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g1 > Economia

Petróleo dispara e Brent chega a US$ 110 pela 1ª vez desde maio; veja o que pressiona os preços

Miriam Leitão: Petróleo impacta crescimento global da economia O petróleo Brent atingiu US$ 110 por barril pela primeira vez desde maio, diante do temor de que o aumento das tensões no Oriente Médio restrinja ainda mais a oferta global. Os investidores também avaliaram quanto diesel a Rússia conseguirá fornecer ao mercado internacional. Os contratos futuros do Brent, referência internacional para os preços do petróleo, fecharam nesta sexta-feira (16) em alta de US$ 3,94, ou 3,7%, a US$ 109,86 por barril, o maior valor desde 19 de maio. Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiram US$ 3,44, ou 3,5%, e encerraram o dia a US$ 101,41 por barril, no maior patamar desde 17 de setembro. Na semana, até o momento, o Brent acumula alta de 4,9%, enquanto o WTI avançou 10,4%. Segundo a consultoria Energy Aspects, consultada pela Reuters, os preços voltaram a subir após uma queda anterior, em meio ao temor de uma escalada do conflito e a relatos de possíveis ataques à infraestrutura de energia da Arábia Saudita. Relatos da imprensa israelense indicaram que o Irã poderia estar preparando um ataque preventivo, após serviços de inteligência ocidentais identificarem movimentações militares incomuns. Embora não tenham sido confirmadas, essas informações reforçaram a preocupação com novos confrontos e possíveis interrupções no fornecimento de petróleo, segundo a consultoria. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado e destruído um míssil balístico lançado em direção a Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho. 🔎 O porto é estratégico para o país porque permite escoar petróleo para o mercado internacional por uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz, passagem marítima importante para o transporte global da commodity. De acordo com a consultoria Rapidan Energy Group, também ouvida pela Reuters, as primeiras informações indicavam que não houve danos à infraestrutura de Yanbu. Ataques a refinarias na Rússia A oferta de combustíveis também é motivo de preocupação por causa dos ataques ucranianos a instalações de petróleo russas. Na quinta-feira (15), a Ucrânia atacou uma refinaria na Rússia, depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, anunciou que Kiev abandonaria a trégua que abrangia instalações de energia. O cessar-fogo havia sido anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Zelenskiy também criticou a disposição de Trump de negociar acordos com Moscou. Zelensky critica acordo entre Trump e Putin sobre diesel russo: 'Investimento na guerra' A refinaria de Ryazan, na Rússia, interrompeu as operações em uma unidade de destilação primária de petróleo após um ataque com drones na região, na quinta-feira, segundo duas fontes do setor ouvidas pela Reuters. A destilação primária é uma etapa inicial do refino em que o petróleo é aquecido e separado em diferentes componentes, que podem ser usados na produção de combustíveis, como diesel e gasolina. Para Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial, entrevistado pela Reuters, a combinação das tensões no Oriente Médio com as dúvidas sobre a capacidade russa de fornecer diesel tem incentivado os investidores a comprar petróleo. Na tentativa de ampliar a oferta, a Agência Internacional de Energia (AIE) concordou, na quinta-feira, em liberar mais de 20 milhões de barris de combustíveis no mercado. Os Estados Unidos também abriram, na sexta-feira (16), uma chamada para propostas de troca de até 17 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo do país, segundo o Departamento de Energia americano. A reserva é um estoque mantido pelo governo para ajudar a enfrentar situações de interrupção no abastecimento. petróleo REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
16/10/2026 20:14:17 +00:00
Fim da escala 6x1 é oficializado no Diário Oficial; quando entra em vigor? Veja datas

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana foi promulgada pelo Congresso Nacional nesta sexta-feira (16). O ato marca o início do período de transição até a entrada em vigor das novas regras. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As novas regras não entram em vigor imediatamente. Segundo Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do A. C. Burlamaqui Advogados, as mudanças começarão a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. (veja abaixo como funcionará a transição) A partir desse prazo, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado. A proposta também prevê a possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que seja assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A PEC estabelece ainda a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. No primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima será reduzida para 40 horas. Com a promulgação da PEC na manhã desta sexta-feira (16), o texto foi aprovado pelo Senado Federal sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados. Por isso, não precisou retornar aos deputados e seguiu diretamente para a promulgação. Após a promulgação, a emenda foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). A partir da publicação, começam a contar os prazos de transição. Considerando a publicação em 16 de outubro de 2026, o cronograma previsto é: 16 de dezembro de 2026: início das novas regras, com jornada máxima de 42 horas semanais e dois dias de descanso remunerado por semana. 16 de dezembro de 2027: redução da jornada máxima para 40 horas semanais, ao fim do período de transição previsto. Veja as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1. O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Quando começam os dois dias de folga? Como será a transição de 44 para 40 horas? A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Será necessária negociação coletiva? Como ficam horas extras e banco de horas? O que acontece com categorias que têm escalas especiais? O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Depois de aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. A jornada máxima também será reduzida gradualmente. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas. A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo. "Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados. Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos. Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto. "Uma redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva", diz a advogada do escritório Durão, Almeida & Pontes. A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto. Voltar ao menu. Quando começam os dois dias de folga? O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais. Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Voltar ao menu. Como será a transição de 44 para 40 horas? Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação. A primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos. Ou seja, depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos. Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão. Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis. "O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho. Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados. “A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma. Voltar ao menu. A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador. "As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares, sócio da área trabalhista do Demarest, e Patrick Lobo, advogado do trabalho do Demarest. Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais. Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta. Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS. Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece. Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial. Voltar ao menu. Será necessária negociação coletiva? Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas. "A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest. Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra. Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição. Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras. Voltar ao menu. Como ficam horas extras e banco de horas? A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis. Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas. Voltar ao menu. O que acontece com categorias que têm escalas especiais? Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada. A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas. Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta. A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor. Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação. Voltar ao menu. Congresso marca a promulgação do fim da escala 6x1 para sexta-feira (16) Jornal Nacional/ Reprodução
16/10/2026 19:55:16 +00:00
Déficit das contas públicas dos EUA sobe a US$ 1,99 trilhão, maior em 5 anos

Musk gastou US$ 276 mi desde julho para ajudar partido de Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA O déficit das contas públicas dos Estados Unidos subiu para US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026, encerrado em 30 de setembro, alta de US$ 217 bilhões em relação ao período anterior. O resultado é o maior em cinco anos e foi impulsionado por gastos recordes do governo, pelo aumento das despesas com a dívida pública e por reembolsos de tarifas de importação, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Departamento do Tesouro americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado representa o primeiro ano fiscal completo do segundo mandato do presidente Donald Trump. Em 2025, o déficit havia sido de US$ 1,78 trilhão. Apesar do aumento, o resultado ficou abaixo do registrado em 2021, quando o déficit chegou a US$ 2,77 trilhões, em meio aos gastos do governo para enfrentar os efeitos da pandemia de Covid-19. O resultado de 2026 é o terceiro maior déficit anual já registrado pelos Estados Unidos. 🔍 Déficit público ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada em impostos e outras receitas. Para cobrir essa diferença, o governo precisa buscar recursos, geralmente por meio da emissão de títulos da dívida pública. Gastos do governo batem recorde As despesas do governo americano somaram US$ 7,40 trilhões no ano fiscal de 2026, um recorde e um aumento de 6% em relação aos US$ 7,01 trilhões registrados no período anterior. As receitas também atingiram um patamar recorde, de US$ 5,40 trilhões, alta de 3% na comparação com os US$ 5,24 trilhões de 2025. Mesmo com o aumento da arrecadação, as despesas cresceram em ritmo mais acelerado, ampliando o déficit das contas públicas. Custo da dívida pública aumenta Uma das principais pressões sobre o orçamento foi o custo do serviço da dívida pública. Os gastos com juros e outras despesas relacionadas ao endividamento somaram US$ 1,36 trilhão, alta de US$ 144 bilhões, ou 12%, em relação ao ano anterior. Com esse resultado, o serviço da dívida se tornou a terceira maior categoria de gastos do governo americano, atrás apenas da Previdência Social e das despesas combinadas com os programas Medicare e Medicaid, que financiam serviços de saúde. A dívida pública total dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões cerca de dois meses antes da divulgação dos dados. Reembolsos de tarifas pressionam as contas Outro fator que contribuiu para o aumento do déficit foi a redução da receita líquida com tarifas de importação. Após uma decisão da Suprema Corte americana que derrubou grande parte das tarifas impostas por Trump em seu primeiro ano de mandato, o governo teve de realizar reembolsos a importadores. Segundo a Reuters, os reembolsos somaram US$ 145 bilhões no ano fiscal de 2026. Com isso, a receita líquida com tarifas caiu US$ 22 bilhões, uma redução de 11%, para cerca de US$ 173 bilhões. O Tesouro americano estimou que o déficit correspondeu a 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, acima da proporção de 5,8% registrada no ano fiscal de 2025. Em setembro, último mês do ano fiscal, o governo registrou déficit de US$ 27 bilhões. No mesmo mês do ano anterior, havia sido registrado superávit de US$ 198 bilhões. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa após desembarcar do Air Force One, depois de participar de um comício de campanha em Clarksville, Tennessee, na Base Aérea Conjunta Andrews, Maryland, EUA, em 10 de outubro de 2026 REUTERS/Eric Lee *Com informações da Reuters
16/10/2026 18:13:09 +00:00
Aprenda a criar tilápias em cativeiro

Imagem ilustrativa de tilápia. Reprodução/TV TEM Quem deseja aprender mais sobre a criação de tilápias em cativeiro pode consultar uma publicação gratuita da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O material reúne orientações sobre a recria de tilápias, uma das etapas da produção dos peixes, e explica como instalar um sistema de recirculação de água e iniciar o povoamento dos tanques. A publicação também apresenta informações sobre como acompanhar os resultados da criação e os cuidados necessários para manter as condições adequadas da água. Entre as orientações estão o controle da temperatura e do pH da água, fatores importantes para o desenvolvimento dos peixes. O material da Embrapa é gratuito e pode ser consultado por produtores e pessoas interessadas na criação de tilápias em cativeiro. 📱Acesse aqui Veja também: Mercado de tilápia desacelera, mas produtores se preparam para alta nas vendas
16/10/2026 17:43:32 +00:00
Google aumentará visibilidade de notícias e links no Modo IA

Agora no g1 O Google anunciou que vai dar mais destaque a links de notícias e outros sites nos resultados de busca gerados por inteligência artificial (IA). A mudança ocorre em meio a reclamações de veículos de comunicação e empresas sobre a queda no número de acessos às suas páginas desde a adoção de respostas produzidas por IA nos resultados de pesquisa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa informou que os links contextuais passarão a aparecer com mais frequência e em posições mais altas dentro das respostas geradas pela tecnologia. O Google também ampliará globalmente o carrossel de links exibido logo abaixo da Visão geral criada por IA. O recurso reúne cartões com títulos e imagens de artigos relacionados à pesquisa do usuário. Outra mudança será a priorização de conteúdos publicados por sites que os próprios usuários tenham definido como fontes preferidas. O sistema também poderá incluir materiais de publicações relevantes em redes sociais e outros fóruns. Como funciona a busca com IA do Google O Google começou a incorporar recursos de inteligência artificial aos resultados de busca há mais de dois anos. Em maio de 2024, a empresa lançou a Visão geral criada por IA, ferramenta que apresenta respostas resumidas às pesquisas dos usuários, em vez de exibir apenas uma lista de links para outros sites. Em março de 2025, a companhia introduziu o Modo IA, acessado em uma janela separada. A ferramenta oferece respostas mais completas e apresenta um número maior de links do que a Visão geral criada por IA. Com esses recursos, parte das informações que antes levavam o usuário a acessar páginas externas passou a ser apresentada diretamente nos resultados de busca. Queda de acessos preocupa veículos e empresas Estudos têm apontado que a substituição dos resultados tradicionais por resumos gerados por inteligência artificial reduz a frequência com que os usuários clicam nos links apresentados. A mudança preocupa veículos de comunicação e outras empresas que dependem do tráfego vindo dos mecanismos de busca para alcançar leitores, atrair clientes e gerar receita. Ao destacar links e ampliar a presença de artigos nos resultados gerados por IA, o Google busca facilitar o acesso a conteúdos externos. A empresa, porém, não informou no anúncio qual será o impacto esperado da mudança no volume de acessos aos sites. Logo do Google exibido em um evento em Berlim, Alemanha. REUTERS/Lisi Niesner *Com informações de AFP e Reuters
16/10/2026 17:36:44 +00:00
Tarifa zero nos ônibus pode reduzir inflação em 0,25 ponto, mas arrecadação atual já não cobre custos, diz ANTP

Lula promete transporte gratuito nos finais de semana O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, anunciou nesta quinta-feira (15) que enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte coletivo urbano gratuito aos finais de semana e feriados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A estimativa é que a medida reduza em 0,25 ponto percentual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês em que a PEC for aprovada, explica Leonardo Costa, economista do ASA, instituição financeira. A medida passaria a valer em 2027, caso Lula vença a eleição deste mês. Transporte coletivo: Lula diz que vai enviar ao Congresso PEC para garantir tarifa zero aos finais de semana com dinheiro de emendas O cálculo de redução da inflação considera uma queda de aproximadamente 22,4% no preço do subitem ônibus urbano, que representa 1,116% do índice. A estimativa já leva em conta as cidades que oferecem gratuidade atualmente e aquelas em que a cobrança ainda existe. Para a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), "hoje a receita proveniente do pagamento da tarifa pública não é suficiente para cobrir os custos operacionais do sistema de transporte, o que requer o aporte de receitas não tarifárias". Tal aporte já vem sendo feito pelo país por meio de subsídios públicos, "embora insuficientes para mudar a sua qualidade no Brasil", complementa. "São necessárias outras fontes de recursos para o que o sistema seja sustentado, com melhoria". "Ao mesmo tempo em que a tarifa zero representa o atendimento a um direito social constitucioal, são necessárias fontes seguras de recursos para suportar de forma perene a qualidade e todos os custos operacionais, o que não vem ocorrendo", escreve a ANTP em nota. No entanto, a ANTP entende que o processo de implantação de tarifa zero deve ser progressiva, incorporando a gratuidade inicialmente para a população mais pobre, e que a tarifa pública seja baixa, ao alcance das demais faixas de renda da população. "É imperativa a participação do Governo Federal no custeio da operação do transporte público", enfatiza. Cidades já adotam gratuidade ou desconto "A medida se soma às experiências já em curso em algumas capitais, que mostram como a gratuidade aos domingos pode funcionar na prática", afirma Costa. Em São Paulo, o programa Domingão Tarifa Zero começou em dezembro de 2023 e oferece gratuidade nos ônibus municipais aos domingos. Em Belo Horizonte, a gratuidade entrou em vigor em 14 de dezembro de 2025, por decreto, como parte do programa Catraca Livre. A medida abrange todas as linhas convencionais e suplementares aos domingos e feriados nacionais. Em Belém, os ônibus das empresas associadas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) passaram a ser gratuitos aos domingos e feriados em 13 de abril de 2025. Brasília também adotou a gratuidade nesses dias, no início de fevereiro de 2025. Curitiba, por sua vez, optou por um desconto em vez da isenção total. Desde 5 de janeiro de 2025, a tarifa aos domingos e feriados custa R$ 3, o equivalente a um desconto de 50% sobre o valor regular. Transporte público em Goiânia. Diomício Gomes/O Popular
16/10/2026 15:30:33 +00:00
Fim da escala 6x1 é promulgado e prazos começam a contar; entenda como será a transição

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana foi promulgada pelo Congresso Nacional nesta sexta-feira (16). O ato marca o início do período de transição até a entrada em vigor das novas regras. Essa é a primeira mudança nas regras gerais da jornada de trabalho desde a Constituição de 1988, há 38 anos. Durante a Assembleia Nacional Constituinte, a redução da jornada de 48 para 40 horas semanais chegou a ser discutida. Sem apoio suficiente, porém, o limite foi fixado em 44 horas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora, a Constituição passa a estabelecer o limite máximo de 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado por semana em todo o país. A mudança, no entanto, não será imediata. Segundo Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do A. C. Burlamaqui Advogados, as novas regras começarão a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. (veja abaixo como funcionará a transição) A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Após a promulgação, a emenda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU). A publicação costuma ocorrer no mesmo dia ou no próximo dia útil. É a partir dela que começam a contar os prazos de transição. Veja as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1. O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Quando começam os dois dias de folga? Como será a transição de 44 para 40 horas? A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Será necessária negociação coletiva? Como ficam horas extras e banco de horas? O que acontece com categorias que têm escalas especiais? O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Depois de aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. A jornada máxima também será reduzida gradualmente. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas. A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo. "Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados. Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos. Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto. "Uma redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva", diz a advogada do escritório Durão, Almeida & Pontes. A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto. Voltar ao menu. Quando começam os dois dias de folga? O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais. Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Voltar ao menu. Como será a transição de 44 para 40 horas? Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação. A primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos. Ou seja, depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos. Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão. Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis. "O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho. Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados. “A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma. Voltar ao menu. A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador. "As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares, sócio da área trabalhista do Demarest, e Patrick Lobo, advogado do trabalho do Demarest. Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais. Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta. Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS. Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece. Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial. Voltar ao menu. Será necessária negociação coletiva? Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas. "A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest. Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra. Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição. Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras. Voltar ao menu. Como ficam horas extras e banco de horas? A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis. Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas. Voltar ao menu. O que acontece com categorias que têm escalas especiais? Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada. A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas. Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta. A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor. Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação. Voltar ao menu. Colegas parlamentares comemoram enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, anuncia o resultado da votação a favor de uma emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho no Brasil de seis para cinco dias, em Brasília, Brasil, 14 de outubro de 2026 REUTERS/Adriano Machado
16/10/2026 13:24:22 +00:00
Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes no trabalho infantil

Agora no g1 O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025. Desse total, 525 mil estavam ocupados nas piores formas de exploração, que incluem atividades perigosas e insalubres proibidas para menores de 18 anos e previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP). O número representa 36,2% dos jovens que exerciam atividades econômicas no país, segundo dados da PNAD Contínua, do IBGE. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Sudeste concentrava o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, com 481 mil casos em 2025. (Veja por região) 🔍 O IBGE considera em situação de trabalho infantil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que realizam atividades econômicas ou produzem bens para o próprio consumo, conforme os critérios da pesquisa. A legislação brasileira proíbe qualquer trabalho antes dos 14 anos e permite a aprendizagem a partir dessa idade. Aos 16 e 17 anos, o trabalho é permitido, mas há restrições. Piores formas de trabalho infantil Cerca de 525 mil crianças e adolescentes estavam ocupados nas chamadas piores formas de trabalho infantil, o equivalente a 36,2% daqueles que realizavam atividades econômicas. É o menor número da série histórica. 🔍 A classificação segue a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), prevista no Decreto nº 6.481, de 2008. Ela inclui atividades que podem colocar em risco a saúde, a segurança e a moralidade de crianças e adolescentes, como determinados trabalhos com máquinas perigosas, produtos químicos e em condições insalubres. Na comparação com 2024, quando a estimativa era de 560 mil pessoas, houve queda de 6,3%. Em relação a 2016, quando 919 mil crianças e adolescentes estavam nessas ocupações, a redução acumulada chega a 42,9%. O perfil desse grupo também revela desigualdades: 72,6% eram meninos e 68,3% eram pretos ou pardos. Além disso, 333 mil tinham entre 16 e 17 anos, o equivalente a mais de 60% dos que estavam nas piores formas de trabalho infantil. Adolescentes de 16 e 17 anos concentram a maioria dos casos O trabalho infantil é mais frequente entre os mais velhos. Em 2025, os adolescentes de 16 e 17 anos correspondiam a 58,1% do total de crianças e adolescentes nessa situação: eram 871 mil pessoas, ou 14,5% da população dessa faixa etária. Entre os jovens de 14 e 15 anos, havia 348 mil pessoas em situação de trabalho infantil, o equivalente a 5,9% da população dessa faixa etária. Já entre crianças de 5 a 13 anos, eram 280 mil casos, ou 1,1% do total nessa idade. Nesse último grupo, 190 mil crianças, ou 67,7% do total, estavam envolvidas exclusivamente em atividades voltadas ao próprio consumo, como a produção de alimentos para a família. O levantamento também mostra desigualdades por sexo e raça ou cor. Os meninos representavam 65,4% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, enquanto as meninas correspondiam a 34,6%. Crianças e adolescentes pretos ou pardos somavam 67% do total. ⚠️ Nem todo adolescente que trabalha está necessariamente em situação irregular. A classificação como trabalho infantil depende da idade, da atividade exercida e das condições de trabalho, conforme os critérios da legislação e da pesquisa. A legislação brasileira estabelece regras diferentes para cada idade: Até os 13 anos, qualquer trabalho é proibido. Aos 14 e 15 anos, é permitido apenas o trabalho na condição de aprendiz. A partir dos 16 anos, o trabalho é autorizado, mas há restrições: menores de 18 anos não podem exercer atividades noturnas, perigosas ou insalubres, nem ocupações incluídas na Lista TIP. Informalidade e distância da escola Entre os adolescentes de 16 e 17 anos que trabalhavam, 67% estavam na informalidade, o equivalente a aproximadamente 705 mil pessoas. O percentual foi o menor da série histórica. Em 2022, a taxa era de 76,3%. A relação entre trabalho e educação é outro ponto de atenção. Entre as crianças e os adolescentes em situação de trabalho infantil, a taxa de escolarização era de 86,9%, abaixo dos 97,5% registrados entre todas as crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. A diferença é ainda maior entre os jovens de 16 e 17 anos. Nessa faixa, 79,6% daqueles em situação de trabalho infantil frequentavam a escola, ante 89,6% do total de adolescentes da mesma idade. A diferença de 10 pontos percentuais não significa, por si só, que o trabalho tenha provocado o abandono escolar em todos os casos, mas mostra que os adolescentes em situação de trabalho infantil têm menor frequência escolar. Os dados de rendimento também mostram diferenças entre os grupos. Crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil recebiam, em média, R$ 936 por mês. Entre os que ainda estudavam, o rendimento médio era de R$ 844, enquanto aqueles que haviam deixado a escola recebiam R$ 1.326. A diferença é compatível com a possibilidade de jornadas mais longas entre os jovens que não frequentam a escola. Sudeste tem mais casos; Norte, maior proporção A distribuição regional mostra que o Sudeste concentrava o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, com 481 mil pessoas. O Nordeste vinha em seguida, com 408 mil, seguido pelo Norte, com 249 mil, pelo Sul, com 233 mil, e pelo Centro-Oeste, com 128 mil. 🙍‍♂️ Quando o cálculo considera a proporção de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em relação à população de cada região, porém, o cenário muda. O Norte apresentava a maior taxa do país, de 6,3%, enquanto o Sudeste registrava a menor, de 3,3%. Isso significa que, embora o Sudeste concentre mais casos em números absolutos, o trabalho infantil representa uma parcela maior da população jovem no Norte. O Nordeste, por sua vez, teve a maior redução acumulada entre 2016 e 2025, de 45,6%. Na comparação entre 2022 e 2025, a queda na região foi de 29,2%. Bolsa Família concentra mais de 95% da redução em 2025 A redução do trabalho infantil ocorreu principalmente entre crianças e adolescentes que vivem em famílias beneficiárias do Bolsa Família. De 2024 para 2025, o número de jovens em situação de trabalho infantil nessas famílias caiu 20,1%, de acordo com os dados da PNAD Contínua. Isso representa 144 mil crianças e adolescentes a menos nesse grupo, o equivalente a mais de 95% da redução de 151 mil casos registrada no país no período. Em 2025, 573 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que viviam em famílias atendidas pelo programa estavam em situação de trabalho infantil. O número corresponde a 4,4% das crianças e adolescentes que vivem nessas famílias. Ao todo, 13,1 milhões de crianças e adolescentes nessa faixa etária moravam em famílias beneficiárias do Bolsa Família, o equivalente a 34,7% da população de 5 a 17 anos no país. A diferença de renda entre os domicílios também chama a atenção. A renda média mensal por pessoa era de R$ 660 nas famílias beneficiárias, contra R$ 1.990 naquelas que não recebiam o benefício. Os números mostram que a redução do trabalho infantil esteve fortemente concentrada entre as famílias atendidas pelo programa. A comparação, porém, não permite atribuir toda a queda exclusivamente ao Bolsa Família: outros fatores econômicos e sociais também podem influenciar a entrada de crianças e adolescentes no mercado de trabalho antes da idade permitida. Fiscalização bate recorde, mas problema é grande Enquanto o IBGE estima a dimensão do trabalho infantil no país por meio de uma pesquisa domiciliar, a fiscalização federal atua para identificar casos de trabalho infantil e afastar crianças e adolescentes de atividades ilegais. Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego realizou 10.234 ações fiscais que resultaram no afastamento de 4.318 crianças e adolescentes do trabalho infantil. Foi o maior número de afastamentos dos últimos 10 anos. Minas Gerais, com 830 afastamentos, e São Paulo, com 629, registraram os maiores números entre os estados. Esses números são bem menores que o total de 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil estimado pelo IBGE para o mesmo ano. A comparação ajuda a mostrar a diferença entre o total estimado pela pesquisa e os casos identificados pela fiscalização, mas não representa uma taxa de cobertura oficial: os dois indicadores são produzidos por métodos diferentes, e as fiscalizações podem se concentrar em situações de maior gravidade. As dificuldades para enfrentar o problema incluem a informalidade, a existência de locais de trabalho espalhados pelo país e a dificuldade de identificar situações que ocorrem em ambientes privados, como o trabalho doméstico. A atuação dos auditores-fiscais também depende da estrutura disponível para realizar fiscalizações em todo o país. Além das ações de fiscalização, o número de denúncias também aumentou em 2025. O Disque 100 recebeu cerca de 5,1 mil denúncias relacionadas ao trabalho infantil, alta de 19,4% em relação ao ano anterior. Já o Ministério Público do Trabalho recebeu aproximadamente 7,9 mil denúncias, crescimento de 36,6%.
16/10/2026 13:00:00 +00:00
No 1º aumento em três meses, 'prévia do PIB' do Banco Central registra alta de 0,3% em agosto

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (16), mostrou expansão de 0,3% em agosto, na comparação com o mês anterior. Esse foi o primeiro aumento do IBC-Br, do Banco Central, em três meses. 🔎O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. O resultado representa melhora em relação a julho, quando houve contração de 0,3% no indicador. Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 1,6% e, em 12 meses até agosto, teve aumento também de 1,6%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. Indústria e serviço Veja abaixo o desempenho setor por setor em agosto: agropecuária: recuou de 1,8%; indústria: alta de 0,9%; serviços: crescimento de 0,2%. ➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem). 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social. Ano eleitoral Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população. Mais recentemente, a equipe econômica anunciou o aumento do Bolsa Família R$ 600 para R$ 691, além de ter anunciado um pacote de perdão de dívidas para os microempreendedores individuais. Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. ▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em setembro, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 1,85% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado. Fachada do Banco Central, em Brasília Jornal Nacional/ Reprodução PIB X IBC-Br Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.
16/10/2026 12:02:49 +00:00
Dólar cai com escala 6x1, pesquisas eleitorais e atividade econômica no radar; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,28% nesta sexta-feira (16), cotado a R$ 5,0728. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,54%, aos 205.430 pontos. O mercado acompanhou os desdobramentos da proposta que muda a escala de trabalho 6x1, promulgada nesta sexta-feira pela Mesa do Congresso Nacional, em sessão solene, após aprovação pelo Senado. A medida faz parte de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que altera a Constituição Federal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No quadro eleitoral, as duas pesquisas presidenciais mais recentes, divulgadas pelo Datafolha e pela Quaest, mostram um cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições de 2026. Acompanhe as pesquisas eleitorais no g1. ▶️Também repercutiram a entrevista do presidente Lula na TV Globo na quinta-feira (15). Nesta sexta-feira (16), será a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL) ser entrevistado. (veja mais abaixo) ▶️Na agenda econômica, o destaque foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, pelo Banco Central (BC). O indicador cresceu 0,3% em agosto, na primeira alta em três meses. No acumulado de janeiro a agosto, o avanço foi de 1,6%. 🔎 O IBC-Br é um indicador do Banco Central que funciona como uma espécie de termômetro da atividade econômica do Brasil. Ele ajuda a avaliar se a economia está crescendo ou perdendo força. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,77%; Acumulado do mês: -1,96%; Acumulado do ano: -7,58%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,74% Acumulado do mês: +10,24%; Acumulado do ano: +27,50%. Datafolha e Quaest mostram empate técnico entre Lula e Flávio As pesquisas mais recentes do Datafolha e da Quaest mostram empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições de 2026. Embora o senador apareça numericamente à frente nos dois levantamentos, a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. As duas pesquisas têm nível de confiança de 95%. ▶️ Datafolha: divulgado na quinta-feira, o levantamento aponta Flávio com 47% das intenções de voto, ante 45% de Lula. Na semana anterior, o senador tinha 49%, enquanto o presidente mantinha 45%, reduzindo a diferença de quatro para dois pontos percentuais. ▶️ Quaest: publicado na quarta-feira (14), o levantamento mostra Flávio com 46% e Lula com 44%. Outros 9% pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas; 1% está indeciso. Na entrevista à TV Globo na noite de ontem, Lula defendeu reduzir a maioridade penal em casos de crimes hediondos, pediu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) citados em suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro e comentou a relação comercial com os Estados Unidos. Conduzida por Renata Lo Prete, a entrevista foi transmitida pela TV Globo, GloboNews e g1. Veja o que o presidente disse e o que é #FATO ou #FAKE. Nesta sexta-feira, será a vez de Flávio Bolsonaro ser entrevistado por Renata Lo Prete, como parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. Veja quando e onde assistir. Fim da escala 6x1 O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira a emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. A mudança representa a primeira alteração nas regras gerais da jornada de trabalho desde a Constituição de 1988. A nova regra estabelece a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União (DOU), começa a contar o prazo de dois meses para a primeira etapa da transição. Nesse período, o limite de trabalho passará a ser de 42 horas semanais, com direito a dois dias de repouso remunerado. 🔎 Na prática, a garantia de dois dias de descanso por semana impede a adoção regular da escala 6x1, em que o funcionário trabalha seis dias e folga um. A mudança também poderá afetar quem trabalha de segunda a sexta-feira e atualmente compensa, durante a semana, as horas que seriam trabalhadas aos sábados. A emenda ainda não entra em vigor imediatamente. Os prazos para a implementação das novas regras começam a contar após a publicação do texto no Diário Oficial. Por se tratar de uma alteração na Constituição, a medida não precisa de sanção presidencial: a promulgação é feita pelo próprio Congresso Nacional. Empresa terá que mudar contratos? Como ficam horas extras? Tire dúvidas Quais profissões devem ser afetadas e quem fica de fora Prévia do PIB tem 1ª alta em três meses A atividade econômica brasileira cresceu 0,3% em agosto, após registrar queda de 0,3% em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Foi a primeira alta em três meses. O resultado foi puxado pela indústria, que avançou 0,9%, e pelos serviços, com crescimento de 0,2%. Já a agropecuária recuou 1,8%. Na comparação com agosto de 2025, a atividade econômica cresceu 1,2%. No acumulado de janeiro a agosto e em 12 meses, a alta foi de 1,6%. Os dados são do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que funciona como um termômetro da economia e ajuda a antecipar tendências do Produto Interno Bruto (PIB). 🔎 O desempenho da economia também é acompanhado pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros. Quando a atividade está aquecida, a demanda por produtos e serviços pode aumentar e pressionar a inflação, o que dificulta a redução dos juros. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam com desempenho misto. As ações de empresas de chips recuaram, enquanto a valorização dos papéis da Tesla ajudou segurar a queda do mercado. O S&P 500 recuou 1,10%, aos 7.658,62 pontos. Já o Nasdaq Composite caiu 2,15%, para 26.137,85 pontos. O Dow Jones, por sua vez, perdeu 0,36%, e fechou aos 51.990,05 pontos. Os investidores também acompanham as perspectivas para os juros americanos. A expectativa do mercado é que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, mantenha as taxas inalteradas neste mês. As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, encerrando a semana com o melhor desempenho desde o fim de junho. Resultados financeiros positivos das empresas listadas ajudaram a compensar os efeitos de uma onda global de vendas de ações de empresas de tecnologia. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,6%, o DAX, da Alemanha, subiu 0,94%, e o CAC 40, da França, teve alta de 0,28%. Em Londres, o FTSE 100 fehcou com ganho de 0,38%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior, em meio a sinais de apoio do governo chinês e anúncios de resultados financeiros de empresas de IA. Apesar da recuperação, o índice CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 3,4% na semana, o pior resultado em três meses. Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,39%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,52%. Em Seul, o Kospi teve alta de 2,05%. Xangai ganhou 0,24%, e o CSI300 avançou 0,11%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels
16/10/2026 12:00:00 +00:00
Tesla Roadster 'voa' com propulsores de ar comprimido de foguetes da SpaceX; entenda

Tesla Roadster flutua na rampa divulgação/Tesla A Tesla mostrou, nesta quinta-feira (15), a nova geração do esportivo Roadster flutuando e dando piruetas no palco. O recurso, segundo a Tesla, será oferecido ao clientes no veículo de produção. O modelo é o mais potente já criado pela empresa de Elon Musk e chega a 370 km/h. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Tesla usa no Roadster um sistema de propulsão a gás comprimido, uma tecnologia de bocais e válvulas acionadas por componentes derivados do robô Optimus. O recurso foi desenvolvido para permitir manobras extremas e até a capacidade de pairar no ar. O mecanismo central da versão Thrust é composto por um tanque de alta pressão, com capacidade para 200 litros e resistência de até 10.000 PSI. Agora no g1 Para a variante Rocket, o assento do passageiro é removido para dar lugar a um reservatório expansível de 400 litros, totalizando 600 litros de gás comprimido armazenado no veículo. O acionamento das válvulas de alta precisão é realizado por atuadores baseados na tecnologia do robô Optimus. Ao serem acionados, esses propulsores liberam o gás pressurizado por meio de bocais localizados na traseira da carroceria. O Tesla Roadster na versão Rocket tem força do empuxo comparável à de um jato de combate, segundo os engenheiros da marca. Tesla Roadster flutua na rampa divulgação/Tesla A versão extrema Rocket conta com seis propulsores adicionais integrados à estrutura. O conjunto inclui um propulsor em cada canto do automóvel para fornecer empuxo vertical e dois propulsores posicionados na parte dianteira para o controle de guinada. Esse recurso de engenharia foi projetado para permitir que o veículo execute manobras direcionais auxiliadas pelo ar e consiga pairar. O sistema opera sem processo de combustão. O uso do recurso é voltado exclusivamente para ambientes fora de estradas públicas, pois a força do jato pode arremessar detritos contra pedestres e outros veículos em circulação. Durante a apresentação do novo esportivo, a Tesla demonstrou que o Roadster também consegue ficar preso a uma parede sem cair. Para isso, um ventilador na base do veículo cria uma sucção que o mantém “grudado” à superfície. Tesla Roadster "voa" divulgação/Tesla “Ele pode puxar até 2 Gs [equivalentes a duas vezes a pressão atmosférica no nível do mar] para fazer o carro dirigir de ponta-cabeça, e pegamos emprestadas algumas tecnologias da SpaceX para fazer o resto", revelou Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla. Elon Musk afirmou que o poder de sucção do novo carro não foi pensado para permitir que uma pessoa dirija de ponta-cabeça, mas para manter o veículo mais firme contra o solo e, assim, melhorar sua capacidade de fazer manobras em alta velocidade. Como é o novo Roadster Tesla Roadster por fora Além de voar e dirigir de ponta-cabeça, a segunda geração do Roadster segue o design minimalista já adotado pela Tesla em outros modelos já lançados. Por fora, são raros os detalhes coloridos ou cromados. Por dentro, há espaço apenas para duas pessoas e o painel traz acabamento com uma única textura visual. Tesla Roadster por dentro A Tesla não revelou a ficha técnica completa do novo carro, mas informou que: Acelera de 0 a 100 km/h em menos de 1 segundo; Atinge velocidade máxima de 370 km/h; Tem autonomia de 482,8 km com uma carga; Os faróis estão escondidos na carroceria, o que melhora a aerodinâmica do veículo; Para reduzir o peso, o novo Roadster utiliza uma liga de magnésio e titânio, além de fibra de carbono na carroceria. O novo Roadster será vendido em três versões: Performance: utiliza o sistema de ventilação para melhorar a dirigibilidade nas curvas; Thrust, em versão limitada: adiciona saídas de ar comprimido na traseira, que ajudam o carro a acelerar de 0 a 100 km/h em menos de um segundo; Rocket, ainda mais limitada e vendida apenas por convite: remove um dos dois assentos, acrescenta mais saídas de ar pelo veículo e é a versão capaz de flutuar. A fabricação do Roadster será iniciada em 2028, porém ainda não existe informação oficial sobre o preço do supercarro. Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017 e não lembra em quase nada o carro mostrado em 2026. Divulgação / Tesla Novo Roadster foi prometido quase 10 anos atrás O protótipo deste novo Roadster foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil. Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia "voar". A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento. Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um. O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk. Roadster de 1ª geração passou perto de Marte Há pouco mais de oito anos, um foguete lançou um Tesla Roadster da primeira geração ao espaço. Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla O feito aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, quando o foguete acionou os 27 motores em seu primeiro voo, decolou da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, e levou uma única carga a bordo: o carro. O segundo estágio foi ativado poucas horas após o lançamento e queimou combustível para colocar o Roadster em uma órbita heliocêntrica ao redor do Sol, cuja maior distância da estrela corresponde à órbita de Marte. O objetivo do lançamento, segundo o empresário Elon Musk, diretor executivo e principal acionista da Tesla, era deixar o Roadster em órbita de Marte por "centenas de milhões de anos". "Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro", disse o empresário durante o lançamento. O veículo se aproximou de Marte em novembro de 2018, e segue em um movimento elíptico de ida e volta para a Terra. Modelo foi o primeiro carro da Tesla Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço. Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3. A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial. Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus. A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores. *Com informações da Reuters.
16/10/2026 11:51:09 +00:00
Lojas viraram vitrines da internet? Entenda como os brasileiros estão mudando a forma de comprar

Segundo a primeira edição do Radar Smollan, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente Divulgação Como mostrou o g1 em agosto, o comércio varejista tem enfrentado dificuldades para fechar as contas. Reduzir o número de lojas, cortar custos e investir em operações mais eficientes se tornaram parte das estratégias para reverter os números ruins. Outro motivo para essa revisão das operações é a mudança no comportamento do consumidor. Ele pesquisa preços na internet, visita lojas para conhecer os produtos e, muitas vezes, finaliza a compra no comércio eletrônico. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse comportamento, conhecido como "showrooming", ajuda a ilustrar um dos desafios do varejo tradicional: 🤔 Como manter a relevância das lojas físicas em um mercado no qual os consumidores comparam preços com facilidade e têm cada vez mais opções on-line? Enquanto marketplaces e plataformas digitais ampliam a concorrência e pressionam os preços, o comprador enfrenta um aperto financeiro com os juros elevados e crédito caro, que limitam o espaço das famílias para consumir. Nesse cenário, a loja física está perdendo espaço para o comércio eletrônico ou ganhando um novo papel na jornada de compra? Uma pesquisa da Smollan, empresa de soluções para o varejo, mostra como a jornada de compra já combina os ambientes físico e digital. Segundo pesquisa da empresa, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente. O movimento também ocorre no sentido inverso: 81% disseram pesquisar na internet antes de realizar uma compra em uma loja física; 87% afirmaram já ter entrado em uma loja para comprar um produto e saído com outro. O levantamento reuniu 1.828 conversas com consumidores de 156 cidades, distribuídas por 25 estados. "O digital mudou a forma como o consumidor chega à loja, mas não reduziu a capacidade do ponto de venda de influenciar a escolha", afirma Renato Vechiatto, diretor de operações (COO) da Smollan para a América Latina. “O consumidor chega à loja mais informado e, muitas vezes, já tem uma decisão encaminhada. Ainda assim, fatores como preço, disponibilidade, promoções e experiência de compra podem influenciar sua escolha. Para as marcas, isso reforça a importância de garantir que os produtos estejam disponíveis e bem apresentados nas lojas”, afirma Vechiatto. Por que o consumidor ainda vai à loja física? Mesmo com a facilidade de pesquisar preços e comprar pela internet, ver o produto pessoalmente continua sendo um dos motivos para visitar uma loja. Na pesquisa, 46,1% dos entrevistados apontaram essa experiência como um fator importante para ir ao ponto de venda. Outros 29,2% destacaram a vantagem de sair da loja com o produto em mãos. 🥘 A preferência pelo canal varia conforme a categoria: Para comprar carne, 93,4% dos consumidores preferem lojas físicas; No caso de hortifrútis, o percentual chega a 92%. 📱 Já no segmento de eletrônicos, as preferências são mais divididas: 39,6% optam pela loja física; 39% alternam entre os canais; 22% compram pela internet. A diferença mostra que a experiência presencial continua relevante, mas seu peso depende do produto e das necessidades do consumidor. Em alguns casos, tocar, experimentar ou avaliar pessoalmente um item ajuda a reduzir a insegurança antes da compra. Em outros, a praticidade e a possibilidade de comparar preços on-line podem ser determinantes. Para Vechiatto, os canais não precisam competir entre si. O varejista pode usar a loja para oferecer uma experiência que o ambiente digital não proporciona da mesma forma e, quando não consegue igualar o preço on-line, apresentar alternativas para concretizar a venda. “Nem sempre será possível cobrir o preço do comércio eletrônico, mas é possível oferecer outras alternativas, como crediário, seguro e acessórios, ou até apresentar outro modelo de produto. A capacitação dos vendedores é importante para que a experiência seja única", afirma Vechiatto. O executivo também destaca que a comparação de preços é mais simples no comércio eletrônico, enquanto a loja física oferece a possibilidade de conhecer o produto pessoalmente. Nesse caso, o atendimento e a segurança durante a compra podem ajudar a convencer o consumidor a concluir a transação presencialmente. Preço e disponibilidade podem mudar a decisão Compras em sites brasileiros que não informam produtos vindos da China frustram consumidores e-commerce comércio on-line compras internacionais cartão de crédito consumo Thaisa Figueiredo/g1 A disputa entre os canais também passa pela capacidade de oferecer o produto certo, pelo preço esperado e no momento em que o consumidor deseja comprá-lo. Na pesquisa, o preço foi apontado como fator importante na decisão de compra por 77,7% dos entrevistados. As promoções apareceram em seguida, citadas por 61,1%. Marca (41,1%), disponibilidade do produto (23,2%) e atendimento (20,6%) também foram mencionados. Quando questionados sobre o que mais chama a atenção dentro da loja, 59,6% destacaram as ofertas promocionais. O levantamento também identificou um problema que pode levar à perda de vendas: 27% dos entrevistados disseram que a disponibilidade dos produtos é o aspecto que mais precisa melhorar nas lojas, à frente dos preços (20,9%) e da integração entre os canais físico e on-line (17,6%). Além disso, 57% afirmaram já ter desistido de uma compra em uma loja física por não encontrar o produto que procuravam. “A falta de um produto pode levar o consumidor a desistir não apenas daquele item, mas também de continuar comprando na loja. Por isso, garantir a disponibilidade e a boa exposição dos produtos no ponto de venda é tão importante para os resultados das marcas”, afirma Vechiatto. A falta de integração entre os canais pode agravar o problema. Se o consumidor encontra um produto na internet, mas não consegue localizá-lo na loja ou não tem acesso a informações claras sobre estoque e entrega, a empresa corre o risco de perder a venda para um concorrente. Por isso, manter estoques adequados e integrar as informações entre lojas, centros de distribuição e plataformas digitais se torna importante para evitar que o consumidor encontre o produto em um canal, mas não consiga comprá-lo nas condições desejadas. Como as lojas podem se adaptar? Black Friday no Amapá Mariana Ferreira/g1 Como o g1 mostrou, as mudanças no comportamento do consumidor têm pressionado varejistas e redes de lojas físicas a rever suas operações. Manter esses estabelecimentos envolve custos com aluguel, funcionários, estoque e logística, o que leva as empresas a priorizar unidades mais rentáveis e formatos menores. No varejo alimentar, juros elevados, crédito caro e consumidores mais atentos aos preços reforçam a busca por eficiência e integração com os canais digitais. Isso não significa o fim das lojas físicas, mas uma mudança em seu papel na jornada de compra, segundo Renato Vechiatto. “A gente prevê um alinhamento, uma linguagem única, mantendo as características de cada canal. O consumidor que busca essencialmente preço pode ir até a loja física, mas ser orientado a comprar no digital. Os canais sempre serão ambientes que se complementam, mas a integração permite que o varejista não perca vendas para a concorrência.” Segundo o diretor de operações da Smollan, essa integração também passa por mudanças na logística, como parcerias entre varejistas e centros de distribuição que reduzam custos e agilizem entregas. Há também formatos que exigem estruturas menores, como lojas de automóveis com poucos veículos em exposição e operações de delivery e dark kitchens, voltadas exclusivamente à preparação de pedidos para entrega. O showrooming, portanto, não representa necessariamente o fim das lojas físicas, mas reforça a necessidade de oferecer preços competitivos, disponibilidade e uma boa experiência, independentemente do canal de compra.
16/10/2026 08:00:00 +00:00
Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição

Seu café tradicional mudou? Entenda o que está diferente na composição Você reparou se o café coado que faz em casa está diferente? Se a resposta for sim, pode ser porque a indústria mudou a composição dos cafés "tradicional" e "extraforte", ainda que o sabor tenha ficado praticamente o mesmo. Esses cafés são produzidos a partir de uma mistura de dois tipos de grão, conhecida como "blend": ☕ o arábica: considerado mais aromático e preferido pelos brasileiros; ☕ o conilon: mais encorpado e com maior teor de cafeína. O arábica sempre teve maior participação na composição dos cafés vendidos no país, mas, nos últimos anos, o conilon ganhou espaço, segundo Eric Emiliano, sócio da L.E.K Consulting. Isso aconteceu porque o arábica ficou mais caro para a indústria. O grão também é mais sensível ao clima e tem sido afetado por altas temperaturas, geadas e chuvas fora de época. Já o conilon é mais resistente às variações climáticas e se tornou mais atraente para os produtores. ▶️ Quer entender melhor essa história? Confira o vídeo no início da reportagem. LEIA TAMBÉM QUIZ: Teste seus conhecimentos sobre a bebida queridinha dos brasileiros O que vai na sua xícara: um mergulho na composição química dos grãos de café brasileiros Calor deixa o café 'estressado', pode derrubar a produção brasileira e encarecer a bebida
16/10/2026 06:00:00 +00:00
Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: veja novas regras e quem tem direito

Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) o Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), aumenta a possibilidade de contratação de funcionários e perdoa dívidas de microempreendedores inadimplentes. A proposta, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores com débitos junto à União, eliminando dívidas que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. Entre as principais mudanças aprovadas pelo Congresso estão: Perdão de dívidas de MEIs contraídas até 13 de outubro de 2026; Aumento do limite anual de faturamento para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028; Possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas atividades; O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (14), por 461 votos favoráveis e quatro contrários. Já no Senado, recebeu 78 votos favoráveis e nenhum voto contrário nesta quinta-feira. Como os senadores mantiveram a versão aprovada pelos deputados, a proposta seguirá diretamente para sanção presidencial. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o conjunto das medidas pode alcançar cerca de 17,6 milhões de microempreendedores individuais em todo o país. Paralelamente, o governo também anunciou uma proposta que prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios. 💵 O recurso será não reembolsável, ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. A medida, porém, ainda não faz parte do projeto aprovado e deverá ser enviada posteriormente aos parlamentares. ➡️ Abaixo, o g1 reuniu os principais pontos do projeto para explicar como vão funcionar o aumento do limite de faturamento, o perdão das dívidas, as novas regras para contratação de funcionários e quando as mudanças devem entrar em vigor. Perdão de dívidas Por que o governo decidiu perdoar essas dívidas? Como vai funcionar o aumento do limite de faturamento? Contratação de funcionários Quando as novas regras começam a valer? Quanto a medida deve custar? O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Perdão de dívidas Entre todas as mudanças aprovadas pelo Congresso, a que deve atingir mais rapidamente os microempreendedores é a anistia das dívidas com a União. Pelas regras aprovadas, serão perdoados os débitos contraídos até 13 de outubro de 2026. O benefício inclui não apenas o valor principal da dívida, mas também juros, multas e demais encargos. ⚠️ O alcance da medida ainda foi ampliado durante a tramitação. Inicialmente, o projeto previa o perdão apenas para débitos inscritos na Dívida Ativa da União. O texto aprovado passou a contemplar também dívidas que ainda estão em fase de cobrança administrativa e não foram formalmente inscritas. De acordo com o Ministério da Fazenda, essa ampliação pode gerar impacto adicional de até R$ 2 bilhões além das estimativas iniciais. O projeto, no entanto, estabelece algumas condições para que o empreendedor mantenha o benefício. O MEI deverá manter em dia o pagamento das contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da nova lei; Desistir de eventuais ações judiciais que discutam os débitos contemplados pela anistia; Cumprir as demais regras previstas na legislação para se enquadrar no benefício. Caso deixe de cumprir essas exigências, o perdão poderá ser cancelado. O texto também prevê que não haverá cobrança de honorários advocatícios em razão da extinção das ações judiciais relacionadas aos débitos anistiados. Já os valores pagos anteriormente não serão devolvidos. Por que o governo decidiu perdoar essas dívidas? Segundo o governo federal, uma parcela significativa desses débitos possui baixa perspectiva de recuperação. A avaliação é que o endividamento dos microempreendedores aumentou nos últimos anos, especialmente após a pandemia, dificultando a regularização de milhões de pequenos negócios. Ao anunciar o pacote, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que a medida busca permitir que esses trabalhadores voltem a atuar de forma regular, ampliando as possibilidades de acesso a crédito e novas oportunidades de negócio. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vencer esse mal terrível", declarou. Como vai funcionar o aumento do limite de faturamento? Hoje, para permanecer enquadrado como MEI, o empreendedor pode faturar até R$ 80 mil por ano. Pelo texto aprovado pelo Congresso, esse valor passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. O teto atual está em vigor desde 2018 e é considerado defasado por representantes do setor, que argumentam que muitos empreendedores acabam limitando as próprias vendas para não ultrapassar o valor permitido. A mudança permitirá que pequenos negócios cresçam sem precisar migrar tão rapidamente para outra categoria empresarial, que costuma ter mais obrigações tributárias e burocráticas. Durante a tramitação da proposta, o relator na Câmara, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), afirmou que muitos profissionais acabam recusando oportunidades para evitar desenquadramento. "Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI." O projeto também prevê ajustes que podem permitir que empresas atualmente enquadradas no Simples Nacional voltem à condição de MEI, desde que atendam às exigências previstas na legislação. Contratação de funcionários Atualmente, o MEI pode contratar apenas um empregado. Com a nova regra, algumas atividades poderão ter até dois funcionários registrados. Ela ficou restrita às atividades de indústria, comércio e prestação de serviços no meio rural. Para os demais casos, continua valendo a regra atual, que limita a contratação a apenas um empregado. 💰 O texto estabelece que esses trabalhadores deverão receber exclusivamente um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Segundo o governo, a medida pretende facilitar a expansão dos pequenos negócios e incentivar a geração de empregos formais. Quando as novas regras começam a valer? Como os senadores mantiveram a versão aprovada pelos deputados, o projeto não precisará retornar à Câmara e seguirá diretamente para sanção do presidente Lula (PT). Depois da sanção e da publicação da nova lei, as regras relacionadas ao perdão das dívidas poderão entrar em vigor. Já o aumento do limite de faturamento ocorrerá de forma escalonada: R$ 110 mil em 2027; R$ 140 mil em 2028. Quanto a medida deve custar? Segundo estimativas do governo federal, o aumento do limite de faturamento do MEI terá impacto fiscal de: R$ 1,57 bilhão em 2027; R$ 3,15 bilhões em 2028; R$ 3,38 bilhões em 2029. Já o impacto relacionado ao perdão das dívidas é estimado em cerca de R$ 3 bilhões ao longo de três anos. De acordo com o Ministério da Fazenda, esse valor deverá ser dividido da seguinte forma: R$ 1,1 bilhão em 2027; R$ 1 bilhão em 2028; R$ 909 milhões em 2029.
16/10/2026 06:00:00 +00:00
iPhone Duo entra em pré-venda no Brasil nesta sexta; veja preços do celular dobrável da Apple

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável O iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, entrou em pré-venda no Brasil nesta sexta-feira (16). O novo aparelho, lançado em setembro, é vendido no site da Apple por até R$ 30.999 e ser entregue pela empresa a partir de 23 de outubro. (veja preços abaixo) Principal novidade do evento realizado pela Apple em setembro, o iPhone Duo marca a entrada da empresa em um segmento já explorado por concorrentes como Samsung e Huawei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O novo celular tem tela externa de 5,4 polegadas, que permite acessar vários recursos do iOS, e tela interna de 7,6 polegadas, cerca de 80% maior que a do iPhone 18 Pro, segundo a Apple. Para funcionar com duas telas, o aparelho é fabricado com uma dobradiça equipada com 100 peças. A Apple diz que o componente foi projetado para oferecer abertura e fechamento suaves. iPhone Duo A empresa usou titânio na carcaça do iPhone Duo e aplicou uma textura à tela interna para reduzir o vinco que costuma aparecer no uso de celulares dobráveis. A tela interna promete oferecer mais produtividade para usuários e permite abrir, ao mesmo tempo, apresentações e chamadas de vídeo, por exemplo. iPhone 18 Pro, AirPods e Apple Watch: relembre lançamentos da Apple Já a tela externa consegue mostrar informações rápidas no modo de espera. Ela pode ser usada como um despertador, um porta-retratos, uma tela com previsão do tempo, entre outros. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels, uma de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele se junta aos iPhone 18 Pro e Pro Max, que já estão sendo vendidos desde setembro. Confira abaixo os preços do celular dobrável da Apple. iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999,00 iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499,00 iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499,00 iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999,00 iPhone Duo divulgação/Apple O iPhone Duo usa o mesmo chip A20 Pro dos iPhone 18 Pro e Pro Max, lançados nesta quarta-feira. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O celular tem proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas e certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 O iPhone Duo retomou o uso do leitor de impressões digitais (Touch ID) para desbloquear o aparelho. Outros iPhones usam o reconhecimento facial (FaceID). Reprodução iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple
16/10/2026 03:00:00 +00:00
Salário mínimo: veja o que já defenderam as campanhas dos candidatos a presidente

Aposentados e pensionistas não podem receber menos do que um salário mínimo, pelas regras atuais Reprodução/RBS TV O salário mínimo, atualmente em R$ 1.621, serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil, segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Seu cálculo passou por mudanças nos últimos anos. Até 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL), não foi concedido aumento acima da inflação. No atual governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi retomada a política de reajuste real. 🔎De acordo com a Constituição brasileira, o salário mínimo deve ter reajustes periódicos que preservem seu poder de compra. Para isso, a legislação utiliza como referência a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A Constituição não impede que o reajuste fique acima da inflação. ➡️A alta real nos últimos anos impulsionou a renda dos brasileiros, a atividade e a arrecadação, mas também elevou as despesas do governo — contribuindo para o desequilíbrio das contas públicas. Por ser um indicador importante da economia, o g1 buscou saber quais são as propostas dos candidatos para a política de aumento do salário mínimo. O que dizem as campanhas Falando em nome da campanha de Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a atual fórmula que prevê aumento acima da inflação para o salário mínimo (limitada a 2,5% de alta real) será mantida em um eventual novo mandato de Lula, assim como seu atrelamento aos benefícios previdenciários. A proposta de orçamento para 2027, que prevê salário mínimo de R$ 1.741, prevê manter esse formato de correção. "Será dada continuidade ao processo de ajuste fiscal iniciado em 2023, que reduziu o déficit em, aproximadamente, 2% do PIB, preservando a fórmula de reajuste do salário mínimo, com ganho real, conforme proposta apresentada e aprovada, bem como as vinculações aplicáveis aos benefícios previdenciários", informou o ministro Durigan. O g1 também entrou em contato com a equipe de campanha do candidato Flávio Bolsonaro e questionou se, em caso de vitória, o novo governo pretende alterar o atual formato de correção do salário mínimo e manter a vinculação dos benefícios previdenciários ao piso. Perguntou, ainda, qual seria a proposta exata para a regra de reajuste do salário mínimo. A equipe de Flávio Bolsonaro, que tem prometido um "tesouraço" nos gastos públicos, entretanto, não respondeu diretamente aos questionamentos. Lembrou apenas que o candidato do PL tem dito que "não irá mexer no salário mínimo nem na aposentadoria dos brasileiros". Não esclareceu, porém, o que isso significa na prática: se os reajustes do salário mínimo continuarão acima da inflação e se os benefícios previdenciários permanecerão vinculados ao piso. Também não detalhou qual seria a proposta para o modelo de correção do salário mínimo. "Ao contrário do cenário de caos nas contas públicas criado por Lula, o processo de consolidação fiscal proposto pela equipe de Flávio Bolsonaro será feito pelo lado da despesa, com o fim de privilégios e penduricalhos e a racionalização de gastos ineficientes, com redução de impostos (...) Agiremos com responsabilidade, eficiência e coragem para racionalizar despesas e reconstruir as contas públicas. O Brasil será recolocado no caminho da prosperidade e desenvolvimento", declarou a equipe de Flávio Bolsonaro. Na propaganda eleitoral gratuita, o candidato Flávio Bolsonaro informou que o salário mínimo continuará tendo reajuste acima da inflação, mas não detalhou qual a proposta exata de aumento real. Já Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo do PL, afirmou em rede social que as aposentadorias continuarão vinculadas ao salário mínimo. Orçamento 2027: governo prevê aumento do salário mínimo para R$ 1.741 no próximo ano Mudanças no cálculo No governo do presidente Jair Bolsonaro, até 2022, a equipe econômica comandada pelo economista Paulo Guedes reajustou o salário mínimo com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mas não concedeu aumentos acima da inflação. Em outubro de 2022, durante a campanha eleitoral daquele ano, Paulo Guedes chegou a afirmar que os benefícios previdenciários seriam "desindexados" do salário mínimo, ou seja, poderiam ter correção diferente — mas negou que fosse para que subissem menos. Alguns dias depois, ele disse que o salário mínimo teria alta real no ano seguinte, em 2023. Ao assumir o governo, em 2023, Lula retomou a fórmula usada na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, também petista, de conceder o aumento com base na inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (com aumento real). Posteriormente, no fim de 2024, a área econômica de Lula aprovou uma alteração na regra, que passou a considerar a inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes (mas limitado a 2,5% de alta real, para se adequar ao limite do chamado arcabouço fiscal). Diferença de valores O salário mínimo, atualmente em R$ 1.621, seria de R$ 1.451 neste ano se tivesse sido mantida, de 2023 em diante, a política adotada no governo de Jair Bolsonaro — que não concedeu reajustes acima da inflação. O valor seria R$ 170 menor do que o que vigora atualmente. O cálculo, que considera o formato anterior de correção do salário mínimo, foi feito pelo g1 e confirmado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, arredondando o valor sempre para cima. Impacto na renda e na inflação ➡️O aumento real do salário mínimo, ou seja, acima da inflação, tem impacto na renda não somente dos trabalhadores brasileiros, mas também dos aposentados e pensionistas — que, pelas regras atuais, não podem receber um valor abaixo do piso nacional. "O salário mínimo tem enorme alcance social, servindo de referência direta para trabalhadores assalariados, servidores públicos, beneficiários da Previdência Social, do BPC e do abono salarial, além de influenciar a remuneração de trabalhadores sem carteira assinada. Ao elevar o piso nacional, a política contribuiu para a redução das desigualdades salariais, inclusive entre homens e mulheres, negros e não negros e entre diferentes regiões do país", avaliou o Dieese, no fim de 2025. ➡️Ao mesmo tempo, por injetar mais recursos na economia, o crescimento real do salário mínimo também estimula o nível de atividade da economia, ou seja, o Produto Interno Bruto (PIB), via aumento da demanda, com impacto positivo na arrecadação federal. ➡️Por outro lado, a alta real do mínimo é um dos principais fatores de pressão sobre as despesas e de desequilíbrio das contas públicas, pois cada R$ 1 de aumento gera uma alta de gastos do governo acima de R$ 400 milhões por ano, pressionando também a inflação. ➡️As contas do governo, por sua vez, registram déficits recorrentes desde 2014. A exceção foi 2022, último ano do governo Bolsonaro. Analistas consideram, porém, que aquele resultado foi pontual, influenciado pela limitação de precatórios e pelo aumento dos dividendos pagos por estatais. Em 2020, o rombo foi recorde por conta dos gastos extraordinários com a pandemia da Covid-19. ➡️O aumento real do salário mínimo, somado ao crescimento de outras despesas, como gastos dos ministérios (via PEC da transição), o pagamento de precatórios atrasados da gestão Bolsonaro, dos gastos em saúde e educação e da retomada de reajustes de servidores, ajudou a impulsionar a dívida pública — que atingiu 82,9% do PIB em agosto.
16/10/2026 03:00:00 +00:00
Tesla apresenta Roadster que 'voa' e dirige de ponta-cabeça com tecnologia da SpaceX

Tesla Roadster "voa" divulgação/Tesla A Tesla anunciou, nesta quinta-feira (15), uma nova geração do supercarro Roadster. O modelo é o mais potente já criado pela empresa de Elon Musk, além de ser o único da marca que pode "voar". Ao todo, o carro tem 10 saídas de ar desenvolvidas pela SpaceX, que permitem realizar manobras enquanto flutua. O empuxo é gerado por tanques de ar comprimido, mesma tecnologia usada em foguetes para controlar seu percurso no espaço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Assim como nos foguetes, os tanques podem ser recarregados a cada uso. Durante a apresentação do novo Roadster, a Tesla demonstrou que o carro também consegue ficar preso a uma parede sem cair. Para isso, um ventilador na base do veículo cria uma sucção que o mantém “grudado” à superfície. Agora no g1 “Ele pode puxar até 2 Gs [equivalentes a duas vezes a pressão atmosférica no nível do mar] para fazer o carro dirigir de ponta-cabeça, e pegamos emprestadas algumas tecnologias da SpaceX para fazer o resto", revelou Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla. Tesla Roadster flutua na rampa divulgação/Tesla Elon Musk afirmou que o poder de sucção do novo carro não foi pensado para permitir que uma pessoa dirija de ponta-cabeça, mas para manter o veículo mais firme contra o solo e, assim, melhorar sua capacidade de fazer manobras em alta velocidade. Como é o novo Roadster Tesla Roadster por fora Além de voar e dirigir de ponta-cabeça, a segunda geração do Roadster segue o design minimalista já adotado pela Tesla em outros modelos já lançados. Por fora, são raros os detalhes coloridos ou cromados. Por dentro, há espaço apenas para duas pessoas e o painel traz acabamento com uma única textura visual. Tesla Roadster por dentro A Tesla não revelou a ficha técnica completa do novo carro, mas informou que: Acelera de 0 a 100 km/h em menos de 1 segundo; Atinge velocidade máxima de 370 km/h; Tem autonomia de 482,8 km com uma carga; Os faróis estão escondidos na carroceria o que melhora a aerodinâmica do veículo; Para reduzir o peso, o novo Roadster utiliza uma liga de magnésio e titânio, além de fibra de carbono na carroceria. O novo Roadster será vendido em três versões: Performance: utiliza o sistema de ventilação para melhorar a dirigibilidade nas curvas; Thrust, em versão limitada: adiciona saídas de ar comprimido na traseira, que ajudam o carro a acelerar de 0 a 100 km/h em menos de um segundo; Rocket, ainda mais limitada e vendida apenas por convite: remove um dos dois assentos, acrescenta mais saídas de ar pelo veículo e é a versão capaz de flutuar. A fabricação do Roadster será iniciada em 2028, porém ainda não existe informação oficial sobre o preço do supercarro. Novo Roadster foi prometido quase 10 anos atrás O protótipo deste novo Roadster foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil. Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia "voar". A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento. Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um. O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk. Roadster de 1ª geração passou perto de Marte Há pouco mais de oito anos, um foguete lançou um Tesla Roadster da primeira geração ao espaço. Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla O feito aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, quando o foguete acionou os 27 motores em seu primeiro voo, decolou da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, e levou uma única carga a bordo: o carro. O segundo estágio foi ativado poucas horas após o lançamento e queimou combustível para colocar o Roadster em uma órbita heliocêntrica ao redor do Sol, cuja maior distância da estrela corresponde à órbita de Marte. O objetivo do lançamento, segundo o empresário Elon Musk, diretor executivo e principal acionista da Tesla, era deixar o Roadster em órbita de Marte por "centenas de milhões de anos". "Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro", disse o empresário durante o lançamento. O veículo se aproximou de Marte em novembro de 2018, e segue em um movimento elíptico de ida e volta para a Terra. Modelo foi o primeiro carro da Tesla Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço. Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3. A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial. Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus. A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores. *Com informações da Reuters.
16/10/2026 01:07:20 +00:00
Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes

Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento de Microempreendedor Individual (MEI) e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, com o perdão das dívidas do MEI sendo a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana como tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (14) e agora, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta foi aprovada por 78 votos favoráveis e nenhum contra. O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, ante os R$ 80 mil atuais. "Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI", explicou o relator do projeto na Câmara, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA). A proposta também amplia o número de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais. Atualmente, apenas um funcionário pode ser empregado. O projeto aumenta esse número para até dois, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional. A oposição criticou a votação da medida às vésperas do segundo turno. Outra proposta, que prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, só deve ser enviada pelo governo ao Congresso após as eleições. 💵 O recurso será não reembolsável. Ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. Microempreendedor Individual (MEI) Jornal Nacional/ Reprodução Impacto fiscal O impacto fiscal estimado com a renúncia de receitas é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. Já o impacto com o perdão das dívidas é estimado em R$ 3 bilhões em 3 anos. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto será dividido da seguinte forma: 2027: R$ 1,1 bilhão; 2028: R$ 1 bilhão; 2029: R$ 909 milhões. A proposta ainda contemplou as dívidas ainda não inscritas na dívida da ativa da União que ainda podem estar com o processo em tramitação. Isso poderia gerar impacto de até R$ 2 bilhões para além do já previsto. O projeto concedeu anistia integral aos MEIs inadimplentes. O projeto perdoa as dívidas contraídas pelos microempreendedores individuais até 13 de outubro de 2026.
15/10/2026 21:51:06 +00:00
Brasil deve voltar ao top 8 das maiores economias do mundo em 2027, prevê FMI

FMI diz que inteligência artificial e geopolítica estão moldando a economia global O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua base de dados atualizada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar US$ 2,796 trilhões no ano, ante US$ 2,772 trilhões da economia italiana e US$ 2,675 trilhões da russa. 🔎 O PIB é a soma dos bens e serviços produzidos por um país em determinado período. Os valores usados na comparação são nominais, ou seja, não descontam os efeitos da inflação, e estão expressos em dólares. Esse indicador permite comparar o tamanho das economias em uma mesma moeda. Em 2026, o Brasil ainda deve ocupar a décima posição, com PIB projetado em US$ 2,655 trilhões. A Rússia aparece à frente, com US$ 2,861 trilhões, seguida pela Itália, com US$ 2,702 trilhões. A mudança prevista para 2027 ocorre porque o PIB brasileiro projetado supera o das duas economias europeias. O Brasil deve permanecer na oitava posição nos anos seguintes, segundo as estimativas apresentadas na base de dados, e alcançar US$ 3,398 trilhões em 2031. grafico FMI Brasil deve superar US$ 3 trilhões em 2029 Além da mudança no ranking mundial, as projeções indicam que a economia brasileira deve ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal pela primeira vez em 2029, quando o indicador deve chegar a US$ 3,056 trilhões. Em 2026, o PIB nominal brasileiro projetado, de US$ 2,655 trilhões, também deve superar o maior valor anterior da série informada, registrado em 2011, quando alcançou US$ 2,614 trilhões. FMI ainda vê desaceleração na economia real Apesar do avanço previsto no ranking e dos valores nominais, o FMI projeta uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira. A taxa deve passar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. 🔎 O crescimento real mede a variação da produção de bens e serviços descontando o efeito da inflação. A inflação brasileira, por sua vez, deve recuar gradualmente, de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego projetada deve subir de 6% para 6,2% e 6,8% no mesmo período. As projeções também apontam uma redução do déficit em transações correntes, indicador que mede o saldo das operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o país e o exterior. O resultado negativo deve passar de 2,9% do PIB em 2025 para 2,4% em 2026 e 2% em 2027. Logotipo do FMI é visto do lado de fora do prédio da sede em Washington Yuri Gripas/Reuters
15/10/2026 20:41:29 +00:00
Casas Bahia fecha acordo que prevê mais de R$ 33 milhões para trabalhadores demitidos

Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada. Sarah Brito/g1 O Grupo Casas Bahia fechou um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) que prevê o pagamento de indenização de R$ 7,5 mil para 4.435 trabalhadores atingidos pelas demissões em massa realizadas em agosto deste ano. Somadas, as indenizações poderão ultrapassar R$ 33 milhões, segundo a Justiça do Trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 O entendimento foi analisado em audiência de homologação nesta quinta-feira (15), no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília. A negociação foi construída após a CNTC questionar na Justiça a legalidade das dispensas coletivas promovidas pelo Grupo Casas Bahia sem negociação prévia com os sindicatos. Em decisão liminar concedida em agosto, a Justiça do Trabalho chegou a determinar a reintegração dos empregados desligados, entendimento que deu origem às tratativas conduzidas pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (CEJUSC) de Brasília. Pela proposta, cada trabalhador abrangido pelo acordo receberá uma indenização individual de R$ 7.500, além das verbas rescisórias devidas, como aviso-prévio, multa de 40% do FGTS, férias e décimo terceiro proporcionais. O texto também estabelece mecanismos para garantir o pagamento de parte dos créditos trabalhistas fora do processo de recuperação judicial da companhia. Outro ponto do acordo determina que a empresa deverá comunicar previamente as entidades sindicais em futuras dispensas coletivas, com antecedência mínima de 72 horas. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa de R$ 1 mil por trabalhador afetado, limitada a R$ 1 milhão. A audiência foi conduzida pelo juiz Rogerio Neiva Pinheiro, coordenador do CEJUSC de Brasília, e contou com a participação das partes envolvidas e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Entenda o caso O impasse começou em agosto, quando o Grupo Casas Bahia promoveu uma ampla reestruturação de suas operações. A empresa fechou 298 lojas em todo o país e realizou uma onda de desligamentos que atingiu milhares de trabalhadores. Poucos dias depois, em 16 de agosto, a varejista entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. Diante das demissões, a CNTC ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho alegando que os desligamentos em massa ocorreram sem qualquer negociação prévia com os sindicatos que representam os empregados. A entidade sustentou que a medida desrespeitava o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de intervenção sindical em casos de dispensas coletivas. Em 18 de agosto, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar determinando a suspensão dos efeitos das demissões e o restabelecimento provisório dos contratos de trabalho dos empregados atingidos. A decisão também obrigou a empresa a reativar benefícios eventualmente cancelados, como os planos de saúde, e iniciar um processo formal de negociação com sindicatos e federações da categoria. Na decisão, a magistrada destacou que a medida tinha caráter provisório e não representava um julgamento definitivo sobre a validade dos desligamentos. Mesmo assim, determinou que a companhia restabelecesse os vínculos dos trabalhadores enquanto o mérito da ação fosse analisado. Paralelamente à discussão sobre a legalidade das demissões, surgiu outro problema para os ex-funcionários. Como os desligamentos ocorreram poucos dias antes do pedido de recuperação judicial, milhares de trabalhadores ficaram sem receber as verbas rescisórias dentro do prazo previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com a recuperação judicial, os créditos trabalhistas passaram a integrar a lista de credores da empresa. Por conta disso, muitos trabalhadores passaram a aguardar a definição do plano de recuperação para receber valores referentes à rescisão, o que gerou insegurança entre os demitidos. Funcionários ouvidos pelo g1 relataram dificuldades financeiras após os desligamentos. Além da ausência do pagamento das verbas rescisórias, muitos afirmaram ter enfrentado problemas relacionados ao acesso ao FGTS, ao seguro-desemprego e à manutenção de benefícios que foram interrompidos após as demissões.
15/10/2026 20:33:18 +00:00
Petrobras bate recorde e chega a R$ 800 bilhões em valor de mercado; ações sobem até 110% em 2026

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em poço na costa do Amapá A Petrobras bateu recorde no valor de mercado ao atingir R$ 800 bilhões no encerramento do pregão na B3 nesta quarta-feira (14), a primeira vez que a companhia supera esse patamar. Ao longo de 2026, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram cerca de 100% e as ações ordinárias (PETR3) tiveram alta de aproximadamente 110%. “Ao longo dos últimos meses, afirmei diversas vezes que quem apostasse contra a Petrobras iria perder dinheiro. [...] A companhia está forte, eficiente e cada vez mais capaz de gerar valor”, destaca Magda Chambriard, presidente da Petrobras. 🔎 Nesta quarta-feira, as ações preferenciais (PETR4) avançaram 2,22%, enquanto as ordinárias (PETR3) registraram alta de 1,94%. Qual foi o 'trampolim' da Petrobras? Além do impulso trazido pelo cenário internacional de preços do petróleo, o mercado também reagiu a aos acordos de equalização de gastos e volumes referentes às jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos, assinados com as parceiras Shell, Total Energies e Petrogal. Com o acordo, a Petrobras receberá cerca de US$ 859 milhões líquidos, a serem pagos até novembro de 2026. A empresa também registrou uma produção própria de óleo no Brasil de 2,7 milhões de barris por dia no segundo trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Também houve crescimento de mais de 10% da produção de combustíveis, em comparação ao segundo trimestre de 2025, com utilização recorde do parque de refino, que alcançou FUT superior a 100% no segundo trimestre do ano. O recorde ocorre dias após a companhia ter superado pela primeira vez a marca de R$ 700 bilhões em valor de mercado (3). Governo zera tributos sobre gasolina e publica MP que libera R$ 7,5 bilhões para segurar preço do diesel Na ocasião, o movimento de alta foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Petrobras: perfuração exploratória na Foz do Amazonas vai 'muito bem', diz gerente-executivo Petrobras Foto Divulgação
15/10/2026 19:31:03 +00:00
Deepfakes estão cada vez mais difíceis de detectar, alertam especialistas da OpenAI e Meta

TSE mantém proibição de deepfake na campanha, mas exige realismo para ser ilícito Especialistas em tecnologia da OpenAI e da Meta alertaram nesta quinta-feira (15) que os vídeos e áudios falsificados por inteligência artificial (IA), conhecidos como deepfakes, estão cada vez mais difíceis de distinguir de conteúdos autênticos. O avanço da tecnologia pode dificultar a verificação de provas apresentadas em julgamentos nos Estados Unidos. O alerta foi feito durante uma reunião em Boston do Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos EUA, acompanhada pela Reuters, que discute há três anos como lidar com os riscos de materiais falsificados por IA nos tribunais. Segundo os especialistas, os avanços da chamada IA generativa — tecnologia capaz de criar conteúdos, como imagens, vídeos e áudios, a partir de comandos — tornaram as falsificações difíceis de identificar tanto por pessoas quanto por programas de computador. “As imagens geradas por IA estão ficando cada vez melhores, e não acredito que haja, no futuro, uma maneira científica de detectá-las”, disse Shira Anderson, consultora de políticas da OpenAI. Desde 2023, o comitê debate como verificar a autenticidade de materiais suspeitos de serem deepfakes e como garantir que provas produzidas com IA atendam aos mesmos critérios de confiabilidade exigidos de outros tipos de evidência, incluindo aquelas analisadas por especialistas humanos. Apesar da preocupação, ainda há poucos registros de casos do tipo nos tribunais americanos. Em março, o Centro Federal do Judiciário, órgão de pesquisa do Poder Judiciário dos EUA, informou que apenas 15 dos 931 juízes que responderam a uma pesquisa haviam enfrentado um caso em que uma das partes contestou uma prova por suspeitar que ela fosse um deepfake. “Há muitos comentários acadêmicos e de outras fontes prevendo que os tribunais terão de lidar com deepfakes, mas ainda não vimos muitos casos desse tipo”, disse o juiz federal Jesse Furman, de Manhattan, que preside o comitê. Especialistas da indústria, da academia e do governo, porém, afirmam que o risco não é apenas hipotético. Para eles, será cada vez mais difícil para os tribunais identificar provas fabricadas com inteligência artificial. Devin Norder, diretor de gestão de produtos da Meta, afirmou à Reuters que conteúdos criados pelos modelos de IA mais avançados já podem ser indistinguíveis, para os seres humanos, de mídias autênticas. Ele também destacou que produzir esse tipo de material exige pouco tempo e dinheiro. OpenAI e Meta estão entre as grandes empresas que desenvolvem ferramentas e serviços para ajudar a verificar a autenticidade de conteúdos visuais. Novas leis exigem marca d'água Na Califórnia e na União Europeia, novas leis também exigem o uso de marcas-d'água para ajudar a identificar materiais falsificados por IA. Essas marcas são sinais incorporados ao conteúdo para indicar sua origem ou auxiliar na identificação. Anderson, consultora de políticas da OpenAI, no entanto, alertou que não existe um método universal capaz de identificar com segurança todas essas marcas ou confirmar a autenticidade de um conteúdo visual. Como cada empresa utiliza seu próprio sistema, a verificação continua sujeita a limitações. “Minha impressão é que isso certamente continuará melhorando”, disse ela. “Não acho que algum dia será à prova de falhas.” Imagem ilustrativa; deepfake; crimes cibernéticos; cyberbullying. Freepik
15/10/2026 19:09:31 +00:00
Grupo Globo comunica desligamento de Frederic Kachar e reforça independência editorial de seus veículos

Frederic Kachar, ex-diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo Gabriel Reis/Valor O Grupo Globo comunicou nesta quinta-feira (15) o desligamento do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar. A decisão ocorre após a revelação de conversas privadas mantidas com o banqueiro Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025. Abaixo a nota oficial. O Grupo Globo comunicou hoje o desligamento do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar. O conteúdo das conversas privadas mantidas com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025, às quais a empresa teve acesso ontem, revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante. A Editora Globo reforça seu compromisso com a ética e a transparência e reafirma a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos, premissa essencial de sua atuação. O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo. A empresa reconhece os 29 anos de dedicação de Kachar ao desenvolvimento de seus negócios de mídia e informa que o nome de seu substituto à frente da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio será divulgado em breve. Comunicação Globo Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2026 Executivo assume interinamente No início da noite, o Grupo Globo anunciou que Luis Henrique Guimarães, vice-presidente executivo da holding, vai acumular interinamente a direção-geral de Mídia Impressa e Rádio. Abaixo a nota oficial. Comunicamos hoje o desligamento de Frederic Kachar da direção-geral de Mídia Impressa e Rádio. Ontem, tivemos acesso ao conteúdo de conversas privadas mantidas com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025 que revelaram uma relação inadequada do executivo com um anunciante da Editora Globo. Reforço aqui o nosso compromisso com a ética e a transparência e, sobretudo, reafirmo a absoluta independência editorial do jornalismo de nossos veículos, premissa essencial de nossa atuação. O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que os nossos veículos têm feito do caso Master é a demonstração mais concreta do compromisso inegociável de todos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo. Desde sempre, nossos profissionais e veículos têm trazido informações e denúncias que ganharam grande destaque e repercutiram em toda a imprensa. Nosso noticiário absolutamente independente de patrocínio ou de qualquer relação comercial pode ser verificado facilmente na cobertura dos mais diversos assuntos – a do caso Master é apenas um deles. Reconhecemos os 29 anos de dedicação de Frederic Kachar ao desenvolvimento dos negócios de mídia no Grupo Globo. Ao longo de sua trajetória, Frederic Kachar exerceu diferentes funções de liderança, assumindo, em 2008, a direção-geral da Editora Globo e, em 2015, também a da Infoglobo. Em 2018, liderou a integração dos negócios na nova Editora Globo, que reúne marcas como O GLOBO, Extra e Valor, além das publicações das Edições Globo Condé Nast e da Globo Livros. A partir de 2020, passou a responder também pelo Sistema Globo de Rádio, conduzindo iniciativas de transformação digital, modernização e reestruturação das empresas. Informamos que Luis Henrique Guimarães, vice-presidente executivo da holding do Grupo Globo, vai acumular interinamente a direção-geral de Mídia Impressa e Rádio. João Roberto Marinho Agora no g1
15/10/2026 18:17:24 +00:00
Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; veja novos valores

Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; premium chega a R$ 71,90 REUTERS/Francis Mascarenhas A Netflix aumentou nesta semana os preços dos três planos de assinatura no Brasil. Com a mudança, o plano mais caro, que permite assistir a conteúdos em até quatro telas simultâneas e oferece qualidade 4K+HDR, passa a custar R$ 71,90 por mês. O reajuste ocorre em meio à notícia de que a Netflix pretende demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. Essa será a maior rodada de cortes da plataforma de streaming desde 2022. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O maior aumento percentual foi no plano Padrão com anúncios, que ficou 23,9% mais caro. A modalidade permite assistir a conteúdos em até dois dispositivos simultaneamente, com qualidade Full HD. Veja os novos preços da Netflix: Padrão com anúncios: de R$ 20,90 para R$ 25,90 (alta de 23,9%); Padrão: de R$ 44,90 para R$ 51,90 (alta de 15,6%); Premium: de R$ 59,90 para R$ 71,90 (alta de 20%). Em resposta ao g1, a empresa afirmou que busca entregar "mais valor" aos assinantes e por isso optou por atualizar os preços, "para continuar investindo em entretenimento de qualidade e melhorar a experiência de todos". "Continuamos oferecendo filmes, séries, reality shows e muito mais – com opções para diferentes orçamentos", disse em nota. O último reajuste da Netflix no Brasil havia ocorrido em maio de 2024, quando os preços dos planos subiram cerca de 12%. Na ocasião, a empresa afirmou que os aumentos permitiam ampliar a oferta de filmes e séries aos assinantes. Agora no g1 Demissão em massa Nesta quarta-feira (14), o The Wall Street Journal noticiou os planos da Netflix de demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a aproximadamente 6% de sua força de trabalho. A decisão, segundo o jornal, foi comunicada por e-mail enviado pelos co-presidentes executivos da companhia, Greg Peters e Ted Sarandos. A maior parte dos cortes deve atingir as equipes de produto, tecnologia, recursos humanos e o departamento jurídico. No fim de 2025, a empresa tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral. Procurada pela agência de notícias Reuters, a Netflix não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. 📺 As demissões ocorrem em um cenário de concorrência crescente pela atenção dos consumidores e de mudanças no mercado global de entretenimento, marcado pela concentração de empresas e pela disputa por conteúdo e serviços de streaming. Para diversificar as fontes de receita, a Netflix tem investido em publicidade, programação ao vivo e jogos, além do modelo tradicional de assinaturas. A empresa busca ampliar as formas de monetização de sua base de usuários em um mercado no qual disputa espaço com plataformas digitais, emissoras e outros serviços de streaming. Um dos movimentos recentes que ilustram a consolidação do setor foi a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery. A Netflix participou da concorrência, mas perdeu para a Paramount Skydance, que concluiu neste mês a aquisição da companhia por US$ 110 bilhões. A operação reúne sob o mesmo grupo importantes marcas do entretenimento e do jornalismo, como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS. O negócio também combina franquias cinematográficas como Harry Potter, Batman, Missão: Impossível e Top Gun, além de estúdios, plataformas de streaming e redes de televisão. Com a fusão, a companhia combinada passa a concentrar operações em cinema, televisão, streaming e jornalismo. O grupo terá cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e será liderado por David Ellison. As ações passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”, após deixarem a Nasdaq. A aquisição encerra uma das principais disputas recentes pelo controle de ativos de Hollywood e reforça a tendência de consolidação entre grandes empresas de mídia, que buscam reunir catálogos de conteúdo, canais de distribuição e diferentes fontes de receita para competir por audiência.
15/10/2026 17:39:08 +00:00
TCU condiciona análise de contas do BC à conclusão da análise de liquidação do Banco Master

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu condicionar o julgamento das contas do Banco Central referentes a 2025 à conclusão do processo que analisa a atuação da autoridade monetária na liquidação extrajudicial do Banco Master. Na prática, o TCU entendeu que as conclusões desse processo podem influenciar a análise das contas do BC e, por isso, decidiu aguardar uma decisão definitiva sobre o caso antes de concluir o julgamento das contas. A posição dos ministros segue a recomendação do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) e contraria o entendimento da área técnica do tribunal. A decisão foi tomada na sessão da 2ª Câmara do TCU, na última terça-feira (13), em uma análise em rea, ou seja, junto com outros processos e sem discussão. STF tenta dar encaminhamento a caso Master antes da chegada do novo Senado O MPTCU recomendou suspender o julgamento do processo que analisa a liquidação do Banco Master, relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus. Segundo o órgão, os fatos apurados nesse processo podem repercutir sobre o mérito das contas do Banco Central. Já a área técnica havia proposto considerar regulares as contas dos responsáveis e conceder quitação plena, entendimento que acabou rejeitado pelos ministros. O relator das contas do BC é o ministro Jorge Oliveira. Embate entre os órgãos O tensionamento entre o Banco Central e o TCU começou no fim do ano passado, quando o ministro Jhonatan de Jesus determinou que a autoridade monetária apresentasse, em 72 horas, esclarecimentos sobre supostos indícios de que a liquidação do Banco Master teria ocorrido de forma "precipitada". O ministro também decretou sigilo sobre o processo. Dias depois, no auge do atrito entre os órgãos, Jhonatan determinou uma inspeção nos documentos do BC por considerar que ainda faltavam informações para embasar as explicações apresentadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O Banco Central recorreu. Argumentou que a inspeção não poderia ser determinada individualmente pelo relator e deveria ser submetida ao colegiado do TCU. Jhonatan acolheu o pedido para levar a discussão sobre a inspeção ao plenário, mas contestou o argumento apresentado pelo BC. "Sob o ângulo regimental, não procede a premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado", afirmou o ministro à época. Jhonatan também disse que a decisão de submeter o assunto ao plenário levou em consideração a "dimensão pública" alcançada pelo caso. Em meio a isso, um parecer da equipe técnica do TCU em fevereiro já afastava a existência de irregularidades ou omissões na atuação do Banco Central no processo de liquidação do Master. "Concluiu-se, ao final, que não foram identificadas impropriedades, omissões ou negligência na atuação do Banco Central do Brasil. A decretação da liquidação extrajudicial foi considerada medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada", diz o parecer dos técnicos envolvidos na auditoria. Banco Master Reprodução/TV Globo Processo foi suspenso em março Em março, Jhonatan de Jesus suspendeu a análise da atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master até a conclusão de outras investigações relacionadas ao caso. Na ocasião, o ministro afirmou que aguardar os demais procedimentos permitiria ao tribunal decidir com um conjunto mais completo de informações. “Entendo que a apreciação imediata do relatório de inspeção e do mérito da representação, neste momento processual, não se afigura a medida mais adequada, sob pena de o julgamento ocorrer com grau de completude inferior ao desejável, quando há perspectiva concreta de superveniência de elementos oficiais aptos a qualificar o juízo definitivo”, afirmou o ministro.
15/10/2026 17:19:31 +00:00
Amazon lança dispositivos de IA que resumem conversas e criam lembretes

Celular tá caro: o que a IA tem a ver com o aumento do preço de celulares? A Amazon anunciou nesta quinta-feira (15) dois novos dispositivos de inteligência artificial (IA) da linha Bee, capazes de transformar conversas em resumos, listas de tarefas, lembretes e recomendações personalizadas. Segundo a companhia, os aparelhos foram desenvolvidos para ajudar o usuário a guardar informações importantes e organizar as atividades do dia a dia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partir das conversas captadas, a IA identifica os principais assuntos discutidos e sugere ações, como tarefas a cumprir e compromissos a agendar. Os novos produtos são o Bee Frontier, que pode ser usado no pulso ou preso à roupa, e o Bee Eclipse, um dispositivo compacto que se conecta magneticamente à parte traseira do celular. Em julho de 2025, a Amazon adquiriu a Bee, startup de São Francisco, nos EUA, conhecida por desenvolver uma pulseira equipada com IA e microfones capazes de captar, transcrever e analisar conversas. O valor da aquisição não foi divulgado. Além dos novos aparelhos, a empresa anunciou recursos que permitem conectar o Bee a aplicativos como Gmail, Google Agenda e Microsoft Outlook. A empresa também anunciou a possibilidade de integração com a Alexa+, versão de seu assistente virtual que utiliza recursos de inteligência artificial. Com a integração, a ferramenta pode identificar tarefas discutidas em reuniões, preparar rascunhos de e-mails e criar convites para compromissos no calendário. Como funcionam os dispositivos Novos aparelhos Bee podem ser usados no pulso, presos à roupa ou acoplados ao celular; modelo mais barato custa US$ 74,99. Divulgação O Bee Frontier é um dispositivo vestível que pode ser usado como pulseira ou preso à roupa. Segundo a Amazon, o aparelho tem bateria com duração de até sete dias, resistência à água e carregamento por USB-C. O modelo conta com dois microfones e tecnologia de redução de ruído, que permite captar conversas mesmo em ambientes movimentados. O usuário pode controlar o processamento de áudio por meio de um botão e de uma luz indicadora que sinaliza quando o dispositivo está ativo. Já o Bee Eclipse tem formato fino e leve, aproximadamente do tamanho de um cartão de crédito, e se fixa magneticamente à parte traseira do celular. De acordo com a empresa, a bateria dura mais de 21 dias com uma única carga. Os dois dispositivos permitem consultar resumos das conversas, recuperar informações discutidas anteriormente e organizar tarefas a partir do conteúdo registrado. A Amazon afirma que o áudio não é armazenado e que as transcrições são criptografadas com chaves criadas e controladas pelo dispositivo do usuário. Os aparelhos contam com controles físicos para ligar e desligar o processamento de áudio e luzes indicadoras que mostram quando estão ativos. No Bee Frontier, também é possível configurar o desligamento automático após um período sem detectar sons. Segundo a empresa, os usuários são orientados a pedir autorização aos participantes de uma chamada sempre que uma gravação for iniciada. Bee Eclipse é um acessório magnético para celular Divulgação O Bee Frontier já está à venda nos EUA por US$ 74,99 (cerca de R$ 379), nas cores ônix, lavanda e sálvia. O Bee Eclipse será lançado posteriormente, com preço inicial de US$ 99,99 (aproximadamente R$ 504) e opções nas cores prata, meia-noite, mel e rosa. A Amazon não informou quando os dispositivos chegarão a outros países, incluindo o Brasil. A compra dos dispositivos inclui resumos de conversas e histórico dos últimos 14 dias. Já o plano Bee Pro, por US$ 11,99 mensais, oferece resumos ilimitados, integração com aplicativos, lembretes, sugestões de tarefas e acesso ao aplicativo para computadores.
15/10/2026 15:13:29 +00:00
Irmãos Batista concluem compra da Avibras, fabricante de armas e foguetes de Jacareí, SP

Irmãos Batista concluem compra da Avibras, fabricante de armas e foguetes de Jacareí Divulgação Os empresários Joesley e Wesley Batista concluíram, nesta quinta-feira (15), a compra da Avibras Aeroco, indústria bélica que fabrica armas militares e tecnologia aeroespacial em Jacareí, no interior de São Paulo. A Avibras passa a ser controlada pela Globe Investimentos, empresa de investimentos pessoais dos irmãos Batista. A conclusão da venda foi anunciada em comunicado conjunto enviado pelos compradores e pela Avibras. A Globe passa a ser a única acionista da Nova AVB, empresa que detém todas as ações da fabricante. Com a mudança de controle, a Avibras afirma que pretende acelerar a retomada da produção e ampliar as vendas para outros países. O plano anunciado pelos novos controladores tem foco nas exportações, mas não detalha metas de produção, investimentos ou prazos para a expansão das atividades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Bruno Dantas assumirá a presidência executiva do Conselho de Administração da companhia. Segundo o comunicado, ele ficará responsável por apoiar a recuperação da capacidade industrial e buscar novos mercados para os produtos da empresa. Agora no g1 A venda ocorre após um período de crise financeira que paralisou as atividades da fabricante. Em 2022, a Avibras entrou em recuperação judicial, informou ter uma dívida de cerca de R$ 600 milhões e demitiu aproximadamente 400 trabalhadores. Os atrasos nos salários levaram os funcionários a iniciar uma greve que durou mais de três anos. A retomada das operações começou em maio de 2026, quando a unidade de Jacareí voltou a funcionar com cerca de 480 trabalhadores. No início de outubro, a empresa entregou o primeiro lote de munições ao Exército Brasileiro desde a retomada das atividades. A Globe destacou em nota que a operação mantém o controle da Avibras 100% nacional. Apesar de Joesley e Wesley Batista também serem ligados ao conglomerado J&F, a empresa não faz parte do grupo que comprou a indústria bélica. A conclusão da aquisição ocorreu após a aprovação da operação pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - relembre clicando aqui. Avibras avança na certificação de míssil Divulgação/Avibras O que a Avibras produz Fundada em 1961 por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Avibras é uma das empresas brasileiras especializadas no desenvolvimento de equipamentos de defesa. Entre seus principais produtos está o sistema ASTROS, usado pelo Exército Brasileiro para lançar foguetes e mísseis. A empresa também desenvolve mísseis táticos, foguetes para aeronaves e helicópteros e sistemas de defesa antiaérea. A atuação não se limita ao setor militar. A fabricante também desenvolve motores-foguete, sistemas de propulsão e veículos suborbitais voltados ao setor espacial. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
15/10/2026 15:11:21 +00:00
Para proteger menores, governo pede fiscalização de seis jogos com riscos semelhantes aos das bets

O Ministério da Justiça pediu à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), por meio de nota técnica, uma investigação sobre seis jogos que contêm as chamadas caixas de recompensa (loot boxes) por exporem crianças e adolescentes a riscos semelhantes aos das apostas online — proibidas no Brasil. O pedido está relacionado aos seis meses de vigência do ECA Digital, lei que protege crianças e adolescentes na internet, e proibiu o acesso de menores a mecanismos de recompensa aleatória em jogos eletrônicos. Os jogos citados na nota técnica são: NBA 2K26 e WWE 2K26, da Take-Two Interactive; Counter-Strike 2, da Valve; Call of Duty, da Activision; Genshin Impact, da HoYoverse; e PUBG Mobile, da Tencent Games. Segundo a nota, esses jogos mantêm as caixas de recompensa e têm classificação indicativa de 18 anos, mas não implementaram mecanismos de verificação de idade para impedir o acesso de crianças e adolescentes. Operação contra bets ilegais prende três suspeitos e mira bloqueio de até R$ 154 milhões 🔎As caixas de recompensa permitem aos jogadores comprarem, por pagamento direto ou moeda virtual, itens virtuais ou vantagens cujo conteúdo é definido de forma aleatória. O levantamento é preliminar e, segundo a nota, não permite concluir, por si só, que as empresas estejam descumprindo o ECA Digital. Caberá à fiscalização verificar a situação de cada jogo. De acordo com relatório da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa, do Ministério da Justiça, o elemento central do mecanismo é a incerteza: o jogador paga antes de saber o que receberá, e o resultado é sorteado segundo probabilidades definidas pelo próprio fornecedor do jogo. É a combinação de pagamento, sorte e expectativa de recompensa que, segundo o Ministério da Justiça, aproxima o funcionamento desses mecanismos ao das apostas, como as bet. "A análise indica que a exposição às caixas de recompensa na infância e adolescência está associada, segundo a literatura científica examinada, a desfechos ligados ao jogo problemático, sofrimento psicológico e danos financeiros, embora essa associação não autorize, isoladamente, afirmar relação causal direta com transtornos clínicos", diz a nota do Ministério da Justiça. Segundo o documento, esse tipo de funcionamento pode incentivar compras repetidas, já que o jogador não sabe quantas tentativas serão necessárias para conseguir determinada recompensa e pode continuar gastando dinheiro nessa expectativa. A nota também pede que as informações sejam enviadas ao Ministério da Saúde para subsidiar estudos sobre os impactos das caixas de recompensa na saúde mental de crianças e adolescentes "Vale destacar que a associação entre a compra de caixas de recompensa por crianças e adolescentes e comportamento problemático de apostas não decorre apenas de um estudo isolado, mas um conjunto de estudo, que atravessa países", acrescenta o governo. Caberá à ANPD analisar as informações apresentadas pelo Ministério da Justiça e decidir sobre a eventual adoção de medidas. O levantamento não é definitivo, e outros jogos ainda podem ser incluídos na lista. Acesso bloqueado Brasil Sem Bets bets site celular Isabela Ortiz/g1
15/10/2026 15:00:45 +00:00
Tesla lança Roadster hoje; Musk diz que esportivo é mais insano que os carros do agente James Bond

Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017. Divulgação / Tesla A Tesla apresenta na noite desta quinta-feira (15) a segunda geração do esportivo elétrico Roadster. O anúncio ocorre quase nove anos após a montadora mostrar pela primeira vez a nova geração do carro. O protótipo foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia "voar". A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento. Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um. Agora no g1 Questionado se a empresa está desenvolvendo um veículo voador elétrico e se o modelo terá asas retráteis, Musk evitou confirmar as características. O executivo disse que o evento de lançamento do Roadster será “inesquecível” e afirmou que o modelo possui uma tecnologia considerada “muito louca”. Na entrevista, Musk chegou a questionar se o veículo ainda pode ser classificado como um carro, apesar de manter o visual de um automóvel. Na comparação feita pelo empresário, o novo Roadster reúne características mais insanas do que todos os veículos do personagem James Bond combinados. Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017. Divulgação / Tesla Impacto nos resultados O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, minimizou a importância do carro para as finanças da empresa. Em 2023, o executivo descreveu o projeto como uma situação pequena que não mudaria os resultados financeiros de forma expressiva. Ainda assim, o modelo carrega um peso simbólico. O analista da Morningstar, Seth Goldstein, afirmou em nota em setembro que a Tesla não possui hoje um veículo de luxo de alto desempenho para exibir sua melhor engenharia e tecnologia. Segundo o especialista, o Roadster assumirá esse papel. No anúncio do protótipo em 2017, Musk indicou que a versão de quatro lugares teria autonomia de 1.000 quilômetros com uma única carga. Em 2024, o executivo publicou na rede social X que o projeto havia sido redesenhado. Interior do protótipo do novo Tesla Roadster mostrado em 2017. Divulgação / Tesla O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk. A promessa é que o veículo acelere de 0 a 100 km/h em menos de um segundo. Na publicação, o executivo afirmou que essa é a parte menos interessante da novidade. A Morningstar projeta que a Tesla venda cerca de 2 mil unidades do Roadster por ano. O volume representa uma fração diante dos 1,6 milhão de veículos comercializados pela marca no ano passado. O primeiro modelo da Tesla foi justamente o Roadster, o modelo chegou em 2008 e usava base da Lotus. Divulgação / Tesla Primeiro Tesla Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço. Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3. A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial. Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus. A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores. *Com informações da Reuters
15/10/2026 12:22:12 +00:00
6x1, 5x2, 4x3 e 12x36: entenda como funcionam as escalas de trabalho

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil? A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. As novas regras, porém, não entram em vigor imediatamente. Com a aprovação, a emenda constitucional será promulgada pela Mesa do Congresso Nacional, sem necessidade de sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. As novas regras começam a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. "Embora esse processo possa levar alguns dias, a expectativa é de que, neste caso, seja rápido. Minha estimativa é que a promulgação e a publicação ocorram até o fim da semana", explica Rubens Beçak, professor de Direito Constitucional da USP. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece uma jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda; redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase; redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. O texto determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos salariais das categorias profissionais. Vale lembrar que a escala 6x1 não é a única adotada no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme a atividade e o regime de trabalho e devem respeitar as regras previstas na legislação trabalhista. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas estabelecem a distribuição dos dias de trabalho e de descanso. A jornada e os intervalos também podem variar de acordo com a escala, o setor e as regras aplicáveis a cada categoria. Na prática, o que diferencia uma escala da outra é a distribuição dos dias trabalhados e de descanso ao longo do período. Entre os modelos adotados estão as escalas 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos. “A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica. Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados. Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo. A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas. Mas como fica a remuneração? 💸 A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais. O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra. Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas. Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽‍♀️ Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia. Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro. Outra mudança relevante ocorreu com a nova regulamentação do trabalho no comércio em feriados. A portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determina que, como regra, o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização prevista em convenção coletiva. Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime. A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆 A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado. Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente. “A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere. Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil Direitos que não podem ser alterados 🚫 A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala. Entre eles estão: Salário mínimo; Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 13º salário; Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; Proteção do salário; Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço; Descanso semanal remunerado; Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade; Aviso prévio proporcional; Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles. Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌ Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão: Não concessão do descanso semanal Desrespeito ao intervalo intrajornada Não pagamento de horas extras Folgas dominicais irregulares Compensação de jornada sem acordo válido Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime Pagamento de horas extras a menor Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista. Impactos na qualidade de vida ‼️ Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários. Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas. Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões. O peso das urnas na aprovação do fim da escala 6x1
15/10/2026 12:18:57 +00:00
Correios oferece descarte gratuito de eletrônicos em 6 mil agências

Correios Marcelo Camargo Os Correios passam a receber, a partir deste mês, equipamentos eletroeletrônicos para descarte em mais de 6 mil agências que oferecem o serviço Balcão do Cidadão. A iniciativa, realizada em parceria com a Circular Brain, é gratuita e não exige agendamento prévio. Para utilizar o serviço, o consumidor deve colocar os equipamentos em uma caixa com peso de até 30 kg e levá-la aberta a uma agência participante. As unidades que oferecem o serviço podem ser encontradas neste link, que mostra outros parceiros da Circular Brain além dos Correios. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O atendente fecha a embalagem no momento da postagem. Em seguida, o cliente informa nome, CPF, endereço, e-mail e telefone e recebe um comprovante do envio. 📱 Podem ser descartados celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros equipamentos eletrônicos de pequeno porte. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade. Após a postagem, os materiais são encaminhados à Rede Circulare, operada pela Circular Brain, que direciona cada remessa ao reciclador homologado mais próximo. O processo é rastreado até a destinação final dos resíduos. Segundo dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership, iniciativa da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar), o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Desse total, apenas cerca de 3% é coletado formalmente. Segundo os Correios, a iniciativa busca ampliar o acesso da população ao descarte adequado desses materiais. Os Correios estão presentes em todos os municípios brasileiros e contam com mais de 10 mil agências, embora o novo serviço esteja disponível inicialmente nas mais de 6 mil unidades que oferecem o Balcão do Cidadão. “Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, afirma o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, em comunicado. A destinação correta desses resíduos também está prevista na legislação brasileira. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e o Decreto nº 10.240/2020 determinam que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos criem sistemas para recolher produtos descartados pelos consumidores e encaminhá-los para a destinação correta, como a reciclagem. Esse processo é chamado de logística reversa. O lançamento ocorre em outubro, mês em que é celebrado, no dia 14, o Dia Internacional do Lixo Eletrônico, data dedicada à conscientização sobre a importância do descarte adequado desses materiais.
15/10/2026 12:04:03 +00:00
Dólar fecha em alta e vai a R$ 5,08, com foco em inflação americana e pesquisas eleitorais; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (15), com um avanço de 1,17%, cotado a R$ 5,0871. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 1,06%, aos 204.324 pontos. O cenário político brasileiro seguiu sob os holofotes, conforme investidores repercutem novas pesquisas eleitorais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos também ficaram no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o tema do dia foi a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. A proposta foi aprovada pelo Senado na última quarta-feira por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso e a expectativa é que as mudanças aconteçam de forma gradativa. ▶️ No quadro eleitoral, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto no 2º turno, contra 44% de Lula. Os dados são da nova pesquisa Quaest, divulgada na véspera. Nesta quinta-feira, um novo levantamento deve ser divulgado pelo Datafolha. Acompanhe as pesquisas eleitorais no g1. ▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA. O indicador subiu 1,3% em setembro, no maior avanço em mais de quatro anos, em meio à alta dos custos de bens e serviços. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês. Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. ▶️ No Brasil, o foco esteve com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto. As vendas no varejo subiram 0,1% em agosto sobre julho na série com ajuste sazonal, abaixo do esperado pelo mercado, que previam alta de 0,7%, segundo a Reuters. O resultado acompanha dados mais fracos da indústria e de serviços e confirma a desaceleração da atividade econômica brasileira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +2,06%; Acumulado do mês: -1,69%; Acumulado do ano: -7,32%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -2,28% Acumulado do mês: +9,64%; Acumulado do ano: +26,80%. Flávio Bolsonaro segue em vantagem no 2º turno, diz pesquisa A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46% Lula (PT): 44% Indecisos: 1% Branco/nulo/não vai votar: 9% A Quaest ainda divulgou uma pesquisa sobre a aprovação do governo Lula, mostrando que 48% desaprovam a gestão do petista, enquanto 45% aprovam. Outro levantamento mostrou, ainda, que 43% dos brasileiros têm medo da volta da família Bolsonaro com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que outros 43% têm medo da reeleição de Lula (PT). Em relação à última edição da pesquisa, de 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno, houve um aumento de 3% nas respostas que citam o medo do retorno da família Bolsonaro. No levantamento anterior, o percentual foi de 40%, menor patamar desde 5 de agosto. Já os participantes que disseram ter mais medo da reeleição de Lula se mantiveram estáveis (43%) desde 21 de setembro. A expectativa, agora, é pela nova pesquisa do Datafolha, que deve ser divulgada nesta quinta-feira. Fim da escala 6x1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Como o g1 mostrou, a expectativa é que as mudanças comecem a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Quais são os próximos passos? Veja perguntas e respostas Quais profissões devem ser afetadas e quem fica de fora Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta nesta quinta-feira, enquanto os investidores repercutiam novos dados de inflação e atividade econômica no país. O Dow Jones avançou 1,01%, seguido pelo S&P 500, que subiu 0,32%, e pelo Nasdaq Composite, com alta de 0,07%. Do outro lado do Atlântico, as bolsas na Europa atingiram o maior nível em mais de duas semanas, impulsionadas por balanços sólidos e por uma alta no setor de saúde. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,38%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,33%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,08%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam no menor patamar em 14 meses, acompanhando a fraqueza generalizada nos mercados globais e em meio à queda dos papéis do setor de tecnologia. O SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caíram 1,6%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 4,90% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 7,57%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels
15/10/2026 12:00:20 +00:00
OpenAI acusa ex-funcionário de levar arquivos sobre aparelho não lançado para a Apple

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI acusa um ex-funcionário de ter transferido para uma conta pessoal mais de 100 arquivos da empresa sobre um aparelho ainda não lançado. Ele deixou a criadora do ChatGPT para trabalhar na Apple. Segundo a OpenAI, o ex-colaborador fez uma apresentação sobre o produto para a alta direção da dona do iPhone. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A acusação consta de um documento apresentado pela OpenAI a um tribunal federal em San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos. A empresa afirma que a apresentação ocorreu meses atrás e que a Apple agora desenvolve seus próprios produtos de inteligência artificial. Como exemplo, cita o lançamento do HomeView nesta semana. Agora no g1 "A OpenAI está muito preocupada com o fato de seus segredos comerciais e informações confidenciais estarem circulando dentro da Apple, onde os engenheiros deles podem moldar os próximos produtos da empresa com base no trabalho confidencial e inovador da OpenAI", afirmou a criadora do ChatGPT no documento. A Apple disse que tem políticas e procedimentos para garantir que novos funcionários não utilizem informações confidenciais de empregadores anteriores. A empresa afirmou ainda que não encontrou evidências que sustentem as acusações da OpenAI.
15/10/2026 11:51:35 +00:00
Fim da escala 6x1 também afeta quem trabalha de segunda a sexta; veja o que muda

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto. A redução também poderá afetar quem já trabalha de segunda a sexta-feira. Atualmente, trabalhadores com jornada de 44 horas podem compensar as quatro horas de sábado ao longo da semana. Com o limite de 40 horas semanais, essa jornada diária poderá ser reduzida, sem diminuição salarial (veja mais abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. As novas regras, no entanto, não entram em vigor imediatamente. Com a aprovação pelo Senado, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. A mudança começará a produzir efeitos dois meses após a publicação da emenda constitucional no Diário Oficial. (veja como vai funcionar) O texto prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda; redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase; redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. O texto também estabelece que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos das categorias profissionais. Além disso, também será permitido a compensação prevista em norma coletiva, desde que seja garantida a média de dois dias de descanso por semana, com pelo menos um dia de repouso a cada sete dias. Segundo Vivian De Camillis, especialista em direito do trabalho e sócia da área trabalhista do escritório Tilkian Marinelli Marrey, se as 42 horas semanais forem distribuídas igualmente por cinco dias de trabalho, a jornada será de 8 horas e 24 minutos por dia. Quando o limite chegar a 40 horas, a jornada corresponderá a oito horas diárias, caso também seja dividida igualmente em cinco dias. Redução da jornada também afeta quem já trabalha de segunda a sexta A mudança também poderá impactar trabalhadores que já cumprem a escala 5x2, de segunda a sexta-feira, com folgas aos sábados e domingos. Atualmente, quem tem jornada de 44 horas semanais pode trabalhar oito horas de segunda a sexta-feira e mais quatro horas no sábado. Para compensar o sábado, muitas empresas distribuem essas horas ao longo da semana, ampliando a jornada diária para 8 horas e 48 minutos. Com a redução do limite para 40 horas semanais, esses profissionais também poderão ter a jornada diária reduzida, sem diminuição salarial. “Assim, esses trabalhadores também poderão ter a jornada diária reduzida, sem precisar trabalhar horas a mais durante a semana para compensar o sábado”, explica Vivian De Camillis. Na prática, quem trabalha atualmente 8 horas e 48 minutos por dia, de segunda a sexta-feira, poderá passar a cumprir oito horas diárias ao final da transição. Já quem trabalha 40 horas semanais, com dois dias de descanso, não terá redução automática da carga horária nem direito a uma terceira folga em razão da mudança, segundo a advogada Bárbara Ferrari, especialista em direito do trabalho e sócia do Ferrari Rodrigues Advogados. Mas como fica a jornada na prática? A quantidade de horas trabalhadas por dia dependerá da distribuição da jornada ao longo da semana. Considerando uma divisão igual em cinco dias de trabalho, os limites serão: A partir de dois meses da publicação: limite de 42 horas semanais, equivalente a 8 horas e 24 minutos por dia, se a jornada for distribuída igualmente em cinco dias. Após um ano de transição: limite de 40 horas semanais, equivalente a 8 horas por dia, em cinco dias de trabalho. A redução para 40 horas semanais, porém, não significa que todos os trabalhadores terão necessariamente a mesma jornada diária. A distribuição das horas poderá variar, respeitados os limites constitucionais e as regras aplicáveis. Na prática, quem trabalha 8 horas e 48 minutos por dia, de segunda a sexta-feira, passará a cumprir 8 horas diárias. Já os trabalhadores que fazem 40 horas semanais, com dois dias de descanso, não terão redução automática da jornada nem direito a uma terceira folga. Folgas não precisam ser aos sábados e domingos O fim da escala 6x1 também tem gerado dúvidas sobre a obrigatoriedade de folgas aos sábados e domingos. A proposta não determina, necessariamente, que os dois dias de descanso coincidam com o fim de semana nem que sejam consecutivos. Segundo o advogado trabalhista Antonio Vasconcellos Junior, a proposta prevê dois períodos de descanso remunerado por semana, cada um com 24 horas consecutivas. Isso significa que o trabalhador deve ter dois intervalos de repouso de um dia inteiro, mas eles não precisam ocorrer necessariamente um após o outro. Na prática, um trabalhador pode folgar na terça e na quinta-feira, por exemplo, ou descansar no sábado e no domingo. A organização dependerá da escala de trabalho e das regras aplicáveis à categoria. “O essencial é que sejam assegurados dois períodos de descanso semanal, cada um com 24 horas consecutivas, independentemente dos dias em que ocorram”, afirma Vasconcellos Junior, sócio-fundador do AVJ Advogados. O advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga complementa que a legislação atual já assegura um descanso semanal de 24 horas, preferencialmente aos domingos, mas não obrigatoriamente nesse dia. Na prática, a distribuição das folgas poderá variar conforme o setor e o tipo de atividade da empresa, especialmente em áreas que funcionam continuamente, como comércio, saúde e serviços. Trabalhador negro computador oportunidade bolsa trabalho Freepik
15/10/2026 11:08:23 +00:00
Mães solo celebram fim da escala 6x1: 'Estava vendo a vida dos meus filhos passar'

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 em primeiro turno Às 5h, Luciana de Almeida, de 36 anos, já está de pé para começar a organizar o dia. Arruma as duas filhas caçulas, serve o café da manhã e segue para deixá-las na escola, em Realengo, no Rio de Janeiro. Filhas em sala de aula, a operadora de caixa embarca no transporte público por 1h30 para chegar ao supermercado onde trabalha na escala 6x1, em Campo Grande, a cerca de 20 quilômetros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Almoço às 15h, saída registrada no ponto às 17h50 e, duas horas depois, perto das 20h, Luciana está de volta em casa, liberando o filho mais velho de 15 anos do cuidado com as irmãs, de 4 anos e 1 ano e 8 meses. No único dia de folga que tem na semana, sobra pouco para o descanso diante das tarefas domésticas. Muitas vezes, ainda faz faxinas para conseguir uma renda extra para sustentar a família como mãe solo, conta. "Estou com o corpo e, principalmente, com a mente muito cansados", diz Luciana, que trabalha na escala 6x1 no comércio desde os 18 anos. "No dia depois da folga, eu continuo trabalhando cansada." Não é de se estranhar que, nos últimos meses, a carioca acompanhou atenta às discussões da PEC que encerrou essa modalidade de trabalho. Na quarta-feira (14/10), para celebração de Luciana, o Senado aprovou por 75 a 1 o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho no Brasil. Segundo o Ministério do Trabalho, no final de 2025, a escala 6x1 era a realidade de 14,8 milhões de trabalhadores no Brasil, que representam pouco mais de um terço da mão de obra formal. A implementação ocorrerá em duas fases. A primeira terá início 60 dias após a promulgação do texto, garantindo o fim da escala 6x1 e reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais. Depois de 14 meses, a carga horária será reduzida de 42 para 40 horas semanais. Fim da escala 6x1: o que acontece agora? Quais são os próximos passos? Entenda Após a aprovação no Senado, o texto ainda precisará ser promulgado em sessão solene pelas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado para, enfim, ser publicado e passar a integrar a Constituição. Assim, passados todos esses prazos, a carioca vai viver agora a primeira experiência em sua vida com duas folgas na semanas. "Vai mudar muita coisa", diz. "Vou conseguir descansar, resolver coisas da minha vida, até fazer um extra se conseguir." Outro ponto de virada na vida de Luciana será acompanhar mais a vida dos filhos que, segundo ela, está "passando" sem que ela esteja presente. Foi nas férias desse ano, em uma rotina em casa, que ela teve essa reflexão: "Estou vendo a vida dos meus filhos passar, não consigo ir em festa de dia das mães, junina, nada", diz. "Preciso ter tempo com minhas filhas, ter algum lazer ou mesmo ficar em casa descansando", relata. A carioca diz não saber como será a readaptação na empresa onde trabalha e que vive uma expectativa pela eleição presidencial. Isso porque diz não saber o que aconteceria com uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para presidente . Flávio, que é senador, se posicionara, na terça-feira, pela primeira vez, a favor do fim da escala 6x1 — e votou pela aprovação. Até então, ele dizia que a proposta era "oportunista", por ir a votação às vésperas das eleições. A proposta foi apresentada por parlamentares da esquerda e uma das maiores bandeiras da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1, então eu vou votar a favor do fim da 6x1", disse Flávio. O senador também segue defendendo uma "jornada flexível", na qual, segundo ele, empregador e empregado chegariam a um consenso sobre as condições de trabalho. Antes da votação, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante disse que Flávio vai insistir, depois das eleições, na votação da chamada "PEC das horas". A proposta, de autoria de Rogerio Marinho (PL-RN), prevê que o trabalhador escolha entre seguir o regime de trabalho tradicional previsto pela CLT, ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. 'Sinto alívio pelas mais novas' Setor de serviços e comércio terão que passar por maiores adaptações diante do fim da escala 6x1 Dado Galdieri/Bloomberg via Getty Images/BBC Em São Paulo, a gerente comercial Fabiane da Conceição, 50 anos, também comemorou a aprovação do fim da escala 6x1. Foram 20 anos de sua vida se dedicando ao trabalho com apenas uma folga na semana. Há 30 dias, a paulistana assumiu um novo emprego na escala 5x2, mas diz que guarda na memória as dificuldades que enfrentou, especialmente na relação com os dois filhos que criou sozinha. "Sinto hoje que perdi a maior parte das coisas que enxergo importante na criação dos filhos. Não os vi aprender a andar, não os levei ao primeiro dia da escola", conta Fabiane, emocionada. "Eu não posso me arrepender porque era o que dava nosso sustento, mas não deixo de sentir a dor. Me sinto aliviada quando penso em pessoas mais jovens e outras mulheres que vão viver uma situação que não às leve à exaustão física e mental e à exclusão materna." Fabiane passou por lojas no comércio e serviços na indústria alimentícia, automotiva e petrolífera. Mãe de dois filhos e vítima de violência doméstica por parte do ex-marido, ela não tinha uma rede de apoio para auxiliá-la. "Lembro que, 30 anos atrás, eu ganhava R$ 400 reais e pagava R$ 180 para alguém pegar meus filhos na escola e ficar com eles até o momento que eu chegava em casa, às 20h", lembra. Ela encarava 2 horas no transporte entre Sapopemba, onde morava, na Zona Leste da capital paulista, e a Barra Funda, onde trabalhava, na Zona Oeste. "Sempre tive total noção da qualidade de vida que eu não tinha. Mas o fator financeiro me exigia, era isso ou não tinha dinheiro em casa. Deixou de ser escolha para mim muito cedo", completa. A paulistana diz que a relação com os filhos acabou ficando marcada por mágoas deixadas por sua ausência em casa. "Me dói muito saber que o tempo que eu tinha era pouco para eles. Que sentiam minha falta", diz. "Pela primeira vez, mães como eu poderiam ter dia de lazer, organizar a vida, ficar em casa e poder descansar." Luciana vive expectativa por ter duas folgas na semana para conviver mais com três filhos Arquivo Pessoal via BBC
15/10/2026 10:21:34 +00:00
Fim da 6x1: entenda quais profissões serão afetadas pela mudança e quem fica de fora

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que 14,8 milhões de trabalhadores que são contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) atuam na escala 6x1 no Brasil. A proposta, porém, permite que algumas atividades continuem com regimes de jornada e descanso diferenciados. ➡️ A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra. Com a aprovação nas duas Casas do Congresso, a emenda constitucional segue para promulgação, sem necessidade de sanção do presidente da República. As novas regras começam a valer após a publicação, mas a implementação será gradual. A mudança prevê dois dias de repouso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima, sem diminuição salarial. Dois meses após a publicação da emenda, o limite semanal cairá de 44 para 42 horas. Após mais um ano, passará para 40 horas. A proposta também permite regimes diferenciados de jornada e descanso, que poderão ser regulamentados por lei e por normas coletivas, respeitando os limites constitucionais. (veja como funcionam as escalas de trabalho) É o caso de setores que precisam funcionar continuamente, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Segundo o advogado trabalhista Hugo Luiz Schiavo, a proposta não estabelece uma lista de profissões que ficariam fora das novas regras. “Não há uma lista de profissões que ficariam fora das novas regras, nem seria recomendável que ela existisse”, afirma Schiavo. Isso significa que trabalhadores dessas áreas poderão ter a jornada e os períodos de descanso organizados de maneira diferente, conforme as regras aplicáveis à atividade. A possibilidade de manter escalas especiais, como a 12x36, dependerá da regulamentação e das condições previstas para cada regime. O advogado também destaca que o intervalo para refeição e descanso deve ser respeitado. A proposta prevê ainda tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração igual ou superior a 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Para esse grupo, as novas regras de duração e controle da jornada não serão obrigatórias, salvo se o empregador decidir aplicá-las ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva. O direito ao repouso, porém, permanece. (entenda) A legislação trabalhista já prevê situações em que não há controle tradicional de jornada, como no caso de empregados que ocupam cargos de confiança ou que trabalham fora da empresa em atividades nas quais não é possível controlar o horário. Quem pode ter impactos menores com a mudança Nem todos os trabalhadores terão redução da jornada de 44 para 40 horas. Algumas categorias já possuem limites menores previstos em lei, enquanto outras não são regidas pela CLT. Bancários: algumas funções têm jornada de seis horas diárias, de segunda a sexta-feira, totalizando 30 horas semanais. Por isso, a redução do limite geral de 44 para 40 horas não representa mudança para esses trabalhadores Teleatendimento e telemarketing: esses profissionais já têm jornada de até seis horas diárias e 36 horas semanais. A nova regra pode afetar principalmente a forma de organização dos dias de descanso. Trabalhadores de minas subterrâneas: também têm limites específicos de jornada, inferiores às 44 horas semanais previstas como limite geral. Autônomos, MEIs e PJs: quem trabalha por conta própria ou presta serviços como pessoa jurídica sem vínculo de emprego não é regido pela CLT e, portanto, não está diretamente sujeito às novas regras. Trabalhadores informais: profissionais sem carteira assinada, como ambulantes, entregadores e motoristas de aplicativo, também não estão submetidos às regras da CLT. Quem pode manter escalas diferentes O fim da escala 6x1 não significa necessariamente que todos os trabalhadores passarão a cumprir uma rotina tradicional de cinco dias de trabalho e dois de folga consecutivos. Setores que precisam manter serviços contínuos poderão organizar as jornadas e os descansos de maneira diferenciada, conforme a regulamentação e as regras de negociação coletiva. Saúde: hospitais e serviços de emergência podem manter plantões e escalas especiais, como a 12x36. Segurança: atividades que precisam funcionar continuamente podem manter escalas diferenciadas. Transporte: trabalhadores do setor podem ter a jornada organizada de acordo com a necessidade de funcionamento dos serviços. Limpeza urbana: por funcionar em horários variados e de forma contínua em muitas cidades, o setor pode adotar uma organização específica da jornada. Portaria e vigilância: trabalhadores dessas áreas também podem ter escalas especiais, conforme as regras aplicáveis. Escalas especiais poderão ser mantidas A advogada trabalhista Elisa Alonso, sócia do RCA Advogados, explica que o fato de uma atividade poder adotar uma escala diferenciada não significa que seus trabalhadores perderão o direito à nova proteção. Segundo ela, setores que precisam manter serviços contínuos, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão organizar as jornadas e as folgas de forma diferente, inclusive por meio de acordos e convenções coletivas. "Não significa que hospitais, serviços de segurança ou sistemas de transporte tenham necessariamente de adotar uma escala tradicional de segunda a sexta-feira", afirma. Na avaliação da advogada, trabalhadores que já atuam na escala 12x36, por exemplo, poderão continuar submetidos a esse modelo, desde que sejam respeitados os limites previstos na nova regra e as condições específicas de compensação. Assim, um hospital não precisaria necessariamente substituir todos os plantões de 12 horas por jornadas de oito horas. A especialista ainda ressalta que há diferença entre excluir uma profissão das novas regras e permitir que uma categoria tenha uma escala diferenciada. No primeiro caso, o trabalhador perderia o direito à nova proteção. No segundo, o direito permanece, mas a forma de organizar a jornada e os descansos é adaptada às características da atividade. "Talvez o principal efeito da proposta não seja simplesmente trocar a expressão '6x1' por '5x2'", afirma Alonso. Para quem hoje trabalha seis dias e folga um, a principal mudança seria a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a ampliação do descanso de um para dois dias. A distribuição desses períodos, porém, poderá variar conforme a atividade e as regras estabelecidas para cada regime. "Para algumas categorias, isso poderá significar cinco dias de trabalho e dois de folga; para outras, a manutenção de plantões ou escalas especiais, com uma distribuição diferente dos períodos de descanso", explica a advogada. Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado
15/10/2026 10:09:56 +00:00
#NÃOÉBEMASSIM: Bolsa Família teve reajuste maior que do salário mínimo em 2026, mas não supera aumento dos últimos três anos

Bolsa Família não teve reajuste maior que salário mínimo nos últimos 3 anos g1 Circulam nas redes sociais publicações alegando que o governo Lula (PT) deu mais de 15% de reajuste para o Bolsa Família, mas corrigiu em apenas 6% o salário mínimo. #NÃOÉBEMASSIM. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 🟡 Como são os posts? Publicações que viralizaram no X e no Instagram desde o final de setembro exibem uma imagem do presidente Lula (PT) segurando um cartão do programa social Bolsa Família. Abaixo, há o seguinte texto: "Discurso que gera polêmica: 'Como um partido que se diz dos trabalhadores dá mais de 15% de aumento para quem não trabalha e apenas 6% para quem trabalha?', diz trabalhador CLT". Veja um exemplo de legenda que acompanha a imagem: "Em um vídeo que acumula milhares de visualizações, um trabalhador regido pela CLT fez um desabafo direto sobre a condução econômica do governo: Como um partido que se diz dos trabalhadores dá mais de 15% de aumento para quem não trabalha e apenas 6% para quem trabalha? O questionamento expõe a insatisfação da classe trabalhadora com a perda do poder de compra e com o ritmo dos reajustes salariais frente aos repasses de programas assistenciais". Mas esses enunciados omitem que o reajuste anterior do Bolsa Família havia ocorrido em 2023. E que, nesse mesmo período, o salário mínimo acumulou um aumento de 22,8%. Em 2024, o valor passou de R$ 1.320 para R$ 1.412. Em 2025, chegou a R$ 1.518. E, em 2026, subiu para R$ 1.621. O percentual de 6%, citado nos posts desta checagem, é próximo apenas do registrado na correção mais recente: 6,8% (de R$ 1.518 para R$ 1.621) – leia detalhes abaixo. 📌 Por que #NÃOÉBEMASSIM? Em 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno da corrida presidencial, o governo federal anunciou o reajuste dos benefícios do Bolsa Família em 15%. Com isso, o piso do programa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. O primeiro repasse com os novos valores está previsto para 19 de outubro. À época do anúncio do aumento para o Bolsa Família, o governo negou motivação eleitoral e afirmou que a medida recompõe parte da perda do poder de compra causada pela inflação desde o aumento anterior, três anos atrás. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026 foi de 15,04%. Economistas e especialistas consultados pelo g1 questionaram o momento da alteração e o risco às contas públicas. Procurado pelo Fato ou Fake, o Ministério do Planjeamento e Orçamento disse, por e-mail: "A recomposição de 15% do benefício Bolsa Família corresponde a correção dos valores pela variação inflacionária acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026, um período de 3 anos em que não houve reajuste. Isso não ocorreu com o salário mínimo, que manteve valorização real nos últimos 3 anos". O Fato ou Fake consultou o economista Carlos Eduardo Oliveira Jr, do Conselheiro Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), que explicou: "Para uma comparação adequada, o ideal é analisar a evolução acumulada do salário mínimo e do Bolsa Família entre 2023 e 2026, e não comparar o reajuste anual do mínimo com a recomposição acumulada de 15,04% aplicada ao programa social. Nesse critério, o salário mínimo teve um avanço de 22,8%, contra 15,04% do Bolsa Família". Bolsa Família não teve reajuste maior que salário mínimo nos últimos 3 anos g1 Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: Vídeo mostra 'banho com fogo' em fonte de água na Rússia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
15/10/2026 08:00:00 +00:00
'Estoques no limite': guerra no Oriente Médio afeta abastecimento de diesel para agricultores no RS

'Estoques no limite': guerra no Oriente Médio afeta abastecimento de diesel no agro Agricultores do Rio Grande do Sul estão preocupados com a escassez de óleo diesel às vésperas do plantio da safra de verão A Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis na região, diz que a redução dos estoques é reflexo dos conflitos no Oriente Médio, que pressionaram o preço do produto no mercado internacional. O Brasil importa 30% do diesel que consume. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "A importação está menor. Então, os estoques nacionais estão no limite do consumo. Não existe uma escassez, existe uma restrição. Não é falta de produto, é restrição e com preços elevados", afirma Fabrício Severo Braz, presidente da Sulpetro. Segundo ele, muitos estados passaram a buscar o produto no Sul por causa do preço mais acessível. O agricultor Arcênio Dupont está há 3 semanas com dificuldade para abastecer suas máquinas, no município de Santa Cruz do Sul. Ele diz que só conseguiu comprar mil litros do óleo diesel. Normalmente, ele consome 2 mil litros. Em Julio de Castilhos a história se repete. A cooperativa que atende 6 mil produtores não tem recebido combustível suficiente dos distribuidores para atender toda a demanda. O agricultor Sidnei Prates, de Santa Maria, precisou recorrer a postos de combustíveis para conseguir diesel para a colheita do arroz. Mas até os postos enfrentam restrições. O empresário Antônio Palharin disse que recebeu apenas metade do diesel encomendado. A Agencia Nacional do Petróleo (ANP) afirmou que não existe risco de desabastecimento de diesel no Rio Grande do Sul nem no restante do país. Após os relatos dos agricultores gaúchos, a ANP informou que reforçou o monitoramento dos estoques e da distribuição do combustível. LEIA TAMBÉM Do campo ao Planalto: os problemas que o agro quer ver resolvidos pelo próximo presidente 'O Menino da Porteira' faz 71 anos: como a música virou filme, monumento e chegou ao Grammy Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial
15/10/2026 08:00:00 +00:00
Agrotóxicos, água e câncer: por que a saúde virou tema das eleições em potência agrícola dos EUA

Um riacho atravessa uma área de cultivo em Marshalltown, em Iowa. Brittany Peterson/AP O estado de Iowa, uma das potências do agronegócio dos Estados Unidos, enfrenta um déficit orçamentário, custos elevados e dificuldades econômicas provocadas por disputas comerciais que têm pressionado os agricultores. Mas dois problemas que se arrastam há décadas — a qualidade da água e os índices de câncer — ganharam destaque nas campanhas para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ➡️ As midterms são realizadas na metade do mandato presidencial. Elas renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado, além de definir governadores e outros cargos estaduais e locais. Em Iowa, esses temas polêmicos estão sendo abordados em debates, mesas-redondas e propagandas eleitorais de candidatos democratas e republicanos a diferentes cargos. Agora no g1 Historicamente, o assunto tem sido um tabu político para evitar apontar responsabilidades da indústria agropecuária de Iowa, um dos principais produtores de milho, soja e suínos dos Estados Unidos. ➡️ Os fertilizantes químicos e os dejetos animais usados na produção agropecuária, por exemplo, contêm nitratos e fósforo, que podem ser levados pela água da chuva ou do derretimento da neve até os rios do estado. O problema há muito tempo provoca tensões entre os centros urbanos de Iowa, de tendência mais progressista e que dependem de rios e lagos para o abastecimento de água potável, e os produtores rurais, em sua maioria conservadores. Cada vez mais agricultores adotam práticas para impedir que esses resíduos sejam levados para os cursos d’água, embora críticos afirmem que a falta de regulamentação obriga os moradores que vivem rio abaixo a pagar pela poluição. A atenção ao tema aumentou — e o cálculo político mudou — após dois anos consecutivos de restrições ao uso da água na região de Des Moines, somados ao crescimento do movimento “Make America Healthy Again” (“Tornar os Estados Unidos saudáveis novamente”) nas pequenas cidades e comunidades rurais de Iowa. LEIA TAMBÉM: Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro Índices de câncer são um problema crescente em Iowa Iowa tem a segunda maior taxa de novos diagnósticos de câncer do país. Os diagnósticos de alguns tipos, como os de próstata, mama e pulmão, estão aumentando mais rapidamente no estado do que nos Estados Unidos como um todo. O problema afeta tanto as áreas urbanas quanto as rurais. Uma nova pesquisa da Universidade de Iowa, financiada pelo governo estadual, mostra que fatores demográficos e comportamentais, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool em uma única ocasião, podem explicar a maior parte — mas não a totalidade — da incidência acima do normal de cinco tipos de câncer no estado. Na próxima etapa, os pesquisadores avaliarão fatores ambientais, incluindo os níveis de nitrato. “O verdadeiro problema é a água e os nitratos”, disse o democrata Josh Turek, candidato ao Senado dos Estados Unidos, durante uma conversa com pacientes com câncer na semana passada. “Todo morador de Iowa merece ter a certeza, ao abrir a torneira, de que sua água está limpa e não está lhe causando câncer.” Musk gastou US$ 276 mi desde julho para ajudar partido de Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA Alguns estudos encontraram uma associação entre nitratos na água potável e determinadas doenças, mas o tema continua em debate. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) atualmente não classifica os nitratos como um fator de risco para o câncer. A agência iniciou um plano para rever essa avaliação em 2017, mas o processo foi paralisado, retomado e novamente interrompido sob diferentes governos na Casa Branca. A deputada federal republicana Ashley Hinson, que disputa a vaga com Turek, reuniu recentemente agricultores, pesquisadores e autoridades locais para discutir os problemas da água em Iowa. Ela afirmou que é preciso manter os investimentos em infraestrutura, monitoramento da qualidade da água e programas de conservação para garantir água potável segura à população. Também disse que as pessoas podem se sentir seguras porque a água tratada que chega às torneiras atende às normas federais. “Todos sabemos que temos alguns desafios aqui em Iowa”, afirmou. “Não acho que a qualidade da água seja uma questão partidária.” Poluição dos rios gera tensão política Há mais de dez anos, a companhia de abastecimento de água da região de Des Moines entrou na Justiça para que outras administrações locais ajudassem a pagar pela remoção de nitratos da água, que custava cerca de US$ 16 mil por dia. Essas regiões ficam em trechos dos rios anteriores à chegada da água a Des Moines. A ação foi rejeitada, e líderes republicanos de Iowa comemoraram a decisão. No ano passado, a Central Iowa Water Works proibiu os moradores de regar gramados pela primeira vez, para diminuir o consumo de água e aliviar a sobrecarga do sistema de remoção de nitratos. Políticos do estado rejeitaram tentativas de responsabilizar os agricultores. Nos últimos anos, Iowa vinha investindo quase US$ 100 milhões por ano em medidas para reduzir a presença de nutrientes na água. Em maio, a governadora republicana Kim Reynolds e parlamentares destinaram mais US$ 320 milhões a obras de infraestrutura hídrica, incentivos à conservação ambiental e outros projetos. Parte dos recursos foi reservada à modernização dos equipamentos da Central Iowa Water Works. “A qualidade da água não é uma questão do campo. Não é uma questão das cidades, nem uma questão política”, disse Reynolds. “Mas é absolutamente inegociável.” Apesar dos investimentos, a demora nos resultados continua sendo alvo de críticas, inclusive dos candidatos que disputam a sucessão da governadora. Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Tema ganha destaque na disputa pelo governo O republicano Zach Lahn e o democrata Rob Sand defendem que o estado dê mais atenção à qualidade da água. Nenhum dos dois, porém, propõe obrigar os produtores rurais a adotar práticas que reduzam a quantidade de poluentes levados das lavouras e criações para os rios. Lahn recebeu o apoio do comitê político MAHA Action no início da disputa interna do partido. Diferentemente de muitos colegas republicanos, ele associa diretamente a água poluída e os produtos químicos usados na agricultura aos altos índices de câncer em Iowa. Em agosto, durante um encontro do candidato com eleitores para discutir agricultura no nordeste do estado, uma participante demonstrou preocupação. Lahn reconheceu a importância de determinados produtos químicos para a produção agrícola. “Não estamos aqui para proibir produtos”, afirmou, “mas precisamos enfrentar o problema da qualidade da água”. Nos Estados Unidos, as normas federais permitem até 10 miligramas de nitrato por litro de água potável. O limite foi definido para prevenir a chamada síndrome do bebê azul, condição em que o sangue do bebê não tem oxigênio suficiente. Estudos científicos vêm investigando, porém, se concentrações abaixo desse limite também podem estar associadas a certos tipos de câncer. Lahn contou que testou a água de seu poço e de um riacho na zona rural do centro-leste de Iowa. Nos dois casos, os níveis de nitrato ficaram muito acima do permitido. Neste ano, a Central Iowa Water Works precisou manter o sistema de remoção de nitratos funcionando por 193 dias seguidos, um recorde. No auge do verão, mesmo após o tratamento, a água tinha entre oito e nove miligramas de nitrato por litro, perto do limite federal. Sand também costuma falar da qualidade da água logo no início de seus discursos de campanha. Ele conta que a defesa da água limpa foi um dos motivos que o levaram a se filiar ao Partido Democrata, já que gosta de pescar. Na terça-feira, após se reunir com sobreviventes de câncer e pais de crianças com a doença, o candidato disse que a preocupação da população com o tema tem crescido nos últimos anos. “Ouço com frequência pessoas tão preocupadas com isso que se perguntam se querem continuar em Iowa”, disse Sand. Disputa pela Secretaria de Agricultura de Iowa expõe a tensão O pesquisador Chris Jones conta que, há 20 anos, informava seu chefe na companhia de abastecimento de água de Des Moines sobre os níveis de nitrato nos rios. “Ele me perguntava: ‘Cadê a indignação?’”, lembrou Jones. “Agora, a indignação chegou.” Jones, que depois trabalhou no monitoramento da qualidade da água na Universidade de Iowa, considera uma grave falha do estado que os moradores já não confiem na água que bebem. Pelo Partido Democrata, ele disputa o cargo de secretário de Agricultura de Iowa, escolhido por eleição, e tenta derrotar o atual ocupante, o republicano Mike Naig. Uma das principais diferenças entre os candidatos está na obrigatoriedade de medidas de conservação ambiental no campo. Em um debate, Naig classificou Jones como uma voz isolada na defesa dessa exigência. O setor agropecuário de Iowa resiste à adoção de regras obrigatórias. Entre os argumentos estão o fato de que nem todos os produtores são donos das terras onde trabalham e o risco de que algumas medidas reduzam os lucros, pelo menos no início. Naig, que já trabalhou na fabricante de produtos químicos Monsanto, destacou os recordes alcançados pela secretaria durante o governo Reynolds. Segundo ele, as ações de conservação estão sendo ampliadas para que os resultados apareçam mais rápido. “Esse tem sido um tema muito discutido na campanha”, disse Naig. Mas “precisamos olhar para essas questões no longo prazo, e estamos avançando”.
15/10/2026 06:00:00 +00:00
Volkswagen ID.4 chega por R$ 299.990 para uma disputa difícil com os chineses; g1 testou

Volkswagen ID.4 chega ao Brasil, mas sai de linha na Europa A Volkswagen confirmou em setembro a chegada do ID.4 ao mercado brasileiro como seu primeiro carro elétrico vendido ao público no país. O modelo já havia sido oferecido anteriormente, mas apenas por meio de aluguel. Agora, chega por R$ 299.990, com mais potência e uma bateria maior. O curioso é que, poucas semanas depois do anúncio, a montadora confirmou em seu site global a chegada à Europa e aos EUA do ID. Tiguan, modelo que vai substituir o ID.4. Ou seja, o carro chega agora ao Brasil, mas já tem substituto anunciado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ainda assim, o g1 testou o SUV elétrico para entender se ele vale a compra e, principalmente, se justifica o preço de R$ 300 mil diante de tantos concorrentes chineses mais baratos. O SUV é equipado com um motor de 286 cv de potência e 55,6 kgfm de torque. A bateria de 84 kWh (79 kWh de capacidade líquida) garante uma autonomia de 389 km, segundo o Inmetro. São números melhores do que os da versão disponível para locação, que vinha com 204 cv e bateria de 77 kWh. O sistema de recarga suporta até 185 kW em corrente contínua. Em carregadores rápidos de 180 kW, é possível elevar a carga da bateria de 10% a 80% em 25 minutos. Em postos públicos comuns, a recarga leva algumas horas. Volkswagen ID.4 chega ao Brasil por R$ 299.990. Divulgação / VW Arquitetura elétrica Construído sobre a plataforma modular elétrica MEB, o carro mede 4,58 metros de comprimento e possui 2,77 metros de distância entre eixos. O porta-malas tem capacidade para 533 litros. O teto solar é panorâmico e feito de vidro. O visual externo apresenta linhas com coeficiente de arrasto aerodinâmico de 0,28. Quanto menor este número, melhor é a capacidade do veículo de “furar” o ar e ser eficiente. Um carro “comum” tem coeficiente perto de 0,30. O conjunto de iluminação em LED possui faróis direcionais e tecnologia de controle do farol alto para evitar o ofuscamento de outros condutores. As lanternas traseiras são conectadas por uma faixa iluminada, recurso também adotado na grade dianteira. Volkswagen ID.4 pesa mais de 2.000 kg. Divulgação / VW As maçanetas possuem iluminação própria e o logotipo da fabricante é projetado no chão para facilitar o acesso em áreas escuras. A carroceria será vendida em duas cores, chamadas Costa Azul, que traz o teto pintado em Preto Piano, e Preto Granadilho. As rodas são de 19 polegadas, com pneus tamanho 235/55 na frente e 255/50 na parte traseira. Interior ao estilo VW Na parte interna, o acabamento utiliza materiais sintéticos sem uso de couro animal, combinando as cores preto e marrom. Os bancos contam com microfibra, composta por 71% de material reciclado. O pequeno painel de instrumentos digital fica fixado na coluna de direção. A central multimídia tem tela de 12,9 polegadas, navegação por GPS nativo, comando de voz e conexão sem fio para os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Os bancos dianteiros possuem ajustes elétricos, sistema de aquecimento e função de massagem com opções que duram até 30 minutos. Interior do Volkswagen ID.4 tem combinação de marrom, preto e cinza. Divulgação / VW O ar-condicionado é dividido em três zonas com configuração independente para o motorista, passageiro e banco traseiro. A cabine também conta com iluminação interna configurável em 30 opções de cores, além de carregador de celular por indução e quatro portas USB-C. A lista de equipamentos de segurança inclui o Emergency Assist, sistema que assume o controle e para o veículo caso o motorista perca a consciência. Há também o Memory Park Assist, capaz de memorizar o trajeto próximo e o espaço de vagas frequentes para estacionar o carro automaticamente. O pacote tecnológico oferece controle de cruzeiro adaptativo com função de parada e partida, alerta de tráfego cruzado traseiro e detector de ponto cego. O sistema de frenagem de emergência inclui reconhecimento de pedestres e ciclistas, e o veículo conta ainda com assistente de permanência em faixa. O acesso ao veículo é feito por aproximação da chave. O porta-malas, por sua vez, pode ser aberto ou fechado com um movimento do pé sob o para-choque traseiro. Galerias Relacionadas Diferente nem sempre é bom A primeira impressão ao entrar no ID.4 é que a Volkswagen tentou inovar em alguns pontos da cabine nos quais isso não era necessário. O primeiro exemplo está nos comandos dos vidros elétricos, que têm apenas dois botões na porta dianteira do motorista. Para controlar os vidros traseiros, o condutor precisa tocar em um comando sensível ao toque identificado como “Rear” (que pode ser traduzido como “traseiro”, em inglês) e, só então, acionar os respectivos botões e comandar os vidros de trás. A própria Volkswagen abandonou essa solução no ID. Tiguan. O sucessor tem comandos tradicionais, com um botão para cada vidro ao lado do motorista. Comando dos vidros do Volkswagen ID.4 tem "economia" de botões. Divulgação / VW Outra novidade do ID.4 é o quadro de instrumentos bastante reduzido. A pequena tela, que lembra um celular deitado atrás do volante, exibe a velocidade e outras informações necessárias durante a condução. É uma confusão entre minimalismo e miniaturização. A peça não transmite a sensação de valor esperada em um carro de R$ 300 mil e tampouco facilita a visualização dos dados pelo motorista. O mesmo erro é cometido por algumas marcas chinesas. O ID. Tiguan também dá sinais de que a Volkswagen reviu essa escolha. O modelo tem uma tela maior, com instrumentos que utilizam representações semelhantes às dos mostradores redondos tradicionais. A lógica de construção da cabine do ID.4, por outro lado, segue uma receita já conhecida em outros carros da marca. O volante tem linhas próximas às do Tera, por exemplo, enquanto a combinação de plásticos brilhantes, acabamento em couro sintético e disposição dos elementos do painel lembra modelos como T-Cross, Nivus e Polo. Essa estratégia é interessante porque cria uma identidade visual para os veículos de uma mesma fabricante. O problema é que quem desembolsa R$ 300 mil pode não querer entrar em um carro e encontrar elementos semelhantes aos de um modelo que custa R$ 120 mil. O que a Volkswagen considera um trunfo, portanto, pode se tornar um dos motivos que dificultam a justificativa do preço do ID.4 para o consumidor brasileiro. Pelo menos o espaço no banco traseiro, a construção e a ergonomia do SUV são bons. Volkswagen ID.4 ficou mais potente e tem bom acerto de direção e suspensão. Divulgação / VW Bom acerto Ao volante, o ID.4 mostra bastante do DNA da Volkswagen. A suspensão é bem acertada, a direção transmite informações sobre o comportamento do carro para as palmas das mãos. O SUV mostra solidez, e o isolamento acústico é bom. O motorista pode escolher entre quatro modos de condução, denominados Eco, Normal, Sport e Individual. As retomadas são corajosas e os mais de 2.000 kg ficam só na impressão da ficha técnica. Essa é a vantagem da propulsão elétrica e seu torque instantâneo. Claro, com uma condução mais empolgada, a autonomia prevista cai consideravelmente. A experiência ao dirigir mostra que a montadora dedicou atenção ao acerto do modelo. A grande questão é saber se os consumidores valorizam essas características na hora de decidir a compra. Alguns SUVs vendidos no Brasil, como os da Omoda, GWM e BYD, não apresentam o mesmo refinamento na direção e no acerto dinâmico, mas ainda assim conseguem vender bem. Mercado difícil A conclusão é que o ID.4 chega ao mercado brasileiro com um prazo de validade já estabelecido. A Volkswagen não quis comentar oficialmente a estratégia de lançar o modelo no Brasil e a matriz, em seguida, anunciar seu substituto. O que está confirmado é que o ID.4 será oferecido no Brasil durante 2027. Já o ID. Tiguan será vendido no mercado europeu, mas ainda não tem definição para chegar ao país. O presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirmou em nota que a chegada do automóvel representa um marco na estratégia da companhia. "O ID.4 é um produto global de sucesso e que chega ao Brasil para inaugurar uma nova etapa da nossa jornada rumo a uma mobilidade cada vez mais sustentável", declarou. Galerias Relacionadas Porém, em 2026, com a chegada de novos carros chineses, a análise de qualquer produto precisa começar pelo preço. É a partir dele que o consumidor consegue comparar as opções disponíveis e avaliar se o que está sendo oferecido faz sentido diante dos novos concorrentes. Por R$ 300 mil, o ID.4 entra em uma faixa de preço na qual precisará muito mais da paixão do consumidor pela Volkswagen do que de uma justificativa racional para a compra. Ele vai encarar, por exemplo, o BYD Yuan Plus, que tem 449 cv e preço na promoção de R$ 269.990; o GAC AION V, que tem os mesmos 389 km de autonomia, 204 cv e preço de R$ 219 mil; o Omoda E5, também com 204 cv e preço de R$ 209 mil; Leapmotor C10 com 218 cv e tamanho mais generoso, por R$ 215 mil. Galerias Relacionadas Isso sem falar dos híbridos nessa faixa de preço, que também dividem a atenção dos clientes que buscam a eletrificação, mas ainda não podem ter um carro 100% elétrico. A questão, portanto, é que há modelos elétricos mais baratos e que transmitem uma sensação maior de novidade. Nesse cenário, fica difícil explicar a escolha do SUV da Volkswagen, exceto pela identificação com a marca. A montadora também não informou se pretende oferecer descontos ou promoções para o modelo. Por esse valor, portanto, o ID.4 pode continuar raro nas ruas, como já acontecia quando era oferecido apenas por aluguel. Resta esperar para saber se o ID. Tiguan chegará ao Brasil e corrigirá não apenas os problemas identificados no ID.4, mas também o posicionamento de preço, tornando-o mais compatível com a realidade do mercado. Volkswagen vai substuir o ID.4 pelo ID.Tiguan em 2027 na Europa e EUA. Divulgação / VW Ficha técnica do Volkswagen ID.4 Assentos: 5 Comprimento: 4,58 m Largura: 1,85 m (sem espelho retrovisor) Altura: 1,63 m Entre-eixos: 2,77 m Porta-malas: 533 litros Peso: 2.163 kg (em ordem de marcha) Rodas: 19 polegadas Pneus: 235/55 R19 Dianteiro / 255/50 R19 Traseiro Suspensão dianteira: Independente, McPherson Suspensão traseira: Independente, multibraço Freios dianteiros: Disco de freio ventilado Freios traseiros: Tambor Direção: Elétrica Motor: elétrico Potência: 286 cv Torque: 55,6 kgfm Bateria: íon lítio fosfato Capacidade das baterias: 84,0 kWh (bruto) / 79,0 kWh (líquido) Câmbio: Automático Marchas: 1 marcha Tração: traseira 0 a 100 km/h: 6,7 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Autonomia no modo elétrico: 389 km Capacidade de carga: 527 kg (carga útil)
15/10/2026 06:00:00 +00:00
Regra de transição e dois dias de folga: entenda como ficou a proposta que acaba com a escala 6x1

Plenário do Senado Federal Jonas Pereira/Agência Senado O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. O texto ainda precisa ser promulgado para entrar em vigor. A previsão é que isso ocorra na semana que vem. Mas, para que os trabalhadores brasileiros cheguem à nova jornada, haverá ainda uma transição. O período para a adaptação das empresas terá início logo depois da promulgação: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. 🎯Depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida em definitivo sem redução de salário. Segundo as novas regras, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. LEIA TAMBÉM: Fim da escala 6x1: o que acontece agora? Quais são os próximos passos? Entenda Congresso aprova e PEC que acaba com escala 6x1 será lei Horas extras e banco de horas A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos ainda poderão ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Regras específicas para categorias Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Terceirizados e MEIs No caso dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte também são citados no texto. A PEC prevê a aprovação de lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos.
15/10/2026 05:00:00 +00:00
Abono salarial PIS/Pasep 2026: pagamento complementar começa nesta quinta; veja quem recebe

Antigo PIS/Pasep: novo lote de dinheiro esquecido começa a ser pago nesta sexta (25) O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começa a pagar nesta quinta-feira (15) um lote complementar do abono salarial referente ao ano-base 2024. Ao todo, 1.030.899 trabalhadores receberão R$ 804,2 milhões. Os valores variam de R$ 136 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados em 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pagamento contempla trabalhadores cujos empregadores enviaram ou corrigiram informações entre 1º de setembro de 2025 e 20 de junho de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. A revisão dos dados permitiu identificar pessoas que tinham direito ao benefício, mas não haviam sido incluídas nos pagamentos anteriores, além de corrigir valores de trabalhadores que já estavam habilitados. O lote inclui 704.398 trabalhadores da iniciativa privada, que recebem o Programa de Integração Social (PIS) pela Caixa Econômica Federal, e 326.501 servidores públicos, beneficiários do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pago pelo Banco do Brasil. O calendário regular de pagamentos começou em 16 de fevereiro desse ano. Os valores ficarão disponíveis para saque até 30 de dezembro deste ano. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: grafico MTE Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados até o fim do ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores foram liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data tenha caído no fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja regras e o calendário completo PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil
15/10/2026 03:00:01 +00:00
Fim da escala 6x1: relembre outros marcos da legislação trabalhista brasileira

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, o Congresso Nacional aprovou o fim da escala 6x1. A medida foi aprovada por ampla maioria no plenário do Senado nesta quarta-feira (14). A medida, que agora segue para promulgação, dividiu entidades que representam os trabalhadores, como os sindicatos, e associações patronais, que representam as empresas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende mais tempo de descanso para os trabalhadores e argumenta que o modelo atual penaliza principalmente os mais pobres. Após tentar adiar votação do fim da escala 6 por 1, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, mudou de opinião e passou a defender a proposta por ser a vontade da "maioria dos trabalhadores". O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade". O texto defendido por ele prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário. Reprodução/RPC Outros fatos relevantes da legislação trabalhista ➡️Criação do Ministério do Trabalho (1930), que passou a formular políticas trabalhistas, fiscalizar condições de trabalho, regulamentar a organização sindical e atuar na mediação de conflitos entre empregados e empregadores. ➡️Constituição de 1934 foi a primeira a constitucionalizar amplamente direitos trabalhistas, incluindo jornada máxima de oito horas diárias, férias anuais remuneradas, salário mínimo e repouso semanal. ➡️Instalação da Justiça do Trabalho (1941): instância ficou responsável por julgar disputas envolvendo questões como salários, férias, jornada de trabalho e indenizações. ➡️Criação da CLT (1943): Governo Getúlio Vargas reuniu em um único texto as principais normas trabalhistas do país. A CLT reuniu a legislação trabalhista produzida desde os anos 1930, consolidando normas sobre jornada, férias, descanso semanal, proteção ao trabalho de mulheres e menores, segurança do trabalho e organização sindical. ➡️Direito de Greve: Promulgada após o fim do Estado Novo, a Constituição de 1946 incorporou a Justiça do Trabalho ao Poder Judiciário e reconheceu o direito de greve, consolidando garantias trabalhistas em um contexto de redemocratização do país. ➡️Repouso Semanal Remunerado (1949): Lei garantiu aos trabalhadores o direito ao repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, além de disciplinar o pagamento de salários nos dias de descanso e feriados civis e religiosos. ➡️13º salário (1962): Lei instituiu o 13º salário, também conhecido como gratificação natalina, garantindo aos trabalhadores o recebimento de uma remuneração adicional anual proporcional ao tempo de serviço prestado no ano. ➡️FGTS (1966): Criou uma poupança compulsória formada por depósitos mensais feitos pelos empregadores em contas vinculadas aos trabalhadores. O regime criado surgiu como alternativa à estabilidade decenal e passou a substituí-la gradualmente, tornando-se obrigatório para todos os trabalhadores regidos pela CLT com a Constituição de 1988. ➡️Constituição de 1988: A chamada "Constituição Cidadã" ampliou significativamente os direitos trabalhistas. Entre as principais mudanças estão a jornada máxima de 44 horas semanais, licença-maternidade de 120 dias, licença-paternidade, seguro-desemprego, adicional mínimo de 50% para horas extras, universalização do FGTS e ampliação dos direitos dos trabalhadores rurais. ➡️Banco de horas (1998): Lei 9.601 permitiu a compensação de horas extras por meio de folgas ou redução da jornada em outros dias, mediante acordo ou convenção coletiva, ampliando a flexibilidade das relações de trabalho. ➡️PEC das Domésticas (2013) e regulamentação (2015): A emenda constitucional ampliou os direitos dos trabalhadores domésticos, aproximando-os dos demais empregados. Em 2015, uma lei complementar regulamentou direitos como FGTS obrigatório, jornada de trabalho, horas extras, adicional noturno e seguro-desemprego para a categoria. ➡️ Reforma Trabalhista (2017): Ampliou a possibilidade de acordos entre empregados e empregadores, instituiu a prevalência do negociado sobre o legislado, regulamentou o trabalho intermitente, flexibilizou regras de jornada e teletrabalho, alterou procedimentos na Justiça do Trabalho e tornou facultativa a contribuição sindical. A medida reduziu uma das principais fontes de financiamento dos sindicatos. Em paralelo, mudanças na legislação ampliaram as possibilidades de terceirização no país. ➡️Consolidação do teletrabalho (2022): Mudanças na legislação regulamentaram o home office e o trabalho híbrido, definindo regras para controle de jornada, contratação por produção ou tarefa e outras condições aplicáveis ao trabalho remoto. Contra e a favor Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 70% das indústrias do país preveem queda na competitividade e 68% na produtividade com o fim da escala 6x1. Ao participar de uma audiência no Senado, o presidente da entidade, Ricardo Alban, disse ser preciso pensar em medidas que garantam que o mercado interno seja “forte” e “competitivo”. “Os produtos de fora têm que ajudar a nos forçarmos a sermos competitivos, produtivos e eficientes, mas não para nós ficarmos a reboque de uma realidade de perda de competitividade”, afirmou Alban, da CNI, na ocasião. Estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o fim da escala 6x1 pode elevar a folha salarial do setor em 21% e gerar custo adicional de R$ 122,4 bilhões ao ano. Segundo a CNC, 93% dos trabalhadores formais do comércio varejista e 92% do atacadista cumprem jornadas acima de 40 horas semanais. Para estimar os impactos, a CNC simulou a adoção de um novo teto de 40 horas semanais. O parecer afirma que, como a legislação impede a redução nominal de salários, a adaptação exigiria reorganização dos contratos de trabalho. Em um texto publicado na sua página na internet em maio deste ano, como subsídio para o debate, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou que a proposta representa avanço importante no enfrentamento à precarização das condições de trabalho no Brasil. "Entre os principais impactos esperados estão a melhor distribuição da riqueza produzida no país, o estímulo à produtividade, a ampliação do tempo disponível para qualificação profissional e a preservação da saúde dos trabalhadores", avaliou o Dieese. Citando pesquisa do Datafolha de março desse ano, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), por sua vez, informou que a proposta de acabar com a jornada 6x1 têm apoio de 71% dos brasileiros. A CUT cita um estudo da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), do Instituto de Economia da Unicamp, pelo qual a redução da jornada de 44 para 36 horas poderá criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a produtividade em cerca de 4%.
15/10/2026 03:00:01 +00:00
Concurso da Câmara dos Deputados: inscrições estão abertas; salários passam de R$ 32 mil

Câmara dos Deputados Divulgação / Câmara dos Deputados Começaram nesta quinta-feira (15) as inscrições para o novo concurso da Câmara dos Deputados. A seleção reúne 184 oportunidades entre vagas imediatas e cadastro de reserva para profissionais de diferentes áreas, da comunicação às engenharias, além de cargos que aceitam diploma em qualquer graduação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Os interessados poderão se inscrever até 17 de novembro, pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). O salário inicial é de R$ 32.070,88 para todas as especialidades da carreira de analista legislativo. Entre as áreas contempladas estão Jornalismo, Relações Públicas, Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e diferentes especialidades de Engenharia. O edital também prevê vagas para Registro e Redação, área que concentra a maior oferta de oportunidades e aceita diploma de curso superior em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O g1 preparou um guia com os principais pontos do concurso. Abaixo, entenda: Cargo e formação Salários e benefícios Requisitos Atribuições Como serão as provas? Quando os aprovados poderão ser convocados? Como funcionará a reserva de vagas? Cargos e formação Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, o concurso não é destinado a um único perfil profissional. Um dos destaques do edital é que a especialidade com maior número de vagas não exige formação superior específica. A área de Registro e Redação oferece 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva. Para concorrer, basta possuir diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação. Já as demais oportunidades são destinadas a candidatos com graduações específicas. Veja a distribuição prevista no edital: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Salários e benefícios Independentemente da especialidade escolhida, todos os aprovados ingressarão na carreira com remuneração inicial de R$ 32.070,88. Os servidores serão lotados em Brasília, onde está localizada a sede da Câmara dos Deputados. Além do salário, os ocupantes do cargo terão acesso aos benefícios oferecidos pela Casa e às garantias previstas para os servidores efetivos da administração pública federal. Requisitos Além da formação exigida para cada especialidade, os candidatos deverão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal. Entre as exigências estão: ter nacionalidade brasileira ou portuguesa, nos casos previstos em lei; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar quite com as obrigações militares, quando aplicável; possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; apresentar a documentação exigida para a posse; possuir a graduação exigida para a especialidade escolhida. Algumas áreas também exigem registro profissional no respectivo conselho de classe. Atribuições Embora todos os aprovados ingressem na carreira de analista legislativo, as atividades desempenhadas variam de acordo com a especialidade escolhida. Os profissionais da área de Divulgação Institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como serão as provas? As provas estão marcadas para 17 de janeiro de 2027. A aplicação ocorrerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Dessa forma, os candidatos poderão realizar os exames em seus próprios estados, sem a necessidade de viajar para Brasília. ➡️ As avaliações serão aplicadas em dois turnos. Os horários definitivos serão divulgados posteriormente pelo Cebraspe. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva, ambas aplicadas no mesmo dia. A prova objetiva terá 180 itens no formato "certo" ou "errado", distribuídos entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será voltada para conteúdos relacionados à especialidade escolhida pelo candidato. Quando os aprovados poderão ser convocados? A Câmara dos Deputados poderá iniciar as nomeações após a homologação do resultado final do concurso. Segundo o cronograma oficial, a divulgação do resultado final está prevista para 30 de abril de 2027. A partir dessa data, as nomeações poderão ocorrer de acordo com as necessidades da administração e a disponibilidade de vagas. Além dos candidatos classificados dentro das vagas imediatas, aprovados no cadastro de reserva também poderão ser convocados durante o período de validade do concurso, que será de dois anos - contados a partir da homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período. Isso significa que a Câmara dos Deputados poderá convocar aprovados por até quatro anos, conforme suas necessidades administrativas. Cadastro reserva O concurso prevê 118 oportunidades para cadastro de reserva, mecanismo utilizado para formar uma lista de candidatos aptos a serem convocados futuramente. Ou seja, quem for aprovado para o cadastro de reserva não tem direito à nomeação imediata. Esses candidatos ficam em uma espécie de lista de espera e podem ser chamados caso surjam novas vagas, ocorram aposentadorias, exonerações ou haja necessidade de reforçar o quadro de servidores durante o período de validade do concurso. A convocação segue a ordem de classificação e pode ocorrer a qualquer momento enquanto o concurso estiver válido. Cronograma 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.
15/10/2026 03:00:01 +00:00
Tesla apresenta novo Roadster nesta quinta; relembre o modelo enviado ao espaço por Elon Musk

Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla Há pouco mais de oito anos, um foguete lançou um Tesla Roadster da primeira geração ao espaço. Agora, quase uma década depois, a segunda geração do supercarro será apresentada na noite desta quinta-feira (15). O feito aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, quando o foguete acionou os 27 motores em seu primeiro voo, decolou da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, e levou uma única carga a bordo: o carro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O segundo estágio foi ativado poucas horas após o lançamento e queimou combustível para colocar o Roadster em uma órbita heliocêntrica ao redor do Sol, cuja maior distância da estrela corresponde à órbita de Marte. O objetivo do lançamento, segundo o empresário Elon Musk, diretor executivo e principal acionista da Tesla, era deixar o Roadster em órbita de Marte por "centenas de milhões de anos". "Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro", disse o empresário durante o lançamento. Lançamento do Tesla Roadster de 1ª geração divulgação/Tesla O veículo se aproximou de Marte em novembro de 2018, e segue em um movimento elíptico de ida e volta para a Terra. Como é o Tesla Roadster que está no espaço Este Tesla é de primeira geração, que foi lançado em 2008 com forte inspiração e construído sobre o chassi do Lotus Elise. Ele foi produzido entre 2008 e 2012. Ficha técnica do Tesla Roadster de 1ª geração arte/g1 Alguns pontos são exclusivos do modelo que está no espaço, como: O Roadster no espaço é "pilotado" por um manequim com trajes de astronauta chamado Starman. O nome é uma homenagem à música de mesmo nome, de David Bowie. Ao contrário do "motorista" em seu traje, o Roadster não tem proteção contra o espaço, e isso pode contribuir para que ele não dure os "milhões de anos" que Musk prevê; Uma imagem estática na central multimídia do veículo diz "Don’t panic", em homenagem ao livro "Guia do mochileiro das galáxias", de Douglas Adams; O sistema de som foi configurado para reproduzir a música "Space Oddity", de David Bowie, em loop — mas, graças ao vácuo do espaço, é impossível escutar qualquer coisa; Em uma das placas do Roadster, há a frase "Feito na Terra por humanos", para que, caso o conversível encontre alguma raça alienígena que saiba ler inglês, os ETs entendam de onde o carro vem; O Tesla não tem sistema de propulsão, nem para as rodas, nem um "foguete"; Câmeras instaladas no carro transmitiram imagens do veículo para a Terra, mas suas baterias suportam quatro horas de uso e estão, desde então, sem energia; Embora as imagens mostrem o veículo aparentemente solto, flutuando no espaço, ele está preso a uma plataforma que faz parte do segundo estágio do foguete. Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla
15/10/2026 03:00:00 +00:00
Simples Nacional: prazo para entrar em 2027 termina nesta quinta; veja o que muda

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Microempresas e empresas de pequeno porte têm até esta quinta-feira (15) para solicitar o ingresso ou o retorno ao Simples Nacional em 2027. O prazo faz parte do calendário de mudanças estabelecido pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) nº 194, publicada no Diário Oficial da União, e ocorre em meio à preparação das empresas para as novas regras de recolhimento de tributos criadas pela reforma tributária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já as empresas que permanecerem no Simples e quiserem optar pelo regime regular de recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terão até 30 de outubro para fazer a escolha. Os dois procedimentos são diferentes e não devem ser confundidos. Agora no g1 A escolha pelo regime regular não significa sair do Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para os demais tributos, mas seguirá regras próprias para calcular e pagar IBS e CBS. Com isso, o calendário para entrar no Simples Nacional também mudou. Empresas que quiserem ingressar no regime em 2027 devem fazer o pedido até esta quarta-feira. Se a solicitação for aceita, a entrada no regime valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Já as empresas que fazem parte do Simples Nacional continuarão enquadradas automaticamente, desde que não tenham sido excluídas do regime. Nesse caso, não será necessário fazer uma nova adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A decisão sobre a forma de recolhimento de IBS e CBS feita em setembro valerá de janeiro a junho de 2027, ou seja: seis meses. Entre 1º e 31 de março de 2027, as empresas terão uma nova oportunidade para escolher como recolherão os tributos no segundo semestre. Nesse caso, a decisão valerá de julho a dezembro. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Segundo o Comitê Gestor do Simples, a antecipação dos prazos busca dar mais previsibilidade às empresas e evitar que elas comecem o ano sem saber se poderão permanecer ou ingressar no regime. O que muda na prática? Para as empresas que mantiverem IBS e CBS dentro do Simples Nacional, a lógica continuará mais próxima da atual: os tributos serão incluídos no pagamento unificado feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), dentro de um percentual sobre a receita. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Em contrapartida, poderá aproveitar créditos gerados nas compras para reduzir os valores a pagar e também gerar mais créditos para seus clientes. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, essa diferença na geração de créditos é um dos principais pontos que as empresas devem considerar antes de tomar uma decisão. No regime regular, a empresa poderá gerar crédito integral de IBS e CBS para quem comprar seus produtos ou contratar seus serviços. No Simples, o crédito repassado ao comprador tende a ser menor. Por isso, a diferença pode ser mais relevante para pequenos negócios que vendem produtos ou serviços para outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a escolha dependerá do perfil de cada negócio, e um dos principais fatores a considerar é quem são seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais motivos para avaliar o regime regular. Isso porque a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode tornar esses fornecedores mais atrativos para seus clientes. Para negócios voltados principalmente ao consumidor final, esse benefício tende a ter menos impacto. Por outro lado, o regime regular exige que IBS e CBS sejam calculados separadamente e demanda mais controles fiscais, o que pode aumentar os gastos com contabilidade e tornar a rotina tributária mais complexa. Por isso, a recomendação é que os empresários simulem os dois cenários antes do prazo de setembro, considerando os possíveis benefícios e os custos envolvidos em cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. Outra mudança importante é no calendário para empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e pretendem ingressar no regime em 2027. Até agora, a opção era feita em janeiro. Para 2027, o pedido deverá ser apresentado até esta quarta-feira (30). Se aceito, valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até o último dia de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, haverá prazo de 30 dias para regularizar a situação e tentar garantir o ingresso no regime. Quem já está no Simples e não tiver sido excluído continuará automaticamente no regime e não precisará solicitar uma nova adesão. Quais regras para novas empresas? Há uma regra específica para empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026. Nesses casos, a opção pelo Simples feita no momento da abertura valerá tanto para o restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027. Se a empresa também escolher recolher IBS e CBS pelo regime regular durante a abertura, essa opção começará a valer em janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? IBS e CBS são dois dos principais tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é federal e substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência dos municípios. A administração ficará a cargo de um comitê formado por representantes dos estados e municípios. E o MEI? O Microempreendedor Individual (MEI) não participa da escolha entre recolher IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão sujeitos às regras específicas do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), com pagamento mensal em valor fixo. As mudanças no calendário de adesão ao Simples também não se aplicam ao MEI. A opção pelo Simei continuará sendo realizada em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, traz mudanças relacionadas à emissão de documentos fiscais. Na prestação de serviços, permanece a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já nas vendas de mercadorias e em determinadas atividades de transporte, a regulamentação prevê o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também alteram alguns critérios usados para calcular os tributos do Simples Nacional, incluindo os aplicados a empresas em início de atividade, à receita acumulada e à folha de salários. A definição de receita bruta também foi atualizada e passa a mencionar expressamente operações com bens materiais, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores de IBS e CBS pagos pelo regime regular não entrarão no cálculo da receita bruta considerada para fins do Simples Nacional. Outra mudança envolve o momento em que a receita é reconhecida para o cálculo dos tributos. Pela nova regra, o faturamento passa a estar ligado à emissão do documento fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — teto de faturamento usado para definir o recolhimento de determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Isso significa que, ao ultrapassar esse valor de receita, a empresa pode ter de recolher esses tributos separadamente. Também permanece o limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação, enquanto a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão deixa de existir. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada separadamente. As informações passarão a ser incluídas diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) e deverão ser informadas uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar
15/10/2026 03:00:00 +00:00
Fim da escala 6x1: veja a repercussão da decisão entre empresários e trabalhadores

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 no Senado nesta quarta-feira (14) repercutiu entre representantes do setor produtivo e de trabalhadores. Entidades empresariais manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre custos, produtividade e geração de empregos. Centrais sindicais comemoraram o resultado. (veja abaixo as notas das entidades) 🔍 A proposta foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação; texto agora segue para promulgação. As novas regras não entram em vigor imediatamente. Após a promulgação pelo Congresso Nacional e a publicação oficial, começam a contar os prazos de transição previstos na proposta. "Embora esse processo possa levar alguns dias, a expectativa é de que, neste caso, seja rápido. Minha estimativa é que a promulgação e a publicação ocorram até o fim da semana", explica Rubens Beçak, professor de Direito Constitucional da USP. Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado O que prevê a PEC aprovada A tramitação da PEC mobilizou parlamentares, empresários e trabalhadores ao longo dos últimos meses porque a proposta altera um dos principais parâmetros da legislação trabalhista brasileira. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda; redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase; redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. O texto determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos salariais das categorias profissionais. A PEC também estabelece regras específicas para contratos terceirizados com a administração pública, prevê a possibilidade de regulamentação de regimes diferenciados para determinadas atividades e autoriza a criação de medidas voltadas a reduzir os impactos econômicos sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Essas medidas, no entanto, dependerão de regulamentação posterior e não entram em vigor automaticamente com a promulgação da emenda constitucional. O que diz o setor produtivo Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, avalia que a aprovação pelo Senado da PEC que acaba com a escala 6x1 é uma tragédia socioeconômica anunciada e denunciada pela Abrasel. “Ela terá impactos extraordinários na sociedade. Os primeiros serão percebidos tão logo ela comece a vigorar, por conta dos serviços essenciais”, afirma. Hoje, 15 milhões de pessoas trabalham em escala 6x1 e vão passar a trabalhar um dia a menos. Para manter a mesma oferta de serviços e cobrir esse dia, o país precisaria de mais 3 milhões de trabalhadores. “Onde encontrar essa mão de obra? Certamente não há essa mão de obra sobrando. Vai ser um rouba-monte”, diz Solmucci. Segundo ele, muitos bares e restaurantes vão fechar um dia adicional por semana, seja pelo aumento do custo, seja pela falta de mão de obra. Hospitais também podem não conseguir manter as portas abertas todos os dias, como alertou Francisco Balestrin, representante dos hospitais e clínicas de São Paulo, em reunião na Fiesp. Balestrin defendeu uma legislação específica para o setor. “Nós vamos ver serviços essenciais diversos precarizados, e isso obviamente a sociedade vai sentir”, afirma Solmucci. O momento seguinte será um aumento generalizado de preços. Manter a qualidade do serviço vai custar mais. O estabelecimento que quiser continuar aberto seis dias por semana terá alta de 20% nos custos. Nos prédios residenciais, o condomínio pode subir de 18% a 20% para manter a mesma estrutura de serviço. O mesmo vale para um conjunto enorme de atividades. “O que a gente vê é uma primeira onda de precarização enorme dos serviços. Logo em seguida, aumento de custo, inflação grande e perda de poder aquisitivo da população, o que afeta inclusive o setor de bares e restaurantes, porque menos dinheiro no bolso significa menos consumo”, explica. O próximo passo é o risco de recessão, que terá dois vetores: a queda da demanda, provocada pela perda de poder aquisitivo e pela alta de preços, e os juros, que vão subir ou continuar altos por mais tempo. “A medida é tão ruim, tão ruim, que ela pode até ser boa, no sentido de que a sociedade vai rapidamente querer modificá-la”, avalia. Solmucci lembra que, se a PEC do trabalho flexível for aprovada, o trabalhador poderá escolher entre a CLT e o trabalho por hora. “A minha visão é que o governo Lula feriu de morte a CLT no Brasil”, afirma. Ele prevê uma grande migração para o trabalho por hora, para que as contas fechem, a produtividade cresça e a qualidade de vida prometida às famílias se materialize. No trabalho por hora, a pessoa escolhe quantos dias e em quais dias quer trabalhar. “Ela pode trabalhar metade de um dia enquanto o filho está na escola e ficar com ele em casa na outra metade”, diz. Para Solmucci, é a PEC do trabalho flexível que dá a flexibilidade e a qualidade de vida desejadas por todos e também aumento de renda. Nos Estados Unidos, o trabalho por hora em bares e restaurantes é remunerado 60% acima do mensalista. No Brasil, de 30% a 40% acima. O mesmo acontece em diversas profissões. Fora do Brasil, médicos que trabalham por hora recebem de 30% até 200% a mais que a hora de um mensalista. Há países que estabelecem 25% como ganho mínimo extra. “Desta maneira em que a proibição da 6x1 foi aprovada, o que a gente vai ver é uma fuga da CLT. Essa transição para o trabalho por hora, que o mundo em geral já adotou, virá após muito sofrimento coletivo e social, como solução para o problema criado”, conclui. Confederação Nacional da Indústria (CNI) A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera preocupante a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6x1. Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada pelo Senado Federal causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país. Para a CNI, a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional. “Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban. “Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, acrescenta o dirigente. Levantamento recente da CNI mostra que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. Os dados apontam, ainda, que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média, impactando nas compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta média de 6% – no caso de roupas e calçados o aumento dos preços pode alcançar 6,6%. Para a CNI, além de causar insegurança jurídica, a emenda constitucional atinge em cheio todo o setor produtivo, que precisará ajustar sua produção e aumentar seus custos em meio a um cenário econômico adverso do país, que já convive com pesada carga tributária e juros estratosféricos. Para o cumprimento da medida, a indústria terá de fazer uma série de adaptações em suas escalas e a reorganização do processo produtivo. Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifesta preocupação com a aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal. Para a entidade, a medida pode trazer consequências significativas para a economia brasileira, especialmente em relação ao aumento dos custos do trabalho, à competitividade das empresas e à manutenção dos empregos formais. Na semana passada, antes da votação, a FIEMG entregou aos senadores material técnico com os principais prejuízos que, na avaliação da entidade, podem decorrer da aprovação da proposta. O documento alerta para o aumento do custo do trabalho, os riscos para o emprego formal e para a segurança jurídica e os impactos sobre setores intensivos em mão de obra, além de defender a preservação da negociação coletiva e dos regimes especiais já pactuados. Para a FIEMG, a aprovação de uma mudança dessa magnitude, em um contexto marcado pela proximidade do calendário eleitoral, reforça a preocupação com a ausência de um debate técnico aprofundado sobre suas consequências para a economia brasileira. A Federação avalia que a redução compulsória da jornada, sem redução proporcional dos salários e sem ganhos correspondentes de produtividade, aumenta o custo da hora trabalhada e compromete a competitividade das empresas. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, critica o caráter eleitoreiro da proposta e alerta que a conta da medida não ficará restrita ao setor produtivo. “Sem aumento de produtividade, reduzir a jornada mantendo integralmente os salários significa aumentar o custo da hora trabalhada. Isso pressiona as empresas, reduz a competitividade e acaba chegando ao cidadão por meio de produtos e serviços mais caros. Não podemos tomar uma decisão dessa magnitude ignorando seus efeitos sobre emprego, renda e crescimento do país”, afirma Roscoe. A FIEMG também alerta que a aprovação de um modelo rígido de organização da jornada desconsidera as diferenças entre setores, empresas e atividades econômicas. Indústria, comércio, serviços, saúde e outras atividades intensivas em mão de obra possuem necessidades distintas de organização do trabalho, que não podem ser tratadas por uma única solução. Outro ponto de preocupação é o impacto sobre acordos e convenções coletivas já negociados entre empresas e trabalhadores. Para a Federação, a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para a definição das jornadas e escalas, permitindo soluções adequadas às particularidades de cada atividade produtiva. Diante da aprovação da proposta, a FIEMG reafirma a importância de que os próximos encaminhamentos legislativos considerem os impactos econômicos e sociais da medida, com responsabilidade, diálogo e respeito às especificidades dos setores produtivos. A entidade seguirá defendendo a segurança jurídica, a valorização da negociação coletiva, a competitividade das empresas e a preservação dos empregos. ABPA A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que o setor de proteína animal cumprirá a nova legislação que estabelece as novas escalas e a jornada de trabalho. A ABPA ressalta que o setor já enfrentava grandes dificuldades para preencher o quadro de colaboradores sob a antiga legislação — o que demandou, inclusive, a adoção de mão de obra imigrante. Com o novo quadro, a capacidade produtiva será impactada, ocasionando a adaptação ao novo sistema com eventuais reduções na oferta de alguns produtos e aumento do custo médio produtivo, com o inevitável repasse ao consumidor final. O que dizem representantes dos trabalhadores Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que representa mais de 12 milhões de trabalhadoras e trabalhadores do comércio, bens e serviços, reafirma sua posição favorável ao fim da escala 6x1 e à redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Para a entidade, a redução da jornada está diretamente relacionada à saúde física e mental dos trabalhadores, ao direito ao descanso e à convivência familiar. A CNTC destaca que a mudança deve considerar as particularidades do comércio e dos serviços, assegurando a preservação dos direitos trabalhistas. A Confederação também ressalta a importância da negociação coletiva e da participação dos sindicatos na implementação das novas regras, de forma a garantir segurança jurídica, proteção aos trabalhadores e equilíbrio nas relações de trabalho. CUT A Central Única dos Trabalhadores saúda a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 221/2019 no Senado Federal, consagrando o fim da massacrante escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas no Brasil. Esta conquista não é uma concessão nem um presente das elites, ela é a vitória maiúscula da luta, do suor e da organização da classe trabalhadora brasileira! A defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários é uma pauta fundacional da CUT. Desde a nossa criação, em 1983, fincamos a nossa bandeira na luta contra a exploração e a precarização do trabalho, afirmando que o crescimento do país só faz sentido se acompanhado de distribuição de renda, trabalho decente, vida digna e democracia plena. A aprovação da PEC 221/2019 resgata esse compromisso histórico e marca um divisor de águas na superação de um modelo arcaico e cruel que suga as energias de quem realmente trabalha e produz a riqueza desta nação. Garantir o fim da escala 6x1 é garantir dignidade, saúde, convivência familiar, tempo livre, cultura e lazer para a classe trabalhadora. É reconhecer e reparar problemas estruturais acumulados pela ganância capitalista, permitindo que a inovação e os avanços tecnológicos sirvam ao bem-estar social, e não apenas à acumulação privada. Trata-se, também, de uma vitória fundamental para as mulheres trabalhadoras, em especial as mulheres negras, historicamente sobrecarregadas pelas duplas e triplas jornadas de trabalho e do cuidado. Esta conquista histórica é a demonstração inequívoca da força do povo brasileiro! É o resultado da união consciente de homens e mulheres, de jovens e veteranos de tantas lutas, de sindicatos e centrais sindicais, movimentos sociais e populares e de todas as organizações e pessoas que se recusaram a aceitar a imposição de uma jornada e escala de trabalho que enriquece poucos e adoece muitas pessoas. Saudamos com muito orgulho toda a nossa base sindical, todas as dirigentes e os dirigentes de agora e os que vieram antes de nós e pavimentaram os caminhos para essa conquista; saudamos os Comitês de Luta e as Brigadas Digitais da CUT, que mantiveram a chama acesa nos locais de trabalho, nas ruas e nas redes e nos ajudaram a aperfeiçoar nosso diálogo e nossa atuação com a sociedade brasileira. Saudamos o Governo Federal do presidente Lula pela coragem de enviar essa PEC para o Parlamento Brasileiro e todos os parlamentares que defenderam e votaram favorável a esse direito. A aprovação da PEC no Senado é um passo gigantesco, mas a nossa caminhada não para aqui. A CUT reafirma o seu compromisso histórico e inegociável com todas as pessoas que vivem do trabalho e assume desde já o papel central de fiscalizar a rigorosa implementação da PEC 221/2019 em cada local de trabalho, em cada categoria e em cada convenção e acordo coletivo de trabalho. Não permitiremos recuos ou manobras que venham a burlar este direito conquistado com tanta luta! Convocamos todo o povo brasileiro a celebrar essa conquista histórica e, ao mesmo tempo, a se manter animado, organizado e mobilizado, ocupando todos os espaços da sociedade, nas ruas, nas cidades, no campo, nas águas, nas florestas e nas redes sociais, exercendo com firmeza o direito à atuação política e à transformação social do nosso país. Quando a classe trabalhadora se une e luta, ela vence e todo o Brasil ganha! Trabalhar menos, trabalhar todos! Por vida digna, descanso e soberania popular!
15/10/2026 01:12:45 +00:00
Upfront Globo 2027 apresenta principais novidades para o próximo ano

Retorno de 'Avenida Brasil', dinâmica com haters no BBB e filme da Marta são destaques da Globo pra 2027 O Upfront Globo 2027, um dos eventos mais aguardados do calendário da indústria criativa brasileira, foi realizado na noite desta quarta-feira (14), no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O evento apresentou ao mercado as oportunidades de mídia da Globo para o próximo ano. A partir dele, anunciantes e agências podem planejar e garantir espaços nos principais produtos e projetos da empresa, tanto nacionais quanto regionais. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na abertura da cerimônia, Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo, ressaltou que o papel da empresa é criar pontes para que os negócios cheguem à casa e à vida de cada brasileiro todos os dias. "Essa presença pode se tornar um vínculo duradouro. E esse é o convite que fazemos a vocês", afirmou. Upfront Globo 2027 Maurício Fidalgo/Globo "A relevância da Globo está ligada a esses compromissos e a um encontro entre quem investe, quem informa, quem cria e quem vive as nossas histórias. É para isso que seguimos construindo a Globo junto com todos vocês", acrescentou Marinho. Manzar Feres, diretora-geral de Negócios em Publicidade da Globo, destacou a capacidade da empresa de reunir e mobilizar pessoas e, a partir disso, gerar valor para as marcas. Para ela, influência vai além do alcance e passa também por fazer uma mensagem importar, ser percebida, lembrada e capaz de mover pessoas. “A Globo tem uma combinação muito particular de forças para fazer isso acontecer. (...) Neste ano, nós já falamos com quase 200 milhões de pessoas. Só até setembro, foram mais de 4 trilhões de minutos consumidos em nossas plataformas”, afirmou. “Alcançar, a gente sabe que é só o começo. Importa também o que acontece depois. Na Globo, uma história não termina quando o programa acaba. Ela continua reverberando, influencia conversas e vira negócio”, acrescentou. O Upfront 2027 teve início com o cantor Péricles, que levantou o público ao som de "A Gente Bota pra Quebrar". Veja os destaques abaixo. Copa do Mundo Feminina no Brasil Upfront 2027: Luís Roberto, Renata Silveira, Ana Thaís Matos, Mari Spinelli e Luana Maluf subiram ao palco para receber as jogadoras e o técnico da Seleção Brasileira, Arthur Elias, para falar sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027. Maurício Fidalgo/Globo Luís Roberto, Renata Silveira, Ana Thaís Matos, Mari Spinelli e Luana Maluf receberam Arthur Elias, técnico da Seleção Brasileira, e as jogadoras convocadas para falar sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027. O encontro destacou a expectativa para o Mundial, que será realizado no Brasil e promete mobilizar torcedores de todo o país. O Troféu da Copa do Mundo da FIFA também desembarcou no país e chegou ao palco do Upfront. Além da grande cobertura do evento esportivo, a Globo apresentou conteúdos que levarão o Mundial para além dos campos. No GNT, Sabrina Sato comanda um esquenta com encontros que trazem histórias das atletas antes do início dos jogos. No Multishow, Blogueirinha acompanha os bastidores do Mundial em um mockumentary com muito humor. Ainda durante o evento, Sabrina Sato levou a atriz Alice Carvalho ao palco do Upfront 2027 para apresentar "Marta", cinebiografia da maior jogadora da história do futebol feminino mundial. Dirigido por Andrucha Waddington, o filme traz Alice Carvalho no papel da protagonista, em um elenco que reúne Drica Moraes, Irandhir Santos, Thelmo Fernandes e Claudia Di Moura. "Marta" chega aos cinemas brasileiros em abril de 2027. Em 2027, a Globo também reúne um portfólio de transmissões que acompanha os principais acontecimentos esportivos do ano, com cobertura multiplataforma, informação e entretenimento para diferentes públicos. BBB 27 Tadeu Schmidt apresenta o BBB 27 Maurício Fidalgo/Globo Tadeu Schmidt apresentou as novidades do BBB 27. A próxima temporada reúne veteranos, pipocas e camarotes e amplia a participação do público com novas dinâmicas, um "Sincerão" mais ágil e uma Casa de Vidro que definirá parte do elenco e dará vantagens no jogo. "Nosso 'Sincerão' está reformulado, mais dinâmico, gameficado. Está diferente. Vocês vão gostar", afirmou o apresentador Tadeu Schmidt. Na TV Globo, a eliminação de terça-feira será seguida por uma conversa do eliminado com um fã e um hater, enquanto os domingos terão duas edições: uma à tarde, com o início da formação do paredão, e outra à noite, com a conclusão da dinâmica. Chef de Alto Nível Chef de Alto Nível Fábio Rocha/Globo Em um vídeo, Ana Maria Braga e os chefs Alex Atala, Jefferson Rueda e Renata Vanzetto confirmaram no Upfront a terceira temporada de Chef de Alto Nível para 2027. A renovação vem após o sucesso comercial da atual edição, que teve todas as cotas de patrocínio vendidas. 'Academia dos Nepo Babies' Rafaella Justus, Ticiane Pinheiro e Helô Pinheiro Maurício Fidalgo/Globo Ticiane Pinheiro subiu ao palco acompanhada da mãe, Helô Pinheiro, e da filha, Rafaella Justus, para apresentar "Academia dos Nepo Babies", novo reality show Original Globoplay, produzido pelos Estúdios Globo. Na competição, filhos de personalidades brasileiras precisam testar novas habilidades em profissões inusitadas. Jornalismo da Globo César Tralli e Maju Coutinho Maurício Fidalgo/Globo Maju Coutinho e César Tralli ressaltaram que, em 2027, o Jornalismo da Globo reafirma o compromisso com a informação bem apurada, ágil e próxima do público, sempre presente onde os fatos acontecem e dedicada a explicá-los com clareza, profundidade e relevância. Novo reality de relacionamento Ana Clara Maurício Fidalgo/Globo No Upfront, Ana Clara anunciou que a Globo prepara um novo reality de relacionamento que irá explorar os desafios, expectativas e dinâmicas que surgem quando se decide casar. Ainda sem apresentador definido, o programa tem estreia prevista para 2027. Welcome Ads Cauã Reymond Maurício Fidalgo/Globo Cauã Reymond apresentou o Welcome Ads, novo formato publicitário do Globoplay exibido na tela de login, antes da escolha do perfil e do conteúdo. A novidade oferece às marcas um novo ponto de contato, em um momento de grande visibilidade no início da navegação. O Welcome Ads integra a evolução da oferta comercial do Globoplay e se soma a soluções como Pause Ads, Binge Ads e inserção dinâmica de publicidade no simulcast dos canais lineares. Entretenimento Marcos Mion, Serginho Groisman, Daniel, Louro Mané, Luciano Huck, Patrícia Poeta, Maria Beltrão e Eliana Maurício Fidalgo/Globo Luciano Huck, Serginho Groisman, Marcos Mion, Maria Beltrão, Patrícia Poeta, Eliana, Daniel e Louro Mané destacaram a força e a diversidade do entretenimento da Globo, com atrações que acompanham o público em diferentes momentos e plataformas. A atração inédita "Chefinho de Alto Nível" foi anunciada pela Eliana. A novidade leva o universo da gastronomia para o público infantil ao "Em Família com Eliana". No mesmo palco, Luciano Huck anunciou um reforço no time de entretenimento da Globo em 2027: Márcio Garcia, que vai apresentar um game show desenvolvido pelos Estúdios Globo em parceria com a Endemol Shine Brasil, com provas cocriadas com marcas. Avenida Brasil 2 Parte do elenco de Avenida Brasil 2 Maurício Fidalgo/Globo Um dos principais anúncios da noite transformou o palco do Upfront 2027 em um reencontro marcado pela emoção. Adriana Esteves, Murilo Benício, Débora Falabella, Cauã Reymond, Eliane Giardini, Marcos Caruso, Leticia Isnard, Thalita Carauta e Karol Lannes se reuniram para confirmar o retorno de "Avenida Brasil". A nova história também recebe nomes como Mel Maia, Thomas Aquino e Jessica Ellen. Mais de uma década depois de conquistar o país, a novela que marcou uma geração volta a abrir as portas do Divino e promete fazer o Brasil parar mais uma vez.
15/10/2026 01:11:24 +00:00
Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Entenda etapas até redução da jornada de trabalho

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). As novas regras não entram em vigor imediatamente. Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Segundo Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do A. C. Burlamaqui Advogados, as mudanças começariam a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. (veja abaixo como funcionará a transição) A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Veja as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1. O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Quando começam os dois dias de folga? Como será a transição de 44 para 40 horas? A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Será necessária negociação coletiva? Como ficam horas extras e banco de horas? O que acontece com categorias que têm escalas especiais? O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Depois de aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. A jornada máxima também será reduzida gradualmente. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas. A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo. "Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados. Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos. Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto. "Uma redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva", diz a advogada do escritório Durão, Almeida & Pontes. A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto. Voltar ao menu. Quando começam os dois dias de folga? O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais. Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Voltar ao menu. Como será a transição de 44 para 40 horas? Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação. A primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos. Ou seja, depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos. Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão. Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis. "O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho. Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados. “A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma. Voltar ao menu. A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador. "As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares, sócio da área trabalhista do Demarest, e Patrick Lobo, advogado do trabalho do Demarest. Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais. Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta. Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS. Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece. Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial. Voltar ao menu. Será necessária negociação coletiva? Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas. "A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest. Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra. Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição. Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras. Voltar ao menu. Como ficam horas extras e banco de horas? A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis. Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas. Voltar ao menu. O que acontece com categorias que têm escalas especiais? Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada. A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas. Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta. A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor. Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação. Voltar ao menu. Colegas parlamentares comemoram enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, anuncia o resultado da votação a favor de uma emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho no Brasil de seis para cinco dias, em Brasília, Brasil, 14 de outubro de 2026 REUTERS/Adriano Machado
15/10/2026 01:00:24 +00:00
Fim da escala 6x1: o que acontece agora? Quais são os próximos passos? Entenda

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. As novas regras não entram em vigor imediatamente. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Segundo Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do A. C. Burlamaqui Advogados, as mudanças começariam a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. (veja abaixo como funcionará a transição) A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Veja as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1. O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Quando começam os dois dias de folga? Como será a transição de 44 para 40 horas? A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Será necessária negociação coletiva? Como ficam horas extras e banco de horas? O que acontece com categorias que têm escalas especiais? O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Depois de aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. A jornada máxima também será reduzida gradualmente. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas. A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo. "Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados. Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos. Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto. Uma redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva." A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto. Voltar ao índice. Quando começam os dois dias de folga? O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais. Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Voltar ao índice. Como será a transição de 44 para 40 horas? Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação. A primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos. Ou seja, depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos. Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão. Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis. "O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho. Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados. “A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma. Voltar ao índice. A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador. "As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares, sócio da área trabalhista do Demarest, e Patrick Lobo, advogado do trabalho do Demarest. Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais. Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta. Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS. Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece. Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial. Voltar ao índice. Será necessária negociação coletiva? Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas. "A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest. Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra. Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição. Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras. Voltar ao índice. Como ficam horas extras e banco de horas? A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis. Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas. Voltar ao índice O que acontece com categorias que têm escalas especiais? Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada. A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas. Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta. A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor. Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação. Voltar ao índice. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV
15/10/2026 00:59:24 +00:00
Fim da escala 6x1: como é a jornada de trabalho em outros países?

Plenário do Senado discute proposta sobre o fim da escala 6x1 O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 no país. A proposta altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas, e coloca o Brasil entre os países que estão reduzindo as jornadas de trabalho previstas em lei. A mudança será gradual e estará totalmente implementada em cerca de 14 meses, segundo o texto. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A PEC, que agora segue para promulgação em sessão conjunta do Congresso Nacional, assegura que os trabalhadores tenham dois dias de descanso por semana sem redução salarial. Em 2026, três países da América Latina começaram, deram continuidade ou concluíram as discussões acerca da carga horária trabalhada de seus cidadãos. Enquanto o Chile e a Colômbia chegaram a 42 horas semanais, o México deve começar a implementação da nova jornada a partir de 2027. 👉 Reduzir o limite semanal de horas não significa necessariamente acabar com a escala 6x1. Chile e Colômbia, por exemplo, permitem que a jornada seja distribuída em até seis dias. As legislações também variam quanto a horas extras, períodos de descanso e possibilidades de flexibilização. Veja, abaixo, como é a carga horário de trabalho de outros países: Chile Funcionário trabalha em linha de montagem de fábrica em Fuyang, na província chinesa de Anhui China Daily/via REUTERS O Chile reduziu a jornada máxima semanal de 45 para 42 horas em 2026, como parte de uma lei aprovada em 2023. A implementação é gradual e prevê que o limite chegue a 40 horas semanais em abril de 2028. A redução se aplica aos trabalhadores regidos pelo Código do Trabalho chileno. Colômbia A jornada máxima semanal na Colômbia foi reduzida de 44 para 42 horas em julho de 2026, concluindo o cronograma de diminuição gradual previsto em uma lei de 2021. A redução não pode resultar em corte salarial. A medida encerra uma transição iniciada em 2023, quando o limite era de 47 horas por semana. México O parlamento mexicano aprovou, em fevereiro de 2026, uma reforma constitucional para reduzir a jornada máxima semanal de 48 para 40 horas até 2030. A mudança será gradual, com a primeira redução, para 46 horas, prevista para janeiro de 2027. O calendário estabelece limites de 44 horas em 2028, 42 em 2029 e 40 em 2030. Novamente, a lei impede a redução de salários ou benefícios. LEIA TAMBÉM Veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada Quais setores poderão ter escalas diferentes? Veja profissões que podem ficar de fora Lula diz que PL decidiu apoiar fim da escala 6x1 'depois da pressão da sociedade' Bélgica A Bélgica permite que trabalhadores em tempo integral concentrem a jornada semanal normal em quatro dias, em vez de cinco, desde que sejam cumpridas as condições legais e os procedimentos previstos para cada empresa. A medida não reduz necessariamente o total de horas trabalhadas. Por lá, a carga horária é de 38 horas por semana. Quem quiser realizar toda a jornada semanal em menos dias, pode fazer nove horas e meia por dia durante quatro dias. Grécia Em outubro de 2025, a Grécia aprovou uma reforma que permite, em determinadas condições, jornadas de até 13 horas por dia para trabalhadores do setor privado, limitadas a três dias por mês. A lei também prevê a possibilidade de organizar a jornada em quatro dias, com dez horas diárias, mediante acordo. A mudança não representou uma redução geral da carga horária e provocou protestos de sindicatos, que criticaram a ampliação do tempo de trabalho. Por lá, a jornada semanal é de 40 horas. Portugal Portugal realizou em 2023 um projeto-piloto de semana de quatro dias, com participação de 41 empresas privadas e mais de mil trabalhadores. A experiência permitiu que as empresas participantes testassem diferentes formatos de redução ou reorganização da jornada. Os resultados, divulgados em 2024, apontaram redução das horas trabalhadas e melhora em indicadores de bem-estar. O programa, entretanto, não estabeleceu uma redução obrigatória das horas de trabalho para todo o país. Por lá, a jornada de trabalho padrão é de 8 horas por dia e 40 horas por semana, mas permite diferentes formas de distribuição do tempo. Estados Unidos Nos Estados Unidos, a legislação federal não estabelece um limite máximo geral de horas que um adulto pode trabalhar por semana. A regra determina, porém, que a maioria dos trabalhadores receba pagamento adicional pelas horas extras. Quem trabalha mais de 40 horas semanais tem direito a receber pelo menos uma vez e meia o valor normal da hora trabalhada. A regra não vale para todos. Algumas categorias, como determinados cargos executivos e profissionais assalariados que atendem a critérios legais, podem ser dispensadas do pagamento de horas extras. Além disso, alguns estados têm regras próprias que ampliam a proteção dos trabalhadores. Por lá, a remuneração é proporcional às horas trabalhadas. O modelo vinha sendo defendido por políticos brasileiros de oposição, como o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), como uma alternativa ao fim da escala 6x1. Na última terça-feira, entretanto, o candidato mudou de opinião e disse que votaria a favor da mudança. Segundo os defensores, a ideia é flexibilizar as relações de trabalho, reduzir custos para as empresas e dar mais liberdade para empregadores e funcionários negociarem jornadas e remunerações. De acordo com esse argumento, regras menos rígidas poderiam facilitar contratações e estimular a atividade econômica. Reino Unido A legislação britânica estabelece um limite geral de 48 horas semanais em média, normalmente calculado ao longo de 17 semanas. Trabalhadores adultos podem concordar formalmente em não se submeter a esse teto, em um procedimento conhecido como opt-out. Há exceções para determinadas profissões e atividades, mas a lei também prevê períodos mínimos de descanso diário e semanal e pausas durante o trabalho. França O país é conhecido por ter uma das menores jornadas legais. Na França, o padrão é de 35 horas semanais para trabalhadores em tempo integral. O limite não significa que seja proibido trabalhar mais, mas as horas excedentes são tratadas, em regra, como horas extras, sujeitas a compensação ou pagamento adicional. A legislação também estabelece limites para a duração diária e semanal do trabalho, com exceções previstas em lei e em acordos coletivos. China A legislação chinesa estabelece uma jornada padrão de oito horas por dia e 40 horas por semana, segundo uma regulamentação do Conselho de Estado. A Lei do Trabalho, por sua vez, determina que a jornada diária não ultrapasse oito horas e que a média semanal não exceda 44 horas. A lei também prevê pelo menos um dia de descanso por semana e limita, em regra, as horas extras a uma hora por dia, podendo chegar a três horas em situações especiais, desde que a saúde dos trabalhadores seja protegida, com teto de 36 horas extras por mês. Rússia Na Rússia, a jornada normal é de até 40 horas por semana. A distribuição pode ocorrer em uma semana de cinco dias, com dois dias de descanso, ou de seis dias, com um dia de descanso, conforme o regime adotado. A lei prevê jornadas menores para determinados grupos, como adolescentes e trabalhadores em condições prejudiciais à saúde. Alemanha Na Alemanha, a lei estabelece que a jornada normal não deve ultrapassar oito horas por dia, mas permite chegar a dez horas em um mesmo dia se a média voltar a oito horas por dia útil em um período de seis meses ou 24 semanas. Na prática, isso permite distribuir as horas de forma mais flexível, desde que o limite médio seja respeitado. Muitos contratos e acordos coletivos estabelecem jornadas semanais de 38 a 40 horas. A legislação também exige pelo menos 11 horas consecutivas de descanso entre duas jornadas. Itália A jornada normal italiana é de 40 horas semanais, mas acordos coletivos podem estabelecer limites menores. A média de trabalho, incluindo horas extras, não pode ultrapassar 48 horas por semana no período de referência previsto em lei, geralmente de quatro meses, com possibilidade de extensão em determinadas condições. Japão A legislação japonesa estabelece jornada padrão de oito horas por dia e 40 horas por semana, além de exigir ao menos um dia de descanso por semana ou quatro dias a cada período de quatro semanas. As horas extras dependem, em regra, de acordo formal entre empregador e representantes dos trabalhadores. O limite geral é de 45 horas extras por mês e 360 por ano, embora a lei permita exceções específicas, sob condições mais restritas. Canadá No Canadá, as regras sobre jornada variam conforme a província ou o território e o setor de atividade. Nos locais de trabalho regulados pela legislação federal, a jornada padrão é de 40 horas semanais, com pagamento de horas extras após esse limite para a maioria dos trabalhadores abrangidos. O teto geral costuma ser de 48 horas por semana, embora existam exceções e mecanismos para calcular a jornada média em períodos mais longos. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
15/10/2026 00:50:16 +00:00
Em vitória de Lula, Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 e trabalhador terá dois dias de folga por semana

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. A 11 dias do segundo turno, a aprovação da PEC por ampla maioria é uma vitória para o presidente Lula (PT), que transformou o tema em bandeira de campanha. (veja mais abaixo) 🔎 Como é uma mudança constitucional, a proposta precisa ser aprovada por no mínimo 49 senadores em dois turnos. A PEC do fim da jornada 6x1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Um desses dias deve ser preferencialmente o domingo. A oposição ao governo Lula tentou alterar a PEC do fim da 6x1 para retirar redução de jornada proporcional para trabalhadores que hoje já trabalham menos de 40 horas por leis específicas. A emenda, no entanto, foi retirada após acordo. Protesto pelo fim da escala 6x1 na Paulista em agosto Henrique Silva/TV Globo Período de transição Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição. A PEC ainda precisa ser promulgada para entrar em vigor. Depois disso, segue o seguinte calendário: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês. Colegas parlamentares comemoram enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, anuncia o resultado da votação a favor de uma emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho no Brasil de seis para cinco dias, em Brasília, Brasil, 14 de outubro de 2026 REUTERS/Adriano Machado Votação após articulação do governo O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) abriu a sessão desta quarta-feira dizendo que a votação depois do primeiro turno cumpre o acordo feito com senadores. Alcolumbre afirmou ainda que cada senador deveria votar conforme sua consciência. "Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso", disse o presidente do Senado. A sessão contou principalmente com discursos a favor da mudança na escala de trabalho. Um senador que foi aplaudido foi Paulo Paim (PT-RS), que defende há anos a redução da jornada para 40 horas. Paim se aposenta da vida pública no fim de 2026 e já havia dito que queria votar essa matéria antes de deixar o Senado. "Vamos entrar para a história de cabeça erguida", disse ele. "Aqui eu só tenho a dizer a todos vocês, ao povo brasileiro que foi às ruas em todos os estados, eu termino só dizendo a vocês que o Congresso, este Senado, só tem que dizer: gratidão, gratidão, gratidão e gratidão!" Por outro lado, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), criticou o que ele chamou de falta de dados para entender os impactos nos setores econômicos. Mas disse que um eventual governo de Flávio Bolsonaro pode corrigir isso. "O que a gente pode fazer no futuro, no governo Flávio, que será nosso presidente, é mitigar trazendo instrumentos que a gente já viveu no governo Bolsonaro", disse o líder do PL. Já o senador Valderlan Cardoso (PSD-GO) disse ser favorável à PEC, mas criticou a votação em momento eleitoral. "Esse tema passou meses sendo tratado como pauta de campanha. Foi adiado ou apressado por cálculo eleitoral. Atacado e defendido como conveniência do calendário das urnas", disse o parlamentar. "Fico indignado com este tipo de situação. Quando um tema de interesse nacional vira disputa de palanque, o Brasil perde". Tema na eleição A votação representou uma vitória do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apoiadores do petista buscavam desde a semana passada acelerar o processo para aprovar a mudança na escala de trabalho antes do segundo turno das eleições presidenciais. Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados falaram abertamente contra a PEC. O candidato do PL defende uma proposta alternativa de pagamento por horas. Nesse modelo, o trabalhador só receberia pela hora trabalhada e poderia ter seu salário diminuído de forma proporcional. Flávio Bolsonaro visita Jair, muda o tom e declara voto a favor da PEC do fim da 6x1 Com o tema ganhando tração na campanha eleitoral e com cobranças públicas de Lula, na terça-feira (13), Flávio afirmou que se posicionaria “conforme a vontade da maioria do povo”. O senador e candidato a presidente no entanto, não compareceu ao Senado nesta quarta-feira e votou à distância. O PL liberou a bancada para cada senador votar como desejava enquanto falam em mudanças depois das eleições. Lula ironizou a mudança de Flávio, que para ele só ocorreu pela pressão da sociedade. “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, disse o presidente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) PL quer mudança em 2027 O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14) que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), vai insistir na PEC das horas trabalhadas depois das eleições. Nessa nova modalidade, segundo o deputado, não haveria salário-mínimo ou um mínimo de horas que o trabalhador teria direito a trabalhar semanalmente. Na ideia de hora trabalhada, hora paga, haveria espaço para diminuição do salário. Ao ser questionado sobre direitos como 13º e férias remuneradas, Sóstenes disse que a proposta do PL não prevê esses direitos. "A PEC não é CLT, você tem que mudar o chip", disse o deputado. A PEC da oposição foi apresentada pelo coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN). O candidato à Presidência tem sido um crítico do fim da 6x1 e defende o modelo de horas trabalhadas.
15/10/2026 00:50:03 +00:00
Mega-Sena 3070 acumula e prêmio vai a R$ 170 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.070 da Mega-Sena foi realizado exepcionalmente na noite desta quarta-feira (14), em São Paulo, devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 152 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 170 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 19 - 27 - 29 - 43 - 54 - 60 5 acertos: 91 apostas ganhadoras, R$ 52.767,96 4 acertos: 7.384 apostas ganhadoras, R$ 1.071,93 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3070 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
15/10/2026 00:05:17 +00:00
Apple encerra pregão avaliada em US$ 5 trilhões pela primeira vez

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton A Apple encerrou o pregão desta quarta-feira (14) com alta de 0,5% em suas ações e registrou valor de mercado acima dos US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25 trilhões) pela primeira vez em sua história. A empresa já tinha alcançado esse valor durante o pregão, quando chegou a se tornar a marca mais valiosa do mundo por alguns instantes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Naquela ocasião, as ações caíram antes do fechamento e fizeram o valor de mercado da companhia voltar para um patamar abaixo dos US$ 5 trilhões. Com o valor alcançado nesta quarta, a Apple se isolou como a segunda empresa mais valiosa do mundo e a segunda a ter alcançado este valor de mercado no fechamento do pregão. Agora no g1 A primeira foi a fabricante de semicondutores Nvidia, que chegou a esta marca em outubro de 2025 e agora caminha para ser avaliada em US$ 6 trilhões (R$ 30 trilhões). As ações da Apple tem se valorizado em meio à demanda elevada por produtos como o iPhone e os computadores Mac mini e iMac, que passaram a estar disponíveis nos Estados Unidos por meio de programas de assinatura. Em setembro, a empresa lançou novas versões do iPhone, incluindo uma com tela dobrável, além de novos fones de ouvido e relógios inteligentes. Os preços no Brasil chegam a R$ 30.999. A Apple passa por uma mudança na gestão que envolve a saída de Tim Cook após 15 anos como CEO e a chegada de John Ternus, que era vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware na empresa. Ternus planeja realizar uma reformulação para dar mais foco à engenharia, lançar produtos com mais frequência e tornar a estrutura da companhia mais enxuta, revelou a Bloomberg no final de setembro. Entre as mudanças, estão a mudança do tradicional calendário de lançamentos de produtos, que hoje é concentrado em setembro, e a redução de cargos de gerência intermediária. Segundo a reportagem, Ternus sinalizou internamente que a Apple deve lançar produtos com mais rapidez e testar novas ideias para se manter competitiva na era da inteligência artificial.
14/10/2026 23:34:37 +00:00
Câmara aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes

Lula perdoa dívidas dos MEIs e anuncia pé-de-meia para universitários A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento de Microempreendedor Individual (MEI) e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contra. Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, com o perdão das dívidas do MEI sendo a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana como tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal. O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, ante os R$ 80 mil atuais. "Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI", disse o relator, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA). O projeto também amplia o número de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais. Atualmente, apenas um funcionário pode ser empregado. O projeto aumenta esse número para até dois, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional. A oposição criticou a votação da medida às vésperas do segundo turno. "Ainda que eu veja que os empreendedores mereçam essa correção – que é justiça não é bondade –, acho lamentável que venha como uma medida eleitoreira. Lamentável é isso ser pautado", disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). MEIs Jornal Nacional/ Reprodução Outra proposta, que prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, só deve ser enviada pelo governo ao Congresso após as eleições. 💵 O recurso será não reembolsável. Ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. Impacto fiscal O impacto fiscal estimado com a renúncia de receitas é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. Já o impacto com o perdão das dívidas é estimado em R$ 3 bilhões em 3 anos. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto será dividido da seguinte forma: 2027: R$ 1,1 bilhão; 2028: R$ 1 bilhão; 2029: R$ 909 milhões. O relator ainda contemplou as dívidas ainda não inscritas na dívida da ativa da União que ainda podem estar com o processo em tramitação. Isso poderia gerar impacto de até R$ 2 bilhões para além do já previsto. O projeto concedeu anistia integral aos MEIs inadimplentes. O projeto perdoa as dívidas contraídas pelos microempreendedores individuais até 13 de outubro de 2026. Segundo o relator, parte desse endividamento se iniciou ainda no período da pandemia e o grupo precisa do auxílio governamental para retomar o controle sobre seus negócios. "O objetivo não é um perdoou geral. Pelo contrário. Há uma regra que exige o adimplemento futuro", afirmou. O projeto estabelece contrapartidas para a remissão dos valores devidos: não ficar devedor pelos seis meses consecutivos ao perdão e desistir de eventuais ações na Justiça ligadas aos valores devidos.
14/10/2026 22:43:05 +00:00
Estados americanos processam OpenAI e acusam ChatGPT de incentivar automutilação em jovens

FBI prende engenheiro da OpenAI que instalou aparelho espião em escritório Oito estados norte-americanos entraram com ações judiciais contra a OpenAI nesta quarta-feira (14), sob a alegação de que o ChatGPT incentivou usuários, incluindo adolescentes, a machucar a si mesmos ou outras pessoas. Os estados afirmam que o chatbot reforça delírios, estimula comportamentos perigosos e pode ajudar no planejamento de atos violentos, como tiroteios em massa, apurou a Reuter.s Os processos foram apresentados separadamente pelos procuradores-gerais dos estados, autoridades responsáveis por representar os governos estaduais em questões judiciais. Entre os envolvidos estão Iowa, Kansas, Arizona, Arkansas, Idaho, Montana, Nebraska e Virgínia Ocidental. As ações acusam a OpenAI de violar leis estaduais de proteção ao consumidor por, segundo os procuradores, induzir o público a acreditar que o ChatGPT é seguro. Os estados também alegam que a empresa colocou a saúde dos moradores em risco, causando perturbação da ordem pública. Segundo os processos, o chatbot foi projetado para ser agradável e envolvente, com o objetivo de conquistar a confiança dos usuários. Os estados afirmam, porém, que essa característica pode contribuir para reforçar ideias delirantes e facilitar o planejamento de atos violentos. Que mudanças os estados pedem? Os procuradores-gerais pedem que a Justiça determine mudanças no funcionamento do ChatGPT. Entre as medidas solicitadas, está a proibição do desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) capazes de se aperfeiçoar sozinhos, a menos que a empresa possa garantir que eles estejam alinhados aos valores humanos. Os estados também pedem multas por supostas violações das leis estaduais e indenizações pelos danos alegados. A iniciativa é descrita como a maior ação coordenada entre estados norte-americanos contra uma empresa de inteligência artificial. Ela amplia a pressão judicial sobre a OpenAI enquanto a companhia se prepara para abrir capital, processo pelo qual uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. A Flórida apresentou, em junho, a primeira ação estadual desse tipo contra a empresa. Um porta-voz da OpenAI, buscado pela Reuters, não comentou o assunto. A empresa também enfrenta dezenas de processos movidos por particulares que alegam que o ChatGPT ajudou usuários a planejar tiroteios em massa ou outros atos de violência. OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images
14/10/2026 21:15:02 +00:00
Gol corta voos após preço do combustível dobrar; veja o que muda para passageiros

Setor aéreo alerta para impacto no preço das passagens após alta do querosene A Gol está ajustando sua malha aérea, com redução ou suspensão de voos em algumas rotas, em meio à alta do combustível de aviação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais destinos foram cortados, mas enfatizou que as suspensões entram em vigor apenas em fevereiro de 2027. Segundo a companhia, o preço do querosene de aviação (QAV) dobrou e o insumo representa cerca de 40% de seus custos operacionais. Em nota, a empresa afirmou que o planejamento das rotas é um processo contínuo e acompanha as necessidades da operação. Segundo a Gol, as mudanças são feitas “sem qualquer distinção ou priorização regional”. Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais foram as rotas suspensas e modificadas, mas enfatizou que entram em vigor apenas em fevereiro de 2027. A companhia informou que continuará oferecendo alternativas de viagem aos passageiros, seja por meio de voos com conexão — quando é necessário trocar de avião durante o trajeto —, seja por parcerias com outras empresas aéreas. A Gol afirma ter mais de 60 acordos de codeshare e interline, modalidades de parceria que permitem às companhias comercializar voos em conjunto ou integrar trechos de uma mesma viagem. O que é recomendado aos passageiros? Os passageiros que compraram passagens diretamente com a Gol podem solicitar remarcação, crédito ou reembolso pela Central de Atendimento, nos telefones 0300-115-2121, no Brasil, e +55 11 3471 2973, no exterior. Quem adquiriu bilhetes com milhas deve gerenciar a reserva diretamente com a Smiles. Os contatos são 0300 115 7001, para clientes Smiles ou da categoria Prata; 0300 115 7007, para clientes Ouro e Diamante; e +55 11 991 824 233, pelo WhatsApp, para clientes Magno, com atendimento 24 horas. Já os passageiros que compraram passagens por meio de agências de viagens devem procurar a própria agência para resolver questões relacionadas à reserva. Gol Linhas Aéreas Divulgação/Gol Linhas Aéreas
14/10/2026 20:28:53 +00:00
Minerais críticos e estratégicos concentram 57% dos empregos da mineração em 2025, diz ANM

As atividades ligadas aos minerais críticos e estratégicos concentraram 57% dos empregos da indústria extrativa mineral brasileira em 2025, segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). ➡️Do total de 226,6 mil empregos no setor, o segmento desses minerais representou 129,4 mil postos de trabalho. Dos 129,4 mil empregos ligados a esses minerais, 51.714 são ocupados por trabalhadores com mão de obra qualificada. Esse contingente equivale a 23% de todos os empregos da indústria extrativa mineral brasileira. Já os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, o equivalente a 14% do total de postos da indústria extrativa mineral do país. E os homens predominam nessas atividades: eles respondem por 78% dos empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos, enquanto as mulheres ocupam 22% dos postos. Ana Flor: Brasil é a grande reserva de minerais críticos, por isso os EUA estão de olho Os números fazem parte do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado nesta tarde pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114. Em 2025, o salário mediano dos trabalhadores com níveis fundamental, médio e superior foi, respectivamente, de R$ 3.218,08, R$ 4.142,24 e R$ 11.856,16. Minerais críticos: projeto aprovado na Câmara quer garantir que o Brasil não seja apenas exportador de matéria-prima Jornal Nacional/ Reprodução Política Nacional Após uma longa discussão, o governo sancionou, no mês passado, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. A tarefa ficará a cargo do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), também criado pela política. Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição. A política também prevê instrumentos como: Fundo Garantidor da Atividade Mineral; Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos; Certificado Mineral de Baixo Carbono; Cadastro nacional de projetos; e Rede de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação profissional.
14/10/2026 19:00:00 +00:00
México vai exigir que plataformas digitais protejam menores de conteúdos violentos e sexuais

Agora no g1 A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quarta-feira (14) que assinará um decreto para exigir que plataformas digitais, incluindo redes sociais e serviços de streaming, protejam crianças e adolescentes de conteúdos violentos, sexuais e outros materiais considerados prejudiciais. As empresas terão um mês para cumprir as novas exigências, segundo Luisa María Alcalde, integrante do governo mexicano. Sheinbaum afirmou que, caso as plataformas não cumpram as regras, o governo apoiará um projeto de lei para estabelecer punições. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida amplia a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia no México, a segunda maior economia da América Latina. Segundo autoridades mexicanas, representantes de empresas como Meta, Microsoft, Apple, TikTok, Google, X e Huawei já participaram de reuniões com o governo para discutir o assunto. O que o decreto exige das plataformas digitais Retirar imediatamente contas e conteúdos que promovam ou gerem violência. Verificar a idade dos usuários e classificar conteúdos por faixa etária. Oferecer ferramentas de supervisão parental. Disponibilizar canais para denunciar conteúdos e usuários. Adotar configurações padrão de privacidade e segurança mais protetoras para menores. Comunicar às autoridades a identificação de conteúdos que representem riscos de violência. O decreto não estabelece sanções imediatas pelo descumprimento Ataque em escola motivou medida O anúncio ocorre após um ataque a uma escola de ensino médio no estado de Coahuila, no norte do México. O episódio envolveu dois ex-alunos de 18 anos e deixou uma pessoa morta e outras três feridas, segundo a Reuters. Movimento internacional A iniciativa mexicana faz parte de um movimento internacional para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Governos europeus e a Austrália têm reforçado a fiscalização das plataformas, enquanto estados dos Estados Unidos adotaram diferentes medidas voltadas à segurança infantil na internet. As iniciativas reacendem o debate sobre como reduzir a exposição de menores a conteúdos prejudiciais sem comprometer a privacidade dos usuários e a liberdade de expressão. *Com informações da agência Reuters Marco civil da internet: como EUA e Europa tratam as 'big techs' BBC/Getty Images
14/10/2026 18:13:00 +00:00
'Rouanet Games': governo anuncia R$ 200 milhões para desenvolver games no Brasil

Já no Centro de Convenções Vasco Vasques, começa o Tecnogame 2026, festival que reúne games, tecnologia, cultura geek, cosplay, e-sports, música e o aguardado show da banda japonesa Flow Foto: Divulgação O governo federal anunciou nesta quarta-feira (14) um pacote de medidas para incentivar a produção de videogames no Brasil, com R$ 200 milhões destinados ao financiamento do desenvolvimento de jogos e de soluções digitais inovadoras. Os recursos serão disponibilizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública que apoia projetos de pesquisa e inovação. As medidas também buscam facilitar o acesso das empresas brasileiras de games a empréstimos e incluem a criação do chamado “Rouanet Games”, que permitirá captar patrocínios por meio da Lei Rouanet, em parceria com empresas públicas. O anúncio ocorre durante a disputa do segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, houve redução do Imposto de Importação sobre videogames. Agora no g1 Uma das medidas prevê diminuir o valor mínimo dos empréstimos destinados ao setor por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A proposta da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que será apresentada ao comitê gestor do fundo, é reduzir o piso de R$ 500 mil para R$ 150 mil. Com isso, empresas que precisam de quantias menores poderão ter acesso ao financiamento. O governo também propõe reduzir os juros cobrados nesses empréstimos. A taxa passaria de Taxa Referencial (TR) mais 2% ao ano para TR mais 0,5% ao ano. A TR é um indicador usado como referência em operações financeiras. Basicamente, a mudança busca tornar o crédito mais barato para as empresas. Para 2026, o FSA prevê R$ 460 milhões em crédito para a indústria audiovisual, incluindo o setor de videogames. O decreto também reconhece que as empresas de games podem acessar mecanismos federais de incentivo à tecnologia, à pesquisa, ao desenvolvimento, à inovação e à cultura. Caberá à Ancine regulamentar o acesso do setor aos recursos da Lei do Audiovisual e propor critérios para o financiamento de projetos com dinheiro do FSA. * Com informações da Reuters
14/10/2026 17:26:31 +00:00
Lula diz que para se fazer uma política pública é difícil, mas, para destruir, basta um passo: 'Tem maluco pra tudo'

Lula diz que para fazer uma política pública é 'difícil', mas, para destruir, basta 'um pa O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (14) que, na política, "tem maluco pra tudo" e que, para elaborar um programa em uma gestão, é "difícil" porque demanda participação de vários setores, mas que, para "destruir" uma política pública, basta "um passo". O petista deu a declaração a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, no qual concorre contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL). Ele discursou durante a cerimônia de regulamentação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos no Palácio do Planalto. A campanha de Lula tem afirmado que, se eleito, o filho de Jair Bolsonaro vai acabar com programas sociais criados em governos petistas, como o Pé-de-Meia; o Minha Casa, Minha Vida; e o Farmácia Popular – o que Flávio nega. Ao discursar no evento no Planalto nesta quarta, Lula disse aos jovens presentes que eles precisam se organizar para evitar a perda de conquistas sociais. "Se preparem, porque fazer é difícil, para destruir, é apenas um passo. É um passo. Então, se organizem, para que vocês não permitam que ninguém tire o que vocês conquistaram. Porque vocês sabem que tem maluco pra tudo. Não é só maluco beleza, tem maluco pra tudo", disse Lula. "E o cara pode entrar e falar: 'Não gosto disso, não presta, vai ensinar bobagem para o meu filho, porque quero uma escolha cívico-militar, porque eu não quero banheiro unissex'. Ou seja, essas loucuras que a gente pensava que não existiam mais, mas que existem. Então, agora, que vocês estão felizes e conquistaram a regulamentação, tirem proveito e façam disso uma grande indústria", completou. Regulamentação do Marco Legal dos Games O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) experimentou um game brasileiro antes de assinar decreto que regulamenta Marco Legal dos Jogos Eletrônicos Ricardo Stuckert Lula assinou, no Planalto, um decreto que regulamenta o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos. A legislação foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril de 2024 e sancionada por Lula naquele mesmo ano, mas ainda precisava ser regulamentada pelo governo. A lei estabelece regras para a fabricação, desenvolvimento e a comercialização de jogos eletrônicos no Brasil, além de prever incentivos para o setor. Entre as medidas, está a possibilidade de empresas de games captarem recursos por meio dos mecanismos de incentivo fiscal da Lei Rouanet, destinada ao financiamento de projetos culturais. Antes da assinatura do decreto, Lula se reuniu com gamers no Palácio do Planalto e chegou a experimentar o jogo brasileiro Árida. Com a regulamentação, o governo fixou diretrizes para fomentar o setor de games, proteger a propriedade intelectual e os usuários, além de criar a plataforma pública Game Brasil para catalogar, promover e divulgar os jogos nacionais e indicar onde estão disponíveis. Para fortalecer a produção e a inovação no setor, foram anunciadas medidas financeiras, incluindo a proposta da Ancine de reduzir o valor mínimo de empréstimos do Fundo Setorial do Audiovisual para R$ 150 mil e abaixar os juros. Adicionalmente, o plano prevê captações de recursos através da Lei do Audiovisual, a criação do programa Rouanet Games para patrocínios, e uma chamada pública da Finep de R$ 200 milhões voltada para startups e soluções inovadoras. No âmbito da formação profissional, o Ministério da Educação criará graduações na área em cinco universidades federais, complementadas por iniciativas de capacitação do Ministério da Cultura e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O decreto também contempla a proteção da saúde dos usuários e de menores, em conformidade com o ECA Digital, medidas de simplificação de importações e aduaneiras, e a instituição de um comitê interministerial e de procedimentos simplificados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o registo de propriedade intelectual
14/10/2026 16:51:28 +00:00
IA da Meta no WhatsApp cria imagem de 'Flávio 22', mas não de 'Lula 13' e 'Flávio Bolsonaro 22'

WhatsApp gera imagens de Flávio, mas não de Lula Usuários da Meta AI no WhatsApp relataram que a tecnologia se recusou a gerar imagens de campanha de Lula (PT), mas aceitou pedidos semelhantes para o candidato Flávio Bolsonaro (PL). O g1 confirmou que o assistente de IA apresentou essa diferença nas respostas, embora também tenha criado uma imagem com o nome de Lula após várias tentativas. (veja mais abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os testes também mostraram que a Meta AI se recusou a gerar imagens de campanha de Flávio quando o sobrenome "Bolsonaro" era incluído no pedido. Por volta das 19h30, a Meta AI bloqueava a criação de imagens sobre Lula ou Flávio Bolsonaro. "É um tipo de conteúdo político com candidato que eu não posso criar", disse o assistente em uma das mensagens. Interação com a Meta AI para criar arte de campanha de Lula e Bolsonaro. Reprodução/WhatsApp Pela Lei das Eleições, a criação de imagens sobre candidatos por meio de assistentes de inteligência artificial é proibido. A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe "emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas". Nos testes do g1 realizados pela manhã, a diferença nas respostas ocorreu apenas na Meta AI dentro do WhatsApp. No site do assistente, que tem funcionamento semelhante ao ChatGPT, a tecnologia se recusou a criar imagens de campanha para ambos os candidatos. 🔎 A Meta AI é um assistente de inteligência artificial gratuito e integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook. Ela funciona de forma semelhante ao ChatGPT nos serviços da Meta e, a partir de descrições simples, pode produzir textos, planejar atividades e criar imagens, por exemplo. Meta impede criação de imagens sobre Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) Reprodução Procurada, a Meta afirmou que, para cumprir as regras eleitorais brasileiras, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. “Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, disse a empresa por volta das 12h20. Mesmo após o comunicado da Meta, alguns usuários ainda conseguem gerar imagens de campanha de candidatos, que incluem até slogans. IA só gerou imagem de Lula após insistência Interação com a Meta AI para criar arte de campanha de Lula e Bolsonaro. Reprodução/WhatsApp No WhatsApp, ao receber o pedido para criar uma imagem "vermelha e branca com Lula 13", a IA respondeu que "não conseguiu gerar a imagem". Em seguida, ao receber a solicitação de uma imagem "azul e amarela com Flavio 22", a IA gerou a arte sem impedimentos. (veja na imagem acima) Em outro teste, após várias tentativas, a IA da Meta gerou uma imagem com “13 apoio político”. Em seguida, também atendeu à solicitação para incluir o nome de Lula na arte. Antes de criar a versão com o nome de Lula, o assistente havia dito que não conseguiria atender ao pedido. Questionado sobre a recusa, afirmou que houve um bloqueio automático do sistema e acrescentou: "Não tenho o detalhe do motivo aqui". IA fez imagem de campanha de Lula após insistência do usuário. Reprodução/WhatsApp Não está claro se as restrições da IA se aplicam apenas ao Brasil. Uma pessoa na Bélgica relatou ter conseguido gerar, sem restrições, imagens de Lula e de Flávio Bolsonaro com os respectivos números de campanha, incluindo o sobrenome "Bolsonaro" no pedido. (veja na imagem abaixo). Em agosto, o TSE anunciou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para compartilhar uma Cartilha de Boas Práticas de Inteligência Artificial. O acordo estabeleceu regras para garantir a neutralidade dos materiais produzidos com IA. “As ações conjuntas deverão observar os princípios da estrita neutralidade institucional e da isenção político-partidária”, afirmaram TSE e AGU. Uma brasileira na Bélgica disse ter conseguido gerar, sem restrições, imagens de Lula e de Flávio Bolsonaro com os respectivos números de campanha. Reprodução/WhatsApp Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação
14/10/2026 13:41:36 +00:00
Ford do Brasil faz recall da F-150 por risco de vazamento de combustível e incêndio

Ford F-150 2024 Divulgação | Ford A Ford anunciou nesta quarta-feira (14) um recall envolvendo picapes F-150, modelos 2023 a 2026, devido a uma falha no processo de montagem das cintas de fixação do tanque de combustível. A montadora informou que as cintas podem não ter sido encaixadas corretamente na estrutura do veículo. Essa fixação insuficiente pode causar o vazamento de combustível, o que aumenta o risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A falha também pode provocar o desligamento repentino do motor com a picape em movimento. Em situações extremas, caso o tanque se desprenda durante o uso do veículo, há risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos e risco de morte aos ocupantes e a terceiros. A solução adotada pela empresa é a inspeção e, caso seja necessário, a substituição gratuita das cintas. O tempo previsto para o atendimento é de aproximadamente 30 minutos. Agora no g1 Os proprietários dos veículos envolvidos já podem agendar o serviço. A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford do Brasil para saber quantas unidades da picape estão envolvidas. A empresa ainda não respondeu. Veja os chassis envolvidos: Modelos 2023: 1FTFW1E55PFC08949 (produzido em 24 de junho de 2023) e 1FTFW1E59PFC16598 (produzido em 13 de julho de 2023). Modelos 2024: Finais de RFB76740 até RFC06031 (produzidos entre 11 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025). Modelos 2025: Finais de SFA78535 até SFC65449 (produzidos entre 1º de abril de 2025 e 1º de dezembro de 2025). Modelos 2026: Finais de TFA42762 até TFC11542 (produzidos entre 26 de janeiro de 2026 e 25 de agosto de 2026). Veja outros recalls da Ford em 2026: Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não sejam dirigidas Ford do Brasil faz recall de Mustang por falhas elétricas; reparo será feito em 2027 Ford do Brasil faz recall da Ranger 2.0 modelo 2027 por possível falha em freios Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027 Ford do Brasil adianta a inspeção por recall de 1.371 unidades do Mustang
14/10/2026 12:34:10 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,02 com inflação nos EUA e pesquisa eleitoral no radar; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (14), cotado a R$ 5,0283. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,18%, aos 206.506 pontos. Os novos dados da inflação americana e a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), foram os principais destaques da agenda econômica. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o cenário político seguiu no radar, com destaque para a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. A proposta chegou a uma etapa decisiva de sua tramitação no Congresso Nacional e pode ter o processo concluído ainda hoje. Entenda o que está em jogo. ▶️ No quadro eleitoral, a Quaest divulga sua primeira pesquisa de intenção de voto para o 2º turno. O levantamento também deve trazer dados sobre os votos no primeiro turno, a rejeição aos candidatos, o conhecimento das propostas dos presidenciáveis e a avaliação do governo Lula. ▶️ Na agenda econômica, o destaque foi o índice de preços ao consumidor (IPC) dos EUA. O indicador, que mede a inflação americana, subiu 0,6% em setembro, acima dos 0,4% registrados em agosto e em linha com as expectativas do mercado. ▶️ O Livro Bege do Fed também esteve sob os holofotes. Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira, o mercado de trabalho dos EUA permaneceu estagnado, em meio a poucas contratações e cortes de vagas, enquanto as pressões sobre os preços aumentaram em várias regiões do país. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês. Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,88%; Acumulado do mês: -2,82%; Acumulado do ano: -8,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,22% Acumulado do mês: +10,82%; Acumulado do ano: +28,16%. Política brasileira no foco O cenário político brasileiro é um dos destaques do mercado nesta quarta-feira. O foco está na votação, no Senado Federal, da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será votada no plenário da Casa. A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque pode definir os rumos da proposta, que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal. O texto reduz o limite semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. Veja o que acontece se a proposta for aprovada ou rejeitada O mercado também aguarda a nova pesquisa eleitoral da Quaest, prevista para as 18h, após o fechamento dos negócios. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, enquanto investidores avaliam os novos dados da inflação americana. O Dow Jones recuou 0,22%, enquanto o S&P 500 caiu 1,05% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,88%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, também de olho na inflação americana e após bons resultados da ASML terem tranquilizado investidores preocupados com a demanda por inteligência artificial. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,43%, aos 637,75 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,15%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,58% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,70%. Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta quarta-feira no nível mais baixo em mais de um ano, em meio à intensificação das vendas de papéis de empresas ligadas à cadeia de fornecimento de inteligência artificial. Os investidores também avaliaram os novos dados da inflação chinesa. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,9%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,4%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 0,05% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,1%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 0,44%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
14/10/2026 12:01:23 +00:00
Manuel Belmar recebe reconhecimento concedido pelo MIPCOM e pela ONU à Agenda ESG da Globo

Manuel Belmar recebe reconhecimento concedido pelo MIPCOM e pela ONU à Agenda ESG da Globo Soraya Ursine A Globo recebeu, nesta quarta-feira (14), em Cannes, na França, o prêmio MIPCOM Recognition for SDG Impact, concedido em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento à contribuição da empresa para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A homenagem destaca o potencial do conteúdo audiovisual na promoção de debates sociais e ambientais, além das iniciativas de sustentabilidade adotadas pela empresa em suas operações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Manuel Belmar, diretor de Finanças (CFO) da Globo e líder da agenda ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança — da empresa, recebeu o prêmio durante o MIPCOM, um dos principais eventos internacionais da indústria audiovisual. "Na Globo, nosso impacto está no conteúdo que produzimos, nas conversas que ajudamos a mobilizar, nas vozes e perspectivas que levamos ao público e na forma como conduzimos o negócio. A Agenda ESG conecta essa influência a ações concretas em nossas operações e na indústria audiovisual. Este reconhecimento reforça nossa responsabilidade de seguir usando nosso alcance para contribuir com uma sociedade mais inclusiva e para um setor cada vez mais sustentável", afirmou Belmar durante a homenagem, em Cannes. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o MIPCOM e a ONU, que chega ao oitavo ano. Ela também está ligada ao Pacto de Mídia pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criado em 2018 e que reúne mais de 450 empresas de mídia e entretenimento em 160 países. O reconhecimento leva em conta a atuação da Globo na promoção de temas como diversidade, redução das desigualdades, educação e fortalecimento das instituições democráticas, além de iniciativas ambientais. Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo, destacou a importância da conquista. "ESG não é uma área na Globo, mas uma atuação transversal a todo o negócio. Este reconhecimento é resultado de um trabalho consistente que mobiliza toda a empresa e que tem em Manuel Belmar uma liderança fundamental. Ao longo dos últimos anos, ele ajudou a consolidar uma Agenda ESG que conecta propósito e negócio, transforma compromissos em ações concretas e amplia o impacto positivo que podemos gerar por meio do nosso conteúdo, das nossas operações e da nossa relação com a sociedade. Esta homenagem do MIPCOM e da ONU reconhece essa visão e o trabalho diário de centenas de profissionais que fazem essa agenda avançar em toda a empresa", disse. 🔍 As empresas participantes usam seus canais de comunicação para divulgar temas relacionados aos 17 objetivos globais da ONU, que incluem o combate à pobreza e à desigualdade, a proteção do meio ambiente, o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção da paz e da justiça. No início deste ano, a Globo atingiu, quatro anos antes do previsto, a meta de operar com 100% de energia proveniente de fontes renováveis e de deixar de enviar resíduos para aterros sanitários. A empresa também ampliou a adoção de práticas sustentáveis nas produções audiovisuais por meio do Guia de Produções Verdes. Outra iniciativa é a Ecovision, parceria com a Panvision voltada à ampliação da adoção de práticas sustentáveis no setor audiovisual latino-americano. Novelas que ultrapassam a ficção O impacto das produções da Globo também se reflete fora das telas. Na novela Vale Tudo, uma cena em que a personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, recorre a um aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro para formalizar a guarda do filho e cobrar pensão alimentícia foi seguida por um aumento na procura pelo serviço. Segundo dados divulgados pelo órgão à época, as buscas pelo aplicativo cresceram 300%, enquanto os agendamentos pela plataforma aumentaram 70%. Na mesma novela, a abordagem da dependência de álcool por meio da personagem Heleninha Roitman, interpretada por Paolla Oliveira, também teve repercussão fora da ficção. As buscas pelos canais oficiais dos Alcoólicos Anônimos (AA) aumentaram mais de 150%, segundo dados divulgados à época. Realizado anualmente em Cannes, na França, o MIPCOM reúne emissoras de televisão, plataformas de streaming, produtoras e distribuidoras de diversos países para apresentar conteúdos, negociar formatos e firmar parcerias comerciais. A Globo participa do evento há décadas e apresenta suas produções ao mercado audiovisual internacional. Agora no g1
14/10/2026 11:57:30 +00:00
Concurso da Câmara dos Deputados: veja formações exigidas para disputar salários acima de R$ 32 mil

Plenário da Câmara dos Deputados Bruno Spada / Câmara dos Deputados O novo concurso da Câmara dos Deputados chamou atenção não apenas pelo salário inicial de R$ 32.070,88, mas também pela variedade de formações contempladas no edital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, os cargos são destinados a profissionais de áreas bastante diferentes entre si. 🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação. Ao todo, são 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva. Os aprovados terão exercício em Brasília e passarão a integrar o quadro efetivo da Câmara dos Deputados, atuando em atividades técnicas consideradas essenciais para o funcionamento do Poder Legislativo. Agora no g1 As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130. Nem todos os cargos exigem a mesma graduação A diversidade das oportunidades costuma gerar dúvidas porque todos os candidatos ingressam na mesma carreira e recebem o mesmo salário inicial. Na prática, porém, cada especialidade exige formação específica e possui atribuições completamente diferentes. Uma das curiosidades do concurso é que a área com maior número de vagas não exige formação específica. A especialidade de Registro e Redação, que reúne 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva, aceita diploma de curso superior em qualquer área de formação reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Já as demais oportunidades são destinadas a profissionais com graduações específicas. Veja abaixo quais são: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Possuir o diploma exigido é apenas uma das condições para assumir o cargo. Os candidatos aprovados também precisarão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal, como estar em dia com as obrigações eleitorais, ter aptidão física e mental para o exercício da função e apresentar toda a documentação exigida para a posse. Em algumas especialidades, como engenharias, biblioteconomia, arquivologia, museologia e áreas da comunicação, também poderá ser exigido registro profissional ativo. Atribuições Apesar de todos serem enquadrados como analistas legislativos, as funções exercidas pelos servidores variam significativamente. Os profissionais de divulgação institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como será a seleção As inscrições ficarão abertas entre 15 de outubro e 17 de novembro. As provas estão previstas para 17 de janeiro de 2027 e serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, o que permitirá que candidatos de qualquer região do país façam os exames sem necessidade de deslocamento para Brasília. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva. Entre as disciplinas comuns estão Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Pública, Regimento Interno da Câmara dos Deputados e conteúdos relacionados tecnologia da informação, análise de dados e inteligência artificial. Os candidatos também terão de responder questões específicas da área escolhida. Cronograma do concurso 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.
14/10/2026 06:00:00 +00:00
Anac registra 57 casos de indisciplina no 1º mês de regra que pune má conduta de passageiros

O setor aéreo brasileiro registrou 57 casos de indisciplina de passageiros no primeiro mês de vigência da regra que prevê punições para condutas inadequadas dentro dos aviões ou nos aeroportos do país. A média foi de quase dois casos por dia. Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram obtidos pela TV Globo. A resolução que pune passageiros indisciplinados começou a valer em 14 de setembro. Nesse período, foi registrado apenas um caso considerado gravíssimo: um atentado à dignidade sexual praticado por um passageiro no dia 18 de setembro, durante um voo entre Belém e Campinas. Anac endurece punições a passageiros agressivo após alta da violência nos aeroportos O regulamento pune os casos gravíssimos com multa de R$ 17,5 mil e a suspensão do direito de voar por período que vai de seis meses a um ano. De acordo com a Anac, todos os casos de indisciplina registrados até o momento ainda estão sob análise, ou seja, nenhum passageiro teve a punição confirmada de maneira definitiva. Casos graves Ainda de acordo com a agência, nesse primeiro mês de vigência da resolução foram registrados outros 15 casos de indisciplina considerados graves, que estão sujeitos à pena de multa de R$ 17,5 mil. Nessa categoria, foram reportados: 7 episódios de violência física contra funcionários de empresas aéreas ou dos aeroportos; 5 episódios de passageiros fumando a bordo de aeronaves; Os outros 3 casos graves foram de violência física envolvendo apenas passageiros, agressão verbal ou ameaça a tripulante, e uma falsa comunicação da presença de explosivo ou arma dentro do avião, que aconteceu no dia 30 de setembro, no aeroporto de Confins (MG). Indisciplina leve Dos 57 casos reportados pelas empresas aéreas, 43 foram enquadrados como atos de indisciplina leve. Nessa categoria, foram registrados, por exemplo, 16 episódios de descumprimento de orientações de segurança ou de normas das autoridades, além de 5 episódios de recusa em seguir instrução dada pela tripulação de um voo. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil
14/10/2026 06:00:00 +00:00
IA pode afetar 40% dos empregos no mundo e dificultar entrada de jovens no mercado, alerta FMI

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil Os investimentos em inteligência artificial (IA) estão ajudando a manter o crescimento da economia mundial em torno de 3%, mas também podem provocar grandes mudanças no mercado de trabalho, na arrecadação de impostos e na educação. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 40% dos empregos no mundo poderão ser afetados pela IA. Nas economias avançadas, o baque da IA pode chegar a 60%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, a tecnologia poderá aumentar a produtividade em algumas funções, reduzir a importância de outras ou eliminar determinados postos de trabalho. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia. Segundo Georgieva, a expansão dos investimentos em IA já aumenta a demanda e os gastos com infraestrutura tecnológica, com efeitos positivos para o crescimento econômico, especialmente na Ásia. Ao mesmo tempo, ela descreveu os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho como um “tsunami de movimento lento”, que poderá transformar profundamente a maneira como as pessoas trabalham e vivem. “IA, ame-a ou odeie-a. Ela já está aqui”, afirmou Georgieva. A diretora-geral destacou que os investimentos em IA ajudam a sustentar a economia mundial mesmo diante das dificuldades no fornecimento de energia. Nesta terça-feira (13), o FMI projetou crescimento global de 3,1% para 2026. Ásia deve se beneficiar dos investimentos em IA De acordo com Georgieva, o aumento dos investimentos em inteligência artificial pode impulsionar o crescimento das economias asiáticas avançadas em 0,5 a 1 ponto percentual. Nas economias emergentes da região, o ganho pode ficar entre 0,2 e 0,8 ponto percentual. Um ponto percentual corresponde a um ponto inteiro em uma taxa expressa em porcentagem. Assim, um aumento de 0,5 ponto percentual significa, por exemplo, que uma taxa de crescimento de 3% passaria para 3,5%. Os benefícios estão relacionados tanto ao aumento da demanda quanto aos investimentos necessários para construir a infraestrutura de funcionamento da IA. Isso inclui equipamentos e outros recursos tecnológicos utilizados para desenvolver e operar esses sistemas. Georgieva afirmou que Estados Unidos, China e Índia são os principais países produtores da cadeia de fornecimento da inteligência artificial. No entanto, muitas empresas que fornecem equipamentos para essa infraestrutura estão na Ásia, incluindo a Tailândia, país que sedia as reuniões anuais neste ano. Um estudo preliminar citado por Georgieva identificou que 10% dos empregos nos EUA já exigiam conhecimentos em inteligência artificial. Enquanto diminuem as vagas em funções rotineiras e repetitivas, cresce a oferta de empregos com salários mais baixos em dois setores: construção civil e centros de processamento de dados, conhecidos como data centers. Esses centros abrigam equipamentos responsáveis por armazenar e processar informações digitais, incluindo aquelas necessárias para o funcionamento de sistemas de IA. Jovens podem perder oportunidades de primeiro emprego A redução das vagas de entrada no mercado de trabalho preocupa autoridades internacionais, segundo a Reuters. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, afirmou no mesmo evento que os governos precisam enfrentar rapidamente a queda na procura por profissionais recém-formados. “Há um problema específico que precisamos resolver muito em breve: o primeiro degrau no emprego, o primeiro trabalho depois da formatura, está enfrentando uma demanda menor”, disse. Tradicionalmente, muitos profissionais começam a carreira em funções com tarefas repetitivas e, com a experiência adquirida, avançam para cargos de maior responsabilidade. Com a automação dessas atividades, os jovens podem encontrar mais dificuldades para conseguir o primeiro emprego e construir uma trajetória profissional. Shanmugaratnam também alertou para o risco de a inteligência artificial ampliar as desigualdades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, tanto no crescimento econômico quanto na criação de empregos. “A IA vai ampliar essa divergência se formos passivos demais diante dela”, afirmou. Segundo ele, os países precisam usar a tecnologia para criar empregos de qualidade, nos quais as pessoas possam aproveitar suas habilidades e continuar progredindo profissionalmente. Banco Mundial vê oportunidades nos países emergentes O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, apresentou uma avaliação diferente sobre o risco de desaparecimento dos empregos de início de carreira, segundo a Reuters. Ele afirmou não estar convencido de que a inteligência artificial eliminará esses empregos e avaliou que parte significativa das mudanças deverá ocorrer nas economias avançadas, onde estão sendo desenvolvidos grandes modelos de IA. Nos países emergentes, Banga defendeu o uso de sistemas menores, que exigem menos capacidade de processamento e podem gerar ganhos de produtividade em atividades como agricultura, atendimento em clínicas de saúde e educação. A proposta é aproveitar a tecnologia para melhorar o trabalho de agricultores, profissionais de saúde e professores, sem depender necessariamente de sistemas de IA que exigem grandes estruturas de processamento de dados. Mudanças também podem afetar impostos e educação Além dos empregos, Georgieva alertou que a inteligência artificial poderá alterar a forma como os governos arrecadam impostos. Isso porque a expansão da tecnologia pode mudar a composição da economia, reduzindo a participação do trabalho humano e aumentando a importância dos investimentos em equipamentos, infraestrutura e tecnologia. Nesse cenário, os governos terão de avaliar como adaptar seus sistemas tributários, que hoje dependem, em grande parte, dos impostos cobrados sobre a renda e as atividades econômicas das pessoas. A educação também precisará ser reformulada para acompanhar as mudanças nas exigências profissionais. Para Georgieva, os trabalhadores não poderão depender apenas dos conhecimentos adquiridos no início da carreira: será necessário atualizar suas habilidades continuamente para acompanhar a evolução da tecnologia. A diretora-geral do FMI afirmou que a inteligência artificial já está transformando a rotina profissional. Como exemplo, contou que utiliza um assistente de IA que lhe envia, todas as manhãs, um resumo de 30 segundos com informações sobre sua agenda. Para as autoridades presentes ao encontro, o desafio será aproveitar os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia sem ampliar as desigualdades econômicas nem restringir as oportunidades de trabalho, especialmente para quem está começando a carreira. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fala sobre igualdade de gênero durante as reuniões de outono do FMI e do Banco Mundial em Washington, DC Olivier Douliery/AFP
14/10/2026 06:00:00 +00:00
Por que eleições mexem com a bolsa, o dólar e os juros? Entenda o que move o mercado

Como as eleições mexem com a Bolsa e o dólar A divulgação do resultado do primeiro turno das eleições foi seguida por uma alta da bolsa de valores e uma queda dos juros futuros. Isso não significa que a economia tenha mudado da noite para o dia, mas que bancos, fundos e investidores passaram a reavaliar suas expectativas para os próximos anos. O mercado financeiro reage não apenas ao que acontece no presente, mas também ao que pode acontecer. Por isso, pesquisas, declarações e resultados eleitorais podem provocar oscilações nos preços de ações, moedas e juros. O cenário internacional e os movimentos de entrada e saída de recursos do país também influenciam. Essas oscilações refletem as expectativas do mercado, mas não revelam, por si só, a situação da economia. Para entender os possíveis efeitos de cada cenário sobre a população, é preciso considerar também indicadores como emprego, renda, preços e benefícios sociais. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
14/10/2026 05:00:01 +00:00
Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial

Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial Uma abóbora de 1.432 kg foi colhida nos Estados Unidos e pode ser reconhecida pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como a mais pesada do mundo. Ela foi cultivada pelo produtor rural Ron Wallace, do estado de Rhode Island, e pesada no sábado (10), durante um concurso de abóboras gigantes realizado no sul da região da Nova Inglaterra, nos EUA. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Wallace agora aguarda a confirmação do Guinness. O recorde atual pertence a uma abóbora de 1.296 kg cultivada por Ian Paton, de Lymington, na Inglaterra, e foi estabelecido em 3 de outubro — uma semana antes da pesagem da abóbora americana. “Ela é realmente gigantesca. Foi um prazer cultivá-la”, disse Wallace por telefone, na segunda-feira (12). Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial. Reprodução/Instagram/@northeastgiantpumpkin Wallace recebeu US$ 3.500 pela vitória na competição local. Ele contou que organizadores de outros concursos tentaram atraí-lo com prêmios maiores, alguns de até US$ 70 mil, mas que, para ele, era importante estar cercado pelas pessoas de sua comunidade no momento da vitória histórica. “Fiquei eufórico. O lugar inteiro explodiu de alegria”, disse Wallace, ao descrever o momento em que a abóbora foi pesada. Wallace atribui parte do resultado à troca de dicas e técnicas entre os produtores de abóboras gigantes. Neste ano, pela primeira vez, ele passou a cultivá-las em uma estufa, o que, segundo ele, fez uma grande diferença. Ele começou a cultivar abóboras por hobby depois de abrir uma loja virtual de produtos de jardinagem. Para Wallace, as competições ajudam a valorizar o trabalho dos produtores, que têm sido cada vez mais procurados pelo setor agrícola para orientar sobre o manejo do solo e outras técnicas de cultivo. LEIA TAMBÉM Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro Árvore gigante de até 500 anos cai em SC, e cientistas tentam cloná-la para preservar seu DNA Competição na Califórnia Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, posa para foto com sua abóbora, vencedora do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP Photo/Jeff Chiu A possível quebra do recorde acontece em meio a um mês de competições entre produtores de abóboras de vários países. Na Califórnia, por exemplo, uma abóbora de 1.083 kg apelidada de "Rocky" venceu, na segunda-feira (12), um tradicional concurso de pesagem em Half Moon Bay, ao sul de São Francisco. O peso garantiu a vitória na competição, mas ficou longe do recorde mundial. Cultivada pelo professor de horticultura Travis Gienger, a abóbora foi transportada em uma viagem de 35 horas, de Minnesota até a Califórnia. Ele superou dezenas de concorrentes, conquistou seu quinto título e recebeu um prêmio de US$ 21.501. Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, comemora a vitória de sua abóbora, com o peso exibido no painel acima, no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP Photo/Jeff Chiu No ano passado, Gienger ficou fora da disputa porque sua abóbora rachou enquanto crescia. Para marcar o retorno à competição, batizou a deste ano de Rocky, em homenagem ao boxeador interpretado por Sylvester Stallone. “Pentacampeão. Foi isso que viemos buscar”, disse Gienger, após a vitória. Gienger e sua família passaram 35 horas na estrada até chegar à Califórnia, levando uma abóbora do tamanho de um carro pequeno. O professor cultiva as abóboras no quintal de casa, em Anoka, às margens do rio Mississippi, ao norte de Minneapolis. Neste ano, teve de lidar com temperaturas abaixo de zero. Para melhorar o desempenho nas disputas, Gienger acredita que terá de passar a cultivar as abóboras em um ambiente com temperatura controlada, como faz Wallace. “É impressionante que Travis consiga enfrentar condições climáticas adversas, como temperaturas de cerca de −1 °C, e ainda assim cultivar uma abóbora desse tamanho”, disse o organizador da competição, Ronan Fowler. A abóbora Tinker Bell, eleita a mais bonita, é pesada no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP/Jeff Chiu A 53ª edição do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras reuniu centenas de pessoas, com comida, música e até piadas sobre abóboras. O público também vibrou com a vitória de Tinkerbell — Sininho, em português —, que conquistou o título de mais bonita graças ao formato bastante simétrico. A premiação foi de cerca de US$ 19,84 por quilo de abóbora. Gienger ficou sem o bônus de US$ 30 mil reservado a quem quebrasse o recorde mundial, mas sua campeã será uma das atrações de um desfile em Half Moon Bay neste fim de semana. Quem esperava uma torta gigante, porém, ficou na vontade: essas abóboras são cultivadas para impressionar pelo tamanho, não pelo sabor. Miles, de 6 anos, passa dirigindo ao lado de uma abóbora gigante que será inscrita no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. Jeff Chiu/AP Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial Reprodução
14/10/2026 05:00:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 150 milhões nesta quarta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.070 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 150 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre exepcionalmente às 21h desta quarta-feira (14), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (11), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
14/10/2026 03:00:00 +00:00
Perdão de dívidas, PIX de R$ 5 mil e teto maior para MEI: entenda o plano do governo para o empreendedor

Desenrola Brasil Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de benefícios para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos negócios. 🔎 As propostas incluem perdão de dívidas tributárias, renegociação de débitos bancários e apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos. O governo também prevê aumentar o teto de faturamento do MEI e simplificar algumas obrigações fiscais. O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá concorrer em busca da reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito está marcado para 25 de outubro. Batizado de Prospera MEI, o pacote foi apresentado pelo presidente Lula e por integrantes da equipe econômica. A iniciativa reúne medidas para aliviar dívidas e facilitar o acesso a recursos para quem quer investir e expandir o próprio negócio. O Brasil tem 17,56 milhões de MEIs ativos, dos quais mais de 3,6 milhões têm pendências com a União. Cerca de 4,1 milhões também estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que evidencia a vulnerabilidade de parte do segmento. Parte das propostas ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, enquanto outras seguem em elaboração pelo governo. Entenda abaixo o que foi anunciado, quem se beneficia e o que falta para que as medidas saiam do papel. Agora no g1 O que prevê o pacote? O governo apresentou cinco medidas principais: 💳 Perdão de dívidas tributárias: para MEIs com débitos inscritos na Dívida Ativa da União; 🤝 Renegociação de dívidas bancárias: por meio do programa Desenrola 3.0; 💰 Criação do PixMEI: com apoio financeiro de até R$ 5 mil; 📈 Aumento do limite de faturamento: para MEIs; 🧾 Dispensa de nota fiscal: em determinadas operações. O pacote também prevê medidas para ampliar oportunidades de negócios para pequenos empreendedores e reduzir exigências burocráticas. Quem poderá ser beneficiado? Apesar de o pacote também mencionar empresas do Simples Nacional, a maioria das medidas anunciadas é voltada aos MEIs. O perdão das dívidas tributárias, por exemplo, foi desenhado para os microempreendedores que possuem débitos inscritos na Dívida Ativa da União. A proposta de renegociação de dívidas bancárias também tem foco nesse grupo. O mesmo ocorre com o aumento do teto de faturamento e a possibilidade de contratação de um segundo funcionário. ➡️ Empresas enquadradas como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) também podem ser impactadas por medidas de simplificação e por iniciativas voltadas ao ambiente de negócios. Quais dívidas poderão ser perdoadas e quem terá direito? A principal medida do pacote é o envio ao Congresso Nacional de um Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê o perdão integral de dívidas tributárias de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União. 🔎 Isso significa que nem todo débito em atraso será automaticamente perdoado. A dívida precisa ter passado pelas etapas administrativas de cobrança e ter sido formalmente inscrita na dívida ativa. (saiba mais abaixo) A proposta pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e eliminar débitos que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. De acordo com o governo, o projeto foi elaborado após avaliações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontarem que grande parte desses débitos possui baixa perspectiva de recuperação. Durante o anúncio, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o endividamento dos microempreendedores se agravou nos últimos anos. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vencer esse mal terrível", declarou. A proposta ainda depende da aprovação do Congresso. O texto ainda será analisado pelos parlamentares e poderá sofrer alterações durante a tramitação. O que é a Dívida Ativa da União? A Dívida Ativa da União (DAU) reúne débitos que pessoas físicas e empresas possuem com o governo federal e que não foram pagos dentro do prazo previsto. Quando a cobrança administrativa não resulta no pagamento, a dívida pode ser inscrita nesse cadastro oficial. A partir desse momento, a cobrança passa para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que pode adotar medidas administrativas e judiciais para recuperar os valores. Entre os débitos que podem ser inscritos estão: impostos e contribuições federais não pagos; juros, multas e outras obrigações financeiras devidas à União. A inscrição pode levar a protestos, dificuldades para obter crédito e ações judiciais de cobrança. O projeto do governo prevê o perdão das dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026, incluindo os valores principais, juros, multas e encargos legais. O que é o 'Desenrola 3.0' ? O governo também anunciou uma nova etapa do Desenrola voltada exclusivamente aos MEIs. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, esse público acumula cerca de R$ 6 bilhões em dívidas bancárias. 📎 A proposta prevê que o governo compre essas dívidas dos bancos, que deverão oferecer descontos de pelo menos 90% para participar do programa. As instituições que concederem os maiores abatimentos terão prioridade. Nesta primeira etapa, a negociação será feita diretamente entre o governo e os bancos. Por isso, os MEIs não precisam tomar nenhuma providência. A expectativa é reduzir o peso das dívidas e facilitar a retomada do acesso ao crédito. Como receber até R$ 5 mil do 'PixMEI'? Outra medida que chamou atenção foi o anúncio do PixMEI. A proposta prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios. 💵 O recurso será não reembolsável. Ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. O dinheiro poderá ser usado na compra de equipamentos e ferramentas de trabalho ou na ampliação da estrutura do negócio. A proposta também prevê suporte técnico aos empreendedores, com participação de parceiros como o Sebrae. O governo ainda não informou quando a iniciativa será lançada, quantos empreendedores serão atendidos, quais serão os critérios para participar, nem qual será o orçamento destinado ao programa. Por isso, neste momento, não há inscrições abertas nem prazo para solicitar o benefício. Qual será o novo teto de faturamento? Outra frente do pacote envolve uma proposta já em tramitação no Congresso Nacional. O texto prevê o aumento do teto anual de faturamento do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil. Pela proposta defendida pelo governo, o limite passaria para: R$ 110 mil em 2027; R$ 140 mil em 2028. O projeto também permite que o MEI contrate um segundo funcionário. A proposta busca permitir que pequenos negócios cresçam sem precisar sair imediatamente da categoria por ultrapassar o teto de faturamento. Hoje, quando o empreendedor ultrapassa o limite permitido, pode ser obrigado a migrar para outro regime empresarial, sujeito a novas regras e obrigações. Em quais situações o MEI poderá deixar de emitir nota fiscal? O governo também anunciou um decreto para dispensar os MEIs da emissão de nota fiscal nas vendas de produtos e na prestação de serviços para pessoas físicas. A medida foi apresentada como uma forma de reduzir burocracias e evitar novas exigências relacionadas à implementação da reforma tributária. ⚠️ O anúncio não altera as obrigações já existentes em negociações realizadas com pessoas jurídicas, que continuam sujeitas às regras fiscais específicas. O que ainda precisa acontecer para as medidas valerem? As propostas anunciadas estão em diferentes etapas e ainda não têm data para entrar em vigor. O perdão das dívidas tributárias depende da aprovação de um Projeto de Lei Complementar (PLP) pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Esse tipo de proposta exige maioria absoluta: pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Depois, o texto segue para sanção presidencial. O aumento do teto de faturamento do MEI e a autorização para contratar um segundo funcionário também dependem da aprovação do Congresso. Já o PixMEI ainda está em fase de elaboração. O governo precisa definir as regras do programa antes de informar quando ele será lançado e como os empreendedores poderão solicitar o benefício. Assim, apesar do anúncio, as medidas ainda precisam avançar em etapas legislativas ou administrativas para começar a valer.
14/10/2026 03:00:00 +00:00
Fim da escala 6x1 passa por votação no Senado; veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada

Senado faz última sessão para discutir PEC da 6x1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) uma das votações mais importantes de sua tramitação no Congresso Nacional. Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será submetida à votação no plenário da Casa. ➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque poderá definir os rumos de uma proposta que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial. Mas, afinal, uma eventual rejeição significa o fim definitivo da proposta? Ela poderia voltar ao Congresso no futuro? E, se for aprovada, quanto ainda falta para que as novas regras entrem em vigor? A seguir, veja o que está em jogo na votação desta quarta-feira. O que será votado nesta quarta-feira? O que acontece se a PEC for rejeitada? E se a PEC for aprovada? O texto ainda pode sofrer alterações? A votação final pode ocorrer ainda em outubro? O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? As mudanças passariam a valer imediatamente? 'Depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da 6x1', diz Lula O que será votado nesta quarta-feira? Os senadores devem realizar a quinta e última sessão de discussão da proposta prevista no regimento interno e, antes da análise da PEC, votar um requerimento de calendário especial que pode acelerar sua tramitação. O pedido, apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recebeu as 54 assinaturas necessárias para ser analisado pelo plenário. Se for aprovado, permitirá que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, reduzindo etapas regimentais normalmente exigidas entre as duas votações. Por se tratar de uma PEC, o texto precisa do apoio de três quintos dos integrantes da Casa para ser aprovado. No Senado, isso corresponde a pelo menos 49 votos favoráveis. A votação desta quarta poderá ser decisiva para o futuro da proposta. Caso o calendário especial seja aprovado e a PEC alcance os votos necessários nos dois turnos, o Senado poderá concluir sua análise ainda nesta semana. A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos. Volte ao índice. O que acontece se a PEC for rejeitada? A votação desta quarta-feira vai definir se a PEC continuará avançando ou se terá a tramitação encerrada ainda em 2026. Segundo o professor de Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada, na Câmara e no Senado. Se for rejeitada em qualquer uma dessas etapas, a proposta é arquivada. "Havendo uma rejeição em qualquer dos turnos agora no Senado, a proposta é arquivada nesta legislatura." 📎 Isso não significa, porém, que o fim da escala 6x1 deixaria de ser discutido. A rejeição encerraria a tramitação da PEC atual, mas uma nova proposta poderia ser apresentada em legislaturas posteriores. Também seria possível tentar mudanças na jornada de trabalho por outros instrumentos legislativos, afirma Beçak. "Às vezes avança-se por um caminho que não dá certo. Daí se procura regulamentar por outro." O professor ressalta que, no momento, não há uma proposta concreta em tramitação por esse caminho. Volte ao índice. E se a PEC for aprovada? Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará avançando normalmente no Senado. ⚠️ A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho. Na prática, ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo. Depois dessa etapa, ainda será necessária a aprovação em segundo turno, novamente com pelo menos 49 votos favoráveis. O requerimento de calendário especial apresentado por líderes partidários pode reduzir o intervalo normalmente exigido entre as duas votações. Se esse pedido for aprovado pelo plenário, os senadores poderão realizar o segundo turno ainda nesta quarta-feira, concluindo a análise da proposta no Senado. Volte ao índice. O texto ainda pode sofrer alterações? Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário. Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara. Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo. Volte ao índice. A votação final pode ocorrer ainda em outubro? A depender da aprovação do calendário especial, a votação final poderá ocorrer já nesta quarta-feira. Pelas regras normais do Senado, a PEC precisa aguardar um intervalo entre os dois turnos de votação, além de novas sessões de discussão em plenário. ➡️ Parlamentares favoráveis à proposta, porém, conseguiram as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento que permite abreviar esse rito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que o pedido deverá ser analisado antes da votação da PEC. Se o calendário especial for aprovado e a proposta alcançar os 49 votos necessários nos dois turnos, o Senado encerrará a tramitação da matéria ainda nesta semana. Nesse cenário, caso o texto seja aprovado sem alterações em relação à versão enviada pela Câmara dos Deputados, a proposta seguirá diretamente para promulgação, sem necessidade de nova análise dos deputados. A expectativa de parlamentares favoráveis à medida é que a emenda constitucional seja promulgada até o dia 22 de outubro. Diferentemente dos projetos de lei, as propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção ou veto do presidente da República. "Terminando o fluxo, ela é promulgada. Não é o caso de lei que depende de sanção presidencial", pontua Beçak. Volte ao índice. O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? A PEC 221/2019 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil. Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial. A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos. Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6x1 como modelo regular de jornada. O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias. Volte ao índice. As mudanças passariam a valer imediatamente? Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda: redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase: redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto, porém, prevê exceções e regras específicas. Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas. A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais. Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Volte ao índice. Sessão de Debates - Fim da escala 6x1 no Brasil. Edilson Rodrigues/Agência Senado
14/10/2026 03:00:00 +00:00
Senado deve votar nesta quarta PEC que acaba com a escala 6x1

Senado pode votar PEC que acaba com a escala 6x1 nesta quarta-feira (14) Após a quinta e última sessão de discussão, prevista para esta quarta-feira (14), o Senado deve votar, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados por semana. Para viabilizar a votação em dois turnos no mesmo dia, governistas vão trabalhar pela aprovação de um requerimento que acelera a tramitação do texto. Isso porque o regimento prevê um intervalo de cinco dias úteis e a realização de outras três sessões de discussão. Os parlamentares, no entanto, podem apresentar um requerimento para dispensar esse intervalo ou reduzir o prazo. Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. ➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A ideia que circula no Senado é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. Fim da escala 6x1: veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada O fim da escala 6x1 nas campanhas A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera o tema prioritário. Crítico da PEC, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) passou a declarar voto favorável ao texto. A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições. A sessão teve presença da maioria de senadores que apoiam o presidente Lula. Os discursos foram somente a favor da aprovação da medida. A maioria dos senadores do PL não participou da reunião no Senado sobre o tema. Senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentaram esvaziar a discussão. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado". Marinho é autor de um texto que prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário. O que muda com a aprovação do texto Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganham por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganha mais de R$ 21.188 por mês.
14/10/2026 03:00:00 +00:00
Emissoras de rádio e TV se reúnem na República Dominicana para discutir futuro da produção audiovisual nas Américas

Evento debate papel da comunicação na democracia Um encontro em Santo Domingo, capital da República Dominicana, reúne representantes de emissoras de rádio e televisão, produtores de conteúdo e operadoras de TV paga para debater os temas que vão redefinir a produção audiovisual nos próximos anos. A Cúpula da Indústria Audiovisual das Américas, realizada entre terça e quarta-feira (14), celebra os 80 anos da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que representa 17 mil emissoras comerciais de rádio e TV das Américas do Norte, Central e do Sul e é presidida desde 2023 por Paulo Tonet Camargo, vice-presidente institucional da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo. Entre os temas em debate estão a nova geração da TV conectada; o protagonismo da TV aberta e o consumo de conteúdo no celular; métricas de audiência no ecossistema multiplataforma; proteção de conteúdos na era digital e combate à pirataria; inteligência artificial e novos desafios da indústria. Segundo Tonet, o encontro "mostra a disposição da indústria de olhar para o futuro, e olhar para o futuro com uma nova concepção". AIR celebra 80 anos com encontro para discutir desafios do audiovisual nas Américas "A AIR assenta o seu futuro em três bases: liberdade, porque a liberdade de expressão é a nossa base de existência; responsabilidade, porque temos responsabilidade sobre os conteúdos de informação e entretenimento que distribuímos; e sustentabilidade, porque a indústria, para poder fornecer tudo isso às sociedades onde trabalhamos, precisa ser sustentável." Tonet afirma que é essencial somar esforços em um grande fórum para discutir os temas que são fundamentais para o futuro e o desenvolvimento dos negócios na região. "Reunir as três Américas para discutir os grandes temas da indústria audiovisual é realmente importante, porque a adoção de modelos tecnológicos de métricas de audiência, de proeminência e de combate à pirataria é algo que precisamos fazer de maneira continental. Nenhum país, nenhuma empresa, consegue fazer isso isoladamente", diz. Flávio Lara Resende, vice-presidente jurídico da AIR e vice-presidente institucional da ABERT, destaca a importância do Brasil para o setor. Reunião do Conselho Diretivo da AIR em Santo Domingo, na República Dominicana AIR/Adora/Reprodução "É extremamente importante porque o Brasil lidera nas três Américas a produção de conteúdo jornalístico e de entretenimento, seja no rádio, seja na televisão. Então, você reunir aqui radiodifusores de diversos países é extremamente importante para que a gente possa ter uma definição do que será o futuro da radiofusão nas três Américas, principalmente na televisão aberta." 80 anos da AIR A Associação Internacional de Radiodifusão celebra 80 anos de trabalho permanente em defesa da liberdade de expressão e da radiodifusão livre, privada e independente nas Américas. Desde sua criação, em 1946, a AIR tem acompanhado as profundas transformações tecnológicas, sociais e econômicas, defendendo a independência dos meios de comunicação, o pluralismo, a segurança jurídica e o direito de todas as pessoas a buscar, receber e difundir informações e opiniões. "A acelerada transformação tecnológica, as novas formas de produção e distribuição de conteúdos, o desenvolvimento da IA, a concorrência das grandes plataformas digitais, a pirataria e os desafios para a sustentabilidade dos meios de comunicação configuram um cenário profundamente diferente", diz a AIR em um comunicado que celebra seus 80 anos. "Diante dessas mudanças, a AIR renova seu compromisso de representar e defender a radiodifusão e de promover as condições necessárias para que os meios e os criadores de conteúdos possam continuar inovando, crescendo e cumprindo sua indispensável função a serviço da sociedade."
14/10/2026 00:28:45 +00:00
Governo consegue apoio para acelerar votação da PEC que acaba com a escala 6x1 e aprovar texto nesta quarta

Senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado Ton Molina/Agência Senado A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), conseguiu nesta terça-feira (13) as 54 assinaturas necessárias para ingressar com um pedido para votar no mesmo dia, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados para o trabalhador. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que deve votar o requerimento nesta quarta-feira (14), quando os senadores também realizam a quinta e última sessão de discussão da proposta antes da primeira votação. Se o pedido for aprovado, os senadores poderão passar à votação da proposta em si. 🔎 Para ser aprovada, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações. Ou seja, conseguir o apoio de, no mínimo, 49 senadores. "Esta matéria estará apta para sua deliberação no dia de amanhã. Lógico que é público, vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial solicitado por lideranças partidárias. Eu informo que já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã", disse Alcolumbre. Parlamentares do governo e da oposição ouvidos pelo g1 e pela TV Globo dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. Segundo governistas, a ideia é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. O esforço para acelerar a votação envolve a quebra do rito de aprovação de mudanças na Constituição. Entre os turnos de votação, há uma regra que determina que se deve esperar cinco dias úteis e mais três sessões de discussão. Mas um pedido pode ser apresentado pelos parlamentares para que esse intervalo não seja cumprido ou seja abreviado. De acordo com Teresa Leitão, a "receptividade" da medida está "muito boa". A líder citou que membros da oposição ao governo já apoiavam a PEC, mesmo antes de o candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarar voto favorável à proposta. Flávio Bolsonaro vinha adotando um tom crítico ao fim da escala 6x1 e defendendo uma proposta alternativa de redução da jornada de trabalho condicionada à diminuição dos salários. Nesta terça-feira, porém, afirmou que se posicionará “conforme a vontade da maioria do povo”. O senador não marcou presença nem discursou em nenhuma das quatro sessões de discussão da PEC no plenário do Senado. Entre os partidos de oposição, políticos do Republicanos já falaram publicamente ser a favor do fim da escala 6x1. Entre eles, o atual senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, e a senadora Damares Alves (DF). Redução da jornada de trabalho A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6x1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Senado começa a analisar PEC que acaba com escala 6x1 A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Preferencialmente, um desses dias deve ser o domingo. Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.
13/10/2026 22:38:00 +00:00
Governo estima que projeto que prevê perdão a dívidas de MEIs terá impacto de R$ 3 bilhões em três anos
A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estima que o Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê o perdão de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) inscritas na Dívida Ativa da União terá impacto de R$ 3 bilhões em três anos. A proposta faz parte do pacote de medidas voltadas aos pequenos negócios anunciado pelo governo federal nesta terça-feira (13), a 12 dias do segundo turno das eleições. O texto ainda depende de aprovação do Congresso Nacional. Impacto fiscal da proposta que prevê perdão a dívidas de MEIs Ao todo, segundo o governo, o projeto prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs. Agora no g1 Serão abrangidos débitos da União inscritos em Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026, relativos às contribuições devidas pelos microempreendedores, além de juros, multas e encargos legais. De acordo com o governo, quase 86% do estoque dessas dívidas, o equivalente à cerca de R$ 11 bilhões, é considerado de difícil ou impossível recuperação. A equipe econômica argumenta que manter a cobrança desse volume de débitos gera custos administrativos sem garantia de que os valores serão efetivamente recuperados. "Manter a cobrança desse volume de dívidas gera altos custos administrativos para o governo, sem a garantia de que o dinheiro será efetivamente arrecadado. Com o perdão, o governo passa a focar nas dívidas com maior chance de recuperação, enquanto os microempreendedores ganham um alívio financeiro para investir em seus próprios negócios e voltar a pagar os tributos em dia", diz o governo, em nota. Para manter o perdão, o microempreendedor terá de pagar em dia suas contribuições mensais nos seis meses seguintes ao início da vigência da lei. Em outra frente, o governo definiu "salvaguardas" para delimitar os efeitos da medida.  Com isso, quem já pagou a dívida antes da entrada em vigor da lei não terá direito à devolução ou compensação dos valores. Garantias vinculadas também a débitos que não forem perdoados poderão ser mantidas na parcela necessária para cobrir essas dívidas. O projeto também estabelece que o encerramento de processos devido ao perdão não poderá, por si só, gerar cobrança de honorários advocatícios do beneficiário.
13/10/2026 22:35:56 +00:00
Acordo Mercosul-UE elevou exportações brasileiras em 30% desde maio, diz ministro

O acordo entre Mercosul e União Europeia elevou em 30% as exportações brasileiras desde maio, quando entrou em vigor, afirmou nesta terça-feira (13) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, as exportações brasileiras cresceram 10,4% em 2026. “Só o acordo Mercosul e União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse Elias Rosa durante evento no Ministério da Agricultura sobre a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários brasileiros desde 2023. O acordo entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio deste ano após cerca de 27 anos de negociações. Agora no g1 O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde maio. “O comércio bilateral cresceu um pouco mais de 6 bilhões de dólares. Isso, a partir de maio até agora, mostra a perspectiva que existe para o futuro”, declarou. Elias Rosa também disse que o crescimento do comércio exterior brasileiro não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o país registra recordes na corrente de comércio com praticamente todos os destinos, enquanto o comércio exterior como um todo cresceu, em média, 10,5%. O ministro afirmou que o avanço depende tanto dos investimentos das empresas quanto da atuação do governo na abertura de mercados. Ele também classificou o cenário internacional como desafiador, diante de barreiras tarifárias e não tarifárias, e disse que o Brasil continuará buscando diálogo e negociação com os Estados Unidos. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Acordo Mercosul-UE O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas. ➡️ O acordo elimina as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, em prazos que vão variar de quatro a 10 anos, a depender do produto. Com o acordo, entre os itens que passaram a ter taxa zero, estão frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído — o café em grão já entra na Europa sem taxa. Outros produtos terão redução de imposto, mas condicionada a cotas de exportação. É o caso de carne bovina, frango e porco, que são considerados produtos “sensíveis” pelos europeus por competirem diretamente com a produção local. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução
13/10/2026 20:47:53 +00:00
OpenAI encontra dispositivo de gravação escondido em escritório e funcionário é preso

Austrália acusa OpenAI de invadir site do governo A OpenAI informou nesta terça-feira (13), ter encontrado um dispositivo de gravação sofisticado escondido em um de seus escritórios e identificou um funcionário como responsável por instalá-lo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o caso foi encaminhado ao FBI, que realizou uma prisão. A investigação continua em andamento. Em publicação no X (antigo Twitter), a empresa afirmou que usou seus próprios modelos de inteligência artificial para analisar o dispositivo e identificar sua origem. OpenAI demite pesquisadores e alega violação de sigilo; funcionários dizem que priorizaram segurança De acordo com a OpenAI, o funcionário havia instalado o equipamento alguns dias antes de sua descoberta e foi demitido. Initial plugin text A companhia disse que, até o momento, não há indícios de que o funcionário tenha acessado indevidamente ou extraído pesos dos modelos de IA, código-fonte ou dados de clientes. Os pesos são os parâmetros numéricos que permitem aos modelos processar informações e gerar respostas. A OpenAI afirmou ainda que continuará colaborando com as autoridades durante a investigação. A empresa declarou que seus protocolos de segurança são projetados para enfrentar diferentes ameaças, incluindo riscos internos, crimes cibernéticos e ações de Estados nacionais. Segundo a companhia, o episódio também demonstra como a inteligência artificial pode ajudar a identificar e enfrentar ameaças sofisticadas à segurança. OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images
13/10/2026 20:20:13 +00:00
Bumble encontra um novo par: aplicativo de namoro é vendido por R$ 6,5 bilhões

Bumble é vendida por US$ 1,3 bilhão e fundadora seguirá à frente do aplicativo. Divulgação/Bumble O aplicativo de relacionamentos Bumble anunciou nesta terça-feira (13) um acordo para ser comprado pela Ithaca Holdings por US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões), em uma operação integralmente em dinheiro. Com a conclusão do negócio, a empresa deixará de ter ações negociadas na bolsa e passará a ser uma companhia de capital fechado. Pelo acordo, os acionistas do Bumble receberão US$ 6,05 por ação. O valor representa um prêmio de aproximadamente 138% em relação ao preço de fechamento das ações na última sexta-feira (9) e de 119% sobre a média ponderada pelo volume negociado nos 30 dias anteriores à mesma data. A fundadora e atual diretora-executiva do Bumble, Whitney Wolfe Herd, continuará envolvida na companhia após a conclusão da operação. Ravi Gupta e John Hegeman, cofundadores e co-diretores-executivos da Ithaca Holdings, assumirão o comando do aplicativo e trabalharão em conjunto com Wolfe Herd. Segundo o comunicado, a Ithaca pretende ampliar a atuação do Bumble e investir no desenvolvimento do negócio. A empresa afirma que busca combinar tecnologias avançadas com experiência em gestão para renovar empresas e ampliar seu potencial de longo prazo. O Bumble continuará operando com escritórios em Londres, Austin e Nova York, e a expectativa é que sua sede permaneça em Austin, nos Estados Unidos. Acordo foi aprovado pelo conselho Agora no g1 O acordo foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração do Bumble, com exceção de Wolfe Herd, que se declarou impedida de participar das discussões e da votação sobre a operação. Antes da decisão, um comitê independente do conselho, assessorado por especialistas jurídicos e financeiros, avaliou diferentes alternativas estratégicas para a empresa. O grupo concluiu que a proposta da Ithaca era a melhor opção para os acionistas e recomendou a aprovação do negócio. Após a assinatura do acordo, empresas ligadas à gestora Blackstone e Wolfe Herd também aprovaram a operação por meio de um consentimento por escrito dos acionistas, garantindo a aprovação societária necessária, segundo o comunicado. A presidente do conselho do Bumble e do comitê independente, Ann Mather, afirmou que o grupo analisou as alternativas disponíveis com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas.
13/10/2026 19:08:05 +00:00
Com volta ao presencial e empresas em expansão, preço do aluguel de escritórios bate recorde em SP

Avenida Brigadeiro Faria Lima é o principal centro financeiro do país Reprodução/TV Globo O preço médio do aluguel de escritórios de alto padrão atingiu o recorde de R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre deste ano na cidade de São Paulo. Os dados são da consultoria imobiliária Binswanger Brazil. No terceiro trimestre do ano passado, o preço médio do aluguel era de R$ 122,28 por metro quadrado. Há dois anos, estava em R$ 117. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com o levantamento, a alta dos preços foi puxada principalmente pelo aumento da procura por escritórios, impulsionada tanto pelo retorno ao trabalho presencial quanto pela expansão das empresas. Segundo Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, esse movimento também aparece na queda da taxa de vacância, que indica a proporção de espaços comerciais que estão desocupados. Agora no g1 A taxa ficou em 12,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 15,5% registrados no mesmo período de 2025 e dos 20,8% de dois anos atrás. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve uma pequena alta, de 12,1% para 12,9%. “Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva. Outro fator que tem aumentado a procura é a busca das empresas por edifícios “Triple A”, imóveis comerciais de alto padrão que se destacam pela localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade dos espaços e qualidade da construção. “O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam”, explica Santos. Preços ainda têm espaço para subir Apesar da alta recente, Santos afirma que os preços dos aluguéis ainda não foram suficientes para repor as perdas acumuladas pelo setor na última década. Por isso, segundo ela, ainda há espaço para valorização. “É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva. Se os aluguéis tivessem acompanhado o IPCA [inflação oficial do país] desde 2015, o preço médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado”, diz. Oferta de novos escritórios aumenta O levantamento da Binswanger mostra, ainda, que a entrada de novos escritórios de alto padrão mais que dobrou no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores. Três empreendimentos chegaram ao mercado na cidade de São Paulo: Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca. Juntos, eles acrescentaram 143 mil metros quadrados ao estoque de escritórios, ante 66 mil metros quadrados no segundo trimestre e 16 mil metros quadrados no mesmo período do ano passado. A chegada dos novos empreendimentos foi acompanhada pela maior ocupação de espaços. A absorção líquida, que considera o saldo entre áreas ocupadas e devolvidas, cresceu 4,8% no trimestre, para 88 mil metros quadrados. Segundo Santos, o movimento de valorização também tem se espalhado por outras regiões da capital voltadas ao mercado corporativo. Além de regiões que tradicionalmente concentram a demanda por escritórios, como Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, outros locais também ganharam destaque, como Chucri Zaidan e Pinheiros. “O interessante é que estamos observando a valorização se disseminar pela cidade. Não se trata mais de um movimento restrito aos endereços mais valorizados, mas de uma recuperação que começa a alcançar diferentes regiões”, conclui.
13/10/2026 17:17:27 +00:00
'Dinheiro esquecido': BC diz que R$ 5,8 bilhões podem ser resgatados; quase 24 milhões de pessoas têm direito

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (13) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,79 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até agosto deste ano. Deste total: R$ 4,31 bilhões são recursos de 23,94 milhões de pessoas físicas; R$ 1,48 bilhão são valores de 2,36 milhões de empresas. Como consultar o dinheiro esquecido Agora no g1 Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil
13/10/2026 14:19:04 +00:00
Na reta final antes do 2º turno, governo envia ao Congresso projeto de lei que prevê perdão a dívidas de MEIs

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas voltadas para microempreendedores individuais (MEIs) e a empresas enquadradas no Simples Nacional. Segundo o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, o pacote inclui cinco medidas. A primeira delas é a o perdão das dívidas de todos os MEIs que estão inscritos na dívida ativa da União (veja a lista de medidas mais abaixo). O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá concorrer em busca da reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito está marcado para 25 de outubro. Agora no g1 'Desenrola 3.0' O governo também lançou uma versão do programa 'Desenrola', chamado de 'Desenrola 3.0', de renegociação de dívidas com bancos privados, voltada especificamente para microempreendedores individuais. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vender esse mal terrível", afirmou o ministro. "O presidente Lula está anunciando um projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional requerendo o perdão, a remissão, de todas as dívidas que os MEIs acumularam com o Estado brasileiro ao longo dos últimos anos", prosseguiu. Segundo o ministro, 3,6 milhões de microempreendedores devem ter a dívida pública perdoada a partir de 2027, caso o Congresso aprove o projeto de lei enviado. O valor a ser perdoado é estimado em R$ 12,6 bilhões. O projeto foi enviado ao Legislativo no meio da tarde desta terça-feira (13). Propostas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou as medidas durante evento no Palácio do Planalto, na manhã desta terça-feira (13). Veja a lista de propostas: ➡️Perdão de dívidas tributárias: projeto de lei complementar prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs inscritos na dívida ativa da União, a partir de 2027. A proposta depende de aprovação pelo Congresso Nacional. ➡️Compra de dívidas bancárias: o Desenrola 3.0 prevê a compra, pelo governo, de carteiras de dívidas bancárias de MEIs que somam cerca de R$ 6 bilhões. As instituições financeiras deverão oferecer descontos mínimos de 90%, com prioridade para aquelas que concederem os maiores abatimentos. ➡️PixMEI, com apoio de até R$ 5 mil: iniciativa em estruturação prevê conceder até R$ 5 mil por beneficiário, sem necessidade de devolução, para investimentos nos pequenos negócios. O programa também prevê assistência aos empreendedores, com apoio de parceiros como o Sebrae. ➡️Aumento do teto de faturamento: proposta em tramitação no Congresso prevê elevar o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também prevê permitir a contratação de um segundo funcionário. As mudanças dependem de aprovação legislativa. ➡️Dispensa de nota fiscal: decreto presidencial prevê dispensar os MEIs da emissão de notas fiscais nas vendas de produtos e na prestação de serviços a pessoas físicas. Os nanoempreendedores também ficariam dispensados de emitir notas fiscais e de abrir CNPJ. 🔎O Nanoempreendedor é aquele que tem um faturamento de até R$ 40.500 por ano (o que dá uma média de R$ 3.375 por mês). Esse valor equivale exatamente à metade do teto atual do MEI (que é de R$ 81.000). As medidas se somam a outras iniciativas apresentadas pelo governo ao longo do ano para o setor. Em junho, o Executivo enviou ao Congresso uma proposta para ampliar o limite anual de faturamento do MEI e permitir a contratação de até dois funcionários. Hoje, o teto de faturamento do microempreendedor individual é de R$ 81 mil por ano. Pela proposta enviada ao Congresso, esse limite subiria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. A mudança ainda depende de aprovação do Legislativo.
13/10/2026 14:18:10 +00:00
Governo edita medida provisória para combater ligações abusivas de telemarketing

Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O governo federal editou uma medida provisória (MP) para combater ligações abusivas de telemarketing. O texto, publicado nesta terça (13) no Diário Oficial da União, determina que as operadoras verifiquem a origem das chamadas, identifiquem as empresas que telefonam e bloqueiem quem usar o serviço de forma abusiva. 🔎 Medidas provisórias têm força de lei, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis definitivas. O prazo inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60. A contagem é suspensa durante o recesso do Congresso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A MP prevê o bloqueio por 15 dias de quem fizer mais de mil chamadas por uma única linha telefônica ou mais de 10 mil somando todas as linhas da mesma empresa, em um dia. Uma regra da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já prevê esse bloqueio para empresas que façam 100 mil ou mais ligações por dia, somando todas as suas linhas. Agora no g1 A MP também determina que as ligações autenticadas feitas por empresas sejam identificadas para quem recebe a chamada, com o nome empresarial e o logotipo, quando houver. Autenticar uma ligação significa verificar se o número informado como origem realmente pertence a quem está telefonando. O que o governo determina na MP: Verificar a origem das ligações. As operadoras deverão confirmar a autenticidade das chamadas antes de entregá-las ao destinatário. Bloquear ligações sem essa verificação, com exceções a serem definidas pela Anatel. Identificar as empresas que telefonam. As chamadas autenticadas deverão apresentar o nome empresarial e o logotipo, quando houver. Criar um cadastro centralizado de números telefônicos e seus titulares, sob supervisão da Anatel. Para empresas, a base incluirá nome empresarial, CNPJ e logotipo, quando houver. Manter o cadastro atualizado. As operadoras deverão fornecer os dados e pagar pela implantação e pelo funcionamento da base. Bloquear por 15 dias quem fizer ligações abusivas, conforme os critérios de volume e de chamadas curtas explicados acima. Bloquear chamadas e mensagens que usem números em desacordo com as regras da Anatel. Submeter as ligações em massa à regulamentação e à fiscalização da Anatel, com aplicação das penalidades previstas na Lei Geral de Telecomunicações. Parte das medidas trata de mecanismos que já estão previstos em regras da Anatel, explica ao g1 Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações. Uma norma da agência, de 2025, já estabelece que a origem de todas as chamadas deverá ser verificada. A implantação será gradual, com prazo de até três anos para alcançar todo o país, ou seja, até 2028. A MP do governo mantém a Anatel como responsável por regulamentar e fiscalizar as ligações em massa. A agência também deverá definir os procedimentos para identificar os casos de abuso e aplicar os bloqueios. O g1 procurou a Anatel para esclarecer como a MP será aplicada e o que muda em relação às regras já existentes, mas ainda aguarda resposta. Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram
13/10/2026 14:00:06 +00:00
Apple lança HomeView, dispositivo com IA para controlar aparelhos da casa

Apple HomeView reúne tecnologia Apple Intelligence e a inteligência artificial Siri. Divulgação/Apple A Apple apresentou nesta terça-feira (13) o HomeView, um novo dispositivo com tela e inteligência artificial para controlar aparelhos conectados dentro de casa. Com preço a partir de US$ 299 (R$ 1.491,77), o produto usa uma nova versão da Siri e pode ser instalado na parede ou colocado sobre mesas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com tela de 7 polegadas e reconhecimento facial, o HomeView identifica diferentes usuários e adapta o conteúdo exibido a cada um deles. O aparelho também permite controlar campainhas, termostatos, fechaduras e outros dispositivos conectados. A Apple afirma que o reconhecimento facial permite personalizar a experiência de cada morador da casa. Agora no g1 O HomeView começa a ser vendido em 13 de novembro nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia, Reino Unido, Singapura e África do Sul. O Brasil não está entre os mercados anunciados pela Apple nesta primeira fase de lançamento e a empresa não informou se o produto será vendido no país posteriormente. O lançamento do HomeView foi acompanhado de atualizações para o alto-falante inteligente HomePod e para a Apple TV. A empresa também apresentou uma linha de acessórios para casas inteligentes, como campainhas, câmeras e termostatos, fabricados pela LG e pela Schneider Electric e desenvolvidos com a colaboração da Apple. Com os lançamentos, a Apple busca ganhar espaço em um mercado que já conta com rivais como a Amazon, dona das linhas de alto-falantes Echo e campainhas Ring. A empresa também pode enfrentar maior concorrência de companhias de inteligência artificial, como a OpenAI, que têm planos para o mercado de dispositivos físicos. Os investidores também acompanham com atenção as vendas de aparelhos da Apple à procura de sinais de novas fontes de crescimento, enquanto a receita da área de serviços enfrenta pressão de órgãos reguladores. A Apple já atua há anos nesse mercado. A empresa lançou o aplicativo Casa em 2016, para controlar dispositivos conectados, e, dois anos depois, apresentou o HomePod. Segundo analistas, dois dos principais desafios da Apple são ampliar a compatibilidade com aparelhos de outras marcas e melhorar a capacidade da Siri de fornecer respostas úteis. A nova versão da Siri é justamente uma das apostas da empresa para tentar superar essa limitação. Neste ano, a Apple aprimorou os recursos da assistente com a ajuda do Google. Ainda assim, configurar uma casa inteligente continua sendo uma tarefa complexa para muitos consumidores, afirmou Bob O'Donnell, analista-chefe da TECHnalysis Research. Além da disputa pelo mercado, os novos produtos chegam em um momento de maior preocupação com a segurança dos aparelhos conectados à internet. Dispositivos como geladeiras e TVs inteligentes podem ser alvo de hackers. O HomeView não será vendido na União Europeia porque a versão da Siri com inteligência artificial continua indisponível no bloco devido às regras locais, segundo a Apple. Apple HomeView. Divulgação/Apple * Com informações da agência de notícias Reuters.
13/10/2026 13:46:47 +00:00
Cientistas pedem órgão internacional para supervisionar sistemas de IA

Sigla em inglês para inteligência artificial. Aly Song/Reuters Cerca de 400 cientistas, entre eles os pioneiros da inteligência artificial (IA) Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados da tecnologia. A proposta surge após casos em que modelos de IA conseguiram ultrapassar barreiras impostas durante testes e comprometer sistemas externos, segundo os pesquisadores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão seria responsável por estabelecer padrões de segurança para todo o setor e manter um registro de incidentes relevantes. Segundo os cientistas, essas informações deveriam, futuramente, ser divulgadas ao público. Em uma carta aberta, os pesquisadores defendem que os modelos mais avançados de IA sejam, inicialmente, mantidos isolados de redes externas e submetidos a uma supervisão independente. Entre as medidas recomendadas está o chamado “air gap”, que consiste em manter o sistema desconectado da internet. Para eles, os compromissos voluntários assumidos pelas empresas do setor não são suficientes. Agora no g1 O pedido ocorre um mês depois de Anthropic, OpenAI, Google, Meta, xAI e Nvidia assinarem um acordo na Casa Branca para adotar medidas voluntárias de segurança. O compromisso, porém, não prevê um mecanismo formal de fiscalização. Segundo a AFP, entre os episódios citados está um caso envolvendo dois modelos da OpenAI que, durante testes, conseguiram acessar a internet e entrar no Hugging Face, plataforma que hospeda modelos e outros recursos de inteligência artificial. Os pesquisadores alertam que, sem mudanças nas práticas de segurança, incidentes futuros poderão causar danos maiores a infraestruturas importantes. Os signatários, de 34 países, defendem que organizações que desenvolvem ou testam modelos com capacidades cibernéticas adotem imediatamente medidas rigorosas de segurança. Em paralelo, os governos deveriam trabalhar na criação de mecanismos formais de supervisão. O avanço desses sistemas tem ampliado o debate sobre como a inteligência artificial deve ser fiscalizada. Na sexta-feira (9), Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da União Europeia, disse à Reuters que a Lei de IA do bloco é suficiente para lidar com os riscos de sistemas maliciosos. No domingo (11), o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu uma restrição que impedia laboratórios americanos de dar ao Instituto de Segurança em IA do Reino Unido acesso antecipado aos modelos para testes de segurança. Hinton e Bengio dividiram o Prêmio Turing de 2018 com Yann LeCun, da Meta, outro importante pesquisador da área. LeCun não assinou a carta e argumenta que os recentes incidentes de segurança refletem principalmente falhas de engenharia, e não riscos existenciais relacionados à IA. *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.
13/10/2026 12:35:15 +00:00
FMI eleva previsão de crescimento global com impulso da IA, mas alerta para dependência

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a previsão de crescimento da economia global em 2026, impulsionado pelos fortes investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo o Fundo, o avanço da tecnologia ajuda a compensar os efeitos da guerra no Oriente Médio e da alta dos preços da energia, mas não elimina os riscos para a economia mundial. Apesar do prolongamento da guerra e dos preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, o FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente acima dos 3% projetados em julho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A projeção faz parte do relatório “Perspectiva Econômica Global”, divulgado durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc. A estimativa está praticamente em linha com a apresentada em abril, mas abaixo dos 3,5% de crescimento da economia global em 2025. Para 2027, o FMI prevê crescimento global de 3,4%. A estimativa foi mantida em relação a julho e está 0,2 ponto percentual acima da projeção de abril. A ligeira melhora se deve, em grande parte, aos fortes investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. Esse movimento levou o FMI a elevar as projeções de crescimento de grandes economias que desenvolvem plataformas de IA. Também foram beneficiados países que fornecem equipamentos para essa indústria, como Coreia do Sul, Malásia, México e Tailândia. Esse movimento também aparece no comércio internacional. Segundo Tenreyro, as vendas internacionais de produtos ligados à IA cresceram 29% entre 2023 e 2025, mais de três vezes o avanço de 8,3% do comércio global no mesmo período. Sem os produtos ligados à tecnologia, o crescimento do comércio mundial teria sido de apenas 4,6%. “A economia global tem se mostrado resiliente, mas essa resiliência está chegando ao limite. Por isso, precisamos passar de apenas lidar com a situação para reconstruir”, afirmou a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, em entrevista coletiva. “Precisamos recompor o espaço fiscal. Precisamos reconstruir a resiliência do lado da oferta”, acrescentou. Segundo Tenreyro, os principais riscos são o prolongamento ou agravamento da guerra no Oriente Médio, que poderia elevar a inflação, a alta dos juros dos títulos públicos e os eventos climáticos extremos associados ao El Niño. O FMI também cita a possibilidade de investidores reavaliarem as expectativas de retorno dos investimentos em IA, o que poderia reduzir os recursos destinados ao setor e derrubar os preços dos ativos. Países e empresas agiram rapidamente para reduzir os efeitos da alta do petróleo. Entre as medidas adotadas estão o uso de reservas, a busca por outros fornecedores e fontes de energia e a redução do consumo de combustível, disse Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do FMI, à Reuters. Segundo ela, sem essas medidas, a previsão de crescimento global teria caído para 2,5% neste ano. A capacidade de amenizar os impactos, porém, diminui à medida que a guerra se prolonga. O FMI também apontou uma desigualdade crescente entre os países beneficiados pelo avanço da IA e aqueles que ficam de fora desse movimento. Atualmente, apenas 32 países respondem por 95% do crescimento global, ante 54 em abril. O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar o crescimento Os cortes nas projeções também atingem um número maior de países. Desde abril, o FMI reduziu as estimativas de crescimento para 47% das economias analisadas. Entre elas estão vários países que dependem de energia importada e não fazem parte das cadeias produtivas ligadas à IA. Entre os países que tiveram as maiores reduções nas projeções de crescimento estão os do Golfo, diretamente afetados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Para a Arábia Saudita, o FMI agora prevê uma queda de 3,3% do PIB neste ano. Em julho, a expectativa era de crescimento de 1,7%. Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos também devem enfrentar fortes recessões em 2026. O FMI prevê quedas do PIB de 7,6%, 16%, 16,7%, 15,6% e 3,9%, respectivamente. Inteligência artificial. Inteligência Artificial FMI mantém projeção para os EUA e melhora para Europa Para os Estados Unidos, o FMI prevê crescimento de 2,3% tanto em 2026 quanto em 2027. A projeção para este ano foi mantida, enquanto a do próximo subiu 0,1 ponto percentual. A economia americana deve ser impulsionada pelo consumo, pelos cortes de impostos e pelos investimentos em IA. Parte desse impulso, porém, acaba beneficiando produtos importados. Na zona do euro, a previsão de crescimento para 2026 subiu de 0,9%, em julho, para 1,1%. Segundo o FMI, a melhora reflete o aumento dos investimentos em IA, a participação em cadeias produtivas ligadas à tecnologia, como a indústria química na Alemanha, e o aumento dos gastos com defesa nos países da União Europeia. No Reino Unido, a estimativa também melhorou: subiu 0,3 ponto percentual, para 1,3%, impulsionada pelo aumento dos investimentos em IA. Para a China, o FMI prevê crescimento de 4,5% em 2026 e de 4,0% em 2027. As duas estimativas ficaram 0,1 ponto percentual abaixo das projeções de julho. Segundo o Fundo, a alta do petróleo pesa sobre uma economia que já enfrenta consumo interno fraco, apesar do bom desempenho das exportações. A Índia continua sendo a grande economia que mais cresce no mundo. O FMI projeta alta de 7,0% do PIB tanto em 2026 quanto em 2027. Em relação às previsões de julho, as estimativas subiram 0,6 ponto percentual para este ano e 0,3 ponto percentual para o próximo. O desempenho é sustentado pela forte demanda interna, pelo setor de serviços e pelos investimentos em IA. A inflação global, por sua vez, deve ficar em 4,7% em 2026 e recuar para 4,1% em 2027, segundo o FMI. Petróleo e IA aumentam incertezas As projeções do FMI partem da premissa de que o Estreito de Ormuz será reaberto em março de 2027 e que as condições do transporte marítimo voltarão aos níveis anteriores à guerra até outubro daquele ano. Nesse cenário, o Fundo considera um preço médio do petróleo de US$ 96 por barril em 2026 e de US$ 87 em 2027. O FMI também calculou os possíveis efeitos de um agravamento da guerra. Em um cenário em que o petróleo chegue a US$ 130 por barril no primeiro trimestre de 2027, o crescimento global seria 0,2 ponto percentual menor em 2026 e 0,5 ponto percentual menor em 2027. A inflação global, por sua vez, subiria 1,1 ponto percentual em 2027, chegando a 5,2%. A inteligência artificial também traz incertezas para a economia, mas seus efeitos podem ser positivos ou negativos, segundo o FMI. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, resumiu o risco ao afirmar que a economia global está cada vez mais dependente da tecnologia. “Agora temos uma economia que se sustenta em uma perna só, a perna da IA”, afirmou Georgieva. “E se ela vacilar? E se houver decepção e isso levar a um ambiente potencialmente mais difícil?” Se a adoção da tecnologia e os investimentos avançarem mais rapidamente, o PIB global poderia ficar 0,6% maior até 2029. Segundo o Fundo, a maior parte dos ganhos ficaria concentrada nos Estados Unidos e na China. O efeito pode ser o contrário se os ganhos de produtividade esperados com a IA não se concretizarem. Nesse cenário, os investimentos poderiam cair significativamente e o PIB dos Estados Unidos ficaria 0,8% menor. O impacto também atingiria os países asiáticos exportadores de tecnologia, com redução de até 0,4% do PIB até 2028. Uma queda dos investimentos em IA também poderia provocar perdas nos mercados financeiros e dificultar o acesso ao crédito, reduzindo o consumo, principalmente nos Estados Unidos. Somada à alta dos juros dos títulos globais, essa piora poderia reduzir o PIB mundial em 1,1% até 2028. Nos Estados Unidos, a redução chegaria a 1,8%. Apesar do impacto, o FMI avalia que mesmo esse cenário mais pessimista para a IA provavelmente não seria suficiente para levar a economia mundial a uma recessão, afirmou Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do Fundo, à Reuters. O FMI também alertou para o alto nível de endividamento dos governos, especialmente nas economias avançadas. A alta dos juros dos títulos públicos, que pode ser agravada pelas pressões inflacionárias provocadas pela guerra, encarece essas dívidas e reduz os recursos disponíveis para outras despesas. O cenário também pode prejudicar o crescimento. Por isso, a instituição defende que os governos adotem medidas para recompor as contas públicas e apresentem planos de médio prazo para manter a dívida em níveis sustentáveis.
13/10/2026 12:09:59 +00:00
Dólar sobe, de olho nos preços do petróleo e pesquisas eleitorais no Brasil; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,71% nesta terça-feira (13), no retorno do feriado de Nossa Senhora Aparecida, cotado a R$ 5,0198. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,04%, aos 206.888 pontos. Após renovar o recorde de fechamento na sexta-feira, aos 209.067 pontos (+1,38%), o Ibovespa perdeu força nesta terça. Os investidores acompanharam o cenário eleitoral, à espera de novas pesquisas nesta semana, além das incertezas globais e das oscilações nos preços do petróleo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário eleitoral continuou na mira dos investidores. Após um novo levantamento do Datafolha indicar que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) tem 45%, o mercado aguarda duas novas pesquisas com projeções para o 2º turno nesta semana. Veja quando saem. ▶️ Na agenda econômica, o FMI hoje cortou projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano. O fundo ainda manteve a perspectiva de desaceleração da atividade econômica em 2027, atribuindo o movimento ao efeito dos juros elevados, à redução do estímulo fiscal e às incertezas globais. ▶️ A queda nos preços do petróleo também esteve no radar. Após o presidente Donald Trump descartar novos ataques ao Irã na semana passada, a Ucrânia suspendeu, nesta segunda-feira, os ataques às refinarias de petróleo e energia russas por dois dias. Com o noticiário, os preços da commodity operavam mistos. O barril do Brent, referência internacional, caiu 0,69%, cotado a US$ 105,91. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 0,67%, a US$ 94,37 o barril. ▶️ Dados de inflação e atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos também ficam no radar nesta semana, assim como o início da temporada de balanços corporativos no exterior. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: -2,99%; Acumulado do ano: -8,54%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,07% Acumulado do mês: +11,07%; Acumulado do ano: +28,39%. Flávio na vantagem A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O Datafolha diz que a distância de quatro pontos entre eles configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente. Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, e Lula, 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião A pesquisa também indicou que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% aprovam. A pesquisa anterior, divulgada há uma semana, mostrava cenário idêntico: 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026. LEIA MAIS Por que as eleições mexem tanto com a bolsa e o dólar? 'Quanto dura um amor de verão?’: ânimo do mercado com Flávio pode ter prazo de validade, avaliam economistas Bolsas globais Nos Estados Unidos, os principais índices acionários inverteram o sinal e fecharam com queda nesta terça-feira, conforme investidores repercutiam novos resultados corporativos locais. O Dow Jones caiu 0,33%, enquanto o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,15%. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, também de olho em ações de tecnologia e balanços corporativos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, aos 635,01 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha e o CAC-40, da França, caíram 0,07%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,06%. Na Ásia, os principais índices acionários continuam vem suscetíveis ao humor dos mercados com ações relacionadas à inteligência artificial. O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,1%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,3%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,82% e o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 5,46%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 Reprodução/TV Globo
13/10/2026 12:00:19 +00:00
Alemanha investiga suposto caso de assédio sexual cometido com robô controlado por jovens

Robô que teria sido usado para assediar uma adolescente na Alemanha foi apreendido pela polícia. O equipamento tem 1,2 metro de altura e é vermelho e dourado. Reprodução/Polizei NRW K A polícia alemã investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para agredir sexualmente uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O caso foi divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira (12). A adolescente, de 16 anos, estava com duas amigas em Colônia, no oeste da Alemanha, na noite de sábado (10), quando um robô de 1,2 metro de altura se aproximou dela, segundo as forças de segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a polícia, o dispositivo, de cor vermelha e dourada, teria tocado as nádegas da adolescente. O jovem de 16 anos seria o proprietário do robô. Segundo um comunicado da polícia de Colônia, ele e o suspeito de 19 anos teriam filmado a suposta agressão, transmitido o ato ao vivo nas redes sociais e feito comentários durante a transmissão. Agora no g1 Em um vídeo que circula no TikTok, o robô humanoide vermelho e dourado aparece ao lado de dois homens e se esfrega em uma adolescente, que grita e se afasta. A polícia encontrou o dispositivo no porta-malas de um carro e suspeita que o proprietário o tenha escondido ali. As autoridades apreenderam o robô e dois celulares dos suspeitos, que seguem sob investigação. Initial plugin text LEIA TAMBÉM: Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram A IA pode ter vontade própria ou se revoltar contra humanos? Golpe da antena falsa: criminosos bloqueiam sinal das operadoras para tirar dinheiro de vítimas Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram
13/10/2026 11:39:45 +00:00
Mercado financeiro sobe para 5,22% estimativa de inflação em 2026 e passa a prever juros menores

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação neste ano e também passou a projetar uma queda maior na taxa básica de juros, a Selic. A projeção do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana — embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Inflação A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,01% para 5,22%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão caiu de 3,80% para 3,79%; ➡️ Para 2029, a estimativa recuou de 3,51% par 3,50%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro manteve sua estimativa em 1,85% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB continuou em 1,40%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também passou a projetar um corte maior na taxa de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26 por dólar.
13/10/2026 11:30:46 +00:00
Character.AI pede recuperação judicial nos EUA e negocia venda à Disney por R$ 100 milhões

Character.AI, plataforma de inteligência artificial para criar personagens que se passam por pessoas reais Divulgação/Character.AI A Character.AI, plataforma que permite criar personagens virtuais com inteligência artificial para conversar sobre diferentes assuntos, informou nesta segunda-feira (12) que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos e aceitou vender parte de seus ativos à Walt Disney por US$ 20 milhões (cerca de R$ 99,7 milhões). Fundada por ex-engenheiros do Google, a empresa ficou conhecida por oferecer chatbots que simulam conversas humanas e podem interagir com usuários sobre temas como entretenimento, amizade e apoio emocional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Reuters, a empresa iniciou o processo de venda de ativos, que inclui o licenciamento de parte de sua propriedade intelectual. Também pediu à Justiça que aprove as regras do leilão, que preveem a Disney como primeira ofertante. Nesse modelo, a proposta da Disney serve como referência para as demais ofertas, mas outros interessados podem apresentar propostas com valores mais altos. A expectativa é concluir a negociação até o fim de novembro ou o início de dezembro de 2026. Agora no g1 “Após uma análise abrangente das alternativas disponíveis, o conselho de administração concluiu que esse processo de venda supervisionado pela Justiça oferece à empresa a melhor oportunidade de maximizar o valor para todas as partes interessadas”, afirmou Colin Adams, presidente-executivo da Character.AI. A Character Technologies, empresa sediada nos EUA que controla a plataforma, informou ter bens e dívidas estimados entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, segundo um documento apresentado à Justiça. A companhia afirmou que pretende manter a plataforma em funcionamento, com o mínimo possível de interrupções durante o processo de venda. Caso não encontre um comprador disposto a continuar operando o serviço, a plataforma será desativada. Polêmicas envolvendo a plataforma A Character.AI já enfrentou questionamentos sobre os riscos de seus chatbots para crianças e adolescentes. Em 2024, a empresa anunciou novas medidas de segurança após ser acusada, em processos judiciais nos EUA, de contribuir para casos de suicídio e automutilação entre jovens. Em janeiro deste ano, a Character.AI e o Google chegaram a um acordo para encerrar um processo movido pela mãe de um adolescente de 14 anos que morreu por suicídio após interagir com um chatbot da plataforma. Os termos do acordo não foram divulgados. Mais recentemente, no mês passado, o Ministério da Justiça brasileiro recomendou que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avaliasse os riscos de plataformas que simulam relações de amizade e romance com usuários. A Character.AI estava entre os 13 serviços analisados pelo órgão.
13/10/2026 10:52:26 +00:00
O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar o crescimento

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento da economia brasileira vai perder fôlego no próximo ano — registrando um aumento menor do que o previsto para 2026. A avaliação faz parte do relatório Perspectiva Econômica Mundial, em que a entidade sediada em Washington faz previsões sobre toda a economia global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A previsão do FMI para a economia brasileira é de um crescimento de 2,2% para 2026 e 1,9% em 2027 — uma revisão para baixo de 0,2% e 0,3% respectivamente, em relação às projeções divulgadas pelo Fundo em julho. Segundo o FMI, essa desaceleração do crescimento econômico brasileiro reflete "condições monetárias ainda restritivas — voltadas para o retorno da inflação à meta —, a retirada de estímulos da política fiscal e a incerteza global". Desde o começo do ano, o Banco Central vem cortando a taxa básica de juros da economia — que já caiu de 15% para 13,75%. Na mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central destacou que os juros altos no Brasil têm provocado uma desaceleração da economia — mas que a taxa continuará caindo aos poucos para impedir a volta da inflação. Os últimos dados do PIB brasileiro confirmam essa desaceleração. A economia nacional havia crescido 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Mas os dados mais recentes do IBGE mostram que o PIB perdeu força no segundo trimestre de 2026, com uma alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, abaixo do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre. As previsões do FMI para 2026 e 2027 são mais otimistas do que a do mercado brasileiro. O mais recente Boletim Focus, do Banco Central, — de 2 de outubro — mostra que os agentes do mercado brasileiro acreditam que o crescimento econômico brasileiro será de 1,85% este ano e 1,4% em 2027. Pela quarta semana consecutiva, as previsões de crescimento da economia brasileira caíram nas medianas do Focus. O crescimento projetado para a economia brasileira pelo FMI está levemente abaixo do previsto para a América Latina, que é de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. No Brasil, a expectativa do FMI é de queda da inflação, mas aumento do desemprego. O FMI prevê que a inflação brasileira vai cair de 5% no ano passado para 4,4% este ano e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego subiria de 6% em 2025 para 6,2% este ano e 6,8% em 2027. De novo, as previsões do FMI parecem mais positivas do que as do mercado brasileiro. Segundo o Focus, o Brasil fecharia 2026 e 2027 com inflação de 5,01% e 4,3% respectivamente. Economia global 'resiliente mas sob pressão' Já o resto do mundo cresceria em um ritmo mais acelerado do que o brasileiro, segundo a projeção do Fundo: de 3,4% este ano e 3,6% em 2027. Segundo o FMI, a economia global está "resiliente sob pressão" — que é o nome do relatório. O mundo enfrenta hoje diversos desafios econômicos: uma inflação alta — que deve atingir 4,7% na média global este ano para depois cair para 4,1% em 2027 —, uma escalada de conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, uma reavaliação sobre as expectativas ligadas à inteligência artificial, tensões comerciais entre os países e problemas fiscais em diversos governos. "Por outro lado, um impulso mais forte nos investimentos em IA e ganhos de produtividade decorrentes da IA, ou um alívio sustentado das tensões geopolíticas e comerciais, poderiam fortalecer o crescimento", afirma o FMI. Segundo o FMI, a atividade econômica global tem se mantido resiliente apesar da guerra no Oriente Médio, sustentada pela adaptação do setor privado e por investimentos robustos em inteligência artificial. "No entanto, a inflação está em alta, a disparidade entre as economias que se beneficiam do ciclo de expansão tecnológica ou de termos de troca favoráveis ​​e aquelas que enfrentam custos de importação mais elevados e demanda mais fraca está aumentando", diz o FMI. O Fundo também afirma que o preço dos alimentos e energia vêm subindo nos últimos cinco anos, corroendo o poder de compra das famílias e aumentando a desigualdade e a pobreza. O FMI defende que as políticas públicas que mais funcionaram para lidar com esses desequilíbrios foram de apoio à renda para famílias vulneráveis economicamente. 2027 mais lento no Brasil A previsão do FMI de um crescimento mais lento do Brasil em 2027 está em linha com o que muitos analistas brasileiros já apontavam. Economistas ouvidos pela BBC News Brasil no mês passado já antecipavam um crescimento mais lento para a segunda metade deste ano e para 2027, com a perda de força dos estímulos fiscais feitos por governo federal e governos estaduais no primeiro semestre, em meio à corrida eleitoral. Ao mesmo tempo, os investimentos devem seguir reduzidos, diante do cenário de juros altos, que também têm se refletido nos diversos pedidos de recuperação judicial no setor de varejo. Esse cenário de restrições à atividade econômica deve continuar no próximo ano, contribuindo para o menor crescimento do PIB, preveem os analistas. Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, projetava um crescimento de 1,5% do PIB em 2027, mas acredita que esse número possa, na verdade, ser mais próximo de 1%. O economista cita como fatores para esse pessimismo a redução da taxa básica de juros mais lenta do que era esperado no início do ano, o aumento do endividamento e a redução do impulso fiscal pelo governo, passado o ciclo eleitoral. Pesam também condições financeiras mais desfavoráveis, com juros mais altos no mundo e petróleo em alta, pressionando a inflação local. "Ano que vem provavelmente também tem PIB negativo do agro, por causa do efeito do El Niño", diz Serrano. Alex Agostini, economista-chefe da agência de avaliação de risco Austin Rating, disse à BBC News Brasil em setembro que o cenário fiscal conturbado deve ser a maior pedra no sapato do novo governo. Ele acredita que, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vitorioso, algum ajuste fiscal será inevitável, o que teria efeito contracionista sobre a atividade econômica. O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar crescimento Getty Images via BBC
13/10/2026 10:26:33 +00:00
Fim da escala 6x1: o que acontece se o Senado aprovar a PEC nesta quarta

Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado A proposta que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) seu primeiro grande teste no plenário do Senado. Os senadores devem votar, em primeiro turno, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda precisa superar etapas importantes antes de eventualmente se transformar em uma Emenda à Constituição. Para avançar, a proposta precisará receber ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado definirá os próximos passos da tramitação e indicará o tamanho do apoio político à medida dentro da Casa. Agora no g1 A expectativa em torno da votação aumentou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluir a matéria na pauta do plenário. O tema vem mobilizando parlamentares favoráveis à aceleração da análise da proposta e também grupos que defendem um debate mais prolongado sobre seus impactos. A seguir, entenda o que será votado, o que acontece em caso de aprovação e quais etapas ainda precisam ser cumpridas até a conclusão do processo legislativo. O que será votado nesta quarta-feira? O que acontece se a PEC for aprovada? O texto ainda pode sofrer alterações? A votação final pode ocorrer ainda em outubro? O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? As mudanças passariam a valer imediatamente? O que será votado nesta quarta-feira? A análise prevista para esta quarta não corresponde à votação definitiva da proposta. Antes da deliberação, os senadores ainda precisam concluir as duas últimas sessões de discussão exigidas pelo regimento interno do Senado. Em seguida, o texto será submetido ao plenário em primeiro turno. A PEC já passou pelas principais fases iniciais da tramitação. Foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da CCJ do Senado em setembro. Agora, será apreciada por todos os integrantes da Casa. Como altera a Constituição Federal, a proposta precisa ser aprovada por pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos favoráveis. A votação desta quarta também servirá para medir, pela primeira vez, o apoio efetivo da Casa ao texto. A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos. Parlamentares favoráveis à proposta afirmam possuir apoio suficiente para a aprovação em primeiro turno. Já grupos contrários defendem mais tempo para discussão e alertam para possíveis impactos sobre custos trabalhistas e organização das empresas. Além da disputa em torno do mérito da proposta, há divergências sobre o ritmo de tramitação. Enquanto alguns senadores tentam acelerar o processo, outros defendem um debate mais amplo antes da conclusão das votações. Outro fator importante é o quórum. Mesmo com a matéria pautada, a aprovação depende do voto favorável de pelo menos 49 parlamentares, um número expressivo para mudanças constitucionais. Volte ao índice. O que acontece se a PEC for aprovada? Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará tramitando no Senado. A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho. Ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo. Após essa etapa, ainda serão necessários: três novas sessões de discussão em plenário; votação em segundo turno; nova aprovação com pelo menos 49 votos favoráveis. Somente após a aprovação em segundo turno o Senado concluirá sua análise da proposta. Caso os senadores mantenham exatamente o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a PEC poderá seguir diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional e passar a integrar a Constituição Federal. Volte ao índice. O texto ainda pode sofrer alterações? Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário. Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara. Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo. Volte ao índice. A votação final pode ocorrer ainda em outubro? Existe essa possibilidade. Pelas regras normais do Senado, a proposta precisa cumprir novas sessões de discussão antes da votação em segundo turno. O regimento também prevê intervalo entre as duas deliberações. Entretanto, parlamentares governistas articulam a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para apresentar um requerimento que permitiria reduzir parte desses prazos. Segundo Davi Alcolumbre, nenhum pedido desse tipo havia sido apresentado formalmente até o momento. Caso isso aconteça, caberá ao plenário decidir se concorda ou não com a aceleração da análise. Se houver acordo entre os senadores, a votação definitiva poderá ocorrer ainda na segunda quinzena de outubro. Volte ao índice. O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil. Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial. A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos. Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6x1 como modelo regular de jornada. O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias. Volte ao índice. As mudanças passariam a valer imediatamente? Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores. Primeira etapa Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda: redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa Iniciada 12 meses após a primeira fase: redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto, porém, prevê exceções e regras específicas. Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas. A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais. Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Volte ao índice.
13/10/2026 08:00:00 +00:00
Salários acima de R$ 32 mil: saiba tudo sobre o concurso da Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados Divulgação / Câmara dos Deputados O novo concurso da Câmara dos Deputados reúne alguns dos principais atrativos buscados por candidatos ao serviço público: remuneração acima da média, estabilidade e oportunidades em áreas que vão da comunicação social à engenharia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Ao todo, o edital oferece 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva na carreira de analista legislativo, com salários de R$ 32.070,88. 🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação. As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Cebraspe, banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130. Mas as dúvidas sobre o concurso vão muito além do período de cadastro. Por isso, o g1 preparou um guia com os principais pontos do edital. Abaixo, entenda: Cargo e formação Salários e benefícios Requisitos Atribuições Como serão as provas? Quando os aprovados poderão ser convocados? Como funcionará a reserva de vagas? Cargos e formação Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, o concurso não é destinado a um único perfil profissional. Um dos destaques do edital é que a especialidade com maior número de vagas não exige formação superior específica. A área de Registro e Redação oferece 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva. Para concorrer, basta possuir diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação. Já as demais oportunidades são destinadas a candidatos com graduações específicas. Veja a distribuição prevista no edital: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Salários e benefícios Independentemente da especialidade escolhida, todos os aprovados ingressarão na carreira com remuneração inicial de R$ 32.070,88. Os servidores serão lotados em Brasília, onde está localizada a sede da Câmara dos Deputados. Além do salário, os ocupantes do cargo terão acesso aos benefícios oferecidos pela Casa e às garantias previstas para os servidores efetivos da administração pública federal. Requisitos Além da formação exigida para cada especialidade, os candidatos deverão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal. Entre as exigências estão: ter nacionalidade brasileira ou portuguesa, nos casos previstos em lei; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar quite com as obrigações militares, quando aplicável; possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; apresentar a documentação exigida para a posse; possuir a graduação exigida para a especialidade escolhida. Algumas áreas também exigem registro profissional no respectivo conselho de classe. Atribuições Embora todos os aprovados ingressem na carreira de analista legislativo, as atividades desempenhadas variam de acordo com a especialidade escolhida. Os profissionais da área de Divulgação Institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como serão as provas? As provas estão marcadas para 17 de janeiro de 2027. A aplicação ocorrerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Dessa forma, os candidatos poderão realizar os exames em seus próprios estados, sem a necessidade de viajar para Brasília. ➡️ As avaliações serão aplicadas em dois turnos. Os horários definitivos serão divulgados posteriormente pelo Cebraspe. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva, ambas aplicadas no mesmo dia. A prova objetiva terá 180 itens no formato "certo" ou "errado", distribuídos entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será voltada para conteúdos relacionados à especialidade escolhida pelo candidato. Quando os aprovados poderão ser convocados? A Câmara dos Deputados poderá iniciar as nomeações após a homologação do resultado final do concurso. Segundo o cronograma oficial, a divulgação do resultado final está prevista para 30 de abril de 2027. A partir dessa data, as nomeações poderão ocorrer de acordo com as necessidades da administração e a disponibilidade de vagas. Além dos candidatos classificados dentro das vagas imediatas, aprovados no cadastro de reserva também poderão ser convocados durante o período de validade do concurso, que será de dois anos - contados a partir da homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período. Isso significa que a Câmara dos Deputados poderá convocar aprovados por até quatro anos, conforme suas necessidades administrativas. Cadastro reserva O concurso prevê 118 oportunidades para cadastro de reserva, mecanismo utilizado para formar uma lista de candidatos aptos a serem convocados futuramente. Ou seja, quem for aprovado para o cadastro de reserva não tem direito à nomeação imediata. Esses candidatos ficam em uma espécie de lista de espera e podem ser chamados caso surjam novas vagas, ocorram aposentadorias, exonerações ou haja necessidade de reforçar o quadro de servidores durante o período de validade do concurso. A convocação segue a ordem de classificação e pode ocorrer a qualquer momento enquanto o concurso estiver válido. Cronograma 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.
13/10/2026 06:00:00 +00:00
FMI eleva projeção para economia global, mas vê ganho concentrado com a IA

Reunião anual do Fundo Monetário Internacional na Tailândia. Sakchai Lalit / AP O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou ligeiramente nesta terça-feira sua projeção para a economia global em 2026, mas continua prevendo um crescimento modesto de 3,1%. Em julho, o FMI estimava expansão global de 3,0%. Em 2025, a economia mundial cresceu 3,5%. No relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, o organismo prevê que o crescimento dos Estados Unidos permaneça estável em 2,3% em 2026 e 2027. O FMI afirmou ainda esperar que os preços do petróleo avancem quase 41% neste ano, para uma média de US$ 96 por barril, o que deve impulsionar a inflação global para 4,7% em 2026, ante 4,1% no ano passado. Agora no g1 A atualização foi divulgada enquanto líderes econômicos e financeiros de todo o mundo se reúnem em Bangkok para os encontros anuais de outono do FMI e do Banco Mundial. Segundo o relatório, o avanço da inteligência artificial (IA) está compensando parte dos efeitos negativos provocados pela forte alta dos preços do petróleo e do gás. Impactos desiguais da IA O FMI destacou, porém, que os benefícios do boom da inteligência artificial não são distribuídos de forma homogênea. Estados Unidos e China respondem por mais de três quartos da demanda líquida mundial por importações de semicondutores e outros equipamentos ligados à IA. "As perspectivas são altamente desiguais", afirmou Silvana Tenreyro, diretora do departamento de pesquisa do FMI, durante entrevista coletiva em Bangkok. O relatório aponta que o crescimento está cada vez mais concentrado. Atualmente, 32 países respondem por 95% da expansão econômica global, contra 54 países em abril. "A economia global não está simplesmente desacelerando ou acelerando; o crescimento está sendo redistribuído entre os países de acordo com sua exposição ao choque de oferta provocado pela guerra e à força da demanda relacionada à inteligência artificial", afirma o documento. Ferramentas de IA Solen Feyissa/Pexels Os efeitos da IA sobre o emprego são um dos principais temas debatidos nos encontros em Bangkok. Na segunda-feira, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, classificou o fenômeno como "um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami". "Estimamos que o impacto sobre os empregos no mundo alcance cerca de 40%, seja por meio de aprimoramento, rebaixamento ou eliminação de postos de trabalho. E já estamos observando parte desse impacto", afirmou. Dívida continua sendo preocupação Na semana passada, Georgieva pediu que países ricos e pobres reforcem seus esforços para melhorar suas finanças públicas. Segundo ela, o aumento dos níveis de endividamento representa um risco crescente para a estabilidade financeira global. Tenreyro afirmou que essa preocupação é ainda mais relevante em um cenário de custos elevados de financiamento. O relatório prevê que as economias avançadas cresçam 2,1% neste ano, acima dos 2,0% registrados em 2025, antes de desacelerarem para 1,9% no próximo ano. As projeções consideram que os embarques de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz serão normalizados até março e que o avanço da demanda por inteligência artificial perderá parte de seu ritmo. Nos Estados Unidos, o crescimento deve permanecer estável em 2,3%. Dívida pública sobe. Reprodução/Jornal Nacional Países relativamente protegidos dos choques energéticos provocados pela guerra com o Irã e que vêm se beneficiando da rápida adoção da IA conseguem manter o crescimento econômico. Já as economias em desenvolvimento e os mercados emergentes mais vulneráveis aos altos preços do petróleo e do gás devem desacelerar para 3,7% neste ano, ante 4,5% em 2025. Para 2027, a projeção é de recuperação, com expansão de 4,4%. A situação é considerada mais delicada no Oriente Médio e na Ásia Central. Nessas regiões, as economias devem encolher neste ano antes de voltar a crescer e alcançar uma taxa de 6,3% em 2027. Perspectivas variam por região Os 21 países que compartilham o euro devem registrar crescimento de 1,1% neste ano e de 1,2% em 2027. A China, segunda maior economia do mundo, deve expandir 4,5% neste ano, abaixo dos 5% registrados em 2025, em linha com a meta oficial do governo. Selo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto do lado de fora de sua sede em Washington, DC Mandel Ngan/AFP A Índia deve permanecer como a grande economia de crescimento mais acelerado do mundo, com expansão de 7%, abaixo dos 7,7% observados no ano passado. O FMI reúne 191 países-membros e tem como missão promover o crescimento econômico, a estabilidade financeira e a redução da pobreza. Em Bangkok, ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais discutem o cenário econômico global e estratégias para fortalecer a estabilidade financeira e sustentar o crescimento econômico.
13/10/2026 03:30:16 +00:00
Sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quarta (14); prêmio pode chegar a R$ 150 milhões

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quarta-feira (14), e o prêmio pode chegar a mais de R$ 150 milhões para a aposta vencedora. A mudança na data do sorteio, da tradicional terça-feira para a quarta, ocorre por causa do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, comemorado na segunda-feira (12). Outras loterias, como Quina, Lotofácil e Dia de Sorte, também não tiveram sorteio na segunda e serão retomadas nesta terça-feira (13). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 3.069, realizado no domingo (11), em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O ranking abaixo mostra os maiores prêmios da loteria, segundo a Caixa Econômica Federal, e considera apenas os sorteios regulares. Veja abaixo: O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
13/10/2026 03:00:00 +00:00
Próximo feriadão é em novembro; veja os quatro feriados que ainda restam em 2026

Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação O próximo feriado nacional será em 2 de novembro, Dia de Finados. A data cairá em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026. Além de Finados, outras datas podem formar fins de semana prolongados, dependendo do dia da semana em que caem e da possibilidade de emenda. (veja calendário abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Nem todos os trabalhadores são dispensados nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. O calendário é favorável para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. O mês de novembro terá três feriados. Depois do dia 2, a próxima data será 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. O feriado cairá em um domingo e, por isso, não haverá possibilidade de emenda. Outro feriadão será possível em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
13/10/2026 03:00:00 +00:00
Meta lança Muse Wonder, seu modelo de IA mais avançado, para pressionar OpenAI e Anthropic

Meta lança Muse Wonder, seus modelos de IA mais avançados, para pressionar OpenAI e Anthropic Reprodução/Meta A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) o lançamento de dois novos modelos de inteligência artificial (IA), chamados Muse Wonder e Muse Wonder Full. Segundo a empresa, eles são os mais avançados já desenvolvidos pela companhia. Com a novidade, a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp busca aumentar sua competitividade na disputa com empresas como OpenAI (ChatGPT) e Anthropic (Claude), que também desenvolvem tecnologias de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Meta, o Muse Wonder será integrado em breve ao Muse, seu assistente pessoal de IA, inicialmente para usuários que pagam uma assinatura. Já o Muse Wonder Full, versão mais poderosa da tecnologia, está disponível para assinantes do Muse Code, ferramenta de inteligência artificial da empresa voltada à programação. Agora no g1 Lançado no início de setembro, o Muse é um assistente de inteligência artificial projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Recentemente, o Muse se envolveu em uma polêmica após o youtuber de tecnologia Matt J. Robb, que vive no Canadá, afirmar que a IA forneceu seu endereço a um desconhecido. Segundo ele, a ferramenta, autorizada a gerenciar sua conta no Facebook Marketplace, aceitou uma oferta por um teclado e combinou a retirada do produto sem consultá-lo. O comprador chegou a aparecer no prédio onde ele mora. A Meta afirmou que buscaria entender o caso. O lançamento dos novos modedos do Muse acontece após o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, prometer investimentos de bilhões de dólares e contratar pesquisadores de outras empresas ao longo do último ano para tentar recuperar o atraso na corrida pela inteligência artificial. "Há 14 meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em inteligência artificial e, desde então, passamos da reconstrução das nossas bases para o avanço dos limites da tecnologia", afirmou a Meta em uma publicação em seu blog. O lançamento bem-sucedido do assistente pessoal Muse também pode abrir caminho para que a Meta transforme seus altos investimentos em IA em novas fontes de receita por meio de assinaturas, apesar das preocupações relacionadas à privacidade dos usuários. As ações da Meta subiram cerca de 4% nas negociações da tarde desta segunda-feira. Com informações da agência Reuters. Logos OpenAI Dots e Meta Muse. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes'
12/10/2026 18:45:36 +00:00
Declaração apoiada por 60 países condena cobrança de pedágio em rotas marítimas

Após troca de ataques a petroleiros, Irã anuncia 'área restrita' no Estreito de Ormuz Sessenta países apoiaram, nesta segunda-feira (12), uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O documento foi assinado por países que são membros da União Europeia, Austrália, Japão e Reino Unido, por exemplo. "Apoiamos as iniciativas multilaterais defensivas e não escalatórias em curso, destinadas a preservar a liberdade de navegação. Nós nos opomos a quaisquer medidas, incluindo a imposição de taxas ilegais, pedágios, restrições discriminatórias, exigências de autorização prévia ou outras condições que possam dificultar ou prejudicar a navegação legal em estreitos utilizados para navegação internacional", diz a declaração. Desde o começo da guerra entre EUA e Irã, a cobrança de tarifas para navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada. A primeira notícia sobre um possível pedágio saiu ainda em abril, um mês depois do início do conflito. Em julho, ao anunciar um bloqueio militar aos portos iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dizer que Washington passaria a cobrar 20% sobre a carga de todas as embarcações que passassem pela região, mas recuou apenas um dia depois. Pouco depois, no mesmo mês, o governo iraniano e Omã iniciaram discussões para uma gestão compartilhada da rota marítima, por onde passam 20% de todas exportações de petróleo mundiais. No entanto, os planos não saíram do papel. Explosão de petroleiro no Estreito de Ormuz Embarcações perto de Ormuz. Reuters Apesar de Donald Trump ter afirmado recentemente que o petróleo voltou a fluir normalmente pelo Estreito de Ormuz, incidentes continuam a ocorrer na região e o tráfego de embarcações segue comprometido. Neste sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um petroleiro explodiu e pegou fogo após atingir uma mina naval enquanto atravessava o estreito. Os militares não informaram o nome, a bandeira ou a origem da embarcação. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos. No dia 7, um levantamento publicado pela agência de notícias Reuters mostrou que os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o maior número semanal desde o início do conflito. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, fontes de segurança marítima contabilizaram pelo menos 12 incidentes envolvendo embarcações que transportavam petróleo e gás na região. Os registros incluem ataques, tentativas de ataque e ações de intimidação contra navios. Dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, apontaram nove ocorrências no mesmo período. Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz Juan Silva/g1
12/10/2026 15:58:39 +00:00
Leite enfrenta mais exigências de segurança do que IA, diz presidente da Microsoft

Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a IA precisa de regras globais urgentes de segurança e de avaliadores independentes capazes de analisar novos avanços. Segundo ele, a tecnologia está sujeita a menos exigências de segurança do que o leite vendido em supermercados. Em entrevista à BBC publicada nesta segunda-feira (12), Smith defendeu que essas regras obriguem as empresas a avisar as vítimas caso seus sistemas sejam invadidos por um agente de IA que aja fora de controle. Ele também afirmou que deve existir um “freio de emergência” e uma obrigação legal de produzir relatórios sobre incidentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Sabemos como fazer isso para outros produtos”, disse Smith. “Devemos aproveitar esse conhecimento e pensar em como aplicá-lo à IA.” “Hoje, sua máquina de lavar está sujeita a mais regras de segurança do que a IA. Toda caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a regras de segurança e fiscalização", afirmou. Intolerância à lactose e alergia ao leite, restrições que ainda causam confusão. Shutterstock Empresas de tecnologia como Anthropic e OpenAI começaram a divulgar comportamentos de agentes de IA que fogem do esperado ou são indesejados. Essas revelações fazem parte de um debate global sobre o rápido avanço da tecnologia, que inclui alertas de pesquisadores sobre uma possível ameaça à existência da humanidade no futuro. Algumas empresas têm defendido uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Esses pedidos, porém, levantaram dúvidas sobre possíveis interesses dos executivos, como criar regras que mantenham suas empresas na liderança, antecipar-se a uma reação mais ampla dos governos ou simplesmente reduzir o ritmo acelerado dos gastos. Vice-Presidente e presidente da Microsoft, Brad Smith, faz uma palestra principal em Bruxelas, Bélgica, em 30 de abril de 2025. REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo Para Smith, o Reino Unido está bem posicionado para liderar a regulação da IA por causa de seu Instituto de Segurança de IA, criado durante o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak. O executivo afirmou que autoridades em Washington veem Londres de forma muito diferente de como veem Bruxelas. A União Europeia regula a inteligência artificial de acordo com o nível de risco, por meio de sua legislação sobre IA, conhecida como AI Act. Por meio de acordos voluntários, o instituto britânico tem acesso aos principais modelos de IA antes de serem disponibilizados para uso. Isso permite avaliar suas capacidades e seus riscos. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar
12/10/2026 14:33:02 +00:00
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