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Veja os vídeos que estão em alta no g1 Semanas após o início dos pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a investidores do conglomerado do Banco Master, pelo menos 68 mil pessoas ainda não solicitaram o resgate dos valores garantidos. O grupo reúne instituições como Banco Master, Master de Investimento e LetsBank. Segundo dados atualizados do próprio fundo, 692 mil pessoas já receberam a garantia, o que corresponde a 89% do total de credores. Em valores, R$ 39,2 bilhões já foram pagos, o que corresponde a 96% do total previsto para esses clientes. Outros 15 mil pedidos de garantia ainda estão em análise. 🔎 O FGC é uma entidade privada criada para proteger parte do dinheiro aplicado por clientes em bancos e outras instituições financeiras associadas. Quando uma dessas instituições entra em processo de liquidação — etapa que ocorre quando suas atividades são encerradas — o fundo pode devolver aos investidores os valores garantidos, respeitando os limites definidos pelas regras do sistema. Mesmo com a maior parte dos pagamentos já concluída, uma parcela dos clientes ainda não iniciou o processo para receber o dinheiro. A seguir, veja respostas para as dúvidas sobre o tema. Como saber se você tem dinheiro a receber do FGC? Como pedir o pagamento? Existe prazo para solicitar a garantia? Por que algumas pessoas ainda não pediram o resgate? Outros pagamentos do FGC Como saber se você tem dinheiro a receber do FGC? Quem quiser verificar se tem valores a receber pode fazer a consulta pelo aplicativo oficial do FGC. Após baixar o aplicativo, é preciso criar um cadastro com informações como CPF e documentos pessoais. Quando o responsável pela liquidação da instituição financeira envia ao FGC a lista de clientes com valores a receber, o fundo cruza esses dados com as informações registradas no aplicativo. Se for identificado algum valor garantido, a informação aparece diretamente na conta do usuário, que também pode iniciar por ali o pedido para receber o pagamento. Voltar ao início. Como pedir o pagamento? Se o aplicativo indicar que existe valor disponível, o próprio sistema permite iniciar o pedido de pagamento. Veja o passo a passo para reembolso pelo FGC: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. ⚠️ ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores. ⏳ Além disso, existe um teto de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos, considerando todas as garantias pagas pelo fundo. Voltar ao início. Existe prazo para solicitar a garantia? Mesmo nos casos em que há direito à garantia, o pedido de pagamento precisa ser feito dentro de um período determinado. Pelas regras do FGC, o investidor tem até cinco anos a partir do início dos pagamentos para solicitar o recebimento dos valores. Se a solicitação não for feita dentro desse prazo, o direito ao resgate pode expirar. Voltar ao início. Por que algumas pessoas ainda não pediram o resgate? O fato de milhares de investidores ainda não terem solicitado o pagamento pode estar ligado, em parte, à falta de informação sobre a existência desses valores. Em alguns casos, a pessoa pode não acompanhar com frequência o aplicativo do banco ou não lembrar exatamente em qual instituição fez aplicações financeiras. Com isso, acaba não percebendo que tem dinheiro a receber. Outra possibilidade é que o investidor ainda não tenha feito cadastro no aplicativo do FGC, que é o principal canal para consultar se há valores disponíveis e iniciar o pedido de pagamento. Por esse motivo, o fundo orienta que clientes criem uma conta no aplicativo e ativem as notificações, que avisam quando há atualizações sobre eventuais valores a receber. Também há situações em que o processo exige etapas adicionais. Quando o investidor já faleceu, por exemplo, o pagamento da garantia deve ser feito ao inventariante ou ao espólio. Nesses casos, o pedido não pode ser feito pelo aplicativo e precisa ser tratado diretamente com o FGC. Voltar ao início. Outros pagamentos do FGC Além dos investidores ligados ao conglomerado Master, o FGC também conduz pagamentos de garantias referentes a outras instituições financeiras. No caso do Banco Pleno, os pagamentos começaram em 23 de março. Até o momento, 74 mil pessoas já receberam os valores, o que corresponde a 49% do total de credores. O fundo já desembolsou R$ 2,5 bilhões, o equivalente a 53% do montante previsto, enquanto 27 mil pedidos ainda estão em processamento. Já em relação ao Will Bank, o FGC estima que o total de garantias a pagar chegue a R$ 6,3 bilhões. Parte dos clientes com valores de até R$ 1 mil já recebeu pagamentos antecipados pelo aplicativo da própria instituição. Voltar ao início. Fundo Garantidor de Créditos (FGC) Reprodução/LinkedIn

O que a pecuária tem a ver com o desmatamento da Amazônia? A produção de carne bovina é a principal causa do desmatamento ligado ao agronegócio, respondendo por 40% do total, de acordo com detalhes de um estudo divulgado nesta terça-feira. O Brasil, o maior exportador mundial de carne bovina e soja, está no topo da lista dos países que mais desmataram florestas para expandir a agricultura, segundo o estudo. Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, estudaram 184 commodities agrícolas em 179 países de 2001 a 2022. O estudo usou um modelo que combina dados de satélite e estatísticas agrícolas para produzir o que eles descrevem como a pesquisa global mais abrangente sobre o desmatamento ligado à agricultura até o momento. Boi com chip na Amazônia: como funciona o rastreamento para saber se a carne está livre de desmatamento Depois da carne bovina, os dados mostram que o óleo de palma é responsável por 9% do desmatamento global, a soja por 5%, o milho e o arroz por 4% cada, a mandioca por 3%, o cacau por 2% e o café e a borracha por 1% cada. Em nível nacional, seguido pela Indonésia com 9%, China e República Democrática do Congo com 6% cada, EUA com 5% e Costa do Marfim com 3%. No total, 121 milhões de hectares de floresta foram perdidos entre 2001 e 2022, resultando em emissões de 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). O estudo observou que as culturas básicas -- milho, arroz e mandioca -- juntas são responsáveis por 11% do desmatamento causado pela agricultura. É mais do que produtos de exportação como cacau, café e borracha combinados, e seu impacto está espalhado por todo o mundo, em vez de se concentrar em regiões específicas. Martin Persson, um dos pesquisadores por trás do projeto, disse que o problema vai além do comércio, indicando que a ação também é necessária nos países produtores, onde os mercados agrícolas domésticos geram uma perda significativa de florestas. Embora seja uma importante fonte de gases de efeito estufa, o desmatamento para a agricultura é responsável por apenas cerca de 5% do total de emissões de dióxido de carbono do mundo, segundo o estudo. Os pesquisadores planejam expandir o modelo para incluir os setores de mineração e energia. Saiba também: China flexibiliza regra sobre ervas daninhas na soja brasileira, e cargas devem ser liberadas ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safra Como indígenas usam financiamento do governo para montar agroflorestas

Embraer faz voo de demonstração de 'carro voador' em evento de apresentaEvção do Gripen A Embraer fez uma demonstração de voo do “carro voador” durante o evento de apresentação do caça F-39E Gripen, nesta quarta-feira (25), em Gavião Peixoto (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A cerimônia, realizada no aeródromo da Embraer, reuniu o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades para marcar a apresentação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil. A aeronave, desenvolvida pela sueca Saab, conta com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários. Também participaram do evento a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o ministro da Defesa, José Múcio; o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas, como Micael Johansson, CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer. Durante a programação, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, apresentou o protótipo do chamado “carro voador”, que ainda depende de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a operar. Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto dos eVTOL (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) já recebeu mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de US$ 14,5 bilhões em receita. O banco já aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar a empresa em diferentes fases do desenvolvimento do eVTOL, desde 2023. A expectativa é produzir até 480 aeronaves por ano. LEIA TAMBÉM: F-39E GRIPEN: Primeiro caça feito no Brasil é apresentado nesta quarta na Embraer, no interior de SP FOTOS: Conheça o caça Gripen F-39E apresentado pela Embraer em evento no interior de SP Embraer faz voo de demonstração de 'carro voador' em evento de apresentação do Grippen em Gavião Peixoto (SP) Amanda Rocha/g1 Mais noitícias da região: ACIDENTE: Ciclista morre atropelado por carro na Rodovia Anhanguera no interior de SP FEMINICÍDIO: Cozinheira é morta com golpes de cacetete de metal e faca por ex-amante no interior de SP VÍDEO: Após matar cão da ex, homem levou corpo em veterinário no interior de SP, diz advogado Operação prevista para 2027 Os eVTOLs são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027. O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo. Protótipo de carro voador voa por cerca de 1 minuto, em teste no interior de São Paulo Reprodução/Eve Air Mobility A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período. A empresa também estima que a operação e venda dos eVTOLs podem gerar receita de US$ 280 bilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) até 2045. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 REVEJA VÍDEOS DA EPTV Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta Platforms está demitindo algumas centenas de funcionários em várias equipes nesta quarta-feira (25), disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters. A Reuters informou no início deste mês que a Meta planejava uma ampla rodada de demissões que poderia afetar 20% ou mais da força de trabalho. Executivos de alto escalão já haviam sinalizado esses planos a outros líderes, orientando-os a preparar cortes. A Meta tinha cerca de 79 mil funcionários em 31 de dezembro, de acordo com seu relatório anual. As demissões desta quarta-feira foram em menor escala. Segundo o site The Information, os cortes atingem a divisão Reality Labs, além de equipes de redes sociais e de recrutamento. “As equipes da Meta regularmente passam por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos. Sempre que possível, estamos buscando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. A controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram busca compensar o aumento de custos com grandes investimentos em inteligência artificial, após prever despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões em 2026. Isso inclui o aumento da remuneração de funcionários, já que a empresa gasta milhões para contratar especialistas em inteligência artificial. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Presidente Lula participa de apresentação do primeiro caça Gripen feito no Brasil O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado, na manhã desta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O presidente Lula participou do evento e 'batizou' a aeronave (assista o vídeo acima). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O Gripen, da empresa sueca Saab, é um caça equipado com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários. O modelo nacional é desenvolvido pela Embraer em parceria com a empresa sueca, e faz parte do programa de modernização da FAB, com transferência de tecnologia sueca e participação direta de engenheiros brasileiros na produção. LEIA TAMBÉM: F-39E GRIPEN: Primeiro caça feito no Brasil é apresentado nesta quarta na Embraer, no interior de SP CARRO VOADOR: Embraer faz voo de demonstração de protótipo em evento de apresentação do Grippen O F-39 substitui os antigos caças F-5, de origem americana, que estavam em operação há décadas. Ao todo, o Brasil prevê a aquisição de 36 aeronaves dentro do acordo firmado em 2014 com a fabricante, sendo parte delas produzidas no país. O custo total é de US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais). A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional. Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal. Conheça o caça Gripen f-39E apresentado pela Embraer em evento em Gavião Peixoto, SP Amanda Rocha/g1 A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia. Diversas autoridade participaram da apresentação do primeiro caça Gripen, entre elas, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; a Embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho; o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas no programa, incluindo Micael Johansson, Presidente e CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. Presidente Lula participa de evento de apresentação do caça Gripen f-39E em Gavião Peixoto, SP Amanda Rocha/g1 Durante o evento, Gomes Neto afirmou que o F-39 Gripping é mais uma demonstração da capacidade da indústria brasileira da sólida parceria entre o Brasil e a Suécia. "Com grande potencial de exportação e impacto direto no desenvolvimento econômico e social do nosso país". "É o Brasil supersônico que avança a voos cada vez mais elevados, um Brasil transforma desafios cem conquistas concretas", afirmou o coronel da aeronáutica Marcelo Damasceno. Vice-presidente Geraldo Alckmin participou de evento da apresentação do caça Gripen f-39E, em Gavião Peixoto, SP Amanda Rocha/g1 Conforme apurado pelo g1, o caça não fará voo nesta quarta-feira. De acordo com a Embraer, antes da entrega final ao cliente, a aeronave passará por testes funcionais e voos de ensaio. Concluída essa etapa, o caça se juntará às outras dez unidades já entregues ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1o GDA), na Base Aérea de Anápolis. Veja mais fotos: Pessoas assistem à apresentação do primeiro caça Gripen montado no Brasil pela Embraer e pela empresa sueca de defesa Saab, na fábrica de Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, em 25 de março de 2026 Jorge Silva/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da apresentação da primeira aeronave supersônica produzida no Brasil, o caça F-39E Gripen, da empresa Saab, no Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto (SP), nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Esse marco insere o Brasil em um seleto grupo de nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade, em um feito inédito na América Latina JEFERSON DE PAULA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO Conheça o caça: Caça F-39E Gripen Arte g1 Segundo a FAB: Fabricação do Gripen em território nacional consolida o Brasil como um polo de alta tecnologia. A transferência de tecnologia: mais de 300 engenheiros brasileiros participaram do projeto e de treinamentos na Suécia. Mais de 2 mil empregos diretos na frente de produção e 10 mil postos de trabalho LEIA TAMBÉM: TESTES: VÍDEO: Após primeiro voo no país, dois caças Gripen F-39E pousam em Gavião Peixoto para testes MÍSSIL: FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen Veja mais detalhes sobre o caça: Primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil será apresentado em Gavião Peixoto, SP Saab/Divulgação RWR - Alerta de detecção de radar: Confirma a localização dos sinais emitidos por qualquer radar no solo, no mar ou no ar que esteja buscando o Gripen; ECM - Contramedidas eletrônicas: O sistema de guerra eletrônica do Gripen confunde os radares de busca e de tiro do inimigo, seja interferindo ou saturando com múltiplos sinais “fantasmas”, evitando que o Gripen real seja marcado como alvo; MAWS - Alerta de aproximação de mísseis: Alerta sobre a aproximação de mísseis disparados contra o Gripen. Míssil BVR Meteor: Míssil além do alcance visual (BVR) de última geração, com alta energia e longo alcance, garantindo maior zona sem possibilidade de fuga e alta probabilidade de acerto contra o alvo; Datalink / Link-BR2 / Link tático: A aeronave utiliza o Link-BR2, sistema de comunicação tática criptografada desenvolvido no Brasil pela AEL Sistemas. Ele permite a troca segura de dados entre aeronaves e centros de comando e controle. Esse datalink viabiliza operações em rede, ampliando a consciência situacional compartilhada e permitindo coordenação em tempo real entre diferentes plataformas. O resultado é uma atuação mais integrada, precisa e eficiente. Além da capacidade operacional, o desenvolvimento nacional desse tipo de tecnologia contribui para o domínio de protocolos, segurança da informação e evolução contínua dos sistemas, aspectos centrais em um ambiente cada vez mais orientado por dados; Ataque Eletrônico com LADM: Supressão adicional de guerra eletrônica com uso de míssil leve, que atua como interferidor, apoiando a operação do Gripen em espaço aéreo negado com a presença de sistemas antiaéreos; Ataque Eletrônico com EAJP: O Electronic Attack Jammer Pod (EAJP) transportado pelo Gripen interfere e satura eletronicamente os sistemas antiaéreos inimigos, permitindo a sua operação em espaço aéreo contestado; CAS/GAAI - Suporte para forças em solo: Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea assistida por equipes de militares em solo por meio dos sistemas de auxílio digital a bordo como VMF, Link-16 e link de vídeo em tempo real (VDL); ISR - Inteligência, vigilância e reconhecimento: Cobertura 360 graus de sensores ativos e passivos que provém consciência situacional colaborativa no cenário tático operacional; LADM - Gerando alvos falsos: O LADM tem a capacidade de gerar alvos falsos para confundir e saturar os radares de busca e de tiro inimigos; IFF - Identificação amigo/inimigo: Identifica e confirma quais são as forças amigas e inimigas num cenário tático e operacional; Míssil WVR IRIS-T: O míssil IRIS-T, de alcance visual (WVR), é o mais avançado da sua categoria, principalmente em engajamentos fora da linha de visada da aeronave, sendo o seu emprego complementado pelo uso do HMD para que o piloto possa fazer a mira contra o alvo. Chaff/flare/despistadores: Dispositivos ativos e passivos de autoproteção para confundir mísseis guiados por radar, por infravermelho e radares de controle de fogo inimigo. Primeiro caça Gripen feito no Brasil é apresentado na Embraer em Gavião Peixoto, SP REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

INSS tem novas regras pra conceder auxílio-doença sem perícia O Ministério da Previdência Social (MPS) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ampliaram de 60 para até 90 dias o prazo máximo do auxílio por incapacidade temporária concedido sem perícia presencial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança, que entra em vigor em 30 de março, vale para pedidos feitos pelo Atestmed, sistema que permite a concessão do benefício com base apenas em documentos médicos. Com a nova regra, o benefício poderá ser concedido ou negado com base nos documentos médicos e em uma análise técnica da perícia. (veja abaixo como vai funcionar) A nova regra foi viabilizada por alteração na Lei 15.265/2025 e regulamentada por portaria conjunta publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (24). A medida também atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). A ampliação do prazo deve ajudar a reduzir a fila e aliviar a pressão sobre as perícias presenciais, hoje um dos principais gargalos do INSS. Segundo o governo, a medida pode reduzir em até 10% a demanda por perícias iniciais e ajudar a diminuir a fila do INSS. A expectativa é que mais de 500 mil segurados por ano sejam atendidos sem precisar passar por avaliação presencial. O prazo do Atestmed já passou por mudanças anteriores, sempre de forma temporária. Na versão original da análise documental, criada pela Portaria Conjunta nº 38/2023, era possível receber o auxílio por até 180 dias sem necessidade de perícia presencial. Depois, mudanças na legislação previdenciária passaram a permitir que o governo ajustasse esses prazos por portaria. Com isso, o limite foi reduzido para 30 dias em junho de 2025. Em dezembro de 2025, o prazo voltou a ser ampliado temporariamente para até 60 dias, conforme a Portaria Conjunta MPS/INSS nº 83. A regra valia por 120 dias, ou seja, até abril de 2026. A partir de maio, o limite retornaria para 30 dias — cenário que agora é novamente alterado com a nova portaria. Abaixo, entenda com base nas seguintes perguntas: Como vai funcionar Prorrogação e recurso Documentação necessária O que é o Atestmed? O que é o auxílio por incapacidade temporária? Como vai funcionar Com a mudança, o benefício poderá ser concedido ou negado com base apenas nos documentos médicos enviados pelo segurado, sem necessidade imediata de perícia presencial. Nesse novo formato, a perícia terá acesso aos dados do segurado e poderá definir a data de início e o tempo de afastamento de forma diferente do indicado pelo médico, desde que justifique a decisão com base nos documentos apresentados. 👉 A avaliação também levará em conta a legislação, o histórico do segurado e referências médicas relacionadas ao problema de saúde. A perícia também poderá definir o período de afastamento mais adequado, inclusive quando essas informações não estiverem claras no atestado. Outra novidade é que o segurado poderá informar, no momento do pedido, quando os sintomas começaram e descrever a condição que o impede de trabalhar. O sistema também permite reconhecer o caráter acidentário do benefício — quando o problema de saúde está relacionado ao trabalho — por meio do chamado Nexo Técnico Previdenciário (NTP). Benefícios concedidos antes da nova regra seguem como estão, sem mudanças. Já os pedidos que ainda estavam em análise passam a seguir as novas regras e podem ser avaliados com base em documentos. Se faltar alguma informação, o processo fica pendente até a regularização. Prorrogação e recurso Se o prazo concedido não for suficiente para o retorno ao trabalho, o segurado poderá solicitar a prorrogação do benefício nos 15 dias anteriores ao encerramento. Nesse caso, será necessária uma nova avaliação pericial, que pode ser presencial ou por telemedicina. A nova regra elimina a necessidade de abrir um novo pedido, mesmo que o afastamento ultrapasse os 90 dias. Já em caso de negativa, o segurado poderá apresentar recurso administrativo em até 30 dias após a decisão. Documentação necessária Para que o pedido seja analisado, os documentos médicos devem estar legíveis, sem rasuras e conter informações como: Identificação do segurado Data de emissão Tempo estimado de afastamento Diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID) Assinatura e identificação do profissional responsável, com registro no conselho de classe O INSS orienta que o segurado continue enviando documentos completos para evitar indeferimentos e garantir uma análise mais ágil. O que é o Atestmed? O Atestmed é um mecanismo criado durante a pandemia de Covid-19 para agilizar o atendimento e reduzir a fila de perícias do auxílio por incapacidade temporária. Ele permite que o INSS avalie atestados e laudos médicos enviados pela internet, sem necessidade de agendamento presencial. Para isso, o documento deve conter informações obrigatórias, como: assinatura e dados do profissional de saúde; código CID da doença; tempo estimado de afastamento. Quando esses requisitos são atendidos, o instituto pode conceder o benefício diretamente pela plataforma, evitando o deslocamento do trabalhador até o órgão. Auxílio-doença, INSS, previdência social Divulgação/INSS O que é o auxílio por incapacidade temporária? O auxílio por incapacidade temporária, antes chamado de auxílio-doença, é destinado aos trabalhadores que contribuem mensalmente para a Previdência Social e que, por problemas de saúde, ficam temporariamente incapazes de retornar às suas atividades. Mas não basta ser contribuinte para ter direito ao benefício. O INSS exige que o solicitante comprove, por meio de perícia médica, a incapacidade para seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. O trabalhador também deve ter ao menos 12 contribuições mensais pagas. Essa regra, porém, não vale para casos excepcionais, como acidentes e doenças do trabalho. O INSS também dispensa carência para trabalhadores acometidos pelas seguintes doenças: Tuberculose ativa; Hanseníase; Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental; Neoplasia maligna; Cegueira; Paralisia irreversível e incapacitante; Cardiopatia grave; Doenças de Parkinson; Espondilite anquilosante Síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada; Hepatopatia grave; Esclerose múltipla; Acidente vascular encefálico (agudo); Abdome agudo cirúrgico; INSS amplia prazo de auxílio-doença sem perícia Reprodução/TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1

Contrários a delação, advogados deixam defesa de cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel Os advogados que atuavam na defesa de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Master —, deixaram o caso após divergências sobre a possibilidade de um acordo de delação, segundo informações obtidas pelo blog (veja a íntegra da nota dos advogados ao final deste post). O advogado, pastor e empresário é citado em investigações relacionadas ao chamado Caso Master, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O blog apurou que ele busca fechar um acordo de colaboração premiada com investigadores. Zettel foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro. Em nota, a equipe informou que “os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram a defesa de Fabiano Zettel por motivo de foro íntimo. Os advogados apresentaram petição de substabelecimento no STF ao advogado Celso Vilardi, que seguirá com a defesa”. Segundo apurou o blog, a discordância sobre a estratégia jurídica, especialmente em relação à colaboração com as autoridades, motivou a saída dos advogados. Como Zettel é muito próximo a Vorcaro e teve participação em diversos negócios do banqueiro, uma eventual delação pode causar grande impacto nas investigações. Nota à imprensa dos antigos advogados de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Reprodução Fabiano Zettel recebeu R$ 190 mi de fundo investigado

Sony Afeela 1 (azul) e protótipo Sony Afeela (cinza) mostrados na CES 2026 divulgação / Sony Honda Mobility A Sony Honda Mobility (SHM) anunciou nesta quarta-feira (25) que vai interromper o desenvolvimento de seus primeiros carros. Entre eles estão o Afeela, que já estava em fase avançada de preparação para produção, e o Afeela 1, um modelo em estudo que serviria de base para um SUV. Os dois são totalmente elétricos e já haviam sido apresentados ao público. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A decisão está diretamente ligada ao prejuízo bilionário anunciado pela Honda. A empresa revisou seus planos para carros elétricos e cancelou três modelos que seriam produzidos nos Estados Unidos. Os veículos da linha Afeela usariam tecnologia e fábricas da Honda. A mudança de rumo ocorreu após decisões tomadas pelas matrizes da Sony e da Honda. A SHM já realizava testes iniciais de produção em uma fábrica no estado de Ohio, nos Estados Unidos. Sony Afeela 1 divulgação / Sony Honda Mobility Afeela 1 já estava pronto Com preço anunciado de US$ 89.900 nos Estados Unidos, o Afeela 1 já tinha data de lançamento confirmada. A versão de entrada, chamada Origin, estava prevista para chegar em 2027. Antes dela, em 2026, a marca planejava lançar uma opção mais sofisticada, com preço de US$ 102.900. O sedã conta com tração integral e dois motores elétricos, um em cada eixo. Cada motor entrega 245 cv (180 kW). As baterias de íon de lítio têm 91 kWh de capacidade e, segundo a SHM, permitem rodar até 482 km com uma carga. Interior do Sony Afeela 1 divulgação / Sony Honda Mobility O interior do Afeela seguia uma proposta simples e focada em tecnologia. O volante, com formato semelhante ao de um manche, era combinado com telas grandes que ocupavam quase todo o painel. O carro também teria um conjunto avançado de sensores para recursos de direção autônoma. No teto, saliências concentravam radares e câmeras responsáveis por esse sistema. Entenda o prejuízio bilionário da Honda A Honda registrou seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos. O baque nas contas vem do cancelamento de três veículos que seriam produzidos nos Estados Unidos. A empresa cancelou o desenvolvimento e lançamento de três carros elétricos planejados para produção na América do Norte: Honda 0 SUV, Honda 0 Saloon e Acura RSX. Lembrando que Acura é uma marca de luxo que pertence a Honda. A decisão faz parte de uma reavaliação da estratégia de eletrificação da empresa devido a mudanças recentes no mercado automotivo. Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário

Matt Brittin, ex-executivo do Google e novo diretor-geral da BBC. Tolga Akmen/ Pool Photo via AP A BBC nomeou o ex-executivo do Google, Matt Brittin, de 57 anos, como seu novo diretor-geral nesta quarta-feira (25). Ele substitui Tim Davie, que renunciou no ano passado após a empresa de mídia ter sido alvo de um processo de US$ 10 bilhões (R$ 52,6 bilhões) movido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente americano acusou a BBC de difamação, após a emissora editar trechos de um discurso que ele proferiu em 6 de janeiro de 2021, momentos antes de seus apoiadores invadirem o Capitólio, em um documentário exibido às vésperas das eleições de 2024 nos EUA. Entenda o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A emissora argumentou que o processo deveria ser arquivado, afirmando que a subsequente reeleição de Trump demonstrou que a suposta difamação não prejudicou sua reputação. O processo, no entanto, segue em andamento. Brittin ingressou no Google em 2007 como chefe do Reino Unido e da Irlanda, antes de ascender na hierarquia até se tornar presidente da EMEA (área que responde pelas operações da empresa na Europa, Oriente Médio e África) em 2014. Ele deixou o cargo em 2024 e assumirá a nova função a partir de 18 de maio. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Este é um momento de risco real, mas também de grande oportunidade. A BBC precisa de ritmo e energia para estar onde as histórias estão e onde o público está", disse Brittin em comunicado. "Para aproveitar o alcance, a confiança e a criatividade que temos hoje, enfrentar os desafios com coragem e prosperar como um serviço público preparado para o futuro. Estou ansioso para começar este trabalho", acrescentou. A BBC informou ainda que deve nomear um diretor-geral adjunto para auxiliar Brittin durante sua gestão, uma vez que o executivo não tem experiência editorial ou em radiodifusão. A chegada de Brittin ocorre em um momento crítico para a emissora britânica. O executivo será responsável por negociar um novo acordo de financiamento depois que a Carta Régia da BBC expirar no fim de 2027. As opções incluem manter a taxa de licenciamento paga pelas famílias que assistem à TV ou migrar para assinaturas ou financiamento por publicidade. A BBC enfrenta uma batalha para se manter relevante, já que os telespectadores — principalmente o público mais jovem — migram para serviços de streaming e outras plataformas digitais. Entenda a crise da BBC A crise de imagem na BBC foi deflagrada após a imprensa britânica publicar trechos de um dossiê crítico à emissora, elaborado pelo escritor americano Michael Prescott, que prestou consultoria à empresa pública de comunicação em 2024. O dossiê veio à tona após a emissora britânica veicular um programa sobre o presidente americano, Donald Trump, no qual foram editados trechos de um discurso de 2021 do republicano a apoiadores, momentos antes da invasão do Capitólio. Segundo Prescott, duas falas de Trump, proferidas em momentos distintos do discurso, foram juntadas na edição para sugerir que o presidente teria incentivado a invasão do Capitólio. "Nós vamos marchar até o Capitólio e eu estarei lá com vocês [...]. E nós lutaremos. Nós lutaremos à beça", diz o trecho. A edição da BBC também não incluiu um trecho em que Trump, que não aceitou a derrota eleitoral para Joe Biden, dizia a seus apoiadores que queria que eles protestassem de forma “pacífica e patriótica”. Prescott também criticou a redação em árabe da BBC, acusando-a de ter um viés anti-Israel na cobertura da guerra na Faixa de Gaza e de trabalhar com colaboradores que manifestaram visões antissemitas. Ele também afirmou que a emissora adotou uma posição militante em relação a questões de gênero, recusando-se a cobrir “qualquer história que levantasse questões difíceis”. Após a divulgação do dossiê por Prescott, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, referiu-se à BBC como “100% fake news” e a chamou de “máquina de propaganda”. O então diretor-geral da emissora, Tim Davie, e a CEO da BBC News, Deborah Turness, renunciaram a seus cargos no fim do ano passado. LEIA MAIS Por que dois diretores da BBC renunciaram ao mesmo tempo e o que isso tem a ver com Trump? *Com informações das agências de notícias Reuters e Deutsche Welle.

Alta do diesel, por causa da guerra no Irã, já provoca alta no preço dos fretes O aumento do diesel, impulsionado pela guerra no Irã, já começa a impactar o custo do transporte no Brasil — e o reflexo chega ao consumidor. Um levantamento da associação que representa o setor de transporte de cargas e logística aponta que o frete já registra alta média de cerca de 10%. Com o combustível mais caro, empresas têm repassado os custos para os clientes. O impacto já é sentido em todo o país e, em algumas regiões, pode chegar a 50%. Como o diesel representa até metade dos custos do transporte, o impacto é direto no frente. Em uma transportadora em Guarulhos, na Grande São Paulo, o valor do frete subiu 12%. A alta tem gerado reações entre os clientes. "Tivemos algumas reclamações de clientes dizendo que o preço está muito alto. Mas o mercado está volátil e tudo vem subindo", afirma Luigi Rosolen, diretor da West Cargo. A Associação Nacional de Transportes de Cargas e Logística confirma a tendência de aumento. "Em média, nós podemos dizer que o frete está sendo corrigido na ordem de 10%. Sem dúvida nenhuma, todo o frete tem que ser repassado para o seu que vai colocar na planilha de custo dele", diz Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística. O professor de economia do Insper Otto Nogami destaca que o impacto é ampliado pela forte dependência do transporte rodoviário no país. "Para se ter uma ideia, 60% do transporte de cargas é feito por caminhão", ressalta. No campo, as consequências também já são sentidas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cancelou contratos de frete por causa do aumento do combustível e analisa outros casos individualmente. A medida busca garantir o transporte de grãos e evitar prejuízos no abastecimento. Em nota, a Conab informou que as ações visam assegurar a continuidade do programa de venda em balcão, que facilita o acesso de pequenos produtores a insumos. Já a Petrobras informou que todas as refinarias estão operando com capacidade máxima e que todo o combustível produzido está sendo entregue ao mercado. A estatal afirmou ainda que antecipou as entregas de março, que estão até 15% acima do volume previamente negociado com distribuidoras, e disse que vem cumprindo todos os compromissos comerciais. Alta do diesel, por causa da guerra no Irã, já provoca aumento no preço dos fretes Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Preço do petróleo cai após sinalizações de negociação entre EUA e Irã

Entrega de chaves para um cliente Movida. Victor Otsuka/Simpar A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação que prevê um investimento bilionário da BNDESPar na Simpar, holding que controla empresas como JSL, Movida e Vamos, entre outras. 🔎A BNDESPar é o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atua investindo diretamente em empresas no mercado de capitais. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (25) em um despacho no Diário Oficial da União (DOU). O aumento de capital já havia sido anunciado pela Simpar no início deste mês. A expectativa é que a BNDESPar invista cerca de R$ 1,5 bilhão na holding e nas controladas Vamos e Movida. “Acreditamos que a proximidade do banco com os setores em que atuamos irá estimular reflexões estratégicas sobre esses segmentos em âmbito nacional e promover ainda mais benefícios para todo o ecossistema, operadores e indústrias em todo o país”, afirmou Fernando Antonio Simões, CEO da Simpar, em nota oficial. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Simpar, o aumento de capital das três empresas pode chegar a um valor combinado de até R$ 3,1 bilhões. A expectativa é que a JSP Participações, controladora da Simpar, também faça um aporte entre R$ 188 milhões e R$ 300 milhões na operação. A holding ainda destacou, em nota, que a operação está "em linha com o planejamento estratégico das companhias". Ao final das operações, a BNDESPar poderá comprar até metade (50%) das novas ações que serão emitidas. Com isso, poderá alcançar uma participação de até 10% em cada empresa. Além disso, as negociações preveem que a BNDESPar terá o direito de adquirir até 5% da transportadora do grupo, a JSL, podendo investir até R$ 112 milhões. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Paquistão se oferece para mediar conversas entre EUA e Irã Os preços do petróleo operam em queda nesta quarta-feira (25), após rumores de um possível cessar-fogo no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que trouxe alívio após dias de forte sobe e desce. 🔎 Por volta das 11h20, o barril tipo Brent operava em queda de 4,12%, a US$ 100,18. Já o West Texas Intermediate (WTI) caía 4,16%, a US$ 88,51. Segundo as agências Reuters e AP, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos. A tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio ocorre apesar de declarações contraditórias entre os dois países. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há avanço nas negociações. Já o governo iraniano nega tratativas diretas e diz que Washington “negocia consigo mesmo”. O plano enviado teria 15 pontos e inclui medidas como limites ao programa nuclear e de mísseis do Irã, fim do apoio a grupos aliados na região, garantias de navegação no Estreito de Ormuz e possível alívio de sanções. O Paquistão se colocou como mediador e até como possível sede para negociações, com apoio também da Turquia. Ainda assim, não há confirmação oficial de encontros entre os países, e o conflito segue sem solução definida. Mesmo com o recuo recente, os preços dos combustíveis ainda refletem o impacto do conflito, que provocou um dos maiores choques energéticos dos últimos anos. O Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — segue com restrições, mantendo o risco de interrupções no fornecimento. Com a possibilidade de alívio da tensão, as bolsas europeias avançaram, com o índice STOXX 600 subindo cerca de 1,4%, enquanto os rendimentos dos títulos públicos recuaram, especialmente em países mais dependentes de energia importada, como a Itália. Mesmo assim, especialistas dizem que ainda é cedo para apostar em uma queda duradoura no preço do petróleo. O CEO da BlackRock, Larry Fink, alertou que o barril pode chegar a US$ 150 se o conflito piorar, o que poderia levar a uma recessão global. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda de 0,60% nesta quarta-feira (25) e era cotado a R$ 5,2227 por volta das 14h10. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha leve alta de 1,60%, aos 185.430 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira, em meio a sinais de uma redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Além do adiamento de ataques à infraestrutura iraniana, o presidente Donald Trump alegou estar em negociações para um cessar-fogo, mas os iranianos negam. 🔎 O barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,96% por volta das 14h10(horário de Brasília), cotado a US$ 101,40 — abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 2,24%, a US$ 90,28. ▶️ Apesar das alegações de Trump, no entanto, o Irã negou que as conversas com os EUA estivessem progredindo. Nesta quarta-feira, Teerã rejeitou proposta de paz oferecida pelo governo americano e apresentou sua própria contraproposta, segundo informações da rede de TV estatal iraniana Press TV. ▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo apresentou aos estados uma alternativa para reduzir o preço do diesel, puxado pela alta do petróleo. Em vez de cortar o ICMS, a proposta prevê um subsídio a empresas que importam o combustível, com a União assumindo metade do custo. ▶️ Na política, pesquisa AtlasIntel mostra que 53,5% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45,9% aprovam a gestão. Em simulação de segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro teria 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% do presidente Lula.. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,29%; Acumulado do mês: +2,07%; Acumulado do ano: -4,53%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,24%; Acumulado do mês: -3,63%; Acumulado do ano: +12,91%. EUA enviam proposta de paz, mas Irã rejeita Os Estados Unidos enviaram ao Irã uma proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo reportagem publicada pelo "The New York Times" na terça-feira (24). De acordo com o jornal, o plano tem 15 pontos e trata de temas como o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos. A proposta teria sido encaminhada a Teerã por meio do Paquistão. Ainda não está claro se Israel participou da elaboração do plano ou se concorda com seus termos. Também não há confirmação sobre a disposição das autoridades iranianas em aceitar a proposta. A emissora israelense Channel 12 informou ter tido acesso ao documento e afirmou que as conversas incluem a possibilidade de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações entre as partes. Nesta quarta-feira (25), no entanto, o Irã rejeitou a proposta enviada pelo governo americano, chamando-o de "excessivo e desconectado da realidade", e afirmando que Trump não ditará o fim do conflito. As informações foram divulgadas pela TV estatal iraniana Press TV. Teerã ainda ofereceu uma contraproposta e reiterou que continuará com o que chamou de "ações defensivas". Desde antes do início da guerra, os EUA defendem que o Irã limite o enriquecimento de urânio, etapa do processo nuclear que pode ser usada para produzir combustível, mas também para desenvolver armas. Washington também quer que Teerã reduza o alcance de seus mísseis, para diminuir possíveis ameaças a países aliados. Petróleo recua Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira, enquanto as bolsas globais registram alta, em meio a sinais de possível redução das tensões na guerra envolvendo o Irã. Investidores acompanham as negociações entre o país e os EUA, que alimentam expectativas de que o conflito possa perder intensidade. Com a expectativa de uma redução das tensões, o petróleo voltou a cair. O barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,96% por volta das 14h10(horário de Brasília), cotado a US$ 101,40 — abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 2,24%, a US$ 90,28. Declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços nas conversas com Teerã nesta semana ajudaram a reforçar esse cenário. Também contribui para esse movimento a decisão de adiar, na segunda-feira, o prazo para uma possível ação contra usinas de energia iranianas, anunciada após a reabertura do Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é uma rota marítima usada para transportar grandes volumes de petróleo e gás natural liquefeito. Por isso, qualquer mudança na situação da região costuma afetar os preços dessas commodities, que vêm registrando fortes oscilações nos últimos dias. Apesar desse movimento, o governo iraniano negou que negociações estejam em andamento, enquanto ataques no Oriente Médio continuam sendo registrados. O Paquistão, por sua vez, se ofereceu para sediar eventuais conversas entre Washington e Teerã. Ao mesmo tempo, os EUA preveem enviar pelo menos mais mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada para a região nos próximos dias. Mercados globais As bolsas ao redor do mundo registram alta nesta quarta-feira, em meio à expectativa de que a guerra entre EUA e Irã possa perder intensidade. A possibilidade de um cessar-fogo reduziu parte da tensão nos mercados, especialmente após dias de forte volatilidade nos preços do petróleo. Perto das 14h10, os três principais índices de Wall Street operavam em alta. O Dow Jones subia 0,75%, enquanto o S&P 500 avançava 0,70% e o Nasdaq tinha alta de 0,92%. O possível arrefecimento do conflito trouxe alívio aos investidores. Nos últimos dias, a escalada das tensões havia pressionado os preços do petróleo, reacendendo preocupações com a inflação e com os rumos das taxas de juros definidas pelos bancos centrais. 🔎 Segundo a ferramenta CME FedWatch Tool, do CME Group, o mercado passou a esperar menos cortes de juros nos EUA. Atualmente, investidores não veem redução das taxas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) neste ano — cenário diferente do observado antes do início da guerra, quando havia expectativa de dois cortes. Na Europa, os mercados também tinham um dia positivo. O índice STOXX Europe 600 avançava 1,42%, aos 585,80 pontos perto das 14h10. Entre os principais mercados do continente, o FTSE 100, do Reino Unido, subia 1,42%. O CAC 40, da França, avançava 1,33%, enquanto o DAX, da Alemanha, registrava alta de 1,41%. Na Ásia, o índice de Shanghai subiu 1,3%, enquanto o CSI 300 — que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen — avançou 1,4%. Em Hong Kong, o Hang Seng Index teve alta de 1,1%. No Japão, o Nikkei avançou 2,87%, a 53.749 pontos. Já na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,59%, encerrando o dia aos 5.642 pontos. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Em meio ao pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor, Rafael Góis, sócio e CEO da holding, se tornou um dos alvos da ‘Operação Fallax’, da Polícia Federal (PF), que acontece na manhã desta quarta-feira (25) em três estados. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado na cidade de São Paulo. A empresa atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master, em novembro. (entenda mais abaixo) À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Formação acadêmica Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor. Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. 🔎 O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. SAIBA MAIS AQUI. Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. Envolvimento com o Banco Master A Fictor ganhou projeção no noticiário nacional no fim do ano passado, ao se envolver em um episódio rumoroso que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então. A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo. "Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Recuperação judicial Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest. As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas. A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios. O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial. ‘Operação Fallax’ A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, que investiga um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal que pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões. Além de Rafael Góis, também está entre os alvos o ex-sócio Luiz Rubini. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, além de 21 prisões preventivas e 43 mandados em três estados (SP, RJ e BA). Até o início da manhã, ao menos 13 pessoas haviam sido presas. Segundo a PF, a organização criminosa cooptava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários, viabilizando saques e transferências ilegais. Os valores eram posteriormente ocultados por meio de empresas de fachada, bens de luxo e criptoativos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas e empresas. Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin

O governo federal reabriu nesta semana uma linha de crédito para exportadores, lançada inicialmente no ano passado para combater os efeitos do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. Serão liberados R$ 15 bilhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As condições, como taxa de juros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento ainda serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Desta vez, segundo a Casa Civil da Presidência da República, o objetivo é apoiar as empresas brasileiras exportadoras afetadas pela guerra no Oriente Médio, além de alguns setores que ainda enfrentam as medidas tarifárias impostas pelos EUA. As linhas de crédito vão financiar: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva; investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia; investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos, entre outros. "O governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos. Os recursos serão fundamentais para garantir às empresas produtividade e competitividade no mercado internacional", afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como fonte para as linhas de crédito, o governo indicou o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, além de outras fontes orçamentária (sem detalhar valores). De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a linha de crédito lançada no ano passado, como reação ao tarifaço de Trump, aprovou mais de R$ 16 bilhões em crédito para as empresas afetadas. "Agora, o governo do presidente Lula vai apoiar empresas de setores que ainda sofrem com tarifas elevadas, como siderúrgico, metalúrgico e automotivo, no segmento de autopeças, assim como aqueles setores relevantes para a balança comercial brasileira, como farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos, além de outros setores importantes, impactados com a falta de fertilizantes devido aos conflitos que acontecem em outros países", disse Mercadante, do BNDES. Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros Divulgação/Cecafé

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Se o preço do petróleo atingir US$ 150 por barril, isso desencadeará uma recessão global, afirmou à BBC o CEO da gigante financeira americana BlackRock. Larry Fink, que lidera a maior gestora de ativos do mundo, disse que, se o Irã "continuar sendo uma ameaça" e os preços do petróleo permanecerem altos, isso terá "implicações profundas" para a economia global. Em uma entrevista exclusiva, ele também negou a existência de uma bolha em torno da inteligência artificial, embora tenha afirmado que a nova tecnologia está levando muitas pessoas a buscar diplomas universitários — enquanto há poucos interessados em formação técnica. A BlackRock é uma gigante do setor financeiro, com cerca de US$ 14 trilhões (aproximadamente R$ 73 trilhões) sob gestão, e está entre os maiores investidores em muitas das maiores empresas do mundo. O tamanho e a presença da BlackRock dão a Fink — um dos oito cofundadores da empresa, fundada em 1988 — uma visão privilegiada da saúde da economia global. O conflito no Oriente Médio provocou oscilações bruscas nos mercados financeiros, à medida que as pessoas tentam avaliar o que acontecerá com os custos de energia. Para Fink, ainda é cedo para determinar a escala e o desfecho final do conflito, mas ele acredita que será um de dois cenários extremos. No primeiro cenário, se o conflito for resolvido e o Irã voltar a ser um país aceito pela comunidade internacional, o preço do petróleo poderia cair para níveis inferiores aos registrados antes da guerra. Caso contrário, ele afirma que pode haver "anos com o petróleo acima de US$ 100, próximo de US$ 150", o que teria "implicações profundas para a economia" e poderia resultar em "uma recessão provavelmente drástica e acentuada". O aumento nos custos de energia levou alguns setores no Reino Unido a defender que o país deveria priorizar a produção doméstica de petróleo e gás. Na terça-feira (24/3), a associação Offshore Energies UK afirmou que, sem maior produção interna, o país corre o risco de se tornar dependente de importações "em um momento de crescente instabilidade global". Fink afirma que os países precisam ser pragmáticos em relação à sua matriz energética, utilizando todas as fontes disponíveis, mas que o fornecimento de energia barata é fundamental para impulsionar o crescimento econômico e elevar o padrão de vida. "Aumentar os preços da energia é um imposto muito regressivo. Afeta mais os pobres do que os ricos." Embora o Reino Unido já conte com fontes como energia solar, eólica e hidrocarbonetos, Fink afirma que, se o preço do petróleo subir para US$ 150 por três ou quatro anos, "muitos países passariam a migrar rapidamente para a energia solar e, possivelmente, também para a eólica". Os países não devem depender de apenas uma fonte, afirma ele. "Use o que você tem, sem dúvida, mas também avance de forma agressiva para fontes alternativas." 'Nenhuma semelhança com 2007-2008' Larry Fink concedeu uma entrevista exclusiva ao editor de negócios da BBC, Simon Jack BBC Alguns analistas têm apontado semelhanças entre o momento atual dos mercados e o período que antecedeu a crise financeira de 2007-2008. Os preços da energia estão em alta, e há quem identifique sinais de fragilidade no sistema financeiro. A própria BlackRock está entre as empresas que limitaram saques de investidores preocupados em fundos de crédito privado. Mas Larry Fink descarta qualquer possibilidade de repetição da crise financeira de 2007-2008, quando diversos bancos ao redor do mundo quebraram ou precisaram ser resgatados. Segundo ele, as instituições financeiras hoje estão mais seguras. "Não vejo nenhuma semelhança", afirmou. "Zero." Fink acrescenta que os problemas que afetam alguns fundos representam apenas uma pequena parcela do mercado, e que o investimento de instituições permanece forte. Fink também rejeita a ideia de que o aumento nos investimentos em inteligência artificial — que já somam bilhões de dólares — tenha sido exagerado. "Não acredito que tenhamos uma bolha", afirma. "Poderíamos ter um ou dois fracassos na IA? Claro, isso não é um problema." No ano passado, a BlackRock integrou um consórcio que adquiriu uma das maiores operadoras de data centers do mundo, a Aligned Data Centres, em um negócio avaliado em US$ 40 bilhões. "Eu acredito que há uma corrida pela liderança tecnológica. Se não investirmos mais, a China vencerá", disse. "É fundamental que desenvolvamos agressivamente nossas capacidades em IA." Segundo Fink, o principal obstáculo para a expansão da inteligência artificial nos Estados Unidos e na Europa é o custo da energia. Enquanto a China investe massivamente em energia solar e nuclear, na Europa "só vejo muita conversa e nenhuma ação", diz ele, enquanto nos EUA "por mais que sejamos independentes em termos energéticos, é melhor começarmos a focar na energia solar... porque precisamos de energia barata e acessível para avançar na IA". 'IA vai criar empregos para encanadores e eletricistas' No início desta semana, em sua carta anual aos acionistas, Fink afirmou que o avanço da inteligência artificial corre o risco de ampliar a desigualdade, com apenas um pequeno número de empresas e investidores se beneficiando. No entanto, em entrevista à BBC, ele enfatizou que a IA deve criar uma "quantidade enorme de empregos". Fink disse que, em sua carta, ele escreveu sobre quantos empregos seriam criados "relacionados a eletricistas, soldadores e encanadores". Em contrapartida, a demanda por alguns empregos de escritório pode diminuir à medida que a inteligência artificial evolui, o que pode levar a uma reavaliação dos tipos de funções necessárias, já que "a sociedade está mudando e evoluindo". "Colocamos muito peso sobre muitos empregos e muitas pessoas que provavelmente não deveriam ter seguido carreiras em áreas como bancos, mídia ou direito, e que talvez tivessem se destacado em trabalhos manuais. Precisamos agora reequilibrar essa abordagem", afirma. Segundo ele, nos EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, "construímos a base da educação e dissemos a todos os jovens: vão para a faculdade, vão para a faculdade, vão para a faculdade. E provavelmente exageramos". "Precisamos equilibrar isso, nos orgulhar de que uma carreira pode ser sólida nessas áreas de encanamento e eletricidade." Petróleo a US$ 150 desencadeará recessão global, diz CEO da BlackRock à BBC BBC

Azeite Royal já havia sido proibido pela Anvisa Reprodução/MAPA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de um lote de azeite de oliva extravirgem da marca Royal após a confirmação de fraude na composição do produto. A medida foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União, com base em análises laboratoriais conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo a decisão, o lote 255001 apresentou “incompatibilidade com os padrões de identidade e qualidade” exigidos para esse tipo de alimento, após a identificação da adição de outros óleos vegetais. Produto é considerado irregular De acordo com o Mapa, responsável pela análise inicial, o produto não atendia aos critérios que definem um azeite extravirgem —ategoria que pressupõe obtenção exclusivamente a partir da azeitona, sem mistura com óleos. A resolução destaca que a fraude foi confirmada por análise laboratorial oficial, o que embasou a adoção de medidas sanitárias mais rigorosas. Venda continuou mesmo após alerta Outro ponto que pesou na decisão foi a manutenção da comercialização do produto mesmo após determinação prévia de recolhimento pelas autoridades. Diante disso, a Anvisa determinou a proibição completa de: comercialização distribuição importação propaganda uso Além do recolhimento imediato do lote irregular. O que o consumidor deve fazer A orientação é que consumidores que tenham adquirido o produto não utilizem o azeite pertencente ao lote 255001. Em casos como esse, a recomendação geral é: verificar o número do lote na embalagem interromper o consumo imediatamente procurar o local de compra para orientações sobre troca ou ressarcimento Por que a fraude é preocupante O azeite extravirgem tem características químicas e nutricionais específicas, com alto teor de gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes. A adição de outros óleos vegetais não apenas descaracteriza o produto, como pode enganar o consumidor quanto à qualidade e ao valor nutricional do alimento. Além disso, a prática configura infração sanitária e violação das normas de rotulagem e identidade de alimentos no país. Fiscalização e segurança alimentar Casos de adulteração de azeite são monitorados por órgãos como a Anvisa e o Ministério da Agricultura, que realizam análises periódicas para verificar a autenticidade dos produtos disponíveis no mercado. A medida reforça a atuação conjunta dos órgãos de fiscalização na identificação de fraudes e na proteção da saúde do consumidor.

Água preta? O produtor rural Sidrônio de Almeida, de Tabuleiro do Norte (CE), encontrou um líquido preto que pode ser petróleo, em seu quintal. O achado, no entanto, foi motivo de decepção: o objetivo dele ao perfurar o solo era encontrar água. "Meus bichos não bebem óleo, bebem é água. Minha alegria era água. Tendo água é uma riqueza medonha", diz o agricultor. No município, as casas são abastecidas por uma adutora, ou seja, uma tubulação subterrânea ligada a um reservatório distante. Segundo moradores, o volume tem diminuído. Por isso, cresce a importância dos poços artesianos. Sidrônio perfurou o poço em novembro de 2024. Desde então, tenta descobrir o que é o líquido preto. "Eu fiquei triste. Até briguei com minha esposa. O dinheiro foi embora. [Ficamos] sem água e sem dinheiro", diz. O material, que ainda não foi identificado, pode ter origens petrolíferas, mas isso só deve ser afirmado após análises, aponta o engenheiro químico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). A propriedade de Sidrônio fica a cerca de 10 km de áreas onde há exploração de petróleo. Mesmo que seja petróleo, o agricultor não deve enriquecer. Isso porque o recurso pertence à União. O dono do terreno tem direito apenas a uma parte dos lucros. Para Sidnei Moreira, filho de Sidrônio, a maior preocupação é outra: que o material contamine o solo usado para plantio. Leia também: ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital

g1 em 1 Minuto: Saiba quais frutas não devem ser guardadas juntas Guardar frutas do jeito errado pode fazer com que elas amadureçam rápido demais — e acabem no lixo antes do esperado. Pequenas mudanças no armazenamento, na higienização e até na forma de organizar a fruteira ajudam a conservar melhor os alimentos no dia a dia. Para explicar como evitar esse desperdício, o g1 ouviu o pesquisador Marcos Fonseca, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e reuniu orientações práticas da instituição. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quais frutas não devem ser guardadas juntas? Frutas chamadas climatéricas, como banana e mamão, aceleram o amadurecimento uma da outra. Por isso, quando estão juntas, podem acabar estragando antes da hora. A recomendação é manter essas frutas separadas, a não ser que a ideia seja justamente acelerar o amadurecimento delas. Essa influência de uma sobre a outra ocorre porque as frutas climatéricas produzem mais etileno, um hormônio vegetal gasoso que se difunde pelo ambiente e afeta o amadurecimento das frutas. Algumas frutas climatéricas (que amadurecem depois da colheita): banana mamão maçã pera abacate manga pêssego figo kiwi Frutas não climatéricas (não amadurecem depois da colheita): morango uva cereja amora preta frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina LEIA TAMBÉM: 🍌 Você sabia? Banana tem família e até coração Como guardar na geladeira De modo geral, as frutas podem ser guardadas na geladeira, desde que fiquem em potes e separadas umas das outras. Como o frio ajuda a retardar o amadurecimento, o ideal é refrigerar apenas as frutas que já estão maduras. Se ficarem soltas na gaveta da geladeira, as frutas podem ressecar e perder o frescor. Potes fechados ajudam a evitar esse desgaste e também reduzem a influência de uma fruta sobre a outra. A parte intermediária da geladeira costuma ter uma temperatura mais equilibrada e é a mais indicada para guardar os alimentos. Uma lembrança: o abacaxi deve ir para a geladeira apenas se estiver descascado. Mamão e banana podem ir para a geladeira? Sim, especialmente quando já estão maduros. No caso do mamão, a dica é cortar a fruta em pedaços pequenos e armazenar em potes. Já a casca da banana costuma escurecer quando a fruta é refrigerada, o que faz algumas pessoas acharem que ela estragou. Mas se a parte de dentro não apresentar sinais de deterioração, a banana está conservada e pode ser consumida normalmente. 👉 Você sabe onde deve guardar cada alimento na geladeira? Teste seus conhecimentos Como organizar a fruteira? A fruteira deve ficar em um lugar bem ventilado. Isso ajuda a espalhar o etileno e a reduzir o efeito do gás nas frutas. Também é importante observar se há muitas frutas climatéricas juntas, e em que estágio de amadurecimento elas estão. Além disso, a fruteira deve ficar longe da luz solar direta, já que o calor estimula a produção de etileno e pode fazer com que as frutas amadureçam rápido demais. LEIA TAMBÉM: 🍊 Tangerina é 'mãe' da laranja e seu nome pode ser usado em vão Dicas para a compra das frutas Compre frutas e hortaliças uma ou duas vezes por semana, sempre considerando o que será consumido. Escolha frutas que não tenham a casca machucada e nem cortes. Transporte as frutas com cuidado, especialmente as mais sensíveis. Retire as frutas do saco plástico assim que chegar em casa. No caso de frutas embaladas, como morangos, verifique se alguma está com sinais de contaminação e descarte, para não prejudicar as demais. Como higienizar as frutas Deixe de molho por 10 minutos em uma solução com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária sem alvejante) diluída em 1 litro de água. Também é possível usar produtos próprios, que são vendidos em supermercados, para essa higienização. Enxague a fruta em água corrente e seque com papel toalha ou centrífuga antes de guardar. A umidade favorece o surgimento de fungos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O CEO da Nvidia, Jensen Huang, chamou atenção ao afirmar que a inteligência artificial já alcançou o nível de aprendizado humano, considerado por muitos o próximo grande passo da tecnologia. Em entrevista ao cientista da computação Lex Fridman, ele foi questionado sobre quando uma IA seria capaz de comandar uma empresa de US$ 1 bilhão e realizar ações como encontrar clientes, realizar vendas e gerenciar funcionários. "Acho que agora é a hora. Acho que alcançamos a inteligência artificial geral [AGI, na sigla em inglês]", disse o executivo, no episódio da última segunda-feira (23). "É possível. E a razão é a seguinte: você disse [uma empresa de] um bilhão, não disse para sempre". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Huang deu como exemplo o fenômeno do agente de IA OpenClaw, capaz de automatizar tarefas como gerenciar e-mails, ler contratos, enviar mensagens e controlar dispositivos inteligentes, por exemplo. "Não é impossível [imaginar] que um usuário do OpenClaw tenha conseguido criar um serviço web, um aplicativo interessante que, de repente, bilhões de pessoas usaram por 50 centavos e, então, tenha falido pouco tempo depois", comentou. O chefe da Nvidia afirmou que pessoas estão lançando agentes de IA e ganhando muito dinheiro com isso, mas disse que essas experiências não serão suficientes para criar empresas gigantes. "Não me surpreenderia se acontecesse algo nas redes sociais, alguém criasse um influenciador digital super fofo ou algum aplicativo que, do nada, se tornasse um sucesso instantâneo. Muita gente usa por alguns meses e depois some", afirmou Huang. "Agora, a probabilidade de 100 mil desses agentes criarem a Nvidia é 0%", disse. "As pessoas estão realmente preocupadas com seus empregos. Quero lembrá-las de que o propósito do seu trabalho e as ferramentas usadas para realizá-lo estão relacionados, mas não são a mesma coisa". Por que declaração é contestada Ainda que a inteligência artificial tenha avançado muito nos últimos anos, especialistas avaliam que ela ainda não alcançou todo o seu potencial. O teto, segundo eles, é a inteligência artificial geral (ou AGI), quando a tecnologia será capaz de fazer algumas atividades que parecem simples para humanos, mas que são extremamente complicadas para um robô. Os agentes de IA conseguem automatizar muitas tarefas e, por isso, têm obtido um papel maior em empresas, mas estão longe de ser uma AGI, disse ao g1 o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Álvaro Machado Dias. "É exagero dizer que [IAs] podem ou estão perto de conseguir gerir empresas grandes, mas é fato que podem torná-las muito mais produtivas e lucrativas. É nesse sentido que Jensen Huang diz que já atingimos a AGI", afirmou. A IA ainda não consegue fazer ações que parecem cotidianas, como dirigir carros por regiões não mapeadas ou comandar um robô em um local bagunçado, destacou Dias "O caráter 'geral' dessa inteligência exigiria que ela soubesse fazer coisas mais simples também", explicou. "Cada vez mais, o que nos separa da AGI não é o complexo, mas o que nos parece quase trivial". Hoje, a inteligência artificial consegue fazer tarefas específicas, como responder perguntas elaboradas ou jogar um jogo complexo. Caso alcance o nível "geral", ela poderia usar o conhecimento humano de forma abstrata. "Nós temos muita dificuldade de falar sobre essa inteligência artificial geral, porque ainda não conseguimos nem definir exatamente o que é inteligência", afirmou Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp a uma reportagem de 2024 da BBC. Segundo ela, as máquinas já superam humanos em muitas atividades, mas não necessariamente são mais inteligentes. "Ao mesmo tempo, elas são muito ruins para fazer coisas que pra gente parecem triviais, como reconhecer a face de uma pessoa, ou ser capaz de pegar um conceito que você aprendeu e levar isso para outro cenário", afirmou. A inteligência artificial geral também teria a capacidade de entender o que ainda não entende e, então, buscar formas de se aprofundar nessas lacunas. Essa capacidade permitiria às máquinas realizar tarefas que hoje são impossíveis por se basearem em ideias elaboradas por humanos.

Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Arte g1 Uma nova ferramenta de tradução online que utiliza inteligência artificial (IA) está viralizando nas redes sociais. O Kagi Translate, serviço gratuito lançado em 2024, disponibilizou recentemente uma nova função: o “LinkedIn Speak”, que traduz frases do cotidiano em textos mais formais, no estilo usado na plataforma profissional — e com um toque de deboche. Com funcionamento semelhante ao de tradutores tradicionais, a ferramenta permite converter qualquer frase para o que a empresa chama de “linguagem do LinkedIn” – ou o já conhecido “corporativês”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para testar, o g1 selecionou o português (Brasil) e, em seguida, a opção “LinkedIn Speak”. Ao digitar “fui demitida por xingar meu chefe”, a plataforma gerou a seguinte versão: “Hoje encerro meu ciclo nesta empresa. Embora tenha sido um desligamento inesperado após uma comunicação mais assertiva com a liderança, sou grata pelos aprendizados. Às vezes, o crescimento profissional exige momentos de fricção para que possamos encontrar ambientes mais alinhados com nossos valores. Aberta a novos desafios! #OpenToWork #TransiçãoDeCarreira #SoftSkills” Quem navega pelo LinkedIn provavelmente já se deparou com publicações semelhantes, em que usuários compartilham relatos detalhados ou reflexões sobre situações corriqueiras. Por mais precisas — e, em alguns casos, exageradas — que sejam as respostas, não surpreende que a ferramenta tenha ganhado popularidade nas redes. No X, por exemplo, usuários têm compartilhado versões bem-humoradas de frases traduzidas para o “corporativês”. Veja alguns exemplos: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Uso é legítimo, mas exige cuidados ⚠️ Apesar de ter alguma utilidade, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o uso desse tipo de ferramenta exige cautela. Se a intenção do usuário é séria, é fundamental revisar os textos antes da publicação, para evitar exageros, perda de autenticidade ou mensagens que não reflitam a experiência do profissional. E talvez seja o caso de usar outra plataforma de IA. Para a psicóloga e consultora em gestão de pessoas Andréa Krug, as ferramentas de IA generativa funcionam como “assistentes que vieram para ficar”, capazes de apoiar desde a elaboração de textos para o LinkedIn até a adequação da linguagem em e-mails corporativos. Segundo Krug, a IA pode ser uma aliada na comunicação, mas deve ser usada como apoio – e não como substituta da autoria. “Elas ajudam a dar o tom, mas a ideia precisa partir do ser humano. A IA existe para lapidar, não para substituir a identidade profissional”, afirma. A especialista destaca que o recurso pode contribuir para tornar mensagens mais claras, economizar tempo e até aumentar a confiança de quem enfrenta barreiras com a escrita. Ainda assim, ressalta que o conteúdo precisa passar por um filtro pessoal. O problema não está em usar a IA, mas em terceirizar a própria voz, o repertório e até a visão do profissional. A visão é compartilhada pela especialista em posicionamento profissional Juliana Novochadlo, que destaca que a tecnologia pode oferecer clareza e ajudar quem tem dificuldade para estruturar ideias – especialmente em momentos de bloqueio criativo ou forte envolvimento emocional com o tema. Ainda assim, ela alerta: “Um texto pode até ficar bonito, mas continua vazio se não refletir a trajetória e o repertório de quem assina”. Ambas apontam que o maior risco é a perda de autenticidade, algo já visível em muitos perfis. Como a IA usa padrões comuns da internet, ela tende a repetir frases e estilos parecidos. Krug lembra que isso já gerou até memes nas redes, quando usuários publicam respostas da IA sem remover instruções internas da ferramenta. “Pode até ficar bonito, mas o texto fica insosso, pasteurizado – e isso enfraquece a reputação do profissional. Mesmo longe dos casos mais extremos, é nítido quando o conteúdo não tem conexão com a vivência real de quem assina. Falta verdade, falta voz própria, e o resultado perde impacto”, afirma. O uso dessa linguagem também pode influenciar processos seletivos, especialmente em sistemas automatizados de triagem. Segundo Novochadlo, recrutadores experientes já conseguem identificar com facilidade textos gerados por IA sem revisão, o que pode levantar dúvidas sobre autenticidade e consistência das experiências relatadas. Krug acrescenta que profissionais menos experientes podem se deixar influenciar por currículos repletos de palavras-chave otimizadas, mas lembra que, na prática, o que realmente importa são evidências concretas. “O que realmente diferencia é a experiência vivida, os resultados entregues e a perspectiva individual — algo que a IA não consegue reproduzir”, afirma. 'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA Como usar sem soar artificial 🤔 As especialistas recomendam tratar a IA como apoio de edição, não como substituta da escrita. Entre as orientações, estão: Estruturar a ideia antes de pedir ajuda à ferramenta; Incluir experiências reais e ajustar o texto ao próprio tom de voz; Evitar jargões e promessas exageradas sugeridas pela IA; Revisar criticamente cada trecho antes de publicar. Um bom teste, segundo Novochadlo, é simples: "alguém que conhece você reconheceria aquele texto como seu?", questiona. Apesar do avanço das ferramentas, ambas reforçam que a responsabilidade final sempre recai sobre o autor. A inteligência artificial pode apoiar, acelerar e organizar, mas não responde pelas consequências. Quem assina o texto é quem responde por ele. Para Krug, a regra é clara: não existe inteligência artificial eficaz sem uma inteligência natural muito bem aplicada. O que diz o Linkedin 🛜 Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou que busca incentivar interações mais autênticas na plataforma. Segundo a empresa, conteúdos de maior valor são aqueles que refletem as experiências reais dos usuários. “Interações de alto valor acontecem quando as pessoas envolvidas usam suas competências reais de forma autêntica — e nossa infraestrutura é pensada para facilitar esse alinhamento”, disse a companhia, em nota. A empresa também destacou que vem aprimorando seus sistemas para reduzir a circulação de postagens repetitivas, com foco excessivo em cliques ou engajamento, e reforçar conteúdos mais relevantes no feed. LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo, funcionando como um currículo online, ferramenta de networking e plataforma de busca de empregos. Adobe Stock 'Vlog de demissão': vídeos de desligamentos viralizam, mas exigem cuidados

Declaração pré-preenchida já está disponível para contribuintes O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começou em 23 de março e se estende até 29 de maio. O programa do IR já pode ser baixado no site da Receita Federal e a declaração pré-preenchida já está disponível para os contribuintes. Quem escolhe essa modalidade — que facilita na hora da declaração, uma vez que as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação — tem prioridade para receber a restituição do Imposto de Renda. (entenda mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Neste ano, a Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. LEIA MAIS Imposto de Renda 2026: veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchida Entenda quem tem prioridade na restituição e veja outras perguntas e respostas sobre o IR 2026: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Quem tem prioridade para receber a restituição? Veja a lista de documentos necessários para a declaração Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata e já está disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega. Voltar ao índice. 2. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Voltar ao índice. 3. Veja a lista de documentos necessários para a declaração Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 4. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 5. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. 6. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 7. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 8. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.

Cinco mentiras mais comuns em currículos "Inglês avançado" que trava na entrevista. Conhecimento técnico que desaparece diante de uma pergunta simples. Cargos que parecem maiores no papel do que foram na prática. Essas são algumas das mentirinhas clássicas que ainda aparecem em currículos — e que recrutadores identificam com rapidez. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um levantamento da Robert Half, feito com 774 profissionais no Brasil, mostra a dimensão do problema. Para 58% dos recrutadores, inconsistências no currículo já foram motivo para eliminar candidatos ainda no início do processo. O estudo também revela quais são as distorções mais comuns — e por que elas são tão fáceis de identificar. Veja: 🤥 Habilidades técnicas exageradas: o candidato declara domínio de ferramentas ou conhecimentos que não consegue comprovar na prática; 📈 Experiência profissional inflada: cargos, projetos e responsabilidades são apresentados de forma ampliada; 🌍 Proficiência em idiomas acima do nível real: o nível informado não se confirma em uma conversa simples; 🎭 Motivos maquiados para saída de empregos anteriores: justificativas são adaptadas para soar mais positivas; 🏆 Conquistas pessoais ou profissionais inflacionadas: resultados são descritos como mais expressivos do que realmente foram. Tradutor de ‘corporativês’ viraliza ao converter textos em linguagem de LinkedIn A lógica por trás dessas práticas é clara: aumentar as chances de passar pelo filtro inicial. Na prática, porém, o efeito costuma ser o contrário. As diferenças entre discurso e experiência aparecem ao longo da seleção — e influenciam a decisão final. Apesar disso, a maior parte dos profissionais afirma agir com transparência. Para 74%, nunca houve omissão ou distorção de informações. Ainda assim, 15% admitem já ter feito ajustes no currículo, enquanto 10% chegaram a considerar essa possibilidade. A pesquisa indica que esse comportamento está mais ligado à pressão do que à intenção de enganar. Entre os principais motivos estão o receio de perder espaço em um mercado competitivo, a tentativa de se alinhar ao perfil buscado pelas empresas e o medo de que lacunas na carreira prejudiquem a avaliação. Também pesam fatores como pressão financeira, urgência por recolocação e insegurança sobre a própria trajetória. Esse conjunto de elementos leva alguns profissionais a “embelezar” a forma como apresentam suas experiências. Outro ponto que ganhou força recente é o uso de inteligência artificial na preparação de currículos e entrevistas. A tecnologia pode ajudar na organização e clareza das informações. Mas, quando usada em excesso, deixa sinais claros — e os recrutadores já sabem identificá-los. Veja os principais indícios apontados pelo estudo: 🤖 Respostas mecânicas ou padronizadas (69%): falas muito estruturadas, com pouca naturalidade; 🔍 Inconsistências entre o currículo e a fala (65%): o que está no papel não bate com o que é dito na entrevista; 🧠 Dificuldade em sustentar respostas espontâneas (51%): o candidato se perde ao sair do roteiro; 📄 Falta de profundidade ao detalhar experiências (51%): respostas genéricas, sem exemplos concretos; ⚙️ Incapacidade de explicar decisões técnicas (39%): não consegue justificar escolhas feitas em projetos ou trabalhos; 🗣️ Uso de linguagem excessivamente formal (36%): comunicação pouco natural, com termos “engessados”; ✨ Resultados “perfeitos demais” (33%): conquistas descritas sem falhas ou desafios; 📋 Respostas muito semelhantes a modelos de IA (30%): estrutura e vocabulário previsíveis; 🔄 Mudança brusca de fluidez ao entrar em detalhes (28%): discurso perde consistência quando aprofundado; ❓ Desconhecimento sobre atividades do próprio currículo (26%): dificuldade para explicar experiências que ele mesmo incluiu. Para Marcela Esteves, diretora da Robert Half, o ponto central é o equilíbrio. “Há diversos recursos para ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas nenhum deles substitui a experiência real do profissional. Como costumamos reforçar: a IA deve ser parceira, não substituta. Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso tende a aparecer rapidamente durante as entrevistas e, sem dúvida, pode prejudicar sua reputação”, conclui. Estudo revela as mentiras mais comuns no currículo — e como elas são descobertas Freepik Os empregos que mais devem crescer em 2026, segundo o ranking do LinkedIn

Cena do documentário 'Anatomia do Post', da TV Globo Divulgação Um documentário inédito retrata como o uso excessivo de celulares e redes sociais afeta crianças e adolescentes no Brasil a partir das postagens dos próprios jovens. "Anatomia do post" será exibido na TV Globo nesta quarta-feira (25), após o BBB. A produção do Jornalismo da Globo acompanhou por meses famílias que lidam com dependência de internet, vício em jogos, quadros de depressão e pressão por engajamento. Uma das personagens é Manuella, de 14 anos, que virou influenciadora depois do incentivo da mãe Ethienne, que também é criadora de conteúdo. Hoje com dois milhões de seguidores no TikTok, a adolescente vive sob a exigência constante de permanecer ativa nas redes sociais. Do outro lado, está a seguidora Melissa, de 15 anos, que desenvolveu problemas de autoestima ao se comparar com Manuella e os padrões de comportamento reproduzidos na internet. O documentário também retrata os irmãos Enzo e Lucas, que tiveram o rendimento escolar afetado pelo uso excessivo de celular, e alerta para casos de tentativas de suicídio e de acesso a grupos de ódio em plataformas como Discord e Roblox. "Mostramos na prática os efeitos do uso do celular por crianças e adolescentes sem supervisão. A narrativa vai desvelando camadas cada vez mais profundas – e houve momentos das gravações que foram realmente difíceis", disse Eliane Scardovelli, diretora do documentário. "O objetivo, porém, não é demonizar a tecnologia ou as redes sociais, mas provocar uma reflexão sobre formas mais saudáveis de uso. Afinal, adolescentes são ainda mais vulneráveis aos efeitos da exposição excessiva, já que seus cérebros estão em pleno processo de formação". Cena do documentário 'Anatomia do Post', da TV Globo Divulgação

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (24) que a Petrobras visitará o país no próximo mês para discutir uma possível parceria com a Pemex, a estatal mexicana de petróleo e gás. A iniciativa vem após o governo do Brasil propor projetos conjuntos no Golfo do México. Em entrevista a jornalistas, Sheinbaum acrescentou que ainda está avaliando a oferta apresentada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O objetivo da proposta é apoiar a Pemex em empreendimentos de petróleo em águas profundas, área em que a estatal mexicana possui menos experiência. "A Petrobras se tornou altamente especializada em operações em águas profundas. Por isso, ele sugeriu que formássemos uma parceria (...) Mas ainda não decidimos", disse Sheinbaum. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Petrobras opera no Golfo por meio de uma joint venture (parceria empresarial) com a Murphy Exploration & Production. Há anos, a Pemex busca lançar grandes projetos no Golfo do México para compensar o declínio dos campos offshore mais antigos. Entre eles estão: Zama, um campo de águas rasas que está prestes a se tornar um empreendimento em águas profundas; Trion, um campo de águas ultraprofundas; e Lakach, um campo de gás natural também em águas profundas. A Petrobras enviará sua presidente, Magda Chambriard, ao México para encontros com o presidente da Pemex e membros do governo, disse a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, acrescentando que ela também se reunirá com Chambriard. Na sexta-feira, Lula afirmou ter ligado para Sheinbaum e ressaltou que “a Pemex poderia obter uma grande ajuda da Petrobras”. A Pemex mantém duas parcerias com empresas privadas na produção de petróleo em águas profundas, parte de sua estratégia para aumentar a produção. O México também busca acordos para produzir etanol a partir da cana-de-açúcar, afirmou Sheinbaum nesta terça-feira.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2988 O sorteio do concurso 2.988 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (24), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 17 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 21 - 23 - 28 - 36 - 57 - 58 5 acertos - 24 apostas ganhadoras: R$ 58.355,02 4 acertos - 1.753 apostas ganhadoras: R$ 1.316,91 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (26). Mega-Sena, concurso 2.988 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

Volkswagen Tiguan 2026 durante apresentação em São Paulo Carlos Cereijo / g1 A Volkswagen apresentou nesta terça-feira (24) o novo Tiguan. O modelo chega às lojas em maio e teve atualizações de design, motor e equipamentos. O SUV tem porte semelhante a GWM Haval H6, BYD Song Plus, Jeep Commander e CAOA Chery Tiggo 8. O Tiguan está na sua terceira geração, tem 17 anos de história no Brasil e já vendeu mais de 65 mil unidades. O SUV, importado do México, será oferecido em versão única R-Line 350 TSI. A tração nas quatro rodas volta a ser item de série. A aposta da Volkswagen é que o modelo conquiste pelo desempenho e tecnologia, pois não há opção híbrida e o consumo de combustível é alto. Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O design é novo, mas mantém o DNA Volkswagen. O destaque na dianteira é a generosa grade e os faróis com tecnologia iQ Light e a logo da VW iluminada. As rodas têm 19 polegadas e a linha de cintura da sensação de mais agilidade para o gigante da VW. As medidas da carroceria mudaram pouco, veja ficha técnica. O Tiguan leva cinco ocupantes. Na traseira, a linha horizontal em LED proporciona uma assinatura noturna parecida com a do VW Taos. O logo da empresa se ilumina também. Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen Evolução na plataforma O modelo também incorpora um diferencial eletrônico do tipo Haldex, responsável por distribuir a força entre as rodas. Esse recurso melhora a estabilidade, adapta o carro a diferentes estilos de condução e aumenta a segurança em situações de perda de aderência. A arquitetura de suspensão mantém a configuração tradicional, com eixo dianteiro do tipo McPherson e traseiro multi-braço. Toda essa estrutura é baseada na plataforma MQB Evo, uma evolução da já conhecida base utilizada pela Volkswagen em diversos modelos. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O novo Tiguan traz avanços relevantes em tecnologias de assistência e automação. O SUV agora é capaz de entrar e sair de vagas de estacionamento de forma totalmente autônoma. Entre os assistentes de condução, o modelo conta com alerta de ponto cego, câmera 360 graus, alerta de colisão com frenagem autônoma, controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo e sistema de leitura de placas, que exibe as informações diretamente para o motorista. São 6 airbags. Segundo a VW, o Tiguan recebeu o melhor resultado da marca em testes de frenagem autônoma para pedestres e veículos. Cabine com iluminação personalizada do Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O sistema de tração integral 4Motion também foi atualizado, com novo gerenciamento de energia e um novo acoplamento traseiro. Na prática, trata-se de uma tração sob demanda: em condições normais, o carro opera com tração dianteira, acionando o eixo traseiro apenas em situações de perda de aderência ou uso fora de estrada. Faróis inteligentes Na iluminação, o destaque é o sistema IQ Light HD Matrix. São mais de 750 lumens de fluxo luminoso nos faróis, permitindo uma iluminação mais precisa e definida durante a condução noturna. O sistema possibilita o uso contínuo do farol alto sem ofuscar outros veículos, além de oferecer iluminação adaptativa avançada. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen No interior, o Tiguan estreia uma nova geração de arquitetura digital. A central multimídia tem tela de 15 polegadas — esta última prevista para o Brasil. O painel de instrumentos digital possui 10,25 polegadas, e há ainda um novo head-up display que projeta informações diretamente no para-brisa. Segundo a Volkswagen, toda a interface foi redesenhada, com telas posicionadas mais altas e integradas. Banco traseiro do Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O modelo também conta com um assistente de voz IDA, capaz de compreender comandos em linguagem mais natural. Para personalização do ambiente interno, há o modo “Atmosfera”, que permite ajustar iluminação e som da cabine. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen Em termos de conectividade, o Tiguan oferece carregamento sem fio com refrigeração para o celular, além de entradas USB-C com potência de 45 watts. A alavanca de câmbio foi reposicionada para a coluna de direção, liberando espaço no console central. Os bancos contam com ajuste elétrico, sistema de massagem com 10 câmaras, além de ventilação e aquecimento automáticos. A Volkswagen também afirma ter melhorado a qualidade dos materiais e adotado um design interno mais limpo e ergonômico. Motor já tem história no Brasil A boa notícia é que o motor é um velho conhecido do mercado brasileiro, o que elimina surpresas em relação à manutenção e ao funcionamento no dia a dia. Por outro lado, quem esperava a presença de versões híbridas, como já acontece na Europa, não terá essa opção por enquanto. Este é o VW Tiguan mais potente já lançado; motor 2.0 turbo entrega 272 cv Divulgação / Volkswagen O motor adotado é o 2.0 turbo da família EA888, uma nova geração chamada Evo 5. Trata-se de um quatro cilindros de dois litros com turbo. Esse propulsor entrega 272 cavalos, o torque é de 35,7 kgfm e o SUV faz 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. O consumo oficial do Inmetro é de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. O Tiguan é abastecido exclusivamente com gasolina. A transmissão é automática de oito marchas da Aisin. É o mesmo câmbio de outro modelo da VW, o Atlas. O sistema de tração é integral sob demanda, o chamado AWD, que atua principalmente com tração dianteira e acopla o eixo traseiro quando necessário. As impressões de condução serão detalhadas numa próxima reportagem. Os dados completos de desempenho e consumo, segundo a Volkswagen, acompanham a ficha técnica apresentada na sequência. VW Tiguan R-LIne 350 TSI 2026 Motor a combustão: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 272 cavalos Torque: 35,7 kgfm Tanque de combustível: 59 litros Câmbio: 8 marchas, automático Tração: Integral Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos ventilados (traseira) Consumo gasolina: 8,9 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,4 segundos Comprimento: 4,69 m Largura: 1,87 m Altura: 1,67 m Entre-eixos: 2,79 m Porta-malas: 423 litros (VDA) Peso: 1.820 kg

O Banco Central (BC) anunciou nesta terça-feira (24) novas medidas para que bancos e outras instituições financeiras possam reagir mais rapidamente contra fraudes. As medidas buscam fortalecer a segurança operacional e o gerenciamento da Conta Pagamentos Instantâneos, utilizada pelos participantes diretos do Sistema de Pagamentos Instantâneos para liquidação. 🔎 O SPI é a infraestrutura de liquidação, em tempo real. Para garantir o bom funcionamento desse sistema, os participantes diretos mantêm Conta PI no BC, cujo gerenciamento adequado é essencial para assegurar liquidações contínuas e seguras. De acordo com a autoridade monetária, as medidas não são conjunturais, ou seja, que não têm relação com o ataque hacker ao BTG ocorrida no fim de semana, no qual foram desviados R$ 100 milhões e gerou suspensão temporária das operações do PIX da instituição financeira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O BC explicou que nova etapa de aprimoramentos, anunciada hoje, aumenta "funcionalidades que ampliam a capacidade das instituições de reagir rapidamente a suspeitas de fraudes ou falhas operacionais. "O aprimoramento busca reforçar a segurança das instituições participantes, proteger os recursos mantidos no BC e fortalecer a confiança no ambiente de pagamentos instantâneos e no sistema financeiro como um todo", acrescentou a instituição. Entre os avanços propostos estão: Configuração de limite mínimo de saldo operacional: a instituição poderá definir um valor abaixo do qual sua Conta PI não aceitará a emissão de novas ordens de pagamento instantâneo. O mecanismo reduz riscos de perdas financeiras em cenários de irregularidades. Bloqueio automático da Conta PI: ao ser atingido o limite mínimo configurado, e caso o participante ative essa opção, o acesso à liquidação de ordens no SPI é temporariamente interrompido, cabendo à instituição, no momento que julgar adequado, proceder ao desbloqueio manual. Canal alternativo de consulta ao extrato da Conta PI: possibilita às instituições acompanhar a movimentação da conta mesmo quando houver indisponibilidade de acesso à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN), situação que pode ocorrer por falhas internas ou tentativas de fraude. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cumprimenta o presidente do Paraguai, Santiago Peña, com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o presidente da Argentina, Javier Milei, ao lado, no dia em que autoridades da União Europeia e do Mercosul assinaram um acordo de livre comércio, encerrando mais de 25 anos de negociações, em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026 REUTERS/Cesar Olmedo O governo brasileiro informou nesta terça-feira (24) que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2026. "Após a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março de 2026, o Brasil notificou oficialmente a Comissão Europeia em 18 de março de 2026 acerca da conclusão dos procedimentos internos de ratificação do Acordo. A União Europeia notificou o Brasil em 24 de março de 2026, cumprindo-se, assim, os requisitos para a vigência provisória do Acordo, conforme previsto em seu texto", detalhou o governo. Segundo o governo brasileiro, está em estágio avançado de tramitação o decreto de promulgação do acordo, ato final que incorpora tratados e acordos internacionais ao ordenamento jurídico do Brasil, tornando-os obrigatórios. "As pessoas físicas e jurídicas brasileiras passarão a contar com novas oportunidades concretas de acesso a um dos maiores mercados do mundo e provisão de maior quantidade e diversidade de produtos europeus no mercado brasileiro. A redução de tarifas, a eliminação de barreiras e o aumento da previsibilidade regulatória criarão condições mais favoráveis para exportações, investimentos e integração às cadeias globais de valor", diz o governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na segunda-feira (23), a Comissão Europeia informou que o acordo entraria em vigor em caráter provisório. Com isso, o pacto bilateral pode ser aplicado provisoriamente entre a União Europeia e os países do Mercosul que já concluíram seus processos internos, como o Brasil. Argentina e Uruguai também já finalizaram essa etapa, enquanto o Paraguai deve formalizar a notificação em breve. 🔍 Assinado em 17 de janeiro após mais de 25 anos de negociações, o acordo UE-Mercosul prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Acordo enfrenta resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Depois de o bloco europeu ter confirmado a aprovação do tratado entre os Estados-membros, a ministra da agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial. Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo comercial, classificando a medida como uma “má surpresa”. Em janeiro deste ano, o Parlamento Europeu decidiu enviar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia. A decisão pode atrasar a entrada em vigor do tratado de forma oficial por vários meses. A Corte vai verificar se o texto está de acordo com as regras do bloco europeu. Se houver problemas, o acordo terá que ser revisado, o que pode gerar novos atrasos. Caso contrário, o texto segue para votação final no Parlamento.

Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou nesta terça-feira (24) que vai descontinuar o aplicativo do gerador de vídeos Sora. A informação foi revelada pelo Wall Street Journal e confirmada pelo g1. A empresa vai encerrar o Sora nas versões para consumidores e para desenvolvedores. Ela também deixará de oferecer a funcionalidade de vídeo no ChatGPT, segundo o Wall Street Journal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a decisão, a OpenAI perde ainda a promessa de investimento de US$ 1 bilhão por parte da Disney, informou a agência Reuters. A quantia tinha sido anunciada em dezembro como parte do acordo que envolvia a liberação para gerar vídeos curtos de IA com mais de 200 personagens. A transação teria duração de três anos, mas não chegou a ser formalizada pelas companhias. Vídeo criado com a inteligência artificial Sora mostra mamutes caminhando no gelo Divulgação/OpenAI O fim do Sora surpreendeu equipe da Disney, que se reuniu com integrantes da OpenAI na segunda-feira (23) para tratar de um projeto relacionado ao gerador de vídeos, informou a Reuters. A Disney informou por meio de um porta-voz que respeita "a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e redirecionar suas prioridades para outras áreas". As empresas discutem agora se existe outra possibilidade de parceria ou investimento mútuo, segundo uma fonte da Reuters. E, apesar de o destino do serviço ser discutido há algum tempo, o anúncio pegou desprevenidos até mesmo alguns funcionários da OpenAI. O blog da empresa tinha publicado na segunda um comunicado sobre padrões de segurança da ferramenta. "Estamos nos despedindo do Sora. Sabemos que essa notícia é decepcionante", disse a equipe do aplicativo em uma publicação no X. LEIA TAMBÉM: Júri dos EUA manda Meta pagar US$ 375 milhões em processo sobre exploração sexual infantil Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans Por que a OpenAI vai encerrar o Sora A OpenAI tem concentrado esforços em agentes de IA, que executam tarefas automaticamente e são mais proativos do que os assistentes, mais dependentes da interação humana. "À medida que nosso foco e a demanda por capacidade computacional aumentam, a equipe de pesquisa do Sora continua dedicada à pesquisa em simulação de mundo para avançar a robótica que ajudará as pessoas a resolver tarefas físicas do mundo real", informou a OpenAI ao g1. Os agentes de IA exigem ainda mais capacidade computacional e, por isso, a empresa precisa decidir como alocar seus recursos. O Sora foi lançado em 2024 como um modelo de inteligência artificial capaz de criar vídeos realistas a partir de textos curtos. Ele gera as gravações a partir de uma técnica conhecida como "difusão", que cria imagens a partir de pontos aleatórios. No começo do processo, o vídeo tem uma aparência de ruído estático, o efeito de TVs antigas que estão sem sinal. E, aos poucos, o visual é transformado em algo que pode ser reconhecido por um ser humano. A técnica é parecida com a usada por robôs que criam fotos a partir de descrições dos usuários. Um deles é o DALL-E, que também foi criado pela OpenAI e serviu de base para o desenvolvimento do Sora.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento anunciaram nesta terça-feira (24) o bloqueio pequeno de R$ 1,6 bilhão, no orçamento deste ano. A informação consta no relatório de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre. Essa foi a primeira avaliação sobre o orçamento deste ano. O valor ficou bem abaixo do bloqueio estimado por analistas do mercado financeiro, que oscilava entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. ➡️A explicação é que, ao optar por um congelamento menor de gastos, o governo teve de revisar para cima sua projeção para o déficit primário em suas contas neste ano: que avançou de R$ 22,9 bilhões (quando o orçamento foi aprovado) para R$ 59,8 bilhões. ➡️Com isso, o déficit estimado para 2026 ficará próximo do limite fixado pelo arcabouço fiscal, com o abatimento de precatórios (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️Mas, ao mesmo tempo, o governo poderá executar mais despesas em um ano marcado por eleições presidenciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bloqueio de despesas A limitação de R$ 1,6 bilhão em despesas será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública. Entre os gastos livres, estão: despesas administrativas, investimentos, verbas para universidades federais, agências reguladoras, defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes e fiscalização ambiental e do trabalho escravo, entre outros. 💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser bloqueados, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros. O detalhamento de quais ministérios serão atingidos pelo bloqueio será divulgado até o fim deste mês. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF) em novembro de 2015 Ana Volpe/Agência Senado Por que os gastos foram bloqueados O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a nova regra para as contas públicas aprovada no ano passado. Pela norma: o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação. o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos. Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano. Meta fiscal em 2026 Além do limite para gastos da regra fiscal, o governo também tem de atingir a meta para as suas contas aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,4 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). ➡️Com isso, o déficit estimado de R$ 59,8 bilhões em 2026 está bem próximo do limite fixado pela regra fiscal (com abatimento de precatórios). Histórico O bloqueio de R$ 1,6 bilhão anunciado pela área econômica é menor do que o registrado em março do ano passado – no primeiro relatório de receitas e despesas do orçamento. Naquele momento, foi anunciado um bloqueio de R$ 31,3 bilhões e aumento do IOF para tentar atingir a meta fiscal. Já em 2024, o primeiro do arcabouço fiscal, foi feito um contingenciamento de R$ 2,9 bilhões. No ano anterior, 2023, ainda vigorava o chamado teto de gastos (aprovado por Temer) – pelo qual as despesas não podiam crescer acima da inflação do ano anterior. Mas foi concedido um espaço adicional de quase R$ 170 bilhões para despesas. O teto de gastos teve início em 2017. Antes disso, os bloqueios no orçamento obedeciam à lógica das metas de superávit primário – propostas pelos governos e aprovadas pelo Congresso Nacional. Para atingi-las, os governos tinham de bloquear gastos – com base nas previsões feitas no começo de cada ano para as receitas e para as despesas. Em 2020, com a pandemia da Covid-19, foi aprovado um decreto de calamidade pública e gastos extraordinários, acima de R$ 700 bilhões, foram feitos.
O Grupo de Trabalho formado pelo governo para discutir um projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos apresentou nesta terça-feira (24) um relatório em que sugere pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, com R$ 2,50 por km adicional em viagens acima de 4 km, além do pagamento integral por entrega agrupada. 🔎As rotas agrupadas ocorrem quando um único entregador coleta e entrega múltiplos pedidos em uma única viagem. Essa estratégia é utilizada pelas plataformas para otimizar a logística e reduzir custos, mas é um dos principais pontos de atrito entre empresas e trabalhadores. O governo defende que os entregadores recebam o valor integral por cada item entregue. O grupo é composto por representantes de entregadores, de motoristas por aplicativo e de sete ministérios do governo Lula e discutiu o texto, que tramita na Câmara, como forma de oferecer alternativas à proposta, “Eu diria para você que hoje é um dia histórico, porque pela primeira vez no Brasil os trabalhadores por aplicativo, motoristas de Uber, estão sendo enxergados e tirados da invisibilidade”, afirmou o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O parecer apresentado pelo grupo diz que o mínimo de R$ 10 por corrida atende a uma reivindicação da categoria e o adicional por quilômetro “aprimora a justiça remuneratória”. “Essas mentiras que levam desinformação para a sociedade, que dizem que quando estamos defendendo ganho para os motoristas estamos defendo a taxa, essas mentiras servem às plataformas. Apesar do ambiente de fake news, envenenar o debate público, nosso governo vai permanecer firme ao lado dos trabalhadores”, afirmou Boulos. Pontos de apoio e transparência Grupo de Trabalho montado pelo governo apresenta sugestões ao PL sobre os apps de entregas Luiz Felipe Barbiéri/g1 Durante a apresentação do relatório, Boulos anunciou a assinatura de duas portarias do governo relacionadas aos trabalhadores por aplicativo. Uma delas, assinada com o Banco do Brasil, prevê a instalação de cem pontos de apoio para os motoristas e entregadores por aplicativo, com banheiro, água, vestiário, área de descanso e conectividade com a internet. O investimento é estimado em R$24 milhões "Apoiar iniciativas que promovem condições dignas de trabalho, em todas as regiões do Brasil, é parte essencial da nossa atuação como conglomerado financeiro comprometido com a melhoria das condições sociais e econômicas dos territórios onde estamos presentes”, afirmou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. Uma outra portaria, segundo Boulos, vai dar mais “transparência” para o preço do delivery. “Eles [plataformas] começaram a dizer que ia explodir o custo do delivery. Com essa portaria de transparência, eles vão colocar quanto o entregador vai ganhar, quanto eles [plataformas] estão ganhando e quanto é pro restaurante. Vamos começar a desmistificar a narrativa das grandes plataformas”, afirmou. Relator não deve ceder Quem são e quanto ganham os entregadores e motoristas de app no Brasil Mart Production/Pexels Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas por aplicativo, como está previsto hoje no texto, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades. A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral. As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios. 'Taxa de agiotagem' A entrega do relatório foi marcada por críticas às plataformas de entrega. Boulos criticou o fato de parte da corrida ficar com os aplicativos, o que chamou de taxa de exploração. “Quem enche o tanque e paga a gasolina é o motorista. Quem está no risco de sofrer um acidente, é o motorista. Quem tem que trocar o pneu é o motorista. Quem trabalha é o motorista. O tempo é do motorista. E a Uber ficar com 40%, 50% de cada viagem... chamam isso de taxa de redenção. Para nós, isso é uma taxa de agiotagem, uma taxa de exploração dos trabalhadores”. Já o ministro Luiz Marinho afirmou que o parecer do GT servirá para pressionar por um texto que garanta mais direitos aos trabalhadores. "Esperamos que o parlamento escute essa voz. Esperamos que a sociedade escute essa voz e separe as mentiras das verdades”, afirmou o ministro. “É um bom ponto de partida para pressionar o Congresso para fazer uma lei que tenha garantia mínima para os trabalhadores", afirmou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026. Evan Vucci/Reuters O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (24) que o Irã fez uma grande concessão aos Estados Unidos no setor de energia. Sem dar detalhes, ele indicou que o “presente” envolve o Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo. A área está parcialmente bloqueada pelo Irã, registrou queda no fluxo de navios nas últimas semanas e tem impulsionado a disparada dos preços da commodity. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a dificuldade para escoar o petróleo, os preços dispararam no mercado internacional, chegando a US$ 120 — o maior nível desde 2022. Depois, recuaram, mas seguem acima de US$ 100, em nível ainda elevado. O cenário preocupa Trump, de olho nas eleições legislativas de novembro. (leia mais) “Eles nos deram um presente e o presente chegou hoje. Foi um presente muito grande, que vale uma quantidade enorme de dinheiro”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Não foi nuclear, foi relacionado a petróleo e gás, e foi algo muito bom que eles fizeram.” Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump reiterou que acredita que os EUA já venceram a guerra e disse que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ficou desapontado com a rapidez das ações militares. “Pete não queria que fosse resolvido”, afirmou, sem dar detalhes. Na semana passada, Hegseth disse não haver um “prazo definido” para o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada após ofensivas conjuntas. Trump acrescentou que os EUA estão em contato com “as pessoas certas” no Irã para tentar encerrar as hostilidades. Disse ainda que os iranianos demonstram forte interesse em um acordo. “Estamos em negociações neste momento”, afirmou. O republicano não deu detalhes nem sobre possíveis conversas nesta semana com enviados americanos como Steve Witkoff e Jared Kushner. Segundo ele, Witkoff e Kushner, assim como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, participam das negociações. Enquanto isso, o Paquistão afirmou estar disposto a sediar negociações entre EUA e Irã. Agências de notícias estatais do Irã negam, com base em fontes do governo, que haja diálogo em curso entre Washington e Teerã. A negativa veio após Trump anunciar uma trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética do Irã, citando “conversas muito boas” com lideranças do país. * Com informações da agência de notícias Reuters

É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Circula nas redes socias uma foto que supostamente mostraria preços exorbitantes de combustíveis em um posto de gasolina de São Félix do Xingu, no Pará, após a guerra no Irã. É #FAKE. g1 🛑 Como são os posts? Publicados desde 12 de março no X, Facebook e Instagram, eles exibem uma foto de uma placa de preços em um posto de gasolina, na qual se lê "Petro Posto Xingu VI". Ao lado esquerdo, ao fundo, há um homem de boné apoiado em uma caminhonete. Uma das versões leva uma tarja com este texto: "Guerra no Oriente Médio pressiona preço dos combustíveis no Brasil. Imagem de São Félix do Xingu". Já outros posts usam a mesma foto, mas sem a faixa de texto. Uma das legendas diz: "Tava ruim, parece que piorou 😂". Os valores exibidos são estes: Gasolina: R$ 12,85 Gasolina aditivada: R$ 13,10 Diesel S500: R$ 15,25 Diesel S10: R$ 15,89 Etanol: R$ 10,99 ⚠️ Por que o post é mentiroso? Os números exibidos nos posts estão incorretos. Ao Fato ou Fake, o gerente Edivaldo Saraiva desmentiu as alegações e apontou que uma foto real do posto foi editada para que os preços ficassem maiores: "Alguém passou, tirou uma foto da nossa placa de preço. A pessoa adulterou, fez essa montagem". Ele também comentou que o homem que aparece na imagem é um dos clientes do estabelecimento. Além disso, a unidade mencionada nos posts não fica em São Félix do Xingu, mas na cidade de Tucumã, também no Pará. A rede de postos também se pronunciou em 12 de março no Instagram para esclarecer as publicações: "Esclarecemos que se trata de uma montagem, que não correspondem aos preços reais praticados em nossas unidades. Infelizmente esse tipo de ato pode gerar desinformação e prejudicar a imagem de quem trabalha seriamente todos os dias", diz o responsável pelas mídias do posto. Segundo Edivaldo, apesar de os preços serem falsos, os combustíveis sofreram um aumento gradual desde o início da guerra. "As distribuidoras estão passando muito reajuste para a gente", explicou. Ao Fato ou Fake, ele enviou uma foto da placa com os valores de 20 de fevereiro, oito dias antes do início da guerra, e desta segunda-feira (23). Veja a comparação: Foto dos preços em 20 de fevereiro (à esquerda) e a placa com os valores em 23 de março (à direita). Reprodução A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz levaram ao aumento do preço dos combustíveis no Brasil. Entre 8 e 14 de março, o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. Veja o preço médio de diesel, gasolina e etanol nos postos do Brasil, segundo levantamento da ANP de sexta-feira (20): ▶️Diesel: o maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79. ▶️ Gasolina: teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49. ▶️ Etanol: teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86.preço médio subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26 O Fato ou Fake submeteu a imagem sem tarja ao SynthID. Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. A ferramenta apontou que o conteúdo "não foi feito com a IA do Google". Depois, o Fato ou Fake repetiu o processo, mas dessa vez usando um recorte da versão com tarja, mantendo apenas a imagem do posto com a placa de preços. Nesse caso, a análise foi esta: "SynthID detectado em todo ou em parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Alta" (veja abaixo). Por fim, o Fato ou Fake pediu que o Google Gemini analisasse se existe alguma manipulação por inteligência artificial na imagem. O resultado apontou: "Se observar bem os números, eles parecem ter uma nitidez diferente do resto da placa, o que é um sinal comum de edição de imagem (Photoshop ou aplicações semelhantes) para alterar os valores originais". Resultado da análise do SynthID. Reprodução SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução Uma trégua entre Estados Unidos e Irã? É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo federal propôs uma nova subvenção aos importadores de diesel. Desta vez, a ajuda financeira ao setor seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado, até o fim de maio. De acordo com Durigan, R$ 0,60 será coberto pelos estados e R$ 0,60 pela União. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda No formato discutido agora, os estados não precisariam dessa forma zerar o ICMS. A medida proposta difere um pouco da sugerida na semana passada, pela qual os estados zerariam o ICMS sobre o diesel. "Em vez de falar em retirada de ICMS, nós vamos ambos, União e Estados, trabalhar na linha de subvenção aos importadores de diesel. Importadores de diesel vão ter uma espécie de controle junto à União na litragem importada, no valor do ICMS, de R$ 1,20 por litro, sendo que R$ 0,60 será pago pelos estados e R$ 0,60 pela União", disse o ministro Durigan. Essa é mais uma iniciativa do governo para tentar conter a escalada do preço do diesel, em alta por conta da guerra no Oriente Médio. Miriam Leitão: Importadores de diesel freiam compras externas Segundo o ministro Dario Durigan, a proposta feita nesta terça-feira, se aceita, será uma medida adicional ao que já tinha sido anunciado pelo governo federal, a isenção do PIS/Cofins e da subvenção de R$ 0,32 por litro concedida pela União. "O que nós estamos discutindo agora, frente a uma situação, um cenário de ainda muita volatilidade e de algum risco, em especial para abastecimento, é dar um passo a mais. E esse passo a mais em conjunto, dividindo esforços [com os estados]", disse o ministro da Fazenda. A expectativa é de que a resposta dos estados seja dada em reunião presencial do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na próxima sexta-feira (27).

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu nesta terça-feira (24) o processo de análise da atuação do Banco Central (BC) no processo de decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master até a conclusão de outras investigações em curso relacionados ao caso. “Entendo que a apreciação imediata do relatório de inspeção e do mérito da representação, neste momento processual, não se afigura a medida mais adequada, sob pena de o julgamento ocorrer com grau de completude inferior ao desejável, quando há perspectiva concreta de superveniência de elementos oficiais aptos a qualificar o juízo definitivo”, afirmou o ministro, em despacho nesta terça. Antes de elaborar seu relatório final, que será submetido ao plenário da Corte, o ministro solicitou acesso a informações de diferentes frentes de apuração. Entre essas informações estão a sindicância instaurada no Banco Central, o processo administrativo conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Veja os vídeos que estão em alta no g1 No despacho, o ministro também determina que a secretária-geral de controle externo do TCU instaure procedimento preparatório de reavaliação do grau de sigilo dos autos. Para isso, os técnicos deverão pedir que o Banco Central sinalize quais documentos devem permanecer em sigilo por conter informações sensíveis. Como mostrou o g1, o parecer final da área técnica do TCU apontou que não houve “impropriedades, omissões ou negligências” por parte do Banco Central (BC) na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master. No documento, os técnicos afirmam que a intervenção no banco de Daniel Vorcaro foi uma “medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada". A conclusão dos técnicos afasta a hipótese levantada pelo ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus, de que haveria indícios de precipitação na decretação da liquidação. Jhonatan de Jesus, ministro do TCU, restringe acesso do Banco Central ao processo do Master Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o caso Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público. No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória. No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master. Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalhos. Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos. O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC. O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.

Meta sofre derrota em processo sobre exploração sexual infantil Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, concluiu nesta terça-feira (24) que a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, violou a lei de proteção ao consumidor do estado e ordenou que a empresa pague US$ 375 milhões em penalidades civis. A ação foi movida pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança de suas plataformas e de permitir a exploração sexual infantil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão encerra um julgamento de seis semanas e marca a primeira manifestação de um júri sobre essas acusações contra a empresa. A Meta também é dona do Facebook e enfrenta questionamentos mais amplos sobre o impacto de suas plataformas na saúde mental dos jovens. O procurador-geral Raúl Torrez, democrata, afirmou no processo que a empresa permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade e os conectassem a vítimas. Segundo ele, isso muitas vezes resultou em abusos no mundo real e tráfico de pessoas. A Meta negou as acusações, afirmando que possui amplas medidas de proteção para usuários mais jovens. Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas Questionamentos na Justiça Outro julgamento na Califórnia avalia se Meta e YouTube devem ser responsabilizados por causar deliberadamente dependência em crianças. O caso é visto como um teste importante para o futuro de centenas de ações semelhantes em andamento nos EUA. Nos últimos anos, a Meta tem enfrentado crescente escrutínio sobre a segurança de crianças e adolescentes. Parte dessa pressão ganhou força após depoimentos de uma denunciante ao Congresso, em 2021. Ela afirmou que a empresa sabia dos potenciais danos de seus produtos, mas se recusou a agir. Separadamente, a Meta enfrenta milhares de processos. As ações acusam a empresa — e outras redes sociais — de projetar seus produtos para viciar jovens, contribuindo para uma crise de saúde mental em todo o país. Alguns desses casos, apresentados em tribunais estaduais e federais, pedem indenizações de dezenas de bilhões de dólares, segundo documentos enviados pela empresa a reguladores. O processo no Novo México A ação teve origem em uma operação disfarçada conduzida em 2023 pelo escritório de Torrez, ex-promotor. Como parte do caso, investigadores criaram contas no Facebook e no Instagram se passando por usuários com menos de 14 anos. Essas contas receberam material sexualmente explícito e foram contatadas por adultos em busca de conteúdo semelhante. Segundo o gabinete do procurador-geral, isso levou a acusações criminais contra várias pessoas. O estado afirma que a Meta dizia ao público que Instagram, Facebook e WhatsApp eram seguros para adolescentes e crianças no Novo México, enquanto ocultava a quantidade de conteúdo perigoso hospedado nas plataformas. Documentos internos, segundo o estado, reconheciam problemas com exploração sexual e danos à saúde mental. Mesmo assim, diz a ação, a empresa não implementou ferramentas básicas de segurança, como verificação de idade, e continuou a afirmar que as plataformas eram seguras. O estado também acusou a Meta de projetar suas plataformas para maximizar o engajamento, mesmo diante de evidências de que isso prejudica a saúde mental de crianças. Recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos mantêm os jovens conectados por mais tempo, estimulando comportamentos viciantes que podem levar à depressão, ansiedade e automutilação, segundo o processo. O caso buscava indenização financeira e uma ordem para que a Meta implementasse mudanças voltadas a melhorar a segurança das crianças nas plataformas. “Ao longo de uma década, a Meta falhou repetidamente em agir com honestidade e transparência”, disse Linda Singer, advogada do estado, ao júri, durante as alegações finais na segunda-feira. “Falhou em proteger os jovens deste estado. Cabe a vocês concluir esse trabalho.” A Meta argumentou que foi transparente ao reconhecer que não consegue impedir todo o conteúdo prejudicial em suas plataformas. “O que as provas mostram são as divulgações robustas da Meta e seus esforços incansáveis para prevenir conteúdo nocivo. E essas divulgações significam que a Meta não mentiu de forma consciente e intencional ao público”, disse Kevin Huff, advogado da empresa, nas alegações finais. Em maio, o juiz Bryan Biedscheid, responsável pelo caso, deve conduzir um julgamento sem júri sobre a alegação do estado de que a Meta criou um incômodo público, prejudicando a saúde e a segurança dos moradores. O estado pedirá que o juiz determine mudanças nas plataformas para adequá-las à legislação estadual. Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? * Com informações das agências AFP e Reuters

O Conselho do FGTS aprovou mudanças que aumentam o limite de renda das famílias e elevam o valor dos imóveis financiados no programa Minha casa, Minha Vida. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União. Veja abaixo quais foram as principais mudanças. 💰 Novos limites de renda por faixa As faixas do programa foram ampliadas, permitindo que mais famílias participem: Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000 Na prática: mais famílias passam a se enquadrar no programa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🏠 Novos valores máximos dos imóveis Também houve aumento no teto dos imóveis financiados nas faixas mais altas: Faixas 1 e 2: pode variar entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da localidade. Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil Na prática: a medida amplia o tipo ou tamanho de imóvel que pode ser financiado. Outros benefícios O MCMV oferece subsídios e juros que variam de 4% e 10% ao ano, que varia conforme a renda familiar mensal bruta e o ano orçamentário da contratação. Ao oferecer taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado, o programa habitacional se tornou uma importante alternativa em meio ao encarecimento do crédito, conforme já mostrou o g1. Hoje, o financiamento imobiliário tradicional está em torno de 12%. O custo é puxado pela Selic, a taxa básica de juros do país, atualmente em 14,75% ao ano. 🏠 Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte). Prefeitura anuncia inscrições para o Minha Casa, Minha Vida Divulgação/PMBV

Volkswagen iD Buzz faz parte do serviço de assinatura da marca no Brasil Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou o recall de quase 100 mil veículos elétricos, dos quais cerca de 28 mil estão na Alemanha, por problemas relacionados aos módulos de bateria. A informação é que os módulos de alta tensão fora das especificações podem causar redução da autonomia e, em casos mais graves, risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O recall afeta cerca de 75 mil veículos da linha ID. Ainda não está claro se o recall atinge os modelos disponíveis no Brasil, que ainda têm presença limitada por aqui. O g1 procurou a Volkswagen, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Como solução, a montadora informou que fará uma atualização de software, além de inspecionar as baterias. Se necessário, módulos individuais serão substituídos. Volkswagen ID.4 no Brasil divulgação / Volkswagen Linha ID no Brasil A Volkswagen lançou seu primeiro carro 100% elétrico no Brasil em 2023, mas somente no serviço de assinatura. O ID.4 usa uma arquitetura que nasceu para ser usada só por elétricos. Nessa mesma plataforma nasceram o ID.3 e a 'kombi elétrica' ID.Buzz. O ID.4 não é vendido no Brasil, mas faz parte de um programa de assinatura da marca. No site da Volkswagen não há detalhes do preço e condições. Em 2025, a VW ofereceu aos clientes a possibilidade de comprar o ID.4 ao fim do contrato. A empresa ainda não confirmou ao g1 quantas unidades foram vendidas nessa modalidade. Volkswagen ID.Buzz tem motor elétrico de 204 cavalos divulgação / Volkswagen Hoje é possível fazer uma assinatura da ID.Buzz de R$ 8.990, há um limite de 1.500 km que podem ser rodados por mês. Para percorrer 3.000 km, é preciso desembolsar R$ 10.490 por mês. Esses valores são para contratos de 48 meses. O motor elétrico da 'kombi' tem 204 cavalos de potência e 31,6 kgfm de torque. A tração é traseira e a aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,2 segundos. A autonomia, segundo a VW é de 337 km. Baterias dos modelos Volkswagen ID ficam no assoalho Divulgação / Volkswagen As baterias que a VW usa na linha ID são compostas por perfis de alumínio, e cada perfil tem um módulo com 24 células. De acordo com o tamanho do carro, a engenharia acrescenta esses perfis e aumenta o tamanho da bateria. No Brasil, ID.Buzz e ID.4 usam bateria com 12 módulos e capacidade de 77 kWh (sendo 82 kWh brutos). Elas pesam até 500 kg e estão localizadas no assoalho dos veículos. * Com informações da agência de notícias Reuters Veja os vídeos que estão em alta no g1

PIX Reprodução/TV Globo Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta terça-feira (24) para reclamar de instabilidade no PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 11h38. O pico foi atingido às 12h08, com 619 ocorrências. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O g1 entrou em contato com o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo PIX. A instituição não se posicionou até a última atualização deste texto. Veja abaixo as reclamações de clientes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1

Guerra no Oriente Médio impacta preço dos fertilizantes A Rússia, que controla até 40% do comércio global de nitrato de amônio, disse nesta terça-feira (24) que vai interromper as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de abril, para garantir estoque suficiente durante a temporada de plantio da primavera, segundo a Reuters. O país é o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil. Em 2025, a Rússia foi responsável por 25,9% dos adubos químicos comprado pelo Brasil, segundo dados do Ministério do Comércio Exterior. A Rússia não tem capacidade para aumentar a produção este ano em meio a uma crise de abastecimento global causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 24% do comércio global de amônia, um ingrediente do nitrato de amônio. O Ministério da Agricultura russo informou que suspendeu todas as licenças emitidas para exportação de nitrato de amônio e não emitirá novas licenças, com exceção daquelas referentes a contratos governamentais. A Rússia produz um quarto do nitrato de amônio do mundo. "No contexto da crescente demanda de exportação de fertilizantes nitrogenados, a suspensão de seu fornecimento ao exterior permitirá que as necessidades do mercado interno sejam priorizadas durante a temporada de trabalho de campo da primavera", disse o ministério. Por que o Brasil depende da Rússia para comprar fertilizantes? Por que paralisar as exportações O nitrato de amônio é amplamente utilizado na agricultura no início da temporada de plantio. A Rússia tem limites de exportação em vigor desde 2021, enquanto os produtores foram solicitados pelo governo a priorizar o fornecimento ao mercado interno em vez das exportações. A Rússia exporta nitrato de amônio para o Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique. Também exportou uma pequena quantidade de nitrato de amônio para os EUA em 2024. Em fevereiro, drones ucranianos atingiram a fábrica de Dorogobuzh, no oeste da Rússia, o principal ativo de produção da Acron, que produz cerca de 11% do nitrato de amônio da Rússia. Não se espera que a fábrica esteja totalmente operacional antes de maio. O nitrato de amônio também é usado na produção de explosivos. China restringe exportações de fertilizantes; país é um dos principais fornecedores do Brasil Por que o Brasil precisa comprar fertilizantes fora? No mercado de fertilizantes, existem três insumos que são os mais relevantes, que formam o NPK, aponta Cicero Lima, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV AGRO). São eles: o nitrogênio (N), que o Brasil importa 95%; o fosfato (P), o qual 75% é comprado no exterior; e o potássio (K), com 91% vindo de fora do país. O consultor Carlos Cogo aponta os principais motivos que explicam essa dependência. Veja abaixo. ➡️Faltam matérias-primas: no país, não há muitas reservas de componentes que são fundamentais para a produção dos fertilizantes, principalmente nitrogênio e potássio. O potássio, por exemplo, está concentrado em países como Canadá, Rússia e Bielorrússia, que dominam o mercado mundial. Já a indústria nacional de nitrogenados é pequena, porque a produção exige gás natural barato. Assim, perde competitividade frente a países como EUA, Rússia e Catar. No caso do fosfato, as reservas têm qualidade inferior e são mais caras de explorar. ➡️Demanda grande: a produção nacional não consegue atender tudo o que a agricultura brasileira consome de fertilizante. Apesar de ser grande produtor de alimentos, o Brasil tem solo pobre em nutrientes. Por isso, precisa de adubação frequente para manter a produtividade. Saiba mais abaixo. Essa procura por fertilizante vem, principalmente, de produtos como a soja, milho, café e cana-de-açúcar. ➡️ Altos custos: importar sai mais barato, porque a logística no Brasil é cara e a infraestrutura é limitada, aponta Cogo. O Brasil tem um Plano Nacional de Fertilizantes, criado em 2022. A meta é produzir entre 45% e 50% do insumo que o país consome até 2050. Para isso, o governo pretende gastar mais de R$ 25 bilhões até 2030, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. Leia também: Devolução de navios pressiona Brasil a negociar padrão da soja com a China; entenda ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

O governo registrou uma queda real de 3,2% na arrecadação do imposto de importação no primeiro mês de aumento do tributo, informou a Secretaria da Receita Federal nesta terça-feira (24). Segundo dados oficiais, a arrecadação com o imposto de importação somou R$ 7,17 bilhões em fevereiro deste ano quando parte do aumento do tributo entrou em vigor, contra R$ 7,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. Os valores foram corrigidos pela inflação. Controverso, o aumento do imposto para cerca de mil produtos importados teve por justificativa proteger a indústria nacional. A medida ganhou forte repercussão negativa nas redes sociais. 🔎De acordo com a Receita Federal, a queda na arrecadação está relacionada o recuo de 1,24% no valor em dólar (volume) das importações e, também, de 9,8% na taxa média de câmbio. 🔎Ou seja, com queda na quantidade de produtos importados e, também, no seu valor em reais (por conta do dólar mais baixo), a arrecadação também recuou — mesmo com o aumento do imposto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O órgão lembrou que o somente parte do aumento do imposto de importação entrou em vigor em fevereiro, sendo o que o restante teve início no começo de março. O Ministério da Fazenda informou, quando a medida foi anunciada, que esperava arrecadar R$ 14 bilhões a mais neste ano com a alta do tributo sobre as importações. Nesta terça-feira, o Fisco confirmou que o valor ficará próximo desse número. Questionado por jornalistas, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, minimizou a queda na arrecadação. "Temos um ano pela frente", declarou ele. Containers na zona portuária do Rio de Janeiro Marcos Serra Lima/G1

Como investidores apostaram milhões antes de postagem de Trump sobre Irã que derrubou preço do petróleo Getty Images via BBC Operadores de mercado negociaram milhões de dólares em contratos relacionados a petróleo poucos minutos antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira que os EUA iriam adiar possíveis ataques à infraestrutura de energia do Irã. Dados de mercado analisados pela BBC revelaram um grande volume de negociações cerca de 15 minutos antes da postagem de Trump na rede Truth Social com a qual ele fez o anúncio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Assim que Trump publicou a mensagem, o preço do petróleo desabou 14% em questão de minutos. Apostas na mudança brusca do preço naquele momento permitiram aos investidores ganhar milhões de dólares. Alguns analistas de mercado dizem que a atividade pouco comum no mercado abre a possibilidade de que alguns fizeram apostas com conhecimento de que a medida seria anunciada. Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio A BBC entrou em contato com a Casa Branca pedindo um comentário. Um porta-voz disse ao jornal britânico Financial Times que "não tolera qualquer autoridade do governo lucrando de forma ilegal com informação privilegiada". Mercados financeiros internacionais vêm sofrendo fortes oscilações com o conflito no Oriente Médio, com preços disparando à medida que os custos de produção e transporte subiram. Mas houve vários episódios em que a possibilidade de um fim da guerra provocou queda nos preços de petróleo, e disparada em bolsas de valores. No sábado (21/3), Trump ameaçou "aniquilar" as usinas de energia do Irã se o país não abrisse em 48 horas o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás do mundo. Os mercados asiáticos tiveram forte queda na segunda-feira na abertura, repercutindo a notícia. O preço do petróleo começou a subir. No entanto, na segunda-feira, às 8h04 (horário de Brasília), antes da abertura dos mercados americanos, Trump publicou na Truth Social que Washington havia tido "conversas muito boas e produtivas" com Teerã sobre uma "resolução completa e total" das hostilidades. Imediatamente, as bolsas começaram a subir e o preço do petróleo passou a cair, atingindo US$ 84 por barril. Alguns analistas têm se debruçado sobre o que aconteceu nos mercados nos minutos anteriores à postagem do presidente. Às 7h49, quinze minutos antes da publicação de Trump, investidores fizeram 733 apostas em contratos de petróleo WTI na bolsa New York Mercantile Exchange (Nymex). Um minuto depois, esse número saltou para 2.007, em valores equivalentes a US$ 170 milhões. O mesmo padrão foi visto em investidores comprando contratos de Brent, que é o preço de referência do mercado. Em minutos, o número de contratos saltou de 20 para 1,6 mil, o equivalente a US$ 150 milhões. Dados de outras segundas-feiras mostram que é pouco comum haver tantos contratos negociados nesse horário. Negociações atípicas "Isso parece incomum, com certeza", disse Mukesh Sahdev, principal analista de petróleo da XAnalysts. "Naquele momento, não havia sinais de que nenhuma conversa séria estaria acontecendo entre EUA e Irã. Então apostar tanto dinheiro que o petróleo cairia é algo que desperta perguntas." Alguns passaram a questionar se alguns investidores tinham conhecimento antecipado sobre o anúncio de Trump. "Um pouco antes da postagem na mídia social, muitas pessoas compraram contratos que os permitiriam lucrar com a queda do preço do petróleo", disse Rachel Winter, parceira da empresa de gestão de patrimônio Killik & Co. "Então está havendo alguma especulação sobre informação privilegiada. Não sabemos se isso é verdade, mas esperamos que haja alguma investigação sobre isso." No final do dia na segunda-feira, o governo do Irã negou qualquer negociação, dizendo se tratar de "fake news" (notícias falsas), o que fez os mercados asiáticos subirem novamente nesta terça-feira. Em uma postagem no X, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse se tratar de "fake news usada para manipular mercados financeiros e de petróleo e escapar do atoleiro no qual os EUA e Israel estão presos". A BBC entrou em contato com o regulador financeiro dos EUA — a Commodity Futures Trading Comission — e também com a Financial Conduct Authority, do Reino Unido e aguarda resposta. Esta não é a primeira vez que a política externa americana esteve ligada a apostas este ano. Em janeiro, houve um salto de apostas no Polymarket, uma plataforma do mercado de previsões, em que várias pessoas apostaram que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria derrubado antes do fim do mês. Ele acabou preso por Forças americanas nas horas seguintes. Um apostador ganhou US$ 436 mil com uma aposta de US$ 32 mil. LEIA MAIS EM: EUA dizem que situação de negociação com Irã é 'fluida' e preço do petróleo volta a subir Petróleo despenca e fica abaixo de US$ 100, após Trump pausar ataques ao Irã; bolsas sobem Por que as opções dos EUA e do Irã para encerrarem a guerra diminuem conforme o tempo passa Cotação do petróleo recua após Casa Branca sinalizar medidas para conter disparada

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro deste ano, informou nesta terça-feira (24) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 210,2 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de fevereiro desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️Segundo a Receita Federal, o recorde pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF (tributo que teve aumento no ano passado). ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Primeiro bimestre Nos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 547,9 bilhões — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 550,2 bilhões no primeiro bimestre, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 4,41% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 526,9 bilhões. O montante também é o recorde histórico para a arrecadação federal no período. Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro Reprodução/Pixabay Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (24) a ampliação dos limites de renda e dos valores de financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. 💰Com as novas regras, a Faixa 1 — atualmente destinada a famílias com renda de até R$ 2.850 — passou contemplar rendas de até R$ 3.200. 💰Já a Faixa 2 teve o teto elevado de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto a Faixa 3 avançou de R$ 8.600 para R$ 9.600. 💰E a Faixa 4, voltada à classe média, teve o limite ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Apesar da aprovação pelo conselho, as novas regras só passarão a valer após publicação no Diário Oficial da União. Veja os vídeos que estão em alta no g1 💵Também foi aprovado o reajuste dos valores máximos dos imóveis financiados nas faixas superiores. Nas faixas 1 e 2, não houve mudança, o teto permanece entre R$ 210 mil e R$ 275 mil. Veja: Faixa 3: teto passará de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil. De acordo com Sandro Pereira Silva, secretário-executivo substituto do Conselho, o impacto estimado das medidas no orçamento de descontos é de R$ 500 milhões. "Essas medidas que estamos propondo aqui, tanto o ajuste na faixa de renda quanto o valor do teto do imóvel, geram um impacto e R$ 500 milhões no orçamento de descontos. E um impacto aí no oneroso de R$ 3,6 bilhões que na verdade é suportado pelos recursos que temos no fundo social. Portanto não teriam impacto de recursos aí no oneroso", detalhou. 🏠 Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte). Prefeitura anuncia inscrições para o Minha Casa, Minha Vida Divulgação/PMBV

Logo da Xiaomi em uma loja em Xangai, na China. REUTERS/Aly Song O lucro trimestral da Xiaomi caiu pela primeira vez em três anos no final do ano passado, uma vez que a gigante chinesa de smartphones e veículos elétricos enfrentou o aumento dos custos e a intensificação da concorrência. Os aumentos de preços podem ser inevitáveis se a empresa não puder suportar a pressão do aumento dos custos de memória por mais tempo, disse o presidente da Xiaomi, Lu Weibing, em uma chamada sobre os resultados, sem entrar em detalhes. O aumento do custo da memória foi maior do que se pensava inicialmente, acrescentou ele. "Algumas empresas podem ter dificuldades extremas para operar em um ciclo tão longo de aumento de custos, enfrentar grandes perdas ou até mesmo ir à falência", disse ele. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O lucro líquido ajustado para o trimestre até 31 de dezembro caiu para 6,3 bilhões de iuanes (US$914,5 milhões), a primeira queda trimestral desde o quarto trimestre de 2022, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira. Ainda assim, o resultado superou a estimativa média de analistas, que era de lucro de 5,7 bilhões de iuanes, de acordo com dados da LSEG. A Xiaomi, que também fabrica eletrodomésticos, disse que a receita do quarto trimestre ficou em 116,9 bilhões de iuanes, um pouco acima da estimativa média de 116,2 bilhões de iuanes, apesar dos custos de memória muito mais altos e do aumento da concorrência. Para o acumulado do ano, o lucro aumentou 43,8%, para 39,2 bilhões de iuanes, devido a um aumento de 25% na receita.

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters O preço do petróleo voltou a subir nesta terça-feira (24), em meio a incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Após fechar em queda de 11,12% na véspera, a US$ 99,72, o barril do Brent avançava 2,53% por volta das 8h46, a US$ 98,35. Já o WTI, referência nos EUA, subia 2,68%, a US$ 90,49, refletindo a volatilidade diante do impasse geopolítico e do risco de interrupções no fornecimento de energia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A alta ocorre após perder força o alívio inicial provocado pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar um ataque à rede elétrica do Irã. O anúncio havia derrubado os preços no dia anterior, mas não reduziu as incertezas sobre o rumo do conflito. Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Apesar de Trump ter ampliado o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo —, o país negou estar em negociação com os EUA. Autoridades israelenses também afirmaram que um acordo é improvável no momento. Com o estreito ainda afetado e o conflito em andamento, o mercado voltou a considerar riscos de restrição na oferta global de energia. “A situação continua extremamente frágil”, afirmou Tony Sycamore, analista da IG. Segundo ele, a falta de alinhamento entre os envolvidos mantém a pressão sobre os preços. Além do petróleo, os mercados globais operaram com volatilidade nesta terça-feira, com queda nas bolsas e recuperação do dólar, em meio à cautela dos investidores diante da escalada do conflito. Para analistas, os danos à infraestrutura energética podem manter os preços elevados por mais tempo, mesmo em caso de trégua. “Mesmo que o conflito termine em breve, os preços de energia podem permanecer altos”, disse Thomas Mathews, da Capital Economics. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta terça-feira (24), subindo 0,27% e negociado a R$ 5,2544. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,35%, a 182.561 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O preço do petróleo voltou a subir no mundo nesta terça-feira, em meio a incertezas sobre o avanço das negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. 🔎 Após fechar em queda de 11,12%, cotado a US$ 99,72 na véspera, o barril de petróleo Brent fechou em alta de 4,55% nesta terça-feira, a US$ 104,49. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subiu 4,79%, a US$ 92,35. ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump disse que o Irã quer fechar acordo e pode conversar por telefone. A imprensa citou negociações envolvendo Steve Witkoff, Jared Kushner e Mohammad-Bagher Ghalibaf, mas Ghalibaf negou e chamou as notícias de “fake news” para influenciar o petróleo. ▶️ Nesta terça, Israel e Irã voltaram a trocar ataques um dia após Trump mencionar possíveis negociações. Um ataque aéreo iraniano nesta madrugada deixou feridos em Tel Aviv, enquanto Israel afirmou que pode criar uma “zona de segurança” no sul do Líbano. ▶️ O Banco Central do Brasil divulgou nesta manhã a ata do Comitê de Política Monetária, após a reunião que reduziu a Selic de 15% para 14,75% — o primeiro corte em quase dois anos. No documento, a autoridade monetária afirma que a guerra no Oriente Médio pressiona a inflação no país, com a alta do petróleo, e indica que os juros devem seguir em patamar restritivo. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,29%; Acumulado do mês: +2,07%; Acumulado do ano: -4,53%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,24%; Acumulado do mês: -3,63%; Acumulado do ano: +12,91%. Petróleo volta a subir O preço do petróleo voltou a subir nesta terça-feira (24), após a forte queda da véspera, em meio a novas incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã e ao risco de interrupções no fornecimento global de energia. Apesar de declarações do presidente Donald Trump indicando possível avanço nas negociações, o Irã negou qualquer diálogo, e autoridades israelenses avaliam que um acordo é improvável no curto prazo. Com o conflito em andamento e o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — ainda sob risco, investidores voltaram a precificar possíveis restrições na oferta. Analistas apontam que a situação segue frágil e que os preços de energia podem continuar elevados, mesmo em caso de uma trégua no conflito, mantendo a cautela nos mercados globais. Ata do Copom O Banco Central do Brasil avaliou que a guerra no Oriente Médio piorou o cenário da inflação no Brasil, principalmente por causa da alta do petróleo e do possível repasse aos combustíveis. Por isso, indicou que a política de juros deve continuar em nível restritivo por mais tempo. A análise está na ata do Comitê de Política Monetária, que na semana passada — o primeiro corte em quase dois anos. Apesar disso, o BC evitou dar sinais claros sobre os próximos passos e destacou que o ritmo de queda dos juros pode ser mais lento diante do aumento das incertezas. Segundo a autoridade monetária, as expectativas de inflação voltaram a subir com o conflito, permanecendo acima da meta, o que exige cautela. O BC também ressaltou que o cenário externo está mais volátil e que países emergentes, como o Brasil, precisam agir com prudência. Além disso, o banco destacou que a economia brasileira dá sinais de desaceleração, embora o mercado de trabalho ainda esteja forte, e reforçou que seguirá avaliando novos dados antes de decidir os próximos movimentos na taxa de juros. Mercados globais Em Wall Street, as bolsas fecharam em queda diante das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio e a possibilidade de acordo envolvendo os EUA. No fechamento do pregão, o Dow Jones teve queda de 0,18%, aos 46.124,06 pontos. O S&P 500 recuou 0,37%, aos 6.556,37 pontos, já a Nasdaq teve baixa 0,84%, aos 21.761,89 pontos. Na Europa, os mercados encerraram o pregão desta terça-feira com desempenho predominantemente positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,46%, encerrando aos 579,44 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o DAX registrou leve variação negativa de 0,07%, aos 22.636,91 pontos. Já o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,72%, para 9.965,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,23%, fechando aos 7.743,92 pontos. As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, após Donald Trump adiar a ameaça de ataque ao Irã, o que trouxe um alívio momentâneo aos mercados. Ainda assim, o clima segue cauteloso, já que Teerã negou qualquer negociação. Depois das fortes quedas do dia anterior, os índices recuperaram parte das perdas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,79%. Em Xangai, o SSEC avançou 1,78%, enquanto o CSI300 ganhou 1,28%. No Japão, o Nikkei teve alta de 1,4%, e, na Coreia do Sul, o Kospi subiu 2,74%. Em outros mercados, o índice de Taiwan caiu 0,34%, enquanto Cingapura avançou 0,44%, e Sydney teve leve alta de 0,16%. Entre os setores, bancos e empresas de materiais lideraram os ganhos, enquanto energia recuou. O movimento reflete um alívio técnico após a queda recente, mas com incertezas ainda no radar dos investidores. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

EUA e Israel voltam a bombardear alvos militares do Irã, apesar de Trump falar sobre negociações pelo fim da guerra O preço do petróleo voltou a subir no mundo nesta terça-feira (24), após surgirem incertezas sobre as perspectivas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, disse na segunda-feira que o Irã quer "muito fazer um acordo" e que se reuniria "provavelmente por telefone" com representantes iranianos. Alguns veículos de imprensa publicaram que o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner — conhecido como "conselheiro de Trump" — estariam negociando com o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf. Mas uma conta do X atribuída a Mohammad-Bagher Ghalibaf publicou que nenhuma negociação ocorreu com os EUA, chamando tudo de "fake news" (notícias falsas) para "manipular" os mercados de petróleo. Um funcionário de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse à rede americana CBS News que o país recebeu "pontos [para um acordo] dos EUA por meio de mediadores e eles estão sendo analisados". A CBS noticiou que isso seria um passo anterior a negociações — e que não há nenhuma negociação confirmada em andamento. Na manhã desta terça-feira (24) na Ásia, o preço do petróleo Brent voltou a ficar acima de US$ 100 por barril, após ter despencado mais de 10% na segunda-feira — depois que Trump havia anunciado que estava adiando sua ameaça de atacar usinas de energia do Irã após "conversas boas" com Teerã, sugerindo que poderia haver em breve um fim para o conflito. O petróleo subiu 3,75%, atingindo US$ 103,69 nesta terça-feira, refletindo a desconfiança de investidores de que existem mesmo negociações em andamento entre EUA e Irã. Contatada pela BBC, a Casa Branca disse que a situação é "fluida", e não deu mais detalhes sobre as supostas negociações. "Estas são discussões diplomáticas delicadas e os EUA não negociam através da imprensa", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado à BBC. "Esta é uma situação fluida, e especulações sobre encontros não devem ser dadas como definitivas até que sejam formalmente anunciadas pela Casa Branca." Ameaça de ataque adiado Em Tel Aviv, zona residencial foi atacada EPA via BBC Trump disse na segunda-feira que o Irã quer "muito fazer um acordo" com os EUA. "Nós também gostaríamos de fazer um acordo", disse, a repórteres, antes de embarcar em seu avião presidencial, o Air Force One, em Palm Beach, na Flórida. "Temos uma chance muito séria de um acordo", disse Trump, acrescentando que "isso não garante nada; não estou garantindo nada". O presidente dos EUA também afirmou que os dois países estão discutindo 15 pontos para encerrar a guerra, com o Irã renunciando às armas nucleares como os pontos "número um, dois e três". Trump sugeriu que o Irã poderia concordar em abandonar os planos para um programa de armas nucleares em troca da paz. "Amanhã de manhã, em algum horário deles, esperávamos explodir suas maiores usinas de geração de energia elétrica, que custaram mais de US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) para construir", afirmou Trump na segunda. "Era uma usina muito boa, não havia falta de dinheiro. Um tiro e ela se vai. Desaba. Por que eles iriam querer isso?". Na noite de sábado (21/3), o presidente americano havia dito que, se o Estreito de Ormuz não fosse aberto "sem ameaças" em 48 horas, os EUA "aniquilariam" as usinas de energia iranianas. O Irã havia prometido reagir a qualquer eventual ataque americano com escalada de violência. Segundo Trump, após a ameaça, autoridades do Irã teriam ligado para ele querendo fazer um acordo. Por isso, ele recuou, suspendendo por cinco dias qualquer ataque a usinas iranianas. Novos ataques de Irã e Israel Na madrugada de segunda para terça, o Irã lançou diversas ondas de mísseis contra Israel, provocando danos em prédios em Tel Aviv e na região central do país. No Líbano, a imprensa estatal noticiou ataques de Israel a Beirute. Pela manhã, as forças israelenses emitiram um alerta para que residentes evacuassem a área, em preparação para um novo ataque conta alvos ligados ao grupo xiita militante Hezbollah. Israel também disse que suas forças realizaram uma "grande onde de ataques aéreos" contra "infraestrutura do regime" em Teerã. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse na noite de segunda-feira — após conversa por telefone com Trump — que Israel continuará atacando o Irã e o Líbano. "Nós estamos destruindo o programa de mísseis e o programa nuclear. Vamos garantir nossos interesses vitais em qualquer cenário", publicou Netanyahu no X. Há relatos de novos ataques aéreos no leste de Teerã nesta terça-feira. O Comando Central dos EUA disse que vai continuar "atacando agressivamente alvos militares iranianos com munições de precisão". Tel Aviv segue sendo atacada nesta terça-feira; Israel está atacando alvos no Irã e Líbano EPA via BBC

Ata do Copom não indica corte de juros O Banco Central (BC) avaliou nesta terça-feira (24) que a eclosão da guerra no Oriente Médio piorou as perspectivas para a inflação no Brasil, diante do aumento no preço do petróleo (e seu eventual repasse aos combustíveis) e que, por isso, a política de juros terá de se manter "contracionista" (restritiva). As informações constam na ata da última reunião Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano. Esse foi o primeiro corte de juros em quase dois anos. "As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes", diz o Banco Central. Por conta disso, a instituição afirmou que é preciso manter uma politica de juros conservadora, o que indica que o ciclo de cortes de juros pode ser mais contido (em relação ao que era estimado antes do conflito no Oriente Médio). Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, quando juro caiu para 14,75% ao ano Reprodução/TV Globo "Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada", avaliou a autoridade monetária. Ao contrário do ocorrido em janeiro, quando sinalizou um corte de juros em sua reunião seguinte, o Copom evitou, desta vez, dar indicações sobre suas próximas decisões a respeito da taxa básica de juros, a Selic. "Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária [definição do juro para conter a inflação], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o Banco Central. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027. Copom reduz selic para 14,75% ao ano Veja outras análises do Copom O ambiente externo "tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio", informou o BC. "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", acrescentou. O resultado do PIB no último trimestre de 2025, com crescimento de 2,3% em todo ano passado, evidenciou, na avaliação do BC, a "desaceleração esperada da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente". A política fiscal (relacionada com os gastos públicos), segundo a autoridade monetária, tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de "estímulo à demanda agregada", e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros", ou seja, elevando os juros futuros. O BC repetiu, a informação divulgada na semana passada, que o cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o exige "serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio".
NR-1: Governo estuda adiar mais uma vez regra que pune empresas por danos à saúde mental no trabalho

Capa afastamentos por saúde mental Luisa Rivas e Otávio Camargo | Arte g1 O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quer adiar mais uma vez a norma que passaria a punir empresas por ações que afetem a saúde mental dos trabalhadores. A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos. Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano, para maio de 2026. Agora, novamente sob pressão, o MTE informou que estuda um segundo adiamento. O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença. A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais. O MTE informou que ainda não tem uma definição e que deve divulgar uma decisão em breve. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde O que está acontecendo? A atualização da norma foi anunciada em agosto de 2024 — ano em que o país teve o maior número de afastamentos do trabalho por saúde mental em 10 anos, como mostrou o g1 com exclusividade. O governo deu cerca de nove meses para as empresas se adaptarem. Porém, a menos de um mês da entrada em vigor, o Ministério do Trabalho cedeu à pressão do setor patronal e adiou o início da atualização da NR-1. Inicialmente prevista para maio de 2025, a regra foi postergada por mais um ano e passou a ter caráter apenas educativo e orientativo. As punições estão previstas para começar em 25 de maio de 2026. A menos de dois meses dessa data, entidades empresariais pressionam por um novo adiamento, alegando que o prazo não foi suficiente para adaptação — principalmente pela falta de orientações técnicas mais claras por parte do Ministério do Trabalho. No ano passado, o setor alegava que a prorrogação permitiria criar critérios mais objetivos para a aplicação da norma, reduzindo a insegurança jurídica. As entidades também apontam que a medida pode: Colocar sob a empresa a responsabilidade por problemas de saúde mental, que são globais. Gerar gasto extra não previsto com profissionais de saúde mental; Trazer falta de clareza sobre a aplicação da norma; Por outro lado, auditores fiscais do trabalho afirmam que as exigências não são novas e que a principal mudança é a inclusão dos riscos psicossociais na fiscalização. Além disso, o Ministério do Trabalho lançou, no ano passado, uma cartilha para orientar as empresas e, no início deste ano, um manual de interpretação e aplicação da norma. A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) informou que segue implementando a NR-1 com foco na prevenção e no gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais — cuja identificação e controle já são obrigatórios desde janeiro de 2022, com o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Segundo o órgão, a atuação está voltada à efetiva aplicação da norma, com diálogo contínuo com setores econômicos para aprimorar as regras. A SIT acrescentou que a Inspeção do Trabalho continuará realizando ações de orientação e fiscalização em todo o país. Na semana passada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, admitiu a possibilidade de adiamento após reunião com representantes dos setores de serviços e comércio. O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon-SP) apresentou uma nota técnica ao governo apontando inconsistências, como a exigência de relatórios para comprovar a inexistência de riscos psicossociais — o que pode aumentar custos e burocracia, especialmente para pequenas e médias empresas. Para o presidente da entidade, Antonio Carlos Santos, a possível prorrogação representa “uma vitória do diálogo”. Ele afirma que a norma pode gerar insegurança jurídica ao tratar riscos psicossociais sem critérios claros, além de possíveis conflitos com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A diretora executiva da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (ABLOS), Daniela Archanjo, também aponta falta de parâmetros objetivos para avaliar fatores como estresse, pressão e clima organizacional, considerados mais subjetivos. Saúde mental no trabalho: como o adiamento de punição às empresas pode afetar os trabalhadores? O cenário da saúde mental no país Em 2025, o Brasil bateu, pela segunda vez, o recorde com o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais em uma década. Ao todo, foram 546.254 mil licenças concedidas – uma alta de 15% se comparado com o ano anterior. Em 2024, o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por esse motivo em 10 anos. Na época, foram concedidas 472 mil licenças. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. Especialistas criticam o adiamento Apesar da posição do Ministério do Trabalho, a possibilidade de adiamento enfrenta resistência de entidades ligadas à fiscalização e à defesa dos trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) se posicionou contra a medida. Em nota, o órgão afirmou que a postergação pode gerar insegurança jurídica, comprometer a proteção à saúde mental no ambiente de trabalho e abrir espaço para o esvaziamento da norma. Segundo a procuradora do Trabalho Juliane Mombelli, o adiamento pode criar um “limbo regulatório”, ao transferir ao Judiciário decisões que deveriam ser definidas na regulamentação. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) também criticou a possibilidade de nova prorrogação. “Os trabalhadores estão sofrendo as graves consequências da falta de implementação da NR-1”, afirma a entidade. Já entidades da área de Segurança e Saúde no Trabalho defendem que seja mantido o prazo de 26 de maio de 2026. Segundo o setor, o tempo de adaptação foi suficiente e há orientação técnica disponível. Na avaliação dessas entidades, adiar a regra significa postergar medidas de prevenção e pode contribuir para o aumento dos afastamentos por problemas de saúde mental. Elas também destacam que a mudança segue padrões adotados em outros países e responde ao avanço desse tipo de adoecimento no Brasil. Para Francisco Edison Sampaio, da Associação Ibero-Americana de Engenharia de Segurança do Trabalho (AIEST), o prazo concedido foi adequado. “O que se observa, em muitos casos, não é falta de tempo, mas a não utilização do período já concedido”, afirma. As entidades também rebatem a alegação de falta de orientação técnica. Segundo Nivaldo Barbosa, da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (FENATEST), o Ministério do Trabalho já disponibilizou guias e manuais para apoiar a implementação. Outras entidades da área também se posicionaram contra o adiamento, como a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANEST), Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos (ABERGO), Associação Nacional dos Docentes de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANDEST do Brasil), Associação Brasileira dos Higienistas Ocupacionais (ABHO) e Associação Brasileira das Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho (ABRESST). Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o adiamento é um retrocesso diante do cenário nacional, e que o trabalho é um fator estressor importante na saúde mental. “O argumento das empresas não faz sentido e isso pode ser um retrocesso diante do grande passo que o governo federal tinha dado, levando a saúde mental em consideração”, explica Arthur Danila, psiquiatra e coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida na USP. "É claro que a saúde mental ultrapassa o trabalho, mas esse ambiente é onde as pessoas passam o maior tempo do dia e da vida. Falar que o trabalho não está adoecendo é contrariar a realidade", diz Danila. A mestre em ciências sociais e consultora sobre trabalho, Thatiana Cappellano, reforça que o ambiente de trabalho é um fator importante nas questões de saúde mental e que as empresas fazem pressão porque não querem olhar para os problemas estruturais. 🔴 Alguns dos pontos citados pelos especialistas em saúde mental e trabalho como responsáveis pelo aumento nos afastamentos por transtornos psicológicos são a precarização do trabalho, o déficit salarial, as muitas horas de dedicação com a mudança na cultura de trabalho pós pandemia. Segundo Thatiana, para que as corporações pudessem cumprir as medidas exigidas pelo governo, teriam que olhar para seus problemas. As empresas são contra porque para discutir saúde mental é preciso olhar para a estrutura do trabalho. A empresa quer debater meta abusiva, precarização, baixos salários? Não é que a empresa não tem clareza ou verba para fazer isso, é que ela não está interessada em fazer isso Brasil tem mais de 2 mil profissões com afastamentos por transtornos mentais

Polícia Federal aponta Chefe da Polícia Civil de Alagoas como partipante de esquema de fraudes em concursos públicos Uma investigação da Polícia Federal, ao qual o Fantástico teve acesso neste domingo (22), expôs novamente a complexidade e o alcance das organizações criminosas envolvidas em fraudes de concursos públicos. O esquema que, segundo a PF, incluía o chefe de polícia de Alagoas como um dos mentores. Os crimes atingiram processos de grande porte, como o Concurso Nacional Unificado (CNU), além de concursos das Polícias Civis, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp 🔍 Mas como essas quadrilhas conseguem burlar protocolos de segurança cada vez mais rigorosos e movimentar cifras milionárias em troca de vagas no serviço público? A resposta pode estar na combinação de técnicas sofisticadas, na exploração de brechas e nas falhas de fiscalização que nem sempre são perceptíveis. Entre os métodos mais comuns identificados pelas autoridades estão: Ponto eletrônico implantado cirurgicamente: na operação mais recente, a PF confirmou o uso de dispositivos eletrônicos inseridos no corpo dos candidatos, que só podiam ser removidos por procedimento médico. O equipamento permitia a recepção de informações externas durante a prova, oferecendo controle quase total sobre o desempenho do candidato. Falsificação de documentos e de identidade: nesse método, os candidatos são substituídos por terceiros que realizam as provas em seu lugar ou apresentam documentos falsos para efetivar a contratação. O esquema exige coordenação minuciosa e, frequentemente, o envolvimento de profissionais de diversas áreas. Acesso antecipado ao conteúdo das provas: integrantes das quadrilhas conseguem ilegalmente o conteúdo das provas antes da aplicação, o que permite a preparação estratégica dos candidatos ou a manipulação direta das respostas. Usar um “boneco”: alguém que é pago para fazer a prova no lugar do candidato, como professores ou concurseiros experientes que já conhecem as provas. Nesses casos, os integrantes da quadrilha chegavam a subornar vigilantes, desligar câmeras e até utilizar documentos falsos. Esses métodos demonstram que as quadrilhas não atuam de forma amadora. Elas operam como organizações estruturadas, com divisão de tarefas, hierarquia definida, ramificações em diversos estados e serviços complementares — desde quem aplica as provas até operadores financeiros que administram os lucros obtidos ilegalmente. Os valores envolvidos são milionários. A Polícia Federal afirma que os valores cobrados variavam conforme o cargo. Para funções mais altas, como é caso de auditor fiscal, o preço podia chegar a R$ 500 mil por aprovação. Ainda segundo a PF, alguns beneficiados não tinham condições de pagar à vista e faziam acordos, incluindo parcelamentos e entrega de bens como carros e viagens. Um dos personagens centrais do esquema é Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”. Ele trabalhava na Cesgranrio, organizadora do CNU e, depois, entrou no Tribunal Regional da Paraíba. Segundo a PF, ele teve acesso antecipado às provas e explicava como violar os envelopes sem deixar vestígios. "O lacre é fácil demais, tanto romper e botar de novo", disse em um dos áudios vazados. Além da abertura indevida dos pacotes de provas, a PF identificou o uso de pontos eletrônicos, fotografias de cadernos de questões e até a atuação de pessoas contratadas para fazer provas no lugar dos candidatos inscritos. Tudo começou com uma denúncia anônima que levou os investigadores até o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, na cidade de Patos, na Paraíba. Ele e dois parentes foram aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário superior a 22 mil reais. No celular da sobrinha dele, Larissa Neves, a polícia encontrou áudios que ajudam a explicar o esquema. Em uma conversa, o irmão de Wanderlan detalha a necessidade de subornar vigilantes, desligar câmeras e até usar um “boneco” — alguém pago para fazer a prova no lugar do candidato. Horas antes da prova para auditor fiscal, Larissa enviou mensagens para o pai cobrando as respostas. A investigação aponta que, antes mesmo do início do exame, ela já tinha recebido o tema da redação e o gabarito. Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Dois professores suspeitos de resolver provas para candidatos foram presos. O delegado-geral de Alagoas foi alvo de busca e apreensão. Investigação desmontou esquema de fraudes em concurso público Reprodução/TV Globo O advogado José da Silva Moura Neto, especialista em concursos públicos, ressalta que, embora as bancas tenham reforçado os protocolos de segurança, os métodos utilizados pelas quadrilhas também evoluíram. "Há casos de vazamento de provas. Em um deles, envolvendo o Cespe, uma quadrilha fazia a prova e repassava as respostas ao candidato", explica Moura Neto. "Hoje, esse tipo de operação está mais difícil, porque as bancas dividiram etapas e reduziram o acesso integral ao material". Apesar disso, o especialista ressalta que essas organizações se adaptam: mudam os alvos, utilizam tecnologia e contam com redes que atuam em diferentes estados. Ele também destaca que provas discursivas funcionam como barreira extra: “A dissertação dificulta a fraude porque exige produção própria. É uma proteção importante, mas não elimina outras formas de manipulação.” PF faz operação contra fraudes em concursos públicos Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o caso Esse não é um caso novo. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação que revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que funcionava como uma empresa familiar. O grupo, com base em Patos, no Sertão da Paraíba, cobrava até R$ 500 mil por vaga e usava tecnologia para burlar os sistemas de segurança das bancas, incluindo dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas. Os valores exigidos variavam conforme o cargo e o grau de dificuldade do concurso e, além de dinheiro vivo, o grupo aceitava pagamentos em ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitar a propina, segundo a investigação. De acordo com o relatório apresentado pela PF, o esquema era liderado por Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar expulso da corporação em 2021 – mesmo nome citado na reportagem do Fantástico. Ele é apontado como o principal articulador da quadrilha, responsável por negociar com candidatos, coordenar a logística das provas e distribuir os gabaritos. Em dezembro, o Hospital Regional de Patos informou que ele morreu após sofrer com problemas de coagulação. A investigação indica que os crimes já aconteciam há mais de uma década. Durante todo o período, o grupo teria vendido aprovações, corrompido agentes de fiscalização e utilizado mecanismos sofisticados de fraude e falsificação para garantir cargos de alto escalão. Segundo a PF, as fraudes alcançaram concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Banco do Brasil e até o Concurso Nacional Unificado (CNU). Relembre o caso: 'Máfia dos concursos': 10 perguntas para entender o esquema que cobrava até R$ 500 mil por vaga O que acontece se a fraude for identificada? Além da anulação das aprovações e da exclusão dos candidatos, servidores já nomeados podem ser afastados e responder a processos disciplinares e penais. Os envolvidos podem ser enquadrados por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Gestão e Inovação, está ampliando os mecanismos de fiscalização para garantir mais segurança, transparência e integridade nos concursos realizados em todo o país, inclusive no CNU, que foi aplicado em outubro do ano passado. Entre as ações que diferenciam esta edição da primeira, realizada em 2024, estão: provas identificadas página a página com códigos de barra específicos para cada candidato; o número do tipo de prova não será revelado nem durante a aplicação, mas somente quando os gabaritos forem divulgados; haverá detectores de metal em todas as salas e em todos os banheiros dos locais de prova; detectores de ponto eletrônico serão utilizados sob orientação policial em todos os municípios; a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Polícias Militares estaduais atuarão de forma ampliada na escolta de provas, enquanto a Força Nacional, em conjunto com as PMs estaduais, está garantindo a guarda das provas nos locais de armazenamento. 'Máfia dos concursos': como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo

Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos Altieres Rohr/G1 A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior sob o argumento de que esses aparelhos levantam preocupações com a segurança. O principal alvo da medida é a China, que já tem outras restrições sobre o envio de seus equipamentos aos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estimativa é de que a China controle 60% do mercado americano de roteadores domésticos, que conectam computadores, telefones e outros dispositivos à internet, afirma a agência Reuters. A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a agência, uma análise convocada pela Casa Branca considerou que roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA." A FCC afirmou ainda que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual". O comunicado citou como exemplos os ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, todos apontados como de origem em grupos hackers chineses. O último teria sido capaz de invadir sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano. A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis. LEIA TAMBÉM: Governo dos EUA registra domínio 'alien.gov' após Trump ordenar divulgação de arquivos sobre supostos ETs Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação e pede para juiz reconsiderar Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China, e o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC. "A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar. "Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso." A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato. A TP-Link Systems foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, por supostamente comercializar seus roteadores de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos. A empresa, sediada na Califórnia e com origem a partir de uma fabricante chinesa, disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação. A companhia afirmou que o governo chinês não tem nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários. A Reuters informou em fevereiro que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link. Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.

PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Trabalhadores com dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep podem pedir o ressarcimento ao longo de 2026. O direito também se estende a beneficiários legais — como herdeiros, em caso de falecimento do titular. 🔎 Criado para complementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988, o fundo é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. ➡️ Um novo grupo começa a receber os valores a partir desta quarta-feira (25), com pagamentos iniciais destinados a quem fez o pedido até 28 de fevereiro. Já quem solicitar até segunda-feira (31) terá o dinheiro liberado em 27 de abril. Outras datas de pagamento estão previstas ao longo do ano. Segundo o governo, o saldo médio disponível é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o valor varia conforme o tempo de trabalho e o salário da época. Os montantes foram corrigidos pela inflação. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep O trabalhador pode consultar se tem valores a receber pelo site Repis Cidadão, do Ministério da Fazenda, ou pelo aplicativo do FGTS. Para pedir o ressarcimento, o trabalhador pode fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS ou em qualquer agência da Caixa Econômica Federal. 📎 Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. No aplicativo do FGTS, o trabalhador deve fazer login, acessar a opção “Mais” e selecionar “Ressarcimento PIS/Pasep”. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Abaixo, o g1 mostra ainda como consultar se há valores esquecido no fundo PIS/Pasep e responde outras dúvidas sobre o tema. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. Ele pode ser encontrado na carteira de trabalho, no extrato do FGTS, no site Meu INSS e no CadÚnico, entre outras opções; Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. 2. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. 3. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Neste ano, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2022 e receberam até dois salários-mínimos por mês. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos.

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Do vertiginoso aumento das contas de calefação doméstica em Yorkshire, no Reino Unido, até o fechamento de escolas no Paquistão para reduzir os custos, passando pelos preços de combustíveis em países como o Brasil, as repercussões financeiras da guerra no Oriente Médio já estão causando fortes consequências. Fica cada vez mais evidente que o impacto das represálias de Teerã, projetadas para causar transtornos e danos econômicos, talvez não seja passageiro. E, além disso, também é muito desigual. Ao lado de uma extensa lista de países que correm o risco de serem gravemente afetados, existem alguns que estão se beneficiando. Quem são eles? Os favorecidos Apesar de todos os esforços para impulsionar as energias renováveis, continuamos dependendo, em grande parte, do petróleo e do gás. Suas reservas abundantes costumam prometer grandes riquezas. E é por isso que o petróleo foi batizado de "ouro negro". Como países tentam conter o impacto da crise de energia nas famílias Governo dos EUA pede calma com alta do petróleo, mas empresários mostram ceticismo Os produtores de petróleo do Oriente Médio enfrentam desafios consideráveis devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz causado pelo conflito Getty Images via BBC Quando os preços sobem, os produtores costumam sair ganhando, enquanto os consumidores pagam a conta. Mas esta não é uma crise típica dos preços do petróleo. O Oriente Médio continua sendo o centro do abastecimento e o Estreito de Ormuz, sua principal artéria. O impacto do bloqueio de facto e dos ataques à infraestrutura energética da região atingiram duramente os produtores do Golfo Pérsico, como o Catar e a Arábia Saudita, com o Irã mantendo os aliados dos Estados Unidos na sua mira. E, com os clientes procurando fontes alternativas, países como a Noruega e o Canadá podem sair beneficiados. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, muitos países tentaram deixar de depender do gás russo. Com isso, a Noruega conseguiu aumentar sua produção e tirar vantagem dessa situação. Por outro lado, o ministro da Energia do Canadá, Tim Hodgson, se apressou a posicionar seu país como "produtor de energia estável, confiável, previsível e baseado em valores". Mas existem questões sobre a real capacidade do país de aumentar sua produção. Na verdade, a Rússia poderá acabar sendo a maior beneficiária. Com Washington flexibilizando as normas para reduzir a escassez global de combustíveis, as vendas de petróleo russo para a Índia aumentaram em cerca de 50%. Estimativas indicam que Moscou poderia conseguir até US$ 5 bilhões adicionais até o final de março e se encaminhar para fechar o ano com a maior receita obtida com a venda de combustíveis desde 2022. Os Estados Unidos correm o risco de conceder a Moscou enormes e inesperados lucros, às custas das nações do Golfo. Mas existem também outros possíveis beneficiários. Com alguns países intensificando seu consumo de carvão, surge uma oportunidade muito atraente para grandes exportadores como a Indonésia, já que o preço deste combustível também está em alta. Os mais prejudicados E sobre os Estados Unidos? O presidente americano, Donald Trump, afirma que, quando sobe o preço do petróleo, os Estados Unidos "ganham muito dinheiro". De fato, os produtores americanos de petróleo podem estar a caminho de ganhar dezenas de bilhões de dólares em receita adicional este ano, se os preços do petróleo bruto se mantiverem próximos dos níveis atuais. Mas isso não traz lucros líquidos para os Estados Unidos. Primeiramente, porque alguns produtores estão fortemente expostos às interrupções da produção no Oriente Médio. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a Noruega conseguiu aumentar sua produção de petróleo, tirando vantagem da situação Getty Images via BBC A ExxonMobil, por exemplo, detém operações no centro industrial de Ras Laffan, no Catar. Ali, a produção está paralisada desde o início de março e, agora, o local foi alvo de ataques de mísseis iranianos, causando "extensos danos". Em segundo lugar, após anos de reduzir sua capacidade frente à queda dos preços no atacado, muitos produtores de petróleo de xisto não conseguem aumentar rapidamente sua produção. E, o mais importante, em termos per capita, os americanos são os maiores consumidores de petróleo e gás do planeta. Do aumento da calefação durante o forte inverno do meio-oeste americano até o abastecimento de combustível na temporada de viagens de carro, os Estados Unidos estão fortemente expostos à flutuação dos preços dos combustíveis fósseis. Os economistas da Oxford Economics alertam que, se os preços do petróleo dispararem para US$ 140 por barril e se mantiverem neste nível, a economia correrá o risco de se contrair. Os americanos estão expostos às variações do preço dos combustíveis Bloomberg via Getty Images/BBC É claro que os americanos não são os únicos que sofrem com esta vulnerabilidade. A dependência dos consumidores europeus (incluindo o Reino Unido), em relação ao gás importado, apresenta um risco maior para o crescimento econômico, que se materializaria com o impacto sobre a inflação. A evolução do mercado nas últimas semanas poderia acrescentar cerca de 0,5% à taxa anual de inflação, caso essa tendência se mantenha e o aumento dos preços seja transferido para produtos como fertilizantes e custos de transporte. A boa notícia é que, ao aumentar sua eficiência energética ao longo dos anos, o Ocidente, de forma geral, agora é mais resiliente às flutuações de preço da energia do que no passado. Mas, com o petróleo e o gás compondo mais da metade do consumo de energia em países como o Reino Unido, os motoristas, as faturas de aquecimento doméstico e os setores com consumo intensivo de energia, como as indústrias, permanecem vulneráveis em muitas partes do mundo. Grande parte do impacto não depende apenas da trajetória futura dos preços, mas também da reação dos governos, um tema que suscita intenso debate. Não surpreende que muitas autoridades relutem em propor resgates financeiros em larga escala, já que suas próprias finanças também se encontram sob fortes pressões. A reação dos mercados de títulos do governo frente ao risco de aumento da inflação ameaça aumentar em bilhões de dólares os custos já enfrentados por países endividados. Mas é claro que a maior ameaça imediata recaiu sobre os clientes habituais do petróleo e do gás liquefeito que fluem para o leste, através do Estreito de Ormuz. O impacto na Ásia A Ásia importa 59% do seu petróleo bruto do Oriente Médio. E, no caso da Coreia do Sul, este índice atinge 70%. Com o preço das ações desabando devido à preocupação com as interrupções do fornecimento e os custos, os políticos também alertaram sobre o risco que se apresenta para a indústria de fabricação de chips do país. A Coreia do Sul produz mais da metade dos chips de memória consumidos no mundo. Em outros locais, o racionamento de combustível, semanas de trabalho de quatro dias e o fechamento de centros educacionais são algumas das medidas adotadas por países como Sri Lanka, Bangladesh e as Filipinas. Mas os maiores consumidores de energia do continente conseguiram, até certo ponto, se manter à margem dessas dificuldades, graças ao seu planejamento e à diplomacia. A China conta com reservas equivalentes a vários meses de consumo e, segundo diversas informações, o país intensificou suas compras de petróleo iraniano. O mesmo acontece com a Índia, que também aproveita esta luz verde temporária para recorrer à Rússia como seu fornecedor. É claro que o desenlace dependerá, em última instância, da evolução do conflito. Mas parece improvável que os Estados Unidos tivessem previsto totalmente algumas destas consequências econômicas, já que o país elaborou sua estratégia antes de iniciar os ataques ao Irã. E, se a guerra se prolongar, maior será o risco — não só de prejuízos a países individuais, mas também de contágio e repercussões em escala global.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) analisa, nesta terça-feira (24), uma proposta de ampliação dos limites de renda e dos valores de financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Apresentada pelo governo federal, a medida prevê a atualização das faixas de renda atendidas pelo programa. 💰Pela proposta, a Faixa 1 — atualmente destinada a famílias com renda de até R$ 2.850 — passaria a contemplar rendas de até R$ 3.200. Prefeitura anuncia inscrições para o Minha Casa, Minha Vida Divulgação/PMBV Já a Faixa 2 teria o teto elevado de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto a Faixa 3 subiria de R$ 8.600 para R$ 9.600. A Faixa 4, voltada à classe média, teria o limite ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil. 💵O texto também prevê o reajuste dos valores máximos dos imóveis financiados nas faixas superiores. Veja: Faixa 3: teto passaria de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil. As novas faixas ainda dependem de aprovação do Conselho para entrar em vigor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🏠 Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também deve deliberar sobre a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

EUA anunciam progresso em conversas com o Irã; regime nega A Amazon informou que a Amazon Web Services (AWS) no Bahrein foi "interrompida" em meio ao atual conflito no Oriente Médio. A interrupção se deve a uma atividade de drones na área da empresa, disse um porta-voz da Amazon após uma consulta da Reuters. A Amazon afirmou que está ajudando na migração de clientes para regiões alternativas da AWS enquanto trabalha na recuperação sem detalhar exatamente o que ocorreu. No início do mês, um data center da Amazon nos Emirados Árabes Unidos enfrentou interrupção de energia após ser atingidos por um "objetos não identificados". O impacto aconteceu no domingo (1º) e causou um incêndio, o que forçou autoridades a desligarem a energia do local. Na ocasião, os serviços no Bahrein também foram impactados. Logotipo da Amazon Web Services (AWS) durante evento na capital da Índia em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Anushree Fadnavis/Foto de arquivo A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas. As gigantes da tecnologia dos EUA têm posicionado os Emirados Árabes Unidos como um centro regional para computação de inteligência artificial, essencial para impulsionar serviços como o ChatGPT. Em novembro, a Microsoft anunciou que planeja aumentar seu investimento total nos Emirados Árabes Unidos para US$ 15 bilhões até o final de 2029 e que utilizará a Nvidia. Esta matéria está em atualização.

Quem abastece o veículo com gasolina já sentiu no bolso: em média, no Brasil inteiro, o preço subiu R$ 0,40 por litro desde o início da guerra no Irã. Para quem depende do diesel, a situação é pior: na média, o litro está em quase R$ 7,30; um aumento de 20% no período. E o problema é maior: impacta no custo do frete de todos os produtos e aumenta preços em cascata, empurrando a inflação para cima. Isso é resultado da disparada no valor do barril de petróleo, que chegou a bater quase US$ 120 diante dos bombardeios à infraestrutura petroleira do Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz. No cenário interno, o governo federal apresentou um pacote de medidas para mitigar esses efeitos: isenção de PIS e COFINS e subvenção a produtores e importadores, num impacto total de R$ 30 bilhões. Nas bombas de combustível, no entanto, gasolina e diesel continuam subindo. O governo federal apertou o cerco na fiscalização de distribuidoras e postos para evitar a prática de preços abusivos e propôs novas medidas para reduzir os impostos em parceria com os governos estaduais – que, até agora, não toparam. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Fábio Couto, repórter do jornal Valor Econômico especializado no setor de energia há mais de 20 anos. Fábio analisa a eficácia das medidas do governo, explica por que os estados não podem renunciar ao ICMS e avalia a possibilidade que haja, de fato, oportunismo no aumento dos preços. Convidado: Fábio Couto, repórter do jornal Valor Econômico especializado no setor de energia há mais de 20 anos. O que você precisa saber: Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras Preço médio do diesel dispara 25% e já chega a R$ 7,22 no Brasil, mostra levantamento Procons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos na venda de diesel Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo Petróleo despenca e fica abaixo de US$ 100, após Trump pausar ataques ao Irã O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti. Colaboraram neste episódio Nayara Felizardo e Rafaela Zem. Apresentação: Natuza Nery. Estados e os impostos que incidem sobre combustíveis O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Valor do diesel supera a gasolina em Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo

G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição? Os contribuintes que precisam declarar o Imposto de Renda 2026 já podem utilizar a declaração pré-preenchida — modelo em que as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. Neste ano, a Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Além disso, o Fisco simplificou alguns procedimentos. Agora, o dependente não precisa mais emitir uma procuração digital para que o titular acesse sua declaração pré‑preenchida, desde que o CPF esteja regular e o nome tenha aparecido como dependente nas três declarações anteriores. A Receita destaca que os contribuintes que optarem pela declaração pré-preenchida continuam entre as prioridades para receber a restituição. Segundo o Fisco, mais da metade dos declarantes escolheu essa opção no ano passado. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? imposto de renda 2025 Divulgação O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. 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Como funciona a Mega-sena O concurso 2.988 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 13 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (24), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese. Reuters Austrália e União Europeia assinaram nesta segunda-feira (23) — já terça-feira no horário local — um acordo comercial que conclui anos de negociações, enquanto a Europa busca diversificar seus mercados de exportação e ampliar laços para além de seus parceiros tradicionais. As negociações entre Austrália e UE começaram em 2018, mas avançaram lentamente antes de ganhar impulso em meio ao aumento das tensões comerciais globais, em parte impulsionadas por tarifas dos EUA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O acordo também reflete o esforço da UE para reduzir sua dependência da China, especialmente em minerais críticos — setor em que Pequim impôs controles de exportação sobre recursos estratégicos — e sinaliza o aumento do engajamento europeu no Indo-Pacífico, após acordos comerciais com a Indonésia, em setembro, e a Índia, em janeiro. O acordo eliminará mais de 99% das tarifas sobre exportações de bens da UE para a Austrália, reduzindo em um bilhão de euros (US$ 1,16 bilhão) por ano os custos com tarifas para as empresas. Também reduzirá tarifas sobre importações de minerais críticos, segundo a UE. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Mais próximos' “A UE e a Austrália podem estar geograficamente distantes, mas não poderíamos estar mais próximos em termos de como vemos o mundo”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após se reunir com o primeiro-ministro Anthony Albanese em Canberra. “Com essas novas e dinâmicas parcerias em segurança e defesa, assim como no comércio, estamos nos aproximando ainda mais.” A Comissão Europeia, que supervisiona a política comercial do bloco de 27 países, espera que o acordo ajude a aumentar suas exportações totais para a Austrália em até 33% ao longo dos próximos 10 anos. No setor de serviços, a UE terá maior acesso para telecomunicações e serviços financeiros, enquanto na agricultura as tarifas australianas cairão a zero para vinhos, espumantes, frutas, vegetais e chocolates desde o primeiro dia, e para queijos ao longo de três anos. Para a carne bovina, a UE abrirá duas cotas tarifárias que totalizam 30.600 toneladas, com cerca de 55% do volume entrando livre de tarifas. As negociações anteriores fracassaram em 2023, em grande parte devido a divergências sobre cotas da UE para importações de carne e proteções ao setor agrícola. O comércio entre os dois lados é significativo, com empresas da UE exportando para a Austrália 37 bilhões de euros em bens em 2025 e 28 bilhões de euros em serviços em 2023. Como bloco, a UE foi o terceiro maior parceiro comercial bilateral da Austrália em 2024, além de seu sexto maior destino de exportações, segundo dados oficiais. O bloco também foi a segunda maior fonte de investimento estrangeiro na Austrália em 2024.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou, nesta segunda-feira (23) a nomeação de Rogério Ceron para o cargo de secretário-executivo da pasta. Até então, Ceron ocupava o posto de secretário do Tesouro Nacional. "Tenho a alegria de compartilhar novidades na equipe do Ministério da Fazenda. Rogério Ceron será o novo secretário-executivo. Confio na sua capacidade de entrega, e destaco que seu trabalho à frente do Tesouro foi fundamental para avançarmos com nossa agenda nos últimos anos", disse o ministro, em uma rede social. Como secretária-executiva adjunta, assume a professora da Universidade de São Paulo (USP), Úrsula Peres. Ela é especialista em políticas públicas. Daniel Leal assumirá a chefia da pasta que cuida do Tesouro Nacional. A secretária de Prêmios e Apostas, por sua vez, será conduzida por Daniele Cardoso. A Secretaria de Assuntos Internacionais será dirigida por Mathias Alencastro. "Ninguém faz nada sozinho. Somos um Ministério sério, unido e técnico. Mulheres e homens comprometidos em fazer a diferença todos os dias, trabalhando pela prosperidade das famílias brasileiras", afirmou Durigan. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Novo ministro da Fazenda Dario Durigan foi nomeado como novo ministro da Fazenda na sexta-feira (20). Desde 2023 no Executivo, Durigan ajudou nas chamadas "medidas de recomposição de receitas", ou seja, nos aumentos de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos, assim como na articulação e regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e no fechamento de uma renegociação sobre a dívida dos estados, entre outros temas. Antes da área econômica, trabalhou como consultor na Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e no setor privado, entre 2020 e 2023, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Ele coordenava temas relacionados a políticas públicas e comunicação. Durigan também fez parte da equipe de Haddad em 2015 e 2016, na prefeitura de São Paulo. Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), o novo ministro da Fazenda tem perfil mais discreto, menos afeito aos holofotes. Entretanto, possui bom trânsito dentro do governo e é visto por interlocutores como bom articulador junto aos setores da economia real. Novo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Desafios na Fazenda À frente do Ministério da Fazenda, Dario Durigan terá de coordenar as ações da área econômica do governo durante a campanha presidencial de Lula à uma nova reeleição, período que costuma ser tenso, marcado por embates com a oposição e divulgação de notícias falsas. Temas como o fim da jornada 6 por 1, do Imposto de Renda sobre lucros e resultados dos trabalhadores, entre outros, devem entrar na pauta. A área econômica também citou, recentemente, a possível revisão de benefícios sociais e uma reforma de encargos sobre a folha de pagamentos. Outro assunto da pauta econômica em 2026 é a regulamentação e a transição da reforma tributária. O governo trabalha para implementar a CBS, seu imposto sobre consumo, em 2027 e, para isso, divulga normas operacionais de transição neste ano (período de testes). Na regulamentação da reforma tributária, embora boa parte dos temas já tenham sido abordados pelo Congresso, um deles, extremamente polêmico, ainda terá de ser debatido no Legislativo: o imposto seletivo, chamado de imposto do pecado. Pelas regras, esse imposto será cobrado sobre produtos com externalidade negativa na economia, ou seja, que geram problemas sociais e repercussões de aumento de gastos, como bebidas alcoólicas e cigarros, entre outros. O problema é que tende a haver um aumento de preços desses produtos com a regulamentação, um debate que acontecerá em ano eleitoral. Além disso, Durigan também terá de conduzir o processo orçamentário até o fim de 2026, período no qual o governo tem por meta retomar o superávit em suas contas (considerando os limites do arcabouço fiscal e o abatimento de precatórios). Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Um funcionário do alto escalão do governo dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira (23) que os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços da energia serão temporários, uma opinião da qual discordam muitos empresários reunidos no maior evento mundial sobre energia. Até a próxima sexta-feira (27), a cidade americana de Houston sedia o CERAWeek, fórum que reúne 10 mil integrantes de um setor abalado pela guerra e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Mas estas perturbações são "temporárias", argumentou o secretário de Energia, Chris Wright, na abertura do evento, diante de um auditório lotado. "Atualmente, estamos atravessando turbulências no curto prazo, mas as vantagens no longo prazo serão enormes. Pensem nos próximos anos e décadas para vocês e seus filhos: vão ver um mundo muito melhor", disse mais tarde ao canal de TV CNBC. Guerra no Irã: como países tentam conter o impacto da crise de energia nas famílias Trump durante encontro com a primeira-ministra do Japão na Casa Branca. Reuters/Evelyn Hockstein O governo de Donald Trump, envolvido no conflito contra o Irã ao lado de Israel, enfrenta a muito impopular alta dos preços em postos de gasolina a poucos meses das eleições de meio de mandato. Entre as medidas tomadas para reduzir os preços, os Estados Unidos suspenderam parte das sanções impostas ao petróleo russo e iraniano destinadas a secar as fontes de receita destes países. Paralelamente, Trump afirmou na Flórida que os Estados Unidos estavam negociando o fim das hostilidades com autoridades iranianas não identificadas, o que fez os preços do petróleo caírem cerca de 10%. 'Reconstruir as reservas' Grandes dirigentes do Golfo cancelaram sua participação no CERAweek por causa da guerra, entre eles, os das gigantes nacionais da Arábia Saudita (Saudi Aramco) e dos Emirados Árabes Unidos (Adnoc). O magnata do petróleo Sultan Al-Jaber, diretor-geral da Adnoc, enviou uma mensagem de vídeo que contrastou com o tom tranquilizador dos americanos. O bloqueio de fato do Estreito de Ormuz por parte do Irã constitui um "terrorismo econômico contra todos os países", declarou. "Não devemos permitir que nenhum país faça Ormuz refém, nem agora, nem no futuro", acrescentou. O CEO da petroleira americana Chevron, Mike Wirth, considerou que os mercados da energia tenderam a subestimar o impacto do conflito, ao apostar em uma solução rápida. "A Ásia, em particular, enfrenta preocupações reais em relação ao abastecimento" de petróleo e produtos derivados, assinalou. Mesmo depois do fim do conflito, "será preciso tempo para reconstruir as reservas", advertiu, ao que se somará o reparo da infraestrutura danificada. Patrick Pouyanné, diretor-executivo do grupo francês TotalEnergies, previu preços do gás "muito elevados até o verão" do hemisfério Norte se o Estreito de Ormuz não for reaberto, e antecipou que a Europa precisaria de muito gás para encher suas reservas antes do inverno. Investimento em energia fóssil O governo americano também anunciou que vai reembolsar a TotalEnergies em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões, na cotação atual) para compensar o abandono de suas duas concessões de projetos de parques eólicos marinhos nos Estados Unidos. A gigante francesa de energia disse que vai reinvestir esta quantia em energias fósseis no país, especialmente em um projeto de gás natural liquefeito (GNL), um dos eixos principais de desenvolvimento do grupo. Durante o governo do ex-presidente Joe Biden, os Estados Unidos avançaram na construção de parques eólicos, como parte de sua luta contra as mudanças climáticas. Trump voltou atrás nessa iniciativa, alegando que os parques eólicos enfeiam a paisagem e produzem eletricidade cara. Desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, ele reativou a produção de carvão e fomentou a de petróleo e gás. Em Houston, o diretor-executivo da TotalEnergies afirmou que a energia eólica marinha "não é o método mais barato para produzir eletricidade" nos Estados Unidos. "Este governo acredita nas realidades energéticas, não nos fantasmas climáticos", afirmou, por sua vez, o secretário do Interior de Trump, Doug Burgum. Do lado de fora do fórum, quase 100 pessoas reclamavam dos danos ambientais causados pela indústria do petróleo, e do seu uso desmedido. "Estamos ficando rapidamente sem água, e a grande maioria dos consumidores de água são instalações industriais, de combustíveis fósseis e petroquímicas", comentou a ativista ambiental Chloe Torres, 28, moradora do Texas. "A guerra no Oriente Médio está ligada ao petróleo. Pela primeira vez, aqueles que ostentam o poder são descaradamente honestos em relação a isso", destacou o médico aposentado Michael Crouch, 79.

Zema é cotado para disputar Presidência da República pelo PSD A saída de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, da corrida para ser candidato à Presidência da República pelo PSD, anunciada nesta segunda-feira (23), intensificou a aproximação do partido com a Romeu Zema (Novo), pré-candidato a presidente pelo Novo. No domingo (22), Zema passou o governo do Estado ao seu vice, Mateus Simões, que há poucos meses saiu do Novo e se filiou ao PSD. A mudança do vice aproximou Zema e seu grupo de Gilberto Kassab, presidente do PSD. No PSD, o caminho provável seria Ronaldo Caiado se tornar o novo candidato à Presidência. Há, entretanto, quem veja em Zema a força política do segundo maior colégio eleitoral do País, Minas. Zema é ainda cortejado pelo PL para ser vice de Flávio Bolsonaro. O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, diz que o acordo público segue sendo o Novo indicar o vice de Simões e ter Zema como candidato à Presidência. Os governadores Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC), Ratinho Junior (PR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Wilson Lima (AM), Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ) e Ronaldo Caiado (GO). Agência Brasília Ratinho Junior (PSD) informou, nesta segunda-feira (23), que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República e vai concluir o seu segundo mandato no governo do Paraná até dezembro de 2026. O governador era um dos três possíveis candidatos à Presidência do PSD. Com a desistência, os nomes cotados pelo partido são Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. O movimento também impacta na sucessão no Paraná. Ratinho Junior era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas para as eleições presidenciais deste ano. Na Quaest mais recente, de março, ele aparecia com 7% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno, contra 4% de Ronaldo Caiado e 3% de Eduardo Leite.

Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026. Joédson Alves/Agência Brasil A Receita Federal recebeu até às 17h30 desta segunda-feira (23) mais de um milhão de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026. O prazo para envio começou hoje e segue até o dia 29 de maio. Segundo a Receita, o ritmo de envio no primeiro dia foi superior ao registrado no ano passado, impulsionado pela disponibilização da declaração pré-preenchida já na abertura do prazo. Esse modelo foi utilizado por mais da metade dos envios realizados nesta segunda. O programa do Imposto de Renda foi liberado para "download" na quinta da semana passada (19), mas a entrega das declarações só teve início às 8h de hoje. Declaração do imposto de renda de 2026 começa hoje O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). A expectativa do órgão é receber 44 milhões de declarações dentro do prazo legal. ➡️Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — na prática, vai para o fim do calendário de restituições. Lotes de restituição Neste ano, as restituições serão pagas em quatro lotes. Em 2025, foram cinco lotes de restituição do Imposto de Renda. 🗓️Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio; 2º lote: 30 de junho; 3º lote: 31 de julho; 4º lote: 28 de agosto. Quem tem que declarar? quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; pessoa que deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans O bilionário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, dono do OnlyFans morto nesta segunda-feira (23), contribuiu com a mudança da rede social de um serviço de nicho para um fenômeno mundial que levou a mudanças em outras plataformas. Hoje conhecido pelo conteúdo adulto, o OnlyFans ainda patinava nos primeiros anos. O serviço criado em 2016 pelo britânico Tim Stokely não tinha um foco muito definido e era usado para cobrar acesso aos mais diversos tipos de conteúdo, de cursos a performances artísticas, por exemplo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A rede social foi comprada em 2018 por Radvinsky, que obteve uma participação majoritária. Com sua longa experiência no mercado de pornografia online, a plataforma passou a atrair mais criadores de conteúdo adulto. A explosão veio durante a pandemia, quando mais pessoas buscavam formas de ganhar dinheiro em casa e seguidores se mostraram mais dispostos a pagar por conteúdo adulto. Leonid Radvinsky em foto publicada no LinkedIn. Reprodução Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, dono do OnlyFans Falha em versões antigas do iPhone pode permitir espionagem e roubo de dados Como funciona o robô humanoide projetado para identificar alvos e usar armas em guerras O OnlyFans tinha 13 milhões de contas de fãs e 348 mil contas de influenciadores em 2019, segundo os documentos oficiais da empresa. Ao final de 2020, o cenário era muito maior: a rede social tinha 82 milhões de usuários e 1,6 milhão de criadores de conteúdo. Foi na pandemia que celebridades como a rapper Cardi B e a atriz Bella Thorne criaram suas contas no OnlyFans. Mas, em vez de conteúdo pornográfico, elas publicam fotos de suas rotinas e de bastidores de seus trabalhos. Influenciadores também foram atraídos pelas comissões vantajosas do OnlyFans: a rede social fica com 20% dos ganhos com assinaturas, enquanto os 80% restantes vão direto para os criadores. Outras redes sociais costumam ficar com comissões maiores ou pagar uma quantia menor com base no número de visualizações. Com o sucesso do modelo de assinaturas do OnlyFans, plataformas como o Instagram e o X também anunciaram recursos para usuários pagarem por conteúdo exclusivo de seus influenciadores favoritos. O OnlyFans alcançou 377 milhões de contas de fãs e 4,6 milhões de contas de criadores de conteúdo no final de 2024, segundo documentos mais recentes apresentados pela empresa para reguladores britânicos. A empresa registrou US$ 7,2 bilhões em pagamentos com assinaturas. Como a maior parte do valor é destinada a criadores, a companhia terminou o ano com faturamento de US$ 1,4 bilhão. OnlyFans Reuters/Andrew Kelly

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve “impropriedades, omissões ou negligências” por parte do Banco Central (BC) na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025. A informação consta em relatório de auditoria revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmado pela TV Globo. No documento, os técnicos afirmam que a intervenção no banco de Daniel Vorcaro foi uma “medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada". A conclusão dos técnicos afasta a hipótese levantada pelo ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus, de que haveria indícios de precipitação na decretação da liquidação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em dezembro de 2025, ao solicitar esclarecimentos ao BC sobre a fundamentação da medida, o ministro mencionou possíveis irregularidades e omissões na condução do processo envolvendo o Banco Master. Uma análise preliminar do próprio TCU já havia apontado que não houve "inação" por parte do BC na decretação de liquidação extrajudicial do banco. 🗓️ O processo segue sob sigilo na Corte de Contas e ainda não há previsão de quando será levado ao plenário. A TV Globo entrou em contato com a assessoria do ministro e do Banco Central, mas não houve manifestações até a publicação da matéria. Jhonatan de Jesus, ministro Tribunal de Contas da União Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o caso Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público. No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória. No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalhos. Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos. O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC. O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.

Cadillac Escalade IQ e elétrico e pesa mais de 4.000 kg divulgação/Cadillac Foi aprovado em comissão da Câmara dos Deputados um projeto que permite motoristas com carteira de habilitação B dirigir carros elétricos e híbridos com até 4.250 kg. Hoje o limite de peso para esse tipo de CNH é de 3.500 kg para qualquer tipo de veículo. Modelos da Cadillac, Chevrolet e GMC se encaixariam nos critérios do projeto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O texto passou pela Comissão de Viação e Transportes e se aplica a veículos elétricos, híbridos e com tração predominantemente elétrica. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) poderá definir outros critérios por regulamento. Vale lembrar que hoje não é obrigatório fazer aulas teóricas para conseguir a CNH. O deputado Pedro Aihara (PRD-MG), autor do projeto de lei, diz que o objetivo é compensar o peso extra das baterias de modelos elétricos. O relator Hugo Leal (PSD-RJ) incluiu no texto a categoria de veículos híbridos com tração predominantemente elétrica, mas sem especificações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A própria justificação do projeto menciona que veículos elétricos e híbridos superarão os movidos à combustão até 2030, demonstrando que ambas as tecnologias merecem tratamento isonômico”, argumentou Leal. Agora o projeto, que começou a tramitar em março de 2025, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado para virar lei. Outro projeto também aprovado em comissão propõe criar CNH separada para carros automáticos e manuais. Quais veículos se encaixam no projeto de lei Quem tem a categoria B na CNH pode dirigir veículos que pesam até 3.500 kg e levam até oito assentos, excluído o do motorista. Pelos critérios atuais do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estes carros elétricos e híbridos precisariam de motoristas com categoria C ou superior — para caminhões e ônibus. Chevrolet Silverado EV: 3.839 kg Chevrolet Silverado EV divulgação/Chevrolet A Chevrolet Silverado EV continua sendo uma picape de grandes dimensões e bastante pesada. Ela não chega aos mesmos níveis de potência e força do “primo” Hummer EV, mas seus dois motores elétricos entregam 760 cv e 108,5 kgfm de torque. Hummer EV: 4.103 kg GMC Hummer EV Divulgação / General Motors Picape totalmente elétrica, desenvolvida e fabricada nos Estados Unidos por uma subsidiária da GM. O Hummer EV impressiona pelos números em praticamente todos os aspectos. Possui três motores elétricos de 338 cv cada, totalizando 1.014 cv, e entrega 165,9 kgfm de torque — força equivalente à soma de quase três Ford F-150, a maior picape que a Ford comercializa no Brasil e que, juntas, alcançam cerca de 170 kgfm. Cadillac Escalade iQ: 4.241 kg Cadillac Escalade IQ divulgação/Cadillac O único veículo desta lista que não é uma picape é o Cadillac Escalade IQ. Trata-se de um SUV de luxo com números impressionantes, incluindo peso de até 4.241 kg, dependendo da versão. Grande parte dessa massa vem do conjunto de baterias, que garante autonomia de até 748 km por carga. A potência chega a 750 cv, o que permite ao utilitário acelerar de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos, 0,2 segundo mais rápido que o Porsche 718 Cayman.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os Estados Unidos podem não estar ampliando a geração de energia elétrica com rapidez suficiente para atender à crescente demanda da inteligência artificial. O alerta foi feito nesta segunda-feira (23) por Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos da Alphabet, empresa controladora do Google. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Estamos preocupados com o fato de não estarmos a todo vapor em termos de energia", disse ela durante a conferência CERAWeek, realizada em Houston. Segundo a executiva, o país provavelmente precisará recorrer a diferentes fontes de energia para dar conta da demanda. Recentemente, a Alphabet tomou uma medida pouco comum para uma empresa de tecnologia: comprou uma companhia do setor elétrico para ajudar a sustentar seus planos de crescimento. A empresa também vem investindo em reatores nucleares avançados — uma nova geração de usinas nucleares — e firmando contratos de resposta à demanda, mecanismo em que grandes consumidores de eletricidade reduzem temporariamente o uso de energia nos momentos de maior consumo. Esse tipo de medida envolve, por exemplo, os data centers, grandes instalações cheias de computadores que armazenam e processam dados usados por serviços digitais e sistemas de inteligência artificial. Em um dos projetos, a empresa firmou um acordo com a fornecedora de energia NextEra Energy para reativar uma usina nuclear que havia sido fechada no Estado de Iowa. A energia gerada será destinada ao funcionamento de seus data centers. Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança Noah Berger/AP Images/picture alliance

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio O forte aumento nos preços do petróleo, em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, acendeu o alerta de governos em todo o mundo para uma possível alta global da inflação. O petróleo é matéria-prima de combustíveis — como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha — e de diversos insumos, como plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Isso gera um efeito em cadeia, pressionando os custos de produção e a logística da indústria e do agronegócio. Além do transporte, o agro também sofre com o custo de funcionamento das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos. A produção de energia elétrica também tende a ser impactada, especialmente nas termelétricas — que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos. ➡️ No Brasil, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel, em uma tentativa de conter o impacto dos preços do petróleo para os consumidores. Veja abaixo como diferentes países reagiram ao aumento de preços: Índia Segundo a agência de notícias Reuters, um funcionário do governo indiano informou que o país deve rever suas exportações de combustível se necessário. O objetivo seria garantir a disponibilidade nos mercados globais. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a Índia avalia os pedidos de fornecimento de combustível de seus vizinhos e somente aprovará as exportações se tiver volumes excedentes. Além disso, o país também proibiu os consumidores de gás natural canalizado de manter, obter ou reabastecer cilindros domésticos de gás liquefeito de petróleo. O governo ainda invocou poderes de emergência para ordenar às refinarias que maximizem a produção de GLP e reduzir a venda do produto para a indústria, a fim de evitar a escassez para as 333 milhões de residências que utilizam o GLP para cozinhar. Coréia do Sul A Coreia do Sul flexibilizou os limites da capacidade de geração de energia a carvão e elevou a utilização de usinas nucleares para até 80%. Além disso, o governo sul-coreano também considera a possibilidade de distribuir vouchers adicionais de energia para apoiar as famílias mais vulneráveis. China A China proibiu as exportações de combustíveis refinados para se antecipar a uma possível escassez de combustível no mercado interno, segundo informou a agência de notícias Reuters. O país também passou a liberar suprimentos de fertilizantes de reservas comerciais nacionais antes do plantio da primavera. Austrália A Austrália passou a liberar gasolina e diesel de suas reservas domésticas para aliviar a escassez que afeta as cadeias de suprimentos rurais, bem como a mineração e a agricultura. Japão O Japão pediu que a Austrália, seu maior fornecedor de gás natural liquefeito, aumente a produção para evitar a falta do produto no país. União Europeia Os líderes da União Europeia divulgaram uma série de medidas temporárias para atenuar o impacto da subida dos preços da energia. Além de possíveis cortes de impostos sobre a eletricidade, a região também propôs taxas mais baixas de rede e apoio estatal como possíveis soluções a curto prazo. Bangladesh Bangladesh informou que busca bilhões em financiamento externo para garantir as importações de combustível e gás natural liquefeito necessários ao país. Sérvia A Sérvia anunciou que vai reduzir os impostos especiais de consumo sobre o petróleo bruto em um total de 60%. O governo do país também estendeu a proibição de exportação de petróleo bruto e derivados de petróleo para proteger seu mercado de escassez e aumentos repentinos de preços. Itália A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que a Itália está considerando reduzir os impostos especiais de consumo para suavizar os preços dos combustíveis e está pronta para aumentar os impostos sobre as empresas responsáveis por lucrar indevidamente com a crise energética. Camboja O Camboja está importando mais combustível de fornecedores em Singapura e na Malásia para compensar a falta de abastecimento do Vietnã e da China. Malásia A Malásia aumentará os gastos com subsídios à gasolina de 700 milhões de ringgits (moeda local, equivalente a US$ 178,5 milhões) para 2 bilhões de ringgits (US$ 510 milhões). O objetivo é manter o preço fixo do combustível. Tailândia A Tailândia discutiu com o governo russo a possibilidade de comprar petróleo bruto, afirmou um vice-primeiro-ministro do país, reiterando que o governo tentaria limitar o preço do diesel no mercado interno a 33 baht (US$ 1,02) por litro. A Agência de Planejamento da Tailândia também afirmou que o governo congelará os preços de alguns produtos e fornecerá apoio aos agricultores. Grécia A Grécia vai oferecersubsídios para combustíveis e fertilizantes, além de descontos em passagens de ferry, num total de 300 milhões de euros (US$ 346 milhões), em abril e maio, para proteger consumidores e agricultores, afirmou o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis. Eslovênia A Eslovênia limitou temporariamente a compra de combustível para combater a escassez nos postos de gasolina doméstico, causada em parte pelo abastecimento transfronteiriço e pelo armazenamento excessivo devido à guerra com o Irã. Filipinas As Filipinas anunciaram um plano para importar petróleo russo na próxima semana pela primeira vez em cinco anos, segundo informações da agência de notícias Reuters. O plano também prevê reduzir as contas de energia elétrica, à medida que os preços do GNL disparam, incentivando a geração de energia a carvão e regulamentando as tarifas de eletricidade. Vietnã O Vietnã fará a transição completa para gasolina com etanol antes do previsto, como parte de seus esforços para reduzir o uso de combustíveis fósseis, segundo um documento do governo. Indonésia O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, afirmou que pretende aumentar a produção de carvão do país. Além disso, indicou que o governo consiera a implementação de um imposto sobre lucros extraordinários nas exportações. Etiópia A Etiópia aumentou os subsídios aos combustíveis. Macedônia do Norte O governo da Macedônia do Norte decidiu reduzir o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) sobre os combustíveis para conter a alta dos preços nos postos de gasolina. Segundo o primeiro-ministro Hristijan Mickoski, o tributo será reduzido de 18% para 10%. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira (23) e terá duração de duas semanas. Sri Lanka O Sri Lanka informou que vai trazer medidas adicionais de racionamento de combustível para reduzir as filas e garantir o fornecimento extra de petróleo, afirmou um alto funcionário à Reuters. Crise do petróleo: entenda por que a ofensiva do Irã no mar ameaça o mercado global Reprodução/TV Globo *Com informações da agência de notícias Reuters.

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio A Agência Internacional de Energia (IEA) voltou a sinalizar a possibilidade de liberar mais petróleo dos estoques estratégicos para conter os impactos da crise provocada pela guerra no Irã. O diretor-executivo da entidade, Fatih Birol, afirmou que a medida pode ser adotada caso a situação se agrave. “Se for necessário, faremos isso. Vamos observar as condições, analisar os mercados e discutir com nossos países membros”, afirmou Birol nesta segunda-feira (23), durante evento em Canberra, na Austrália, segundo a agência Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A sinalização vem após uma ação considerada histórica. Em março, os países membros da IEA concordaram em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas — a maior retirada já feita pela agência. A medida foi adotada como resposta direta à alta dos preços globais e às incertezas geradas pelo cenário geopolítico. Mesmo com essa liberação, a agência avalia que o problema está longe de ser resolvido. A medida ajudou a aliviar parte da pressão no mercado, mas não eliminou os riscos associados à oferta global de petróleo. Birol reforçou que não há um preço específico que determine uma nova liberação de estoques. A decisão depende de uma análise ampla das condições do mercado e de alinhamento com os países membros. Nos bastidores, a IEA também tem mantido conversas com autoridades internacionais para coordenar possíveis respostas à crise, além de acompanhar cadeias logísticas e a demanda global por energia. Na semana passada, a agência sugeriu uma série de medidas para aliviar a pressão dos preços da energia sobre consumidores. Entre as sugestões estão trabalhar de casa e evitar viagens aéreas. O contexto da crise envolve ainda a importância do Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de passagem do petróleo no mundo. Qualquer instabilidade na região tem potencial para afetar diretamente o abastecimento global e pressionar ainda mais os preços. Birol classificou o cenário atual como mais grave do que crises anteriores e destacou que o impacto sobre os mercados ainda está sendo subestimado. “A solução mais importante para esse problema é a abertura do Estreito de Ormuz”, disse. Ele também alertou que os efeitos do conflito podem ser amplos e duradouros, com reflexos sobre a inflação e a atividade econômica em diversos países. Petróleo despenca após Trump sinalizar trégua no Irã Fumaça sobe após um ataque à refinaria de petróleo da Bapco, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, na ilha de Sitra, Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer TPX IMAGES OF THE DAY Os preços do petróleo inverteram o sinal positivo visto pela manhã e passaram a operar em forte queda nesta segunda-feira, após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente americano anunciou uma trégua de cinco dias com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana. Mas a agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos Estados Unidos. 🛢️Perto das 14h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência global, caía 9,23%, a US$ 101,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 8,41%, a US$ 89,97. Neste mês, países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo para conter a alta dos preços globais. Reuters

Café robusta Globo Rural/Tv Globo Depois de um cenário desafiador, com altas temperaturas e poucas chuvas em dezembro, a safra brasileira de café 2026/27 segue beneficiada pelas condições climáticas favoráveis para o cultivo do grão desde janeiro deste ano na maioria das regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Cepea-Esalq), o campus da USP em Piracicaba. Segundo pesquisadores do Cepea, na primeira quinzena de março, o volumes de chuvas elevados auxiliaram o enchimento dos grãos de arábica e ajudaram o desenvolvimento final do robusta. 📈Safra recorde: o clima favorável mantém expectativa de uma safra recorde de café para 2026/27, impulsionada sobretudo pela produção do café arábica. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Em boletim do Cepea publicado no fim de fevereiro deste ano, o Centro de Estudos da Esalq já apontava expectativas positivas para a atual temporada, que pode ser a primeira desde a safra 2020/21 a superar o patamar de 60 milhões de sacas no Brasil, somando as modalidades arábica e robusta. "O que seria um recorde", projeta o Centro de Estudos da Esalq. No caso do robusta, pesquisadores do Cepea indicam que havia uma expectativa inicial menos promissora de produção para a atual temporada. Leia mais: Projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica em SP Contudo, com as condições climáticas também favoráveis, ainda que março registre chuvas menos volumosas que nos meses anteriores, agentes do setor consultados pelo Centro de Pesquisas têm passado a apostar em colheita próxima à observada na safra passada. Em Campinas (SP), no interior de São Paulo, uma das regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea, o volume elevado de chuva começou ainda em janeiro. Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação Na Estação do Taquaral, em Campinas (SP), o acumulado do mês chegou a 339 milímetros, valor 79 milímetros acima da média histórica, que é de 261 milímetros para o período, de acordo com dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro). Café tipo robusta Arquivo Pessoal Chuvas em outras regiões produtoras Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em fevereiro, foram registrados 154,5 milímetros de chuva no município de Marília, na região central do estado de São Paulo. Os maiores acumulados ocorreram na Mogiana Paulista, no Cerrado Mineiro e no Sul de Minas. "Nas regiões produtoras de robusta, onde a colheita já pode ser iniciada a partir de abril, os volumes de chuvas em fevereiro estão bem inferiores aos observados em janeiro. Ainda assim, vale destacar que, em municípios mais ao norte do Espírito Santo, como Linhares, o excesso de precipitações no fim de janeiro pode ter prejudicado o desenvolvimento da safra em alguns talhões, influenciando o avanço de doenças", descreve o Cepea Retomada do setor em janeiro Após um período de negociações restritas, com ausências de vendedores e compradores ativos no mercado doméstico, as vendas do setor cafeeiro voltaram a aquecer na primeira quinzena de janeiro de 2026. As cotações dos cafés robusta e arábica, o mais consumido no Brasil, fecharam a R$ 1,2 mil e R$ 2,2 mil a saca, respectivamente. Os valores são considerados positivos e atendem os patamares desejáveis pelos produtores, segundo o Cepea. Segundo o centro, o movimento de alta se intensificou a partir de 6 de janeiro, quando os contratos futuros (de março de 2026) registraram aumento de 1.450 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures). O movimento na bolsa de valores aumentou o volume comercializado no mercado brasileiro. Café fica 34,9% mais caro em Campinas, aponta levantamento Agentes consultados pelo Cepea indicam que, com a virada do ano, alguns agricultores tinham necessidade de fazer caixa, o que colaborou para o aumento da liquidez no período. Embora o mercado tenha esteja em viés de retomada, o cenário de pouca chuva em importantes regiões produtoras do Brasil preocupa agentes do setor cafeeiro em relação à safra 2026/2027, segundo o boletim divulgado pelo Cepea. "Dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade, condição que pode comprometer a formação dos grãos, resultando em cafés chochos", analisa o Cepea. Compra de fertilizantes O poder de compra de fertilizantes pelos produtores de café de São Paulo aumentou nos últimos meses de 2025. Os preços da saca de 60 kg do café arábica operou em cerca de R$ 2,2 mil em outubro. Os valores do café robusta fecharam em torno dos R$ 1.350 a saca. Chuvas volumosas deixam alerta sobre possíveis áreas de risco na região de Campinas Com as cotações nesse patamar, os produtores de São Paulo precisavam de 1,16 saca de arábica do tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo em 2025. 💰Em outubro de 2024, era preciso 1,44 saca de café para compra de fertilizante. Desde o início dos levantamentos feitos pelo Cepea, em 2011, a média histórica indica a necessidade de 2,6 sacas de café para pagar uma tonelada de fertilizante. "O poder de compra dos agricultores frente a importantes fertilizantes é considerado bom neste ano. Pesquisadores ressaltam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras de café tende a viabilizar a realização de adubações nas lavouras, visando um bom desenvolvimento da safra 2025/26", detalham. Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

O C6 obteve uma decisão cautelar favorável da Justiça que permite ao banco voltar a oferecer empréstimos consignados. Na semana passada, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) havia suspendido o registro de novas operações desse tipo pelo banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na decisão que acolhe o pedido de tutela cautelar em caráter antecedente apresentado pelo Banco C6 Consignado S.A., proferida na última sexta-feira, o juiz federal Rodrigo de Godoy Mendes, da 6ª Vara Federal, apontou “desproporcionalidade” nas medidas adotadas pelo INSS. Segundo ele, suspender a principal atividade da instituição até que valores ainda em discussão sejam devolvidos configura uma medida de força sem respaldo jurídico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Não é razoável nem proporcional. A impossibilidade de averbar novos contratos gera prejuízos financeiros diários e provável perda de participação de mercado”, acrescentou. “O restabelecimento do acesso ao sistema de consignações não impede a regular continuidade do processo administrativo sancionador, desde que garantido o devido processo legal, também não obstando a posterior determinação de ressarcimento de valores pelos meios legais adequados, caso, ao final do procedimento, seja comprovada a ilicitude da conduta da instituição financeira”, argumentou. Procurado nesta segunda-feira, o C6 confirmou a decisão, que corre em segredo de Justiça. O INSS não comentou de imediato. Consignado pesa 45% na carteira de crédito do C6 A carteira de crédito expandida do C6 Bank somava R$ 89,3 bilhões no fim do ano passado. Desse total, os empréstimos consignados — modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente do salário ou do benefício do cliente — representavam 45%, segundo dados do próprio banco. O INSS havia suspendido, no início da semana passada, o recebimento de novos registros de crédito consignado do C6. O instituto afirmou que a medida ocorreu por descumprimento de cláusulas do acordo firmado entre as duas entidades e informou que a suspensão permaneceria até que fossem devolvidos valores cobrados indevidamente em pacotes de serviços descontados dos benefícios pagos pelo INSS, com as devidas correções. Na ocasião, o C6 — que tem como sócio o banco norte-americano JPMorgan Chase — afirmou que discordava integralmente da interpretação do INSS e que buscaria exercer seu direito de defesa na Justiça. Na decisão, o juiz da 6ª Vara também cita a defesa apresentada pelo C6. O banco sustenta que os produtos oferecidos — como seguro de vida e pacotes de benefícios — são legais e que a contratação ocorreu de forma autônoma e opcional pelos clientes, sem caracterizar venda casada. A decisão de Godoy Mendes determina a suspensão imediata dos efeitos do despacho do INSS publicado no último dia 16, “restabelecendo-se, por conseguinte, a habilitação e o acesso da parte requerente ao sistema para o recebimento de novas averbações de operações de crédito consignado administrado” pelo banco. O magistrado também suspendeu temporariamente, até nova decisão, “a exigência de devolução de valores como condição imperativa para a continuidade das atividades da instituição”. Sede do C6 Bank no Jardim Paulista, Zona Sul de São Paulo C6 Bank/Divulgação

Mercedes AMG GT 63 S é híbrido de 816 cv com motor a combustão 4.0 V8 Divulgação / Mercedes-Benz Nesta segunda-feira (23), a corte federal alemã em Karlsruhe negou o pedido de uma ONG que buscava proibir a venda de carros a combustão produzidos pela BMW e pela Mercedes-Benz a partir de 2030. O processo estava em andamento desde 2021 e já havia sido decidido a favor das montadoras em instâncias inferiores. A organização Deutsche Umwelthilfe (DUH) argumenta ainda que existiria um limite específico de emissões de poluentes para BMW e Mercedes e que as empresas estariam ultrapassando esse “orçamento de carbono”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A corte reafirmou o entendimento dos julgamentos anteriores: não há uma cota individual de emissões de carbono estabelecida para cada fábrica. Um porta-voz da BMW afirmou à agência Reuters que a decisão oferece segurança jurídica às empresas que atuam na Alemanha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda o caso Os ambientalistas da DUH entraram com o processo em 2021. Eles querem que as montadoras assumam um compromisso legal de parar a produção de carros a combustão a partir de 2030. Eles também pedem que as fábricas emitam apenas uma “fatia justa” de CO₂ em suas operações. Porém, não existe nenhuma lei que defina qual seria essa parcela para empresas como BMW ou Mercedes. O cálculo dessa “fatia” foi elaborado pela própria DUH com base em dados sobre aquecimento global. Essas informações vêm do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. A pesquisa do IPCC, usada pelos ambientalistas, estima quanto carbono o planeta pode liberar sem que a temperatura global aumente mais do que 1,7 grau Celsius. De acordo com os cálculos, as metas atuais de emissões das empresas não seriam suficientes. A Daimler, dona da marca Mercedes, disse na ocasião que não via cabimento no argumento usado pelos ambientalistas. Já a BMW disse na época que suas metas de compromisso com o clima estavam à frente da indústria. *com informações da Reuters

FGC deve desembolsar quase R$ 5 bilhões para ressarcir clientes do Banco Pleno O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta segnda-feira (23) que os os depositantes e investidores do banco Pleno já podem entrar com o pedido de garantia pelo aplicativo do fundo. No caso de empresas, informou que o pedido deverá ser concluído pelo site do FGC. "O número de credores com direito à garantia foi confirmado em 152 mil pessoas, com valor total de R$ 4,8 bilhões a ser pago pelo Fundo", informou o FGC, em nota. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, junto com a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, em fevereiro deste ano. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. As instituições faziam parte do grupo do Banco Master, mas foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Banco Master. Reprodução/TV Globo Segundo o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master. Assim, o liquidante irá apurar os valores a serem garantidos até o limite previsto na regulamentação. O Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do BC indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões. Isso equivale a aproximadamente R$ 7,2 bilhões. O FGC lembra que oferece garantia de até R$ 250 mil, por CPF ou CNPJ, para investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, por instituição financeira associada ou conglomerado. Existe um teto de R$ 1 milhão, a cada período de quatro anos, para garantias pagas por CPF ou CNPJ.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pesquisadores de segurança digital identificaram um programa de espionagem (spyware) capaz de invadir iPhones e coletar informações dos usuários. A ferramenta foi encontrada recentemente em dezenas de sites na Ucrânia e pode explorar falhas em versões antigas do sistema operacional dos aparelhos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O software malicioso foi apelidado de “Darksword” por especialistas das empresas de segurança digital Lookout e iVerify, em parceria com pesquisadores do Google. Segundo estudos divulgados na última semana, o programa pode ser usado para acessar dados do telefone e até informações guardadas em carteiras digitais de criptomoedas. 🕵️♂️ O ataque acontece quando o usuário acessa determinados sites criados para explorar falhas de segurança no sistema do iPhone. Ao entrar nessas páginas, o programa malicioso pode ser ativado e passar a acessar o aparelho, permitindo a coleta de dados do dispositivo. Segundo caso de spyware contra iPhones revelado em março Este é o segundo caso identificado neste mês envolvendo ferramentas desse tipo voltadas para dispositivos da Apple. No início de março, pesquisadores já haviam revelado outro programa de espionagem digital, chamado “Coruna”, que também explorava falhas no sistema dos iPhones. Segundo os especialistas, a existência de duas ferramentas diferentes descobertas em pouco tempo indica que está crescendo o mercado de programas capazes de invadir celulares para roubar informações. “Agora existe uma cadeia confirmada de ferramentas desse tipo que acabaram nas mãos de grupos possivelmente criminosos interessados em ganhos financeiros”, afirmou Justin Albrecht, pesquisador da Lookout, à Reuters. Ataques em diferentes países Pesquisadores do Google disseram ter identificado campanhas de ataque que usaram o Darksword contra alvos em países como Arábia Saudita, Turquia, Malásia e Ucrânia. De acordo com a empresa, algumas dessas operações estariam associadas a um fornecedor comercial de tecnologia de vigilância chamado PARS Defense, sediado na Turquia. A empresa não respondeu a pedidos de comentário feitos pela Reuters. Os especialistas também descobriram que o programa era distribuído principalmente para usuários que utilizavam versões do sistema do iPhone entre iOS 18.4 e iOS 18.6.2, lançadas entre março e agosto do ano passado. Ainda não se sabe quantos aparelhos podem estar vulneráveis. No entanto, estimativas baseadas em dados públicos indicam que entre 220 milhões e 270 milhões de iPhones ainda utilizam versões do sistema que podem ser exploradas, segundo as empresas iVerify e Lookout. A Apple afirma que as falhas usadas nesses ataques já foram corrigidas em atualizações mais recentes do sistema. Segundo a empresa, usuários que mantêm o iPhone com o software atualizado já estão protegidos contra esse tipo de exploração. Apple recomenda atualização do sistema Em comunicado publicado na quinta-feira (19), a Apple afirmou que os ataques identificados exploram versões antigas do iOS por meio de conteúdos maliciosos na internet, como links ou sites comprometidos. A empresa disse ter investigado os casos e liberado atualizações de segurança para corrigir as vulnerabilidades assim que elas foram identificadas. A companhia reforça que manter o sistema atualizado é a principal medida para proteger os dados do usuário. Segundo a Apple, aparelhos com versões recentes do iOS não estavam expostos a esses ataques, e o navegador Safari também passou a bloquear automaticamente os endereços usados nas campanhas identificadas. Leia abaixo o comunicado completo da empresa. "Se o seu iPhone não estiver com a versão mais recente do software, atualize o iOS para proteger seus dados. Pesquisadores de segurança identificaram recentemente ataques baseados na web que têm como alvo versões desatualizadas do iOS por meio de conteúdos maliciosos na internet. Por exemplo, se você estiver usando uma versão antiga do iOS e clicar em um link malicioso ou acessar um site comprometido, os dados armazenados no seu iPhone podem correr risco de serem roubados. Investigamos cuidadosamente esses problemas assim que foram identificados e lançamos atualizações de software o mais rápido possível para as versões mais recentes do sistema operacional, a fim de corrigir as vulnerabilidades e interromper esse tipo de ataque. Se o software do seu iPhone estiver atualizado, você já está protegido. Manter o sistema atualizado é a medida mais importante que os usuários podem tomar para preservar a segurança dos produtos Apple, e dispositivos com software atualizado não estavam em risco nesses ataques relatados. Aparelhos com o Modo de Bloqueio (Lockdown Mode) ativado também estão protegidos contra esses ataques específicos, mesmo que utilizem versões mais antigas do software. Ainda assim, recomendamos que o dispositivo seja atualizado para a versão mais recente do iOS o quanto antes. Se o seu iPhone utiliza uma versão antiga do iOS, atualize para proteger seus dados. Dispositivos com as versões mais recentes e atualizadas do iOS 15 até o iOS 26 já estão protegidos. Caso você não tenha atualizado o software recentemente, atualize o iOS no seu iPhone. Em 11 de março de 2026, lançamos uma atualização de software para iOS 15 e iOS 16 com o objetivo de ampliar a proteção para aparelhos mais antigos que não conseguem instalar as versões mais recentes do sistema. Dispositivos com iOS 13 ou iOS 14 precisam ser atualizados para iOS 15 para receber essas proteções. Esses aparelhos também receberão, nos próximos dias, um alerta adicional para a instalação de uma Atualização Crítica de Segurança. O sistema Apple Safe Browsing, do navegador Safari, vem ativado por padrão e bloqueia os domínios de internet maliciosos identificados nesses ataques. Nota: usuários que não conseguem atualizar seus aparelhos podem considerar ativar o Modo de Bloqueio (Lockdown Mode), quando disponível, para se proteger contra conteúdos maliciosos na internet e outras ameaças." Apple lança o iPhone Air Nic Coury/AFP

Soja. Divulgação. Uma missão do Ministério da Agricultura do Brasil iniciou nesta segunda-feira (23) negociações com autoridades da China para discutir regras de inspeção fitossanitária da soja brasileira, segundo informações confirmadas por autoridades à agência Reuters. 🔎A inspeção fitossanitária é a verificação de produtos vegetais, como grãos e frutas, para garantir que estejam livres de pragas, doenças ou contaminantes. Esse controle é exigido no comércio internacional e, quando aprovado, permite a emissão de um certificado necessário para a exportação. A viagem ocorre após uma série de entraves recentes nas exportações. Nos últimos dias, cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pelos chineses por conterem ervas daninhas consideradas proibidas no país asiático. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Diante do impasse, autoridades chinesas concordaram em flexibilizar parte das exigências sanitárias. Em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária, o governo brasileiro informou que não será mais adotado o critério de tolerância zero para a presença dessas impurezas nas cargas. Com isso, a China deixou de exigir que a soja brasileira esteja 100% livre de impurezas, como ervas daninhas. Ou seja, a fiscalização continua existindo, mas ficou menos rígida, o que facilita a liberação das cargas. Ainda assim, não há definição de um limite numérico para a tolerância, que deve ser discutido em novas rodadas de negociação entre os dois países. Até lá, a liberação dos carregamentos seguirá baseada em análise de risco. O endurecimento das exigências havia provocado dificuldades para exportadores brasileiros, que relataram problemas na emissão de certificados fitossanitários — documento essencial para o envio da soja ao exterior. Na semana passada, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil não flexibilizou a fiscalização dos embarques destinados à China, contrariando reportagens publicadas na imprensa. Procurado nesta segunda-feira, o ministério informou que as conversas com os chineses estão em estágio inicial e que ainda não há decisões definitivas, segundo a Reuters. As negociações devem continuar ao longo da semana, com a participação dos secretários de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. O que aconteceu Nos últimos dias, a China devolveu 20 navios com cargas de soja enviadas pelo Brasil que descumpriram regras sanitárias do país, enquanto a Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês. 🌱 Isso representa entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas. No total, o Brasil deve exportar cerca de 112 milhões de toneladas no ano. Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 80% das exportações do produto. Na semana passada, Fávaro disse em coletiva de imprensa que a qualidade da soja brasileira “é inquestionável”, mas que a preocupação dos chineses é legítima. Na ocasião, ele afirmou ainda que iria propor à China a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio de soja. Apesar de o caso ter ganhado repercussão nos últimos dias, a situação não é nova, afirma Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil. "O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, informou ao governo brasileiro que carregamentos estavam chegando com excesso de sementes proibidas e materiais estranhos", diz Bulascoschi. "Recentemente, a China voltou a cobrar o Ministério da Agricultura de forma mais dura, o que levou o governo a adotar uma 'postura de tolerância zero' para evitar tensões diplomáticas e a emitir certificados fitossanitários com mais rigor", acrescenta. Na prática, diz ele, o Ministério passou a fazer inspeções mais frequentes e deixou de emitir certificados para carregamentos que não cumprem as exigências. "Sem esse certificado, as empresas ficam impedidas de entregar a carga na China e de receber o pagamento", explica. China flexibiliza regra sobre ervas daninhas na soja brasileira Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil

O governo federal lança, nesta segunda-feira (23), um catálogo inédito da Base Industrial de Defesa (BID) com o objetivo de ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional. A iniciativa, apresentada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, reúne informações estratégicas sobre produtos e fabricantes nacionais e busca facilitar a conexão com investidores, delegações estrangeiras e compradores do setor, em meio ao crescimento das exportações militares do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, tem feito críticas recorrentes ao aumento dos gastos globais com a indústria bélica. Em discursos recentes em fóruns internacionais, Lula afirmou que o mundo “investe mais em guerra do que em paz” e defendeu o redirecionamento de recursos militares para áreas como combate à fome, redução das desigualdades e enfrentamento das mudanças climáticas. LEIA TAMBÉM: Lula critica investimento em guerras em detrimento ao combate à fome na abertura do G20 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O lançamento do projeto do governo ocorre em um momento de expansão das exportações brasileiras de produtos de defesa. Nos últimos anos, o setor mais que dobrou o volume de vendas externas, com o Brasil passando a fornecer equipamentos militares para cerca de 140 países, incluindo mercados na Europa e no Oriente Médio. Em 2025, a indústria bateu o recorde de 3,4 bilhões em exportações. Ao todo, a publicação reúne 154 empresas e 364 produtos, destacando a diversidade da produção nacional, que inclui embarcações, blindados e aeronaves. Disponível em português e inglês, o catálogo reúne empresas e produtos estratégicos para a projeção global do setor. O material é voltado a autoridades civis e militares, investidores, compradores e delegações estrangeiras. Esse avanço acompanha uma tendência global de aumento dos gastos militares, impulsionada por conflitos recentes. Nesse cenário, países buscam diversificar fornecedores e ampliar parcerias estratégicas — o que abre espaço para a indústria brasileira disputar novos contratos.
Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans
Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans Morreu nesta segunda-feira (23), o criador do OnlyFans, Leonid Radvinsky, aos 43 anos. A informação foi dada pela empresa, que tem sede em Londres. “Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “A família pediu privacidade neste momento difícil.” Nascido na cidade de Odesa, na Ucrânia, Radvinsky era proprietário do OnlyFans, plataforma fundada em 2016 que, originalmente, funcionava como uma rede social em que criadores podiam cobrar pelo acesso a qualquer tipo de post — de cursos a performances artísticas. Apesar disso, o site estourou mesmo em meados de 2020, com a compra e venda de conteúdo erótico. Discreto nas redes sociais e avesso à entrevistas, Radvinsky morava na Flórida, nos EUA. Uma biografia de um site atribuído ao bilionário, afirmava que ele passou "as últimas duas décadas construindo empresas de software e contribuindo para o movimento de código aberto". Junto com sua família, Radvinsky se mudou para os EUA ainda criança. Como Leonid Radvinsky levou OnlyFans a faturamento bilionário que mudou outras redes sociais Leonid Radvinsky em foto publicada no LinkedIn Reprodução LinkedIn Segundo a BBC, Radvinsky doou mais de US$ 1,3 milhão -- R$ 6,7 milhões -- em criptomoedas para seu país de origem, que foi invadido pela Rússia no início de 2022. Além do OnlyFans, Leonid também era dono da Leo, um fundo de capital de risco fundado em 2009, que foca no investimento em empresas de tecnologia. Na lista dos bilionários da Forbes, publicada no início de março, Radvinsky ocupava a 870ª posição do ranking que reúne os mais ricos do muo, seu patrimônio era de US$ 4,7 bilhões -- aproximadamente R$ 24,8 bilhões de reais. A morte do bilionário gera dúvidas sobre quem assumirá o comando do OnlyFans. Não há informações públicas sobre se Leonid tinha filhos, e a empresa também não divulgou quem deverá assumir seu lugar na gestão ou no controle do negócio. Em janeiro deste ano, a Reuters noticiou que Radvinsky estava em negociações para vender sua participação majoritária para uma empresa de investimentos chamada Architect Capital por cerca de US$ 5,5 bilhões -- cerca de R$ 29,2 bilhões. Mas as conversas ainda estavam em estágio inicial. Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico Andrew Kelly/Reuters Além da carreria em computação, a biografia de Radvinsky no site afirma queo bilionário doava "muito tempo, esforço e dinheiro para causas sem fins lucrativos, como iniciativas de código aberto e instituições de caridade tradicionais". Entusiasta de assuntos ligados a helicóptero, Radvinsky se considerava como um "aspirante a piloto com cerca de 95 horas de voo, principalmente em um Bell 206B-3 JetRanger". 'Acham que sou louco': brasileiros contam por que escanearam íris em troca de criptomoedas O começo e o OnlyFans O negócio de Radvinsky começou quando ele ainda era estudante de economia da Northwestern University e fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele comandava sites que disponibilizavam senhas hackeadas. Em 2018, o ucraniano comprou uma participação na OnlyFans, fundado em 2016, e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido. Abaixo, reveja reportagem do g1, publicada em fevereiro de 2022, sobre ex-BBBs que possuem perfil no OnlyFans: Semana Pop mostra quais ex-BBBs contam com perfil na plataforma OnlyFans

Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans Morreu nesta segunda-feira (23) o bilionário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, dono do OnlyFans, aos 43 anos. A informação foi confirmada pela empresa à Bloomberg. Nascido em 1982 em Odessa, na Ucrânia — então parte da União Soviética —, ele se mudou com a família para os Estados Unidos ainda criança. “Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “A família pediu privacidade neste momento difícil.” LEIA TAMBÉM: Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans Como Leonid Radvinsky levou OnlyFans a faturamento bilionário que mudou outras redes sociais Radvinsky era dono da plataforma desde 2018, quando adquiriu uma participação majoritária na empresa. Leonid Radvinsky em foto publicada no LinkedIn. Reprodução Sob o comando de Radvinsky, a plataforma se tornou um fenômeno cultural ao permitir que criadores de conteúdo cobrassem diretamente por suas produções. O OnlyFans foi fundado em 2016 e ganhou fama por hospedar conteúdos considerados inadequados na maioria das redes sociais, crescendo rapidamente durante a pandemia. De acordo com a Bloomberg, Radvinsky negociava a venda de uma participação na empresa, mas as conversas ainda estavam em estágio inicial. Discreto nas redes sociais e avesso a entrevistas, Radvinsky morava na Flórida, nos Estados Unidos, e acumulava uma fortuna de US$ 4,7 bilhões, segundo a Forbes no ranking de bilionários de 2025. Ele ocupava a 870ª posição entre os mais ricos do mundo. Radvinsky iniciou sua trajetória nos negócios ainda como estudante de economia na Northwestern University, nos EUA, quando fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele administrava sites que disponibilizavam senhas obtidas por meio de invasões. Em 2018, o ucraniano comprou uma participação no OnlyFans, fundado em 2016 e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido. Semana Pop mostra quais ex-BBBs contam com perfil na plataforma OnlyFans

Imposto de Renda 2026: prazo começa nesta segunda; veja mudanças e quem precisa declarar A Receita Federal recebeu até as 9h desta segunda-feira (23) quase 136 mil de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025. 💻 O prazo de envio começou nesta segunda-feira às 8h, e se estende até 29 de maio. Quem não entregar dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Entregas do IR em 2026 Reprodução do site da Receita Federal O programa do Imposto de Renda foi liberado para "download" na quinta da semana passada (19), mas a entrega das declarações só teve início às 8h de hoje. O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). O Fisco espera receber 44 milhões de declarações do Imposto de Renda deste ano. ➡️Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — na prática, vai para o fim do calendário de restituições. Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026. Joédson Alves/Agência Brasil LEIA TAMBÉM: Prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maio Saiba quais são os limites para as deduções Declaração pré-preenchida estará disponível a partir do início do prazo Prioridades Vale lembrar que a Receita Federal prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo). Têm prioridade na restituição do Imposto de Renda, nesta ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; as restituições de contribuintes que, conjuntamente, utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX; as restituições de contribuintes que, exclusivamente, utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento PIX. Lotes de restituição Neste ano, as restituições serão pagas em quatro lotes. Em 2025, foram cinco lotes de restituição do Imposto de Renda. 🗓️Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio; 2º lote: 30 de junho; 3º lote: 31 de julho; 4º lote: 28 de agosto.

Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação O BTG Pactual informou nesta segunda-feira (23) que iniciou o restabelecimento do serviço de PIX pela manhã, após a suspensão decorrente de um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões da instituição no domingo (22). O roubo teria acontecido por meio de uma falha relacionada as operações por PIX. Interlocutores dizem que a maior parte dos recursos já foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões a R$ 40 milhões a serem buscados. Os sistemas do Banco Central e do Pix não foram atacados, mas houve um “problema localizado” na instituição financeira – que foi identificado pela área técnica da autoridade monetária. Após o Banco Central identificar atividades atípicas nas contas da instituição, o BTG suspendeu todas as operações relacionadas ao PIX. De acordo com o banco, a invasão não conseguiu acesso as contas dos clientes e nenhum recurso foi extraído delas. Em nota, o banco confirmou o ataque e que medidas foram tomadas para diminuir o impacto. Além disso, informou que está "disponível" para tirar dúvidas dos clientes. Nota do BTG O BTG Pactual informa que iniciou o restabelecimento do serviço de PIX na manhã desta segunda-feira (23/03) após suspensão do serviço por medida preventiva no domingo (22/03). A paralisação ocorreu após identificação de atividades atípicas que acionaram os sistemas de segurança na manhã do domingo. O BTG Pactual esclarece que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados de correntistas. O banco reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e permanece disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, disparou 3,24% nesta segunda-feira (23) e encerrou o dia aos 181.932 pontos. Já o dólar caiu 1,29%, cotado a R$ 5,2402. Na mínima, a moeda chegou a R$ 5,2146. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo voltaram ao centro das atenções após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender possíveis ataques a instalações energéticas do Irã. Ele afirmou que houve conversas produtivas entre os dois países e que o Irã quer chegar a um acordo. 🔎 O barril do petróleo passou imediatamente a cair. Após ter alcançado os US$ 113, o petróleo tipo Brent fechou em queda de 11,12%, cotado a US$ 99,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, teve um recuo de 9,70%, cotado a US$ 88,70 o barril. ▶️ O avanço no diálogo entre Washington e Teerã fez os principais índices de Wall Street fecharem em alta. Na Europa, o dia também foi positivo. Somente as bolsas asiáticas, que fecharam antes do anúncio, fecharam no vermelho. ▶️ No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. O aumento dos preços durante a guerra reacendeu o debate sobre a redução da influência do Estado sobre o mercado de combustíveis. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,29%; Acumulado do mês: +2,07%; Acumulado do ano: -4,53%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,24%; Acumulado do mês: -3,63%; Acumulado do ano: +12,91%. Trump anuncia trégua no Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda que determinou uma pausa de cinco dias em possíveis ataques a instalações de energia do Irã. O anúncio foi feito em publicação na rede Truth Social, na qual ele afirmou que representantes dos dois países tiveram conversas recentes, que classificou como produtivas. Segundo ele, os contatos ocorreram no fim de semana e trataram da possibilidade de encerrar o conflito no Oriente Médio. Diante do teor dessas conversas, ele afirmou ter orientado o Departamento de Guerra a adiar qualquer ataque contra usinas de energia e outras estruturas do setor no Irã durante esse período, enquanto as discussões continuam. Durante a tarde, em entrevista a jornalistas, Trump voltou a mencionar o diálogo entre os dois países e afirmou que "há uma chance muito boa" de acordo. "Estamos em discussões com o Irã para determinar se um acordo mais amplo pode ser alcançado. Desta vez, eles estão falando sério, querem chegar a um acordo. Eliminamos tudo o que havia para eliminar no Irã, inclusive os líderes. O Irã tem mais uma oportunidade para acabar com as ameaças à América... Quer a paz e concordou em não ter armas nucleares. Há uma chance muito boa de acordo", afirmou. A versão, porém, foi contestada por veículos ligados ao governo iraniano. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou que não há negociações em andamento entre autoridades de Teerã e de Washington. Citando fontes do governo iraniano, a agência afirmou que Trump teria recuado após ameaças do Irã de atacar instalações de energia na região do Golfo. A agência Tasnim, também estatal, divulgou posição semelhante. A publicação afirma que esse tipo de declaração faz parte de uma tentativa de pressão política e que, nesse cenário, o Estreito de Ormuz não voltaria às condições anteriores à guerra, nem haveria estabilidade nos mercados de energia. Já a agência Mehr informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã avalia que a declaração de Trump tem como objetivo pressionar os preços do petróleo e do gás para baixo, após a alta registrada desde o início do conflito. Mercados globais Os mercados reagiram com força nesta segunda-feira após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta: o Dow Jones e o Nasdaq Composite subiram 1,38%, enquanto o S&P 500 avançou 1,15%. Na Europa, o alívio das tensões entre os EUA e o Irã também trouxe um dia positivo para a maioria dos mercados. O índice francês CAC 40 fechou em alta de 0,79%, enquanto o alemão DAX subiu 1,22%. Já o britânico FTSE 100 teve queda de 0,24%. Nos mercados asiáticos, que já encerraram as negociações desta segunda-feira, o dia foi marcado por quedas generalizadas nas bolsas. Na China, o índice de Xangai caiu 3,63%, registrando o pior desempenho desde abril de 2025. Já o CSI300 — que reúne algumas das maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 3,26%, alcançando o menor nível de fechamento em seis meses. Em Hong Kong, o índice Hang Seng também teve forte baixa, de 3,54%, no pior resultado em quase um ano. No Japão, o índice Nikkei caiu 3,48%, encerrando o pregão aos 51.515 pontos. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 6,49%, fechando aos 5.405 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex registrou queda de 2,45%, terminando o dia aos 32.722 pontos. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo O acordo de livre comércio da União Europeia (UE) com o Mercosul entrará em vigor em caráter provisório a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira (23). Com o envio do documento ao Paraguai — responsável legal pelos tratados do Mercosul —, a Comissão concluiu o último passo para a entrada em vigor do tratado enquanto os trâmites formais seguem em andamento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A expectativa é que o pacto bilateral passe a ser aplicado provisoriamente entre a União Europeia e os países do Mercosul que já concluíram seus processos internos. Argentina, Brasil e Uruguai já finalizaram essa etapa, enquanto o Paraguai deve formalizar a notificação em breve. Por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul 🔍 Assinado em 17 de janeiro após mais de 25 anos de negociações, o acordo UE-Mercosul prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira. Segundo o comissário de Comércio da União Europeia, Maroš Šefčovič, o acordo representa um passo importante para dar mais credibilidade ao bloco como parceiro comercial. “A prioridade agora é transformar esse acordo em resultados concretos e oferecer aos exportadores europeus as condições para aproveitar novas oportunidades de comércio, crescimento e emprego”, afirmou. Ele acrescentou que a aplicação provisória permitirá que os benefícios comecem a ser sentidos enquanto os trâmites formais seguem em andamento. “Isso vai nos permitir começar a cumprir essa promessa e fortalecer nossa posição no comércio global”, completou. O acordo de livre comércio foi promulgado pelo Congresso Nacional neste mês, sendo aprovado no Senado Federal em 4 de março após processo de votação no parlamento brasileiro iniciado na Câmara dos Deputados. Na mesma data da votação no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de "salvaguardas bilaterais", mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária. A medida foi uma resposta a regulamentação de salvaguardas feita pelo Parlamento Europeu após a assinatura do acordo. No caso brasileiro, no entanto, as regras valem para tratados comerciais no geral e não apenas para a relação bom a União Europeia. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Acordo enfrenta resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Depois de o bloco europeu ter confirmado a aprovação do tratado entre os Estados-membros, a ministra da agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial. Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo comercial, classificando a medida como uma “má surpresa”. Em janeiro deste ano, o Parlamento Europeu decidiu enviar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia. A decisão pode atrasar a entrada em vigor do tratado de forma oficial por vários meses. A Corte vai verificar se o texto está de acordo com as regras do bloco europeu. Se houver problemas, o acordo terá que ser revisado, o que pode gerar novos atrasos. Caso contrário, o texto segue para votação final no Parlamento. Implicância ou realidade: entenda por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul

Os economistas do mercado financeiro passaram a esperar uma alta maior da inflação neste ano e, também, uma redução menor da taxa básica de juros pelo Banco Central em 2026. As expectativas fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Como consequência, a expectativa é de que o BC reduza menos os juros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inflação em alta De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA, some 4,17% neste ano, contra a projeção anterior de 4,10%. Foi o segundo aumento seguido na estimativa. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 3,80%. ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,50% para 3,52%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Corte menor dos juros Diante da alta das pressões inflacionárias decorrentes do conflito, o mercado financeiro também passou a estimar uma redução menor da taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic subiu de 12,25% para 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor no decorrer de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu subiu de 1,83% para 1,84%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Puxada pelo controle da energia elétrica e combustíveis, inflação de Rio Branco fecha 2025 abaixo da média nacional Reprodução Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, estável em R$ 5,40. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,47 para R$ 5,45.

Grupo Oncoclínicas Divulgação O Fleury grupo de medicina diagnóstica conhecido por exames laboratoriais e de imagem, anunciou nesta segunda-feira (23) um aditivo para aderir a um acordo preliminar (term sheet) que envolve a Oncoclínicas, especializada no tratamento de câncer, e a Porto Seguro, que atua principalmente com seguros, planos de saúde e serviços financeiros. A ideia é criar uma nova empresa que reuniria clínicas de oncologia que hoje pertencem à Oncoclínicas. Essa nova companhia também poderia ficar com parte das dívidas da empresa, até um limite de R$ 2,5 bilhões. Para tirar o plano do papel, Fleury e Porto pretendem investir juntos R$ 500 milhões e ficariam no controle do novo negócio. Os detalhes de como essa divisão funcionaria ainda não foram definidos. Em comunicado ao mercado, o grupo Fleury afirmou que o projeto também inclui uma espécie de “empréstimo” que pode virar participação na empresa no futuro. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Esse valor também seria de R$ 500 milhões, com prazo de até quatro anos e rendimento atrelado ao CDI (uma taxa básica de juros do mercado). Por enquanto, tudo ainda está em fase inicial. As empresas têm um prazo de 30 dias para negociar os termos finais. Além disso, o negócio ainda depende de análises internas, auditorias e aprovação de órgãos reguladores. O Fleury destacou que nada foi fechado até agora. Dívidas e negociação com a Porto A negociação entre as gigantes do setor de saúde amplia tratativas já iniciadas no começo do mês. Em 13 de março, a Oncoclínicas e a Porto Seguro firmaram um acordo preliminar para criar uma nova empresa que reuniria as clínicas de oncologia do grupo. Pelo plano inicial, a Porto investiria R$ 500 milhões e assumiria poder de decisão, com pelo menos 30% de participação. O acordo poderia chegar a R$ 1 bilhão. Com mais de 140 unidades no país, entre clínicas e laboratórios, a Oncoclínicas enfrenta dificuldades financeiras, com dívidas superiores a R$ 4 bilhões. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia, negociadas na B3 sob o código ONCO3, acumulam queda de 71,21%. Atualmente, o valor de mercado gira em torno de R$ 2,1 bilhões. A deterioração do cenário ganhou força após a crise do Banco Master, um dos principais acionistas da empresa. A proposta em discussão é que, com a criação de uma nova subsidiária, a Oncoclínicas consiga renegociar suas dívidas, oferecendo aos credores a possibilidade de converter os valores devidos em participação no novo negócio.

pessoa mexendo no celular mão RPC A Claro anunciou que vai adquirir 73% da Desktop, operadora brasileira de internet, por R$ 2,4 bilhões. As informações foram divulgadas no domingo (22), em comunicado ao mercado. A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser concluída. Segundo o documento, o preço de R$ 2,4 bilhões foi calculado a partir da avaliação total da Desktop, estimada em R$ 4 bilhões, descontada a dívida da empresa, de cerca de R$ 1,6 bilhão — ou seja, o valor final reflete o total da empresa menos suas obrigações financeiras. Com isso, a Claro deve pagar aproximadamente R$ 20,82 por ação — valor 44,5% superior ao preço de fechamento da Desktop na sexta-feira (20), de R$ 14,40. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo o documento, a expectativa é que a Claro lance uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações restantes da Desktop por um valor igual ou superior a R$ 20,82. Esse tipo de oferta é comum em casos de mudança no controle societário de uma companhia. A Claro pertence à mexicana América Móvil, controlada pela família do bilionário mexicano Carlos Slim.

Trump dá ultimato para o regime dos aiatolás reabrir o estreito de Ormuz. Os preços do petróleo despencaram mais de 10% e fecharam abaixo dos US$ 100 nesta segunda-feira (23), após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente americano anunciou uma trégua de cinco dias com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas a agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos Estados Unidos. O barril do petróleo tipo Brent, referência global, recuou 11,12%, cotado a US$ 99,72 o barril perto das 17h30 (horário de Brasília). Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 9,70%, a US$ 88,70. Na Europa, a maioria das bolsas da região fecharam em alta, assim como nos EUA. Entre os principais índices europeus, o francês CAC 40 subiu 0,79%, enquanto o alemão DAX teve um avanço de 1,22% e o madrilenho Ibex 35 fechou com ganhos de 1,04%. Já em Wall Street, tanto o Dow Jones quanto o Nasdaq Composite encerraram com alta de 1,38%, enquanto o S&P 500 avançou 1,15%. A exceção ficou com as bolsas da Ásia, que fecharam em queda. O índice Nikkei, de Tóquio, caiu 3,47%, enquanto o Kospi, de Seul, recuou 6,5%, pressionado pelas importações de petróleo. Hong Kong caiu 3,5%, Xangai perdeu 3,6% e Sydney recuou 0,7%. Haverá uma pausa? O conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, provocou forte oscilação nos mercados globais, especialmente no petróleo após o conflito se espalhar por mais países. Em uma demonstração que a guerra já possui várias frentes, enquanto Trump anunciou uma pausa, o Exército de Israel informou que realizou uma série de "ataques a alvos do regime iraniano no coração de Teerã", em comunicado divulgado nas redes sociais às 8h59 (horário de Brasília). Em seguida, a agência iraniana Tasnim, citando uma fonte oficial sob anonimato, afirmou que o Estreito de Ormuz não voltará às condições anteriores ao conflito e que os mercados de energia devem seguir instáveis. No fim de semana, inclusive, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar "completamente" o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia de Israel e instalações que abastecem bases americanas na região do Golfo. A ameaça foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) disse que poderia “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo terminaria por volta das 19h44 (horário de Brasília) desta segunda-feira. "Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste momento exato, os Estados Unidos atacarão e aniquilarão suas numerosas USINAS DE ENERGIA", ameaçou Trump em uma mensagem na rede Truth Social, indicando que atacará primeiro a maior delas. Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerado uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas. Acompanhe a cobertura do conflito. Trump anuncia trégua de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã, que nega diálogo Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters

Finnair encomendou até 46 aeronaves E195-E2 Divulgação/Embraer A Embraer anunciou nesta segunda-feira (23) um acordo para a venda de até 46 aeronaves do modelo E195-E2 à companhia aérea finlandesa Finnair. Segundo a fabricante brasileira, este é um dos maiores investimentos da empresa europeia em mais de duas décadas. O valor do negócio não foi divulgado. Do total previsto, são 18 pedidos firmes, além de 16 opções de compra e 12 direitos de aquisição futura. As entregas dos jatos estão previstas para começar no segundo semestre de 2027. A encomenda será incluída na carteira de pedidos da Embraer referente ao primeiro trimestre de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com a Finnair, as novas aeronaves vão substituir modelos mais antigos da frota e fazem parte da estratégia da companhia para ampliar operações com maior eficiência e menor impacto ambiental. O E195-E2 é considerado um dos jatos de corredor único mais eficientes da categoria, com consumo de combustível até 35% menor em relação à geração anterior, além de menor emissão de dióxido de carbono (CO₂). A Finnair opera voos de passageiros e cargas com rotas na Ásia, América do Norte e Europa. Segundo a agência Reuters, a empresa também avalia a aquisição de até 12 aeronaves Airbus A320 ou A321 no mercado de usados. Embraer registra mais de R$ 40 bilhões de receita em 2025, maior número da história Embraer anuncia acordo para instalar linha de montagem final de jato na Índia Embraer teve em 2025 maior receita anual da história da empresa Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Veja se você tem direito a receber os valores esquecidos no PIS/Pasep Marcello Casal Jr/Agência Brasil Se você trabalhou com carteira assinada ou foi servidor público entre 1971 e 1988, vale a pena fazer uma checagem rápida: pode haver dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep no seu nome. A consulta é gratuita, simples e leva poucos minutos — dá para fazer tudo pela internet. Um novo grupo poderá sacar o benefício a partir desta quarta-feira (25), com pagamentos iniciais para quem pediu até 28 de fevereiro. Quem solicitar até segunda-feira (31) recebe em 27 de abril; há outras datas ao longo do ano. Segundo o governo, o saldo médio disponível é de cerca de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o valor varia de acordo com o tempo de trabalho e o salário da época. 🗓️ É importante ficar atento ao prazo: quem não pedir o ressarcimento até setembro de 2028 perderá o direito ao saque, e os recursos serão incorporados ao Tesouro Nacional. Para saber se há valores a receber, o trabalhador pode acessar o site Repis Cidadão, lançado recentemente pelo Ministério da Fazenda, ou usar o aplicativo do FGTS. Na própria plataforma Repis Cidadão, também é possível conferir o passo a passo para sacar o dinheiro, incluindo orientações para herdeiros, em caso de falecimento do titular. Para entrar no sistema, é preciso ter uma conta gov.br com nível prata ou ouro. A seguir, o g1 explica como fazer a consulta e tira as principais dúvidas sobre o tema. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. Ele pode ser encontrado na carteira de trabalho, no extrato do FGTS, no site Meu INSS e no CadÚnico, entre outras opções; Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao início. 2. Como pedir o ressarcimento? A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao início. 3. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Volte ao início. 4. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. Volte ao início.

Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda-feira (23) e se estende até 29 de maio. O programa para declaração já está disponível para download. ⚠️ A entrega após o prazo legal terá multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem o nome social na declaração; aumento das informações disponíveis na declaração pré-preenchida; redução no número de lotes de restituição, de cinco para quatro; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (entenda mais abaixo) A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Veja nesta reportagem perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 2. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 3. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 4. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega. Ou seja, já nesta segunda-feira (23). 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. 5. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 6. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 7. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 8. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.

Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação Um ataque hacker contra o banco BTG Pactual desviou cerca de R$ 100 milhões da instituição durante a manhã deste domingo (22). O roubo teria acontecido por meio de uma falha relacionada as operações por PIX. Interlocutores dizem que a maior parte dos recursos já foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões a R$ 40 milhões a serem buscados. Os sistemas do Banco Central e do Pix não foram atacados, mas houve um “problema localizado” na instituição financeira – que foi identificado pela área técnica da autoridade monetária. Após o Banco Central identificar atividades atípicas nas contas da instituição, o BTG suspendeu todas as operações relacionadas ao PIX. De acordo com o banco, a invasão não conseguiu acesso as contas dos clientes e nenhum recurso foi extraído delas. Em nota, o banco confirmou o ataque e que medidas foram tomadas para diminuir o impacto. Além disso, informou que está "disponível" para tirar dúvidas dos clientes. Nota do BTG O BTG Pactual informa que identificou na manhã deste domingo (22/03) atividades atípicas relacionadas ao PIX. O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto. Enquanto investiga o caso, por medida de precaução, as operações por PIX estão suspensas. O BTG Pactual reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e está disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.

Primeiro-ministro da China, Li Qiang, discursa em abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai, na China, em 26 de julho de 2025. REUTERS/Xihao Jiang O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, prometeu no domingo (22) abrir ainda mais a economia do país para empresas estrangeiras e buscar um comércio mais equilibrado com seus parceiros, após um ano marcado por atritos comerciais e tarifas com os Estados Unidos e a União Europeia. A China importará mais produtos estrangeiros de alta qualidade e trabalhará com outros países para um comércio mais equilibrado e para ampliar sua participação no comércio global, disse Li no Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim, segundo a mídia estatal. O fórum anual, que dura dois dias e termina na segunda-feira, permite que Pequim apresente sua visão econômica e oportunidades de investimento a empresários estrangeiros, autoridades chinesas, economistas e acadêmicos. O evento ocorre após a segunda maior economia do mundo registrar um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão em 2025. Os desafios para Pequim são muitos, incluindo reduzir as preocupações de países e investidores sobre as práticas comerciais da China, a sobrecapacidade industrial e a dependência global de produtos chineses. Embora Li não tenha citado diretamente o superávit, suas declarações indicam que o tema preocupa o governo, já que pode afetar as relações internacionais em um momento de trégua temporária com os EUA no comércio. Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou uma viagem a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, devido à guerra no Irã, atrasando tentativas de reduzir as tensões entre as duas maiores economias do mundo. Em um discurso separado no fórum, o presidente do banco central da China, Pan Gongsheng, também tentou reduzir as preocupações sobre o superávit comercial. "Analisar os desequilíbrios econômicos globais requer olhar não apenas para o comércio de bens, mas também para os serviços, e não apenas para a conta corrente, mas também para a conta financeira", disse Pan, de acordo com uma transcrição de seu discurso publicada pelo Banco Popular da China, acrescentando que a China é o país com o maior superávit de bens, mas também com o maior déficit de serviços. Segundo Pan, a China não tem necessidade nem intenção de ganhar vantagem competitiva por meio da desvalorização da moeda. Incentivo ao investimento estrangeiro A China tenta reverter a queda no investimento estrangeiro direto, que recuou 5,7% em relação ao ano anterior, para pouco mais de 92 bilhões de iuanes (US$ 13,36 bilhões) em janeiro, após cair 9,5% ao longo de 2025. Em dezembro, a China incluiu 200 setores em uma lista elegível para incentivos ao investimento estrangeiro, que vão de isenções fiscais ao uso preferencial de terrenos, com foco em manufatura avançada, serviços modernos e setores verdes e de alta tecnologia. Li afirmou que empresas estrangeiras serão tratadas da mesma forma que as nacionais, permitindo que companhias de todos os países atuem com mais confiança e desenvolvam seus negócios na China. Em uma reunião separada, o ministro do Comércio, Wang Wentao, disse a líderes de um grupo farmacêutico dos EUA e a executivos de cinco grandes empresas do setor que a China vai reforçar a proteção à propriedade intelectual e aumentar a transparência das políticas.

Produção de tilápia cresce no interior paulista com investimento em tecnologia Reprodução/TV TEM A produção de tilápia-do-nilo cresce no interior de São Paulo. Em Riolândia, no noroeste do estado, uma empresa produz cerca de 300 toneladas de peixe por mês. Todo o pescado é enviado para frigoríficos de São Paulo e Minas Gerais, o que mostra a alta demanda pelo produto. Os peixes chegam de Monte Aprazível (SP) com cerca de 30 gramas e ficam nos tanques até atingirem entre 900 gramas e 1 quilo, peso considerado ideal para venda. Nesse período, recebem ração a cada 15 minutos, somando cerca de 350 quilos por dia. O manejo ajuda no crescimento saudável e no controle de doenças. Para manter a produtividade, a empresa aposta em tecnologia. Os tanques têm sistemas de imersão e submersão que facilitam a limpeza, e motores hidráulicos aceleram a retirada dos peixes. A produção começou em 2008 e vem passando por modernizações. Desde 2024, foram investidos cerca de R$ 3,5 milhões, incluindo uma balsa automatizada que melhora o abastecimento de ração e garante precisão na alimentação. O setor cresce junto com os investimentos em tecnologia. São Paulo é o segundo maior produtor de tilápia do Brasil, atrás do Paraná, e tem forte estrutura de processamento. Pesquisas do Instituto de Pesca também ampliam o conhecimento sobre a espécie, como a criação do primeiro banco de germoplasma da tilápia-do-nilo no país. Veja a reportagem exibida no programa em 22/03/2026: Produção de tilápia cresce no interior paulista com investimento em tecnologia VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Produtores comemoram safra recorde de abacate em Tupã após perdas no ano passado Reprodução/TV TEM Após um ano de perdas, produtores de abacate de Tupã (SP) celebram uma safra recorde em 2026. Em uma área de 50 hectares com 5 mil árvores, a produção mais que dobrou em relação aos melhores anos. A previsão é colher cerca de 1.100 toneladas, mais que o dobro da média de 500 toneladas registrada em anos anteriores. Quase metade da safra será exportada. O produtor Jorge Manfré, com 30 anos de experiência, afirma que nunca viu resultado tão positivo. Em 2025, perdeu 95% da safra por causa do clima. Em 2026, o cenário foi diferente. A chuva veio na medida certa e antecipou a safra, que costuma começar no fim de fevereiro. Outros produtores da região também registram bons resultados, com aumento na produção e variedade de tipos de abacate. O agrônomo Idoraldo Dassi Júnior explica que o clima foi decisivo para o bom desempenho. Mas alerta que o excesso de chuva exige mais cuidados no manejo. Com a safra maior, os produtores acompanham o mercado. O aumento da oferta pode reduzir o preço da fruta. Veja a reportagem exibida no programa em 22/03/2026: Produtores comemoram safra recorde de abacate em Tupã após perdas no ano passado VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis Reprodução/TV TEM No distrito de Gramadinho, em Itapetininga (SP), artesãs transformam sementes e cascas em biojoias. Entre os materiais usados está a chamada "pérola negra", que cai da árvore sempre que o tronco é balançado. Durante caminhadas pelo bairro rural, elas recolhem sementes e cascas de diferentes espécies, como a Leucena. O material coletado é a base para a produção artesanal das peças. Depois da coleta, as sementes passam por tratamento antifúngico e secagem. A Leucena, por exemplo, é descascada e cozida antes de ser usada. O resultado são peças versáteis, como explica a artesã Deise Almeida: "Depois de pronto essa linda peça que pode usar como colar, cinto e pulseira". Deise trabalhava como merendeira e não tinha experiência com artesanato. A mudança veio após um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ligado ao Sindicato Rural. "Eu me apaixonei pelo artesanato, principalmente pelas sementes", conta. As biojoias também têm função de proteção. Plantas como alecrim, arruda, citronela e pimenta ajudam a afastar insetos. Já entre as cascas mais usadas estão as de coco, guapuruvu, jatobá e jacarandá-brasília. A artesã Ione Berta destaca a sustentabilidade do trabalho. "É uma arte sustentável, né? Porque nada disso vai ser jogado fora. Depois que você não quiser mais, você pode desmanchar, fazer outro modelo ou jogar na natureza, porque ele decompõe da própria natureza", afirma. Hoje, 54 mulheres integram a cooperativa. Todas recebem capacitação em cursos profissionalizantes, que ensinam tanto a produção das peças quanto noções de empreendedorismo. O coordenador do Senar em Itapetininga, Bruno Galvão, destaca o impacto da iniciativa. "O importante do curso é fomentar, principalmente nas mulheres, uma economia criativa e uma renda fixa, e fomentar também o artesanato". Veja a reportagem exibida no programa em 22/03/2026: Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Prática comum nos EUA permite pagamento por plasma Freepik Uma renda extra que vem do próprio corpo: vender plasma sanguíneo tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum entre americanos — inclusive na classe média. A prática, que mistura necessidade financeira com demanda médica global, movimenta bilhões de dólares e já virou rotina para muitas pessoas nos Estados Unidos. 💉 O plasma é a parte líquida do sangue, de coloração amarelada, e é essencial para a produção de medicamentos usados em tratamentos de doenças graves. Entre eles estão terapias para imunodeficiências, doenças hepáticas e distúrbios de coagulação. Segundo reportagem do jornal "The New York Times", cerca de 215 mil pessoas vendem plasma todos os dias no país. Embora o termo mais usado seja "doação", na prática, os participantes recebem pagamento — em média, entre US$ 60 (R$ 314) e US$ 70 (R$ 366) por sessão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como é permitido doar até duas vezes por semana, muitos chegam a faturar até US$ 600 (R$ 3,1 mil) por mês. Em alguns casos, há bônus para novos doadores ou incentivos para quem mantém frequência. Para muita gente, esse dinheiro tem destino certo: gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alta demanda De acordo com o New York Times, os Estados Unidos respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado no mundo. Um dos principais motivos é que o país permite o pagamento aos doadores, prática desencorajada pela Organização Mundial da Saúde. O resultado é um setor altamente lucrativo: só em 2024, os EUA exportaram US$ 6,2 bilhões em plasma. Para grandes empresas farmacêuticas, o material é matéria-prima essencial. Em 2025, os doadores americanos produziram 62,5 milhões de litros de plasma — o maior volume já registrado, segundo dados citados pelo jornal. Quem são as pessoas que estão vendendo plasma A imagem de que apenas pessoas em situação extrema recorrem a esse tipo de renda já não reflete a realidade. A reportagem do New York Times encontrou filas com perfis diversos: profissionais de tecnologia tentando economizar para comprar uma casa professores buscando cobrir custos de saúde enfermeiros lidando com despesas de creche aposentados complementando a renda Muitos se consideram classe média — e afirmam que, até pouco tempo atrás, não imaginavam fazer isso. Um dos casos citados é o de Joseph Briseño, de 59 anos. Ele trabalha como supervisor em uma empresa de resíduos e ganha cerca de US$ 50 mil por ano. Ainda assim, passou a vender plasma duas vezes por semana para reforçar o orçamento. Ele descreve a atividade como um "segundo trabalho". "Isso pode ser dinheiro para gasolina, supermercado ou para guardar para emergências", disse ao New York Times. Em outro momento, admitiu: "Seria ótimo não precisar fazer isso por dinheiro extra". Outro sinal de mudança aparece na localização desses centros. Historicamente, as unidades de coleta se concentravam em áreas mais pobres — e frequentemente eram alvo de críticas por possível exploração econômica. Mas isso vem mudando. Um estudo citado pelo New York Times, conduzido por pesquisadores da Washington University e da Universidade do Colorado, mostra que novos centros estão sendo abertos cada vez mais em bairros de classe média e até em regiões mais ricas. Desde 2021, mais de 100 unidades foram inauguradas nesses locais, inclusive em subúrbios. Em Webster, no Texas, por exemplo, centros abriram perto de academias, lagos artificiais e escritórios financeiros — um cenário distante da imagem tradicional associada à prática. Como funciona e quanto se ganha O processo segue etapas padronizadas: Questionário de triagem (com histórico de saúde e hábitos) Checagem rápida de sinais vitais Pequena coleta de sangue para teste Sessão de cerca de uma hora para retirada do plasma Durante o procedimento, cerca de um litro pode ser coletado. Ao final, o pagamento costuma ser feito por meio de cartões pré-pagos. Também há programas com bônus por fidelidade ou indicação de novos doadores. Embora seja considerada uma prática segura, o New York Times destaca que ainda existem poucos estudos sobre efeitos de longo prazo. Mesmo com a expansão, o tema ainda carrega estigma. Segundo o New York Times, muitos doadores evitam contar que vendem plasma, por vergonha ou desconforto. Alguns falaram com o jornal apenas de forma anônima. Outros veem a prática de forma positiva — especialmente por contribuir com tratamentos médicos. Ainda assim, especialistas são categóricos: a principal motivação é financeira. Um estudo citado pelo New York Times aponta que, quando um centro de plasma se instala em uma região, a procura por empréstimos de curto prazo e juros altos (como os payday loans) cai quase 20% entre jovens nos primeiros três anos. Isso sugere que a venda de plasma funciona, na prática, como uma alternativa emergencial de renda. Para alguns especialistas, esses centros acabam atuando como uma espécie de "rede de segurança paralela" — ao lado de bicos, aplicativos e trabalhos informais. O que explica o fenômeno O avanço da venda de plasma não pode ser analisado isoladamente. Segundo o New York Times, ele está diretamente ligado a um problema maior: o descompasso entre o custo de vida e o crescimento dos salários. Mesmo pessoas empregadas, com renda estável, estão sentindo a pressão. Despesas como moradia, alimentação e saúde aumentaram — enquanto salários permaneceram estagnados. É o caso de muitos entrevistados, que relataram recorrer ao plasma para evitar dívidas, cobrir emergências ou simplesmente manter o padrão de vida. Em alguns casos, até aposentadorias e benefícios sociais se mostram insuficientes. E há demanda para essa quantidade de oferta. O New York Times aponta que algumas companhias já fecharam centros menos produtivos e estudam diminuir gradualmente os pagamentos aos doadores. Ao mesmo tempo, investem em tecnologia para coletar mais plasma por sessão.

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono gira em torno do acesso ético à inteligência artificial de ponta Getty Images Enquanto o mundo observava a operação dos EUA na Venezuela e como a guerra com o Irã se tornava inevitável, uma batalha se desenhava em Washington — um alerta de que o futuro profetizado por anos, sobre o papel da inteligência artificial nas guerras, já havia chegado. Uma empresa de inteligência artificial do Vale do Silício se recusou a seguir ordens do Pentágono (o departamento de Defesa dos EUA). E o Pentágono a tratou como se fosse inimiga do Estado. Mesmo assim, sua tecnologia de IA continuou sendo usada porque as Forças Armadas dos EUA não podiam se dar ao luxo de ficar sem ela. Foi o que aconteceu entre a Anthropic e o departamento de Defesa nas últimas semanas. E embora tudo pareça uma mera disputa corporativa, é muito mais do que isso. É a primeira vez que uma empresa de IA confronta um aparato militar, recusando-se a eliminar limites éticos de sua tecnologia. O confronto deixou no ar questões que preocupam a todos: até que ponto os humanos já estão delegando decisões irreversíveis e letais a máquinas? Quem decide como a IA é usada? Essas não são perguntas retóricas. Especialistas da Universidade de Oxford alertam que este episódio "revela lacunas de governança antigas na integração da IA em operações militares. Essas lacunas são anteriores neste governo (dos EUA) e persistirão após a controvérsia atual". Por que — se a humanidade teme chegar a este ponto há tanto tempo — ainda existe um vácuo tão grande na governança da IA? É um vácuo que Logan Graham, líder da Equipe Vermelha da Anthropic, que analisa cenários negativos envolvendo tecnologia — de ataques cibernéticos a ameaças à biossegurança — conhece muito bem. "A intuição de algumas pessoas, por terem crescido em um mundo pacífico, é de que em algum lugar existe uma sala cheia de adultos que sabem como resolver tudo", disse ele à revista Time. "Não existem esses grupos de adultos. Não existe nem mesmo uma sala. A responsabilidade é sua." Pergunta difícil Em algum momento durante a operação que culminou em 3 de janeiro com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, a ferramenta Claude, da Anthropic, foi usada para processar dados e auxiliar na tomada de decisões. Essa informação foi divulgada independentemente pelo Wall Street Journal e pelo site Axios, citando fontes com conhecimento direto dos eventos, e posteriormente confirmada pela revista Time, que publicou um extenso perfil da Anthropic, a empresa sediada em San Francisco que criou o Claude. Nem o departamento de Defesa nem a Anthropic confirmaram oficialmente essa informação. Mas o que aconteceu em seguida está documentado e é muito mais revelador do que o próprio evento. A operação para capturar Nicolás Maduro foi o estopim da disputa envolvendo a Antrhopic Getty Images Após a captura de Maduro, um executivo da Anthropic contatou a Palantir — a empresa de análise de dados que atua como intermediária tecnológica entre o Vale do Silício e o governo dos EUA — e perguntou: nosso software foi usado nessa operação? A pergunta fez soar um alarme em Washington. Emil Michael, Subsecretário de Defesa e Diretor de Tecnologia do Pentágono, disse que isso gerou profunda preocupação: será que a Anthropic, em um conflito futuro, poderia "desligar seu modelo no meio de uma operação" — ativar algum mecanismo de rejeição — "e colocar vidas em risco"? A Anthropic contesta essa interpretação: a empresa afirma que nunca tentou limitar o uso do Pentágono em nenhum caso específico e que a pergunta era rotineira. Mas em seguida, houve uma rápida escalada de tensões. O Pentágono exigiu que a Anthropic concedesse acesso irrestrito à sua tecnologia para "todos os usos legais". A Anthropic recusou. Pete Hegseth, Secretário de Defesa de Trump, classificou a Anthropic como um "risco para a cadeia de suprimentos", um rótulo historicamente reservado para empresas ligadas a rivais estrangeiros como a Huawei ou a Kaspersky, e não para empresas americanas que simplesmente discordam do governo. A Anthropic processou o Pentágono por exceder sua autoridade e salvaguardas éticas, violando direitos fundamentais. Vários especialistas jurídicos acreditam que a empresa tem grandes chances de vencer a dispta jurídica. O presidente Donald Trump, por sua vez, ordenou que todas as agências federais parassem de usar a tecnologia da Anthropic. E coroou a controvérsia com uma mensagem na plataforma Truth Social, escrita inteiramente em letras maiúsculas: "Os EUA jamais permitirão que uma empresa progressista ('woke') e radical de esquerda dite como nossas grandes forças armadas lutam e vencem guerras." Em seu vocabulário e no de seus seguidores, "woke" é o maior dos insultos, um rótulo depreciativo para descrever ideias ou políticas progressistas relacionadas à identidade de gênero, desigualdade ou justiça social. Linhas vermelhas A Anthropic tem uma história singular. Foi fundada em 2021 por ex-pesquisadores da OpenAI com a premissa explícita de que a inteligência artificial representa um dos maiores riscos existenciais para a humanidade e que, precisamente por essa razão, é fundamental que aqueles que a desenvolvem sejam pessoas comprometidas em fazê-lo com segurança. Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI Getty Images Em julho de 2025, a Anthropic assinou um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa, o primeiro desse tipo: um laboratório de IA que integra seus modelos em fluxos de trabalho de missão em redes classificadas. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, justificou isso em um texto publicado em janeiro deste ano. Ele escreveu que a Anthropic apoiava as forças militares e de inteligência dos EUA porque "a única maneira de responder a ameaças autocráticas é igualá-las e superá-las militarmente". Ele acrescentou: "A formulação a que cheguei é que devemos usar IA para a defesa nacional em todas as suas formas, exceto aquelas que nos tornariam mais parecidos com nossos adversários autocráticos". Consequentemente, o contrato com o Pentágono estabeleceu duas "linhas vermelhas": o Claude não poderia ser usado para vigilância doméstica em massa ou para armas totalmente autônomas. Esses limites invioláveis não são arbitrários; eles se baseiam em um documento da empresa que serve como sua "alma". Seu objetivo declarado é "prevenir catástrofes em larga escala", incluindo a possibilidade de a IA ser usada por um grupo humano para "tomar o poder de forma ilegítima e não colaborativa". Amodei também argumentou perante o Pentágono que "os sistemas de IA de última geração simplesmente não são confiáveis o suficiente para alimentar armas totalmente autônomas". Neste contexto, não se trata de armas que decidem por conta própria a quem matar. "Autonomia" significa que um sistema pode atingir certos objetivos sozinho — ou com supervisão humana mínima — em ambientes complexos. Mas existem sistemas automatizados que ajudam a tomar decisões sobre ataques. Especialistas em inteligência artificial alertam para um problema conhecido como "viés de automação": quando as regras de uso são vagas, os humanos tendem a confiar nas recomendações da máquina mais do que deveriam. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A IA não substitui o julgamento humano de uma vez: ela o corrói aos poucos, até que o operador pare de questioná-lo. Em uma situação tensa, se o sistema — que você sabe que analisou uma imensa quantidade de informações — aponta para alguns pixels na tela como um alvo urgente, é fácil aceitar sua recomendação sem muita hesitação. Ou se um sistema de reconhecimento facial identifica alguém em uma multidão, um agente de segurança provavelmente confiará no resultado e procederá com a prisão. Existem precedentes concretos: em diversas ocasiões documentadas, vários departamentos de polícia nos EUA acabaram prendendo pessoas erradas. Isso coincide com a outra linha vermelha que enfureceu o governo Trump: a vigilância em massa, que afeta o cotidiano de pessoas que não estão em nenhuma zona de guerra. Cabe ressaltar que a Anthropic se opôs especificamente à vigilância em massa de cidadãos americanos. Sua posição não é universalista. Mas o princípio por trás dela tem um alcance mais amplo. E ganha urgência porque, paralelamente a esse conflito, o governo dos EUA anunciou planos para usar IA por meio da Palantir para apoiar as operações do ICE — a agência de imigração — rastreando a localização em tempo real e o histórico financeiro de pessoas sem documentos. Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI Getty Images A vigilância em massa, em diferentes graus e em diversas populações, já existe. A questão não é mais se ela ocorre, mas sim quantos controles ainda existem sobre como ela é usada. Nesse contexto, as "linhas vermelhas" da Anthropic não são apenas filosofia corporativa: são, por ora, um dos poucos mecanismos concretos de controle e equilíbrio existentes. O problema é que as restrições são tão fortes quanto o mecanismo que as impõe. E quando o Pentágono rejeitou esses limites e exigiu acesso irrestrito, a Anthropic se viu sozinha para manter sua posição, sem um arcabouço legal para apoiá-la e sem regulamentação internacional para protegê-la, tendo apenas suas cláusulas contratuais como escudo. O que é considerado legal? A relutância do departamento de Defesa em permitir que uma empresa privada imponha limites é, para muitos, justificada. Embora as recentes operações militares em cidades dos EUA, na Venezuela e no Irã tenham sido conduzidas com mínima consulta ao Congresso, o uso de IA é tão crucial que deveria ser regulamentado por leis aprovadas por representantes democraticamente eleitos, argumentam alguns. Mas o Legislativo ainda não aprovou leis sobre o assunto. Assim, a exigência do Pentágono pela liberdade de usar o Claude para "todos os usos lícitos" parece razoável até que se questione o que, exatamente, é lícito nesse contexto. Não há uma definição consensual no direito internacional sobre o que constitui uma arma autônoma letal. O direito internacional humanitário — as normas que regem os conflitos armados desde as Convenções de Genebra — foi construído em torno de decisões humanas: um soldado apertando o gatilho e um comandante dando uma ordem. Esses marcos não contemplam sistemas que detectam, selecionam e eliminam alvos com mínima ou nenhuma intervenção humana direta. É o que os especialistas chamam de "vácuo de responsabilidade": uma deficiência crítica em que as estruturas legais existentes não conseguem determinar quem é o responsável quando um sistema autônomo comete uma violação. Se um drone com inteligência artificial matar civis, quem será responsabilizado? O programador? O comandante? A empresa que fabricou o sistema? O direito internacional não oferece uma resposta clara. E, na ausência de resposta, "uso lícito" significa, na prática, o que cada Estado decidir que significa. Pete Hegseth, Secretário de Defesa de Trump, classificou a Anthropic como um 'risco para a cadeia de suprimentos', rótulo historicamente reservado para empresas ligadas a rivais estrangeiros como a Huawei ou a Kaspersky Getty Images Nesse contexto, surge uma questão delicada: essa discussão está sendo a feita no tempo certo? A resposta talvez seja: não oportuna o suficiente para ser preventiva; mas ainda assim, sim, oportuna o suficiente para ser útil. O debate formal sobre armas autônomas começou em 2013. Onze anos depois, o resultado são diretrizes voluntárias. Em 2024, durante uma conferência internacional em Viena, o Ministro das Relações Exteriores da Áustria incentivou o progresso com uma declaração inquietante: "Este é o momento Oppenheimer da nossa geração". Ele se referia ao momento em que a humanidade tomou consciência do poder destrutivo da bomba atômica: como naquela ocasião, a tecnologia já existe, e agora é preciso decidir como controlá-la. Só que, diferentemente das armas nucleares — caras, escassas e com uma marca inconfundível —, os sistemas autônomos são baratos, produzidos em massa e difíceis de rastrear. Portanto, são estruturalmente mais difíceis de controlar por meio de tratados. Naquele mesmo ano de 2024, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução criando um fórum, sob supervisão das Nações Unidas, para discutir os desafios e preocupações com o uso de armas autônomas e o que fazer sobre isso, com 166 votos a favor. Apenas três países votaram contra: Rússia, Coreia do Norte e Belarus. O voto mostra que a preocupação é quase universal. O que falta é um tratado vinculativo e mecanismos de aplicação, algo que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, vem defendendo há alguns anos. Alguns especialistas, no entanto, temem que, como aconteceu com outras armas, tal tratado só seja firmado após uma catástrofe. A lógica da velocidade Enquanto advogados e diplomatas debatem, engenheiros constroem. E o que eles constroem já está sendo usado. O general americano Stanley McChrystal, ex-comandante das forças americanas e da Otan no Afeganistão, certa vez resumiu isso de forma contundente: nunca antes na história alguém foi capaz de ver, decidir e matar uma pessoa do outro lado do mundo em questão de minutos. Essa afirmação agora precisa ser atualizada. A questão não é mais apenas ver, decidir e matar, mas até que ponto estamos dispostos a delegar a decisão a uma máquina. Essa transição já está sendo testada no campo de batalha. Na Ucrânia, em dezembro de 2024, as forças do país realizaram a primeira operação totalmente não tripulada perto de Kharkiv: dezenas de veículos terrestres autônomos e drones atacaram posições russas sem nenhum soldado em terra. A lógica tática é esclarecedora. Os operadores lançam os drones e veículos autônomos sabendo que a comunicação com eles será bloqueada em poucos minutos. O sucesso depende de quão bem eles são programados para agir autonomamente quando isso acontecer. Eles navegam de forma independente, evitam interferências eletrônicas e continuam a missão mesmo sem supervisão humana. Isso não é um detalhe insignificante: os drones já causam entre 70% e 80% das vítimas nessa guerra, de acordo com estimativas da inteligência europeia. Assim que a Anthropic perdeu o contrato, sua rival OpenAI surgiu como alternativa Getty Images Na região do Golfo, a tendência aponta na mesma direção. O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, reconheceu que a inteligência artificial é uma ferramenta fundamental para a identificação de alvos, permitindo que os EUA "analisem vastas quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam tomar decisões mais inteligentes e mais rápidas do que o inimigo". Acordo com o OpenAI A história tem um final paradoxal. Dario Amodei declarou, referindo-se às exigências do Pentágono: "Não podemos, em sã consciência, atender ao pedido deles." A Anthropic perdeu o contrato. Horas depois do anúncio, a OpenAI chegou a um acordo com o Departamento de Defesa. E então algo inesperado aconteceu. No dia seguinte ao anúncio do novo acordo pelo Pentágono, o aplicativo Claude ultrapassou o ChatGPT da OpenAI na App Store da Apple pela primeira vez na história. Naquela semana, mais de um milhão de pessoas se cadastraram no Claude todos os dias, impulsionando-o ao primeiro lugar em mais de 20 países. As vendas da empresa dispararam entre o público em geral. E tem mais. Duas coalizões de trabalhadores da Amazon, Google, Microsoft e OpenAI pediram publicamente que suas empresas seguissem o exemplo da Anthropic. Dezenas de cientistas e pesquisadores de empresas concorrentes assinaram um parecer jurídico em apoio à Anthropic. Um general aposentado da Força Aérea, que liderou o Projeto Maven — o controverso programa de drones com IA que provocou protestos massivos de funcionários do Google em 2018 até a empresa abandonar o contrato — escreveu nas redes sociais que, embora se esperasse que ele apoiasse o Pentágono, simpatizava mais com a posição da Anthropic. E talvez igualmente importante: a Anthropic consolidou o apoio de seus próprios engenheiros, alguns dos profissionais mais requisitados do Vale do Silício, em um dos mercados de talentos mais competitivos do planeta, onde contratos para atrair ou reter esses indivíduos podem valer dezenas de milhões de dólares. LEIA TAMBÉM: FATO OU FAKE: O que sabemos sobre acusações de uso de inteligência artificial no vídeo de Benjamin Netanyahu em cafeteria Família encontra canadense no Brasil com ajuda de IA e descobre que ele morreu O anticristo na porta do Vaticano: palestra de bilionário de IA em Roma causa mal-estar na Igreja

Irrigação com pote de barro é solução para seca no Pará No sudeste do Pará, uma solução simples e eficiente está mudando a realidade de agricultores familiares que, por anos, viram suas colheitas se perderem por causa da estiagem. Batizado de Irrigapote, o sistema usa potes de argila enterrados para garantir água às plantas ao longo de todo o ano — sem depender de energia elétrica nem de altos investimentos (veja vídeo acima). O renascimento de uma propriedade A produtora Renata, de Tucuruí, é um dos exemplos dessa transformação. Depois de deixar a rotina estressante à frente de supermercados, ela encarou um grande desafio no campo: perdeu mais de mil plantas logo no início da produção por falta de água. A solução veio a partir de uma parceria entre a pesquisadora Lutieta Martorano, da Embrapa Amazônia Oriental, e uma universidade da Etiópia, onde a técnica foi desenvolvida. Como funciona o sistema O funcionamento do Irrigapote combina princípios simples da física e da biologia: Captação: a água da chuva é coletada por calhas nos telhados e armazenada em reservatórios; Distribuição: por meio de mangueiras e um sistema de boias, que evita desperdícios, a água chega até potes de argila enterrados próximos às plantas; Irrigação inteligente: as paredes porosas dos potes liberam a umidade de forma gradual. As raízes percebem essa umidade, crescem em direção ao pote e chegam a se fixar na argila para absorver a água diretamente. O sistema é eficiente: um único pote pode abastecer várias plantas, e há casos em que as raízes percorrem até 7 metros para alcançar a água. Alternativa mais barata para o produtor Para o pequeno produtor, o Irrigapote resolve dois dos principais desafios no campo: custo e acesso à energia. Enquanto sistemas tradicionais de irrigação exigem investimento alto e uso de eletricidade, a tecnologia com potes de argila é mais acessível. Uma área com 100 potes custa, em média, R$ 8 mil — sendo o principal gasto a compra do material. Em Capitão Poço, produtores de limão Taiti já começam a ver o retorno financeiro. Segundo o produtor João, o sistema permite produzir na entressafra, quando a caixa da fruta pode chegar a até R$ 100, o dobro do preço em períodos de maior oferta. Sistema de irrigação permite produzir alimentos o ano todo Interesse de novas comunidades O sucesso da técnica também tem chamado a atenção de comunidades indígenas, como a Aldeia Trocará, e de comunidades quilombolas. Nesses locais, o Irrigapote surge como uma alternativa prática e acessível para garantir segurança alimentar e viabilizar o cultivo de culturas perenes, como cacau e açaí.

O texto, publicado por Matheus Tavares na rede X (antigo Twitter), ultrapassou 2 milhões de visualizações em poucas horas. X/ Reprodução Aos 27 anos, Matheus Tavares chamou a atenção da internet ao anunciar que havia conseguido o "primeiro emprego". A frase, publicada nas redes sociais, viralizou rapidamente — mas também gerou muitas criticas. Não é que ele nunca tivesse trabalhado. Ao contrário: a trajetória começou ainda na adolescência, quando atuava como office-boy no centro de São Paulo enquanto estudava para concursos militares. Depois disso, vieram diferentes ocupações ao longo dos anos: fotógrafo em casa noturna, motoboy, vendedor, motorista de aplicativo, mecânico, técnico em celulares, além de pequenos negócios próprios e até importação de produtos 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo assim, o reconhecimento social nem sempre acompanhou esse percurso. “Não era uma cobrança direta. Mas as pessoas olhavam meio com pena, como se eu estivesse sem rumo”, conta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que mudou agora não foi o início da vida profissional, mas o tipo de vínculo. Pela primeira vez, Matheus passou a trabalhar diretamente para uma empresa, com um contrato e um cargo definido: engenheiro de software. "Antes eu tinha trabalhos. Agora eu tenho um emprego. Hoje eu tenho um título, consigo dizer o que eu faço", afirma. O novo posto, porém, não é no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele foi contratado como pessoa jurídica (PJ), após abrir um CNPJ. ➡️ Ainda assim, a repercussão do caso trouxe à tona discussões que vão além da história individual: o peso do vínculo formal, o julgamento sobre trajetórias fora da CLT e a ideia de que existe um “tempo certo” para ingressar no mercado. O peso do vínculo formal Criada em 1943, a CLT organiza as relações de trabalho no Brasil e garante direitos como férias, 13º salário e FGTS. Ao longo do tempo, esse modelo passou a ser associado também à ideia de estabilidade. Na prática, porém, o modelo não representa toda a realidade do mercado. Dados do IBGE indicam que cerca de 38,5 milhões de brasileiros estão na informalidade, grupo que inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e parte dos que atuam por conta própria. Para o professor Fernando Cardoso, especialista em mercado de trabalho, o vínculo formal ainda influencia a leitura sobre a trajetória de um profissional, mas deixou de ser determinante. "O foco está migrando da formalização para a capacidade de entrega", afirma. Segundo ele, experiências fora da CLT podem ser valorizadas, desde que apresentadas de forma estruturada, com resultados claros. Matheus Tavares construiu uma trajetória longa, marcada por diferentes ocupações informais. Matheus Tavares O desafio de acessar o mercado Antes de conseguir a vaga atual, Matheus enfrentou dificuldades em processos seletivos — principalmente nas etapas iniciais. “Eu não passava do RH. Só consegui quando falei direto com o gestor técnico”, relata. A situação reflete um ponto levantado por especialistas: embora o mercado esteja em transição, ainda existem filtros baseados no histórico formal. O professor Edgard Rodrigues explica que empresas mais tradicionais tendem a valorizar o registro em carteira, enquanto outras já adotam critérios diferentes. "Há uma migração para recrutamentos que priorizam repertório, competências e capacidade de aprendizado", diz. No caso de Matheus, o avanço veio quando ele organizou suas experiências em forma de portfólio, reunindo projetos e soluções desenvolvidas de forma independente. Entrada tardia A idade também apareceu como um ponto de questionamento na repercussão do caso. Mas, para especialistas, esse debate precisa ser analisado à luz de transformações mais amplas. O economista Bruno Imaizumi, da LCA 4intelligence, explica que o mercado de trabalho brasileiro passa por mudanças estruturais que ajudam a entender trajetórias como a de Matheus. Entre elas, o envelhecimento da população, o maior tempo dedicado aos estudos e a própria redefinição do que significa construir uma carreira. "O mercado está mais dinâmico e as pessoas permanecem mais tempo em formação. Isso faz com que a entrada no mercado formal aconteça, muitas vezes, mais tarde", afirma. Para ele, o cenário recente também influencia esse movimento. Com a taxa de desemprego em níveis historicamente mais baixos, diferentes formas de ocupação — formais e informais — têm avançado simultaneamente. Nesse contexto, a ideia de um momento "certo" para começar perde força. “As carreiras estão menos lineares. O momento de entrada não define o potencial”, afirma o professor Edgard . Para Fernando Cardoso, o modelo tradicional — estudar, se formar e ingressar imediatamente no mercado formal — já não representa a maioria das trajetórias. "Entrar mais tarde pode significar chegar com mais repertório e mais clareza de objetivos', diz. Ainda assim, ele ressalta que o tempo de experiência formal pode influenciar o ponto de entrada em algumas carreiras, especialmente no início. Como provar experiência Se o mercado amplia suas formas de avaliação, cresce também a importância de como o profissional comunica sua trajetória. "Não basta listar atividades. É preciso mostrar impacto e aprendizado", afirma Edgard. Portfólios, projetos e exemplos concretos têm ganhado espaço nesse processo, especialmente em áreas mais técnicas. Segundo Cardoso, experiências fora da CLT costumam desenvolver habilidades valorizadas, como autonomia, adaptabilidade e resolução de problemas, mas precisam ser organizadas de forma estratégica. Estabilidade x autonomia A discussão também dialoga com mudanças na forma como o trabalho é percebido, principalmente entre os mais jovens, que tendem a ser mais seduzidos por trabalhos informais. Nas redes sociais, o termo "CLT" aparece frequentemente associado a rotinas desgastantes, com longos deslocamentos e baixa remuneração — percepção que, segundo a antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, está ligada às condições enfrentadas por parte dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que alternativas como trabalho autônomo ou digital não garantem estabilidade. 'É importante considerar tanto a autonomia quanto a segurança envolvidas em cada modelo" afirma. Foi pensando nisso que, hoje, mesmo atuando como PJ, Matheus avalia outras possibilidades, incluindo propostas no regime CLT, apesar de ainda não possuir Carteira de Trabalho. Depois de anos em diferentes atividades, ele diz que a principal mudança não foi apenas o contrato, mas a forma como passou a organizar a própria trajetória. "Agora eu consigo enxergar um caminho", afirma.