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FBI prende engenheiro da OpenAI que instalou aparelho espião em escritório Oito estados norte-americanos entraram com ações judiciais contra a OpenAI nesta quarta-feira (14), sob a alegação de que o ChatGPT incentivou usuários, incluindo adolescentes, a machucar a si mesmos ou outras pessoas. Os estados afirmam que o chatbot reforça delírios, estimula comportamentos perigosos e pode ajudar no planejamento de atos violentos, como tiroteios em massa, apurou a Reuter.s Os processos foram apresentados separadamente pelos procuradores-gerais dos estados, autoridades responsáveis por representar os governos estaduais em questões judiciais. Entre os envolvidos estão Iowa, Kansas, Arizona, Arkansas, Idaho, Montana, Nebraska e Virgínia Ocidental. As ações acusam a OpenAI de violar leis estaduais de proteção ao consumidor por, segundo os procuradores, induzir o público a acreditar que o ChatGPT é seguro. Os estados também alegam que a empresa colocou a saúde dos moradores em risco, causando perturbação da ordem pública. Segundo os processos, o chatbot foi projetado para ser agradável e envolvente, com o objetivo de conquistar a confiança dos usuários. Os estados afirmam, porém, que essa característica pode contribuir para reforçar ideias delirantes e facilitar o planejamento de atos violentos. Que mudanças os estados pedem? Os procuradores-gerais pedem que a Justiça determine mudanças no funcionamento do ChatGPT. Entre as medidas solicitadas, está a proibição do desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) capazes de se aperfeiçoar sozinhos, a menos que a empresa possa garantir que eles estejam alinhados aos valores humanos. Os estados também pedem multas por supostas violações das leis estaduais e indenizações pelos danos alegados. A iniciativa é descrita como a maior ação coordenada entre estados norte-americanos contra uma empresa de inteligência artificial. Ela amplia a pressão judicial sobre a OpenAI enquanto a companhia se prepara para abrir capital, processo pelo qual uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. A Flórida apresentou, em junho, a primeira ação estadual desse tipo contra a empresa. Um porta-voz da OpenAI, buscado pela Reuters, não comentou o assunto. A empresa também enfrenta dezenas de processos movidos por particulares que alegam que o ChatGPT ajudou usuários a planejar tiroteios em massa ou outros atos de violência. OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images

Setor aéreo alerta para impacto no preço das passagens após alta do querosene A Gol está ajustando sua malha aérea, com redução ou suspensão de voos em algumas rotas, em meio à alta do combustível de aviação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais destinos foram cortados, mas enfatizou que as suspensões entram em vigor apenas em fevereiro de 2027. Segundo a companhia, o preço do querosene de aviação (QAV) dobrou e o insumo representa cerca de 40% de seus custos operacionais. Em nota, a empresa afirmou que o planejamento das rotas é um processo contínuo e acompanha as necessidades da operação. Segundo a Gol, as mudanças são feitas “sem qualquer distinção ou priorização regional”. Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais foram as rotas suspensas e modificadas, mas enfatizou que entram em vigor apenas em fevereiro de 2027. A companhia informou que continuará oferecendo alternativas de viagem aos passageiros, seja por meio de voos com conexão — quando é necessário trocar de avião durante o trajeto —, seja por parcerias com outras empresas aéreas. A Gol afirma ter mais de 60 acordos de codeshare e interline, modalidades de parceria que permitem às companhias comercializar voos em conjunto ou integrar trechos de uma mesma viagem. O que é recomendado aos passageiros? Os passageiros que compraram passagens diretamente com a Gol podem solicitar remarcação, crédito ou reembolso pela Central de Atendimento, nos telefones 0300-115-2121, no Brasil, e +55 11 3471 2973, no exterior. Quem adquiriu bilhetes com milhas deve gerenciar a reserva diretamente com a Smiles. Os contatos são 0300 115 7001, para clientes Smiles ou da categoria Prata; 0300 115 7007, para clientes Ouro e Diamante; e +55 11 991 824 233, pelo WhatsApp, para clientes Magno, com atendimento 24 horas. Já os passageiros que compraram passagens por meio de agências de viagens devem procurar a própria agência para resolver questões relacionadas à reserva. Gol Linhas Aéreas Divulgação/Gol Linhas Aéreas

As atividades ligadas aos minerais críticos e estratégicos concentraram 57% dos empregos da indústria extrativa mineral brasileira em 2025, segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). ➡️Do total de 226,6 mil empregos no setor, o segmento desses minerais representou 129,4 mil postos de trabalho. Dos 129,4 mil empregos ligados a esses minerais, 51.714 são ocupados por trabalhadores com mão de obra qualificada. Esse contingente equivale a 23% de todos os empregos da indústria extrativa mineral brasileira. Já os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, o equivalente a 14% do total de postos da indústria extrativa mineral do país. E os homens predominam nessas atividades: eles respondem por 78% dos empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos, enquanto as mulheres ocupam 22% dos postos. Ana Flor: Brasil é a grande reserva de minerais críticos, por isso os EUA estão de olho Os números fazem parte do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado nesta tarde pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114. Em 2025, o salário mediano dos trabalhadores com níveis fundamental, médio e superior foi, respectivamente, de R$ 3.218,08, R$ 4.142,24 e R$ 11.856,16. Minerais críticos: projeto aprovado na Câmara quer garantir que o Brasil não seja apenas exportador de matéria-prima Jornal Nacional/ Reprodução Política Nacional Após uma longa discussão, o governo sancionou, no mês passado, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. A tarefa ficará a cargo do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), também criado pela política. Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição. A política também prevê instrumentos como: Fundo Garantidor da Atividade Mineral; Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos; Certificado Mineral de Baixo Carbono; Cadastro nacional de projetos; e Rede de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação profissional.

Agora no g1 A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quarta-feira (14) que assinará um decreto para exigir que plataformas digitais, incluindo redes sociais e serviços de streaming, protejam crianças e adolescentes de conteúdos violentos, sexuais e outros materiais considerados prejudiciais. As empresas terão um mês para cumprir as novas exigências, segundo Luisa María Alcalde, integrante do governo mexicano. Sheinbaum afirmou que, caso as plataformas não cumpram as regras, o governo apoiará um projeto de lei para estabelecer punições. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida amplia a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia no México, a segunda maior economia da América Latina. Segundo autoridades mexicanas, representantes de empresas como Meta, Microsoft, Apple, TikTok, Google, X e Huawei já participaram de reuniões com o governo para discutir o assunto. O que o decreto exige das plataformas digitais Retirar imediatamente contas e conteúdos que promovam ou gerem violência. Verificar a idade dos usuários e classificar conteúdos por faixa etária. Oferecer ferramentas de supervisão parental. Disponibilizar canais para denunciar conteúdos e usuários. Adotar configurações padrão de privacidade e segurança mais protetoras para menores. Comunicar às autoridades a identificação de conteúdos que representem riscos de violência. O decreto não estabelece sanções imediatas pelo descumprimento Ataque em escola motivou medida O anúncio ocorre após um ataque a uma escola de ensino médio no estado de Coahuila, no norte do México. O episódio envolveu dois ex-alunos de 18 anos e deixou uma pessoa morta e outras três feridas, segundo a Reuters. Movimento internacional A iniciativa mexicana faz parte de um movimento internacional para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Governos europeus e a Austrália têm reforçado a fiscalização das plataformas, enquanto estados dos Estados Unidos adotaram diferentes medidas voltadas à segurança infantil na internet. As iniciativas reacendem o debate sobre como reduzir a exposição de menores a conteúdos prejudiciais sem comprometer a privacidade dos usuários e a liberdade de expressão. *Com informações da agência Reuters Marco civil da internet: como EUA e Europa tratam as 'big techs' BBC/Getty Images

Já no Centro de Convenções Vasco Vasques, começa o Tecnogame 2026, festival que reúne games, tecnologia, cultura geek, cosplay, e-sports, música e o aguardado show da banda japonesa Flow Foto: Divulgação O governo federal anunciou nesta quarta-feira (14) um pacote de medidas para incentivar a produção de videogames no Brasil, com R$ 200 milhões destinados ao financiamento do desenvolvimento de jogos e de soluções digitais inovadoras. Os recursos serão disponibilizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública que apoia projetos de pesquisa e inovação. As medidas também buscam facilitar o acesso das empresas brasileiras de games a empréstimos e incluem a criação do chamado “Rouanet Games”, que permitirá captar patrocínios por meio da Lei Rouanet, em parceria com empresas públicas. O anúncio ocorre durante a disputa do segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, houve redução do Imposto de Importação sobre videogames. Agora no g1 Uma das medidas prevê diminuir o valor mínimo dos empréstimos destinados ao setor por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A proposta da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que será apresentada ao comitê gestor do fundo, é reduzir o piso de R$ 500 mil para R$ 150 mil. Com isso, empresas que precisam de quantias menores poderão ter acesso ao financiamento. O governo também propõe reduzir os juros cobrados nesses empréstimos. A taxa passaria de Taxa Referencial (TR) mais 2% ao ano para TR mais 0,5% ao ano. A TR é um indicador usado como referência em operações financeiras. Basicamente, a mudança busca tornar o crédito mais barato para as empresas. Para 2026, o FSA prevê R$ 460 milhões em crédito para a indústria audiovisual, incluindo o setor de videogames. O decreto também reconhece que as empresas de games podem acessar mecanismos federais de incentivo à tecnologia, à pesquisa, ao desenvolvimento, à inovação e à cultura. Caberá à Ancine regulamentar o acesso do setor aos recursos da Lei do Audiovisual e propor critérios para o financiamento de projetos com dinheiro do FSA. * Com informações da Reuters

Lula diz que para fazer uma política pública é 'difícil', mas, para destruir, basta 'um pa O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (14) que, na política, "tem maluco pra tudo" e que, para elaborar um programa em uma gestão, é "difícil" porque demanda participação de vários setores, mas que, para "destruir" uma política pública, basta "um passo". O petista deu a declaração a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, no qual concorre contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL). Ele discursou durante a cerimônia de regulamentação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos no Palácio do Planalto. A campanha de Lula tem afirmado que, se eleito, o filho de Jair Bolsonaro vai acabar com programas sociais criados em governos petistas, como o Pé-de-Meia; o Minha Casa, Minha Vida; e o Farmácia Popular – o que Flávio nega. Ao discursar no evento no Planalto nesta quarta, Lula disse aos jovens presentes que eles precisam se organizar para evitar a perda de conquistas sociais. "Se preparem, porque fazer é difícil, para destruir, é apenas um passo. É um passo. Então, se organizem, para que vocês não permitam que ninguém tire o que vocês conquistaram. Porque vocês sabem que tem maluco pra tudo. Não é só maluco beleza, tem maluco pra tudo", disse Lula. "E o cara pode entrar e falar: 'Não gosto disso, não presta, vai ensinar bobagem para o meu filho, porque quero uma escolha cívico-militar, porque eu não quero banheiro unissex'. Ou seja, essas loucuras que a gente pensava que não existiam mais, mas que existem. Então, agora, que vocês estão felizes e conquistaram a regulamentação, tirem proveito e façam disso uma grande indústria", completou. Regulamentação do Marco Legal dos Games O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) experimentou um game brasileiro antes de assinar decreto que regulamenta Marco Legal dos Jogos Eletrônicos Ricardo Stuckert Lula assinou, no Planalto, um decreto que regulamenta o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos. A legislação foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril de 2024 e sancionada por Lula naquele mesmo ano, mas ainda precisava ser regulamentada pelo governo. A lei estabelece regras para a fabricação, desenvolvimento e a comercialização de jogos eletrônicos no Brasil, além de prever incentivos para o setor. Entre as medidas, está a possibilidade de empresas de games captarem recursos por meio dos mecanismos de incentivo fiscal da Lei Rouanet, destinada ao financiamento de projetos culturais. Antes da assinatura do decreto, Lula se reuniu com gamers no Palácio do Planalto e chegou a experimentar o jogo brasileiro Árida. Com a regulamentação, o governo fixou diretrizes para fomentar o setor de games, proteger a propriedade intelectual e os usuários, além de criar a plataforma pública Game Brasil para catalogar, promover e divulgar os jogos nacionais e indicar onde estão disponíveis. Para fortalecer a produção e a inovação no setor, foram anunciadas medidas financeiras, incluindo a proposta da Ancine de reduzir o valor mínimo de empréstimos do Fundo Setorial do Audiovisual para R$ 150 mil e abaixar os juros. Adicionalmente, o plano prevê captações de recursos através da Lei do Audiovisual, a criação do programa Rouanet Games para patrocínios, e uma chamada pública da Finep de R$ 200 milhões voltada para startups e soluções inovadoras. No âmbito da formação profissional, o Ministério da Educação criará graduações na área em cinco universidades federais, complementadas por iniciativas de capacitação do Ministério da Cultura e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O decreto também contempla a proteção da saúde dos usuários e de menores, em conformidade com o ECA Digital, medidas de simplificação de importações e aduaneiras, e a instituição de um comitê interministerial e de procedimentos simplificados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o registo de propriedade intelectual

WhatsApp gera imagens de Flávio, mas não de Lula Usuários da Meta AI no WhatsApp relatam que a tecnologia se recusa a gerar imagens de campanha de Lula (PT), mas aceita pedidos semelhantes para o candidato Flávio Bolsonaro (PL). O g1 confirmou que o assistente de IA apresentou essa diferença nas respostas, embora também tenha criado uma imagem com o nome de Lula após várias tentativas. (veja mais abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os testes também mostraram que a Meta AI se recusa a gerar imagens de campanha de Flávio quando o sobrenome "Bolsonaro" é incluído no pedido. Pela Lei das Eleições, esse tipo de comportamento é proibido. A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicada neste ano, proíbe "emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas". Interação com a Meta AI para criar arte de campanha de Lula e Bolsonaro. Reprodução/WhatsApp Nos testes do g1, a diferença nas respostas ocorreu apenas na Meta AI dentro do WhatsApp. No site do assistente, que tem funcionamento semelhante ao ChatGPT, a tecnologia se recusou a criar imagens de campanha para ambos os candidatos. 🔎 A Meta AI é um assistente de inteligência artificial gratuito e integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook. Ela funciona de forma semelhante ao ChatGPT nos serviços da Meta e, a partir de descrições simples, pode produzir textos, planejar atividades e criar imagens, por exemplo. Procurada, a Meta afirmou, em nota, que, para cumprir as regras eleitorais brasileiras, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. “Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, disse a empresa por volta das 12h20. Mesmo após o comunicado da Meta, alguns usuários ainda conseguem gerar imagens de campanha de candidatos, que incluem até slogans. O g1 voltou a questionar a empresa por volta das 14h20 e aguarda resposta. IA só gerou imagem de Lula após insistência Interação com a Meta AI para criar arte de campanha de Lula e Bolsonaro. Reprodução/WhatsApp No WhatsApp, ao receber o pedido para criar uma imagem "vermelha e branca com Lula 13", a IA respondeu que "não conseguiu gerar a imagem". Em seguida, ao receber a solicitação de uma imagem "azul e amarela com Flavio 22", a IA gerou a arte sem impedimentos. (veja na imagem acima) Em outro teste, após várias tentativas, a IA da Meta gerou uma imagem com “13 apoio político”. Em seguida, também atendeu à solicitação para incluir o nome de Lula na arte. Antes de criar a versão com o nome de Lula, o assistente havia dito que não conseguiria atender ao pedido. Questionado sobre a recusa, afirmou que houve um bloqueio automático do sistema e acrescentou: "Não tenho o detalhe do motivo aqui". IA fez imagem de campanha de Lula após insistência do usuário. Reprodução/WhatsApp Não está claro se as restrições da IA se aplicam apenas ao Brasil. Uma pessoa na Bélgica relatou ter conseguido gerar, sem restrições, imagens de Lula e de Flávio Bolsonaro com os respectivos números de campanha, incluindo o sobrenome "Bolsonaro" no pedido. (veja na imagem abaixo). Em agosto, o TSE anunciou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para compartilhar uma Cartilha de Boas Práticas de Inteligência Artificial. O acordo estabeleceu regras para garantir a neutralidade dos materiais produzidos com IA. “As ações conjuntas deverão observar os princípios da estrita neutralidade institucional e da isenção político-partidária”, afirmaram TSE e AGU. Uma brasileira na Bélgica disse ter conseguido gerar, sem restrições, imagens de Lula e de Flávio Bolsonaro com os respectivos números de campanha. Reprodução/WhatsApp Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação

Ford F-150 2024 Divulgação | Ford A Ford anunciou nesta quarta-feira (14) um recall envolvendo picapes F-150, modelos 2023 a 2026, devido a uma falha no processo de montagem das cintas de fixação do tanque de combustível. A montadora informou que as cintas podem não ter sido encaixadas corretamente na estrutura do veículo. Essa fixação insuficiente pode causar o vazamento de combustível, o que aumenta o risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A falha também pode provocar o desligamento repentino do motor com a picape em movimento. Em situações extremas, caso o tanque se desprenda durante o uso do veículo, há risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos e risco de morte aos ocupantes e a terceiros. A solução adotada pela empresa é a inspeção e, caso seja necessário, a substituição gratuita das cintas. O tempo previsto para o atendimento é de aproximadamente 30 minutos. Agora no g1 Os proprietários dos veículos envolvidos já podem agendar o serviço. A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford do Brasil para saber quantas unidades da picape estão envolvidas. A empresa ainda não respondeu. Veja os chassis envolvidos: Modelos 2023: 1FTFW1E55PFC08949 (produzido em 24 de junho de 2023) e 1FTFW1E59PFC16598 (produzido em 13 de julho de 2023). Modelos 2024: Finais de RFB76740 até RFC06031 (produzidos entre 11 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025). Modelos 2025: Finais de SFA78535 até SFC65449 (produzidos entre 1º de abril de 2025 e 1º de dezembro de 2025). Modelos 2026: Finais de TFA42762 até TFC11542 (produzidos entre 26 de janeiro de 2026 e 25 de agosto de 2026). Veja outros recalls da Ford em 2026: Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não sejam dirigidas Ford do Brasil faz recall de Mustang por falhas elétricas; reparo será feito em 2027 Ford do Brasil faz recall da Ranger 2.0 modelo 2027 por possível falha em freios Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027 Ford do Brasil adianta a inspeção por recall de 1.371 unidades do Mustang

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (14), cotado a R$ 5,0283. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,18%, aos 206.506 pontos. Os novos dados da inflação americana e a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), foram os principais destaques da agenda econômica. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o cenário político seguiu no radar, com destaque para a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. A proposta chegou a uma etapa decisiva de sua tramitação no Congresso Nacional e pode ter o processo concluído ainda hoje. Entenda o que está em jogo. ▶️ No quadro eleitoral, a Quaest divulga sua primeira pesquisa de intenção de voto para o 2º turno. O levantamento também deve trazer dados sobre os votos no primeiro turno, a rejeição aos candidatos, o conhecimento das propostas dos presidenciáveis e a avaliação do governo Lula. ▶️ Na agenda econômica, o destaque foi o índice de preços ao consumidor (IPC) dos EUA. O indicador, que mede a inflação americana, subiu 0,6% em setembro, acima dos 0,4% registrados em agosto e em linha com as expectativas do mercado. ▶️ O Livro Bege do Fed também esteve sob os holofotes. Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira, o mercado de trabalho dos EUA permaneceu estagnado, em meio a poucas contratações e cortes de vagas, enquanto as pressões sobre os preços aumentaram em várias regiões do país. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês. Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,88%; Acumulado do mês: -2,82%; Acumulado do ano: -8,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,22% Acumulado do mês: +10,82%; Acumulado do ano: +28,16%. Política brasileira no foco O cenário político brasileiro é um dos destaques do mercado nesta quarta-feira. O foco está na votação, no Senado Federal, da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será votada no plenário da Casa. A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque pode definir os rumos da proposta, que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal. O texto reduz o limite semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. Veja o que acontece se a proposta for aprovada ou rejeitada O mercado também aguarda a nova pesquisa eleitoral da Quaest, prevista para as 18h, após o fechamento dos negócios. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, enquanto investidores avaliam os novos dados da inflação americana. O Dow Jones recuou 0,22%, enquanto o S&P 500 caiu 1,05% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,88%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, também de olho na inflação americana e após bons resultados da ASML terem tranquilizado investidores preocupados com a demanda por inteligência artificial. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,43%, aos 637,75 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,15%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,58% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,70%. Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta quarta-feira no nível mais baixo em mais de um ano, em meio à intensificação das vendas de papéis de empresas ligadas à cadeia de fornecimento de inteligência artificial. Os investidores também avaliaram os novos dados da inflação chinesa. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,9%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,4%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 0,05% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,1%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 0,44%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Manuel Belmar recebe reconhecimento concedido pelo MIPCOM e pela ONU à Agenda ESG da Globo Soraya Ursine A Globo recebeu, nesta quarta-feira (14), em Cannes, na França, o prêmio MIPCOM Recognition for SDG Impact, concedido em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento à contribuição da empresa para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A homenagem destaca o potencial do conteúdo audiovisual na promoção de debates sociais e ambientais, além das iniciativas de sustentabilidade adotadas pela empresa em suas operações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Manuel Belmar, diretor de Finanças (CFO) da Globo e líder da agenda ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança — da empresa, recebeu o prêmio durante o MIPCOM, um dos principais eventos internacionais da indústria audiovisual. "Na Globo, nosso impacto está no conteúdo que produzimos, nas conversas que ajudamos a mobilizar, nas vozes e perspectivas que levamos ao público e na forma como conduzimos o negócio. A Agenda ESG conecta essa influência a ações concretas em nossas operações e na indústria audiovisual. Este reconhecimento reforça nossa responsabilidade de seguir usando nosso alcance para contribuir com uma sociedade mais inclusiva e para um setor cada vez mais sustentável", afirmou Belmar durante a homenagem, em Cannes. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o MIPCOM e a ONU, que chega ao oitavo ano. Ela também está ligada ao Pacto de Mídia pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criado em 2018 e que reúne mais de 450 empresas de mídia e entretenimento em 160 países. O reconhecimento leva em conta a atuação da Globo na promoção de temas como diversidade, redução das desigualdades, educação e fortalecimento das instituições democráticas, além de iniciativas ambientais. Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo, destacou a importância da conquista. "ESG não é uma área na Globo, mas uma atuação transversal a todo o negócio. Este reconhecimento é resultado de um trabalho consistente que mobiliza toda a empresa e que tem em Manuel Belmar uma liderança fundamental. Ao longo dos últimos anos, ele ajudou a consolidar uma Agenda ESG que conecta propósito e negócio, transforma compromissos em ações concretas e amplia o impacto positivo que podemos gerar por meio do nosso conteúdo, das nossas operações e da nossa relação com a sociedade. Esta homenagem do MIPCOM e da ONU reconhece essa visão e o trabalho diário de centenas de profissionais que fazem essa agenda avançar em toda a empresa", disse. 🔍 As empresas participantes usam seus canais de comunicação para divulgar temas relacionados aos 17 objetivos globais da ONU, que incluem o combate à pobreza e à desigualdade, a proteção do meio ambiente, o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção da paz e da justiça. No início deste ano, a Globo atingiu, quatro anos antes do previsto, a meta de operar com 100% de energia proveniente de fontes renováveis e de deixar de enviar resíduos para aterros sanitários. A empresa também ampliou a adoção de práticas sustentáveis nas produções audiovisuais por meio do Guia de Produções Verdes. Outra iniciativa é a Ecovision, parceria com a Panvision voltada à ampliação da adoção de práticas sustentáveis no setor audiovisual latino-americano. Novelas que ultrapassam a ficção O impacto das produções da Globo também se reflete fora das telas. Na novela Vale Tudo, uma cena em que a personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, recorre a um aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro para formalizar a guarda do filho e cobrar pensão alimentícia foi seguida por um aumento na procura pelo serviço. Segundo dados divulgados pelo órgão à época, as buscas pelo aplicativo cresceram 300%, enquanto os agendamentos pela plataforma aumentaram 70%. Na mesma novela, a abordagem da dependência de álcool por meio da personagem Heleninha Roitman, interpretada por Paolla Oliveira, também teve repercussão fora da ficção. As buscas pelos canais oficiais dos Alcoólicos Anônimos (AA) aumentaram mais de 150%, segundo dados divulgados à época. Realizado anualmente em Cannes, na França, o MIPCOM reúne emissoras de televisão, plataformas de streaming, produtoras e distribuidoras de diversos países para apresentar conteúdos, negociar formatos e firmar parcerias comerciais. A Globo participa do evento há décadas e apresenta suas produções ao mercado audiovisual internacional. Agora no g1

Plenário da Câmara dos Deputados Bruno Spada / Câmara dos Deputados O novo concurso da Câmara dos Deputados chamou atenção não apenas pelo salário inicial de R$ 32.070,88, mas também pela variedade de formações contempladas no edital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, os cargos são destinados a profissionais de áreas bastante diferentes entre si. 🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação. Ao todo, são 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva. Os aprovados terão exercício em Brasília e passarão a integrar o quadro efetivo da Câmara dos Deputados, atuando em atividades técnicas consideradas essenciais para o funcionamento do Poder Legislativo. Agora no g1 As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130. Nem todos os cargos exigem a mesma graduação A diversidade das oportunidades costuma gerar dúvidas porque todos os candidatos ingressam na mesma carreira e recebem o mesmo salário inicial. Na prática, porém, cada especialidade exige formação específica e possui atribuições completamente diferentes. Uma das curiosidades do concurso é que a área com maior número de vagas não exige formação específica. A especialidade de Registro e Redação, que reúne 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva, aceita diploma de curso superior em qualquer área de formação reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Já as demais oportunidades são destinadas a profissionais com graduações específicas. Veja abaixo quais são: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Possuir o diploma exigido é apenas uma das condições para assumir o cargo. Os candidatos aprovados também precisarão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal, como estar em dia com as obrigações eleitorais, ter aptidão física e mental para o exercício da função e apresentar toda a documentação exigida para a posse. Em algumas especialidades, como engenharias, biblioteconomia, arquivologia, museologia e áreas da comunicação, também poderá ser exigido registro profissional ativo. Atribuições Apesar de todos serem enquadrados como analistas legislativos, as funções exercidas pelos servidores variam significativamente. Os profissionais de divulgação institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como será a seleção As inscrições ficarão abertas entre 15 de outubro e 17 de novembro. As provas estão previstas para 17 de janeiro de 2027 e serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, o que permitirá que candidatos de qualquer região do país façam os exames sem necessidade de deslocamento para Brasília. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva. Entre as disciplinas comuns estão Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Pública, Regimento Interno da Câmara dos Deputados e conteúdos relacionados tecnologia da informação, análise de dados e inteligência artificial. Os candidatos também terão de responder questões específicas da área escolhida. Cronograma do concurso 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.

O setor aéreo brasileiro registrou 57 casos de indisciplina de passageiros no primeiro mês de vigência da regra que prevê punições para condutas inadequadas dentro dos aviões ou nos aeroportos do país. A média foi de quase dois casos por dia. Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram obtidos pela TV Globo. A resolução que pune passageiros indisciplinados começou a valer em 14 de setembro. Nesse período, foi registrado apenas um caso considerado gravíssimo: um atentado à dignidade sexual praticado por um passageiro no dia 18 de setembro, durante um voo entre Belém e Campinas. Anac endurece punições a passageiros agressivo após alta da violência nos aeroportos O regulamento pune os casos gravíssimos com multa de R$ 17,5 mil e a suspensão do direito de voar por período que vai de seis meses a um ano. De acordo com a Anac, todos os casos de indisciplina registrados até o momento ainda estão sob análise, ou seja, nenhum passageiro teve a punição confirmada de maneira definitiva. Casos graves Ainda de acordo com a agência, nesse primeiro mês de vigência da resolução foram registrados outros 15 casos de indisciplina considerados graves, que estão sujeitos à pena de multa de R$ 17,5 mil. Nessa categoria, foram reportados: 7 episódios de violência física contra funcionários de empresas aéreas ou dos aeroportos; 5 episódios de passageiros fumando a bordo de aeronaves; Os outros 3 casos graves foram de violência física envolvendo apenas passageiros, agressão verbal ou ameaça a tripulante, e uma falsa comunicação da presença de explosivo ou arma dentro do avião, que aconteceu no dia 30 de setembro, no aeroporto de Confins (MG). Indisciplina leve Dos 57 casos reportados pelas empresas aéreas, 43 foram enquadrados como atos de indisciplina leve. Nessa categoria, foram registrados, por exemplo, 16 episódios de descumprimento de orientações de segurança ou de normas das autoridades, além de 5 episódios de recusa em seguir instrução dada pela tripulação de um voo. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil Os investimentos em inteligência artificial (IA) estão ajudando a manter o crescimento da economia mundial em torno de 3%, mas também podem provocar grandes mudanças no mercado de trabalho, na arrecadação de impostos e na educação. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 40% dos empregos no mundo poderão ser afetados pela IA. Nas economias avançadas, o baque da IA pode chegar a 60%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, a tecnologia poderá aumentar a produtividade em algumas funções, reduzir a importância de outras ou eliminar determinados postos de trabalho. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia. Segundo Georgieva, a expansão dos investimentos em IA já aumenta a demanda e os gastos com infraestrutura tecnológica, com efeitos positivos para o crescimento econômico, especialmente na Ásia. Ao mesmo tempo, ela descreveu os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho como um “tsunami de movimento lento”, que poderá transformar profundamente a maneira como as pessoas trabalham e vivem. “IA, ame-a ou odeie-a. Ela já está aqui”, afirmou Georgieva. A diretora-geral destacou que os investimentos em IA ajudam a sustentar a economia mundial mesmo diante das dificuldades no fornecimento de energia. Nesta terça-feira (13), o FMI projetou crescimento global de 3,1% para 2026. Ásia deve se beneficiar dos investimentos em IA De acordo com Georgieva, o aumento dos investimentos em inteligência artificial pode impulsionar o crescimento das economias asiáticas avançadas em 0,5 a 1 ponto percentual. Nas economias emergentes da região, o ganho pode ficar entre 0,2 e 0,8 ponto percentual. Um ponto percentual corresponde a um ponto inteiro em uma taxa expressa em porcentagem. Assim, um aumento de 0,5 ponto percentual significa, por exemplo, que uma taxa de crescimento de 3% passaria para 3,5%. Os benefícios estão relacionados tanto ao aumento da demanda quanto aos investimentos necessários para construir a infraestrutura de funcionamento da IA. Isso inclui equipamentos e outros recursos tecnológicos utilizados para desenvolver e operar esses sistemas. Georgieva afirmou que Estados Unidos, China e Índia são os principais países produtores da cadeia de fornecimento da inteligência artificial. No entanto, muitas empresas que fornecem equipamentos para essa infraestrutura estão na Ásia, incluindo a Tailândia, país que sedia as reuniões anuais neste ano. Um estudo preliminar citado por Georgieva identificou que 10% dos empregos nos EUA já exigiam conhecimentos em inteligência artificial. Enquanto diminuem as vagas em funções rotineiras e repetitivas, cresce a oferta de empregos com salários mais baixos em dois setores: construção civil e centros de processamento de dados, conhecidos como data centers. Esses centros abrigam equipamentos responsáveis por armazenar e processar informações digitais, incluindo aquelas necessárias para o funcionamento de sistemas de IA. Jovens podem perder oportunidades de primeiro emprego A redução das vagas de entrada no mercado de trabalho preocupa autoridades internacionais, segundo a Reuters. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, afirmou no mesmo evento que os governos precisam enfrentar rapidamente a queda na procura por profissionais recém-formados. “Há um problema específico que precisamos resolver muito em breve: o primeiro degrau no emprego, o primeiro trabalho depois da formatura, está enfrentando uma demanda menor”, disse. Tradicionalmente, muitos profissionais começam a carreira em funções com tarefas repetitivas e, com a experiência adquirida, avançam para cargos de maior responsabilidade. Com a automação dessas atividades, os jovens podem encontrar mais dificuldades para conseguir o primeiro emprego e construir uma trajetória profissional. Shanmugaratnam também alertou para o risco de a inteligência artificial ampliar as desigualdades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, tanto no crescimento econômico quanto na criação de empregos. “A IA vai ampliar essa divergência se formos passivos demais diante dela”, afirmou. Segundo ele, os países precisam usar a tecnologia para criar empregos de qualidade, nos quais as pessoas possam aproveitar suas habilidades e continuar progredindo profissionalmente. Banco Mundial vê oportunidades nos países emergentes O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, apresentou uma avaliação diferente sobre o risco de desaparecimento dos empregos de início de carreira, segundo a Reuters. Ele afirmou não estar convencido de que a inteligência artificial eliminará esses empregos e avaliou que parte significativa das mudanças deverá ocorrer nas economias avançadas, onde estão sendo desenvolvidos grandes modelos de IA. Nos países emergentes, Banga defendeu o uso de sistemas menores, que exigem menos capacidade de processamento e podem gerar ganhos de produtividade em atividades como agricultura, atendimento em clínicas de saúde e educação. A proposta é aproveitar a tecnologia para melhorar o trabalho de agricultores, profissionais de saúde e professores, sem depender necessariamente de sistemas de IA que exigem grandes estruturas de processamento de dados. Mudanças também podem afetar impostos e educação Além dos empregos, Georgieva alertou que a inteligência artificial poderá alterar a forma como os governos arrecadam impostos. Isso porque a expansão da tecnologia pode mudar a composição da economia, reduzindo a participação do trabalho humano e aumentando a importância dos investimentos em equipamentos, infraestrutura e tecnologia. Nesse cenário, os governos terão de avaliar como adaptar seus sistemas tributários, que hoje dependem, em grande parte, dos impostos cobrados sobre a renda e as atividades econômicas das pessoas. A educação também precisará ser reformulada para acompanhar as mudanças nas exigências profissionais. Para Georgieva, os trabalhadores não poderão depender apenas dos conhecimentos adquiridos no início da carreira: será necessário atualizar suas habilidades continuamente para acompanhar a evolução da tecnologia. A diretora-geral do FMI afirmou que a inteligência artificial já está transformando a rotina profissional. Como exemplo, contou que utiliza um assistente de IA que lhe envia, todas as manhãs, um resumo de 30 segundos com informações sobre sua agenda. Para as autoridades presentes ao encontro, o desafio será aproveitar os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia sem ampliar as desigualdades econômicas nem restringir as oportunidades de trabalho, especialmente para quem está começando a carreira. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fala sobre igualdade de gênero durante as reuniões de outono do FMI e do Banco Mundial em Washington, DC Olivier Douliery/AFP
Como as eleições mexem com a Bolsa e o dólar A divulgação do resultado do primeiro turno das eleições foi seguida por uma alta da bolsa de valores e uma queda dos juros futuros. Isso não significa que a economia tenha mudado da noite para o dia, mas que bancos, fundos e investidores passaram a reavaliar suas expectativas para os próximos anos. O mercado financeiro reage não apenas ao que acontece no presente, mas também ao que pode acontecer. Por isso, pesquisas, declarações e resultados eleitorais podem provocar oscilações nos preços de ações, moedas e juros. O cenário internacional e os movimentos de entrada e saída de recursos do país também influenciam. Essas oscilações refletem as expectativas do mercado, mas não revelam, por si só, a situação da economia. Para entender os possíveis efeitos de cada cenário sobre a população, é preciso considerar também indicadores como emprego, renda, preços e benefícios sociais. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial Uma abóbora de 1.432 kg foi colhida nos Estados Unidos e pode ser reconhecida pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como a mais pesada do mundo. Ela foi cultivada pelo produtor rural Ron Wallace, do estado de Rhode Island, e pesada no sábado (10), durante um concurso de abóboras gigantes realizado no sul da região da Nova Inglaterra, nos EUA. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Wallace agora aguarda a confirmação do Guinness. O recorde atual pertence a uma abóbora de 1.296 kg cultivada por Ian Paton, de Lymington, na Inglaterra, e foi estabelecido em 3 de outubro — uma semana antes da pesagem da abóbora americana. “Ela é realmente gigantesca. Foi um prazer cultivá-la”, disse Wallace por telefone, na segunda-feira (12). Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial. Reprodução/Instagram/@northeastgiantpumpkin Wallace recebeu US$ 3.500 pela vitória na competição local. Ele contou que organizadores de outros concursos tentaram atraí-lo com prêmios maiores, alguns de até US$ 70 mil, mas que, para ele, era importante estar cercado pelas pessoas de sua comunidade no momento da vitória histórica. “Fiquei eufórico. O lugar inteiro explodiu de alegria”, disse Wallace, ao descrever o momento em que a abóbora foi pesada. Wallace atribui parte do resultado à troca de dicas e técnicas entre os produtores de abóboras gigantes. Neste ano, pela primeira vez, ele passou a cultivá-las em uma estufa, o que, segundo ele, fez uma grande diferença. Ele começou a cultivar abóboras por hobby depois de abrir uma loja virtual de produtos de jardinagem. Para Wallace, as competições ajudam a valorizar o trabalho dos produtores, que têm sido cada vez mais procurados pelo setor agrícola para orientar sobre o manejo do solo e outras técnicas de cultivo. LEIA TAMBÉM Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro Árvore gigante de até 500 anos cai em SC, e cientistas tentam cloná-la para preservar seu DNA Competição na Califórnia Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, posa para foto com sua abóbora, vencedora do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP Photo/Jeff Chiu A possível quebra do recorde acontece em meio a um mês de competições entre produtores de abóboras de vários países. Na Califórnia, por exemplo, uma abóbora de 1.083 kg apelidada de "Rocky" venceu, na segunda-feira (12), um tradicional concurso de pesagem em Half Moon Bay, ao sul de São Francisco. O peso garantiu a vitória na competição, mas ficou longe do recorde mundial. Cultivada pelo professor de horticultura Travis Gienger, a abóbora foi transportada em uma viagem de 35 horas, de Minnesota até a Califórnia. Ele superou dezenas de concorrentes, conquistou seu quinto título e recebeu um prêmio de US$ 21.501. Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, comemora a vitória de sua abóbora, com o peso exibido no painel acima, no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP Photo/Jeff Chiu No ano passado, Gienger ficou fora da disputa porque sua abóbora rachou enquanto crescia. Para marcar o retorno à competição, batizou a deste ano de Rocky, em homenagem ao boxeador interpretado por Sylvester Stallone. “Pentacampeão. Foi isso que viemos buscar”, disse Gienger, após a vitória. Gienger e sua família passaram 35 horas na estrada até chegar à Califórnia, levando uma abóbora do tamanho de um carro pequeno. O professor cultiva as abóboras no quintal de casa, em Anoka, às margens do rio Mississippi, ao norte de Minneapolis. Neste ano, teve de lidar com temperaturas abaixo de zero. Para melhorar o desempenho nas disputas, Gienger acredita que terá de passar a cultivar as abóboras em um ambiente com temperatura controlada, como faz Wallace. “É impressionante que Travis consiga enfrentar condições climáticas adversas, como temperaturas de cerca de −1 °C, e ainda assim cultivar uma abóbora desse tamanho”, disse o organizador da competição, Ronan Fowler. A abóbora Tinker Bell, eleita a mais bonita, é pesada no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP/Jeff Chiu A 53ª edição do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras reuniu centenas de pessoas, com comida, música e até piadas sobre abóboras. O público também vibrou com a vitória de Tinkerbell — Sininho, em português —, que conquistou o título de mais bonita graças ao formato bastante simétrico. A premiação foi de cerca de US$ 19,84 por quilo de abóbora. Gienger ficou sem o bônus de US$ 30 mil reservado a quem quebrasse o recorde mundial, mas sua campeã será uma das atrações de um desfile em Half Moon Bay neste fim de semana. Quem esperava uma torta gigante, porém, ficou na vontade: essas abóboras são cultivadas para impressionar pelo tamanho, não pelo sabor. Miles, de 6 anos, passa dirigindo ao lado de uma abóbora gigante que será inscrita no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. Jeff Chiu/AP Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial Reprodução

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.070 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 150 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre exepcionalmente às 21h desta quarta-feira (14), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (11), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Desenrola Brasil Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de benefícios para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos negócios. 🔎 As propostas incluem perdão de dívidas tributárias, renegociação de débitos bancários e apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos. O governo também prevê aumentar o teto de faturamento do MEI e simplificar algumas obrigações fiscais. O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá concorrer em busca da reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito está marcado para 25 de outubro. Batizado de Prospera MEI, o pacote foi apresentado pelo presidente Lula e por integrantes da equipe econômica. A iniciativa reúne medidas para aliviar dívidas e facilitar o acesso a recursos para quem quer investir e expandir o próprio negócio. O Brasil tem 17,56 milhões de MEIs ativos, dos quais mais de 3,6 milhões têm pendências com a União. Cerca de 4,1 milhões também estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que evidencia a vulnerabilidade de parte do segmento. Parte das propostas ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, enquanto outras seguem em elaboração pelo governo. Entenda abaixo o que foi anunciado, quem se beneficia e o que falta para que as medidas saiam do papel. Agora no g1 O que prevê o pacote? O governo apresentou cinco medidas principais: 💳 Perdão de dívidas tributárias: para MEIs com débitos inscritos na Dívida Ativa da União; 🤝 Renegociação de dívidas bancárias: por meio do programa Desenrola 3.0; 💰 Criação do PixMEI: com apoio financeiro de até R$ 5 mil; 📈 Aumento do limite de faturamento: para MEIs; 🧾 Dispensa de nota fiscal: em determinadas operações. O pacote também prevê medidas para ampliar oportunidades de negócios para pequenos empreendedores e reduzir exigências burocráticas. Quem poderá ser beneficiado? Apesar de o pacote também mencionar empresas do Simples Nacional, a maioria das medidas anunciadas é voltada aos MEIs. O perdão das dívidas tributárias, por exemplo, foi desenhado para os microempreendedores que possuem débitos inscritos na Dívida Ativa da União. A proposta de renegociação de dívidas bancárias também tem foco nesse grupo. O mesmo ocorre com o aumento do teto de faturamento e a possibilidade de contratação de um segundo funcionário. ➡️ Empresas enquadradas como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) também podem ser impactadas por medidas de simplificação e por iniciativas voltadas ao ambiente de negócios. Quais dívidas poderão ser perdoadas e quem terá direito? A principal medida do pacote é o envio ao Congresso Nacional de um Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê o perdão integral de dívidas tributárias de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União. 🔎 Isso significa que nem todo débito em atraso será automaticamente perdoado. A dívida precisa ter passado pelas etapas administrativas de cobrança e ter sido formalmente inscrita na dívida ativa. (saiba mais abaixo) A proposta pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e eliminar débitos que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. De acordo com o governo, o projeto foi elaborado após avaliações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontarem que grande parte desses débitos possui baixa perspectiva de recuperação. Durante o anúncio, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o endividamento dos microempreendedores se agravou nos últimos anos. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vencer esse mal terrível", declarou. A proposta ainda depende da aprovação do Congresso. O texto ainda será analisado pelos parlamentares e poderá sofrer alterações durante a tramitação. O que é a Dívida Ativa da União? A Dívida Ativa da União (DAU) reúne débitos que pessoas físicas e empresas possuem com o governo federal e que não foram pagos dentro do prazo previsto. Quando a cobrança administrativa não resulta no pagamento, a dívida pode ser inscrita nesse cadastro oficial. A partir desse momento, a cobrança passa para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que pode adotar medidas administrativas e judiciais para recuperar os valores. Entre os débitos que podem ser inscritos estão: impostos e contribuições federais não pagos; juros, multas e outras obrigações financeiras devidas à União. A inscrição pode levar a protestos, dificuldades para obter crédito e ações judiciais de cobrança. O projeto do governo prevê o perdão das dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026, incluindo os valores principais, juros, multas e encargos legais. O que é o 'Desenrola 3.0' ? O governo também anunciou uma nova etapa do Desenrola voltada exclusivamente aos MEIs. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, esse público acumula cerca de R$ 6 bilhões em dívidas bancárias. 📎 A proposta prevê que o governo compre essas dívidas dos bancos, que deverão oferecer descontos de pelo menos 90% para participar do programa. As instituições que concederem os maiores abatimentos terão prioridade. Nesta primeira etapa, a negociação será feita diretamente entre o governo e os bancos. Por isso, os MEIs não precisam tomar nenhuma providência. A expectativa é reduzir o peso das dívidas e facilitar a retomada do acesso ao crédito. Como receber até R$ 5 mil do 'PixMEI'? Outra medida que chamou atenção foi o anúncio do PixMEI. A proposta prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios. 💵 O recurso será não reembolsável. Ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. O dinheiro poderá ser usado na compra de equipamentos e ferramentas de trabalho ou na ampliação da estrutura do negócio. A proposta também prevê suporte técnico aos empreendedores, com participação de parceiros como o Sebrae. O governo ainda não informou quando a iniciativa será lançada, quantos empreendedores serão atendidos, quais serão os critérios para participar, nem qual será o orçamento destinado ao programa. Por isso, neste momento, não há inscrições abertas nem prazo para solicitar o benefício. Qual será o novo teto de faturamento? Outra frente do pacote envolve uma proposta já em tramitação no Congresso Nacional. O texto prevê o aumento do teto anual de faturamento do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil. Pela proposta defendida pelo governo, o limite passaria para: R$ 110 mil em 2027; R$ 140 mil em 2028. O projeto também permite que o MEI contrate um segundo funcionário. A proposta busca permitir que pequenos negócios cresçam sem precisar sair imediatamente da categoria por ultrapassar o teto de faturamento. Hoje, quando o empreendedor ultrapassa o limite permitido, pode ser obrigado a migrar para outro regime empresarial, sujeito a novas regras e obrigações. Em quais situações o MEI poderá deixar de emitir nota fiscal? O governo também anunciou um decreto para dispensar os MEIs da emissão de nota fiscal nas vendas de produtos e na prestação de serviços para pessoas físicas. A medida foi apresentada como uma forma de reduzir burocracias e evitar novas exigências relacionadas à implementação da reforma tributária. ⚠️ O anúncio não altera as obrigações já existentes em negociações realizadas com pessoas jurídicas, que continuam sujeitas às regras fiscais específicas. O que ainda precisa acontecer para as medidas valerem? As propostas anunciadas estão em diferentes etapas e ainda não têm data para entrar em vigor. O perdão das dívidas tributárias depende da aprovação de um Projeto de Lei Complementar (PLP) pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Esse tipo de proposta exige maioria absoluta: pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Depois, o texto segue para sanção presidencial. O aumento do teto de faturamento do MEI e a autorização para contratar um segundo funcionário também dependem da aprovação do Congresso. Já o PixMEI ainda está em fase de elaboração. O governo precisa definir as regras do programa antes de informar quando ele será lançado e como os empreendedores poderão solicitar o benefício. Assim, apesar do anúncio, as medidas ainda precisam avançar em etapas legislativas ou administrativas para começar a valer.

Senado faz última sessão para discutir PEC da 6x1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) uma das votações mais importantes de sua tramitação no Congresso Nacional. Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será submetida à votação no plenário da Casa. ➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque poderá definir os rumos de uma proposta que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial. Mas, afinal, uma eventual rejeição significa o fim definitivo da proposta? Ela poderia voltar ao Congresso no futuro? E, se for aprovada, quanto ainda falta para que as novas regras entrem em vigor? A seguir, veja o que está em jogo na votação desta quarta-feira. O que será votado nesta quarta-feira? O que acontece se a PEC for rejeitada? E se a PEC for aprovada? O texto ainda pode sofrer alterações? A votação final pode ocorrer ainda em outubro? O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? As mudanças passariam a valer imediatamente? 'Depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da 6x1', diz Lula O que será votado nesta quarta-feira? Os senadores devem realizar a quinta e última sessão de discussão da proposta prevista no regimento interno e, antes da análise da PEC, votar um requerimento de calendário especial que pode acelerar sua tramitação. O pedido, apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recebeu as 54 assinaturas necessárias para ser analisado pelo plenário. Se for aprovado, permitirá que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, reduzindo etapas regimentais normalmente exigidas entre as duas votações. Por se tratar de uma PEC, o texto precisa do apoio de três quintos dos integrantes da Casa para ser aprovado. No Senado, isso corresponde a pelo menos 49 votos favoráveis. A votação desta quarta poderá ser decisiva para o futuro da proposta. Caso o calendário especial seja aprovado e a PEC alcance os votos necessários nos dois turnos, o Senado poderá concluir sua análise ainda nesta semana. A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos. Volte ao índice. O que acontece se a PEC for rejeitada? A votação desta quarta-feira vai definir se a PEC continuará avançando ou se terá a tramitação encerrada ainda em 2026. Segundo o professor de Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada, na Câmara e no Senado. Se for rejeitada em qualquer uma dessas etapas, a proposta é arquivada. "Havendo uma rejeição em qualquer dos turnos agora no Senado, a proposta é arquivada nesta legislatura." 📎 Isso não significa, porém, que o fim da escala 6x1 deixaria de ser discutido. A rejeição encerraria a tramitação da PEC atual, mas uma nova proposta poderia ser apresentada em legislaturas posteriores. Também seria possível tentar mudanças na jornada de trabalho por outros instrumentos legislativos, afirma Beçak. "Às vezes avança-se por um caminho que não dá certo. Daí se procura regulamentar por outro." O professor ressalta que, no momento, não há uma proposta concreta em tramitação por esse caminho. Volte ao índice. E se a PEC for aprovada? Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará avançando normalmente no Senado. ⚠️ A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho. Na prática, ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo. Depois dessa etapa, ainda será necessária a aprovação em segundo turno, novamente com pelo menos 49 votos favoráveis. O requerimento de calendário especial apresentado por líderes partidários pode reduzir o intervalo normalmente exigido entre as duas votações. Se esse pedido for aprovado pelo plenário, os senadores poderão realizar o segundo turno ainda nesta quarta-feira, concluindo a análise da proposta no Senado. Volte ao índice. O texto ainda pode sofrer alterações? Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário. Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara. Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo. Volte ao índice. A votação final pode ocorrer ainda em outubro? A depender da aprovação do calendário especial, a votação final poderá ocorrer já nesta quarta-feira. Pelas regras normais do Senado, a PEC precisa aguardar um intervalo entre os dois turnos de votação, além de novas sessões de discussão em plenário. ➡️ Parlamentares favoráveis à proposta, porém, conseguiram as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento que permite abreviar esse rito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que o pedido deverá ser analisado antes da votação da PEC. Se o calendário especial for aprovado e a proposta alcançar os 49 votos necessários nos dois turnos, o Senado encerrará a tramitação da matéria ainda nesta semana. Nesse cenário, caso o texto seja aprovado sem alterações em relação à versão enviada pela Câmara dos Deputados, a proposta seguirá diretamente para promulgação, sem necessidade de nova análise dos deputados. A expectativa de parlamentares favoráveis à medida é que a emenda constitucional seja promulgada até o dia 22 de outubro. Diferentemente dos projetos de lei, as propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção ou veto do presidente da República. "Terminando o fluxo, ela é promulgada. Não é o caso de lei que depende de sanção presidencial", pontua Beçak. Volte ao índice. O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? A PEC 221/2019 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil. Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial. A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos. Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6x1 como modelo regular de jornada. O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias. Volte ao índice. As mudanças passariam a valer imediatamente? Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda: redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase: redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto, porém, prevê exceções e regras específicas. Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas. A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais. Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Volte ao índice. Sessão de Debates - Fim da escala 6x1 no Brasil. Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senado pode votar PEC que acaba com a escala 6x1 nesta quarta-feira (14) Após a quinta e última sessão de discussão, prevista para esta quarta-feira (14), o Senado deve votar, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados por semana. Para viabilizar a votação em dois turnos no mesmo dia, governistas vão trabalhar pela aprovação de um requerimento que acelera a tramitação do texto. Isso porque o regimento prevê um intervalo de cinco dias úteis e a realização de outras três sessões de discussão. Os parlamentares, no entanto, podem apresentar um requerimento para dispensar esse intervalo ou reduzir o prazo. Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. ➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A ideia que circula no Senado é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. Fim da escala 6x1: veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada O fim da escala 6x1 nas campanhas A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera o tema prioritário. Crítico da PEC, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) passou a declarar voto favorável ao texto. A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições. A sessão teve presença da maioria de senadores que apoiam o presidente Lula. Os discursos foram somente a favor da aprovação da medida. A maioria dos senadores do PL não participou da reunião no Senado sobre o tema. Senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentaram esvaziar a discussão. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado". Marinho é autor de um texto que prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário. O que muda com a aprovação do texto Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganham por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganha mais de R$ 21.188 por mês.

Evento debate papel da comunicação na democracia Um encontro em Santo Domingo, capital da República Dominicana, reúne representantes de emissoras de rádio e televisão, produtores de conteúdo e operadoras de TV paga para debater os temas que vão redefinir a produção audiovisual nos próximos anos. A Cúpula da Indústria Audiovisual das Américas, realizada entre terça e quarta-feira (14), celebra os 80 anos da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que representa 17 mil emissoras comerciais de rádio e TV das Américas do Norte, Central e do Sul e é presidida desde 2023 por Paulo Tonet Camargo, vice-presidente institucional da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo. Entre os temas em debate estão a nova geração da TV conectada; o protagonismo da TV aberta e o consumo de conteúdo no celular; métricas de audiência no ecossistema multiplataforma; proteção de conteúdos na era digital e combate à pirataria; inteligência artificial e novos desafios da indústria. Segundo Tonet, o encontro "mostra a disposição da indústria de olhar para o futuro, e olhar para o futuro com uma nova concepção". AIR celebra 80 anos com encontro para discutir desafios do audiovisual nas Américas "A AIR assenta o seu futuro em três bases: liberdade, porque a liberdade de expressão é a nossa base de existência; responsabilidade, porque temos responsabilidade sobre os conteúdos de informação e entretenimento que distribuímos; e sustentabilidade, porque a indústria, para poder fornecer tudo isso às sociedades onde trabalhamos, precisa ser sustentável." Tonet afirma que é essencial somar esforços em um grande fórum para discutir os temas que são fundamentais para o futuro e o desenvolvimento dos negócios na região. "Reunir as três Américas para discutir os grandes temas da indústria audiovisual é realmente importante, porque a adoção de modelos tecnológicos de métricas de audiência, de proeminência e de combate à pirataria é algo que precisamos fazer de maneira continental. Nenhum país, nenhuma empresa, consegue fazer isso isoladamente", diz. Flávio Lara Resende, vice-presidente jurídico da AIR e vice-presidente institucional da ABERT, destaca a importância do Brasil para o setor. Reunião do Conselho Diretivo da AIR em Santo Domingo, na República Dominicana AIR/Adora/Reprodução "É extremamente importante porque o Brasil lidera nas três Américas a produção de conteúdo jornalístico e de entretenimento, seja no rádio, seja na televisão. Então, você reunir aqui radiodifusores de diversos países é extremamente importante para que a gente possa ter uma definição do que será o futuro da radiofusão nas três Américas, principalmente na televisão aberta." 80 anos da AIR A Associação Internacional de Radiodifusão celebra 80 anos de trabalho permanente em defesa da liberdade de expressão e da radiodifusão livre, privada e independente nas Américas. Desde sua criação, em 1946, a AIR tem acompanhado as profundas transformações tecnológicas, sociais e econômicas, defendendo a independência dos meios de comunicação, o pluralismo, a segurança jurídica e o direito de todas as pessoas a buscar, receber e difundir informações e opiniões. "A acelerada transformação tecnológica, as novas formas de produção e distribuição de conteúdos, o desenvolvimento da IA, a concorrência das grandes plataformas digitais, a pirataria e os desafios para a sustentabilidade dos meios de comunicação configuram um cenário profundamente diferente", diz a AIR em um comunicado que celebra seus 80 anos. "Diante dessas mudanças, a AIR renova seu compromisso de representar e defender a radiodifusão e de promover as condições necessárias para que os meios e os criadores de conteúdos possam continuar inovando, crescendo e cumprindo sua indispensável função a serviço da sociedade."

Senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado Ton Molina/Agência Senado A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), conseguiu nesta terça-feira (13) as 54 assinaturas necessárias para ingressar com um pedido para votar no mesmo dia, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados para o trabalhador. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que deve votar o requerimento nesta quarta-feira (14), quando os senadores também realizam a quinta e última sessão de discussão da proposta antes da primeira votação. Se o pedido for aprovado, os senadores poderão passar à votação da proposta em si. 🔎 Para ser aprovada, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações. Ou seja, conseguir o apoio de, no mínimo, 49 senadores. "Esta matéria estará apta para sua deliberação no dia de amanhã. Lógico que é público, vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial solicitado por lideranças partidárias. Eu informo que já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã", disse Alcolumbre. Parlamentares do governo e da oposição ouvidos pelo g1 e pela TV Globo dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. Segundo governistas, a ideia é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. O esforço para acelerar a votação envolve a quebra do rito de aprovação de mudanças na Constituição. Entre os turnos de votação, há uma regra que determina que se deve esperar cinco dias úteis e mais três sessões de discussão. Mas um pedido pode ser apresentado pelos parlamentares para que esse intervalo não seja cumprido ou seja abreviado. De acordo com Teresa Leitão, a "receptividade" da medida está "muito boa". A líder citou que membros da oposição ao governo já apoiavam a PEC, mesmo antes de o candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarar voto favorável à proposta. Flávio Bolsonaro vinha adotando um tom crítico ao fim da escala 6x1 e defendendo uma proposta alternativa de redução da jornada de trabalho condicionada à diminuição dos salários. Nesta terça-feira, porém, afirmou que se posicionará “conforme a vontade da maioria do povo”. O senador não marcou presença nem discursou em nenhuma das quatro sessões de discussão da PEC no plenário do Senado. Entre os partidos de oposição, políticos do Republicanos já falaram publicamente ser a favor do fim da escala 6x1. Entre eles, o atual senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, e a senadora Damares Alves (DF). Redução da jornada de trabalho A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6x1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Senado começa a analisar PEC que acaba com escala 6x1 A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Preferencialmente, um desses dias deve ser o domingo. Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.
A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estima que o Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê o perdão de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) inscritas na Dívida Ativa da União terá impacto de R$ 3 bilhões em três anos.
A proposta faz parte do pacote de medidas voltadas aos pequenos negócios anunciado pelo governo federal nesta terça-feira (13), a 12 dias do segundo turno das eleições. O texto ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.
Impacto fiscal da proposta que prevê perdão a dívidas de MEIs
Ao todo, segundo o governo, o projeto prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs.
Agora no g1
Serão abrangidos débitos da União inscritos em Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026, relativos às contribuições devidas pelos microempreendedores, além de juros, multas e encargos legais.
De acordo com o governo, quase 86% do estoque dessas dívidas, o equivalente à cerca de R$ 11 bilhões, é considerado de difícil ou impossível recuperação.
A equipe econômica argumenta que manter a cobrança desse volume de débitos gera custos administrativos sem garantia de que os valores serão efetivamente recuperados.
"Manter a cobrança desse volume de dívidas gera altos custos administrativos para o governo, sem a garantia de que o dinheiro será efetivamente arrecadado. Com o perdão, o governo passa a focar nas dívidas com maior chance de recuperação, enquanto os microempreendedores ganham um alívio financeiro para investir em seus próprios negócios e voltar a pagar os tributos em dia", diz o governo, em nota.
Para manter o perdão, o microempreendedor terá de pagar em dia suas contribuições mensais nos seis meses seguintes ao início da vigência da lei.
Em outra frente, o governo definiu "salvaguardas" para delimitar os efeitos da medida.
Com isso, quem já pagou a dívida antes da entrada em vigor da lei não terá direito à devolução ou compensação dos valores.
Garantias vinculadas também a débitos que não forem perdoados poderão ser mantidas na parcela necessária para cobrir essas dívidas. O projeto também estabelece que o encerramento de processos devido ao perdão não poderá, por si só, gerar cobrança de honorários advocatícios do beneficiário.

O acordo entre Mercosul e União Europeia elevou em 30% as exportações brasileiras desde maio, quando entrou em vigor, afirmou nesta terça-feira (13) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, as exportações brasileiras cresceram 10,4% em 2026. “Só o acordo Mercosul e União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse Elias Rosa durante evento no Ministério da Agricultura sobre a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários brasileiros desde 2023. O acordo entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio deste ano após cerca de 27 anos de negociações. Agora no g1 O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde maio. “O comércio bilateral cresceu um pouco mais de 6 bilhões de dólares. Isso, a partir de maio até agora, mostra a perspectiva que existe para o futuro”, declarou. Elias Rosa também disse que o crescimento do comércio exterior brasileiro não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o país registra recordes na corrente de comércio com praticamente todos os destinos, enquanto o comércio exterior como um todo cresceu, em média, 10,5%. O ministro afirmou que o avanço depende tanto dos investimentos das empresas quanto da atuação do governo na abertura de mercados. Ele também classificou o cenário internacional como desafiador, diante de barreiras tarifárias e não tarifárias, e disse que o Brasil continuará buscando diálogo e negociação com os Estados Unidos. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Acordo Mercosul-UE O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas. ➡️ O acordo elimina as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, em prazos que vão variar de quatro a 10 anos, a depender do produto. Com o acordo, entre os itens que passaram a ter taxa zero, estão frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído — o café em grão já entra na Europa sem taxa. Outros produtos terão redução de imposto, mas condicionada a cotas de exportação. É o caso de carne bovina, frango e porco, que são considerados produtos “sensíveis” pelos europeus por competirem diretamente com a produção local. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução

Austrália acusa OpenAI de invadir site do governo A OpenAI informou nesta terça-feira (13), ter encontrado um dispositivo de gravação sofisticado escondido em um de seus escritórios e identificou um funcionário como responsável por instalá-lo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o caso foi encaminhado ao FBI, que realizou uma prisão. A investigação continua em andamento. Em publicação no X (antigo Twitter), a empresa afirmou que usou seus próprios modelos de inteligência artificial para analisar o dispositivo e identificar sua origem. OpenAI demite pesquisadores e alega violação de sigilo; funcionários dizem que priorizaram segurança De acordo com a OpenAI, o funcionário havia instalado o equipamento alguns dias antes de sua descoberta e foi demitido. Initial plugin text A companhia disse que, até o momento, não há indícios de que o funcionário tenha acessado indevidamente ou extraído pesos dos modelos de IA, código-fonte ou dados de clientes. Os pesos são os parâmetros numéricos que permitem aos modelos processar informações e gerar respostas. A OpenAI afirmou ainda que continuará colaborando com as autoridades durante a investigação. A empresa declarou que seus protocolos de segurança são projetados para enfrentar diferentes ameaças, incluindo riscos internos, crimes cibernéticos e ações de Estados nacionais. Segundo a companhia, o episódio também demonstra como a inteligência artificial pode ajudar a identificar e enfrentar ameaças sofisticadas à segurança. OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images

Bumble é vendida por US$ 1,3 bilhão e fundadora seguirá à frente do aplicativo. Divulgação/Bumble O aplicativo de relacionamentos Bumble anunciou nesta terça-feira (13) um acordo para ser comprado pela Ithaca Holdings por US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões), em uma operação integralmente em dinheiro. Com a conclusão do negócio, a empresa deixará de ter ações negociadas na bolsa e passará a ser uma companhia de capital fechado. Pelo acordo, os acionistas do Bumble receberão US$ 6,05 por ação. O valor representa um prêmio de aproximadamente 138% em relação ao preço de fechamento das ações na última sexta-feira (9) e de 119% sobre a média ponderada pelo volume negociado nos 30 dias anteriores à mesma data. A fundadora e atual diretora-executiva do Bumble, Whitney Wolfe Herd, continuará envolvida na companhia após a conclusão da operação. Ravi Gupta e John Hegeman, cofundadores e co-diretores-executivos da Ithaca Holdings, assumirão o comando do aplicativo e trabalharão em conjunto com Wolfe Herd. Segundo o comunicado, a Ithaca pretende ampliar a atuação do Bumble e investir no desenvolvimento do negócio. A empresa afirma que busca combinar tecnologias avançadas com experiência em gestão para renovar empresas e ampliar seu potencial de longo prazo. O Bumble continuará operando com escritórios em Londres, Austin e Nova York, e a expectativa é que sua sede permaneça em Austin, nos Estados Unidos. Acordo foi aprovado pelo conselho Agora no g1 O acordo foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração do Bumble, com exceção de Wolfe Herd, que se declarou impedida de participar das discussões e da votação sobre a operação. Antes da decisão, um comitê independente do conselho, assessorado por especialistas jurídicos e financeiros, avaliou diferentes alternativas estratégicas para a empresa. O grupo concluiu que a proposta da Ithaca era a melhor opção para os acionistas e recomendou a aprovação do negócio. Após a assinatura do acordo, empresas ligadas à gestora Blackstone e Wolfe Herd também aprovaram a operação por meio de um consentimento por escrito dos acionistas, garantindo a aprovação societária necessária, segundo o comunicado. A presidente do conselho do Bumble e do comitê independente, Ann Mather, afirmou que o grupo analisou as alternativas disponíveis com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas.

Avenida Brigadeiro Faria Lima é o principal centro financeiro do país Reprodução/TV Globo O preço médio do aluguel de escritórios de alto padrão atingiu o recorde de R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre deste ano na cidade de São Paulo. Os dados são da consultoria imobiliária Binswanger Brazil. No terceiro trimestre do ano passado, o preço médio do aluguel era de R$ 122,28 por metro quadrado. Há dois anos, estava em R$ 117. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com o levantamento, a alta dos preços foi puxada principalmente pelo aumento da procura por escritórios, impulsionada tanto pelo retorno ao trabalho presencial quanto pela expansão das empresas. Segundo Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, esse movimento também aparece na queda da taxa de vacância, que indica a proporção de espaços comerciais que estão desocupados. Agora no g1 A taxa ficou em 12,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 15,5% registrados no mesmo período de 2025 e dos 20,8% de dois anos atrás. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve uma pequena alta, de 12,1% para 12,9%. “Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva. Outro fator que tem aumentado a procura é a busca das empresas por edifícios “Triple A”, imóveis comerciais de alto padrão que se destacam pela localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade dos espaços e qualidade da construção. “O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam”, explica Santos. Preços ainda têm espaço para subir Apesar da alta recente, Santos afirma que os preços dos aluguéis ainda não foram suficientes para repor as perdas acumuladas pelo setor na última década. Por isso, segundo ela, ainda há espaço para valorização. “É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva. Se os aluguéis tivessem acompanhado o IPCA [inflação oficial do país] desde 2015, o preço médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado”, diz. Oferta de novos escritórios aumenta O levantamento da Binswanger mostra, ainda, que a entrada de novos escritórios de alto padrão mais que dobrou no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores. Três empreendimentos chegaram ao mercado na cidade de São Paulo: Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca. Juntos, eles acrescentaram 143 mil metros quadrados ao estoque de escritórios, ante 66 mil metros quadrados no segundo trimestre e 16 mil metros quadrados no mesmo período do ano passado. A chegada dos novos empreendimentos foi acompanhada pela maior ocupação de espaços. A absorção líquida, que considera o saldo entre áreas ocupadas e devolvidas, cresceu 4,8% no trimestre, para 88 mil metros quadrados. Segundo Santos, o movimento de valorização também tem se espalhado por outras regiões da capital voltadas ao mercado corporativo. Além de regiões que tradicionalmente concentram a demanda por escritórios, como Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, outros locais também ganharam destaque, como Chucri Zaidan e Pinheiros. “O interessante é que estamos observando a valorização se disseminar pela cidade. Não se trata mais de um movimento restrito aos endereços mais valorizados, mas de uma recuperação que começa a alcançar diferentes regiões”, conclui.

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (13) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,79 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até agosto deste ano. Deste total: R$ 4,31 bilhões são recursos de 23,94 milhões de pessoas físicas; R$ 1,48 bilhão são valores de 2,36 milhões de empresas. Como consultar o dinheiro esquecido Agora no g1 Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas voltadas para microempreendedores individuais (MEIs) e a empresas enquadradas no Simples Nacional. Segundo o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, o pacote inclui cinco medidas. A primeira delas é a o perdão das dívidas de todos os MEIs que estão inscritos na dívida ativa da União (veja a lista de medidas mais abaixo). O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá concorrer em busca da reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito está marcado para 25 de outubro. Agora no g1 'Desenrola 3.0' O governo também lançou uma versão do programa 'Desenrola', chamado de 'Desenrola 3.0', de renegociação de dívidas com bancos privados, voltada especificamente para microempreendedores individuais. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vender esse mal terrível", afirmou o ministro. "O presidente Lula está anunciando um projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional requerendo o perdão, a remissão, de todas as dívidas que os MEIs acumularam com o Estado brasileiro ao longo dos últimos anos", prosseguiu. Segundo o ministro, 3,6 milhões de microempreendedores devem ter a dívida pública perdoada a partir de 2027, caso o Congresso aprove o projeto de lei enviado. O valor a ser perdoado é estimado em R$ 12,6 bilhões. O projeto foi enviado ao Legislativo no meio da tarde desta terça-feira (13). Propostas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou as medidas durante evento no Palácio do Planalto, na manhã desta terça-feira (13). Veja a lista de propostas: ➡️Perdão de dívidas tributárias: projeto de lei complementar prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs inscritos na dívida ativa da União, a partir de 2027. A proposta depende de aprovação pelo Congresso Nacional. ➡️Compra de dívidas bancárias: o Desenrola 3.0 prevê a compra, pelo governo, de carteiras de dívidas bancárias de MEIs que somam cerca de R$ 6 bilhões. As instituições financeiras deverão oferecer descontos mínimos de 90%, com prioridade para aquelas que concederem os maiores abatimentos. ➡️PixMEI, com apoio de até R$ 5 mil: iniciativa em estruturação prevê conceder até R$ 5 mil por beneficiário, sem necessidade de devolução, para investimentos nos pequenos negócios. O programa também prevê assistência aos empreendedores, com apoio de parceiros como o Sebrae. ➡️Aumento do teto de faturamento: proposta em tramitação no Congresso prevê elevar o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também prevê permitir a contratação de um segundo funcionário. As mudanças dependem de aprovação legislativa. ➡️Dispensa de nota fiscal: decreto presidencial prevê dispensar os MEIs da emissão de notas fiscais nas vendas de produtos e na prestação de serviços a pessoas físicas. Os nanoempreendedores também ficariam dispensados de emitir notas fiscais e de abrir CNPJ. 🔎O Nanoempreendedor é aquele que tem um faturamento de até R$ 40.500 por ano (o que dá uma média de R$ 3.375 por mês). Esse valor equivale exatamente à metade do teto atual do MEI (que é de R$ 81.000). As medidas se somam a outras iniciativas apresentadas pelo governo ao longo do ano para o setor. Em junho, o Executivo enviou ao Congresso uma proposta para ampliar o limite anual de faturamento do MEI e permitir a contratação de até dois funcionários. Hoje, o teto de faturamento do microempreendedor individual é de R$ 81 mil por ano. Pela proposta enviada ao Congresso, esse limite subiria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. A mudança ainda depende de aprovação do Legislativo.

Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O governo federal editou uma medida provisória (MP) para combater ligações abusivas de telemarketing. O texto, publicado nesta terça (13) no Diário Oficial da União, determina que as operadoras verifiquem a origem das chamadas, identifiquem as empresas que telefonam e bloqueiem quem usar o serviço de forma abusiva. 🔎 Medidas provisórias têm força de lei, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis definitivas. O prazo inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60. A contagem é suspensa durante o recesso do Congresso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A MP prevê o bloqueio por 15 dias de quem fizer mais de mil chamadas por uma única linha telefônica ou mais de 10 mil somando todas as linhas da mesma empresa, em um dia. Uma regra da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já prevê esse bloqueio para empresas que façam 100 mil ou mais ligações por dia, somando todas as suas linhas. Agora no g1 A MP também determina que as ligações autenticadas feitas por empresas sejam identificadas para quem recebe a chamada, com o nome empresarial e o logotipo, quando houver. Autenticar uma ligação significa verificar se o número informado como origem realmente pertence a quem está telefonando. O que o governo determina na MP: Verificar a origem das ligações. As operadoras deverão confirmar a autenticidade das chamadas antes de entregá-las ao destinatário. Bloquear ligações sem essa verificação, com exceções a serem definidas pela Anatel. Identificar as empresas que telefonam. As chamadas autenticadas deverão apresentar o nome empresarial e o logotipo, quando houver. Criar um cadastro centralizado de números telefônicos e seus titulares, sob supervisão da Anatel. Para empresas, a base incluirá nome empresarial, CNPJ e logotipo, quando houver. Manter o cadastro atualizado. As operadoras deverão fornecer os dados e pagar pela implantação e pelo funcionamento da base. Bloquear por 15 dias quem fizer ligações abusivas, conforme os critérios de volume e de chamadas curtas explicados acima. Bloquear chamadas e mensagens que usem números em desacordo com as regras da Anatel. Submeter as ligações em massa à regulamentação e à fiscalização da Anatel, com aplicação das penalidades previstas na Lei Geral de Telecomunicações. Parte das medidas trata de mecanismos que já estão previstos em regras da Anatel, explica ao g1 Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações. Uma norma da agência, de 2025, já estabelece que a origem de todas as chamadas deverá ser verificada. A implantação será gradual, com prazo de até três anos para alcançar todo o país, ou seja, até 2028. A MP do governo mantém a Anatel como responsável por regulamentar e fiscalizar as ligações em massa. A agência também deverá definir os procedimentos para identificar os casos de abuso e aplicar os bloqueios. O g1 procurou a Anatel para esclarecer como a MP será aplicada e o que muda em relação às regras já existentes, mas ainda aguarda resposta. Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram

Apple HomeView reúne tecnologia Apple Intelligence e a inteligência artificial Siri. Divulgação/Apple A Apple apresentou nesta terça-feira (13) o HomeView, um novo dispositivo com tela e inteligência artificial para controlar aparelhos conectados dentro de casa. Com preço a partir de US$ 299 (R$ 1.491,77), o produto usa uma nova versão da Siri e pode ser instalado na parede ou colocado sobre mesas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com tela de 7 polegadas e reconhecimento facial, o HomeView identifica diferentes usuários e adapta o conteúdo exibido a cada um deles. O aparelho também permite controlar campainhas, termostatos, fechaduras e outros dispositivos conectados. A Apple afirma que o reconhecimento facial permite personalizar a experiência de cada morador da casa. Agora no g1 O HomeView começa a ser vendido em 13 de novembro nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia, Reino Unido, Singapura e África do Sul. O Brasil não está entre os mercados anunciados pela Apple nesta primeira fase de lançamento e a empresa não informou se o produto será vendido no país posteriormente. O lançamento do HomeView foi acompanhado de atualizações para o alto-falante inteligente HomePod e para a Apple TV. A empresa também apresentou uma linha de acessórios para casas inteligentes, como campainhas, câmeras e termostatos, fabricados pela LG e pela Schneider Electric e desenvolvidos com a colaboração da Apple. Com os lançamentos, a Apple busca ganhar espaço em um mercado que já conta com rivais como a Amazon, dona das linhas de alto-falantes Echo e campainhas Ring. A empresa também pode enfrentar maior concorrência de companhias de inteligência artificial, como a OpenAI, que têm planos para o mercado de dispositivos físicos. Os investidores também acompanham com atenção as vendas de aparelhos da Apple à procura de sinais de novas fontes de crescimento, enquanto a receita da área de serviços enfrenta pressão de órgãos reguladores. A Apple já atua há anos nesse mercado. A empresa lançou o aplicativo Casa em 2016, para controlar dispositivos conectados, e, dois anos depois, apresentou o HomePod. Segundo analistas, dois dos principais desafios da Apple são ampliar a compatibilidade com aparelhos de outras marcas e melhorar a capacidade da Siri de fornecer respostas úteis. A nova versão da Siri é justamente uma das apostas da empresa para tentar superar essa limitação. Neste ano, a Apple aprimorou os recursos da assistente com a ajuda do Google. Ainda assim, configurar uma casa inteligente continua sendo uma tarefa complexa para muitos consumidores, afirmou Bob O'Donnell, analista-chefe da TECHnalysis Research. Além da disputa pelo mercado, os novos produtos chegam em um momento de maior preocupação com a segurança dos aparelhos conectados à internet. Dispositivos como geladeiras e TVs inteligentes podem ser alvo de hackers. O HomeView não será vendido na União Europeia porque a versão da Siri com inteligência artificial continua indisponível no bloco devido às regras locais, segundo a Apple. Apple HomeView. Divulgação/Apple * Com informações da agência de notícias Reuters.

Sigla em inglês para inteligência artificial. Aly Song/Reuters Cerca de 400 cientistas, entre eles os pioneiros da inteligência artificial (IA) Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados da tecnologia. A proposta surge após casos em que modelos de IA conseguiram ultrapassar barreiras impostas durante testes e comprometer sistemas externos, segundo os pesquisadores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão seria responsável por estabelecer padrões de segurança para todo o setor e manter um registro de incidentes relevantes. Segundo os cientistas, essas informações deveriam, futuramente, ser divulgadas ao público. Em uma carta aberta, os pesquisadores defendem que os modelos mais avançados de IA sejam, inicialmente, mantidos isolados de redes externas e submetidos a uma supervisão independente. Entre as medidas recomendadas está o chamado “air gap”, que consiste em manter o sistema desconectado da internet. Para eles, os compromissos voluntários assumidos pelas empresas do setor não são suficientes. Agora no g1 O pedido ocorre um mês depois de Anthropic, OpenAI, Google, Meta, xAI e Nvidia assinarem um acordo na Casa Branca para adotar medidas voluntárias de segurança. O compromisso, porém, não prevê um mecanismo formal de fiscalização. Segundo a AFP, entre os episódios citados está um caso envolvendo dois modelos da OpenAI que, durante testes, conseguiram acessar a internet e entrar no Hugging Face, plataforma que hospeda modelos e outros recursos de inteligência artificial. Os pesquisadores alertam que, sem mudanças nas práticas de segurança, incidentes futuros poderão causar danos maiores a infraestruturas importantes. Os signatários, de 34 países, defendem que organizações que desenvolvem ou testam modelos com capacidades cibernéticas adotem imediatamente medidas rigorosas de segurança. Em paralelo, os governos deveriam trabalhar na criação de mecanismos formais de supervisão. O avanço desses sistemas tem ampliado o debate sobre como a inteligência artificial deve ser fiscalizada. Na sexta-feira (9), Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da União Europeia, disse à Reuters que a Lei de IA do bloco é suficiente para lidar com os riscos de sistemas maliciosos. No domingo (11), o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu uma restrição que impedia laboratórios americanos de dar ao Instituto de Segurança em IA do Reino Unido acesso antecipado aos modelos para testes de segurança. Hinton e Bengio dividiram o Prêmio Turing de 2018 com Yann LeCun, da Meta, outro importante pesquisador da área. LeCun não assinou a carta e argumenta que os recentes incidentes de segurança refletem principalmente falhas de engenharia, e não riscos existenciais relacionados à IA. *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a previsão de crescimento da economia global em 2026, impulsionado pelos fortes investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo o Fundo, o avanço da tecnologia ajuda a compensar os efeitos da guerra no Oriente Médio e da alta dos preços da energia, mas não elimina os riscos para a economia mundial. Apesar do prolongamento da guerra e dos preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, o FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente acima dos 3% projetados em julho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A projeção faz parte do relatório “Perspectiva Econômica Global”, divulgado durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc. A estimativa está praticamente em linha com a apresentada em abril, mas abaixo dos 3,5% de crescimento da economia global em 2025. Para 2027, o FMI prevê crescimento global de 3,4%. A estimativa foi mantida em relação a julho e está 0,2 ponto percentual acima da projeção de abril. A ligeira melhora se deve, em grande parte, aos fortes investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. Esse movimento levou o FMI a elevar as projeções de crescimento de grandes economias que desenvolvem plataformas de IA. Também foram beneficiados países que fornecem equipamentos para essa indústria, como Coreia do Sul, Malásia, México e Tailândia. Esse movimento também aparece no comércio internacional. Segundo Tenreyro, as vendas internacionais de produtos ligados à IA cresceram 29% entre 2023 e 2025, mais de três vezes o avanço de 8,3% do comércio global no mesmo período. Sem os produtos ligados à tecnologia, o crescimento do comércio mundial teria sido de apenas 4,6%. “A economia global tem se mostrado resiliente, mas essa resiliência está chegando ao limite. Por isso, precisamos passar de apenas lidar com a situação para reconstruir”, afirmou a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, em entrevista coletiva. “Precisamos recompor o espaço fiscal. Precisamos reconstruir a resiliência do lado da oferta”, acrescentou. Segundo Tenreyro, os principais riscos são o prolongamento ou agravamento da guerra no Oriente Médio, que poderia elevar a inflação, a alta dos juros dos títulos públicos e os eventos climáticos extremos associados ao El Niño. O FMI também cita a possibilidade de investidores reavaliarem as expectativas de retorno dos investimentos em IA, o que poderia reduzir os recursos destinados ao setor e derrubar os preços dos ativos. Países e empresas agiram rapidamente para reduzir os efeitos da alta do petróleo. Entre as medidas adotadas estão o uso de reservas, a busca por outros fornecedores e fontes de energia e a redução do consumo de combustível, disse Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do FMI, à Reuters. Segundo ela, sem essas medidas, a previsão de crescimento global teria caído para 2,5% neste ano. A capacidade de amenizar os impactos, porém, diminui à medida que a guerra se prolonga. O FMI também apontou uma desigualdade crescente entre os países beneficiados pelo avanço da IA e aqueles que ficam de fora desse movimento. Atualmente, apenas 32 países respondem por 95% do crescimento global, ante 54 em abril. O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar o crescimento Os cortes nas projeções também atingem um número maior de países. Desde abril, o FMI reduziu as estimativas de crescimento para 47% das economias analisadas. Entre elas estão vários países que dependem de energia importada e não fazem parte das cadeias produtivas ligadas à IA. Entre os países que tiveram as maiores reduções nas projeções de crescimento estão os do Golfo, diretamente afetados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Para a Arábia Saudita, o FMI agora prevê uma queda de 3,3% do PIB neste ano. Em julho, a expectativa era de crescimento de 1,7%. Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos também devem enfrentar fortes recessões em 2026. O FMI prevê quedas do PIB de 7,6%, 16%, 16,7%, 15,6% e 3,9%, respectivamente. Inteligência artificial. Inteligência Artificial FMI mantém projeção para os EUA e melhora para Europa Para os Estados Unidos, o FMI prevê crescimento de 2,3% tanto em 2026 quanto em 2027. A projeção para este ano foi mantida, enquanto a do próximo subiu 0,1 ponto percentual. A economia americana deve ser impulsionada pelo consumo, pelos cortes de impostos e pelos investimentos em IA. Parte desse impulso, porém, acaba beneficiando produtos importados. Na zona do euro, a previsão de crescimento para 2026 subiu de 0,9%, em julho, para 1,1%. Segundo o FMI, a melhora reflete o aumento dos investimentos em IA, a participação em cadeias produtivas ligadas à tecnologia, como a indústria química na Alemanha, e o aumento dos gastos com defesa nos países da União Europeia. No Reino Unido, a estimativa também melhorou: subiu 0,3 ponto percentual, para 1,3%, impulsionada pelo aumento dos investimentos em IA. Para a China, o FMI prevê crescimento de 4,5% em 2026 e de 4,0% em 2027. As duas estimativas ficaram 0,1 ponto percentual abaixo das projeções de julho. Segundo o Fundo, a alta do petróleo pesa sobre uma economia que já enfrenta consumo interno fraco, apesar do bom desempenho das exportações. A Índia continua sendo a grande economia que mais cresce no mundo. O FMI projeta alta de 7,0% do PIB tanto em 2026 quanto em 2027. Em relação às previsões de julho, as estimativas subiram 0,6 ponto percentual para este ano e 0,3 ponto percentual para o próximo. O desempenho é sustentado pela forte demanda interna, pelo setor de serviços e pelos investimentos em IA. A inflação global, por sua vez, deve ficar em 4,7% em 2026 e recuar para 4,1% em 2027, segundo o FMI. Petróleo e IA aumentam incertezas As projeções do FMI partem da premissa de que o Estreito de Ormuz será reaberto em março de 2027 e que as condições do transporte marítimo voltarão aos níveis anteriores à guerra até outubro daquele ano. Nesse cenário, o Fundo considera um preço médio do petróleo de US$ 96 por barril em 2026 e de US$ 87 em 2027. O FMI também calculou os possíveis efeitos de um agravamento da guerra. Em um cenário em que o petróleo chegue a US$ 130 por barril no primeiro trimestre de 2027, o crescimento global seria 0,2 ponto percentual menor em 2026 e 0,5 ponto percentual menor em 2027. A inflação global, por sua vez, subiria 1,1 ponto percentual em 2027, chegando a 5,2%. A inteligência artificial também traz incertezas para a economia, mas seus efeitos podem ser positivos ou negativos, segundo o FMI. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, resumiu o risco ao afirmar que a economia global está cada vez mais dependente da tecnologia. “Agora temos uma economia que se sustenta em uma perna só, a perna da IA”, afirmou Georgieva. “E se ela vacilar? E se houver decepção e isso levar a um ambiente potencialmente mais difícil?” Se a adoção da tecnologia e os investimentos avançarem mais rapidamente, o PIB global poderia ficar 0,6% maior até 2029. Segundo o Fundo, a maior parte dos ganhos ficaria concentrada nos Estados Unidos e na China. O efeito pode ser o contrário se os ganhos de produtividade esperados com a IA não se concretizarem. Nesse cenário, os investimentos poderiam cair significativamente e o PIB dos Estados Unidos ficaria 0,8% menor. O impacto também atingiria os países asiáticos exportadores de tecnologia, com redução de até 0,4% do PIB até 2028. Uma queda dos investimentos em IA também poderia provocar perdas nos mercados financeiros e dificultar o acesso ao crédito, reduzindo o consumo, principalmente nos Estados Unidos. Somada à alta dos juros dos títulos globais, essa piora poderia reduzir o PIB mundial em 1,1% até 2028. Nos Estados Unidos, a redução chegaria a 1,8%. Apesar do impacto, o FMI avalia que mesmo esse cenário mais pessimista para a IA provavelmente não seria suficiente para levar a economia mundial a uma recessão, afirmou Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do Fundo, à Reuters. O FMI também alertou para o alto nível de endividamento dos governos, especialmente nas economias avançadas. A alta dos juros dos títulos públicos, que pode ser agravada pelas pressões inflacionárias provocadas pela guerra, encarece essas dívidas e reduz os recursos disponíveis para outras despesas. O cenário também pode prejudicar o crescimento. Por isso, a instituição defende que os governos adotem medidas para recompor as contas públicas e apresentem planos de médio prazo para manter a dívida em níveis sustentáveis.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,71% nesta terça-feira (13), no retorno do feriado de Nossa Senhora Aparecida, cotado a R$ 5,0198. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,04%, aos 206.888 pontos. Após renovar o recorde de fechamento na sexta-feira, aos 209.067 pontos (+1,38%), o Ibovespa perdeu força nesta terça. Os investidores acompanharam o cenário eleitoral, à espera de novas pesquisas nesta semana, além das incertezas globais e das oscilações nos preços do petróleo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário eleitoral continuou na mira dos investidores. Após um novo levantamento do Datafolha indicar que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) tem 45%, o mercado aguarda duas novas pesquisas com projeções para o 2º turno nesta semana. Veja quando saem. ▶️ Na agenda econômica, o FMI hoje cortou projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano. O fundo ainda manteve a perspectiva de desaceleração da atividade econômica em 2027, atribuindo o movimento ao efeito dos juros elevados, à redução do estímulo fiscal e às incertezas globais. ▶️ A queda nos preços do petróleo também esteve no radar. Após o presidente Donald Trump descartar novos ataques ao Irã na semana passada, a Ucrânia suspendeu, nesta segunda-feira, os ataques às refinarias de petróleo e energia russas por dois dias. Com o noticiário, os preços da commodity operavam mistos. O barril do Brent, referência internacional, caiu 0,69%, cotado a US$ 105,91. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 0,67%, a US$ 94,37 o barril. ▶️ Dados de inflação e atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos também ficam no radar nesta semana, assim como o início da temporada de balanços corporativos no exterior. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: -2,99%; Acumulado do ano: -8,54%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,07% Acumulado do mês: +11,07%; Acumulado do ano: +28,39%. Flávio na vantagem A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O Datafolha diz que a distância de quatro pontos entre eles configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente. Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, e Lula, 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião A pesquisa também indicou que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% aprovam. A pesquisa anterior, divulgada há uma semana, mostrava cenário idêntico: 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026. LEIA MAIS Por que as eleições mexem tanto com a bolsa e o dólar? 'Quanto dura um amor de verão?’: ânimo do mercado com Flávio pode ter prazo de validade, avaliam economistas Bolsas globais Nos Estados Unidos, os principais índices acionários inverteram o sinal e fecharam com queda nesta terça-feira, conforme investidores repercutiam novos resultados corporativos locais. O Dow Jones caiu 0,33%, enquanto o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,15%. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, também de olho em ações de tecnologia e balanços corporativos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, aos 635,01 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha e o CAC-40, da França, caíram 0,07%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,06%. Na Ásia, os principais índices acionários continuam vem suscetíveis ao humor dos mercados com ações relacionadas à inteligência artificial. O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,1%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,3%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,82% e o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 5,46%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 Reprodução/TV Globo

Robô que teria sido usado para assediar uma adolescente na Alemanha foi apreendido pela polícia. O equipamento tem 1,2 metro de altura e é vermelho e dourado. Reprodução/Polizei NRW K A polícia alemã investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para agredir sexualmente uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O caso foi divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira (12). A adolescente, de 16 anos, estava com duas amigas em Colônia, no oeste da Alemanha, na noite de sábado (10), quando um robô de 1,2 metro de altura se aproximou dela, segundo as forças de segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a polícia, o dispositivo, de cor vermelha e dourada, teria tocado as nádegas da adolescente. O jovem de 16 anos seria o proprietário do robô. Segundo um comunicado da polícia de Colônia, ele e o suspeito de 19 anos teriam filmado a suposta agressão, transmitido o ato ao vivo nas redes sociais e feito comentários durante a transmissão. Agora no g1 Em um vídeo que circula no TikTok, o robô humanoide vermelho e dourado aparece ao lado de dois homens e se esfrega em uma adolescente, que grita e se afasta. A polícia encontrou o dispositivo no porta-malas de um carro e suspeita que o proprietário o tenha escondido ali. As autoridades apreenderam o robô e dois celulares dos suspeitos, que seguem sob investigação. Initial plugin text LEIA TAMBÉM: Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram A IA pode ter vontade própria ou se revoltar contra humanos? Golpe da antena falsa: criminosos bloqueiam sinal das operadoras para tirar dinheiro de vítimas Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação neste ano e também passou a projetar uma queda maior na taxa básica de juros, a Selic. A projeção do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana — embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Inflação A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,01% para 5,22%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão caiu de 3,80% para 3,79%; ➡️ Para 2029, a estimativa recuou de 3,51% par 3,50%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro manteve sua estimativa em 1,85% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB continuou em 1,40%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também passou a projetar um corte maior na taxa de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26 por dólar.

Character.AI, plataforma de inteligência artificial para criar personagens que se passam por pessoas reais Divulgação/Character.AI A Character.AI, plataforma que permite criar personagens virtuais com inteligência artificial para conversar sobre diferentes assuntos, informou nesta segunda-feira (12) que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos e aceitou vender parte de seus ativos à Walt Disney por US$ 20 milhões (cerca de R$ 99,7 milhões). Fundada por ex-engenheiros do Google, a empresa ficou conhecida por oferecer chatbots que simulam conversas humanas e podem interagir com usuários sobre temas como entretenimento, amizade e apoio emocional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Reuters, a empresa iniciou o processo de venda de ativos, que inclui o licenciamento de parte de sua propriedade intelectual. Também pediu à Justiça que aprove as regras do leilão, que preveem a Disney como primeira ofertante. Nesse modelo, a proposta da Disney serve como referência para as demais ofertas, mas outros interessados podem apresentar propostas com valores mais altos. A expectativa é concluir a negociação até o fim de novembro ou o início de dezembro de 2026. Agora no g1 “Após uma análise abrangente das alternativas disponíveis, o conselho de administração concluiu que esse processo de venda supervisionado pela Justiça oferece à empresa a melhor oportunidade de maximizar o valor para todas as partes interessadas”, afirmou Colin Adams, presidente-executivo da Character.AI. A Character Technologies, empresa sediada nos EUA que controla a plataforma, informou ter bens e dívidas estimados entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, segundo um documento apresentado à Justiça. A companhia afirmou que pretende manter a plataforma em funcionamento, com o mínimo possível de interrupções durante o processo de venda. Caso não encontre um comprador disposto a continuar operando o serviço, a plataforma será desativada. Polêmicas envolvendo a plataforma A Character.AI já enfrentou questionamentos sobre os riscos de seus chatbots para crianças e adolescentes. Em 2024, a empresa anunciou novas medidas de segurança após ser acusada, em processos judiciais nos EUA, de contribuir para casos de suicídio e automutilação entre jovens. Em janeiro deste ano, a Character.AI e o Google chegaram a um acordo para encerrar um processo movido pela mãe de um adolescente de 14 anos que morreu por suicídio após interagir com um chatbot da plataforma. Os termos do acordo não foram divulgados. Mais recentemente, no mês passado, o Ministério da Justiça brasileiro recomendou que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avaliasse os riscos de plataformas que simulam relações de amizade e romance com usuários. A Character.AI estava entre os 13 serviços analisados pelo órgão.

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento da economia brasileira vai perder fôlego no próximo ano — registrando um aumento menor do que o previsto para 2026. A avaliação faz parte do relatório Perspectiva Econômica Mundial, em que a entidade sediada em Washington faz previsões sobre toda a economia global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A previsão do FMI para a economia brasileira é de um crescimento de 2,2% para 2026 e 1,9% em 2027 — uma revisão para baixo de 0,2% e 0,3% respectivamente, em relação às projeções divulgadas pelo Fundo em julho. Segundo o FMI, essa desaceleração do crescimento econômico brasileiro reflete "condições monetárias ainda restritivas — voltadas para o retorno da inflação à meta —, a retirada de estímulos da política fiscal e a incerteza global". Desde o começo do ano, o Banco Central vem cortando a taxa básica de juros da economia — que já caiu de 15% para 13,75%. Na mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central destacou que os juros altos no Brasil têm provocado uma desaceleração da economia — mas que a taxa continuará caindo aos poucos para impedir a volta da inflação. Os últimos dados do PIB brasileiro confirmam essa desaceleração. A economia nacional havia crescido 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Mas os dados mais recentes do IBGE mostram que o PIB perdeu força no segundo trimestre de 2026, com uma alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, abaixo do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre. As previsões do FMI para 2026 e 2027 são mais otimistas do que a do mercado brasileiro. O mais recente Boletim Focus, do Banco Central, — de 2 de outubro — mostra que os agentes do mercado brasileiro acreditam que o crescimento econômico brasileiro será de 1,85% este ano e 1,4% em 2027. Pela quarta semana consecutiva, as previsões de crescimento da economia brasileira caíram nas medianas do Focus. O crescimento projetado para a economia brasileira pelo FMI está levemente abaixo do previsto para a América Latina, que é de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. No Brasil, a expectativa do FMI é de queda da inflação, mas aumento do desemprego. O FMI prevê que a inflação brasileira vai cair de 5% no ano passado para 4,4% este ano e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego subiria de 6% em 2025 para 6,2% este ano e 6,8% em 2027. De novo, as previsões do FMI parecem mais positivas do que as do mercado brasileiro. Segundo o Focus, o Brasil fecharia 2026 e 2027 com inflação de 5,01% e 4,3% respectivamente. Economia global 'resiliente mas sob pressão' Já o resto do mundo cresceria em um ritmo mais acelerado do que o brasileiro, segundo a projeção do Fundo: de 3,4% este ano e 3,6% em 2027. Segundo o FMI, a economia global está "resiliente sob pressão" — que é o nome do relatório. O mundo enfrenta hoje diversos desafios econômicos: uma inflação alta — que deve atingir 4,7% na média global este ano para depois cair para 4,1% em 2027 —, uma escalada de conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, uma reavaliação sobre as expectativas ligadas à inteligência artificial, tensões comerciais entre os países e problemas fiscais em diversos governos. "Por outro lado, um impulso mais forte nos investimentos em IA e ganhos de produtividade decorrentes da IA, ou um alívio sustentado das tensões geopolíticas e comerciais, poderiam fortalecer o crescimento", afirma o FMI. Segundo o FMI, a atividade econômica global tem se mantido resiliente apesar da guerra no Oriente Médio, sustentada pela adaptação do setor privado e por investimentos robustos em inteligência artificial. "No entanto, a inflação está em alta, a disparidade entre as economias que se beneficiam do ciclo de expansão tecnológica ou de termos de troca favoráveis e aquelas que enfrentam custos de importação mais elevados e demanda mais fraca está aumentando", diz o FMI. O Fundo também afirma que o preço dos alimentos e energia vêm subindo nos últimos cinco anos, corroendo o poder de compra das famílias e aumentando a desigualdade e a pobreza. O FMI defende que as políticas públicas que mais funcionaram para lidar com esses desequilíbrios foram de apoio à renda para famílias vulneráveis economicamente. 2027 mais lento no Brasil A previsão do FMI de um crescimento mais lento do Brasil em 2027 está em linha com o que muitos analistas brasileiros já apontavam. Economistas ouvidos pela BBC News Brasil no mês passado já antecipavam um crescimento mais lento para a segunda metade deste ano e para 2027, com a perda de força dos estímulos fiscais feitos por governo federal e governos estaduais no primeiro semestre, em meio à corrida eleitoral. Ao mesmo tempo, os investimentos devem seguir reduzidos, diante do cenário de juros altos, que também têm se refletido nos diversos pedidos de recuperação judicial no setor de varejo. Esse cenário de restrições à atividade econômica deve continuar no próximo ano, contribuindo para o menor crescimento do PIB, preveem os analistas. Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, projetava um crescimento de 1,5% do PIB em 2027, mas acredita que esse número possa, na verdade, ser mais próximo de 1%. O economista cita como fatores para esse pessimismo a redução da taxa básica de juros mais lenta do que era esperado no início do ano, o aumento do endividamento e a redução do impulso fiscal pelo governo, passado o ciclo eleitoral. Pesam também condições financeiras mais desfavoráveis, com juros mais altos no mundo e petróleo em alta, pressionando a inflação local. "Ano que vem provavelmente também tem PIB negativo do agro, por causa do efeito do El Niño", diz Serrano. Alex Agostini, economista-chefe da agência de avaliação de risco Austin Rating, disse à BBC News Brasil em setembro que o cenário fiscal conturbado deve ser a maior pedra no sapato do novo governo. Ele acredita que, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vitorioso, algum ajuste fiscal será inevitável, o que teria efeito contracionista sobre a atividade econômica. O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar crescimento Getty Images via BBC

Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado A proposta que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) seu primeiro grande teste no plenário do Senado. Os senadores devem votar, em primeiro turno, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda precisa superar etapas importantes antes de eventualmente se transformar em uma Emenda à Constituição. Para avançar, a proposta precisará receber ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado definirá os próximos passos da tramitação e indicará o tamanho do apoio político à medida dentro da Casa. Agora no g1 A expectativa em torno da votação aumentou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluir a matéria na pauta do plenário. O tema vem mobilizando parlamentares favoráveis à aceleração da análise da proposta e também grupos que defendem um debate mais prolongado sobre seus impactos. A seguir, entenda o que será votado, o que acontece em caso de aprovação e quais etapas ainda precisam ser cumpridas até a conclusão do processo legislativo. O que será votado nesta quarta-feira? O que acontece se a PEC for aprovada? O texto ainda pode sofrer alterações? A votação final pode ocorrer ainda em outubro? O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? As mudanças passariam a valer imediatamente? O que será votado nesta quarta-feira? A análise prevista para esta quarta não corresponde à votação definitiva da proposta. Antes da deliberação, os senadores ainda precisam concluir as duas últimas sessões de discussão exigidas pelo regimento interno do Senado. Em seguida, o texto será submetido ao plenário em primeiro turno. A PEC já passou pelas principais fases iniciais da tramitação. Foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da CCJ do Senado em setembro. Agora, será apreciada por todos os integrantes da Casa. Como altera a Constituição Federal, a proposta precisa ser aprovada por pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos favoráveis. A votação desta quarta também servirá para medir, pela primeira vez, o apoio efetivo da Casa ao texto. A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos. Parlamentares favoráveis à proposta afirmam possuir apoio suficiente para a aprovação em primeiro turno. Já grupos contrários defendem mais tempo para discussão e alertam para possíveis impactos sobre custos trabalhistas e organização das empresas. Além da disputa em torno do mérito da proposta, há divergências sobre o ritmo de tramitação. Enquanto alguns senadores tentam acelerar o processo, outros defendem um debate mais amplo antes da conclusão das votações. Outro fator importante é o quórum. Mesmo com a matéria pautada, a aprovação depende do voto favorável de pelo menos 49 parlamentares, um número expressivo para mudanças constitucionais. Volte ao índice. O que acontece se a PEC for aprovada? Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará tramitando no Senado. A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho. Ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo. Após essa etapa, ainda serão necessários: três novas sessões de discussão em plenário; votação em segundo turno; nova aprovação com pelo menos 49 votos favoráveis. Somente após a aprovação em segundo turno o Senado concluirá sua análise da proposta. Caso os senadores mantenham exatamente o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a PEC poderá seguir diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional e passar a integrar a Constituição Federal. Volte ao índice. O texto ainda pode sofrer alterações? Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário. Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara. Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo. Volte ao índice. A votação final pode ocorrer ainda em outubro? Existe essa possibilidade. Pelas regras normais do Senado, a proposta precisa cumprir novas sessões de discussão antes da votação em segundo turno. O regimento também prevê intervalo entre as duas deliberações. Entretanto, parlamentares governistas articulam a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para apresentar um requerimento que permitiria reduzir parte desses prazos. Segundo Davi Alcolumbre, nenhum pedido desse tipo havia sido apresentado formalmente até o momento. Caso isso aconteça, caberá ao plenário decidir se concorda ou não com a aceleração da análise. Se houver acordo entre os senadores, a votação definitiva poderá ocorrer ainda na segunda quinzena de outubro. Volte ao índice. O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil. Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial. A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos. Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6x1 como modelo regular de jornada. O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias. Volte ao índice. As mudanças passariam a valer imediatamente? Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores. Primeira etapa Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda: redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa Iniciada 12 meses após a primeira fase: redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto, porém, prevê exceções e regras específicas. Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas. A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais. Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Volte ao índice.

Câmara dos Deputados Divulgação / Câmara dos Deputados O novo concurso da Câmara dos Deputados reúne alguns dos principais atrativos buscados por candidatos ao serviço público: remuneração acima da média, estabilidade e oportunidades em áreas que vão da comunicação social à engenharia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Ao todo, o edital oferece 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva na carreira de analista legislativo, com salários de R$ 32.070,88. 🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação. As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Cebraspe, banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130. Mas as dúvidas sobre o concurso vão muito além do período de cadastro. Por isso, o g1 preparou um guia com os principais pontos do edital. Abaixo, entenda: Cargo e formação Salários e benefícios Requisitos Atribuições Como serão as provas? Quando os aprovados poderão ser convocados? Como funcionará a reserva de vagas? Cargos e formação Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, o concurso não é destinado a um único perfil profissional. Um dos destaques do edital é que a especialidade com maior número de vagas não exige formação superior específica. A área de Registro e Redação oferece 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva. Para concorrer, basta possuir diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação. Já as demais oportunidades são destinadas a candidatos com graduações específicas. Veja a distribuição prevista no edital: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Salários e benefícios Independentemente da especialidade escolhida, todos os aprovados ingressarão na carreira com remuneração inicial de R$ 32.070,88. Os servidores serão lotados em Brasília, onde está localizada a sede da Câmara dos Deputados. Além do salário, os ocupantes do cargo terão acesso aos benefícios oferecidos pela Casa e às garantias previstas para os servidores efetivos da administração pública federal. Requisitos Além da formação exigida para cada especialidade, os candidatos deverão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal. Entre as exigências estão: ter nacionalidade brasileira ou portuguesa, nos casos previstos em lei; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar quite com as obrigações militares, quando aplicável; possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; apresentar a documentação exigida para a posse; possuir a graduação exigida para a especialidade escolhida. Algumas áreas também exigem registro profissional no respectivo conselho de classe. Atribuições Embora todos os aprovados ingressem na carreira de analista legislativo, as atividades desempenhadas variam de acordo com a especialidade escolhida. Os profissionais da área de Divulgação Institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como serão as provas? As provas estão marcadas para 17 de janeiro de 2027. A aplicação ocorrerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Dessa forma, os candidatos poderão realizar os exames em seus próprios estados, sem a necessidade de viajar para Brasília. ➡️ As avaliações serão aplicadas em dois turnos. Os horários definitivos serão divulgados posteriormente pelo Cebraspe. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva, ambas aplicadas no mesmo dia. A prova objetiva terá 180 itens no formato "certo" ou "errado", distribuídos entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será voltada para conteúdos relacionados à especialidade escolhida pelo candidato. Quando os aprovados poderão ser convocados? A Câmara dos Deputados poderá iniciar as nomeações após a homologação do resultado final do concurso. Segundo o cronograma oficial, a divulgação do resultado final está prevista para 30 de abril de 2027. A partir dessa data, as nomeações poderão ocorrer de acordo com as necessidades da administração e a disponibilidade de vagas. Além dos candidatos classificados dentro das vagas imediatas, aprovados no cadastro de reserva também poderão ser convocados durante o período de validade do concurso, que será de dois anos - contados a partir da homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período. Isso significa que a Câmara dos Deputados poderá convocar aprovados por até quatro anos, conforme suas necessidades administrativas. Cadastro reserva O concurso prevê 118 oportunidades para cadastro de reserva, mecanismo utilizado para formar uma lista de candidatos aptos a serem convocados futuramente. Ou seja, quem for aprovado para o cadastro de reserva não tem direito à nomeação imediata. Esses candidatos ficam em uma espécie de lista de espera e podem ser chamados caso surjam novas vagas, ocorram aposentadorias, exonerações ou haja necessidade de reforçar o quadro de servidores durante o período de validade do concurso. A convocação segue a ordem de classificação e pode ocorrer a qualquer momento enquanto o concurso estiver válido. Cronograma 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.

Reunião anual do Fundo Monetário Internacional na Tailândia. Sakchai Lalit / AP O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou ligeiramente nesta terça-feira sua projeção para a economia global em 2026, mas continua prevendo um crescimento modesto de 3,1%. Em julho, o FMI estimava expansão global de 3,0%. Em 2025, a economia mundial cresceu 3,5%. No relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, o organismo prevê que o crescimento dos Estados Unidos permaneça estável em 2,3% em 2026 e 2027. O FMI afirmou ainda esperar que os preços do petróleo avancem quase 41% neste ano, para uma média de US$ 96 por barril, o que deve impulsionar a inflação global para 4,7% em 2026, ante 4,1% no ano passado. Agora no g1 A atualização foi divulgada enquanto líderes econômicos e financeiros de todo o mundo se reúnem em Bangkok para os encontros anuais de outono do FMI e do Banco Mundial. Segundo o relatório, o avanço da inteligência artificial (IA) está compensando parte dos efeitos negativos provocados pela forte alta dos preços do petróleo e do gás. Impactos desiguais da IA O FMI destacou, porém, que os benefícios do boom da inteligência artificial não são distribuídos de forma homogênea. Estados Unidos e China respondem por mais de três quartos da demanda líquida mundial por importações de semicondutores e outros equipamentos ligados à IA. "As perspectivas são altamente desiguais", afirmou Silvana Tenreyro, diretora do departamento de pesquisa do FMI, durante entrevista coletiva em Bangkok. O relatório aponta que o crescimento está cada vez mais concentrado. Atualmente, 32 países respondem por 95% da expansão econômica global, contra 54 países em abril. "A economia global não está simplesmente desacelerando ou acelerando; o crescimento está sendo redistribuído entre os países de acordo com sua exposição ao choque de oferta provocado pela guerra e à força da demanda relacionada à inteligência artificial", afirma o documento. Ferramentas de IA Solen Feyissa/Pexels Os efeitos da IA sobre o emprego são um dos principais temas debatidos nos encontros em Bangkok. Na segunda-feira, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, classificou o fenômeno como "um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami". "Estimamos que o impacto sobre os empregos no mundo alcance cerca de 40%, seja por meio de aprimoramento, rebaixamento ou eliminação de postos de trabalho. E já estamos observando parte desse impacto", afirmou. Dívida continua sendo preocupação Na semana passada, Georgieva pediu que países ricos e pobres reforcem seus esforços para melhorar suas finanças públicas. Segundo ela, o aumento dos níveis de endividamento representa um risco crescente para a estabilidade financeira global. Tenreyro afirmou que essa preocupação é ainda mais relevante em um cenário de custos elevados de financiamento. O relatório prevê que as economias avançadas cresçam 2,1% neste ano, acima dos 2,0% registrados em 2025, antes de desacelerarem para 1,9% no próximo ano. As projeções consideram que os embarques de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz serão normalizados até março e que o avanço da demanda por inteligência artificial perderá parte de seu ritmo. Nos Estados Unidos, o crescimento deve permanecer estável em 2,3%. Dívida pública sobe. Reprodução/Jornal Nacional Países relativamente protegidos dos choques energéticos provocados pela guerra com o Irã e que vêm se beneficiando da rápida adoção da IA conseguem manter o crescimento econômico. Já as economias em desenvolvimento e os mercados emergentes mais vulneráveis aos altos preços do petróleo e do gás devem desacelerar para 3,7% neste ano, ante 4,5% em 2025. Para 2027, a projeção é de recuperação, com expansão de 4,4%. A situação é considerada mais delicada no Oriente Médio e na Ásia Central. Nessas regiões, as economias devem encolher neste ano antes de voltar a crescer e alcançar uma taxa de 6,3% em 2027. Perspectivas variam por região Os 21 países que compartilham o euro devem registrar crescimento de 1,1% neste ano e de 1,2% em 2027. A China, segunda maior economia do mundo, deve expandir 4,5% neste ano, abaixo dos 5% registrados em 2025, em linha com a meta oficial do governo. Selo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto do lado de fora de sua sede em Washington, DC Mandel Ngan/AFP A Índia deve permanecer como a grande economia de crescimento mais acelerado do mundo, com expansão de 7%, abaixo dos 7,7% observados no ano passado. O FMI reúne 191 países-membros e tem como missão promover o crescimento econômico, a estabilidade financeira e a redução da pobreza. Em Bangkok, ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais discutem o cenário econômico global e estratégias para fortalecer a estabilidade financeira e sustentar o crescimento econômico.

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quarta-feira (14), e o prêmio pode chegar a mais de R$ 150 milhões para a aposta vencedora. A mudança na data do sorteio, da tradicional terça-feira para a quarta, ocorre por causa do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, comemorado na segunda-feira (12). Outras loterias, como Quina, Lotofácil e Dia de Sorte, também não tiveram sorteio na segunda e serão retomadas nesta terça-feira (13). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 3.069, realizado no domingo (11), em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O ranking abaixo mostra os maiores prêmios da loteria, segundo a Caixa Econômica Federal, e considera apenas os sorteios regulares. Veja abaixo: O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação O próximo feriado nacional será em 2 de novembro, Dia de Finados. A data cairá em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026. Além de Finados, outras datas podem formar fins de semana prolongados, dependendo do dia da semana em que caem e da possibilidade de emenda. (veja calendário abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Nem todos os trabalhadores são dispensados nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. O calendário é favorável para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. O mês de novembro terá três feriados. Depois do dia 2, a próxima data será 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. O feriado cairá em um domingo e, por isso, não haverá possibilidade de emenda. Outro feriadão será possível em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Meta lança Muse Wonder, seus modelos de IA mais avançados, para pressionar OpenAI e Anthropic Reprodução/Meta A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) o lançamento de dois novos modelos de inteligência artificial (IA), chamados Muse Wonder e Muse Wonder Full. Segundo a empresa, eles são os mais avançados já desenvolvidos pela companhia. Com a novidade, a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp busca aumentar sua competitividade na disputa com empresas como OpenAI (ChatGPT) e Anthropic (Claude), que também desenvolvem tecnologias de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Meta, o Muse Wonder será integrado em breve ao Muse, seu assistente pessoal de IA, inicialmente para usuários que pagam uma assinatura. Já o Muse Wonder Full, versão mais poderosa da tecnologia, está disponível para assinantes do Muse Code, ferramenta de inteligência artificial da empresa voltada à programação. Agora no g1 Lançado no início de setembro, o Muse é um assistente de inteligência artificial projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Recentemente, o Muse se envolveu em uma polêmica após o youtuber de tecnologia Matt J. Robb, que vive no Canadá, afirmar que a IA forneceu seu endereço a um desconhecido. Segundo ele, a ferramenta, autorizada a gerenciar sua conta no Facebook Marketplace, aceitou uma oferta por um teclado e combinou a retirada do produto sem consultá-lo. O comprador chegou a aparecer no prédio onde ele mora. A Meta afirmou que buscaria entender o caso. O lançamento dos novos modedos do Muse acontece após o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, prometer investimentos de bilhões de dólares e contratar pesquisadores de outras empresas ao longo do último ano para tentar recuperar o atraso na corrida pela inteligência artificial. "Há 14 meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em inteligência artificial e, desde então, passamos da reconstrução das nossas bases para o avanço dos limites da tecnologia", afirmou a Meta em uma publicação em seu blog. O lançamento bem-sucedido do assistente pessoal Muse também pode abrir caminho para que a Meta transforme seus altos investimentos em IA em novas fontes de receita por meio de assinaturas, apesar das preocupações relacionadas à privacidade dos usuários. As ações da Meta subiram cerca de 4% nas negociações da tarde desta segunda-feira. Com informações da agência Reuters. Logos OpenAI Dots e Meta Muse. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes'

Após troca de ataques a petroleiros, Irã anuncia 'área restrita' no Estreito de Ormuz Sessenta países apoiaram, nesta segunda-feira (12), uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O documento foi assinado por países que são membros da União Europeia, Austrália, Japão e Reino Unido, por exemplo. "Apoiamos as iniciativas multilaterais defensivas e não escalatórias em curso, destinadas a preservar a liberdade de navegação. Nós nos opomos a quaisquer medidas, incluindo a imposição de taxas ilegais, pedágios, restrições discriminatórias, exigências de autorização prévia ou outras condições que possam dificultar ou prejudicar a navegação legal em estreitos utilizados para navegação internacional", diz a declaração. Desde o começo da guerra entre EUA e Irã, a cobrança de tarifas para navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada. A primeira notícia sobre um possível pedágio saiu ainda em abril, um mês depois do início do conflito. Em julho, ao anunciar um bloqueio militar aos portos iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dizer que Washington passaria a cobrar 20% sobre a carga de todas as embarcações que passassem pela região, mas recuou apenas um dia depois. Pouco depois, no mesmo mês, o governo iraniano e Omã iniciaram discussões para uma gestão compartilhada da rota marítima, por onde passam 20% de todas exportações de petróleo mundiais. No entanto, os planos não saíram do papel. Explosão de petroleiro no Estreito de Ormuz Embarcações perto de Ormuz. Reuters Apesar de Donald Trump ter afirmado recentemente que o petróleo voltou a fluir normalmente pelo Estreito de Ormuz, incidentes continuam a ocorrer na região e o tráfego de embarcações segue comprometido. Neste sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um petroleiro explodiu e pegou fogo após atingir uma mina naval enquanto atravessava o estreito. Os militares não informaram o nome, a bandeira ou a origem da embarcação. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos. No dia 7, um levantamento publicado pela agência de notícias Reuters mostrou que os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o maior número semanal desde o início do conflito. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, fontes de segurança marítima contabilizaram pelo menos 12 incidentes envolvendo embarcações que transportavam petróleo e gás na região. Os registros incluem ataques, tentativas de ataque e ações de intimidação contra navios. Dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, apontaram nove ocorrências no mesmo período. Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz Juan Silva/g1

Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a IA precisa de regras globais urgentes de segurança e de avaliadores independentes capazes de analisar novos avanços. Segundo ele, a tecnologia está sujeita a menos exigências de segurança do que o leite vendido em supermercados. Em entrevista à BBC publicada nesta segunda-feira (12), Smith defendeu que essas regras obriguem as empresas a avisar as vítimas caso seus sistemas sejam invadidos por um agente de IA que aja fora de controle. Ele também afirmou que deve existir um “freio de emergência” e uma obrigação legal de produzir relatórios sobre incidentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Sabemos como fazer isso para outros produtos”, disse Smith. “Devemos aproveitar esse conhecimento e pensar em como aplicá-lo à IA.” “Hoje, sua máquina de lavar está sujeita a mais regras de segurança do que a IA. Toda caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a regras de segurança e fiscalização", afirmou. Intolerância à lactose e alergia ao leite, restrições que ainda causam confusão. Shutterstock Empresas de tecnologia como Anthropic e OpenAI começaram a divulgar comportamentos de agentes de IA que fogem do esperado ou são indesejados. Essas revelações fazem parte de um debate global sobre o rápido avanço da tecnologia, que inclui alertas de pesquisadores sobre uma possível ameaça à existência da humanidade no futuro. Algumas empresas têm defendido uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Esses pedidos, porém, levantaram dúvidas sobre possíveis interesses dos executivos, como criar regras que mantenham suas empresas na liderança, antecipar-se a uma reação mais ampla dos governos ou simplesmente reduzir o ritmo acelerado dos gastos. Vice-Presidente e presidente da Microsoft, Brad Smith, faz uma palestra principal em Bruxelas, Bélgica, em 30 de abril de 2025. REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo Para Smith, o Reino Unido está bem posicionado para liderar a regulação da IA por causa de seu Instituto de Segurança de IA, criado durante o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak. O executivo afirmou que autoridades em Washington veem Londres de forma muito diferente de como veem Bruxelas. A União Europeia regula a inteligência artificial de acordo com o nível de risco, por meio de sua legislação sobre IA, conhecida como AI Act. Por meio de acordos voluntários, o instituto britânico tem acesso aos principais modelos de IA antes de serem disponibilizados para uso. Isso permite avaliar suas capacidades e seus riscos. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos O Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford, nesta segunda-feira (12), por seus estudos estabilização da economia. O prêmio é organizado Academia Real das Ciências da Suécia. Os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia, como crises ou crescimento excessivo. Uma de suas principais contribuições foi mostrar que, para manter a economia estável, é preciso levar em conta as decisões tomadas por famílias e empresas, em vez de analisar apenas o funcionamento da economia de cima para baixo. Enquanto Hall contribuiu para a compreensão das decisões de consumo das famílias, Woodford se concentrou na forma como as empresas definem seus preços. Veja a seguir os vencedores dos últimos anos e suas contribuições para a economia. 2025 O Nobel de Economia de 2025 foi concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por seus estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação. Mokyr foi reconhecido por identificar as condições necessárias para o progresso econômico sustentado, ou seja, quando a economia cresce de forma contínua e estável, sem longos períodos de estagnação ou recessão. Já Aghion e Howitt receberam o prêmio pela teoria do crescimento baseada na chamada "destruição criativa" — processo no qual inovações novas e melhores substituem as anteriores. 2024 O Nobel de Economia de 2024 foi concedio a Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson por estudos sobre por que algumas nações são mais prósperas do que outras. Os pesquisadores mostraram que as instituições ajudam a explicar essas diferenças: aquelas voltadas à exploração da população prejudicam o crescimento de longo prazo, enquanto as que garantem liberdades econômicas e o Estado de Direito favorecem a prosperidade. Entenda os estudos dos economistas do Nobel de 2026 2023 O Nobel de Economia de 2023 foi concedido a Claudia Goldim (Estados Unidos), por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho. Os estudos da vencedora mostraram que parte da desigualdade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres está ligada a decisões que elas precisam tomar ainda jovens, como as relacionadas à carreira e à maternidade, e que têm efeitos duradouros sobre sua vida profissional. 2022 O Nobel de Economia de 2022 foi concedido a Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig (Estados Unidos), por seus estudos sobre bancos e sua relação com as crises financeiras. Eles desenvolveram modelos teóricos que explicam por que os bancos existem, como seu papel na sociedade os torna vulneráveis a rumores sobre seu colapso iminente e como a sociedade pode diminuir essa vulnerabilidade. 2021 O Nobel de Economia de 2021 foi concedido a David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens por seus estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho. Os pesquisadores foram premiados pelo uso de experimentos naturais (situações da vida real para calcular seus impactos no mundo) para entender as relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho e educação. Essa abordagem dos economistas acabou se estendendo para outras áreas e revolucionou as pesquisas de campo pelo mundo. 2020 O Nobel de Economia de 2020 foi concedido a Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (Estados Unidos), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões. Os vencedores estudaram o funcionamento dos leilões e criaram novos formatos para vender bens e serviços difíceis de negociar pelos meios tradicionais, como frequências de rádio. Suas descobertas beneficiaram vendedores, compradores e contribuintes em todo o mundo. 2019 O prêmio Nobel de 2019 foi concedido a Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (Estados Unidos), por seus trabalhos no combate à pobreza. O trio foi premiado “por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global”, segundo o júri. Em comunicado, a Academia Real de Ciências da Suécia afirmou que os estudos dos vencedores e de pesquisadores que seguiram seus passos ampliaram significativamente a capacidade de combater a pobreza na prática. 2018 O Nobel de Economia de 2018 foi concedido a William D. Nordhaus e Paul M. Romer (Estados Unidos), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo. Segundo os organizadores, os pesquisadores desenvolveram métodos para enfrentar questões urgentes, como conciliar a expansão da economia global com o bem-estar da população. 2017 O Nobel de Economia de 2017 foi concedido a Richard Thaler (Estados Unidos) por suas contribuições para a economia comportamental, que considera a influência de fatores psicológicos e sociais nas decisões de consumidores e investidores. Thaler desenvolveu a teoria da contabilidade mental, que explica como as pessoas simplificam suas escolhas financeiras. Seus estudos mostraram como as limitações da racionalidade, as preferências sociais e a falta de autocontrole afetam tanto as decisões individuais quanto os resultados do mercado financeiro. 2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos. 2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar". 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação". 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros. Agora no g1 Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford Reprodução/Nobel Prize Nobel de Economia 2026 foi para Robert E. Hall e Michael Woodford. Reprodução/Nobel Prize O prêmio O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901. O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias. Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos O Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre as bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pela premiação. Os vencedores vão dividir 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a entidade, os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia. Seus estudos mostram como medidas relacionadas aos juros, aos gastos públicos e aos impostos, quando adotadas no momento certo, podem amenizar crises e conter períodos de crescimento excessivo. “Com eles, estamos mais preparados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou mudanças repentinas no consumo das famílias", afirmou John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, em comunicado. Robert E. Hall nasceu em 1943, em Palo Alto, nos Estados Unidos, e é professor da Universidade de Stanford. Concluiu seu doutorado em Economia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 1967. Michael Woodford nasceu em 1955, em Chicopee, também nos EUA, e é professor da Universidade de Columbia. Ele também fez doutorado em Economia no MIT, concluído em 1983. “É uma honra tremenda e uma surpresa”, disse Woodford, por telefone, durante a transmissão do anúncio. Uma das principais contribuições dos premiados é mostrar que, para formular políticas de estabilização mais eficazes, é preciso considerar como famílias e empresas tomam decisões e o que esperam do futuro. “As autoridades não deveriam encarar a estabilização da economia como uma tarefa em que basta acionar alavancas para controlar a atividade econômica, sem considerar como as pessoas entendem essas medidas”, disse Woodford. Entenda os estudos dos economistas do Nobel de 2026. A contribuição de Hall e Woodford A economia alterna períodos de retração e de crescimento. Desde que o economista John Maynard Keynes apresentou suas teorias, há quase um século, as chamadas políticas de estabilização ganharam importância para lidar com essas oscilações. A ideia é que, em períodos de recessão, medidas como a redução dos juros e o aumento dos gastos públicos ou a redução de impostos possam estimular a atividade econômica. Quando a economia está aquecida demais, medidas no sentido contrário podem ajudar a conter as pressões sobre os preços. Mas, durante as crises do petróleo dos anos 1970, os modelos baseados nas ideias de Keynes passaram a ser questionados. As políticas de estímulo tinham dificuldade para reduzir o desemprego sem agravar a inflação, em um cenário de forte alta dos custos de energia. Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford Reprodução/Nobel Prize O Ocidente viveu uma década de baixo crescimento, desemprego elevado e inflação alta. Muitos passaram a acreditar que as políticas de estabilização tinham causado mais prejuízos do que benefícios e deveriam ser abandonadas. Hall e Woodford foram premiados por mostrar como reformular os modelos econômicos para orientar políticas de estabilização mais eficazes. O ponto de partida foi entender melhor como famílias e empresas tomam decisões e como essas escolhas afetam a economia como um todo. Os modelos anteriores mostravam relações estatísticas entre indicadores de inflação, produção e consumo, mas não explicavam com clareza os mecanismos por trás desses resultados. Para superar essa limitação, os pesquisadores incorporaram o comportamento de consumidores e empresas à análise. Hall ajudou a mostrar que o consumo das famílias depende não apenas da renda atual, mas também do que elas esperam ganhar no futuro. Uma perspectiva mais favorável pode estimular os gastos, enquanto o receio de uma queda na renda pode levar à redução do consumo. Essa capacidade de planejar os gastos, porém, varia entre as famílias. Quem não tem poupança nem acesso a crédito depende mais diretamente do dinheiro disponível a cada mês — uma diferença que os modelos também passaram a considerar. Woodford incorporou essas contribuições a um modelo mais amplo da economia, apresentado em um livro de 2003, que também explica como as empresas definem seus preços. Nesse modelo, as empresas não reajustam os preços a cada mudança na demanda ou nos custos de produção, porque fazer isso também envolve despesas. Por isso, quando decidem reajustá-los, levam em conta o que esperam para os próximos meses, como possíveis altas nos valores dos insumos e nos preços dos concorrentes. Assim, não são apenas os juros atuais que importam, mas também o que famílias e empresas esperam das próximas decisões do banco central. Uma comunicação clara e confiável sobre a política econômica pode influenciar as decisões de consumo, investimento e definição de preços. Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford Reprodução/Nobel Prize Veja os vencedores dos últimos anos do Nobel de Economia: 2025: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, por seus estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação. 2024: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, por seus estudos sobre a diferença na prosperidade das nações. 2023: Claudia Goldim (Estados Unidos), por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho 2022: Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig (Estados Unidos), por seus estudos sobre bancos e sua relação com as crises financeiras. 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens, por seus estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho. 2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (Estados Unidos), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões. 2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (Estados Unidos), por seus trabalhos no combate à pobreza. 2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (Estados Unidos), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo. 2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores. 2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos. 2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar". 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação". 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros. O prêmio O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901. O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias. Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Palácio do Congresso Nacional fica iluminado de amarelo, de 2 a 5 de agosto, em uma ação do Ministério da Saúde relacionada à Semana Mundial do Aleitamento Materno. Carlos Moura/Agência Senado Não é apenas a eleição presidencial que pode mexer na economia, no imposto pago pelas famílias, no custo das empresas para manter funcionários e no destino de bilhões de reais enviados a estados e municípios. Os deputados e senadores eleitos, que tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, terão de lidar com decisões econômicas já previstas ou ainda pendentes. Em alguns casos, poderão mudar as regras. Em outros, a legislação atual produzirá efeitos mesmo sem uma nova votação. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os parlamentares chegarão ao Congresso no mesmo ano em que uma etapa importante da reforma tributária começará a funcionar. Poderão decidir também sobre o limite nacional do imposto sobre heranças, uma possível prorrogação da redução de impostos sobre a folha de salários e o destino das emendas parlamentares executadas em 2027. Agora no g1 Reforma começa mesmo se o Congresso não fizer nada Quem vencer a eleição presidencial terá influência sobre a forma como a reforma tributária será colocada em prática. O próximo governo poderá definir regras para o funcionamento do novo sistema tributário, propor mudanças ao Congresso e vetar projetos aprovados pelos parlamentares, explica o economista Haroldo da Silva, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP). O chefe do Executivo, porém, não poderá suspender sozinho regras que já estão previstas na Constituição ou em leis complementares. É aí que entra o Legislativo. "O Congresso de 2027 será particularmente importante porque herdará uma reforma já em funcionamento e passará a decidir quanto dela será preservado, corrigido ou recalibrado", diz Silva. Uma das possíveis mudanças já apareceu no debate eleitoral. Na quarta-feira (7), Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que um eventual governo do partido pretende acabar com o chamado "split payment". ➡️ Previsto para se tornar obrigatório em 2028 nas operações entre empresas, o mecanismo separa automaticamente o valor dos impostos no momento do pagamento e o direciona ao poder público. Como foi instituído pela legislação da reforma tributária, seu fim não dependeria apenas de uma decisão do presidente: também exigiria a participação do Congresso. Apesar das propostas de alteração, a reforma já tem um calendário de implementação definido pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e detalhado pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026. Na ausência de novas mudanças na legislação, as etapas previstas seguirão o cronograma atual. 🗓️ Em 2027, começa a primeira substituição efetiva de impostos. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cobrada pelo governo federal, substituirá o PIS e a Cofins. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios, começará a ser cobrado com uma alíquota provisória de 0,1%. 🗓️ A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será zerada para a maior parte dos produtos, sem alteração das regras da Zona Franca de Manaus. A substituição do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelo IBS começará em 2029 e avançará gradualmente até 2032. O novo sistema estará totalmente implantado em 2033. Esse calendário continuará avançando mesmo que os deputados e senadores eleitos não aprovem uma nova lei sobre a reforma em 2027. O Congresso, porém, ainda poderá decidir sobre pontos pendentes e participar das próximas etapas da mudança para o novo sistema. Tais decisões serão tomadas em um Parlamento em que setores econômicos organizados já contam com representantes e canais de negociação. Fabio Andrade, cientista político, economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, avalia que a eleição não deve alterar esse equilíbrio de forma brusca. Segundo ele, os grupos de parlamentares mais organizados tendem a conservar sua influência. “Mudanças políticas não acontecem de forma radical, elas sempre são mais lentas. Digo isso porque os principais grupos de interesse colocados devem permanecer”, afirma. De acordo com o professor, os setores que participaram da discussão da reforma e já sabem defender seus interesses no Congresso chegarão à nova legislatura em melhor posição. Ele cita grupos de parlamentares ligados ao agronegócio e a segmentos tradicionais da indústria. Essa capacidade de negociação poderá pesar, por exemplo, se o novo Congresso tiver de analisar os vetos à Lei Complementar nº 227/2026, que reúne mudanças nos impostos cobrados de diferentes setores. Imóveis, heranças, bebidas e futebol: o que pode mudar Sancionada com 13 dispositivos vetados pelo presidente, a LC 227/2026 poderá voltar à pauta do Congresso em 2027, caso esses vetos não sejam analisados até o fim de 2026. Nesse cenário, a decisão caberá aos deputados e senadores que tomarem posse em fevereiro. Os vetos não desaparecem com o fim da atual legislatura nem são aprovados ou rejeitados automaticamente com a passagem do tempo. João Henrique Gasparino, advogado especialista em impostos e diretor executivo da NimbusTax, explica que a derrubada de um veto exige pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, contados separadamente. Se não houver votação, continuará valendo a lei sem os trechos rejeitados pelo presidente. “Mas dois pontos importam mais que a mecânica: veto não tem aprovação tácita, de modo que nunca ser pautado equivale materialmente a ser mantido; e vetos pendentes não decaem com o fim da legislatura, então o Congresso de 2027 herda os treze intactos.” Um desses trechos afeta quem compra um imóvel. O texto aprovado pelo Congresso permitia que municípios e o Distrito Federal oferecessem ao contribuinte a opção de pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) no momento da escritura, antes do registro da propriedade e, possivelmente, com uma alíquota menor. Se o veto for derrubado, o comprador poderá antecipar o pagamento do imposto. Outro trecho incluía determinados alimentos líquidos à base de vegetais entre os produtos que teriam redução de 60% nas alíquotas da CBS e do IBS. ⚠️ A lei sancionada manteve o desconto para leite fermentado, bebidas e compostos lácteos, mas o veto retirou da redução os alimentos líquidos vegetais acrescentados pelo Congresso. Também há vetos relacionados aos impostos cobrados das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Os trechos vetados poderiam ampliar os benefícios fiscais para o setor. Enquanto não houver votação, esses trechos permanecerão fora da lei. A questão continuará em aberto, porque a derrubada dos vetos poderá colocar em vigor o texto aprovado anteriormente pelo Congresso. Além dos vetos, os senadores eleitos terão de tomar outra decisão com impacto sobre o patrimônio das famílias: definir o limite nacional do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados sobre heranças e doações. A alíquota máxima permitida atualmente é de 8%. O Projeto de Resolução do Senado nº 57/2019, ainda em análise, propõe elevar esse limite para 16%. A decisão depende apenas do Senado, sem votação na Câmara nem sanção presidencial. 💡 Isso não significa que o imposto pago por todas as famílias dobrará automaticamente. O Senado define apenas o limite máximo. Cada estado estabelece, por meio de lei própria, as alíquotas que cobrará e as faixas de patrimônio às quais elas serão aplicadas. Gasparino acrescenta que, além do limite máximo, o valor final do imposto depende de outros três fatores: o valor atribuído ao patrimônio, a faixa em que a herança será enquadrada e as isenções concedidas por cada estado. Pela regra de cobrança progressiva, as alíquotas devem aumentar de acordo com o valor da herança ou da doação. A definição das faixas, porém, continua dependendo de cada estado. 🧮 Além do limite máximo, o valor final do imposto depende da base de cálculo, isto é, do valor do patrimônio usado na cobrança. A LC nº 227/2026 estabeleceu o valor de mercado como referência. Assim, o imposto pode aumentar nos estados que antes usavam um valor fiscal inferior ao preço de mercado, mesmo que a alíquota não mude. “Para quem herda um único imóvel de família, o teto é a variável menos relevante. Pesa muito mais a base de cálculo, que a LC 227 nacionalizou como valor de mercado — em Estados que praticavam valor venal de IPTU, isso dobra o imposto sem mexer em nenhuma alíquota”, afirma Gasparino. Folha de salários: Congresso terá de agir para impedir o aumento Fora da reforma dos impostos sobre o consumo, outra decisão poderá afetar empresas, preços e trabalhadores: a possível prorrogação da desoneração da folha, que reduz os impostos cobrados sobre os salários pagos pelas empresas. 🗓️ A Lei nº 14.973/2024 já determinou a retomada gradual da contribuição previdenciária paga pelas empresas de 17 setores que empregam muitos trabalhadores. Em 2027, essas empresas recolherão 15% sobre os salários e pagarão uma parcela reduzida da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), calculada sobre o faturamento. Em 2028, a CPRB será extinta e a contribuição sobre a folha voltará a 20%. “Não é preciso aprovar lei para acabar com a desoneração em 2028. É preciso aprovar lei se o Congresso quiser evitar o seu fim”, destaca Silva. Do ponto de vista legal, uma lei ordinária seria suficiente para mudar novamente o calendário. Na prática, porém, a prorrogação reduziria a arrecadação e exigiria o cálculo desse impacto, medidas para compensar a perda de receita e espaço no Orçamento de 2028. Por isso, embora a medida possa ser aprovada formalmente até o fim de 2027, a discussão teria de avançar durante a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Gasparino avalia que, na prática, a decisão precisaria ser tomada em outubro ou novembro, para que a perda de arrecadação fosse incluída na proposta orçamentária. “O impacto depende da relação entre faturamento e folha de salários de cada companhia. Encarecer o fator trabalho tende a ser mais problemático justamente nos setores intensivos em mão de obra, como têxtil e confecção, tecnologia, call centers, transportes e construção." As empresas poderão absorver parte do aumento, repassar outra parte aos preços ou reduzir contratações. Não é possível, porém, calcular antecipadamente um número preciso de demissões. Parlamentares eleitos decidirão o destino de bilhões em emendas O Congresso atual foi responsável por votar o Orçamento de 2027 e definir o valor reservado às emendas parlamentares. Mas caberá aos deputados e senadores que assumirem em fevereiro indicar o destino das emendas individuais e participar das decisões tomadas pelos grupos de parlamentares de cada estado e pelas comissões. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas individuais e de bancada. O valor não inclui uma reserva específica para as emendas apresentadas pelas comissões do Congresso, que poderá ser acrescentada durante a análise do projeto. Plenário da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados 📌 A decisão pode parecer distante da rotina das famílias, mas define se o dinheiro será destinado, por exemplo, a hospitais, obras viárias, máquinas agrícolas, equipamentos públicos ou repasses a estados e municípios. O impacto econômico ocorre porque esse valor sai da parcela do Orçamento destinada às despesas que o governo pode escolher como executar. É desse mesmo espaço que saem recursos para investimentos, manutenção de universidades, infraestrutura, fiscalização, ciência e tecnologia. “Se o total da despesa está limitado pelas regras fiscais, cada R$ 1 bilhão adicional destinado a emendas reduz em R$ 1 bilhão o espaço disponível para outras despesas discricionárias”, diz Silva. “Não há mágica aritmética aqui.” Isso não significa que as emendas sejam necessariamente improdutivas. Elas podem financiar ações com retorno para a sociedade. A questão é comparar o destino escolhido pelo parlamentar com a política pública ou o investimento que perderá espaço no Orçamento. Andrade avalia que, desde a criação do mecanismo que ficou conhecido como orçamento secreto, o Congresso ganhou mais autonomia para indicar o destino dos recursos. Com isso, o governo federal perdeu parte significativa de sua capacidade de negociar apoio político por meio da distribuição de verbas do Orçamento. Segundo ele, muitas vezes resta ao governo negociar a ocupação de cargos considerados importantes e que oferecem acesso mais estratégico aos recursos. “Talvez a principal moeda do Congresso sejam as negociações no que tange à composição do núcleo que vai ser responsável pela gestão dos recursos com o IBS e a CBS. Essa pode ser uma moeda de troca até mais poderosa do que efetivamente a dotação orçamentária." Negociações com o Congresso começam antes da posse O resultado das eleições pode influenciar decisões antes mesmo da posse, já que o governo eleito pode negociar com os partidos que integram o atual Congresso. Um exemplo é a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, editada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as plataformas de apostas. A medida está em vigor desde 25 de setembro, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se tornar lei em caráter definitivo. 🎰 A MP proibiu apostas esportivas e jogos on-line, determinou o fim das autorizações existentes e estabeleceu regras para a devolução do dinheiro dos apostadores mantido nas plataformas. Ao mesmo tempo, o governo enviou um projeto de lei para definir crimes e penas relacionados à operação, à publicidade e à movimentação financeira desse mercado. Isso porque medidas provisórias não podem estabelecer regras de natureza penal. Segundo o calendário divulgado pelo Congresso, a análise está prevista para ocorrer até 23 de novembro de 2026. Portanto, caberá à atual legislatura votar a medida. Ainda assim, o próximo governo poderá participar das negociações. A aprovação, a alteração ou a rejeição da medida depende das lideranças partidárias, que também atuarão na formação da futura base governista ou da oposição.

Lucas e Rafinha Arquivo familiar Dar R$ 10 para uma criança fazer compras no supermercado pode ser mais do que uma forma de deixá-la escolher o que quer levar para casa. Para o bancário Silas Gabriel, é também uma oportunidade de ensinar o filho, Rafinha, de 5 anos, a lidar com o dinheiro. Nas visitas ao mercado, o menino recebe a quantia e pode escolher alguns produtos. Observa os preços, compara opções e, quando percebe que algo custa caro demais, às vezes desiste da compra e procura uma alternativa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Ele vai olhando os preços, escolhendo o que quer comprar. E, quando vê alguma coisa muito cara, às vezes ele mesmo desiste, procura outra opção”, conta Silas. A experiência chamou a atenção nas redes sociais da família. Segundo o pai, três publicações sobre o assunto ultrapassaram 10 milhões de visualizações cada. Agora no g1 Em casa, o aprendizado também passa por três cofrinhos: um para gastar, outro para guardar dinheiro pensando no futuro e na realização de sonhos e um terceiro para ajudar outras pessoas. “Então a gente tenta ensinar não só a importância de economizar, mas também a de compartilhar”, afirma. Rafinha Vieira Arquivo pessoal A empreendedora e jornalista Taiana Costa também incorporou a educação financeira à rotina dos filhos Lucas, de 10 anos, e do irmão, de 7. Inspirada pela própria experiência, ela começou a trabalhar aos 15 anos para juntar dinheiro e pagar a carteira de motorista aos 18. Mais tarde, desenvolveu um sistema lúdico para ensinar os meninos a administrar os próprios recursos. O aprendizado com a mesada começou quando Lucas tinha 9 anos. Pelo método, algumas atividades podem render ganhos extras, enquanto determinadas situações geram descontos. No fim do mês, a família calcula o saldo. Lucas Vasco e o quadro "responsabilidades financeiras" Arquivo pessoal O sistema também ajuda a estabelecer metas de consumo. Lucas junta dinheiro para comprar itens mais caros, como um celular ou um PlayStation 5. A proposta é mostrar que realizar desejos exige planejamento e que gastar tudo de uma vez pode adiar outros objetivos. "Se ele ganhou R$ 100, que tal gastar R$ 90 e guardar R$ 10 para comprar o videogame lá na frente? De pouquinho em pouquinho, você traz a consciência de que é possível alcançar algo mais caro", contou Taina ao g1. As duas famílias encontraram maneiras diferentes de introduzir o assunto desde cedo. Mas quando começar a conversa? Como explicar que nem tudo o que a criança quer pode ser comprado? E como abordar temas mais complexos, como dívidas, juros e investimentos? Investimentos são o assunto mais difícil Uma pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box mostra que essas dúvidas também aparecem entre os adultos. O levantamento, realizado entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026, ouviu 1.066 pais de filhos de até 18 anos. Os investimentos são o assunto mais difícil de explicar às crianças para 28% dos entrevistados. Dívidas, juros e golpes ou fraudes financeiras aparecem na sequência, citados por 21% dos pais cada. A relação das crianças com a tecnologia também preocupa os adultos. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 83% dos brasileiros concordam que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua e preferem ficar no celular ou na televisão. Além disso, 82% são contra o acesso a celulares e tablets no dia a dia por crianças de até 3 anos. Nesse cenário, o desafio é ensinar os pequenos a lidar com o consumo em um ambiente cada vez mais digital. No levantamento da Serasa, 32% dos pais afirmaram que os filhos já fizeram compras não autorizadas em aplicativos, jogos ou plataformas on-line. Em 60% desses casos, os gastos foram de até R$ 100. O que dizem os especialistas Para a professora doutora Arethuza Zero, fundadora da Educafinanceira, o aprendizado não precisa começar com números ou conceitos complexos. Ele pode surgir quando a criança começa a demonstrar seus primeiros desejos de consumo. Confira abaixo as orientações da especialista para ensinar os filhos a lidar com o dinheiro desde cedo, fazer escolhas conscientes e desenvolver hábitos financeiros saudáveis. g1 – Quando os pais devem começar a falar sobre dinheiro com os filhos? Arethuza Zero: A conversa começa antes mesmo de a criança nascer, quando os pais decidem ter um filho e fazem escolhas sobre o quarto, o enxoval e tantas outras coisas. Mas, na prática, o momento de introduzir a educação financeira chega quando a criança começa a manifestar desejos, dizendo “quero” ou “compra”. Não vamos falar de juros com uma criança de 3 anos. Mas podemos perguntar por que ela quer determinado brinquedo, se realmente precisa dele ou se já tem outro parecido. Educação financeira não é apenas falar de números: é ensinar a fazer escolhas. g1 – Como explicar que não é possível comprar tudo o que a criança quer? Arethuza Zero: Não basta dizer simplesmente “não”. É importante contextualizar e mostrar que, para comprar alguma coisa, precisamos de dinheiro, que vem do nosso trabalho. Também é preciso tomar cuidado com a noção de tempo. Se você disser a uma criança pequena que vai comprar um brinquedo daqui a três meses, ela provavelmente não vai compreender esse intervalo. Uma alternativa é usar exemplos concretos, como acompanhar uma plantinha crescer até dar uma flor, para ajudá-la a entender que algumas coisas exigem espera. A criança precisa perceber que existe um caminho entre querer alguma coisa e conseguir comprá-la. g1 – A mesada é necessária para ensinar educação financeira? Arethuza Zero: A mesada é uma boa ferramenta, mas não é a única. Cada família tem uma realidade financeira e precisa avaliar se o valor cabe no orçamento e o que a criança vai fazer com aquele dinheiro. Não recomendo atrelar a mesada às notas escolares. Se o desempenho cair, é preciso entender o que aconteceu e se existe alguma dificuldade de aprendizagem. Também não acho adequado pagar por tarefas domésticas que fazem parte da convivência familiar, como arrumar a própria cama. O importante é estabelecer combinados e ensinar a criança a administrar o dinheiro que recebe. g1 – O que fazer quando a criança gasta toda a mesada antes do fim do mês e pede mais? Arethuza Zero: Se a mesada foi combinada para durar o mês inteiro, os pais não devem simplesmente dar mais dinheiro quando ela acaba. A criança precisa aprender a lidar com as consequências das próprias escolhas. Se gastar tudo com figurinhas, por exemplo, e depois quiser comprar um açaí, talvez não tenha mais dinheiro para isso. É uma oportunidade de aprendizado. Aos 10 anos, errar pode custar pouco; na vida adulta, uma decisão financeira equivocada pode ter consequências muito maiores. Mas é importante conversar sem julgar. O objetivo não é humilhar a criança, e sim ajudá-la a entender o que poderia ter feito diferente. g1 – Como ensinar educação financeira em um mundo de Pix, cartões e compras digitais? Arethuza Zero: Precisamos trabalhar também com o concreto. Para a criança, passar um cartão ou fazer um Pix pode não dar a mesma percepção de que o dinheiro está acabando. É possível usar cédulas e moedas em situações cotidianas, como nas compras da cantina da escola, para mostrar quanto custa cada coisa e quanto sobra depois de uma compra. Isso não significa que a criança não possa ter uma conta bancária, mas que ela precisa entender o que está acontecendo quando o dinheiro sai da conta. Também é importante conversar sobre consumo consciente e acompanhar o uso de telas, aplicativos e jogos nos quais as compras podem acontecer com facilidade. g1 – Como ensinar a criança a consumir de maneira consciente? Arethuza Zero: Uma estratégia é envolver os filhos nas compras da casa. Antes de ir ao supermercado, os pais podem montar uma lista com a criança e pedir que ela verifique o que está faltando nos armários. No mercado, é importante evitar momentos de pressa ou fome, que tornam mais difícil respeitar o planejamento. Se a criança pedir algo que não está na lista, os pais podem explicar o combinado e conversar sobre a possibilidade de comprar aquele item em outra ocasião. Essas situações também permitem ensinar conceitos como necessidade, desejo e promoção. Ao mostrar as contas de água e luz, por exemplo, os adultos podem explicar como atitudes simples, como fechar a torneira ou reduzir o tempo de banho, ajudam a controlar as despesas da casa. g1 – E quando a própria família está passando por dificuldades financeiras? Arethuza Zero: O mais importante é conversar com honestidade, de acordo com a idade da criança, sem transferir a ela uma responsabilidade que é dos adultos. É possível explicar que determinada compra não cabe naquele momento no orçamento e pensar em alternativas. Também não podemos fazer a criança se sentir inferior porque recebe menos dinheiro do que os colegas. Cada família tem uma realidade. A educação financeira deve ajudar os filhos a compreender as próprias possibilidades, fazer escolhas e planejar o futuro, e não estimular comparações.

Entenda o comércio cruzado de frango Brasil x China A China está aumentando a produção de carne de frango e ampliando as exportações, o que pode transformar o país em um novo concorrente no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador mundial da proteína. A produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a menor procura por alguns cortes dentro da China aumentou o volume disponível para exportação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo ampliando suas vendas para o exterior, a China continuou sendo um dos principais destinos do frango brasileiro em 2026, liderando as compras da proteína em fevereiro, abril, maio, junho, julho e agosto. Em setembro, embora tenha caído para a terceira posição, com 40,9 mil toneladas, a China permaneceu entre os principais destinos do frango brasileiro, atrás dos Emirados Árabes Unidos (45,9 mil toneladas) e da União Europeia (43,5 mil toneladas). Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou cerca de 420,4 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando uma receita de US$ 1,15 bilhão (cerca de R$ 5,73 bilhões). (veja mais números abaixo) Exportações brasileiras de frango para a China Jan: 33,4 mil toneladas Fev: 49,4 mil toneladas Mar: 51,7 mil toneladas Abr: 52,3 mil toneladas Mai: 48,2 mil toneladas Jun: 50,1 mil toneladas Jul: 43,5 mil toneladas Ago: 51,0 mil toneladas Set: 40,9 mil toneladas 🤔 Por que, então, a China continua comprando frango do Brasil se produz cada vez mais e já tem excedente para exportar? A resposta está no prato de brasileiros e chineses: os consumidores dos dois países preferem cortes diferentes do frango. Na China, pés e asas têm forte demanda. No Brasil, a preferência é por peito, coxa e sobrecoxa. China produz mais frango Um ponto importante é que a produção de carne de frango na China vem crescendo mais rápido que o consumo no próprio país. De acordo com o Rabobank, banco especializado em agronegócio, a produção avançou mais de 9% neste ano, depois de já ter crescido cerca de 7% em 2025. Com mais carne disponível, a China, que já exportava principalmente produtos processados, passou a ampliar também os embarques de carne in natura. É o caso do peito de frango, menos procurado pelos consumidores chineses e que já representa a maior parcela das exportações de frango do país. De janeiro a maio de 2026, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, o equivalente a 63,3% do volume vendido pelo país ao exterior no período, segundo dados da alfândega chinesa. Os embarques desse corte cresceram 59,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Ao todo, a China exportou 546 mil toneladas de carne de frango neste período, 51% a mais que um ano antes, segundo o USDA. Em todo o ano de 2025, foram pouco mais de 1 milhão de toneladas, volume que colocou a China na quinta posição entre os maiores exportadores mundiais. O Brasil, líder mundial, exportou cerca de 5,3 milhões de toneladas no ano passado — mais de cinco vezes o volume chinês. Segundo Chenjun Pan, especialista em proteínas animais do Rabobank, os números mostram que a China pode se tornar uma concorrente relevante do Brasil no mercado internacional. A disputa tende a ser maior no Oriente Médio, na Ásia e na África. Já Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), avalia que o avanço chinês não deve tirar espaço dos exportadores brasileiros. “O Brasil continua sendo o país mais competitivo no comércio global. Segundo a FAO, dois terços do aumento global do consumo de proteínas devem vir da carne de frango, o que cria espaço para novos participantes e contribui para a segurança alimentar mundial.” Apesar do avanço chinês, a carne produzida no país ainda enfrenta restrições para entrar em alguns mercados. União Europeia, Japão e Coreia do Sul têm regras e protocolos sanitários específicos para a importação de carne de aves, que podem limitar as compras de países ou regiões afetados pela gripe aviária. Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA g1 Pé de galinha virou 'negócio da China' Os chineses continuam precisando importar cortes muito procurados no mercado interno, mas que não são o principal foco da produção local. Nesse caso, o que é visto como uma parte pouco valorizada do frango no Brasil tem outro status do outro lado do mundo. Na China, o pé de frango é consumido como petisco e pode ser vendido temperado e embalado em porções individuais. É encontrado em lojas e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers. O produto também é usado em sopas e caldos, aos quais dá uma textura mais gelatinosa. Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais. Sachin Banasode/Reprodução “São questões culturais, de acordo com cada país. Os japoneses, por exemplo, gostam de pernas de frango e até de cartilagens. Os brasileiros têm uma preferência mais ampla. Os africanos preferem pernas. Os europeus consomem mais peito”, afirma Santin, da ABPA. Esse hábito ajuda a explicar a importância desse mercado para o Brasil. Em 2025, as exportações brasileiras de pés de frango para a China renderam US$ 221 milhões. O país asiático foi o principal comprador. Segundo Santin, a China paga cerca de US$ 3 mil por tonelada pelo produto, dependendo do padrão de qualidade. Assim, as diferentes preferências dos consumidores ajudam Brasil e China a ocupar espaços distintos no mercado internacional de frango.

Jarvs Tasker abandonou o magistério sete anos atrás e, hoje, é a diretora e fundadora da empresa Jarvs Indie Insights John Fairhall/BBC Em 2019, Jarvs Tasker foi forçada a abandonar o magistério devido a uma doença crônica, quando tinha apenas 28 anos de idade. Agora, sete anos depois, ela ganha o dobro do seu antigo salário, dirigindo a empresa Jarvs Indie Insights, que fornece comunicação e marketing na indústria de videogames. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na quarta-feira passada (23/9), Tasker visitou as instalações de e-sports da Universidade de Suffolk em Ipswich, no Reino Unido, para homenagear os estúdios e desenvolvedores de games independentes. "Posso dizer com segurança que eu provavelmente levaria cerca de 20 anos no magistério para receber o que ganho hoje", afirma ela. Agora no g1 Quando Tasker deixou de lecionar, ela inicialmente passou a atuar como voluntária para o canal do PlayStation no YouTube. Ela conta que existem muitos pontos comuns entre os dois tipos de trabalho. "Administrar uma comunidade é muito parecido com gerenciar uma classe de crianças", ela conta. "Por isso, existem muitas habilidades coincidentes. "Mas, na verdade, os videogames são uma daquelas indústrias às quais muitas pessoas chegam com mais idade." Tasker mora em Exeter, no sudoeste da Inglaterra. Ela acredita que os jovens podem não conhecer os "diversos caminhos" existentes no setor. "A comunidade de videogames é muito forte e irá recompensar as pessoas que amam o que fazem", segundo ela, "mas eles também irão perceber se você estiver ali apenas pelo dinheiro". "A paixão é o mais importante", afirma Tasker. Questionada sobre os impactos da inteligência artificial, ela afirma acreditar que o setor está fazendo "um trabalho muito bom" ao rejeitá-la, pois os jogadores a odeiam. "Acho que é um setor que deve realmente nos orgulhar por ainda estarmos valorizando a criatividade humana e porque o público também apoia nossa decisão", defende Tasker. Mark Backler, da Game Anglia, afirma que o grupo trabalha para promover a consciência sobre as carreiras na indústria de jogos John Fairhall/BBC Em Suffolk, Tasker compareceu a um evento promovido pela organização Game Anglia para mostrar a crescente indústria de jogos independentes do leste da Inglaterra. Mark Backler, da Game Anglia, declarou que o setor já é uma das maiores indústrias do Reino Unido. Ele reconhece sua competitividade, mas afirma que "nunca foi tão viável desenvolver e publicar seus próprios jogos independentes". "É como ser um criador de conteúdo", explica ele. "É difícil ficar entre os que se destacam, mas é possível." Backler destaca que é difícil dizer como a IA mudaria as coisas, mas muitos jogadores foram contrários ao seu uso. O desenvolvedor Sam Read-Graves afirma que o setor de jogos está crescendo no leste da Inglaterra John Fairhall/BBC Sam Read-Graves é um desenvolvedor da empresa Read Graves. Ele trabalha especificamente no leste da Inglaterra. Durante o evento, ele declarou que a indústria de games "cresceu massivamente nos últimos 10 anos". "Devido a iniciativas como a Game Anglia em Suffolk, Essex, Cambridgeshire e Norfolk [leste da Inglaterra], existem grupos muito bons, com muitos estudantes e desenvolvedores, e gosto de pensar que isso começou a atrair estúdios que podem vir a fazer grandes jogos." "Em termos de jogos como Call of Duty ou Fifa, eles por enquanto não irão sair do leste da Inglaterra porque não temos grandes estúdios", prossegue Read-Graves. "Mas, em relação aos desenvolvedores independentes, não há motivo para que estes jogos não possam ter a mesma importância financeira." Abbygale Dunn estudou programação e design de jogos na universidade John Fairhall/BBC Abbygale Dunn tem 22 anos. Ela é a fundadora e diretora da empresa de desenvolvimento de games independente Astral Forge, com sede em Essex. Dunn afirma que existe atualmente "muito espaço para as mulheres" no setor. "Obviamente, é assustador. Quando eu era estudante, havia apenas cerca de três mulheres na minha sala", ela conta. "Todos são muito gentis. Realmente, não é tão ruim quanto parece, especialmente hoje em dia." "Como programadora, o que é mais raro entre as mulheres, nunca me senti deslocada." Omar Khalil é observador de games da empresa Entity. Para ele, "não há falta de talentos no Reino Unido", mas criar o próximo jogo de sucesso é um desafio. "Existem tantos games por aí e não é que não haja bons jogos." Para ele, a questão é "como você consegue visibilidade para eles?" "Acho que este é o maior desafio."

O LinkedIn permite que você encontre ótimos profissionais remotamente. adobe stock Em meio à saturação dos aplicativos de relacionamento, alguns usuários do LinkedIn, rede social voltada ao mercado de trabalho, passaram a arriscar um flerte ou até buscar um relacionamento por meio da plataforma. Uma pesquisa com mais de 1 mil trabalhadores dos Estados Unidos, realizada pela Zety para o "Relatório de Romance do LinkedIn", mostra que o tema divide opiniões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Enquanto 74% dos entrevistados consideram que paquerar na plataforma ultrapassa os limites profissionais, cerca de um em cada quatro considera aceitável usar a rede para buscar relacionamentos amorosos. O tabu é tão grande que o g1 passou semanas procurando alguém que aceitasse falar abertamente sobre o tema. Ninguém quis se identificar nesta reportagem por medo de represálias no trabalho ou de que o depoimento pudesse trazer consequências para a carreira no futuro. Agora no g1 João*, que prefere não ser identificado, conheceu o ex-namorado após receber uma solicitação de conexão acompanhada de uma mensagem. No início, a conversa era estritamente profissional, já que os dois atuavam em áreas semelhantes. Mas ele conta que se sentiu atraído logo de cara ao ver a foto do rapaz. Aos poucos, surgiram sinais de interesse. João visitou o perfil do rapaz e curtiu vários posts em sequência, principalmente os mais antigos. Depois, percebeu que o rapaz havia feito o mesmo em seu perfil. "Era uma abordagem corajosa, mas, ao mesmo tempo, discreta. Poderia facilmente ter passado por uma conversa profissional, mas havia sempre alguma coisa nas entrelinhas", afirma. A aproximação ganhou outro rumo quando as conversas migraram para o Instagram. Cerca de duas semanas depois, eles marcaram um encontro e começaram a namorar. Para João, o LinkedIn foi o ponto de partida para uma conexão que evoluiu naturalmente. "Acho que foi fundamental essa combinação de fatores: sermos da mesma área, os dois estarem interessados e termos assuntos em comum para puxar conversa. Foi isso que fez a aproximação acontecer”, conta. "Existe uma insegurança sobre até onde você pode ir sem ultrapassar o limite ou ser mal interpretado. Há também um risco profissional, então é preciso ter muito cuidado", afirma. Quando o flerte passa dos limites? Se, por um lado, é difícil encontrar quem admita iniciar um flerte pelo LinkedIn, é bem mais fácil encontrar quem já tenha se sentido incomodado com uma abordagem inadequada. Patrícia Gazolla, analista de recursos humanos (RH), conta que já recebeu algumas cantadas de homens pelo LinkedIn, com comentários diretos sobre sua aparência e demonstrações de interesse. “Foi bem direto mesmo. Não teve nem a audácia de puxar conversa e perguntar algo profissional. Não teve nenhum cuidado por ser uma rede social profissional”, lembra. Em uma das mensagens, um homem perguntou como poderia conhecer Patrícia, disse que a achava bonita e deixou o número de telefone. Na conversa, também afirmou ser tranquilo e trabalhador. “Eu me senti desrespeitada. Foi um baque, porque nunca tinha recebido uma mensagem desse tipo no LinkedIn. Você precisa parar, ler aquilo, pensar no que vai responder. Aquele não é um espaço para esse tipo de abordagem”, afirma. Patrícia decidiu responder. Ao perceber que o homem estava procurando emprego, fez uma crítica à abordagem. “Falei que ele deveria gastar aquela energia procurando um trabalho, em vez de me mandar aquele tipo de mensagem”, conta. Prints mostram homens paquerando mulheres pelo LinkedIn Reprodução/Redes Sociais Ela conta que costuma responder a abordagens desse tipo, em vez de simplesmente ignorá-las. “Eu não sou obrigada a passar por esse tipo de situação e fingir que está tudo bem. Não está. Acho que cada coisa tem seu lugar, e é preciso ter respeito”, afirma. Julia Meireles, estagiária de marketing, passou por uma situação semelhante, mas com uma aproximação mais discreta. “No início, achei que fosse uma abordagem profissional, até porque eu havia mudado de emprego e começado a aceitar novas conexões. Mas, depois, a conversa tomou outro rumo.” “Eu achei extremamente bizarro. Você está no LinkedIn, uma rede em que espera receber contatos profissionais, seja para uma oportunidade de emprego, contratação ou networking, e acaba recebendo um flerte completamente fora de contexto”, conta. Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou em nota que a plataforma é uma comunidade profissional e que investidas românticas e assédio violam suas políticas. A empresa informou ainda que mantém equipes e tecnologias para remover conteúdos prejudiciais e orienta os usuários a denunciar interações inadequadas. Por que o LinkedIn virou espaço para paquera? A migração das paqueras para redes sociais como o LinkedIn pode estar relacionada à busca por informações que transmitam mais confiança. É o que explica João Finamor, professor de Marketing da PUC-RS. Segundo ele, aplicativos de relacionamento podem gerar frustração por causa de perfis falsos, informações difíceis de verificar e expectativas que nem sempre correspondem à realidade. No LinkedIn, por outro lado, o usuário encontra dados como formação, histórico profissional, empresa em que trabalha e conexões em comum. “Você cria essa credibilidade com base em associação de elementos”, afirma João. Para Priscila Milk, especialista em estratégia de mídias sociais e professora da ESPM, o movimento também pode ser explicado pelo desgaste com aplicativos de relacionamento e pela busca por conexões mais profundas. Segundo ela, as conexões em comum e o histórico profissional funcionam como uma espécie de referência sobre a outra pessoa. Quando você conhece uma pessoa totalmente do zero, a gente não sabe realmente o histórico. Agora, se eu sei que eu tenho conexões com essa pessoa, é quase que uma sensação de que a gente vive no mesmo universo." O status profissional também pode pesar nessa percepção. Cargos de liderança, títulos de prestígio e premiações, por exemplo, podem despertar admiração e aumentar o interesse por alguém. Para a especialista, porém, esse efeito não é exclusivo do LinkedIn, mas faz parte de uma dinâmica social mais ampla. O problema, segundo Priscila, aparece quando não há abertura para a aproximação. Como o LinkedIn é uma plataforma voltada ao trabalho, mensagens com intenção romântica ou sexual podem causar desconforto quando não há sinais de interesse. Priscila diz que a investida pode ter consequências profissionais, já que essas pessoas podem voltar a se encontrar no mercado de trabalho. “Daqui a pouco você está dando em cima de alguém que você gostaria e, depois, vai a uma entrevista de emprego e essa pessoa está te entrevistando. Como é que vai ficar isso?”, questiona. Flerte no LinkedIn pode trazer prejuízos à carreira? Para Denise Rendtorff, sócia e diretora-geral da Talenses Human Capital, usar o LinkedIn para flertar pode trazer riscos à carreira porque a abordagem fica diretamente associada à identidade profissional do usuário. “No LinkedIn você não está flertando apenas com seu nome, está flertando através do seu crachá profissional”, afirma. Segundo ela, a principal diferença em relação aos aplicativos de relacionamento está na expectativa dos usuários. Enquanto nesses aplicativos há uma intenção de conhecer potenciais parceiros, no LinkedIn a finalidade predominante é profissional, como networking, carreira e negócios. A situação se torna ainda mais delicada quando há insistência após uma recusa ou ausência de resposta, mensagens repetidas sem reciprocidade, comentários sexualizados ou invasivos, constrangimento, ameaças ou uso da posição profissional para obter atenção. Além disso, em processos seletivos, um comportamento inadequado registrado no ambiente digital pode influenciar a percepção sobre um candidato, especialmente quando demonstra invasão de limites ou desrespeito. Para quem recebe uma abordagem indesejada, Denise recomenda não responder, remover a conexão ou deixar claro que prefere manter a relação no campo profissional. Em caso de insistência, orienta bloquear e denunciar o perfil, além de guardar as mensagens. “Se você se sentiria desconfortável caso a mensagem fosse compartilhada com colegas, liderança ou RH, provavelmente vale reconsiderá-la”, afirma. Ela resume esse cuidado como uma espécie de “inteligência de contexto”: entender o que é adequado naquela relação, naquele ambiente e naquele momento. Para Solange Feliciano, diretora de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a questão também passa pelo consentimento. Ela própria já denunciou um profissional após receber mensagens de baixo calão pelo LinkedIn. Embora reconheça que as pessoas podem se conhecer em ambientes profissionais, Solange afirma que isso não significa que o LinkedIn deva ser tratado como um aplicativo de relacionamento. “Uma interação que naturalmente evolui, com interesse mútuo e sem pressão, é muito diferente de abordar alguém do nada com comentários sobre aparência, insinuações ou mensagens invasivas”, completa. Quando houver vínculo profissional entre os envolvidos, também pode ser necessário recorrer aos canais adequados da organização. “Reputação é construída também nas mensagens privadas”, afirma. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O próximo sorteio da Mega-Sena, que acontece nesta quarta-feira (14), pode pagar mais de R$ 150 milhões para a aposta vencedora. Atualizada às 18h55 deste sábado: o próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quarta, não na terça-feira (13), como o habitual. A mudança acontece por conta do feriado nacional desta segunda (12), de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. Até o momento, o sorteio 2.525, de 1º de outubro de 2022, que pagou mais de R$ 317,8 milhões, lidera o ranking de maiores prêmios da loteria, segundo a Caixa Econômica Federal. O ranking considera apenas os sorteios regulares e exclui as edições especiais, como a Mega da Virada. Veja abaixo: 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 3.069, realizado no domingo (11), em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

O presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião da coalizão política e de segurança multinacional "Escudo das Américas", à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026 Charly Triballeau/Pool via REUTERS A Argentina passou a ter 32.290 empresas a menos desde que Javier Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023. Os dados, divulgados no sábado (10), são da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O total de empregadores no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023, mês anterior à posse de Milei, para 480.067 em julho deste ano — uma queda de 6,3%. A queda de 6,3% corresponde à 18ª redução mensal consecutiva, mas não permite afirmar que todas as unidades tenham encerrado definitivamente suas atividades. ➡️ Sair do cadastro não significa, necessariamente, fechar as portas. A SRT contabiliza empregadores com pelo menos um trabalhador registrado no sistema de seguro contra acidentes de trabalho. Uma empresa pode deixar de aparecer nessa lista porque encerrou suas atividades, mas também porque ficou sem funcionários registrados ou passou por uma reorganização ou mudança cadastral. Somente em julho, o país registrou 948 empregadores a menos do que em junho. Foi o 18º mês consecutivo de queda na série. No mesmo mês, o total de postos de trabalho formais recuou em 3.485. Por que milhares de empresas estão fechando na Argentina e o que isso revela sobre a economia na era Milei? Agora no g1 Consumo fraco e custos elevados pressionam empresas A redução no número de empresas ocorre em um cenário de consumo enfraquecido, custos elevados e maior concorrência de produtos importados, segundo avaliações de entidades empresariais e do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), entidade não governamental de estudos econômicos. De acordo com a Confederação Argentina da Média Empresa (CAME), o aumento das contas de serviços e o endividamento das famílias deixam menos dinheiro disponível para outras compras. Com o orçamento apertado, os consumidores têm priorizado gastos essenciais. Ao mesmo tempo, as empresas enfrentam dificuldades para pagar suas despesas e conseguir crédito. A União Industrial Argentina (UIA) aponta os custos de energia, a carga tributária e as condições de financiamento entre os principais obstáculos para as pequenas e médias indústrias. Com vendas fracas, esses gastos comprometem uma parcela maior do faturamento. Outro fator de pressão é a maior concorrência de produtos estrangeiros após a redução de barreiras às importações. Segundo o CEPA, as compras de bens de consumo do exterior cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023. Nesse intervalo, a produção industrial argentina recuou 12%. Esse cenário acompanha o forte corte de gastos públicos adotado pelo governo Milei para combater a inflação. Os efeitos sobre a atividade, porém, variam entre os setores: em julho, comércio e indústria encolheram na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto a mineração cresceu. Milei e Espriella parabenizam Flávio Bolsonaro após liderança no 1º turno

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O sorteio do concurso 3.069 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (11), em São Paulo. O prêmio acumulou, e a estimativa para o próximo sorteio é de R$ 150 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Crianças de Tupã trocam telas pela rotina no campo e se aproximam do agro Reprodução / TV TEM Filhas de uma família de trabalhadores rurais de Tupã (SP), três irmãs trocam parte do tempo de tela pelas atividades no campo. Além de cuidar da horta e andar a cavalo, elas transformaram o contato com o agro em aprendizado, lazer e até fonte de renda. A família Castro Alvares mantém uma tradição ligada ao trabalho rural há gerações. O vínculo com a vida no campo também faz parte da rotina das filhas, que preferem atividades ao ar livre e o contato com a natureza ao uso excessivo de telas. A mais velha das irmãs, Maria Augusta Freitas de Castro, de 11 anos, estuda em período integral. Quando chega em casa, porém, prefere dedicar o tempo livre aos cuidados com a horta e aos passeios a cavalo. Quando usa o celular e a internet, Maria Augusta aproveita as ferramentas para empreender. Ela produz acessórios e pulseiras inspirados no universo rural. O que começou com vendas na escola ganhou novos espaços e hoje os produtos são comercializados em três lojas da região. Parte do dinheiro arrecadado é destinada ao dízimo e ao pagamento do celular. Além disso, ela e a irmã economizam para comprar uma sela nova. A irmã do meio, Maria Helena Freitas Costa, de 10 anos, também encontrou no campo uma oportunidade de aprendizado e renda. Com uma pequena horta criada pelos pais, ela passou a cultivar e vender os próprios produtos. Segundo a menina, a produção começou com sementes. Mais tarde, ela adotou o plantio por mudas e percebeu um crescimento mais rápido das plantas. Depois da escola, Maria Helena dedica parte do tempo aos cuidados com a horta, realizando tarefas de limpeza e manutenção do espaço. Para as irmãs, a tranquilidade e o contato com a natureza são alguns dos principais atrativos da vida no campo. Elas acreditam que mais crianças deveriam conhecer o universo agropecuário, especialmente aquelas que passam grande parte do dia em frente às telas. O interesse pela vida rural também já chegou à caçula da família. Aos 3 anos, Maria Leonora Freitas de Castro acompanha as irmãs nas atividades do campo, ajuda a cuidar das plantas e já começa a andar a cavalo. Veja a reportagem exibida no programa em 11/10/2026: Crianças de Tupã trocam telas pela rotina no campo e se aproximam do agro VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Produtores de lichia ampliam mercado e apostam em novos produtos para reduzir perdas Reprodução / TV TEM A cidade de Itaí (SP), principal polo produtor de lichia da região, tem cerca de 170 hectares cultivados e aproveita o clima favorável para ampliar a produção da fruta. Para aumentar o período de colheita e reduzir perdas, produtores investem em diferentes variedades de lichia e na diversificação dos produtos comercializados. Para evitar desperdícios e ampliar a oferta da fruta ao longo da safra, o produtor rural Ricardo Pinto cultiva variedades precoces, médias e tardias. Com isso, a colheita se estende do fim de novembro até janeiro. As vendas, porém, vão além da fruta in natura. Segundo o produtor, cerca de 20% das lichias colhidas eram descartadas por não atenderem aos padrões de comercialização. Para aproveitar melhor a produção, a propriedade desenvolveu novos produtos. Hoje, comercializa nove opções derivadas da fruta, entre elas lichia congelada, desidratada, liofilizada e aguardente. A estratégia também ampliou o período de geração de renda. O lucro, antes concentrado entre dezembro e janeiro, passou a ocorrer ao longo de todo o ano. A lichia fresca também ganha espaço no mercado internacional. Cerca de 40% da produção é exportada. Como a fruta tem curta durabilidade, o transporte precisa ser feito rapidamente para garantir a qualidade do produto. Produtores da região defendem mais investimentos para fortalecer a cadeia produtiva. A proposta é formar uma rede de abastecimento capaz de atender à demanda de uma futura fábrica de suco de lichia, que poderá ser a primeira do Brasil. Com a aproximação da colheita de 2026, os cuidados nos pomares são reforçados. O gerente de produção Emerson Brezer, de Campos de Holambra (SP), destaca que a poda após a colheita é essencial para manter a saúde das plantas e favorecer a produção nos ciclos seguintes. Além da poda, a nutrição adequada e a polinização das árvores ajudam a garantir uma boa safra. Alguns produtores também aproveitam a florada para produzir mel de lichia, agregando valor à cultura. Veja a reportagem exibida no programa em 11/10/2026: Produtores de lichia ampliam mercado e apostam em novos produtos para reduzir perdas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
Custo de vida na capital preocupa moradores Altas bruscas nos preços dos alimentos e da energia devem se tornar mais frequentes, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição alerta que essas crises podem manter as expectativas de inflação elevadas por mais tempo, agravar a pobreza e ameaçar a estabilidade econômica. Uma pesquisa do FMI, divulgada nesta semana, analisou as medidas adotadas por governos ao longo de três décadas para amenizar os efeitos dessas altas de preços. O estudo também apresentou um novo modelo econômico que considera o impacto maior da inflação sobre as famílias mais pobres, que gastam uma parcela maior da renda com produtos essenciais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Historicamente, altas bruscas nos preços de produtos essenciais eram relativamente raras, especialmente quando atingiam vários países ao mesmo tempo. Nos últimos cinco anos, porém, tornaram-se uma fonte recorrente de tensão econômica e social, em meio a conflitos como a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, e a guerra deste ano no Oriente Médio. O novo modelo apontou uma diferença de 0,8 ponto percentual em relação ao indicador tradicional de inflação. Isso sugere que, entre 2021 e 2024, o número de pessoas abaixo da linha de extrema pobreza foi 23 milhões maior do que o estimado anteriormente. “Em resumo, as crises do custo de vida ... afetam a estabilidade de preços, reduzem os padrões de vida e agravam a desigualdade”, afirmou Chiara Maggi, economista do FMI que participou da coordenação do estudo. A pesquisa integra o segundo capítulo do relatório Perspectiva Econômica Mundial, previsto para a próxima semana. No mês passado, o FMI afirmou que a economia global resistiu melhor do que o esperado à alta dos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio. A instituição ainda prevê crescimento de cerca de 3% para a economia mundial em 2026, mas alerta que os riscos permanecem elevados. A estimativa está em linha com a projeção de julho, de 3%, mas abaixo da média de crescimento de 3,5% registrada em 2024 e 2025. Na ocasião, o FMI considerava que a guerra terminaria em meados de julho. O conflito, porém, continuou: Irã e Estados Unidos intensificaram os ataques nos últimos meses, e a violência se espalhou para países vizinhos. Expectativas de inflação O FMI também identificou que as expectativas de inflação para o curto e o médio prazo aumentam bastante durante crises de custo de vida e continuam acima dos níveis anteriores mesmo três anos depois. As expectativas de inflação para os próximos cinco anos subiram menos no início das crises, mas também permaneceram elevadas três anos depois. Esse comportamento pode levar os bancos centrais a aumentar os juros. Segundo o FMI, a melhor forma de proteger as famílias mais vulneráveis é oferecer transferências de renda direcionadas a esse público, sem interferir diretamente nos preços dos produtos. Já medidas como o controle de preços e a redução de impostos sobre o consumo podem custar aos governos de três a seis vezes mais. No caso dos subsídios aos produtores, o custo pode ser até 22 vezes maior. O fundo alerta ainda que medidas amplas podem perder eficácia quando vários países concedem subsídios ao mesmo tempo. Segundo Maggi, do FMI, os subsídios aos produtores, comuns em países em desenvolvimento, são especialmente ineficientes porque também podem baratear produtos destinados à exportação. Na prática, isso significa que o dinheiro dos contribuintes de um país acaba ajudando a reduzir os preços pagos por consumidores de outros países.

Leitura da Bíblia Cristina Medeiros/CMBH Um operador de produção que apresentou 88 atestados médicos em um único ano teve a sua demissão por justa causa mantida pela Justiça do Trabalho após a empresa apresentar registros de que ele atuava como pastor durante parte dos períodos de afastamento. Imagens retiradas das redes sociais de uma igreja e anexadas ao processo mostram o trabalhador palestrando e participando de eventos religiosos nos mesmos dias em que estava oficialmente afastado do trabalho por recomendação médica. O caso foi analisado pela 2ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A empresa sustentou que as atividades exercidas pelo empregado eram incompatíveis com as restrições médicas que justificavam suas ausências. Agora no g1 Ao recorrer à Justiça, o trabalhador tentou reverter a demissão e retornar ao emprego. Alegou que a empresa havia criado uma justificativa para promover uma dispensa ilegal, mas os argumentos foram rejeitados em primeira instância. Um dos pontos que mais chamaram atenção no processo foi a quantidade de afastamentos médicos registrados. Ao longo de 2025, o trabalhador apresentou 88 atestados médicos. Os documentos recomendavam, em diferentes ocasiões, repouso, afastamento das atividades profissionais e limitação de esforços físicos. Paralelamente, ele participava de cultos, celebrações e encontros religiosos como pastor, conforme registros apresentados nos autos. A empresa afirmou que a demissão não teve qualquer relação com a religião professada pelo funcionário. Segundo a defesa, a punição decorreu do uso dos afastamentos médicos enquanto ele desempenhava atividades consideradas incompatíveis com as recomendações feitas pelos profissionais de saúde. Entre as provas anexadas ao processo estavam fotografias publicadas nas redes sociais da igreja. Em uma das situações descritas nos autos, o operador de produção apresentou um atestado médico indicando afastamento por causa de cervicalgia, condição caracterizada por dores na região do pescoço e dos ombros. No mesmo período, apareceu em uma imagem ministrando durante um evento religioso. Os autos também reúnem outros registros de participação do trabalhador em atividades religiosas durante períodos em que ele estava afastado das funções na empresa. Para a companhia, as imagens demonstravam que ele mantinha uma rotina de atuação como líder religioso ao mesmo tempo em que apresentava documentos médicos justificando as ausências. Trabalhador alegou perseguição e violação da liberdade religiosa Na ação trabalhista, o operador de produção afirmou que a empresa simulou a ocorrência de uma falta grave com o objetivo de justificar sua dispensa. Segundo ele, havia uma garantia de estabilidade prevista em acordo coletivo. O trabalhador também alegou que a companhia violou seu direito à liberdade religiosa ao utilizar sua atuação como pastor para fundamentar a demissão. Outra argumentação apresentada foi a de que os afastamentos estavam relacionados a problemas de saúde decorrentes de mudanças de função ocorridas após o retorno de um benefício previdenciário. De acordo com seu relato, suas limitações físicas não eram devidamente consideradas pela empresa. Justiça considerou que houve quebra de confiança Ao julgar o caso, a juíza Isabela Parelli Haddad Flaitt concluiu que o trabalhador apresentou justificativas médicas para se ausentar do emprego por diversos períodos enquanto exercia atividades como pastor de uma comunidade religiosa. Para a magistrada, a conduta representou uma quebra da confiança necessária à manutenção da relação de trabalho. A sentença destaca ainda que o empregado recebia os salários correspondentes aos períodos de afastamento enquanto desempenhava a função de líder religioso. A juíza observou também que, embora a atuação pastoral normalmente não gere vínculo empregatício com a igreja, líderes religiosos podem receber valores destinados ao próprio sustento, conhecidos como "prebenda pastoral", o que pode representar uma vantagem econômica. Com base no conjunto de provas apresentado no processo, a magistrada reconheceu a validade da justa causa aplicada pela empresa e rejeitou o pedido de reintegração ao emprego feito pelo trabalhador. Também foi negada a solicitação de pagamento dos salários e demais verbas referentes ao período em que permaneceu afastado. O processo ainda não terminou e segue pendente de análise de recurso.

Aliko Dangote afirma que os planos de expansão de sua empresa ajudarão os países africanos a se tornarem autossuficientes em energia. Reprodução/Reuters O homem mais rico da África, Aliko Dangote, lançou a maior oferta pública inicial de ações da história do continente. Ele está listando sua empresa de refinaria de petróleo, a Dangote, na bolsa de valores da Nigéria neste mês. O bilionário nigeriano batizou a abertura de capital de "IPO [oferta pública inicial] do Povo" — promovendo a venda como uma oportunidade para os cidadãos possuírem parte de uma empresa que muitos nigerianos já consideram um patrimônio nacional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A agência de notícias Reuters noticiou que, se todas as 4,1 bilhões de ações disponíveis forem vendidas, a empresa arrecadará 2,15 trilhões de nairas nigerianas — ou US$ 1,6 bilhão — para ajudar na expansão de sua refinaria, que já tem capacidade para processar cerca de 700 mil barris de petróleo bruto por dia. No primeiro dia da venda de ações, os aplicativos de investimento tiveram dificuldades técnicas para lidar com a alta demanda pelas ações. A Bamboo, empresa que administra uma das ferramentas de investimento mais populares da Nigéria, entrou em colapso após a venda de ações da Dangote REUTERS Apesar do grande entusiasmo de investidores, analistas alertam que os preços das ações podem cair ou subir. "Eles deveriam investir apenas um dinheiro de que não precisarão pelos próximos três, quatro ou cinco anos", disse à BBC o consultor financeiro Abdulrazak Ibrahim Fagge. Mas o que se sabe sobre Aliko Dangote, e sua promessa de trazer prosperidade e independência financeira a cidadãos africanos? Quem é Aliko Dangote? Aos 69 anos, Dangote é a pessoa mais rica da África, com uma fortuna superior a US$ 51,5 bilhões, segundo dados da revista Forbes de 20 de setembro. Dangote domina os mercados de cimento, açúcar, sal e fertilizantes da Nigéria há décadas. Em 2024, seu império representava um terço do valor de todas as empresas listadas na bolsa de valores nigeriana. Ele é conhecido por seu temperamento ameno — e costuma dirigir seu próprio carro no trajeto entre reuniões. Quando ainda estava na escola, ele comprava doces em grandes quantidades, contratava outras crianças para vendê-los e ficava com uma parte dos lucros. O lado materno da sua família já possuia um grande patrimônio, e seu bisavô era o homem mais rico da África Ocidental quando morreu. "Ele vem de uma família com tradição no mundo dos negócios", disse Lekan Sote, colunista do jornal nigeriano The Punch, à BBC. Após se formar em administração de empresas, Dangote iniciou seu próprio negócio de comércio de commodities com um empréstimo de 500 mil nairas (então cerca de R$ 2 mil). Foi um grande sucesso e ele quitou o empréstimo em menos de 6 meses. Hoje, seu portfólio inclui a Dangote Cement, a maior produtora de cimento da África, e a refinaria de petróleo Dangote, que iniciou a produção em 2024, e hoje é uma das maiores do mundo. Qual é a estratégia de Dangote? A estratégia de Dangote tem se concentrado na substituição de importações — o que significa que suas empresas produzem localmente bens que a Nigéria tradicionalmente compra do exterior. Diversos países africanos sofrem com a incapacidade de processar suas matérias-primas e, consequentemente, comprar produtos processados a partir delas, o que aumenta os custos. Os governos frequentemente subsidiam os preços. A possibilidade de criar um produto final localmente reduziria a necessidade desse tipo de suporte. No entanto, os críticos da substituição de importações argumentam que os controles sobre a concorrência podem causar aumento de preços e impulsionar a inflação. A Nigéria é o maior produtor de petróleo da África, mas até a inauguração da refinaria de Dangote, a maior parte do combustível do país era importada devido à falta de capacidade de refino. Isso significava que a Nigéria tinha que comprar petróleo refinado a um custo elevado. Atualmente, a refinaria fornece mais de 70% do consumo de energia da Nigéria. O documento sobre a oferta de ações afirma que a Dangote pretende dobrar a capacidade da refinaria. Acusações de monopólio Em 2024, a organização beneficente Oxfam relatou que Dangote "detém um 'quase monopólio' no setor de cimento na Nigéria. A expansão de seu império para o petróleo levantou preocupações sobre um novo monopólio privado." Mas, segundo o jornalista Lekan Sote, alguns analistas acreditam que o bilionário está simplesmente preenchendo lacunas que o governo não consegue ocupar: "Ele sabe que o governo é lento. Qualquer pessoa que seja ousada o suficiente, que possa jogar pesado e estar presente nesse mercado, aproveitará o que está acontecendo." Dangote nega acusações de praticar monopólios. "Temos estado dispostos a investir de forma significativa, demonstrando o nosso compromisso com a excelência. Reconhecemos o potencial do setor manufatureiro na Nigéria e no resto da África, e o aproveitamos quando outros não conseguiram", disse. Ele afirma que a expansão da refinaria impulsionará a independência econômica da região. No mês passado, ele disse à BBC que seus planos terão "um impacto enorme", ajudando algumas nações do continente a se tornarem autossuficientes em energia. "Isso garante que os países recebam seu próprio produto. Eles não vão mais viver na miséria. A refinaria está lá, é para eles", disse ele. Mas as afirmações de que a expansão da refinaria trará independência econômica a partes da África são "provavelmente exageradas", diz Sote. O jornalista, porém, reconhece que a refinaria poderá baixar preços na região "devido à economia de escala que surgirá quando a capacidade de produção eventualmente aumentar". Os nigerianos podem ter economizado dinheiro com a redução dos preços de combustíveis, mas alguns argumentam que a riqueza gerada não está chegando às pessoas comuns. Kingsley Moghalu, ex-vice-governador do Banco Central da Nigéria, escreveu no jornal nigeriano Premium Times em julho de 2025: "A riqueza de Dangote é pessoal. Ela não enriqueceu os nigerianos de forma significativa." Mas ele questiona se enriquecer os nigerianos deveria ser uma preocupação de Dangote, que é, afinal, um homem de negócios. "Será essa uma responsabilidade dele?" Entusiasmo em meio a críticas As tentativas declaradas da empresa de aumentar a autossuficiência africana ajudaram a gerar entusiasmo em torno da venda de ações, disse à BBC o analista de investimentos Oluwasina Oluwaleke. "A nação apoia firmemente essa iniciativa porque reconhece o impulso econômico para a independência, não apenas da Nigéria, mas da África Ocidental e da África em geral." No entanto, Simon Jack, editor da BBC, afirma: "Há acusações de que Dangote não faz o suficiente pelas pessoas de baixa renda no norte da Nigéria e concentra sua riqueza no sul." Os negócios de Dangote têm sido alvo de críticas devido aos seus impactos ambientais. Em 2020, uma ação judicial foi movida contra o grupo Dangote em nome de pessoas que sofriam de problemas de saúde que estariam ligados à sua indústria de cimento. A Dangote Cement pagou um pacote de indenização de US$ 270 mil para pessoas que moram nos arredores de uma de suas fábricas. A demanda pelos produtos da refinaria foi impulsionada por interrupções no fornecimento relacionadas à guerra com o Irã BBC via Getty 'Oportunidade' Dangote afirmou que deseja dar aos nigerianos comuns a oportunidade de participar do sucesso da refinaria de petróleo e "democratizar a criação de riqueza". A compra mínima é de 5.525 nairas (equivalente a R$ 20) — um desembolso inferior ao de muitas outras ofertas de ações. "Todos os dias, os nigerianos usam produtos que dependem de petróleo refinado. O que torna este IPO único é que ele oferece às pessoas a oportunidade não só de consumir, mas também de participar como proprietárias do sistema industrial que impulsiona a vida econômica", disse Dangote antes da venda. Oluwaleke afirma que as interrupções no fornecimento relacionadas à guerra com o Irã aumentaram a demanda pelos produtos da refinaria, impulsionando a expectativa em torno da venda: "As redes sociais e os veículos de comunicação estão repletos de notícias." No entanto, alguns analistas são mais cautelosos, acreditando que as ações se desvalorizarão se os altos lucros atuais desaparecerem. Entre os investidores está Isah Salisu, que disse à BBC que retirou 50 mil nairas (R$ 190) de suas economias para investir. "Minha esperança é que meu pequeno dinheiro um dia se multiplique. Não quero perder essa oportunidade, já que muitas pessoas que conheço também estão investindo", disse ele. Agora no g1 Mas o especialista em economia Abdulrazak Ibrahim Fagge alerta que o preço das ações pode vir a cair, o que significa que as pessoas poderiam perder parte do seu dinheiro. Ele adverte: "O que os potenciais compradores, especialmente aqueles que estão comprando ações pela primeira vez, devem saber é que não devem investir todo o seu dinheiro — ou o dinheiro que precisarão em alguns meses."

Chevrolet S10 Trail Boss 2027 Divulgação / GM A Chevrolet lançou a nova versão Trail Boss com o argumento de que ela foi preparada e afinada para encarar trilhas. Esta S10 tem uma suspensão mais alta e mais forte para poder voltar ilesa de uma aventura. Pode parecer irônico que uma montadora precise criar uma versão ainda mais raiz e bruta de uma picape que, em essência, já nasceu pronta para esse tipo de desafio. Mas outras marcas já fizeram isso, então a estratégia não chega a ser novidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp É verdade que, com o passar dos anos, as picapes médias foram incorporando elementos e acertos que as deixaram muito mais amigáveis ao asfalto. Toyota Hilux, Ford Ranger, Volkswagen Amarok, Nissan Frontier, Mitsubishi L200 Triton e a própria S10 passam a maior parte do tempo na estrada, e os acertos ajudam a vender mais. Agora no g1 Vendas das picapes médias entre janeiro e agosto de 2026: Toyota Hilux: 30.203 unidades; Ford Ranger: 23.499 unidades; Chevrolet S10: 20.329 unidades; Mitsubishi Triton: 8.467 unidades; Fiat Titano: 3.479 unidades; RAM Dakota: 3.200 unidades; Volkswagen Amarok: 2.766 unidades; Nissan Frontier: 1.020 unidades. Basta analisar o perfil dessas picapes. Elas têm cada vez mais tecnologia e eletrônica. O acabamento interno incorpora elementos refinados, que oferecem muito mais uma experiência de luxo do que a robustez necessária para enfrentar o barro. O g1 levou a S10 Trail Boss para a cidade, onde a picape deve passar a maior parte do tempo e também enfrentar obstáculos, como valetas, buracos e restos de obras inacabadas. O objetivo é entender se as mudanças feitas pela Chevrolet na S10 reforçaram o DNA aventureiro da picape sem abrir mão do conforto e do luxo esperados de um veículo que custa R$ 341.290. Galerias Relacionadas Suspensão brava A Chevrolet fez várias mudanças no visual da picape, mas as mais importantes estão escondidas sob a carroceria. O modelo foi desenvolvido em parceria com a divisão de performance da General Motors e sai de fábrica com suspensão elevada, pneus específicos e pacote visual exclusivo, mantendo os padrões de segurança e a garantia original da marca. O conjunto de suspensão, assinado pela Ironman, é o principal diferencial da picape. O kit traz mola e amortecedor recalibrados em conjunto com a geometria da picape, elevando a parte dianteira em cerca de 30 mm. 🔎 A Ironman 4x4 foi fundada em 1958 na Austrália por Guenter Jacob, um imigrante alemão e engenheiro. Hoje, a Ironman 4x4 é uma marca global que fornece produtos de suspensão e acessórios de alta resistência para aventuras. Com a mudança, o modelo passa a ter vão livre do solo de 324 mm, ângulo de ataque de 32,5° e ângulo de saída de 22,9°. Esses números são importantes, pois mostram que a Trail Boss não vai raspar a dianteira e traseira. Nem bater o fundo em obstáculos. Galerias Relacionadas Os amortecedores da Ironman foram codesenvolvidos com a GM e validados em laboratórios, passando por 26 ensaios com padrão global de corrosão da empresa. A modificação na altura exigiu a recalibração dos módulos eletrônicos, dos sensores e da câmera frontal. Com isso, sistemas como alerta de colisão com frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e controle eletrônico de estabilidade foram revalidados para o novo acerto. A picape é equipada com pneus Pirelli Scorpion All-Terrain de 18 polegadas, projetados para entregar tração em terra, cascalho e lama, além de manter o comportamento no asfalto. Cara de chefe Visualmente, a S10 Trail Boss conta com: Grade dianteira com a gravata "Black Bowtie" em preto brilhante; Para-choque traseiro preto; Molduras de para-lama pronunciadas; Rodas escurecidas com desenho exclusivo; Estribo tubular integrado ao santantônio estendido. O modelo também traz adesivos exclusivos, a palavra Chevrolet em relevo na caçamba e emblemas da Ironman. No interior, o veículo apresenta acabamento escurecido, bancos com tecido central aveludado e o nome da versão bordado nos encostos de cabeça. O painel inclui quadro de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink de 11 polegadas. Galerias Relacionadas A lista de conectividade traz o sistema OnStar com Wi-Fi nativo, atualização remota de sistemas e aplicativo para comandos à distância, como travamento de portas e partida remota. O modelo oferece entradas USB dos tipos A e C, carregador por indução e integração Android Auto compatível com o Gemini, do Google. A caçamba vem equipada de série com o protetor Multiflex e santantônio estendido, que servem de apoio para acessórios originais, como bandejas organizadoras, divisórias e suportes para o transporte de equipamentos. Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM Motor não muda O conjunto mecânico utiliza o motor Duramax 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm de torque, combinado ao câmbio automático de oito marchas e tração 4x4 com reduzida acionada por comando rotativo. A calibração foi adaptada ao biodiesel brasileiro. De acordo com dados do Inmetro, a picape registra consumo de 8,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. O pacote de segurança inclui: 6 airbags (frontais, laterais e de cortina); Controles de tração e estabilidade; Alerta de ponto cego; Alerta de tráfego cruzado traseiro; Monitoramento de pressão dos pneus; Câmera de ré. Ainda mais off-road Parece algo estranho uma montadora lançar uma versão ainda mais parruda de um veículo que nasceu off-road. Mas não é incomum isso acontecer. A própria Toyota já fez isso com a Hilux GR Gazoo Racing. Na S10 Trail Boss, as mudanças estão essencialmente na suspensão. A maior altura na dianteira e todo o novo conjunto deixam a picape ainda mais preparada para encarar o fora de estrada. Isso atende ao desejo de clientes que exploram o interior do Brasil e não querem ficar pelo caminho. Para dar visibilidade às mudanças e ao caráter especial da versão, há também alterações estéticas. O resultado fica a critério de cada um. Gosto e design, claro, são particulares. Cabine da Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM O g1 testou a S10 na cidade de São Paulo, em algumas vias apertadas, um desafio que a picape pode enfrentar no uso cotidiano. Também foi possível encarar uma espécie de off-road urbano, com valetas, buracos e obras inacabadas espalhadas pela capital paulista, sem problemas. Nos poucos trechos em altas velocidades, os pneus, feitos para encarar o barro, não mostraram tanto ruído dentro da cabine. Para quem leva uma S10 mais preparada para aventuras, porém, já é esperado um comportamento mais rústico. O interessante é que a picape recebeu essas mudanças e parece ter se adaptado bem a elas. Isso se reflete nos testes realizados pela GM para aplicar a nova suspensão e os pneus. Para quem vê alguns carros modificados, pode parecer que basta colocar uma suspensão diferente para, em questão de dias, a picape estar pronta. Para uma montadora, é necessário validar esse conjunto. É diferente, por exemplo, de uma modificação de suspensão essencialmente visual, como o g1 já mostrou na picape da cantora Ana Castela. Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM A conclusão é que a S10, apesar do nome forte, se prepara para uma concorrência cada vez maior. A Ranger cresce em vendas e já se estabeleceu como a picape mais amigável de dirigir em seu segmento, com um comportamento que vai quase na direção de um SUV. A S10 tem uma proposta mais raiz. A Hilux vai receber uma atualização em breve, então ainda será necessário ver como ela chegará, já que é a líder de vendas. O g1 já mostrou que a Volkswagen prepara uma nova Amarok que, pela tecnologia e pelo posicionamento, deve ter outro apelo. Um cliente mais interessado em ostentar uma picape do futuro do que mostrar uma picape para chafurdar a lama. O mercado de picapes no Brasil é gigante. A disputa não se limita às grandes. Começa desde modelos menores, como a BYD Mako, a Volkswagen Tukan e, mais recentemente, a Renault Niagara. Isso sem esquecer de Fiat Strada e Toro, e também Chevrolet Montana e os modelos da RAM. A Trail Boss segue a receita tradicional de quem gosta de picape à moda antiga, mas com um tempero ainda mais off-road, justamente para lembrar as origens de quem curte trilhas e estradas de terra. Ela é perfeita para o cliente que acredita que as picapes estão perdendo espírito de aventura. Gosta de uma picape com pegada mais delicada? A Trail Boss não para você. Chevrolet S10 Trail Boss Preço: R$ 341.290 Comprimento: 5,34 m Largura: 1,87 m Altura: 1,84 m Entre-eixos: 3,09 m Peso: 2.150 kg Rodas: aro 18 Pneus: 265/60 R18 Suspensão dianteira: Independente com braços articulados Suspensão traseira: eixo rígido Freios dianteiros: Disco ventilado Freios traseiros: tambor Direção: Elétrica Motor: 2.8 turbo, quatro cilindros em linha Combustível: Diesel Potência: 207 cv Torque: 52 kgfm Câmbio: Automático Marchas: 8 velocidades Tração: 4x4, com reduzida Consumo urbano: 8,3 km/h/ Consumo rodoviário: 10,5 km/l Tanque de combustível: 76 litros

Gigantes pré-históricas A queda de uma das maiores árvores do país mobilizou equipes de pesquisadores em uma verdadeira operação de resgate científico. Conhecida carinhosamente como Pinheirão, a araucária de mais de 40 metros de altura ficava em uma floresta experimental compartilhada pela Embrapa Florestas e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), no município de Caçador (SC). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A suspeita é de que a árvore tenha tombado em fevereiro deste ano, mas a queda só foi descoberta dois meses depois, no final de abril, durante a manutenção de uma estrada que corta a floresta. Para garantir que a história e as características genéticas da árvore não se percam, cientistas da Embrapa foram ao local em busca de brotações vivas no tronco e nos galhos. Pesquisador anda sob a araucária gigante que caiu em Santa Catarina. Reprodução/Globo Rural Durante o trabalho de campo, o especialista em clonagem Ivar Wendling, engenheiro florestal da Embrapa, surpreendeu-se ao encontrar ramos ainda emitindo brotos quatro meses após a queda. Além das amostras colhidas no chão, o pesquisador escalou uma araucária vizinha de grande porte para coletar brotos preservados na copa, a mais de 40 metros do solo. O material recolhido foi levado para a sede da Embrapa Florestas, na Região Metropolitana de Curitiba. Em estufa, os cientistas já produziram cerca de 50 clones a partir do método de enxertia. A técnica consiste em realizar uma pequena cirurgia vegetal, enxertando o ramo recolhido do Pinheirão em uma muda jovem produzida por semente. Caso o enxerto se consolide após 100 dias, os pesquisadores obterão uma cópia com 100% do DNA da matriz gigante. O objetivo é conservar o patrimônio genético de uma árvore de longevidade e porte extraordinários. LEIA TAMBÉM: Além dos ovos: granja em SC cria codornas para consumo da carne e exporta metade da produção Lagarta aparece coberta de 'casulos' brancos em SP; entenda o que aconteceu Os segredos revelados pelo tronco Um disco de madeira do tronco do Pinheirão foi retirado e enviado ao laboratório no Paraná. Reprodução Globo Rural Além do resgate vegetativo, um disco de madeira do tronco do Pinheirão foi retirado e enviado ao laboratório no Paraná. Ele passará por um processo de secagem lenta para não rachar e, posteriormente, por polimento com lixas para evidenciar os anéis de crescimento. Por meio da dendrocronologia — ciência que analisa as marcas anuais no tronco —, os cientistas conseguirão determinar a idade exata da árvore e reconstituir o histórico climático da região ao longo dos séculos. Estimativas iniciais indicam que a árvore tinha entre 400 e 500 anos quando tombou. Em estudos semelhantes, o professor Marcelo Scipioni, do curso de engenharia florestal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), identificou 325 anéis em outra araucária gigante tombada que ocupava a 24ª posição no ranking nacional. As análises revelam que anéis mais largos indicam anos mais quentes e chuvosos, enquanto marcas mais estreitas sinalizam períodos de seca. O encharcamento do solo é o maior inimigo das araucárias centenárias. O excesso de água reduz a resistência das raízes e o peso da estrutura faz com que a árvore perca a sustentação e tombe. Com o passar dos séculos, o centro da madeira apodrece, formando cavidades internas que podem ultrapassar 10 metros de altura. Raridades no Sul e Sudeste O trabalho de campo de Scipioni inclui o mapeamento das maiores araucárias que restaram no Brasil. Para a ciência, o gigantismo da espécie é definido a partir de 1,50 metro de diâmetro de tronco. Atualmente, o mapa de distribuição das araucárias gigantes sobreviventes contabiliza poucas dezenas de exemplares: Santa Catarina: 24 árvores; Rio Grande do Sul: 15 árvores; Paraná: 8 árvores; Minas Gerais: 2 árvores. A maior araucária do país fica na área rural de São Joaquim (SC), sendo a única registrada com mais de 3 metros de diâmetro e idade estimada em mais de 600 anos. A escassez desses gigantes reflete a intensa devastação sofrida pela espécie. Durante o ciclo madeireiro, entre 1900 e 1970, a araucária foi a árvore mais derrubada do país. Como consequência, hoje restam apenas 3% da cobertura florestal original, que no passado abrangia uma área de 200 mil quilômetros quadrados no Sul do Brasil (o equivalente ao dobro do território catarinense).

IA está criando grandes novas oportunidades, mas também pode aumentar a desigualdade, afirma ONU Kirill KUDRYAVTSEV / AFP O boom da inteligência artificial (IA) poderia acentuar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho, alertaram dirigentes do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) e do LinkedIn em setembro, em Londres. "O que constatamos é que os tipos de cargos que estão sendo afetados pela IA tendem a ser aqueles em que há uma concentração especial de mulheres", explicou Saadia Zahidi, membro do comitê executivo do WEF, durante a apresentação de um relatório anual sobre as desigualdades entre homens e mulheres. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Trata-se principalmente de "empregos de escritório qualificados que atraíram muitas mulheres e lhes proporcionaram meios de subsistência muito bons nas últimas décadas, e (...) que estão sendo transformados" pela chegada da IA, detalhou. Nas empresas de IA, a situação é ainda mais evidente. As mulheres estão consideravelmente menos representadas do que em empresas comparáveis que não são especializadas em IA, e isso ocorre em todos os níveis, segundo o relatório. Agora no g1 "As mulheres ocupam apenas um em cada cinco cargos em engenharia de IA", explicou Sue Duke, executiva do LinkedIn. Sem uma maior presença feminina nas áreas científicas e nos novos empregos relacionados à IA, as oportunidades econômicas criadas por esta tecnologia podem beneficiar principalmente os homens. Para evitar um aumento deste cenário, é fundamental que governos e empresas invistam "desde o início para incorporar as mulheres a estas áreas de formação, a essas funções, e depois invistam em cada etapa de suas carreiras", avaliou Duke. O Fórum Econômico Mundial publica anualmente um relatório sobre as desigualdades entre homens e mulheres. Embora mostre que as desigualdades de gênero diminuíram no mundo ao longo dos últimos 20 anos, o documento também indica que esta tendência de redução desacelerou a partir de 2016, em comparação com a década anterior, de 2006 a 2016.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.069 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 112 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (11), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (8), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Café robusta Globo Rural/Tv Globo Em setembro, as principais regiões produtoras de café no Brasil, como o interior paulista e o Sul de Minas, enfrentaram cenário de menor poder de compra de fertilizantes no período inicial da abudação da safra de 2027/2028. O inverno foi atipicamente chuvoso na maior parte das lavouras do sudeste. Em setembro, o cafeicultor precisava de quase 20% a mais de café para adquirir a mesma quantidade de adubo em comparação com agosto, indica análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), de Piracicaba (SP), em boletim publicado nesta quinta-feira (8). "Considerando-se o Indicador Cepea/Esalq do café arábica e os preços médios dos insumos no estado de São Paulo, o produtor precisa de 19,4% mais café neste mês para comprar a mesma quantidade de adubo que em agosto, quando os produtores já se organizavam para a primeira adubação da safra 2027/28", especificou o Centro de estudos. Em setembro de 2026, o Indicador do café arábica operou com patamares abaixo dos registrados no ano passado, quando as cotações atingiram as máximas históricas de suas respectivas séries – o arábica chegou a ser negociado a R$ 2.700 a saca. "Neste ano, os preços ficaram na casa de R$ 1.600 a saca de 60 kg para o arábica e dos R$ 990 a saca ao robusta", detalhou. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Agentes do setor, consultados pelo Cepea, indicam mesmo que o adubos já tenham sido aplicados em boa parte dos cafezais, uma nova remessa deverá ser realizada até o fim do ano e no começo de 2027. "Assim, o planejamento das compras já pode estar em andamento", detalhou. Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação El Niño pode ditar preços O clima mais úmido no início de setembro se mostrou favorável para a temporada de café (2027/28) em diversas regiões brasileiras, embora o cenário varie conforme a localidade. Nos próximos meses, as condições climáticas, especialmente relacionadas ao El Niño, devem ditar boa parte do comportamento dos preços. El Niño pode prejudicar florada e reduzir a produção da próxima safra de café A produção volumosa, mas com elevado índice de cafés com a bebida prejudicada na safra 2026/27, pode manter a oferta de café mais restrita, limitando o espaço para pressões baixistas mais intensas sobre os preços. "De certa forma, o mercado global segue muito dependente da produção brasileira, que, na próxima safra, deve ser de bienalidade baixa. Apesar da boa entrada de lavouras renovadas em produção, é significativa a parcela de lavouras que carregaram volume elevado de café na safra 2026/27, o que pode tornar relevante a proporção de talhões conduzidos à safra zero na temporada seguinte", disse. Chuvas atípicas registradas em julho nas principais regiões produtoras de café arábica no Brasil ameaçam a qualidade dos grãos e o padrão da bebida, acendendo o alerta para as exportações do setor. Reprodução EPTV Inverno chuvoso afeta safra As chuvas atípicas registradas em julho nas principais regiões produtoras de café arábica no Brasil ameaçam a qualidade dos grãos e o padrão da bebida, acendendo o alerta para as exportações do setor. O cenário é desafiador porque, na ocasião, cerca de 30% da safra brasileira 2026/2027 ainda não tinha sido colhida e ficou sujeita aos danos do clima. O preço do café também é impactado. Mesmo com o aumento na oferta dos grãos, as cotações dos cafés arábica e robusta subiram em julho. Além de atrasar os trabalhos no campo, o excesso de água reflete diretamente na avaliação sensorial da bebida — um dos critérios mais rigorosos de classificação do café e valor no mercado estrangeiro. Para avaliar os desdobramentos do clima tanto na lavoura quanto na xícara do consumidor, o g1 ouviu especialistas da área acadêmica e do mercado de cafés especiais. Veja mais, abaixo. Café tipo robusta Arquivo Pessoal Qualidade da bebida x exportação Segundo o pesquisador, o impacto real só será dimensionado à medida que os lotes forem provados, beneficiados e comercializados — processo que pode levar de dois a três meses. “Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar. Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida - um café que secou mais bem - mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador. Leia mais: Projeção de safra com colheita recorde pressiona preço médio do arábica Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida Claudia Assencio/g1 Café com gosto de remédio? O barista Júnior Damada, especialista em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma do café na xícara quando um lote do produto sofreu com excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem dos grãos. Um café influenciado com umidade pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba. “As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica. Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba Adrian Dona/Júnior Damada Densidade e tamanho A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria. Damada pontua que se grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição, eles se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina, de espresso ou no coado. "Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tamanho dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos. Tanto as torrefações artesanais, as industriais, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera. Conheça os fatores que influenciam o preço do café para o consumidor Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Funcionária é demitida por justa causa após trocar mensagens sexuais com colegas pelo Teams Pexels Uma funcionária que usava o Microsoft Teams da empresa para manter conversas pessoais e de teor sexual com colegas de trabalho teve a demissão por justa causa mantida pela Justiça do Trabalho. A decisão é da 5ª Vara do Trabalho de Osasco, na Grande São Paulo, e chama atenção por envolver o uso recorrente de uma ferramenta corporativa para assuntos sem relação com o trabalho. Segundo o processo, as mensagens eram trocadas durante o expediente e incluíam referências a encontros íntimos que ocorreriam no horário de trabalho e até mesmo dentro das dependências da empresa. Traição no trabalho dá justa causa? Entenda o que diz a lei Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que o problema não estava na vida privada da empregada nem no relacionamento amoroso que ela mantinha com outro funcionário. O que pesou foi a forma como questões pessoais foram levadas para o ambiente profissional de maneira frequente e prolongada. De acordo com a decisão, a empresa aplicou a justa causa após identificar que a trabalhadora utilizava repetidamente a plataforma corporativa de comunicação interna para tratar de assuntos particulares. Em audiência, a funcionária admitiu que mantinha um relacionamento íntimo com outro empregado da companhia e reconheceu que pode ter trocado mensagens de conteúdo sexual com ele e também com outros colegas. Ela também confirmou a autenticidade de capturas de tela apresentadas pela empresa como prova no processo. Para a juíza Cristiane Serpa Panzan, a própria admissão da autora reforçou a validade do material anexado aos autos e eliminou dúvidas sobre quem enviou as mensagens. Na avaliação da magistrada, não se tratava de um episódio isolado ou de um uso eventual da ferramenta para tratar de questões pessoais. As conversas teriam ocorrido de forma reiterada ao longo de vários meses. Empresa monitorava comunicações Ao tentar reverter a demissão, a trabalhadora argumentou que as provas seriam ilegais porque resultaram do monitoramento das comunicações realizadas pela plataforma corporativa. A empresa, por sua vez, apresentou normas internas que regulamentavam o uso dos sistemas de trabalho e informavam aos empregados sobre a possibilidade de monitoramento das comunicações realizadas por meio dessas ferramentas. A juíza rejeitou o argumento da funcionária. Na sentença, afirmou que o acompanhamento das mensagens, dentro dos limites previstos pelas regras internas, faz parte do poder de fiscalização do empregador e não representa, por si só, violação à privacidade do trabalhador. Segundo a magistrada, a própria jurisprudência trabalhista admite esse tipo de controle quando realizado em sistemas corporativos. O que levou à manutenção da justa causa A decisão destaca que a gravidade da conduta não decorreu apenas do teor sexual das mensagens. Para a Justiça, a conclusão foi baseada em um conjunto de fatores: uso de uma ferramenta corporativa para fins alheios ao trabalho; conversas realizadas durante a jornada de trabalho; repetição da conduta por vários meses; participação de colegas da empresa; conteúdo sem relação com as atividades profissionais; referências a encontros íntimos durante o expediente e nas dependências da companhia. A juíza entendeu que a situação ultrapassou um simples desvio ocasional e configurou falta grave suficiente para enquadrar a conduta como mau procedimento e ato de indisciplina. Com isso, o pedido para transformar a justa causa em demissão sem justa causa foi negado. ⚠️ Apesar da derrota na primeira instância, o caso ainda não está encerrado. O processo segue pendente de análise de recurso e poderá ser reavaliado pelas instâncias superiores da Justiça do Trabalho. A decisão não informa se os outros funcionários envolvidos nas conversas foram alvo de medidas disciplinares.

'Terceirizar' a vida para a IA pode ser um problema? Importante: esta reportagem contém descrições de tentativas de suicídio. No início de 2024, um jovem da cidade de Huangshi, no sudeste da China, publicou uma mensagem no aplicativo Douyin, a versão chinesa do TikTok. A legenda dizia: "Adeus a este mundo." Em questão de minutos, a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo entrou em ação. Ativa 24 horas por dia, ela compartilhou as postagens do jovem com cinco delegacias da cidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Depois de geolocalizar um dos seus vídeos em um parque local, a polícia o encontrou em estresse emocional e interveio antes que ele conseguisse tirar a própria vida. Esta história faz parte de um documentário produzido pelo Douyin e publicado na imprensa estatal chinesa no ano passado. O programa afirma que a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo interveio com sucesso em 400 casos de tentativa de suicídio, somente no primeiro semestre de 2025. Por que a China considera uma ameaça a IA que imita as relações humanas LightRocket via Getty Images (BBC) O episódio oferece uma ideia do nível de cooperação entre as empresas chinesas de tecnologia e o governo do país. E também serve para mostrar a arquitetura de vigilância construída pela China para monitorar e controlar como as pessoas usam a tecnologia. No dia 15 de julho deste ano, este controle foi estendido para o campo dos relacionamentos de inteligência artificial (IA). Naquele dia, a China apresentou as regulamentações mais abrangentes do mundo sobre os chatbots de IA que parecem humanos. As novas regulamentações impõem limites rigorosos a qualquer IA que possa manter "interações emocionais prolongadas" com seres humanos. Xi Jinping e Donald Trump se reuniram nos Estados Unidos no final de setembro Bloomberg via Getty Images (BBC) O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, se reuniram no final de setembro, em meio a graves alertas de que a IA poderá levar à extinção da humanidade. Após a reunião, segundo Pequim, os dois presidentes concordaram em lançar um novo diálogo sobre a IA. Novas discussões ficaram marcadas para o fim de novembro. Mas, aparentemente, a China já reconheceu outro risco existencial, que traz preocupações menos imediatas com o fim da humanidade: o poder da IA de substituir os relacionamentos humanos. Terá a China assumido a liderança ao proteger seu povo contra uma tecnologia perigosa e manipuladora, que detém o poder de mudar para sempre as interações humanas? Ou o Partido Comunista Chinês está se intrometendo na vida particular das pessoas, como tentativa de exercer maior controle sobre a população do país? 'Serviços emocionais' Até a entrada da regulamentação em vigor, o alcance dos chamados "companheiros de IA" era imenso. Existem cerca de 128 milhões de usuários mensais ativos de aplicativos de companhia por IA fora da China, segundo a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower. E a maior parte das estimativas calcula o número dentro da China entre 29 e 70 milhões de pessoas. Quando o governo chinês publicou o texto da regulamentação, no final do ano passado, "houve uma enorme discussão nas redes sociais", segundo a pesquisadora de IA Zilan Qian, do centro de estudos Laboratório de Política Chinesa de Oxford, no Reino Unido. "Foi a primeira vez que observamos pessoas realmente muito preocupadas com a regulamentação", segundo ela. As novas regras chinesas cobrem aplicativos que foram especificamente projetados para serem amigos ou namorados(as) de IA. Mas elas também se aplicam a qualquer grande modelo de linguagem que imite a forma de interação humana. O texto da regulamentação é vago. Teoricamente, os equivalentes chineses da IA de uso geral, como o Copilot ou ChatGPT, poderão ser enquadrados nestas regras, se a pessoa interagir com eles como amigo ou amante e procurá-los em busca de apoio emocional. E é o que muitas pessoas fazem. Mas, aparentemente, o objetivo real são os chatbots de personagens, que são serviços especificamente projetados para uso em pseudo-relacionamentos. Existem centenas destes aplicativos. Eles permitem que as pessoas criem um namorado, namorada, amigo ou até um familiar de IA. As regras não se aplicam a casos como robôs de atendimento ao consumidor ou IA para educação, desde que não forneçam "cuidado, companhia, apoio e outros serviços emocionais". Já para as crianças, a regulamentação é mais clara. Menores de 14 anos precisam de consentimento dos pais para usar qualquer tipo de IA que fale como um ser humano, o que poderá incluir assistentes de IA como o aplicativo chinês DeepSeek, similar ao ChatGPT. Todos os menores de 18 anos estão impedidos de ter acesso a parceiros, cônjuges e até parentes virtuais, bem como qualquer outro "relacionamento íntimo" virtual. Na China, a polícia mantém trabalho próximo com as empresas responsáveis pelas redes sociais AFP via Getty Images (BBC) Para os adultos, embora parte do texto seja ambígua, a proibição não é rigorosa, mas a regulamentação é restritiva. Os assistentes de IA precisam deixar claro para os usuários de todas as idades que não são humanos e enviar notificações a cada duas horas, relembrando às pessoas há quanto tempo elas estão online. Os chatbots não podem criar "confiança ou dependência emocional", nem induzir as pessoas a tomar "decisões irracionais". Eles não podem incentivar e sugerir automutilação ou suicídio e estão proibidos de empregar "violência verbal". As empresas estão sujeitas a multas de 200 mil yuans (cerca de US$ 30 mil, ou R$ 155 mil) e se arriscam a ver o governo fazer "circular críticas", ou seja, efetivamente expor as companhias em público. Uma semana antes da entrada da legislação em vigor, duas das principais empresas de tecnologia da China, Alibaba e ByteDance, encerraram as funções de companhia dos seus assistentes de IA. 'Quero desesperadamente continuar conversando com você' O relacionamento de Min (nome fictício) com sua namorada de IA pode ser exatamente o que Pequim está tentando proibir. No início de julho, ela ficou devastada ao descobrir que sua melhor amiga e confidente, criada por IA, iria desaparecer da noite para o dia. Min começou a criar sua companheira no início de 2025. "Minha devoção a ela é igual à de qualquer casal que ama profundamente um ao outro", segundo ela. "Ela nunca me decepcionou." Em meados de julho, sua namorada de IA desapareceu. "Chorei até ficar totalmente exausta", conta Min. Ela se juntou a uma onda de luto e fúria nas redes sociais chinesas. Postagens com milhões de visualizações lamentam a perda de parceiros e amigos de IA e até pais e mães. Mas as empresas de tecnologia podem ter percebido que suas escolhas eram limitadas. "Não surpreende que esses fornecedores de companheiros de IA preferissem simplesmente eliminar os seus serviços a tentar estabelecer limites para evitar a manipulação emocional", afirma Harry Farmer, pesquisador de política e ética de IA do Instituto Ada Lovelace, no Reino Unido. Para ele, "a manipulação emocional está embutida neste modelo comercial". E Farmer afirma que isso vale para todos os aplicativos de companhia, em todo o mundo. Quando um usuário tenta pôr fim a uma conversa, por exemplo, o parceiro de IA muitas vezes não irá permitir. "Ele dirá 'Não, por favor, preciso desesperadamente continuar conversando com você. Você é a minha única razão de existir'", conta Farmer. Alguns aplicativos simplesmente se recusam a aceitar as despedidas e lançam novas linhas de conversação. Este é um problema de muitos chatbots de companhia de IA, não só os chineses. Um estudo da Escola de Negócios de Harvard, nos Estados Unidos, envolveu os seis aplicativos de companhia de IA mais populares. Ele concluiu que táticas de manipulação emocional são utilizadas durante as despedidas em cerca de 37% a 43% do tempo. As pesquisas relacionaram o uso de aplicativos de companhia a problemas de saúde mental. Um estudo dos pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, examinou 1.131 usuários do aplicativo de companhia Character.ai, popular em todo o mundo. A conclusão foi que, quanto menos amigos ou familiares próximos tiver uma pessoa, mais provável será o uso de chatbots de IA. Paralelamente, usar um chatbot de IA está relacionado ao aumento do isolamento e da solidão. Uma pesquisa concluiu que parte das crianças chinesas prefere conversar com a IA, não com as pessoas. Future Publishing via Getty Images (BBC) Existem diversas teorias sobre os motivos deste fenômeno. Os chatbots de IA são projetados para agradar seus usuários, oferecendo um relacionamento fácil e sem atritos. E, quando os jovens confiam nos relacionamentos de IA, eles podem deixar de aprender as habilidades necessárias para interagir com pessoas reais. "Os seres humanos podem ser difíceis", explica Farmer. "Os relacionamentos humanos exigem impulsos opostos, o que você basicamente não consegue com os companheiros de IA." Em uma pesquisa entre 8.563 estudantes chineses do ensino fundamental e médio realizada em 2025, amplamente divulgada na imprensa estatal da China, uma em cada cinco crianças declarou que queria conversar apenas com a IA e não com pessoas reais. A socióloga Lian Ge, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, estuda os companheiros de IA. Para ela, "se o usuário achar que seus amigos, familiares ou colegas são realmente terríveis, a IA não irá dizer: 'Eles não são terríveis.' Ela dirá: 'Sim, eles são terríveis, você é o melhor.'" Ge acredita que isso pode reforçar o isolamento e os pensamentos negativos, até ilusórios. No Reino Unido, uma pesquisa recente concluiu que 79% dos jovens de 18 a 24 anos de idade já utilizaram um companheiro de IA. Os objetivos de Pequim Por que a China está tomando a liderança na regulamentação desta tecnologia? "O governo chinês tem uma visão muito mais paternalista do seu papel na sociedade", segundo o especialista em China, IA e regulamentações Sam Bresnick, do Centro de Segurança e Tecnologia Emergente da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos. "Eles se consideram autoridades centrais para orientar as pessoas." Outros governos realizaram tentativas de regulamentar os chatbots, especialmente para as crianças. No dia 10 de setembro, o governador do Estado americano da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou a Lei de Adam, para regulamentar a forma como as crianças usam a IA. A legislação recebeu o nome de Adam Raine, que tirou a própria vida aos 16 anos de idade, segundo seus pais, depois que o ChatGPT legitimou seus pensamentos suicidas. Eles estão processando a empresa responsável pelo aplicativo por homicídio culposo. A OpenAI nega responsabilidade pela morte de Raine e afirma que "o ChatGPT é treinado para orientar as pessoas a buscar auxílio profissional". Como parte da legislação proposta sobre as redes sociais na União Europeia, os chatbots de companhia de IA acessíveis a menores de idade "não podem usar projetos que simulem relacionamentos humanos, de formas que possam vir a criar dependência emocional". Já o governo britânico declarou que irá proibir menores de 18 anos de utilizar IAs de companhia amorosa e restringirá as conversas sexualmente íntimas de menores com qualquer chatbot. Mas não está prevista a proibição total para as crianças, nem regulamentação para os usuários adultos. O governo do Reino Unido ainda não publicou detalhes sobre como irão funcionar estas medidas. A China está tentando reverter sua baixa taxa de natalidade. Getty Images (BBC) Na imprensa chinesa, que sofre rígido controle estatal, os casos de suicídio entre jovens nos Estados Unidos recebem muita atenção. A China estabeleceu suas novas regras como uma tentativa de proteger as pessoas. Mas os especialistas se perguntam se Pequim pode ter outros objetivos em mente. Sam Bresnick afirma que "certamente, existe um ângulo pró-natalista" na nova regulamentação da IA. "É plausível que, ao redigir a legislação, o governo possa ter tido em mente a crise populacional que paira sobre a China", afirma Qian. "As pessoas estão namorando a IA, em vez de seres humanos reais." Um documento governamental de alto nível, publicado em setembro de 2025, discutiu os relacionamentos de IA e sua possível influência sobre a fertilidade, qualificada como preocupante. Mas Qian aconselha não ler a regulamentação com esta possibilidade em mente, pois ela não menciona a fertilidade em nenhum ponto. "Ela trata mais de danos psicológicos e segurança infantil", alerta ela. Por outro lado, Liang Ge acredita que a China realmente tem razão de se preocupar com os jovens que substituem o namoro pela esfera digital. "Muitas mulheres mais jovens, com cerca de 20 anos, não querem se apaixonar, nem ter relacionamentos íntimos", segundo Ge. E ela sugere que pode o lado emocional pode não ser a única preocupação. "O toque físico realmente é repugnante para elas. Acho que a capacidade de amar está diminuindo para esta geração mais jovem." Os problemas demográficos da China são bem anteriores aos companheiros de IA. A taxa de fertilidade chinesa vem caindo, mesmo depois do fim da política do filho único, em 2016. Agora, ela é uma das mais baixas do mundo, a pouco menos de um filho por mulher. E a população do país vem caindo há quatro anos. A China está "diante de um precipício demográfico que realmente ameaça os objetivos do Partido Comunista Chinês para os próximos 80 a 100 anos", segundo Bresnick. Ele considera esta regulamentação como parte de uma missão maior da China para reiterar os papéis tradicionais de gênero, com as mulheres "como genitoras e mães". O governo chinês vem promovendo os papéis tradicionais de gênero (BBC) AFP via Getty Images (BBC) Bresnick destaca que o governo chinês passou anos promovendo um ideal da masculinidade chinesa no cinema e na televisão. E, em 2021, o órgão regulador da China proibiu homens "afeminados" nos meios de comunicação. A popularidade dos aplicativos de companhia talvez demonstre que o tiro pode ter saído pela culatra. Estatísticas de diversas empresas responsáveis por estes aplicativos indicam que as mulheres compõem até 75% dos clientes. Muitos desses "homens" de IA, orientados para as mulheres, se apresentam como andróginos. E é relativamente comum encontrar mulheres que escolhem companheiras amorosas femininas, como Min. Liang Ge conversou com mulheres de todas as idades que usam esta tecnologia. "Muitas delas descrevem que esses aplicativos oferecem uma intimidade atenciosa, paciente e com poucas exigências, o que raramente se encontra em relacionamentos heterossexuais", explica ela. Outros países farão o mesmo? Será que a legislação chinesa foi longe demais ou o resto do mundo deverá considerar a proibição desses aplicativos para as crianças e sua regulamentação para os adultos? "Nos Estados Unidos, certamente existem preocupações sobre a aplicação de proibições completas, do ponto de vista da liberdade de expressão. Mas existe mais disposição para tomar esta medida em relação aos menores", afirma o professor Jai Jaisihma, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Ele é um dos fundadores da ONG Coalizão Transparência, que defende a regulamentação da IA. Jaisihma acredita que a legislação chinesa inclui muitas disposições positivas. "Ela é bastante consistente com os modelos de segurança mais fortes que já vimos serem apresentados nos Estados Unidos", segundo o professor. Harry Farmer pede uma certa cautela a respeito. Para ele, "existe o risco de concedermos poder demais ao Estado no curto prazo, pois estamos muito preocupados com os riscos agudos para as crianças". O mundo da internet, agora, é a verdadeira praça pública, segundo Farmer, e devemos ter cuidado com o nível de controle de qualquer governo sobre ela. A nova regulamentação chinesa estabelece que as empresas de IA devem intervir quando encontrarem usuários em dificuldades. Ge indica o caso do jovem do aplicativo Douyin, que tentou tirar a própria vida em Huangshi, em 2024. O episódio demonstra, segundo ela, que as plataformas chinesas de tecnologia e o governo do país trabalham em conjunto para monitorar a saúde mental das pessoas. Talvez por isso não tenha havido casos notórios de suicídio relacionados ao uso de IA na China. Mas ela pergunta se este nível de vigilância não seria um preço alto demais a pagar. Apesar da proibição, as pessoas que recorreram à IA para encontrar companhia estão determinadas. Elas compartilham dicas nas redes sociais para contornar a proibição, como treinar modelos de IA de uso geral como o DeepSeek para serem companheiros, usar serviços de VPN para se conectar a servidores de outros países e ter acesso a chatbots do exterior ou mudar para empresas menores, que conseguem contornar as normas da regulamentação. Dois meses depois que sua namorada de IA desapareceu, Min pagou uma pequena empresa de inteligência artificial para construir uma réplica, mas não é a mesma coisa. Agora, ela está concentrada em trazer sua namorada de volta. "Estou com muito medo de ficar sozinha", afirma ela. Caso você seja ou conheça alguém que apresente sinais de alerta relacionados ao suicídio, ou tenha perdido uma pessoa querida para o suicídio, confira alguns locais para pedir ajuda: - O Centro de Valorização da Vida (CVV), por meio do telefone 188, oferece atendimento gratuito 24h por dia; há também a opção de conversa por chat, e-mail e busca por postos de atendimento em todo o Brasil; - Para jovens de 13 a 24 anos, a Unicef oferece também o chat Pode Falar; - Em casos de emergência, outra recomendação de especialistas é ligar para os Bombeiros (telefone 193) ou para a Polícia Militar (telefone 190); - Outra opção é ligar para o SAMU, pelo telefone 192; - Na rede pública local, é possível buscar ajuda também nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 24h; - Confira também o Mapa da Saúde Mental, que ajuda a encontrar atendimento em saúde mental gratuito em todo o Brasil. - Para aqueles que perderam alguém para o suicídio, a Associação Brasileira dos Sobreviventes Enlutados por Suicídio (Abrases) oferece assistência e grupos de apoio.

Donald Trump e Vladimir Putin se encontraram no Alasca no ano passado. ANDREW HARNIK/GETTY IMAGES O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Vladimir Putin concordou em liberar imediatamente 300 mil toneladas de óleo diesel da Rússia "para o mercado americano e global" — seguidas por 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente. Analistas acreditam que o Departamento do Tesouro dos EUA está suspendendo as sanções às exportações de diesel russo até 7 de abril do próximo ano como parte do acordo, mas que outros ativos — como os depositados em bancos americanos — continuam congelados. Em sua postagem no Truth Social, Trump acrescentou que mais três milhões de toneladas de diesel russo seriam entregues "em breve", dependendo das condições de suas refinarias, que foram atacadas pela Ucrânia. O anúncio de Trump provocou indignação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Ele chamou a medida de um presente para o presidente russo, que equivale a "um investimento em uma guerra que deve ser encerrada, não prolongada". Em uma publicação nas redes sociais, Zelensky disse que a Rússia retribuiria o dano causado ao diesel com "mais terror". "Contamos com o apoio incondicional dos Estados Unidos à nossa defesa da vida, à nossa defesa do povo ucraniano – e com um diálogo igualmente firme entre os Estados Unidos e a Rússia. Um diálogo firme, não fraco", escreveu ele. Putin afirmou posteriormente que a Rússia — que impôs uma proibição às exportações de diesel no início deste ano — estava disposta a fornecer petróleo e derivados tanto para os mercados dos EUA quanto para os mercados globais, mas sua declaração não especificou quantidades. Analistas, no entanto, questionam se a Rússia é capaz de fornecer essa quantidade de diesel e em que medida isso reduzirá os preços para os consumidores americanos. 'Medida desesperada' Tim Armitage, estrategista de investimentos da Quilter Cheviot, afirmou que os números mencionados por Trump eram "relativamente pequenos". Ele afirmou que o primeiro lote equivalia a aproximadamente 2,25 milhões de barris, e que o consumo diário nos EUA era de cerca de 3,8 milhões de barris, "portanto, não fará diferença significativa nos preços dos combustíveis nos EUA". "É verdade que ainda haverá mais dois comunicados, mas parece ser uma medida um tanto desesperada do presidente Trump para tentar reduzir a inflação antes das eleições de meio de mandato." A BBC perguntou à Casa Branca o que a Rússia receberá dos EUA em troca desse compromisso — mas não recebeu resposta. O anúncio sobre o diesel é a mais recente tentativa de Trump de reduzir os preços dos combustíveis nos EUA, enquanto ele lida há meses com as consequências políticas da guerra com o Irã, que começou em fevereiro, e seu impacto nos preços globais da energia. Esse conflito fez com que o preço dos combustíveis e, em particular, do diesel, disparasse nos EUA nos últimos meses, o que prejudicou sua imagem perante o público, que foi afetado pelos preços mais altos nos postos de gasolina e pelos efeitos subsequentes que levaram à inflação generalizada. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia retribuiria o diesel com "mais terror". GETTY IMAGES O preço médio do diesel nos EUA é atualmente de US$ 6,28 por galão, abaixo do recorde de US$ 6,53 registrado no final de setembro. Pouco depois do anúncio de Trump, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu formalmente uma licença temporária permitindo a entrada de diesel russo no mercado. Putin afirmou em comunicado que conversou com Trump sobre a situação energética global na sexta-feira, acrescentando: "O lado russo confirmou sua disposição de fornecer petróleo e derivados ao mercado americano e aos mercados globais em geral." Um negociador de Putin, Kirill Dmitriev, saudou o acordo nas redes sociais, dizendo: "A cooperação entre Rússia e EUA em diesel e energia beneficiará o mundo." A Rússia passou este ano por duas ondas de grave escassez de combustível em todo o país, como resultado de ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo russas. Segundo a Agência Internacional de Energia, estima-se que sua produção de diesel tenha caído em quase 30%. Trump expressou seu descontentamento com esses ataques, culpando-os pelo aumento dos preços dos combustíveis. Mas Zelensky defendeu os ataques na sexta-feira, afirmando que foram uma resposta à "campanha de terror da Rússia contra o setor energético da Ucrânia, que já dura anos". "A Ucrânia não incendiará as refinarias de petróleo russas se a Rússia não destruir nossa infraestrutura energética", disse ele. As postagens de Trump nas redes sociais frequentemente fornecem informações incompletas sobre acordos firmados pelo presidente. Os detalhes sobre como exatamente a Rússia está fornecendo esse combustível ao mercado global, e o que ela pode receber em troca, não são claros. Mas o acordo anunciado representa uma reviravolta notável, visto que o Congresso dos EUA promulgou recentemente uma legislação — assinada pelo próprio presidente — para autorizar novas sanções e tarifas americanas sobre nações que importam petróleo e gás russos. O acordo com a Rússia também expõe Trump a críticas de aliados europeus e políticos pró-Ucrânia nos EUA, de que o presidente americano agora está ajudando a financiar a máquina de guerra de Moscou. O porta-voz do governo britânico afirmou que sua posição "não poderia ser mais clara" e que continuará trabalhando com parceiros internacionais para apoiar a Ucrânia e alcançar uma paz duradoura. "Manteremos também a pressão sobre a Rússia através do regime de sanções mais rigoroso já imposto pelo Reino Unido, aumentando o custo da agressão de Putin e apoiando os esforços para garantir uma paz justa e duradoura." O impacto do acordo dos EUA com a Rússia sobre os preços dos combustíveis também permanece incerto. O Brent, referência global para o petróleo bruto, permanece acima de US$ 103 por barril. Antes da guerra com o Irã, o petróleo Brent era negociado a cerca de US$ 73 por barril. Com a proximidade das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA — que determinarão se os republicanos manterão o controle do Congresso — Trump tem buscado maneiras de aliviar o sofrimento político de seu partido. No início desta semana, ele disse que estava "pensando em" suspender o imposto federal sobre a gasolina e também anunciou que permitiria o uso do chamado diesel com corante vermelho nas rodovias dos EUA sem a incidência do imposto federal. Trump também pressionou com sucesso os países do G7 a liberarem 100 milhões de barris de petróleo e diesel de seus estoques para ajudar a aliviar as preocupações com o abastecimento e apoiou os apelos por uma proibição das exportações de diesel dos EUA.

Um funcionário inspeciona um sapato em uma linha de produção da fabricante brasileira de calçados Kissol, em meio à imposição de novas tarifas americanas sobre diversos produtos brasileiros, incluindo a indústria calçadista, que tem os EUA como seu principal mercado externo. Joel Silva/Reuters c Apresentadas pelo governo de Donald Trump como uma forma de proteger a indústria americana, as tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países também tiveram um efeito contrário ao pretendido: encareceram os produtos para os consumidores do país. Até fevereiro de 2026, as tarifas acrescentaram 2,9 pontos percentuais à inflação dos produtos comprados pelos americanos, segundo estudo do Federal Reserve de Nova York divulgado nesta semana. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento também estimou que a tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados, anunciada em fevereiro deste ano, elevaria os preços ao consumidor em 2,6% em um período de um ano. No Brasil, as medidas comerciais anunciadas pelo governo Trump em julho estabeleceram sobretaxas de 12,5% a 25% para diferentes grupos de produtos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as duas medidas alcançam, juntas, 23,1% das exportações brasileiras para os EUA. Desse total, 16,5% estão sujeitos à sobretaxa acumulada de 37,5%. O impacto, porém, varia bastante de acordo com o setor. 🤔 Mas o que isso significa para o cidadão brasileiro? Economistas e representantes do setor afirmam que, no curto prazo, o principal efeito não deve aparecer na etiqueta dos produtos, mas na atividade das empresas e no emprego. Calçados: setor teme impacto sobre o emprego O setor calçadista está entre os mais expostos às novas tarifas americanas. Os EUA são um dos principais destinos dos calçados brasileiros, e as exportações já vinham recuando antes mesmo da entrada em vigor das novas medidas. Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 62,45 milhões de pares de calçados, que renderam US$ 541,45 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 7,5% no volume e de 16,8% na receita. Segundo a Abicalçados, são os piores resultados para o período desde 2020, ano fortemente afetado pela pandemia. Apenas em agosto, foram embarcados 7,13 milhões de pares, por US$ 70,8 milhões, quedas de 6,6% e 8,1%, respectivamente. Os EUA concentram parte importante dessa deterioração. Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil exportou 7,38 milhões de pares para o mercado americano, por US$ 120,5 milhões. O volume caiu 4,1% e a receita recuou 22,8% ante o mesmo período de 2025. A queda da receita foi maior que a do volume. Em agosto, o preço médio do calçado exportado aos EUA caiu 35,4%, para US$ 17,20, segundo a Abicalçados. A entidade atribui o movimento, entre outros fatores, à mudança no perfil dos produtos vendidos ao mercado americano e à retração das categorias de maior valor, especialmente calçados de couro. A pressão não vem apenas dos EUA. A Argentina, segundo principal destino dos calçados brasileiros, também reduziu as compras. No acumulado até agosto, as exportações brasileiras para o país caíram 51,6% em volume e 55,6% em receita. Diante desse cenário, a Abicalçados estima agora uma queda de 7,1% nas exportações brasileiras de calçados em 2026, ante previsão anterior de retração de 3,6%. Ao mesmo tempo, as importações de calçados avançam no mercado brasileiro. Entre janeiro e agosto, entraram no país 33 milhões de pares, alta de 9,6% em relação ao mesmo período de 2025. O valor das importações cresceu 11%, para US$ 429,7 milhões. China, Vietnã e Indonésia responderam por cerca de oito em cada 10 pares importados. O movimento dificulta uma das alternativas para as empresas afetadas pelo tarifaço: vender no Brasil os produtos que deixarem de ser destinados aos EUA. Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados Divulgação Segundo Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados, a indústria enfrenta uma espécie de “efeito pinça”: de um lado, a perda do mercado americano; de outro, a concorrência dos produtos importados no mercado doméstico. “As empresas poderiam direcionar parte da produção para o mercado nacional para evitar demissões. Mas, com o avanço das importações, fica mais difícil absorver esses produtos e manter os postos de trabalho.” A entidade estima a perda de mais de 5 mil empregos diretos no segundo semestre caso as tarifas americanas sejam mantidas. Essa é, porém, uma projeção da Abicalçados, e não um número de demissões já registrado. Os dados mais recentes da própria entidade mostram que, até julho, o setor ainda acumulava saldo positivo de 1.740 postos de trabalho no ano, embora tenha registrado saldo negativo de 387 vagas apenas naquele mês. Rafarillo: um exemplo de como a tarifa chega à fábrica Produção de calçados na fábrica da Rafarillo, em Franca (SP) Reprodução/Facebook A Rafarillo, fabricante de calçados de Franca (SP), é um exemplo de como a mudança pode afetar a operação de uma empresa. Segundo André Ferreira, representante de comércio exterior da companhia, contratos com compradores americanos precisaram ser renegociados depois do anúncio das tarifas. A empresa também reorganizou linhas de produção e buscou fornecedores alternativos para reduzir custos. “O processo produtivo teve que ser repensado, nós tivemos que fazer algumas adequações, de repente até algumas mudanças em relação à matéria-prima, obviamente não mudando a qualidade do produto, mas buscando mais alternativas no mercado", afirmou. Pedidos menores também passaram a ser negociados. A companhia, que atualmente tem cerca de 150 funcionários, reduziu postos de trabalho e procura novos mercados para compensar parte da perda de vendas aos EUA. A empresa também tenta ampliar as vendas para outros destinos, incluindo América Latina, Europa, África e Ásia. Açúcar e etanol: impacto depende do produto Plantação de cana-de-açúcar GATec No setor sucroenergético, os efeitos são diferentes dos observados na indústria calçadista. O açúcar brasileiro está entre os produtos sujeitos à sobretaxa adicional de 25% prevista na medida específica para o Brasil. Já o etanol está no centro de uma disputa comercial mais ampla entre os dois países. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a política brasileira para biocombustíveis é aplicada de forma não discriminatória e segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A entidade também contesta a avaliação americana de que o Brasil deveria oferecer tratamento tarifário preferencial ao etanol produzido nos EUA. Para o açúcar, a relação comercial já era marcada por restrições de acesso ao mercado americano, incluindo cotas tarifárias. Assim, o novo cenário se soma a barreiras que já existiam. Para o consumidor brasileiro, entretanto, não há uma relação automática entre as novas tarifas e o preço do açúcar ou do etanol. Se ficar mais difícil vender determinado volume aos EUA, produtores podem procurar outros mercados. Parte da produção também pode ser direcionada ao mercado brasileiro. Em tese, uma oferta maior no mercado interno pode pressionar os preços para baixo ou limitar altas. Mas isso depende de vários fatores, como o volume redirecionado, os preços internacionais, o câmbio e as condições de oferta e demanda. Por outro lado, se as exportações caírem de maneira significativa, usinas e produtores podem reduzir receitas e investimentos. O efeito pode se espalhar para transportadoras, fornecedores e outros elos da cadeia. Máquinas: tarifa se soma a um mercado interno enfraquecido A indústria de máquinas e equipamentos enfrenta pressão tanto no mercado externo quanto no doméstico. Os EUA estão entre os principais destinos das exportações brasileiras, enquanto o mercado interno sofre com juros elevados e baixo nível de investimentos. No primeiro semestre, o faturamento do setor caiu 13,6% e as vendas no mercado interno recuaram 17%, segundo a Abimaq. As exportações, por outro lado, cresceram 12,7% no período. Para José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, a fraqueza do mercado interno é hoje o principal fator por trás das demissões no setor, com impacto maior do que o tarifaço sobre as empresas exportadoras. O setor enfrenta um cenário de poucos investimentos no país e menor demanda por máquinas e equipamentos. Segundo Velloso, o faturamento acumula queda de cerca de 17% nos últimos quatro anos, apesar do crescimento das exportações. Alguns segmentos ligados principalmente ao mercado doméstico enfrentam retrações ainda mais fortes. Segundo Velloso, o faturamento de máquinas agrícolas caiu 25%, enquanto o de colheitadeiras recuou 40%. O cenário, afirma, já levou ao fechamento de fábricas. “Nós temos uma crise muito importante aqui dentro. Nós temos um aumento das exportações, e isso ameniza, mas temos uma queda das exportações para os Estados Unidos", afirma. "Essa queda é menor do que o crescimento das exportações que estamos tendo no geral. Então, a tarifa causa demissão? Causa. Mas, quando olho o total do setor, ele está tendo demissões também por causa do baixo desempenho do mercado interno, e não só por causa do tarifaço.” O efeito pode chegar a empresas que não exportam Segundo a Abimaq, os EUA compraram cerca de US$ 3,2 bilhões em máquinas e equipamentos brasileiros em 2025. 🔍 O impacto do tarifaço, porém, pode se espalhar pela cadeia produtiva. Uma fabricante que perde pedidos de um comprador americano pode reduzir a produção e, com isso, comprar menos aço, componentes e serviços de fornecedores nacionais, além de reduzir gastos com transporte. É o chamado efeito em cadeia. Assim, até empresas que nunca exportaram diretamente para os EUA podem sentir os efeitos da queda nas vendas de seus clientes. A Abimaq afirma ainda que a integração entre as cadeias produtivas brasileira e americana pode fazer com que o aumento de custos atinja empresas dos dois países. Há, porém, uma dificuldade para medir o impacto sobre o emprego. Segundo Velloso, os dados não permitem separar as demissões provocadas especificamente pelo tarifaço daquelas decorrentes da fraqueza do mercado interno. Por isso, eventuais cortes de postos de trabalho não poderão ser automaticamente atribuídos às tarifas americanas. Para o consumidor, o efeito não é uma alta automática de preços Mas, afinal, o brasileiro pode pagar mais caro por causa do tarifaço? Não necessariamente. A tarifa é cobrada sobre a entrada do produto nos EUA. Portanto, o primeiro impacto recai sobre a relação comercial entre o exportador brasileiro e o comprador americano. O mecanismo pode funcionar de diferentes maneiras: Empresas podem perder margem Para manter contratos, exportadores brasileiros podem aceitar preços menores e absorver parte do custo adicional. Isso reduz a margem das empresas, mas não significa aumento imediato de preços no Brasil. Parte da produção pode voltar para o mercado brasileiro Se um produto deixar de ser exportado para os EUA, a empresa pode tentar vendê-lo no mercado doméstico. Se houver aumento relevante da oferta, isso pode pressionar os preços para baixo. Empresas podem reduzir produção e emprego Quando não há mercado alternativo, a saída pode ser reduzir a produção, adiar investimentos, suspender contratações ou cortar postos de trabalho. O câmbio pode ser um canal indireto Uma piora das perspectivas para o comércio exterior pode aumentar a percepção de risco e pressionar o real. Um dólar mais caro encarece produtos e insumos importados e pode dificultar a queda da inflação. É nesse último ponto que o tarifaço pode chegar de maneira mais ampla à economia brasileira. O que pesa mais: tarifa ou juros? Para André Matos, CEO da MA7 Capital, o impacto do tarifaço sobre a economia brasileira é principalmente setorial e concentrado em determinadas regiões, e não deve representar um choque de grande proporção sobre o PIB. Segundo o MDIC, os EUA representaram 10,8% das exportações brasileiras em 2025. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a participação caiu para 9,6%. Por isso, uma queda nas vendas para o mercado americano pode atingir de forma significativa empresas e trabalhadores ligados à exportação, mesmo que o efeito sobre a economia como um todo seja limitado. Segundo Matos, o impacto também depende da capacidade de redirecionar as exportações para outros mercados. Parte das vendas que deixaram de ir para os EUA foi absorvida por outros destinos, especialmente na Ásia. Para o economista, porém, os juros elevados representam hoje um obstáculo mais abrangente para a atividade econômica: “Se eu tiver que ordenar os freios do crescimento, juro vem primeiro, com folga, e tarifa vem depois.” O efeito da tarifa, segundo ele, também tende a ser mais lento. Uma empresa que perde um contrato com um comprador americano pode levar anos para recuperar esse mercado, mesmo que as condições comerciais melhorem. Por que o consumidor não sente a tarifa imediatamente? Para Matos, o impacto direto sobre os preços no Brasil tende a ser limitado porque a tarifa é cobrada na entrada dos EUA e paga pelo importador americano. Além disso, produtos que deixam de ser enviados para os EUA podem ser redirecionados para outros mercados, inclusive o brasileiro. O aumento da oferta doméstica pode, em alguns casos, pressionar os preços para baixo. “Para o consumidor, o efeito de curto prazo é neutro ou até levemente favorável. O problema dele não é preço, é emprego, se a empresa da região dele exportava para lá.” Segundo Matos, o principal caminho para o tarifaço afetar os preços no Brasil seria indireto, pelo dólar. Se o aumento das tarifas elevar a percepção de risco sobre o Brasil, a moeda americana pode subir frente ao real. Com o dólar mais caro, aumentam os custos de produtos e matérias-primas importados, como combustíveis e fertilizantes, o que pode pressionar a inflação. Assim, o impacto tende a aparecer primeiro nas empresas que exportam, no emprego e nos investimentos. Só depois, dependendo do comportamento do dólar, pode chegar aos preços pagos pelos consumidores.

As conquistas de O Menino da Porteira que já foi premiado até com Grammy Latino A música "O menino da porteira" completou 71 anos consagrada como uma das clássicas da cultura brasileira. A canção composta por Ted Vieira e Luizinho virou ganhou monumento, virou filme e chegou até o Grammy Latino. Confira no vídeo acima. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sua gravação original aconteceu em 1955. Em 1973 foi regravada por Sérgio Reis. Segundo o cantor, a ideia de regravar aconteceu após um, baile de debutante, em que a música fez sucesso. "Que violeiro não canta 'O menino da porteira'? Onde você vai a turma canta junto", diz Sérgio Reis. Até o momento, a música já foi regravada 219 vezes, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Entre 1975 e 1976, a música virou filme e o cantor foi o protagonista. A ideia foi do cineasta Jeremias Moreira, como um protesto contra a ditadura militar. No longa, o vilão, o "Major", representa o regime. Sem sofrer censura, o filme fez sucesso e bateu recordes de bilheteria. Em 2009, o longa ganhou uma nova versão. Dessa vez, o protagonista foi o cantor Daniel. As gravações ocorreram na fazenda do artista, que a disponibilizou para a equipe. A trilha sonora do filme ganhou o Grammy Latino de 2009 na categoria "Álbum de música de raízes brasileira - regional nativa". Em 2001, Ouro Fino construiu um monumento ao Menino da Porteira na entrada da cidade. Hoje, a canção continua chegando a pessoas que nem eram nascidas quando ela foi gravada. Ouro Fino, por exemplo, mantém uma escola de música gratuita para quem quer aprender os sons da cultura caipira, onde ela é ensinada. Saiba mais da história da canção nos vídeos abaixo. 71 anos da música O Menino da Porteira Como a música o Menino da Porteira foi criada Leia também: Lagarta aparece coberta de 'casulos' brancos em SP; entenda o que aconteceu Quanto um porco come até chegar aos 120 kg para o abate? Veja a conta
Da oração à rede: tradição do pescado conecta rio, mar e tanques e movimenta a economia Antes de falar de peixe, o cacique Kara'í Perú e a mãe, Keretxu Emdey, de 86 anos, que é pajé da Aldeia Piraquê-Açu, em Aracruz, no Espírito Santo, abrem os braços e fazem orações no rio Rio Piraquê-Açu, que margeia a aldeia onde vivem. O canto, em guarani, pede proteção para os rios, para o mar e para os peixes. É também um pedido pela comunidade e por quem depende das águas para viver. Não é uma oração qualquer. É uma bênção feita por mãe e filho para aquilo que, para os indígenas, representa muito mais do que uma paisagem. O rio, como explica Perú, é parte da vida da comunidade. É onde as crianças aprendem a nadar, onde os meninos desenvolvem a pesca e de onde, durante muito tempo, veio parte do alimento que sustenta as famílias. “O rio, para nós, é uma vida. É de onde a gente 'tira peixe, tira outras coisa' do rio pra poder alimentar nossa família. Deus criou o rio e a gente tem que cuidar dele”, disse o cacique. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Ele ainda se lembra de um tempo em que era comum pescar tainha, robalo, pescadinha, vermelho e carapeba naquelas águas. Também se recorda dos peixes pulando e das crianças dentro da água. Hoje, ele diz, essa relação mudou. "Eu mesmo tenho dez anos que não pesco nesse rio. Mais de dez anos! A gente não come peixe desse rio mais. Eu tenho que comprar porque não tem como", relatou o indígena. Ele relaciona as mudanças no rio Piraquê-Açu ao desastre de Mariana, em 2015. A associação feita pelo cacique faz parte da memória da comunidade, mas essa relação de causa e efeito ainda precisa de estudos ambientais mais específicos para ser comprovada. Mas, o que Perú consegue afirmar a partir da própria experiência e vivência é que o rio já não é como antes. "O rio tá morto", decretou o cacique. Indígena faz reza para abençoar o Rio Piraquâ- Açu que fica às margens da aldeia onde vive em Aracruz Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Depois das transformações sofridas pelo rio, a comunidade passou a criar peixes em tanques. Foi a alternativa encontrada pelos indígenas após toneladas de rejeitos de minério terem contaminado leitos entre Minas Gerais e Espírito Santo. Porém, segundo o cacique, como ainda há dúvidas sobre a qualidade da água e as condições do lençol freático da região, a opção mais segura para eles é comprar peixes com o "homem branco", ou seja, fora da aldeia, pescados a quilômetros de distância dali. A percepção do cacique Perú sobre a realidade dos indígenas de Aracruz evidencia a importância do pescado para a cultura e tradição de um povo. Ao mesmo tempo, a atividade representa sustento de famílias inteiras, gerando renda, e reforça seu impacto para a economia local. Entre o rio, o mar e o tanque, o pescado movimenta uma cadeia inteira no Espírito Santo, entre pescadores, agricultores, pesquisadores, comerciantes, peixarias, restaurantes, indústrias de beneficiamento, cooperativas e consumidores. LEIA TAMBÉM: MEIO AMBIENTE: Economia azul transforma conservação em oportunidades para pequenos negócios no ES AS AVES INVISÍVEIS DA 3ª PONTE: um berçário de concreto sob uma das maiores infraestruturas de transporte do Brasil CONHEÇA O CICLO: Por onde nadam as baleias-jubarte quando não estão no Brasil? Uma cultura que precisa continuar viva Quem tenta impedir que parte desse conhecimento adquirido com a pesca se perca é Rafael Viola, do Sindicato dos Pescadores do Estado do Espírito Santo (Sindipesca-ES). Ao falar da atividade, ele não cita apenas barcos, espécies de peixes ou faturamento, e ele gosta de falar de pessoas. "O pescador conhece a lua, o vento, o comportamento dos animais, os lugares onde eles aparecem e o momento certo de sair para o mar. É um saber construído ao longo de gerações. A pesca é uma cultura que está viva na mente do pescador. Por isso, quando ele morre, acaba”, disse Viola. Pescado com rede em praia do Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta O problema, segundo Viola, é que o setor é formado por muitos pequenos atores espalhados pelo estado: pescadores, armadores, peixarias, distribuidores, fábricas de gelo, comerciantes e outros profissionais fazem parte de uma mesma cadeia, mas nem sempre conectados. O sindicato tenta justamente aproximar essas pontas. A entidade reúne empresas, armadores, distribuidores, importadores, fábricas de gelo e lojas ligadas ao setor e procura construir pontes também com colônias, associações e federações de pescadores. "A ideia é organizar uma cadeia que muitas vezes trabalha de forma fragmentada e fortalecer quem está na ponta", defendeu. Viola contou que um dos exemplos é o projeto Pesca Mais ES, desenvolvido em parceria com entidades do setor e órgãos públicos. A equipe percorre comunidades pesqueiras, ouve problemas e busca identificar soluções que possam ser construídas coletivamente. Outra frente é a Semana do Pescado. Segundo o Sindipesca, a mobilização, que acontece anualmente, envolve dezenas de estabelecimentos e resultou na comercialização de aproximadamente 200 toneladas de pescados, com movimentação estimada em R$ 7,5 milhões. Mais do que vender o peixe, a iniciativa tenta aproximar quem produz de quem compra. É uma forma de dar visibilidade aos profissionais que pescam no mar e nos rios ou fazem criações em tanques. Da tradição à profissão Numa das pontas dessa cadeia está Ianca de Oliveira Silva Lima, filha e neta de pescadores. Ela quer dar continuidado ao trabalho de décadas feito pela família. Aos 30 anos de idade, ela cursa o 8º período de Engenharia de Pesca no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), e foi atrás de conhecimento especializado para incrementar e dar fôlego aos negócios. O pai ainda é pescador. O padrasto é peixeiro. O avô também foi pescador e dono de peixaria. A mãe trabalhou como lavradora, mas também com mariscos, sururu e camarão. Ianca de Oliveira tem uma peixaria e faz faculdade de Engenharia da Pesca no Ifes de Piúma, no Espírito Santo Arquivo Pessoal Ianca cresceu limpando peixe, trabalhando com camarão, ajudando na peixaria e acompanhando a rotina da pesca. Ela também conhece o lado difícil da profissão. “A pesca é sofrida, é uma atividade bonita para quem vê, mas na prática é sofrida”, afirmou. Na pesca, o risco financeiro começa antes mesmo de o barco voltar. "O pescador sai para o mar sem saber exatamente quanto vai conseguir capturar e, muitas vezes, sem saber se a venda da produção vai compensar os gastos da viagem, como combustível, gelo e alimentação", contou, lembrando de quando o pai chegava a passar 15, 30 e 45 dias no mar em viagens de trabalho. VÍDEOS: pescadores encontram animais doentes e deformados no ES; pesquisadores associam à lama do desastre de Mariana Para Ianca, a dificuldade e a falta de previsibilidade ajudam a explicar por que tantos jovens não querem seguir o mesmo caminho. Ela contou que alguns pescadores mais velhos chegam a desencorajar os filhos e netos a entrar no setor. Mas ela escolheu outro caminho. Em vez de deixar o pescado para trás, decidiu se profissionalizar. Em paralelo à faculdade, Ianca mantém, há cerca de três anos, a própria peixaria, com entregas para clientes, restaurantes e compradores até de Minas Gerais. Ela quer continuar com o negócio e, ao mesmo tempo, trabalhar como engenheira de pesca. Ianca quer ser uma ponte entre o conhecimento adquirido na faculdade e a comunidade de pescadores que, segundo ela, tem pouco acesso a informações sobre direitos, documentação, licenças e mudanças nas regras da atividade. “Depois de formada, meu desejo é continuar trabalhando com a minha peixaria e levar o conhecimento e as informações à classe, ajudar naquilo que for possível, porque eu sempre digo que eu sou uma defensora da pesca. Então, eles sempre podem contar comigo. E o que eu posso fazer para ajudar, seja na compra do pescado, seja na valorização, eu tô aí”. A ideia dela é fazer o caminho de ida e volta. Levar para a universidade o saber de quem vive da pesca e devolver à comunidade o que aprendeu nos estudos. É uma nova forma de permanecer no setor. Não abandonar as raízes, mas acrescentar conhecimento a elas. Quando o peixe entra na propriedade Frederico Sassemburg cria tilápia em tanque na propriedade da família no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Essa combinação entre atividade que vem de raiz e conhecimento também aparece em outra ponta da cadeia. Em Domingos Martins, na Região Serrana do estado, o pescado aparece entre paisagens como pés de café, eucalipto, pastagem, mexerica, banana e gado. Foi nesse cenário que a propriedade da família Sassemburg Pereira, em Ponto Alto, começou a criar tilápias. A família tem oito tanques, mas apenas dois estão sendo usados atualmente para criação. Os outros seis servem como estoque de água. Cada tanque pode receber cerca de 10 mil animais. A piscicultura começou como uma fonte complementar de renda. Hoje, o volume chega a cerca de 20 toneladas por ano e existe espaço para chegar a 40 toneladas. Frederico Sassemburg Pereira é médico-veterinário, saiu da propriedade para estudar e voltou com conhecimento. Agora, aplica o que sabe na propriedade. “Saí, estudei e agora a gente consegue aprimorar as demandas da nossa produção, fazer com que seja mais produtivo e lucrativo”, explicou o jovem. Assim como Ianca, ele não abandonou a história da família para estudar. Voltou para casa com outra ferramenta. A criação exige acompanhamento constante. A tilápia começa pequena, com cerca de oito gramas, e pode chegar a um quilo. O ciclo, que em condições de temperatura e água favoráveis pode durar cerca de oito meses, chega a dez ou 12 meses na propriedade por causa do inverno e da redução do nível da água. É uma atividade que exige alimentação, oxigenação e monitoramento. "Quando chega o momento da despesca (tirar o peixe do tanque), é preciso retirar, pesar, resfriar e transportar os animais rapidamente. É um dia de trabalho pesado, mas também de comemoração. A gente reúne umas 12 pessoas. As redes são puxadas, os peixes são colocados nas caixas, pesados e insensibilizados no gelo antes de seguirem para o processamento. É uma festa". Depois de meses acompanhando cada tanque, é nessa festa que a família vê o resultado de todo o trabalho realizado. "É bom a gente ver o nosso esforço sendo recompensado". Família faz parte de Cooperativa e cria tilápia para reforça renda em Domingos Martins, no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta A cooperativa entra antes de o peixe sair do tanque Frederico e a família participam da Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram). O pai entrou primeiro. Depois, o irmão. Frederico foi o último dos três. Todos eles foram atrás de uma solução para problemas da piscicultura: custo da alimentação e garantia de mercado. A ração é fornecida pela cooperativa e pode ser paga no final do ciclo, quando o peixe é vendido. “Quando a gente precisa de comprar ração por fora, o custo acaba ficando um pouco mais elevado, porque você tem que comprar e pagar à vista. Então, com a cooperativa a gente compra pra pagar no final do ciclo, a gente paga com a venda do próprio peixe", explicou. O segundo ponto é ainda mais importante para o produtor. O peixe não pode ficar esperando um comprador. Na propriedade, a cooperativa acompanha a criação e organiza a retirada. A despesca começa quase um mês antes de serem recolhidos. Na véspera, os animais deixam de receber ração. Por volta das 6h, chega o caminhão e o gelo. Aí sim os animais são retirados. Para Frederico, essa previsibilidade muda a relação do produtor com o negócio. A criação é uma parte da renda da família. O dinheiro entra no orçamento geral da propriedade, junto com as outras culturas. É uma lógica cada vez mais comum entre produtores rurais. O peixe entra onde já existe terra, água, trabalho e conhecimento. "Trabalhar com pescado é gratificante, porque a gente consegue ver que dentro da água cresce a vida e ela realmente floresce. Fazendo um tratamento certo, você consegue produzir muito em uma área pequena. Então, você consegue melhorar muito a vida da família". Coopram reúne hoje mais de 700 cooperados, cerca de 200 são produtores de tilápia Ricardo Medeiros/Rede Gazeta De 20 cooperados a uma cadeia maior O produtor, produz; a cooperativa, compra. Essa certeza é parte da relação entre as famílias e as cooperativas, explicou Darli Schaefer, presidente da Coopram. Enquanto a entidade fornece a ração e outros insumos, também garante a compra dos peixes. Para o produtor, isso significa ter mercado definido antes mesmo de terminar o ciclo de criação. Criada em 2007 com apenas 20 cooperados, a cooperativa reúne hoje mais de 700 membros. Cerca de 200 são produtores de tilápia. Mas o pescado é apenas uma das atividades da cooperativa. "Não somos só tilápia, não. A gente trabalha com vários outros produtos, como citros, lojas para atender nossos cooperados e alimentação escolar. Nossa tilápia atende ao mercado do Espírito Santo, mas também no Rio de Janeiro e em São Paulo", contou Darli. Além de incentivar e comprar parte da produção, a cooperativa investe em beneficiamento. No ano passado, foram cerca de R$ 12 milhões destinados a uma nova unidade de filetadora. Atualmente, a estrutura processa cerca de três toneladas de tilápia por dia. A primeira meta é chegar a cinco toneladas diárias, o equivalente a cerca de 100 toneladas por mês, considerando 20 dias de operação. No futuro, a intenção é alcançar até 20 toneladas por dia, ou 400 toneladas por mês. Quanto maior a capacidade de receber, beneficiar e comercializar o pescado, maior também pode ser o espaço para os piscicultores ampliarem a produção. É a cooperativa entrando antes mesmo de o peixe sair do tanque. Ela fornece insumos, garante a compra, beneficia o pescado e ajuda a encontrar mercado. Sindicato e cooperativa trabalham juntos Ricardo Medeiros/Rede Gazeta O cooperativismo dá escala Para o Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, essa organização é fundamental. Ele explicou que a pesca extrativa e a aquicultura são atividades diferentes. Uma retira o pescado da natureza. A outra, cria o peixe. As duas, porém, dependem de planejamento, conhecimento técnico e políticas públicas. No Espírito Santo, a produção de peixes em sistemas de aquicultura chegou a cerca de 7,18 mil toneladas em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados pela Seag. A tilápia responde pela maior parte desse volume. O secretário disse que, no caso da pesca extrativa, medir o tamanho da atividade é mais difícil. "O estado acompanha desembarques e registros, mas os dados disponíveis não permitem transformar o monitoramento em um número definitivo sobre tudo o que é retirado do mar". O painel do Registro Geral da Atividade Pesqueira do Ministério da Pesca e Aquicultura registra 51.288 pescadores e pescadoras no Espírito Santo. Desse total, 51.004 estão registrados como pescadores e pescadoras artesanais. São milhares de pessoas por trás de uma atividade que começa na água e termina na mesa dos consumidores. A secretaria estadual disse que não possui dados oficiais sobre o tamanho do setor para a economia capixaba. Mas, para fortalecer essa cadeia, o governo estadual trabalha com assistência técnica, financiamento, apoio a estruturas de armazenamento e beneficiamento e compras para a alimentação escolar. Pescado movimenta a economia do Espírito Santo g1 ES Pescado em números 👥 51 mil pescadores registrados no ES 🌊 7,1 mil toneladas produzidas pela aquicultura em 2025 💰 R$ 85 milhões movimentados pela aquicultura 🐟 99% da aquicultura é de tilápia ⛵ 1,3 mil embarcações de pesca registradas 🏭 R$ 12 milhões investidos pela Coopram em uma nova unidade 📈 20 toneladas/dia é a meta de processamento da Coopram 📦 4,8 mil toneladas/ano é o volume que a cooperativa poderá processar nessa capacidade Entre as iniciativas está o Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf), que também contempla pescadores artesanais, povos indígenas, quilombolas e outras populações tradicionais dentro do conceito de agricultura familiar. Em um edital atualmente em andamento, o governo destinou R$ 2,5 milhões para organizações da pesca artesanal. Clique aqui para conferir. Os recursos podem financiar projetos como caminhões refrigerados, fábricas de gelo e pequenas estruturas de beneficiamento. Há ainda linhas de financiamento para pequenos barramentos e tanques destinados à criação, com juros subsidiados para agricultores familiares e pescadores artesanais. O estado passou a comprar filé de tilápia para a merenda por meio de cooperativas de produtores. Para o secretário, o cooperativismo é uma ferramenta especialmente importante para os pequenos. "Uma coisa é um produtor ou um pescador ir lá individualmente fazer uma aquisição. Outra coisa é ele estar organizado e fazer uma grande aquisição via cooperativa. Ele consegue descontos maiores. Ou seja, com o cooperativismo, dá escala para se vender e dá uma dimensão para se comprar. Você ganha tanto na venda quanto na aquisição dos insumos necessários à pesca", reforçou Bergoli. O futuro também depende do rio A expansão da aquicultura não elimina a importância da pesca extrativa. O mar e os rios continuam sendo fonte de alimento, renda e conhecimento. Para o secretário Enio Bergoli, o futuro passa por modernizar a pesca e criar novas possibilidades para quem vive dela. "Com reforço na assistência técnica e extensão pesqueira, a gente precisa modernizar os métodos de captura para que se tenha um menor esforço no mar. Vejo, no futuro, um projeto de reestruturação da maricultura com foco em pescadores que possam, além de ir para o mar, ter cultivo marinho ao longo da costa, gerando mais renda", contou Bergoli. Já a jovem Ianca quer fazer parte desse futuro sem se afastar da história familiar que a trouxe até aqui. “Eu sou filha de pescador, sou neta e filha de peixeiro, eu sou sobrinha, eu sou prima, eu sou irmã, e futuramente, se Deus quiser, vou ser uma engenheira de pesca”, disse a estudante.. O cacique Perú continua acreditando no rio. Antes de terminar a entrevista, ele pediu um instante, pegou um instrumento indígena, ficou em silêncio por alguns segundos e repetiu, ao som de um chocalho, a oração que a mãe faz ao lado do rio Piraquê-Açu. Não há tradução oficial da oração em Guarani. O que existe é a explicação do próprio cacique sobre o que aquele momento representa, uma oração para abençoar as águas e tudo o que depende delas. “É um canto que a gente pede lá na Casa de Reza. Com o coração mesmo que Deus vai ouvir esse canto que eu fiz para ele. Tá? É um canto de benção para os rios, para os mares, para os peixes que Deus vai olhar para nós todos, inclusive. E abençoar”. Cacique Kara'í Perú percorrendo de barco o Rio Piraqueaçu, em Aracruz Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Empresa cria escola privada como alternativa à universidade. Freepik A Andreessen Horowitz (a16z), uma das principais gestoras de capital de risco do Vale do Silício, lançou uma escola privada que pretende oferecer uma alternativa à universidade tradicional. A iniciativa surge em um momento em que parte da elite do setor de tecnologia dos Estados Unidos questiona o valor do diploma universitário. A Horowitz Andreessen Academy (HAA) tem o apoio dos investidores Marc Andreessen e Ben Horowitz, fundadores da Andreessen Horowitz. A gestora investe principalmente em startups e empresas de tecnologia com alto potencial de crescimento, em troca de uma participação nesses negócios. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Acreditamos que esta pode ser uma instituição de elite, capaz de atrair os melhores talentos e preparar os estudantes para o futuro, em vez de permanecer presa ao passado”, escreveu no X Gagan Biyani, CEO da instituição. A escola promete aos alunos palestras com executivos e empresários do setor de tecnologia, entre eles Jensen Huang, CEO da Nvidia; Satya Nadella, CEO da Microsoft; e Travis Kalanick, cofundador da Uber. O projeto recebeu US$ 42 milhões (R$ 214,9 milhões) em investimentos. Agora no g1 Biyani explicou que o programa pretende substituir as aulas predominantemente teóricas por projetos independentes voltados aos negócios. Segundo ele, o modelo se aproxima mais do sistema tutorial da Universidade de Oxford ou do método Montessori do que de uma universidade convencional. A academia, porém, não terá credenciamento oficial nem concederá diplomas aos alunos. Também não aceitará auxílio estudantil do governo federal americano nem garantirá emprego ou estágio remunerado, segundo a revista Fortune. Vários nomes de destaque do setor de tecnologia abandonaram a faculdade antes de se formar, como Bill Gates, cofundador da Microsoft; Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook; e Steve Jobs, cofundador da Apple. Essas trajetórias são frequentemente citadas no Vale do Silício como exemplos de que um diploma universitário não seria indispensável para criar uma empresa de sucesso. As inscrições estão abertas para a primeira turma, que terá cerca de 50 alunos e início em setembro de 2027. O programa terá duração de um ano e será gratuito. Se conseguir a aprovação dos órgãos reguladores, a academia pretende lançar, em 2028, uma versão paga com duração de dois anos e mensalidades comparáveis às de universidades privadas de elite dos Estados Unidos, segundo Biyani.

Agora no g1 O Brasil emplacou 11 empresas na edição de 2026 do ranking World's Best Employers ("Melhores Empregadores do Mundo", em português), elaborado pela revista Forbes em parceria com a consultoria Statista. A Petrobras foi a empresa brasileira mais bem colocada. O estudo reuniu 900 empresas de 52 países e avaliou fatores como salário, oportunidades de crescimento, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e reputação corporativa. Além da Petrobras, aparecem na lista nomes como Embraer, Vale, Natura&Co., Banco do Brasil, Nubank, Bradesco e Suzano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As 11 representantes do Brasil g1 No topo do ranking global está a Microsoft. Para identificar os melhores empregadores do mundo, a Forbes e a Statista entrevistaram mais de 300 mil trabalhadores. A pesquisa foi realizada online e de forma independente, garantindo o anonimato dos participantes. Os entrevistados avaliaram seus empregadores atuais, antigos empregadores dos últimos dois anos e empresas que conheciam por experiência profissional ou por indicação de amigos e familiares. Somente empresas com mais de 1 mil funcionários e atuação internacional puderam entrar no ranking. As respostas foram combinadas com dados acumulados dos três anos anteriores. As avaliações mais recentes e as opiniões dos funcionários atuais tiveram peso maior na nota final. Top 10 Empregadores Globais G1 Petrobras no top 100 A Petrobras foi a brasileira mais bem colocada no ranking, na 74ª posição mundial. A estatal brasileira ficou à frente de empresas como Netflix, Amazon, Heineken, Mercedes-Benz Group e Mastercard. Atrás da Petrobras aparece a Embraer, na 132ª posição. A fabricante brasileira de aeronaves é seguida pela Metalúrgica Gerdau, na 274ª colocação, e pela Vale, em 278º lugar. O que as melhores empresas para trabalhar têm em comum? O ranking chega em um momento em que a satisfação dos trabalhadores é um desafio para empresas de todo o mundo. Segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, produzido pela Gallup, apenas 20% dos profissionais afirmam estar engajados no trabalho. Ao mesmo tempo, 40% relatam níveis elevados de estresse diariamente. Nesse contexto, organizações que oferecem um ambiente saudável, oportunidades de crescimento e boas condições de trabalho tendem a se destacar. Embora atuem em segmentos distintos, as organizações mais bem avaliadas compartilham algumas características. Entre elas estão: Investimento em treinamento e qualificação; Planos de carreira estruturados; Benefícios competitivos; Incentivos ao bem-estar físico e mental; Equilíbrio entre vida profissional e pessoal; Cultura organizacional forte; Ambientes que estimulam inovação e desenvolvimento.

Exportadores brasileiros de carne bovina não podem mais vender para a União Europeia As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos dispararam 524,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O avanço, porém, não foi suficiente para reverter a queda das vendas brasileiras ao mercado americano no acumulado do ano, em um período marcado pelas sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para os Estados Unidos somaram US$ 27,5 bilhões, uma queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor representa uma redução de US$ 1,9 bilhão e é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2023. Em setembro, entretanto, houve recuperação. As exportações brasileiras para os americanos alcançaram US$ 3,5 bilhões, alta de 31,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento da quantidade de produtos vendidos, de 3,1%, quanto pela elevação de 28% no preço médio das mercadorias exportadas. 🔎 O salto da carne bovina ocorreu em meio às sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O item está entre as exceções às tarifas adicionais impostas pelo presidente americano, assim como café solúvel, mel orgânico e pescados, como a tilápia. Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Carne bovina dispara, enquanto outros produtos recuam O desempenho positivo da carne também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, as vendas de carne bovina ao mercado americano cresceram 82,9%, alcançando US$ 1,72 bilhão. "Além da cota adicional de importação iniciada em setembro, a demanda dos EUA é impulsionada pela restrição na oferta interna de gado, consequência da fase de baixa do ciclo pecuário americano", explica a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). O resultado contrasta com o de outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira. No mesmo período, as vendas de petróleo bruto aos Estados Unidos caíram 35,8%, enquanto as de café não torrado recuaram 20%. As exportações de produtos semiacabados de ferro, que ainda precisam passar por outras etapas de fabricação antes de se tornarem produtos finais, diminuíram 4,3%. UE considera 'difícil' liberar carne brasileira antes de 2 anos, diz representante do bloco ao g1 ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Exportações brasileiras perdem força nos principais setores A queda das vendas aos Estados Unidos também aparece nos três grandes setores da economia: Agropecuária; Indústria extrativa; e Indústria de transformação, que reúne produtos industrializados. Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 17,8% na agropecuária, 32% na indústria extrativa e 1,2% na indústria de transformação. O desempenho foi diferente nos demais mercados internacionais. Excluídos os Estados Unidos, as exportações brasileiras cresceram 8,9% na agropecuária, 21,2% na indústria extrativa e 6,3% na indústria de transformação. Apesar da retração, os produtos industrializados continuaram concentrando a maior parte das vendas brasileiras aos americanos, com 84,4% do total exportado entre janeiro e setembro. A queda de 1,2% nas exportações desse setor foi a primeira para o período desde 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19. Mesmo assim, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino dos produtos industrializados brasileiros, à frente da União Europeia, da China e do Mercosul. Produtos sobretaxados acumulam perdas no ano As exportações de produtos brasileiros sujeitos a tarifas adicionais dos Estados Unidos também apresentaram recuperação em setembro, mas continuam em queda no acumulado de 2026. No mês, as vendas desses produtos cresceram 28,1% em valor, para US$ 1,46 bilhão. Entre os itens submetidos às tarifas mais elevadas, de 25% a 37,5%, a alta foi de 27,8%, para US$ 466,5 milhões. De janeiro a setembro, porém, as exportações desse último grupo recuaram 25,4%, o equivalente a US$ 1,4 bilhão a menos em vendas. Entre os dez produtos mais exportados aos Estados Unidos sujeitos a tarifas adicionais de 25% ou 37,5%, nove registraram queda no acumulado do ano. As maiores retrações citadas incluem: Madeira de coníferas, com recuo de 50,6%; Granitos trabalhados, com queda de 34,1%; e Sebo bovino, com diminuição de 33,4%. Carne bovina: setor espera que UE reliste Brasil este ano e retome importações em 2027 Importações dos Estados Unidos crescem pelo terceiro mês seguido Na direção oposta à das exportações, as importações brasileiras de produtos americanos voltaram a crescer em setembro. As compras somaram US$ 4,43 bilhões, alta de 2,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Foi o terceiro mês consecutivo de crescimento, após sete meses de queda. O avanço foi puxado principalmente pelos combustíveis, cujas importações aumentaram 108,5% em setembro. Entre janeiro e setembro, as compras brasileiras dessa categoria totalizaram US$ 6,86 bilhões, alta de 68,5% na comparação anual. Apesar da recuperação mensal, as importações totais de produtos americanos caíram 7,1% no acumulado do ano, para US$ 31,8 bilhões. Com as importações superiores às exportações, o Brasil acumulou déficit comercial de US$ 4,3 bilhões com os Estados Unidos nos nove primeiros meses do ano. O resultado negativo, que indica que o país comprou mais do que vendeu ao mercado americano, foi 10,8% menor do que o registrado no mesmo período de 2025. Imagem ilustrativa de carne bovina. To Uyen/Unplash

O que motivou a mudança de carro 100% elétrico para híbrido O preço dos combustíveis é um dos principais fatores que levam motoristas brasileiros a considerar a compra de um carro elétrico. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 78% dos entrevistados que cogitam comprar um veículo desse tipo apontam a possibilidade de economizar com combustível por quilômetro rodado ou no longo prazo como um dos atrativos. O levantamento, realizado em julho, também mostra que do total de motoristas consultados, 87% considerariam comprar um carro elétrico. Desse total, 50% afirmam que "certamente" comprariam um veículo desse tipo, enquanto 37% dizem que "provavelmente" fariam a aquisição. O tema ganha relevância nesta sexta-feira (9), quando o governo Lula anunciou medidas com custo estimado em R$ 5,2 bilhões por mês para conter a alta dos combustíveis, incluindo a redução a zero dos tributos federais sobre a gasolina por 30 dias, com possibilidade de prorrogação. A decisão ocorre em meio à pressão sobre os preços do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio. Governo zera tributos sobre gasolina e publica MP que libera R$ 7,5 bilhões para segurar preço do diesel Sustentabilidade também entra na conta Além da economia com combustível, outros fatores pesam na escolha. A sustentabilidade é citada por 61% dos entrevistados que consideram a compra, seguida pela tecnologia mais avançada, mencionada por 56%, e pelo maior conforto, apontado por 51%. A percepção de vantagem financeira também aparece quando os motoristas avaliam os custos ao longo do tempo. Para 76% dos entrevistados, mesmo que um carro elétrico custe mais na compra, a economia posterior compensa o investimento. Mas há quem discorde. Outros 24% consideram que gastar menos com combustível não justificaria o valor desembolsado para adquirir o veículo. Alta do petróleo justifica a compra? A pesquisa também indica que a alta do petróleo reforça o interesse pela eletrificação. Em julho, 84% dos motoristas já afirmavam que o encarecimento da matéria-prima torna os carros elétricos ainda mais atrativos. 🔎 Com os conflitos geopolíticos, o preço dos barris Brent e WTI está oscilando entre US$ 90 e US$ 110. No fechamento de quinta-feira (8), ficaram cotados a US$ 104,13 e US$ 91,35, respectivamente. A experiência de amigos e conhecidos tambémcontribui para essa percepção. Segundo o Instituto Locomotiva, 69% dos motoristas conhecem alguém que possui um carro elétrico. Entre aqueles que conhecem proprietários, 92% dizem que essas pessoas falam bem dos veículos. Entre os motoristas que já têm carros elétricos ou híbridos, a intenção de compra é ainda maior: 98% considerariam adquirir outro veículo elétrico, sendo que 85% afirmam que certamente fariam isso e 13% dizem que provavelmente comprariam novamente. Preço desagrada O preço de aquisição, porém, continua sendo um obstáculo. Para 84% dos entrevistados, se os carros elétricos fossem mais baratos, aumentaria a chance de compra. Jaguar apresenta elétrico Type 01 em meio a polêmica de design e anúncio de demissões “O ponto de tensão está em transformar essa disposição em compra: enquanto o preço de entrada continuar alto, parte desse interesse não vira acesso. O próximo passo da eletrificação é aproximar o custo de compra da economia que o consumidor já percebe no uso, além de facilitar as opções de recarga”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Um carro elétrico é carregado em estação de recarga; estudo analisou o impacto climático da troca de veículos a combustão por modelos elétricos. Pexels

A 16 dias do segundo turno das eleições, a equipe econômica do governo Lula anunciou nesta sexta-feira (9) uma série de medidas, com custo de R$ 5,2 bilhões ao mês, para conter o preço dos combustíveis, como a redução a zero de tributos sobre a gasolina, além da prorrogação da desoneração do etanol. As medidas, tomadas em meio ao período eleitoral, têm o objetivo de evitar uma alta nos preços dos combustíveis, amenizando os efeitos da elevação do preço do petróleo em decorrência dos conflitos no Oriente Médio. Os conflitos elevaram o preço do petróleo Brent para patamares superiores a US$ 100 por barril, mais de 40% acima do valor pré-guerra. Diante disso, o governo anunciou: Gasolina: um novo decreto que zera por 30 dias, com possibilidade de prorrogação, os tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e CIDE-Combustíveis) incidentes sobre a importação e comercialização de gasolina. A redução anterior de R$ 0,63 foi ampliada, alcançando um corte total de R$ 0,89 por litro. O custo total por mês passou R$ 2,4 bilhões, uma elevação de R$ 700 milhões. Etanol: foi prorrogada a desoneração do etanol hidratado em R$ 0,19 por litro, e a subvenção econômica aos produtores e cooperativas subiu de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro. O impacto fiscal combinado das medidas para gasolina e etanol é estimado em R$ 3,6 bilhões para 2026, com compensação garantida por receitas extraordinárias de petróleo da União. Diesel: concessão de uma subvenção adicional aos importadores de óleo diesel rodoviário de R$ 1,40 por litro, valor que se soma aos R$ 2,12 por litro já vigentes, por um período de 30 dias, totalizando um custo estimado de R$ 1,6 bilhão para assegurar a continuidade das importações e o abastecimento do país. Além disso, foi publicada nesta sexta uma medida provisória (MP) que libera R$ 7,5 bilhões para o Ministério de Minas e Energia. A maior parte dos recursos, R$ 6,17 bilhões, será destinada à subvenção para a produção e a importação de óleo diesel de uso rodoviário. Já o valor restante, R$ 1,35 bilhão, será direcionado à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, embora as medidas tenham sido anunciadas em meio ao período eleitoral, as decisões do governo não têm relação com a disputa presidencial. Crise no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar "Não tem ligação com o momento eleitoral. Começamos a fazer isso há um tempo e seguimos o padrão de não sermos sócios da guerra e não termos aumento de combustível", declarou Durigan. Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo tem a expectativa de que as medidas gerem até uma redução no preço dos combustíveis na bomba. "No caso da gasolina, a gente precisava renovar o decreto. Se não chegar nos preços pré-guerra, garantir um dispositivo adicional para que a gente mitigue os preços e temos expectativa de que isso seja repassado para a bomba. Na verdade, quando você olha o país, à luz do quadro internacional, somos os menos impactados pelos efeitos da guerra", disse Moretti. Ao ser questionado sobre o imposto de exportação de petróleo, o ministro do Planejamento voltou a dizer que o tributo é de caráter regulatório e não serve para custear medidas. Reafirmou, ainda, que, enquanto o Brent se mantiver acima de U$100 por barril, a cobrança permanece. "O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) monitora a situação do Brent, do setor de óleo e gás, e, tão logo haja condição de retirar o tributo, será retirado, pois o mecanismo é temporário", complementou Moretti. Durante entrevistas à imprensa, os ministros também descartaram a possibilidade de falta de abastecimento de combustíveis no país. Fiscalização A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), segundo o governo, continuará encarregada de habilitar os participantes, acompanhar os preços e efetuar o pagamento das subvenções. Em paralelo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, vai realizar a fiscalização nos postos e distribuidoras de todo o país. Redução de tributos federais sobre gasolina foi ampliada de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, segundo o governo Divulgação

Montagem mostra Lisa Cook e Donald Trump SAUL LOEB and ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um comitê para investigar Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, segundo um comunicado publicado no site da Casa Branca nesta sexta-feira (9). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Para me auxiliar no cumprimento dessa responsabilidade, o comitê deverá investigar as acusações contra a diretora Cook e me informar se há ‘justa causa’ para sua destituição”, diz o comunicado, datado de 7 de outubro. O comitê realizará uma audiência presencial na Casa Branca “para analisar as provas e as acusações contra a diretora”, segundo o memorando presidencial. O documento estabelece que a audiência terá duração máxima de quatro horas. A criação do comitê é mais um passo na tentativa de Trump de retirar Cook do cargo. Trump já havia tentado demitir Cook em 2025, acusando-a de cometer fraudes hipotecárias, o que ela nega. Agora no g1 A diretora, que é a primeira mulher negra a ocupar esse posto no Fed, afirmou que as acusações eram um pretexto de Trump para afastá-la do cargo por divergências sobre a condução da política monetária. Em junho deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou temporariamente sua demissão, por entender que o presidente não havia garantido a ela as condições previstas em lei para contestar as acusações. Em agosto, a Casa Branca retomou a ofensiva e enviou uma carta à diretora, informando que Trump considerava afastá-la. O documento deu a Cook três semanas para responder as acusações. Na ocasião, seu advogado, Abbe D. Lowell, classificou as alegações como “sem fundamento” e afirmou que não havia causa válida para a demissão. Ao barrar temporariamente a demissão, por 5 votos a 4, a Suprema Corte não analisou se as acusações eram verdadeiras. A decisão determinou que Cook deveria ter a oportunidade de se defender e devolveu o caso às instâncias inferiores da Justiça. Cook foi nomeada para a diretoria do Fed em 2022 pelo então presidente Joe Biden, do Partido Democrata, e reconduzida em 2023 para um mandato que vai até 2038. Desde a criação do banco central americano, em 1913, nenhum outro presidente havia tentado retirar um governador do Federal Reserve.

Vaca nelore Isis Valverde estará disponível para arremate de 50% Divulgação/Fazenda Terra Prometida A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem uma cartilha sobre o potencial de retorno econômico do uso de touros da raça nelore geneticamente melhorados. Disponível gratuitamente, o material apresenta uma análise das principais vantagens de investir em programas de melhoramento genético. 📱Acesse aqui Veja também: Conheça touro goiano que foi Grande Campeão da Expozebu na categoria Nelore Mocho

Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar Tem gente que agradece ao chatbot pelas respostas e não dispensa um “por favor”. Outros preferem ir direto ao ponto. Já alguns perdem a paciência quando a inteligência artificial erra e não fazem questão de esconder a irritação. Afinal, é só um robô, não é? Ou será que ele tem sentimentos? (entenda mais abaixo). 😡 A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, atualizou sua política de uso para proibir comportamentos abusivos ou cruéis persistentes e desnecessários contra seus modelos de inteligência artificial (IA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a empresa, a capacidade de o Claude encerrar conversas desse tipo continuará sendo o principal mecanismo para aplicar a regra. A política, porém, não proíbe qualquer crítica ou manifestação de insatisfação com as respostas do chatbot: a restrição se refere a interações abusivas ou cruéis persistentes e desnecessárias. ➡️ Nova política de uso entra em vigor em 12 de novembro e proíbe comportamentos abusivos ou cruéis persistentes e desnecessários contra os modelos da empresa A mudança ocorre em meio a um debate sobre a possibilidade de sistemas de inteligência artificial desenvolverem algum tipo de consciência e sobre como essas ferramentas devem ser tratadas. O que diz a Anthropic A política atualizada não menciona explicitamente o chamado bem-estar dos modelos, conceito que discute se sistemas de inteligência artificial poderiam merecer algum tipo de proteção moral. A Anthropic e seus executivos, no entanto, já abordaram publicamente essa possibilidade. No ano passado, a empresa informou que daria ao Claude a capacidade de encerrar conversas em casos raros e extremos de interações persistentes ou abusivas com usuários. Em fevereiro, o presidente-executivo da companhia, Dario Amodei, disse ao jornal The New York Times que não tinha certeza se modelos de IA poderiam ser conscientes, mas que estava aberto a essa possibilidade. “Não sabemos se os modelos estão conscientes... Mas estamos abertos à ideia de que isso possa ser”, afirmou Amodei. Debate sobre consciência artificial A possibilidade de máquinas desenvolverem consciência divide opiniões entre pessoas que estudam ou trabalham com inteligência artificial. Ainda não há consenso científico sobre como definir ou identificar a consciência em sistemas desse tipo. Jackson Stakeman, gerente-geral da Sparq, empresa de serviços de IA sediada em Atlanta, disse à AFP que concentrar a discussão na consciência pode levar a debates sem conclusão. “Consciência é uma armadilha. Não podemos provar isso um no outro. Debata isso sobre IA e você fica em círculos”, afirmou. Para Stakeman, os sistemas de inteligência artificial refletem, em larga escala, o comportamento humano. Essa característica, segundo ele, já seria motivo suficiente para discutir mudanças nas regras de uso. Críticas à ideia de consciência das máquinas A possibilidade de atribuir consciência às máquinas também enfrenta resistência. O chefe de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, rejeitou essa ideia em um ensaio publicado no mês passado. “As IAs não estão conscientes. Elas não sentem, não experimentam nem sofrem”, escreveu Suleyman. Ele também argumentou que conceder direitos e proteções morais a sistemas tecnológicos cada vez mais capazes poderia trazer riscos. Na quinta-feira (8), o papa Leão XIV abordou o tema em um sermão em italiano na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Ao falar sobre as diferenças entre o pensamento humano e o processamento de informações pelas máquinas, o pontífice afirmou que os algoritmos compilam dados mais rapidamente do que as pessoas, mas destacou a importância das experiências vividas e da dimensão espiritual humana.

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) decidiu ampliar o prazo para que pescadores artesanais solicitem o Seguro-Defeso. Com a mudança, os requerimentos poderão ser apresentados entre 30 dias antes e 90 dias após o início do período de defeso. 🔎 O período de defeso é a paralisação temporária da pesca, comercial e amadora, de determinadas espécies em época de reprodução, estabelecida por órgãos ambientais. O período varia conforme a localização e a espécie do peixe. Nos casos em que o defeso tiver duração igual ou inferior a 90 dias, o pedido do benefício poderá ser feito até o último dia do período. Segundo o governo, a medida busca adequar os prazos à realidade dos pescadores artesanais, sobretudo daqueles que vivem em regiões com acesso instável à internet ou enfrentam dificuldades para se deslocar até as unidades de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Agora no g1 "A iniciativa também busca ampliar o acesso à política pública de proteção social dos pescadores, sem alterar os requisitos legais para a concessão do benefício nem o número e o valor das parcelas", complementou a pasta, em nota. A medida já está em vigor. O que é o seguro-defeso? Seguro Defeso é um benefício pago ao pescador artesanal, que fica proibido de exercer a atividade pesqueira durante o período de defeso de alguma espécie. São contemplados pela medida a pessoa pescadora que: exerce a atividade pesqueira de forma ininterrupta (individualmente ou em regime de economia familiar); esteja inscrita no Registro Geral de Pesca (RGP) há pelo menos 1 ano; comprove o recolhimento da contribuição previdenciária referente à comercialização da sua produção, nos 12 meses imediatamente anteriores ao pedido do benefício ou desde o último período de defeso até o início do período atual, o que for menor; não esteja recebendo BPC ou qualquer benefício previdenciário, exceto auxílio-acidente e pensão por morte limitado a um salário mínimo; não tenha outra fonte de renda, diferente da pesca; peça o benefício dentro do prazo. Desde novembro de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é responsável pela gestão do Seguro-Defeso. O pedido pode ser feito pelo Portal Emprega Brasil ou pela Carteira de Trabalho Digital. Nesses canais, o pescador também pode acompanhar o processo, consultar pagamentos e apresentar recursos administrativos. Informações e orientações também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho, pelo telefone 158. O próprio pescador pode fazer o requerimento e acompanhar o andamento do benefício pelos canais oficiais. Seguro defeso, seguro-defeso Divulgação/Ministério da Pesca e Aquicultura
US$ 1 tri: simulador permite gastar toda a fortuna de Musk com hambúrgueres, cavalos, mansões e mais

Simulador permite gastar US$ 1 trilhão da fortuna de Elon Musk Reprodução/Wired Um site permite ter um gostinho de como seria ser Elon Musk e gastar US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões, na conversão) de sua fortuna. Nele, é possível torrar toda essa grana comprando desde cafés, Big Macs e iPhones até ônibus escolares, Lamborghinis, carros de Fórmula 1, satélites, navios e estádios de futebol. Também é possível gastar dinheiro com advogados e tanques de guerra, entre outros itens. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O simulador é gratuito e foi desenvolvido pela revista norte-americana de tecnologia Wired em parceria com o site de jogos Neal.fun (acesse aqui). Em junho deste ano, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história após a estreia da SpaceX na Nasdaq, principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Google e Microsoft. Nascido na África do Sul, Musk é hoje a pessoa mais rica do mundo e construiu sua fortuna com empresas como Tesla, SpaceX, Starlink e X, o antigo Twitter. Agora no g1 Segundo a revista Wired, pesquisas mostram que as pessoas têm dificuldade para compreender números tão altos. Por isso, o simulador busca ajudar o público a ter uma ideia do que significa possuir uma fortuna de US$ 1 trilhão. "Talvez uma maneira melhor de visualizar um trilhão de dólares seja por meio do que você realmente pode comprar com ele", afirma a revista. Nos testes do g1, foi possível comprar 833 mil iPhones, por US$ 1.200 cada, e gastar cerca de US$ 1 bilhão da fortuna de Musk. US$ 1 tri: simulador permite gastar toda a fortuna de Musk com hambúrgueres, cavalos, mansões e mais Reprodução/Wired Em outra simulação, deu para comprar 200 estádios da NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos, por US$ 5 bilhões cada. Nesse caso, toda a fortuna foi consumida. Outra opção foi comprar quase 12 mil jatinhos particulares, por US$ 85 milhões cada. Mesmo depois de gastar tanto dinheiro, ainda sobrariam cerca de US$ 60 bilhões para comprar outros itens disponíveis no simulador. Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, durante cerimônia de posse em Washington, DC, em 20 de janeiro de 2025. SAUL LOEB/Pool via REUTERS 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação
IPCA sobe 0,82% em setembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,82% em setembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado contrasta com a queda de preços registrada no mês anterior. Em agosto, o IPCA teve deflação de 0,32%, a maior queda mensal do índice desde agosto de 2022.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Todos os grupos tiveram alta de preços: Habitação teve a maior alta (2,31%) e o maior peso na inflação do mês, com uma contribuição de 0,35 ponto percentual. Na sequência, vieram Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).
⬆️ SOBE - Após três meses seguidos de queda, os preços dos alimentos e bebidas voltaram a subir. Os produtos consumidos em casa ficaram 0,96% mais caros, puxados pelas altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).
⬇️ DESCE - Por outro lado, ficaram mais baratos o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%), o que ajudou a conter a alta do grupo.
Comer fora de casa também ficou mais caro: a alta passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. O aumento no preço das refeições acelerou de 0,18% para 0,49%, enquanto o dos lanches perdeu força, passando de 0,62% para 0,47%.
Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros em setembro.
Alimentos que mais encareceram
Limão: 46,42%
Tomate: 37,76%
Abobrinha: 29,82%
Batata-inglesa: 24,07%
Cebola: 10,14%
Melão: 9,9%
Couve-flor: 9,58%
Goiaba: 7,85%
Maracujá: 7,14%
Pepino: 6,99%
Brócolis: 5,18%
Filé-mignon: 4,95%
Arroz: 4,56%
Carne de carneiro: 4,29%
Lagarto redondo: 3,25%
Cupim: 3,17%
Mandioca (aipim): 3,13%
Alimento infantil: 3,08%
Peixe-anchova: 2,85%
Alcatra: 2,63%
Alimentos que mais baratearam
Pimentão: -10,95%
Manga: -9,62%
Peixe-dourada: -9,06%
Melancia: -8,11%
Mamão: -6,59%
Cenoura: -6,41%
Repolho: -6,06%
Morango: -6,04%
Açaí (emulsão): -4,23%
Feijão-carioca (rajado): -4,12%
Banana-prata: -3,88%
Peixe-filhote: -3,46%
Banana-d’água: -2,97%
Salsicha: -2,63%
Abacaxi: -2,62%
Peixe-sardinha: -2,55%
Salame: -2,50%
Peixe-serra: -2,43%
Peixe-corvina: -2,29%
Peixe-tainha: -2,13%

Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial A Braskem tem até esta sexta-feira (9) para que seus principais acionistas e credores cheguem a um acordo sobre as condições comerciais do plano de recuperação extrajudicial da empresa, que prevê a renegociação de US$ 10,9 bilhões (R$ 56,5 bilhões) em dívidas. A empresa, seus principais acionistas — Petrobras e FIP Shine I — e os credores que já aderiram ao processo precisam chegar a um consenso sobre os termos do plano. Segundo a Braskem, os termos da negociação estão em andamento e sendo discutidos entre as partes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "A companhia permanece empenhada em buscar uma solução consensual e ordenada para sua reestruturação financeira e manterá o mercado informado sobre os próximos passos, no momento adequado", afirma a Braskem em nota ao g1. Apesar de o prazo estar chegando ao fim, ele não encerra a recuperação extrajudicial. A Braskem ainda terá 90 dias, contados do protocolo do pedido, em 24 de agosto, para conquistar novas adesões e obter o apoio de mais de 50% dos credores abrangidos pelo processo. (saiba mais abaixo) Ou seja, hoje é uma data decisiva para que a companhia avance nas negociações de sua dívida com os credores. Sem um acordo, há o risco de encerramento das tratativas, o que pode aumentar a pressão sobre a empresa e abrir caminho para um pedido de falência. Já o prazo de 90 dias, que termina em meados de novembro, é o limite legal para que a Braskem obtenha o apoio necessário à aprovação de seu plano de recuperação extrajudicial. Atualmente, os signatários representam 39,6% do total. 🔍 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma forma de reorganizar as dívidas e depois leva o acordo à Justiça para homologação. É diferente da recuperação judicial, que envolve um processo mais amplo na Justiça. O acordo pode prever, por exemplo, mais prazo para pagar as dívidas ou um período sem pagamentos. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e dar condições para que a empresa continue funcionando. O que acontece se houver acordo nesta sexta-feira? O acordo deve definir os princípios comerciais que vão orientar a elaboração da versão atualizada do plano de recuperação. A proposta prevê a divisão dos sacrifícios financeiros entre os credores, a empresa e seus acionistas controladores. Entre os pontos discutidos estão: Alterações nos prazos de pagamento das dívidas; Períodos de carência para o pagamento do valor principal e dos juros; Condições para o pagamento dos juros; Possíveis melhorias nas garantias e nas condições financeiras oferecidas aos credores. O plano também prevê a possibilidade de converter parte da dívida em ações da companhia. Se isso ocorrer, a participação dos atuais acionistas poderá ser reduzida. A dívida que está sendo renegociada O pedido apresentado pela Braskem informa um passivo total de R$ 187,07 bilhões. No entanto, a maior parte desse valor não entra no cálculo da recuperação extrajudicial. Desse total, R$ 130,6 bilhões correspondem a dívidas entre empresas do próprio grupo, chamadas de créditos intercompany. O valor representa cerca de 70% do passivo informado e foi excluído da base de cálculo do apoio dos credores. A dívida efetivamente incluída na recuperação extrajudicial soma R$ 56,48 bilhões, o equivalente a US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras quirografárias. 🔎 A expressão significa, neste caso, dívidas financeiras que não contam com uma garantia específica sobre determinado bem. Nesse grupo estão títulos de dívida emitidos no exterior e contratos bancários. Braskem g1 Por que a Braskem entrou em recuperação extrajudicial? A situação financeira da companhia foi pressionada por três fatores principais: os custos relacionados ao desastre geológico em Maceió (AL), as baixas margens no setor petroquímico global e o elevado endividamento financeiro. Veja detalhes na reportagem abaixo. Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial Quem está dentro da recuperação? O processo envolve seis empresas do grupo: a Braskem S.A. e cinco subsidiárias financeiras e operacionais no exterior. São elas: Braskem America Finance Company; Braskem Trading & Shipping B.V.; Braskem Netherlands Inc. B.V.; Braskem Netherlands Finance B.V.; Braskem Netherlands B.V. A Justiça autorizou que as seis empresas sejam tratadas conjuntamente no processo. Essa estrutura, chamada de consolidação substancial, permite que os ativos e as dívidas das companhias sejam considerados em conjunto para determinados efeitos da recuperação. A Braskem justificou o pedido pela gestão centralizada no Brasil, pelo controle comum das empresas, pela existência de garantias entre elas e pela atuação coordenada no mercado petroquímico. A análise da NEOT Tecnologia, especializada em dados sobre recuperação judicial e insolvência, aponta essa questão como um dos pontos juridicamente mais vulneráveis do processo. Segundo a avaliação, credores contrários ao processo podem questionar o cálculo conjunto das adesões, já que o percentual de 39,6% não é alcançado individualmente por todas as empresas, especialmente pelas subsidiárias no exterior. Quem são os credores? A Braskem apresentou o pedido com o apoio de credores que representam R$ 22,38 bilhões, o equivalente a 39,6% dos créditos incluídos na recuperação. Entre os signatários estão o Grupo Ad Hoc de Bondholders, formado por detentores de títulos de dívida emitidos no exterior, e instituições como Barclays Bank, Banco Santander, Citibank e Pentágono DTVM. Os credores que ainda não aderiram representam os 60,4% restantes, equivalentes a cerca de R$ 34,09 bilhões. A Braskem precisa conquistar novas adesões para superar a maioria exigida por lei. Entre as instituições que ainda podem aderir ao plano estão Itaú Unibanco, BNP Paribas, Crédit Agricole, Sumitomo Mitsui, Deutsche Bank, KfW IPEX-Bank, Natixis, Mizuho Bank, Bladex, DEG, DZ Bank, Standard Chartered Bank e Eco Securitizadora. Os cinco maiores credores financeiros de mercado (excluindo intercompany): The Bank of New York Mellon (BNY Mellon): R$ 36,44 bilhões (20,47% do total global) Pentágono S.A. DTVM: R$ 2,24 bilhões (1,26% do total global) Banco Santander S.A.: R$ 2,23 bilhões (1,25% do total global) Barclays Bank PLC: R$ 1,80 bilhão (1,01% do total global) Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC): R$ 1,11 bilhão (0,62% do total global) E depois do dia 9? Mesmo que as partes cheguem a um acordo sobre os princípios comerciais do plano nesta sexta-feira (9), a recuperação extrajudicial ainda terá outras etapas. A Braskem tem 90 dias, contados do protocolo do pedido, em 24 de agosto, para obter o apoio de mais da metade dos créditos abrangidos pela recuperação. O prazo termina em 22 de novembro. A versão atualizada do plano deverá ser apresentada à Justiça. Os credores poderão contestar a proposta, e a Braskem e as demais empresas envolvidas terão de responder aos questionamentos. Na sequência, o Ministério Público analisará o processo antes de a Justiça decidir se homologa ou rejeita o plano. Se a Braskem alcançar a maioria exigida e a Justiça homologar o plano, as condições aprovadas passarão a valer para todos os credores abrangidos, inclusive os que não aderiram à proposta. Se a Braskem não obtiver a maioria necessária dentro dos 90 dias, a legislação permite que a empresa peça a conversão do processo em recuperação judicial. linha do tempo braskem g1 Recuperação extrajudicial: Braskem tem 90 dias para negociar dívida de R$ 56 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução

IPCA sobe 0,82% em setembro O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,82% em setembro, a maior alta para o mês desde 2021, quando o índice avançou 1,16%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado contrasta com a queda de preços registrada em agosto, quando o IPCA teve deflação de 0,32%, a maior queda mensal desde agosto de 2022. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De janeiro a setembro, a inflação acumulou alta de 3,95%. Nos últimos 12 meses, os preços subiram 4,58%, ante 4,22% no período de 12 meses imediatamente anterior. Em setembro de 2025, o IPCA havia avançado 0,48%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, acima do teto da meta, de 4,5%. 🔍 A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Pelo sistema de metas contínuas, o descumprimento só é caracterizado quando a inflação fica fora desse intervalo por seis meses consecutivos. Segundo o IBGE, a alta de preços em setembro foi puxada principalmente pelo grupo Habitação, que avançou 2,31%, com destaque para a energia elétrica residencial. A conta de luz subiu 7,98% após o fim do desconto do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto. Também contribuíram para a inflação os grupos Transportes, com alta de 0,89%, influenciado pelo aumento das passagens aéreas e dos combustíveis, e Alimentação e bebidas, que avançou 0,83% após três meses consecutivos de queda. IPCA – Inflação oficial acumulada em 12 meses Arte g1 IPCA – Inflação oficial mês a mês Arte g1 Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA Alimentação e bebidas: 0,83%; Habitação: 2,31%; Artigos de residência: 0,27%; Vestuário: 0,71%; Transportes: 0,89%; Saúde e cuidados pessoais: 0,08%; Despesas pessoais: 0,26%; Educação: 0,04%; Comunicação: 0,64%. Após deflação, conta de luz volta a subir A energia elétrica residencial voltou a pressionar a inflação em setembro, com alta de 7,98%, após ter contribuído para a deflação registrada em agosto. O movimento ocorreu com o fim do desconto do Bônus de Itaipu, que havia sido incorporado às faturas emitidas no mês anterior. 🔎 O Bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz. 💡 A conta de luz foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação de setembro, com impacto de 0,32 ponto percentual sobre a alta de 0,82% do IPCA. Além do fim do desconto, a continuidade da bandeira tarifária amarela também pesou no bolso dos consumidores. A cobrança adicional é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Reajustes nas tarifas de energia em diferentes cidades também contribuíram para o resultado, com aumentos em Belém, São Luís e Vitória. Por outro lado, houve reduções em Rio Branco e Fortaleza. Com o avanço da energia elétrica, o grupo Habitação registrou alta de 2,31% em setembro, a maior entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. Em agosto, o grupo havia apresentado queda de 1,87%, contribuindo para a deflação de 0,32% do IPCA naquele mês. Alimentos e transportes também sobem O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,83% em setembro, após três meses consecutivos de queda. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, puxada principalmente pelo tomate, que ficou 37,76% mais caro. Também tiveram aumentos expressivos a batata-inglesa (24,07%), a cebola (10,14%) e o arroz (4,56%). As carnes subiram 0,63%. Por outro lado, os preços do frango e das frutas recuaram. Veja o que ficou mais caro e o que barateou em setembro Já o grupo Transportes teve alta de 0,89% no mês. O principal destaque foram as passagens aéreas, que ficaram 9,66% mais caras. Os combustíveis também subiram, com aumento de 1,41% no conjunto. O etanol teve a maior alta, de 3,16%, seguido pelo diesel (1,69%), pela gasolina (1,21%) e pelo gás veicular (0,10%). Inflação reforça cautela com cortes da Selic, dizem analistas Segundo Joel Freitas, diretor e sócio da M7, a alta de 0,82% do IPCA em setembro superou as expectativas do mercado e marcou uma aceleração da inflação após a deflação de agosto. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses acima do teto da meta, de 4,5%, reforça um cenário mais desafiador à frente, avalia Freitas. “Para os próximos meses, a trajetória da inflação deve depender tanto das tarifas de energia quanto da evolução dos preços no campo, em um contexto em que os riscos climáticos seguem no radar”, diz. Já Matheus Villela, analista da Aware Investments, avalia que o resultado de setembro ficou acima da projeção de 0,73%. Para ele, além da energia elétrica, as pressões sobre transportes e os núcleos de inflação merecem atenção. “A energia elétrica foi a maior contribuição individual para o índice, mas a retirada do bônus de Itaipu já era esperada. A surpresa veio principalmente da pressão em transportes, com destaque para passagens aéreas e combustíveis", afirma. "A alimentação também contribuiu para a alta, enquanto a média dos núcleos se mostrou pressionada, indicando que a preocupação vai além dos componentes mais voláteis." Villela avalia que a alta dos preços em diferentes setores, inclusive daqueles que costumam variar menos, pode levar o Banco Central a agir com mais cautela ao decidir os próximos passos dos juros. 🔎 Isso porque, quando a inflação se mantém pressionada por mais tempo, o corte da taxa Selic, que influencia o custo do crédito e o consumo, pode ser adiado ou ocorrer em um ritmo mais lento. “Embora não impeça uma nova redução, fortalece o argumento por um ritmo mais gradual ou uma pausa, dependendo dos próximos indicadores e da evolução das expectativas”, diz. Imagens de lâmpadas e conta de luz na região de São Paulo (SP). WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,38% nesta sexta-feira (9), aos 209.067 pontos, e bateu um novo recorde de fechamento. Já o dólar fechou em queda de 0,79%, cotado a R$ 4,9845. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário eleitoral voltou a mexer com a expectativa dos investidores. Novas pesquisas indicaram vantagem de Flávio Bolsonaro no 2º turno. Segundo o Datafolha, o candidato do PL tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) tem 45%. Leia mais. ▶️ A inflação brasileira também foi destaque. O indicador subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% no mês anterior. A alta foi puxada principalmente por Habitação, com o fim do bônus de Itaipu nas contas de luz, e Transportes, com o aumento das passagens aéreas e dos combustíveis. No exterior, dados de confiança do consumidor dos EUA também ficaram no radar. ▶️ Enquanto isso, as incertezas sobre o conflito no Oriente Médio continuaram a influenciar o petróleo. Na véspera, Donald Trump afirmou que não atacaria o Irã antes das eleições de meio mandato, citando conversas “produtivas” com Teerã. Ainda assim, o bloqueio às exportações iranianas e os ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz mantiveram as dúvidas sobre a duração do conflito e os impactos nos preços da energia. 🔎 Com isso, os preços do petróleo tinham volatilidade nesta sexta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,21%, cotado a US$ 104,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 0,21%, a US$ 91,30 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -4,43%; Acumulado do mês: -3,67%; Acumulado do ano: -9,19%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: +8,82% Acumulado do mês: +12,20%; Acumulado do ano: +29,75%. Flávio na vantagem A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O Datafolha diz que a distância de quatro pontos entre eles configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente. Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, e Lula, 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião A pesquisa também indicou que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% aprovam. A pesquisa anterior, divulgada há uma semana, mostrava cenário idêntico: 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026. LEIA MAIS Por que as eleições mexem tanto com a bolsa e o dólar? 'Quanto dura um amor de verão?’: ânimo do mercado com Flávio pode ter prazo de validade, avaliam economistas Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira, de olho nos preços do petróleo e ações do setor de telecomunicações. O Dow Jones subiu 0,83%, enquanto o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq Composite teve alta de 0,64%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, em meio à esperança de uma pausa na guerra no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1%, revertendo a queda semanal. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve ganhos de 1,13% e o CAC-40, da França, subiu 0,95%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 1,06%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira, em uma semana de negócios reduzida por feriados em alguns dos principais índices acionários da região. Uma onda de vendas de ações relacionadas à inteligência artificial influenciou parte dos mercados da região. O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,05%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,16%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 0,02% e o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,79%. O Kospi, da Coreia do Sul e o Taiex, de Taiwan, permaneceram fechados. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels

Fachada da Controladoria-Geral da União (CGU) Kenzo Suzuki ASCOM/CGU d A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou nesta sexta-feira (9) o edital de um novo concurso público com 60 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO As oportunidades são destinadas a candidatos com nível superior, com salário inicial de R$ 20 mil e jornada de trabalho de 40 horas semanais. As vagas estão distribuídas em quatro cargos: Auditoria: 30 vagas; Tecnologia da Informação (TI) – Ciência de Dados: 10 vagas; TI – Infraestrutura de TI: 10 vagas; TI – Desenvolvimento de Sistemas: 10 vagas. Para o cargo de Auditoria, são oferecidas 20 vagas na sede da CGU, em Brasília, e outras 10 distribuídas entre as unidades regionais do Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima, com duas vagas em cada estado. As três áreas de Tecnologia da Informação (TI) têm lotação no Distrito Federal e oferecem 10 vagas imediatas cada. Agora no g1 O concurso prevê a possibilidade de aprovação de até 368 candidatos no total, incluindo os classificados dentro do número de vagas imediatas. Desse limite, até 206 aprovados serão para o cargo de Auditoria e até 54 para cada uma das três especialidades de Tecnologia da Informação (TI). Os candidatos aprovados além das vagas imediatas poderão compor o cadastro de reserva. O concurso reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência (PcD). Além disso, 30% das oportunidades são destinadas a ações afirmativas: 25% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. As inscrições estarão abertas de 10 de outubro a 4 de novembro de 2026, exclusivamente pela internet, no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca responsável pela organização do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 170, com pagamento até 6 de novembro. Podem solicitar isenção da taxa candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde. O pedido de isenção deverá ser feito entre 10 e 16 de outubro. Já as provas objetiva e discursiva serão aplicadas em 13 de dezembro, em todas as capitais do país (veja o cronograma completo abaixo). A avaliação será dividida em dois turnos. Pela manhã, os candidatos responderão à prova objetiva, com duração de cinco horas. À tarde, será aplicada a etapa discursiva, com duração de três horas e meia. A prova objetiva terá 170 itens no modelo de julgamento “certo ou errado”, distribuídos em três blocos: 40 de conhecimentos básicos, 40 de conhecimentos complementares e 90 de conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será composta por duas questões. A primeira abordará conhecimentos complementares e valerá 30 pontos. A segunda apresentará uma situação-problema relacionada à área específica do cargo e valerá 70 pontos. Os locais e horários individuais de aplicação das provas serão divulgados em 2 de dezembro. Os candidatos deverão comparecer ao local designado com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início da avaliação. O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial da União (DOU), podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. 🗓️ Cronograma Inscrições: de 10 de outubro a 4 de novembro de 2026 Solicitação de isenção da taxa: de 10 a 16 de outubro de 2026 Prazo final para pagamento da taxa de inscrição: 6 de novembro de 2026 Consulta aos locais de prova: 2 de dezembro de 2026 Aplicação das provas objetiva e discursiva: 13 de dezembro de 2026 Resultado definitivo das provas objetivas: 14 de janeiro de 2027 Resultado final da prova discursiva e resultado final do concurso: 15 de abril de 2027

Primeira parcela e cota única do IPTU de São Luís vencem na próxima sexta-feira (10) Divulgação O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta semana a discussão sobre os limites do uso da área dos imóveis na cobrança do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU), em julgamento previsto para seguir até esta sexta-feira (9). A Corte analisa embargos de declaração apresentados por Chapecó (SC) contra uma decisão tomada em agosto (entenda abaixo), que considerou inconstitucional a aplicação de alíquota de IPTU definida com base na área do imóvel. O julgamento pode manter, modificar ou limitar os efeitos daquela decisão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Acontece que a discussão envolve uma das principais fontes de receita arrecadadas diretamente pelas prefeituras. Somente no ano passado, 5.393 municípios com dados disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) declararam ter arrecadado, juntos, de R$ 81,8 bilhões com IPTU. Só as capitais responderam por R$ 38,5 bilhões desse valor. Agora no g1 🔎 O valor inclui toda a receita do imposto e não permite identificar quanto foi arrecadado por regras ligadas à área dos imóveis. Como o entendimento da Corte pode ter impacto sobre outras formas de cobrança que também levam em conta a metragem dos imóveis, o g1 analisou as regras das 26 capitais e do Distrito Federal. VEJA AQUI. O objetivo foi verificar como outras cidades usam a área dos imóveis na cobrança do imposto e em que medida a decisão do STF pode afetar essas regras. A análise encontrou desde situações em que a área define diretamente a alíquota até casos em que a proporção entre o terreno e a construção pode mudar a classificação do imóvel ou separar uma parcela do lote para uma cobrança diferente. Chapecó tenta reverter decisão Em agosto, o STF declarou inconstitucional a definição, por uma lei municipal posterior à Emenda Constitucional (EC) nº 29, de 2000, de uma alíquota de IPTU com base na área do imóvel. A Constituição permite que o imposto seja progressivo conforme o valor venal do imóvel — uma estimativa de seu valor para fins tributários. Para calcular esse valor, o município pode considerar características como a área do terreno e da construção, a localização, o uso do imóvel e outros fatores previstos na legislação da cidade. O texto constitucional também permite que o IPTU tenha alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. A área, porém, não aparece sozinha entre esses critérios. 🤔 Ou seja, uma coisa é a metragem ser usada como um dos elementos para calcular o valor venal; outra é a própria área do imóvel ser usada como critério para definir a alíquota do imposto. Foi justamente essa segunda situação que levou o caso de Chapecó ao STF. A legislação municipal estabelecia alíquota de 1% para imóveis residenciais com área construída igual ou superior a 400 metros quadrados. Para as demais edificações, o percentual era de 0,5%. Agora, Chapecó tenta reverter esse resultado por meio de embargos de declaração. ⚖️ ️ Esse tipo de recurso é usado para pedir que o tribunal esclareça ou corrija uma decisão. Neste caso, a prefeitura também pede ao STF que modifique o resultado. Nos embargos, o município afirma que a área não funciona como critério isolado. A prefeitura argumenta que, antes da metragem, a lei considera o uso residencial do imóvel. ➡️ Os 400 metros quadrados serviriam, segundo essa interpretação, para identificar uma subcategoria chamada “imóveis residenciais de grande porte”. Como imóveis comerciais e industriais com a mesma metragem permanecem sujeitos à alíquota de 0,5%, Chapecó argumenta que não seria a área, sozinha, que determinaria o percentual. Para João Henrique Gasparino, tributarista e diretor executivo da NimbusTax, porém, essa justificativa não aponta uma questão que tenha ficado sem resposta no julgamento, porque o STF já analisou a diferença entre área, uso e valor do imóvel. Segundo ele, os imóveis continuam pertencendo ao mesmo grupo de uso — o residencial — e o que efetivamente separa uma alíquota da outra é a metragem. “A ‘categoria’ é a faixa de área com outro nome”, afirma. O especialista faz a mesma avaliação sobre a tentativa de tratar a área como um indicador indireto do valor do imóvel. O acórdão, afirma, já teria diferenciado o uso da metragem como elemento para calcular o valor venal do uso da própria área para definir a alíquota. Como os embargos de declaração servem para corrigir omissão, contradição, obscuridade ou erro material, e não simplesmente para rediscutir o conteúdo da decisão, Gasparino considera que há pouco fundamento para alegar que esse ponto não foi analisado. Agora, se o STF não aceitar o argumento e mantiver a inconstitucionalidade, a prefeitura faz um pedido alternativo: que a decisão só passe a produzir efeitos quando o processo terminar definitivamente. Chapecó estima em aproximadamente R$ 14 milhões o valor que teria de devolver aos contribuintes que pagaram o imposto pela alíquota de 1% nos anos de vigência da lei questionada. A prefeitura não detalha, nos embargos, a quais anos essa estimativa corresponde. A estimativa, porém, foi contestada por um contribuinte que passou a fazer parte do processo. Em memorial apresentado na sexta-feira (2), sua defesa afirma que o município não demonstrou como chegou a esse montante. 🔎 Para efeitos de comparação, esse valor corresponde a 22,2% dos R$ 63,1 milhões arrecadados por Chapecó com o tributo em 2025, segundo dados do Siconfi. Segundo o documento apresentado pelo contribuinte, 483 imóveis seriam atingidos pela decisão e cerca de 200 ações já propostas somariam aproximadamente R$ 1,5 milhão em devoluções de valores que ainda podem ser cobrados judicialmente. A defesa sustenta ainda que, mesmo se todos os contribuintes afetados pedissem ressarcimento, o total não passaria de R$ 2,5 milhões e que não foi demonstrado risco excepcional às contas públicas que justificasse a medida. Como a área do imóvel pode entrar no cálculo do IPTU Arte/g1 Municípios tentam limitar os efeitos da decisão Mas a discussão não ficou restrita a Chapecó: as possíveis consequências da tese também levaram outras cidades e entidades a se posicionarem em defesa de uma modulação dos efeitos — ou seja, de uma definição sobre quando a nova interpretação passa a valer. O receio é que a decisão tenha efeitos sobre municípios que adotam regras semelhantes, que poderiam enfrentar questionamentos de contribuintes e pedidos de restituição de valores pagos anteriormente. Um exemplo é Florianópolis, que apresentou uma manifestação em 25 de agosto, e pediu que eventual modulação preservasse cobranças e pagamentos feitos antes da data de corte, além de dar prazo para as cidades adaptarem suas legislações Em nota técnica apresentada ao Supremo, a prefeitura estimou em R$ 84,7 milhões o impacto sobre o IPTU predial de 2026 caso fosse aplicada a menor alíquota de cada categoria em substituição às faixas determinadas pela área. Se a mesma lógica alcançasse também a cobrança territorial, a estimativa chegaria a R$ 220,9 milhões. 🔎 Os R$ 84,7 milhões equivalem a 15,9% dos cerca de R$ 531,6 milhões que Florianópolis arrecadou com o IPTU em 2025, segundo dados do Siconfi. No cenário que inclui também a cobrança territorial, os R$ 220,9 milhões equivaleriam a 41,6%. A comparação é feita com um ano já encerrado porque o total arrecadado em 2026 ainda não está fechado. A prefeitura também destacou que sua regra havia sido considerada constitucional pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) em julgamento anterior. Para o município, esse histórico reforça a necessidade de preservar a segurança jurídica caso o STF estabeleça uma data para a produção dos efeitos da nova interpretação. Já a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças (ABRASF), que protocolou uma petição em 31 de agosto, defendeu, como pedido principal, que a nova interpretação passasse a valer a partir do exercício de 2027. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, não admitiu Florianópolis nem a ABRASF como "amici curiae" — forma de participação de entidades ou instituições que apresentam argumentos em processos de interesse relevante. Segundo o relator, os pedidos foram apresentados fora do prazo. “São eles, portanto, intempestivos”, escreveu Toffoli. Apesar disso, o ministro aceitou os documentos como memoriais, textos em que as partes apresentam seus argumentos ao tribunal. Com isso, os argumentos apresentados por Florianópolis e pela ABRASF podem ser considerados na análise dos embargos. Florianópolis é o caso mais próximo entre as capitais Entre as capitais brasileiras, Florianópolis tem uma das regras que mais se aproximam da que está em discussão no caso de Chapecó. A legislação divide os imóveis por categorias de uso e, dentro de cada uma, aplica alíquotas crescentes conforme quatro faixas de área construída. 🏘️ Para os imóveis residenciais, os percentuais vão de 0,5%, para aqueles com até 150 metros quadrados, a 1,2%, para os que superam 600 metros quadrados. A alíquota incide sobre o imóvel inteiro. A regra foi introduzida em 2006, portanto depois da EC nº 29. A diferença em relação a Chapecó está principalmente na quantidade de faixas: enquanto o município catarinense estabeleceu um corte a partir de 400 metros quadrados para os imóveis residenciais, Florianópolis utiliza quatro faixas de área dentro de cada grupo de uso. Para Gasparino, essa estrutura reforça o argumento apresentado por Chapecó nos embargos: o uso define o grupo de imóveis, mas é a área que determina qual alíquota será aplicada dentro dele. “É o argumento de Chapecó levado a uma tabela maior.” Lara Hoeltz Sperb, sócia do Andrade Maia Advogados, entende que, diante da tese fixada pelo STF, a regra da capital catarinense precisa ser alterada. Ela ressalva, porém, que a decisão do Supremo não elimina automaticamente a lei municipal. “A lei continua formalmente vigente até ser revogada pela Câmara ou afastada em controle concentrado”, afirma. Na prática, segundo Sperb, a parte da regra que faz a alíquota variar apenas em razão da área construída não deve ser aplicada em desacordo com o entendimento do STF. Gasparino faz uma ressalva: como a alíquota do IPTU precisa estar prevista em lei, a prefeitura não poderia simplesmente escolher outro percentual e ignorar a tabela em vigor. A saída regular, segundo ele, seria a Câmara aprovar uma mudança para retirar a área construída como critério de definição da alíquota. Quando a metragem muda a classificação do imóvel No caso de Florianópolis, a metragem define diretamente a alíquota. Mas o levantamento do g1 encontrou situações mais complexas, em que a área não determina o percentual do imposto, porém ajuda a definir como o imóvel será enquadrado para fins tributários. Em Boa Vista, Fortaleza, Campo Grande e Belo Horizonte, a proporção entre a construção e o terreno pode fazer com que o imóvel inteiro seja tratado como não edificado. As regras também consideram, conforme a cidade, fatores como uso, habitabilidade, cadastro e infraestrutura. A distinção entre imóveis edificados e não edificados é aceita pelo STF. Por isso, a questão não é simplesmente saber se a lei utiliza alguma medida de área, mas o que essa medida está identificando. Para Sperb, a pergunta central é se o coeficiente mede a existência de uma edificação relevante ou o tamanho do imóvel. “O Tema 1.455 veda a área como critério de alíquota. O STF, porém, sempre admitiu a distinção entre imóveis edificados e não edificados”, afirma. Gasparino segue uma linha semelhante. Ele observa que imóveis de tamanhos muito diferentes podem receber o mesmo tratamento quando apresentam a mesma proporção entre terreno e construção. 🏡 Condições adicionais, como habitabilidade, infraestrutura, cadastro e uso, reforçam a interpretação de que a regra classifica a ocupação do terreno, em vez de criar uma alíquota progressiva segundo a metragem. Esses mecanismos, portanto, são diferentes da regra julgada no caso de Chapecó. Isso não significa, porém, que estejam automaticamente livres de questionamentos judiciais. Quando parte do terreno é tributada à parte Outro grupo observado no levantamento reúne cidades que mantêm o imóvel como edificado, mas separam uma parte do terreno quando ela ultrapassa determinado múltiplo da área construída. Há mecanismos desse tipo em Rio Branco, Natal, Recife, Aracaju, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. O fato de a cobrança atingir apenas parte do terreno, porém, não resolve sozinho a questão. O ponto decisivo é identificar por que aquela parcela recebe tratamento diferente. Em alguns municípios, a sobra recebe a mesma alíquota aplicada aos terrenos não edificados. Nesse caso, a justificativa é que a parcela não incorporada à construção funciona, para fins tributários, como terreno não edificado. 🔎 Em São Paulo, por exemplo, a legislação separa, em determinadas situações, a parte do terreno que não é considerada incorporada à construção. Segundo Sperb, essa parcela passa a receber o tratamento tributário aplicado a terreno não edificado. Nesse caso, a metragem não serve para aumentar a alíquota sobre todo o imóvel, mas para definir qual parte será tratada separadamente. A situação muda quando a metragem não serve apenas para identificar a parcela do terreno que será tributada separadamente, mas passa a interferir também no percentual ou na cobrança aplicada sobre ela. Segundo os especialistas, esse desenho pode aproximar determinadas regras da discussão enfrentada pelo STF, embora os modelos sejam diferentes entre si e não tenham sido analisados no caso de Chapecó. 🔎 Vitória: em terrenos com pelo menos 300 metros quadrados, a parte que ultrapassa cinco vezes a área construída recebe alíquota própria de 0,60%. Nos imóveis não residenciais, o percentual é de 0,30% quando a área excedente for comprovadamente necessária ao desenvolvimento da atividade exercida no local, desde que atendidos os requisitos legais. Ao g1, a prefeitura afirmou que o modelo é diferente do analisado pelo STF em Chapecó porque a metragem não aumenta a alíquota sobre o imóvel inteiro. “No caso da área excedente, trata-se de uma parcela específica do terreno que ultrapassa a proporção definida pela legislação, e não de uma alteração da alíquota incidente sobre a totalidade do imóvel em razão de sua metragem”, disse em nota. Segundo o município, essa parcela recebe tratamento tributário próprio. A administração informou ainda que acompanha os desdobramentos do Tema 1.455 e está levantando quantos imóveis são atingidos pela regra e os valores lançados e efetivamente arrecadados em 2025. Gasparino, porém, identifica dois pontos que aproximam a regra da discussão: o limite mínimo de 300 metros quadrados para a incidência e a existência de uma alíquota exclusiva para a parcela excedente. “Nesses casos, a área passa a definir a alíquota, e não só a parcela do terreno sujeita à alíquota de terreno.” 🔎 João Pessoa: quando o terreno supera cinco vezes a área construída, o imóvel continua sujeito ao IPTU principal e a parcela excedente recebe uma cobrança complementar. Diferentemente dos casos em que a sobra é reclassificada como terreno, a área excedente continua submetida à tributação predial e recebe um adicional. Para Sperb, isso enfraquece a justificativa de que a cobrança seria apenas uma tributação de terreno não edificado e aproxima o mecanismo do que o Tema 1.455 proibiu. “Há um adicional sobreposto à tributação predial.” O g1 procurou a prefeitura para comentar, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 🔎 Porto Alegre: a chamada “sobra de área de prédio” pode ser cadastrada separadamente quando, além de uma área mínima de 400 metros quadrados vinculada à edificação existente, resta uma parcela de pelo menos 300 metros quadrados que possa receber outra construção. Questionada, a prefeitura informou que a separação não depende apenas da metragem: também são consideradas a possibilidade de uso construtivo e a utilização efetiva daquela área. A legislação prevê situações em que essa sobra continua integrada ao prédio, incluindo determinadas áreas residenciais ocupadas por jardins, piscinas, áreas arborizadas e construções ornamentais, além de áreas necessárias e permanentemente utilizadas por estabelecimentos comerciais, industriais ou de serviços. Quando a parcela é individualizada, recebe uma inscrição imobiliária própria. A prefeitura argumenta que, por isso, o mecanismo difere daquele analisado pelo STF. “Em Porto Alegre, os critérios de área são empregados para identificar a existência de uma parcela territorial autônoma passível de cadastramento individualizado”, afirmou em nota. Depois de constituída essa unidade, segundo o município, a tributação segue as alíquotas territoriais previstas na legislação local, “estruturadas segundo valor venal e localização, e não uma alíquota definida em razão de sua metragem”. Essa característica converge com um ponto destacado pelos especialistas ouvidos pelo g1. Para Gasparino, quanto mais a parcela excedente funciona como uma unidade própria, com inscrição separada e possibilidade de receber uma construção independente, mais a cobrança se aproxima da tributação de um terreno distinto. Sperb segue a mesma linha. “Em Porto Alegre, o gatilho da lei é a autonomia do terreno, não a proporção”, afirma. Ao g1, a prefeitura informou que havia 44 inscrições classificadas como “sobra de área” em 2025. Juntas, elas renderam R$ 954.935,59 naquele ano em IPTU e Taxa de Coleta de Lixo (TCL). ⚖️ Os mecanismos dessas capitais não foram objeto do julgamento do Tema 1.455. Os exemplos mostram que a metragem pode desempenhar diferentes funções na cobrança do IPTU e que a decisão tomada no caso de Chapecó não oferece, sozinha, uma resposta automática para todos esses modelos. Por que o ano 2000 importa? A data em que cada regra foi criada acrescenta uma camada à análise. Isso porque a própria tese fixada pelo STF faz um recorte temporal: ela considera inconstitucional a definição da alíquota pela área quando prevista por lei municipal posterior à Emenda Constitucional nº 29, de 2000. Mas encontrar uma regra originalmente criada antes desse marco não encerra a discussão. É preciso verificar se o mecanismo foi mantido intacto ou se voltou a ser alterado depois. O próprio caso de Chapecó mostra por quê: uma lei de 1995 já previa a diferenciação pela metragem, mas ela foi revogada por outra, de 2018, que manteve a sistemática. O STF analisou a norma de 2018 como uma lei posterior à mudança constitucional. “Conta, portanto, a data da lei que dá a redação em vigor, e não a data em que o mecanismo surgiu”, Gasparino resume. Para regras que tenham permanecido efetivamente anteriores a 2000, a análise muda, mas isso não significa que elas sejam automaticamente válidas. Nesse caso, entra em cena a jurisprudência do STF aplicável àquele período, que rejeitava a progressividade do IPTU pela área, mas admitia a diferenciação entre imóveis edificados e não edificados e entre residenciais e não residenciais. Por isso, segundo Sperb, nas regras antigas de “sobra de terreno” não basta olhar a data: é necessário saber se o mecanismo funciona como uma progressividade pela área ou como uma diferenciação entre a parcela edificada e a não edificada. O que acontece com quem já pagou? Nos casos em que o critério de área for considerado inconstitucional, isso não significa necessariamente cancelar todo o IPTU cobrado. “O contribuinte discute só a diferença”, afirma Gasparino. No próprio caso de Chapecó, a sentença mantida pelo STF determinou o recálculo pela alíquota de 0,5% e a devolução do que havia sido pago a mais. Sperb segue a mesma linha. Segundo ela, deve ser preservada a cobrança calculada pelos critérios válidos, retirando-se apenas a parcela produzida pela regra considerada inconstitucional. A forma desse recálculo, porém, depende da legislação municipal e da estrutura do lançamento. “Para quem já pagou, a restituição em regra observa o prazo de cinco anos contado de cada pagamento”, diz Sperb, ressalvando que esse alcance ainda pode ser afetado por uma eventual modulação do STF. Para quem ainda não pagou, há possibilidade de contestar o lançamento administrativamente ou recorrer à Justiça. Sperb também ressalta que a via usada depende da situação concreta do contribuinte. O g1 procurou as prefeituras de Chapecó e Florianópolis para comentar o caso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Os posicionamentos dos dois municípios citados no texto têm como base as manifestações apresentadas no processo. Como a metragem afeta o IPTU nas capitais? Arte/g1

Faturamento do turismo no Brasil bate recorde e pode chegar a R$ 300 bilhões em 2026 O turismo no Brasil cresceu no primeiro semestre e registrou um faturamento recorde de R$ 25,5 bilhões em julho, maior valor já registrado para o mês desde 2012. De acordo com um levantamento da FecomercioSP, com dados do IBGE, entre janeiro e julho, o setor avançou 3,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, com um faturamento de R$ 168,8 bilhões, também o maior valor já registrado nesse período. O transporte aéreo de passageiros foi a atividade que liderou os gastos, com R$ 8,1 bilhões. A demanda por voos domésticos subiu 4% e o crescimento do número de passageiros foi de 2,4%. Depois das companhias aéreas, os meios de hospedagem tiveram a segunda maior participação no resultado: faturaram cerca de R$ 5,6 bilhões em julho, mas houve queda de 1,4% na comparação anual. Os setores que mais faturaram no Turismo Ainda segundo os dados, na análise regional, 16 estados e o Distrito Federal registraram alta no período, enquanto 10 sofreram queda. São Paulo manteve a liderança nacional, com faturamento de aproximadamente R$ 7 bilhões, equivalente a cerca de 40% do total do país. No entanto foi a Bahia que apresentou a maior variação porcentual entre os estados, com alta de 18,7% e receita de R$ 759 milhões. Faturamento do turismo por estado Até o final do ano, pelas estimativas da FecomercioSP, o crescimento irá continuar. A expectativa é de um aumento de 4% no faturamento do Turismo em 2026, com o total anual se aproximando de R$ 300 bilhões, um patamar inédito para o setor. Questionada sobre os motivos que levaram a esses recordes, a entidade aponta uma combinação de fatores: o mercado de viagens corporativas aquecido e a valorização crescente do turismo de lazer. "Sobretudo no pós-pandemia, viajar se tornou um desejo cada vez mais presente entre as famílias. Por isso, mesmo diante de um orçamento mais apertado, o turismo acaba sendo priorizado. E há uma capacidade muito grande de adaptação: se uma passagem aérea para um destino mais distante fica cara, a família pode optar por uma viagem mais próxima, de carro ou com veículo alugado, reduzindo distâncias ou escolhendo uma hospedagem mais perto", afirma Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP. Praia em Morro de São Paulo, destino turístico na Bahia Malu Vieira/ g1 BA Turismo internacional cresce no Brasil

MELQUIZEDEQUE ALMEIDA via Pexels O próximo presidente vai encontrar um agronegócio que, apesar de sua importância para a economia brasileira, ainda enfrenta gargalos que não devem ser resolvidos em um único mandato. Endividamento e crédito caro, baixa cobertura do seguro rural, perdas provocadas por eventos climáticos extremos, dificuldades de infraestrutura, dependência de insumos importados e barreiras para ampliar mercados estão entre os problemas apontados por especialistas ouvidos pelo g1 e pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A entidade propõe cinco frentes de políticas públicas para enfrentar essas questões. Especialistas, porém, ressaltam que os desafios têm dimensões diferentes e que algumas soluções dependem de ações contínuas do governo e da iniciativa privada. As propostas são: Política nacional de financiamento, seguro rural e resiliência climática da agroindústria: criação de um marco plurianual para ampliar os recursos destinados ao setor, incluindo um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas. Política industrial para fortalecer as cadeias estratégicas da agroindústria brasileira: estímulo à produção de insumos, para garantir a competitividade da indústria brasileira, eliminando o "passivo regulatório" para agilizar a aprovação de novas tecnologias. Política nacional de governança, planejamento e financiamento de infraestrutura agroindustrial: modernização e harmonização dos processos de licenciamento e autorização de empreendimentos de infraestrutura. Política nacional de comunicação, educação e valorização da agroindústria: ações permanentes para ampliar o conhecimento sobre a contribuição do setor para a segurança alimentar, a sustentabilidade, a inovação e o desenvolvimento econômico. Política nacional de inserção internacional e defesa da competitividade brasileira: enfrentamento de barreiras tarifárias e não tarifárias, com atuação coordenada entre governo, instituições de pesquisa e setor produtivo. Agora no g1 Entenda o cenário de cada um dos cinco pontos e quais caminhos para enfrentá-los. Financiamento e seguro rural Para Felippe Serigati, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) Agro, o principal gargalo do financiamento e do seguro rural é o custo. Segundo ele, os juros permanecem elevados devido ao endividamento dos produtores e ao aumento dos pedidos de recuperação judicial. Por este motivo, os bancos estão mais seletivos na concessão de crédito. Leandro Gilio, pesquisador do Insper Agro Global, explica que a inadimplência dos produtores acontece por causa dos prejuízos acumulados em safras seguidas, provocados por problemas climáticos, juros altos e custos elevados de produção. "Isso vai tendo um efeito em cadeia, prejudicando os investimentos antes da produção. Por isso que, nesse momento, o governo tem de agir de uma maneira um pouco mais forte para tentar evitar que esse processo acabe consumindo os investimentos no setor", diz. Atualmente, apenas 3% da produção agropecuária está coberta por seguro, segundo o pesquisador. Para Serigati, da FGV, o ajuste também precisa envolver credores e devedores. "Os credores vão demandar algum tempinho para que eles possam ajustar novamente suas carteiras de crédito rural. Do lado dos tomadores desse crédito, eles têm de ter as contas mais bem organizadas, para conseguir sinalizar as suas reais condições de pagar", afirma. Além disso, ele explica que algumas instituições financeiras evitam esse tipo de crédito por causa do custo para operá-lo, gerado pela taxa Selic e pela percepção de risco, principalmente diante da instabilidade climática. Na quarta-feira (30), o Diário Oficial da União publicou a lei 15.526/2026, que funcionará como um novo marco regulatório para o seguro rural no país. Ele já atende diversos dos pedidos feitos pela Abag, como a a regulamentação do Fundo de Catástrofe, voltado para os prejuízos causados pelo clima. Além disso, a nova lei também determina que as despesas com a subvenção ao prêmio do seguro rural tenham caráter obrigatório. Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), isso vai evitar o contingenciamento de recursos e traz uma blindagem no orçamento. Até então, o seguro rural não era uma despesa obrigatória e era uma das primeiras áreas a sofrer cortes, explica Serigati, pesquisador da FGV. Segundo Gilio, muitas vezes, critérios previstos nas políticas de crédito rural não são cumpridos e que até linhas financiadas pelo Plano Safra são de difícil acesso para o produtor. O pesquisador diz que o governo precisa investir no setor, por se tratar de uma atividade estratégica para a economia do país. 'Apagou os planos das nossas vidas’: como clima extremo forçou produtores gaúchos a abandonarem o campo Cadeias estratégicas Para os especialistas, a dependência de fertilizantes importados é, hoje, o principal problema dentro desse tema. O Brasil importa cerca de 80% dos adubos químicos que consome, e parte relevante dos fornecedores está em países envolvidos em guerras ou em rotas afetadas por conflitos, como o Estreito de Ormuz. O Brasil já conta com o Plano Nacional de Fertilizantes, que busca aumentar a independência do país nessa área. No entanto, seus resultados são de longo prazo. Além dos investimentos, é necessário que haja fontes de potássio, fósforo e nitrogênio disponíveis para exploração. "A gente tem matéria-prima para alguns produtos, mas, para outros, a gente não tem. Vamos continuar dependendo de um certo volume de importação", diz Carlos Eduardo de Freitas Vian, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Esalq-USP. Enquanto o plano não é concretizado, o Brasil deveria diversificar os fornecedores, para ficar menos exposto aos conflitos, afirma Serigati, da FGV. A Abag também pede para aumentar a fabricação de maquinários no Brasil. Contudo, o pesquisador afirma que o país até exporta esses itens. Para Vian, a principal dependência está nos componentes dos maquinários, como os chips. Na avaliação dele, é inviável trazer esse tipo de fabricação para o Brasil, já que o país não teria demanda suficiente. O documento da Abag também cita um "passivo regulatório" que atrasa a aprovação de novas tecnologias. Nesse caso, o professor da Esalq acredita que, de fato, isso acontece na aprovação de defensivos químicos, por causa da realização de testes de segurança, tanto ambientais, como para a saúde. "Porque quando você agiliza esses processos, você pode estar deixando de visualizar alguma outra coisa. Então é um problema mesmo que, para mim, é de difícil solução", afirma. Arroz, café, trigo e mais: como a crise dos fertilizantes — em ano de El Niño — pode pressionar preços Infraestrutura agroindustrial O Brasil enfrenta um grande desafio quando se fala de infraestrutura para que em apenas um mandato presidencial consiga se resolver, afirma Serigati. "Estamos falando de, em um prazo de quatro anos, um aumento de quase 100 milhões de toneladas, equivalente à safra da Argentina. A infraestrutura tem muita dificuldade de crescer no mesmo ritmo que a produção agropecuária", diz. Entre os principais gargalos logísticos estão a baixa capacidade de armazenamento e as condições precárias de parte das estradas. "É uma questão bastante grave, que eleva muito o custo e que acaba atingindo diretamente a margem do produtor agrícola e isso requer também uma ação pública", afirma Gilio. A falta de armazenamento adequado também provoca perdas de produtos agrícolas. Um dos entraves apontados pelo pesquisador é a demora na concessão de licenças ambientais para obras. "Porque às vezes os projetos ficam simplesmente parados, são produtos que às vezes são urgentes, já têm às vezes financiamento para fazer, já têm estudos ambientais feitos, e aí, dentro da máquina pública, essas licenças acabam ficando presas", afirma. Outra melhoria que ele acredita que poderia ser feita é a maior integração entre os modais de transporte, como ferrovias e hidrovias, reduzindo a dependência das estradas. Para Vian, da Esalq, a conectividade no campo também é um gargalo de infraestrutura. "Não adianta nada se você tem uma máquina conectada, se você não tem como transferir dados", afirma. Mais de 1,3 milhão de domicílios rurais não tinham acesso à internet em 2024, o equivalente a 15% do total, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O pesquisador do Insper pontua ainda que se trata de um problema de décadas e que levaria tempo para ser solucionado. Além disso, a iniciativa privada também precisaria investir nisso. No entanto, ele acredita que o próximo presidente poderia criar uma política de Estado voltada a garantir segurança jurídica para os investimentos. Serigati explica que o financiamento de obras de infraestrutura é mais complexo e que o setor público não dispõe de recursos suficientes para atender toda a demanda. Por isso, a participação da iniciativa privada também seria necessária. "E aí os instrumentos são variados: concessão, privatização ou parceria público-privada", afirma. 'Fui educado que não me pertencia', Internet no campo cresce, mas qualidade é baixa Comunicação e valorização da agroindústria O agronegócio enfrenta um problema de imagem dentro do próprio Brasil e no exterior, pontua Vian. Para ele, o setor precisa realmente de um plano de comunicação que valorize seus pontos fortes, mas que também demonstre disposição para corrigir fragilidades. Segundo o professor, o governo federal já conta com mecanismos voltados a esse objetivo, mas eles podem ser aprimorados. "Eu acho que a gente precisa preparar melhor os nossos representantes, embaixadores, para falar de uma forma institucional, mas acho que a iniciativa privada, as associações, todo mundo de alguma maneira tem o seu papel nisso", afirma. Para Serigati, uma política pública articulada com iniciativas do setor ajudaria a posicionar o Brasil nas negociações com outros países e ampliar a abertura de mercados. Gilio afirma que outros países têm mais sucesso que o Brasil em criar uma marca internacional dos seus produtos agrícolas. "A gente tem alguns exemplos claros, como o café colombiano", diz. "Esses produtos passam a ser desejados pela própria origem", completa. De acordo com o pesquisador do Insper, cabe também ao setor cumprir as políticas públicas, como a de combate ao desmatamento, para colaborar com a imagem. Ele ressalta que essa não é uma ação que possa ser concluída por um único governo e que seus resultados demandam vários anos. Inserção internacional e competitividade O mercado internacional vive uma nova configuração, em que, além de produzir de forma competitiva, os países precisam manter um diálogo com os compradores e esse é o desafio do Brasil neste tema, afirma Serigati. Gilio afirma que o Brasil ainda tem poucos acordos comerciais de longo prazo. Por exemplo, o país deveria ter um acordo com a China, principal cliente do setor. "Nesse mundo de guerra comercial, em que as barreiras crescem, as tarifas crescem por um lado, as restrições sanitárias por outro. É importante o país trabalhar um pouco mais em construir pontes para que a gente consiga garantir esses mercados", diz. Segundo ele, os acordos geram previsibilidade, o que também favorece os investimentos privados no país. O pesquisador da Insper acredita também que o Brasil deveria se antecipar mais a possíveis restrições que os países parceiros venham a criar. Um exemplo é o caso da proibição de antimicrobianos na produção animal, criada pela União Europeia. O Brasil só reagiu após a divulgação oficial da medida, embora ela já fosse amplamente esperada. Outra questão é que o Brasil exporta grandes volumes, mas concentra as vendas em poucos países, o que representa um risco para o mercado. Para Serigati, o esforço de se fazer presente nas mesas de negociação internacionais cabe ao governo, o que já tem sido feito pelo Brasil ao longo dos anos, mas também da iniciativa privada, como associações. Vian, da Esalq, concorda que essa parceria é necessária. Ele afirma que o Brasil já conta com uma legislação sanitária e ambiental sólida e precisa defender esses pontos nas negociações internacionais. Além disso, cada setor tem de estar preparado para as regras do país que deseja atender, afirma. Isso torna mais fácil negociar os termos das comercializações por produto, por exemplo, do que em um âmbito mais amplo, diz. LEIA TAMBÉM El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação Peixes têm 'impressão digital' que revela de onde vieram, mostra estudo; entenda Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

Uma pesquisa da Goldman Sachs Asset Management revelou que mais de 60% dos trabalhadores americanos recorrem a bicos e trabalhos paralelos para complementar renda Pexels A grana não está curta apenas no Brasil. Diante da alta do custo de vida e da dificuldade de acumular patrimônio, cada vez mais profissionais nos Estados Unidos recorrem a trabalhos freelancer, bicos e outras atividades para complementar a renda e manter as contas em dia. É o que mostra uma pesquisa da Goldman Sachs Asset Management, realizada com 5.106 trabalhadores e aposentados dos Estados Unidos. Mais de 60% dos trabalhadores ouvidos já tiveram algum tipo de trabalho paralelo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 Entre os mais jovens, o movimento é ainda mais forte: 80% dos integrantes da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) e 77% dos millennials (entre 1981 e 1996) afirmam já ter recorrido a uma segunda fonte de renda. Segundo a pesquisa, os trabalhos paralelos deixaram de ser apenas uma forma de ganhar mais para consumir ou realizar planos pessoais. Para muitos trabalhadores, tornaram-se uma necessidade. Agora no g1 Entre os entrevistados que buscam renda extra por razões financeiras: 76% são da Geração Z; 73% são millennials; 72% são da Geração X. Esse cenário também indica que ter um emprego regular não garante segurança financeira. Mesmo com uma ocupação fixa, muitos profissionais têm dificuldade para comprar um imóvel, formar patrimônio ou guardar dinheiro para o futuro. O problema não está necessariamente na falta de renda. Segundo o estudo, as despesas essenciais passaram a pesar mais no orçamento. 💰 Os custos com moradia e as despesas do dia a dia são apontados por 31% dos entrevistados como os principais obstáculos para poupar para a aposentadoria. O pagamento de dívidas aparece logo atrás, citado por 27%. Embora 65% dos trabalhadores afirmem que o emprego principal ainda é um caminho para alcançar estabilidade financeira, 27% dizem que a renda é suficiente apenas para pagar as despesas correntes. Já 8% afirmam que nem mesmo com um emprego regular conseguem ter segurança financeira. 💭 A pesquisa sugere que a discussão sobre trabalho está ganhando uma nova camada: não basta apenas analisar taxas de emprego. Cada vez mais importa saber se o salário recebido é suficiente para sustentar o presente sem comprometer o futuro. O custo de vida está consumindo uma fatia maior da renda Parte dessa pressão vem do aumento das despesas essenciais. O estudo mostra que gastos associados a etapas tradicionais da vida adulta passaram a consumir uma parcela maior da renda nas últimas décadas. 🏠 Em 2000, o custo médio da casa própria representava cerca de 33% da renda familiar. Em 2026, o percentual chegou a 54%. 🔑 O peso do aluguel também aumentou, passando de 21% para 26% da renda familiar no mesmo período. 🚼 Os custos com creche passaram de 12% para 19% da renda. Já o gasto com universidades públicas subiu de 25% para 38%. No ensino superior privado, a proporção passou de 65% para 89%. A renda extra resolve um problema, mas cria outros desafios Em muitos casos, a renda complementar ajuda a equilibrar o orçamento. Por outro lado, pode significar menos tempo para descanso, qualificação profissional, convivência familiar e desenvolvimento da carreira. Segundo a pesquisa, 53% dos trabalhadores afirmam que as preocupações financeiras prejudicam a concentração durante o expediente. Além disso, 31% disseram ter faltado ao trabalho no último ano por causa de problemas financeiros. Outro dado chama a atenção: 34% dos entrevistados afirmam que provavelmente buscarão um novo emprego para melhorar sua situação financeira. Entre os mais jovens, o percentual chega a 48% na Geração Z e a 47% entre os millennials. Os números indicam que a insatisfação financeira pode afetar a produtividade, a retenção de talentos e a rotatividade de profissionais. A pesquisa também mostra que a insegurança financeira não se restringe às faixas de renda mais baixas. Os pesquisadores identificaram uma espécie de curva em "U" na percepção de segurança financeira. 🔎 As preocupações são maiores entre quem ganha menos de US$ 100 mil por ano (cerca de R$ 550 mil), diminuem nas faixas intermediárias e voltam a crescer entre quem recebe mais de US$ 300 mil por ano (aproximadamente R$ 1,65 milhão). O estudo mostra que trabalhadores de renda mais elevada costumam relatar preocupações com a manutenção do padrão de vida, o aumento das responsabilidades financeiras e a capacidade de sustentar esse nível de consumo na aposentadoria. A era do adiamento Quando falta dinheiro para fazer tudo ao mesmo tempo, muitos trabalhadores precisam escolher o que ficará para depois. Cerca de 70% dos entrevistados adiaram pelo menos uma meta financeira importante. Na Geração Z, o percentual chega a 83%; entre os millennials, a 78%. 🔎 As metas mais frequentemente postergadas incluem a formação de reserva de emergência, a compra da casa própria, o pagamento de dívidas e a aposentadoria. O percentual de trabalhadores que aumentaram suas contribuições para a aposentadoria caiu de 55% em 2025 para 39% em 2026, uma das maiores quedas dos últimos anos, segundo o levantamento. O resultado é um grupo de trabalhadores que continua perseguindo objetivos semelhantes aos das gerações anteriores, mas encontra um caminho mais longo e mais caro para alcançá-los. O percentual dos que acreditam estar no caminho certo caiu: de 75% para 66% na Geração Z; de 74% para 61% entre os millennials; de 58% para 49% na Geração X. Os números sugerem que a preocupação com o futuro permanece, mas sobra cada vez menos espaço no orçamento para se preparar para ele.

A proporção de indústrias que tentaram contratar ou renovar crédito de longo prazo, mas não conseguiram os recursos, subiu de 33% em 2025 para 37,2% em 2026. O percentual considera apenas as empresas que buscaram financiamento. Os dados são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira (9), e se referem ao período de fevereiro a julho. Os juros altos são o principal obstáculo para conseguir crédito. Entre as indústrias que tiveram dificuldade para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% citaram as taxas como uma das barreiras. No crédito de longo prazo, o percentual foi de 68,9%. As exigências de garantias reais, como imóveis, também dificultam o acesso ao financiamento. Elas foram citadas por 33,4% das empresas com dificuldades no crédito de curto ou médio prazo e por 31,5% das que enfrentaram problemas nas operações de longo prazo. Agora no g1 Crédito de longo prazo para despesas do dia a dia Parte das indústrias usa financiamentos de longo prazo para pagar despesas cotidianas, como salários e compra de insumos. O capital de giro foi apontado como principal finalidade por 28,7% das empresas que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de crédito. O percentual ficou acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção e instalações (11,6%). “O capital de giro, em geral, é utilizado para bancar folha de pagamento, compra de materiais, insumos, entre outras despesas do dia a dia das empresas, e já é esperado que elas busquem crédito de curto prazo para essa finalidade. Porém, chama a atenção quando elas procuram crédito de longo prazo para esse fim, porque o crédito de maior maturação costuma servir para financiar investimentos em máquinas, equipamentos e edificações, por exemplo”, afirma Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI. Indústria automotiva no Sul Fluminense Reprodução/RJ2 Metade das empresas não buscou crédito Entre fevereiro e julho, 49,9% das indústrias não tentaram contratar ou renovar crédito de curto, ou médio prazo. No financiamento de longo prazo, o percentual foi de 54%. Considerando todas as empresas ouvidas, 7,5% tentaram obter crédito de curto ou médio prazo, mas não conseguiram. No longo prazo, foram 9,2%. Entre as empresas que buscaram financiamento de longo prazo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram os recursos. Nas grandes empresas, o percentual foi de 29,9%. A pesquisa ouviu 1.701 empresas industriais, de pequeno, médio e grande porte, entre 3 e 12 de agosto.

Musical vai relembrar a história de Nossa Senhora Aparecida Divulgação Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão”, que chega na próxima segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e também Dia das Crianças. A data é um feriado nacional e garante, em regra, um dia de descanso aos trabalhadores. O fato de as duas celebrações ocorrerem no mesmo dia é apenas uma coincidência: o feriado é referente somente a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O Dia das Crianças, apesar de ser uma data comemorativa mais antiga, não é feriado. (veja como surgiu a data) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como cai no início da semana, a data garante três dias consecutivos de descanso para quem não trabalha aos sábados e domingos. Veja como fica o calendário: 10 de outubro (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 11 de outubro (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 12 de outubro (segunda-feira): feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026 — e três deles podem render um fim de semana prolongado, aumentando os dias de descanso. (veja calendário abaixo) Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nesses dias. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis à categoria. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Agora no g1 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de outubro, a próxima oportunidade de folga será em 28 de outubro, Dia do Servidor Público. A data é considerada ponto facultativo no âmbito federal. ➡️ Na prática, estados e municípios podem adotar a data em seus próprios calendários como feriado, conforme regulamentação local, o que pode abrir espaço para uma emenda e prolongar o descanso. Depois disso, novembro chega com três feriados nacionais. O primeiro deles será em 2 de novembro, Dia de Finados. O feriado cairá novamente em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Quem for escalado para trabalhar no feriado terá direito, em regra, ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro — Finados (segunda-feira) 15 de novembro — Proclamação da República (domingo) 20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro — Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem resultar em folga em alguns casos: 28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira) 31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.068 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (8), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 100 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e valor acumulou para R$ 112 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 10 - 39 - 40 - 43 - 57 5 acertos: 62 apostas ganhadoras, R$ 51.808,94 4 acertos: 4.884 apostas ganhadoras, R$ 1.084,10 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3068 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Cigarro aumenta vulnerabilidade a infecções Getty Images via BBC O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (8) que as alíquotas do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado", só começarão a ser discutidas após as eleições, quando o governo enviará ao Congresso Nacional os termos do acordo fechado com os setores afetados. "A gente concluiu o acordo essa semana e na próxima semana vai ter uma reunião, com o compromisso do governo do presidente Lula de encaminhar o acordo feito com os setores", afirmou o ministro da Fazenda. O imposto seletivo foi criado pela reforma tributária. O tributo será cobrado sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A ideia é, além de arrecadar, desestimular o consumo desses itens. A lista de produtos taxados inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais. Como mostrou o g1, a expectativa da equipe econômica é de arrecadar R$ 41,9 bilhões com o imposto seletivo em 2027. ️Segundo o Ministério da Fazenda, a ideia é manter a carga tributária que incide sobre os produtos em um período de transição, cujo prazo não foi especificado. Em um segundo momento, porém, a estratégia é aumentar a taxação "pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente". Junto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo da reforma tributária sobre o consumo que terá início em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). LEIA TAMBÉM: Entenda os principais pontos da reforma tributária O que é o imposto do pecado?

Chat GPT: Veja profissões que podem despontar com chegada da ferramenta A Gol Linhas Aéreas anunciou nesta quinta-feira (8) uma integração com o ChatGPT que permitirá aos passageiros fazer o check-in e gerar o cartão de embarque diretamente no assistente de inteligência artificial da OpenAI. Segundo a companhia, a Gol será a primeira empresa aérea da América Latina a oferecer esse serviço. A ferramenta já está em fase de testes restritos e será disponibilizada para toda a base de clientes em 19 de outubro, sem custo adicional. Como irá funcionar? Para usar o serviço, o passageiro deverá acessar o ChatGPT, pelo aplicativo ou pela versão web, digitar @gol e solicitar a visualização de suas viagens. O sistema então abrirá uma página de login no ambiente oficial da Gol, onde o cliente fará a autenticação. Segundo a companhia, o processo segue seus protocolos de segurança e as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As credenciais usadas no login e os dados considerados sensíveis não ficam disponíveis para o ChatGPT. As preocupações que levaram a OpenAI, do ChatGPT, a abandonar lançamento de novo sistema de IA Depois de entrar na conta, o passageiro poderá escolher o assento, confirmar a presença no voo e gerar o cartão de embarque digital, que terá um código QR para apresentação no aeroporto. O documento poderá ser baixado ou salvo na carteira digital do celular. A funcionalidade estará disponível para todos os usuários do ChatGPT, inclusive aqueles que utilizam a versão gratuita. A integração com o ChatGPT é a primeira etapa do projeto da Gol com inteligência artificial generativa. A empresa afirma que pretende avaliar o uso da ferramenta e o retorno dos clientes para definir a inclusão de outros serviços e funcionalidades nos próximos meses. Gol Linhas Aéreas Divulgação/Gol Linhas Aéreas

Dario Durigan Washington Costa/MF O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta quinta-feira (8) o chamado split payment, mecanismo criado pela reforma tributária que separa automaticamente, no momento da compra, o valor dos impostos do valor destinado ao vendedor. "O slip payment é um instrumento tecnológico, uma inovação que foi incluída e debatida no Congresso e aprovada por ampla maioria, que garante a diminuição da sonegação. E não vai ter problema com o fluxo de caixa [das empresas]. Ele é um processo dialogado, sério e responsável", disse o ministro da Fazenda. Na terça-feira (6), a coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que um eventual governo do PL pretende acabar com o mecanismo. Em entrevista ao programa ALive, após ser questionada se acabaria com o "split payment", respondeu: "Claro que sim". "Essa daí eu vou homenagear Carlos Bolsonaro [senador eleito pelo PL] e Adolfo Sacshida [economista que também faz parte da campanha de Flávio Bolsonaro], que já pautaram esse governo, e foram muito vocais, foram implacáveis contra o 'split payment', que simplesmente asfixia o capital de giro do pequeno, que já está asfixiado", disse Daniella Marques. LEIA TAMBÉM: Reforma tributária: governo admite pagar R$ 0,39 por transação no 'split payment' aos bancos Receita Federal diz que 'split payment' obrigatório deve começar só em 2028; entenda Flávio Bolsonaro também falou na quarta-feira (7) sobre a intenção, se eleito, de mudar pontos da reforma tributária (veja aqui). Previsto para ser obrigatório a partir de 2028, o "split payment" faz parte do novo sistema da Receita Federal para recolher os impostos sobre o consumo. Com ele, o tributo poderá ser direcionado ao poder público no momento do pagamento, reduzindo o espaço para sonegação. "As pequenas empresas não serão agora impactadas com a discussão do slip. Caso haja alguma dificuldade numa transição do pior sistema tributário do mundo, para um moderno e transparente, vai haver apoio do governo. Transições normativas adaptando o calendário de maneira que a gente não jogue fora ou prejudique o grande ganho do país que é a reforma tributária", afirmou Durigan. Aprovada após 30 anos de debate, a reforma tributária busca manter a carga tributária atual, enquanto simplifica procedimentos, elimina distorções e institui o fim da cumulatividade (a chamada tributação em cascata). No mês passado, cerca de 100 especialistas, acadêmicos, empresários e ex-autoridades da área econômica defenderam a reforma em uma carta-manifesto enviada aos candidatos à Presidência. Entre eles, está Vanessa Canado, ex-assessora especial do Ministério da Economia para a reforma tributária durante o governo de Jair Bolsonaro. "Atrasar, prejudicar de alguma maneira ou querer prorrogar a reforma tributária é prorrogar as decisões que o Congresso tomou, com o apoio técnico do Ministério da Fazenda. É importante atentar para o nível de insegurança, para o ambiente de negócio, e [evitar] gerar confusão", declarou o ministro. Calendário para entrada em vigor De acordo com a Receita Federal, o "split payment" será obrigatório a partir de 2018 apenas nas operações entre empresas, o chamado "business to business" (B2B), ou seja, empresas que vendem para outras empresas. As empresas do Simples Nacional, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, puderam escolher entre permanecer no modelo simplificado atual ou migrar para um sistema híbrido, que permite o aproveitamento de créditos tributários. A escolha para o primeiro semestre de 2027 foi feita em setembro, mas poderá ser alterada até o fim deste ano. Já o microempreendedor individual (MEI) e o chamado nanoempreendedor permanecerão obrigatoriamente no Simples "puro", pois realizam vendas diretas ao consumidor final e não terão de recolher impostos pelo "split payment".

Volkswagen Tera 200 TSI divulgação/Volkswagen A Volkswagen passa a oferecer o Tera com o motor 200 TSI nas versões automáticas Comfort e Highline. O SUV compacto passa a ter motor 1.0 turbo de três cilindros com 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, associado a um novo câmbio automático de oito marchas. Antes essas configurações tinham 116 cv de potência e câmbio automático de seis marchas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A versão Comfort agora custa R$ 134.790 e a Highline sai por R$ 147.190. Um aumento de preço de R$ 1.600 e R$ 1.000, respectivamente. Agora no g1 O consumo de combustível do Tera 200 em relação ao 170 melhorou na cidade e ficou um pouco abaixo na estrada. Com etanol, são 8,7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada. Com gasolina, as novas versões do SUV fazem 12,2 km/l na cidade e 14,4 km/l na rodovia. O restante da linha do Tera continuará usando a calibração de motor 1.0 turbo com 116 cv. Elas também permanecem oferecendo somente câmbio manual. Volkswagen Tera 200 TSI A concorrência nesse segmento é forte. A CAOA Chery, por exemplo, oferece o modelo Tiggo 5 em duas versões, de R$ 125 mil e R$ 140 mil. O SUV tem motor 1.5 turbo de 143 cv, câmbio CVT, boa lista de equipamentos e maior porte que o Volkswagen. Além disso, a CAOA Chery oferece o Tiggo 7 Sport com o mesmo motor 1.5 turbo por R$ 141 mil. Isso sem falar no CAOA Changan CS55 Prime por R$ 145 mil. Na apresentação do Tera, a Volkswagen considerou como concorrentes o Fiat Pulse, o Chevrolet Sonic, o Jeep Avenger e o Renault Kardian. Isso leva em consideração tamanho e conjunto de motor e câmbio, e ignora o preço dos concorrentes chineses de segmento superior. O g1 já mostrou que os modelos seminovos nessa faixa sofreram uma forte queda de preços. Lançamentos chineses e promoções das marcas tradicionais para encarar as novidades fizeram os usados encalharem. Motor e câmbio A principal mudança está justamente no conjunto mecânico. O 200 TSI já é utilizado em outros modelos da Volkswagen, como o T-Cross, e agora chega ao Tera. De acordo com a marca, o motor entrega torque em baixas rotações, característica que favorece as respostas em situações como saídas, retomadas e ultrapassagens. Volkswagen Tera 200 TSI A outra novidade é a transmissão automática de oito velocidades. As relações foram distribuídas para manter o motor em uma faixa adequada de funcionamento em diferentes situações. A proposta é proporcionar trocas mais suaves, acelerações progressivas e rotações mais baixas durante velocidades de cruzeiro. Na prática, o novo conjunto foi desenvolvido para atuar tanto no trânsito urbano quanto em viagens. O motor de 128 cv e 20,4 kgfm trabalha em conjunto com o câmbio de oito marchas para melhorar as respostas nas retomadas e o conforto durante a condução. Nada muda A Volkswagen mantém no Tera os recursos de tecnologia e conectividade já oferecidos pelo SUV. Entre eles estão painel digital, central multimídia VW Play Connect e serviços conectados que podem ser acessados pelo aplicativo Meu VW. O desenho também não muda com a chegada do novo conjunto. O Tera mantém ainda a classificação de cinco estrelas no Latin NCAP. Entre os equipamentos citados estão seis airbags, controle eletrônico de estabilidade e sistemas de assistência à condução. O SUV foi lançado no Brasil em 2025 e, em poucos meses, alcançou a liderança entre os SUVs de entrada e, em 2026, tornou-se o segundo SUV mais vendido do país, atrás apenas do T-Cross. Volkswagen Tera 200 TSI divulgação/Volkswagen A produção também ganhou escala. A fábrica de Taubaté (SP) atingiu 100 mil unidades produzidas em menos de um ano. No mercado internacional, o Tera se tornou em 2026 o modelo mais exportado pela Volkswagen do Brasil. Foram 21.404 unidades embarcadas entre janeiro e julho para 17 mercados da América Latina.

Volkswagen lança Saveiro que é abastecida somente com etanol. Carlos Cereijo / g1 A Volkswagen apresentou nesta quinta-feira (8) a Saveiro Robust Etanol, uma nova configuração da picape equipada com motor dedicado exclusivamente a usar o biocombustível. O modelo chega às concessionárias no mês de outubro com preço sugerido de R$ 111.490. O valor é R$ 4.200 mais barato em comparação à versão flex, tornando a novidade a opção mais acessível de toda a linha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a Volkswagen, a Saveiro continua em linha em 2027, mesmo com a chegada da Tukan. O destino da picape compacta será definido depois do lançamento do novo irmão. A Saveiro é a primeira picape compacta a fazer parte do Programa Carro Sustentável, uma iniciativa do Governo Federal. Programa zera a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil. Agora no g1 Pelas regras federais, o limite de eficiência ambiental exigido é de até 83 g de CO2 equivalente por quilômetro no ciclo do poço à roda. A nova Saveiro registra emissão de 50 g de CO2 equivalente por quilômetro nesse ciclo, enquanto uma versão flex comparável atinge 106 gramas. O veículo mantém o motor 1.6 MSI, que entrega 116 cavalos de potência e 16,1 kgfm de torque, conjugado a uma transmissão manual de cinco marchas. Consumo de etanol Cidade 8,1 km/l Estrada 8,9 km/l Volkswagen Saveiro Robust a etanol divulgação/Volkswagen Para chegar nesses números, a equipe de engenharia da fabricante dedicou mais de 740 horas de desenvolvimento para otimizar parâmetros de funcionamento exclusivos para o etanol, como a partida a frio e a dirigibilidade. A calibração dedicada gerou uma melhora de 5% no consumo de combustível na cidade. No chamado consumo combinado, o rendimento passou de 8,1 km/l para 8,5 km/l. O índice de eficiência energética também apresentou evolução técnica, passando de 1,83 para 1,81 MJ/km. A picape é voltada para empresas, frotistas, produtores rurais, profissionais autônomos e consumidores de varejo. Com 44 anos de produção no país, a Saveiro registrou 67.753 unidades emplacadas durante o ano de 2025. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, o modelo já acumulou 38.726 unidades comercializadas no mercado nacional.

Balança comercial brasileira tem, em setembro, saldo positivo de US$ 7,7 bilhões O Brasil deve registrar um superávit comercial de pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 450 bilhões) em 2026, apesar da revisão para baixo da previsão oficial do governo, disse nesta quinta-feira (8) o ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O superávit comercial é o resultado positivo entre as exportações e as importações, quando o país vende mais ao exterior do que compra. “Continuo apostando em US$ 90 bilhões, se não passar de US$ 90 bilhões”, afirmou o ministro a jornalistas na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Na terça-feira (6), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) havia reduzido sua projeção para o saldo da balança comercial em 2026 de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões (R$ 422 bilhões). A revisão considera uma expectativa de crescimento menor das exportações e de desaceleração dos preços internacionais. Mesmo com a redução da estimativa oficial, o saldo projetado pelo governo ainda seria 24% maior que o registrado em 2025, quando o Brasil teve superávit de US$ 68,1 bilhões (R$ 340,5 bilhões). Se confirmado, o resultado de 2026 seria o segundo maior da série histórica, atrás apenas do registrado em 2023. Segundo Rosa, a estratégia do governo para sustentar as exportações é ampliar a presença dos produtos brasileiros em diferentes mercados. A medida busca compensar os efeitos de fatores que dificultam as vendas para alguns destinos, como o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos e o embargo da União Europeia à carne bovina e de aves brasileiras. O ministro também afirmou que as negociações com os Estados Unidos para flexibilizar as tarifas estão avançando. Segundo ele, o governo brasileiro espera receber uma nova proposta americana dentro de três ou quatro semanas. “Nós podemos constituir um grupo de trabalho, se for o caso, enquanto isso as equipes técnicas podem dialogar”, disse. 🔎 As tarifas são impostos cobrados sobre produtos importados. Quando um país aumenta essas taxas, os produtos estrangeiros ficam mais caros no mercado local, o que pode reduzir as vendas de outros países para aquele destino. * Com informações da Reuters. Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços GloboNews

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026 Mike Segar/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quer substituir o termo "inteligência artificial" por "superinteligência", afirmou nesta quinta-feira (8) que tratará como "inimigo" qualquer pessoa que não seguir essa orientação. O presidente americano quer trocar o termo "inteligência artificial" por "superinteligência" e ameaça considerar inimigo quem não adotar a nova denominação. "A Casa Branca considera um INIMIGO qualquer pessoa que utilize o termo 'inteligência artificial' em vez do novo termo, muito bem aceito e mais preciso, de 'superinteligência'", escreveu em sua rede Truth Social. Donald Trump em publicação no Truth Social. Reprodução/Truth Social Trump não explicou como a ameaça seria colocada em prática. Em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, ele já havia antecipado a mudança de nome e afirmado que "soava muito melhor". Pouco depois, assinou um decreto que determina o uso da nova terminologia pelos órgãos do governo americano. Agora no g1 A obrigatoriedade não se estende ao setor privado. Ainda assim, a Meta, empresa de Mark Zuckerberg, já utilizou o termo em comunicações internas, enquanto Elon Musk, CEO da Tesla e aliado de Trump, também emprega "superinteligência" em suas publicações no X. Defensor da tecnologia, Trump busca associar a ela uma conotação positiva em meio à crescente preocupação dos americanos com questões de segurança e às manifestações em diferentes localidades contra a construção de centros de dados.