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g1 > Economia

Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia após crise bancária

Clientes do banco Ueno fazem protesto em Assunção, no Paraguai, em 5 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5). Peña era alvo de um processo de impeachment que havia angariado o apoio tanto da oposição quanto da base governista por conta de uma crise bancária envolvendo um banco do qual o presidente foi acionista (leia mais abaixo). Em um vídeo, ele se desculpou com a população afeta pela crise bancária e disse que decidiu renunciar "pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas". "Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo. Se em algum momento falhei, nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim", disse. ➡️ Conservador, Santiago Peña, era alvo de críticas por conta da crise bancária que começou após o banco digital Ueno fechar as portas e deixar milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades (leia mais abaixo). Nesta manhã, o Congresso do Paraguai iniciou uma sessão extraordinária para debater o pedido de impeachment, e todas as bancadas da Câmara dos Deputados anunciaram que votarão a favor do impeachment. Mais cedo, aliados de Peña retiraram o apoio ao presidente nesta quinta e começaram a pedir sua renúncia, além de defender o processo de impeachment. A sessão seria o primeiro passo do processo do impeachment, uma iniciativa que ganhou força após o Horário Cortes, atual presidente do Partido Colorado, sigla de Peña, retirar o apoio ao governo. Cortes é considerado o mentor de Peña. O presidente do Congresso, Basilio Nuñez, do Partido Colorado, também havia retirado apoio. Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes, é o atual candidato presidencial do Colorado REUTERS Acusação Deputado da oposição no Paraguai segura cartaz em ato que pede impeachment do presidente Santiago Peña após fechamento de banco virtual que gerou crise bancária no país, em 5 de novembro de 2026. Cesar Olmedo/ Reuters A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o banco central teria encoberto irregularidades. “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente... o senhor é a origem desse monstro que criou”, disse a deputada de oposição Rocío Vallejo durante a sessão, pouco antes da apresentação do pedido. A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação da sessão extraordinária. 👉 Peña, que também é economista, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. Em uma publicação em suas redes sociais, o presidente paraguaio afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções. A declaração foi feita pouco antes de que ele promulgasse uma lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, afirmou. Agora no g1 Executivos do Ueno se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados. Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do Ueno. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”. Pessoas fazem fila para tentar retirar dinheiro em banco em Assunção, no Paraguai, diante de temor gerado por crise bancária no país, em 3 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP
05/11/2026 16:18:43 +00:00
Banco digital que quebrou no Paraguai administrava mais de US$ 800 milhões em dinheiro público

Banco digital que quebrou no Paraguai movimentava mais de 800 milhões de dólares em dinheiro público A quebra do Ueno Bank, um dos principais bancos do Paraguai e o maior banco digital do país em número de clientes, provocou uma crise que afeta cerca de 3 milhões de pessoas. A instituição administrava quase US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo dinheiro da Previdência e do Ministério da Saúde, o que também ameaça o pagamento de benefícios a aposentados. LEIA TAMBÉM: Paraguai: entenda por que Peña pode sofrer impeachment após crise bancária O colapso deixou clientes sem acesso às próprias contas bancárias, aplicativos e cartões. Entre os afetados estão muitos brasileiros que vivem no Paraguai e dependem dos serviços da instituição. A crise provocou protestos nas ruas de Assunção, capital paraguaia. Na terça-feira (3), manifestantes exigiram a devolução do dinheiro retido no banco e o impeachment do presidente do país, Santiago Peña. Os atos foram reprimidos pelas forças de segurança. Diante da repercussão do caso, o presidente da Câmara convocou uma sessão extraordinária para discutir a situação. Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters A crise também provocou mudanças na cúpula do sistema financeiro paraguaio. O presidente do Banco Central renunciou ao cargo, enquanto oito diretores do Ueno Bank foram presos. As autoridades identificaram que o índice de solvência do banco havia caído para menos da metade do mínimo exigido pela legislação. Diante da situação, o Banco Central decretou uma intervenção na instituição. Até o ano passado, o presidente Santiago Peña era sócio do grupo controlador do Ueno Bank. O vínculo ampliou a pressão política sobre o governo em meio à crise. O banco também patrocinava a seleção paraguaia de futebol. Jogadores da equipe se manifestaram publicamente em solidariedade às pessoas afetadas pelo colapso. Alguns atletas também tinham dinheiro na instituição.
05/11/2026 15:14:50 +00:00
‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas

Cigarro. Pixabay O governo federal enviou ao Congresso, na quarta-feira (4), a medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”. 🔎 O tributo, criado pela reforma tributária sobre o consumo, começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O texto estabelece as principais alíquotas do novo imposto, além de critérios de sustentabilidade e eficiência energética para definir a tributação de veículos, aeronaves e embarcações. Agora no g1 Navegue pelo menu abaixo e veja perguntas e respostas sobre o Imposto Seletivo. O que é o Imposto Seletivo? Por que o imposto foi criado? Como o Imposto Seletivo vai funcionar? Quando o Imposto Seletivo começa a valer? O que entra na lista do “imposto do pecado”? Quais são as alíquotas do Imposto Seletivo? Produtos vão ficar mais caros? O que dizem estudos sobre os produtos afetados? 1. O que é o Imposto Seletivo? O Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”, é um tributo criado pela reforma tributária para incidir sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A ideia é aumentar a tributação desses itens para desestimular seu consumo. 2. Por que o imposto foi criado? O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para garantir uma tributação diferenciada sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O novo tributo também ganha importância com as mudanças previstas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no novo sistema. Com a redução do IPI e sem uma cobrança adicional, produtos como os cigarros poderiam ter sua carga tributária reduzida. O Imposto Seletivo ajuda a evitar essa desoneração e mantém o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. 3. Como o imposto seletivo vai funcionar? A forma de cobrança varia de acordo com o produto ou a atividade. No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, as alíquotas variam conforme o tipo e as características da bebida. Já para os veículos, a alíquota pode variar conforme características como tipo de combustível, eficiência energética, potência, segurança e reciclabilidade. O imposto não será cobrado sucessivamente em todas as etapas da cadeia. A legislação determina que ele incida uma única vez sobre cada bem ou serviço. Assim, o tributo não será acumulado nas diferentes etapas de fabricação e comercialização até chegar ao consumidor. 4. Quando o imposto seletivo começa a valer? O tributo começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027. Até lá, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre esses produtos durante a transição para o novo sistema tributário. Segundo o governo, a proposta enviada na quarta-feira prevê, para 2027, a manutenção da carga tributária atual sobre esses itens, por se tratar de um período de transição. As alíquotas que valerão a partir de 2028 ainda serão definidas. 5. O que entra na lista do imposto do pecado? A lista de produtos e atividades alcançados pelo “imposto do pecado” inclui bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e produtos de tabaco e nicotina. O tributo também incidirá sobre determinados veículos, aeronaves e embarcações, além da extração de bens minerais e de loterias e outras modalidades de apostas abrangidas pela legislação. Cerveja será taxada em 4,2% e vinhos em 8%; veja as alíquotas 6. Quais as alíquotas do imposto seletivo? O governo definiu as alíquotas do Imposto Seletivo que valerão em 2027. Veja as alíquotas do Imposto Seletivo para 2027: 🥤 Bebidas açucaradas: 2,6% 🍺 Cervejas: 4,2% 🍶 Vinhos e outras bebidas fermentadas, como sidra, perada, hidromel e saquê: 8%, com exceções previstas na MP 🍷 Vermutes e outros vinhos aromatizados: 12% 🍷 Vinhos do Porto, Madeira e Xerez: 16% 🍶 Outras bebidas fermentadas com teor alcoólico acima de 14%: 16% 🍹 Bebidas alcoólicas refrescantes com teor abaixo de 8%, na categoria prevista pela MP: 16% 🥃 Rum e outras aguardentes feitas de cana-de-açúcar, exceto as produzidas a partir do melaço: 20% 🍸 Gim, vodca, licores e outros destilados e bebidas alcoólicas dessa categoria: 24% 🚬 Cigarros e determinadas cigarrilhas: 66,7% + R$ 3,50 a cada 20 unidades 🚬 Outros produtos de tabaco ou nicotina, como charutos e produtos para inalação sem combustão: 37,5% 🚗 Carros de passeio: 6,3% como ponto de partida. A alíquota pode aumentar ou diminuir conforme características como combustível, potência, eficiência energética, segurança e reciclabilidade. 🛻 Veículos leves destinados ao transporte de cargas: 3,9% como ponto de partida. A alíquota também pode aumentar ou diminuir conforme as características do veículo. ✈️ Aeronaves: 6,8%. Aeronaves elétricas ou com outra tecnologia sem emissão direta de CO₂ terão alíquota zero. 🛥️ Determinados barcos a motor para lazer ou esporte: 12% 🚤 Demais embarcações de recreio ou esporte a motor: 7,8%. Embarcações elétricas ou com outra tecnologia sem emissão direta de CO₂ terão alíquota zero. 🎰 Loterias e outras modalidades de apostas incluídas nessa categoria: 0,5% ⛏️ Bens minerais extraídos: alíquota zero em 2027. O texto também estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para definir as alíquotas aplicadas a veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo os adquiridos por pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista e por taxistas, desde que atendidas as condições previstas na MP. A medida prevê ainda que o imposto não incida sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos. Picapes não são consideradas caminhões para essa regra. Também ficam de fora veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou de órgãos de segurança pública. 7. Produtos vão ficar mais caros? Embora o governo tenha definido as alíquotas para 2027, ainda não é possível afirmar qual será o impacto do Imposto Seletivo sobre os preços ao consumidor. Assim, uma alíquota de 8%, por exemplo, não significa que o produto ficará 8% mais caro. Isso porque o impacto final depende de uma série de fatores, como as demais mudanças trazidas pela reforma tributária e o quanto do custo será repassado pelas empresas ao consumidor. 8. O que dizem estudos sobre produtos afetados? ➡️ Álcool: estudo da Fiocruz citado pelo Ministério da Saúde estima que o consumo gerou R$ 18,8 bilhões em custos em 2019, sendo R$ 1,1 bilhão em gastos federais com saúde e R$ 17,7 bilhões em perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho e outros fatores. ➡️ Cigarros: doenças relacionadas ao tabagismo geram R$ 153,5 bilhões em custos por ano, segundo o Ministério da Saúde, considerando impactos diretos e indiretos. A arrecadação federal com a venda de cigarros, por sua vez, é de cerca de R$ 8 bilhões anuais. ➡️ Bebidas ultraprocessadas: o tratamento de doenças associadas ao consumo de produtos como refrigerantes, isotônicos e refrescos custa quase R$ 3 bilhões por ano ao SUS, segundo estudo usado pelo governo para embasar o Imposto Seletivo. Produtores de bebidas alcoólicas, por outro lado, afirmam que o setor já é altamente tributado e que novos aumentos podem elevar preços, reduzir margens, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Segundo o setor, os impostos representam de 40% a mais de 80% do preço das bebidas.
05/11/2026 15:13:41 +00:00
Paraguai: entenda por que Peña pode sofrer impeachment após crise bancária

Santiago Peña, economista e presidente do Paraguai, foi ministro da Fazenda durante o governo de Horacio Cartes. Eleito pelo Partido Colorado, Peña assumiu a Presidência em 2023. REUTERS A Câmara dos Deputados do Paraguai começou a discutir nesta quinta-feira (5) um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña. Apresentada pela oposição em meio à crise do banco digital Ueno, a proposta também recebeu apoio da bancada governista do Partido Colorado, que anunciou voto favorável à abertura do processo. O Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro, teve sua liquidação determinada pelo Banco Central na terça-feira (3). A decisão deu início ao processo de encerramento das atividades do banco, após a autoridade monetária constatar que a instituição não tinha recursos suficientes para cumprir suas obrigações financeiras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O pedido foi apresentado inicialmente por 35 deputados da oposição, que solicitaram uma sessão extraordinária da Câmara para discutir o assunto. Com a adesão dos 36 deputados governistas, a proposta pode receber apoio unânime. ➡️ Para que o impeachment avance, pelo menos dois terços dos deputados precisam votar a favor do pedido. Apesar do anúncio da bancada governista, ainda não está confirmado se todos os parlamentares da base votarão pela abertura do processo. Agora no g1 A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de dinheiro destinado ao pagamento de aposentadorias e outros benefícios, entre outras irregularidades. Os parlamentares também afirmam que o Banco Central teria ocultado problemas financeiros da instituição. A ligação do presidente com o banco está no centro das acusações. Peña manteve participação acionária no Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025. Ele já era sócio do grupo antes de assumir a Presidência, em 2023. 👉 O pedido de impeachment é mais um desdobramento da crise, que já havia provocado a renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do Paraguai, e a prisão de oito diretores do Ueno, entre eles o presidente-executivo, Miguel Vázquez. Crise no Ueno O Ueno, que tinha cerca de 3 milhões de clientes e era o maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, enfrentava problemas financeiros e era alvo de investigações. Após uma revisão dos registros financeiros do banco, o índice de solvência, que mede sua capacidade de cumprir obrigações financeiras, caiu para menos da metade do mínimo exigido pelas autoridades. O Banco Central constatou que o Ueno não tinha recursos suficientes para cumprir suas obrigações. O problema estava relacionado a empréstimos concedidos a empresas ligadas à própria instituição. ⚖️ Diante da situação, o BC iniciou o processo de liquidação do Ueno para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre outros bancos e instituições financeiras. O Ministério Público também abriu uma investigação criminal sobre o caso: Oito pessoas ligadas ao banco se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão. A Procuradoria apresentou acusações formais contra 27 pessoas, e a Justiça determinou o bloqueio dos bens dos investigados. Nos últimos meses, o Ueno já vinha sendo alvo de uma fiscalização mais rigorosa. Órgãos reguladores investigavam se a instituição havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez. O banco negava ter participado da operação. O banco administrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,63 bilhões) em recursos públicos no Paraguai, incluindo valores do Instituto de Previdência Social (IPS) e de outros fundos destinados ao pagamento de aposentadorias e benefícios. Na terça-feira (3), clientes foram às agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. "Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno", disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. "Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim." Peña anuncia medidas para ressarcir clientes Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que permite utilizar recursos do Fundo de Garantia do país para ressarcir os clientes do banco. O presidente afirmou ainda que a medida deve garantir a devolução dos recursos públicos depositados no banco, incluindo valores do IPS e de outros fundos públicos de previdência. Nesta quarta-feira (4), Peña promulgou a lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seus recursos mais rapidamente. O presidente não se pronunciou publicamente sobre o pedido de impeachment, mas afirmou na rede social X que os responsáveis por eventuais irregularidades deverão responder à Justiça, sem exceções. "Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse", afirmou. Initial plugin text Governo tenta conter preocupação com sistema financeiro A crise também preocupou clientes de outras instituições financeiras. Nesta quarta-feira (4), circularam relatos de falhas nos aplicativos de outros bancos, em meio ao aumento das transferências de recursos do Ueno para outras instituições. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que os bancos trabalhavam para atender ao aumento da demanda por transferências de dinheiro. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava "operando normalmente". O Banco Central também afirmou que o caso do Ueno é isolado e não representa problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña procurou afastar o temor de que a crise atingisse outros bancos e disse que "este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional". O presidente acrescentou que os responsáveis pelo caso "devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios". Segundo o Banco Central, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para avaliar os ativos do Ueno, como os bens e os valores de empréstimos que a instituição tem a receber. Agência do Ueno fechada enquanto parlamentares da oposição avançam com o processo de impeachment do presidente Santiago Peña, a quem responsabilizam pela crise bancária desencadeada pelo colapso da instituição financeira digital, em Assunção, no Paraguai, em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo Renúncia do presidente do Banco Central A crise também levou à renúncia de Carlos Carvallo à presidência do Banco Central. Ele havia comandado o Ueno até agosto de 2023. Parlamentares criticavam tanto Carvallo quanto o BC pela fiscalização do banco. Ele havia afirmado que permaneceria no cargo enquanto as autoridades adotassem as medidas necessárias para lidar com a crise. Ao anunciar sua renúncia, disse que a decisão ajudaria a reduzir as controvérsias em torno do Banco Central. Segundo ele, a saída permitiria que o BC e a Superintendência de Bancos atuassem sem a interferência de disputas políticas e da pressão da imprensa. Parlamentares já haviam pedido a saída dos principais dirigentes do BC depois que a autoridade monetária rejeitou um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também afetou o mercado financeiro. As preocupações com o Ueno pressionaram os preços dos títulos de dívida emitidos pelo banco em dólar, com vencimento em 2031, e dos títulos da dívida pública paraguaia. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma empresa local de tecnologia financeira voltada a um público específico para um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters
05/11/2026 14:33:20 +00:00
IBGE anuncia concurso com 27 mil vagas temporárias em todo o Brasil; veja salários

IBGE Tocantins Helena Pontes/Agência IBGE Notícias O IBGE publicou nesta quinta-feira (5) o edital de um novo concurso nacional com 27.279 vagas para recenseadores que vão atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. A remuneração mensal prevista é de R$ 1.741. (veja a distribuição de vagas por estado) Segundo o instituto, a remuneração pode chegar a R$ 2.629, dependendo da produtividade e dos benefícios previstos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os selecionados também terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, 13º salário e férias proporcionais, além de auxílio para deslocamento e auxílio pré-escolar. ➡️ As inscrições poderão ser feitas entre 6 e 25 de novembro, no site da Fundação Cesgranrio. A taxa é de R$ 70, e as provas serão aplicadas em 31 de janeiro de 2027. Agora no g1 O contrato terá duração estimada de seis meses e poderá ser prorrogado conforme a necessidade do serviço, até o limite de quatro anos. Os aprovados vão visitar estabelecimentos agropecuários para coletar informações que farão parte da base de dados do censo. Segundo o IBGE, os dados serão usados em pesquisas, no planejamento do governo e na elaboração de políticas públicas para o setor agropecuário do país. Concurso do IBGE; Número de vagas Arte/g1
05/11/2026 14:26:01 +00:00
Crise política no Paraguai se agrava, e base governista retira apoio a Peña e se declara a favor de impeachment

Clientes do banco Ueno fazem protesto em Assunção, no Paraguai, em 5 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP Com apoio tanto da oposição quanto da base governista, o Congresso do Paraguai iniciou nesta quinta-feira (5) os primeiros passos para votar um impeachment contra o presidente do país, Santiago Peña, e seu vice por causa de uma crise bancária. ➡️ A crise começou após o banco digital Ueno fechar as portas e deixar milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades (leia mais abaixo). A imprensa paraguaia afirma que Peña já assinou uma carta de renúncia e que a apresentará ainda nesta quinta. Todas as bancadas do Congresso anunciaram que votarão a favor de um processo de impeachment, que ganhou força após toda a base do governo e o próprio presidente da sigla do presidente, o Partido Colorado, retirarem o apoio a Peña, o que o deixou isolado. Nesta manhã, o Congresso do Paraguai iniciou uma sessão extraordinária para debater o pedido de impeachment. A imprensa paraguaia afirma que há chances, também, de que Peña renuncie ao cargo antes de ser submetido ao processo de impeachment. A sessão é o primeiro passo do processo do impeachment, e é necessária uma maioria de dois terços dos parlamentares presentes na sessão para dar início aos trâmites de um processo de impeachment. A sessão ainda ocorria até a última atualização desta reportagem. 👉 A iniciativa de impeachment ganhou força após o presidente do Congresso, Basilio Nuñez, e o líder do Partido Colorado, o ex-presidente Horacio Cartes, retiraram seu apoio a Peña. O presidente ainda não havia se manifestado após a retirada do apoio de sua base. Conservador, Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023. Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes, é o atual candidato presidencial do Colorado REUTERS Acusação Deputado da oposição no Paraguai segura cartaz em ato que pede impeachment do presidente Santiago Peña após fechamento de banco virtual que gerou crise bancária no país, em 5 de novembro de 2026. Cesar Olmedo/ Reuters A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o banco central teria encoberto irregularidades. “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente... o senhor é a origem desse monstro que criou”, disse a deputada de oposição Rocío Vallejo durante a sessão, pouco antes da apresentação do pedido. A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação da sessão extraordinária. 👉 Peña, que também é economista, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. Em uma publicação em suas redes sociais, o presidente paraguaio afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções. A declaração foi feita pouco antes de que ele promulgasse uma lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, afirmou. Agora no g1 Executivos do Ueno se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados. Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do Ueno. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”. Pessoas fazem fila para tentar retirar dinheiro em banco em Assunção, no Paraguai, diante de temor gerado por crise bancária no país, em 3 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP
05/11/2026 14:14:41 +00:00
Moto do Batman no filme 'Cavaleiro das Trevas' vai a leilão e pode passar de R$ 6 milhões

Batpod usado no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas” de 2008 vai a leilão. Divulgação / Propstore A moto que Batman usou para perseguir o Coringa em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) vai a leilão em Londres. Os lances podem ser feitos pela internet até o dia 4 de dezembro. A Propstore, responsável pelo pregão, estima que a Batpod seja arrematada por um valor que pode chegar a 900 mil libras (R$ 6,6 milhões em conversão direta e sem impostos). Riscos e outras marcas no lado direito da moto permitiram identificar o exemplar nas imagens da perseguição. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No filme, Batman, interpretado por Christian Bale, escapa do batmóvel destruído e segue sobre duas rodas atrás do Coringa, papel de Heath Ledger. A moto voltou às telas em “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). Dessa vez, tanto o herói quanto Selina Kyle, interpretada por Anne Hathaway, pilotam a Batpod no confronto com Bane e a Liga das Sombras. Agora no g1 Quem arrematar a Batpod só poderá movê-la empurrando. A moto está sem bateria, tanque de combustível e comandos do acelerador. Todos os fluidos foram drenados, e o lote inclui um suporte de metal para exposição. Como era pilotar O diretor Christopher Nolan e o designer de produção Nathan Crowley imaginaram a Batpod como uma opção mais ágil que o Tumbler, batmóvel que era baseado num tanque futurista. Crowley concluiu o desenho, e o supervisor de efeitos especiais, Chris Corbould, construiu seis unidades para o filme de 2008. Galerias Relacionadas Os pneus de competição Hoosier de 31 polegadas eram tão largos que dificultaram o trabalho de quem precisou fazer a moto rodar. Nas filmagens, o dublê Jean-Pierre Goy pilotava deitado de bruços e usava os braços e os ombros para mudar de direção. Os comandos dos freios ficavam na manopla esquerda e no pedal direito. Com 3,80 metros de comprimento, 1,20 metro de largura e 1,07 metro de altura, a Batpod tem motor Honda 750 e escapamento integrado ao chassi. Painéis de fibra de vidro pintados de cinza metálico cobrem o motor e o guidão. Na dianteira, os canos dos dois canhões cenográficos são de plástico, resina e fibra de vidro. Acima da manopla direita fica uma mira que se ilumina. Galerias Relacionadas A moto fez parte do acervo da Warner Bros. e foi usada em eventos de divulgação dos dois filmes. Além dos riscos que a identificam em cena, há desgaste nos painéis, pontos de corrosão no chassi e um dano no suporte do canhão esquerdo, ocorrido durante as filmagens. Esta será a segunda passagem da Batpod por um leilão da Propstore. A Warner Bros. vendeu a moto em 27 de setembro de 2016. O exemplar volta à venda com certificado de autenticidade do estúdio. Batman Batpod Divulgação
05/11/2026 14:03:41 +00:00
Endividamento recua pelo 2º mês seguido, mas ainda atinge 81,6% das famílias

Educador financeiro explica como endividamento afeta a vida das pessoas A parcela de famílias brasileiras com algum tipo de dívida a vencer, como cartão de crédito, financiamento ou empréstimo, ficou em 81,6% em outubro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice teve queda de apenas 0,1 ponto percentual na comparação com setembro, mas continua acima dos 79,5% registrados no mesmo mês de 2025. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Já a parcela de famílias que se consideram muito endividadas caiu de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro. O resultado é o menor desde abril, quando o indicador marcou 16,4%. 💵 Endividamento: considera famílias que têm algum tipo de dívida, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos ou financiamentos, mesmo que estejam pagando as parcelas em dia. 💵 Inadimplência: considera famílias que têm contas ou parcelas em atraso, ou seja, que não conseguiram pagar suas dívidas no prazo. A inadimplência também apresentou melhora pelo segundo mês consecutivo. A parcela de famílias com dívidas em atraso passou de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, atingindo o menor patamar de 2026. A CNC projeta que a redução do endividamento continue nos últimos meses do ano, impulsionada pelo pagamento da segunda parcela do 13º salário. "As famílias têm privilegiado o abatimento ou a quitação de dívidas, até em detrimento do consumo", explicou ao g1. Mas ele pondera que a trajetória dos juros será determinante para a evolução do endividamento em 2027. Com a manutenção da taxa básica em patamar elevado, a expectativa é de uma redução mais lenta dos juros, o que pode limitar o crescimento da economia e dificultar a recuperação financeira das famílias, especialmente as de menor renda. 🔍O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, pela quarta reunião consecutiva. O patamar é o maior desde julho de 2006 e mantém o Brasil entre os países com os juros reais mais altos do mundo. Ele reforça que o peso dos juros sobre as famílias vai muito além da Selic e aponta o rotativo do cartão de crédito como um dos principais vilões do endividamento. Segundo Bentes, enquanto a taxa básica está em 13,75% ao ano, os juros médios do rotativo chegam a 440% ao ano. "Quando essa taxa do rotativo está lá em cima, isso dificulta muito esse reequilíbrio. É uma dívida que dobra em menos de cinco meses", afirma. PEIC g1 Inadimplência recua pelo segundo mês seguido A parcela de famílias com dívidas em atraso caiu de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador estava em 30,5%, houve recuo de 1,2 ponto percentual. ➡️ Também diminuiu o percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas. O indicador passou de 12,5% para 12,2% no mês. Em outubro de 2025, estava em 13,2%. O tempo médio de atraso das dívidas recuou para 65,1 dias. Ainda assim, quase metade das dívidas em atraso (48,8%) estava vencida havia mais de 90 dias. Menos famílias se consideram muito endividadas Além da queda na inadimplência, a pesquisa mostra uma redução na parcela de famílias que se consideram muito endividadas. O percentual passou de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, menor nível desde abril. Já a proporção de famílias que se consideram pouco endividadas subiu de 34,9% para 35,8%. As famílias que se consideram mais ou menos endividadas representaram 29% do total, ante 29,5% no mês anterior. Já a parcela de consumidores que disseram não ter dívidas passou de 18,1% para 18,2%. O comprometimento da renda também apresentou melhora. Em outubro, 19,3% das famílias destinavam mais da metade dos rendimentos ao pagamento de dívidas. Inadimplência tem comportamento diferente conforme a renda A evolução da inadimplência não foi igual em todas as faixas de renda analisadas pela pesquisa. Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, o percentual de inadimplentes subiu de 38,5% em setembro para 38,6% em outubro. Foi a única faixa em que o indicador avançou no período. Já entre aquelas com renda de três a cinco salários mínimos, a inadimplência caiu de 27,8% para 27,1%. Na faixa de cinco a dez salários mínimos, o percentual recuou de 20,2% para 19,7%. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o indicador permaneceu estável em 15%. A diferença também aparece na proporção de famílias endividadas. ➡️ Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, 84,5% tinham dívidas em outubro. Na faixa de três a cinco salários mínimos, o percentual era de 83,3%. Entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 77,9% para 79,3%. Já entre aquelas que recebem mais de dez salários mínimos, caiu de 71,9% para 71,5%. PEIC g1 Para Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), conhecido como Dr. Dívidas, a diferença entre as faixas de renda pode ser explicada por uma combinação de fatores, como medidas governamentais de transferência de renda, recuperação do poder de compra, mudanças na tributação do Imposto de Renda Pessoa Física e aquecimento do mercado de trabalho. Segundo ele, as famílias que recebem entre 3 e 5 salários mínimos podem estar conseguindo absorver melhor esses efeitos, seja pelo aumento da renda, seja pela maior capacidade de reorganizar seus compromissos financeiros. Já entre aquelas com renda de até 3 salários mínimos, os impactos positivos ainda não são plenamente sentidos. Isso porque uma parcela significativa do orçamento continua comprometida com despesas essenciais, como alimentação, moradia, transporte e serviços básicos. "Não podemos olhar apenas para o crescimento da renda nominal. Precisamos avaliar quanto efetivamente sobra no orçamento familiar depois de pagar as contas", afirma. Para Domingos, é justamente nessa faixa de renda que a falta de educação financeira se torna ainda mais preocupante. Aposentada que nega ter contratado cartão consignado deve receber indenização de banco em MG Envato Elements / Imagem Ilustrativa
05/11/2026 13:30:18 +00:00
Nem os mais ricos escapam: inadimplência dispara quase 40% em um ano entre brasileiros de alta renda

Mulher checando informações do cartão de crédito Reprodução Freepik Nem as famílias de renda mais alta escaparam do avanço da inadimplência no último ano. Dados do Sistema de Informações de Créditos (SCR) do Banco Central (BC) mostram que, em agosto, a taxa de inadimplência cresceu 38,8% entre brasileiros que ganham de 10 a 20 salários mínimos e 35,8% entre aqueles com renda acima de 20 salários mínimos, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Embora as famílias de alta renda continuem registrando taxas de inadimplência menores, foi entre elas que o indicador registrou as maiores altas percentuais no último ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, um dos pontos de atenção também para os mais ricos é o crédito rotativo do cartão, modalidade de crédito emergencial e de acesso imediato, que pode ser utilizada sem a contratação de um novo empréstimo e costuma ter juros elevados. Dados preliminares do BC referentes a setembro, por exemplo, apontam que a taxa média de juros do rotativo do cartão chegou a 451,7% ao ano, o equivalente a 15,29% ao mês. Já os juros do parcelamento da fatura, modalidade em que o cliente divide o saldo devido em parcelas acrescidas de juros, chegaram a 193% ao ano, o equivalente a 9,37% ao mês. Agora no g1 “O cartão de crédito é uma faca de dois gumes. Ele pode ajudar no orçamento se a pessoa conseguir se organizar. Mas, infelizmente, a maior parte da população ainda enxerga o cartão como uma oportunidade de esticar o orçamento no curto prazo, e o resultado disso é um juro exorbitante”, afirma Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Vai fazer uma dívida? Responda a estas duas perguntas antes Inadimplência da alta renda cresce mais de 30%. Arte/g1 Crédito às famílias também cresce O cenário de juros elevados ocorre, ainda, em meio à expansão do crédito às famílias. Segundo o BC, o estoque das operações de crédito para pessoas físicas cresceu 9,9% nos 12 meses encerrados em setembro. No rotativo do cartão, as concessões também avançaram. De acordo com o BC, o volume de crédito concedido nessa modalidade cresceu 12,6% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para R$ 37,3 bilhões. No parcelamento da fatura, as concessões avançaram 8,4% na mesma comparação, para R$ 17,6 bilhões. Segundo especialistas, diferentes fatores podem ajudar a explicar o aumento do uso do cartão de crédito, inclusive entre a população de alta renda. “Além dos juros altos que acabam deixando o consumo e o crédito mais caro, também temos uma mudança comportamental do brasileiro, que hoje tem um acesso muito mais fácil ao consumo por conta da internet”, afirma Alexandre Amorim, planejador financeiro CFP associado à Planejar. “Antigamente, os planejadores financeiros orientavam os clientes a darem uma volta no shopping antes de comprar algo para ver se aquele produto era algo que ele realmente queria ter. Mas agora, com a internet, a compra por impulso também acaba sendo um problema”, completa. Inadimplência no cartão avança mais na alta renda na comparação em 12 meses. Arte/g1 Outro fator que pode pressionar o orçamento das famílias é a inflação, que segue acima da meta no país. Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,32% em outubro. A alta é de 4,62% em 12 meses, superando o teto da meta de inflação, de 4,5%. Segundo Bentes, da CNC, o ritmo de redução da taxa básica de juros (Selic) também influencia o consumo e as condições de crédito no país. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. Nesse sentido, embora os juros básicos tenham começado a cair — estavam em 15% ao ano no início de 2026 —, os efeitos do período prolongado de crédito caro continuam pesando no orçamento das famílias. “Além disso, o brasileiro tem o hábito de pagar o preço da facilidade. No caso do crédito, esse preço é a taxa de juros elevada do cartão de crédito”, diz o economista. Maioria das famílias brasileiras continua endividada A CNC divulgou, nesta quinta-feira (5), os novos dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Os dados mostraram que 81,6% das famílias declararam ter dívidas em outubro, ante 81,7% em setembro. Apesar de ser o menor patamar desde junho, o percentual ainda ficou 2,1 pontos percentuais acima do registrado em outubro de 2025 (79,5%). Por outro lado, o percentual de famílias com dívidas em atraso ficou em 29,3% em outubro, queda de 0,3 ponto percentual em relação a setembro e de 1,2 ponto percentual na comparação com outubro do ano passado. Além disso, 12,2% das famílias afirmaram que não teriam condições de pagar as dívidas em atraso, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação a setembro e de 1 ponto percentual na comparação anual. Na divisão por faixa de renda, a proporção de famílias endividadas caiu entre aquelas que ganham até 3 salários mínimos, de 84,6% para 84,5%, e entre as que recebem mais de 10 salários mínimos, de 71,9% para 71,5%. Por outro lado, o percentual de famílias endividadas aumentou entre as que ganham de 5 a 10 salários mínimos, de 77,9% para 79,3%, e ficou estável, em 83,3%, entre aquelas com renda de 3 a 5 salários mínimos.
05/11/2026 13:30:00 +00:00
PT e parte da equipe de Lula atacam BC após Copom interromper ciclo de corte de juros por dúvidas sobre ajuste fiscal

O PT e parte da equipe do presidente Lula estão atacando o Banco Central, dizendo que o Copom se rendeu ao mercado e parou de cortar a taxa Selic, que ficou em 13,75% ao ano. Entre petistas e uma ala do governo, há quem defenda, inclusive, que o presidente Lula indique a partir de agora diretores mais alinhados com uma visão de redução dos juros. Do seu lado, o Copom justifica a interrupção do ciclo de corte de juros pelo cenário de incertezas na área fiscal e pressões sobre a inflação no curto prazo. O mercado, majoritariamente, já vinha prevendo que o BC iria manter a taxa Selic em 13,75% diante de uma inflação em alta e riscos de as contas públicas seguirem no vermelho. Banco Central mantém Taxa Selic em 13,75% a.a. Até agora, só há promessas de que Lula terá responsabilidade fiscal em seu quarto mandato, mas pouco se sabe sobre o que a equipe econômica irá propor para garantir o cumprimento das metas fiscais, que, no próximo ano, prevê um superávit primário de 0,5% do PIB. Lula fará um pronunciamento, no próximo domingo, prometendo responsabilidade fiscal, mas também garantindo que não haverá cortes em programas sociais e suas promessas de campanha serão cumpridas. Nas palavras de assessores, não haverá "estelionato eleitoral" no Lula 4. 🔎Estelionato eleitoral é uma expressão usada para definir casos em que um candidato, após eleito, adota medidas contrárias ao que prometeu durante a campanha. Apesar do nome, não é um crime previsto na legislação brasileira. O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, disse que o BC sucumbiu às pressões do mercado. Segundo ele, se o Flávio Bolsonaro vencesse, o mercado previa queda dos juros. Se fosse Lula, como foi, a queda dos juros seria interrompida. O que foi formalizado ontem pelo Copom. O PT chegou a defender, nos últimos dias, uma proposta do economista André Lara Resende, um dos pais do plano real, que previa uma queda da taxa Selic num prazo de doze meses para 7,5% ao ano. Depois, seria criado um teto para a taxa de juros e para a meta fiscal. A ideia foi criticada por economistas, sob o argumento de que esse plano nunca foi testado em nenhum país e representaria um risco para o país. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está fechando com sua equipe medidas para garantir o cumprimento do centro da meta fiscal a partir do próximo ano, quando está previsto um superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo eles, as propostas devem ser levadas a Lula depois do seu retorno à Turquia, onde participará da reunião da COP 30. Ele viaja no próximo dia 9 de novembro e retorna no dia 12 de novembro. Vagas no Banco Central Em relação às indicações para diretoria do BC, duas vagas estão abertas, de Política Econômica e Organização do Sistema Financeiro. Em fevereiro, serão abertas mais duas, de Política Monetária e Fiscalização. Dentro do PT, a defesa é que Lula aproveite para indicar diretores do Banco Central mais alinhados a uma política de redução da taxa de juros. Interlocutores do presidente ouvidos pelo blog dizem, porém, que ele não fará isso. Seria o mesmo que comprar uma crise com os investidores e sinalizar que o presidente pretende comandar o Banco Central, que tem autonomia para operar sua política monetária. Copom reduz taxa de juros, e o FED mantém Jornal Nacional/ Reprodução
05/11/2026 13:24:49 +00:00
Fim das bets reduzirá arrecadação do imposto do pecado em 2027 e exigirá ajuste no orçamento, diz ministro da Fazenda

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de acabar com as bets neste ano, durante a corrida eleitoral, reduzirá a previsão de arrecadação do chamado "imposto do pecado" em 2027 — que englobava as apostas online — e, por isso, será necessário ajustar a proposta de orçamento do próximo ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a jornalistas. Entre janeiro de 2025 e setembro deste ano, quando as apostas online foram vetadas por meio de Medida Provisória, o governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das "bets". Os dados são da Receita Federal. Com a perda desses recursos, antes previstos no orçamento, Durigan afirmou que o governo terá de "acomodar" seu impacto na peça orçamentária de 2027, que ainda terá de ser votada pelo Legislativo. "A gente acomoda o orçamento e isso não vai trazer dificuldade para as receitas", disse o ministro. Governo edita medida provisória que define alíquotas do 'imposto do pecado' Por outro lado, Durigan informou que o dinheiro que antes era canalizado para as bets "não desaparece", ou seja, passa a ser direcionado para outras atividades econômicas — o que gera efeito positivo na arrecadação de outros tributos federais. "O varejo, o atacado tem percebido já o aumento da atividade. Então é natural que, sim, saia essa arrecadação da rubrica de apostas, mas a gente a perceba em outros lugares", acrescentou o ministro. Editada em 25 de setembro, a Medida Provisória que proibiu as bets tem de ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, ou seja, até 5 de março do ano que vem. Se a MP não for votada e aprovada pelo Congresso dentro desse prazo, ela perde a validade e as apostas voltam a ser liberadas no país em março de 2027 — já com um novo Congresso Nacional eleito. Dario Durigan Washington Costa/MF
05/11/2026 13:10:31 +00:00
Binance e agora banco francês: como hackers desviaram tanto dinheiro? Entenda as diferenças entre os casos

FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, e o banco francês Crédit Mutuel Arkéa foram alvos de ataques hackers em um intervalo de quase uma semana. Os criminosos desviaram bilhões de reais, mas usaram caminhos diferentes para acessar os recursos. Na Binance, o roubo foi de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, foi o maior roubo de criptomoedas já registrado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já o Crédit Mutuel Arkéa informou, na noite desta quarta-feira (4), que sofreu um ataque com desvio estimado em 100 milhões de euros (R$ 615 milhões). "No caso da Binance, o roubo foi das próprias carteiras de criptomoedas. Já no caso do banco francês, foram roubados recursos financeiros da instituição, que rapidamente foram convertidos em criptomoedas", explica ao g1 Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a conversão para cripto facilita a transferência dos valores entre países. Os dois casos ainda ocorrem em meio a uma onda de ciberataques que também afeta sistemas de refrigeração de supermercados na Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo. Como ocorreu o ataque à Binance Logotipo da Binance. Dado Ruvic/Reuters Na Binance, a invasão do notebook de um dos engenheiros pode ter aberto caminho para o roubo. Segundo a corretora, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. "Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente", afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão. Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência de notícias Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. "A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda", afirmou Karpeles. A Mt Gox, sediada em Tóquio, encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin. Segundo a agência de notícias AFP, a TRM Labs, empresa de análise de blockchain, afirmou ter "alta confiança" de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou "informações robustas dentro e fora da blockchain". O que aconteceu no banco francês Crédit Mutuel Arkéa Divulgação O Crédit Mutuel Arkéa afirmou que os hackers invadiram seus sistemas e fizeram transferências para outros bancos. Segundo a instituição, as contas dos clientes não foram invadidas, e eles não tiveram prejuízo. O dinheiro roubado foi convertido em criptomoedas. De acordo com o jornal francês Le Monde, parte dos recursos foi enviada ao banco Kraken, que emitiu um alerta de transação suspeita na terça-feira (3), após receber transferências de valores elevados destinadas a um banco da Europa. O Crédit Mutuel Arkéa não confirmou o prejuízo de US$ 133 milhões divulgado pelo jornal Le Télégramme, mas indicou que os recursos comprometidos eram dessa ordem. Por que esses ataques preocupam O especialista Arthur Igreja afirma que os hackers estão se especializando e que ferramentas de inteligência artificial podem ampliar a atuação desses criminosos. Ainda não se sabe, porém, se a IA foi usada nos ataques à Binance e ao banco francês. "Já existe, há algum tempo, um alerta de que as ferramentas e os modelos de IA poderiam potencializar a atuação desses criminosos. Ela pode ser utilizada para encontrar fragilidades, automatizar tarefas e até aumentar a velocidade da execução de determinadas etapas de um ataque". O especialista ressalta que, nesse cenário, a IA é uma ferramenta usada pelos hackers. Isso não significa que a tecnologia tenha realizado o ataque por conta própria ou saído de controle. Igreja também destaca que esses crimes podem ser cometidos à distância, de qualquer lugar do mundo. "Isso também é muito grave, porque pode ser um hacker que está na Coreia do Norte, por exemplo, atacando a Binance. A grande questão é que, onde houver uma fragilidade, muito possivelmente ela será explorada", afirma. Por que Trump quer mudar o nome da IA?
05/11/2026 13:07:07 +00:00
Petróleo opera abaixo de US$ 100 após revés de Trump elevar apostas no fim da guerra com Irã

Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais Jornal Nacional/ Reprodução Os preços do petróleo operam abaixo de US$ 100 nesta quinta-feira (5), após a commodity registrar queda de mais de 8% na véspera e atingir o menor nível em mais de dois meses. O novo patamar vem após o Partido Republicano, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perder o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. O movimento reflete a aposta dos investidores de que a mudança de poder pode acelerar o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na véspera, os contratos futuros do Brent, referência internacional, fecharam em queda de 8,7%, a US$ 94,62 por barril, enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, caíram 8,3%, para US$ 88,12. Ambos fecharam no menor nível desde 31 de agosto. Já nesta quinta-feira (5), o Brent tinha queda de 2,24% perto das 9h15, cotado a US$ 96,74, enquanto o WTI subia 1,87% no mesmo horário, a US$ 89,77 por barril. Agora no g1 Trump agora enfrenta uma escolha entre buscar uma saída negociada ou partir para uma escalada mais arriscada do conflito. Enfraquecido e diante de um Congresso controlado pelos democratas, o presidente tem maior incentivo para buscar um acordo, afirmaram duas fontes próximas a governos do Golfo. Um ataque em grande escala ao Irã parece menos provável, disseram elas. No entanto, um acordo que permita ao Irã reivindicar uma vitória clara e faça Trump parecer derrotado pode tanto levar a uma reação imprudente quanto favorecer a moderação, disseram analistas do Golfo. Trump disse ao jornal britânico Financial Times, na terça-feira (3), que os EUA não tinham planos imediatos de atacar o Irã. Na quarta-feira (4), reconheceu que a guerra teve influência na ampla derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato, nas quais os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Deputados e do Senado. “O controle democrata do Congresso também poderia restringir os gastos militares dos EUA no Oriente Médio e aumentar a possibilidade de um acordo de paz em um prazo mais curto”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, à Reuters. Segundo ele, o aumento das exportações de petróleo do Oriente Médio, somado às declarações de Trump de que não há planos imediatos para atacar o Irã, aumenta a pressão sobre os preços. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, distanciou-se na quarta-feira da decisão de entrar em guerra, questionou se o conflito valeu a pena e atribuiu a ele a derrota republicana nas eleições, que deram aos democratas o controle do Congresso. O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou em comunicado que a hostilidade dos EUA persistiria independentemente de qual partido estivesse no poder. Os houthis, do Iêmen, disseram ter atacado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. As autoridades sauditas não confirmaram o ataque. Catar tenta evitar nova escalada O Catar intensificou os esforços de mediação para evitar uma nova escalada do conflito após as eleições nos EUA. Uma alta autoridade iraniana disse à Reuters, na terça-feira, que o Irã e os Estados Unidos ainda estão longe de chegar a um acordo para encerrar a guerra. “As eleições estão dando aos investidores que apostam na queda dos preços um motivo para duvidar da continuidade do conflito no Irã. [...] Estou mais preocupado com a possibilidade de vermos uma escalada antes de uma resolução”, disse Carl Larry, que lidera a equipe de negociação e risco para a América do Norte na Enverus, à Reuters. As exportações dos países do Golfo de petróleo, condensado e produtos refinados, excluindo o gás liquefeito de petróleo, atingiram média de 17,1 milhões de barris por dia em outubro, segundo dados de rastreamento de navios da Vortexa. O volume ficou abaixo dos 18,9 milhões de barris por dia registrados em setembro, mas ainda corresponde a cerca de três quartos do nível anterior à guerra. Os Emirados Árabes Unidos avaliam construir um terceiro oleoduto para transportar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, informou a Bloomberg, citando fontes a par do assunto. O objetivo seria reduzir drasticamente a dependência do país dessa rota. Nos EUA, os estoques de petróleo bruto, gasolina e destilados caíram na semana passada, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).
05/11/2026 12:22:06 +00:00
Durigan diz que taxa de juros é muito alta no Brasil, mas evita criticar decisão do BC de interromper ciclo de corte da Selic

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros da economia brasileira, fixada pelo Banco Central, é muito alta no Brasil. Ele evitou, entretanto, criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que interrompeu nesta quarta-feira (4) o ciclo de corte da Selic ao manter a taxa estável em 13,75% ao ano. "Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros", disse o ministro. Ele afirmou que a equipe econômica continuará trabalhando para reequilibrar as contas públicas, que vêm registrando déficits sucessivos nos últimos anos — fator que, segundo o mercado financeiro, tem pressionado as expectativas de inflação, o dólar e, consequentemente, a taxa de juros. Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano "Eu acho que é cumprir o que a gente tem já feito nesses quatro anos aqui no Ministério da Fazenda, em que a gente enfrenta um déficit que veio do governo Bolsonaro, e dar as condições para o país ter um superávit a partir do próximo ano, com os ajustes necessários", declarou o ministro. Durigan reiterou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres". "Ao contrário, Quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas, olhando para corte de privilégio, retomada de uma série", acrescentou. Segundo ele, a área econômica segue trabalhando em medidas para melhorar o perfil das contas públicas, mas afastou a possibilidade de algum anúncio nos próximos dias. "Nos próximos dias, provavelmente não o presidente tem viagem para a COP, preparação do presidente para isso. A gente vai seguir debatendo, seguindo, levando propostas. Tenho falado com o presidente diariamente, mas para os próximos dias não. Acho que quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações", informou Durigan. Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF
05/11/2026 12:20:51 +00:00
Ministro da Fazenda diz que prazo de cobrança do imposto federal sobre consumo não será adiado; CBS começa em 1º de janeiro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que o governo federal não vai adiar o prazo de cobrança do imposto federal sobre o consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para 1º de janeiro de 2027. "É claro que durante a eleição teve muita gente que atrapalhou a reforma tributária. Muita desinformação, muito medo no setor produtivo. Mas nós temos que vencer o medo e, de novo, o nosso sistema tributário do consumo ele é muito ruim. Nós precisamos juntos melhorar", disse o ministro a jornalistas. Durigan afirmou, entretanto, que, se houver necessidade, o governo vai estender prazo de multa ou de prestação de informação acessória (envio de declarações, por exemplo). "Eu vou tranquilizar os setores porque a gente tem feito uma série de medidas para dizer para os contribuintes, para as diferentes lideranças. Para as diferentes lideranças empresariais do país, nós vamos ter programa de conformidade em que, se tiver de boa-fé o contribuinte, não vai haver penalidade", acrescentou. MP estabelece alíquota do Imposto do Pecado Alíquota alta ▶️Na semana passada, o TCU aprovou proposta para que a alíquota de referência CBS seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. 🔎A proposta ficou acima de estimativas anteriores do setor privado e do Comitê Gestor do IBS, dos estados, que apontavam uma tributação de até 9,4% — gerando forte repercussão negativa no setor produtivo. ▶️Junto com o imposto dos estados e municípios, com cobrança integral prevista para 2033, a previsão de analistas é que o futuro imposto sobre o consumo atinja 30%. Se confirmada, seria maior do que a alíquota de todos os países desenvolvidos. Durigan na portaria do Ministério da Fazenda, Brasília - DF Washington Costa/MF Pedido de adiamento Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao governo federal, por meio de ofício enviado ao ministro da Fazenda, a prorrogação do período de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) por todo o ano de 2027. "Entendemos que o teste deve exigir a apuração por parte das empresas, a partir de documentos fiscais e funcionalidades do sistema já disponíveis, mas sem recolhimento do valor apurado e sem cobrança de multas antes de um prazo para autorregularização. Nesse período, seria prorrogado o recolhimento do PIS/Cofins", diz a carta, assinada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban. De acordo com a CNI, os regulamentos da CBS ainda estão pendentes de regulamentação, notas técnicas são publicadas com atraso, a plataforma tecnológica de apuração assistida, e os ambientes de testes, é instável e não suporta grandes volumes de informações, além de haver dificuldades com notas de débito e crédito, entre outros problemas.
05/11/2026 12:16:39 +00:00
Dólar opera em alta após Copom e de olho em política econômica brasileira; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta quinta-feira (5), com um avanço de 0,49% perto das 12h30, cotado a R$ 5,4784. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,38%, aos 166.884 pontos. Investidores avaliam a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na véspera, que manteve a Selic inalterada em 13,75% ao ano. Na agenda do dia, dados de emprego dos Estados Unidos ficam no radar, assim como o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do Brasil e a política econômica de Lula (PT). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Copom interrompeu o ciclo de cortes de juros e manteve a Selic em 13,75% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado. Segundo o colegiado, o aumento das expectativas de inflação do mercado financeiro e a desaceleração da economia exigem "serenidade" na condução dos juros. Saiba mais. ▶️ Na agenda do dia, o foco fica com os novos dados de emprego dos Estados Unidos. No Brasil, serão divulgados a produção industrial de setembro e o índice de gerentes de compras (PMI) brasileiro — ambos importantes para que o mercado consiga avaliar a desaceleração da economia nacional. No exterior, a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE) também fica no radar. ▶️ A reforma tributária e o fim da escala 6x1 também recebem atenção. Nesta semana, o governo sinalizou a intenção de regulamentar o fim da escala 6x1 e indicou a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Já na véspera, o governo publicou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", para 2027. ‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: +0,14%; Acumulado do ano: -0,67%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -0,21% Acumulado do mês: --0,21%; Acumulado do ano: +4%. Copom interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 13,75% ao ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Com a decisão, o Copom interrompe o ciclo de cortes na taxa básica de juros iniciado em março deste ano. Segundo o comunicado, o "aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução". 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking Sobre o cenário externo, o Copom destacou que o ambiente tornou-se mais "adverso" devido ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que impactam diretamente no preço do petróleo e seus derivados e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas. Para o BC, esse conjunto de fatores demanda "cautela" dos países emergentes, como o Brasil, diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities. Já em relação ao cenário doméstico, o BC aponta que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do colegiado, em setembro, apontam para uma "moderação mais acentuada da atividade econômica". O mercado de trabalho, por sua vez, permanece resiliente ainda que com sinais de desaquecimento na margem. "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", destaca o Copom. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos operavam em queda nesta quinta-feira, conforme investidores repercutiam novos dados econômicos dos EUA. Perto das 12h30, o Dow Jones caía 1,56%, enquanto o S&P 500 recuava 2,04% e o Nasdaq Composite perdia 4,25%. Na Europa, os índices operavam mistos, de olho em protestos locais e em meio aos avanços das ações do setor de energia. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, caía 0,09%, enquanto o CAC-40, da França, subia 0,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,33%. Na Ásia, as bolsas locais fecharam mistas nesta quinta-feira, conforme investidores continuaram a avaliar as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,10%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 0,29%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 5,28% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 3,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,79%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels
05/11/2026 12:00:34 +00:00
FGC sofre invasão que expõe nomes, CPFs e outros dados pessoais de clientes

FGC sofre invasão e tem dados pessoais de clientes vazados O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quinta-feira (5) que identificou um acesso não autorizado a dados pessoais de clientes, como nome, CPF, e-mail e data de nascimento. (Veja quais informações foram expostas). A entidade não revelou quantas pessoas foram afetadas, mas afirmou que todas foram notificadas. (Veja ao final na imagem ao final da reportagem). O g1 tenta contato com o FGC para obter esse número. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Também não foi identificada nenhuma perda financeira decorrente do evento", disse o FGC em nota. "A investigação prossegue, com apoio de empresas especializadas, para esclarecer a extensão do acesso e verificar se houve cópia, divulgação ou utilização indevida das informações". 🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que funciona como um seguro para proteger o dinheiro de depositantes e investidores quando um banco enfrenta dificuldades, como no caso do Banco Master. Fundo Garantidor de Créditos (FGC) Reprodução/LinkedIn Segundo a entidade, a suspeita de invasão foi identificada em 26 de outubro. Desde então, o FGC restringiu o acesso aos ambientes envolvidos, bloqueou contas indevidas e preservou evidências para a investigação. Também iniciou uma revisão das permissões de acesso e dos controles de segurança. O FGC afirmou que, até o momento, não há evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de forma indevida. A entidade também informou que comunicou o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Segundo FGC, os dados e informações afetados foram: nome; CPF; e-mail; e data de nascimento; informações sobre os tributos retidos no pagamento; sobre o canal de distribuição pelo qual o investimento garantido foi realizado na instituição liquidada. O FGC orienta os clientes afetados a redobrar a atenção a ligações, mensagens e e-mails de pessoas que se apresentem como representantes da entidade. Segundo o fundo, os dados acessados podem ser usados para tornar tentativas de golpe mais convincentes. "Após a identificação do incidente, restringimos os acessos aos ambientes envolvidos, desabilitamos contas indevidas, reforçamos o monitoramento e preservamos evidências para a investigação. A revisão de permissões e a validação dos controles de segurança permanecem em andamento", afirma a nota da entidade. Comunicado enviado aos clientes do FGC. Reprodução Por que Trump quer mudar o nome da IA?
05/11/2026 11:56:28 +00:00
'Imposto do pecado' começa em fevereiro; cerveja será taxada em 4,2% e vinhos em 8%

Medida Provisória publicada no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quarta-feira (2) à noite estabelece a cobrança do Imposto Seletivo, conhecido também como "imposto do pecado", a partir de 2 de fevereiro de 2027. 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o "imposto do pecado" começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. Veja como vai funcionar a tributação. Como o imposto tem noventena, o prazo de cobrança foi fixado para começar a valer noventa dias após a publicação da MP, que tem força de lei. O prazo de vigência de uma Medida Provisória é de 60 dias, prorrogável automaticamente por mais 60 dias. No total, ela pode valer por até 120 dias antes de perder a validade, caso não seja votada e convertida em lei pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Governo edita medida provisória que define alíquotas do 'imposto do pecado' Veja quanto será cobrado no imposto do pecado bebidas açucaradas: 2,6%; cervejas de malte: 4,2%; vinhos, espumantes, proseccos e champanhe (excetuados os vinhos da madeira, do porto e de xerez): 8%; vermutes: 12%; vinhos da madeira, do porto e de xerez: 16%; bebidas alcoólicas prontas para consumo, como drinks enlatados, com teor acima de 8%: 16%; rum e cachaça: 20%; uísque, vodca, gim e tequila entre outros: 24%; cigarros: alíquota de 66,7%, mais R$ 3,50. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. O texto estabelece, por exemplo, critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi), observadas as condições previstas na medida. A medida prevê ainda a não incidência do imposto do pecado sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes, além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública. Copo de cerveja sendo servido Divulgação Por que o imposto foi criado? O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para garantir uma tributação maior sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O novo tributo também ganha importância com as mudanças previstas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no novo sistema. Com a redução do IPI e sem uma tributação adicional, produtos como os cigarros poderiam ter sua carga tributária reduzida. O Imposto Seletivo ajuda a evitar essa desoneração e mantém o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. Fim do IPI O ministro da Fazenda, Dario Durigan, lembrou nesta quinta-feira (5) que o imposto do pecado substituirá o IPI que é cobrado atualmente sobre esses produtos considerados nocivos à saúde. "Então o IPI deixa de existir a partir do ano que vem e nós vamos ter esse imposto seletivo que ele não tem finalidade arrecadatória, ele tem uma finalidade de evitar o consumo ou diminuir o consumo de alguns produtos e, portanto, ele vai incidir exclusivamente sobre bebida alcoólica, refrigerante, bebida açucarada, tabaco, carro", explicou Durigan. Manutenção da carga tributária De acordo com a equipe econômica, a MP prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição, ou seja, em 2027. "Essa medida provisória foi editada em acordo com os setores [afetados] para que a gente tenha em 2027 uma correspondência da carga do IPI que foi, que existe hoje, e a partir de 2027, a gente discuta o imposto seletivo permanente, que passaria a vigorar em 2028 em diante", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A partir de 2028, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Ficou estabelecido que, até 31 de maio de 2027, o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei com a definição das alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a partir de 1º de janeiro de 2028, em caráter definido. "O Imposto Seletivo integra o novo modelo de tributação sobre o consumo e tem caráter extrafiscal, buscando orientar decisões de consumo e produção em direção a padrões mais compatíveis com os objetivos constitucionais de proteção à saúde e ao meio ambiente", informou o governo. Até fevereiro, quando começa a valer o imposto do pecado, o governo informou que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre os produtos abrangidos pelo imposto do pecado. De acordo com a área econômica, o objetivo, além de manter a arrecadação, é evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde, a exemplo de cigarros.
05/11/2026 11:28:39 +00:00
Crise bancária leva oposição a pedir impeachment do presidente do Paraguai

Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes, é o atual candidato presidencial do Colorado REUTERS Parlamentares da oposição apresentaram nesta quarta-feira (4) um pedido de impeachment contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a quem responsabilizam pela crise no banco digital Ueno. A intervenção na instituição deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação de uma sessão extraordinária na quinta-feira (5) para discutir o caso. Para abrir o processo, é necessário o apoio de dois terços dos deputados. Ainda não está claro se a bancada governista apoiará a proposta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Peña, economista conservador que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. Agora no g1 A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o banco central teria encoberto irregularidades. “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente... o senhor é a origem desse monstro que criou”, disse a deputada de oposição Rocío Vallejo durante a sessão, pouco antes da apresentação do pedido. Peña não se pronunciou publicamente sobre o pedido de impeachment. Em uma publicação na rede social X, porém, afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções. A declaração foi feita pouco antes de ele promulgar uma lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, afirmou. O caso levou à saída de Carlos Carvallo da presidência da entidade responsável pela fiscalização do banco e à prisão de oito diretores do Ueno, entre eles o presidente-executivo, Miguel Vázquez. Os executivos se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados. Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do Ueno. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”.
05/11/2026 10:43:57 +00:00
Eleições nos EUA: votação popular proíbe foie gras em Washington; Brasil também vetou neste ano

Aborto, armas, direitos trans: eleições nos EUA tem referendos em 39 estados Além de decidir novos representantes na Câmara e no Senado, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecida como midterms, parte do país também teve que votar em propostas estaduais. Uma das aprovadas foi a proibição do foie gras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🪿 O foie gras é uma iguaria da culinária francesa feita a partir do fígado de patos ou gansos, que é submetido a um processo de engorda forçada dos animais, chamado gavage. A técnica faz com que o fígado aumente de tamanho e acumule gordura, adquirindo textura cremosa e sabor característico. O veto à iguaria francesa aconteceu em Washington D.C por meio de referendos conhecidos como ballot measures, em inglês. Ao todo, foram votadas 145 propostas estaduais. Gavage, técnica de alimentação forçada Mercy for Animals / divulgação VEJA TAMBÉM Entenda como é feito o foie gras, proibido no Brasil Latinos, guerra, voto antecipado: os fatores da 'onda azul' nos EUA Brasil passou a proibir foie gras neste ano Em setembro deste ano o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei que proíbe a produção e a venda de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Entre eles, o foie gras. A norma especifica que a proibição inclui a produção e a comercialização da iguaria, tanto in natura como enlatado. Quem descumprir a regra poderá ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais para casos de maus-tratos a animais. Foie Gras é proibido no Brasil. REUTERS/Aline Massuca
05/11/2026 06:00:00 +00:00
Fim da escala 6x1: O que fazer se a empresa não respeitar a nova jornada? Veja como denunciar

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas  O Congresso Nacional promulgou no dia 16 a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A mudança prevê uma transição gradual para reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece a jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto promulgado, a redução ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Começa 60 dias após a promulgação da emenda (em dezembro); A jornada máxima semanal passa de 44 para 42 horas; Ficam garantidos dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Começa 12 meses após a primeira fase; A jornada máxima semanal é reduzida para 40 horas. A redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos das categorias profissionais. (entenda como vai funcionar) 🤔 Mas o que acontece se a empresa não cumprir as novas regras? Quem será responsável pela fiscalização? Empresas que descumprirem as novas regras poderão ser fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), investigadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e acionadas na Justiça pelos trabalhadores. Quem vai fiscalizar o cumprimento das regras? A fiscalização será feita pelos auditores fiscais do trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Segundo o MTE, em nota enviada ao g1, as empresas que descumprirem os limites de jornada e as normas sobre repouso semanal remunerado estarão sujeitas às penalidades já previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As inspeções poderão ocorrer a partir de denúncias de trabalhadores e sindicatos ou por iniciativa dos próprios auditores, com base no cruzamento de dados e na identificação de indícios de irregularidades. As denúncias podem ser registradas pelo Canal Digital de Denúncias Trabalhistas da Secretaria de Inspeção do Trabalho, mediante acesso com conta gov.br. Segundo o ministério, a identidade do denunciante é mantida em sigilo. (veja abaixo o passo a passo) Em alguns casos, também poderá ser aplicado o critério da chamada “dupla visita”, em que a primeira inspeção tem caráter orientador antes da eventual aplicação de penalidades, conforme as regras legais aplicáveis. Quais são as punições para as empresas? A PEC não criou multas específicas para o descumprimento das novas regras. No entanto, as empresas continuam sujeitas às penalidades previstas na legislação trabalhista, conforme o tipo de infração, segundo Taciela Cylleno, juíza do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ). “Aplicam-se os mecanismos de responsabilização já previstos na legislação trabalhista, incluindo multas administrativas, cuja incidência e cujo valor dependem do tipo de infração e das normas aplicáveis”, explica a juíza. O descumprimento dos limites de jornada e dos períodos de descanso também pode resultar em ações trabalhistas, com condenação ao pagamento de horas extras e de outras parcelas devidas. “O Ministério Público do Trabalho também pode atuar, inclusive por meio de ações coletivas, quando presentes os requisitos legais”, completa. Como o Ministério Público do Trabalho pode atuar? O Ministério Público do Trabalho (MPT) poderá investigar e buscar a responsabilização de empregadores que descumprirem as novas regras. Segundo o procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, coordenador nacional da Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat) do órgão, a atuação poderá ocorrer por iniciativa própria ou a partir de denúncias feitas por trabalhadores, sindicatos, instituições e outras pessoas ou entidades. O MPT poderá instaurar inquéritos civis, firmar termos de ajuste de conduta (TACs) e ajuizar ações civis públicas para exigir que as empresas se adequem à legislação. Quando o descumprimento provocar danos à coletividade, o órgão também poderá pedir indenização por danos morais coletivos. As multas administrativas são aplicadas pelos auditores fiscais do trabalho. Já o MPT pode cobrar multas pelo descumprimento de decisões judiciais ou de obrigações assumidas em TACs. Segundo Ribeiro, o órgão ainda não tem um planejamento de investigações específicas sobre a nova escala. A atuação, porém, será mantida diante de denúncias de irregularidades. Caso seja identificado um volume elevado de descumprimentos, o MPT poderá organizar outras formas de atuação. O trabalhador também pode recorrer à Justiça? Sim. Além de denunciar irregularidades aos órgãos de fiscalização, o trabalhador poderá procurar a Justiça do Trabalho para cobrar direitos desrespeitados pela empresa, segundo Andrea Daros, advogada trabalhista e sócia do Ferrareze e Freitas Advogados. Caso a jornada ultrapasse o novo limite semanal, o trabalhador poderá cobrar o pagamento das horas excedentes. “As horas que ultrapassarem o novo limite semanal serão devidas como horas extras, com adicional de, no mínimo, 50%”, explica Daros. Sobre o descanso semanal remunerado, a advogada avalia que a falta de concessão da folga também poderá gerar o dever de pagamento em dobro. “Se a folga não for concedida, entendo que ela passa a ter que ser paga em dobro, como já acontece hoje com o descanso semanal remunerado”, afirma. O trabalhador também poderá cobrar diferenças salariais caso a empresa reduza sua remuneração em razão da diminuição da jornada, prática proibida pela PEC. Em regra, as ações trabalhistas podem cobrar valores referentes aos cinco anos anteriores ao ajuizamento do processo, desde que sejam apresentadas em até dois anos após o fim do contrato de trabalho. Como denunciar? Existem alguns canais em que o trabalhador pode denunciar a empresa que não cumprir a medida quando começar a obrigatoriedade. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de telefones fixos, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. Ao registrar uma denúncia, o trabalhador deve informar, sempre que possível, dados como nome da empresa, endereço, horários praticados e descrição da irregularidade. Essas informações ajudam os órgãos responsáveis a apurar o caso e tomar as medidas cabíveis. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV
05/11/2026 06:00:00 +00:00
'Imposto do pecado': o que é e como vai funcionar a tributação sobre produtos prejudiciais à saúde

Bebidas alcoólicas terão incidência do 'imposto do pecado'. Rafael Leal/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (4) e enviou ao Congresso Nacional a medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como o "imposto do pecado". 🔎 O tributo, que foi aprovado na reforma tributária sobre o consumo, começa a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, como forma de reduzir a demanda. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Segundo o governo, a proposta enviada nesta quarta-feira prevê, para 2027, a manutenção da carga tributária atual sobre esses itens, por se tratar de período de transição. A partir de 2028, a ideia é que a taxação aumente. Agora no g1 Como vai funcionar o Imposto Seletivo? A forma de cobrança varia de acordo com o produto ou a atividade. No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, a tributação será proporcional ao teor alcoólico da bebida. Já para os veículos, a alíquota poderá variar conforme critérios relacionados ao nível de poluição. O imposto não será cobrado sucessivamente em todas as etapas da cadeia. A legislação determina que ele incida apenas uma vez sobre cada bem ou serviço. Assim, o tributo não será acumulado a cada etapa de fabricação e comercialização até chegar ao consumidor. Cerveja será taxada em 4,2% e vinhos em 8%; veja as alíquotas Por que o imposto foi criado? O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para garantir uma tributação maior sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O novo tributo também ganha importância com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) prevista no novo sistema. Com a redução do IPI e sem uma tributação adicional, produtos como os cigarros poderiam ter sua carga tributária reduzida. O Imposto Seletivo ajuda a evitar essa desoneração e mantém o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. Quando começa a valer? Embora esteja previsto para 2027, o Imposto Seletivo não começará a ser cobrado imediatamente no início do ano. Medida provisória publicada na noite desta quarta-feira (4) estabelece a cobrança do tributo a partir de 2 de fevereiro de 2027. O tributo está sujeito à chamada noventena, que estabelece um intervalo de 90 dias antes do início da cobrança. Até lá, o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre esses produtos, como forma de evitar uma perda de arrecadação durante a transição. Qual deverá ser a arrecadação? Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado no ano que vem, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Quanto será cobrado no imposto do pecado? Bebidas açucaradas: 2,6%; Cervejas de malte: 4,2%; Vinhos, espumantes, proseccos e champanhe (excetuados os vinhos da madeira, do porto e de xerez): 8%; Vermutes: 12%; Vinhos da madeira, do porto e de xerez: 16%; Bebidas alcoólicas prontas para consumo, como drinks enlatados, com teor acima de 8%: 16% Rum e cachaça: 20%; Uísque; vodca, gim e tequila entre outros: 24%; Cigarros: alíquota de 66,7%, mais R$ 3,50. O texto também estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi), observadas as condições previstas na medida. A medida prevê ainda a não incidência do imposto do pecado sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes, além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública. O que dizem estudos sobre produtos afetados? ➡️ Álcool: estudo da Fiocruz citado pelo Ministério da Saúde estima que o consumo gerou R$ 18,8 bilhões em custos em 2019, sendo R$ 1,1 bilhão em gastos federais com saúde e R$ 17,7 bilhões em perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho e outros fatores. ➡️ Cigarros: doenças relacionadas ao tabagismo geram R$ 153,5 bilhões em custos por ano, segundo o Ministério da Saúde, considerando impactos diretos e indiretos. A arrecadação federal com a venda de cigarros, por sua vez, é de cerca de R$ 8 bilhões anuais. ➡️ Bebidas ultraprocessadas: o tratamento de doenças associadas ao consumo de produtos como refrigerantes, isotônicos e refrescos custa quase R$ 3 bilhões por ano ao SUS, segundo estudo usado pelo governo para embasar o Imposto Seletivo. Produtores de bebidas alcoólicas, por outro lado, afirmam que o setor já é altamente tributado e que novos aumentos podem elevar preços, reduzir margens, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Segundo o setor, os impostos representam de 40% a mais de 80% do preço das bebidas.
05/11/2026 03:00:02 +00:00
Governo edita medida provisória que define alíquotas do 'imposto do pecado'

O governo federal publicou nesta quarta-feira (4) a medida provisória (MP) do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado". A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quarta. A proposta prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição. Posteriormente, a partir de 2028, a ideia é que a taxação aumente. 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports (veja mais abaixo). Agora no g1 🔎🔎Medidas provisórias têm força de lei, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis definitivas. O prazo inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60. A contagem é suspensa durante o recesso do Congresso. No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. O governo federal afirmou que o regime estabelecido pela medida provisória terá caráter temporário e ficará em vigor até 31 de dezembro de 2027. Nesse período, as alíquotas do Imposto Seletivo de veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), após a aplicação de fatores específicos de conversão. "A adequação considera as diferenças entre as bases de incidência dos dois tributos, de modo a preservar o nível efetivo da tributação durante a transição". Até 31 de maio de 2027, o governo deve encaminhar ao Congresso um projeto de lei com a definição das alíquotas para serem aplicadas a partir de 1º de janeiro de 2028. Como o Imposto eletivo tem noventena, ou seja, demora 90 dias para entrar em vigor depois de ser aprovado pelo Legislativo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que também combinou com os setores que, nesse meio tempo, o IPI continuará sendo cobrado sobre esses produtos — como forma de evitar perda de arrecadação. A medida consta em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso nesta quarta. Segundo a Casa Civil, a medida foi feita "a fim de evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde, a exemplo de cigarros". bebidas alcóolicas álcool garrafas bar drinks Pexels Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). LEIA TAMBÉM: Entenda os principais pontos da reforma tributária Veja alguns dos principais produtos afetados A medida provisória prevê uma alíquota diferente para cada produto. A intenção é que a mudança não altere o valor total pago atualmente em tributos. 🍺O governo define um imposto seletivo de 4,2% para a cerveja. Para o vinho, propõe uma taxa de 8%. Para os cigarros, a alíquota é de 66,7%, mais R$ 3,50 por maço. Para bebidas açucaradas, como refrigerantes, por exemplo, a alíquota é de 2,6%. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. ➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal.
05/11/2026 01:16:39 +00:00
Mega-Sena 3081 acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.081 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (4), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 47 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 55 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 10 - 17 - 42 - 43 - 57 - 59 5 acertos: 63 apostas ganhadoras, R$ 26.360,17 4 acertos: 3.571 apostas ganhadoras, R$ 664,35 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3081 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
05/11/2026 00:03:49 +00:00
Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano O Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e segue com o maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4). 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,49%. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Turquia passou a ocupar a segunda colocação, com juros reais de 7,77%. A Argentina ficou em terceiro, com 6,80%. Os dois países desbancaram a Rússia, que caiu do segundo para o quarto lugar, com 6,57%. 📊 Na decisão anterior, em setembro, a Rússia ocupava a segunda posição, e a diferença para o Brasil era de 1,66 ponto percentual. Agora, com a Turquia em segundo, a distância aumentou para 1,72 ponto percentual. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. No Brasil, a instituição destacou ainda as dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Ranking de juros reais Arte/g1 O levantamento também mostra que, entre 164 países: 85,98% mantiveram os juros inalterados; 9,15% elevaram as taxas; e 4,88% promoveram cortes. No grupo dos 40 países que compõem o ranking: 85% mantiveram os juros; 10% elevaram as taxas; e 5% realizaram cortes. Manutenção da Selic Nesta quarta-feira, o Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. Trajetória da Selic, a taxa básica de juros, após decisão de novembro de 2026 Arte/g1 A decisão ocorre em um cenário de maior incerteza. Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado elevou as projeções para inflação, dólar e juros, enquanto a moeda americana disparou e a bolsa registrou forte queda. A preocupação com as contas públicas também ganhou força diante da reação dos mercados ao resultado eleitoral. No exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo aumentam as pressões sobre a inflação, com possível impacto sobre os combustíveis no Brasil. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira manteve a quarta posição, ficando atrás da Rússia. Veja abaixo: Turquia: 36% Argentina: 29% Rússia: 14% Brasil: 13,75% Colômbia: 12,25% África do Sul: 7,25% México: 6,50% Indonésia: 5,75% Hungria: 5,50% Índia: 5,50% Filipinas: 5,50% Austrália: 4,85% Chile: 4,50% Hong Kong: 4,25% Estados Unidos: 4% Polônia: 3,75% Reino Unido: 3,75% República Tcheca: 3,75% Israel: 3,25% China: 3% Coréia do Sul: 3% Malásia: 2,75% Nova Zelândia: 2,75% Alemanha: 2,65% Áustria: 2,65% Espanha: 2,65% Grécia: 2,65% Holanda: 2,65% Portugal: 2,65% Bélgica: 2,65% França: 2,65% Itália: 2,65% Canadá: 2,50% Dinamarca: 2,10% Taiwan: 2% Suécia: 1,75% Cingapura: 1,42% Japão: 1,25% Tailândia: 1% Suíça: 0% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB
04/11/2026 21:31:45 +00:00
Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Com a decisão, o Copom interrompe o ciclo de cortes na taxa básica de juros iniciado em março deste ano. O Copom afirmou que a alta das expectativas de inflação e a desaceleração mais acentuada da economia exigem "serenidade" na condução da política monetária. O Cômite entendeu que a decisão é, portanto, "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", diz a decisão. Segundo o comunicado, o "aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução". 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. "O Comitê monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação". Trajetória da Selic, a taxa básica de juros - novembro de 2026 Arte/g1 Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking Sobre o cenário externo, o Copom destacou que o ambiente tornou-se mais "adverso" devido ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que impactam diretamente no preço do petróleo e seus derivados e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas. Para o BC, esse conjunto de fatores demanda "cautela" dos países emergentes, como o Brasil, diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities. Já em relação ao cenário doméstico, o BC aponta que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do colegiado, em setembro, apontam para uma "moderação mais acentuada da atividade econômica". O mercado de trabalho, por sua vez, permanece resiliente ainda que com sinais de desaquecimento na margem. "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", destaca o Copom. Piora do cenário Depois de confirmada a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato, o mercado financeiro elevou consideravelmente suas projeções de inflação, reduziu as expectativas de crescimento da economia e passou a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram. As expectativas de inflação para 2026 e 2027, medidas pelo Boletim Focus, subiram para 5,22% e 4,76%, respectivamente, segundo levantamento divulgado pelo Banco Central na terça-feira (3). No comunicado desta quarta, o Copom afirmou que as projeções se distanciaram ainda mais da meta de inflação desde a última reunião. O comitê também elevou de 3,4% para 3,5% sua estimativa de inflação para o segundo trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária. Para essa projeção, o BC considera a trajetória da Selic estimada pelos analistas consultados pelo Focus. Dessa forma, o BC vê o contexto atual, caracterizado por uma taxa Selic "substancialmente contracionista", em virtude das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, como um cenário que "desafiador" e que demanda "serenidade e cautela" na condução da política monetária. Sobre o futuro, o Copom afirmou que "seguirá acompanhando a evolução do cenário, para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta". Para definir os juros, o BC atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao decidir a taxa básica de juros, o Copom considera principalmente a inflação esperada para os próximos anos, e não apenas a variação de preços observada nos últimos meses. Isso ocorre porque mudanças na Selic levam tempo para produzir efeitos sobre a economia. Neste momento, por exemplo, a autoridade monetária já está mirando o segundo trimestre de 2028, período considerado o "horizonte relevante" para suas projeções. Embora leve em conta as estimativas do mercado para os próximos anos, que recentemente passaram a indicar câmbio mais depreciado e inflação mais alta, o BC também trabalha com suas próprias projeções para os indicadores econômicos. Banco Central do Brasil Jornal Nacional/ Reprodução
04/11/2026 21:31:43 +00:00
Maior financiador republicano, Musk perde mais de R$ 200 bilhões após derrota eleitoral de aliados de Trump

Musk lidera doações em eleições nos EUA A ressaca das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos chegou rápido para Elon Musk. Horas depois da apuração, investidores passaram a reavaliar os riscos políticos para os negócios do bilionário, derrubando as ações da Tesla e da SpaceX e reduzindo sua fortuna em cerca de US$41,8 bilhões (aproximadamente R$ 229 bilhões) em um único dia. Segundo o ranking de bilionários da Forbes, o patrimônio do empresário caiu de US$ 901 bilhões (cerca de R$ 4,94 trilhões) para pouco mais de US$ 859 bilhões (aproximadamente R$ 4,71 trilhões). No mercado financeiro, às 17h, as ações da SpaceX registravam queda de 5,22%, o equivalente a uma desvalorização de US$ 7,33 (cerca de R$ 40,15). O movimento reflete a percepção de que o novo equilíbrio de forças em Washington pode trazer mais obstáculos para empresas ligadas à inteligência artificial, à infraestrutura digital e a contratos governamentais, áreas que concentram algumas das principais apostas de crescimento de Musk. O revés tem um significado ainda mais simbólico porque atinge justamente o maior financiador republicano deste ciclo eleitoral. Musk desembolsou cerca de US$ 446 milhões para apoiar candidatos e grupos alinhados ao partido, tornando-se o maior doador individual da política americana moderna. Desse total, aproximadamente US$ 216 milhões foram destinados ao America PAC, comitê criado para impulsionar candidaturas conservadoras. Nem o dinheiro nem o ativismo político de Musk evitaram uma derrota expressiva para os republicanos. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o fundador e CEO da SpaceX e da xAI, Elon Musk, falam com jornalistas na entrada da Casa Branca após um almoço com líderes do setor de tecnologia na Sala Leste, em Washington. Jonathan Ernst / Reuters Os democratas conquistaram o controle das duas Casas do Congresso e ainda celebraram uma vitória histórica no Texas, estado considerado estratégico para os negócios do empresário. Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott e se tornou a primeira democrata eleita governadora do estado em mais de três décadas. Na véspera da votação, Musk usou o X para pedir votos aos republicanos. A publicação foi apagada após a divulgação dos resultados. A queda das ações reflete o receio de que a nova correlação de forças em Washington torne mais difícil a execução de projetos considerados centrais para os planos de expansão do bilionário. Entre eles estão os investimentos em inteligência artificial e data centers, segmento que ganhou peso crescente dentro do ecossistema de empresas ligadas a Musk. Analistas avaliam que um Congresso mais alinhado aos democratas pode ampliar a pressão regulatória sobre o setor e aumentar o escrutínio sobre projetos de infraestrutura que consomem grandes volumes de energia. "Uma vitória esmagadora dos democratas no Congresso pressionaria o setor de tecnologia e, potencialmente, geraria pressão regulatória sobre tudo relacionado à IA, além de possivelmente desacelerar os números de crescimento alucinantes que vemos diariamente e muitas vezes consideramos naturais", afirmou Jake Dollarhide, presidente-executivo da Longbow Asset Management, em entrevista à agência Reuters. Parte das preocupações envolve justamente a expansão dos centros de processamento de dados destinados aos projetos de inteligência artificial. A SpaceX pretende ampliar de forma acelerada sua capacidade operacional nos próximos anos, mas pode enfrentar um cenário político menos favorável para obter aprovações e licenças. "Musk foi a última cartada dos republicanos na reta final. Infelizmente, sua grande injeção de dinheiro para apoiar os Estados republicanos não conseguiu superar o aumento nas contas de serviços públicos, nos preços dos mantimentos e nos preços da gasolina", disse Dollarhide. O resultado eleitoral também fortalece parlamentares democratas que defendem uma fiscalização mais rigorosa das empresas comandadas pelo bilionário. Nos últimos anos, Musk foi alvo de críticas por decisões relacionadas ao uso de sistemas de comunicação por satélite na Ucrânia, pela condução da DOGE e pelo volume de contratos e benefícios governamentais destinados a suas empresas. Entre os nomes mais críticos está Robert Garcia, que deve assumir a presidência da Comissão de Fiscalização da Câmara. Na noite da eleição, ele publicou um recado direto aos republicanos e seus aliados: "Procurem um advogado". No Texas, o empresário também deverá lidar com uma governadora pouco simpática a seus projetos. Hinojosa já questionou benefícios concedidos às empresas de Musk, acionou a Justiça para obter comunicações trocadas entre o bilionário e a gestão anterior e defende regras mais rígidas para a expansão de data centers. Ela também tem criticado incentivos fiscais oferecidos a grandes empreendimentos tecnológicos e se opôs à ampliação de projetos ligados à SpaceX em áreas costeiras do estado. "Deixe-me ser clara: o Texas não está à venda", afirmou recentemente. A declaração foi vista como um indicativo de que futuros investimentos do empresário poderão enfrentar maior resistência política justamente em um dos estados mais importantes para os planos de expansão de seus negócios.
04/11/2026 20:14:32 +00:00
Confederação do comércio pede mais prazo para implementar a escala 5x2

Sessão de promulgação da PEC que acaba com a escala 6x1 nesta sexta-feira (16) Saulo Cruz/Agência Senado A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou na terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação para adiar o cronograma de implementação da nova jornada de trabalho. O fim da escala 6x1 foi aprovado em 14 de outubro por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O texto foi promulgado dois dias depois. O ato marcou o início do período de transição até a entrada em vigor das novas regras. A mudança na jornada de trabalho passará a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional, ou seja, em 16 de dezembro. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. No pedido, a CNC solicitou que a primeira etapa da transição — redução para 42 horas semanais acompanhada de dois dias de descanso — passe de 16 de dezembro deste ano para 16 de outubro de 2027. Já o teto final, de 40 horas semanais, passaria, de acordo com o pedido da CNC, a ser exigido a partir de outubro de 2028. Postos de trabalho e convenções coletivas Segundo a entidade, o prazo de apenas 60 dias previsto na emenda constitucional promulgada é insuficiente para mapear postos, contratar trabalhadores, reestruturar turnos e renegociar convenções coletivas. Fim da escala 6x1: entenda o que acontece agora sAlém disso, a CNC disse que a perda automática de eficácia, a partir do 61º dia, de cláusulas de acordos e convenções coletivas em vigor é prejudicial às empresas e também aos seus colaboradores.
04/11/2026 19:55:54 +00:00
SC confirma 4° foco da doença de Newcastle e reforça medidas de controle em granjas

Santa Catarina tem novo foco da doença de Newcastle; esse é o quarto registro O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um novo foco da doença de Newcastle em uma propriedade avícola de Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina. A identificação foi divulgada na terça-feira (3), e representa a quarta ocorrência registrada no estado desde a declaração de emergência zoossanitária. A doença causa, desde 18 de outubro, restrições à exportação de produtos da avicultura brasileira. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Segundo o ministério, o novo caso foi identificado durante ações de vigilância realizadas na área de restrição já estabelecida. A propriedade está localizada dentro desse perímetro, delimitado após as primeiras confirmações da doença. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc 🔍 🐔 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. O Serviço Veterinário Oficial deve adotar os protocolos previstos para emergências zoossanitárias, que incluem investigação epidemiológica, ações de vigilância e medidas para conter a disseminação do vírus. Os três primeiros focos foram confirmados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. Nessas propriedades, todas as medidas previstas nos protocolos de resposta já foram adotadas, e os locais se encontram em vazio sanitário. Em nota, o Mapa informou que continua atuando em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional. Aviário com perus em Santa Catarina Arquivo/Cidasc/Divulgação VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
04/11/2026 18:35:52 +00:00
Papamóvel de Leão XIV no Peru é uma Chevrolet S10 adaptada; veja o que mudou na picape

Chevrolet S10 como papamóvel divulgação/Chevrolet Uma Chevrolet S10 foi transformada em papamóvel para transportar o papa Leão XIV durante sua visita ao Peru, entre 11 e 17 de novembro. O modelo reúne detalhes da versão Z71 e outros encontrados apenas na High Country, mas recebeu diversas modificações, inclusive na carroceria, para atender ao projeto solicitado pela Santa Sé. Veja nesta reportagem quais são as mudanças que diferenciam esta S10 dos modelos vendidos oficialmente no Brasil — com preços entre R$ 239.990 e R$ 352.290. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Chevrolet S10 foi transformada em papamóvel divulgação/Chevrolet Agora no g1 A primeira e maior mudança está na carroceria. O modelo usado como base para o papamóvel no Peru tem cabine dupla, enquanto o veículo em que o pontífice andará mantém apenas a primeira fileira de bancos. A mudança permitiu ampliar significativamente a caçamba, que ficou muito mais comprida que a da S10 convencional. É possível perceber a alteração ao observar de perto a região onde ficaria a porta dos passageiros do banco traseiro. Initial plugin text O corte fica visível na linha que começa na parte inferior da porta dianteira e segue em direção à traseira, mas termina abruptamente antes da caixa de roda. A remoção da segunda fileira de bancos e da estrutura ao seu redor não apenas reduz o espaço para ocupantes, mas também pode comprometer a rigidez da picape. Sem essa parte da estrutura, chamada de "coluna C", o veículo teria menor capacidade de suportar as forças provocadas por curvas mais fechadas e obstáculos na pista, por exemplo. Para compensar a retirada dessa estrutura, a Chevrolet instalou uma plataforma de reforço na parte inferior e fez outras alterações internas da carroceria. As mudanças também aparecem em outros pontos que não existem na S10 tradicional. Chevrolet S10 adaptada para papamóvel tem teto solar mais largo e espaço livre entre caçamba e cabine. divulgação/Chevrolet Um deles é a ausência de vidro ou lataria separando a cabine da caçamba, o que permite a passagem livre entre os dois espaços. Outra diferença é o teto solar, muito mais largo que o da picape vendida aos clientes da marca. Na caçamba, há um suporte externo com uma escada elétrica e retrátil para facilitar o acesso do papa, além de um recorte na tampa, que já existe no modelo utilizado nas ruas, e um corrimão de metal. Chevrolet S10 adaptada para papamóvel divulgação/Chevrolet Há ainda dois espaços nesta plataforma externa, junto à escada, para que dois seguranças acompanhem a procissão. Uma poltrona giratória com ajuste de altura, destinada a Leão XIV, e dois assentos menores para os bispos ficam na caçamba. Os três assentos são revestidos de couro branco. Completando os itens externos exclusivos do papamóvel, há duas bandeiras do Vaticano na parte da frente, presas à carroceria por parafusos, além de emblemas de metal nas laterais da caçamba. Por dentro as diferenças são menores Papamóvel em uma Chevrolet S10 divulgação/Chevrolet Quase todas as alterações do papamóvel estão concentradas na parte externa e na estrutura da picape. Por dentro, as mudanças são muito sutis, e vários itens são os mesmos encontrados na versão à venda da S10: Tamanho e formato dos bancos (eles receberam uma capa removível de couro branco); O volante é o mesmo da picape; O cinto de segurança vermelho é o mesmo utilizado na versão Z71; O painel de instrumentos e a central multimídia também são os mesmos. As mudanças visíveis incluem dois botões no console central: um vermelho, usado para abrir e fechar a escada retrátil da caçamba, e outro azul, que controla a iluminação direcionada ao assento do papa. Vale destacar que este papamóvel não é blindado. A proteção não está presente nem na carroceria nem no vidro que protege o papa da chuva e de outras condições climáticas. Outra parte que permanece inalterada é a ficha técnica do motor: Motor: 2.8 Duramax turbodiesel; Potência: 207 cv a 3.200 RPM; Torque: 52 kgfm a 2.000 RPM; Velocidade máxima: 180 km/h; Consumo na cidade: 8,4 km/l de diesel; Consumo na estrada: 11,1 km/l de diesel. Embora destinada a servir como meio de transporte para o papa no Peru, a Chevrolet S10 foi fabricada em São José dos Campos (SP) e adaptada em Mogi das Cruzes (SP).
04/11/2026 18:12:52 +00:00
Presidente do Paraguai anuncia ressarcimento de clientes de banco e indica novo chefe para o BC

Paraguai vive onda de protestos em meio a crise bancária O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (4) medidas para ressarcir os clientes afetados pela dissolução do banco digital Ueno. O governo também indicou um novo nome para a presidência do Banco Central, após a renúncia de Carlos Carvallo, na terça-feira (3). Em uma publicação no X, Peña afirmou que pretende iniciar os pagamentos ainda nesta semana, caso o Congresso aprove uma lei que autorize a medida. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o jornal paraguaio "La Nación", oito diretores do Ueno Bank foram presos durante o processo de intervenção e dissolução da instituição financeira. Eles foram levados para prestar depoimento no Ministério Público, que investiga suspeitas de fraude, quebra de confiança e outras práticas que podem ter contribuído para a falência do banco. A crise envolvendo a instituição provocou uma onda de protestos e aumentou a pressão sobre o governo paraguaio, já que Santiago Peña foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025. Entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC Clientes do Ueno Bank protestam em Assunção, no Paraguai, após a intervenção do Banco Central paraguaio na instituição financeira. Daniel Duarte/AFP "Entendo a incerteza que uma situação como essa provoca e, acima de tudo, sei que por trás de cada poupança estão o esforço e o trabalho de milhares de paraguaios", declarou. Segundo Peña, o governo já iniciou conversas com os presidentes das duas Casas do Congresso para acelerar a aprovação da proposta que permitirá a devolução dos recursos. "Com a aprovação dessa lei, adotaremos uma medida concreta e eficaz para atender 98% dos poupadores da instituição afetada, com o início dos pagamentos ainda nesta semana", afirmou. Novo presidente do Banco Central O presidente paraguaio também encaminhou ao Senado o pedido de aprovação da nomeação do economista Raúl Vera Bogado como novo presidente do Banco Central do Paraguai. O governo indicou ainda Pedro Acosta e Hetzel González para ocupar duas diretorias da autoridade monetária. As nomeações também dependem de aprovação do Senado paraguaio. Segundo o presidente, os três têm "ampla experiência" no setor bancário, incluindo anos de atuação no Banco Central e na gestão de crises. As indicações ocorrem após a renúncia de Carlos Carvallo, anunciada na terça-feira (3), em meio às críticas sobre a fiscalização do Ueno Bank. Carvallo havia comandado o Ueno Bank até agosto de 2023. Por conta disso, parlamentares vinham questionando a atuação do Banco Central na supervisão da instituição financeira. Peña tenta tranquilizar clientes afetados Na declaração divulgada nas redes sociais, Peña afirmou que o sistema financeiro paraguaio é sólido e conta com mecanismos para proteger os clientes. O presidente também afirmou que os responsáveis por eventuais irregularidades deverão responder à Justiça. "Tenham a certeza de que aqueles que forem considerados responsáveis por irregularidades deverão responder por seus atos perante a Justiça, sem exceções", disse. Entenda a crise do Ueno Bank O Ueno, maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, vinha enfrentando problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência da instituição, que indica sua capacidade de cumprir obrigações financeiras, caiu para menos da metade do mínimo exigido. Diante da situação, o Banco Central deu início a um procedimento para proteger os depositantes e reduzir os possíveis impactos da crise sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também solicitou a abertura de uma investigação criminal e a prisão de oito pessoas ligadas ao banco. A crise levou clientes a procurar agências da instituição na terça-feira (3), mas muitos encontraram as portas fechadas. Entre os afetados estão aposentados que recebem benefícios do governo pelo Ueno Bank. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o banco administra aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,7 bilhões) em recursos públicos no Paraguai. Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters
04/11/2026 17:51:09 +00:00
Paraguaios protestam após quebra de banco digital Ueno e renúncia do presidente do BC

Paraguai vive onda de protestos em meio a crise bancária Milhares de paraguaios foram às ruas de Assunção nesta terça-feira (3) para exigir acesso ao próprio dinheiro após uma crise envolvendo o Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país, com cerca de 3 milhões de clientes. O Banco Central do Paraguai iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar os impactos da crise sobre o sistema financeiro. O caso levou à renúncia do presidente do BC, Carlos Carvallo, e aumentou a pressão sobre o governo de Santiago Peña. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A instituição, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco, que indica sua capacidade de cumprir obrigações financeiras, caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei. LEIA TAMBÉM: Paraguai: entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC Manifestantes foram às ruas no Paraguai depois da crise no banco digital Ueno Daniel Duarte / AFP A crise afetou diretamente os clientes. Nesta terça-feira, quem procurou as agências do Ueno encontrou as portas fechadas. Aplicativos e cartões também deixaram de funcionar, prejudicando inclusive aposentados que recebem benefícios do governo por meio da instituição. O banco administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai, incluindo valores do Instituto de Previdência Social (IPS) e de outros fundos de previdência pública. Diante da situação, clientes foram às ruas para cobrar a liberação do dinheiro depositado no banco. Houve confrontos entre manifestantes e policiais em Assunção. Manifestantes foram às ruas no Paraguai depois da crise no banco digital Ueno Daniel Duarte / AFP "Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno", disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores da capital paraguaia. "Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim." Para tentar conter os efeitos da crise, o presidente Santiago Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que permitirá utilizar recursos do Fundo de Garantia do país para ressarcir os depositantes. Peña também afirmou que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos mantidos no banco, incluindo valores do IPS e de outros fundos de previdência. Manifestantes foram às ruas no Paraguai depois da crise no banco digital Ueno. DANIEL DUARTE/AFP Investigação e pressão sobre o governo O Ministério Público solicitou a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Os detidos incluem integrantes da direção e do grupo controlador da instituição. O banco já vinha sendo alvo de uma fiscalização mais rigorosa nos últimos meses. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. A instituição negou participação na operação. O episódio também aumentou a pressão sobre o governo de Peña. O presidente paraguaio foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025. Além disso, Carvallo, que comandou o Ueno até agosto de 2023, vinha sendo criticado por parlamentares por sua atuação na supervisão da instituição. As críticas também atingiam o Banco Central, cuja cúpula foi alvo de pedidos de afastamento por congressistas, após rejeitar um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. Ao anunciar sua renúncia, Carvallo afirmou que permaneceria no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise. Segundo ele, sua saída ajudaria a reduzir as controvérsias em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos atuassem sem disputas políticas e pressão da imprensa. O Banco Central afirmou que o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro paraguaio. Peña também tentou afastar preocupações sobre a estabilidade do setor. "Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional", declarou o presidente. Peña acrescentou que os responsáveis pelo caso "devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios". A Superintendência de Bancos deverá nomear auditores para avaliar a situação dos ativos do Ueno. A crise também chegou ao mercado financeiro. As preocupações com o banco pressionaram os títulos em dólar emitidos pela instituição, com vencimento em 2031, além dos títulos da dívida pública paraguaia. * Com informações da agência Reuters.
04/11/2026 17:48:03 +00:00
Brasil cria 121 mil empregos formais em setembro, pior resultado para o mês desde 2020

A economia brasileira criou 121,3 mil empregos formais em setembro deste ano, informou nesta quarta-feira (4) o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em setembro: ➡️ 2,21 milhões de contratações; ➡️ 2,09 milhões de demissões. 📈 O resultado representa uma queda de 43,5% em relação a setembro de 2025, quando foram criados cerca de 214,6 mil empregos com carteira assinada. Agora no g1 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para um mês de setembro desde o início da série histórica, em 2020. Veja os números registrados nos anos anteriores: 2020: 299,7 mil vagas abertas; 2021: 330,1 mil empregos criados; 2022: 278,6 mil vagas abertas; 2023: 204,8 mil vagas abertas; 2024: 252,3 mil empregos criados; 2025: 214,6 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,25 milhão de empregos formais foram criados no país de janeiro a setembro deste ano. O número representa uma queda de 27,9% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,73 milhão de vagas com carteira assinada. Esse também foi o pior resultado na geração de empregos para o período de janeiro a setembro desde 2020, quando foram fechadas 775 mil vagas formais em meio à pandemia. Ao fim de setembro de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil contava com um estoque de 48,36 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa um aumento tanto na comparação com agosto deste ano (48,24 milhões) quanto com setembro de 2025 (47,57 milhões). Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro de 2026 mostram que houve criação de empregos formais em quatro dos cinco setores da economia. Regiões do país Os dados também mostram que houve abertura de vagas nas cinco regiões do país em setembro. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.429,41 em setembro deste ano, com leve queda em relação a agosto de 2026 (R$ 2.430,51), já descontada a inflação. Na comparação com setembro do ano passado, porém, houve aumento do salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.384,50. Caged x PNAD Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Por isso, os resultados não podem ser comparados diretamente com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apurados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre encerrado em setembro. De acordo com o IBGE, esse é o menor nível para o período desde 2012. Setor de serviços foi o que mais criou empregos Marcos Oliveira/Agência Senado
04/11/2026 17:30:01 +00:00
CEO da OpenAI muda nome para ‘Ram Altman’ no X após polêmica sobre memória de computadores

Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil O CEO da OpenAI, Sam Altman, alterou seu nome de perfil para "Ram Altman" na rede social X após ser criticado por declarações sobre o uso da memória RAM. Em entrevista ao podcast Cheeky Pint, no dia 29 de outubro, ele afirmou que a memória seria mais bem aproveitada em data centers do que em computadores pessoais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Altman, diante da oferta limitada do componente, seria mais eficiente concentrar a memória nessas instalações, utilizadas por empresas para processar informações e operar sistemas de IA. O executivo argumentou que os computadores pessoais passam boa parte do tempo sem utilizar toda a memória disponível, enquanto os servidores dos data centers podem fazer um uso mais intenso desse recurso. "Do ponto de vista da distribuição global, é péssimo que todos tenham uma boa parte da oferta limitada de DRAM do mundo armazenada em seus próprios computadores, sendo usada apenas 5% do tempo", afirmou. O CEO da OpenAI, Sam Altman, discursa no Conselho de Segurança das Nações Unidas durante uma sessão sobre inteligência artificial, na sede da ONU Reuters Altman acrescentou que, em um cenário de escassez, o ideal seria aproveitar ao máximo a memória disponível nos servidores de computação em nuvem, em vez de distribuí-la entre computadores domésticos. A declaração provocou críticas nas redes sociais, especialmente entre usuários que defendem a possibilidade de executar sistemas de IA diretamente em seus computadores, sem depender dos serviços de grandes empresas. Initial plugin text 🤔 O que é a memória RAM? Também chamada de memória de acesso aleatório (RAM, na sigla em inglês), ela armazena temporariamente os dados utilizados por computadores e celulares durante seu funcionamento. Ao abrir um jogo ou aplicativo, por exemplo, parte das informações necessárias para executá-lo fica armazenada na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados. Por isso, a RAM funciona como uma espécie de memória de curto prazo. Sua capacidade é medida em gigabytes (GB). Em geral, quanto maior a quantidade de RAM disponível, mais tarefas um dispositivo consegue executar ao mesmo tempo. O desempenho, porém, também depende de outros componentes. Já a DRAM, mencionada por Altman, é um tipo de memória RAM amplamente utilizado em computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos. O avanço da inteligência artificial tem aumentado a demanda por esses componentes, especialmente por aqueles utilizados em grandes centros de processamento de dados. Empresas de tecnologia estão investindo bilhões de dólares na construção de data centers e na compra de equipamentos capazes de executar sistemas de IA cada vez mais avançados. Por que a declaração provocou críticas? A discussão envolve duas formas de utilizar a inteligência artificial: Computação em nuvem: os programas funcionam em servidores de empresas, como a OpenAI. Nesse modelo, o usuário acessa a tecnologia pela internet, sem precisar de um computador tão potente. IA local: os sistemas funcionam diretamente no computador do usuário, utilizando a memória e a capacidade de processamento do próprio aparelho. A principal diferença é que a IA local permite executar determinados modelos sem depender constantemente de uma conexão com a internet ou de servidores externos. Para isso, porém, é necessário ter um computador com capacidade de memória e processamento suficiente para executar esses programas. Parte dos usuários interpretou a fala de Altman como uma defesa da concentração dos recursos computacionais nas grandes empresas de tecnologia, em vez de disponibilizá-los para computadores pessoais. A declaração também provocou discussões sobre o futuro do acesso à inteligência artificial e o risco de os consumidores dependerem cada vez mais de serviços pagos na nuvem. Após a repercussão negativa, Altman afirmou no X que suas declarações foram tiradas de contexto e que não é contrário ao uso da memória RAM em computadores pessoais. "Eu realmente quero que o mundo tenha toneladas de memória e que as pessoas coloquem o quanto quiserem em seus computadores. É uma droga que isso tenha sido tirado de contexto", escreveu. O executivo também disse que defende há muito tempo o aumento da produção mundial de memória. Segundo Altman, sua declaração se referia ao uso mais eficiente desses componentes em um momento de oferta limitada, e não a uma posição contrária ao uso de memória RAM em computadores pessoais. O executivo também defendeu a ampliação da produção de memória para atender tanto às empresas de tecnologia quanto aos consumidores.
04/11/2026 15:35:19 +00:00
De guerra no Irã a regras para IA: o que a vitória democrata pode mudar na economia dos EUA

Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos colocou mais um fator de incerteza no radar dos investidores. O resultado ocorre em um momento em que os mercados já enfrentam os efeitos da guerra no Irã, da inflação elevada e do aumento da dívida pública americana. Embora a reação inicial dos mercados tenha sido moderada, os investidores agora tentam entender como o resultado das eleições pode afetar as decisões econômicas do governo e as regras para empresas de tecnologia. MAPAS mostram resultados em tempo real ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms A preocupação é que o novo cenário político amplie a instabilidade em um momento em que a economia mundial já enfrenta diversas pressões. Entre os principais pontos de atenção estão o futuro da guerra no Oriente Médio, os gastos públicos dos Estados Unidos e a regulamentação do setor de inteligência artificial (IA). Guerra no Irã mantém pressão sobre os preços Um dos principais riscos para os mercados continua sendo a guerra no Irã. O petróleo permanece acima de US$ 100 por barril, com alta de 70% neste ano, o que pressiona os preços dos combustíveis para consumidores e empresas. Na prática, quando o petróleo fica mais caro, o impacto não se limita aos postos de combustíveis. O aumento também pode elevar os custos de transporte e produção, o que encarece outros produtos e serviços. ➡️ Essa pressão pode se espalhar pela economia e dificultar o controle da inflação. Os bancos centrais acompanham esse risco porque uma alta mais disseminada dos preços pode exigir juros mais elevados. Nos Estados Unidos, a inflação permanece fora da meta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) há mais de cinco anos. Na zona do euro, a inflação anual chegou a 4% em outubro, o maior nível em três anos, impulsionada pelos preços da energia. O resultado reforçou as apostas de que o Banco Central Europeu (BCE) aumente os juros em dezembro. Além da guerra no Irã, outros episódios aumentaram a preocupação dos investidores com a política externa americana. A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA e as ameaças de Donald Trump de impor tarifas a aliados europeus por causa da Groenlândia surpreenderam os mercados. Vitória democrata pode aumentar controle sobre inteligência artificial Outro ponto que entrou no radar dos investidores é o futuro das empresas de inteligência artificial. A vitória democrata aumentou as preocupações com a possibilidade de o Congresso americano adotar regras mais rigorosas de fiscalização do setor. Pesquisas de opinião mostram que eleitores democratas são favoráveis a um controle maior sobre a IA. Por isso, investidores temem que o novo cenário político leve à adoção de regras mais rígidas para as empresas que desenvolvem e utilizam essa tecnologia. A preocupação existe porque a inteligência artificial se tornou uma das principais apostas de crescimento da economia americana e tem impulsionado investimentos de grandes empresas de tecnologia. Apesar do receio inicial, as bolsas mundiais se recuperaram das perdas registradas mais cedo nesta quarta-feira. Os contratos futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos também avançavam, depois de terem caído até 2%. Dívida dos EUA supera US$ 40 trilhões O endividamento americano também preocupa os investidores. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou recentemente US$ 40 trilhões, em um momento em que o governo precisa financiar seus gastos e manter a confiança dos investidores que compram títulos do Tesouro americano. Quando os investidores ficam mais preocupados com a capacidade do governo de administrar suas contas, podem exigir juros maiores para emprestar dinheiro ao país. Isso encarece o custo da dívida pública e pode aumentar os custos para toda a economia. O aumento dos investimentos em inteligência artificial e o elevado endividamento dos governos já contribuíram para elevar os custos dos empréstimos a níveis não registrados em várias décadas. Nesse cenário, o resultado das eleições também trouxe alívio para parte do mercado. Os juros dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, recuavam nesta quarta-feira. Analistas avaliaram que parte dos investidores reagiu positivamente à possibilidade de Trump não conseguir cumprir a promessa de distribuir cheques de US$ 5 mil aos adultos americanos, feita para o caso de vitória dos republicanos nas eleições. As atenções agora também se voltam para as negociações do Orçamento dos Estados Unidos para 2027. O Congresso adiou o debate sobre os gastos do governo para depois das eleições e estabeleceu o dia 11 de dezembro como prazo para chegar a um acordo sobre o financiamento das despesas federais. Donald Trump, presidente dos EUA Reuters
04/11/2026 14:00:54 +00:00
Carro voador da Embraer: Eve fecha acordo para vender até 12 aeronaves para empresa que vai operar no Sul do Brasil

Carros voadores da Embraer: Eve fecha acordo para vender até 12 aeronaves para empresa do Sul do Brasil Divulgação A Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, fechou um acordo para fornecer até 12 carros voadores elétricos à FlyBIS Aviation Limited, que planeja operar o serviço de transporte aéreo no Sul do Brasil. O contrato prevê dois pedidos firmes e a possibilidade de compra de outras dez aeronaves. A produção em série dos carros voadores da Eve está prevista para ocorrer em uma fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo. A unidade será responsável pela fabricação das aeronaves desenvolvidas pela empresa, subsidiária da Embraer. O modelo ainda está em fase de testes e precisa receber a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) antes de começar a operar comercialmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Eve, com a compra, a proposta é conectar inicialmente cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Entre as rotas em estudo estão trajetos entre Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis, no litoral catarinense, além de destinos turísticos da Serra Gaúcha, como Gramado e Bento Gonçalves. Agora no g1 Os veículos são chamados de eVTOLs, sigla em inglês para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. Conhecidos popularmente como carros voadores, eles foram projetados para transportar passageiros em trajetos curtos, sem a necessidade de pistas de voos convencionais. O acordo dá continuidade a uma carta de intenções assinada pelas duas empresas em 2022. Agora, Eve e FlyBIS vão trabalhar no planejamento das rotas, na preparação da infraestrutura e nas condições necessárias para que o serviço comece a funcionar. Segundo a Eve, a parceria busca integrar os voos a outros meios de transporte e preparar a operação para atender à demanda de passageiros na região, especialmente em cidades com forte movimentação turística e de negócios. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Como está o desenvolvimento do carro voador? O acordo foi anunciado enquanto a Eve avança nos testes de seu primeiro modelo de eVTOL. O protótipo em escala real já realizou mais de 70 voos, incluindo testes de voo pairado e em baixa velocidade. Em agosto, a empresa divulgou o primeiro teste de transição para o voo horizontal, com a ativação da hélice traseira durante o ensaio. O teste foi realizado na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. No entanto, a aeronave ainda passa por etapas de desenvolvimento e precisa receber a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) antes de transportar passageiros comercialmente. O modelo tem capacidade prevista para quatro passageiros e um piloto, com autonomia estimada de 100 quilômetros. Em setembro, o Ministério de Portos e Aeroportos reuniu representantes do setor aéreo, do governo e da Eve para discutir os desafios para a implantação desse tipo de transporte no Brasil. Entre os temas estavam certificação, construção de vertiportos, fornecimento de energia, segurança e integração do espaço aéreo. Segundo a empresa, dois operadores já assumiram compromissos para utilizar o modelo no Brasil, enquanto outras companhias demonstraram interesse. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
04/11/2026 13:04:00 +00:00
Governo publica novas regras para combater golpes por SMS; veja o que muda

Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O governo federal publicou novas regras para combater golpes e fraudes por SMS. As medidas incluem a criação de um cadastro público para identificar as empresas responsáveis pelo envio das mensagens e o bloqueio de SMS enviados por códigos curtos não cadastrados. (veja outras regras) 📱 Esses códigos são os números de poucos dígitos que aparecem como remetentes das mensagens, como "29222", no lugar de um número de celular completo "(00) 90000-0000". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As regras foram publicadas nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanhará a implementação das medidas, que deverão ser adotadas em até 90 dias, com possibilidade de prorrogação. Segundo o Ministério das Comunicações, as novas regras são necessárias diante do aumento dos golpes digitais, "impulsionado pela expansão de serviços digitais e alta adesão pela sociedade". Agora no g1 A pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, realizada em agosto pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostrou que o SMS está entre os meios mais usados por golpistas para abordar vítimas, com 71%. A lista inclui aplicativos de mensagens (84%), ligações (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%). O g1 procurou a Anatel e a Conexis Brasil Digital, entidade que representa as operadoras de telecomunicações do país, para comentar a decisão e aguarda retorno. O que vai mudar Consulta dos responsáveis pelo SMS: um cadastro público permitirá identificar as empresas responsáveis pelo encaminhamento de mensagens com códigos curtos. Bloqueio de mensagens: as operadoras deverão impedir a entrega de SMS enviados por códigos curtos não cadastrados. Um código por empresa: cada código curto deverá ser usado por uma única empresa, com possibilidade de exceções mediante justificativa técnica apresentada à Anatel. Monitoramento de possíveis golpes: as operadoras deverão monitorar automaticamente o envio de SMS para identificar campanhas suspeitas e falsificação da identidade dos remetentes. Rastreamento de fraudes: as empresas envolvidas no envio deverão verificar a identidade de seus contratantes, manter registros e colaborar, quando solicitadas, para identificar e interromper campanhas com indícios consistentes de fraude. 'Não Me Perturbe' não funciona? Por que pessoas recebem ligações de telemarketing
04/11/2026 12:39:12 +00:00
Derrota de Trump pode enfraquecer o tarifaço? Entenda os impactos para Brasil e outros países

Trump minimiza resultados das eleições nos EUA: 'Eu não estava na cédula' A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode dificultar a aplicação da política de tarifas comerciais do presidente Donald Trump e alterar a relação do governo americano com países como Brasil, China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Com a conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, os democratas passam a ter mais poder para fiscalizar o governo e tentar barrar novas medidas comerciais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado também pode fortalecer a posição de países que negociam acordos com os EUA ou enfrentam tarifas sobre seus produtos. Trump tem usado o chamado “tarifaço”, que elevou os impostos sobre produtos importados, para pressionar parceiros comerciais e atrair investimentos para os EUA. A medida, porém, contribuiu para a alta dos preços e para a insatisfação dos americanos, fatores apontados como parte das razões para a derrota republicana. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, as tarifas comerciais e a guerra contra o Irã pressionaram os preços e fizeram da política econômica de Trump um dos principais alvos das críticas dos eleitores. A vitória democrata, porém, não significa o fim do tarifaço. Trump ainda mantém poderes para impor taxas sobre produtos estrangeiros, e especialistas divergem sobre como o presidente reagirá ao resultado eleitoral. Enquanto alguns especialistas avaliam que outros países terão mais espaço para negociar, outros consideram que Trump poderá aumentar a pressão sobre seus parceiros comerciais para demonstrar que suas políticas estão funcionando. O que pode mudar para o Brasil? Foto de arquivo: Trump mostra tabela do tarifaço em 2 de abril de 2025 Reuters/Carlos Barria/File Photo Para o Brasil, a vitória democrata pode dificultar a adoção de novas tarifas comerciais e tornar mais rápida a reação do Congresso americano a eventuais atritos entre os dois países. Essa é a avaliação de Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, para quem a nova composição do Congresso americano pode limitar a capacidade de Trump de adotar medidas contra o Brasil. Segundo o especialista, algumas dessas iniciativas já foram barradas pela Suprema Corte dos EUA, por meio de processos que costumam ser mais demorados. O presidente americano, porém, ainda dispõe de instrumentos legais para impor tarifas sobre produtos importados. Entre esses instrumentos estão: Seção 232: permite aplicar tarifas por motivos de segurança nacional. Esse mecanismo já foi utilizado para taxar produtos como o aço brasileiro. Seção 301: permite adotar medidas comerciais contra práticas consideradas desleais. O instrumento também está relacionado a investigações comerciais envolvendo o Brasil. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A decisão, no entanto, não atingiu as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que seguem regras diferentes. 🔎 Na prática, o Congresso controlado pelos democratas pode criar obstáculos a novas medidas comerciais, mas não tem poder para eliminar automaticamente todas as tarifas em vigor. (entenda como as Midterms podem afetar o dólar e os juros no Brasil) Japão e Coreia do Sul podem rever compromissos bilionários A vitória democrata também pode afetar os acordos comerciais dos EUA com dois de seus principais aliados na Ásia: Japão e Coreia do Sul. No ano passado, os dois países prometeram investimentos bilionários nos EUA como parte de negociações para evitar tarifas comerciais mais elevadas. Os compromissos somam: Japão: US$ 550 bilhões (cerca de R$ 3,02 trilhões). Coreia do Sul: US$ 350 bilhões (cerca de R$ 1,92 trilhão). Com o novo cenário político, especialistas avaliam que os dois governos podem sentir menos pressão para cumprir rapidamente essas promessas. “Os democratas parecem perceber que os compromissos de investimento foram impostos aos aliados”, afirmou Heo Yoon, professor de economia da Universidade Sogang, em Seul, à Reuters. Na avaliação do economista, a mudança na composição do Congresso americano pode dar aos países mais liberdade para reavaliar os compromissos assumidos. A Coreia do Sul já enfrenta atritos com Trump em relação aos investimentos prometidos. Recentemente, o governo sul-coreano contestou uma afirmação do presidente americano segundo a qual o país teria concordado em financiar o Alaska LNG, um projeto de infraestrutura para transporte de gás natural. Para Ban Kil-joo, professor de relações internacionais da Academia Diplomática Nacional da Coreia, uma fiscalização mais rigorosa por parte do Congresso americano pode dar a Seul mais tempo para analisar os projetos antes de tomar decisões. O resultado, porém, também traz riscos. Trump pode voltar a ameaçar o Japão com novas tarifas caso considere que os investimentos prometidos estejam avançando lentamente. Índia pode ganhar tempo nas negociações comerciais A Índia é outro país que pode ser afetado pela mudança no Congresso americano. Nova Délhi ainda negocia um acordo comercial com Washington e, segundo analistas, pode aproveitar a derrota republicana para agir com mais cautela antes de assumir novos compromissos. Em fevereiro, os dois países chegaram a um entendimento que reduziu de 50% para 18% as tarifas sobre a maioria dos produtos indianos. As taxas mais elevadas haviam sido impostas em agosto do ano passado, após o fracasso de uma rodada anterior de negociações. O ministro do Comércio da Índia afirmou recentemente que a primeira etapa de um novo acordo estava perto de ser concluída, mas ressaltou que o país só avançaria se conseguisse condições comerciais favoráveis em comparação com seus concorrentes. Para Tommy Xie, chefe de pesquisa econômica para a Ásia do OCBC Bank, o resultado das eleições pode aumentar a pressão sobre a Casa Branca para evitar novas disputas comerciais, que poderiam elevar ainda mais os preços dos produtos consumidos pelos americanos. Já Rajiv Bhatia, ex-diplomata indiano e integrante do centro de estudos Gateway House, recomenda cautela. “Uma vitória democrata não tornará necessariamente Trump mais flexível em relação a qualquer país”, afirmou. Na avaliação dele, a Índia deve intensificar o diálogo com o Congresso americano para defender seus interesses em temas como comércio, tarifas e vistos. China pode ganhar força, mas também enfrentar novas restrições Xi Jinping e Donald Trump durante encontro na Casa Branca Reuters/Evan Vucci A China, principal rival econômico dos EUA, também acompanha os efeitos da derrota republicana. Os dois países mantêm uma trégua comercial temporária, prevista para terminar em janeiro. Com o enfraquecimento político do presidente americano, especialistas avaliam que Pequim pode tentar obter condições mais favoráveis nas próximas negociações. “Xi Jinping reconhecerá que a autoridade de Trump foi bastante enfraquecida por esses resultados e, sem dúvida, estará pensando em maneiras de explorar isso”, afirmou Saul Eslake, economista da Corinna Economic Advisory, na Austrália. Por outro lado, o controle democrata do Congresso também pode dificultar acordos entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping. 🔎 Isso porque os democratas podem pressionar por regras mais rígidas para a venda de tecnologias americanas à China, especialmente em setores estratégicos, como inteligência artificial e semicondutores, componentes usados na fabricação de equipamentos eletrônicos. Segundo Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, o Congresso pode limitar a capacidade de Trump de oferecer concessões comerciais a Pequim. “É improvável que os democratas deem carta branca a Trump para negociar com Pequim”, afirmou. A especialista avalia que os parlamentares poderão defender uma fiscalização mais rigorosa sobre as empresas e os produtos ligados à inteligência artificial e à fabricação de chips. Questionada sobre o resultado das eleições, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta quarta-feira (4) que a votação é um assunto interno dos EUA. Segundo ela, Pequim continuará buscando administrar as diferenças e ampliar a cooperação com Washington. Trump ainda pode impor novas tarifas? Apesar da vitória democrata, Trump permanece na Presidência e mantém instrumentos legais para adotar medidas comerciais. O que muda é o equilíbrio de forças no Congresso, que passa a ter mais condições de fiscalizar o governo e dificultar algumas iniciativas. 🤝 Para os parceiros comerciais dos EUA, o cenário abre duas possibilidades: ganhar mais espaço para negociar ou enfrentar novas pressões de Trump. A reação do presidente americano será acompanhada de perto nas próximas semanas. Ainda neste mês, ele deve viajar à Ásia para se reunir com líderes do Sudeste Asiático, nas Filipinas, e participar de um encontro do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Shenzhen, na China. * Com informações da agência Reuters.
04/11/2026 12:23:18 +00:00
Aeris Energy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,5 bilhão em dívidas

Aeris, empresa brasileira fabricante de pás eólicas Divulgação A Aeris, fabricante brasileira de pás utilizadas em turbinas eólicas, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,52 bilhão em dívidas. O pedido foi protocolado na terça-feira (3), na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. 🔍 Com uma unidade industrial no Complexo do Pecém, no Ceará, a Aeris fabrica pás de grande porte utilizadas em turbinas de parques eólicos. A companhia atua como fornecedora do setor de energia renovável e tem ações negociadas na B3 sob o código AERI3. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As ações da Aeris também acumulam forte desvalorização na bolsa. Os papéis da companhia fecharam a terça-feira cotados a R$ 1,90, com queda de aproximadamente 54% nos últimos 12 meses. Segundo comunicado da empresa, o plano apresentado à Justiça já conta com a adesão de credores que representam 42,18% do valor das dívidas incluídas na negociação. Agora no g1 A Aeris terá 90 dias, contados a partir da apresentação do pedido, para conseguir o apoio de credores que representem mais da metade do valor dessas dívidas. Esse percentual é necessário para que o plano possa ser homologado pela Justiça. 🔍 A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite a uma empresa negociar diretamente com seus credores uma forma de reorganizar suas dívidas, sem precisar recorrer a uma recuperação judicial mais ampla. Nesse modelo, a companhia apresenta um plano de pagamento e busca a adesão dos credores envolvidos. Depois de alcançar o percentual mínimo exigido pela legislação, pode pedir à Justiça a homologação do acordo. No caso da Aeris, o plano foi negociado com seus principais credores e prevê a possibilidade de rever prazos e condições de pagamento, captar novos recursos e modificar garantias vinculadas às dívidas. A companhia informou que as condições financeiras definitivas, incluindo os novos prazos de pagamento, ainda serão negociadas com os credores e incluídas em uma versão atualizada do plano. Quais dívidas entram na negociação? A renegociação envolve cerca de R$ 1,52 bilhão em dívidas de longo prazo que não têm garantias específicas e não estão relacionadas ao fornecimento habitual de produtos e serviços necessários ao funcionamento da empresa. Também estão incluídos créditos que não contam com garantias reais ou fiduciárias, como bens oferecidos para assegurar o pagamento das dívidas. O plano não abrange dívidas tributárias, trabalhistas ou decorrentes de acidentes de trabalho. Empresa diz que manterá produção e empregos A Aeris afirmou que suas atividades continuarão normalmente durante o processo de recuperação extrajudicial. A companhia também informou que pretende manter o fornecimento de materiais necessários à fabricação de pás para aerogeradores, além de preservar os empregos, a arrecadação de tributos e as relações comerciais ligadas às suas operações. O pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, mas ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária, que terá a data anunciada posteriormente.
04/11/2026 12:10:26 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,45 após vitória democrata no Congresso dos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,64% nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,4518. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 1,23%, aos 167.563 pontos. O mercado reagiu à vitória democrata no Congresso dos Estados Unidos e acompanhou os sinais sobre o envio da medida provisória do Imposto Seletivo no Brasil. Investidores também aguardavam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para depois do fechamento dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A vitória democrata nas midterms dos EUA ficou no centro das atenções. Para os investidores, o avanço da oposição pode dificultar a aprovação de medidas do governo de Donald Trump sobre gastos públicos, impostos e regulação. ▶️ No Brasil, investidores aguardavam a decisão de juros do Banco Central, prevista para o fim da tarde. A expectativa é que o Copom mantenha a Selic em 13,75% ao ano e adote um discurso mais duro diante da piora do cenário de inflação e da maior pressão fiscal. ▶️ A reforma tributária também entrou no radar. O governo sinalizou que pretende prorrogar, em janeiro de 2027, a cobrança do IPI para setores que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: +0,14%; Acumulado do ano: -0,67%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -0,21% Acumulado do mês: --0,21%; Acumulado do ano: +4%. Eleições de meio de mandato nos EUA O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3). A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização desta reportagem. Eram necessárias 51 cadeiras para alcançar a maioria. Após a confirmação do controle democrata sobre as duas Casas, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano "The New York Times", estar disposto a governar com os democratas. "Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou. Segundo o americano, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário. "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento", declarou. Dias antes, o republicano levantou dúvidas sobre a sua reação a uma eventual derrota ao afirmar que só reconheceria os resultados se as eleições "fossem limpas". LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam os resultados das midterms no país. O Dow Jones teve alta de 3,03%, enquanto o S&P 500 subiu 1,59% e o Nasdaq Composite avançou 1,48%. Entre os destaques negativos da sessão estavam os papéis da SpaceX e da Tesla, empresas do bilionário Elon Musk — que gastou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos no Texas, estado que abriga as duas companhias. A queda dos papéis derrubou a fortuna de Musk em cerca de US$ 41,8 bilhões (R$ 229 bilhões) em um dia. "No geral, os resultados [das eleições] tiveram um impacto moderado nos mercados até o momento. Os investidores deixarão de negociar a incerteza dos resultados eleitorais e passarão a negociar a realidade do que eles significam para as políticas públicas", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, à Reuters. Segundo Brooks, os resultados acabam sendo uma notícia negativa para a Tesla e a SpaceX, já que pode colocar em dúvida uma possível fusão entre as duas companhias. "Embora o Congresso não possa impedir uma fusão, ele poderia retardá-la por meio de uma análise mais rigorosa", disse. "Musk investiu centenas de milhões no Partido Republicano antes dessas eleições, e podemos ver as ações ligadas a Musk em dificuldades agora que seus inimigos políticos recuperaram o controle do Congresso", completou. Na Europa, as bolsas da região tiveram alta generalizada na sessão. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,84%, atingindo a máxima em dois meses. Entre os demais índices locais, o DAX, da Alemanha, subiu 2,22%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 1,96% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,79%. Na Ásia, as ações chinesas tiveram a maior alta em sete meses, conforme o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos deu aos investidores um pretexto para comprar papéis. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 2,16%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 2,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,42%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
04/11/2026 12:01:09 +00:00
Canva anuncia demissão de 22% da equipe após primeira desaceleração em 10 anos

Logo do Canva Divulgação O Canva, plataforma australiana de design, anunciou nesta terça-feira (3) uma reestruturação que afetará 1.271 funcionários, o equivalente a 22% de sua equipe. A empresa atribuiu as mudanças à desaceleração do crescimento, registrada pela primeira vez em uma década. O anúncio foi feito pela cofundadora e presidente-executiva da empresa, Melanie Perkins. Segundo ela, a companhia pretende reduzir os níveis hierárquicos, integrar departamentos e dar mais autonomia a equipes menores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este foi nosso ano mais difícil até agora e, como compartilhamos no início deste ano, nosso crescimento desacelerou pela primeira vez em uma década", disse Perkins. A reorganização prevê a integração das áreas de Produto, Crescimento e Plataforma em uma única estrutura. O Canva também pretende concentrar mais equipes de produto em Sydney, na Austrália, que se tornará a principal base de trabalho desses profissionais. Agora no g1 ➡️ Outra mudança envolve o modelo de trabalho. A partir de janeiro, a empresa espera que a maioria dos funcionários que atuam em regime híbrido passe a trabalhar presencialmente três dias por semana, em vez de dois. A exigência poderá variar conforme a região. Os funcionários desligados receberão pelo menos seis meses de salário, 12 meses de cobertura de plano de saúde e apoio para recolocação profissional. Em comunicado aos funcionários, Perkins afirmou que a empresa avaliou diferentes alternativas antes de concluir que mudanças mais pontuais não seriam suficientes para preparar o Canva para a próxima década. Squarespace O anúncio ocorre um dia depois de a Squarespace, empresa de criação de sites, anunciar a demissão de 19% de seus funcionários. Eles também receberão seis meses de salário, 12 meses de cobertura de saúde nos países em que o benefício é oferecido e suporte para recolocação profissional, com orientação de carreira e preparação para entrevistas. A companhia disse ainda que permitirá que os trabalhadores fiquem com os notebooks usados no trabalho.
04/11/2026 11:20:20 +00:00
Midterms nos EUA: vitória democrata ameaça planos de Trump e pode afetar dólar e juros no Brasil

Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil. Com a maioria na Câmara e no Senado, a oposição ganha força para barrar propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e regulação. O novo cenário também pode influenciar as decisões dos investidores e afetar os juros e o dólar no mercado internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis. 👉 Na prática, a votação muda a composição do Congresso, mas não o comando da Presidência. O resultado define o equilíbrio de forças entre o governo e a oposição pelos próximos dois anos. Os democratas garantiram o controle das duas Casas, impondo uma derrota ao partido de Trump. Até a última atualização, os resultados eram os seguintes: 🔵 Câmara dos Representantes: 228 cadeiras conquistadas pelos democratas, acima das 218 necessárias para garantir a maioria. 🔵 Senado: 54 das 100 cadeiras ficaram com o partido, que também assegurou a maioria. O resultado confirmou as projeções de avanço democrata. Antes da votação, o BTG Pactual estimava que o partido conquistaria 239 cadeiras na Câmara e 51 no Senado. A mudança ocorreu em meio à queda de popularidade de Trump, cuja gestão é desaprovada por 66% dos americanos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. O que uma 'onda azul' muda para a agenda de Trump? A chamada “onda azul”, expressão usada para descrever a vitória democrata nas duas Casas do Congresso, deve limitar a capacidade de Trump de aprovar novas medidas e ampliar a fiscalização sobre seu governo, avalia Andressa Durão, economista do ASA. “Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.” Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA. Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump. O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa: 🔵🔵 Com a vitória nas duas Casas do Congresso, os democratas passam a controlar a pauta legislativa e as comissões responsáveis por fiscalizar o governo Trump. No Senado, também terão maior influência sobre a aprovação de nomes indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e a Suprema Corte. 🔵🔵 Apesar da derrota republicana, Trump mantém o poder de vetar projetos aprovados pelo Congresso. Os democratas, por sua vez, poderão dificultar a aprovação de propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e outras medidas. Para derrubar um veto presidencial, será necessário o apoio de dois terços dos parlamentares em cada uma das Casas. Em avaliação feita antes da confirmação da vitória democrata nas duas Casas do Congresso, Sung já alertava para os riscos de maior instabilidade nos mercados financeiros. “O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, afirmou. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. REUTERS/Umit Bektas Como as midterms dos EUA afetam o Brasil? Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar. As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir. 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil. 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic. Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, avalia que uma vitória republicana nas duas Casas daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras. Se essas medidas ampliarem o déficit público, poderão pressionar a inflação e os juros de longo prazo nos EUA. “Isso tende a pressionar o dólar para cima frente ao real, elevar os juros futuros brasileiros e dificultar o desempenho da bolsa — especialmente de empresas mais endividadas e de setores sensíveis ao crédito, como varejo e construção.” Por outro lado, a vitória democrata pode limitar novas propostas de aumento dos gastos públicos e aliviar a pressão sobre os juros americanos. Na avaliação de Praça, a oposição também passa a ter mais poder para “fiscalizar o governo” e influenciar a aprovação de indicados para cargos importantes. Com menos espaço para aprovar medidas de estímulo à economia, a pressão sobre os juros americanos poderia diminuir. Isso tornaria os mercados emergentes mais atraentes para investidores, favorecendo a entrada de recursos no Brasil, o fortalecimento do real e a queda das taxas de juros futuras. Esse efeito, porém, dependeria também do ambiente político nos EUA. Disputas em torno do orçamento e conflitos entre o governo e o Congresso poderiam gerar insegurança entre os investidores e provocar novas oscilações nos mercados. “Na bolsa, seria desigual: exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto, mas perder se houver queda das commodities ou da demanda mundial”, diz Praça. Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. Divulgação/Ricardo Stuckert Lula e Trump também preocupam investidores A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil. Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes. A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas. Na avaliação de Praça, a vitória dos democratas no Congresso pode dificultar novas medidas comerciais de Trump e acelerar a reação do Legislativo a possíveis atritos com o Brasil. Atualmente, segundo o especialista, medidas desse tipo têm sido barradas pela Suprema Corte dos EUA, em um processo mais demorado. O controle democrata do Congresso, porém, não significa necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente ainda pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial americana para impor taxas sobre produtos importados. 👉 Entre eles estão a Seção 232, que permite a adoção de tarifas por motivos de segurança nacional, e a Seção 301, usada em casos de práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano já utilizou esses instrumentos em medidas que atingiram produtos brasileiros, como as tarifas sobre o aço e as ações relacionadas à investigação comercial contra o Brasil. A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes. Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40. Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA. Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente. “O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.
04/11/2026 11:02:43 +00:00
VÍDEO: Avicultor usa maçarico para aquecer pintinhos após queda de energia: 'Não morreu nenhum'

Após queda de energia, avicultor usa maçarico para manter pintinhos aquecidos em Uberaba Uma queda de energia causada pela chuva obrigou um avicultor de Uberaba a improvisar para salvar um lote de 400 pintinhos. Sem os equipamentos responsáveis pelo aquecimento das aves, Pedro Henrique de Oliveira usou maçaricos durante a noite de segunda-feira (2) para manter a temperatura adequada e evitar perdas na produção. Por meio de nota, a Cemig informou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica foi causada pela queda de um eucalipto sobre a rede elétrica durante o temporal que atingiu a região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Avicultor usou maçaricos durante a noite após queda de energia Pedro Henrique de Oliveira/Reprodução O produtor disse que buscou o lote de pintinhos em Uberlândia na tarde de segunda. Ao chegar na fazenda em São Basílio, foi surpreendido pela chuva que resultou na interrupção do fornecimento de energia elétrica e inviabilizou o funcionamento dos equipamentos utilizados para manter a temperatura adequada para as aves. Pedro Henrique explicou que é preciso manter as aves em uma temperatura média de 37º nos primeiros dias para o desenvolvimento adequado. A sensação térmica, de acordo com o produtor, cai drasticamente no período noturno na área rural e a situação ainda ficou mais crítica por causa da chuva. "Não dava tempo de sair atrás de gerador [para ligar os equipamentos]. Eu tinha um maçarico e um botijão só. Tive que correr atrás de outro na comunidade. Pedi para o vizinho porque começou a cair a temperatura. A dona da mercearia abriu para pegar um gás. Foi como consegui resolver o problema, senão iria perder uns R$ 2 mil a R$ 3 mil em pintinhos. Mas salvaram todos, não morreu nenhum", ressaltou. Além de assegurar a temperada adequada, o produtor disse que foi preciso ficar de vigia a noite inteira para evitar o risco de incêndios, pois o piso do cômodo estava coberto por uma mistura de serragem apropriada para receber os animais. "Depois que os pintinhos estão acalmados, você passa a noite preocupado com o risco de fogo. Então, dormi no galpão para vigiar os maçaricos, para não acontecer incêndio", acrescentou. Leia também: Carro capota às margens de rodovia e motorista morre após batida de frente Adolescente de 17 anos morre em acidente com trator durante visita ao pai Veja a previsão do tempo para o feriado de Finados no Triângulo e Alto Paranaíba A rapidez para viabilizar uma solução paliativa ocorreu somente após um susto há cerca de cinco meses. Pedro lembrou que, em junho deste ano, os equipamentos usados para aquecer as aves queimaram durante o fim de semana após interrupções no fornecimento de energia na área rural.  "Teve quedas de energia e duas lâmpadas secadoras queimaram em um domingo à noite. Perdi 200 pintinhos", relatou. O prejuízo na época só não foi maior porque a granja fornecedora restituiu as aves que morreram devido ao problema. No entanto, o produtor afirma que está se organizando para comprar um gerador autônomo porque as ocorrências de queda de energia na comunidade rural de São Basílio estão sendo recorrentes, com prejuízos relatados por outros produtores e estabelecimentos do ramo alimentício. Queda de árvore Em nota, a assessoria de imprensa da Cemig posicionou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica na comunidade rural de São Basílio ocorreu devido à queda de um eucalipto que atingiu a rede elétrica por causa do temporal. A concessionária assegurou que as equipes atuaram desde a madruga no local e o o atendimento foi restabelecido gradativamente na região.  De acordo com a companhia, a recomposição total do fornecimento de energia foi concluída às 12h45 de terça-feira (3). Ainda conforme a nota, em caso de danos a equipamentos elétricos causados pela tempestade, os clientes podem registrar pedido de análise de ressarcimento pelos canais de atendimento da Cemig. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo e
04/11/2026 08:20:09 +00:00
RAM 2500 tem recall no Brasil por falha que pode afetar freios e controles de estabilidade e tração

RAM 2500 modelo 2018. Divulgação / RAM A Stellantis anunciou um recall no Brasil da RAM 2500, modelo 2018, devido a uma falha que pode comprometer o funcionamento do sistema de freios ABS e dos controles de estabilidade e tração. O agendamento do reparo gratuito já pode ser feito nas concessionárias da marca. Segundo a Stellantis, o recall envolve 1.024 unidades da picape. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a fabricante, o problema pode ocorrer no motor da bomba da Unidade de Controle Hidráulico (HCU). Uma falha nesse componente pode comprometer o desempenho dos sistemas de segurança, aumentando o risco de acidentes com danos materiais, ferimentos ou até mortes de ocupantes e terceiros. Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Veja quais veículos estão envolvidos no recall: Modelo: RAM 2500 Laramie, ano 2018. Chassis envolvidos (últimos oito dígitos, não sequenciais): de JG133258 a JG426128. Reparo As concessionárias vão substituir gratuitamente o motor da bomba da Unidade de Controle Hidráulico. O serviço tem duração estimada de uma hora e deve ser agendado previamente. Os proprietários devem entrar em contato com uma concessionária RAM de sua preferência para verificar a disponibilidade de atendimento.
04/11/2026 07:27:42 +00:00
Paraguai: entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC

Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters Uma crise envolvendo o banco digital Ueno, que tem cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). Além disso, aumentou a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco (que mede sua capacidade de pagamento) caiu para menos da metade do mínimo exigido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. Agora no g1 O caso também trouxe desgaste para o governo de Peña e ameaça a reputação do Paraguai como um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro, grande parte dele proveniente do Brasil. Foi nesse contexto que o presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do BC comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Nesta terça, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. “Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno”, disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. “Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim.” Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para fazer pagamentos aos depositantes. O presidente paraguaio afirmou ainda que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo instituto de seguridade social IPS e por outros fundos públicos de previdência. 'Caso isolado' Segundo o Banco Central do Paraguai, o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña também buscou afastar esse risco: “Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional.” O presidente paraguaio acrescentou que os responsáveis pelo caso “devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios”. Segundo o BC, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para verificar a situação dos ativos do Ueno. Saída do presidente do BC Carvallo afirmou que permanecerá no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise do Ueno. Ao anunciar a saída, ele disse que a decisão ajudaria a reduzir a controvérsia em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos trabalhassem sem as disputas políticas e a repercussão na imprensa. As críticas já haviam levado parlamentares a pedir a demissão da cúpula do BC, depois que eles rejeitaram um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também teve reflexos nos mercados. As preocupações com o Ueno pressionaram os títulos em dólar do banco com vencimento em 2031 e os próprios títulos da dívida do Paraguai. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma fintech local de nicho a um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters
04/11/2026 07:00:00 +00:00
Cidade do ES tem 328 galinhas e perus para cada morador; média do estado é de cinco; veja todos os municípios

Galinhas em granja de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Conhecida nacionalmente como capital do ovo, Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, também lidera o ranking de produção de galináceos (galinhas e perus) do estado. São 328 aves para cada habitante: o município tem 15.067.090 animais e uma população de 45.975 moradores. No estado todo, são 16.965.072 cabeças para uma população de pouco mais de 4 milhões de pessoas, ou seja: 4,2 galinhas e perus para cada morador. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2025 (os mais recentes disponibilizados). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp 🐔 Galináceos são aves da espécie Gallus gallus que inclui galinhas poedeiras (fêmeas para ovos), frangos de corte (destinados à produção de carne), galos e frangas. Reconhecida nacionalmente como a capital do ovo, a cidade é protagonista na pecuária brasileira no setor de avicultura. Em 2025, apenas Santa Maria de Jetibá representava 89% da produção de aves no estado. No ranking estadual, aparecem outros municípios da Região Serrana entre os maiores produtores. É o caso de Santa Leopoldina, com 24 aves para cada habitante. Sua população é composta por 13.950 moradores e 340.115 galináceos. Em seguida, está Santa Teresa com uma proporção de 16 galináceos por habitante: o município registra 383.746 animais e 23.977 moradores. Logo depois, Domingos Martins revela 363.957 galináceos para 38.498 residentes, uma proporção de nove aves por habitante. Depois, Venda Nova do Imigrante encerra o top 5. A cidade tem sete galináceos por habitante: são 170.714 animais para 25.630 moradores. LEIA TAMBÉM: GADO: 34 cidades do ES têm mais bois e vacas do que habitantes; veja os números por município DESTAQUE: Macadâmia produzida no ES vira doces, biscoitos e gelato e chega ao mercado internacional MEIO AMBIENTE: Helicóptero lança 'chuva' com 4 toneladas de sementes para reflorestar área de Mata Atlântica e recuperar palmeira ameaçada no ES Galo gigante com mais de 1 metro e exótico chama a atenção no ES Região Metropolitana tem muitas galinhas também Na Região Metropolitana de Vitória, Guarapari é o município com o maior número de galináceos entre as sete cidades da região. São 16.060 aves para uma população de 137.659 habitantes, o equivalente a cerca de 46% dos 34.528 galináceos contabilizados. Vitória, com 343.935 habitantes, tem o menor número de aves: apenas 139, menos de 1% do total. Entre os outros municípios, Viana tem 5.110 galináceos para uma população de 79.611 habitantes, o equivalente a 15% do total de aves da região. Já na Serra, município mais populoso entre os listados, com 586.901 moradores, há 4.932 galináceos, o equivalente a 14% do total. Vila Velha, por sua vez, registra 3.963 aves para uma população de 510.512 pessoas, aproximadamente 11% dos galináceos da Grande Vitória. Encerrando o ranking, em Cariacica, são 2.384 galináceos para 376.914 habitantes, cerca de 7% das aves contabilizadas na região. Por último, Fundão tem 1.940 galináceos para 18.941 moradores, o que representa cerca de 6% do total. População de galináceos X moradores Santa Maria também é destaque na produção de codornas A cidade de Santa Maria de Jetibá não se destaca apenas na produção de galináceos, mas também na de codornas. São 2.928.895 animais para 45.975 moradores, com uma proporção de 64 codornas por habitante. Santa Teresa e Santa Leopoldina também estão entre os três municípios com maior produção de codornas do Espírito Santo. Santa Teresa está na segunda posição, com 13.300 codornas para uma população de 23.977 habitantes. Já Santa Lepoldina aparece em terceiro lugar, com 6.139 codornas e 13.950 moradores. *Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação de Vitor Ferri. Produção de ovos de codorna Reprodução/RPC Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
04/11/2026 07:00:00 +00:00
Midterms: apostas para as eleições já movimentam mais de R$ 8 bilhões nos EUA; dá para confiar nas previsões?

Por que Trump está preocupado com as midterms? As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos (midterms) serão um grande teste para os mercados de previsão. Kalshi e Polymarket, que já somam mais de US$ 1,48 bilhão (R$ 8,13 bilhões) em apostas eleitorais, precisam mostrar que suas previsões são confiáveis, em meio à crescente pressão sobre o setor. As plataformas ganharam destaque em 2024, quando contrariaram as pesquisas de opinião tradicionais ao apontar a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA. Desde então, ganharam espaço entre veículos de comunicação e investidores em todo o mundo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nesta terça-feira (3), os números reunidos pela empresa de análise BetInt pouco haviam mudado em relação à tarde de segunda. Os mercados apontavam 94% de chance de os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Deputados e 75% de ficarem com o Senado. Apesar do histórico de acertos, as plataformas também colecionam erros de grande repercussão. Isso ocorreu nas primárias dos EUA e, mais recentemente, na eleição presidencial do Brasil. Se o resultado das midterms ficar muito distante do que apontam as plataformas, a reputação do setor poderá sair abalada, segundo analistas. O risco é ainda maior diante do volume recorde de dinheiro em jogo. A pressão não vem apenas dos resultados. Kalshi e Polymarket, as maiores plataformas do setor, também enfrentam questionamentos sobre possíveis manipulações e condutas indevidas. Candidatos chegaram a apostar nas próprias disputas, enquanto um levantamento da Anti-Corruption Data Collective (ACDC), organização sem fins lucrativos de Washington, mostrou que apostas relativamente pequenas podem influenciar esses mercados. “A terça-feira representa, de fato, um verdadeiro teste para a nova onda de mercados de previsão”, disse Yesha Yadav, reitora associada da Faculdade de Direito da Universidade de Vanderbilt. Segundo ela, as disputas pelo Congresso neste ano ajudarão a medir o desempenho geral do setor. Polymarket e Kalshi afirmam ter reforçado os controles para evitar irregularidades. A Kalshi, por exemplo, proíbe políticos e integrantes de campanhas de fazer apostas eleitorais. As empresas também dizem que os mercados se ajustam rapidamente quando apostas de grande valor alteram as probabilidades. Sean Patrick Maloney, presidente-executivo da Coalizão para Mercados de Previsão, reconhece que esses mercados não são perfeitos. Segundo ele, porém, em “um mundo cheio de caos e fontes de notícias tendenciosas”, eles oferecem uma maneira imparcial de prever eventos. Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar Bilhões em jogo: o que dizem os estudos sobre as previsões? A Kalshi informou na segunda-feira que já havia movimentado US$ 1,33 bilhão em apostas nas eleições de meio de mandato. Na Polymarket, o valor chegava a cerca de US$ 145 milhões, segundo a ACDC. Mais de 28 mil mercados de apostas foram abertos para as midterms. Apesar do número elevado, boa parte do dinheiro está concentrada em poucas disputas, como as eleições para o Senado no Texas, Michigan, Maine e Carolina do Sul, de acordo com a organização. No Texas, por exemplo, os mercados apontavam nesta terça-feira 71% de chance de vitória do democrata James Talarico sobre o republicano Ken Paxton na disputa por uma vaga no Senado, segundo a BetInt. A ACDC aponta que só essa disputa já movimentou mais de US$ 60 milhões em apostas. Em Michigan, mais de US$ 20 milhões foram apostados na corrida pelo Senado. Os mercados apontavam 78% de chance de vitória do democrata Abdul El-Sayed sobre o republicano Mike Rogers, segundo a BetInt. Mas, afinal, essas previsões são confiáveis? Estudos acadêmicos indicam que, no geral, sim. Uma pesquisa da Universidade de Vanderbilt publicada em 2025 analisou quase 2.500 mercados ligados às eleições de 2024 e concluiu que as probabilidades apresentadas eram, em geral, bem calibradas. Isso não significa simplesmente acertar quem vai vencer. A calibração mede se as probabilidades apresentadas correspondem ao que acontece na prática. Já a precisão considera se o mercado acertou ou não o vencedor. Há, porém, outra ressalva. Como a maioria das eleições não é apertada, o bom desempenho geral não mostra necessariamente se esses mercados funcionam tão bem em disputas acirradas, segundo Joshua Clinton, professor de ciência política da Vanderbilt que liderou o estudo. Outra característica ajuda a explicar como essas previsões funcionam. Um pequeno grupo de apostadores mais experientes — em busca de lucro — concentra boa parte do dinheiro nesses mercados, segundo Harry Crane, professor de estatística da Universidade Rutgers. Eles usam pesquisas de opinião e outros dados para orientar as apostas e, com isso, ajudam a corrigir preços. Ainda assim, mesmo os operadores mais experientes podem errar, acrescenta Clinton. Kalshi e Polymarket chegaram a apontar apenas 20% de chance de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial brasileira — resultado que se confirmou em 25 de outubro. Segundo Clinton, os apostadores podem ter superestimado as chances de Flávio Bolsonaro ao tentar compensar um problema observado em outras eleições: pesquisas que subestimaram a força de candidatos de direita. As empresas de previsões ressaltam, porém, que uma chance de 20% não significa que determinado resultado seja impossível. Eventos com essa probabilidade acontecem o tempo todo, afirmaram porta-vozes, e reviravoltas políticas não são diferentes. “Mas não devem ser confundidos com certeza.”
04/11/2026 06:00:01 +00:00
Calendário de novembro 2026: veja datas de pagamento do INSS, Bolsa Família, pé-de-meia e mais

Calendário de novembro 2026 Governo Federal O mês de novembro de 2026 já começou, e com ele chegam os pagamentos de programas e benefícios como INSS, Pé-de-Meia e Bolsa Família, entre outros. Alguns dos depósitos começam já nos primeiros dias do mês, enquanto outros ficam para a segunda quinzena. Confira, abaixo, o calendário de pagamentos dos seguintes benefícios: INSS Bolsa Família Pé-de-meia BPC/Loas Saque-aniversário do FGTS INSS O pagamento do INSS de novembro de 2026 começa no dia 24 de novembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de dezembro, conforme o número final do benefício. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Pagamento do INSS de novembro: veja calendário e datas Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de novembro começam em 1º de dezembro e terminam em 7 de dezembro. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1º/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/12 Finais 2 e 7: 02/12 Finais 3 e 8: 03/12 Finais 4 e 9: 04/12 Finais 5 e 0: 07/12 Agora no g1 Bolsa Família A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de novembro do Bolsa Família no dia 16. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em novembro O dinheiro é disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Confira o calendário do Bolsa Família para novembro de 2026: 16/11: pagamentos para NIS com final 1; 17/11: pagamentos para NIS com final 2; 18/11: pagamentos para NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Dezembro: de 10/12 a 23/12. Pé-de-meia O mês de novembro começou e milhares de beneficiários já querem saber quando será realizado o pagamento do programa Pé-de-Meia. Nesta nova rodada, o benefício será destinado aos estudantes da rede pública que cumpriram a exigência mínima de frequência escolar, conforme os critérios do programa. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário Pé-de-Meia de novembro: veja quem recebe a próxima parcela e as datas de pagamento Confira o calendário do Pé-de-Meia de novembro: Janeiro e fevereiro: 23 de novembro Março e abril: 24 de novembro Maio e junho: 25 de novembro Julho e agosto: 26 de novembro Setembro e outubro: 27 de novembro Novembro e dezembro: 30 de novembro Calendário de benefícios de novembro 2026 Rafa Neddermeyer/Agência Brasil BPC/Loas O calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de novembro e 7 de dezembro, de acordo com o número final do benefício. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário BPC/Loas novembro 2026: veja datas de pagamento O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em setembro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0. Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Saque-aniversário do FGTS O saque-aniversário do FGTS de novembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de novembro e 30 de dezembro de 2026. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Saque-aniversário FGTS novembro: veja calendário e quem pode sacar O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão. Confira o calendário do saque-aniversário do FGTS: Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026 Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026 Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026 Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026 Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026 Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026 Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026 Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026 Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 Outubro: de 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026 Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027 Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027
04/11/2026 03:00:02 +00:00
Mega da Virada 2026: sorteio acontece no dia 1º de janeiro novamente; apostas estão abertas

Imagens de lotérica e cartões de apostas da Mega Sena da Virada, loteria com prêmio previsto de R$ 600 milhões. Caxias do Sul, RS (27). 27/12/2024 - Foto: Antonio Machado/FOTOARENA/Estadão Conteúdo O sorteio da Mega da Virada 2026 será realizado às 11h do dia 1º de janeiro de 2027, com prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão. No ano passado, a Caixa também adiou o concurso especial para 1º de janeiro, às 10h, alegando a necessidade de ajustes operacionais. As apostas começaram nesta terça-feira (3) e poderão ser feitas até as 22h do dia 31 de dezembro de 2026. Em 2025, a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão, superando a estimativa inicial de R$ 850 milhões. Seis apostas acertaram as dezenas sorteadas, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões. Como apostar? As regras da Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. Para conquistar o prêmio principal, é necessário acertar os seis números sorteados, entre os 60 disponíveis. Também há premiações para quem acertar cinco (quina) ou quatro números (quadra). A principal diferença é que o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os acertadores da quina. Se também não houver ganhadores nessa faixa, o prêmio passa para os acertadores da quadra. Para jogar, os apostadores podem ir a uma das mais de 13 mil lotéricas da caixa espalhadas pelo Brasil. Além disso, as apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura. A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet: Portal Loterias Caixa Acesse o site da Loterias Caixa e faça login. Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais. Após entrar, escolha a opção Mega da Virada. Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta. Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão. Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos. Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Aplicativo Loterias Caixa Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS). Abra o aplicativo e faça login. Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais. Escolha a opção Mega da Virada. Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você. Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela. Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix.. Quanto custa para apostar? A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6,00. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta. Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão
04/11/2026 03:00:01 +00:00
Com mercado dividido após reeleição de Lula, BC decide nesta quarta entre novo corte ou manutenção da taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (16) para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 13,75% após cinco cortes seguidos. 🕝A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18h. Na primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mais um mandato, os economistas dos bancos estão divididos: a maioria ainda aposta em um novo corte, para 13,50% ao ano, mas parcela considerável prevê manutenção da Selic no atual patamar. Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Piora de cenário Agora no g1 Depois de confirmada a vitória de Lula, o mercado financeiro elevou consideravelmente suas projeções de inflação, reduziu as expectativas de crescimento da economia e passou a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Para definir os juros, o BC atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao decidir a taxa básica de juros, o Copom considera principalmente a inflação esperada para os próximos anos, e não apenas a variação de preços observada nos últimos meses. Isso ocorre porque mudanças na Selic levam tempo para produzir efeitos sobre a economia. Neste momento, por exemplo, a autoridade monetária já está mirando o segundo trimestre de 2028, período considerado o "horizonte relevante" para suas projeções. Embora leve em conta as estimativas do mercado para os próximos anos, que recentemente passaram a indicar câmbio mais depreciado e inflação mais alta, o BC também trabalha com suas próprias projeções para os indicadores econômicos. Deste modo, uma piora das expectativas do mercado não é automaticamente incorporada ao cenário utilizado pela autoridade monetária para definir a taxa de juros. Opinião dos analistas Na última reunião, Banco Central reduziu a taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic foi a 13,75% ao ano De acordo com comunicado do C6 Bank, assinado pelo economista-chefe Felipe Salles, o Copom deve manter a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, interrompendo o ciclo de cortes de juros que vinha sendo implementado. "Na nossa visão, a piora do cenário prospectivo para a inflação [antes mesmo da forte deterioração desta semana] reduz o espaço para novos cortes. Também projetamos manutenção da Selic em 13,75% na reunião de dezembro, com a taxa permanecendo nesse patamar ao final de 2026 e de 2027", diz a nota do C6 Bank. Já a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, manteve expectativa que o BC promova um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, para 13,50% ao ano, e que, depois, comunique uma pausa no ciclo de redução na próxima reunião. "Apesar da maior incerteza e aumento do prêmio de risco na curva de juros futuros, a taxa Selic em 13,50% permanece restritiva o suficiente para amortecer os choques inflacionários esperados para o começo de 2027, considerando o horizonte da política monetária o 2º trimestre de 2028, mas não vemos espaço para a continuidade dos cortes nesse momento [após a decisão desta quarta]", diz a analista do banco Inter. A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18h nesta quarta-feira (4) Jornal Nacional/ Reprodução
04/11/2026 03:00:01 +00:00
Selic: por que o Banco Central pode parar de cortar juros após a reeleição de Lula?

Copom reduz taxa de juros, e o FED mantém Jornal Nacional/ Reprodução O Banco Central chega à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (4) diante de um cenário mais complicado para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic. A expectativa predominante entre economistas é de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a Selic em 13,75% ao ano. Embora a deterioração das expectativas de inflação e a incerteza sobre a condução das contas públicas tenham reduzido o espaço para novos cortes, parte dos analistas ainda considera possível uma última redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 13,50% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O comunicado do Banco Central também será acompanhado de perto pelos investidores em busca de pistas sobre a trajetória dos juros em 2027, especialmente diante das dúvidas sobre a política fiscal do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação do mercado financeiro ao resultado do segundo turno das eleições deu uma dimensão dessas preocupações. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a semana de 30 de outubro com queda de 18,12%, a quinta maior desvalorização semanal desde o início do Plano Real. Agora no g1 Além disso, as empresas listadas perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado na mesma semana, segundo levantamento da Elos Ayta. Para dimensionar a magnitude dessa perda, o montante equivale a 1,31 vez o valor de mercado da Petrobras, atualmente estimado em R$ 734 bilhões. ➡️ A preocupação é que, sem uma mudança na condução das contas públicas, o país continue convivendo com juros elevados, o que dificulta investimentos, encarece o crédito e limita o crescimento econômico. "Esperamos manutenção da taxa Selic em 13,75% na reunião de novembro. A decisão deve ser unânime e refletir a avaliação de piora do cenário-base", afirma o Itaú BBA em relatório. Na avaliação do banco, o ambiente internacional também se tornou mais desfavorável, com juros elevados nas economias desenvolvidas e nova rodada de alta nos preços do petróleo. No Brasil, embora a atividade econômica esteja desacelerando, o mercado de trabalho continua resistente e a inflação permanece pressionada. O Itaú BBA estima que a projeção de inflação do próprio modelo do Banco Central para o segundo trimestre de 2028, período considerado relevante para a decisão de juros, suba de 3,2% para 3,4%. O banco também revisou suas projeções para o IPCA, inflação oficial do país: de 5,1% para 5,2% em 2026 e de 4,6% para 6,1% em 2027. Com esse quadro, a instituição espera que o Copom interrompa o ciclo de redução dos juros e mantenha a Selic em 13,75% durante todo o próximo ano. O enfraquecimento da economia, por outro lado, seria um dos fatores que limitariam a necessidade de elevar ainda mais a taxa. Por que o mercado voltou a temer juros mais altos? Um dos principais fatores por trás da turbulência é a situação das contas públicas. Nos 12 meses até setembro, o setor público acumulou déficit nominal de R$ 1,28 trilhão. Esse indicador considera a diferença entre receitas e despesas do governo, incluindo os juros pagos sobre a dívida pública. A dívida bruta chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Em dezembro de 2022, a proporção era de 71,7% do PIB. O tamanho da dívida preocupa porque, quanto maior a percepção de risco de que o governo terá dificuldades para pagar seus compromissos, maior é a remuneração exigida pelos investidores para emprestar dinheiro ao país. Essa cobrança adicional eleva os juros dos títulos públicos, especialmente daqueles com vencimentos mais longos, e pode pressionar o dólar. O problema é que o aumento dos juros também encarece o próprio financiamento da dívida, criando um ciclo difícil de interromper. "Com dívida alta e crescente, o investidor passa a exigir mais para emprestar ao governo, e os juros longos sobem. Juro mais alto aumenta a dívida, e a dívida maior exige juro mais alto. É esse ciclo que o mercado teme", explica Juliana Daitx, coordenadora de Investimentos da Unicred Porto Alegre. Ela destaca que, nos 12 meses até setembro, os juros pagos pelo setor público chegaram a R$ 1,205 trilhão, enquanto o déficit primário foi de R$ 70,1 bilhões. Para recuperar a confiança dos investidores, o governo precisaria apresentar um plano fiscal com metas claras e medidas permanentes de controle das despesas. A avaliação dos especialistas é que não basta aumentar a arrecadação ou apresentar resultados positivos isolados: é necessário mostrar que a dívida poderá se estabilizar nos próximos anos. O resultado de setembro, por exemplo, não foi suficiente para mudar essa percepção. Naquele mês, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,84 bilhões, ante déficit de R$ 14,4 bilhões em setembro de 2025. Mas parte significativa da melhora veio de um fator extraordinário: o cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercícios anteriores, dívidas do governo reconhecidas pela Justiça. Sem esse efeito, o resultado teria sido negativo em aproximadamente R$ 8 bilhões. "O resultado de setembro foi eminentemente puxado por fatores não recorrentes e nos dá muito pouca sinalização sobre a estratégia fiscal de longo prazo", afirma Gustavo Saula, gestor de renda fixa da SWM. Na avaliação dele, o mercado procura sinais de que o próximo governo terá condições de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, que aumentam automaticamente conforme regras previstas em lei, e reduzir a dependência de receitas extraordinárias. André Braz, economista do FGV IBRE, também avalia que a melhora pontual das contas públicas não é suficiente. Para ele, o desafio é produzir um ajuste permanente, com maior eficiência do gasto público, revisão de despesas obrigatórias e benefícios tributários e cumprimento das metas fiscais. "O mercado precisa enxergar uma trajetória consistente de controle das despesas e estabilização da dívida pública", afirma. O que a queda da bolsa e a alta do dólar têm a ver com a Selic? Quando cresce a percepção de risco sobre a economia brasileira, investidores podem retirar recursos do país e buscar proteção em moedas estrangeiras, como o dólar. Com isso, o real perde valor. Como parte dos produtos consumidos no Brasil depende de insumos ou mercadorias importados, um dólar mais caro pode pressionar os preços e dificultar o controle da inflação. Além disso, os juros futuros sobem. Essas taxas são negociadas no mercado e indicam quanto os investidores esperam receber para emprestar dinheiro em diferentes prazos. Gustavo Saula afirma que, na reação pós-eleitoral, alguns vencimentos intermediários e longos dos juros futuros apresentaram abertura próxima de 250 pontos-base, ou 2,5 pontos percentuais. O movimento indica que os investidores passaram a exigir uma remuneração maior para assumir riscos relacionados à economia brasileira. A inflação implícita, indicador calculado a partir da diferença entre as taxas de juros nominais e reais dos títulos públicos, também subiu. No horizonte de cinco anos, a alta foi de aproximadamente 1,2 ponto percentual na semana, levando o indicador a patamares próximos de 7% ao ano. Para o Banco Central, as expectativas de inflação mais altas podem se transformar em aumentos efetivos de preços. Se empresas e trabalhadores passam a esperar uma inflação maior, podem reajustar preços e salários levando essa perspectiva em consideração. Por isso, mesmo que a atividade econômica esteja perdendo força, o BC precisa avaliar se uma redução dos juros não acabaria pressionando ainda mais o câmbio e a inflação. "Uma redução prematura dos juros poderia pressionar o câmbio e dificultar a convergência da inflação para a meta", afirma André Braz, economista do FGV IBRE. Crédito caro começa a pesar sobre famílias e empresas Enquanto o mercado discute a dívida pública e as expectativas para a inflação, os efeitos dos juros elevados já aparecem na vida de consumidores e empresas. O último Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central mostrou que o sistema bancário brasileiro continua sólido, com níveis adequados de capital e liquidez. Isso significa que as instituições financeiras têm recursos e reservas para enfrentar perdas e períodos de maior dificuldade. O problema está na capacidade de pagamento dos clientes. O comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu o maior nível em 21 anos, enquanto os indicadores de inadimplência e de operações problemáticas também avançaram. Com mais consumidores e empresas enfrentando dificuldades para pagar empréstimos, os bancos precisam reservar mais dinheiro para cobrir possíveis calotes. Ao mesmo tempo, ficam mais rigorosos na concessão de novos financiamentos e elevam as taxas cobradas para compensar o risco. O resultado é um crédito mais caro e difícil de conseguir justamente quando famílias e empresas precisam de recursos para reorganizar suas dívidas e manter o consumo e os investimentos. "O relatório mostra que os bancos estão sólidos, mas os clientes estão em dificuldade", resume Juliana Daitx, da Unicred Porto Alegre. Ela explica que a inadimplência pode alimentar um ciclo negativo: os bancos emprestam menos e cobram mais caro, o que dificulta ainda mais o pagamento das dívidas e pode provocar novos atrasos. Uma redução da Selic ajudaria a aliviar esse quadro, tornando gradualmente mais baratas as dívidas e as novas operações de crédito. Mas o efeito não seria imediato e dependeria também da disposição dos bancos para voltar a emprestar. Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, explica que muitas famílias já estão com uma parcela tão grande da renda comprometida que uma redução dos juros pode não ser suficiente para estimular imediatamente novas operações de crédito. Por que um último corte ainda não está descartado? Apesar da predominância da expectativa de manutenção, há analistas que enxergam espaço para uma redução residual dos juros. Jeferson Bittencourt, chefe de macroeconomia do ASA, avalia que a desaceleração da atividade econômica e uma projeção de inflação ainda próxima da meta no horizonte relevante podem justificar um último corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,50%. Para ele, a decisão ficou mais apertada depois da depreciação do real e do aumento dos prêmios de risco, que representam a remuneração adicional exigida pelos investidores para assumir riscos maiores. "Deve pesar mais a combinação de atividade em desaceleração com projeção de inflação ainda próxima da meta no horizonte relevante. Esse quadro sustenta uma probabilidade um pouco maior de um último corte de 0,25 ponto percentual", afirma. O economista ressalta, porém, que a possibilidade de manutenção dos juros aumentou de forma relevante. Caso o Copom opte pelo corte, a expectativa é de que o comunicado já indique uma postura mais cautelosa, reconhecendo que a piora das condições financeiras reduziu o espaço para novas reduções. Na avaliação de Juliana Daitx, a manutenção em 13,75% é a escolha mais prudente. Antes das eleições, o mercado esperava uma redução para 13,50% na reunião de novembro. A disparada do dólar, a inflação acima do teto da meta e a falta de clareza sobre a condução fiscal do próximo governo, entretanto, mudaram esse cenário. "Subir também parece exagero, porque a inadimplência já está alta e a atividade dá sinais de desaceleração. Por isso, o mais sensato é manter em 13,75% ao ano e esperar mais clareza", diz. A avaliação é semelhante à de Alexandre Pletes, sócio e chefe de renda variável da Faz Capital. Para ele, uma redução dos juros dependerá de uma melhora mais consistente das expectativas de inflação e da percepção sobre o risco fiscal. "Não adianta cortar juro sem ter isso funcionando", afirma. O que observar no comunicado do Copom? Para André Braz, do FGV IBRE, o comunicado deve deixar claro se o Banco Central pretende apenas interromper temporariamente o ciclo de cortes ou se ainda considera possível retomar a redução dos juros nas próximas reuniões. Sérgio Samuel, economista do Ailos, espera um tom de compromisso com o controle da inflação e a manutenção da cautela. Segundo ele, a credibilidade do BC depende de uma atuação técnica, mas a retomada dos cortes também exigirá que as expectativas de mercado estejam mais bem ancoradas. Juliana Daitx, da Unicred, destaca que uma referência mais explícita ao câmbio, às expectativas de inflação e ao risco fiscal seria um sinal de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo. Um comunicado mais neutro, acompanhado de uma eventual acomodação do dólar, poderia deixar aberta a possibilidade de novos cortes.
04/11/2026 03:00:01 +00:00
Concurso da CGU com 60 vagas e salário de R$ 20 mil encerra inscrições nesta quarta

Fachada da Controladoria-Geral da União (CGU) Kenzo Suzuki ASCOM/CGU d As inscrições para o novo concurso público da Controladoria-Geral da União (CGU) terminam nesta quarta-feira (4), às 18h (horário de Brasília). Ao todo, são oferecidas 60 vagas imediatas, além de cadastro de reserva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Os interessados devem se inscrever pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 170 e pode ser paga até 6 de novembro. Podem solicitar a isenção da taxa os candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e os doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde. As oportunidades são destinadas a candidatos com nível superior. O salário inicial é de R$ 20 mil para uma jornada de 40 horas semanais. Agora no g1 As 60 vagas estão distribuídas da seguinte forma: Auditoria: 30 vagas; Tecnologia da Informação (TI) – Ciência de Dados: 10 vagas; TI – Infraestrutura de TI: 10 vagas; TI – Desenvolvimento de Sistemas: 10 vagas. Para o cargo de Auditoria, são oferecidas 20 vagas na sede da CGU, em Brasília, e outras 10 distribuídas entre as unidades regionais do Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima, com duas vagas em cada estado. As três áreas de Tecnologia da Informação (TI) têm lotação no Distrito Federal e oferecem 10 vagas imediatas cada. O concurso prevê a possibilidade de aprovação de até 368 candidatos no total, incluindo os classificados dentro do número de vagas imediatas. Desse limite, até 206 aprovados serão para o cargo de Auditoria e até 54 para cada uma das três especialidades de Tecnologia da Informação (TI). Os demais aprovados poderão compor o cadastro de reserva. O concurso reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência (PcD). Além disso, 30% das oportunidades são destinadas a ações afirmativas: 25% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em 13 de dezembro, em todas as capitais do país (veja o cronograma completo abaixo). A avaliação será dividida em dois turnos. Pela manhã, os candidatos responderão à prova objetiva, com duração de cinco horas. À tarde, será aplicada a etapa discursiva, com duração de três horas e meia. A prova objetiva terá 170 itens no modelo de julgamento “certo ou errado”, distribuídos em três blocos: 40 de conhecimentos básicos, 40 de conhecimentos complementares e 90 de conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será composta por duas questões. A primeira abordará conhecimentos complementares e valerá 30 pontos. A segunda trará uma situação-problema relacionada à área específica do cargo e valerá 70 pontos. Os locais e horários individuais de aplicação das provas serão divulgados em 2 de dezembro. Os candidatos deverão comparecer ao local designado com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início da avaliação. O concurso terá validade de dois anos a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial da União (DOU), podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. 🗓️ Cronograma Inscrições: até 4 de novembro de 2026 Prazo final para pagamento da taxa de inscrição: 6 de novembro de 2026 Consulta aos locais de prova: 2 de dezembro de 2026 Aplicação das provas objetiva e discursiva: 13 de dezembro de 2026 Resultado definitivo das provas objetivas: 14 de janeiro de 2027 Resultado final da prova discursiva e resultado final do concurso: 15 de abril de 2027
04/11/2026 03:00:01 +00:00
Presidente do BC paraguaio renuncia após crise financeira no Ueno Bank

Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters Uma crise envolvendo o banco digital Ueno, que tem cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). Além disso, aumentou a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco (que mede sua capacidade de pagamento) caiu para menos da metade do mínimo exigido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. Agora no g1 O caso também trouxe desgaste para o governo de Peña e ameaça a reputação do Paraguai como um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro, grande parte dele proveniente do Brasil. Foi nesse contexto que o presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do BC comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Nesta terça, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. “Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno”, disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. “Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim.” Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para fazer pagamentos aos depositantes. O presidente paraguaio afirmou ainda que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo instituto de seguridade social IPS e por outros fundos públicos de previdência. 'Caso isolado' Segundo o Banco Central do Paraguai, o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña também buscou afastar esse risco: “Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional.” O presidente paraguaio acrescentou que os responsáveis pelo caso “devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios”. Segundo o BC, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para verificar a situação dos ativos do Ueno. Saída do presidente do BC Carvallo afirmou que permanecerá no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise do Ueno. Ao anunciar a saída, ele disse que a decisão ajudaria a reduzir a controvérsia em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos trabalhassem sem as disputas políticas e a repercussão na imprensa. As críticas já haviam levado parlamentares a pedir a demissão da cúpula do BC, depois que eles rejeitaram um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também teve reflexos nos mercados. As preocupações com o Ueno pressionaram os títulos em dólar do banco com vencimento em 2031 e os próprios títulos da dívida do Paraguai. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma fintech local de nicho a um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters
03/11/2026 23:50:13 +00:00
Tarifaço: Brasil deve receber proposta dos EUA entre esta semana e a próxima, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil deve receber entre esta semana e o início da próxima uma oferta de eventual acordo por parte dos Estados Unidos sobre o tarifaço. O documento deverá trazer sugestões de concessões comerciais, como reduções tarifárias em determinados setores, por exemplo. "Nós tivemos uma reunião nos Estados Unidos em 30 de setembro, e eles ficaram de encaminhar um termo de referência, que é o nome que usamos para um esboço do que pode ser um futuro acordo, em três ou quatro semanas. Essa é a quarta semana. Então, imagino que o Brasil deva receber esse documento entre esta semana e a próxima", disse o ministro a jornalistas. Agora no g1 Elias Rosa explicou que, em negociações comerciais desse tipo, uma das partes apresenta uma proposta inicial, à qual a outra responde com suas ofertas e contrapropostas. "Quando negociamos um acordo dessa natureza, uma parte apresenta uma proposta e nós fazemos as nossas ofertas. Eles devem nos encaminhar um documento indicando, basicamente, quais são os setores em que gostariam de obter reduções tarifárias, por exemplo, e nós responderemos em seguida. Mas ainda não houve nenhuma antecipação sobre o mérito da proposta", declarou Elias. Segundo Elias Rosa, o governo americano está trabalhando na elaboração do texto. "A informação que eu tenho é que eles estão preparando o documento para nos encaminhar. Independentemente da discussão política, nós mantivemos conversas informais nesse período, e eles de fato estão trabalhando nisso", afirmou. "Eles fazem uma proposta dos setores que a eles interessa, e nós vamos responder de acordo com aquilo que convém ao Brasil", completou. Ao ser questionado se as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as chamadas mditerms, poderiam ter alguma influência na negociação sobre o tarifaço, o ministro foi categórico: "Não, nada. Não muda absolutamente nada". "O Brasil segue o seu percurso, seu trabalho, temos muito trabalho a fazer, e é o povo americano que define as eleições", complementou. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Tarifaço O Brasil foi alvo de rodadas de tarifaços anunciadas pelo governo dos EUA: de 25%: em razão do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia em relação a empresários americanos em áreas como PIX, etanol e propriedade intelectual; de 12,5%: diante do entendimento dos EUA de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao coibir a importação de mercadorias de países onde há trabalho forçado. 🎤Durante as negociações para tentar evitar o tarifaço, representantes do governo brasileiro disseram que os americanos desconsideraram os argumentos técnicos, o que levou o Brasil a considerar que as medidas tiveram caráter político, não comercial. Nesse contexto, o Brasil abriu um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que ao agir dessa maneira os EUA tratam o Brasil de maneira diferente dos demais parceiros comerciais. Em resposta, os Estados Unidos informaram à OMC estarem à disposição do Brasil para discutir o tema, mas ainda não indicaram, segundo diplomatas brasileiros, qualquer sinal de reversão do tarifaço. Em setembro, representantes dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump se reuniram em Genebra, na sede da OMC, para negociar. Com isso, abriu-se o prazo de 60 dias para que os dois países cheguem a um consenso. Se não houver acordo no prazo, uma das partes pode abrir um painel, ou seja, pedir que o tema vá a julgamento pela OMC. O governo da China pediu formalmente à OMC para participar do processo, mas os EUA se manifestaram contra a abertura de espaço para os chineses. Minerais Críticos e Estratégicos Após uma longa discussão, o presidente Lula sancionou, em setembro, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. Além disso, foi instalado o Conselho para o setor, que deve fazer a primeira reunião do pleno logo após agendas internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas. Na ocasião, deve ser discutida a lista de minerais que serão classificados como críticos e estratégicos. Sobre o assunto, o ministro disse nesta terça-feira (3) que não deverá ter surpresa. "A definição inicial da lista, aquela lista rotativa do que seja minerais críticos, do que seja estratégicos a definição da lista, não tem muito segredo, todo mundo que é especialista no tema sabe, pode eventualmente se surpreender com a ausência de algum, mas também não tem ministério", disse. A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição. "Deveremos ter a lista dos minerais críticos, uma diretriz para um plano nacional, que é como a lei chama, e nós teremos depois uma discussão um pouco mais demorada que é triagem dos investimentos", explicou Elias, acrescentando que essa etapa pode ocorrer em um segundo momento, porque primeiro deve ser definido as cadeias produtivas prioritárias. "E aí eu aproveito para dizer: no momento que o governo definir as cadeias prioritárias, ele não excluirá outras. A exemplo da lista elas também são determinadas pela demanda. Baterias constituem uma prioridade, não significa que não poderá ser agregada a outras. É só um ponto de partida", explicou.
03/11/2026 19:33:24 +00:00
Alcolumbre escolhe aliado para relatoria do Orçamento em meio à articulação pela reeleição no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), escolheu o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para ser o relator do Orçamento de 2027. Líder do MDB, Braga é próximo de Alcolumbre e já tinha anunciado que iria apoiá-lo na busca pela reeleição como presidente da Casa. A escolha vem depois de aliados de Alcolumbre indicarem a possibilidade de a relatoria ficar com um senador do PL: Eduardo Gomes (TO), atual vice-presidente do Senado. A ideia seria atrair o apoio de parte da bancada do PL para a eleição de fevereiro de 2027, que escolherá a cúpula do Congresso. No entanto, por um acordo anterior, a relatoria do Orçamento já seria do MDB. O partido também tem a seu favor o fato de que as bancadas do Norte e Nordeste apoiaram Lula (PT) no segundo turno, contrariando a escolha da Executiva Nacional – e Braga faz parte desse grupo de aliados que ficou ao lado do petista. No último mês, Alcolumbre passou a contar votos e articular para se manter no comando do Senado. A maior dificuldade é a bancada do PL, que, a partir do próximo ano, será a maior da Casa. O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2027. Alcolumbre tenta atrair ao menos parte dos votos do PL e de outros partidos alinhados com o bolsonarismo no Senado, como o Republicanos. Depois de fugir para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que o partido irá lançar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para o cargo. 🔎 Para ser eleito, o candidato à presidência do Senado precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 de 80 votos. Orçamento de 2027 Miriam Leitão: Orçamento de 2027 tem esforço fiscal A análise do Orçamento de 2027 foi adiada pelo Congresso para depois do fim das eleições. Por lei, o governo precisava enviar a peça orçamentária até 31 de agosto – o que foi feito. Mas como a campanha eleitoral começou logo em seguida, Câmara e Senado adiaram a análise. Agora, o Congresso deve aprovar tanto a Lei de Diretrizes Orçamentária como a Lei Orçamentária Anual, o Orçamento propriamente dito. A expectativa é de aprovação até 22 de dezembro. A discussão sobre o direcionamento e o gasto do dinheiro público pelo próximo ano é realizada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Passadas as eleições, o Congresso corre contra o tempo para votar o Orçamento até o fim do ano. O risco é repetir o Orçamento de 2025, quando a PLOA não foi votada até o fim de 2024 e acabou sendo aprovada apenas em março do ano seguinte. Se esse cenário se repetir, o Orçamento de 2026 seria votado na nova composição de Congresso em que o Centrão encolheu e o PL fez as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Eduardo Braga (MDB) chega ao debate da Rede Amazônica com os candidatos ao Senado pelo Amazonas. Patrick Marques/g1 AM
03/11/2026 18:11:46 +00:00
O que é interoperabilidade? Nova regra do vale-refeição e vale-alimentação já está em vigor

O que é interoperabilidade? Nova regra do vale-refeição e vale-alimentação já está em vigo Uma das principais novidades do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) tem um nome difícil, mas com um significado que pode simplificar o uso dos benefícios. A interoperabilidade é quando diferentes sistemas conseguem conversar entre si. Ou seja, um cartão emitido por uma empresa vai poder ser usado em uma maquininha credenciada em outra empresa. Antes, o uso era determinado pela bandeira do cartão. A máquina de pagamento precisava estar cadastrada para aceitar a empresa que emitiu o benefício. Agora, os estabelecimentos vão poder aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. ⚠️Isso não muda a destinação do benefício. Por exemplo, o vale-refeição não vai poder ser usado em supermercados. O Vale-alimentação não pode ser usado para comprar itens de beleza. O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões. Ou seja, o seu cartão vai ser aceito em mais estabelecimentos, mas vai manter a finalidade de cada benefício. O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes. Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias. As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) começaram a valer no domingo (1º). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a obrigação de aceitação universal dos benefícios deverá entrar em vigor em todo o país a partir do próximo sábado (7). 🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios e reduzir os custos para restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu Elber Laranja, engenheiro de produtos de crédito, e consultou a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). Veja os principais pontos: O que é a interoperabilidade? O que muda para o trabalhador? Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? O que fazer se o cartão for recusado? Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Posso comprar bebidas alcoólicas? Posso sacar o dinheiro do cartão? Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? As novas regras também valem para aplicativos de delivery? O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? O valor do benefício vai mudar? O que muda para os comerciantes? vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que é a interoperabilidade? A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados. 🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão. Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. O que muda para o trabalhador? O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão. A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados. 🔎 Segundo Elber, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício. Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação. Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam. O que fazer se o cartão for recusado? O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação. Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras. Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha. Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor. A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema. Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação. Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos. A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação. E bebidas alcoólicas? As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador. Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis. Posso sacar o dinheiro do cartão? Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária. O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro. 🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares. Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação. Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas. As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet. O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva. A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação. Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor. O valor do benefício vai mudar? Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional. O que muda para os comerciantes? Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação. Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras. As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos. Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras. Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes. As empresas são obrigadas a fornecer vale-refeição ou vale-alimentação? Não. Em geral, a obrigação de oferecer vale-refeição ou vale-alimentação depende de acordos ou convenções coletivas de trabalho, ou de regras internas adotadas pelas empresas. Portanto, as mudanças no PAT alteram principalmente a forma como os benefícios são utilizados, mas não criam uma obrigação geral para que todas as empresas passem a oferecê-los. Quem descumprir as regras pode ser multado? Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas. As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade. O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas. Qual é o valor das multas? A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização. Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade. Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo. Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.
03/11/2026 17:44:52 +00:00
Hackers usaram entrevista de emprego falsa para invadir sistema e roubar US$ 6,3 bi da Binance

Binance teve US$ 6,3 bilhões em ativos de criptomoedas roubados. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Binance afirmou nesta terça-feira (3) que hackers usaram uma falsa entrevista de emprego para comprometer um computador e uma ferramenta interna de inteligência artificial para assumir o controle das carteiras de criptomoedas da empresa. O ataque resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos e pode ser o maior roubo financeiro da história, segundo a Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em um relatório inicial sobre as falhas que permitiram o ataque, a maior corretora de criptomoedas do mundo detalhou uma ação sofisticada que começou em junho, com um anúncio de uma versão adulterada de uma ferramenta de programação. A partir daí, uma sequência de violações de segurança culminou no roubo, em 29 de outubro. FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da O FBI atribuiu o ataque a um grupo de hackers norte-coreano, acusação rejeitada pela Coreia do Norte. A Binance informou que está ressarcindo todos os clientes que perderam recursos no ataque. Segundo a corretora, a invasão começou quando um funcionário da equipe de desenvolvimento de carteiras baixou, em junho, uma ferramenta de inteligência artificial adulterada. A Binance detectou o problema, substituiu o equipamento e alterou as credenciais de acesso. Mesmo assim, o hacker teve acesso a informações sobre as funções desse funcionário e de outros integrantes da equipe de carteiras. Em setembro, um segundo engenheiro de software, que procurava um novo emprego, baixou um “repositório de código malicioso” em seu computador após participar de uma entrevista para uma vaga que acreditava ser legítima. O processo incluiu uma reunião virtual com o CEO de uma empresa fictícia. Em 20 de outubro, o invasor usou o computador comprometido e uma ferramenta interna de inteligência artificial para assumir o controle do sistema de um desenvolvedor de carteiras e do sistema de um segundo desenvolvedor da mesma equipe. No dia 29, o hacker usou o computador do segundo desenvolvedor, com credenciais roubadas do primeiro, e executou um script malicioso para iniciar o ataque. “Isso não deveria ter acontecido, e pedimos desculpas pela preocupação, pelos transtornos e pela incerteza que isso causou aos nossos usuários, parceiros e ao setor como um todo”, afirmou a Binance no relatório. Após o ataque, a corretora informou que está ampliando os investimentos em detecção com uso de inteligência artificial. Também afirmou que trabalha na criação de um fundo de pesquisa em segurança e em iniciativas específicas com empresas líderes em IA.
03/11/2026 16:58:54 +00:00
Ford do Brasil faz recall de F-150 por falha na fixação dos bancos

Ford F-150 na versão Lariat. Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta terça-feira (3) um recall da picape F-150, modelos 2025 e 2026, por uma falha na fixação dos bancos dianteiros. O problema, de acordo com o comunicado, pode comprometer a proteção do motorista e do passageiro em uma colisão e aumentar o risco de lesões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a fabricante, uma falha no processo de produção pode ter deixado os bancos sem alguns dos parafusos que os prendem à carroceria ou com essas peças sem o aperto adequado. Nessas condições, os ocupantes podem perceber movimentação dos bancos ou ouvir ruídos durante a condução. Agora no g1 Em caso de colisão, o defeito pode afetar a estabilidade do banco e a posição de quem está sentado, prejudicando o funcionamento do cinto de segurança. A campanha prevê a inspeção dos parafusos e, se necessário, o reaperto ou a substituição das peças. O serviço é gratuito e está disponível a partir desta terça-feira (3). O recall abrange as unidades da F-150 com os chassis e as datas de produção abaixo: Modelos: 2025 Chassi: 1FTFW5L50SFC42333 / Data de produção: 7 de outubro de 2025 Chassi: 1FTFW5L59SFC42041 / Data de produção: 8 de outubro de 2025 Chassi: 1FTFW5L53SFC41869 / Data de produção: 10 de outubro de 2025 Chassi: 1FTFW5L54SFC60480 / Data de produção: 19 de novembro de 2025 Chassi: 1FTFW5L59SFC65383 / Data de produção: 19 de novembro de 2025 Chassi: 1FTFW5L51SFC63210 / Data de produção: 24 de novembro de 2025 Chassi: 1FTFW5L55SFC65140 / Data de produção: 26 de novembro de 2025 Modelo: 2026 Chassi: 1FTFW4L56TFA43086 / Data de produção: 31 de janeiro de 2026 A previsão é de aproximadamente 25 minutos para a inspeção e, quando necessário, o reaperto ou a troca dos parafusos. O tempo pode variar conforme o fluxo de atendimento da concessionária. A Ford orienta os proprietários a atenderem imediatamente à convocação.
03/11/2026 14:36:07 +00:00
Toyota, GM, VW e mais fábricas pedem banimento permanente de carros chineses nos Estados Unidos

Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos. Divulgação / Toyota Uma associação que representa General Motors, Volkswagen, Toyota e outras grandes montadoras pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove ainda neste ano uma proibição permanente de veículos chineses. As informações são da Reuters. O apelo foi feito na segunda-feira (2), segundo a agência, antes da retomada dos trabalhos legislativos prevista para a próxima semana, após as eleições de meio de mandato nos EUA. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Alliance for Automotive Innovation, que reúne quase todas as principais fabricantes, quer que os parlamentares aproveitem o curto período de votações para concluir a análise da proposta. A entidade argumenta que a entrada desses carros ameaça tanto a segurança nacional quanto os investimentos feitos pelas montadoras no país. Agora no g1 Montadoras que fazem parte da Alliance for Automotive Innovation nos Estados Unidos: Aston Martin; BMW; Bugatti; Ferrari; Ford; GM; Honda; Hyundai; Isuzu; Jaguar / Land Rover; Kia; Mazda; Mclaren; Mercedes-Benz; Mitsubishi; Nissan; Porsche; Stellantis; Subaru; Toyota; Grupo Volkswagen (Audi, Lamborghini, Bentley); Volvo. “Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, presidente da associação. Os Estados Unidos já têm restrições que, na prática, impedem montadoras chinesas de vender ou fabricar carros de passeio no país. A regulamentação foi adotada no início de 2025, durante o governo de Joe Biden, diante do risco de envio de dados sensíveis dos motoristas à China. Além dessa barreira, o país mantém tarifas superiores a 100% sobre os veículos elétricos chineses. Agora, as fabricantes pressionam pela aprovação de uma lei que estabeleça o banimento permanente. A posição do presidente Donald Trump, porém, provocou preocupação no setor. Em setembro, Trump disse à Fox News que aceitaria que empresas chinesas produzissem carros em território americano. Fábrica de modelos eletrificados da Leapmotor em Zhejiang, China. Divulgação Projeto avança O projeto de proibição avançou em julho, quando foi aprovado por uma comissão do Senado. Na Câmara dos Representantes, a versão da proposta já conta com mais de 100 parlamentares como coautores. Apesar do amplo apoio, os senadores responsáveis pela iniciativa, que reúne integrantes dos dois partidos, concordaram em setembro em adiar para novembro a tentativa de acelerar a tramitação. Montadoras e assessores legislativos ainda esperam concluir a aprovação neste ano. Mas alguns assessores do Congresso e representantes do setor avaliam que, se os democratas conquistarem o controle do Legislativo, poderá faltar tempo para votar o banimento antes do encerramento da sessão, em dezembro. Para defender a urgência da medida, Bozzella citou o avanço dos veículos produzidos na China sobre o mercado europeu. Segundo ele, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos do país asiático nos oito primeiros meses de 2026, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025. “Dado o evidente risco à segurança nacional e o padrão de comportamento desleal da China, o Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer impunemente na Europa”, declarou. O Ministério das Relações Exteriores da China já havia pedido aos Estados Unidos que passassem “a respeitar as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência justa”. O governo chinês também classificou propostas anteriores contra empresas do país como “repressão injustificada”.
03/11/2026 13:41:53 +00:00
Black Friday 2026: brasileiros estão mais exigentes e buscam descontos maiores, diz pesquisa da Globo

Como empreendedores se preparam para faturar mais na Black Friday Reprodução/PEGN A expectativa dos consumidores brasileiros por ofertas melhores na Black Friday deste ano aumentou, mas a disposição para comprar diminuiu. É o que mostra a segunda onda de uma pesquisa da Globo, realizada com 2 mil pessoas entre 6 e 9 de outubro de 2026. Na comparação com o levantamento anterior, feito em junho, a parcela de consumidores que espera encontrar descontos melhores do que no ano passado passou de 53% para 65%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além disso, 84% afirmam que só compram se encontrarem preços realmente menores do que em outros períodos. Apesar da queda na intenção declarada de compra, de 47% para 36%, há espaço para atrair consumidores que ainda não decidiram se vão às compras: 75% dos indecisos ou daqueles que não pretendem comprar admitem que podem fazer uma compra não planejada durante a data. "O que vemos é um consumidor mais exigente, que está disposto a comprar, mas quer ter certeza de que está diante de uma boa oportunidade", afirma Eliseu Barreira, diretor de Estratégia e Inteligência de Negócios da Globo. Segundo ele, o desafio para marcas e varejistas é transformar a expectativa por descontos em uma percepção concreta de vantagem. Entre os consumidores indecisos, 54% dizem que descontos relevantes poderiam levá-los a comprar. Outros 39% mencionam frete grátis, enquanto 23% apontam condições facilitadas de pagamento. "O preço continua sendo determinante, mas não é o único elemento dessa decisão. A oportunidade precisa fazer sentido como um todo, considerando também conveniência, confiança e experiência de compra", diz Barreira. A pesquisa também mostra que os consumidores estão antecipando as decisões de compra. A parcela dos que começam a pesquisar produtos três meses antes da Black Friday passou de 28% para 38% entre as duas ondas do levantamento. Além disso, 32% afirmam que comprariam antes de novembro caso encontrassem uma oferta muito boa, ante 24% em junho. Na direção contrária, caiu de 32% para 25% a parcela dos consumidores que pretende esperar especificamente pela sexta-feira da Black Friday para fazer compras. Para Barreira, a mudança reforça que a data deixou de ser apenas um dia de promoções e passou a representar um período mais longo de pesquisa, comparação de preços e decisões. "As marcas precisam estar presentes ao longo de todo esse percurso", afirma. Agora no g1 Eletrônicos e vestuário ganham espaço À medida que a Black Friday se aproxima, algumas categorias de produtos também ganham força entre os consumidores. O interesse por eletrônicos avançou de 20% para 29% entre junho e outubro. Vestuário passou de 20% para 27%; eletrodomésticos, de 23% para 27%; e produtos de autocuidado, de 14% para 22%. Apesar do avanço das intenções por determinadas categorias, a escolha das marcas ainda está em aberto. Apenas 13% dos consumidores já decidiram exatamente quais produtos e marcas pretendem comprar. "Mesmo quando o consumidor já sabe qual categoria deseja, a escolha da marca pode acontecer mais adiante", diz Barreira. Segundo ele, esse cenário abre espaço para que as empresas conquistem a preferência dos clientes até os momentos mais próximos da compra. Além dos preços, a confiança também pesa na decisão. De acordo com o levantamento, 40% dos consumidores priorizam lojas nas quais já tiveram boas experiências de compra, enquanto 32% consideram as avaliações de outros consumidores. Barreira afirma que a decisão não depende apenas do desconto anunciado. A reputação da loja, o frete e o prazo de entrega também influenciam a escolha. "O consumidor não avalia apenas o desconto. Ele considera a segurança da compra e a experiência que terá com aquela marca", explica. Para o executivo, a principal lição da pesquisa é que as empresas precisam considerar todo o caminho percorrido pelo consumidor, desde as primeiras buscas até a decisão final. "O consumidor pesquisa com antecedência, compara preços, considera diferentes marcas e pode mudar sua decisão diante de uma oportunidade relevante", afirma. A pesquisa integra o trabalho de inteligência da Globo para acompanhar hábitos e comportamentos dos brasileiros. Os resultados também servem de base para o Globo Friday, projeto comercial da empresa que reúne ações na TV Globo, em canais pagos, plataformas digitais e no Globoplay. Em 2026, a iniciativa inclui o Momento Globo Friday, que leva a experiência da Black Friday aos intervalos comerciais da TV Globo durante todo o mês de novembro. O projeto também prevê o uso de soluções tecnológicas, como os Plugins Ao Vivo do Globoplay, para ampliar as possibilidades de conexão entre anunciantes e consumidores. A pesquisa completa está disponível no portal Globo Ads. Acesse clicando aqui.
03/11/2026 13:30:01 +00:00
Disney planeja milhares de demissões e cobra redução de 20% nos custos

Disney corta empregos em meio à crise REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Disney pediu a gestores que reduzam em 20% os custos sob sua responsabilidade e avalia demitir milhares de funcionários, segundo informações da Bloomberg publicadas nesta segunda-feira (2). O número de demissões ainda não foi definido. A iniciativa seria parte de um esforço de reestruturação da companhia, que enfrenta desafios como o avanço da inteligência artificial, a queda da receita de bilheteria, a concorrência no mercado de streaming e a desaceleração do público internacional em seus parques temáticos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Bloomberg, algumas áreas da empresa deverão arcar com uma parcela maior dos cortes do que outras. ➡️ Parte da economia obtida com a redução de despesas deverá ser reinvestida em produções de cinema e televisão, tecnologia, parques temáticos e negócios de cruzeiros. 🎥 Na prática, a companhia quer que gestores encontrem maneiras de gastar menos para manter suas operações, seja com revisão de despesas, reorganização de equipes ou outros ajustes A Disney tinha cerca de 231 mil funcionários no fim do ano fiscal de 2025. A companhia vem promovendo cortes de pessoal nos últimos anos para melhorar sua rentabilidade. Em setembro, a Disney demitiu algumas centenas de funcionários das áreas de recursos humanos e tecnologia. Em abril, a companhia já havia eliminado cerca de mil vagas em diferentes setores, incluindo marketing, estúdios, televisão e ESPN. 🔍 Em 2023, a empresa anunciou o corte de 7 mil vagas como parte de um plano para economizar US$ 5,5 bilhões em despesas. Moradores da região caem em golpe de viagens para Disney
03/11/2026 13:15:49 +00:00
Aliados querem que Lula use pronunciamento para afastar rumores sobre nova política econômica e defender equilíbrio

Depois de ruídos no último fim de semana, sobre sugestões de mudanças na política econômica, aliados do presidente Lula defendem que ele use o prometido pronunciamento desta semana sobre a vitória nas urnas para garantir o equilíbrio fiscal em seu quarto mandato e afastar qualquer "mágica" na área econômica. A avaliação é que a palavra para acalmar investidores deve vir do próprio presidente da República, reeleito para um novo mandato à frente do Palácio do Planalto. No fim de semana, circulou a informação de que Lula poderia receber para uma conversa André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, para avaliar uma ideia do economista de redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano, para depois fixar um teto tanto para a inflação como para a taxa Selic do Banco Central. A ideia foi refutada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou que o encontro do presidente com o Lara Resende aconteceria e garantiu que não haveria mudanças na política econômica. Rumos da política econômica são desafio para o governo Lula Próximo de André Lara Resende, Aloizio Mercadante foi apontado como responsável por fazer a mediação do encontro entre Lula e o economista. Mercadante, que preside o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também disse, no fim de semana, que não havia nada marcado para um encontro entre os dois para os próximos dias. Dario Durigan tem afirmado que vai apresentar, em breve, medidas ao presidente Lula para garantir o cumprimento do centro da meta fiscal do próximo ano, que é de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A ideia é fazer um ajuste fiscal durante os próximos quatro anos para evitar um corte drástico de gastos, que poderia comprometer programas sociais. O presidente Lula, por sinal, veio a público, pelas redes sociais, para garantir que seu governo não iria cortar nenhum programa social e que irá cumprir todas as promessas feitas durante a eleição. Durante o período eleitoral, Lula aumentou o Bolsa Família e concedeu benefícios para os microempreendedores individuais. Economistas que já trabalham com o presidente Lula lembram que seus dois primeiros mandatos foram um sucesso porque ele seguiu a receita de promover um ajuste fiscal, gerar superávits primários, o que garantiu queda da taxa de juros e crescimento elevado do país. Por outro lado, quando o PT decidiu testar uma nova política econômica, deu tudo errado. A lembrança é da nova matriz de política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega durante o governo Dilma. Na época, o Banco Central reduziu a taxa de juros para 7,25% ao ano, mas não fez um ajuste fiscal, pelo contrário, aumentou suas despesas. O resultado foi muito negativo na economia, gerando recessão e desemprego elevado, o que acabou enfraquecendo Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016. Lula e Dario Durigan Washington Costa/MF
03/11/2026 13:07:50 +00:00
Diante da piora nas expectativas do mercado, Durigan fala em melhorar contas públicas sem recorrer a 'narrativa fácil'

Com a piora das expectativas do mercado financeiro, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter compromisso com a melhora da trajetória das contas públicas brasileiras nos próximos anos, mas sem recorrer ao que ele chamou de "narrativa fácil" da oposição Mais cedo, nesta terça-feira, o Banco Central divulgou seu boletim semanal com projeções dos economistas dos bancos sobre a economia brasileira. No primeiro relatório após a reeleição de Lula, o mercado financeiro realizou fortes ajustes em suas expectativas para a inflação, taxa de juros e para o crescimento da economia neste ano e nos próximos. ➡️Em linhas gerais, os analistas elevaram consideravelmente suas projeções de inflação, reduziram as expectativas de crescimento da economia e passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Miriam Leitão: Mercado aposta em manutenção dos juros ➡️O documento foi divulgado após expressivos ajustes registrados na semana passada em ativos brasileiros, como o índice da Bolsa de Valores, os juros futuros e o dólar, que já haviam mostrado piora após a confirmação de que Lula será presidente do país nos próximos quatro anos. "O projeto que o presidente Lula apresentou, e saiu vitorioso das urnas, é um projeto generoso com o país, que se compromete com as diferentes classes e diferentes categorias e, ao mesmo tempo, com melhora fiscal. Esse é um grande desafio que nós vamos ter que achar: o caminho para fazer essas duas coisas, sem procurar uma narrativa fácil como o candidato perdedor fazia, ou sem apresentar projetos que não levaram a nada", disse o ministro Durigan. ▶️Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️O mercado tem se mostrado reticente sobre a possibilidade de um ajuste de grande proporção e rápido nas contas públicas prometido diante dos compromissos assumidos de manter os programas sociais, de aumentar acima da inflação do salário mínimo, assim como das aposentadorias, e de não promover cortes profundos em áreas como saúde, educação. Ajuste gradual O ministro da Fazenda tem afirmado que o objetivo da proposta do PT é de promover um ajuste gradual das contas públicas, da ordem de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB), no quarto mandato do presidente Lula. Ele tem reafirmado que as contas retornarão ao azul em 2027, após permanecerem deficitárias durante todo o atual mandato de Lula. "O que eu posso assegurar é que nós vamos seguir uma trajetória de melhorar as contas públicas do país, melhorar o resultado primário, como nós fizemos de 2023 para cá", disse o ministro da Fazenda. "Fazendo com rigor a avaliação das políticas públicas já existentes, de não para tirar direitos, mas para garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e olhar para os investimentos estratégicos do país, melhorando a governança do governo", completou Durigan. Questionado por jornalistas, ele afirmou que não tem discutido a política de sucessão no Ministério da Fazenda, se haverá troca de ministro. "Esse é o 'timing' do presidente que eu obedeço, tá? Tenho apresentado propostas, diagnósticos e propostas com críticas, algumas propostas fáceis que aparecem e reforçando a trajetória do que eu acredito, que é melhorar as condições de vida das pessoas, melhorar a condição fiscal que ajuda a melhorar a condição de vida das pessoas", concluiu. Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF
03/11/2026 13:03:47 +00:00
Honda City 2027 muda pouco e não baixa preços para enfrentar os chineses; veja o teste

Honda City muda pouco para agradar clientes fiéis A Honda apresentou a linha 2027 do City sem reduzir os preços para enfrentar a concorrência dos carros chineses. As versões custam entre R$ 117 mil e R$ 156 mil. A fabricante aposta na fidelidade de seus clientes e no pós-venda para manter as vendas do modelo, que ganhou mudanças no visual, novos equipamentos e uma versão inédita. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além da nova versão RS, o City hatch e o sedã receberam alterações nos para-choques, faróis e acabamento. As configurações mais caras também passaram a oferecer uma central multimídia de 10 polegadas. O motor 1.5 aspirado de 126 cv e o câmbio automático CVT continuam os mesmos. E o g1 testou o novo Honda City para entender se apenas quem é fã da marca japonesa vai ficar feliz com a novidade. Honda City 2027. Divulgação / Honda Tapa no visual Toda a família City passou por uma atualização visual, concentrada principalmente na dianteira. A Honda redesenhou os para-choques e passou a oferecer faróis Full LED de série em todas as configurações. Nas versões Touring e RS, uma barra iluminada em LED conecta visualmente os faróis dianteiros e funciona como luz de posição. Outra mudança aparece ao redor do logotipo da Honda. A região recebeu uma moldura pintada na cor da carroceria, que cria a impressão de que o capô ficou mais comprido. A grade superior agora apresenta acabamento em formato de colmeia e uma pequena inclinação. O desenho da parte inferior do para-choque continua diferente entre as duas carrocerias. Honda City 2027. Divulgação / Honda No sedã, a entrada de ar inferior tem formato de trapézio invertido, com barras horizontais. Já o hatch utiliza uma grade em colmeia, acompanhada por uma seção pintada na cor do veículo. A traseira também foi modificada. O sedã ganhou um para-choque com desenho trapezoidal e refletores verticais nas extremidades. No hatch, os recortes do para-choque traseiro ficaram mais afilados. As rodas de liga leve de 16 polegadas receberam novos acabamentos, com tonalidades de cinza ou preto conforme a versão. Retoques deram certo As mudanças mais significativas do Honda City 2027, portanto, estão no design. Ao vivo, o conjunto é harmonioso, mesmo com a adoção de elementos visuais inspirados no Prelude. Adaptar características de um carro para outro mais barato e com proporções diferentes nem sempre funciona, mas, neste caso, a Honda conseguiu um resultado equilibrado. O curioso é que, ao tentar atualizar o City sem modificar profundamente o projeto, a fabricante acaba revisitando soluções já utilizadas. Os refletores dos para-choques, por exemplo, começaram com formato vertical, passaram a ser horizontais no facelift e agora voltaram à posição vertical. É uma demonstração de como a linguagem visual adotada pela Honda oferece poucas possibilidades de mudanças mais profundas sem alterar a identidade do modelo. Honda City 2027. Divulgação / Honda Motor e consumo A Honda não alterou a mecânica do City 2027. Tanto o hatch quanto o sedã continuam equipados com motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com bloco e cabeçote de alumínio e injeção direta de combustível. São 126 cv de potência com etanol ou gasolina. O torque máximo chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina. O câmbio também permanece o automático CVT, que simula trocas de marcha. A transmissão tem ainda uma função que aumenta automaticamente o freio-motor durante descidas, quando o sistema identifica o acionamento do pedal de freio. O consumo informado para cada carroceria é o seguinte: Honda City Sedan Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,8 km/l Gasolina: Cidade 12,9 km/l; Estrada 15,3 km/l Honda City Hatch Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,7 km/l Gasolina: Cidade 13,2 km/l; Estrada 15,1 km/l Honda City 2027. Divulgação / Honda Pacato Na mecânica, o motor 1.5 aspirado continua sendo um dos pontos fortes do City, principalmente pela previsibilidade de manutenção e pelo comportamento conhecido dos proprietários. Se o objetivo da Honda é preservar as características valorizadas pelos clientes, a decisão faz sentido. Tanto o sedã quanto o hatch continuam sendo produtos bem resolvidos, com um conjunto mecânico que não apresenta surpresas. O g1 dirigiu o City em rodovias e trechos de estradas sinuosas. Como não houve mudanças mecânicas, o comportamento permaneceu dentro do esperado. O desempenho não está entre os principais atributos do modelo, mas isso não significa que o motor 1.5 aspirado seja muito inferior aos modelos 1.0 turbo disponíveis no mercado. O consumo também chamou a atenção. Em determinados momentos da viagem, mantendo velocidade de cruzeiro entre 100 km/h e 110 km/h, o computador de bordo indicou consumo de gasolina de 21 km/l. Isso mostra que motoristas dispostos a dirigir de maneira mais tranquila conseguem aproveitar a eficiência do conjunto mecânico. Nova tela Na cabine, uma das principais novidades é a central multimídia com tela sensível ao toque de 10 polegadas, disponível nas versões Touring e RS. O equipamento permite controlar o volume e trocar de música por meio de gestos com vários dedos na tela. A conexão com Android Auto e Apple CarPlay funciona sem a necessidade de cabos. Essa nova central multimídia ajuda a entender a filosofia da Honda em relação aos seus clientes mais tradicionais. Em vez de apostar em uma interface repleta de cores e efeitos visuais, a fabricante optou por uma apresentação mais discreta, com fundo preto e comandos simplificados. Embora não tenha botões físicos, a central permite realizar algumas operações deslizando os dedos pela tela. É uma solução interessante do ponto de vista da ergonomia, pois busca facilitar o uso dos comandos sem exigir que o motorista desvie constantemente o olhar da estrada. A escolha, porém, também representa uma aposta comercial. Ao priorizar a objetividade, a Honda pode agradar aos compradores acostumados com seus produtos, mas deixar de conquistar consumidores que valorizam telas maiores e interfaces mais chamativas. Para esse público, uma central de apenas 10 polegadas, com fundo preto e poucos efeitos gráficos, pode transmitir a impressão de ser inferior a sistemas mais coloridos, mesmo que isso não seja a verdade. Galerias Relacionadas Segurança A segurança também recebeu atualizações. Todas as versões do City 2027 passaram a contar com seis airbags. Já o pacote de assistência à condução Honda Sensing agora é de série nas configurações EX, EXL, Touring e RS. Entre os recursos estão a frenagem automática para reduzir o risco de colisões e o assistente que ajuda a manter o carro dentro da faixa de circulação. O controle de cruzeiro adaptativo também foi atualizado. Agora, consegue acompanhar o veículo à frente em velocidades baixas e realizar uma parada completa. A partir da configuração EXL, o City passa a oferecer o sistema myHonda Connect, que permite utilizar um aplicativo de celular para consultar a localização do carro e comandar funções à distância, como o ar-condicionado. Outra mudança é a garantia de fábrica, ampliada para seis anos em toda a linha, sem limite de quilometragem. Honda City 2027 tem parachoques dianteiros exclusivos para cada carroceria Divulgação / Honda Sem guerra de preços O g1 questionou executivos da Honda sobre a decisão de manter os preços do City em um momento de maior concorrência dos fabricantes chineses. Ariel Mógor, gerente de marketing da Honda, afirmou que a empresa não pretende disputar clientes por meio de descontos agressivos. “A Honda tem altos índices de satisfação no pós-venda e temos um retorno dos clientes que já são Honda”, explicou. Segundo o executivo, a fabricante considera que as atualizações da linha 2027, acompanhadas de reajustes relativamente pequenos, são suficientes para atender ao público do City. A Honda também aposta na rede de concessionárias, que possui uma estratégia de valorização dos carros seminovos da marca nas negociações por veículos zero-quilômetro. Entre janeiro e agosto de 2026, a fabricante emplacou 18.909 unidades da família City no Brasil. As vendas ganharam ritmo a partir de julho e alcançaram os melhores resultados do ano nos meses seguintes. A estratégia, porém, ocorre em um momento de mudanças nos preços dos carros novos e usados. O g1 mostrou que o mercado passou por ajustes importantes em 2026, impulsionados principalmente pela chegada de novos modelos chineses na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segmento em que o City também está presente. Veja alguns exemplos de carros com projetos da China na faixa de R$ 125 mil a R$ 150 mil com boa lista de equipamentos: BYD Dolphin GS: R$ 150 mil (promoção de R$ 139.990) CAOA Chery Tiggo 5X Sport: R$ 125 mil CAOA Chery Tiggo 5X Pro: R$ 140 mil CAOA Chery Tiggo 7 Sport: R$ 142 mil CAOA Changan CS55 Prime: R$ 145 mil CAOA Changan CS55 Infinity: R$ 155 mil Chevrolet Spark EUV: R$ 152 mil (promoção de R$ 147 mil) Geely EX2: R$ 124.600 Pro / R$ 137.800 Max MG4 Urban: R$ 135 mil Comfort / R$ 145 mil Luxury / R$ 155 mil Luxury Long Range Além da concorrência chinesa, marcas tradicionais como Toyota, Jeep e Volkswagen passaram a oferecer promoções para veículos zero-quilômetro. Mesmo diante desse cenário, a Honda decidiu manter sua política de preços e apostar nos clientes que já conhecem a marca. Vendas A pré-venda foi anunciada para 5 de outubro, com um lote inicial de 3 mil unidades e preços iguais aos da linha 2026. Os valores começam em R$ 117.500, na versão LX, e chegam a R$ 156.400, na RS. Depois que as 3 mil unidades forem vendidas, a Honda vai aumentar o preço da versão LX em R$ 200. Para as demais configurações, o reajuste previsto é de R$ 1.100. As vendas regulares da linha 2027 começam no início de novembro. Durante a pré-venda, a Honda também oferece documentação gratuita para quem financiar o veículo pelo banco da própria fabricante. A montadora informou que não pretende manter os preços promocionais nos lotes seguintes. Confiança na história A estratégia de preservar as características do City também aparece na política comercial da Honda. Ao manter os preços de tabela e não oferecer, pelo menos neste início, promoções com descontos muito expressivos, a fabricante contribui para preservar o posicionamento de seus seminovos. Essa decisão pode ajudar a reduzir os efeitos da desvalorização que atinge veículos usados, especialmente aqueles na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil. A questão mais complicada para a Honda, porém, vai além do City. Em momentos de mudanças profundas na tecnologia, no mercado e nos métodos de fabricação, fabricantes tradicionais precisam decidir até que ponto seus produtos devem se transformar para conquistar novos consumidores sem perder aqueles que já são fiéis à marca. Quando um fabricante enfrenta vendas baixas e tem poucos clientes, uma mudança radical de estratégia pode ser mais simples. Afinal, há relativamente pouco a perder. A situação é diferente para Honda, Toyota e outras fabricantes tradicionais que construíram uma base de consumidores fiéis. Nesse caso, abandonar características que agradam aos compradores atuais pode representar um risco tão grande quanto deixar de acompanhar as transformações do mercado. O City 2027 é um exemplo desse dilema. A Honda preferiu atualizar o visual e a tecnologia sem alterar profundamente um produto que já tem um público estabelecido. Resta acompanhar as vendas em 2027 para descobrir se os consumidores tradicionais aprovaram as novidades e permaneceram fiéis ao City ou se decidiram experimentar modelos concorrentes na mesma faixa de preço. Honda City 2027 nas carrrocerias sedã e hatch. Divulgação / Honda Preços e equipamentos do Honda City 2027 Os valores abaixo incluem os preços regulares anunciados pela Honda e as condições de pré-venda, quando aplicáveis. City LX: hatch e sedã R$ 117.700 (pré-venda R$ 117.500) Faróis com tecnologia Full LED; Seis airbags; Assistente de estabilidade e tração (VSA); Assistente de partidas em rampa (HSA); Sistema de luzes de emergência (ESS); Alerta de pressão dos pneus (TPMS); Assistente de frenagem de emergência (EBA). City EX: hatch R$ 137.400 / sedã R$ 138.400 (pré-venda hatch R$ 136.300 / sedã R$ 137.300) Pacote de assistência à condução Honda Sensing (controle de cruzeiro adaptativo com parada total, frenagem de mitigação de colisão, sistema de permanência de faixa, assistente de evasão de pista e farol alto automático); Rodas de liga leve de 16 polegadas de alumínio com face diamantada e pintura interna na cor cinza. City EXL: hatch R$ 144.800 / sedã R$ 145.800 (pré-venda hatch R$ 143.700 / sedã R$ 144.700) Sistema myHonda Connect (aplicativo de celular para rastreamento, partida remota do motor, acionamento do ar-condicionado à distância e travamento das portas). City Touring: hatch R$ 153.300 / sedã R$ 154.300 (pré-venda hatch R$ 152.200 / sedã R$ 153.200) Barra de iluminação em LED que conecta os faróis dianteiros; Central multimídia com tela de 10 polegadas sensível a múltiplos toques para comandos de volume e mudança de faixa; Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura interna na cor preta; Acabamento interno na cor cinza claro (configuração exclusiva para a carroceria sedã com pintura externa nas cores Branco Topázio, Azul Cósmico ou Cinza Basalto). City RS: somente hatch R$ 156.400 Teto, capas dos retrovisores, antena e aerofólio superior com pintura preta; Para-choque traseiro exclusivo com seção central inferior dividida em três partes; Escapamento com ponteira esportiva; Emblemas da configuração posicionados na grade e na tampa traseira; Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura preta e aplicação de verniz escurecido; Revestimento interno do teto na cor preta; Bancos e demais revestimentos da cabine com costuras vermelhas; Pedais com acabamento em alumínio; Pintura perolizada.
03/11/2026 13:00:00 +00:00
Mega da Virada 2026 abre apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão

Sorteio da Mega da Virada deve pagar o maior prêmio da história, de R$ 1 bilhão Tomaz Silva/ Agência Brasil As apostas para a Mega da Virada 2026 foram abertas nesta terça-feira (3). O concurso especial tem prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão. Os interessados podem registrar suas apostas até as 22h do dia 31 de dezembro de 2026. O sorteio está previsto para as 11h do dia 1º de janeiro de 2027. Em 2025 a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão. A estimativa inicial era de R$ 850 milhões. O sorteio teve seis apostas ganhadoras, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões. Como funciona a Mega da Virada? As regras da Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. Para conquistar o prêmio principal, é necessário acertar os seis números sorteados, entre os 60 disponíveis. Também há premiações para quem acertar cinco (quina) ou quatro números (quadra). A principal diferença é que o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os acertadores da quina. Se também não houver ganhadores nessa faixa, o prêmio passa para os acertadores da quadra. Os apostadores também podem optar pela Surpresinha, modalidade em que o sistema escolhe os números aleatoriamente. Quanto custa para apostar? A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6,00. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta. Como jogar? Para jogar, os apostadores podem ir a uma das mais de 13 mil lotéricas da caixa espalhadas pelo Brasil. Além disso, as apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura. Qualquer pessoa maior de 18 anos, com CPF válido, pode se cadastrar no portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, disponível para download em celulares com sistema iOS e Android. Os clientes do banco também podem fazer apostas pelo Internet banking. No caso do aplicativo, há uma exigência extra: o apostador precisa estar em território nacional. Isso porque o sistema verifica a geolocalização do usuário, e a autorização para jogos é válida apenas no Brasil. A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet: Portal Loterias Caixa Acesse o site da Loterias Caixa e faça login. Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais. Após entrar, escolha a opção Mega da Virada. Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta. Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão. Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos. Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Aplicativo Loterias Caixa Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS). Abra o aplicativo e faça login. Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais. Escolha a opção Mega da Virada. Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você. Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela. Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix.. Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão
03/11/2026 12:55:59 +00:00
Durigan quer revisar benefícios fiscais em 2027 para reduzir alíquota do imposto sobre consumo do governo federal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (3) que buscará discutir com o Congresso Nacional, no decorrer do ano de 2027, uma revisão dos benefícios fiscais previstos na reforma tributária sobre o consumo. O objetivo, segundo ele, é reduzir alguns incentivos aprovados a produtos e setores da sociedade para baixar, no futuro, a alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal, proposta na semana passada em 11,3% pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o ano de 2027. 🔎Entenda: a reforma tributária prevê manter estável a carga tributária sobre o consumo. Assim, como o Congresso aprovou um amplo conjunto de benefícios para produtos e setores com desoneração ou alíquota reduzida, a alíquota necessária para os demais segmentos da economia ficou mais alta. "É um primeiro número que mantém a carga tributária conforme aprovado pelo Congresso e vai nos dar as condições, de novo, de fazer um debate claro, já mais baixo do que o governo anterior propôs. Para que a gente siga revendo as exceções, os regimes favorecidos, de modo que a gente tenha uma alíquota menor com tempo", disse o ministro a jornalistas. Agora no g1 ▶️Em 11,3%, a alíquota proposta pelo TCU surpreendeu o mercado e as empresas brasileiras. A expectativa era de que a alíquota ficasse próxima de 9,4%, considerando projeções do setor privado e do Comitê Gestor do IBS — o tributo dos estados e municípios sobre o consumo. O valor proposto pelo TCU será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. Segundo explicou Durigan, o Senado Federal não poderá, neste momento, reduzir benefícios para tentar baixar a alíquota da CBS antes que ela entre em vigor, em 2027, pois os incentivos foram aprovados em proposta de emenda à Constituição (PEC). "Do ponto de vista técnico, não", afirmou. Dario Durigan Washington Costa/MF Entenda 🔎A CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e, também, uma parte do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 🔎PIS e Cofins serão extintos em 2026, enquanto o IPI permanecerá somente para itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) — mas com tributação efetiva somente no resto do país. Mais de 30% com o imposto dos estados e municípios Além da CBS do governo federal, a reforma tributária também contempla a cobrança do IBS estadual e municipal, que terá uma alíquota marginal, de 0,1% em 2027 e em 2028. A partir de 2029, os estados e municípios começam a aumentar, gradualmente, a cobrança do IBS, até 2032. A cobrança integral começa em 2033. Assim que a alíquota cheia estiver sendo cobrada, estimativas apontam que o imposto sobre o consumo do governo federal, estados e municípios, somará cerca de 28% em 2033 — o primeiro ano com tributação cheia — uma das maiores alíquotas do mundo. ➡️Junto com a alíquota do IBS dos estados e municípios, que só entra em vigor integralmente em 2033, cálculos indicam que o futuro imposto sobre o consumo brasileiro pode ficar acima de 30%, superando o patamar de países ricos. ➡️O governo federal, por sua vez, alega que, atualmente, os impostos cobrados sobre o consumo no país são ainda maiores, com tributação média de cerca de 34% – mas que há dificuldade em calcular o peso dos impostos pois o sistema é muito complexo, há exceções. Além disso, alguns tributos incidem sobre si mesmos (por dentro, em cascata). ➡️Este modelo "por dentro" torna mais difícil identificar quanto de imposto está efetivamente embutido no preço de um produto ou serviço. Por isso, as notas fiscais trazem apenas uma estimativa "do valor aproximado de tributos". Com a reforma tributária, eles passarão a ser cobrados por fora (aparecerão separados do valor do produto ou serviço). "A verdade é que a gente nunca soube e agora a gente vai passar a ter um valor transparente [de quanto se paga em imposto sobre o consumo], destacado, de qual é a tributação sobre o consumo no país. Isso vai ajudar, inclusive, nas revisões que a própria emenda constitucional aprovada pelo Congresso nos determina que sejam feitas no futuro", concluiu o ministro da Fazenda.
03/11/2026 12:19:00 +00:00
Ministro diz que proposta para 'imposto do pecado' deve ser enviada nesta terça ao Congresso; objetivo é manter carga em 2027

Durigan diz que proposta para 'imposto do pecado' deve ser enviada nesta terça ao Congresso O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que tem reunião agendada hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a medida provisória (MP) do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado". Segundo ele, a proposta, que pode ser enviada ainda nesta terça ao Congresso Nacional, prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição. Posteriormente, a partir de 2028, a ideia é que a taxação aumente. "A MP já saiu aqui do Ministério da Fazenda, eu devo despachar como presidente hoje, tá? Então a expectativa é que seja hoje, sim [o envio ao Congresso Nacional] (...). Ela tem que ser aprovada até o fim do ano", declarou o ministro a jornalistas. Segundo ele, a MP está atualmente na Casa Civil. Durigan confirmou que fez um acordo com os setores impactados pelo imposto do pecado de manter a atual carga tributária incidente sobre os produtos. Como o Imposto eletivo tem noventena, ou seja, demora 90 dias para entrar em vigor depois de ser aprovado pelo Legislativo, o ministro informou que também combinou com os setores que, nesse meio tempo, provavelmente até fevereiro de 2027, o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre esses produtos — como forma de evitar perda de arrecadação. Agora no g1 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. (leia mais abaixo). No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF Veja alguns dos principais produtos afetados ➡️ Um levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, aponta que o consumo de álcool gerou custos de R$ 18,8 bilhões em 2019. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a gastos federais diretos com internações e atendimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Outros R$ 17,7 bilhões foram associados à perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e licenças médicas relacionadas a doenças provocadas pelo consumo de álcool. ➡️ No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram custos indiretos de R$ 86,3 bilhões por ano. Considerando também os custos diretos, o impacto econômico anual chega a R$ 153,5 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️ Em um estudo para embasar a cobrança do Imposto Seletivo, o governo estimou que o tratamento de doenças associadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, custa quase R$ 3 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). ➡️ Produtores nacionais afirmam que as bebidas alcoólicas já são muito tributadas no Brasil, com impostos que representam de 40% a mais de 80% do preço dos produtos. Segundo o setor, um eventual aumento da tributação pode reduzir as margens de lucro, elevar os preços ao consumidor, provocar demissões e estimular o mercado ilegal.
03/11/2026 12:15:24 +00:00
Dólar sobe a R$ 5,48 com eleições nos EUA e juros no radar; Ibovespa cai aos 165 mil pontos

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou esta terça-feira (3) em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,4871. Durante o pregão, a moeda americana chegou a R$ 5,5151 na máxima do dia. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,42%, aos 165.545 pontos. Na última sexta-feira (30), a moeda americana subiu a R$ 5,44 e acumulou alta de mais de 9% na semana. Já o Ibovespa caiu pelo quinto dia seguido e acumulou desvalorização de 18,12% no período, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Saiba mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O principal destaque da sessão ficou com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. Novos dados do mercado de trabalho americano e a espera pela nova taxa de juros brasileira, que deve ser decidida amanhã também, podem mexer com os negócios. ▶️ As midterms foram o principal destaque da sessão. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump, já que pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. (entenda mais abaixo) ▶️ Com as eleições americanas na mira, investidores também acompanharam novos dados do mercado de trabalho dos EUA. As vagas de emprego em aberto aumentaram em 333 mil em setembro, chegando a 7,523 milhões. O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que previam 7,1 milhões de vagas, e pode dar pistas sobre a força da economia americana e os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na definição dos juros. ▶️ Por aqui, investidores aguardam a próxima reunião do Banco Central, marcada para amanhã. Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,79%; Acumulado do mês: +0,79%; Acumulado do ano: -0,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -1,42% Acumulado do mês: --1,42%; Acumulado do ano: +2,74%. Eleições de meio de mandato nos EUA Milhares de eleitores irão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump. Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato. Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena. O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis. Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado. LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms, quando será a votação e o que está em jogo em 2026 SIGA AO VIVO: urnas das midterms abrem em 12 estados da Costa Leste nos EUA Bolsa tem queda histórica O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%. As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%). Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos fecharam mistos nesta terça-feira, conforme investidores seguiram atentos às midterms. O Dow Jones teve queda de 0,24%, enquanto o S&P 500 subiu 0,59% e o Nasdaq Composite ganhou 1,06%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda nesta terça-feira, em meio a dúvidas sobre um possível acordo de paz no Oriente Médio e as eleições nos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,58%, aos 645,66 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,31%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,22% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 1,03%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam as medidas para incentivar a entrada de dinheiro no mercado como insuficientes. O SSEC, Índice de Xangai, perdeu 0,82%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,20%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 3,59% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,57%. No Japão, o Nikkei permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
03/11/2026 12:00:19 +00:00
Após reeleição de Lula, mercado financeiro vê inflação mais alta e piora previsão para taxa de juros e dólar

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro, os economistas do mercado financeiro realizaram fortes ajustes em suas expectativas para a inflação, taxa de juros e para o crescimento da economia neste ano e nos próximos. ➡️Em linhas gerais, os analistas elevaram consideravelmente suas projeções de inflação, reduziram as expectativas de crescimento da economia e passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação cresceu de 5,19% para 5,22%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,34% para 4,76%; ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,75% para 4%; ➡️ Para 2029, a estimativa avançou de 3,50% para 3,98%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de 1,80% para 1,76% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu de 1,31% para 1,20%. Para 2028, a estimativa do mercado para a expansão da economia recuou de 1,81% para 1,80%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Após reeleição de Lula, mercado financeiro vê inflação mais alta e piora bastante previsão para taxa de juros e dólar. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Corte dos juros O mercado financeiro também manteve a projeção de cortes na taxa de juros neste ano, mas reduziu sua projeção de redução da Selic. As estimativas para os próximos anos também foram ajustadas para cima. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano na última semana, embutindo somente uma nova redução neste ano, ao invés de duas. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado subiu de 11,75% para 12,5% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas avançou de 10% para 11% ao ano. Para o fim de 2029, a expectativa dos analistas passou de 10% para 10,25% ao ano Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,05 para R$ 5,34 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,15 para R$ 5,40 por dólar. Para o fim de 2028, a expectativa do mercado para o dólar passou de R$ 5,20 para R$ 5,40. Já para o fechamento de 2029, avançou de R$ 5,28 para R$ 5,45 por dólar.
03/11/2026 11:31:14 +00:00
O que se sabe sobre nova onda de ciberataques a supermercados europeus

Novo ataque hacker afeta refrigeração de supermercados em 6 países da Europa Uma nova onda de ataques cibernéticos a supermercados europeus se espalhou pelo continente nesta segunda-feira (02/11), afetando sistemas de refrigeração na Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo. O incidente levou ao descarte de alimentos e reacendeu preocupações sobre a vulnerabilidade digital da cadeia de abastecimento alimentar da Europa, menos de um mês após um episódio semelhante atingir centenas de lojas na França. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os ataques provocaram alterações indevidas nas temperaturas de geladeiras e freezers em dezenas de estabelecimentos. A rede Carrefour informou que cerca de 15 de suas 700 lojas na Bélgica foram afetadas. "É um ataque cibernético, não há outra explicação", afirmou o porta-voz da empresa, Mich Vergauwen. Na cidade belga de Mons, a varejista de móveis Ikea também teve a temperatura dos freezers de uma de suas lojas elevada remotamente. Em Antuérpia, o fundador da rede de açougues De Laet & Van Haver, Luc De Laet, relatou que, durante a madrugada, suas geladeiras foram configuradas para até 18°C. "É muito assustador. Eles estão invadindo o sistema que faz o registro da temperatura e conseguem programá-lo à distância", disse à agência de notícias Reuters. "É revoltante ter de jogar fora tanta comida." Sistemas de refrigeração de dezenas de lojas da varejista Ahold Delhaize na Bélgica e em Luxemburgo também foram impactados por um "incidente de TI". "Devido a ataques cibernéticos, não haverá produtos nas prateleiras refrigeradas ou congeladas. Pedimos sinceras desculpas", anunciou a empresa em uma de suas lojas. Já o Grupo Colruyt, que opera supermercados Spar na Bélgica por meio de franquias, informou que cinco unidades tiveram sistemas de refrigeração comprometidos. A rede Intermarché relatou problemas técnicos em cerca de 15 lojas. Varejista ICA identificou geladeiras ajustadas a temperaturas elevedas Johan Nilsson/TT/picture alliance via DW Na Suécia, a rede de supermercados Coop informou que sete de suas unidades tiveram problemas após um incidente envolvendo manipulação não autorizada de sistemas de refrigeração. A varejista ICA também foi atingida, com a temperatura do freezer de uma de suas unidades sendo elevada a 50ºC, segundo informou uma representante da empresa. A atacadista irlandesa Musgrave informou que o incidente atingiu sistemas em 13 lojas da rede SuperValu, obrigando a retirada de produtos refrigerados e congelados das prateleiras. Na Finlândia, a rede varejista Kesko registrou ocorrências parecidas. Na Estônia, o supermercado Selver foi afetado. Na Holanda, impactos foram identificados em lojas de cidades menores. O que está por trás dos ataques Aumento deliberado de temperatura de freezers obrigou varejistas a descartar produtos em diversos paísesFo Johan Nilsson/TT News Agency/REUTERS Os novos incidentes ocorrem após um ataque registrado na França no mês passado. Na ocasião, a polícia francesa informou que hackers assumiram o controle de sistemas de refrigeração em mais de 500 supermercados, provocando perdas de alimentos e, em alguns casos, incêndios. Embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria dos ataques, os casos ampliaram a preocupação das autoridades europeias com ameaças híbridas à infraestrutura crítica desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Em outubro, alertas sobre ameaças russas à Alemanha, por exemplo, se multiplicaram, levando o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, a dizer que o país é alvo diário de "uma guerra híbrida". Moscou nega repetidamente qualquer envolvimento em operações de sabotagem. "Não se sabe quem está por trás deste ataque, e talvez isso nunca seja determinado", afirmou Katrien Eggers, porta-voz do Centro de Cibersegurança da Bélgica. Segundo ela, o aumento dos incidentes também está relacionado à evolução da inteligência artificial. "Todos os sistemas de TI são potencialmente vulneráveis, e a IA agora pode ser usada para explorar essas fraquezas com sucesso, especialmente por atores sofisticados", disse. A Comissão Europeia afirmou que os ataques demonstram como as ameaças digitais estão se tornando cada vez mais disruptivas. "São uma tentativa deliberada de interromper nossa cadeia de abastecimento alimentar e minar a confiança dos consumidores nela, um alerta que devemos levar a sério", disse o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen. "A recorrência desses ataques cibernéticos é profundamente preocupante." Dono da rede de açougues afetada na Bélgica, De Laet afirmou acreditar que o objetivo dos hackers é desestabilizar as economias europeias. "Acordem, por favor, porque há algo acontecendo", disse, dirigindo-se às autoridades policiais. Por que o varejo se tornou alvo Lojas na Irlanda também foram afetadas, reduzindo oferta aos clientes Reuters De geladeiras e sistemas de aquecimento a câmeras de segurança e alarmes, uma parcela crescente da infraestrutura física do varejo passou a ser conectada à internet e controlada remotamente. Essa transformação amplia a superfície de ataque disponível para criminosos cibernéticos. Parte dos equipamentos afetados nesta segunda-feira utiliza a tecnologia de controle de temperatura da dinamarquesa Danfoss, a mesma utilizada por supermercados hackeados no início de outubro na França. A empresa afirmou estar trabalhando com os clientes para implementar correções de segurança. Tom Hegel, pesquisador da empresa de cibersegurança SentinelOne, afirmou que ataques desse tipo costumam estar ligados à extorsão, motivação política ou operações patrocinadas por governos. Segundo ele, o fato de não terem surgido exigências financeiras sugere uma possível intenção de sabotagem. "O varejo é um alvo fácil porque as redes supermercadistas operam enormes parques de controladores de refrigeração, sistemas de gerenciamento predial, painéis de controle de acesso e equipamentos de ponto de venda", disse. Ele observou ainda que é difícil identificar a autoria de invasões desse tipo. "Um invasor que acessa um painel de controle exposto praticamente não deixa rastros. Um adolescente e um serviço de inteligência pareceriam muito semelhantes do ponto de vista de quem está defendendo o sistema." Quais dispositivos podem ser alvo Em Estocolmo, produtos refrigerados foram descartados após ataques Fredrik Sandberg/TT NEWS AGENCY/picture alliance via DW Os alvos mais comuns dos hackers são aparelhos conectados à internet e controlados remotamente. 🔍 No ambiente doméstico, por exemplo, estão câmeras de segurança, campainhas com vídeo, sistemas de alarme, fechaduras inteligentes, termostatos, sistemas de aquecimento central e eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras, fornos e máquinas de lavar. Em termos práticos, qualquer equipamento ligado à internet, seja diretamente ou por meio de aplicativos, serviços em nuvem ou redes domésticas, pode se tornar um alvo. Em 2015, pesquisadores demonstraram como uma geladeira inteligente da Samsung poderia ser comprometida, permitindo a interceptação de parte do tráfego de internet que passava pelo aparelho. Na maioria dos casos, os invasores buscam roubar dados, interromper serviços ou utilizar dispositivos conectados como porta de entrada para redes maiores. O que um hacker pode fazer após invadir um dispositivo Depois de obter acesso, um invasor geralmente pode coletar informações ou assumir o controle do equipamento. Uma câmera pode revelar imagens do interior de uma residência, um dispositivo com microfone pode captar conversas e um roteador comprometido pode expor tudo o que trafega pela rede. Quando assumem o controle de um aparelho, hackers podem ligá-lo ou desligá-lo, alterar configurações e impedir que os usuários acessem suas próprias contas. Um termostato comprometido pode afetar o aquecimento de um imóvel. Geladeiras e freezers invadidos podem ter seus controles de temperatura manipulados, resultando na perda de alimentos. Em situações mais graves, dispositivos com pouca proteção podem ser usados para acessar outros sistemas da mesma rede ou para roubar informações pessoais vinculadas a contas online. Hackers poderiam assumir o controle de infraestruturas críticas? Veículos e aeronaves modernos contam, em geral, com múltiplas camadas de proteção. O mesmo ocorre com infraestruturas críticas, como redes elétricas e sistemas de abastecimento de água, que costumam operar sob padrões mais rígidos de segurança, monitoramento e regulamentação do que equipamentos de consumo. Isso não significa que sejam imunes a ataques cibernéticos, mas, em geral, representam alvos muito mais difíceis do que um eletrodoméstico conectado a uma rede Wi‑Fi doméstica. Em 2015, por exemplo, especialistas conseguiram assumir remotamente o controle de um Jeep em movimento por meio de seu sistema de entretenimento conectado à internet. O episódio levou ao recall de cerca de 1,4 milhão de veículos e à implementação de correções de software. Quase uma década depois, pesquisadores divulgaram uma falha que permitia rastrear, destrancar e ligar determinados veículos da Kia utilizando apenas o número da placa. Segundo eles, a montadora foi informada sobre as vulnerabilidades e corrigiu os problemas em poucos meses.
03/11/2026 11:12:35 +00:00
Doença de Newcastle: SC conclui desinfecção de granjas e vive expectativa por fim da restrição a exportações

Cidasc conclui desinfecção de granjas com focos da Doença de Newcastle Santa Catarina e o Ministério da Agricultura e Pecuária aguardam a conclusão de análises laboratoriais — que devem sair nesta semana — para elaborar estudos estatísticos visando estratégias para a retomada plena do comércio internacional de carne de aves brasileiras após a detecção de três casos da doença de Newcastle, que desde 18 de outubro causaram restrições à exportação. Os resultados das análises acontecem após o trabalho de despovoamento, limpeza e desinfecção das três granjas comerciais de perus onde os focos foram confirmados, nas cidades de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, todas no Oeste do estado e dentro da área de emergência zoosanitária, que abrangeu também o município de Águas Frias. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Os locais estão em vazio sanitário: período em que as instalações ficam livres de aves à espera de um novo lote de animais, garantindo assim que o vírus não esteja circulando na propriedade. A conclusão desta etapa de limpeza, além da inspeção e análise laboratorial em mais de 200 propriedades da região, foram coordenadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), órgão do governo de Santa Catarina (Cidasc). 🔍 🐔 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. Desde a detecção do primeiro foco, os órgãos de controle sanitário reforçaram que não foram encontradas aves doentes, somente a circulação do vírus. A confirmação da doença resultou na restrição de países à importação da carne de aves brasileiras. Somente México e Uruguai suspenderam totalmente o produto do país, enquanto outras nações, como China e Arábia Saudita colocaram embargo somente na carne de Santa Catarina ou da região do foco. Com o avanço do trabalho de desinfecção e controle, o México foi o primeiro país a anunciar a retomada das importações de produtos avícolas do Brasil. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc Quais os próximos passos? Até o momento, foram realizadas 91 análises laboratoriais. Duas amostras ainda aguardam a conclusão do sequenciamento genético. A operação de controle sanitário continua com quatro barreiras ativas para fiscalização e desinfecção de veículos. Ainda segundo a Cidasc, cerca de 68 profissionais, entre médicos-veterinários, técnicos, assistentes e integrantes das forças de segurança, participam dos trabalhos. "Paralelamente, as ações de educação sanitária já alcançaram milhares de estudantes e dezenas de estabelecimentos agropecuários na última semana, e terão continuidade nas próximas semanas, reforçando a conscientização e a adoção de medidas preventivas para a proteção da saúde animal", reitera. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
03/11/2026 03:01:00 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 46 milhões nesta quarta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.081 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 46 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quarta-feira (4), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso do último domingo (3), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
03/11/2026 03:00:01 +00:00
Simples Nacional: prazo para cancelar opções de IBS e CBS começa nesta terça

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae O prazo para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional cancelarem as escolhas feitas em relação ao pagamento dos dois tributos criados pela reforma tributária começa nesta terça-feira (3): o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Até 20 de dezembro, os empreendedores poderão cancelar tanto a opção pelo Simples Nacional quanto a escolha pelo regime regular de IBS e CBS. Segundo as regras divulgadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), o cancelamento é irretratável, ou seja, não poderá ser desfeito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Pelas novas regras, as empresas poderão escolher entre recolher os dois tributos em uma guia única do Simples Nacional ou optar pelo chamado regime regular, em que o cálculo e o pagamento do IBS e da CBS são feitos separadamente. (veja os prazos) Optar pelo regime regular para IBS e CBS não significa deixar o Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para o pagamento dos demais tributos. O calendário de adesão ao Simples Nacional também passou por mudanças. As empresas que pretendem entrar no regime em 2027 tiveram até 15 de outubro para apresentar o pedido. Se a solicitação for aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. (saiba mais aqui) Agora no g1 As empresas que já fazem parte do Simples Nacional continuarão no regime automaticamente, desde que não tenham sido excluídas. Nesse caso, não será necessário apresentar um novo pedido de adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A escolha sobre como pagar IBS e CBS feita em outubro valerá por seis meses, de janeiro a junho de 2027. Entre 1º e 31 de março de 2027, as empresas poderão fazer uma nova escolha para o segundo semestre do ano. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Quem optar pelo regime regular em outubro poderá cancelar a escolha até 30 de novembro de 2026. Já quem fizer a opção em março de 2027 terá até 31 de maio para desistir. O que muda na prática? Para as empresas que optarem por manter IBS e CBS dentro do Simples Nacional, o pagamento continuará semelhante ao modelo atual. Os tributos serão incluídos na guia única do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), calculados como parte de um percentual sobre o faturamento. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Por outro lado, poderá usar créditos tributários das compras para reduzir o imposto devido e permitir que seus clientes aproveitem créditos maiores. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, a diferença na geração de créditos tributários é um dos principais fatores que as empresas devem avaliar antes de escolher o regime de pagamento. No regime regular, a empresa poderá permitir que seus clientes aproveitem créditos integrais de IBS e CBS sobre os produtos ou serviços adquiridos, conforme as regras aplicáveis. Já no Simples Nacional, o crédito tributário que o comprador poderá aproveitar tende a ser menor. Por isso, essa escolha pode ter um impacto maior para pequenos negócios que vendem produtos ou prestam serviços a outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a melhor opção depende das características de cada empresa, especialmente do perfil de seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais vantagens em avaliar o regime regular, já que a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode torná-las mais atraentes para seus clientes. Já para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, a geração de créditos tributários tende a ter menos importância. Por outro lado, o regime regular exige o cálculo separado de IBS e CBS e um controle fiscal mais detalhado. Isso pode aumentar os custos com contabilidade e tornar o pagamento dos tributos mais complexo. Por isso, a recomendação é que os empresários comparem os dois modelos antes do fim do prazo, considerando tanto os possíveis benefícios quanto os custos de cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. O calendário também mudou para as empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e querem aderir ao regime em 2027. Antes, o pedido de adesão era feito em janeiro. Para ingressar no Simples Nacional em 2027, porém, as empresas tiveram de apresentar a solicitação até 15 de outubro de 2026. Se aprovada, a adesão valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até 30 de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, terá um prazo de 30 dias para corrigir as irregularidades e tentar garantir sua entrada no regime. As empresas que já fazem parte do Simples Nacional e não tiverem sido excluídas permanecerão automaticamente no regime, sem precisar apresentar um novo pedido. Quais regras para novas empresas? Empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão regras específicas para a adesão ao Simples Nacional. Nesses casos, a escolha pelo Simples Nacional feita na abertura da empresa valerá para o restante de 2026 e também para todo o ano de 2027. Se a empresa também optar por pagar IBS e CBS pelo regime regular no momento da abertura, essa escolha terá efeito a partir de janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? O IBS e a CBS são dois dos principais impostos criados pela reforma tributária sobre o consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é um tributo federal que substituirá as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Sua administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. O novo tributo será administrado por um comitê formado por representantes estaduais e municipais. E o MEI? Os microempreendedores individuais (MEIs) não poderão escolher entre pagar IBS e CBS pelo Simples Nacional ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão seguindo as regras do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), que prevê o pagamento de tributos em valores fixos mensais. As mudanças no calendário de adesão ao Simples Nacional também não se aplicam aos MEIs. A opção pelo Simei continuará sendo feita em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, estabelece mudanças na emissão de notas fiscais. Para a prestação de serviços, continuará sendo utilizada a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já para a venda de mercadorias e algumas atividades de transporte, as novas regras preveem o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também mudam alguns critérios de cálculo dos tributos do Simples Nacional, incluindo os que consideram o tempo de funcionamento da empresa, a receita acumulada e os gastos com salários. O conceito de receita bruta também foi atualizado para incluir expressamente operações com bens físicos, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores pagos de IBS e CBS pelo regime regular não serão considerados no cálculo da receita bruta para fins do Simples Nacional. Outra mudança diz respeito ao momento em que o faturamento é contabilizado para calcular os tributos. Pela nova regra, o reconhecimento da receita passa a estar vinculado à emissão da nota fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — valor máximo de faturamento que permite recolher determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Se a empresa ultrapassar esse valor, poderá ter de pagar esses tributos separadamente, fora da guia única do Simples. O limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação será mantido. Já a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão será eliminada. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) não precisará mais ser enviada separadamente. Os dados passarão a ser preenchidos diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D), uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar
03/11/2026 03:00:00 +00:00
Quais são os próximos feriados de 2026? Veja os três que restam

Praia de Copacabana lotada em feriado no Rio Sérgio Telles/ TV Globo Após o feriado de Finados, na segunda-feira (2), que proporcionou a muitos trabalhadores três dias seguidos de descanso, já há quem esteja de olho no próximo período de folga. O próximo feriado será em 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. A data cairá em um domingo e, por isso, não permitirá uma emenda para quem já folga nesse dia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam três feriados nacionais em 2026. O calendário inclui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro, e o Natal, em 25 de dezembro. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que nem todos os trabalhadores têm direito à folga nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme a legislação aplicável e as regras previstas em acordos ou convenções coletivas. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, dos quais nove cairão em dias úteis. Algumas datas permitem planejar períodos prolongados de descanso, especialmente para quem já folga aos fins de semana. Depois de Finados, em 2 de novembro, o próximo feriado que permite emendar o descanso será o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, uma sexta-feira. A data forma três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem permitir folgas em alguns casos: 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
03/11/2026 03:00:00 +00:00
Veja motivos que fazem conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia

Estudo lista motivos que fazem a conta de luz no Brasil ser mais cara Um estudo listou os motivos que fazem a conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia. Uma mini cidade na Zona Norte do Rio com mais de 400 apartamentos e 3 mil moradores. A estrutura é moderna, com tomadas, lâmpadas e elevadores inteligentes. Mas a conta de luz chega a R$ 40 mil por mês e é um dos itens que mais sobrecarregam o preço do condomínio. “Ela vai refletir aí entre 20% até 40% do custo total do boleto. Isso nos impede de fazer novos investimentos”, afirma o síndico profissional Jorge Lima. Veja motivos que fazem conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia Jornal Nacional/ Reprodução 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os produtos e serviços que compõem o índice de inflação, a energia tem o terceiro maior peso. Só perde para a gasolina e planos de saúde. Mas por que, se quase 90% da nossa energia vem de fontes renováveis, principalmente das usinas hidrelétricas e com participação crescente da eólica e solar? Um estudo do economista da Fundação Getúlio Vargas Daniel Duque, encomendado pelo Centro de Liderança Pública, mostra que mais de dois terços da fatura não têm relação com o custo da energia em si. Em 2025, a parcela referente à energia respondia por cerca de 30,4% da conta de luz. Ou seja, em uma conta de R$ 1 mil, apenas R$ 300 correspondem à energia elétrica. A distribuição, 26%; transmissão, 10%; encargos setoriais que mantêm programas sociais e subsídios, por exemplo, para a irrigação na agricultura: 15%; e tributos, 18%. A exigência de leis que determinam a compra de parte da energia de termelétricas e hidrelétricas de pequeno porte e o sistema de bandeiras tarifárias, que encarece a luz quando a seca reduz a água nas hidrelétricas, também contam. Em um ranking de 138 países, o Brasil não está no topo com energia mais cara. Mas temos tarifa acima de países com o mesmo perfil renovável, como Canadá, Noruega e China, que conseguem converter o uso desses recursos em preços mais baixos. “A gente também precisaria de uma maior coordenação, por exemplo, entre governo federal, estadual e municipais para, por exemplo, reduzir as perdas de transmissão e distribuição, que também são mais altas no Brasil do que em outros lugares do mundo”, afirma Daniel Duque, economista da FGV Ibre. Veja motivos que fazem conta de luz no Brasil ser mais cara do que a de outros países com o mesmo perfil de geração de energia Jornal Nacional/ Reprodução “Olha, eu estou agora em uma grande empresa de processamento de pescado. Sabe a temperatura aqui? - 25ºC na câmara fria. É claro que o preço da energia elétrica pesa, e muito, no orçamento do setor produtivo. A indústria passa a ter produtos mais caros e perde competitividade com outros países. Aqui nessa indústria, a energia é fundamental durante todo o processo, do barco do pescador até a mesa do consumidor final”, diz o repórter Helter Duarte. A empresa existe há 82 anos e o custo da energia elétrica é um entrave cada vez maior para o crescimento. Para reduzir os custos, a fábrica investiu pesado em produção de energia solar, com duas usinas; trocou equipamentos por outros mais eficientes; e usa a inteligência artificial para gerir o consumo. A redução no custo chega a 30%. “O cenário ideal seria uma política pública que trouxesse essa energia que a gente produz com bastante eficiência, uma energia limpa, barata. Teria como consequência produtos mais baratos na mesa do consumidor, mais emprego, mais investimento, mais trabalho e renda, e, consequentemente, um crescimento maior do nosso país”, afirma Cacio de Moura Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da Frescatto. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM O que a inteligência artificial tem a ver com o valor da sua conta de luz? Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro
03/11/2026 00:44:15 +00:00
ICMS sobre os combustíveis: veja quanto será o aumento na gasolina, gás de cozinha e diesel a partir de 1° de fevereiro de 2027 em SP

Estados brasileiros terão reajuste do ICMS dos combustíveis a partir de 1° de fevereiro de 2027. Divulgação/GESP Os governadores que formam o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovaram no último dia 29 de outubro o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis em todo o território nacional. Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. O óleo diesel terá o maior reajuste, de 11,1%, enquanto a gasolina e os gás sobem 4,5% e 4,8%, respectivamente. Em São Paulo, estado de maior participação no PIB nacional, o valor por litro deve ter um acréscimo de R$ 0,07 a R$ 0,13 centavos no ano que vem, segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Veja tabela abaixo: Reajuste do ICMS em SP – a partir de 1° de fevereiro Óleo diesel: valor sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro (alta de 11,1%); Gasolina e etanol: valor sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro (alta de 4,5%); Gás de cozinha (GLP): valor sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro (alta de 4,8%). Governo do Maranhão e outros estados oficializam aumento do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha O reajuste gerou um desentendimento público entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador Tarcísio de Freitas. Em vídeo publicado nas redes sociais, Boulos disse que o reajuste do imposto estadual afetaria não só o preço do combustível para os caminhoneiros, mas também aumentaria o preço dos alimentos nos supermercados, já que o transporte de mercadorias é feito por rodovias. O ministro acusou Tarcísio diretamente pelo aumento e afirmou que ele descumpre promessas de campanha feitas em várias entrevistas na mídia. “Passadas as eleições, as máscaras caem. Vocês viram que os bolsonaristas passaram a eleição inteira dizendo: ‘Ah, a esquerda aumenta imposto, a gente quer diminuir imposto’. Olha o que está acontecendo agora com o diesel. (...) Governador Tarcísio, faça a sua parte, ajude o povo brasileiro. Não dá para ter um discurso na eleição e a prática é ser outra, né?”, declarou o ministro. O ministro Guilherme Boulos (PSOL) e o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos): desentendimento sobre alta do ICMS em SP. Montagem/g1/Divulgação/GESP e Leandro Paiva/@leandropaivac Após a publicação, o Palácio dos Bandeirantes divulgou uma nota do governador paulista que chamou de “lamentável” a declaração do ministro e afirmou que o vídeo dele “distorce os fatos para fazer ataques políticos”. “É lamentável que um ministro de estado distorça os fatos para fazer ataques políticos. Quem ocupa um cargo dessa importância deveria esclarecer a população, não espalhar desinformação”, disse o governo. “O reajuste do ICMS sobre os combustíveis foi definido no âmbito do Confaz, que é um colegiado do Ministério da Fazenda que reúne os 26 estados e o Distrito Federal. A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos estados governados pelo PT. A cobrança sobre os combustíveis segue a mesma regra nacional em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia, por exemplo”, declarou o governo Tarcísio. “O debate político exige responsabilidade e respeito à verdade. Divergências não justificam distorcer os fatos para atacar adversários. Vale lembrar que, enquanto São Paulo manteve sua alíquota modal de ICMS nos últimos quatro anos, estados governados pelo PT elevaram as suas. No Piauí, a alíquota chegou a 22,5%; na Bahia, a 20,5%; e no Ceará, a 20%. Em São Paulo, seguimos outro caminho. Mantivemos a alíquota modal em 18%, uma das menores do país, ampliamos isenções de ICMS sobre produtos alimentícios e zeramos o IPVA para motos de até 180 cilindradas”, afirmou Tarcísio. Initial plugin text Após a nota, Boulos rebateu Tarcísio e disse que as declarações “não mudam nada em relação à incoerência de Tarcísio com seu discurso de campanha. Passou meses atacando Lula a respeito de impostos”. “Três dias depois da eleição, se posicionou a favor do aumento do ICMS no Confaz”, escreveu Boulos. Após o bate-boca público, o governo de SP publicou um registro nas redes sociais dizendo que o “ICMS sobre combustíveis não é uma decisão isolada de São Paulo”. “Os novos valores foram definidos em conjunto pelos estados e pelo Distrito Federal no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e terão aplicação em todo o país a partir de 1º de fevereiro de 2027. O ICMS é cobrado por litro ou quilo de combustível, com um valor fixo atualizado anualmente, conforme regra nacional baseada nos preços pesquisados pela ANP, que é o órgão federal responsável por regular e fiscalizar o setor de petróleo, gás e combustíveis no Brasil”, afirmou. Initial plugin text
02/11/2026 17:06:19 +00:00
Vale-tíquete: máquinas terão de aceitar todos os cartões a partir de 7 de novembro, diz Ministério do Trabalho
O Ministério do Trabalho e Emprego informou que a chamada "interoperabilidade plena" do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) deverá estar implementada até 7 de novembro de 2026. Na prática, isso significa que qualquer cartão de vale alimentação ou refeição deverá ser aceito em qualquer maquininha que opere com esse tipo de benefício, independentemente da operadora ou bandeira utilizada. A medida foi prevista em decreto presidencial publicado em novembro de 2025, que estabeleceu um período de adaptação de até 360 dias para as empresas do setor. A adaptação vem ocorrendo de forma escalonada: Operadoras com mais de 500 mil usuários tiveram prazo de 180 dias, encerrados em maio, para abrir seus arranjos de pagamento e permitir a aceitação recíproca dos cartões. Já o prazo de 360 dias foi estabelecido para a implantação da interoperabilidade plena em todo o mercado nacional. A fiscalização do cumprimento das novas regras do PAT, incluindo a obrigação de interoperabilidade, é competência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho. O órgão informou que será o responsável por verificar se as operadoras e credenciadoras estão garantindo a aceitação recíproca dos cartões. "A recusa de um cartão que deveria ser aceito por força da interoperabilidade é uma irregularidade que se encaixa nos canais de denúncia do Ministério do Trabalho", informou o governo, em nota.
02/11/2026 16:32:08 +00:00
IA consegue criar vírus que se espalha por conta própria em eletrodomésticos

Exemplo de sala de estar com pé-direito duplo SKN Incorporadora Na sala de estar, um robô aspirador percorre o ambiente, a iluminação é ajustada por meio de assistentes de voz e a televisão se conecta à internet para acessar o serviço de streaming favorito. Todos esses são exemplos da "internet das coisas" (IoT, na sigla em inglês), na qual aparelhos eletrônicos conectados à internet trocam dados e se comunicam entre si. Esse é um cenário cada vez mais presentes em casas pelo mundo. No entanto, esses aparelhos podem se tornar um risco com o avanço da inteligência artificial (IA). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A empresa de inteligência artificial Anthropic divulgou recentemente um relatório indicando que, em breve, softwares maliciosos baseados em IA poderão se instalar em eletrodomésticos conectados, se replicar e se espalhar de maneira autônoma para outros dispositivos. Para isso, não seriam necessários supercomputadores caros e de alto desempenho, bastaria um grande número de smart TVs ou outros aparelhos domésticos conectados e com segurança precária. Agora no g1 Vírus de computador que se propagam de uma máquina para outra por conta própria existem há décadas. Eles são conhecidos como "vermes" e seguem um roteiro pré-programado, explorando vulnerabilidades de segurança conhecidas ou pontos de acesso com proteção fraca. No entanto, esse fluxo é interrompido se essas falhas forem corrigidas ou se não houver brechas adequadas para um ataque. Os "vermes" de IA, no entanto, seriam muito mais complexos e, potencialmente, bem mais perigosos. Eles teriam a capacidade de resolver problemas de forma autônoma e se adaptar a diferentes tipos de dispositivos. Para isso, eles precisariam, por exemplo, lidar com um sistema operacional diferente ou com uma capacidade de memória limitada. Também teriam de descobrir, por conta própria, como operar em outros dispositivos ou como identificar e contornar novas atualizações de segurança. LEIA MAIS A IA pode ter vontade própria ou se revoltar contra humanos? Disseminação via televisores Pesquisadores da Anthropic investigaram se modelos de IA poderiam ser executados em hardwares simples. Em um experimento, distribuíram um modelo de IA entre 15 dispositivos Android TV de baixo custo. Cada aparelho ficou responsável por uma parte dos cálculos. Com isso, demonstraram que certas aplicações de IA podem ser executadas mesmo sem a necessidade de um grande centro de processamento de dados. Em um ambiente de teste controlado, os pesquisadores criaram ainda oito dispositivos Android simulados. O modelo de IA conseguiu se instalar em um desses aparelhos, se replicar a partir dali e infectar os demais. Em quatro das cinco tentativas, o modelo atingiu todos os oito alvos; na outra, infectou sete. Se um modelo de IA desse tipo fosse equipado com um software malicioso, ele poderia se adaptar rapidamente a ambientes até então desconhecidos, interferindo em processos e fluxos de operação. Em vez de explorar apenas uma vulnerabilidade específica, ele poderia aprender a contornar diversas medidas de segurança. Segundo os desenvolvedores da Anthropic, um "verme de IA" desse tipo levaria, aproximadamente, de um a dois dias para se instalar em um dispositivo novo e até então desconhecido. Rede de bots composta por eletrodomésticos? Um aspecto particularmente preocupante é que a IA poderia unir os diversos dispositivos infectados em uma grande rede de bots. Um único dispositivo infectado possui pouca capacidade de processamento. No entanto, quanto mais aparelhos forem infectados, mais rapidamente o "verme" de IA poderia se propagar. O software malicioso não dependeria mais de um servidor central que poderia ser desligado. Além disso, ele poderia, possivelmente, continuar aprendendo e evoluindo constantemente. Seria perfeitamente concebível que a ameaça se espalhasse para tipos de aparelhos eletrônicos totalmente diferentes, que utilizam softwares distintos. Embora dispositivos infectados possam ser desconectados da rede e falhas de segurança possam ser corrigidas, a estrutura descentralizada desse tipo de malware baseado em IA tornaria muito difícil contê-lo. A própria Anthropic compara esse possível cenário a um mofo limoso digital que cresce lentamente. É verdade que, nos testes, os pesquisadores da Anthropic facilitaram propositalmente o acesso aos dispositivos, sem que houvesse grandes medidas de proteção digital. Ainda assim, a empresa acredita que modelos de IA menores poderiam, talvez ainda este ano, atingir o nível de capacidade necessário para se disseminar no mundo real. Sistemas de refrigeração superaquecidos Um incidente ocorrido na França ilustra o quão graves podem ser as consequências de um ataque cibernético a sistemas de controle conectados. Na noite de 11 para 12 de outubro de 2026, hackers manipularam os sistemas de refrigeração e congelamento de diversos supermercados, elevando as temperaturas para até 50º C. Alimentos estragaram e houve casos isolados de incêndios e danos técnicos. A agência francesa de cibersegurança CERT-FR confirmou que vários sistemas de controle remoto do fabricante dinamarquês Danfoss foram comprometidos, com o alerta sendo posteriormente estendido a sistemas de outros fabricantes. As investigações sobre as circunstâncias do ataque ainda estão em andamento. Nesta segunda-feira (02/11), ataques semelhantes foram registrados em supermercados na Bélgica, Suécia e Luxemburgo. Até o momento, não há evidências de que um "verme" de IA autorreplicante tenha sido utilizado nos ataques aos sistemas de refrigeração. Contudo, os estudos recentes da Anthropic demonstraram como a IA pode facilitar significativamente o desenvolvimento de softwares maliciosos com consequências potencialmente graves, permitindo ataques a dispositivos conectados mesmo sem a necessidade de grande capacidade computacional.
02/11/2026 16:00:14 +00:00
Mercado Bitcoin sofre ataque e suspende saques dias após roubo bilionário na Binance

Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Criptomoedas são ativos digitais que não são emitidos por governos, como ocorre com moedas oficiais como o real e o dólar. As transações são registradas e validadas por tecnologias como o blockchain. dfndf, ksdfls oi sdf,mnsllsd fo aiofn,m dfog a oinsdmg o dfljbxlcm sjdf lm xon df ff O Mercado Bitcoin, corretora brasileira de criptoativos, informou ter registrado um incidente de segurança nesta segunda-feira (2) e suspendeu temporariamente saques e depósitos. Procurada pelo g1, a empresa não confirmou se houve roubo ou movimentação não autorizada de ativos. Em seu perfil no X, o Mercado Bitcoin afirmou que identificou e conteve o incidente durante a madrugada. Segundo a corretora, não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Como medida preventiva de proteção, depósitos e saques estão temporariamente suspensos. Nossas equipes estão mobilizadas investigando o caso, rastreando os ativos e coordenando as medidas junto às autoridades competentes", publicou. Agora no g1 O Mercado Bitcoin afirmou ainda que trabalha para “restabelecer as operações com segurança”. Veja a publicação da corretora: Initial plugin text O incidente no Mercado Bitcoin acontece poucos dias após o ciberataque que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, na última quinta-feira (29). O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, atribuiu o ataque à Coreia do Norte e afirmou que a ação foi realizada pelo TraderTraitor, grupo de cibercriminosos patrocinado pelo regime norte-coreano. O ataque à Binance durou cerca de 20 minutos e é apontado como o maior roubo de criptomoedas da história. Na última atualização dos números, segundo a corretora, os clientes já haviam retirado US$ 3,64 bilhões (R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram na plataforma desde domingo, quando a empresa liberou parcialmente os saques. O que são criptomoedas e quais os riscos de investir? Criptomoedas são ativos digitais que não são emitidos por governos, como ocorre com moedas oficiais como o real e o dólar. As transações são registradas e validadas por tecnologias como o blockchain. O bitcoin foi a primeira criptomoeda e continua sendo a mais conhecida. Criptoativos podem registrar fortes oscilações de preço, com altas e quedas expressivas em períodos curtos, o que aumenta o risco para o investidor. Entenda mais no vídeo abaixo: O que são as criptomoedas?
02/11/2026 15:07:21 +00:00
Saiba como é o KC-390, maior avião produzido na América Latina e que será comprado pela Grécia

Novo visual do KC-390 Millennium, da Embraer Claudio Capucho/Embraer O KC-390 Millennium, avião militar fabricado pela Embraer, será usado pela Força Aérea da Grécia. O país europeu fechou um acordo para comprar inicialmente três aeronaves, com a possibilidade de adquirir outras três. A primeira unidade deve ser entregue em 2027. Considerado o maior avião produzido na América Latina, o KC-390 foi desenvolvido para realizar diferentes tipos de missão. Ele pode transportar soldados, equipamentos e mantimentos, além de ser usado em operações de busca e resgate, atendimento a pessoas feridas e combate a incêndios. O avião também consegue lançar cargas e paraquedistas durante o voo e abastecer outras aeronaves sem precisar pousar. Para isso, pode ser equipado com um sistema que permite transferir combustível enquanto os dois aviões estão no ar. O KC-390 também pode receber combustível de outras aeronaves durante o voo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Embraer, o KC-390 pode transportar até 26 toneladas e atingir uma velocidade de 870 km/h. Outra característica é a capacidade de pousar e decolar em pistas sem asfalto ou que estejam danificadas. LEIA TAMBÉM: Força Aérea da Grécia fecha acordo com a Embraer para comprar até seis aviões militares KC-390 Agora no g1 A parte interna da aeronave é preparada para receber cargas de grandes dimensões, que entram por uma rampa na parte traseira do avião. O espaço também permite transportar até 80 soldados ou 64 paraquedistas. Com o acordo anunciado nesta segunda-feira (2), a Grécia se torna o sétimo país europeu a escolher o KC-390. O modelo já foi selecionado por Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia. Fora da Europa, a aeronave também foi comprada por Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia. O acordo com a Grécia foi feito entre os governos dos dois países, com participação de Portugal. A escolha também busca facilitar o trabalho conjunto da Força Aérea grega com as forças de outros países da Otan, aliança militar da qual a Grécia faz parte. Avião KC-390 Caíque Rodrigues/g1 RR Desenvolvimento no Brasil O KC-390 foi desenvolvido pela Embraer a pedido da Força Aérea Brasileira (FAB). O projeto começou em 2009 e levou cerca de dez anos até a entrega da primeira aeronave, em 2019. No Brasil, o avião já foi usado em operações de transporte de ajuda humanitária, equipamentos e mantimentos. Entre as missões estão o envio de ajuda à Ucrânia e ao Líbano e o transporte de cestas básicas para comunidades indígenas Yanomami. Em 2024, o KC-390 também foi utilizado no combate a incêndios no Pantanal e em Ribeirão Preto (SP). KC-390 Millenium é equipado com dispositivo para lançar milhares de litros de água no fogo. FAB/Muller Marin Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
02/11/2026 14:03:41 +00:00
Compras agrícolas da China nos EUA vão ao menor nível em 7 anos apesar de acordo comercial

Mais de 60% do volume de soja exportado de MT vai para a China Reprodução/TVCA As compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos, excluindo a soja, caminham para o menor nível em sete anos, apesar do compromisso de Pequim de adquirir ao menos US$ 17 bilhões (R$ 92,16 bilhões) por ano em mercadorias do setor americano. Entre janeiro e setembro, a China comprou US$ 7,2 bilhões (R$ 39,03 bilhões) em outros produtos agrícolas americanos, de carnes a milho, o menor valor para o período desde 2019, auge da primeira guerra comercial entre os dois países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A soja faz parte de um compromisso separado, e a China caminha para cumprir a meta prevista para o produto. Ainda não está claro, porém, se Pequim está descumprindo o acordo sobre os demais produtos. A Casa Branca não informou se o prazo começou a contar após o anúncio de maio ou se terá início apenas quando forem concluídos os cortes de tarifas propostos pela China, o que ainda não ocorreu. Agora no g1 O ritmo lento das compras aumenta as dúvidas sobre uma recuperação das importações ainda neste ano e frustra agricultores americanos, que também enfrentam combustíveis mais caros. A questão ganhou peso político às vésperas das eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), com democratas tentando conquistar eleitores de regiões agrícolas tradicionalmente ligados ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump. “Nossos produtores são patriotas, mas há muitos silos cheios de grãos e, certamente, uma vontade de ver esse comércio acontecer”, afirmou Tim Lust, diretor-executivo da National Sorghum Producers, entidade que representa produtores de sorgo. “A soja está sendo negociada, mas outras commodities não.” O Departamento de Agricultura dos EUA encaminhou ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) as perguntas sobre como a meta proporcional para 2026 será calculada. O USTR, a Casa Branca e o Ministério do Comércio da China não responderam aos pedidos de comentário. Demanda fraca e concorrência dificultam exportações dos EUA Mesmo que as compras aumentem, analistas avaliam que será difícil atingir a meta diante da demanda fraca na China e da concorrência de outros fornecedores. Para alcançar o valor previsto, Pequim provavelmente terá de mobilizar empresas estatais para ampliar as aquisições. O milho é um exemplo. Em 2021, no pico das compras, a China importou US$ 5,6 bilhões (R$ 30,4 bilhões) do grão americano, o equivalente a quase 20 milhões de toneladas. No mês passado, a COFCO Futures, corretora ligada a uma estatal chinesa, afirmou que o milho dos EUA não estava competitivo, em parte por causa da ampla oferta doméstica. A empresa projetou importações de cerca de 900 mil toneladas do produto americano na safra 2026/27, iniciada em setembro. As exportações americanas de sorgo para a China também perderam espaço. Em 2021, elas atingiram 6,5 milhões de toneladas, no valor de US$ 2,1 bilhões (R$ 11,4 bilhões), mas agora enfrentam a concorrência do Brasil, que obteve acesso ao mercado chinês em setembro de 2025. Neste ano, o Brasil já enviou 1,7 milhão de toneladas de sorgo à China, com quase 1 milhão de toneladas adicionais previstas para embarque, segundo Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex. Os EUA, por sua vez, exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas para a China até o fim de agosto, segundo dados do governo americano. O volume supera o registrado no ano anterior, quando o comércio estagnou em meio às tensões entre os dois países. Nos últimos quatro meses, porém, as vendas praticamente pararam. As carnes americanas enfrentam obstáculos semelhantes. A China tem oferta abundante de carne suína e de frango, enquanto a carne bovina dos EUA está mais cara devido à redução dos rebanhos no país. A carne bovina também enfrenta barreiras regulatórias. Em maio, a China renovou as licenças de exportação de mais de 400 frigoríficos americanos, mas cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte dos EUA continua sem autorização para vender ao mercado chinês, segundo a Federação de Exportação de Carnes dos EUA. Alguns frigoríficos foram barrados depois que autoridades chinesas afirmaram ter encontrado resíduos de substâncias que não são aprovadas no país, disse Joe Schuele, porta-voz da entidade. Diante dessas restrições, analistas avaliam que Pequim provavelmente precisará recorrer a empresas estatais para alcançar a meta de US$ 17 bilhões, como já vem fazendo com a soja. A decisão, segundo eles, dependerá em última instância de uma escolha política. “Muito disso parece depender de até que ponto a China recorrerá às empresas estatais para fazer essas compras”, afirmou Darin Friedrichs, cofundador da Sitonia Consulting, empresa de inteligência do mercado agrícola especializada na China. “É difícil chegar a US$ 17 bilhões em produtos que não sejam soja sem compras direcionadas e realizadas fora das condições normais de mercado.”
02/11/2026 13:47:08 +00:00
Hackers atacam supermercados europeus e elevam temperatura de freezers a 50°C

Hackers atacam supermercados europeus e elevam temperatura de freezers a 50°C Redes de supermercados de diferentes países europeus relataram nesta segunda-feira (2) problemas em sistemas de refrigeração, em uma série de incidentes que levantou suspeitas de novos ataques hackers contra equipamentos conectados à internet. Na Bélgica e em Luxemburgo, dezenas de lojas da Ahold Delhaize foram afetadas, enquanto cinco unidades da rede Spar, operadas pelo Grupo Colruyt na Bélgica, e quase 15 supermercados da rede Carrefour no país tiveram os sistemas de refrigeração atacados. Na Suécia, supermercados das redes ICA e Coop também registraram problemas semelhantes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na Delhaize, a empresa detectou um aumento de temperatura nos equipamentos de refrigeração e informou que investiga o caso. Stephan Moelans, CEO da Sabcobel, empresa responsável pelos sistemas da rede, afirmou à agência Belga que houve um ciberataque e que os evaporadores foram acionados no modo de degelo. Os casos ocorrem cerca de um mês depois de um ciberataque atingir centenas de supermercados na França. Segundo a polícia, hackers assumiram o controle de sistemas de refrigeração e elevaram as temperaturas a até 50°C, provocando incêndios e perdas de alimentos. Imagem do corredor de congelados fechado em um supermercado próximo a Nantes, após um ataque cibernético que teve como alvo os sistemas de refrigeração de redes de supermercados francesas, causando perdas de alimentos e incêndios em várias lojas, na França, em 12 de outubro de 2026 REUTERS/Stephane Mahe No mês passado, a Ahold também comunicou à polícia holandesa um incidente de segurança cibernética após detectar atividades suspeitas em sua infraestrutura. Nesta segunda-feira, a rede Delhaize detectou um aumento de temperatura em seus sistemas de refrigeração, segundo a porta-voz Sarah De Meester. A empresa investiga as causas do problema. Stephan Moelans, CEO da empresa belga de refrigeração Sabcobel, responsável pelos sistemas da Delhaize, afirmou à agência Belga que houve um ciberataque e que os evaporadores foram acionados no modo de degelo, elevando a temperatura dos equipamentos. Procurada pela Reuters, a empresa não comentou. Um porta-voz do Grupo Colruyt, que opera lojas Spar na Bélgica por meio de franquias, afirmou que os sistemas de refrigeração de cinco unidades foram atacados. Geladeiras, sistemas de aquecimento, câmeras de segurança e alarmes, antes predominantemente mecânicos, passaram a ser conectados a redes que permitem monitoramento e controle remotos. Essa transformação também criou novas possibilidades de ação para cibercriminosos. As autoridades não informaram quem estaria por trás dos ataques do mês passado, e nenhum grupo assumiu a autoria. Supermercados na Suécia também são afetados O chefe do Centro Nacional de Cibersegurança da Suécia, John Billow, afirmou à Reuters que as autoridades investigam diversos incidentes envolvendo sistemas de refrigeração de supermercados no país. Uma loja da rede sueca ICA afirmou nas redes sociais que seus refrigeradores e freezers haviam sido invadidos durante a madrugada e tiveram a temperatura ajustada para 50°C. Mais tarde, a unidade informou que havia reaberto. Em uma unidade da ICA Baronen, em Estocolmo, um aviso informava que todos os freezers estavam fora de funcionamento após um ciberataque. O gerente de vendas afirmou que o ataque ocorreu às 2h e foi identificado às 5h30, no horário local. “Estamos cientes de que um número limitado de lojas foi afetado durante a noite por um incidente que comprometeu seus sistemas de refrigeração e congelamento”, afirmou um porta-voz da ICA por e-mail. A rede de supermercados Coop informou ao jornal sueco Aftonbladet que seis lojas foram afetadas por problemas semelhantes. Procurada pela Reuters, a empresa não respondeu imediatamente. “Identificamos, nas últimas semanas, um número considerável de equipamentos conectados a sistemas operacionais vulneráveis na Suécia e deixamos clara a necessidade de atualizá-los ou instalar correções de segurança”, afirmou Billow. Uma rede de supermercados da Estônia também foi afetada, com equipamentos chegando a 50°C, segundo a fornecedora de tecnologia Kitman Coldtech, em declaração à emissora pública ERR. “Isso é muito recente, aconteceu nesta manhã”, afirmou Jann Mutso, CEO da Kitman, à ERR. Ele não revelou o nome da rede afetada.
02/11/2026 11:53:51 +00:00
Empresas devem oferecer atendimento humano para o consumidor a partir desta segunda-feira
A partir desta segunda-feira (2), empresas deverão oferecer atendimento humano para o consumidor Começam a valer nesta segunda-feira (2) as mudanças nas regras de funcionamento dos serviços de atendimento aos consumidores, os SACs, mantidos por empresas. A principal alteração é a exigência de atendimento humano, todos os dias, entre as 8h e as 20h. O decreto do governo federal com as mudanças foi publicado em 13 de outubro, com prazo de 20 dias para começar a valer. As medidas são apenas para empresas cujos serviços são regulados pelo governo. Entram nessa categoria operadoras de telefonia e de planos de saúde, empresas aéreas, concessionárias de energia e empresas do setor financeiro, como bancos e fintechs. O decreto também determina que empresas de transporte individual ou de encomendas, como a Uber, cujos serviços não são regulados, prestem informações ao governo sobre o atendimento aos consumidores. Atendimento humano A principal medida é a que garante que os consumidores consigam ser atendidos por um humano, entre as 8h e as 20h, todos os dias, em canais eletrônicos, como os chats, e por ligação telefônica. De acordo com o governo, essa exigência corrige uma flexibilização nas regras dos SACs feita durante a pandemia, que permitiu a ampliação do uso de ferramentas digitais e reduziu o atendimento feito por pessoas. O decreto diz que as empresas deverão assegurar aos consumidores o acesso imediato à opção de cancelamento dos contratos e ao atendimento por humano, seja nos canais digitais ou nas chamadas telefônicas. E que não poderão utilizar mais que cinco níveis de atendimento para finalizar a demanda dos consumidores. Em relação aos canais telefônicos, o texto diz que as empresas deverão retornar ao consumidor quando uma chamada for interrompida antes da conclusão do atendimento. O prazo máximo para o contato é de 300 segundos, ou seja, cinco minutos.
02/11/2026 10:22:23 +00:00
Investidores retiram US$ 3,6 bilhões da Binance após ataque hacker

FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da O roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34,2 bilhões) em criptomoedas da Binance, maior corretora do setor no mundo, ainda não provocou uma perda generalizada de confiança entre os investidores. Apesar disso, o ataque deve aumentar a cautela dos grandes investidores e reforçar as preocupações com a segurança do mercado de ativos digitais, segundo analistas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os clientes da Binance retiraram US$ 3,64 bilhões (cerca de R$ 19,8 bilhões) a mais do que depositaram na plataforma ao longo de nove horas e meia no domingo, quando a empresa retomou parcialmente os saques. A movimentação é considerada um primeiro teste de confiança. Segundo a corretora, o valor líquido retirado representou 2,1% dos ativos mantidos na plataforma, percentual considerado relativamente baixo por analistas. “Nossa principal prioridade neste momento é garantir que o ambiente esteja seguro; só então os usuários poderão sacar seus fundos e a Binance poderá retomar as operações”, disse o co-CEO da Binance, Yi He, em uma publicação no X nesta segunda-feira (2). O bitcoin e outras criptomoedas também se estabilizaram, enquanto o volume de negociações aumentou. Ainda assim, os investidores seguem abalados pelo que pode ter sido o maior roubo financeiro da história. A corretora foi alvo de um ataque na noite de quinta-feira, atribuído a hackers norte-coreanos pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, e por analistas. A Binance informou que está cobrindo os prejuízos e já reuniu US$ 6 bilhões para compensar as perdas. Os recursos vieram do caixa da empresa, de um fundo de seguro e de uma reserva destinada a cobrir incidentes de segurança. “Isso ainda não provocou pânico generalizado nem uma retirada maciça e concentrada”, afirmou Tim Sun, pesquisador sênior do HashKey Group, empresa de serviços financeiros voltada a ativos digitais, com sede em Hong Kong. “No entanto, o impacto desse incidente sobre a confiança do mercado provavelmente vai muito além do valor dos ativos roubados. As preocupações com a segurança devem influenciar o volume de recursos destinados às criptomoedas por grandes instituições financeiras e diferentes perfis de investidores”, acrescentou. A Binance, que afirma ter mais de 335 milhões de usuários em todo o mundo e movimentar, em média, US$ 95 bilhões por dia em negociações de ativos digitais e contratos financeiros ligados a esses ativos, também adotou medidas para tranquilizar os clientes. “Após um pico inicial, os volumes de saídas diminuíram e estão se estabilizando”, afirmou a empresa no X. Segundo a corretora, foram registrados cerca de US$ 4,6 bilhões em retiradas e US$ 1 bilhão em depósitos no domingo. Investidores não demonstram pressa para retirar recursos Investidores ouvidos pela Reuters afirmaram que pretendem manter suas contas na Binance, apesar do ataque. “Eu não retiraria necessariamente tudo da Binance, porque as corretoras centralizadas continuam desempenhando um papel importante na liquidez, nas negociações e no acesso ao mercado”, afirmou Jay Koh, vice-presidente da Asia Web3 AI Association, organização sediada em Cingapura que promove o desenvolvimento da tecnologia blockchain. Ryan Tan, cliente da Binance, também disse que não tem pressa para retirar seus recursos. Segundo ele, o saldo mantido na plataforma já era relativamente baixo desde a quebra da FTX, outra corretora de criptomoedas, há quatro anos. “Após o colapso da FTX, decidi manter tudo na minha carteira, em vez de deixar os fundos nas corretoras”, afirmou o investidor de 39 anos. Depois de atingir o menor valor em seis semanas na sexta-feira, o bitcoin se recuperou ao longo do fim de semana e voltou a ser negociado acima de US$ 78 mil nesta segunda-feira. O ether também registrou recuperação após atingir sua menor cotação em dois meses. O valor total de mercado das stablecoins, criptomoedas geralmente vinculadas a moedas tradicionais, como o dólar, caiu desde sexta-feira (30). O movimento pode indicar que parte dos investidores está retirando recursos do mercado de criptomoedas e migrando para dinheiro ou investimentos tradicionais. A Binance informou que retomou os saques de bitcoin pela própria rede da criptomoeda, além de ether e algumas stablecoins vinculadas ao dólar pela rede Ethereum. Apesar disso, o site da corretora ainda indicava restrições às retiradas da maioria das criptomoedas. O logotipo da Binance é visto em um smartphone, em 28 de fevereiro de 2023, em Marple Township, Pensilvânia. Matt Slocum/AP
02/11/2026 09:41:52 +00:00
Vai viajar com crianças? Saiba como usar o Isofix e evitar erros na instalação da cadeirinha

Pontos de ancoragem do Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010. Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha. O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro. Agora no g1 Para fixar a cadeirinha, você precisa: Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica visível. Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique". Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo. Ponto de ancoragem Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais: No assoalho; Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo); Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança). Top tether em um Volvo XC40 divulgação/Volvo Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças g1 Confira abaixo as principais dúvidas sobre transporte seguro de crianças em carros: Qual cadeirinha usar no carro? Quando trocar a cadeirinha? Como usar e fixar o assento de elevação? Onde instalar a cadeirinha? Quando a criança pode ir no banco da frente? Qual cadeirinha usar no carro? No papel, a regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define faixas etárias para cada tipo de equipamento: Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg; Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg; Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura; Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura. O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo. O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo. “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, explica Gustavo Kuster, do Inmetro. Volte para o início. Quando trocar a cadeirinha? O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento. A transição entre os dispositivos deve considerar, na seguinte ordem de prioridade: 💺 O conforto; 👶 O tamanho da criança; 🎂 A idade da criança. Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição. “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster. A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp. Volte para o início. Como usar e fixar o assento de elevação? Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação. Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito. “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, afirma Kuster. Volte para o início. Onde instalar a cadeirinha? O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado. Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção. Mas é preciso desligar o airbag, nos carros equipados com o dispositivo e a depender da posição, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança. “Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular. “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”. Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel. Volte para o início. Quando a criança pode ir no banco da frente? O Contran permite o transporte no banco da frente em situações específicas: Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança; Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos; Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples; Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente; Equipamentos certificados. Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos. “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, afirma Viviani. Volte para o início.
02/11/2026 07:00:00 +00:00
Mulheres têm mais medo de errar no trabalho quando homens são maioria, aponta estudo

Mulheres temem mais admitir erros quando homens são maioria na empresa Yan Krukau via Pexels Um erro no trabalho pode ter impacto na carreira profissional, mas também pode se transformar numa oportunidade de aprendizado. Estudos científicos já mostraram que homens e mulheres não são julgados da mesma forma quando cometem falhas. Mas o que acontece quando mulheres erram em ambientes de trabalho onde os homens são maioria? Um estudo liderado pela London School of Economics (LSE), do Reino Unido, e publicado na revista Frontiers in Organizational Psychology analisou de que forma o gênero e a proporção de homens no ambiente de trabalho influenciam a percepção dos erros profissionais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Em equipes nas quais três quartos ou mais dos integrantes são homens, as mulheres relataram sentir menos conforto para admitir um erro e menos confiança de que a experiência resultará em aprendizado. Já em ambientes onde as mulheres são maioria, essa desconfiança desaparece", afirma Grace Lordan, autora principal do estudo. Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos O fator do gênero Para realizar a análise, a equipe entrevistou mais de 1,4 mil profissionais do setor financeiro de Londres, dos quais 81% eram mulheres. Os resultados apontaram dois padrões consistentes: ser mulher e trabalhar num ambiente dominado por homens está associado a uma percepção mais negativa dos erros; homens demonstraram uma visão mais positiva das falhas em todas as dimensões analisadas. As mulheres relataram sentir menos conforto para admitir erros, mostraram maior tendência a acreditar que seriam punidas por cometê-los e estavam menos inclinadas a encará-los como oportunidades de aprendizado. Segundo a pesquisa, quanto maior a predominância masculina no ambiente de trabalho, mais acentuadas se tornam essas diferenças. "Em equipes nas quais mais de três quartos dos integrantes eram homens, as mulheres relataram menor nível de conforto do que os homens nas mesmas condições", acrescenta Lordan. "As mulheres também eram menos propensas a enxergar os erros como oportunidades de aprendizado." Já em ambientes com baixa proporção de homens, "as opiniões das mulheres são tão positivas quanto as dos homens, ou até ligeiramente mais positivas". A percepção masculina, por outro lado, variou muito pouco independentemente da composição do local de trabalho. Receio de consequências informais O único aspecto em que a equipe não encontrou diferenças entre homens e mulheres foi na expectativa de aplicação de sanções. Ambos os grupos acreditavam enfrentar as mesmas consequências formais diante de um erro equivalente. O fato de as mulheres se sentirem mais desconfortáveis e menos confiantes em sua capacidade de aprender com os próprios erros, mesmo esperando as mesmas punições que os homens, indica que a diferença de gênero está no campo psicológico, segundo o estudo. Embora homens e mulheres presumam que as políticas disciplinares formais sejam aplicadas de maneira semelhante, as mulheres sentem que ocupam uma posição mais vulnerável em termos de reputação informal. Elas também temem que admitir um erro gere questionamentos sobre sua competência ou produza estigmas implícitos capazes de afetar seu status profissional. As mulheres temem "ser percebidas como menos competentes e que o erro seja usado contra elas de maneiras não escritas", afirma Lordan. O que as empresas podem fazer O estudo alerta que a falta de segurança psicológica entre mulheres que trabalham em ambientes predominantemente masculinos pode trazer consequências negativas para toda a organização. "Aprender com os erros é a base da inovação. Se as mulheres se sentem menos livres para admitir equívocos, a organização não perde apenas confiança, mas também lições valiosas", afirma Lordan. Para apoiar funcionárias e reduzir essa percepção negativa, o estudo sugere que líderes de equipe, especialmente homens que comandam grupos majoritariamente masculinos, contribuam para mudar o ambiente de trabalho ao demonstrar transparência sobre os próprios erros. O estudo também recomenda que as empresas criem redes de mentoria e espaços de apoio nos quais mulheres possam discutir falhas profissionais com confiança e sem receio de julgamentos. Leia também: Mães solo celebram fim da escala 6x1: 'Estava vendo a vida dos meus filhos passar' Os maiores salários para 2027: veja ranking de carreiras por setor, para quem quer ou não ser chefe Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas
02/11/2026 06:00:00 +00:00
Midterms nos EUA: eleições podem mudar planos de Trump e mexer com dólar e juros no Brasil

Por que Trump está preocupado com as midterms? As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), podem mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil. A disputa pelo controle do Congresso americano pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis. 👉 Na prática, o resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso sem mudar o comando da Presidência porque todos os representantes da Câmara são escolhidos novamente a cada eleição, enquanto apenas cerca de um terço das cadeiras do Senado é renovado. Agora no g1 As projeções disponíveis apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada. O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump: 66% dos americanos desaprovam sua gestão, o maior índice já registrado pela pesquisa Reuters/Ipsos. Na mesma direção, as projeções reunidas pelo BTG Pactual apontam dificuldades para os republicanos, sobretudo na disputa pela Câmara dos Representantes. Entre os principais cenários estão: 🏛️ Câmara dos Representantes: o modelo estatístico do "The Economist", adotado pelo BTG como referência, projeta que os democratas terão 239 das 435 cadeiras após a eleição, contra 196 dos republicanos. Nesse cenário, a probabilidade de maioria democrata é de 96%. Já o Polymarket, plataforma que negocia contratos baseados em previsões sobre eventos futuros, atribuía 92% de chance à vitória do partido na disputa pela Câmara. 🏛️ Senado: diferentemente da Câmara, a disputa é mais apertada. O cenário-base do modelo próprio do BTG prevê que, após a eleição, os democratas terão 51 das 100 cadeiras, contra 49 dos republicanos. Para chegar a essa estimativa, o banco considera 91 vagas como praticamente definidas e calcula o resultado das nove disputas mais acirradas. A probabilidade de maioria democrata varia de 65%, segundo as cotações do Polymarket, a 72%, de acordo com o modelo quantitativo do próprio BTG. O que uma 'onda azul' muda para a agenda de Trump? Uma possível “onda azul” — expressão usada para descrever a conquista do controle das duas Casas do Congresso pelos democratas — poderia reduzir o espaço de Trump para aprovar medidas e ampliar a fiscalização sobre o governo. Essa é a avaliação de Andressa Durão, economista do ASA. “As apostas de mercado para as eleições de meio de mandato dos EUA vêm se deslocando a favor de uma onda democrata. Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.” Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA. Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump. O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa: 🔵🔵 Se os democratas conquistarem as duas, terão o controle da pauta legislativa e das comissões responsáveis por fiscalizar o Executivo. O Senado também teria maior influência sobre a confirmação de indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), banco central americano, e a Suprema Corte. 🔵🔴 Se a oposição vencer apenas na Câmara, poderá dificultar a aprovação de projetos e a liberação de recursos, mas os republicanos continuarão controlando o Senado e, com isso, terão influência sobre as nomeações. Trump, por sua vez, manterá o poder de veto a projetos aprovados pelo Congresso. Sung também vê riscos para os mercados caso os democratas conquistem as duas Casas. “O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, acrescenta. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. REUTERS/Umit Bektas Como as midterms dos EUA afetam o Brasil? Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar. As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir. 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil. 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic. Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, avalia que uma vitória republicana nas duas Casas daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras. Se essas medidas ampliarem o déficit público, poderão pressionar a inflação e os juros de longo prazo nos EUA. “Isso tende a pressionar o dólar para cima frente ao real, elevar os juros futuros brasileiros e dificultar o desempenho da bolsa — especialmente de empresas mais endividadas e de setores sensíveis ao crédito, como varejo e construção.” Uma vitória democrata, por outro lado, poderia reduzir o espaço para novas iniciativas de expansão dos gastos e aliviar a pressão sobre os juros americanos. Na avaliação de Praça, a oposição também teria mais poder para “fiscalizar o governo” e influenciar a confirmação de indicados para cargos importantes. Com menos espaço para aprovar medidas de estímulo à economia, a pressão sobre os juros americanos poderia diminuir. Isso tornaria os mercados emergentes mais atraentes para investidores, favorecendo a entrada de recursos no Brasil, o fortalecimento do real e a queda das taxas de juros futuras. Esse efeito, porém, dependeria também do ambiente político nos EUA. Disputas em torno do orçamento e conflitos entre o governo e o Congresso poderiam gerar insegurança entre os investidores e provocar novas oscilações nos mercados. “Na bolsa, seria desigual: exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto, mas perder se houver queda das commodities ou da demanda mundial”, diz Praça. Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. Divulgação/Ricardo Stuckert Lula e Trump também preocupam investidores A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil. Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes. A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas. “Com a reeleição de Lula, podemos esperar mais atritos como esses, caso os Republicanos vençam, ou um veto mais rápido caso os Democratas vençam. Atualmente quem tem derrubado tais ações é o Supremo dos EUA, porém por um processo mais moroso”, avalia Praça. Uma mudança na composição do Congresso americano, porém, não significaria necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial dos EUA para impor taxas sobre produtos importados. 👉 Entre eles estão a Seção 232, que permite a adoção de tarifas por motivos de segurança nacional, e a Seção 301, usada em casos de práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano já utilizou esses instrumentos em medidas que atingiram produtos brasileiros, como as tarifas sobre o aço e as ações relacionadas à investigação comercial contra o Brasil. A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes. Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40. Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA. Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente. “O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.
02/11/2026 05:00:00 +00:00
Como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa

Manifestantes buscam proteção atrás de uma barricada enquanto a tropa de choque francesa utiliza canhões de água em meio a confrontos durante uma manifestação na Place de la République, em Paris Reuters De Milão a Marselha, passando por Madri e muitas outras cidades europeias, as ruas foram tomadas por protestos coloridos e intensos nas últimas semanas. Só neste sábado (31/10), mais de 300 mil pessoas foram às ruas em toda a França, e pelo menos 290 manifestantes foram presos, segundo o Ministério do Interior do país. Na Alemanha, protestos terminaram em confrontos e saques em cidades como Frankfurt, Berlim, Colônia e Hamburgo. A polícia usou canhões de água para dispersar manifestantes. Embora a maioria dos protestos deste mês tenha começado de forma pacífica, muitos terminaram em cenas chocantes de violência e saques. Há acusações de que grupos da esquerda radical teriam provocado tumultos intencionalmente, além de relatos de uso excessivo da força pela polícia. O continente vive um clima de instabilidade social e política. Milhares participaram de manifestações em Roma e Florença, na Itália. Em Madri, na Espanha, um acampamento de barracas ocupa uma praça no centro da cidade desde o fim de setembro. Em Lisboa, capital portuguesa, dezenas de milhares de pessoas, a maioria jovens, participaram de uma marcha no início deste mês. Em Bruxelas, capital belga, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes depois que jovens vestidos de preto, com o rosto coberto para esconder a identidade, atiraram pedras e rojões contra os policiais. Na Albânia, manifestantes que denunciam corrupção no governo exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, que está no poder há 13 anos. Passei anos cobrindo manifestações por toda a Europa, tanto pacíficas quanto violentas. Me lembro bem das manifestações fervorosas pela independência da Catalunha (região espanhola), em 2017; do desespero e dos coquetéis molotov lançados pelas ruas de Atenas, capital grega, durante a crise da dívida grega, em 2015; e dos diversos episódios de violência na França durante o primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron, provocados por propostas de aumento dos impostos sobre combustíveis e de reforma da Previdência. Novos protestos reúnem mais de 300 mil na França e terminam em confrontos com a polícia Mas dessa vez parece diferente. Os protestos eclodem simultaneamente em toda a Europa, e a maioria dos manifestantes, tanto pacíficos quanto violentos, é jovem. Alguns são muito jovens. Entre os detidos, chama a atenção o número de menores de idade. Mais da metade dos detidos em confrontos em Barcelona, no último fim de semana, tinha menos de 18 anos. Em Milão, menores de idade também estavam entre os detidos pela polícia após confrontos, segundo a agência de notícias italiana LaPresse. Centenas de milhares de pessoas participaram de protestos na França, alguns dos quais se tornaram violentos REUTERS/Abdul Saboor De modo geral, os governos europeus têm procurado distinguir os responsáveis por saques e tumultos dos participantes de manifestações ruidosas, mas pacíficas e organizadas dentro da lei. Estas últimas costumam se concentrar em reivindicações específicas. Na atual onda de protestos, cartazes e palavras de ordem expressam principalmente a insatisfação com a educação, as desigualdades sociais e o aumento do custo de vida, embora cada país também tenha suas próprias reivindicações. Mas o que provocou essa onda de indignação entre os jovens europeus, aparentemente de forma tão repentina? Existe alguma ligação entre essas manifestações? E, com eleições importantes se aproximando na Europa, como os governos decidirão reagir? Vão ouvir as reivindicações dos manifestantes ou apostar em um discurso de lei e ordem para conquistar o apoio dos eleitores mais velhos? 'TikTokização' dos protestos Estudantes foram às ruas na França, Bélgica, Irlanda, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Sérvia e Albânia, em uma área que se estende por mais de 1.600 km do continente europeu. As manifestações muitas vezes são organizadas de maneira improvisada, por meio de redes sociais como o TikTok ou o Instagram. O ministro do Interior da Bélgica criticou o que chamou de "tiktokização" dos protestos. Os sindicatos estudantis participam da organização das manifestações, mas os jovens também se inspiram nas ações de estudantes de outros países e até de outros continentes. É o caso do Partido do Povo Barata (CJP, na sigla em inglês para Cockroach Janta Party), na Índia, um movimento de protesto social e político da geração Z (nascida entre 1995 e 2010) que surgiu em maio deste ano, inicialmente com críticas ao sistema educacional indiano. A França, onde a atual onda de protestos estudantis começou no fim de setembro, impulsionada por reclamações sobre a falta de funcionários e a precariedade dos prédios escolares, se tornou uma das principais fontes de inspiração para as manifestações na Europa. Há um ditado na vizinha Bélgica segundo o qual, quando chove forte em Paris, pelo menos garoa em Bruxelas. A capital belga e a cidade de Liège também registram há semanas protestos de jovens. Em Atenas, alunos e professores protestaram por melhorias na educação e contra o alto custo de vida REUTERS/Abdul Saboor Em Barcelona, os estudantes foram incentivados a participar das manifestações no último fim de semana por meio da hashtag #InstitutsIndignats nas redes sociais, em referência ao lema francês Lycées Indignés (Secundaristas Indignados, em tradução livre). Em Atenas, o estudante grego Yiannis Papanikolaou, de 17 anos, disse à agência de notícias AFP: "Os prédios escolares estão em péssimas condições e são mal conservados... Acho que alguma coisa pode mudar por causa do que a França está fazendo. A França vai impulsionar a Grécia". Estagnação econômica e preocupação com o custo de vida Em toda a Europa, muitos jovens sentem os efeitos da estagnação econômica, e suas preocupações vão muito além da educação. Eles se preocupam com o meio ambiente e temem que a inteligência artificial (IA) reduza suas oportunidades de emprego. Também receiam que o aumento acelerado do custo de vida os impeça de concluir os estudos e de comprar ou alugar uma casa grande o suficiente para formar uma família. Em Madri e Lisboa, a insatisfação se concentra nos preços exorbitantes dos imóveis. Em Portugal, campanhas divulgadas pelo Instagram afirmaram que "já chega" e convocaram a população a ir às ruas, seguindo o exemplo dos manifestantes na Espanha. Em Lisboa, Carolina Cruz, de 26 anos, doutoranda e pesquisadora em biologia, disse que corre o risco de perder a moradia porque seu contrato de aluguel está perto do fim. "Sou a primeira pessoa da minha família a ingressar em um programa de doutorado e, mesmo com tudo o que estudei, ainda não consigo me sustentar", afirmou à agência de notícias Reuters. A indignação é compartilhada por Riccardo, de 22 anos, que participa dos protestos em Milão, centro financeiro da Itália. "Mesmo que não consigamos mergulhar o país no caos, como na França, ou bloquear todas as estradas, como na Espanha, o objetivo é pelo menos fazer com que as pessoas voltem a discutir esses problemas", disse à agência AFP. Mas a insatisfação não se limita aos jovens de esquerda. No lançamento da campanha presidencial da nacionalista francesa Marine Le Pen, no último fim de semana, jovens apoiadores relataram à BBC preocupações diferentes. Eles se definem como a "maioria silenciosa" — que (ainda) não saiu às ruas para protestar — e dizem estar profundamente preocupados com a "imigração descontrolada" e a segurança nas ruas da França, além do custo de vida. Crises simultâneas A onda de insatisfação se espalhou para além dos jovens e passou a incluir sindicatos, integrantes do movimento heterogêneo dos Coletes Amarelos (gilets jaunes, em francês), que protestou contra o aumento do custo de vida durante o primeiro mandato de Macron, e outras iniciativas da sociedade civil. No último fim de semana, o condado de Kent, no litoral sul da Inglaterra, registrou duas manifestações: uma a favor e outra contra a imigração. Essa mistura de protestos com diferentes reivindicações pode parecer confusa. Mark Leonard, diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que a Europa enfrenta um acúmulo de crises sucessivas e simultâneas, que competem entre si e que, segundo ele, nunca foram devidamente resolvidas. Agora, essa insatisfação reprimida começa a transbordar para as ruas. Protestos contra o governo tomaram as ruas de Tirana, capital da Albânia REUTERS/Valdrin Xhemaj "Uma crise se sobrepõe à outra", disse Leonard à BBC. "A crise financeira de 2007 e 2008, a crise migratória de 2015, a crise ambiental, a pandemia de covid-19, a inflação após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022, e agora, mais uma vez, com a guerra no Golfo." Segundo Leonard, essas crises deram origem a diferentes grupos, que ele chama de "tribos". O consumo de conteúdo nas redes sociais e os algoritmos reforçam as diferentes visões desses grupos, aumentando a sensação de polarização na Europa. "Já vimos isso nos Estados Unidos", afirmou Leonard. "É a sensação de que 'a minha crise é mais importante do que a sua'." Nathalie Tocci, ex-assessora do governo italiano e atual professora de ciência política da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, disse que não deveríamos nos surpreender tanto com os protestos nem com a participação dos jovens. "Temos a tendência de achar que os jovens são desinteressados e alheios à política. Pensamos que eles nem se dão ao trabalho de votar, por exemplo, mas, na verdade, são muito engajados", afirmou Tocci à BBC. "Só que participam de uma maneira diferente, mais ligada à mobilização popular. Basta lembrar o 'Fridays for Future' (Sextas-feiras pelo Futuro, em tradução livre), movimento ambientalista que se espalhou pela Europa há alguns anos, ou as manifestações contra as ações de Israel em Gaza depois de 7 de outubro." Tocci cita o movimento de protestos liderado por estudantes na Sérvia, que recentemente derrotou o líder Aleksandar Vučić, há anos no poder, nas eleições parlamentares. "É algo impressionante. Eles continuaram mobilizados por mais de dois anos. Mas por quanto tempo essas novas manifestações nas ruas da Europa conseguirão manter o fôlego? Isso ainda não está claro." Segundo os serviços de segurança da Bélgica, há quem aproveite manifestações autorizadas para cometer atos de violência REUTERS/Yves Herman E quanto aos saques e à violência? Os serviços de inteligência da França e da Bélgica afirmam que os saques ocorridos durante manifestações autorizadas são, em sua maioria, oportunistas. Segundo esses serviços, os tumultos resultam de uma combinação de "violência gratuita" — expressão também usada pelas autoridades espanholas para descrever os confrontos ocorridos em Barcelona no último fim de semana — e atos de vandalismo deliberadamente organizados por jovens de grupos ultrarradicais de esquerda. Tocci lembrou que, na Itália, alguns italianos indignados com atos de destruição aparentemente sem motivo usam o termo "maranza" para se referir aos responsáveis por ações como quebrar ou incendiar carros e lixeiras públicas, por exemplo. Na França, os responsáveis por tumultos são frequentemente chamados de "casseurs", termo usado para descrever pessoas que destroem coisas. Mas, em conversas privadas, alguns recorrem a uma expressão com conotação política mais forte: racaille (ralé, em tradução livre). Assim como maranza na Itália, trata-se de uma gíria depreciativa, geralmente usada para se referir a jovens urbanos marginalizados e envolvidos em confusões, muitas vezes de origem operária ou imigrante. O termo foi usado em outubro de 2005 pelo então ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, para descrever jovens infratores e envolvidos em tumultos durante uma visita marcada por tensões a conjuntos habitacionais de Argenteuil, nos arredores de Paris. A imprensa francesa também questionou se existe uma aliança de conveniência, ainda que informal ou circunstancial, entre dois grupos de jovens: militantes da esquerda radical e moradores de bairros desfavorecidos da França. Assim como os integrantes da esquerda anticapitalista, os jovens que vivem em conjuntos habitacionais populares nas periferias das cidades francesas, conhecidas como banlieues (subúrbios, em tradução livre), frequentemente se sentem discriminados e denunciam o uso excessivo da força pela polícia. A direita e o centro político da França, incluindo o presidente Emmanuel Macron, responsabilizam grupos radicais de esquerda e "delinquentes" pelo planejamento dos tumultos. Ao contrário do partido Reunião Nacional, de Marine Le Pen, não estabeleceram relação entre a violência e a imigração, seja passada ou atual, para a França. Os críticos acusam partidos contrários à imigração na Europa de tentar explorar politicamente os tumultos. Na Bélgica, o partido nacionalista flamengo de oposição Vlaams Belang, contrário à imigração, pareceu responsabilizar os imigrantes pela violência em Liège e Bruxelas. A legenda classificou os tumultos como "importados" e atribuiu os episódios à falta de integração dos imigrantes e à política de fronteiras abertas. Já o ministro do Interior belga, Bernard Quentin, responsabilizou grupos da esquerda radical. Um movimento que veio para ficar? Novas manifestações de grande porte estão previstas para os próximos dias na França e na Itália. Os governos tentam conter a violência. Milhares de pessoas foram detidas, e Itália e França prometeram adotar uma política de "quem quebra, paga" para os responsáveis pelos tumultos. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também está responsabilizando os pais por danos causados por filhos menores de idade, inclusive com descontos nos benefícios sociais recebidos pela família. Na França, o Código Civil já prevê que os pais que vivem com os filhos sejam responsabilizados pelos danos causados por eles. Mas alguns desses governos europeus podem não permanecer no poder por muito tempo. Todos os principais países da União Europeia realizaram ou realizarão eleições importantes nos próximos meses. A eleição presidencial francesa é considerada a mais decisiva para a Europa. Marine Le Pen aparece sistematicamente muito à frente dos adversários nas pesquisas de intenção de voto. A avaliação é que os tumultos nas ruas francesas estejam beneficiando a política, graças ao discurso de defesa da lei e da ordem de seu partido. Na Espanha, Itália, Alemanha e Polônia, partidos nacionalistas que defendem políticas rígidas de imigração também apresentam bons resultados nas pesquisas. Essas legendas prometem restaurar a ordem e o orgulho nacional. Leonard acredita que partidos populistas ou de fora da política tradicional, tanto de esquerda quanto de direita, se tornaram "empreendedores de crises", explorando a instabilidade na Europa para atrair eleitores insatisfeitos. Enquanto isso, os partidos tradicionais europeus enfrentam uma crise de liderança, segundo Grégoire Roos, diretor para a Europa do think tank (centro de pesquisa e debates) Chatham House. Eu diria que eles também enfrentam uma crise de legitimidade. O fato de tantas pessoas, jovens e não tão jovens, estarem nas ruas protestando indica que esses partidos não conseguiram lidar com os problemas. Mas não está nada claro que novas eleições sejam capazes de acabar com a insatisfação da população. A França, por exemplo, está tão polarizada que, se Le Pen chegasse à Presidência, muitos preveem que seus opositores tomariam as ruas do país em protesto. A Europa moderna se baseia no princípio de que os cidadãos pagam impostos e cumprem as leis. Em troca, recebem serviços públicos de qualidade, como educação e saúde, além de segurança e uma sociedade estável, regida por leis e normas. Mas esse "contrato social" está claramente enfraquecido, afirma Roos, da Chatham House. Diante da onda de insatisfação que toma as ruas da Europa, tudo indica que os protestos continuarão.
01/11/2026 19:08:06 +00:00
Acordo Mercosul-UE completa 6 meses com alta de 14,8% nas exportações do agro

Porto com contêineres para exportação Divulgação Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia começou a produzir efeitos em maio deste ano, abrindo caminho para a redução de tarifas e ampliando as oportunidades de exportação para empresas brasileiras. A parceria conecta dois grandes mercados, que juntos reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e têm um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os primeiros resultados já mostram crescimento nas vendas de produtos brasileiros beneficiados pelo tratado. Nos cinco primeiros meses de aplicação provisória, as exportações desses itens para a União Europeia avançaram 21%, considerando diferentes setores da economia, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No agronegócio, o avanço foi de 14,8% em valor. As vendas brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais ao bloco europeu somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 🔎 Na prática, por que as exportações estão crescendo? Com a redução das tarifas de importação, produtos brasileiros ficam mais competitivos no mercado europeu, o que facilita a entrada e amplia as oportunidades de venda. O acordo completa seis meses neste domingo (1º). No período analisado, o Brasil embarcou 17,74 milhões de toneladas de produtos do agronegócio para os 27 países da União Europeia, volume 8,1% superior ao registrado nos mesmos meses de 2025. O crescimento foi puxado por diferentes segmentos, como mel, carnes, soja e frutas. Entre os produtos individuais, o abacate e o óleo de milho tiveram algumas das maiores altas percentuais. Embora o agronegócio seja um dos setores beneficiados, o avanço das exportações também alcançou a indústria. Entre os produtos com crescimento nas vendas estão ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis e etanol. As exportações de transformadores elétricos, por exemplo, passaram de zero para US$ 39 milhões no período analisado. Veja quais setores do agronegócio tiveram maior crescimento Os produtos apícolas, principalmente o mel, registraram a maior alta percentual entre os segmentos destacados pelo Ministério da Agricultura: 367% em valor. Na sequência, aparecem os produtos oleaginosos, exceto soja, com crescimento de 161%. As exportações de carnes avançaram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas. Outros segmentos também tiveram desempenho positivo: Complexo soja: alta de 34,2% em valor, de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões; Produtos florestais: crescimento de 23%, de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,48 bilhão; Frutas, nozes e castanhas: avanço de 15%, de US$ 274 milhões para US$ 315 milhões; Demais produtos de origem animal: aumento de 55,5% em valor. Apesar das altas expressivas em outros segmentos, o complexo soja permaneceu como o principal grupo de produtos exportados pelo agronegócio brasileiro para a União Europeia. Dentro desse segmento, as vendas de soja em grãos cresceram 49% em valor e 35,1% em volume. Já as exportações de farelo de soja avançaram 22,5% em valor e 10,6% em volume. Abacate e óleo de milho se destacam entre produtos individuais 🥑 Entre os produtos individuais, o abacate teve uma das maiores expansões percentuais. As exportações passaram de US$ 3,81 milhões, entre maio e setembro de 2025, para US$ 19,87 milhões no mesmo período de 2026, alta de 421,2%. O volume embarcado também aumentou: 433,7%. Outro destaque foi o óleo de milho bruto, cujas vendas cresceram 266,3% em valor, passando de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões. Em volume, a alta foi de 205,8%. Outras frutas também ampliaram as vendas ao mercado europeu. As exportações de manga cresceram 31,2% em valor e 23,6% em volume. As de maçã avançaram 28,8% em valor e 33,7% em volume. No setor cafeeiro, as vendas de café torrado tiveram alta de 91,6% em valor e 116,5% em volume. Já as exportações de café solúvel cresceram 19% em valor e 38,2% em volume. Acordo prevê redução de tarifas para produtos brasileiros A aplicação provisória das regras comerciais do acordo começou em 1º de maio de 2026. Desde então, determinados produtos agropecuários brasileiros passaram a contar com reduções tarifárias para entrar no mercado europeu, conforme os cronogramas negociados entre os dois blocos. Entre os produtos beneficiados estão o café torrado, o café solúvel e o abacate. Para os dois tipos de café, a redução das tarifas será gradual, com previsão de eliminação completa em 2030. No caso do abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base, com liberalização total também prevista para 2030. O acordo prevê ainda condições de acesso ao mercado europeu para outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira, como carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Em alguns casos, os benefícios estão vinculados a cotas de importação, com limites de volume e condições específicas para cada produto. Brasil mantém superávit no comércio agropecuário com a UE As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais provenientes da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando chegaram a US$ 1,62 bilhão. Mesmo com o aumento das compras, o Brasil ampliou o superávit comercial do agronegócio com o bloco europeu. O saldo positivo passou de US$ 9,01 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025 para US$ 10,54 bilhões em 2026, crescimento de 17%. Negociações duraram mais de duas décadas As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos. Ao longo desse período, divergências comerciais, ambientais e políticas dificultaram a conclusão do tratado. Os instrumentos do acordo foram assinados em 17 de janeiro de 2026. A aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio, permitindo que parte dos compromissos de redução tarifária passasse a valer antes da entrada em vigor definitiva da parceria. O acordo prevê a liberalização total ou parcial de aproximadamente 99% das exportações agrícolas brasileiras para o mercado europeu, por meio da eliminação de tarifas ou de condições preferenciais de acesso, incluindo cotas para determinados produtos. A implementação, no entanto, está sendo gradual. Além de aproveitar as condições tarifárias, os exportadores brasileiros precisam cumprir exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade estabelecidas pela União Europeia. ➡️ Entre os pontos de atenção está o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que estabelece requisitos ambientais para a entrada de determinadas mercadorias no bloco. 'Que dia, que dia', exalta presidente da Comissão Europeia sobre acordo UE-Mercosul
01/11/2026 18:14:59 +00:00
Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em novembro

Petrobras Foto Divulgação A Petrobras anunciou um novo aumento no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste domingo (1º). O reajuste será de 7,2%, o equivalente a R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior. Este é mais um aumento consecutivo do combustível. Em outubro, o preço subiu cerca de 12% em algumas das principais bases de distribuição do país, depois de uma alta média de aproximadamente 13,9% em setembro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a companhia, o reajuste reflete a alta das cotações internacionais do QAV, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência da guerra entre os dois países. Os preços do QAV vendido pela Petrobras às distribuidoras são ajustados no início de cada mês, conforme previsto nos contratos. Agora no g1 Segundo a estatal, a fórmula usada para definir o preço do combustível no mercado brasileiro reduz as oscilações no curto prazo, o que resulta em reajustes mais moderados do que os observados no exterior. "Nos principais mercados internacionais, os preços do QAV destinados às companhias aéreas são ajustados com maior frequência, podendo chegar a revisões diárias, o que faz com que reflitam mais rapidamente as condições de mercado", explicou a companhia em nota. "Nesse contexto, as variações acumuladas desde o início do conflito têm sido superiores nos mercados internacionais às observadas no Brasil, indicando que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo", acrescentou.
01/11/2026 15:18:40 +00:00
Por que Trump enfrenta o mesmo problema econômico que derrubou Biden

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu antecessor, Joe Biden. Getty Images via BBC A Casa Branca enfrenta um dilema conhecido. Os indicadores econômicos não são necessariamente ruins, mas a opinião pública nos Estados Unidos é negativa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Essa desconexão perseguiu Joe Biden em 2024, quando os principais indicadores, embora sólidos, não conseguiram convencer muitos eleitores de que a economia estava funcionando a seu favor. Agora, Donald Trump enfrenta uma versão diferente do mesmo desafio. Agora no g1 Durante a campanha de 2024, Trump prometeu aos eleitores um alívio rápido para a inflação. "Quando eu vencer, vou baixar os preços imediatamente", disse. Cumprir essa promessa tem sido mais difícil do que o esperado. O crescimento econômico permanece estável, o desemprego continua baixo e o mercado de ações está perto de suas máximas históricas. Mas o relatório mais recente sobre a inflação antes das eleições de meio de mandato confirma o que os eleitores já sabem: os preços continuam altos. As causas são diferentes. Biden lidava com as consequências da pandemia de covid. Trump enfrenta preços mais altos da energia, relacionados ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, além dos efeitos de algumas de suas próprias políticas comerciais e migratórias. A realidade política, no entanto, é muito semelhante. Os eleitores não avaliam a economia pelos números do PIB ou pelas máximas históricas do mercado de ações. Eles a avaliam pelo que pagam no supermercado, pelo preço da gasolina e pela capacidade de arcar com suas despesas. Os números contam apenas parte da história Um crescimento econômico de 2,2% nos Estados Unidos seria respeitável pelos padrões de muitas economias ricas. A Alemanha, por exemplo, tem enfrentado dificuldades para alcançar um dinamismo semelhante. E uma taxa de desemprego estável de 4,2% nos EUA dificilmente indica uma economia em queda livre. Trump argumenta que herdou de Biden um desastre econômico e aponta o forte crescimento, os investimentos e o bom desempenho do mercado de ações como provas de que suas políticas estão funcionando. Após a divulgação do relatório mais recente sobre a inflação, o porta-voz da Casa Branca, Matthew Middleton, afirmou que a "agenda econômica favorável ao crescimento" do governo havia amenizado "a crise inflacionária de Biden". Larry Kudlow, aliado de Trump e comentarista econômico, descreveu a atual expansão como "a melhor história já contada" e afirmou que "ninguém será demitido". Os eleitores parecem estar interpretando uma história diferente: Trump venceu a eleição presidencial prometendo enfrentar o alto custo de vida, mas os preços continuam subindo. Parte do problema é que os aumentos salariais não acompanharam o ritmo da alta dos preços. O salário médio por hora subiu 3% no último ano, enquanto os preços ao consumidor aumentaram 3,7%. Isso ajuda a explicar por que as pesquisas continuam mostrando que os eleitores avaliam negativamente a atuação de Trump na economia. Mesmo idioma, diferentes significados Para os democratas, essa dinâmica é familiar. Celinda Lake, uma experiente pesquisadora de opinião pública ligada ao Partido Democrata, afirma que o problema começa na maneira como economistas e eleitores usam as mesmas palavras para falar de coisas diferentes. "Quando os economistas dizem que a inflação está caindo, querem dizer que o ritmo de aumento dos preços diminuiu", afirma. Biden baseou sua campanha de 2024 na economia, mas os eleitores tinham uma percepção diferente. Getty Images via BBC "Quando os eleitores dizem que a inflação caiu, querem dizer que os preços voltaram ao patamar anterior. Bem, é claro que isso nunca acontece", explica. O governo Biden passou boa parte de 2024 destacando o baixo desemprego, o crescimento sólido e a queda da inflação. Ainda assim, muitos eleitores continuavam pensando nos preços elevados que enfrentavam diariamente. Lake, que assessorou a campanha de Biden em 2020, mas não participou da disputa de 2024, afirma que os eleitores avaliam a economia com base em suas experiências pessoais, e não nos indicadores econômicos. "Não é possível discutir com as pessoas sobre a realidade da vida delas", afirma. Isso pode ajudar a explicar por que o desafio de Trump se parece tanto com o de Biden. O efeito Trump Os críticos de Biden o responsabilizaram pela inflação. Mas ele poderia apontar fatores que estavam, em grande parte, fora de seu controle, como a pandemia e seus efeitos sobre as cadeias de abastecimento. Trump tem menos margem para fazer isso. Alguns economistas afirmam que os preços mais altos de hoje são, pelo menos em parte, resultado de suas próprias políticas, incluindo as tarifas comerciais, além das consequências econômicas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. "A inflação é claramente atribuível a Donald Trump", avalia Peter Morici, economista da Universidade de Maryland alinhado aos republicanos. "São as tarifas dele e a guerra. As pessoas sabem disso. Elas veem", acrescenta. As tarifas do chamado "Dia da Libertação" de Trump, anunciadas em abril de 2025, elevaram os custos para os consumidores. Um estudo do Federal Reserve de Nova York concluiu que as tarifas aumentaram os preços dos bens de consumo em aproximadamente 2,9%. Presidente americano, Donald Trump. Reuters via BBC O impacto poderia ter sido maior se Trump não tivesse suspendido posteriormente algumas tarifas, fechado novos acordos comerciais e se a Suprema Corte não o tivesse impedido de usar poderes de emergência para impor muitas outras taxas sobre importações. Então veio outro revés. O conflito com o Irã elevou os preços do petróleo, encarecendo a gasolina e pressionando ainda mais o orçamento das famílias. A Casa Branca aponta os cortes de impostos, o crescimento do emprego e a redução do custo dos medicamentos vendidos sob prescrição como provas de que está cumprindo seus compromissos com as famílias americanas. Além disso, o governo vem adotando cada vez mais políticas destinadas a aliviar as pressões econômicas. Trump pediu que seja estabelecido um limite para as taxas de juros dos cartões de crédito e levantou a possibilidade de um pagamento de US$ 5 mil aos adultos americanos caso os republicanos mantenham o controle do Congresso. Essas medidas refletem uma realidade política familiar aos dois partidos: quando os eleitores estão preocupados com os preços, argumentos sobre crescimento sólido e baixo desemprego raramente são suficientes. Biden nunca encontrou uma maneira de diminuir a distância entre o desempenho da economia e a confiança dos eleitores nela. A pergunta às vésperas das eleições de meio de mandato é se Trump conseguirá fazer isso. Se a história política recente servir de referência, a percepção sobre a economia pode importar mais do que os próprios indicadores econômicos.
01/11/2026 15:08:41 +00:00
Mega-Sena 3080 acumula e prêmio vai a R$ 46 milhões; confira os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.080 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (1º), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 40,7 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 46 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 13 - 17 - 28 - 29 - 39 - 58 5 acertos: 29 apostas ganhadoras, R$ 38.878,66 4 acertos: 3.133 apostas ganhadoras, R$ 514,10 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3080 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
01/11/2026 14:03:40 +00:00
Binance retoma saques de bitcoin e ether após roubo de US$ 6,3 bilhões

FBI acusa Coreia do Norte de roubar criptomoedas A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, retomou neste domingo (1º) os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, que são criptomoedas criadas para manter um valor estável, geralmente atrelado a moedas tradicionais. A companhia também afirmou que outros ativos serão liberados gradualmente. Até às 12h30 (horário de Brasília), a empresa já havia registrado US$ 3,64 bilhões (R$ 19,7 bilhões) em saídas líquidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A liberação dos saques acontece após a empresa recompor 95% dos US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em tokens roubados de sua plataforma. O roubo, atribuído pelo FBI à Coreia do Norte, pode ser o maior assalto financeiro da história, segundo analistas. O episódio se soma a uma série recente de ataques contra o setor de criptomoedas. No ano passado, criminosos roubaram o equivalente a US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em quase 150 ataques, segundo pesquisadores da TRM Labs. Fundada na China, a Binance afirmou que a primeira fase da retomada abrangeria 15 criptoativos, incluindo bitcoin, ether, XRP e dogecoin. Os saques de bitcoin foram restabelecidos pouco depois das 3h (horário de Brasília). As retiradas de ether, BNB e das stablecoins USDT e USDC também foram retomadas. A Binance afirmou ter reposto US$ 6 bilhões (R$ 32,5 bilhões) dos ativos roubados, usando recursos próprios para comprar tokens de substituição. Os 5% restantes correspondem a ativos com menor liquidez, que podem levar mais tempo para serem adquiridos nas quantidades necessárias, segundo a corretora. LEIA MAIS O que se sabe sobre o possível maior roubo da história das criptomoedas Como funciona o seguro de criptomoedas? O que são criptomoedas e quais os riscos de investir? FBI atribui ataque a grupo ligado à Coreia do Norte O FBI afirmou no sábado que o grupo de hackers ligado ao governo norte-coreano conhecido como TraderTraitor foi responsável pelo ataque. A Coreia do Norte nega há anos usar grupos cibernéticos ligados ao Estado para espionagem, roubos financeiros e obtenção de receitas. A missão norte-coreana em Genebra e a embaixada do país na China não responderam aos pedidos de comentário. O FBI afirmou que autoridades americanas observaram integrantes do grupo convertendo os ativos roubados principalmente em ether. A agência disse ainda esperar novas etapas de lavagem desses recursos por meio de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de troca instantânea de criptomoedas. Analistas também atribuíram o roubo à Coreia do Norte. A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir da noite de quinta-feira, e apresentou semelhanças com grandes ataques anteriores atribuídos à Coreia do Norte, segundo as empresas americanas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que o governo americano ainda não tinha certeza sobre o envolvimento da Coreia do Norte. "Não sabemos se é a Coreia do Norte, mas, se for, conversaremos com a Coreia do Norte sobre isso", disse Trump a repórteres no sábado. A declaração foi publicada por uma conta da Casa Branca no X. Binance diz que vai arcar com prejuízo A Binance afirmou que tem trabalhado com parceiros do setor para congelar parte dos ativos roubados. Segundo a empresa, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,3 bilhões) já haviam sido localizados até sexta-feira. A corretora afirmou que arcará com o prejuízo provocado pelo ataque e reservou cerca de US$ 6,34 bilhões (R$ 34,4 bilhões) de recursos próprios para cobrir as perdas. Os recursos usados para comprar tokens de reposição vieram de diferentes reservas da Binance. Entre elas estão o Secure Asset Fund for Users (SAFU), fundo de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) mantido pela empresa para proteger clientes em casos de incidentes de segurança, além de parte do fundo de seguros ligado a operações com futuros e do caixa da companhia, segundo a empresa. O co-CEO Yi He afirmou no sábado que metade dos recursos do SAFU seria usada para cobrir as perdas. A Binance se comprometeu a recompor o fundo posteriormente para cerca de US$ 1 bilhão. Richard Teng, o outro co-CEO da Binance, afirmou que a invasão foi um "ataque complexo" que envolveu um laptop comprometido e um software malicioso projetado para apagar rastros de sua atividade, dificultando a investigação. Os preços das criptomoedas caíram na sexta-feira, enquanto a Binance tentava tranquilizar os clientes e afirmava que os recursos dos usuários estavam seguros após o ataque. A Binance, plataforma que permite comprar, vender e negociar ativos digitais, tinha 335 milhões de usuários registrados em todo o mundo e cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 888,6 bilhões) em ativos sob custódia, segundo seu relatório anual de 2025. Logo da Binance. Unsplash/Kanchanara Fundador da Binance agradece a autoridades dos EUA Em uma publicação no X que citava a declaração do FBI sobre o envolvimento da Coreia do Norte, a Binance agradeceu à agência pelo apoio. A empresa não respondeu a um pedido de comentário da Reuters sobre a atribuição do ataque ao país. Changpeng Zhao, fundador da Binance, afirmou que as autoridades americanas prestaram ajuda fundamental no caso, inclusive no rastreamento e congelamento dos ativos roubados. Zhao havia sido condenado nos Estados Unidos por falhas no programa de combate à lavagem de dinheiro da Binance e foi posteriormente perdoado por Trump. "Um post não consegue expressar totalmente nossa gratidão. Muitos entusiastas de criptomoedas podem não perceber, mas grande parte do mérito por o bitcoin não ter caído ainda mais é deles", escreveu Zhao, referindo-se às autoridades americanas.
01/11/2026 09:50:10 +00:00
Polymarket e Kalshi: por que apostas sobre as eleições preocupam especialistas nos EUA?

Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar As eleições legislativas dos Estados Unidos acontecem em um momento de expansão dos chamados mercados de previsão, plataformas nas quais os usuários podem apostar dinheiro em possíveis resultados de acontecimentos, incluindo disputas eleitorais. O uso dessas plataformas em eleições, porém, preocupa especialistas pelo risco de disseminação de informações falsas e de interpretações equivocadas sobre os resultados das urnas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas alertam que os percentuais exibidos nessas plataformas podem ser interpretados como resultados praticamente garantidos, embora representem apenas estimativas. Há também situações em que grupos políticos tentam influenciar essas probabilidades. Se o resultado das urnas for diferente do indicado pelos mercados de previsão, alguns eleitores podem interpretar essa divergência como indício de fraude, mesmo que ela não represente uma irregularidade. Agora no g1 Plataformas como Polymarket e Kalshi permitem que usuários negociem contratos cujo valor depende de resultados eleitorais. Apesar do crescimento desse mercado, pesquisas indicam que a maioria dos americanos é contrária à realização de apostas sobre eleições. 🚫 No Brasil, a oferta de contratos vinculados a resultados eleitorais está proibida desde maio de 2026. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) passou a impedir operações financeiras relacionadas a acontecimentos políticos e eleitorais, além de outros eventos sem ligação com indicadores econômicos e financeiros. A medida também levou ao bloqueio de plataformas como Polymarket e Kalshi no país. As probabilidades divulgadas pelas duas plataformas também passaram a aparecer na cobertura de grandes veículos de comunicação, ampliando a presença dos mercados de previsão no noticiário eleitoral. "Elas se tornaram cada vez mais parte de como os americanos entendem as eleições", diz Davina Hurt, diretora de ética governamental do Centro Markkula de Ética Aplicada da Universidade de Santa Clara. "Estamos chegando a um ponto em que as expectativas dos mercados financeiros têm mais peso na mente do público do que os votos", acrescenta. Probabilidades não garantem resultados Os mercados de previsão estão se popularizando nos EUA, mas ainda enfrentam disputas judiciais sobre quais regras devem seguir. A discussão é se essas plataformas devem ser reguladas como mercados de commodities, que negociam determinados ativos e contratos, ou se devem estar sujeitas às leis sobre apostas. A Kalshi afirma que as informações oferecidas por sua plataforma são diferentes das apresentadas pelas pesquisas eleitorais tradicionais. A empresa reconhece, porém, que as probabilidades divulgadas não garantem que determinado resultado vá se concretizar. Segundo a companhia, eventuais tentativas de manipular as probabilidades tendem a ser compensadas pelas negociações realizadas por outros usuários da plataforma. "A Kalshi deve ser vista como um complemento às pesquisas tradicionais", disse à AFP Elisabeth Diana, diretora de comunicação da plataforma. Apesar dessas explicações, especialistas alertam que os percentuais podem ser confundidos com resultados já definidos. O risco aumenta porque Polymarket e Kalshi também divulgam suas estimativas nas redes sociais, ampliando o alcance dessas informações. Hurt ressalta que, mesmo quando uma plataforma aponta uma probabilidade elevada, isso não significa que o resultado esteja garantido. "Uma alta probabilidade não é uma promessa (...) Quando uma previsão acaba se revelando errada, isso não significa que a escolha tenha sido equivocada. No entanto, as pessoas vão interpretar dessa maneira", diz Hurt. Derrota em Los Angeles provoca acusações de fraude Um episódio ocorrido em junho, nas eleições primárias para a Prefeitura de Los Angeles, mostrou como as probabilidades dos mercados podem ser confundidas com os resultados das urnas. Após a derrota do republicano Spencer Pratt, influenciadores de direita fizeram acusações de fraude, citando estimativas das plataformas que indicavam chances de o candidato avançar para a eleição geral. Parte das publicações com informações falsas na rede social X aparecia identificada como "parceria paga". O episódio provocou críticas e levou Polymarket e Kalshi a adotar medidas em relação à divulgação desse tipo de conteúdo. "A primária de junho mostrou como as expectativas sobre uma eleição podem ser confundidas com os resultados", disse Michael Sánchez, porta-voz do Escritório de Registro Eleitoral do Condado de Los Angeles. Em um documento obtido com exclusividade pela agência AFP, a Kalshi orientou seus parceiros a não questionar resultados eleitorais oficiais sem apresentar fundamentos para isso. Segundo o documento, os parceiros "não devem questionar a integridade nem a precisão de nenhum resultado oficial da contagem de votos, decisão judicial ou outra determinação oficial ou formal ligada ao processo eleitoral". A empresa também afirmou que romperá contratos com parceiros que fizerem acusações sem provas de "que um resultado eleitoral foi manipulado, fraudado ou comprometido". A Polymarket não respondeu aos pedidos de comentário. Autoridade eleitoral questiona regras para apostas O avanço dos mercados de previsão também preocupa autoridades eleitorais. Jared DeMarinis, responsável pela administração das eleições no estado de Maryland, pediu uma avaliação sobre a legalidade das apostas relacionadas a disputas eleitorais no estado. Em entrevista à AFP, DeMarinis afirmou que proibiu os mesários de apostar em resultados eleitorais. "Agora simplesmente se jogou mais gasolina ao envolver dinheiro nisso. O que menos se quer é que se coloque em dúvida a legitimidade do resultado", afirmou.
01/11/2026 08:00:01 +00:00
Por que o Honda CR-V é um sucesso nos EUA, mas quase não vende no Brasil? O g1 testou o SUV 'invisível'

Honda CR-V Divulgação / Honda O Honda CR-V é um sucesso de vendas no mercado norte-americano. O modelo vendeu mais de 226 mil unidades no primeiro semestre deste ano, sendo 51% de versão com motor híbrido. No Brasil, a história é totalmente diferente. Em 2026, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, a Honda conseguiu emplacar só 133 unidades do SUV. É como se o campeão de vendas fosse invisível para os consumidores brasileiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp E o preço de R$ 353.500 não pode ser desculpa. Os clientes no Brasil estão comprando SUVs nessa faixa de preço, até mais caros. Para ficar em apenas um exemplo, o BYD Atto 8 foi lançado em março, custa R$ 399 mil e já emplacou 1.231 unidades. O g1 testou o SUV da Honda na estrada e na cidade para mostrar o que o carro oferece, e responder por que o modelo de maior sucesso nos EUA não consegue decolar em vendas no Brasil. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? É bom entender que o CR-V melhorou em relação a seu antecessor. O SUV cresceu em entre-eixos e largura da carroceria em relação à geração anterior. A mudança foi utilizada para ampliar o espaço disponível na cabine. O porta-malas tem capacidade para 581 litros. O volume pode ser alterado conforme a necessidade de transporte, porque o banco traseiro desliza até 190 mm pelos trilhos no chão. O espaço traseiro é bom e fica ainda mais cômodo para viagens longas ao inclinar o encosto. Ele pode ser ajustado em oito posições diferentes. Para facilitar o carregamento, o piso do porta-malas é plano. A tampa traseira tem acionamento elétrico e pode ser aberta com um movimento do pé sob o para-choque. O sistema também permite o fechamento automático por meio da função "Walk Away Close", basta afastar-se com a chave que o CR-V fecha sozinho. Galerias Relacionadas Equipamentos O painel tem uma tela TFT digital de 10,2 polegadas, configurável para apresentar diferentes informações de condução. Há ainda um head-up display de 5,2 polegadas, que projeta informações para o motorista sem exigir que ele desvie a atenção da estrada. A central multimídia tem tela sensível ao toque de apenas 9 polegadas e é compatível com Apple CarPlay e Android Auto. O console dianteiro inclui carregador sem fio, duas portas USB e uma tomada de 12V. O sistema de climatização tem duas zonas. No console central, há ainda um compartimento de 9 litros, com tampa de abertura assistida por molas, que também pode funcionar como apoio de braço. As saídas de ar ficam discretas, atrás de uma tela em colmeia que atravessa o painel. Já existem carros, como o GWM Wey 07, que contam com ajustes eletrônicos de ângulo de saída de ar no painel. Tudo operado pela tela do multimídia, após navegar pelos menus. Algo nada prático no cotidiano. Melhor mesmo a boa e clássica haste, como no Honda. Com as pontas dos dedos, o ajuste é instantâneo e preciso. O CR-V conta com duas portas USB-C e saídas de ar para os ocupantes do banco traseiro. O sistema de áudio é da Bose e tem 12 alto-falantes, incluindo canal central dianteiro e subwoofer traseiro. Galerias Relacionadas Outro recurso é o "myHonda Connect", que permite acessar informações do veículo pelo celular. Entre as funções estão: Localização do carro estacionado; Rastreamento; Alerta de velocidade; Controle geográfico (limita-se um espaço onde o CR-V pode circular sem acionar um alerta); Diagnóstico remoto; Acionamento do ar-condicionado; Travamento e destravamento das portas; Agendamento de serviços. Interior raiz Ao entrar no CR-V, chama atenção a combinação de preto brilhante, madeira e poucos cromados. Uma cabine que consegue transmitir tecnologia sem apelar para telas gigantes. Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos. O banco do motorista acrescenta regulagem lombar e memória de posições. O porta-copos é iluminado e há espaço adicional no console dianteiro. Cabine do Honda CR-V Divulgação / Honda Segurança O CR-V utiliza a versão mais recente do Honda SENSING. O conjunto trabalha com uma câmera frontal com ângulo de varredura de 90 graus e um radar instalado atrás do logotipo da grade, com cobertura de 120 graus. O sistema inclui controle de cruzeiro adaptativo com Low Speed Follow, capaz de acompanhar o trânsito em baixa velocidade e realizar a parada e retomada do veículo. Também fazem parte do conjunto: Frenagem para mitigação de colisões; Assistência de permanência em faixa; Sistema para mitigação de evasão de pista; Farol alto automático; Controle de tração e estabilidade; Assistente de partida em rampa; Monitor de atenção do motorista; Câmera de ré multivisão; Sensor de pressão dos pneus; LaneWatch (câmera para ponto cego ao lado direito do carro); Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. Ao volante, as tecnologias do CR-V funcionam realmente ajudando o motorista. O controle automático da velocidade de cruzeiro interpreta o tráfego e ajusta com suavidade. Os sistemas de manutenção de faixa também auxiliam e não fazem escândalo só porque uma parte pintada da pista está próxima do Honda. A câmera para ponto cego ao lado direito do carro ajuda em situações bem específicas. No entanto, existem alguns pontos de observação. O motorista olha o retrovisor direito e precisa desviar o olhar para o multimídia para, aí sim, ver se existe algo no ponto cego coberto pela câmera. Algo que não é prático. Se o motorista estiver com o GPS e precisar virar à direita, a câmera é acionada automaticamente ao ligar a seta e o mapa desaparece da tela. Galerias Relacionadas O motorista precisa, então, desativar a câmera para poder voltar e conferir o mapa. Não dá para ter os dois recursos ao mesmo tempo. Portanto, um sistema de alerta de ponto cego convencional poderia fazer mais sentido. O SUV tem 10 airbags de série, incluindo bolsas frontais, laterais dianteiras e traseiras, de cortina e para os joelhos. A estrutura da carroceria foi reforçada com materiais mais resistentes e leves. A rigidez da carroceria é 15% superior à da geração anterior, segundo a Honda. Interior do Honda CR-V Divulgação / Honda Irmão do Civic O sistema híbrido combina um motor a combustão 2.0 de quatro cilindros, ciclo Atkinson e injeção direta de gasolina, com dois motores elétricos. É uma tecnologia bem parecida com a utilizada no Honda Civic híbrido. O g1 testou o sedã e respondeu quem foram os culpados pelo “desaparecimento” do Civic das ruas brasileiras. O propulsor a combustão entrega 147 cv e 19,4 kgfm de torque. Um dos motores elétricos é responsável pela tração, enquanto o outro funciona como gerador de energia. O motor elétrico de tração desenvolve 184 cv e 34,2 kgfm de torque. Ele é responsável por movimentar o veículo na maior parte das situações de uso. O sistema trabalha com três modos automáticos: EV Drive, no qual a propulsão é exclusivamente elétrica; Hybrid Drive, que combina o funcionamento elétrico com o motor a combustão; Engine Drive, quando a força chega às rodas diretamente pelo motor a combustão. Modos de funcionamento do sistema híbrido do Honda CR-V Reprodução A seleção entre os modos ocorre de acordo com fatores como relevo, posição do pedal do acelerador e nível de energia disponível na bateria. No Hybrid Drive, o motor a combustão pode atuar no fornecimento de energia para o sistema elétrico. Já no EV Drive, a energia utilizada vem da bateria. No Engine Drive, o motor a combustão é ligado diretamente às rodas por meio de duas embreagens. A transição entre os modos é quase imperceptível. A Honda entende que o motorista não quer ruído, trancos nem ficar escolhendo o modo mais adequado. Tecnologia não deve ser complicação, e o CR-V descomplica tudo para o motorista. O conjunto elétrico utiliza uma bateria com 72 células. A unidade de controle de potência, chamada PCU, administra o funcionamento do sistema e a distribuição de energia. O motorista pode escolher entre os modos de condução Normal, Eco e Sport. O primeiro busca equilibrar desempenho e eficiência, o segundo prioriza economia e o terceiro deixa a resposta do acelerador mais direta. Plataforma e comportamento Na nova geração, a suspensão e direção também passaram por alterações com foco na redução de atrito. A tração integral AWD distribui a força entre os dois eixos conforme as condições de aderência. A repartição pode variar de 60% na dianteira e 40% na traseira até 50% para cada eixo. Em situações de baixa aderência, o sistema pode aumentar rapidamente a parcela de força enviada às rodas traseiras. O objetivo é reduzir a perda de tração, como em arrancadas sobre piso enlameado. A tecnologia também trabalha em conjunto com o assistente de partida em rampa. Em subidas, o sistema pode direcionar mais torque para o eixo traseiro, enquanto o HSA mantém a pressão dos freios por um breve período depois que o pedal é liberado. Honda CR-V é divertido ao volante Divulgação / Honda O isolamento acústico também foi trabalhado. A Honda utiliza materiais de absorção na parede corta-fogo, caixas de roda, painel, teto, assoalho, porta-malas e rodas. O conjunto inclui ainda cancelamento ativo de ruídos. Ao volante, o CR-V abre distância em relação aos concorrentes chineses. O Honda é mais equilibrado e divertido ao volante. Algo que tem apelo com clientes que querem mais curtir a viagem e menos curtidas nas redes sociais. A sexta geração traz alterações na carroceria, no espaço interno, na estrutura e no conjunto mecânico. O entre-eixos e a largura aumentaram, enquanto a rigidez da carroceria passou a ser 15% maior que na geração anterior. Design e outros detalhes A sexta geração ganhou uma carroceria mais larga e longa, com capô pronunciado. As rodas são de 19 polegadas. Na dianteira, a grade utiliza elementos hexagonais e conta com aletas que abrem e fecham automaticamente conforme a temperatura da água do motor. O recurso também contribui para a aerodinâmica. As laterais do para-choque dianteiro foram desenhadas para direcionar o fluxo de ar ao redor das rodas. Na traseira, spoilers posicionados no teto e na parte inferior do para-choque também atuam sobre a passagem do ar. O conjunto óptico utiliza iluminação full LED na dianteira. Honda CR-V Divulgação / Honda Nova realidade Após vários dias ao volante do Honda CR-V, fica claro por que o modelo faz tanto sucesso nos Estados Unidos. A Honda conhece bem o mercado norte-americano e sabe que, por lá, os clientes querem tecnologia, mas ainda buscam, em sua maioria, um carro mais tradicional. Para os americanos, o Honda CR-V é bom e confiável. Uma boa relação custo-benefício. No Brasil, a dinâmica é um pouco diferente. Os clientes que compram carros mais caros têm uma tendência de preferir as marcas alemãs BMW, Mercedes e Audi. Nem a Volkswagen conseguiu, com sucesso, vender por aqui modelos como Passat e Touareg. É por isso que a Honda nunca trouxe a divisão Acura, a Nissan não trouxe a Infiniti e a Toyota, que vende a divisão de luxo Lexus, tem uma operação bem menor do que poderia ter. Nos últimos anos, porém, um outro segmento de luxo foi sendo criado com as marcas chinesas. Esse público que pode pagar mais caro por um SUV passou a buscar outros atributos: mais telas, tecnologias híbridas e preço agressivo. Portanto, o CR-V é um ótimo produto, mas chega a um contexto de mercado no Brasil que já não dá tanta atenção para essas qualidades e prefere outras. Isso não muda o fato de que o carro é econômico, tem bom desempenho, é bem ajustado e tem qualidade. É uma ótima opção para entrar na lista de test-drive de quem busca um SUV desse porte. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem. Para baterias e motores elétricos, a cobertura é de oito anos ou 160.000 km. Honda CR-V Touring Preço: R$ 353.500 Assentos: 5 Comprimento: 4,70 m Largura: 1,86 m Altura: 1,69 m Entre-eixos: 2,70 m Porta-malas: 581 litros Peso: 1.819 kg Rodas: 19 polegadas Pneus: 235/55 R19 Suspensão dianteira: independente McPherson Suspensão traseira: independente multilink Freios dianteiros: discos ventilados Freios traseiros: discos sólidos Direção: elétrica Tipo de híbrido: convencional (HEV) Motor a combustão: 2.0, quatro cilindros em linha, 16V Combustível: gasolina Potência do motor a combustão: 147 cv Torque do motor a combustão: 19,4 kgfm Potência do motor elétrico: 184 cv Torque do motor elétrico: 34,2 kgfm Bateria: íons de lítio Capacidade da bateria: 1,06 kWh Câmbio: e-CVT Tração: integral (AWD) Consumo urbano: 14,8 km/l Consumo rodoviário: 11,8 km/l Tanque de combustível: 53 litros
01/11/2026 07:00:00 +00:00
Macadâmia produzida no ES vira doces, biscoitos e gelato e chega ao mercado internacional

Macadâmia ganha espaço e vira fonte de renda para famílias no Espírito Santo Uma noz de casca dourada que atravessa gerações de agricultores ganha espaço em mercados internacionais e ainda vira doce, biscoito e gelato. Em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, a macadâmia faz parte da história de famílias produtoras há mais de três décadas e movimenta uma cadeia que une tradição, tecnologia e criatividade na cozinha. O município concentra a maior parte da produção capixaba da noz. Por ano, uma cooperativa local recebe cerca de 1.600 toneladas de macadâmia, que passam por beneficiamento antes de serem comercializadas no Brasil e em outros países. Cultivo começou a ganhar força nos anos 1980 A produção de macadâmia começou a ganhar espaço em São Mateus na década de 1980, período em que a agricultura do Norte do estado passava por transformações e os agricultores buscavam alternativas para diversificar as atividades no campo. Segundo o produtor Eliseu Bonomo, o governo estadual participou desse processo com subsídios e distribuição de mudas. "Com a década de 1980, houve uma grande mudança no Espírito Santo, especialmente no Norte do estado, na agricultura. Antes, era muita agricultura familiar e ali foi um período de transformação, onde começaram a chegar novas culturas, novas atividades e muitos foram em busca de novas alternativas agrícolas. E, nesse buscar de novas alternativas, a macadâmia também foi uma delas", contou. Ao longo dos anos, porém, os desafios da atividade fizeram com que muitos produtores abandonassem o cultivo. Na família Bonomo, a produção continuou de uma geração para outra. LEIA TAMBÉM: VEJA VÍDEO: Amigos fazem pudim de quase 24 kg após partida de futebol em Vila Velha LINHARES: Mãe é detida após deixar filhos de 1 e 5 anos sozinhos para ir a casa de shows ACHACHAIRU: fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Ítalo Bonomo deu sequência ao trabalho iniciado pelo pai e passou a investir em tecnologia para facilitar uma das etapas mais trabalhosas do processo: a colheita. Máquinas ajudam a reduzir custos Há três anos, a propriedade da família adquiriu máquinas capazes de recolher do chão as macadâmias que caem das árvores. A tecnologia diminuiu a necessidade de trabalhadores nessa etapa e ajudou a reduzir os custos da produção. "Isso fez com que o nosso trabalho demandasse menos pessoas e também reduziu o custo e ganhou um pouco em qualidade também do serviço. Vem ajudando a gente nesse processo de colheita, que é um processo que demanda bastante pessoas", explicou Ítalo. Mesmo com a mecanização, o trabalho manual continua importante, especialmente durante a colheita, quando aumenta a necessidade de mão de obra. A propriedade tem aproximadamente 100 hectares destinados à atividade. São 15 funcionários fixos durante o ano, número que chega a cerca de 30 no período de colheita. "Hoje, para trabalhar nessa área de aproximadamente 100 hectares, nós temos 15 funcionários fixos que trabalham o ano todo e, no período de colheita, esse número de funcionários dobra", afirmou. Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Da amêndoa para doces, biscoitos e gelatos Além de vender a noz, produtores da região encontraram outra forma de aproveitar a macadâmia: transformá-la em alimentos com maior valor agregado. Na fazenda administrada por Ana Paula, a amêndoa é usada na fabricação de doces, biscoitos e gelatos. A ideia começou com a tia dela, que desenvolveu um doce de macadâmia durante um curso do Empretec. Quando assumiu a administração da propriedade, Ana Paula decidiu tirar a ideia do papel e ampliar a produção. "Tudo começou com a minha tia fazendo curso do Empretec, em que ela tinha que desenvolver um produto. Como ela também é produtora de macadâmia, ela criou o doce de macadâmia. E eu, em seguida, assim que assumi a administração aqui da fazenda, falei assim: 'Vou colocar em prática e produzir esse doce para o Brasil e quem sabe para o mundo todo'", contou. O processamento permite aproveitar a amêndoa em diferentes receitas e criar alternativas de comercialização para além da venda tradicional da noz. "A macadâmia é processada, então a gente pega o produto e traz aqui para a mesa para fazer essas delícias, que não é só o doce. Aqui na fazenda nós fazemos o doce, o biscoito e o gelato", explicou. Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Espírito Santo é o segundo maior produtor do país O Espírito Santo ocupa a segunda posição entre os maiores produtores de macadâmia do Brasil, atrás de São Paulo, segundo os produtores entrevistados. No estado, São Mateus se destaca pela concentração do cultivo e pela organização dos agricultores em torno da cooperativa. "São Paulo é o maior produtor do Brasil, e nós somos o segundo maior. E aqui, especialmente aqui no Norte do estado, em São Mateus, a gente tem esse trabalho e, através da cooperativa, conseguiu manter e se organizar com esse trabalho que a gente acha muito importante para nós, produtores de macadâmia", afirmou Eliseu Bonomo. Entre a continuidade do trabalho familiar, a mecanização da colheita e a criação de novos produtos, os agricultores buscam manter viva uma atividade que começou a ganhar força na região há mais de 30 anos e que hoje alcança consumidores dentro e fora do Brasil. Cooperativa reúne produtores há mais de 25 anos Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly A união dos agricultores também ajudou a manter a atividade na região. Em 1999, produtores de São Mateus criaram uma cooperativa para compartilhar conhecimentos, enfrentar dificuldades e organizar as etapas de beneficiamento e comercialização da macadâmia. Desde então, a estrutura se tornou um ponto importante para reunir a produção local e preparar a noz para chegar aos consumidores. Por ano, a cooperativa recebe aproximadamente 1.600 toneladas. Depois do beneficiamento, a macadâmia pode ser comercializada in natura ou torrada. Parte da produção é enviada para os Estados Unidos e países da Europa e da América do Sul. Outra parte abastece o mercado brasileiro. *Texto adaptado por Matheus Souza, aluno do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação de Juirana Nobres e edição de Vitor Ferri. Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Produção de macadâmia atravessa gerações e fortalece a agricultura em São Mateus, no Norte do Espírito Santo Raphael Verly Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
01/11/2026 06:46:01 +00:00
Calendário BPC/Loas novembro 2026: veja datas de pagamento

Calendário BPC/Loas novembro 2026. Divulgação O calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de novembro e 7 de dezembro, de acordo com o número final do benefício. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em outubro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0. Calendário do BPC/Loas de novembro de 2026 Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 As cinco primeiras datas ficam em outubro. Já os beneficiários com finais de 6 a 0 recebem o pagamento da competência de novembro em dezembro. Agora no g1 Como saber a data do pagamento do BPC Para descobrir quando o benefício será pago, é necessário consultar o número final do benefício, desconsiderando o dígito que aparece depois do hífen. Por exemplo, se o número do benefício for 0104-7, o número considerado para definir a data de pagamento é o 4. A consulta também pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, no serviço de “Extrato de pagamento”. Outra opção é entrar em contato com a Central de Atendimento do INSS pelo telefone 135. O que é o BPC/Loas? O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Ele é destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos para a concessão do benefício. Diferentemente da aposentadoria, o BPC é um benefício assistencial e não exige contribuições ao INSS para ser concedido. O pagamento corresponde a um salário mínimo por mês. O próprio INSS informa que idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência enquadradas na Loas também seguem o calendário de pagamentos dos benefícios de até um salário mínimo.
01/11/2026 03:00:00 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em novembro

Governo antecipa pagamento do Bolsa Família A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de novembro do Bolsa Família no dia 16. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Este é o segundo mês de pagamentos com os valores reajustados pelo governo. Anunciado em 17 de setembro, o aumento elevou o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 e também ampliou os benefícios complementares. (leia mais abaixo) 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Em outubro, o governo federal anunciou a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família para os últimos meses do ano, sob a justificativa de reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis. (entenda abaixo) O dinheiro costuma ser disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Com a mudança, porém, ficaram concentrados em apenas três dias. Veja como ficou o calendário do Bolsa Família para novembro de 2026: 16/11: pagamentos para NIS com final 1; 17/11: pagamentos para NIS com final 2; 18/11: pagamentos para NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. O governo federal explicou que a unificação foi adotada para outubro, novembro e dezembro, meses em que o Super El Niño pode intensificar seus efeitos no país. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? Com a mudança anunciada pelo governo, o Bolsa Família passou a prever o pagamento mínimo de R$ 691 por família. A medida também elevou de R$ 142 para R$ 164 o chamado Benefício de Renda de Cidadania. Esse é o valor pago por integrante da família pelo programa. O Bolsa Família funciona assim: 🔎 Se uma família elegível tiver três pessoas, por exemplo, a soma será de R$ 492 (3 × R$ 164). Como o valor fica abaixo do piso, a família receberá o complemento necessário para chegar a R$ 691. 🔎 Já uma família de cinco pessoas terá como base R$ 820 (5 × R$ 164). Além do piso, há benefícios complementares, que também foram reajustados: R$ 173 por criança de até 6 anos (eram R$ 150); R$ 58 por gestante (eram R$ 50); R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 17 anos (eram R$ 50); R$ 58 por bebê de até 6 meses (eram R$ 50). Na prática, portanto, o valor recebido por cada família varia conforme sua composição e pode aumentar com os benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
01/11/2026 03:00:00 +00:00
Saque-aniversário FGTS novembro: veja calendário e quem pode sacar

Saque-aniversário FGTS novembro. Reprodução/Jornal Nacional O saque-aniversário do FGTS de novembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de novembro e 30 de dezembro de 2026. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão. Calendário do saque-aniversário FGTS 2026 O calendário do saque-aniversário do FGTS segue o mês de nascimento do trabalhador. O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses. Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026 Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026 Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026 Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026 Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026 Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026 Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026 Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026 Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 Outubro: de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2026 Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027 Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027 Assim, para quem nasceu em setembro, o saque-aniversário fica disponível durante todo o mês de setembro e pode ser retirado até 30 de novembro de 2026. Quem tem direito ao saque-aniversário do FGTS em novembro? Pode receber o saque-aniversário FGTS de novembro o trabalhador que: nasceu em novembro; optou pelo saque-aniversário; possui saldo disponível em uma conta ativa ou inativa do FGTS Agora no g1 Qual é o valor do saque-aniversário? O valor que pode ser retirado depende do saldo total disponível nas contas do FGTS. A regra estabelece diferentes faixas de saldo, com um percentual que pode ser sacado e uma parcela adicional fixa em determinadas faixas. Quanto maior o saldo, menor é o percentual que pode ser retirado. Confira abaixo quanto é permetido retirar do FGTS de acordo com seu montante: Até R$ 500: alíquota de 50%, sem parcela adicional; De R$ 500,01 até R$ 1.000: alíquota de 40%, mais R$ 50 de parcela adicional; De R$ 1.000,01 até R$ 5.000: alíquota de 30%, mais R$ 150 de parcela adicional; De R$ 5.000,01 até R$ 10.000: alíquota de 20%, mais R$ 650 de parcela adicional; De R$ 10.000,01 até R$ 15.000: alíquota de 15%, mais R$ 1.150 de parcela adicional; De R$ 15.000,01 até R$ 20.000: alíquota de 10%, mais R$ 1.900 de parcela adicional; Acima de R$ 20.000: alíquota de 5%, mais R$ 2.900 de parcela adicional. Como consultar o saque-aniversário do FGTS 2026? O trabalhador pode consultar informações sobre o saldo e o saque-aniversário pelos canais oficiais do FGTS, no site da Caixa Econômica Federal. A modalidade também pode ser consultada e solicitada pelo aplicativo FGTS. É importante verificar se a opção pelo saque-aniversário foi realizada antes de esperar pela liberação do dinheiro. Qual a diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão? O saque-aniversário permite retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de nascimento. Já o saque-rescisão é a modalidade padrão do fundo e permite, em caso de demissão sem justa causa, o saque integral da conta, além da multa rescisória quando devida. Quem escolhe o saque-aniversário e é demitido sem justa causa não pode sacar o saldo integral da conta por causa da demissão. Nesse caso, pode sacar a multa rescisória, quando devida, enquanto o restante do saldo permanece no FGTS, salvo outras hipóteses previstas em lei. Até quando quem nasceu em setembro pode sacar o FGTS de aniversário? O trabalhador nascido em setembro que aderiu ao saque-aniversário pode retirar o dinheiro de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026. Depois desse prazo, caso o valor não seja retirado, ele retorna para a conta do FGTS e poderá ser movimentado conforme as regras do fundo.
01/11/2026 03:00:00 +00:00
Mega-Sena 3080 pode pagar R$ 42 milhões neste domingo; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.080 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (1º), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última sexta-feira (30), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
01/11/2026 03:00:00 +00:00
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