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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu criar o Ministério do Idoso para seu quarto mandato. O blog apurou que auxiliares próximos de Lula procuraram especialistas do setor para montar um ministério que inclua atenção social, em saúde e proteção desta faixa da população. Auxiliares de Lula querem aproveitar a experiência da Universidade Aberta da Terceira Idade, integrada ao Núcleo do Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Agora no g1 Um dos nomes cotados para comandar o ministério é o do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso, que foi secretário de Ciência e Tecnologia do governo do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral e trabalha em projetos para terceira idade, entre eles o de inclusão digital e social. No discurso de vitória de Lula, na noite de domingo (25), o presidente reeleito agradeceu o voto de idosos, muitos dos quais foram às urnas mesmo sem a obrigatoriedade de votar por terem mais de 70 anos. Ao celebrar seus 81 anos, nesta terça-feira (27), Lula recebeu idosos e voltou a falar da importância do voto deles. “Eu estava vendo o vídeo dos velhinhos votarem. Eu, sinceramente, acho que foi a imagem mais forte e humana que já vi em uma eleição”, disse. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, em 17 de julho de 2026. Reprodução/Ricardo Stuckert

Logo da Raízen Divulgação A Raízen anunciou nesta quarta-feira (28) um acordo com a União para renegociar R$ 22,4 bilhões em dívidas com o governo federal relativas a tributos de empresas do grupo. O acordo, negociado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal, prevê um desconto de R$ 8,5 bilhões em multas e juros sobre a parte da dívida que cabe à companhia pagar. Do total negociado, cabe à Raízen arcar com R$ 16,7 bilhões. Os outros R$ 5,7 bilhões ficam, em última instância, sob a responsabilidade dos acionistas que controlam a companhia, conforme as regras aplicáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com os descontos, a parte da dívida que cabe à Raízen cai de R$ 16,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões. Para quitar esse valor, a empresa utilizará R$ 5,7 bilhões em créditos fiscais ligados a prejuízos acumulados e pagará os R$ 2,5 bilhões restantes à vista. 🔎 Prejuízos fiscais são perdas apuradas no cálculo dos tributos. Dentro das regras previstas em lei, essas perdas podem ser usadas para reduzir o valor dos impostos a pagar. Nesse caso, a Raízen usará créditos ligados a esses prejuízos para quitar parte da dívida negociada, em vez de pagar todo o valor em dinheiro. Agora no g1 O comunicado não detalha como será paga a parte da dívida que cabe aos acionistas controladores, também de R$ 5,7 bilhões. Apesar de os valores serem iguais, essa parcela é diferente dos créditos fiscais que a Raízen utilizará para pagar parte de sua própria dívida. Acordo faz parte da reorganização das finanças da Raízen O acordo com a União faz parte da reorganização das finanças da Raízen, que enfrenta dificuldades para administrar suas dívidas. Segundo a empresa, concluir essa negociação é uma das condições para colocar o plano de reestruturação em prática. Em março, a companhia pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. Em julho, a Justiça de São Paulo aprovou o plano, que prevê a renegociação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões com bancos e investidores. 🔎 A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie diretamente com seus credores os prazos e as formas de pagamento das dívidas. Quando o plano obtém o apoio mínimo exigido por lei e é aprovado pela Justiça, suas condições passam a valer também para os credores incluídos na negociação que não aceitaram o acordo individualmente. No caso da Raízen, o plano também prevê a possibilidade de trocar parte das dívidas por participação na empresa, obter novos recursos com um aumento de capital e vender bens e negócios. O acordo sobre tributos inclui nesse processo a negociação de dívidas com o governo federal. 👉 São negociações diferentes: a recuperação extrajudicial trata das dívidas financeiras com credores; o acordo com a União define as condições para pagar as dívidas relativas a tributos incluídas na negociação. Dívida elevada e prejuízo pressionam as contas A situação financeira da Raízen piorou nos últimos anos com a combinação de investimentos elevados, problemas climáticos que prejudicaram as safras de cana-de-açúcar e variações nos preços do açúcar. Os juros altos também aumentaram o custo das dívidas. No fim de dezembro de 2025, a dívida líquida da companhia chegou a R$ 55,3 bilhões. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado no mesmo mês, a empresa registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Do prejuízo total, R$ 11,1 bilhões vieram de uma redução no valor de parte dos bens e direitos da companhia registrada no balanço. Sem esse ajuste contábil, o prejuízo teria sido de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

Lojas Marabraz. Divulgação/Lojas Marabrez A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, rede de móveis que busca renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão foi assinada na terça-feira (27) pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital. "A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a atransparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros", afirma a empresa em nota enviada ao g1. O processo abrange seis empresas do grupo, incluindo a Marabraz Comercial Ltda., responsável pelo registro da marca, e outras cinco companhias ligadas às operações da rede. 🔎 O objetivo da recuperação judicial é permitir que as empresas reorganizem suas finanças e negociem suas dívidas com os credores, sob supervisão da Justiça, para tentar manter as atividades e evitar a falência. Na decisão, a juíza determinou a suspensão, por 180 dias, das execuções de dívidas sujeitas à recuperação judicial. A medida impede temporariamente que os credores cobrem esses débitos por meio de determinadas ações judiciais e tomem bens das empresas para receber os valores, respeitadas as exceções previstas em lei. A decisão também determina que as empresas apresentem um plano de recuperação judicial em até 60 dias. O documento deverá detalhar como pretendem reorganizar as finanças e pagar os credores. O plano será submetido às etapas previstas na legislação, e o descumprimento do prazo pode levar à decretação da falência. A juíza, no entanto, não autorizou, neste momento, que o patrimônio e as dívidas das seis empresas sejam tratados como se pertencessem a uma única companhia. Embora façam parte do mesmo grupo econômico, a perícia judicial não encontrou documentação suficiente para comprovar uma mistura generalizada dos bens e das obrigações das empresas. Com isso, o processo seguirá pelo regime de consolidação processual, no qual as empresas podem conduzir a recuperação judicial em conjunto, mas precisam manter separadas as informações financeiras e as relações com seus credores. Cada uma deverá apresentar sua própria relação de credores e seu plano de recuperação. A Deloitte Touche Tohmatsu Consultores foi nomeada administradora judicial. A empresa ficará responsável por acompanhar as atividades e as finanças das devedoras, além de apresentar relatórios periódicos à Justiça. A decisão também concedeu às empresas um prazo adicional, improrrogável, de 15 dias para apresentar documentos que ainda estavam pendentes, como extratos bancários específicos e certidões de protesto de filiais desativadas. Se as exigências não forem cumpridas, o processamento da recuperação judicial poderá ser revogado. Agora no g1 Lojas e serviços A Justiça determinou que as concessionárias Enel e CPFL não interrompam o fornecimento de energia elétrica nas unidades com contratos ativos por causa de dívidas anteriores ao pedido de recuperação judicial. A decisão não obriga, porém, a reativação de instalações cujos contratos já haviam sido encerrados regularmente, salvo se as empresas comprovarem que o desligamento ocorreu exclusivamente por causa de débitos anteriores sujeitos à recuperação. A juíza também autorizou que as empresas retirem mercadorias, mostruários, equipamentos e outros bens de sua propriedade de imóveis comerciais que ocupavam anteriormente. Os locadores deverão permitir a entrada das equipes autorizadas em até dez dias após receberem uma notificação prévia com data e horário. A medida não impede o andamento de ações de despejo. Motivos do pedido Ao anunciar o pedido de recuperação judicial, a Marabraz afirmou que a decisão foi motivada por dificuldades enfrentadas pelo varejo, conflitos na estrutura familiar que dava suporte às operações e restrições de acesso ao crédito. Marabraz entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 140 milhões

Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quarta-feira (28) que os clientes terão que passar por reconhecimento facial para cadastrar ou manter suas linhas de celular ativas. Em comunicado, a Anatel afirmou que o objetivo é criar um mecanismo de prova de vida para reforçar a segurança dos consumidores e dificultar a criação de linhas com dados falsos ou de terceiros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As operadoras terão até dezembro de 2028 para recadastrar todos os usuários. A partir de 2029, as linhas não regularizadas estarão sujeitas à suspensão e, posteriormente, ao cancelamento. O cronograma prevê a implementação gradual da nova verificação, de acordo com a situação de cada usuário. (veja calendário abaixo) Agora no g1 Este é o calendário definido pela Anatel: 30 de setembro de 2027: prazo para adoção da validação em novas linhas pré-pagas; 31 de dezembro de 2027: prazo para adoção da validação em novas linhas pós-pagas e em casos de portabilidade, troca de chip e mudanças cadastrais ou contratuais solicitadas pelo cliente; 31 de dezembro de 2028: prazo para recadastramento dos demais usuários ainda não validados. Com o reconhecimento facial, exigido para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), as imagens dos clientes serão comparadas com registros de bases de dados públicas ou privadas. A validação poderá ser feita nos sites, aplicativos e pontos de atendimento presenciais das operadoras. Quando o reconhecimento facial não estiver disponível, as empresas poderão usar métodos alternativos de validação.

Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,75% a 4% ao ano — maior nível desde outubro de 2025. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28), veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Na reunião anterior, em setembro, o Fed havia elevado os juros em 0,25 ponto percentual, na primeira alta em mais de três anos. Desde então, a disparada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio tem mantido as preocupações com a inflação no radar do BC americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão desta quarta ocorre a poucos dias das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso dos EUA. O pleito acontece em meio à insatisfação dos americanos com a economia e o alto custo de vida, que têm pressionado o governo de Donald Trump. (leia abaixo) Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a atividade econômica dos EUA segue se expandindo em ritmo forte e que “os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”, embora a incerteza permaneça elevada, "em parte, devido a acontecimentos geopolíticos". Segundo o comitê, a decisão de manter a taxa básica de juros dos EUA inalterada — e em nível historicamente elevado — considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. O colegiado destacou ainda que novos dados econômicos ajudarão a orientar as próximas decisões. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas americanas ainda em níveis altos, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Taxa básica de juros dos EUA - outubro de 2026. Arte/g1 Essa foi a 15ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde então, os juros foram reduzidos quatro vezes, mas voltaram a subir na reunião de setembro, em meio a um cenário de incerteza marcado por conflitos geopolíticos, como a guerra entre EUA e Irã, e pela guerra tarifária promovida pelo republicano. Foi também a quarta reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos em uma cerimônia na Casa Branca. A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o ex-presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano critica os juros elevados e defende cortes nas taxas para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia. Agora no g1 Presidente do Fed prega cautela Em entrevista coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso do banco central de levar a inflação de volta à meta de 2% e disse que ainda é preciso avaliar os próximos dados antes de definir novos passos. Questionado sobre por que o Fed não elevou os juros agora, diante da possibilidade de uma nova alta em dezembro, Warsh afirmou que o combate à inflação não depende de uma data específica nem de um único indicador. “Controlar a inflação não é uma questão de escolher uma data específica no calendário. Da mesma forma, não se trata de um dado isolado”, afirmou. Warsh disse que vê sinais positivos nas expectativas de inflação e que os próximos dados ajudarão o Fed a definir o rumo da política monetária. “Há muita coisa acontecendo no mundo, e meus colegas e eu estamos atentos a isso.” O presidente do Fed reconheceu, porém, que o objetivo ainda não foi alcançado. “Ainda não alcançamos a estabilidade dos preços, mas estamos trabalhando para isso”, disse. Warsh também afirmou que a economia americana deve ter crescido a um ritmo anualizado superior a 3% no terceiro trimestre, após avanço de 2,4% no segundo trimestre, revisado de 1,8%. Os dados oficiais serão divulgados na quinta-feira (29). “O terceiro trimestre parece ter registrado uma expansão ainda mais rápida, impulsionada por um consumo saudável, que provavelmente cresceu a uma taxa superior a 3%, e pelos investimentos empresariais, que provavelmente aumentaram a uma taxa de dois dígitos”, afirmou. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. REUTERS/Evelyn Hockstein Cenário econômico pesa sobre Trump Donald Trump costuma pressionar o Fed por juros mais baixos, mas a inflação continua limitando o espaço para cortes. O índice de preços ao consumidor (CPI) acelerou para 3,7% em 12 meses até setembro, acima da meta de 2% perseguida pelo BC americano. A alta dos preços também entra no cálculo político às vésperas das eleições de meio de mandato, as chamadas “midterms”, marcadas para a próxima terça-feira (3). O pleito vai renovar todas as cadeiras da Câmara e cerca de um terço do Senado. Os republicanos tentam manter o controle das duas Casas, e perder a maioria em qualquer uma delas pode dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de mandato. Levantamentos recentes ajudam a dimensionar o desgaste de Trump relacionado ao tema. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (26), 32% aprovam seu governo, enquanto 73% dizem que o custo de vida está caminhando na direção errada. O que disse o Fomc Ao justificar a decisão desta quarta-feira, o comitê do Fed destacou que a produtividade da economia americana segue crescendo em ritmo forte. "Os ganhos de empregos têm acompanhado o ritmo de crescimento da força de trabalho, e a taxa de desemprego pouco mudou", afirmou o colegiado. Em setembro, os EUA criaram 29 mil vagas, bem abaixo das 133 mil registradas em agosto, enquanto a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, segundo o Departamento do Trabalho. O Fomc destacou que a inflação continua elevada e afirmou que os próximos dados da economia ajudarão a definir os rumos da política de juros, com o objetivo de levar a inflação à meta de 2%. A decisão desta quarta-feira não foi unânime. A diretora do Fed Lisa Cook e a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, votaram contra a manutenção dos juros e defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros em níveis elevados nos EUA mantêm os títulos públicos americanos, conhecidos como Treasuries, mais atrativos para investidores por oferecerem retornos maiores. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. 🔎 Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.

Funcionários da Amazon denunciam à Justiça receber menos que um salário mínimo A Amazon cortou até 250 postos de trabalho em sua divisão de dispositivos e serviços nesta quarta-feira (28). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As demissões atingiram principalmente a área de desenvolvimento de software. A empresa afirmou que a medida busca aumentar a eficiência e alinhar as equipes ao plano de desenvolvimento de produtos. “Tomamos a difícil decisão de eliminar um pequeno número de cargos”, disse o porta-voz da empresa à Reuters, sem dar mais detalhes. Em uma mensagem enviada aos funcionários e vista pela Reuters, Cherie Robinson, vice-presidente de recursos humanos da divisão de dispositivos e serviços, afirmou que a empresa havia feito “uma revisão completa de nossa estrutura”, que levou à decisão de reduzir o quadro de funcionários. As demissões ocorrem após semanas de lançamentos de produtos, incluindo novos leitores digitais Kindle e tablets. Nesta quarta-feira, a Amazon também anunciou um novo despertador e uma moldura digital equipados com a Alexa, assistente virtual da empresa. Como é habitual na companhia, os funcionários foram informados dos cortes por mensagens de texto e e-mails enviados durante a madrugada. No início deste mês, a Amazon já havia cortado cerca de 1.000 postos de trabalho em sua principal divisão de varejo, responsável pelas operações de venda de produtos. A empresa divulgará os resultados financeiros do terceiro trimestre após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (29). Caixas são transportadas em uma esteira durante a Cyber Monday no centro de distribuição da Amazon em Robbinsville, Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 2 de dezembro de 2024. REUTERS/Eduardo Munoz/Arquivo

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Na última quarta-feira (21), foi sancionada a lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), amplia o limite de faturamento da categoria e permite a contratação de mais funcionários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre o pacote de benefícios para MEIs e pequenos negócios lançado pelo governo federal, está o PixMEI, uma proposta de incentivo financeiro de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs) investirem em seus negócios. O dinheiro será concedido a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de devolução e sem cobrança de juros. O recurso deverá ser usado na compra de máquinas, equipamentos e ferramentas profissionais, além de melhorias na estrutura do negócio. A proposta prevê prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. A iniciativa integra o pacote ProsperaMEI e ainda está em fase de elaboração. A previsão é que o programa seja executado entre 2027 e 2030, mas as regras definitivas e o cronograma de inscrições ainda precisam ser divulgados. Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras O que é o PixMEI? O PixMEI é uma proposta de apoio financeiro direto a microempreendedores individuais. A ideia é oferecer um capital inicial de até R$ 5 mil para que os trabalhadores possam investir em seus pequenos negócios sem precisar recorrer a empréstimos bancários. Diferentemente das linhas de crédito tradicionais, o benefício será não reembolsável. Isso significa que, conforme a proposta, o beneficiário não precisará devolver o dinheiro ao governo nem pagar juros pelo valor recebido. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade produtiva dos pequenos negócios, permitindo que os empreendedores adquiram equipamentos e melhorem a estrutura de trabalho. Como o PixMEI vai funcionar? A proposta prevê que o dinheiro seja destinado a investimentos que contribuam para o desenvolvimento da atividade econômica. Entre as possibilidades estão: Compra de máquinas e equipamentos; Aquisição de ferramentas profissionais; Compra de bancadas e outros itens necessários ao trabalho; Melhorias na estrutura do negócio; Reforma e adaptação de veículos utilitários e de entrega, conforme as regras que serão definidas. A seleção dos participantes e o acompanhamento dos projetos deverão contar com a participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que poderá oferecer orientação técnica aos empreendedores. O governo ainda precisa detalhar como será feita a inscrição, quais documentos serão exigidos, como os projetos serão avaliados e de que maneira o dinheiro será liberado. Quem poderá receber os R$ 5 mil do PixMEI? A proposta prevê atendimento a microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil. O planejamento inicial menciona o atendimento de cerca de 1 milhão de microempreendedores. No entanto, os critérios definitivos de participação, as regras de seleção e a quantidade de beneficiários ainda precisam ser confirmados oficialmente pelo governo federal. Por enquanto, não é possível afirmar que todos os MEIs terão direito ao benefício. A concessão dependerá das condições que serão estabelecidas pelo governo. Quando começam as inscrições do PixMEI? Ainda não há data confirmada para o lançamento do PixMEI nem para a abertura das inscrições. A expectativa inicial era de que o edital fosse apresentado até o fim de 2026, mas o cronograma oficial ainda precisa ser confirmado. A previsão é que a execução da iniciativa ocorra entre 2027 e 2030, de acordo com o Ministério do Empreendedorismo. Até a divulgação das regras oficiais, não há inscrições abertas nem prazo para solicitar os recursos. Os interessados devem acompanhar os comunicados do Ministério do Empreendedorismo e as orientações sobre a participação no programa. Qual será o orçamento do programa? O planejamento divulgado prevê alcançar aproximadamente 1 milhão de microempreendedores, com investimentos produtivos que podem chegar a R$ 5 bilhões, segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A execução dependerá da regulamentação e da divulgação das condições oficiais do programa. O PixMEI é a única medida do pacote ProsperaMEI que ainda está em fase de elaboração, segundo as informações apresentadas sobre a proposta.

Apple apresenta seu primeiro notebook com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple A Apple apresentou nesta quarta-feira (28) seu primeiro notebook com tela sensível ao toque (touch screen), o MacBook Pro. No Brasil, os preços vão de R$ 35 mil, na versão mais barata, a R$ 180.098,80, na configuração mais completa. O aparelho estreia em versões com telas de 14 e 16 polegadas e duas opções de processador (chips): M5 Pro e M5 Max. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A tela sensível ao toque, chamada de PROLED XDR, é o principal destaque do notebook. Segundo a empresa, o sensor está integrado ao painel, o que reduz o tempo de resposta e dá ao usuário a sensação de tocar diretamente no conteúdo. “Criamos uma forma totalmente nova para os profissionais interagirem com seu conteúdo, levando seus fluxos de trabalho a um nível completamente novo. O novo MacBook Pro é resultado da profunda integração entre o Apple silicon, hardware e software, e simplesmente não há nada igual”, afirmou Johny Srouji, diretor de hardware da Apple. Agora no g1 A Apple também afirma que seus aplicativos já estão adaptados ao touch screen e que o macOS, sistema operacional do notebook, consegue converter automaticamente toques em cliques. Segundo a fabricante, aplicativos de outras empresas também já estão adaptados ao novo MacBook Pro. A lista inclui Notion, Canva, Zoom, Microsoft Word, Excel, PowerPoint e Outlook, Adobe Lightroom, DaVinci Resolve, Blender, Maxon Cinema 4D, Maxon ZBrush, Shapr3D e Algoriddim Djay Pro. MacBook Pro com tela touch Divulgação/Apple Segundo a Apple, o novo MacBook Pro está mais fino e leve, com bordas de tela mais estreitas. "Ele é mais fino e notavelmente mais leve para oferecer ainda mais portabilidade. O MacBook Pro de 14 polegadas agora pesa 1,38 kg, e o MacBook Pro de 16 polegadas pesa apenas 1,82 kg", disse a empresa. A Apple afirma que a bateria dura até 24 horas e classifica os processadores M5 Pro e M5 Max como "os mais potentes já fabricados pela Apple para um laptop profissional". MacBook Pro com tela touch Divulgação/Apple O preço dos novos dispositivos varia conforme as especificações do aparelho, como o tamanho e a qualidade da tela, a capacidade de processamento e o espaço de armazenamento. As opções de memória RAM são de 48 GB, 64 GB e 128 GB. Já o armazenamento pode ser de 2 TB, 4 TB, 8 TB ou 16 TB. Os clientes ainda podem gastar mais de R$ 6 mil adicionais com licenças de programas de edição de vídeo e áudio e a garantia estendida da Apple. O aparelho começa a ser vendido nesta quarta-feira (28) no Brasil, com as primeiras entregas previstas para 6 de novembro. Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple Novo MacBook Pro com tela sensível ao toque. Reprodução/Apple iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029. ▶️Para calcular o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que serão extintos no fim de 2026. Isso porque uma das premissas da reforma sobre o consumo é manter o atual patamar da carga tributária. 🔎A CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎PIS e Cofins serão extintos em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Sistema não cumulativo g1 em 1 Minuto: Entenda o que são o IBS e a CBS Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Esse sistema não cumulativo será obrigatório nas empresas que realizam vendas de produtos e serviços para outras empresas (o business to business) do lucro real e presumido. O modelo não cumulativo, porém, não será obrigatório para as empresas do Simples Nacional, que poderão optar por permanecer no regime tradicional ("Simples puro") ou migrar para o modelo híbrido, aproveitando créditos dos tributos recolhidos nas etapas anteriores da cadeia. Os microempreendedores individuais (MEIs) e os nanoempreendedores, por sua vez, não terão essa opção. Eles permanecerão obrigatoriamente no Simples puro, pois atuam predominantemente em operações destinadas ao consumidor final. Notas fiscais eletrônicas ➡️A Receita Federal lembrou que, em 2026, as empresas já estão preenchendo nas notas fiscais eletrônicas os campos referentes aos novos tributos sobre o consumo, em uma fase de testes com alíquotas simbólicas, sem cobrança efetiva. ➡️A partir de 2027, todas as empresas deverão preencher obrigatoriamente os campos relativos aos novos tributos sobre o consumo nas notas fiscais eletrônicas, com exceção dos MEIs nas vendas para pessoas físicas e dos nanoempreendedores. Split payment De acordo com a Receita Federal, o chamado "split payment" da reforma tributária sobre o consumo deverá se tornar obrigatório somente a partir de 2028 nas operações entre empresas. 💵O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal que foi criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. 🔎Esse sistema também permitirá o ressarcimento quase automático de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. ➡️Na ausência do "split payment" obrigatório a partir do início de 2027, a Receita Federal explicou que as empresas continuarão emitindo, normalmente, as notas fiscais por cada compra e venda. Ao fim do mês, as empresas emitirão um documento de arrecadação (Darf) para pagar os tributos devidos, como é feito atualmente. Depois de pagar os tributos, o ressarcimento relativo ao imposto de outras partes da cadeia de produção será creditado em, no máximo dois meses. Isso porque o tributo vence no último dia útil do mês seguinte. ➡️O Fisco informou, porém, que há um modelo alternativo para receber mais rapidamente os créditos tributários, chamado de "Recolhimento pelo Adquirente (RAD)". Nesse formato, a empresa compradora de um produto ou serviço recolhe diretamente o valor dos tributos da operação e, por isso, consegue obter o crédito tributário de forma mais rápida. A companhia vendedora, por sua vez, recebe o valor da venda já descontado o imposto. Veja as opções das empresas por meio do recolhimento normal, no fim do mês, e abatimento posterior pelo ressarcimento de tributos em outras fases da cadeia; pelo sistema do recolhimento pelo adquirente, com ressarcimento mais ágil; pelo "split payment", assim que for gradualmente implementado ao longo de 2027, com ressarcimento imediato de créditos. Simples Nacional Mudanças no Simples Nacional com a reforma tributária As empresas optantes pelo Simples Nacional, exceto os MEIs e os nanoempreendedores, têm até 30 de outubro para escolher o modelo híbrido de recolhimento dos novos tributos sobre o consumo. Essa opção poderá ser cancelada até 20 de dezembro. Ao optar por esse modelo, a empresa permanece no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), os novos tributos sobre o consumo criados pela reforma tributária. Com isso, a empresa pode aproveitar créditos desses tributos sobre suas compras e também transferir créditos para empresas que adquirirem seus produtos ou serviços. As empresas do Simples Nacional, sem contar micro e nanoempreendedores, também podem optar por permanecer no regime tradicional do Simples, no qual, geralmente, não se aproveita créditos dos tributos incidentes nas etapas anteriores da cadeia produtiva nem se transfere créditos tributários a seus clientes na venda de bens ou serviços. "A empresa do Simples ele vai ter que ver qual é o modelo de negócio dela. É uma empresa que quase só vende direto para o consumidor final? Mantém o Simples puro que vai ser mil vezes mais fácil para ela. Ela é uma empresa do Simples meio de cadeia? Ou seja, ela compra de alguém e vende pra uma outra empresa que vai fazer para frente" afirmou Juliano Neves, da Receita Federal. "Aí talvez ela faça sentido pra ela sair do Simples puro e ir para essa situação híbrida, porque aí ela consegue transferir crédito para quem quer estar comprando", acrescentou. ➡️Dados da Receita Federal indicam que o Simples Nacional concentrava 7,35 milhões de empresas, sem contar MEIs e nanoempreendedores, no fim de 2025, o equivalente a 28,6% do total de empresas ativas no país. Juliano Neves, que é subsecretário da Receita Federal, observou que a maior parte das empresas do Simples Nacional faz justamente vendas direto ao consumidor final, não sendo necessário, nesse caso, optar pelo sistema híbrido (que permite transferência de créditos). Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu que é falsa a informação de que beneficiários precisam apresentar um documento com biometria até 20 de novembro para evitar o bloqueio de pagamentos. Segundo o órgão, a exigência se aplica somente a novos pedidos de benefícios feitos a partir de 21 de novembro de 2025. O instituto também reforçou que não é necessário comparecer a uma agência para realizar o cadastro biométrico. O registro é feito quando o cidadão solicita documentos oficiais que utilizam esse tipo de identificação, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o título de eleitor. A biometria consiste no registro de características físicas, como impressões digitais e imagem do rosto, para confirmar a identidade de uma pessoa e auxiliar na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O cadastro biométrico para a Carteira de Identidade Nacional consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados oficial do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores indevidamente. Leia nesta reportagem: Como funciona a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Biometria não substitui prova de vida INSS alerta para golpes Como funciona a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Quem está dispensado da biometria Mesmo entre os novos pedidos, há situações em que a apresentação de documento com biometria é dispensada. De acordo com as regras informadas pelo INSS, estão entre as exceções: São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Além disso, a exigência não se aplica aos pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Biometria não substitui prova de vida O INSS esclarece que o cadastro biométrico e a prova de vida são procedimentos diferentes. Atualmente, a comprovação de vida dos beneficiários é realizada automaticamente pelo instituto, por meio do cruzamento de dados. Caso seja necessária alguma providência por parte do cidadão, ele será comunicado pelos canais oficiais do INSS ou do governo federal. Por isso, não é necessário comparecer a uma agência para fazer a prova de vida ou apresentar biometria apenas por causa de mensagens que circulam na internet. Quem tiver dúvidas sobre a situação do benefício pode consultar o aplicativo ou site Meu INSS ou entrar em contato com a Central Telefônica 135. INSS alerta para golpes O instituto também alerta para tentativas de fraude que utilizam informações falsas sobre biometria e bloqueio de benefícios para obter dados pessoais dos cidadãos. Segundo o órgão, servidores não são enviados às casas dos beneficiários para realizar a comprovação de vida. O INSS também não solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro para esse procedimento. A orientação é não clicar em links desconhecidos nem fornecer informações pessoais em páginas suspeitas. Criminosos podem utilizar sites falsos para capturar dados e aplicá-los em outras fraudes. Em caso de dúvida, o cidadão deve consultar os canais oficiais do instituto, como o Meu INSS, a Central Telefônica 135 e o portal gov.br/inss.

Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras O governo federal enviou notificações nos dias 22 e 26 de outubro à microempreendedores individuais (MEIs) beneficiados pelo perdão de dívidas tributárias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mas atenção aos golpes. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Emrpesa de Pequeno Porte (MEMP), os avisos estão sendo enviados somente por mensagens de WhatsApp, pelo número oficial e verificado do Gov.br, (61) 3207-3332. Veja a mensagem que foi enviada aos MEIs elegíveis e obtida pelo g1: Mensagem recebida por MEI. Divulgação/MEMP Além disso, o ministério reforça que não há previsão de resarcimento de valores eventualmente pagos. A medida faz parte de uma lei sancionada na última quarta-feira (21), que prevê o perdão de débitos tributários de microempreendedores individuais com a União. A lei prevê o perdão de débitos contraídos até 13 de outubro desse ano, incluindo o valor principal da dívida, juros, multas e outros encargos. A estimativa é que cerca de 3,6 milhões de empreendedores sejam beneficiados diretamente pela anistia, que abrange aproximadamente R$ 12,6 bilhões em dívidas. A medida contempla tanto débitos inscritos na Dívida Ativa da União — quando o governo formaliza a cobrança de uma dívida não paga — quanto aqueles que ainda estão em fase de cobrança administrativa. Lula sanciona lei que perdoa dívidas de MEIs, amplia limite de faturamento e funcionários; veja como vai funcionar Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, os comunicados enviados aos MEIs fazem parte de um serviço oficial do governo federal voltado aos empreendedores que atendem aos critérios para receber o benefício. Entre eles, está a obrigação de manter em dia as contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da nova legislação. O descumprimento das regras pode levar ao cancelamento do perdão. Presidente Lula (PT) durante a sanção dos novos limites do MEI e envio de PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana e feriados, no Palácio do Planalto Ricardo Stuckert
Empresário é preso em operação que investiga fraude fiscal de R$ 36,6 milhões no setor cafeeiro do Espírito Santo Divulgação/MPES Um empresário foi preso em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, nesta quarta-feira (28), durante a Operação Rebrota, que investiga um esquema de fraude tributária no setor cafeeiro do Espírito Santo. Segundo o Ministério Público do Estado (MPES), as irregularidades investigadas envolvem cerca de R$ 36,6 milhões em créditos tributários relacionados a processos anteriores e denúncias recentes. O nome do empresário não foi divulgado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp LEIA TAMBÉM: PORTARIA: Governo restabelece regras e libera pesca na foz do Rio Doce após 10 anos do desastre de Mariana AJUDA ANIMAL: Gavião é usado para afastar pombos em hospital de Vitória; ave também 'trabalha' no aeroporto As investigações apuram indícios de um esquema de fraude tributária envolvendo a comercialização de café conilon em grão cru, com a utilização de notas fiscais emitidas por empresas consideradas inidôneas, conhecidas como “empresas noteiras”. Esses documentos seriam usados para conferir aparência de legalidade a operações comerciais fraudulentas e permitir a supressão do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Fraudes De acordo com os elementos reunidos na investigação, o empresário, responsável pela administração de uma empresa do setor cafeeiro situada no distrito de Primavera, na zona rural de Rio Bananal, teria utilizado documentos fiscais inidôneos para registrar aquisições de café provenientes de empresas de fachada. A fiscalização identificou, ainda, indícios da prática conhecida como “venda casada”, em que documentos fiscais circulam sem a correspondente movimentação física das mercadorias pelos estabelecimentos indicados nas notas. O procedimento simularia operações comerciais para fins tributários. Mesmo diante dos mecanismos eletrônicos de emissão e controle de notas fiscais e da existência de ações penais em andamento, o investigado teria persistido no uso de documentos fiscais inidôneos, conforme os elementos apurados. Grãos de café conilon, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Valores Um dos pontos de destaque da Operação “Rebrota” é a suspeita de reiteração das condutas atribuídas ao empresário, que já respondia a ações penais por crimes tributários envolvendo valores expressivos. Em três ações penais anteriores, relacionadas à apuração de crimes contra a ordem tributária, os créditos tributários consolidados somavam aproximadamente R$ 14,7 milhões. Mais recentemente, o investigado foi denunciado em outras 12 ações penais por fraudes fiscais de natureza semelhante. Nesses casos, os créditos tributários definitivamente constituídos e inscritos em dívida ativa totalizam R$ 21.975.201,60. Considerados os valores relacionados aos processos anteriores e às denúncias mais recentes, o montante chega a aproximadamente R$ 36,6 milhões, evidenciando a dimensão econômica das irregularidades investigadas. Histórico As suspeitas de continuidade das práticas fraudulentas surgem em um contexto de sucessivas investigações e operações conduzidas pelo Ministério Público para combater a sonegação fiscal na cadeia produtiva do café. Mesmo diante de ações recentes do MPES, como a Operação “Recepa”, voltada ao enfrentamento de esquemas de fraude tributária no setor cafeeiro, o investigado teria mantido mecanismos semelhantes para a supressão de tributos. O empresário também já havia sido alvo de apuração no âmbito da Operação “Torrefação”, anteriormente conduzida pelo GAECO e igualmente relacionada a fraudes fiscais no setor. Para o Ministério Público, o histórico de investigações e ações penais, associado aos elevados valores tributários envolvidos, reforça a necessidade de atuação contínua para coibir práticas que prejudicam a arrecadação pública e comprometem a concorrência regular entre as empresas. A Operação “Rebrota” integra os esforços permanentes do MPES no combate à sonegação fiscal, ao uso de empresas de fachada e às fraudes na comercialização de produtos agrícolas. A atuação busca proteger a arrecadação tributária, promover condições justas de concorrência e responsabilizar os envolvidos em práticas criminosas que causam prejuízos à coletividade. A ação é coordenada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Norte) e da Promotoria de Justiça de Rio Bananal. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Cidasc confirmou terceiro caso da doença de Newcastle em Nova Erechim Santa Catarina confirmou na terça-feira (28) um terceiro foco da doença de Newcastle em criação de aves no Oeste do estado. A nova detecção aconteceu em uma granja com 9.600 animais na cidade de Nova Erechim. O local está dentro da área de emergência zoosanitária declarada após o primeiro registro, em 19 de outubro. Assim como nos dois registros anteriores, nas cidades vizinhas de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, as aves não apresentam sintomas, informou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), órgão do estado que atua na contenção em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Governo Federal decreta emergência zoosanitária em SC A confirmação da doença resultou na restrição de países à importação da carne de aves brasileiras. Somente México e Uruguai suspenderam totalmente o produto do país, enquanto outras nações colocaram embargo somente na carne de Santa Catarina ou da região do foco. O novo registro foi detectado durante as ações de controle sanitário, que incluem vistoria em propriedades e monitoramento das criações. Com a confirmação em Nova Erechim, raio de vigilância das equipes foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. "Entre os dias 20 e 26 de outubro, foram vistoriadas 133 propriedades comerciais e 551 propriedades de subsistência. A operação mantém quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização e desinfecção de veículos", informou a Cidasc. O Ministério da Agricultura ressaltou para a população que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações. 🔍 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC

Nuvens são vistas em frente ao logo do Dropbox nesta ilustração tirada em 27 de fevereiro de 2022 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo O Dropbox anunciou nesta quarta-feira (28) que vai demitir cerca de 9% de seus funcionários no mundo. O diretor de tecnologia, Ali Dasdan, também deixará o cargo em 18 de novembro, segundo a empresa. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A companhia de armazenamento de arquivos na nuvem tinha 2.113 funcionários em 31 de dezembro. Segundo o Dropbox, os cortes buscam alinhar os investimentos às suas principais prioridades de produtos e crescimento. A empresa estima que as demissões vão custar entre US$ 27 milhões e US$ 33 milhões, principalmente com indenizações e outras despesas relacionadas aos cortes. A maior parte desses gastos deve ser registrada no quarto trimestre, e o restante, em 2027. Agora no g1 A saída de Dasdan ocorre após outra mudança na liderança: em maio, o cofundador Andrew Houston deixou o comando da empresa. Ashraf Alkarmi, que já trabalhava no Dropbox, foi promovido para substituí-lo. O Dropbox também informou que espera que a receita e a margem de lucro operacional ajustada do terceiro trimestre fiquem em linha ou acima das projeções divulgadas anteriormente. Por que Trump quer mudar o nome da IA? Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

13º salário: aprenda a quitar dívidas e planejar as despesas de fim de ano Cerca de 20,3 milhões de brasileiros estavam em situação de endividamento de risco em junho de 2026, o equivalente a 17% das pessoas que têm dívidas no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O número representa um crescimento de 75% em cinco anos, segundo relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC) divulgado na terça-feira (27). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔍Comprar um produto parcelado, financiar um imóvel ou pagar uma compra no cartão de crédito são exemplos de situações que geram dívidas, onde entra a classificação de endividado. Isso não significa, por si só, que a pessoa esteja com pagamentos atrasados ou tenha dificuldades financeiras, aí entraria a inadimplência. Para classificar alguém como endividado de risco, o BC considera a combinação de pelo menos dois de quatro critérios, que incluem: Inadimplência superior a 90 dias. Comprometimento de mais da metade da renda mensal com dívidas. Renda restante abaixo da linha da pobreza após o pagamento dos débitos. Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo. Endividamento de risco segundo o BC g1 Famílias mais pobres comprometem maior parte da renda com dívidas ➡️ O peso das dívidas no orçamento é maior entre os brasileiros de baixa renda. Para quem ganha até dois salários mínimos, o pagamento das dívidas compromete 42% da renda mensal. Desse total, 15% da renda é destinada ao pagamento de dívidas do cartão de crédito. Essa faixa reúne 61,2 milhões de tomadores de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e concentra um perfil de endividamento mais associado a modalidades de crédito de alto custo, como cartão de crédito e empréstimos pessoais sem consignação. Segundo o relatório do Banco Central (BC), a participação dessas modalidades cresceu de forma mais intensa entre os consumidores de menor renda. Já entre as pessoas que ganham mais de dez salários mínimos, o comprometimento da renda com dívidas é de 18,6%. Nesse grupo, que reúne 4,4 milhões de tomadores de crédito, uma parcela maior dos pagamentos está associada a financiamentos imobiliários e de veículos, geralmente ligados à aquisição de bens e com prazos mais longos. O relatório também identifica outros dois grupos de renda: 22,3 milhões de tomadores ganham entre dois e cinco salários mínimos, enquanto 7,5 milhões recebem entre cinco e dez salários mínimos. Endividamento de risco cresce desde 2021 Em junho de 2021, 9,7% dos tomadores de crédito estavam em situação de endividamento de risco. A proporção subiu para 13,1% em junho de 2022 e chegou a 13,8% em junho de 2023. Depois de recuar para 13,4% em junho de 2024, voltou a subir e alcançou 17% em junho de 2026. Endividamento de risco segundo o BC g1 Banco Central vê riscos na oferta de crédito digital O relatório aponta que a oferta frequente de crédito em canais digitais pode estimular a contratação de empréstimos sem planejamento, especialmente entre consumidores de menor renda. ➡️ Segundo pesquisa citada pelo BC, esse público recebe, em média, nove ofertas digitais de crédito por mês. A instituição também estuda medidas para reduzir riscos associados à concessão de crédito e à forma como os produtos são oferecidos. Crédito consignado também preocupa O relatório também aponta problemas na modalidade Crédito do Trabalhador, criada para oferecer empréstimos consignados a trabalhadores do setor privado. Em junho de 2026, o saldo de operações inadimplentes nessa linha chegou a R$ 6,1 bilhões. Segundo o BC, parte desse valor estava associada a trabalhadores que perderam o emprego, enquanto outra parcela correspondia a pessoas que foram demitidas e conseguiram uma nova colocação formal.

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado na reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027. O cálculo foi feito por técnicos do tribunal com base em dados da Receita Federal. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027. Se o Senado não aprovar uma alíquota até 15 de dezembro, terá validade o valor calculado pelo TCU. ▶️Para calcular o valor da CBS, técnicos do tribunal estimaram quanto seria arrecadado com os impostos que estão sendo extintos no fim de 2026 (PIS, Cofins e grande parte do IPI). Isso porque, uma das premissas da reforma sobre o consumo, é manter o atual patamar da carga tributária. O governo informou, na proposta de orçamento de 2027, que espera arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS no ano que vem. A proposta do TCU também engloba um "redutor" de 44,2% na alíquota de referência da CBS, e alíquotas reduzidas para alguns produtos e serviços, nas compras públicas. Agora no g1 🔎 O TCU é responsável por analisar e homologar os cálculos das alíquotas de referência da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), etapas previstas na transição para o novo sistema tributário brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023. 🔎A CBS substituirá o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎 PIS e Cofins serão extintas em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Moedas, trocado, dinheiro, troco, real Freepik Estimativas anteriores 🔎 Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Entretanto, nos meses seguintes foram feitas novas exceções à cobrança do imposto cheio que elevaram a alíquota. 🔎 A área econômica não fez nova projeção, mas cálculo da consultoria Roit aponta para uma alíquota de 9,43% em 2027. 🔎 Estimativas divulgadas em julho pelo Comitê Gestor do IBS, dos estados, apontam que a CBS teria uma taxa de cerca de 9,2% no próximo ano. Imposto dos estados e municípios Além da CBS do governo federal, a reforma tributária também contempla a cobrança do IBS estadual e municipal, que terá uma alíquota marginal, de 0,1% em 2027 e em 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS, até 2032. A cobrança integral começa em 2033. Assim que a alíquota cheia estiver sendo cobrada, estimativas apontam que o imposto sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, somará cerca de 28% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia — uma das maiores alíquotas do mundo. O valor, que supera o teto existente de 26,5%, ficaria acima do registrado nos países ricos. Esse será o nível necessário para manter a atual carga tributária sobre o consumo, ou seja, o peso dos impostos sobre essa base de tributação. Tributos altos sobre o consumo, por sua vez, penalizam a população de baixa renda — uma vez que uma parte maior de sua renda é destinada aos impostos. ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são ainda maiores, com tributação média de cerca de 34% – há dificuldade em calcular o peso dos impostos pois o sistema é muito complexo, há exceções, e os tributos incidem sobre si mesmos. Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço). Benefícios elevam alíquota para todos A aprovação de exceções à alíquota cheia dos futuros impostos sobre o consumo durante a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional, ou seja, de benefícios para setores e produtos, é uma das responsáveis pelo elevado nível da tributação estimada para os futuros impostos — algo que foi apontado, à época, por exemplo, pela indústria nacional. A explicação é que, quanto maior é o número de exceções, ou regimes diferenciados — com tratamento favorecido —, mais alta é a chamada "alíquota padrão", ou seja, que os demais setores da economia, não englobados por benefícios, têm de pagar. Isso por conta da determinação da reforma de manter o atual patamar da carga tributária — valor que se arrecada em proporção ao PIB. Com setores e produtos beneficiados por exceções aprovadas pelo Legislativo, com tributação menor, todo os consumidores pagam a mais na alíquota normal (chamada de padrão). Entre os benefícios aprovados na tramitação da reforma tributária, estão alíquota zero para a cesta básica, incluindo as proteínas (o que, segundo especialistas, beneficia a população mais rica), para uma lista de medicamentos e dispositivos médicos. O Congresso aprovou ainda alíquotas reduzidas para serviços de educação e saúde; medicamentos e dispositivos médicos; produções artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais; atividades desportivas; e profissões regulamentadas e fiscalizadas por conselhos profissionais. Fim da cumulatividade Esses dois novos impostos que serão implementados gradualmente até 2032 funcionarão no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como acontece no resto do mundo, de maneira não cumulativa. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente. Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto de R$ 20, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre as diferentes empresas da produção e comercialização. Outra mudança é que os tributos sobre o consumo (IVA) serão cobrados no "destino", ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. A migração da origem para o destino será feita de forma gradual durante décadas. Isso contribuirá para combater a chamada "guerra fiscal", nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais. Imposto do pecado Além dos tributos não cumulativos do governo, estados e municípios, a reforma tributária prevê, ainda, a cobrança do chamado "imposto seletivo", também chamado de imposto do pecado. Para que tenha validade, esse novo tributo ainda tem de ser regulamentado. Nesta terça-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta para o imposto seletivo será enviada ao Congresso Nacional em breve, provavelmente ainda nesta semana. O imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Em junho, o Ministério da Fazenda informou que a ideia é manter, pelo menos em um primeiro momento, a carga tributária atual, sem aumento dos impostos durante a transição. Nesse período, o governo pretende discutir as mudanças com os setores afetados. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. O TCU informou que essa projeção do governo federal foi considerada para manter a atual carga tributária sobre o consumo. No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo.

Carro de autoescola Lia de Paula/Agência Senado Projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (28) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados quer permitir que o candidato leve um instrutor de sua própria escolha para acompanhar o exame prático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto prevê que o profissional seja credenciado junto ao órgão de trânsito estadual, do Distrito Federal ou à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Para virar lei, o projeto ainda precisa ser votado no Congresso e ser sancionado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A proposta tem autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP). O relator na comissão, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), recomendou a aprovação do texto com mudanças. O substitutivo apresentado pelo relator restringe o acompanhamento a instrutores credenciados, que poderão ou não pertencer à entidade responsável pela formação do candidato. A lotação do veículo também deverá ser respeitada. Agora no g1 Na proposta, o profissional não poderá fazer comentários, gestos ou qualquer intervenção que interfira na realização da prova. Caso descumpra essa regra, o exame poderá ser invalidado. A versão original do projeto, apresentada pela deputada, permitia que o candidato escolhesse qualquer pessoa para acompanhá-lo e previa a gravação de áudio e vídeo durante toda a avaliação. O relator retirou essa possibilidade do texto. Suspeita de fraude Na justificativa, a parlamentar relatou um caso de suspeita de fraude no processo de concessão da habilitação e manifestou preocupação com possíveis irregularidades envolvendo examinadores dos departamentos estaduais de trânsito (Detrans) e autoescolas. A autora descreveu o problema como “a associação entre servidores/examinadores do DETRAN e autoescolas que apostam na reprovação a fim de vender carteiras em troca de pagamento de propinas”. Flávio Nogueira considera que a presença de uma pessoa de confiança pode ajudar a acompanhar a regularidade do exame, que é um procedimento da administração pública e deve observar princípios como transparência e eficiência. "Dessa forma, o indivíduo avaliado terá mais segurança durante o seu exame de direção, visto que um terceiro poderá acompanhar e fiscalizar, evitando assim que haja coação para pagamento de propinas", diz o texto do projeto. Por outro lado, o deputado apontou no voto que a prova prática exige atenção especial porque o candidato ainda não tem habilitação para dirigir. Fim da baliza e carro automático liberado: entenda as mudanças do Detran de SP no teste de prova prática para tirar CNH Reprodução/TV Globo Na avaliação dele, a presença de alguém sem conhecimento técnico pode prejudicar a concentração do examinador e do candidato, com possíveis consequências para a segurança dos ocupantes do veículo e dos demais usuários da via. Por isso, o relator defende que apenas instrutores credenciados possam acompanhar o exame. Segundo ele, esses profissionais têm treinamento específico e experiência no atendimento a candidatos à habilitação. Nogueira também rejeitou a gravação de áudio e vídeo. Para o deputado, eventuais irregularidades devem ser investigadas pelos meios adequados, sem que pessoas sem conhecimento técnico façam avaliações que possam resultar em acusações infundadas contra examinadores. O relator argumenta ainda que a exposição desses profissionais deve respeitar o direito ao contraditório e à ampla defesa. A proposta deve avançar para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável pela análise de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.

Snapchat é julgado nos EUA pela primeira vez Richard Drew/AP Foto A plataforma de mensagens Snapchat terá que se defender, pela primeira vez, diante de um júri contra acusações de vício em redes sociais entre os jovens, ao lado do Instagram (Meta), em um novo julgamento que começa nesta quarta-feira (28) em Los Angeles. Nos últimos anos, foram apresentados milhares de processos em tribunais locais, estaduais e federais por todos os Estados Unidos, contendo diversas acusações sobre supostos danos a crianças e adolescentes causados por essas plataformas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A seleção dos jurados começa nesta quarta-feira (28), e as audiências, que devem prosseguir até 4 de novembro, estão previstas para durar até meados de dezembro. A Snap, empresa matriz do Snapchat, e a Meta ainda podem optar por um acordo antes do veredicto. Agora no g1 Espera-se que os responsáveis pela Meta e pela Snap, Mark Zuckerberg e Evan Spiegel, prestem depoimento em meados de novembro, assim como o chefe do Instagram, Adam Mosseri, segundo os advogados das partes demandantes. Elas acusam as plataformas de terem sido projetadas para gerar dependência, resultando em quadros de depressão, ansiedade, transtornos alimentares e automutilação. Júri vai analisar acusações de que as plataformas foram projetadas para gerar dependência e causar danos à saúde mental de crianças e adolescentes; Mark Zuckerberg e Evan Spiegel devem depor em novembro.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 2,68% nesta quarta-feira (28), aos 171.006 pontos. Com o resultado, o índice acumula perdas de 16,62% na semana. Já o dólar oscilou ao longo do pregão e encerrou o dia em baixa de 0,19%, cotado a R$ 5,3401. O principal destaque da sessão ficou com a nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). No Brasil, investidores voltaram as atenções para o quadro fiscal, após a reeleição do presidente Lula (PT) no último domingo e em meio a promessas do governo sobre o resultado primário e a reforma tributária. (entenda mais abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O foco do mercado esteve com a nova decisão de juros do Fed. A instituição manteve as taxas de juros inalteradas nos EUA, na faixa de 3,75% a 4%. A decisão veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Em comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica americana segue se expandindo em ritmo forte e os gastos domésticos têm se mostrado resilientes. 🔎 A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. ▶️ No Brasil, o cenário fiscal seguiu na mira dos investidores. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. O ministro também prometeu a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". As medidas vêm em meio à pressão de investidores e empresários por um reajuste fiscal por parte do governo, após a reeleição de Lula (PT). ▶️ No mercado de commodities, os preços do petróleo continuaram elevados, após os EUA orientarem países do Golfo a se prepararem para uma possível campanha militar contra o Irã após as eleições legislativas, em 3 de novembro. As informações são do Wall Street Journal. No final do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 1,44%, cotado a US$ 115,32. Já o WTI, referência nos EUA, avançou 2,88%, a US$ 102,78 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +6,95%; Acumulado do mês: +3,20%; Acumulado do ano: -2,71%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -16,62% Acumulado do mês: -8,23%; Acumulado do ano: +6,13%. Pressão fiscal aumenta Investidores e empresários intensificaram a pressão fiscal sobre o governo nesta semana, após a reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato no último domingo (25). A preocupação é que o descontrole piore a situação da dívida pública e traga uma deterioração nas condições financeiras do país, com crédito mais caro e a possibilidade de uma nova alta da Selic caso a valorização do dólar pressione a inflação. Com isso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, na véspera, que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. Ao mirar o centro da meta, em tese, o governo poderá precisar bloquear mais recursos ao longo de 2027, limitando os gastos dos ministérios. "Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o compromisso nosso, o compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal", disse o ministro. Sem dar detalhes, Durigan também afirmou que a equipe econômica prepara outras medidas para reforçar a confiança na trajetória das contas públicas. "Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta [fiscal]. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa", declarou a jornalistas. Reforma tributária O ministro também afirmou que a equipe econômica se prepara para enviar ao Congresso a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". A expectativa é que o texto seja enviado ainda nesta semana. Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam com alta nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam a decisão do Fed. O Dow Jones teve alta de 0,24%, enquanto o S&P 500 avançou 0,33% e o Nasdaq Composite registrou perdas de 0,32%. Já as bolsas europeias fecharam mistas nesta quarta-feira, em meio à alta do petróleo e em compasso de espera pela decisão de juros americanos. O DAX, da Alemanha, subiu 0,44%, enquanto o CAC-40, da França, fechou estável e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,07%. Na Ásia, as ações chinesas voltaram a subir nesta quarta-feira, acompanhando a recuperação dos papéis de inteligência artificial após os resultados financeiros mais otimistas da fabricante de chips SK Hynix. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiram 0,9% na sessão. No Japão, o Nikkei avançou 1,08% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 6,63%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,23%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Pixabay

O governo federal concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo de um consórcio de bancos aos Correios, dentro do processo de reestruturação previsto para o período de 2025 a 2027. O ato foi formalizado após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), que terminou com a vitória do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. A medida consta em despacho do ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicado no Diário Oficial da União. O consórcio de bancos, formado por pelo ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e pelo JP Morgan, com isso, tem a garantia de que vai receber as parcelas do empréstimo do Tesouro Nacional — no caso de os Correios não honrarem o compromisso. Agora no g1 O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. Em setembro, os Correios informaram ao g1 que o empréstimo saísse ainda naquele mês, algo que não aconteceu, sendo formalizado apenas após o segundo turno da eleições para presidente da República. Na ocasião, a estatal também confirmou o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026. O resultado dos Correios tem contribuído para o rombo das estatais federais, que somou R$ 6,51 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, segundo dados do Banco Central. O resultado, que é recorde na parcial deste ano, fica próximo do maior rombo já contabilizado para um ano fechado (-R$ 6,73 bilhões em 2024). Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços. De acordo com o Ministério da Gestão, os Correios executam um plano de reequilíbrio financeiro e reestruturação.

Número de super-ricos na China atinge maior nível com ascensão de empresários de tecnologia Getty Images O número de super-ricos na China atingiu o maior nível já registrado neste ano, impulsionado pela entrada de empresários do setor de tecnologia na lista, entre eles o fundador da DeepSeek. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a Hurun China Rich List, divulgada nesta terça-feira (28), o país tem agora o recorde de 1.529 pessoas com patrimônio superior a 5 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 750 milhões ou R$ 4 bilhões. O total supera o recorde anterior, de 1.460 pessoas, registrado em 2021. Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Liang Wenfeng, fundador da startup de inteligência artificial DeepSeek, estreou na sétima posição do ranking, com uma fortuna estimada em US$ 41,7 bilhões, cerca de R$ 223 bilhões. Ele está entre os 263 novos integrantes da lista, provenientes, em sua maioria, dos setores de semicondutores, inteligência artificial e robótica. A fortuna de Wenfeng aumentou após o lançamento do modelo de inteligência artificial R1, no ano passado. Segundo Rupert Hoogewerf, principal pesquisador do Hurun Research Institute, responsável pela elaboração do ranking, a lista de 2026 reflete uma China com uma “economia em duas velocidades”: enquanto as fortunas ligadas à tecnologia disparam, as de setores tradicionais encolhem. Entre os 100 primeiros colocados, 60% construíram suas fortunas em setores considerados estratégicos pela China. Essas áreas fazem parte de um plano lançado pelo país em 2015 para alcançar a liderança tecnológica em dez anos. Fundador da ByteDance, Zhang Yiming voltou ao topo do ranking depois de ter ocupado a primeira posição em 2024. Sua fortuna é estimada em US$ 99,7 bilhões, cerca de R$ 533 bilhões, o maior valor já registrado na lista. Ele superou Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring e conhecido como “Rei da Água Engarrafada”. A ByteDance, dona do TikTok e do Douyin, enfrenta pressões regulatórias crescentes em diferentes países. Apesar disso, seu chatbot de inteligência artificial, o Doubao, tem quase 420 milhões de usuários ativos por mês, número muito superior ao de seus concorrentes chineses. Também aparecem entre os dez primeiros colocados Robin Zeng, fundador da CATL; Pony Ma, da Tencent; William Ding, da NetEase; e Chen Tianshi, da Cambricon. A DeepSeek estaria perto de concluir uma nova rodada de investimentos de 100 bilhões de yuans, o maior valor já registrado na indústria chinesa de inteligência artificial. A operação elevaria o valor de mercado da empresa para quase 500 bilhões de yuans. Na lista das mulheres mais ricas da China, elaborada pela Hurun, a primeira posição é ocupada por Zhou Qunfang, fundadora da Lens Technology, fabricante de telas sensíveis ao toque. Sua fortuna é estimada em US$ 18,9 bilhões, aproximadamente R$ 101 bilhões.

Governo prorroga subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel O governo federal prorrogou nesta terça-feira (27), por mais 30 dias, o subsídio ao diesel, mantendo o benefício em R$ 2,12 por litro. A medida busca conter os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo, principal matéria-prima do combustível, pressionados pelos conflitos no Oriente Médio e pela guerra entre Rússia e Ucrânia. O barril do petróleo Brent, referência internacional, foi negociado entre US$ 100 e US$ 106 na primeira quinzena de outubro e chegou a US$ 113,17 no dia 22. Para o governo, qualquer valor acima dos US$ 70 gera pressão forte nos preços para o mercado interno. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Além da alta da commodity, a desvalorização do real também pode encarecer a produção e a importação de diesel. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, o Brasil importa cerca de um quinto do diesel que consome, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em agosto, o diesel importado correspondeu a 23,14% das vendas nacionais de diesel A, combustível ainda sem a mistura obrigatória de biodiesel. A junção desses fatores dá no seguinte resultado: O preço do diesel comum subiu 6,67% na primeira quinzena de outubro, chegando à média de R$ 7,20 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Já o diesel S-10 ficou 5,07% mais caro no período, chegando a R$ 7,46 por litro. Em relação a janeiro, o diesel comum acumulou aumento de 15,2%. Os preços também variam entre as regiões do país. No Norte, o litro do diesel comum custava, em média, R$ 7,75, enquanto o S-10 tinha preço médio de R$ 7,80. Em Roraima, o diesel comum chegou a R$ 8,19; no Acre, o S-10 atingiu R$ 8,30. No Sul e no Sudeste, a média do diesel comum era de R$ 6,97 por litro. Esse aumento que se reflete no transporte de cargas, feito principalmente por caminhões no Brasil. No agronegócio, o combustível mais caro eleva o custo do frete e da produção, e esse aumento pode ser repassado aos preços dos alimentos. Como mostrou o Globo Rural, agricultores do Rio Grande do Sul já demonstram preocupação com a possível falta de diesel às vésperas do plantio da safra de verão. Por que o Brasil precisa importar diesel? Entre janeiro e agosto, a produção de diesel pela Petrobras chegou a crescer 18,5%, passando de 32,7 milhões para 38,7 milhões de barris. Ainda assim, a produção nacional não foi suficiente para atender a toda a demanda pelo combustível. No primeiro semestre de 2026, o Brasil consumiu 213,2 milhões de barris de diesel. Segundo a ANP, a produção nacional foi de 154,8 milhões de barris, enquanto as importações somaram 43,5 milhões de barris, o equivalente a 20,4% do consumo no período. A dependência de importações está relacionada à capacidade de refino do país. Isso porque extrair petróleo não é o mesmo que produzir combustíveis: o petróleo precisa ser processado em refinarias para se transformar em diesel e outros derivados usados por caminhões, máquinas agrícolas e veículos. Nos últimos anos, a Petrobras vendeu refinarias para empresas privadas como parte de um programa de venda de ativos. Esse movimento ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), quando a estatal negociou unidades do setor de refino. O professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), questiona os custos de produção do diesel nessas refinarias e afirma que, em algumas situações, o combustível produzido no Brasil chega a ser mais caro que o importado. Já Francismar Ferreira, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), afirma que diminuir a dependência das importações exige ampliar e modernizar as refinarias brasileiras, além de rever os investimentos da Petrobras no setor. Cadeia do diesel g1 Por que a alta do diesel pesa tanto no Brasil? 🕰️ A partir da segunda metade do século XX, o Brasil passou a priorizar o transporte de cargas por rodovias, enquanto as ferrovias perderam espaço. Essa mudança acompanhou o crescimento da indústria automobilística e a expansão da malha rodoviária. Hoje, a dependência das estradas faz com que a alta do diesel aumente os custos do frete e, consequentemente, do transporte de mercadorias. “Os combustíveis em geral, sobretudo gasolina e diesel, têm um impacto muito grande sobre o transporte de mercadorias. O Brasil é um país grande e precisa transportar cargas por longas distâncias, isso afeta muito a produtividade do Brasil”, afirma Paulo Feldmann, da FEA-USP. ➡️ Países como Argentina e Estados Unidos também sofrem com a alta dos combustíveis, mas contam com redes ferroviárias que permitem escoar parte da produção agrícola e industrial por trens, diminuindo a dependência das rodovias em determinados trajetos. Há também riscos para o abastecimento, como alertam os agricultores do RS. Murilo Viana, mestre em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que os subsídios concedidos recentemente pelo governo, ao manter os preços internos artificialmente abaixo dos internacionais, podem desestimular empresas privadas a importar diesel. Nesse cenário, a Petrobras poderia ser pressionada a assumir uma parcela maior das importações, eventualmente vendendo o combustível com prejuízo por litro. Caso isso não ocorra, o país poderia enfrentar dificuldades de abastecimento por falta de importação pela iniciativa privada. Como isso afeta os preços dos alimentos? O agronegócio está entre os setores mais afetados pela alta do diesel, já que o combustível é utilizado tanto nas máquinas agrícolas, durante o preparo do solo, o plantio e a colheita, quanto no transporte da produção até armazéns, indústrias, portos e centros consumidores. “O aumento dos custos pode reduzir a competitividade das exportações e encarecer os alimentos no mercado interno”, afirma Paulo Feldmann, da FEA-USP. “Todos falam que 'da porteira para dentro' a agricultura brasileira é a mais competitiva do mundo. O Brasil perde muito no transporte, que é o que mais afeta o custo.” Com o frete mais caro, produtores e empresas podem ter seus lucros reduzidos ou repassar parte dos custos adicionais aos compradores. O repasse, porém, não acontece necessariamente de forma integral ou imediata. Parte do aumento pode ser absorvida ao longo da cadeia de produção e distribuição, dependendo dos contratos, da concorrência e das margens de lucro das empresas. Nesse contexto, o governo Lula tem apostado em subsídios temporários para conter os efeitos de altas de preços que considera passageiras. Subsídio alivia a alta, mas tem limites A prorrogação do subsídio anunciada pelo governo busca reduzir os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo no Brasil. Para Feldmann, a medida pode ajudar a conter o repasse dos custos, mas tem limites porque depende de recursos públicos, em um momento de dificuldades nas contas do governo. Para Murilo Viana, o subsídio pode ser justificado pelo fato de que a alta dos preços internacionais do petróleo também pode elevar a arrecadação do governo brasileiro. Isso porque o país exporta petróleo bruto e recebe receitas de royalties, dividendos da Petrobras e tributos. O subsídio, portanto, representa um gasto imediato para o governo, mas pode ajudar a evitar custos e impactos maiores sobre a economia. O resultado dessa estratégia, porém, depende de quanto o governo arrecada a mais com o petróleo, de quanto gasta com o subsídio e de quanto do aumento do diesel chegaria aos preços de outros produtos. Para Viana, medidas para estabilizar os preços podem ser válidas, desde que sejam temporárias e tenham regras claras para seu encerramento, evitando que o subsídio se transforme em uma forma permanente de manter os preços artificialmente baixos. O que reduziria a dependência brasileira? Ampliar a capacidade de refino, investir em alternativas de transporte e reduzir a dependência de insumos importados são medidas que podem, na visão dos analistas, tornar o Brasil menos vulnerável. Para Francismar Ferreira, do Ineep, uma solução de longo prazo exige ampliar e modernizar as refinarias brasileiras, além de aumentar os investimentos no setor. A discussão também envolve o papel da Petrobras na produção de combustíveis derivados do petróleo, assim como na distribuição e revenda desses produtos. O economista Murilo Viana também defende ampliar a produção nacional de fertilizantes, outro insumo essencial para o agronegócio. Essa medida não resolve diretamente a dependência do diesel, mas faz parte de uma estratégia mais ampla para reduzir a vulnerabilidade do setor às oscilações do dólar e dos insumos no mercado internacional. PEC Brasil movimenta o agronegócio em todo o país. adobe stock

Carros abaixo de R$ 100 mil e que consomem menos combustível arte/g1 O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, mostra quais são os carros mais econômicos do Brasil no consumo de combustível. A última lista reúne 976 veículos homologados por 43 marcas, avaliados em testes de laboratório que analisam diversos critérios. Os testes seguem a norma ABNT NBR 7024, em vigor desde 1989 e atualizada periodicamente. A regra define que o consumo de combustível seja medido por ciclos de condução em dinamômetro de chassi, que simulam a circulação em trechos urbanos e rodoviários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 Nesta reportagem, o g1 lista os carros que custam menos de R$ 100 mil e aponta quais deles são os que gastam menos combustível na cidade, além de trazer, em alguns casos, uma análise mais ampla do consumo. ⚠️ Na lista, foram considerados apenas veículos com motores a combustão, sem incluir híbridos ou elétricos. Além disso, nem todas as versões de um mesmo modelo apresentam o melhor desempenho em consumo. 6. Citroën C3 Citroën C3 divulgação/Citroën O carro menos econômico da lista é um dos mais baratos do Brasil. Isso não significa que ele seja beberrão. Pelo contrário: o hatch da marca francesa é capaz de consumir menos combustível que o conjunto híbrido do Toyota Yaris Cross, por exemplo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,9 km/l (cidade) e 14,6 km/l (estrada); Etanol: 9,5 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 88.990. 5. Peugeot 208 Peugeot 208 divulgação/Peugeot O Peugeot 208 não pode ser considerado um carro “beberrão”, mas é o carro mais caro dessa lista. O hatch compacto se sai bem em trajetos urbanos, porém tem desempenho mais modesto na estrada. Ele perde para o Hyundai i20 na cidade, mas apresenta números melhores na estrada: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,6 km/l (cidade) e 15,3 km/l (estrada); Etanol: 9,5 km/l (cidade) e 10,8 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 93.990. 4. Hyundai i20 Hyundai i20 chega como HB20 moderno e maior Lançado no Brasil em junho deste ano, o Hyundai i20 também não encabeça a lista dos carros mais econômicos do país. Galerias Relacionadas p O baixo consumo do modelo se destaca, superando o C3 até quando abastecido com etanol: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,9 km/l (cidade) e 14,6 km/l (estrada); Etanol: 9,7 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 94.990. 3. Renault Kwid Renault Kwid divulgação/Renault O Renault Kwid disputa com o Fiat Mobi o posto de carro mais barato do Brasil, mas perde a batalha entre os compactos quando o assunto é economia de combustível. Vale destacar que ele é o melhor com etanol na cidade e o segundo melhor com gasolina na cidade: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,4 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 10,4 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 82.790. 2. Chevrolet Onix Chevrolet Onix divulgação/Chevrolet Embora fique em quinto lugar no consumo com gasolina na cidade, o Chevrolet Onix é o mais econômico na estrada, tanto com etanol quanto com gasolina. O câmbio de seis marchas, manual ou automático, contribui para esse bom desempenho e ajuda o modelo a subir no ranking. O hatch testado pelo Inmetro é a versão flex, e não o modelo movido 100% a etanol. Este último, por sua vez, consome mais etanol do que a versão que também pode ser abastecida com gasolina: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,7 km/l (cidade) e 17,7 km/l (estrada); Etanol: 9,8 km/l (cidade) e 12,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 87.790. Para comparação, estes são os dados do Onix movido somente a etanol e vendido apenas com câmbio automático: Motor: 1.0; Câmbio: automático de seis marchas; Etanol: 9,1 km/l (cidade) e 11,0 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 99.990. 1. Fiat Mobi Fiat Mobi divulgação/Fiat Em primeiro lugar no pódio aparece o rival do Kwid: o Fiat Mobi. O modelo bebe mais na cidade quando abastecido com etanol, mas a economia aparece quando a gasolina é a escolhida no posto: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,5 km/l (cidade) e 15,8 km/l (estrada); Etanol: 10,1 km/l (cidade) e 11,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 85.490.
Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula; MPT aponta violações

Movimento nas redes estimula retaliação política no trabalho após eleições Publicações feitas por políticos e influenciadores digitais após o resultado das eleições de 2026 passaram a defender a demissão de trabalhadores, a recusa de contratação de profissionais e o boicote a estabelecimentos que ajudaram a reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os conteúdos circulam em diferentes redes sociais e coincidem com uma nova onda de denúncias recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Das 2.177 denúncias de assédio eleitoral registradas pelo órgão em 2026, mais de 530 foram apresentadas após o resultado da eleição presidencial, cerca de 24,3% do total. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em algumas publicações, o pedido para que empresários rompam relações profissionais com apoiadores do PT aparece de forma explícita. "Você tem uma empregada que é petista? Demita! Tem um funcionário que é petista? Demita!", escreveu a vereadora de Londrina Jessica Ramos Moreno, conhecida como Jessicão (PL). Outros conteúdos ampliam esse tipo de orientação para além das relações de trabalho. "Não ajude petista: na fila da regulação, em pedido de emprego, em nenhum tipo de favor", escreveu a influenciadora Josiflora, que tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Em outro vídeo, ela orienta os seguidores a não oferecer água a petistas e afirma que essas pessoas não deveriam receber ajuda. Já o empresário e influenciador Rapha Hanzol relatou, em um vídeo, que iria demitir sua melhor funcionária e associou a decisão a questões de comportamento e alinhamento com a "cultura" da empresa. "Hoje eu vou demitir a minha melhor funcionária. E essa será a decisão mais acertada do ano. Quando a pessoa não entende sobre a cultura, não respeita os nossos procedimentos, quando ela não se adequa ao nosso jeito de trabalhar, é importante que ela não trabalhe, que ela não contamine e que ela não esteja presente para que a gente comece a voltar a se orgulhar do que produzimos", afirmou. A deputada estadual do Rio de Janeiro Índia Armelau (PL), por sua vez, compartilhou uma mensagem direcionada a empresários. "Não contrate quem odeia empresários. Quem gera empregos merece respeito", escreveu. A publicação foi acompanhada da frase: "Eu não tenho dúvida de que fomos roubados. Ponto". ⚠️ Nesta terça-feira (27), o MPT-RJ pediu R$ 500 mil em indenização contra a deputada por incentivar demissões por motivação política. Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula Reprodução Em outro caso, a influenciadora Livian Weber Asmar publicou conteúdos com a expressão "Boicote aos petistas" e divulgou uma lista de restaurantes e estabelecimentos de São Paulo que, segundo ela, deveriam ser evitados por consumidores conservadores. A influenciadora Natássia Chamelete também anunciou uma campanha de boicote a pessoas identificadas com o PT. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que deixaria de consumir serviços de profissionais petistas, incluindo médicos e cabeleireiros, e convidou seguidores a fazer o mesmo. 📎 As citações acima são apenas alguns dos casos rastreados pela reportagem do g1. Embora tenham formatos diferentes, as publicações seguem uma linha comum: associam oportunidades de trabalho, relações comerciais e até ajuda em situações cotidianas ao posicionamento político de trabalhadores, prestadores de serviços e consumidores. O movimento passou a ser acompanhado de perto pelo Ministério Público do Trabalho, que investiga denúncias envolvendo esse tipo de conduta. O MPT recebeu mais de 427 denúncias após a eleição, somando 2.177 em 2026. g1 Ao g1, o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), afirmou que o órgão recebeu um grande volume de denúncias após a divulgação do resultado das eleições e vê com preocupação tentativas de transformar divergências políticas em critérios para contratação, demissão ou manutenção do emprego. "Nesses casos, o Ministério Público do Trabalho tem todo um regramento que impede esse tipo de discriminação do trabalhador pelo voto, pela opção política dele", afirmou. Segundo o procurador, o assédio eleitoral não termina quando a votação acaba. A prática também pode ocorrer após o pleito, quando trabalhadores passam a sofrer ameaças, perseguições ou retaliações em razão da posição política que o empregador acredita que eles adotem. "Há uma violação que não atinge somente o direito daqueles trabalhadores e trabalhadoras atingidos, mas atinge toda a democracia, toda a sociedade." A preocupação com o movimento levou o MPT a intensificar alertas sobre assédio eleitoral nas redes sociais. "O voto é livre e secreto. Ninguém é obrigado a revelar em quem votou, e ninguém pode ser punido pela escolha que fez. Quem sofreu ou presenciou esse tipo de pressão pode denunciar pelo site do MPT, de forma remota e sigilosa. Guardar provas como prints, áudios, mensagens e nomes de testemunhas ajuda na apuração", reforçava um post publicado nesta segunda-feira (26). A seguir, entenda por que posições políticas não podem ser usadas como critério para contratação ou demissão, quais são as punições previstas, como denunciar casos de discriminação e mais. Divergência política não é critério para contratação e demissão Demitido por discriminação política. E agora? Influenciadores e políticos também podem ser responsabilizados Ameaça também é conduta ilícita Empregador não pode cobrar posição política do funcionário Boicote a empresas Como a Justiça identifica a discriminação O que fazer em caso de discriminação política Leia também Após vitória de Lula, empresas anunciam fim de doações em diferentes regiões do país Divergência política não é critério para contratação e demissão Segundo o Ministério Público do Trabalho e especialistas ouvidos pelo g1, divergências políticas não podem ser usadas como critério para contratar, demitir ou restringir oportunidades profissionais. A principal base legal utilizada pelo MPT nesses casos é a Lei nº 9.029, de 1995, que proíbe práticas discriminatórias para acesso e manutenção da relação de emprego. De acordo com o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, o entendimento do órgão é que trabalhadores não podem sofrer qualquer tipo de retaliação em razão de suas escolhas políticas ou eleitorais. A advogada trabalhista Thaluana Aves afirma que essa proteção também decorre de garantias previstas na Constituição Federal. "É muito grave imaginar que uma pessoa possa perder o emprego ou deixar de conseguir uma oportunidade de trabalho simplesmente porque pensa politicamente de maneira diferente do empregador." Segundo ela, a Constituição protege a liberdade de consciência, de expressão e de convicção política. Além disso, a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) também protege trabalhadores contra discriminação motivada por opinião política. "Não estamos falando de direita ou esquerda. Estamos falando de direitos que precisam ser respeitados, independentemente de quem tenha vencido as eleições (...) O voto é livre, é secreto e é individual. E a liberdade política não termina quando o trabalhador entra na empresa". Voltar ao índice. Mensagens de políticos e influenciadores estimulam retaliações contra eleitores do PT; especialistas explicam os direitos dos trabalhadores e como denunciar. Reprodução Demitido por discriminação política. E agora? Se ficar comprovado que uma demissão ocorreu por discriminação política, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a ilegalidade da conduta. Nesses casos, o trabalhador poderá ter direito à reintegração ao emprego, com pagamento das remunerações referentes ao período de afastamento. Caso não queira retornar à empresa, também poderá optar pela indenização prevista em lei, correspondente ao dobro da remuneração do período. Além disso, podem ser fixadas indenizações por danos morais e outras reparações decorrentes da prática discriminatória. "As consequências podem ser muito sérias. E é importante que os empregadores tenham consciência disso (...) A liberdade de contratar e demitir não autoriza práticas discriminatórias", afirma Thaluana. ➡️ Ela acrescenta que a mesma lógica pode ser aplicada a situações em que um profissional deixa de ser contratado por suas convicções políticas, desde que existam elementos que demonstrem que a posição ideológica foi determinante para a decisão. Voltar ao índice. Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula Reprodução Influenciadores e políticos também podem ser responsabilizados Uma das principais questões levantadas pelas publicações é se a responsabilização alcança apenas quem pratica a discriminação ou também quem incentiva terceiros a fazê-lo. O entendimento do Ministério Público do Trabalho é que a atuação pode ir além do empregador. "Os terceiros que utilizam as redes sociais para incentivar as empresas a demitir, a perseguir e retaliar os trabalhadores por suas escolhas políticas também podem ser responsabilizados", afirmou Igor Sousa Gonçalves. Segundo ele, a atuação do órgão busca proteger trabalhadores contra qualquer forma de violência ou discriminação nas relações de trabalho. Questionado sobre a possibilidade de responsabilização de agentes políticos que estimulem esse tipo de prática, o procurador afirmou que as denúncias ainda estão sendo analisadas. Mesmo assim, reforçou que o entendimento jurídico do órgão admite essa possibilidade. "O MPT entende que é possível, sim, a responsabilização de terceiros que, de algum modo, incitem e estimulem esse tipo de prática." Voltar ao índice. Ameaça também é conduta ilícita Segundo Thaluana Aves, uma ameaça de demissão já pode configurar uma conduta ilícita quando é utilizada para pressionar ou punir um trabalhador em razão de suas convicções políticas. "Uma ameaça de demissão utilizada para pressionar ou punir politicamente um trabalhador já pode representar uma conduta ilícita, mesmo que a demissão nunca aconteça." A especialista explica que, quando se trata de publicações em redes sociais, é necessário analisar o conteúdo, o contexto e as circunstâncias de cada caso. "Uma publicação não configura automaticamente um crime ou assédio eleitoral. É necessário verificar o conteúdo, o contexto e as circunstâncias daquela manifestação." Ainda assim, ela ressalta que o Direito não precisa esperar que todo o dano se concretize para permitir a adoção de medidas de proteção. Voltar ao índice. Empregador não pode cobrar posição política do funcionário Thaluana Aves afirma que a preferência política integra a esfera privada do trabalhador e não pode ser exigida como condição para conseguir ou manter um emprego. "Ninguém é obrigado a revelar em quem votou ou qual partido apoia para conseguir ou manter um emprego." A advogada lembra ainda que a opinião política é considerada um dado pessoal sensível pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que exige proteção especial. "O empregador não pode utilizar as redes sociais dos funcionários como instrumento de perseguição política. Uma coisa é visualizar uma publicação pública. Outra é coletar informações para criar listas, identificar eleitores e prejudicar profissionalmente essas pessoas." Segundo ela, esse tipo de conduta pode representar violação a direitos fundamentais e também à legislação de proteção de dados. Voltar ao índice. Boicote a empresas Além da incitação à demissão e à não contratação de eleitores de Lula, o movimento também passou a defender o boicote a empresas associadas a apoiadores do PT. Em alguns casos, influenciadores divulgaram listas de restaurantes, salões de beleza e outros estabelecimentos que deveriam ser evitados por consumidores. Durante entrevista ao g1, o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves fez uma distinção importante entre campanhas de boicote e discriminação nas relações de trabalho. Segundo ele, consumidores têm liberdade para decidir onde comprar e quais empresas desejam prestigiar ou evitar. Por isso, o simples boicote a produtos, marcas ou estabelecimentos não é, em regra, objeto de atuação do Ministério Público do Trabalho. "O Ministério Público do Trabalho não atua nesses casos de boicote quando não tem uma interferência ilegítima no âmbito das relações de trabalho." O cenário muda, porém, quando trabalhadores passam a ser alvo das campanhas. Segundo o procurador, a preocupação do órgão surge quando posições políticas passam a ser usadas como critério para contratação, demissão ou acesso a oportunidades profissionais. Voltar ao índice. Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula; MPT aponta violações Reprodução Como a Justiça identifica a discriminação Segundo especialistas, raramente um empregador admite que demitiu alguém por sua posição política. Por isso, a Justiça do Trabalho costuma analisar o conjunto das provas disponíveis. 🗃️ Mensagens, e-mails, vídeos, áudios, publicações em redes sociais, documentos internos e depoimentos de testemunhas podem ajudar a demonstrar a motivação real de uma dispensa ou de uma recusa de contratação. "A Justiça do Trabalho pode analisar o conjunto das provas, inclusive mensagens eletrônicas, depoimentos de testemunhas e a sequência dos acontecimentos", afirma Thaluana. A especialista destaca ainda que listas organizadas para excluir pessoas do mercado de trabalho por razões políticas podem ser analisadas pelas autoridades. "Uma lista organizada para excluir pessoas do mercado de trabalho por suas convicções políticas pode indicar uma prática discriminatória coletiva." Voltar ao índice. O que fazer em caso de discriminação política Quem se sentir ameaçado, perseguido ou discriminado por motivos políticos deve guardar provas, como prints, mensagens, vídeos, áudios e nomes de testemunhas. As denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo site do Ministério Público do Trabalho (www.mpt.mp.br) ou presencialmente em qualquer unidade do órgão. "O trabalhador precisa saber dos seus direitos e saber que o Ministério Público do Trabalho garante o sigilo da identidade, caso ele assim deseje", afirmou o procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves. Voltar ao índice.

Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026. Dado Ruvic/Reuters A Anthropic, empresa de inteligência artificial responsável pelo chatbot Claude, divulgou na segunda-feira (26) um pedido para abrir seu capital nos Estados Unidos. A operação pode colocar a companhia entre as protagonistas de uma das maiores estreias já registradas no mercado de ações. 🔎 IPO é a sigla em inglês para oferta pública inicial de ações. Na prática, é o processo pelo qual uma empresa passa a ter seus papéis negociados na bolsa, permitindo que investidores comprem uma participação no negócio. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A expectativa é que o IPO da Anthropic esteja entre os maiores já realizados e tenha impacto relevante no mercado americano, influenciando desde a composição de índices das bolsas até o movimento de grandes investidores. “Uma oferta pública inicial bem-sucedida da Anthropic poderá abrir ou fechar de vez o mercado de IPOs, mesmo já em 2027”, disse Matt Kennedy, estrategista sênior da Renaissance Capital, uma empresa especializada em pesquisas focadas em IPOs e ETFs. Entre os maiores IPOs da história estão o da SpaceX, atual recordista, e o da Saudi Aramco, que ocupava o posto desde 2019. A OpenAI também planeja uma oferta que pode ficar entre as maiores já realizadas. (veja o ranking abaixo) Anthropic Alguns investidores atuais e potenciais avaliam a Anthropic em cerca de US$ 1,5 trilhão, abaixo dos cerca de US$ 2 trilhões estimados anteriormente. A revisão ocorreu após a empresa divulgar alguns de seus dados financeiros em um evento recente para investidores. Segundo a Reuters, a empresa de inteligência artificial busca levantar até US$ 100 bilhões com o IPO, em novembro. No fim de maio, a Anthropic captou US$ 65 bilhões com investidores, em uma operação que avaliou a empresa em US$ 965 bilhões. OpenAI OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images A OpenAI, criadora do ChatGPT, revelou em junho que havia apresentado de forma confidencial um pedido para abrir seu capital nos EUA. A empresa, no entanto, não abrirá o capital em 2026. A afirmação foi feita em setembro pelo presidente-executivo, Sam Altman. Na ocasião, ele citou preocupações com a segurança da inteligência artificial. Segundo Altman, essas questões tornam “inaceitável” até mesmo um risco de 10% de que a IA possa causar a extinção da humanidade até o final da década. A OpenAI busca garantir o compromisso de investidores antes da esperada estreia da rival Anthropic na bolsa. A captação, considerada excepcionalmente rápida, pode avaliar a criadora do ChatGPT em mais de US$ 1,4 trilhão, segundo a Reuters. “Ainda não decidimos o momento; pode demorar um pouco, pois há coisas que queremos fazer e que provavelmente são mais fáceis como empresa privada. Mas é um conjunto complicado de 'trade-offs', e isso nos dá a opção de abrir o capital mais cedo, se essa acabar sendo a melhor opção”, afirmou a OpenAI em junho. SpaceX Musk, Spacex e Tesla REUTERS/Evan Vucci e REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A SpaceX, fabricante de foguetes e satélites de Elon Musk, estreou na Nasdaq em junho e quebrou o recorde de maior IPO da história. A operação superou com folga a da petrolífera Saudi Aramco, que detinha o posto desde 2019. A empresa levantou US$ 75 bilhões com a oferta, mais que o dobro do arrecadado pela Saudi Aramco. A companhia de Musk também fugiu do modelo tradicional ao definir o preço das ações antes das reuniões com investidores que normalmente antecedem a estreia na bolsa, processo conhecido como “roadshow”. As ações encerraram o primeiro dia de negociação a US$ 160,95, levando o valor de mercado da SpaceX a US$ 2,1 trilhões. Desde então, os papéis perderam parte da força. Em 23 de outubro, fecharam a US$ 147,49, ainda 9,3% acima dos US$ 135 cobrados no IPO. Relembre abaixo os maiores IPOs até a SpaceX. IPO da SpaceX pode colocar empresa no top 10 global Arte/g1 * Com informações da agência Reuters
Terras raras: a disputa global por uma riqueza brasileira O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Esse grupo reúne 17 elementos químicos utilizados na fabricação de carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares. Em 2025, a China concentrava cerca de 85% do refino mundial, enquanto os Estados Unidos buscavam alternativas para diminuir a dependência da produção chinesa. Uma agência do governo americano firmou um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com a Serra Verde, empresa que produz terras raras em Goiás. O preço desses materiais varia conforme o elemento e seu grau de processamento. Em 2025, por exemplo, o quilo do óxido de neodímio processado, utilizado na fabricação de ímãs de alta potência, custou, em média, US$ 73. A disputa internacional pelas terras raras pode atrair investimentos, tecnologia e empregos qualificados para o Brasil. O desafio é fazer com que o país não se limite à extração e exportação de matéria-prima, mas também aproveite esses recursos para desenvolver sua indústria. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou Se você recebe vale-refeição ou vale-alimentação por cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash ou Swile, uma mudança importante está prestes a entrar em vigor. A partir de novembro, esses cartões deverão ser aceitos em qualquer maquininha habilitada para esse tipo de pagamento, concluindo uma transição iniciada em maio e ampliando as opções para usar o benefício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida faz parte do conjunto de novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), anunciadas pelo governo em fevereiro deste ano. Em novembro, termina o período de adaptação e passa a valer integralmente a regra que determina que qualquer cartão do programa funcione em qualquer maquininha habilitada para receber o benefício. 🔎 A chamada interoperabilidade é uma das principais mudanças nas regras do setor. Na prática, ela elimina a necessidade de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos manterem contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira de vale-refeição e vale-alimentação. ➡️ Para explicar os impactos das novas regras, o g1 reuniu informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e de especialistas. Veja a seguir: O que muda a partir de novembro? O valor do benefício vai mudar? O que já mudou desde fevereiro? O que dizem as operadoras? O que acontece se as regras não forem cumpridas? vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que muda a partir de novembro? Embora a integração entre os sistemas tenha começado em maio, o prazo de adaptação terminou neste sábado. Até então, algumas empresas ainda estavam em processo de transição. No início de setembro, o g1 mostrou que mais de 100 empresas foram notificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para apresentar documentos e esclarecimentos sobre possíveis descumprimentos das regras do PAT. Com a interoperabilidade plena, o trabalhador poderá usar seu cartão em qualquer estabelecimento que aceite esse tipo de benefício, independentemente da empresa responsável pela emissão. Voltar ao índice. O valor do benefício vai mudar? Não. As novas regras não alteram o valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos trabalhadores. Também continua proibido usar os recursos para outras finalidades que não a alimentação. Ou seja, os valores continuam restritos à compra de refeições prontas ou alimentos, conforme a modalidade do benefício. A mudança não aumenta o valor recebido pelo trabalhador, mas amplia as opções para usar o benefício e busca estimular a concorrência no setor. Voltar ao índice. O que já mudou desde fevereiro? Embora a interoperabilidade plena tenha começado a valer apenas em novembro, outras medidas já estavam em vigor desde fevereiro. Entre as principais mudanças estão: limite máximo de 3,6% para a taxa cobrada sobre as vendas realizadas com vale-refeição e vale-alimentação; teto de 2% para a tarifa de intercâmbio; prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse do dinheiro das vendas aos estabelecimentos. Antes das mudanças, comerciantes reclamavam das taxas elevadas e dos longos prazos para receber os pagamentos, que podiam passar de 30 dias. Segundo o governo, as regras buscam reduzir esses custos e tornar a aceitação dos benefícios mais atraente para estabelecimentos de todos os portes. Voltar ao índice. O que dizem as operadoras? Desde a publicação das novas regras, parte das operadoras tem questionado o decreto na Justiça. As empresas alegam que o governo extrapolou sua competência ao impor limites às tarifas e promover mudanças estruturais por meio de decreto. Algumas operadoras obtiveram decisões judiciais provisórias que suspenderam parte das exigências. As liminares, porém, foram derrubadas. Voltar ao índice. O que acontece se as regras não forem cumpridas? Os contratos e as operações vinculados ao PAT precisam respeitar as regras previstas no decreto. O descumprimento pode resultar em: multas; autuações; descredenciamento do programa; cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados. As sanções podem atingir operadoras, empresas participantes do PAT e estabelecimentos comerciais, dependendo da infração identificada. Voltar ao índice.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.077 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 320 milhões, o maior da história de um concurso regular. O sorteio ocorre às 21h desta quarta-feira (28), em São Paulo. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso da última terça (27), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27) um projeto de lei com incentivos fiscais para a produção de cana-de-açúcar no Nordeste como forma de mitigar os efeitos da taxação aplicada pelos Estados Unidos à exportação do produto. O projeto segue agora para análise do Senado. Em julho deste ano, os EUA anunciaram a aplicação de tarifas sobre o etanol e sobre o açúcar orgânico. A aprovação do projeto aconteceu na véspera de uma medida provisória, editada pelo governo federal em julho, sobre o mesmo assunto perder validade. "Nós pautamos esse projeto porque nós temos uma medida provisória em vigor, cujo prazo de validade se findará no dia de amanhã, e nós temos diversos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste que não conseguiram ainda receber essa subvenção", disse o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora no g1 O projeto autoriza o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana produzida e comprovadamente entregue a usinas, destilarias ou cooperativas localizadas no Nordeste durante a safra 2025/2026. O apoio financeiro poderá ser feito diretamente aos produtores ou por meio de cooperativas e associações. O apoio financeiro não poderá ser dado aos produtores que forem sócios, direta ou indiretamente, de destilarias ou cooperativas que receberem a cana-de-açúcar. O projeto também mantém a previsão da medida provisória destinar até R$ 10 bilhões do superávit financeiro da União para uma linha de financiamento para projetos de disseminação tecnológica para a produção agrícola. Colheita da cana de açúcar Cachaça Caipira/Divulgação

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.076 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (27), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 309,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 320 milhões. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 06 - 30 - 32 - 38 - 49 - 57 5 acertos: 68 apostas ganhadoras, R$ 58.086,17 4 acertos: 6.491 apostas ganhadoras, R$ 869,30 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3076 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

O presidente da Argentina, Javier Milei, em 2 de abril de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina chegaram nesta terça-feira (27) a um acordo que pode liberar cerca de US$ 900 milhões ao país (R$ 4,8 bilhões). O repasse, no entanto, ainda depende da aprovação do conselho executivo da instituição. O valor faz parte do programa de financiamento de US$ 20 bilhões firmado entre a Argentina e o FMI em 2025. A liberação dos US$ 900 milhões está ligada à terceira revisão do programa, em que o fundo verifica o cumprimento das metas acertadas com o país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na avaliação do FMI, a economia argentina apresentou avanços desde a última análise. A instituição destacou a continuidade da desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que ficaram acima do previsto no programa. 🔎 Na prática, os recursos ajudam a reforçar as reservas internacionais da Argentina. Esse estoque de dólares é importante para o país pagar compromissos no exterior e dá mais fôlego ao governo de Javier Milei para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana. Agora no g1 Desde o início do programa de US$ 20 bilhões, o FMI já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões à Argentina. Se a nova parcela for aprovada, outros US$ 900 milhões ficarão disponíveis ao país. Relembre os repasses: Abril de 2025: US$ 12 bilhões, liberados na aprovação do programa. Julho de 2025: cerca de US$ 2 bilhões, após a primeira revisão. Maio de 2026: cerca de US$ 1 bilhão, após a aprovação da segunda revisão. À época, o FMI informou que, com o desembolso, o total acumulado chegou a cerca de US$ 15,8 bilhões. Outubro de 2026: cerca de US$ 900 milhões, ainda sujeitos à aprovação. O que o FMI diz sobre a economia argentina Um dos principais avanços apontados pelo FMI está nas reservas internacionais da Argentina, uma espécie de colchão de dólares do país. No comunicado divulgado nesta terça-feira, a instituição destacou que as reservas líquidas superaram a meta estabelecida no programa. “Como resultado, as reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano", afirmou o FMI. A recomposição das reservas é uma das frentes acompanhadas pela instituição dentro do programa de financiamento. O ajuste também passa pelas contas públicas. Na área fiscal, o governo argentino deverá buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter esforço semelhante em 2027, destacou o FMI. Na prática, significa arrecadar mais do que gastar, sem considerar os juros da dívida. Para os próximos meses, a instituição afirma que a Argentina deverá continuar reforçando suas reservas e buscando fontes de financiamento. O FMI acrescentou ainda que as autoridades se comprometeram a preparar o país para voltar ao mercado internacional.

Produção de soja é marcada por expectativas e desafios em 2026 Divulgação/Aprosoja A safra brasileira de soja 2026/27 pode ter uma queda de cerca de 10% caso o El Niño seja forte, reduzindo a produção de 181,2 milhões para 163,6 milhões de toneladas. A estimativa faz parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (27) pela Serasa Experian, que analisou os possíveis impactos do fenômeno climático nas principais regiões produtoras do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja. Segundo o estudo, a projeção considera uma expansão de 900 mil hectares na área plantada, alta de 1,8% em relação à safra anterior, chegando a 49,9 milhões de hectares. Mesmo com a expansão da área plantada, porém, a falta de chuva e as temperaturas elevadas poderiam reduzir a produtividade das lavouras. Agora no g1 As maiores perdas se concentrariam no Centro-Oeste. Segundo a Serasa, Mato Grosso poderia perder 9,7 milhões de toneladas de soja, enquanto Goiás teria uma redução de 4 milhões de toneladas na produção. O levantamento foi divulgado enquanto o plantio da safra avança rapidamente em várias regiões do país. No Sul, porém, o excesso de chuva tem dificultado os trabalhos no campo. Dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela AgRural mostram que 40% da área prevista para o cultivo de soja no Brasil já havia sido plantada até quinta-feira (22). Risco climático vai do plantio ao desenvolvimento da lavoura Segundo Daniel de Oliveira, gerente de geoprocessamento agro da Serasa Experian, os riscos associados ao El Niño entram em uma nova fase. A preocupação deixa de se concentrar apenas nas condições para o plantio e passa a envolver também a distribuição das chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. "Quando começa a olhar para regiões relevantes, o risco deixa de ser para a implantação, mas como as chuvas vão ser distribuídas... para que o produtor não enfrente redução da produtividade tal como vimos na 2023/24", disse ele. Oliveira afirmou que os produtores aproveitaram a segunda quinzena de outubro para acelerar o plantio, fazendo com que o ritmo dos trabalhos voltasse à "normalidade" em Mato Grosso. "Mas o risco ainda não desapareceu, ainda não conseguimos dizer que a safra 26/27 está livre dos impactos que a gente está discutindo nesse estudo", afirmou. Segundo ele, as condições climáticas ainda precisarão ser favoráveis ao florescimento das plantas e à formação dos grãos, etapas que ocorrerão em novembro e dezembro em importantes estados produtores. Na última ocorrência de El Niño forte, em 2024, a produtividade média da soja brasileira caiu mais de 8%, para 3.282 quilos por hectare, na comparação com 2023, quando houve um episódio fraco de La Niña. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Perdas podem chegar a R$ 33 bilhões Se a produtividade cair conforme o cenário projetado, as perdas para o setor podem chegar a R$ 33 bilhões, segundo a Serasa. A estimativa considera os preços de agosto. A empresa ressalta, porém, que a redução da oferta de soja tende a elevar os preços do grão, o que pode mudar as condições de venda e o impacto financeiro para os produtores. Os efeitos do El Niño seriam diferentes entre as regiões do país. No Rio Grande do Sul, a produção poderia crescer 5,5 milhões de toneladas, já que o estado costuma registrar mais chuvas durante episódios do fenômeno. No pior cenário projetado pela Serasa, 13 estados brasileiros registrariam queda de produtividade, enquanto outros quatro poderiam ter pequenos ganhos. Além de Mato Grosso e Goiás, a projeção aponta queda de produtividade no Paraná, em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e Maranhão, entre outros estados.
Esportivo usado por Tony Stark no filme 'Os Vingadores' vai a leilão; lances já passam de R$ 520 mil

Acura NSX do filme Vingadores de 2012 foi construído a partir de um NSX de 1991. Divulgação Um esportivo usado no filme "Os Vingadores" vai a leilão. O modelo exclusivo, um Acura NSX Roadster customizado para o personagem Tony Stark no longa da Marvel de 2012, está sendo oferecido em um site de leilões nos Estados Unidos. Os lances já passam de R$ 520 mil até o momento. O arremate online será encerrado no dia 31 de outubro, durante um evento em Las Vegas, Nevada, onde o veículo fará sua próxima aparição pública. A venda faz parte das comemorações do 35º aniversário da linha NSX. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Todo o valor arrecadado com o lance vencedor será doado para uma instituição de caridade definida em comum acordo entre o comprador e o vendedor. O protótipo foi projetado pelo estúdio avançado de design da Acura em Los Angeles e construído pela empresa Trans FX. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? O visual da carroceria foi desenvolvido sob a direção de Dave Marek, ex-diretor criativo da marca, para antecipar o conceito da segunda geração do esportivo. A base do carro de cinema é um Acura NSX de 1991. O modelo é equipado com um motor V6 de 3.0 litros, que entrega cerca de 270 cavalos de potência. A transmissão é manual de cinco marchas, com tração traseira, assim como o modelo do começo dos anos 1990. Entre os itens e equipamentos de destaque do veículo estão: Carroceria construída à mão em resina e fibra de vidro; Pintura vermelha feita para combinar com a armadura do Homem de Ferro; Placa original usada nas filmagens com a inscrição "STARK 33"; Rodas de 18 polegadas na dianteira e 20 polegadas na traseira; Bancos esportivos customizados e interior com acabamento preto. Acura NSX do filme Vingadores de 2012 foi construído a partir de um NSX de 1991. Divulgação O carro é classificado como um protótipo de fabricante e adereço de cinema. O anúncio alerta que o veículo não pode ser registrado, documentado ou conduzido em vias públicas, sendo a transação final sujeita a um acordo de uso. A venda ocorre no estado de conservação em que o carro se encontra e não possui garantias. A listagem aponta falhas conhecidas de conservação, incluindo a fragilidade da carroceria, pequenos arranhões nos para-choques, trincas na pintura e marcas de atrito nos painéis internos. O lote inclui um certificado de autenticidade, uma chave, dois controles de acesso e uma foto autografada do ex-diretor criativo da Acura ao lado do veículo. Interior do Acura NSX usado no filme Vingadores em 2012 é antigo, pois o carro é feiot na base de um Acura NSX de 1991. Divulgação

Ministro da Fazenda fala sobre reação do mercado Passadas as eleições, a equipe econômica se prepara para enviar ao Congresso Nacional a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". Nesta terça-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta será enviada ao Congresso Nacional em breve, provavelmente ainda nesta semana. Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. (leia mais abaixo) Em junho, o Ministério da Fazenda informou que a ideia é manter, pelo menos em um primeiro momento, a carga tributária atual, sem aumento dos impostos durante a transição. Nesse período, o governo pretende discutir as mudanças com os setores afetados. No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Veja alguns dos principais produtos afetados ➡️ Um levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, aponta que o consumo de álcool gerou custos de R$ 18,8 bilhões em 2019. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a gastos federais diretos com internações e atendimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Outros R$ 17,7 bilhões foram associados à perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e licenças médicas relacionadas a doenças provocadas pelo consumo de álcool. ➡️ No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram custos indiretos de R$ 86,3 bilhões por ano. Considerando também os custos diretos, o impacto econômico anual chega a R$ 153,5 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️ Em um estudo para embasar a cobrança do Imposto Seletivo, o governo estimou que o tratamento de doenças associadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, custa quase R$ 3 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). ➡️ Produtores nacionais afirmam que as bebidas alcoólicas já são muito tributadas no Brasil, com impostos que representam de 40% a mais de 80% do preço dos produtos. Segundo o setor, um eventual aumento da tributação pode reduzir as margens de lucro, elevar os preços ao consumidor, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Dario Durigan Washington Costa/MF

Ministro da Fazenda fala sobre reação do mercado O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira (27) que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para estabelecer expressamente o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. Ao mirar o centro da meta, em tese, o governo poderá precisar bloquear mais recursos ao longo de 2027, limitando os gastos dos ministérios. A medida busca recuperar a confiança do mercado financeiro, que enfrentou fortes turbulências nesta segunda-feira (26), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de semana. "Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o compromisso nosso, o compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal", disse o ministro. Sem dar detalhes, Durigan também afirmou que a equipe econômica prepara outras medidas para reforçar a confiança na trajetória das contas públicas. "Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta [fiscal]. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa", declarou a jornalistas. Turbulências nos mercados Dario Durigan afirmou a jornalistas que a forte tensão registrada no mercado financeiro nesta segunda-feira, após a reeleição do presidente Lula para mais quatro anos, reflete uma mudança nas posições dos investidores. "Ontem a gente teve uma troca de posição, o mercado estava apostando em um determinado candidato, teve outro candidato que foi o presidente Lula, que conseguiu uma vitória histórica no domingo. É natural que uma troca de posição cause esse desarranjo no mercado", declarou. Ele também afirmou que espera que o mercado financeiro mantenha um "nível de racionalidade", sem grandes oscilações nos preços das ações, na cotação do dólar e nos juros futuros. Durigan avaliou que os mercados já operavam com mais tranquilidade nesta terça-feira. "E hoje a gente já está vendo o câmbio cedendo pela manhã, o que mostra que nós estamos já entrando num momento de racionalidade, sem querer estipular o limite de preço, o padrão de preço, mas já estamos vendo uma atuação com racionalidade", disse o ministro. Dario Durigan, Ministro da Fazenda do Brasil, fala durante uma entrevista à Reuters em Pequim, China. Maxim Shemetov / Reuters Meta fiscal ▶️ A meta central proposta pelo governo para 2027 prevê um superávit primário de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O número desconsidera os juros da dívida pública. Pelas regras atuais, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o governo pode cumprir formalmente a meta mesmo com um superávit menor que o valor central, desde que alcance pelo menos R$ 36,6 bilhões. Além disso, R$ 64,7 bilhões em despesas com precatórios — dívidas que o governo é obrigado a pagar por decisão judicial — e projetos nas áreas de defesa, saúde e educação podem ficar fora dos limites fiscais. Essas exceções foram aprovadas pelo Congresso nos últimos anos. ▶️ Se o governo conseguir registrar o superávit previsto para 2027, será o primeiro resultado positivo das contas públicas desde 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro. Em agosto, ao enviar a proposta de Orçamento de 2027 ao Congresso Nacional, o governo projetou um superávit de R$ 18,6 bilhões para o próximo ano.

O que explica o ‘circuit breaker’ na bolsa de valores? A forte turbulência nos mercados financeiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma queda expressiva na bolsa brasileira nesta segunda-feira (26). O Ibovespa, principal índice da B3, recuou mais de 10% nos primeiros minutos de negociação, o que levou ao acionamento do "circuit breaker", mecanismo que suspende temporariamente as negociações na bolsa em momentos de queda acentuada. Ao fim do dia, a queda foi de 13,88%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A onda de perdas também afetou a fortuna de alguns dos brasileiros mais ricos do mundo, especialmente aqueles ligados ao setor bancário. Juntos, os 10 brasileiros que aparecem entre as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam US$ 14 bilhões (cerca de R$ 75,6 bilhões) em um único dia, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. Foi a maior perda diária conjunta desse grupo desde a criação do levantamento, em 2012. A Magazine Luiza registrou a maior queda do dia, de 58,23%, seguida pela Vamos (-56,79%) e pela Hapvida (-54,93%). Empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário também sofreram perdas, assim como os bancos. (veja as 10 maiores quedas abaixo) A onda de vendas também atingiu algumas das maiores empresas negociadas na bolsa brasileira, cujas ações têm grande peso no cálculo do Ibovespa. Essas ações são conhecidas como blue chips e incluem papéis de grandes bancos, da Petrobras e da Vale, que tiveram desempenhos diferentes ao longo do pregão. No setor bancário, as ações do Banco do Brasil tiveram a maior queda, de 27,31%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 21,70%, enquanto as ordinárias caíram 20,65%. Os papéis do BTG Pactual recuaram 24,83%, e o Itaú Unibanco encerrou o dia em baixa de 13,66%. Bilionários do setor bancário estão entre os mais afetados André Esteves, presidente do conselho de administração e sócio sênior do BTG Pactual. Divulgação/Reprodução/LinkedIn A queda das ações dos bancos afetou diretamente o patrimônio de alguns de seus maiores acionistas. André Esteves, fundador do BTG Pactual, perdeu US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) de seu patrimônio, segundo a Bloomberg. A queda representa cerca de 24% de sua fortuna, que passou a ser estimada em US$ 12 bilhões (R$ 64,8 bilhões). David Vélez, fundador e controlador da Nu Holdings, empresa que controla o Nubank, perdeu aproximadamente US$ 2,3 bilhões (R$ 12,4 bilhões). O empresário é colombiano, mas o Brasil é o principal mercado de atuação do banco digital. Já os irmãos Pedro e Fernando Moreira Salles, acionistas do Itaú Unibanco, perderam, juntos, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões). Juntos, os quatro bilionários do setor bancário perderam aproximadamente 16% de seu patrimônio em um único dia. Segundo a Bloomberg, a fortuna conjunta dos quatro passou a ser estimada em US$ 45,6 bilhões (R$ 246,38 bilhões) após as perdas. Além da queda das ações, a forte desvalorização do real em relação ao dólar também contribuiu para diminuir o valor das fortunas dos bilionários quando calculadas em moeda americana. O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, com um avanço de 8,21%, cotado a R$ 5,4027. Família Moreira Salles também registra perdas Considerada a mais rica do Brasil, a família Moreira Salles tem quatro irmãos com investimentos em diferentes setores da economia. Pedro, de 67 anos, e Fernando, de 80, mantêm participações no Itaú Unibanco. Já João e Walter venderam suas ações do banco em 2022 e são conhecidos por apoiar o presidente Lula. Os investimentos de João e Walter se concentram principalmente em uma empresa privada de mineração e na Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas. Mesmo sem participação direta no Itaú, os dois também sofreram perdas com a turbulência nos mercados. Juntos, tiveram uma redução de cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,48 bilhões) em suas fortunas, segundo a Bloomberg.

Bolsa cai e dólar sobe após vitória de Lula; economista explica reação do mercado O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, oscilou ao longo desta terça-feira (27) e fechou em queda de 0,51%, aos 175.705 pontos. Já o dólar recuou 0,97%, cotado a R$ 5,3502. Durante o pregão, a moeda chegou à mínima de R$ 5,3080. Na véspera, a moeda americana registrou a maior alta diária desde 1999, com avanço de 8,21%, fechando a R$ 5,4027. Já o Ibovespa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, sua maior queda desde março de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Veja as maiores quedas desta segunda. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O resultado das eleições presidenciais no Brasil continuou influenciando os mercados nesta terça-feira, enquanto investidores e empresários cobraram do governo novos sinais de ajuste fiscal. No exterior, o foco esteve na decisão sobre os juros nos Estados Unidos, prevista para esta quarta-feira (28). As eleições em Israel e os preços do petróleo também ficaram no radar. ▶️ A reeleição de Lula (PT) levou investidores a rever suas expectativas para os juros, o dólar, a bolsa e as contas públicas. Em meio às preocupações com a dívida pública, investidores e empresários cobram medidas mais fortes de ajuste fiscal. O temor é que as condições financeiras piorem, com crédito mais caro e a possibilidade de uma nova alta da Selic, caso a valorização do dólar pressione a inflação. Entenda por que as eleições mexem tanto com o dólar e a bolsa É hora de comprar ações? Veja o que avaliar após o tombo do Ibovespa ▶️ No exterior, as atenções seguiram voltadas para a próxima decisão sobre os juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), prevista para esta quarta-feira (28). Segundo dados do CME Group, a maioria dos investidores espera que a instituição mantenha as taxas inalteradas. O mercado também acompanha possíveis novas declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh. ▶️ No Oriente Médio, as eleições em Israel estiveram no centro das atenções. É a primeira vez que o país vai às urnas desde a guerra em Gaza. A disputa pode definir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tenta se manter no poder e dar continuidade à sua política militar. Saiba mais. ▶️ No mercado de commodities, os preços do petróleo continuaram elevados, em meio às preocupações com novos ataques dos houthis ao território da Arábia Saudita. No final do dia, o barril do Brent, referência internacional, caiu 1,38%, cotado a US$ 113,81. Já o WTI, referência nos EUA, recuou 1,62%, a US$ 100,11 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +7,15%; Acumulado do mês: +3,40%; Acumulado do ano: -2,52%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -14,33% Acumulado do mês: -5,71%; Acumulado do ano: +9,05%. Vitória de Lula muda projeções do mercado A reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato pressiona os preços dos ativos brasileiros no mercado financeiro. Lula venceu a disputa pelo Planalto com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL), com quase 100% das urnas apuradas. Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontava vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno, a reeleição de Lula surpreendeu parte dos investidores, que agora avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre os juros, o dólar, a bolsa e as contas públicas. "O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos", disse Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora. Apesar da reação negativa, especialistas avaliam que o governo ainda pode adotar medidas para recuperar a confiança dos investidores. "Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM. Risco de disputa na Justiça Alguns analistas avaliam que o resultado eleitoral não será o único fator a provocar oscilações nos mercados financeiros. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação das 17h às 19h, devido a problemas no deslocamento de eleitores em várias cidades, também pode gerar questionamentos na Justiça. Em pronunciamento após a derrota, Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado da eleição e afirmou que pedirá a anulação do pleito. “Não dá para descartar discussões sobre uma eventual judicialização do resultado ou outros desdobramentos políticos. Esse ambiente de incerteza tende a impactar os preços dos ativos”, avaliou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, à Reuters. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta nesta terça-feira, em meio à expectativa pela decisão de juros do Fed e conforme investidores avaliavam uma série de resultados corporativos importantes. O Dow Jones subiu 0,05%, enquanto o S&P 500 avançou 0,60% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 1,18%. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em alta, em meio à queda nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,49%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,71%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,51%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão do mercado e caiu 0,75%. Na Ásia, as ações chinesas perderam os ganhos registrados no início do pregão e fecharam na menor cotação em 14 meses, acompanhando a queda dos papéis do setor de tecnologia. O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuaram 1,3% na sessão. No Japão, o Nikkei subiu 1,73% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,09%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,73%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Meme Mbappe ditador reprodução redes sociais O jogador francês Kylian Mbappé pediu desculpas nesta terça-feira (27) após a repercussão de um comentário sobre um meme que o retrata como um ditador chinês. A polêmica começou após a circulação de um trecho de entrevista em que Mbappé foi questionado sobre seu meme favorito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O jogador mencionou um vídeo de um homem que, segundo ele, seria um ditador chinês. Na sequência, aparece uma montagem que coloca o rosto do atacante no corpo de Mao Tsé-Tung, líder da revolução comunista chinesa e fundador da República Popular da China. Em resposta à repercussão, Mbappé afirmou que suas palavras não tinham a intenção de ofender o povo chinês e manifestou respeito pela população e pela história do país. A crise levou ao menos três empresas chinesas a anunciarem o encerramento de acordos comerciais com o atacante do Real Madrid. Marcas que romperam com o craque A fabricante de bebidas Dongpeng, uma das principais marcas de bebida da China, a empresa de laticínios Mengniu e a produtora de queijos Milkground anunciaram o fim de acordos com o jogador. As empresas afirmaram que se opõem a declarações e atitudes que ferem o sentimento nacional chinês, mas não detalharam diretamente o que motivou suas decisões. A repercussão do caso também chegou à rede social chinesa RedNote, que informou que retiraria materiais promocionais relacionados ao jogador. Segundo a plataforma, a parceria de conteúdo com Mbappé havia terminado em dezembro de 2024. A repercussão também ganhou força nas redes sociais chinesas. Na plataforma Weibo, assuntos relacionados ao encerramento das parcerias e a pedidos de boicote ao jogador apareceram entre os temas mais comentados. ➡️ A televisão estatal chinesa suspendeu as transmissões de todas as partidas e eventos envolvendo a LaLiga e Mbappé, e todos os anúncios publicitários com o jogador foram retirados, informou na terça-feira o veículo de comunicação The Paper, apoiado pelo Estado. Com gols de Mbappé e Dembélé, França elimina Marrocos e se garante nas semis da Copa

Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB As principais preocupações das instituições financeiras envolvem o chamado "risco fiscal" — relacionado aos déficits sucessivos nas contas públicas e à trajetória da dívida do governo — e a alta da inadimplência, que bateu recorde, em um cenário de juros elevados. As informações constam do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, referente ao primeiro semestre deste ano. Segundo o BC, os riscos identificados refletem a expectativa de desaceleração da atividade econômica, as incertezas sobre a sustentabilidade da dívida pública e o elevado endividamento de famílias e empresas. Em pesquisa realizada pelo Banco Central com as instituições financeiras, “inadimplência”, “juros” e “inflação” estão entre os termos mais citados pelas instituições ao apontar os principais riscos à estabilidade financeira. As respostas também mencionam a volatilidade dos mercados e a situação das contas públicas. Agora no g1 O relatório do BC foi divulgado após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25) e vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para governar o país até 2030. O resultado foi seguido por uma forte turbulência nos mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu mais de 10% nos primeiros minutos de negociação, o que levou ao acionamento do circuit breaker. 🔎 O circuit breaker é um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações quando o mercado de ações registra quedas muito bruscas. O objetivo é dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda. Após a interrupção, os negócios são retomados. Ao mesmo tempo, o dólar disparou, com alta de 8,21% nesta segunda-feira, encerrando o dia cotado a R$ 5,40. Na sexta-feira (23), a moeda americana havia fechado a R$ 4,99. ▶️ Uma das principais preocupações dos investidores é a situação das contas públicas, que vêm registrando déficits sucessivos nos últimos anos. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão o aumento dos gastos do governo e o reconhecimento de dívidas de gestões anteriores, como os precatórios. ▶️ Analistas avaliam que os déficits fiscais recorrentes pressionam os juros e, consequentemente, aumentam o custo da dívida pública. Para reduzir essa pressão e conter o avanço do endividamento, defendem um ajuste mais forte nas contas do governo. Apesar dos desafios econômicos e das incertezas externas, como a guerra no Oriente Médio, que pressiona os preços do petróleo e a inflação, o BC avaliou que não há "risco relevante" para a estabilidade financeira do país. "O sistema financeiro nacional permanece com capitalização e liquidez confortáveis e com provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. Os testes de estresse de capital e de liquidez corroboram a robustez do sistema bancário", informou o BC.

Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento Edilson Rodrigues/Agência Senado O Ministério do Planejamento informou nesta terça-feira (27) que a subvenção ao diesel, um subsídio concedido pelo governo para reduzir o preço do combustível, foi prorrogada por mais 30 dias. Com isso, será mantido o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel proposto anteriormente. (entenda a composição abaixo) Sem a renovação, o benefício terminaria nesta semana. Segundo o governo, a portaria que oficializa a prorrogação será publicada ainda nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o governo, a manutenção do subsídio foi motivada pelas oscilações nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. Agora no g1 Atualmente, a subvenção ao diesel é formada por duas parcelas: Uma delas, de R$ 1,12, foi criada por uma medida provisória de maio deste ano. A outra, de R$ 1, foi acrescentada em setembro, diante da piora do cenário externo. Segundo o governo, a prorrogação não aumenta o valor do subsídio. A intenção é manter o benefício em R$ 2,12 por litro, evitando que ele caia para R$ 1 com o fim da primeira medida provisória. O petróleo do tipo Brent, referência global, continua sendo negociado acima de US$ 100 por barril, pressionado pelos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. O governo também adotou outras medidas para conter os preços dos combustíveis, entre elas o subsídio à gasolina, anunciado no início do mês. Essas iniciativas foram anunciadas antes das eleições presidenciais, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Urna eletrônica eleições mulher Tribunal Superior Eleitoral/TSE As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a 2.009 em 2026, até as 17h desta segunda-feira (26). Somente em outubro, foram registradas 1.190 denúncias, alta de 115,6% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 relatos. O volume representa cerca de 59,2% de todas as denúncias recebidas pelo MPT no ano até o momento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos 26 primeiros dias de outubro, até as 17h desta segunda-feira (26), a média foi de aproximadamente 46 denúncias por dia. (veja o levantamento completo abaixo) São Paulo lidera o número de registros, com 350 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. Somente entre o primeiro e o segundo turnos, o MPT recebeu 946 queixas. O número ainda está abaixo do registrado nas eleições de 2022, quando houve mais de 3,3 mil denúncias — um aumento de 1.600% em comparação com 2018. ➡️ O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo, ou promove atividades políticas, como distribuição de santinhos e eventos, no ambiente de trabalho. Assédio eleitoral no trabalho em 2026 Arte g1 Assédio eleitoral no trabalho em 2026 (por estado) Arte g1 Além das denúncias recebidas pelo MPT, dados da Justiça do Trabalho mostram que, desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao assédio eleitoral no país, sendo 233 somente em 2026. Os processos são cadastrados de acordo com o assunto e, por isso, o registro não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado pela Justiça em todos os casos. Os dados fazem parte do Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), criado para identificar e acompanhar esses casos na Justiça do Trabalho. O número de processos também aumentou entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Segundo dados parciais do Centro de Pesquisas Judiciárias da Justiça do Trabalho, foram registrados 135 processos entre janeiro e 4 de outubro, data do primeiro turno. Entre 4 e 24 de outubro, o total chegou a 185, com 50 novas ações trabalhistas no período — um aumento de 37%. O que é assédio eleitoral no trabalho? O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas tentam constranger, pressionar ou influenciar um trabalhador a votar, apoiar ou manifestar preferência por determinado candidato, partido político ou posição ideológica. Por exemplo, a prática pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, rebaixamento de cargo ou redução salarial caso o empregado vote em determinado candidato. Também pode envolver a distribuição de material de campanha ou a realização de eventos políticos no ambiente de trabalho, especialmente quando há pressão ou constrangimento dos trabalhadores. A prática é definida pela Resolução CSJT nº 355/2023, da Justiça do Trabalho. Entre as condutas que podem caracterizar assédio estão coação, intimidação, ameaça, humilhação e outras formas de constrangimento usadas para interferir na escolha política ou no direito ao voto livre e secreto. Também pode haver assédio quando o trabalhador recebe tratamento diferente por causa de sua opinião ou convicção política, como exclusão, favorecimento ou discriminação no ambiente de trabalho, inclusive em processos seletivos e de contratação. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que incluiu o § 2º-A no artigo 19 da Resolução nº 23.610/2019. A norma passou a proibir expressamente a propaganda eleitoral e o assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando quem pratica ou permite essas condutas. Em agosto, o TSE, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPT também firmaram um acordo de cooperação técnica para reforçar ações de prevenção, fiscalização e combate ao assédio eleitoral. Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão: Ameaçar demitir quem não votar em determinado candidato; Prometer aumento salarial, benefício ou outra vantagem em troca de voto; Exigir participação em campanha eleitoral; Distribuir material de campanha e pressionar os empregados a utilizá-lo; Cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador votará; Constranger funcionários em reuniões; Retaliar quem manifesta preferência política diferente da do empregador; Impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha. Pressão também acontece pelas redes O uso de ambientes virtuais para a prática de assédio eleitoral no trabalho também foi identificado em uma pesquisa do Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). O levantamento examinou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025 e mostrou que a pressão política no ambiente de trabalho ultrapassa os limites físicos das empresas e também ocorre por meio de mensagens, grupos e redes sociais. O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para a prática, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Os pesquisadores identificaram ainda situações envolvendo manifestações verbais, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou vantagens econômicas relacionadas à escolha política. A pesquisa também contemplou uma amostra quantitativa ampliada, com 688 processos ajuizados até junho de 2026. Nesse grupo, 32,1% dos casos tinham dois ou mais réus. Em um dos processos, chegaram a ser apontadas 19 pessoas como praticantes de assédio eleitoral. Além dos empregadores, apareceram como réus tomadores de serviços, sócios, administradores e gestores. Na amostra qualitativa, 88% das ações foram movidas por trabalhadores, sendo 57% homens e 43% mulheres. O MPT foi responsável por 12% dos processos. Consequências para as empresas O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve na Justiça do Trabalho 52 decisões liminares para combater o assédio eleitoral e garantir aos trabalhadores o direito ao voto livre. As liminares foram concedidas em 59 ações civis públicas ajuizadas pela instituição, o que corresponde a cerca de 88% do total de ações. A atuação do MPT também resultou na celebração de 53 termos de ajuste de conduta (TACs). Segundo o coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT, Igor Sousa Gonçalves, os resultados demonstram a importância de uma atuação rápida para impedir práticas de assédio eleitoral. “O elevado número de decisões liminares favoráveis demonstra a atuação do MPT na proteção da liberdade política dos trabalhadores. Muitas decisões foram obtidas em plantões eleitorais para impedir constrangimentos e ameaças, reafirmando que o ambiente de trabalho não pode ser usado como instrumento de pressão política”, destacou. As consequências para as empresas dependem da conduta e da gravidade do caso. Na esfera trabalhista, os trabalhadores podem buscar indenização pelos danos sofridos. Quando a prática atinge um grupo de funcionários ou provoca impactos coletivos, o MPT pode atuar para interromper a conduta e buscar reparação por dano moral coletivo. A empresa também pode ser investigada e responsabilizada na esfera eleitoral. Se a conduta configurar um crime previsto na legislação, poderá haver consequências criminais. Além disso, o caso pode resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ajuizamento de uma ação civil pública e na adoção de outras medidas para impedir a continuidade da prática. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, afirma que o assédio eleitoral no ambiente profissional representa um risco à democracia. “Se nós não frearmos essas condutas, ditadas pelo poder econômico ou pelo domínio na administração pública, isso representa um grave risco à nossa democracia, porque é uma das formas de interferência na vontade popular que se manifesta na hora do voto, nas urnas”, afirmou. Como provar o assédio eleitoral? A prova depende da forma como a conduta ocorreu. Mensagens de WhatsApp, e-mails, comunicados internos, fotografias, vídeos, áudios, documentos, publicações em redes sociais e testemunhos podem ajudar a demonstrar o que aconteceu. Em conversas ou reuniões, gravações feitas por uma das pessoas que participa da conversa também podem ser utilizadas como prova, em regra. É importante preservar os registros e anotar, sempre que possível, a data, o local, as pessoas envolvidas e o que foi dito ou feito. Também não é necessário esperar que uma ameaça se concretize. A própria tentativa de pressionar ou coagir o trabalhador pode ser relevante para a apuração do caso. O trabalhador pode denunciar? Como fazer? Sim. O assédio eleitoral pode ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), inclusive por canais eletrônicos. O trabalhador pode fazer a denúncia de forma anônima ou, caso se identifique, solicitar o sigilo de seus dados. É importante fornecer o máximo possível de informações, como o nome da empresa, as pessoas envolvidas, o local, a data e a descrição dos fatos. Mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros documentos também podem ser enviados. Dependendo do caso, a denúncia pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral (MPE), especialmente quando houver indícios de crime eleitoral. Veja os principais canais: Ministério Público do Trabalho (MPT): recebe denúncias de irregularidades trabalhistas pelo site do órgão e pelo aplicativo Pardal MPT. Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho possuem canais de atendimento e ouvidorias para receber relatos relacionados ao tema. Centrais sindicais: disponibilizam canal para denúncias de pressões políticas, demissões ou cortes de benefícios relacionados à escolha eleitoral. Ministério Público Eleitoral (MPE): pode ser acionado em situações que envolvam possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Sindicato: o sindicato da categoria também pode receber denúncias e orientar o trabalhador sobre seus direitos. Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.

Sigla em inglês para inteligência artificial. Aly Song/Reuters Enquanto empresas de tecnologia competem para desenvolver a inteligência artificial mais poderosa, algumas também se perguntam como ensinar um chatbot a distinguir o certo do errado. A resposta? A religião. “Essas não são perguntas que um laboratório possa responder”, disse Chris Olah, cofundador da Anthropic, no início deste ano, durante a apresentação, no Vaticano, da encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial. “São perguntas com as quais tradições como a sua lidam há milênios.” Em meio a essa tão discutida aproximação com a fé, houve pouca atenção pública ao que exatamente essas empresas de tecnologia entendem por religião — e, talvez mais importante, ao que esperam obter com essa aproximação. Enquanto executivos alertam para o potencial destrutivo da IA e debatem a necessidade de desenvolver modelos capazes de tomar decisões alinhadas a determinados princípios morais, recorrem cada vez mais a filósofos e líderes religiosos. Agora no g1 A ideia pode ser resumida assim: a religião ajudaria a orientar o desenvolvimento da IA em um ambiente no qual os temores em torno da tecnologia — fundamentados ou não — se espalham pela sociedade. Como essas empresas não estão vinculadas a uma religião específica, o objetivo costuma ser bastante amplo: encontrar um conjunto de princípios morais capaz de orientar seus modelos. “O que eu acho que o ChatGPT deveria fazer é refletir essa média ponderada, ou algo assim, da visão moral da humanidade”, disse Sam Altman, CEO da OpenAI, no ano passado. Mas especialistas e praticantes de diferentes religiões alertam que essa ideia não leva em conta o fato de que tradições e visões de mundo podem se contradizer. Em resumo, dizem eles, não é exatamente assim que a religião funciona. Religião é mais do que um conjunto de regras Há décadas, estudiosos contestam a visão amplamente difundida da religião como um conjunto de regras ou princípios que podem ser separados das maneiras “complicadas, práticas e improvisadas” pelas quais os fiéis vivem sua fé, afirma Webb Keane, antropólogo da Universidade de Michigan. A ideia de que a religião pode ser separada de áreas como a cultura e a política permanece arraigada, embora, na prática, esteja profundamente ligada a ambas. Alguns temem que as empresas de IA, ao recorrerem a líderes religiosos para responder a questões éticas, reforcem uma concepção de religião que não reconhece plenamente a importância da doutrina, dos rituais e das relações entre seus praticantes. Eis a questão, argumenta Keane: se partirmos do pressuposto de que a religião pode oferecer um conjunto isolável de princípios morais, usá-la para treinar sistemas de IA pode acabar priorizando certas tradições e distorcendo outras — especialmente aquelas que não se definem primordialmente como sistemas éticos. “Existe uma maneira muito convencional de pensar na religião como um livro de regras”, disse ele. “Certamente, isso está muito ligado à religião bíblica e, no fim das contas, às religiões abraâmicas.” Empresas buscam ampliar o diálogo com religiosos Isso não significa que essas reuniões tenham faltado diversidade. Tampouco quer dizer que o envolvimento das empresas com a religião tenha sido pouco cuidadoso, na avaliação de participantes como Meghan Sullivan, filósofa da religião que lidera uma iniciativa sobre ética e IA na Universidade de Notre Dame. Embora não enumere as tradições consultadas, a Anthropic afirmou, em uma publicação de maio em seu blog, que se reuniu com “acadêmicos, clérigos, filósofos e especialistas em ética de mais de 15 grupos religiosos e interculturais” — grupo que pretende ampliar no futuro. No início deste ano, Sullivan participou de uma reunião da Anthropic que contou com cristãos de diferentes denominações. Em comparação com conversas que teve com outras empresas de tecnologia, ela disse ter ficado impressionada com a profundidade com que a Anthropic abordou questões religiosas. A empresa é amplamente reconhecida por dar especial atenção à ética e à segurança da IA. “A cultura dentro da empresa é semelhante à de um bom campus universitário, no sentido de que há um grupo de pessoas muito curiosas intelectualmente”, disse ela. “Essas reuniões são bem nerds — não sei se essa é a melhor maneira de descrever —, no bom sentido.” A reunião foi dividida em duas partes. Primeiro, a empresa explicou seus modelos “em termos simples” aos participantes. Em seguida, os líderes religiosos fizeram comentários e debateram as questões apresentadas, segundo Sullivan. “Discutimos todo tipo de questão moral que essa tecnologia levanta — desde ‘Será que os humanos têm alma?’ até ‘Alunos do terceiro ano deveriam ter acesso a um chatbot para ajudar na alfabetização?’” Representantes da Meta, do Google e da Amazon também se reuniram com representantes do Vaticano, enquanto a Microsoft tem ampliado sua atuação junto a comunidades religiosas. A religião é antiga. O estudo dela, não A religião é geralmente considerada antiga e universal. Embora estudiosos como o falecido e influente Jonathan Z. Smith reconheçam que isso é verdade em alguns aspectos, eles argumentam que essa visão não conta toda a história. “O homem teve toda a sua história para imaginar divindades e modos de interação com elas. Mas o homem, mais precisamente o homem ocidental, teve apenas os últimos séculos para imaginar a religião”, escreveu Smith em 1982. Muitos estudiosos da religião hoje compartilham a visão de Smith. Eles questionam a ideia de que as religiões formam um conjunto de sistemas distintos e comparáveis e argumentam que essa é uma concepção moderna, que remonta ao século XIX. O budismo e o hinduísmo, por exemplo, não eram reconhecidos como tradições claramente delimitadas pelas populações que os praticavam antes da chegada de estudiosos europeus, afirma Tomoko Masuzawa, estudiosa da religião e autora de “A Invenção das Religiões Mundiais”. “Todas essas categorias não eram nativas”, acrescenta. Acadêmicos ocidentais consolidaram essas categorias ao longo dos anos e só começaram a reexaminá-las de forma mais sistemática na segunda metade do século XX. Essas ideias arraigadas sobre religião — entre elas, a noção de que tradições religiosas podem ser facilmente comparadas entre diferentes culturas — ajudam a explicar por que o Vale do Silício pode não sentir necessidade de definir o que entende por religião. Na tentativa de representar diferentes pontos de vista, recorrer à religião acaba se tornando uma maneira aparentemente simples de incorporar diversidade de pensamento. “De alguma forma, a religião se torna uma maneira de mapear o mundo”, disse Masuzawa. “É como se o mundo inteiro tivesse aderido a ela.” Ao reunir diferentes visões, IA pode apagar particularidades Alguns especialistas defendem que as empresas definam com mais clareza seus termos e objetivos, para que seja possível entender exatamente o que esperam obter desse diálogo com a religião. “Este trabalho não busca alinhar nossos modelos à visão de mundo de uma tradição específica. Queremos que Claude se inspire em uma ampla gama de pontos de vista — religiosos, seculares e políticos — com igual profundidade e rigor”, afirmou a Anthropic na publicação. “O que buscamos nessas conversas é uma reflexão cuidadosa e acumulada sobre como o bom caráter realmente se forma.” Os grandes modelos de linguagem geram textos prevendo, sucessivamente, quais elementos têm maior probabilidade de aparecer em seguida, a partir de padrões identificados durante seu treinamento em grandes volumes de conteúdo produzido por humanos, incluindo textos religiosos. Paolo Carozza, membro do Conselho de Supervisão independente da Meta e especialista jurídico em pensamento social católico e tecnologia, teme que, ao combinar diferentes perspectivas, as características que definem determinada tradição acabem se perdendo. Na prática, diz ele, elas poderiam ser homogeneizadas, produzindo uma visão mais genérica ou que privilegie tradições religiosas ocidentais. “Qualquer tradição viva e sofisticada é capaz, ao longo do tempo, de interagir com outras tradições, absorver novos conhecimentos e evoluir. Mas faz isso de forma orgânica”, disse ele. “O que a IA, acredito, muitas vezes faz — ou pode fazer — não ocorre de forma orgânica. Ela simplesmente mistura tudo, desorganiza tudo e, assim, acaba não dando sentido a nada.”

Eleitores da Califórnia podem aprovar primeiro imposto do tipo no mundo? Reuters via BBC Poucos lugares no planeta têm tantos moradores ultrarricos quanto a Califórnia, estado americano conhecido pelo glamour, pelas mansões à beira-mar e por abrigar pessoas ricas e famosas. Agora, os eleitores estão prestes a decidir se os super-ricos do estado — entre eles a magnata da mídia Oprah Winfrey, o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, Kim Kardashian, cofundadora da Skims e estrela de reality shows, e o cineasta George Lucas — devem desembolsar bilhões de dólares para financiar melhorias na área da saúde. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Proposição 40 tem como objetivo instituir um imposto único de 5% sobre o patrimônio líquido de todos os bilionários da Califórnia. Há pouco mais de 200 pessoas nessa categoria no estado, mas isso não impediu que a proposta dividisse lideranças e levasse alguns de seus moradores ultrarricos a deixar a região. Um empresário bilionário afirma ter gerado empregos na Califórnia, mas diz que a proposta o fez se sentir "um pouco como se eu não fosse bem-vindo". Agora no g1 A votação também está dando aos cidadãos comuns a oportunidade de se manifestar sobre uma questão que provoca turbulência na política há décadas. "Eu acredito que este é o primeiro imposto sobre bilionários — ou seja, um imposto sobre o patrimônio direcionado a uma parcela extremamente restrita da distribuição de riqueza", afirma Francesco Trebbi, professor de políticas públicas da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele destaca o caráter histórico da medida e como ela poderia ajudar a reduzir a desigualdade patrimonial no estado. A Califórnia tem a maior economia entre os estados americanos e a quarta maior economia do mundo, superior às da Índia e do Reino Unido. O estado também abriga uma das maiores concentrações de bilionários do planeta. Ao mesmo tempo, tem a maior proporção de pessoas em situação de rua do país e uma das maiores desigualdades patrimoniais. Os defensores da proposta argumentam que ela ajudaria a garantir que os ultrarricos contribuam com sua parcela justa de impostos e compensaria déficits no orçamento estadual. A iniciativa pretende arrecadar US$ 100 bilhões (cerca de R$ 496 bilhões) para compensar cortes no financiamento federal do sistema de saúde do estado. Suzanne Jimenez, chefe de gabinete do Sindicato Internacional dos Empregados em Serviços — Trabalhadores da Saúde Unidos do Oeste (SEIU-UHW), que ajudou a liderar a campanha pela iniciativa, afirma que a medida é uma "solução de curto prazo" para os grandes cortes de recursos federais que a Califórnia deverá enfrentar em consequência do abrangente pacote tributário e de gastos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Se não fizermos nada, veremos nosso sistema de saúde entrar em colapso enquanto buscamos uma solução de longo prazo para financiá-lo", disse ela à BBC. Os defensores da proposta argumentam que ela ajudaria a garantir que os ultrarricos contribuam com sua parcela justa de impostos e compensaria déficits no orçamento estadual. Getty Image via BBC Embora a proposta tenha muitos apoiadores — incluindo alguns bilionários, como Jensen Huang, CEO da Nvidia —, ela enfrenta forte oposição de diferentes figuras, de bilionários ao governador liberal do estado. Sergey Brin, cofundador do Google, doou mais de US$ 100 milhões a uma organização política que financia medidas eleitorais capazes de bloquear o imposto sobre o patrimônio, segundo o Los Angeles Times. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, que está chegando ao fim de seu mandato, é talvez a liderança política mais importante a se opor à proposta. Ele manifestou preocupação de que a medida leve os ricos a deixar o estado, provocando a perda de receitas essenciais provenientes do imposto de renda. Uma pesquisa realizada em setembro pelo Instituto de Estudos Governamentais de Berkeley e pelo Los Angeles Times constatou que a proposta ainda não conquistou claramente a maioria dos eleitores: 45% dos eleitores com maior probabilidade de votar eram favoráveis ao imposto, 42% eram contrários e 13% estavam indecisos. A medida, submetida à votação em todo o estado, precisará ser aprovada pela maioria dos eleitores. A Califórnia não é o primeiro lugar a considerar a possibilidade de tributar os ricos. Também na costa oeste, os eleitores do estado americano de Washington estão avaliando se aprovam ou rejeitam um "imposto sobre milionários": uma alíquota de 9,9% sobre rendimentos anuais superiores a US$ 1 milhão. Embora os impostos sobre o patrimônio tenham sido relativamente comuns na Europa, eles perderam popularidade rapidamente e hoje existem em apenas três países europeus — Espanha, Noruega e Suíça —, afirma o dr. Kristian Niemietz, chefe de economia política do Instituto de Assuntos Econômicos. Niemietz considera que os impostos sobre o patrimônio "dão mais trabalho do que valem a pena", pois criam dificuldades administrativas, desestimulam investimentos, provocam a saída de capitais e, no fim das contas, arrecadam pouco. No caso da Noruega, uma organização de notícias local constatou que o aumento do imposto sobre o patrimônio levou mais super-ricos a deixar o país em 2022 do que nos 13 anos anteriores somados. Um estudo sobre a Suíça concluiu que um aumento de 0,1 ponto percentual na alíquota do imposto sobre o patrimônio reduziu em 3,5% o patrimônio tributável. Se aprovada, a medida da Califórnia será aplicada retroativamente a pessoas com patrimônio líquido de pelo menos US$ 1 bilhão que residiam no estado em 1º de janeiro de 2026. Pelo menos seis dos mais de 200 bilionários da Califórnia teriam deixado o estado antes dessa data para evitar o imposto. Entre eles estão os cofundadores do Google Larry Page e Sergey Brin, o investidor de capital de risco Peter Thiel, o ex-CEO da Uber Travis Kalanick e Don Hankey, fundador do Hankey Group. Hankey, bilionário de Los Angeles que viveu toda a vida na Califórnia, disse à revista Forbes que se mudou para o estado de Nevada por causa da proposta de imposto sobre o patrimônio. "Acho que criamos muitos empregos na Califórnia. Temos alguns milhares de pessoas trabalhando para nós e um plano de participação nos lucros. E preciso deixar o estado", afirmou. Ele acrescentou que a medida o fez sentir que não era "bem-vindo" no estado. Segundo relatos, o cofundador do Google Sergey Brin doou mais de US$ 100 milhões a uma organização política que financia medidas eleitorais capazes de bloquear o imposto sobre o patrimônio. Getty Images via BBC Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, disse ao conselho de administração da empresa no mês passado que estava considerando transferir sua residência principal para fora da Califórnia por causa do imposto proposto. Para evitar que ele deixe o estado — onde fica a sede da empresa —, a Meta concordou com um novo acordo de remuneração em ações que concede a Zuckerberg, cuja fortuna é estimada em mais de US$ 200 bilhões, ainda mais participações na companhia. O objetivo é compensá-lo pelos bilhões de dólares que perderia caso a medida fosse aprovada em novembro. Estimativas indicam que ele poderia ter de pagar até US$ 12,5 bilhões. Andy Fang, cofundador da DoorDash, cuja fortuna é estimada em US$ 1,6 bilhão, classificou a medida como "estúpida" e escreveu na rede social X que "propostas como essa tornam irresponsável da minha parte não planejar deixar o estado". Enquanto isso, o empresário Tom Steyer, que disputou sem sucesso o governo da Califórnia no início deste ano, é um dos poucos bilionários que declararam que votarão a favor do imposto. Steyer afirmou que, embora considere "problemática" a forma como a medida foi redigida, ela é necessária para proteger os californianos mais vulneráveis. Huang também declarou que apoia o pagamento do imposto. "Não me importo de pagar impostos. Quanto mais você ganha, mais impostos paga. Para mim, tudo bem", afirmou o presidente da Nvidia em uma entrevista à CBS, parceira americana da BBC. "Eu sou a personificação do sonho americano." O senador Bernie Sanders, do estado de Vermont, conhecido por sua atuação contra a desigualdade de renda, tem feito campanha em apoio à Proposição 40. Durante um ato em Los Angeles, Sanders disse que os bilionários "acreditam, assim como os monarcas do século 19, que têm um direito divino de governar". "Eles têm toda a riqueza, têm todo o poder, e quem diabos vocês pensam que são para desafiá-los? Bem, acho que em 3 de novembro eles vão aprender uma lição muito importante." O senador americano Bernie Sanders discursa no comício "Votos Acima de Bilionários" em 5 de outubro, em Los Angeles. Getty Images via BBC A desigualdade de renda nos Estados Unidos está entre os níveis mais altos em mais de três décadas. No terceiro trimestre de 2025, o 1% mais rico das famílias detinha quase 32% de toda a riqueza do país. Na Califórnia, a desigualdade também está próxima de níveis historicamente elevados. A desigualdade econômica preocupa a maioria dos californianos. Segundo uma pesquisa estadual do Instituto de Políticas Públicas da Califórnia, 72% acreditam que a distância entre ricos e pobres está aumentando, e uma proporção semelhante considera que o governo estadual deveria fazer mais para reduzir essa diferença. Trebbi afirma que a política é impulsionada por um "sentimento antielite e antissistema". "Na verdade, isso não se trata da Proposição 40", diz ele, mas de uma tentativa de "reequilibrar um pouco a balança".

Dia do Servidor Público é feriado ou ponto facultativo? Veja quem folga Jornal Nacional/ Reprodução Na próxima quarta-feira (28), é celebrado o Dia do Servidor Público. A data não é feriado nacional, mas é considerada ponto facultativo nos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, sem prejuízo da continuidade dos serviços essenciais à população. Isso significa que estados e municípios podem decidir se haverá expediente nas repartições públicas. Em geral, os governos locais também adotam o ponto facultativo, suspendendo o atendimento ao público, mas mantendo os serviços essenciais, como saúde e segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que o ponto facultativo referente ao Dia do Servidor Público Federal será transferido para sexta-feira (30). A portaria que oficializa a mudança será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (27). O ponto facultativo também pode ser transferido para outra data, como uma segunda ou sexta-feira. Em 2026, 25 estados transferiram a folga para sexta-feira (30), enquanto apenas dois mantiveram a data original, quarta-feira (28). Em alguns estados, a mudança permitirá que os servidores abrangidos pela medida tenham quatro dias consecutivos de descanso, considerando o fim de semana e o feriado de Finados, na segunda-feira (2). Veja como fica a situação em cada unidade da Federação: Transferiram o ponto facultativo para sexta-feira (30): Acre Amapá Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Mato Grosso do Sul Minas Gerais Pará Paraíba Paraná Pernambuco Piauí Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Santa Catarina São Paulo Sergipe Tocantins Mantiveram a data original, na quarta-feira (28): Alagoas Mato Grosso Diferentemente de um feriado, porém, o ponto facultativo não se aplica automaticamente às empresas privadas. Nesses casos, os funcionários trabalham normalmente, salvo se houver previsão de folga em acordo ou convenção coletiva ou se a própria empresa decidir liberá-los. Segundo Fábio J. Duque Estrada, advogado trabalhista do AC Burlamaqui Advogados, para saber quem tem direito à folga, é preciso considerar o tipo de vínculo de trabalho. “A resposta depende, antes de tudo, de quem é o trabalhador e de qual regime jurídico rege a sua relação de trabalho”, explica o advogado. O g1 conversou com o especialista para explicar como funciona o Dia do Servidor Público. Veja as respostas para as principais dúvidas: Quem tem direito à folga no dia 28? O que fazer se o servidor precisar trabalhar? Trabalhar no dia 28 dá direito a pagamento em dobro? Quais são os próximos feriados de 2026? Agora no g1 Quem terá direito a folga no dia 28? A folga no Dia do Servidor Público depende do vínculo profissional e das regras aplicáveis a cada órgão ou empresa. Servidores públicos federais: o dia 28 é ponto facultativo nos órgãos do governo federal. Mesmo assim, serviços essenciais, como saúde e segurança, podem funcionar normalmente. Servidores estaduais e municipais: a folga depende das decisões de cada governo. Por isso, é importante consultar o calendário oficial do estado ou município. Empregados públicos contratados pela CLT: seguem as regras do órgão ou da empresa em que trabalham. No caso das estatais, também podem valer normas internas e acordos coletivos. Trabalhadores terceirizados em órgãos públicos: não têm folga garantida. Mas, se o órgão fechar e o posto de trabalho ficar inativo, a empresa não pode descontar o dia de quem estava à disposição para trabalhar. Empregados de empresas privadas: trabalham normalmente, a menos que a empresa conceda folga ou exista alguma regra que garanta a dispensa. O que fazer se o servidor não ganhar folga? O servidor deve consultar o calendário oficial, o decreto ou a portaria do órgão para verificar se a folga foi concedida ou transferida para outra data. Caso seja escalado para trabalhar, especialmente em serviços essenciais, deve verificar as regras internas sobre jornada e eventual compensação. Em caso de dúvida ou suspeita de descumprimento das normas, a orientação é procurar o setor de recursos humanos, o sindicato da categoria ou assistência jurídica. Como a folga depende de decisão administrativa, a ausência sem autorização pode ser considerada injustificada e resultar em desconto, conforme as regras aplicáveis ao servidor. Trabalhar no dia 28 dá direito a pagamento em dobro? Não, como regra geral. O ponto facultativo não equivale a feriado para fins trabalhistas. Por isso, trabalhar nessa data não garante, por si só, remuneração em dobro. Para os servidores públicos, eventuais direitos dependem do regime jurídico e das normas aplicáveis ao órgão. Na iniciativa privada, o expediente pode ocorrer normalmente, salvo previsão específica em contrato, acordo ou convenção coletiva. “Como o ponto facultativo é, juridicamente, um dia útil, quem trabalha no dia 28 recebe a remuneração normal, ressalvadas as horas extras e eventuais vantagens previstas em norma coletiva, lei local ou regulamento interno”, afirma Fábio J. Duque Estrada. Se o trabalhador ultrapassar a jornada normal, poderá ter direito a horas extras, conforme as regras aplicáveis. Se a data coincidir com um feriado municipal instituído por lei, poderão valer as regras de remuneração ou compensação previstas para o trabalho em feriados. Quais são os próximos feriados de 2026? Em novembro, haverá três feriados nacionais. O primeiro será em 2 de novembro, Dia de Finados, que cairá em uma segunda-feira. Para quem não trabalha aos fins de semana, serão três dias consecutivos de descanso. Depois, em 15 de novembro, será celebrada a Proclamação da República. Como o feriado cairá em um domingo, não haverá possibilidade de emenda para quem já folga nesse dia. Já o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, cairá em uma sexta-feira, permitindo três dias consecutivos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Bolsa despenca 13% após vitória de Lula A forte queda da bolsa brasileira após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta segunda-feira (26), levantou uma dúvida entre investidores: é hora de aproveitar os preços mais baixos para comprar ações ou esperar que o mercado se estabilize? O Ibovespa recuou 13,88%, aos 176.608 pontos, registrando a maior queda diária desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19. No dia 20 daquele mês, o índice caiu 13,92%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com a queda desta segunda-feira, a bolsa brasileira perdeu R$ 734 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta. O montante equivale a quase todo o valor de mercado da Petrobras, estimado em R$ 746 bilhões. 👉 A reação refletiu a surpresa de parte dos investidores com o resultado eleitoral. Quem esperava uma transição para um governo de centro-direita passou a rever suas estratégias diante das incertezas sobre a condução da economia, os gastos públicos e o controle da dívida do governo. A queda dos preços, porém, não significa que todas as ações estejam baratas nem que seja o momento ideal para comprá-las. Segundo especialistas consultados pelo g1, a decisão depende das condições de cada empresa, de sua capacidade de gerar resultados e do tamanho de suas dívidas. Por que as eleições mexem tanto com dólar e bolsa? Queda não significa que todas as ações estão baratas Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, ressalta que a queda no preço das ações não significa, necessariamente, que uma empresa perdeu capacidade de gerar resultados. Para avaliar se um papel está barato, é preciso comparar seu preço de mercado com os resultados que a companhia pode alcançar. "Uma queda de 10% tampouco significa que as empresas perderam, de um dia para o outro, 10% de sua capacidade de gerar resultados. Significa que os investidores passaram a aceitar preços menores diante dos riscos percebidos.” Segundo ela, em um cenário econômico mais incerto, os investidores passam a exigir uma compensação maior pelo risco de aplicar seu dinheiro. 👉 Por isso, uma ação que ficou mais barata pode representar uma oportunidade de compra se a empresa mantiver boas perspectivas de resultados. Se a expectativa de lucro piorar ou o custo para financiar as atividades aumentar, porém, a queda do preço pode não ser suficiente para tornar o papel atrativo. Essa ressalva também aparece na análise da Vault Research, que atribui parte da queda à reversão das apostas de investidores em uma transição para um governo de centro-direita. As 10 maiores quedas do Ibovespa em 26 de outubro Arte/g1 Segundo a corretora, cerca de US$ 4 bilhões (R$ 21,5 bilhões) haviam entrado na bolsa em outubro com essa expectativa. Com a reeleição de Lula, esses investidores passaram a desfazer suas posições, pressionando os preços das ações. Para a Vault, no entanto, a reação ao resultado eleitoral não explica todos os riscos envolvidos. Os analistas também apontam problemas na situação fiscal do país, na inflação e na saúde financeira das empresas, fatores que podem comprometer os resultados dos negócios. “Mesmo depois do tombo, o Ibovespa segue cerca de 9% acima do início do ano, com fiscal, inflação e balanço das empresas piores. Pode haver alívio pontual, mas a direção é de queda.” Exportadoras e empresas defensivas entram no radar Diante dos riscos para a bolsa, o BTG Pactual recomenda cautela na escolha das ações. O banco alerta para a possibilidade de novas perdas, em meio à alta dos juros de longo prazo, e prioriza empresas que recebem parte de suas receitas em moeda estrangeira, têm menos dívidas ou atuam em setores menos sensíveis às oscilações da economia. "As perspectivas de um real mais fraco podem favorecer as ações de exportadoras, como as produtoras de commodities metálicas, petróleo e gás, commodities agrícolas e exportadoras industriais”, dizem os analistas. Entre as exportadoras citadas pelo BTG estão Gerdau, Suzano, Vale, PRIO, SLC Agrícola, 3Tentos, São Martinho, WEG e Embraer. Algumas delas estiveram entre as poucas ações do Ibovespa que fecharam em alta nesta segunda-feira. (veja mais abaixo) 🔎 Isso ocorre porque a alta do dólar pode elevar, em reais, o valor das receitas obtidas com vendas ao exterior. O efeito sobre os resultados, porém, depende dos custos, das dívidas e da exposição cambial de cada empresa. Além das exportadoras, o BTG destaca empresas menos endividadas e com maior capacidade de enfrentar períodos de juros elevados. São as chamadas “ações defensivas”, que, segundo os analistas, tendem a apresentar desempenho relativamente melhor nesse cenário. “Empresas com balanços fortes (baixa alavancagem ou posição de caixa líquido) e que atuam em setores defensivos também devem se sair relativamente bem. Seguradoras como Caixa Seguridade e Porto Seguro e a fabricante de bebidas Ambev devem apresentar desempenho superior.” O banco também destaca a Petrobras e o Itaú Unibanco entre as grandes empresas da bolsa. No caso da estatal, a exposição ao petróleo, a proteção cambial e a distribuição de dividendos são apontadas como fatores favoráveis. Já o Itaú é considerado pelo BTG o grande banco mais bem preparado para enfrentar cenários econômicos adversos. Apenas 8 ações fecharam em alta nesta segunda-feira (26) Arte/g1 Juros altos e incerteza fiscal aumentam os riscos para a bolsa Para avaliar se a queda das ações representa uma oportunidade de compra, também é preciso considerar a capacidade das empresas de enfrentar um período prolongado de juros elevados. Além de encarecer novos empréstimos, esse cenário dificulta o pagamento de dívidas já existentes e pode limitar os recursos disponíveis para investimentos e expansão dos negócios. 🔎 Os dados sobre a situação financeira das empresas ajudam a dimensionar esse risco: em 2025, o Brasil registrou 977 processos de recuperação judicial, que envolveram 2.466 empresas. O número de CNPJs foi o maior da série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2012. Em agosto de 2026, dado mais recente disponível, o país tinha 9,3 milhões de empresas inadimplentes, com R$ 244,4 bilhões em dívidas negativadas. Os riscos para a bolsa, porém, não se limitam à situação financeira das companhias. O desempenho do mercado também dependerá das expectativas sobre as contas públicas e das decisões do governo para a economia. Para o Goldman Sachs, a situação fiscal continuará sendo o principal fator considerado pelos investidores na avaliação do risco brasileiro. Segundo Alberto Ramos, chefe da equipe de Pesquisa Econômica para a América Latina da divisão de Pesquisa de Investimentos Globais do banco, a reação dos mercados após o resultado eleitoral dependerá dos sinais do governo sobre a política econômica. Entre os pontos de atenção estão a escolha do ministro da Fazenda e a apresentação de um plano mais claro para equilibrar as contas públicas nos próximos quatro anos. A composição do Congresso também pode dificultar a aprovação de medidas econômicas. O Partido Liberal (PL) tem a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e 29 senadores no Senado. Para Ramos, essa configuração pode ampliar os obstáculos à articulação política do governo Lula. “Dada a composição mais à direita do Congresso, o presidente Lula provavelmente enfrentará desafios ainda maiores do que no mandato atual por conta do bloco de oposição conservadora maior e pelo fato de seu capital político ser limitado, visto que não poderá buscar a reeleição em 2030”, argumenta Ramos. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.076 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 305 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (27), em São Paulo. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso da última segunda (26), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Mega-Sena, concurso 3075: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.075 da Mega-Sena foi realizado na noite desta segunda-feira (26), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 294 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 305 milhões. Está semana é a Mega semana, que terá cinco sorteios consecutivos até sexta-feira (30). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 07 - 10 - 14 - 27 - 36 - 55 5 acertos: 182 apostas ganhadoras, R$ 19.433,12 4 acertos: 11.018 apostas ganhadoras, R$ 458,57 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Resultado do concurso 3075 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Tela inicial do Globoplay. Reprodução/Globoplay O Globoplay anunciou uma reorganização de seus planos de assinatura, com a inclusão de mais de 20 canais ao vivo e dos conteúdos esportivos do sportv desde a opção de entrada. Segundo a plataforma, a oferta reúne mais de 2.500 jogos e eventos ao vivo por ano. Com a mudança, os planos "Com Anúncios" e "Premium" passam a oferecer o mesmo catálogo de conteúdos. A diferença é que o primeiro exibe publicidade nos filmes, séries e outros vídeos sob demanda, enquanto o "Premium" permite assistir a esses conteúdos sem anúncios. O Premium também oferece mais telas simultâneas, maior resolução de imagem e a opção de baixar conteúdos para assistir depois. A plataforma mantém uma terceira opção, o "Premium + Premiere", que acrescenta a oferta de futebol nacional do Premiere, incluindo nove dos dez jogos de cada rodada do Brasileirão. Agora no g1 Os novos planos já estão disponíveis para novas assinaturas. Para os clientes atuais, a migração começa agora em outubro e será feita gradualmente nos meses seguintes, conforme cada contrato. Quanto custam os planos e o que muda entre eles? Os valores divulgados pelo Globoplay são mensais e se referem à contratação do plano anual: "Com Anúncios", por R$ 19,90 por mês: catálogo de filmes, séries, novelas e produções originais, além dos canais ao vivo e da oferta esportiva do sportv. Permite duas telas simultâneas e tem resolução Full HD. "Premium", por R$ 24,90 por mês: mesmo catálogo do plano "Com Anúncios", com vídeos sob demanda sem publicidade, cinco telas simultâneas, resolução 4K e até 25 downloads. "Premium + Premiere", por R$ 39,90 por mês: reúne o catálogo do Globoplay e os jogos do Premiere. Também oferece vídeos sob demanda sem publicidade, cinco telas simultâneas, resolução 4K e até 25 downloads. A ausência de anúncios nos planos "Premium" vale para os conteúdos sob demanda, aqueles que o assinante escolhe quando assistir. Os canais ao vivo continuam com publicidade em seus intervalos. Entre os canais incluídos desde o plano de entrada estão TV Globo, sportv, Combate, Multishow, Globoplay Novelas, GloboNews e GNT. Segundo a empresa, a oferta esportiva reúne transmissões de competições como Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, além de vôlei, Fórmula 1, NFL, WSL, tênis e skate. Também inclui eventos como Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e mundiais de modalidades olímpicas. Publicidade na tela de login O Globoplay também anunciou o Welcome Ads, formato que exibe publicidade na tela de login da plataforma. Segundo a empresa, os anúncios aparecem durante o acesso ao serviço, sem interromper a reprodução dos conteúdos. A novidade se soma a outros formatos publicitários, como anúncios na pausa dos vídeos e a inserção dinâmica de publicidade nos intervalos dos canais ao vivo. Esta última está disponível em todos os planos e permite direcionar anúncios de acordo com o público e o contexto da transmissão. O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Tóquio testa robôs coletores de lixo na estação de trem mais movimentada do mundo

Circuit breaker: entenda o que é a suspensão das negociações quando a bolsa despenca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25) e governará o Brasil por mais quatro anos. Com a vitória do petista e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas, o mercado financeiro passou esta segunda-feira (26) no vermelho, chegando a registrar queda de 16,48% e acionando o circuit breaker — algo que não acontecia desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em 2020. 🔎 O circuit breaker é um mecanismo de segurança da Bolsa de Valores brasileira (B3) que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra quedas muito acentuadas. O objetivo é conter movimentos de pânico no mercado financeiro e dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões. Naquela ocasião, o coronavírus avançava rapidamente pelo país, os primeiros óbitos pela doença começavam a ser registrados e estados e municípios começavam a adotar medidas de isolamento social para tentar conter a disseminação do vírus. Com toda a incerteza que pairava sob a pandemia e a economia global, o mercado financeiro protagonizou uma debandada do Ibovespa, resultando em uma queda vertiginosa. Ao todo, o mecanismo foi acionado 6 vezes na pandemia: 9 de março: o mecanismo foi acionado pela primeira vez naquele ano, após o Ibovespa despencar mais de 10% durante o pregão. 11 de março: no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente a pandemia de Covid-19, a Bolsa brasileira voltou a interromper as negociações após uma queda acentuada. 12 de março: o circuit breaker foi acionado duas vezes no mesmo dia. A primeira interrupção ocorreu após uma queda de 10% do Ibovespa. Depois da retomada das negociações, o índice chegou a recuar 15%, provocando uma segunda paralisação. 16 de março: a Bolsa voltou a interromper as operações após o Ibovespa registrar uma queda superior a 12% na abertura do pregão. 18 de março: o mecanismo foi acionado pela sexta e última vez em 2020. Naquele dia, o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 10,35%. Apesar dos seis acionamentos registrados em um único mês de 2020, esse período representa apenas uma pequena parcela de todas as vezes em que o circuit breaker foi acionado na Bolsa brasileira. Quedas da bolsa em dia de Circuit Breaker Arte/g1 Joesley Day Três anos antes da pandemia da covid-19, em 18 de maio de 2017, ocorreu o episódio que ficou conhecido como "Joesley Day", em referência ao empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Na véspera, o jornal O Globo havia revelado a existência de uma gravação feita pelo empresário durante uma conversa com o então presidente Michel Temer (MDB). O conteúdo levantou suspeitas de que Temer teria dado aval à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que estava preso. Temer negou as acusações. A revelação provocou uma crise política e uma forte reação do mercado financeiro. Na manhã seguinte, o Ibovespa chegou a despencar mais de 10%, acionando o circuit breaker e suspendendo as negociações por 30 minutos. Ao final do pregão, a Bolsa acumulou queda de 8,8%. LEIA TAMBÉM Mapa da virada: onde Lula avançou e como mudou a votação de Flávio entre o 1º e o 2º turno O que Lula promete para o seu bolso? Veja as propostas para trabalhadores, aposentados e empresários Por que as eleições mexem tanto com dólar e bolsa? Crise imobiliária nos EUA Em 2008, durante a crise financeira internacional, o mecanismo também foi acionado diversas vezes. Em 22 de outubro, a bolsa fechou com queda de 10,18%. Naquele mês, as negociações foram interrompidas quatro vezes por 30 minutos e uma vez por uma hora. Os mercados internacionais enfrentavam forte turbulência diante da quebra de instituições financeiras nos Estados Unidos, da necessidade de socorro bilionário aos bancos e das preocupações com a situação do sistema bancário europeu. Ao todo, foram seis acionamentos: 29 de setembro: primeiro acionamento do ano. 6 de outubro: dois acionamentos no mesmo dia. 10 de outubro: quarta interrupção. 15 de outubro: quinta interrupção. 22 de outubro: sexta interrupção. 1999: crise cambial e adoção do câmbio flutuante Em janeiro de 1999, o circuit breaker também foi acionado na Bolsa brasileira, em meio a uma crise cambial. Na época, o Brasil enfrentava uma intensa saída de dólares do país, enquanto investidores temiam que o governo não conseguisse manter a política de controle da cotação da moeda americana. A turbulência ganhou força após o Banco Central anunciar mudanças na política cambial. Em 14 de janeiro, as negociações na Bolsa foram suspensas por 30 minutos, após uma queda acentuada das ações. Ao final do pregão, o índice acumulou perdas de 9,33%. Crise financeira Russa Em 1998, o circuit breaker foi acionado cinco vezes na Bolsa brasileira, em meio à crise financeira que atingiu a Rússia. Naquele ano, o governo russo enfrentava uma grave crise econômica, marcada pela desvalorização de sua moeda e pela dificuldade de pagar suas dívidas, levando investidores a retirar recursos de países considerados mais arriscados, como o Brasil. Um dos momentos mais críticos ocorreu em 10 de setembro de 1998, quando as negociações na Bolsa brasileira foram interrompidas por uma hora. Ao final daquele pregão, o índice acumulou queda de 15,82%. A criação do mecanismo e primeiro acionamento O circuit breaker foi acionado pela primeira vez no Brasil em 28 de outubro de 1997, em meio à crise financeira asiática, que começou na Tailândia e se espalhou por outros países da região, provocando fortes quedas nas bolsas de valores ao redor do mundo. Na véspera, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) havia registrado uma queda superior a 14%, pressionada pelo temor dos investidores de que a crise atingisse outras economias. No dia seguinte, o mecanismo foi utilizado pela primeira vez para interromper as negociações e conter o pânico no mercado financeiro. Ainda em 1997, o circuit breaker voltou a ser acionado outras duas vezes. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP

Bolsa despenca 13% após vitória de Lula A bolsa brasileira teve um pregão de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal índice da B3, caiu mais de 10% nos primeiros minutos de negociação e acionou o circuit breaker. No fechamento do dia, o índice caiu 13,88%, aos 176.608 pontos. A reação refletiu a surpresa de parte dos investidores com o resultado das urnas e a revisão das expectativas para a condução da política econômica, os juros e as contas públicas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as ações com maiores perdas, Magazine Luiza liderou a lista, com queda de 58,23%, seguida por Vamos (-56,79%) e Hapvida (-54,93%). Papéis de empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário também registravam baixas expressivas. (veja as dez maiores quedas abaixo) “O pregão desta segunda-feira foi marcado por extrema volatilidade e forte aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro, refletindo a reprecificação dos ativos após a definição do cenário político”, afirma Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad. 🔎 Circuit breaker é um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações quando o mercado de ações registra quedas muito bruscas. O objetivo é dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda. Após a interrupção, os negócios são retomados. Saiba mais. As 10 maiores quedas do Ibovespa em 26 de outubro Arte/g1 Grandes bancos e Petrobras caem A onda de perdas na bolsa atingiu também algumas das maiores empresas do mercado brasileiro, cujas ações têm peso relevante no Ibovespa. Conhecidos como “blue chips”, esses papéis incluem os de grandes bancos, da Petrobras e da Vale, mas tiveram desempenhos diferentes no pregão desta segunda-feira. Entre os bancos, o Banco do Brasil registrou a maior queda, de 27,31%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 21,70%, enquanto as ordinárias caíram 20,65%. O BTG Pactual perdeu 24,83%, e o Itaú Unibanco teve baixa de 13,66%. A Petrobras também fechou em queda, com recuo de 8,18% nas ações preferenciais e de 6,81% nas ordinárias. 👉 O desempenho dessas empresas tem impacto importante sobre o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, porque cada ação tem um peso diferente em sua composição. Quanto maior essa participação, maior a influência da variação do papel sobre o resultado do indicador. Por que as eleições mexem tanto com dólar e bolsa? Dólar favorece exportadoras em dia de turbulência Entre as ações que fecharam em alta nesta segunda-feira, a Suzano teve um dos melhores desempenhos, com valorização de 10,08%. A Embraer subiu 8,89%, a WEG avançou 5,10%, e a Klabin ganhou 3,24%. A Vale também encerrou o pregão no positivo, com alta de 4,01%. Parte desse desempenho pode ser explicada pela alta do dólar, que encerrou o dia com alta de 8,21%, cotado a R$ 5,4027. Na sexta-feira (23), a moeda americana estava cotada a R$ 4,99. Segundo João Daronco, analista da Suno Research, empresas que recebem parte de suas receitas em moeda estrangeira podem se beneficiar quando a cotação da moeda americana sobe, já que esses valores, convertidos em reais, passam a representar mais dinheiro. “Com a alta substancial do dólar e a perspectiva de que ele continue subindo, essas companhias conseguem diluir o custo fixo e melhorar suas margens”, afirmou. Apenas 8 ações fecharam em alta nesta segunda-feira (26) Arte/g1 O movimento, porém, não favorece todas as empresas. Daronco também destacou o impacto da alta dos juros futuros sobre companhias mais endividadas. Com a revisão das expectativas para a economia, as taxas de juros de longo prazo subiram, o que pode encarecer o financiamento e prejudicar empresas que dependem de crédito. Essas companhias vinham se beneficiando de condições de financiamento mais favoráveis. Para Daronco, as oscilações devem continuar nos próximos dias e semanas, enquanto o mercado avalia os desdobramentos do resultado eleitoral. Sob esse cenário, o analista recomenda cautela. “Em dias como este, muitas vezes, o melhor é não se mexer”, disse. Sede da B3 Amanda Perobelli/Reuters
Circuit breaker: entenda o que é a suspensão das negociações quando a bolsa despenca
A Secretaria do Tesouro Nacional realizou nesta segunda-feira (26) a recompra de títulos públicos no valor de R$ 7,1 bilhões. Foram realizadas três operações.
Os leilões de recompra foram realizados um dia após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, algo que surpreendeu e gerou tensão no mercado financeiro.
Nesta segunda, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve as negociações interrompidas por 30 minutos após registrar queda de mais de 10% nos primeiros minutos do pregão.
Na retomada dos negócios, voltou com um recuo de mais de 17%. Perto das 12h, caía 15,81%, aos 172.669 pontos.
Além disso, o dólar opera em alta, com um avanço de 9,29% perto das 12h, cotado a R$ 5,4568. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,6048.
O que significa isso?
Ao recomprar títulos públicos, o Tesouro reduz a quantidade de papéis em circulação e ajuda a aumentar a liquidez do mercado, contribuindo para um funcionamento mais ordenado das negociações em momentos de maior turbulência.
Após a confirmação do resultado das eleições, parte dos investidores passou a exigir taxas de juros mais elevadas para financiar a dívida pública brasileira, o que reflete o aumento das incertezas sobre o cenário econômico e fiscal.
Como os preços dos títulos se movem em direção oposta às taxas de juros, essa reavaliação tende a provocar oscilações mais intensas nas cotações negociadas no mercado secundário.
Nesse contexto, as operações de recompra podem ajudar a reduzir movimentos abruptos de preços e a preservar a liquidez dos papéis.

Oscilações do mercado. Jornal Nacional/ Reprodução Aplicativos de diversos bancos e corretoras apresentavam instabilidade nesta segunda-feira (26), em meio à forte volatilidade nos mercados após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o site Downdetector, que monitora relatos de problemas em serviços digitais, as corretoras Rico e Clear registravam notificações, assim como Inter, XP Investimentos, Nubank, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e C6 Bank. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em nota, o Nubank, o C6 Bank e o Itaú informaram que não registraram nenhuma instabilidade em seus sistemas internos. "É possível que os apontamentos sejam referentes a transações que estejam sendo efetuadas junto a outra instituição que esteja com alguma ocorrência no momento", acrescentou o Itaú. Já o Bradesco afirmou que o aplicativo da Ágora apresentou momentos de lentidão pela manhã. O Inter informou que não iria comentar e as demais instituições não haviam respondido aos pedidos de comentário do g1 até a última atualização desta reportagem. Agora no g1 O que está acontecendo com os mercados hoje? O resultado do 2º turno das eleições presidenciais é o principal destaque da sessão desta segunda-feira (26). Com a reeleição de Lula (PT), a expectativa é que os investidores reavaliem suas projeções para os juros, o câmbio e as contas públicas. O Boletim Focus e novos dados econômicos também ficam no radar. Entenda por que as eleições mexem tanto com o dólar e a bolsa O que é circuit breaker? Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontava vantagem de Bolsonaro no 2º turno, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas. Com as fortes oscilações, a B3 acionou o circuit breaker e interrompeu as negociações do Ibovespa já nos primeiros minutos do pregão. "O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos", disse Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora. Ainda assim, especialistas destacam que o governo pode tentar ganhar de volta a confiança do mercado. "Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM. Pelas regras da B3, o circuit breaker é acionado quando o Ibovespa cai mais de 10% em relação ao valor de fechamento anterior, com interrupção da negociação por 30 minutos. Após reabertura, se a queda atingir um recuo de 15%, o mecanismo é novamente acionado, com interrupção por uma hora. Especificamente nesta segunda-feira, no entanto, a B3 anunciou um novo limite de 20% para que o mecanismo seja acionado pela segunda vez. Ações brasileiras caem no exterior A vitória de Lula também já se reflete nas ações brasileiras negociadas no exterior. O EWZ, principal fundo que acompanha os papéis brasileiros, negociado em Nova York, caía 26,16% antes da abertura dos mercados nesta segunda-feira (26). Na véspera, o fundo de índice já havia recuado mais de 19%. Risco de disputa na Justiça Alguns profissionais também acreditam que a vitória do petista não será o único fator para a volatilidade nos mercados financeiro. Isso porque a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação das 17h às 19h, em função de problemas no deslocamento de eleitores em várias cidades, deve gerar questionamentos na Justiça. Em pronunciamento após a derrota, Flávio não reconheceu o resultado e disse que pedirá anulação do pleito.

Anthropic é a criadora do assistente de IA Claude Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images/BBC A Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo e desenvolvedora do Claude, divulgou nesta segunda-feira (26) seus planos de abrir capital na bolsa dos Estados Unidos. A operação pode se tornar uma das maiores do mercado e servirá como teste para avaliar se o crescimento acelerado do setor de IA pode se traduzir em lucros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia, que havia apresentado um pedido confidencial em junho, tornou públicos os documentos de sua estreia na bolsa americana. Os dados revelam forte aumento das receitas, mas também prejuízos bilionários e os elevados custos necessários para desenvolver sistemas de inteligência artificial cada vez mais avançados. Considerando o dólar a R$ 5,6048, a Anthropic registrou, no primeiro semestre de 2026, prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões (R$ 452,3 bilhões), enquanto sua receita somou cerca de US$ 16,3 bilhões (R$ 91,4 bilhões). 🔎 Segundo a Anthropic, boa parte do prejuízo se deve ao aumento do valor de dívidas que podem ser transformadas em ações da empresa. Esse aumento é registrado como uma perda nas contas da companhia, mas não significa que ela tenha desembolsado todo esse dinheiro. Apesar das perdas, a Anthropic apresentou crescimento expressivo nas vendas. Entre abril e junho, sua receita aumentou 1.368% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionada pela procura por ferramentas de inteligência artificial. O avanço ocorre em meio à corrida entre gigantes da tecnologia para desenvolver sistemas mais sofisticados, o que exige investimentos bilionários em centros de processamento de dados, equipamentos e infraestrutura. A Anthropic reconheceu nos documentos que esses gastos devem continuar aumentando e permanecer entre suas principais despesas nos próximos anos. Quanto vale a Anthropic? Fundada em 2021 por um grupo de pesquisadores, a Anthropic foi avaliada em US$ 965 bilhões (R$ 5,41 trilhões) em maio, durante uma rodada de investimentos que atraiu grandes nomes dos setores financeiro e de tecnologia. Entre seus principais parceiros estão Amazon e Google, que investiram bilhões de dólares na empresa e fornecem parte da infraestrutura necessária para desenvolver e operar os modelos Claude. Mais recentemente, alguns investidores passaram a avaliar a companhia em cerca de US$ 1,5 trilhão, abaixo dos aproximadamente US$ 2 trilhões estimados uma semana antes, segundo a Reuters. A revisão ocorre em meio às dúvidas sobre a capacidade das empresas de inteligência artificial de gerar lucros suficientes para compensar os elevados investimentos no setor. A abertura de capital permitirá que a Anthropic venda ações ao público e capte recursos para financiar sua expansão. A companhia pretende negociar suas ações na Nasdaq, bolsa americana que concentra grandes empresas de tecnologia, sob o código ANT. Os documentos divulgados nesta segunda-feira, porém, ainda não informam quantas ações serão colocadas à venda nem qual será o preço de cada uma. Empresa também alerta para riscos da inteligência artificial Por que Trump quer mudar o nome da IA? Além das dificuldades financeiras, a Anthropic alertou para os riscos de sistemas de inteligência artificial agirem de maneira inesperada e fora do controle humano. Em testes realizados pela empresa, alguns modelos tentaram esconder ou alterar informações, evitar que fossem desligados e até usar ameaças para conseguir o que queriam. O presidente-executivo da empresa, Dario Amodei, já defendeu maior cautela no lançamento de novas tecnologias. A Anthropic também disputa espaço com a OpenAI, dona do ChatGPT, que apresentou um pedido confidencial de abertura de capital em junho e deve estrear na bolsa até o início de 2027. A possível estreia da Anthropic ocorre em meio às dúvidas dos investidores sobre o retorno dos gastos bilionários com inteligência artificial, especialmente em centros de dados, chips e infraestrutura. O aumento do endividamento e dos custos de financiamento também preocupa o mercado. Nesse cenário, o IPO da Anthropic deve servir como um teste do interesse dos investidores em empresas de IA que crescem rapidamente, mas ainda enfrentam despesas elevadas. A operação será coordenada por bancos de Wall Street, liderados por Goldman Sachs e Morgan Stanley. Após a divulgação dos documentos para a abertura de capital da Anthropic, as bolsas dos EUA operavam em alta. Por volta das 10h55 (horário de Brasília), o Dow Jones subia 0,45%, aos 52.451,58 pontos. O S&P 500 avançava 0,57%, aos 7.666,88 pontos, enquanto o Nasdaq, que concentra grandes empresas de tecnologia, registrava alta de 0,46%, aos 26.074,96 pontos. *Com informações da agência Reuters

Circuit breaker: entenda o que é a suspensão das negociações quando a bolsa despenca A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte turbulência no mercado financeiro nesta segunda-feira (26), com disparada do dólar e queda acentuada do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. Diante do movimento, a B3 acionou o "circuit breaker", mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte queda do mercado. A suspensão ocorreu logo no início do pregão e teve duração prevista de 30 minutos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a B3, a suspensão atingiu a compra e venda de ações de empresas, fundos de investimento negociados na bolsa (ETFs) e outros tipos de aplicações financeiras. A bolsa informou que as operações seriam retomadas por meio de um leilão entre 10h30 e 10h35. Após o fim do "circuit breaker" e a retomada das negociações, o Ibovespa tinha queda de 16,48% por volta das 11h32, aos 171.277 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 9,80%, cotado a R$ 5,4823. Entenda como funciona o circuit breaker: O que é o circuit breaker? Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP É um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações quando o mercado de ações registra quedas muito bruscas. O objetivo é dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda. Após a interrupção, os negócios são retomados. Quando os negócios são interrompidos por 30 minutos? Isso acontece quando o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registra queda de 10% em relação ao fechamento do dia anterior. Nesse caso, as negociações nos mercados abrangidos pelo mecanismo, como ações e derivativos, são suspensas por 30 minutos. Quando a bolsa pode parar por 1 hora? Se, após a primeira interrupção, o Ibovespa continuar caindo e atingir uma queda de 15% em relação ao fechamento do dia anterior, as negociações podem ser suspensas novamente, desta vez por uma hora. A paralisação também atinge os mercados abrangidos pelo mecanismo. As negociações podem ficar suspensas por mais tempo? Sim. Se, após a interrupção de uma hora, o Ibovespa atingir uma queda de 20% em relação ao fechamento anterior, a bolsa poderá determinar uma nova suspensão das negociações. Nesse caso, a duração da paralisação será definida pela própria bolsa, que deverá comunicar a decisão ao mercado. Os negócios podem ser interrompidos no fim do pregão? Não na última meia hora do pregão. Se o circuit breaker for acionado na penúltima meia hora, o horário de negociação poderá ser prorrogado em até 30 minutos, para garantir pelo menos meia hora de operações após a reabertura. LEIA TAMBÉM Mapa da virada: onde Lula avançou e como mudou a votação de Flávio entre o 1º e o 2º turno O que Lula promete para o seu bolso? Veja as propostas para trabalhadores, aposentados e empresários Por que as eleições mexem tanto com dólar e bolsa? Quais foram as últimas vezes que o circuit breaker foi acionado? O circuit breaker foi criado em 1997 e já foi acionado 23 vezes. Entre os principais momentos estão: 1997 – Crise asiática: o Ibovespa registrou queda de 10,19%; 1999 – Desvalorização do real: o Ibovespa caiu 10,29% no dia; 2008 – Crise do subprime nos Estados Unidos: houve seis interrupções em menos de um mês; 2020 – Pandemia de Covid-19: o circuit breaker foi acionado seis vezes em março. Quedas da bolsa em dia de Circuit Breaker Arte/g1 O circuit breaker foi acionado pela última vez em março de 2020, durante dias de turbulência provocada pelo início da pandemia de Covid-19 e por fortes oscilações nos mercados internacionais. Antes disso, o mecanismo havia sido acionado em 18 de maio de 2017, quando as negociações foram suspensas por 30 minutos após o Ibovespa cair mais de 10%, em meio às denúncias contra o então presidente Michel Temer, reveladas na véspera. Em 2008, durante a crise financeira internacional, o circuit breaker também foi acionado diversas vezes. Em 22 de outubro, a bolsa fechou com queda de 10,18%. Naquele mês, as negociações foram interrompidas quatro vezes por 30 minutos e uma vez por uma hora. Os mercados internacionais enfrentavam forte turbulência diante da quebra de instituições financeiras nos Estados Unidos, da necessidade de socorro bilionário aos bancos e das preocupações com a situação do sistema bancário europeu. Em 11 de setembro de 2001, após os ataques às Torres Gêmeas, em Nova York, as negociações também foram interrompidas na Bovespa, mas sem o acionamento do circuit breaker. Naquele dia, o índice recuou 9,17% em pouco mais de uma hora. A bolsa decidiu encerrar as operações, acompanhando o movimento de outros mercados internacionais. As negociações só foram retomadas no dia seguinte. Em janeiro de 1999, o circuit breaker também foi acionado na bolsa brasileira. Em 14 de janeiro, um dia antes da adoção do câmbio flutuante no país, as negociações foram suspensas por meia hora, e o índice recuou 9,33%. Investidores temiam os efeitos da mudança na política cambial brasileira. Em 1998, ano da crise financeira russa, o mecanismo foi acionado cinco vezes. Em 10 de setembro, as negociações foram interrompidas por uma hora, e a bolsa encerrou o dia com queda de 15,82%. O circuit breaker foi acionado pela primeira vez no Brasil em 28 de outubro de 1997, um dia após a Bovespa registrar queda superior a 14% em meio à crise financeira asiática. O mecanismo voltou a ser utilizado outras duas vezes naquele ano.

Como as eleições mexem com a Bolsa e o dólar Antes mesmo de os brasileiros irem às urnas no último domingo (25), as eleições já estavam no radar dos mercados. Desde o começo do ano, foram vários os momentos de altas e baixas no dólar, na bolsa e nas taxas de juros, associados a falas de candidatos e pesquisas eleitorais. As movimentações refletem as apostas do mercado sobre os rumos da economia no próximo governo. Não à toa, a virada do presidente Lula (PT) no 2º turno já trouxe um forte impacto para os mercados financeiros nesta segunda-feira (26). Acompanhe as cotações do dólar e do Ibovespa nesta segunda-feira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Isso porque, além de Flávio Bolsonaro (PL) ter saído na frente no 1º turno das eleições, a grande maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas semanas também apontava vantagem do candidato do PL no 2º turno. Assim, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora recalibram suas apostas e avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas. Oscilações de mercado. Jornal Nacional/ Reprodução “Os preços refletem expectativas sobre crescimento, inflação, juros e, no Brasil, sobretudo a trajetória fiscal”, explica o chefe de investimentos do ASA, Rogerio Freitas. Por que as eleições mexem com dólar, bolsa e juros? O mercado costuma sofrer grandes oscilações em momentos como esse porque tenta antecipar os efeitos que as propostas e a vitória de determinado candidato podem ter sobre a economia. Dados históricos mostram que o Ibovespa, o dólar e os juros futuros costumam reagir com maior intensidade em períodos eleitorais e diante de notícias políticas, principalmente quando aumentam as incertezas sobre as contas públicas e os rumos da economia. 🔎 Os efeitos aparecem de formas diferentes em cada mercado. A bolsa reage às expectativas dos investidores para a economia e para o desempenho das empresas. Já o dólar responde à percepção de risco e aos movimentos de entrada e saída de recursos do país. Recentemente, a notícia de reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula a 17 dias das eleições presidenciais, fez o real se desvalorizar em relação ao dólar e a bolsa brasileira cair aos 185 mil pontos, com as preocupações com o impacto do aumento do benefício sobre as contas públicas. Da mesma forma, pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos meses, que mostraram um avanço de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa, também tiveram repercussão nos mercados. Em 10 de setembro, uma pesquisa que mostrou Flávio numericamente à frente de Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno coincidiu com queda de 0,18% do dólar, a R$ 5,1026, e alta de 1,42% do Ibovespa, aos 188.268 pontos. Como o g1 mostrou, a vitória de Flávio era vista pelo mercado financeiro como mais favorável ao equilíbrio das contas públicas. Dessa forma, a vitória do petista traz um momento de maior estresse aos mercados financeiros, com uma forte alta do dólar e queda da bolsa na sessão. “A volatilidade tende a crescer perto das eleições, mas os primeiros atos do eleito pesam mais que o discurso de campanha. Mas cada eleição precisa ser lida no seu próprio contexto”, diz Freitas, do ASA. Essa maior volatilidade, no entanto, não se limita aos períodos eleitorais. O noticiário político também pode mexer com os mercados, especialmente quando envolve medidas capazes de afetar a inflação, os juros e a atividade econômica. “Há períodos em que, mesmo diante de escândalos políticos, outros fatores pesam mais, como o fluxo de capital estrangeiro para o país”, afirma Alvaro Maia, banker da StoneX. O analista lembra que o Mensalão, em 2006, teve forte repercussão política, mas influência limitada sobre os mercados. “Isso porque havia mais dinheiro circulando nos mercados internacionais, os bancos no exterior estavam mais dispostos a emprestar recursos, as commodities estavam em alta e as ações brasileiras eram negociadas a preços relativamente baixos em relação aos resultados das empresas. Então, a política acabou ficando um pouco em segundo plano”, explica Maia. Abaixo, o g1 mostra o histórico das cotações do dólar e do Ibovespa desde 1994, com destaque para alguns períodos de maior oscilação. Em seguida, confira dicas para investir em momentos de maior volatilidade. Histórico do dólar e do Ibovespa de 1994 a 2026. Arte/g1 Como investir em momentos de volatilidade? Na hora de investir, uma das recomendações é recorrer à renda fixa para atravessar períodos de maior volatilidade com mais segurança. “Em um momento em que temos juros em dois dígitos, a renda fixa está especialmente atrativa. São várias opções, com destaque para os títulos públicos prefixados ou para os fundos de renda fixa”, comenta Maia. Já Freitas, do ASA, afirma que o melhor a fazer é "manter a estratégia de longo prazo e fazer ajustes na carteira sem agir por impulso". "Grande parte do resultado vem da forma como os investimentos são distribuídos. Diversificar, inclusive no exterior, ajuda a reduzir riscos, enquanto uma reserva de fácil acesso evita que o investidor precise vender ativos em momentos de queda. O tempo é o maior aliado”, diz. Outro cuidado é adequar a carteira ao perfil de cada investidor e à sua tolerância ao risco. Quem tem um perfil mais conservador, por exemplo, tende a concentrar uma parcela maior dos recursos em investimentos menos sujeitos a oscilações. Já quem aceita correr mais riscos pode ter uma fatia maior em ativos como ações.

O Banco Central informou nesta segunda-feira (26) que as ofertas de empréstimos dos bancos no ambiente do PIX, sistema de transferência em tempo real, dependerão de consentimento prévio e específico do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. Regulamentada por meio de resolução, a medida tem por objetivo, de acordo com a autoridade monetária, reforçar as responsabilidades das instituições financeiras na oferta e concessão de crédito. A norma entra em vigor em 1º de julho de 2027. "O BC estabeleceu novas regras para a oferta de crédito durante a iniciação de transações PIX com maior proteção e transparência para os usuários. As instituições deverão disponibilizar informações e ferramentas como simulador de crédito e ambiente para consulta das operações contratadas", acrescentou a instituição. Agora no g1 Propaganda de crédito dos bancos O BC também definiu, por meio de resolução, que as instituições deverão oferecer mecanismo claro para o bloqueio de propagandas e ofertas ativas. A norma entra em vigor em 31 de março de 2027. A nova regulamentação, explicou a autoridade monetária, reforça as regras e amplia o controle dos clientes sobre propagandas e ofertas ativas de crédito que recebem. "Para clientes em situação de maior vulnerabilidade financeira ou risco de endividamento excessivo, a proteção será reforçada: ofertas de crédito dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca e somente poderão ter como finalidade melhorar suas condições financeiras, como em renegociações, portabilidade ou migração para produtos mais vantajosos, sem oferta de novos recursos", informou o BC. Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo Painel de dívidas Outra medida do Banco Central define que as instituições financeiras deverão oferecer aos clientes um painel de dívidas consolidadas — reunindo informações sobre suas operações de crédito e ampliando a transparência sobre o nível de endividamento e o comprometimento da capacidade de pagamento. A norma entra em vigor em 1º de julho de 2027. "Antes de novas contratações, deverão também apresentar simulações dos custos da operação e de seu impacto financeiro, além de alertas para situações de maior risco. Inicialmente, o painel contemplará operações mantidas na própria instituição e, posteriormente, incorporará dados do SCR e do Open Finance, permitindo uma visão mais abrangente do endividamento", informou o Banco Central.

Trump cumprimenta Gernot Döllner, CEO da Audi. Mike Stewart/ AP Photo O presidente da Audi, Gernot Doellner, foi duramente criticado nesta segunda-feira (26) após aparecer ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um comício de campanha na Geórgia, um dos estados em disputa nas eleições de meio de mandato. O executivo apareceu ao lado de Trump durante o anúncio dos planos para a construção de uma fábrica de US$ 4 bilhões (R$ 20,2 bilhões), a primeira da Audi nos Estados Unidos, com capacidade para produzir cerca de 200 mil SUVs por ano. (entenda mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em comunicado, a presidente do IG Metall, principal sindicato industrial da Alemanha, e vice-presidente do conselho de supervisão da Volkswagen, controladora da Audi, Christiane Benner, afirmou que a presença de Doellner no comício foi "profundamente constrangedora". "A forma como Gernot Doellner se apresentou e apresentou a Audi nos EUA é profundamente constrangedora, politicamente inaceitável e indigna da empresa", disse. Segundo Benner, a aparição violou as regras internas da Audi. Agora no g1 "Doellner também está violando flagrantemente as regras de sua própria empresa, que exigem expressamente neutralidade política no período que antecede as eleições", afirmou Benner. Segundo a Reuters, o código de conduta proíbe compromissos públicos com partidos políticos ou candidatos, assim como patrocínio a esses eventos, nos três meses anteriores a uma eleição. Benner ressaltou que a decisão final sobre o investimento cabe ao conselho de supervisão da Volkswagen, que já enfrenta tensões em meio à ampla reestruturação da montadora. O primeiro-ministro do estado alemão da Baixa Saxônia, Olaf Lies, também criticou a presença de Doellner no comício de Trump. "Um comício de campanha não pode ser o lugar certo para anunciar um investimento dessa magnitude", disse. O estado da Baixa Saxônia é o segundo maior acionista da Volkswagen. Nesta segunda-feira (26), o governo alemão afirmou que a presença do presidente da Audi ao lado de Trump foi uma decisão da empresa. "Trata-se de uma decisão empresarial relativa a onde a empresa investe e, neste caso, onde o CEO da empresa atua. Não tenho mais nada a acrescentar", disse o porta-voz adjunto do governo, Sebastian Hille. Nova fábrica nos Estados Unidos O presidente Donald Trump anunciou no sábado (24) que a montadora alemã Audi planeja investir US$ 4 bilhões (R$ 20,2 bilhões) na construção de sua primeira fábrica nos Estados Unidos, com capacidade para produzir 200 mil veículos por ano. A Audi confirmou os planos para o investimento em comunicado e informou que a nova fábrica deve criar cerca de 4,5 mil empregos. "Estou empolgado em anunciar um grande investimento na indústria automobilística no grande estado da Geórgia", disse Trump durante o comício, a poucos dias das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso americano. A Audi, controlada pela Volkswagen, afirmou em comunicado que o início da construção está previsto para 2027, e o da produção, para o começo da década de 2030.

Por que Trump quer mudar o nome da IA? O modelo de inteligência artificial Claude, da Anthropic, contornou por conta própria o acesso pago a um portal do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, para consultar dados de eleitores locais. A informação, divulgada pelo Axios no domingo (25) com base em declarações de um porta-voz da Anthropic, pode reforçar o receio de que sistemas de IA escapem ao controle humano, a menos de uma semana das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesse caso, Claude acessou a contagem de votos no estado da Geórgia, onde mais de um milhão de eleitores já haviam votado antecipadamente. O acesso ocorreu enquanto o modelo era treinado no âmbito de um projeto interno de pesquisa estatística. Embora os dados sejam públicos, o acesso a eles é pago. Claude obteve as informações ao contornar o sistema, sem solicitar autorização a seus criadores. Segundo um porta-voz da Anthropic, porém, Claude não acessou o sistema de registro de eleitores nem alterou ou baixou dados referentes aos votos. Anthropic, OpenAI e Google relataram recentemente incidentes envolvendo modelos de IA que executaram, por conta própria, ações não solicitadas. Em um dos casos, agentes de IA da OpenAI, capazes de atuar de forma autônoma, acessaram plataformas do governo dos EUA por iniciativa própria. Diante da multiplicação de incidentes de segurança relacionados à inteligência artificial, grandes empresas de tecnologia dos EUA assinaram, no fim de setembro, na Casa Branca, um código de boa conduta não vinculante. Anthropic é a criadora do assistente de IA Claude Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images/BBC

Bolsa de Valores aciona 'circuit breaker' O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (26), com um avanço de 8,21%, cotado a R$ 5,4027. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,6048. Foi a maior alta percentual da moeda em um único dia desde 18 de janeiro de 1999, quando a moeda disparou 11,35%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve as negociações interrompidas por 30 minutos após registrar queda de mais de 10% nos primeiros minutos do pregão. Quando os negócios foram retomados, o índice chegou a recuar mais de 17%. Ao fim do dia, fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos. Foi a maior baixa percentual diária desde 16 de março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, quando o indicador caiu 13,92%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 Circuit breaker é um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações quando o mercado de ações registra quedas muito bruscas. O objetivo é dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda. Após a interrupção, os negócios são retomados. Saiba mais. O resultado do 2º turno das eleições presidenciais é o principal destaque da sessão. Com a reeleição de Lula (PT), a expectativa é que os investidores reavaliem suas projeções para os juros, o câmbio e as contas públicas. O Boletim Focus e novos dados econômicos também ficam no radar. Entenda por que as eleições mexem tanto com o dólar e a bolsa. Veja como ficou a apuração final do 2º turno MAPA DA VIRADA: onde Lula avançou e como votação de Flávio Bolsonaro mudou entre o 1º e o 2º turno ▶️ A vitória de Lula (PT) muda o cenário esperado pelo mercado. Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontava vantagem de Bolsonaro no 2º turno, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas. Veja as maiores altas e baixas do Ibovespa e do dólar na história. Os juros futuros, que mostram as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses e anos, registravam forte alta nos contratos mais longos. ▶️ Na agenda econômica, o Boletim Focus fica no centro das atenções. O documento, que reúne as projeções do mercado para a economia brasileira, ainda não incorporou uma reação do mercado à vitória de Lula no domingo (25), uma vez que as expectativas foram coletadas até sexta-feira. Dados de confiança do investidor e investimento estrangeiro direto também ficam no radar. ▶️ No exterior, investidores continuam a acompanhar os preços do petróleo, em meio aos esforços diplomáticos para aliviar a guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Ainda assim, preocupações sobre possíveis novas interrupções no fornecimento da commodity continuam a pairar no mercado. Em meio ao noticiário, o barril do Brent, referência internacional, subiu, cotado a US$ 117.12. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve perdas de 0,34%, a US$ 102,92 o barril. ▶️ Ainda no cenário internacional, reuniões de juros de vários bancos centrais ficam na mira. A principal expectativa dos investidores é pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), prevista para quarta-feira, e que pode trazer mais uma alta de juros no país. Para o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ), a projeção do mercado é de manutenção das taxas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -8,21%; Acumulado do mês: -4,41%; Acumulado do ano: -1,57%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,17% Acumulado do mês: +10,06%; Acumulado do ano: +27,28%. Vitória de Lula muda projeções do mercado A vitória do presidente Lula (PT) para um quarto mandato traz uma forte pressão de baixa nos ativos locais nesta segunda-feira (26). Lula venceu a disputa pelo Planalto com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL), considerando quase 100% das urnas apuradas. Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontava vantagem de Bolsonaro no 2º turno, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas. Com as fortes oscilações, a B3 acionou o circuit breaker e interrompeu as negociações do Ibovespa já nos primeiros minutos do pregão. "O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos", disse Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora. Ainda assim, especialistas destacam que o governo pode tentar ganhar de volta a confiança do mercado. "Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal", afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM. Pelas regras da B3, o circuit breaker é acionado quando o Ibovespa cai mais de 10% em relação ao valor de fechamento anterior, com interrupção da negociação por 30 minutos. Após reabertura, se a queda atingir um recuo de 15%, o mecanismo é novamente acionado, com interrupção por uma hora. Especificamente nesta segunda-feira, no entanto, a B3 anunciou um novo limite de 20% para que o mecanismo seja acionado pela segunda vez. Mercados argentinos despencam após reeleição de Lula Os ativos argentinos registravam uma forte queda nesta segunda-feira, acompanhando o recuo nos mercados de seu principal parceiro econômico, o Brasil, após a confirmação da reeleição de Lula. O MSCI Merval, índice de ações do país, caía 4,50% perto das 12h. “O contágio desse clima de pessimismo aos ativos argentinos parece irreversível e pode ser igualmente significativo [...] num mundo que enfrentará sucessivas eleições importantes nos próximos meses — entre elas, em Israel, nos Estados Unidos e na França —, uma lição para os investidores volta a ser que toda previsão pode falhar”, disse o economista Gustavo Ber. A Argentina realizará eleições presidenciais em 2027, nas quais o presidente Javier Milei buscará a reeleição. Risco de disputa na Justiça Alguns profissionais também acreditam que a vitória do petista não será o único fator para a volatilidade nos mercados financeiro. Isso porque a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação das 17h às 19h, em função de problemas no deslocamento de eleitores em várias cidades, deve gerar questionamentos na Justiça. Em pronunciamento após a derrota, Flávio não reconheceu o resultado e disse que pedirá anulação do pleito. “Não dá para descartar discussões sobre uma eventual judicialização do resultado ou outros desdobramentos políticos. Esse ambiente de incerteza tende a impactar os preços dos ativos”, avaliou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, à Reuters. As maiores quedas do Ibovespa Entre as ações com maiores perdas, Magazine Luiza liderou a lista, com queda de 58,23%, seguida por Vamos (-56,79%) e Hapvida (-54,93%). Papéis de empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário também registravam baixas expressivas. A onda de perdas na bolsa atingiu também algumas das maiores empresas do mercado brasileiro, cujas ações têm peso relevante no Ibovespa. As 10 maiores quedas do Ibovespa em 26 de outubro Arte/g1 Conhecidos como “blue chips”, esses papéis incluem os de grandes bancos, da Petrobras e da Vale, mas tiveram desempenhos diferentes no pregão desta segunda-feira. Entre os bancos, o Banco do Brasil registrou a maior queda, de 27,31%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 21,70%, enquanto as ordinárias caíram 20,65%. O BTG Pactual perdeu 24,83%, e o Itaú Unibanco teve baixa de 13,66%. A Petrobras também fechou em queda, com recuo de 8,18% nas ações preferenciais e de 6,81% nas ordinárias. 👉 O desempenho dessas empresas tem impacto importante sobre o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, porque cada ação tem um peso diferente em sua composição. Quanto maior essa participação, maior a influência da variação do papel sobre o resultado do indicador. Ibovespa desaba após reeleição de Lula e ações recuam até 58%; veja as maiores quedas Quando foi a última vez que o circuit breaker foi acionado? A última vez que a B3 precisou ativar o mecanismo de interrupção de negócios do Ibovespa, conhecido como "circuit breaker", foi durante a pandemia de Covid-19, em 2020. Naquele momento, o índice chegou a cair mais de 14% em um dia, em meio à preocupação com os desdobramentos do coronavírus e a deterioração dos mercados financeiros globais. Essa, no entanto, não foi a única vez que a B3 acionou esse mecanismo. Entre os episódios marcantes em que o circuit breaker foi acionado, estão: 1997 - Crise asiática: queda de 10,19% no Ibovespa. 1999 - Desvalorização do real: Ibovespa caiu 10,29% no dia. 2008 - Crise do subprime nos EUA: houve seis interrupções em menos de um mês. 2020 - Pandemia de covid-19: o circuit breaker foi acionado seis vezes em março, algo inédito na história da bolsa brasileira. Alguns outros momentos de forte queda do Ibovespa foram: 24/04/2020: -5,45% após saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça; 28/10/2020: -4,25%, com aumento dos casos de Covid-19 e proximidade das eleições nos EUA; 22/02/2021: -4,87% após intervenção do governo de Jair Bolsonaro na Petrobras; 05/12/2025: -4,31% após pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. Quedas da bolsa em dia de Circuit Breaker Arte g1 Veja as maiores altas e baixas do Ibovespa e do dólar na história Histórico do dólar e do Ibovespa de 1994 a 2026. Arte/g1 * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar. Jornal Nacional/ Reprodução Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação neste ano e também passou a projetar uma alta menor da atividade econômica neste ano.
As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
A queda na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
➡️ Para 2026, a estimativa de inflação recuou de 5,22% para 5,19%;
➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,32% para 4,34%;
➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,75%;
➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.
Agora no g1
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.
Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de 1,83% para 1,80% na semana passada.
Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.
🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu de 1,32% para 1,31%.
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
Corte dos juros
O mercado financeiro também manteve a projeção de cortes na taxa de juros neste ano.
Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano.
A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano na última semana, embutindo duas novas reduções até o fim do ano.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado recuou de 12% para 11,75% ao ano.
Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas caiu de 10,50% para 10% ao ano.
Taxa de câmbio
O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,13 para R$ 5,05 por dólar.
Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,22 para R$ 5,15 por dólar.

Fundo de ações brasileiras despenca 19% nos EUA após reeleição de Lula O fundo de investimentos EWZ, que acompanha o desempenho de ações de grandes empresas brasileiras na bolsa de Nova York, registrava queda de 27,35% no pré-mercado desta segunda-feira (26), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 14h38 (horário de Brasília), o fundo registrava queda de 20,86%, cotado a US$ 33,71, ante US$ 42,59 no fechamento de sexta-feira (23). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A pressão também atingiu o mercado de câmbio brasileiro. O dólar abriu a sessão desta segunda-feira em forte alta e, por volta das 9h, avançava 8,65%, cotado a R$ 5,4248. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem abertura prevista para as 10h. (Veja mais detalhes do dia no mercado). O EWZ é um fundo negociado em bolsa, conhecido pela sigla ETF, que reúne ações de grandes empresas brasileiras. Por ser negociado nos EUA, funciona como um dos indicadores da percepção dos investidores estrangeiros sobre o mercado brasileiro. 🔎 Como a bolsa brasileira não funciona aos domingos, o EWZ é uma das referências utilizadas para acompanhar a reação dos investidores ao resultado das eleições antes da abertura do mercado nacional. Na noite de domingo (25), após a confirmação da vitória de Lula, o fundo já havia registrado queda de cerca de 19% nas negociações realizadas fora do horário regular do mercado, período conhecido como after hours. O desempenho contrasta com o registrado na sexta-feira (23), quando o EWZ encerrou o pregão em alta de 1,77%. Ações brasileiras também registram fortes perdas O desempenho negativo não ficou restrito ao EWZ. As ações de grandes empresas brasileiras negociadas nos EUA, conhecidas como ADRs, também registravam fortes quedas no pré-mercado. Os papéis da Petrobras registravam perdas de aproximadamente 20%. Entre os bancos, o Itaú recuava 28,5%, Bradesco caía 26,8% e Nubank perdia 24%. Já as ações do Mercado Livre, empresa com forte presença no Brasil, apresentavam desvalorização de 10,3%. O movimento também atingiu outros mercados. Durante as negociações na Ásia, os contratos futuros do real para novembro caíam cerca de 10%, enquanto um fundo que acompanha a bolsa brasileira e é negociado em Tóquio registrou perdas de 15%. Em meio à reação negativa dos mercados, o banco americano JP Morgan reduziu sua recomendação para o real e os títulos públicos brasileiros após a reeleição de Lula. A classificação passou de overweight, quando o banco recomenda uma exposição maior a determinado investimento, para marketweight, que indica uma posição mais próxima da média do mercado. Em relatório, o analista Vinicius Moreira e sua equipe afirmaram que o resultado das eleições deve provocar uma forte revisão dos preços dos ativos brasileiros nesta segunda-feira. Isso porque parte dos investidores vinha apostando na vitória de Flávio Bolsonaro. Segundo o JP Morgan, três fatores devem concentrar as atenções do mercado nos próximos dias: a reação da oposição ao resultado eleitoral, especialmente após Flávio Bolsonaro não reconhecer a derrota; a formação da equipe do novo governo; os efeitos das oscilações do mercado sobre as decisões econômicas do presidente. O banco também prevê que empresas mais dependentes da economia brasileira, como as dos setores de consumo e serviços, sejam mais afetadas pelas quedas na bolsa. Já as companhias exportadoras podem apresentar um desempenho relativamente melhor, uma vez que a valorização do dólar aumenta, em reais, as receitas obtidas com vendas ao exterior. 📉 Os analistas alertaram ainda para a possibilidade de acionamento do na bolsa brasileira. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra quedas muito acentuadas, com o objetivo de conter movimentos desordenados no mercado. Por que o mercado reagiu negativamente? Nas últimas semanas, parte dos investidores vinha apostando em uma vitória de Flávio Bolsonaro, diante da expectativa de mudanças na política econômica e de medidas mais rigorosas para controlar as contas públicas. Esse otimismo havia impulsionado os ativos brasileiros. Na sexta-feira, a bolsa acumulava valorização de quase 7% em relação ao período anterior ao primeiro turno das eleições. No mesmo intervalo, o real havia ganhado quase 5% de valor diante do dólar. Com a reeleição de Lula, investidores passaram a rever essas apostas, provocando uma onda de vendas de ativos brasileiros. Uma das principais preocupações está relacionada à situação das contas públicas. O governo terá o desafio de conter o crescimento da dívida, ao mesmo tempo em que mantém os gastos com programas sociais e investimentos. Para o mercado financeiro, a dúvida é se o presidente conseguirá equilibrar essas prioridades sem comprometer a trajetória da dívida pública. Caso os investidores entendam que existe um risco maior de descontrole das contas, poderão exigir juros mais elevados para emprestar dinheiro ao governo. Esse movimento também pode encarecer o crédito para empresas e consumidores. A percepção de maior risco fiscal e a possibilidade de desvalorização do real também podem dificultar novos cortes na taxa básica de juros. O movimento ocorre depois de um período de valorização expressiva da bolsa brasileira. Em 5 de outubro, o Ibovespa havia registrado sua maior alta diária desde março de 2020. Até sexta-feira, o índice acumulava ganhos superiores a 27% em 2026. Fundo de ações brasileiras despenca 26% em Nova York após reeleição de Lula Energepic.com/Pexels *Com informações da agência Reuters
O que Lula promete para o seu bolso? Veja as propostas para trabalhadores, aposentados e empresários

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, gesticula durante um comício de campanha antes do segundo turno das eleições, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, em 16 de outubro de 2026 REUTERS/Pilar Olivares Reeleito neste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início ao quarto mandato de sua carreira política em janeiro de 2027. O plano de governo traz uma série de diretrizes para temas estruturais do país. No mercado de trabalho, por exemplo, Lula concentra propostas na renda e na jornada de trabalho, enquanto, na economia, o presidente eleito dá mais peso à atuação do Estado, ao crédito e a políticas públicas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja abaixo quais propostas de Lula podem mexer com sua vida financeira, de acordo com o seu perfil. Agora no g1 👔 Sou empregado CLT ou doméstico 🏛️ Sou servidor público 📱 Sou trabalhador por conta própria 💼 Tenho meu próprio negócio 🔎 Estou procurando emprego 🎓 Sou estudante 👴 Sou aposentado ou pensionista 🤝 Recebo benefícios sociais 🛒 Custo de vida e apoio às famílias 🚜 Trabalho no campo 🏠 Quero comprar minha casa ⚠️ A reportagem considera exclusivamente a proposta apresentada no plano de governo. 👔 Sou empregado CLT ou doméstico Salário mínimo e remuneração: Promete manter a política de valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação. Relações e regras de trabalho: Propõe rever regras trabalhistas que, segundo o plano, favorecem a precarização, combater fraudes em terceirizações e fortalecer a negociação coletiva. Também prevê retomar a participação dos sindicatos nas homologações de rescisões trabalhistas. Imposto de Renda (IR): Defende isenção total do IR para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, com compensação por meio da tributação da renda dos mais ricos. Relações sindicais: Defende retomar a participação obrigatória dos sindicatos nas rescisões trabalhistas. Igualdade salarial e de acesso ao mercado de trabalho: Propõe reforçar a aplicação da Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres e combater discriminações no acesso ao trabalho, inclusive por raça, etnia, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero e classe. ⚠️ O plano de Lula previa o fim da escala 6x1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial. A mudança foi aprovada pelo Congresso e promulgada neste mês. Fim da escala 6x1 é oficializado no Diário Oficial; quando entra em vigor? Veja datas Volte ao início 🏛️ Sou servidor público Carreiras e relações de trabalho no serviço público: Propõe regulamentar o direito à negociação coletiva no setor público e ampliar o diálogo entre governo e servidores por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente. Também defende a valorização e a qualificação do funcionalismo. Piso do Magistério e combate a supersalários: Prevê manter o Piso Nacional do Magistério e apoiar a formação de docentes por meio de iniciativas como o Pé-de-Meia Licenciaturas e o Bolsa Mais Professores. Volte ao início 📱 Sou trabalhador por conta própria: autônomo, informal ou trabalhador por aplicativo Trabalho por aplicativo: Defende regulamentar o trabalho em plataformas digitais, com regras sobre remuneração, condições de trabalho e direitos trabalhistas e previdenciários, além de transparência sobre decisões tomadas pelos algoritmos das plataformas, como critérios de bloqueio, taxas de comissão e distribuição de corridas. Previdência e proteção social: Propõe ampliar a proteção social de trabalhadores autônomos, com cobertura previdenciária e proteção em casos de acidentes, doenças e períodos sem trabalho. Também prevê formas mais flexíveis de contribuição à Previdência e maior fiscalização contra a pejotização irregular. Volte ao início 💼 Tenho meu próprio negócio: MEIs, micro e pequenas empresas e empregadores no geral Crédito e apoio ao negócio: Propõe ampliar o acesso de autônomos e pequenos negócios ao crédito, inclusive por meio de fundos garantidores, além de oferecer qualificação e assistência técnica. Também prevê facilitar o acesso a compras públicas e financiar ações de digitalização e aumento da produtividade. Burocracia, impostos e regras para empresas: Propõe simplificar o ambiente de negócios e assegurar tratamento tributário específico às pequenas empresas durante a implementação da reforma tributária. ⚠️ Em 21 de outubro, Lula sancionou uma lei que perdoa a dívida de MEIs, amplia o limite de faturamento da categoria e permite a contratação de mais funcionários. Saiba mais. Volte ao início 🔎 Estou procurando um emprego Geração de vagas: Defende associar políticas de crédito público, assistência técnica, incentivos fiscais e compras governamentais à geração de empregos. Também prevê estimular oportunidades de trabalho em áreas de interesse coletivo, como conservação ambiental, cultura, esporte e economia do cuidado. Primeiro emprego e recolocação profissional: Propõe ampliar políticas de qualificação e inserção profissional, inclusive para trabalhadores afetados pelas transformações tecnológicas e pessoas com mais de 60 anos. Também prevê ampliar, na rede Sine, uma plataforma que reúna vagas, cursos, certificações e orientação profissional. Volte ao início 🎓 Sou estudante Apoio financeiro e acesso aos estudos: Propõe aprimorar o Pé-de-Meia e ampliar a assistência estudantil no ensino superior, incluindo alimentação e moradia. Também prevê manter os investimentos em cursinhos populares e continuar expandindo a rede de institutos federais. Volte ao início 👴 Sou aposentado ou pensionista Reajuste dos benefícios e salário mínimo: Promete manter a política de valorização do salário mínimo, com reajustes acima da inflação. Fila do INSS, fraudes e consignado: Propõe concluir a modernização e o aprimoramento dos serviços previdenciários e continuar reduzindo o tempo de espera pela concessão de benefícios do INSS. Saúde, medicamentos e cuidados na velhice: Defende manter o Farmácia Popular, com revisão dos produtos oferecidos gratuitamente e ampliação dos locais de retirada, além da inclusão de exames laboratoriais e de acompanhamento de doenças crônicas. Para os idosos, propõe ampliar Centros-Dia, vagas públicas em instituições de longa permanência e atendimento domiciliar. Volte ao início 🤝 Recebo benefícios sociais Benefícios sociais e acesso ao trabalho: Propõe fortalecer a proteção social, com mais recursos e expansão e modernização da rede de atendimento. Também prevê ampliar políticas de enfrentamento da pobreza infantil e de acesso a serviços públicos. Volte ao início 🛒 Custo de vida e apoio às famílias Inflação, juros e contas básicas: Propõe manter a inflação sob controle e criar condições para uma redução sustentada dos juros, com responsabilidade fiscal. Também prevê buscar o barateamento da energia elétrica e reduzir os efeitos da volatilidade dos preços internacionais sobre os combustíveis. Endividamento das famílias: Propõe continuar monitorando o endividamento das famílias, manter mecanismos de controle de gastos excessivos com apostas on-line e aprimorar as regras de oferta e concessão de crédito, ampliando a proteção ao consumidor. Creches e rede de cuidados: Propõe ampliar o apoio a estados e municípios para expandir a educação infantil e fortalecer a Política Nacional de Cuidados. Também prevê apoiar Cuidotecas e estruturas como lavanderias públicas, cozinhas solidárias e restaurantes populares, além de criar um programa de capacitação de cuidadores. Volte ao início 🚜 Trabalho no campo Crédito e financiamento rural: Propõe ampliar os recursos do Plano Safra e manter juros compatíveis com a atividade agropecuária, com prioridade para investimentos em máquinas e tecnologias. Para a agricultura familiar, prevê ampliar o crédito, priorizar a produção de alimentos da cesta básica e simplificar o acesso aos recursos. Seguro rural e proteção contra perdas: Promete fortalecer o seguro rural e, para a agricultura familiar, ampliar o acesso ao seguro e reforçar o Garantia-Safra. Também propõe discutir um instrumento para cobrir perdas decorrentes de quebras severas de safra. Regularização e titulação da terra: Propõe ampliar o acesso ao crédito fundiário e avançar na regularização e titulação de terras. Também prevê acelerar a titulação de territórios quilombolas e a regularização fundiária de povos e comunidades tradicionais. Fertilizantes e custos de produção: Propõe acelerar a produção nacional de fertilizantes e fomentar a produção de bioinsumos para reduzir a dependência de produtos importados. Volte ao início 🏠 Quero comprar minha casa Programas habitacionais e financiamento: Propõe manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida para todas as faixas de renda, com foco nas famílias de menor renda. Também prevê fortalecer o Compra Assistida para a aquisição de imóveis prontos. Regularização e escritura do imóvel: Promete assegurar recursos para concluir obras de urbanização e regularização fundiária em favelas e periferias e apoiar novos projetos. Também prevê destinar imóveis e terrenos da União à regularização de moradias de famílias que já vivem nesses locais. Volte ao início

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de outubro a partir desta segunda-feira (26) O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 26/10 Final 2: 27/10 Final 3: 28/10 Final 4: 29/10 Final 5: 30/10 Final 6: 3/11 Final 7: 4/11 Final 8: 5/11 Final 9: 6/11 Final 0: 9/11 Quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 03/11 Finais 2 e 7: 04/11 Finais 3 e 8: 05/11 Finais 4 e 9: 06/11 Finais 5 e 0: 09/11 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 13 de outubro de 2026 REUTERS/Adriano Machado A economia brasileira cresceu, o desemprego caiu para o menor nível da série histórica e a renda média do trabalho avançou durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo com a melhora dos indicadores, Lula não teve vida fácil para derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% do adversário, em uma disputa que mostrou como os avanços da economia tiveram alcance limitado na hora de conquistar o eleitorado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A vitória, por uma margem estreita, não elimina o paradoxo enfrentado pelo governo: os resultados positivos da atividade econômica não se traduziram em uma sensação generalizada de bem-estar financeiro. Para economistas ouvidos pelo g1, uma das explicações está no fato de que o crescimento econômico não beneficiou todos os setores e trabalhadores da mesma forma. Além disso, a situação financeira das famílias continua pressionada pelo custo de vida, pelas dívidas e pelos juros elevados, que limitam a folga no orçamento. Agora no g1 Indicadores positivos, alívio limitado no bolso O desempenho da atividade econômica e do mercado de trabalho está entre os pontos favoráveis do terceiro governo Lula. O país acumulou três anos seguidos de crescimento, o desemprego atingiu mínimas históricas, enquanto a renda real avançou e o emprego formal se expandiu. (veja no infográfico abaixo) Esses resultados, porém, não significam que todos tenham sentido a melhora na mesma medida. Para Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), os indicadores agregados escondem diferenças importantes entre os setores da economia e, consequentemente, entre os grupos da população. “O PIB é uma média que reúne setores e famílias que estão, digamos, uns no micro-ondas e outros que estão no freezer. A média parece boa, mas não necessariamente está melhor para todo mundo.” A economista observa que atividades como a agropecuária e a indústria extrativa são influenciadas por fatores como os preços internacionais das commodities. Já o comércio e parte da indústria dependem mais das condições internas, especialmente do consumo das famílias. A diferença também aparece no mercado de trabalho. José Luis Oreiro, professor do departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), observa que boa parte das novas vagas se concentrou em serviços que exigem menor qualificação. Em contrapartida, não houve avanço semelhante nas atividades que exigem formação superior e costumam pagar salários mais altos. O salário mínimo oferece outra referência para avaliar os limites do ganho de poder de compra. Segundo Oreiro, o piso nacional atual de R$ 1.621 ainda está relativamente próximo, em termos reais, dos níveis de 2012 e 2013, apesar da retomada dos reajustes acima da inflação no governo Lula 3. 📊 Corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação do custo de vida das famílias, os R$ 622 pagos em 2012 equivaleriam a R$ 1.393 em setembro de 2026. Já os R$ 678 de 2013 corresponderiam a R$ 1.424. Para quem recebe entre um e três salários mínimos, a alta do preço dos alimentos representa uma pressão adicional, acrescenta o professor. Mesmo quando a inflação desacelera, os preços não necessariamente caem: eles podem continuar subindo, apenas em um ritmo menor. Como as famílias de menor renda destinam uma parcela maior do orçamento à alimentação, a continuidade desses aumentos dificulta a preservação do poder de compra, mesmo quando a inflação perde força. “É aquele efeito catraca: o preço dos alimentos subiu desde a pandemia e não caiu, pelo contrário, continuou subindo, porém menos intensamente. E, infelizmente, para as pessoas mais pobres, isso pesa muito”, diz Oreiro. O que melhorou e o que ainda pesa na economia do Lula 3 Arte/g1 Endividamento consome renda e limita o efeito das renegociações A pressão sobre o orçamento não vem apenas dos preços. O custo do crédito e o acúmulo de dívidas também reduzem a parcela da renda disponível para outras despesas, limitando o efeito positivo do crescimento do emprego e dos rendimentos. Em julho de 2026, as famílias destinaram 28,7% da renda mensal ao pagamento de dívidas, segundo dados do Banco Central. Desse total, 17,2% foram usados para amortizar o principal — ou seja, "devolver" o valor emprestado — e 11,5% para pagar juros. O comprometimento total permanecia próximo do recorde de 29,7%, registrado em fevereiro. O percentual de famílias endividadas também aumentou. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), a proporção passou de 78% em janeiro de 2023 para 81,7% em setembro deste ano. O cartão de crédito é a principal modalidade de dívida, presente em 85,2% das famílias endividadas. Em meio a esse cenário, o governo lançou três edições do programa de renegociação de dívidas Desenrola, com o objetivo de aliviar as contas das famílias. Para Alessandra Ribeiro, sócia e economista da Tendências Consultoria, as iniciativas podem ajudar a reduzir as dívidas no curto prazo, mas não eliminam as condições que favorecem o endividamento. "As duas primeiras mobilizaram renegociações intermediadas por plataformas que conectavam bancos e famílias. Já a terceira edição buscou ampliar a coordenação do governo federal com as instituições financeiras para obter descontos maiores que poderiam superar 90%." A redução das dívidas pode liberar dinheiro para outras despesas no curto prazo. O problema, segundo Ribeiro, é que esse alívio não altera fatores como os juros elevados, a escassez de crédito de longo prazo e as dificuldades de planejamento do orçamento familiar. "Sem essas mudanças, a família pode usar o dinheiro liberado para cobrir outras pendências e voltar a se endividar", explica a economista. Desenrola: veja o alcance das três edições do programa Arte/g1 Contas públicas pressionam os juros As condições de crédito enfrentadas pelas famílias também estão ligadas à condução da política econômica. Entre os fatores que influenciam os juros estão as decisões do governo sobre gastos e arrecadação, e a avaliação dos investidores sobre a capacidade de o país administrar sua dívida. Na avaliação de Ribeiro, a dificuldade de controlar as despesas obrigatórias é um dos principais problemas da política fiscal do terceiro governo Lula. Ela cita os reajustes do salário mínimo acima da inflação, a vinculação dos pisos de saúde e educação à arrecadação e a expansão dos benefícios sociais entre os fatores que pressionaram os gastos. 📈 As contas do Governo Central, que reúnem o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, registraram déficit primário de R$ 228,5 bilhões em 2023, R$ 42,9 bilhões em 2024 e R$ 61,7 bilhões em 2025. Entre janeiro e agosto de 2026, o saldo também foi negativo, em R$ 94,9 bilhões. A dificuldade de obter superávits primários — quando as receitas do governo superam as despesas, sem contar os juros da dívida — contribui para o aumento do endividamento público, avalia a economista. Em agosto de 2026, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo o BC. Matos também critica a decisão de ampliar os gastos no início do mandato sem garantir receitas permanentes para financiá-los. Na avaliação da economista, a PEC da Transição, que abriu espaço para despesas fora do teto de gastos então vigente, ampliou o desequilíbrio das contas públicas. “O governo entrou com acelerador a mil, tendo os gastos da PEC da Transição sem assegurar de onde viriam as receitas para financiá-los. Ele já entrou com um buraco fiscal muito maior para o período de quatro anos”, afirma Matos. O desequilíbrio das contas públicas pode afetar a economia por diferentes caminhos. 💰 Quando investidores consideram que a dívida pode continuar crescendo sem uma perspectiva clara de estabilização, podem exigir uma remuneração maior por meio de juros mais altos para financiar o governo. 📊 Ao mesmo tempo, a expansão dos gastos pode pressionar a demanda e a inflação, dificultando uma redução dos juros. A intensidade desses efeitos depende das condições da economia e da avaliação do Banco Central. A trajetória da taxa básica de juros, a Selic, ajuda a dimensionar esse cenário. Ela começou 2023 em 13,75% ao ano, recuou para 10,5% em 2024, subiu a 15% em 2025 e estava em 13,75% perto das eleições do segundo turno. 🔎 Quando a Selic permanece elevada, os juros cobrados em empréstimos e financiamentos tendem a subir, tornando mais caro comprar a prazo. Com isso, as famílias podem adiar a compra de bens de maior valor, como carros e imóveis, ou reduzir outros gastos. As empresas, por sua vez, podem postergar investimentos, o que limita o ritmo da atividade econômica. Matos chama esse mecanismo de “multiplicador fiscal negativo”: em vez de estimular de forma duradoura a economia, o aumento dos gastos públicos pode contribuir para pressões inflacionárias e juros mais altos. Oreiro, por sua vez, critica o desenho do arcabouço fiscal — o conjunto de regras que orienta a evolução das despesas e das contas públicas e substituiu o antigo Teto de Gastos. Para o professor, o modelo tenta conciliar uma meta para o crescimento dos gastos com outra para o resultado primário, sem dispor de instrumentos independentes para garantir o cumprimento de ambas. Ele também ressalta que o pagamento de juros representa uma parcela expressiva do desequilíbrio das contas públicas. Para o economista, a discussão fiscal deveria ir além do controle dos gastos e incluir o custo de financiar o próprio endividamento do Estado. “Combater o desequilíbrio fiscal olhando para o déficit primário, sem considerar o pagamento de juros, é como se o rabo estivesse balançando o cachorro”, argumenta Oreiro. PIB cresce, mas brasileiro ainda aperta o cinto Reforma tributária e independência do BC Apesar das críticas à condução das contas públicas e dos juros, os economistas também identificam medidas do terceiro governo Lula com potencial para produzir efeitos positivos ao longo do tempo. A reforma tributária sobre o consumo é um dos principais pontos de convergência entre eles. A mudança busca reduzir distorções no sistema de impostos, simplificar regras e melhorar as condições para a atividade econômica. Para Ribeiro, a aprovação da reforma foi um avanço, mesmo que o texto final não corresponda à proposta ideal. “Foi a reforma possível, mas ainda assim é algo que vai trazer efeitos positivos para a economia brasileira ao longo do tempo.” Matos também avalia positivamente a manutenção da autonomia do Banco Central e a condução da política monetária sob a presidência de Gabriel Galípolo, indicado por Lula e muito questionado pelo mercado financeiro quando seu nome surgiu como sucessor de Roberto Campos Neto. “Ele surpreendeu muito positivamente. Ele tem o nome dele a zelar e sabe que se jogar a toalha, desanda tudo. O Banco Central é muito técnico e tem a independência”, diz a economista. Essa avaliação, porém, contrasta com a expectativa de parte do governo de que a chegada de Galípolo ao comando do BC provocasse uma mudança na política de juros. “Havia uma expectativa na esquerda de que, com Galípolo, a política monetária mudaria de direção. Mas ela não mudou, pelo contrário, ela ficou mais ortodoxa do que era com Campos Neto”, ressalta Oreiro. Política industrial enfrenta obstáculos A política industrial é outro ponto de crítica do professor da UnB. Para ele, a Nova Indústria Brasil não conseguiu elevar de forma significativa a participação da indústria de transformação no PIB nem gerar empregos industriais em escala relevante. Em sua avaliação, os incentivos ao setor perderam força diante dos juros elevados e da valorização do real. Isso porque o custo alto dos empréstimos dificultou os investimentos das empresas, enquanto uma moeda brasileira mais valorizada tornou os produtos nacionais mais caros para compradores estrangeiros. “Taxa de juros muito elevada e custo de capital alta faz com que as empresas não sejam competitivas no mercado internacional. A taxa real de câmbio está defasada e isso também atrapalha as exportações de produtos manufaturados”, argumenta. Ribeiro, por sua vez, destaca medidas do governo que considera positivas na área tributária. Entre elas, estão a revisão de benefícios fiscais que, na avaliação da economista, já não se justificavam e a tributação de fundos mantidos no exterior. “Na nossa avaliação ele acertou: o governo revisou muitas isenções tributárias que não faziam mais sentido, incluindo a questão dos fundos offshore”, diz Ribeiro. Na política externa, Ribeiro considera positiva a tentativa de diversificar os parceiros comerciais do Brasil e reduzir a dependência dos mercados dos Estados Unidos e da China. 👉 Essa estratégia ganha peso em um cenário de incerteza no comércio internacional, marcado por novas tarifas de Donald Trump sobre parte dos produtos brasileiros e pelos conflitos na Ucrânia e Irã, que afetaram as cadeias de fornecimento. “O governo buscou reduzir a vulnerabilidade do Brasil em relação à EUA e China, buscando outros mercados, fazendo acordos comerciais com outras regiões como UE-Mercosul. Há ainda negociações com o Japão e o Canadá”, afirma. Polarização e frustração de expectativas Acontece que a avaliação do governo não depende apenas dos indicadores econômicos ou das medidas adotadas. Fatores políticos e mudanças sociais também influenciam a forma como a população interpreta os resultados da gestão. Para Matos, essas transformações mudaram a maneira como parte da população, especialmente a classe C — com renda domiciliar mensal entre R$ 2.525 e R$ 10.885 —, enxerga o papel do Estado. Segundo a economista, há uma valorização maior do empreendedorismo e da prosperidade individual, acompanhada de resistência à ideia de depender de políticas sociais. A expansão das igrejas pentecostais também faz parte desse cenário, na avaliação dela. O governo Lula lançou e ampliou medidas voltadas a essa parcela da população, como a retomada e a expansão do "Minha Casa, Minha Vida", a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e um Desenrola voltado a microempreendedores individuais (MEIs). As iniciativas, porém, não foram suficientes para garantir ao presidente uma base de apoio mais sólida entre esses eleitores, capaz de reduzir as dificuldades na disputa. Matos considera que o PT não compreendeu plenamente essas mudanças nem a amplitude da coalizão política que levou Lula de volta à Presidência. Para ela, a vitória eleitoral foi resultado de uma frente ampla contra Jair Bolsonaro, e não apenas do apoio ao projeto petista. Por isso, avalia que o governo deveria ter adotado uma agenda mais próxima do centro político. “O PT acha que venceu as eleições de 2022, quando, na verdade, foi o Bolsonaro que perdeu. Quem venceu, de fato, foi a frente ampla. A agenda, do ponto de vista político e econômico, era para ser mais de centro.” Na avaliação da economista, a polarização também dificulta que o desempenho econômico seja avaliado de forma isolada. A identificação política pode pesar mais do que os resultados de determinadas atividades ou políticas públicas. O agronegócio é um exemplo. Embora tenha apresentado resultados que Matos considera positivos, isso não significa necessariamente que os empresários e trabalhadores do setor avaliem bem o governo. “Não é só a economia que explica, há muito de visão de mundo. Cada um está no seu grupo e, por definição, o outro é o inimigo. Não é uma avaliação 100% numérica.” Oreiro aponta outro fator que ajuda a explicar a avaliação do governo: a distância entre o que parte da população esperava e o que efetivamente aconteceu. Segundo o professor, a volta de Lula à Presidência alimentou a expectativa de que a prosperidade associada aos primeiros mandatos do petista seria retomada rapidamente. A melhora dos indicadores, na avaliação dele, não foi suficiente para corresponder a essa expectativa. “As pessoas estavam muito esperançosas que ele retornaria com a prosperidade do governo Lula 1 e 2, até do governo Dilma 1. Houve uma frustração de expectativas: melhorou, mas não o que as pessoas esperavam. Os brasileiros lembram de como era bom em 2011 e 2012, e ainda não voltaram àquele padrão.”
Após reeleição de Lula, fundo de ações brasileiras despenca 19% nos EUA e antecipa reação do mercado

Lula na avenida Paulista. Reprodução / Redes Sociais O EWZ, fundo que acompanha ações brasileiras negociadas no exterior, registrava queda de 19% no after-hours às 21h37 deste domingo (25), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O after-hours é uma espécie de horário extra da bolsa americana, em que as ações continuam sendo negociadas mesmo após o fechamento oficial do mercado. O fundo havia encerrado o pregão de sexta-feira (23) em alta de 1,77%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A bolsa brasileira não opera aos domingos. Por isso, os dados mais recentes são os do fechamento de sexta-feira (23), quando o Ibovespa, principal índice do mercado de ações, subiu 0,47%, aos 205.083 pontos. Já o dólar comercial recuou 0,90%, cotado a R$ 4,9930. Na última sessão antes do segundo turno das eleições presidenciais, investidores acompanharam a divulgação de uma pesquisa Datafolha, que indicava empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), além dos novos dados de inflação e da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,32% em outubro, abaixo das expectativas do mercado. Em setembro, o indicador havia avançado 0,70%. No exterior, os preços do petróleo voltaram a subir em meio às tensões geopolíticas e a uma redução dos estoques americanos maior do que a esperada pelo mercado. O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,45%, a US$ 117,08, enquanto o WTI, referência nos EUA, subiu 4,02%, a US$ 103,45. Veja também: Quantas eleições Lula disputou e quantas venceu? Relembre Lula poderá disputar a Presidência novamente em 2030? Entenda Lula se torna o presidente eleito mais velho da história; veja ranking Lula é reeleito: quando será a posse presidencial em 2027? Veja a nova data Desempenho na semana Apesar da alta de sexta-feira, o Ibovespa acumulou queda de 0,17% na semana. No mês, o índice acumulava alta de 10,06% e, no ano, de 27,28%. O dólar, por sua vez, terminou a semana com recuo de 1,57%. A moeda acumulava queda de 3,50% em outubro e de 9,03% no ano. Lula (PT) é reeleito após virada inédita

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou neste domingo (25) que o fluxo aéreo brasileiro operou dentro da regularidade e sem registro de anormalidades durante o fim de semana do segundo turno das Eleições 2026. A agência enviou a manifestação ao g1 após repercussão de queixas nas redes sociais envolvendo cancelamentos e atrasos de voos. Segundo a Anac: 3.797 voos estavam programados para este fim de semana, dias 24 e 25 de outubro; 35 cancelamentos foram contabilizados até as 13h de domingo. Suspensão de voos da Gol impacta passageiros em Campina Grande O volume, segundo a agência, representa uma taxa de cancelamento de 0,9%, índice equivalente ao do fim de semana anterior (17 e 18 de outubro), quando houve 36 cancelamentos entre 4.233 voos previstos. "Atrasos e cancelamentos de voos fazem parte da rotina da aviação comercial e nenhuma anormalidade foi identificada", pontuou a agência reguladora em nota oficial. A Anac afirmou que, apesar disso, notificou as três principais companhias aéreas do país para que informem, com urgência, as medidas adotadas para a reacomodação imediata dos passageiros impactados. É #FAKE que todos voos da Gol do Sul para o Nordeste foram cancelados Abear cita segurança de passageiros Em comunicado enviado ao g1, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) declarou que os cancelamentos pontuais decorrem de motivos meteorológicos ou operacionais. E que a segurança e integridade dos passageiros são a prioridade das companhias. A entidade disse repudiar suposições de que as alterações na programação possam ter qualquer motivação externa ou política. "Essas decisões seguem critérios técnicos e procedimentos operacionais rigorosos. A Abear e empresas associadas repudiam tentativas de atribuir qualquer outra motivação a decisões que visam unicamente garantir a segurança operacional, valor inegociável para a indústria da aviação", declarou a entidade. A associação também destacou que todas as companhias associadas estão prestando assistência material e operacional aos viajantes afetados, conforme determinam as regras da Anac. Voo de Porto Alegre para Salvador é cancelado e causa tumulto em aeroporto Arquivo pessoal/ Diandra Santos

Mega-Sena, concurso 3074: confira os números sorteados O prêmio da Mega-Sena acumulou em R$ 300 milhões após nenhuma aposta acertar as seis dezenas do concurso 3074, realizado neste sábado (24). O próximo sorteio será nesta segunda-feira (26). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp O valor estimado para o concurso 3075 pode se tornar o segundo maior prêmio da história da Mega-Sena em sorteios regulares, desconsiderando a Mega da Virada e outros concursos especiais, segundo o histórico de premiações da Caixa Econômica Federal. Se confirmado, o prêmio ficará atrás apenas do concurso 2525, realizado em 1º de outubro de 2022, que distribuiu R$ 317,8 milhões entre duas apostas vencedoras. Atualmente, o segundo maior prêmio da modalidade foi pago em maio de 2019, quando uma única aposta levou R$ 289,4 milhões no concurso 2150. Confira os 10 maiores prêmios já pagos na Mega-Sena em concursos regulares: Concurso 2745 (04/07/2024): R$ 162,79 milhões Concurso 3042 (09/08/2026): R$ 164,90 milhões Concurso 2464 (19/03/2022): R$ 189,38 milhões Concurso 1772 (22/12/2015): R$ 197,38 milhões Concurso 2795 (09/11/2024): R$ 201,96 milhões Concurso 1764 (25/11/2015): R$ 205,33 milhões Concurso 2696 (05/03/2024): R$ 206,48 milhões Concurso 2237 (27/02/2020): R$ 211,65 milhões Concurso 2150 (11/05/2019): R$ 289,42 milhões Concurso 2525 (01/10/2022): R$ 317,85 milhões Os valores consideram a soma distribuída aos ganhadores da faixa principal, de seis acertos, sem correção pela inflação. O sorteio desta segunda-feira (26) faz parte da Mega Semana Outubro Rosa, que terá cinco concursos consecutivos até sexta-feira (30). Apesar do nome, a iniciativa não é considerada um sorteio especial, já que mantém as mesmas regras de premiação dos concursos regulares da Mega-Sena. Como foi o último sorteio? O sorteio do concurso 3.074 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (24), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 227.660.457,38. O sorteio NÃO teve ganhadores e o próximo concurso pode pagar até R$ 300 milhões. Veja os números sorteados: 02 - 03 - 20 - 25 - 39 - 57. 5 acertos: 175 apostas ganhadoras, cada um ganha R$ 30.318,56 4 acertos: 11.643 apostas ganhadoras, cada um ganha R$ 651,00 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Como funciona a Mega-Sena? Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Mega-Sena, concurso 3074: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.074 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (24), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 227.660.457,38 milhões. O sorteio NÃO teve ganhadores e o próximo concurso pode pagar até R$ 300 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 03 - 20 - 25 - 39 - 57. 5 acertos: 175 apostas ganhadoras, cada um ganha R$ 30.318,56 4 acertos: 11.643 apostas ganhadoras, cada um ganha R$ 651,00 Mega-sena concurso 3074 Reprodução/YouTube O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Como funciona a Mega-Sena? Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Flávio Bolsonaro e Lula chegam ao debate da Globo Reprodução Em uma das eleições mais disputadas da história, os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Como mostrou o g1, a principal pauta econômica da eleição é o equilíbrio das contas públicas. As propostas dos presidenciáveis, porém, levantam muitas dúvidas sobre como serão financiadas e quais efeitos terão sobre o Orçamento e a trajetória da dívida pública. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A dívida do país está próxima de R$ 11,1 trilhões. O valor continua crescendo e já equivale a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Em outras palavras, o montante corresponde a cerca de 10 meses de tudo o que o país produz em bens e serviços. O desafio é reverter essa trajetória de alta sem comprometer as políticas públicas. Há bastante tempo, gastos obrigatórios, como os vinculados à Previdência, à saúde e à educação, têm crescido acima do ritmo permitido pelas regras que limitam o aumento das despesas do país. Debate da Globo: Lula e Flávio Bolsonaro discutem dívidas dos brasileiros, salário mínimo e SUS e trocam ofensas e ataques com 'nove dedos' e 'miliciano' Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas de Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo no 2º turno das eleições 2026 Evolução da dívida bruta — Foto: Arte/g1 Com isso, sobra cada vez menos espaço no Orçamento para investimentos e outros gastos sobre os quais o governo tem maior liberdade para decidir como e quando usar. Neste mês, o g1 mostrou que, dos R$ 2,8 trilhões previstos em despesas primárias no Orçamento de 2027, 90% estão comprometidos com aposentadorias, salários, benefícios sociais e outras despesas obrigatórias. Para Murilo Viana, mestre em economia pela Unicamp e especialista em contas públicas, as projeções do Tesouro Nacional já apontam para uma redução dos recursos disponíveis ao governo também nos próximos anos, o que pode limitar ainda mais a capacidade de escolha do próximo presidente sobre onde investir. O g1 ouviu economistas para avaliar as propostas sobre as contas públicas, os desafios para colocá-las em prática e os riscos para a trajetória da dívida pública. A análise considera não apenas os objetivos anunciados pelos candidatos, mas também os custos das medidas, as fontes de financiamento e os limites do Orçamento. Agora no g1 Renegociação de dívidas e seus riscos A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que 81,7% das famílias tinham algum tipo de dívida em setembro. Apesar da leve queda em relação aos 82% registrados em agosto, o endividamento bateu recordes consecutivos ao longo de 2026. Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram propostas para mitigar o problema, mas não detalharam de onde virão os recursos necessários para colocá-las em prática. Em uma live nas redes sociais e em debates, Flávio propôs que o governo compre dos bancos as dívidas de pessoas e empresas inadimplentes e as renegocie pela Caixa Econômica Federal, com juros menores e prazos mais longos. O plano prevê um período de carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, durante o qual os devedores não precisariam pagar as parcelas. Outra proposta é o programa “Ganha-Ganha”, que prevê a concessão de pontos para quem mantiver as contas em dia ou fizer cursos de capacitação. Esses pontos poderiam ser trocados por benefícios, como juros menores e cashback. “Utilizar a Caixa Econômica Federal para fazer esse tipo de operação é um risco gigantesco de transferir a dívida privada para uma instituição pública”, afirma Murilo Viana, mestre em economia pela Unicamp e especialista em finanças públicas. Daniel Duque, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), também alerta para possíveis impactos na oferta de crédito. Segundo ele, a expectativa de novas renegociações pode mudar o comportamento de bancos e consumidores. “Isso vai ter consequências sobre as análises de crédito futuras. Os bancos podem pensar: se o governo pode fazer isso agora, quem garante que não fará de novo daqui a dois anos?”, diz Duque. Já o presidente Lula, candidato à reeleição, anunciou uma série de medidas já durante a campanha eleitoral. Na última quarta-feira (21), sancionou uma lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) com a União. A medida abrange dívidas de impostos e contribuições federais, incluindo contribuições previdenciárias em atraso, além de multas, juros e encargos de cobrança. Segundo o governo, mais de 3,6 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados. O governo também incluiu os MEIs no Desenrola 3.0, programa voltado à renegociação de dívidas bancárias. A iniciativa prevê que o governo compre dos bancos conjuntos de dívidas de clientes, conhecidos como carteiras de crédito. As instituições financeiras terão de oferecer descontos de pelo menos 90%. O valor total dessas dívidas foi estimado em cerca de R$ 6 bilhões. As medidas também levantam dúvidas sobre seus efeitos nas contas públicas. Isso porque o perdão de dívidas elimina valores que a União tinha a receber, enquanto a compra de dívidas bancárias exige o uso de recursos públicos. “Pessoas e bancos acabam esperando para agir: ‘o governo vai fazer essa renegociação, então não vou pagar porque vai sair mais barato eu esperar pelo próximo programa’”, afirma Daniel Duque, que também menciona as duas edições anteriores do Desenrola. Cortes de gastos ou aumento das receitas? Integrante da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques (Republicanos) afirmou no início do mês que o plano do candidato à Presidência prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), revisar o arcabouço fiscal e reduzir a estrutura do governo. A campanha chama o conjunto de medidas de "tesouraço", mas a campanha nunca detalhou quais gastos seriam cortados, em quanto tempo e como os cortes seriam feitos. O economista Ricardo Hammoud, do FGV Ibre, avalia que promessas genéricas de melhorar a eficiência do governo não são suficientes para reduzir significativamente os gastos públicos. Segundo ele, é difícil fazer cortes mais profundos porque grande parte do Orçamento já está comprometida com despesas obrigatórias. “Flávio prometeu melhorar a eficiência do gasto público, mas isso ainda é muito pontual. Para fazer mudanças estruturais, são necessárias reformas que permitam alterar regras de despesas obrigatórias”, afirma Hammoud. As despesas obrigatórias — como aposentadorias e pensões do INSS, benefícios do Bolsa Família, salários de servidores e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — seguem regras previstas em lei. Por isso, o governo tem menos liberdade para reduzir esses gastos de uma hora para outra. Cortes mais profundos podem exigir mudanças nas leis ou na Constituição. “Medidas de ajuste são impopulares no curto prazo. É fácil defender um ajuste fiscal, mas, quando é preciso apontar onde cortar, a decisão acaba afetando diretamente diferentes políticas públicas”, diz Murilo Viana. O presidente Lula, por sua vez, prevê ampliar os gastos com programas como o Pé-de-Meia e o Bolsa Família, manter o programa de valorização do salário mínimo e aumentar os investimentos públicos. Essas medidas podem ajudar a sustentar a renda das famílias e financiar serviços e obras, mas também pressionam o Orçamento quando não há receitas suficientes para bancá-las. Hammoud, da FGV, questiona a estratégia de aumentar os gastos públicos contando com uma arrecadação maior para compensá-los. Para ele, o ajuste das contas públicas deveria priorizar o controle das despesas. “O arcabouço fiscal fracassou no controle da dívida. Em 2023, o governo prometeu conter o aumento dos gastos e estabilizar a dívida, mas não entregou o resultado esperado”, afirma. Redução de impostos e mudanças no MEI Flávio Bolsonaro também promete rever pontos da reforma tributária em curso, reduzir impostos e encargos e retomar um programa que concedia benefícios tributários a empresas do setor de eventos. 🔍 O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) oferecia benefícios tributários, incluindo alíquotas zero de alguns impostos federais. O programa foi encerrado em 2025 pelo governo Lula, que justificou a decisão pelo alto custo para os cofres públicos e apontou indícios de irregularidades no uso dos benefícios por algumas empresas. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo poderia deixar de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões em 2025 caso o programa fosse mantido. "O maior programa de incentivos aos artistas e eventos foi criado em 2021. Sabem quem fez: o Jair. Vou restabelecer o Perse para todo setor de eventos culturais, shows, turismo, que hoje estão sufocados, endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro", declarou o candidato do PL nas redes sociais. Além do Perse, Daniella Marques afirmou que um eventual governo do PL pretende acabar com o chamado "split payment", mecanismo previsto na reforma tributária que separa automaticamente o valor do imposto no momento do pagamento de uma compra. O objetivo é reduzir a sonegação fiscal. O tributarista Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT, empresa de tecnologia voltada a soluções para a reforma tributária, estimou no ano passado que o "split payment" poderia aumentar a arrecadação federal em R$ 400 bilhões a R$ 500 bilhões por ano — montante que, segundo ele, equivale ao valor dos impostos sonegados. Para Ricardo Hammoud, a situação das contas públicas deixa pouco espaço para reduzir impostos ou abrir mão de arrecadação. Embora considere elevada a carga tributária brasileira, ele afirma que a prioridade deve ser o controle da dívida pública. “Sou favorável à redução de impostos e considero a carga tributária brasileira muito alta em comparação com a de outros países emergentes. Mas não há espaço hoje para cortar tributos. A prioridade precisa ser a dívida pública. Se Flávio fizer isso inicialmente, poderá gerar dúvidas sobre a responsabilidade fiscal que tanto defende”, afirma. Já o presidente Lula sancionou nesta semana uma lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs). Segundo o governo, a medida prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs. A medida abrange dívidas com a União inscritas na Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026, referentes às contribuições dos microempreendedores, incluindo juros, multas e encargos legais. Também foi estabelecido um aumento gradual do limite de faturamento anual dos MEIs para R$ 140 mil até 2028, o que permitirá que esses empreendedores aumentem suas receitas sem precisar sair do regime simplificado. A economista Juliana Inhasz, professora do Insper, avalia que propostas voltadas aos microempreendedores também têm apelo eleitoral, especialmente entre trabalhadores por conta própria e pequenos empresários. Para ela, porém, as promessas de benefícios sempre precisam explicar de onde virão os recursos para financiá-los. “Há propostas que não se sustentam quando se pergunta de onde virá o dinheiro. Sem uma fonte de financiamento definida, fica difícil saber como seriam executadas”, afirma Inhasz. Benefícios, transporte e combustíveis Entre as propostas, há medidas de injeção direta de recursos públicos na economia. Flávio propõe o ViraPIX, que prevê a devolução de parte dos valores pagos pela população em despesas como contas de luz, prestações e taxas, por meio do PIX. O programa poderia aumentar a renda disponível das famílias e estimular o consumo, mas a campanha ainda não detalhou quem teria direito ao benefício, quais seriam os valores e como a iniciativa seria financiada. A ideia também é muito semelhante ao cashback, já definido pela reforma tributária, que devolve parte do imposto para população de baixa renda inscrita no Cadastro Único (CadÚnico). Lula, por sua vez, propõe ampliar o Bolsa Família e oferecer transporte público gratuito aos fins de semana, além de manter os subsídios aos combustíveis. No caso do Bolsa Família, a ampliação do número de beneficiários ou do valor pago por família aumenta os gastos permanentes do governo com o programa. Já a tarifa zero aos fins de semana dependeria da definição de como o benefício seria financiado e de como os custos seriam divididos entre União, estados e municípios. Os subsídios aos combustíveis, por sua vez, podem aumentar os gastos públicos quando pagos diretamente pelo governo ou reduzir a arrecadação quando concedidos por meio de isenções ou reduções de impostos. Para Ricardo Hammoud, economista do FGV Ibre, o peso das despesas obrigatórias no Orçamento reduz o espaço disponível para investimentos e outros gastos sobre os quais o governo tem maior liberdade de decisão. Assim, seria necessário cortar gastos em outras áreas para abrir espaço para novos programas ou para a ampliação dos já existentes.

Voto nas eleições de 2026 vale como prova de vida automática para o INSS Ir às urnas no segundo turno das eleições, no domingo (25), pode servir como prova de vida para aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A comprovação é feita automaticamente, por meio do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e a Previdência Social. Não é necessário apresentar documentos nem ir a uma agência. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Quem não votou no primeiro turno também pode usar a votação do segundo para comprovar que está vivo. A ausência na primeira votação não invalida o comparecimento à segunda. Segundo o INSS, a integração dos sistemas com a Justiça Eleitoral já está em funcionamento. Em 2024, a participação nas eleições contribuiu para atualizar a prova de vida de aproximadamente 5 milhões de pessoas. É #FATO: Voto nas eleições de 2026 vale como prova de vida automática para o INSS Como funciona a prova de vida pelo voto? A prova de vida é um procedimento usado pelo INSS para confirmar que o beneficiário está vivo e manter os pagamentos regulares. A comprovação pode ser feita de diferentes formas, entre elas o comparecimento às urnas. Quando o eleitor vota, a Justiça Eleitoral registra a informação, que pode ser cruzada com os dados da Previdência Social. O processo ocorre automaticamente. O beneficiário não precisa guardar o comprovante de votação nem solicitar a atualização. Tenho 70 anos ou mais: sou obrigado a votar? As regras eleitorais não devem ser confundidas com as da prova de vida do INSS. Pessoas com 70 anos ou mais não são obrigadas a votar e, por isso, não precisam justificar a ausência. Quem é obrigado a votar precisa regularizar a ausência no primeiro turno, mesmo que compareça ao segundo. Nesse caso, o voto no segundo turno pode valer como prova de vida, mas não substitui a regularização da falta na primeira votação. ➡️ A justificativa eleitoral não vale como prova de vida. Para que a participação na eleição seja considerada pelo INSS, é necessário comparecer às urnas. Quem não votar pode perder o benefício? Não. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ausência às urnas não provoca o bloqueio automático do benefício do INSS. Quem não votar pode fazer a prova de vida por outros meios aceitos pelo instituto. Para verificar a situação, o beneficiário pode acessar o aplicativo ou o site Meu INSS e selecionar a opção "Prova de Vida". Também é possível consultar informações pela Central 135. Quase metade dos eleitores com 70 anos ou mais faltou ao primeiro turno Cerca de 8,49 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno das eleições deste ano, realizado em 4 de outubro, segundo levantamento do Movimento Voto 70+ com base em dados do TSE. O número representa 49,2% dos 17,25 milhões de eleitores dessa faixa etária aptos a votar. A abstenção foi maior entre os eleitores com 80 anos ou mais. Nesse grupo, 4,03 milhões não votaram, o equivalente a 73,1% do total. Entre os eleitores de 70 a 79 anos, 4,45 milhões não compareceram, ou 37,9%. O levantamento também mostra que as mulheres representam 60,6% dos eleitores com 70 anos ou mais que não compareceram ao primeiro turno. Urna eleitoral no Ceará Fabiane de Paula/ SVM

Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) une normas que passaram a regular as relações entre patrões e empregados no Brasil. Agência Brasil Criada em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) reuniu normas que passaram a regular as relações entre patrões e empregados no Brasil. A legislação estabeleceu direitos e regras que fazem parte do cotidiano de milhões de trabalhadores, como limites para a jornada de trabalho, férias, pagamento de horas extras e condições para a demissão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mais de oito décadas depois, a CLT voltou ao centro do debate político na campanha presidencial de 2026, com propostas diferentes para o futuro das relações de trabalho no país. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende atualizar a legislação para combater a precarização do trabalho e fortalecer a atuação dos sindicatos, Flávio Bolsonaro (PL) propõe reduzir o custo da contratação formal e ampliar a flexibilidade nas relações entre empregados e empregadores. Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas A discussão ganhou força com a aprovação e a promulgação da emenda constitucional que prevê o fim da escala 6x1, tema que dividiu os candidatos durante a campanha. A redução da jornada era uma das bandeiras de Lula e estava entre as propostas de seu plano de governo. Flávio, por sua vez, chegou a classificar a mudança como "oportunista", mas depois voltou atrás e votou a favor da emenda, afirmando que havia "ouvido a população". Apesar do apoio à mudança, o PL pretende apresentar uma alternativa em 2027, caso Flávio seja eleito presidente, segundo o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Elaborada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), a proposta prevê um modelo de contratação com remuneração proporcional às horas trabalhadas. Flávio, contudo, negou que a proposta pretenda rever o fim da escala 6x1, em entrevista à TV Globo. A seguir, veja o que os dois candidatos já disseram publicamente sobre a legislação trabalhista e o que propõem em seus planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Getty Images O que Lula propõe No plano de governo, Lula propõe atualizar a legislação trabalhista para alterar dispositivos que considera prejudiciais aos trabalhadores e que "induzem a precarização das condições de trabalho", segundo o documento. Em entrevista ao podcast Desce a Letra, em setembro de 2026, o presidente defendeu adaptar a CLT às transformações no mundo do trabalho. "Eu sempre tive defesa da CLT e defesa ao mesmo tempo mudança da CLT. Uma lei que foi criada em 1943, ela precisa se adaptar ao mundo atual. Não pode ficar a mesma coisa", afirmou. Lula, porém, não especificou quais mudanças pretende fazer. O plano também prevê combater fraudes em terceirizações e na contratação de profissionais como pessoa jurídica (PJ), quando esse modelo é usado para mascarar uma relação de emprego e evitar obrigações trabalhistas e previdenciárias. O petista não propõe proibir a contratação de profissionais como PJ, mas combater o que chama de "pejotização espúria". Outra proposta é retomar a assistência sindical nas homologações de rescisões contratuais. A medida se relaciona a uma mudança introduzida pela reforma trabalhista de 2017, que eliminou a exigência geral de assistência sindical ou de autoridade competente na formalização de determinadas rescisões de contratos com mais de um ano. Lula também propõe regulamentar o trabalho em plataformas digitais, com diretrizes para definir as relações de trabalho, a remuneração, as condições de trabalho e as proteções e os direitos trabalhistas e previdenciários. O plano estabelece ainda transparência dos algoritmos e políticas de requalificação e inserção profissional para categorias afetadas pelas transformações tecnológicas. O texto, no entanto, não estabelece que todos os trabalhadores de aplicativos terão vínculo de emprego regido pela CLT. Por fim, o presidente defende fortalecer os sindicatos e ampliar o espaço da negociação coletiva. O plano prevê atualizar o sistema de representação sindical e regulamentar a negociação coletiva no setor público. Em declarações públicas, Lula também tem defendido o contrato coletivo como instrumento para discutir temas como jornada de trabalho, reajustes salariais e outros direitos, com os sindicatos atuando na representação dos trabalhadores nessas negociações. Flávio Bolsonaro Getty Images O que propõe Flávio Bolsonaro Em maio, durante entrevista à Band, Flávio Bolsonaro criticou a CLT e defendeu uma atualização da legislação trabalhista. "É uma legislação atrasada, a CLT, de 1943, da época que não tinha internet, home office, aplicativos de entregas e de carros. Portanto, o Brasil avançou, se atualizou e precisa de uma atualização muito mais moderna, que atenda a realidade do povo brasileiro", afirmou. No plano de governo, ele propõe reduzir o custo da contratação formal, flexibilizar as condições de trabalho e ampliar a negociação direta entre empregados e empregadores. Uma das medidas é reduzir gradualmente o custo do trabalho formal. Para isso, o documento propõe criar contratos com custos menores para empresas que contratarem jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego e pessoas com 50 anos ou mais que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses. O plano, porém, não detalha quais encargos seriam reduzidos, por quanto tempo os incentivos seriam aplicados nem quantas vagas poderiam ser criadas com as medidas. O candidato também defende a prevalência do "negociado sobre o legislado", princípio que permite que acordos entre trabalhadores e empresas estabeleçam condições de trabalho diferentes das previstas em lei, dentro dos limites legais. Segundo o plano, a medida daria mais flexibilidade para definir jornadas e outras condições de trabalho. Outra proposta defendida publicamente por Flávio é permitir que trabalhadores escolham entre o regime tradicional da CLT e um modelo de remuneração por hora trabalhada. A ideia foi apresentada pelo senador Rogério Marinho, coordenador político da campanha, na PEC 12/2026. Pela proposta, contratos individuais poderiam prevalecer sobre acordos e convenções coletivas negociados com participação dos sindicatos. A remuneração e benefícios como férias, 13º salário e FGTS seriam proporcionais às horas trabalhadas, de modo que quem trabalhasse menos horas poderia receber menos ao fim do mês. O documento também critica a atuação dos sindicatos e defende a manutenção das oportunidades de trabalho por aplicativos. Na relação com os sindicatos, o plano afirma que o trabalhador deve vir em primeiro lugar e critica o que chama de "República Sindical". Sobre os trabalhadores de aplicativos, o documento defende preservar as oportunidades de renda e trabalho e assegurar proteção social e previdenciária, mas não detalha qual vínculo jurídico seria adotado para essas categorias. LEIA TAMBÉM: Debate da Globo: Lula e Flávio Bolsonaro discutem dívidas dos brasileiros, salário mínimo e SUS e trocam ofensas e ataques com 'nove dedos' e 'miliciano' Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas de Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo no 2º turno das eleições 2026

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.074 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 230 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre excepcionalmente às 21h deste sábado (24) devido ao segundo turno das eleições de 2026. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do última quinta-feira (22), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Para alé da Mega, outras seis loterias também foram adiantadas para hoje. São elas: Lotofácil; Quina; Timemania; Dia da Sorte; +Milionária; e Loteria Federal. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters O Banco Central (BC) aprovou nesta sexta-feira (23) novas regras para proteger consumidores em situação de maior vulnerabilidade financeira contra ofertas de crédito que possam agravar seu endividamento. A partir de 31 de março de 2027, bancos e outras instituições financeiras precisarão de autorização prévia, específica e inequívoca desses clientes para fazer ofertas ativas de crédito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além de exigir consentimento, a norma limita as propostas a operações que possam melhorar as condições financeiras do consumidor, como renegociação de dívidas, portabilidade de crédito — transferência de um empréstimo de uma instituição para outra — ou migração para produtos mais vantajosos. As instituições não poderão oferecer novos recursos a esses clientes por meio dessas abordagens. Agora no g1 ➡️ A medida faz parte de um conjunto de três resoluções aprovadas pelo BC para ampliar a proteção nas relações de crédito e reduzir situações que favoreçam o endividamento excessivo. Segundo o órgão, as regras buscam assegurar aos consumidores “mais proteção e informação sobre as ofertas de crédito que recebem” e reduzir situações que possam favorecer o endividamento excessivo. Vale dizer que a regulamentação não impede que os próprios clientes pesquisem e contratem produtos financeiros por iniciativa própria. Segundo o BC, para todos os consumidores, independentemente da situação financeira, as instituições também deverão disponibilizar um mecanismo claro para bloquear propagandas e ofertas ativas de crédito. Painel vai reunir informações sobre dívidas Outra medida aprovada pelo BC prevê a criação do Painel de Dívidas Consolidadas, que deverá ser oferecido pelas instituições financeiras a partir de 1º de julho de 2027. 🔎 A ferramenta reunirá informações sobre as operações de crédito dos clientes para facilitar a consulta ao total de dívidas e ao comprometimento da renda com pagamentos. Antes de uma nova contratação, os bancos também deverão apresentar simulações dos custos do crédito, explicar seu impacto financeiro e emitir alertas em situações de maior risco. Inicialmente, o painel mostrará apenas as operações contratadas na própria instituição. Posteriormente, deverá incorporar dados do Sistema de Informações de Crédito (SCR), mantido pelo BC, e do Open Finance, sistema que permite o compartilhamento de informações financeiras entre instituições mediante autorização do cliente. Com a ampliação das informações disponíveis, a ferramenta deverá permitir uma visão mais abrangente do endividamento dos consumidores. BC também muda regras para crédito pelo Pix O BC também estabeleceu novas exigências para a oferta de crédito durante a iniciação de transações pelo Pix. A partir de 1º de julho de 2027, as instituições precisarão obter o consentimento prévio e específico do usuário para apresentar esse tipo de oferta. A norma determina ainda um intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação do serviço e a primeira oferta de crédito. Os bancos deverão disponibilizar ferramentas como simuladores e ambientes para consulta das operações contratadas. A regulamentação também prevê restrições para determinadas modalidades de crédito relacionadas ao Pix e estabelece regras para devoluções associadas a essas operações. O BC ressalta, porém, que o dinheiro continuará sendo recebido de forma instantânea e integral pelo beneficiário da transação. As três resoluções, publicadas nesta sexta-feira, integram um conjunto de medidas voltadas a ampliar a transparência nas contratações, reforçar a responsabilidade das instituições financeiras e prevenir o superendividamento.

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (23) uma ordem para retirar a tarifa de 50% sobre alguns produtos agrícolas e florestais importados do Canadá. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida pode beneficiar empresas americanas do setor agrícola que dependem desses produtos. Entre os produtos que deixarão de pagar a tarifa estão chapas de madeira compensada, alguns tipos de papel, determinadas máquinas, equipamentos de refrigeração e caixas e embalagens para transporte de mercadorias, informou a Casa Branca. "Esses produtores são uma parte vital da economia do nosso estado e sustentam nossas comunidades rurais e costeiras", disse a senadora Susan Collins, do Maine. Segundo ela, muitos agricultores e produtores dependem de equipamentos especializados, materiais para embalagens e outros produtos canadenses que não estão disponíveis com fornecedores americanos ou cuja substituição teria custos elevados. A decisão foi tomada após a senadora republicana pedir à Casa Branca que revisasse as tarifas sobre produtos que afetam empresas e agricultores de seu estado. Ela enfrenta uma disputa acirrada pela reeleição. Candidatos republicanos de estados do norte dos Estados Unidos que fazem fronteira com o Canadá, como Maine e Michigan, tentam equilibrar o apoio à base fiel de Trump com a busca por votos de eleitores independentes. Esses estados são particularmente afetados pelas tarifas. Collins afirmou que a medida vai beneficiar produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas do Maine. Collins e seu adversário, o democrata Troy Jackson, discutiram as tarifas durante um debate em 6 de outubro. Entenda a guerra tarifária entre EUA e Canadá Em agosto, Trump impôs tarifas de 50% sobre US$ 20 bilhões em importações canadenses. As cobranças entraram em vigor depois que as negociações entre os dois países fracassaram naquele mês. Desde então, os governos mantêm um impasse comercial. Na sexta-feira, Trump afirmou, porém, que o Canadá está trabalhando para fechar um acordo com os Estados Unidos. A Casa Branca também informou que determinados tipos de válvulas, carpetes, resíduos e outros produtos serão incluídos na lista de itens contemplados pela medida. As economias do Maine e de Michigan têm relações estreitas com a do Canadá, que fornecem desde peças automotivas até madeira e equipamentos para a colheita de frutas. Por isso, as tarifas têm impacto significativo nesses estados. A disputa comercial também tem consequências políticas: os republicanos provavelmente precisarão vencer no Maine e em Michigan nas eleições de 3 de novembro para manter o controle do Senado americano. * Com informações da Reuters. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício na Flórida Umit Bektas/Reuters

O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar O Japão anunciou nesta sexta-feira (23) que criará uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial (IA) e identificar falhas em sistemas tecnológicos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida ocorre em meio a uma onda de ataques que levou empresas e órgãos públicos de vários países a tirar sites do ar para se proteger de vulnerabilidades na linguagem de programação PHP, usada em grande parte da internet. Nesta semana, milhões de tentativas de invasão foram registradas após a divulgação de falhas graves no PHP, levando operadores de sites a reforçar a segurança ou suspender temporariamente seus sistemas. Um dos efeitos da crise foi a suspensão, pela SoftBank, terceira maior operadora de telefonia móvel do Japão, de seu sistema de alertas de emergência para celulares. Com mais de 30 milhões de clientes de smartphones, a empresa informou nesta sexta-feira que o serviço ficará indisponível durante a manutenção para corrigir uma falha no PHP. Com isso, os usuários deixarão de receber alertas antecipados de terremotos, avisos de tsunamis e informações sobre desastres e evacuações. A SoftBank afirmou, porém, que os clientes ainda poderão receber alertas de terremotos por outros serviços, como um aplicativo de sua empresa Yahoo. O Japão é frequentemente atingido por desastres naturais e está entre os países mais sujeitos a terremotos do mundo. O tufão Champi também se aproxima de Okinawa, a província mais ao sul do país. "Um ataque pode ser bem-sucedido ao encontrar apenas uma brecha. Por isso, é importante mudarmos nossa mentalidade e pensar sob a perspectiva do invasor", afirmou o ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, nesta sexta-feira, à Reuters. "Os responsáveis pela defesa também precisam usar a inteligência artificial e agir de forma proativa, mantendo-se um passo à frente", acrescentou. Nobuo Miwa, presidente da empresa de segurança cibernética S&J Corp, sediada em Tóquio, avaliou que a resposta do governo foi lenta demais. "É como tentar enfrentar um homem-bomba com uma lança de bambu", afirmou. Falhas no PHP tiram serviços do ar em vários países As interrupções emergenciais registradas nesta semana, de Tóquio a Helsinque, afetaram serviços bancários, aéreos, ferroviários, tributários e governamentais. O episódio se tornou um dos testes mais expressivos para ferramentas de programação criadas há décadas e que sustentam o funcionamento da internet. No Japão, empresas como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA e a operadora ferroviária JR East suspenderam temporariamente alguns serviços on-line como medida de emergência. O Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica do Japão também interromperam parte de seus serviços pela internet. Nesta sexta-feira, a JR East informou que alguns serviços de empresas do grupo haviam voltado a funcionar. Os demais seriam restabelecidos após a confirmação de que estavam seguros. Já a fabricante de tintas Nippon Paint afirmou ter instalado uma atualização de segurança por precaução e informou que seu site estava novamente no ar. Para Eva Chen, presidente-executiva da empresa de segurança cibernética Trend Micro, os invasores provavelmente estão mirando empresas japonesas por causa dos registros detalhados que elas mantêm. Segundo ela, a inteligência artificial também reduziu a barreira do idioma, facilitando ataques contra essas organizações. Chen afirmou ainda que o Japão se tornou excessivamente confiante na segurança de sua infraestrutura tecnológica existente. Especialistas em segurança cibernética alertam que a inteligência artificial está ajudando criminosos a automatizar tarefas, desde a busca por falhas em programas até a criação de campanhas de phishing — golpes que tentam enganar pessoas para obter informações confidenciais, como senhas. Com isso, os crimes digitais podem se tornar mais rápidos, baratos e difíceis de detectar. Os desenvolvedores do PHP divulgaram correções na quarta-feira (21) para vulnerabilidades que estavam presentes no programa havia anos e foram descobertas com o auxílio da inteligência artificial. Eles recomendaram que os usuários atualizassem o software imediatamente. A linguagem PHP é um conjunto de instruções usado para desenvolver sites e aplicações na internet. Uma vulnerabilidade é uma falha que pode ser explorada por invasores para acessar sistemas, roubar informações ou interromper serviços. As atualizações de segurança corrigem esses problemas e reduzem o risco de ataques. * Com informações da Reuters. As palavras "PHP Code" no texto e código PHP são exibidas em uma tela. As palavras "PHP Code" no texto e código PHP são exibidas em uma tela.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo do petista vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para anistiar dívida ativa da União de empresas do Simples Nacional do setor de eventos, bares e restaurantes. O anúncio foi feito três dias depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, afirmar que, se eleito, quer retomar o Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse). "O presidente Lula autorizou que a gente fizesse estudo em relação à questão do setor de eventos e artistas do país. Na pandemia tivemos o Perse e que praticamente muitos dos setores, seguimentos, ficaram endividados. Hoje estive com presidente Hugo Motta e a proposta é que pudesse encaminhar ainda este ano um projeto de lei para que fosse debatido no Congresso em primeiro lugar pudesse propor que nem os MEIs encaminhar PL que possa perdoar dívida ativa da União de todos os setores de eventos", disse o senador Camilo Santana (PT-CE). Segundo Santana, que é o coordenador político da campanha de Lula, atualmente a dívida desse grupo chega a R$ 15 bilhões para um total de cerca de 400 mil empreendimentos. Agora no g1 Além disso, o senador também anunciou uma linha de crédito do governo para esses empresários podem pagar suas contas no Fisco, a partir da entrada em vigor da implementação da nova reforma tributária a partir do ano que vem. O Perse foi lançado por Jair Bolsonaro em 2021, ainda na pandemia da Covid-19. O programa de incentivo ao setor de eventos foi encerrado em 2025 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegou alto custo fiscal e apontou indícios de irregularidades no uso do benefício por algumas empresas. O Perse também gerou controvérsia após a divulgação de uma lista de beneficiários que incluía influenciadores digitais e artistas. Na última terça-feira (20), Flavio Bolsonaro publicou nas redes sociais que, se eleito, quer retomar o programa para todo setor de eventos culturais, incluindo shows e turismo, que hoje estão endividados. "O maior programa de incentivos aos artistas e eventos foi criado em 2021. Sabem quem fez: o Jair. Vou restabelecer o Perse para todo setor de eventos culturais, shows, turismo, que hoje estão sufocados, endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro", declarou o candidato do PL. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que o custo da dívida é pequena diante da possibilidade de reabilitar o setor. Segundo ele, depois das medidas voltadas aos MEIs, o governo vai agora "colocar esforços nas empresas do Simples". "Esse setor é um setor que precisa de ajuda. A linha de crédito vem nesse sentido. E combinamos com presidente da Câmara um cronograma para pensar no teto do simples", disse. Rede de restaurantes abre vagas para nova unidade em shopping de Jundiaí Abraccio/Divulgação

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras caseiras com tirzepatida em pó O mercado de medicamentos para emagrecer, como as canetas de GLP-1, no Brasil, na China e na Índia pode crescer dos atuais US$ 6,6 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) para US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões) até 2035, segundo estimativa do banco de investimentos J.P. Morgan. O avanço deve ser impulsionado pela redução dos preços e pela ampliação do acesso aos tratamentos, que ainda são pouco utilizados nesses países. De acordo com analistas do banco liderados por Yang Huang, o mercado dos três países pode crescer a uma taxa média de 15% ao ano até 2035. A projeção considera o grande número de pessoas com diabetes e obesidade nessas populações. Medicamentos como Ozempic e Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk, e Zepbound, da Eli Lilly, pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1. Esses remédios imitam a ação de um hormônio que ajuda a controlar o açúcar no sangue e a reduzir o apetite, sendo utilizados no tratamento do diabetes e, em determinados casos, da obesidade. A China e a Índia estão entre os países com as maiores populações de pessoas com diabetes do mundo. Segundo o J.P. Morgan, os dois países concentram, respectivamente, mais de 25% e 15% dos casos diagnosticados globalmente. No Brasil, cerca de 12% dos adultos têm a doença. Os três países também enfrentam o avanço da obesidade. Na China, a parcela da população com sobrepeso ou obesidade pode ultrapassar 65% até 2030. Na Índia, a previsão é que a taxa de obesidade entre adultos chegue a 11% até 2035. "Os medicamentos GLP-1 estão deixando de ser uma tendência de crescimento restrita aos mercados desenvolvidos para se tornarem uma questão de acesso global mais amplo", afirmaram os analistas. Segundo o banco, a expiração de patentes, a chegada de versões genéricas — medicamentos com o mesmo princípio ativo de um produto de referência cuja patente expirou — e as reduções de preços promovidas por políticas públicas estão tornando os tratamentos mais acessíveis. Canetas emagrecedoras viram febre: 1,3 milhão de pedidos movimentam R$ 2,3 bilhões em 6 meses Mercados ainda pouco explorados Apesar do potencial de crescimento, o uso desses medicamentos ainda é baixo em muitos países emergentes, principalmente por causa dos preços. Segundo o relatório do J.P. Morgan, menos de 0,1% da população chinesa e menos de 0,2% da população indiana utilizam tratamentos da classe GLP-1. Nos Estados Unidos, a proporção fica entre 4% e 5%. O Brasil é atualmente o maior dos três mercados, mas a expectativa é que, até 2035, apenas 7% a 8% da população brasileira com obesidade utilize medicamentos para tratar a doença. Nos Estados Unidos, a projeção é de cerca de 30%. O J.P. Morgan estima que a China ultrapasse o Brasil até 2027 e se torne o maior mercado entre os três países. Até 2035, o mercado chinês pode movimentar US$ 13,7 bilhões (R$ 68,5 bilhões), ante US$ 8 bilhões (R$ 40 bilhões) no Brasil. Segundo o banco, o resultado deve ser favorecido pelo grande número de pessoas com diabetes no país e pela ampliação da cobertura dos tratamentos com GLP-1, que pode reduzir os gastos dos pacientes. Na Índia, que atualmente tem o menor mercado entre os três países, a adoção dos medicamentos enfrenta obstáculos como os preços elevados, a resistência ao uso de medicamentos injetáveis e mudanças culturais mais lentas em relação a esses tratamentos, de acordo com o J.P. Morgan. O banco também apontou empresas que, em sua avaliação, podem se beneficiar do crescimento desse mercado: a chinesa Innovent; as indianas Divi's Laboratories e Torrent Pharmaceuticals; e a brasileira RD Saúde, dona das redes de farmácias Raia e Drogasil. * Com informações da Reuters. Justiça nega fornecimento de caneta emagrecedora a moradora de Araçatuba (SP) Divulgação

Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo A Anthropic afirmou nesta sexta-feira (23) que o modelo de inteligência artificial Claude Mythos 5 tentou inserir um código malicioso em um repositório público de desenvolvedores e criou identidades falsas para convencer os responsáveis pelo projeto a aprovar a alteração. O episódio ocorreu durante um teste de segurança cibernética e foi classificado pela empresa como uma falha grave no alinhamento do modelo, processo que busca garantir que a IA aja de acordo com as regras e evite causar danos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o modelo tentou diferentes caminhos para resolver o desafio proposto em um ambiente de teste. Depois que as tentativas autorizadas não deram resultado, passou a procurar um repositório no GitHub, plataforma que hospeda códigos de programas, que acreditava estar relacionado ao exercício. O projeto, porém, pertencia a desenvolvedores sem relação com o teste. Ilustração mostra o logotipo da Anthropic e um teclado. Dado Ruvic/ Reuters O Claude Mythos 5 enviou uma proposta de alteração com código malicioso e entrou em contato com os responsáveis pelo repositório para tentar convencê-los a aprová-la. Quando um desenvolvedor externo alertou que o código poderia conter um programa malicioso, o modelo criou uma conta falsa para defender a alteração e publicou comentários favoráveis à sua aprovação. Os responsáveis pelo projeto recusaram a proposta, e a tentativa não foi concluída. Segundo a Anthropic, o modelo foi além das ações previstas para o exercício e tentou manipular pessoas reais para atingir seu objetivo. A companhia também destacou que o Mythos 5 não interrompeu espontaneamente a tentativa de ataque mesmo quando surgiram sinais de que poderia estar prejudicando pessoas de fora do teste. Em experimentos que reproduziram trechos do episódio, o modelo interrompeu a ação por iniciativa própria em apenas 2% das simulações realizadas a partir de etapas intermediárias ou finais do ataque. Mesmo quando recebeu informações de que estava interagindo com desenvolvedores reais, abandonou a estratégia em apenas 5% dos casos. A IA está sob controle? CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Em testes semelhantes, versões mais recentes apresentaram menor propensão a iniciar ataques desse tipo. A Anthropic informou que os modelos Claude Mythos 5.1 e Claude Opus 5.5 ainda não demonstraram capacidade de interromper de forma consistente uma ação perigosa já iniciada. Um modelo interno de pesquisa, por outro lado, conseguiu interromper esses comportamentos de maneira consistente nos experimentos descritos pela empresa. A Anthropic ressaltou, no entanto, que os resultados não garantem que os modelos mais recentes se comportarão da mesma forma em todas as situações. Segundo a companhia, os testes foram realizados a partir de trechos de uma execução anterior, o que limita a comparação direta entre os modelos. Caso fez Anthropic estudar o 'raciocínio enviesado' O episódio também levou a mudanças na forma como a empresa treina e monitora seus sistemas. A Anthropic afirmou que está desenvolvendo novas avaliações automáticas para os modelos antes de sua disponibilização ao público e estudando o chamado raciocínio enviesado — quando o sistema interpreta informações de maneira seletiva para justificar a continuidade de uma ação, mesmo diante de indícios de que ela pode causar danos. No caso investigado, a empresa observou que o Mythos 5 passou a interpretar sinais de alerta como se fossem compatíveis com o exercício de segurança, em vez de reconhecer que estava interagindo com pessoas reais. A Anthropic considera que essa tendência, somada à insistência em continuar uma estratégia já iniciada, foi um dos principais fatores que contribuíram para o comportamento inadequado. A investigação foi realizada em conjunto com o Instituto de Segurança de Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI, na sigla em inglês), que também publicou um relatório independente sobre o episódio. O instituto se comprometeu a realizar suas avaliações de segurança cibernética sem acesso à internet até desenvolver controles mais robustos para impedir que os testes provoquem danos a pessoas ou organizações reais.

Agora no g1 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, contempla um ajuste das contas públicas sem sem "dar cavalo de pau" ou "fazer loucuras" na economia. O objetivo seria tentar conter a alta no endividamento público para baixar a taxa de juros e, com isso, promover uma melhora da economia — que rem registrando desaceleração. Durante entrevista ao Uol, falando como representante da campanha de Lula, Durigan afirmou que considera impossível um ajuste das contas de R$ 200 bilhões em um ano. "A gente tem de melhorar o fiscal, mas sem retrocesso. Não dá pra fazer R$ 200 bilhões como eles estão dizendo. Se dissessem que parariam com reajustes, cortariam programas, seria bastante difícil, mas teria mais clareza da proposta deles", disse o ministro da Fazenda. ▶️Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. Dario Durigan, ministro da Fazenda, ao centro Júlio César Silva/MDIC Flávio Bolsonaro A campanha de Flávio Bolsonaro, que concorre contra Lula no segundo turno das eleições deste ano, marcado para o próximo domingo (25), tem prometido um ajuste mais rápido nas contas públicas, caracterizado por um "tesouraço" nos gastos. Segundo o Uol, Daniella Marques, coordenadora da campanha da oposição, também foi chamada para a entrevista, mas alegou problemas de agenda. "Brasil que Não Volta Atrás, para que isso seja permanente Tesouraço nos gastos públicos: equilíbrio fiscal, reforma do Estado, combate à corrupção e menos impostos. A garantia que tudo o que foi prometido tem lastro", diz o programa de governo de Flávio Bolsonaro. ▶️Economistas têm se mostrado reticentes sobre a possibilidade de um ajuste de grande proporção e rápido nas contas públicas prometido diante dos compromissos assumidos de manter os programas sociais, de aumentar acima da inflação do salário mínimo, assim como das aposentadorias, e de não promover cortes profundos em áreas como saúde, educação. Ajuste prometido pelo PT O ministro da Fazenda reafirmou que o objetivo da proposta do Partido dos Trabalhadores é de promover um ajuste mais gradual das contas públicas, da ordem de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB), em um eventual quarto mandato do presidente Lula. Ele reafirmou que o governo apresentará superávit em suas contas em 2027, conforme está na proposta de orçamento, embora analistas considerem isso uma tarefa difícil diante das medidas anunciadas durante a campanha deste ano, como, por exemplo, conceder reajuste ao Bolsa Família. ▶️A estratégia anunciada pela campanha do presidente Lula, de um ajuste fiscal de cerca de dois pontos do PIB entre 2027 e 2030, se implementada, levaria o resultado das contas públicas de um déficit primário de cerca de 0,4% do PIB, em 2026, para um superávit de 1,6% do PIB em 2030. ▶️De acordo com o relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB somente para estabilizar a dívida pública, ou seja, para que ela pare de crescer.

Chevrolet Captiva EV pronto para ser recarregado. Divulgação / GM O Ministério de Minas e Energia abriu nesta sexta-feira uma consulta pública para subsidiar um diagnóstico sobre a expansão da infraestrutura nacional de recarga de veículos elétricos, diante do avanço das vendas desses automóveis neste ano, que já superam com folga o registrado em 2025. A pasta afirmou que busca coletar informações para traçar um panorama da atividade, identificar barreiras legais e regulatórias e formular ajustes normativos e diretrizes para integrar a infraestrutura de recarga às redes de distribuição de energia e aprimorar o planejamento energético. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os emplacamentos de veículos leves eletrificados no Brasil somaram 381.609 entre janeiro e setembro deste ano, cerca de 70% acima das vendas registradas em todo o ano de 2025, segundo o ministério, com base em dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). "Em setembro a participação de veículos eletrificados alcançou 19,8% das vendas de veículos leves, ritmo que tem superado as projeções oficiais disponíveis", disse a pasta, em nota técnica. Agora no g1 A eletrificação da frota tende a ser uma tendência estrutural, e não conjuntural, apontou o governo. Entre os fatores para o forte crescimento das vendas está a entrada de montadoras estrangeiras, que têm anunciado investimentos em produção e montagem de veículos no país. A chinesa BYD avança na nacionalização de componentes e iniciou os pedidos de licenças para dobrar, para 600.000 veículos, a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira, segundo reportagem da Reuters publicada nesta sexta-feira. Outras grandes montadoras instaladas no Brasil, como Stellantis, Volkswagen, Toyota e GWM, têm os veículos elétricos e híbridos como parte importante de seus planos de investimento. Segundo levantamentos do governo brasileiro, esses investimentos somam cerca de R$ 130 bilhões até 2030. Na infraestrutura de recarga, o país possui atualmente 29.866 pontos públicos e semipúblicos, segundo o ministério, com base em dados da ABVE/Tupi Mobilidade. A localização dessa infraestrutura, porém, ainda é muito concentrada e condiciona o uso dos veículos elétricos. São Paulo reúne 26,3% dos pontos de recarga do país. O estado e os três da região Sul respondem, juntos, por metade do total (50,7%). No outro extremo, os sete estados da região Norte somam apenas 3,4%. Em relação à energia necessária para a recarga dos veículos, o governo avalia que a eletromobilidade passará a representar um segmento relevante. A expectativa é que o consumo de energia para eletromobilidade alcance aproximadamente 15 TWh em 2036, "ordem de grandeza comparável à de outras novas cargas relevantes para a expansão da demanda elétrica considerada no planejamento setorial". Além do volume de energia consumida, a distribuição dessa demanda no espaço e ao longo do tempo também será um desafio para o setor elétrico brasileiro. "Em especial, a recarga de veículos elétricos pode provocar concentrações localizadas de demanda em áreas urbanas, condomínios residenciais, garagens corporativas, centros logísticos e corredores rodoviários, com possíveis reflexos sobre os circuitos de distribuição e transformação que os atendem", aponta a nota técnica. A consulta pública do ministério ficará aberta para contribuições por 30 dias.

Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD A fabricante chinesa de carros elétricos BYD iniciou os pedidos de licenças para dobrar para 600.000 veículos a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira. Ao mesmo tempo, a empresa entra na fase final de obras e testes dos galpões de estamparia, soldagem e pintura, disse à Reuters o principal executivo da companhia no país. A unidade da BYD no Brasil deve iniciar 2027 com mais do que o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes. Isso permitirá à empresa atender às exigências regulatórias e iniciar as exportações regionais, afirmou em entrevista o vice-presidente sênior Alexandre Baldy. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa enfrentou reclamações de grupos da indústria local por depender muito de importações e de tarifas temporariamente baixas. "A gente trabalha para inaugurar 2027 já ultrapassando essa posição e termos essas etapas em operação para sermos considerados um fabricante local", disse Baldy. Agora no g1 A BYD tem como meta se tornar a maior montadora do Brasil em volume de vendas até 2030, mas a demanda já supera sua capacidade atual de produção, disse Baldy. Veja ranking de produção de automóveis e comerciais leves: FIAT: 723.365 unidades VOLKSWAGEN: 538.657 unidades GENERAL MOTORS: 323.070 unidades HYUNDAI: 214.128 unidades RENAULT GEELY DO BRASIL: 184.914 unidades TOYOTA: 169.765 unidades HONDA: 101.580 unidades CAOA / CAOA CHERY: 68.739 unidades PEUGEOT CITROËN: 64.528 unidades NISSAN: 59.374 unidades * Dados de produção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) Embora esteja acelerando suas operações e planeje atingir uma produção mensal de 25.000 veículos até o fim de 2026, a BYD prevê que a demanda continuará superando a oferta. "Nossa demanda tem ficado em uma média de cerca de 30.000 carros por mês, o que significa que estamos deixando de faturar cerca de 5.000 a 6.000 vendas adicionais", disse Baldy. O investimento na nova fábrica da empresa no Brasil já ultrapassou R$ 5,5 bilhões, e as vendas faturadas da unidade brasileira atingirão nesta semana a marca de 200.000 carros no acumulado de 2026, afirmou Baldy. BYD Dolphin Divulgação / BYD Em setembro, a empresa teve 22.209 veículos emplacados no Brasil, o equivalente a uma fatia de 8,5% do mercado, segundo dados da companhia. A BYD já é líder de mercado no Uruguai e ocupa posições de destaque em vendas na Colômbia e na Argentina, disse o executivo. A montadora no Brasil também recebeu pedidos de 50.000 unidades do México e outras 50.000 da Argentina. A empresa estará apta a atendê-los a partir do ano que vem graças ao aumento do índice de componentes locais. A BYD inaugurou sua fábrica em Camaçari, na Bahia, em 9 de outubro de 2025, em um complexo industrial que pertenceu à Ford. A fábrica emprega atualmente cerca de 9.000 pessoas e espera ampliar esse número para cerca de 10.000 até o fim deste ano.

Frango pode ficar mais barato, principalmente no Sul, após caso de Newcastle em SC, diz Itaú Claudio Schwarz/Unplash O frango pode ficar mais barato nos próximos meses, principalmente na Região Sul do Brasil, após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Nova Itaberaba, em Santa Catarina, avalia o banco Itaú BBA, em relatório divulgado nesta sexta-feira (23). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O efeito deve ser mais perceptível no atacado e pode se intensificar no primeiro trimestre de 2027, quando a procura dos consumidores costuma diminuir, diz o banco. Na prévia da inflação de outubro, também divulgada nesta sexta-feira, o frango em pedaços ficou 0,71% mais caro no mês. Em 12 meses, porém, o preço acumula queda de 4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🔍A DNC é uma doença viral que afeta aves domésticas e silvestres. Em quadros graves, pode causar problemas respiratórios e neurológicos em aves. Em humanos, a infecção é rara e geralmente leve, podendo provocar conjuntivite temporária após contato direto com aves infectadas ou suas secreções; não há transmissão da doença pelo consumo de frango. Novas medidas são adotadas após foco da Doença de Newcastle em SC A possibilidade de queda nos preços está ligada à suspensão das exportações de frango de Santa Catarina. China, Arábia Saudita, Chile e México, que estão entre os compradores do produto catarinense, anunciaram nesta semana que vão deixar de importar a carne produzida no estado. Santa Catarina está particularmente exposta porque exporta cerca de 63% do frango que produz, a maior proporção entre os estados brasileiros. Na média nacional, 37% da produção é destinada ao exterior. Com menos destinos disponíveis, frigoríficos catarinenses podem ter de vender no país parte da produção que seria enviada ao exterior. Isso tende a aumentar a oferta, principalmente na Região Sul, e pode levar as empresas a reduzir os preços para conseguir vender o excedente. Segundo o Itaú BBA, os frigoríficos também podem enfrentar acúmulo de estoques, aumento dos gastos com armazenagem e logística e maior pressão sobre o caixa. LEIA TAMBÉM: 'Frango não tem partido': por que o agro defende equilíbrio entre China e EUA após eleição Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou na prévia da inflação de outubro Por que os preços podem cair após a virada do ano A possível entrada de mais frango no mercado interno ocorre em um momento em que a produção já está crescendo. De janeiro a setembro, foram abatidas 3,7% mais aves do que no mesmo período de 2025. Já a quantidade de carne produzida cresceu ainda mais, 6,2%, segundo estimativas do Itaú BBA. Para o ano inteiro, o banco espera que a produção avance cerca de 6%. Até agora, esse aumento da produção não derrubou os preços porque as exportações continuaram fortes e ajudaram a retirar parte do frango do mercado brasileiro. Além disso, como a ave segue mais barata que a carne bovina, muitos consumidores optam pelo frango, o que mantém a procura aquecida e dá sustentação aos preços. Esse equilíbrio, porém, pode mudar na virada do ano. Com as restrições às exportações, parte do frango que seria vendida a outros países pode ficar no Brasil, aumentando ainda mais a quantidade disponível. Ao mesmo tempo, o consumo costuma diminuir depois das festas, quando acaba o dinheiro extra do 13º salário e despesas como impostos, matrícula e material escolar passam a pesar no orçamento das famílias. Com mais frango disponível e menos pessoas comprando, os preços podem cair, principalmente no atacado da Região Sul. Isso não significa, porém, que o produto necessariamente ficará mais barato nos supermercados, pondera o Itaú. Isso porque, mesmo que os frigoríficos reduzam o valor cobrado do atacado, o varejo pode não repassar integralmente esse desconto ao consumidor. O preço nos supermercados também inclui custos de transporte, armazenamento e comercialização. O Itaú ressalta ainda que o impacto sobre os preços dependerá, principalmente, de quanto tempo os países levarão para voltar a comprar o frango catarinense. Em 2024, por exemplo, após um foco da doença de Newcastle no Rio Grande do Sul, a redução das exportações ficou concentrada em apenas um mês e os preços não caíram. Já em 2025, as restrições adotadas depois de um caso de gripe aviária foram mais amplas e duraram cerca de quatro meses, período em que os preços desaceleraram. Para o Itaú BBA, o episódio atual deve ficar entre os dois casos, com impacto concentrado em Santa Catarina e no atacado da Região Sul.

Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho Unsplash/Sanket Mishra O Parlamento da Grécia aprovou nesta sexta-feira (23) um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos. A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e ocorre em meio à crescente preocupação com os efeitos dessas plataformas sobre a saúde e a segurança de crianças e adolescentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que as plataformas terão dois meses e meio para desenvolver uma forma de verificar a idade dos usuários e proteger a privacidade deles. A Grécia está entre os sete países da União Europeia que buscam uma solução para a verificação de idade em conjunto com a Comissão Europeia. Agora no g1 O governo grego afirma que a medida busca apoiar os pais no combate à "rolagem infinita" nas redes sociais, que tira das crianças horas de sono, concentração e tempo de convivência com os amigos. A Austrália foi o primeiro país a aprovar uma legislação para restringir o uso de redes sociais por menores de idade, no ano passado. Na França, uma lei semelhante foi derrubada pelo Conselho Constitucional em agosto. A previsão era que a medida começasse a valer em setembro. Um dos principais problemas apontados pelo tribunal na França foi a necessidade de verificar a idade dos usuários. Segundo o Conselho Constitucional, ao impedir menores de 15 anos de acessar determinados serviços online, a lei faria com que todas as pessoas, inclusive adultos, precisassem comprovar a própria idade para utilizar essas plataformas. Por que Trump quer mudar o nome da IA?

Microsoft diz que sua IA superou médicos em testes de diagnóstico REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Pesquisadores da Microsoft afirmam ter desenvolvido uma ferramenta de IA que foi mais de duas vezes mais precisa do que médicos generalistas ao diagnosticar casos complexos em testes. O resultado foi apresentado em um estudo publicado nesta quinta-feira (22) na revista Science. A ferramenta analisa os casos em etapas, de forma semelhante à investigação feita por um médico. Primeiro, decide quais perguntas fazer sobre o histórico do paciente e quais informações do exame físico são relevantes. Depois, escolhe os exames necessários, avalia os resultados e solicita novos testes, se preciso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao longo desse processo, a IA atualiza suas hipóteses e os próximos passos. Um sistema chamado "orquestrador" coordena a análise e simula um grupo de especialistas que trabalham juntos para chegar ao diagnóstico. Nos testes, a ferramenta recebeu mais de 300 casos médicos incomuns e difíceis de diagnosticar. Segundo os pesquisadores, ela foi mais de duas vezes mais precisa na investigação e na identificação do diagnóstico do que médicos generalistas que podiam consultar livros e a internet. Agora no g1 A IA também superou médicos em simulações baseadas em registros de uma grande base de dados de atendimentos em pronto-socorro. Segundo os autores, os modelos de IA médica existentes costumam analisar de uma só vez os sintomas, os resultados de exames laboratoriais e as imagens do paciente. As comparações com médicos geralmente usam questões de múltipla escolha. "A IA ficou muito boa em acertar 100% dessas questões", disse Dominic King, vice-presidente corporativo da área de saúde da Microsoft AI. "Mas, é claro, isso não corresponde ao mundo real. Nenhum paciente jamais chegou ao meu consultório com um resumo bem organizado". Os pesquisadores também afirmam que os processos de diagnóstico conduzidos pela ferramenta custaram menos do que os realizados pelos médicos. "Não estamos medindo apenas a precisão dos sistemas. Também medimos o cuidado e o critério com que eles conduzem uma investigação diagnóstica", disse Harsha Nori, chefe de IA da Microsoft AI Health. A próxima etapa será testar a capacidade da ferramenta de fazer a triagem de pacientes em salas de espera de pronto-socorro, em parceria com o Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston. Por que Trump quer mudar o nome da IA?

Data center do Google em New Albany, na região central de Ohio (EUA) Divulgação/Google O Google anunciou nesta quarta (22) que vai pagar a moradores e empresas nos Estados Unidos que reduzirem o consumo de energia elétrica. O objetivo é destinar a energia economizada a seus data centers de inteligência artificial. A iniciativa será realizada em parceria com a Voltus, empresa de recursos energéticos distribuídos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ela vai disponibilizar ao Google até 1.070 megawatts de capacidade elétrica quando a companhia precisar. Segundo o jornal The New York Times, essa capacidade equivale à de um reator nuclear. Agora no g1 Esse modelo de negócio é conhecido como usina elétrica virtual (VPP, na sigla em inglês). Em vez de concentrar a produção em uma única usina, o sistema coordena recursos espalhados por diferentes locais, reunindo residências e empresas que podem reduzir o consumo de eletricidade da rede ou usar a energia que geram. Quando acionados, os participantes recebem incentivos financeiros. Segundo a Voltus, os benefícios incluem economia nas contas e pagamentos diretos, transformando a demanda do Google por capacidade elétrica em ganhos econômicos para os clientes. A Voltus também recomenda o uso de termostatos inteligentes, que podem ajustar, por exemplo, o tempo em que um ar-condicionado permanece ligado. Nesses casos, a redução do consumo ocorre automaticamente. Os valores que serão pagos, no entanto, não foram divulgados. Por que Trump quer mudar o nome da IA? Sistemas de câmeras usam inteligência artificial e prometem se antecipar a crimes

Variedades de mirtilo Biloxi e Emerald. Reprodução/Embrapa Produtores interessados no cultivo de mirtilo no Cerrado podem conhecer melhor duas variedades indicadas para a região: Biloxi e Emerald. Uma publicação sugerida pelo agrônomo Luís Eduardo Antunes detalha as características das duas cultivares e traz comparações para ajudar na escolha da variedade mais adequada a cada propriedade 📱Acesse aqui Veja também: Rio Grande do Sul é o maior produtor de mirtilo

ChatGPT, DeepSeek, Claude, Mistral AI, Gemini, Copilot e Poe Solen Feyissa/Unsplash O Conselho de Estado da China pediu que os órgãos governamentais adotem medidas para reduzir a perda de empregos causada pelo uso de inteligência artificial (IA). A orientação consta de diretrizes divulgadas nesta sexta-feira (23) sobre IA e mercado de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O documento recomenda aprimorar o monitoramento dos riscos de perda de empregos associados à IA e elaborar planos de contingência para lidar com possíveis impactos. O governo também deve apoiar a transição de carreira e a recolocação profissional em projetos de IA que possam provocar mudanças significativas no mercado de trabalho. Agora no g1 As diretrizes ainda propõem ampliar os efeitos positivos da tecnologia sobre o emprego, como a criação de novas oportunidades de trabalho e a melhoria das condições profissionais. Para os trabalhadores afetados pela automação, o governo deve oferecer orientação profissional, capacitação e indicações de vagas adequadas. O texto também prevê regras para o uso da IA na gestão de recursos humanos e medidas para combater práticas ilegais decorrentes do uso indevido de algoritmos, como discriminação, fraudes em processos seletivos e violações de privacidade.

Vista da sede da Embraer, em São José dos Campos, interior de SP Luis Lima Jr./Futura Press/Estadão Conteúdo A Embraer, fabricante de aeronaves com sede em São José dos Campos (SP), bateu recorde na carteira de pedidos pelo sétimo trimestre consecutivo. O valor chegou a US$ 35,7 bilhões entre julho e setembro deste ano, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço com os resultados do terceiro trimestre foi divulgado pela empresa nesta sexta-feira (23). Segundo a empresa, o valor do trimestre também supera em 3% o recorde anterior, registrado no segundo trimestre deste ano, entre abril e junho. A aviação comercial concentrou a maior parte dos pedidos, com US$ 15,8 bilhões. Entre os negócios fechados no trimestre estão encomendas de jatos da família E2 por companhias aéreas internacionais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O Grupo Abra fez um pedido firme de 20 aeronaves E195-E2, além de opções e direitos de compra que podem elevar a encomenda a até 45 aviões. A Binter encomendou outras cinco unidades do mesmo modelo, enquanto a japonesa ANA Holdings pediu mais oito E190-E2. Agora no g1 No acumulado do ano, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes para aeronaves da família E2. A carteira de pedidos da aviação executiva chegou a US$ 8,2 bilhões, alta de 12% na comparação com o terceiro trimestre de 2025. O resultado também representa um recorde para o segmento, que inclui jatos particulares das famílias Phenom e Praetor. Durante o trimestre, a Embraer lançou o Phenom 300EV, uma evolução do jato leve Phenom 300. O modelo recebeu certificações de autoridades aeronáuticas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. A divisão de Defesa e Segurança encerrou o trimestre com US$ 6,1 bilhões em pedidos, crescimento de 56% em um ano. Um dos destaques foi o contrato para a venda de dois aviões militares KC-390 Millennium à Força Aeroespacial Colombiana. Já a carteira de Serviços e Suporte chegou a US$ 5,6 bilhões, alta de 14% na comparação anual. O segmento reúne contratos de manutenção, suporte técnico e outros serviços para aeronaves comerciais, executivas e militares. jato comercial E175-E2 em São José dos Campos Embraer/Divulgação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Volkswagen Tiguan na linha de produção de Wolfsburg, Alemanha. Divulgação / VW Os funcionários da Volkswagen na Alemanha ameaçaram entrar em greve a partir de janeiro se a montadora não reverter o cancelamento de acordos salariais. O sindicato IG Metall estabeleceu o final de outubro como prazo para que a empresa recue da decisão. As informações são da Reuters A mobilização ocorre após a Volkswagen encerrar contratos que garantiam padrões trabalhistas históricos na companhia. A medida imposta pela gestão afetou negociações sobre o pagamento de férias e regras de jornada de trabalho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em meio ao impasse, o conselho de trabalhadores informou que a diretoria executiva planeja congelar os salários de 660 mil funcionários em todo o mundo até o ano de 2030. O corte de custos tenta conter os impactos da concorrência chinesa, das despesas com tarifas e dos gastos com a transição para veículos elétricos. O plano de reestruturação da montadora europeia pode atingir 100 mil postos de trabalho. A empresa também avalia o fechamento de até quatro fábricas no território alemão. Volkswagen ID.4 chega ao Brasil, mas sai de linha na Europa Segundo a Reuters, o negociador principal do sindicato IG Metall, Thorsten Groeger, afirmou que uma ação massiva será iniciada caso a empresa não retire o aviso de rescisão dos acordos. Ele declarou que as mobilizações vão preparar o caminho para greves, que atualmente estão proibidas por uma trégua em vigor até o primeiro dia de janeiro. A chefe do conselho de trabalhadores, Daniela Cavallo, destacou que as mudanças nas condições operacionais do mercado eram previsíveis. Ela pontuou que os funcionários esperam que a diretoria atue em conjunto com as lideranças trabalhistas para encontrar uma solução. Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha. Getty Images via BBC A Volkswagen, diz a Reuters, não comentou as medidas específicas de redução de gastos. As negociações salariais oficiais estão previstas para começar, no máximo, no início de dezembro, mas o sindicato pede que as conversas sejam antecipadas para o dia 24 de novembro. Uma das alternativas em análise é a criação de uma estrutura de transição. O formato contaria com o apoio da agência federal de emprego alemã para requalificar profissionais e auxiliar na busca por novas vagas fora da montadora.

O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar A Fundação PHP, responsável pela linguagem de programação de mesmo nome, confirmou que os primeiros sinais da falha de segurança que levou à retirada preventiva de sites do ar pelo mundo foram identificados em 2024. Em nota, a entidade atribuiu o atraso na correção à falta de recursos e a dificuldades no processo de decisão da equipe de segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Desde quarta (21), governos e empresas de diferentes países retiraram sites do ar para evitar invasões. As vulnerabilidades podem permitir que criminosos assumam o controle dos servidores que mantêm os sites funcionando, sem precisar de login ou senha. Uma atualização para corrigir as falhas já está disponível. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e tribunais suspenderam, por precaução, o acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), usado para gerenciar processos administrativos. Até o momento, não há relatos de grandes impactos no país. 🔎 O PHP é uma das linguagens de programação mais populares para criar sites. O software de mesmo nome, gratuito e de código aberto — que qualquer pessoa pode usar e alterar —, interpreta e executa o código escrito nessa linguagem. A tecnologia é usada em serviços como Facebook, Wikipedia e WordPress, além do Moodle, utilizado por instituições de ensino, e do Magento, voltado à criação de lojas virtuais. Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações, afirma que "rankings públicos ainda apontam o PHP como a linguagem usada em cerca de 70% dos sites". Segundo ele, os sites que não forem atualizados rapidamente podem ser invadidos. As palavras "PHP Code" no texto e código PHP são exibidas em uma tela. As palavras "PHP Code" no texto e código PHP são exibidas em uma tela. Por que a correção demorou Em comunicado publicado em seu site, a Fundação PHP informou que os primeiros sinais do problema foram identificados durante uma auditoria externa de segurança feita pela empresa francesa de cibersegurança Quarkslab, em 2024. O trabalho de correção, porém, foi interrompido e retomado várias vezes ao longo de meses. Segundo a entidade, o atraso ocorreu por três motivos: Dificuldades no processo de decisão da equipe de segurança; Ausência, naquele momento, de uma forma conhecida de explorar a falha para executar comandos remotamente; Sobrecarga dos poucos desenvolvedores com conhecimento profundo do funcionamento do PHP. Na mesma nota, a fundação afirmou que a segurança do PHP ainda depende de um pequeno grupo de desenvolvedores financiados por fundações e de contribuições de voluntários. A entidade também informou que usa ferramentas de IA, como o Claude Mythos, para analisar códigos, validar e avaliar relatos de falhas de segurança. Essas ferramentas ajudam a identificar problemas mais rapidamente, mas, segundo a fundação, não conseguem decidir qual é a melhor forma de estruturar uma correção. Papel da IA no caso Embora a Fundação PHP já tivesse conhecimento das vulnerabilidades, elas também foram identificadas de forma independente pela empresa de segurança Calif e pela OpenAI, dona do ChatGPT, que as reportaram em agosto deste ano. Depois, a Wiz, empresa de segurança na nuvem, informou ter encontrado outras formas de explorar as falhas. "Essas descobertas estão entre as vulnerabilidades mais graves descobertas no PHP e, possivelmente, na história do software", afirmou a Wiz na quarta-feira (21). A empresa disse ter usado os modelos de IA Gemini 4 Argon, do Google, e GPT-5.6 Sol, da OpenAI, nesse trabalho. "Por mais de uma década, essas vulnerabilidades críticas permaneceram sem resposta porque a descoberta e exploração de vulnerabilidades eram incrivelmente complexas [sem o uso da IA]", disse a Wiz. Por que Trump quer mudar o nome da IA? Smart Sampa: como funciona o sistema de câmeras de SP que teve senhas expostas

Tomate e batata tiveram alta de preço em outubro, enquanto café registrou queda. Lars Blankers/Josephine Baran/Mona Jain/Unplash O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,32% na prévia de outubro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O IPCA-15 de outubro considera os preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026. A variação mostra quanto eles subiram ou caíram em relação ao período anterior, de 15 de agosto a 15 de setembro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O maior impacto da prévia de outubro veio do grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 0,88%. A alimentação em casa foi a principal responsável pelo avanço do grupo: os preços subiram 1,01%, após uma alta de 0,38% no mês anterior. ⬆️ SOBE - Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). ⬇️ DESCE - Por outro lado, cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%) sofreram quedas de preços. A alimentação fora de casa também ficou mais cara: a alta passou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro, puxada pelos aumentos da refeição, de 0,38% para 0,61%, e do lanche, de 0,44% para 0,66%. Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros na prévia da inflação de outubro. Alimentos que mais encareceram Abobrinha: 38,29% Tomate: 24,54% Limão: 17,36% Cebola: 13,63% Pepino: 12,78% Batata-inglesa: 10,96% Brócolis: 10,13% Morango: 8,96% Goiaba: 8,14% Couve-flor: 7,94% Arroz: 5,80% Peixe-castanha: 4,67% Filé-mignon: 4,07% Couve: 3,66% Bacalhau: 3,57% Sal: 3,14% Peito: 3,12% Carne de carneiro: 3,05% Pera: 2,92% Óleo de soja: 2,78% Alimentos que mais baratearam Manga: -13,48% Cenoura: -10,67% Melancia: -7,36% Repolho: -4,80% Peixe-cavala: -4,65% Maracujá: -4,30% Peixe-aruanã: -4,29% Laranja-baía: -3,99% Banana-d’água: -3,88% Mamão: -3,58% Capa de filé: -3,36% Abacaxi: -2,76% Banana-maçã: -2,70% Peixe-dourada: -2,69% Peixe-filhote: -2,64% Banana-prata: -2,42% Batata-doce: -2,40% Peixe-sardinha: -2,30% Salsicha em conserva: -2,30% Açaí (emulsão): -2,03% Agora no g1

Feira de Alimentos Agroecológicos e Artesanatos Divulgação O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,32% em outubro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa uma desaceleração em relação a setembro, quando o indicador avançou 0,70%. Em outubro de 2025, o índice havia subido 0,18%. Com o resultado de hoje, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% no ano e de 4,62% em 12 meses, acima dos 4,47% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O avanço foi puxado principalmente pelo grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 0,88% no mês. Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em outubro. A exceção foi Habitação, que caiu 0,10%. Agora no g1 Veja a variação de cada grupo em outubro Alimentação e bebidas: 0,88%; Habitação: -0,10%; Artigos de residência: 0,28%; Vestuário: 0,53%; Transportes: 0,05%; Saúde e cuidados pessoais: 0,15%; Despesas pessoais: 0,55%; Educação: 0,09%; Comunicação: 0,43%. IPCA-15 de outubro de 2026 Arte/g1 Alimentação volta a puxar alta dos preços O maior avanço entre os grupos avaliados pelo IBGE foi o de Alimentação e Bebidas, que subiu 0,88% em outubro. O resultado representa uma aceleração em relação a setembro, quando o grupo avançou 0,40%. De acordo com o instituto, o avanço foi puxado pela alimentação no domicílio, que subiu 1,01% em outubro, ante 0,38% no mês anterior. Os principais destaques foram: 🍅 tomate (24,54%); 🧅 cebola (13,63%); 🥔 batata-inglesa (10,96%); e 🍚 arroz (5,80%). Além disso, comer fora de casa também ficou mais caro: a alta foi de 0,56% em outubro, ante 0,44% em setembro. O avanço foi puxado pelos preços da refeição, que passaram de 0,38% para 0,61%, e do lanche, de 0,44% para 0,66%. Veja o que ficou mais caro e o que barateou Despesas pessoais e vestuário também sobem Entre os demais grupos que registraram alta no mês, Despesas Pessoais avançou 0,55%, o segundo maior resultado de outubro. A taxa, no entanto, desacelerou em relação a setembro, quando havia ficado em 0,96%. Nesse grupo, os destaques foram os subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%). A terceira maior alta ficou com Vestuário, que avançou de 0,41% em setembro para 0,53% em outubro. Já em Transportes (0,05%), o resultado foi influenciado principalmente pelos combustíveis, cuja alta passou de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. Entre os destaques ficaram o óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%). Na outra ponta, as passagens aéreas caíram 9,24%. IPCA-15 acumulado em 12 meses até outubro de 2026. Arte/g1 Conta de luz cai com bandeira tarifária verde A queda de Habitação foi puxada principalmente pela energia elétrica residencial, cuja variação passou de alta de 7,42% em setembro para queda de 0,89% em outubro. O recuo foi influenciado pela mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz. O IBGE destaca, ainda, oscilações mais fortes em Fortaleza (-4%) e Belém (3,71%). Na capital cearense, houve redução das tarifas com a incorporação de recursos relacionados à repactuação do Uso de Bem Público (UBP) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em Belém, houve impacto de um reajuste tarifário de 6,63%, em vigor desde setembro. Entre os demais subitens de Habitação, também se destacaram o gás de botijão, que subiu 1,28% em outubro, e o aluguel residencial, com alta de 0,28%.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou em queda nesta sexta-feira (23), com um recuo de 0,90%, cotado a R$ 4,9930. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 0,47%, aos 205.083 pontos. No último pregão antes do 2º turno das eleições presidenciais, investidores repercutiram a nova pesquisa do Datafolha, divulgada na véspera. A prévia da inflação brasileira, o IPCA-15, também ficou no radar, assim como os preços do petróleo no mercado internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Mais uma pesquisa aponta Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) com empate técnico no 2º turno. Segundo a pesquisa do Datafolha, enquanto o candidato do PL ficou com 47% das intenções de voto, o petista chegou a 46%. Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 50% e Lula, 50%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições. ▶️ A divulgação do IPCA-15 também ficou no centro das atenções. O índice, conhecido como a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,32% em outubro, abaixo do esperado pelo mercado e em uma desaceleração na comparação com o observado em setembro, quando subiu 0,70%. ▶️ No exterior, o petróleo caminha para mais um dia de alta nesta sexta-feira, pressionado pelos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, pela queda maior que a esperada nos estoques americanos e por novos ataques entre Rússia e Ucrânia. O barril do Brent, referência internacional, subiu 3,45%, cotado a US$ 117,08. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 4,02%, a US$ 103,45 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,57%; Acumulado do mês: -3,50%; Acumulado do ano: -9,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,17% Acumulado do mês: +10,06%; Acumulado do ano: +27,28%. Flávio e Lula em empate técnico no 2º turno Mais uma pesquisa eleitoral indicou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no 2º turno das eleições presidenciais, que acontecem no próximo domingo (25). O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto, e Lula tem 46%, em empate técnico. Brancos e nulos somam 5%, os indecisos são 2%. Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 50%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-09709/2026. Veja os dados detalhados das pesquisas Datafolha do 2º turno Petróleo volta a ficar no radar As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas. As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor. Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra. As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais. Além disso, outro fator que influencia as cotações do petróleo nesta quinta-feira é a nova onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia. Os dois países voltaram a trocar ataques, mesmo após os recentes esforços dos EUA para pôr fim ao conflito. Na véspera, Moscou chegou a afirmar que estaria pronta para retomar as negociações com Kiev, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que espera que as conversas ocorram no início de novembro. Ainda assim, os ataques seguem acontecendo entre os dois países. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira, em meio a uma onda vendedora de ações de tecnologia. O Dow Jones caiu 1,25%, enquanto o S&P 500 recuou 0,52 e o Nasdaq Composite perdeu 0,21%. Na Europa, as ações também fecharam em queda, à medida que as tensões na França e os preços mais altos do petróleo abalaram o otimismo gerado por alguns balanços corporativos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,31%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha caiu 0,75%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,36% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve uma queda de 0,32%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira. O destaque ficou com os novos dados do índice de gerentes de compras (PMI) do Japão, que teve um crescimento menor em outubro em relação a setembro, em meio à desaceleração da produção e das novas encomendas. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, avançou 1,7%. No Japão, o Nikkei recuou 0,34% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,30%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,69%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Foto de Karolina Kaboompics

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), formado pelo governo federal, estados e municípios, informou que os microempreendedores individuais não precisarão mais emitir a nota fiscal eletrônica para pessoas físicas no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, regulamentando medida de nova lei aprovada pelo Legislativo. Ao mesmo tempo, os chamados "nanoempreendedores" ficam dispensados, também, de emitir nota fiscal eletrônica e de se inscreverem no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sem prazo definido. Até então, eles não teriam essa obrigação até o fim de 2028. As medidas de simplificação, implementadas por meio de decreto e resolução do CGSN, foram anunciadas após a aprovação de uma lei que altera as regras para os pequenos empreendedores, em meio à corrida eleitoral e a dois dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Senado aprova projeto que amplia limite do MEI O candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), tem criticado alguns pontos da reforma tributária, como o mecanismo de "split payment", que promete extinguir caso seja eleito. O sistema prevê a separação automática do valor dos tributos no momento do pagamento de uma compra. Flávio disputa as eleições com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. No ano passado, o governo propôs e aprovou a reforma tributária, cujos novos tributos começam a ser cobrados em 2027. Em seu programa de governo, Flávio Bolsonaro promete implementar um "tesouraço da burocracia", que, segundo ele, "corta pela raiz o que faz o cidadão e o empreendedor perderem tempo". "As mudanças contribuem para reduzir a burocracia, diminuir custos administrativos e ampliar a segurança jurídica dos pequenos negócios. Ao mesmo tempo, preservam a capacidade de acompanhamento e controle pela administração tributária, mantendo o equilíbrio entre simplificação e conformidade fiscal", diz nota divulgada pela Receita Federal. ➡️Atualmente, o microempreendedor individual pode faturar até R$ 80 mil por ano. Com nova lei aprovada neste mês pelo Congresso Nacional, e sancionada pelo presidente Lula, esse limite será ampliado de forma gradual: para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. ➡️Segundo a Receita Federal, o limite de enquadramento dos nanoempreendedores corresponde a 50% do teto do MEI. Com a elevação do limite de faturamento dos microempreendedores individuais, o teto dos nanoempreendedores passará para R$ 55 mil em 2027 e para R$ 70 mil em 2028. A economista Tatiana Goes pondera que "a redução de exigências pode ampliar a base de pessoas economicamente ativas e estimular transações que antes eram desincentivadas pela complexidade regulatória". Em contrapartida, "o desenho das regras precisa evitar distorções entre negócios de portes semelhantes e preservar mecanismos proporcionais de fiscalização e transparência". Presidente Lula (PT) durante a sanção dos novos limites do MEI e envio de PEC sobre tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana e feriados, no Palácio do Planalto Ricardo Stuckert Decisões do Comitê do Simples A Receita Federal anunciou que o Comitê do Simples confirmou que os microempreendedores individuais estão dispensados da emissão de documentos fiscais eletrônicos, para pessoas físicas, relacionados aos novos tributos sobre o consumo (a CBS do governo federal e o IBS dos estados e municípios). No caso dos MEIs, o governo informou que a nova regulamentação permite a utilização da Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-Simei) como documento fiscal eletrônico nas operações destinadas ao consumidor final pessoa física, dispensando, assim, a emissão das notas fiscais eletrônicas, "reduzindo custos de conformidade e simplificando o atendimento das novas exigências decorrentes da Reforma Tributária". Com essa decisão, o governo regulamenta dispositivo de lei aprovado pelo Congresso Nacional segundo o qual os MEIs não estão mais obrigados a emitir o documento nas vendas de mercadorias e na prestação de serviços para pessoas físicas Já os nanoempreendedores, segundo a Receita Federal, estão dispensados, também, de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sem prazo final definido. Até então, eles não teriam essa obrigação até o fim de 2028. "A medida reconhece as características específicas desse público [nanoempreendedores], formado por pessoas que exercem atividades econômicas de reduzida dimensão e baixo volume de receitas, muitas vezes como complemento de renda familiar", diz o Fisco.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante horário eleitoral nesta quinta-feira (22) Reprodução Globo Seja Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o eleito neste domingo (25/10), a economia deverá ser um "calcanhar de Aquiles" para o novo governo. Quem tomar posse em 5 de janeiro terá que responder à cobrança do mercado financeiro por um ajuste nas contas públicas e lidar com a insatisfação dos brasileiros com o custo de vida e o endividamento recorde. Tudo isso, em meio a uma economia que deverá crescer menos em 2027. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para economistas ouvidos pela BBC News Brasil, nenhum dos dois candidatos apresentou planos claros para responder a esses desafios. E respostas mais concretas são aguardadas para o pós-eleição, quando a próxima equipe econômica for finalmente definida. "Um governo bem-sucedido não vai ser aquele que vai apresentar os melhores números nesses quatro anos, mas aquele que vai conseguir deixar uma economia em condições melhores para crescer nos anos seguintes", acredita Bruno Imaizumi, economista da consultoria 4intelligence. Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o fundamental é que o eleito não perca o senso de urgência e apresente um plano objetivo para a economia e as contas públicas "na primeira hora", já que isso ficou ausente do debate eleitoral. Agora no g1 "O problema é que o tempo urge, porque, com esse Congresso que ganhou as eleições — apesar de ser mais à direita, o que, em um cenário de eleição do senador Flávio, poderia ser mais palatável — há outras agendas fora desse ciclo econômico, fiscal, orçamentário, e isso também impõe limitações, sobretudo se não tiver um plano coeso, um plano claro", diz Salto. Entenda os três principais desafios do próximo presidente na economia, como os dois candidatos dizem que responderão a eles e o que de fato precisaria ser feito, na visão de economistas. Desequilíbrio das contas públicas O novo presidente vai ter que lidar com uma dívida pública no maior nível desde a pandemia. A dívida bruta do governo geral — que inclui governo federal, Previdência, Estados e municípios — chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), segundo o Banco Central. A dívida cresce quando o governo gasta mais do que arrecada com impostos. Sem dinheiro em caixa, ele é obrigado a pegar mais dinheiro emprestado, a juros mais altos, numa "bola de neve" fiscal. A dívida pública alta — e sem perspectiva de estabilização do seu nível em relação ao PIB nos próximos anos — gera dúvidas quanto à capacidade do governo de honrar suas obrigações. Com isso, o Banco Central diz ter dificuldade de baixar a taxa de juros. Isso encarece investimentos e empréstimos e reduz o crescimento da economia, afetando a vida dos brasileiros em geral. Flávio Bolsonaro tem dado sinais ambíguos sobre como pretende lidar com a questão. Por um lado, ele fala em um "tesouraço" no gasto público e nos impostos, e seus auxiliares na área econômica têm prometido em entrevistas e nos bastidores um ajuste fiscal da ordem de 1,5% a 2% do PIB nos primeiros 18 meses de governo, equivalente a um corte de gastos de R$ 190 bilhões a R$ 250 bilhões. Por outro lado, o senador tem prometido aos eleitores que vai manter o reajuste real do salário mínimo e que não vai desvincular aposentadorias e benefícios sociais do salário-base. Afirma ainda que não vai reduzir os pisos constitucionais dos orçamentos da Saúde e da Educação e diz que seu ajuste das contas públicas deverá ser centrado em cortes de ministérios, cargos comissionados, despesas administrativas e supersalários do funcionalismo público e no combate à corrupção. Já Lula, com seu pacote eleitoral, criou despesas fiscais com impacto de quase R$ 200 bilhões até 2030, segundo cálculo da Warren Investimentos, anterior à proposta de tarifa zero nos transportes aos fins de semana. O presidente também segue dizendo que o crescimento da economia e a ampliação da arrecadação decorrente disso são o caminho para reduzir a dívida pública, sem se comprometer com cortes de despesas. "Não temos, de nenhum dos dois candidatos, propostas ainda bem definidas [de ajuste fiscal], esse é um debate que ficou para depois da eleição, porque todas as propostas passam por redução de despesa, algo que é obviamente impopular", avalia Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter. A diferença, na visão da economista, é que Flávio contará com maior condescendência do mercado no início de seu governo, por conta da experiência do governo de Jair Bolsonaro (PL), em que o salário mínimo foi ajustado apenas pela inflação (sem ganho real), e o teto de gastos do governo Michel Temer (MDB) foi mantido, com a desvinculação dos pisos de gastos com saúde e educação a percentuais fixos da receita do governo. Já Lula tem um desgaste de credibilidade, após quatro anos de governo sem controlar o gasto, o que foi agravado pelas diversas promessas eleitorais que ampliam a despesa e reduziram arrecadação, como o Desenrola 3.0; o perdão de dívidas, o Pix de R$ 5 mil e o aumento do teto do MEI; a proibição das bets; o aumento do Bolsa Família; e a manutenção da desoneração sobre combustíveis. Nesse cenário, tanto a economista do Inter, quanto Felipe Salto, da Warren, acreditam que, passada a eleição, "a realidade vai se impor", e algum ajuste terá de ser feito, por qualquer um dos dois presidenciáveis. No caso das promessas de Flávio, Salto observa que "a conta não fecha", porque não é possível reduzir a carga tributária como tem prometido o candidato mantendo o Estado de bem-estar social previsto na Constituição de 1988. Ao mesmo tempo, promessas de fazer a economia apenas cortando ministérios e vendendo ativos "não colam", diz ele, porque não geram uma economia suficiente para o país passar do déficit primário ao superávit — o que só aconteceria mexendo nos gastos obrigatórios e nas isenções fiscais. "Se o Flávio ganhar, acontecerá uma frustração para aqueles que acreditaram nesse Flávio novo do segundo turno, que é o Flávio que diz que vai aumentar gastos, que o ajuste dele vai ser de corte de desperdícios, de redução de ministérios, porque a gente sabe que por aí não tem como fazer economia relevante", acredita Salto. Um indício de que Flávio deverá frustrar eleitores e agradar o mercado, diz o economista, é sua postura com relação à escala 6x1. O senador votou a favor da proposta na última hora e sem comparecer presencialmente à votação, enquanto sinalizava a empresários nos bastidores que, se eleito, deve rever a medida. No caso de Lula, Rafaela Vitória observa que, se reeleito, ele deverá enfrentar uma deterioração das chamadas condições financeiras, com juros futuros e dólar em alta, por conta da descrença do mercado em sua capacidade de fazer um ajuste fiscal. Isso pressionaria a inflação. "O governo seria forçado a tomar algumas medidas, ainda que impopulares e contra o que foi anunciado na campanha, por conta da volatilidade mais negativa no mercado", diz a economista. Rafaela Vitória e Salto, no entanto, avaliam que, mesmo que isso aconteça, não seria comparável ao "cavalo de pau" dado por Dilma Rousseff (PT) em 2015, com a adoção de um ajuste fiscal duro, contrário às promessas de campanha à reeleição da ex-presidente. "Acredito que existe uma diferença do atual governo em relação à Dilma", diz a economista-chefe do Inter. "O diagnóstico de que é preciso controlar o crescimento de gasto existe. Naquela época, o diagnóstico era de que gastar mais era bom, você tinha o 'gasto é vida'", observa. "Hoje, desde o [ex-ministro da Fazenda, Fernando] Haddad, mas também sob [o atual ministro, Dario] Durigan, existe um diagnóstico de que ter responsabilidade fiscal é importante para estabilizar preços." Salto defende que, qualquer que seja o eleito, o ajuste deve ser feito de forma gradual, sob o risco de o país entrar em recessão — ou seja, haver uma queda prolongada da atividade econômica — com um corte muito agudo. "A economia já está em desaceleração desde meados de 2025, as projeções já indicam um crescimento próximo de 1% para o ano que vem", observa. "Se você fizer um ajuste abrupto no primeiro ano, assumindo que ele fosse possível politicamente, colocaria a economia em recessão." Como parte de um pacote gradual, Salto defende um corte de 50% nas emendas parlamentares; a desindexação da Previdência e benefícios ao salário mínimo, com reajuste passando a ser definido pelo Executivo; a submissão da correção dos pisos de Saúde e Educação ao arcabouço fiscal, limitando o crescimento a 2,5% ao ano — o que já foi feito no governo Lula 3 para o reajuste do mínimo; uma revisão ampla do gasto tributário, incluindo entidades filantrópicas, regimes especiais como o Simples, a Zona Franca de Manaus, e abatimentos para pessoas físicas no Imposto de Renda; o fim dos supersalários, entre outras medidas. Já Rafaela Vitória avalia que as principais medidas que teriam credibilidade seriam a desvinculação de gastos obrigatórios, incluindo o atrelamento dos benefícios sociais e aposentadorias ao salário mínimo; e a desvinculação dos pisos de Saúde e Educação da receita. Economia em desaceleração em 2027 Um segundo desafio para o próximo presidente será um crescimento menor da economia, que, na visão dos analistas, "já está contratado" para 2027. No boletim Focus do Banco Central mais recente, a mediana das expectativas dos analistas é de uma alta de 1,83% do PIB neste ano e de apenas 1,32% no próximo. Mas economistas avaliam que o resultado pode ser ainda mais fraco em 2027, próximo de 1%. A perda de ritmo deverá ser influenciada por uma redução dos estímulos fiscais pelo governo federal e governos estaduais em 2026, em meio à corrida eleitoral. Ao mesmo tempo, os investimentos devem seguir pressionados no começo do ano pelos juros ainda elevados. A esse cenário deve se somar uma retração da agropecuária, setor que tem puxado o desempenho do PIB nos últimos anos, por conta das quebras de safra esperadas com o El Niño forte — o que também deve pressionar o preço dos alimentos. "Estamos projetando uma queda de 0,7% do agro no ano que vem, devido à questão do El Niño", diz Imaizumi, da 4intelligence. "Está vindo um monstro climático, que está sendo subestimado." O eleitor costuma avaliar o governo pelo que sente no bolso. Se o início do mandato for de economia fraca, uma percepção negativa pode se consolidar cedo e pesar na popularidade do presidente, na relação com o Congresso e nas perspectivas de reeleição ou sucessão. Em seus programas, os candidatos não focam especificamente em 2027, mas ambos trazem propostas para estimular o crescimento econômico nos próximos quatro anos. O candidato do PL promete dobrar o ritmo de crescimento médio do país, de 2% para 4% ao ano, incluindo medidas como a facilitação do licenciamento ambiental, um "revogaço" regulatório, desestatizações e atração de investimento privado em concessões, redução da carga de impostos e da burocracia, flexibilização trabalhista e redução do custo do trabalho. Promete ainda adicionar valor aos minerais críticos (lítio, nióbio e terras raras) para atrair indústrias de ponta e data centers; racionalizar encargos da conta de luz e incentivar a exploração de gás não convencional (fracking) e o agronegócio. Já o petista aposta na indução estatal ao investimento privado, com a continuidade de programas como o Nova Indústria Brasil (NIB), de reindustrialização; uma segunda edição do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de investimentos em infraestrutura e na área social; e o Plano de Transformação Ecológica (PTE), de crescimento sustentável. O plano de Lula combina isso com propostas de fortalecimento da demanda interna, por meio do crescimento da massa salarial, e apoio a micro, pequenas e médias empresas por meio do alargamento de linhas de crédito produtivo (como Pronampe, Procred 360 e Acredita). "Um governo regular [na economia] conseguiria evitar uma deterioração significativa das questões fiscais e, ao mesmo tempo, manter a economia crescendo de maneira moderada, sem ser de forma artificial, colocando mais despesas públicas", opina Imaizumi. "Um bom ou ótimo governo seria aquele que, além de estabilizar a questão das contas públicas, conseguisse implementar reformas que realmente aumentassem o potencial de crescimento do país", afirma, acrescentando ser cético quanto a isso, qualquer que seja o eleito. Já Rafaela Vitória, do Banco Inter, acredita que, se o cenário de desaceleração da economia for acompanhado de uma mudança no rumo fiscal, uma queda de juros pelo Banco Central se torna mais factível, o que pode limitar a perda de ritmo da atividade. "Mesmo que a gente tenha um semestre de atividade mais parada [no início de 2027], o fato de termos o Banco Central com mais espaço para cortar juros traz uma expectativa de retomada desse crescimento já no final de 2027 para 2028", acredita. "Agora, se o governo demorar muito para atuar nas medidas e o Banco Central não puder cortar juros com mais celeridade, a desaceleração pode se prolongar ou até mesmo termos uma recessão." Custo de vida e endividamento Por fim, o terceiro grande desafio do próximo presidente na economia será reverter o mau humor dos brasileiros, provocado pelo custo de vida elevado e endividamento recorde nos últimos anos. Levantamento feito por Bruno Imaizumi, da 4intelligence, mostra que o eleitor chegou às urnas em 2026 com poder de compra acima das eleições de 2022, mas ainda abaixo do pré-pandemia. O salário mínimo em setembro deste ano (R$ 1.621) comprava 1,76 cesta básica, ante 1,61 em igual mês de 2022, e mais 2 ao longo de 2019, último ano antes da emergência da covid-19. O maior valor da série foram 2,28 cestas básicas em março de 2012, considerando o valor da cesta de São Paulo, em série do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Já o percentual de famílias endividadas recuou para 81,7% em setembro, na primeira queda do indicador no ano, após sucessivos recordes, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As empresas também enfrentam situação complicada, com diversos pedidos de recuperação judicial no setor de varejo e no agronegócio. Para lidar com a questão do custo de vida, Lula propõe manter a política de valorização real do salário mínimo e a inflação sob controle. Para baratear alimentos, o petista acena à agricultura familiar, propondo ampliar o Plano Safra da Agricultura Familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Também promete baratear a energia elétrica e que a Petrobras retome o segmento de distribuição de combustíveis. Para endereçar o problema do endividamento, o presidente lançou medidas diversas ao longo da campanha eleitoral, como o Desenrola 3.0, o perdão da dívida de MEIs e a proibição das bets. A nova versão do Desenrola, diferentemente das anteriores, propõe comprar carteiras de dívidas com desconto de até 90%, repassando a dedução ao devedor, com o objetivo de limpar até R$ 150 bilhões em dívidas dos brasileiros até meados de 2028. Flávio Bolsonaro, por sua vez, propõe responder à questão do custo de vida reduzindo imposto sobre o consumo. Em seu programa de governo, ele sugere ainda simplificar a conta de luz, racionalizando encargos e subsídios cruzados; e reduzir o preço dos alimentos por meio da criação de "corredores logísticos inteligentes" para diminuir o custo do transporte, a ampliação da capacidade de armazenamento de safras e o estímulo à produção nacional de fertilizantes. Com relação ao endividamento, o candidato do PL tem indicado usar a Caixa Econômica Federal para recomprar dívidas — proposta semelhante ao Desenrola 3.0 de Lula –, mas o senador foi além e se comprometeu, no debate da Band, a dar carência de seis meses para as famílias e de um ano para as empresas iniciarem o pagamento. A proposta repercutiu mal entre agentes do mercado financeiro, que, nas redes sociais, disseram considerar a medida um "calote bancário". Para Bruno Imaizumi, as propostas dos candidatos não tocam em agendas de longo prazo. Ele avalia que reduzir o custo de vida, em uma economia ainda muito dolarizada como a brasileira, exigiria valorizar a moeda nacional, o que, na sua visão, só seria possível com reformas estruturantes. "Ficamos muito mal acostumados a discutir uma única grande reforma por mandato. E essa reforma, geralmente, vem muito desidratada", afirma. "Por isso a relação entre os Três Poderes é tão importante, porque nos falta discutir os problemas estruturais." Com relação ao endividamento, Imaizumi também avalia que as propostas dos dois lados são paliativas, e que uma solução de longo prazo exige reduzir os juros no país, o que só será possível com o reequilíbrio das contas públicas.

Montagem com Flávio Bolsonaro, Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva. Reuters O presidente da Argentina, Javier Milei, virou assunto ao longo da eleição brasileira. O ultraliberal assumiu o governo do país vizinho em 2023 com a promessa de recuperar a economia por meio do “Plano Motosserra”. O duro programa de ajuste incluía cortes profundos nos gastos públicos, fim de subsídios, desvalorização do peso argentino e desregulamentação. Como mostrou o g1, um dos principais temas econômicos das campanhas presidenciais no Brasil é justamente o equilíbrio das contas públicas. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nesse debate, Milei se tornou mais um símbolo da polarização: enquanto Flávio Bolsonaro (PL) vê o argentino como exemplo a ser seguido, Lula (PT) alerta para os custos sociais de medidas tão severas na economia. (saiba mais abaixo) Esse é o mesmo dilema que Milei enfrenta hoje na Argentina: Por um lado, após quase três anos de governo, as medidas de ajuste econômico reduziram a inflação e melhoraram importantes indicadores da economia, como o equilíbrio das contas públicas do país. Por outro, a paciência de muitos argentinos com o “sacrifício necessário” para arrumar a casa começou a se esgotar à medida que os efeitos das medidas atingiram as empresas, o mercado de trabalho, a renda e o consumo das famílias. Agora no g1 Como está a economia argentina? Sob a gestão de Milei, a Argentina passou a arrecadar mais do que gasta, equilibrando as contas públicas. A inflação caiu de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025, o menor nível em oito anos. As exportações cresceram, e a Argentina voltou a registrar saldos positivos no comércio exterior. Os investidores se empolgaram. Em 2024, primeiro ano completo de Milei no governo, o S&P Merval, principal índice de ações do país, acumulou alta de quase 115% em dólares e de 174% em pesos argentinos. No ano seguinte, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,4%. A euforia inicial, porém, começou a perder força. A dificuldade para acumular reservas em dólar, a desvalorização do peso e a perda de capital político passaram a pesar sobre o humor do mercado financeiro. Nem a ajuda do presidente americano, Donald Trump, eliminou a percepção de risco. Nas ruas, o freio na economia começou a mudar o humor do argentino. A pobreza, que havia recuado no segundo ano de governo, voltou a subir e voltou a atingir um terço da população, enquanto pesquisas apontam trajetória de alta. (veja mais abaixo) Desde o início da gestão Milei, mais de 32 mil empresas fecharam ou deixaram de ter funcionários registrados, segundo os dados mais recentes. Já o desemprego atingiu 7,9%, maior nível desde 2021. O poder de compra também seguiu pressionado, em meio ao aumento da informalidade. Nas regiões mais pobres, os números ganham rosto: cozinhas comunitárias ficam lotadas, há registros da volta do escambo — troca de produtos sem o uso de dinheiro — e famílias recorrem a empréstimos de curto prazo para colocar comida na mesa. Gustavo Raúl Pérez, dono de uma loja de ferragens em Buenos Aires, exemplifica o aperto no bolso do consumidor e o impacto para pequenos empreendedores. “Eu costumava vender 10 carrinhos de mão. Agora, vendo um.” “Votei em Milei acreditando que ele traria mudanças para melhor, mas ele realmente me decepcionou”, afirmou Pérez à agência Reuters. Gustavo Raul Perez, dono de uma loja de ferragens, toma mate em seu estabelecimento em San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, em 16 de setembro de 2026. Reuters/Agustin Marcarian A educação também virou foco de insatisfação. Neste mês, milhares de estudantes e professores têm protestado contra o governo para cobrar mais recursos para as universidades públicas. Em Buenos Aires, uma das manifestações terminou em confronto com a polícia. Popularidade em queda Em 2026, os impactos da "motosserra" passaram a pesar também sobre o futuro político de Milei. A popularidade do presidente argentino entrou em queda, com desgaste especialmente entre a parcela mais pobre da população. Pesquisa da AtlasIntel de setembro mostrou que a desaprovação do presidente argentino entre os entrevistados de menor renda, que ganham até cerca de US$ 650 por mês, chegou a quase 70%, enquanto a aprovação ficou abaixo de 30%. Um ano antes, Milei era desaprovado por 57% desse grupo e aprovado por 37%. No conjunto da população, a desaprovação chegou a 58%, ante 38,1% de aprovação. As eleições presidenciais na Argentina estão marcadas para outubro de 2027. Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, aponta avanços econômicos no governo Milei. Ele pondera, porém, que a execução do Plano Motosserra passou a enfrentar limitações no ambiente sociopolítico. "A sustentação do equilíbrio fiscal, viabilizada pela contenção de despesas operacionais, transferências a aposentadorias e redução de subsídios às tarifas públicas, exerceu pressão direta sobre a renda disponível das famílias", afirma. Como as campanhas exploraram o tema? Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante agenda de campanha. Montagem/g1 Aliado político de Flávio Bolsonaro, o presidente argentino veio ao Brasil para o lançamento da campanha do senador, em 25 de julho. Menos de um mês antes, os dois haviam se encontrado em Buenos Aires. Durante a passagem pela capital argentina, Flávio defendeu a política econômica de Milei e destacou a melhora dos indicadores do país. "Quando o presidente Milei assumiu o cargo, a Argentina estava falida. Inflação acima de 200% ao ano. Mais da metade da população vivendo na pobreza", disse. "Então, chegou Javier. E cortou a própria carne do Estado com uma motosserra. Reduziu ministérios pela metade. Acabou com privilégios. Equilibrou as contas. E os resultados estão à vista de todos", acrescentou Flávio, em espanhol. Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio à Presidência, também já elogiou o líder do país vizinho. "Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e em redução de burocracia e impostos", afirmou a economista. A inspiração também surgiu no plano de governo de Flávio, que promete um "tesouraço" no Brasil para "enxugar a máquina, colocar as contas em ordem e reduzir impostos". O documento, porém, não detalha como os cortes seriam feitos. Do outro lado da disputa, a campanha de Lula, que busca a reeleição, passou a explorar justamente os efeitos sociais das medidas adotadas na Argentina. Uma das peças compartilhadas nas redes sociais do PT cita a pobreza e a reforma trabalhista promovida por Milei, criticada por sindicatos. Aprovada em fevereiro, a medida permite jornadas de até 12 horas, com possibilidade de compensação, e altera as regras de indenização em caso de demissão. O vídeo critica também o acordo entre Argentina e Estados Unidos sobre minerais críticos e usa frases como "Flávio Bolsonaro quer transformar o Brasil no modelo de Milei" e "Milei fez lá. Flávio quer fazer aqui". Em julho, em resposta a críticas de Javier Milei ao governo Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira estava em situação melhor que a argentina. "O risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou Durigan. A situação do país vizinho também foi explorada durante o primeiro debate presidencial para o segundo turno das eleições no Brasil. Lula questionou Flávio sobre sua proximidade com Milei e perguntou se ele pretendia adotar no Brasil o modelo econômico argentino. Flávio não respondeu à pergunta, mas disse que governos de direita precisam “consertar” problemas deixados por governos de esquerda. Brasil x Argentina: veja as diferenças entre as economias em 8 gráficos Mas o que está por trás dessa divergência? O embate não é só político. Na economia, também há diferentes visões sobre a melhor receita para colocar um país nos trilhos. A discussão também envolve os limites do ajuste: quanto apertar as contas agora na expectativa de colher resultados melhores no futuro — e a que custo? 🔎 De um lado, há uma visão que prioriza o ajuste das contas públicas e a estabilidade da economia, mesmo com custos no curto prazo. Do outro, uma que dá mais peso aos efeitos imediatos do ajuste sobre a atividade econômica, o emprego e a renda — e ao papel do Estado em reduzir esses impactos. Federico Servideo, da Câmara Argentino-Brasileira, afirma que existe uma correlação direta entre programas de consolidação fiscal profunda e impactos de curto prazo nos indicadores sociais. "A redução do gasto público e a interrupção de obras e repasses discricionários subtraem um componente de demanda que afeta a dinâmica econômica regional", explica. ⚠️ Em outras palavras, ele explica que a redução de gastos, obras e repasses retira da economia parte dos recursos que antes ajudavam a movimentar a atividade. Mas o caso argentino é complexo e tem outras camadas. Durante anos, o Estado bancou parte dos preços de serviços como energia, água, gás e transporte público, mantendo as tarifas abaixo do custo total. Milei cortou parte desses subsídios, aumentando expressivamente a parcela paga pelos consumidores. Na prática, esse modelo ajudava a aliviar o bolso das famílias, mas também pesava sobre as contas públicas. Em um país que já convivia com déficits fiscais, endividamento e escassez de dólares, os subsídios adicionavam pressão a um quadro econômico já bastante fragilizado. Federico Servideo lembra que, apesar dos impactos sociais, os defensores do ajuste de Milei apontam entre as justificativas técnicas do plano a necessidade de corrigir desequilíbrios acumulados e preços defasados por anos. Por que a conta social chegou depois? A inflação foi o primeiro grande problema que Javier Milei conseguiu atacar. Mas frear a alta não fez os preços caírem, nem devolveu automaticamente poder de compra e empregos aos argentinos. Os preços dispararam no início do choque econômico e continuaram subindo depois, apenas em ritmo bem mais lento. Para quem vive do salário, a diferença é crucial: se a renda não acompanha, inflação menor não significa necessariamente mais dinheiro no bolso. Inflação oficial da Argentina, no acumulado em 12 meses. g1 Frear a inflação, portanto, é só parte do caminho. Falta fazer os bons números aparecerem também no bolso dos argentinos. Para Jimena Zuniga, analista de geoeconomia da América Latina da Bloomberg Economics, Milei "foi muito bem na estabilização macroeconômica" e "no crescimento total", mas o poder de compra segue justamente como uma das principais pendências do governo. "A principal conta pendente de sua gestão é que o crescimento é pequeno demais e desigual demais para produzir, até agora, aumentos maiores da renda real para a maior parte da população", afirma a especialista, que vive em Buenos Aires. Conforme mostrou o g1, o PIB da Argentina avançou 4,4% em 2025. Mas o crescimento ficou longe de se espalhar pela economia: concentrou-se em setores como energia e mineração, enquanto o consumo interno seguiu fraco. A indústria e o setor público, por exemplo, foram fortemente prejudicados pelo ajuste econômico. Segundo Zuniga, o aumento do desemprego e a queda do emprego formal pressionam a renda e ajudam a explicar por que a pobreza voltou a subir. Incidência de pobreza e de indigência na Argentina Arte g1 "A abertura da economia e os custos elevados em dólares fazem com que muitas empresas exportadoras, e sobretudo aquelas que concorrem com produtos importados, tenham de fechar ou demitir funcionários, que agora são muito caros em dólares", afirma. Segundo a especialista, os setores hoje mais competitivos empregam relativamente pouca gente e, por isso, têm alcance limitado para compensar as perdas no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, demissões e fechamentos de empresas não acontecem de uma hora para outra, o que ajuda a explicar por que os números pioraram agora. "No início, as empresas aguentam por algum tempo operando com prejuízos. Mas a passagem do tempo faz com que cada vez mais delas tomem essa decisão [de fechar as portas]", acrescenta Zuniga. Tito Nolazco, diretor da Prospectiva Public Affairs Latam na Argentina, chama atenção justamente para essa diferença de ritmo: os setores da economia não reagem ao ajuste na mesma velocidade. "Alguns estão crescendo e apresentando um desempenho muito bom, enquanto outros, que exigem mais mão de obra, como a construção e a indústria, estão sendo fortemente afetados pelo modelo econômico atual", diz o especialista, que vive em Buenos Aires. Segundo Nolazco, enquanto obras públicas foram interrompidas e parte da indústria sofreu com a abertura econômica, os investimentos em Vaca Muerta — polo de petróleo e gás do país — e na mineração avançam mais lentamente do que os fechamentos de empresas e os cortes de pessoal na indústria. Por que o mercado também perdeu parte do entusiasmo? O S&P Merval, principal índice da bolsa argentina, avançou em 2024 e 2025. Em 2026, porém, acumula queda de 6,6% até outubro. Variação do S&P Merval, principal índice da bolsa argentina. g1 Para Tito Nolazco, o esfriamento do ânimo do mercado passa por uma combinação de fatores externos e internos. Lá fora, o ambiente também deixou de ajudar. Conflitos internacionais aumentaram a busca por segurança, enquanto os juros altos nos Estados Unidos deram aos investidores mais motivos para evitar mercados considerados mais arriscados, como o argentino. No país, outras incertezas entraram na conta. Nolazco cita o contexto eleitoral, o aumento do desemprego, as tensões sociais e resultados desfavoráveis ao governo no Congresso como fatores que passaram a gerar dúvidas sobre a sustentabilidade do plano econômico. "A menos de um ano das eleições, com eleições também no Brasil e nos EUA [midterms], dois dos três parceiros comerciais mais importantes da Argentina, é lógico que investidores de longo prazo busquem algum refúgio mais seguro até que o cenário político local fique mais claro." Jimena Zuniga, da Bloomberg Economics, coloca ainda mais peso no risco político. Para ela, esse é hoje o principal fator por trás dos movimentos do mercado argentino. "Em geral, me parece que a variável que predomina hoje sobre os movimentos do mercado é o risco político", diz, acrescentando que o peronismo, principal movimento político de oposição a Milei, "não adere a premissas macroeconômicas básicas que, no restante da região, já não são objeto de discussão". "A possibilidade de que [o peronismo] possa voltar ao poder representa um risco que pesa sobre todos os mercados", acrescenta. Em outras palavras, ela aponta que uma troca de governo traz mais incerteza sobre os rumos da economia argentina do que em países como o Brasil, onde há maior consenso sobre premissas macroeconômicas básicas. Há espaço para uma ‘motosserra’ no Brasil? Se a “motosserra” virou referência na eleição brasileira, os especialistas ouvidos pelo g1 fazem uma ressalva: Brasil e Argentina partem de situações econômicas, políticas e institucionais diferentes. "Acredito que as circunstâncias em que Milei assumiu foram especiais. O Brasil não precisa nem teria tolerância política para eliminar o déficit fiscal de um dia para o outro, por exemplo", afirma Zuniga. Antes do primeiro turno das eleições, o g1 ouviu mais de 20 economistas de diferentes correntes de pensamento para entender qual o principal desafio econômico do próximo governo no Brasil. As análises foram feitas por autoridades e ex-autoridades do setor público, profissionais do mercado financeiro, pesquisadores e professores de diferentes instituições de ensino e pesquisa. Nas respostas, o equilíbrio das contas públicas apareceu, de longe, como o mais importante. O problema começa no resultado primário (diferença entre receitas e despesas do governo) e acaba se refletindo no crescimento da dívida pública. A dívida bruta do Brasil é a maior registrada desde abril de 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19. Em agosto deste ano, o endividamento do setor público, que reúne governo federal, Previdência, estados e municípios, chegou a R$ 11,05 trilhões. 🔎 O indicador está em trajetória de alta e já equivale a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país. Em outras palavras, a dívida equivale a cerca de 10 meses de tudo o que a economia brasileira produz. Evolução da dívida bruta Arte/g1 Entre economistas, porém, há uma leitura de que o Brasil precisa ajustar as contas, mas não de um choque nas proporções do argentino. O caminho apontado passa por um ajuste mais gradual e previsível, com reformas capazes de controlar o avanço da dívida sem provocar uma ruptura brusca na atividade e na renda. Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, destaca que o Brasil tem reservas internacionais consolidadas, baixa dolarização, um mercado financeiro doméstico mais profundo e uma economia mais diversificada do que a Argentina. Essas características, diz ele, dão ao Brasil maior capacidade de absorver choques externos. "Além disso, o Brasil possui um sistema de freios e contrapesos institucionais e federativos que favorece a previsibilidade e mitiga inflexões bruscas na política econômica", afirma. Tito Nolazco, diretor da Prospectiva, afirma que a comparação entre países "é sempre enganosa". "Existe uma tendência global de alinhamentos internacionais, dos dois lados, e as associações entre eles sempre acabam sendo falsas." "Cada pessoa, mas também cada sociedade e cada sistema institucional, tem suas particularidades", declara. Ele acrescenta que uma “motosserra” daquele tamanho não depende apenas das condições econômicas ou institucionais, mas também de uma sociedade disposta a bancar o custo do ajuste. "Era essa a situação da população argentina em 2023, diante da espiral inflacionária em que o país se encontrava", diz. "Não acredito que a sociedade brasileira esteja nessa mesma situação de apoio e tolerância ao ajuste", conclui.

Você conhece a orelha-de-elefante-panduriforme? Uma planta misteriosa que brotou no quintal chamou a atenção de Maria Hernandes, moradora de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Para descobrir qual era a espécie, ela enviou uma carta escrita à mão e duas fotos ao Globo Rural. Maria desconfiava que a planta pertencia à família Araceae, a mesma da taioba. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O agrônomo Chukichi Kurozawa, consultor do programa, confirmou a suspeita e identificou a planta como orelha-de-elefante-panduriforme. Ela chama a atenção pelas folhas grandes, enrugadas e onduladas. Segundo o especialista, a espécie é cultivada principalmente como planta ornamental. Apesar da aparência, ela oferece riscos à saúde. Tanto as folhas quanto os rizomas, caules subterrâneos responsáveis pelo armazenamento de nutrientes, são tóxicos e não devem ser consumidos.Moradora encontra planta misteriosa no quintal; espécie é tóxica Orelha-de-elefante-panduriforme Reprodução Globo Rural LEIA TAMBÉM: Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial 'O Menino da Porteira' faz 71 anos: como a música virou filme, monumento e chegou ao Grammy Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial

Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O debate sobre emprego e modelos de trabalho ganhou espaço nos programas de governo, nas declarações públicas e nas propostas dos candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defende a preservação e o fortalecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), marco das relações trabalhistas brasileiras desde 1943. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Já Flávio Bolsonaro (PL) considera que a CLT não acompanha parte das transformações ocorridas no mundo do trabalho nas últimas décadas e defende uma revisão das regras, com medidas como a adoção de contratos por hora e maior peso para as negociações entre empresas e trabalhadores. 💬 Veja abaixo o que se discute sobre a vida dos trabalhadores. Ao fim da reportagem, confira os posicionamentos de cada candidato sobre o tema. Agora no g1 A CLT precisa mudar? A CLT nasceu em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, em um momento em que o Brasil avançava na industrialização e buscava estruturar suas relações de trabalho. Ao longo das décadas, a legislação incorporou uma série de garantias, como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, licença-maternidade e regras sobre a jornada de trabalho. A carteira assinada passou a representar, para sucessivas gerações, a porta de entrada para esses direitos. Mas o mercado de trabalho mudou. A indústria perdeu participação na economia, enquanto o setor de serviços ganhou espaço. Com o avanço da internet, surgiram novas formas de contratação, plataformas digitais passaram a intermediar novas atividades e milhões de trabalhadores passaram a atuar por conta própria, como microempreendedores ou pessoas jurídicas. 🔎 Hoje, cerca de 1,8 milhão de brasileiros trabalham por meio de plataformas digitais de serviços. Ao mesmo tempo, o percentual de trabalhadores por conta própria com CNPJ atingiu o maior nível da série histórica do IBGE, passando de 15%, em 2012, para 27,1%, em 2025. Os dados são frequentemente utilizados por candidatos e grupos que defendem mudanças na legislação trabalhista. O argumento é que as transformações no mercado exigem relações de trabalho mais flexíveis. O que divide os candidatos é a forma como interpretam essas mudanças e, principalmente, o que propõem diante delas. Para Flávio, a expansão dessas modalidades mostra que a legislação trabalhista se tornou excessivamente rígida e precisa abrir espaço para relações mais livres entre empresas e trabalhadores. Para Lula, as mesmas transformações mostram a necessidade de atualizar os mecanismos de proteção social para quem já não está inserido nas formas tradicionais de emprego. Por que a CLT passou a ser contestada? O discurso que contesta os ganhos da CLT se intensificou nos últimos anos, especialmente nas redes sociais: A carteira assinada passou a ser associada a jornadas rígidas, longos deslocamentos, baixos salários e pouca autonomia. Por outro lado, a informalidade, o empreendedorismo e o trabalho por conta própria costumam ser apresentados como símbolos de liberdade, independência e possibilidade de ascensão financeira. Para o sociólogo Ricardo Antunes, muitos jovens cresceram vendo pais e familiares enfrentarem rotinas exaustivas de trabalho sem alcançar estabilidade financeira ou uma melhora significativa de vida. Ao mesmo tempo, foram expostos a uma cultura que valoriza o empreendedorismo individual e a ideia de autonomia profissional. "A promessa de 'ser o próprio chefe' passou a exercer forte apelo, especialmente em um contexto marcado pelo avanço das plataformas digitais e das novas tecnologias. Mas existe uma diferença importante entre a promessa de autonomia e a realidade desses trabalhadores." A cientista política Mayra Goulart afirma que muitos trabalhadores buscam mais liberdade para organizar o próprio tempo e construir relações menos hierárquicas. Isso não significa, porém, que tenham condições de negociar livremente sua sobrevivência econômica. "Ele não está numa posição em que consegue, de fato, gerenciar o seu tempo. Não consegue, de fato, gerenciar o seu descanso, porque precisa lutar pela sua sobrevivência, precisa batalhar pela sua dignidade." Na avaliação da pesquisadora, esse cenário se conecta a uma visão que transforma a precarização em virtude. "Há a proliferação de uma ideologia em que essa luta pela dignidade, muitas vezes, leva à superexploração, à autoexploração desse empreendedor de si mesmo, que trabalha horas sem descanso, não tira férias ou trabalha machucado. Isso passa a ser visto como uma virtude moral." Por que os diagnósticos são tão diferentes? Para Mayra Goulart, a resposta passa por divergências mais profundas sobre liberdade econômica, desigualdade social e o papel do Estado. Segundo ela, parte das críticas à legislação trabalhista está associada à ideia de que a regulação estatal limita a liberdade econômica. Na prática, a divergência entre as ideias dos candidatos aparece na forma como cada grupo enxerga a relação entre trabalhadores e empregadores. Os defensores da flexibilização argumentam que o mercado se tornou dinâmico demais para continuar submetido a regras pensadas para uma realidade industrial do século passado. Para eles, ampliar a liberdade contratual ajudaria a gerar empregos e atender às demandas de trabalhadores que buscam mais autonomia. Já os defensores da manutenção ou ampliação dos direitos trabalhistas partem de outra premissa: trabalhadores e empresas não negociam em condições equivalentes e, por isso, precisam existir garantias mínimas protegidas por lei. A cientista política afirma que essa discussão se tornou mais complexa porque as transformações tecnológicas avançaram mais rapidamente do que os mecanismos de proteção social conseguiram se adaptar. "Há uma certa dificuldade de adaptar as ideologias trabalhistas tradicionais a essas novas tecnologias e aos novos tempos, sem abrir mão da ideia de que esse trabalhador não está numa relação de igualdade com as elites econômicas." O que está realmente em jogo? Os números do mercado de trabalho mostram que, apesar do debate sobre a carteira assinada, o emprego formal continua crescendo no país. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que o Brasil criou 165,8 mil vagas com carteira assinada apenas em agosto. Com isso, o saldo acumulado do ano chegou a mais de 1,1 milhão de empregos formais. A taxa de desemprego caiu para 5,3%, o menor nível para o período na série histórica do IBGE. A população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, e o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,5 milhões, dois recordes. Os dados indicam que, apesar do crescimento dos aplicativos, da pejotização e do trabalho por conta própria, a carteira assinada segue sendo uma forma importante de inserção no mercado de trabalho brasileiro. Para Ricardo Antunes, a principal discussão não é se o país deve manter exatamente a mesma legislação criada em 1943 ou substituí-la integralmente. O desafio, segundo ele, é definir quais direitos devem acompanhar os trabalhadores nas novas formas de ocupação surgidas nas últimas décadas. Mayra Goulart propõe uma reflexão sobre quais garantias a sociedade considera indispensáveis. "Quando pensamos nessas propostas, precisamos perguntar: esse trabalhador estará protegido em caso de doença? Em caso de velhice? Quantas horas ele vai trabalhar?" No fim das contas, o que está em disputa é como o Brasil pretende responder a uma pergunta que acompanha as transformações do mundo do trabalho: quem deve assumir os riscos da vida profissional em uma economia cada vez mais flexível? Lula (à esq) e Flávio Bolsonaro (à dir) participaram de sabatinas na TV Globo Divulgação Veja o que diz o plano de governo dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro afirma que não pretende acabar com a CLT nem retirar direitos trabalhistas. Sua proposta é ampliar a liberdade de negociação entre trabalhadores e empresas, especialmente em relação à jornada de trabalho. O candidato também defende modelos mais flexíveis de contratação. Seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL), é autor de uma PEC que cria um regime alternativo de trabalho por hora. A proposta ainda tramita no Senado e seus defensores afirmam que a discussão deve avançar após as eleições. Segundo o candidato, muitas pessoas gostariam de trabalhar mais horas para aumentar a renda ou adotar escalas mais adequadas à própria rotina, mas encontram limitações nas regras atuais. Outro ponto defendido é o fortalecimento do chamado "negociado sobre o legislado", permitindo que empregado e empregador definam determinadas condições de trabalho por acordo direto. Para o candidato, relações mais flexíveis podem gerar mais oportunidades de emprego e acomodar melhor diferentes perfis de trabalhadores. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lula defende a preservação e o fortalecimento da proteção trabalhista. Seu programa parte do diagnóstico de que houve precarização das relações de trabalho nos últimos anos e propõe ampliar direitos e garantias para trabalhadores formais e informais. Entre as principais propostas estão a manutenção da política de valorização do salário mínimo, a redução da jornada semanal para 40 horas, o apoio ao fim da escala 6x1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos, com previsão de contribuição previdenciária, proteção social e regras permanentes para o setor. O candidato também defende o combate à pejotização considerada irregular, o fortalecimento da negociação coletiva e da atuação sindical, além da ampliação de políticas de crédito para microempreendedores, autônomos e cooperativas. O que dizem os candidatos O g1 procurou as campanhas dos candidatos para detalhar suas propostas e esclarecer pontos relacionados às mudanças que defendem para as relações de trabalho. A seguir, veja a íntegra das manifestações enviadas pelas assessorias. Flávio Bolsonaro (PL) Ao contrário do que tentam distorcer ou criticar, Flávio Bolsonaro defende a liberdade para que trabalhador e empregador escolham a melhor carga horária para ambos como destaca o eixo “O Brasil que Prospera”, do seu plano de governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”. Para o candidato à presidência, a pessoa não tem que ficar engessada com uma escala fixa que não vai resolver a vida dela. Na avaliação de Flávio, “quem quiser trabalhar no sistema que está, vai continuar, mas vai ter a possibilidade de trabalhar, com todos os direitos trabalhistas garantidos, com a jornada que for possível. Se quiser trabalhar mais horas, vai trabalhar também e vai ganhar mais. Vamos dar liberdade para que as pessoas possam escolher a sua carga horária de trabalho”. O eixo “O Brasil que Prospera” apoia o negociado sobre o legislado, ou seja, a liberdade para que trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos. “Quando as duas partes negociam pensando em ganhos mútuos, cresce a qualidade do emprego, crescem as empresas e crescem as oportunidades”, traz o candidato em seu plano de governo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Procurada, a campanha de Lula não respondeu ao pedido de declaração.
Pobreza de luxo: por que o presente vale mais que o futuro? A expressão "pobreza de luxo" ganhou espaço nas redes sociais para definir um comportamento marcado pelo consumo de itens e experiências acessíveis por meio de parcelamentos e crédito, enquanto objetivos maiores, como a compra de um imóvel, parecem cada vez mais distantes. Embora não seja um conceito econômico formal, a ideia ajuda a ilustrar a diferença entre o que pode ser comprado agora e o que exige anos de planejamento. Quando o futuro parece incerto ou difícil de alcançar, o consumo imediato tende a ganhar mais valor. As redes sociais também reforçam essa lógica ao destacar viagens, jantares e bens de consumo, sem mostrar os custos por trás dessas escolhas. É desse encontro entre um futuro visto como distante e a facilidade de consumir no presente que surge a chamada "pobreza de luxo". Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Dia do Servidor Público é feriado ou ponto facultativo? Veja quem folga Jornal Nacional/ Reprodução Na próxima quarta-feira (28), é celebrado o Dia do Servidor Público. A data não é feriado nacional, mas é considerada ponto facultativo nos órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Isso significa que estados e municípios podem decidir se haverá expediente nas repartições públicas. Em geral, os governos locais também adotam o ponto facultativo, suspendendo o atendimento ao público, mas mantendo serviços essenciais, como saúde e segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o artigo 4º da Portaria MGI nº 11.460, de 29 de dezembro de 2025, os dirigentes dos órgãos e entidades devem garantir a continuidade desses serviços. O ponto facultativo também pode ser transferido para outra data, como uma sexta-feira ou uma segunda-feira. Em 2026, por exemplo, alguns governos passaram a folga do dia 28 para sexta-feira (30). Diferentemente de um feriado, porém, o ponto facultativo não se aplica automaticamente às empresas privadas. Nesses casos, os funcionários trabalham normalmente, salvo se houver previsão de folga em acordo ou convenção coletiva ou se a própria empresa decidir liberá-los. Segundo Fábio J. Duque Estrada, advogado trabalhista do AC Burlamaqui Advogados, para saber quem tem direito à folga, é preciso considerar o tipo de vínculo de trabalho. “A resposta depende, antes de tudo, de quem é o trabalhador e de qual regime jurídico rege a sua relação de trabalho”, explica o advogado. O g1 conversou com o especialista para explicar como funciona o Dia do Servidor Público. Veja as respostas para as principais dúvidas: Quem tem direito à folga no dia 28? O que fazer se o servidor precisar trabalhar? Trabalhar no dia 28 dá direito a pagamento em dobro? Quais são os próximos feriados de 2026? Agora no g1 Quem terá direito a folga no dia 28? A folga no Dia do Servidor Público depende do vínculo profissional e das regras aplicáveis a cada órgão ou empresa. Servidores públicos federais: o dia 28 é ponto facultativo nos órgãos do governo federal. Mesmo assim, serviços essenciais, como saúde e segurança, podem funcionar normalmente. Servidores estaduais e municipais: a folga depende das decisões de cada governo. Por isso, é importante consultar o calendário oficial do estado ou município. Empregados públicos contratados pela CLT: seguem as regras do órgão ou da empresa em que trabalham. No caso das estatais, também podem valer normas internas e acordos coletivos. Trabalhadores terceirizados em órgãos públicos: não têm folga garantida. Mas, se o órgão fechar e o posto de trabalho ficar inativo, a empresa não pode descontar o dia de quem estava à disposição para trabalhar. Empregados de empresas privadas: trabalham normalmente, a menos que a empresa conceda folga ou exista alguma regra que garanta a dispensa. Em estados como Acre, Bahia, Ceará e Sergipe, além do Distrito Federal, o ponto facultativo foi transferido para a próxima sexta-feira (30). Com isso, os servidores abrangidos pela medida poderão ter quatro dias consecutivos de descanso, considerando o fim de semana e o feriado de Finados, na segunda-feira (2). Já estados como Mato Grosso e Alagoas mantiveram o ponto facultativo na data original, na quarta-feira (28). O que fazer se o servidor não ganhar folga? O servidor deve consultar o calendário oficial, o decreto ou a portaria do órgão para verificar se a folga foi concedida ou transferida para outra data. Caso seja escalado para trabalhar, especialmente em serviços essenciais, deve verificar as regras internas sobre jornada e eventual compensação. Em caso de dúvida ou suspeita de descumprimento das normas, a orientação é procurar o setor de recursos humanos, o sindicato da categoria ou assistência jurídica. Como a folga depende de decisão administrativa, a ausência sem autorização pode ser considerada injustificada e resultar em desconto, conforme as regras aplicáveis ao servidor. Trabalhar no dia 28 dá direito a pagamento em dobro? Não, como regra geral. O ponto facultativo não equivale a feriado para fins trabalhistas. Por isso, trabalhar nessa data não garante, por si só, remuneração em dobro. Para os servidores públicos, eventuais direitos dependem do regime jurídico e das normas aplicáveis ao órgão. Na iniciativa privada, o expediente pode ocorrer normalmente, salvo previsão específica em contrato, acordo ou convenção coletiva. “Como o ponto facultativo é, juridicamente, um dia útil, quem trabalha no dia 28 recebe a remuneração normal, ressalvadas as horas extras e eventuais vantagens previstas em norma coletiva, lei local ou regulamento interno”, afirma Fábio J. Duque Estrada. Se o trabalhador ultrapassar a jornada normal, poderá ter direito a horas extras, conforme as regras aplicáveis. Se a data coincidir com um feriado municipal instituído por lei, poderão valer as regras de remuneração ou compensação previstas para o trabalho em feriados. Quais são os próximos feriados de 2026? Em novembro, haverá três feriados nacionais. O primeiro será em 2 de novembro, Dia de Finados, que cairá em uma segunda-feira. Para quem não trabalha aos fins de semana, serão três dias consecutivos de descanso. Depois, em 15 de novembro, será celebrada a Proclamação da República. Como o feriado cairá em um domingo, não haverá possibilidade de emenda para quem já folga nesse dia. Já o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, cairá em uma sexta-feira, permitindo três dias consecutivos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada