplo: postos de combustíveis pertencentes a pessoas ligadas ao PCC praticaram transações com outros grupos, como Copape [empresa que mistura gasolina], e por sua vez o dinheiro auferido dessas transações foi parar no mercado financeiro, num fundo da gestora Reag [investigada pela PF]", disse Gakiya em entrevista à jornalista Natuza Nery no podcast O Assunto desta sexta-feira (29). "A Reag aplica uma parte de seus recursos, por exemplo, no Banco Master, que por seu turno faz transações de títulos com vários bancos grandes do país e que têm também operações financeiras com bancos americanos. Se a gente for levar ao pé da letra a interpretação que se dá a essa classificação de terrorismo, você poderia sancionar esses bancos brasileiros — que não tiveram diretamente nenhum contato com nenhum integrante do PCC", explicou o promotor. As sanções, de acordo com Gakiya, podem incluir o congelamento de ativos e a proibição de transacionar com qualquer instituição americana — o que seria especialmente problemático para bancos, que estão interligados ao sistema financeiro dos EUA. "[A nova classificação] Pode afetar desde o sistema bancário até o turismo no Rio de Janeiro, passando pelo agro, pelas empresas de tecnologia, pela Bolsa de Valores. O Brasil não é uma economia pouco integrada na economia global, é a sétima economia do mundo. Não é a Venezuela, que é um país exportador de petróleo cru. O Brasil é um sistema econômico complexo e muito integrado", diz Thiago Rodrigues. Um representante de um grande banco brasileiro ouvido pela reportagem minimizou, no entanto, os possíveis impactos da medida anunciada pelos Estados Unidos. Para o profissional, as instituições financeiras brasileiras já atuam com programas robustos de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. "As fintechs que não seguem tais medidas é que devem ser impactadas", disse reservadamente. De olho nos tentáculos do crime organizado no sistema financeiro, o Banco Central tem adotado regras para aprimorar os mecanismos de identificação da origem e de rastreio de recursos. Histórico nos EUA Segundo o professor de Relações Internacionais Thiago Rodrigues, já havia grupos similares ao CV e ao PCC nas listas de terroristas dos EUA desde o ano passado. Assim que assumiu o atual mandato, em 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para que o Departamento de Estado americano incluísse o crime organizado nessas listas. Na ocasião, Trump citou nominalmente o cartel de Sinaloa, do México, o Trem de Arágua, da Venezuela, e o Mara Salvatrucha, de El Salvador. Ainda de acordo com Rodrigues, desde 2021 a facção PCC já estava em uma terceira lista do governo americano, classificada pelo Departamento do Tesouro como organização criminosa internacional. Essa lista prevê especificamente confiscos de bens e prisão de pessoas envolvidas em negócios com o PCC dentro dos EUA. Essa classificação, no entanto, teve poucos resultados nos últimos cinco anos, segundo Rodrigues. "O que a gente acredita é que a presença [de pessoas] do PCC nos Estados Unidos é irrisória, não é substancial. Não há uma iniciativa, até onde os pesquisadores saibam, de o PCC entrar nos Estados Unidos", explica. "Agora, essa nova lista [de grupos terroristas] é muito mais política do que técnica, porque coloca esses grupos em uma outra narrativa — da guerra contra o terrorismo, de um inimigo muito perigoso que justifica interferências nos sistemas políticos de outros países", afirma.
30/05/2026 03:00:55 +00:00
Imposto de Renda 2026: saiba o que fazer se você perdeu o prazo para enviar a declaração

Imposto de renda Marcos Serra/g1 O prazo de envio da declaração do Imposto de Renda 2026 acabou na última sexta-feira (29) — e quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Leão. Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma: Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%; Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar) A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na data do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda-feira (1º). Veja abaixo o que fazer caso você tenha perdido o prazo de entrega. Como regularizar a situação? O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal. A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito. Como pagar a multa? A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf). A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic. Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros. O que acontece se eu não pagar a multa? Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais. Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como: o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho; a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos; o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros; protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização; o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida por exemplo para financiamento imobiliário, entre outros. O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.
30/05/2026 03:00:21 +00:00
Imposto de Renda 2026: errou ou entregou declaração incompleta? Saiba como fazer a retificadora

Imposto de Renda 2025: errou ou entregou declaração incompleta? Veja o que fazer O contribuinte que entregou a declaração do Imposto de Renda 2026, mas percebeu que cometeu algum erro ou deixou de informar algum dado, pode retificar o documento sem pagar multa. A declaração retificadora substitui todas as informações da declaração original. Por isso, é importante ter atenção e verificar se haverá alteração no valor do imposto a pagar após o envio da correção. Após o prazo de entrega, os contribuintes têm até cinco anos para retificar a declaração, desde que o documento não esteja sob fiscalização da Receita Federal — ou seja, caso não tenha sido formalmente convocado pelo órgão para prestar esclarecimentos. LEIA MAIS IR 2025: Antonio Gil, da EY, tirou dúvidas de leitores do g1 Veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchida Como baixar o programa de declaração? Veja perguntas e respostas Como fazer a declaração retificadora Caso o contribuinte tenha enviado a declaração por meio do programa do Imposto de Renda: Abra o programa e clique na opção "Transmitidas"; Em seguida, clique na declaração que deverá ser retificada e selecione a opção "Retificar Declaração" – com isso, a declaração a ser retificada ficará disponível na aba "Em preenchimento"; Clique no campo "Declaração retificadora" e preencha o número do recibo de entrega da declaração original; Faça as alterações necessárias; Envie novamente a declaração. Caso o contribuinte opte por retificar a declaração no site da Receita Federal: Acesse o e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) e informe os dados para login; Clique na opção "Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF); Clique no ano da declaração que deseja retificar e selecione a opção "Preencher Declaração Online"; Na nova aba aberta pelo site, selecione a opção "Retificar Declaração"; Faça as alterações necessárias; Envie novamente a declaração. Nesse último caso, no entanto, a versão disponível para edição é simplificada e limitada. Sendo assim, não é possível corrigir informações das fichas: Atividade Rural; Ganhos de Capital; Moeda Estrangeira; Renda Variável. Dicas para quem precisa retificar Apesar de haver a possibilidade de retificar o documento entregue ao Fisco diversas vezes, a recomendação é que o contribuinte tenha atenção e não exagere no número de alterações, a fim de evitar possíveis problemas com a Receita Federal. Outros alertas são: A declaração retificadora substituirá a original. Assim, ela deve conter todas as informações corretas anteriormente declaradas, além das alterações; Com exceção dos grupos prioritários, a Receita leva em consideração a ordem de entrega da declaração para realizar o pagamento da restituição. Portanto, ao enviar a declaração retificadora, é feito um novo processamento, o que pode postergar a data de recebimento da restituição, pois o contribuinte vai para o “final da fila”; Passado o período de envio do documento, o declarante deverá manter o modelo de tributação escolhido inicialmente e corrigir apenas as informações equivocadas. Imposto de Renda 2025: saiba como fazer a retificadora Marcos Serra/g1
30/05/2026 03:00:14 +00:00
Larva que come animais vivos e pode matar vira motivo de alerta após ser encontrada perto dos EUA

Amostra de moscas-da-bicheira exibida em clínica veterinária em Tapachula, Chiapas, México, em 4 de julho de 2025 REUTERS/Daniel Becerril A larva de uma mosca parasita que se alimenta de carne viva foi encontrada em uma ovelha no México, a menos de 50 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A descoberta aumenta a preocupação de pecuaristas e autoridades sanitárias dos EUA, que há mais de um ano tentam impedir que a praga atravesse a fronteira e infecte rebanhos no país. O caso mais recente envolve uma ovelha de seis meses no estado mexicano de Coahuila, segundo dados do USDA. Foi o registro mais próximo da fronteira americana desde o início do atual surto, apesar dos esforços dos governos dos EUA e do México para conter o avanço da praga. Conhecida como bicheira-do-Novo-Mundo ou mosca-da-bicheira, a espécie representa uma ameaça para a produção pecuária. As fêmeas depositam centenas de ovos em feridas de animais de sangue quente. Após a eclosão, as larvas penetram na carne viva e passam a se alimentar do tecido do hospedeiro. A mosca raramente ataca humanos. No entanto, sem tratamento, a infestação pode se agravar e se tornar fatal. Agora no g1 Especialistas alertam que uma eventual entrada da praga nos EUA poderia reduzir a oferta de gado e pressionar ainda mais os preços da carne bovina, que já estão em níveis recordes. O rebanho bovino americano já está no menor nível em 75 anos. Segundo uma estimativa do USDA, um surto poderia causar prejuízos de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas, maior estado produtor de gado dos EUA. Como medida de contenção, os Estados Unidos mantém restrições às importações de gado mexicano há mais de um ano. O USDA investiu milhões de dólares na criação de instalações para produzir moscas estéreis, consideradas a principal ferramenta para interromper surtos da praga. As unidades, porém, ainda não entraram em operação.
30/05/2026 01:37:56 +00:00
Nova fábrica da Toyota em Sorocaba vai produzir o Corolla a partir de novembro

Planta de Sorocaba da Toyota com a linha do Corolla Cross divulgação/Toyota A Toyota anunciou nesta sexta-feira (29) que a fábrica de Sorocaba (SP) será inaugurada em novembro deste ano. A unidade será a segunda da montadora na cidade e ficará responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida. A inauguração faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2.000 empregos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na nova planta será produzido o Toyota Corolla sedã, atualmente fabricado em Indaiatuba (SP). A montadora opera nessa cidade desde 1998, com foco no modelo, tanto nas versões tradicionais quanto nas opções híbridas, que começaram a ser produzidas em 2019. No Brasil, a Toyota fabrica apenas os modelos Corolla sedã, Corolla Cross e Yaris Cross. Os demais veículos vendidos pela marca no país, como a picape Hilux e o SUV SW4, são importados. No comunicado, a Toyota prometeu lançar novos carros, mas não informou quais serão os modelos nem em que categorias eles se enquadram. Hoje, a marca oferece esportivos como o GR Yaris e o GR Corolla, o sedã Corolla, SUVs como RAV4, SW4 e Yaris Cross, além da picape Hilux e dos veículos comerciais Hiace. Inauguração ocorrerá um ano após desastre na região Temporal destelha fábrica de motores e carro capotado durante temporal em Porto Feliz A inauguração da fábrica de Sorocaba ocorrerá 14 meses após um forte temporal atingir a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), a cerca de 35 km de Sorocaba. Segundo a Defesa Civil, a cidade registrou rajadas de vento de até 90 km/h em 22 de setembro de 2025, o que provocou o arrancamento do telhado da fábrica. Ainda de acordo com a Defesa Civil, Porto Feliz foi atingida por uma microexplosão — fenômeno em que ventos muito fortes descem rapidamente da nuvem de chuva em direção ao solo. Ao todo, 30 funcionários ficaram feridos, e a operação da fábrica foi totalmente interrompida. As unidades de Sorocaba e Indaiatuba também foram afetadas, o que acabou atrasando o lançamento do Yaris Cross.
29/05/2026 22:20:20 +00:00
Conta de luz: com menos chuvas, Aneel mantém bandeira tarifária amarela para junho

A bandeira tarifária para o mês de junho será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24). Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa. "O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", justificou a agência. Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura. 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em maio, a Aneel definiu uma bandeira amarela. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Governo anunciou bandeira tarifária para contas de energia de maio Gilvana Giombelli/g1 Paraná Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
29/05/2026 20:52:35 +00:00
Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

PCC e CV em lista terrorista: Brasil pode ser invadido pelos EUA? A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente. 📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos". Nesta sexta-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira e condenou a decisão americana sobre as facções brasileiras. "Não aceitamos ser tratados como moleques", afirmou. Argumentos da família Bolsonaro a favor da decisão de Trump Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas"; Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas; Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Presidente critica Flávio: 'Não tem vergonha de trair a pátria e pedir intervenção' Governo diz que não aceita interferência externa e fala em risco ao PIX 'Presidente do Brasil é escolha dos brasileiros', diz porta-voz do governo Trump Consequências de classificar PCC e CV como organizações terroristas 👩🏼‍⚖️ 1. Impactos jurídicos e em investigações Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo; Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida; Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações; Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo. 💰 2. Consequências financeiras e econômicas Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados; Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano; Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio. Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. Tânia Rêgo/Agência Brasil 🪖 3. Soberania e ação militar: Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo; Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA. ✈️ 4. Restrições de imigração e viagens Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA; Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções. LEIA TAMBÉM: PCC e CV: quais são os próximos passos após EUA designarem as facções como terroristas? O que dizem presidenciáveis sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas Governo critica família Bolsonaro por articulação nos EUA e vê risco ao PIX em classificação de CV e PCC como terroristas Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução
29/05/2026 20:52:07 +00:00
Campinas terá núcleo para desenvolver aplicativos com uso de IA para serviços públicos federais

Ministra Esther Dweck visita CPQD para anúncio de resultados de projeto sobre IA O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), terá um núcleo para desenvolver aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais. O investimento será de cerca de R$ 60 milhões. A pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física, foi lançada durante evento nesta sexta-feira (29), no CPQD, com a presença da ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O local deverá começar a funcionar até o fim deste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O objetivo é que os novos aplicativos com suporte de IA façam o atendimento ou facilitem o acesso da população ao solicitar serviços por meio da plataforma GOV.BR. "A gente vai ter um governo que vai chegar à população de forma personalizada, vai chegar de forma proativa, vai poder interagir com as pessoas, falar muito mais rápido. Vai aumentar a produtividade do setor público em números inimagináveis. É o início de uma transformação gigantesca para a nossa população", comentou a Dweck. Além disso, o núcleo guardará e processará dados sensíveis de usuários, como cadastros de pessoas em programas do governo. Atualmente, essas informações estão hospedadas em nuvens internacionais. Ambiente computacional Pedra fundamental do novo núcleo foi lançada nesta sexta CPQD/Divulgação O prédio que abrigará o núcleo já existe, mas, segundo o CPQD, será reformado, adequado e receberá novos equipamentos, entre eles unidades de processamento gráfico (GPUs). O local terá operação semelhante a um laboratório, no qual serão desenvolvidos modelos de linguagem e ferramentas com IA Generativa. Também serão feitos tratamentos de grandes volumes de dados para treinamento de algoritmos. Isso deverá impactar diretamente os aplicativos disponibilizados ao público e integrados ao GOV.BR. A pessoa que precisar de um serviço do governo federal acessará o aplicativo e conversará com robôs (chatbots) treinados por IA. As ferramentas ainda usarão a IA em barras de pesquisa e processamento de dados. De acordo com o CPQD, isso irá atender à realidade da população brasileira, principalmente usuários com baixa maturidade digital. "A inovação não é só tecnologia, mas é também tecnologia e essa parceria aqui vai nos permitir ter quase 350 pesquisadores desenvolvendo soluções para governos. Vai começar no governo federal, mas rapidamente vai se espalhar para todo o setor público brasileiro", disse Dweck. No caso do processamento de dados, a ministra ressaltou que há uma questão de "soberania tecnológica". Isso porque as informações cadastrais de usuários estão, hoje, hospedadas em nuvens internacionais. Com o núcleo, elas passariam a ser guardadas e processadas dentro do Brasil. "A gente fala que a soberania digital tem três níveis. A de dados, a gente já vinha trabalhando nisso, de repatriar os dados brasileiros, de poder saber onde os nossos dados estratégicos estão. A gente já estava num outro processo de operação, de conseguir acessar os dados, de conseguir operar", ponderou Dweck. "E tem um terceiro que é tecnológico. Essa é a mais difícil. E aqui, esse é um projeto de soberania tecnológica, digital tecnológica. Isso realmente é um terceiro passo, um dos mais difíceis de se fazer num país em desenvolvimento, mas o Brasil tem capacidade, justamente porque a gente tem um grande sistema de inovação", finalizou. Atendimentos com IA já implantados Evento apresentou resultados do projeto Inspire CPQD/Divulgação O núcleo irá se integrar ao projeto Inspire (Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética). A parte criativa do projeto, que são as novas ferramentas com uso de IA para oferecer serviços públicos personalizados, será elaborada, guardada e processada no núcleo. Mesmo sem a estrutura física, o Inspire completou sete meses e já implantou três chatbots em serviços do governo federal, conforme balanço divulgado durante o evento desta sexta: Chatbot de Atendimento GOV.BR: desenvolvido para tirar dúvidas e dar suporte ao usuário por um único canal inteligente. Na fase de testes, a solução chegou a cerca de 2 mil atendimentos digitais por dia. A maior parte das interações teve como foco a solução de dúvidas e informações sobre recuperação de conta GOV.BR, autenticação em duas etapas, reconhecimento facial e uso do aplicativo. Chatbot SISU (Sistema de Seleção Unificada)/Jornada do Ensino Médio: lançado em janeiro de 2026 para apoiar estudantes durante o processo do SISU, Enem, Prouni e FIES, o chatbot foi preparado para oferecer orientações sobre matrículas, vagas, calendário e outros serviços associados ao MEC. Atende um universo potencial de 4,2 milhões de usuários inscritos no Enem. Chatbot Vacinação/Farmácia Popular: permite obter informações e esclarecer dúvidas sobre campanhas de vacinação realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), bem como sobre Farmácia Popular e outras iniciativas do Ministério da Saúde. Outra medida do projeto foi a criação de uma infraestrutura de IA para processar e qualificar 77 milhões de registros de endereços de pessoas no país. "Além de endereços diferentes da mesma pessoa, armazenados em bases de dados de órgãos de governo distintos, encontramos duplicações e inconsistências, por exemplo, na grafia de nomes de ruas", contou Paulo Curado, diretor responsável pelo Inspire no CPQD. "Ter o endereço correto das pessoas, disponível para todos os órgãos do governo, é essencial para políticas públicas que dependem desse dado para o pagamento de determinados benefícios”, explicou. Projeto vai usar IA em serviços do governo federal CPQD/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
29/05/2026 19:27:08 +00:00
BC vai exigir auditoria para autorizar empresas de criptoativos, como bitcoin

Representações de Ethereum e Bitcoin. Reuters O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que o processo de autorização para prestadoras de serviços de ativos virtuais passará a exigir, a partir de junho, a apresentação de um relatório emitido por auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com a autarquia, a análise passará a considerar “opinião técnica independente sobre os procedimentos adotados pelas empresas para identificar e prevenir operações suspeitas, especialmente aquelas relacionadas aos crimes de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”. Autoridades do governo têm expressado preocupação com o mercado de ativos virtuais, com a percepção de que esses ativos podem ser usados para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas. Agora no g1 Na quinta-feira, por exemplo, em operação organizada pela Receita Federal e outros órgãos que mapeou seis fintechs ligadas a organizações criminosas, foi identificado o uso de criptoativos para lavagem de dinheiro. Segundo o BC, a nova exigência tem como objetivo aumentar a segurança das decisões nos processos de autorização, ao mesmo tempo em que reforça práticas de combate a crimes. “A verificação por auditoria independente contribui para maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor”, afirmou a autarquia em nota.
29/05/2026 18:41:45 +00:00
Por que a decisão dos EUA sobre PCC e CV pode afetar PIX, bancos e empresas no Brasil

Decisão dos EUA sobre facções pode impactar mercado As facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passam a ser consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos, em medida anunciada na quinta-feira (28) pelo governo de Donald Trump. As duas já foram incluídas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir de 5 de junho, também entrarão na lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras”. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a medida não deve provocar impactos imediatos no comércio entre Brasil e EUA nem gerar barreiras comerciais diretas. No entanto, a decisão aumenta a pressão sobre bancos e empresas brasileiras para identificar a origem dos recursos e reforçar mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro do crime organizado. Abaixo, entenda os principais impactos da medida no Brasil (clique no menu para ir ao tópico). PIX e bancos devem passar por fiscalização mais rígida O nó jurídico que preocupa investidores Os impactos na bolsa e no dólar PIX e bancos devem passar por fiscalização mais rígida O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas Marcello Casal Jr/Agência Brasil Segundo especialistas, o principal impacto da decisão dos EUA no Brasil deve ocorrer no sistema financeiro. 🔎 Com a classificação de um grupo como organização terrorista estrangeira (FTO), a legislação americana amplia os instrumentos de combate financeiro, permitindo bloqueio de recursos, aumento de sanções e monitoramento mais rigoroso de operações suspeitas. Com isso, instituições que tenham qualquer ligação — mesmo indireta — com recursos associados a esses grupos podem passar a ser monitoradas mais de perto pelas autoridades americanas. Por isso, bancos, fintechs, instituições de pagamento e cooperativas de crédito que operam em dólar ou mantêm relação com o mercado americano tendem a reforçar os processos de identificação de clientes e monitoramento de transações para reduzir o risco de sanções. Como exemplo desse tipo de atuação, no ano passado, o Tesouro dos EUA bloqueou transações envolvendo instituições financeiras do México suspeitas de ligação com lavagem de dinheiro para cartéis, em uma ação voltada ao combate ao narcotráfico e ao tráfico de fentanil. O PIX também deve ganhar atenção adicional das autoridades. Como o sistema movimenta bilhões de reais diariamente e permite transferências instantâneas, bancos e órgãos de fiscalização podem ampliar o acompanhamento de operações consideradas suspeitas. No Brasil, investigações da Polícia Federal já vêm mostrando como organizações criminosas usam contas digitais, empresas de fachada e transferências eletrônicas para ocultar a origem do dinheiro. Nesta semana, por exemplo, a Operação Fluxo Oculto — desdobramento da Operação Carbono Oculto — apurou a atuação da chamada “máfia da nafta”, que utilizava “contas-bolsão”, onde recursos de diferentes clientes são misturados em uma única conta, dificultando o rastreamento das transações. LEIA TAMBÉM Entenda as novas regras do BC para tentar impedir a lavagem de dinheiro do crime organizado Como o PCC usa fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro Para Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing, rastrear o fluxo de recursos costuma ser uma das primeiras medidas adotadas no combate ao crime organizado. “O rastro do dinheiro é sempre a primeira linha de atuação em medidas desse tipo. O PIX naturalmente entra nesse monitoramento porque movimenta um volume enorme de transações diariamente”, afirma. “Tivemos recentemente operações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro via PIX. Tudo isso agora pode entrar no escopo dessa nova classificação das facções.” Sant’Anna lembra que a expansão do PIX já vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado americano, principalmente porque o sistema brasileiro reduziu a participação de empresas tradicionais de cartões e meios de pagamento dos Estados Unidos no país. 🔎 O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos EUA durante uma investigação comercial aberta em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump. Voltar ao índice. O nó jurídico que preocupa investidores Um dos principais pontos de atenção para o mercado financeiro é a diferença entre a legislação brasileira e a americana. Enquanto os Estados Unidos passaram a classificar PCC e CV como organizações terroristas, o Brasil continua tratando os grupos como facções criminosas. 🛑 Na prática, essa classificação nos EUA muda o nível de risco jurídico: qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle. A diferença entre os dois modelos aumenta a insegurança jurídica e preocupa investidores estrangeiros. Para Milene Dellatore, especialista em investimentos e sócia-diretora do Grupo Mide, o efeito mais sensível é reputacional. “Investidor estrangeiro não gosta de ruído institucional. Quando o Brasil aparece associado a terrorismo, mesmo que o problema real seja crime organizado, isso cria um red flag (sinal de alerta) Ele começa a olhar o país com mais cuidado, principalmente em setores financeiros, infraestrutura, logística, portos, combustíveis e empresas com operação internacional", afirma. Especialistas afirmam que, ao passar a ser tratado no âmbito do contraterrorismo e das sanções internacionais, o tema tende a aumentar o custo e a complexidade das operações empresariais. Também há receio de que empresas brasileiras com atuação internacional ou ações negociadas no exterior passem a enfrentar investigações e fiscalizações mais rigorosas por parte dos órgãos reguladores. Setores com grande circulação de dinheiro, como combustíveis, logística e mercado imobiliário, tendem a enfrentar auditorias mais rigorosas. Para Beny Fard, sócio da B8 Partners, o principal impacto é operacional e regulatório: “A decisão muda menos o comércio entre os dois países e mais o custo de operar sob a lei americana”, afirma Fard. “A lei antiterrorismo dos EUA pode alcançar instituições que processem recursos ligados às facções mesmo sem conhecer a origem do dinheiro.” Matheus Balbino, professor de Relações Internacionais do Centro Universitário Braz Cubas, afirma que a medida não gera sanções automáticas ao Brasil, mas amplia a pressão internacional sobre o país. Segundo ele, o efeito mais provável no curto e médio prazo é o fortalecimento da cooperação entre países em áreas como inteligência financeira, combate à lavagem de dinheiro e rastreamento de recursos ilícitos. Essa maior pressão, acrescenta, pode exigir mais integração entre bancos, fintechs, órgãos de fiscalização e autoridades financeiras. “A tendência é de fortalecimento dos mecanismos de rastreamento de recursos, especialmente em operações internacionais, criptomoedas, empresas de fachada e movimentações financeiras consideradas atípicas”, afirma. Com o aumento da vigilância sobre operações financeiras, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por identificar movimentações atípicas e produzir relatórios de inteligência, tende a ganhar ainda mais relevância no monitoramento de operações suspeitas. Balbino também cita o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), organismo criado pelo G7 e responsável por definir padrões globais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Voltar ao índice. Impactos na bolsa e no dólar Ibovespa opera em baixa, puxado pelo exterior. Freepik A mudança na percepção de risco dos investidores estrangeiros ainda não aponta para efeitos relevantes sobre a economia brasileira como um todo. No curto prazo, porém, o efeito mais provável é uma pressão de alta no dólar em relação ao real. Isso acontece porque, em momentos de incerteza, investidores passam a enxergar o país como um ambiente mais arriscado para aplicações financeiras. 🔎 O chamado risco-país mede justamente essa percepção de confiança na estabilidade de um país. Quando ele sobe, investidores exigem retornos maiores para manter recursos no mercado local, o que encarece o capital e pode pressionar o câmbio. Esse ambiente tende a aumentar a volatilidade do dólar e da bolsa. Enquanto isso, os investidores acompanham com cautela os possíveis desdobramentos da decisão. 📉 Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,73%, aos 173.787 pontos, o menor valor desde 21 de janeiro (171.817 pontos). Já o dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,0424 (veja mais detalhes do dia no mercado). De acordo com Felipe Sant’Anna, em meio ao aumento da cautela, investidores têm reduzido exposição principalmente a ações de bancos e varejistas, setores mais sensíveis à elevação das incertezas. A queda da bolsa brasileira não começou agora. O mercado já vinha em baixa há semanas e pode fechar a sétima semana consecutiva de recuo, segundo analistas. Nesta semana, o Ibovespa acumulou queda de 0,64% até quinta-feira e recuo de 6,53% no mês. Além da decisão dos EUA, o cenário também reflete incertezas globais, como as tensões no Oriente Médio. Em períodos de maior incerteza, investidores costumam vender primeiro ações que acumularam maiores ganhos ou que são mais dependentes do desempenho da economia. Por isso, a queda acaba sendo mais forte em empresas menores e em setores mais ligados ao ciclo econômico, o que mostra aumento da aversão ao risco na bolsa brasileira. Voltar ao índice.
29/05/2026 18:00:33 +00:00
Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

PCC e CV em lista terrorista: Brasil pode ser invadido pelos EUA? A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente. 📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos". Argumentos da família Bolsonaro a favor da decisão de Trump Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas"; Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas; Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Lula condena decisão dos EUA sobre facções: 'Não aceitamos ser tratados como moleques' Consequências de classificar PCC e CV como organizações terroristas 👩🏼‍⚖️ 1. Impactos jurídicos e em investigações Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo; Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida; Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações; Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo. 💰 2. Consequências financeiras e econômicas Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados; Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano; Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio. Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. Tânia Rêgo/Agência Brasil 🪖 3. Soberania e ação militar: Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo; Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA. ✈️ 4. Restrições de imigração e viagens Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA; Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções. LEIA TAMBÉM: PCC e CV: quais são os próximos passos após EUA designarem as facções como terroristas? O que dizem presidenciáveis sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas Governo critica família Bolsonaro por articulação nos EUA e vê risco ao PIX em classificação de CV e PCC como terroristas Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução
29/05/2026 17:19:20 +00:00
ANS aprova limite de 5,11% para reajuste anual de planos de saúde individuais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Segundo analistas, o percentual ficou abaixo do esperado pelo setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com a agência, esse foi o menor reajuste definido desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução nos preços em razão da queda no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social da pandemia de Covid-19. O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998. Agora no g1 A ANS informou que o reajuste só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação. Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio. Implicações para o setor Analistas do Citi afirmaram que, embora parte do mercado já esperasse um reajuste menor, o resultado “não é um bom sinal para enfrentar as persistentes pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais ainda elevadas”. A estimativa inicial do banco era de alta de 7,8%. Já os analistas do UBS BB avaliaram que o percentual reforça a desaceleração dos reajustes após o período pós-pandemia, “mas a magnitude da surpresa negativa - cerca de 1 ponto percentual abaixo do consenso - é claramente negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado”. No setor, os analistas das duas casas afirmaram que Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais, enquanto SulAmérica, controlada pela Rede D'Or, e Bradsaúde devem experimentar impacto direto limitado. Na bolsa paulista, por volta das 12h50, as ações da Hapvida recuavam 3,77%, enquanto os papéis da Rede D'Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%. "A decisão (da ANS) reforça uma dinâmica importante do setor: o crescimento dos reajustes está desacelerando enquanto a inflação dos custos médicos continua estruturalmente elevada, impulsionada por maior utilização, envelhecimento da população e adoção de tecnologias", disseram os analistas do UBS BB. "Isso amplia o risco de compressão de margens em toda a indústria, aumentando a importância do controle de custos, da integração vertical e da composição da carteira para diferenciar os “vencedores” dos “perdedores” relativos." STF estabelece critérios para que clientes de planos de saúde tenham direito a tratamentos além dos que estão na lista da ANS Reprodução/TV Globo
29/05/2026 16:27:32 +00:00
VÍDEO: veja momento em que nave da Blue Origin explode na Flórida

Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) na base de lançamentos da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos (veja no vídeo acima). A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), enquanto o veículo espacial passava por uma ignição estática dos motores, procedimento realizado com a nave ainda presa à plataforma. Segundo a Blue Origin, foi registrada uma "anomalia" durante a operação. A empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e disse que divulgará novas informações à medida que apurar os detalhes do incidente. Explosão de nave da Blue Origin em base de lançamento na Flórida, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight A atividade fazia parte dos preparativos para a missão NG-4, anunciada pela companhia na quarta-feira (27). O plano era usar a New Glenn para colocar em órbita os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, rede semelhante à Starlink, de Elon Musk. Na ocasião, o CEO da Blue Origin celebrou o anúncio da missão. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. Projetada para realizar voos de longa duração, a New Glenn é a principal concorrente da Starship, nave desenvolvida pela SpaceX. Antes do incidente desta quinta, o veículo da Blue Origin já havia realizado três voos de teste sem tripulantes. O primeiro ocorreu no início de 2025, quando transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Musk e Zuckerberg viram cães-robôs que fazem 'cocô artístico' em museu Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim
29/05/2026 16:17:57 +00:00
Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (equipamentos acoplados aos caminhões ou tratores responsáveis por carregar a carga) pode ser buscada nas instituições financeiras habilitadas. Inserido no programa "Move Brasil", o crédito é voltado ao financiamento de veículos fabricados no Brasil e busca modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional. Serão destinados até R$ 21,2 bilhões em empréstimos. As taxas de juros podem ficar próximas a 13% ao ano, informou o governo federal. A iniciativa, de acordo com o governo, prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas. Agora no g1 Também poderão ser financiados custos associados à operação, como seguros de proteção do bem e do financiamento, além de taxas relacionadas à concessão de garantias, desde que contratados junto ao financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões. "O programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Segundo o MDIC, as condições de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos: o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas: o prazo poderá chegar a 60 meses, com até 6 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros: o prazo poderá chegar a 120 meses, com até 6 meses de carência. O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo; admite a utilização de fundos garantidores, conforme: disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro. Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos Luciano Ribeiro/Governo do Tocantins Como contratar Os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES. Caberá à instituição analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa. 🔎O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.
29/05/2026 15:22:11 +00:00
Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master

PCC e CV terroristas: Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ao comentar a repercussão da decisão do governo americano, Alckmin criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que o assunto estaria sendo usado para desviar o foco de outro tema. “O que lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Ficam gerando factoides para desviar a atenção do caso Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação de tributos”, declarou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Ainda segundo o vice-presidente, a classificação das facções como organizações terroristas pode trazer impactos negativos ao Brasil. “Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequência no sistema financeiro, na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou. Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Reprodução/TV Vanguarda A declaração foi dada durante entrevista em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, após ser questionado pela repórter Cíntia Garcia, da TV Vanguarda, sobre o tema. Segundo Alckmin, o combate ao crime organizado já vem sendo realizado pelo Brasil por meio de operações e mudanças na legislação. “O combate ao crime organizado é feito por terra, mar e água. O Congresso aprovou lei antifacção, novos crimes foram listados, aumento das penas para o crime organizado e dificuldade da progressão penitenciária”, afirmou. O vice-presidente também destacou operações recentes contra esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. “Queria destacar também a operação Carbono Oculto, com participação da Polícia Federal e Receita Federal, bilhões de sonegação em combustível e lavagem de dinheiro. Ontem foi feito um prolongamento dela, com participação do Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco. É um trabalho permanente”, disse. Alckmin cumpriu agenda no Vale do Paraíba e Litoral Norte nesta sexta-feira para a entrega de veículos destinados a municípios das duas regiões por meio do Novo PAC Saúde. Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Cintia Garcia/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
29/05/2026 15:14:15 +00:00
Fiat Toro fica até R$ 5 mil mais cara e ganha versão híbrida para enfrentar Volkswagen e BYD

Fiat Toro Volcano MHEV divulgação/Fiat A Fiat anunciou, nesta sexta-feira (29), a linha 2027 da picape Toro. Os preços variam entre R$ 167.490 e R$ 238.490. As versões ficaram mais equipadas e duas intermediárias passam a oferecer sistema híbrido, com promessa de até 12% de economia de combustível. Antes de tudo, é importante explicar que se trata de um sistema híbrido leve, chamado de MHEV, que funciona com 48 volts. Nesse tipo de tecnologia, o motor elétrico não movimenta as rodas e a bateria de alta tensão é pequena, bem menor do que a de carros híbridos tradicionais. Por isso, o ganho no consumo de combustível é mais discreto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mesmo assim, o motor T270 usado nas versões híbridas apresentou redução de consumo de combustível de até 12,3%: Com etanol, o consumo urbano passou de 6,5 km/l para 7,3 km/l, uma melhora de 12,3%; Com gasolina, o número subiu de 9,4 km/l para 10,5 km/l, ganho de 11,7%. Vale destacar que essa economia aparece apenas no uso urbano. Na estrada, os números foram ligeiramente piores: Com etanol, o consumo rodoviário caiu de 7,8 km/l para 7,6 km/l, uma piora de 2,5%; Com gasolina, passou de 10,8 km/l para 10,7 km/l, queda de 0,9%. Mesmo com a melhora no consumo da Fiat Toro, que beneficia quem usa a picape principalmente na cidade, a ficha técnica permanece igual à do modelo do ano passado. A versão híbrida traz o motor T270, com 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, os mesmos números da versão sem eletrificação. Esse é o mesmo motor usado no Jeep Renegade híbrido, mas, no SUV, a economia de combustível foi menor, de 9%. Vale lembrar que, apesar de compartilharem o conjunto mecânico, cada veículo tem ajustes próprios. Diferente do Renegade, a Toro conta com uma versão a diesel, que segue sem mudanças e, nesse caso, sem qualquer tipo de sistema híbrido. Ela tem potência um pouco maior, com 200 cv, em relação à versão flex, mas se destaca principalmente pelo torque, que é 66% superior e chega a 45,8 kgfm. Toro fica mais equipada Fiat Toro Ultra MHEV 2027 Além da motorização híbrida em duas versões intermediárias, a Toro passa a oferecer mais equipamentos para toda sas variantes A principal novidade é a inclusão de sistemas de auxílio ao motorista (ADAS) em todas as versões e de série. A lista inclui: Alerta de risco de colisão; Frenagem automática de emergência; Aviso de saída de faixa; Farol alto com acionamento automático; Piloto automático com controle de velocidade adaptativo. Dentre a lista de equipamentos gerais, o painel de instrumentos passa a ser digital de 7 polegadas em todas as versões e há uma nova central multimídia vertical de 10,1 polegadas presente nos modelos híbridos e movidos a diesel. Os modelos da Toro com motor a diesel, que são os mais completos e os únicos com tração integral, passaram a contar de série com alerta de ponto cego e de tráfego cruzado traseiro, seta sequencial em LED. Preço e lista de equipamentos de cada versão Fiat Toro Endurance Turboflex, por R$ 167.490 Fiat Toro Endurance Turbo Flex 2027 divulgação/Fiat Rodas de liga leve de 17 plegadas; Freio de estacionamento eletrônico; Pacote ADAS; USB dianteiro (tipo A/C) + traseiro (tipo A/C); Ar-condicionado; Direção elétrica; Vidros elétricos (dianteiro/traseiro); Travas elétricas das portas; Retrovisores elétricos com inclinação para baixo; Controle remoto das chaves; Alarme; Painel de instrumentos digital de 7”; Central multimídia de 7”; Dois tweeters; Comandos do rádio no volante; Desembaçador do vidro traseiro; Banco do motorista ajustável; Coluna de direção rebatível e telescópica; Piloto automático adaptativo; Airbags laterais e de cortina; Auto Hold; LED DRL segmentado; Faróis Full LED; Lanternas traseiras Full LED; Sensor de estacionamento traseiro; Capa da caçamba; Forro da caçamba; ESC, TC, HH; Luz de caçamba; Rack de escada; Terceira luz de freio; Freio a disco nas rodas traseiras. Fiat Toro Freedom Turboflex, de R$ 177.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Freedom Turbo Flex 2027 divulgação/Fiat Apoia-braço dianteiro; Central multimídia de 8,4 polegadas; Troca de marchas no volante; Câmera de ré; Volantes em couro; Ar-condicionado de duas zonas; Para-sol iluminado para o passageiro; Apoio de braço dianteiro; Tapetes; Rack de teto longitudinal; Maçaneta da porta na cor da carroceria. Fiat Toro Volcano Turboflex MHEV, de R$ 197.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Volcano Turboflex MHEV 2027 divulgação/Fiat Sistema híbrido leve de 48V; Rodas de liga leve de 18 polegadas; Central multimídia de 10,1 polegadas; Conexão com aplicativo; Carregador sem fio; Bancos de couro; Apoio de braço traseiro; Sensor de chuva e crepuscular; Espelho interno eletrocrômico; Lâmpadas de poça e tilt down; Luzes ambiente de LED; Entrada e partida sem chave; Molduras da linha de cintura cromadas; Molduras das portas cromadas; Farol de neblina em LED. Fiat Toro Ultra Turboflex MHEV, de R$ 206.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Ultra Turboflex MHEV 2027 divulgação/Fiat Sensor de ponto cego com alerta de tráfego cruzado traseiro; Rodas R18” escurecidas; Capota rígida; Bolsa de carga; Santo Antônio; Estribo lateral (Preto); Para-lama; Bancos com bordado exclusivo e acabamento em vermelho; Emblema externo nas portas dianteiras; Emblema interno; Acabamentos e logotipos escurecidos; Painel de instrumentos com boas-vindas exclusivo. Fiat Toro Volcano Turbodiesel, de R$ 220.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Volcano Turbodiesel 2027 divulgação/Fiat Motor 2.2 Turbodiesel; Transmissão AT9; Seletor de tração 4WD; Controle de descida; Protetor de cárter; Pneus ATR; ESC desligado (4x4 low). Fiat Toro Ranch Turbodiesel, de R$ 238.490 tem todos os acima, mais: Fiat Toro Ranch Turbodiesel 2027 divulgação/Fiat Sensor de ponto cego com alerta de tráfego cruzado traseiro Retrovisores externos cromados Estribo lateral (cromado) Santo Antônio (cromado) Para-lama Bancos com bordado exclusivo e revestimento na cor marrom Emblema externo nas portas dianteiras Emblema interno Acabamentos internos na cor marrom Acabamentos externos cromados Tapetes em carpete . Fiat se prepara para enfrentar Volkswagen e BYD A chegada da nova Toro híbrida é uma resposta ao avanço de duas marcas importantes, agora olahndo para o segmento de picapes. Uma delas é a Volkswagen Tukan. Volkswagen mostra picape Tukan ainda disfarçada Divulgação / VW O modelo foi apresentado camuflado no mesmo dia da divulgação da escalação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Ela tem porte semelhante ao da Toro, ficando acima do tamanho da Volkswagen Saveiro, que ocupa um segmento onde concorre diretamente com a Fiat Strada - mais simples e menor que a Toro. Os detalhes técnicos ainda não foram totalmente divulgados, mas a Volkswagen confirmou que a Tukan terá opção híbrida. A tecnologia será muito parecida com a da Toro eletrificada, baseada em um sistema híbrido leve de 48 volts. Na prática, isso significa que, assim como acontece na Toro, a Tukan não contará com um motor elétrico responsável por movimentar as rodas. A Volkswagen ainda não definiu a data de lançamento da Tukan, mas a picape dificilmente chegará ao mercado brasileiro em 2026. BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 Outro nome que a Fiat acompanha de perto é a BYD Mako. Assim como a Tukan, a proposta dessa picape é disputar espaço com a Toro, mas, ao contrário da rival da Volkswagen, há a promessa de lançamento ainda neste ano. Mesmo com lançamento prometido para breve, ainda se sabe pouco sobre a Mako, inclusive sobre o seu visual. A única exibição do modelo ocorreu em Ribeirão Preto (SP), por meio de um molde que, segundo a própria BYD, ainda pode sofrer alterações até a estreia oficial. Segundo Victor François, supervisor de comunicação da BYD, o preço da Mako ficará abaixo dos R$ 344.990 cobrados pela BYD Shark, atualmente a única picape da marca chinesa à venda no Brasil.
29/05/2026 15:00:02 +00:00
Operação revela fraude com nafta em combustível; adulteração pode danificar bomba, bicos e motor

Força-tarefa deflagra 2ª fase da Operação Carbono Oculto em 5 estados Uma nova fase da Operação Carbono Oculto foi realizada nesta quinta-feira (28) e teve como alvo um esquema criminoso no setor de combustíveis, que envolve fraudes, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Esta etapa da investigação revela uma fraude física e tributária: o desvio de solventes petroquímicos importados (Nafta), que têm tributação muito menor e eram vendidos ilegalmente como gasolina para veículos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Especialistas ouvidos pelo g1 alertam para os riscos graves que a nafta representa aos veículos. "A nafta é um derivado de petróleo, que tem custo menor que a gasolina, mas possui características semelhantes. A baixa octanagem causa alguns problemas no motor", explica Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva. Segundo Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), o "motor fraco" é um sintoma mesmo em pequenas quantidades de nafta na gasolina. “Se você não tá pisando muito, numa estrada, velocidade constante, ele não não vai causar problema. Quando você retoma velocidade, quando acelera, pode até destruir totalmente o motor”, diz Gonçalves. Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que os danos atingem praticamente todas as partes do carro por onde o combustível circula. “Eu já pegei já isso. Destrói tudo do carro, tudo que você pode imaginar. De bomba de combustível a catalisador e injetores. Estraga até a parede do do motor do carro, que é a parte onde fica o cilindro”, aponta Bruno. Segundo Bruno, os problemas costumam surgir com o motor frio, geralmente após o dia do abastecimento. Ele explica que isso acontece porque ainda há combustível do abastecimento anterior no tanque, que não fica totalmente cheio do produto adulterado. Como identificar combustível adulterado Luz de alerta para problemas no combustivel reprodução/TV Globo Os dois mecânicos afirmam que é difícil identificar o combustível adulterado apenas pela aparência. Bruno, no entanto, alerta para dois sinais principais: o cheiro diferente e o acendimento da luz de alerta da injeção (imagem acima), que costuma aparecer logo após o abastecimento. "É um cheiro muito ruim. Sabe um um combustível que é um negócio podre", diz o Bruno. Rogério afirma que o consumo de combustível do carro também muda, o que pode servir como mais um sinal de alerta para o motorista sobre uma possível adulteração. Em um Volkswagen Nivus 2023 abastecido com combustível adulterado, o conserto incluiu: Filtro da bomba de combustível com sinais de dano por nafta Bruno Bandeira/arquivo pessoal 40 litros de combustível descartados; Três bicos injetores danificados pela corrosão; Bomba de combustível danificada, com menos pressão; Filtro de combustível entupido; Catalisador obstruído, com liberação de pó branco. Segundo o mecânico, o entupimento do catalisador ocorreu por causa da queima inadequada do combustível. "Tem algumas matérias dele que não queimam direito. Então ele vai mandando embora tipo meio líquido, meio sei lá, tipo pastoso, e vai entupindo", explica. Nafta atua de forma semelhante ao metanol Motor da Ford Maverick Tremor 2026 Fabio Tito/g1 Os danos do metanol "são parecidos" aos da nafta, segundo Bruno. O metanol é uma substância química presente na composição do biodiesel, mas pode provocar danos significativos em veículos que utilizam gasolina ou etanol. Segundo a operação, o combustível do PCC chegava a ter 90% de metanol na composição. Tenório e Bruno destacam que certos veículos conseguem tolerar a presença de metanol no tanque, embora ele possa corroer diretamente os seguintes componentes: Bicos injetores; Flauta de combustível; Câmara de combustão; Guia de válvulas; Bomba de baixa pressão; Bomba de alta pressão. Com o tempo, o motor que sofre com a contaminação do combustível pode até não ligar. “Tem carro que, pela manhã, nem liga. Pelo combustível, ele trava onde fica a haste de válvula do cabeçote. O metanol cria uma goma”, revela Bandeira. Segundo Orli Robalo, mecânico em Porto Alegre (RS), um dos sinais comuns de resposta do carro mal abastecido é o acendimento de luzes no painel. “O combustível alterado faz com que sature a leitura dos sensores e faz ligar essa luz”, aponta o especialista. Denis Marum, mecânico com formação em engenharia mecânica, afirma que a perda de potência é um sinal claro de combustível adulterado por metanol. “Assim que você abastece, o pedal do acelerador fica ‘borrachudo’. Você sente que precisa acelerar mais para obter a mesma velocidade”, diz. Marum aponta outros indícios, como: Consumo elevado: “geralmente, o consumo médio despenca 30%. É fácil de perceber para quem faz o mesmo percurso diariamente: o tanque dura menos”, diz o especialista; Dificuldade para pegar pela manhã; Ruído do motor semelhante ao de uma corrente de bicicleta trocando de marcha. “Esse ruído ocorre nas saídas e, principalmente, em subidas, momentos em que o motor é mais exigido”, aponta; Odores estranhos saindo do escapamento; Cheiro de solvente ou querosene.
29/05/2026 14:30:33 +00:00
'Tiro pode sair pela culatra': potencial impacto de classificação de PCC e CV como terroristas sobre políticos e Faria Lima pode prejudicar Flávio, diz professor

O pré-candidato à Presidência do Brasil, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) GETTY IMAGES via BBC Professor de política internacional e comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dawisson Belém Lopes diz que ainda é cedo para estimar os impactos que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos deve ter nas eleições. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Qualquer previsão neste momento é imprecisa, porque é preciso entender como essa decisão será lida pela imprensa, por Flávio Bolsonaro, por Lula e por outros agentes políticos que influenciam o debate", diz ele, que tem artigos e livros publicados sobre política externa ligada à América Latina e ao Brasil, escritos a partir de pesquisas em universidades na Alemanha, na Bélgica e na Índia. O professor reconhece a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhar tração no tema da segurança pública, algo caro a grande parte dos brasileiros e área na qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou sua pior avaliação em pesquisa Datafolha publicada há duas semanas. Por outro lado, Lopes avalia que Lula, mais experiente em debates, pode virar o jogo ao argumentar que a medida revela a incapacidade do adversário de lidar com problemas internos, a ponto de recorrer à ajuda externa. Agora no g1 "Essa medida pode ser vista como entreguismo, algo contra o Brasil, não a favor, porque prevê uma renúncia de soberania", analisa. Dois dias após Flávio se encontrar com Donald Trump e um dia após se reunir com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, o governo americano decidiu classificar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais. Para estudiosos, facções como o PCC e o Comando Vermelho são criminosas, porque agem por interesses econômicos, sem qualquer motivação ideológica, diferentemente das organizações terroristas. Mas Trump tem contestado essa distinção, a exemplo do que também fez no México, com os cartéis, no ano passado. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC Sanções financeiras contra aliados A partir do dia 5 de junho, as facções passarão a ser tratadas por Washington como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, o que poderia abrir a possibilidade de o republicano promover intervenções militares em território brasileiro e também impor sanções diversas ao país e a quem, mesmo sem saber, mantenha alguma relação com essas organizações. É nesse sentido, diz o professor, que "o tiro pode sair pela culatra" para Flávio. "Pode-se cogitar que a iniciativa vá alvejar pessoas ligadas à política, além de políticos profissionais, que mantenham interações com o PCC e o CV. Isso já tem vindo à tona nos últimos tempos. Já se sabe de algumas relações envolvendo a turma da Faria Lima, os investidores e os bancos com o crime organizado. Quem propôs essa medida pode estar jogando contra si." Essas figuras, que em sua maioria apoiam a pré-candidatura do senador à Presidência, diz o professor, "se forem atingidas podem se voltar contra ele, porque são pessoas com muito dinheiro e influência para mexer nas alavancas do sistema político brasileiro". Sua visão encontra amparo em investigações conduzidas por autoridades como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público. Essas três entidades deflagraram no ano passado uma operação contra um esquema que se valia de fundos de investimentos e empresas financeiras que operam na Faria Lima para gerar, lavar, ocultar e blindar recursos da atuação do PCC no tráfico de drogas e no setor de combustíveis. Ao todo, a estimativa da PF à época era de que o esquema tenha movimentado pelo menos R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Na ala política, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), foi preso suspeito de vazar informações sigilosas e obstruir investigações contra facções como o Comando Vermelho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO Possíveis sanções ao Brasil e a brasileiros após a decisão de Trump poderiam se assemelhar à Lei Magnitsky, usada contra indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Foi ela que, no ano passado, Trump usou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dificultando sua relação com o sistema financeiro americano. A sorte do senador é que as sanções financeiras, ao menos na avaliação do professor, devem ser brandas. Para ilustrar seu argumento, ele lembra que os bancos brasileiros se recusaram a se voltar contra Moraes e a atender ao desejo dos Estados Unidos. "Os bancos brasileiros foram pressionados a quebrar negócios com ele, mas resistiram, porque foram instruídos pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central para fazer isso. O Brasil já está vacinado contra esse tipo de pressão. Não vejo o sistema bancário sucumbindo e fazendo o jogo da diplomacia estadunidense, até pelas garantias que o governo brasileiro tem dado", diz o professor. Ele recorda ainda que, na época, a conexão entre Brasília e Washington era mais delicada e vinha na esteira do "tarifaço". "Neste momento, a relação é bastante civilizada, e o nível de tensão, bastante controlado. Não vejo possibilidade de uma disrupção", opina. Há, por fim, um terceiro argumento ao qual o professor recorre: a experiência do México, que teve seus cartéis classificados como organizações terroristas internacionais logo no início do segundo mandato de Trump, no ano passado. Na ocasião, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, atendeu a parte das demandas de Washington — como a extradição de criminosos e o reforço da segurança nas fronteiras — e afastou rapidamente qualquer retaliação mais profunda. "Se no México o impacto foi modesto, no Brasil tende a ser menor ainda", diz Lopes, acrescentando que "as correntes de comércio exterior do México são, em sua maioria, com os Estados Unidos, e todos os dias centenas de milhares de mexicanos cruzam a fronteira, legalmente ou ilegalmente". "Os Estados Unidos são importantíssimos para o Brasil, sim, mas não são nem sequer nosso maior parceiro comercial. A China faz mais do que o dobro de comércio com o Brasil do que os Estados Unidos", diz.
29/05/2026 14:01:18 +00:00
Na reta final do Imposto de Renda 2026, cerca de 400 mil pessoas ainda não enviaram declaração

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu, até às 21h desta terça-feira (26), 43,6 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025. O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano. Deste modo, cerca de 400 mil contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. ➡️A entrega da declaração depois do prazo legal gera uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Como fazer a declaração Vídeos em alta no g1 Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio das seguintes plataformas: Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet, serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível: site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet; aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026. Joédson Alves/Agência Brasil Quem é obrigado a declarar Os perfis de pessoas obrigadas a declarar são: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; quem deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
29/05/2026 13:50:46 +00:00
BC publica novas regras para evitar que bancos usem FGC como estratégia para captar recursos
BC aprova regras mais rígidas para o FGC após crise com Master O Banco Central publicou nesta sexta-feira (30) o detalhamento das novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro. As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (1º) e foram definidas após a crise envolvendo o Banco Master, que registrou forte crescimento em pouco tempo ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outras instituições financeiras. O banco também destacava a cobertura do FGC como garantia para aplicações consideradas mais arriscadas. LEIA TAMBÉM: Projeto para FGC bancar perdas de fundos de pensão pode estimular má gestão nestas entidades No fim de abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu criar novas exigências para instituições financeiras que utilizam recursos cobertos pelo FGC. ➡️Pela regra, os bancos terão de observar o chamado “ativo de referência”, indicador que mede a qualidade e a diversificação dos recursos da instituição. Na prática, se a parcela de recursos garantidos pelo FGC superar o volume ligado a ativos de menor risco, o banco será obrigado a direcionar parte do dinheiro para títulos públicos federais, considerados mais seguros. Reforço na segurança do mercado Segundo o Banco Central, a medida aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro. O BC também informou que, a partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo. Em nota, o Banco Central afirmou "as alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional". O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
29/05/2026 13:50:42 +00:00
Fazenda vê desaceleração, mas mantém em 2,3% estimativa de alta do PIB em 2026

PIB tem alta de 1,1% no primeiro trimestre A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou, nesta sexta-feira (29), desaceleração do ritmo de expansão da atividade econômica nos próximos trimestres. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período. Por meio de nota informativa, a SPE acrescentou que segue projetando crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, sustentado pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da desaceleração esperada da agropecuária. "No segundo e terceiro trimestres, o crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária [corte de juros pelo Banco Central] em curso", avaliou o Ministério da Fazenda. PIB do Amazonas cresce no 4º trimestre de 2025 e fecha ano com alta de 4,41% Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM Composição do crescimento De acordo com a SPE, a expansão de 1,1% do PIB nos três primeiros meses deste ano ficou marginalmente acima da sua projeção. Informou, porém, que composição se deslocou em relação ao previsto: a indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado. "Pela ótica da demanda, o destaque do primeiro trimestre foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No setor externo, por sua vez, as exportações recuaram, enquanto as importações avançaram, configurando contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. O resultado indica, portanto, que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo", avaliou o governo. Comparação internacional Segundo o governo, dentre os países do G20 que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ocupou a quarta posição na margem; a sexta posição na comparação interanual e a quinta posição no acumulado em quatro trimestres. Comparação internacional (PIB primeiro trimestre 2026) Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda
29/05/2026 13:01:31 +00:00
Discord: o que é a rede social usada pela suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos

Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? Uma empresária é suspeita de torturar e matar animais esmagando-os com os pés e as mãos para vender vídeos no Discord. Ela foi presa na quinta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, mas acabou sendo solta horas depois. Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava as agressões a animais e vendia os vídeos na plataforma para pessoas de países da Europa. Nas imagens, a mulher aparece esmagando os animais com os pés e as mãos. De acordo com informações da TV Globo, os celulares de Daiana não puderam ser acessados. Com isso, não houve flagrante e a suspeita foi liberada. Ela vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos e atos obscenos. Mas, afinal, o que é o Discord? O Discord é uma plataforma de comunicação digital que permite que os usuários conversem por meio de mensagens de texto, voz e vídeo. No Brasil, a rede social diz que só permite acesso para adolescentes a partir dos 13 anos. O aplicativo é usado principalmente por adolescentes que querem jogar e conversar ao mesmo tempo, e, inclusive, foi desenvolvido com esse propósito. Discord Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Ivan Radic/Flickr Segundo o site oficial do Discord, os empresários Jason Citron e Stanislav Vishnevskiy criaram a plataforma em 2015 em busca de uma “maneira confiável de conversar enquanto jogavam on-line”. Por meio de transmissões ao vivo de vídeos, os usuários assistem, participam dos jogos e fazem comentários. "O Discord é uma experiência multimídia. Você pode usá-lo para transmitir vídeos, jogar jogos de tabuleiro a distância, ouvir música em grupo e, simplesmente, passar tempo juntos", descreve a revista norte-americana de tecnologia Wired. Vale destacar que, apesar de ser difundido pelo público adolescente, o Discord também é usado para trabalhar e fazer cursos, por exemplo. Segundo a Wired, a plataforma conquistou ainda mais usuários durante a pandemia, momento em que conseguiu alcançar grupos além dos gamers. Em 2025, o Discord tinha 200 milhões de usuários mensais globalmente, dos quais 93% jogam on-line, segundo o próprio aplicativo. O Discord é pago? A versão básica do Discord é gratuita, mas a plataforma oferece planos pagos, chamados de “Nitro”. Eles incluem vantagens como a criação de emojis personalizados e o envio de arquivos maiores. Usado para cometer crimes contra menores Agressores têm se aproveitado das transmissões em vídeo ao vivo da plataforma para, por exemplo, chantagear vítimas a cumprir desafios sob a ameaça de ter fotos íntimas vazadas, conforme reportagem do Fantástico mostrou em maio de 2023. “É importante que fique muito claro que não se trata de desafios que estão sendo praticados por adolescentes. Trata-se de criminosos, a grande maioria maiores de idade, que utilizam a insegurança dessa plataforma em relação a crianças e adolescentes para praticar crimes gravíssimos contra essas meninas”, diz a promotora Maria Fernanda Balsalobra em reportagem para o Fantástico no mesmo ano. A plataforma se tornou um ponto de encontro para propagadores de narrativas de contracultura, como o movimento incel (celibatário involuntário), grupos de hackers e investidores em criptomoedas, segundo a agência DW. Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, explica que o Discord é um ambiente propício para esse tipo de situação por uma combinação de fatores: foi criado para o público gamer, por isso, é muito conhecido pelos jovens; permite formar grupos privados com facilidade, ao contrário de redes sociais que priorizam conteúdos públicos; a moderação é descentralizada. São os criadores das comunidades que fazem a maioria da moderação dos usuários e das mensagens de cada comunidade, dificultando o controle. 'Central da Família' Em setembro de 2023, o aplicativo lançou a ferramenta "Central da Família" (ou "Family Center", em inglês), que permite que responsáveis sejam informados sobre parte das atividades de seus filhos na plataforma. A ferramenta permite que os responsáveis saibam com quais usuários seu filho adolescente está conversando e de quais comunidades do Discord ele participa. No entanto, eles não podem ver o conteúdo dessas conversas. A empresa orienta que a ativação da Central da Família seja feita junto com o filho adolescente, já que a atividade da conta não será compartilhada sem a aprovação dele. Veja o passo a passo: Para ativar a ferramenta, é necessário que você tenha o aplicativo Discord no celular. No aplicativo, você vai acessar a opção "Central da Família", que pode ser encontrada em "Configurações do usuário". Então, clique em "ativar Central da Família". Nessa etapa, o adolescente vai precisar fornecer a você o código QR que será gerado no aplicativo dele. Ele fica disponível na guia da "Central da Família", na opção "Conectar com o pai". Você deve escanear o código fornecido pelo seu filho com seu aplicativo Discord. Depois que o adolescente aceitar a conexão, os dois terão acesso total à Central da Família. Rede sem lei: no Discord, criminosos violentam e humilham meninas menores de idade Estupro virtual: abusadores usam fotos falsas para chantagear vítimas
29/05/2026 12:52:55 +00:00
Imposto de renda 2026: veja quem precisa declarar

Imposto de Renda 2026: ainda não declarei; o que fazer para preencher mais rápido O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 termina nesta sexta-feira (29). Os contribuintes que enviarem a declaração após o fim do prazo estão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Veja quem é obrigado a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para quem ainda não entregou o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. Ela pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. LEIA TAMBÉM Imposto de Renda 2026: veja o que acontece se você não entregar a declaração e como evitar multas Imposto de Renda 2026: Receita paga 1º lote de restituição nesta sexta; veja o calendário Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa estará disponível no próprio site da Receita Federal a partir de sexta-feira (20). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Imposto de renda Marcos Serra/g1
29/05/2026 12:47:04 +00:00
Planos de saúde individuais terão reajuste máximo de 5,11%; entenda quem entra na regra

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) o teto de 5,11% para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. Reprodução/TV Globo Manter um plano de saúde vai pesar um pouco menos no bolso dos brasileiros que têm contratos individuais e familiares. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu nesta sexta-feira (29) que o reajuste anual desses planos poderá ser de, no máximo, 5,11%. O percentual é o menor autorizado pela agência desde 2021, quando houve reajuste negativo em razão dos efeitos da pandemia de Covid-19. A medida afeta cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos usuários de planos de assistência médica no país. O novo teto vale para contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei dos Planos de Saúde. A decisão ocorre em um cenário em que os gastos com saúde continuam crescendo. Dados da própria ANS mostram que as despesas assistenciais por beneficiário desses planos aumentaram 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior. Segundo a agência, a alta reflete tanto o encarecimento de serviços e insumos médicos quanto mudanças no perfil dos pacientes e a incorporação de novos procedimentos obrigatórios na cobertura dos planos. Veja os direitos e deveres após a contratação de planos de saúde Quem será afetado pelo reajuste O limite de 5,11% vale apenas para planos individuais e familiares, aqueles contratados diretamente pelo consumidor junto à operadora. A regra não se aplica aos planos coletivos empresariais, oferecidos por empresas aos funcionários, nem aos planos coletivos por adesão, contratados por meio de associações e entidades de classe. Nesses casos, os reajustes são negociados entre as operadoras e os contratantes, sem um teto definido pela ANS. A agência estima que os planos individuais representam uma parcela cada vez menor do mercado. Hoje, a maior parte dos beneficiários está vinculada a contratos coletivos. Por que o reajuste ficou abaixo da alta dos custos O percentual autorizado não corresponde apenas à inflação nem acompanha automaticamente a variação dos gastos das operadoras. Desde 2019, a ANS utiliza uma metodologia que combina a evolução das despesas assistenciais dos planos com a inflação oficial da economia. O cálculo considera não apenas os preços dos serviços de saúde, mas também a frequência com que os beneficiários utilizam consultas, exames, internações e tratamentos. Segundo a agência, o objetivo é evitar repasses automáticos de custos aos consumidores e incorporar ganhos de eficiência obtidos pelas operadoras. Ao anunciar o índice, o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que o reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira do setor e a capacidade de pagamento das famílias. Quando o novo valor começará a ser cobrado O reajuste não entra em vigor imediatamente para todos os consumidores. A cobrança só pode ser aplicada no mês de aniversário do contrato, ou seja, no mês em que o plano foi contratado. Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com retroação ao mês de aniversário do plano. Após o anúncio, os consumidores devem verificar se o percentual aplicado pela operadora não ultrapassa o limite de 5,11% e se a cobrança foi realizada dentro das regras estabelecidas pela agência. O que explica a alta dos gastos em saúde Mesmo com um reajuste menor para os consumidores, os custos da assistência médica continuam pressionando o setor. Segundo a ANS, o aumento das despesas está relacionado ao encarecimento de serviços e equipamentos médicos, ao maior uso dos planos de saúde e ao envelhecimento da população, que tende a demandar mais consultas, exames e tratamentos. Também contribuem para essa conta a incorporação de novos procedimentos e tecnologias ao rol de cobertura obrigatória da saúde suplementar. Associação critica reajuste A definição do índice, no entanto, foi criticada pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). Em nota, a entidade afirmou que o percentual não acompanha o crescimento dos custos médico-hospitalares, da incorporação de novas tecnologias, da judicialização da saúde e do aumento da utilização dos serviços.
29/05/2026 12:34:00 +00:00
Resposta de Lula à decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas deve enfatizar efeitos econômicos e risco ao PIX

Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução O Palácio do Planalto prepara uma nota oficial que será divulgada ainda nesta sexta-feira (29) em resposta ao anúncio dos Estados Unidos de equiparar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) a organizações terroristas. O ponto central da posição do governo será reforçar que a parceria com os EUA no combate ao crime organizado continua forte, assim como outras cooperações voltadas ao enfrentamento das facções. Ao mesmo tempo, o governo destacará os possíveis impactos da medida sobre a economia brasileira. Entre os possíveis efeitos citados pelo governo está uma ameaça ao PIX, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. A alegação dos americanos é que a ferramenta pode facilitar a movimentação de recursos por organizações criminosas. Segundo interlocutores do governo ouvidos pelo blog, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não quer um confronto com o governo de Donald Trump. Ainda assim, a menção ao PIX tem apelo direto junto à população, já que o sistema de pagamento é um queridinho dos brasileiros. Decisão dos EUA sobre facções pode impactar mercado Ao citar riscos ao PIX, o governo também busca atribuir à oposição — especialmente ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — parte da responsabilidade pela nova medida anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA, onde o senador foi recebido nesta quarta (27). A estratégia é provocar uma reação semelhante à observada durante o "tarifaço", quando Trump colocou em vigor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na época, além de contestar a medida ao destacar o superávit bilionário dos EUA na relação comercial com o Brasil, o governo brasileiro apostou na diplomacia presidencial direta. Lula e Trump conversaram reservadamente para abrir negociações e trocaram contatos para estabelecer uma linha direta de comunicação. Pouco tempo depois, esse esforço culminou em um encontro entre Lula e Trump na Malásia, onde os dois iniciaram formalmente as negociações sobre as tarifas. Para o Planalto, esse diálogo direto foi decisivo para que a Casa Branca adotasse uma postura mais pragmática e assinasse um decreto reduzindo ou eliminando tarifas sobre diversos produtos do agronegócio brasileiro. O documento citou nominalmente o avanço das conversas com Lula. Agora, a estratégia é repetir a fórmula: usar o forte apelo de um tema financeiro para pressionar Washington e reabrir canais diretos de negociação política. Nas últimas horas, Lula discutiu o tema com diversos auxiliares. Além do chanceler Mauro Vieira, conversou com o assessor especial para assuntos internacionais Celso Amorim e com os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Dario Durigan (Fazenda).
29/05/2026 12:18:47 +00:00
Contas públicas têm superávit de R$ 24,6 bilhões em abril; dívida sobe para 80,4% do PIB

As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com abril do ano passado, houve forte melhora, uma vez que foi registrado saldo positivo de R$ 14,2 bilhões naquele mês. Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em abril deste ano: governo federal registrou saldo positivo de R$ 26,1 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 330 milhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,78 bilhão. Agora no g1 Parcial do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 31,2 bilhões — o equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 102,8 bilhões (2,5% do PIB). Essa piora está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 9 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 68,6 bilhões nos quatro primeiros meses de 2025. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 60,1 bilhões nas contas do setor público em abril. ➡️No acumulado em 12 meses até abril, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,22 trilhão, ou 9,4% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,1 trilhão (8,4% do PIB) em doze meses até abril deste ano. Dívida pública Mesmo com superávit nas contas públicas em abril, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde junho de 2021, quando somava 80,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,7 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em abril: 93,1% do PIB. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos. 🔎Eles argumentam que, no atual formato, as regras ficarão insustentáveis. Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia. Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 99,4% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa. ➡️Pelo conceito adotado pelo FMI, a dívida brasileira estaria próxima de 110% do PIB em 2035.
29/05/2026 12:04:09 +00:00
Dólar sobe a R$ 5,04, com guerra no Irã e PIB do Brasil; Ibovespa cai ao menor patamar desde janeiro

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,21% nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 5,0424. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0708. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,73%, aos 173.787 pontos, o menor valor desde 21 de janeiro (171.817 pontos). Com as idas e vindas do conflito no Oriente Médio, a queda da bolsa em maio passa de 7%. ▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a mexer com os mercados financeiros, em meio à expectativa de que um entendimento pode estar próximo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que se prepara para tomar uma "decisão final" sobre o acordo para ampliar o cessar-fogo por 60 dias e suspender restrições à navegação no Estreito de Ormuz. Os preços do petróleo recuaram. Veja abaixo: O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril. ▶️ Ainda em relação aos EUA, também fica no radar a decisão do Departamento de Estado americano de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o PCC como organizações terroristas. Como mostrou o g1, a medida tem repercussões para a economia do país. ▶️ Na agenda econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Contra o mesmo trimestre de 2025, a alta foi de 1,8%. Os números vieram em linha com o que esperava o mercado financeiro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,28%; Acumulado do mês: +1,83%; Acumulado do ano: -8,13%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,37%; Acumulado do mês: -7,22%; Acumulado do ano: +7,86%. À espera do aval de Trump Os Estados Unidos e o Irã parecem estar perto de chegar a um acordo. Segundo agências de notícias internacionais, os dois países parecem ter chegado a um entendimento para estender o cessar-fogo por 60 dias e dar início às negociações sobre o programa nuclear iraniano. O tratado final, no entanto, ainda depende do aval do presidente americano, Donald Trump. Mais cedo, em uma publicação no TruthSocial, Trump afirmou que se prepara para tomar uma "decisão final" sobre um possível acordo com o país do Oriente Médio. "Terei agora uma reunião na 'Situation Room' (sala de controle da Casa Branca) para tomar uma decisão final", escreveu o presidente em sua plataforma, Truth Social. Na mesma mensagem, Trump explica suas condições imprescindíveis para cessar definitivamente as hostilidades contra o Irã: "O Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto, sem pedágio, para tráfego marítimo irrestrito em ambas as direções", com remoção das minas aquáticas colocadas na região "O urânio enriquecido, que está enterrado profundamente no subsolo, (...) será desenterrado" pelos EUA em conjunto com o Irã e "destruído". O Irã, por sua vez, considera os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível acordo com Teerã como "uma mistura de verdade e falsidade", de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana. Um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos ainda estava nos estágios finais de avaliação no Irã, e nenhuma decisão final havia sido tomada ainda, disseram as fontes ouvidas pela agência. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, o Irã não concordou em destruir material nuclear e negam que acordo inclua a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio. Mesmo diante do vai e vem de notícias, a percepção de que os dois países caminham para um acordo foi bem recebida pelo mercado e já se refletiu nos preços do petróleo. O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h10, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril. O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia. Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”. Mercados globais Em Wall Street, os índices caminhavam para um dia positivo, enquanto investidores aguardavam uma resolução sobre o acordo entre EUA e Irã. Perto das 16h10, o Dow Jones avançava 0,60%, e o S&P 500 tinha alta de 0,16%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,10%. Na Europa, as bolsas fecharam a última sessão de maio sem direção única. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%, para 626 pontos, e garantiu o fechamento positivo para a semana. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,05%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,16% e o CAC-40, da França, perdeu 0,07%. Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,45%, para 4.892 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos. Dólar freepik
29/05/2026 12:00:17 +00:00
PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, diz IBGE

PIB tem alta de 1,1% no primeiro trimestre O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Em valores correntes, a economia brasileira movimentou R$ 3,3 trilhões no período. 🤔 O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O resultado mostra uma aceleração em relação aos últimos três meses de 2025, quando a economia havia crescido 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,8%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, a alta foi de 2%. Desempenho da variação trimestral do PIB brasileiro. Arte/g1 O principal destaque foi, mais uma vez, a agropecuária, que cresceu 2% nos três primeiros meses do ano. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção e da produtividade, favorecidos por melhores condições climáticas e pela expansão da área plantada, especialmente de soja. 🔎 O crescimento da produção indica que a economia passou a gerar mais bens e serviços. Já o ganho de produtividade mostra que isso ocorreu sem aumento proporcional do uso de insumos, como mão de obra, máquinas ou horas trabalhadas. Os outros dois grandes setores da economia também registraram crescimento: a indústria avançou 1%, enquanto os serviços cresceram 0,5%. Na indústria, os destaques positivos foram a extração mineral e a construção, que cresceram 3,6% e 2,9%, respectivamente. Já o segmento de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 0,3%. A indústria de transformação ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. “Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a extrativa mineral e as outras atividades de serviços”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes. Segundo ele, o crescimento da atividade econômica ficou próximo ao da indústria na série com ajuste sazonal, que elimina efeitos típicos de determinadas épocas do ano, como colheitas agrícolas e datas festivas, para mostrar a tendência da economia de um período para outro. No setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia brasileira, os destaques foram as atividades de informação e comunicação (2,4%) e as atividades imobiliárias (1,2%). Também houve crescimento em outras atividades de serviços (0,8%), comércio (0,6%) e administração pública, defesa, saúde, educação e seguridade social (0,4%). Veja os principais destaques do PIB no 1º trimestre de 2026: Serviços: 0,5% Indústria: 1% Agropecuária: 2% Consumo das famílias: 1% Consumo do governo: 0,4% Investimentos: 3,5% Exportações: -1,7% Importação: 4,4% Variação do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de cada ano. Arte/g1 Consumo das famílias cresce mesmo com juros elevados Pela ótica da demanda, o principal destaque foi o consumo das famílias, que cresceu 1% no primeiro trimestre, em ritmo semelhante ao do PIB. O resultado representa uma aceleração tanto em relação aos três meses anteriores (0,2%) quanto ao primeiro trimestre de 2025 (0,3%). “Ele é o agregado com mais peso na ótica da demanda e contribuiu para o maior crescimento da economia neste trimestre", afirma Moraes. Segundo o coordenador, o consumo das famílias tem um peso de 63,4% no PIB. Segundo Moraes, o resultado reflete, em parte, a maior oferta de crédito e o crescimento da massa salarial real, especialmente na comparação com o mesmo trimestre de 2025. “Mesmo com o aumento dos juros no período, o crédito às famílias teve variação nominal de 12%, o que, assim como a massa salarial, contribuiu para o aumento do consumo”, diz o especialista. Ele acrescenta que a expansão da renda também ajuda a impulsionar a demanda. Desde o início de 2025, a taxa básica de juros (Selic) subiu 1,75 ponto percentual (p.p.), chegando a 15% ao ano. Em março último, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pelo primeiro corte de juros em quase dois anos — e manteve o ritmo de redução em abril, levando a taxa para os atuais 14,50% ao ano. Os investimentos no país, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 3,5% nos três primeiros meses de 2026. Com isso, segundo o coordenador do IBGE, o indicador voltou ao patamar registrado no terceiro trimestre do ano passado. "Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento", comenta. O consumo do governo cresceu 0,4% no período. No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações avançaram 4,4%. Desempenho do PIB por setor da economia. Arte/g1 Desempenho do PIB por demanda. Arte/g1 Soja Grupo Wink
29/05/2026 12:00:08 +00:00
Rombo das estatais federais soma R$ 5,9 bilhões até abril, bate recorde para o período e supera todo o ano de 2025

O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,93 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. Esse é o pior resultado para o período de janeiro a abril da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -2,73 bilhões, sem correção pela inflação). ➡️O resultado negativo na parcial até abril já supera o déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões. A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). Agora no g1 Correios em crise ➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro. 🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. Em de 2025, o prejuízo dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões. Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa. E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. Para enfrentar rombo financeiro, governo autorizou em maio, os Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. Estatais no vermelho até 2030 De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado em abril pelo governo ao Congresso Nacional, o governo federal projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030. Também segundo a LDO, os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor. "Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo. Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União Jornal Nacional/ Reprodução No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck. 🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.
29/05/2026 11:36:07 +00:00
Anthropic ultrapassa OpenAI e se torna maior startup de IA do mundo

A Anthropic informou nesta quinta-feira (28) que arrecadou US$ 65 bilhões (R$ 328 bilhões) em uma nova rodada de financiamento. Com isso, a empresa responsável pelo Claude passou a ser avaliada em US$ 965 bilhões (R$ 4,87 trilhões), superando pela primeira vez sua rival OpenAI antes de uma esperada abertura de capital. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Fundada em San Francisco por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic quase triplicou seu valor de mercado em apenas três meses. Em fevereiro, a empresa havia sido avaliada em US$ 380 bilhões (R$ 1,9 trilhão). A nova rodada foi liderada pelos fundos Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital. O pacote também inclui US$ 15 bilhões (R$ 75,7 bilhões) em aportes já anunciados por empresas de computação em nuvem, entre elas a Amazon, que respondeu sozinha por US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões). "Esses recursos nos ajudarão a atender à demanda histórica que estamos experimentando, permanecer na vanguarda da pesquisa e levar o Claude a mais ambientes de trabalho", declarou Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic. Agora no g1 A Anthropic afirma que sua receita anualizada — uma projeção baseada no desempenho recente da empresa — ultrapassou US$ 47 bilhões. Em fevereiro, quando realizou a rodada anterior de financiamento, esse número era de US$ 14 bilhões (R$ 70,7 bilhões). O avanço reflete a rápida adoção de ferramentas voltadas a empresas, como o Claude Code, assistente de programação desenvolvido pela companhia. A estratégia da Anthropic difere da adotada inicialmente pela OpenAI. Enquanto a dona do ChatGPT ganhou espaço primeiro entre consumidores, a Anthropic concentrou esforços em soluções voltadas ao mercado corporativo. O crescimento acelerado, porém, também aumentou a pressão sobre a infraestrutura da empresa. A Anthropic enfrenta dificuldades para atender à demanda por capacidade computacional diante da escassez global de chips e servidores. Para ampliar sua estrutura, a companhia fechou recentemente acordos com Amazon, Google e Broadcom para garantir mais capacidade de processamento, além de uma parceria com a SpaceX, empresa de Elon Musk. Agora avaliada acima da OpenAI — que atingiu US$ 852 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em sua última rodada de financiamento, realizada em março —, a Anthropic passou a ser apontada por analistas como uma das candidatas a abrir capital ainda neste ano. A OpenAI também se prepara para avançar em seus planos de abertura de capital, segundo veículos internacionais. Já a SpaceX divulgou sua documentação preliminar na semana passada, em meio às expectativas de uma das maiores estreias recentes no mercado financeiro. Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA Reuters/Dado Ruvic/Illustration
29/05/2026 11:29:47 +00:00
'Lamento ver isso': Musk reage à explosão de nave da concorrente Blue Origin

Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento O bilionário Elon Musk, dono da empresa de tecnologia espacial SpaceX, repercutiu a explosão da nave New Glenn, da concorrente Blue Origin, Jeff Bezos. A SpaceX e Blue Origin são as principais empresas na corrida espacial comercial no mundo. Na rede social X, também propriedade de Musk, o bilionário lamentou o ocorrido e desejou que a concorrente se recupere rapidamente. "Lamento ver isso, espero que você se recupere rapidamente", comentou Elon Musk na publicação da empresa de Bezos. Print da resposta de Elon Musk Reprodução / X A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) durante um teste na base de lançamentos da Blue Origin. A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), quando o veículo espacial passava por um teste de ignição estática, quando ele não chega a levantar voo. O experimento tinha como foco a futura missão NG-4, anunciada pela Blue Origin na quarta-feira (27). O plano é de que a era de que a nave enviasse ao espaço os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, similares aos usados pela Starlink, de Elon Musk. A Blue Origin disse ter registrado uma "anomalia" e que todos os funcionários estão em segurança. A empresa afirmou que fornecerá atualizações à medida que obter mais detalhes do incidente. Jeff Bezos e Elon Musk Reuters Na quarta, o CEO da Blue Origin chegou a comemorar o anúncio da futura missão NG-4. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. A New Glenn é a supernave projetada pela Blue Origin para fazer voos mais longos. Ela é a concorrente direta da Starship, nave que fez seu voo mais recente na última sexta-feira (22) e que é fabricada pela SpaceX, do bilionário Elon Musk. A Blue Origin já fez três voos de teste com a New Glenn, todos sem tripulantes. O primeiro aconteceu no início de 2025, quando a nave transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. Blue Origin lança novo foguete New Glenn O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. Blue Origin, de Jeff Bezos, lança supernave New Glenn O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) ainda não se posicionou sobre o acidente desta quinta-feira. Na última quarta-feira (27), o órgão suspendeu temporariamente futuros lançamentos da Starship, da SpaceX, por conta de uma falha no retorno à atmosfera do propulsor usado na missão. Explosão da nave New Glenn na base de lançamento da Blue Origin, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight
29/05/2026 03:40:13 +00:00
Imposto de Renda 2026: veja o que acontece se você não entregar a declaração e como evitar multas

Imposto de Renda 2026: quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir? O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 acaba nesta sexta-feira (29) e especialistas aconselham a entregar a declaração, mesmo que incompleta. Os contribuintes que enviarem o documento após o fim do prazo estarão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para os contribuintes que ainda não entregaram o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. A Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida neste ano. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Se for necessário fazer uma correção após o prazo de entrega, os contribuintes têm até cinco anos para retificar a declaração, desde que o documento não esteja sob fiscalização da Receita Federal — ou seja, caso não tenha sido formalmente convocado pelo órgão para prestar esclarecimentos. A declaração retificadora substitui todas as informações da declaração original. Por isso, é importante ter atenção e verificar se haverá alteração no valor do imposto a pagar após o envio da correção. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. Marcos Serra/ g1 O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. 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29/05/2026 03:01:32 +00:00
Imposto de Renda 2026: ficou de fora da restituição? Veja como consultar a fila e saiba quem recebe primeiro

Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida dá prioridade na restituição? Entenda Depois de enviar a declaração do Imposto de Renda, muitos contribuintes passam a acompanhar com atenção a restituição. Afinal, é nesse momento que parte do imposto pago ao longo do ano pode voltar para o bolso. Mas o pagamento não ocorre ao mesmo tempo para todos: a Receita Federal segue uma fila de prioridades e, em alguns casos, o crédito pode ser temporariamente retido se houver alguma pendência na declaração. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Por isso, saber como consultar a situação da restituição e entender os critérios da fila de pagamento ajuda o contribuinte a acompanhar o processamento do documento. Prazo para a declaração do Imposto de Renda 2024 encerra nesta sexta-feira (31) Joédson Alves/Agência Brasil LEIA TAMBÉM: Declaração online ou programa no computador? Veja diferenças Como declarar renda de MEI, autônomos e informais? Isenção para quem ganha até R$ 5 mil não começa a valer na declaração deste ano; entenda Como consultar a situação da restituição? A Receita oferece diferentes caminhos para acompanhar o andamento da restituição. Alguns permitem apenas uma consulta rápida, enquanto outros mostram detalhes sobre eventuais problemas que estejam impedindo o pagamento. Os principais são: 🔎 Consulta pública da restituição Essa é a forma mais simples de verificar se o pagamento foi liberado. Basta informar CPF e data de nascimento. Caso exista alguma pendência, o sistema exibirá uma mensagem avisando que há um problema — mas não informará qual é o motivo. Nesses casos, a orientação é acessar o extrato completo da declaração para entender o que está acontecendo. 📱 Aplicativo Meu Imposto de Renda Quem tem o aplicativo da Receita instalado no celular pode receber notificações automáticas sempre que houver alguma atualização na declaração. De acordo com o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, essa ferramenta ajuda o contribuinte a acompanhar o processamento sem precisar consultar o sistema constantemente. “É muito importante que os contribuintes instalem o aplicativo da Receita Federal e acessem com a conta gov.br. Uma vez que você fez isso, ele passa a te avisar quando sair a sua restituição.” Além disso, o aplicativo também alerta se surgir alguma pendência que impeça o pagamento. 📄 Extrato da declaração Para saber exatamente o que está impedindo o pagamento da restituição, o contribuinte deve consultar o extrato da declaração. Esse é o ambiente mais completo para acompanhar a situação do documento. O acesso pode ser feito pelo portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte), pelo site da Receita Federal ou pelo aplicativo. Caso exista alguma pendência, o motivo será informado nesse extrato. Quando a restituição pode ficar “em espera” Em algumas situações, mesmo que a declaração tenha sido enviada corretamente, o pagamento pode ficar temporariamente retido. 👉 Um exemplo ocorre quando o contribuinte escolhe receber a restituição via PIX, mas não possui uma chave PIX vinculada ao CPF. Segundo José Carlos da Fonseca, nesses casos o sistema impede que o dinheiro seja enviado ao banco até que a situação seja regularizada. Ele compara esse mecanismo a uma espécie de verificação preventiva. “É como se fosse uma malha. Eu não vou te mandar pro banco porque esse negócio vai ficar parado lá no banco, então eu seguro ele aqui antes de mandar”, disse. A situação pode ser resolvida de duas formas: 🔑 cadastrar uma chave PIX do CPF em um banco; 🏦 ou alterar a declaração para receber a restituição em conta bancária tradicional. Declaração do imposto de renda Roberto Sungi Quem recebe primeiro a restituição? A ordem de pagamento da restituição segue critérios legais de prioridade. Em 2026, segundo a Receita Federal, essas regras permanecem as mesmas de anos anteriores. A fila é organizada da seguinte forma: 1️⃣ Idosos com 80 anos ou mais; 2️⃣ Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou com moléstia grave; 3️⃣ Contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério; 4️⃣ Quem usou a declaração pré-preenchida E escolheu receber via PIX; 5️⃣ Quem OU utilizou a pré-preenchida OU optou pelo PIX; 6️⃣ Demais contribuintes. Para entrar nas prioridades ligadas ao Pix, porém, é necessário que a chave usada seja o CPF. Caso contrário, a restituição não será liberada até que a situação seja corrigida. Pagamentos devem ocorrer até agosto Os pagamentos da restituição são feitos em lotes ao longo do ano. Em 2026, a Receita planeja realizar quatro grandes pagamentos, com a expectativa de concluir os depósitos até o fim de agosto para quem não tiver pendências. A intenção é antecipar ao máximo a devolução do imposto. A projeção é que cerca de 80% dos contribuintes que não caírem na malha fina recebam até o segundo lote, acelerando o retorno dos valores pagos ao longo do ano anterior.
29/05/2026 03:01:20 +00:00
MEI: prazo para enviar a declaração anual termina neste domingo; veja como fazer

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até o próximo domingo (31). O envio, que é obrigatório, deve ser feito pelo Portal do Empreendedor. A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Mais da metade dos MEIs ainda não entregou a declaração anual à Receita Federal Vídeos em alta no g1 Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
29/05/2026 03:00:34 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita paga 1º lote de restituição nesta sexta; veja o calendário

Prazo para declarar o imposto de renda termina na próxima sexta-feira A Receita Federal começa a pagar o 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2026 nesta sexta-feira (29) — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração. Este é o maior valor já pago pela Receita Federal em um lote de restituição do IRPF, e contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 16 bilhões. Do total, aproximadamente R$ 8,64 bilhões serão destinados aos contribuintes prioritários. São eles: 256.697 idosos acima de 80 anos 2.256.975 contribuintes entre 60 e 79 anos 222.100 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério 4.959.431 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja o calendário da restituição do IR 2026 Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto Como fazer a consulta? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e, em seguida, em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Em nota oficial, o Fisco afirma que "assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte". Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino. "Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade", afirma a nota. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones: 4004-0001 (capitais) 0800-729-0001 (demais localidades) 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet. Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos". Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026. O Fisco informará: Se a declaração foi processada (situação regular); Se há pendências (malha fina). No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte. Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços). Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema. No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina. No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
29/05/2026 03:00:01 +00:00
Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta sexta-feira; 4,1 milhões ainda não entregaram a declaração

Imposto de Renda 2026: deixou para a última hora? Veja como evitar erro O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 acaba nesta sexta-feira (29). Os contribuintes que enviarem a declaração após o fim do prazo estarão sujeitos a uma multa por atraso, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. A Receita Federal espera receber 44 milhões de declarações do IR 2026. Até 0h desta sexta, ainda faltavam 4,1 milhões de contribuintes entregarem suas declarações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração pré-preenchida pode ser uma boa opção para quem ainda não entregou o documento. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. A Receita incluiu mais informações à declaração pré-preenchida neste ano. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Cerca de 60% das declarações deste ano usaram a pré-preenchida. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. Marcos Serra/ g1 O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. 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29/05/2026 02:59:55 +00:00
Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento

Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) durante um teste na base de lançamentos da Blue Origin, de Jeff Bezos. A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), quando o veículo espacial passava por um teste de ignição estática, quando ele não chega a levantar voo. O experimento tinha como foco a futura missão NG-4, anunciada pela Blue Origin na quarta-feira (27). O plano é de que a era de que a nave enviasse ao espaço os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, similares aos usados pela Starlink, de Elon Musk. A Blue Origin disse ter registrado uma "anomalia" e que todos os funcionários estão em segurança. A empresa afirmou que fornecerá atualizações à medida que obter mais detalhes do incidente. Na quarta, o CEO da Blue Origin chegou a comemorar o anúncio da futura missão NG-4. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. A New Glenn é a supernave projetada pela Blue Origin para fazer voos mais longos. Ela é a concorrente direta da Starship, nave que fez seu voo mais recente na última sexta-feira (22) e que é fabricada pela SpaceX, do bilionário Elon Musk. A Blue Origin já fez três voos de teste com a New Glenn, todos sem tripulantes. O primeiro aconteceu no início de 2025, quando a nave transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. Blue Origin lança novo foguete New Glenn O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. Blue Origin, de Jeff Bezos, lança supernave New Glenn O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Blue Origin reaproveita propulsor de New Glenn e enfrenta SpaceX A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) ainda não se posicionou sobre o acidente desta quinta-feira. Na última quarta-feira (27), o órgão suspendeu temporariamente futuros lançamentos da Starship, da SpaceX, por conta de uma falha no retorno à atmosfera do propulsor usado na missão. Explosão da nave New Glenn na base de lançamento da Blue Origin, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight
29/05/2026 01:37:53 +00:00
Mega-Sena, concurso 3.012: confira os números sorteados

G1 | Loterias - Mega-Sena 3012 O sorteio do concurso 3.012 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (28), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 6 milhões. No entanto, ninguém levou o prêmio principal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 07 - 17 - 41 - 42 - 49 O prêmio acumulou e vai a R$ 10 milhões. Veja a divisão dos ganhadores: 5 acertos: 23 apostas ganhadoras, R$ 42.953,33 4 acertos: 2.040 apostas ganhadoras, R$ 798,25 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3012 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
29/05/2026 00:03:16 +00:00
Meta lança planos de assinatura para WhatsApp, Instagram e Facebook com recursos exclusivos

Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP A Meta lançou na quarta-feira (27) versões pagas do WhatsApp, do Instagram e do Facebook. Com os novos planos, assinantes terão recursos adicionais, como estatísticas detalhadas sobre visualizações de seus stories e interfaces personalizadas. O WhatsApp Plus custará US$ 2,99 por mês (cerca de R$ 15), enquanto o Instagram Plus e o Facebook Plus custarão US$ 3,99 por mês cada um (R$ 20), segundo o site TechCrunch. Ainda não há informações sobre os países em que os planos pagos ficarão disponíveis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A versão paga do WhatsApp será focada em personalização e oferecerá figurinhas premium, toques personalizados e temas para o aplicativo. No Instagram e no Facebook, assinantes terão acesso a análises mais detalhadas, estatísticas de visualizações de stories, maior alcance de público e opções de personalização de perfil. Agora no g1 O anúncio foi feito pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. Segundo ela, a empresa está começando a liberar versões pagas com melhorias nos recursos que os usuários mais gostam. "Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos", afirmou. A executiva também adiantou que há mais planos em andamento para empresas e criadores, além de produtos de inteligência artificial. Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados. Agora, a decisão de liberar as assinaturas para mais países mostra o desejo da Meta em diversificar suas receitas para além da publicidade. A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem de US$ 125 bilhões a US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões).
28/05/2026 20:14:10 +00:00
Fim da escala 6x1: ministro do Trabalho diz esperar aprovação de PEC no Senado no 1º semestre

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (28) esperar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e permite o fim da escala 6x1 seja aprovada pelo Senado e promulgada pelo Congresso ainda no primeiro semestre deste ano. O texto foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) por 472 votos a 22 em primeiro turno e por 461 a 19 votos no segundo. Com isso, o texto segue para análise do Senado. "Eu não gosto muito de falar de prazo para o parlamento, que seria uma certa interferência, busca de interferência executiva e legislativa que não é saudável", disse Marinho. "Evidente que se o Senado tiver debruçado com prioridade, com desejo da agilidade que a Câmara trabalhou, creio que 30 dias é o suficiente", complementou o ministro, em entrevista coletiva após a divulgação dos de geração de empregos no país em abril. Câmara dos Deputados aprova fim da escala 6x1 Ele disse que, assim como a Câmara aprovou o texto de forma célere, o Senado também está "sensível" a discussão, liderada por mulheres e jovens. 🔎Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. "Este Senado também está sensível, está ligado no que a sociedade está gritando. Acho que a minha percepção, do ritmo forte da mulher trabalhadora e da juventude trabalhadora, para melhorar sua situação detectada por adoecimento e por ausência do trabalho", comentou Marinho. Nesta quinta, o presidente Lula voltou a comentar a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. O petista disse que o avanço da proposta é uma "conquista extraordinária da sociedade" brasileira. "Ontem [quarta-feira], o Congresso aprovou o fim da escala 6x1 para que as pessoas só possam trabalhar cinco dias por semana. E foi uma conquista extraordinária da sociedade brasileira", disse. Lula e o ministro Luiz Marinho (Trabalho) Reuters via BBC O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
28/05/2026 18:44:46 +00:00
Caged: Brasil cria 85 mil novos postos de trabalho em abril

A economia brasileira gerou 85.888 empregos formais em abril deste ano, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em abril: ➡️2,2 milhões de contratações; ➡️2,1milhões de demissões. O resultado representa um recuo em relação a abril de 2025, quando foram criados 238.216 mil novos empregos. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril de 2026 mostram que, três dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos: Serviços: 69 mil novos postos de trabalho; Construção: 23 mil novos postos de trabalho; Indústria: 9 mil novos postos de trabalho; Comércio: redução de de 8 mil postos de trabalho; Agropecuária: redução 8 mil novos postos de trabalho. Agora no g1 Regiões do país Em abril de 2026, foram registrados saldos positivos em 24 das 27 unidades federativas do país. Os estados que mais se destacaram foram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Registraram resultado negativo Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Os empregos formais criados em cada região foram: Norte: 6.651 Nordeste: 18.714 Sul: 4.449 Sudeste: 44.545 Centro-Oeste: 10.890 Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.386,56 em abril deste ano, o que representa uma leve ampliação em relação a março de 2026, que registrou R$2.369,88. Na comparação com abril do ano passado, descontado as sazonalidades, o aumento foi de R$42,21. Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desocupação do Brasil ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Carteira de Trabalho Divulgação/Agência Brasil Na avaliação de André Valério, economista sênior do Inter, o resultado do Caged em abril ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava a criação de 216 mil novos postos de trabalho. "O dado do Caged, em conjunto com a PNAD divulgada mais cedo, dão sinais mais claros de perda de dinamismo do mercado de trabalho, que pode ser reflexo da política monetária restritiva, e que com os cortes menores que o esperado inicialmente, se manterá em patamar mais restritivo ao longo do ano", disse.  Soma-se a esse cenário, segundo Valério, possíveis efeitos do choque do petróleo que se manifestou em menor renda real na PNAD e pode contribuir para dirimir a demanda nos próximos meses.
28/05/2026 17:31:56 +00:00
Cláudio Castro avisa Valdemar que não será mais candidato ao Senado

Cláudio Castro avisa Valdemar que não será mais candidato ao Senado O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, comunicou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não será mais candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. A informação foi dada ao blog pelo próprio presidente do PL, partido de Castro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A decisão vem na sequência de novas denúncias sobre conversas comprometedoras do governador Cláudio Castro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Cláudio Castro era pré-candidato ao Senado pelo PL nas eleições de 2026 e fazia parte da estratégia do partido de conquistar uma das vagas no Rio de Janeiro (leia mais abaixo). O nome dele foi anunciado ainda em fevereiro, dentro da chapa que também tinha o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal puxador de votos. Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro Reprodução Candidatura condicionada Apesar disso, a candidatura sempre esteve condicionada à situação jurídica do ex-governador. Ele respondia a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder nas eleições de 2022, que poderia torná-lo inelegível e inviabilizar a disputa. Mesmo após a condenação e a inelegibilidade, Castro manteve a pré-candidatura por algum tempo, mas passou a sofrer pressão interna no partido para desistir. Nos bastidores, a avaliação de dirigentes do PL era de que as investigações e operações da Polícia Federal tornaram sua permanência na corrida eleitoral politicamente insustentável. RELEMBRE: As investigações contra Cláudio Castro: veja quais são e em que fase estão Encontros e luxo em Nova York Além das conversas com tom de intimidade trocadas entre Castro e Vorcaro, a investigação da Polícia Federal aponta que os dois se encontraram em maio de 2023 durante um evento em Nova York, nos Estados Unidos. Logo após o encontro, o então governador enviou mensagens ao banqueiro, incluindo uma em que diz: “Amigo, foi uma experiência incrível”. De acordo com a Polícia Federal, registros mostram que, pouco antes da mensagem, Vorcaro realizou um pagamento de US$ 13.313 — cerca de R$ 66 mil — em um restaurante de luxo na cidade, o Nusr-Et, conhecido por pratos de alto custo. Um ano depois, em 2024, os dois voltaram ao mesmo restaurante. Em conversa, Castro pergunta: “Você não existe. Qual o nome do restaurante mesmo?”. Vorcaro então orienta sobre a escolha de pratos sofisticados, incluindo carnes cobertas com folhas de ouro, que podem chegar a custar cerca de US$ 2 mil. A PF também identificou que Vorcaro pediu a um interlocutor que alterasse uma reserva para incluir o nome de Cláudio Castro, além de confirmar que despesas do grupo haviam sido pagas. Como parte da investigação, a Polícia Federal realizou, nesta semana, uma operação de busca e apreensão na cobertura onde Castro mora, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A defesa do ex-governador informou que está analisando o material da investigação e que apresentará esclarecimentos ao STF, afirmando que não houve irregularidade na conduta dele. A defesa de Daniel Vorcaro não quis se manifestar. Já o Rioprevidência declarou que não há risco para o pagamento de aposentados e pensionistas e que adota medidas para recuperar recursos aplicados em fundos relacionados ao Banco Master.
28/05/2026 17:12:10 +00:00
Como armazenar grãos de café corretamente?

Imagem ilustrativa de xícara com café e grãos de café reprodução Precisa de orientações sobre como armazenar corretamente os grãos de café após a colheita? A recomendação é a publicação do Conselho Nacional do Café (CNC), elaborada em parceria com a Emater-MG. O material reúne orientações sobre a importância da armazenagem adequada e traz dicas sobre condições ideais e estrutura necessária para evitar perdas na qualidade do café. 📱Acesse aqui O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar
28/05/2026 16:22:00 +00:00
Após retomada, Avibras é credenciada como empresa estratégica de defesa

Avibras Reprodução/ TV Vanguarda O Ministério da Defesa credenciou a Avibras Aeroco como Empresa Estratégica de Defesa (EED), segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27). A medida inclui a empresa de Jacareí na lista oficial de companhias consideradas estratégicas para a Base Industrial de Defesa brasileira. O reconhecimento foi oficializado por meio de portaria assinada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho. A classificação é dada pelo Ministério da Defesa e funciona como um selo para empresas consideradas essenciais à soberania nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na prática, indica que a empresa tem tecnologia e capacidade consideradas críticas para o país, e dá acesso a compras públicas direcionadas, programas estratégicos e incentivos à inovação e defesa. Agora no g1 A Avibras Aeroco é a nova denominação da antiga Avibras Indústria Aeroespacial, que retomou as atividades neste mês após anos de crise financeira e paralisação das operações. Em nota, a empresa afirmou que o credenciamento “evidencia a relevância da empresa para a Base Industrial de Defesa brasileira e para o fortalecimento da soberania nacional”. “As Empresas Estratégicas de Defesa desempenham papel relevante no desenvolvimento científico e tecnológico do país, além de contribuírem para a preservação da segurança e da defesa nacional diante de ameaças externas”, informou a companhia. Segundo a Avibras Aeroco, o reconhecimento representa “mais um avanço na consolidação” da empresa, que atua no desenvolvimento de soluções estratégicas e inovadoras voltadas ao setor de defesa e aeroespacial. O g1 procurou o Ministério da Defesa para entender quais critérios são considerados para a concessão do credenciamento e quais os impactos práticos da classificação como Empresa Estratégica de Defesa, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. Retomada das atividades A Avibras retomou oficialmente as atividades no dia 4 de maio, em Jacareí, após mais de três anos de crise financeira, greve e paralisação da produção. Na ocasião, os funcionários voltaram gradualmente ao trabalho após um acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região para o pagamento das dívidas trabalhistas. A paralisação dos trabalhadores começou em setembro de 2022 por falta de pagamento de salários e durou cerca de 1.280 dias, sendo considerada uma das mais longas do país. Neste novo momento, a empresa passou a operar sob o nome Avibras Aeroco e voltou a ser comandada por Sami Hassuani, que já presidiu a companhia anteriormente. Segundo a empresa, a proposta é retomar as operações com foco em crescimento sustentável e expansão para novos mercados. Avibras em Jacareí, SP André Luís Rosa/ TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
28/05/2026 16:05:35 +00:00
Petrobras anuncia reajuste nos preços da gasolina para as distribuidoras

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Reprodução A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28), um novo ajuste de R$ 0,48 nos preços da gasolina A para as distribuidoras. A empresa também informou que oferecerá um desconto de R$ 0,44 por litro — o que resulta em um aumento efetivo de R$ 0,04 por litro. 🔎 Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição do etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, vendida nos postos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O desconto oferecido pela Petrobras ocorre no âmbito do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última segunda-feira (25), que estabeleceu um subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. Na prática, isso significa que o governo bancará parte do preço do combustível. A medida tem duração de dois meses e busca conter os efeitos da alta nos preços dos combustíveis, provocada pelo aumento do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. O subsídio será pago diretamente a produtores e importadores de gasolina por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Segundo a companhia, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor será de R$ 1,83 por litro. "Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas", informou a empresa em nota. Aumento já era esperado No fim de abril, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado que a estatal poderia aumentar os preços da gasolina nas refinarias caso o governo concedesse um desconto a produtores e importadores de combustíveis. A medida é interpretada como uma resposta da empresa a investidores e uma forma de mitigar os efeitos da alta do petróleo nos resultados da companhia. "Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. [O projeto] abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor", explicou Chambriard à época. Efeitos da guerra no Oriente Médio A alta nos preços do petróleo no mercado internacional é reflexo da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Isso ocorre porque, com o conflito, a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz foi bloqueada — canal por onde passam mais de 20% do comércio global de petróleo. Com a restrição da oferta, os preços da commodity dispararam desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, o petróleo Brent (referência internacional) passou de US$ 72,48 por barril para US$ 94,29 no fechamento da última quarta-feira (27) — um aumento de 30%. Os preços chegaram a subir ainda mais em abril, mas arrefeceram diante de sinais de que Washington e Teerã caminham para um acordo de paz. Nesta quinta-feira, por exemplo, o site Axios informou que os negociadores dos EUA e do Irã chegaram a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por mais 60 dias e iniciar tratativas sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda dependia do aval do presidente americano, Donald Trump. Segundo a reportagem, a assinatura do documento representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra.
28/05/2026 15:46:07 +00:00
Ferrari sai em defesa do Luce após críticas ao 1º carro elétrico da marca

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante A Ferrari está recebendo “forte interesse” pelo seu novo modelo elétrico, o Luce, tanto de clientes antigos quanto de novos consumidores, afirmou nesta quinta-feira (28) o presidente-executivo da montadora, Benedetto Vigna. O executivo saiu em defesa do veículo após uma onda de críticas nas redes sociais. A Ferrari apresentou o Luce, que custa US$ 640 mil (R$ 3,2 milhões), na segunda-feira, em Roma. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O lançamento gerou críticas sobre o design considerado diferente do padrão tradicional da marca e também pela decisão da empresa de apostar em um modelo totalmente elétrico, deixando de lado os clássicos motores a gasolina. Nas redes sociais, alguns usuários disseram que o carro “não parece uma Ferrari”. “Há um grande interesse, inclusive de novos clientes”, disse Vigna durante um evento automotivo em Modena, no norte da Itália. Segundo ele, a Ferrari apresentou o novo modelo a cerca de 1.600 clientes durante o lançamento em Roma, entre segunda e terça-feira. Os pedidos começaram a ser aceitos na quarta-feira. “Já recebemos transferências bancárias. Os clientes que estavam lá querem o carro”, afirmou o CEO. Ele acrescentou que a empresa divulgará números mais precisos sobre as encomendas em julho, junto com os resultados do segundo trimestre. As ações da Ferrari caíram mais de 8% na terça-feira, diante da reação negativa de investidores e críticos ao novo carro elétrico. Na quarta-feira (27), os papéis fecharam estáveis, mas voltaram a subir quase 3% nesta quinta. Vigna afirmou que muitas críticas podem mudar depois que as pessoas conhecerem o veículo de perto. Ele também negou comparações do Luce com outros carros elétricos do mercado, incluindo modelos chineses. “Se você ver e experimentar o carro, vai perceber imediatamente que ele não foi copiado e que não se parece com outros veículos elétricos, seja no design interno, externo ou no desempenho”, disse. O executivo reforçou que o Luce será apenas mais uma opção na linha da Ferrari e que a montadora continuará produzindo carros com motores a gasolina e híbridos. Sobre o preço elevado do modelo, Vigna afirmou que o valor é justificável pela inovação oferecida pelo veículo. Ferrari Luce divulgação/Ferrari
28/05/2026 14:20:53 +00:00
O que é a escala 6x1? Entenda os principais formatos de jornada no Brasil

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil? A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC. 🤔 Mas o que é a escala 6x1? Esse é um modelo de jornada de trabalho em que o empregado atua por seis dias consecutivos e tem direito a um dia de folga. (veja abaixo como funciona) Embora esteja no centro do debate, a jornada 6x1 não é a única prevista no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme o setor de atuação e são regulamentadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas de trabalho definem a relação entre dias trabalhados e períodos de descanso. Todas devem respeitar o limite de 44 horas semanais, mas, na prática, as diferenças entre os modelos impactam diretamente a rotina, o tempo de repouso e a qualidade de vida do trabalhador. Na prática, o principal fator que distingue uma escala da outra é a frequência e a duração dos períodos de descanso após dias consecutivos de trabalho. Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos. “A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica. Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados. Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo. A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas. Mas como fica a remuneração? 💸 A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais. O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra. Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas. Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽‍♀️ Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia. Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro. Outra mudança relevante está prevista com a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A norma, que já foi adiada cinco vezes, deve entrar em vigor ainda este ano determina que o funcionamento do comércio varejista em feriados só poderá ocorrer com autorização prevista em convenção coletiva. Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime. A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆 A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado. Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente. “A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere. Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil Direitos que não podem ser alterados 🚫 A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala. Entre eles estão: Salário mínimo; Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 13º salário; Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; Proteção do salário; Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço; Descanso semanal remunerado; Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade; Aviso prévio proporcional; Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles. Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌ Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão: Não concessão do descanso semanal Desrespeito ao intervalo intrajornada Não pagamento de horas extras Folgas dominicais irregulares Compensação de jornada sem acordo válido Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime Pagamento de horas extras a menor Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista. Impactos na qualidade de vida ‼️ Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários. Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas. Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado
28/05/2026 13:04:57 +00:00
Contas do governo têm superávit de R$ 25,2 bilhões em abril, melhor resultado para o mês em 4 anos

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado positivo de R$ 19 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de abril desde 2022, quando foi registrado um superávit primário de R$ 34,5 bilhões (com a correção). Agora no g1 O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, informou que já pôde ser verificada em abril melhora no resultado das contas do governo por conta da alta do petróleo, com a guerra no Irã, que ajudou a impulsionar para cima a arrecadação federal. "Petróleo afeita receitas do governo. Royalties, participação especial e venda de óleo. Conflito eclodiu em março, começa a ter efeito sobre a arrecadação de abril", disse o secretário-adjunto, David Athayde. Ele não soube precisar o valor exato do aumento de arrecadação por conta da alta do petróleo, mas lembrou de uma projeção da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pela qual haverá um incremento mensal de arrecadação de R$ 8 bilhões, que será compensada, em parte (R$ 6 bilhões), pela redução de tributos e subsídios concedidos a combustíveis. Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento da arrecadação neste ano, que subiu mais do que as despesas. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As receitas líquidas de transferências avançaram 5,8% em termos reais em abril, para R$ 235 bilhões, enquanto as despesas cresceram 3,3%, para R$ 210 bilhões. Destaques nas receitas: IOF (+R$ 2,8 bilhões), fomentado pelo aumento na arrecadação associada às operações de crédito, seguro e câmbio, refletindo o aumento efetuado no ano passado; Imposto de Importação (+R$ 2,3 bilhões), que conjugou crescimento no volume importado e elevação na alíquota média efetiva; Imposto sobre a Renda (+R$ 2,3 bilhões) e da CSLL (+R$ 1,4 bilhão), impulsionados por aumentos no lucro presumido, na declaração de ajuste e no IRRF-Capital (aplicações de renda fixa); Cofins (+R$ 1,5 bilhão), com destaque para o setor de serviços. Parcial do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 8,67 bilhões. Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo somou R$ 9,68 bilhões até abril, contra R$ 78,14 bilhões no mesmo período do ano passado. A piora nas contas do governo na parcial deste ano também está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano. 📈 Nos quatro primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 862 bilhões (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 853,3 bilhões entre janeiro e abril deste ano, com uma alta real de 14,2% no período (valores nominais). Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula e Dario Durigan Washington Costa/MF
28/05/2026 13:03:21 +00:00
Ministro da Fazenda diz que monitoramento de fintechs permitiu combater crime organizado no 'andar de cima'

Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que o monitoramento das chamadas "fintechs", empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais simples e rápida, permitiu o combate ao crime organizado no "andar de cima, olhando a parte financeira que abastece e dá oxigênio ao crime organizado". "A gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, fazendo asfixia financeira. Essas 'fintechs' foram identificadas dadas as informações que a receita começou a receber em meados de 2025, também identificamos [irregularidades com] 'criptoativos'", disse o ministro a jornalistas. 🔎Criptoativos são ativos digitais, como criptomoedas (exemplo: bitcoin), que circulam na internet e podem ser usados para investimento ou transferências, sem controle direto de governos ou bancos centrais. Mais cedo nesta quinta, o grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal iniciaram uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação, batizada de "Fluxo Oculto", teve como principais alvos empresários, operadores logísticos e laranjas do esquema, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores, como a "Carbono Oculto", evidenciando alto grau de organização (leia mais abaixo). Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda A operação cumpriu cerca de 60 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas. O ministro Dario Durigan lembrou que o monitoramento mais próximo das "fintechs" só foi retomado em agosto do ano passado, após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, que mira combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis. "Essa nova fase da Carbono Oculto, identificada graças às operações da e-Financeira, aquela declaração para a Receita Federal, que, em razão de deputados, influencers da direita, foram impedidas de serem realizadas por um tempo...", afirmou o ministro. "Graças a essa informação, cumprindo o objetivo de usar a informação para fazer o combate do fluxo financeiro do crime organizado, outras seis fintechs foram identificadas dentro de um conjunto de operações de organizações criminosas cujo início é a adulteração de combustível", prosseguiu Durigan. 🔎A e-Financeira é um sistema da Receita Federal que reúne dados sobre movimentações financeiras de pessoas físicas e jurídicas, usados para fiscalização.
28/05/2026 12:53:28 +00:00
Escala 6x1: entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo

Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias para ter um de descanso. O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC. Conforme o texto, a redução da jornada ocorrerá em duas etapas: • as primeiras duas horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a promulgação da PEC; • as duas horas restantes deverão ser implementadas em até 12 meses após a conclusão da primeira etapa. Já o fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais — preferencialmente aos domingos — entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo sem definição final, a proposta já levanta dúvidas entre trabalhadores sobre como ficarão as folgas, escalas e a rotina nas empresas. Muitas pessoas tem interpretado que o fim da escala 6x1, com a redução da jornada para 40 horas semanais e adoção da escala 5x2, vai garantir folgas obrigatórias aos sábados e domingos — mas não é isso que o projeto prevê. Segundo o advogado trabalhista Antonio Vasconcellos Junior, a proposta do governo Lula estabelece que o trabalhador terá direito a dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos, assim como já prevê a legislação atual. Na prática, isso significa que essas folgas não precisam, necessariamente, coincidir com o fim de semana. O trabalhador pode folgar, por exemplo, na terça e na quinta-feira e ainda assim estar dentro da regra. Ele ainda explica que “o essencial é que sejam assegurados dois períodos de descanso semanal, cada um com 24 horas consecutivas, independentemente dos dias em que ocorram”, afirma o advogado trabalhista. O advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga complementa que a legislação atual já assegura um descanso semanal de 24 horas, preferencialmente aos domingos — mas não obrigatoriamente. Na prática, isso permite que as empresas distribuam as folgas ao longo da semana, sobretudo em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, saúde e serviços. Ou seja: a forma como as folgas serão distribuídas dependerá do setor, do tipo de atividade da empresa e dos acordos coletivos firmados entre empregadores e trabalhadores. Escala 5x2 não garante folgas fixas no fim de semana; entenda Tânia Rêgo/Agência Brasil Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: A 1ª grande vitória do balconista de farmácia que lançou movimento pelo fim da escala 6x1 com desabafo no TikTok
28/05/2026 12:19:23 +00:00
Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Texto da PEC ainda precisa passar pelo Senado

Fim da escala 6x1 foi aprovado na Câmara; mas, quando começa a valer? A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga). De acordo com a proposta, a implementação deve durar até 14 meses. Antes de ser promulgado, o texto ainda vai ser discutido no Senado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional. No entanto, o projeto deve encontrar resistências no Senado. Interlocutores do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apontam que apesar do apelo social, a tramitação não será acelerada no Casa, mas que o texto deve ser aprovado antes das eleições deste ano. Quando as mudanças começam a valer? Segundo o texto aprovado pelos deputados, o fim da escala 6x1 passará a valer 60 dias após a promulgação da PEC, mas as empresas terão até 14 meses para se adaptarem às novas regras. A redução da jornada semanal será feita de forma gradual: redução inicial de duas horas semanais em até dois meses após a promulgação; redução total de quatro horas em até 12 meses após a primeira etapa. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. A promulgação só acontece se a proposta for aprovada no Senado. Caso a casa modifique a PEC, o novo texto volta para a Câmara que aceita ou rejeita as mudanças. Se houver rejeição, a proposta volta ao Senado. O texto final precisa ser aprovado pelas duas casas para ser promulgado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O período de transição foi um dos principais pontos de negociação nas últimas semanas. Empresários e entidades patronais pediam prazo para adaptação às novas regras. Inicialmente contrário à transição, o governo acabou fechando acordo para permitir a implementação gradual das mudanças, em um período de até 14 meses. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que muda com a PEC O texto determina que: trabalhadores terão direito a duas folgas remuneradas por semana; pelo menos uma delas deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos; a redução da jornada deverá acontecer sem diminuição salarial. A proposta também prevê que acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão automaticamente a validade 60 dias após a promulgação da PEC. A medida deve pressionar sindicatos e empresas a renegociarem contratos. Quem fica fora das novas regras A PEC exclui das novas regras trabalhadores com diploma de nível superior e renda equivalente a pelo menos duas vezes e meia o teto do INSS — atualmente cerca de R$ 20 mil. Para esse grupo, não valerão as regras de jornada e controle de ponto. Segundo os defensores da medida, a exceção busca reduzir a chamada “pejotização” e ampliar a liberdade de negociação para profissionais de alta renda. O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Passados 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos. “A diminuição da duração do trabalho normal e o incremento do repouso semanal remunerado em cumprimento à presente Emenda Constitucional aplicam-se aos contratos de trabalho em vigor e serão implementados sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie”, estabelece a PEC. A PEC ainda determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 20 mil atualmente. Para estes profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a "pejotização" e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 12:17:23 +00:00
Dólar cai e fecha em R$ 5,03, com foco nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (28) em queda de 0,57%, cotado a R$ 5,0317. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,39%, aos 175.063 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a ficar no centro das atenções. Segundo o site Axios, os negociadores dos dois países chegaram a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. O acordo, no entanto, ainda precisa do aval do presidente americano, Donald Trump. ▶️Mesmo com o avanço nas negociações, no entanto, ataques foram registrados nesta quinta-feira. Nesta manhã o Irã atacou uma base aérea americana em retaliação aos EUA, após militares americanos atingirem o que Washington descreveu como uma operação iraniana de drones próxima ao Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, a base atingida fica na periferia do aeroporto de Bandar Abbas e seria a mesma utilizada no ataque americano desta quarta-feira (27). ▶️ Além disso, o governo dos EUA anunciou sanções contra a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA). Segundo o Departamento do Tesouro americano, o órgão foi criado por Teerã para coordenar o tráfego e cobrar taxas de embarcações comerciais no corredor marítimo. 🔎 Com os sinais mistos vindos da guerra no Oriente Médio, o petróleo operava sem direção única nesta quinta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent (referência internacional), caía 0,40%, cotado a US$ 93,91, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, ganhava 0,71%, a US$ 89,31. ▶️ No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira uma PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. Apesar do avanço na Câmara, a proposta deve enfrentar resistência no Senado. ▶️ A agenda econômica brasileira também trouxe dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre até abril de 2026, segundo o IBGE. Já o Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, indicou que o país criou 85.888 vagas formais em abril, uma queda de 63,9% em compração ao mesmo mês de 2025, quando foram criados 238.216 novos postos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,07%; Acumulado do mês: +1,61%; Acumulado do ano: -8,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,64%; Acumulado do mês: -6,53%; Acumulado do ano: +8,66%. Sinais mistos vindos do Oriente Médio As indicações, no final da manhã desta quinta-feira, de que os negociadores dos EUA e do Irã haviam chegado a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar as tratativas sobre o programa nuclear iraniano foram bem recebidas pelo mercado financeiros nesta quinta-feira. O acordo, no entanto, ainda dependia da aprovação final do presidente americano, Donald Trump, e representaria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra. As informações foram divulgadas pelo site de notícias Axios. Esse acordo, no entanto, ainda não é final — para isso, a expectativa é que hajam negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio. Apesar do avanço, no entanto, as tensões se intensificaram após ataques militares de ambas as partes. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o país atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como resposta a bombardeios feitos pelos EUA horas antes. Os iranianos afirmaram que a ação foi um “aviso sério” e disseram que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”. 🔎 De acordo com a Reuters, os Estados Unidos bombardearam uma instalação militar iraniana que, segundo autoridades americanas, representava ameaça para tropas dos EUA e para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás. Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região. Mais cedo, explosões foram registradas em Bandar Abbas, importante cidade portuária iraniana. Sistemas de defesa aérea foram acionados por vários minutos, segundo a imprensa estatal do Irã. A região já havia sido alvo de ataques na terça-feira (26), quando os EUA disseram ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas supostamente usadas para instalar minas marítimas. Após as novas ações militares, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países continuam negociando um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão. O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia. Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”. Fim da escala 6x1 A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e abre caminho para o fim da escala 6x1. O texto agora segue para análise do Senado, onde deve enfrentar mais resistência. 🔎 A proposta prevê uma transição gradual: duas horas da redução seriam aplicadas em até dois meses após a aprovação definitiva, e as outras duas horas em até 12 meses depois. 🏖️ A PEC também garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, encerrando o modelo de trabalho de seis dias seguidos para um de descanso. O texto foi aprovado com ampla maioria na Câmara, mas senadores defendem uma análise mais lenta, argumentando que o impacto para empresas e economia precisa ser discutido com mais calma. A proposta não valerá para profissionais com ensino superior e salário acima de cerca de R$ 21 mil por mês. Esses trabalhadores continuarão fora das regras de controle de jornada. LEIA TAMBÉM Entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Como o dono da Ford popularizou a escala 5x2 há um século Entenda os principais formatos de jornada de trabalho no Brasil A 1ª grande vitória de balconista que lançou movimento no TikTok Desemprego no Brasil A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. Apesar da alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, o índice é o menor já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua. 🔎 O país tinha 6,3 milhões de desempregados no período, alta de 8% frente ao trimestre até janeiro, mas queda de 11,3% na comparação anual — cerca de 809 mil pessoas a menos procurando trabalho. A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com leve recuo trimestral de 0,3%, mas avanço de 1,1% em relação ao ano passado. Já o rendimento médio habitual ficou em R$ 3.732, alta de 5,3% em um ano. A informalidade caiu para 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu 15,3% em relação ao mesmo período de 2025. Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street tiveram alta, enquanto investidores avaliavam novos dados de inflação nos EUA e acompanhavam as negociações entre EUA e Irã. A inflação americana acelerou em abril e teve o maior aumento em três anos, segundo o índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A alta foi puxada principalmente pelo aumento nos preços da energia em meio à guerra com o Irã, reforçando a expectativa de que os juros nos EUA devam permanecer altos até o próximo ano. O índice Dow Jones subiu 0,05%, enquanto o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, teve ganhos de 0,91%. Na Europa, as bolsas fecharam em queda nesta quinta-feira, mesmo após os sinais positivos vindos do Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,5%, aos 625,11 pontos. Já entre os principais índices da região, o Financial Times de Londres, recuou 0,75%, enquanto o DAX, de Frankfurt, teve perdas de 0,34%. O FTSE/Mib de Milão, foi na contramão e subiu 0,50%. As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira após novos ataques dos EUA ao Irã aumentarem a tensão no Oriente Médio e reduzirem o otimismo sobre um possível acordo de paz. Entre os principais mercados da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu quase 2%, pressionado pelas ações de tecnologia. Na China, o índice de Xangai recuou 0,4% e o CSI 300 perdeu 1,1%. No Japão, o Nikkei caiu 0,1%, após renovar máximas históricas na sessão anterior. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,1%, com investidores realizando lucros em ações de empresas de chips e inteligência artificial após fortes altas recentes. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,1%, enquanto os futuros do Nifty 50, da Índia, recuavam 0,3%. Notas de dólar. Reuters
28/05/2026 12:00:33 +00:00
Desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril, menor taxa para o período, diz IBGE

Desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril, menor taxa para o período, diz IBGE A taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,8 ponto percentual, quando estava em 6,6%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No trimestre encerrado em abril, o Brasil tinha 6,3 milhões de pessoas desempregadas. O número representa alta de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 11,3%, o equivalente a 809 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a taxa de desocupação foi a menor já registrada para um trimestre encerrado em abril desde o início da série da PNAD Contínua. “Quando observamos apenas os trimestres móveis encerrados em abril de cada ano da pesquisa, essa taxa de 5,8% é a menor estimativa de desocupação já registrada para esse período.” A população ocupada no país somou 102,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril. O total recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 1,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o nível de ocupação ficou em 58,4%, com leve queda frente ao trimestre encerrado em janeiro. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,8% Taxa de subutilização: 13,8% População desocupada: 6,3 milhões População ocupada: 102,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,5 milhões População desalentada: 2,6 milhões Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões Trabalhadores por conta própria: 26 milhões Trabalhadores informais: 38,1 milhões Segundo Beringuy, mesmo diante de uma taxa básica de juros (Selic) em 14,5% ao ano, o mercado de trabalho segue mostrando resistência. De acordo com ela, a sustentação da ocupação ocorre porque a demanda por trabalhadores está espalhada por diferentes setores da economia, tanto em atividades mais formalizadas quanto nas menos formalizadas. Além disso, como juros elevados tornam o consumo mais caro, especialmente via crédito, isso aumenta a necessidade de manutenção da renda pelas famílias. “Mesmo com rendimento crescente, as pessoas precisam permanecer inseridas no mercado de trabalho para dar conta do consumo. Isso faz com que o mercado reaja a efeitos adversos, como a taxa de juros, com certa sustentabilidade.” População subocupada e desalentada recua A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% no trimestre encerrado em abril. O indicador reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores disponíveis, mas fora da força de trabalho. Ao todo, o país tinha 15,7 milhões de pessoas subutilizadas, número estável no trimestre e 11,1% menor do que há um ano. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,2 milhões de pessoas, com queda tanto no trimestre quanto na comparação anual. Já a população desalentada — formada por pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 2,6 milhões, recuando 15,3% em um ano. A população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões de pessoas, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumento de 1,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas. Estabilidade no emprego formal O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo os empregados domésticos, ficou em 39,3 milhões. O contingente permaneceu estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o total de empregados sem carteira assinada no setor privado somou 13,3 milhões de pessoas, também sem variações relevantes no trimestre e no ano. No setor público, o número de empregados chegou a 12,9 milhões. O resultado ficou estável frente ao trimestre encerrado em janeiro, mas registrou alta de 3,4% na comparação anual, com acréscimo de 422 mil pessoas. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26 milhões, estável no trimestre e 2,3% acima do registrado um ano antes, o que representa aumento de 580 mil pessoas. Entre os trabalhadores domésticos, o total chegou a 5,4 milhões de pessoas. O contingente permaneceu estável no trimestre, mas caiu 4,7% em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 268 mil trabalhadores. A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O índice recuou em relação tanto ao trimestre anterior quanto ao mesmo período de 2025. O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.732, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 5,3% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, totalizou R$ 377 bilhões. O valor ficou estável no trimestre e cresceu 6,5% em um ano. De tecnologia a serviços: onde emprego e renda avançaram Os dados do trimestre terminado em abril também mostraram diferenças no comportamento das contratações e dos rendimentos entre os setores da economia. Enquanto algumas áreas ampliaram o número de trabalhadores ao longo do ano, outras registraram recuo no contingente de ocupados. Setores com alta na ocupação 💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, com mais 425 mil pessoas ocupadas. 🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: avanço de 4,2%, o equivalente a mais 766 mil trabalhadores. Setores com queda na ocupação 🧹 Outros serviços: recuo de 2,9% frente ao trimestre encerrado em janeiro, com menos 162 mil pessoas ocupadas. 🏠 Serviços domésticos: queda de 4,7% na comparação anual, com redução de 268 mil trabalhadores. Setores com maiores altas de rendimento 🛠️ Outros serviços: aumento de 9,7% no rendimento médio mensal real, com alta de R$ 272. 🍽️ Alojamento e alimentação: crescimento de 7,5%, ou mais R$ 172. 💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: avanço de 5,9%, com ganho médio de R$ 293. 🚚 Transporte, armazenagem e correio: alta de 5,1%, equivalente a mais R$ 167. 🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: aumento de 4,3%, ou mais R$ 208. 🏠 Serviços domésticos: crescimento de 4,4%, com ganho médio de R$ 60. Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins
28/05/2026 12:00:25 +00:00
Às vésperas do Desenrola 2.0, em abril, inadimplência com bancos alcançou pico histórico

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em abril deste ano para 4,4%, recorde histórico, informou nesta quinta-feira (28) o Banco Central (BC). Esse é o mesmo patamar de fevereiro deste ano, e o maior valor desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011. O recorde foi atingido às vésperas do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas (leia mais abaixo). Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir de hoje No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,3%, em março, para 5,4% em abril. É o maior patamar desde maio de 2012 (5,5%). Já para as empresas, a inadimplência avançou permaneceu estável em 2,8% em abril, mesmo índice de março. É o maior valor desde maio de 2018 (3%). Endividamento em alta De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também mostraram patamar alto em abril. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses alcançou 49,8%, com pequena queda frente a março (49,9%). Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 41,9%. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana. Uso de cartão de crédito maquinha débito compras dinheiro Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Desenrola 2.0 Lançado no começo de maio, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). A dívida renegociada terá: descontos entre 30% e 90%; taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; até 48 meses de prazo; prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também é permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas
28/05/2026 11:52:15 +00:00
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