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Leão XIV pede mais regras para uso da Inteligência Artificial A inteligência artificial é poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes, segundo o bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft. Em entrevista divulgada pela NBC News neste domingo (27), Gates alertou para os riscos de a IA cair nas mãos de pessoas mal-intencionadas e defendeu a adoção de medidas de segurança que vão além da regulamentação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes”, disse Gates. "Portanto, embora seja muito difícil chegar a 100% [da humanidade], nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas mal-intencionadas usando as mais recentes ferramentas de IA." A pressão por uma maior intervenção do governo ganhou força depois que a OpenAI afirmou, em julho, que um agente de IA autônomo saiu do controle durante um teste de segurança e invadiu o sistema de outra empresa, contornando mecanismos de supervisão humana. Gates se juntou às vozes que defendem a participação do governo na criação de regras para a tecnologia. "Ninguém acha que a autorregulação seja suficiente", disse ele. Em uma rara demonstração de união, executivos de empresas concorrentes, como Anthropic, OpenAI, DeepMind, do Google, Microsoft e xAI, defenderam uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial cada vez mais sofisticados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros críticos de novas regulamentações para a IA, no entanto, afirmam que restrições adicionais impostas pelo governo poderiam dar à China uma vantagem na corrida pelo desenvolvimento da tecnologia. Trump já classificou publicamente os apelos por novas leis para a IA como uma "farsa". Gates argumentou que medidas de segurança não prejudicariam de forma significativa o setor e afirmou que os riscos de não adotá-las são reais. "Não é uma farsa", disse ele à NBC. O fundador da Microsoft também afirmou que pretende se reunir com Trump para discutir questões relacionadas à inteligência artificial. "Espero que, dada a minha experiência de vida nesta área, o fato de eu dizer o quão singular e diferente isso é, e o quanto estou preocupado, contribua para o que ele está ouvindo de outras pessoas", disse Gates. Os alertas sobre os riscos da inteligência artificial não são novos. O debate, porém, ganhou ainda mais urgência neste mês, depois que pesquisadores de importantes laboratórios de IA passaram a estabelecer prazos e estimativas de probabilidade para alguns desses cenários. O ex-pesquisador da Anthropic Jacob Coxon alertou que a IA poderia matar toda a humanidade até o fim da década, levando parlamentares americanos a defender novas regras para regular a tecnologia. Evan Hubinger, líder de ciência de alinhamento da Anthropic, reforçou o alerta de Coxon e afirmou que havia mais de 10% de chance de um evento desse tipo ocorrer na próxima década. Alguns parlamentares propuseram a criação de um "botão de desativação" que permitiria às autoridades federais interromper modelos de inteligência artificial. Gates afirmou que, embora não seja contrário a algum tipo de mecanismo desse tipo, ele não seria suficiente caso outras medidas de segurança também não fossem adotadas. Nesta semana, Estados Unidos e China concordaram em iniciar um diálogo sobre inteligência artificial após a recente visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. *Com informações da Reuters Bill Gates durante Fórum Econômico Mundial de 2018 em Davos. Denis Balibouse/Reuters

Concurso 3.063 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3.063 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas é de R$ R$ 45 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal o valor acumulou para R$ 52 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 35 - 36 - 41 - 43 - 48. 5 acertos: 29 apostas ganhadoras, R$ 73.111,35 4 acertos: 2.642 apostas ganhadoras, R$ 1.322,81 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Mega-Sena, concurso 3.063: confira os números sorteados Reprodução/Youtube Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que o incidente envolveu o Hugging Face continua sendo o mais grave Alexi J. Rosenfeld/Getty Images/AFP A empresa OpenAI comunicou neste sábado (26/09) que suspendeu temporariamente o treinamento de seus mais recentes modelos de inteligência artificial (IA). O anúncio foi feito horas depois de a empresa comunicar, na sexta-feira (25), que estava analisando vários incidentes ocorridos durante o verão, nos quais agentes da OpenAI encarregados de pesquisar sites do governo federal dos EUA agiram de maneiras inesperadas, indo além do que lhes havia sido solicitado ao coletar e distribuir informações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os modelos de IA da empresa responsável pelo ChatGPT acessaram informações disponíveis publicamente em dois sites operados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), além de dados do Departamento de Censos dos EUA, revelou a empresa. Num anúncio separado, a organização de avaliação de IA Transluce afirmou que agentes que pareciam ser da OpenAI tentaram invadir um site do Departamento de Educação dos EUA, mas não conseguiram. A OpenAI não confirmou esse incidente. Agora no g1 A OpenAI declarou que retomará o treinamento apenas quando dispuser de garantias adicionais. A empresa acrescentou que provavelmente terá de "apertar o botão de pausa" novamente à medida que a IA evoluir e novos problemas surgirem. Apelos dentro do próprio setor A revelação ocorre num momento de crescente preocupação global com a possibilidade de sistemas de IA escaparem ao controle humano e invadirem sites externos. Laboratórios de IA vêm sofrendo pressão de legisladores e especialistas em tecnologia para desacelerar o desenvolvimento de seus sistemas, de modo que possam estabelecer mecanismos de proteção capazes de impedir que agentes atuem por conta própria, invadam sites e divulguem informações não públicas. Ao mesmo tempo, aumentam os apelos, inclusive dentro do próprio setor, por uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial, postura que a OpenAI afirma apoiar. Dirigentes tanto da OpenAI quanto da concorrente Anthropic defenderam uma redução no ritmo de desenvolvimento. Riscos da inteligência artificial Esta é a segunda vez em três meses que a OpenAI interrompe o desenvolvimento de seus modelos. A primeira ocorreu em julho, após a OpenAI revelar que dois de seus modelos de IA mais avançados foram responsáveis por um ataque cibernético contra a Hugging Face, uma startup do setor de inteligência artificial. Esse incidente teve grande repercussão e aumentou os temores de que a indústria estivesse perdendo o controle sobre a tecnologia. Numa publicação nas redes sociais na sexta-feira, o presidente executivo (CEO) da OpenAI, Sam Altman, afirmou que o incidente envolvendo a Hugging Face continua sendo o mais grave até agora. Altman e o diretor-executivo da empresa de IA Anthropic, Dario Amodei, recentemente alertaram para os riscos da inteligência artificial e defenderam uma desaceleração em seu desenvolvimento. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que pretende convidar as principais empresas de IA para discussões sobre a necessidade de "reduzir o ritmo". Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, se opõem a essa ideia. Durante um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, nesta semana, Trump concordou em compartilhar informações sobre os riscos da inteligência artificial e coordenar esforços para mantê-la segura, mas considerou exagerados os temores relacionados à IA. "Os Estados Unidos não vão pisar no freio", disse Trump. "Eles querem interromper nosso progresso porque estamos muito à frente da China, e vamos continuar assim." Sem acesso a informações sigilosas Os incidentes mais recentes envolvendo a OpenAI aparentemente não resultaram no acesso a informações sigilosas, mas foram considerados suficientemente preocupantes para que a empresa alertasse os órgãos federais envolvidos. No caso relacionado ao Departamento de Educação, agentes da OpenAI encontraram "chaves de desenvolvedor" (API keys) para acessar dados governamentais, embora, no fim, apenas informações públicas tenham sido coletadas. No episódio envolvendo a SEC, os agentes encontraram informações livremente disponíveis ao público, mas depois as publicaram em outro local da internet, uma ação que ultrapassou as instruções que haviam recebido. A SEC comunicou que nenhuma informação não pública foi acessada. O Departamento de Educação havia informado anteriormente que não encontrou "nenhuma evidência de qualquer impacto em nosso site ou em nossos bancos de dados".

A Ford participa de uma proposta que disputa o fornecimento de veículos para o programa de mobilidade leve do Exército britânico BBC É verde, robusto e intimidador. O mais recente carro da Ford parece uma picape que passou por uma transformação digna do Incrível Hulk. Baseada na popular linha Ranger, o modelo estacionado diante da fábrica da Ford em Dagenham, no leste de Londres, pode transportar até duas toneladas, rebocar até quatro toneladas e também carrega as esperanças dos cerca de 2.000 funcionários que ainda produzem motores no local. Dentro da fábrica, os motores a diesel de três litros que vão equipar o veículo camuflado passam por uma linha de produção que, na última década, viu o volume anual cair de 90 mil unidades para cerca da metade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ford espera que a entrada no mercado de veículos militares ajude a compensar essa queda. O chefe da empresa no Reino Unido descreve o momento atual como o cenário mais desafiador para o setor desde a invenção do automóvel. Antes poderosa, a indústria automobilística europeia começa a mostrar sinais de enfraquecimento e aposta no forte aumento dos gastos com defesa, em meio ao rearmamento da Europa, para voltar a demonstrar sua força industrial. A Ford faz parte de uma joint venture com as empresas especializadas em defesa General Dynamics e Ricardo que disputam um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 9.000 veículos ao longo dos próximos cinco a sete anos, em substituição à frota do Exército baseada em modelos Land Rover, já ultrapassada. Montadoras alemãs enfrentam grave crise Lisa Brankin, presidente da Ford no Reino Unido, afirma que essa é uma oportunidade de mostrar a capacidade da empresa de responder rapidamente às necessidades do setor de defesa: "Como fabricante, você avalia todas as oportunidades que aparecem, e esta é uma ótima oportunidade que adoraríamos aproveitar." Esta não é a primeira vez que a Ford se dedica à produção para o setor de defesa. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a fábrica da Ford em Dagenham era a maior montadora de automóveis da Europa. Quando a guerra começou, a produção de carros para uso civil foi totalmente interrompida, e a fábrica passou a se dedicar exclusivamente à produção militar. Entre 1939 e 1945, a unidade de Dagenham fabricou 360 mil veículos para o esforço de guerra dos Aliados contra o Eixo. Os funcionários da Ford em Manchester, no noroeste da Inglaterra, produziram 34 mil motores Merlin, projetados pela Rolls-Royce, que equiparam os caças Spitfire e Hurricane. Oitenta anos depois, as indústrias automobilísticas do Reino Unido e da Europa esperam que a produção voltada para a guerra ajude a conter o que um fornecedor descreveu à BBC como um "declínio terminal". Diante da ameaça da Rússia e da relutância dos Estados Unidos em continuar como protetor da Europa, os países europeus se veem pressionados a destinar centenas de bilhões ao aumento dos gastos com defesa. As montadoras, que enfrentam forte concorrência comercial de rivais chinesas, estão atentas a esse movimento. Mas o rearmamento da Europa pode salvar uma indústria automobilística e uma cadeia de fornecedores que atravessam uma crise? A guinada para o setor de defesa A Ford está longe de ser a única montadora a enxergar o setor de defesa como uma área com potencial de crescimento, e capaz de aproveitar a crescente capacidade ociosa das fábricas de automóveis na Europa. ➡️ A montadora francesa Renault assinou um acordo estratégico com a gigante do setor de defesa Thales para produzir drones militares, com a meta de fabricar até 1.000 unidades por mês. As Forças Armadas francesas e o Diretório-Geral de Armamentos querem aproveitar a capacidade de produção em massa da Renault para contornar as cadeias tradicionais de fornecimento do setor de defesa, que são mais lentas. Enquanto isso, a Volkswagen concordou em vender uma fábrica subutilizada em Osnabrück, no oeste da Alemanha, que será transformada em um polo de produção militar em parceria com um investidor do setor de defesa sediado em Israel. A Ford está longe de ser a única montadora a enxergar o setor de defesa como uma área com potencial de crescimento, e capaz de aproveitar a crescente capacidade ociosa das fábricas de automóveis na Europa. A montadora francesa Renault assinou um acordo estratégico com a gigante do setor de defesa Thales para produzir drones militares, com a meta de fabricar até 1.000 unidades por mês. As Forças Armadas francesas e o Diretório-Geral de Armamentos querem aproveitar a capacidade de produção em massa da Renault para contornar as cadeias tradicionais de fornecimento do setor de defesa, que são mais lentas. Enquanto isso, a Volkswagen concordou em vender uma fábrica subutilizada em Osnabrück, no oeste da Alemanha, que será transformada em um polo de produção militar em parceria com um investidor do setor de defesa sediado em Israel. A fabricante britânica de automóveis de luxo Jaguar Land Rover (JLR), também disputa o mesmo contrato que a Ford, enquanto o Exército britânico se prepara para retirar de serviço, até 2030, sua atual frota baseada em modelos Land Rover. A JLR também criou uma nova divisão dedicada a apoiar seus planos de expansão no setor militar em outros países. Para Mike Hawes, da Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Motores (SMMT, na sigla em inglês), faz sentido direcionar para o setor de defesa parte da capacidade ociosa da indústria automobilística. A indústria automobilística britânica e seus fornecedores dependem fortemente de algumas grandes montadoras: a Nissan, em Sunderland; a Toyota, em Derbyshire; a BMW, em Oxfordshire; e a JLR, que, considerando o valor da produção, é a maior delas e mantém fábricas em diferentes locais das regiões de Midlands e Merseyside, na Inglaterra. Hawes afirma que a cadeia de fornecedores é muito vulnerável. "A produção da indústria automobilística britânica vem caindo há oito ou nove anos", afirma Hawes. "Hoje, provavelmente estamos produzindo metade do que produzimos há dez anos. Isso, obviamente, afeta os fornecedores, porque eles já não fabricam o mesmo número de peças. Portanto, sobra capacidade. E eles também podem depender bastante de uma única montadora." Por isso, diz Hawes, essas empresas devem receber bem "a oportunidade de ampliar sua base de clientes e, potencialmente, entrar no setor de defesa". Há apenas duas semanas, a JLR anunciou o corte de 4.000 postos de trabalho de seu quadro de 30 mil funcionários no Reino Unido, numa tentativa de reduzir custos e continuar competitiva diante de rivais internacionais, sobretudo chineses. Dave Roberts, da Evtec, empresa que fornece componentes de sistemas de refrigeração à JLR, diz estar preocupado com as consequências. "A JLR tem um peso decisivo na indústria automobilística britânica", diz Roberts. "É o elo que mantém todo o setor unido. Porque, lembre-se, quando você produz para a JLR, os volumes são significativamente maiores do que para qualquer outra montadora do Reino Unido. "Se ela [JLR] tiver problemas, o impacto se espalha por toda a cadeia de fornecedores." No início desta semana, grandes fornecedores da JLR pediram ao governo que ajude fabricantes do setor automobilístico a entrar também nos setores aeroespacial e de defesa, alertando que a produção de automóveis em grande escala no Reino Unido enfrenta um declínio de longo prazo. Em uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico, ao chanceler (cargo equivalente a de ministro da Economia) e ao prefeito de West Midlands, Richard Parker, representantes da indústria afirmaram que o problema da cadeia de fornecedores do setor automobilístico britânico "não está em declínio", mas "está no mercado errado". A carta foi assinada por executivos de empresas que, juntas, empregam diretamente mais de 8.600 pessoas, além da Confederação Britânica de Conformação de Metais, que representa cerca de 75 mil trabalhadores. Os signatários afirmaram que as demissões são "a primeira fissura visível" em uma cadeia de fornecedores da indústria automobilística britânica que sustenta cerca de 183 mil empregos na produção. Em toda a Europa, o setor enfrenta o que Sigrid de Vries, diretora-geral da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea), classificou de "tempestade perfeita". As montadoras estão gastando bilhões na transição para veículos elétricos e afirmam que as metas de vendas estabelecidas pelos governos avançam mais rapidamente do que a demanda dos consumidores. Ao mesmo tempo, uma parcela cada vez maior dos veículos elétricos comprados pelos consumidores é produzida por empresas chinesas, que se tornaram a principal ameaça às montadoras europeias. O fator China No início dos anos 2000, empresas ocidentais viam na China um mercado cheio de oportunidades. A classe média do país crescia rapidamente, tinha mais dinheiro para gastar e parecia ter um apetite insaciável por carros, inclusive pelos modelos mais caros e lucrativos. Era um negócio altamente rentável. Em determinado momento, o mercado chinês chegou a responder por metade dos lucros da Volkswagen. Mas esse cenário não durou. A China queria desenvolver sua própria indústria automobilística e destinou grandes volumes de recursos públicos para transformar o país em uma potência em setores de alta tecnologia, entre eles o de veículos elétricos. Hoje, o mercado chinês está saturado de marcas, nacionais e estrangeiras, e é marcado por uma concorrência feroz. As montadoras chinesas passaram então a voltar sua atenção para outros mercados e aproveitaram a transição para os veículos elétricos para ampliar sua participação. Empresas como BYD, Chery e Geely avançam de forma acelerada na Europa. Para as marcas europeias, esse movimento veio em um momento especialmente difícil. Os lucros obtidos na China diminuíram, enquanto as concorrentes chinesas ganharam espaço dentro do próprio mercado europeu, depois de as montadoras locais terem investido bastante na produção de veículos elétricos. Mas as vendas desses carros não cresceram tão rapidamente quanto se esperava. Executivos do setor admitem que têm dificuldade para competir com os baixos custos de produção e a velocidade de desenvolvimento das concorrentes chinesas. Com isso, as montadoras europeias agora correm para reduzir custos e buscam uma saída para fábricas caras, capazes de produzir milhões de carros a mais do que conseguem vender. A Volkswagen já anunciou planos de cortar 100 mil postos de trabalho nos próximos anos. Se antes era impensável fechar fábricas na Alemanha, a empresa já encerrou as atividades de uma unidade em Dresden e pode fechar outras quatro. Entre elas está uma fábrica em Zwickau, onde a Volkswagen investiu mais de € 1 bilhão (cerca de R$ 5,9 bilhões) para adaptar as linhas de produção à fabricação de veículos elétricos, um processo concluído há apenas quatro anos. Estimativas do setor indicam que as fábricas de automóveis da Europa Ocidental têm capacidade ociosa equivalente à produção de cerca de 2,5 milhões de veículos por ano. Não surpreende, portanto, que as montadoras estejam de olho no forte aumento dos orçamentos de defesa em toda a Europa. Sigrid de Vries afirma que as montadoras tem condições de contribuir para o rearmamento europeu. "Muitas das capacidades de que o setor de defesa precisa também existem na indústria automobilística", afirma de Vries. "Fabricantes e fornecedores do setor automobilístico têm instalações industriais, conhecimento em produção, capacidade logística e tecnologias avançadas. Também contam com cadeias de fornecedores amplas e bastante integradas, que podem ser úteis para o objetivo mais amplo de reforçar a capacidade de defesa da Europa." Mas a transição não é tão simples, segundo ela. Protocolos de segurança, rivalidades políticas e econômicas dentro da Europa e o fato de que, fora de uma situação de guerra, a demanda militar dificilmente alcançará os volumes do mercado de consumo de massa são alguns dos obstáculos. "São dois mundos muito diferentes", afirma. "Os governos querem investir em sua capacidade de defesa e, por isso, mais do que nunca, fabricantes e fornecedores têm interesse em avaliar o que é possível fazer. Mas isso não será suficiente para resolver o problema da capacidade industrial ociosa que vemos hoje." Abrir espaço para a concorrência chinesa? Se o setor de defesa não consegue preencher a enorme capacidade ociosa da indústria automobilística do Reino Unido e da Europa, talvez seja hora de abrir espaço nas fábricas para as concorrentes chinesas. Para reduzir o peso de altos custos fixos de manter linhas de montagem ociosas, montadoras tradicionais da Europa e do Reino Unido estão abrindo suas fábricas para rivais chinesas. A Stellantis (dona das marcas Vauxhall, Fiat, Peugeot e Citroën) adquiriu uma participação de 20% na fabricante chinesa de veículos elétricos Leapmotor. A produção de carros da marca chinesa começou na Polônia há dois anos. Mais tarde, a Leapmotor transferiu a produção para a Espanha, depois que a Polônia votou a favor da imposição de tarifas elevadas sobre veículos elétricos chineses, enquanto a Espanha se absteve, um exemplo da complexidade das disputas comerciais. A Nissan e a Chery International UK assinaram um memorando de entendimento sem caráter vinculante para avaliar a possibilidade de a Nissan fabricar veículos da Chery sob contrato em sua unidade de Sunderland, no nordeste da Inglaterra. Em abril deste ano, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que a empresa estudava compartilhar a capacidade ociosa de suas fábricas europeias com parceiros chineses. Sob certo aspecto, o acordo poderia beneficiar os dois lados. As fábricas europeias receberiam mais encomendas, enquanto as montadoras chinesas poderiam evitar tarifas elevadas ao vender para os EUA e a União Europeia, produzindo os carros dentro desses mercados. Mas fabricar carros na Europa não significa necessariamente criar ou preservar cadeias de fornecedores europeias. Algumas fábricas podem se limitar à montagem final, enquanto muitos dos componentes — especialmente as baterias — continuariam vindo da China. A produção de automóveis ainda é vista como parte central da capacidade industrial de um país. No passado, repetia-se nos EUA a frase: "O que é bom para a General Motors é bom para os EUA." Algo semelhante poderia ser dito da Volkswagen, da Mercedes e da BMW para a Alemanha e da JLR para o Reino Unido. As fábricas de automóveis costumam estar entre os maiores empregadores de suas regiões e sustentam cadeias locais de fornecedores, por isso cortes de postos de trabalho podem ter impactos especialmente fortes. É também por esse motivo que os governos fazem grandes esforços para proteger e preservar essas unidades. A Austrália é um exemplo. Quando o último carro produzido no país saiu da linha de montagem, em 2017, a Austrália não perdeu apenas sua indústria automobilística. Perdeu também uma cultura industrial ligada à engenharia e competências essenciais, afirma Roberts, da Evtec. "Na década seguinte... os efeitos chegaram a toda a indústria", afirma Roberts. "O país perdeu infraestrutura. Perdeu capacidade de produção avançada." "Ficou vulnerável. Esses setores já não têm a mesma capacidade de resistir a choques." Brankin, da Ford no Reino Unido, reconhece que produzir 9.000 motores ao longo de cinco a sete anos está muito longe dos 90 mil por ano que a fábrica chegou a fabricar, mas diz que qualquer aumento de produção ajuda. "É uma gota no oceano, mas vale a pena aproveitar cada oportunidade, não é?" Um porta-voz do Ministério da Defesa do Reino Unido afirma que o governo quer que a indústria britânica tenha um "papel central" no fornecimento de milhares de veículos leves modernos. Ele acrescenta: "Estamos apoiando as empresas britânicas e fortalecendo nossa base industrial de defesa. Atualmente, 85% dos gastos com defesa permanecem no Reino Unido, contribuindo para a reindustrialização e fazendo do setor de defesa um motor de crescimento." É compreensível que uma indústria automobilística europeia em retração queira aproveitar o forte aumento dos gastos com defesa. Mas, mesmo que consiga entrar nesse mercado, por enquanto é difícil imaginar que volte a ter o peso industrial que já teve.

Região de Itapetininga promove contato com a natureza através do turismo rural Reprodução / TV TEM Na região de Itapetininga (SP), propriedades rurais vêm se transformando em espaços de lazer e turismo. O que antes era rotina de trabalho para os produtores agora se tornou experiência para visitantes e fonte de renda para os proprietários. A iniciativa reúne produtores, empreendedores e profissionais do turismo, que oferecem trilhas, degustações e atividades ligadas à natureza. O objetivo é valorizar o interior e proporcionar contato direto com o campo. Em Angatuba (SP), a produtora Bárbara Soares adaptou sua propriedade com chalés, trilhas e produção agroecológica. Ela afirma que a essência do espaço é transmitir paz e simplicidade. Com o aumento da procura, o local passou a receber turistas e ganhou estrutura para hospedagem. A turismóloga Andressa Martins destaca que paisagens, histórias e produções locais podem se tornar atrativos. Segundo ela, cresce o interesse pelo turismo regenerativo, que envolve visitantes em ações de preservação ambiental, como o plantio de árvores e flores. Em Itapetininga, a prefeitura organiza passeios pelos parreirais, em parceria com o Sindicato Rural e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A produção familiar de vinho virou atração turística, com degustações e visitas guiadas. O produtor Ademir Marques afirma que a interação com os visitantes ajudou a manter a vinícola ativa. Além do vinho, o turismo rural abre espaço para conhecer bastidores da produção de queijos e outros derivados. Para a artista plástica Walkiria Paunovic, a atividade gera empregos e incentiva a profissionalização de queijarias, vinícolas e restaurantes. A troca de experiências também beneficia os empreendedores locais, que criam parcerias e novas ideias. Para os visitantes, o turismo rural é oportunidade de relaxar e reconhecer o trabalho diário no campo. Veja a reportagem exibida no programa em 27/09/2026: Região de Itapetininga promove contato com a natureza através do turismo rural VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Projeto leva alunos de Promissão a vivenciar rotina no campo Reprodução / TV TEM Alunos da Escola Estadual Comendador Antônio Figueiredo Navas, em Promissão (SP), participam de um projeto que aproxima jovens da rotina no campo. Chamado “Os segredos do campo”, o programa promove visitas técnicas a três propriedades rurais da cidade, onde os estudantes aprendem sobre o cultivo de banana, morango e uva. A coordenadora da escola, Érica Cabral, destaca que a iniciativa gera troca de experiências entre produtores e alunos. “É um benefício mútuo”, afirma. Na propriedade de Antônio Pereira Cabral, os jovens acompanham o plantio de bananeiras, coleta de solo e cuidados necessários para manter a produção. Para o produtor, levar estudantes ao campo ajuda a renovar ideias e fortalecer o trabalho rural. Entre os participantes estão Tayla Raphaela e Kawane Petini, alunas do 2º ano do ensino médio. Elas estudam administração e veem no projeto uma oportunidade para desenvolver futuros negócios. “É uma experiência de cuidar das propriedades”, dizem. O curso tem duração de dois anos. Nesse período, os alunos aprendem sobre planejamento, cultivo, poda, colheita e comercialização dos produtos. Ao final, cada estudante apresenta um projeto com as práticas vivenciadas nas plantações. Veja a reportagem exibida no programa em 27/09/2026: Os segredos do campo: projeto leva alunos de Promissão a vivenciar rotina no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Uva núbia ganha espaço em Jales com alta produtividade e resistência ao clima Reprodução / TV TEM A uva núbia, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Uva e Vinho, vem ganhando espaço na região de Jales (SP). Com coloração escura, cachos grandes e alta resistência ao clima, a variedade já ocupa 600 hectares e deve movimentar cerca de R$ 130 milhões na safra deste ano, segundo a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). O pesquisador João Dimas Garcia Maia explica que a núbia não sofre com o frio, mantém produção estável ao longo do ano e exige menos mão de obra por ser resistente a doenças fúngicas. tualmente, cerca de 350 viticultores cultivam a variedade na região, com expectativa de colher mais de 20 mil toneladas. A uva tem sementes e já é considerada uma das preferidas no mercado nacional. A produtora Ângela Rabetti Dias Maia, que possui 40 mil pés de uva niágara, decidiu apostar na núbia após perceber queda na produção da niágara em períodos de frio. “A núbia permanece bem produtiva”, afirma. Ela mantém parceria com Ilton Alves, que destaca a viabilidade econômica da variedade. Com o aumento das chuvas, a niágara sofre atrasos na colheita. Já a núbia segue em ritmo normal, consolidando sua posição como uma das mais procuradas no país. Em Palmeira D’Oeste, o produtor João Guilherme Cardoso prevê colher 80 toneladas em seus 2.500 pés de núbia, um aumento de 20% em relação ao ano passado. Ele exporta para o Sul do Brasil e comemora a valorização: o preço subiu de R$ 5 para R$ 6,50 por quilo. Veja a reportagem exibida no programa em 27/09/2026: Uva núbia ganha espaço em Jales com alta produtividade e resistência ao clima VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Trump determina permite importação carne moída sem taxa adicional para tentar baixar preços nos EUA As operações de repressão à imigração nos Estados Unidos começaram a afetar o funcionamento de frigoríficos no Kansas, um dos principais polos de produção de carne bovina norte-americana. Com trabalhadores faltando por medo de abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), serviço de imigração dos EUA, fábricas reduziram o ritmo de abate e milhares de bois tiveram o envio para processamento atrasado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O problema acontece em um momento delicado para a cadeia de carne americana: o país tem o menor rebanho bovino em cerca de 75 anos e a carne está em preços recordes. Por isso, uma nova redução no ritmo dos frigoríficos pode aumentar ainda mais a pressão sobre a oferta. Isso pode dificultar ainda mais a chegada de carne aos supermercados em um momento em que o governo de Donald Trump tenta justamente reduzir os preços. Por que a carne está tão cara nos EUA? A produção de carne bovina depende de uma cadeia relativamente simples. Primeiro, o pecuarista cria o gado. Depois, os animais são enviados para confinamentos e, quando estão prontos, seguem para os frigoríficos. É ali que são abatidos e transformados em carne para chegar aos supermercados e restaurantes. Nos últimos anos, os produtores americanos reduziram o número de animais porque a seca encareceu e dificultou a criação. Com menos bois disponíveis, há menos matéria-prima para os frigoríficos processarem. E, quando a oferta de um produto diminui enquanto a procura continua, o preço tende a subir. Trump tenta aumentar a oferta de carne Para tentar colocar mais carne no mercado e reduzir os preços, o governo adotou medidas para facilitar a entrada de produto estrangeiro. Uma delas permite a importação temporária de até 300 mil toneladas de carne moída em 90 dias sem uma tarifa adicional que normalmente é cobrada quando o limite de uma cota é ultrapassado. A estratégia, porém, enfrenta resistência de parte dos pecuaristas americanos. A preocupação é que mais carne importada reduza o preço recebido pelos produtores dos Estados Unidos e desestimule a criação de novos animais. Trump também abriu uma investigação sobre o funcionamento do mercado e das grandes empresas processadoras. O preço da comida também pesa nas eleições A discussão ganhou importância porque os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato em novembro. ➡️ Nessa votação, os americanos vão escolher deputados e parte dos senadores. O resultado define quem terá maioria no Congresso durante os próximos dois anos. O custo de vida é uma das preocupações do eleitorado. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada em setembro mostrou que 17% dos americanos aprovavam a atuação de Trump em relação ao custo de vida. A carne bovina é apenas um dos alimentos que ficaram mais caros, mas tem um peso importante porque faz parte da alimentação cotidiana e porque o problema envolve diretamente produtores rurais, frigoríficos e consumidores. O que a imigração tem a ver com o preço da carne? O Kansas é um dos principais centros de processamento de carne bovina dos Estados Unidos. Nesta semana, agentes do ICE intensificaram operações em cidades como Dodge City, Liberal e Garden City. Segundo autoridades locais, organizadores comunitários e entidades do setor, parte dos trabalhadores deixou de ir aos frigoríficos por medo de ser abordada pelos agentes. O resultado foi uma redução no ritmo de algumas fábricas. E isso cria um problema para a cadeia: não basta ter gado disponível. É preciso ter trabalhadores e capacidade para transformar os animais em carne. Abate de gado caiu 16% O impacto já apareceu nos dados oficiais. Na quinta-feira (24), os frigoríficos americanos abateram cerca de 90 mil bovinos, uma queda de 16% em comparação com a mesma quinta-feira da semana anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na quarta-feira, a redução havia sido de aproximadamente 9%. Não é possível dizer quanto dessa queda foi causada diretamente pela operação do ICE. Mas entidades do setor afirmam que a redução da mão de obra e os atrasos nos transportes de animais já estão afetando a cadeia. São quase oito cabeças de gado bovino para cada tocantinense Divulgação/Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O que são as criptomoedas? A corretora de criptomoedas Bitget afirmou na sexta-feira (25) que cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,86 bilhão) em criptomoedas foram roubados da plataforma. No ano passado, invasores roubaram US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques, segundo pesquisadores da TRM Labs. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Autoridades alertaram em julho que grupos do crime organizado usam criptomoedas para transferir recursos rapidamente entre países, sem recorrer ao sistema financeiro convencional. Veja alguns dos maiores roubos de criptomoedas desde o surgimento do bitcoin, em 2008. Criptomoedas / Bitcoin / Ethereum Reuters Bybit Um valor recorde de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers foi roubado da corretora Bybit em fevereiro de 2025, no que pesquisadores consideraram o maior roubo de moedas digitais até o momento. O FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque e que os recursos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e, em seguida, distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains. A Coreia do Norte negou envolvimento em roubos de criptomoedas. Poly Network Hackers roubaram cerca de US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) da Poly Network, plataforma que facilita transações de tokens entre usuários, em agosto de 2021. Posteriormente, devolveram quase todos os recursos roubados. Ronin Network Em março de 2022, hackers roubaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 540 milhões (cerca de R$ 2,86 bilhões) de um projeto de blockchain ligado ao popular jogo online Axie Infinity. A Ronin, rede que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, informou que os hackers roubaram cerca de 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin. Coincheck Em janeiro de 2018, hackers roubaram cerca de US$ 530 milhões (aproximadamente R$ 2,81 bilhões) em criptomoedas da corretora Coincheck, com sede em Tóquio, segundo os valores da época. Os invasores atacaram uma das "hot wallets" da empresa, uma carteira digital armazenada online, para drenar os recursos. Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul afirmou que um grupo de hackers norte-coreano poderia estar por trás do roubo. Mt.Gox Em um dos primeiros e mais notórios ataques envolvendo criptomoedas, bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,65 bilhões) foram roubados da corretora Mt. Gox, em Tóquio, então a maior do mundo, entre 2011 e 2014. A Mt. Gox, que já havia respondido por 80% das negociações mundiais de bitcoin, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque. Cerca de 24 mil clientes perderam acesso aos seus recursos.
Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Uma vaca de nove anos deu à luz três bezerros de uma só vez em uma propriedade rural de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O nascimento de Pinta, Nina e Cristóvão aconteceu no dia 8 de setembro e surpreendeu o produtor rural José Carlos Junca Júnior. Antes mesmo do parto, ele imaginava que a vaca, chamada Amanda, teria apenas um filhote grande, e que talvez fosse necessário até ajudá-la na hora do nascimento. "A princípio, ela estava com uma barriga bem grande e eu achava que ia vir um bezerro só, só que grande. Um bezerrão. Nem acreditei. Ela ganhou sozinha, sem ajuda. Quando fui ver já tinham três", disse o produtor. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O produtor ainda estava trabalhando no pasto quando percebeu que Amanda havia parido. Segundo José Carlos, ele estava plantando capim quando viu alguns urubus rondando a propriedade. Ao verificar o que havia acontecido, encontrou a vaca já com os três bezerros. A esposa de José Carlos foi quem escolheu os nomes dos três filhotes: Pinta, Nina e Cristóvão. O restante da família também se encantou pela novidade. "Nem acreditaram. Fiz um vídeo, mandei no grupo [de mensagens] e todo mundo ficou sem acreditar que eram trigêmeos. As crianças estão o tempo todo brincando, olhando os bezerros, para eles é uma festa isso aí", disse o produtor. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Caso raro Amanda tem nove anos e essa foi a quinta gestação dela. Esta, no entanto, foi a primeira vez que ela teve mais de um bezerro na mesma gestação. E de trigêmeos! Segundo o médico veterinário Darlan Mendonça Cogo, o caso é considerado raro e pode estar relacionado a fatores genéticos. "Esse tipo de gestação de trigêmeos ocorre entre cerca de um a cada 100 a 175 mil casos. Como não houve acompanhamento veterinário, foi muita sorte do produtor de ter esses três bezerrinhos", explicou o profissional. LEIA TAMBÉM: ANTES e DEPOIS: veja as fotos originais e as imagens geradas por IA de apreensões divulgadas com erros pela polícia do ES VOCÊ CONHECE? Jacutinga, extinta na Mata Atlântica do ES, RJ e BA, pode voltar à natureza com projeto de conservação 70 METROS DE ALTURA: Homens são flagrados em porta-malas aberto e com o corpo para fora de janela de carro na Terceira Ponte; veja VÍDEO Mesmo com o parto tendo acontecido no pasto, e não no curral, o produtor agiu rapidamente e deu colostro aos três bezerros nas primeiras horas após o nascimento, usando uma mamadeira. Segundo o veterinário, essa foi uma medida correta. "A ingestão do colostro nas duas primeiras horas de vida dos bezerros foi crucial para a saúde deles. Em relação à amamentação feita pela vaca, eles estão dando suporte de mamadeira com leite de outras vacas aos filhotes", explicou o veterinário. Nesse tipo de gestação, há uma grande probabilidade de a fêmea nascer infértil. Isso acontece porque ela compartilha a gestação com os irmãos machos e acaba absorvendo parte dos hormônios masculinos, como a testosterona, o que compromete seu sistema reprodutor. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Primeiros dias Livia Franco, esposa do produtor Júnior, contou que os primeiros dias foram bem corridos já que a bezerra Nina estava bem mais fraca do que os irmãos. Ela também estava tremendo. A família chegou a achar que ela não resistiria, mas deram mais atenção e a aqueceram. Um veterinário conhecido pela família também indicou o uso de um medicamento. "Júnior conversou por telefone com um veterinário conhecido nosso e ele passou Azium para ajudar ela a levantar. No terceiro dia ela já estava bem", disse Lívia. Rotina mudou A família passou a dividir os cuidados com a vaca e os três filhotes. José Carlos, a esposa e o filho ajudam na alimentação dos animais. "Foi muito legal, isso nunca aconteceu, mas dessa vez teve essa surpresa", disse Rafael Junca, de 9 anos. Ele contou que aproveita o contraturno das aulas para ajudar na propriedade e a alimentar os animais. Com três bezerros a mais na propriedade, o trabalho aumentou, mas a família também ganhou uma dose extra de alegria. "Tem sido muito legal", contou Rafael. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Agora, com os trigêmeos tendo mais de 15 dias de vida, Nina é a maior dos três bezerros. E a alimentação é uma fase importante: "Um bezerro só é normal, é fácil manter. Como nunca tive isso aqui, já estou dando mais ração e comprei silagem de milho para a Amanda. Estou fornecendo a comida no cocho para ela não sentir muito a diferença", completou José. O cuidado também passou a fazer parte da rotina dos animais. José Carlos oferece uma mamadeira com leite específico para os bezerros uma vez ao dia, durante a tarde, para que Amanda possa descansar. O caso também não é inédito no Espírito Santo. Em junho de 2025, uma vaca de uma propriedade de Pancas, no Noroeste do estado, também deu à luz bezerros trigêmeos. E ela não teve gestação de três filhotes uma única vez. Vaca dá à luz bezerros trigêmeos e surpreende produtor em São Mateus: 'Achei que ia vir só um bezerrão' Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

⚠️ Aviso: esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Ao final dela, veja como denunciar casos desse tipo. Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram Uma investigação do g1 revelou como agem criminosos que comercializam material de abuso sexual infantil na internet. A reportagem mostrou que eles usam o TikTok como vitrine para promover a venda do conteúdo ilegal. A negociação do conteúdo, porém, é feita dentro do aplicativo de mensagens Telegram. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em um dos casos identificados pelo g1, um criminoso admite usar a conta bancária de um terceiro, a quem chama de "menina". Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal ouvidos pelo g1. (entenda mais abaixo) "Não [será rastreado], porque esse banco que eu tô usando é de uma menina. Eu recebo muito PIX nele. Já já cai a conta. Daí seu PIX nunca existiu kkkk", afirmou o criminoso. Criminoso usa PIX para vender conteúdo de abuso sexual infantil e diz que comprador não será rastreado. Reprodução Procurado, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil e que, apenas neste ano, excluiu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material. O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. "Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens", completou. As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem. Criminosos usam contas das próprias vítimas, diz PF Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok A PF aponta que os agressores costumam utilizar contas bancárias de ex-namoradas ou da própria criança ou adolescente que foi vitimado por eles, buscando eliminar qualquer vínculo direto entre o autor do crime e a transação. Para evitar exigências de órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Banco Central, as redes criminosas migram para bancos digitais e fintechs com regulamentação mais frágil. Em alguns casos, elas abrem empresas no setor financeiro para movimentar os recursos sem guardar dados ou responder às autoridades, explicaram os investigadores da PF. O criminoso que disse usar a conta de "uma menina" também informou como chave PIX um endereço de e-mail com final "@estudante.rs.gov.br". O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço, que tem nome feminino. Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso". Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores. Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas. Pacotes são vendidos a partir de R$ 10 no Telegram Criminoso vende conteúdo até de abuso sexual em chat no Telegram. Reprodução/Telegram Em um dos canais monitorados pelo g1, um dos pacotes custa US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes são vendidos por US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90), com diferentes quantidades de conteúdo. Em um deles, que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual, como estupro e incesto. Um deles afirma ser um dos maiores do Brasil e promete receber material de diferentes fontes, além de garantir a confidencialidade dos compradores. Por R$ 20, o grupo oferece acesso "vitalício", segundo o anúncio. (veja na imagem abaixo) Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa. Grupo vende acesso vitalício a grupo de conteúdo de abuso sexual infantil por R$ 20. Darlan Helder/g1 O que dizem as empresas Telegram "A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma. Mais de 339.760 grupos e canais relacionados a material de abuso sexual infantil foram removidos em 2026. Além da moderação humana, o Telegram escaneia todas as mídias enviadas para sua plataforma pública, comparando-as com um banco de dados de hashes de conteúdo de material de abuso sexual infantil previamente removido por moderadores, complementado por conjuntos de dados da Internet Watch Foundation e denúncias de ONGs de todo o mundo. Como resultado desses esforços, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma. O fato de agentes maliciosos precisarem anunciar em outras plataformas significa que eles não conseguem existir publicamente no Telegram como resultado dos esforços de moderação do Telegram. Estatísticas diárias e mais informações: Telegram.org/safety" TikTok "Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas. Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens. Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas). Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras. 99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma." Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Discord: o que é a rede social que terá lives suspensas no Brasil após decisão da ANPD

Caso Farm: empresa pode usar projeto feito por candidato em processo seletivo? Na semana passada, a designer de moda Maria Clara Franklim publicou no Instagram um vídeo que já ultrapassa 2 milhões de visualizações. Ela afirma ter identificado "semelhanças" entre uma coleção recente da Farm e um projeto desenvolvido durante um processo seletivo da empresa. Segundo Maria Clara, ela recebeu o desafio no dia 11 de novembro e teve quatro dias para criar uma coleção. Sua avó inspirou o conceito “Criada com Vó”, desenvolvido a partir de memórias, elementos de suas casas e objetos do cotidiano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as referências, estavam roupas para filtro de barro e liquidificador, além de retalhos e rendas. Meses depois, a designer percebeu semelhanças de seu projeto com uma nova coleção da Farm nas redes sociais. Na legenda, ela disse ter achado “interessante” ver uma coleção semelhante ao projeto que havia desenvolvido meses antes e afirmou que a situação a levou a refletir sobre o próprio potencial criativo. “Eu não tô aqui pra falar que a Farm me copiou ou que eu fui referência ou que eles se inspiraram em mim. Mas, pra mim, é muito interessante pensar que uma marca tão grande teve como referência ou pensou numa estética muito parecida com a que eu pensei no meu quarto”, afirmou Maria Clara. No vídeo, ela mostrou imagens do moodboard, da cartela de cores e dos quatro looks que havia criado para o processo seletivo. O projeto reunia referências como móveis de madeira, jardins, objetos antigos, flores e roupas usadas pelas avós. O g1 procurou a designer Maria Clara Franklim, que preferiu não comentar o caso. Em nota, a FARM Rio afirmou que seu processo criativo é construído com antecedência e envolve etapas de pesquisa, criação e desenvolvimento iniciadas, em média, um ano antes do lançamento de cada coleção. Segundo a marca, esse processo é documentado por meio de registros internos e tecnologia blockchain, que permitem vincular as criações aos autores indicados, preservar a integridade dos arquivos e comprovar a existência dos materiais na data do registro. A FARM Rio afirmou ainda que a coleção Verão 27 foi desenvolvida entre junho e agosto de 2025, antes da participação da designer Maria Clara Franklin no processo seletivo da empresa, em novembro daquele ano. A marca disse ter registros que documentam o processo criativo e as datas de cada criação. A empresa afirmou também que entrou em contato com Maria Clara na semana em que o caso veio à tona para esclarecer a situação. Por fim, reafirmou seu compromisso com a integridade do processo criativo, a autoria das criações e o trabalho desenvolvido por sua equipe. (veja nota completa abaixo) Initial plugin text Pode ou não? Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que a empresa pode exigir testes práticos durante uma seleção, mas isso não significa que tenha autorização automática para explorar comercialmente as criações produzidas pelos candidatos. Na avaliação de Luciano Andrade Pinheiro, mestre em propriedade intelectual, o processo seletivo não equivale a um contrato de trabalho ou de prestação de serviços. Por isso, se uma criação foi apresentada apenas como parte da avaliação, o uso econômico dela depende, em regra, de autorização do titular dos direitos. Pinheiro afirma ainda que, em regra, esses direitos pertencem a quem produziu. No caso de uma possível cópia, a análise também precisa ser feita individualmente. Para determinar se houve violação de direito autoral, é necessário comparar a criação original com a obra que teria sido utilizada e verificar se existem elementos suficientemente semelhantes. Segundo ele, o direito autoral não protege uma ideia ou um conceito isoladamente, mas a forma como essa ideia é concretizada. Quando ela é materializada em uma folha de papel, uma roupa, um quadro, isso não é mais ideia, é obra. Fernanda Picosse, especialista em Marcas e Patentes, o limite pode ser ultrapassado quando a empresa deixa de avaliar apenas as habilidades do candidato e passa a receber uma solução pronta para um problema real do negócio, passível de aplicação e aproveitamento posterior. Nesse caso, o trabalho pode ser caracterizado como uma prestação de serviço, e o candidato pode ter direito a receber remuneração por ele. “O processo seletivo é feito justamente para avaliar a competência, mas não para você colocar um monte de gente para trabalhar de graça para você”, afirma. Como saber se houve uso indevido da criação? Para avaliar se houve uso indevido, é necessário analisar o grau de semelhança entre o material apresentado pelo candidato e o produto desenvolvido posteriormente pela empresa. A análise, porém, depende da comparação entre as duas criações. Para Luciano Pinheiro, somente uma avaliação técnica do material pode indicar se existem elementos suficientes para caracterizar cópia ou violação de direitos autorais. Fernanda recomenda que o candidato guarde documentos que comprovem sua participação no processo seletivo e a autoria da criação, como: Regulamento e regras do processo seletivo; E-mails, convites e mensagens trocadas com a empresa; Versões e arquivos do projeto desenvolvido; Comprovantes de envio do material; Apresentações feitas durante a seleção; Publicações posteriores da empresa relacionadas ao material. A fashion designer Maria Clara Franklim, que afirma ter identificado semelhanças entre um projeto desenvolvido durante um processo seletivo e uma coleção da Farm. Reprodução/Instagram Empresa pode pedir que candidato assine um termo? Luciano Pinheiro também chama atenção para os termos de confidencialidade ou de autorização que podem ser apresentados aos candidatos. O advogado diz que não há impedimento para que uma empresa peça a assinatura de um documento desse tipo, e o candidato pode decidir se quer assiná-lo para participar do processo seletivo. O ponto de atenção está nas cláusulas que autorizem a empresa a utilizar a criação sem deixar claras as condições desse uso, inclusive eventual pagamento ou outra contrapartida. “Essa cláusula só prevê ônus para uma das partes”, afirma. Para o advogado, uma previsão desse tipo pode ter sua validade questionada justamente por contrariar o princípio da boa-fé. Fernanda Picosse ressalta que, caso a empresa queira prever a possibilidade de utilizar as criações apresentadas durante a seleção, essa condição precisa estar clara. A empresa pode, por exemplo, estabelecer de forma expressa a transferência dos chamados direitos patrimoniais, relacionados ao uso econômico da obra, desde que isso esteja claramente previsto e aceito pelas partes. Já os direitos morais, relacionados à autoria e à integridade da obra, permanecem vinculados ao autor. Entre esses direitos está o de reivindicar a autoria e ter seu nome indicado como autor da obra, quando cabível. O candidato, por sua vez, não é obrigado a participar da seleção. O que a empresa não pode fazer é deixar de reconhecer a autoria da criação. Os direitos morais são personalíssimos, intransferíveis e inalienáveis." Quando um processo seletivo pode virar trabalho? Na avaliação de Pinheiro, também é importante observar quanto tempo e qual tipo de atividade são exigidos durante o processo seletivo. Ele cita como exemplo situações em que empresas chamam candidatos para um suposto treinamento, mas, na prática, eles passam semanas cumprindo tarefas que correspondem ao trabalho que fariam caso fossem contratados. Nesses casos, segundo ele, a Justiça do Trabalho já reconheceu a existência de relação de trabalho e determinou o pagamento devido. Fernanda também afirma que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem reconhecido situações em que processos seletivos são desvirtuados e passam a funcionar como treinamento com atividades produtivas. Um dos critérios para avaliar a situação, segundo ela, é verificar se o candidato estava apenas demonstrando suas habilidades ou se, na prática, resolveu um problema real e atual da empresa ou desenvolveu uma solução pronta para ser incorporada ao negócio. O que o candidato pode fazer? Caso entenda que sua criação foi utilizada sem autorização, o candidato pode notificar formalmente a empresa, pedir a interrupção do uso do material e negociar eventual remuneração ou indenização. Dependendo do caso, ainda pode recorrer à Justiça para pedir o reconhecimento de uma prestação de serviço ou de vínculo trabalhista, quando o processo seletivo tiver sido usado como uma forma de treinamento com atividades produtivas. Na avaliação da advogada Fernanda Picosse, também podem existir pedidos de indenização por danos materiais e morais e de retirada do material que tenha sido divulgado ou comercializado. A avaliação depende das circunstâncias de cada caso. Se houver uma disputa sobre a autoria ou a similaridade entre as criações, a Justiça pode determinar uma análise técnica. O trabalho pode ser feito por um perito especializado em propriedade intelectual, que avalia aspectos como originalidade, criatividade e o grau de semelhança entre os trabalhos. "A análise é feita por um perito judicial. Normalmente um expert em propriedade intelectual que vai analisar a originalidade, a criatividade e vai se concentrar nas coincidências. É um trabalho técnico", explica Luciano Andrade Pinheiro. Os especialistas recomendam ainda que a pessoa que se considera prejudicada reúna, antes de entrar com uma ação, um laudo técnico que ajude a demonstrar a possível violação de direitos. Tem precedente? Em nota enviada ao g1, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) afirmou não ter localizado decisões específicas sobre empresas que utilizam criações desenvolvidas por candidatos durante processos seletivos. O tribunal informou, porém, que há julgamentos sobre propriedade intelectual em contratos de trabalho. Segundo o TST, esses casos envolvem situações diferentes e, por isso, não permitem estabelecer um entendimento específico da Corte sobre o uso de materiais produzidos por candidatos em processos seletivos. Mas um caso relativamente recente, envolvendo propriedade intelectual, teve origem em uma disputa entre marcas de roupas e exigiu perícia para avaliar a semelhança entre logotipos. A dona da marca Polo Ralph Lauren acusou a responsável pela Polo Collection de utilizar símbolos semelhantes aos tradicionais desenhos de jogadores de polo a cavalo. A empresa acusada afirmou que possuía registro da marca e que a imagem do jogador de polo remete ao próprio esporte. A perícia, porém, apontou elevado grau de semelhança entre alguns dos sinais e indicou que determinados elementos poderiam levar consumidores a associar as duas marcas. O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação. A Terceira Turma entendeu que não houve irregularidades na produção da prova pericial e confirmou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que reconheceu o uso indevido da marca e a concorrência desleal, com aproveitamento do prestígio da marca. A condenação inclui indenização de R$ 50 mil por danos morais e multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento das obrigações impostas pela Justiça. E no caso da Farm? No caso da criadora de moda envolvida no episódio recente com a Farm, Luciano Andrade Pinheiro ressalta que, se ficar comprovado que houve cópia ou uso indevido da criação que foi feita durante o processo seletivo, a autora poderá buscar reparação pelos prejuízos. Segundo o advogado, ela poderia pedir indenização por danos materiais e morais. O valor dos danos materiais dependeria, entre outros fatores, de quanto um trabalho daquele tipo costuma valer no mercado. Se o processo seletivo previa alguma forma de remuneração pelo trabalho desenvolvido, esse valor também poderia ser considerado na definição de uma eventual indenização. O valor final, porém, dependeria das circunstâncias de cada caso. “É difícil dizer um valor exato no momento”, afirma. Por enquanto, o episódio permanece como um debate sobre os limites dos testes práticos em processos seletivos e sobre a proteção das criações produzidas por candidatos durante essas etapas. Especialistas destacam que apenas uma análise técnica das duas criações poderá indicar se há elementos suficientes para caracterizar eventual cópia ou uso indevido. O que diz a Farm? "A FARM Rio informa que o processo criativo da marca é construído com antecedência e envolve diferentes etapas de pesquisa, criação e desenvolvimento, iniciadas, em média, um ano antes do lançamento de cada coleção. Esse processo é documentado por meio de registros internos e de tecnologia blockchain, que permitem vincular as criações aos autores indicados, preservar a integridade dos arquivos e comprovar sua existência na data do registro. A coleção Verão 27, por exemplo, foi desenvolvida entre junho e agosto de 2025, período anterior à participação da candidata no processo seletivo, em novembro de 2025. A marca possui registros que documentam o processo criativo e comprovam as datas de cada criação. A FARM Rio entrou em contato com a designer Maria Clara Franklin na semana do ocorrido para esclarecer a situação. A marca reafirma seu compromisso com a integridade de seu processo criativo, com a autoria de suas criações e com o trabalho desenvolvido por seu time." Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda
Dívida e inadimplência: entenda a diferença e como escapar da bola de neve
Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência — sinal de que a dívida cresceu além da capacidade de pagamento, seja por juros altos, prazos curtos, imprevistos ou queda de renda.
Esse desequilíbrio já afeta mais do que as famílias. Com muitos atrasos, a inadimplência tende a encarecer o crédito, desacelerar a economia e dificultar contratações.
Sair desse ciclo exige estratégia, como priorizar dívidas caras, renegociar e evitar novos compromissos. ENTENDA NO VÍDEO ACIMA.
Neste vídeo, você vai entender os riscos da inadimplência e como escapar da bola de neve. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.063 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (27), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (24), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Lula diz que bets viraram 'desgraça na vida das pessoas pobres' no Brasil Um dia depois de anunciar uma medida provisória proibindo apostas de quota fixa no país, as chamadas bets, e o chamado "Jogo do Tigrinho", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesse sábado (26) que tomou “atitude muito drástica” porque as apostas viraram ‘desgraça na vida das pessoas pobres'. Lula participou de caminhada de campanha em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, e justificou a medida contando histórias de pessoas que tiraram a vida por causa de endividamentos gerados por causa do jogo. “Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta as vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou (veja vídeo acima). “Por isso fiz uma medida provisória acabando com as bets no Brasil. Quem quiser ganhar dinheiro, que arrume um jeito honesto de ganhar. Não matando o povo pobre e endividando o povo pobre. Ninguém fica rico apostando em bet. Quem fica rico é o dono da bet, o povo fica cada vez mais pobre” , afirmou o petista. LEIA MAIS: Após governo proibir bets, Flávio Bolsonaro diz que Lula 'é o pai do Tigrinho' e promete 'saúde padrão Einstein' VÍDEO: 'Em todo escândalo ele tem algum amigo', diz Haddad sobre Flávio Bolsonaro, após caminhada com Lula em SP Tarcísio chama proibição das bets de 'oportunismo eleitoral' e diz que governo só agiu 'faltando nove dias para a eleição' Ao lado do vice, Geraldo Alckmin (PSB), e dos candidatos em São Paulo Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), Lula afirmou que a eleição do próximo dia 4 de outubro vai ser a decisão dos brasileiros entre dois grupos: “aqueles que se esforçam pra cuidar do povo” e os ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, que, segundo Lula, "corrompeu políticos com orgia”. Lula discursa neste sábado (26) em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Reprodução/TV Globo “Nessa eleição está simples de vocês escolherem. De um lado está aqueles que se esforçam pra cuidar do povo. Do outro tá aqueles que criou uma quadrilha chamado Banco Master, que tinha um presidente chamado Vorcaro. E eu peguei o banqueiro deles e transformei num prisioneiro. Porque ele deu o maior golpe financeiro da história desse país”, disse. “Além dele corromper com dinheiro, ele [Vorcaro] corrompeu com orgia. Trazia mulheres da Suíça e da Suécia para fazer orgia com políticos aqui no Brasil. Essa gente não tem caráter, não tem moral e ética para querer ser prefeito de uma cidade de 2 mil habitantes, quanto mais presidente de um Brasil com 217 milhões de habitantes”, declarou (veja vídeo abaixo). Lula liga Flávio a Daniel Vorcaro e diz que dono do banco Master ‘corrompeu políticos com orgia’ Escândalo do careca do INSS No evento, Lula também criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) e ligou ele ao escândalo de desvios no INSS. “Mais ainda: eles montaram uma quadrilha em 2017 para roubar a Previdência Social. Nós descobrimos a quadrilha e prendemos. (...) A quadrilha tá presa e ele [Flávio] dizia que meu filho era sócio do careca. E a semana passada ficou provado que o escritório do Flávio Bolsonaro é no mesmo prédio do careca [do INSS]”, afirmou. “O Alckmin disse bem: mentira tem perna curta. E este ano é o ano da verdade. A gente vai ter que escolher entre quem faz e entre quem mente 24 horas por dia”, afirmou Lula sobre o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Anúncio contra as bets Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta. 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo). "Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets", disse Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a partir desta sexta, "não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro". "Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória", prosseguiu. Os apostadores vão ter até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos); A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. As sanções aos que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso de pessoas jurídicas. A medida provisória prevê ainda a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro. Segundo o governo, o mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio. A partir da publicação da medida, não seram mais permitidas novas publicidades de apostas. Além disso, o governo anunciou que haverá um reforço na estrutura do Ministério da Justiça. Será criada uma nova coordenação na Polícia Federal dedicada à recuperação de ativos e lavagem de dinheiro e uma estrutura com o mesmo propósito na Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi). A partir de agora, ambas vão atuar no combate às bets. A partir desta sexta, serão vedadas novas concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de apostas de quota fixa. Os pedidos de concessão, permissão e autorização para exploração de loterias de aposta de quota fixa ainda não decididos ficarão prejudicados. Além disso, as concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de aposta de quota fixa concedidas com base na lei anterior serão extintas em até 30 dias. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas. Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Crimes e penas O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo. 🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho". Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão. A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal. No Recife, Lula (PT) segura cartaz sobre fim das bets, junto com João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), candidatos ao governo de PE e ao Senado, respectivamente Foto: Ricardo Stuckert.

Governo mantém subsídio ao diesel em R$ 2,12 por litro O Ministério da Fazenda prorrogou a chamada subvenção ao diesel, ou seja, um tipo de subsídio, por mais 30 dias. Portaria assinada pelo titular da pasta, o ministro Dario Durigan, manteve em R$ 2,12 a subvenção para manter o preço do combustível mais baixo (entenda a composição mais abaixo). A medida passa a valer a partir deste domingo (27), quando termina a vigência da medida provisória (MP) que estabeleceu parte do benefício. Segundo o documento, a manutenção do subsídio ocorre por conta da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. As medidas do governo para conter os preços dos combustíveis — entre elas o subsídio à gasolina anunciado no começo do mês — foram adotadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. Imagem de arquivo José Cruz/Agência Brasil via BBC A subvenção do diesel é composta atualmente por duas parcelas: Uma delas, de R$ 1,12, foi criada por uma medida provisória de maio deste ano. A outra, de R$ 1, foi acrescentada em setembro, diante da piora do cenário externo. Como a primeira medida provisória perde validade neste sábado (26), a Fazenda alterou a regra para que, a partir de domingo, os R$ 2,12 por litro tenham como base apenas a medida provisória de setembro. Segundo o governo, a mudança não representa aumento do subsídio. O objetivo é evitar que o valor caia para R$ 1 por litro com o fim da primeira medida provisória. O petróleo do tipo Brent, referência global, voltou a superar a marca de US$ 100 por barril após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado.

O governo federal proíbe todas as bets no país O governo federal proíbe todas as bets no país Antes de editar a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não previa encerrar a atividade em seu plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento propunha manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e ampliar o atendimento a pessoas com problemas relacionados aos jogos. Um levantamento do g1 nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos 13 candidatos à Presidência mostra que sete mencionavam os jogos de apostas. 🔎 A análise se restringe aos planos de governo e não inclui declarações em entrevistas, debates ou atos de campanha. Nos últimos dias, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro passaram a defender restrições mais amplas às bets do que as que haviam apresentado em seus planos de governo ao TSE. O programa de Lula, por exemplo, previa manter mecanismos de controle de gastos e ampliar o atendimento a pessoas afetadas pelo jogo, mas o presidente editou uma MP que proíbe a atividade por completo. Já Flávio Bolsonaro, cujo plano falava em impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas e promover campanhas educativas, disse, na sexta-feira (25), em campanha que, se eleito, não vai permitir "cassino online, nem Tigrinho" durante seu mandato. A MP de Lula foi anunciada nesta sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno. A medida prevê que os sites e aplicativos de apostas saiam do ar em 6 de outubro. Até às 23h59 do dia 5, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas (leia mais). Veja abaixo o que os candidatos registraram nos planos de governo. Lula (PT); Flávio Bolsonaro (PL); Augusto Cury (Avante); Renan Santos (Missão); Romeu Zema (Novo); Ronaldo Caiado (PSD); Hertz Dias (PSTU); Edmilson Costa (PCB); Samara Martins (UP); Wilson Grassi (Democrata); Pablo Marçal (PRTB); Clariana Barão (DC); Rui Costa Pimenta (PCO). Lula: controle de gastos e atendimento Lula em evento com empresários em São Paulo, nesta sexta-feira (25). Reprodução O programa de Lula trata das apostas em dois momentos: nas propostas de saúde e nas medidas econômicas voltadas à proteção dos consumidores. Na área da saúde, o documento prevê ampliar os profissionais e as estratégias de atendimento a pessoas afetadas pelos jogos. “Ampliaremos os profissionais e as estratégias voltadas às pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas”, diz o plano, na página 39. Na parte econômica, o compromisso era manter mecanismos de controle dos gastos excessivos, junto com medidas de acompanhamento do endividamento e de responsabilidade na oferta de crédito. “Além disso, seguiremos monitorando a evolução do endividamento das famílias e das empresas, assegurando a continuidade dos fundos garantidores, mantendo os mecanismos de controle de gastos excessivos em apostas on-line e aprimorando as regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito, conferindo maior proteção aos consumidores”, afirma o documento, na página 49. O plano não propõe a proibição das bets. Nesse sábado (26), um dia após a proibição, disse que tomou “atitude muito drástica” porque as apostas viraram "desgraça na vida das pessoas pobres". “Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta as vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou. Voltar ao topo. Flávio Bolsonaro: restrição ao dinheiro de programas sociais Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, faz campanha no Rio Jornal Nacional/ Reprodução O plano de Flávio Bolsonaro (PL) propõe impedir que recursos de programas sociais sejam usados em apostas, além de promover campanhas educativas sobre os riscos de endividamento com jogos. “Vamos proibir o uso dos recursos dos programas sociais para apostas, porque dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas, e promover campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos do endividamento com jogos”, diz o texto, na página 33. O documento também prevê ampliar a orientação financeira pela Caixa para ajudar a população a organizar o orçamento, sair do endividamento e poupar. Em outro trecho, sobre autonomia econômica das mulheres, o plano menciona programas de orientação financeira que incluam a proteção da renda familiar diante do impacto das apostas. Em campanha, na sexta-feira (25), Flávio disse que, caso seja eleito, vai proibir as apostas online. Segundo ele, o país vive uma epidemia de endividamento causada pelos jogos. "Vai estar proibido o jogo do tigrinho e vai estar proibido o cassino online", afirmou Voltar ao topo. Caiado: regras mais rígidas e proibição de publicidade Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD à Presidência, faz campanha em São Paulo Jornal Nacional/ Reprodução Ronaldo Caiado (PSD) dedica um tópico ao enfrentamento dos jogos e das apostas on-line como ameaça econômica, social e de saúde pública. O plano propõe endurecer a regulamentação e proibir a publicidade em veículos de comunicação de massa e nas redes sociais. “Regulamentar e endurecer as regras, com máximo rigor, dos jogos e das apostas on-line, atividade inexistente no país até 2018 e hoje associada à lavagem de dinheiro, uso de contas de terceiros, manipulação de identidades, fraudes, evasão fiscal e riscos à integridade esportiva, com proibição da publicidade em veículos de comunicação de massa e em redes sociais”, afirma o documento, na página 19. O programa também prevê prevenção, acolhimento e tratamento do jogo compulsivo, chamado de ludopatia. No trecho sobre superendividamento, menciona a criação de um teto, mas não informa o valor nem detalha como funcionaria. Outra proposta é a repressão às plataformas ilegais. "Priorizar as ações do Ministério da Segurança Pública na repressão das plataformas ilegais de jogos e apostas, com trilha de inteligência financeira dedicada ao setor, mecanismos céleres de bloqueio administrativo e judicial, interrupção de fluxos financeiros, responsabilização de operadores clandestinos, combate à publicidade irregular e cooperação internacional permanente", detalha o programa. Na área esportiva, o texto prevê monitorar apostas e combater a manipulação de competições. Voltar ao topo. Hertz e Edmilson: proibição e expropriação Os programas de Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) são os únicos entre os 13 analisados que propõem expressamente proibir as bets. Ambos também defendem a expropriação de recursos ligados às empresas. Hertz Dias, candidato à Presidência pelo PSTU, faz campanha em Pernambuco Jornal Nacional/ Reprodução O plano de Hertz prevê destinar o capital das bets e de seus proprietários a um fundo público de saúde para tratar a ludopatia. Também propõe impedir transações bancárias com essas empresas. “Proibição das Bets, expropriação de seu capital e de seus proprietários e sua reversão a um fundo público de saúde para o tratamento de ludopatia, com a proibição aos bancos de realizarem transações financeiras a essas empresas”, afirma o documento, nas páginas impressas 26 e 27. Edmilson Costa, candidato à Presidência pelo PCB, faz campanha em São Paulo Jornal Nacional/Reprodução No programa de Edmilson, a proposta aparece em uma frase, sem detalhamento sobre a execução: “Proibição das BETs com a expropriação dos seus ativos.” O trecho está na página 13. Voltar ao topo. Samara: críticas ao endividamento e ao vício Samara Martins, candidata do partido Unidade Popular à Presidência, faz campanha em Belo Horizonte Jornal Nacional/ Reprodução O plano de Samara Martins (UP) critica as casas de apostas em um capítulo sobre acesso ao esporte. O documento associa as bets à perda de renda dos trabalhadores, ao endividamento e ao vício. “Não bastasse, casas de apostas promovem um verdadeiro assalto do salário do trabalhador prometendo dinheiro fácil a quem apostar em jogos. O resultado é que milhões de pessoas estão endividadas e viciadas nas chamadas bets, um crime contra a economia popular que fica impune dado o imenso poder do capital na sociedade”, afirma o texto, na página 41. Na sequência, o plano diz que é preciso “acabar com essa roubalheira” e democratizar o acesso ao esporte. Não apresenta, porém, uma proposta explícita de proibição ou detalha medidas de regulamentação das apostas. Voltar ao topo. Grassi: investigação patrimonial e financiamento do esporte Wilson Grassi, candidato à Presidência pelo Democratas, fala sobre propostas de governo Jornal Nacional/ Reprodução Wilson Grassi (Democrata) menciona casas de apostas nas propostas de combate ao crime organizado. O documento inclui o setor entre os alvos de investigação patrimonial. “Prioridade de orçamento e de pessoal para investigação patrimonial: laranja, empresa de fachada, posto de combustível, transportadora, clínica, casa de apostas”, diz o plano, na página 21. Na área esportiva, o programa discute os efeitos de redirecionar parte da arrecadação das apostas de quota fixa para fundos de segurança pública. O texto afirma que o governo precisa definir como financiar as duas áreas e remete essa discussão à negociação orçamentária do primeiro ano. Voltar ao topo. Seis planos apresentados ao TSE não mencionam o tema Nos documentos de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Pablo Marçal (PRTB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), o g1 não encontrou menções específicas a bets, apostas on-line ou jogos de azar. Voltar ao topo. LEIA TAMBÉM: Bets e 'jogo do tigrinho' proibidos: tudo o que você precisa saber em 11 pontos Após TSE barrar Pablo Marçal, PRTB quer Leonardo Avalanche como candidato à presidência; troca tem voto favorável de relatora Gilberto Gil, Luisa Arraes, Caetano Veloso e mais artistas participam de campanha contra 'jogo do tigrinho' ASSISTA: Tralli e Renata entrevistam Lula, candidato à reeleição pelo PT; veja íntegra Tralli e Renata entrevistam Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL; veja íntegra Augusto Cury (Avante) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Renan Santos (Missão) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Ronaldo Caiado (PSD) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Romeu Zema (Novo) é entrevistado por César Tralli e Renata Vasconcellos; veja íntegra Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche Reprodução

Xi Jinping e Trump em jantar de gala oferecido pelo republicano na Casa Branca em 24 de setembro de 2026 Evelyn Hockstein/Reuters A China afirmou neste sábado (26) que chegou a um acordo com os Estados Unidos para reduzir tarifas comerciais e iniciar um diálogo sobre inteligência artificial (IA). As medidas, que incluem um acordo tarifário de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões), fazem parte de um consenso de oito pontos alcançado durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Ministério das Relações Exteriores da China informou que os dois países também concordaram em criar um conselho comercial e dar continuidade aos entendimentos alcançados em negociações anteriores em Kuala Lumpur. O anúncio ocorre após Estados Unidos e China terem decidido prorrogar por dois meses uma trégua comercial que terminaria em 10 de novembro. Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a extensão dá aos dois países mais tempo para negociar um acordo comercial mais amplo. Agora no g1 LEIA MAIS Trump diz que reunião foi positiva, e Xi fala em relação baseada na reciprocidade Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU? Trump estendeu tapete vermelho para Xi — mas líder chinês não conseguiu tudo o que queria A cúpula de três dias entre Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terminou na sexta-feira (25) com demonstrações de proximidade entre os líderes, mas sem grandes avanços anunciados publicamente. Xi já retornou a Pequim, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. "Esta visita histórica enriqueceu a relação construtiva e estável entre a China e os EUA, manteve a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações China-EUA e terá um impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundial", disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em um comunicado. Inteligência artificial Na área de inteligência artificial, os dois países concordaram em manter discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia e criar um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro. Em um comunicado separado, o ministério afirmou que Pequim considera positivo o uso do termo “superinteligência” por Washington, em vez de “inteligência artificial”. Segundo a pasta, China e Estados Unidos devem ampliar a troca de informações e buscar consensos à medida que a tecnologia avança. Os dois países também concordaram em apoiar um ao outro na realização das próximas reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20. Trump e Xi sinalizaram que pretendem participar dos encontros organizados pelo outro país. Na área de política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas pela passagem em vias navegáveis internacionais, segundo o ministério. A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não respondeu imediatamente ao pedido de comentário feito pela Reuters.

OpenAI Reuters/Dado Ruvic A OpenAI reconheceu nesta sexta-feira (25) que agentes de inteligência artificial (IA) usados pela empresa publicaram na internet 53 imagens enviadas por usuários ao ChatGPT. O episódio é mais um incidente envolvendo o uso indevido de dados pela companhia. Segundo a OpenAI, as imagens foram publicadas em sites de hospedagem por meio de links que não estavam listados publicamente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maioria das imagens já foi retirada com a ajuda dos serviços de hospedagem envolvidos, e a empresa afirma que trabalha para remover o restante. 🔎Agentes de IA são sistemas baseados em modelos de inteligência artificial capazes de executar uma sequência de tarefas com maior autonomia. Agora no g1 As imagens haviam sido enviadas por usuários que permitiam que suas interações com o ChatGPT fossem usadas para treinar os modelos da OpenAI. Antes de usar os dados para esse fim, a empresa afirma que retira informações que poderiam identificar a conta e aplica um filtro para ocultar dados pessoais. Por isso, diz não conseguir mais identificar quem enviou o conteúdo. A OpenAI, que não respondeu de imediato ao contato da AFP, não informou se as imagens mostravam pessoas identificáveis ou continham dados sensíveis. Segundo a OpenAI, alguns agentes usados em seu ambiente de pesquisa transmitiram indevidamente a serviços externos dados de treinamento e avaliação. A maior parte desse material não tinha origem em dados de usuários. Os episódios ocorreram antes de a empresa adotar novas medidas de segurança, em agosto. A empresa afirma que está revisando as atividades anteriores de seus agentes e que esse trabalho “levará meses”. Também informou ter notificado dezenas de terceiros sobre ações indevidas desses sistemas, entre eles governos, universidades, órgãos públicos e outras instituições.

Como é viajar no avião que só tem classe executiva Poltronas espaçosas em vez de assentos apertados e atendimento prioritário no lugar de longas filas: assim é viajar em um avião que dispensa a classe econômica e têm somente classe executiva. Os voos são realizados pela companhia aérea francesa La Compagnie, que faz rotas em aeroportos da França, dos Estados Unidos, do Canadá e da Itália somente com assentos mais confortáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa opera dois aviões do modelo A321neo, fabricados pela Airbus e com cerca de 200 lugares na configuração padrão. Para garantir mais conforto, a companhia reduz o limite para apenas 76 passageiros, distribuídos em fileiras com quatro poltronas cada uma. Avião da La Compagnie tem apenas classe executiva Divulgação/La Compagnie Com mais espaço, é possível reclinar os assentos até eles ficarem totalmente na horizontal e funcionarem quase como camas de 1,92 metro de comprimento. A diferença também está nos preços: enquanto aéreas convencionais cobram cerca de R$ 1.800 por um voo de Nova York a Paris, a La Compagnie tem passagens por mais de R$ 10 mil, considerando a cotação para uma viagem em dezembro de 2026. Para os passageiros, além de mais espaço, há um sistema multimídia com tela de 15,6 polegadas e espaço amplo para bagagem em cada assento, além de Wi-Fi ilimitado, luz ajustável para leitura, tomadas e entradas para fones de ouvido. Durante o voo, é possível aproveitar um menu gastronômico escolhido por chefs franceses ou italianos, a depender do local de origem. E, no aeroporto, a companhia garante acesso prioritário na verificação de passaporte e embarque com limite mínimo de 50 minutos de antecedência, em vez de 3 horas como costuma acontecer em voos internacionais. Em comunicado, a La Compagnie afirmou que vai inaugurar uma rota entre Nova York e Düsseldorf, na Alemanha, em 2027. Segundo a empresa, a expansão será possibilitada por dois novos aviões para viagens de mais longo alcance: um A321neo LR, que entrará em operação em 2027, e um A321neo XLR, em 2028. Avião da La Compagnie tem apenas classe executiva Divulgação/La Compagnie Avião exclusivo para classe executiva permite reclinar os assentos até eles ficarem totalmente na horizontal Divulgação/La Compagnie Aeronave A321neo usada pela La Compagnie Divulgação/La Compagnie Viagens em avião que tem apenas classe executiva oferecem menus gastronômicos escolhidos por chefs Divulgação/La Compagnie

Em alta nas redes sociais, morango cravejado faz sucesso em Juiz de Fora Pouco mais de um ano depois de viralizar com o morango do amor, a fruta volta a ser protagonista de uma sobremesa que faz sucesso nas redes sociais: o morango cravejado. 🍓 O doce conta com um morango coberto com brigadeiro e chocolate branco derretido, com pedacinhos de calda de açúcar. A sobremesa já pode ser encontrada por até R$ 40 em São Paulo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Não basta a demanda e o trabalho de preparo para formar esse preço elevado. A principal matéria-prima, o morango, também está mais cara nas Ceasas. Em São Paulo, por exemplo, o valor do quilo subiu 30% em relação a setembro do ano passado, de R$ 19,66 para R$ 25,59. Em Belo Horizonte (MG), a alta foi de 177%: de R$ 15 para R$ 41. Já em Curitiba (PR), a elevação foi de 94%, com o custo subindo de R$ 18 para R$ 35. O encarecimento é resultado das fortes chuvas que atingiram áreas de plantio do morango desde o fim de agosto, explica Ronaldo Herculano de Lima, engenheiro agrônomo e consultor da empresa Ser Agro. Com isso, o morango, que deveria atingir o pico da safra no início da primavera — nas duas últimas semanas de setembro —, tem oferta reduzida e qualidade inferior, especialmente para o preparo do doce. O engenheiro afirma que alguns produtores perderam até 80% da lavoura. Segundo Lima, o morango cravejado é feito com frutas grandes e de sabor mais adocicado. Ele estima que apenas uma em cada 50 unidades colhidas atenda a esse padrão. A expectativa dos produtores está voltada para a próxima leva de plantio, que deve estar pronta para colheita em 60 dias. Embora setembro seja a época tradicional do morango, avanços genéticos permitem que algumas regiões do país mantenham a colheita ao longo de todo o ano — principalmente em áreas mais frias, como o Sul. O morango se desenvolve melhor em temperaturas amenas, entre 15°C e 30°C, e com pouca chuva. Para quem ainda pretende investir na preparação do morango cravejado — correndo o risco de a moda passar até lá —, a dica de Lima é escolher os produtos que são vendidos refrigerados e colocá-los de volta na geladeira assim que chegar em casa. Se a fruta não for comercializada dessa forma, deve ser consumida rapidamente. Também é importante observar o estado de todas as frutas da bandeja, já que uma delas pode estar mofada e contaminar as demais. Morango cravejado em São José do Rio Preto (SP) TV TEM/Reprodução LEIA TAMBÉM Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Por que a jabuticaba sempre aparece entre as melhores frutas do mundo? Veja o que ela tem de especial

⚠️ Aviso: esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Ao final dela, veja como denunciar casos desse tipo. Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram Uma reportagem do g1 mostrou que criminosos usam o TikTok como vitrine para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil, negociado dentro do Telegram. O g1 localizou ao menos 35 links publicados no TikTok que dão acesso à venda desse tipo de material. Alguns levam a sites externos, mas a maioria direciona os interessados para grupos, chats privados e robôs de venda no Telegram. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ Os pacotes anunciados pelos criminosos custam a partir de R$ 10 e chegam a R$ 150. Alguns vendedores aceitam pagamentos em criptomoedas, como bitcoin e ether. Mas o g1 também encontrou canais em que os criminosos aceitam PIX como forma de pagamento. (saiba mais abaixo) Os vídeos publicados no TikTok nem sempre têm relação aparente com o material anunciado. É nos comentários, porém, que os interessados encontram caminhos para outras contas e links que levam ao Telegram. Quando há um link, ele geralmente contém a palavra invite ("convite", em inglês), seguida de um código. Ao acessar o endereço, o usuário precisa informar essa sequência para entrar em uma página dentro do Telegram, onde é exibida uma prévia do conteúdo anunciado. Em outros casos, a negociação ocorre diretamente por meio de bots ou de conversas com os criminosos dentro do Telegram. O acesso, a produção e a divulgação de conteúdo de abuso sexual infantil são crimes no Brasil. (saiba mais ao final da reportagem) Procurado, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil e que, apenas neste ano, excluiu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material. O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. "Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens", completou. As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem. Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram e usam PIX para receber pagamentos Arte g1 Pacotes são vendidos a partir de R$ 10 Em um dos sites monitorados pelo g1, um dos pacotes custa US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes são vendidos por US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90), com diferentes quantidades de conteúdo. Em um deles, que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. (veja na imagem abaixo) Criminoso vende conteúdo de abuso sexual em chat no Telegram. Reprodução/Telegram Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual, como estupro e incesto. Um deles afirma ser um dos maiores do Brasil e promete receber material de diferentes fontes, além de garantir a confidencialidade dos compradores. Por R$ 20, o grupo oferece acesso "vitalício", segundo o anúncio. (veja na imagem abaixo) Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, eles fornecem uma chave PIX e, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa. Grupo vende acesso vitalício a grupo de conteúdo de abuso sexual infantil por R$ 20. Darlan Helder/g1 Para investigadores da Polícia Federal (PF) ouvidos pelo g1, o uso do PIX nesse tipo de crime mostra a sensação de segurança dos criminosos. Muitos usam contas de terceiros, de laranjas ou até de ex-namoradas. Também há casos em que os agressores usam a conta bancária da própria vítima ou de familiares para receber pagamentos pelas vendas do material. Em uma das interações, um criminoso que diz ser do Brasil admite usar a conta bancária de uma "menina" e diz que ela provavelmente será bloqueada. Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal. Criminoso usa PIX para vender conteúdo de abuso sexual infantil e diz que comprador não será rastreado. Reprodução Ele usa como chave PIX um endereço de e-mail com final "@estudante.rs.gov.br". O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço. Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso". Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores. Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas. Site incentiva compartilhamento de link no TikTok para liberar material sem custo Reprodução Em outro site localizado pelo g1, que não é hospedado no Telegram, mas foi divulgado no TikTok, os criminosos incentivam compradores a compartilhar links na rede social em troca de acesso gratuito a novos conteúdos. (veja na imagem acima) Segundo o anúncio, os interessados podem receber mais de 150 vídeos sem custo depois que uma determinada quantidade de usuários se cadastrar na plataforma por meio do link gerado pelo comprador. A estratégia transforma os próprios interessados em divulgadores. O site também informa aceitar diferentes formas de pagamento, incluindo cartão de crédito e PIX. Produção, venda e compra podem levar à prisão Canal no Telegram vende conteúdo de abuso sexual infantil com preços a partir de R$ 15. Reprodução/Telegram Desde o início de agosto, uma nova lei prevê penas mais duras para crimes envolvendo conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes. Para quem produz ou vende esse material, a pena passou a ser de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. Para quem adquire, possui ou mantém o conteúdo, a punição é de 3 a 6 anos de reclusão e multa. As novas regras foram sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 6 de agosto de 2026. O texto teve origem em projeto de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e foi aprovado pelo Senado em 7 de julho. "Desde quem produz até quem vende e quem recebe, toda essa cadeia está passível de ser responsabilizada e deve ser responsabilizada por esse crime", defende Ana Cláudia Cifali, do Instituto Alana. A nova lei define como conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes qualquer representação, por meio de registro audiovisual, que envolva criança ou adolescente, real ou fictício, em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, incluindo conteúdos gerados por IA. Com a mudança, a legislação passa a classificar esse tipo de material como "violência sexual contra criança ou adolescente", em vez de usar o termo "pornografia". A alteração acompanha uma discussão internacional sobre o uso desse termo, considerado por especialistas e organizações insuficiente para descrever a gravidade da violência praticada contra menores de idade. O que dizem as empresas Telegram "A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma. Mais de 339.760 grupos e canais relacionados a material de abuso sexual infantil foram removidos em 2026. Além da moderação humana, o Telegram escaneia todas as mídias enviadas para sua plataforma pública, comparando-as com um banco de dados de hashes de conteúdo de material de abuso sexual infantil previamente removido por moderadores, complementado por conjuntos de dados da Internet Watch Foundation e denúncias de ONGs de todo o mundo. Como resultado desses esforços, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma. O fato de agentes maliciosos precisarem anunciar em outras plataformas significa que eles não conseguem existir publicamente no Telegram como resultado dos esforços de moderação do Telegram. Estatísticas diárias e mais informações: Telegram.org/safety" TikTok "Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas. Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens. Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas). Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras. 99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma." Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Fachada do escritório da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, nos arredores de Paris, em janeiro de 2025 Gonzalo Fuentes/Reuters A Microsoft foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a melhor empresa para se trabalhar no país, segundo o ranking Melhores Empregadores do Brasil 2026, elaborado pela Revista Time em parceria com a empresa de pesquisa Statista. O levantamento considera avaliações de profissionais de diferentes setores, além de indicadores financeiros e da reputação das empresas no mercado de trabalho. Ao todo, mais de 4 mil empresas foram avaliadas, e 500 foram selecionadas para a lista brasileira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As quatro primeiras posições são ocupadas por empresas estrangeiras de tecnologia: Microsoft, SAP, Alphabet (dona do Google) e IBM. Segundo a Time, o resultado ocorre em um momento de expansão dos investimentos do setor de tecnologia no Brasil, impulsionados, entre outros fatores, pelo crescimento do mercado de data centers e pela oferta de energia renovável. Agora no g1 A publicação também destaca programas de treinamento e certificação profissional oferecidos por empresas como Microsoft e IBM. As iniciativas buscam ampliar a qualificação dos trabalhadores e reduzir a falta de mão de obra especializada no setor. A empresa brasileira mais bem colocada no ranking é a Contabilizei, que aparece na quinta posição geral. Entre as 10 primeiras colocadas também estão Volvo, Einstein Hospital Israelita, Embraer, Faber-Castell e Insi. Como o ranking é elaborado A classificação foi baseada em mais de 900 mil avaliações e recomendações de profissionais, coletadas por meio de pesquisas anônimas. Os participantes puderam avaliar seus próprios empregadores e outras empresas de seus respectivos setores. Entre os aspectos considerados estão a disposição de recomendar a empresa a amigos e familiares, remuneração, condições de trabalho, ambiente corporativo e oportunidades de desenvolvimento profissional. A metodologia da Statista também considera a reputação das empresas no mercado de trabalho e outros indicadores. A pontuação final é apresentada em uma escala de 0 a 100 pontos. Veja abaixo a lista dos 100 melhores empregadores do Brasil em 2026: Os 100 melhores empregadores do Brasil em 2026

Por que ostentamos? O que a psicologia e a economia explicam sobre o consumo de luxo Adobe Stock Fernanda* tinha acabado de completar 18 anos quando recebeu o primeiro salário. Com o dinheiro na conta, decidiu comprar uma bolsa que, diz ela, talvez custasse, na época, mais do que ela havia recebido naquele mês já que, por isso, a compra foi parcelada diversas vezes. Aquela foi, segundo ela, a primeira de muitas compras feitas acima do que precisava ou podia pagar, buscando "o melhor”. O padrão se repetiu com outros itens e, mais tarde, com um carro que ela própria considera maior e mais sofisticado do que sua rotina exigia. "Eu sempre fui sozinha com meu filho. Então, eu não precisava comprar um carro grande, cheio de coisas. E eu queria sempre o melhor, o mais caro, com mais sofisticação. Tudo do bom e do melhor, sem necessidade”, conta. Fernanda diz que havia algo além do desejo pelos produtos. "A partir daí, todo o meu dinheiro eu gastava com coisas desnecessárias. Eu nunca guardei dinheiro na minha vida. Sempre gastei tudo. Eu precisava me autoafirmar perante o outro”, diz ela. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 O que explica a vontade de ostentar? Comprar um produto caro não significa, necessariamente, ostentar. O mesmo objeto pode ser valorizado pela qualidade, pelo design ou simplesmente pelo prazer de consumi-lo. A ostentação aparece quando o bem também funciona como uma forma de comunicar algo aos outros — como status, pertencimento ou exclusividade, o que nem sempre tem a ver com dinheiro. Isso ajuda a explicar por que determinados produtos podem adquirir um valor que vai muito além da sua utilidade, segundo especialistas ouvidos pela DW. A psicóloga econômica Vera Rita Ferreira explica que os seres humanos são "inerentemente sociais” e, desde cedo, influenciados pelo comportamento das pessoas ao redor. A imitação faz parte do aprendizado: aprendemos, por exemplo, a falar e a andar observando outras pessoas. No consumo, esse mecanismo também pode aparecer. "Você se sente especial, e todo mundo tem vontade de se sentir especial, de se destacar de alguma forma. Mas as pessoas gostam de ter uma coisa mais cara porque menos gente vai ter acesso a ela. Então, isso garante o seu lugar de exclusividade”, explica. Na economia, uma das primeiras teorias para esse tipo de comportamento surgiu com o economista e sociólogo americano Thorstein Veblen, que descreveu o chamado "consumo conspícuo", a aquisição e a exibição de bens como forma de demonstrar riqueza e posição social. O produto como parte da identidade Nelsio Rodrigues, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pesquisador da área de consumo, chama atenção para outra dimensão da ostentação: o pertencimento. Por trás da decisão de comprar um item caro — inclusive quando ele está fora do orçamento — pode existir uma busca por diferenciação, mas também o desejo de fazer parte de determinado grupo. "A gente fala do ‘self estendido': você se projeta em um artefato. O celular é um deles”. O conceito de "self estendido”, formulado pelo pesquisador Russell Belk, parte da ideia de que aquilo que possuímos também pode contribuir para a construção da nossa identidade. No mercado de luxo, marcas, roupas, celulares, carros e outros objetos podem funcionar, portanto, como sinais sobre quem somos ou sobre o grupo ao qual queremos pertencer. "Você vai pertencer a uma tribo, então, na verdade, ela [a ostentação] faz com que você se aproxime do que você espera. A vaidade faz parte do processo, mas ela não é o principal. Eu estou muito mais querendo pertencer a um grupo que usa determinada marca, que vai a determinados shows", explica Rodrigues. Pesquisas de diferentes áreas também investigam a relação entre a ostentação e outras dimensões, como autoestima, exclusão social e relacionamentos. Para Vera Rita, a comparação com outras pessoas é um dos fatores que ajuda a explicar a dinâmica desse tipo de consumo. "Estamos sempre tentando encontrar um lugar na régua, que diga para a gente onde estamos. E a necessidade de ostentar vem primeiro dessa insegurança mesmo. Quem precisa [ostentar] é quem não tem muita certeza de onde está nessa régua”, afirma. A relação entre incerteza sobre si mesmo e consumo ostensivo também aparece em outras pesquisas. Em um estudo publicado em 2023 na revista Frontiers in Psychology, por exemplo, participantes expostos a uma lembrança de rejeição ou traição apresentaram maior propensão ao consumo ostensivo do que aqueles que haviam relembrado uma experiência positiva de relacionamento. No caso de Fernanda, ela relaciona o próprio comportamento de consumo a uma experiência de rejeição vivida na infância. "Minha mãe me abandonou quando eu tinha um ano de idade. Então, hoje eu sei que por causa desse abandono, eu fazia, faço ainda, mas bem controlado agora, essas compras desnecessárias para me autoafirmar para os outros”, conta. Já outro estudo, intitulado Pavões, Porsches e Thorstein Veblen: o consumo ostentatório como sistema de sinalização sexual, investigou o consumo ostensivo como uma possível forma de sinalização sexual. Em quatro experimentos, os pesquisadores encontraram evidências de que, entre homens, determinados contextos ligados a estratégias de relacionamento de curto prazo estavam associados a gastos mais extravagantes. O resultado da pesquisa sugere que "ostentar bens associados a status para potenciais parceiros não se resume simplesmente a exibir recursos econômicos”, mas pode estar relacionado a conquistar parceiros de curto prazo, o que sugere que o consumo ostensivo pode desempenhar diferentes funções sociais, e não apenas comunicar riqueza. Quando o status pesa no bolso O problema aparece quando o desejo de consumir deixa de caber no orçamento. Rodrigues afirma que a diferenciação pelo consumo não é nova. Ao longo da história, o acesso restrito a determinados bens, como arte e cultura, também funcionou como marcador de posição social. No entanto, ele lembra que o acesso a produtos "ostentatórios” mudou: se antes o luxo era inacessível, hoje as facilidades de pagamento, com o crédito e o parcelamento, permitem adquirir produtos de alto valor sem desembolsar todo o preço imediatamente. O professor diz que, nesse contexto, ganhou espaço nas redes sociais a expressão "pobreza de luxo”, usada para descrever situações em que uma pessoa consegue acessar bens e experiências associados a padrões de consumo mais altos, mas compromete o orçamento com crédito e parcelamentos. O parcelamento, por si só, não significa endividamento. O problema aparece quando sucessivas compras comprometem a renda futura e reduzem a capacidade de poupar ou lidar com imprevistos. Além disso, para Rodrigues, há ainda uma dimensão que vai além das finanças: o consumo também pode funcionar como uma forma de reconhecimento social. "Nós temos um ponto aí que é o não reconhecimento, que é um dano psicológico, um dano social de não reconhecimento dos seus pares por não saber usar determinados instrumentos ou não saber se comportar em determinados ambientes. Então, pensamos muito na questão econômica, mas tem um impacto social e cognitivo das pessoas”, complementa o professor. No caso de Fernanda, as compras chegaram a comprometer sua vida financeira. Ela conta que passou a buscar ajuda profissional, com psicólogo e psiquiatra, além de participar dos Devedores Anônimos (DA), grupo voltado a pessoas que desejam interromper o ciclo de endividamento. Hoje, ela utiliza também um planejamento de gastos para estabelecer limites para compras e evitar decisões impulsivas, evitando, assim, comprar itens luxuosos apenas para ostentar. "Até R$ 100 eu não pergunto para ninguém. Acima de R$ 100, eu vou perguntar para uma terceira pessoa para ver se aquilo é importante para mim. E tem o teto de gasto, que é o plano de gastos, em que colocamos os custos fixos e também valores extras que a gente gostaria de gastar com alguma coisa. Então, se eu quero comprar uma bolsa, eu posso gastar até R$ 150. Se eu quiser comprar um sapato, até R$ 100, por exemplo”, explica ela. Impacto das redes sociais Para os especialistas, as redes sociais também deram uma nova dimensão à lógica do pertencimento. Em vez de comparar nosso padrão de consumo apenas com o de pessoas próximas, como vizinhos e familiares, hoje é possível acompanhar viagens, carros, celulares, restaurantes e outros sinais de status de pessoas de diferentes grupos e países. "Isso explica, por exemplo, o comportamento de manada. Todo mundo vai atrás. Com as redes sociais isso virou uma coisa delirante”, diz a psicóloga econômica. Para ela, a exposição constante pode intensificar a comparação social, especialmente entre pessoas que já se sentem inseguras em relação à própria posição. "As redes sociais acabam com a paz de espírito, principalmente das pessoas que estão mais inseguras e insatisfeitas. Então, a pessoa pode se comparar com alguém que está lá na China, na Suécia, e a gente vai perder porque aqui no sul global já começamos perdendo porque a renda é completamente diferente. O país é mais desigual”, detalha Vera Rita. Justamente por isso, Fernanda decidiu se afastar das redes sociais. "É um mercado aberto de vendas. A gente acha que aquela pessoa tem e, quando você vai ver, ela está cheia de dívida também. Então, a gente não sabe qual é a vida daquela pessoa e a gente se compara com ela”. *Sobrenome ocultado para preservar o anonimato.
Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa?
Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros.
Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer.
Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
O governo federal proíbe todas as bets no país O governo publicou nesta sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho" O texto estabelece punições para provedores de internet, plataformas digitais e lojas de aplicativos que não adotarem medidas para retirar conteúdos, anúncios ou serviços de apostas proibidos pelo governo. 🚫Entre as punições estão multas, suspensão temporária das atividades e até proibição do exercício das atividades (veja mais detalhes abaixo). 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A medida provisória estabelece um chamado "dever de cuidado" para os provedores de aplicações de internet. Na prática, empresas responsáveis por redes sociais, plataformas digitais, mecanismos de distribuição de conteúdo e outros serviços online deverão agir para impedir a circulação de conteúdos relacionados a serviços proibidos pela nova legislação. Pelo texto, os provedores poderão ser responsabilizados caso não consigam comprovar que adotaram medidas adequadas para impedir a disseminação desses conteúdos. Além disso, deverão retirar publicações ou anúncios considerados irregulares após notificação feita por autoridades do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor ou pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. 📱As obrigações também alcançam as lojas de aplicativos e os sistemas operacionais. Essas empresas deverão impedir a disponibilização de aplicativos ou serviços vedados pela medida provisória. Caso sejam notificadas pelo governo, terão de retirar os produtos do ar. Quais são as punições 🚫O descumprimento das regras poderá levar à aplicação de uma série de sanções pelo Ministério da Justiça, de forma isolada ou cumulativa. Entre as medidas previstas estão: advertência, com prazo para correção da irregularidade; multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil no último exercício; multa diária enquanto a infração persistir; suspensão temporária das atividades; proibição do exercício das atividades. Nos casos em que não houver faturamento registrado, a multa poderá variar de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário cadastrado, limitada a R$ 50 milhões por infração. Segundo a MP, a definição da punição levará em conta fatores como a gravidade da infração, o número de usuários afetados, eventual vantagem econômica obtida pela empresa, sua condição financeira, reincidência e cooperação com as autoridades. As sanções mais severas, como suspensão ou proibição de funcionamento, só poderão ser aplicadas em caso de reincidência ou de repetidos descumprimentos após a aplicação de advertências ou multas. Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Proibição das bets A MP faz parte do pacote anunciado pelo governo para encerrar as apostas online e os cassinos virtuais no país. Pelo cronograma divulgado, novos depósitos nas plataformas ficam proibidos imediatamente. Os apostadores terão até 5 de outubro para sacar os valores mantidos nas contas, e os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro. Durante o anúncio, o governo informou que pretende reforçar a fiscalização para impedir a continuidade das operações de apostas após a entrada em vigor da proibição. O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública poderão determinar o bloqueio ou o redirecionamento de páginas na internet que ofertem apostas enquadradas na nova vedação. A execução das ordens caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por repassar as determinações às empresas que fornecem conexão à internet e a outros agentes que possibilitam o acesso dos usuários aos conteúdos online. Projeto criminaliza bets Além das medidas administrativas, o governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer. Explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê ainda estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. Se o texto for aprovado pelos parlamentares, a punição será aumentada em um terço quando o objeto da aposta for um evento virtual de jogo online, como os populares cassinos virtuais, a exemplo do “jogo do tigrinho”. O que diz o setor? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota. O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", diz o texto. As entidades também afirmaram que estão "adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória" e que levarão o caso à Justiça. Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais.
Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online, como o "jogo do tigrinho". A iniciativa, formalizada por meio de uma medida provisória (MP) assinada por Lula, foi apresentada a nove dias das eleições. 🔎 Medidas provisórias são editadas pelo governo federal e entram em vigor imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis em definitivo. O prazo para análise pelo Congresso é de até 120 dias. A MP foi publicada na noite desta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em paralelo, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema. Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? E se eu perder o prazo? Os sites de apostas vão sair do ar? Como fica, então, o cronograma? A publicidade das bets também será proibida? Qual o contexto político das medidas? Quanto os brasileiros deixam nas bets? Quanto o governo já arrecadou com bets? Qual o histórico da regulamentação do setor? E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O que diz o setor? Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os apostadores que mantêm saldo em plataformas de apostas terão pouco mais de uma semana para retirar os valores. “A partir de hoje, não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para que os apostadores façam o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro”, afirmou. Voltar ao índice. E se eu perder o prazo? Caso os apostadores percam o prazo — ou seja, não resgatem os valores até 5 de outubro —, a devolução será feita posteriormente pelos bancos que operam com as casas de apostas. Segundo o governo, essa devolução deverá ser feita entre os dias 9 e 14 de outubro. Os resgate vale para bets até então autorizadas pelo governo. Voltar ao índice. Os sites de apostas vão sair do ar? As lojas de aplicativos, os provedores de internet e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) deverão bloquear os sites e aplicativos a partir da 0h de 6 de outubro. Segundo o governo, quem tentar acessar as plataformas será redirecionado para uma página com orientações sobre o resgate dos valores e as garantias de devolução dos recursos. Voltar ao índice. Como fica, então, o cronograma? Até as 23h59 de 5 de outubro, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas. À 0h de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas sairão do ar. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos por cada apostador, identificados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os recursos serão devolvidos integralmente por meio das instituições financeiras. A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal passará a intermediar a devolução nos casos em que houver algum impedimento. Voltar ao índice. A publicidade das bets também será proibida? Segundo o governo federal, novas publicidades de casas de apostas ficam proibidas a partir da publicação da medida provisória. As empresas do setor terão até as 23h59 de 5 de outubro para retirar peças e ações de publicidade, propaganda e marketing, tanto em meios físicos quanto digitais. O mesmo prazo valerá para a remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Entre os setores mais afetados está o esporte. No futebol, as bets desembolsaram R$ 1,1 bilhão para os principais clubes do país em 2025, o equivalente a 36% das receitas de marketing dessas equipes. Voltar ao índice. Qual o contexto político das medidas? As iniciativas fazem parte de um pacote de medidas econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias, anunciado nesta sexta-feira, em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições e acompanha uma escalada nas críticas de Lula às apostas. Nesta semana, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". O discurso foi reforçado nos últimos dias em atos de campanha. Nesta sexta-feira, em Recife (PE), após voltar a defender o fim das bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Voltar ao índice. Quanto os brasileiros deixam nas bets? Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), publicado em agosto, estima que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível. Segundo o levantamento, entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média de recursos foi de R$ 4,7 bilhões por mês. O estudo aponta ainda que o avanço das bets representa uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias, em um cenário de juros elevados e dificuldade para pagar as contas. Também destaca que as apostas online têm baixo efeito multiplicador sobre a economia. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor, contesta as conclusões. A entidade afirma que o levantamento comete "erros graves" e ignora fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento do uso do PIX. Voltar ao índice. Quanto o governo já arrecadou com bets? O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online desde o início de 2025. Desse total, R$ 8,94 bilhões foram recolhidos no ano passado e outros R$ 6,32 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados da Receita Federal. Os valores têm ajudado o governo a cumprir as metas fiscais — ou seja, os objetivos de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem esses recursos, seria necessário um ajuste maior das contas públicas, o que poderia resultar em bloqueios mais amplos de gastos. Voltar ao índice. Qual o histórico da regulamentação do setor? Proibidas nesta sexta-feira (25), as bets foram legalizadas em 2018, nos últimos dias do governo Michel Temer. A lei determinava que o setor fosse regulamentado em até dois anos, prazo prorrogável por mais dois. A regulamentação, porém, não saiu do papel até o fim de 2022 e só começou em 2023, já no terceiro mandato de Lula. Relembre: Entenda o imbróglio que começou em 2023 g1 Voltar ao índice. E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O projeto de lei foi enviado ao Congresso nesta sexta-feira. Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o texto cria cinco novos crimes para reforçar a proibição das bets prevista na medida provisória. Explorar ou operar "apostas de quota fixa" passará a ser punido com prisão de 4 a 6 anos, além de multa, mesmo quando a atividade tiver autorização de autoridades estrangeiras. A proposta estende as mesmas penas a quem oferecer, registrar, intermediar, disponibilizar ou administrar canais e estabelecimentos de apostas. Se aprovado, o projeto aumenta a punição em um terço quando a aposta envolver jogos virtuais on-line, como cassinos digitais e o popular "jogo do tigrinho". Voltar ao índice. O que diz o setor? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota. O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", diz o texto. As entidades também afirmaram que estão "adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória" e que levarão o caso à Justiça. Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais. Voltar ao índice.

Conteúdo de abuso infantil é divulgado no TikTok O TikTok e sua controladora chinesa, a ByteDance, chegaram a um acordo com o estado do Alabama nesta sexta-feira (25), dias antes do início de um julgamento sobre acusações de que a plataforma é viciante e enganou consumidores sobre sua segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O estado receberá pelo menos US$ 100 milhões (R$ 510 milhões) em até 45 dias, e o valor poderá chegar a US$ 300 milhões (R$ 1.53 bilhão) caso determinadas condições sejam cumpridas, segundo o gabinete do procurador-geral do Alabama, procurado pela Reuters. Como parte do acordo, o TikTok também terá de fazer mudanças na plataforma. Entre elas estão: Uum limite de duas horas de uso por dia; Pausas após 15 minutos de utilização; e Mecanismos mais rigorosos para verificar a idade dos usuários. É o primeiro acordo do TikTok com um estado americano em meio a uma série de processos semelhantes. Ao menos outros 27 estados e Washington, D.C., também processaram a empresa por questões relacionadas aos efeitos da plataforma sobre crianças e adolescentes. O julgamento estava previsto para começar na segunda-feira (28), em um tribunal estadual de Montgomery, capital do Alabama, e deveria durar de duas a três semanas. O processo poderia oferecer uma rara visão sobre o funcionamento interno do TikTok, que já chegou a acordos em outros casos que haviam sido selecionados para julgamento e vinha tentando manter em sigilo informações sobre a operação da plataforma. Algoritmo direciona jovens para vídeos de violência O processo do Alabama foi apresentado no ano passado pelo procurador-geral do estado, Steve Marshall, do Partido Republicano. O estado havia acusado o TikTok de usar um fluxo contínuo de vídeos, que nunca termina, para tornar a plataforma altamente viciante. Segundo a ação, o algoritmo — sistema que seleciona e recomenda conteúdos para cada usuário — direciona jovens para vídeos cada vez mais intensos sobre violência e automutilação. O Alabama afirmou que isso contribuiu para uma crise de saúde mental entre adolescentes e fez o número de atendimentos de emergência por casos de automutilação no estado “disparar”. O estado também acusou o TikTok de afirmar falsamente que restringe o acesso de jovens a conteúdos sexuais e violentos para conseguir uma classificação que indique que o aplicativo é seguro para adolescentes nas lojas de aplicativos do Google, da Apple e da Microsoft. Outra acusação era a de que a empresa teria enganado usuários sobre o acesso do governo chinês aos dados de americanos. A visão do TikTok O TikTok afirma que desenvolveu sua plataforma tendo a segurança de adolescentes como uma de suas principais prioridades. A empresa também argumentou que a Seção 230 da Lei Federal de Decência nas Comunicações, uma regra americana que limita a responsabilidade das plataformas por conteúdos publicados pelos próprios usuários, a protege de processos relacionados a esse tipo de conteúdo. Representantes do TikTok não responderam imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Multa de mais de R$ 150 milhões: ANPD afirma que TikTok falhou na proteção de informações de crianças e adolescentes Jornal Nacional/ Reprodução

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma nova rodada do Desenrola, programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas. O governo estima que as dívidas nessas modalidades somem R$ 300 bilhões e pretende alcançar 50% desse valor, ou R$ 150 bilhões. A iniciativa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso de 2 a 4,5 anos. O programa será voltado para dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil. Agora no g1 A iniciativa integra um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. Participaram do anúncio da medida, o presidente Lula e os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Miriam Belchior (Casa Civil), Wellington César (Justiça) e Alexandre Padilha (Saúde). A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas. Moretti afirmou que os descontos obtidos nos leilões serão repassados às famílias. “Então nós estamos falando de limpar dessa carteira 150 bilhões em dívida, é muito forte, é muito potente para que essas famílias possam recomeçar”, disse. A previsão é realizar em novembro um leilão para a compra das carteiras de crédito. A operação será feita pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal. "Nós vamos acomodar as despesas necessárias para o leilão, que na prática vão afetar o orçamento de 2027 dentro desse espaço, o que significa que nós vamos fazer remanejamento entre despesas e, portanto, não haverá aumento de um real aqui na despesa global para acomodar" Segundo Moretti, as instituições financeiras vão declarar interesse em vender suas carteiras, e vencerá a que oferecer o maior desconto. O objetivo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e conter o superendividamento. O ministro afirmou que a nova modalidade será diferente das anteriores porque, em vez de cada devedor negociar individualmente com o banco, o governo federal fará a aquisição das carteiras de dívidas. “Em vez da gente criar um processo no qual cada pessoa, cada membro da família vai até o banco tentar renegociar sua própria dívida, aqui nós temos o Estado brasileiro, o governo federal fazendo aquisição de carteiras de dívidas das instituições financeiras.” A medida provisória também prevê que o Banco Central adote medidas regulatórias para evitar excessos e abusos na concessão de crédito às famílias. Moretti afirmou que a intenção é evitar que elas voltem à situação de endividamento. O novo programa é a terceira rodada do Desenrola. Na edição anterior, foram incluídas dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal com atraso de 90 dias a dois anos. A renegociação era feita diretamente entre os devedores e as instituições financeiras. "Nós vamos ver o valor para incluir no orçamento, encaminharemos uma modificação ao orçamento, assim como para atender a questão da receita das bets, mas a premissa em ambos os casos é que o caso da despesa vai se tratar necessariamente em um remanejamento entre rubricas. Não haverá aumento global de despesa e no caso da receita, nós vamos identificar o novas fontes para custear essas despesas". Proibição bets Nesta sexta, o governo também anunciou a proibição de apostas onlines de quota fixa no país, as chamadas bets, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets. "Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets", disse Lula. Os apostadores vão ter até o dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Proibição das bets: preciso retirar meu dinheiro? Sites vão sair do ar? Veja perguntas e respostas Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos); A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. Prazo para renegociar dívidas no Desenrola Brasil termina nesta segunda (20) Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Jogo do Tigrinho: mulher de Ribeirão Preto, SP, perdeu reserva financeira com apostas Carlos Trinca/EPTV Junto da proibição de apostas e jogos virtuais online, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta sexta-feira (25) ao Congresso Nacional um projeto de lei que criminaliza a atividade no país. 🎯A decisão de proibição pelo governo alcança também as concessões e as autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as lotéricas, autorizadas em lei. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o projeto de lei cria cinco novas tipificações penais para reforçar a proibição estabelecida pela medida provisória, também ,anunciada pelo governo. "A fiscalização, embora importante, não é suficiente porque houve um entendimento, como outros países que adotaram, a Alemanha, a Bélgica, a Colômbia, Itália, [ser necessário] um mecanismo de reforço, através do envio de um projeto de lei, criando novas figuras criminosas que atacam essa questão na sua especificidade", afirma o ministro. Explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê ainda estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. Se o texto for aprovado pelos parlamentares, a punição será aumentada em um terço quando o objeto da aposta for um evento virtual de jogo online, como os populares cassinos virtuais, a exemplo do “jogo do tigrinho”. LEIA TAMBÉM: Vetadas por Lula, bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; veja o histórico Governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde o início de 2025 Veja as outras atividades relacionadas às bets que, de acordo com o projeto, estão sendo criminalizadas: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão.

Economista alerta: bets aumentam inadimplência e reduzem acesso ao crédito Em 2025, as bets pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value. O valor representou cerca de 36% das receitas de marketing desses times. Em alguns clubes, a participação foi ainda maior: no São Paulo, por exemplo, as bets responderam por 73% da receita com patrocínios. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 💰 A receita de marketing reúne principalmente os valores obtidos pelos clubes com patrocínios e outras ações comerciais. É nessa categoria que entram os valores pagos pelas casas de apostas aos times. 🔎 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online no país. A proibição, anunciada a nove dias das eleições, será formalizada por meio de uma medida provisória (MP). 🔎 As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis em definitivo, precisam ser aprovadas em até 120 dias pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A possibilidade de perder esses contratos provocou reação entre os clubes. Depois de serem avisados pelas casas de apostas de que mudanças nas regras poderiam levar à revisão dos patrocínios, clubes e federações divulgaram um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas. Agora, casas de apostas já comunicaram aos clubes que patrocinam que os contratos podem ser encerrados caso o governo proíba a operação das bets no país. Top 10 clubes de futebol do Brasil por receita em 2025 g1 Como as bets ganharam espaço no futebol As bets ganharam espaço no futebol brasileiro depois de 2018, quando a legislação autorizou as chamadas apostas de quota fixa, nas quais o apostador sabe quanto pode ganhar no momento em que faz a aposta. Desde então, as bets passaram a aparecer com mais frequência entre os patrocinadores dos clubes. Os 20 maiores clubes brasileiros em receita, analisados pela Sports Value, somavam R$ 1,426 bilhão em receitas de marketing em 2022. Em 2025, esse valor chegou a R$ 3,166 bilhões. 💰 Uma parcela importante desse crescimento veio das bets. Em 2024, os patrocínios de casas de apostas somaram R$ 618 milhões. Um ano depois, chegaram a R$ 1,143 bilhão. Para Amir Somoggi, diretor da Sports Value, empresa especializada em marketing esportivo e gestão, as bets colocaram no mercado valores elevados e, em alguns casos, acima do que outras empresas estavam dispostas a pagar aos clubes. Clubes do futebol brasileiro GE "Eu acredito que houve uma acomodação, que eu costumo chamar de 'easy money', um dinheiro fácil. Como é tudo digital, você não tem que fazer nada, não faz nenhuma ação realmente contundente. Hoje, a bet paga esse dinheiro fácil de cotas inflacionadas, pagando muito mais do que vale." O impacto não ficaria restrito à perda de um espaço na camisa. Em alguns casos, a receita dos contratos de patrocínio já pode estar prevista no planejamento financeiro dos clubes. Uma prática citada por Somoggi é a antecipação de recebíveis. ➡️ Funciona assim: o clube tem um contrato que prevê pagamentos futuros da patrocinadora, apresenta esse contrato a um banco e recebe parte desse dinheiro antes da data prevista. Em troca, paga juros ao banco. "Os clubes que estão mais endividados e dependem muito das bets, como Corinthians e São Paulo, vão ao banco com o contrato assinado com a casa de apostas, usam esse contrato como garantia para antecipar os recebíveis e recebem o dinheiro antes, pagando juros bancários." Nesse modelo, se o contrato for encerrado, o clube pode perder uma receita que já estava prevista no orçamento e, dependendo de como a operação financeira foi estruturada, continuar com compromissos financeiros assumidos com base nesse dinheiro. "Você tem um estrangulamento financeiro do clube nesse modelo, porque ele está pagando juros. Se houver um problema, vai ter que cortar custos ou não conseguirá arcar com seus compromissos, já que essa receita não será substituída tão rapidamente por outros patrocínios." O que pode acontecer com o mercado de patrocínios? A saída das bets não significa que os clubes perderão automaticamente todo esse dinheiro. O impacto dependerá de quanto do espaço deixado pelas casas de apostas será ocupado por outras empresas e dos valores desses novos contratos. Para Somoggi, porém, uma eventual retirada das bets tende a reduzir os valores dos patrocínios em um primeiro momento, porque as casas de apostas ajudaram a elevar os preços pagos pelos espaços comerciais. Quem pode ocupar o espaço das bets? Para Somoggi, setores como bancos, seguradoras, empresas de cartões de crédito, alimentos e montadoras têm capacidade financeira para investir no futebol. “Outros setores, como bancos, seguradoras, cartões de crédito, alimentos e veículos, têm empresas com capacidade financeira até maior que a das bets. A questão é o interesse.” A substituição, porém, pode não ser imediata. Os clubes terão de encontrar empresas dispostas a pagar pelos mesmos espaços e, em alguns casos, renegociar contratos já existentes. O que aconteceu com as bets em outras ligas A experiência europeia mostra que a saída das casas de apostas do futebol pode acontecer de formas diferentes. 🤌 Na Itália, uma lei de 2018 proibiu a publicidade e o patrocínio de empresas de apostas no esporte, inclusive em clubes de futebol. ➡️ Na Espanha, regras adotadas em 2020 restringiram os contratos de patrocínio de bets e proibiram a presença dessas marcas nas camisas e uniformes dos clubes, com prazo para a adaptação dos contratos antigos. 🫖 Na Inglaterra, o caminho foi diferente. A Premier League decidiu, em 2023, retirar voluntariamente as marcas de apostas da frente das camisas a partir da temporada seguinte ao fim de 2025/26.
Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição de apostas e jogos virtuais online, como o "jogo do tigrinho". A iniciativa, formalizada por meio de uma medida provisória (MP) assinada por Lula, foi apresentada a nove dias das eleições. 🔎 Medidas provisórias são editadas pelo governo federal e entram em vigor imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis em definitivo. O prazo para análise pelo Congresso é de até 120 dias. A MP foi publicada na noite desta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em paralelo, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema. Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? E se eu perder o prazo? Os sites de apostas vão sair do ar? Como fica, então, o cronograma? A publicidade das bets também será proibida? Qual o contexto político das medidas? Quanto os brasileiros deixam nas bets? Quanto o governo já arrecadou com bets? Qual o histórico da regulamentação do setor? E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O que diz o setor? Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Tenho dinheiro nas plataformas. Preciso resgatar? Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os apostadores que mantêm saldo em plataformas de apostas terão pouco mais de uma semana para retirar os valores. “A partir de hoje, não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para que os apostadores façam o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro”, afirmou. E se eu perder o prazo? Caso os apostadores percam o prazo — ou seja, não resgatem os valores até 5 de outubro —, a devolução será feita posteriormente pelos bancos que operam com as casas de apostas. Segundo o governo, essa devolução deverá ser feita entre os dias 9 e 14 de outubro. Os resgate vale para bets até então autorizadas pelo governo. Os sites de apostas vão sair do ar? As lojas de aplicativos, os provedores de internet e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) deverão bloquear os sites e aplicativos a partir da 0h de 6 de outubro. Segundo o governo, quem tentar acessar as plataformas será redirecionado para uma página com orientações sobre o resgate dos valores e as garantias de devolução dos recursos. Como fica, então, o cronograma? Até as 23h59 de 5 de outubro, os apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas. À 0h de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas sairão do ar. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos por cada apostador, identificados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os recursos serão devolvidos integralmente por meio das instituições financeiras. A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal passará a intermediar a devolução nos casos em que houver algum impedimento. A publicidade das bets também será proibida? Segundo o governo federal, novas publicidades de casas de apostas ficam proibidas a partir da publicação da medida provisória. As empresas do setor terão até as 23h59 de 5 de outubro para retirar peças e ações de publicidade, propaganda e marketing, tanto em meios físicos quanto digitais. O mesmo prazo valerá para a remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Entre os setores mais afetados está o esporte. No futebol, as bets desembolsaram R$ 1,1 bilhão para os principais clubes do país em 2025, o equivalente a 36% das receitas de marketing dessas equipes. Qual o contexto político das medidas? As iniciativas fazem parte de um pacote de medidas econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias, anunciado nesta sexta-feira, em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições e acompanha uma escalada nas críticas de Lula às apostas. Nesta semana, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". O discurso foi reforçado nos últimos dias em atos de campanha. Nesta sexta-feira, em Recife (PE), após voltar a defender o fim das bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Quanto os brasileiros deixam nas bets? Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), publicado em agosto, estima que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível. Segundo o levantamento, entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média de recursos foi de R$ 4,7 bilhões por mês. O estudo aponta ainda que o avanço das bets representa uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias, em um cenário de juros elevados e dificuldade para pagar as contas. Também destaca que as apostas online têm baixo efeito multiplicador sobre a economia. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor, contesta as conclusões. A entidade afirma que o levantamento comete "erros graves" e ignora fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento do uso do PIX. Quanto o governo já arrecadou com bets? O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online desde o início de 2025. Desse total, R$ 8,94 bilhões foram recolhidos no ano passado e outros R$ 6,32 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados da Receita Federal. Os valores têm ajudado o governo a cumprir as metas fiscais — ou seja, os objetivos de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem esses recursos, seria necessário um ajuste maior das contas públicas, o que poderia resultar em bloqueios mais amplos de gastos. Qual o histórico da regulamentação do setor? Proibidas nesta sexta-feira (25), as bets foram legalizadas em 2018, nos últimos dias do governo Michel Temer. A lei determinava que o setor fosse regulamentado em até dois anos, prazo prorrogável por mais dois. A regulamentação, porém, não saiu do papel até o fim de 2022 e só começou em 2023, já no terceiro mandato de Lula. Relembre: Entenda o imbróglio que começou em 2023 g1 E o projeto que criminaliza apostas e jogos online? O projeto de lei foi enviado ao Congresso nesta sexta-feira. Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o texto cria cinco novos crimes para reforçar a proibição das bets prevista na medida provisória. Explorar ou operar "apostas de quota fixa" passará a ser punido com prisão de 4 a 6 anos, além de multa, mesmo quando a atividade tiver autorização de autoridades estrangeiras. A proposta estende as mesmas penas a quem oferecer, registrar, intermediar, disponibilizar ou administrar canais e estabelecimentos de apostas. Se aprovado, o projeto aumenta a punição em um terço quando a aposta envolver jogos virtuais on-line, como cassinos digitais e o popular "jogo do tigrinho". O que diz o setor? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas se manifestaram em nota. O setor afirmou que a proibição das bets legais não acabaria com as apostas, mas poderia empurrar apostadores para sites clandestinos, sem mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", diz o texto. As entidades também afirmaram que estão "adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória" e que levarão o caso à Justiça. Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais.

Supermercados BH, EPA e Mineirão assinam acordo para unir operações em MG e outros três estados Reprodução/Redes sociais O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do governo federal que fiscaliza a concorrência entre empresas, aprovou sem restrições a compra de 114 lojas do Grupo DMA, dono das marcas Epa e Mineirão, pelo Supermercados BH. As unidades ficam em 19 cidades mineiras, e 75 delas estão em Belo Horizonte (veja a lista completa ao final da reportagem). A negociação começou em abril e previa 120 lojas, mas seis foram retiradas depois que o órgão apontou risco de concentração de mercado. Entenda, abaixo, os principais pontos da negociação: Quais lojas foram compradas? As lojas do Epa vão virar Supermercados BH? O negócio já está valendo? Por que seis lojas ficaram de fora? Quais lojas ficaram de fora? Como o governo concluiu que não haveria prejuízo ao consumidor? Há alguma ressalva na decisão? Que tamanho o Supermercados BH passa a ter? Quais são as lojas do Epa e do Mineirão compradas pelo Supermercados BH? Agora no g1 Quais lojas foram compradas? São 114 unidades das bandeiras Epa Plus, Epa Premium e Mineirão, sendo 103 supermercados e 11 atacarejos. As lojas estão espalhadas por cidades da Região Metropolitana, Campo das Vertentes, Zona da Mata, Central Mineira, Vale do Rio Doce e Sul de Minas (veja a lista completa ao final da reportagem). Belo Horizonte concentra 75 lojas, seguida por Contagem, com 10, e Ribeirão das Neves, com 5. As lojas do Epa vão virar Supermercados BH? As empresas ainda não informaram. Nos documentos entregues ao governo, elas afirmam que a compra permite "a expansão da bandeira do Supermercados BH" em cidades onde a rede não está presente ou tem pouca presença. O contrato de compra e venda, que traria a resposta, está sob sigilo a pedido das companhias. O que está sendo comprado é o ponto comercial e as instalações; ou seja, as marcas Epa e Mineirão continuam pertencendo ao Grupo DMA. O negócio já está valendo? Não. A aprovação foi dada pela Superintendência-Geral do Cade, primeira instância do órgão. A partir da publicação no Diário Oficial, corre um prazo de 15 dias em que a decisão pode ser contestada, seja por empresas que já estavam formalmente cadastradas no processo, seja por iniciativa dos próprios conselheiros do órgão. Se isso acontecer, a compra fica parada até um novo julgamento pelo Tribunal do órgão. Se o prazo terminar sem contestação, as empresas ficam liberadas para concluir a transação. Em nota, o Supermercados BH disse que vai "observar os prazos e demais trâmites legais previstos, até que todas as etapas sejam formalmente concluídas". O g1 procurou o Epa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Por que seis lojas ficaram de fora? Em 31 de agosto, o órgão classificou o caso como complexo. Segundo a análise técnica, faltavam provas de que houvesse concorrência suficiente nas regiões em torno de algumas unidades. Em um dos casos, a participação somada das duas redes no mercado local ficava entre 80% e 90%. Antes, ainda em agosto, a análise técnica do órgão apontou risco de concentração em seis regiões onde havia, ao todo, 12 lojas do Grupo DMA, o que totalizariam 108 unidades compradas pelos Supermercados BH. A decisão final, porém, retirou do negócio apenas seis unidades e confirmou a compra de 114 lojas. Quais lojas ficaram de fora? Veneza, em Ribeirão das Neves; Vila Joana D'Arc, em Lagoa Santa; Venda Nova, em Belo Horizonte; Siderurgia, em Ouro Branco; Cinira de Freitas, em Sarzedo; e Distrito Industrial, em Itajubá. Essas unidades seguem sendo do Grupo DMA, que seguirá com 17 lojas próprias em Minas Gerais. Como o governo concluiu que não haveria prejuízo ao consumidor? A análise foi feita região por região. Em Belo Horizonte, foram examinadas 67 áreas diferentes, uma para cada loja. O critério foi medir quanto tempo o consumidor levaria de carro para chegar a um concorrente, em um sábado às 11h. Em cidades menores, considerou-se o limite do próprio município. O órgão concluiu que não é provável que o Supermercados BH consiga abusar de sua posição, citando a presença de redes como Carrefour, Assaí, Mart Minas, Verdemar, Villefort, Multiformato e Economart, a abertura de 92 lojas novas na capital entre 2021 e 2025 e o crescimento do faturamento do setor. Há alguma ressalva na decisão? Sim. Várias redes concorrentes não responderam ao questionário enviado pelo governo, e por isso a fatia de mercado calculada para o Supermercados BH pode estar maior do que é na realidade. Em algumas cidades, mesmo com a aprovação, a concentração ficou alta: em Ponte Nova, por exemplo, a participação somada das duas redes ficou entre 60% e 70% do mercado local. Que tamanho o Supermercados BH passa a ter? A rede já é a maior de Minas Gerais e a quarta do Brasil, com faturamento de R$ 25,7 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com a compra, a receita pode chegar a cerca de R$ 34,6 bilhões, de acordo com projeções da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais, com base nos números da Abras. Esta é a segunda operação entre as duas empresas no ano: a primeira, com 40 lojas em Minas, na Bahia e em Pernambuco, foi aprovada em maio. Quais são as lojas do Epa e do Mineirão compradas pelo Supermercados BH? Belo Horizonte (75 lojas) Alípio de Melo - Av. João XXIII, 495 Alípio de Melo - Av. Heráclito Mourão de Miranda, 800 (atacarejo) Anchieta - R. Francisco Deslandes, 900 Anchieta - R. Vitório Marçola, 310 Araguaia - Av. Menelick de Carvalho, 245 Belvedere - Av. Luiz Paulo Franco, 383 Betânia - R. Úrsula Paulino, 1321 Betânia - R. Úrsula Paulino, 2405 Boa Vista - R. Elísio de Brito, 239 Caiçara - R. Francisco Bicalho, 2095 Caiçara - R. Rosinha Sigaud, 201 Calafate - R. Platina, 1600 Carlos Prates - Av. Dom Pedro II, 2930 Castelo - Av. Miguel Perrela, 987 Centro - R. Curitiba, 1001 Centro - R. Saturnino de Brito, 89 Centro - R. São Paulo, 957 Centro - R. dos Guajajaras, 11 Cidade Jardim - Av. Prudente de Morais, 374 Cidade Nova - Av. Cristiano Machado, 2250 Coração Eucarístico - R. Coração Eucarístico de Jesus, 86 Coração Eucarístico - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 3330 Estoril - Av. Barão Homem de Melo, 3095 Estoril - Av. Professor Mário Werneck, 1200 Floramar - R. José Viêira Muniz, 310 Floresta - Av. do Contorno, 1341 Funcionários - R. Antônio de Albuquerque, 1080 Funcionários - R. Ceará, 1700 Guarani - Av. Waldomiro Lobo, 1499 Gutierrez - Av. Marquês de Valença, 170 Havaí - R. Manila, 470 Havaí / Estrela Dalva - Av. Costa do Marfim, 260 Horto - Av. Silviano Brandão, 1650 Independência - R. Mariza Afonso, 226 Indaiá - R. Izabel Bueno, 445 Ipiranga - Av. Bernardo de Vasconcelos, 2323 Jardim Inconfidência - Av. Abílio Machado, 3075 Jardim Vitória - R. Doná Chiquinha, 80 (atacarejo) Lagoinha - Av. Pres. Antônio Carlos, 735 Liberdade - R. Boaventura, 1757 Milionários - R. Caetano Pirri, 110 Nova Granada - Av. Barão Homem de Melo, 50 Nova Suíça - R. Joaquim Nabuco, 208 Nova Suíça - Av. Amazonas, 5320 Ouro Preto - R. Monteiro Lobato, 488 Padre Eustáquio - R. Pará de Minas, 750 Padre Eustáquio - R. Padre Eustáquio, 2354 Padre Eustáquio - Av. Teresa Cristina, 2940 Paulo VI - R. João Lemos, 151 Pompéia - R. Mário Martins, 53 Pompéia - R. Belém, 60 Renascença - R. Jacuí, 2330 Sagrada Família - R. Conselheiro Lafaiete, 735 Santa Efigênia - R. Tenente Garro, 120 Santa Lúcia - R. Kepler, 441 Santa Mônica - R. dos Astecas, 2600 Santa Mônica - R. Hudson Gouthier, 278 (atacarejo) Santa Terezinha - Av. Santa Terezinha, 1234 Santo Agostinho - R. Rodrigues Caldas, 455 Santo Agostinho - R. Rio Grande do Sul, 1019 São Gabriel - R. São João da Serra, 30 São Lucas - Av. do Contorno, 4255 São Luiz - Al. das Princesas, 245 São Pedro - Av. Nossa Senhora do Carmo, 1420 Serra - R. Caraça, 600 Serra - R. do Ouro, 949 Silveira - R. Ilacir Pereira Lima, 595 Sion - Av. Uruguai, 1045 Sion - R. Venezuela, 455 Sion - Pç. Dep. Renato Azeredo, 22 Tirol - Av. Expedito de Faria Tavares, 32 Venda Nova - Av. Vilarinho, 1300 (atacarejo) Venda Nova - R. Padre Pedro Pinto, 2450 Vila Cloris - Av. Cristiano Machado, 11833 Vila Paris - R. Iraí, 235 Contagem (10 lojas) Bernardo Monteiro - R. Tereza Cristina, 185 Braúnas - R. Therezinha Brandão Resende, 85 Centro - R. Bernardo Monteiro, 900 Cidade Industrial - R. Tiradentes, 2592 Guanabara - R. Extrema, 95 Novo Eldorado - R. Dr. João Augusto Fonseca e Silva, 1104 Parque Durval de Barros - R. Leblon, 36 Parque Riacho das Pedras - R. Rio Solimões, 347 Pedra Azul - R. Santa Maria, 537 Riacho das Pedras - Rod. Fernão Dias, km 35, 3700 (atacarejo) Ribeirão das Neves (5 lojas) Botafogo / Justinópolis - Av. Gávea, 1200 Centro - Av. Ari Teixeira Costa, 480 Fortaleza - R. Monte Castelo, 265 Justinópolis - Av. Denise Cristina Rocha, 320 San Marino - BR-040, 152 Sete Lagoas (4 lojas) Canaã - R. Cachoeira da Prata, 80 Canaã - Praça José Cirilo Leão, 10 (atacarejo) Centro - Av. Antônio Olinto, 447 Centro - R. Senhor dos Passos, 43 Santa Luzia (3 lojas) Bela Vista - R. Jaime Carlos Afonso Teixeira, 29 Parque Boa Esperança - R. do Carmo, 165 São Benedito - Av. Brasília, 2160 Betim (2 lojas) Filadélfia - Av. das Américas, 675 Vila Recreio - Av. Bandeirantes, 1000 João Monlevade (2 lojas) Carneirinhos - Av. Getúlio Vargas, 4507 Teresópolis - Av. Resplendor, 201 Nova Lima (2 lojas) Centro - Pç. Bernardino de Lima, 120 Jardim Canadá - Av. Toronto, 1320 Demais cidades (1 loja cada) Barbacena - Ipanema - Av. Helena Aguiar de Figueiredo, 131 (atacarejo) Congonhas - Centro - Av. Júlia Kubitschek, 1355 Conselheiro Lafaiete - Centro - R. Desembargador Dayrell de Lima, 50 Coronel Fabriciano - Centro - R. Doutor Moacir Byrro, 632 (atacarejo) Ipatinga - Horto - Av. Castelo Branco, 911 (atacarejo) Itabirito - Lourdes - R. Maria Bernardina, 565 Juiz de Fora - Industrial - Av. Garcia Rodrigues Paes, 12001 (atacarejo) Ouro Preto - Vila Itacolomi - Av. Juscelino Kubitschek, 91 Ponte Nova - Palmeiras - Av. Doutor Otávio Soares, 408 Varginha - Parque N. Sra. das Graças - Av. Celina Ferreira Ottoni, 888 (atacarejo) Vespasiano - Santa Clara - Av. Rossana Murta, 311 Vídeos mais assistidos do g1 MG

Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, novas medidas para endurecer as regras sobre as bets no Brasil. Associações de jogos se manifestaram contra a Medida Provisória (MP) e disseram que "proibir não é proteger". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O manifesto, assinado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e por operadoras licenciadas, defende que proibir as apostas legais não eliminaria a prática, mas poderia levar apostadores para sites clandestinos, onde não há mecanismos de fiscalização e proteção. "A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal", escreveram. Governo publica novas regras para empresas que atuam com apostas esportivas e de jogos online Diante da insatisfação das representantes do setor, a associação afirma que "já está adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória, levando o caso à Justiça". O texto afirma que 31 milhões de pessoas estão ativas em plataformas legalizadas e que, nesse mercado, existem mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições para beneficiários de programas sociais. 🔎 Segundo as entidades, o mercado regulado já bloqueou cerca de 3 milhões de beneficiários de programas sociais e recebeu 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão. As associações também alertam para o tamanho do mercado ilegal, afirmando que o governo já bloqueou mais de 66 mil domínios, mas que milhares continuam ativos e novos sites são criados diariamente. O manifesto diz que o mercado clandestino já representa 41% do volume apostado no país e poderia concentrar toda a demanda caso o mercado legal fosse proibido. Ou seja, as entidades defendem, em vez da proibição, o aumento da fiscalização, limites de depósito e tempo, regras mais rígidas para publicidade, medidas de saúde mental e combate aos sites clandestinos. Entenda o novo pacote e o que foi assinado O novo pacote mira as plataformas de apostas esportivas e os cassinos on-line. A medida proíbe as apostas e os jogos virtuais online no país. O presidente deve enviar ainda ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo). "A partir de hoje não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. "Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória". Os apostadores vão ter até o dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores vão ter que retirar saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: Informação dos saldos por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos; A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, que deve ser anunciado durante um evento em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas. Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". grafico g1 Crimes e penas O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo. 🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho". Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão. A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal. Manisfesto das entidades Menos de dois anos após o maior avanço no mercado de apostas visto no país, o Brasil decidiu, nesta sexta-feira (25), retroceder à posição que ocupava em 2018 e acabar com as bets legalizadas, jogando mais de 30 milhões de apostadores nas mãos de milhares de sites ilegais. Essa é a avaliação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) sobre a Medida Provisória publicada pelo Governo Federal. Em um movimento jamais visto internacionalmente pela indústria, objetivando tão somente um suposto ganho eleitoral na corrida à Presidência da República, o país aniquila princípios constitucionais, como a livre iniciativa e a dignidade da pessoa humana, essa última em função da facilitação à migração dos apostadores para o mercado ilegal. Como se não bastassem todas essas consequências nefastas, o país transmite o recado de total desrespeito a uma série de investimentos realizados e ao cumprimento, pelas bets, de todas as contrapartidas fixadas pela legislação, entre elas o pagamento de outorgas que previam direito à exploração dos serviços de apostas pelo período de cinco anos. Um cenário que não leva a outra conclusão de investidores internacionais senão a de completa insegurança jurídica. A decisão de acabar da noite para o dia com uma indústria inteira – que demandou contratações de milhares de profissionais brasileiros, instalação de escritórios, promoção de inúmeros eventos beneficiando uma extensa cadeia de trabalhadores – elimina, ainda, uma arrecadação tributária que, só no primeiro semestre de 2026, atingiu quase R$ 10 bilhões. Recursos que deixarão de ir para a saúde, a previdência social, o esporte, a segurança pública entre outros setores beneficiados. Diante da perplexidade das empresas associadas à ANJL, a associação afirma que já está adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória, levando o caso à Justiça. “A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais”, explicou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL. Lula em campanha no Recife, nesta sexta (25), segurando cartaz pelo fim das bets Pedro Alves/g1

Governo Federal anunciou, na semana pasada, novas diretrizes para a propaganda das bets Bruno Peres/Agência Brasil O governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online, conhecidas como "bets", desde o começo de 2025. Nesta sexta-feira (25), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a proibição de apostas e jogos virtuais online no país. No ano passado, foram arrecadados R$ 8,94 bilhões e, de janeiro a agosto deste ano, outros R$ 6,32 bilhões. Os dados são da Secretaria da Receita Federal. 🔎Os valores têm ajudado o governo a atingir as metas fiscais, ou seja, os valores de resultado primário (receitas menos despesas) fixados em lei. Sem eles, o governo teria de apertar mais as contas públicas, podendo levar a bloqueios maiores de gastos. Medida foi defendida pela equipe econômica Aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2023, a tributação das bets foi uma das medidas defendidas pela equipe econômica do governo para elevar a arrecadação federal. Lula reforça críticas às bets, na mira do governo A taxação das bets começou de forma sistemática em 2025, porque, até então, apenas valores residuais haviam ingressados nos cofres públicos. Segundo explicação do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ao Congresso Nacional, em setembro de 2024, a cobrança de impostos era um desafio até aquele momento porque grande parte das empresas do setor tinha sede em outros países. Com a regulamentação do mercado, as bets interessadas em operar legalmente no país passaram a ter de constituir pessoa jurídica segundo a legislação brasileira, com sede e administração no Brasil. Desde o início de 2025, somente empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda podem operar nacionalmente, possibilitando uma fiscalização mais efetiva. Alíquota subiria até 18% Neste ano, a alíquota cobrada das bets era de 13% sobre a receita líquida (GGR), mas havia previsão de incremento gradual nos próximos anos, até chegar a 18% a partir de 2028. Pelas regras, a divisão dos recursos arrecadados pelo governo se dava dessa forma: 36% para o Ministério do Esporte e os comitês esportivos; 28% para o Turismo; 13,6% para a segurança pública; 10% para o Ministério da Educação; 10% para seguridade social; 1% para a saúde; 0,5% para entidades da sociedade civil; 0,5% para o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol); 0,4% para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. Getty Images via BBC Proibidas por Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (25), as empresas de apostas esportivas, conhecidas como "bets", foram legalizadas em 2018, no fim do governo de Michel Temer. A legislação previa que o governo regulamentasse o setor em até dois anos, prazo que poderia ser prorrogado por mais dois, ou seja, até o fim de 2022, algo que não ocorreu. A regulamentação começou somente em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula. Governo Temer Em agosto de 2018, seu último ano de mandato, Temer enviou uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional tratando de alterações no Fundo Nacional de Segurança Pública e sobre a destinação da arrecadação das loterias, mas o texto original não fazia menção, ainda, às bets. Durante a tramitação da MP no Congresso, as bets foram incluídas no texto, que foi aprovado pelos parlamentares e depois sancionado pelo presidente Michel Temer, em dezembro daquele ano. Em setembro de 2025, ao participar do programa Roda Viva, da TV Cultura, Temer disse que o grande pedido, naquele momento, era aprovar o jogo em geral, como cassinos, ideia à qual afirmou que “sempre resistiu”. "Mas daí houve essa ideia intermediária, que era aposta das bets. Foi no final do governo que eu autorizei. Eu não sei se faria diferente. Hoje eu vejo muitas notícias de gente mais pobre que destina boa parte do que ganha para essas apostas. Eu não sei se, diante dessa realidade, eu recuaria. Porque no Brasil, toda vez que você recua, é criticado", declarou Temer, naquele momento. Gestão Bolsonaro O governo de Jair Bolsonaro não concluiu a regulamentação prevista em lei. Para colher informações destinadas a estabelecer um "modelo regulatório alinhado às melhores práticas mundiais", o Ministério da Economia realizou três consultas públicas: em agosto e setembro de 2019, e fevereiro de 2020. A pasta disse que foram recebidas milhares de contribuições para subsidiar a regulamentação. "Adicionalmente, ainda em 2021, a Secap [Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria] realizou uma série de seminários para estimular o debate e a difusão de conhecimento nos assuntos correlatos à sua área de atuação, esclarecendo que a opinião dos palestrantes não necessariamente representa um posicionamento da Secretaria, mas tem o intuito de contribuir com informações, discussão pública, estudos e opiniões que auxiliam nas políticas formuladas ou avaliadas e na transparência perante à sociedade", diz documento do Ministério da Economia. Em outubro de 2022, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista durante campanha eleitoral daquele ano, que o decreto das apostas esportivas estava “bastante avançado” e “maduro”. O texto, no entanto, não foi publicado por Bolsonaro. "O cara continua jogando e o dinheiro vai para fora, então está maduro isso com toda a sociedade", disse Bolsonaro, em trecho reproduzido pelo jornal Valor Econômico. Àquela altura, as empresas de apostas não podiam atuar no Brasil, somente no exterior, por conta da falta de regulamentação doméstica, com regras para o seu funcionamento. Mandato de Lula No fim de 2023, o presidente Lula sancionou a lei que regulamentou as empresas de apostas, chamadas de bets. A norma estabeleceu regras para a operação das bets, definiu a tributação de empresas e apostadores e disciplinou a destinação dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade. Aprovado pela Câmara dos Deputados em 21 de dezembro daquele ano, o projeto integrou o pacote de medidas defendido pela equipe econômica para ampliar a arrecadação federal. À época, cálculos iniciais do Executivo estimavam que a tributação de jogos e apostas virtuais poderia destinar aos cofres públicos pelo menos R$ 10 bilhões. Após a sanção da lei, em 2024, o Ministério da Fazenda publicou cerca de 20 atos normativos para implementar a regulamentação. Uma das portarias da Secretaria de Prêmios e Apostas definiu os requisitos de segurança e funcionamento das plataformas de apostas autorizadas no país. Dentre as regras está a que impõe que as empresas utilizem o registro eletrônico "bet.br", exigência de compartilhamento de dados com o governo e de cumprimento de regras de segurança e proteção ao apostador. No mesmo ano, também foram divulgados os nomes das primeiras empresas autorizadas a operar no país e sites ilegais também passaram a ser bloqueados. Uma nota técnica publicada pelo Banco Central (BC) naquele momento apontou que os brasileiros gastaram cerca de R$ 20 bilhões por mês em apostas online nos primeiros oito meses de 2024. Segundo os dados, aproximadamente 24 milhões de pessoas físicas participaram de jogos de azar e apostas online, realizando pelo menos uma transferência via PIX durante o período analisado. O valor médio das transferências mensais aumenta com a idade: os mais jovens gastam cerca de R$ 100 por mês, enquanto indivíduos mais velhos ultrapassam os R$ 3.000 mensais em apostas. O mesmo documento também apontou que usuários de programas sociais estavam utilizando esses recursos para apostar. O dados soaram como um alarme para diversas áreas do governo e foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, os ministros referendaram uma ordem do ministro Luiz Fux que mandou o governo proibir que esse público jogasse nessas plataformas, algo que foi implementado pela área econômica em outubro do ano passado. A medida se consolidou no ano passado e, atualmente, mais de 3,5 milhões de beneficiários de programas sociais estão impedidos de acessar as plataformas de apostas de quota fixa autorizadas pelo Ministério da Fazenda. Recentemente, durante a campanha eleitoral, Lula passou a atacar as bets, dizendo que as apostas têm levado ao alto endividamento da população. "A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets", disse Lula nesta semana.

Governo anuncia proibição das bets no Brasil Ganhar dinheiro em casas de apostas, proibidas pelo governo federal nesta sexta-feira (25), é possível, mas por que tão poucas pessoas conseguem acumular ganhos expressivos por muito tempo? A resposta está na matemática e na forma como as plataformas funcionam. Enquanto as apostas esportivas usam cálculos complexos de probabilidade que dificultam lucros a longo prazo, cassinos on-line como o "Jogo do Tigrinho" têm regras internas que determinam o retorno aos jogadores. O resultado é prejuízo: a estimativa é de que os brasileiros perderam R$ 62,5 bilhões em bets em 2025, o equivalente a 0,68% da renda disponível, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). E o retorno pode não aparecer mesmo quando os apostadores encontram formas de aumentar as chances de vitória. Isso porque as casas de apostas podem recusar palpites ou banir um usuário se avaliarem que ele usou métodos irregulares. Apostas online afetam comércio da Região Serrana, diz pesquisa Joédson Alves/Agência Brasil Nas bets esportivas, as "odds" refletem a probabilidade de algo acontecer — quanto maior a odd, mais improvável é o evento, na avaliação da plataforma de apostas. Apostar nos favoritos envolve menos risco e, ao mesmo tempo, oferece um retorno menor. Por outro lado, os palpites nos chamados azarões prometem ganhos maiores, mas com mais risco. Você ou algum conhecido até pode ter ganhado dinheiro algumas vezes com apostas em partidas de futebol, por exemplo. O mais difícil é faturar de forma consistente com esses palpites. Matemáticos explicam esse desafio com a Lei dos Grandes Números, que diz que, quanto mais vezes uma experiência acontecer, mais perto ela ficará do valor esperado. Na prática, as chances de vencer a casa podem ser melhores em 10 ou 20 apostas, mas cairão depois de 1.000 tentativas. Para aumentar as chances, apostadores profissionais buscam pequenos erros nas projeções feitas pelas casas, ou seja, situações em que as plataformas subestimam a probabilidade de um evento acontecer. Mas há outro desafio: as bets usam modelos matemáticos complexos desenvolvidos por empresas especializadas para calcular suas odds e raramente chegam a projeções muito distantes da realidade. Jogo do Tigrinho Ao mesmo tempo, cassinos on-line como o "Jogo do Tigrinho" e o "jogo do aviãozinho" são apresentados como uma forma fácil de ganhar dinheiro, especialmente em propagandas feitas por influenciadores. Mas esses games também acumulam relatos de pessoas que tiveram prejuízos significativos. No Tigrinho, o objetivo do jogador é combinar três figuras iguais nas três fileiras que aparecem na tela, como acontece em máquinas de caça-níquel. Já o jogo do aviãozinho se enquadra na categoria de "jogos crash", em que apostadores acompanham a alta de um gráfico e esperar até o maior ponto possível. A ideia é fazer isso antes do "crash", ou seja, o ponto em que o jogo acaba e o usuário perde tudo. Como esses jogos não são desenvolvidos pelas próprias casas de apostas, mas por empresas terceiras que não revelam totalmente como eles funcionam, podem aparecer em diferentes sites, geralmente dentro de categorias como "cassino on-line". Nos dois tipos, há reclamações sobre o funcionamento dos sistemas. Usuários afirmam que são induzidos a colocar cada vez mais dinheiro no jogo e acusam as plataformas de definir a derrota antes mesmo de a rodada começar.

Entenda como vai funcionar o alerta em publicidade de bets O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, que estão proibidas as plataformas de apostas e jogos virtuais online no país. O presidente deve enviar ainda ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as bets. Os últimos dados disponíveis, divulgados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) em agosto, estimaram que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025 — o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os dados são da terceira edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros. O estudo foi elaborado pelo Comsefaz em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef), com base em dados do Banco Central, das Estatísticas de Pagamentos por Atividade Econômica (Epae) e em análises próprias. "Esse montante representa uma transferência expressiva de renda das famílias para esse setor, com potencial impacto sobre sua capacidade de honrar compromissos financeiros", afirma o estudo. O levantamento define como "saída líquida" a diferença entre tudo o que os apostadores colocaram nas plataformas de apostas e o dinheiro que receberam de volta em prêmios. Ou seja, o cálculo mostra quanto, no saldo final, saiu do bolso dos jogadores e ficou no setor de apostas. De acordo com o levantamento, entre outubro de 2024 e março de 2026, a saída líquida média foi estimada em R$ 4,7 bilhões por mês. O estudo também destaca que o avanço das bets representa mais um risco para o orçamento das famílias brasileiras, que já lidam com juros altos e dificuldade para pagar as contas. Segundo o levantamento, as apostas on-line também têm baixo efeito multiplicador na economia. 💰 Na prática, isso significa que, diferentemente do dinheiro gasto com bens e serviços, os recursos destinados às plataformas de apostas geram menos renda, empregos e atividade econômica. O levantamento também aponta o PIX como principal meio usado pelos brasileiros para transferir dinheiro às plataformas de apostas. Segundo o estudo, a expansão das bets teria acrescentado, em média, R$ 24,1 bilhões por mês ao volume de transações entre outubro de 2024 e março de 2026. Em 2025, esse volume adicional foi estimado em R$ 350,97 bilhões. O estudo também indica que as famílias de menor renda tiveram participação relevante no mercado de apostas. Na época da divulgação do boletim do Comsefaz, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor de bets, contestou os dados. A entidade afirmou que o levantamento cometeu "erros graves" e ignorou fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento do uso do PIX. Também citou dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, segundo os quais a receita bruta do setor foi de cerca de R$ 37 bilhões em 2025. (veja a nota abaixo) Lula e o fim das bets O debate dentro do governo sobre um possível fim das bets já ocorria havia algumas semanas, com a equipe dividida entre uma proibição mais ampla e medidas mais restritas. Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretendia acabar com as apostas on-line. Na ocasião, demonstrou preocupação com a influência dos algoritmos sobre os jovens e relacionou a questão ao avanço das bets. "A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets." O que diz o setor Veja a nota da ANJL na íntegra: A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) vem a público repudiar a divulgação de dados falsos, pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), sobre um suposto volume de transações por pix no Brasil atribuído ao mercado de apostas on-line. Além de cometer erros graves na linha temporal à qual as transações se referem, o levantamento ignora fatores macroeconômicos que contribuíram para o aumento, em diversos setores da economia, do uso do pix como meio de pagamento. Não procede a informação de que “famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões” para as bets em 2025. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas, a receita bruta do setor, no ano passado, foi de R$ 37 bilhões, quase a metade, portanto, do estimado pelo Comsefaz. Importante destacar que as transações que constam do estudo se referem a transferências líquidas de pessoas físicas para pessoas jurídicas para quatro segmentos: artes, cultura, esportes e recreação, nos quais estão se inserem uma enorme variedade de prestadores de serviços de entretenimento, não apenas as bets. Soma-se a isso a omissão de processos de mudanças na dinâmica do consumo no país, com o aumento da bancarização, fazendo com que mais pessoas passassem a usar o pix em vez de outras formas de pagamento. Por fim, a ANJL destaca que, segundo dados oficiais da SPA-MF, de outubro de 2024 a dezembro de 2025, exatamente o período ao qual o levantamento se refere, 25 mil sites de apostas ilegais foram bloqueados e pelo menos 550 contas bancárias foram encerradas. Os dados mostram que avaliar meramente um enorme montante financeiro, que abrange não só vários setores, mas também contas ligadas a empresas ilegais, causa uma miopia sobre o mercado legalizado. A indústria de apostas, mais uma vez, se manifesta contrária a divulgações irresponsáveis, tendenciosas e generalistas, de dados financeiros que não correspondem à realidade do setor, cujo retrato fiel é monitorado e divulgado apenas pelo poder regulador. Bets tiraram R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025, aponta estudo Reprodução/TV Verdes Mares

Governo anuncia proibição das bets no Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho". A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta. 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo). "Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets", disse Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a partir desta sexta, "não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro". "Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória", prosseguiu. Os apostadores vão ter até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas. Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas; A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar; Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF; Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos); A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores. As sanções aos que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso de pessoas jurídicas. A medida provisória prevê ainda a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro. Segundo o governo, o mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio. A partir da publicação da medida, não seram mais permitidas novas publicidades de apostas. Além disso, o governo anunciou que haverá um reforço na estrutura do Ministério da Justiça. Será criada uma nova coordenação na Polícia Federal dedicada à recuperação de ativos e lavagem de dinheiro e uma estrutura com o mesmo propósito na Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi). A partir de agora, ambas vão atuar no combate às bets. A partir desta sexta, serão vedadas novas concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de apostas de quota fixa. Os pedidos de concessão, permissão e autorização para exploração de loterias de aposta de quota fixa ainda não decididos ficarão prejudicados. Além disso, as concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de aposta de quota fixa concedidas com base na lei anterior serão extintas em até 30 dias. As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas. Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam "vício em lucro" e estão "destruindo lares". Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que "não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe". Crimes e penas O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo. 🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas "apostas de quota fixa", por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira. A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas. A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do "jogo do tigrinho". Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets: Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica. Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes. Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão. A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal. No Recife, Lula (PT) segura cartaz sobre fim das bets, junto com João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), candidatos ao governo de PE e ao Senado, respectivamente Foto: Ricardo Stuckert.

A bandeira tarifaria de outubro será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (25). Isso significa que não haverá cobrança adicional na conta este mês. (entenda mais abaixo) 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "Com o início da transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país, houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Dessa forma, será possível reduzir o despacho das fontes mais onerosas para a geração, como as usinas termelétricas, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor", diz o comunicado da agência Desde maio, a bandeira tarifária estava em nível amarelo, o que significava uma cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh consumidos. Agora no g1 Na semana passada, a Aneel elevou para 9,4% projeção de alta nas tarifas de energia no país. A revisão para cima do índice é em função do aumento da inflação, custos de energia e componentes financeiros. Como funciona o sistema de cores 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Bandeira significa cobrança de um adicional às contas de energia Divulgação Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Xi Jinping encerra visita de Estado aos EUA após encontros com Trump; saiba como foi Presidentes dos EUA e da China se reuniram na Casa Branca na quinta (24), e voltam a se encontrar nesta sexta (25). Xi Jinping realiza visita de Estado aos EUA. Xi Jinping chegou a Washington na quarta (23) e foi recepcionado por Trump; veja FOTOS e VÍDEO. Imagens do presidente dos EUA fazendo 'careta' viralizaram nas redes sociais.. Nesta quinta (23), durante o encontro na Casa Branca, Trump falou em 'amizade verdadeira', e Xi Jinping defendeu uma política de não confronto entre EUA e China.. Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil.. À noite, Trump e Xi se encontraram mais uma vez. O presidente chinês foi homenageado com uma recepção e um jantar na Casa Branca.. Nesta sexta (25), Trump ofereceu uma cerimônia do chá para Xi. No encontro, Trump falou em reunião produtiva, e Xi disse ver chance de 'relacionamento brilhante' com EUA.

Na Casa Branca, Xi Jinping diz que China e EUA têm a responsabilidade de manter a inteligência artificial sob controle humano A Justiça dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (25), que a Anthropic continuará impedida de fechar contratos militares com o governo americano. A empresa de inteligência artificial também continuará sendo considerada pelo Departamento de Defesa dos EUA um risco à segurança nacional. A decisão, tomada após meses de disputa entre a startup e o governo americano sobre o uso de seus modelos de IA pelo setor de Defesa, foi proferida por um tribunal federal de apelações após a Anthropic entrar na Justiça para contestar a classificação feita pelo Pentágono. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, a medida dificulta que órgãos ligados à Defesa dos EUA contratem a empresa ou usem seus serviços. A Anthropic afirma que a decisão já lhe causou bilhões de dólares em negócios perdidos e prejudicou sua reputação. A disputa ocorre às vésperas de uma possível oferta pública inicial de ações (IPO), quando a empresa poderia passar a ter ações negociadas na bolsa. Segundo a Reuters, a companhia afirmou que "discorda respeitosamente da decisão", mas mantém confiança em sua posição e avalia suas opções, incluindo uma possível revisão judicial. No mês passado, um juiz federal em São Francisco anulou uma designação semelhante, baseada em uma lei diferente, ao considerar que o governo havia retaliado ilegalmente contra a Anthropic por suas posições sobre a segurança da inteligência artificial. A decisão judicial ocorre no mesmo momento em que a Anthropic busca ampliar sua participação nos debates internacionais sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. A empresa, criadora do Claude, esteve ao lado de outras gigantes do setor em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na última quarta-feira (23). Convocado pela França, que preside o Conselho de Segurança da ONU, o encontro ocorreu em meio a alertas de que sistemas de inteligência artificial cada vez mais poderosos podem adquirir capacidades difíceis de controlar e criar novos riscos para a segurança internacional. Dario Amodei, CEO da Anthropic, discursou no encontro ao lado de representantes de outras gigantes do setor. A participação das empresas ocorre em um momento de crescente interesse sobre o avanço da inteligência artificial e sobre os limites que devem ser impostos ao desenvolvimento de sistemas cada vez mais poderosos. Amodei, no entanto, ficou de fora do jantar de gala oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sede do Executivo americano, para o líder chinês Xi Jinping. Na mesa de Trump estavam Jensen Huang, CEO da Nvidia, acompanhado da mulher, Lori Huang; Lisa Su, CEO da AMD, acompanhada do marido, Daniel Lin; Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla; e Tim Cook, ex-CEO da Apple, que deixou o cargo em agosto, entre outros executivos. Relação com o governo Trump A ausência da Anthropic no jantar ocorre em meio à relação turbulenta da empresa com o governo Trump. Em junho, Washington determinou que a companhia bloqueasse o acesso aos seus modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, alegando motivos de segurança nacional. No mês seguinte, os EUA suspenderam parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo que alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" americanos utilizassem o modelo. Parceiros estrangeiros, especialmente agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuaram sem acesso. Ascensão da Anthropic O g1 já mostrou que a Anthropic passou a ocupar uma posição de destaque na corrida pelo desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial mais avançados. A empresa ganhou espaço ao apostar em uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da tecnologia, ao mesmo tempo em que seus modelos passaram a despertar interesse de investidores e do público. A Anthropic foi fundada em 2021 por Dario Amodei e outros executivos que deixaram a OpenAI e defendiam uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da inteligência artificial. O Claude chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses depois do lançamento do ChatGPT. Embora tenha entrado na disputa mais tarde e ainda seja menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar o crescimento da Anthropic. O governo de Donald Trump, que durante boa parte do mandato se mostrou contrário a uma regulamentação mais ampla da inteligência artificial, passou a dar maior atenção aos riscos associados ao avanço desses sistemas diante das capacidades cada vez mais avançadas dos modelos. Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026. Dado Ruvic/Reuters

C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) Embraer/Divulgação A Embraer entregou nesta sexta-feira (25) a primeira aeronave de transporte multimissão C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão durante uma cerimônia realizada nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP). A entrega contou com a presença do Major-General Akhmad Jamolovich Burkhonov, Comandante da Força Aérea, e Olimkhon Bakiyevich Rustamov, diretor da empresa estatal "O‘ztextreyd", representando a República do Uzbequistão. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O contrato, assinado no final de 2024, também inclui um pacote de treinamento e suporte, além do fornecimento de peças de reposição. O Uzbequistão se torna o primeiro operador do C-390 Millennium na Ásia Central, assinalando um marco importante nos esforços do país para modernizar e fortalecer capacidades de mobilidade aérea. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Cargueiro militar da Embraer vendido à República Tcheca faz voo inaugural em Gavião Peixoto Cargueiro militar da Embraer faz voo inaugural em Gavião Peixoto "A entrega do primeiro C-390 Millennium representa um passo significativo para a modernização da Força Aérea do Uzbequistão. O desempenho excepcional, a versatilidade e as capacidades multimissão da aeronave nos permitirão executar uma ampla gama de missões com maior eficiência e prontidão. Estamos ansiosos para introduzir esta plataforma de última geração em serviço e fortalecer ainda mais nossas capacidades operacionais", disse o Major-General Akhmad Jamolovich Burkhonov, Comandante da Força Aérea do Uzbequistão. "Estamos honrados em entregar o primeiro C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão e dar as boas-vindas ao Uzbequistão à crescente comunidade de operadores do C-390 no mundo todo", disse Bosco da Costa Júnior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. "A escolha do C-390 confirma seu status como a solução de mobilidade aérea mais avançada disponível atualmente. Essa entrega reforça nosso compromisso de apoiar o Uzbequistão com capacidade incomparável e flexibilidade operacional para as próximas décadas." Com essa primeira entrega, o Uzbequistão se junta a um grupo crescente de nações que operam o C-390 Millennium, reforçando a posição da aeronave como o novo padrão no transporte aéreo tático de médio porte. Avião C-390 Millennium é entregue à Força Aérea do Uzbequistão em Gavião Peixoto (SP) Embraer/Divulgação C-390 Millennium O C-390 Millennium, construído e projetado no século 21, é a aeronave de transporte militar mais moderna de sua categoria. Ele pode transportar mais carga útil (26 toneladas) do que outras aeronaves militares de transporte de médio porte, voando mais rápido (470 nós) e mais longe. É capaz de executar uma ampla gama de missões, incluindo transporte de carga e tropas, lançamentos de equipamentos e pessoal, evacuação médica, busca e salvamento (SAR), combate a incêndios e missões humanitárias, operando a partir de pistas temporárias ou não pavimentadas. Quando equipado com sistema de reabastecimento aéreo (AAR) de instalação rápida, pode atuar tanto como tanque, quanto como receptor. Além da Força Aérea Brasileira, a aeronave multimissão de última geração foi selecionada pelas forças aéreas de Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, República do Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Colômbia e Lituânia. O C-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas das forças aéreas em todo o mundo com interoperabilidade entre seus operadores. C-390 vai equipar a força aérea da Coreia do Sul VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Volkswagen Golf VII R divulgação/Volkswagen A Volkswagen e a Audi convocaram um recall global de mais de 2,8 milhões de veículos. Entre os modelos afetados estão o Tiguan e o Golf, da Volkswagen, e o Q3, da Audi. O g1 procurou a Volkswagen do Brasil e a Audi para saber se os modelos vendidos no país estão incluídos no recall, mas as montadoras não responderam até a publicação desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a Agência Federal de Transportes Motorizados (KBA) da Alemanha, órgão semelhante à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o recall inclui os seguintes modelos da Volkswagen: Volkswagen Tiguan; Volkswagen Golf; Volkswagen Touran; Volkswagen Golf Variant; Volkswagen Caddy. Agora no g1 No caso da Volkswagen, o recall afeta veículos fabricados entre 24 de setembro de 2013 e 1º de julho de 2024. Na Audi, apenas o Q3 aparece na lista da KBA. Os veículos envolvidos foram produzidos entre 31 de outubro de 2017 e 23 de maio de 2024. Dos modelos listados, Tiguan, Golf e Golf Variant foram vendidos no Brasil durante o período de produção apontado pela KBA. O Audi Q3 também foi comercializado no país e passou a ser produzido nacionalmente em 2016, na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Segundo o órgão alemão, a falha está relacionada à corrosão de um parafuso, o que pode comprometer o controle da direção dos veículos. A correção consiste na substituição do parafuso defeituoso.

Abelhas sem ferrão são responsáveis por mais de 80% da polinização de flores e frutos em toda a natureza. Érico Andrade Quer saber como dividir enxames de abelhas sem ferrão? Um manual publicado pelo Projeto RS Biodiversidade, do Rio Grande do Sul, explica como realizar o procedimento com o mínimo de perturbação das abelhas. A partir da página 72, o material explica como passar o enxame da isca para a caixa definitiva. Também apresenta orientações para dividir os enxames com o mínimo de perturbação das abelhas. 📱Acesse aqui Veja também: Criação de abelhas sem ferrão gera renda no Agreste

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro Gilmar Mendes estão fechando o cerco contra uma indústria de precatórios utilizada pelo Banco Master para garantir lucro fácil, contando com o apoio de membros do Judiciário. Esse uso ficou explícito a partir de dados obtidos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que mostram contatos com advogados ligados a juízes para obter decisões em tribunais para validar precatórios e pré-precatórios adquiridos pelo Banco Master. 🔎 Precatórios são dívidas que governos (União, estados e municípios) são obrigados a pagar após perderem uma ação na Justiça de forma definitiva, sem possibilidade de recurso. Daniel Vorcaro transformou o comércio de precatórios numa fonte de recursos para alavancar e, depois, tentar salvar seu banco (entenda mais aqui). Agora no g1 Ele investiu R$ 14,3 bilhões na compra de precatórios e direitos creditórios, uma espécie de pré-precatório, que dependiam de decisões favoráveis do Judiciário para gerarem lucro fácil para o Master. No celular de Vorcaro, há vários indícios de que ele buscava se aproximar de juízes de tribunais federais e do STF em busca de apoio às suas teses para garantir o pagamento desses precatórios. O ministro Gilmar Mendes foi um dos procurados por Daniel Vorcaro para tentar convencê-lo a votar a seu favor. O decano do STF, porém, votou contra, acompanhado de André Mendonça. Neste julgamento, votaram a favor da tese de Vorcaro os ministros Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. Gilmar Mendes decidiu levar a discussão sobre a validade destes precatórios, principalmente de usinas de álcool, ao plenário para que seja tomada uma decisão de repercussão geral pelo Supremo. O ministro diz ser contra essa indústria de precatórios criada em cima de dívidas duvidosas. Há um mercado regular de precatórios, destaca Gilmar Mendes, mas os casos relacionados a Daniel Vorcaro são, no mínimo, de origem questionável. Já AGU conseguiu uma decisão favorável para travar um processo sobre R$ 4,7 bilhões desse tipo de precatório, com o dinheiro sendo devolvido para o Tesouro Nacional até uma decisão final. Além disso, a partir de provocação do ministro da AGU, Jorge Messias, o Conselho Monetário Nacional adotou medidas para tornar mais rigorosas as regras para compra desse tipo de dívida judicial. "Essa fábrica de precatórios foi criada durante o governo Bolsonaro, quando medidas do governo passado criaram um ambiente favorável para esse tipo de negócio, que estava lesando os cofres públicos", diz o ministro Jorge Messias. Ministro Gilmar Mendes do STF Max Rocha/STJ Como funcionava o esquema com precatórios? O Banco Master adquiria créditos de precatórios de empresas – principalmente, do setor sucroalcooleiro – com deságio, ou seja, por um valor mais baixo do que os títulos poderiam vir a valer após o fim de um processo judicial. Posteriormente, após fraudes financeiras ou mera declaração irreal de valores, o banco registrava esses "precatórios a receber" como parte de seu patrimônio. Na prática, os papéis valeriam menos do que o registrado na contabilidade. Como o Master se beneficiava dessas operações? Ao registrar precatórios e créditos duvidosos por valores superiores aos reais, o Banco Master forjava uma aparência de riqueza, parecendo muito mais sólido do que a realidade. Esse patrimônio fictício ou sobrevalorizado era utilizado para justificar aportes de capital e atender a exigências formais de saúde financeira impostas pelos órgãos fiscalizadores, em especial pelo Banco Central. Com a suposta solidez atestada por esses ativos, a instituição conseguiu atrair investidores, movimentar bilhões em fundos e negociar operações de grande porte, acumulando um passivo bilionário ocultado por garantias de baixa qualidade.

Pessoa mexendo no celular Reprodução/ RBS TV O sistema financeiro identificou mais de 870 mil indícios de contas laranja no primeiro semestre deste ano. Em apenas seis meses, o número já equivale a cerca de 88% dos mais de 990 mil indícios registrados ao longo de todo o ano de 2025. (entenda abaixo o que são contas laranja) Os dados foram divulgados em primeira mão ao g1 pela Quod, empresa especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, a partir do Rufra, como é chamada a base compartilhada de informações sobre fraudes gerenciada pela empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda segundo o levantamento, o sistema financeiro identificou 314.729 documentos fraudulentos associados a contas em diferentes bancos usadas para aplicar fraudes. De acordo com o diretor de produtos e dados da Quod, Danilo Coelho, há diferentes fatores que podem explicar o elevado número de indícios de contas laranja no sistema financeiro. Agora no g1 “Existem alguns motivos que explicam esse número. Por exemplo, a digitalização em massa da população tem facilitado a abertura de contas digitais, o que não era uma realidade alguns anos atrás”, diz. O executivo afirma que a identificação de contas laranja é mais complexa porque elas podem ser abertas regularmente, com dados verdadeiros, e só depois passar a ser usadas de forma ilícita. Ou seja, os sinais de irregularidade podem aparecer apenas algum tempo depois, quando a movimentação começa a fugir do perfil do titular e acende alertas nos sistemas antifraude das instituições financeiras. “Tem muita gente que já tem uma conta aberta, às vezes até como uma conta secundária, e decide vender a senha. Há também casos em que o titular aluga a conta para um criminoso por determinado período. Nesse intervalo, ela é usada para lavar dinheiro e, depois, volta a ter uma movimentação normal”, explica Coelho. O perfil das contas laranja no Brasil O Sudeste concentra a maior parcela das transações suspeitas. São Paulo respondeu por 33,6% dos casos, seguido por Rio de Janeiro (14,4%) e Minas Gerais (6,5%). Entre os documentos associados aos indícios identificados, 62,2% pertenciam a pessoas de 18 a 34 anos. Na sequência aparecem as faixas de 35 a 49 anos (25,6%) e de 50 a 64 anos (9,1%). No recorte socioeconômico, quase seis em cada dez pessoas associadas aos registros tinham renda de até dois salários mínimos. Os homens representavam 59% do total de casos registrados. Como uma conta laranja é identificada? Além de seus próprios sistemas antifraude, as instituições financeiras contam com o compartilhamento de informações sobre indícios de fraude. A troca permite que dados identificados por uma instituição ajudem as demais a reforçar seus próprios controles. Segundo Coelho, os indícios de fraude podem surgir quando a movimentação financeira de uma conta não é compatível com o perfil do titular. “Então, por exemplo, se uma pessoa tem renda comprovada de R$ 5 mil e transaciona R$ 100 mil por mês, seja por uma transação única ou várias transações que somam esse valor, já pode ser um alerta, bem como a velocidade com que essas transações são feitas”, diz. Coelho explica que, quando uma instituição identifica esse tipo de comportamento, a informação pode ser compartilhada e confrontada com dados de outras instituições. “Temos muitos dados. Conseguimos ver, por exemplo, se a pessoa tem algum financiamento, qual a sua renda, patrimônio e várias informações de vida dela, como se ela é casada, onde ela mora e quantos filhos ela tem”, conta o executivo. Segundo Coelho, esses dados ajudam a avaliar o risco de fraude em uma transação. O diretor da Quod afirma que o mercado também utiliza inteligência artificial e modelos preditivos, ferramentas que analisam dados e padrões de comportamento para identificar situações com maior risco de fraude e antecipar possíveis mudanças na atuação dos criminosos. “O perfil do fraudador é extremamente volátil. Ele percebe quando uma conta não está mais dando certo e começa a atacar em outro lugar, de uma forma diferente. Por isso é importante o uso dos modelos preditivos porque, dessa forma, eu consigo ver onde a tendência da fraude está indo”, completa. O que são contas laranja? Também conhecidas como contas de passagem, as contas laranja são abertas regularmente, mas passam a ser usadas de forma ilícita para movimentar recursos relacionados a fraudes, golpes, ataques cibernéticos ou outras atividades ilegais. Uma das características da conta laranja é a anuência do titular. Isso significa que o dono da conta permite que ela seja usada por terceiros, seja ao ceder, emprestar, alugar ou vender seu acesso. 🔎 Conta laranja x conta fria: enquanto a conta laranja é usada de forma ilícita com a anuência do titular, a conta fria é aberta de forma fraudulenta sem o conhecimento da pessoa em cujo nome foi registrada. O que acontece com quem cede a conta para criminosos? Segundo Coelho, quem cede uma conta para esse tipo de esquema pode sofrer consequências financeiras, como bloqueio de contas e recursos ou dívidas contraídas em seu nome. O titular também pode ser responsabilizado por sua participação nos crimes cometidos. “É preciso ter muito cuidado, até mesmo com o empréstimo de dados para familiares e conhecidos. Vemos muitos casos em que a pessoa cede a conta dela e não sabe muito bem o que está fazendo. E isso, infelizmente, acontece até mesmo dentro da família”, afirma. Nos casos de contas frias, abertas a partir do uso indevido de dados de terceiros, Coelho recomenda cuidado com links desconhecidos recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp, além de ligações suspeitas. “Os criminosos muitas vezes abordam com um tom de urgência ou medo. Quando isso acontecer, a dica é entrar em contato com a própria instituição financeira. Desligue com a pessoa que te ligou e ligue você mesmo para a instituição para confirmar se o relato é verídico ou não”, diz o executivo.
Enquanto sofrem fortes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que promete acabar com as apostas online, as empresas do setor já se movimentam para ampliar sua atuação para pontos físicos em alguns estados — como Rio de Janeiro e Paraná. A informação consta em relatório da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, responsável pela fiscalização e regulamentação, que já levou adiante uma consulta pública sobre o assunto. Na agenda regulatória, o órgão tinha planejado discutir esse assunto no segundo trimestre deste ano. O g1 entrou em contato com a SPA para saber se algo foi definido, e aguarda resposta. "A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets", disse Lula nesta semana. Na ONU, Lula defende soberania e afirma América Latina voltou a enfrentar ingerência externa LEIA TAMBÉM: Lula diz que vai acabar com bets e que clubes precisam aprender a viver sem: 'Essa não é uma guerra, é uma decisão' Flávio Dino mantém decreto de MG que proíbe propaganda de bets e conteúdo adulto em bens públicos Bets tiraram R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras em 2025, aponta estudo Consulta pública Na página da SPA na internet, o órgão divulgou as contribuições recebidas na consulta pública sobre o assunto. Uma delas observa que as apostas esportivas são operadas nos meios físico e online em diversos países e que também podem ser exploradas nesse formato pelos estados. "A regulamentação federal da exploração de apostas por meio de terminais digitais físicos é tema relevante e oportuno, especialmente diante do atual cenário de fragmentação regulatória no país. Enquanto a autorização federal se restringe às apostas esportivas de quota fixa, diversos Estados, no exercício de sua competência para a exploração de serviços lotéricos, vêm estruturando modelos próprios para terminais físicos, inclusive para outras modalidades, como loterias instantâneas digitais, com níveis distintos de exigência técnica e operacional", diz uma contribuição enviada à SPA. Órgãos de defesa do consumidor do Espírito Santo querem que bets sejam obrigadas a informar risco de perda para apostadores. Arquivo/Agência Brasil Outra contribuição recomenda que o governo trate dos requisitos técnicos, operacionais e de integridade aplicáveis aos terminais digitais físicos, incluindo, entre outros aspectos, critérios de autorização, certificação dos equipamentos e sistemas, responsabilidades do operador e do intermediador e proteção ao consumidor. Em manifestação à consulta, a Fundação Procon-SP alertou para a possibilidade de instalação de terminais digitais físicos em eventos abertos ou estabelecimentos comerciais de livre acesso, como supermercados, postos de gasolina, farmácias, bares e lanchonetes, avaliando que isso poderia "propiciar e facilitar o acesso indevido por menores de idade, e comprometer a efetividade da fiscalização quanto à identificação do usuário". Por conta disso, o Procon-SP recomendou que a discussão desse tópico na agenda regulatória caminhe no sentido de determinar que a operação de apostas de quota fixa e demais modalidades lotéricas por meio desses dispositivos "seja restrita a ambientes fechados ou controlados", por exemplo com barreiras físicas, mecanismos de controle de ingresso e vedação expressa ao acesso de menores.

Inteligência Artificial invade sistema do governo da Austrália O Papa Leão XIV instou o mundo a reconsiderar o desenvolvimento da inteligência artificial ao iniciar, nesta sexta-feira (25), uma visita de quatro dias à França. Em um alerta contundente, afirmou que a IA poderia criar um futuro em que "um paraíso de máquinas" assumisse o controle da Terra. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O primeiro papa dos Estados Unidos, que fez dos riscos da inteligência artificial uma parte central de seu papado de 16 meses, colocou o tema no centro de sua visita à França, a primeira de um pontífice ao país em quase 20 anos. "Se quisermos evitar perder nossa humanidade em meio a um 'paraíso de máquinas' que invade e condiciona nosso cotidiano, há uma necessidade urgente de educação em discernimento ético", disse ele, sob os tetos dourados do Palácio do Eliseu. O papa também reiterou os ensinamentos pró-vida da Igreja e criticou iniciativas que permitem o suicídio assistido para pessoas com doenças incuráveis, dois meses depois de políticos franceses aprovarem uma medida nesse sentido. "Preocupa-me... as tendências na sociedade que correm o risco de transformar a ciência e a tecnologia em empreendimentos movidos pelo lucro, promovendo a manipulação genética, a barriga de aluguel, o comércio de órgãos humanos ou a possibilidade de planejar a própria morte", afirmou. Em uma visita a três cidades francesas, Leo também buscará recuperar a reputação da Igreja no país após os escândalos de abuso que chocaram a população. Na segunda-feira (28), ele deve apresentar sua visão para o futuro da Europa em um discurso. 'Mensagem de paz' Leo foi recebido no aeroporto de Paris-Orly, sob um céu azul e límpido, pelo presidente Emmanuel Macron e sua esposa, Brigitte, além de crianças que cantaram para ele e pediram autógrafos. Durante a visita, ele viajará para o famoso santuário católico de Lourdes, no sudoeste do país, e para Metz, na fronteira com a Alemanha. Leo deveria liderar uma cerimônia religiosa em Paris nesta sexta-feira, na Catedral de Notre-Dame restaurada, na primeira visita de um papa desde que um incêndio devastador quase destruiu a obra-prima gótica em 2019. Ao falar com jornalistas no avião a caminho de Paris, Leo disse que estava na França para transmitir uma mensagem de paz e acrescentou: "É uma mensagem que, neste momento, como todos sabemos, é particularmente importante." As pessoas que se alinhavam nas ruas por onde Leo deveria passar a caminho do Palácio do Eliseu ergueram celulares e acenaram com bandeiras e cartazes. "Ele traz uma mensagem de paz e esperança muito, muito positiva. Sua visita à França envia um sinal maravilhoso para o país", disse Antoine Barxias-Casties, um católico que passava em frente à Catedral de Notre-Dame na véspera da visita de Leo. O próximo compromisso de Leo nesta sexta-feira é um discurso para os funcionários da sede da UNESCO, órgão da ONU voltado para cultura e educação, que enfrenta déficits orçamentários após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter retirado o país da agência em 2025. O primeiro papa americano atraiu a ira de Trump no início deste ano após criticar a guerra com o Irã. Questionado sobre a tentativa de Trump de proibir a CNN e vários outros veículos de comunicação de entrar na Casa Branca, Leo, a bordo do avião rumo a Paris, reafirmou seu apoio à liberdade de imprensa e disse que todos eram bem-vindos para cobrir sua visita. Nação secular A França é uma nação laica, onde a separação entre Igreja e Estado está consagrada em uma lei de 1905. O país testemunhou um declínio constante na filiação à Igreja Católica no período pós-guerra, refletindo uma tendência observada em outras nações tradicionalmente católicas. Embora a Conferência Episcopal Francesa aponte para um aumento nos batismos de adultos, um relatório publicado pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (INSEE) mostrou que apenas 25% dos franceses entre 18 e 49 anos se identificavam como católicos, ante 43% uma década antes. A visita de Leo ocorre em um momento em que líderes católicos na França estão em desacordo com o governo sobre a inclusão do direito ao aborto na Constituição francesa, aprovada em 2024, uma medida inédita no mundo, e sobre a aprovação da lei que legaliza o suicídio assistido para adultos com doenças incuráveis. Papa se encontrará com sobreviventes de abuso Líderes locais da Igreja esperam que a visita do papa ajude a recuperar a reputação da instituição após um relatório de 2021 que constatou que cerca de 330 mil crianças francesas foram abusadas por membros do clero e líderes leigos católicos ao longo de sete décadas. Desde então, os bispos franceses introduziram medidas de compensação e proteção, mas as vítimas continuam pressionando os líderes da Igreja a demonstrar responsabilidade. "Leo carrega a imensa responsabilidade de 'dizer basta'", disse à Reuters Alain Esquerre, 66, porta-voz das vítimas da instituição católica Notre-Dame de Bétharram. O papa se encontrará no domingo, em Lourdes, com sete vítimas francesas de abusos cometidos por membros do clero católico. O Papa Leão XIV e o presidente da França, Emmanuel Macron, após declaração conjunta no Palácio do Eliseu, em Paris, nesta sexta-feira (25). Reuters

Os efeitos das greves da Caixa e dos Correios A greve dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. Em assembleia na noite desta quinta-feira (24), trabalhadores aprovaram o encerramento do movimento e começaram a retornar às atividades às 22h, conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O tribunal considerou a greve não abusiva, determinou a compensação dos dias parados e definiu reajuste salarial de 4,09%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Raio x da greve dos Correios g1 🔍 O que significa uma greve não abusiva? Uma greve pode ser considerada abusiva quando a Justiça entende que houve excesso no exercício do direito de greve ou que regras previstas para a paralisação não foram respeitadas. Por isso, dizer que uma greve não foi abusiva significa que a Justiça não identificou motivos para classificá-la dessa forma. No caso dos Correios, a empresa pediu essa classificação ao TST, mas o pedido foi rejeitado pelo tribunal. O que decidiu o TST O TST retomou na quinta-feira o julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios. A sessão havia sido suspensa na segunda-feira (21), após o ministro Vieira de Mello Filho, que presidia o julgamento, determinar prazo de 48 horas para que as entidades sindicais analisassem documentos apresentados recentemente pela empresa. Na decisão, o tribunal concluiu, por maioria, que a paralisação não foi abusiva. O entendimento contrariou a posição dos Correios, que haviam pedido à Justiça que a greve fosse considerada abusiva e que fosse aplicada multa de R$ 100 mil às entidades representativas dos trabalhadores. O TST também autorizou a compensação dos dias parados. A decisão estabeleceu ainda reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP). O acórdão, documento que reúne a íntegra da decisão do tribunal, ainda não havia sido publicado. Por isso, o sindicato informou que fará uma análise do texto antes de detalhar à categoria todos os pontos definidos no julgamento. Como será a compensação Os dias em que os trabalhadores ficaram parados deverão ser compensados. ➡️ Em São Paulo, o Sintect-SP orientou os funcionários a retornarem às atividades a partir das 22h de quinta-feira (24), mas informou que ainda aguarda a publicação do acórdão para esclarecer os critérios da compensação. O sindicato afirmou que não há, até o momento, termos e critérios definidos para a reposição das horas e que os próximos passos serão discutidos com a diretoria e as federações da categoria. Por que os trabalhadores entraram em greve? A paralisação começou em 10 de setembro, depois que trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelos Correios nas negociações do acordo coletivo. O principal ponto de divergência era o plano de saúde oferecido a funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores defendiam a manutenção do modelo atual, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que as negociações haviam avançado nos demais pontos do acordo e que o plano de saúde era o principal impasse para a conclusão das tratativas. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo poderia aumentar os gastos das famílias com o benefício. O tema também foi analisado pelo TST no julgamento do dissídio. A redação aprovada pelo tribunal, porém, ainda não estava disponível até a publicação do comunicado do sindicato.

IPCA-15 sobe 0,70 em setembro O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,70% em setembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem acima das projeções do mercado, que esperava alta de 0,53%, segundo a Reuters, e representa uma aceleração em comparação ao mês anterior, quando o indicador caiu 0,40%. Com isso, o IPCA-15 passou a acumular um avanço de 3,82% no ano e de 4,47% em 12 meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O resultado foi puxado principalmente pelo grupo Habitação, que registrou alta de 2,07% no mês. O avanço foi influenciado sobretudo pela energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas. (entenda mais abaixo) Todos os demais grupos pesquisados pelo IBGE também registraram alta no mês. IPCA-15 sobe em setembro. Arte/g1 Veja a variação de cada grupo em setembro Alimentação e bebidas: 0,40%; Habitação: 2,07%; Artigos de residência: 0,55%; Vestuário: 0,41%; Transportes: 0,60%; Saúde e cuidados pessoais: 0,13%; Despesas pessoais: 0,96%; Educação: 0,03%; Comunicação: 0,54%. Energia elétrica puxa alta da inflação O avanço no grupo Habitação veio principalmente da energia elétrica residencial que subiu 7,42% em setembro, após uma queda de 6,25% no mês anterior. A alta ocorreu com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto. 🔎 O Bônus de Itaipu devolve aos consumidores valores excedentes relacionados à usina e reduz temporariamente o valor das contas de luz. A bandeira tarifária amarela também permaneceu em vigor em setembro, acrescentando R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. O IBGE também informou que as tarifas foram reduzidas em 6,65% em Fortaleza a partir de 26 de agosto. A queda ocorreu após a incorporação de recursos provenientes de uma renegociação de valores relacionados às concessões de usinas hidrelétricas, que foram destinados à redução das tarifas de energia. Entre os demais itens do grupo Habitação, o gás encanado (0,92%) teve reajustes em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%), ambos contabilizados a partir de 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto (0,03%) foi influenciada pelo aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador, a partir de 20 de julho. IPCA-15 de setembro acumula 4,47% em 12 meses. Arte/g1 Gasolina, alimentos e passagens aéreas estão mais caros Outro destaque ficou com o grupo Transportes, que subiu 0,60% no período e marcou a terceira maior alta entre os grupos pesquisados, atrás de Habitação e Despesas Pessoais (0,96%). Esse último foi influenciado pelo aumento de 14% no preço do cigarro, a partir de 1º de agosto. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de 9,82% nas passagens aéreas. Os combustíveis também subiram 0,22%, com altas do gás veicular (1,56%) e da gasolina (0,30%). Já o óleo diesel e o etanol tiveram quedas de 0,78% e 0,22%, respectivamente. No grupo Alimentação e Bebidas (0,40%), os preços subiram tanto entre os alimentos consumidos em casa (0,38%) quanto na alimentação fora do domicílio (0,44%). Entre as altas do mês, destacaram-se: 🍅 tomate (20,76%); 🍚 arroz (2,39%); e 🥩 carnes (1,30%). Na alimentação fora do domicílio, o preço das refeições acelerou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro. Já o lanche desacelerou de 0,75% para 0,44% no mesmo período. Energia elétrica em MT Agência Brasil

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar oscilou ao longo desta sexta-feira (25), mas terminou o dia em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1810. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,92%, aos 183.477 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O encontro da véspera, entre os presidentes Trump e Xi Jinping, continuou no radar. Segundo o líder chinês, os dois países "alcançaram um entendimento comum em muitas questões" e devem encontrar novas formas de entendimento entre si. Entre os temas abordados na reunião estavam tarifas, terras raras, compras de produtos agrícolas, inteligência artificial, chips, aviação e investimentos, além de questões geopolíticas como Taiwan e Irã. Entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil ▶️ As tensões entre os EUA e o Irã também seguiram na mira dos investidores. Ontem, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os EUA devem decidir se querem encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. Em meio a um discurso mais ameno entre os presidentes dos dois países, os preços do petróleo caíram nesta sexta-feira. O barril do Brent, referência internacional, recuou 2,67%, cotado a US$ 103,75. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve baixa de 2,77%, a US$ 91,99 o barril. ▶️ No Brasil, o foco ficou com os novos dados do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,70% em setembro, acima do esperado pelo mercado, de 0,53% e em uma forte aceleração em comparação ao mês anterior, quando caiu 0,40%. Com o resultado, o indicador acumulou um avanço de 3,82% no ano e de 4,47% em 12 meses. ▶️ O cenário eleitoral também ficou sob os holofotes. Nesta sexta-feira (24), o g1 promoveu um debate com candidatos ao Senado por São Paulo. Com mediação da jornalista Ana Paula Campos, o encontro, realizado em estúdio na redação da TV Globo na capital paulista, é transmitido no site e nos perfis do portal no YouTube, no TikTok e no Instagram. Assista o vídeo da transmissão. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,72%; Acumulado do mês: +0,03%; Acumulado do ano: -5,61%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -0,92% Acumulado do mês: +3,44%; Acumulado do ano: +13,90%. Encontro entre Trump e Xi Jinping O líder chinês Xi Jinping disse que EUA e China "alcançaram entendimento comum em muitas questões" após a reunião realizada com o presidente Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira (24). Xi discursou à noite em um jantar de gala oferecido por Trump na sede do Executivo. Ele disse que os dois países devem encontrar novas formas de entendimento entre si. O republicano também subiu ao púlpito para um breve discurso, em que agradeceu a visita do chinês e convidou os presentes para ver, através de uma cortina vermelha, as obras do novo salão de festas que ele mandou erguer na Casa Branca. Os discursos ocorreram antes do jantar e não houve abertura para perguntas dos jornalistas. Trump e Xi passaram o dia entre reuniões e compromissos conjuntos em Washington. Num encontro pela manhã, os líderes sinalizaram que pretendem cooperar para um "futuro comum". Xi Jinping reconheceu a rivalidade entre as duas principais potências econômicas mundiais, mas pediu que os dois países evitem um confronto. "A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si", afirmou o líder chinês, recepcionado com pompa por Trump durante a visita de dois dias que faz ao país rival. Em discurso em cerimônia dentro da Casa Branca, Trump repetiu que mantém "uma verdadeira amizade" com o colega, "baseada no respeito mútuo e o interesse do nosso povo". Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU? Na quarta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro. Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses. EUA e Irã também ficam no radar Após uma troca de falas mais dura entre os presidentes dos EUA e do Irã, o líder iraniano afirmou, na quinta-feira, que o governo americano deve decidir se quer encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. A declaração foi dada à emissora americana Fox News. Pezeshkian havia adotado um tom mais desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se "ajoelhar" diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã. "Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso", disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News. O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura. "Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi-lo?", disse. Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais. "Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?", afirmou. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta nesta sexta-feira, conforme o maior otimismo com a inteligência artificial impulsionava papéis do setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,91%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,49% e o Nasdaq Composite avançou 0,47%. Do outro lado do Atlântico, as ações europeias interromperam uma sequência de três semanas de perdas nesta sexta-feira (25), impulsionadas pela queda nos preços do petróleo durante a maior parte da semana. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou em alta de 0,56% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,14%. Já o CAC-40, da França, foi na contramão e fechou em queda de 0,04%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com setores de seguros e tecnologia liderando perdas enquanto investidores aguardavam mais detalhes sobre a cúpula entre Trump e Xi Jinping, em Washington. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,01%, o Nikkei, do Japão, avançou 1,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, o SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, não operaram nesta sexta-feira por conta de um feriado local. Dólar Freepik * Com informações da agência de notícias Reuters.

Câmara dos Deputados Jornal Nacional/ Reprodução 2026 começou com editais de concursos públicos para vagas de salários de até R$ 37 mil. Entre os destaques estiveram o de juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), e de analista e técnico na Câmara dos Deputados. Atualmente, estão com inscrições abertas os concursos da Marinha Brasileira e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) que oferecem salários que chegam a R$ 10.000. (confira mais abaixo a relação). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As provas acontecem em novembro deste ano e janeiro de 2027. O professor do Estratégia Concursos e auditor fiscal da Receita Federal, Bruno Bezerra, diz que alguns dos concursos mais esperados para 2026 são o do INSS, da Petrobras e do Banco do Brasil. De acordo com informações do Estratégia Concurso, os órgãos pediram autorização para realizar os certames. Procurados pela reportagem, os três não confirmaram ou negaram a informação. Alguns órgãos, porém, disseram ter pedido autorização ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para realizar o processo. É o caso da Controladoria Geral da União (CGU), que informou a solicitação de concurso para vagas de auditor federal de finanças e controle e de técnico federal de finanças e controle, mas não forneceu mais detalhes. O Ministério de Minas e Energia também disse ter pedido autorização para preencher vagas no nível Médio e Superior no ciclo de 2026. Em relação à quantidade de vagas, a pasta afirmou apenas que o número foi solicitado com base no "déficit de pessoal atualmente identificado no âmbito do MME". O professor do Gran Concursos, Eduardo Cambuy, ressalta que este deverá ser o ano dos concursos de tribunais e assembleias estaduais, já que o prazo dos certames anteriores está chegando ao fim. Como o ano é de eleições, há a tendência de uma estagnação na realização de concursos entre setembro e novembro, já que os órgãos podem estar voltados para as eleições, avalia Cambuy. Durante o período de campanha eleitoral, os concursos públicos não são proibidos, mas não pode haver convocação de aprovados, a menos que o processo já tenha sido homologado, ou seja, que tenha sido reconhecido como concluído e válido. Veja abaixo os concursos abertos. Alguns dos concursos mais esperados para 2026 são o do INSS, Petrobras e Banco do Brasil Paulo Pinto/Agência Brasil Marinha do Brasil Inscrição: site do Comando do 1° Distrito Naval Prazo para inscrição: de 18 de setembro até às 23h59 de 10 de novembro Número de vagas: mais de 370 Salário: a partir de R$ 9.000 Data da primeira prova: 21 de fevereiro de 2027 O concurso irá preencher vagas do Serviço Militar Voluntário de Oficiais Temporários (SMV-OF-RM2) distribuídas em nove distritos navais do país. Os candidatos precisam ter Ensino Superior completo e menos de 41 anos de idade até 16 de agosto de 2027, data da incorporação à Marinha. O processo seletivo consiste em prova escrita objetiva, prova de títulos, verificação de dados biográficos e verificação documental, inspeção de saúde e teste de aptidão física. Confira o edital aqui. Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) — SESMT Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 16 de setembro até às 18h de 16 de outubro Número de vagas: Cadastro de reserva Salário: de R$ 4.000 a R$ 10.302 Data da primeira prova: 22 de novembro O concurso público irá preencher o cadastro de reserva do projeto Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da AgSUS, em vagas que exigem Ensino Técnico ou Superior. Haverá prova objetiva online e avaliação de títulos. Confira o edital aqui. Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) — AgSUS Acolhedora Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 16 de setembro até às 18h de 16 de outubro Número de vagas: Cadastro de reserva Salário: R$ 8.800 Data da primeira prova: 01 de novembro de 2026 O certame cria cadastro reserva destinado à Coordenação de Serviços de Acolhimento Profissional dentro do programa AgSUS Acolhedora. O processo seletivo consiste em duas etapas, com prova objetiva online e avaliação de títulos. Confira o edital aqui. Concursos com prazo já encerrado Tribunal Regional Federal da 2ª Região Inscrição: FGV Prazo para inscrição: de 22 de dezembro até às 16h de 22 de janeiro Número de vagas: 27 Salário: R$ 37.756,55 Data da primeira prova: 12 de abril de 2026 O concurso envolve cargo de juiz federal substituto do TRF 2ª Região e será realizado por meio de prova objetiva, discursiva, oral e de títulos. Para ser elegível à vaga, o candidato precisa ser bacharel de Direito há, pelo menos, três anos e ter no mínimo de três anos de experiência em atividades jurídicas. Confira o edital. Sebrae Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 14 de janeiro até às 18h de 23 de janeiro Número de vagas: 3 Salário: de R$ 9.658,84 a R$ 15.967,04 Data da primeira prova: 15 de março de 2026 As vagas disponíveis são para analista técnico de projetos, analista técnico de educação e analista técnico de arquivologia em regime de trabalho híbrido em Brasília. O processo seletivo consiste em uma prova objetiva com uma questão discursiva, além de análise do currículo e entrevista. Confira o edital. Sebrae Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 14 de janeiro até às 18 de 23 de janeiro Número de vagas: 1 Salário: R$ 4.420,6 Data da primeira prova: 15 de março Esse processo seletivo é exclusivo para Pessoas com Deficiência e preenche o cargo de assistente PcD. A vaga requer Ensino Médio completo e experiência mínima de seis meses em rotinas administrativas ou financeiras. O processo seletivo envolve uma prova objetiva, com uma questão discursiva, análise curricular e entrevista. Confira o edital. Câmara dos Deputados Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 05 de janeiro até às 18h de 26 de janeiro Número de vagas: 70 Salário: de R$ 21.008,19 até R$ 30.853,99 Data da prova: 8 de março O processo seletivo visa preencher 35 vagas de analista legislativo e 35 para técnico legislativo. Ambos cargos requerem graduação em qualquer área. A aplicação das provas ocorrerá nas 26 capitais do país e no Distrito Federal. Ao todo, serão duas provas objetivas e uma discursiva. Confira o edital. Marinha Inscrição: site de cada Distrito Naval Prazo para inscrição: até 27 de janeiro Número de vagas: 794 Salário: de R$ 2.792,7 até R$ 3.835,42 Data da primeira prova: 15 de março de 2026 A marinha abriu 794 vagas de praças temporários em nove Distritos Navais do país. As vagas englobam duas graduações: marinheiro especializado (para candidatos com Ensino Fundamental) e cabo (para candidatos com nível médio técnico). O concurso tem um limite de idade de 41 anos. Os cargos deverão abarcar diferentes áreas, como saúde, apoio, administração e industrial. A primeira etapa do processo consiste em prova objetiva, seguida por prova de títulos, verificação de dados bibliográficos, verificação documental, inspeção de saúde e o teste de aptidão física. Os aprovados, porém, não começam com salários de até R$ 3.800, já que entram na marinha como Grumetes e recebem uma bolsa-auxílio de R$ 1.398,3. Se concluírem a etapa de estágio, são promovidos a um dos dois cargos. Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso Inscrição: Fundação Carlos Chagas Prazo para inscrição: de 15 de dezembro até 23h59 de 28 de janeiro Número de vagas: 30 Salário: R$ 35.659,8 Data da primeira prova: 22 de março O concurso se destina ao ingresso na carreira de defensor público estadual e requer bacharelado em Direito, além de atividade jurídica de no mínimo três anos. A seleção conta com prova objetiva, discursiva, oral e de títulos. Confira o edital. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares Inscrição: FGV Prazo para inscrição: De 5 de janeiro até 23h59 de 30 de janeiro Número de vagas: 152 Salário: De R$ 11.464,35 a R$ 19.107,31 Data da primeira prova: 29 de março A Ebserh abriu 152 vagas com cargos lotados em 25 estados do país, inclusive no Distrito Federal. Entre as especialidades buscadas pelo concurso, estão anestesiologia, alergia e imunologia e cardiologia. Infra S.A Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 16 de janeiro até às 18h de 4 de fevereiro Número de vagas: 65 Salário: R$ 10.800,82 Data da primeira prova: 15 de março de 2026 A empresa pública de projetos para o setor de transportes abriu concurso para vagas de analista em diversas especialidades, como biologia, contabilidade, economia e geologia. As vagas são para trabalhar na sede da empresa, em Brasília. O processo seletivo é dividido entre duas provas objetivas e uma discursiva. Confira o edital. Corpo de Fuzileiros Navais Inscrição: presencial. Endereços disponíveis no edital Prazo para inscrição: de 15 de dezembro até 23h59 de 6 de fevereiro Número de vagas: 40 Salário: até R$ 6.975,59 Data da prova: A ser definida O concurso distribui vagas de sargentos músicos. Mas os aprovados precisarão completar dois cursos de formação antes de chegar ao salário de quase R$ 7 mil. Para ser elegível ao cargo, o candidato deve ter menos de 25 anos no dia 30 de junho de 2027 e ter concluído ou estar em fase de conclusão do Ensino Médio. O processo seletivo tem das seguintes etapas: exame de escolaridade, prova prática de músicas, verificação de dados biográficos, inspeção de saúde, teste de aptidão física de ingresso e avaliação psicológica, Confira o edital. Câmara dos Deputados Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 29 de janeiro até às 18h de 20 de fevereiro Número de vagas: 40 Salário: R$ 21.328 Data da primeira prova: 26 de abril O concurso seleciona policiais legislativos para a Câmara dos Deputados. O processo seletivo inclui prova objetiva e discursiva, bem como teste de aptidão física e psicológico. Para conseguir a vaga, é preciso graduação em qualquer área e CNH. Confira o edital. Diplomata Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 4 de fevereiro até às 18h de 25 de fevereiro Número de vagas: 60 Salário: R$ 22.558,56 Data da primeira prova: 29 de março As vagas são destinadas a classe inicial de Terceiro Secretário para a carreira de diplomata. Para ocupar o cargo, é preciso ter concluído algum curso de graduação. O processo seletivo é constituído de duas fases: prova objetiva e discursiva. Confira o edital. Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 2 de março até às 18h de 18 de março Número de vagas: cadastro reserva Salário: de R$4.000 até R$ 8.800 Data da primeira prova: 12 de abril O concurso tem por objetivo preencher o cadastro reserva de 27 posições diferentes para atuar em Brasília na sede da AgSUS. O processo seletivo consiste em uma prova online. Confira o edital. Araucária Nitrogenados SA Inscrição: Cebraspe Prazo para inscrição: de 2 de março até às 18h de 23 de março Número de vagas: cadastro reserva Salário: de R$4.144,77 até R$ 8.248,49 Data da primeira prova: 26 de abril A subsidiária da Petrobras oferece vagas de nível ensino superior e ensino médio. Há vagas com ênfase, por exemplo, em enfermagem, administração, advocacia, mecânica e segurança do trabalho. Dentro do certame, os candidatos precisarão realizar uma prova objetiva e outra discursiva. Confira o edital. NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A Inscrição: FGV Prazo para inscrição: das 16h do dia 27 de abril até às 18h de 28 de maio de 2026. Número de vagas: 128 Salário: de R$ 4.632,10 a R$ 10.868,68 Data da primeira prova: 2 de agosto de 2026 As 128 vagas são destinadas a cargos de nível médio, médio-técnico e superior, como profissional técnico de navegação aérea, técnico em infraestrutura e manutenção e assistente social. Confira o edital. Concurso Público de Admissão à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) Inscrição: Gov.br Prazo para inscrição: de 27 de abril até 29 de maio Número de vagas: 400 vagas para homens e 40 para mulheres Salário: R$ 1.309 no primeiro ano Data da primeira prova: 12 e 13 de setembro de 2026 Para se inscrever no processo seletivo, é preciso ter entre 17 e 22 anos até 31 de dezembro do ano de matrícula. Na primeira etapa, os candidatos têm de realizar um exame intelectual e, na segunda, fazem inspeção de saúde, exame de aptidão física e exame psicológico. Confira o edital. Colégio Naval Inscrição: site da Marinha Prazo para inscrição: 2 de abril a 4 de maio Número de vagas: 142 vagas para homens e 14 para mulheres Salário: R$ 1.398,30 Data da primeira prova: 1 e 2 de agosto Os candidatos devem ter entre 15 e 18 anos no dia 30 de junho de 2027. O certame tem prova objetiva e redação, inspeção de saúde, teste de aptidão física e avaliação psicológica. Confira o edital. Escola de Sargento das Armas (ESA) Inscrição: Gov.br Prazo para inscrição: de 30 de março a 4 de maio Número de vagas: 1100 Salário: Não informado Data da primeira prova: 26 de julho O concurso seleciona candidatos para o Curso de Formação e Graduação de Sargentos nas áreas de Geral, Música e Saúde, que tem início em março de 2027 e termina em dezembro de 2028. Os candidatos terão de prestar Exame intelectual e Exame de Habilitação Musical (caso tenham optado pela graduação em Música). Para a área geral, os candidatos devem ter no máximo 24 anos até 31 de dezembro do ano de matrícula e, para as demais, a idade limite é 26. Confira o edital. Empresa de Tecnologia e Informação da Previdência (Dataprev) Inscrição: FGV Prazo para inscrição: das 16h de 6 de julho até às 16 de 6 de agosto Número de vagas: 212 Salário: de R$ 8.273,94 a R$ 10.685,44 Data da prova: 11 de outubro de 2026 O processo seletivo tem uma etapa que consiste em prova objetiva. Os candidatos irão concorrer a vagas ligadas a análise de negócio de TI, arquitetura e engenharia, desenvolvimento de software, advocacia, contabilidade e análise de processamento. Confira o edital. Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) Inscrição: FCC Prazo para inscrição: das 10h de 6 de julho de 2026 às 23h59 de 6 de agosto Número de vagas: 49 vagas Salário: de R$ 8.000 a R$ 15.200 Data da primeira prova: 27 de setembro de 2026 O certame irá preencher as vagas de advogado, atuário, contador e especialistas em análise de sinistros e de risco de crédito. Os candidatos terão de realizar prova objetiva e discursiva. Como se preparar? Bruno Bezerra destaca que o primeiro passo é definir em qual área o candidato gostaria de prestar o concurso, se é para a fiscal, policial ou administrativa, por exemplo. Isso porque as matérias tendem a se repetir. "É comum a pessoa fazer uma prova e não conseguir uma aprovação logo no primeiro certame. E aí depois ela já sai para outros concursos com conhecimento acumulado", explica Bezerra. Também vale começar a preparação antes da publicação do edital, recomenda Bezerra, em razão do alto volume de conteúdo. Nesse caso, o candidato pode se basear no edital do último certame. Realizar simulados ajuda a lidar com o nervosismo, diz professor Getty Images via BBC Depois de definir em que área deseja atuar, o concurseiro deve montar um plano de estudos e definir a quantidade de horas que irá estudar por dia. É importante incluir no plano de estudos um tempo para revisões e resolução de questões anteriores. Para os candidatos que têm de conciliar os estudos com o trabalho, a organização precisa ser ainda maior. Um conselho que Bezerra dá para esses casos é tentar cumprir parte da meta de estudo antes do trabalho, "porque aí você tá com a cabeça descansada e vai conseguir render mais". Outra possibilidade é adiantar conteúdo no transporte para o trabalho ou durante o horário de almoço. Ele destaca que, para esses perfis, conteúdos em áudio podem ser úteis. O candidato também pode compensar as horas não estudadas dos dias de trabalho aos fins de semana. Na hora da prova, uma dica do professor para administrar o nervosismo é ter em mente que aquilo não é o processo seletivo de sua vida e que haverá outras oportunidades. "O concurseiro tem que ir com a mentalidade de que ele fez o melhor, o que estava ao alcance dele e o resultado vai ser consequência", aconselha Bezerra. Eduardo Cambuy acrescenta que realizar simulados também ajuda a lidar com o nervosismo. "E aí, quando chegar na prova, não tem mistério. Você já praticou aquilo ali mil vezes, é só repetir a prática", diz. Ele também considera importante ajustar a expectativa com a realidade, o que significa planejar os estudos com base nas horas em que têm disponível. "Se eu tiver uma meta fora do que eu consigo, eu quebro minha rotina, eu fico mais ansioso, mais estressado, eu desisto mais cedo, fico desmotivado", explica. O mesmo vale na hora de escolher para qual vaga se candidatar. É importante que o concurseiro verifique para quais certames é competitivo, de forma que a aprovação não demore tanto. Segundo Cambuy, as vagas menos competitivas podem ser uma maneira de acessar benefícios da carreira no setor público para, então, avançar para outros cargos.

NR-1: Como saber se você está em um ambiente de trabalho tóxico? Faça o QUIZ O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias a suspensão da aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A atualização da regra passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem fatores que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores, como assédio, pressão excessiva, sobrecarga de trabalho, jornadas extensas e falhas na organização do trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão, tomada nesta quinta-feira (24), mantém as penalidades suspensas. O objetivo é permitir que governo, empregadores e trabalhadores discutam como as regras devem ser aplicadas. Em junho, Mendonça já havia suspendido por 90 dias a aplicação das penalidades previstas nas regras questionadas da norma. Na ocasião, o ministro também encaminhou o caso para uma tentativa de acordo no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF. A decisão foi depois confirmada pelo plenário da Corte. Após a primeira reunião de conciliação, realizada em 14 de setembro, a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pediram mais prazo para a continuidade das negociações. Já a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que a discussão seja encaminhada à Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios (Sejan). O ministro determinou que a AGU apresente informações complementares sobre o pedido em até cinco dias. A prorrogação não suspende toda a NR-1. As empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e problemas na organização do trabalho. O que permanece suspenso por mais 90 dias são as multas e demais sanções previstas nos pontos da norma questionados na ação. Na prática, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar essas penalidades durante esse período. A decisão é provisória e vale para empresas de todo o país. O objetivo é permitir que governo, empregadores e demais envolvidos discutam como as regras devem ser aplicadas. Entenda a ação A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que questiona alterações na NR-1, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A entidade argumenta que a norma não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, a falta de parâmetros objetivos pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras. A decisão também estende para empresas de todo o país os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade. As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo. Agora, a decisão de Mendonça mantém suspensa, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1. A medida ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma. Durante esse período, governo, empregadores e representantes dos trabalhadores devem tentar construir um consenso sobre a aplicação da norma e formas de tornar as regras mais objetivas. Depois dessa etapa, o caso voltará para análise de Mendonça. O g1 procurou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) , mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF O que muda? As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais. Ficam suspensas, por mais 90 dias, multas e outras sanções relacionadas aos dispositivos da norma sobre riscos psicossociais questionados na ação. A medida é provisória e vale para empresas de todo o país. Pressão e adiamento A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas. Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano. Mesmo após a prorrogação do prazo, representantes do setor patronal defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma. Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1. Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis. Na prática, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações. O MTE reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista. A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em dez anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de benefícios por incapacidade foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 60% dos funcionários da Caixa Econômica Federal permaneçam em atividade durante a greve, em cada agência, de forma presencial ou remota. Em caso de descumprimento, a entidade sindical estará sujeita a multa diária de R$ 100 mil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão provisória foi tomada na noite desta quinta-feira (24) pelo ministro Maurício Godinho Delgado, após a Caixa levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, instrumento usado quando empregadores e trabalhadores não chegam a um acordo nas negociações. Segundo o TST, a medida atende parcialmente ao pedido do banco, que havia solicitado a manutenção de 80% dos funcionários em atividade. A Caixa alegou que a paralisação afeta diretamente serviços essenciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais. TST marca julgamento da greve na Caixa; o que pode acontecer? Como ficam contas e benefícios? Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Nesta segunda-feira (21), os trabalhadores também recusaram a segunda proposta apresentada pelo banco. O acordo da categoria expirou em 31 de agosto. Segundo a Caixa, as negociações para o novo ciclo, de 2026 a 2028, não chegaram a um consenso, principalmente em relação ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa. A liminar também determinou a manutenção provisória das cláusulas do ACT 2024/2026 até uma decisão definitiva sobre o caso. O julgamento do dissídio coletivo envolvendo a Caixa e seus empregados está marcado para a próxima terça-feira (29), às 14h30, pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST. Greve da Caixa Econômica afeta atendimento na região de Piracicaba a partir desta quinta Claudia Assencio/g1

Moradores de Oiapoque falam das expectativas e preocupações com a exploração de petróleo A descoberta de petróleo na costa do Amapá alimenta expectativas de crescimento econômico em Oiapoque, cidade na fronteira com a Guiana Francesa. Ao mesmo tempo, moradores e lideranças indígenas temem os impactos que a exploração pode trazer para a região. A Petrobras iniciou a exploração offshore na área há cerca de um ano. Em agosto, a estatal anunciou ter identificado hidrocarbonetos em seu primeiro poço, localizado a 175 km da costa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A descoberta ocorreu em uma região onde Guiana e Suriname já produzem petróleo em larga escala. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o local após o anúncio e chamou o petróleo da região de "passaporte para o futuro". Oiapoque fica a cerca de 600 km de Macapá, capital do Amapá. Para chegar à cidade, é preciso percorrer trechos de estrada de terra e atravessar pontes de madeira. Medo de vazamento Para o cacique Wagner Karipuna, de 57 anos, a exploração de petróleo é motivo de preocupação. Ele vive na aldeia Mangá, a cerca de 20 km do centro de Oiapoque, às margens do rio Curipi. O cacique teme que um eventual vazamento de petróleo atinja os rios da região. "Se ocorrer um vazamento, então com certeza isso vai afetar. A água não tem fronteira", afirma. Segundo a Petrobras, os estudos realizados pela empresa indicam que não há probabilidade de o petróleo chegar à costa. A companhia também afirma que mantém diálogo com as comunidades indígenas e que fez ajustes no tráfego aéreo após conversar com lideranças locais. Para Jean Paul Prates, que presidiu a Petrobras entre 2023 e 2024, não existe exploração offshore com risco zero. Segundo ele, um vazamento tem baixa probabilidade de ocorrer, mas pode ter consequências graves. Wagner diz ainda estar "decepcionado" com Lula, que se apresenta como defensor do meio ambiente e dos povos indígenas. O cacique afirma que os impactos da exploração já podem ser percebidos na região. Moradores de Oiapoque dividem opiniões sobre petróleo descoberto na costa do Amapá. Albenir Sousa/Rede Amazônica "Os impactos já estão acontecendo", diz, citando o barulho diário de helicópteros e aviões, que, segundo ele, afasta aves e outros animais. O temor também existe entre os pescadores. Joelso Mendonça, vice-presidente da colônia de pescadores Z03, que reúne cerca de 400 pessoas, teme que um vazamento prejudique a atividade. "Se houver vazamento, ninguém vai querer comprar um pescado de uma área afetada por petróleo", afirma. Promessa de empregos e royalties Enquanto indígenas e pescadores demonstram preocupação, parte dos moradores vê na exploração uma oportunidade de crescimento para Oiapoque. A pastora Jacqueline Cadete, de 45 anos, mudou-se para um dos novos bairros da cidade no fim de 2025. Depois de morar durante anos fora do Brasil, ela diz ter voltado atraída pelas oportunidades que podem surgir com a exploração de petróleo. Um estudo do Observatório Nacional da Indústria estima que mais de 50 mil empregos poderiam ser criados no Amapá. A exploração também deve gerar royalties para os governos locais caso a produção comercial seja iniciada. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em agosto, porém, que a produção não deve começar nos próximos seis ou sete anos. O prefeito de Oiapoque, Inácio Monteiro Maciel, se diz otimista com o futuro da cidade, mas reconhece que será necessário investir em infraestrutura e políticas sociais. "Precisamos começar quase tudo do zero", afirmou. Cidade já sente efeitos da expectativa Oiapoque tinha cerca de 28 mil habitantes no Censo de 2022 do IBGE. Mais da metade da população recebia o Bolsa Família naquele ano. Segundo o prefeito, porém, o número de moradores aumentou nos últimos anos, e a chegada de pessoas à cidade se intensificou desde o início das atividades da Petrobras. A estimativa da prefeitura é de que entre 40 mil e 45 mil pessoas vivam hoje na cidade. O aumento da procura por imóveis também provocou especulação imobiliária, segundo o prefeito. Famílias passaram a deixar áreas centrais e a buscar moradia em bairros periféricos. No bairro Nova Conquista, Thais Pereira de Souza, de 32 anos, vive com o marido, dois filhos e a nora grávida em uma pequena casa com telhado de zinco, sem água nem eletricidade. A família se divide entre dois colchões e duas redes para não precisar manter o aluguel do imóvel onde morava no centro. Thais espera que a exploração de petróleo melhore sua qualidade de vida. A presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque (Acoi), Lilma Campos, também prevê mudanças na cidade, mas afirma que ainda é cedo para saber o tamanho do impacto econômico. "Estão dando uma especulação para o povo que diz que isso vai explodir, que vai ser a segunda Dubai. A gente não sabe se isso realmente é verdade", afirmou.

Black Friday: o que fazer para não cair em falsas promoções A Black Friday 2026 vai acontecer na semana do dia 27 de novembro. Mas todo mundo já sabe que nem todo desconto é real, o que já levou o período a ser apelidado até de "Black Fraude". Para não cair em ciladas, a primeira dica é começar a acompanhar o preço dos produtos quanto antes. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp 📱Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras toda sexta no seu e-mail. No final de agosto, uma pesquisa do Google indicou que 48% dos consumidores chegarão à Black Friday com a lista de compras definida e 41% pretendem gastar mais que em 2025. Diz a pesquisa que 15% dos entrevistados "dizem que vão usar a inteligência artificial para pesquisar, monitorar preços e avaliar" se uma promoção compensa. Além disso, 60% dos pesquisados consideram a Black Friday a única data que vale a pena para comprar itens de alto valor. Como não cair em ciladas na Black Friday? O Procon-SP recomenda iniciar agora a pesquisa pelos produtos desejados na Black Friday para o consumidor conhecer os valores médios, já que não existe tabelamento de preços no Brasil. O órgão alerta ainda que a prática de vender na data pela “metade do dobro do valor” é abusiva e deve ser denunciada. É preciso apresentar documentos, como captura das telas que mostram a mudança de preço, na denúncia ao Procon. A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. Vale lembrar que essa estratégia de comparação funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz ou vende modelos diferentes. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Outra recomendação do Procon é fazer listas de compras para a Black Friday e para o Natal. Tudo para evitar compras por impulso. Se o preço estiver realmente atraente, é bom prestar atenção nas condições de pagamento oferecidas, nas taxas de juros cobradas e nos prazos para quitação. Desconfiar sempre também é uma dica. Verifique se a loja tem reclamações em sites como Consumidor.gov e Reclame Aqui e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Agora no g1

⚠️ Aviso: esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Ao final dela, veja como denunciar casos desse tipo. Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram Criminosos estão usando publicações no TikTok para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil. A divulgação ocorre nos comentários das postagens, em que os criminosos usam códigos para driblar a fiscalização da plataforma e direcionar os interessados ao material anunciado. O g1 monitorou, por semanas, mais de 30 perfis no TikTok e identificou que os interessados são direcionados ao Telegram, onde o material é comercializado em pacotes com fotos e vídeos. (saiba abaixo mais detalhes) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Não é a primeira vez que o TikTok é usado por criminosos dessa forma. No início deste ano, o g1 mostrou que grupos supremacistas usavam a rede social para exaltar Hitler e o nazismo por meio de códigos e publicações explícitas. ⚠️ Os termos e códigos usados no TikTok para divulgar conteúdo de abuso sexual infantil não serão divulgados nesta reportagem para evitar sua propagação. No Telegram, os criminosos anunciam diferentes tipos de conteúdo, incluindo cenas de estupro e material envolvendo adolescentes. Os pagamentos costumam ser feitos por criptomoedas (moedas digitais) ou PIX, a partir de R$ 10. Os valores são baixos porque há muitas pessoas comercializando materiais semelhantes, o que leva à redução dos preços para competir entre si. (saiba mais abaixo) Antes de concluir a venda, eles costumam oferecer amostras gratuitas para conquistar a confiança do comprador e comprovar que têm o material anunciado. 📲 No Telegram, as vendas desses materiais ocorrem de três formas: a negociação é feita em conversas com um bot (robô), embora uma pessoa também possa intervir para responder às perguntas dos compradores; a negociação ocorre diretamente com o criminoso, em uma conversa privada; O conteúdo é vendido por meio de sites criados dentro do próprio Telegram, usando os chamados "miniapps", recursos da plataforma desenvolvidos com a linguagem de programação JavaScript. Na prática, eles permitem criar e abrir uma página semelhante a um site dentro do aplicativo, sem que o usuário precise sair do Telegram. (veja um exemplo na imagem abaixo) Exemplo de miniapp do Telegram que comercializa material de abuso sexual infantil. Reprodução/Telegram O acesso, a produção e a divulgação de conteúdo de abuso sexual infantil são crimes no Brasil, reforça Ana Cláudia Cifali, coordenadora jurídica do Instituto Alana, ONG voltada à proteção dos direitos das crianças. Tanto os responsáveis por esse tipo de conteúdo quanto as plataformas podem ser responsabilizados. (veja abaixo as penas) "A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital tem como base o artigo 227 da Constituição Federal. Embora o ECA Digital tenha reforçado essa proteção, as condutas criminosas já estavam tipificadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) desde 2008, quando foram estabelecidas penas mais duras para crimes de abuso sexual infantil", afirma a especialista. Procurado, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil e que, apenas neste ano, excluiu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material. O TikTok disse que remove essas postagens rapidamente e bane as contas envolvidas. "Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens", completou. As notas enviadas pelas empresas ao g1 estão, na íntegra, no final desta reportagem. Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram e usam PIX para receber pagamentos Arte/g1 O TikTok é usado por criminosos como porta de entrada para atrair pessoas interessadas em conteúdo de abuso sexual infantil. Para isso, eles publicam vídeos que nem sempre têm relação aparente com o material anunciado. Um deles, por exemplo, mostra apenas um gato dançando. Há, porém, publicações que fazem referências mais claras ao conteúdo oferecido, como vídeos com crianças. Outro exibe uma versão criada por inteligência artificial do bilionário Jeffrey Epstein dizendo ter criado um grupo em que seria possível "enviar de tudo". ➡️ Todos têm um ponto em comum: os comentários estão repletos de códigos usados para direcionar os interessados até os criminosos, no Telegram. Vídeo de IA do bilionário Jeffrey Epstein com vários comentários de divulgação de links e canal no Telegram para acessar conteúdo de abuso sexual infantil. Reprodução/TikTok Os comentários dos interessados nem sempre são respondidos pelo autor do vídeo. Em vários casos, outras contas aparentemente envolvidas na prática criminosa interagem com os usuários que demonstram interesse. Algumas delas, por exemplo, orientam os interessados a consultar informações disponíveis na bio de seus perfis. Até mesmo quem procura por esse material ilegal também usa códigos nos comentários para sinalizar que quer saber mais sobre o conteúdo, em vez de fazer pedidos de forma explícita. O g1 localizou ao menos 35 links publicados no TikTok que direcionam para a venda de conteúdo de abuso sexual infantil. A maior parte leva ao Telegram. Quando há um link, ele geralmente contém a palavra invite ("convite", em inglês), seguida de um código. Ao acessar o endereço, o usuário precisa informar essa sequência para entrar em uma página dentro do Telegram, onde é exibida uma prévia do conteúdo anunciado. Em outros casos, a negociação ocorre diretamente por meio de bots ou de conversas com os criminosos dentro do Telegram. Em uma das páginas verificadas pelo g1, os envolvidos incentivam compradores a divulgar links no TikTok em troca de acesso gratuito a novos conteúdos. A estratégia amplia o alcance do esquema e transforma os próprios interessados em divulgadores do material. (veja na imagem abaixo) Site incentiva compartilhamento de link no TikTok para liberar material sem custo Reprodução A maioria dos comentários encontrados pelo g1 no TikTok estava em espanhol, mas também havia muitos em português. Não é possível, porém, confirmar a localização dessas contas, já que a plataforma não informa o país de origem dos perfis. O g1 consultou o site Tikip.us, que reúne dados públicos e estima a localização de contas do TikTok. Segundo a plataforma, a maior parte dos perfis monitorados estaria na Europa, principalmente na Espanha, em Portugal e na Polônia. Em alguns casos, o TikTok chegou a bloquear buscas ao identificar que as frases pesquisadas estavam relacionadas a esse tipo de crime. Em outros, porém, códigos diferentes continuavam levando a publicações sem restrições. Pagamento até por PIX TikTok é usado por criminosos para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram; g1 monitorou perfis Reprodução/Telegram Em um dos sites monitorados pelo g1, um dos pacotes custa US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes são vendidos por US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90), com diferentes quantidades de conteúdo. Alguns vendedores aceitam pagamentos em criptomoedas, como bitcoin e ether. O g1 também encontrou canais no Telegram em que os criminosos aceitam PIX como forma de pagamento. Em um deles, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. Criminoso vende conteúdo de abuso sexual em chat no Telegram. Reprodução/Telegram Os grupos também anunciam diferentes categorias de conteúdo de abuso sexual infantil, incluindo material com violência sexual. Um deles afirma ser um dos maiores do Brasil e promete receber material de diferentes fontes, além de garantir a confidencialidade dos compradores. Antes da compra, os criminosos costumam enviar uma prévia do conteúdo por meio de um vídeo autodestrutivo, que é apagado após a primeira visualização. Depois, eles fornecem uma chave PIX e, após a confirmação do pagamento, enviam os arquivos na própria conversa. Para investigadores da Polícia Federal (PF) ouvidos pelo g1, o uso do PIX nesse tipo de crime mostra a sensação de segurança dos criminosos. Muitos usam contas de terceiros, de laranjas ou até de ex-namoradas. Criminoso usa PIX para vender conteúdo de abuso sexual infantil e diz que comprador não será rastreado. Reprodução Em uma das interações, um criminoso que diz ser do Brasil admite usar a conta bancária de uma "menina" e diz que ela provavelmente será bloqueada. Ele garante, porém, que a transação do interessado não será rastreada, o que não é verdade, segundo a Polícia Federal. (veja na imagem acima) Embora os criminosos se sintam seguros ao usar o PIX, a transação deixa rastros que podem ajudar na investigação. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar os compradores. Além disso, bancos tradicionais geralmente identificam como suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, podem bloquear as contas. Lei brasileira prevê pena de até 10 anos Desde o início de agosto, uma nova lei prevê penas mais duras para crimes envolvendo conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes. Para quem produz ou vende esse material, a pena passou a ser de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. Para quem adquire, possui ou mantém o conteúdo, a punição é de 3 a 6 anos de reclusão e multa. "A legislação passa a punir também quem solicita ou acessa conteúdos de violência sexual contra crianças e adolescentes em apps de internet, serviços de streaming ou outros meios digitais", diz o governo. As novas regras foram sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 6 de agosto de 2026. O texto teve origem em projeto de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e foi aprovado pelo Senado em 7 de julho. "Desde quem produz até quem vende e quem recebe, toda essa cadeia está passível de ser responsabilizada e deve ser responsabilizada por esse crime", defende Ana Cláudia Cifali, do Instituto Alana. A nova lei define como conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes qualquer representação, por meio de registro audiovisual, que envolva criança ou adolescente, real ou fictício, em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, incluindo conteúdos gerados por IA. Com a mudança, a legislação passa a classificar esse tipo de material como "violência sexual contra criança ou adolescente", em vez de usar o termo "pornografia". A alteração acompanha uma discussão internacional sobre o uso desse termo, considerado por especialistas e organizações insuficiente para descrever a gravidade da violência praticada contra menores de idade. E nas outras redes sociais? O g1 também testou no Instagram os mesmos códigos pesquisados no TikTok. A plataforma da Meta não exibiu publicações nem comentários semelhantes aos encontrados na rede rival. Uma leitora do g1, que também denunciou esse esquema, afirmou que tentou localizar publicações semelhantes no Instagram, mas teve mais dificuldade. Segundo ela, isso ocorreu porque os "filtros deles são mais rígidos". Procurada, a Meta não comentou sobre seus filtros e disse que "emprega amplos esforços, incluindo o investimento em tecnologia, para detectar proativamente potenciais violações às suas regras e tomar as medidas cabíveis". (veja a nota abaixo) O TikTok, no entanto, não é o único caminho usado pelos criminosos, afirma Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, ONG que atua na defesa dos direitos humanos na internet. Segundo ele, a mesma estratégia é usada em plataformas como X, YouTube e Facebook. A ONG diz compartilhar com as plataformas os termos usados pelos criminosos para ajudar na identificação desse tipo de prática. Recentemente, a SaferNet entregou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) um levantamento com cerca de 1.093 contas do Telegram com indícios de material de abuso sexual infantil. A ONG denuncia há anos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes na plataforma. Os registros de produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil têm aumentado ano a ano no Brasil. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 4.063 casos em 2025, um aumento de 23% em relação ao ano anterior, quando foram 3.280. Ainda segundo o Anuário, 34,2% dos autores denunciados às polícias civis por crimes relacionados a material de abuso sexual infantil eram adolescentes — ou seja, cerca de 1 em cada 3. "É impressionante como, em poucos segundos, foi possível chegar a esse material. Isso mostra como as redes sociais acabam servindo de porta de entrada para diferentes formas de aliciamento", afirma Cauê Martins, coordenador de Infância e Juventude do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O que dizem as empresas Telegram "A distribuição de material de abuso sexual infantil é expressamente proibida pelos termos de serviço do Telegram, e dedicamos esforços significativos para erradicá-la de nossa plataforma. Mais de 339.760 grupos e canais relacionados a material de abuso sexual infantil foram removidos em 2026. Além da moderação humana, o Telegram escaneia todas as mídias enviadas para sua plataforma pública, comparando-as com um banco de dados de hashes de conteúdo de material de abuso sexual infantil previamente removido por moderadores, complementado por conjuntos de dados da Internet Watch Foundation e denúncias de ONGs de todo o mundo. Como resultado desses esforços, o Telegram praticamente eliminou a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma. O fato de agentes maliciosos precisarem anunciar em outras plataformas significa que eles não conseguem existir publicamente no Telegram como resultado dos esforços de moderação do Telegram. Estatísticas diárias e mais informações: Telegram.org/safety" TikTok "Removemos esse conteúdo rapidamente e banimos permanentemente as contas envolvidas. Utilizamos tecnologia de ponta e sistemas robustos para monitorar e remover qualquer conteúdo que tente explorar ou causar danos a jovens. Não permitimos conteúdos que retratem ou disseminem o abuso ou a exploração sexual infantil. Quando tomamos conhecimento de qualquer conteúdo desse tipo — seja por meio dos nossos próprios métodos de detecção, denúncias da comunidade ou parcerias com a indústria —, agimos imediatamente para removê-lo, banir as contas envolvidas e reportar os casos ao NCMEC (em português: Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas). Dados do Nosso Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade mais recente, do primeiro trimestre de 2026, demonstram a eficácia dos nossos sistemas em fazer cumprir nossas regras. 99,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente da plataforma." Meta "A Meta tem regras contra exploração sexual, abuso e nudez infantil, nudez e atividade sexual de adultos e exploração sexual de adultos. A empresa emprega amplos esforços, incluindo o investimento em tecnologia, para detectar proativamente potenciais violações às suas regras e tomar as medidas cabíveis." Como denunciar casos de violência infanto-juvenil Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e à polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Título de eleitor Foto: Agência Brasil/Divulgação Mais de 150 milhões de brasileiros voltarão às urnas em outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O que muita gente não sabe é que o dia da votação é considerado feriado nacional. A previsão está no artigo 380 do Código Eleitoral, que estabelece que "será feriado nacional o dia em que se realizarem eleições de data fixada pela Constituição Federal". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Isso significa que o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, será feriado em todo o país. Se houver segundo turno para a eleição presidencial ou para a escolha de governadores, uma nova votação será realizada em 25 de outubro. Nos locais onde ocorrer, a data também será considerada feriado eleitoral. Agora no g1 🔎 Mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite que atividades essenciais e outras categorias autorizadas continuem funcionando nessas datas. A existência do feriado não significa que todas as atividades precisem parar. O próprio TSE entende que empresas, comércios e serviços podem funcionar no dia da eleição, desde que respeitem a legislação e garantam aos trabalhadores condições para exercer o direito ao voto. "O empregado pode ser escalado para trabalhar, desde que sejam respeitadas as regras aplicáveis aos feriados e, principalmente, seja garantido o seu direito de votar", afirma Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados. Para ajudar quem estará trabalhando no dia da votação, o g1 responde s principais dúvidas sobre o tema. Confira abaixo: O trabalhador pode ter que trabalhar no feriado? Quais são os direitos? Como fica o direito ao voto de quem estará trabalhando? E se o local de trabalho ficar longe do local de votação? O que fazer se a empresa dificultar a ida às urnas? Como denunciar irregularidades? O trabalhador pode ter que trabalhar no feriado? Sim. Embora o artigo 70 da CLT proíba o trabalho em feriados nacionais, a legislação prevê exceções para atividades consideradas essenciais, como indústria, comércio, transporte, comunicações, serviços funerários e segurança, entre outras. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver previsão em convenção coletiva, acordo firmado entre empregadores e sindicatos. Quais são os direitos? Como se trata de um feriado nacional, o trabalho realizado nessa data deve seguir as regras previstas para esse tipo de situação. "Em regra, o trabalho em feriado deve ser remunerado em dobro ou compensado com outro dia de folga. Também é importante verificar a convenção coletiva da categoria, que pode estabelecer condições específicas", diz Zangiácomo. Como fica o direito ao voto de quem estará trabalhando? A legislação brasileira garante ao trabalhador o direito de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem sofrer qualquer prejuízo. ⚠️ O empregador não pode criar obstáculos ao deslocamento nem adotar medidas que dificultem o exercício desse direito. Isso inclui descontos salariais ou a exigência de compensar as horas utilizadas para comparecer à seção eleitoral. Na prática, a empresa pode ajustar escalas, flexibilizar horários ou adotar outras medidas para garantir o direito de votar. E se o local de trabalho ficar longe do local de votação? Nesses casos, o tempo necessário para o deslocamento também deve ser considerado. "A empresa deve garantir condições para que o empregado consiga votar. Se ele trabalha longe ou em outra cidade, o tempo necessário para o deslocamento deve ser levado em conta." O entendimento do TSE é de que o empregador deve adotar medidas que permitam ao trabalhador chegar ao seu local de votação sem obstáculos. O que fazer se a empresa dificultar a ida às urnas? O trabalhador deve reunir provas da situação, como mensagens, comunicados, e-mails e testemunhos. "A empresa não pode impedir nem dificultar o voto. Se isso acontecer, o trabalhador deve registrar a situação e pode procurar a Justiça Eleitoral ou os órgãos trabalhistas competentes", afirma Zangiácomo. Além de violar um direito fundamental, a conduta pode configurar crime eleitoral. O artigo 297 do Código Eleitoral prevê detenção de até seis meses e multa para quem impedir ou dificultar o exercício do voto. Como denunciar irregularidades? Quem enfrentar dificuldades para votar ou sofrer pressão relacionada às eleições deve guardar provas sempre que possível, aponta o MPT. Mensagens de WhatsApp, e-mails, vídeos, áudios, prints de conversas, documentos e testemunhos podem ajudar a comprovar os fatos. As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e aos canais de denúncia dos Tribunais Regionais do Trabalho. O trabalhador também pode procurar o sindicato da categoria para receber orientação e apoio.

PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Trabalhadores com valores no antigo fundo PIS/Pasep começam a receber, nesta sexta-feira (25), um novo lote de pagamentos do chamado "dinheiro esquecido". Nesta etapa, os valores contemplam quem solicitou o ressarcimento até 31 de agosto. Já quem pedir o ressarcimento até quarta-feira (30) receberá o dinheiro em 26 de outubro, conforme o calendário divulgado pelo governo. (Veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber) 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao menu. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. Volte ao menu. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao menu. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Volte ao menu. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Neste ano, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2023 e receberam até dois salários-mínimos por mês. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao menu.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.062 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (24), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 37 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal o valor acumulou para R$ 45 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 09 - 11 - 17 - 18 - 38 5 acertos: 86 apostas ganhadoras, R$ 19.736,75 4 acertos: 5.065 apostas ganhadoras, R$ 552,38 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3062 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Passageiro indisciplinado pode ficar até um ano sem poder viajar de avião Reprodução/TV Globo Um passageiro teve o direito de voar suspenso por seis meses depois de expor a genitália e urinar em área comum durante um voo entre Belém (PA) e Campinas (SP), informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Esse é o primeiro caso de punição por ato gravíssimo de indisciplina desde a entrada em vigor, em 14 de setembro, da resolução da Anac que pune passageiros indisciplinados. Além da suspensão do direito de voar, o passageiro foi multado em R$ 17,5 mil. A Anac informou que ele ainda tem direito de se defender no processo, mas a suspensão já está em vigor. O caso foi registrado em um voo da Azul, no dia 18 de setembro. O passageiro expôs a genitália e urinou na "galley", espécie de cozinha dentro da aeronave, onde os comissários preparam comidas e bebidas. De acord com a Anac, o ato aconteceu na presença de outros passageiros. A tripulação do voo interveio para que o homem interrompesse a conduta. Ao chegar ao destino, o passageiro foi conduzido à Polícia Federal (PF). A Azul enquadrou o ato de indisciplina como gravíssimo e comunicou à Anac e às demais empresas aéreas do país a inclusão do nome dele na lista de passageiros com direito de voar suspenso. Regras para passageiros indisciplinados Desde a última segunda-feira (14), casos de indisciplina no transporte aéreo poderão resultar em multa e suspensão do direito de voar. Desde então A Anac já registrou oito casos de indisciplina, sendo sete graves e um gravíssimo. ✈️As novas normas estabelecem uma gradação de punições, que vão desde orientação ao passageiro até a suspensão temporária do acesso ao transporte aéreo. Nos casos mais leves, o passageiro será orientado. Nessa categoria se enquadram comportamentos como ignorar orientações em solo, descumprir instruções da tripulação, utilizar aparelhos eletrônicos proibidos, causar tumulto ou ofender outras pessoas durante o voo. Quando a conduta representar maior risco à ordem das operações ou à segurança da viagem, o passageiro poderá ser enquadrado por ato grave. Nesses casos, a Anac prevê multa de R$ 17,5 mil. Estão entre as infrações graves, agredir verbalmente funcionários ou outros passageiros, fumar a bordo, danificar equipamentos da aeronave e ameaçar membros da tripulação. Os atos classificados como gravíssimos poderão resultar, além da multa e do cancelamento da viagem, na suspensão do direito de voar por seis ou 12 meses. Nos casos considerados mais graves, o infrator terá o nome incluído em uma lista nacional de passageiros proibidos de embarcar, chamada de "no-fly list", compartilhada por todas as companhias que operam voos domésticos regulares no país. Casos de indisciplina As novas regras foram divulgadas em meio ao aumento dos registros de ocorrências. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostram que foram contabilizados 881 casos de indisciplina no transporte aéreo entre janeiro e junho de 2026. Desse total, 154 tiveram impacto direto na segurança operacional. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de ocorrências cresceu 22%.

Milei discursa na Assembleia Geral da ONU Caitlin Ochs/Reuters O número de argentinos que vivem abaixo da linha da pobreza cresceu no primeiro semestre de 2026, para 9,7 milhões de pessoas, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) nesta quinta-feira (24). Essa é a primeira alta no índice em dois anos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A pesquisa, que abrange 31 aglomerados urbanos da Argentina, aponta que 32,3% da população está em situação de pobreza. Entre as famílias, são 2,5 milhões — 24,4% do total. 🔎 Para definir se um cidadão argentino está abaixo da linha da pobreza, o Indec considera a renda das famílias e o acesso a necessidades essenciais, como alimentos, vestuário, transporte, educação e saúde. A pobreza vinha caindo desde 2024, quando atingiu 52,9% dos cerca de 47 milhões de argentinos. A melhora do indicador se tornou uma das principais vitrines de Javier Milei e um dos pilares da defesa de seu plano econômico. O cenário, porém, passou a mudar. Segundo analistas, os avanços sociais impulsionados pela desaceleração da inflação perderam força, e novos progressos dependem cada vez mais da criação de empregos e do crescimento dos salários reais. Agora no g1 A pesquisa do Indec também aponta que 2,2 milhões de pessoas estão em situação de indigência, o equivalente a 7,5% da população avaliada. No segundo semestre de 2025, eram 1,9 milhão (6,3%). Quando observadas as famílias, 600 mil foram consideradas indigentes (5,6%) no primeiro semestre de 2026 — acima das 500 mil contabilizadas nos seis últimos meses de 2025 (4,8%). 🔎 Segundo o Indec, estão em situação de indigência as pessoas sem acesso a uma cesta de alimentos capaz de suprir as necessidades diárias de energia e proteína. Incidência de pobreza e de indigência na Argentina Arte g1 Inflação acelera e desemprego aumenta O avanço da pobreza ocorre em meio à aceleração da inflação entre o fim de 2025 e o início de 2026. O índice oficial de preços do país despencou ao longo dos dois primeiros anos do governo Milei, de quase 290% em 12 meses para cerca de 30% no mesmo período. A inflação, porém, voltou a acelerar nos primeiros meses do ano. No setor produtivo, cerca de 30 mil empresas fecharam na Argentina desde a chegada de Milei ao poder. Paralelamente, o desemprego subiu para 7,9%, o maior nível desde 2021. Quase metade da população economicamente ativa está na informalidade. Críticos das medidas adotadas pela gestão de Javier Milei, como os cortes de gastos, o fim de subsídios e a flexibilização das importações, afirmam que elas têm pressionado as famílias e parte da indústria voltada ao mercado interno. Segundo o governo, as medidas são necessárias para equilibrar as contas públicas, restaurar a confiança dos investidores e criar bases para um crescimento sustentável. Impacto na popularidade Milei chegou ao poder no fim de 2023 com forte apoio de eleitores de baixa e média renda, frustrados após anos de inflação elevada. Embora seu governo tenha desacelerado a inflação e estabilizado as contas públicas, organizações sociais afirmam que mais argentinos estão enfrentando dificuldades para pagar as contas. Pesquisas recentes mostram forte queda na aprovação do presidente entre os mais pobres, levantando dúvidas sobre sua capacidade de preservar a base eleitoral que foi decisiva para sua vitória. Milei se projeta para uma provável candidatura à reeleição em 2027. Levantamento da AtlasIntel realizado em setembro mostrou que a desaprovação entre os entrevistados de baixa renda, definidos como aqueles com renda mensal de até cerca de US$ 650, chegou a quase 70%. Enquanto isso, a aprovação caiu para menos de 30% nessa parcela da população. Um ano antes, os índices eram de 57% e 37%, respectivamente. No total da população, 58% desaprovam Milei, ante 38,1% que o aprovam. * Com informações da agência de notícias Reuters

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima terça-feira (29), às 14h30, o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a Caixa Econômica Federal e seus empregados, que estão em greve nacional desde 10 de setembro. A decisão ocorre após uma tentativa de mediação realizada pelo próprio tribunal terminar sem acordo entre banco e trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o impasse mantido, a Caixa decidiu levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, instrumento usado quando empregadores e trabalhadores não conseguem chegar a um acordo na negociação. 🤔 Mas o que pode acontecer agora? E como a greve afeta clientes, contas e benefícios sociais? Agora, o TST vai analisar o conflito entre a Caixa e seus empregados, cujo principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores do banco. Os empregados rejeitaram três propostas apresentadas pela instituição ao longo das negociações. Durante o julgamento, os ministros poderão tentar uma nova conciliação entre as partes. Caso não haja acordo, o TST poderá decidir sobre os pontos em disputa e estabelecer condições que deverão ser observadas pelo banco e pelos trabalhadores. Na prática, o tribunal pode ajudar a construir um acordo ou, se isso não for possível, determinar uma solução para encerrar o impasse. O simples julgamento do dissídio não encerra automaticamente a paralisação. A continuidade ou não da greve dependerá do andamento do processo e das decisões que forem tomadas pelo tribunal e pelos representantes dos trabalhadores. Enquanto isso, o movimento segue por tempo indeterminado. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Como ficam as contas? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a greve não suspende a obrigação de pagar contas, boletos ou parcelas dentro do prazo de vencimento. O consumidor deve buscar canais alternativos para evitar multas e juros por atraso. A orientação é utilizar: aplicativo da Caixa; internet banking; caixas eletrônicos; casas lotéricas; estabelecimentos autorizados a receber contas e boletos. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. E os benefícios sociais? A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

Muse Charm Divulgação/Meta No evento anual da Meta na última quarta-feira (23), Mark Zuckerberg, chefão da empresa, fez várias referências irônicas à Apple para depois seguir o exemplo de Steve Jobs em uma revelação surpresa: uma espécie de "Tamagotchi" com um agente de inteligência artificial. O aparelho é chamado de Muse Charm, tem o tamanho de um relógio de bolso e lembra os aparelhos com os bichos virtuais coloridos que se tornaram um fenômeno cultural década de 1990. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele representa o desejo de grandes redes sociais de se livrar dos sistemas operacionais da Apple e do Google por uma plataforma própria. Com o Muse Charm, usuários interagem com um personagem virtual e usam o agente de IA Muse diretamente, sem passar por aplicativos em seus celulares. O dispositivo tem tela de aproximadamente 2 polegadas que pode ser controlada com o polegar e suporte para internet 5G, que permite acesso à IA mesmo sem Wi-Fi. A principal diferença para o celular é que ele não pode fazer chamadas. Agora no g1 Analistas apontam que o Muse Charm pode atrair os consumidores mais jovens, em um momento em que câmeras digitais, celulares dobráveis e tocadores de MP3 estão voltando à moda com um toque nostálgico. Muitos desses usuários já tratam assistentes de IA como companheiros ou parceiros de discussão, em vez de simplesmente ferramentas de busca. Eles interagem com a tecnologia por meio de notas de voz, vídeos curtos e chatbots de IA, ao contrário de usuários mais velhos, que geralmente se sentem mais à vontade com computadores e aplicativos de smartphone. Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular Para Linda Sui, fundadora da empresa de pesquisa de mercado Smart Analytics Global, a combinação entre IA, moda e personalização pode atrair usuários mais jovens, mas destaca que é preciso haver cautela sobre o potencial. "A menos que o Muse Charm possa oferecer funções exclusivas que smartphones, relógios, fones de ouvido ou óculos inteligentes não consigam substituir facilmente, é mais provável que ele continue sendo um dispositivo 'legal de se ter' para os primeiros usuários do que se torne um produto de massa", afirmou. Na avaliação de Jitesh Ubrani, diretor da empresa de pesquisa de mercado IDC, o Muse Charm poderá ser atraente para quem não deseja usar ou não confia em óculos inteligentes. "Algumas pessoas podem se lembrar do Tamagotchi, e isso pode evocar essa lembrança", disse. "Elas podem ser capazes de executar um pequeno modelo de linguagem localmente. Assim, é possível rodar IA em um dispositivo tão pequeno". Dispositivos semelhantes tiveram sucesso limitado: o Rabbit R1, um dispositivo portátil de IA com uma tela e um botão teve lançamento badalado em 2024, mas virou um fracasso porque prometeu mais do que podia em termos de recursos de IA e ofereceu uma experiência pouco confiável. Nova aposta de Zuckerberg O dispositivo faz parte da aposta em uma "superinteligência pessoal" planejada por Zuckerberg, que redirecionou sua atenção depois do fracasso bilionário do metaverso, o mundo digital imersivo que levou à mudança no nome da empresa em 2021. "Na verdade, está bastante claro que a superinteligência pessoal não só virá primeiro, como será muito maior e mais importante", disse Zuckerberg na conferência anual da empresa, a Meta Connect. "Por isso, mudamos nosso foco para a criação dos melhores dispositivos para a superinteligência pessoal", afirmou o executivo, acrescentando que o Muse estará disponível em breve na linha de óculos inteligentes da Meta. As declarações vêm após alguns dias de grande sucesso do Muse, um agente de inteligência artificial capaz de automatizar tarefas que incluem desde a reserva de voos até a declaração de impostos. O aplicativo do Muse atraiu milhões de downloads e, segundo analistas, se tornou o maior lançamento de aplicativo nos Estados Unidos desde a chegada do ChatGPT, em novembro de 2022. Muse Charm Divulgação/Meta

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução Após duas semanas de paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (24) que a greve dos trabalhadores dos Correios não é abusiva. A decisão representa uma vitória para os sindicatos da categoria e afasta, ao menos por enquanto, o risco de encerramento imediato do movimento por determinação judicial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 O julgamento foi retomado nesta tarde após ter sido suspenso na segunda-feira (21) por decisão do ministro Vieira de Mello Filho, que presidiu a sessão. Na ocasião, o magistrado considerou necessário garantir às entidades sindicais o prazo de 48 horas para analisar documentos apresentados recentemente ao processo pelos Correios. Vieira de Mello Filho afirmou que os elementos apresentados pela empresa não foram suficientes para caracterizar abusividade da greve. Segundo ele, ocorrências pontuais registradas durante o movimento não demonstraram bloqueio efetivo das atividades nem descumprimento de determinações judiciais. "É natural que haja na greve algum tipo de trabalho no sentido de conscientizar os trabalhadores sobre o movimento paredista. Isso não significa dizer que descumpriram a decisão que eu proferi", afirmou o ministro durante a sessão. Na mesma manifestação, o presidente do julgamento ressaltou que um ou outro registro de interdito não seria suficiente para comprovar irregularidades generalizadas. Ao declarar o resultado, Vieira de Mello Filho confirmou o entendimento majoritário do tribunal. A decisão foi tomada por maioria de votos. Ficaram vencidos a ministra Maria Cristina Peduzzi e os ministros Ives Gandra da Silva Martins Filho e Caputo Bastos, que defendiam a declaração de abusividade da paralisação. O tribunal também autorizou a compensação dos dias parados, ponto que não gerou divergência entre os magistrados. Segundo o presidente da sessão, prevaleceu integralmente o voto da relatora no julgamento do dissídio coletivo. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou que a decisão sobre manter ou encerrar a greve ficará a cargo das assembleias dos trabalhadores convocadas para esta quinta-feira . jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Findect afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar os gastos das famílias com o benefício. A preocupação, de acordo com a Findect, envolve mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos para os clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A Findect defende a manutenção da redação atual e afirma que as demais cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por uma decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC) Raphael Ribeiro/Banco Central O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (24) que a instituição está preocupada com ofertas de crédito consideradas "agressivas ou predatórias", que podem levar o consumidor a assumir dívidas caras ou acima da sua capacidade de pagamento. Segundo ele, o consumidor muitas vezes se concentra em saber se a parcela cabe no orçamento, sem avaliar o custo total da dívida e os juros cobrados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Galípolo defendeu medidas para aumentar a transparência e a conscientização na contratação de empréstimos e financiamentos, além de mudanças no processo de contratação que deem ao consumidor mais tempo e informações para avaliar o compromisso financeiro. "Você tem um problema de design. A gente vê que parte da população está olhando para aquilo ali com um processo de 'qual é o valor da prestação que eu consigo pagar?', muito mais do que qual é a taxa de juros", afirmou durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Segundo Galípolo, entre os cerca de 100 milhões de brasileiros com dívidas no cartão de crédito, aproximadamente metade está sujeita a taxas próximas de 15% ao mês e tem uma parcela significativa da renda comprometida com esse tipo de dívida. Nesse cenário, afirmou, o consumidor tende a se preocupar mais com o valor da prestação que cabe no orçamento do que com os juros cobrados. "Por isso que, quando eu citei aqui no início, eu citei medidas de mais consciência e medidas que estão relacionadas a você criar algum atrito na experiência para você ter consciência, prevenção e combate a esse crédito que a gente chama aqui de predatório ou um crédito bastante agressivo", disse. Cartão de crédito é o 'vilão do endividamento' Atualmente, o cartão de crédito é uma das principais modalidades associadas ao endividamento das famílias. Um dos principais pontos de atenção é o crédito rotativo, usado quando o consumidor não paga o valor total da fatura. Em janeiro, os juros dessa modalidade chegaram a 425% ao ano, segundo o Banco Central. Nos 12 meses encerrados em janeiro, o saldo do crédito rotativo cresceu 31%, para R$ 84,8 bilhões. Foi a maior alta entre as modalidades de crédito livre para pessoas físicas no período. Enquanto isso, o endividamento também atingiu níveis recordes. Em fevereiro, as famílias comprometiam quase 30% da renda mensal com o pagamento de dívidas, segundo o Banco Central. Já o indicador de endividamento — que mede o total das dívidas em relação à renda acumulada em 12 meses — chegou a 50% da renda das famílias. Uma das medidas aguardadas por dirigentes do setor é uma alteração no chamado Fator de Ponderação de Risco (FPR) para operações de cartão de crédito e de empréstimo pessoal sem garantia, conhecido como crédito não consignado. O FPR é um parâmetro usado pelo Banco Central para calcular o risco das operações e, com base nisso, determinar quanto capital as instituições financeiras precisam manter para cobrir possíveis perdas. Uma mudança nesse fator pode alterar as condições de oferta dessas modalidades de crédito. Medidas em estudo Segundo Galípolo, o Banco Central analisa experiências internacionais para lidar com o superendividamento e com a oferta de crédito de alto custo. Uma das medidas em estudo é exigir que pessoas consideradas vulneráveis ou muito endividadas autorizem expressamente o recebimento de determinadas ofertas de empréstimos e financiamentos. Em vez de receber essas propostas automaticamente, o consumidor teria de autorizar o envio. O presidente do BC citou o caso de Singapura, onde a autoridade monetária estabelece critérios para definir quais consumidores podem receber ofertas de cartão de crédito. "Então, a gente tem um range [possibilidades, em português] bastante amplo aqui de situações, mas, de novo, a gente vai apresentar isso, não vai ser um bloco que vai ser de uma vez. A gente vai apresentar isso gradativamente", afirmou. Segundo Galípolo, a estratégia em estudo não se limita a mudanças nos juros. A autoridade também avalia medidas de prevenção, conscientização e alterações no processo de contratação para dificultar decisões impulsivas. O presidente do BC afirmou ainda que eventuais medidas precisam considerar o risco de deslocar a oferta de crédito para instituições financeiras não bancárias, conhecidas como NBFIs. Segundo ele, o uso de instrumentos macroprudenciais tradicionais pode restringir a oferta de crédito entre as instituições diretamente supervisionadas pelo BC e, ao mesmo tempo, deslocar a demanda para empresas sobre as quais a autoridade tem menor alcance regulatório. "Você corre o risco de apertar mais aonde você tem o seu perímetro de supervisão e gerar vazamentos para onde você tem menos alcance regulatório", disse. Questionado sobre o impacto das apostas esportivas (bets) no orçamento das famílias, Galípolo afirmou que o Banco Central acompanha estudos sobre os possíveis efeitos das apostas no consumo, na renda e no crédito. Ele ressaltou, porém, que a análise do BC se limita aos efeitos econômicos e financeiros do fenômeno e que a instituição não analisa as apostas sob a perspectiva de saúde pública ou de outros impactos sociais. A pergunta ocorre em um momento em que as bets têm sido associadas ao endividamento. Em junho de 2024, pesquisa do DataSenado mostrou que 42% dos brasileiros que disseram apostar estavam com contas atrasadas havia mais de 90 dias. Só no ano passado, as apostas online provocaram uma saída líquida de R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras, segundo a terceira edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros. Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com ministros do governo para discutir medidas de restrição às bets. Estavam presentes os ministros Dario Durigan, da Fazenda; Miriam Belchior, da Casa Civil; Bruno Moretti, do Orçamento e Planejamento; Wellignton César, da Justiça e Segurança Pública; Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação; e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo integrantes do governo que participaram da reunião no Palácio da Alvorada, o encontro não foi conclusivo. O presidente já decidiu que quer anunciar o fim das bets, mas há divisão na equipe entre uma proibição total das apostas e uma medida de alcance mais limitado, como vetar publicidade e proibir cassinos virtuais, como o "Jogo do Tigrinho".

Petroleiro iraniano Majestic X, apreendido pelo Exército dos Estados Unidos em abril em meio à guerra no Oriente Médio. Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA Três petroleiros ligados ao Irã apreendidos pelos Estados Unidos durante a guerra no Oriente Médio estavam navegando pelo oceano Atlântico nesta quinta-feira (24), segundo dados de rastreamento marítimo. As embarcações, juntas, estão transportando quase 6 milhões de barris de petróleo iraniano, afirmou o site de rastreamento de navios TankerTrackers. Duas delas foram vistas perto da costa norte do Brasil, segundo dados de localização. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As embarcações não tinham destino declarado, mas o TankerTrackers afirmou na quarta-feira que elas se dirigiam rumo aos Estados Unidos. No entanto, não havia indicação oficial até a última atualização desta reportagem de que os EUA seriam o destino final dos petroleiros. "Quase 6 milhões de barris (avaliados em cerca de US$ 600 milhões, R$ 3 bilhões) de petróleo bruto iraniano apreendido estão cruzando silenciosamente o oceano Atlântico em direção aos Estados Unidos", afirmou o site especializado. Agora no g1 As três embarcações estão sob sanções dos EUA como parte de programas destinados a limitar as exportações de petróleo do Irã. Elas foram apreendidas depois que os Estados Unidos iniciaram um bloqueio marítimo aos portos iranianos em retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. Dois dos petroleiros, o Majestic X e o Tifani, apreendidos em abril pelos EUA, estão atualmente na costa norte do Brasil, de acordo com a plataforma de monitoramento Kpler. O terceiro petroleiro, o Lenore, entrou no oceano Atlântico na terça-feira, pelo Cabo da Boa Esperança, segundo seu rastreador GPS mostrado pela Kpler. Essa embarcação foi apreendida pelos Estados Unidos no início de junho, no oceano Índico. O Pentágono descreveu a apreensão desses navios como um esforço para "desmantelar redes ilícitas e interceptar embarcações sancionadas que fornecem apoio material ao Irã", em publicações feitas no X. À época, o governo Trump anunciou a apreensão dos petroleiros em suas redes sociais e canais oficiais. No entanto, não havia informado o destino das embarcações. A Casa Branca ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a acusação de apropriação do petróleo iraniano até a última atualização desta reportagem. Initial plugin text N Initial plugin text

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta quinta-feira (24) que, até o momento, as subvenções relativas aos combustíveis somam R$ 40 bilhões. As medidas vêm sendo implementadas ao longo do ano para atenuar os efeitos da guerra no Oriente Médio e permanecem em vigor. Segundo Moretti, desse total, R$ 25 bilhões já haviam sido incluídos em relatórios anteriores, R$ 10 bilhões decorrem de créditos extraordinários e R$ 5 bilhões correspondem a gastos futuros. ➡️O ministro informou ainda que a Medida Provisória (MP) que concede subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel perde a validade no próximo sábado (26), mas que a tendência é que o benefício seja incorporado a outra MP, que já autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o combustível. Agora no g1 De acordo com Moretti, uma proposta nesse sentido já foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a segunda MP não estabelece um limite para o subsídio, a ideia é incorporar os R$ 1,12 por litro à subvenção de R$1, elevando o valor total para R$ 2,12 por litro, o mesmo patamar atual. A medida valeria por 30 dias. 🔎 O que é subvenção e quando o governo começou a adotá-la? Subvenção é um subsídio pago pelo governo para reduzir ou compensar parte do custo de determinado produto. No caso dos combustíveis, os recursos são destinados a produtores e importadores, com o objetivo de fazer com que o benefício seja refletido nos preços e evitar que a alta do petróleo internacional seja integralmente repassada aos consumidores. O governo começou a adotar as subvenções aos combustíveis em março, após a escalada dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A primeira medida para o diesel previa R$ 0,32 por litro. Em abril, o pacote foi ampliado e, a partir de junho, passou a vigorar uma subvenção federal de R$ 1,12 por litro de diesel. O governo também adotou benefícios para gasolina, gás de cozinha e outros combustíveis. Parte das medidas chegou a ser retirada após a queda do petróleo, mas o governo voltou a ampliar os benefícios em setembro, diante de uma nova alta das cotações internacionais. Neste mês, foi criada uma subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel. Somada aos R$ 1,12 que já estavam em vigor, o benefício chegou aos atuais R$ 2,12 por litro. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP

Justiça libera funcionamento de supermercados em feriados sem negociação coletiva Reprodução/EPTV Mercados, supermercados e hipermercados poderão funcionar em feriados sem a necessidade de acordo ou convenção coletiva com os trabalhadores. A decisão provisória foi concedida pela desembargadora Mônica Nobre, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em ação movida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a decisão, fica suspensa, para o setor supermercadista, a regra do Ministério do Trabalho que passou a exigir negociação entre sindicatos de trabalhadores e empregadores para o funcionamento em feriados. (entenda como funciona) Na prática, volta a valer temporariamente o modelo anterior, que permitia a abertura dos supermercados nessas datas sem a necessidade de negociação coletiva específica, até nova decisão da Justiça. A decisão ainda pode ser modificada durante o processo. Agora no g1 O que diz a decisão A ação foi apresentada pela ABRAS depois que a Justiça Federal de primeira instância negou o pedido para suspender a nova regra. A associação alegou que os supermercados foram retirados da lista de atividades com autorização permanente para funcionar em feriados, enquanto outros segmentos do comércio permaneceram autorizados. Segundo a entidade, não houve uma justificativa adequada para o tratamento diferente. Ao analisar o recurso, a desembargadora entendeu que havia elementos para suspender temporariamente a regra até que o caso seja analisado de forma mais aprofundada. Segundo ela, é necessário esclarecer por que os supermercados passaram a ter uma regra diferente da aplicada a outros setores do comércio. A decisão também considera possíveis efeitos práticos da mudança. Segundo a magistrada, a exigência de negociação coletiva pode dificultar o funcionamento dos supermercados em feriados, com impactos para empresas, trabalhadores e consumidores. A desembargadora também destacou o papel dos supermercados no abastecimento da população, já que esses estabelecimentos comercializam alimentos e outros produtos de primeira necessidade. Outro ponto considerado foi o fato de o setor funcionar há anos sob as regras anteriores. Para a magistrada, a mudança repentina justifica a manutenção temporária do modelo que já existia, até que o caso seja analisado de forma definitiva. O que dizem as partes Em nota enviada ao g1, o vice-presidente institucional da ABRAS, Márcio Milan, comemorou a decisão. “Finalmente foi reestabelecida a justiça com o reconhecimento da essencialidade dos supermercados e a isonomia perante os demais setores autorizados a funcionar de maneira permanente nos feriados sem necessidade de negociação coletiva", afirmou. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) criticou a decisão. Em nota, a entidade afirmou que recebeu com preocupação a suspensão da regra e o restabelecimento provisório da autorização para o funcionamento dos supermercados em feriados. Segundo a UGT, a negociação coletiva é uma garantia para os trabalhadores e permite discutir condições de trabalho, escalas e compensações para quem atua nessas datas. A entidade informou que pretende atuar junto à União e ao Ministério Público Federal (MPF) para tentar reverter a decisão. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que representa trabalhadores do comércio em âmbito nacional, incluindo empregados de mercados, supermercados e hipermercados, também afirmou que vê com preocupação a decisão do TRF-3. Para a entidade, a discussão não envolve apenas a possibilidade de funcionamento dos estabelecimentos nos feriados, mas também as condições oferecidas aos trabalhadores chamados a trabalhar nessas datas. Segundo a CNTC, a negociação coletiva permite discutir essas condições e buscar um equilíbrio entre o funcionamento das empresas e os direitos dos trabalhadores. A confederação informou que já havia solicitado ingresso na ação e que acompanha o processo para que a posição dos trabalhadores também seja considerada. A decisão do TRF-3 é provisória e pode ser reavaliada durante o processo. “Não somos contra o funcionamento dos supermercados. O que defendemos é que quem trabalha no feriado também seja ouvido. São trabalhadores que abrem mão do descanso e do convívio com suas famílias, e as condições desse trabalho precisam ser negociadas. É para construir esse equilíbrio que existe a negociação coletiva”, afirmou Lourival Figueiredo Melo, diretor-secretário-geral da CNTC. O g1 procurou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para saber qual é a avaliação da pasta sobre a decisão e se pretende adotar alguma medida no processo. Até a última atualização desta reportagem, o ministério não havia respondido. O que acontece agora A decisão não encerra a disputa judicial. A União ainda será ouvida no processo, e o Ministério Público Federal também deverá se manifestar. Depois dessas manifestações, o tribunal poderá reexaminar a liminar. Por enquanto, mercados, supermercados e hipermercados podem funcionar em feriados sem a exigência de acordo ou convenção coletiva prevista na nova regra. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Logo do Google exibido em um evento em Berlim, Alemanha. REUTERS/Lisi Niesner O Google anunciou nesta quinta-feira (24) que lançará um satélite protótipo na próxima semana. A ação marca o primeiro teste em órbita do Projeto Suncatcher, uma pesquisa que investiga se o espaço pode abrigar infraestruturas de processamento de inteligência artificial em grande escala. Empresas como SpaceX e Starcloud desenvolvem planos para instalar centros de dados na órbita baixa da Terra. O objetivo é aproveitar a luz solar de forma quase contínua para alimentar o alto consumo de energia exigido pela computação de IA, além de evitar restrições do suprimento elétrico terrestre. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova missão será realizada em parceria com a empresa de satélites Planet Labs, a bordo do voo compartilhado Transporter-18, da SpaceX. O teste vai avaliar como o hardware de IA do Google suporta as forças do lançamento, a radiação e as temperaturas extremas no espaço. Após o lançamento, o satélite protótipo equipado com as unidades de processamento de tensor (TPUs, na sigla em inglês) do Google será posicionado em órbita baixa para verificar se os chips operam com precisão no ambiente espacial. Agora no g1 A radiação espacial pode interromper ou danificar componentes eletrônicos, provocando erros de dados conhecidos como alteração de bits (bit flips). O Google informou que realizou testes em suas TPUs durante a execução de tarefas de IA em uma instalação na Universidade da Califórnia em Davis. No entanto, a empresa destacou que os testes orbitais são indispensáveis para entender o desempenho real do hardware no espaço. A missão também testará o sistema projetado para resfriar os chips de alta potência no vácuo espacial, onde o resfriamento convencional por fluxo de ar é inviável. O mecanismo combina tubos de calor com radiadores. Especialistas apontam que o conceito ainda está a anos de se tornar viável comercialmente, devido aos altos custos de lançamento, limitações de engenharia e gargalos na produção de satélites. Segundo o Google, esta primeira missão do Suncatcher tem como meta coletar dados em órbita e identificar possíveis pontos de falha, e não demonstrar um centro de dados orbital totalmente operacional. A empresa planeja lançar dois satélites em 2027 para testar conexões a laser de alta largura de banda, necessárias para interligar futuros clusters de computação.

A equipe econômica informou nesta quinta-feira (24) que ajustou o orçamento de 2026 para incluir o reajuste dos benefícios do Bolsa Família, anunciado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à corrida eleitoral. A informação consta do relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento. Com o aumento, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 em outubro. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, é de R$ 5,8 bilhões. Segundo o governo, a folga orçamentária para conceder o reajuste ao Bolsa Família em 2026 ocorre pela redução da projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pessoal e subsídios. Reajuste do Bolsa Família é aposta de Lula para mudar foco da eleição após crise no STF "Só liberamos o reajuste quando havia clareza que a despesa obrigatória [que abriu espaço para o aumento] seria projetada para baixo [neste ano]. Não estamos falando de cortar uma despesa, até porque se trata de uma despesa obrigatória, os benefícios do INSS. Se trata de reduzir a projeção, explicada pela melhor eficiência orçamentária", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Rombo maior ➡️Com os ajustes anunciados nesta quinta no orçamento, fruto de uma nova projeção para as receitas e despesas em todo este ano, o governo elevou sua estimativa de déficit nas suas contas de R$ 52 bilhões (0,38% do PIB) para R$ 80,9 bilhões (0,59% do PIB). ➡️Para evitar que a meta de resultado fiscal, de um déficit de até R$ 67,3 bilhões seja descumprida, foram contingenciados (despesas limitadas) R$ 13,6 bilhões. ➡️Com isso, a equipe econômica passou a estimar um rombo das contas do governo no limite fixado pelo arcabouço fiscal. Ajuste no orçamento Bolsa Familia Reprodução Ao todo, o documento divulgado pela área econômica indica a liberação de R$ 1,9 bilhão para gastos dos ministérios. Isso porque a contenção total de recursos, que era de R$ 17,9 bilhões, recuou e passou para R$ 16,1 bilhões (valores que ainda seguem bloqueados). Esse ajuste no orçamento decorre de dois fatores: Liberação de R$ 15,5 bilhões do bloqueio que havia até então por conta do limite de gastos. O valor total recuou de R$ 17,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões; Contingenciamento (limitação de gastos) em R$ 13,6 bilhões pela necessidade de atingir a meta fiscal deste ano. O ministro Bruno Moretti informou, entretanto, que o valor de R$ 1,9 bilhão, em tese desbloqueado, não ficará disponível para gastos dos ministérios de imediato. "Por enquanto, não vou liberar agora. Vou examinar os pedidos dos órgãos. É prudente que a gente mantenha uma margem. Essa reserva é para atender aos pleitos entre um e outro relatório [orçamentário]. Há muitas demandas, vamos tomar decisões. Os recursos serão liberados se houver necessidade de fazê-lo", explicou o ministro do Planejamento. Entre os fatores que possibilitaram a eventual liberação de recursos ao orçamento, o Ministério do Planejamento informou que constam receitas adicionais de R$ 50 bilhões por conta da alta do petróleo - fruto da guerra no Oriente Médio - sem contar Imposto de Renda e CSLL.

Presidente chinês é recebido por Trump nos EUA antes de reunião oficial nesta quinta O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se reúnem nesta quinta-feira (24), na Casa Branca, em Washington, para discutir os próximos passos da relação entre as duas maiores economias do mundo. ➡️ A pauta inclui tarifas, terras raras, compras de produtos agrícolas, inteligência artificial, chips, aviação e investimentos, além de questões geopolíticas como Taiwan e Irã. Qualquer mudança na relação entre Washington e Pequim pode reverberar no comércio global, afetando preços, cadeias de produção e empresas de diferentes países (Entenda porque o encontro acontece agora). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A relação comercial entre Estados Unidos e China passou por uma forte escalada nos últimos anos, com os dois países aumentando tarifas e adotando medidas de retaliação. Em 2025, as tarifas chegaram a níveis superiores a 100% em alguns produtos, antes que negociações levassem a uma trégua para reduzir a tensão e dar espaço a novos acordos. A trégua, que tinha prazo até novembro, foi prorrogada agora até 10 de janeiro de 2027. A extensão evita, por enquanto, uma nova escalada tarifária, mas não encerra as disputas entre Washington e Pequim. Agora, Washington e Pequim ainda precisam avançar em temas como o fornecimento de terras raras, as compras chinesas de produtos agrícolas americanos, a redução de tarifas sobre determinados produtos e as restrições ao comércio de tecnologia. Para o Brasil, dois setores concentram parte importante dos possíveis efeitos: o agronegócio, principalmente a soja, e a mineração, diante da busca internacional por fornecedores de terras raras fora da China. Trump e Xi nos Estados Unidos REUTERS Tarifas: uma trégua para ganhar tempo A guerra comercial entre Estados Unidos e China levou as tarifas dos dois lados para a casa dos três dígitos, antes das reduções negociadas posteriormente. ➡️ Um dos pontos em negociação é a retirada mútua de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis. A lista ainda não foi fechada, mas os dois lados discutem categorias como produtos agrícolas e energia dos EUA, além de bens de consumo e dispositivos médicos chineses. 🚢 A negociação também envolve as taxas portuárias impostas pelos dois países a navios ligados ao outro. Os EUA criaram cobranças para embarcações chinesas ou construídas na China que atracam em portos americanos, como parte de uma política para pressionar o setor naval chinês. Pequim respondeu com taxas sobre navios ligados aos EUA. As medidas foram suspensas por um ano no acordo comercial de 2025 e estão entre os pontos que precisam ser resolvidos nas novas negociações. 💰 Para outros países, inclusive o Brasil, mudanças nas rotas de comércio entre as duas maiores economias podem alterar a concorrência por mercados e fornecedores. Isso é especialmente relevante para produtos agrícolas e minerais. Terras raras: o trunfo da China As terras raras são um grupo de minerais usados em produtos como motores elétricos, eletrônicos, equipamentos de defesa, turbinas e componentes de alta tecnologia. A China domina boa parte dessa cadeia e tem usado controles de exportação como instrumento de pressão nas negociações com os Estados Unidos. O país responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, 85% do refino e 90% da produção de ligas e ímãs. O problema para os americanos não está apenas em encontrar minério. A concentração chinesa também ocorre nas etapas de processamento e fabricação de produtos derivados, o que torna mais difícil substituir rapidamente os fornecedores. Por isso, Washington busca garantir um fluxo mais previsível de minerais críticos enquanto tenta desenvolver alternativas à cadeia chinesa. É nesse ponto que o Brasil entra na equação. O país possui grandes recursos de terras raras, mas ainda tem uma participação pequena na produção e, principalmente, no processamento desses minerais. A tentativa de Estados Unidos e outros países de diversificar fornecedores pode aumentar o interesse por projetos brasileiros e abrir espaço para investimentos no setor. Nesse cenário, o Brasil também vem ampliando as conversas com outros parceiros para desenvolver o setor de terras raras, segundo o professor de Relações Internacionais da ESPM Roberto Uebel. “O Brasil tem buscado ao longo do ano diversificar parcerias no setor de terras raras, sobretudo com a União Europeia, Austrália e Canadá, justamente para diminuir a dependência e o risco dela com os EUA e a China.” Agro: a soja está no centro da disputa A agricultura é outro ponto em que a negociação interessa diretamente ao Brasil. A China é o maior comprador mundial de soja e compra grandes volumes tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil. Durante a guerra comercial, tarifas chinesas reduziram a competitividade da soja americana e favoreceram os embarques brasileiros. Agora, Pequim voltou a ampliar as compras dos Estados Unidos. ➡️ Como parte dos acordos anteriores, a China se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028. Além disso, assumiu o compromisso de comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em outros produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, 2027 e 2028. As compras de soja americana já começaram a aumentar. Até 10 de setembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia confirmado a venda de quase 10 milhões de toneladas da safra atual para a China. O movimento não significa que a China deixará de comprar soja brasileira. O mercado chinês é grande o suficiente para absorver volumes dos dois países, e fatores como preço, frete, disponibilidade e período de colheita influenciam a escolha do fornecedor. Mas uma presença maior da soja americana aumenta a concorrência pelo mercado chinês e pode influenciar a formação dos preços internacionais, inclusive das cotações negociadas em Chicago. Para o produtor brasileiro, portanto, uma eventual ampliação dos compromissos entre Washington e Pequim pode mudar as condições de disputa por um dos principais mercados do agronegócio nacional. IA e chips: a disputa pela tecnologia A tecnologia também está no centro da relação econômica entre os dois países. Os Estados Unidos tentam limitar o acesso chinês a chips avançados e a tecnologias consideradas estratégicas para o desenvolvimento de inteligência artificial. Pequim, por sua vez, busca reduzir essas restrições e ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologia própria. ➡️ Uma das propostas em discussão é a criação de um canal direto entre os dois países para comunicação sobre incidentes graves envolvendo inteligência artificial. A medida teria como objetivo evitar que problemas relacionados ao uso da tecnologia provoquem uma escalada entre Washington e Pequim. Ao mesmo tempo, as restrições americanas sobre tecnologias avançadas continuam sendo um dos principais pontos de atrito. A disputa interessa ao restante do mundo porque chips, equipamentos de computação e sistemas de inteligência artificial estão espalhados por cadeias globais de produção. Mudanças nas regras de exportação podem afetar fabricantes, investimentos e fornecedores de tecnologia em outros países. Boeing, serviços e outros negócios A agenda econômica também inclui acordos empresariais. A China se comprometeu a avançar na compra de 200 aeronaves comerciais da Boeing produzidas nos Estados Unidos. Parte desse compromisso começou a avançar, mas a execução do acordo ainda é acompanhada pelos dois governos. Também estão em discussão serviços financeiros, investimentos e mecanismos para facilitar a relação comercial entre empresas dos dois países. São temas que mostram que a negociação vai além das tarifas. O objetivo é estabelecer regras para diferentes áreas da relação econômica enquanto os dois países tentam evitar uma nova escalada comercial. Por que o encontro acontece agora? A reunião ocorre durante a visita de Estado de Xi aos Estados Unidos, sua primeira ao país desde 2015. O líder chinês também está nos EUA no contexto da agenda da Assembleia Geral da ONU. Para Roberto Uebel, o momento da visita está mais relacionado à presença de Xi nos Estados Unidos por causa da agenda internacional do que a um cálculo específico ligado às eleições americanas, previstas para daqui a cerca de um mês e meio. Na avaliação do professor, o encontro também faz parte de uma tentativa de Trump de retomar uma estratégia de “minilateralismo”, baseada na construção de acordos e arranjos bilaterais entre países, em contraste com negociações mais amplas em organismos multilaterais (Voltar para cima).

O Banco Central informou nesta quinta-feira (24) que iniciou a avaliação sobre a viabilidade de interligar o PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, com o chamado "TARGET Instant Payment Settlement (TIPS)" — serviço de liquidação de pagamentos instantâneos da Europa. "As instituições avaliarão aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócio relacionados à interligação das duas infraestruturas públicas de pagamentos", informou o BC brasileiro. ➡️O Banco Central brasileiro não citou um prazo para que a interligação seja concluída e comece a ter efeitos práticos. "Considerando os significativos fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a área do euro, a interligação entre PIX e TIPS poderá contribuir para pagamentos transfronteiriços mais rápidos, eficientes e de menor custo entre as duas jurisdições", acrescentou a autoridade monetária. Não vamos ceder às pressões contra o pix, diz Lula na ONU As ligações do PIX com sistemas de outros países e blocos econômicos, segundo o BC, poderão: permitir a "realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos". tem o "potencial de reduzir custos, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações transfronteiriças, em linha com os objetivos do Plano de Ação do G20 para o Aprimoramento de Pagamentos Transfronteiriços". Segundo a autoridade monetária, o sistema europeu (TIPS) foi criado para ser uma infraestrutura pan-europeia de liquidação instantânea em moeda de banco central, operando atualmente com o euro, a coroa sueca e a coroa dinamarquesa, com expansão prevista para outras moedas do Espaço Econômico Europeu. "A análise da interligação com o PIX se somará aos trabalhos em curso do Eurosistema para conectar o TIPS a outras infraestruturas de pagamentos instantâneos, incluindo o Nexus e os sistemas de pagamentos da Índia e da Suíça", acrescentou a autoridade monetária. De acordo com o BC, a iniciativa integra a agenda evolutiva do PIX e os esforços da instituição de interligar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos com infraestruturas similares multilaterais e de outras jurisdições. Ligação com sistema europeu tem potencial de 'reduzir custos e aumentar a velocidade'. ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,48% nesta quinta-feira (24), cotado a R$ 5,1930. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,99%, aos 183.966 pontos. O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e a expectativa de uma nova extensão da trégua tarifária entre Estados Unidos e China ficaram no foco dos investidores. Enquanto isso, as incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã impulsionaram o petróleo e também mexeram com os mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A reunião entre Trump e Xi dominou as atenções nesta quinta-feira. Além de sinalizarem abertura para prorrogar a trégua comercial ou avançar em um acordo mais amplo, os líderes discutem temas como terras raras, tarifas, agro e inteligência artificial. ▶️ Os investidores também monitoraram as tensões entre EUA e Irã. Após Trump afirmar que poderia "aniquilar" o país, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que Teerã não se renderá. Apesar da troca de ameaças, uma solução diplomática ainda é considerada. O cenário fez os preços do petróleo voltarerm a subir. Perto das 17h o barril do Brent, referência internacional, subia 4,26%, cotado a US$ 107,34. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,29%, a US$ 95,19 o barril. ▶️ No Brasil, o foco ficou com o relatório de política monetária do Banco Central. A instituição reduziu a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2% para 1,8%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,95%; Acumulado do mês: +0,26%; Acumulado do ano: -5,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -0,68% Acumulado do mês: +3,69%; Acumulado do ano: +14,18%. Encontro entre Trump e Xi Jinping O encontro entre os presidentes Trump e Xi Jinping é o principal destaque desta quinta-feira. Na véspera, o presidente americano afirmou que a inteligência artificial será o "grande tema" da reunião que terá com o líder chinês. "Um dia importante com o Presidente Xi, da China. A Superinteligência (SI) será um grande tema de discussão, mas quero deixá-la exatamente onde está. Essa também é a posição da China. Nossa salvaguarda é o Departamento de Justiça!", afirmou Trump em sua rede social Truth Social. Nas últimas semanas, o presidente norte-americano tem defendido o avanço da inteligência artificial a despeito dos apelos de CEOs e representantes das principais empresas de IA de que é preciso desacelerar o desenvolvimento da tecnologia sob risco de que a humanidade seja aniquilada. O principal argumento de Trump para ir na contramão da indústria é o temor de que a China ultrapasse os EUA no campo das IAs. A IA surgiu como um campo de batalha fundamental entre os dois países, com ambos os lados demonstrando pouco interesse em desacelerar, apesar dos alertas de CEOs do setor de tecnologia sobre as ameaças que uma IA fora de controle poderia representar para a humanidade. Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede 'cautela extrema' aos EUA sobre Taiwan Além disso, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou na quarta-feira (23) que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro. Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses. EUA e Irã também ficam no radar Após sinais de avanços nas negociações entre os EUA e o Irã, a retórica entre os dois países voltou a endurecer. Na véspera, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno". Trump também defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Segundo o republicano, ele tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. O presidente do Irã, por sua vez, respondeu às ameaças de Trump. Pela primeira vez na história da ONU, o presidente de um país em guerra com os Estados Unidos viajou até Nova York para discursar na Assembleia Geral. Masoud Pezeshkian chegou sob um forte esquema de segurança. Do lado de fora, manifestantes protestaram contra o regime iraniano. Pezeshkian disse que mudou o discurso que tinha preparado depois que o presidente dos Estados Unidos descreveu o Irã como terrorista e afirmou: “Nós somos vítimas de terrorismo. Nosso estimado líder supremo foi assassinado sem qualquer base legal ou motivo”. Na sequência, mostrou fotos de crianças que, segundo ele, foram mortas em um bombardeio dos Estados Unidos e de Israel a uma escola. Neste momento, a delegação americana abandonou o plenário. O presidente iraniano defendeu que o país tenha armas nucleares para se proteger e, em uma resposta a Trump — que no discurso de segunda-feira (22) ameaçou aniquilar o Irã —, Pezeshkian afirmou que a tática de intimidação não vai funcionar. Encerrou dizendo: “Jamais curvaremos a cabeça ou nos ajoelharemos. Estamos prontos para o diálogo, a diplomacia e as negociações, mas jamais aceitaremos a linguagem da força”. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos recuaram nesta quinta-feira, enquanto as tensões no Oriente Médio impulsionavam os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos públicos americanos (Treasuries). O Dow Jones caiu 0,31%, o S&P 500 recuou 0,04% e o Nasdaq Composite teve variação positiva de 0,01%. Na Europa, os principais mercados acionários fecharam em queda, em meio ao enfraquecimento das expectativas em relação às negociações entre os EUA e o Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,6%. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,57%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,52% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,24%. Na Ásia, as ações chinesas registraram a maior queda diária em um mês, em meio às expectativas para o encontro entre os presidentes Trump e Xi, em Washington. O SSEC, índice de Xangai, caiu 1,22%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 1,73% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,29%. Entre os demais índices, o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90% e o Nikkei, do Japão, avançou 0,76%.* Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

Greve da Caixa: veja como ficam pagamentos do Bolsa Família A Caixa Econômica Federal decidiu acionar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve dos funcionários, que chega ao 15º dia nesta quinta-feira (24). O banco vai pedir a abertura de um dissídio coletivo após uma tentativa de conciliação com os trabalhadores terminar sem acordo na quarta-feira (23). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a Caixa afirmou que manteve diálogo com os empregados e as entidades representativas durante as negociações e que apresentou diferentes propostas ao longo do processo. Segundo o banco, as ofertas incorporaram demandas dos trabalhadores, mas não foi possível chegar a um consenso. A Caixa disse que busca, com o processo no TST, uma solução institucional que garanta “segurança jurídica e previsibilidade” para as partes. O banco também afirmou que manterá o diálogo com os empregados e cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho. O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, segundo os representantes dos trabalhadores. Entenda os motivos da greve dos bancários da Caixa Com a paralisação, como ficam as contas e os pagamentos dos benefícios sociais, como o Bolsa Família? Consumidor deve continuar pagando normalmente Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros. O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone. E se não conseguir pagar por causa da greve? Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em direito bancário, explica que, quando a instituição mantém atendimento presencial, o Banco Central estabelece que ela não pode simplesmente impedir, recusar ou dificultar o atendimento sob o argumento de que existem canais eletrônicos. Segundo ele, o banco deve procurar garantir meios razoáveis para a continuidade dos serviços essenciais. O advogado ressalta, porém, que existe uma diferença entre a agência estar fechada e o consumidor estar efetivamente impossibilitado de realizar a operação. Com a digitalização dos serviços bancários, essa distinção ganhou importância. Por outro lado, se o cliente conseguir demonstrar que tentou pagar dentro do prazo e que isso se tornou impossível por uma circunstância relacionada à indisponibilidade do serviço bancário, poderá contestar multa, juros e outros efeitos da mora. É possível sacar ou fazer depósitos? Sim. Segundo o Procon-SP, depósitos e saques podem ser realizados em caixas eletrônicos. O órgão, porém, recomenda que, na ausência de funcionários da instituição bancária, o consumidor evite a ajuda de terceiros ao utilizar os terminais. Isso porque a guarda da senha e do cartão é de responsabilidade do correntista. Como ficam os pagamentos do Bolsa Família? Também são interrompidos? Mesmo com a greve dos bancários, os pagamentos do Bolsa Família serão realizados normalmente, segundo o banco. A Caixa informou que os canais de pagamento dos benefícios sociais permanecem funcionando e que os beneficiários poderão acessar os recursos sem precisar comparecer às agências. O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis. Como a greve começou Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco. A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações. Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

Ford Ranger Black Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta quinta-feira (24) mais um recall da Ranger. O chamado envolve os modelos 2027 com motor 2.0 turbodiesel. Segundo a marca, pode haver uma falha de fabricação no conjunto do tubo de saída do cilindro mestre do freio, que pode apresentar vazamento do fluido. De acordo com a Ford, o vazamento de fluido de freio pode fazer com que a luz indicadora do nível do fluido se acenda no painel do veículo. Nesses casos, o condutor notará a necessidade de aplicar um esforço maior ao acionar o pedal de freio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O defeito provoca a redução da capacidade de frenagem do automóvel, aumentando a distância necessária para que a picape pare completamente. A situação, segundo comunicado da Ford, eleva o risco de acidentes com possíveis danos físicos e até lesões fatais aos ocupantes e a terceiros. Agora no g1 A campanha abrange unidades fabricadas no dia 1º de junho de 2026. Os veículos afetados possuem os oito últimos dígitos do chassi identificados pelas sequências: 8AFBR01N9VJ053525; 8AFBR01N7VJ055080; 8AFBR00N5VJ053264. O serviço oferecido na rede autorizada consiste na inspeção e, caso seja necessário, na substituição gratuita do conjunto do tubo de saída do cilindro mestre. O tempo estimado de atendimento é de aproximadamente uma hora, podendo variar de acordo com o fluxo da concessionária. Os reparos nas oficinas começam no dia 8 de outubro de 2026.
O Banco Central (BC) reduziu sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 2% para 1,8%. A informação consta no Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (24).
Com isso, a autoridade monetária estima desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
🔎O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Agora no g1
De acordo com o BC, a queda na estimativa de alta do PIB deste ano incorpora os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que sugerem atividade mais fraca do que o previsto anteriormente, e, também, quanto uma "composição menos favorável do crescimento no segundo trimestre".
"Embora o resultado agregado do PIB tenha superado ligeiramente o esperado, as surpresas positivas concentraram-se em segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, notadamente a agropecuária e a indústria extrativa. Os setores mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias, por sua vez, surpreenderam em sentido oposto", acrescentou o BC.
Nova desaceleração em 2027
➡️Para o ano de 2027, o primeiro de um novo mandato presidencial, o Banco Central estima nova redução no ritmo de crescimento da economia brasileira.
A instituição prevê alta de 1,4% para o Produto Interno Bruto no próximo ano com "expectativa de expansão moderada tanto nos componentes da oferta quanto na demanda".
"A projeção considera a manutenção da política monetária em terreno contracionista [juros altos], a reduzida ociosidade dos fatores de produção, o cenário externo ainda bastante incerto e a diminuição dos impulsos fiscal e creditício. Espera-se, ainda, contribuição mais limitada da agropecuária e da indústria extrativa para o crescimento", informou o BC.
Cenário da economia
➡️A revisão acontece em um cenário de juros ainda altos para tentar conter a atividade econômica e, por consequência, a inflação do país — com objetivo de atingir as metas fixadas. Após cinco cortes seguidos, a taxa básica da economia está em 13,75% ao ano. Mesmo assim, é um dos níveis mais altos do planeta em termos reais.
➡️Ocorre também, apesar de o governo, em um ano eleitoral, ter lançado mão de uma série de linhas de crédito com taxas favorecidas, como, por exemplo, para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, para a reforma de imóveis e para renegociação de dívidas.
Problemas orçamentários
➡️A desaceleração na economia neste ano e no próximo tende a criar, também, problemas orçamentários para o governo devido ao seu efeito de diminuir a arrecadação de impostos e contribuições federais.
➡️No projeto de lei orçamentária de 2027, enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, a equipe econômica estimou que o PIB deverá crescer 2,46% no ano que vem.
Esse também é um dos motivos para a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, projetou ter projetado, para o próximo ano, um déficit nas contas do governo da ordem de R$ 86,1 bilhões - enquanto o governo estima saldo positivo de R$ 18,6 bilhões.
"Onde reside a divergência? Primeiro, nos parâmetros macroeconômicos. O PLOA [projeto de lei orçamentária] 2027 ancora-se em uma projeção de expansão do PIB de 2,5%, a IFI projeta um crescimento de 1,8% e o Boletim Focus [mercado financeiro], 1,5%. Isso tem profundas implicações no dimensionamento das receitas públicas: mais ou menos crescimento econômico, mais ou menos recursos disponíveis para financiar a máquina e as políticas públicas", disse o órgão do Senado Federal.
Por conta disso, a IFI avaliou que o governo eleito terá de realizar um bloqueio de gastos no início do próximo ano para tentar atingir a meta de superávit nas suas contas.

Sarah e Geoff Moorhouse têm o aval da filha, Poppy, para gastar todo o dinheiro que têm Sarah Moorhouse via BBC Aos 64 anos, Sarah Moorhouse aproveita a aposentadoria usando sua previdência privada "para viajar e fazer o que gosta quando tem vontade". Enquanto outros aposentados com uma renda mensal razoável talvez prefiram economizar e deixar uma herança para os filhos, ela e o marido, Geoff, preferem gastar o dinheiro aproveitando a vida ao máximo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Adoramos viajar para a Escócia", diz Sarah, que trabalhou como administradora de uma escola. "Estivemos em Cambridgeshire, que achamos lindo. Vamos com frequência para uma casa de campo no Lake District, e estamos planejando ir para Norfolk." Agora no g1 O casal viaja quatro ou cinco vezes por ano e gasta centenas de libras a cada viagem. Para Sarah, "só se vive uma vez". Recentemente, eles venderam seu clássico conversível Sunbeam Alpine para trocá-lo por um Mazda MX-5, um modelo mais moderno, esportivo e de dois lugares. "Cheguei a uma idade em que vou a funerais de amigos e conhecidos, e acho que é preciso viver a vida e aproveitá-la enquanto for possível, porque ela é um bem muito precioso", afirma. O casal trocou o antigo Sunbeam Alpine (foto de arquivo) por um carro mais moderno, um Mazda MX-5 Getty Images via BBC Sarah e Geoff fazem parte de uma tendência que vem ganhando força em vários países: gastar o próprio dinheiro durante a aposentadoria, em vez de guardar patrimônio para deixar aos filhos. Segundo um relatório divulgado em março pela empresa de previdência Standard Life, 15% dos pais britânicos com filhos de todas as idades planejam priorizar aproveitar o próprio dinheiro durante a aposentadoria em vez de deixar uma herança. Nos Estados Unidos, caiu para 20% no ano passado o percentual de pessoas que esperavam receber uma herança dos pais, ante 25% que previam receber esse dinheiro em 2024, segundo um estudo da empresa de serviços financeiros Northwestern Mutual. 'É uma loucura esperar receber uma herança' Cada vez mais pessoas nos Estados Unidos e no Reino Unido dizem não esperar receber uma herança getty images via BBC Sarah e Geoff têm duas filhas adultas. Uma delas, Poppy, disse à BBC que fica feliz que os pais saiam e aproveitem a vida. Ela rejeita completamente a ideia de que ela e a irmã devam esperar receber uma herança. "Para mim, isso é uma loucura. Nunca passou pela minha cabeça que eu receberia dinheiro quando meus pais morressem. Prefiro mil vezes que eles façam o que quiserem." Mike Ambery, diretor de aposentadoria e poupança da Standard Life, acredita que o crescimento dessa tendência no Reino Unido está relacionado ao desaparecimento dos planos de aposentadoria baseados no salário final, que garantem pagamentos mensais durante toda a vida do aposentado. Em vez disso, cada vez mais pessoas no Reino Unido contam com planos de contribuição definida, cujos recursos podem acabar. Ambery acredita que é mais fácil deixar uma herança quando se sabe que a renda da aposentadoria vai durar até a morte. Ele também diz que os aposentados querem simplesmente aproveitar a vida depois de anos de trabalho. "É simplesmente se permitir alguns pequenos prazeres para aproveitar a vida. Sejamos realistas: a vida profissional pode ser muito dura para algumas pessoas." É claro que nem todos os aposentados têm uma boa situação financeira. No Reino Unido, 16% da população aposentada vive na pobreza, segundo a organização beneficente Joseph Rowntree Foundation. Nos Estados Unidos, a taxa é de 15,4%, segundo dados divulgados recentemente. Ao mesmo tempo, segundo o Institute for Fiscal Studies, um centro de estudos britânico, a renda disponível dos aposentados no Reino Unido — excluídos os gastos com moradia — aumentou mais nas últimas três décadas do que a das pessoas que ainda não estão aposentadas. Para muitas pessoas, a aposentadoria está se tornando uma oportunidade de aproveitar a vida depois de uma longa carreira Getty Images via BBC Segundo dados oficiais, cerca de 69% dos aposentados no Reino Unido têm uma previdência privada além da aposentadoria pública. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 56%. 'Estou gastando tudo' Karen Green, de 60 anos, diz que sempre foi muito sincera com os filhos. "Fui bem clara ao dizer a eles que provavelmente não vou deixar uma herança, porque imagino que vou gastar tudo." Karen Green avisou aos filhos que pode ser que não sobre dinheiro para eles herdarem Karen Green Natural de Berkshire, Karen vive em Provença, no sul da França, há 11 anos e gasta mais de US$ 13 mil (R$ 67 mil) por ano em viagens. "Este ano vou fazer um retiro de ioga. Fiz um em março, no Marrocos", conta. "Depois, entre outubro e novembro, vou para o Vietnã e Laos fazer uma pequena viagem." Ela se considera semiaposentada e complementa a aposentadoria privada com alguns trabalhos de consultoria empresarial — atividade que exercia em tempo integral. Ela diz que sua renda mensal também é praticamente a mesma de quando trabalhava em período integral. Além da aposentadoria e da renda dos trabalhos extras, 40% de seus recursos vêm do aluguel de um imóvel. Karen diz que não se considera uma "gastadora", mas que gosta de "encontrar boas ofertas". Assim como Sarah Moorhouse, ela só poderá receber a aposentadoria pública britânica aos 67 anos. Atualmente, o benefício básico é de US$ 16,7 mil (R$ 86 mil) por ano para quem atingiu a idade de aposentadoria pública depois de abril de 2016, mas o valor deve aumentar no próximo ano. Nos Estados Unidos, por outro lado, os aposentados recebem benefícios públicos conhecidos como Social Security. O valor máximo anual para quem se aposenta aos 67 anos, considerada a idade de aposentadoria integral, é de US$ 49.824 (cerca de R$ 257 mil). A partir dos 62 anos, porém, é possível optar por receber um benefício menor. Matthew Loveless, vice-presidente da Northwestern Mutual, empresa sediada em Ohio, nos EUA, afirma que os aposentados precisam ser sinceros com os filhos adultos, já que alguns podem estar contando com uma herança da qual pretendem depender. Sarah diz que, apesar dos gastos, pretende deixar alguma coisa para os filhos. Enquanto isso, já está planejando as próximas férias. "Trabalhei duro a vida toda e acho que mereço ter um pouco de tempo livre e poder fazer coisas de que gosto." Com informações de Miguel Roca-Terry.

IBGE aponta que a formalização de quem trabalha por conta própria bate recorde O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prepara a inclusão de uma estimativa sobre a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A mudança está sendo desenvolvida como parte da revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais (SCN), e os primeiros resultados da nova metodologia estão previstos para ser divulgados em 2028. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança não significa que o IBGE passará a considerar o tráfico de drogas uma atividade legal ou que passará a medir crimes em geral. O objetivo é estimar uma atividade econômica que efetivamente movimenta dinheiro e, dessa forma, evitar que parte da produção, da renda e dos gastos realizados no país fique fora das estatísticas econômicas. 🔎 O Reino Unido, por exemplo, passou a incluir estimativas sobre drogas ilícitas em suas Contas Nacionais em 2014. França, Alemanha, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Hungria estão entre os países que também adotam a metodologia europeia. tabela ibge Por que uma atividade ilegal entra no cálculo do PIB? O instituto começou a discutir como estimar esse mercado em 2019 e realizou uma primeira estimativa-teste em 2021. Desde então, os estudos e os testes metodológicos continuam. A inclusão fará parte da próxima revisão estrutural das Contas Nacionais, processo que o IBGE realiza aproximadamente a cada 10 anos. O PIB mede o valor dos bens e serviços produzidos em uma economia em determinado período. Nas Contas Nacionais, o critério não é simplesmente saber se uma atividade é permitida ou proibida pela legislação. As regras internacionais preveem que, quando há uma transação econômica voluntária entre comprador e vendedor, ela pode entrar nas contas mesmo que o bem ou serviço comercializado seja ilegal. É o caso da compra e venda de drogas: embora a produção e o comércio sejam proibidos, existe uma transação de mercado entre quem vende e quem compra. Segundo os manuais internacionais consultados pelo IBGE, como o System of National Accounts (SNA), publicado pela ONU, e o "Handbook on the compilation of statistics on illegal economic activities in national accounts and balance of payments", deixar essas operações completamente fora das contas pode produzir distorções em outras partes das estatísticas. Um exemplo é o cálculo da poupança das famílias. Se uma família gasta dinheiro na compra de um produto ilegal e esse gasto não é registrado, as contas podem dar a impressão de que aquele dinheiro permaneceu com a família. Na prática, ele foi gasto. O resultado é uma possível superestimativa da poupança e uma inconsistência entre as diferentes contas econômicas. 🔎 No caso do Brasil, o IBGE informou em nota que incluirá a comercialização de drogas ilícitas no cálculo do PIB. Entretanto, os materiais internacionais nos quais o instituto se baseia tratam de três tipos de atividades ilícitas: drogas, prostituição e contrabando. Questionado, o IBGE não explicou se levará em consideração somente as drogas ou também as outras duas atividades. Como o IBGE pretende calcular o tamanho desse mercado? O cálculo não parte simplesmente da quantidade de drogas apreendida pela polícia. A metodologia internacional recomenda começar principalmente pelo lado da demanda, ou seja, tentar estimar quanto é consumido. Isso acontece porque é muito difícil observar diretamente a produção e a venda em um mercado ilegal. Produtores e traficantes têm incentivo para esconder suas atividades. Já as informações sobre consumo podem ser obtidas por meio de pesquisas e de outras estatísticas disponíveis. De forma simplificada, a estimativa parte de três elementos: Número de usuários × consumo médio por usuário × preço de venda = estimativa do gasto dos consumidores. A partir daí, o cálculo precisa estimar como esse consumo é abastecido: quanto vem da produção nacional e quanto corresponde a drogas que entram no território brasileiro por meio de importações ilegais. Também é necessário estimar os custos envolvidos na atividade. Isso permite chegar ao chamado Valor Adicionado Bruto (VAB), que mede quanto uma atividade efetivamente acrescenta à economia depois de descontados os bens e serviços utilizados na produção. Agentes do IBGE Reprodução

Falsos humanos são construídos com ferramentas de IA e atuam com produção em escala industrial, com roteiros adaptados para diferentes idiomas Reprodução / TikTok "Ela não existe, mas paga meu cartão todo mês". "Tenho um plano infalível para o milhão". As frases, retiradas de tutoriais publicados nas redes sociais, expõem a engrenagem de um mercado em ascensão no Brasil e no mundo: o dos avatares gerados por inteligência artificial (IA). Embora não existam no mundo real, esses personagens hiper-realistas acumulam milhares de seguidores em redes como TikTok, Youtube e Instagram, atuando como vendedores, influenciadores e até falsos especialistas, transformando canais automatizados em um negócio lucrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os produtores ganham dinheiro de diferentes formas: monetização de vídeos, comissões sobre vendas em marketplaces, divulgação de produtos digitais e até a valorização de perfis que posteriormente podem ser revendidos ou utilizados para outros objetivos em razão do alto engajamento. Diferentemente dos chatbots, os influenciadores de IA simulam pessoas reais e interações humanas em vídeos, lives e anúncios. Em alguns casos, promovem produtos de saúde, oferecem conselhos ou divulgam tratamentos sem comprovação científica. Agora no g1 Fernando Ferreira, pesquisador do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em IA, explica que a estratégia consiste em converter a atenção dos usuários em receita. Com o suporte dos algoritmos, que direcionam os vídeos a públicos específicos, a produção desses avatares chega justamente a usuários que procuram respostas para problemas específicos ou demonstram interesse em determinados temas. Já com ferramentas de automação cada vez mais acessíveis, a produção ganhou escala industrial. "Antes a automação era só um ato de curtir, compartilhar, agora pode dar voz, pode dar imagem, então isso é uma coisa mais personalizada e mais difícil ainda do usuário conseguir identificar que aquilo é realmente uma campanha, por exemplo, alguma coisa nesse sentido", afirma Ferreira. Da saúde ao entretenimento infantil Mapeamentos realizados pela organização Ctrl Z mostram que os nichos de atuação variam de conteúdos históricos (como o período escravocrata) e infantis a narrativas apelativas, como a de um suposto fazendeiro viúvo em busca de uma esposa. No entanto, a manipulação de sentimentos básicos é o elemento comum a todos eles. "Todos eles, de algum jeito, têm uma coisa muito em comum que é mexer com o medo das pessoas, com a curiosidade, com a esperança. Nos de saúde tem essa coisa do senso de urgência. Tipo: faça isso agora, não faça isso, compartilhe com alguém", aponta Luã Cruz, diretor de litigância da Ctrl Z. Segundo Cruz, a produção em massa utiliza o mesmo roteiro traduzido para diferentes idiomas e encenado por dezenas de avatares sintéticos. Em tutoriais publicados nas plataformas, criadores desses perfis citam que um único roteiro pode ser traduzido e encenado por 20 avatares diferentes para atingir países e públicos distintos. No YouTube, por exemplo, a estratégia serve também para cumprir os requisitos de monetização (como as 4 mil horas de exibição exigidas e mil inscritos) por meio do envio massivo de vídeos genéricos conhecidos como slop – conteúdos de baixa qualidade gerados por IA. Para Cruz, o slop não necessariamente é esteticamente ruim, mas são "IAs mal feitas" em relação às informações, com erros históricos e desinformação, e que utilizam conteúdos sensacionalistas para atrair públicos vulneráveis. Atingida a meta, o canal pode ser redirecionado para outros nichos, com aposta em infoprodutos (como a venda de ebooks de receitas para curar determinadas doenças) ou até vendido para uso em campanhas políticas. O impacto mais grave, contudo, recai sobre a saúde. "Vemos uma série de comentários de pessoas que de fato existem e que falam que estão seguindo aquele tratamento, que abandonaram o tratamento tradicional para seguir, enfim, aquele tratamento que [a IA] sugere", diz o integrante da Ctrl Z. A ilusão da hiper-realidade Se antes imperfeições em mãos, vozes robotizadas ou cenários distorcidos denunciavam a natureza sintética do vídeo, o avanço tecnológico reduziu drasticamente essas falhas. Diante de conteúdos consumidos em telas pequenas de celular, os especialistas dizem que transferir ao usuário a responsabilidade de checar a veracidade do material tornou-se inviável. "Em um olhar mais atento ainda conseguimos ver se há sincronia entre a voz e a boca. São imagens muito brilhantes, é uma coisa ainda um pouco robotizada, menos do que já foi, mas ainda tem uma coisa meio robotizada. Mas são coisas muito imperceptíveis", diz Cruz. "Cada vez vai estar melhor. Tem alguns detalhes, como observar um texto que não fica bem formatado no fundo, coisas milagrosas também. Uma pessoa que você nunca viu na vida e agora virou um influenciador", diz Ferreira. Mas ele pondera: "acho que a responsabilidade não é do usuário final. A gente tem que entrar em uma maneira de monitoramento e de clara intenção das plataformas de indicar que aquilo ali é um conteúdo de IA". Os especialistas defendem uma sinalização obrigatória (e em destaque) para esse tipo de conteúdo, além de uma atuação das plataformas na moderação de conteúdos monetizados que são gerados por IA para proteger os usuários de manipulações e evitar crimes. Para os especialistas, a responsabilização deve recair sobre as empresas de tecnologia. Atualmente, a maioria das plataformas exige apenas uma autodeclaração do criador indicando o uso de IA, sem mecanismos de verificação eficazes. "A plataforma em si não é responsabilizada se está vinculando o conteúdo porque ela diz: ‘eu não tenho como saber, quem tem que dizer é o usuário'. Mas quem está fazendo a divulgação, quem está fazendo o canal é a própria plataforma. A ação de recomendação do conteúdo é da plataforma. A plataforma tende a passar a responsabilidade para a ponta, e dizer assim: ‘eu me protejo disso dizendo que ele não pode fazer, mas se ele faz e eu recomendo, paciência'. Então é esse o problema", afirma Ferreira. Crimes e relações no ambiente digital Do ponto de vista jurídico, o uso de ferramentas avançadas não isenta os criadores de responsabilidade criminal. A advogada e especialista em cibersegurança Gisele Kauer destaca que a atuação de perfis sintéticos pode se enquadrar da mesma forma em crimes já previstos no Código Penal Brasileiro, como estelionato, fraude, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. "O crime continua sendo crime independente do meio utilizado." Além dos impactos financeiros e jurídicos, a proliferação desses avatares hiper-realistas criados por inteligência artificial transforma a percepção da realidade. Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e que lidera um grupo que pesquisa intimidade artificial, aponta que a criação de padrões estéticos inalcançáveis e de interações afetivas simuladas pode aprofundar a insegurança humana, afetando tanto quem consome o conteúdo, como também quem produz. Para ele, a IA é uma "caixa de multiversos" capaz de fabricar realidades paralelas que intensificam distorções sociais já iniciadas pelas redes sociais, como no caso dos famosos filtros utilizados em fotos. "Começamos a criar realidades que são verossímeis, que poderiam ser possíveis, mas que não são. E isso traz uma certa insegurança, um certo desejo muito maior do que a gente tinha antes", diz o professor e pesquisador. "Temos modelos, influencers, com um corpo perfeito que é anatomicamente quase impossível chegar nele, tudo feito por inteligência artificial. Então, se a gente já se comparava com uma realidade produzida por pessoas que eram reais, imagina com uma questão sintética?", indaga ele. Para a advogada, o problema não é o uso de personagens de IA em si para ganhar dinheiro, mas a utilização deles para induzir usuários ao erro e obter vantagens financeiras ilícitas. O que dizem as plataformas Procurado, o YouTube informou que todo conteúdo na rede, incluindo o gerado por IA, deve seguir as diretrizes da comunidade, o que inclui regras contra desinformação médica, que proíbem dados incorretos capazes de gerar danos à saúde. A plataforma também disse que exige que criadores divulguem o uso de mídia alterada ou sintética fotorrealista e que insere rótulos nesses vídeos para alertar os espectadores. "Embora dependamos da autodivulgação do criador, o YouTube usa tecnologia e análise humana para identificar conteúdos que deveriam ter sido rotulados, mas não foram", afirmou a empresa, ressaltando que pode aplicar os avisos de forma proativa nos casos em que o criador não faz a autodeclaração. O Youtube diz, ainda, que materiais que violam as diretrizes estão sujeitos à remoção e que o descumprimento recorrente pode levar à exclusão do conteúdo e à suspensão do canal do seu programa de parcerias (YPP). O TikTok, em resposta à DW Brasil, também afirmou que exige que criadores sinalizem conteúdos gerados por IA e disse que proíbe vídeos que induzam o público ao erro. A plataforma disse também disponibilizar rótulos para informar aos espectadores quando um conteúdo foi criado com o uso de IA. Já em relação à monetização, o TikTok afirma que perfis que violarem as regras podem ter a conta removida de forma permanente ou temporária do Programa de Recompensas do Criador, dependendo da gravidade da violação. A Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, informou que não iria comentar.

Urna eletrônica para votação de eleitores na eleição suplementar 2026 em Roraima TRE-RR/Divulgação Com a chegada das Eleições 2026 em outubro, o debate político pode chegar à rotina profissional. Embora a liberdade de expressão seja garantida pela Constituição Federal de 1988, é preciso ter cuidado para não ultrapassar alguns limites. A manifestação de opiniões políticas pode afetar a convivência entre colegas e, em determinadas situações, prejudicar o relacionamento entre equipes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, as eleições podem intensificar conflitos porque as discussões políticas não envolvem apenas candidatos ou partidos. Elas também estão relacionadas a valores, crenças, identidade e visão de mundo. Manifestar apoio a candidatos é permitido, mas a convivência profissional exige respeito e atenção para evitar que divergências se transformem em ofensas, discriminação, assédio ou outros problemas no ambiente de trabalho. Agora no g1 🤔 Mas é possível discutir política de forma saudável no trabalho? Para os especialistas, o principal é respeitar os limites do outro e separar a divergência de ideias das relações profissionais. Respeito acima de tudo Para Juliana Sardinha, diretora de Diálogos Organizacionais da ABRH Brasil, o período eleitoral tende a intensificar conflitos porque muitas pessoas associam posicionamentos políticos à própria identidade. Em ambientes polarizados, segundo ela, uma divergência pode levar colegas a enxergar uns aos outros a partir de rótulos. Isso pode se manifestar em piadas, provocações, comentários durante o almoço, mensagens em grupos de WhatsApp e no compartilhamento de conteúdos políticos. O problema começa quando deixamos de discordar de uma ideia e passamos a desqualificar a pessoa que pensa diferente." A especialista afirma que descobrir que um colega ou chefe tem uma posição política diferente não deve impedir a convivência profissional. “Conviver não significa concordar”, afirma Juliana. Ela recomenda evitar suposições sobre alguém com base em sua posição política e respeitar quem não quiser participar de conversas sobre o tema. Outra orientação é substituir a tentativa de convencimento pela curiosidade: fazer perguntas e buscar compreender o ponto de vista do outro. Segundo Juliana, a conversa deixa de ser saudável quando surgem ironias, ataques pessoais, humilhações, generalizações ou insistência em convencer alguém que já demonstrou não querer continuar o debate. Quando a empresa deve intervir? Quando as divergências passam a afetar a colaboração, a confiança ou o desempenho da equipe, a situação deixa de ser apenas uma questão pessoal e exige atenção da empresa. Nesses casos, o setor de Recursos Humanos (RH) deve se concentrar nos comportamentos e em seus impactos. Além disso, manifestações políticas feitas por gestores podem ter peso diferente devido à relação de poder com os subordinados. Por isso, o uso da posição hierárquica para influenciar escolhas políticas deve ser evitado. Caso um trabalhador se sinta pressionado ou hostilizado por causa de seu posicionamento político, a orientação é registrar o ocorrido e procurar os canais internos da empresa. (entenda o que é assédio eleitoral e como denunciar) Para a especialista, as organizações não precisam proibir conversas sobre política, mas devem estabelecer regras claras de convivência e garantir que ninguém seja constrangido a expor suas preferências políticas ou participar de discussões que causem desconforto. “O objetivo de um ambiente de trabalho saudável não é fazer todo mundo pensar igual. É garantir que pessoas com visões de mundo diferentes consigam continuar trabalhando juntas com respeito, segurança e dignidade”, conclui. Não é preciso concordar Para Marcella Moura, especialista em RH e sócia da Acerta Consultoria, a polarização pode extrapolar o campo das opiniões e afetar diretamente a convivência entre colegas. Segundo ela, divergências políticas podem provocar afastamentos, gerar desavenças e até levar funcionários a deixar de conversar ou trabalhar juntos. Algo que deveria ser mais imparcial acaba se tornando parcial e ultrapassando o ambiente profissional, chegando também ao lado pessoal." Marcella recomenda que os trabalhadores respeitem opiniões diferentes e tenham paciência para lidar com quem pensa de outra forma. Para ela, sempre que possível, discussões políticas devem ser evitadas no ambiente profissional para impedir que divergências pessoais prejudiquem o clima e o trabalho em equipe. Isso não significa, porém, que o assunto precise ser proibido. Segundo a especialista, debates sobre política podem ser enriquecedores quando conduzidos de forma imparcial, com foco em propostas e respeito às opiniões contrárias. O problema surge quando a conversa evolui para confronto pessoal, afastamento entre funcionários ou prejuízo às atividades profissionais. Nessas situações, o RH deve atuar como mediador, sem tomar partido. Marcella cita palestras sobre empatia, treinamentos de integração e atividades voltadas ao trabalho em equipe como formas de estimular o respeito às diferenças e prevenir conflitos. O papel do RH Para Gustavo Chehara, especialista em RH e CEO da Joyn Benefícios, a área de Recursos Humanos deve atuar quando comportamentos ligados a divergências políticas passam a comprometer a convivência ou o desempenho das equipes. “A questão não é qual posicionamento político está correto, mas se houve desrespeito, constrangimento, discriminação ou prejuízo às relações de trabalho”, explica. Chehara considera que proibir completamente as conversas sobre política não é uma solução realista. Para ele, o mais importante é estabelecer regras claras de convivência e garantir que ninguém seja pressionado a revelar suas preferências políticas nem a participar de debates que causem desconforto. Comentários provocativos, tentativas insistentes de convencimento e discussões em canais corporativos estão entre as situações que podem desgastar as equipes. Além de mediar conflitos, o RH pode acompanhar sinais de tensão nas equipes e reforçar ações de orientação e apoio. A área também pode ajudar a estabelecer regras de convivência para o período eleitoral. Uma boa gestão de pessoas não busca eliminar diferenças. Ela cria condições para que pessoas diferentes consigam trabalhar juntas com respeito, segurança e profissionalismo." Como evitar conflitos causados por opiniões políticas no trabalho Veja como lidar com opiniões políticas diferentes no ambiente profissional, segundo os especialistas: ➡️ Respeite opiniões diferentes: discordar faz parte da convivência profissional, mas é importante reconhecer o direito do outro de pensar de forma diferente. ❌ Evite tentar convencer a qualquer custo: debates podem ser saudáveis, mas insistir depois que a outra pessoa demonstrou desconforto pode transformar a conversa em conflito. 🚫 Evite ataques pessoais: críticas devem ficar no campo das ideias. Piadas, provocações, humilhações e ofensas ultrapassam o limite de uma divergência saudável. 🗣️ Não faça suposições sobre colegas: a posição política de uma pessoa não define seu caráter, sua competência ou sua capacidade de trabalhar em equipe. 🫡 Respeite quem não quer discutir política: ninguém deve ser pressionado a revelar em quem pretende votar ou participar de conversas sobre eleições. 📲 Tenha cuidado com grupos e canais de trabalho: mensagens, memes e provocações políticas em grupos corporativos podem gerar desconforto e prejudicar a convivência. ⚠️ Líderes devem ter atenção redobrada: manifestações políticas de chefes podem ser interpretadas como pressão pelos subordinados. A posição hierárquica não deve ser usada para influenciar escolhas políticas. 📵 Tenha cuidado também nas redes sociais: é possível manifestar opiniões em perfis pessoais, mas publicações ofensivas, ameaçadoras ou discriminatórias podem gerar repercussões profissionais, especialmente quando o perfil está associado à empresa. 🚨 Procure o RH em caso de pressão ou hostilidade: situações de constrangimento, perseguição, discriminação ou pressão por causa de posicionamento político devem ser relatadas pelos canais internos da empresa. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.062 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 38 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (23), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da último terça-feira (20), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de setembro a partir desta quinta-feira (24). O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/9 Final 2: 25/9 Final 3: 28/9 Final 4: 29/9 Final 5: 30/9 Final 6: 1º/10 Final 7: 2/10 Final 8: 5/10 Final 9: 6/10 Final 0: 7/10 Quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/10 Finais 2 e 7: 02/10 Finais 3 e 8: 05/10 Finais 4 e 9: 06/10 Finais 5 e 0: 07/10 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal

Ray-Ban Meta Audio Divulgação/Meta A Meta lançou na quarta-feira (23) novos óculos inteligentes em sua conferência anual. Além de uma nova versão de seu modelo convencional (saiba mais abaixo), a principal novidade é um dispositivo sem câmera, criado em meio às reclamações sobre a possibilidade de gravar vídeos de pessoas sem elas perceberem. Batizado de Ray-Ban Meta Audio, ele promete captar a voz de usuários durante ligações com mais clareza do que fones de ouvido e permite ouvir música e podcasts sem usar as mãos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O dispositivo também é compatível com o Muse, agente de IA da Meta lançado no início de setembro. Com ele, é possível receber orientações de treinos físicos, registrar refeições, pesquisar na internet, organizar a agenda e comprar produtos. Segundo a fabricante, os óculos funcionam por até 12 horas com uma carga completa e pesam 43 gramas. Óculos da Meta geram debate sobre privacidade Com 23 combinações de cores e lentes, os Ray-Ban Meta Audio são vendidos em duas versões: a Clubmaster, um visual retrô, e a Burbank, um modelo retangular. Os Ray-Ban Meta Audio custam a partir de US$ 349 (cerca de R$ 1.800, na conversão direta) no site da Ray-Ban para os Estados Unidos. Outras empresas já apostam em óculos inteligentes sem câmera. A Even Realities, por exemplo, lançou seu primeiro modelo em 2024 e diz que a ausência do recurso ajuda a reduzir o receio de gravações escondidas. Companhias têm testado diferentes formatos de aparelhos capazes de acompanhar usuários durante o dia. A Snap lançou seus óculos de R$ 11 mil em junho, e a OpenAI trabalha em seu primeiro aparelho físico. Em seu evento, a Meta lançou ainda os Meta VR Glasses, óculos de realidade virtual que prometem experiência de cinema, e o Muse Charm, um dispositivo com um personagem virtual que representa o agente de IA Muse e lembra um Tamagotchi. Muse Charm Divulgação/Meta Novos óculos com câmera Mesmo com as críticas sobre gravações indevidas, a empresa lançou a terceira geração do Ray-Ban Meta, a versão convencional – e com câmera – de seus óculos inteligentes. O modelo tem sensor de 12 megapixels e permite registrar vídeos com resolução 3K Ultra HD sem que usuários precisem usar as mãos. Ray-Ban Meta (3ª geração) Divulgação/Meta Como nas gerações passadas, o Ray-Ban Meta tem uma luz que acende para avisar outras pessoas de que usuários estão registrando fotos ou vídeos. No Reino Unido, alguns restaurantes, pubs e teatros passaram a restringir o uso desses dispositivos. A Meta também enfrenta uma ação coletiva na Califórnia que acusa a Meta de coletar fotos feitas com os dispositivos para que elas sejam analisadas por trabalhadores que treinam sistemas de IA. Os autores do processo alegam que os registros incluem imagens de pessoas trocando de roupa, usando banheiros e lidando com informações financeiras. A Meta contesta as alegações. Segundo a Meta, os novos óculos suportam nove horas de bateria com carga única, uma a hora mais do que seus antecessores. Eles contam com 27 combinações de cores e lentes para três estilos de armações. A nova geração do Ray-Ban Meta custará a partir de US$ 449 (cerca de R$ 2.300 na conversão direta) nos Estados Unidos. O preço para o Brasil ainda não foi divulgado. Meta VR Glasses Divulgação/Meta

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução Após duas semanas de paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) retoma nesta quinta-feira (24) o julgamento que vai decidir se a greve dos trabalhadores dos Correios é abusiva. A sessão está marcada para as 15h30 e poderá definir os rumos do movimento, que afeta unidades da empresa em diferentes regiões do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O julgamento começou na segunda-feira (21), mas foi suspenso por decisão do ministro Vieira de Mello Filho, que presidia a sessão. Segundo ele, era necessário garantir às entidades sindicais o prazo de 48 horas para analisar documentos apresentados recentemente ao processo. Durante a sessão, o ministro afirmou que os documentos não haviam sido examinados pela parte contrária. Na avaliação dele, decidir sobre a abusividade da paralisação com base nesses materiais, sem dar aos sindicatos a oportunidade de se manifestar, poderia ferir o devido processo legal. "Não houve controvérsia sobre os documentos. Ou seja, nós estaríamos aqui em desprezo ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", afirmou. Após a decisão do tribunal, a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) orientou a continuidade da greve até a retomada do julgamento. Caso a paralisação seja considerada abusiva, o tribunal poderá determinar o encerramento imediato do movimento e aplicar sanções às entidades sindicais. Também poderá estabelecer outras medidas para garantir a continuidade dos serviços prestados pelos Correios. jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Findect afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar os gastos das famílias com o benefício. A preocupação, de acordo com a Findect, envolve mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos para os clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A Findect defende a manutenção da redação atual e afirma que as demais cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por uma decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%. A questão ainda aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Criptomoedas Reuters O Banco Central do Brasil (BC) anunciou nesta quarta-feira (23) ajustes nas regras para o mercado de ativos virtuais, como as criptomoedas, e nas normas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo relacionadas a esses ativos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Uma das principais mudanças determina que transferências de criptoativos de valor igual ou superior ao equivalente a US$ 10 mil, realizadas para ou a partir de carteiras autocustodiadas, passem a ser comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 🔎 Carteiras autocustodiadas são aquelas em que o próprio usuário mantém o controle das chaves privadas que permitem movimentar seus criptoativos, sem depender de uma instituição ou plataforma para guardá-los. Segundo o BC, a medida busca ampliar a capacidade de monitoramento dessas operações, já que esse tipo de carteira pode oferecer menos informações para avaliação de riscos do que ativos mantidos sob custódia de instituições autorizadas. Agora no g1 A instituição acrescentou que as alterações têm o objetivo de "fortalecer a segurança e a integridade do mercado de ativos virtuais", além de dar mais previsibilidade aos participantes do setor e facilitar o processamento das informações necessárias à supervisão. Outra mudança nas regras de prevenção à lavagem de dinheiro determina a comunicação automática ao Coaf de operações de câmbio com entrega ou recebimento de moeda estrangeira em dinheiro vivo de valor igual ou superior a US$ 10 mil. Segundo a instituição, a medida busca promover um "tratamento regulatório mais uniforme para operações realizadas com recursos em espécie". As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026. O mês também marca o prazo final para que as sociedades prestadoras de ativos virtuais (PSAVs) já em operação formalizem seus pedidos de autorização junto ao BC.

O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante anúncio de novo pacote de snações ao Irã, em 24 de agosto de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira (23) que os Estados Unidos e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro. Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os encontros serviram para preparar a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, marcada para esta quinta-feira (24). Xi desembarcou nos EUA nesta quarta-feira. “Nos reunimos hoje para ver se conseguiríamos fazer um acordo maior, em vez de apenas uma série de medidas menores”, disse o chefe do Tesouro. Agora no g1 Segundo ele, a extensão de dois meses da trégua comercial, acordada em maio em Busan, na Coreia do Sul, dará aos dois países “mais tempo para ver o que podemos fazer na área econômica”. Mais cedo, Bessent disse a jornalistas que Pequim levantou a possibilidade de um acordo comercial mais amplo entre EUA e China durante 12 horas de negociações realizadas no domingo, mas não deu detalhes sobre o alcance desse eventual pacto. Segundo o Tesouro americano, a reunião desta quarta-feira durou cerca de 90 minutos. Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses. Segundo ele, Pequim está cumprindo a exigência de comprar 25 milhões de toneladas de soja, mas ainda está abaixo da meta de adquirir US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas. Autoridades americanas disseram na semana passada que as entregas chinesas de terras raras também estão abaixo do esperado. A cúpula de quinta-feira, a segunda de até quatro encontros previstos entre Trump e Xi neste ano, poderá trazer anúncios sobre a meta dos dois países de eliminar tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos não essenciais, além de temas relacionados a serviços financeiros e compras agrícolas, afirmou Bessent. “Considerando que este pode ser um ano histórico, em que os líderes podem se reunir até quatro vezes, sendo este o segundo encontro, com reuniões previstas também em Shenzhen e Miami, estamos abertos tanto à ideia de manter o arranjo de Busan quanto à de avaliar um acordo mais amplo”, disse Bessent mais cedo a jornalistas. “Estamos confortáveis com as duas opções e vamos fazer o que for melhor para o povo americano”, acrescentou. Em publicação na rede X, Bessent classificou as discussões como substanciais e afirmou que o Tesouro está focado em garantir compromissos que protejam trabalhadores, agricultores e empresas americanas, ao mesmo tempo em que promovam os interesses econômicos e de segurança nacional do país. Relação estratégica Bessent afirmou ter se reunido com He na sede do Banco Mundial, em Washington, para resolver algumas “questões pendentes” antes da cúpula entre Trump e Xi. Segundo ele, o governo Trump busca uma relação estratégica baseada em “reciprocidade e justiça”. Bessent, He e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, se reuniram em Nova York no domingo para preparar possíveis acordos sobre comércio e inteligência artificial que poderão ser analisados pelos dois líderes. O secretário do Tesouro americano classificou as negociações como bem-sucedidas e afirmou que os dois países concordaram em criar uma “linha direta” de comunicação para informar um ao outro sobre incidentes de segurança envolvendo inteligência artificial. A resposta da China ao plano da linha direta de IA não ficou clara. A agência estatal chinesa Xinhua apenas reconheceu que os dois países discutiram inteligência artificial. Analistas das relações entre EUA e China afirmam que as expectativas de cooperação em IA são baixas devido à falta de confiança mútua e ao fato de que nenhum dos dois países demonstrou interesse significativo em desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Trump, inclusive, tem dito o contrário: que não pretende “frear” o crescimento da IA e que manterá a liderança dos EUA sobre a China no que agora chama de “superinteligência”. A chamada “distensão econômica” de Busan reduziu drasticamente as tarifas bilaterais, que haviam alcançado percentuais de três dígitos após uma escalada de retaliações mútuas desencadeada pelos aumentos tarifários promovidos por Trump no ano passado. A China também concordou em restabelecer o fluxo de ímãs de terras raras e de outros minerais críticos, cujas exportações havia restringido severamente.

Como agentes de IA da OpenAI invadiram sistema e tentaram apagar os próprios rastros Um agente de IA desenvolvido pela OpenAI invadiu um site do governo australiano em junho e acessou arquivos públicos e não públicos, informou o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, nesta quarta-feira (23). Este é o primeiro caso conhecido de um agente de IA que violou um site governamental. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A invasão marca um dos maiores incidentes envolvendo agentes de IA que acessam sistemas externos fora dos Estados Unidos e deve intensificar as preocupações sobre a capacidade dos desenvolvedores de IA de controlar a tecnologia. "Este incidente ocorreu em junho deste ano e envolveu um agente da OpenAI obtendo acesso não autorizado ao portal de Relatórios de Estatísticas do Medicare, do departamento de saúde, voltado ao público e administrado pela Services Australia", disse Albanese a repórteres em Nova York. Segundo o primeiro-ministro, nenhuma informação pessoal teria sido acessada, mas as investigações ainda estão em andamento. Albanese afirmou que conversou com o CEO da OpenAI, Sam Altman, para expressar a "extrema preocupação da Austrália com este incidente". A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. Nos últimos dois meses, a OpenAI divulgou repetidamente invasões ou outros incidentes envolvendo seus agentes de IA que agiram de forma inesperada ou descontrolada, muitas vezes muito tempo depois de terem ocorrido. Em alguns casos, a empresa só descobriu a atividade tardiamente. Em outros, optou por não divulgar a ação maliciosa. A invasão em meados de julho ao Hugging Face só foi detectada cerca de uma semana após o ocorrido, segundo cronogramas divulgados pela OpenAI e por investigadores independentes. As rivais Anthropic, Google (com o Gemini) e Meta também divulgaram incidentes em que seus agentes acessaram sistemas externos. Alguns dos principais executivos de IA dos EUA, incluindo Altman, pediram uma desaceleração no desenvolvimento da IA, citando, entre outras coisas, a ameaça de ataques cibernéticos devastadores realizados por agentes fora de controle. Leia também: Os 10 dias que abalaram a corrida da IA: por que líderes do setor agora pedem para 'pisar no freio' Vendas de robôs humanoides atingiram 7 mil unidades em todo o mundo em 2025 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, em reunião do Conselho de Segurança da Onu, em 23 de setembro de 2026 Reuters/Brendan McDermid Chefes de OpenAI, da Anthropic e da Hugging Face, três das maiores empresas de inteligência artificial do mundo, participaram de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (23). A reunião foi convocada pela França, que preside o conselho, em meio aos alertas de que sistemas de IA mais poderosos poderiam se tornar mais capazes, escapar do controle humano e criar ameaças à segurança internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Se mal gerenciada, acredito até que a IA poderia representar um risco para a humanidade como um todo", disse Dario Amodei, CEO da Anthropic, criadora do assistente de IA Claude. O CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu cooperação internacional. "Para que a IA seja democrática, as decisões mais importantes não podem ser tomadas apenas por laboratórios em São Francisco", disse o líder da empresa criadora do ChatGPT. Agora no g1 Para Altman, a regulamentação da IA deve ser feita com processos democráticos e por governos que prestem contas às populações que servem. "Ao longo da história, houve momentos em que países que competem entre si — e nem sempre nutrem grande simpatia mútua — uniram-se em prol de interesses comuns e do bem coletivo diante de uma nova e poderosa tecnologia. Acreditamos que este deve ser um desses momentos", afirmou. O CEO da Hugging Face, Clement Dolangue, destacou o papel das ferramentas de inteligência artificial na defesa contra ataques cibernéticos. "Fomos atacados por IA, mas, o que é mais importante, nos defendemos com IA", afirmou, em referência à invasão por modelos da OpenAI revelada em julho. EUA e China divergem sobre IA O conselheiro de ciência e tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que "não se pode governar uma tecnologia que não se compreende". O representante dos Estados Unidos disse que a ONU e outros órgãos semelhantes "devem se concentrar no compartilhamento de melhores práticas para desenvolver capacidades nacionais, e não no estabelecimento de um esquema regulatório global". Ele fez coro à fala do presidente americano Donald Trump na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU. Trump disse que "rejeita qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar" a inteligência artificial. O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que é preciso haver um aprimoramento contínuo das estruturas regulatórias, das respostas a emergências e da cooperação internacional sobre IA. "Cabe à comunidade internacional trabalhar em estreita colaboração, atribuir igual importância ao desenvolvimento e à segurança, e conduzir o desenvolvimento da IA para fins positivos, para o bem e em prol da humanidade", disse ele ao Conselho de Segurança. Para o professor Yoshua Bengio, copresidente do painel da ONU sobre IA e considerado um dos "padrinhos da IA", os perigos em torno da tecnologia são "reais e iminentes". "Este conselho enfrenta uma ameaça sem precedentes: uma ameaça que nenhum de seus membros escolherias, que nenhum consegue conter sozinho e que não respeita as fronteiras que defendemos", afirmou. Governos têm enfrentado o desafio de supervisionar a IA em meio a ataques cibernéticos realizados por meio desses sistemas e alegações de que a tecnologia pode representar uma ameaça para a humanidade. Os Estados Unidos e a China, as duas principais potências no desenvolvimento de IA, permanecem divididos entre o interesse de manter a tecnologia avançar conforme o mercado e o desejo de criar diretrizes globais de segurança. Participação virtual de Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Clemente Delangue, CEO da Hugging Face, em reunião do Conselho de Segurança da ONU, em 23 de setembro de 2026 Reuters/Brendan McDermid

Bancários rejeitam proposta e mantêm greve por tempo indeterminado Funcionários da Caixa Econômica Federal e dos Correios continuam em greve nesta quarta-feira (23), no 14º dia de paralisação. As duas categorias cruzaram os braços em 10 de setembro, mas estão em momentos diferentes: na Caixa, a tentativa de mediação entre empregados e banco terminou sem acordo nesta quarta-feira (23), e a instituição decidiu levar a questão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo; nos Correios, o TST retoma nesta quinta-feira (24) o julgamento do dissídio coletivo que envolve a greve. O g1 explica o que está em disputa, como ficam os serviços e quais são os próximos passos. Caixa: quais são as reivindicações O que acontece com a greve da Caixa Como ficam os serviços da Caixa Correios: quais são as reivindicações O que acontece com a greve dos Correios Como a greve afeta quem usa os Correios Minha encomenda está atrasada: o que fazer Na Caixa, o principal ponto de impasse é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. Nesta quarta, o Ministério Público do Trabalho (MPT) levou a negociação ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde ocorre uma audiência de mediação pré-processual entre as partes. Nos Correios, o TST começou a analisar a greve na segunda-feira, mas suspendeu o julgamento após a estatal apresentar novos documentos. Os sindicatos receberam prazo para se manifestar, e a sessão foi remarcada para quinta-feira (24), às 15h30. Até lá, a paralisação continua. Além das negociações trabalhistas, as greves afetam a rotina de clientes da Caixa e de consumidores e empresas que usam os serviços dos Correios. Veja o que está em disputa, quais serviços continuam disponíveis e os próximos passos de cada paralisação. Caixa: o que os trabalhadores reivindicam O principal impasse é o Saúde Caixa. A proposta apresentada pelo banco para o acordo coletivo prevê mudanças no custeio do plano a partir de 2027. ➡️ Entre elas está o aumento de 8% para 9% do limite de participação da Caixa no financiamento do plano e uma contribuição de 3,7% para empregados, aposentados e pensionistas. A proposta também reduz o valor da coparticipação em atendimentos de pronto-socorro e mantém o chamado pacto intergeracional. A proposta foi rejeitada pelos empregados em assembleias realizadas na segunda-feira. No Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes votaram contra. A Caixa também apresentou propostas sobre reajuste salarial, benefícios e outras cláusulas do acordo coletivo. A empresa prevê reajuste pelo INPC mais 0,6 ponto percentual em 2026 e 2027, além de reajuste de 4,6% nos benefícios em 2026. O que acontece com a greve da Caixa agora? O MPT acionou o TST para tentar aproximar as partes. A audiência desta quarta é uma mediação pré-processual, ou seja, uma tentativa de construir um acordo antes de um eventual processo de dissídio coletivo. Não se trata, neste momento, de um julgamento da greve. A paralisação continua enquanto não houver um acordo ou outra decisão que determine seu encerramento. Como ficam os serviços da Caixa? Mesmo com a greve, vários serviços podem ser feitos por canais digitais e pontos alternativos de atendimento. Como pagar contas e boletos? A orientação é não deixar uma conta vencer por causa da greve. Pagamentos podem ser feitos pelo aplicativo e pelo internet banking da Caixa, além de caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e outros canais disponíveis. Se o cliente não conseguir pagar uma conta por causa de uma indisponibilidade relacionada à greve, é importante guardar comprovantes de que tentou realizar o pagamento. Em situações assim, o consumidor pode contestar posteriormente a cobrança de juros ou multa, mas a análise depende das circunstâncias e das provas do caso. Dá para sacar e movimentar dinheiro? Sim. A Caixa mantém caixas eletrônicos e canais digitais em funcionamento. Também é possível utilizar lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para determinados serviços. E o Bolsa Família? O pagamento do Bolsa Família segue o calendário previsto. A Caixa informou que os beneficiários podem movimentar os recursos pelo Caixa Tem, usar o cartão para compras e realizar saques em canais disponíveis, como lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. É possível sacar o FGTS? A maioria das modalidades de saque pode ser solicitada pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de ir a uma agência. O trabalhador também pode indicar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos. A Caixa ressalta, porém, que algumas etapas dependem de análise interna. Por isso, a solicitação digital não significa necessariamente que todo o processo será concluído de forma automática durante a greve. E o financiamento da casa própria? É possível iniciar e acompanhar algumas etapas pelos canais digitais, mas a greve pode afetar processos que dependem de atendimento ou análise de funcionários. Entre as etapas que podem sofrer atraso estão a conferência de documentos, análise de propostas, recebimento e liberação de documentos e assinatura de contratos. O impacto varia conforme a unidade e a etapa do financiamento. Correios: por que os trabalhadores entraram em greve? Nos Correios, a principal divergência também envolve o plano de saúde. Os trabalhadores são contra a mudança proposta pela empresa no modelo de custeio do CorreiosSaúde. A categoria teme que a alteração da participação dos Correios no plano aumente os custos para empregados, aposentados e dependentes. A campanha salarial também envolve reajustes e outros direitos previstos no acordo coletivo. “A proposta apresentada pelos Correios chegou a prever reajuste equivalente a 100% do INPC nos salários em 2026 e 2027 e nos principais benefícios. Mas o futuro do plano de saúde continuou sendo um dos principais pontos de conflito.” Também estão em discussão cláusulas relacionadas a benefícios e condições de trabalho. Entre os pontos reivindicados pelos trabalhadores estão a retomada do adicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% pelo trabalho em dias de repouso ou feriados, além de outras gratificações e benefícios. O que acontece com a greve dos Correios agora? O TST começou a julgar o dissídio coletivo da categoria na segunda-feira (21), mas interrompeu a análise depois que os Correios apresentaram novos documentos relacionados ao pedido para que a greve fosse considerada abusiva. Os sindicatos receberam 48 horas para analisar e se manifestar sobre os documentos. Por isso, o julgamento foi remarcado para quinta-feira (24), às 15h30. Enquanto isso, a greve continua. O TST determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade em cada unidade ou estabelecimento durante a paralisação. A decisão considera a natureza essencial do serviço postal. Como a greve afeta quem usa os Correios? A estatal afirma que mantém os serviços e adotou medidas para reduzir os efeitos da paralisação, como remanejamento de funcionários, deslocamento de veículos e mutirões para preservar o fluxo de encomendas. Isso não significa, porém, que todos os objetos estejam sendo entregues normalmente. Consumidores e pequenos vendedores relataram atrasos, objetos sem atualização no rastreamento e problemas relacionados a prazos de entrega durante a paralisação. As agências continuam funcionando, mas a operação de tratamento e distribuição pode ser afetada conforme a adesão à greve em cada localidade. Minha encomenda está atrasada. O que fazer? O primeiro passo é acompanhar o rastreamento do objeto pelos canais dos Correios. A empresa orienta que os clientes aguardem a entrega no endereço informado e, em situações específicas, procurem os canais oficiais de atendimento. Para quem vende pela internet, atrasos na distribuição podem afetar o prazo de entrega informado ao consumidor e o fluxo de devoluções e reembolsos. O que acontece agora As duas greves continuam, mas seguem caminhos diferentes no TST. Caixa: a negociação passa por uma audiência de mediação pré-processual nesta quarta-feira (23), após os empregados rejeitarem a terceira proposta do banco. Correios: o TST retoma na quinta-feira (24), às 15h30, o julgamento do dissídio coletivo que envolve a greve. Enquanto não houver acordo ou decisão que encerre as paralisações, os dois movimentos continuam.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23), por unanimidade, igualar os direitos de mães adotivas e biológicas em relação à licença-maternidade. O julgamento começou na semana passada e foi concluído nesta quarta. O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi acompanhado pelos ministros para fixar que todas as mães, sejam biológicas ou adotantes, terão direito a licença-maternidade de idêntico conteúdo: afastamento remunerado de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias. O prazo será contado a partir do 9º mês de gestação, do parto, da adoção, da obtenção da guarda para fins de adoção ou da alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorrer por último. Agora no g1 ➡️A regra valerá tanto para trabalhadoras contratadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que rege as relações de trabalho na iniciativa privada, quanto para servidoras públicas submetidas a regime estatutário. A decisão vale para novas licenças e para aquelas que já estão em andamento, não alcançando as que já terminaram. Outra decisão dentro do julgamento foi a de proibir descriminação na concessão da licença com base no vínculo de trabalho da mãe. “A meu ver, o regime jurídico, celetista, estatutário militar ou outro pode disciplinar inúmeros aspectos da relação de trabalho ou funcional, mas não pode alterar a intensidade da proteção constitucional devida à maternidade e à infância. A criança não necessita de mais ou menos cuidado conforme sua mãe seja empregada, servidora ou militar”, afirmou o ministro Kassio Nunes Marques. Moraes negou apenas um pedido da PGR, que previa o compartilhamento de licença parental entre os integrantes do núcleo familiar. Mulher grávida. Imagem ilustrativa/Divulgação Discriminação Atualmente, mães biológicas que têm vínculo de trabalho estatutário na esfera federal têm 120 dias de licença remunerada. Já as mães adotantes têm 90 dias de licença se a criança tiver até um ano e 30 dias se a criança tiver mais de 1 ano. “Não há constitucionalidade nem em desfavor da maternidade adotiva nem tampouco uma segunda discriminação em relação à maternidade adotiva, o período de afastamento vai sendo graduado de acordo com a idade da criança adotada”, afirmou Moraes. A CLT já equipara mães biológicas e adotantes para fins de licença-maternidade, enquanto algumas leis estatutárias ainda mantêm diferenças formais para adotantes. O STF vem entendendo que essa distinção viola a Constituição e a PGR pede a uniformização definitiva das regras para todas as categorias. Precedentes Em 2023, o Supremo decidiu que não é possível discriminar o tempo de licença-maternidade concedida à mãe biológica e à mãe adotante e citou princípios da dignidade humana, da igualdade entre filhos biológicos e adotados, da doutrina da proteção integral e dos princípios da prioridade e do melhor interesse da criança. No entanto, a PGR sustenta que a decisão serviu de base apenas para órgãos do Poder Judiciário e não alcançou a administração pública. Por isso, a decisão não suspendeu a eficácia das leis em contrário e a discriminação continuou ocorrendo. A ação pede a declaração de incompatibilidade das normas com a Constituição para, com isso, vincular tanto órgãos do Poder Judiciário, quanto a administração pública. “Entende-se, portanto, ser cabível esta ação direta, que se dirige não somente a afastar a aplicação de disposições normativas que, na atualidade, acabam por configurar um tratamento discriminatório quanto à concessão de licença parental, como também fixar no plano jurídico-objetivo a tese de que o sistema de proteção parental, há de se submeter a um regime jurídico uniforme, independentemente do vínculo laboral da categoria que dele se beneficie”, argumenta a PGR. Na semana passada, Moraes já havia votado e disse que “se todos são filhos, a mãe é mãe de todos, dos filhos naturais, biológicos, adotivos, então a licença-maternidade deve ser igual para todos”. Os ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino e Dias Toffoli seguiram o entendimento. Nesta quarta, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e o presidente, Edson Fachin, seguiram o entendimento. “Mãe é só uma e todo filho é único para nós. O filho é filho e pronto e essa desigualação poderia se constituir da pessoa se sentir distinta também, quando a pessoa contasse pra ela e tudo mais”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Cinco produções da Globo concorrem ao Emmy Internacional de 2026 A Globo recebeu cinco indicações ao Emmy Internacional 2026, considerado o Oscar da TV. Os indicados foram anunciados nesta quarta-feira (23) pela Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas. A cerimônia de premiação será realizada em 23 de novembro, em Nova York. Ao todo, são 64 indicados de 22 países, distribuídos em 16 categorias. Veja as indicações da Globo A Jornada da Vida – Rio Mekong: conheça o templo que parece ter sido feito para as redes sociais Fantástico O Fantástico foi indicado na categoria Séries de Curta Duração por “A Jornada da Vida: Rio Mekong”. Na série de reportagens, Sônia Bridi e Paulo Zero fazem uma expedição pelo sudeste asiático e percorrem o Rio Mekong. A viagem começou na Tailândia e passou por Laos e Vietnã, acompanhando o curso do rio e contando histórias de sobrevivência e transformação. O Fantástico também foi indicado na categoria Notícias pela reportagem especial "Os últimos indígenas isolados da Amazônia", exibida em fevereiro de 2025. A reportagem de Rogério Coutinho e Júnior Alves acompanha uma expedição inédita por uma das regiões mais remotas da Amazônia para mostrar o trabalho de monitoramento e proteção dos indígenas isolados Kawahiva do Rio Pardo. (No início da noite, o Emmy esclareceu que, por um erro na inscrição da reportagem do Fantástico "Retorno à Terra Yanomami", exibida em maio de 2025, ela deixou a lista e foi substituída pela reportagem "Os últimos indígenas isolados da Amazônia", também do Fantástico.) Na categoria Atualidades, o programa Profissão Repórter foi indicado pela reportagem "Feminicídio", exibida em abril de 2025, que acompanhou a luta de mulheres por justiça em meio ao aumento recorde de feminicídios no Brasil. Já na categoria Telenovela, a Globo foi indicada por "Garota do Momento", disponível na Globoplay. Ambientada nos anos 1950, a novela acompanha Beatriz em uma jornada em busca da própria identidade e de reconciliação com o passado, após reencontrar a mãe, por quem acredita ter sido abandonada na infância. Por fim, o núcleo de Documentários de Jornalismo da Globo também recebeu uma indicação com o documentário "Terceirão", na categoria Infantil: Factual e Entretenimento. Ao acompanhar a rotina de quatro jovens de diferentes regiões e contextos sociais, o documentário retrata os desafios e as transformações de um período marcado por decisões sobre o futuro, pressão pelos vestibulares, questões de saúde mental, desigualdade e conflitos familiares. A produção venceu o Prêmio Gabo 2026 na categoria Imagem. Histórico da Globo no Emmy Internacional O Grupo Globo tem 20 prêmios Emmy e, desde 2007, recebe indicações todos os anos ao principal prêmio da televisão mundial. O primeiro foi o prêmio de “Personalidade Mundial da Televisão”, recebido por Roberto Marinho em 1976. Ele voltou a receber a homenagem em 1983. Em 2014, seu filho Roberto Irineu Marinho também foi premiado pela Academia. Em 2025, João Roberto Marinho recebeu o prêmio honorário Directorate Award. Em 1981, a Globo venceu com o musical “A Arca de Noé” e, em 1982, com “Morte e Vida Severina”. A emissora foi premiada oito vezes na categoria Melhor Novela, com “Caminho das Índias” (2009); “Laços de Sangue” (2011), coprodução com a SIC exibida em Portugal; “O Astro” (2012); “Lado a Lado” (2013); “Joia Rara” (2014); “Império” (2015); “Verdades Secretas” (2016); e “Órfãos da Terra” (2020). “A Mulher Invisível” (2012) e “Doce de Mãe” (2015) venceram na categoria Melhor Comédia. Fernanda Montenegro recebeu, em 2013, o prêmio de Melhor Atriz por seu papel em “Doce de Mãe”. “Malhação: Viva a Diferença” também foi premiada na categoria Kids: Série. Em 2011, o Jornal Nacional ganhou a estatueta, pela cobertura da retomada do conjunto de favelas do Alemão pelas forças de segurança do Rio de Janeiro.

Carregador de carro elétrido da Geely divulgação/Geely A chinesa Geely anunciou, nesta quarta-feira (23), uma nova tecnologia de bateria e carregamento capaz de recarregar 70% da bateria de um carro elétrico em apenas quatro minutos. A carga completa leva oito minutos. Segundo a agência Reuters, a recarga da bateria exige um carregador específico de 2,2 MW (2.200 kW). A potência supera a da rival BYD, que tem eletropostos de 1 MW e prometeu instalar mil unidades no Brasil até 2027. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nos eletropostos da Geely, a bateria vai de 10% a 70% de carga em quatro minutos. A recarga completa leva 8 minutos e 40 segundos. Mesmo com mais que o dobro da potência da solução da BYD, a rival conclui a carga em pouco mais de nove minutos. Carregador ultrarrápido da BYD vai até 97% em 9 minutos Para garantir a segurança da operação, a marca utiliza inteligência artificial instalada no veículo. O objetivo é monitorar parâmetros como a saúde da bateria e o controle térmico, além de prever riscos inerentes à grande quantidade de energia utilizada. Carregamento ultrarrápido não é para todos A Geely não revelou quais carros serão equipados com esse tipo de carregamento. Na BYD, concorrente da montadora chinesa, a recarga ultrarrápida está disponível apenas nos modelos da submarca de luxo Denza. No Brasil, o carro elétrico mais barato da BYD é o Dolphin Mini, com preço a partir de R$ 119.900. Já o Denza B5, modelo mais acessível da divisão de luxo, custa a partir de R$ 405.000. Para efeito de comparação, o Dolphin Mini, suporta recarga de até 40 kW. Mesmo conectado a um eletroposto de 1.500 kW, ele receberá apenas a potência máxima que consegue suportar. Nesse exemplo, o Dolphin Mini precisa de 30 minutos para alcançar os 80% e ultrapassa os 50 minutos para a carga completa. Para suportar uma recarga tão rápida, seja na solução da BYD, da Geely ou de outra marca, o veículo precisa de diversos componentes específicos que encarecem o veículo, incluindo sistemas de segurança reforçados para a bateria, o motor e o próprio carregador.

Petrobras Foto Divulgação A Petrobras já garantiu a importação dos 650 milhões de litros de diesel necessários para atender à demanda de outubro e não prevê grandes volumes de compras externas para novembro, afirmou a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano. A declaração ocorre após representantes dos setores de distribuição e importação manifestarem, neste mês, preocupação com possíveis restrições localizadas na oferta de diesel no país. Na ocasião, a diferença entre os preços do combustível no mercado internacional e os praticados pela Petrobras no Brasil havia atingido níveis recordes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Também nesta quarta-feira (23), o presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que a maior distribuidora do país está preparada para ampliar as importações de diesel, se necessário, mesmo com o combustível no mercado internacional entre R$ 2 e R$ 3 por litro mais caro que no Brasil. Em outubro, o Brasil costuma registrar um dos períodos de maior demanda por diesel, devido ao plantio da safra de verão, que também coincide com o transporte do milho recém-colhido. Agora no g1 “As compras para outubro já estão realizadas. Em novembro, ainda não sabemos se vamos ter demanda adicional, porque nós temos uma produção que atende bastante à nossa demanda”, disse Laureano, após participar de uma mesa de debates no congresso de petróleo e gás ROG.e. "Mas não é previsto que em novembro venhamos a importar um volume grande de diesel, porque já é um momento depois da safra." Laureano acrescentou que a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, no Paraná, está sendo paralisada para uma manutenção programada e voltará a operar em novembro. Segundo a diretora, as demais refinarias da companhia continuam em operação, com nível de utilização da capacidade “bastante alto”. O volume que a Petrobras deve importar em outubro, contudo, representa menos da metade do total importado pelo Brasil no mesmo mês do ano passado, de 1,6 bilhão de litros, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Distribuição Em outra mesa de debates da ROG.e, Pousada afirmou que a Vibra dobrou suas importações de diesel em março e abril deste ano. Segundo o executivo, a Vibra tem capacidade para importar diesel pelos principais portos brasileiros e acesso a diferentes fornecedores internacionais, o que permite à companhia reagir a mudanças no comércio global do combustível. Pousada afirmou que alguns fornecedores que tradicionalmente vendiam diesel ao Brasil deixaram de fornecer o combustível nos últimos meses, mas que a companhia conseguiu substituir esses volumes. “Algumas fontes sumiram no mercado. Fontes que tipicamente abasteciam o Brasil pararam de abastecer e em nenhum momento faltou diesel para os nossos clientes”, afirmou. Questionado sobre um cenário de restrições ainda maiores à oferta internacional, Pousada afirmou que o principal impacto para o Brasil seria sobre os preços, e não sobre a disponibilidade do diesel. O aumento das importações no início do ano também expôs gargalos na infraestrutura brasileira, segundo Pousada. Ele afirmou que, ao dobrar as compras externas em março e abril, a Vibra conseguiu receber o diesel pelos portos, mas enfrentou dificuldades para transportar o combustível por rodovias até o interior do país. Segundo Pousada, a empresa está mais acostumada a receber diesel por dutos diretamente da Petrobras ou de outras refinarias brasileiras. “Eu tenho capacidade no porto, pusemos um estresse em caminhões. Custo, isso é improdutividade do país”, afirmou Pousada, ao defender mais investimentos em ferrovias e conexões entre portos e mercados consumidores.

Crescimento das cidades impulsiona economia e traz novos desafios A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. A entidade agora estima uma alta de 2%, contra 1,6% projetados em junho. Para 2027, porém, a previsão foi reduzida: passou de 2,1% para 1,9%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O novo relatório, divulgado nesta quarta-feira (23), mostra que o Brasil está entre as economias emergentes do G20 que vêm conseguindo sustentar o crescimento apesar dos choques provocados pela guerra no Oriente Médio e pela alta dos preços de energia. 💰 O PIB brasileiro somou R$ 3,4 trilhões no 2º trimestre de 2026. Esse é o valor de todos os bens e serviços finais produzidos no país no período. Na comparação com o 1º trimestre, a economia cresceu 0,5%. Em relação ao 2º trimestre de 2025, a alta foi de 2%. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 1,9%. Agora a OCDE estima um crescimento de 2% no acumulado do ano em relação a 2025. O que explica a revisão para o Brasil Segundo a OCDE, o crescimento de países como Brasil, Índia e Indonésia tem sido sustentado por uma “demanda doméstica resiliente”. Na prática, isso significa que a economia continuou girando mesmo diante dos choques externos, com consumo e investimentos mantendo força. No caso brasileiro, a organização também cita políticas de Estado que ajudaram a amortecer o impacto dos preços mais altos da energia sobre famílias e empresas. A OCDE destacou ainda o comportamento dos juros. O Brasil é uma exceção entre os países do G20: desde março, a taxa básica caiu mais de 1 ponto percentual, enquanto vários outros países elevaram seus juros no mesmo período. Para os próximos meses, a entidade projeta novas reduções dos juros no Brasil, à medida que a inflação desacelera. Tabela mostra crescimento do PIB de economias globais g1 E o crescimento mundial? Para a economia global, a OCDE também melhorou a previsão para 2026. A estimativa passou de 2,8% para 2,9%. A entidade afirma que a economia mundial conseguiu absorver melhor do que o esperado os efeitos do conflito no Oriente Médio. Estoques de petróleo, aumento da oferta de energia fora da região do Golfo e medidas de apoio dos governos ajudaram a limitar o impacto do choque. Outro fator citado foi o avanço dos investimentos relacionados à inteligência artificial. Nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, por exemplo, investimentos em data centers e equipamentos de tecnologia ajudaram o resultado do PIB no segundo trimestre. O aumento da produção desses equipamentos também beneficiou países como China, Japão e Coreia do Sul, que são importantes fornecedores de componentes tecnológicos. Mas há riscos pela frente Apesar da melhora na previsão para 2026, a organização vê riscos para o crescimento nos próximos meses. A alta dos preços de energia deve continuar pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra das famílias. A OCDE também prevê que o crescimento mundial perca força no fim de 2026 e no início de 2027, antes de uma recuperação gradual caso o conflito no Oriente Médio seja resolvido. No caso da inteligência artificial, a organização alerta que os investimentos atuais estão baseados em expectativas de ganhos elevados no futuro. Se esses retornos demorarem mais do que o esperado ou forem menores, o ritmo dos investimentos pode perder força. Bandeira do Brasil hasteada em máquina agrícola na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1

Ambições da China com IA Wong Yu Liang/ Getty via BBC Nas imensas pastagens da Mongólia Interior, no norte da China, agricultores estão colhendo belas batatas ao lado de novos vizinhos: enormes blocos retangulares que alimentam as plataformas chinesas de inteligência artificial (IA). A região de Ulanqab, com suas estepes e vulcões, é uma fronteira digital improvável. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ela foi oficialmente, por anos, a "capital da batata" da China. Mas, agora, seus campos também se tornaram o local de construção de diversos centros de dados, no momento em que os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se reúnem para discutir, entre outras coisas, a segurança da IA. Centenas de trabalhadores, com seus capacetes amarelos, carregam equipamentos pesados para o local da construção, enquanto o soldador lança faíscas dos andaimes de metal. Acima deles, enormes guindastes se movimentam com precisão para construir os telhados e homens se equilibram em escadas para rebocar a alvenaria. Agora no g1 "Esta é a velocidade chinesa", brinca um trabalhador. Ele descreve seu país como "maníaco pela infraestrutura", rindo enquanto se afasta. "Existe uma fase todos os anos. Esta é a segunda fase", explica um engenheiro elétrico. "Haverá muitas outras em seguida." A inteligência artificial está no centro da competição entre a China e os Estados Unidos. Para isso, o poder de computação dos data centers da região é fundamental. LEIA MAIS Os 10 dias que abalaram a corrida da IA: por que líderes do setor agora pedem para 'pisar no freio' Para o Partido Comunista Chinês, estes edifícios são fundamentais para a segurança nacional e econômica do país. Quando estiverem terminados, eles ajudarão a guiar sua missão de incluir a IA em 90% das indústrias e da sociedade até 2030. A inteligência artificial está no centro da competição entre a China e os Estados Unidos. Getty Images via BBC A China não está apenas construindo a infraestrutura. O país também está criando um conjunto de talentos. Jovens engenheiros e pesquisadores, agora, observam o país como um local repleto de oportunidades, em parte, devido às tensões com os Estados Unidos e às restrições à imigração impostas por Donald Trump, que azedaram o "sonho americano" de muitos chineses. "Menos estudantes e pesquisadores estão se mudando para os Estados Unidos e mais estão retornando para a China. É algo muito claro", explica Jack Zhang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China. Ele próprio foi recrutado por um programa de alto nível, depois de estudar na Universidade Yale, nos EUA, e em Cambridge, no Reino Unido. "Eu quis levar parte do trabalho de IA que fazia no laboratório e aplicá-lo à saúde e medicina humana", ele conta. "Isso exige mais recursos, mais pessoas e, às vezes, mais apoio do governo. E pode ser difícil ter acesso a isso no exterior." A expansão das capacidades chinesas em relação à IA é uma das razões que levaram Washington a afirmar que não quer interromper seus desenvolvimentos no setor, mesmo com os alertas da indústria sobre os eventuais perigos da alta velocidade do avanço da tecnologia. "Quem vencer a IA, vence", declarou Trump na semana passada. O CEO (diretor-executivo) da empresa de IA Anthropic, Dario Amodei, pediu que seja mantida a proibição, liderada pelos Estados Unidos, da venda de chips e equipamentos avançados para a China. Para ele, uma liderança chinesa "causaria graves riscos para os Estados Unidos e o mundo". Esta afirmação não é o que o presidente Xi gostará de ouvir ao chegar a Washington, nesta quarta-feira (23/9). O jornal estatal chinês Global Times, que ecoa as opiniões de Pequim, rejeitou os temores dos Estados Unidos como sendo parte de um "roteiro da Guerra Fria" para "conter" a ascensão da China. Mas a preocupação chinesa não é apenas alcançar os Estados Unidos. Pequim também está promovendo um modelo alternativo. O próprio Xi vem incentivando as empresas chinesas de IA a desenvolver modelos mais baratos de código aberto, que permitam às pessoas, empresas e países modificá-los conforme desejarem. Esta estratégia também opõe os modelos chineses aos desenvolvedores americanos, como a OpenAI e a Anthropic, que usam técnicas de modelos fechados, mantendo seus elementos de design em segredo. Um dos motivos que levaram Pequim a adotar este sistema é que funcionou bem para eles. E, compartilhando a tecnologia, as empresas chinesas de IA conseguiram inovar rapidamente. Tudo isso ajudou a China a superar um dos seus maiores desafios: a falta de acesso a chips avançados, que ajudariam o país com seu maior poder de computação. Mas Pequim também quer maior participação para definir as regras que regem a IA. Xi vem pedindo repetidamente maior regulamentação e um enquadramento global a ser seguido pelos demais. Com o aumento dos apelos pela segurança da IA, a cúpula desta semana na Casa Branca é especialmente significativa. Será que os dois lados conseguirão colaborar para a regulamentação da IA? Seria realista uma eventual negociação para reduzir a velocidade do seu desenvolvimento? Certamente não parece ser o caso quando se observa lugares como Ulanqab, onde as ambições chinesas em relação à IA estão tomando forma. A China está construindo centenas de data centers para empresas como Huawei, ByteDance e DeepSeek, em províncias escassamente povoadas: Ulanqab, Ningxia e Gansu, no norte, e Guizhou, no sudoeste do país. O país já instalou enormes capacidades de produção de energia renovável (eólica e solar) naquelas regiões, onde a terra é mais barata e o clima é mais frio e, por isso, a demanda por água é menor. Os novos vizinhos dos produtores de batatas da Mongólia Interior são fundamentais para a corrida chinesa pela IA contra os Estados Unidos. BBC Tudo isso não significa que não haja preocupações, nem desvantagens. A China quer que a maior parte dos seus centros de dados sejam alimentados por energia verde até 2030, mas parte da sua rede elétrica ainda é alimentada por carvão. O abastecimento de água ainda é uma preocupação nas áridas regiões da Mongólia Interior. Aldeias inteiras foram relocadas, mas é difícil calcular o número e a compensação oferecida aos moradores. É um tema que poucas pessoas discutem, pois pode ser perigoso expressar abertamente seus receios. "Estes big data não têm absolutamente nada a ver com as pessoas comuns", diz um morador local, falando de forma anônima, longe das câmeras. "Que benefícios eles nos trouxeram?" Ele afirma que poucos moradores locais encontraram empregos ali. Outros nos contaram sobre seu receio de que sua terra seja tomada e que eles não possam mais ganhar a vida com a agricultura. Mas também há os otimistas, como um homem que se identificou à reportagem com o sobrenome Zhang. Ele estava ao lado dos colhedores de batatas, em um campo perto dos data centers. Zhang conta que seus filhos conseguiram encontrar empregos ali. "A China, agora, está na vanguarda do mundo", afirma ele. "Não é como nos anos 1960, quando estávamos relativamente atrasados. A China está fazendo tudo certo, agora. Seja no desenvolvimento econômico ou em outras áreas, ela está se saindo bem." Zhang é otimista sobre a política chinesa em relação à IA e conta que seus filhos conseguiram encontrar empregos nos novos centros de dados. BBC As pesquisas parecem indicar que existe pouca oposição à IA ou à sua adoção disseminada, em comparação com muitos outros países. Mas é difícil avaliar estes números, em um panorama de forte censura. Pequim tem deixado muito claro que observa a IA como solução para sua força de trabalho envelhecida e está automatizando rapidamente sua produção e suas indústrias. Isso vem gerando ansiedade em relação à perda de empregos, o que também é algo difícil de avaliar. Mas este é um país que forma cerca de cinco milhões de profissionais no setor de ciência e tecnologia todos os anos, o que é muito mais que os cerca de 500 mil formandos anuais dos Estados Unidos. E, com um número maior deles permanecendo na China, surge um ecossistema de inovação crescente. O desenvolvedor de IA Dang Ronghao, de 27 anos, trabalha para uma das empresas líderes em tecnologia. Ele afirma que as universidades chinesas estão ficando mais abertas, o que permite a ele conversar com pesquisadores de todo o mundo, da sua base em Xangai, no leste da China. "Observei pesquisas combinando IA com fusão nuclear, IA com astrofísica, IA com novos materiais e IA com o desenvolvimento de novos medicamentos", ele conta. "Acho que estamos entrando em uma boa era." Ainda assim, alguns defendem que a China ainda recompensa a conformidade, não o questionamento. "Não é tão aberto quanto eu gostaria", afirma o professor Liu Jun, do Departamento de Ciência de Dados e Estatística da Universidade Tsinghua, em Pequim. Ele estudou nas Universidades de Stanford e Harvard, nos Estados Unidos. "Continuo incentivando os estudantes aqui a fazer mais perguntas, a questionar mais, mas é difícil mudar. Acho que, em parte, é a cultura e, em parte, é o sistema." A China considera a IA uma solução para sua força de trabalho envelhecida. BBC Longe dos laboratórios onde o professor Liu e outros questionam as fronteiras da IA, muitos cidadãos chineses ainda enfrentam problemas econômicos mais imediatos, como a lentidão da economia, o desemprego cada vez maior dos jovens, a queda dos gastos da população e a disparada dos preços dos imóveis. E, nas regiões rurais, o envelhecimento da população é outro problema crescente. "Big data e tudo o mais... muito bom. Mas não tem nada a ver comigo", afirma um agricultor da Mongólia Interior, enquanto avança em uma carroça para observar suas ovelhas. Ele afirma que não usa a IA para nada. E raramente usa a internet. A tela do seu telefone celular está quebrada e o wifi vem de um dongle de bolso. Ele paga pouco mais de 40 yuans (US$ 6, cerca de R$ 31) por mês. Agricultores locais empregam pouco a IA porque raramente usam a internet. BBC "Não mudou nada para mim, na verdade", ele conta. "Não sei sobre o futuro." Este tipo de ceticismo pode vir a ser um desafio para Pequim. Existem tantas mudanças ocorrendo por aqui e em todo o país, mas é difícil saber quantas pessoas são tão dedicadas quanto seus líderes, neste futuro repleto de tecnologia.

Dentro da campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a estratégia é terminar o primeiro turno à frente do presidente Lula, criando um sentimento de favoritismo capaz de atrair a maior parte dos eleitores dos demais candidatos de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). A equipe de Flávio espera, inclusive, algo que faltou no primeiro turno, o apoio oficial dos partidos do Centrão. Os mais otimistas na campanha de Flávio Bolsonaro falam até na possibilidade de vencer a eleição já no primeiro turno, com a criação de uma onda a favor do que chamam de "voto útil" nesta reta final. Jogam contra essa estratégia as últimas iniciativas do presidente Lula, que já anunciou um reajuste no benefício do Bolsa Família e vai assinar medida provisória de combate às bets no Brasil, o que tem amplo apoio entre os brasileiros. Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 41% Segundo pesquisa Datafolha, o candidato do PL tem o potencial de atrair, num segundo turno, 43% das intenções de voto de eleitores de Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Já Lula atrairia 30% destes eleitores dos candidatos da direita. Flávio Bolsonaro se dá melhor entre eleitores de Zema e Renan Santos, com empate técnico no eleitorado de Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Na campanha do presidente Lula, todo esforço será feito para que Lula termine o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro. Segundo aliados de Lula, a MP sobre bets vai atingir principalmente o eleitorado feminino, garantindo um apoio ainda maior neste segmento do eleitorado, considerado crucial para a definição da eleição deste ano. O petista tem vantagem entre as mulheres, que são as mais críticas aos jogos de apostas online. "As pesquisas mostram hoje um forte sentimento contrário às bets. Lula vai trabalhar com esse sentimento a seu favor. Isso vai pesar e muito nesta reta final", diz um interlocutor do presidente da República, confiante que o petista terminará o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro. Segundo esse auxiliar, sair na liderança no segundo turno vai segurar o Centrão e também influenciar até na atuação de aliados de Flávio Bolsonaro no segundo turno. A avaliação é que, em São Paulo, por exemplo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ganhe no primeiro turno e não faça grande esforço em favor do candidato do PL na fase final. Afinal, Tarcísio deve ser candidato à Presidência da República em 2030 e não gostaria de ter Flávio Bolsonaro no Palácio do Planalto no próximo ano. Flávio Bolsonaro e Lula durante a propaganda eleitoral nesta terça-feira (22). Reprodução

Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou a operação dos aviões da linha E2, da fabricante brasileira Embraer. O problema atingiu principalmente aeronaves da Azul, que opera esse tipo de avião em rotas pelo Brasil. Segundo a Embraer, a instabilidade não compromete a segurança dos voos. A frota tem sistemas de navegação que permitem a operação mesmo quando há problemas no GPS. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A linha E2 é formada por três modelos: E175-E2, E190-E2 e E195-E2. Eles têm diferentes capacidades de passageiros, pesos e alcances. O E195-E2 é a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, com capacidade para até 146 assentos. (Veja os detalhes na arte abaixo). O modelo foi apresentado pela primeira vez em 2017 e é fabricado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Baixo consumo de combustível e motores de nova geração Embraer faz voo inaugural do jato comercial E175-E2 em São José dos Campos Embraer/Divulgação A família de aviões tem virado a galinha dos ovos de ouro da empresa brasileira. Segundo a revista britânica The Economist, que publicou uma reportagem sobre a companhia em julho deste ano, os modelos têm ganhado destaque principalmente pela boa autonomia e pelo baixo consumo de combustível. ⛽ E por que isso é tão importante? Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o combustível está entre os principais custos operacionais de uma companhia aérea. Em 2025, as maiores aéreas destinaram entre 17% e 36% de seus custos operacionais ao querosene de aviação (QAV). A The Economist também informou que, atualmente, as companhias aéreas precisam esperar até dez anos para receber um avião de fuselagem estreita (aqueles com apenas um corredor entre os assentos) de fabricantes como Airbus e Boeing. A alta demanda por viagens aéreas e os problemas na cadeia de suprimentos, que persistem desde a pandemia de Covid-19, aumentaram a procura por aeronaves menores, como o E2. Nesse cenário, a Embraer ganha espaço porque consegue entregar o modelo em menos de dois anos. Embraer E190-E2. Divulgação/Embraer "O E2 é uma aeronave do século XXI, que reúne muitas características que fazem esse avião ser diferenciado: projeto bem feito de massa, motores de nova geração, os mais modernos possíveis, e sistemas de navegação também muito modernos", explica ao g1 Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Segundo o especialista, a linha E2 tem uma capacidade de passageiros um pouco menor que os aviões da Boeing e da Airbus. "Mas nem todas as rotas precisam de capacidades tão elevadas, de 180 a 200 passageiros, que um Boeing e um Airbus precisam para ser viável economicamente". "Ter uma aeronave com capacidade entre 140 e 150 passageiros, um pouco menor, faz com que as companhias tenham flexibilidade de fazer voos diferenciados", diz Chieregatti. "Esse modelo ainda permite fazer rotas diretas de cidades médias e menores sem precisar passar pelos grandes hubs, como São Paulo e Rio de Janeiro", completa. Aeronave comercial E95-E2 é o maior jato comercial já produzido pela Embraer Imprensa Embraer/Divulgação No Brasil, os aviões da família E2 são operados por Azul e Latam. A Gol também fechou a compra de 20 aeronaves E195-E2. Em outros países, os modelos estão presentes na frota ou têm intenção de compra de companhias como Avelo Airlines, dos Estados Unidos; Finnair, da Finlândia; Star Air, da Índia; Luxair, de Luxemburgo; e Airlink, da África do Sul. A The Economist lembra que, em 24 de julho, a companhia anunciou ter arrecadado US$ 34,5 bilhões (R$ 177,7 bilhões) em encomendas, considerando todo o seu portfólio, incluindo jatos particulares e aviões militares. Em 2021, foram entregues 141 aeronaves. Para 2026, a previsão é que esse número chegue a 255. Apesar do crescimento em ritmo acelerado, a Embraer ainda tem porte menor que Airbus e Boeing, suas principais rivais, segundo a revista. Como é o E2, avião da brasileira Embraer, e por que ele é considerado um sucesso comercial Arte g1 Veja fotos das aeronaves E2 da Embraer Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2 Embraer Jato da linha E195-E2 fabricado pela Embraer. Divulgação E195-E2 Embraer com pintura estilizada de leão Imprensa Embraer/Divulgação Interior da aeronave entregue em evento em São José nesta quinta (12) Luíza Veneziani/G1 Imagem mostra cabine de pilotagem do E195-E2 Luíza Veneziani/G1 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Estados Unidos aceitam discutir na OMC tarifaço imposto ao Brasil Os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar das consultas com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. A decisão consta de um documento enviado pela delegação americana à OMC nesta terça-feira (22). Segundo os EUA, o pedido brasileiro não envolve atos, políticas ou práticas da China nem tarifas aplicadas a produtos de origem chinesa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Por isso, o governo americano afirmou que não considera válida a alegação de Pequim de que tem um "interesse comercial substancial" na disputa e recusou o pedido. A China havia solicitado a participação em 6 de agosto. Na ocasião, Pequim argumentou que uma das medidas questionadas pelo Brasil também afeta produtos chineses. O pedido foi feito com base no artigo 4.11 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias da OMC, que permite a participação de um terceiro país nas consultas quando ele demonstra ter interesse comercial substancial na questão. Para isso, porém, é necessário que o país alvo da disputa concorde que o interesse é bem fundamentado. Por que o Brasil foi à OMC, mesmo com o órgão enfraquecido? A decisão tem um peso mais simbólico e institucional do que prático. Ao levar o caso à OMC, o Brasil formaliza a contestação às tarifas americanas e reforça a defesa das regras multilaterais de comércio, mesmo diante das limitações atuais do órgão para fazer suas decisões serem cumpridas. O processo também mantém aberta uma via formal de negociação com os Estados Unidos e registra a posição brasileira dentro do sistema internacional de comércio. Próximos passos Brasil e Estados Unidos têm consultas marcadas para esta sexta-feira (25), em Genebra, na Suíça. As consultas são a primeira etapa do processo de solução de controvérsias da OMC e têm como objetivo tentar resolver a questão por meio de negociação. Se não houver acordo, o Brasil poderá pedir a abertura de um painel para analisar a disputa. EUA aceitam discutir na OMC o tarifaço imposto ao Brasil Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM: 'Mais simbólico do que efetivo': por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido OMC perde instância máxima de apelação de processos