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g1 > Economia

Petrobras prevê alta de R$ 0,06 no litro do diesel puro para o consumidor após reajuste

Petrobras aumenta preço do diesel nas refinarias A Petrobras informou que estima um aumento de R$ 0,06 por litro no diesel puro — que desconsidera a mistura obrigatória de biodiesel — para o consumidor, após o reajuste anunciado nesta sexta-feira (13). 🔎 O diesel puro é o produto que a Petrobras vende às distribuidoras. O combustível vendido na bomba é composto por esse diesel e pela mistura obrigatória de biodiesel. Atualmente, o preço médio do diesel vendido na bomba é de R$ 6,15, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a alta seria de R$ 0,70 caso o governo federal não tivesse anunciado, na véspera, medidas para conter o impacto da guerra no Irã nos preços do diesel. "Em números, o Governo Federal desonerou, em função da Medida Provisória, R$ 0,32 por litro na nota fiscal da venda do diesel. [Com o ajuste de hoje], a Petrobras onera em R$ 0,38 por litro na nota do diesel", disse Chambriard a jornalistas. "O que isso significa? Que a gente ganha R$ 0,70, o governo desonera [o imposto], aplica o incentivo para a Petrobras e todos os outros agentes econômicos e, no final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual, de R$ 0,06", completou a executiva. ENTENDA: Governo anuncia pacote de medidas para conter impacto da guerra no Irã no preço do diesel Chambriard destacou, ainda, que o impacto tende a ser menor no diesel vendido na bomba — combustível formado pela mistura obrigatória do diesel puro (vendido pela Petrobras às distribuidoras) com o biodiesel. "Quando for para o consumidor final [que recebe a mistura com o biodiesel], o impacto de R$ 0,06 será ainda menor", acrescentou a presidente da Petrobras. Entenda como é formado o preço do diesel: Como é formado o preço do diesel Arte/g1 Chambriard destacou, ainda, que a guerra no Irã foi um “fator determinante” para a decisão de aumentar o preço do diesel (entenda mais abaixo), mas reforçou que a alta está alinhada à estratégia de preços da Petrobras. "O reajuste de hoje do diesel está em consonância com a estratégia de preços da Petrobras, cujo pilar fundamental é não repassar a volatilidade de preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Nossa estratégia está funcionando e é bem sucedida", afirmou a executiva. Petrobras anunciou nova alta de preços no diesel. Ueslei Marcelino/Reuters Por que a guerra no Irã impactou o preço do diesel? O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, tem pressionado os preços internacionais do petróleo. Desde o início da guerra, por exemplo, a commodity já acumula uma alta de cerca de 40%, passando de níveis próximos a US$ 60 no começo do ano para cerca de US$ 100. Esse aumento reflete principalmente o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo. Com navios parados e restrições à passagem pelo estreito, aumentaram os temores de desabastecimento da commodity e, consequentemente, de desequilíbrio entre oferta e demanda — o que elevou os preços, mesmo após mais de 30 países da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciarem a maior liberação de reservas de emergência da história. Na prática, a alta do petróleo afeta as economias globais de diferentes maneiras. O principal impacto aparece no preço dos combustíveis — como diesel e gasolina —, que tendem a ficar mais caros. Segundo Chambriard, a Petrobras não deve anunciar um novo aumento da gasolina por ora. “Não estamos pensando em mexer nisso nos próximos dias”, afirmou a presidente da estatal. Qual o impacto da alta do diesel na inflação? Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e o repasse ocorre ao longo da cadeia produtiva. Como consequência, a alta dos combustíveis chega ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. Além disso, se os preços do petróleo permanecerem elevados por mais tempo, outros efeitos tendem a aparecer na economia — como a alta das taxas de juros, por exemplo.
13/03/2026 17:41:32 +00:00
Governo limita benefício para conter alta do diesel a R$ 10 bilhões e exige que empresas mostrem nota fiscal
O governo baixou nesta sexta-feira (13) decreto para operacionalizar a chamada “subvenção” a produtores e importadores de diesel para tentar conter o preço do combustível, diante da guerra no Oriente Médio. 🔎Subvenções são espécies de benefícios concedidos às empresas com o objetivo de atrair investimentos ou reduzir custos de produção. Na prática, esses incentivos podem incluir descontos, isenções ou reduções de imposto, funcionando como um tipo de apoio financeiro indireto. A medida já havia sido anunciada nesta quinta, mas os detalhes de como será concedido o benefício saíram somente nesta sexta. O objetivo é reduzir os preço, ou impedir o aumento, em R$ 0,32 por litro. Também foram zerados PIS e Cofins sobre o produto. Pela regra definida para a subvenção, que vai até o fim deste ano: o benefício será concedido até que se atinja 95% do limite orçamentário de R$ 10 bilhões, ou seja, R$ 9,5 bilhões; o saldo remanescente (R$ 500 milhões) deverá ser utilizado para quitação dos créditos apurados pelos beneficiários durante o período de concessão; com isso, o benefício poderá terminar antes mesmo do fim de 2026, caso o limite orçamentário seja atingido. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo também definiu que as empresas interessadas devem se habilitar na Agência Nacional do Petróleo (ANP), apresentar declarações sobre suas vendas e autorizá-la a acessar as notas fiscais eletrônicas junto à Receita Federal. “A ANP, para fins de verificação do valor efetivo consignado nas documentações fiscais emitidas pelo importador e destinadas ao distribuidor, poderá requerer que o distribuidor de combustíveis líquidos apresente os documentos fiscais e comerciais relativos à operação efetuada por conta e ordem do distribuidor pelo importador”, informou o governo. No caso de ser identificada inconsistência na declaração do beneficiário, a ANP poderá requisitar a apresentação de esclarecimentos, ajustes ou correções nos documentos comprobatórios.
13/03/2026 16:46:19 +00:00
Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais

Após mudanças nas regras para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais. A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor. (veja abaixo) Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH. A mesma regra vale para quem fizer a prova em um carro com câmbio manual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático. Somente após a aprovação a CNH seria atualizada para permitir a condução de ambos. "É forçoso constar no documento de habilitação do condutor que optar por fazer o curso e o exame em veículo com câmbio automático que ele não está apto a dirigir veículo com câmbio mecânico", diz o relator Neto Carletto (Avante-BA). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até a publicação desta reportagem, o projeto ainda precisa passar por outras etapas para se tornar lei. A proposta já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda aguarda: Ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; Entrar em votação no plenário da Câmara dos Deputados; Se aprovada, seguir para votação no Senado Federal. Já existe indicação na CNH para carros automáticos Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Crystofher Andrade/g1 Atualmente, já existe uma anotação no campo de observações da CNH que indica que o motorista deve usar um carro com câmbio automático. No entanto, essa restrição é voltada a condutores com necessidades específicas, que não conseguem dirigir veículos com câmbio manual. Outras letras significam: A: obrigatório uso de lentes corretivas; B: obrigatório uso de próteses auditivas; C: obrigatório uso do acelerador à esquerda; D: obrigatório o uso de veículo com transmissão automática; E: obrigatório o uso de empunhadura, manopla ou pomo de volante; F: obrigatório o uso de veículo com direção hidráulica; G: obrigatório o uso de veículo com embreagem manual ou com automação de embreagem ou com transmissão automática; H: obrigatório uso de acelerador e freio manual; I: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel ao volante; J: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel para os membros inferiores e/ou outras partes do corpo; K: obrigatório o uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio e/ou almofadas (fixas) de compensação de altura e/ou profundidade; L: obrigatório o uso de veículos com prolongadores dos pedais e elevação do assoalho e ou almofadas fixas de compensação de altura ou profundidade; M: obrigatório o uso de motocicleta com pedal de câmbio adaptado; N: obrigatório o uso de motocicleta com o pedal de freio traseiro adaptado; O: obrigatório uso de motocicleta com manopla de freio dianteiro adaptada; P: obrigatório o uso de motocicleta com manopla de embreagem adaptada; Q: obrigatório o uso de motocicleta com carro lateral ou triciclo; R: obrigatório o uso de motoneta com carro lateral ou triciclo; S: obrigatório o uso de motocicleta com automação de troca de marchas; T: vedado dirigir em rodovias e vias de trânsito rápido; U: vedado dirigir após o pôr do sol; V: obrigatório uso de capacete de segurança com viseira protetora, sem limitação de campo visual; W: aposentado por invalidez; X: outras restrições; Y: surdo (também representada como X na CNH); Z: visão monocular (também representada como X na CNH). Há ainda outras siglas, usadas em conjunto, que têm significados diferentes: ACC: autorização para conduzir ciclomotor; HTE: habilitado em transporte escolar; MTF: autorização motofretista; MTX: autorização para mototaxista; EAR: exerce atividade remunerada; HTVE: habilitado em transporte de veículos de emergência; HTC: habilitado em transporte coletivo de passageiros; HPP: habilitado em transporte de produtos perigosos.
13/03/2026 16:00:33 +00:00
Conexões secretas na fronteira e redes privadas: como iranianos desesperados mantêm contato com familiares no exterior

Iranianos têm buscado maneiras de contornar as restrições à internet e às ligações telefônicas impostas em tempos de guerra (foto de arquivo de 2025) BBC/NurPhoto / Getty Images Em algum ponto da fronteira entre o Irã e a Turquia, um homem vende um serviço especial que ajuda iranianos que vivem fora do país a manter contato com familiares dentro do Irã. O segredo dele envolve dois telefones: um conectado à rede telefônica iraniana e outro à turca. Isso é necessário porque as chamadas internacionais para o Irã estão bloqueadas. Clientes fora do país ligam para o telefone turco dele pelo WhatsApp, e ele então disca para os familiares deles usando o telefone iraniano. Ele mantém os dois aparelhos juntos para que pessoas desesperadas para ouvir seus familiares no Irã possam falar com eles. Por estar na fronteira, o homem consegue se conectar tanto à rede móvel turca quanto à iraniana. Esse é apenas um dos métodos usados por iranianos para contornar as restrições à internet e às comunicações impostas em tempos de guerra, mas o serviço é caro. A BBC News Persa apurou que, com taxas de transferência em dinheiro, uma ligação de quatro a cinco minutos custa cerca de £28 (aproximadamente R$ 180). Ainda assim, os clientes dizem que vale a pena pagar. 'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália Veja os vídeos que estão em alta no g1 Às vezes, pessoas no Irã conseguem ligar para o exterior, mas a ligação raramente funciona na primeira tentativa e as chamadas quase sempre duram apenas dois ou três minutos antes de cair. Hamid (cujo nome, como o de outros nesta reportagem, foi alterado) vive em Teerã, capital do Irã, e tem procurado desesperadamente maneiras de manter contato com a esposa e outros parentes que estão no exterior. "Nos últimos dias, tentei de tudo apenas para conseguir me conectar", disse. "O custo não importava para mim, mesmo sendo um peso financeiro. Eu só queria que eles se sentissem um pouco mais tranquilos." Ele tem usado serviços de rede privada virtual (VPN), que permitem "enganar" as restrições impostas pelas autoridades iranianas à internet, possibilitando o envio de mensagens e chamadas para o exterior. "O sofrimento é enorme. O sofrimento de não saber, da ansiedade e da preocupação constante", disse. Aplicativos de VPN são uma das formas de contornar as restrições (foto de arquivo de 2025) BBC/NurPhoto / Getty Images Hamid diz que 1 gigabyte de dados para uma VPN pode custar em torno de £15 (cerca de R$ 130), um valor considerável em um país onde o salário mínimo mensal é de cerca de US$ 100 (em torno de R$ 650). "O preço das VPNs disparou e as conexões são extremamente instáveis", disse Hamid. Ele acrescentou que, se a conexão cair enquanto a VPN estiver em uso, os dados comprados são perdidos e não há reembolso. "Sempre que eu conseguia me conectar à internet, mesmo que por pouco tempo, eu mandava mensagem para todos e pedia que me enviassem os números de telefone de seus familiares para que eu pudesse verificar como estavam e depois enviar notícias de volta", contou Hamid. "Quando ligo para uma mãe e menciono o nome do filho que perguntou por ela, o som da risada e da alegria dela muda todo o meu mundo", explicou Hamid. Negar (nome alterado), que vive em Toronto, no Canadá, disse que sua família sabia o quanto ela havia ficado ansiosa com a segurança deles durante os protestos contra o governo em janeiro. "Desta vez, quando a internet foi cortada, eles começaram a me ligar diretamente para avisar que estavam bem", disse. Negar acrescentou que, embora as chamadas curtas ajudem, essa comunicação não é suficiente para tranquilizá-la. "A pior parte da história é que eles estão sob forte bombardeio e, ainda assim, me ligam dizendo: 'Estamos bem, não se preocupe conosco'. É isso que está me destruindo." Shadi (nome alterado) vive em Melbourne, na Austrália, mas a casa de seus pais fica em Teerã, em uma área que eles chamam de "ninho de vespas". O local fica perto do grande depósito de petróleo atingido em 7 de março, e outros pontos sensíveis, como o Ministério da Defesa, também estão nas proximidades. "Normalmente, antes de nos ligar, eles entram em contato com outros parentes e vizinhos ao redor para verificar se todos estão bem e reunir informações", disse Shadi. "Depois, nos repassam essas informações para que possamos compartilhá-las com o restante da família aqui." Ela acrescenta que o som de fortes explosões nas proximidades tem sido muito assustador e que seu pai deixou de sair para caminhar depois que a "chuva negra" (expressão informal usada para descrever precipitação contaminada por poluentes, que adquire coloração escura) caiu sobre ele após o ataque ao depósito de petróleo. Um homem em Teerã usa o celular em uma colina com vista para a torre de telecomunicações Milad (foto de arquivo de 2024) BBC/NurPhoto / Getty Images Zahra (nome alterado) vive na Europa e está muito preocupada com o irmão no Irã, mas ele usa uma VPN para acessar o aplicativo de mensagens Telegram e manter contato. "Se ele fica offline por mais de meia hora ou uma hora, todo tipo de pensamento assustador começa a passar pela minha cabeça", disse. Ela ressaltou que, na maior parte do tempo, a sua família permanece em casa. Eles não vão ao trabalho ou, se vão, ficam apenas por um período muito curto. "O som de caças e explosões é aterrorizante", contou o irmão a ela. "Lá fora também há patrulhas por toda parte, paradas em cada cruzamento, olhando diretamente nos seus olhos. Se não gostam da sua aparência, eles param você." A necessidade de usar diferentes aplicativos e truques técnicos para contornar as restrições muitas vezes dificulta manter contato com parentes menos familiarizados com tecnologia. "Hoje em dia, a única maneira de me comunicar com a minha família é quando eles me ligam", disse Pooneh (nome alterado), que tem pouco mais de 30 anos e vive em Londres, no Reino Unido. "Eu não consigo ligar para eles. Até essa coisa simples cria uma sensação estranha, como se nada estivesse sob o meu controle." Ela disse que a irmã é a única pessoa com quem consegue manter contato. "Talvez porque ela se sinta mais confortável com tecnologia e encontre maneiras de fazer a ligação. Normalmente, também é ela quem me traz notícias sobre o resto da família." Como muitas outras pessoas, elas mantêm uma troca de informações em duas direções: quem está dentro do Irã transmite mensagens da família, e quem está no exterior dá atualizações sobre a guerra que não estão disponíveis no país por causa da censura do governo. "Muitas vezes ela liga apenas para receber notícias de mim", disse Pooneh. "Parece que cada uma de nós tem uma parte da história faltando, e precisamos juntá-las uma com a outra." Veja mais: Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa dos EUA em resposta a ataque em escola China alerta EUA para apocalipse ao estilo 'Exterminador do Futuro' por uso militar da IA
13/03/2026 15:39:01 +00:00
Renner deixa de vender camiseta com frase 'Regret Nothing', ligada a discurso misógino

'Regret nothing': frase de réu por estupro coletivo expõe cultura misógina A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia. Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro. A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa. A expressão é associada a discursos misóginos e a grupos que pregam ódio contra mulheres. Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”. "O processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas", disse a empresa. Detalhe da camiseta usada por Simonin quando se entregou à polícia Reprodução Entenda o caso Simonin é um dos quatro homens acusados de participarem de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um adolescente também participou das agressões. O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro. Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha. Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento, onde foi levada para um quarto. Lá, ela ficou mais de uma hora submetida a agressões físicas e sexuais dos acusados. Depois do caso em Copacabana, o Fantástico revelou que outra jovem também denunciou Simonin à polícia, por um abuso que sofreu quando tinha 17 anos. O caso aconteceu durante uma festa. Os dois estavam se beijando quando, segundo o relato da vítima, Simonin tentou forçá-la a praticar sexo oral. Expressão ligada a grupos machistas Segundo apurou a GloboNews, a expressão aparece em discursos de grupos misóginos, conhecidos como redpills e incels. Um dos ícones da machosfera, que incentiva o "regret nothing" como um dos lemas, é Andrew Tate, um influenciador, empresário e ex-kickboxer profissional americano-britânico que preza a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres. Tate é réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores. O influenciador, com milhões de seguidores nas redes sociais, é citado por um personagem da série "Adolescência" ao comentar sobre o movimento incel – sigla em inglês que significa "celibatários involuntários", referente a pessoas que se dizem incapazes de conseguir ter um relacionamento sexual, apesar do desejo.
13/03/2026 15:17:54 +00:00
Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras

Governo zera impostos federais sobre diesel e taxa exportações de petróleo A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste. Com a mudança, o preço médio do diesel será de R$ 3,65 por litro, alta de R$ 0,38 por litro. A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis. "Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período", diz a Petrobras. Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal. As medidas assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram: um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro; uma medida provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro; a tributação da exportação de petróleo, por meio de medida provisória, com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento; um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em razão da subvenção. Para Carlos Thadeu, economista especializado em inflação e commodities da BGC Liquidez, o aumento no preço do diesel equivale a quase metade das reduções anunciadas ontem pelo governo federal. "Basicamente, quase anula o efeito de queda das medidas anunciadas ontem pelo governo federal. O impacto no IPCA das reduções de ontem e do aumento de hoje praticamente se cancelam", diz. Preços na bomba A petroleira explica que o preço do diesel nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal. São eles: Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores; Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C; Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins; Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação. Veja a nota da Petrobras A Petrobras informa que, a partir de amanhã, 14/03, ajustará os seus preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos. Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10. Importante destacar que o último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras, foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias portanto. Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período. Impacto mitigado pela desoneração de tributos federais Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel. Adesão da Petrobras ao programa de subvenção econômica Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias. Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica. Dessa forma, para a Petrobras, o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado hoje e o potencial benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro, tendo seus efeitos para o consumidor mitigados pelas medidas anunciadas ontem pelo Governo do Brasil. Fachada da Petrobras Reprodução Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
13/03/2026 14:59:06 +00:00
Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália

Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois de o país proibir que as plataformas permitam menores de idade, segundo dados do setor. O resultado levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade. O número de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat — dois dos aplicativos mais populares entre adolescentes australianos — caiu entre dezembro, quando a proibição entrou em vigor, e fevereiro. Mesmo assim, mais de 20% ainda utilizavam as plataformas, segundo um relatório da empresa de controle parental Qustodio enviado à Reuters. 'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição 'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália Adolescente com celular BBC/Getty Images Os dados estão entre os primeiros a mostrar os efeitos sobre o comportamento online dos jovens desde que a Austrália implementou a proibição, que está sendo copiada por governos de todo o mundo. O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando o impacto da proibição, mas nenhum deles publicou dados ainda. "Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição", disse Qustodio no relatório, que se baseou em dados coletados de famílias australianas do final de 2024 a fevereiro. Pela regra, plataformas como Instagram, Facebook e Threads, da Meta, além de YouTube, TikTok e Snapchat, devem impedir o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, podem receber multas de até US$ 35 milhões. Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que a instituição está ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos continuam nas redes sociais. Segundo ele, o órgão está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade... enquanto monitora possíveis falhas no sistema que possam representar violação da lei”. Veja mais: O que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais Monetização, exploração de menores e pedofilia: entenda denúncias feitas por Felca
13/03/2026 14:42:58 +00:00
Com guerra no Irã, governo projeta preço médio do barril de petróleo a US$ 100 e inflação acima de 4% no pior cenário para 2026

Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um documento com projeções para a economia brasileira. No pior cenário, chamado de "disruptivo" ou "radical", o preço médio do petróleo neste ano iria a US$ 100 por barril. Isso, conforme as projeções, pressionaria "fortemente" a inflação, que ficaria acima de 4%. A arrecadação federal líquida, calculada após a transferências obrigatórias a estados e municípios, também subiria, e chegaria a R$ 96,6 bilhões em 2026. "A alta nos preços do petróleo também impacta a arrecadação do governo central. De forma direta, o choque eleva a arrecadação de royalties e participações especiais pagas pelas empresas exploradoras e os tributos recolhidos sobre o lucro das empresas da cadeia de produção, refino e distribuição de petróleo e derivados (IRPJ e CSLL)", explica a Fazenda. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Há também um impacto indireto em outras receitas cuja base tributária possa se alterar em razão da mudança no preço da commodity [petróleo]", acrescenta a pasta. Veja os cenários traçados pelo governo para o preço do petróleo eu seu impacto na economia: Choque temporário: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 73,1, com impacto de 0,14 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação. Choque persistente: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 82, com impacto de 0,33 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação. Choque disruptivo: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 100, com impacto de 0,58 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação. O Ministério da Fazenda avaliou que o impacto de variações mais extremas no preço do petróleo sobre a atividade e a inflação não é linear. "Em cenários ainda mais disruptivos, o aumento da incerteza e aversão ao risco tendem a prejudicar o comércio e crescimento mundial, levando a quadro de estagflação. Nesse caso, o crescimento brasileiro também seria afetado negativamente", informou o governo. Lula anuncia medidas para conter impacto do petróleo Perspectivas para a economia Sob comando do novo líder supremo, Irã ataca Kuwait, Catar e refinaria de petróleo do Bahrein Jornal Nacional/ Reprodução De acordo com o governo, mesmo diante do choque no petróleo, as perspectivas macroeconômicas para 2026 permanecem favoráveis. "Nos cenários simulados, a elevação nos preços do petróleo impacta positivamente a atividade econômica, a balança comercial e a arrecadação, apenas gerando inflação mais pronunciada no caso de choque disruptivo", avalia o Ministério da Fazenda. Por isso, acrescenta, a expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento econômico siga "resiliente", que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário (superávit nas contas do governo) seja atingida. Projeções para 2026 No cenário base do governo, que considera um choque temporário no preço do petróleo, com o barril em um preço médio de US$ 73,6 neste ano, a inflação subiu de 3,6% para 3,7% em 2026. No ano passado, a inflação oficial somou 4,26%. Ao mesmo tempo, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano permaneceu em 2,3%. Este é o mesmo patamar registado em 2025, ou seja, não haveria aceleração e nem desaceleração da economia. Guerra no Oriente Médio O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
13/03/2026 13:30:33 +00:00
Zelensky e líderes europeus criticam relaxamento das sanções dos EUA ao petróleo da Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky e o presidente da França, Emmanuel Macron, em Paris LUDOVIC MARIN/Pool via REUTERS O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes da União Europeia criticaram a decisão dos Estados Unidos de relaxar suas sanções contra o petróleo da Rússia nesta sexta-feira (13). Nesta quinta-feira (12), o governo Trump autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias da guerra do Irã Zelensky, que foi a Paris para se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a decisão não está contribuindo para o fim da guerra e a conquista da paz na Ucrânia: "Essa única flexibilização das relações com os EUA poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz." Já Macron ponderou que, apesar de ele e aliados não aprovarem o fim das sanções contra a Rússia, as isenções concedidas pelos EUA são "temporárias e limitadas". Mais cedo, na rede social X, António Costa, presidente do Conselho Europeu, criticou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump. Afirmou que a decisão não foi discutida com os aliados da União Europeia e que a pressão econômica contra Putin é importante para o fim da guerra na Ucrânia. "A decisão unilateral dos EUA de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, pois afeta a segurança europeia. A crescente pressão econômica sobre a Rússia é decisiva para que o país aceite negociações sérias por uma paz justa e duradoura", lamentou. Entenda a medida anunciada pelos Estados Unidos Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história Jornal Nacional/ Reprodução Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã. A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização até 11 de abril de cargas de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março. A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos. Esse volume corresponde a aproximadamente um dia da demanda mundial por petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais. 🔎A decisão representa a primeira flexibilização das sanções dos EUA contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando o governo americano e países aliados passaram a limitar as vendas de energia da Rússia para pressionar o governo de Vladimir Putin. 🛢️Naquele ano, empresas americanas foram proibidas de comprar petróleo da Rússia. Meses depois, a União Europeia — que comprava cerca de 20% do petróleo russo exportado — também reduziu importações, em uma das principais medidas econômicas adotadas contra Moscou. A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações de petróleo representam uma das principais fontes de receita do governo russo. O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos, depois que ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã aumentaram os riscos para o transporte marítimo no Oriente Médio. O conflito afetou especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. A ameaça iraniana de bloquear embarques na região elevou o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando os preços da energia. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a autorização temporária tem como objetivo “ampliar o alcance global da oferta existente” de petróleo, mas é uma medida limitada. Em publicação na rede X, ele afirmou que a decisão não deve gerar “benefício financeiro significativo” para o governo russo, já que Moscou arrecada a maior parte dos impostos sobre o petróleo no momento da extração. Mesmo assim, o gesto é visto por analistas como um sinal político relevante em meio às tensões geopolíticas. O presidente Donald Trump vinha indicando que poderia flexibilizar algumas restrições à energia russa para conter a disparada dos preços e evitar um choque mais amplo na economia global. A decisão também ocorre poucos dias depois de Washington conceder uma autorização específica para que a Índia comprasse petróleo russo retido no mar, ajudando o país asiático a compensar perdas de fornecimento provenientes do Oriente Médio. Para Moscou, o anúncio representa um reconhecimento da importância do petróleo russo para o equilíbrio do mercado mundial. “Sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável”, afirmou Dmitriev em uma publicação no Telegram. Outro porta-voz do governo russo, Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta que o país vê a isenção das sanções como uma tentativa de Washington de estabilizar os mercados globais de energia, e os dois países têm um interesse comum nisso. "Vemos ações dos EUA com o objetivo de tentar estabilizar os mercados de energia. Nesse aspecto, nossos interesses coincidem", disse ele. Rússia virou alvo de sanções após guerra com Ucrânia A Rússia se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques. ✈️🛢️ Essas medidas reduziram parte das exportações russas para países ocidentais, mas Moscou conseguiu redirecionar grande parte do petróleo para mercados asiáticos, especialmente Índia e China, frequentemente com desconto em relação ao preço internacional. Com a intensificação das tensões que culminaram no início da guerra no Oriente Médio, parte do petróleo russo já havia sido embarcada em navios e estava a caminho de compradores. Diante da instabilidade no mercado e de restrições comerciais, alguns desses carregamentos acabaram ficando temporariamente parados no mar, aguardando novos compradores ou autorizações para serem comercializados. No mercado de energia, esse tipo de situação é conhecido como “armazenamento flutuante”, quando o petróleo permanece estocado em petroleiros no mar até que surja um destino para a carga. A licença temporária dos Estados Unidos abre uma janela de 30 dias para que essas cargas sejam comercializadas, ampliando a oferta global em um momento de forte pressão sobre o mercado. Além da flexibilização sobre o petróleo russo, o governo americano anunciou outras medidas para conter a alta da energia, incluindo a liberação de 172 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo dos EUA e a possibilidade de escolta naval para navios petroleiros no Golfo. Alívio limitado no mercado Apesar da liberação, analistas avaliam que o impacto sobre os preços pode ser limitado e temporário, já que o mercado enfrenta uma combinação de choques de oferta e aumento da demanda por energia. Além da licença para venda do petróleo russo, os Estados Unidos também anunciaram a liberação de 172 milhões de barris de sua reserva estratégica, em uma tentativa de conter a escalada dos preços. As medidas fazem parte de um esforço mais amplo da Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, que anunciou um plano de liberação de até 400 milhões de barris de petróleo para estabilizar o mercado global. Mesmo assim, investidores continuam preocupados com a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo do Oriente Médio. “As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, disse Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz Kayan Albertin / Arte g1
13/03/2026 13:21:17 +00:00
Dólar opera em alta e vai a R$ 5,29, com foco no petróleo e em dados dos EUA; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal negativo da manhã e passou a operar em alta de 0,85% nesta sexta-feira (13), cotado a R$ 5,2867 perto das 12h45. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 5,2962. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,15% no mesmo horário, aos 179.008 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O petróleo segue perto do nível de US$ 100, mesmo depois de os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo da Rússia. A possibilidade de que o conflito envolvendo o Irã se prolongue aumenta as preocupações com a inflação e pressiona as bolsas ao redor do mundo. Ontem, o petróleo subiu cerca de 9% e atingiu o valor mais alto em quase quatro anos. Nesta sexta-feira, porém, o barril do Brent recuava 1,41% perto das 9h (horário de Brasília) e era negociado a US$ 99,09. ▶️ No Brasil, o governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo e da volatilidade no preço dos combustíveis. Entre as ações estão subsídios a importadores e produtores de diesel e a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o combustível. O pacote também prevê a criação de um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, além de multas para empresas que não repassarem esses benefícios ao preço final cobrado nos postos. ▶️ Nos Estados Unidos, a agenda econômica inclui a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve, o banco central americano, por ser uma das principais referências para medir a inflação no país. ▶️ Também será divulgado o relatório de abertura de vagas de emprego (Jolts), com previsão de cerca de 6,7 milhões de postos disponíveis. Além disso, sai a leitura anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,03%; Acumulado do mês: +2,11%; Acumulado do ano: -4,49%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,04%; Acumulado do mês: -5,03%; Acumulado do ano: +11,27%. Petróleo na marca dos US$ 100 Os preços do petróleo seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia. Nesta sexta-feira (13), por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, recuava 1,41% e era negociado a US$ 99,09. Já o WTI, referência nos EUA, era cotado a US$ 93,72. Desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60, patamar que agora ficou bem distante, com os preços voltando a níveis que não eram vistos desde meados de 2022. Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias — válida até 11 de abril — permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12). Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam acompanhando de perto a evolução da guerra e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio. A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional. Governo brasileiro anuncia medidas para conter preços dos combustíveis A alta do petróleo no mercado internacional já levou o governo brasileiro a agir. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada da commodity se transforme em aumentos expressivos no preço do diesel no país. Entre as medidas, o governo decidiu zerar os tributos federais PIS e Cofins que incidem sobre o diesel. Também foi anunciado um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível, como forma de reduzir o impacto da alta internacional. Segundo estimativas do próprio governo, essas ações podem diminuir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel. Para compensar a perda de arrecadação com a redução dos tributos, o governo também anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A ideia é capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores com a valorização do petróleo no mercado internacional. A principal preocupação do governo é que o aumento do diesel acabe pressionando a inflação. Isso porque o combustível é amplamente usado no transporte de cargas no Brasil, o que influencia diretamente o custo de alimentos e de outros produtos. Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da empresa ao pacote de medidas anunciado pelo governo. De acordo com a companhia, como o programa é opcional e pode trazer benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da empresa. Agenda econômica Inflação nos EUA Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) — indicador de inflação mais acompanhado pelo banco central americano — subiu 0,3% em janeiro na comparação com o mês anterior, após ter avançado 0,4% em dezembro. O resultado ficou em linha com a previsão dos economistas. Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador acumulou alta de 2,8%, levemente abaixo dos 2,9% registrados em dezembro. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, utiliza esse índice como uma das principais referências para avaliar o comportamento da inflação e buscar sua meta de 2% ao ano. Ao desconsiderar os preços mais voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo do PCE subiu 0,4% em janeiro, repetindo o ritmo observado em dezembro — também em linha com o esperado pelos analistas. No acumulado de 12 meses, o núcleo registrou alta de 3,1%, um pouco acima dos 3,0% observados no mês anterior. Com esses dados, a expectativa predominante é de que o Fed mantenha a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião, marcada para quarta-feira. Economistas avaliam que o espaço para cortes de juros pode estar diminuindo, e o mercado financeiro projeta apenas uma redução neste ano, possivelmente em setembro. PIB dos EUA O crescimento da economia americana também mostrou sinais de desaceleração no final do ano passado. Segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento do Comércio nesta sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 0,7% no quarto trimestre, em ritmo anualizado. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas de mercado, que projetavam crescimento de 1,5% no período. Além disso, o dado foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior, que indicava expansão de 1,4%. A revisão refletiu ajustes menores para alguns componentes importantes da economia, como exportações, consumo das famílias, gastos do governo e investimentos. Ao mesmo tempo, as importações recuaram menos do que havia sido estimado inicialmente. Setor de serviços no Brasil No Brasil, o setor de serviços — que reúne atividades como transporte, tecnologia, turismo e serviços prestados às famílias — começou 2026 em crescimento. Em janeiro, o volume de serviços avançou 0,3% na comparação com dezembro, resultado acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,1%. Com isso, o setor voltou ao maior nível já registrado na série histórica. Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 3,3%, também acima da previsão de economistas, que esperavam avanço de 2,8%. Entre as atividades pesquisadas, três registraram crescimento no início do ano: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). Já os serviços prestados às famílias tiveram queda de 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis no período. Mercados globais Os mercados globais seguem influenciados pelo avanço das tensões na região aumenta o temor de interrupções no fornecimento de energia e de novas altas no preço do petróleo. Esse cenário preocupa investidores porque pode pressionar a inflação e afetar o ritmo de crescimento da economia mundial. Na Ásia, onde as negociações já terminaram, as bolsas fecharam em queda. O clima de incerteza ganhou força depois que o Irã intensificou ataques na região e ameaçou manter fechado o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo no mundo. Com esse cenário, o índice de Xangai (SSEC) caiu 0,82%, enquanto o CSI300 — que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 0,39%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 0,98%. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,2%, fechando aos 53.819 pontos Na Europa, as bolsas seguem abertas e operam em leve alta, embora ainda em um ambiente de cautela. O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, subia 0,27%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, avançava 0,12%, o DAX, da Alemanha, tinha alta de 0,28%, e o FTSE 100, de Londres, subia 0,21%. Em Wall Street, os investidores aguardam a divulgação de dados importantes sobre crescimento econômico e inflação, que podem trazer novas pistas sobre a situação da economia americana. Antes da abertura das bolsas, os índices futuros apontavam leve alta: o Dow Jones subia 0,27%, o S&P 500 avançava 0,27% e a Nasdaq tinha ganho de 0,23%. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
13/03/2026 12:00:34 +00:00
Petróleo supera US$ 100 mesmo após EUA liberarem compra de barris russos

Governo zera impostos federais sobre diesel e taxa exportações de petróleo Os preços do petróleo seguem em alta e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento global de energia. Nesta sexta-feira (13), o barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a subir 0,8%, a US$ 100,30, enquanto o WTI era negociado a US$ 95,98. Por volta das 11h (horário de Brasília), no entanto, os preços passaram a recuar, mas ainda permaneciam próximos ou acima do patamar de US$ 100: o Brent caía 0,34%, a US$ 100,12, enquanto o WTI recuava 1,30%, a US$ 94,49. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A disparada ocorre após uma forte escalada recente: desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula alta de cerca de 40%, saindo de níveis próximos a US$ 60 no começo de 2026 para patamares que não eram vistos desde meados de 2022. Os preços chegaram a recuar levemente nesta sexta após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo russo que estava retido no mar. O Tesouro americano concedeu uma licença de 30 dias, válida até 11 de abril, para que países possam adquirir carregamentos de petróleo e derivados russos já embarcados até quinta-feira (12). A medida busca aliviar a escassez no mercado global de energia. Apesar desse alívio pontual, o mercado segue atento à evolução da guerra e ao risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio. O aumento das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem elevado a volatilidade dos preços. “As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, afirmou Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes, em entrevista à agência Reuters. O avanço do petróleo também reacendeu preocupações com a inflação global e levou investidores a rever expectativas sobre juros nos Estados Unidos. Agora, o mercado projeta apenas 20 pontos-base de cortes nas taxas pelo Federal Reserve neste ano, abaixo dos 50 pontos-base esperados no mês passado. Para analistas, o cenário ainda é de forte incerteza. “Com a possibilidade de aumento dos preços do petróleo ainda elevada, os investidores devem estar preparados para volatilidade contínua e possíveis novas quedas nos mercados no curto prazo”, disse Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC, em Singapura. 🔎A escalada do petróleo ocorre em meio a temores de que a guerra prolongada afete o fornecimento global de energia, pressionando custos de combustíveis, inflação e atividade econômica em vários países. Impacto no Brasil A alta do petróleo no mercado internacional já mobilizou o governo brasileiro. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada do preço da commodity se traduza em aumentos fortes do diesel no país. Entre as ações, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, além de criar uma subvenção (incentivo financeiro) para produtores e importadores do combustível. Segundo estimativas do governo, as medidas podem reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel. Para compensar a perda de arrecadação, o governo também anunciou um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, medida voltada a capturar parte dos ganhos extras obtidos por produtores em meio à alta internacional da commodity. A preocupação do governo é que o aumento do diesel pressione a inflação, já que o combustível é essencial para o transporte de cargas no país e impacta diretamente o custo de alimentos e outros produtos. Nesse contexto, a Petrobras informou na noite desta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da companhia ao pacote de medidas do governo. Segundo a empresa, por se tratar de um programa facultativo e que pode trazer benefícios adicionais, a adesão é considerada compatível com o interesse da companhia. A estatal informou, no entanto, que a assinatura efetiva do termo de adesão ainda depende da publicação e da análise das regras que serão estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), especialmente aquelas relacionadas à definição do preço de referência necessário para operacionalizar a subvenção. A Petrobras destacou ainda que mantém sua estratégia comercial baseada na participação no mercado, na otimização dos ativos de refino e na busca por rentabilidade de forma sustentável, evitando repassar de forma imediata aos preços internos a volatilidade das cotações internacionais do petróleo e do câmbio. LEIA TAMBÉM Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP *Com informações da agência de notícias Reuters.
13/03/2026 10:48:57 +00:00
A ofensiva bilionária dos EUA para ficar com os minerais críticos do Brasil — e deixar China para trás

Minerais como nióbio, lítio e cobalto são usados, entre coisas, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites Pla2na/ Getty Os Estados Unidos deram início a uma ofensiva bilionária para ter acesso às reservas de minerais críticos e de terras raras do Brasil. Estima-se que o Brasil tenha entre 20% e 23% das reservas mundiais de terras raras, por exemplo, a segunda maior atrás apenas da China, e o país é tido como estratégico para o plano dos EUA de reduzirem sua dependência da China, principal produtora e processadora desses minerais. Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar. Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites. A BBC News Brasil apurou que a ofensiva americana ocorre em duas frentes: uma econômica e outra política, e envolve tanto investidores privados como setores do governo de Donald Trump como o Departamento de Guerra. Na frente econômica, os EUA se preparam para ampliar os investimentos em companhias brasileiras ou estrangeiras que já detêm autorizações de pesquisa ou exploração de minerais críticos no país. Nesse campo, os americanos estariam dispostos a investir "dezenas de bilhões de dólares" formando parcerias e até mesmo se tornando sócios de mineradoras que já atuam no país, mesmo que em fase embrionária, segundo apurou a BBC News Brasil com fontes a par do projeto. Na frente política, o governo dos Estados Unidos quer que o governo brasileiro assine um acordo sobre o assunto o mais rápido possível. Uma versão preliminar deste acordo foi enviada pela Embaixada dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) em fevereiro deste ano. Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos Uma fonte do governo brasileiro ouvida em caráter reservado confirmou que a proposta foi recebida pelo Itamaraty e que ela ainda está sendo analisada como parte da preparação de um encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos EUA, Donald Trump. A reunião, que estava prevista para ser realizada em Washington neste mês, ainda não foi confirmada pelos dois governos. No governo Lula, no entanto, a avaliação é de que o país não tem motivos para ter pressa em assinar o acordo com os americanos por conta da posição supostamente privilegiada do Brasil como detentor de uma matéria-prima desejada pelo governo Trump. Além disso, o governo já se mostrou contrário ao desejo expressado pelos americanos de que países que façam acordo com os EUA fechem as portas para o mercado chinês. Donald Trump determinou que uma das prioridades do seu governo é aumentar o acesso dos EUA a fontes de minerais críticos e terras raras EPA Corrida bilionária A corrida econômica dos EUA em busca de acesso a fontes de minerais críticos ganhou impulso no Brasil a partir do ano passado, quando o governo americano passou a mapear empresas brasileiras e estrangeiras que já atuam na pesquisa e na extração de terras raras no Brasil. Na época, uma análise do setor mostrava que o Brasil tinha apenas um projeto operacional de extração de terras raras e que praticamente toda sua produção, feita pela mineradora Serra Verde, em Goiás, era destinada à China. Em setembro de 2025, os EUA anunciaram um aporte de US$ 5 milhões na mineradora Aclara, que tem ações listadas na Bolsa de Valores de Toronto, no Canadá. A empresa tem projetos de pesquisa sobre terras raras no município de Nova Roma, em Goiás. O segundo grande movimento americano veio junto à mineradora Serra Verde. Em fevereiro deste ano, a empresa anunciou que recebeu um financiamento de US$ 565 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), uma agência do governo norte-americano para investimentos internacionais. O dinheiro vai garantir aos americanos uma participação acionária na companhia e será usado, segundo anunciado, para o refinanciamento de linhas de crédito usadas pela companhia. O investimento na Serra Verde era considerado estratégico para os americanos. Praticamente toda a exportação de terras raras do Brasil em 2025 foi produzido pela empresa e quase toda sua produção foi para a China. Em 2025, por exemplo, o Brasil exportou US$ 12 milhões em terras raras, sendo que 99,4% desse total foi para compradores chineses. Em dezembro, segundo a agência Reuters, a Serra Verde anunciou que encerraria o seu contrato de fornecimento para a China no final de 2026, adiantando em pelo menos sete anos o fim do vínculo com os chineses. A BBC News Brasil questionou a mineradora se o fim do contrato estava relacionado ao investimento americano, mas não houve resposta. Uma outra etapa da investida econômica dos americanos pelas terras raras brasileiras ocorrerá na quarta-feira (18/3), em São Paulo, onde o Consulado dos EUA vai organizar um fórum sobre minerais críticos para reunir empresários brasileiros e americanos, membros dos governos dos dois países e bancos de investimento. Segundo a BBC News Brasil apurou, a estratégia é que surjam novas parcerias a partir do encontro de empresários e investidores com os responsáveis pelos projetos que estão sendo desenvolvidos no país. No evento, representantes de mineradoras "juniors", que já detêm direitos minerários ou que estejam no processo de aquisição desses direitos junto às autoridades brasileiras, deverão apresentar seus projetos a investidores estrangeiros e a representantes do governo americano. Essas empresas são chamadas de "juniors" porque são de pequeno porte e, na maioria das vezes, dependem de investimentos externos para saírem da fase de pesquisa e entrar na etapa operacional. O foco dos investimentos está em projetos localizados em Goiás, Minas Gerais e Bahia. Um dos requisitos para que os americanos façam esses investimentos é que essas mineradoras, quando em operação, priorizem o consumidor final dos EUA ou de seus aliados, restringindo o acesso da China a essas matérias-primas. Apesar disso, representantes americanos e especialistas no setor avaliam que, ao menos em um primeiro momento, será difícil contornar a China como parte do negócio, uma vez que os EUA não teriam a capacidade técnica de refinar e processar alguns desses minerais, como, por exemplo, as terras raras. "Os Estados Unidos vão ter que desenvolver capacidade de processamento de terras raras, porque hoje eles só conseguem refinar 11% da produção global", diz à BBC News Brasil o diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Julio Nery. A importância do assunto para o governo Trump é tão grande que há previsão de presença de representantes do Departamento de Guerra e do de Energia no fórum em São Paulo. A preocupação militar com relação aos minerais críticos se explica pelo fato de que esses materiais são considerados essenciais para a construção de componentes eletrônicos usados em aviões, mísseis balísticos, entre outros equipamentos. Entre terras raras, estão estão lítio, cobalto e nióbio; na foto, uma mineradora de terras raras em Goiás Mineradora Serra Verde Acordos e discordâncias Na frente política, os americanos vêm tentando atrair o Brasil para assinar acordos sobre minerais críticos e terras raras, apesar da reticência do governo brasileiro. Uma fonte com conhecimento do assunto disse à BBC News Brasil que a proposta de memorando de entendimento enviado ao Itamaraty é semelhante à que foi assinada entre os EUA e a Austrália em outubro de 2025. O acordo com a Austrália previa: o estabelecimento de um preço mínimo para os minerais críticos para evitar manipulações de mercado como redução artificial do preço pago pelos compradores, o que prejudicaria os fornecedores; mudanças nas leis para acelerar os processos de licenciamento e permissão para exploração desses materiais; e mapeamento de novos projetos e reservas e investimento em projetos que tenham como destino final compradores localizados nos Estados Unidos ou na Austrália, em um esforço para diminuir a participação da China neste mercado. A expectativa junto a oficiais do governo americano é que o Brasil sinalize se irá ou não assinar o acordo antes da viagem de Lula a Washington. Uma fonte do governo brasileiro disse em caráter reservado à BBC News Brasil que o assunto já estaria sendo alvo de discussões em nível técnico com as equipes dos EUA que trabalham na preparação da visita a Trump. Também em fevereiro, o governo americano realizou uma reunião com representantes de 54 países sobre o assunto para propor uma zona de comércio preferencial para minerais críticos e terras raras. Essa zona conteria mecanismos para evitar manipulações de mercado supostamente praticadas pela China. O governo brasileiro, no entanto, enviou uma delegação de menor peso diplomático, para evitar a impressão de comprometimento com a proposta. Interlocutores do presidente Lula, no entanto, veem a movimentação americana sobre o assunto com reservas. O primeiro motivo é que o Brasil não estaria disposto a participar de uma iniciativa para dar exclusividade na exportação de terras raras para os EUA ou seus aliados. Segundo um desses interlocutores, a tradição diplomática brasileira não é de alinhamentos automáticos e limitar os clientes para qualquer produto brasileiro seria prejudicial ao país, especialmente em se tratando da China, principal parceiro comercial do Brasil e maior comprador de terras raras brasileiras nos últimos dois anos. O segundo motivo seria o desejo do governo de conseguir parceiros nesse segmento que se comprometam a investir no processamento das terras raras em território brasileiro, para evitar o tradicional modelo em que o Brasil exporta commodities e compra produtos acabados mais caros. "Queremos repensar o papel da exploração dos recursos naturais e fortalecer as cadeias produtivas dos nossos territórios", disse Lula na segunda-feira (9/3), em Brasília, durante a visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. "Já está avisado que o Brasil não vai fazer aquilo que foi feito com o minério de ferro. A gente vendeu minério para comprar produtos acabados pagando cem vezes mais caro. Agora, a parceria será para fazer os processos de transformação aqui no Brasil." Brasil entre gigantes 'Queremos repensar o papel da exploração dos recursos naturais e fortalecer as cadeias produtivas dos nossos territórios', disse Lula durante visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa (à esq.) Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que os movimentos dos EUA no Brasil fazem parte de uma disputa geopolítica mais ampla. O aumento do acesso americano a fontes de minerais críticos é um dos pilares da política externa do governo Trump. Essa prioridade ganhou ainda mais destaque depois que a China suspendeu a exportação desses produtos para os Estados Unidos logo após Trump impor sanções tarifárias a produtos chineses. A medida chinesa foi vista como uma retaliação e colocou em risco parte da indústria de alta tecnologia instalada nos Estados Unidos. Após negociações, os chineses voltaram a exportar os minerais para os americanos, mas a suspensão ligou um sinal de alerta no governo Trump. O alerta foi tão alto que fez com que o tema fosse abordado na Estratégia Nacional de Segurança, um documento divulgado anualmente com as prioridades de segurança nacional dos EUA. Na edição do ano passado, os minerais críticos foram citados três vezes. "Nós devemos reassegurar a nossa independência e acesso confiável a bens que precisamos para nos defender e preservar nosso modo de vida. Isto vai requerer expandir o acesso americano a minerais e materiais críticos enquanto combatemos práticas predatórias econômicas", diz um trecho do documento. Elena Rodriguez, professora do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, diz que o curso das negociações entre Brasil e Estados Unidos "não é só uma aproximação comercial comum". "É uma corrida geopolítica muito bem estruturada", afirma Rodrigues, diretora do think tank Brics Policy Center, destinado a estudar os membros do bloco Brics, do qual fazem parte 11 países, entre eles o Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul. "Isso ficou bem claro em fevereiro, na reunião ministerial de minerais críticos. O objetivo ali foi explícito: redesenhar o mercado global e criar rotas de suprimento seguras e variadas para tentar equilibrar o jogo contra a China, diminuindo a dependência que o mundo hoje tem do controle chinês." Rodriguez explica que os EUA tentam diminuir sua dependência da produção e processamento de terras raras e minerais críticos em relação à China, porque "quem controla esses recursos e, principalmente, quem detém a tecnologia para processá-los, dita as regras do jogo na transição energética e na indústria de defesa e tecnologia do século 21". "A China entendeu isso há décadas e construiu uma posição dominante. Agora, os EUA estão reagindo com uma política industrial e externa agressiva para tentar reequilibrar essa balança", diz a professora. A demanda por esses minérios deve crescer 1500% até 2050, segundo relatório da Unctad, a agência de desenvolvimento das Nações Unidas. Trata-se de um volume acima da capacidade atual de produção. Julio Nery, do Ibram, diz que a principal preocupação dos EUA nas tratativas com o Brasil é uma só: "Eles querem garantia de fornecimento". "Recentemente, a China suspendeu o fornecimento de terras raras para os EUA. Se você não tem o controle sobre esse tipo de produto, você fica sem condições de fabricar seus produtos mais avançados", afirma Nery. Em meio a essa disputa geopolítica, Sidney Ribeiro, professor do Instituto de Química da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), diz que o Brasil precisa considerar suas próprias necessidades e mudar o modelo de exportação de commodities. "O alvo [dessa disputa geopolítica] são nossas reservas. As recentes iniciativas de exploração em Goiás e Minas Gerais, infelizmente, estão voltadas ao envio do minério bruto para o exterior. [É preciso] investir para reverter a situação atual", afirma Ribeiro. Nery faz uma avaliação semelhante. Não seriam apenas os americanos que estão interessados em fazer acordos com o Brasil e que, por isso, o país precisa avaliar as melhores propostas. "Claro que eles [os Estados Unidos] têm interesse em fazer o acordo aqui. Mas outros países também querem. Temos a Europa, o Japão, entre outros", afirma Nery. "A gente tem que levar em consideração que o bom para o Brasil é se a gente conseguir manter essa diversidade [de compradores] e aproveitar o fato de que não temos inimigos e podemos negociar com todo mundo." Procurado pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto, o MRE e a Embaixada dos Estados Unidos não responderam às questões enviadas. Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que está "aberto ao diálogo e à cooperação com iniciativas internacionais que contribuam para uma cadeia global de minerais críticos mais resistente, transparente e sustentável" e que atuação brasileira no setor é pauta em conversas "com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos". Mina de exploração de terras raras. Corrida global por minerais críticos coloca o Brasil na rota do interesse dos Estados Unidos e da China Reuters LEIA TAMBÉM: Entenda o que são terras raras e minerais críticos Lula defende exploração conjunta de terras raras com África do Sul: 'Já levaram nosso ouro, o que mais querem levar?' Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos, terras raras e transição energética
13/03/2026 09:49:56 +00:00
‘Dava para sentir o medo na cozinha’: como era o ambiente no restaurante do chef acusado de agressões e humilhações

Namrata Hegde na cozinha do Noma Reprodução/LinkedIn “Quando ele chegava, dava para sentir a ansiedade e o medo dos funcionários.” É assim que Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, descreve a atmosfera na cozinha do restaurante Noma, em Copenhague, comandado por mais de duas décadas pelo chef dinamarquês René Redzepi. Ela contou ao g1 a sua experiência. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o cargo de liderança do restaurante após denúncias de agressões e humilhações contra funcionários. O caso foi revelado nesta semana pelo jornal "The New York Times", que ouviu cerca de 35 pessoas que trabalharam no restaurante entre 2009 e 2017. Namrata fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma. Na época, os estágios no restaurante não eram pagos. Apesar de não ter tido muito contato direto com Redzepi, ela diz que percebia claramente como o ambiente, que já era tenso, piorava quando o chef entrava na cozinha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ela conta que não foi fácil para a família apoiá-la financeiramente durante o período. Mesmo assim, decidiu ir. Trabalhar em um dos restaurantes mais famosos do mundo, com três estrelas Michelin e menu que pode custar cerca de R$ 7 mil por pessoa, era um sonho para uma chef recém-formada. Segundo ela, o anúncio do estágio prometia uma experiência educacional completa, com jornada de cerca de 37 horas semanais. Os estagiários deveriam passar por diferentes áreas da cozinha, participar de atividades externas, workshops e sessões semanais de criação de pratos. Mas a realidade foi diferente. Tarefas repetitivas e clima tenso Além de realizar tarefas como separar e limpar ervas, Namrata acabou repetindo praticamente a mesma função durante boa parte do estágio: preparar os chamados “fruit-leather beetles”, uma preparação feita com massa de fruta moldada no formato de besouro que fazia parte de um dos pratos do menu. (veja na imagem que abre a reportagem) Ela conta que produzia cerca de 120 unidades por dia. O ambiente entre os estagiários também era difícil. Namrata descreve a cozinha como “extremamente competitiva e tensa”, já que muitos tentavam se destacar para sair das tarefas consideradas menos prestigiadas. "Alguns estagiários tentavam até sabotar outros”, afirma. Ela diz que o clima também era marcado por silêncio e disciplina. "Você não podia conversar, não podia rir. Pegava mal”, diz. Um episódio que marcou essa sua percepção aconteceu quando um dos estagiário cortou a mão enquanto fatiava maçãs em um utensílio de cozinha. Em vez de receber ajuda imediata, algumas pessoas riram e disseram que ele “não era material para o Noma”. Ele precisou procurar sozinho o kit de primeiros socorros e ficou bem. Para ela, o comportamento dentro da cozinha refletia a liderança. Segundo a chef, parte dessa cultura também deve continuar sendo reproduzida por outros chefs que seguem trabalhando no restaurante. Após a experiência no Noma, ela relata ter enfrentado ansiedade, sensação constante de urgência e sintomas de estresse pós-traumático. Ao mesmo tempo, diz que o episódio enfatizou a sua forma de lidar com colegas de profissão. “Faço questão de tratar todos com respeito, independentemente do cargo.” Depois de trabalhar em outros restaurantes, ela decidiu deixar as cozinhas profissionais. Hoje vive em Nova York, onde atua com mídia gastronômica, trabalhando como food stylist e escreve sobre comida. Não compra as desculpas de René Segundo relatos da imprensa, ex-funcionários acusaram o chef René Redzepi de criar ambiente de trabalho tóxico, com abuso verbal e físico Getty Images No início da semana, o chef publicou uma nota no Instagram afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas (veja o posicionamento completo no final da reportagem). "Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota. Ele também anunciou que deixou o cargo de conselheiro da MAD, organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele. "Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef. Redzepi também publicou um vídeo pedindo desculpas à equipe do Noma. Namrata, porém, diz que não acredita que o chef vá realmente se afastar completamente. Segundo ela, Redzepi ainda está ligado a outros restaurantes na Dinamarca, e por isso vê o anúncio com ceticismo. Initial plugin text Leia a nota de Redzepi na íntegra As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado. Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações. Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011. Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo. Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial. A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença. Veja mais: 'Nojento e desolador': a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans ‘Foi um choque, fiquei sem chão’: mais de 380 mil mulheres foram demitidas após a licença-maternidade em cinco anos
13/03/2026 08:04:36 +00:00
Pesquisa revela onde a carreira das mulheres mais trava — e não é no topo

Pesquisa da InfoJobs mostra que 49% das mulheres dizem que a carreira trava na transição para cargos de gestão Freepik Para muitas mulheres, a carreira não para no topo. Ela desacelera antes. Uma pesquisa da plataforma de empregos InfoJobs mostra que quase metade das profissionais acredita que o crescimento trava justamente na passagem para cargos de gestão — etapa que costuma ser a porta de entrada para a liderança nas empresas. Segundo o levantamento, 49% das mulheres dizem sentir um "teto de crescimento' na transição de funções técnicas para posições de gestão, enquanto 20% apontam que a barreira aparece apenas na chegada à diretoria ou nível executivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, isso indica que muitas carreiras encontram obstáculos antes mesmo de alcançar o topo da hierarquia corporativa. O estudo faz parte da Pesquisa Panorama da Mulher no Mercado de Trabalho 2026, realizada pela InfoJobs com 1.022 profissionais. O levantamento, divulgado com exclusividade para o g1, reúne percepções sobre crescimento profissional e ambiente de trabalho. Especialistas costumam explicar esse fenômeno apontando na pesquisa com dois conceitos que ajudam a entender a desigualdade de gênero nas empresas: 🪟 Teto de invisível / vidro : barreira invisível que impede o avanço até as posições mais altas da hierarquia; 🪜 Degrau quebrado: dificuldade que muitas mulheres enfrentam para conquistar a primeira promoção para cargos de liderança. Hosana Azevedo, gerente de RH do Redarbor - grupo responsável pelo InfoJobs - explica que, embora muitas mulheres avancem bem em funções técnicas, a passagem para a liderança costuma depender de outros fatores além da entrega individual. "Esse é um momento em que as promoções passam a depender menos de entrega individual e mais de visibilidade, networking interno e confiança da liderança — fatores que historicamente favoreceram trajetórias masculinas". Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos Hosana também ressalta que o problema não está na qualificação das profissionais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres já têm, em média, níveis de escolaridade mais altos que os homens no Brasil. Ainda assim, permanecem sub-representadas em posições de liderança. Para ela, o desafio aparece justamente na transição entre a performance técnica e o reconhecimento como potencial líder dentro das empresas. Quando esse primeiro obstáculo aparece cedo, o efeito se espalha ao longo da carreira. Menos mulheres conseguem avançar para os níveis seguintes da estrutura corporativa. E a presença feminina diminui conforme os cargos se tornam mais altos. Os próprios dados da pesquisa ajudam a ilustrar esse cenário. Entre as mulheres entrevistadas na pesquisa da InfoJobs, a maior parte ainda está distante das posições de liderança — ou sequer conseguiu permanecer no mercado de trabalho. Mais da metade das participantes (54%) afirmou que não está trabalhando atualmente. Outras 21% estão no início da carreira e 17% ocupam cargos de especialista ou analista. Já os postos de liderança aparecem com participação bem menor: 5% disseram atuar em coordenação ou gestão, enquanto apenas 3% chegaram à liderança sênior ou à diretoria. A pesquisa também analisou como as empresas distribuem projetos estratégicos — tarefas que costumam aumentar a visibilidade dentro das organizações e influenciar decisões de promoção. Quase metade das entrevistadas (46%) avalia que a distribuição ocorre de forma equilibrada e baseada em competência. Ainda assim, uma parcela relevante percebe diferenças. Cerca de 31% dizem que mulheres recebem projetos estratégicos, mas com maior nível de cobrança, enquanto 23% afirmam que há tendência de direcionar projetos críticos para perfis masculinos. Hosana afirma que projetos estratégicos costumam funcionar como uma vitrine dentro das empresas, pois são eles que aumentam a visibilidade de profissionais e influenciam decisões de promoção. Segundo a executiva, quando mulheres têm menos acesso a essas experiências — ou precisam comprovar resultados sob níveis mais altos de exigência — cria-se um desequilíbrio que se acumula ao longo da trajetória profissional. Ambiente de trabalho ainda exige cautela A percepção sobre o ambiente corporativo também ajuda a entender por que o avanço nem sempre ocorre no mesmo ritmo. Quase metade das entrevistadas (45%) afirma que precisa ter mais cautela ao se posicionar no trabalho em comparação aos colegas homens. Outras 22% dizem que o ambiente não favorece erros ou discordâncias quando se trata de mulheres. Apenas 33% relatam sentir a mesma liberdade e confiança que os pares masculinos. A percepção de que as organizações ainda precisam evoluir nesse tema também aparece com força no levantamento. Segundo a pesquisa, 78% das mulheres afirmam que temas como igualdade salarial, apoio à dupla jornada e oportunidades iguais ainda não recebem a atenção necessária dentro das empresas. Apenas 22% acreditam que essas questões são tratadas de forma adequada. Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor, empresas que não monitoram de forma efetiva indicadores de equidade e inclusão correm o risco de perder talentos e reduzir o engajamento das equipes. Segundo ela, promover equidade não é apenas uma pauta social, mas também uma estratégia para melhorar a gestão de pessoas e fortalecer a competitividade das organizações. "As empresas precisam traduzir equidade em ações concretas. Quando as mulheres percebem que seus direitos e oportunidades são tratados de forma superficial, o resultado aparece em diferentes dimensões da organização, como menor retenção, queda de engajamento e enfraquecimento da confiança institucional", pontua. Desafios aumentam ao longo da carreira Outro fator que influencia essa percepção de estagnação aparece em determinadas fases da vida profissional. Segundo Hosana, o sentimento costuma se intensificar a partir dos 30 anos, momento em que muitas mulheres tentam avançar para posições de liderança ao mesmo tempo em que enfrentam decisões pessoais importantes, como a maternidade. "As mulheres dedicam quase o dobro de horas semanais ao trabalho doméstico e ao cuidado familiar em comparação aos homens, o que ainda influencia a percepção de disponibilidade para cargos de gestão". A executiva acrescenta que alguns setores apresentam desafios adicionais. Áreas tradicionalmente masculinas, como tecnologia, engenharia e indústria, ainda registram barreiras maiores para a ascensão feminina. As dificuldades também se tornam mais evidentes quando o recorte considera mulheres de grupos minorizados. Segundo a pesquisa da Infojobs, 62% das entrevistadas acreditam que existem oportunidades para mulheres pretas, pessoas com deficiência e LGBTQIA+, mas que elas ainda não são igualitárias. Apenas 19% dizem que essas oportunidades são distribuídas de forma equivalente. Nos comentários abertos do levantamento, muitas participantes também relataram preferência por homens em cargos de chefia, menor presença feminina em posições estratégicas e diferenças salariais entre homens e mulheres, além de obstáculos para avançar na carreira. Para Hosana, parte da solução passa por tornar mais claros e estruturados os processos de promoção dentro das empresas. Segundo ela, critérios objetivos para liderança ajudam a reduzir vieses e ampliam as chances de reconhecimento do desempenho feminino. A executiva também destaca o papel de iniciativas como programas de mentoria, patrocínio profissional e trilhas de desenvolvimento voltadas à liderança feminina. Apesar das barreiras, o levantamento mostra que parte das profissionais ainda acredita em mudanças. Metade das entrevistadas (50%) afirma ter uma visão otimista sobre o futuro do mercado de trabalho para as mulheres, com expectativa de maior igualdade salarial, mais benefícios relacionados à maternidade e oportunidades mais equilibradas. Outros 30% dizem não esperar mudanças significativas, enquanto 21% demonstram uma visão pessimista. "Esse dado mostra que existe expectativa de mudança — e cabe às empresas transformar essa expectativa em práticas concretas de desenvolvimento, visibilidade e acesso à liderança", conclui Hosana.
13/03/2026 05:00:46 +00:00
Dia do Consumidor: como achar ofertas sem cair em golpes, como site falso, PIX errado e IA com 'famosos'

Dia do Consumidor: como aproveitar as ofertas sem cair em ciladas O Dia do Consumidor acontece em 15 de março, que, em 2026, vai cair em um domingo. Muitas lojas estão aproveitando para oferecer descontos e promoções especiais na data e até ao longo do mês. Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes. E fique ligado também nos seus direitos de consumidor: no fim da reportagem, relembre o que é o direito de arrependimento, a garantia legal do produto e como identificar venda casada ou publicidade enganosa. As recomendações incluem pesquisar bastante antes de fechar uma compra, conferir todos os detalhes do site onde está comprando (mesmo se for de uma loja conhecida) e sempre desconfiar de preços muito atrativos. Pesquise sempre antes de comprar Dia do Consumidor: como achar ofertas sem cair em golpes, como site falso, PIX errado e IA com 'famosos' Cookie_studio/Freepik A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo. Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes. Cheque os detalhes Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura. É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon. Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro. Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor. Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente. Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian. Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ. Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim. Duvide das ofertas milagrosas Dia do Consumidor: como aproveitar as ofertas sem cair em ciladas Tirachardz/Freepik Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial. Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso. Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos. Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais. Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como um print das telas com as informações da alteração do preço. Conheça seus direitos É muito importante saber quais são os direitos do consumidor ao comprar um produto, principalmente por vias digitais. Conheça ou relembre alguns conceitos que podem ajudar a fazer uma compra mais segura: Direito de arrependimento Em compras on-line, o consumidor tem o direito de se arrepender da compra e devolvê-la no prazo de até sete dias, sem necessidade de justificativa e sem custos adicionais. Garantia legal É o prazo previsto na lei para que o consumidor possa reclamar de vícios e defeitos constatados na compra de produtos. Esse direito independe de certificado de garantia e de forma escrita, tanto que sua comprovação só necessita de demonstração da compra, com a apresentação de cupom fiscal, por exemplo. Venda casada direta Impõe, de maneira explícita e imediata, a compra de um produto ou serviço adicional ao uso do produto ou serviço desejado. Exemplo: aparelho celular vendido sem os acessórios que obriga o consumidor a adquirir um carregador a parte. Venda casada indireta Limita a escolha do consumidor a apenas à opção oferecida pelo próprio fornecedor. Exemplo: permitir a entrada no cinema apenas com alimentos comprados no local. Publicidade enganosa A publicidade ou propaganda enganosa é aquela que induz o consumidor ao erro, mesmo por omissão, em relação às características de um produto ou serviço, como qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço ou quaisquer outros dados que não sejam condizentes à verdade. Abaixo, veja eletrodomésticos, móveis e celulares com preços de R$ 220 a R$ 10.000, consultados em março nas principais lojas on-line. 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Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.
13/03/2026 05:00:33 +00:00
Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR

Imagem de uma colheita de arroz em abril de 2024. Celso Tavares / g1 Produtores rurais do Rio Grande do Sul e do Paraná relatam dificuldade para comprar diesel para abastecer máquinas agrícolas e denunciam aumentos “abusivos” no preço do combustível em pleno período de colheita de arroz e de soja. "Até o início da semana passada, ninguém se preocupava com a entrega de diesel. Já nessa semana, eu fui fazer um pedido e fui colocado em uma lista de espera. Estava pagando R$ 5 o litro, e já subiu para R$ 7", conta o produtor de arroz Fernando Rechsteiner, de Pelotas (RS). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "No Paraná, temos recebido relatos de falta de diesel desde terça. Um produtor de Rio Azul, por exemplo, nos informou que a distribuidora que atende na região não possui o combustível", afirma Luiz Eliezer Ferreira, técnico do departamento econômico do Sistema FAEP. "Outros relatos semelhantes estão chegando de Faxinal, Guarapuava, Prudentópolis e Irati", acrescenta. Já em Erechim, norte do RS, cerca de 20% dos produtores enfrentam dificuldades para encontrar óleo diesel, conta o presidente do Sindicato Rural de Erechim, Allan André Tormen. "Todos relatam alta de preço que varia 20% a 55%", acrescenta. Barril do petróleo a US$ 100 As queixas começaram uma semana depois do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, que provocou uma disparada do preço do petróleo no mercado internacional. A Petrobras ainda não reajustou os preços no Brasil, mas o diesel já subiu 7% nos primeiros dias de março. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) diz que não há registro de falta de combustível no país. No domingo (8), a agência publicou uma nota informando que entrou em contato com os principais fornecedores e que apurou que o RS conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento de diesel. "As distribuidoras serão formalmente notificadas para que prestem os devidos esclarecimentos à ANP sobre o volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos", disse a agência. Diante da falta de uma explicação clara para o que está acontecendo, produtores e associações desconfiam de um movimento especulativo e de um possível freio nas importações diante da disparada dos preços. O g1 procurou o Sindicato Nacional das Empresas de Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), mas a entidade disse que não irá se manifestar sobre o assunto. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) não respondeu até a publicação dessa reportagem, mas, em seu site, soltou uma nota conjunta defendendo a importação de biodiesel de até 20% da demanda nacional para frear a escalada de preços. (veja abaixo) A seguir, entenda o que os produtores têm relatado. Como é feito o abastecimento no campo A maioria dos produtores rurais não possui estrutura para armazenar grandes volumes de combustível e, por isso, depende de entregas contínuas de diesel, diz Rechsteiner. Esse abastecimento é feito por empresas conhecidas como Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs). "Elas atuam como revendedoras: compram o combustível das grandes distribuidoras para entregá-lo diretamente nas propriedades rurais", explica o diretor do SindTRR, no RS, Carlos Schneider. O diesel é essencial para o funcionamento de máquinas agrícolas e transporte de alimentos. Ele explica que o que tem acontecido no estado é que as TRRs não estão recebendo combustível das distribuidoras. "A maioria das TRRs não possui contratos fixos com as grandes distribuidoras. Elas operam como clientes 'spot' (bandeira branca), o que as coloca no final da fila de prioridades das distribuidoras", diz Schneider. Segundo ele, o recado que as empresas têm recebido das distribuidoras é de que há indisponibilidade do produto para as TRRs. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Movimento especulativo? Antônio Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), afirma que tanto a falta de diesel nas TRRs, como a disparada de preços, "parecem" se tratar mais de "um movimento especulativo". "O diesel que está saindo das distribuidoras foi comprado com petróleo abaixo de US$ 60", diz. "O sujeito vê que o preço vai subir e segura o produto que ele tem estocado para vender 50% mais caro. Isso é algo extremamente danoso", ressalta. Schneider, do SindTRR, explica que a produção nacional não supre toda a demanda, sendo necessário importar entre 25% e 30% do óleo diesel consumido no Brasil. "As distribuidoras podem estar 'abrindo mão' de suas cotas de importação para não amargar prejuízos, o que gera o buraco no suprimento", afirma. "Eles não estão sendo transparentes com o mercado, não estão dizendo o que realmente está acontecendo." Já o presidente do Sindicato Rural de Erechim, Allan Tormen, diz que as próprias "TRRs podem estar tentando se antecipar aos aumentos da Petrobras para não ter prejuízo na reposição do estoque". Diante desse cenário, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação sobre os preços abusivos dos combustíveis, após um pedido da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10). Biodiesel para evitar escalada Associações rurais e distribuidoras têm pedido ao governo medidas para aumento da oferta de biodiesel no mercado doméstico como forma de frear a escalada de preços. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério de Minas e Energia (MME), na sexta (6), o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel dos atuais 15% para 17%. "O avanço da mistura de biodiesel representa uma medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional”, explica no ofício o presidente da CNA, João Martins. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e a Fecombustíveis defenderam, em nota, a liberação da importação de biodiesel até o limite de 20% da demanda nacional. Outras entidades assinaram a nota, como a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), SindTRR e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
13/03/2026 04:00:35 +00:00
EUA incluem Brasil em investigação por 'práticas comerciais desleais ligadas a trabalho forçado' e medida pode criar nova tarifas

O presidente dos EUA, Donald Trump, em 11 de março de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O escritório do Representante Comercial dos EUA informou na noite de quinta-feira (12) que iniciou investigações sobre práticas comerciais desleais contra 60 países, incluindo o Brasil. A ideia é entender se os países falharam em tomar medidas contra o trabalho forçado. 🔍 A medida pode ser usada pela Casa Branca para criar novas tarifas, após derrota do tarifaço na Suprema Corte em fevereiro. A nova investigação se baseia na Seção 301, instrumento da Lei de Comércio Americana, que permite ao governo dos EUA agir quando identifica ações que prejudicam o comércio americano. "Essas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis impacta os trabalhadores e as empresas dos EUA", disse o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, em um comunicado. O Brasil já tinha sido incluído em outras investigações relacionadas às tarifas no ano passado. Pouco depois do anúncio do tarifaço de 50% em julho, desmatamento, violação de direitos autorais e até a ferramenta de pagamento digital Pix se tornaram alvo da gestão Trump. Setores agrícolas americanos já tinham acusado os brasileiros de usarem mão de obra forçada ou em condição análoga à escravidão. Com isso, o agronegócio brasileiro pode se tornar o principal alvo da nova investigação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A lista de 60 países e economias inclui alguns dos principais parceiros comerciais e aliados dos EUA, como Austrália, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Israel, Índia, Catar e Arábia Saudita. China e Rússia também aparecem na relação. Após a decisão da Suprema Corte, Trump impôs uma tarifa de 10% por 150 dias com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Na quarta-feira (11), o governo também anunciou novas investigações comerciais sobre excesso de capacidade industrial em 16 grandes parceiros comerciais. Os Estados Unidos já adotaram restrições a painéis solares e outros produtos vindos da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. O governo dos EUA acusa autoridades chinesas de manter campos de trabalho para integrantes da minoria étnica uigur e outros grupos muçulmanos. Pequim nega as acusações de abusos. Greer afirmou que espera que outros países passem a aplicar proibições semelhantes contra produtos feitos com trabalho forçado, como as previstas em uma lei comercial americana criada há quase um século. Segundo Greer, a expectativa é concluir as investigações da Seção 301 — incluindo possíveis medidas de resposta — antes que as tarifas temporárias impostas por Trump expirem, em julho. “Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, disse Greer. Também citada na lista, a China criticou a medida nesta sexta (13) e disse que o país se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias e defender seus direitos e interesses legítimos. O Ministério do Comércio da China afirmou que os EUA não têm o direito de determinar "unilateralmente" se um parceiro comercial tem "excesso de capacidade" e tomar medidas restritivas unilaterais Confira a lista dos países investigados 1. Argélia 2. Angola 3. Argentina 4. Austrália 5. Bahamas 6. Bahrein 7. Bangladesh 8. Brasil 9. Camboja 10. Canadá 11. Chile 12. China, República Popular da China 13. Colômbia 14. Costa Rica 15. República Dominicana 16. Equador 17. Egito 18. El Salvador 19. União Europeia 20. Guatemala 21. Guiana 22. Honduras 23. Hong Kong, China 24. Índia 25. Indonésia 26. Iraque 27. Israel 28. Japão 29. Jordânia 30. Cazaquistão 31. Kuwait 32. Líbia 33. Malásia 34. México 35. Marrocos 36. Nova Zelândia 37. Nicarágua 38. Nigéria 39. Noruega 40. Omã 41. Paquistão 42. Peru 43. Filipinas 44. Catar 45. Rússia 46. Arábia Saudita 47. Singapura 48. África do Sul 49. Coreia do Sul 50. Sri Lanka 51. Suíça 52. Taiwan 53. Tailândia 54. Trinidad e Tobago 55. Turquia 56. Emirados Árabes Unidos 57. Reino Unido 58. Uruguai 59. Venezuela 60. Vietnã
13/03/2026 02:09:02 +00:00
Combustíveis: Lula repete fórmula de Bolsonaro e reduz impostos para conter preços em meio à alta do petróleo
Com o acirramento da guerra no Oriente Médio e a escalada do preço do petróleo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou nesta quinta-feira (12) as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre o diesel e anunciou um incentivo aos produtores e importadores do combustível.  Com as medidas, o governo espera, ao custo de R$ 30 bilhões, gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas. Para compensar, o governo do presidente Lula vai contar com o imposto de exportação sobre o petróleo. Com a tributação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esperar alcançar a neutralidade do impacto da redução do PIS/Pasep e Cofins e do pagamento da subvenção a produtores e importadores de diesel. O anúncio saiu na semana que antecede a próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), servindo como um sinal de que o governo federal está atento aos eventuais impactos na inflação, e com as eleições no horizonte.  Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medidas Bolsonaro Em 2022, em meio à alta do petróleo com o início da guerra na Ucrânia após invasão russa, Jair Bolsonaro também zerou as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre o diesel para reduzir o impacto para os consumidores. O texto também alterou, a regra de incidência do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre combustíveis. O ICMS, um tributo estadual, passou a incidir sobre os combustíveis uma única vez. Antes, o imposto sofria "efeito cascata", sendo cobrado mais de uma vez ao longo da cadeia de produção.  Ainda em 2022, também ano eleitoral, Jair Bolsonaro sancionou outro texto. Desta vez, limitando a alíquota do ICMS, imposto de competência estadual, sobre itens como combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo em 17% ou 18%. À época, governadores estimaram perda de cerca de R$ 100 bilhões com a medida. Em 2023, já na gestão Lula, o Supremo Tribunal Federal validou um acordo para que o governo federal repassasse R$ 27 bilhões aos estados para compensar a queda de arrecadação com as mudanças no ICMS.
13/03/2026 00:27:56 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.983: prêmio acumula e vai a R$ 75 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2983 O sorteio do concurso 2.983 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (12), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 75 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 15 - 30 - 32 - 40 - 52 5 acertos - 35 apostas ganhadoras: R$ 68.098,14 4 acertos - 2.957 apostas ganhadoras: R$ 1.328,62 O próximo sorteio da Mega será no sábado (14). Mega-Sena, concurso 2.983 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
13/03/2026 00:02:53 +00:00
EUA aliviam sanções ao petróleo russo pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia para conter disparada dos preços

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história Jornal Nacional/ Reprodução Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã. A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização, até 11 de abril, de cargas de petróleo bruto e derivados russos embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos. Esse volume equivale a aproximadamente um dia da demanda mundial, estimada em cerca de 100 milhões de barris por dia, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais. 🔎 A decisão representa a primeira flexibilização das sanções dos EUA contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando o governo americano e aliados passaram a limitar as vendas de energia do país para pressionar o governo de Vladimir Putin. 🛢️ Naquele ano, empresas americanas foram proibidas de comprar petróleo russo. Meses depois, a União Europeia — que comprava cerca de 20% das exportações do produto — também reduziu as importações, em uma das principais medidas econômicas adotadas contra Moscou. A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações do produto representam uma das principais fontes de receita do governo russo. O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã, que aumentaram os riscos para o transporte marítimo no Oriente Médio. O conflito afetou especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. A ameaça iraniana de bloquear embarques na região elevou o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando os preços da energia. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a autorização temporária tem como objetivo “ampliar o alcance global da oferta existente” de petróleo, mas se trata de uma medida limitada. Em publicação na rede X, ele afirmou que a decisão não deve gerar “benefício financeiro significativo” para o governo russo, já que Moscou arrecada a maior parte dos impostos sobre o petróleo no momento da extração. Mesmo assim, o gesto é visto como um sinal político relevante em meio às tensões geopolíticas. O presidente Donald Trump vinha indicando que poderia flexibilizar algumas restrições à energia russa para conter a disparada dos preços e evitar um choque mais amplo na economia global. A decisão também ocorre poucos dias depois de Washington conceder uma autorização específica para que a Índia comprasse petróleo russo retido no mar, ajudando o país asiático a compensar perdas de fornecimento provenientes do Oriente Médio. Para Moscou, o anúncio representa um reconhecimento da importância do petróleo russo para o equilíbrio do mercado mundial. “Sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável”, afirmou Dmitriev em uma publicação no Telegram. Outro porta-voz do governo russo, Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta que o país vê a isenção das sanções como uma tentativa de Washington de estabilizar os mercados globais de energia, e os dois países têm um interesse comum nisso. "Vemos ações dos EUA com o objetivo de tentar estabilizar os mercados de energia. Nesse aspecto, nossos interesses coincidem", disse ele. Rússia virou alvo de sanções após guerra com Ucrânia A Rússia se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques. ✈️🛢️ Essas medidas reduziram parte das exportações russas para países ocidentais, mas Moscou conseguiu redirecionar grande parte do petróleo para mercados asiáticos, especialmente Índia e China, frequentemente com desconto em relação ao preço internacional. Com a intensificação das tensões que culminaram no início da guerra no Oriente Médio, parte do petróleo russo já havia sido embarcada em navios e estava a caminho de compradores. Diante da instabilidade no mercado e de restrições comerciais, alguns desses carregamentos acabaram ficando temporariamente parados no mar, aguardando novos compradores ou autorizações para serem comercializados. No mercado de energia, esse tipo de situação é conhecido como “armazenamento flutuante”, quando o petróleo permanece estocado em petroleiros no mar até que surja um destino para a carga. A licença temporária dos Estados Unidos abre uma janela de 30 dias para que essas cargas sejam comercializadas, ampliando a oferta global em um momento de forte pressão sobre o mercado. Além da flexibilização sobre o petróleo russo, o governo americano anunciou outras medidas para conter a alta da energia, incluindo a liberação de 172 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo dos EUA e a possibilidade de escolta naval para navios petroleiros no Golfo. Alívio limitado no mercado Apesar da liberação, analistas avaliam que o impacto sobre os preços pode ser limitado e temporário, já que o mercado enfrenta uma combinação de choques de oferta e aumento da demanda por energia. Além da autorização para venda do petróleo russo, os Estados Unidos também anunciaram a liberação de 172 milhões de barris de sua reserva estratégica, em uma tentativa de conter a escalada dos preços. As medidas fazem parte de um esforço mais amplo da Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, que anunciou um plano de liberação de até 400 milhões de barris para estabilizar o mercado global. Mesmo assim, investidores continuam preocupados com a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo do Oriente Médio. “As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, disse Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz Kayan Albertin / Arte g1 * Com informações da agência de notícias Reuters
12/03/2026 23:52:46 +00:00
Associação Internacional de Radiodifusão manifesta preocupação com decisão de Moraes contra jornalista no Maranhão
A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, divulgou nota nesta quinta-feira (12) em que manifesta preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão. A medida foi tomada após a publicação, no "Blog do Luís Pablo", de informações sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) pela família do ministro Flávio Dino, também integrante do STF. Na avaliação da entidade, o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio ou da linha editorial, é protegido tanto por princípios constitucionais brasileiros quanto por padrões internacionais de liberdade de expressão. "Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática", diz a nota. A entidade cita a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, segundo a qual a intimidação, a pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação. "A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão", afirma. Veja a íntegra da nota da AIR COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE RADIODIFUSÃO (AIR) A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, manifesta sua preocupação diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, de determinar medidas de busca na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em razão de informações publicadas no Blog do Luís Pablo. A medida teria sido adotada em relação a reportagens jornalísticas que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino. A AIR recorda que o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio em que se realize ou de sua linha editorial, encontra-se protegido por princípios constitucionais e pelos padrões internacionais de liberdade de expressão, incluindo a garantia do sigilo profissional e da proteção das fontes jornalísticas, elementos essenciais para o livre exercício do jornalismo. Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática. Como estabelece a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a intimidação, pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação. A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão. Montevideo, 12 de março de 2026.
12/03/2026 21:55:40 +00:00
Associações de imprensa consideram preocupante decisão de Moraes que determinou busca e apreensão na casa de jornalista no Maranhão
Associações de imprensa manifestam preocupação com determinação de Moraes em investigar jornalista do Maranhão A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nesta quarta-feira (12) uma nota conjunta na qual classificam como preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão. A medida foi tomada após a publicação, no "Blog do Luís Pablo", de informações sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) pela família do ministro Flávio Dino, também integrante do STF. Associações dizem que a decisão atinge diretamente o exercício do jornalismo e esperam que seja revista. A nota destaca que a atividade jornalística é protegida pela Constituição, especialmente no que se refere ao sigilo da fonte. Para as entidades, qualquer medida que viole essa garantia deve ser vista como um ataque à liberdade de imprensa. "O eventual cometimento de crime por profissionais do jornalismo deve ser investigado e punido na forma da lei, observados o direito de defesa e o devido processo legal, mas resguardadas as prerrogativas da atividade jornalística, que existem para proteger toda a sociedade", diz Marcelo Rech, presidente-executivo da ANJ. A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, divulgou nota em que manifesta preocupação com a decisão. Na avaliação da entidade, o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio ou da linha editorial, é protegido tanto por princípios constitucionais brasileiros quanto por padrões internacionais de liberdade de expressão. "Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática", diz a nota. A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB/MA) divulgou nota informando que foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, o que gera preocupação quanto à preservação da liberdade de imprensa. "Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto a preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade", diz a OAB. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a decisão de Moraes, dizendo que a medida não coloca em risco apenas o jornalista diretamente atingido, mas todos os profissionais de imprensa no país. "O ministro não aponta incorreção nas informações contidas nas três reportagens publicadas pelo jornalista, tampouco menciona as proteções constitucionais concedidas aos jornalistas no exercício da liberdade de imprensa", diz a nota. "É importante ressaltar que, ainda que a informação divulgada fosse sigilosa, já ficou pacificado no Judiciário brasileiro que o jornalista tem o direito de publicar informações – sigilosas ou não – de interesse público. E não pode ser criminalizado por isso." O ministro Flávio Dino afirma, em nota, que sua equipe de segurança foi alertada sobre um "procedimento de monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís" e que o material foi encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para a "instauração do procedimento investigativo cabível". "Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino. O assunto não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news", diz o texto. Veja a nota conjunta da ABERT, ANER e ANJ NOTA À IMPRENSA A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideram preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. A decisão foi tomada em razão de informações publicadas pelo jornalista no Blog do Luís Pablo sobre o suposto uso de veículo oficial do TJMA pela família do ministro Flávio Dino, também do STF. A atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo. O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação. As entidades subscritas esperam a revisão da medida, que viola o preceito constitucional do sigilo da fonte e a própria liberdade de imprensa. Brasília, 12/03/2026 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT) ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER) ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ) Veja a nota da Associação Internacional de Radiodifusão COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE RADIODIFUSÃO (AIR) A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, manifesta sua preocupação diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, de determinar medidas de busca na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em razão de informações publicadas no Blog do Luís Pablo. A medida teria sido adotada em relação a reportagens jornalísticas que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino. A AIR recorda que o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio em que se realize ou de sua linha editorial, encontra-se protegido por princípios constitucionais e pelos padrões internacionais de liberdade de expressão, incluindo a garantia do sigilo profissional e da proteção das fontes jornalísticas, elementos essenciais para o livre exercício do jornalismo. Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática. Como estabelece a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a intimidação, pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação. A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão. Montevideo, 12 de março de 2026. Veja a nota da OAB/MA Nota pública A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) acompanha as informações relativas ao cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de jornalista maranhense, ocorrido em 10 de março de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo de justiça. Segundo informações divulgadas, durante a diligência foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, entre eles computador e aparelhos celulares, o que causa preocupação institucional, na medida em que o Artigo 5º, incisos IV, IX e XIV da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de imprensa como garantias fundamentais. Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto à preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade. Destarte, a Comissão reafirma seu compromisso com a proteção da liberdade de imprensa e com a defesa das garantias constitucionais que asseguram o livre exercício do jornalismo, mantendo-se vigilante na salvaguarda dos direitos dos jornalistas e profissionais da comunicação que atuam no Estado do Maranhão, especialmente no que diz respeito à defesa de bandeiras históricas da OAB, tais como a indispensável observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como o pleno acesso da defesa aos autos, nos termos da Constituição e da legislação vigente. Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) São Luís (MA), 11 de março de 2026. CDLEI/OAB-MA. Veja a nota do ministro Flávio Dino A Segurança institucional do ministro Flávio Dino foi alertada em 2025 de procedimento de monitoramento ilegal dos seus deslocamentos em São Luís. Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes. Esse material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República, seguindo-se a instauração do procedimento investigativo cabível. Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino. O assunto não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news. Veículos de segurança são utilizados pelo STF, em colaboração com os Tribunais, com base nas seguintes normas: Lei n° 12.694/2012, em especial do artigo 9°, §1°, inciso II, bem como Resolução n° 721/ STF, artigo 5°, inciso I, alínea "a”, e a Resolução n° 435 do CNJ, que disciplina a cooperação entre os órgãos de segurança institucional do Poder Judiciário, especialmente o artigo 19, parágrafo único.
12/03/2026 21:09:56 +00:00
Inflação na Argentina fica em 2,9% em fevereiro, maior nível em quase um ano

Entenda por que, na Argentina, jornal e DVD contam mais que streaming na inflação A inflação na Argentina foi de 2,9% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O resultado veio acima da expectativa de economistas. O dado ficou estável em relação a janeiro e manteve a inflação no maior patamar em quase um ano. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador chegou a 33,1%, acima dos 32,4% registrados no mês anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os setores com maiores altas em fevereiro foram habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (6,8%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (3,3%). Na sequência, aparecem bens e serviços diversos (3,3%), restaurantes e hotéis (3%) e equipamentos e manutenção do lar (2,6%). Nesta semana, o presidente Javier Milei reiterou sua promessa de reduzir a inflação a zero e afirmou que isso deve ocorrer até agosto. Paralelamente, autoridades argentinas se reúnem com representantes da Casa Branca, nos Estados Unidos, em busca de novos apoios econômicos. Pesquisa recente do Banco Central da Argentina mostrou que analistas ainda esperam desaceleração da inflação, embora o consenso das previsões para o fim do ano tenha subido em relação ao levantamento anterior, de janeiro. Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei. Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável e aumentou as preocupações do governo a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação. A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo) Ajuste econômico e impacto nos preços A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados. Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor. O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. Já no primeiro semestre de 2025, o percentual caiu para 31%. Por outro lado, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores. Crise política No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente. Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui. Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional. Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito. Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação. Apoio de Trump e vitória nas eleições de meio de mandato O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina. A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo) A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões. Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores. Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo. Milei anunciou pacote de medidas para tentar aumentar a circulação de dólares na economia argentina Agustin Marcarian/Reuters Acordo com o FMI No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em 11 abril, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois. O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões. Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês. Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado. Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo) Medidas econômicas Nos últimos meses, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica. Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos. Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC. Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio. O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas. O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.
12/03/2026 19:14:06 +00:00
Por que as pessoas estão abandonando os fones de ouvido sem fio?

Fones de ouvido Serenity Strull/Getty Images via BBC Quando a Apple eliminou a entrada de fones dos iPhones em 2016, eu entrei em modo de resistência. Não ia deixar uma gigante ditar meus hábitos de escuta, então comprei um Android e me mantive firme no cabo. Porém, meu celular deu seu último suspiro exatamente no mesmo mês em que o Google — um dos últimos resistentes — anunciou que também tiraria a entrada de fones de seus aparelhos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Parecia um sinal cósmico de derrota. Então voltei para o iPhone, joguei meus fones com fio na gaveta e me juntei às hordas do Bluetooth. Pode ser que eu tenha desistido cedo demais. Recentemente, um movimento discreto vem crescendo, baseado em uma verdade controversa: fones de ouvido com fio são melhores do que os de Bluetooth. As vendas dispararam nos últimos meses. Qual o melhor fone que não tampa o ouvido? g1 testa 4 modelos Veja os vídeos que estão em alta no g1 Talvez os consumidores tenham percebido que, muitas vezes, conseguem obter um som de melhor qualidade, e pelo mesmo preço, com um modelo com fio — mas esse não é um movimento apenas entre os audiófilos, aquelas pessoas muito exigentes com a qualidade do som. Os fones com fio viraram uma tendência cultural, um ressurgimento que alguns associam a uma reação maior contra a tecnologia. Seja por motivos práticos, políticos ou estéticos, uma coisa é clara: os fones com fio estão de volta. "Eu me converti", diz Aryn Grusin, assistente social de Portland, no Oregon, nos EUA, apaixonada por fones com fio. Há alguns meses, ela pegou emprestado o par de fones antigos do noivo e nunca mais voltou atrás. "Acho simplesmente reconfortante. Gosto de mostrar ao mundo que estou ouvindo alguma coisa." Grusin não está sozinha. Depois de cinco anos seguidos de queda, as compras de fones de ouvido com fio explodiram na segunda metade de 2025, segundo a empresa de análise Circana, e a receita com fones com fio cresceu 20% nas primeiras seis semanas de 2026. "Parece que muita gente está meio que se voltando contra a tecnologia porque ela está ficando avançada demais", diz Grusin. "Acho que existe um sentimento coletivo de: 'não gosto do rumo que isso está tomando', e estamos todos voltando para o último lugar onde nos sentíamos confortáveis." LEIA TAMBÉM: Como funcionam os programas que recuperam mensagens em investigações da PF Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres que recusam namoro e casamento WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta 'Está virando uma questão de classe social' A qualidade do som pode ser uma grande vantagem da vida com fio, diz Chris Thomas, editor especial do site de avaliações de fones SoundGuys. "Essa é a tecla na qual venho batendo há muitos anos", afirma. Segundo Thomas, os fones sem fio melhoraram muito, mas os melhores geralmente vêm de marcas de nicho voltadas para audiófilos. Quando se trata de produtos mais populares, daqueles que você encontra em uma loja de eletrônicos, ele diz que você consegue um som melhor pelo mesmo valor se optar por uma boa opção com fio. Além de ter melhor custo em relação à qualidade de áudio, fones com fio têm outras vantagens Serenity Strull/Getty Images via BBC Além disso, mesmo os melhores fones Bluetooth podem não entregar seu desempenho máximo por causa de conexões ruins ou problemas de compatibilidade com o seu dispositivo. "Com um fio, você simplesmente conecta e funciona", diz Thomas. Mas a qualidade sonora não basta para explicar a tendência. De alguma forma, o Bluetooth parece ter se tornado profundamente pouco atraente. Não acredite só em mim. Pergunte à atriz e diretora Zoë Kravitz. "Bluetooth não funciona", disse Kravitz em uma entrevista recente — e não é só com fones de ouvido, mas com conexões Bluetooth em geral. "Está estragando momentos importantes. Imagine quantas vezes você está com alguém em um encontro, tentando criar um clima, e então precisa 'esquecer a rede'. Em um encontro!" Emaranhados de fio dos fones de ouvido são vistos por alguns como um símbolo cultural Moritz Scholz/Getty Images via BBC Na verdade, fones de ouvido com fio viraram agora um acessório de moda indispensável em alguns círculos. Há até uma conta popular no Instagram sobre o assunto chamada Wired It Girls (algo como "as it girls dos fones com fio"), dedicada a mulheres que parecem chiques e despreocupadas com os cabos pendurados nas orelhas — de pessoas comuns a celebridades como as cantoras Ariana Grande e Charli XCX. Os fones de ouvido com fio se tornaram tão onipresentes entre ricos e famosos que alguns já veem esses emaranhados de plástico e metal como um símbolo cultural. Um usuário de redes sociais publicou um tuíte viral com fotos dos atores Robert Pattinson e Lily‑Rose Depp usando fones com fio. "Está virando uma questão de classe", escreveu. "Usar fones sem fio 24 horas por dia me diz que você não é dono de terras." Claro, há algo libertador em ouvir música sem estar preso a um cabo. Mas as baterias acabam justamente no pior momento. Os minúsculos fones do tipo earbuds (intra-auriculares) se perdem. Os dispositivos não emparelham. "As pessoas dizem que é mais fácil, mas nunca parece mais fácil para mim", diz Ailene Doloboff, uma editora de diálogos na indústria cinematográfica em Los Angeles, nos EUA. "Com Bluetooth sempre tem uma etapa a mais." Os fones de ouvido com fio entram para uma lista de tecnologias aparentemente obsoletas que voltaram com força nos últimos anos, justamente quando mergulhamos na próxima era digital. Pessoas jovens e mais velhas estão adotando produtos retrô como DVDs, fitas cassete, antigas TVs de tubo e até máquinas de escrever. Em um show recente, vi um cara na plateia gravando o espetáculo não com um celular, mas com uma câmera de filme 16 mm dos anos 1970. "Não sei por quê, mas todos nós, coletivamente, tivemos essa virada. Acho que a presença da IA está deixando as pessoas mais inquietas", diz Grusin. "O que é irônico, de certa forma. Fico desconfortável com a tecnologia e então quero usar outra tecnologia. Mas talvez os fones com fio sejam o mais perto do analógico que conseguimos chegar." O problema dos adaptadores Se você optar por usar fones com fio, a questão passa a ser como conectá-los. Mas hoje já é possível comprar fones com fio que vêm com conexão USB ou Lightning integrada. Ou então usar fones com o tradicional conector de 3,5 mm por meio de um adaptador para a porta de carregamento. Famosos estão aderindo aos fones com fio Getty Images via BBC A Apple removeu a entrada de fones de ouvido de seus telefones em 2016, com o lançamento do iPhone 7, o que muitos viram como o fim da escuta com fio. Mas nem mesmo a Apple abandonou totalmente os fones com fio. "Ah, nós ainda vendemos esses", disse o diretor-executivo da empresa, Tim Cook — o homem que acabou com a entrada de fones nos celulares — à minha colega da BBC Zoe Kleinman há alguns anos. "As pessoas ainda compram." Fui a uma loja da Apple no caminho de casa depois do trabalho para comprar um par barato com fio e conexão USB. Um funcionário me disse que tem vendido mais fones com fio do que nunca. Passei alguns dias usando os fios. Gostei da sensação. Estar ligado ao meu dispositivo me fazia sentir um pouco mais presente ao ouvir, e eles também ficaram mais confortáveis nos meus ouvidos do que os fones mais pesados do meu conjunto Bluetooth. Mas nosso relacionamento foi curto. Nunca perdi meu par de fones Bluetooth. O estojo dos meus AirPods é volumoso o suficiente para que eu sempre perceba quando não está comigo. Já os fones com fio, leves como uma pluma, não. Eles escaparam do meu bolso em algum lugar nas ruas do meu bairro. Espero que tenham encontrado um lar mais amoroso. Determinado, pensei que um upgrade talvez me tornasse mais cuidadoso. Então, visitei uma loja especializada em fones de ouvido em Nova York chamada Audio 46, escondida em uma estreita fachada comercial. Delaney Czernikowski, que faz avaliações de fones para o site da empresa, me recebeu no balcão. "Muita gente está aderindo à tendência. Eles chegam dizendo: 'Acho que fones com fio são melhores, quero experimentar'", diz Czernikowski. "Mas às vezes ficam preocupados em perder a conveniência do Bluetooth. Eu digo que o Bluetooth pode ser muito bom — você não precisa abrir mão disso." Czernikowski me deixou experimentar alguns dos fones Bluetooth mais sofisticados da loja, com uma qualidade de som incrível — e preços igualmente impressionantes. Eram suficientes para fazer até os audiófilos mais devotos babarem. "Mas, para ser justa, os fones com fio — muitos deles — são melhores e há muito mais opções para escolher", diz ela. "E eles têm qualidades superiores que não ficam limitadas pela necessidade de ter tecnologia Bluetooth dentro deles." Eu pretendia comprar algo barato. Com cerca de um minuto de conversa, porém, Czernikowski me convenceu a experimentar um par ao preço de US$ 130 (R$ 675) de uma marca chinesa especializada, com um cabo grosso, bonito e trançado. "Não faça concessões", diz ela. Eles soam excelentes pelo preço, mas a BBC não recomenda produtos como parte do seu compromisso com a imparcialidade. Então, você terá que fazer sua própria pesquisa. Entreguei meu cartão de crédito, comprei um maldito adaptador USB para usar com os fones e saí para a rua para plugá-los.
12/03/2026 18:42:09 +00:00
Entenda como são formados os preços do diesel e como impactam o bolso do consumidor

Preço do diesel sobe 7% no Brasil: entenda o motivo O governo anunciou nesta quinta-feira (12) uma série de medidas para tentar conter os efeitos da escalada de preços do petróleo na inflação brasileira e para mitigar os riscos de desabastecimento do diesel no país. Entre as medidas anunciadas, estão: decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel — que representa uma redução de R$ 0,32 por litro; aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; medida provisória que prevê o pagamento de uma ubvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro; e novas medidas para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor. A medida vem em meio a relatos de que o aumento do petróleo no mercado internacional — reflexo do conflito no Oriente Médio — já começou a impactar os preços dos combustíveis nos postos. Uma pesquisa feita pela Edenred Mobilidade, por exemplo, indicou que os preços do diesel dispararam mais de 7% na primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro. O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias. LEIA MAIS: Governo pede investigação sobre alta de gasolina e diesel, mesmo sem aumento da Petrobras Entenda nesta reportagem como são formados os preços do diesel e quais são os possíveis impactos da alta do petróleo na inflação brasileira. Como são formados os preços do diesel? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: Como é formado o preço do diesel Arte/g1 Por que os preços do diesel podem impactar a inflação? Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", disse o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes. Nas últimas semanas, os preços do petróleo dispararam no mercado internacional com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. Nesta quinta-feira, os contratos de abril do barril do Brent, referência internacional, já voltavam a se aproximar dos US$ 100 de novo, com uma alta de mais de 7%. 🤔 E como isso afeta o consumidor? Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. Além disso, caso os preços do petróleo se mantenham elevados por um período mais prolongado de tempo, outros efeitos também começam a ser vistos na economia — como o aumento das taxas de juros, por exemplo. Segundo o estrategista de ações da XP, Rafael Figueiredo, contou ao g1 ao avaliar os efeitos da alta do petróleo no país, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo. Já níveis muito acima desse intervalo tendem a gerar preocupação. “Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, afirmou à época. Como mostrou a reportagem do g1, os efeitos de um petróleo mais caro por mais tempo costumam aparecer primeiro no mercado financeiro. 💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir. 👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. Alain Jocard/AFP
12/03/2026 17:01:37 +00:00
Google Maps vai ganhar assistente com IA para responder perguntas sobre lugares e rotas

Ask Maps, novo recurso do Google Maps Divulgação/Google O Google Maps vai ganhar uma nova versão com recursos de inteligência artificial integrados ao Gemini (IA do Google). Segundo a big tech, a atualização pretende tornar o uso do aplicativo mais interativo, permitindo que usuários façam perguntas por voz sobre lugares e rotas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12) e a novidade será lançada inicialmente nos Estados Unidos e na Índia, em celulares Android e iOS. A principal novidade é o recurso chamado Ask Maps, que funciona como um assistente virtual dentro do aplicativo. Com ele, o usuário poderá fazer perguntas e receber sugestões diretamente no mapa. De acordo com a empresa, seria possível perguntar, por exemplo, onde carregar o celular nas proximidades ou se existe uma quadra pública de tênis com iluminação para jogar à noite. O sistema então indicaria opções próximas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos O Google afirma que o recurso usa informações do Maps sobre mais de 300 milhões de lugares, além de avaliações feitas por cerca de 500 milhões de usuários, para gerar recomendações. A empresa também diz que a ferramenta poderá ajudar no planejamento de viagens. Ao informar um roteiro com vários destinos, o aplicativo poderia sugerir paradas no caminho, indicar horários de chegada e mostrar dicas deixadas por outros usuários. Nova visualização do Google Maps Divulgação/Google Outra promessa é uma visualização mais detalhada das rotas. Segundo o Google, o mapa passará a mostrar representações em 3D de edifícios, viadutos e do terreno, além de destacar elementos da via, como faixas, semáforos e placas de parada. Veja no vídeo acima. A companhia afirma que essa análise espacial seria feita pelos modelos do Gemini a partir de imagens recentes do mundo real, obtidas por serviços como o Street View e fotografias aéreas. Ask Maps, nova ferramente interativa do Google Maps Divulgação/Google Veja mais: 'Caso ela diga não': como redes sociais expõem usuários a 'níveis chocantes de misoginia', segundo pesquisa global Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes
12/03/2026 15:31:39 +00:00
Governo anuncia pacote de medidas para conter impacto da guerra no Irã no preço do diesel; entenda

Lula assina decreto que zera PIS e COFINS sobre diesel O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo anunciaram nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem do combustível para chegar aos consumidores. As medidas assinadas por Lula foram: um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, segundo o governo; uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32, por litro; a tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento da população; um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. "Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível", afirmou Lula à imprensa nesta quinta. O pacote de ações entrou em vigor com a publicação dos textos no "Diário Oficial da União", em edição extra desta quinta-feira. Com as medidas, o governo espera gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas. “A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. De acordo com o governo federal, com o decreto que zera o PIS/Cofins sobre o diesel, são eliminados os dois únicos impostos federais cobrados sobre o combustível. A renúncia fiscal com a medida, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será de cerca de R$ 20 bilhões. Lula tenta conter impacto no bolso do cidadão em ano eleitoral A medida, assim como a subvenção a produtores e importadores, tem o objetivo de aliviar a pressão do conflito externo no preço do combustível que é essencial no transporte de cargas, no escoamento da produção agropecuária e abastecimento das cidades, e na mobilidade de brasileiros que utilizam o transporte coletivo. O pagamento da subvenção aos produtores e importadores, segundo Haddad, deve custar cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. 🔎Uma subvenção é uma ajuda financeira concedida a empresas, com o objetivo de estimular uma atividade de interesse público ou compensar custos específicos. Com o imposto de exportação sobre o petróleo, o governo espera bancar a redução de impostos sobre o diesel com a elevação da arrecadação no momento de aumento do preço do produto no mercado internacional. E, de certa forma, "compartilhar" a renda excedente "com a sociedade brasileira". O governo espera, conforme Haddad, arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com o imposto de exportação sobre o petróleo e, assim, alcançar a neutralidade do impacto da redução do PIS/Cofins e do pagamento da subvenção a produtores e importadores de diesel. A previsão é de que dure até 31 de dezembro deste ano. Cotação do petróleo volta a bater US$ 100 apesar de anúncio de liberação de reservas A medida provisória por Lula também confere novos instrumentos de fiscalização para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O objetivo é coibir práticas que prejudiquem o consumidor neste momento de tensão internacional. A intenção do governo é evitar o aumento abusivo de preços e medidas de retenção de estoques que possam provocar escassez ou venda de produto com valores mais elevados. "Não estamos falando em controle de preço, nada disso, estamos falando em abusividade. Temos que garantir que medidas do presidente cheguem na bomba. Distribuidores têm de se somar ao esforço governamental para manter a economia brasileira funcionando normalmente", disse Haddad. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os “abusos se tornaram recorrentes” no setor de combustíveis. “A redução de preços demora muito para chegar na bomba, quando chega, ou chega só parcialmente. Ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois. Nesse intervalo, consumidor paga muito mais do que deveria. E o contrário é verdadeiro, Petrobras não subiu preço e já tem aumentos nos postos”, declarou. O texto publicado nesta quinta-feira prevê multas que variam de R$ 50 mil a R$ 500 mil para postos de combustíveis que: elevarem, de forma abusiva, o preço de combustíveis, especialmente no contexto de conflitos geopolíticos ou de calamidade; recusarem o fornecimento de combustíveis de forma injustificada. Guerra no Irã Veja mudança de movimento no Estreito de Ormuz com conflito no Oriente Médio Reprodução/TV Globo O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
12/03/2026 15:17:37 +00:00
Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo

Lula assina decreto que zera PIS e COFINS sobre diesel Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) que não cobrará impostos sobre esse combustível. Também foi anunciado: aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; subvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel; além de ações para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. "Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo. O preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%", disse Lula em conversa com jornalistas. "Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível", prosseguiu. Além do ministro da Fazenda, os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, participaram da coletiva e deram declarações. Impostos zerados sobre o diesel 🔎Segundo o Planalto, um dos decretos assinados pelo presidente zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização do diesel. 🔎Isso representa, ainda segundo o governo, uma redução de R$ 0,32 dos tributos PIS e Cofins. Outros R$ 0,32 vem da subvenção. Dessa forma, o governo espera um impacto de R$ 0,64 por litro. De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado. "A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Taxação de petróleo exportado e medidas de fiscalização Outro ato do governo eleva o imposto de exportação sobre petróleo de zero para 12% a partir desta quinta, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. "Os produtores que estão auferindo lucros extraordinários vão contribuir com imposto de exportação extraordinário, e consumidores não serão afetados", disse Haddad. Também foram assinadas medidas provisórias punindo o "armazenamento injustificado" e o "aumento abusivo do preço" dos combustíveis — que passarão a ser fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os “abusos se tornaram recorrentes” no setor de combustíveis. “A redução de preços demora muito para chegar na bomba, quando chega, ou chega só parcialmente. Ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois. Nesse intervalo, consumidor paga muito mais do que deveria. E o contrário é verdadeiro, Petrobras não subiu preço e já tem aumentos nos postos”, declarou Rui Costa. Algumas das medidas foram publicadas após a coletiva de imprensa em edição extra no Diário Oficial da União (DOU). Outro decreto sobre a subvenção foi publicado nesta sexta (13). 🔎Segundo o governo, uma equipe do governo vai se reunir nesta tarde com representantes de distribuidoras para cobrar que as medidas anunciadas sejam repassadas para o consumidor. Antes do anúncio, governo avaliava alternativas para reduzir os impactos da volatilidade sobre o combustível, considerado estratégico para o transporte de cargas e para a inflação. A preocupação no Planalto é a de evitar repasses bruscos ao consumidor e ao setor produtivo, que podem pressionar os custos logísticos e afetar os preços de alimentos e outros produtos. LEIA MAIS: Governo anuncia pacote de medidas para conter impacto da guerra no Irã no preço do diesel; entenda Sem impacto fiscal De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões neste ano com a zeragem do PIS e Cofins sobre o óleo diesel, e, também, outros R$ R$ 10 bilhões com as subvenções (estímulos) à produção e importação do combustível. Por outro lado, acrescentou ele, a expectativa é de arrecadar outros R$ 30 bilhões com a exportação de petróleo neste ano — se a guerra perdurar todo este tempo, considerando uma alíquota de 12%. A ideia, segundo ele, é que os efeitos fiscais das medidas se anulem, sem impacto no orçamento de 2026. O governo busca, neste ano, atingir um superávit em suas contas (considerando o intervalo da regra fiscal e abatimento de precatórios). 🔎Subvenções são espécies de benefícios concedidos às empresas com o objetivo de atrair investimentos ou reduzir custos de produção. Na prática, esses incentivos podem incluir descontos, isenções ou reduções de imposto, funcionando como um tipo de apoio financeiro indireto. LEIA TAMBÉM Novo líder supremo do Irã ameaça EUA e anuncia ataque a bases americanas no Oriente Médio Israel ameaça 'tomar territórios' no Líbano e diz para Exército preparar expansão de operação contra Hezbollah Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Reunião com distribuidoras Após o anúncio, uma equipe do governo se reuniu com representantes de distribuidoras para tratar das medidas anunciadas. Procuradas pela reportagem, a Ipiranga e a Raízen disseram que não vão se manifestar sobre o encontro. Segundo o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, a receptividade às medidas foi positiva. Ele relatou, no entanto, que o setor manifestou preocupação em relação à importação de insumos de petróleo e que foi sugerido que a Petrobras aumente a importação desses produtos. Após a reunião, o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que as medidas elaboradas foram pensadas para que o impacto fiscal fosse neutro e disse que foi solicitado às distribuidoras que repassem as subvenções imediatamente aos consumidores. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que um dos principais ganhos da medida é o fortalecimento da Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), por meio de acesso a dados da Receita Federal. Pressão internacional O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia. Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil. Diante desse cenário, o governo Lula já vinha estudando medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil. Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram com o presidente por pelo menos três dias seguidos para tratar do tema. Guerra no Irã O conflito no Oriente Médio se instalou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. A magnitude da operação foi sentida de forma imediata com a notícia da morte de lideranças centrais do regime em Teerã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que desencadeou retaliações iranianas com mísseis contra bases americanas e infraestruturas em países aliados na região. Essa instabilidade militar atingiu em cheio o Estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio energético mundial, por onde transita cerca de um quarto do petróleo global. Com a paralisação do fluxo de petroleiros e a ameaça constante de novos ataques, o mercado de energia entrou em um estado de tensão, com oscilações no preço do petróleo.
12/03/2026 15:07:29 +00:00
Stone demite mais de 300 funcionários e sindicato fala em 'demissão em massa'

Stone Divulgação/Reprodução A Stone, fintech de pagamentos e serviços financeiros digitais, demitiu mais de 300 trabalhadores na última terça-feira (10). O número exato de desligados não foi confirmado, mas corresponde a cerca de 3% do quadro total, estimado entre 11 mil e 12 mil funcionários. Em nota, a Stone afirmou que os desligamentos fazem parte de “um ajuste pontual em sua estrutura como parte do processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência”. A empresa também afirmou que “a operação segue normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo (Sindpd-SP) afirmou que os desligamentos configuram uma “demissão em massa” e repudiou a conduta da companhia. Segundo a entidade, as dispensas ocorreram durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, o que levou o sindicato a acusar a empresa de prática antissindical. A última reunião entre as partes teria ocorrido em 5 de março. Para o sindicato, as demissões “representam um desrespeito ao processo de negociação coletiva em curso”. A entidade afirma que os desligamentos ocorreram sem negociação prévia com os representantes dos trabalhadores. O Sindpd-SP afirma que medida surpreendeu trabalhadores e representantes da categoria, já que o período deveria ser dedicado às negociações sobre condições de trabalho e direitos. “Demissões coletivas nesse contexto fragilizam o ambiente de negociação e pressionam indevidamente os trabalhadores, comprometendo o equilíbrio necessário nas tratativas”, afirmou o sindicato em nota. Ainda segundo a entidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que demissões em massa devem ser precedidas de negociação com o sindicato da categoria. Para o Sindpd-SP, ao realizar os cortes durante o processo de negociação coletiva, a empresa teria desrespeitado esse entendimento. O sindicato diz ainda que recebeu denúncias de que trabalhadores afastados e pessoas com deficiência estão entre os demitidos. Diante do caso, o Sindpd-SP ingressou com uma ação civil coletiva contra empresas do grupo Stone. O processo foi protocolado na quarta-feira (11) e também inclui a Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (Fenati). Entre os pedidos feitos à Justiça do Trabalho está a concessão de uma liminar para determinar a reintegração imediata dos funcionários demitidos. A entidade também pede que sejam impedidas novas demissões coletivas sem negociação com o sindicato. Na ação, o Sindpd-SP solicita ainda que a Justiça considere inválidas as demissões realizadas em março e determine o pagamento de indenizações aos trabalhadores. O sindicato pede que cada trabalhador desligado receba uma compensação equivalente a cinco salários contratuais por dano moral individual. Também foi solicitado o pagamento de indenização por dano moral coletivo. A entidade sugere um valor mínimo de R$ 10 mil por trabalhador demitido, a ser destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O processo é direcionado às empresas Buy4 Processamento de Pagamentos, Pagar.me Pagamentos, TAG Tecnologia para o Sistema Financeiro e Stone Cartões Instituição de Pagamento, que fazem parte do grupo. Na ação, o sindicato afirma que demissões em massa podem gerar impactos econômicos e sociais mais amplos, afetando famílias dos trabalhadores, a arrecadação pública e as condições de trabalho dos funcionários que permanecem na empresa. Antes dos desligamentos, a empresa havia reportado lucro trimestral de R$ 707 milhões, referente ao período encerrado em dezembro, alta de 12% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Itaú demite funcionários após avaliar produtividade no home office
12/03/2026 14:25:33 +00:00
Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente e executivos vão cortar próprios salários em até 30%

Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos Divulgação / Honda A Honda registrou, segundo a Reuters, seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos. O baque nas contas vem do cancelamento de três veículos que seriam produzidos nos Estados Unidos. A empresa cancelou o desenvolvimento e lançamento de três carros elétricos planejados para produção na América do Norte: Honda 0 SUV, Honda 0 Saloon e Acura RSX. Lembrando que Acura é uma marca de luxo que pertence a Honda. A decisão faz parte de uma reavaliação da estratégia de eletrificação da empresa devido a mudanças recentes no mercado automotivo. A Honda, segunda maior montadora do Japão, também registrou prejuízos no mercado chinês. A empresa tem enfrentado dificuldades para competir com veículos mais avançados de concorrentes como a BYD. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Executivos reduzem próprios salários O CEO da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que a forte queda na demanda por veículos elétricos torna “muito difícil” manter a lucratividade. Após o comunicado, as ações da empresa listadas nos Estados Unidos recuaram 8% durante as negociações prévias à abertura do mercado. Ainda segundo a Reuters, o presidente Mibe e Noriya Kaihara, vice-presidente da empresa, decidiram reduzir voluntariamente 30% de seus salários pelos próximos três meses. Outros executivos da Honda também farão cortes de aproximadamente 20%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Reuters, a Honda deve registrar uma perda anual de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) até o fim de março. A projeção anterior era de um lucro perto de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), mostrando uma mudança brusca nas expectativas. Analistas já previam perdas devido às mudanças nos planos de eletrificação da empresa. Mesmo assim, o valor apresentado surpreendeu o mercado, conforme explicou Julie Boote, analista da Pelham Smithers Associados, em entrevista à Reuters. Montagem de bateria na Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos Divulgação / Honda “O mais inesperado foi o cancelamento total da produção nos Estados Unidos, e não apenas sua redução. A Honda tinha metas ambiciosas para ampliar sua linha de veículos elétricos, mas essas expectativas foram prejudicadas pelas mudanças no mercado”, afirmou Boote. Outras montadoras também têm prejuízos A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Peugeot, Citroën e Jeep, anunciou o maior baque financeiro entre as montadoras que revisaram suas operações ligadas a veículos elétricos. A companhia divulgou em fevereiro baixas de contábeis de 25,4 bilhões de euros. A Ford também reviu seus planos para o segmento eletrificados. Em dezembro, a empresa informou que faria um ajuste de US$ 19,5 bilhões e encerraria a produção de vários modelos movidos a bateria. A General Motors, dona de marcas como Chevrolet e Cadillac, seguiu caminho semelhante. Em janeiro, a empresa disse que registraria um impacto de US$ 6 bilhões por se desfazer de parte de seus investimentos em elétricos, incluindo um ajuste em caixa de US$ 4,2 bilhões relacionado ao cancelamento de contratos e acordos com fornecedores. O Grupo Volkswagen também sentiu os efeitos da reavaliação da sua estratégia de elétricos. Em setembro a VW anunciou o impacto de 5,1 bilhões de euros devido a revisão de produtos da Porsche, marca que pertence ao grupo. A mudança atrasou o lançamento de alguns modelos elétricos para priorizar veículos híbridos e movidos a combustão, incluindo uma baixa contábil de aproximadamente 3,5 bilhões de euros no Grupo VW. Honda Civic Hybrid vendido nos Estados Unidos Divulgação / Honda
12/03/2026 14:18:59 +00:00
Greve da Lufthansa cancela voos para o Brasil

Greve de pilotos da Lufthansa afeta partidas na Alemanha Reuters A greve de 48 horas de pilotos da Lufthansa que começou nesta quinta-feira (12) levou ao cancelamento de voos para o Brasil. Segundo o site da companhia aérea, dois voos que partiriam de Frankfurt com destino a São Paulo foram cancelados nesta quinta e sexta-feira (13). Além disso, dois voos partindo de São Paulo para Frankfurt na sexta e no sábado também foram cancelados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A greve afeta partidas na Alemanha operadas pela companhia aérea principal da Lufthansa, bem como por sua subsidiária de carga Lufthansa Cargo e pela transportadora regional Lufthansa CityLine. A companhia garantiu que metade dos voos programados nos dias de paralisação deverão operar normalmente. Já em voos de longa distância, 40% das rotas devem ser afetadas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Lufthansa anunciou ainda que usará aeronaves maiores. Os passageiros afetados pelo cancelamento serão notificados por e-mail. Quem não for comunicado, pode presumir que seus voos não foram afetados. Planos de pensão O sindicato havia evitado uma paralisação na semana passada devido às tensões que afetam as viagens aéreas para o Oriente Médio, imerso numa guerra envolvendo vários países, que deixou milhares de pessoas presas na região, sem poder viajar. Desta vez, os voos para a região ficarão isentos da greve. A disputa gira em torno das demandas por maiores contribuições patronais para os planos de pensão da empresa. Segundo o presidente do sindicato Vereinigung Cockpit, Andreas Pinheiro, ainda não há proposta significativa na mesa para atender às preocupações dos pilotos. De acordo com Pinheiro, a greve deve cancelar cerca de 300 voos por dia. A paralisação marca a segunda rodada de greve. Os pilotos da companhia aérea principal da Lufthansa pararam por um dia em fevereiro, forçando o cancelamento de mais de 800 voos e afetando cerca de 100 mil passageiros. A Lufthansa propôs então reformas neutras em termos de custo para o sistema de pensões da empresa, seguidas por discussões com um mediador externo sobre a organização mais ampla das operações de voo e as perspectivas de carreira para os pilotos.
12/03/2026 13:35:59 +00:00
Cargill suspende exportação de soja do Brasil à China após mudança em inspeção

Lavoura de soja. Reprodução/ TV Mirante A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro, disse o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, à Reuters, na quarta-feira (11) à noite. Segundo ele, o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês, e a nova fiscalização está dificultando cumprimento de normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização para o embarque do produto. Ele disse que o novo sistema é pouco usual no mercado de grãos. Neste contexto, Cargill, uma das maiores exportadoras de soja a partir do Brasil, também suspendeu a compra do produto no mercado brasileiro, por conta das dificuldades de enviar o grão ao principal importador global da oleaginosa. "Isso é um grande risco hoje para o fluxo de exportação brasileira de soja para a China", disse Sousa, nos bastidores da Argentina Week 2026, conferência organizada pelo Bank of America em Nova York. Ele explicou que o ministério, em vez de usar amostra padrão para inspeção que o mercado usa, está fazendo a própria amostragem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Isso está gerando discrepância... com essas discrepâncias, os certificados fitossanitários que acompanham a carga, que são emitidos pelo ministério, em alguns casos não estão sendo emitidos...", disse. Sem os certificados, o navio não pode descarregar na China. Essa situação está "fazendo com que alguns navios", que tinham a China como destino, "tenham que ser levados para outro lugar". "Se não resolver logo, vai levar à paralisação dos embarques para a China", ressaltou, acrescentando que a Cargill parou de fazer operações na última sexta-feira. Ele disse que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está avaliando a situação com as entidades representativas dos exportadores e processadores, a Anec e a Abiove, buscando um acordo "sobre a maneira correta de fazer a amostra e a classificação da soja". Algumas postagens no X nesta quarta-feira, feitas por corretores de grãos e agricultores brasileiros, citaram que quase não houve lances de comerciantes para comprar soja local. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira, comprando cerca de 80% dos grãos exportados pelo país sul-americano. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa. O executivo disse que as novas inspeções começaram no início da semana passada. Há negociações em andamento, mas até agora nenhuma solução foi encontrada, afirmou. O Ministério da Agricultura do Brasil não respondeu a um pedido de comentário na noite de quarta-feira. A Anec, associação brasileira de exportadores de grãos, afirmou em nota na quarta-feira que há preocupações entre os exportadores sobre como eles conseguirão adequar suas operações ao novo sistema de inspeção, especialmente no período de pico das exportações de soja do Brasil. "De forma geral, a principal preocupação do setor segue sendo a soja e como a cadeia conseguirá se adequar às novas exigências no médio prazo. A Anec permanece em diálogo com o Mapa (ministério) e acompanhando a evolução do tema junto às autoridades competentes", disse.
12/03/2026 13:18:08 +00:00
Após STF impor controle mais rigoroso de emendas, Tesouro Nacional toma medida para facilitar rastreio

A Secretaria do Tesouro Nacional publicou portaria no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (12) que facilita o rastreio de emendas parlamentares, ou seja, recursos destinados por deputados e senadores para seus redutos eleitorais a partir de recursos do orçamento. O órgão informou ter atualizado a classificação das fontes ou destinações de recursos a ser utilizada por Estados, Distrito Federal e municípios para incluir codificação específica destinada à identificação das emendas parlamentares. Foi criada uma informação Complementar Emendas Parlamentares (EP) e incluídos novos códigos de acompanhamento. O governo argumenta que, desta forma, "será possível identificar com mais clareza a origem e o fluxo desses recursos nas diferentes etapas da gestão orçamentária e financeira dos estados e municípios". A nova regra tem efeitos para a elaboração e execução dos orçamentos de 2027. A falta de informações sobre a destinação das emendas é uma das principais críticas ao poder do Congresso sobre o Orçamento federal. Hoje, as emendas somam cerca de R$ 50 bilhões por ano. Em 2019, o valor era inferior a R$ 20 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A atualização promovida pela Portaria traz avanços relevantes para a governança fiscal e para a qualidade das informações das contas públicas. Entre os principais benefícios da medida estão a identificação mais clara dos recursos provenientes de emendas parlamentares e a melhoria no monitoramento da execução orçamentária e financeira, permitindo acompanhar com maior precisão o fluxo desses recursos", informou o Tesouro Nacional. Segundo o governo, a portaria também "fortalece os mecanismos de controle e fiscalização ao facilitar a rastreabilidade das despesas associadas às emendas e aperfeiçoa a prestação de contas à sociedade, com informações fiscais mais detalhadas e qualificadas". A mudança nas regras de identificação pelo Tesouro Nacional acontece após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter vetado a liberação de emendas consideradas irregulares, na esteira do proibição do chamado "orçamento secreto" — adotado na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Em 2024, por exemplo, foram suspensos R$ 4,2 bilhões em emendas. No fim do ano passado, a corte também proibiu a liberação de emendas de alguns parlamentares, e, neste ano, foi vetada a destinação e execução de recursos de emendas para organizações não-governamentais e outras entidades do terceiro setor administradas ou vinculadas a parentes de parlamentares e de seus assessores. Congresso aprova LDO com calendário de pagamento de R$ 13 bilhões em emendas parlamentares até as eleições de 2026. Jornal Nacional/ Reprodução
12/03/2026 13:02:35 +00:00
O escândalo que levou à demissão do chef estrelado de um dos melhores restaurantes do mundo

Segundo relatos da imprensa, ex-funcionários acusaram o chef René Redzepi de criar ambiente de trabalho tóxico, com abuso verbal e físico Getty Images O chef principal do Noma, um dos restaurantes mais bem avaliados do mundo, pediu demissão em meio a alegações de abuso. René Redzepi anunciou sua saída nas redes sociais, dizendo: "Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos extraordinários líderes agora guiem o restaurante para seu próximo capítulo." 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ex-funcionários acusaram o chef de criar um ambiente de trabalho tóxico, praticando abuso verbal e físico, de acordo com relatos da imprensa. O restaurante de alta gastronomia, com sede na Dinamarca, estava se preparando para inaugurar uma sede temporária em Los Angeles. Mas após as alegações de abuso e a realização de protestos em frente ao local onde o restaurante estava instalado, os patrocinadores da nova unidade desistiram. "Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade pelas minhas ações", disse Redzepi em um comunicado publicado no Instagram. René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações "Para quem estiver se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixe-me ser claro: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já foi", acrescentou. "Estamos abertos há 23 anos e tenho muito orgulho da nossa equipe, da nossa criatividade e da direção que o Noma está tomando." Ele disse que a equipe continuaria trabalhando na unidade de Los Angeles sem ele. Redzepi também renunciou ao conselho da MAD, uma organização sem fins lucrativos que ele fundou em 2011 e que afirma em seu site que se concentra em ajudar aqueles que são novos no setor de restaurantes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma reportagem recente do New York Times afirmou que dezenas de ex-funcionários acusaram o chef de criar uma cultura abusiva na cozinha e um ambiente de trabalho tóxico, que incluía ameaças verbais e maus-tratos físicos no restaurante que ele fundou em 2003. "Para ser honesto, acho que as repercussões de ficar em silêncio são piores do que eu manifestar e me solidarizar com meus colegas contra a violência", disse Jason Ignacio White, ex-funcionário do Noma. White disse ter testemunhado abusos generalizados durante os anos em que trabalhou para o famoso chef. Dias depois das acusações serem trazidas à tona, Redzepi respondeu às alegações nas redes sociais, dizendo: "Àqueles que sofreram sob minha liderança, meu mau julgamento ou minha raiva, peço profundas desculpas e tenho trabalhado para mudar". Ele disse que "gritou e empurrou pessoas, agindo de maneiras inaceitáveis" e compartilhou que fez terapia e encontrou maneiras melhores de controlar sua raiva. Mas protestos ocorreram em frente à unidade temporário do Noma, no bairro de Silver Lake, em Los Angeles. Grupos de defesa dos direitos trabalhistas pediram a renúncia de Redzepi. "Quem quer comer em um ambiente de abuso?", disse Saru Jayaraman, membro da organização One Fair Wage (Um Salário Justo, em português), à CBS News, parceira da BBC nos EUA. "Quem quer comer comida que vem das lágrimas e do suor de pessoas que estão sofrendo?" Vários patrocinadores do restaurante, incluindo a American Express, se retiraram do projeto que levaria o restaurante a Los Angeles por 16 semanas. As reservas para o evento pop-up nos EUA custavam US$ 1.500 (R$ 7.800) por pessoa e esgotaram em poucos minutos.
12/03/2026 12:17:28 +00:00
IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Miriam Leitão: Inflação acelera em fevereiro O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O dado de fevereiro veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que projetava avanço de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, a inflação em 12 meses ficaria em torno de 3,77%. 🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, esse movimento é comum no começo do ano, quando os reajustes educacionais entram em vigor. “Desta vez, o grupo subiu 5,21%, o maior resultado desde fevereiro de 2023, e respondeu por cerca de 44% da inflação do mês. Sem esse efeito, o IPCA de fevereiro teria ficado em torno de 0,41%.” Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebida: 0,26%; Habitação: 0,30%; Artigos de residência: 0,13%; Vestuário: 0,16%; Transportes: 0,74%; Saúde e cuidados pessoais: 0,59%; Despesas pessoais: 0,33%; Educação: 5,21%; Comunicação: 0,15%. Apesar do avanço, índice de conclusão do Ensino Médio até 19 anos ainda é de 74%. E um abismo separa ricos e pobres na última etapa da educação básica. Antônio Cruz/Agência Brasil 👨‍🏫 Educação puxa a inflação de fevereiro O grupo Educação foi o principal responsável pela alta da inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e boa parte desse avanço veio dos cursos regulares, que tiveram aumento médio de 6,2%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam o valor das mensalidades. Entre os aumentos mais expressivos ficaram: 🎓 Ensino médio: mensalidades subiram 8,19%. 📚 Ensino fundamental: preços avançaram 8,11%. 🧸 Pré-escola: mensalidades tiveram alta de 7,48%. Embora o aumento nos preços da Educação seja comum em fevereiro — período em que costumam entrar em vigor os reajustes das mensalidades —, Gonçalves destaca que a alta registrada neste ano foi mais intensa do que a observada em 2025, quando o grupo havia subido 4,7% no mês. Mesmo assim, o aumento deste ano ainda foi menor do que o registrado em 2023, quando a alta no grupo havia alcançado 6,28%. 🚘 Transportes tiveram segundo maior impacto O grupo Transportes registrou alta de 0,74% em fevereiro e teve o segundo maior impacto na inflação do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o resultado do índice. Um dos principais fatores por trás desse avanço foi o aumento de 11,4% nas passagens aéreas. Outros custos ligados ao uso de veículos também subiram no período. O seguro voluntário de automóveis ficou 5,62% mais caro, enquanto o conserto de veículos teve alta de 1,22%. Já as tarifas de ônibus urbano avançaram 1,14%. Esse aumento no transporte coletivo reflete reajustes aplicados em várias capitais ao longo do início do ano. Entre eles estão: Fortaleza: alta de 20% nas tarifas, em vigor desde 1º de janeiro. Belo Horizonte: aumento de 8,7%, também a partir de 1º de janeiro. Rio de Janeiro: reajuste de 6,38%, válido desde 4 de janeiro. Salvador: alta de 5,36%, aplicada a partir de 5 de janeiro. São Paulo: aumento de 6%, em vigor desde 6 de janeiro. Vitória: reajuste de 4,16%, a partir de 12 de janeiro. Recife: alta de 4,46%, válida desde 1º de fevereiro. Porto Alegre: aumento de 6%, aplicado a partir de 19 de fevereiro. Algumas capitais também registraram queda nas tarifas de transporte coletivo, o que ajudou a reduzir os preços nesse segmento. 🚌 Em Curitiba, por exemplo, o valor do ônibus urbano caiu 1,27% por causa da tarifa mais baixa aplicada aos domingos e feriados. 🚌 Em Brasília, a variação foi ainda maior, com recuo de 9,54%, devido à gratuidade nesses dias. Em Belém, onde a mesma política também está em vigor, o índice ficou em 1,04%. No caso do metrô, os preços ficaram estáveis no resultado geral. Ainda assim, houve movimentos diferentes entre as cidades: em Brasília, a gratuidade aos domingos e feriados levou a uma queda de 9,54%, enquanto em São Paulo houve reajuste de 3,85% nas tarifas a partir de 6 de janeiro. O mesmo aumento foi aplicado ao trem na capital paulista, o que contribuiu para a alta registrada nesse serviço. Também em São Paulo, o item que considera a integração entre diferentes meios de transporte público refletiu esse reajuste nas tarifas. O item táxi também apresentou aumento, influenciado por reajustes em algumas capitais. As tarifas subiram 4,26% em Porto Alegre, 4,53% em Salvador, 18,70% em Fortaleza e 4,92% no Rio de Janeiro, todos aplicados ao longo do início do ano. Já os combustíveis, no geral, tiveram leve queda de 0,47%. O resultado foi puxado pela redução nos preços da gasolina, que recuou 0,61%, e do gás veicular, que caiu 3,10%. "No caso da gasolina, houve uma redução de cerca de 5,2% no preço repassado pelas refinarias às distribuidoras no fim de janeiro, o que pode ter contribuído para esse resultado”, explicou Gonçalves. Por outro lado, o etanol subiu 0,55% e o óleo diesel teve alta de 0,23%. 📊 Outras variações no mês O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,59% em fevereiro. Dentro dessa categoria, os principais aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal, que subiram 0,92%, e dos planos de saúde, com alta de 0,49%. Já o grupo Habitação avançou 0,30% no mês, após ter apresentado queda de 0,11% em janeiro. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o aumento nas tarifas de água e esgoto, que subiram 0,84%, refletindo reajustes aplicados em algumas cidades ao longo de janeiro e fevereiro. Ainda nessa categoria, a energia elétrica residencial teve leve alta de 0,33%, com a manutenção da bandeira tarifária verde, que indica condições mais favoráveis de geração de energia. Por outro lado, o gás encanado ficou 1,6% mais barato, após reduções nas tarifas registradas no Rio de Janeiro e em Curitiba. No grupo Alimentação e bebidas, os preços passaram de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Dentro de casa, os alimentos tiveram alta de 0,23%, influenciada principalmente pelo aumento de itens como: 🫐 Açaí: alta de 25,29% 🫘 Feijão-carioca: aumento de 11,73% 🥚 Ovo de galinha: alta de 4,55% 🥩 Carnes: avanço de 0,58% Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos e ajudaram a limitar a alta dos alimentos. Entre as principais quedas estão: 🍎 Frutas: queda de 2,78% 🛢️ Óleo de soja: recuo de 2,62% 🍚 Arroz: queda de 2,36% ☕ Café moído: redução de 1,20% A alimentação fora de casa também subiu, mas em ritmo menor do que no mês anterior. O avanço foi de 0,34% em fevereiro, abaixo dos 0,55% registrados em janeiro. Nesse período, o preço das refeições desacelerou de 0,66% para 0,49%, enquanto o lanche passou de 0,27% para 0,15%. Inflação persistente e cautela nos juros Economistas ouvidos pelo g1 avaliam que o resultado da inflação de fevereiro trouxe sinais mistos. Alguns fatores específicos ajudaram a pressionar os preços no mês, mas, no conjunto, o dado não muda de forma relevante as projeções para a inflação ao longo do ano nem as expectativas sobre a política de juros. Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest Investimentos, o índice ficou acima do projetado e apresentou uma composição menos favorável do que a esperada. Ainda assim, ele avalia que o movimento não altera a tendência de desaceleração da inflação observada nos últimos meses. Barbosa ressalta, no entanto, que o cenário internacional mais incerto pode trazer riscos adicionais para a trajetória dos preços. Segundo ele, tensões geopolíticas e possíveis impactos sobre os custos de energia podem influenciar a inflação nos próximos meses. “Os riscos agora estão assimétricos para cima do nosso quadro de inflação”, diz. Na avaliação de Carlos Thadeu, economista de inflação e commodities da BGC Liquidez, parte da alta do índice também foi influenciada por itens específicos, que costumam apresentar oscilações ao longo do tempo. Por isso, ele considera que o resultado não indica, necessariamente, uma pressão mais ampla e persistente sobre os preços. Segundo Thadeu, alguns serviços que contribuíram para o avanço do índice tiveram impacto pontual. “Serviços Subjacentes foram afetados por Seguro de Veículos, Cinema e Tarifa Bancária — todos não recorrentes”, explica. Ao desconsiderar esses efeitos, afirma o economista, a inflação subjacente — a tendência real dos preços — ficaria mais próxima do nível compatível com a meta. Já André Nunes de Nunes, economista-chefe do Sicredi, destaca que a pressão recente veio principalmente do setor de serviços, enquanto os bens industriais apresentaram comportamento mais moderado. “A desaceleração se deu principalmente em bens duráveis, mais em linha com a política monetária contracionista em curso e com o câmbio mais valorizado.” Ele também observa que os alimentos voltaram a registrar aumento após um período de alívio. Mesmo assim, avalia que o resultado geral ficou próximo do esperado por sua equipe. Claudia Moreno, economista do C6 Bank, reforça que alguns itens específicos tiveram peso relevante no resultado do mês, como as passagens aéreas e os reajustes anuais das mensalidades escolares. Em relação aos juros, a avaliação predominante é que o resultado de fevereiro, isoladamente, não deve alterar de forma relevante a estratégia do Banco Central. Para Moreno, o cenário ainda aponta para um início gradual do ciclo de cortes na taxa básica (Selic). “O dado de hoje não altera nossa leitura de que o Copom deve iniciar o ciclo de cortes na semana que vem de maneira gradual.” Prefeitura abre selação para 2 mil assistentes de educação infantil em Campo Grande PMCG
12/03/2026 12:00:39 +00:00
Ibovespa cai mais de 2%, com inflação e petróleo no radar; dólar fecha em R$ 5,24

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu mais de 2% e fechou o pregão desta quinta-feira (12) aos 179.285 pontos. Já o dólar encerrou em alta de 1,62%, cotado a R$ 5,2422. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️O petróleo voltou a ficar no centro das atenções, após um ataque a petroleiros em águas do Iraque elevar os preços da commodity no mercado internacional. Investidores seguem temerosos sobre possíveis problemas no transporte e no fornecimento do petróleo pelo mundo — e nem mesmo a notícia divulgada na véspera, de que os países da Agência Internacional de Energia (AIE) vão liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, foi suficiente para conter os preços da commodity nesta quinta-feira. Em meio às preocupações, os contratos com vencimento em abril do petróleo tipo Brent, referência global, tinham alta de 9,80% perto das 17h30, a US$ 100,99. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 10,06% no mesmo horário, a US$ 95,98. ▶️ Em meio às preocupações, investidores também avaliavam sinais mistos vindos dos protagonistas da guerra sobre os preços do petróleo. Na véspera, o Irã afirmou que o mundo deveria ser preparar para que a commodity chegue a US$ 200 por barril, enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes. Nesta quinta, no entanto, o secretário de energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que é "improvável" que os preços do petróleo cheguem a esse patamar. "Mas estamos focados na operação militar e em resolver o problema", afirmou Wright. ▶️ Na agenda econômica brasileira, o destaque ficou com a inflação de fevereiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice registrou uma alta de 0,70% nos preços em fevereiro, acima do esperado pelo mercado financeiro. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. ▶️ Já nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu na última semana, para 213 mil solicitações. O número, abaixo do esperado, reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode manter as taxas de juros do país inalteradas por algum tempo. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,03%; Acumulado do mês: +2,11%; Acumulado do ano: -4,49%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,04%; Acumulado do mês: -5,03%; Acumulado do ano: +11,27%. Inflação sobe acima do esperado A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, subiu 0,70% em fevereiro, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados anteriormente, mas um pouco acima da expectativa do mercado, que previa alta mensal de cerca de 0,6%. O principal impacto veio do grupo Educação, que avançou 5,21%, pressionado pelo reajuste anual das mensalidades escolares no início do ano letivo. Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74%, influenciados principalmente pelo aumento das passagens aéreas (11,4%) e reajustes em tarifas de transporte público em várias capitais. Entre os combustíveis, houve queda média de 0,47%, puxada pela redução da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%), enquanto etanol (+0,55%) e diesel (+0,23%) subiram. Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem Menos americanos pediram auxílio-desemprego na última semana, o que indica que o mercado de trabalho dos EUA continua relativamente estável. Foram 213 mil pedidos, um pouco abaixo do esperado pelos economistas, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira. Apesar disso, dados recentes mostraram queda na criação de empregos em fevereiro, influenciada por fatores como inverno rigoroso, greves no setor de saúde e cautela das empresas para contratar diante de incertezas econômicas. Economistas também alertam que a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo podem pressionar os gastos dos consumidores e, no futuro, afetar a geração de empregos nos Estados Unidos. Novos ataques do Irã elevam preço do petróleo A guerra no Oriente Médio está provocando fortes impactos no mercado global de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o conflito já causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, com previsão de queda de 8 milhões de barris por dia na oferta global devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Os ataques iranianos a navios comerciais na região aumentaram as tensões e já atingiram mais de uma dezena de embarcações, elevando o risco para o transporte marítimo. Diante do cenário, autoridades iranianas afirmaram que o mercado deve se preparar para a possibilidade de o petróleo chegar a US$ 200 por barril. Os preços da commodity dispararam no início da semana e chegaram perto de US$ 120, voltando a superar US$ 100 após novos ataques. Nesta quinta, por volta das 9h38 (horário de Brasília), o petróleo tipo Brent operava em alta de 6,98%, a US$ 98,38 o barril. Já o WTI subia 6,80%, cotado a US$ 93,18. Para tentar conter a escalada dos preços, mais de 30 países membros da IEA decidiram liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas, a maior liberação já realizada. A medida busca reduzir a pressão sobre os combustíveis e evitar impactos maiores na economia global. Mercados globais Os mercados financeiros ao redor do mundo continuaram com atenção redobrada nesta quinta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global. A alta do petróleo aumenta o temor de inflação e pode adiar cortes de juros nos EUA. Com isso, investidores reduziram apostas em redução das taxas pelo Fed, que agora pode ocorrer apenas em setembro, segundo o Goldman Sachs. Em Wall Street, os principais índices caíram nesta quinta-feira. O Dow Jones recuou 1,56%, o S&P 500 teve queda de 1,52% e o Nasdaq perdeu 1,78%. Na Europa, as principais bolsas ampliaram a queda nesta quinta-feira, também com foco nos preços do petróleo e no conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu caiu 0,6%, na sétima baixa do mês. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,21%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuuo 0,47%, e o CAC 40, da França, registrou baixa de 0,71%. As bolsas asiáticas também fecharam em queda nesta quinta-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à cautela dos investidores. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,04%, aos 54.452 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,70%, aos 25.716 pontos. Na China, o índice de Xangai perdeu 0,10%, aos 4.129 pontos, enquanto o CSI300 caiu 0,36%, aos 4.687 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,48%, aos 5.583 pontos, e em Taiwan o Taiex teve a maior queda, de 1,56%, aos 33.581 pontos. Já na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,31%, aos 8.629 pontos. Notas de dólar. Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
12/03/2026 12:00:33 +00:00
Mundo enfrenta maior interrupção de fornecimento de petróleo da história com guerra no Oriente Médio, diz IEA

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12). A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços. Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana. A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia. O volume equivale a quase 10% da demanda mundial e reflete os impactos do conflito. A IEA acrescentou que, sem uma rápida retomada do transporte marítimo na região, essas perdas tendem a aumentar. “A produção interrompida nos campos petrolíferos levará semanas e, em alguns casos, meses para voltar aos níveis anteriores à crise, dependendo da complexidade de cada área e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, informou a agência. A IEA, que assessora países industrializados em políticas energéticas, anunciou na quarta-feira (11) a liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos por seus membros. A medida busca conter a alta global dos preços do petróleo bruto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com os EUA responsáveis pela maior parte do volume liberado. Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (12) após o Irã intensificar ataques a instalações petrolíferas e de transporte em diferentes pontos do Oriente Médio, aumentando o temor de um conflito prolongado e de novas interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz. O petróleo Brent, que chegou a US$ 119,50 por barril na segunda-feira (9) — maior valor desde meados de 2022 — avançava mais de 6% nesta quinta-feira, sendo negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril. Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história Jornal Nacional/ Reprodução
12/03/2026 11:22:34 +00:00
Coreia do Sul vai impor teto para preços de combustíveis a partir de sexta-feira

O petroleiro Seaprincess ao largo do Golfo de Fos-sur-Mer, em Port-de-Bouc. Manon Cruz/Reuters A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13), segundo informações divulgadas pela imprensa local. A medida busca conter a alta nos custos de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio. Além disso, o governo também vai restringir o armazenamento de produtos derivados de petróleo. A decisão foi confirmada pelo Ministério das Finanças do país. De acordo com a pasta, as refinarias serão obrigadas a liberar ao menos 90% do volume mensal de derivados de petróleo que colocaram no mercado em março e abril do ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O preço do petróleo bruto Brent, referência internacional, voltou a subir mais de 100 dólares, após ataques iranianos atingirem navios nas águas da região e a guerra em curso entre Estados Unidos e Israel não dar sinais de arrefecimento. Os principais acontecimentos desta quinta-feira (12) incluem ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e no porto iraquiano de Basra, intensificando uma campanha de pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo, em meio a crescentes preocupações globais com a energia. A campanha de ataques aéreos dos EUA no Irã já dura 13 dias.
12/03/2026 10:36:24 +00:00
3 efeitos econômicos da guerra no Irã além do aumento do preço do petróleo

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços Pouco mais de uma semana após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito já causa impacto na economia global. Na segunda-feira (9), o preço do petróleo bruto Brent e WTI, referências do mercado internacional, ultrapassou a marca de US$ 100 (R$ 520) pela primeira vez desde 2022, embora tenha caído para menos de US$ 95 (R$ 494) no mesmo dia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comparação, em 27 de fevereiro, um dia antes do início das hostilidades, o preço do petróleo bruto Brent e WTI rondava os US$ 70 (R$ 364) por barril. Este aumento nos preços dos combustíveis ocorreu principalmente devido ao virtual fechamento do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, após o governo iraniano ameaçar navios que tentassem atravessar essa hidrovia, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás do mundo. Mas, embora o aumento dos preços do petróleo — e da gasolina — fosse claramente esperado, visto que o conflito envolve o Irã e o Estreito de Ormuz, especialistas preveem que suas repercussões serão sentidas em outras áreas da economia e em diferentes partes do mundo. A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, fala sobre três desses efeitos. 1. Produção de alimentos sob risco Os fertilizantes nitrogenados são utilizados em culturas que produzem cerca de metade dos alimentos disponíveis no mundo Getty Images via BBC O conflito atual está afetando os principais exportadores de fertilizantes. Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são quatro dos maiores exportadores globais de fertilizantes nitrogenados, segundo dados do Observatório de Complexidade Econômica. Esse tipo de fertilizante é produzido a partir de gás natural e é utilizado em plantações que produzem cerca de metade do suprimento mundial de alimentos. Embora a maioria dos produtores de fertilizantes da região tenha continuado operando apesar da guerra, a Qatar Energy, uma das principais produtoras de ureia, teve que suspender suas operações após o fornecimento de gás ter sido interrompido na semana passada devido a ataques de drones e mísseis iranianos. Além disso, os benefícios da continuidade das operações dessas empresas são limitados pelo fato de que elas não conseguem exportar seus fertilizantes devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um terço do suprimento mundial de fertilizantes, de acordo com a Bloomberg. A isso se soma o fato de o Irã também ser exportador de fertilizantes e a decisão da China, adotada no final de 2025, de suspender as exportações de fertilizantes fosfatados e restringir severamente as exportações de ureia até agosto de 2026, com o objetivo de garantir o abastecimento aos agricultores locais. Ainda segundo o Observatório da Complexidade Econômica, a China é a maior exportadora mundial de fertilizantes nitrogenados. Como consequência disso, os preços dos fertilizantes já começaram a subir significativamente. No Porto de Nova Orleans, principal ponto de entrada desses produtos nos EUA, o preço dos fertilizantes saltou de US$ 516 (R$ 2.684) por tonelada métrica para US$ 683 (R$ 3.552) durante a primeira semana da guerra de preços. E essa situação ocorre justamente na época do ano em que os agricultores do Hemisfério Norte se preparam para o plantio, o que complica ainda mais o cenário. De acordo com dados da Federação Americana de Escritórios Agrícolas (FAR, na sigla em inglês), 25% das importações de fertilizantes do país ocorrem entre março e abril de cada ano. "Isso não poderia ter acontecido em pior hora", disse à BBC o agricultor Harry Ott, que cultiva algodão, milho e soja na Carolina do Sul, nos EUA. Analistas preveem que, caso o conflito continue, os consumidores começarão a sentir o impacto nos preços dos alimentos dentro de um a três meses, enfrentando custos mais altos e escassez, já que as colheitas serão menores sem a quantidade necessária de fertilizantes. Essa situação pode se traduzir em fome para os países e pessoas mais pobres. "O aumento repentino dos preços dos alimentos e combustíveis, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, pode ter um efeito dominó que agravará a fome para as populações vulneráveis ​​na região e em outras partes do mundo", alertou o Programa Mundial de Alimentos da ONU em um comunicado. 2. Restrição da distribuição global de medicamentos O porto de Jebel Ali, em Dubai, é um dos 10 mais importantes do mundo Reuters via BBC A guerra em curso no Oriente Médio também está impactando a cadeia de suprimentos global de medicamentos e produtos farmacêuticos. Isso se deve principalmente aos ataques sofridos por Dubai, um importante centro logístico no setor farmacêutico global. A cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos abriga o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, que recebeu aproximadamente 95 milhões de passageiros em 2025. Este aeroporto também é um importante centro de distribuição de cargas para medicamentos e outros produtos farmacêuticos, especialmente aqueles que exigem manutenção da cadeia de frio. A indústria farmacêutica da Índia, a maior fornecedora mundial de medicamentos genéricos e que produz 60% das vacinas do mundo, de acordo com dados do Departamento de Comércio da Índia, tem como o aeroporto de Dubai um ponto estratégico de distribuição. A companhia aérea Emirates possui um terminal de cargas chamado Emirates SkyPharma, construído especificamente para lidar com remessas farmacêuticas sensíveis à temperatura. Dubai também possui o Porto de Jebel Ali, considerado o nono porto de cargas mais movimentado do mundo e o maior do Oriente Médio. Segundo a Autoridade Portuária de Jebel Ali (JAFZA), cerca de 400 empresas farmacêuticas e de saúde de 60 países operam no porto. A JAFZA destaca que, em 2020, 50% dos produtos farmacêuticos e de saúde de Dubai, avaliados em US$ 21,8 bilhões (R$ 113,4 bilhões), passaram por este porto. As exportações farmacêuticas indianas também transitam por este porto, de onde os produtos são enviados para outros países do Golfo Pérsico, África, Europa e outros destinos. Os ataques militares iranianos causaram danos tanto ao porto quanto ao aeroporto de Dubai, interrompendo as operações normais devido ao conflito. O transporte aéreo de carga é crucial para a indústria farmacêutica, especialmente para remessas de alto valor ou que exigem entrega urgente ou controle de temperatura. Embora existam algumas rotas alternativas para Dubai, muitas têm menor capacidade para lidar com esses volumes de carga, exigem dias adicionais de viagem e incorrem em custos mais elevados, o que pode, em última análise, aumentar o preço e a disponibilidade desses produtos. De acordo com o Departamento de Comércio da Índia, a indústria farmacêutica do país exportou produtos para 200 países em todo o mundo, sendo os EUA, o Reino Unido, o Brasil, a França e a África do Sul os principais destinos. O aeroporto e as instalações portuárias de Dubai funcionam simultaneamente como centros de armazenamento e reexportação desses medicamentos, desempenhando, assim, um papel central no setor farmacêutico global. 3. Produção de metais, substâncias químicas e eletrônicos A produção de diversos dispositivos eletrônicos pode ser afetada pela guerra Getty Images via BBC A distribuição de elementos químicos como enxofre e de matérias-primas como alumínio, que desempenham um papel fundamental na produção industrial, também está sendo impactada pela guerra. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Irã estão entre os principais exportadores de enxofre, um subproduto do refino de petróleo e gás. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, 24% da produção mundial de enxofre tem origem no Oriente Médio. Grande parte dessa produção é utilizada para fertilizantes, mas também tem usos importantes na extração de minerais e metais como cobre e níquel, essenciais para a produção de eletrodomésticos, veículos, redes elétricas, semicondutores, baterias e materiais como aço inoxidável, entre muitas outras aplicações. Nesse setor, os efeitos da guerra já são sentidos. Durante a primeira semana do conflito, companhias mineradoras de níquel na Indonésia — país responsável por mais de 50% do níquel mundial — anunciaram cortes na produção devido a interrupções no fornecimento dos países do Golfo, que fornecem 75% do enxofre utilizado por essas empresas. Como alertou a Reuters, alguns produtores de cobre na África provavelmente enfrentam uma situação semelhante. "Uma disputa pela oferta colocaria refinarias de níquel indonésias contra mineradoras de cobre africanas, e ambas contra fabricantes de fertilizantes em todo o mundo, que também buscam substitutos para o enxofre do Oriente Médio", observou a Reuters. Como o ácido sulfúrico — que é produzido com enxofre — é um dos componentes mais importantes para a fabricação de semicondutores e chips, interrupções no fornecimento desse produto químico podem impactar a produção de inúmeros produtos considerados essenciais na vida moderna, como smartphones, computadores, cartões de memória, veículos e inúmeros dispositivos eletrônicos usados ​​em residências, empresas e fábricas. Esta não é a primeira vez que o mundo enfrenta uma situação como essa. Durante a pandemia de covid-19, a escassez de chips impactou tanto os volumes de produção desses dispositivos quanto o preço final que os consumidores tiveram que pagar. Desta vez, há um fator adicional: a alta demanda por chips por parte de empresas que desenvolvem e implementam modelos de inteligência artificial.
12/03/2026 10:12:05 +00:00
Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para 'Agressor profissional de IA'

Startup busca pessoa disposta a provocar erros e testar os limites de sistemas de inteligência artificial. Freepik Você já perdeu a paciência com uma inteligência artificial que esqueceu o que você acabou de dizer? Já precisou repetir a mesma pergunta várias vezes até receber uma resposta adequada? Se a resposta for sim, você pode ser o candidato ideal para um trabalho bastante incomum — e bem pago. Uma startup de inteligência artificial está disposta a pagar cerca de R$ 4 mil por um único dia de trabalho a quem aceitar a função de provocar, criticar e apontar erros nas respostas de chatbots. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa dos EUA Memvid abriu uma vaga com um título curioso: "agressor profissional de IA". A pessoa contratada deverá testar, provocar e identificar falhas nas respostas de sistemas de inteligência artificial, especialmente problemas de memória e perda de contexto ao longo das conversas. O anúncio foi publicado no LinkedIn por Jeremy Boudinet, consultor da empresa, que ressaltou que o cargo não é uma piada. “A Memvid está contratando um bully profissional de IA. Não estou brincando. Esse é o título oficial do cargo”, escreveu. Donos de 'achadinhos' faturam até R$ 100 mil por mês com perfis anônimos  De acordo com o anúncio, a função consiste em interagir com sistemas de inteligência artificial durante oito horas seguidas e registrar todos os momentos em que eles cometem erros. O pagamento oferecido é de US$ 100 por hora, totalizando US$ 800 ao fim do dia, o equivalente a mais de R$ 4,1 mil. Entre as tarefas estão: Fazer perguntas repetidas e várias vezes à IA; Pedir que o sistema memorize informações; Verificar se a inteligência artificial consegue lembrar do que foi dito anteriormente; Registrar casos em que a IA perde o contexto da conversa; Documentar situações em que o sistema pede que o usuário repita algo ou responde de forma incoerente. No próprio anúncio, Boudinet descreve o trabalho de forma bem-humorada: a pessoa passará “oito horas gritando com inteligências artificiais” enquanto registra cada falha dos sistemas. A vaga não exige formação na área de tecnologia nem experiência prévia com inteligência artificial. Entre as qualificações mencionadas no anúncio estão: Histórico pessoal de frustração com tecnologia; Paciência para repetir a mesma pergunta diversas vezes; Irritação quando a IA continua errando. “Não é necessário ter experiência prévia em bullying com IA”, afirma o anúncio. Os candidatos também precisam ter mais de 18 anos, aceitar ser gravados durante os testes e concordar que o vídeo possa ser usado posteriormente pela empresa. Ao Business Insider, a Memvid afirmou que pretende contratar inicialmente apenas uma pessoa para a função, mas não descarta ampliar a iniciativa no futuro. A vaga, segundo a startup, foi criada para testar um desafio comum nesses sistemas: a limitação de memória em conversas longas. A iniciativa também funciona como estratégia de marketing. A Memvid quer chamar a atenção para as limitações de memória das IAs e mostrar, na prática, que muitos sistemas ainda esquecem informações importantes ao longo de uma conversa. O CEO da empresa, Mohamed Omar, afirmou ao site que a abordagem permite testar as soluções da startup em situações reais e, ao mesmo tempo, engajar o público de forma criativa. A Memvid desenvolve ferramentas que prometem oferecer memória mais estável para sistemas de inteligência artificial. Essas tecnologias podem ser aplicadas em setores como recrutamento e saúde, onde é essencial lidar com grandes volumes de informação sem perder o contexto. No fim das contas, a vaga tem dois objetivos: identificar falhas nas IAs atuais e chamar a atenção para uma solução que promete resolver esse problema.
12/03/2026 08:03:45 +00:00
PL dos apps de transporte: oposição tenta reeditar crítica a 'taxa de blusinhas'; relator deve manter mínimo de R$ 8,50 por entrega

Parlamentares de oposição ao governo federal tentam reeditar o episódio da “taxação das blusinhas” para tentar derrubar o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. O tema é bandeira eleitoral do governo e uma das prioridades do Executivo para este ano. O texto tramita na Câmara em uma comissão especial, mas deve ser levado diretamente ao plenário no início de abril pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A crítica é semelhante à feita quando aprovada a chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$50 e que até então estavam isentas. Na época, a oposição argumentou que a medida punia o consumidor de baixa renda que buscava opções mais baratas no exterior. Valor mínimo A última versão do projeto dos aplicativos de transporte estabelece o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas de: até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta. O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), defende que o piso suba para R$10, até 4 quilômetros, com R$2,50 por quilômetro adicional. (leia mais abaixo) Última versão do texto traz valor mínimo de R$ 8,50 para entregas. Rovena Rosa/Agência Brasil É essa taxa mínima que está sendo usada pela oposição para dizer que o consumidor pagará mais caro na ponta. No entanto, o governo e o próprio relator argumentam que é preciso garantir “um colchão social” ao entregador, além de atender ao pedido dos trabalhadores por um valor mínimo de entrega. Sem acordo Na última terça-feira (11), Motta, ministros do governo e o relator do texto participaram de uma reunião na residência oficial da Câmara, mas não chegaram a um acordo sobre o valor mínimo. Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$8,50 para entregas por aplicativo, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades. A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral. As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios. O relator pediu que os executivos apresentam uma proposta até sexta-feira (13). Na terça, Coutinho se reunirá com integrantes do governo para levar as propostas. 'Terrorismo econômico' Ao g1, o ministro Guilherme Boulos negou que o governo vá taxar clientes e que os produtos das plataformas ficarão mais caros com as medidas defendidas pelo Palácio do Planalto. Segundo Boulos, atualmente a maior parte do ganho das empresas está na taxa mensal cobrada dos restaurantes. "É uma mentira absoluta dizer que o governo está taxando os clientes, taxando as plataformas. E outra é vender a ideia de que encarecerá o produto, que não é verdade, porque a maior parte do ganho das plataformas não está com a entrega, a maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles", explicou Boulos. "Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede". O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos Divulgação O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10,00 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas. "Já existe um mínimo pago pelo iFood que é de R$ 7,50 por entrega e R$ 1,50 para cada quilômetro adicional passando dos quatro quilômetros, para entregas mais longas. A reivindicação dos entregadores é, pura e simplesmente, aumentar do R$ 7,50 para R$ 10,00 e de R$ 1,50 para R$ 2,50", disse. "Dizer que isso vai alterar significativamente o preço, além de mentira é um terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores."
12/03/2026 07:01:22 +00:00
Austrália autoriza mudança na composição do combustível para combater alta do petróleo

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços O ministro da Energia da Austrália, Chris Bowen, anunciou nesta quinta-feira (12) que o país vai alterar temporariamente os padrões de qualidade dos combustíveis para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministério, o combustível australiano poderá ter níveis mais elevados de enxofre nos próximos 60 dias. Com a medida, o governo espera que 100 milhões de litros de combustível, que inicialmente seriam exportados, sejam direcionados ao mercado interno australiano. O ministério informou que a Ampol, empresa petrolífera australiana, se comprometeu a redirecionar o combustível para regiões com maior escassez e para o mercado atacadista à vista, atendendo distribuidores independentes e produtores rurais. Petróleo ultrapassa US$ 100 novamente Pouco depois, o preço do petróleo Brent, referência internacional, voltou a superar US$ 100 (cerca de R$ 515,90). A alta ocorreu após ataques a navios petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz. Nesta quarta (11) e quinta-feira (12), foram relatados diversos ataques iranianos contra navios comerciais no entorno do Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. O episódio marca uma intensificação da tensão na região do Golfo, rica em petróleo. Com informações da agência Reuters.
12/03/2026 06:07:59 +00:00
Preço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio, diz pesquisa

Preço do diesel sobe 7% no Brasil: entenda o motivo Os preços do óleo diesel subiram mais de 7% nos primeiros dias de março, segundo levantamento da Edenred Mobilidade feito com base em dados de 21 mil postos no país. O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) compara a primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro. O preço médio do diesel S-10 subiu 7,72%, de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. Já o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também calcula os preços médios do diesel no país. Os dados mais recentes, divulgados na sexta-feira (6), ainda não indicaram aumentos tão expressivos quanto os apontados pela Edenred. Segundo a ANP, o preço médio do diesel S-10 ficou em R$ 6,15 na semana encerrada em 6 de março, alta de 0,98% em relação aos sete dias anteriores. O diesel comum subiu 0,83% na mesma comparação, para R$ 6,08. Segundo o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, a alta dos combustíveis acompanhou o avanço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. Há bastante preocupação sobre o combustível por conta de seu impacto indireto na inflação. “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", explica o executivo. Os preços do petróleo subiram nas últimas semanas, com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. "Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem", avalia Fernandes. O executivo destaca ainda que os preços ao consumidor têm mudado mesmo sem anúncio oficial de reajuste da Petrobras nas refinarias. A situação virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela estatal. A investigação foi solicitada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10). Segundo Fernandes, ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustíveis no país por causa do conflito no Oriente Médio, e é "importante ter cautela nesse momento". "A Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de tomar qualquer decisão", diz. Além disso, mais de 30 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram nesta quarta-feira (11) que vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Trata-se da maior liberação já realizada pelo grupo e deve ajudar a conter os preços. Caminhão abastece com diesel em posto de combustível em Brasília no dia 27 de maio de 2018 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Nordeste registra a maior alta no diesel O IPTL indica que o maior avanço dos preços foi registrado no Nordeste, com alta de 13,17% no diesel S-10 e de 8,79% no diesel comum. O preço médio na região chegou a R$ 7,22 por litro. Em seguida, vieram as regiões Centro-Oeste e Sul. Veja abaixo: Na análise por estado, o levantamento mostra que o maior preço médio do diesel comum foi registrado em Roraima, a R$ 7,84 por litro. O menor valor apareceu em Pernambuco, a R$ 6,23 por litro. No diesel S-10, o maior preço foi registrado em Rondônia, a R$ 7,90 por litro, enquanto o menor valor médio ficou na Paraíba, a R$ 6,26 por litro.
12/03/2026 06:00:55 +00:00
Mãos queimadas e trabalho infantil: desafios da produção artesanal da castanha de caju no Rio Grande do Norte

Conheça os desafios da produção artesanal da castanha de caju A castanha de caju é uma fonte de renda importante para pequenos produtores no semiárido do Rio Grande do Norte. Mas a rotina traz desafios. Sem acesso a equipamentos de proteção, alguns agricultores queimam as mãos. Em alguns casos, crianças também acabam ajudando na produção. No Nordeste, 195 mil agricultores cultivam caju. Os pequenos produtores representam mais da metade desse número. Apesar das dificuldades, a renda chega em um momento importante: durante a entressafra de culturas como feijão, milho e algodão. O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor do Brasil de castanha de caju, com 20,5 mil toneladas. O estado fica atrás do Ceará, com 102 mil toneladas, e do Piauí, com 25 mil toneladas. Na comunidade indígena Amarelão, no município de João Câmara, a castanha é extraída da forma artesanal. Primeiro ela vai para o tacho, onde é torrada. Depois é cozida e quebrada para retirar a amêndoa. A comunidade beneficia 42 toneladas por semana. Os trabalhadores começam o dia ainda de madrugada para fugir do calor. É o caso de Sebastiana de Souza Raimundo e Damião Raimundo. O casal estudou apenas até a terceira série do ensino fundamental. Eles começaram a trabalhar com a castanha para sustentar a família, formada quando Sebastiana tinha 14 anos e Damião 17. "A castanha mudou muito a nossa vida. Conseguimos construir a nossa casinha, compramos um carrinho, criamos as nossas filhas", diz Sebastiana. As filhas do casal não precisaram abandonar a escola. Kaliane virou professora e a Kainara, técnica de enfermagem. Leia também: Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Por que a castanha machuca Hoje, Sebastiana e Damião usam luvas para trabalhar. Mas, no passado, já machucaram diversas vezes a mão durante o processo de retirada da amêndoa. Isso é causado pelo Líquido da Casca da Castanha de Caju (LCC), que é liberado na torra. Ele pode queimar, irritar a pele e até mesmo apagar as impressões digitais. A castanha de caju tem três partes: a casca, a película e a amêndoa. Dentro da casca há um tecido esponjoso chamado de mesocarpo. É nele que está o LCC, que é corrosivo. A película o separa da amêndoa. Composição da castanha de caju Reprodução / Globo Rural Trabalho infantil Em 2012, o programa Profissão Repórter mostrou casos de trabalho infantil durante o processamento da castanha na comunidade. Enquanto o Globo Rural gravou a reportagem, exibida neste domingo (8), a equipe não encontrou nenhuma criança trabalhando. Contudo, a auditora do trabalho Marinalva Dantas confirma que o problema ainda existe. O flagrante mais recente foi em 2023, quando 30 adolescentes foram encontrados com as mãos machucadas. Mão de criança machucada pelo trabalho com a castanha de caju no Rio Grande do Norte Reprodução / Globo Rural "O trabalho infantil continua, infelizmente. Como é no âmbito familiar, eles trabalham até às 7 horas da manhã, comem e vão para a escola. Lá eles não conseguem entender nada da aula, porque estão muito sonolentos", relata Dantas. Para ela, é importante que as famílias entendam que crianças e adolescentes não devem trabalhar até os 18 anos. Além disso, a auditora diz que a prefeitura e o governo do estado precisam oferecer apoio às famílias. Veja também: Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Implicância ou realidade: entenda por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos
12/03/2026 06:00:44 +00:00
A tentativa de 32 países de contornar bloqueio do Estreito de Ormuz com maior liberação de reservas de petróleo da história

Estreito de Ormuz escoava mais de 20% do transporte global de petróleo. Getty Images via BBC A Agência Internacional de Energia (AIE) vai liberar 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz em plena guerra no Irã. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/3) por seu diretor-executivo, Fatih Birol, depois de o governo do Irã ameaçar não deixar passar "um único litro de petróleo" pelo corredor marítimo que até agora escoava mais de 20% do transporte global desse recurso energético crucial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Birol afirmou que os 32 países membros votaram unanimemente a favor da maior liberação de reservas de petróleo da história da Agência Internacional de Energia. A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados, em sua maioria economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico. A lista de membros inclui a maior parte da Europa Ocidental (como França, Itália, Alemanha e Reino Unido), além de Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Turquia e EUA. O Brasil é considerado um país "em vias de adesão". Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medida 'sem precedentes' "Os desafios que enfrentamos no mercado do petróleo são de uma escala sem precedentes; portanto, fico extremamente satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de magnitude igualmente sem precedentes", declarou o diretor-executivo. A agência especificou que as reservas de emergência estarão disponíveis no mercado dentro de um prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país membro. Valor do barril de petróleo disparou com a guerra no Irã. Getty Images via BBC Os 400 milhões de barris de petróleo equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que, em circunstâncias normais, flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias. Esta é a sexta vez que a AIE aprova uma liberação coordenada de reservas de petróleo, depois de tê-lo feito em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022. Segundo dados do próprio organismo, seus membros mantêm reservas de emergência superiores a 1,2 bilhão de barris, além de outros 600 milhões armazenados pela indústria petrolífera em cumprimento de obrigações legais impostas pelos governos. Os preços dos barris Brent e WTI estavam na faixa dos US$ 60 antes do início da guerra no Irã — um valor relativamente baixo em comparação com dados históricos, devido à oferta abundante. O conflito chegou a elevar o preço do barril para acima de US$ 100, embora nos últimos dias ele tenha se moderado para a faixa de US$ 80–90. De todo modo, o preço da gasolina subiu em quase todos os países, e muitos governos passaram a considerar medidas de contingência caso a crise se agrave. Irã ameaça com petróleo a US$ 200 O regime do Irã, por sua vez, anunciou anteriormente nesta quarta-feira que pôs fim à sua política de ataques militares recíprocos para se concentrar no bloqueio do Estreito de Ormuz. Especialistas interpretam essa estratégia como uma tentativa de usar o controle sobre o estreito para pressionar a alta dos preços e aumentar o custo econômico da guerra para os Estados Unidos e seus aliados. Irã tem apostado em fechar o Estreito de Ormuz para pressionar seus adversários na guerra. Getty Images via BBC A política de Teerã agora será "ataque após ataque", declarou o porta-voz Ebrahim Zolfaqari, do quartel-general do comando militar Khatam al Anbiya, em Teerã, em um comunicado. Ele afirmou que o Irã não permitirá que "nem um único litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz com destino aos Estados Unidos, a Israel e a seus aliados. "Qualquer navio ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo. Preparem-se para que o barril de petróleo chegue a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram." Preços de 'guerra', segundo Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira o aumento dos preços do petróleo como uma "questão de guerra" e afirmou que os mercados financeiros devem "voltar ao normal" em breve, em declaração à imprensa. Ele assegurou que suas forças militares "atacaram 28 'navios mineiros' até o momento", fazendo referência a embarcações iranianas supostamente destinadas a atacar navios comerciais com minas em Ormuz. Trump aposta que subida de preço é algo passageiro. Getty Images via BBC O Exército dos Estados Unidos, que há dias busca uma forma de neutralizar a ameaça militar ao tráfego marítimo no estreito, sugeriu a possibilidade de ataques iminentes a portos na costa sul do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) advertiu os civis iranianos para "evitarem imediatamente" todos os portos ao longo do estreito onde operam as forças navais do país. O Centcom afirmou que o regime iraniano está utilizando portos civis para "operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional". "Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes", diz a mensagem de advertência. O comunicado especifica que portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam "alvos militares legítimos, segundo o direito internacional". Anteriormente, o Centcom havia divulgado imagens do que descreveu como 16 navios mineiros iranianos destruídos nas proximidades do estreito de Ormuz. Trump também declarou nesta quarta-feira — desta vez ao portal de notícias Axios — que a guerra terminará "em breve" e que "praticamente não resta nada para atacar". "Quando eu quiser que acabe, vai acabar", afirmou. Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a guerra "continuará por tempo indeterminado". Ele alegou que o conflito seguirá enquanto for necessário e até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, sejam alcançados, segundo relataram a agência Reuters e o jornal The Times of Israel. A situação dos produtores no Oriente Médio Nessa situação, alguns países produtores da região estão tentando encontrar alternativas para lidar com a crise no Estreito de Ormuz. A Arábia Saudita está aumentando o fluxo de petróleo através de sua rede de oleodutos Leste–Oeste, enquanto outros Estados petrolíferos do Golfo Pérsico estão reduzindo a produção, informa de Riad, a capital saudita, Sameer Hashmi, correspondente da BBC News no Oriente Médio. O oleoduto de 1,2 mil km transporta petróleo dos campos do Golfo até os terminais de exportação no Mar Vermelho, o que permite que os embarques evitem o gargalo energético do estreito de Ormuz. Antes da crise atual, o oleoduto Leste–Oeste saudita transportava cerca de 2,8 milhões de barris de petróleo por dia. Arabia Saudita desviou parte de sua produção a oleodutos. Getty Images via BBC O diretor-executivo da gigante petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, confirmou na terça‑feira (10/3) que agora estão aumentando o fluxo até sua capacidade máxima, de aproximadamente 7 milhões de barris diários, já que os petroleiros estão transferindo as operações de carregamento para os portos no Mar Vermelho. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os poucos produtores do Golfo com oleodutos projetados para contornar parcialmente o Estreito de Ormuz. O Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pode enviar cerca de 1,8 milhão de barris diários até o porto de Fujairah, no Golfo de Omã. Mas, mesmo operando em plena capacidade, os oleodutos administrados pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos transportariam menos da metade do petróleo que normalmente passa pelo Estreito de Ormuz. Outros produtores do Golfo que não contam com alternativas semelhantes, como Kuwait e Iraque, já começaram a reduzir a produção. Amin Nasser descreveu a interrupção atual como "a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou".
12/03/2026 06:00:43 +00:00
O que são os 'cristais de memória' que desafiam leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, um dilema que vem impulsionando soluções inovadoras SPhotonix via BBC Durante uma visita ao Japão em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso. Agora, ele acredita que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundos. Eles emitem um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Mas eles observaram algo incomum na forma em que a luz trafegava através do vidro tratado com laser. A dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, neste caso, a luz não se refletia conforme o esperado. "Foi difícil explicar", afirma Kazansky, professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Ele trabalhava em colaboração com os pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão. "Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física." Veja os vídeos que estão em alta no g1 A desconcertante observação acabou provocando "um autêntico momento Eureka", segundo Kazansky. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por "microexplosões" geradas pelos lasers de femtossegundos. Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham esta mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses "redemoinhos" de luz são tão minúsculos que acabam sendo imperceptíveis para o olho humano. Mas logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. "Esta foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz", explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que aquela descoberta possa ajudar a resolver um dos problemas mais graves da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. O nosso problema com dados Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados "pesam pouco" é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente "na nuvem". Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais. E seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Este dilema vem impulsionando soluções inovadoras. E uma delas é a proposta de Kazansky de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. Os dados são processados e alojados em centros de dados — estruturas gigantescas, quase alienígenas, repletas de filas de servidores de mais de dois metros de altura, que piscam sem intervalos. Essas caixas vibrantes de hardware e cabos devoram energia, tanto para alimentar sua capacidade de computação quanto para os enormes sistemas de refrigeração necessários para evitar que elas se incendeiem. Aliás, um centro de dados não é um lugar agradável para se trabalhar. Quente e ensurdecedor, ele só é adequado para pessoas que conseguem "suportar muitas dores", segundo uma pesquisa da revista americana The New Yorker em 2025. Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas Satélites gigantes e superchips: como serão os data centers no espaço? A Agência Internacional de Energia prevê que o consumo de eletricidade dos centros de dados duplicará até 2030 Getty Images via BBC Em escala global, os centros de dados representam cerca de 1,5% da demanda mundial de eletricidade. Projeções indicam que seu consumo irá duplicar até 2030, quando também poderão gerar 2,5 bilhões de toneladas de emissões de CO₂. Este número equivale a cerca de 40% de todas as emissões anuais dos Estados Unidos. A recente expansão da IA generativa agravou a situação. Ela aumentou drasticamente a demanda por sistemas de computação de alto rendimento, que consomem quantidades colossais de energia e emitem nuvens intensas de calor. A maior parte da energia consumida pelos centros de dados é gasta com "dados quentes": informações que devem estar disponíveis instantaneamente para acesso rápido e atualizações frequentes. Exemplos são transferências de dinheiro entre contas bancárias e documentos online editados regularmente. Mas a maioria dos dados do mundo não é deste tipo. Até cerca de 80%, na verdade, são "dados frios": informações de que ninguém necessita imediatamente e que, quando são necessárias, as pessoas estão dispostas a esperar minutos ou até dias para obtê-las. Eles incluem dados de conformidade, como registros financeiros ou processos de auditoria, que bancos e outras empresas devem conservar indefinidamente. Também entram nesta categoria as cópias de segurança dos e-mails ou fotos antigas, além de dados de arquivo. Mas a armazenagem destes dados apresenta problemas. Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil A maior parte deles é atualmente armazenada em discos rígidos, dentro de centros de dados. Eles devem permanecer ligados para que as informações possam ser recuperadas, o que exige energia e sistemas de refrigeração. Outra solução cada vez mais popular é a fita magnética. Ela é armazenada nas próprias instalações do centro de dados ou em bibliotecas de fitas especializadas. As fitas devem ser mantidas sob temperaturas de 16 a 25 °C, o que também implica consumo de energia para manter suas condições ideais. Além disso, elas precisam ser substituídas a cada 10 a 20 anos devido à sua degradação. Neste momento, a fita antiga é descartada como resíduo. O enorme aumento da produção de dados impulsionou forte demanda por fitas magnéticas nos últimos anos. 'Cristais de memória' Tudo isso faz com que a busca de soluções alternativas seja cada vez mais urgente. E Kazansky está adotando um enfoque inovador sobre este problema. Nos anos que se seguiram àquela primeira revelação na Universidade de Kyoto, ele descobriu que os redemoinhos com perfurações minúsculas gravadas no vidro podem ser lidos de forma muito similar aos dados transmitidos por fibra óptica. O professor explica que este método codifica dados em cinco dimensões, empregando a diferença de orientação e a intensidade da luz, combinadas com a localização de diferentes "voxels" (pixels tridimensionais individuais com coordenadas x, y e z). "Podemos empregar estas propriedades da luz para armazenar dados em cinco dimensões, em vez das três habituais", explica Kazansky, "o que é fundamental para atingirmos a alta densidade necessária para o armazenamento 'eterno'." As informações são lidas por meio de um microscópio óptico especializado, equipado com uma câmera capaz de detectar a intensidade e a polarização da luz. "Como as nanoestruturas modificam a forma em que a luz viaja através delas, usamos óptica especial para 'ver' essas mudanças de polarização, que são novamente decodificadas em dados digitais", segundo ele. Os "cristais de memória" de Kazansky precisam de energia apenas para o processo de escrita dos dados. Mas não é necessário ter energia adicional para sua manutenção e o processo de leitura também não apresenta consumo intensivo. Eles podem reter uma quantidade vertiginosa de dados em uma área muito pequena. Teoricamente, até 360 terabytes (TB) — equivalentes a 36 mil GB — cabem um disco de vidro de cinco polegadas (12,7 cm). Kazansky afirma ainda que eles podem durar essencialmente para sempre. Os discos são feitos de vidro de sílica fundida, conhecido pela sua durabilidade e estabilidade térmica. A única precaução é mantê-los dentro de um recipiente resistente, pois, por serem feitos de vidro, eles continuam sendo susceptíveis às tradicionais quebras. Cristal de vidro da SPhotonix, mostrando imagens digitais de uma pintura da caverna de Chauvet, na França, e uma imagem gerada por IA de uma alunissagem, foi lançado em órbita em junho de 2025 SPhotonix via BBC Em conjunto com seu filho, Kazansky fundou em 2024 uma empresa chamada SPhotonix, para comercializar sua ideia. A companhia completou recentemente uma rodada de financiamento de US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 23,2 milhões). O professor afirma que a SPhotonix já está em contato com empresas de tecnologia para estrear alguns dos seus protótipos em centros de dados durante os próximos dois anos. Mas, por enquanto, ele destaca que o objetivo continua sendo "aperfeiçoar a tecnologia para garantir que ela seja suficientemente robusta" para estes usos. Atualmente, a empresa pode atingir velocidade de leitura de cerca de 30 MB por segundo. Mas ela espera aumentar a velocidade de leitura e escrita para 500 MB por segundo nos próximos três a cinco anos, segundo Kazansky. Em termos de comparação, as soluções mais recentes de armazenamento em fita magnética oferecem até 400 MB por segundo. "Nossa meta é fazer com que recuperar os dados... seja tão fácil quanto usar um disco rígido moderno", afirma ele. Mas nem todos acreditam que os cristais de memória representem o futuro imediato do armazenamento de dados. Para o professor de ciência da computação Srinivasan Keshav, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, um dos problemas é que a tecnologia não é "compatível com a infraestrutura existente", o que gera "enormes barreiras para sua adoção". Kazansky não é o único que estuda como enfrentar o enorme acúmulo de dados do século 21. Ele pode ter encontrado respostas em grãos de areia, mas outros recorreram ao substrato granular de toda a vida orgânica. Dados em DNA O físico soviético Mikhail Samoilovich Neiman (1905-1975) foi o primeiro a propor a ideia de usar o DNA como meio de armazenamento, em 1964. Demonstrações realizadas desde a década de 1980 confirmaram sua viabilidade. Seus defensores afirmam que o DNA oferece uma solução extraordinariamente eficiente e duradoura. Teoricamente, um único grama de DNA poderia armazenar até 215 petabytes (PB), ou 215 milhões de GB de dados, por milhares de anos. E transformar bytes em bases nitrogenadas é surpreendentemente simples. "Você pega seus dados digitais e os atribui aos componentes básicos do DNA", explica o professor de gestão de dados Thomas Heinis, do Imperial College de Londres. Primeiramente, as quatro letras das bases de DNA (A, T, C e G) são convertidas em 01, 00, 11 e 10. "Depois, você sintetiza uma molécula (a representação física real desses dados) e a armazena pelo tempo que quiser", afirma o professor. A frase favorita entre os pesquisadores do armazenamento de dados em DNA é que "você poderia guardar todos os dados do mundo em uma colherada", comenta Heinis. Mas ele acrescenta que, na prática, seria muito difícil localizar a informação desejada dentro daquela massa indiferenciada. O fundamental é que as necessidades de armazenamento não exigem uso intensivo de energia. "Ele é eficiente do ponto de vista energético, pois, se você guardar em local adequado, não necessita de refrigeração", segundo o professor. Estão começando a surgir startups especializadas em armazenamento em DNA. E, nos últimos anos, houve avanços na redução do custo de "leitura" do DNA, segundo Heinis. Mas o custo total ainda é um obstáculo. "Continua caro demais", afirma ele, especialmente em relação à síntese do DNA. "Na parte da 'escrita', ainda não observamos grandes avanços, de forma que isso realmente precisa ocorrer", segundo Heinis. "Quando for suficientemente barato, tudo o mais irá se encaixar." Heinis descreve os cristais de memória de Kazansky como um "concorrente direto do armazenamento em DNA", mas o DNA poderia ser vantajoso porque "sempre poderemos ler DNA", devido às suas amplas aplicações médicas. "Com outras tecnologias, a questão é por quanto tempo existirá o dispositivo de leitura." Heinis destaca que, atualmente, é cada vez mais difícil ler meios de gravação como os disquetes, que surgiram nos anos 1970, mas ficaram praticamente obsoletos no início do século 21. "Existem empresas que oferecem armazenamento de dados por mais de 100 anos. Mas quais delas continuarão existindo daqui a um século?", questiona ele. O DNA pode armazenar enorme quantidade de dados e suas necessidades de conservação não consomem muita energia Getty Images via BBC Entre as gigantes da tecnologia, a Microsoft é quem demonstrou mais interesse em experimentar novos tipos de armazenamento de dados. Em 2016, a empresa anunciou ter armazenado 200 MB de dados em DNA, incluindo um banco de sementes do Silo Global de Sementes de Svalbard e a Declaração Universal dos Direitos Humanos em mais de 100 idiomas. Em 2020, a Microsoft e outras empresas fundaram a Aliança de Armazenamento de Dados em DNA. "A demanda por armazenamento de dados na nuvem a longo prazo atinge níveis sem precedentes e estamos chegando ao limite do possível com as tecnologias atuais", declarou à BBC um porta-voz da Microsoft. A Microsoft também patrocinou o grupo de pesquisa de Kazansky na Universidade de Southampton, como parte do seu Projeto Sílica, entre 2017 e 2019. "Juntos, demonstramos o princípio fundamental; depois disso, eles continuaram desenvolvendo a tecnologia de forma independente", segundo Kazansky. Equipamentos de pesquisa para a criação de cristais de vidro desenvolvidos pela Microsoft Microsoft via BBC Em fevereiro de 2026, a Microsoft publicou um artigo na revista Nature, detalhando um novo avanço neste campo. A empresa conseguiu armazenar dados em vidro de borossilicato, o mesmo utilizado em utensílios de cozinha e portas de fornos, além do vidro padrão de sílica fundida. O vidro de borossilicato é muito mais barato, o que faz com que a ideia seja economicamente mais viável. E também é muito durável; a empresa afirma que estes dados poderiam ser armazenados por até 10 mil anos. A Microsoft informou à BBC que, embora seus testes conceituais tenham demonstrado resultados promissores, a empresa ainda não comercializa esta linha de pesquisa. Repensar a computação Solucionar o problema do armazenamento de dados a longo prazo é apenas uma parte do desafio representado pelos centros de dados e seu enorme consumo de energia. A sílica e o DNA são "muito atraentes do ponto de vista da sustentabilidade", reconhece a professora Tania Malik, da Faculdade de Computação e Cibersegurança da Universidade Tecnológica de Dublin, na Irlanda. "Mas é pouco provável que estas tecnologias substituam o armazenamento convencional para a informática cotidiana ou as cargas de trabalho de IA em um futuro próximo", alerta ela. Malik destaca que existem formas mais práticas de abordar, em curto prazo, o problema do consumo de energia associado aos "dados quentes". "Uma questão importante é melhorar a eficiência da infraestrutura, por exemplo, com processadores com uso mais eficiente de energia e técnicas avançadas de refrigeração, como a refrigeração líquida ou por ar externo", explica ela. Paralelamente, a professora destaca que existe um "reconhecimento cada vez maior de que a eficiência também deve ser abordada em nível de software e das cargas de trabalho, não apenas em nível de infraestrutura". Malik afirma que, "na informática de alto rendimento e na computação em nuvem, o rendimento tem sido tradicionalmente a métrica dominante, mas é preciso considerar a eficiência energética com a mesma importância". Para ela, "isso significa projetar algoritmos e aplicativos com consciência do consumo de energia". A professora destaca ainda que isso também implica o uso da potência adequada de computação para cada tarefa. Afinal, "nem todas as tarefas necessitam do maior modelo de IA possível, nem do tempo de execução mais rápido". Mas, frente ao acúmulo exponencial de dados, é possível que venha a ser necessária uma reorganização mais radical, segundo Malik. Será que realmente precisamos de todos os dados que produzimos? Cada vez mais, parte da solução consiste em "termos mais propósito em relação ao que decidimos conservar", conclui a professora. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Technology.
12/03/2026 06:00:39 +00:00
Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 novamente após ataques iranianos a navios

Conheça o Estreito de Ormuz, crucial para o petróleo global O preço do petróleo Brent, a referência internacional, disparou novamente acima de US$ 100 (cerca de R$ 515,90) após ataques atingirem navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz. Já por volta das 13h43 desta quinta-feira (12), o Brent operava em alta de 7,09%, a US$ 98,50 por barril, enquanto o WTI subia 7,43%, a US$ 93,73. Nesta quarta (11) foram relatados diversos ataques iranianos contra navios comerciais ao redor do Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. O momento é de intensificação da pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo. Os ataques a navios no Estreito de Ormuz Kayan Albertin / Arte g1 Mais cedo, o ministro da energia da Austrália, Chris Bowen, anunciou que o país vai alterar os padrões de qualidade de combustível para pressionar a queda nos preços do petróleo. Segundo o ministério, o combustível australiano poderá apresentar níveis mais altos de enxofre nos próximos 60 dias. Com isso, a expectativa do governo é que 100 milhões de litros de combustível, que inicialmente seriam exportados, sejam misturados ao consumo doméstico australiano. O ministério ressaltou que a Ampol, empresa petrolífera australiana, se comprometeu a redirecionar o combustível para regiões com maior escassez e para o mercado atacista à vista, atendendo distribuidores independentes e produtores rurais. Petróleo em alta Os preços do petróleo já tinham voltado a subir nesta quarta-feira, enquanto as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em meio à incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio. O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha avançado 5,91%, a US$ 88,38. O Brent do Mar do Norte, referência na Europa, tinha subido 5,05%, a US$ 92,23. Na terça-feira (10), as bolsas tiveram altas expressivas e o petróleo caiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira que o conflito terminaria "em breve". Desde o início do conflito, o petróleo acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana, devido às interrupções no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Países disponibilizam 400 milhões de barris de petróleo Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. É a maior liberação de reservas já feita pelos países da AIE. Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço
12/03/2026 04:58:54 +00:00
René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações

René Redzepi The Best Chef Awards O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos. O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times". A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. (leia a nota na íntegra ao final da matéria) "Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele. "Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef. René Redzepi usou as redes sociais para anunciar a saída do restaurante e pedir desculpas a equipe. Reprodução/Instagram Redzepi também publicou um vídeo pedindo desculpas à equipe do Noma. Initial plugin text Denúncias e repercussão “Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao "The New Yotk Times". Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante. Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas. As denúncias tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles. A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas. As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes. “As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado. “Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.” Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles. “Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa. Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza. Leia a nota na íntegra As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado. Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações. Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011. Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo. Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial. A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença.
12/03/2026 04:00:57 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 65 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.983 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 65 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (12), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
12/03/2026 03:00:55 +00:00
EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de reserva estratégica

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história Jornal Nacional/ Reprodução Os Estados Unidos vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica em uma tentativa de reduzir os preços do petróleo, disse o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, nesta quarta-feira (11). Os preços da commodity dispararam nos últimos dias devido a choques de oferta provocados pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Wright afirmou que a liberação faz parte de uma ação maior, envolvendo 400 milhões de barris de petróleo, acordada mais cedo pela Agência Internacional de Energia, que reúne 32 países. Segundo Wright, a liberação terá início na próxima semana e deve levar cerca de 120 dias para ser concluída. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA e Israel iniciaram ataques ao Irã em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com seus próprios ataques contra Israel e países do Golfo que abrigam bases americanas. Elevando os riscos para a economia global, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmou que bloquearia embarques de petróleo do Golfo, caso os ataques dos EUA e de Israel não cessem. A guerra abalou os mercados ao redor do mundo. Questionado mais cedo nesta quarta-feira sobre se estava considerando o limite da reserva estratégica de petróleo, o presidente Donald Trump disse que Washington iria "reduzi-la um pouco". “Os Estados Unidos planejam repor essas reservas estratégicas com mais de 200 milhões de barris no próximo ano”, disse o secretário de Energia em um comunicado.
12/03/2026 01:05:04 +00:00
EUA iniciam investigações comerciais que podem abrir caminho para novas tarifas

O presidente dos EUA, Donald Trump REUTERS/Nathan Howard O governo do presidente Donald Trump abriu nesta quarta-feira (11) uma nova investigação comercial contra 16 grandes parceiros dos Estados Unidos por suposto excesso de produção, em um movimento que pode abrir caminho para novas tarifas. A medida é vista como uma forma de retomar a pressão por um novo tarifaço depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou, no mês passado, a principal base legal das tarifas aplicadas pelo republicano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que a investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais, com base na chamada "Seção 301", pode levar à aplicação de novas tarifas sobre produtos da China, da União Europeia, da Índia, do Japão, da Coreia do Sul e do México nos próximos meses. Outros parceiros comerciais sujeitos à investigação de excesso de capacidade incluem Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega. O Canadá, o segundo maior parceiro comercial dos EUA, não foi mencionado como alvo da investigação. "Portanto, essas investigações se concentrarão em economias que, segundo nossas evidências, parecem apresentar excesso estrutural de capacidade e produção em vários setores de manufatura, como, por exemplo, por meio de superávits comerciais maiores e persistentes ou capacidade subutilizada ou não utilizada", disse Greer a repórteres em uma teleconferência. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Investigação de trabalho forçado Greer também disse que, nesta quinta-feira, iniciará outra investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, destinada a proibir a importação para os EUA de produtos feitos com trabalho forçado. A investigação envolve mais de 60 países. Os EUA já restringiram a importação de painéis solares e outros produtos da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Proteção ao Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. A nova investigação pode ampliar essas medidas para outros países. Greer disse que gostaria que outros países também adotassem proibições semelhantes às dos EUA contra produtos feitos com trabalho forçado, previstas em uma lei comercial americana de quase um século. Os EUA afirmam que autoridades chinesas criaram campos de trabalho para uigures e outros grupos muçulmanos na região ocidental de Xinjiang. O governo chinês nega as acusações de abusos. Greer disse que espera concluir as investigações da Seção 301, incluindo as propostas de solução, antes que as novas tarifas temporárias impostas por Trump no final de fevereiro expirem em julho. Depois que a Suprema Corte considerou ilegais, em 20 de fevereiro, as tarifas globais de Trump com base em uma lei de emergências nacionais, o presidente aplicou uma tarifa de 10% por 150 dias sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. LEIA MAIS: Trump definiu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência prevista para cerca de 5 de maio. O republicano estabeleceu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência pública programada para por volta de 5 de maio. Greer afirmou que as novas investigações, já anunciadas há algum tempo por autoridades do governo, não devem surpreender os parceiros comerciais e que eles devem cumprir seus acordos. Ele ressaltou, porém, que isso não significa que esses países ficarão imunes a todas as novas tarifas previstas na Seção 301.
12/03/2026 00:50:53 +00:00
TCU rejeita pedido de afastar ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do caso Master

Jhonatan de Jesus, ministro Tribunal de Contas da União Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou pedido de afastamento do ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do processo que analisa os procedimentos adotados pelo Banco Central (BC) para a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário do TCU. 👉🏽 O pedido de suspeição foi apresentado por organizações da sociedade civil. Uma das alegações apresentadas foi a de que o ministro teria um "padrinho político" de Jesus com interesse no caso Master. 🏠 Outros argumentos apresentados dão conta de que Jesus teria destinado recursos para a construção de casas populares no estado de Roraima, supostamente sem a devida prestação de contas. 🚗 Também foi mencionado que um veículo registrado em nome de familiar do ministro teria sido apreendido no âmbito de operação da Polícia Federal relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Os excipientes não explicaram de que modo essas questões – sobre as quais não foi juntada qualquer evidência nestes autos – impactam na condução [do processo]. Ou seja, não se desenvolveu o raciocínio atinente ao nexo das imputações com a atuação do ministro arguido no contexto do aludido processo, razão pela qual as alegações devem ser prontamente rejeitadas", afirmou o relator do caso, ministro Jorge Oliveira, em seu voto. Também é mencionado um suposto "racismo institucional" e perseguição ao diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino dos Santos. Segundo o relator, a afirmação não procede. "Neste ponto, a petição incide em grave erro. Não houve qualquer convocação, por parte do Ministro Jhonatan de Jesus ou deste Tribunal, direcionada ao aludido diretor do Banco Central do Brasil. Constam nos autos apenas a determinação de oitiva prévia da autarquia", disse Oliveira. "Não há dúvidas, portanto, da absoluta fragilidade das imputações feitas na petição à peça 3, que claramente não têm o condão de conformar a suspeição do Ministro Jhonatan de Jesus, configurando meras conjecturas, ilações sem vínculo efetivo com a realidade e pretensões destituídas de qualquer elemento objetivo e demonstrável", concluiu o relator, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. Relembre o caso Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público. No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória. No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master. Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalho. Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos. O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC. O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.
11/03/2026 23:42:26 +00:00
Crise no Oriente Médio: Silveira diz que governo avalia necessidade de medidas para conter alta do petróleo

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, diz que governo pode adotar horário de verão em 2024 Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para avaliar a necessidade de medidas frente à escalada do preço do barril de petróleo em função da guerra no Oriente Médio. Entretanto, Silveira descartou uma intervenção do governo federal na Petrobras e disse que tal medida seria "irresponsável". “Nós vamos fazer como fizemos ontem à tarde: reunimos com o presidente Lula para podermos discutir que medidas tomaremos em algo que não depende da gente, mas que nós não seremos irresponsáveis de fazer intervenção em uma empresa de capital aberta, listada na bolsa de Nova York e que tem a sua governança própria”, declarou o ministro, durante participação na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Em decisão histórica, Agência Internacional de Energia libera reserva emergencial de petróleo O ministro também desconsiderou risco de desabastecimento de combustíveis no país e classificou como "criminosa especulação" os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em algumas regiões do país. “É naturalmente um momento de apreensão do mundo inteiro, não só do Brasil, porque nós vivemos um caos geopolítico, mas não tem risco de abastecimento e muito pelo contrário”, afirmou o ministro. Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram altas ou previsão de aumento para gasolina e diesel em diversas partes do país, atribuídas à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. “O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores. Por isso, nós vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, vamos fazer operações, vamos envolver a Polícia Federal”, disse Silveira. Silveira afirmou ainda que o governo acompanha os movimentos do mercado internacional. Nesta terça, o ministério de Minas e Energia informou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, com o objetivo de identificar rapidamente eventuais riscos ao fornecimento e coordenar ações para preservar a segurança energética e a normalidade do abastecimento de combustíveis no país. A medida segue práticas de governança já adotadas pela pasta em cenários geopolíticos semelhantes. “O povo brasileiro pode nos ajudar é fiscalizar os abusos dos revendedores nos postos de gasolina e nós vamos fiscalizar com a ANP, Procon, Senacon, Polícia Federal e o Ministério das Justiças as distribuidoras para que elas deixem de cometer os abusos que começaram a cometer nos últimos dias", defendeu. Reunião com Lula O presidente Lula passou esta quarta-feira no Palácio da Alvorada. Ao longo do dia, houve intensa movimentação de entrada e saída de carros de ministros. Entre eles, Alexandre Silveira (Minas e Energia), Sidônio Palmeira (Secom), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral a União). De acordo com integrantes do governo, uma das reuniões convocadas pelo presidente Lula foi para discutir a alta no valor dos combustíveis. A avaliação no primeiro escalão do governo é de que o tema é imediato. Segundo relatou um ministro ouvido pelo g1, há uma preocupação de que se intensifique uma especulação dos postos de gasolina. "Estão aumentando o preço do combustível de uma maneira oportunista, sendo que não houve qualquer tipo de aumento na refinaria, querendo criar um pânico por conta do aumento do preço do petróleo devido ao ataque ao Irã". Preço do petróleo Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.
11/03/2026 23:18:13 +00:00
Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa Divulgação Após anunciar, nesta quarta-feira (11), um pedido de recuperação extrajudicial por conta de dívidas que chegam a R$ 65,1 bilhões, a Raízen defendeu que a medida não afetará operação em suas unidades. A Raízen opera em unidade administrativa e usina em Piracicaba (SP), além de outras usinas em Rio das Pedras (SP), Rafard (SP) e outras cidades do interior de São Paulo. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça, em busca de maior prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo, de acordo com a empresa. "Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios", informou a Raízen. LEIA MAIS Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen Conheça a Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil Plano para recuperação Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas. Nessa categoria de credores podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias. Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% dessas dívidas, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 O que diz a empresa A Raízen afirmou que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais noticias sobre a região na página do g1 Piracicaba.
11/03/2026 21:58:57 +00:00
Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial do GPA

Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta quarta-feira (11) que a Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da companhia, que busca reorganizar suas finanças e renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. 🔎 Apesar de extrajudicial, a recuperação precisa ser homologada pela Justiça para que o acordo entre empresa e credores tenha validade jurídica. A regra está na Lei de Recuperação Judicial e Falências. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que o processo foi deferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A companhia anunciou na terça-feira (10) que havia fechado um acordo com seus principais credores no âmbito do plano de recuperação extrajudicial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O processo é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA busca renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. ENTENDA A CRISE DO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR: Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA Como será a recuperação extrajudicial do GPA? Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. Loja do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. MAURO PIMENTEL/AFP
11/03/2026 20:07:38 +00:00
Carteira assinada para atuar na colheita de café diminui exploração e não tira benefícios como Bolsa Família, diz ministro no ES

Ministro do Trabalho e Emprego discute exploração de mão de obra no setor cafeeiro no ES No Espírito Santo para lançar a Campanha de Promoção do Trabalho Decente na Cafeicultura, nesta quarta-feira (11), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o registro em carteira para os trabalhadores que atuam em fazendas cafeeiras, especialmente na colheita de café. No estado, a colheita do grão tem previsão de começar em abril. Na visita, o ministro ainda falou sobre a entrada em vigor da norma que prevê o adicional por insalubridade para motoboys, também a partir do próximo mês. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o ministro, o desafio no setor cafeeiro é informar os trabalhadores sobre os direitos que a carteira assinada assegura e a manutenção deles como beneficiários de programas do governo federal, como o Bolsa Família. "O fato de ter a Carteira de Trabalho assinada não lhe tira o benefício do Bolsa Família", afirmou o ministro pouco antes de se reunir com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), representantes de entidades ligadas à produção de café e ao mundo do trabalho no Palácio Anchieta, em Vitória. Marinho explicou que, caso um trabalhador passe a descumprir os requisitos para a garantia do benefício, como atingir a renda per capita estipulada para cada família, ele terá direito a um período de transição antes de perder o auxílio. LEIA TAMBÉM: A PARTIR DE ABRIL: Motoboys vão começar a receber adicional por insalubridade, diz ministro do Trabalho no ES; saiba quem terá direito MONTAGEM: Aluno de escola particular de Vitória usa IA para deixar colegas nuas em foto FEMINICÍDIO: Mulher é morta com tiro na cabeça e ex-namorado é suspeito do crime Trabalhador em produção de café arábica no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Desta forma, o beneficiário poderia receber, por mais um ano, metade do valor que recebe do Bolsa Família. Isso, no entanto, destaca ele, não retira a pessoa do CadÚnico (cadastro que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda do Brasil para incluí-las em Programas Sociais). "Se você vier a ser demitido, você volta para a proteção do Bolsa Família. Você não sai mais do CadÚnico. Você permanece no cadastro e sempre vai receber essa proteção, caso você volte para uma situação de vulnerabilidade alimentar", explicou. A carteira assinada, segundo o ministro, também reforça outro objetivo do encontro: o de reafirmar o pacto que busca garantir direitos trabalhistas no setor, o Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura. Para Marinho, a política firmada em 2023 pelo ministério é essencial para proteger "as empresas sérias, combater o trabalho análogo à escravidão e reprimir o trabalho com exploração de mão de obra infantil, porque isso depõe contra a imagem do Brasil". Espírito Santo é um dos maiores produtores de café do país. Reprodução/ TV Gazeta Além de degradar a integridade dos trabalhadores que atuam nas fazendas, Marinho explicou que o trabalho análogo à escravidão cria problemas para o país que podem comprometer até as exportações dos produtos afetados. "A empresa fica manchada. Compromete o resultado da empresa, a imagem, o produto. Então, nós queremos que você, empresário, trabalhe, invista e cresça respeitando o trabalho, respeitando o trabalhador, respeitando a trabalhadora. Sempre é melhor fazer o certo". Luiz Marinho também comentou que sente uma evolução no estado capixaba. Em 2023, foram 11 ações deflagradas para combater o trabalho análogo à escravidão e a exploração infantil, com 86 resgates; no ano seguinte, 5 ações e 68 resgates; em 2025, 4 ações e 35 pessoas resgatadas. "O número vem caindo. Nós estamos evoluindo. Está bom? Não, não está. Nós queremos zerar este número", finalizou o ministro. O Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção brasileira de café conilon. Em 2025, de acordo com a norte-americana StoneX, uma das mais relevantes companhias de serviços financeiros do mundo, foram 19,2 milhões de sacas de conilon (o arábica ficou em 3 milhões). O complexo cafeeiro do estado (conilon, arábica e solúvel) exportou US$ 1,24 bilhão, no ano passado. Das 4,3 milhões de sacas vendidas, 3,2 milhões foram de conilon. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
11/03/2026 19:53:16 +00:00
Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa dos EUA em resposta a ataque em escola

Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Um grupo de hackers ligado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético de larga escala contra a empresa americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o país. O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo Handala em comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas. O grupo afirmou que o ataque atingiu escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados obtidos estão "nas mãos dos povos livres do mundo". "Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão". A Stryker informou que houve uma "interrupção global da rede" em seu ambiente de sistemas da Microsoft como resultado de um ataque cibernético. "Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse. Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h (horário de Brasília) desta quarta-feira (11). Nas últimas semanas, o grupo Handala reivindicou uma série de ataques cibernéticos contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico. Desde o início da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, o grupo afirma ter realizado ataques contra estruturas israelenses e diz ter "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém. O grupo Handala é conhecido por sua ligação "com o regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os rastreamos há anos", afirmou. Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no início deste ano, afirmou que a atuação do Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida". Dispositivos com sistema Windows — inclusive aparelhos móveis e smartphones conectados às redes da Stryker — foram apagados remotamente, segundo o relatório. Fundada em Kalamazoo, no estado de Michigan, a Stryker é uma empresa global de dispositivos médicos com cerca de 56 mil funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época). A empresa fabrica desde implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos até leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica. O grupo Handala anunciou depois que também teria realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos. A AFP não conseguiu verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Veja mais: China alerta EUA para apocalipse ao estilo 'Exterminador do Futuro' por uso militar da IA WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos
11/03/2026 19:44:01 +00:00
WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos

WhatsApp permite que pais e responsáveis gerenciem contas dos filhos Divulgação/WhatsApp O WhatsApp começou a permitir que pais ou responsáveis monitorem mensagens e coloquem limites sobre a atividade de menores de 13 anos no aplicativo. O recurso foi anunciado nesta quarta-feira (11) e começará a ser testado com um pequeno grupo de usuários nas próximas semanas. Os adultos que desejarem ativar o recurso precisarão estar com o próprio telefone e o da criança lado a lado lado a lado para vincular as contas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em seguida, é possível configurar quais grupos ela pode participar. O WhatsApp informa quem são os participantes e os administradores da conversa para ajudar os pais a tomarem a decisão. O aplicativo permite ainda revisar solicitações de conversa de desconhecidos, que são enviadas para uma pasta e são visualizadas primeiro pelos pais. Os adultos também são notificados adultos sempre que a criança adicionar, bloquear ou denunciar outro usuário. "Se uma mensagem indesejada vier de alguém já salvo como contato, a conta gerenciada pelos pais pode denunciar e/ou bloquear o contato, assim como qualquer outro usuário do WhatsApp", disse o WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As configurações de proteção para menores de 13 anos se concentram em mensagens e ligações pelo WhatsApp. Elas são protegidas por senha e só podem ser alteradas pelos adultos. E as crianças também não têm acesso a recursos como Meta AI, Canais e Status nem mensagens temporárias ou de visualização única. O monitoramento foi criado em resposta aos comentários de pais que gostariam de uma experiência adaptada para menores de 13 anos, informou o WhatsApp. A plataforma afirma que as contas gerenciadas são protegidas por criptografia de ponta a ponta, assim como as contas convencionais, e que suas informações não são usadas para fins publicitários. "Projetamos contas gerenciadas pelos pais para atender às regulamentações de segurança e privacidade infantil e trabalhamos regularmente com especialistas independentes para revisar nossas proteções e manter as famílias seguras", diz o aplicativo.
11/03/2026 18:28:14 +00:00
'Nojento e desolador': a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans

"Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC uma "chatter" Getty Images Uma mulher nas Filipinas descreveu como é "desolador" ganhar menos de US$ 2 (cerca de R$ 10) por hora fingindo, em chats online, ser modelos da plataforma OnlyFans muito mais bem pagas do que ela. O OnlyFans funciona conectando criadores de conteúdo explícito a usuários que pagam uma assinatura para acessar o material desses criadores e supostamente conversar online com eles. No entanto, embora criadores de grande destaque possam ganhar bastante dinheiro, o trabalho de interagir com os fãs e tentar vender a eles imagens e vídeos muitas vezes é feito por pessoas mal remuneradas, empregadas por terceiros, como a pessoa entrevistada pela BBC. Um sindicato que representa esses trabalhadores — conhecidos como "chatters" — disse à BBC News que está preocupado com a "natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online". O OnlyFans, que gerou US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) em receita em 2024, não quis responder aos questionamentos da BBC. Segundo os termos de serviço da plataforma, a relação comercial do OnlyFans é exclusivamente com o criador de conteúdo. Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo 'Não é nada agradável' A BBC não identificará nesta reportagem a mulher com quem conversou a fim de proteger sua identidade. Empregada por uma agência usada pela modelo que ela fingia ser, ela disse que começou nesse tipo de trabalho para sustentar a família durante um período de renda mais baixa, ganhando menos de US$ 2 por hora e trabalhando em turnos de oito horas, cinco dias por semana. Durante seu turno, ela recebia metas para gerar para a modelo centenas de dólares em vendas de fotos e vídeos. Os criadores mais populares da plataforma afirmam ganhar milhões de dólares por mês. Recentemente, uma nova agência ofereceu melhores condições e remuneração para o mesmo trabalho de "chatter", embora ainda inferior a US$ 4 por hora (cerca de R$ 20). Ela disse que sabia que o trabalho envolveria conteúdo explícito, mas, ainda assim, fazer "sexting" (troca de mensagens de teor sexual) era desagradável para ela. "É meio nojento quando você pensa nisso, porque você precisa fazer esse tipo de conversa muitas vezes, várias vezes por hora, porque está falando com vários fãs ao mesmo tempo." Segundo ela, as pessoas com quem conversava muitas vezes pareciam "muito gentis", mas claramente solitárias, o que tornava todo o processo triste, especialmente porque ela não era a pessoa que fingia ser. Essa desonestidade a incomodava, afirmou. "Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda", disse. "Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda". Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images De fato, o uso de "chatters" levou a ações judiciais contra o OnlyFans e contra as agências que os empregam, movidas por usuários e escritórios de advocacia que consideram a prática enganosa. Até agora, nenhuma teve sucesso. Segundo ela, alguns fãs pediam "coisas realmente estranhas, fetiches ou preferências sexuais", que ela geralmente conseguia tolerar, mas nem sempre. "Há dias em que penso: 'que diabos estou fazendo aqui?', porque há dias em que isso realmente pesa." Questionada se se sentia explorada, ela disse que aceitar um pagamento inferior a US$ 2 por hora "não foi seu melhor momento". "Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC. "É realmente de partir o coração, especialmente sabendo que a agência ganha muito mais." A "chatter" também relatou preocupação com possíveis riscos legais ao aceitar esse tipo de trabalho, devido às leis relativamente rígidas contra pornografia nas Filipinas. 📎 A BPO Industry Employee' Network (BIEN) é um sindicato independente que representa trabalhadores do setor de terceirização de processos de negócios nas Filipinas. Mylene Cabalona, presidente do sindicato, disse à BBC que "embora as Filipinas tenham leis relativamente rígidas em relação à pornografia, nossa principal preocupação como sindicato é a natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online". Segundo Cabalona, isso levanta sérias preocupações sobre a exposição de trabalhadores a "conteúdo potencialmente prejudicial ou abusivo, além da falta de diretrizes claras sobre segurança, responsabilização e proteção trabalhista". Ainda assim, há vantagens nos empregos digitais terceirizados, incluindo o trabalho de chat, que, segundo Cabalona, podem permitir que trabalhadores obtenham renda de casa, enquanto dão suporte a clientes ou plataformas no exterior. "Esses empregos também podem oferecer maior potencial de renda em comparação com alguns trabalhos locais de nível inicial e proporcionar oportunidades para desenvolver habilidades em trabalho digital", observou. OnlyFans REUTERS/Andrew Kelly
11/03/2026 18:06:48 +00:00
Quaest: 48% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses

Pesquisa Quaest de 1º e 2º turnos das eleições e de avaliação do governo Lula Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que 48% dos entrevistados consideram que economia piorou nos últimos 12 meses. Esse índice era de 43% em janeiro e fevereiro. Outros 24% afirmam que a economia melhorou, enquanto 26% avaliam que ficou do mesmo jeito (eram 30% na pesquisa anterior). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Veja os números: Economia piorou: 48% (eram 43%, em fevereiro); Melhorou: 24% (eram 24%); Ficou do mesmo jeito: 26% (eram 30%); Não sabem/não responderam: 2% (eram 3%). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os eleitores independentes, considerados cruciais para a disputa presidencial de outubro, 50% acham que a economia piorou. Esse grupo equivale a 32% do eleitorado, segundo a Quaest, e é formado por pessoas que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas. Isenção do IR O levantamento também perguntou se o eleitor foi beneficiado pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Veja os números: Sim: 31% Não: 66% NS/NR: 33% Não houve mudança significativa em relação à pesquisa anterior, de fevereiro de 2026, quando 30% responderam que foram beneficiados e 67%, não. Expectativa para o futuro da economia A pesquisa também perguntou qual é a expectativa dos entrevistados para a economia nos próximos 12 meses. E os números mostram uma visão menos otimista. O índice dos que acham que vai melhorar era de 48% em janeiro, 43% em fevereiro e é de 41% agora. O grupo dos que esperam uma piora da economia era de 28% em janeiro, passou para 29% em fevereiro e chegou a 34% agora. Veja números: Vai melhorar: 41% (eram 43%, em fevereiro); Vai piorar: 34% (eram 29%); Vai ficar do mesmo jeito: 21% (eram 24%); Não sabem/não responderam: 4% (eram 4%). Preço dos alimentos A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao preço dos alimentos nos mercados. 58% dizem que o preço subiu, 24% que ficou igual e 16% que caiu. Veja números: Subiu: 58% (eram 56%, em fevereiro); Ficou igual: 24% (eram 24%); Caiu: 16% (eram 18%). Não sabem/não responderam: 2% (era 2%) Poder de compra Sobre poder de compra, 64% dizem que conseguem comprar menos do que um ano atrás, 14% afirmam que conseguem comprar mais e 21% consideram que não há diferença. Veja números: Menos: 64% (eram 61%, em fevereiro); Mais: 14% (eram 15%); O mesmo tanto: 21% (eram 23%); Não sabem/não responderam: 1% (eram 1%) Mercado de trabalho A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao mercado de trabalho: 50% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje, e 40% consideram que está mais fácil. Veja números: Mais difícil: 50% (eram 49%, em fevereiro); Mais fácil: 40% (eram 39%); Igual: 4% (eram 5%); Não sabem/não responderam: 6% (eram 7%). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso no Fórum Economia Azul e Finanças, na França Ludovic Marin/Reuters
11/03/2026 17:00:33 +00:00
Trump diz que petroleiras 'devem' usar estreito de Ormuz

Minas marítimas: Guga Chacra avalia estratégia do Irã no Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afrmou nesta quarta-feira (11) que empresas de petróleo devem continuar utilizando o estreito de Ormuz. Quando questionado por repórteres se as companhias devem circular pela região, trump respondeu: "Acho que deveriam". Nesta terça (10), a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã planeja instalar minas navais no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A informação foi publicada pela CBS News com base em relatos de autoridades americanas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a emissora, o Irã estaria usando embarcações pequenas para posicionar minas navais na rota marítima. A estimativa é que o governo iraniano tenha um estoque de até 6 mil unidades. Já a CNN Internacional informou que a instalação das minas já teria começado. 🔎 Minas navais são explosivos colocados no mar que detonam quando entram em contato com navios. São usadas para bloquear ou dificultar a passagem de embarcações por uma rota marítima. A presença de minas no Estreito de Ormuz colocaria em risco qualquer navio que tentasse atravessar a região. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada. A área é estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami REUTERS/Kevin Lamarque Após a publicação das reportagens Trump exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima. “Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, afirmou. Trump disse ainda que os Estados Unidos monitoram a região e vão destruir qualquer embarcação usada para minar o Estreito de Ormuz. Na sequência, o presidente fez uma nova publicação afirmando que os Estados Unidos destruíram 10 barcos usados para lançar minas. Segundo ele, as embarcações estavam inativas. Na segunda-feira (9), Trump já havia ameaçado o Irã com ataques “vinte vezes mais fortes” caso o país tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em entrevista, o presidente disse que avaliava assumir o controle da região. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou. As ameaças ocorrem em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 na segunda-feira. Os preços podem impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. LEIA TAMBÉM Israel diz travar 'guerra histórica pela liberdade', se declara aliado dos iranianos e fala em transição de poder: 'Estejam prontos' Crítico de Lula e pivô de polêmica com Moraes: quem é assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro Os desafios que esperam o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei O Estreito de Ormuz Foto mostra uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã movendo-se em torno do petroleiro Stena Impero, que foi apreendido no Estreito de Ormuz Agência de Notícias Morteza Akhoondi/Tasnim via AP Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1
11/03/2026 16:59:28 +00:00
Banco Central anuncia liquidação da fintech Dank Sociedade de Crédito

Comunicado da fintech Dank Sociedade de Crédito sobre a liquidação. Reprodução/ Dank O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, determinou nesta quarta-feira (11) a liquidação extrajudicial da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto por conta "grave comprometimento da situação econômico-financeira e as graves violações às normas legais". Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição e houve sua retirada do sistema financeiro. Essa solução é adotada quando ocorre situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade, entre outros. Foi nomeado como liquidante a Faccio Administrações. 🔎 As "fintechs", que reúnem milhões de clientes, são empresas que oferecem produtos financeiros inovadores, como novos meios de pagamento e cartões de crédito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No modelo conhecido como SCD, utilizado pela Dank, foi autorizada a concessão de operações de crédito, por meio de plataforma eletrônica, com recursos próprios. Esse tipo de instituição não pode fazer captação de recursos do público. As SCDs também podem prestar os serviços de análise de crédito para terceiros; cobrança de crédito de terceiros; distribuição de seguro relacionado com as operações por ela concedidas por meio de plataforma eletrônica e emissão de moeda eletrônica. Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a Dank Sociedade de Crédito Direto, que havia recebido autorização de funcionamento em 2022, possuía um passivo (dívidas e obrigações) de R$ 43,8 milhões em setembro do ano passado (último dado disponível), e um patrimônio líquido de R$ 975 mil.
11/03/2026 16:38:53 +00:00
Mercedes apresenta a VLE: minivan elétrica com cabine de jato e tela de 31 polegadas

Mercedes-Benz VLE tem portas deslizantes com acionamento elétrico Divulgação / Mercedes-Benz A combinação de luxo e conforto sempre marcou os sedãs da Mercedes-Benz. Com o tempo, os utilitários esportivos da marca também passaram a oferecer essa experiência e, agora, ela chega às minivans. A Mercedes do Brasil monitora o mercado nacional e avalia o melhor momento de lançamento para os clientes no país. A VLE tem uma cabine que remete a jatos particulares, com bancos e acabamento que lembram o helicóptero Airbus ACH145, cuja cabine também é produzida pela Mercedes-Benz. O g1 apresentou todos os detalhes desse modelo avaliado em R$ 77 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Descrita pela marca como uma “grand limousine” em formato de minivan, a VLE combina o conforto de um sedã com a praticidade de uma van e inaugura uma nova geração de veículos da empresa nesse segmento. A experiência começa com as portas deslizantes automáticas, que dispensam contato com a maçaneta. Pelo teto panorâmico, os passageiros podem apreciar o céu, e em dias de sol forte, a persiana elétrica garante conforto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A minivan oferece a opção de bancos “Grand Comfort”, com ajustes elétricos, almofada extra, carregamento sem fio para celular, função de massagem e apoio para as pernas. Esses recursos podem ser controlados pelos botões nas portas, pela tela multimídia ou pelo aplicativo da Mercedes-Benz. As versões com bancos maiores acomodam sete pessoas, enquanto as configurações com fileiras triplas convencionais elevam a capacidade para oito ocupantes. Mercedes-Benz VLE tem tela de 31,3 polegadas Divulgação / Mercedes-Benz Para entretenimento, a VLE conta com uma tela retrátil de 31,3 polegadas instalada no teto, com resolução 8K e possibilidade de dividir a imagem em dois conteúdos simultâneos. É possível assistir filmes, jogar, usar aplicativos ou participar de videoconferências graças à câmera de 8 megapixels integrada. Mercedes-Benz VLE tem trio de telas no painel Divulgação / Mercedes-Benz Para quem não quer usar fones de ouvido, o sistema de som conta com 22 alto-falantes e tecnologia Dolby Atmos, a mesma usada em salas de cinema. O sistema multimídia, agora na quarta geração do MBUX, inclui assistentes de voz como ChatGPT e Google Gemini, prometendo interação natural e intuitiva. O motorista também dispõe de luxo e tecnologia, com três telas distribuídas pelo painel: um cluster de 10,25 polegadas, uma tela central de 14 polegadas e outra de 14 polegadas para o passageiro, que pode acessar streaming, jogos e aplicativos — recurso semelhante ao do Renault Koleos, que chegará ao país em breve, embora no Brasil vídeos não possam ser exibidos com o veículo em movimento. Além disso, a VLE traz um head-up display de 23,1 polegadas, além de controle adaptativo de velocidade, assistentes de permanência e troca de faixa, alerta de colisão com frenagem automática, 10 câmeras externas, cinco radares, 12 sensores ultrassônicos e 11 airbags, reforçando o foco em segurança. Bancos do Mercedes-Benz VLE lembram os assentos de aviões particulares Divulgação / Mercedes-Benz Na motorização, a VLE 400 4Matic é a versão mais potente, com mais de 300 kW (407 cv) e aceleração de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos. A arquitetura elétrica de 800 volts e a nova geração de baterias aumentam o desempenho e a eficiência, segundo a Mercedes. Ainda de acordo com a marca, em carregadores rápidos é possível recuperar até 355 km de autonomia em apenas 15 minutos. Ainda sem dados oficiais, a Mercedes estima mais de 700 km de alcance na versão VLE300, a opção menos potente. Ambas utilizam baterias de íon-lítio de 115 kWh. A suspensão pneumática contribui para o conforto e a estabilidade, permitindo ajustar a altura do veículo em até 40 milímetros. As rodas traseiras esterçam até 7 graus, facilitando manobras em espaços reduzidos. Mercedes-Benz VLE será fabricada na Espanha e lançada em 2026 Divulgação / Mercedes-Benz Prevista para ser lançada na Europa em 2026, a VLE utiliza uma nova arquitetura modular de vans da Mercedes, permitindo uma diferenciação mais clara entre modelos premium para passageiros e veículos comerciais. Essa plataforma também servirá de base para a VLS, uma minivan ainda mais luxuosa. LEIA MAIS R$ 77 milhões e até dois anos de espera: Mercedes e Airbus lançam helicóptero inspirado no Classe G
11/03/2026 15:01:34 +00:00
Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril

Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira (11), após o ataque a mais três navios mercantes no Golfo Pérsico, que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril. O Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, mostrando que ainda consegue reagir e afetar o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono classificou como os bombardeios mais intensos já realizados pelos EUA e por Israel até agora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram, e os mercados de ações se recuperaram. Por enquanto, investidores apostam que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma forma rápida de encerrar a guerra iniciada ao lado de Israel há quase duas semanas. No entanto, até agora não houve trégua em terra nem sinais de que os navios possam voltar a navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Trata-se da pior interrupção no fornecimento de energia desde as crises do petróleo da década de 1970. "Preparem-se para o petróleo chegar a US$ 200 por barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram", disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em declaração dirigida aos Estados Unidos. Após escritórios de um banco em Teerã serem atingidos durante a noite, Zolfaqari afirmou que o Irã responderá com ataques a bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel. Ele também recomendou que pessoas em todo o Oriente Médio se afastem dessas instituições. Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes do país já admitem, em privado, que o governo iraniano pode sobreviver à guerra. Outras duas autoridades afirmaram que não há sinais de que Washington esteja perto de encerrar a ofensiva. Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril Jornal Nacional/ Reprodução Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Mojtaba Khamenei ferido Líder Supremo do Irã é ferido em ataque segundo agência de notícias Em mais uma demonstração pública de desafio, grandes multidões foram às ruas nesta quarta-feira para os funerais de comandantes mortos em ataques aéreos. As pessoas carregavam caixões, bandeiras e retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no início da guerra, quando ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Desde então, ele não apareceu em público nem divulgou mensagens. Os militares iranianos informaram na terça-feira que lançaram mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, contra o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e contra alvos no centro de Israel. Explosões foram ouvidas no Bahrein, e em Dubai quatro pessoas ficaram feridas após a queda de dois drones perto do aeroporto. O Departamento de Aviação Civil do Bahrein informou que várias aeronaves da Gulf Air sem passageiros e alguns aviões de carga foram deslocados para outros aeroportos para "garantir a continuidade e a eficiência das operações aéreas" durante a crise. Em Teerã, moradores relataram estar se acostumando aos ataques aéreos noturnos, que levaram centenas de milhares de pessoas a deixar a cidade e cobriram a capital com fumaça escura provocada por incêndios ligados ao petróleo. "Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei tão assustado como antes. A vida continua", disse Farshid, de 52 anos, à Reuters por telefone. IEA propõe grande liberação de reservas de petróleo Mais três navios mercantes foram atingidos no Golfo Pérsico por projéteis ainda não identificados, segundo agências que monitoram a segurança marítima. Com isso, sobe para 14 o número de embarcações atingidas desde o início da guerra. A tripulação foi retirada de um cargueiro de bandeira tailandesa após uma explosão provocar incêndio a bordo. Um navio de contêineres de bandeira japonesa e outro cargueiro registrado nas Ilhas Marshall também sofreram danos. Os preços do petróleo, que chegaram perto de US$ 120 por barril na segunda-feira, recuaram para cerca de US$ 90. O movimento indica que investidores ainda apostam que Trump conseguirá interromper a guerra e reabrir o estreito em breve. Israel diz que não há limite de tempo para a campanha Autoridades dos Estados Unidos e de Israel afirmam que o objetivo é reduzir a capacidade do Irã de atuar além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, também incentivaram a população iraniana a derrubar o governo clerical. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que a operação "continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha". Quanto mais a guerra durar, maior tende a ser o impacto sobre a economia global. Se o conflito terminar com a permanência do governo clerical no poder, Teerã deverá declarar vitória. Mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Também há registros de mortes em ataques israelenses no Líbano. Os ataques iranianos contra Israel mataram pelo menos 11 pessoas, e dois soldados israelenses morreram no Líbano. Washington afirma que sete militares norte-americanos morreram e cerca de 140 ficaram feridos.
11/03/2026 14:59:08 +00:00
Fim da escala 6x1: presidente da Fiesp aponta possíveis impactos caso projeto avance

Fim da escala 6x1: estudo da Fiep aponta queda no PIB e risco de desemprego Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em entrevista ao Conexão GloboNews, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), repercutiu o levantamento e destacou alguns pontos negativos da mudança em discussão no Congresso – que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1. “Quando se trata da escala, as realidades variam muito de setor para setor. Em geral, ela está diretamente ligada à natureza das funções. A realidade da saúde é diferente da do transporte, da indústria e do comércio. Há segmentos que necessitam do modelo 6x1 e nos quais esse formato de trabalho se encaixa”, afirma. Outro ponto citado pelo presidente da Fiesp é a necessidade de analisar os impactos da medida na economia, no desemprego e na informalidade no mercado de trabalho. Skaf também defende a livre negociação entre trabalhadores e empregadores e afirma que “é um erro a interferência governamental em algo que pode acabar atrapalhando setores e trabalhadores”. Para o presidente, o foco do governo deveria estar em reduzir a informalidade – que atualmente atinge 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores – e não em mexer em algo que, segundo ele, está funcionando. Skaf também comparou a situação com a de países vizinhos, como o Chile, onde houve aumento do desemprego e da informalidade. “Quando a natureza de um segmento exige uma escala de trabalho, mas são impostas regras sem dar liberdade para as partes negociarem, isso acaba levando à informalidade. As atividades continuam acontecendo, mas de forma ilegal”, afirmou. Na análise do presidente da Fiesp, falta transparência no debate com a população. “A gente tem que ser verdadeiro: aumenta o custo, sim; gera desemprego por causa desse aumento; o país perde produtividade. Proibir a escala 6x1 atrapalha setores cuja natureza exige esse formato e tira a liberdade de quem prefere trabalhar nessa escala”, completou. De acordo com o estudo da Fiep, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. LEIA MAIS: Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1 Supermercados Reprodução/ TV Gazeta
11/03/2026 14:42:38 +00:00
Ações da Raízen caíram 70% em 1 ano; empresa pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial As ações da Raízen (RAIZ4) acumulam queda de 70,11% em 12 meses, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Nesta quarta-feira (11), a empresa informou que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras. Após o anúncio, os papéis preferenciais (PN) da companhia abriram em queda nesta quarta: por volta das 10h25, RAIZ4 caía 3,85%, cotada a R$ 0,50. Em 2026, a desvalorização já chega a 35,80%. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A reestruturação da controlada pela Cosan ocorre após um período de pressão financeira, com aumento do endividamento e desafios operacionais. Nos últimos anos, a companhia também ampliou investimentos em projetos de transição energética, alguns com retorno mais lento do que o esperado. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a companhia a pedir recuperação extrajudicial. Recuperação extrajudicial Expansão e aposta em novos projetos Diversificação de negócios Piora nos resultados da empresa Tentativa de reorganização O que diz a empresa Recuperação extrajudicial A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. O plano já conta com apoio de credores que representam mais de 47% desse valor, percentual suficiente para protocolar o pedido. A medida busca reorganizar as finanças e ampliar prazos ou melhorar as condições de pagamento, sem afetar as operações da empresa. Segundo a companhia, clientes, fornecedores e parceiros continuarão sendo pagos normalmente. Agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. Voltar ao início. Expansão e aposta em novos projetos A partir de 2016, a Raízen passou a ampliar investimentos em projetos de longo prazo, muitos deles financiados com dívida. Um dos principais focos foi a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia que utiliza resíduos da cana, como bagaço e palha, para produzir biocombustível. A aposta estava ligada à expectativa de crescimento da demanda por combustíveis com menor impacto ambiental, em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética. Nesse período, a companhia também investiu em outras frentes de energia, como projetos de geração solar e produção de biogás. Ao mesmo tempo, o setor passou a registrar o avanço do etanol de milho, que ganhou espaço com custos competitivos e uma estrutura de produção considerada mais simples. A expansão internacional também ganhou força a partir de 2018, quando a empresa adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Voltar ao início. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV Diversificação de negócios Além da produção de energia e biocombustíveis, a Raízen também ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de combustíveis. A empresa fornece combustíveis para postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. A operação inclui 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição espalhados pelo país. A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva e oferece soluções para empresas, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café instaladas em postos de combustíveis. A empresa também investiu em iniciativas de digitalização e mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar o abastecimento pelo celular e participar de programas de fidelidade. Movimentos na holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles está um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que perdeu valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Voltar ao início. Piora nos resultados da empresa No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na época, a dívida líquida era de R$ 13,8 bilhões — um nível considerado administrável em relação à capacidade da empresa de gerar caixa. Nos anos seguintes, esse cenário mudou. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Parte desse resultado foi influenciada por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, a dívida líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 55,3 bilhões. Com isso, o peso das dívidas em relação à capacidade de geração de caixa da empresa aumentou de forma significativa. Voltar ao início. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou a venda de alguns ativos e a saída de operações consideradas menos ligadas ao núcleo do negócio. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, enfrentaram divergências entre os sócios. Com o aumento das pressões financeiras e a cobrança de credores, a empresa passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — processo que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. Voltar ao início. O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Voltar ao início. Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen
11/03/2026 14:23:28 +00:00
Raízen e GPA pedem recuperação extrajudicial; entenda as diferenças entre os processos

Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial No intervalo de dois dias, duas grandes empresas brasileiras entraram com pedidos de recuperação extrajudicial: o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a Raízen, companhia líder na produção de açúcar e etanol no Brasil e fruto de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell. As duas empresas recorreram ao mecanismo com o objetivo de renegociar dívidas com credores, reestruturar passivos e reforçar o caixa. Embora atuem em setores diferentes, os casos chamam atenção pelo porte das companhias e pelo volume de dívidas envolvido. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Abaixo, o g1 explica ambos os casos e como funciona uma recuperação extrajudicial: Caso Raízen Raízen Divulgação A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo, em meio às negociações com credores para reestruturar suas dívidas e reforçar o caixa. Segundo a empresa, o plano foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários – aqueles que têm valores a receber, mas não possuem garantias específicas, como imóveis ou outros bens dados como garantia da dívida. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas da própria companhia. De acordo com a Raízen, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para ampliar a adesão de credores ao plano e alcançar o percentual mínimo exigido para que a Justiça homologue a proposta. Com a homologação, o plano passa a valer para todos os titulares dos créditos incluídos na negociação. Entre as medidas previstas estão injeção de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento e eventual venda de ativos. A companhia afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui dívidas com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente. A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua receita diminuir e a dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente. Nos últimos dias, a controladora Cosan já indicava que uma solução para a situação da companhia poderia ser anunciada em breve, segundo informações da Reuters. LEIA MAIS: Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial ENTENDA A CRISE: Raízen tinha dívida alta e resultados em queda Caso Grupo Pão de Açúcar (GPA) Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou na terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. Nesse tipo de processo, as operações continuam funcionando normalmente. A empresa optou por renegociar os débitos sem recorrer à recuperação judicial – procedimento que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Segundo o GPA, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio de credores que representam 46% do valor das dívidas incluídas no acordo, cerca de R$ 2,1 bilhões – percentual acima do mínimo exigido pela lei. O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições com os credores. A medida tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no processo. Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e reforçar o caixa, enquanto as operações seguem normalmente e os pagamentos a fornecedores permanecem em dia. O grupo registra prejuízos anuais desde 2022, pressionado por fatores como a queda no consumo, o aumento dos juros – que encareceu o custo das dívidas –, despesas com mudanças na gestão e perdas com lojas de baixo desempenho. No balanço mais recente, a companhia também alertou para incertezas sobre sua continuidade operacional. Segundo a empresa, havia um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim de 2025, ligado principalmente a empréstimos e títulos com vencimento em 2026. Para enfrentar a situação, o grupo afirmou que vem adotando medidas como negociar prazos de dívidas com credores, reduzir despesas financeiras e converter créditos tributários em recursos para reforçar o caixa. LEIA MAIS: GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA O que é e como funciona uma recuperação extrajudicial O processo é diferente de uma recuperação judicial, em que a companhia em crise financeira recorre à Justiça para entrar em um acordo com todos os seus credores. Na recuperação extrajudicial, a renegociação é feita diretamente com os principais credores para, depois, ser homologada pelo judiciário. "A recuperação extrajudicial é um instrumento em que a empresa começa a ter dificuldades em relação a um número restrito de credores, com o pagamento de só algumas dívidas. E aí, ela usa a recuperação extrajudicial, geralmente, quando há uma concentração no valor dessa dívida", destaca Nelson Bandeira, advogado especialista em finanças corporativas da Magma. Em outras palavras, a recuperação extrajudicial é um mecanismo legal que permite à empresa em crise financeira renegociar uma parte específica de suas dívidas, em um primeiro momento, apenas com seus credores mais estratégicos, afirma Bandeira. O especialista explica que a empresa pode negociar em sigilo com esses credores mais estratégicos, até chegar a uma condição que seja benéfica para ambas as partes, e só depois tornar o processo conhecido. Isso porque, para que um processo desse tipo avance, é necessário que credores detentores de pelo menos 51% dos créditos da empresa aprovem a proposta. Por fim, para pedir a recuperação extrajudicial, a empresa: precisa estar em crise financeira comprovada; não ter nenhum sócio, controlador ou administrado condenado por práticas corporativas ilegais; não pode ter falido anteriormente, nem ter passado por recuperação judicial por, pelo menos, cinco anos. Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando
11/03/2026 13:01:40 +00:00
Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis

Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. É a maior liberação de reservas já feita pelos países da AIE. Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços do petróleo, que voltaram a subir nesta quarta-feira devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural consumidos em todo o mundo. Segundo a AIE, uma média de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados transitou pelo Estreito em 2025. E, entre petróleo bruto e derivados, a produção global é de 100 milhões de barris por dia. Atualmente, os membros da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris de estoques públicos emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos por obrigação governamental. O cronograma de liberação ainda será definido. “A pressão veio principalmente do governo dos Estados Unidos, que quer essa liberação”, disse um diplomata da União Europeia à Reuters, antes do anúncio. Mais cedo, a Alemanha, a Áustria e o Japão, que fazem parte da AIE, já tinham anunciado que iriam disponibilizar as suas reservas. O Ministério da Economia do Japão informou, inclusive, que planeja liberar cerca de 80 milhões de barris de reservas públicas e privadas. Já o Reino Unido disse que contribuirá com 13,5 milhões de barris. Segundo a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, os Estados Unidos e o Japão serão os maiores fornecedores da liberação emergencial. O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, saudou as notícias sobre a liberação planejada. “Este é o momento perfeito para pensar em liberar parte dessas reservas para aliviar um pouco a pressão sobre o preço global”, disse em entrevista à Fox News. Burgum afirmou, no entanto, que não acredita que o mundo esteja enfrentando uma escassez de energia. “Temos um problema de trânsito (transporte), que é temporário”, disse. “É um problema temporário de trânsito que estamos resolvendo militar e diplomaticamente, algo que podemos resolver e vamos resolver.” Ritmo de liberação A ministra da Economia da Alemanha disse que levará alguns dias até a entrega das primeiras quantidades. Analistas consultados pela Reuters afirmam que o ritmo diário de liberação dos estoques da AIE pode ser tão ou mais importante do que o volume total. Se 100 milhões de barris forem liberados ao longo de um mês, isso equivaleria a cerca de 3,3 milhões de barris por dia. Ainda assim, esse volume é muito menor do que a interrupção atual do mercado, estimada em cerca de 20 milhões de barris diários após o bloqueio do Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã. Japão e Alemanha devem liberar reservas de petróleo. Jornal Nacional/ Reprodução
11/03/2026 12:17:03 +00:00
Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,15, de olho no conflito no Irã; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (11) em leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,1587, conforme investidores seguiam atentos ao conflito no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 0,28%, aos 183.969 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. Mais uma vez, as preocupações sobre o transporte pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% de todo o comércio global da commodity, ficaram no centro das atenções. As tensões ganharam um novo capítulo nesta quarta, quando um projétil não identificado atingiu um navio porta-contêineres de bandeira japonesa, contabilizando o 13º ataque a embarcações no entorno do canal. 🔎 Investidores seguem preocupados que a interrupção do transporte no Estreito de Ormuz atrase mercadorias e acabe não somente afetando cadeias logísticas globais como também tendo reflexos negativos na inflação mundial. ▶️ Para tentar reduzir os riscos de falta de oferta, países também discutem liberar parte de seus estoques emergenciais. Nesta quarta-feira, mais de 30 países concordaram em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo. Essa foi a maior liberação de reservas já feitas pelos países da Agência Internacional de Energia (AIE). A notícia, no entanto, não foi suficiente para aliviar os preços do petróleo nesta quarta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril. ▶️ No noticiário corporativo, o destaque ficou o pedido de recuperação extrajudicial protocolado pela Raízen nesta quarta-feira, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa. Essa foi a segunda grande empresa brasileira a entrar com o processo para tentar reorganizar as finanças — na véspera, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) também anunciou seu plano de recuperação extrajudicial. ▶️ Na agenda de indicadores, investidores avaliaram os novos dados de inflação divulgados hoje nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) mostrou que os preços subiram 0,3% em fevereiro, após alta de 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, repetindo o ritmo do mês anterior e dentro do que já era esperado por analistas. ▶️ No Brasil, a agenda incluiu uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,62%; Acumulado do mês: +0,48%; Acumulado do ano: -6,01%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,57%; Acumulado do mês: -2,55%; Acumulado do ano: +14,18%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), conforme investidores continuavam a avaliar os reflexos do conflito no Oriente Médio na economia mundial. As preocupação giram em torno do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas da região e por onde passam ao menos 20% de todo o comércio global de petróleo. Nesta quarta-feira, o comando militar iraniano alertou que o mundo deve e preparar para que os preços da commodity atinjam os US$ 200 por barril. Na terça-feira (10), a inteligência dos Estados Unidos identificou que o Irã planeja instalar minas navais no canal. A informação foi publicada pela CBS News, com base em relatos de autoridades americanas. Além disso, uma nova embarcação foi atingida no entorno do Estreito nesta quarta-feira, marcando o 13º ataque a navios na região. Com isso, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta quarta. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril. Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando pelo Estreito de Ormuz ou por caminhos alternativos. Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global. Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris. Cenário eleitoral No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest também ficou no radar. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) lidera em dois dos cenários de 1º turno avaliados, mas empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros cincos. Os percentuais de intenção de voto de Lula variam entre 36% e 39%. Os de Flávio vão de 30% a 35%. Nos dois cenários em que Lula lidera e que Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar a diferença entre eles é de 7 pontos percentuais. A menor diferença entre os dois é de 1 ponto. Além dos nomes de Lula e Flávio, também foram pesquisados entre os sete cenários os pré-candidatos Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). A pesquisa também mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno, ambos com 41% das intenções de voto. Agenda econômica Preços ao consumidor nos EUA Os preços ao consumidor nos EUA subiram em fevereiro, em um movimento que reflete, entre outros fatores, o aumento recente dos custos de energia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) e vieram dentro do que já era esperado por analistas. Na comparação com janeiro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em fevereiro, após ter subido 0,2% no mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de 2,4%, repetindo o ritmo observado em janeiro. Entre os componentes que mais influenciaram o resultado, o custo de moradia registrou aumento de 0,2% no mês e foi o principal responsável pela alta do índice geral. Os preços dos alimentos também subiram, com avanço de 0,4%, enquanto o grupo de energia registrou aumento de 0,6%. Parte dessa pressão está ligada ao aumento do preço dos combustíveis. Desde o fim de fevereiro, quando começou a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, o preço da gasolina nos postos subiu mais de 18%, chegando a US$ 3,54 por galão, segundo dados do grupo AAA, que acompanha o mercado de combustíveis no país. Outro fator que continua a influenciar a inflação é o repasse gradual das tarifas comerciais adotadas pelo governo Trump com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional. Essas medidas acabaram sendo posteriormente derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos, mas seus efeitos ainda aparecem em alguns preços. Mercados globais Os mercados financeiros ao redor do mundo operaram com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global. Em Wall Street, investidores também acompanharam a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado. No fechamento, os três índices tiveram sinais mistos: o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em queda de 0,61% e 0,08%, respectivamente, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,08%. Na Europa, o clima foi de cautela e a maioria dos índices de ações fecharam em queda. Entre as principais bolsas Velho Continente, o DAX, da Alemanha, caiu 1,37%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,56%. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,59% no fechamento. Na Ásia, o desempenho foi misto. Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos. No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
11/03/2026 12:00:32 +00:00
Petróleo opera em alta e bolsas em queda com incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio

Sete das maiores economias do mundo voltam a discutir risco de novo choque de petróleo Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), enquanto as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em meio à incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio. "Os acontecimentos ligados à guerra no Irã continuam se acelerando e são muito difíceis de prever", afirmou Andreas Lipkow, analista da CMC Market. Às 6h40, horário de Brasília, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 5,91%, a US$ 88,38. O Brent do Mar do Norte, referência na Europa, subia 5,05%, a US$ 92,23. Nas bolsas de valores, os principais índices europeus abriram em queda: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%. Na Ásia, Hong Kong caiu 0,2% e Xangai 0,3%. Tóquio, por sua vez, fechou em alta de 1,4%. O mercado reage aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, seguidos de represálias de Teerã contra países da região. Na terça-feira, as bolsas tiveram altas expressivas e o petróleo caiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira que o conflito terminaria "em breve". Desde o início do conflito, o petróleo acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana, devido às interrupções no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Reservas estratégicas "O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores agora esperam sinais concretos e a normalização da situação no Estreito de Ormuz", disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos do Cité Gestion Private Bank. O cenário, porém, continua incerto: vários navios foram atingidos por projéteis nas últimas horas. O mercado também aguarda um anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE), que, segundo o Wall Street Journal, planeja a maior liberação de reservas de petróleo da sua história para tentar acalmar os mercados. Os ministros de Energia do G7 afirmaram, em comunicado conjunto, que estão "dispostos" a adotar "todas as medidas necessárias", inclusive recorrer às reservas estratégicas, em coordenação com a AIE. Os chefes de Estado e de governo das sete economias mais industrializadas do mundo debatem o tema à tarde. A injeção de petróleo no mercado pode superar os 182 milhões de barris liberados pelos países da AIE em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo o WSJ. O mundo consome quase 100 milhões de barris de petróleo por dia. Segundo a AIE, os países-membros dispõem de mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em estoques da indústria. No mercado de câmbio, o dólar permanecia estável. Pelo segundo dia seguido, 7 das maiores economias do mundo se reúnem para discutir risco de novo choque do petróleo Jornal Nacional/ Reprodução
11/03/2026 11:34:04 +00:00
Conheça a Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil e pediu recuperação extrajudicial

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial Após anunciar nesta quarta-feira (11) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas e reorganizar sua estrutura financeira, a Raízen afirmou que suas operações seguem normalmente. A companhia atua de forma integrada no setor de energia, com negócios que vão da produção de açúcar e etanol à distribuição de combustíveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ⛽ A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, combinando as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil. O acordo foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012. Na época, a companhia foi avaliada em cerca de US$ 12 bilhões, com participação dividida igualmente entre as duas sócias. 🎋 O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da empresa no setor sucroenergético e à atuação no mercado de energia. Atualmente, a companhia atua em diferentes frentes do setor. Produção de energia e biocombustíveis: produz açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás. Distribuição de combustíveis Shell: é responsável pela distribuição e comercialização da marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai. Atuação no Brasil: abastece postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. Infraestrutura logística: conta com 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição de combustíveis, que permitem atender todas as regiões do país. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters ⛽ A Raízen também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva, além de oferecer soluções voltadas ao mercado corporativo, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, a Raízen administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café, instaladas em postos de combustíveis. Também mantém iniciativas voltadas à digitalização e à mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar abastecimentos pelo celular e participar de programas de fidelidade. Nos últimos anos, a empresa também ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, incluindo iniciativas de energia solar, produção de biogás e desenvolvimento do etanol de segunda geração (E2G), produzido a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. A expansão internacional ganhou força em 2018, quando a companhia adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a Raízen conta atualmente com mais de 46 mil funcionários e cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. Na bolsa brasileira, as ações da Raízen são negociadas sob o ticker RAIZ4, que indica ações preferenciais (PN). Esse tipo de papel prioriza o recebimento de dividendos, mas geralmente não dá direito a voto nas assembleias. Na B3, ações preferenciais costumam terminar em 4. 📈 Nos últimos anos, as ações da Raízen acumulam queda de 70,11%, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Nesta quarta-feira, os papéis abriram em queda: por volta das 10h25, RAIZ4 caía 3,85%, cotada a R$ 0,50. Em 2026, a desvalorização já chega a 35,80%. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. A Cosan é controlada pelo empresário Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários. No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan. A operação tinha como objetivo ajudar a reduzir o endividamento do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia. Com fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão, Ometto é o 50º brasileiro mais rico, segundo a Forbes, e ocupa a 2.588ª posição no ranking global de bilionários. LEIA MAIS Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial, com R$ 65,1 bilhões em dívidas
11/03/2026 11:23:43 +00:00
Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen

Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial A Raízen informou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias (obrigações sem garantia real). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a empresa, credores que representam mais de 47% desse valor já aderiram ao plano de renegociação. Na avaliação da companhia, esse apoio inicial indica que há disposição de parte dos credores para discutir novas condições de pagamento. Após anunciar o pedido, a Raízen afirmou que suas operações seguem normalmente. A medida ocorre após um período de pressão sobre as contas da companhia, marcado pelo aumento do endividamento e por desafios operacionais. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nos últimos anos, a Raízen ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, mas parte dessas iniciativas demorou mais do que o esperado para gerar retorno. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a companhia a pedir recuperação extrajudicial. Origem e atuação da companhia Expansão e aposta em novos projetos Diversificação de negócios Piora nos resultados da empresa Tentativa de reorganização O que diz a empresa Origem e atuação da companhia A Raízen foi criada em 2011 a partir de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell. O acordo reuniu as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil e foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012. Na época, a nova empresa foi avaliada em cerca de US$ 12 bilhões, com participação dividida igualmente entre as duas sócias. O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da companhia no setor sucroenergético e à sua atuação no mercado de energia. Desde então, a empresa se tornou uma das principais companhias do setor no país e a maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar. Hoje, a Raízen atua em várias etapas da cadeia de energia. A companhia produz açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás e também é responsável pela distribuição de combustíveis da marca Shell no Brasil, na Argentina e no Paraguai. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a companhia tem mais de 46 mil funcionários e cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. Voltar ao início. Expansão e aposta em novos projetos A partir de 2016, a Raízen passou a ampliar investimentos em projetos de longo prazo, muitos deles financiados com dívida. Um dos principais focos foi a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia que utiliza resíduos da cana, como bagaço e palha, para produzir biocombustível. A aposta estava ligada à expectativa de crescimento da demanda por combustíveis com menor impacto ambiental, em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética. Nesse período, a companhia também investiu em outras frentes de energia, como projetos de geração solar e produção de biogás. Ao mesmo tempo, o setor passou a registrar o avanço do etanol de milho, que ganhou espaço com custos competitivos e uma estrutura de produção considerada mais simples. A expansão internacional também ganhou força a partir de 2018, quando a empresa adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Voltar ao início. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV Diversificação de negócios Além da produção de energia e biocombustíveis, a Raízen também ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de combustíveis. A empresa fornece combustíveis para postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. A operação inclui 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição espalhados pelo país. A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva e oferece soluções para empresas, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café instaladas em postos de combustíveis. A empresa também investiu em iniciativas de digitalização e mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar o abastecimento pelo celular e participar de programas de fidelidade. Movimentos na holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles está um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que perdeu valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Voltar ao início. Piora nos resultados da empresa No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na época, a dívida líquida era de R$ 13,8 bilhões — um nível considerado administrável em relação à capacidade da empresa de gerar caixa. Nos anos seguintes, esse cenário mudou. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Parte desse resultado foi influenciada por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, a dívida líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 55,3 bilhões. Com isso, o peso das dívidas em relação à capacidade de geração de caixa da empresa aumentou de forma significativa. Voltar ao início. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou a venda de alguns ativos e a saída de operações consideradas menos ligadas ao núcleo do negócio. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, enfrentaram divergências entre os sócios. Com o aumento das pressões financeiras e a cobrança de credores, a empresa passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — processo que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. Voltar ao início. O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Voltar ao início. Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen
11/03/2026 10:59:11 +00:00
Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial, com R$ 65,1 bilhões em dívidas

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas. São credores que ficam atrás daqueles que têm bens dados como garantia em processos de renegociação ou recuperação. Nessa categoria podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas sem garantia, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. “A recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios”, disse a empresa em comunicado. Dívidas e pressão financeira A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa Divulgação A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua dívida líquida chegar a R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente. Nas últimas semanas, a controladora Cosan (CSAN3) vinha indicando que uma solução para a situação da empresa poderia ser anunciada em breve, segundo a Reuters. Em teleconferência com analistas, o CEO da companhia, Marcelo Martins, afirmou que as negociações avançavam com credores e acionistas. “Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen”, disse Martins. A Raízen já havia informado que avaliava uma proposta de capitalização liderada pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões. O plano previa um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto. 🔎 Na prática, esse dinheiro entraria na empresa como novo capital, fortalecendo o caixa e ajudando a equilibrar as finanças enquanto a companhia renegocia suas dívidas. Em comunicado divulgado no final de fevereiro, a companhia afirmou que também analisava reestruturar suas dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial. Segundo Martins, já havia “um engajamento bastante forte” nas conversas envolvendo credores, a Shell e o próprio Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan. Tentativa de reorganização A situação financeira da Raízen se deteriorou nos últimos anos em meio a altos investimentos, condições climáticas instáveis que afetaram as safras — resultando em desempenho mais fraco na moagem de cana e nos preços do açúcar — e juros elevados, fatores que pressionaram o caixa da companhia. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em dezembro de 2025, a Raízen registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Grande parte desse resultado foi causada por um ajuste contábil de R$ 11,1 bilhões no valor de alguns ativos. Sem esse efeito, a perda teria sido de cerca de R$ 4,5 bilhões. No período, a empresa teve receita de R$ 60,4 bilhões, queda de 9,7% em relação ao ano anterior. A dívida líquida chegou a R$ 55,3 bilhões. Diante desse cenário, a companhia vem executando um plano para reduzir custos, vender ativos e diminuir o endividamento. Em 2024, a Raízen esteve entre as empresas do setor sucroenergético afetadas por incêndios que atingiram o interior de São Paulo. Na ocasião, as queimadas impactaram cerca de 1,8 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Saiba mais na reportagem abaixo. Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen Ainda no mês passado, o CEO da Cosan afirmou que a holding não participaria diretamente da capitalização em discussão, mas seguiria acompanhando as negociações como acionista. “Mas nós como acionistas e conselheiros temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia”, afirmou, segundo a Reuters. A Cosan é controlada pelo empresário Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários. Já a Raízen tem controle compartilhado entre Cosan e Shell. A companhia foi criada em 2011 como uma joint venture entre as duas empresas, que dividem as decisões estratégicas do negócio. No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan. A operação tinha como objetivo ajudar a reduzir o endividamento do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia. LEIA MAIS O que diz a empresa "A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema."
11/03/2026 10:38:11 +00:00
Porsche anuncia desconto de R$ 660 mil no 911 Turbo S na Argentina após corte de impostos; entenda

Porsche 911 Turbo S tem desconto de R$ 667 mil na Argentina após corte de impostos Divulgação / Porsche Na Argentina, a Porsche anunciou um desconto de US$ 128 mil (R$ 667 mil, em conversão direta) no preço do 911 Turbo S. Como mostrou o g1 nesta terça-feira, a explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor no país vizinho. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Outras marcas também anunciaram descontos. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses
11/03/2026 07:01:32 +00:00
'Caso ela diga não': como redes sociais expõem usuários a 'níveis chocantes de misoginia', segundo pesquisa global

Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a divulgação nas redes sociais da trend "Caso ela diga não", que incita a violência contra mulheres. Os vídeos, que viralizaram no TikTok, mostram jovens ensinando como responder uma mulher diante de uma rejeição, como a recusa de um pedido de namoro, por exemplo. Eles aparecem dando socos e chutes em manequins que representariam mulheres. Segundo a PF, a remoção dos conteúdos já foi solicitada à plataforma. O TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. As publicações vieram à tona dias depois de um outro caso gerar revolta no país: uma adolescente de 17 anos denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, e foi classificado pela polícia como "emboscada planejada". Segundo as investigações, a adolescente foi convidada por mensagem pelo ex-namorado para ir à casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, ele teria insinuado que fariam "algo diferente", proposta recusada por ela. De acordo com a adolescente, enquanto mantinham uma relação sexual consensual, outros quatro rapazes entraram no quarto, cometendo violências sexuais e físicas contra ela. Imagens exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostraram os cinco jovens acusados de envolvimento no estupro comemorando o acontecido e debochando da vítima. Nas imagens, eles aparecem rindo e conversando no elevador, após deixar o apartamento. "A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque as nossas mães..." Vídeo no elevador expõe deboche após estupro coletivo em Copacabana A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens. Um menor foi apreendido. Os réus negam o crime. Ao se apresentar na delegacia na última semana, um dos investigados por participar do estupro, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, usava uma camisa com a frase em inglês "regret nothing" ("não me arrependo de nada", na tradução para o português). A expressão é frequentemente associada a grupos da chamada "machosfera", comunidades online que propagam misoginia e subjulgação das mulheres. 'Regret nothing': frase de réu por estupro coletivo expõe cultura misógina Nos últimos anos, essas comunidades ganharam visibilidade ao promover narrativas que culpabilizam mulheres por relações afetivas frustradas, defendem hierarquias de gênero e, em alguns casos, incentivam comportamentos violentos. Esse fenômeno preocupa pesquisadores, que identificam uma reversão nas atitudes dos homens mais jovens em relação às mulheres — e apontam as redes sociais como motor dessa mudança. Segundo um estudo global realizado pela empresa de pesquisas Ipsos e pelo King's College de Londres, os homens da geração Z — nascidos entre 1996 e 2012 — têm mais propensão do que os baby boomers — nascidos entre 1945 e 1965 — a acreditar que as esposas devem "obedecer" seus maridos. O estudo envolveu 23 mil pessoas de 29 países e demonstrou que até 31% dos homens adolescentes e na casa dos 20 anos de idade acreditam que "a esposa deve sempre obedecer seu marido", enquanto 13% dos homens mais velhos, com 60 anos ou mais, concordam com esta mesma afirmação. Em entrevista à BBC News, a professora Heejung Chung, que dirige o Instituto Global para a Liderança das Mulheres do King's College de Londres, disse não há dúvidas que as redes sociais desempenham "enorme papel" na mudança de opinião. Isso ocorre, segundo ela, porque os influenciadores e políticos "exploram as reclamações das pessoas" e "tentam recapturar parte do sentimento de serem enfraquecidos pela geração mais jovem". Eles fazem isso sugerindo que os homens precisam reafirmar sua dominância e seu papel de protetores e provedores, explica Chung, que é uma das autoras do estudo. "As pessoas estão imitando o que veem nas redes sociais sem realmente compreender o que aquilo significa." Penny East, executiva-chefe da Sociedade Fawcett — uma organização de defesa dos direitos das mulheres com sede no Reino Unido — concorda. Para ela, os "níveis chocantes de misoginia, online e offline", a que os meninos são expostos contribuem para essas atitudes. "É quase surpreendente que os meninos possam não assumir esse comportamento misógino, considerando o conteúdo oferecido a eles diariamente em termos do que eles consomem na internet", afirmou. 'Tudo indo na direção errada' O número de mulheres mais jovens que acreditam que as esposas devem obedecer aos seus maridos foi menor que o de homens na pesquisa, mas esta proporção ainda era mais alta que a dos homens da geração baby boomer. Questionada sobre qual poderia ser o motivo, East aponta novamente as redes sociais. "Da mesma forma que os homens jovens são ensinados que o caminho para a felicidade é o dinheiro, carros, garotas e força física, existem mulheres sendo ensinadas que o caminho para a felicidade é a ideia tradicional de feminilidade", explica ela. "Parte disso é o conteúdo esteticamente agradável que mostra a 'esposa tradicional', que fica na cozinha. Mas existe um lado mais sombrio, que se refere à subserviência... Se o homem é o provedor, ele, por isso, manda na casa?", pergunta ela, retoricamente. "Parece simplesmente que tudo está indo na direção errada", lamenta East. "E está afetando os jovens, homens e mulheres." Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok Outras indicações da pesquisa demonstram que, globalmente, 44% das pessoas concordam que "fomos longe demais ao promover a igualdade das mulheres e passamos a discriminar os homens". Segundo o organismo de defesa dos direitos das mulheres das Nações Unidas, nenhum país atingiu plena igualdade legal para mulheres e meninas. As mulheres detêm globalmente 64% dos direitos legais dos homens, "o que as expõem à discriminação, violência e exclusão em todas as fases da vida", declarou a UN Women. Penny East afirma que existe um "fenômeno crescente na percepção do público, de que a igualdade das mulheres já fez o necessário". Mas esta postura, segundo ela, "ignora as estatísticas nacionais que demonstram, infelizmente, que as mulheres ainda sofrem abusos nas suas próprias casas, continuam sendo importunadas sexualmente nas ruas e ainda ganham menos, em comparação com os homens". Projetos de lei contra misoginia no Congresso Em meio ao debate sobre misoginia e violência contra mulheres nas redes sociais, parlamentares têm apresentado propostas no Congresso Nacional para ampliar os instrumentos legais de enfrentamento a esse tipo de conteúdo. Na Câmara dos Deputados, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) é autora de um projeto de lei que propõe a criminalização da misoginia e da disseminação de conteúdos associados à chamada cultura "red pill" na internet. A iniciativa busca responsabilizar publicações digitais que promovam ódio, violência, humilhação ou inferiorização das mulheres, sobretudo em redes sociais, fóruns e comunidades online que difundem ideologias misóginas. No exterior, vídeos com pessoas simulando golpes em resposta a uma rejeição feminina também viralizaram. Reprodução/TikTok No Senado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deve analisar nos próximos dias um projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) e tipifica a prática como crime de discriminação. A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), define misoginia como atos que manifestem ódio ou aversão às mulheres com base na ideia de supremacia masculina. Se aprovado, o texto prevê que a Lei do Racismo passe a punir também crimes praticados em razão de misoginia, ampliando o alcance da legislação atualmente aplicada a casos de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. * Com a colaboração de Iara Diniz
11/03/2026 06:00:59 +00:00
Por que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'

Por que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'. AFP via Getty Images via BBC Quando, em 1973, os países árabes produtores de petróleo responderam com um embargo petrolífero ao apoio dos Estados Unidos a Israel na guerra do Yom Kippur, os preços do petróleo quadruplicaram, abalando a economia mundial. Mais de meio século depois, a relação entre conflitos no Oriente Médio e o preço do petróleo continua sacudindo a economia global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Desde que Donald Trump e Benjamin Netanyahu ordenaram ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro, e Teerã respondeu ampliando o conflito na região e fechando o Estreito de Ormuz, os preços do barril de petróleo dispararam de US$ 60 para quase US$ 120 na segunda-feira (9/3) — a maior alta já registrada em um único dia. Em seguida, voltaram a cair, estabilizando-se em torno de US$ 90. Nesta semana, o mundo assistiu ao dia mais volátil da história do mercado de petróleo, provocando pânico nos mercados e — diante da improvisada intervenção do próprio Trump, que afirmou que a guerra está "praticamente concluída" — também nos gabinetes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em uma aparente tentativa de acalmar os ânimos, o presidente americano telefonou para jornalistas. Mas, como explica o correspondente da BBC nos Estados Unidos, Anthony Zurcher, suas explicações estavam longe de ser claras. "Tenho um plano para tudo, certo?", disse a um repórter do New York Post quando foi questionado sobre a alta do petróleo. "Tenho um plano para tudo. Você ficará muito feliz." À emissora CBS, ele afirmou que a guerra "está praticamente terminada". Mas, quando perguntado se a operação poderia acabar em breve, respondeu: "Não sei, depende. A conclusão está na minha mente, na de mais ninguém". Trump também disse coisas como "já vencemos em muitos aspectos, mas ainda não vencemos o suficiente" e afirmou que seu governo estava "longe" de tomar uma decisão sobre enviar tropas americanas ao Irã. Seu frenesi de telefonemas, somado a uma reunião de ministros das Finanças do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), na qual surgiu o rumor de que poderiam liberar 300 milhões de barris de reservas de emergência, ajudou a acalmar os mercados e conter a escalada dos preços. Mas, como o próprio Trump admitiu, ninguém sabe exatamente o que se passa em sua mente. Por isso, a situação, como observa o editor de economia da BBC, Faisal Islam, "tem potencial para se tornar o maior choque petrolífero da história". Por enquanto, a guerra não terminou, e tampouco o grande gargalo que fez esta crise saltar das bombas para os mercados: o bloqueio do Estreito de Ormuz. Dezenas de navios permanecem atracados no porto por causa do fechamento do estreito de Ormuz, como estes em Mascate, Omã. Reuters via BBC Embora o petróleo tenha hoje menos peso na produção e no consumo mundiais do que tinha na década de 1970, ele continua sendo um dos principais motores da economia global. E as consequências da interrupção no fornecimento — a maior da história — já começam a ser sentidas no bolso de milhões de pessoas. Setores como transporte e petroquímica são particularmente sensíveis às altas do petróleo, que também afetam a indústria pesada e o setor agroalimentar. Uma interrupção prolongada pode ter consequências graves para economias dependentes do petróleo do Golfo Pérsico, especialmente na Ásia. Se a inflação subir, as repercussões políticas da guerra — inclusive para o próprio Trump, que enfrentará eleições legislativas em novembro — também podem aparecer nas urnas. O mundo "atravessa a crise energética mais grave em décadas e, potencialmente, a mais séria desde os grandes choques petrolíferos dos anos 1970", afirma Rafael Pampillón, professor de economia da IE Business School. Aquelas crises — especialmente a provocada pelo embargo petrolífero árabe de 1973 e pela revolução iraniana de 1979 — combinaram interrupções físicas no fornecimento, fortes aumentos de preços e um contexto geopolítico extremamente instável, explica o professor à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. A situação atual reúne vários desses elementos. Imagem ilustra produção de petróleo com bandeira do Irã ao fundo. Reuters via BBC O fechamento do Estreito de Ormuz, chave da crise "O Estreito de Ormuz é o maior gargalo energético do planeta", explica Rafael Pampillón à BBC Mundo. Por ali, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo e 25% do que é transportado por via marítima. Também transitam por suas águas cerca de 30% do gás natural liquefeito (GNL). A guerra interrompeu esse fluxo. Até 27 de fevereiro, cerca de 37 petroleiros atravessavam diariamente Ormuz. Poucos dias depois do início do conflito, esse número caiu praticamente a zero. A instabilidade e a incerteza já influenciam os preços do petróleo, mas o bloqueio desse corredor estratégico — que pode obrigar países produtores a interromper a extração porque os navios carregados não conseguem sair e os estoques se esgotam — afeta "diretamente os preços globais da energia", afirma Pampillón. E por que fechar temporariamente os poços não é uma boa opção? Porque, ao contrário do que ocorre com uma torneira de água, os poços de petróleo não são fáceis de fechar e, sobretudo, de reabrir. Além das dificuldades técnicas, eles podem perder pressão e nunca recuperar o nível original de produção. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que não permitirá a passagem de "nem um único litro" por essa rota marítima enquanto Israel e os Estados Unidos continuarem seus ataques. Trump, por sua vez, prometeu que "morte, fogo e fúria" cairão sobre o Irã caso o fluxo de petróleo seja interrompido. Diversos países já adotaram medidas emergenciais diante da "maior crise" já enfrentada pela indústria energética da região, nas palavras do diretor da Saudi Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita e maior exportadora de petróleo do mundo. Segundo Amin Nasser, haverá "consequências catastróficas" para o mercado global de petróleo se o conflito continuar interrompendo o tráfego marítimo no estreito de Ormuz. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que navios militares de seu país poderiam escoltar petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz quando a intensidade dos ataques diminuir. Getty Images via BBC O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que irá enviar uma dezena de navios de guerra para a região, com o objetivo de escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, "assim que a fase mais intensa do conflito terminar", declarou ele no Chipre na segunda-feira. Foi o que os Estados Unidos e outras potências tiveram de fazer nos anos 1980 durante a guerra entre Irã e Iraque, quando vários navios mercantes e petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico. Mesmo assim, lembra Pampillón, o estreito nunca deixou de funcionar completamente. Uma guerra assimétrica "O Irã parece estar explorando uma forma clássica de coerção assimétrica: como não consegue igualar os EUA e Israel em capacidade militar convencional, tenta transformar o sistema energético regional em um multiplicador de custos", explica à BBC News Mundo Omar Rachedi, economista e senior fellow da EsadeGeo, o centro de economia global e geopolítica dessa universidade espanhola. Embora pareça incapaz de vencer no campo militar, Teerã está demonstrando que tem capacidade de afetar o sistema energético mundial, elevando o custo econômico e político de qualquer conflito que o ameace. Em termos de teoria estratégica, afirma o economista, o Irã "está tentando transformar uma inferioridade militar relativa em poder de negociação por meio de um gargalo global". Ao atacar instalações, terminais, refinarias e o tráfego marítimo, o país encarece a guerra para Washington, seus aliados do Golfo e os grandes consumidores de energia na Ásia e na Europa, buscando pressioná-los por um cessar-fogo ou por uma contenção da escalada. Mas esse não é o único objetivo, segundo especialistas. "Também se trata de enviar uma mensagem de dissuasão regional", afirma Pampillón. Com esses ataques, Teerã sinaliza aos seus vizinhos do Golfo que qualquer envolvimento direto no conflito poderá trazer consequências econômicas graves — e também demonstra que eles não podem ser totalmente protegidos. Essa aposta, no entanto, pode acabar se voltando contra o próprio Irã. "Atacar a infraestrutura energética de seus vizinhos pode reforçar — e não enfraquecer — o alinhamento do Golfo com Washington. É uma estratégia racional dentro da lógica da coerção, mas extremamente arriscada em seus efeitos indiretos", avalia Rachedi. Quem são os principais prejudicados O impacto desta crise energética, cujo alcance ainda é impossível prever, se espalha em cascata por toda a economia mundial. Alguns setores e regiões, porém, são especialmente vulneráveis. Em primeiro lugar, os setores "intensivos em combustíveis líquidos e aqueles que dependem do Golfo como corredor físico", explica o economista da EsadeGeo. O transporte, especialmente a aviação, é talvez o exemplo mais evidente: o combustível para aviões disparou 72% em Singapura, atingindo um recorde, e desde o fim de fevereiro cerca de 37 mil voos foram cancelados, lembra Rachedi. Quando o preço do petróleo sobe, esses setores veem seus custos operacionais aumentarem imediatamente, o que costuma se traduzir em passagens mais caras e tarifas logísticas mais elevadas. A indústria petroquímica também é diretamente afetada, já que muitas matérias-primas industriais, como plásticos, fertilizantes, produtos químicos e fibras sintéticas, derivam do petróleo ou do gás natural, lembra Pampillón. O mesmo ocorre com a indústria pesada: aço, cimento e alumínio são altamente intensivos em energia. O diretor da maior petrolífera do mundo, a Saudi Aramco, alertou para "consequências catastróficas" para o mercado global de petróleo se o fechamento do estreito de Ormuz se prolongar. Reuters via BBC Já há sinais disso em diferentes setores. Segundo Rachedi, começam a surgir tensões no mercado de fertilizantes na Índia, além de cortes de produção ou paralisações em refinarias e complexos petroquímicos na Ásia. "Em outras palavras: o choque começa na energia e na logística, mas acaba se espalhando para a indústria, os alimentos e os preços ao consumidor", resume o economista. E quais economias ficarão mais expostas a essa crise? Para começar, as economias produtoras de petróleo do Golfo, com o Iraque como seu caso mais extremo: sua produção caiu cerca de 70%, de cerca de 4,3 para 1,3 milhão de barris por dia em um país em que mais de 90% das receitas públicas dependem do petróleo. Outros países, como a Arábia Saudita, começaram a reduzir a produção e a redirecioná-la por um oleoduto que leva o petróleo até o porto de Yanbu, no mar Vermelho, evitando assim os riscos do estreito de Ormuz. Essa rota alternativa, porém, não tem capacidade para absorver toda a produção do reino — o que ajuda a explicar o tom alarmista das declarações do diretor da Aramco. Os grandes importadores asiáticos também estão entre os mais vulneráveis. China, Índia, Japão e Coreia do Sul estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo — e uma parcela significativa desse petróleo chega da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait e do Iraque, passando justamente pelo estreito de Ormuz. Pequim comprou em 2025 mais de 80% do petróleo iraniano, apesar das sanções internacionais. Ao mesmo tempo, nos últimos anos desenvolveu algumas vantagens estratégicas que podem amortecer o impacto de uma crise energética global: diversificou fornecedores, acumulou grandes reservas estratégicas e possui um vasto setor de refino, explica Pampillón. No curto prazo, dizem especialistas, a China está relativamente protegida. Mas, se a crise se prolongar, seu impacto poderá atingir também a economia chinesa. A Europa, cada vez mais dependente do gás natural liquefeito (GNL), especialmente desde o início da guerra na Ucrânia, também pode sentir os efeitos, assim como economias emergentes dependentes da importação de combustíveis e com moedas mais frágeis. Os Estados Unidos, que sofreram duramente com o embargo petrolífero dos países árabes nos anos 1970, hoje dispõem, segundo Rachedi, de mais instrumentos para amortecer o impacto, embora não para neutralizá-lo completamente. O país é atualmente o maior produtor mundial de petróleo e gás, o que reduz sua dependência de importações. Além disso, possui um dos maiores estoques emergenciais de petróleo do mundo: a Reserva Estratégica de Petróleo, que pode ser utilizada para estabilizar o mercado ou compensar interrupções temporárias no fornecimento. Mesmo assim, o mercado de petróleo é global. "Se o preço internacional do petróleo subir de forma significativa, os consumidores americanos também sentirão o impacto no preço da gasolina e do diesel", afirma Pampillón. Efeitos políticos Nos Estados Unidos, o preço dos combustíveis é um dos indicadores econômicos mais visíveis para os eleitores, pois afeta diretamente o orçamento cotidiano das famílias. Para muitos americanos, o preço da gasolina resume o custo de vida: quando sobe, aumenta o preço do transporte, dos alimentos e de muitos bens de consumo, reduzindo o poder de compra. Se a crise energética se prolongar, poderá trazer consequências graves para Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato que os Estados Unidos realizarão em novembro. Reuters via BBC No caso de Trump, que enfrenta eleições em novembro e estabeleceu como prioridade reduzir a inflação e baixar as taxas de juros, a alta do petróleo ameaça diretamente sua narrativa econômica. Estudos comparativos sobre choques petrolíferos anteriores mostram, lembra Rachedi, que aumentos no preço do petróleo reduzem sistematicamente as chances de candidatos que buscam a reeleição. Se a crise continuar durante o verão e o outono no Hemisfério Norte, "o impacto eleitoral para os republicanos em novembro provavelmente será negativo e nada desprezível". O efeito na América Latina Na América Latina, o impacto de uma crise energética depende muito do perfil energético de cada país. Segundo especialistas, os principais beneficiados tendem a ser exportadores líquidos de petróleo, como Brasil, Guiana, Argentina e, com algumas ressalvas, Colômbia. Especialistas acreditam que os principais beneficiados serão os exportadores de petróleo bruto, como o Brasil, a Guiana, a Argentina e, com algumas nuances, a Colômbia. A Argentina ganha "porque Vaca Muerta continua melhorando seu saldo energético externo", em referência à região produtora de petróleo do país. Já na Colômbia, "preços mais altos podem aumentar o caixa e a capacidade de investimento da Ecopetrol", afirma Rachedi. No caso do México, embora o país continue sendo produtor de petróleo, "sua produção caiu nas últimas décadas e ele importa grandes volumes de gasolina e outros combustíveis refinados, o que torna o efeito líquido de preços altos mais complexo", acrescenta Pampillón. Os mais prejudicados, segundo os economistas, tendem a ser os importadores de combustíveis do Caribe e de parte da América Central, além de países como Chile e Peru. Também entram nessa lista países como a Bolívia, que mantêm subsídios aos combustíveis, o que se torna particularmente pesado para as contas públicas quando o preço do petróleo sobe.
11/03/2026 06:00:57 +00:00
Menus de R$ 7 mil, estrelas Michelin e abusos: chef premiado é denunciado por agressões e humilhações

Noma, comandado pelo chef dinamarquês René Redzepi, se tornou um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional. Noma/ Divulgação Três estrelas Michelin, menus de R$ 7 mil por pessoa e uma reputação construída ao longo de duas décadas. Foi assim que o Noma, comandado pelo chef dinamarquês René Redzepi, se tornou um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional. Mas essa imagem de excelência começou a ruir depois que ex-funcionários vieram a público denunciar uma cultura de abusos dentro da cozinha do restaurante. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Uma reportagem do jornal "The New York Times" reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos. Cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017 foram ouvidos pelo jornal. “Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao veículo. Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante. Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As denúncias já tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles. A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas. As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes. “As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado. “Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.” Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles. “Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa. Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza. René Redzepi The Best Chef Awards Localizado em Copenhagen, capital da Dinamarca, o restaurante foi eleito cinco vezes o melhor do mundo pela lista The World’s 50 Best Restaurants e acumula três estrelas no Michelin Guide. Redzepi também recebeu reconhecimento internacional ao longo da carreira. A revista Time já o descreveu como um “Deus da Gastronomia”, e o chef foi nomeado cavaleiro por suas contribuições à cultura dinamarquesa. Segundo os relatos reunidos pelo The New York Times, no entanto, o ambiente dentro da cozinha do restaurante era marcado por pressão extrema e episódios frequentes de agressividade. Ex-funcionários disseram ao jornal que Redzepi reagia com violência a erros considerados pequenos. Alguns relataram empurrões e tapas durante o serviço; outros afirmaram que o chef chegou a arremessar objetos ou usar utensílios de cozinha para atingir funcionários. Além da violência física, trabalhadores também disseram ter sido alvo de humilhações públicas diante de colegas. Em alguns casos, segundo os depoimentos, o chef teria ameaçado funcionários estrangeiros com deportação ou com a possibilidade de nunca mais conseguirem emprego em restaurantes de prestígio. O The New York Times também descreve uma cultura de trabalho extremamente exigente, com equipes frequentemente submetidas a longos turnos e forte pressão para manter o padrão de excelência do restaurante. Em alguns períodos, segundo os relatos, estagiários representavam uma parcela significativa da força de trabalho na cozinha — muitos deles vindos de outros países para ganhar experiência em um restaurante de prestígio, mas recebendo pouca ou nenhuma remuneração. Noma, em Copenhague, foi eleito um dos melhores restaurantes do mundo Instagram Repercussão nas redes e protestos As acusações começaram a ganhar visibilidade nas últimas semanas, quando um ex-funcionário do restaurante, Jason Ignacio White, passou a publicar nas redes sociais relatos sobre episódios de abuso ocorridos durante o período em que trabalhou no local. Após a publicação da reportagem do The New York Times, organizações de defesa de trabalhadores também passaram a pressionar o restaurante. O grupo One Fair Wage anunciou que pretende realizar um protesto em frente ao restaurante temporário do Noma no bairro de Silver Lake. A organização pede compensação para funcionários que trabalharam no restaurante e mudanças nas políticas de trabalho da empresa. O que diz o restaurante Procurado pelo The New York Times, o Noma não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre as denúncias. Uma porta-voz do restaurante afirmou ao jornal que, nos últimos anos, a empresa implementou mudanças internas, incluindo a criação de estruturas formais de recursos humanos, treinamento para gestores e maior flexibilidade nos horários de trabalho. Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira agente fiscal e ampara outras vítimas
11/03/2026 06:00:42 +00:00
O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?

Agronegócio brasileiro. Willam Roth/Secom-RR A guerra travada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem lançado incerteza sobre os rumos da economia global. A alta no petróleo, com o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária iraniana e redução na oferta dos países no Golfo Pérsico, já leva analistas a apostarem numa inflação generalizada como uma das consequências do conflito. Além do petróleo, o choque econômico também atinge em cheio a oferta de fertilizantes, já que cerca de um terço do insumo passa por Ormuz. O Irã, por si só, é um dos maiores exportadores de ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizado por agricultores de todo o mundo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O impacto dessa crise nos preços ainda é incerto, mas uma alta nas commodities já vem ocorrendo nas últimas semanas. O índice CRB, um dos principais termômetros de matérias-primas básicas como petróleo e alimentos, atingiu, a última segunda-feira (09/03), a maior cotação desde 2011. E a tendência, segundo especialistas, é que esse movimento se mantenha, pelo menos enquanto durar o conflito. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 É esse ponto que levanta questões sobre o papel do Brasil nesse cenário. O país é não só o maior produtor de alimentos do mundo, como o sexto maior produtor de petróleo bruto e décimo no ranking de exportadores do combustível fóssil. Tem, assim, grande parte de sua balança comercial dependente de produtos primários. Foi justamente um incremento na cotação desses itens que gerou o que ficou conhecido como "boom das commodities", a partir do início do século 21 até o começo da década de 2010. O período beneficiou a economia brasileira, contribuindo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a consolidação do país como grande economia exportadora de matérias-primas. No entanto, de acordo com especialistas consultados pela DW, o cenário atual é distinto. Mesmo assim, existe a possibilidade de que o Brasil se beneficie do contexto causado pelo conflito no Oriente Médio – mas não sem se livrar dos choques. Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Um novo boom das commodities? O fechamento do Estreito de Ormuz tem impactado diretamente na oferta de produtos como petróleo, gás natural e fertilizantes. É uma diferença fundamental em relação ao boom das commodities, basicamente fomentado pelas altas taxas de crescimento da economia da China. O país asiático registrou, entre 2002 e 2011, uma alta do PIB acima de 9%, propulsionada principalmente pela rápida expansão industrial chinesa. Houve maior demanda por matérias-primas, o que gerou uma oportunidade para o Brasil. Foi durante esse também, em 2009, que a China se tornou o maior parceiro comercial brasileiro. Mas, desde então, a economia chinesa vem reduzindo as taxas de crescimento e, neste ano, pela primeira vez desde 1991, o país asiático colocou como meta uma alta anual do PIB abaixo dos 5%. É para lá que o Brasil manda 80% da sua soja, produto brasileiro mais vendido para o exterior, que correspondeu a 34,5% das exportações do país em 2025 – registrando um total de US$ 34,5 bilhões na balança comercial brasileira do ano passado. O país asiático compra ainda 56% do minério de ferro produzido no Brasil e 45% do petróleo bruto. Um bloqueio mais prolongado no Estreito de Ormuz, com o recrudescimento na guerra no Irã, deverá pressionar para uma alta das commodities agrícolas como efeito cascata a partir do encarecimento dos combustíveis e dos fertilizantes, aliada à incerteza que gera especulação no mercado. "Para a China, por exemplo, o fornecimento de grãos do Brasil deverá ficar no mesmo patamar. Só que, se houver alta dos preços, isso gera uma maior receita. Não é uma coisa muito significativa, mas pode acontecer", explica Francisco Américo Cassano, professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Santa Cecília. "Não vejo como um novo boom, mas como um aumento da exportação", complementa. Um fator a mais poderá ser causado pelo choque nos fertilizantes: os próximos meses serão cruciais para o início do plantio em países do Hemisfério Norte, o que também pode gerar uma redução na oferta por lá e o redirecionamento das compras para países como o Brasil, onde as safras ocorrem no segundo semestre. Cassano, no entanto, acredita que as chances de isso ocorrer são menores. "Mesmo porque o Donald Trump não tem tanto interesse desse conflito se alastrar por tanto tempo, porque ele vai sofrer o mesmo problema de inflação dentro dos Estados Unidos". Cenários de curto e longo prazo O fato de estar fora da região de conflito realmente pode fazer com que o Brasil se beneficie do cenário atual, analisa Jorge Arbache, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB). "O país se torna uma opção de investimento de uma forma geral, exatamente porque está longe das tensões. Tem uma política de se manter distanciado, está longe do ponto de vista geográfico e político e tem várias oportunidades de negócios – na agricultura, na energia e diversos outros setores", aponta o economista. Segundo ele, o contexto internacional tende a fazer com o que país siga atraindo investimento direto estrangeiro, fluxo que já vem ocorrendo nos últimos por causa do aumento das incertezas na geopolítica mundial. "É muito provável que os preços da energia e alimentos subam mesmo após o fim da guerra, por causa da mudança climática. Quando você coloca a geopolítica em cima, os efeitos são ainda maiores", diz Arbache. "Isso tende a ser benéfico no médio e longo prazo, mas de maneira condicionada, porque é um cenário de incertezas", ressalta o professor. Já no curto prazo, a situação é mais complicada. O aumento da percepção de risco nos mercados pode atingir o risco de crédito e o risco-país, impactando principalmente os países emergentes. A elevação do preço do petróleo e fertilizantes pode afetar a economia brasileira e chegar no consumidor, com choques no valor do frete e dos alimentos, por exemplo. Mas mesmo uma alta nas commodities, lembra Cassano, com o mercado externo pagando mais caro nos alimentos, por exemplo, deve gerar mais inflação para o consumidor interno. "Os preços tendem a subir também porque o produtor está recebendo mais lá fora e isso impacta diretamente os preços internos, gerando mais inflação", afirma o professor da Universidade Santa Cecília. Além disso, os efeitos da guerra no Irã sobre incertezas e decisões de investimento vão continuar, mesmo se o conflito chegar ao fim nas próximas semanas. As retaliações do Irã em países vizinhos no Golfo Pérsico causaram estragos em plantas energéticas e reservatórios em importantes para países como Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita. "Essas nações têm grandes fundos soberanos, que são investidores inclusive no Brasil – muito provavelmente, isso vai fazer com que eles reduzam esses aportes", pontua Arbache. Segundo ele, no entanto, mesmo que o cenário ainda seja incerto quanto a previsões, o consumidor poderá voltar a ganhar no longo prazo, com um aumento da atratividade do Brasil que impulsionará a atividade econômica, gerando mais emprego. "Mas, no curto prazo, deve perder, como praticamente todo mundo. É uma guerra com impactos generalizados por causa da globalização. É uma guerra que mirou um alvo e está acertando em vários outros, com múltiplas complicações econômicas", finaliza o professor da UnB.
11/03/2026 05:00:39 +00:00
Mega-Sena completa 30 anos com R$ 43,8 bilhões em prêmios e 980 bilhetes milionários

Volantes da Mega-Sena Rafa Neddermeyer / Agência Brasil A caminhada de muitos brasileiros até as casas lotéricas em cidades de todo o país teve uma motivação frequente nas últimas três décadas: apostar na Mega-Sena. A loteria mais famosa do Brasil completa 30 anos neste dia 11 com um balanço bilionário. Segundo a Caixa Econômica Federal, as apostas movimentaram R$ 115,2 bilhões desde o primeiro sorteio, realizado em 11 de março de 1996. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Só em prêmios, o total pago chega a R$ 43,8 bilhões — pouco menos que os R$ 46 bilhões destinados a repasses sociais a partir da arrecadação com as apostas. 🔎 Além dos valores pagos aos vencedores, parte da arrecadação das loterias financia áreas como saúde, segurança, educação, cultura e esporte. Segundo a Caixa, esses repasses somam mais de 56% do total, enquanto o prêmio bruto corresponde a 43,79%. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, 980 apostas da Mega-Sena já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria, afirma o diretor-presidente da Caixa Loterias, Renato Siqueira. O maior prêmio já pago em um concurso regular da Mega-Sena — ou seja, sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em 1º de outubro de 2022. Veja abaixo curiosidades e como funciona a Mega. O primeiro sorteio da história O primeiro sorteio da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 1,2 milhão, foi realizado em 11 de março de 1996. As seis dezenas sorteadas foram 04, 05, 30, 33, 41 e 52 — e nenhum apostador acertou. Com isso, o prêmio acumulou em R$ 1,7 milhão. Aumento da arrecadação A arrecadação da Mega-Sena cresceu de forma expressiva nas últimas décadas. No início dos anos 2000, os sorteios movimentavam "poucos milhões" de reais — como o concurso 500, que arrecadou R$ 3,9 milhões em 2003. Dez anos depois, as apostas já superavam R$ 40 milhões e, em 2025, concursos regulares passaram a ultrapassar R$ 50 milhões, segundo a Caixa. Na Mega da Virada mais recente, a arrecadação atingiu o recorde de R$ 3,05 bilhões. Os maiores prêmios da Mega da Virada Os concursos especiais da Mega da Virada pagaram, de longe, os maiores prêmios da história da loteria. Em 2025, a arrecadação recorde fez o prêmio superar, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão. Veja abaixo os maiores valores já pagos como prêmio principal: 2025: R$ 1,09 bilhão 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões As chances de levar o prêmio máximo A “sorte” — tanto na Mega-Sena quanto na Mega da Virada — varia conforme a quantidade de números escolhidos. Em uma aposta simples, com seis dezenas, a probabilidade de acertar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa. Com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. O preço, porém, também dispara: esse tipo de aposta custa R$ 232,5 mil. Os números mais sorteados O número 10 é o mais sorteado da história da Mega-Sena, com 352 aparições. Em seguida vem o 53, que já saiu 340 vezes, segundo a Caixa. Veja abaixo as dez dezenas mais frequentes: 10 - 352 vezes 53 - 340 vezes 37 - 325 vezes 5 - 323 vezes 34 - 321 vezes 33 - 319 vezes 38 - 319 vezes 27 - 318 vezes 32 - 317 vezes 46 - 315 vezes Os 10 estados com mais bilhetes premiados Estados do Sudeste do país concentram o maior número de prêmios máximos da Mega-Sena, segundo a Caixa Econômica Federal. O levantamento — que também inclui os sorteios da Mega da Virada — coloca São Paulo na liderança, com 312 bilhetes premiados. Veja os dez maiores: São Paulo: 312 Rio de Janeiro: 156 Minas Gerais: 146 Paraná: 112 Distrito Federal: 61 Rio Grande do Sul: 60 Bahia: 59 Goiás: 54 Santa Catarina: 38 Pernambuco: 36 Números de 'Lost' na Mega? Em maio de 2024, um sorteio da Mega-Sena chamou a atenção de fãs da série "Lost". Cinco dos seis números usados pelo personagem Hugo “Hurley” em uma loteria na trama apareceram no concurso 2.720 da Mega. As dezenas sorteadas foram 08, 15, 16, 23, 42 e 43. Na série, Hurley aposta em 4, 8, 15, 16, 23 e 42 — e leva o prêmio. Apesar da coincidência, ninguém acertou as seis dezenas na vida real e o prêmio acumulou. Em 'Lost', Hugo 'Hurley' Heyes (Jorge Garcia) ficou milionário após ganhar na loteria Divulgação Como jogar na Mega As apostas para a Mega-Sena podem ser feitas pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking. Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha. A aposta simples custa R$ 6. Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante. Além disso, o jogador pode adquirir cotas de bolões organizados pelas unidades lotéricas. Nesse caso, poderá ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota. Como resgatar o prêmio O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência. Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF. A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa. As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio. O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
11/03/2026 03:00:57 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.982: prêmio acumula e vai a R$ 65 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2982 O sorteio do concurso 2.982 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 65 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 35 - 41 - 46 - 49 - 58 5 acertos - 27 apostas ganhadoras: R$ 87.399,64 4 acertos - 2.786 apostas ganhadoras: R$ 1.396,18 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (12). Mega-Sena, concurso 2.982 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
11/03/2026 00:02:32 +00:00
Ministério Público junto ao TCU pede afastamento do presidente do IBGE, Marcio Pochmann

Marcio Pochmann, presidente do IBGE, enfrenta crise interna Tânia Rêgo/Agência Brasil O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann. O g1 entrou em contato com o IBGE e aguarda posicionamento do órgão. Segundo o MP, há supostas irregularidades na condução do órgão. De acordo com o procurador, as medidas do presidente do IBGE que estão sendo questionadas estão sucessivas substituições de servidores de carreira em cargos técnicos por recém-ingressos até a tentativa de criação da Fundação IBGE+. No documento, o procurador menciona sucessivas exonerações e substituições de servidores de carreira por ocupantes de funções técnicas estratégicas no âmbito do IBGE, como nomeação de servidores recém admitidos e ainda em estágio probatório em funções de "elevada complexidade técnica". Isso, segundo o procurador, revela um "quadro institucional preocupante". Oliveira também menciona a tentativa de criação da Fundação IBGE+ que, dentre outros fatores, poderia extrapolar as atribuições legais do órgão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Ainda que se trate fundação de direito privado vinculada ao IBGE, a utilização da estrutura, da marca institucional, do corpo técnico ou de competências legalmente atribuídas ao Instituto exigiria autorização legislativa expressa, sob pena de violação ao princípio da legalidade estrita", diz o procurador. "A criação de entidade paralela, com possível captação de recursos próprios e atuação em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais, não pode decorrer de ato meramente administrativo da Presidência", diz o documento. Em outro trecho, o procurador destaca, ainda, atos de gestão que poderiam fragilizar a autonomia técnica e a credibilidade dos dados oficiais, como o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). "Nesse cenário, a eventual manipulação indevida — ainda que indireta — de parâmetros metodológicos, premissas técnicas ou processos de validação interna, com o objetivo de influenciar resultados conjunturais, configuraria violação grave aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da eficiência", destaca o procurador. "O resultado do PIB influencia diretamente expectativas de crescimento, decisões de investimento, comportamento do mercado financeiro, formulação da política fiscal e monetária, além de impactar classificações de risco soberano", complementa o membro do MPTCU.
10/03/2026 23:04:28 +00:00
Senado aprova criação de novos cargos no Poder Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões

Fachada do Congresso Nacional. Leonardo Sá/Agência Senado O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que cria 26,5 mil cargos nos Ministérios da Educação (MEC) e no da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de virar lei. ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, esta matéria foi publicada informando que 17,8 mil cargos seriam criados- número baseado na versão original do projeto. Após a aprovação do texto e, considerando as mudanças feitas pelo Congresso, o MGI divulgou nota em que atualizou este número. Portanto, serão criadas 26,5 mil funções no Poder Executivo. O texto, apresentado pelo governo federal, terá impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026 – valor confirmado pelo MGI e pelo líder do governo no Congresso e relator da proposta, Randolfe Rodrigues (PT-AP). O senador afirmou que o texto beneficiará 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto na lei orçamentária deste ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos. O Ministério da Gestão afirmou que, apesar de estarem previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, os valores "não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da realização ou finalização dos concursos". "Esses valores representam cerca de 1,5% do total das despesas com pessoal do executivo federal já previstas no orçamento de 2026", explicou a pasta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A divisão das 26,5 mil novas funções se dará da seguinte forma: 13.187 cargos de professores e 11.576 cargos de técnicos administrativos em educação, para expansão da rede federal de educação; cria 1,5 mil cargos lotados no MGI; 225 cargos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou nesta terça a votação do texto no Senado. O texto muda as regras para incentivar a qualificação, por exemplo, de professores que atuam em instituições federais- de escolas básicas e universidades. O incentivo, por meio do aumento da remuneração, acontece à medida que o servidor obtém uma formação acadêmica acima daquela exigida pelo concurso que o selecionou. Pelo projeto, o novo programa vai incluir servidores com fundamental incompleto e considerar fatores como: participação em grupos de trabalho e projetos de apoio à pesquisa; recebimento de premiação; assumir função de direção; produção de conhecimento científico. O projeto: cria a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE). Com isso, servidores de funções de nível superior, de diferentes áreas, vão ser classificados por essa nova classificação, com objetivo de "unificar as carreiras" e "simplificar a gestão". O salário do nível mais alto dessa carreira vai pular de R$ 4.620,50 para R$ 9.716,48 a partir de abril deste ano; reajusta a remuneração para os cargos de médico e médico veterinário, que são técnicos administrativos em Educação; reajusta também o salário das carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e de auditoria fiscal do Trabalho; transforma cargos de nível superior e médio, da Cultura, em analista em atividades culturais e assistente técnico administrativo; reorganização a carreira de perito federal territorial, que passará a ser supervisionada pelo MGI; cria uma gratificação temporária de apoio a atividades técnicas, para servidores que exerçam funções no Poder Executivo, mas que façam parte de cargos sem um plano de carreira ainda estruturado. A instituição sem partido República.org avalia que apesar de a revisão de carreiras ser "essencial para a modernização da gestão pública", é necessário "reduzir as desigualdades entre elas". "Algumas carreiras chegam a ganhar 150% a mais que outras, com as mesmas atribuições", apontou a entidade. "Em nota, a República.org afirma que esses ajustes dentro do funcionalismo público devem sempre mirar a melhor organização das carreiras, já que hoje a administração pública federal tem cerca de 290 tabelas salariais diferentes. É preciso mirar uma reestruturação ampla de todas as carreiras para garantir regras mais simples", afirmou.
10/03/2026 22:17:02 +00:00
Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1

Fim da escala 6x1: estudo da Fiep aponta queda no PIB e risco de desemprego Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, a mudança em discussão no Congresso — que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1 — pode provocar queda do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego e avanço da informalidade. A análise foi apresentada em Brasília durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir mudanças nas regras trabalhistas no país. De acordo com o estudo, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. Além das simulações econômicas, o estudo também reúne evidências de pesquisas nacionais e internacionais sobre propostas de redução da jornada de trabalho. Ao g1, o deputado federal Luiz Gastão Bittencourt da Silva (PSD-CE) afirmou que o tema já chegou à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Segundo ele, uma possibilidade discutida por parlamentares seria reduzir gradualmente a jornada semanal. “E eu tenho defendido, e eu acho que há um meio consenso com todos, inclusive do setor produtivo, que, se nós reduzirmos de forma paulatina de 44 para 40 horas semanais como jornada, você já estaria extinguindo a escala 6 por um.” Supermercados Reprodução/ TV Gazeta Até 1,5 milhão de trabalhadores podem ser afetados Segundo a Fiep, a redução da jornada sem aumento proporcional da produtividade pode elevar custos para as empresas. Como consequência, parte delas poderia reduzir contratações ou cortar postos de trabalho. A estimativa apresentada pelo estudo indica que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais podem enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade. “O custo com pessoal representa uma das principais componentes da estrutura de custos das empresas, especialmente em atividades intensivas em trabalho. Elevação nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais e estratégicas das empresas, como redução do horário de funcionamento dos estabelecimento e demissões, gerando uma redução da atividade dessas empresas", argumenta Guilherme Hakme, diretor da Fiep. Pesquisas analisadas no relatório também apontam algumas estratégias que empresas tendem a adotar diante da redução das horas trabalhadas, como: diminuir o número de horas contratadas; substituir trabalhadores mais experientes por profissionais com salários menores; aumentar a rotatividade da mão de obra. Renda pode não aumentar Outro efeito apontado pelo estudo envolve o rendimento dos trabalhadores. A redução da jornada pode elevar o salário por hora trabalhada. No entanto, o salário mensal tende a permanecer estável caso as empresas reduzam as horas contratadas. Nesse cenário, cresce também a chamada dupla ocupação. Isso ocorre quando um trabalhador precisa ter dois empregos para manter o mesmo nível de renda. Apesar disso, o relatório também destaca que jornadas menores podem trazer alguns benefícios, como redução da fadiga e possível aumento de produtividade em determinadas atividades. Segundo os pesquisadores, trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais em alguns setores. Ainda assim, esses ganhos costumam ser limitados e nem sempre compensam a redução do tempo total de trabalho. Diferenças entre setores A Fiep afirma que a indústria brasileira possui realidades muito diferentes. Alguns segmentos operam com alto nível de automação e margens maiores. Outros dependem fortemente de mão de obra e enfrentam concorrência internacional intensa. Uma mudança uniforme na jornada poderia aumentar custos para empresas com menor margem de lucro. Isso pode reduzir investimentos e afetar empregos. Para o deputado Luiz Gastão, o debate precisa considerar diferentes formas de organização do trabalho em cada atividade. “O que nós não concordamos, e não só eu, mas boa parcela do setor produtivo e tudo, é que existem escalas de compensação, existem escalas de regime corrido que trabalham, por exemplo, 6 horas por dia. Se trabalhar 6 dias por semana, vai dar no máximo 36 horas, que já é abaixo dessas das 40 horas previstas.” Ainda de acordo com a Fiep, o risco é transformar uma medida voltada ao bem-estar do trabalhador em um fator de instabilidade econômica. A federação defende que a modernização das relações de trabalho é necessária. No entanto, avalia que mudanças devem ocorrer com negociação coletiva e adaptação às características de cada setor. “A discussão dessa reforma deveria ser feita de forma mais lenta de modo a considerar um conjunto amplo de aspectos econômicos, de modo a permitir que a sociedade discuta de forma informada os custos e benefícios para empresas e trabalhadores", complementa o presidente da Fiep. O estudo também destaca que o Brasil precisa avançar primeiro em políticas de aumento da produtividade. Entre as medidas citadas estão: modernização tecnológica das empresas; qualificação contínua dos trabalhadores; políticas industriais focadas; melhora do ambiente de negócios; acesso a crédito; simplificação tributária. Luiz Gastão defende que eventuais mudanças levem em conta os impactos para empresas com maior uso de mão de obra. “E há de se ter uma compensação para as micro e pequenas empresas ou as empresas que têm grande insumo de mão de obra, para que elas não percam a competitividade e elas possam estar no mercado e continuar vivendo no mercado, podendo contratar e fazendo com que os setores possam se adaptar.” Metodologia usada por bancos centrais Para estimar os impactos da mudança na jornada, a Tendências utilizou um modelo econômico chamado DSGE. Esse tipo de modelo é amplamente empregado por bancos centrais e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para simular cenários macroeconômicos. Os pesquisadores analisaram dois cenários: um com ganho de produtividade e outro sem avanço significativo nessa área. Nos dois casos, os resultados indicaram impacto negativo para o emprego e para a atividade econômica no curto prazo. Experiências internacionais O estudo também analisou experiências de redução de jornada em países como Alemanha, França, Portugal, Japão, Canadá, Bélgica e Eslovênia. Segundo o levantamento, muitos desses casos registraram: efeitos nulos ou negativos sobre o emprego; queda de produtividade quando o ganho não acompanhou a redução de horas; aumento de custos para as empresas. Apenas dois estudos internacionais encontraram efeitos positivos para geração de empregos. Mesmo nesses casos, os resultados foram considerados ambíguos. Para a Fiep, o debate sobre jornada de trabalho é legítimo e precisa avançar no país. A entidade afirma que está aberta à discussão, mas defende que as mudanças sejam feitas com base em dados técnicos e diálogo entre governo, empresas e trabalhadores. Segundo a federação, decisões estruturais sobre o mercado de trabalho precisam considerar os efeitos sobre crescimento econômico, competitividade e geração de renda. "A literatura mostra que há riscos de que essa reforma gere custos desproporcionalmente maiores aos benefícios, como, ausência de geração de emprego, aumento da informalidade, e queda relevante do PIB. Pode-se discutir formas alternativas de melhorar o ganho de bem estar de parte da população com jornada de trabalho mais longa, inclusive de forma mais eficiente para esse grupo da população", afirma Guilherme Hakme. Outros estudos Outros levantamentos recentes também analisaram possíveis impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e apontam desafios semelhantes, especialmente em setores com baixa produtividade ou forte dependência de mão de obra. Um estudo apresentado também nesta terça (10) pelo economista André Portela, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), destaca que a redução da jornada com manutenção integral dos salários eleva o custo por hora trabalhada. No caso de uma mudança de 44 para 36 horas semanais, o custo da hora poderia subir cerca de 22%. Segundo o pesquisador, empresas tendem a reagir de três formas diante desse aumento: repassar parte do custo aos preços, acelerar processos de automação ou reorganizar equipes e turnos. O resultado final dependeria do nível de produtividade e da capacidade de adaptação de cada setor. Portela também ressalta que o mercado de trabalho brasileiro é muito heterogêneo. Pequenas empresas, que têm menor capacidade de investimento e tecnologia, podem enfrentar mais dificuldades para absorver mudanças abruptas. ⚠️ Análises setoriais também indicam impactos relevantes. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que, apenas no comércio, a adequação a jornadas menores poderia elevar a folha de pagamento em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada ao consumidor. Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em cerca de 0,34%. O estudo também projeta que o setor poderia enfrentar queda de atividade e redução de margens mesmo com reajustes de preços. 🏝️ No turismo, que utiliza amplamente a escala 6x1, o impacto sobre preços e demanda também seria significativo, segundo a CNC. 🧑‍🌾 No agronegócio, análises da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacam que atividades rurais seguem ciclos naturais de produção e nem sempre se adaptam a jornadas fixas. Culturas como café, uva e laranja e atividades contínuas, como a pecuária leiteira, exigem trabalho em períodos específicos. Segundo a entidade, mudanças rígidas na legislação poderiam elevar custos, exigir novas contratações e afetar a competitividade internacional do setor. Estudos citados por entidades empresariais também indicam possíveis efeitos macroeconômicos mais amplos. Já o levantamento apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para empresas brasileiras. A entidade também cita pesquisas que projetam impactos relevantes sobre o crescimento econômico caso a redução ocorra sem ganhos expressivos de produtividade. Para economistas ouvidos nesses estudos, o principal desafio para uma redução sustentável da jornada no Brasil é elevar a produtividade do trabalho. Sem esse avanço, a mudança pode pressionar custos, reduzir investimentos e estimular a informalidade. Ao mesmo tempo, muitos especialistas defendem que o debate deve considerar também aspectos sociais, como qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso.
10/03/2026 21:36:12 +00:00
Com pressão das chinesas, Renault planeja metade das vendas em carros elétricos ou híbridos até 2030

A Renault pretende que metade das vendas de seus carros ocorra fora da Europa até 2030, além de ampliar a presença de modelos eletrificados em seu portfólio. A estratégia, apresentada nesta terça-feira (10), recebeu o nome de futuREady. O plano prevê a venda de 2 milhões de veículos até o fim da década, com metade desse volume destinada a mercados fora da Europa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "A Renault pretende que 100% de suas vendas na Europa sejam de veículos eletrificados e que 50% das vendas fora da Europa também sejam eletrificadas, ao mesmo tempo em que busca entregar uma rentabilidade forte e sustentável", revelou Fabrice Cambolive, diretor executivo da Renault; O grupo enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa de fabricantes chinesas conhecidas por preços mais baixos, como BYD e o grupo Chery, além de rivais tradicionais, como a Stellantis, que controla marcas como Fiat e Jeep. Renault Koleos, modelo híbrido será lançado em 2026 André Fogaça/g1 No Brasil, a marca francesa perdeu quase metade da participação de mercado registrada antes da pandemia. Em 2019, representava 9% dos emplacamentos de veículos zero quilômetro; hoje, esse índice é de 5,1%, o que corresponde a uma queda de 43% no período. No Brasil, a eletrificação da linha da marca começou. O Renault Koleos é o primeiro modelo híbrido da fabricante, com 245 cavalos de potência, e foi lançado com o objetivo de enfrentar o avanço de marcas chinesas como BYD e GWM. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Renault lançará 36 veículos em quatro anos De acordo com a nova estratégia, a Renault planeja lançar 36 modelos nos próximos cinco anos. Desse total, 14 serão voltados a mercados fora da Europa — número bem superior aos oito lançamentos feitos no período anterior. Quatro desses modelos serão destinados ao mercado indiano, segundo Fabrice Cambolive. A produção do SUV compacto Bridger deve começar no próximo ano, com lançamento previsto em outros países logo na sequência. A retomada do foco internacional indica uma nova prioridade para as vendas fora da Europa. Isso ocorre após a saída da empresa de diversos mercados durante a gestão do ex-presidente-executivo Luca de Meo, em meio a uma tentativa de conter prejuízos significativos dentro de uma estratégia conhecida como “Renaulution”. "Com a Renaulution, provamos que podemos vencer, agora precisamos provar que podemos durar", disse o presidente-executivo François Provost, que substituiu de Meo no ano passado, aos analistas em uma apresentação no centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa nos arredores de Paris. Embora a Renault esteja hoje em uma situação mais favorável, a concorrência ficou mais intensa. Além disso, a redução dos incentivos aos veículos elétricos nos Estados Unidos, durante o governo Donald Trump, levou alguns concorrentes a registrar grandes perdas financeiras e a mudar seus planos de forma repentina. Para Michael Foundoukidis, analista da Oddo BHF, a estratégia de priorizar modelos mais rentáveis e expandir a atuação internacional oferece um caminho mais claro para preservar a lucratividade. Ainda assim, ele ressalta que o sucesso depende da capacidade da empresa de colocar o plano em prática.
10/03/2026 19:09:07 +00:00
Meta compra Moltbook, rede social voltada a agentes de IA

Moltbook: o que é real e o que é exagero na rede social pra agentes de IA? A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial, trazendo os fundadores da empresa para sua divisão de pesquisa de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. O desenvolvimento sinaliza uma intensa corrida entre os gigantes da tecnologia para adquirir talentos e tecnologia de IA, à medida que os agentes autônomos capazes de executar tarefas do mundo real deixam de ser novidade e passam a ser a próxima fronteira do setor. O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang. Schlicht e Parr vão começar a trabalhar na Meta Superintelligence Labs em 16 de março, de acordo com a Axios. A Meta não divulgou os termos financeiros do negócio. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro. Desde então, ele se tornou o centro de um debate crescente sobre o quanto os computadores estão próximos de possuir inteligência semelhante à humana. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, minimizou o site como uma provável moda passageira, mas disse que sua tecnologia oferece um vislumbre do futuro. "O Moltbook talvez (seja uma moda passageira), mas o OpenClaw não é", disse Altman. No mês passado, a OpenAI contratou Peter Steinberger, criador do OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot, que está apoiando o projeto de código aberto. Mike Krieger, diretor de produtos da Anthropic, disse que a maioria das pessoas ainda não está pronta para dar à IA total autonomia sobre seus computadores. Schlicht defendeu a programação do Moltbook, que ele afirma que foi criada com ajuda de IA, afirmando que "não escreveu uma única linha de código" para o site. Schlicht criou o Moltbook usando principalmente seu próprio assistente pessoal de IA, Clawd Clawderberg. A ascensão do Moltbook também trouxe riscos. A empresa de segurança eletrônica Wiz disse que a abordagem deixou uma grande falha que expôs mensagens privadas, mais de 6.000 endereços de email e mais de um milhão de credenciais. A Wiz disse que o problema foi corrigido depois de entrar em contato com a Moltbook.
10/03/2026 18:43:32 +00:00
X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril

Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em abril o X Money, um sistema de pagamento digital do X. O anúncio faz parte do plano de Musk de transformar o X em um "aplicativo completo", e não apenas uma rede social. A rede social de Musk fez uma parceria com a Visa no ano passado para oferecer serviços de pagamento direto aos clientes do aplicativo de mídia social. Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227 bilhões, na cotação atual) e passou a chamar a plataforma de X. Desde a aquisição, o bilionário divulgou o plano de expandir a área de atuação da empresa, com o objetivo de oferecer streaming, mensagens, imagens, vídeos e pagamentos, por exemplo. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 18:26:23 +00:00
Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, ele agora tem US$ 6,5 bilhões. Trump também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais. Trump e seus parceiros venderam 49% da World Liberty Financial à Aryam Investments, empresa apoiada por Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, consultor de segurança nacional e membro da família real dos Emirados Árabes Unidos. A operação rendeu US$ 200 milhões. Trump surpreendeu ao se tornar um dos grandes apoiadores do Bitcoin em seu segundo mandato Ian Maule/AFP/Getty Images via DW No ano passado, a World Liberty Financial também vendeu ativos digitais e registrou receita de US$ 550 milhões. A participação de 38% que Trump mantém na empresa é avaliada em cerca de US$ 240 milhões. Trump também mantém reservas de moedas digitais, tanto da World Liberty Financial quanto de sua própria moeda virtual, a $Trump. Segundo a Forbes, esses ativos somam US$ 570 milhões. O presidente também obteve uma decisão favorável na Justiça. Após analisar um recurso, o tribunal o desobrigou de pagar uma multa de US$ 517 milhões. O caso de fraude foi julgado em Nova York, e a procuradora-geral Letitia James deve recorrer. Por enquanto, esse risco sobre o patrimônio dele está suspenso. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Resort e campos de golfe valorizados Vista aérea da mansão de Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida Steve Helber/AP Os dois mandatos de Trump também aumentaram o valor de seus imóveis. O resort Mar-a-Lago, em Palm Beach, triplicou de preço desde 2018 e hoje é avaliado em US$ 560 milhões, segundo a Forbes. Além disso, seus 10 campos de golfe tiveram alta de receita e valorização. Atualmente, o conjunto é estimado em US$ 550 milhões, acima dos US$ 340 milhões registrados no ano anterior. Apesar do crescimento do patrimônio, alguns fatores limitaram ganhos mais expressivos. A recente queda no mercado de moedas digitais reduziu em 64% o valor dos 15 milhões de ativos emitidos pela World Liberty Financial. A participação de Trump na Trump Media and Technology Group (TMTG) também perdeu valor. O preço de mercado de sua fatia caiu de US$ 2,6 bilhões para US$ 1,2 bilhão. A desvalorização das ações está relacionada ao momento negativo do setor de moedas digitais. Nem o anúncio da fusão de US$ 6 bilhões entre a TMTG e a TAE, empresa da Califórnia que planeja lançar a primeira usina de energia por fusão nuclear dos EUA até 2031, foi suficiente para animar os investidores. Trump ameaça Irã com ataque “20 vezes maior” se Estreito de Ormuz for fechado
10/03/2026 18:25:49 +00:00
Ibaneis sanciona lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos para salvar o BRB

Ibaneis Rocha, governador do DF, em 3 de fevereiro de 2026 TV Globo O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou, nesta terça-feira (10), a lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB. A autorização saiu em edição extra do Diário Oficial do DF. O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF com 14 votos a favor e 10 contra, nos dois turnos, no último dia 3. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro (veja lista abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou incerto. Isso, porque o BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades. O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, dias depois, definiu a liquidação extrajudicial do Master. Com isso, os ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB ficaram "congelados" nas mãos do liquidante. As transações fragilizaram o patrimônio do BRB e deixaram o banco sob risco de descumprir as regras prudenciais do sistema bancário – as normas que exigem uma solidez mínima de cada banco para evitar dano aos correntistas e investidores. Desde então, o BRB e o governo do DF vêm atuando em múltiplas frentes para tentar recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes. Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição Projeto aprovado na CLDF Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que repassa nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Entenda a cronologia: ➡️O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados na segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco. ➡️Na terça (3), os deputados se reuniram a portas fechadas para debater o tema e decidir se levava o projeto à votação em plenário. ➡️ No mesmo dia, os parlamentares aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Agora, o texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). A lei A proposta sancionada nesta terça-feira (10) cria um "menu" para permitir ao GDF aportar dinheiro ou bens no BRB. As opções podem ser usadas em conjunto ou separadamente. O governo poderá colocar dinheiro diretamente no capital social do banco, integralizar capital com bens móveis ou imóveis e fazer aportes patrimoniais de outras formas previstas em lei. A lei também autoriza a venda de bens públicos para levantar recursos. Esses bens podem ser do próprio GDF, inclusive os da Terracap, da Novacap, da CEB ou da Caesb. O dinheiro obtido poderá ser destinado ao reforço patrimonial do BRB. Além disso, o GDF poderá contratar operações de crédito, inclusive com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras. O limite máximo de empréstimos será de R$ 6,6 bilhões. Essa trava foi adicionada após reunião com os deputados distritais no último dia 2. A lei detalha como os bens poderão ser usados, incluindo: transferência de imóveis ao BRB aumentar o capital do banco constituição de garantias cessão de direitos alienação (venda) direta ou via licitação permuta quitar uma dívida estruturação por meio de veículos societários ou fundos de investimento. Também prevê a criação de Fundos de Investimento Imobiliário (FII), medida defendida pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, securitização e operações estruturadas. O governador vetou três artigos: O que determinava que o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) deveria receber ao menos 20% do valor dos bens do DF usados nas operações O que definia que o BRB deveria publicar um relatório trimestral no Diário Oficial do DF com a identificação dos imóveis, o valor da venda, a identificação de quem comprou e o demonstrativo de aplicação dos recursos O que determinava a realização de um plano com a estimativa de retorno financeiro ao DF, prazo máximo para recomposição dos valores, mecanismos de compensação, metas de desempenho econômico do BRB e demonstração do benefício para a sociedade. Quais imóveis o GDF entregou? Sede do Banco BRB Getty Images via BBC Confira a lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões. O que acontece agora? O texto vai autorizar o governo do DF a: usar dinheiro e imóveis para ajudar o BRB vender terrenos públicos pegar empréstimos de até R$ 6,6 bilhões criar fundos imobiliários fazer ajustes no orçamento para que tudo isso funcione Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
10/03/2026 16:51:26 +00:00
Governo pede investigação sobre alta de gasolina e diesel, mesmo sem aumento da Petrobras

Preço do petróleo cai depois de um dia de forte alta Nesta terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional. Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. 🔎 O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica. A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08. No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve. Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados. No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina. No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%. Segundo o ofício da Senacon, "a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias". Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril. O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados. Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores. 🛢️Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais. O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras. (Entenda como são calculados os preços dos combustíveis) 💰O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira (9), a mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis. Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores. Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites. Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. (Veja mais aqui) Segundo especialistas consultados pelo g1, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno. Consuela Gonzalez/Rede Amazônica Acre
10/03/2026 16:50:20 +00:00
Lista de bilionários da Forbes tem 390 novatos em 2026; Brasil ganha 18 bilionários, mas 'perde' 3

Beyoncé e James Cameron entram para a lista de bilionários da Forbes arte/g1 A revista Forbes divulgou, nesta terça-feira (10), a lista anual dos bilionários do mundo em 2026. O ranking reúne mais de 3,4 mil nomes, dos quais 11,3% não apareciam na edição do ano passado. A lista reúne pessoas de 40 países, mas Estados Unidos e China concentram quase metade dos novos bilionários, com 41% do total. Juntos, os dois países somam 161 nomes — 106 americanos e 55 chineses. Ao somar todos os estreantes, a Forbes estima que a fortuna desse grupo chegue a US$ 755 bilhões, o equivalente a R$ 3,9 trilhões em conversão direta. Entre os destaques está a cantora Beyoncé, que estreia na lista com fortuna estimada em US$ 1 bilhão. Também aparece o diretor James Cameron, conhecido por filmes como Avatar, Titanic e O Exterminador do Futuro, que em 2026 acumulou US$ 1,1 bilhão. O Brasil aparece com 70 bilionários, dos quais 18 entram pela primeira vez na lista: Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhão Edir Macedo — US$ 2 bilhões Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhão Itamar Locks — US$ 1,4 bilhão Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhão Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhão Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhão Marciano Testa — US$ 1,2 bilhão Maria Frias — US$ 1,1 bilhão Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhão Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhão Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Três nomes que deixaram de aparecer no ranking da Forbes, mas Vicky Safra e David Velez foram realocados pela Forbes em outros países. David Velez — US$ 10,7 bilhões Lucia Maggi e família — US$ 1 bilhão Vicky Safra — US$ 20,7 bilhões LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques
10/03/2026 16:35:09 +00:00
Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes. Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na empresa. 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de bolsa de contratos ligados a eventos. Nela, as pessoas negociam com base na chance de certos acontecimentos — como a alta ou a queda da inflação, ou a possibilidade de paralisação do governo dos Estados Unidos, por exemplo. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que fizeram fortuna por conta própria depois que a empresa captou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no fim de 2025. A captação foi liderada pela Paradigm, firma de investimentos focada em criptomoedas, e teve participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões) em dezembro. Com isso, o patrimônio dos cofundadores aumentou de forma relevante. Além de Luana, o sócio dela, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, seguiu para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois tiveram passagem pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na Bridgewater, uma gestora de recursos. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não existia um jeito direto de negociar com base no resultado desses acontecimentos. Assim, em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma mais simples, na qual as pessoas pudessem negociar com base no resultado de eventos específicos. A empresa cresceu e, em 2020, recebeu autorização do órgão regulador, tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada nos Estados Unidos para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi oficialmente reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Com isso, passou a figurar ao lado de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa pediu autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o órgão negou. O argumento foi que haveria risco de manipulação de resultados e prejuízo à integridade das eleições nos Estados Unidos. A Kalshi entrou na Justiça para contestar a decisão. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer, de forma legal, a negociação ligada a resultados eleitorais no país.
10/03/2026 15:36:13 +00:00
PL dos apps de transporte: reunião acaba sem acordo sobre valor mínimo de corridas e entregas

A reunião de ministros do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deputados envolvidos na elaboração do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos terminou sem um acordo sobre o valor mínimo a ser pago por entregas e corridas aos trabalhadores. A proposta tramita em uma comissão especial da Câmara. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), apresentou a última versão do texto em dezembro, prevendo o valor mínimo de R$ 8,50 por entrega e corrida. O governo, por sua vez, defende o valor mínimo de R$ 10. “No caso de entregadores, é piso por entrega feita e aí a nossa defesa segue sendo taxa mínima de R$ 10 até 4 quilômetros com 2,50 por quilômetro adicional e fim das entregas agrupadas”, afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A entrega agrupada é um mecanismo em que o entregador faz várias entregas, mas não recebe o valor integral da plataforma, porque os destinos são próximos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para entregadores, o texto formalizado até o momento estabelece o valor de R$ 8,50 para: até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta Em relação aos motoristas de aplicativo de transporte de pessoas, a proposta prevê remuneração bruta mínima de R$ 8,50 para cada serviço em que a distância entre o ponto de embarque do passageiro e o ponto final de destino seja de até dois quilômetros. Coutinho argumenta que é preciso ter sensibilidade a respeito do valor mínimo, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais e muitas diferenças em relação ao custo dos serviços. “A nossa questão, por nós, a gente quer colocar o máximo de ganho para o trabalhador. Mas R$10 em São Paulo não é igual a R$10 em Brasília ou no interior de Pernambuco, onde o tíquete de um lanche é muito inferior. Isso pode inviabilizar os serviços na ponta. Esse é o único ponto de divergência” afirmou. O governo vai insistir no ponto e, caso o valor mínimo não suba, deverá apresentar uma emenda para ser votada no plenário. Apesar da divergência, Motta quer acelerar a votação e, se possível, votar o texto já na próxima semana na comissão especial e, na sequência, no plenário. O presidente da Câmara diz que a votação do projeto na Casa pode ser concluída na primeira semana de abril. Motorista de app Redes Sociais
10/03/2026 15:26:12 +00:00
Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques

Elon Musk em jantar de Casa Branca em 18 de novembro de 2025 REUTERS/Tom Brenner A Forbes divulgou nesta terça-feira (10) a lista das pessoas mais ricas do mundo em 2026. O ranking deste ano reúne 3.428 bilionários, entre empresários, investidores e herdeiros. São 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista, um novo recorde. Juntos, os bilionários acumulam fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Veja abaixo os principais destaques da publicação: Ranking dos 10 maiores bilionários do mundo As 20 pessoas com mais de US$ 100 bilhões de patrimônio Crescimento da fortuna de Elon Musk Taylor Swift, Kim Kardashian, Oprah: os famosos na lista Brasileiros na lista de bilionários de 2026 A bilionária mais jovem do mundo é brasileira As mulheres mais ricas do mundo Brasileiros da Geração Z no ranking Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Novos bilionários do setor de Inteligência Artificial A fortuna de Donald Trump Ranking dos 10 maiores bilionários do mundo Elon Musk permanece isolado no topo do ranking, com US$ 839 bilhões, valor impulsionado por empresas como Tesla e SpaceX. O cálculo da revista considerou preços de ações e taxas de câmbio de março de 2026. Os Estados Unidos continuam sendo o país com a maior concentração de bilionários, com 15 dos 20 nomes mais ricos do mundo. A China aparece em segundo lugar, seguida pela Índia. O setor de inteligência artificial também foi um dos principais motores para o surgimento de novos bilionários neste ano. Entre os brasileiros, o principal destaque é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que segue como o mais rico do país e ocupa a 59ª posição no ranking global. LEIA MAIS: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do mundo em 2026; confira a lista As 20 pessoas com mais de US$ 100 bilhões de patrimônio O grupo de 20 pessoas com fortunas superiores a US$ 100 bilhões em 2026 é liderado por Elon Musk, cujo patrimônio atingiu US$ 839 bilhões após forte crescimento em um único ano. Ele é seguido por nomes da tecnologia, como Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg. Apenas duas mulheres integram esse grupo: Alice Walton, herdeira do Walmart, na 14ª posição geral, e Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal, na 20ª posição. A maioria dos superbilionários é formada por investidores e empresários, com forte concentração no setor de tecnologia. O número total de bilionários aumentou em 400 nomes em relação a 2025. Juntos, os integrantes da lista de 2026 acumulam fortuna de US$ 20,1 trilhões. LEIA MAIS: Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários Crescimento da fortuna de Elon Musk Elon Musk consolidou a liderança mundial ao ver sua fortuna saltar de US$ 342 bilhões em 2025 para US$ 839 bilhões em 2026. O aumento de quase US$ 500 bilhões em um ano o coloca como a pessoa mais próxima de atingir a marca de US$ 1 trilhão. O crescimento ocorre em um cenário de expansão da riqueza entre os mais ricos do mundo, que agora somam patrimônio recorde. Os Estados Unidos concentram quase mil bilionários, reforçando a liderança no ranking da Forbes. LEIA MAIS: Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah: os famosos na lista O ranking da Forbes reúne 22 celebridades em 2026 e mostra que a fortuna de atletas e artistas continua crescendo. Segundo a publicação, esses nomes somam US$ 48,1 bilhões em patrimônio. O total é maior do que o de 2025, quando 18 bilionários do grupo reuniam, juntos, US$ 39 bilhões. Entre os estreantes estão a cantora Beyoncé, o ex-tenista Roger Federer, o rapper e produtor musical Dr. Dre e o cineasta James Cameron. Eles entram na lista ao lado de nomes já conhecidos, como Steven Spielberg, George Lucas, Oprah Winfrey e Taylor Swift. LEIA MAIS: Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah: os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026 Brasileiros na lista de bilionários de 2026 Um total de 70 brasileiros aparece no ranking da Forbes em 2026. Eduardo Saverin lidera o grupo nacional pelo terceiro ano consecutivo, com US$ 35,9 bilhões, seguido por André Esteves (BTG Pactual), com US$ 20,2 bilhões, e Jorge Paulo Lemann (3G Capital), com US$ 19,8 bilhões. A lista brasileira é diversificada e inclui banqueiros como os irmãos Moreira Salles, empresários da saúde como Jorge Moll Filho (Rede D'Or) e herdeiros da indústria, como os da família Voigt (WEG). O ranking engloba tanto brasileiros que vivem no país quanto os que moram no exterior, como Saverin, residente em Singapura. Mesmo com desafios econômicos e casos corporativos recentes, nomes tradicionais como Lemann permanecem no topo devido à força de investimentos globais em empresas como AB InBev e Burger King. LEIA MAIS: Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária A bilionária mais jovem do mundo é brasileira A brasileira Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, é a bilionária mais jovem do mundo em 2026. Ela herdou 2% da WEG, empresa catarinense de equipamentos elétricos fundada, entre outros sócios, por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Sua fortuna é estimada em US$ 1,1 bilhão. Além de Amelie, outros quatro integrantes da família Voigt estão entre os bilionários mais jovens do Brasil, o que reforça o caráter familiar do controle da WEG. O grupo inclui seus irmãos, Felipe e Pedro Voigt Trejes, e as primas Dora e Lívia Voigt de Assis, com patrimônios que variam entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,4 bilhão. Outro destaque é Luana Lopes Lara, descrita como a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Aos 29 anos, ela é cofundadora da Kalshi, plataforma que permite apostar em previsões sobre eventos, e tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão. LEIA MAIS: Brasileira Amelie Voigt Trejes é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes As mulheres mais ricas do mundo A norte-americana Alice Walton, herdeira do Walmart, lidera a lista, com US$ 134 bilhões. Em seguida aparecem a francesa Françoise Bettencourt Meyers, da L'Oréal, com US$ 100 bilhões, e Julia Koch, da Koch Inc., com US$ 81,2 bilhões. A maioria das mulheres nas primeiras posições herdou fortunas ligadas a grandes empresas familiares. Alice Walton não participa da gestão direta do Walmart e se dedica principalmente à filantropia e às artes. Ela fundou um museu nos Estados Unidos. Já Françoise Bettencourt Meyers, além de atuar na L'Oréal, também é pianista e escritora. A lista das 10 mulheres mais ricas inclui ainda Iris Fontbona, do Chile, e Jacqueline Mars, dos Estados Unidos. Embora a maioria tenha herdado patrimônio, a Forbes destaca que as mulheres ainda são minoria no ranking geral de bilionários, em comparação aos homens. LEIA MAIS: Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc: quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes Brasileiros mais jovens no ranking Os jovens e a Geração Z brasileira , formada por pessoas nascidas a partir de 1997, já aparecem com seis nomes na lista de 2026. O principal destaque é Luana Lopes Lara, de 29 anos, apontada como a mulher bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna com a empresa de tecnologia e apostas Kalshi. Os outros cinco brasileiros dessa faixa etária são da família Voigt, herdeiros da WEG. Entre eles está Amelie Voigt Trejes, bilionária mais jovem do mundo aos 20 anos, além de seus irmãos e primas, todos com patrimônio bilionário ligado a participações na fabricante de motores. A presença desses jovens reforça o peso da WEG na formação de grandes fortunas no país e destaca a trajetória incomum de Luana Lara, que deixou a carreira no balé profissional para estudar no MIT e empreender no setor financeiro. LEIA MAIS: Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes Perfil de Eduardo Saverin Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico do mundo, com fortuna de US$ 35,9 bilhões ligada à sua participação no Facebook, empresa que fundou ao lado de Mark Zuckerberg. Nascido em São Paulo, foi criado nos Estados Unidos e hoje mora em Singapura, onde atua como investidor por meio da B Capital. O texto relata o rompimento conturbado entre Saverin e Zuckerberg, que levou a uma disputa judicial sobre a redução de sua participação na empresa, episódio retratado no filme "A Rede Social". Após um acordo, ele manteve uma fatia minoritária que se valorizou com a abertura de capital da companhia, em 2011. Hoje com 43 anos, Saverin concentra seus negócios em investimentos em empresas iniciantes com alto potencial de crescimento. Em 2024, chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história após a forte valorização das ações da Meta. LEIA MAIS: Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Novos bilionários do setor de Inteligência Artificial O avanço da inteligência artificial criou 45 novos bilionários na lista da Forbes de 2026. Ao todo, o setor reúne 86 bilionários, com patrimônio somado de US$ 2,9 trilhões, o que mostra o forte impacto econômico dessa tecnologia. Entre os novos nomes estão fundadores de empresas como Surge AI, ElevenLabs e Perplexity. Considerando toda a área de tecnologia, são 468 bilionários, com patrimônio recorde que aumentou mais de US$ 1 trilhão em relação ao ano anterior. A lista inclui criadores de modelos de inteligência artificial, profissionais que organizam dados e empresas que fornecem a infraestrutura necessária para essa tecnologia. Nomes como Edwin Chen, com US$ 18 bilhões, e jovens empreendedores da startup Mercor mostram como a IA tem gerado riqueza rapidamente e transformado o mercado global. LEIA MAIS: Veja quem são os novos bilionários de IA na lista da Forbes A fortuna de Donald Trump O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, agora ele tem US$ 6,5 bilhões. O republicano também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais. A fortuna do presidente dos EUA vem de negócios, reservas de moedas digitais, resorts, campos de golfe, entre outros ativos. LEIA MAIS: Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 15:25:52 +00:00
Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA

Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. (entenda mais abaixo) A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação Entenda a crise do Grupo Pão de Açúcar O Grupo Pão de Açúcar registra prejuízos anuais desde 2022, resultado de diversos fatores que pressionaram seus resultados. Entre os principais, estão: A queda no consumo, especialmente em períodos de alta na inflação de alimentos; Os juros elevados, que aumentaram o custo das dívidas da empresa; Os gastos com mudanças na gestão; O pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas; e As perdas de lojas com baixo desempenho. Recentemente, o GPA acendeu um alerta no mercado financeiro ao informar, no balanço trimestral, que havia dúvidas sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. Segundo nota, o grupo tinha um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim do ano passado, causado principalmente por empréstimos e títulos que vencem em 2026. Assim, mesmo com melhora nos resultados, a empresa continuou a registrar prejuízo. "Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia", disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro. A empresa afirmou ainda que já adotava medidas para: Reduzir riscos à operação, incluindo negociações com credores para alongar prazos das dívidas; Diminuir despesas e gastos com juros; e Converter créditos tributários em dinheiro para reforçar o caixa. Mudanças de gestão O GPA passou por mudanças relevantes no último ano, com o Grupo Coelho Diniz assumindo a posição de principal acionista, com 24,6% das ações. O grupo francês Casino, ex-controlador, ainda detém 22,5% da empresa. Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito diretor-presidente da companhia. Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 651 milhões nas operações continuadas. Ao fim do ano, tinha dívida líquida de R$ 2 bilhões e dívida bruta de R$ 4 bilhões. Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas sob o código PCAR3, acumulam alta de 9,64%. O grupo tem 728 lojas no Brasil: 187 do Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar. Como será a recuperação extrajudicial do GPA? Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. A advogada Patricia Maia, do Barbosa Maia Advogados, afirma que muitas empresas brasileiras estão buscando reorganizar dívidas devido ao aumento do custo do crédito e à pressão sobre os lucros. “Nos últimos anos, muitas companhias passaram a conviver com dívidas mais caras, redução do consumo em alguns setores e necessidade de reorganizar suas operações. A recuperação extrajudicial surge como uma alternativa para isso sem interromper a operação”, explica. Ela destaca que processos como a recuperação extrajudicial anunciada pelo GPA permitem negociar dívidas antes que o fluxo de caixa seja comprometido. “Quando feito antes de uma ruptura operacional, tende a preservar valor e evitar efeitos mais severos para o mercado”, diz. A advogada ressalta, no entanto, que a reestruturação pode afetar consumidores. “Dependendo da intensidade da crise, isso pode influenciar a disponibilidade de produtos, políticas de preço ou ritmo de expansão da própria companhia”, afirma. Saiba mais na reportagem abaixo. GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões * Com informações da agência de notícias Reuters
10/03/2026 15:06:11 +00:00
Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah e mais: quem são os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026

Beyoncé, Dr. Dre, Roger Federer e James Cameron entram na lista de bilionários Reuters e AP A lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), reúne 22 celebridades em 2026 e mostra que a fortuna de atletas e artistas continua crescendo. Segundo a publicação, esses nomes somam US$ 48,1 bilhões em patrimônio. O total é maior do que o de 2025, quando 18 bilionários do grupo reuniam, juntos, US$ 39 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os estreantes estão a cantora Beyoncé, o ex-tenista Roger Federer, o rapper e produtor musical Dr. Dre e o cineasta James Cameron. Eles entram na lista ao lado de nomes já conhecidos, como Steven Spielberg, George Lucas e Oprah Winfrey. De acordo com a revista, a categoria “celebridade” inclui pessoas que primeiro ficaram famosas e depois transformaram a fama em grandes fortunas, muitas vezes com negócios e investimentos fora de suas áreas de origem. O levantamento reforça uma tendência: celebridades atuam cada vez mais como empreendedores e investidores, ampliando as fontes de renda e transformando carreiras bem-sucedidas em grandes patrimônios. Veja abaixo a lista de celebridades bilionárias da revista Forbes. Steven Spielberg (EUA): US$ 7,1 bilhões George Lucas (EUA): US$ 5,2 bilhões Michael Jordan (EUA): US$ 4,3 bilhões Vincent McMahon (EUA): US$ 3,6 bilhões Oprah Winfrey (EUA): US$ 3,2 bilhões Jay-Z (EUA): US$ 2,8 bilhões Taylor Swift (EUA): US$ 2 bilhões Kim Kardashian (EUA): US$ 1,9 bilhão Peter Jackson (Nova Zelândia): US$ 1,9 bilhão Magic Johnson (EUA): US$ 1,6 bilhão Tiger Woods (EUA): US$ 1,5 bilhão Dick Wolf (EUA): US$ 1,5 bilhão Tyler Perry (EUA): US$ 1,4 bilhão LeBron James (EUA): US$ 1,4 bilhão Bruce Springsteen (EUA): US$ 1,2 bilhão Arnold Schwarzenegger (EUA): US$ 1,2 bilhão Jerry Seinfeld (EUA): US$ 1,1 bilhão Roger Federer (Suíça): US$ 1,1 bilhão James Cameron (Canadá): US$ 1,1 bilhão Rihanna (Barbados): US$ 1 bilhão Beyoncé Knowles-Carter (EUA): US$ 1 bilhão Dr. Dre (EUA): US$ 1 bilhão Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Novos bilionários A cantora e compositora norte-americana Beyoncé, de 44 anos, está entre os destaques da lista, com patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Ela acumulou riqueza ao longo de décadas com vendas de música, turnês, investimentos e compra de obras de arte ao lado do marido, o rapper e empresário Jay-Z, que já aparecia no ranking. Outro estreante é o produtor e rapper Dr. Dre, de 61 anos, também com fortuna estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Grande parte do patrimônio veio da venda da marca de fones Beats by Dre para a Apple, em 2014, em um negócio estimado em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), pago em dinheiro e ações. No esporte, o ex-tenista suíço Roger Federer, de 44 anos, aparece pela primeira vez no ranking, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). Além da carreira consagrada, com 20 títulos de Grand Slam, parte importante da fortuna vem de contratos de patrocínio e de sua participação na fabricante de calçados On Running. No cinema, o diretor canadense James Cameron, de 71 anos, também entrou no grupo de bilionários. Com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões), ele construiu sua fortuna ao dirigir sucessos de bilheteria como "Titanic", "Avatar" e "O Exterminador do Futuro". Beyoncé vence Grammy de Álbum do Ano com 'Cowboy Carter' em 3 de fevereiro de 2025. REUTERS/Mario Anzuoni Os mais ricos do grupo Entre as celebridades bilionárias, o maior patrimônio é do diretor Steven Spielberg, com cerca de US$ 7,1 bilhões. Em seguida aparecem o cineasta George Lucas, com US$ 5,2 bilhões, e o ex-jogador de basquete Michael Jordan, com US$ 4,3 bilhões. A lista também inclui nomes do entretenimento e do esporte que transformaram a popularidade em negócios lucrativos, como Jay-Z, Taylor Swift, Kim Kardashian e LeBron James. Veja abaixo os 10 principais: Steven Spielberg: US$ 7,1 bilhões Steven Spielberg chega ao Globo de Ouro 2024 Jordan Strauss/Invision/AP Idade: 79; Cidadania: Estados Unidos. Steven Spielberg ficou conhecido por dirigir alguns dos filmes mais marcantes do século XX, como "Tubarão", "E.T.", "Indiana Jones" e "Jurassic Park". Não é a primeira vez que ele aparece em listas da Forbes. Em 1994, entrou pela primeira vez no ranking dos norte-americanos mais ricos. Desde então, além dos ganhos com cinema, Spielberg negociou para receber 2% da venda de ingressos nos parques temáticos da Universal até o fim da vida. George Lucas: US$ 5,2 bilhões George Lucas dirige o robô C-3PO (Anthony Daniels) em 'Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones' Divulgação Idade: 81; Cidadania: Estados Unidos. George Lucas criou "Star Wars", franquia que segue forte quase 50 anos após o lançamento do primeiro filme. Há novos projetos em andamento, incluindo "The Mandalorian & Grogu", previsto para 2026. Apesar disso, ele não recebe mais repasses das novas produções porque vendeu os direitos de "Star Wars" em 2012, quando a Disney comprou a LucasFilm por US$ 4 bilhões, em dinheiro e ações. Hoje, Lucas se dedica à filantropia e ao desenvolvimento do Museu Lucas de Arte Narrativa, com inauguração prevista para este ano, em Los Angeles. Michael Jordan: US$ 4,3 bilhões Michael Jordan, maior astro do basquete dos EUA, em imagem de 2015 Charles Rex Arbogast / Arquivo / AP Photo Idade: 63; Cidadania: Estados Unidos. A lenda do basquete Michael Jordan foi o primeiro atleta a entrar na lista das 400 pessoas mais ricas dos EUA, da Forbes, em 2023 — oito anos depois de se tornar o primeiro atleta bilionário. Jordan construiu a maior parte da fortuna com parcerias comerciais. A Nike paga a ele mais de US$ 100 milhões por ano pelo uso da marca Jordan. Durante a carreira na NBA, Jordan recebeu cerca de US$ 90 milhões em salários, mas ganhou mais de US$ 2 bilhões com patrocínios. Ele também lucrou com a venda da maior parte de sua participação no Charlotte Hornets, em 2023, em um negócio que avaliou a franquia em cerca de US$ 3 bilhões. Vincent McMahon: US$ 3,6 bilhões Idade: 80; Cidadania: Estados Unidos. Vince McMahon começou como locutor de TV na empresa de luta livre do pai (na época WWF, hoje WWE), nos anos 1970. Ele comprou o negócio em 1982 e o transformou em uma potência global. Em 2023, McMahon uniu a WWE à UFC para criar a TKO Group Holdings. Ele foi presidente por um curto período e renunciou no ano passado após acusações de má conduta sexual, que ele nega. Desde então, tem vendido sua participação na empresa. Oprah Winfrey: US$ 3,2 bilhões Oprah Winfrey gesticula perto do Gritti Palace Hotel, antes do casamento do fundador da Amazon REUTERS/Guglielmo Mangiapane Idade: 72; Cidadania: Estados Unidos. Oprah Winfrey ficou famosa como apresentadora do "The Oprah Winfrey Show", exibido de 1986 a 2011. Em 2003, os ganhos como apresentadora, atriz e produtora a tornaram bilionária — a primeira mulher negra a atingir esse patamar. Ela segue atuando no entretenimento, inclusive como coestrela do drama de guerra de 2024 "The Six Triple Eight" ("Batalhão 6888"). Além disso, investiu parte relevante do patrimônio em imóveis na Califórnia e no Havaí, onde possui mais de 800 hectares. Jay-Z: US$ 2,8 bilhões Jay Z em 24 de novembro de 2024, em Washington Terrance Williams/AP Idade: 56; Cidadania: Estados Unidos. Os negócios de Jay-Z incluem ativos como a marca de champanhe Armand de Brignac, a marca de conhaque D’Usse, uma participação no Uber comprada no início do aplicativo, uma grande coleção de arte (com obras de Jean-Michel Basquiat) e o próprio catálogo musical. Ele lucrou com as marcas de bebidas em 2021 e 2023, ao vender participações para LVMH e Bacardi por centenas de milhões. Taylor Swift: US$ 2 bilhões Taylor Swift no Grammy 2025 Jordan Strauss/Invision/AP Idade: 36; Cidadania: Estados Unidos. Taylor Swift se tornou bilionária em 2023 após ganhar cerca de US$ 190 milhões na primeira etapa da turnê "The Eras Tour". O restante da fortuna inclui quase US$ 1 bilhão em ganhos estimados com direitos autorais e turnês, além de um catálogo musical avaliado em cerca de US$ 900 milhões e aproximadamente US$ 100 milhões em imóveis. Kim Kardashian: US$ 1,9 bilhão Kim Kardashian AP Photo/Vianney Le Caer, File Idade: 45; Cidadania: Estados Unidos. Kim Kardashian ganhou destaque na TV de reality show, mas virou bilionária graças à Skims, sua marca de roupas modeladoras. Em 2025, a empresa foi avaliada em US$ 5 bilhões em sua captação de recursos mais recente. Kardashian lançou a marca de cuidados com a pele SKKN By Kim em 2022. Ela também possui vários imóveis, incluindo uma casa de US$ 40 milhões nos arredores de Los Angeles, onde morava com o ex-marido Kanye West. Peter Jackson: US$ 1,9 bilhão Peter Jackson é diretor, cineasta e produtor cinematográfico GETTY IMAGES via BBC Idade: 64; Cidadania: Nova Zelândia. Os filmes de "O Senhor dos Anéis" renderam a Peter Jackson cerca de US$ 10 milhões por título. Mas isso é pouco perto do que ele ganhou ao vender parte da Weta Digital, sua empresa de efeitos visuais, para a Unity Software, em 2021. O acordo rendeu a Jackson US$ 1,6 bilhão em dinheiro e ações, dos quais ele ficou com quase US$ 1 bilhão. Magic Johnson: US$ 1,6 bilhão Magic Johnson Reprodução/Instagram Idade: 66; Cidadania: Estados Unidos. Membro do Hall da Fama do basquete, Magic Johnson ganhou cerca de US$ 40 milhões em salários, mas construiu a maior parte da fortuna com investimentos após encerrar a carreira. Entre eles estão participações nos Los Angeles Dodgers, da MLB (com Todd Boehly), e nos Washington Commanders, da NFL (com Justin Harris), além da compra da maior parte da seguradora EquiTrust, com sede em Iowa, em 2015. Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 15:02:14 +00:00
Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação

Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, coloca a Petrobras diante de um cenário com efeitos contraditórios. O barril mais caro aumenta as receitas e reforça o caixa da empresa. Mas também evidencia que a política de preços tem sido usada para conter a inflação, já que os reajustes não foram repassados aos combustíveis. A empresa ainda pode ter que pagar mais pela importação de diesel. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No único comunicado desde o início da guerra, a Petrobras informou que importa combustíveis por rotas não afetadas pelo conflito e que não há risco de desabastecimento. A empresa não comentou a política de preços. Segundo João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a valorização do petróleo tende a melhorar os resultados da Petrobras, principalmente por causa das exportações de petróleo. “A alta do petróleo dá margens maiores para a empresa neste momento.” 🛢️ A explicação é simples: quando o barril sobe no mercado internacional, as vendas externas passam a gerar mais receita. A Petrobras é uma das principais produtoras e exportadoras do mundo. De acordo com Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, períodos em que o barril de Brent operou próximo ou acima de US$ 100 houve forte geração de caixa para a empresa. Esse potencial ajuda a explicar por que empresas do setor tendem a se sair melhor em momentos de tensão internacional, quando conflitos ou riscos geopolíticos elevam o preço do petróleo. “A Petrobras costuma se destacar na bolsa junto com outras petroleiras, justamente por essa relação direta com o preço do petróleo”, explicam Rafael Figueiredo e Maria Irene, analistas da XP Investimentos. Veja abaixo os principais efeitos para a empresa e para os brasileiros. Política de preços volta ao debate Dependência de diesel importado Petróleo pode pressionar inflação Petróleo muito alto também preocupa Política de preços volta ao debate Se o petróleo caro melhora os resultados da Petrobras, também reacende discussões sobre como a empresa define os preços dos combustíveis no Brasil. Desde 2023, a empresa deixou de seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. O modelo anterior, conhecido como paridade de importação (PPI), foi substituído por um sistema mais gradual de reajustes. Segundo Marcos Bassani, analista e sócio da Boa Brasil Capital, a mudança ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os preços dos combustíveis no país. “A Petrobras abandonou o PPI e adotou um modelo gradual, o que reduz a frequência de reajustes e suaviza o impacto da guerra para o consumidor no curto prazo”, explica. Isso significa que oscilações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente para a gasolina ou o diesel vendidos no Brasil. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, a estratégia evitar aumentos bruscos nas bombas. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. 📊 Quando essa diferença cresce, parte do mercado passa a questionar os impactos da política de preços sobre os resultados da Petrobras e sobre as contas públicas, já que os dividendos da empresa têm peso relevante na arrecadação do governo. Segundo Abdouni, a Petrobras tem adotado postura cautelosa. “A empresa tem adiado o repasse de preços e prefere esperar a estabilização das cotações em níveis elevados para evitar transmitir a volatilidade imediata ao mercado local”, diz. Voltar ao início. Dependência de diesel importado Um dos principais pontos de atenção nesse cenário é o diesel. Embora o Brasil produza muito petróleo, ainda depende da importação desse combustível para atender totalmente ao consumo interno. Isso significa que grandes diferenças entre os preços praticados pela Petrobras e os valores do mercado internacional podem desestimular empresas privadas que importam diesel. Bassani alerta que essa situação pode gerar problemas de abastecimento. “Grandes defasagens podem desestimular importadores e gerar risco de oferta”, afirma. Se o petróleo continuar caro por muito tempo, a pressão por reajustes tende a aumentar. Nesse caso, segundo o analista, a Petrobras pode ter que elevar os preços para recompor margens. Esse equilíbrio entre manter preços estáveis e preservar os resultados da companhia é um dos pontos mais sensíveis na gestão da empresa, especialmente em períodos de inflação elevada. Voltar ao início. Petróleo pode pressionar inflação A alta do petróleo não afeta apenas os resultados da Petrobras. O impacto se espalha por toda a economia. O diesel, por exemplo, é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. Segundo Jhonny Martins, especialista contábil e vice-presidente do SERAC, o impacto vai além do transporte. “O combustível não é apenas custo de transporte. Ele afeta toda a cadeia produtiva e a logística”, afirma. Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. “A dependência da importação de diesel e gasolina faz com que o preço internacional influencie diretamente o mercado interno, resultando em valores mais altos no supermercado e nos serviços”, diz Martins. Voltar ao início. Petróleo muito alto também preocupa Apesar dos ganhos para empresas do setor, preços muito elevados do petróleo também podem gerar preocupações no mercado financeiro. Segundo Rafael Figueiredo, estrategista de ações da XP, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo. Já níveis muito acima desse intervalo tendem a gerar preocupação. “Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, aponta. Isso acontece porque energia mais cara pressiona a inflação e pode dificultar a queda das taxas de juros, afetando diferentes setores da economia. Em cenários assim, analistas afirmam que os efeitos costumam aparecer primeiro no mercado financeiro. 💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir. 👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento. Mesmo entre empresas do setor, alguns analistas recomendam cautela neste momento. Para Vitor Sousa, da Genial Investimentos, parte do cenário positivo já pode estar refletida nos preços das ações. “O melhor já passou”, afirma o analista, ao argumentar que o mercado trabalhava anteriormente com o Brent entre US$ 70 e US$ 80. Segundo ele, comprar ações do setor quando o petróleo já está muito valorizado pode ser arriscado — razão pela qual a recomendação atual para algumas empresas é apenas manter as posições. Voltar ao início. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1
10/03/2026 14:34:36 +00:00
Brasileira Amelie Voigt Trejes é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Aos 20 anos, Amelie Voigt Trejes se tornou a bilionária mais jovem do mundo, segundo lista divulgada pela Forbes. A revista publicou nesta terça-feira (10) o ranking das pessoas mais ricas do planeta em 2026 e a relação dos 35 bilionários com menos de 30 anos. Amelie alcançou o posto após herdar parte da fortuna da WEG, empresa brasileira do setor de máquinas industriais cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt, que morreu em 2016. Ela detém 2% da companhia e tem patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão. Cinco dos seis jovens brasileiros mais ricos da lista são da família. Além de Amelie, estão no ranking: Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão Felipe Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão Ela é sete semanas mais jovem que o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro de uma farmacêutica, que agora ocupa a segunda posição entre os bilionários mais jovens do mundo. Outra brasileira aparece como a mais jovem a construir a própria fortuna. Luana Lopes Lara, também de Santa Catarina, é cofundadora da Kalshi, plataforma que transforma previsões sobre eventos futuros em ativos negociáveis. Veja a lista completa: Luca Del Vecchio — 24 anos — US$ 6,8 bilhões — Itália; Clemente Del Vecchio — 21 anos — US$ 6,8 bilhões — Itália; Maximilian von Baumbach — 28 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Katharina von Baumbach — 26 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Franz von Baumbach — 24 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Johannes von Baumbach — 20 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Kevin David Lehmann — 23 anos — US$ 4,9 bilhões — Alemanha; Alexandr Wang — 29 anos — US$ 3,2 bilhões — Estados Unidos; Firoz Mistry — 29 anos — US$ 3,1 bilhões — Irlanda; Zahan Mistry — 27 anos — US$ 3,1 bilhões — Irlanda; Alexandra Andresen — 29 anos — US$ 2,5 bilhões — Noruega; Remi Dassault — 24 anos — US$ 2,4 bilhões — França; Adarsh Hiremath — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Brendan Foody — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Surya Midha — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Abbas Sajwani — 26 anos — US$ 1,9 bilhão — Emirados Árabes Unidos; Kim Jung-min — 24 anos — US$ 1,7 bilhão — Coreia do Sul; Kim Jung-youn — 22 anos — US$ 1,7 bilhão — Coreia do Sul; Fabian Hedin — 26 anos — US$ 1,6 bilhão — Suécia; Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão — Brasil; Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão — Brasil; Tarek Mansour — 29 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Luana Lopes Lara: — 29 anos — US$ 1,3 bilhão — Brasil; Arvid Lunnemark — 26 anos — US$ 1,3 bilhão — Suécia; Sualeh Asif — 26 anos — US$ 1,3 bilhão — Paquistão; Yoni Nahmad — 25 anos — US$ 1,3 bilhões — Israel; Aman Sanger — 25 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Michael Truell — 25 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Wang Zelong — 29 anos — US$ 1,2 bilhão — China; Maxim Tebar — 25 anos — US$ 1,2 bilhão — Alemanha Carl-Anton Kunz — 27 anos — US$ 1,1 bilhão — Alemanha; Felipe Voigt Trejes — 23 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Pedro Voigt Trejes — 23 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Amelie Voigt Trejes — 20 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Shayne Coplan — 27 anos — US$ 1 bilhão — Estados Unidos; LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Brasileira é a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1
10/03/2026 14:22:50 +00:00
Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres

lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres Montagem/g1 O mundo tem 20 superbilionários, cada um com mais de US$ 100 bilhões, segundo a lista anual da Forbes divulgada nesta terça-feira (10). Entre eles há investidores, herdeiros e empresários, muitos ligados ao setor de tecnologia. O ranking é liderado por Elon Musk, que viu sua fortuna aumentar quase US$ 500 bilhões em um ano e hoje soma US$ 839 bilhões. Ele é o único da lista mais próximo de US$ 1 trilhão do que do patamar de US$ 100 bilhões. O top 5 inclui ainda Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, todos com patrimônio na faixa dos US$ 200 bilhões. A lista tem apenas duas mulheres: Alice Walton, herdeira da rede de supermercados norte-americana Walmart, na 14ª posição; e Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da marca de cosméticos L'Oréal, que aparece na 20ª colocação. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Confira a lista completa: 1. Elon Musk: US$ 839 bilhões Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse Elon Musk é dono da Tesla, montadora que esteve entre as primeiras a apostar apenas em carros elétricos. Ele também controla a rede social X e a SpaceX, empresa do setor espacial, e foi um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. 2. Larry Page: US$ 257 bilhões Larry Page fundou a Calico (California Life Company), voltada para pesquisas sobre a longevidade Divulgação Larry Page e Sergey Brin, que aparece em 3º lugar no ranking da Forbes, fundaram o Google em 1998. Em 2015, criaram a Alphabet, holding que reúne as empresas do grupo, incluindo o Google, responsável pelo buscador, além de serviços como YouTube, Chrome, Android e Gmail. 3. Sergey Brin: US$ 237 bilhões Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos, após episódios de antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. 4. Jeff Bezos Jeff Bezos acena para fotógrafos na chegada a Veneza para seu casamento Guglielmo Mangiapane/Reuters Jeff Bezos iniciou a carreira em Wall Street e deixou o mercado financeiro para fundar a Amazon, em 1994. A empresa se tornou uma das maiores varejistas do mundo. Ele também é dono do jornal "Washington Post" e da companhia espacial Blue Origin. 5. Mark Zuckerberg: US$ 222 bilhões Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park REUTERS/Carlos Barria Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, aos 19 anos. A empresa abriu capital em 2012. O grupo também controla marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. 6. Larry Ellison: US$ 190 bilhões Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da empresa de software Oracle, da qual detém cerca de 40%, segundo a Forbes. Ele deixou o cargo de diretor-executivo em 2014, após 37 anos no comando. 7. Bernard Arnault: US$ 171 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault controla a maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne cerca de 70 marcas, como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. 8. Jensen Huang: US$ 154 bilhões Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante feira em Taiwan em junho de 2024 REUTERS/Ann Wang/File Photo Jensen Huang é empresário e engenheiro eletricista sino-americano, cofundador da Nvidia. Presidente e diretor-executivo da empresa de inteligência artificial, ele entra pela primeira vez na lista dos superbilionários. 9. Warren Buffett: US$ 149 bilhões Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Warren Buffett é presidente da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, como Geico, Duracell e Dairy Queen. Ele se aposentou do cargo de CEO no fim de 2025. 10. Amancio Ortega: US$ 148 bilhões Amancio Ortega, fundador da Zara. Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega é cofundador da Inditex, grupo dono da rede Zara. Aos 89 anos, ele detém 60% da empresa, que reúne oito marcas e cerca de 5 mil lojas no mundo. 11. Rob Walton: US$ 146 bilhões Rob Walton antes de um jogo de futebol americano da NFL no Empower Field em Mile High, em 2023, em Denver AP/David Zalubowski Rob Walton é o filho mais velho do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele assumiu a presidência da empresa após a morte do pai, em 1992, e se aposentou em 2015. Em 2022, um grupo liderado por ele comprou o time Denver Broncos, da NFL, por US$ 4,7 bilhões. 12. Jim Walton: US$ 143 bilhões Rob Walton, à esquerda, olha para seu irmão Jim Walton, à direita, durante a reunião anual de acionistas do Wal-Mart em Fayetteville, Arkansas, em 2014 AP Photo/Sarah Bentham Jim Walton é o filho mais novo do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele preside o Arvest Bank Group, banco da família que tem ativos de US$ 26 bilhões, segundo a Forbes. 13. Michael Dell: US$ 141 bilhões Michael Dell Reprodução/X Michael Dell é empresário norte-americano e fundador da Dell Technologies, que se tornou uma das maiores fabricantes de computadores e equipamentos eletrônicos do mundo. Ele é presidente do conselho e diretor-executivo da companhia. Fundou a empresa em 1984, aos 19 anos, com capital inicial de US$ 1.000. 14. Alice Walton: US$ 134 bilhões Alice Walton, filha do fundador do Wal-Mart, Sam Walton, em reunião de acionistas em Fayetteville, Arkansas, em 2015 AP/Danny Johnston Alice Walton é filha do fundador do Walmart, Sam Walton. Ela se dedicou à curadoria de arte, em vez de integrar o conselho da empresa como seus irmãos, Rob e Jim. Em 2011, inaugurou o Museu Crystal Bridges de Arte Americana, em sua cidade natal, Bentonville, no Arkansas. 15. Steve Ballmer: US$ 136 bilhões Steve Ballmer Arquivo pessoal Steven Anthony Ballmer é empresário norte-americano e comandou a Microsoft como diretor-executivo entre julho de 1998 e 2014, quando foi substituído por Satya Nadella. 16. Carlos Slim Helu: US$ 125 bilhões Carlos Slim Helu, em foto de 29 de setembro de 2010 Jeremy Piper/AP Photo Carlos Slim é empresário mexicano e principal acionista da América Móvil, considerada a maior operadora de telefonia celular da América Latina. O grupo controla marcas como Claro, Embratel e Net no Brasil. Além das telecomunicações, Slim também investe em bancos, construção, indústria, mineração e varejo. Ele é o homem mais rico da América Latina. 17. Changpeng Zhao: US$ 110 bilhões Changpeng Zhao, CEO da corretora de criptomoedas Binance, entra pra lista dos mais ricos do mundo Reprodução/YouTube Binance Changpeng Zhao, conhecido como CZ, é programador sino-canadense e fundador da Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo. Antes de criar a empresa, trabalhou no desenvolvimento de sistemas de negociação usados por operadores de Wall Street. Ele lançou a Binance em 2017 e permaneceu como diretor-executivo até novembro de 2023. Mesmo após deixar o cargo, continua dono de cerca de 90% da empresa e mantém reservas da moeda digital BNB. 18. Michael Bloomberg: US$ 109 bilhões Michael Bloomberg durante comício na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, em 16 de fevereiro de 2020 Jonathan Drake/File Photo/Reuters Michael Bloomberg é empresário norte-americano e cofundador da Bloomberg L.P., criada em 1981. Iniciou a carreira em 1966 no banco de investimentos Salomon Brothers, em Wall Street, de onde saiu 15 anos depois. Além dos negócios, foi prefeito de Nova York entre 2002 e 2013 e disputou, sem sucesso, a presidência dos Estados Unidos em 2020. 19. Bill Gates: US$ 108 bilhões Bill Gates Getty Images Bill Gates deixou a faculdade de Harvard para fundar a Microsoft com Paul Allen, que morreu em 2018. Ao longo dos anos, diversificou seus investimentos para dezenas de empresas, como a companhia de gestão de resíduos Republic Services e a fabricante de máquinas agrícolas Deere & Co. 20. Francoise Bettencourt Meyers: US$ 100 bilhões Francoise Bettencourt Meyers em foto de 2019. Pool via AP/Ian Langsdon Françoise Bettencourt Meyers é neta do fundador da L'Oréal, e sua família controla mais de um terço das ações da empresa de cosméticos. Ela integrou o conselho da companhia entre 1997 e 2025, quando se aposentou e foi substituída na vice-presidência por seu filho, Jean-Victor Meyers. Tornou-se a principal herdeira do grupo em 2017, após a morte de sua mãe, Liliane Bettencourt, então considerada a mulher mais rica do mundo.
10/03/2026 14:15:44 +00:00
Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, segundo a Forbes

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse A fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, segundo a lista de bilionários de 2026 da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). O bilionário lidera — com muita folga — o ranking dos mais ricos deste ano, com fortuna estimada em US$ 839 bilhões. No ano passado, tinha US$ 342 bilhões. A lista reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista. Juntos, eles acumulam fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Em seguida aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610. A Índia, com 229, ocupa o terceiro lugar. Para elaborar o ranking, a Forbes considerou os preços das ações e as taxas de câmbio de 1º de março de 2026. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 14:12:52 +00:00
Veja quem são os novos bilionários da IA na lista da Forbes

Edwin Chen, CEO da Surge; Mati Staniszewski e Piotr Dabkows, da ElevenLabs e Bret Taylo, da Sierra. Divulgação/Forbes A lista anual da revista Forbes das pessoas mais ricas do mundo inclui 45 novos bilionários ligados à inteligência artificial. Entre eles estão cofundadores, executivos e investidores por trás de empresas de tecnologia. Ao todo, há pelo menos 86 bilionários ligados à IA no ranking da Forbes, com patrimônio coletivo de US$ 2,9 trilhões. Eles fazem parte dos 468 bilionários do setor de tecnologia da lista, que agora somam patrimônio recorde de US$ 4,8 trilhões — um aumento de US$ 1,1 trilhão em relação ao ano passado, segundo a publicação. Dos 45 novos bilionários, a Forbes destacou 39. Confira abaixo quem são, qual o patrimônio de cada um e em que setor e empresa atuam. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ ​Criadores de modelos de IA Liu Debing (US$ 9,1 bilhões) e Tang Jie (US$ 1,9 bilhão) | Z.ai Yan Junjie (US$ 7,2 bilhões) | MiniMax Piotr Dabkowski (US$ 1,8 bilhão) e Mati Staniszewski (US$ 1,8 bilhão) | ElevenLabs Timothée Lacroix, Guillaume Lample, Arthur Mensch (US$ 1,8 bilhão cada) | Mistral ➡️ ​Rotulagem de dados (classificação e organização de dados usados para 'treinar' IAs) Edwin Chen (US$ 18 bilhões) | Surge AI Lucy Guo (US$ 1,4 bilhão) | Scale AI Brendan Foody, Adarsh ​​Hiremath, Surya Midha (US$ 2,2 bilhões cada) | Mercor ➡️ ​Programação com IA Arvid Lunnemark, Sualeh Asif, Aman Sanger, Michael Truell (US$ 1,3 bilhão cada) | Cursor Aravind Srinivas, Denis Yarats, Johnny Ho e Andy Konwinski (US$ 2,1 bilhões cada) | Perplexity Jyoti Bansal (US$ 2,3 bilhões) | Harness Fabian Hedin, Anton Osika (US$ 1,6 bilhão cada) | Lovable Bret Taylor, Clay Bavor (US$ 2,5 bilhões cada) | Sierra Steven Hao (US$ 1,3 bilhão) | Cognition ➡️​ IA ligada a aviões, medicina e carros Daniel Nadler (US$ 7,6 bilhões) | OpenEvidence Peter Ludwig, Qasar Younis (US$ 1,5 bilhão) | Applied Intuition Trae Stephens (US$ 1 bilhão) | Anduril Torsten Reil, Gundbert Scherf, Niklas Kohler (US$ 2 bilhões cada) | Helsing ➡️ ​Infraestrutura de IA (tecnologias que permitem criar, treinar e usar sistemas de IA) Michael Hsing (US$ 1,8 bilhão) | Sistemas de energia monolíticos Pantas Sutardja (US$ 1,4 bilhão) | Semicondutores Robin Khuda (US$ 2,1 bilhões) | Centros de dados Jitendra Mohan, Sanjay Gajendra (US$ 1 bilhão cada) | Laboratórios Astera SAIBA MAIS Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano O que acontece com seus dados na internet quando você morre?
10/03/2026 14:09:42 +00:00
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