g1 > Economia

É comum ver caminhões transportando laranjas nas estradas do cinturão citrícola no interior de SP Fábio Tito/g1 O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta segunda-feira (13) que os senadores trabalham para construir um acordo para votar ainda nesta semana a medida provisória (MP) que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário. Randolfe indicou que o Senado vai manter a obrigatoriedade de um piso, como já consta na lei, mas sem definir o valor desse mínimo. Nas votações anteriores, na comissão criada para discutir a MP e no plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares estipularam um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros que percorrem longas distâncias. Segundo o líder, o trecho será retirado durante a votação no plenário do Senado, prevista entre terça (14) e quarta-feira (15). Randolfe afirmou que a mudança será considerada uma supressão, e não uma alteração do texto. Com isso, a proposta não precisaria retornar à Câmara para nova votação. Embora esteja em vigor desde março, a MP depende da aprovação do Congresso para se tornar lei em definitivo. Caso não seja analisada até quinta-feira (16), o texto perderá a validade. Quando foi publicada, em março, em meio à guerra no Oriente Médio, o principal objetivo da MP era reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete para que os valores refletissem os custos reais da operação de transporte, como diesel e pedágio. LEIA TAMBÉM: Em 2026, ANTT aplicou mais de R$ 354 milhões em multas por não pagamento do preço mínimo da tabela de frete Cálculo piso A MP endurece as punições para empresas que não pagarem o piso, que hoje é calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 🚚Criada em 2018, a política de preços mínimos do frete surgiu como uma das principais reivindicações dos caminhoneiros durante a greve nacional daquele ano. Ela determina que a tabela seja reajustada sempre que ocorrer oscilação no valor do combustível superior a 5%, para baixo ou para cima. O mecanismo ficou conhecido à época como gatilho. "Há acordo de manutenção do piso e a gente faz um ajuste relativo ao valor, mesmo porque a jurisprudência do STF diz que não cabe a deliberação de [um valor de] piso por parte do Congresso. Então, há um acordo com os caminhoneiros. Podemos ter o piso, mas sem estabelecimento do valor", disse Randolfe. Randolfe e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se reuniram com membros da oposição nesta segunda. Também participaram do encontro a líder do PP, Tereza Cristina (MS), e o senador Jaime Bagattoli (PL-RO). A líder do PP expôs, após o encontro, que majorar um valor para o piso, no caso dos R$ 5 mil, é uma "matéria estranha" à MP. De acordo com ela, os parlamentares conseguiram um "bom avanço". "Estamos fazendo negociação para que ela possa avançar e não caduque. Se houver acordo, não apresentaremos emendas", disse. Agora no g1 Vetos Lula Randolfe afirmou ainda que "certamente" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai vetar a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, incluída no texto durante a tramitação na Câmara. Isso porque se o senadores cogitarem alterar o conteúdo, a medida terá de passar por nova rodada de votação na Câmara. Randolfe explicou que não há "tempo hábil" para isso. Interlocutores do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), explicaram que, se o acordo for fechado, ele pautará a medida. Argumentos a favor e contra a MP O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, explica que a visão dos caminhoneiros é de que a intensificação da guerra entre EUA e Irã afeta os caminhoneiros e a população. Representantes de empresas que contratam o transporte de mercadorias, como indústrias, produtores rurais e o comércio, são contrários ao texto. O Instituto Livre Mercado e o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes), por exemplo, dizem que qualquer aumento estrutural de custo logístico pode encarecer o preço de produtos para o consumidor final.

Emoji de cara distorcida Reprodução O emoji da "cara distorcida" é o mais popular entre os símbolos liberados na atualização mais recente, de setembro de 2025. O levantamento foi feito pelo Emojipedia, site que reúne informações sobre os ícones usados em plataformas como redes sociais e aplicativos de mensagens. Ele é seguido pelos emojis da baleia orca e de nuvem de briga, também de 2025. O levantamento leva em conta o número de vezes que eles foram copiados por usuários nos sites Emojipedia e GetEmoji, que servem de referência para buscar símbolos e usá-los em outros locais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O emoji de cara distorcida foi consultado mais de 336 mil vezes, valor expressivo para símbolo liberado há relativamente pouco tempo. Mas ícones populares têm números muito maiores: o coração vermelho (❤️) é o mais famoso e foi usado 8 milhões de vezes nos sites, enquanto o de risada (😂) foi usado em mais de 3,8 milhões de vezes. Agora no g1 O novo emoji é descrito como "um rosto sorridente com olhos grandes e esbugalhados olhando para cima, como se estivesse distorcido ou deformado". Segundo o Emojipedia, ele costuma ser usado para representar "choque, espanto ou angústia, como um recurso visual comum em animes e mangás", mas também pode servir para representar literalmente um rosto inflado ou esmagado. A aparência costuma ter pequenas variações de acordo com o aplicativo, mas o símbolo já está disponível nos serviços mais populares. Emojis mais populares entre os ícones liberados na última atualização, em 2025 Reprodução/Emojipedia

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci Desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais as tarifas impostas por Donald Trump a parceiros comerciais do país, o governo americano passou a devolver valores arrecadados de empresas que pagaram tarifas extras sobre produtos importados desde abril de 2025, quando o tarifaço foi anunciado. Segundo os dados do relatório de contas públicas divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Departamento do Tesouro dos EUA, foram reembolsados cerca de US$ 81 bilhões desde outubro de 2025, início do ano fiscal americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No mesmo período do ano anterior, outros reembolsos do governo somaram apenas US$ 5 bilhões. Segundo o Tesouro, o aumento agora ocorreu "quase inteiramente" por causa da decisão da Suprema Corte, com os pagamentos concentrados principalmente nos meses de maio e junho. Em junho, inclusive, o governo arrecadou US$ 23,6 bilhões com tarifas, mas devolveu US$ 49,2 bilhões a importadores. Na prática, houve uma saída líquida de US$ 25,6 bilhões relacionada às tarifas no mês. Segundo economistas do Penn-Wharton Budget Model, o governo Trump pode ser obrigado a devolver algo em torno de US$ 175 bilhões em tarifas. Agora no g1 Por que as tarifas estão sendo devolvidas? O presidente americano defendia as sobretaxas como uma forma de proteger a indústria, estimular a produção interna e ampliar a arrecadação do governo. Em fevereiro, porém, a Suprema Corte dos EUA derrubou as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025. O tribunal decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. Segundo a Corte, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), usada por Trump para justificar o tarifaço, não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Desde então, o governo foi obrigado a reembolsar as empresas importadoras que haviam pago tarifas adicionais com base na IEEPA. No mesmo dia, Trump informou que usaria um novo instrumento legal para manter taxas contra produtos importados. Desta vez, utilizou a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, que lhe permite impor sanções temporárias, para estabelecer uma nova tarifa de 10% com validade de 150 dias. Exportações Jornal Nacional/ Reprodução Déficit dos EUA chega a US$ 1,367 trilhão no ano fiscal A enorme devolução de tarifas ajudou a agravar o déficit orçamentário dos EUA em junho para US$ 120 bilhões. Um ano antes, o país havia tido um superávit de US$ 27 bilhões. No acumulado do ano fiscal, iniciado em outubro, o déficit americano alcançou US$ 1,367 trilhão, alta de 2% na comparação com o mesmo período anterior. A arrecadação total subiu 4% no período, para US$ 4,151 trilhões, mas as despesas cresceram em ritmo maior, chegando a US$ 5,518 trilhões. Além dos reembolsos das tarifas, o pagamento de juros da dívida pública também pressionou as contas. Os gastos com juros ultrapassaram US$ 1 trilhão no período, alta de 14%. * Com informações de Reuters e AFP

Em semana decisiva sobre novas taxas dos EUA, Lula diz não acreditar em tarifaço O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que "não vai ter tarifaço" ao ser questionado sobre a preocupação com um possível aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A fala ocorre em uma semana decisiva para a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é que a Casa Branca anuncie até quarta-feira (15) se colocará em prática novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros. A declaração foi dada ao repórter João Mota, da TV Vanguarda, na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, no interior de SP (leia mais abaixo). Lula não concedeu entrevista coletiva e respondeu apenas à pergunta durante a caminhada até a saída do local. O governo brasileiro informou que aguarda a decisão para definir uma eventual resposta à confirmação das novas tarifas e trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas. A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo. No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo. O governo brasileiro também aguarda ser chamado para uma última reunião virtual até quarta-feira (15) com Jamieson Greer. A expectativa é que haja uma prévia da decisão nessa reunião. Presidente Lula cumpriu agenda em São José dos Campos na tarde desta segunda (13). Reprodução/TV Vanguarda Turbina movida a etanol A declaração foi dada durante visita ao Campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), onde Lula conheceu a primeira unidade brasileira de geração de energia elétrica equipada com uma turbina a gás totalmente desenvolvida no país e abastecida com etanol hidratado. A tecnologia, criada por pesquisadores brasileiros, busca ampliar o uso do biocombustível na geração de energia e em aplicações como operações militares, regiões isoladas e sistemas de emergência. Durante discurso no evento, Lula defendeu o fortalecimento da indústria de defesa e afirmou que o Brasil precisa investir nas Forças Armadas para garantir a soberania nacional. O presidente também destacou que o país deve agregar valor aos minerais estratégicos, como as terras raras, e disse que quem quiser explorar esses recursos no Brasil terá de realizar o processamento no país, e não apenas exportar a matéria-prima. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Os investidores da SpaceX estão oscilando entre dois sentimentos distintos um mês depois que a empresa abriu seu capital na bolsa de valores nos EUA: euforia e preocupação. Quando as ações da empresa, cofundada e liderada por Elon Musk, ficaram disponíveis para compra por pessoas físicas no mercado de ações em 12 de junho, houve um frenesi entre os investidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora a empresa tivesse decidido precificar suas ações em US$ 135 cada, o preço subiu imediatamente para US$ 150 no primeiro dia, chegando a US$ 176, antes de fechar em US$ 160,95. Isso consolidou a SpaceX como a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de todos os tempos. Na semana seguinte, suas ações subiram ainda mais, atingindo uma alta intradiária (cotação máxima num dia) de US$ 225, ultrapassando a Amazon e a Microsoft em valor de mercado total. "No caso de Elon Musk, qualquer empresa na qual ele esteja envolvido gera entusiasmo", disse Keith Snyder, analista da empresa de pesquisa de investimentos CFRA. "Mas esta também foi a primeira vez que as pessoas sentiram que podiam investir em algo que estava sendo comercializado como um negócio ligado à inteligência artificial (IA)." Willy Lee, investidor da Neosteller, empresa que facilita a aplicação de capital por investidores individuais em empresas privadas, concorda que o entusiasmo em torno do IPO estava muito ligado à IA. "Todos viam a SpaceX como um caso de inteligência artificial", disse ele. No início deste ano, a SpaceX adquiriu a xAI, startup de IA de Musk, recentemente rebatizada como SpaceXAI e mais conhecida pelo polêmico chatbot Grok. Além disso, a empresa começou a alugar capacidade de data center para outras companhias de tecnologia. Mas seu principal negócio é a fabricação e o lançamento de foguetes e satélites de telecomunicações chamados de Starlink. Quando a Starlink anunciou que estava reduzindo os preços na região de Memphis, no Estado americano do Tennessee, em meio a preocupações locais com um enorme projeto de data center, as ações da SpaceX caíram 8% no mesmo dia. À medida que foi se descobrindo como a SpaceX gera sua receita, as ações da empresa começaram a cair. Em meio a algumas semanas turbulentas para as ações de empresas de tecnologia, a SpaceX sofreu um impacto especialmente forte. Quando foi adicionada ao índice da bolsa Nasdaq100 em 7 de julho, por exemplo, as ações da SpaceX caíram 4,4% (contra uma queda geral de 1,7% do índice). Uma inclusão anterior no índice FTSE Russell havia dado um leve impulso às ações. A SpaceX não respondeu a um pedido de comentário da BBC. Ao final do primeiro mês de negociação, as ações da SpaceX estavam sendo negociadas a cerca de US$ 145 cada, aproximadamente 18% a menos que a máxima do primeiro dia de negociação e 35% abaixo do pico atingido. Elon Musk BBC News Leia também: SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários 'Definitivamente afundando' Essa queda no preço significa que os investidores de varejo que compraram ações da SpaceX durante os primeiros cinco dias de negociação podem sofrer uma perda em seu investimento. "Se você comprou logo no primeiro lote, com certeza está no prejuízo", disse Snyder. "Começou a parecer muito com uma meme stock (ou ação de meme)'", completou o especialista, se referindo aos papéis negociados em bolsa que viralizam na internet, impulsionados por campanhas nas redes sociais em vez de fundamentos financeiros. Snyder cita como exemplos as ações da loja de jogos GameStop e da rede de lanchonetes Wendy's, onde investidores de varejo impulsionaram o preço das ações apenas por meio de memes de internet. Ele prevê que as ações da SpaceX cairão ainda mais, para cerca de US$ 115, com base no desempenho da empresa. Isso avaliaria a empresa em cerca de US$ 1,5 trilhão. Samuel Kerr, analista de mercados da Mergermarket, observa que as oscilações no preço das ações até o momento têm impactos distintos em diferentes investidores. "Se você é um investidor de IPO, está tudo bem", disse Kerr, referindo-se a grupos de investidores que conseguiram comprar ações da SpaceX ao preço de listagem proposto pela empresa, de US$ 135, ou que tinham participação acionária na empresa antes da negociação em bolsa. "Mas se você comprou nos primeiros dias, provavelmente não está muito feliz agora." Já Musk vem demonstrando entusiasmo pelas perspectivas de negócios da SpaceX. Após a abertura de capital da empresa, que o tornou o primeiro trilionário do mundo, Musk afirmou que a SpaceX faturaria US$ 1 trilhão por ano até 2030. Ele também demonstrou estar disposto a usar as ações da SpaceX, e sua volatilidade, como moeda. Quando o preço das ações disparou em 16 de junho, a SpaceX anunciou a aquisição da Cursor, uma startup que criou um robô de IA para escrever código de computador, em um negócio avaliado em US$ 60 bilhões. Ao fazer isso, Musk essencialmente comprou a Cursor de graça, dado o quanto as ações da SpaceX haviam se valorizado naquele exato momento. "Isso demonstrou um nível de sofisticação de mercado que quase nenhum outro emissor [de ações] possui", disse Kerr sobre a aquisição da Cursor. As ações da SpaceX caíram desde então. Atenção aos lucros O Morgan Stanley, que foi um dos principais bancos a operar o IPO da SpaceX, parece acreditar que a queda será apenas temporária. Na semana passada, a empresa estabeleceu um preço-alvo de US$ 300 para as ações, um aumento de 33% em relação ao seu preço máximo de negociação até o momento. Atualmente, a SpaceX opera com prejuízo e, no ano passado, obteve uma receita de US$ 18 bilhões, de acordo com as demonstrações financeiras exigidas para sua abertura de capital. A receita projetada por Musk, de US$ 1 trilhão, é aproximadamente 55 vezes maior. Neste momento, cresce a expectativa em torno do primeiro balanço público de resultados da empresa. A SpaceX ainda não anunciou uma data para isso, mas analistas financeiros esperam que aconteça no início de agosto. Os resultados da empresa provavelmente coincidirão com o fim do chamado período de "bloqueio", quando os funcionários da SpaceX que estavam proibidos de vender as ações da empresa recebidas como parte de sua remuneração poderão transferi-las para o mercado aberto. Mais ações à venda, além de uma explicação potencialmente mais detalhada sobre os negócios da SpaceX e seu crescimento futuro, podem gerar oscilações ainda mais drásticas no preço. "Se a SpaceX conseguir fazer tudo o que diz que fará, sim, os investidores estarão diante da empresa mais valiosa de todos os tempos", disse Kerr. "Mas ainda há muito trabalho a fazer para chegar lá." Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). Leia também: Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória Ministério decide notificar Apple e Google por oferta irregular de aplicativos de apostas Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes

Donald Trump REUTERS/Jonathan Ernst Uma juíza federal dos EUA anulou nesta segunda-feira (13) o acordo entre o presidente Donald Trump e a Receita Federal dos EUA (IRS, na sigla em inglês) que concedia a ele e suas empresas amplas proteções fiscais. Pelo acordo firmado em maio, o IRS seria obrigado a pedir desculpas a Trump e ficaria proibido de prosseguir com auditorias e possíveis cobranças de impostos ligadas a investigações já abertas contra o presidente, familiares e empresas dele. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A juíza distrital dos EUA em Miami Kathleen Williams acusou Trump de manipular o sistema judiciário ao processar uma agência federal sob seu próprio controle, contornando a exigência de que as partes em um processo tenham interesses conflitantes e preparando o terreno para um acordo. Williams concluiu que Trump e a Receita Federal, que ele supervisiona como presidente, não eram verdadeiramente adversários, como exige a Constituição dos EUA em processos cíveis. O acordo firmado entre Trump e o IRS também envolvia a criação de um fundo bilionário para reparar supostas "vítimas da instrumentalização do governo", que críticos apontam como uma forma de o republicano canalizar fundos do governo a seus apoiadores condenados por invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Posteriormente, a ideia da criação do fundo foi abandonada. Agora no g1 "Esta ação nunca teve como objetivo uma das partes buscar a resolução judicial de uma questão legal ou de uma disputa factual", escreveu Williams. A juíza afirmou que, em vez disso, tratava-se de uma tentativa de "dar alguma legitimidade a um acordo para conferir imunidade a pessoas e entidades ligadas ao presidente e destinar bilhões de dólares dos contribuintes americanos para reparar danos não definidos em lei". A ordem judicial de Williams impede que qualquer uma das partes envolvidas no caso, incluindo Trump, seus filhos adultos e sua empresa homônima, se refira ao acordo ou cite quaisquer de seus termos em futuros processos judiciais. Sede do IRS, a Receita Federal dos EUA Photographs in the Carol M. Highsmith Archive/Bilblioteca do Congresso dos EUA Essa medida pode anular a parte do acordo que impede o IRS de realizar auditorias em reivindicações fiscais passadas envolvendo Trump ou suas empresas. O procurador-geral interino, Todd Blanche, já informou ao Congresso que o plano de um fundo de quase US$ 1,8 bilhão para indenizar vítimas da "instrumentalização" e da "guerra jurídica" do governo — termos que Trump usa há tempos para descrever processos judiciais contra ele e seus aliados — não prosseguirá. Pedido de US$ 10 bi Trump processou o IRS em janeiro, acusando a agência de não ter feito o suficiente para impedir o vazamento de suas declarações de imposto de renda durante seu primeiro mandato e inicialmente buscando US$ 10 bilhões (R$ 51,5 bilhões, na cotação atual). O acordo intermediado em maio entre os advogados pessoais de Trump e altos funcionários do Departamento de Justiça levou Trump a desistir do processo em troca de amplas proteções fiscais e da criação do "fundo de instrumentalização". O acordo foi alvo de duras críticas por parte de diversos setores, incluindo alguns parlamentares republicanos, que acusaram o governo Trump de agir em benefício próprio e de desviar dinheiro dos contribuintes para aliados políticos. Um porta-voz da equipe jurídica de Trump não comentou diretamente a decisão do tribunal, mas reiterou as alegações de que os registros fiscais de Trump foram vazados indevidamente e afirmou que o presidente "continua responsabilizando aqueles que prejudicam a América e os americanos". Um porta-voz do Departamento de Justiça não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Ann Wang As remessas globais de smartphones caíram 11% no segundo trimestre, para o menor nível desde 2013, devido à prolongada escassez de chips de memória, que elevou os preços dos aparelhos e reduziu a demanda, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Apple contrariou a tendência com um aumento de 3% nas remessas, elevando sua participação no mercado global para um recorde de 20% no trimestre, devido à demanda resiliente por sua linha premium de iPhones e à manutenção dos preços. No entanto, analistas preveem aumentos de preços nos próximos meses. A Samsung recuperou a liderança com uma participação de 24%, beneficiando-se das fortes vendas de sua linha principal Galaxy S26, melhor disponibilidade de produtos e menos aumentos de preços em mercados como a Índia e o Oriente Médio. Agora no g1 A Xiaomi, a Oppo e a Vivo, porém, registraram as maiores quedas nas remessas entre os cinco maiores fabricantes de smartphones, refletindo sua maior exposição a dispositivos de entrada e intermediários. A Counterpoint manteve a previsão de queda de cerca de 14% nas remessas globais de smartphones este ano e afirmou que a escassez de memória provavelmente persistirá até 2027. Os preços da memória continuaram a subir, uma vez que os fornecedores priorizaram os clientes de data centers com foco em IA em detrimento dos eletrônicos de consumo, forçando os fabricantes a repassar os custos mais altos dos componentes aos consumidores por meio de aumentos de preços, principalmente para dispositivos de entrada e intermediários.

O Ministério da Justiça (MJ) decidiu notificar a Apple e o Google por manterem em suas lojas virtuais aplicativos de apostas em desacordo com a legislação brasileira. A medida, contudo, não representa punição contra as duas empresas. Segundo ofícios aos quais a TV Globo teve acesso — assinados pelo secretário nacional de Direitos Digitais do ministério, Victor Oliveira Fernandes, e pelo secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita — nessas lojas estão disponíveis aplicativos de apostas sem autorização para operar e que não possuem mecanismo de verificação etária. ➡️No Brasil, sites e aplicativos de apostas precisam de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para operarem. Além disso, a legislação proíbe o acesso de menores de 18 anos às chamadas “bets”. E para evitar esse acesso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) Digital estabelece que os aplicativos de apostas devem dispor de mecanismo de verificação etária (leia mais abaixo). Agora no g1 🔎O ECA Digital é a lei que atualiza a proteção de crianças e adolescentes na internet. Em vigor desde março de 2026, a norma estabelece regras para redes sociais, jogos, aplicativos e outras plataformas digitais, com o objetivo de aumentar a segurança online de menores de idade. Apple e Google Reuters/Mike Segar/Andrew Kelly Primeira notificação Os ofícios mostram que o Ministério da Justiça notificou Apple e Google pela primeira vez em abril passado. Esses mesmos documentos apontam que a medida foi tomada após monitoramento de rotina feito por técnico da pasta. Os profissionais identificaram, nessas lojas, a presença de “inúmeros aplicativos que promoveriam, ofertariam ou viabilizariam o acesso a apostas de quota fixa e a outras modalidades lotéricas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), os quais permaneceriam disponíveis para download e instalação sem controle etário efetivo.” Naqueles ofícios, o ministério ainda pediu informações sobre a política das duas empresas para os aplicativos de apostas, além dos mecanismos de triagem usados por elas para identificar se esses aplicativos cumpriam a legislação. Já os novos ofícios apontam que o ministério realizou, no dia 29 de junho, novo levantamento nas lojas virtuais e constatou que ambas continuavam oferecendo acesso a aplicativos em desacordo com a lei. Esses novos ofícios pedem informações adicionais a Apple e Google, como sobre os mecanismos adotados por elas para assegurar que menores de 18 anos não tenham acesso a conteúdo inadequado. O g1 procurou a assessoria de imprensa das duas empresas, mas, até a última atualização, aguardava respostas.

Lula diz que Trump vai praticar 'pirataria' se cobrar taxa sobre cargas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que o presidente Donald Trump vai praticar "pirataria" caso os Estados Unidos tomem o controle do Estreito de Ormuz e passem a cobrar 20% de taxa sobre cargas transportadas por embarcações que passam pelo local. A fala do petista é uma reação a declarações feitas pelo norte-americano, mais cedo nesta segunda, quando Trump comentou sobre a volta dos conflitos com o Irã. Em entrevista à emissora americana Fox News, Trump disse que os EUA serão "os guardiões do estreito" e que deveriam ser "reembolsados" caso liberem a via marítima. E, na Truth Social, rede do presidente estadunidense, ele falou sobre a taxa que pretende instituir. Durante visita a laboratórios no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, Lula comentou as declarações do norte-americano. "Hoje, tem um tuíte de Trump dizendo que vai desobstruir o Estreito de Ormuz, dizendo que vai desobstruir, mas cada navio, o dono do petróleo tem que pagar 20% pra ele", introduziu Lula. "Antigamente, isso se chamava pirataria, um estado importante como os EUA, por muito tempo combateu a pirataria, não volte agora a virar pirata, não tem que cobrar, é da responsabilidade deles, não estava fechado, não foi o Brasil que inventou a guerra, foi ele [Trump] que inventou a guerra", completou. Ainda sobre a afirmação de Trump, o petista classificou "anormal" alguém querer "ganhar dinheiro em cima da desgraça". "É muito delicado a gente perceber que os EUA provocam uma guerra e agora começam a cobrar pelo navio que vai atravessar pela segurança dele, não é comum, não é normal, não é democrático, não é civilizatório. É uma coisa anormal, alguém aproveitar a desgraça pra ganhar dinheiro as custas da desgraça", declarou o presidente brasileiro. 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. Ao comentar o conflito, Lula criticou o fato de países que não participam diretamente do conflito sofrerem os impactos econômicos, como a alta no preço dos alimentos. "O Brasil deu algum tiro? Não. Matou alguém? Não. Não podemos aceitar que a guerra contra o Irã, inventada pelos EUA, dizendo que o Irã queria fazer arma nuclear – o que posso dizer que é mentira – o preço da guerra está chegando no feijão, no arroz, no tomate" declarou. No evento desta segunda, Lula também defendeu a produção nacional de biodiesel, afirmando que não vai cobrar alíquotas extras de países estrangeiros que quiserem comprar o combustível. "Não vamos cobrar nada, só o preço justo do biodiesel que estamos produzindo", concluiu Lula. O presidente Lula durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo Reprodução/Lula Questão de 'Justiça', afirmou Trump A fala de Trump nesta segunda contrasta com declarações feitas por ele em junho, dizendo que não haveria cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. "O Estreito de Ormuz está aberto e permanecerá aberto, com ou sem o Irã. Estamos restabelecendo o bloqueio iraniano, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos", escreveu na Truth Social. "Todos os outros países terão uso livre e irrestrito do Estreito. Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como 'o guardião do Estreito de Ormuz', mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo", completou Trump. Irã responde A declaração do presidente dos Estados Unidos foi imediatamente rebatida pelo comando militar do Irã, que afirmou que "não permitirá que os EUA intervenham na administração" de Ormuz. "O Irã não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Ormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada", afirma comunicado, que ainda traz um alerta aos países vizinhos: "Aos líderes dos países da região, qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã". Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump. Pablo Porciúncula e Andrew Caballero-Reynoldos/ AFP via Getty Images

Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner A Califórnia e outros 11 estados americanos estão processando a tentativa de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, avaliada em US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões), para impedir que o negócio avance. As autoridades alegam que a operação reduziria a concorrência na distribuição de filmes e na televisão por assinatura, prejudicando cinemas e empresas de TV paga. Segundo o procurador-geral da Califórnia, os Estados pediram à Paramount que não conclua a fusão até o término da ação. Ela representa uma ameaça significativa à proposta do CEO da Paramount, David Ellison, de transformar a empresa em uma grande concorrente de gigantes como Netflix e Disney. “Com este processo, a Califórnia e nossos estados parceiros estão lutando por mercados livres e justos, e não por mercados manipulados. Os Estados Unidos não têm reis no governo nem na economia”, afirmou Bonta em comunicado. Segundo os estados, caso a operação seja aprovada, a Paramount passaria a controlar 27% do mercado de distribuição de filmes exibidos nos cinemas americanos, 30% da distribuição de grandes produções cinematográficas e 27% do mercado de canais básicos de TV a cabo. A decisão sobre as alegações dos estados provavelmente levará meses, provocando um atraso que pode gerar centenas de milhões de dólares em custos adicionais para a Paramount. Já a própria Paramount afirma que a ação "distorce a jurisprudência consolidada em matéria antitruste e baseia-se em uma representação equivocada da concorrência na indústria do entretenimento atual" Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters Atores e roteiristas também são contra O acordo provocou reação negativa de atores, roteiristas e outros profissionais da indústria, que temem impactos sobre empregos. Donos de cinemas também se posicionaram contra a transação, preocupados que a união entre o estúdio Warner Bros. e a Paramount Pictures resulte em uma redução no número de filmes lançados. A Paramount afirmou que o acordo permitirá aumentar, e não reduzir, sua produção após a empresa cortar US$ 6 bilhões (R$ 5,14 bilhões) em estruturas redundantes, marketing e cargos corporativos. Ellison prometeu que os estúdios de cinema combinados lançarão 30 filmes por ano. Torre de Água da Warner Bros é retratada nos estúdios da Warner Bros, em Burbank, Califórnia, EUA Reuters Justiça americana já aprovou a operação O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já autorizou a operação, afirmando que ela não apresenta problemas relacionados à concorrência. O pai do CEO da Paramount, David Ellison - o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle - mantém relações próximas com o presidente Donald Trump, e a empresa contratou ex-integrantes do governo Trump. A Paramount se comprometeu a pagar cerca de US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) em taxas aos acionistas da Warner Bros. Discovery a cada trimestre caso o acordo não seja concluído antes de outubro. A companhia afirmou que atrasos podem obrigá-la a renegociar o financiamento da operação, gerar incertezas sobre o preço de suas ações ou até mesmo levar ao cancelamento definitivo da transação.

Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina Divulgação / Stellantis A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, anunciou nesta segunda-feira (13) que entregou quase 1,6 milhão de veículos no segundo trimestre, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, seu principal mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A recuperação das vendas é considerada peça-chave no plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo, Antonio Filosa. Nos últimos anos, a montadora perdeu participação em mercados estratégicos diante da alta nos preços dos veículos, da aposta mais intensa em modelos elétricos, de problemas de qualidade e da concorrência crescente de fabricantes chineses. Agora no g1 Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, a reorganização do portfólio de marcas e a ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura. Novos Modelos Impulsionam Na América do Norte, as entregas cresceram 38% no segundo trimestre, alcançando 445 mil unidades. O resultado foi impulsionado pelo lançamento e renovação de modelos como a picape Ram 1500 com motor V8, sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e da minivan Chrysler Pacifica. Segundo a empresa, o desempenho também refletiu os preparativos para a paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte. Na Europa ampliada, outro mercado estratégico para a Stellantis, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo crescimento do mercado na região. O volume inclui cerca de 33 mil veículos da fabricante chinesa Leapmotor, distribuídos e comercializados pela Stellantis. A demanda na Europa foi puxada principalmente por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda. O crescimento registrado na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado pela queda nas entregas no Oriente Médio e na África, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul, onde a retração do mercado argentino pressionou os resultados.

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta anunciou nesta segunda-feira (13), que seu data center em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, será expandido para 5 gigawatts de capacidade computacional, com o investimento no projeto aumentando para mais de US$50 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O centro de dados planejado, conhecido como Hyperion, tinha previsão inicial de fornecer mais de 2 gigawatts de capacidade computacional para suportar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia por trás de ferramentas como o ChatGPT. O anúncio surge num momento em que grupos ambientalistas e de defesa do consumidor pressionam cada vez mais contra a expansão intensiva em energia. O pedido do grupo ambientalista norte-americano Earthjustice para investigar o financiamento do projeto do data center da Meta na Louisiana foi negado no início deste ano. Agora no g1 A Earthjustice afirmou que o acordo de financiamento poderia, em última análise, transferir injustamente os custos do projeto para os clientes da concessionária, caso a Meta abandone o projeto antes que a concessionária recupere seu investimento. No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o projeto do data center da empresa custaria US$50 bilhões. Desde o início das obras em dezembro de 2024, empresas locais da Louisiana receberam mais de US$1,6 bilhão em contratos da Meta, segundo a empresa. Com essa expansão, a empresa afirmou que planeja investir mais de US$1 bilhão em melhorias na infraestrutura local, incluindo estradas, sistemas de água e esgoto. A Meta, assim como suas concorrentes do setor de tecnologia, tem investido bilhões de dólares em data centers de inteligência artificial e poder computacional, visto que a demanda continua superando a oferta. A empresa prometeu investir US$600 bilhões em infraestrutura e empregos nos EUA nos próximos três anos, enquanto constrói enormes data centers para impulsionar as apostas agressivas do presidente-executivo, Mark Zuckerberg, em tecnologias de agentes de IA.

Logotipo da OpenAI em um celular diante de uma imagem gerada pelo DALL·E, ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. Michael Dwyer/AP Mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores da OpenAI, da Anthropic e do Google, apelaram aos governos e aos líderes do setor de tecnologia para que criem, com urgência, políticas e instituições destinadas a lidar com o impacto econômico da inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Eles divulgaram a declaração assinada em conjunto nesta segunda-feira (13), alertando que a IA poderia impulsionar uma transformação econômica maior do que a Revolução Industrial, mas com um prazo “muito mais curto”, o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas. A declaração pede pesquisas mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da IA e o início da elaboração de políticas e instituições necessárias para garantir que a tecnologia beneficie a sociedade e para lidar com riscos como a perda de empregos em grande escala. Agora no g1 “O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, disse Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia. “Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa chegar tarde demais", completou. Korinek, que se juntou à equipe de pesquisa econômica da Anthropic em março, organizou a iniciativa com os pares economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham. Entre os signatários estão a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean; o cofundador da Anthropic, Jack Clark; e membros da equipe de pesquisa econômica da empresa criadora do chatbot Claude. Os ganhadores do Prêmio Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, entre outros, também assinaram a declaração.

Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters A União Europeia deseja estabelecer um acesso "progressivo e gradual" para crianças e adolescentes às plataformas digitais, a fim de protegê-los dos riscos, conforme recomendado por especialistas em um relatório publicado nesta segunda-feira (13). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O bloco analisa há meses a possibilidade de estabelecer uma "maioria digital" semelhante à adotada pela Austrália no ano passado. "A infância é um período extraordinário e delicado para o desenvolvimento do cérebro (...). Devemos considerar o acesso progressivo e gradual de diferentes faixas etárias" às redes sociais e outras plataformas digitais que representam riscos para menores, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "Não se trata de saber se as crianças podem acessar as redes sociais, mas sim se as redes sociais podem acessar nossas crianças e quando", declarou. Agora no g1 A chefe da Comissão especificou que apresentará um projeto de lei "após o verão". Para obter aconselhamento sobre o assunto, Von der Leyen incumbiu um painel de especialistas composto por médicos, acadêmicos, representantes da juventude e pais de elaborar um relatório, cujas recomendações foram apresentadas nesta segunda-feira. Entre elas estão: Zero telas para bebês e crianças pequenas; Proibir o acesso de crianças menores de 13 anos a redes sociais e outros serviços digitais, incluindo assistentes de IA, exceto por períodos limitados sob supervisão dos pais ou em um ambiente educacional; "Uso progressivamente autônomo" das plataformas digitais para jovens de 13 a 18 anos, desde que possuam "recursos de segurança essenciais", como um sistema eficaz de verificação de idade e um design livre de funções viciantes; Os países da UE teriam liberdade para estabelecer proibições nacionais de acesso para além dos 13 anos; Aos 18 anos, os europeus atingiriam a "maioridade digital plena". As plataformas "devem demonstrar que seus serviços não causam danos. Na Europa, quem desenvolve um produto é responsável por sua segurança", afirmou Von der Leyen. "Todo o ecossistema que envolve as crianças precisa mudar. Mas não temos tempo a perder. As crianças e os adolescentes enfrentam graves riscos neste momento", disse Jorg Fegert, um dos copresidentes do painel, ao lado da presidente. Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as plataformas de redes sociais para que levem em consideração o bem-estar físico e mental de seus usuários. Na sexta-feira, Bruxelas ordenou que o Facebook e o Instagram modificassem suas funções "viciantes", sob pena de multas pesadas, seguindo um alerta semelhante feito ao TikTok em fevereiro. A favor de um design seguro Um número crescente de Estados-membros da UE - França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Áustria e Suécia - adotou ou considera adotar restrições ao acesso de crianças às redes sociais. No entanto, a questão gera controvérsias dentro do bloco, com países que se opõem às proibições, como a Estônia, enquanto outros guardam silêncio. Implementar tais medidas no bloco evitaria uma colcha de retalhos de regulamentações nacionais e seria mais fácil de aplicar nas plataformas, cuja regulamentação já é, em grande parte, da responsabilidade de Bruxelas em coordenação com os 27 Estados-membros. Von der Leyen afirmou que a Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, irá "examinar as propostas nacionais com muita atenção". O bloco "integrará" esse trabalho, assegurou ela, e então desenvolverá sua própria proposta para "harmonizar a abordagem e encontrar uma solução comum". A União Europeia já possui um arsenal reforçado para controlar as gigantes da tecnologia e proteger os usuários digitais, mas Bruxelas anunciou que prepara novas normas. O chefe da proteção do consumidor da UE, o comissário Michael McGrath, prometeu que uma nova lei, prevista para o final deste ano, oferecerá às crianças maior proteção contra designs viciantes. "Os mercados digitais são projetados para capturar a atenção e influenciar o comportamento. As novas normas ajudarão a garantir que os consumidores possam tomar decisões informadas e livres de manipulação", disse McGrath à AFP.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,45% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 5,1315, conforme investidores seguiam atentos às tensões no Oriente Médio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,20%, aos 175.739 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã ficou no centro das atenções dos mercados financeiros. Após novos ataques entre os dois países, Teerã decidiu voltar a fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. Com isso, os preços da commodity voltaram a subir nesta segunda-feira (13). Perto das 15h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 9,25%, cotado a US$ 83,04. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 9,23%, cotado a US$ 78,00 por barril. ▶️ As tentativas do governo brasileiro de negociar as tarifas impostas pelos EUA também seguem no radar. O prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a ofensiva tarifária, com taxas de 25% e 12,5% contra o Brasil, termina na quarta-feira (15). Segundo apuração da repórter Isabella Calzolari, a expectativa da equipe de Lula é que as tarifas passem a valer, após o representante do comércio americano, Jamieson Greer afirmar que os dois países ainda estão distantes de um acordo. ▶️ Na agenda econômica, investidores avaliam dados de vendas do varejo e o volume de serviços de maio, além da divulgação do IBC-Br, indicador mensal de atividade do Banco Central do Brasil. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,46%; Acumulado do mês: -0,61%; Acumulado do ano: -6,51%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,20%; Acumulado do mês: +2,16%; Acumulado do ano: +9,07%. Escalada das tensões no Oriente Médio O Irã bombardeou, nesta segunda-feira (13), bases militares dos Estados Unidos em Bahrei, Kuwait, Omã e na Jordânia, em retaliação a ataques norte-americanos contra alvos iranianos. Além disso, o governo iraniano ameaçou abandonar o acordo de paz na guerra no Oriente Médio firmado com os EUA em junho caso Washington não mantenha seus compromissos para encerrar o conflito. “Cada vez que a outra parte [EUA] deixou de cumprir suas obrigações, nós também não cumpriremos as nossas e continuaremos a agir dessa forma”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, sobre o mais recente episódio de hostilidades entre os dois países. Os EUA afirmaram ter bombardeado alvos militares no Irã ao longo dos últimos dias. Apenas no sábado, foram mais de 100 localidades iranianas alvejadas. Como resposta, o Irã afirmou ter fechado "por tempo indeterminado" o Estreito de Ormuz para navios comerciais e retaliou contra bases dos EUA no Oriente Médio. O Estreito é uma das principais rotas marítimas comerciais do petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial O governo de Donald Trump contestou a alegação, e disse que a via marítima permanece aberta. O trânsito de embarcações na região, no entanto, permaneceu majoritariamente paralisado. Os dois países voltaram a trocar ataques com maior frequência ao longo deste fim de semana, algo que viola o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo. O governo do Irã afirmou nesta segunda que segue o diálogo diplomático com os países mediadores do conflito —Catar, Paquistão e Omã— para "evitar uma escalada" que leve à retomada plena da guerra contra os EUA. Bolsas globais Em Wall Street, os índices fecharam em queda, em meio às preocupações com a nova escalada das tensões entre EUA e Irã. O Dow Jones teve queda de 0,26%, enquanto o S&P 500 recuou 0,78% e o Nasdaq Composite caiu 1,55%. Na Europa, a maioria das bolsas da região fechou em alta, de olho no aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. O índice pan-europeu STOXX 600 ficou estável. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 0,19%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 0,31% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,01%. Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,79%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 2,06%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,16%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 1,92% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 8,95%. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP

O mercado financeiro reduziu sua estimativa média para a inflação em 2026, passando de 5,30% para 5,16%. A expectativa faz parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Os economistas também mantiveram a projeção de 14% em relação à taxa básica de juros, a Selic (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação recuou de 5,30% para 5,16%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,18% para 4,20%; ➡️ Para 2028, a previsão se manteve em 3,70%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continua projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano — após três cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, se manteve em 14% ao ano; Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas subiu para 10,50% ao ano. Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado se manteve em 1,99%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB baixou para 1,65%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos permaneceu em R$ 5,28 por dólar.

Conflito de interesses? Empresas de Trump têm receita bilionária em 2025 As declarações financeiras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostram que ele e seus dois filhos mais velhos incentivavam investidores a aplicar recursos em projetos de criptomoedas — iniciativas que acabaram gerando grandes perdas para muitos investidores de varejo. Ao mesmo tempo, os administradores do patrimônio de Trump destinavam uma parcela significativa desses ganhos a investimentos considerados mais seguros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo sua declaração financeira mais recente, apresentada ao Escritório de Ética Governamental dos EUA, Trump recebeu mais de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões) no ano passado com os projetos de criptomoedas da família, incluindo a World Liberty Financial e a moeda meme lançada em seu nome. Uma análise da Reuters sobre os investimentos do presidente nos últimos dois anos mostra que suas carteiras de ações e títulos cresceram pelo menos quatro vezes com a entrada de recursos provenientes das criptomoedas. No fim de 2025, Trump tinha entre US$ 703 milhões e US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 3,9 bilhões a R$ 14,3 bilhões, considerando um dólar a R$ 5,50) em ativos financeiros tradicionais, ante um patrimônio entre US$ 225 milhões e US$ 608 milhões (aproximadamente R$ 1,2 bilhão a R$ 3,3 bilhões) no fim de 2024. Os documentos apresentam faixas de valores, e não montantes exatos, o que impede saber com precisão quanto dos ganhos com criptomoedas foi destinado a investimentos de menor risco. Embora tenha mantido parte dos ganhos em ativos digitais, nove especialistas em criptomoedas ouvidos pela Reuters afirmaram que os documentos sugerem que Trump não usa esses ativos como principal reserva de patrimônio. Além do bitcoin e da World Liberty Financial, ele também não declarou participação em duas empresas de criptomoedas de capital aberto apoiadas por seus filhos, Eric Trump e Donald Trump Jr. "Embora o presidente promova os ativos digitais como o futuro das finanças e defenda que os Estados Unidos se tornem a capital mundial das criptomoedas, sua declaração patrimonial indica uma estratégia de obter ganhos rápidos com esses ativos — por meio da venda da moeda meme e dos tokens da World Liberty — e, depois, direcionar esses recursos para investimentos tradicionais, como ações e títulos", afirmou Timothy Massad, diretor do Projeto de Políticas para Ativos Digitais da Escola de Governo John F. Kennedy, da Universidade Harvard. Massad presidiu a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) durante o governo de Barack Obama. Uma reportagem da Reuters publicada no mês passado mostrou que investidores de varejo nos quatro principais projetos de criptomoedas ligados a Trump acumulavam perdas de US$ 2,3 bilhões até abril. Organização Trump diz manter estratégia financeira conservadora Os documentos mostram que Trump ainda possui uma quantidade significativa de tokens da World Liberty Financial, empresa cofundada por ele e por seus filhos, ampliando sua exposição ao mercado de ativos digitais. No fim de 2025, o presidente detinha 15,75 bilhões de tokens de governança da World Liberty, avaliados em mais de US$ 50 milhões. Os ativos foram recebidos como parte de sua participação na empresa. Como cofundador, ele está sujeito a um período de carência maior antes de poder vender esses tokens. As empresas responsáveis por administrar os interesses do presidente na World Liberty Financial e na moeda meme de Trump tinham entre seus ativos pelo menos US$ 160 milhões em bitcoin e ether, além de até US$ 6 milhões em outros tokens no fim de 2025. No fim de 2024, o presidente havia declarado possuir entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões em ether. Em nota, um porta-voz da Organização Trump afirmou que a declaração financeira do presidente mostra que a empresa "continua mantendo uma posição financeira sólida, apoiada por ativos valiosos de classe mundial, ampla liquidez e um balanço patrimonial conservador". O representante não explicou por que parte dos lucros obtidos com criptomoedas foi direcionada para ações e títulos. A Casa Branca informou à Reuters que os ativos do presidente estão em "contas totalmente discricionárias administradas por instituições financeiras independentes". Já David Wachsman, porta-voz da World Liberty Financial, afirmou que "a World Liberty foi construída com foco no longo prazo e acredita firmemente que o futuro dos serviços financeiros será estruturado sobre a tecnologia de ativos digitais". Filhos de Trump reforçam defesa das criptomoedas Os filhos de Trump administram o fundo fiduciário responsável pelo patrimônio do presidente e estão entre os principais defensores públicos dos projetos de criptomoedas ligados à família. Desde novembro de 2024, Eric Trump, que dirige a Organização Trump, afirmou em entrevistas e conferências que o bitcoin é "o maior ativo dos tempos modernos" e que seu preço poderia alcançar US$ 1 milhão, ante cerca de US$ 64 mil na época das declarações. Eric Trump também disse no ano passado que seu pai "acredita profundamente nos ativos digitais". Nem Eric Trump nem Donald Trump Jr. responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre os investimentos do presidente. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao final de sua participação na cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 REUTERS/Yves Herman

EUA lançam novos ataques contra o Irã Os preços do petróleo subiam mais de 5% nesta segunda-feira (13), refletindo a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A alta foi impulsionada pela intensificação dos ataques entre os dois países no fim de semana e pela decisão de Teerã de voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. (confira a cobertura em tempo real) Por volta das 13h21 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 5,20%, cotado a US$ 79,96 o barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 4,99%, para US$ 74,97. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Qualquer interrupção na navegação pela região aumenta o risco de problemas no abastecimento global e costuma pressionar os preços da commodity. A escalada das tensões também aumentou a aversão ao risco nos mercados financeiros. Investidores reduziram a exposição a ativos considerados mais arriscados e buscaram proteção em aplicações vistas como mais seguras, como o dólar. Mercados globais Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O índice de Xangai caiu 2,06%, aos 3.913 pontos, atingindo o menor nível em três meses. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,79%, aos 4.695 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,16%, aos 24.213 pontos. Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, caiu 1,92%, aos 67.242 pontos; Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,95%, aos 6.806 pontos; Straits Times, de Cingapura, perdeu 0,11%, aos 5.463 pontos; Taiex, de Taiwan, subiu 0,06%, aos 45.380 pontos; S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,03%, aos 8.808 pontos. Dólar oscila com tensão no Oriente Médio O dólar oscilou nesta segunda-feira após a retomada dos confrontos no Golfo. A moeda americana chegou a subir no início do pregão, acompanhando a alta do petróleo, mas perdeu força com os investidores avaliando os impactos do conflito. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas, chegou a avançar 0,3%, mas encerrou o dia em queda de 0,2%, aos 100,83 pontos. Entre as principais moedas: Euro: queda de 0,1%, para US$ 1,1403; Libra esterlina: queda de 0,1%, para US$ 1,3383; Dólar australiano: queda de 0,1%, para US$ 0,6942; Dólar contra o iene: alta de 0,1%, para 161,92 ienes. A desvalorização do iene voltou a chamar atenção dos investidores, diante da possibilidade de uma intervenção das autoridades japonesas para conter a queda da moeda. No Brasil, o dólar operava em alta de 0,34% por volta das 13h32, cotado a R$ 5,1262, com investidores atentos às tensões no Oriente Médio. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, recuava 0,04%, aos 177.789 pontos. (veja mais detalhes do dia no mercado) Entenda a escalada do conflito A reação dos mercados ocorreu após uma nova troca de ataques entre EUA e Irã. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, forças do país atingiram bases militares americanas no Barein e no Kuweit, além de alvos na Jordânia e em Omã. Em resposta, as Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado sistemas de defesa aérea, radares, mísseis, drones e embarcações iranianas. A escalada militar colocou em dúvida um acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e uma redução das tensões após semanas de negociações. Em entrevista à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, mas disse que ainda vê espaço para novas negociações. Do lado iraniano, o presidente do Parlamento e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou um tom duro. Em publicação na rede social X, afirmou que "a era dos acordos unilaterais acabou" e cobrou que os EUA cumpram os compromissos assumidos. A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, ampliou a instabilidade no Oriente Médio e levou Teerã a atacar bases militares americanas em diferentes países da região. O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária afirmou que o tráfego normal de navios pelo Estreito de Ormuz só será restabelecido quando os EUA encerrarem as operações militares na região. O grupo alertou que novos confrontos podem provocar impactos ainda maiores no mercado global de petróleo e gás. O governo iraniano informou ainda que tenta negociar com Omã um mecanismo para administrar a passagem de embarcações pelo estreito, mas disse que as conversas têm sido dificultadas pela pressão americana. A alta do petróleo aumenta a preocupação com uma possível elevação dos preços dos combustíveis e da inflação em diversos países, caso o conflito se prolongue e afete a oferta global da commodity. *Com informações da Reuters Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters

Hamas anuncia que vai entregar o governo da Faixa de Gaza A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (13) o lançamento de uma iniciativa com 15 parceiros para destinar 883,6 milhões de euros, o equivalente a US$ 1 bilhão, em ajuda à Faixa de Gaza. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com comunicado divulgado a imprensa, 12 países europeus e o Japão, além do Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento, fazem parte da "Iniciativa Equipe Gaza", lançada na reunião do Grupo de Doadores para a Palestina em Bruxelas. O objetivo é apoiar projetos de recuperação inicial, tanto em andamento quanto planejados, para a população de Gaza. Na quinta-feira (9) o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou um decreto que convoca eleições legislativas para 28 de novembro. O anúncio ocorreu três dias após o grupo terrorista Hamas anunciar sua saída do governo da Faixa de Gaza. Caso se concretizem, as eleições serão as primeiras do tipo em quase duas décadas. "O decreto presidencial conclama o povo palestino em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza a participar de eleições legislativas livres e diretas para escolher os membros do Conselho Legislativo Palestino na data estabelecida", informou a agência oficial de notícias Wafa, que cita o texto do decreto. Hamas fora do comando de Gaza Palestino sentado no topo de escombros de uma casa atingida por um ataque israelense em Deir al-Balah, no centro de Gaza. Mahmoud Issa / Reuters Na segunda-feira (6), o Hamas anunciou a dissolução do órgão que governou a Faixa de Gaza, mantido pelo grupo por quase duas décadas, em uma coletiva de imprensa. O chefe do governo ligado ao grupo, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo e a saída abriu caminho para que um comitê tecnocrático palestino implemente o governo civil no território. 🔎 A Faixa de Gaza tem sido administrada pelo grupo terrorista desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder após confrontos com o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada. De acordo com Ismail Thawabta, diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas em Gaza, a medida foi tomada "para aliviar o sofrimento resultante da guerra em curso, o atraso na reconstrução, o cerco contínuo, o fechamento das passagens de fronteira e a recusa do Exército israelense em se retirar". Em um comunicado separado, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que a medida visa eliminar pretextos para a interferência israelense e reafirmou o compromisso do grupo em transferir todas as responsabilidades de governança em Gaza. O futuro de Gaza após cessar-fogo na guerra Agora no g1 Um acordo de cessar-fogo em Gaza entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. A primeira fase dele permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel. A segunda fase, no entanto, que prevê o desarmamento do Hamas e uma retirada progressiva das forças israelenses de Gaza, está há meses estagnada. Israel reforçou sua presença no território e o governo israelense e o Hamas continuam, com frequência, a trocar acusações de violação da trégua. Em meados de junho, facções palestinas reuniram-se com mediadores no Cairo e apresentaram sua proposta para a segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza. A proposta apresentada pelo Conselho de Paz liderado pelos EUA inclui mecanismos para o futuro de Gaza, incluindo reconstrução, desarmamento, retirada israelense e implantação de uma força internacional de paz.

Volkswagen Taos muda para encarar SUVs concorrentes A Volkswagen poderá precisar cortar cerca de 50 mil empregos adicionais para alcançar um nível de competitividade semelhante ao de seus concorrentes, afirmou o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, em um comunicado interno enviado aos funcionários. A declaração confirma, pela primeira vez, que a empresa avalia eliminar até 100 mil postos de trabalho. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Blume tenta reestruturar a maior fabricante de automóveis da Europa, cujos lucros vêm sendo pressionados pelos bilhões de euros em custos com tarifas, pela forte concorrência no mercado chinês e pela necessidade de tornar sua rede de fábricas na Alemanha mais eficiente. Após já ter acertado o corte de 50 mil vagas em todo o grupo, incluindo as subsidiárias Porsche e Audi, a companhia avalia novas medidas para reduzir despesas. Segundo o comunicado, a Volkswagen identificou que seus custos são cerca de 20% maiores do que os de empresas concorrentes. Na prática, isso significaria, em uma estimativa teórica, a necessidade de eliminar outros 50 mil empregos em todo o mundo. "Estamos avaliando, em todas as marcas, empresas e regiões, quantos ajustes são realmente necessários e viáveis", afirmou Blume no documento. Até então, a Volkswagen vinha evitando comentar as notícias de que estudava eliminar até 100 mil postos de trabalho. O comunicado foi divulgado depois que representantes dos trabalhadores cobraram explicações da diretoria sobre o plano de reestruturação apresentado por Blume ao conselho de supervisão da empresa na quinta-feira. Fontes com conhecimento do assunto disseram que os representantes dos funcionários no conselho barraram as propostas, que incluíam cortes de empregos e o possível fechamento de quatro fábricas. Segundo Blume, a empresa ainda não conseguiu definir um uso economicamente viável para as unidades de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm na década de 2030. O executivo afirmou, porém, que prefere buscar "soluções inteligentes" em vez de fechar fábricas. Entre as alternativas já mencionadas estão o uso das instalações pela indústria de defesa ou a produção, na Europa, de modelos da Volkswagen desenvolvidos na China. Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, produção do Golf divulgação/Volkswagen

Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil. Google O app de navegação Waze anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de novos recursos de inteligência artificial para o serviço no Brasil. Entre as novidades está uma ferramenta que permite conversar com o app em linguagem natural para enviar atualizações para o mapa. A empresa também está lançando o "Modo moto", que exibe o tempo estimado do trajeto para quem viaja de motocicleta. O Google Maps já oferece essa função há mais tempo, e ela só agora chega ao Waze. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Outro lançamento é o modo "Menos falante", que permite reduzir a quantidade de interações por voz do Waze durante a navegação. As novidades chegam em um momento em que várias empresas tentam incorporar IA aos seus serviços para melhorar a experiência dos usuários. Só neste ano, o Google Maps ganhou um modo de conversação, a Siri (assistente virtual da Apple) ficou mais inteligente com a integração do Gemini, e a Alexa+, assistente da Amazon reformulada com IA generativa, também chegou ao Brasil. Converse com o Waze Waze Map Mate Reprodução/YouTube Waze Anunciado para alguns usuários em fase de testes em 2025, o "Waze Map Mate" enfim foi lançado para todos no Brasil. O recurso permite que motoristas relatem ocorrências, como acidentes, buracos, obras e congestionamentos, usando comandos de voz. Será possível dizer frases como "O número desta casa mudou para [número]", "Tem uma lixeira no meio da rua Y" ou "Parece que tem carros parados à frente!". Para usar a ferramenta, basta tocar no botão de alertas e descrever a situação naturalmente. O aplicativo usa o Gemini para interpretar o que foi dito e gerar a sugestão de atualização do mapa. Segundo o Google, que é dono do Waze, as sugestões serão enviadas aos editores de mapas, que vão verificar as informações antes de atualizar o aplicativo. O recurso funciona em celulares Android e iPhone (iOS). Modo menos falante Recurso de "instruções por voz" do Waze. Divulgação/Google Em coletiva com a imprensa, executivos do Google disseram que os brasileiros gostam de personalizar o Waze com vozes temáticas, mas alguns usuários podem considerar que o aplicativo possa estar falando demais. A partir de agora, o menu "Instruções por voz" passa a oferecer as opções "Normal", "Menos falante", "Apenas alertas" e "Desativado". Segundo o Google, o modo "Menos falante" reduz a quantidade de instruções por voz e prioriza mensagens mais curtas. Ainda assim, o usuário continuará recebendo alertas considerados críticos, como avisos sobre perigos, conversões e mudanças de faixa. Modo moto Modo modo no Waze. Divulgação/Google Outra novidade é o Modo Moto, que passa a informar ao motociclista o tempo estimado de uma viagem feita de motocicleta. Segundo a empresa, o sistema usa IA para considerar restrições específicas para motos e informar sobre buracos, lombadas, fins de acostamento e pontes estreitas. O Waze afirma que conta com uma equipe de editores que pilotam motocicletas para ajudar a manter as informações do recurso atualizadas. A função, que já estava disponível no Google Maps, chega agora ao Waze e pode ser usada em celulares Android e iPhone (iOS). Mais recursos de IA no Waze O Waze está ampliando o uso de inteligência artificial e, para isso, tem aproveitado a tecnologia do próprio Google para tentar melhorar a experiência no aplicativo. A empresa está levando mais uma vez o Gemini, rival do ChatGPT, ao Waze para ajudar os usuários a encontrar destinos. Será possível fazer perguntas como "Encontre um estacionamento perto do meu destino", "Encontre um posto de gasolina próximo com os preços mais baixos" ou "Encontre uma cafeteria aberta agora". O aplicativo exibirá uma lista de recomendações e dará a opção de iniciar a navegação. Outra novidade é a navegação personalizada, recurso que busca entender melhor as preferências do motorista. Segundo o Waze, se o usuário costuma preferir rodovias a ruas locais com mais semáforos, por exemplo, o aplicativo poderá destacar essa rota após o destino ser informado. "Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais", explicou a empresa. A função pode ser desativada a qualquer momento nas configurações. WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa

Chevrolet Sonic: vai ter problema na correia? É melhor que os rivais? Veja respostas A Chevrolet já vendeu mais de 5 mil unidades do Sonic e, por isso, o g1 criou uma lista com detalhes importantes para quem considera comprar o SUV. É preciso saber como cuidar da nova correia banhada a óleo, conhecer os preços dos acessórios, entender a política de preços promocionais da GM e como o Sonic se comporta ao volante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Cara de SUV, alma de hatch O g1 foi o primeiro veículo de comunicação a testar o Chevrolet Sonic. Na ocasião foi possível perceber em primeira mão que o Sonic tem vários argumentos que fazem dele um SUV, mas que na prática as sensações são de um hatch maior. O acerto da suspensão é justo e não tem a flutuação comum de carros com suspensão elevada. As imperfeições do solo podem ser percebidas pelo acerto firme, mas sem incomodar. A direção comunica bem e a frente do Sonic é ágil. Repórter do g1 faz teste do Chevrolet Sonic em concessionária de São Paulo Carlos Cereijo / g1 A posição de dirigir lembra a do Onix mais do que a do Tracker. O que pode ser um ponto positivo para quem quer comprar o primeiro SUV, mas não gosta da posição alta de dirigir nem do acerto desajeitado de um utilitário esportivo popular. Por outro lado, o cliente que busca um carro com alma de SUV talvez fique decepcionado. Neste caso, é melhor já pular para alguma configuração do Tracker. Peças compartilhadas Uma estratégia adotada por quase todas as montadoras é compartilhar componentes que o consumidor não vê, como câmbio, motor, parte eletrônica e itens de segurança. Em geral, são peças que ficam escondidas sob a carroceria ou atrás dos revestimentos de plástico do automóvel. Alguns fabricantes também compartilham partes da carroceria para ganhar escala e acelerar o processo de desenvolvimento de novos modelos. Com o Sonic, não é diferente. Portas e vidros, por exemplo, são os mesmos utilizados no Onix. Chevrolet Sonic RS 2027 tem portas e vidros laterais do Onix. Divulgação / GM Essa prática também é adotada por outras montadoras. A Fiat Strada utiliza as portas e para-brisa do Mobi, enquanto o Volkswagen Nivus compartilha as portas com o Polo. O desafio ao desenvolver um novo carro utilizando peças já existentes é fazer com que esses componentes sejam integrados de forma harmoniosa, sem transmitir a impressão de um projeto remendado. No caso do Sonic, o resultado parece ter sido positivo, já que, à primeira vista, não é possível perceber rapidamente que essas peças são as mesmas usadas em um modelo bastante comum nas ruas brasileiras. Medida de porta-malas Quando o Sonic foi apresentado, a Chevrolet sempre o comparou ao Nivus, embora o posicionamento de preço tenha ficado mais próximo do Tera. O g1 já fez comparativo entre Chevrolet Sonic, Fiat Pulse e Volkswagen Tera. Com 392 litros de capacidade, ele consegue oferecer um bom uso no dia a dia, mesmo custando menos que o Volkswagen Nivus. Também é importante observar como as montadoras medem a capacidade do porta-malas. Algumas divulgam o volume em litros, considerando o compartimento totalmente preenchido com líquido. Aproveitando cada frestinha, por menor que seja. Método que não reflete o uso na vida real. Metodologia VDA para medição de volume de porta-malas reflete melhor o uso real. Divulgação / Skoda 🔎 Na prática, o método VDA é o mais representativo. Nesse sistema, pequenos blocos de espuma com volume de um litro são acomodados no porta-malas, o que permite medir de forma mais fiel a capacidade de uso do compartimento. Por isso, ao comparar o volume do porta-malas entre diferentes modelos, vale prestar atenção ao método de medição utilizado. E, claro, nada substitui ver o carro pessoalmente para avaliar o espaço disponível no uso real. Correia banhada a óleo O g1 já abordou esse tema no ano passado, quando o Onix recebeu uma atualização para tentar conter as reclamações de clientes que relatavam problemas com o componente. O curioso é que a Chevrolet nunca admitiu oficialmente a existência de um defeito, mas apresentou uma solução. Antes de explicar as mudanças, é preciso entender o problema: Segundo a Chevrolet, com o passar do tempo, ou em casos de manutenção inadequada (como falta de troca de óleo, uso de lubrificante fora da especificação, óleo falsificado), a parte traseira da correia, oposta à parte dos dentes, começava a se esfarelar. Isso acontecia porque o óleo criava um ambiente ácido e reagia com a correia, esfarelando-a. Esse material podia entupir dutos do motor, provocando falhas, acendimento da luz de injeção e outros problemas que levavam a reparos mais caros. Correia dentada banhada a óleo da Chevrolet André Fogaça/g1 De acordo com a GM, esse desgaste era provocado pelo uso de óleo inadequado ou fora das especificações recomendadas. Para resolver a situação, a Chevrolet adotou algumas medidas. A primeira foi trocar o fornecedor da correia. Segundo a montadora, o novo componente é mais resistente caso o óleo utilizado esteja fora da especificação. A segunda medida foi reforçar a orientação de que o motor deve utilizar exclusivamente óleo 0W20 com certificação Dexos. A terceira foi ampliar a garantia da correia para 15 anos. A Chevrolet também reforça que a correia banhada a óleo exige menos manutenção e, desde que todas as revisões sejam feitas corretamente, a substituição do componente só é necessária aos 240 mil quilômetros. O Chevrolet Sonic utiliza a mesma tecnologia. Segundo a GM, o modelo já sai de fábrica equipado com essa nova correia e deve seguir as mesmas recomendações. Resta saber se essas mudanças serão suficientes para reduzir as reclamações dos clientes. Preço promocional Quando o Chevrolet Sonic foi anunciado, o preço inicial era de pouco menos de R$ 129.990 para a versão Premier e de quase R$ 135.990 para a versão RS, a mesma testada pelo g1. Logo depois, esse valor passou a aparecer com um asterisco no site da montadora. Ao montar o Chevrolet Sonic no configurador, os preços são diferentes: a versão Premier custa R$ 134.990, enquanto a RS chega a R$ 140.990. Nos termos e condições do preço promocional, é possível verificar que o financiamento precisa ser feito por um banco específico, além da exigência de condições de entrada, parcelas ou da entrega de um veículo na troca. Portanto, o preço efetivo do Chevrolet Sonic é o que aparece no configurador do site. A condição promocional está em vigor até o dia 31 de julho de 2026. Chevrolet Sonic 2027 Divulgação / GM Pedido é diferente de venda Outro ponto importante envolve a divulgação de "recordes de vendas". E essa não é uma prática exclusiva da Chevrolet, mas também de outras montadoras. A GM divulgou que o Sonic alcançou 14 mil pedidos. Isso pode dar a impressão de que a marca vendeu 14 mil unidades do modelo no mês de maio. No entanto, os números oficiais de vendas divulgados nos relatórios da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) consideram os emplacamentos, ou seja, os veículos efetivamente licenciados. Ao observar esses dados, não há 14 mil unidades do Sonic emplacadas em maio de 2026. Foram vendidos naquele mês 2.778 Sonic. O número divulgado pela empresa corresponde às reservas ou intenções de compra feitas pelos consumidores, que podem até ter realizado um pagamento para garantir o veículo ou demonstrar interesse na aquisição. Pela legislação, porém, a pré-venda tem regras diferentes. Mesmo nessa etapa, ainda existe a possibilidade de desistência por parte do cliente, com devolução do valor pago, conforme as condições previstas em contrato. A reportagem do g1 entrou em contato com o Procon de São Paulo para entender a prática das campanhas de pré-vendas das montadoras. Segundo a entidade, a pré-venda pode ser equiparada a um pré-contrato entre as partes: fornecedor e consumidor. Ali são estabelecidas todas as regras e condições daquela contratação, como valores e formas de pagamento, datas e prazos, características do objeto da transação, condições para desistência, entre outras especificidades. Especificamente quanto às compras de carro feitas fora da concessionária física (como internet ou plataformas digitais), o Código de Defesa do Consumidor prevê a possibilidade de desistência da compra em até sete dias, a contar da data da aquisição ou do recebimento do produto. Nesses casos, os valores pagos pelo consumidor deverão ser devolvidos. Por isso, quando montadoras divulgam recordes, o que está sendo informado são recordes de pedidos ou de intenções de compra, e não de veículos efetivamente emplacados naquele momento. Preço dos acessórios A Chevrolet estreou no Sonic o desenho da sua nova “gravatinha”. E o SUV também trouxe a novidade do logo iluminado na grade dianteira. O item chama a atenção, mas não vem de série em nenhuma das versões. É preciso desembolsar R$ 800. Os adesivos em preto e vermelho nos para-lamas são mais R$ 698. Para seguir essa identidade nas rodas o preço é de R$ 390. No para-choque dianteiro, os filetes custam R$ 850. Galerias Relacionadas Quem gostou da iluminação customizável em LED para cabine vai precisar desembolsar R$ 1.163. Soleiras de porta com o logo Sonic custam mais R$ 447. O departamento de cores, assim como outras marcas, também tem valores diferentes. Na versão Premier, a cor de série é o azul. Já o branco custa R$ 950 e prata, cinza, preto e vermelho custam R$ 1.800. No Sonic RS, a cor que vem sem custo é a preta. Por R$ 950 dá para levar a carroceria em branco. Pelas cores vermelho e cinza, a GM pede R$ 1.800. Promoção na conectividade O Sonic tem uma nova configuração dos serviços conectados da Chevrolet. Os modelos equipados com o sistema OnStar passam a sair de fábrica com o plano Basics incluído por oito anos. Entre as funções disponíveis estão o acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veículo e comandos à distância, como travar e destravar as portas ou ligar o motor antes da viagem para climatizar a cabine. Quem quiser ampliar os recursos pode contratar o plano OnStar Protect, que acrescenta atendimento de segurança e emergência 24 horas. A promoção de gratuidade vale por 1 mês e tem mais dois meses após registro de cartão de crédito. O sistema OnStar Protect reúne outras funcionalidades. Em caso de acidente, por exemplo, os sensores do carro podem acionar automaticamente a central OnStar. A equipe tenta contato com os ocupantes e, quando necessário, encaminha o chamado aos serviços públicos de emergência. Outro recurso disponível é o assistente de recuperação veicular, que auxilia na localização do automóvel em casos de roubo ou furto. Todas essas funções atuam em conjunto com os demais sistemas eletrônicos do veículo. Em julho de 2026, os preços mensais do OnStar são R$ 104,90 pelo pacote Connect e R$ 124,90 pelo pacote Protect. O combo com os dois planos, chamado de Protect&Connect sai por R$ 149,90.

Inteligência Artificial no trabalho: até onde ela ajuda ou atrapalha? Reprodução/Freepik A inteligência artificial não está provocando uma "queda generalizada" do emprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde a taxa de desemprego se mantém próxima de seu mínimo histórico. As informações são do relatório sobre as perspectivas do emprego para 2026 publicado pela organização. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A taxa de desemprego na área do OCDE está em 4,9%, um nível próximo de seu mínimo histórico de 4,8% registrado em junho de 2023. Além disso, prevemos que o emprego nos países da OCDE continuará crescendo 0,3% neste ano e 0,6% no próximo", declarou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, durante a apresentação do relatório à imprensa. "Até o momento, não há indícios de que o maior uso da inteligência artificial por parte das empresas esteja provocando uma queda generalizada da demanda por mão de obra", destacou Cormann. "Embora a IA esteja modificando as competências que as empresas procuram e, claramente, tenha impacto sobre a demanda, por enquanto não está enfraquecendo as perspectivas de emprego nem para os jovens nem para os trabalhadores em geral. A IA está transformando o trabalho, mais do que reduzindo-o", afirmou. Agora no g1 No entanto, o relatório destaca que "a incorporação dos jovens no mercado de trabalho é especialmente difícil" e que "os recentes avanços da inteligência artificial generativa" provavelmente não são alheios a esta situação. Segundo o relatório da organização econômica, que reúne 38 países da América, Europa, Ásia e Oceania, o mercado de trabalho também demonstrou resiliência diante da guerra no Oriente Médio, que provocou um forte aumento dos preços da energia. "A criação de emprego se manteve sólida, apesar dos efeitos do conflito em curso no Oriente Médio. O número de vagas, que constitui um indicador antecipado da demanda por mão de obra, diminuiu desde 2022 em relação ao máximo alcançado após a pandemia", explicou Cormann. No entanto, acrescentou: "desde a escalada do conflito, as vagas se estabilizaram em termos gerais". "No conjunto, as perspectivas de emprego são positivas, mas muitos trabalhadores ainda não percebem plenamente os benefícios de um mercado trabalhista dinâmico, especialmente no que diz respeito à sua remuneração", acrescentou o secretário-geral da OCDE. Em quase um terço dos países da OCDE, os salários reais "continuam sendo inferiores aos registrados há cinco anos", afirmou.

Jovens empreendedores: eles criam soluções, movimentam a economia e constroem o futuro O mercado de trabalho brasileiro está passando por uma transformação profunda. Cada vez mais jovens decidem pular a busca pelo primeiro emprego formal para abrir o próprio negócio. Dados recentes mostram que o número de empreendedores com até 29 anos subiu de 3,9 milhões em 2012 para 4,9 milhões em 2024. Esse movimento sugere um desejo por autonomia, mas será que apenas o entusiasmo juvenil garante o sucesso? Nosso estudo, publicado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), traz evidências que ajudam a entender melhor esse fenômeno e permite entender o que é sustentável de fato nesta tendência. O mito do jovem prodígio versus a realidade dos dados Reportagem publicada pelo jornal O Globo destaca histórias de sucesso de jovens com pouco mais de 20 anos. No entanto, a pesquisa acadêmica faz um alerta importante sobre o perfil de quem realmente prospera. O estudo identifica que o perfil de fundadores com maiores chances de êxito é o de profissionais maduros, acima de 40 anos. Essa evidência refuta a ideia comum de que o empreendedorismo é um “jogo apenas para jovens”. A maturidade traz uma menor aversão ao risco calculado e maior capacidade de realização. Além disso, o sucesso está muito ligado à experiência prévia em outras empresas e a uma formação acadêmica sólida. Educação: o diferencial entre sobreviver e crescer O levantamento do Sebrae mostra que o nível de escolaridade desses novos empresários aumentou. O grupo com ensino médio completo passou de 33% para 47% em pouco mais de uma década. Além disso, 17% dos jovens empreendedores já concluíram o ensino superior. Nosso estudo ratifica a formação acadêmica como um fator essencial para o sucesso. De forma mais específica, o estudo revela que 70% dos fundadores de startups de sucesso possuem pós-graduação. Pessoas com mais tempo de estudo sentem-se mais confiantes para detectar oportunidades de negócio. A educação formal ajuda a transformar a “vontade de fazer” em processos de gestão estruturados. Sem isso, o empreendimento corre o risco de ser apenas uma ocupação temporária por falta de opção. Design: muito além de uma “logomarca bonita” Um ponto comum entre a reportagem indicada e a pesquisa é a importância da tecnologia e da diferenciação. Muitos jovens usam ferramentas digitais para baratear a entrada no mercado. Mas o estudo da UERJ mostra que um dos segredos para inovação sustentável está numa boa gestão do Design. Para muitos, o design é apenas a estética do produto. Do ponto de vista acadêmico, ele é um processo de tomada de decisão para resolver problemas de forma criativa. O uso estratégico do design permite que a empresa entenda melhor as necessidades do cliente. Isso acontece por meio do que os pesquisadores chamam de abordagem Design Thinking. O Design Thinking organiza o pensamento crítico de forma criativa e colaborativa para criar soluções que as pessoas realmente queiram usar. O desafio do aprendizado constante Durante uma palestra em 2024 a professora da UERJ e assessora da diretoria de Tecnologia da Faperj, Renata Angeli, explicou que a troca de informações e experiências é vital para esses jovens. Esta afirmação é consistente com os achados acadêmicos e está associado ao conceito de meta-aprendizado. O meta-aprendizado é, basicamente, a capacidade de “aprender a aprender” de forma contínua. Os programas de aceleração apoiam diretamente no desenvolvimento dessa competência ao permitir que o empreendedor se dedique à sua ideia. Em um mundo onde as tecnologias mudam rápido, o empreendedor não pode parar de estudar. O estudo sugere que as universidades precisam ensinar liderança e autonomia de forma transversal. Isso prepararia o jovem para lidar com o fracasso, que ainda é um grande tabu no Brasil. Aprender com o erro é um pré-requisito para inovar em ambientes de incerteza. O crescimento do empreendedorismo jovem é uma notícia positiva para a economia. No entanto, para que esses 4,9 milhões de brasileiros gerem riqueza real, é preciso ir além do CNPJ. A ciência mostra que a combinação de educação superior, experiência de mercado e gestão do design é um dos caminhos que separam uma ideia passageira de um negócio escalável. O jovem empreendedor de 2026 tem a tecnologia a seu favor. Mas ele precisará da disciplina da gestão e da sensibilidade do design para transformar sua energia em inovação duradoura. Rodrigo Schoenacher foi bolsista da Capes entre 2019 e 2020 e atualmente exerce o cargo de Diretor de Operações na Conservação Internacional Brasil.

Alunas produzem absorventes para distribuir kits contra a pobreza menstrual Na biblioteca de uma escola municipal na periferia de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um grupo de adolescentes decidiu transformar uma conversa antes cercada de vergonha em acolhimento, informação e impacto social. Foi ali que nasceu o coletivo “Garotas de Vermelho”, criado por estudantes da Escola Municipal Saint Hilaire para combater a pobreza menstrual e abrir espaço para debates sobre saúde, violência e dignidade feminina. A iniciativa surgiu depois que as próprias meninas perceberam que muitas colegas não tinham acesso a absorventes ou sequer conseguiam falar sobre menstruação dentro de casa e na escola. “A menstruação era um assunto escondido”, conta a estudante Joana Souza, uma das criadoras do projeto. Como alunas de escola pública usam empreendedorismo contra pobreza menstrual no RS Reprodução/PEGN Além de rodas de conversa, o coletivo distribui itens de saúde menstrual para meninas em situação de vulnerabilidade. O grupo também criou kits com absorventes reutilizáveis e bolsas térmicas. A lógica é simples: cada kit vendido ajuda a financiar outro que será doado gratuitamente. Com ações educativas voltadas para crianças e adolescentes, o projeto já passou por mais de 30 escolas da capital gaúcha e se tornou referência em debates sobre dignidade menstrual e prevenção à violência sexual. As conversas acontecem de “menina para menina”, o que, segundo as estudantes, faz com que as participantes se sintam mais seguras para compartilhar experiências e dúvidas. O impacto da iniciativa levou o grupo a conquistar destaque nacional no Desafio Liga Jovem, competição de empreendedorismo voltada para estudantes. Como alunas de escola pública usam empreendedorismo contra pobreza menstrual no RS Reprodução/PEGN A experiência abriu portas para mentorias, eventos e até uma viagem para Madri, onde as adolescentes apresentaram o projeto em espaços de inovação. Hoje, o sonho das jovens é ampliar o alcance da iniciativa para que mais meninas tenham acesso a itens básicos de saúde menstrual e informação sobre o próprio corpo. “A educação empreendedora contribui para a transformação social”, afirma a professora Maria Gabriela de Souza, orientadora do projeto. Coletivo Luisa Marques 📸 Instagram: https://www.instagram.com/coletivoluisamarques/ 📸 Instagram: https://www.instagram.com/garotasde_vermelho/

Em uma carta pública endereçada a autoridades dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Donald Trump, associações que representam empresários brasileiros e americanos defenderam a ampliação do comércio entre os dois países em diversas áreas, entre as quais data centers, automóveis e minerais críticos. A carta foi enviada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e pela US Chamber of Commerce no contexto em que autoridades do Brasil e dos Estados negociam um eventual acordo em torno do tarifaço sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano. O prazo para o acordo é 15 de julho. Estimativas da CNI dão conta de que, se implementado, o tarifaço vai atingir cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para o mercado americano, o que representa US$ 15 bilhões. Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço Nesse cenário, os empresários defendem, por exemplo: ➡️ampliar o acesso em alguns mercados (entre os quais segurança energética e data centers); ➡️aprofundar a cooperação regulatória em setores como o automotivo e o farmacêutico); ➡️apoiar uma moratória da OMC (transmissões eletrônicas); ➡️acelerar o exame de patentes; ➡️cooperação em minerais críticos. “Encorajamos ambos os governos a alcançar entendimentos concretos no curto prazo, que contribuam para uma solução negociada no âmbito das investigações da Seção 301 envolvendo o Brasil e evitem a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros”, afirma um trecho da carta. “O avanço […] por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, concluíram as entidades. O documento é endereçado aos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além de Marco Rubio (secretário de Estado americano) e Jamieson Greer (representante comercial da Casa Branca). Em resposta à carta, o Ministério das Relações Exteriores afirmou: “Agradecemos as sugestões do setor privado e continuamos empenhados na negociação e no diálogo com as autoridades norte-americanas, diálogo que já dura um ano, em defesa do interesse nacional.” Tarifas dos EUA podem ter efeito imediato apesar de prazo de negociação Anadolu via Getty Images À espera da decisão O Brasil tenta convencer o UTSR a rever a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. Há expectativa de reuniões entre equipes brasileiras e americanas antes do dia 15 de julho, data limite para o órgão decidir sobre as tarifas. Nesta semana, o órgão abriu a fase de audiências públicas da investigação, reunindo representantes de associações empresariais brasileiras e americanas dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. O sentimento geral é que a reversão das tarifas é impossível, mas que o alcance da medida possa ser reavaliado diante dos prejuízos à economia americana. Governo mapeou empresas americanas contra o tarifaço Como mostrou o g1, o Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos. As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos. A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Entenda a investigação contra o Brasil Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA. Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano. 🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção. Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos.

Ana Flor: Ainda serão feitas ao menos duas rodadas de conversas sobre tarifas dos EUA O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% nas exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao governo de Donald Trump. Termina na quarta-feira (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil. 🔎Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. 🔎No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano. Lula na Cúpula do G7 Jornal Nacional/ Reprodução A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas. A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo. No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo. O governo brasileiro também aguarda ser chamado para uma última reunião virtual até quarta-feira (15) com Jamieson Greer. A expectativa é que haja uma prévia da decisão nessa reunião. Os cenários foram discutidos com o presidente Lula em reunião na última sexta-feira (10) com os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, no Palácio do Planalto. Segundo relatos, Lula reafirmou aos seus auxiliares que o Brasil tem obrigação de manter a negociação até o último momento, mas seguirá na posição de entender que as tarifas não têm justificativa. Reação do governo Até mesmo empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar alguns produtos do Brasil da lista de sobretaxas. O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos. Caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente Lula afirmam que a reação imediata do governo brasileiro deverá ser manifestar oficialmente "indignação" sobre a decisão da Casa Branca. A declaração deve seguir a mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos — que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque "a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas". O governo brasileiro deve reforçar também o entendimento de classificar uma nova taxação ao país como "inaceitável". As equipes técnicas e de alto nível do Brasil também devem se debruçar por alguns dias sobre a decisão para examinar a lista e avaliar os próximos passos — desde avaliar se há margem para tentar seguir nas negociações ou até a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade. 🔎A Lei de Reciprocidade foi aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula três meses depois, uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A lei permite que o Estado possa retaliar países ou blocos que imponham barreiras contra o Brasil. A diplomacia brasileira acredita que o presidente Lula não deve fazer nenhum movimento neste momento para tentar negociar diretamente com Donald Trump alguma outra saída. Pedido de adiamento O governo de Lula acredita ser pouco provável o adiamento do tarifaço ao Brasil. O entendimento entre interlocutores é que a política industrial americana é feita com base em tarifas e até agora os EUA não fizeram concessões a nenhum país. Nas reuniões com os EUA, os norte-americanos sinalizaram também que o prazo para a conclusão da investigação em 15 de julho era “imexível”. Caso os EUA mudem de ideia e decidam adiar, a avaliação é que a decisão deverá vir com uma justificativa — o que evitaria, inclusive, uma guerra de narrativas sobre o que levou à decisão. O Brasil não chegou a pedir o adiamento da medida por entender que as tarifas não são justas, mas acredita que a prorrogação do prazo seria bem-vinda, ainda mais se motivada por questões econômicas ou pelo entendimento de que é necessário seguir com as negociações. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução Flávio pediu pelo adiamento das tarifas O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, tem defendido o adiamento da medida. No início do mês, ele enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugerindo que a decisão sobre as taxas ficasse para depois das eleições. Em audiência pública nos Estados Unidos na semana passada, Flávio Bolsonaro reforçou o pedido e disse que este momento é o "pior possível" para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula. 🔎 A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento. A atuação dele é independente e não tem relação com o Itamaraty. Em caráter reservado, um auxiliar da diplomacia brasileira cita que a ala ideológica do governo norte-americano, formada por nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil, pode tentar interferir nas eleições do Brasil mesmo que custe a credibilidade do Departamento de Estado. Um adiamento também pode vir como sinalização política para Flávio Bolsonaro, na busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha. Seria um gesto político do presidente Donald Trump a favor do senador do PL. Trump, que havia se aproximado de Lula, acabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro ao recebê-lo na Casa Branca em maio, dias depois de também receber Lula. Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas Divulgação Um ano de tarifaço Há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual anunciou que o governo americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país. Na carta, Trump saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usou a expressão "caça às bruxas". Na mesma carta, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países. Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano. Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros Reprodução

Katie e Alan Donegan conseguiram se aposentar quando ele tinha 40 anos, e ela, 35 Acervo pessoal/BBC Brasil Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. "Em vez disso, colocávamos mais camadas de roupa e usávamos bolsas de água quente; transformamos isso em um jogo", conta Alan. "Não era sofrimento, era estratégia." O casal reconhece que as outras pessoas os consideravam "extremistas" ou "loucos", por ficarem tão obcecados por não gastar dinheiro. Mas Alan explica que eles estavam "totalmente concentrados em comprar a liberdade". "Liberdade" significa a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha 40 anos, e Katie, apenas 35. Raramente eles pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. "Economizamos 40 mil libras [R$ 274 mil] em 10 anos, graças a este hábito simples de levar as refeições para o trabalho", explica Alan. "Chegávamos a carregar os telefones celulares fora de casa e procurávamos cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Você pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou." Alan havia trabalhado como paisagista, antes de abrir seu negócio de treinamento e coaching pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, ele ganhava o equivalente a cerca de 63 mil libras (R$ 432 mil) por ano, e ela, 58 mil libras (R$ 397 mil). Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que eles se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. "Cada libra que investíamos nos aproximava um pouco mais da vida que desejávamos", explica Katie. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram 1 milhão de libras (R$ 6,9 milhões). Leia mais Por que a gente gasta dinheiro mesmo quando queremos economizar? Entenda Katie e Alan Donegan procuravam todo tipo de cupons de descontos para economizar Getty Images/BBC Brasil 'Independência financeira, aposentadoria antecipada' Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para "Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada". Este era um conceito pouco conhecido 15 anos atrás. Mas, hoje, são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional, para poder se aposentar o mais cedo possível. Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalharemos por mais tempo, não menos. Isso é confirmado pelas estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: 65,8 anos para os homens e 64,7 para as mulheres, segundo os dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres vem aumentando de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, ela atingiu 64,8 e 63,3 anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, a idade média de concessão de aposentadorias foi de 57 anos para homens e de 56 para mulheres em 2024, segundo dados levantados pelo especialista Rogério Nagamine, citados em reportagem do jornal O Globo. Em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu 65 anos como idade mínima de aposentadoria para homens e 62 para mulheres. Amy Minkley trabalhou como professora no exterior, até se aposentar aos 44 anos Acervo pessoal/BBC Brasil Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de 49 anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha 44 anos. Para isso, ela trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia. Ali, ela conta que conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado americano natal do Texas. Seu salário mensal chegava a US$ 6,3 mil (cerca de R$ 32,2 mil). Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo. "Eu não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados", afirma ela. "Eu raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que eles deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das minhas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante." "Compartilhar moradia quando vivi em Singapura e na Índia me permitiu economizar ainda mais", ela conta. "Além disso, em vários desses países, eu não precisava de carro, o que manteve meus gastos sob controle." Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia. Ali, sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se ela tivesse voltado para os Estados Unidos. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a idade média de aposentadoria é de mais de 60 anos Getty Images/BBC Brasil Será que vale a pena? Carol Schleif é estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá. Ela destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, elas se concentram em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. "Se você se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas", explica ela. "É preciso perguntar se realmente vale a pena." "Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível. Elas tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria, sem deixar de aproveitar a vida." De toda forma, Sarah Coles, responsável por finanças pessoais da plataforma de investimentos britânica AJ Bell, alerta que seguir a filosofia Fire é cada vez mais difícil, já que a maioria das pessoas simplesmente não consegue colocá-la em prática. Mas ela destaca que diversos princípios do movimento Fire são valiosos e podem ajudar as pessoas a se aposentar um pouco mais cedo. Elas podem, por exemplo, começar a economizar desde jovens e aumentar os aportes para a aposentadoria após cada aumento de salário. "Um caminho equilibrado pode permitir que você atinja a aposentadoria que desejar, no momento que quiser, sem prejudicar seu estado de espírito. É simplesmente necessário um enfoque mais flexível e realista", explica Coles. Algumas das ideias do movimento Fire podem ser aplicadas à vida da maioria das pessoas Getty Images/BBC Brasil Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que eles consideram valer a pena a longo prazo. "Os princípios do Fire são simples e não mudaram", diz Minkley. "Você gasta menos do que ganha, investe a diferença e dá ao seu dinheiro o tempo necessário para crescer."

IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem 'superdose' de vitamina A TV TEM/Reprodução Uma nova variedade de batata-doce desenvolvida no interior de São Paulo promete revolucionar o campo e a alimentação escolar devido ao seu superdesempenho e valor nutricional. Batizada de "IAC Dom Pedro II", a cultivar registrou uma produtividade 48% superior à da batata-doce canadense, que é a líder de cultivo no território paulista. Os testes ocupam uma área de meio hectare no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPTTA), em São José do Rio Preto (SP). O alimento foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e recebeu o nome em homenagem ao fundador do instituto. A tabela nutricional da nova variedade superou amplamente os índices de mercado, tornando-se uma aliada estratégica para a saúde humana. A batata "IAC Dom Pedro II" apresenta 77 microgramas de betacaroteno por grama de polpa fresca. A maioria das variedades comerciais cultivadas atualmente registra menos de 1 micrograma por grama. O composto é um poderoso antioxidante que o organismo humano transforma diretamente em vitamina A, nutriente essencial para o desenvolvimento e para a imunidade. De acordo com Carla Zoccal, coordenadora do CPTTA da Secretaria de Agricultura de Rio Preto, a variedade possui uma casca consideravelmente mais fina, o que reduz o desperdício. O rendimento por área surpreendeu as equipes técnicas durante os testes de colheita. Valdemir Antonio Peressin, pesquisador científico do Centro de Horticultura do IAC, relatou que o potencial produtivo da nova batata-doce gira em torno de 80 toneladas por hectare. O volume equivale a quatro vezes mais do que a média de produtividade atual do estado de São Paulo e chega a ser cinco vezes maior do que a média de produção nacional para a cultura da batata-doce. Embora os experimentos no CPTTA ainda estejam em fase inicial, o plano é dobrar a área de plantio nos próximos meses para gerar interesse nos agricultores locais. O objetivo principal do município é introduzir a "superbatata" na alimentação de escolas e creches municipais. Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026: IAC desenvolve batata-doce que produz 4 vezes mais e tem 'superdose' de vitamina A VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP TV TEM/Reprodução O amanhecer frio, com termômetros na casa dos 10°C, virou motivo de alegria para os produtores do interior de São Paulo. Embora a colheita tradicional da uva ocorra durante o verão, a chamada "safrinha" de inverno ganhou força e se consolidou como um negócio altamente lucrativo na região, chegando a registrar uma produtividade superior à da safra principal em algumas áreas. Na propriedade do produtor Anderson Tomazeto, são dois hectares e meio cultivados com diferentes tipos de uva. Nesta época do ano, as variedades Niágara, Núbia, Vitória e Melodia, as chamadas uvas de mesa, são as que mais saem. O frio é o grande responsável por impulsionar a qualidade das frutas, garantindo cores mais vivas, perfume marcante e sabor mais doce, embora a produção exija um manejo adaptado às baixas temperaturas. Em Itupeva (SP), o agricultor João Leonardo Foga utiliza a sabedoria de quem está na terceira geração da família no campo para conduzir uma estrutura de 70 mil pés de uva. Em sua propriedade, os trabalhos de colheita começaram na primeira semana de julho. O produtor destaca que a safra de inverno se tornou fundamental para a sustentabilidade financeira do trabalho no campo. Para proteger o investimento e garantir o padrão do fruto, toda a plantação do João é coberta por redes de proteção. Com mercado garantido, a produção local é vendida para grandes centros como Campinas, São Paulo e Belo Horizonte. O cenário confirma um período para celebrar o trabalho rural, prometendo excelentes retornos econômicos para os produtores. Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026: 'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Lavoura de girassol ocupa área cultivada entre as safras de milho e soja em propriedade no interior de São Paulo TV TEM/Reprodução Além de colorir a paisagem com o amarelo das flores, o girassol tem se consolidado como uma alternativa para produtores rurais do interior de São Paulo. Utilizada no período entre as safras de milho e soja ou na rotação com o amendoim, a cultura ajuda a diversificar a produção e ainda traz benefícios para o solo. Em Pederneiras (SP), o produtor rural Danilo Dornelas voltou a plantar girassol após alguns anos para aproveitar a área entre o cultivo de milho e soja. Apesar de a chuva e a ventania terem prejudicado o início da lavoura, a expectativa é positiva. Em quase 90 hectares plantados com a variedade Aguará, a previsão é colher cerca de 90 toneladas. A variedade é destinada à alimentação de pássaros e a colheita será mecanizada. Segundo o produtor, a negociação do girassol está entre R$ 1,50 e R$ 2 por quilo. No ano passado, ele não cultivou a cultura, mas afirma que, de acordo com outros produtores, o valor pago foi de R$ 1,50 por quilo. Em Itaju (SP), o produtor rural e engenheiro agrônomo Frauzo Ruiz Sanches utiliza o girassol na rotação de culturas com o amendoim. A planta se adapta bem aos períodos de seca, é resistente a pragas e contribui para melhorar as condições do solo por causa do sistema radicular profundo. Com ciclo de aproximadamente 60 dias, o girassol entra na fase de floração, quando as abelhas iniciam o processo de polinização. A produção de Frauzo é vendida para empresas da região que utilizam as sementes na fabricação de óleo. A colheita ainda não começou, mas a expectativa é comercializar o produto por R$ 2,85 o quilo, mesmo valor registrado no ano passado. Além do retorno financeiro, o produtor destaca que o cultivo também chama atenção pela beleza das lavouras. Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026: Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose TV TEM/Reprodução O Nosso Campo deste domingo (12) ensina a preparar um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Saiba como fazer: Ingredientes: 100g de farinha de arroz; 120g de farinha de jatobá; 80 ml de óleo de girassol; 250 ml de leite de coco; 150g de açúcar mascavo; 10g de fermento químico; 35g de granola. Modo de preparo Em um recipiente misture o óleo e o açúcar; Acrescente a farinha de arroz, a farinha de jatobá e o leite, mexa até se tornar uma mistura homogênea; Quando a massa estiver no ponto, adicione o fermento químico; Despeje a massa em uma forma untada; Adicione a granola por cima; Leve o bolo para o forno pré aquecido a 200 °C por 45 minutos; Espere esfriar um pouco antes de servir; Sirva. Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Brasil se aproxima do limite da cota chinesa, e frigoríficos diminuem compra de bois O Brasil esgotou a cota de exportação de carne bovina para a China e deve reduzir as vendas ao país até o fim do ano. Isso, porém, não significa que haverá excesso de carne no mercado brasileiro. Pelo contrário: a previsão é de que o produto fique ainda mais caro no último trimestre do ano, segundo economistas ouvidos pelo g1. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A China, principal compradora da carne bovina brasileira, adotou uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas com tarifa reduzida de 12%. Depois que esse volume é atingido, a tarifa sobe para 55%, reduzindo significativamente a competitividade da carne brasileira. 🥩Por que a carne não deve baratear? Neste momento, os frigoríficos estão reduzindo o abate de bois, ou seja, há menos carne sendo produzida. Sem aumento da oferta, os preços nos supermercados tendem a permanecer elevados. 🥩O que vai fazer o preço crescer? A carne é enviada à China em navios, em viagens que duram cerca de 40 dias. Em janeiro, a cota será renovada, reabrindo o mercado chinês ao produto brasileiro. Por isso, no fim do ano, os frigoríficos tendem a direcionar a produção para atender à demanda chinesa de 2027. Ao mesmo tempo, o consumo no mercado interno aumenta com as festas de fim de ano, o que cria uma nova pressão sobre os preços. Entenda mais detalhes desse cenário abaixo. Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre Mais boi no pasto Segundo Larissa Alvarez, analista de inteligência de mercado da StoneX, as cotas estabelecidas pela China mudaram a dinâmica do mercado do boi no Brasil. Tradicionalmente, a maior demanda da China ocorria no segundo semestre, para atender às comemorações do Ano Novo Chinês. Com a criação da cota, os frigoríficos passaram a disputar quem conseguiria exportar antes de o limite ser atingido, explica a especialista. Como consequência, o preço do boi gordo atingiu o recorde de R$ 365 em abril. Com a redução das compras chinesas, o setor passou a diminuir o abate de bois. Na comparação entre maio de 2025 e maio de 2026, a queda foi de quase 3%. A tendência é de retração ainda maior nos próximos meses. Apesar da redução dos abates, os animais continuam disponíveis para venda. Por isso, o preço do boi gordo está em queda e gira em torno de R$ 330, segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. "Como nós estamos falando de uma atividade de ciclo longo, fica mais complicado para o pecuarista brasileiro cortar a produção de uma maneira rápida. As decisões em torno disso são mais lentas", explica. Mas esse período de preços mais baixos deve durar pouco. No último bimestre do ano, o setor tende a preparar a carne que chegará à China em janeiro. "O grande problema nessa história toda é que vai ter uma menor disponibilidade de gado para o abate nesse período. Tem o clima muito seco por conta do super El Niño que vem pela frente. Isso vai impactar na condição do pasto e vai reduzir ainda mais a disponibilidade para o abate", afirma. Segundo Iglesias, esse conjunto de fatores deve encarecer a carne no Brasil justamente em um período em que a demanda interna cresce por causa das festas de fim de ano. Veja os países para onde o Brasil mais exportou carne bovina em 2025; exportações de carne bovina Kayan Albertin/g1 Como fica o preço agora? Segundo Iglesias, da Safras & Mercado, a procura por carne no Brasil está baixa e não sustenta os preços pagos ao produtor neste momento. "Até tínhamos um certo otimismo em relação à Copa do Mundo, mas a eliminação da nossa seleção brasileira prejudicou até isso", explica. Segundo o professor Bruno Capuzzi, do Insper Agro Global, isso deve ajudar a manter o preço do boi mais baixo, o que pode trazer um alívio temporário para o consumidor. Além disso, segundo ele, as férias coletivas nos frigoríficos não significam redução da oferta no mercado interno, mas apenas uma manutenção do volume exportado. Já para Alvarez, da StoneX, a tendência é de estabilidade nos preços ao consumidor. Leia também: Veto à carne brasileira: governo responsabiliza setor produtivo por adequação às exigências da UE China pode ser substituída? Na previsão de Iglesias, perder o mercado chinês no segundo semestre representaria um prejuízo de até US$ 2 bilhões. Na prática, porém, o impacto deve ser menor, já que as exportações não serão totalmente interrompidas, embora devam cair de forma relevante. A tendência também é que os exportadores busquem novos mercados. Segundo o analista da Safras & Mercado, o Brasil já ampliou as vendas para países como Argentina e Uruguai. Outros países que ainda exportam para a China com tarifa reduzida também podem ampliar as compras de carne brasileira, seja para consumo interno ou para revenda ao mercado chinês. Isso ocorre porque, diferentemente do Brasil, muitos deles não conseguem atender simultaneamente à demanda doméstica e à chinesa. As cotas foram criadas pela China para estimular a produção local de carne bovina. Atualmente, os pecuaristas chineses não conseguem atender à demanda interna, e os preços permanecem elevados no país. "A China entende que, nesse momento, para ter essa recuperação do setor, vai precisar oferecer preços mais altos para a sua população. Sem alta do preço, não vai acontecer a alta do boi", explica Iglesias. Por outro lado, Capuzzi, do Insper, avalia que, se os preços continuarem subindo na China, o país poderá rever a restrição para ampliar as importações do Brasil. Outra possibilidade, segundo ele, é utilizar cotas de outras nações para atender ao consumo interno. Quando a medida foi anunciada, o Brasil tentou negociar pegar fatias de países concorrentes. No entanto, o pedido foi negado. LEIA TAMBÉM Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos 'Não existe mais ano normal': agricultores dos EUA mudam horários de colheita e protegem mudas para enfrentar calor extremo Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre

Apenas a parte superior da casa no meio desta foto — um apartamento de três dormitórios — estava à venda por quase US$ 3 milhões Open Homes via BBC Em uma rua arborizada no bairro residencial abastado de Duboce Triangle, em São Francisco, a parte superior de uma casa isolada branca, da era eduardiana, atraía visitantes, entre potenciais compradores. O apartamento de três dormitórios, luxuosamente reformado, estava à venda por quase US$ 3 milhões (mais de R$ 15 milhões). E vinha atraindo cada vez mais atenção devido a uma forma de pagamento incomum: o vendedor aceitaria receber ações das empresas de inteligência artificial OpenAI ou Anthropic em vez de dinheiro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "O valor [do imóvel] é questionável, mas eu gostaria de comprá-lo", diz um jovem funcionário da OpenAI que acaba de visitar o apartamento com sua parceira. O funcionário, que se mudou para a cidade californiana há dois anos para um cargo técnico na empresa sediada em São Francisco, está atualmente morando de aluguel. Ele planeja perguntar aos seus chefes sobre a possibilidade de transferência de ações. Agora no g1 Bem-vindo a São Francisco em 2026, cidade que também abriga a gigante da IA, Anthropic. São Francisco é o epicentro da revolução da inteligência artificial e os preços imobiliários na cidade subiram drasticamente este ano. "Os preços estão simplesmente astronômicos", diz Daryl Fairweather, economista-chefe da Redfin, uma empresa imobiliária que acompanha os preços de imóveis nos EUA. "As pessoas estão com dinheiro sobrando e prontas para comprar." Em março, São Francisco recuperou o título de cidade mais cara para compradores de imóveis nos EUA, ultrapassando a rival São Jose, localizada a 80 quilômetros ao sul, no coração do tradicional Vale do Silício. Naquele mês, o preço médio das casas em São Francisco subiu 19% em relação ao ano anterior, e essa tendência continuou, com altas de 14,5% e 14,1% em abril e maio, respectivamente, de acordo com dados fornecidos pela Redfin. O preço médio de venda na cidade, em maio de 2026, atingiu o recorde de US$ 1,76 milhão, em comparação com quase US$ 400 mil nos EUA como um todo, onde os preços subiram apenas 1,4% em março e 2% em abril e maio. A opinião de praticamente todos na cidade é que o dinheiro proveniente da inteligência artificial é o principal motor do aquecido mercado imobiliário de São Francisco. "Chegamos a essa conclusão com base no que estamos vendo nos dados e no que ouvimos de nossos agentes", afirma Fairweather. Ela destaca o aumento acentuado nos preços nos endereços de luxo da região da Baía de São Francisco – que inclui o Triângulo de Duboce – desde que a OpenAI lançou o ChatGPT no final de 2022. Isso interrompeu a recessão que São Francisco sofreu durante a pandemia de covid, quando a população diminuiu e os preços dos imóveis caíram. Hoje, os altos salários e bônus de contratação pagos aos principais profissionais de IA na cidade podem ser extraordinários, mesmo para os padrões do Vale do Silício. Ainda mais generosas são as opções de ações que os funcionários puderam resgatar parcialmente por meio de vendas limitadas de ações. Em outubro passado, mais de 600 funcionários atuais e antigos da OpenAI venderam ações no valor total de US$ 6,6 bilhões, uma média de US$ 11 milhões por participante, conforme relatado recentemente. Na Anthropic, cujo principal produto é o Claude, foi divulgado recentemente que os funcionários também foram autorizados a vender ações no valor total de cerca de US$ 6 bilhões. E com ambas as empresas prestes a realizar aberturas de capital em bolsa ainda este ano ou no próximo, criando mais funcionários multimilionários, muitos acreditam que o setor imobiliário de São Francisco vai se valorizar ainda mais. Apartamento de três dormitórios no Duboce Triangle foi luxuosamente mobiliado Open Homes via BBC "A guerra de preços de hoje será vista como pechincha, e já é", diz Rachel Swann, a corretora responsável pelo imóvel no Triângulo de Duboce. Enrico Moretti é professor de economia na Universidade da Califórnia, Berkeley, e mora na cidade. Ele afirma que o boom da IA ainda está no começo e destaca que, embora a população e os níveis de emprego da cidade estejam aumentando, eles permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia. Existem também forças contrárias que podem estar impedindo o progresso. Grandes empresas de tecnologia, como a Meta, têm registado recentemente demissões em massa. E à medida que a indústria de IA passa de sua fase de inovação em rápido crescimento para uma de empresas consolidadas, é provável que necessite de trabalhadores menos especializados, que terão menos capacidade de exigir a mesma remuneração. Moretti também destaca que a maior parte da riqueza proveniente das futuras ofertas públicas iniciais (IPOs) da OpenAI e da Anthropic irá para os investidores, e não para os funcionários, e que essas empresas estão localizadas em diferentes partes do mundo. Mas, enquanto isso, o corretor de imóveis de São Francisco, Matthew Goulden, diz que a situação atual é "uma loucura". Goulden, que trabalha nesse mercado há mais de 20 anos, afirma que começou a notar um aumento no número de potenciais compradores – muitos do mundo da IA – no final do ano passado. Segundo ele, a tendência de alta não se restringe apenas a imóveis de luxo, mas se estende por todo o mercado, desde casas para uma única família até apartamentos de um quarto, e embora seja mais acentuada em bairros desejáveis, está sendo sentida em quase todos os lugares. Ele afirma que as guerras de lances — em que compradores se dispõem a pagar preços cada vez mais altos — são comuns neste momento, por vezes elevando os preços de venda milhões acima do valor pedido. Ao mesmo tempo, ele acrescenta que as casas estão sendo vendidas mais rápido do que nunca, e o número de compras à vista parece estar aumentando consideravelmente, principalmente no segmento de alto padrão do mercado. Danielle Lazier, outra corretora de imóveis experiente de São Francisco, descreve uma situação semelhante, mas acrescenta uma perspectiva diferente. Segundo ela, há muito tempo existe uma tendência em São Francisco de anunciar imóveis abaixo do valor de mercado para criar um efeito de leilão. E a oferta é cronicamente limitada – São Francisco é pequena, tem uma alta proporção de inquilinos e tem tido dificuldades para construir novas moradias (mesmo que o novo prefeito da cidade, focado no crescimento e na recuperação, esteja buscando mudar isso). "De repente, o dinheiro proveniente da IA pode ter um efeito desproporcional", diz ela. Enquanto isso, à medida que o novo boom da IA ganha força, a história de quem consegue ficar em São Francisco e quem não consegue é contada pelos seus moradores. Duas famílias de São Francisco com filhos em idade escolar, que pediram anonimato para proteger sua privacidade, conseguiram recentemente comprar casas prontas para morar, atendendo à sua necessidade urgente de mais espaço – mas apenas uma delas conseguiu fazê-lo dentro da cidade. Essa família conseguiu comprar uma casa no disputado bairro residencial onde moravam de aluguel há muito tempo, depois que um dos pais, que trabalha na OpenAI, vendeu algumas ações da empresa em outubro passado, dando à família o impulso financeiro necessário para comprar o imóvel à vista. O casal diz se sentir "em conflito e constrangido" pelo fato de ter sido o dinheiro da inteligência artificial que tornou tudo isso possível. "Não somos pessoas extravagantes", dizem. "Apenas fizemos o que pudemos com a oportunidade." Em contrapartida, a outra família, que não obtém sua renda da IA ou do mundo da tecnologia, teve que se mudar para uma cidade mais suburbana na região da Baía de São Francisco, ao norte. A nova casa deles, comprada em parte com um financiamento imobiliário, inclui piscina e terreno adicional. É um tipo de vida diferente, observa a mãe de família, e eles já se adaptaram em grande parte – embora isso envolva um longo trajeto diário para o marido, que ocupa um cargo importante no governo em São Francisco. "Não teríamos ido embora se tivéssemos condições de ficar", reflete ela. "É meio frustrante e fico um pouco chateada ao ver todo esse dinheiro extra da IA expulsando todo mundo." O apartamento no Duboce Triangle foi vendido por US$ 3,2 milhões – US$ 200 mil acima do preço pedido, segundo o corretor imobiliário. Ele não disse se o negócio incluiu ações de empresas de IA. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Veja como ocupar o tempo das crianças nas férias Muitos trabalhadores brasileiros não utilizam integralmente o período de descanso garantido por lei. Apenas 33% aproveitam todos os 30 dias de férias a que têm direito — ou seja, somente 1 a cada 3 funcionários. A mediana de dias efetivamente utilizados é de 20 dias, mesmo a legislação assegurando 30. O levantamento da Deel, plataforma global de RH e folha de pagamento, em parceria com a Andreessen Horowitz, foi feito a partir de registros reais de solicitações de férias e licenças envolvendo mais de 1,5 milhão de trabalhadores em 150 países. No Brasil, foram analisadas 993 solicitações de férias em empresas, principalmente dos setores de tecnologia, startups e organizações com modelo de trabalho remoto ou híbrido. Com 30 dias de férias anuais assegurados pela legislação, o Brasil tem a segunda maior concessão entre os países analisados, atrás apenas da França, onde a média é de 34 dias. No entanto, o aproveitamento do benefício é menor: enquanto os brasileiros utilizam 72% dos dias disponíveis, os franceses chegam a 88%. A diferença chama atenção porque os dois países possuem políticas consideradas amplas de descanso. Mesmo com uma quantidade semelhante de dias garantidos, o Brasil registra um índice de utilização 16 pontos percentuais inferior ao francês. Brasileiros estão entre os trabalhadores que tiram férias mais longas Embora parte dos profissionais não utilize todos os dias disponíveis, o Brasil se destaca pelo tamanho dos períodos de descanso. De acordo com a pesquisa, 62% dos trabalhadores brasileiros tiram ao menos um período de 11 dias consecutivos ou mais de férias por ano - um dos maiores índices da amostra global. O percentual supera o registrado em países conhecidos por políticas voltadas ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como Suécia (55%) e Dinamarca (51%). O homem tinha ido de férias com a esposa e os dois filhos para Kos, na Grécia Getty Images via BBC Licenças médicas revelam diferença significativa entre homens e mulheres O levantamento também identificou uma diferença relevante no uso de licenças médicas entre homens e mulheres no Brasil. Durante o período analisado, 41% das trabalhadoras registraram ao menos uma licença médica, contra 21% dos homens, uma diferença de 20 pontos percentuais. O maior índice aparece entre mulheres de 35 a 39 anos: 54% delas tiveram pelo menos uma licença médica registrada no período, tornando esse o grupo com maior frequência de afastamentos em toda a amostra brasileira. Férias de meio período ainda são pouco utilizadas no Brasil Outro comportamento identificado pela pesquisa é o baixo uso de férias em períodos menores, como meio dia de afastamento. No Brasil, apenas 3% das solicitações analisadas corresponderam a esse formato, percentual bem inferior ao observado em países como França (11,5%), Reino Unido (11,3%) e Alemanha (9,4%). Enquanto nesses mercados a flexibilização da jornada já faz parte da cultura de trabalho, no Brasil ainda predomina um modelo mais tradicional, o profissional está trabalhando ou está oficialmente afastado.

Passada a fase de emergência, a Venezuela terá pela frente o desafio da reconstrução Getty Images via BBC A Venezuela enfrenta dias trágicos desde os terremotos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos e feridos no norte do país. Foram dias de muito esforço e desespero na busca por sobreviventes sob os escombros e no atendimento aos feridos em hospitais que já trabalhavam no limite antes da tragédia. Ao mesmo tempo, crescem as críticas à demora na resposta do governo venezuelano. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mas a etapa mais difícil pode estar apenas começando. Passada a fase de emergência, o país terá pela frente o desafio da reconstrução. Será preciso erguer novamente os prédios que desabaram e recuperar estradas e outras infraestruturas danificadas ou destruídas pelo que já é considerado o pior desastre da história recente da Venezuela. Isso exigirá tempo e muito dinheiro. A questão agora é de onde virão esses recursos. Agora no g1 Até o momento, os valores anunciados pelo governo venezuelano, por países e por organismos multilaterais dispostos a ajudar estão muito abaixo do que especialistas estimam ser necessário para que o país se recupere dos danos causados pelos terremotos. A árdua batalha está apenas começando. Quanto custará a reconstrução da Venezuela O nível de destruição provocado pelo duplo terremoto é tão grande que ainda é difícil estimar não apenas a extensão dos danos, mas também quanto custará reconstruir as áreas atingidas: a capital, Caracas, e os estados de La Guaira, Carabobo, Miranda, Yaracuy e Aragua. Além das vidas perdidas e dos ferimentos sofridos por milhares de sobreviventes, há os enormes prejuízos materiais. Ainda não existe um levantamento completo, mas as imagens de dezenas de prédios desabados e de estradas partidas ao meio no Estado de La Guaira dão uma dimensão da catástrofe. As estimativas iniciais de diferentes instituições e especialistas variam, mas todas apontam que o esforço para reconstruir as áreas afetadas será gigantesco. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) estimou os danos físicos diretos em US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 36,2 bilhões). Com base em imagens de satélite, o órgão calculou a quantidade de estruturas nas áreas atingidas pelos terremotos e ressaltou que a estimativa pode cair para US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 25,4 bilhões) ou subir para US$ 8,7 bilhões (aproximadamente R$ 47 bilhões), principalmente em razão das perdas em moradias e outros bens. Ainda assim, o valor não contempla todos os danos à infraestrutura nem o custo da reconstrução de longo prazo. Em comunicado, o Pnud afirmou que, à medida que novas informações forem reunidas, as estimativas do impacto total deverão ser revisadas. Segundo o órgão, esse impacto costuma variar entre 1,5 e três vezes o valor dos danos diretos. Caso a estimativa de US$ 6,7 bilhões se confirme, ela equivaleria a cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) da Venezuela, segundo o Pnud. Mas outras projeções são ainda mais altas. O economista venezuelano Asdrúbal Oliveros estima que o custo da reconstrução deverá ficar entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões (entre cerca de R$ 64,8 bilhões e R$ 81 bilhões), incluindo habitação, infraestrutura, comércio, transporte e logística entre os setores mais afetados. Já Alejandro Grisanti, da consultoria venezuelana Ecoanalítica, disse à BBC News Mundo, serviço espanhol da BBC, que as suas estimativas iniciais apontam que o custo total da reconstrução ficará em torno de US$ 20 bilhões (em torno de R$ 108 bilhões). Quando as operações de resgate terminarem, a Venezuela terá pela frente o desafio da reconstrução Getty Images via BBC Os desafios da Venezuela A primeira fase da emergência exigiu uma intensa operação para resgatar pessoas presas sob os escombros e atender os feridos. Também foi preciso abrigar as milhares de pessoas que perderam suas casas, além de garantir alimentação e transporte para os desabrigados. Outra tarefa, talvez a mais dolorosa, é identificar os mortos e dar assistência às crianças que ficaram órfãs. Nas próximas semanas, o foco deverá se voltar para a avaliação dos danos e o início da reconstrução de estradas, da rede elétrica e das moradias. E, segundo especialistas, a ajuda internacional será indispensável. Os terremotos agravaram a situação de um país cuja economia já enfrentava anos de dificuldades. Esse cenário contribuiu para que a Venezuela registrasse uma das maiores ondas migratórias das últimas décadas. Segundo a Universidade Católica Andrés Bello, na Venezuela, o PIB venezuelano encolheu mais de 70% entre 2014 e 2021 por causa dos efeitos da queda da produção de petróleo, dos desequilíbrios fiscais e da hiperinflação. Antes mesmo dos terremotos, o Programa Mundial de Alimentos da ONU estimava, em seu relatório mais recente, que mais de 5 milhões de pessoas precisavam de assistência alimentar urgente no país. Grisanti, da Ecoanalítica, disse à BBC News Mundo que, "embora seja preciso agradecer a solidariedade internacional demonstrada no primeiro momento, com o envio de equipes de resgate, os valores anunciados para ajudar a Venezuela a se reconstruir estão muito longe do que será necessário". Imagens aéreas mostram a dimensão da destruição em La Guaira. Getty Images via BBC Quais recursos já foram anunciados A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo destinará US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,08 bilhão) de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) já alocados ao país. Ela também informou que o presidente da China, Xi Jinping, determinou o envio de US$ 17 milhões (cerca de R$ 92 milhões) para ajudar a Venezuela. O governo dos Estados Unidos prometeu mais de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,62 bilhão) em ajuda humanitária direta ao país sul-americano. Já o Fundo Central de Resposta a Emergências das Nações Unidas liberou imediatamente US$ 15 milhões (cerca de R$ 81 milhões) para a Venezuela. Outros países e organizações diversas também anunciaram ajuda. Os limites e os obstáculos da ajuda Mesmo somando todos os recursos anunciados até agora, o valor está muito abaixo das dezenas de bilhões de dólares que, segundo especialistas, serão necessários para reconstruir o país. "As primeiras cifras anunciadas pela ajuda internacional foram modestas", disse Grisanti, da Ecoanalítica. Tamara Herrera, da consultoria Síntesis Financiera, afirmou à BBC News Mundo que "o desafio da reconstrução se soma aos problemas econômicos que a Venezuela enfrenta há anos". Os economistas concordam que o governo venezuelano não tem condições de assumir sozinho o custo da reconstrução. "O país não tem capacidade nem acesso ao financiamento internacional e agora se vê obrigado a buscar soluções sem saber como nem quando elas chegarão", afirmou Herrera. Além de insuficientes, os recursos anunciados até agora esbarram em dúvidas sobre a capacidade das autoridades venezuelanas de administrá-los e na imagem negativa do governo chavista em muitos países, o que pode desestimular doadores e investidores internacionais. "Quando há tanta desconfiança e tantas denúncias de corrupção, é natural que a primeira reação da comunidade internacional seja de cautela", disse Grisanti. "A falta de transparência do Estado venezuelano e as dúvidas sobre sua legitimidade dificultam a obtenção da ajuda internacional de que o país vai precisar." Outro obstáculo é a dificuldade da Venezuela para obter crédito. A dívida pública do país está tecnicamente em inadimplência desde 2017, quando o governo deixou de honrar os pagamentos dos títulos que havia emitido. Desde então, a Venezuela perdeu acesso aos mercados internacionais de crédito e acumula uma dívida estimada em cerca de US$ 170 bilhões (aproximadamente R$ 918 bilhões). As sanções impostas pelos EUA também dificultam o acesso a financiamento externo. Nesta semana, Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela negocia com os EUA e com o FMI a recuperação de recursos para reconstruir as áreas afetadas, mas ainda não há datas nem valores definidos. Em maio, o FMI anunciou a retomada das relações com o governo venezuelano e informou que iniciará conversas para restabelecer sua atividade de supervisão no país. O organismo ressaltou, no entanto, que essa reaproximação "não implica financiamento imediato" e que será "um processo". Durante a pandemia, a Venezuela deixou de receber os recursos extraordinários que o FMI disponibilizou a países para enfrentar a crise sanitária. Na época, o organismo afirmou que não podia determinar qual era o governo legítimo do país. Naquele momento, os EUA e seus aliados reconheciam o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Mas desde então muita coisa mudou. Nicolás Maduro foi capturado em Caracas e levado para Nova York em uma operação militar dos EUA, em 3/1 deste ano. A sua vice-presidente e principal aliada, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência e governa agora com o apoio explícito do presidente americano, Donald Trump. O FMI não descarta conceder ajuda ao governo de Rodríguez. Diante do histórico recente, é provável que exija um plano rigoroso de supervisão e o cumprimento de uma série de condições. E, caso os recursos sejam liberados, será necessário administrá-los com transparência e definir prioridades entre as diferentes necessidades das regiões afetadas. "Em outras catástrofes desse tipo, foi criada uma autoridade independente para garantir uma gestão eficiente e organizada dos recursos. Essa é uma fórmula que poderia ser adotada agora", propõe Grisanti, da Ecoanalítica. Mesmo que isso aconteça, outro desafio será contar com profissionais qualificados para conduzir a reconstrução. "O governo enfrenta limitações de capital humano, e o país vem de anos de declínio econômico, deterioração ética e sanções", afirmou Herrera, da Síntesis Financiera. Para Herrera, a situação enfrentada pela Venezuela, que pode marcar os próximos anos, pode ser resumida da seguinte forma: "Estamos diante de um Estado enfraquecido e tutelado, que hoje não tem condições de responder adequadamente. Por isso, a articulação com o restante da sociedade será indispensável."

Com o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), Heilbronn quer competir com outros centros tecnológicos, como Londres. Nicolas Martin/DW Quando o empresário Bernd Wagner caminha pela nova sede da empresa, fica entusiasmado e diz coisas como "sete vezes mais aço do que foi utilizado na construção da Torre Eiffel" ou "cabos suficientes para ir daqui até Nápoles". Wagner é o responsável pela área de computação em nuvem e vendas da Schwarz Digits. Essas enormes quantidades de aço e cabos foram empregadas na construção da nova sede, que será oficialmente inaugurada em 21 de julho de 2026. O complexo, projetado para 3.500 funcionários e equipado com creche, restaurante e área fitness, lembra as sedes da Amazon, da Apple ou da Google: localizado numa elevação, é composto por cinco edifícios de vidro de vários andares, com formas suavemente curvas e estrutura em formato de colmeia. No centro do chamado Campus Schwarz Digits, há um pequeno lago, muito verde e bancos à sombra. "Isso aqui é uma declaração de intenções. Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém", afirma Wagner. Agora no g1 Dos supermercados para a TI Essa sede não fica na Califórnia, mas em Bad Friedrichshall, uma pequena cidade no sul da Alemanha, a poucos quilômetros de Heilbronn, a cidade natal daquele que é apontado por revistas especializadas como o homem mais rico da Alemanha: Dieter Schwarz, de 86 anos. Foi a partir de Heilbronn que ele construiu o império Lidl, uma das redes de supermercados mais conhecidas da Alemanha e presente em vários países da Europa. Mais de 600 mil pessoas trabalham em empresas do Grupo Schwarz em todo o mundo. 'Não precisamos nos esconder da Google nem de ninguém', afirma Wagner. Nicolas Martin/DW O conglomerado cresceu sobretudo graças às redes de supermercados Lidl e Kaufland. Mas, como o Grupo Schwarz prefere fazer tudo por conta própria, expandiu-se para diversas áreas: produção de alimentos, gestão de resíduos, reciclagem e, agora, digitalização. Em 2025, o Grupo Schwarz registrou um faturamento de quase 185 bilhões de euros – mais do que SAP, Mercedes ou Bayer. Só a montadora Volkswagen faturou mais entre as empresas alemãs. Europa sem dependência tecnológica O Grupo Schwarz sempre foi conhecido pela discrição. Quase nunca se fala sobre seu fundador, Dieter Schwarz. Há poucas fotografias públicas dele. Diz-se que ele consegue andar por Heilbronn sem ser reconhecido. Mas agora o Grupo Schwarz está nas manchetes com uma nova narrativa, que começa com a Schwarz Digits e gira em torno da independência digital e da valorização da Alemanha como polo tecnológico. "Se você não está sentado à mesa, acaba fazendo parte do cardápio", diz Wagner em seu escritório climatizado. Se nos últimos anos a Schwarz Digits cuidou sobretudo da infraestrutura de TI dos 14.500 supermercados do grupo ao redor do mundo, agora oferece seus serviços de nuvem e segurança digital também para empresas privadas e órgãos públicos. Segundo Wagner, o objetivo é fazer com que Alemanha e Europa voltem a ter protagonismo e deixem de depender totalmente das tecnologias dos Estados Unidos ou da China. "Queremos devolver à Europa sua capacidade de agir", afirma. Esse posicionamento está dando resultados. Nos últimos tempos, a empresa vem conquistando grandes contratos. Entre seus clientes e parceiros estão o governo da Holanda, ministérios alemães e a Federação Alemã de Futebol (DFB). Na região de Spreewald, ao sul de Berlim, a Schwarz Digits está construindo um centro de dados. Ao custo de 11 bilhões de euros, trata-se do maior investimento individual da história do grupo. O valor investido na nova sede em Bad Friedrichshall não foi divulgado. O que se sabe é que a instalação foi concebida para manter os talentos de TI na Alemanha e até mesmo atrair novos profissionais. A mensagem é clara: por que se mudar para o caro Vale do Silício se é possível trabalhar num setor do futuro no sul da Alemanha? Heilbronn se transforma Quem passeia por Heilbronn vê claramente como a cidade está formando os seus talentos. Um exemplo é o campus educacional da Fundação Dieter Schwarz, onde diversas instituições de ensino e pesquisa alemãs formam cerca de 8 mil estudantes. A expectativa é de que o número ainda vá crescer significativamente. Nas proximidades está o Experimenta, que se apresenta como o maior centro de ciência da Alemanha e virou símbolo da cidade e atração turística. Lá os visitantes podem vivenciar na prática tecnologias e aplicações de inteligência artificial. O prefeito de Heilbronn, Harry Mergel, participou da iniciativa que levou à construção do Experimenta há cerca de 20 anos. Uma das principais financiadoras do projeto foi justamente a Fundação Dieter Schwarz. Mergel é prefeito da cidade, que tem mais de 130 mil habitantes, desde 2014. Assim como muitos outros, ele evita falar muito sobre o mecenas que não deixou sua terra natal. "Toda pessoa tem direito ao anonimato", diz. O megaprojeto de IA A transformação da cidade já é visível. Heilbronn, que os próprios moradores às vezes chamavam de forma autodepreciativa de "Heilbronx", aparece hoje em alguns rankings como a cidade com o maior poder de compra da Alemanha. O crescente número de moradores vindos da Índia e da China também indica que empregos em tecnologia da informação estão atraindo profissionais para a região. Além disso, há um megaprojeto que deverá tornar a cidade ainda mais conhecida internacionalmente nos próximos anos: o Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI). Com esse parque de inovação em inteligência artificial, Heilbronn pretende competir com centros tecnológicos como Londres e Paris. A expectativa é que até 5 mil pessoas trabalhem e pesquisem no complexo localizado nos arredores da cidade. Os primeiros edifícios serão inaugurados em 2027. Mais uma vez, tanto a Fundação Dieter Schwarz quanto o Grupo Schwarz desempenham um papel central no projeto. Os custos não foram divulgados, mas o IPAI já opera como rede de colaboradores desde 2022, e cerca de 140 empresas e parceiros desenvolvem projetos relacionados à inteligência artificial. Mergel, cujo mandato vai até 2030, é taxativo: "O futuro está sendo construído em Heilbronn". Loja da rede Lidl. Jelena Djuvic Pejic/DW Vai dar certo? Wagner vai na mesma linha: "A nossa região em breve se tornará o maior polo de formação em inteligência artificial da Alemanha e da Europa." E a Schwarz Digits pretende, claro, ocupar um papel importante nesse cenário. Mas será que a empresa realmente consegue competir com os gigantes da tecnologia? A Amazon, por exemplo, faturou 135 bilhões de dólares só no seu negócio de computação em nuvem no último ano. A Schwarz Digits, considerando todas as suas atividades, alcança cerca de 2,2 bilhões de euros em receita. Mesmo assim, Wagner demonstra confiança. Segundo ele, as oportunidades surgem naturalmente, já que Alemanha e Europa precisam urgentemente de soluções de TI independentes. O Grupo Schwarz também não é por acaso o maior varejista da Europa e o quarto maior do mundo. Dieter Schwarz já demonstrou diversas vezes paciência estratégica e faro para grandes oportunidades. Por isso, é perfeitamente possível que a nova grande aposta dele acabe se revelando um sucesso.

Efeitos do El Niño preocupam produtores de café no ES Os possíveis impactos do super El Niño sobre o clima já começaram a preocupar os produtores, especialmente de café, no Espírito Santo. O estado é um dos maiores produtores do Brasil e o primeiro em produção de conilon. O receio é de que o fenômeno reduza a safra do próximo ano. A formação do fenômeno climático fez disparar as cotações do café conilon e do arábica nas bolsas internacionais no últimos dias. E esse movimento de alta pode chegar ao bolso dos consumidores nos próximos meses. Com risco de quebra na produção e menos produto no mercado, a tendência é de que os preços subam. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Na Bolsa de Londres, que é referência para o café conilon, a valorização foi de quase 20% em menos de um mês. Já na Bolsa de Nova York, que negocia o café arábica, a alta chegou a 30% no mesmo período. Somente na última segunda (6), as cotações registraram uma das maiores altas da história, com avanço de até 16% em um único dia, o equivalente a cerca de US$ 60 por saca. Segundo o vice-presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, Jorge Nicchio, três fatores explicam a disparada dos preços: o risco de impactos do El Niño na próxima safra; a produção atual menor do que a esperada; e a atuação de fundos financeiros no mercado internacional. "Primeiro, se o El Niño vier vier numa intensidade grande, vai fazer um efeito de que a produção no próximo ano seja bem menor. O segundo motivo para a alta nos preços é a safra atual, que já está finalizando. O conilon teve uma queda expressiva, então vai ser uma safra menor do que o mercado estava precificando", explicou. No Brasil, o fenômeno do super El Niño deve provocar mais chuvas na Região Sul e estiagem nas regiões Norte e Nordeste, além de aumentar a temperatura em praticamente todo o território nacional, principalmente entre novembro e janeiro. LEIA TAMBÉM: DE REMÉDIO À GARANTIA DE ÁGUA: TCE recomenda medidas ao ES para enfrentar o Super El Niño; veja as ações CURIOSIDADE: DNA da água em rio do ES ajuda cientistas a encontrar peixe ameaçado de extinção AGRESSÕES: Mulher mata homem a pauladas e diz que se defendeu de tentativa de estupro no ES Grão de café é impactado pela seca, afetando a qualidade do fruto Reprodução/TV Gazeta No bolso dos consumidores Apesar de um cenário favorável para quem vende café, Nicchio recomenda cautela aos produtores. "Se ele tem 100 sacas, ele vende 10 ou 15. Depois, vende mais 10 ou 15. Ele consegue fazer uma média de preço, o que é um preço bom no café dele", disse o vice-presidente. Quem acompanha os preços nas prateleiras ainda consegue notar um alívio nos supermercados. A professora universitária Claudia Cavalcanti contou que, nas últimas semanas, até notou uma pequena redução no valor do café. "Eu consumo bastante café e o que eu tenho observado é que, uns tempos atrás, o preço do café estava muito elevado, mas nas últimas semanas eu notei uma leve redução. Então, isso está facilitando bastante meu bolso", afirmou. Essa sensação pode ser explicada pela alta expressiva do café ao longo de 2025. O produto chegou a subir 80% em 12 meses. Como estava muito alto, qualquer redução, mesmo que pequena, já causa um alívio no bolso. Assim, os consumidores têm uma ligeira sensação de preço baixo, mas num patamar ainda elevado. Imagem ilustrativa de preparação do café reprodução Essa tendência deredução nos preços, no entanto, pode mudar. Para o economista Guilherme Dietze, o mercado mundial já enfrenta um cenário de baixa oferta e estoques reduzidos, situação que tende a pressionar ainda mais os preços caso o El Niño provoque perdas na produção. "Estamos falando de um período de baixa oferta, de um estoque mundial mais baixo. E diante de um grande desafio que temos, que é o super El Ñino, que pode prejudicar bastante a safra, isso pode também reduzir a oferta, manter baixa para o mercado e, com isso, mantendo o preço alto nos supermercados", explicou. Segundo o economista, caso o cenário climático se confirme, os efeitos devem ser sentidos de forma mais intensa no segundo semestre de 2026, à medida que as altas nas bolsas internacionais forem repassadas ao varejo. Os impactos podem seguir até 2027. Como enfrentar o El Niño Enquanto isso, o governo do Espírito Santo já começa a discutir medidas para reduzir os impactos sobre os produtores. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, informou que a pasta se reuniu com instituições financeiras para garantir estratégias de proteção aos agricultores. "Os produtores que têm parcelas de crédito a vencer neste período de crise, já está acordado com os bancos de jogar essa parcela mais a frente, nas mesmas condições de contrato. Quem tem seguro, por exemplo, agricultura familiar, operação de custeios, que é o proágua, deve acionar o proágua. Também vamos lançar o nosso programa de crédito rural do Espírito Santo. A gente pega os dados do governo federal com as nossas linhas de crédito e vamos priorizar o financiamento dessas atividades mais resilientes", disse Enio Bergoli. Efeitos do El Ñino podem reduzir a próxima safra e preços começam a subir Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Anúncios do Instagram promovem material com abuso sexual infantil na Índia, segundo investigação da BBC BBC Importante: esta reportagem contém descrições de abusos. O Instagram vem publicando anúncios pagos promovendo material que contém abuso sexual infantil na Índia, segundo concluiu investigação da BBC. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os anúncios, conferidos pelo Serviço Mundial da BBC, empregam expressões como "vídeo de estupro" e "vídeo infantil" e oferecem aos usuários links para canais no aplicativo de mensagens Telegram, onde o material pode ser comprado por até 99 rúpias indianas (cerca de US$ 1, ou R$ 5,15). Após a publicação da reportagem, o governo indiano ordenou que a Meta, empresa proprietária do Instagram, desabilitasse imediatamente os anúncios e pediu explicações, no prazo de uma semana, sobre os motivos que os levaram a serem autorizados na plataforma, segundo uma autoridade de alto escalão. Agora no g1 Os anúncios no Instagram só são publicados depois de aprovados pela sua tecnologia de moderação. A BBC denunciou um dos anúncios ao Instagram. A plataforma de rede social respondeu 24 horas depois, afirmando que a postagem não violava as "normas da comunidade". A BBC enviou posteriormente um pedido de comentários à Meta, que respondeu já ter desativado diversos anúncios e suspendido as contas responsáveis pelas postagens. A empresa afirmou ter removido outros anúncios, desativado mais contas e bloqueado URLs (endereços na Internet) de outros conteúdos que violavam suas políticas, em resposta às descobertas da BBC. O Telegram declarou ter removido mais de 274 mil grupos e canais relacionados a materiais contendo abuso sexual infantil em 2026. A BBC criou uma conta com nome alternativo no Instagram, após perceber que a plataforma estava impulsionando conteúdo sexualmente sugestivo, mesmo para usuários que não buscavam este tipo de material. Este conteúdo incluía mulheres que postavam sobre comida, o clima e o dia a dia na Índia, vestidas com roupas reveladoras e usando insinuações sexuais nas suas postagens. Criada na Índia, a nova conta com nome alternativo começou a seguir essas mulheres e outras pessoas similares (10, ao todo) para investigar conteúdo sexualizado na plataforma. Em menos de uma semana, o Instagram começou a mostrar anúncios no feed, com mulheres oferecendo chamadas por vídeo e mostrando casais claramente nus em atos sexuais. Dias depois, a plataforma começou a mostrar anúncios de crianças com adultos em situações sexualmente sugestivas e links para canais no Telegram. O juiz aposentado da Suprema Corte da Índia, Madan Lokur, declarou recear que o Instagram estivesse 'ganhando dinheiro ao participar de atividade criminosa' BBC Surgiram ao todo cerca de 30 anúncios diferentes promovendo abuso sexual infantil, mas alguns deles foram compartilhados por diversas contas. Nossa conta alternativa também recebeu cerca de 20 anúncios mostrando pornografia com adultos. A distribuição de material relativo a abusos sexuais infantis e pornografia de adultos é crime na Índia. E a política da Meta afirma que os anúncios não devem conter nudez de adultos ou genitais, nem conteúdo que explore sexualmente crianças ou as coloque em risco. A BBC reportou todos os anúncios e os canais no Instagram para as autoridades indianas. Um dos anúncios mostrava um menino e uma menina, ambos aparentemente com cerca de 12 anos de idade, envolvidos em um ato sexual. Outro mostrou um homem com seu braço em torno de uma menina. O texto dizia que ele tinha 52 anos e a menina, 12. "Clique para assistir mais", dizia o anúncio, com um link para um canal no Telegram. A BBC reportou ao Instagram um anúncio mostrando uma menina muito jovem em lágrimas. Os dizeres indicavam que ela havia sofrido abuso sexual. Mas, 24 horas depois, o Instagram respondeu que não havia removido o anúncio porque "nossa equipe de revisão concluiu que o anúncio não viola os padrões da nossa comunidade". A Meta declarou posteriormente à BBC que "nenhum sistema é perfeito e nosso processo de análise pode não detectar todas as violações da política". "Continuamos a aplicar tecnologia de detecção proativa aos anúncios quando são publicados e qualquer pessoa pode nos reportar um anúncio que, segundo ela, violaria nossas regras", segundo a Meta. A empresa destacou que, quando toma conhecimento de uma aparente exploração infantil, ela o reporta ao Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês), em cumprimento à legislação em vigor. O NCMEC é o sistema global centralizado de comunicação sobre a exploração sexual de crianças na internet. A BBC reportou ao Telegram dois canais por venderem vídeos de abuso sexual infantil. Um deles foi rapidamente derrubado em seguida e substituído por uma mensagem com os dizeres: "Este grupo não pode ser exibido porque violou os Termos de Serviço do Telegram". O outro canal continuou a postar novos vídeos para venda por mais de duas semanas, até ser igualmente derrubado. Críticos já haviam acusado anteriormente a plataforma de não fazer o suficiente para evitar a publicação de conteúdo criminoso. Com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a empresa não é membro do NCMEC. No final de 2024, ela entrou para a Internet Watch Foundation, que também trabalha com a maioria das plataformas online para encontrar, reportar e remover este tipo de material. O Telegram declarou à BBC que a empresa utiliza moderação humana e automática para erradicar material de abuso sexual infantil do aplicativo. Com isso, o aplicativo "virtualmente eliminou a divulgação de material de abuso sexual ao público na sua plataforma", segundo a empresa. Anúncios do Instagram promovem material com abuso sexual infantil na Índia, segundo investigação da BBC Reuters via BBC Os anúncios são uma importante fonte de renda para a Meta. Em janeiro, a empresa divulgou que quase 98% da sua receita de US$ 200 bilhões (pouco mais de R$ 1 trilhão) obtida no ano fiscal com término em 2025 vieram da publicidade. E analistas calculam que os anúncios representem mais de 90% da receita do Instagram. As postagens padrão geralmente não são verificadas pela tecnologia da Meta antes da sua publicação. Mas a empresa afirma que todos os anúncios são analisados antes de serem autorizados nas suas plataformas. Seu sistema de análise conta principalmente com tecnologia automática e é projetado para verificar imagens, vídeo, texto e áudio, além do público-alvo do anúncio e dos links para onde ele encaminha os usuários. Este software rejeita ou aprova os anúncios, encaminhando casos incertos para análise humana. Em março, a Meta anunciou estar reduzindo o emprego de moderadores humanos e aumentando o uso de inteligência artificial. A empresa afirmou que "especialistas irão projetar, treinar, supervisionar e avaliar nossos sistemas de IA". A BBC descreveu os anúncios observados para o juiz aposentado da Suprema Corte da Índia Madan Lokur. Ele receia que o Instagram estivesse "ganhando dinheiro ao participar de atividade criminosa". "Esta é uma questão séria para que a Suprema Corte da Índia tome conhecimento por iniciativa própria [o que ocorre quando um tribunal inicia processos legais sem esperar que terceiros apresentem o caso] e faça com que o governo tome ações contra qualquer plataforma de rede social", segundo ele. Lokur destaca que, embora a legislação indiana proteja as empresas de redes sociais para que não sejam responsabilizadas por conteúdo postado pelos usuários, "a plataforma não pode fugir da sua responsabilidade". O ex-vice-presidente do Facebook, Brian Boland, declarou que o algoritmo do Instagram foi projetado para manter os usuários na plataforma, mostrando 'algo mais extremo, mais tentador' BBC Um ex-vice-presidente do Facebook, como a Meta era conhecida até mudar de nome em 2021, declarou que as descobertas da BBC o deixaram "horrorizado, mas não surpreso". Brian Boland, que trabalhou para a empresa entre 2009 e 2020 e a ajudou a construir seus negócios de marketing e publicidade, conta que saiu por acreditar que "eles não tinham nenhuma preocupação com os usuários". Boland declarou que o algoritmo do Instagram foi projetado para manter os usuários na plataforma, mostrando a eles "algo mais extremo, mais tentador". "Não é um algoritmo que diga 'vamos transformar as pessoas em pedófilos'. Mas, como eles não o orientam e controlam de forma responsável (ele só busca os objetivos de cliques e receita), ele criará estes resultados se as pessoas não se protegerem, de forma real e agressiva, contra esses sistemas." Boland conta que, entre 2009 e 2010, ele liderou um projeto para remover anúncios que promovessem golpes entre os usuários. Com isso, ele "tinha permissão, na época, para suprimir uma enorme parte da receita da empresa, para o bem da segurança e da experiência do usuário". "Acho que foi triste e trágico que, ao longo do tempo, o equilíbrio entre o lucro e a experiência do usuário se tornasse uma parte mais central das discussões", afirma ele. Boland afirma ter excluído sua conta no Instagram em 2025, destacando que "se as pessoas começassem a dizer em massa 'estou saindo, chega, acabou', a empresa começaria a prestar atenção". Em declaração enviada à BBC, a Meta afirmou que "a exploração infantil é um crime horrível e a Meta trabalha agressivamente no seu combate nos nossos aplicativos". A empresa afirmou ser "categoricamente imprecisa" a sugestão de que a Meta apontasse deliberada e conscientemente anúncios apresentando crianças aos usuários, com interesse inadequado naquele material. A Meta negou priorizar a receita em detrimento da segurança e afirmou que, em 2025, desativou automaticamente mais de quatro milhões de contas, por exibirem "sinais suficientes de comportamento potencialmente suspeito". "Criminosos determinados tentam passar sem serem detectados, mas as nossas equipes de especialistas trabalham constantemente para melhorar nossas defesas, desenvolvendo novas tecnologias para eliminar predadores, bloqueando links para websites transgressores e compartilhando inteligência com outras empresas, para que elas também possam tomar medidas", afirma a Meta. Boland testemunhou contra a Meta em um julgamento no Estado americano do Novo México no início deste ano. A empresa foi acusada de enganar usuários sobre a segurança das suas plataformas para as crianças. O tribunal ordenou que a Meta pagasse US$ 375 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhões) para o Estado do Novo México. Na época, uma porta-voz da empresa declarou que a Meta não concordava com a decisão e pretendia apresentar recurso. Shikha Goel, do Escritório de Cibersegurança do Estado de Telangana, no sul da Índia, afirma ter recebido mais alertas das plataformas da Meta, em comparação com outras redes sociais BBC As empresas americanas de redes sociais são obrigadas a relatar material referente a abusos sexuais infantis na sua plataforma à linha de denúncias do NCMEC, que encaminha os relatos às agências policiais competentes de cada país onde se acredita que ocorreram os incidentes. Em 2025, a Índia recebeu 1,9 milhão de denúncias, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com dois milhões. Shikha Goel é uma das principais policiais especializadas em crimes cibernéticos da Índia. Ela é diretora do Escritório de Cibersegurança do Estado indiano de Telangana, no sul do país. Ela afirma que o Instagram e o Facebook, ambos de propriedade da Meta, foram responsáveis pela maior parte das denúncias recebidas. "Mas isso não significa que elas sejam as maiores", explica ela. "Se eles tiverem um bom algoritmo para rastrear material de abuso sexual infantil, obviamente serão gerados mais alertas." A ONG Fundação Rati, com sede em Mumbai, mantém um serviço de ajuda para crianças que enfrentam perigos na internet. A entidade também declarou que a ampla maioria dos relatos recebidos sobre material de abuso sexual infantil vem das plataformas da Meta. A fundação colabora com as plataformas de redes sociais para a remoção de conteúdo perigoso. Mas seu diretor Siddharth Pillai, que também é um dos seus fundadores, afirma que "os criminosos fazem uso da navegação integrada entre o Instagram e o Telegram para se esquivar do nosso trabalho de moderação e continuam carregando novamente o conteúdo que ajudamos a derrubar". Especialistas afirmam que o material de abuso sexual infantil na Índia é normalmente criado por grupos criminosos, como traficantes de pessoas. Mas, às vezes, as famílias e membros da comunidade também são responsáveis. Bhuwan Ribhu é o fundador do grupo Just Rights for Children, uma rede de mais de 250 organizações que trabalham para evitar a violência contra crianças na Índia. Ele afirma que o crime não recebe denúncias suficientes e a polícia ainda tenta desenvolver habilidades técnicas para combatê-lo. E, para que este trabalho tenha sucesso, Ribhu destaca que a cooperação internacional e o compartilhamento de inteligência através das fronteiras são fundamentais. Para "encontrar os tentáculos do crime organizado, toda a cadeia de oferta e demanda precisa ser rastreada", declarou ele. LEIA TAMBÉM: O pedido de desculpas de Mark Zuckerberg a famílias de crianças prejudicadas por redes sociais Usuários verificados do X espalham imagens de abuso sexual infantil livremente, mostra investigação da BBC TikTok recomenda conteúdo sexual e pornografia para crianças, denuncia relatório

Possibilidade de ganho imediato é o principal fator para mulheres optarem por trabalho por aplicativo Foto: Carlos A. Moreno/ZUMA/IMAGO Após ser agredida e ameaçada de morte pelo ex-marido, Nany Cardoso decidiu denunciá-lo e pedir o divórcio. Sem emprego e morando de favor na casa do irmão com as três filhas, alugou um carro para trabalhar como motorista de aplicativo em Niterói (RJ). "No começo, chegava a ficar 17 horas trabalhando direto. Tinha que trabalhar dobrado para cobrir o aluguel do carro e ainda sobrar. Apesar de tudo, foi o que fez minha vida melhorar, trouxe renda para cuidar das crianças e sustentar a casa", relata. Casos como o de Cardoso se repetem no Brasil. Em 2024, 187,9 mil mulheres foram alvo de violência doméstica, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A dependência econômica é um dos fatores que dificultam que as mulheres ponham fim a esses relacionamentos: 61% das vítimas afirmaram ter deixado de denunciar os parceiros por depender deles financeiramente. "As mulheres têm dificuldade de romper com as agressões porque percebem que não conseguem sobreviver sozinhas. Dependem da renda do marido e, quando se dão conta de que precisam se manter, precisam buscar uma fonte de renda", explica a professora Noézia Ramos, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mulheres ganham 21% a menos do que homens no Brasil Renda para romper violência Ao tentar ingressar no mercado de trabalho, essas mulheres se deparam com outras dificuldades, como altas taxas de desemprego: 72,1% dos homens em idade ativa estão empregados, contra 53,1% das mulheres, segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT). Outro problema é o desequilíbrio na distribuição do trabalho doméstico. De acordo com a OIT, 31,7% das mulheres em idade ativa não procuram trabalho porque têm de cuidar de filhos, parentes ou da casa. Na dinâmica da violência doméstica, 17,1% das mulheres são impedidas de trabalhar ou estudar pelos maridos. Com menor instrução e experiência, o trabalho informal se torna uma alternativa para quem não consegue uma colocação. Nesse cenário, uma das opções é o transporte por aplicativo. Para Ramos, as plataformas são "uma alternativa em um cenário de desespero". A advogada Andrea Sampaio, que pesquisou a categoria em sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), afirma que o trabalho por aplicativo oferece uma oportunidade rápida de geração de renda e maior autonomia para as mulheres. "É uma atividade que dá segurança para escolher estar ou não em um relacionamento e que permite conciliar trabalho e vida pessoal." Segundo o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média mensal líquida dos motoristas varia de R$ 3.083 a R$ 4,4 mil. Ganho imediato e flexibilidade O trabalho nos aplicativos de transporte em Porto Alegre (RS) foi a solução para as dificuldades de Julia Monteiro. Há três, ela estava desempregada e era agredida pela ex-mulher. "Ela me deu socos, me empurrou da escada e tentou me enforcar. Então essa foi uma oportunidade de sair de casa, dava um alívio não sofrer violências no tempo em que estava trabalhando, e também me dava um bom retorno financeiro", conta Monteiro. Um levantamento de 2025 da consultoria Think Eva avaliou o perfil das motoristas. Para 73% das entrevistadas, a possibilidade de ganho imediato é o principal fator para optar por esse trabalho. Outras 37% disseram que ganham mais como motoristas do que no emprego anterior. Cerca de 78% disseram que a flexibilidade de horários é um dos principais atrativos. A motorista Nany Cardoso só trabalha no período da noite para ter tempo de ficar com as filhas durante o dia. "Posso levar ao médico, participar das festas na escola, coisa que o emprego CLT não me permitia". Ela diz que "dá para ganhar um dinheiro bom se você trabalhar muito". Ao todo, 103,3 mil mulheres atuam atualmente como motoristas de aplicativo no Brasil Foto: picture alliance / NurPhoto Custo da autonomia Ao todo, 103,3 mil mulheres atuam atualmente como motoristas de aplicativo, segundo dados do Cebrap. O número é 62% maior do que há quatro anos. Apesar do crescimento, elas representam apenas 6% do 1,7 milhão de motoristas do país. Ainda que a atividade permita alcançar autonomia financeira, especialistas apontam que o trabalho por aplicativo é marcado pela precarização. "Há uma sensação de que estão trabalhando para si mesmas, mas falta proteção social em casos de acidente ou doença. Também faltam políticas públicas e creches. Já presenciei mulheres trabalhando com os filhos no carro por não terem onde deixá-los", afirma Sampaio. Um estudo da OIT e da ONU Mulheres realizado em países da América Latina, além de Portugal, Espanha e Andorra, apontou que mulheres ganham, em média, 40% menos do que homens nas plataformas de transporte por aplicativo. Para Noézia Ramos, parte dessa diferença pode estar relacionada à menor disponibilidade de tempo para trabalhar. "Se as mulheres enfrentam uma tripla jornada, cuidando dos filhos, da casa e do trabalho remunerado, elas acabam rodando menos. Além disso, preconceito contra mulheres ao volante pode influenciar avaliações feitas pelos passageiros", afirma. A presidente do Sindicato dos Motoristas em Transportes Privados por Aplicativos do Rio Grande do Sul (Simtrapli-RS), Carina Trindade, conta que resolveu testar as plataformas. "Em uma roda com homens e mulheres, ligamos o aplicativo todos juntos e na maioria das vezes, tocou primeiro para eles. O valor das corridas para os homens também era maior". Questionada sobre o assunto, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne representantes de plataformas como 99, Buser, Flixbus, Lalamove, Uber e Zé Delivery, informou que não há qualquer tipo de diferenciação de remuneração de viagens baseada em gênero dos condutores. "Oscilações no preço das viagens são influenciadas por fatores como tempo e distância dos deslocamentos, categoria da viagem escolhida, níveis de oferta e demanda por corridas no horário e local específico, entre outros", afirmou em nota. Assédio e insegurança Mais do que questões econômicas, as motoristas enfrentam desafios quanto à insegurança no volante. De acordo com um levantamento da plataforma GigU, 59% das motoristas afirmam que já foram assediadas, assim como 97% das passageiras. "Isso é bem pesado. Eu preciso falar grosso quando os caras estão de conversinha para ver se entendem", afirma Trindade. Cardoso foi alvo de assalto. "No fim da tarde, quando desembarquei uma passageira e passei em uma rua deserta, um homem que estava de moto parou meu carro, disse que não podia andar Uber ali e puxou meu telefone". Desde 2020, as empresas passaram a ofertar entre as opções de corrida as que tinham mulheres na direção. "Nunca sabemos se realmente é uma mulher ou homem. Aceitamos, acreditando ser uma passageira, mas elas podem chamar a corrida para eles e colocam as motoristas em risco. Se desistem da corrida, podem ser bloqueadas por excesso de cancelamentos", afirma Trindade. A Uber e a 99 estão entre as maiores plataformas do país. A primeira diz que faz campanhas educativas com motoristas para evitar comportamentos inapropriados. Já a 99 alega que nos últimos dois anos investiu R$ 125 milhões no desenvolvimento de ferramentas de segurança, o que resultou na queda de 33% dos incidentes sexuais graves com mulheres. Apesar das dificuldades, Cardoso diz que vai continuar trabalhando como motorista. "Já estou com 50 anos, entrar no mercado de trabalho é mais difícil. Meu sonho agora é terminar de construir minha casa".

Sorveteria que vende apenas um sabor fatura R$ 60 mil por mês A fila no calçadão de Ponta Negra, em Natal (RN), já virou parte da paisagem. Turistas e moradores se reúnem diariamente para provar um sorvete artesanal servido dentro do próprio coco — combinação que transformou um carrinho de praia em um negócio com faturamento médio de R$ 60 mil por mês. Por trás da ideia está Leo Fernandes, empreendedor que começou trabalhando apenas com açaí e cremes na praia há sete anos. Formado em gestão de negócios, ele sempre teve o objetivo de empreender e encontrou no sorvete de coco a oportunidade para dar um salto nas vendas. A inspiração veio de fora do país. Após ouvir de um amigo que havia visitado a Tailândia sobre sobremesas servidas no coco, Leo decidiu adaptar o conceito para o público brasileiro. O investimento inicial foi de R$ 10 mil. “Quando fez a mistura do sorvete com a polpa do coco ficou melhor ainda”, afirma o empreendedor. Sorvete no coco vira febre e faz empreendedor faturar R$ 60 mil em Natal Reprodução/PEGN O diferencial do produto está na experiência: o coco é aberto na hora, a polpa é retirada na frente do cliente e a água da fruta é oferecida gratuitamente como cortesia. “Foi uma estratégia também de negócio. Acho que foi buscar uma estratégia pra chamar mais o cliente”, diz Leo. As redes sociais ajudaram a impulsionar o negócio. O empreendedor começou divulgando vídeos gravados pelo próprio celular e contou com o apoio espontâneo de influenciadores digitais. “Vieram pessoas de fora que viram uma influenciadora muito forte e acabou divulgando. Então isso foi atraindo mais clientes ainda”, conta. Sorvete no coco vira febre e faz empreendedor faturar R$ 60 mil em Natal Reprodução/PEGN Hoje, a operação é familiar. As irmãs de Leo participam da produção, do atendimento e da logística do carrinho, enquanto fornecedores locais garantem a entrega diária dos cocos frescos. “Quanto mais eu vendo, mais eles ganham”, afirma o empreendedor sobre o trabalho em família. Com ticket médio de R$ 20, o negócio permitiu que Leo deixasse de atuar como microempreendedor Individual (MEI) e migrasse para microempresa (ME). Agora, ele estuda abrir novos pontos em outras praias do Rio Grande do Norte e até levar a marca para outros estados. “Coragem, persistência e muita resiliência em altos e baixos”, resume o empreendedor ao falar sobre os desafios do negócio. Empório Ponta Negra 📍 Endereço: Avenida Erivan França, 1180, 59090-100 (em frente à barraca do camarão) - Natal/RN – CEP: 59090-100 📞 Telefone: (84) 9 8843-1597 📧E-mail: leoniogfernandes_1@hotmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/emporiopontanegra

Do avião ao ovo: por que o petróleo afeta o preço de tudo? Uma guerra no Oriente Médio pode impactar o bolso dos brasileiros porque a região concentra grandes reservas de petróleo. E petróleo mais caro encarece combustíveis como gasolina e diesel, e aumenta o custo do transporte em um país onde quase tudo circula por caminhões. Esse efeito em cascata chega aos preços de alimentos, produtos industriais e ao agronegócio, já que o petróleo também é matéria-prima de embalagens, plásticos e fertilizantes, pressionando a inflação e até as decisões sobre juros. Neste vídeo, você vai entender quais são os efeitos da forte alta do petróleo para o seu bolso. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Sorteio 3030 da mega-sena Reprodução O sorteio do concurso 3030 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (11), em São Paulo. O prêmio estimado acumulou em R$ 25 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 11 - 25 - 45 - 48 - 58. 6 acertos: não houve ganhadores 5 acertos: 41 apostas ganhadoras, R$ 42.373,42 4 acertos: 2.983 apostas ganhadoras, R$ 960,00 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Agora no g1 O tradicional prato feito talvez seja uma das poucas unanimidades da mesa do brasileiro. Mas, se antes era conhecido por ser uma das alternativas mais econômicas para quem precisava almoçar fora de casa, agora ocupa um espaço cada vez maior no orçamento. É o que mostra o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP). Segundo o levantamento, o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90 em junho, alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% na comparação com janeiro. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Isso significa um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês desembolsa cerca de R$ 638 apenas com essa refeição — uma conta que não inclui café da manhã, lanches ou jantar. O avanço ocorre justamente em um momento em que a inflação dos alimentos perdeu força. Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE mostram que o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,24% em junho, ajudando a desacelerar o IPCA, a inflação oficial do país, que subiu 0,16% no mês. Mas a alimentação fora do domicílio continuou registrando alta de 0,15% em junho, embora em ritmo menor do que em maio, quando havia avançado 0,49%. Enquanto produtos como café moído, frutas e carnes ficaram mais baratos, o custo de comer em bares e restaurantes permaneceu em alta. Isso porque o preço do prato feito depende de uma série de custos que vão além dos ingredientes servidos na refeição. "O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário", afirma Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo Índice Prato Feito. Segundo ele, quando o prato feito fica mais caro, o reajuste costuma refletir a pressão de toda essa estrutura de custos — e não apenas uma alta nos preços dos alimentos. Onde o almoço fora pesa mais no bolso Além de ter subido em todo o país, o preço da refeição também varia de forma significativa entre as regiões. O Sul registra o maior valor médio, de R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. No Sudeste, o prato feito custa, em média, R$ 31,99. Já Norte e Nordeste apresentam os menores preços, de R$ 29,99 e R$ 30, respectivamente. Com isso, os dados mostram que um trabalhador pode pagar cerca de 16% a mais pelo mesmo tipo de refeição, dependendo da região onde mora. "O Brasil não almoça pelo mesmo preço. O prato feito evidencia diferenças regionais importantes, mas também mostra um movimento comum: a refeição básica está mais cara em todo o país", afirma Galvão. Segundo o economista, fatores como aluguel, energia elétrica, água, gás, salários, transporte, juros e outros custos operacionais continuam pressionando os restaurantes, mesmo em períodos de alívio nos preços de alguns alimentos. Por isso, o aumento do prato feito nem sempre representa maior lucro para os estabelecimentos. Em muitos casos, trata-se apenas de um repasse parcial da alta dos custos enfrentados pelos empresários. "O empresário da alimentação está entre duas pressões: de um lado, consumidores cada vez mais sensíveis ao preço; de outro, custos operacionais que continuam elevados. O desafio é preservar qualidade, competitividade e sustentabilidade financeira." O que pode acontecer nos próximos meses Mesmo com a desaceleração da inflação dos alimentos em junho, novos fatores podem voltar a pressionar o custo das refeições. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que um eventual fortalecimento do fenômeno El Niño pode reduzir a oferta de diversos produtos agrícolas e provocar novos aumentos de preços. Entre os alimentos que costumam ser mais afetados estão batata, cebola, tomate, cenoura, maçã e uva. O milho também pode sofrer impacto, o que tende a encarecer a produção de carnes, já que o grão é um dos principais componentes da ração utilizada na criação de animais. Na avaliação de economistas, ainda é cedo para medir a intensidade desses efeitos, mas o fenômeno climático já é acompanhado com atenção pelo potencial de afetar a produção agrícola e os preços dos alimentos. Prato feito Reprodução

Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos John Walton/PA Wire/picture alliance Os carros elétricos passam por uma onda de popularidade sem precedentes desde a crise global do petróleo desencadeada pela guerra no Irã. Na Austrália, as vendas saltaram mais de 150% em abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto na região Ásia-Pacífico cresceram 80% nos três primeiros meses de 2026 – excluindo a China, onde o crescimento expressivo das vendas já se estabilizou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na América Latina foram vendidos cerca de 75% mais veículos elétricos, e na Europa, quase um terço a mais, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou em maio que as vendas recordes de veículos elétricos estão "proporcionando algum alívio em meio ao maior choque de oferta de petróleo da história" e que a queda nos preços das baterias deverá impulsionar ainda mais o setor. Agora no g1 Mesmo assim, as baterias – de longe o componente mais caro – continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos. Críticos dos veículos elétricos argumentam há muito tempo que as baterias, geralmente feitas com íons de lítio, podem pegar fogo e que incêndios nesses veículos são mais difíceis de extinguir do que em carros movidos a gasolina. Contudo, essa alegação ignora o fato de que veículos com motor a combustão têm uma propensão muito maior a incêndios. As grandes e pesadas baterias dos veículos elétricos também têm sido apontadas como uma possível causa de danos nas estradas. Especialistas, porém, contestam essa tese e afirmam que os principais responsáveis pelo desgaste das rodovias são os caminhões de grande porte. Dedo apontado para o cobalto Por conterem minerais como cobalto e níquel, as baterias dos veículos elétricos sempre despertaram preocupações relacionadas às cadeias de suprimento, especialmente nas minas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC). Na Austrália, o programa jornalístico de horário nobre Spotlight, exibido em março, investigou minas de cobalto pertencentes a empresas chinesas no Congo. A reportagem revelou locais onde milhares de pessoas, incluindo muitas crianças, trabalham em condições precárias e em meio a um ambiente de forte poluição. Ao apresentar o cobalto como "o elemento-chave presente em praticamente todas as baterias de armazenamento do planeta, desde os veículos elétricos até as residências", o programa afirmou que a busca por um futuro "limpo e verde", baseado em energias renováveis e carros elétricos, tem um "custo mortal e devastador". No entanto, críticos da reportagem argumentaram que ela deixou de mencionar um ponto importante: a composição química das baterias de veículos elétricos passou amplamente para a tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), que não exige o uso de cobalto. David McElrea, diretor-executivo do Smart Energy Council, um grupo ligado ao setor energético da Austrália e que defende as energias renováveis, questiona por que a reportagem focou especificamente nas baterias de veículos elétricos e em outras tecnologias renováveis se celulares, tablets e laptops também contêm cobalto. Ele diz que os temores de exploração nas extensas cadeias de suprimento de minerais críticos usados em tecnologias renováveis são legítimos, mas afirma que a indústria de veículos elétricos reagiu às preocupações sobre a origem dos materiais e incentivou inovações que eliminaram o cobalto da maioria das baterias automotivas modernas. O professor de química Neeraj Sharma, da Universidade de Nova Gales do Sul, acrescenta que composições químicas mais baratas, como as baterias de íons de sódio, também estão chegando ao mercado. "Os fabricantes de veículos elétricos vêm se afastando do cobalto porque ele é caro, tóxico e apresenta dilemas éticos", afirma. A disputa pela narrativa dos minerais críticos Especialistas falam numa "guerra de narrativas" em torno dos minerais críticos. O instituto canadense Fraser Institute, de orientação conservadora e favorável aos combustíveis fósseis, afirmou em 2023 que seriam necessárias cerca de 400 novas minas de minerais críticos para atender à futura demanda por veículos elétricos. O autor do estudo, Kenneth P. Green, que há anos defende investimentos em combustíveis fósseis "baratos" em vez de energias renováveis, afirmou que "o risco de que a produção mineral e a mineração não consigam acompanhar à demanda projetada por veículos elétricos é significativo". Entretanto, em seu relatório Global EV Outlook 2026, a Agência Internacional de Energia afirma que as reservas geológicas conhecidas de minerais críticos são suficientes para atender à demanda de longo prazo por veículos elétricos, mesmo num cenário de eliminação gradual da maior parte dos carros movidos a combustíveis fósseis. Porém, a forte concentração da produção de baterias na China representa riscos para as cadeias globais de suprimento. A AIE também observa que o avanço das baterias de íons de sódio, que dispensam o uso de lítio, deverá reduzir ainda mais a demanda por minerais críticos. Além disso, a agência defende uma rápida expansão da reciclagem de minerais utilizados em baterias como forma de aumentar a transparência e a resiliência das cadeias de suprimento. Ataque direcionado ou crítica legítima? Mas como diferenciar preocupações legítimas sobre os impactos da mineração da desinformação sobre as cadeias de suprimento dos veículos elétricos? Enquanto McElrea diz haver um "ataque direcionado" contra os veículos elétricos, promovido por mídias simpáticas aos combustíveis fósseis, o especialista em minerais críticos e segurança energética Vlado Vivoda, da Universidade de Queensland, afirma que nem toda crítica é necessariamente coordenada ou feita de má-fé. "Muitas preocupações relacionadas à extração mineral, ao processamento, às condições de trabalho, aos impactos sobre o solo, aos resíduos e à concentração das cadeias de suprimento são reais", diz. É por isso, segundo ele, que é tão fácil contestar narrativas pró-transição energética que apresentam a energia limpa como algo "imaculado". O copresidente de comunicação da coalizão global Climate Action Against Disinformation, Philip Newell, afirma que preocupações reais com a injustiça na extração de recursos devem começar pelo fortalecimento das comunidades afetadas pela mineração. Isso pode ocorrer por meio da participação dessas comunidades nos lucros da atividade ou pelo fortalecimento e pela aplicação mais rigorosa das leis ambientais e trabalhistas. Crise energética alimenta desinformação Para Vivoda, "os esforços para deslegitimar as tecnologias limpas" tem que ver com a atual crise energética global. Ele argumenta que sugerir que as tecnologias limpas são "tão ruins quanto, ou até piores do que, o sistema baseado em combustíveis fósseis" acaba gerando inércia e atrasando a transição energética. Ainda assim, o especialista afirma que a transição para uma economia de baixo carbono precisa oferecer o nível de transparência nas cadeias de suprimento que muitas vezes esteve ausente no setor de combustíveis fósseis. "A resposta adequada não é romantizar a tecnologia limpa, mas comparar os sistemas de forma honesta e administrar as novas cadeias de suprimento muito melhor do que as antigas", diz.

Vídeo viral sobre cobrar curtidas de funcionários gera debate; veja limites "Se você tem um funcionário que nunca curte nada do que você posta, nunca compartilha nada da empresa e nunca comenta nada, manda embora". Foi com essa frase que a influenciadora e especialista em harmonização facial Mariana Almeida provocou uma onda de reações nas redes sociais nos últimos dias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No vídeo, ela defende que empresas devem valorizar profissionais que apoiem o negócio para além das tarefas do dia a dia e afirma que a falta de interação com as publicações da empresa pode indicar ausência de compromisso com a cultura organizacional. "Funcionário bom não é só quem executa tarefa. Funcionário bom é quem compra a ideia, é quem entende que quando a empresa cresce, todo mundo cresce", diz ela na gravação. A fala rapidamente abriu uma discussão maior: o avanço das empresas sobre espaços que antes eram vistos como exclusivamente pessoais. 💭 Se o perfil é do trabalhador, a empresa pode esperar que ele seja usado para divulgar a marca? Curtir, comentar ou compartilhar publicações do empregador pode ser tratado como demonstração de comprometimento ? E o que acontece quando esse engajamento deixa de ser espontâneo e passa a ser esperado? Fala da influenciadora Dra. Mariana Almeida sobre demitir funcionários que não interagem com posts da empresa reacendeu discussão sobre trabalho e redes sociais TikTok/ Reprodução Dias depois da repercussão, Mariana publicou um novo vídeo afirmando que sua fala havia sido retirada de contexto. "Ninguém é obrigado por lei a curtir os meus posts, os posts da empresa, compartilhar, mas a empresa, ela também não é obrigada a manter quem não tem fit cultural (...) A relação de trabalho não é só bater ponto e vai embora", afirmou. A controvérsia, no entanto, acabou trazendo à tona em que momento termina o poder de direção da empresa e onde começam os direitos do trabalhador à privacidade e à vida pessoal? Para a advogada trabalhista Elisa Alonso, sócia do RCA Advogados, a legislação trabalhista não impõe ao empregado o dever de divulgar publicações da empresa e, embora o empregador tenha o direito de organizare fiscalizar a prestação dos serviços, esse poder encontra limites nos direitos fundamentais garantidos ao trabalhador. "Expressões como 'vestir a camisa' ou 'defender a marca' não autorizam a empresa a exigir comportamentos que não decorrem do contrato de trabalho, nem fundamentar punições ou tratamentos desiguais entre os empregados", diz a advogada. Abaixo, saiba ainda: Curtir publicações pode estar no contrato? A empresa pode monitorar as redes sociais dos funcionários? Quando a cobrança pode virar um problema? O trabalhador pode ser advertido? E se houver demissão? Como provar? Curtir publicações pode estar no contrato? Elisa explica que, para a maioria dos trabalhadores, utilizar perfis pessoais para divulgar a empresa simplesmente não integra as atividades para as quais foram contratados. "O empregado é contratado para prestar os serviços inerentes à sua função, e não para demonstrar, em seus perfis pessoais, alinhamento ao propósito da empresa." ⚠️ Isso não significa que empresas estejam proibidas de estimular esse comportamento. Segundo Elisa, é legítimo incentivar funcionários a participar de campanhas, compartilhar conquistas da organização ou contribuir espontaneamente para fortalecer a marca. A diferença está entre convite e obrigação. "Transformar esse comportamento em uma obrigação ou utilizá-lo como critério de punição ou ameaças pode gerar questionamentos na Justiça." Mas há exceções! Em algumas profissões, o uso de redes sociais pode fazer parte da própria atividade contratada. É o caso de profissionais de comunicação, marketing, publicidade, criação de conteúdo e gestão de redes sociais. "A depender da função exercida e dos termos da contratação, o uso das redes sociais pessoais pode integrar suas atribuições." A empresa pode monitorar as redes sociais dos funcionários? Se um trabalhador publica conteúdos em um perfil aberto ao público, a empresa pode visualizar esse material da mesma forma que qualquer outro usuário da internet, explica a advogada. Isso não significa, porém, que exista autorização para monitoramento irrestrito. "A empresa não pode exigir acesso a perfis privados, solicitar senhas ou invadir a vida pessoal do empregado." Segundo Elisa, também não é recomendável usar redes sociais como ferramenta permanente de vigilância sobre comportamentos que não tenham ligação com as atividades profissionais. "O direito de fiscalização existe, mas deve ser exercido com respeito à privacidade e aos direitos da personalidade do trabalhador." Quando a cobrança pode virar um problema? Na avaliação da especialista, o sinal de alerta aparece quando a empresa começa a associar engajamento digital à permanência no emprego, à possibilidade de promoção ou à avaliação de desempenho. "O problema surge quando a empresa passa a constranger, ameaçar, adotar como critério para promoção ou prejudicar o empregado porque ele não curtiu, comentou ou compartilhou uma publicação." Dependendo da intensidade e da frequência dessas cobranças, a conduta pode ser interpretada como abuso do poder diretivo e, dependendo das circunstâncias do caso concreto, até assédio moral. A especialista ressalta que o mesmo vale para situações em que a empresa tenta associar curtidas ou compartilhamentos a noções de propósito, lealdade ou pertencimento. "Vincular o comprometimento do empregado ao fato de ele interagir com as redes sociais da empresa, tratando esse comportamento como demonstração de 'propósito', de que 'veste a camisa' ou de que é um 'defensor da marca', pode extrapolar os limites do poder diretivo." O trabalhador pode ser advertido? Uma advertência baseada exclusivamente na recusa do empregado em utilizar suas redes pessoais para promover a empresa pode ser questionada judicialmente, explica a advogada. "Se ficar comprovado que a advertência, a avaliação negativa ou qualquer outro prejuízo profissional decorreu da recusa do trabalhador em utilizar suas redes sociais pessoais para promover a empresa, a medida poderá ser questionada na Justiça." Dependendo das circunstâncias, o trabalhador pode pedir a anulação da punição e, se houver constrangimento ou prejuízo, até uma indenização por danos morais. E se houver demissão? A situação é mais delicada. A legislação brasileira permite que empresas realizem demissões sem justa causa, sem necessidade de apresentar um motivo específico para o desligamento. Isso significa que uma empresa pode demitir um funcionário mesmo sem explicar formalmente por quê. Ainda assim, a motivação por trás da dispensa pode ser analisada pela Justiça. "Se ficar demonstrado que a demissão foi utilizada como forma de represália pela recusa do empregado em promover a empresa nas redes sociais, a depender da análise caso a caso, também poderá haver discussão sobre eventual reparação por danos morais." Nesses casos, porém, o debate normalmente não gira em torno da reintegração ao emprego. A principal discussão costuma ser a possibilidade de indenização, afirma Elisa. Como provar? Segundo a advogada, essa costuma ser a parte mais difícil do processo. Raramente um empregador registra oficialmente que a dispensa ocorreu porque determinado trabalhador não participava do engajamento digital da empresa. A prova normalmente surge por meio de mensagens, conversas internas, e-mails, grupos corporativos e testemunhas. "Normalmente vai ter algum comentário interno ou, por exemplo, grupo que não participa daquilo pode ter sido demitido por aquele motivo." Por isso, Elisa recomenda que o trabalhador peça esclarecimentos sobre os motivos do desligamento. "A prova é muito difícil, mas ela pode ser feita até, por exemplo, da pessoa questionar o chefe por que estaria sendo demitida e eventualmente registrar aquilo por mensagem." Sem documentos, colegas que tenham presenciado cobranças ou comentários também podem servir como testemunhas.

'Debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza', defende professora Laura Carvalho, da FEA-USP e membro do 'Conselhão' de Lula Arquivo pessoal via BBC O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive um paradoxo. O desemprego está nas mínimas históricas (em 5,6% em maio deste ano, menor patamar para o mês desde o início da série histórica), a economia cresce acima das expectativas — 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025 — e 17,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2022 e 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ainda assim, 44% dos entrevistados na pesquisa Genial/Quaest de junho afirmam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 20% dizem que melhorou. A economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "Conselhão" de Lula, tem se dedicado a entender esse descolamento. Agora no g1 Como parte desse esforço, ela lançou recentemente o artigo "Paradoxos do Lulismo: a desconexão entre resultados macroeconômicos e percepção sobre a economia", em coautoria com seu marido e também economista Guilherme Klein Martins, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para a dupla de economistas, quatro fatores principais estariam por trás desse descompasso: a inflação e seus efeitos persistentes sobre o bem-estar; a comparação com o ciclo de mobilidade social dos anos 2000, durante os dois primeiros governos Lula; a mudança nos desejos de consumo da população, impulsionada em grande medida pelas redes sociais; e a frustração de uma geração escolarizada que não encontra empregos compatíveis com a sua formação. "Com as redes sociais, as pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil", observa Carvalho, em entrevista à BBC News Brasil. "Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí", afirma. Para a professora da USP, esse é um dos fatores que talvez expliquem a diferença entre o sentimento da população nos anos 2000, durante os governos Lula 1 e 2, e no atual governo. "Ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo", diz Carvalho. Também diretora de Prosperidade Econômica e Climática da Open Society Foundation, Laura Carvalho lançou em 2018 o livro Valsa Brasileira, em que analisou os motivos que levaram a economia do país da prosperidade (2006-2010) a uma das piores recessões de sua história (2014-2017). Na entrevista à BBC News Brasil, a economista analisa por que a desigualdade no Brasil segue sendo uma das maiores do mundo, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos. E propõe uma agenda para devolver o país a um novo ciclo de prosperidade. Segundo ela, isso passa por uma expansão dos serviços públicos e diversificação da economia para gerar empregos qualificados para absorver a crescente população escolarizada. Mas também pelo avanço da agenda de tributação, iniciada com a reforma do Imposto de Renda. "O debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza", defende. "A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que a desigualdade se perpetue — e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo [de renda] é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual." Carvalho destaca ainda o papel da dívida pública na perpetuação desse topo de riqueza. "O Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada", afirma. "Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito", problematiza. Confira os principais trechos da entrevista. BBC News Brasil - O World Inequality Report 2026, divulgado no fim do ano passado pelo grupo de economistas ligados ao [economista francês Thomas] Piketty, mostrou que a desigualdade no Brasil segue entre as mais altas do mundo, e inclusive cresceu entre 2014 e 2024. Na sua visão, o que explica essa persistência da desigualdade no país, mesmo diante do elevado gasto do governo com políticas sociais nos últimos anos? Laura Carvalho - Esse é o padrão da desigualdade brasileira, aliás, da América Latina. É uma das regiões mais desiguais do mundo e essa desigualdade é caracterizada por uma concentração muito alta da renda no topo da pirâmide — da renda e do patrimônio. Já a desigualdade entre o meio e a base da pirâmide é relativamente pequena no Brasil. Conseguimos, inclusive, reduzir muito a desigualdade entre o meio e a base, com os programas sociais, com a valorização do salário mínimo, com o próprio dinamismo do mercado de trabalho, que vem acompanhado de crescimento do emprego, sobretudo para trabalhadores menos escolarizados. Então, toda a redistribuição que a gente teve nos anos 2000 se deu entre esse meio e a base, onde a desigualdade já não era tão alta. Mas a desigualdade entre o topo e o meio não foi reduzida, ela se manteve elevada ao longo das últimas décadas. A primeira vez que começamos a atacar essa característica, na verdade, foi agora, nesse terceiro mandato do presidente Lula. Quando ele, já desde a campanha, fala que é sobre "colocar o pobre no Orçamento, e o rico no Imposto de Renda". Isso se refletiu na reforma do Imposto de Renda, não só pelo fato de se atribuir uma alíquota mínima para esse topo, mas a própria isenção para quem ganha até R$ 5 mil, com progressão até quem ganha R$ 7,5 mil, porque você está dando um benefício fiscal para quem está nesse meio. Mas claro, isso é apenas uma medida. Ainda há muito o que avançar, porque, mesmo com a alíquota mínima de 10%, continuamos com esse topo pagando menos do que quem vem logo abaixo dele. E não é só sobre taxação da renda, o debate tem que avançar no próximo período para alguma forma de taxação de riqueza, porque taxar a renda pode até frear a concentração, mas não corrige o que historicamente acumulou. A concentração de riqueza é mais elevada do que a da renda, o que faz com que essa desigualdade se perpetue, e ela se perpetua também no sistema político. Porque a influência daqueles que estão nesse topo é muito desproporcional e, com isso, atua para preservar a estrutura atual. BBC News Brasil - Numa fala pública no fim do ano passado, o Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde [fundo de investimento conhecido por seu histórico de alto retorno aos investidores], falou que o governo Lula age como "pai dos pobres e mãe dos ricos", por conta do elevado gasto social, combinado a juros altos. Você concorda com essa avaliação? Carvalho - Não que os juros sejam gerados pelo gasto social. Não acho que temos uma taxa de juros tão alta porque o governo está gastando muito, porque está gastando com benefícios sociais. Isso não tem evidência. O nosso alto patamar de taxa de juros depende também do contexto internacional e de como os fluxos de capitais estão entrando ou saindo dos países em desenvolvimento. Hoje há um cenário de juros altos no mundo inteiro, com o Brasil sendo, claro, sempre um caso um pouco fora da curva. [Nota da redação: em junho, o Brasil ocupava o topo do ranking das economias com maior juro real do mundo, mesmo após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25% ao ano. No período recente, países com juros historicamente baixos ou zero elevaram suas taxas, em meio ao avanço global da inflação.] Mas também temos uma meta de inflação muito mais baixa do que outros países emergentes [atualmente, a meta de inflação é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos]. Então, o que acho que é válido nessa comparação é que, de fato, o Estado brasileiro, por meio da dívida pública elevada, que paga juros muito altos, acaba sim, transferindo renda para os mais ricos e atuando para perpetuar essa desigualdade elevada. Isso sim é verdade. Hoje, muitos dos detentores da dívida são pessoas de alto patrimônio e que, sem muito risco envolvido, obtêm esses rendimentos elevados. Isso significa, sim, que o governo transfere renda para os mais ricos. Inclusive, me parece que o custo distributivo da dívida é algo que a gente não fala muito. BBC News Brasil - Essa persistência da desigualdade se reflete, de alguma forma, no sentimento de mal-estar com relação à economia da população brasileira? Carvalho - Temos visto no mundo todo, não só no Brasil, uma desconexão entre indicadores macroeconômicos e percepção das pessoas sobre economia. Inclusive durante o governo [Joe] Biden, nos Estados Unidos, se cunhou o termo vibesession, que é uma espécie de recessão de sentimento. Então não é só aqui no Brasil, isso vem sendo observado ao redor do mundo, e o principal fator que tem sido trazido para explicar é a própria inflação. Vivemos um período no mundo inteiro de sucessivos choques inflacionários desde a pandemia, depois a guerra na Ucrânia, e agora um terceiro com a guerra no Irã. Então uma sequência de choques econômicos de natureza distinta, mas que levaram a efeitos similares, de uma crise com inflação. O que torna mais difícil para os governos lidar, porque, em crises de outro tipo, como a de 2008, o governo faz o quê? Baixa a taxa de juros. Hoje, nesses choques inflacionários, os governos atuam a partir do aumento de taxas de juros pelos bancos centrais e, com isso, têm menos espaço fiscal para ajudar a saída dessas crises. Isso tem a ver com desigualdade, sim, no sentido de que a população que mais foi afetada, sobretudo em 2024, pelo choque de preços de alimentos, foram os 50% mais pobres que têm nesses produtos essenciais uma parte maior da sua cesta de consumo. E, de fato, a gente observa que, nas pesquisas eleitorais, esse ciclo de deterioração de percepção econômica coincide com um ciclo de queda na aprovação do governo. BBC News Brasil - Mas a inflação é suficiente para explicar essa insatisfação? Carvalho - A inflação não é suficiente para explicar, porque há um segundo ciclo de deterioração dessa percepção sobre a economia, que vem entre 2025 e 2026. Ela se dá na classe média, entre os mais ricos. Há o crescimento da renda, ela supera a inflação, então não é que as pessoas estão perdendo poder de compra. As pessoas estão ganhando poder de compra e a inflação tampouco foi expressiva para esse grupo dos mais ricos, considerando a cesta de consumo deles. Então, a gente se debruça sobre outros fatores. E o principal, me parece, é que esse crescimento da renda se dá sobre níveis de renda muito deprimidos. A gente veio de um período de uma década com pouquíssimo crescimento da renda per capita, então só em 2024 as pessoas recuperam a renda que elas tinham lá em 2014. Então o crescimento não é tão robusto quanto foi o dos anos 2000 e ele se dá sobre uma memória de que você já foi mais próspero. E também o que se deseja mudou. A sociedade vai mudando e querendo acesso a outras coisas. BBC News Brasil - Você tem falado nessa questão do "consumo aspiracional" e isso, inclusive, entrou no radar da equipe econômica do governo. Por que isso virou uma preocupação? Carvalho - Isso é um fenômeno novo que tem sido estudado. Em particular, o efeito das redes sociais sobre o consumo aspiracional. Porque consumo aspiracional sempre fez parte da teoria econômica. Há muito tempo, o economista James Duesenberry olhava para essa questão. Como, na verdade, as pessoas não consomem só baseadas na própria renda. É claro, sempre que a renda delas cresce, elas consomem mais. Mas elas também acabam consumindo emulando o consumo de outros, sobretudo daquelas classes que elas aspiram ser. E elas então se comportam e têm os seus desejos de consumo pautados por aquilo, mesmo se a renda delas é insuficiente, o que, claro, está por trás de dinâmicas frequentes de endividamento. Porque quando há algum descompasso entre aquilo que você ganha e aquilo que você deseja consumir, o que cobre o resto acaba sendo o crédito. Isso sempre foi verdade, isso não é novo. Mas, claro, as redes sociais mudam muito essa dinâmica. Esse "efeito demonstração" de consumo ocorre de uma forma muito diferente com a presença das redes. As pessoas têm acesso ao padrão de consumo de classes muito mais ricas, de forma muito mais fácil. Você não só está vendo o que consome uma pessoa no seu bairro, na sua família, você está vendo o que consome uma pessoa da classe média europeia ou um rico no seu país. E então os desejos, as aspirações, vão se homogeneizando e se globalizando de uma forma muito rápida e única na história, com uma sensação de insatisfação saindo daí. Muitos estudos mostram que as pessoas se frustram também pelo fato de estarem vendo essa ostentação, que não é só a ostentação de bens de luxo, mas também do que as pessoas fazem com seu tempo livre, a viagem, o lazer. Consumo não é só coisas, é um padrão de vida. Acho que isso talvez traga um dos elementos da diferença entre o que foram os anos 2000 para o governo Lula 1, Lula 2, e o que vem sendo esse governo. Porque, ali nos anos 2000, a distribuição de renda na base da pirâmide e o crescimento econômico expressivo incluíram uma parte da população no mercado consumidor que estava totalmente excluída desse mercado. Que passou a ter acesso a geladeira, a viagem de avião. Surgiu uma nova classe média, que hoje já não é mais satisfeita com esse mesmo padrão de consumo. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Ricardo Stuckert/PR BBC News Brasil - E como mudar esse quadro de insatisfação e gerar um novo ciclo de prosperidade? Carvalho - Pelo fato de a renda ter ficado estagnada durante tanto tempo, vai levar tempo. Precisamos chegar num ponto em que as pessoas se sintam satisfeitas, que o salário no fim do mês seja suficiente para dar vazão àquilo que elas entendem como um padrão de vida confortável. Primeiro, a economia tem que crescer muito mais e o nível de renda tem que subir. O PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] continua importando e muito. E a renda tem que ser redistribuída. Quanto mais desigualdade, mais difícil é a gente chegar nesse ponto em que a maior parte da sociedade brasileira consiga se beneficiar desse crescimento. E terceiro, tem toda uma agenda de serviços públicos, porque nem toda inclusão se dá com renda direta para as pessoas. Elas também podem gastar menos da sua renda com serviços privados, porque têm acesso a serviços públicos de maior qualidade. Um plano de saúde que deixa de ser necessário porque o SUS atende, ou uma educação privada que deixa de ser necessária porque o sistema de educação atende. Isso já libera muita margem para que as pessoas deem vazão às suas ambições e aspirações. E um tempo menor no transporte público. Isso é uma mudança de qualidade de vida que também contribui para deixar as pessoas mais próximas de um padrão de vida que elas desejam. BBC News Brasil - Você cita a expansão dos serviços públicos como um dos itens dessa receita, como fazer isso num quadro de restrição fiscal, sem aumentar ainda mais os juros que alimentam a desigualdade? Carvalho - A gente defende que seja dado sequência à agenda de tributação. E aí não é só sobre cobrar mais impostos progressivos, mas também sobre subsídios. Os gastos tributários, que hoje representam 6% do PIB, também contribuem para a desigualdade. São deduções que não estão perseguindo nenhuma agenda específica, que foram sendo expandidas por influência dos setores beneficiados. BBC News Brasil - Mas é possível abrir espaço fiscal só via tributos? Ou reformas estruturais também podem ser necessárias, como uma reforma administrativa? Carvalho - Temos que continuar avançando em eficiência no gasto, nos serviços. Essa é uma agenda que temos visto nesse governo, com digitalização dos serviços. Para que um mesmo real gasto no sistema de saúde, no sistema de educação, atinja uma qualidade maior, atinja mais gente. Agora, não me parece que a gente vai conseguir chegar num objetivo de serviço público de maior qualidade, achando que o grande inimigo do Orçamento são as pessoas que estão trabalhando na prestação desses serviços. Tampouco acho que cortar benefício social [seja a solução], apesar de, claro, poder haver uma discussão sobre integração, sobre racionalização dos benefícios, que de fato são muitos, e são sobrepostos muitas vezes. Acho que isso é válido. BBC News Brasil - Você também tem citado como um dos fatores dessa frustração dos brasileiros, as gerações escolarizadas que não encontram empregos compatíveis. Por que isso está acontecendo? E como você vê o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos, isso pode agravar esse quadro? Carvalho - O Brasil, nos primeiros ciclos de governos do PT, expandiu muito o nível educacional, deu acesso a [educação de] nível superior para filhos de famílias que nunca tiveram. Isso tanto pelo Fies, quanto pelo Prouni, quanto pela própria expansão das universidades federais. Passamos a ter uma geração inteira de pessoas com diploma universitário que hoje procuram empregos num nível de qualificação maior do que os seus pais tinham. E os empregos que estamos gerando são de um salário mínimo e em setores de serviços de baixa qualificação. Então, há um certo descompasso entre os empregos gerados e aqueles que as pessoas querem e têm qualificação para ter. Isso já vem sendo observado há algum tempo. Na última década, aumentou muito o percentual de pessoas que estão em empregos que requerem um nível educacional menor do que o que elas têm. BBC News Brasil - E como endereçar esse problema? Carvalho - Isso vem sendo debatido ao redor do mundo e demanda um tipo de política que olhe para a estrutura produtiva, e [defina] quais são os setores onde nós vamos entrar e onde o Brasil tem competitividade. Isso tem a ver com a agenda de desenvolvimento do país. É preciso olhar pela ótica do emprego, de maneira combinada a transição climática, soberania e vários outros objetivos que tem uma política industrial. Também tem que olhar pelo lado da própria educação. Porque, às vezes, os diplomas que estão sendo dados não são compatíveis com a estrutura produtiva. Então, [é preciso pensar] como você integra mais o Sistema S, as universidades, os institutos federais a essa estratégia. Para que as pessoas se eduquem também onde há oportunidades. A questão da IA, claro, afeta isso tudo. Mas eu acho que ela não é o principal. BBC News Brasil - A professora Rosana Pinheiro Machado tem escrito sobre como a direita radical tem mobilizado essa nova classe trabalhadora plataformizada por meio das redes digitais, com discurso particularmente direcionado para os microempreendedores e trabalhadores informais. Na sua visão, é possível reconquistar esses trabalhadores para o campo democrático através de medidas econômicas? Carvalho - Em alguns casos, esses são indivíduos que estão nesses trabalhos porque não têm outro, mas em muitos casos são pessoas que hoje valorizam algum grau de autonomia sobre o seu tempo. Até porque a sua alternativa seria estar numa escala 6x1, onde esse tempo não existe. Então a própria escala 6x1 é uma agenda que ajuda. O outro lado é, claro, proteção. Então, como essas pessoas vão ter acesso a proteção social caso elas percam empregos. Acho que tem toda uma agenda de regulação do setor que faz sentido. Mas, uma terceira parte, que eu acho que é pouco falada, é que esse setor depende muito de uma macroeconomia que vai bem. Quando a economia vai mal, os primeiros a sofrerem são esses trabalhadores que ou são precarizados, pois estão em empregos informais, ou são plataformizados. É um setor muito dependente de PIB e de desemprego baixo. Então a forma de entregar uma melhora substantiva para esses trabalhadores é ter uma economia que cresce. Essa é a principal. A gente precisa ter um ciclo de crescimento mais longo, mais robusto, com redistribuição de renda, para conseguir ver indicadores melhores de percepção das pessoas sobre a economia. BBC News Brasil - Você sempre esteve próxima dos governos petistas, mas nunca assumiu um cargo no Executivo. Tem esse desejo num eventual governo Lula 4? Carvalho - Eu sou uma professora universitária, fico muito confortável na posição de analista da política econômica brasileira. Estando fora, a gente contribui para essa compreensão, essa análise dos fenômenos, com diálogo permanente com aqueles que estão [dentro do governo] fazendo. Então, eu sempre fiquei muito confortável nessa posição. Nesse momento, estou mais pensando em escrever um novo livro, como foi o Valsa Brasileira, que analise esse novo ciclo necessário de prosperidade econômica no país. Qual é essa agenda de prosperidade econômica que possa nos ajudar a superar esses desafios novos, com os limites todos. Como abrir as frestas necessárias para conseguir implementar e adotar essas agendas. Então, isso é o que está mais na minha cabeça no momento.

Na Alemanha, empregados tiram, em média, quase 20 dias de licença médica por ano. Sergey Mironov/Zoonar/IMAGO O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, anunciou semana passada uma ofensiva para combater o elevado número de dias de afastamento do trabalho por motivos de doença no país. A medida ocorre após uma pesquisa publicada em janeiro pelo IGES Institut, com sede em Berlim, mostrar que os trabalhadores alemães tiram, em média, 19,5 dias úteis de licença médica por ano. O número representa um aumento significativo em relação aos cerca de 13 dias registrados em 2018. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como parte das propostas de Merz, a partir de janeiro do próximo ano os trabalhadores não poderão mais obter um atestado médico por telefone. Será necessário consultar um médico presencialmente já no primeiro dia de doença. A medida, na prática, torna mais difícil tirar licença por motivos de saúde. Segundo Merz, o elevado número de ausências está prejudicando a economia alemã. "Não podemos mais arcar com essa desvantagem competitiva causada por longos períodos de afastamento do trabalho", afirmou. Agora no g1 O chanceler apresentou a iniciativa como uma forma de restaurar o que chamou de "justiça e funcionalidade" no mercado de trabalho, permitindo que empregadores e seguradoras de saúde reajam de forma mais rigorosa a faltas recorrentes. A mudança faz parte de um pacote mais amplo de reformas e cortes orçamentários em programas de saúde e seguridade social acordado pela coalizão governista, formada pelo bloco conservador de Merz – integrado pelos partidos União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU) – e pelo Partido Social-Democrata (SPD). Como funciona a licença médica na Alemanha? A Alemanha possui um dos sistemas de licença médica mais generosos do mundo. Os trabalhadores têm direito a receber 100% do salário por até seis semanas de afastamento, pago pelo empregador. Normalmente, é necessário apresentar um atestado médico após três dias de ausência. Após seis semanas, o seguro público de saúde assume o pagamento, cobrindo cerca de 70% do salário bruto, com limite máximo, por até 78 semanas ao longo de três anos, desde que se trate da mesma doença. Além de proteger os trabalhadores contra perda de renda, o sistema incentiva a recuperação adequada e reduz o risco de transmissão de doenças no ambiente de trabalho. O modelo alemão contrasta com o de muitos outros países. Nos Estados Unidos, não existe exigência federal de uma licença médica remunerada. Muitos trabalhadores não recebem esse benefício ou contam com apenas alguns dias, dependendo do empregador. Na Índia, a licença médica remunerada costuma ser limitada a poucos dias por ano, e muitas ausências curtas não são pagas. As regras variam amplamente entre empresas, setores e estados. No Brasil, a licença médica é remunerada pelo empregador nos primeiros 15 dias de afastamento. Para afastamento mais prolongado, a partir do 16º dia, o funcionário precisa solicitar o auxílio-doença no INSS, que assume o pagamento do benefício. Dentro da própria Alemanha, políticos e líderes empresariais frequentemente criticam o sistema, argumentando que ele estimula o absenteísmo e prejudica a produtividade e a competitividade. A economia alemã enfrenta dificuldades devido à concorrência crescente da China, tensões geopolíticas e custos elevados de energia, entre outros problemas. O governo procura formas de estimular o crescimento econômico. Críticos das reformas de Merz, contudo, afirmam que as medidas podem estigmatizar doenças legítimas e transferir para os trabalhadores – especialmente uma população cada vez mais envelhecida – a culpa pelos problemas econômicos do país. Por que a Alemanha se tornou o "doente da Europa"? Segundo o IGES Institut, uma das principais razões para o aumento dos afastamentos é a melhoria dos registros. Isso ocorreu graças ao novo sistema eletrônico de atestados médicos (eAU), que entrou plenamente em vigor em 2023. Agora, os médicos enviam os atestados diretamente às seguradoras de saúde, e os empregadores podem acessá-los digitalmente, tornando o acompanhamento mais preciso. Mudança da regra prevê que empregados tenham que obter atestado pessoalmente, e não mais por telefone. Jochen Tack/imageBROKER/picture alliance O IGES argumenta que muitas ausências curtas que antes não eram registradas em papel passaram a aparecer nas estatísticas. Outro fator é a mudança de comportamento observada durante e após a pandemia de covid-19. Os trabalhadores se tornaram mais conscientes sobre a transmissão de vírus e, hoje, tendem a ficar em casa quando estão resfriados ou gripados. Embora isso seja positivo para a saúde pública, aumenta o número de dias de afastamento registrados. Problemas de saúde mental também cresceram como causa de ausências. Já os distúrbios musculoesqueléticos, como dores nas costas, continuam entre os principais motivos para licenças médicas. A pesquisa do IGES, realizada para a seguradora DAK-Gesundheit, mostra que os profissionais da saúde apresentam as maiores taxas de afastamento, enquanto trabalhadores das áreas de tecnologia da informação e processamento de dados estão entre os que menos faltam. Como a Alemanha se compara a outros países? A forma mais simples de comparação utiliza dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No entanto, a OCDE calcula as licenças médicas considerando semanas de sete dias, e não apenas dias úteis, o que dificulta uma comparação direta com os números do IGES. Segundo a OCDE, a Alemanha registrou no ano passado uma média de 3,5 semanas de afastamento, equivalente a cerca de 24,5 dias. Ainda assim, o país não lidera o ranking. Noruega, Espanha e Eslovênia superam cinco semanas anuais de afastamento. Finlândia (4,8 semanas), França (4,1), Portugal (4,0) e Bélgica (3,9) também apresentam índices superiores aos da Alemanha. Por outro lado, vários países do Leste e do Sul da Europa registram taxas muito menores. Bulgária, Romênia, Turquia, Grécia e Hungria têm média de uma semana ou menos por ano, enquanto os trabalhadores poloneses tiram cerca de 1,8 semana (entre oito e nove dias). Os dados da OCDE, que abrangem 32 dos 38 países-membros da organização, indicam que os trabalhadores dos Estados Unidos tiraram em média 1,1 semana de licença médica em 2024, o ano mais recente disponível.
Dívida boa e dívida ruim: qual é a diferença e por que isso importa? Nem toda dívida é ruim. A diferença entre “dívida boa” e “dívida ruim” é econômica, não moral — e saber identificar isso é essencial. A boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros. Já a dívida ruim é a usada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento. Nesse contexto, o endividamento caro e mal planejado preocupa no Brasil atualmente. Como resultado, o consumo pode perder força e a economia pode deixar de crescer. Neste vídeo, você vai entender por que o problema não é ter dívida — mas, sim, dever mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Divulgação TCU O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, disse em entrevista ao g1 que assinou a portaria que criou em junho uma gratificação aos servidores da Casa que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento com "muito orgulho" e com "muita vontade". 💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores e será direcionado a quem desempenha atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional. ➡️A novidade se caracteriza como um "penduricalho" do Tribunal. O termo usado é para definir verbas indenizatórias, gratificações e auxílios extras que são somadas aos salários dos servidores públicos. Como não entram no cálculo do teto constitucional (atualmente em R$ 46,3 mil), esses pagamentos na prática elevam os contracheques acima do limite legal. "O que eu justifico é que, quando meu servidor atinge o teto, eu vou convocá-lo para ele assumir uma função de direção de uma Secretaria, de uma Unidade, de ser secretário-geral. Sabe quantos querem vir? Nenhum, porque vão entrar em uma Secretaria especializada e não receber nada em troca. Rapaz, eu assinei a portaria com muito orgulho. Estou beneficiando quem economiza R$ 65 bilhões ao Brasil. A cada R$ 1 que está no meu orçamento, o TCU devolve R$ 28", disse Vital do Rêgo. 🔎Responsável, entre outras funções, por fiscalizar o uso de recursos públicos federais, aplicar sanções e determinar correções na administração pública, o TCU também poderá ser acionado para investigar os chamados "penduricalhos" na administração pública, tendo por base regras definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "A gratificação que eu dei, mantendo uma decisão do Supremo. Supremo deu, todos os órgãos da justiça federal deram, mas esperando que saia a legislação do Congresso Nacional. Mas eu fiz com muita vontade porque eu conheço o trabalho do meu servidor, eu sei a importância que ele tem para o país, sei que eu posso contar com ele", acrescentou o presidente do TCU. Vital do Rêgo argumentou que os salários dos servidores do TCU estão defasados, pelo fato de o comando constitucional de correção pela inflação não ter sido obedecido, o que elevaria o teto para R$ 72,8 mil ao mês. "Quanto você acha que ganha um CEO da iniciativa privada? R$ 1 milhão? Quando você acha que ganha um médico especializado em cirurgia torácica? Ganha bem. Porque faz um serviço especializado. O meu auditor que entra aqui, ele fez o concurso mais difícil da nação", justificou. ➡️De acordo com estudo do Banco Mundial, o Estado brasileiro gastou cerca de 10% do PIB com o pagamento de salários e vencimentos de servidores públicos em 2018. "Estima-se que os servidores públicos federais tinham em 2017 salários 96% maiores que trabalhadores do setor privado formal e servidores públicos estaduais, 16%, em média", diz o documento. ➡️Servidores públicos concursados que já adquiriram estabilidade também têm proteção contra demissão sem justa causa, podendo perder o cargo apenas nas hipóteses previstas em lei. STF forma maioria para liberar parte dos penduricalhos Vital do Rêgo avaliou, porém, que em alguns casos, não no caso do TCU, houve" generosidades excessivas, não apenas da união, mas replicando nos estados" na concessão dos penduricalhos. "A justiça estadual passou do limite nesses chamados penduricalhos", declarou Vital do Rêgo. Progressão de carreira no serviço público O presidente do TCU avaliou que a gratificação aos servidores da Casa que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento é necessária, no Tribunal, pelo fato de que os servidores atingem o teto de carreira em até seis anos, ou seja, o salário máximo. Com isso, segundo ele, não há incentivo em assumir cargos de chefia. O Ministério da Gestão informou que está ampliando, nos acordos assinados com servidores nos últimos anos, de 13 para 20 níveis os degraus de progressão de carreira. Segundo a ministra Esther Dweck, na prática, muito servidores do Executivo chegavam ao topo da carreira com 13 anos. Em entrevista ao jornal Valor Econômico em 2024, ela defendeu que isso aconteça somente com 20 anos de serviço. De acordo com o estudo de 2019, "A Reforma do RH do governo federal", coordenado pela economista Ana Carla Abrão, sócia da Oliver Wyman, documento que serviu de base em discussões sobre a reforma administrativa nos últimos anos, o modelo brasileiro, que concede progressão de carreira aos servidores com base em tempo de serviço, não é comum. Em países desenvolvidos, esse levantamento mostra que a progressão na carreira, bem como alavancagem de oportunidades internas de crescimento, "são amparadas fundamentalmente no desempenho individual". Esse modelo foi progressão com base somente no tempo de serviço foi considerada uma "distorção a ser eliminada" na proposta de reforma administrativa do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, conduzida pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto não foi aprovado pelo Congresso Nacional. Decisões do STF sobre penduricalhos Em março, o STF estabeleceu os critérios para o pagamento das verbas indenizatórias — chamadas de "penduricalhos" — para os magistrados e os integrantes do Ministério Público. Na ocasião, foi informado que a decisão levaria a uma economia de R$ 7,3 bilhões ao ano. 💵 Foram autorizados, naquele momento, alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, correspondente ao valor da remuneração dos ministros do Supremo – atualmente em R$ 46.366,19. Isso significa que os penduricalhos podem chegar a até R$ 16.228,16. Também em março, o STF liberou ainda o benefício por tempo de carreira, também limitado a 35% do teto constitucional. Na prática, somando os dois tipos de verbas, foi permitido o pagamento de até R$ 32.456,32 mais o salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32. Em junho, porém, o STF decidiu liberar parte dos "penduricalhos". Com a decisão, o limite ainda precisa ser respeitado, mas deixam de valer restrições que haviam sido impostas a algumas verbas indenizatórias pelo próprio STF. Passou a ser permitido, por exemplo, o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões acumulados antes do julgamento.

O Ministério da Fazenda publicou nesta sexta-feira (10) uma portaria que estabelece novas regras para publicidade de apostas online — conhecidas como bets —, e estabelece que toda publicidade de bet será acompanhada de uma advertência, semelhante com o que acontece com propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas. O texto define que as publicidades devem alertar sobre os riscos associados de dependência e de transtornos do jogo patológico, com uma das seguintes frases de advertência obrigatória: "Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência"; "Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro"; ou "Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento". Agora no g1 Além disso, a advertência deverá estar na horizontal, serem claras, legíveis e proporcionais ao restante da ação de comunicação e de publicidade, e ter um mínimo de 10% do comprimento ou tamanho do anúncio. As novas regras entram em vigor no dia 17 de julho. Além disso, também foi publicada uma portaria em conjunto com o Ministério da Justiça que estabelece regras sobre o conteúdo das publicidades de apostas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que veículos de comunicação estão proibidos de veicular empresas não autorizadas a operar no mercado. "A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado", afirmou o ministro da Fazenda. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho Matheus Moreira Com as portarias, informou Durigan, empresas ficam proibidas de criar senso de urgência, apresentar apostas como investimento ou solução financeira, mostrar ganhos ou histórico de premiações como incentivo e induzir o consumidor a erro. Vedações a comentaristas A portaria também proíbe que as ações de publicidade emitam estratégias, opiniões técnicas ou análises que possam "induzir ou influenciar a realização de apostas de quota fixa em determinado evento ou mercado de apostas". "[Não é lícito misturar] um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um determinado jogo, determinado assunto. Ele dizendo que a melhor aposta é uma, ou que o caminho a ser adotado é aquele, portanto induzindo o consumidor a adotar uma certa prática com um verniz de respaldo técnico. Então, isso não deve ser feito", disse Dario Durigan. O texto também proíbe propagandas que: sugiram a obtenção de ganho fácil ou apresentem a aposta como sinal de virtude, de êxito pessoal, social ou financeiro, como prioridade na vida ou como conduta socialmente atraente, inclusive por meio de afirmações de personalidades conhecidas ou de celebridades; apresentem a aposta como fonte de renda, forma de investimento, alternativa ao emprego, solução para problemas pessoais, sociais ou financeiros ou meio de recuperação de valores perdidos em apostas anteriores ou de outras perdas financeiras; encorajem práticas excessivas de aposta ou contenham chamadas para ação, inclusive com mecânicas promocionais, que sugiram ato imediato por parte do apostador; contenham informação falsa ou enganosa, inclusive quanto às probabilidades de ganhar ou quanto à possibilidade de a habilidade, a destreza ou a experiência do apostador influenciar o resultado da aposta; vinculem apostas a atitudes ou comportamentos ilegais ou discriminatórios, utilizem mensagens de cunho sexual ou de objetificação de atributos físicos ou ofendam crenças culturais ou tradições do País; e sejam dirigidas, direta ou indiretamente, a crianças e adolescentes. Com a publicação da portaria, essas regras já passam a valer. Penalidades Segundo Durigan, em caso de descumprimento das regras, as penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da empresa que opera a bet. E, também, a suspensão por 180 dias. Em caso de reincidência grave, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online. O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, disse que pode ser aplicado o teto da multa, cerca de R$ 14 milhões, a quem veicular publicidade irregular de bet. O governo também informou que a empresa vai ser punida caso o influenciador contratado faça uma publicidade irregular, infringindo as novas regras, e o conteúdo também pode ser derrubado.

Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões A Apple entrou com uma ação judicial nesta sexta-feira (10) contra a OpenAI e dois ex-funcionários, acusando a empresa responsável pelo ChatGPT de se beneficiar de informações confidenciais da fabricante do iPhone para avançar em sua entrada no mercado de dispositivos eletrônicos. O processo, apresentado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alega que houve uma ação coordenada para obter segredos comerciais da Apple, incluindo informações sobre projetos de produtos, processos de fabricação e estratégias da cadeia de fornecedores. A ação envolve a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products, além de dois ex-funcionários da Apple: Chang Liu, que atuava como engenheiro sênior de sistemas elétricos, e Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produtos do iPhone e do Apple Watch. O que aconteceu? Segundo a Apple, Liu teria deixado de devolver um notebook corporativo fornecido pela empresa e, posteriormente, teria explorado uma falha no sistema de autenticação para acessar a rede interna da companhia. A fabricante afirma que ele baixou "dezenas de arquivos confidenciais relacionados a hardware" antes de deixar a empresa e ingressar na OpenAI. A Apple também acusa Tan de ter usado informações internas da companhia em benefício da OpenAI. De acordo com a ação, o ex-executivo teria enviado para si próprio dados sobre fornecedores da Apple e análises internas do setor antes de sua saída da empresa. Segundo a big tech, Tan incentivou funcionários da companhia a levarem componentes da Apple para entrevistas de emprego na OpenAI, em sessões de “mostrar e contar” (“show and tell”). No processo, a empresa cita um episódio em que um candidato a uma vaga na OpenAI teria dito que “nem sabia que podíamos pegar essas coisas do escritório”. Mais de 400 ex-funcionários da Apple agora trabalham na OpenAI, segundo a empresa no processo, afirmando que “não é surpreendente” que alguns deles tenham conhecimento de informações confidenciais. A companhia afirma ainda que a OpenAI teria feito perguntas altamente específicas a fornecedores sobre processos de fabricação e componentes usados pela Apple - informações que, segundo a empresa, só poderiam ser obtidas por alguém com conhecimento interno. A Apple também alega que a OpenAI teria convencido um de seus parceiros comerciais a realizar técnicas de acabamento em metal desenvolvidas pela fabricante do iPhone para projetos de hardware da empresa de inteligência artificial, apesar de limitações contratuais. “Só porque a OpenAI agora emprega pessoas que antes eram responsáveis pelos segredos comerciais da Apple, isso não dá à empresa o direito de usar essas informações para acelerar seus esforços em hardware”, escreveu a fabricante do iPhone na ação. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton Uma rivalidade bilionária O processo aumenta significativamente a tensão entre Apple e OpenAI, uma relação que já vinha sendo pressionada nos últimos meses pela disputa por talentos e tecnologias estratégicas no setor de inteligência artificial. A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. A rivalidade entre as duas empresas ocorre em meio à corrida para desenvolver novos produtos baseados em inteligência artificial. Em 2024, a Apple anunciou a integração da sua plataforma "Apple Intelligence" em aplicativos como a Siri e também incorporou o ChatGPT aos seus dispositivos. A parceria permite que usuários do iPhone acessem respostas do ChatGPT por meio da Siri e também assinem planos pagos da OpenAI diretamente pelas configurações do sistema iOS. A OpenAI ampliou sua atuação além dos softwares ao comprar, no ano passado, a startup de hardware io Products, fundada pelo ex-designer da Apple Jony Ive, em um negócio avaliado em US$ 6,5 bilhões. O acordo reforçou a estratégia da empresa de criar produtos físicos voltados ao consumidor. Ive, porém, não é citado como réu no processo. No mês passado, a Apple lançou uma atualização da Siri que estava atrasada há meses. A empresa havia prometido grandes melhorias para a assistente virtual há dois anos, mas os recursos foram adiados repetidamente. *Com informações da Reuters

Como a inteligência artificial está mudando a forma de nos relacionarmos A fabricante sul-coreana de chips SK Hynix estreou nesta sexta-feira (10) na Nasdaq como uma das maiores ofertas já realizadas nos Estados Unidos por uma empresa estrangeira. A operação movimentou US$ 26,5 bilhões (R$ 135,6 bilhões) e ficou atrás apenas da oferta de recorde da SpaceX, que levantou US$ 86 bilhões (R$ 440,1 bilhões) no mês passado. A SK Hynix já era negociada na bolsa de Seul há anos. O que ocorreu nesta sexta-feira foi a estreia dos papéis da companhia nos EUA por meio dos chamados American Depositary Receipts (ADRs), recibos que representam ações de empresas estrangeiras e permitem sua negociação no mercado americano. 🔎 Ou seja, a empresa não realizou uma abertura de capital nos EUA. Ela apenas passou a oferecer uma nova forma para investidores americanos acessarem suas ações. Os papéis negociados nos EUA abriram com valorização de 14%, a US$ 170 (R$ 870,40) por ação, acima do preço definido na oferta, de US$ 149 (R$ 762,88). A operação colocou a companhia entre as maiores empresas estrangeiras a acessar diretamente investidores americanos e reforça o interesse do mercado por empresas ligadas ao avanço da inteligência artificial (IA). A oferta deve ajudar a SK Hynix a ampliar seus investimentos, incluindo a construção de novas fábricas, além de dar à companhia acesso direto a uma das maiores bases de investidores do mundo. 🔎 Coreia do Sul e China têm ampliado seus investimentos para fortalecer suas indústrias de chips e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira. Enquanto a Coreia do Sul busca consolidar sua liderança em semicondutores, com grandes aportes de empresas como SK Hynix e Samsung, a China também acelera seus planos para desenvolver uma cadeia própria de inteligência artificial e chips avançados. LEIA MAIS China e Coreia do Sul querem aumentar investimento em IA O que faz a SK Hynix? A SK Hynix é uma das principais fabricantes mundiais de chips de memória, componentes responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de dados. A companhia, sediada em Icheon, na Coreia do Sul, é a maior fabricante mundial de chips de memória de alta largura de banda (HBM, na sigla em inglês), tecnologia essencial para o processamento de grandes volumes de dados em sistemas de inteligência artificial. Esses componentes são usados em equipamentos de computação avançada, incluindo unidades de processamento gráfico (GPUs) desenvolvidas por empresas como Nvidia e AMD para alimentar modelos de IA cada vez mais sofisticados. Nos últimos anos, a corrida pela IA fez empresas de tecnologia investirem centenas de bilhões de dólares na construção de infraestrutura para suportar essa nova geração de sistemas. Segundo uma análise do Bank of America Securities divulgada nesta semana, os investimentos globais em infraestrutura de nuvem e inteligência artificial podem se aproximar de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,68 trilhões) até 2027, com crescimento anual entre 40% e 50%. Esse movimento elevou a demanda por chips mais avançados e transformou fabricantes de componentes, como a SK Hynix, em algumas das empresas mais acompanhadas pelo mercado. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Demanda supera em sete vezes a quantidade oferecida A entrada na Nasdaq permite que a SK Hynix amplie sua exposição entre investidores internacionais, especialmente nos EUA, onde estão algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. A oferta recebeu uma procura mais de sete vezes superior ao número de ações disponíveis, segundo uma fonte ouvida pela Reuters. Para Giuseppe Sette, cofundador da plataforma de análise de investimentos Reflexivity, a listagem americana representa uma forma de aproveitar o interesse dos investidores pelo setor de inteligência artificial e reduzir a diferença de avaliação em relação a concorrentes americanas. Apesar da forte demanda, analistas avaliam que empresas que tentarem seguir o mesmo caminho podem encontrar um mercado mais seletivo, especialmente diante das preocupações com os preços elevados das ações de tecnologia e com a possibilidade de desaceleração dos investimentos em IA. Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. Dado Ruvic/Reuters Disputa com a Micron e o futuro dos chips de IA A demanda por chips HBM aumentou nos últimos anos porque empresas que desenvolvem computadores e servidores voltados para inteligência artificial precisam desses componentes para ampliar a capacidade de processamento. A alta procura transformou esses semicondutores em produtos disputados e beneficiou fabricantes que atuam nesse segmento. A concorrente americana Micron também teve forte valorização no último ano, com alta de 711% em 12 meses. A SK Hynix registrou alta de 630% no mesmo período. Antes da estreia nos EUA, porém, as ações da SK Hynix haviam recuado cerca de 25% desde o recorde atingido duas semanas antes, acompanhando uma perda de ritmo recente dos papéis ligados a semicondutores. Mesmo sendo líder no segmento de memória para IA, a SK Hynix negocia atualmente por cerca de 5,8 vezes o lucro esperado para os próximos anos, enquanto a Micron está avaliada em aproximadamente sete vezes esse indicador, segundo dados da LSEG. * Com informações da Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, reage enquanto fala com a imprensa no dia da cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 REUTERS/Umit Bektas Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (10) novas sanções relacionadas ao Irã em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. As medidas têm como alvo Ali Ansari, banqueiro e empresário iraniano radicado em Dubai, além de outras 13 pessoas e entidades. O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que as sanções foram adotadas após a retomada de ataques de Teerã contra petroleiros no Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa cerca de 20% do consumo global de petróleo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Principal alvo, o banqueiro Ansari já havia sido sancionado pelo Reino Unido por seu suposto papel no apoio financeiro às atividades da Guarda Revolucionária do Irã. O governo americano citou esse histórico ao anunciar as novas sanções. A gestão Trump também descreveu o banqueiro como um "importante financiador" do novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, e afirmou que ele teria desviado recursos públicos para construir um amplo portfólio de imóveis e participações comerciais no exterior. Agora no g1 Segundo as autoridades americanas, os recursos teriam beneficiado o próprio empresário, integrantes da elite do governo e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). "O governo dos EUA está tomando medidas decisivas para cortar as linhas de financiamento que sustentam a elite governante do Irã", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado. Em geral, as sanções americanas incluem o bloqueio de ativos sob jurisdição dos EUA, a proibição de que cidadãos e empresas americanas realizem transações com os alvos e a possibilidade de punições contra estrangeiros que mantenham relações comerciais com essas entidades. Nesta sexta-feira, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano (OFAC, na sigla em inglês) também sancionou casas de câmbio iranianas e empresas estrangeiras "de fachada". Segundo o governo dos EUA, essas entidades movimentavam bilhões de dólares por ano em nome de bancos iranianos sancionados e usavam uma rede de intermediários para ocultar as operações. A OFAC também anunciou medidas contra indivíduos e empresas ligados às operações dessas casas de câmbio. Entre os alvos estão a CDM Trading Limited, sediada em Hong Kong, que, segundo o órgão, realizava transações financeiras por meio dessas instituições, e a Naba Alzaki Raw Materials Trading LLC, dos Emirados Árabes Unidos. Escalada das tensões As novas sanções foram anunciadas após uma semana de retomada dos confrontos. No período, três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita foram atingidos por disparos iranianos, segundo os EUA. O episódio levou Washington a atacar alvos no Irã, que respondeu com ataques contra instalações militares americanas em países do Golfo. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que o cessar-fogo acordado com o Irã havia terminado, mas disse que Washington concordou em manter as negociações a pedido de Teerã. Em comunicado sobre as novas sanções, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que o departamento continuaria "usando todas as ferramentas à sua disposição" para isolar Khamenei e outros altos funcionários iranianos do sistema financeiro global. O Irã afirmou estar preparado para uma "defesa total" caso os EUA violem o memorando de entendimento firmado no mês passado. Em uma publicação no Telegram, o principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que a guerra nunca terminará com a rendição de Teerã. Para Brett Erickson, diretor-gerente da Obsidian Risk Advisors, as novas sanções enviaram uma mensagem clara a Teerã. "Washington não está mais tentando preservar a estrutura existente. Está se preparando para substituí-la completamente", afirmou. * Com informações da agência de notícias Reuters

Dancinhas de TikTok e remixes de funk invadem quadrilhas escolares O TikTok informou nesta sexta-feira (10) que irá fortalecer suas ferramentas, parcerias e mecanismos de segurança para ajudar seus usuários a identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA). As novidades anunciadas incluem: Novos recursos educacionais e mais investimentos no fundo de letramento em IA; Testes de sistemas aprimorados de detecção para identificar contas dedicadas à publicação de spam gerado por IA, que prejudicam criadores originais; e Fortalecimento dos padrões técnicos que adicionam metadados criptografados a imagens, vídeos e áudios. Chamado de “selo de procedência”, o recurso permite verificar a autoria, a data e todas as ferramentas de edição utilizadas na criação do conteúdo. “À medida que essa tecnologia evolui, há também o risco de que ela seja utilizada indevidamente para produzir conteúdo de spam em grande escala, o que acaba ofuscando criadores autênticos”, explicou o TikTok em nota. Segundo a empresa, a rede social já trabalha há algum tempo no combate ao spam e utiliza tecnologia para remover esse tipo de publicação. “Só no primeiro trimestre deste ano, removemos mais de 86 milhões de contas falsas”, acrescentou a companhia. Nas próximas semanas, especificamente, o TikTok testará melhorias nos sistemas de detecção de contas dedicadas à publicação de spam gerado por IA em temas que possam representar riscos à confiança ou ao bem-estar do público. Entre os conteúdos monitorados estão: Política e atualidades; Aconselhamento financeiro; e Conteúdos de saúde. “Até o momento, classificamos mais de 3 bilhões de vídeos como AIGC [conteúdo gerado por inteligência artificial] por meio de uma combinação das Credenciais de Conteúdo, ferramentas de identificação de criadores e nossa tecnologia de marca d’água invisível”, explicou a empresa.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) adiou para 27 de julho o início das operações da linha de crédito, em bancos públicos, destinada a mototaxistas e entregadores de aplicativos, dentro do programa Move Brasil. Segundo o governo, o financiamento, que começaria em 13 de julho, teve o cronograma alterado para permitir a conclusão de testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos. "O ajuste no cronograma foi necessário para a finalização de testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos, com o objetivo de garantir segurança e estabilidade no atendimento aos trabalhadores", afirmou a pasta, em nota divulgada nesta manhã. Com isso, a partir do dia 27 de julho, os trabalhadores que tiverem a participação confirmada no programa devem procurar a Caixa, Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento. Lula diz que motoristas de app estão deixando a 'invisibilidade' A aprovação do cadastro apenas confirma que o trabalhador cumpre os requisitos do programa. A liberação do financiamento, porém, dependerá da análise de crédito feita pelos bancos. Sobre a linha A linha de crédito é destinada a entregadores ciclistas e motociclistas, motofretistas e mototaxistas que usam motos ou bicicletas como instrumento de trabalho, por aplicativo ou com vínculo formal de emprego. O programa permite financiar, sem entrada, um veículo zero-quilômetro por beneficiário, entre bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O financiamento, garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), tem prazo de até 48 meses e carência de dois meses para início do pagamento. Motociclistas de app cobram mais ações educativas para passageiros para melhorar segurança Thiago Gadelha/SVM

Folarin Balogun, dos EUA, recebe cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. Phil Noble/Reuters Se o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esperava que a tecnologia ajudasse a reduzir as controvérsias da arbitragem, a Copa do Mundo mostrou que o debate está longe de terminar. O uso da tecnologia esteve no centro das principais polêmicas do torneio, incluindo a expulsão de Folarin Balogun, caso que chegou a chamar a atenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As críticas variaram de acusações de excesso de interferência e falta de critério uniforme na aplicação do VAR a teorias conspiratórias de que a tecnologia estaria favorecendo determinadas seleções ou jogadores. O técnico do Egito, Hossam Hassan, reuniu essas críticas após a derrota por 3 a 2 para a Argentina nas oitavas de final. Na partida, sua equipe teve um gol anulado pelo VAR devido a uma falta na outra ponta do campo e um pedido de pênalti que não foi atendido. Agora no g1 “O que está acontecendo não é justo”, disse ele. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, afirmou em uma entrevista na quarta-feira que estava satisfeito com o andamento das coisas e, em particular, defendeu a decisão de anular o gol do Egito por causa de uma falta na jogada que antecedeu o gol. "Não existe um limite pré-estabelecido para a distância da jogada em relação ao gol nem para o tempo transcorrido até a conclusão da jogada", afirmou Collina. “Acreditamos que uma falta é uma falta. Independentemente de a falta parecer ‘óbvia’, se o árbitro não a viu em campo, o VAR pode intervir.” O Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) foi criado para corrigir erros considerados claros e evidentes, como o famoso gol marcado com a mão por Diego Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986. A introdução do VAR na Copa do Mundo enfrentou resistência de Joseph Blatter quando ele era presidente da Fifa, mas foi rapidamente adotada por Infantino quando assumiu o cargo em 2016. Houve 20 intervenções do VAR nos 64 jogos da Copa de 2018 e menos de 30 no mesmo número de partidas no Catar, em 2022. Já na edição de 2026, esses números foram superados ainda nas fases iniciais da competição, que passou a contar com 104 jogos. Fifa amplia o papel do VAR O aumento das intervenções não ocorreu por acaso. A ampliação do papel dos quatro árbitros responsáveis pelo VAR é um dos pilares da estratégia adotada por Collina para esta Copa do Mundo. Em parceria com o International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol, Collina ampliou as situações em que o VAR pode intervir, acrescentando quatro novas categorias de revisão. O especialista em ciência de redes Brennan Klein afirmou que um futuro no qual uma rede cada vez maior de câmeras e sistemas de inteligência artificial assumisse parte das decisões de arbitragem em tempo real — embora possível — era improvável, simplesmente porque os torcedores parecem cada vez menos dispostos a aceitar um nível maior de intervenção tecnológica. "Esse tipo de futuro distópico, de excesso de arbitragem em tudo, acaba não abordando a questão que motivou a intervenção inicial", disse à Reuters Klein, que vem analisando dados ao longo do torneio com sua equipe na Universidade Northeastern. "Tenho a impressão de que, de modo geral, os torcedores no estádio simplesmente detestam isso. Eles foram informados de que essa é a maneira correta de fazer as coisas, mas não tiveram realmente voz ativa na decisão." "Acho que os torcedores parecem estar votando com suas vaias." 'Abuso da tecnologia' Se a partida entre Croácia e Portugal tivesse acontecido na Copa do Mundo de 2014, provavelmente teria terminado empatada por 2 a 2 no tempo regulamentar. Josko Gvardiol marcou aos 13 minutos dos acréscimos e empatou o jogo para a Croácia. No entanto, o VAR apontou que a bola havia tocado em Igor Matanovic antes de chegar ao defensor, o que colocou um companheiro de equipe em posição irregular. O toque não pôde ser percebido a olho nu e tampouco alterou visivelmente a trajetória da bola. Ainda assim, um sensor instalado no equipamento registrou o contato, possivelmente até com o cabelo de Matanovic. "(O sensor) é capaz de detectar até os contatos mais leves, fornecendo aos árbitros informações sem precedentes para tomar decisões rápidas e precisas", afirmou a Fifa em uma publicação nas redes sociais. Luka Modric, croata que se despediu das Copas do Mundo após a derrota por 2 a 1, não ficou impressionado com a decisão. "A tecnologia é útil em determinadas situações, mas está sendo usada de forma incorreta ou seletiva, dependendo da equipe envolvida ou de outros fatores", afirmou o jogador. "Se for um erro evidente, a intervenção faz sentido. Mas, quando a jogada está em uma área cinzenta e sujeita à interpretação, não há motivo para interferir." A Federação Croata de Futebol (HNS), que apoia o uso do VAR, enviou um ofício à Fifa pedindo explicações sobre a decisão e classificando o episódio como "um abuso da tecnologia".
Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos quatro modelos da marca. Celso Tavares/g1 Representantes dos trabalhadores da Volkswagen bloquearam um amplo plano de reestruturação da empresa na Alemanha, disseram duas fontes à Reuters nesta sexta-feira. O episódio evidencia as dificuldades enfrentadas pelo presidente-executivo Oliver Blume para reformular a maior montadora da Europa. Blume tenta tornar o grupo mais eficiente em um momento em que a Volkswagen enfrenta o avanço da concorrência chinesa, bilhões de euros em custos associados às tarifas impostas pelos Estados Unidos e dúvidas sobre a competitividade de suas fábricas na Alemanha. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A estrutura de governança da Volkswagen, porém, torna a tomada de decisões mais complexa. Isso porque representantes dos trabalhadores e o Estado da Baixa Saxônia controlam a maioria dos assentos no conselho de supervisão da empresa. Em reunião realizada na quinta-feira (9), o conselho de supervisão rejeitou por 12 votos a 7 a proposta de reestruturação apresentada pela diretoria, após a oposição dos representantes dos trabalhadores, segundo as fontes. Agora no g1 Fontes familiarizadas com as discussões haviam informado anteriormente à Reuters que a proposta de Blume incluía o corte de até 100 mil postos de trabalho e o possível fechamento de quatro fábricas na Alemanha. Em meio à pressão sobre a empresa, a Volkswagen informou nesta sexta-feira uma queda de 8,6% nas entregas do segundo trimestre, a maior retração em quatro anos. Analistas veem falta de medidas concretas no plano Após a reunião, a Volkswagen divulgou um comunicado. Analistas, porém, afirmaram que o chamado "plano para o futuro" traz poucas medidas concretas e evidencia a dificuldade da diretoria em avançar com mudanças mais profundas. No comunicado divulgado na noite de quinta-feira, a Volkswagen não mencionou cortes de empregos nem fechamento de fábricas. Em vez disso, reiterou metas já conhecidas para simplificar suas operações, medidas que nem sequer dependiam da aprovação do conselho de supervisão. Analistas do Jefferies afirmaram que "não há indicação de progresso rumo a um acordo". Já analistas da Bernstein disseram que o plano está "repleto de ideais, mas muito pobre em medidas concretas". Alguns analistas, no entanto, avaliaram positivamente as propostas de simplificação, que incluem reduzir a capacidade global de produção de 10 milhões para 9 milhões de veículos por ano e cortar em até 50% o número de modelos oferecidos. A reestruturação remodelaria gradualmente o portfólio do grupo, que reúne marcas de grande volume, como Volkswagen e Skoda, além da fabricante de carros esportivos Porsche e da marca de luxo Lamborghini. Sindicatos cobram detalhes do plano após protestos O IG Metall, maior sindicato industrial da Alemanha, realizou manifestações em unidades da Volkswagen em todo o país nesta quinta-feira e cobrou da empresa uma estratégia clara para garantir a produção no futuro. O conselho de trabalhadores exigiu que a empresa esclarecesse, até o fim desta sexta-feira, seus planos de redução de custos. O atual acordo trabalhista da Volkswagen limita a realização de greves, mas os sindicatos ameaçaram ampliar os protestos caso a empresa tente rever os compromissos assumidos em relação à segurança no emprego. Apesar das tensões, ambos os lados concordam quanto à dimensão dos desafios enfrentados pela Volkswagen, cujas margens de lucro caíram pela metade nos últimos cinco anos devido à fraqueza do mercado chinês, aos custos da eletrificação e às tarifas comerciais. O chanceler alemão Friedrich Merz prometeu implementar reformas para aumentar a competitividade do país em meio às dificuldades enfrentadas por setores-chave da indústria. "Todos os envolvidos têm consciência de que a Volkswagen e a indústria automobilística enfrentam um momento crítico em um ambiente de competição internacional cada vez mais desafiador", afirmou Olaf Lies, primeiro-ministro do Estado da Baixa Saxônia. Fontes familiarizadas com o assunto disseram que a Baixa Saxônia, onde fica a sede da Volkswagen em Wolfsburg, tentou intermediar um compromisso durante as discussões do conselho de supervisão. Segundo uma das fontes, o governo estadual chegou a planejar apresentar sua própria proposta, mas a ideia acabou sendo abandonada. A fonte não forneceu mais detalhes. O governo da Baixa Saxônia se recusou a comentar o assunto.

Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook. Tony Avelar/AP A Meta terá de modificar o que a União Europeia classifica como um "design viciante" no Facebook e no Instagram ou poderá enfrentar multas elevadas, advertiu o bloco nesta sexta-feira (10). Segundo a Comissão Europeia, a Meta não adotou medidas suficientes para reduzir os riscos que o Facebook e o Instagram representam para os usuários, especialmente crianças e pessoas vulneráveis. Na avaliação do órgão, as plataformas utilizam mecanismos que incentivam o uso contínuo das redes sociais. Se as conclusões preliminares forem confirmadas, a UE poderá aplicar uma multa equivalente a até 6% do faturamento anual global da empresa. "Proteger a saúde física e mental dos europeus deve ser uma prioridade para as plataformas de redes sociais", afirmou, em comunicado, Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica. Agora no g1 Nos últimos meses, a UE intensificou a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia para que reforcem a proteção aos usuários, especialmente às crianças. Em um parecer preliminar divulgado nesta sexta-feira, a Comissão Europeia afirmou ter identificado indícios de que a Meta violou regras europeias e disse que a empresa precisará promover mudanças no design do Instagram e do Facebook. Segundo a Comissão, as mudanças poderiam incluir o fim de recursos considerados viciantes, como a reprodução automática de conteúdo e a rolagem infinita. O órgão também quer mecanismos mais eficazes para limitar o tempo de uso e ajustes nos sistemas de recomendação para reduzir o incentivo ao consumo contínuo de conteúdo. A Meta disse discordar das conclusões preliminares, mas afirmou que continuará "colaborando de maneira construtiva" com a União Europeia. Uma alta autoridade da UE afirmou à France-Presse (AFP) que o objetivo da Comissão Europeia não é punir as empresas. "Queremos promover mudanças e, se conseguirmos isso por meio de compromissos assumidos pelas empresas, ficaremos muito satisfeitos", disse. UE questiona mecanismos de proteção As conclusões foram divulgadas poucos dias antes de um painel de especialistas encarregado pela Comissão Europeia apresentar, na segunda-feira (13), recomendações para ampliar a proteção de crianças contra conteúdos inadequados na internet. Em fevereiro, a UE fez um alerta semelhante ao TikTok, informando à plataforma que deveria alterar seu design ou correria o risco de receber multas elevadas. Ainda assim, a autoridade ressaltou que há uma "pequena diferença" em relação ao TikTok, argumentando que "a Meta sempre procurou abordar a proteção dos menores na internet". Em seu parecer, a Comissão Europeia observou que as ferramentas de controle de tempo do Facebook e do Instagram podem ser desativadas com facilidade pelos próprios usuários. Além disso, os controles parentais só seriam eficazes se os responsáveis tivessem determinados conhecimentos técnicos. A UE iniciou sua investigação sobre a Meta em 2024 com base na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). A legislação é uma das principais ferramentas adotadas pela União Europeia para responsabilizar grandes empresas de tecnologia por conteúdos e riscos em suas plataformas e ampliar a proteção dos usuários online.

Estreito de Ormuz Reuters/Stringer O movimento de navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, diminuiu nesta semana, em meio à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Dados de rastreamento marítimo mostraram que apesar de pelo menos 22 embarcações — todas ligadas ao Japão — terem deixado o Golfo desde terça-feira (7), o tráfego diário geral reduziu na região. Segundo a Reuters, empresas de navegação e governos acompanham de perto a situação no Estreito, após os ataques iranianos desta semana contra navios comerciais e as ações retaliatórias dos Estados Unidos contra o Irã. Dados da Kpler e da LSEG mostram que pelo menos cinco navios-tanque de GNL sem carga entraram no Estreito de Ormuz nos últimos dias. Agora no g1 Entre eles estão o GasLog Shanghai, operado pela empresa de navegação grega GasLog, e quatro embarcações ligadas à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan. Segundo os dados, o GasLog Shanghai e o Al Rayyan provavelmente entraram no Estreito de Ormuz durante a madrugada, após terem sido avistados fora da via navegável em 9 de julho. Os outros três navios ligados à QatarEnergy haviam sido vistos pela última vez na costa oeste da Índia, fora do Estreito de Ormuz. Segundo os dados, o Al Samriya e o Al Gattara foram identificados na região entre 18 e 19 de junho, enquanto o Al Dafna apareceu pela última vez em 29 de junho. A QatarEnergy e a GasLog não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos fora do horário comercial por parte da Reuters. O superpetroleiro Nissos Kea entrou no Estreito de Ormuz na quinta-feira, enquanto o Lila Vadinar deixou a passagem marítima. "O que mudou em relação ao início do conflito é que o Irã passou a atacar embarcações que utilizam a rota de Omã, em vez de mirar todos os navios. Isso pode levar mais embarcações a optar pela rota iraniana ou a adotar medidas mais discretas ao atravessar o estreito", disse Xavier Tang, analista sênior de mercado da Vortexa. Fontes do setor afirmaram à Reuters que as embarcações têm desligado com mais frequência os sistemas públicos de rastreamento AIS, o que dificulta o monitoramento de todos os navios que cruzam o estreito. Uma análise da Kpler dos navios que podem ser monitorados mostrou que o tráfego diário de petroleiros e navios-tanque de GNL caiu na quinta-feira para o menor nível desde 28 de junho. Foram 10 embarcações transitando pelo estreito, ante 14 na quarta-feira e 22 na segunda-feira. Ataques entre EUA e Irã Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz. A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Entenda o que está por trás da nova onda de ataques entre EUA e Irã Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os grupos pesquisados, a Habitação teve a maior alta de preços no mês e foi o que mais pressionou a inflação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Por outro lado, a inflação dos alimentos caiu 0,24% em junho e teve o maior impacto negativo sobre o índice geral do mês. Os preços dos alimentos consumidos em casa tiveram queda de 0,39%, depois de uma alta de 1,65% em maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%). Já a alimentação fora de casa subiu 0,15% em junho, uma desaceleração em relação a maio (+0,49%). Contas de luz sobem até o triplo da inflação Abaixo veja os 20 alimentos que mais encareceram e que mais baratearam no 1º semestre deste ano. Alimentos que ficaram mais caros Pepino: 155,47% Cenoura: 103,14% Tomate: 82,41% Batata-inglesa: 82,11% Morango: 60,97% Cebola: 53,34% Feijão-carioca (rajado): 52,82% Repolho: 29,79% Açaí (emulsão): 27,64% Abobrinha: 23,46% Feijão-preto: 22,62% Leite longa vida: 22,08% Couve-flor: 21,96% Brócolis: 19,72% Feijão-mulatinho: 19,22% Manga: 19,17% Couve: 17,73% Batata-doce: 15,92% Peito bovino: 13,02% Alimentos que ficaram mais baratos Abacate: -41,3% Laranja-baía: -32,81% Laranja-lima: -23,36% Banana-maçã: -18,9% Maracujá: -12,93% Café moído: -11,49% Maçã: -11,03% Açúcar refinado: -10,78% Limão: -9,45% Óleo de soja: -9,25% Banana-d'água: -8,31% Açúcar demerara: -8,23% Açúcar cristal: -7,77% Laranja-pera: -7,03% Azeite de oliva: -6,67% Carne de porco: -5,64% Farinha de trigo: -4,77% Pimentão: -4,73% Café solúvel: -4,34% Frango em pedaços: -4% Por que as hortaliças ficaram mais caras Problemas climáticos e redução da produção em momentos importantes da safra são alguns dos fatores que explicam a alta de preços das hortaliças. O pepino, por exemplo, sofreu com o calor nas principais regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em Minas Gerais, segundo o relatório do índice Ceagesp, publicado em maio. O calor excessivo afetou a produtividade das plantações – ou seja, a quantidade colhida por hectare –, o que diminuiu o volume colhido. No caso da cenoura, o excesso de chuvas em parte da safra comprometeu a qualidade das raízes, provocando deformações e doenças. Isso reduziu a quantidade de cenouras aptas para comercialização. Em relação ao tomate, a queda das temperaturas e o aumento da umidade atrasaram a maturação dos frutos e favoreceram a proliferação de fungos e bactérias nas lavouras. Com menor produtividade e menos tomate chegando ao mercado, os preços subiram. Preço do tomate sobe até 40% e pesa no bolso, em Belém Inflação em junho O grupo de Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos pesquisados, depois da habitação, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% dos perfumes. Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio. Veja o resultado dos grupos do IPCA Alimentação e bebidas: -0,24%; Habitação: 0,63%; Artigos de residência: 0,23%; Vestuário: 0,17%; Transportes: 0,17%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 0,25%; Educação: -0,02%; Comunicação: 0,19%. Energia elétrica desacelera, mas segue pressionando a inflação Apesar de a alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho. Isso ocorreu principalmente por causa da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês. Segundo o IBGE, a conta de luz continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado de junho mostra uma desaceleração da inflação em relação a maio, quando o IPCA havia subido 0,58%. Com o resultado do mês, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026. Nos últimos 12 meses, o aumento dos preços foi de 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio. Em junho do ano passado, a inflação havia sido de 0,24%. No primeiro semestre, o IPCA acumulou alta de 3,36%, acima dos 2,99% registrados no mesmo período de 2025. Esse é o maior avanço para os seis primeiros meses do ano desde 2022. Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior alta de preços no mês e foi o que mais pressionou a inflação. Já Alimentos e Bebidas registrou queda nos preços, ajudando a conter o índice. Os demais grupos tiveram variações pequenas, entre uma leve queda em Educação e uma alta moderada em Despesas Pessoais. (veja o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre) Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos pesquisados, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% dos perfumes. Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio. Veja o resultado dos grupos do IPCA Alimentação e bebidas: -0,24%; Habitação: 0,63%; Artigos de residência: 0,23%; Vestuário: 0,17%; Transportes: 0,17%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 0,25%; Educação: -0,02%; Comunicação: 0,19%. Energia elétrica desacelera, mas segue pressionando a inflação Apesar de a alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho. Isso ocorreu principalmente por causa da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês. Segundo o IBGE, a conta de luz continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Além disso, entraram em vigor reajustes nas tarifas de distribuidoras de energia em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte ao longo do mês. Alimentos ficam mais baratos Após subir 1,33% em maio, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24% em junho, ajudando a reduzir a inflação do mês. Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,39% mais baratos em junho, puxados principalmente pela queda nos preços de: ☕ Café moído: -3,72% 🍎 Frutas: -1,58% 🥩 Carnes: -0,64% Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros: 🫘 Feijão-carioca: +8,31% 🥔 Batata-inglesa: +3,57% A alimentação fora de casa também perdeu força. A alta desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, com aumentos menores tanto nos lanches quanto nas refeições. Entre as capitais pesquisadas, Brasília registrou a maior inflação do mês (0,52%), puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Já Recife teve a menor variação (-0,04%), influenciada pela queda dos preços do tomate e da gasolina. O grupo de Transportes teve alta de 0,17% em junho. O principal aumento veio das passagens aéreas, que subiram 7,12%. Em compensação, os combustíveis ficaram mais baratos no mês: Etanol: -3,09% Óleo diesel: -1,19% Gás veicular: -0,19% Gasolina: -0,12% Segundo o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, a gasolina acumulou alta de 6,37% no primeiro semestre. Parte dessa pressão ocorreu em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que elevaram os preços internacionais do petróleo e aumentaram a preocupação com o abastecimento global. O preço do ônibus urbano subiu 0,72%, influenciado por mudanças nas regras de gratuidade e descontos aos domingos e feriados em Belo Horizonte, Brasília, Belém e Curitiba. O metrô teve alta de 0,20%, refletindo a incorporação da gratuidade aos domingos e feriados em Brasília. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,38%, em razão de um reajuste extraordinário de 15% nas tarifas em Rio Branco, em vigor desde 8 de maio, e de um aumento de 7,32% nas tarifas em Porto Alegre, válido desde 2 de junho. Agora no g1

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (10), com um recuo de 0,28%, cotado a R$ 5,1084. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou as negociações em alta de 2,97%, aos 177.866 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados da inflação brasileira são o grande destaque do dia. Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, acumulando um avanço de 4,64% em 12 meses. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado financeiro, de alta de 0,31%. O indicador é acompanhado de perto pelo Banco Central do Brasil (BC) na avaliação das perspectivas para o futuro dos juros do país. O resultado impulsionou o Ibovespa nesta sexta-feira, com ações do setor de varejo, que são mais sensíveis a juros, demonstrando um bom desempenho. Papéis do setor financeiro também subiram e ajudaram a sustentar a alta do índice. ▶️ Além disso, a escalada das tensões no Oriente Médio também segue no radar. Na quinta-feira, os Estados Unidos e o Irã anunciaram novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Ainda assim, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o país "busca um acordo" para encerrar o conflito. Diante das incertezas em relação à guerra, o petróleo tinha volatilidade nesta sexta-feira. Perto das 15h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,33%, cotado a US$ 76,05. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos EUA, caia 0,85%, a US$ 71,47 por barril. ▶️Entre os destaques do Ibovespa, as ações do setor financeiro operavam em forte alta nesta sexta-feira, com destaque para os papéis da B3 (+4,39%) e Bradesco (4,28%). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,15%; Acumulado do mês: -1,05%; Acumulado do ano: -6,93%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,18%; Acumulado do mês: +3,40%; Acumulado do ano: +10,39%. Inflação desacelera em junho O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,31%. A taxa também desacelerou em relação a maio, quando o índice havia avançado 0,58%. Com esse desempenho, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,36%. Em 12 meses, o IPCA passou de 4,72% até maio para 4,64% em junho. LEIA TAMBÉM: O que ficou mais caro e o que barateou entre os alimentos no 1º semestre Veja o resultado dos grupos do IPCA Alimentação e bebidas: -0,24%; Habitação: 0,63%; Artigos de residência: 0,23%; Vestuário: 0,17%; Transportes: 0,17%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 0,25%; Educação: -0,02%; Comunicação: 0,19%. EUA e Irã trocam ataques Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz. A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta sexta-feira, conforme investidores aguardavam a estreia da SK Hynix, empresa sul-coreana de chips, na Nasdaq. Perto das 15h50, o Dow Jones subia 035%, enquanto o S&P 500 avançava 0,37% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,28%. Na Europa, a preocupação com o conflito no Oriente Médio trouxe um dia misto para os mercados. O índice pan-europeu STOXX 600 interrompeu uma sequência de quatro semanas de ganho, com perdas de 1,8%. No dia, fechou praticamente estável. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,20%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,15% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,24%. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionadas pelo maior otimismo em relação às empresas chinesas de internet. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,96%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 1%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,60%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,20% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 2,52%. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) afirmou nesta sexta-feira (10) que segue “empenhado” nas negociações com autoridades dos Estados Unidos para tentar reverter o tarifaço proposto pelo escritório do representante comercial do país (USTR, na sigla em inglês) contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano. O prazo para um acordo entre os dois países acaba em 15 de julho. A afirmação foi enviada à Globonews após entidades que representam empresários brasileiros e americanos terem pedido que haja uma nova rodada de negociação, e defenderem que os dois países cheguem a um acordo para evitar a aplicação da tarifa de 25% (leia detalhes mais abaixo). “Agradecemos as sugestões do setor privado e continuamos empenhados na negociação e no diálogo com as autoridades norte-americanas, diálogo que já dura um ano, em defesa do interesse nacional”, informou o Ministério das Relações Exteriores. Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros podem ser impactados caso o tarifaço entre em vigor, entre os quais ferro gusa, molduras de madeiras e álcool etílico. Juntos, segundo a CNI, esses 4,2 mil produtos somam US$ 15 bilhões em exportações brasileiras para os EUA. Ana Flor: Ainda serão feitas ao menos duas rodadas de conversas sobre tarifas dos EUA No Palácio do Planalto e no Ministério das Relações Exteriores, a percepção é que a decisão do USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos apresentados ao longo do último ano sobre desmatamento e PIX, por exemplo. Diante disso, a avaliação de momento do governo Lula é que o governo americano tem se mostrado “inflexível”, apresentado questões “inegociáveis”. A carta dos empresários Nesta quinta (9), entidades que representam empresários brasileiros e americanos divulgaram uma carta conjunta para pedir que Brasil e Estados Unidos sigam em negociação. Assinam a carta a CNI, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e a U.S Chamber of Commerce. O documento é dirigido a quatro autoridades: Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Márcio Elias Rosa, ministro da Indústria e Comércio; Jamieson Greer, chefe do escritório comercial (USTR); Marco Rubio, secretário de Estado americano. Entre outros pontos, as entidades: ➡️reiteram apoio ao fortalecimento da parceria econômica entre os dois países; ➡️dizem que a relação Brasil-EUA é estratégica nas áreas de comércio, investimentos, tecnologia, inovação; ➡️pedem que as negociações do tarifaço levem a resultados que reforcem a previsibilidade, ampliem oportunidades e e fortaleçam a confiança mútua. "Encorajamos ambos os governos a alcançar entendimentos concretos no curto prazo, que contribuam para uma solução negociada no âmbito das investigações da Seção 301 envolvendo o Brasil e evitem a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros”, afirma a carta. “O avanço […] por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, concluíram as entidades. Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE

Shein Reuters Após tentativas frustradas de abrir capital nas bolsas de Londres e Nova York, a varejista de moda online Shein avançou nesta sexta-feira (10) em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), ao obter a aprovação de reguladores chineses para a listagem em Hong Kong. As informações foram publicadas no site da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A varejista aguardou cerca de um ano pela aprovação de Pequim. O pedido para o IPO em Hong Kong havia sido protocolado em julho do ano passado. Segundo a Reuters, a demora ocorreu porque a abertura de capital da companhia precisava ser liberada pelos "mais altos escalões do Partido Comunista Chinês". A agência ainda informou que a previsão é que a empresa realize seu IPO ainda neste ano, entre setembro e outubro. Agora no g1 Ainda segundo a agência de notícias, a Shein teria indicado que poderia vender até 8% de suas ações, mas o percentual final provavelmente será menor, de acordo com informações de uma fonte à Reuters. Com uma possível avaliação de IPO entre US$ 40 bilhões (R$ 205,3 bilhões) e US$ 50 bilhões (R$ 256,7 bilhões), o valor arrecadado seria considerado baixo. A Shein foi avaliada em US$ 100 bilhões (R$ 513,3 bilhões) em uma rodada de financiamento de 2022. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Biofertilizantes podem ser utilizados para combater pragas do campo Reprodução/TVCA Quem quer saber mais sobre biofertilizantes pode acessar gratuitamente uma cartilha da Embrapa com orientações sobre o tema. O material reúne boas práticas para a produção e o uso desses insumos naturais, utilizados para nutrir o solo e as plantas. A publicação explica como produzir e aplicar os biofertilizantes, além de apresentar os principais cuidados no manuseio dos produtos. Também mostra como eles podem contribuir para melhorar a fertilidade do solo e a saúde das plantas. 📱Acesse aqui Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos

Pizza da Baco Pizzaria, em Brasília Rafael Facundo Celebrado nesta sexta-feira (10), o Dia da Pizza convida a olhar para um contraste da economia brasileira: enquanto o país abre, em média, 13 novas pizzarias por dia, com o menor número de fechamentos da última década, comprar uma pizza pesa cada vez mais no orçamento de parte das famílias. É o que mostra o Índice Mozarela, desenvolvido pela Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) para medir o poder de compra das famílias paulistanas. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em 2021, metade dos distritos da cidade conseguiu comprar pelo menos 131 pizzas por mês com sua renda familiar média. Em 2025, essa mediana caiu para 120. 🍕 Inspirado no Índice Big Mac, o indicador calcula quantas pizzas de muçarela — sabor clássico e de menor preço — a renda familiar média consegue comprar em cada distrito da cidade, considerando os valores praticados pelas pizzarias da própria região. Agora no g1 Embora o levantamento se restrinja à capital paulista, ele ajuda a retratar um dos principais mercados consumidores do país. Isso porque, além de concentrar o maior número de pizzarias do Brasil, São Paulo é tradicionalmente considerada a capital nacional da pizza, o que faz da cidade um importante termômetro para acompanhar a relação entre preços, renda e consumo. Peso da pizza no orçamento Segundo o estudo, a alta no preço das pizzas reflete, entre outros fatores, o aumento do custo dos insumos. O principal deles foi a muçarela, que acumulou alta de quase 40% entre 2021 e 2025 e é um dos ingredientes mais importantes do produto. Ao mesmo tempo, os rendimentos do trabalho não acompanharam o aumento do custo de vida da população, observa Rodolfo Ribeiro, um dos pesquisadores responsáveis pelo Índice Mozarela. "Vivemos um período de baixo crescimento econômico, e isso acaba pressionando o orçamento das famílias, sobretudo das que têm menor renda", explica. Esse cenário aparece de forma bastante desigual entre os bairros da capital paulista. Em Alto de Pinheiros, a renda média permite comprar 313 pizzas por mês, o maior índice da cidade. Em Anhanguera, esse potencial de compra cai para 73 pizzas mensais. As diferenças também aparecem nos preços cobrados pelas pizzarias. 📈 Pinheiros, Moema e Jardim Paulista concentram algumas das pizzas mais caras de São Paulo, com medianas de R$ 102,59, R$ 95,53 e R$ 93,49, respectivamente. 📉 Já Pedreira, José Bonifácio e Vila Jacuí registram os menores valores, de R$ 39,74, R$ 40,93 e R$ 41,15. Segundo os autores do levantamento, essa diferença está ligada às características de cada mercado local. Nas regiões periféricas, a concorrência acontece principalmente pelo preço. Como precisam conciliar custos de produção elevados com consumidores de menor poder de compra, os empresários têm pouca margem para utilizar ingredientes mais caros ou investir em diferenciais no produto e no serviço. "O orçamento das famílias é muito limitado, então o preço baixo é fundamental para a venda. Isso faz com que os preços entre diferentes pizzarias variem muito pouco entre si", destaca Ribeiro. Nos bairros de maior renda, o cenário é diferente. O maior poder de compra dos consumidores amplia as possibilidades para os empresários diversificarem o cardápio, os ingredientes e a forma de comercializar seus produtos. "O empreendedor possui mais 'grau de liberdade' para decidir que tipo de produto vai oferecer e como irá ofertá-lo. Isso permite que as empresas testem diferentes estratégias comerciais e nichos de mercado", completa o pesquisador. Onde a pizza pesa mais para os paulistanos Arte/g1 Mais pizzarias, menos fechamentos A perda de poder de compra das famílias, no entanto, não impediu a expansão do setor. Enquanto o consumo ficou mais pressionado pelo orçamento, o mercado brasileiro de pizzarias continuou crescendo e alcançou, em 2025, seu maior tamanho já registrado. Dados da Associação Pizzarias Unidas (Apubra) mostram que o Brasil encerrou o ano com 40.332 pizzarias ativas, alta de 10,29% em relação ao ano anterior. Foi também o período com o menor número de fechamentos da última década: 2.969 empresas encerraram as atividades, uma queda de 43,8% na comparação com 2024. O ritmo permaneceu acelerado em 2026. Entre janeiro e maio, foram abertas 1.990 novas pizzarias, crescimento de 6,1% sobre o mesmo período do ano passado. Na prática, isso significa que o País passou a ganhar, em média, uma nova pizzaria a cada duas horas. Segundo Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, os números mostram que o setor continua atraindo novos empreendedores e mantém um ritmo consistente de expansão, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. “Esse comportamento reforça a maturidade do segmento e a confiança dos empresários, que seguem investindo mesmo em um cenário econômico desafiador", explica. O crescimento também deixou de se concentrar apenas nos grandes centros urbanos. Embora o Sudeste ainda reúna 51% das pizzarias brasileiras e São Paulo permaneça como principal polo do setor, cerca de três em cada quatro estabelecimentos inaugurados em 2026 abriram as portas fora do estado paulista. 📊 Norte e Nordeste lideram esse crescimento proporcional, indicando que a expansão do setor avança para além dos mercados tradicionalmente mais consolidados. Na avaliação de Cardamoni, a tendência é que esse movimento continue nos próximos anos, mas acompanhado de um nível cada vez maior de profissionalização entre os empresários. “Não se trata apenas de abrir novas unidades, mas de consolidar operações, tendo a diferenciação, a gestão eficiente e o profundo conhecimento do mercado local como fatores decisivos.” Para a Apubra, a combinação entre a queda no número de fechamentos e o avanço das inaugurações indica um mercado mais maduro, em que a expansão vem acompanhada de maior capacidade de gestão e consolidação das operações. Pizzarias cresceram em todos os estados Arte/g1

Melhor pizzaiolo da América Latina ensina como fazer pizza em casa de forma simples Do jantar de sexta-feira ao encontro de domingo com a família, a pizza segue presente na rotina dos brasileiros em volumes cada vez maiores. 🍕 Hoje, o Brasil produz cerca de 2,78 milhões de pizzas por dia, o equivalente a quase 116 mil unidades por hora. No delivery, o apetite também impressiona: somente no primeiro semestre de 2026, foram registrados 50 milhões de pedidos de pizza no iFood, uma média de 195 pedidos por minuto. Esse forte consumo tem impulsionado a abertura de novos negócios no país. Um levantamento da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra) mostra que o Brasil ganhou 1.990 pizzarias entre janeiro e maio deste ano. Isso equivale à inauguração de um novo estabelecimento a cada duas horas. Os números indicam que a relação dos brasileiros com a pizza continua forte. Segundo o iFood, 62% dos pedidos são feitos entre sexta-feira e domingo, reforçando a tradição de associar a refeição a momentos de lazer. O sábado responde por mais de 21% de toda a demanda semanal registrada na plataforma. ➡️ Apesar disso, a forma de consumir pizza mudou: se antes a escolha costumava ficar restrita a um único sabor, hoje a personalização ganhou espaço. Cerca de 80% das pizzas vendidas no iFood são meio a meio ou customizadas. As mudanças aparecem também no ranking dos sabores favoritos. A tradicional calabresa continua no topo da preferência nacional, mas os dados indicam alterações importantes no paladar dos consumidores. Em levantamento da Apubra realizado em 2024, a muçarela ocupava a segunda posição, seguida pela portuguesa e pela marguerita. Já os dados mais recentes do iFood mostram uma mudança nesse comportamento. Confira os sabores mais pedidos nas pizzarias no primeiro semestre de 2026: 🥇 Calabresa 🥈 Frango com requeijão cremoso 🥉 Marguerita ⭐ Muçarela 🔥 Portuguesa A liderança da calabresa, porém, não é novidade. Dados divulgados anteriormente pela Apubra mostram que o sabor aparecia em 59% dos pedidos realizados no país em 2024. Evento de encerramento do concurso SP8 Pizza irá premiar as pizzarias eleitas pelo público. Divulgação O 'boom' das pizzarias Segundo a Apubra, o número de pizzarias abertas entre janeiro e maio deste ano foi 6,1% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram inaugurados 1.875 estabelecimentos. O resultado dá continuidade ao desempenho observado em 2025. Naquele ano, o Brasil registrou a abertura de 4.109 novas pizzarias, alta de 6,26% em relação a 2024, quando foram inaugurados 3.867 negócios. Atualmente, o país possui mais de 40 mil pizzarias em operação. São Paulo concentra 32% dos estabelecimentos, seguido por Minas Gerais, com 8,71%. 📎 O levantamento da Apubra considera microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP) e companhias enquadradas como LTDA, que representam cerca de 89% do mercado nacional. Os microempreendedores individuais (MEIs) não foram incluídos na análise. Além do aumento no número de empresas, a associação aponta sinais de amadurecimento do setor. Segundo a Apubra, houve redução no número de fechamentos, levando o mercado ao menor índice de pizzarias inativas da última década. A entidade avalia que a tendência é de continuidade desse movimento, com menos encerramentos, crescimento sustentado e maior distribuição das pizzarias pelo território nacional, fortalecendo a profissionalização e a competitividade do setor. Para Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, o desempenho registrado nos primeiros meses de 2026 mostra que o avanço não foi um movimento isolado. "O mercado continua em expansão, mantém um ritmo consistente de abertura de novos negócios e demonstra que ainda há espaço para empreender no setor de pizzarias. Esse comportamento reforça a maturidade do segmento e a confiança dos empresários, que seguem investindo mesmo em um cenário econômico desafiador", disse. Embora São Paulo continue sendo o maior consumidor de pizza por delivery do Brasil, com um volume de pedidos quase três vezes superior ao do Rio de Janeiro, os maiores avanços no consumo vêm sendo registrados fora dos mercados tradicionalmente mais fortes. As regiões Norte e Nordeste lideram esse crescimento. O Amazonas registrou aumento de 31% nos pedidos de pizza no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Pará e Ceará aparecem na sequência, ambos com alta de 19%. Os estados com maior volume de pedidos na plataforma são: São Paulo Rio de Janeiro Paraná Minas Gerais Santa Catarina O comportamento também muda quando a compra é feita em supermercados e atacadistas dentro do aplicativo. Enquanto nas pizzarias a média é de uma pizza por pedido, na categoria Mercado os consumidores costumam adquirir duas unidades por vez, em um hábito mais associado ao abastecimento doméstico. Nesse segmento, que reúne produtos congelados e semiprontos, a muçarela lidera a preferência dos consumidores, e mais de 40% dos pedidos são realizados no horário do almoço.

Mega-Sena, concurso 3029: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3029 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça (9), em São Paulo. Uma aposta simples em uma casa lotérica de Divinópolis (MG) acertou os seis números. O prêmio será de R$ 43.068.394,39. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 11 - 24 - 33 - 35 - 59 5 acertos: 39 apostas ganhadoras, R$ 45.642,92. 4 acertos: 3.261 apostas ganhadoras, R$ 899,78. Sorteio da Mega-Sena, concurso 3029. Reprodução O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Wally Funk após viagem espacial com Jeff Bezos em nave da Blue Origin AP Photo/Tony Gutierrez Morreu nesta quinta-feira (9) aos 87 anos Wally Funk, uma pioneira no setor aeroespacial. Ela ficou mais conhecida por ter se tornado em 2021 a mulher mais velha a fazer uma viagem espacial. Wally faleceu no seu apartamento em uma instituição de repouso no Texas, Estados Unidos, depois de sofrer algumas quedas e contrair uma infecção na perna, informou a Associated Press. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nos anos 1960, ela esteve entre as 13 mulheres que fizeram um treinamento de astronautas da Nasa. Elas não chegaram a participar de missões espaciais pela agência por serem mulheres. Em 2021, Wally foi a "convidada de honra" no primeiro voo suborbital tripulado da Blue Origin, que também teve como passageiro o fundador da empresa, Jeff Bezos. (relembre abaixo) Jeff Bezos no espaço: Veja os melhores momentos do voo e entenda o caso Na ocasião, ela tinha 82 anos e se tornou a pessoa mais velha a ir ao espaço, marca superada mais tarde por William Shatner, ator que interpretou o Capitão Kirk em "Star Trek", e Ed Dwight, primeiro candidato negro a astronauta dos EUA. Os dois homens viajaram com 90 anos cada um. Wally Funk foi pilota, instrutora de voo e a primeira mulher a se tornar inspetora da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e investigadora de segurança aérea do Conselho Nacional de Segurança do Transporte dos EUA (NTSB). A Blue Origin chamou Wally de pioneira em cada sentido da palavra. "Estamos profundamente tristes com a morte de Wally Funk. Sentimo-nos honrados em fazer parte de sua jornada. Sua história continuará a inspirar gerações de futuros exploradores". A cuidadora Duff O'Dell disse que Wally foi a pessoa mais otimista que ela conheceu. "Muitos homens disseram a ela: 'Não, você não pode fazer isso, você não pode fazer aquilo'. E ela nunca se irritou com isso. Ela simplesmente ficou mais determinada". Imagem não datada mostra a pioneira de viagens espaciais Wally Funk, que viajou ao espaço com Jeff Bezos em 2021 Blue Origin via AFP

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a U.S. Chamber of Commerce divulgaram nesta quinta-feira (9) uma nota conjunta em que pedem uma nova rodada de negociação para evitar a aplicação de tarifas aos produtos brasileiros. Os Estados Unidos acusam o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com o país e propõem uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros. O prazo para a tomada de decisão do governo americano termina em 15 de julho. Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço Reuniões e audiências públicas As equipes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) têm mantido conversas técnicas com representantes do governo de Dolnald Trump. O ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic, chegou a ter encontro virtual com o representante do escritório comercial da Casa Branca, Jamieson Greer. Segundo ele, a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que o governo “nunca” abandone a mesa de negociação. Em paralelo, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) promoveu audiências públicas para que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos. O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, pediu para participar e, em discurso, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a Lula. 🔎 O USTR é o órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. Resultados práticos e cooperação econômica As entidades dizem que esperam que as tratativas já em andamento levem a "resultados práticos e relevantes que reforcem a previsibilidade", sugerem, entretanto, uma "abordagem incremental, estruturada em duas etapas". "Ao avançar, em um primeiro momento, as questões comerciais mais imediatas e, em seguida, ampliar a agenda para abarcar oportunidades estratégicas de longo prazo, ambos os governos poderão fortalecer a confiança, aumentar a competitividade e estabelecer bases mais sólidas para uma cooperação econômica duradoura", diz a declaração conjunta. As organizações defendem que, no curto prazo, os governos dos dois países deveriam concentrar esforços para: • ampliar o acesso a mercados para produtos voltados à segurança energética, ao desenvolvimento de data centers e à infraestrutura de inteligência artificial; • aprofundar a cooperação regulatória para facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos; • acelerar o exame de patentes e reduzir o estoque de pedidos de patente no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, bem como fortalecer o combate à pirataria; • avançar em uma cooperação sobre minerais críticos sobre mapeamento geológico conjunto. Em um segundo momento, CNI, Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce sugerem incluir outras áreas de interesse dos países, tais como economia digital, descarbonização industrial e transportes. "O avanço desses temas por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países", acrescenta a nota. Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias Jornal Nacional/ Reprodução

Armínio Fraga GloboNews O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, anunciou a criação de um grupo de especialistas externos para revisar diferentes áreas de atuação da instituição. Entre os 15 nomes escolhidos para liderar os trabalhos está o ex-presidente do Banco Central brasileiro Armínio Fraga. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A iniciativa foi apresentada após a primeira reunião de política monetária comandada por Warsh, realizada nos dias 16 e 17 de junho. O objetivo é avaliar desde temas tradicionais, como a gestão do balanço patrimonial do Fed, até desafios mais recentes, como o impacto da inteligência artificial sobre a economia. Segundo comunicado do banco central americano, os especialistas terão o apoio da equipe técnica do Fed, mas atuarão de forma independente. "O objetivo é claro: garantir que o Fed esteja na melhor posição possível para alcançar nossos objetivos neste momento decisivo", afirmou Warsh em comunicado. A missão será analisar evidências, oferecer avaliações críticas e apresentar recomendações ao Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), responsável por definir a política de juros dos Estados Unidos. Agora no g1 Quem são os especialistas escolhidos? O grupo reúne economistas, ex-dirigentes de bancos centrais e representantes do setor privado com diferentes visões. Além de Armínio Fraga, também participarão ex-presidentes dos bancos centrais da Inglaterra e da Índia. O economista Thomas Sargent, vencedor do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Nova York, também integrará o grupo responsável por discutir inflação. Ainda entre eles estão o professor de economia da Universidade Harvard Raj Chetty, que coordenará o grupo sobre dados econômicos, e o investidor de tecnologia Marc Andreessen, que ajudará a liderar os debates sobre produtividade e mercado de trabalho. Também integra a lista Greg Mankiw, ex-presidente do Conselho de Assessores Econômicos no governo de George W. Bush, que ficará à frente da força-tarefa sobre inflação. "A economia dos EUA mudou significativamente ao longo da última geração, e nunca tanto quanto agora. Cada força-tarefa avaliará cuidadosamente se os meios e métodos dos formuladores de políticas, as ferramentas analíticas e as abordagens políticas podem ser aprimorados", destacou Warsh. O Fed não detalhou como os grupos irão trabalhar nem divulgou um cronograma oficial. Na primeira entrevista coletiva após assumir o comando da instituição, porém, Warsh afirmou esperar receber as recomendações até o fim deste ano. As cinco forças-tarefa vão tratar de dados econômicos, inflação, produtividade e emprego, comunicação do banco central e gestão do balanço patrimonial — conjunto de ativos e passivos administrados pelo Fed, utilizado como instrumento para influenciar a economia. Mudança reflete prioridades do novo presidente A criação dos grupos também marca uma mudança na forma como o banco central conduz esse tipo de revisão. Em vez de depender principalmente de análises internas, Warsh optou por trazer especialistas de fora da instituição para avaliar áreas consideradas estratégicas. Ex-diretor do Fed entre 2006 e 2011, Warsh vinha defendendo mudanças na atuação do banco central desde que deixou o cargo. Entre suas críticas estavam o tamanho do balanço patrimonial da instituição, que permanece na casa dos trilhões de dólares, e o uso limitado de informações econômicas em tempo real para orientar as decisões de política monetária. Nos últimos anos, ele também passou a defender que o Fed incorporasse com mais rapidez os possíveis efeitos da inteligência artificial sobre a produtividade e o mercado de trabalho. Ainda não está definido qual será a participação dos sete diretores do Fed e dos 12 presidentes dos bancos regionais nas discussões conduzidas pelas forças-tarefa. O banco central destacou, porém, que os relatórios servirão como base para futuras decisões. Mudanças mais relevantes na forma de atuação da instituição deverão depender da aprovação dos demais dirigentes e, como costuma ocorrer no Fed, de um amplo consenso interno. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. REUTERS/Evelyn Hockstein

ChatGPT Work Divulgação/OpenAI A OpenAI lançou nesta quinta-feira (9) o ChatGPT Work, um agente de inteligência artificial criado para ajudar em tarefas do trabalho como planilhas e apresentações de slides. Segundo a empresa, o ChatGPT Work precisa de apenas um comando para fazer todas as etapas de processos complexos. Isso é possível porque ele é capaz de dividir o trabalho em pequenas tarefas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O agente analisa arquivos externos ao se integrar com serviços de e-mail, calendários e gerenciadores de projetos, além de programas como Excel, Teams, Slack e Notion. A novidade é baseada no GPT-5.6, modelo de IA que também foi lançado nesta quinta e é dividido em três versões: Sol, para tarefas mais avançadas; Terra, capaz de balancear eficiência e custo; e Luna, a mais econômica. Agora no g1 O ChatGPT Work foi liberado para assinantes das versões Pro, Enterprise e Edu, e ficará disponível nos próximos dias para as versões Plus e Business. O GPT-5.6 também é exclusivo para versões pagas do ChatGPT e outros serviços da OpenAI. A estreia do GPT-5.6 aconteceria em junho, mas foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos, que apontou preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de inteligência artificial de alta capacidade. Segundo a OpenAI, o GPT-5.6 Sol tem desempenho parecido com o Mythos Preview, que foi criado pela Anthropic e também passou por uma extensa análise do governo americano. Agentes de IA são aposta de empresas, e quem os domina pode ganhar até R$ 20 mil A OpenAI afirmou que o ChatGPT Work pode fazer por conta própria todas as ações pedidas pelos usuários, mas destacou que também é possível controlar o processo, ao fazer perguntas, mudar orientações e revisar ações importantes. O agente também pode assumir tarefas repetitivas, como monitorar sites e criar resumos, mesmo que o usuário não esteja online. As ações podem ser feitas em uma frequência determinada ou quando outro evento acontece.

GloboNews lança novo telejornal e reformula programação em comemoração aos 30 anos GloboNews A GloboNews ganhará um novo telejornal nas manhãs a partir de 3 de agosto. A novidade faz parte das comemorações pelos 30 anos do canal, que também prepara a inauguração de um estúdio mais moderno e tecnológico. O GloboNews Radar será apresentado por Camila Bomfim e exibido ao vivo do Rio de Janeiro, das 8h30 às 11h. O telejornal acompanhará os principais acontecimentos do dia, com foco nas notícias mais relevantes para quem está começando a rotina. De São Paulo, o recém-contratado Fernando Nakagawa ficará responsável pelas análises econômicas. Com a estreia do novo jornal, o Em Ponto, comandado por Mônica Waldvogel e Victor Boyadjian, passará a entrar no ar mais cedo, diretamente de São Paulo. A atração também ganhará uma nova bancada, projetada para tornar as conversas mais dinâmicas e ampliar a interação entre apresentadores, comentaristas e convidados. Na sequência, o Conexão GloboNews será exibido logo após o GloboNews Radar, permanecendo no ar até as 13h. Rafael Colombo segue na apresentação, em São Paulo, e passa a dividir a ancoragem com Narayanna Borges, que estreia no telejornal diretamente do Rio de Janeiro. Com a participação de comentaristas e repórteres, entre eles Valdo Cruz e Marina Franceschini, o programa continuará acompanhando de perto os desdobramentos da política em Brasília. No segundo semestre, em razão da cobertura das eleições, Julia Duailibi passará a ancorar o GloboNews Mais, exibido das 16h às 18h, diretamente do novo estúdio. Segundo a GloboNews, as mudanças reforçam o compromisso do canal com um jornalismo ágil e relevante, capaz de acompanhar os acontecimentos em tempo real e aprofundar a compreensão dos fatos por meio de análises e diferentes perspectivas. A emissora afirma ainda que as novidades fazem parte de um processo de evolução contínua para atender às demandas do público.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que novas regras para publicidade de apostas online, as chamadas bets, serão publicadas nesta sexta-feira (10). No fim de junho, o governo já havia informado que promoveria mudanças nas regras para propagandas de bets. Nesta quinta, Dario Durigan afirmou que uma das portarias que será publicada nesta sexta vai estabelecer que toda publicidade de bet será acompanhada de uma advertência em nome do Ministério da Fazenda, semelhante com o que acontece com propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas. As publicidades serão acompanhadas de advertências do Ministério da Fazenda, como: apostar faz você perder dinheiro apostar faz pode causar dependência apostar não é investimento Agora no g1 A outra portaria, em conjunto com o Ministério da Justiça, terá medidas contra empresas de bet que atuam ilegalmente no país. Dario Durigan reforçou que veículos de comunicação estão proibidos de veicular empresas não autorizadas a operar no mercado. "A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado", afirmou o ministro da Fazenda. Com as portarias, informou Durigan, empresas ficam proibidas de criar senso de urgência, apresentar apostas como investimento ou solução financeira, mostrar ganhos ou histórico de premiações como incentivo e induzir o consumidor a erro. Vedações a comentaristas O ministro da Fazenda afirmou que as novas regras também vão proibir comentaristas e especialistas de fazer declarações que induzam a erro o potencial apostador. "[Não é lícito misturar] um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um determinado jogo, determinado assunto. Ele dizendo que a melhor aposta é uma, ou que o caminho a ser adotado é aquele, portanto induzindo o consumidor a adotar uma certa prática com um verniz de respaldo técnico. Então, isso não deve ser feito", disse Dario Durigan. O ministro da Fazenda também afirmou que comentaristas, especialistas e narradores não poderão usar sua autoridade para estimular apostas. "Nada de exibir ganhos como isca, nada de vender aposta como ganho de dinheiro fácil, de investimento ou solução financeira para as famílias", completou o ministro da Fazenda. Penalidades Segundo Durigan, em caso de descumprimento das regras, as penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da empresa que opera a bet. E, também, a suspensão por 180 dias. Em caso de reincidência grave, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online. O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, disse que pode ser aplicado o teto da multa, cerca de R$ 14 milhões, a quem veicular publicidade irregular de bet. O governo também informou que a empresa vai ser punida caso o influenciador contratado faça uma publicidade irregular, infringindo as novas regras, e o conteúdo também pode ser derrubado. Mais de 50 mil sites de apostas derrubados Durante entrevista a jornalistas, Dario Durigan informou que 56 mil sites de apostas já foram derrubados pelo governo e quase mil perfis de influenciadores também. Ele informou que o governo já exigiu a autoexclusão de quase um milhão de apostadores, por estarem em desacordo com as vedações previstas em lei. "Houve uma vedação, de que beneficiários de programas do governo estão proibidas de acessar. Decisão do STF. E também das pessoas que aderem ao Desenrola [programa de renegociação de dívidas lançado pela gestão Lula", explicou Durigan. Segundo o ministro, as próprias empresas autorizadas a operar têm colaborado com denúncias contra bets ilegais. O ministro também apresentou uma linha do tempo sobre a autorização para bets no Brasil: 2018: autorização para funcionar, mas sem o estabelecimento de regras 2023: Congresso estabelece regras gerais 2024: Ministério da Fazenda instituiu a Secretaria de Prêmios e Apostas para fiscalizar o setor 2025: governo passa a cobrar outorga e aplica regras Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF

Empresas aéreas poderão ser multadas caso cobrem pela marcação de assentos de passageiros menores de 16 anos que, por regra, podem viajar ao lado de seus responsáveis ou familiares sem custo adicional. A decisão foi regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e atende a uma decisão judicial. A regra garante que crianças e adolescentes menores de 16 anos sejam acomodados em assentos contíguos aos de seus responsáveis ou familiares sem cobrança pela marcação do lugar. A obrigação vale tanto no momento da compra da passagem quanto em casos de alteração da reserva. Agora no g1 A Anac esclarece, no entanto, que a gratuidade não se aplica quando o passageiro optar por assentos com benefícios adicionais, como mais espaço para as pernas, ou pela mudança de classe. Nesses casos, as companhias poderão cobrar as taxas previstas para esse tipo de serviço. Uma portaria da Anac de 2023 já previa a regra, mas ainda não tinha sido regulamentada — o que ocorreu agora, com a previsão de punição às empresas que descumprirem. Avião no céu de São Paulo Renata Bitar/g1

Agora no g1 O plano da Volkswagen de cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha enfrenta um teste decisivo nesta quinta-feira (9). Os grupos que controlam a maior montadora da Europa se reúnem para discutir as propostas, enquanto trabalhadores protestam contra a reestruturação. Pressionada por custos elevados, excesso de capacidade produtiva no mercado doméstico, concorrência crescente de fabricantes chineses e tarifas de importação dos Estados Unidos, a Volkswagen enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente. A empresa busca reformular um modelo de negócios que sustentou seu crescimento por décadas. Sede da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha. Axel Schmidt/ Reuters A possibilidade de fechamento de fábricas e de cortes expressivos de pessoal em uma das companhias mais tradicionais da Alemanha, fundada há 89 anos, também evidencia os desafios enfrentados pela maior economia da Europa, marcada por crescimento lento e custos elevados de energia e mão de obra. Durante reunião do conselho fiscal na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, prevista para esta tarde no horário local, o presidente-executivo Oliver Blume precisará convencer os influentes representantes sindicais do colegiado a aceitarem um programa de cortes mais profundo em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche. Blume também enfrenta pressão das famílias Porsche e Piëch, controladoras da companhia, cujos principais investimentos perderam dezenas de bilhões de euros em valor de mercado nos últimos anos. Em Wolfsburg, trabalhadores protestavam com apitos, bandeiras vermelhas do sindicato e faixas. Em uma delas, lia-se a mensagem "Gemeinsam stark", expressão em alemão que significa "fortes juntos". Ao fundo, buzinas reforçavam o clima de mobilização. O sindicato IG Metall informou que cerca de 400 pessoas participavam do protesto apenas em Wolfsburg. Em nota enviada por e-mail, um porta-voz da Volkswagen afirmou que a empresa compartilha das preocupações dos trabalhadores sobre o futuro, mas considera necessária uma reestruturação para preservar a competitividade. "Estamos ajustando nosso portfólio de investimentos e simplificando nossas estruturas corporativas", afirmou o porta-voz. "E sim, também teremos que reduzir o excesso de capacidade." Demissões em massa No que pode se tornar a maior reestruturação da história da Volkswagen, fontes afirmam que Blume estuda fechar quatro fábricas na Alemanha, localizadas em Hanover, Emden, Zwickau e Neckarsulm, onde funciona uma unidade da Audi. O plano poderia resultar em até 100 mil demissões, aproximadamente o dobro do número previsto atualmente. Segundo a revista Spiegel, a produção nas unidades de Zwickau e Emden seria encerrada gradualmente ao longo dos próximos cinco anos. A fábrica de veículos comerciais de Hanover seguiria o mesmo caminho em 2032, enquanto a unidade da Audi, em Neckarsulm, teria as atividades encerradas em 2034. O conselho fiscal da Volkswagen reúne representantes das famílias controladoras, dos sindicatos e do governo do estado da Baixa Saxônia. Esse modelo de governança compartilhada frequentemente torna as decisões mais complexas. Antes da reunião, a revista WirtschaftsWoche informou que o governo da Baixa Saxônia estaria disposto a aceitar o fechamento de fábricas. A informação, porém, foi negada por uma fonte do governo estadual, que classificou a reportagem como "um completo absurdo". No acordo de reestruturação firmado no fim de 2024, os sindicatos conseguiram da direção da empresa o compromisso de evitar o fechamento de fábricas na Alemanha. Desde então, a Volkswagen vem buscando alternativas para dar nova destinação a unidades com baixa utilização. Entre as iniciativas analisadas estão a busca por um parceiro da indústria de defesa para a fábrica de Osnabrück e a possibilidade de produzir na Alemanha modelos desenvolvidos originalmente para o mercado chinês. Dados da Mobility Global analisados pela Reuters indicam que as fábricas do grupo Volkswagen na Alemanha deverão operar com 81% da capacidade considerada padrão em 2026. A previsão é que esse índice caia para 73% até o fim da década, mesmo considerando a retirada planejada da unidade de Osnabrück da rede produtiva. Entre as quatro fábricas ameaçadas de fechamento, Zwickau aparece como a de maior utilização prevista para 2026, com 88% da capacidade ocupada. Ainda assim, a estimativa é de que esse percentual recue para apenas 42% até 2030, segundo os mesmos dados.

Sede do The New York Times Associated Press Um grupo de jornais, incluindo o "New York Times" e o "New York Daily News", solicitou a um tribunal federal de Manhattan nesta quinta-feira (9) que aplique sanções à OpenAI, dona do ChatGPT, na disputa sobre direitos autorais. Os veículos alegam que a empresa mentiu ao tribunal sobre sua capacidade de pesquisar em seus sistemas por provas de que utilizou indevidamente milhões de reportagens para treinar seus modelos de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os jornais, a OpenAI alegou falsamente que não poderia pesquisar seus grandes modelos de linguagem em busca de material protegido por direitos autorais, ao mesmo tempo em que ocultou que já havia feito esse tipo de busca "antes mesmo de o primeiro requerente da imprensa ter entrado com a ação". Os veículos também afirmam que a OpenAI excluiu bilhões de conversas relevantes do ChatGPT ou as tornou impossíveis de pesquisar. Agora no g1 Eles pedem que o tribunal aplique sanções, incluindo o pagamento de honorários advocatícios, e reconheça judicialmente que os registros de conversas da OpenAI demonstram que a empresa utilizou indevidamente obras protegidas por direitos autorais. Porta-vozes da OpenAI não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a petição. A ação judicial, movida inicialmente pelo New York Times em 2023, acusa a OpenAI e seu maior financiador, a Microsoft, de usar milhões de artigos do jornal sem autorização para treinar o grande modelo de linguagem que sustenta o ChatGPT. O caso é um dos vários processos movidos por detentores de direitos autorais — entre eles autores, artistas visuais e gravadoras — contra empresas de tecnologia, como OpenAI, Anthropic e Meta, por supostamente utilizarem indevidamente esse material para treinar sistemas de IA. "Por mais de dois anos, a OpenAI mentiu para o The Times, para os demandantes do Daily News, para o público e para o tribunal", afirmou o advogado principal do New York Times, Ian Crosby, em comunicado. "A empresa alegou que pesquisar os resultados do ChatGPT em busca de cópias do conteúdo do The Times e dos demandantes do Daily News era inviável, oneroso e invasivo da privacidade dos usuários, ao mesmo tempo em que ocultava que já havia realizado essas pesquisas." A OpenAI havia afirmado anteriormente ao tribunal que não possuía ferramentas para pesquisar seus conjuntos de dados e registros de resultados em busca de material protegido por direitos autorais. No entanto, segundo a petição apresentada pelos jornais nesta quinta-feira, um funcionário da empresa testemunhou posteriormente que a OpenAI havia "realizado várias pesquisas por conteúdo dos demandantes do Daily News". Por que ‘Brasil’ virou ‘sutiã’ no ranking da Fifa traduzido para o português? Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu nesta quinta-feira (9) manter em 12% a alíquota do imposto de exportação sobre óleos brutos de petróleo e de minerais betuminosos. 🔎Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, utilizadas na produção de combustíveis e derivados de petróleo. A medida, de caráter temporário, vale por até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, "à luz da evolução do cenário internacional e de seus impactos sobre o mercado de petróleo e combustíveis". O comitê defendeu que a manutenção da alíquota busca preservar as condições de abastecimento do mercado interno e garantir matéria-prima para as refinarias brasileiras. 🔎A Gecex é o órgão do governo federal responsável por decidir sobre medidas de comércio exterior, como tarifas de importação e exportação. O comitê integra a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Agora no g1 "A determinação foi tomada diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz", justificou a Camex, em nota. Estreito de Ormuz em 9 de julho de 2026 Reuters Guerra A decisão foi tomada em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo. Nos últimos dias, os dois países trocaram novos ataques, e o Irã afirmou que bombardeios americanos interromperam a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo. O conflito aumentou as preocupações sobre uma possível redução da oferta global da commodity e uma alta dos preços internacionais.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, decidiram adiar para o dia 31 de julho de 2026 a implementação de medidas do seu plano de reestruturação, como o fechamento de agências e alterações na remuneração de atendentes. A suspensão foi comunicada nesta terça-feira (7) em carta enviada à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) após sindicalistas contestarem os impactos das mudanças. No documento, a estatal propõe a criação de uma mesa de negociação para discutir os pontos suspensos até o fim do mês (veja detalhes abaixo). 🔎Os Correios enfrentam uma crise econômico-financeira, que começou em meados de 2022. A empresa registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, apontou um balanço divulgado pela estatal em junho. 🔎Para estancar o rombo e buscar o reequilíbrio fiscal — com a meta interna de voltar a operar no azul —, a diretoria da estatal elaborou um plano de reestruturação focado em três frentes: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos. Agora no g1 A suspensão temporária ocorre após reunião realizada em 6 de julho, na qual foram tratados temas como o encerramento de atividades em unidades, a implementação de um novo sistema de distribuição e a revisão de gratificações. Sede dos Correios em Palmas, Tocantins Djavan Barbosa/TV Anhanguera Medidas suspensas até 31 de julho De acordo com o documento oficial da empresa, as seguintes ações ficam paralisadas até o fim do mês: Fechamento de unidades:a suspensão vale para as agências previstas no plano de reestruturação, com exceção daquelas que já foram extintas ou que estão em fase avançada de desativação. Gratificações: fica interrompida a retirada do Adicional de Atendimento em Guichê (AAG) e da verba de "Quebra de Caixa". Sistema de Dimensionamento (SDD): a implementação do novo modelo de distribuição de carga de trabalho também será paralisada para reavaliação. Mesa de Negociação Os Correios propuseram a instalação de uma mesa de negociação com início previsto a partir desta semana. O grupo terá a participação de representantes da empresa, das federações de trabalhadores e da Secretaria-Geral da Presidência da República, que atuará na mediação do diálogo.

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. Piroschka van de Wouw/Reuters O representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira (9) que a decisão sobre um novo tarifaço às importações brasileiras será anunciada "muito em breve", mas disse que os dois países ainda estão distantes de um acordo. "Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância considerável entre nós. Por isso, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, porque temos um prazo legal até 15 de julho", disse Greer em entrevista à Fox Business Network. Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano. Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço O impacto para o Brasil e para os EUA Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem. Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana. Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump.

IA da Meta permite que terceiros criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir Reprodução A Meta anunciou nesta semana seu primeiro gerador de imagens por IA desenvolvido pela equipe de superinteligência artificial da empresa. A tecnologia, no entanto, permite que outras pessoas usem fotos públicas no Instagram para criar deepfakes (veja como impedir). 🔎 Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para alterar fotos e vídeos. Com ela, por exemplo, é possível trocar o rosto de uma pessoa pelo de outra ou modificar o que alguém diz em um vídeo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O novo gerador de imagens da Meta, chamado Muse Image, está ativado por padrão e pode ser usado no Instagram, no WhatsApp e no site da Meta AI, o chatbot da empresa de Mark Zuckerberg. Em breve, ele chegará ao Facebook e ao Messenger. O g1 testou a ferramenta no site da Meta AI e constatou que ela foi capaz de criar deepfakes de terceiros apenas com a menção ao @ da pessoa, sem que fosse necessário informar a rede social. Em muitos casos, a IA identificou automaticamente que se tratava do Instagram. Em outros, chegou a pesquisar fotos da pessoa no Google. Agora no g1 No comunicado de lançamento, a Meta afirmou que pode usar publicações públicas feitas em suas redes sociais para gerar imagens com IA e disse que os usuários "têm controle sobre como seu conteúdo pode ser marcado para criação com IA, com uma configuração simples para desativar esse recurso a qualquer momento". "Mencione um amigo com @ no app da Meta AI para trazê-lo à sua criação, compartilhe diretamente no seu story ou grupo de chat, ou remixe o que está em alta. É IA a serviço das experiências sociais que bilhões de pessoas já amam", afirmou a empresa. O g1 também testou a ferramenta com contas privadas, mas a criação das imagens foi bloqueada. Procurada, a Meta disse que a ferramenta conta com "controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia" e que "tomará medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade". Como impedir IA da Meta permite que terceiros criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir Reprodução/Meta AI Embora o recurso esteja sendo liberado gradualmente, a Meta já permite impedir que terceiros usem seus conteúdos públicos para criar imagens com a Meta AI. Veja como: No seu perfil, toque no menu (as três barras no canto superior direito). Em "Como outras pessoas podem interagir com você", toque em "Compartilhamento e reutilização". Em "Permita que as pessoas reutilizem seu conteúdo no Instagram e com recursos de IA da Meta", desmarque as opções "Posts" e "Reels". ➡️ Nas configurações do app Meta AI, em um recurso separado do Muse Image, também é possível definir quem pode usar sua imagem em criações com IA. Para isso, acesse as configurações da Meta AI, toque em "Sua imagem" e envie uma selfie e outras fotos suas. Em seguida, escolha quem poderá usar essas imagens: "Somente você", "Seguidores que eu aprovo", "Seguidores que eu também sigo" ou "Todos". Para Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, a decisão de permitir o uso de imagens de colegas publicadas no Instagram para criações com a IA da Meta mostra que a corrida pela inteligência artificial está acontecendo sem a devida atenção a questões éticas, de governança, de segurança e aos cuidados necessários com as pessoas. "Se a IA da Meta causar danos a terceiros e ficar comprovado que medidas de proteção, conhecidas como guard rails, poderiam ter sido adotadas, mas não foram, isso pode ser caracterizado como imprudência. Nesse caso, a empresa responde pelos danos causados a terceiros", afirmou. O que diz a Meta "Desenvolvemos o Muse Image com controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia. Contas privadas e aquelas pertencentes a usuários menores de 18 anos são automaticamente excluídas, e usuários adultos com contas públicas podem optar por não participar com apenas alguns cliques. Tomaremos medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade." WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo

Preço do petróleo dispara com incerteza sobre navegação no estreito de Ormuz O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que vai avaliar, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado pelo governo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. Segundo o ministro, a intenção inicial era retirar o benefício ainda nesta semana. No entanto, a alta de mais de 5% no preço do barril de petróleo na quarta (8) levou a equipe econômica a adiar a decisão. Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro. "Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina, vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com o impacto diferente do que eu estava prevendo", disse ele, nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha. "Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo", complementou o ministro. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pacote de medidas Em abril deste ano, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo. Entre as medidas anunciadas estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; linhas de crédio para o setor aéreo. Em 1º de julho a subvenção do diesel foi retirada. A previsão era que uma medida semelhante fosse anunciada no caso da gasolina em breve. Mas, o governo pode adiar a decisão em meio aos novos ataques dos Estados Unidos no Irã. Nova ofensiva As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado emitido pelas forças americanas, a ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. A ofensiva desta quarta-feira dá continuidade a uma primeira onda de ataques realizada na noite anterior. Na terça-feira (7), as forças do Centcom já haviam bombardeado aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O mercado acompanhou uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (9), Estados Unidos e Irã realizaram novos ataques pelo segundo dia consecutivo, em meio à disputa envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Apesar de o conflito continuar no radar dos investidores, o mercado de petróleo perdeu força ao longo do dia. Depois de abrir em alta, o barril do Brent encerrou o pregão com queda de 2,2%, cotado a US$ 76,30, enquanto o WTI recuou 2%, para US$ 72,08. As tensões entre EUA e Irã voltaram a aumentar nesta quinta-feira, depois que as forças armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares americanas em países do Golfo Pérsico. A ofensiva ocorreu em resposta aos bombardeios realizados pelos EUA contra províncias no litoral sul e no leste do Irã, elevando a pressão sobre o acordo de cessar-fogo que estava em vigor havia três semanas. No mesmo dia, o Irã realizou o enterro de seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário de Mashhad, encerrando uma semana de cortejos fúnebres e manifestações. Khamenei havia sido morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro. Paralelamente, explosões foram registradas em diferentes regiões do Irã, incluindo Bushehr, onde fica uma das usinas nucleares do país. A escalada do conflito também provocou reações internacionais. O Catar, que costuma atuar como mediador entre Washington e Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e defendeu a retomada das negociações diplomáticas. Na mesma linha, os ministros das Relações Exteriores da Turquia e de Omã ressaltaram, em conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, a necessidade de evitar uma nova escalada militar. Em meio ao agravamento da crise, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques dos EUA e as intervenções no tráfego pelo Estreito de Ormuz têm dificultado a retomada gradual da navegação na região. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou com queda nesta quinta-feira (9), recuando 0,50%, cotado a R$ 5,1228. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,22%, aos 172.742 pontos. Mesmo com o aumento das tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio, os investidores passaram a demonstrar um pouco mais de otimismo. Na véspera, o presidente Donald Trump chegou a afirmar que o país persa "busca um acordo" para encerrar o conflito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os dois países anunciaram novos ataques pelo segundo dia seguido nesta quinta, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Na quarta-feira (8), o petróleo chegou a subir mais de 7% em meio às tensões, o mercado opera mais ameno. Por volta das 9h, o barril do Brent avançava 0,58%, a US$ 78,52, enquanto o WTI subia 0,34%, a US$ 73,76. ▶️ No exterior, o mercado de trabalho dos EUA somaram 215 mil na semana encerrada em 4 de julho. O resultado ficou 2 mil abaixo do registrado na semana anterior e também superou as expectativas do mercado, que projetava 220 mil solicitações. ▶️ No cenário doméstico, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho registrou queda de 0,39%, revertendo a alta de 0,21% observada na primeira prévia de junho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,87%; Acumulado do mês: -0,77%; Acumulado do ano: -6,67%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,76%; Acumulado do mês: +0,42%; Acumulado do ano: +7,21%. EUA e Irã trocam ataques Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz. A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima. Bolsas globais Em Nova York, os principais índices encerraram o pregão em alta, apesar da escalada das tensões entre EUA e Irã. O avanço das ações de fabricantes de chips ajudou a compensar parte da cautela dos investidores em relação ao conflito no Oriente Médio. No fechamento, o S&P 500 subiu 0,4%, o Dow Jones avançou 0,3% e o Nasdaq Composite ganhou 0,5%. Na Europa, as bolsas recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,78%, aos 640,86 pontos. Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,83%, e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,90%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, recuou 0,16%. Na Ásia, o desempenho foi misto, mas com predomínio de ganhos. Na China, o índice CSI300 saltou 2,5% — maior alta diária desde 8 de abril —, enquanto o Índice Composto de Xangai avançou 1,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8%. No Japão, o Nikkei subiu 1,38%, aos 67.743 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX recuou 0,83%, aos 45.354 pontos. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters

Por que as codornas botam ovos com casca de cor diferente? Os ovos de codorna podem apresentar cascas com diferentes cores e padrões de manchas. A variação é normal e está relacionada, principalmente, à genética de cada ave. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o médico-veterinário Carlos Pozzebom, responsável por uma criação com cerca de 5.400 codornas em Coronel Freitas (SC), cada ovo tem características próprias. "Essa diversidade acontece pela genética das aves. Cada ovo vai ter a sua coloração, diferentes tamanhos, manchas. Cada ovo é único", explica. Os pigmentos responsáveis pela coloração da casca são produzidos por glândulas localizadas no útero da ave. A genética de cada codorna determina se a tonalidade vai tender mais para o marrom, o azul ou o verde. Entenda por que os ovos de codorna têm cores diferentes Reprodução/Globo Rural As codornas colocam um ovo a cada 23 horas. A pigmentação da casca ocorre na etapa final da formação do ovo, durante a formação da casca. Nessa fase, são depositados os pigmentos que dão origem às diferentes tonalidades e desenhos da casca. Ovos que permanecem sempre esbranquiçados podem indicar que algo não vai bem com a ave. De acordo com o especialista, isso pode ocorrer por deficiência nutricional ou estresse, causado por falta de luminosidade, temperaturas elevadas ou excesso de aves por gaiola. As codornas precisam de cerca de 18 horas de luz por dia, considerando tanto a iluminação natural quanto a artificial. A temperatura ideal para a criação fica entre 20 °C e 25 °C. O espaço disponível também influencia o bem-estar das aves. "Várias aves dentro de uma gaiola podem fazer com que elas se sintam em um ambiente muito apertado e fiquem estressadas", afirma Pozzebom. Segundo ele, a medida mais utilizada nas granjas é manter até 10 codornas por metro quadrado.

Annie Woods colhe abobrinhas da variedade Eight Ball ao pôr do sol, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em sua fazenda em Brooksville, no estado de Kentucky, EUA. Joshua A. Bickel/AP Mesmo quando o sol começa a se pôr, o calor do dia ainda permanece no ar enquanto Annie Woods volta à lavoura para colher abóboras e abobrinhas em sua fazenda. Ondas de calor intensas e prolongadas fazem parte de um padrão de eventos climáticos extremos impulsionado pelas mudanças climáticas, que também têm provocado secas e enchentes severas. Para os agricultores dos EUA, isso significa janelas de plantio mais curtas e maior risco de perda de safras, devido a períodos de calor no início da temporada seguidos por geadas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Acho que é muito seguro dizer que essas ondas de calor não vão desaparecer nem são eventos isolados”, afirmou Woods. A recente cúpula de calor (heat dome), um sistema de alta pressão que aprisiona o calor e a umidade sobre uma região, afetou produtores especializados no cultivo de frutas e hortaliças. As mudanças climáticas causadas pela ação humana também têm intensificado as ondas de calor e outros eventos climáticos extremos. Esses produtores encontraram maneiras de se adaptar, em parte ajustando os horários de colheita para evitar os períodos mais quentes do dia. No entanto, segundo especialistas, eles nem sempre contam com a mesma rede de proteção disponível para produtores de commodities agrícolas tradicionais, como milho e soja, quando eventos climáticos extremos atingem as lavouras. Woods trabalha nos períodos mais frescos do dia, pela manhã e no fim da tarde, fazendo pausas frequentes para se hidratar. Ela faz o plantio e a colheita manualmente, ao contrário das grandes fazendas, que costumam depender de máquinas. Quando precisa colher durante o calor intenso, monta no campo uma tenda, a mesma que usa nas feiras de produtores, para criar áreas de sombra. Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Pessoas brigam por ar-condicionado durante onda de calor na Europa Annie Woods carrega uma caixa com abóboras e abobrinhas durante a colheita em sua fazenda, em Brooksville, Kentucky, na quarta-feira (1º). Joshua A. Bickel/AP Calor pode afetar a qualidade das colheitas O calor extremo, combinado com períodos de chuva e alta umidade, também favorece o surgimento de doenças e pragas que podem destruir as lavouras. No momento, a prioridade é colher as culturas mais vulneráveis, como folhas para salada. Woods produz hortaliças e ervas culinárias para restaurantes da região e para um programa de agricultura apoiada pela comunidade. Segundo ela, colher os produtos quando as temperaturas estão muito elevadas pode comprometer sua qualidade. Ela também está preocupada com a saúde das mudas que darão origem às culturas de outono. Atualmente, mantém as mudas em um armário fechado dentro de um celeiro, onde a temperatura é mais baixa. Depois que germinam, elas são transferidas para uma estufa equipada com ventiladores para manter o ambiente em condições adequadas. "Precisamos verificar a estufa constantemente e regar com frequência para manter vivas essas mudinhas tão pequenas", disse Woods. Para alguns produtores, a recente onda de calor também reduziu a janela de colheita de determinadas culturas. Bandejas com mudas ficam armazenadas em um armário para se manterem resfriadas em uma fazenda em Brooksville, Kentucky, na quarta-feira (1º). Joshua A. Bickel/AP É o caso de Paul Rasch, proprietário de vários pomares no centro do estado de Iowa. Segundo ele, o calor obrigou sua equipe de oito trabalhadores a acelerar a colheita das framboesas. Normalmente, eles teriam cerca de três semanas para colher essa fruta altamente perecível, mas, agora, "estamos correndo para colher o máximo possível", afirmou. Em alguns dias, a colheita começa às 6h da manhã para terminar antes do meio-dia, quando o calor se torna excessivo e inseguro para trabalhar. Rasch também instalou ar-condicionado em prédios da propriedade e está ampliando as áreas de sombra para os visitantes, com árvores e pavilhões cobertos, para que os clientes que colhem as próprias frutas possam se refrescar. Além disso, está testando algumas estufas do tipo high tunnel para manter condições mais estáveis para determinadas culturas. Segundo Rasch, esses episódios de calor parecem estar se tornando mais frequentes, mais intensos e mais duradouros. Somados a enchentes, secas e geadas tardias na primavera, esses eventos representam uma ameaça às lavouras ao longo de todo o ano. "Parece que nunca mais temos um ano considerado normal", afirmou. Diversidade de culturas reduz perdas Um gato faz uma pausa entre fileiras de mudas que aguardam o plantio, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em uma fazenda em Brooksville, no estado de Kentucky, EUA. Joshua A. Bickel/AP Pequenas propriedades, como as de Woods e Rasch, costumam cultivar uma grande variedade de produtos ao longo do ano. Essa estratégia é, em parte, uma decisão comercial, mas também serve para reduzir os prejuízos quando uma determinada cultura é afetada e outras não. "Sempre haverá alguma cultura que vai prosperar, enquanto outras enfrentarão mais dificuldades", disse Woods. Rasch também explicou que o seguro agrícola para produtores de frutas, hortaliças e outras culturas especiais funciona de forma diferente daquele destinado aos produtores de commodities, como milho e soja. Segundo ele, esses agricultores são mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos, mas contam com menos proteção. Woods, que também atua na Associação Orgânica de Kentucky, concorda. Ela afirma conhecer diversos produtores que têm dificuldade para contratar seguro porque cultivam muitas culturas diferentes em pequenas áreas. Isso ocorre porque os programas federais de seguro agrícola dos Estados Unidos foram desenvolvidos para proteger lavouras únicas com apenas uma safra por ano, como milho, soja e trigo, explicou Duncan Orlander, especialista em políticas públicas da National Sustainable Agriculture Coalition. Para pequenos produtores de frutas e hortaliças, a burocracia necessária para segurar diversas culturas em pequenas propriedades pode ser excessiva. Além disso, determinadas culturas especiais sequer contam com cobertura em algumas regiões. Segundo Orlander, as seguradoras também têm pouco incentivo para vender apólices com prêmios baixos e possíveis indenizações reduzidas. Embora existam programas federais que assegurem a receita total da propriedade, e não culturas específicas, Orlander afirma que essas modalidades são complexas e ainda pouco utilizadas. "Não estamos conseguindo acompanhar as perdas e os eventos climáticos extremos que estamos presenciando", disse. "Precisamos pensar de maneira diferente sobre como reduzir riscos e cobrir prejuízos no futuro, quando esses eventos ocorrerem." Para Woods, o programa de agricultura apoiada pela comunidade (CSA) oferece maior flexibilidade caso alguma cultura seja perdida. Os consumidores apoiam financeiramente a fazenda durante toda a temporada, independentemente de quais hortaliças acabarão recebendo em suas cestas. Segundo ela, esse modelo, aliado à diversidade de culturas, é uma forma de "não colocar todos os ovos na mesma cesta" diante de ondas de calor, enchentes e secas. "É algo que precisamos considerar, planejar e nos preparar para sermos resilientes diante desse tipo de evento", concluiu Woods.

Data Center: servidores funcionam como sistemas de armazenamento e proteção de dados A Meta Platforms anunciou o início da construção de um novo data center otimizado para inteligência artificial em Sturgeon County, na província de Alberta, no Canadá. A unidade terá 1 gigawatt (GW) de capacidade energética, projetada para atender às demandas de processamento de IA. A novidade consumirá o equivalente a eletricidade de 800 mil residências. O projeto representa um investimento superior a CAD$ 13 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 47,32 bilhões. Segundo a empresa, a construção deve gerar mais de 3 mil empregos no pico das obras e a criação de mais de 300 vagas operacionais após a conclusão da estrutura. Este será o primeiro data center da Meta no Canadá e o 33º da companhia no mundo. A unidade ajudará a desenvolver tecnologias usadas por bilhões de pessoas para comunicação, criação de comunidades, crescimento de negócios e uso de dispositivos vestíveis. Além da construção do data center, a Meta informou que investirá cerca de CAD$ 60 milhões (R$ 218,4 milhões) em melhorias de infraestrutura local, incluindo obras relacionadas a estradas e sistemas de água. A empresa também pretende lançar programas de apoio financeiro para organizações sem fins lucrativos da região. Energia e sustentabilidade A Meta afirmou que arcará integralmente com os custos relacionados ao consumo de energia dos seus data centers, para evitar impactos sobre os consumidores locais. A empresa também financiou novas estruturas de geração e melhorias na rede elétrica para atender à demanda da unidade. Segundo a companhia, todo o consumo de eletricidade do novo data center será compensado com 100% de energia limpa e renovável. Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta - o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta Meta/Divulgação Uso de água A empresa também informou que adotará um sistema de resfriamento com uso eficiente de água. O data center de Sturgeon County utilizará um sistema fechado de resfriamento líquido com resfriamento a seco, que, segundo a Meta, elimina o uso operacional de água no sistema de refrigeração. Dessa forma, o consumo de água da unidade ficará restrito a usos domésticos, sistemas de proteção contra incêndios e manutenção de equipamentos. A Meta afirma ainda que pretende ser positiva em água até 2030, restaurando globalmente mais água do que consome em suas operações próprias. * Com informações da agência Reuters

O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após uma nova escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. Nesta quarta-feira (8), os EUA lançaram novos ataques contra alvos iranianos em resposta a ofensivas de Teerã contra navios comerciais que cruzavam a região. AO VIVO: Acompanhe em TEMPO REAL as notícias sobre a guerra no Irã Em reação, o Irã ameaçou fechar a principal rota marítima para o transporte de petróleo no mundo novamente, o que elevou a tensão no Oriente Médio e reacendeu temores de impactos no abastecimento global de petróleo. O Estreito de Ormuz uma "artéria" da indústria petrolífera por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante período de conflito teve forte impacto na economia global. O anúncio do acordo de paz, aliás, derrubou os preços do petróleo na abertura do pregão de segunda-feira. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja abaixo outros detalhes sobre o estreito. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 LEIA TAMBÉM: Após nova ameaça de Trump, chanceler do Irã diz que o país vai responder com ações firmes Trump diz que ataques ao Irã são retaliação e faz nova ameaça: 'Se acontecer de novo, será muito pior' Agência da ONU condena retomada da guerra e diz que 6 mil marinheiros estão presos no Golfo Pérsico Trump diz que ataques ao Irã são retaliação e faz nova ameaça: 'Se acontecer de novo, será muito pior' 'Artéria' do trânsito mundial de petróleo O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul), e "deságua" no Mar da Arábia. Na sua parte mais estreita, o estreito tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km em cada direção. Cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo passa pelo estreito. Entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível fluíram diariamente pelo local, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa. Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do estreito, principalmente para a Ásia. O fechamento do Estreito de Ormuz causou sérios problemas no abastecimento de petróleo no mundo. Getty Images via BBC Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita buscam rotas alternativas para não depender do estreito. O Catar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase toda sua produção através do estreito. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos existentes desses países, que poderiam ser usados para contornar Ormuz (dados de junho de 2024). Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileirios não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos. As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos. A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). No documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o governo brasileiro rebate a investigação aberta pelo USTR, que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas. O processo pode resultar na imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O g1 questionou o Itamaraty sobre quais empresas e produtos foram identificados no levantamento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O impacto para o Brasil e para os EUA Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem. Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana. Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump. Começam audiências públicas sobre tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros Entenda a investigação contra o Brasil Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA. Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano. 🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção. Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos. O governo americano prevê concluir as consultas e decidir sobre a eventual aplicação das medidas até 15 de julho. Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias Jornal Nacional/ Reprodução

Revolução Constitucionalista de 1932 é lembrada até hoje em São Paulo Enquanto milhões de brasileiros saem de casa normalmente para trabalhar nesta quinta-feira (9), os paulistas aproveitam feriado estadual. Afinal, por que o 9 de julho é feriado apenas em São Paulo? Quem tem direito à folga? Quem trabalha recebe em dobro? E como ficam os casos de home office ou de funcionários que trabalham para empresas sediadas em outros estados? A resposta passa por um dos episódios mais importantes da história paulista: a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento começou em 9 de julho daquele ano e colocou São Paulo em confronto com o governo provisório de Getúlio Vargas. Embora tenha terminado com a derrota militar dos constitucionalistas, a revolução se transformou em um símbolo da luta por uma nova Constituição e passou a ocupar um lugar central na memória política do estado. Por causa do peso histórico, ela se tornou a data magna paulista e, décadas depois, virou feriado. Por que o feriado existe apenas em São Paulo? Como o 9 de julho virou feriado? Quem tem direito à folga? Quem trabalha no feriado recebe em dobro? E no home office? O que vale? Trabalho para uma empresa de outro estado. Tenho direito ao feriado? A ponte Estaiada é vista refletida na proliferação de algas que deixaram verde a água do Rio Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Cetesb, o período seco diminuiu as contribuições dos afluentes, mantendo vazão muito baixa na calha principal e favorecendo a proliferação de algas, responsáveis pela alteração da cor (10 de setembro) Jorge Silva/Reuters Por que o feriado existe apenas em São Paulo? A origem da data ajuda a explicar por que ela não é celebrada no restante do país. A Revolução Constitucionalista surgiu em um contexto de forte tensão política. Em 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder após a revolução que derrubou o então presidente Washington Luís e encerrou a chamada política do Café com Leite, marcada pela alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais. Nos anos seguintes, a insatisfação cresceu entre setores da elite e da população paulista. O estado havia perdido influência política e passou a exigir a convocação de uma Assembleia Constituinte para devolver ao país uma Constituição. Os protestos ganharam força em maio de 1932. Durante uma manifestação, quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos sobrenomes deram origem ao movimento MMDC, que se tornou um dos principais símbolos da mobilização paulista. Pouco mais de um mês depois, em 9 de julho, começou o levante armado contra o governo federal. A revolução mobilizou milhares de voluntários e contou com ampla participação popular. Os constitucionalistas, porém, acabaram derrotados após quase três meses de combate. Mesmo assim, o movimento passou a ser lembrado pelos paulistas como um marco da defesa da constitucionalização do país. Por ter sido uma revolução liderada por São Paulo e profundamente ligada à história do estado, a data nunca se transformou em uma celebração nacional. O reconhecimento permaneceu restrito ao território paulista. Poster da Revolução Constitucionalista de 1932 Divulgação/MIS Como o 9 de julho virou feriado? A transformação da data em feriado ocorreu apenas 65 anos após a revolução. Em 1995, a Lei Federal nº 9.093 autorizou os estados brasileiros a escolherem uma data magna própria e transformá-la em feriado civil. Em São Paulo, foi aprovada a Lei Estadual nº 9.497, sancionada pelo então governador Mário Covas em 5 de março de 1997. A norma oficializou o 9 de julho como feriado estadual. Na prática, isso significa que a data tem força de lei e não depende da publicação anual de decretos para existir. Quem tem direito à folga? Segundo a advogada trabalhista Zilma Aparecida da Silva Ribeiro, sócia do escritório Lopes Muniz Advogados, o feriado estadual produz efeitos apenas dentro do território que o instituiu. "Além disso, somente trabalhadores com contrato CLT. Mas é importante esclarecer que nem todos os celetistas têm direito à folga do feriado. Por exemplo, aqueles que não estão sujeitos a controle de jornada". Ou seja, empresas com trabalhadores atuando em São Paulo devem observar as regras aplicáveis aos feriados. Quem trabalha no feriado recebe em dobro? Nem sempre. A legislação prevê que o trabalho realizado em feriados deve ser compensado, mas essa compensação pode ocorrer de duas formas. A Lei nº 605/1949 estabelece que, quando não for possível suspender as atividades, o trabalho prestado no feriado deve ser remunerado em dobro. "Mas se o empregador conceder outro dia de folga para compensar o trabalho no feriado, não precisará pagar em dobro esse dia", explica a advogada. E no home office? O que vale? Com a expansão do trabalho remoto, muitos profissionais exercem suas atividades para empresas localizadas em outros estados. Nesses casos, a aplicação do feriado depende não apenas do lugar onde a empresa está sediada, mas também das regras do contrato de trabalho. Segundo Zilma, empregados em regime de teletrabalho que estão sujeitos ao controle de jornada mantêm os direitos relacionados ao trabalho em feriados. "Se o empregado em regime de teletrabalho estiver sujeito a controle de jornada, terá direito à remuneração em dobro ou à folga compensatória pelo trabalho no feriado. Quem não tiver jornada controlada e trabalha home office não tem direito ao dia dobrado ou à folga." A advogada explica que, para definir qual feriado se aplica ao trabalhador remoto, deve ser considerado o local da prestação de serviços definido contratualmente. Sendo assim, se o empregado estiver trabalhando remotamente a partir de uma localidade em que o dia é feriado, a data deve ser observada. Trabalho para uma empresa de outro estado. Tenho direito ao feriado? Na maioria dos casos, sim. De acordo com Zilma, a localização da sede da empresa normalmente não é o principal elemento para definir a aplicação do feriado. "O que deve ser considerado é o local da prestação de serviços, independentemente do local onde a empresa esteja estabelecida". Assim, um trabalhador que presta serviços em São Paulo para uma empresa sediada em outro estado deverá ter o feriado paulista observado. Da mesma forma, um empregado que trabalha em outro estado para uma empresa paulista não terá automaticamente direito ao feriado de 9 de julho apenas porque a sede da empresa fica em São Paulo. O que prevalece é o local onde os serviços são prestados.

IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias Após serem prorrogadas, as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quinta-feira (9), às 14h. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ Acesse o edital completo Inicialmente, o prazo terminaria às 23h da quarta-feira passada (1º de julho). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou as inscrições por mais uma semana, até esta quinta-feira (9), às 14h. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa de inscrição é de R$ 53. O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Ao todo, o processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas: Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. Quem pode participar? Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos: ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino; possuir aptidão física e mental para exercer a função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. Como será a prova? A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem: Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico; Ética no Serviço Público; Geografia; conhecimentos específicos de cada cargo. A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas; 5% para pessoas com deficiência; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital. Quanto tempo dura o contrato? Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cadastro Reserva Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário. Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências. Cronograma 09 de julho — Encerramento das inscrições 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva 18 de dezembro — Resultado final da seleção IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Nesta quinta-feira (9), completa um ano que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países. Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano. Agora no g1 Veja abaixo os principais capítulos da disputa comercial entre Brasil e EUA: A carta que deu início à crise A ofensiva ganhou força com a carta enviada por Trump a Lula em 9 de julho de 2025. No documento, o presidente americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e justificou a decisão com argumentos políticos e comerciais. Entre os motivos citados estavam o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), críticas à atuação da Corte brasileira em relação às plataformas digitais e alegações de que a relação comercial entre os dois países seria desfavorável aos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Carta de Trump: leia íntegra do texto, que alega motivos políticos e comerciais para tarifa de 50% ao Brasil Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros Reprodução À época, economistas e representantes do setor produtivo apontaram que a decisão tinha forte componente político e alertaram para riscos às exportações brasileiras e aos empregos ligados ao comércio com os Estados Unidos. Ao justificar a medida, Trump também afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é "injusta". "Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco", escreveu. Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações. No documento, Trump também afirma que determinou a abertura de uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais ou injustas. A investigação foi oficialmente aberta dias depois, em 15 de julho de 2025. A ampliação do tarifaço A carta não surgiu de forma isolada. Meses antes, em abril de 2025, Trump já havia anunciado as chamadas tarifas recíprocas para diversos países, impondo uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Com o anúncio de julho, parte das exportações brasileiras passou a enfrentar uma sobretaxa muito maior. Cerca de 22% das exportações brasileiras ficaram sujeitas à tarifa adicional de 40%, além de outras cobranças aplicadas a determinados setores. Entre os segmentos mais afetados estiveram produtos industriais, máquinas, equipamentos, café solúvel e produtos ligados à cadeia do aço e do alumínio. Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). As cobranças, que até então eram de 25%, passam a ser de 50%, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida afeta o Brasil. Já em junho deste ano, os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O órgão, porém, incluiu uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos pelos EUA, como carne, frutas, café, aeronaves, terras raras, entre outras. 🔎O relatório cita temas como o funcionamento do PIX, a regulação de plataformas digitais, acordos comerciais firmados pelo Brasil, combate ao desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual e políticas anticorrupção. Além disso, a investigação também concluiu que a União Europeia e 59 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Essas tarifas ainda não entraram em vigor. O governo brasileiro ainda tenta evitar que elas passem a valer. Pela legislação americana, a investigação formal precisa ser concluída e uma série de consultas públicas deve ser realizada antes que as medidas entrem em vigor. O prazo legal para a definição e eventual aplicação de medidas contra o Brasil é 15 de julho. Neste mês, o governo brasileiro apresentou uma resposta formal à conclusão da investigação sobre a proposta do novo tarifaço. O Brasil argumentou que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA. O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras. Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação. A combinação das tarifas propostas pelos Estados Unidos pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas. Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. Esses interlocutores indicam como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”. O governo Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O presidente, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria". Sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções. LEIA TAMBÉM Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC Tarifaço dos EUA: governo brasileiro seguirá negociando, mas avalia que tudo já foi dito e espera ampliação do número de exceções A reação do governo brasileiro Em manifestação pública após o anúncio de Trump, o presidente afirmou que o Brasil não aceitaria ser "tutelado por ninguém" e informou que qualquer aumento unilateral de tarifas seria respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica. O governo brasileiro também reforçou que questões relacionadas ao julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e aos processos em curso no STF são de competência exclusiva da Justiça brasileira. Ao longo do período, representantes do governo e do empresariado passaram a defender a diversificação de mercados e a ampliação de acordos comerciais como forma de diminuir a dependência do mercado americano. Para tentar reverter as medidas, o presidente Lula se encontrou com o presidente Trump em mais de uma ocasião. Além disso, membros dos dois governos se reuniram diversas vezes para tratar do tema. Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falam a jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur. Evelyn Hockstein/Reuters Em outubro do ano passado, os dois se reuniram na Malásia. Após o encontro, Lula afirmou que a reunião foi "surpreendentemente boa" e que teve a impressão de que logo não haverá problema entre os países. "Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo", disse o presidente. Os dois chefes de estados se reuniram ainda em maio deste ano. O presidente Lula foi até a Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. Recuos e mudanças nas tarifas Em novembro do ano passado, após reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir as tarifas, o governo americano anunciou a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A medida beneficiou a carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros produtos. São mais de 200 itens acrescentados à lista anterior de quase 700 exceções ao tarifaço imposto ao Brasil. Na semana anterior, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%. Já em fevereiro deste ano, a Suprema Corte americana concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizada por Trump para justificar parte das tarifas, não autorizava o presidente a criar as cobranças da forma como havia feito. A decisão derrubou uma parcela significativa do tarifaço anunciado pelo governo americano, incluindo medidas que haviam atingido produtos brasileiros. Em resposta, Trump recorreu a outro instrumento legal para manter sua política comercial e anunciou uma nova tarifa global de 10%, válida por 150 dias. Essa medida deve valer até o final deste mês. Veja abaixo linha do tempo: Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas para diversos países, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em junho do mesmo ano, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA. No dia 9 de julho de 2025, Trump mandou uma carta pública ao presidente Lula e anunciou uma tarifa de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A taxa estava prevista para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções. Em 15 de julho de 2025, após pedido de Trump, governo dos EUA abre investigação comercial contra o Brasil. Em outubro de 2025, Lula se reuniu com o presidente Trump na Malásia para tratar das tarifas aos produtos brasileiros. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros dos dois países se reunirem, os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232. No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes. (essas tarifas ficam valendo até o final de julho). Em maio de 2026, o presidente Lula foi aos EUA para se reunir com Trump. Em junho de 2026, os EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre produtos nacionais. No mesmo mês, os EUA propõem sobretaxa a 59 países e à União Europeia por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista com sobretaxa de 12,5%.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) uma medida provisória (MP) que libera linha de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e também pela guerra no Oriente Médio. O texto agora seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O crédito será ofertado dentro do Plano Brasil Soberano para exportadores de bens industriais, produtos da agricultura e da pecuária e recursos da mineração. Também estão incluídos produtos das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura. LEIA TAMBÉM: Veja os setores e exportadores habilitados para linha de crédito de R$ 15 bilhões do governo federal. Agora no g1 O benefício poderá ser utilizado para cobrir despesas diárias, como pagamento de funcionários, compra de máquinas e equipamentos, e investimento em tecnologia. Após publicar a MP, o governo explicou que os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas prejudicadas pelas medidas tarifárias dos EUA e pela guerra entre este país e o Irã. A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial, explicou o governo. Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros Divulgação/Cecafé

Grok, inteligência artificial da SpaceXAI Reuters/Dado Ruvic/Illustration A SpaceXAI, do bilionário Elon Musk, lançou nesta quarta-feira (8) o que considera ser seu modelo de inteligência artificial mais inteligente. Batizado de Grok 4.5, ele foi criado principalmente para ajudar usuários a programar códigos e a fazer tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o modelo consegue criar aplicativos do zero mesmo que os comandos tenham poucos detalhes e criar arquivos com vários recursos de programas como Excel e PowerPoint. Em testes sobre de raciocínio de longo prazo e de uso de agentes de IA, o Grok 4.5 se aproximou do Opus 4.8, modelo da Anthropic considerado um dos mais poderosos do mundo. Agora no g1 Nos comparativos, ele ficou atrás de concorrentes como o GPT 5.5, da OpenAI, e o Fable, modelo da Anthropic considerado tão avançado que precisou sofrer restrições em questões sensíveis. O Grok 4.5 foi treinado a partir de conjuntos de dados sobre programação, ciências, engenharia e matemática, explicou a SpaceXAI. A empresa destacou que seu novo modelo é duas vezes mais eficiente do que rivais, o que, em tese, permite aos usuários resolver tarefas em menos etapas e usar menos tokens. 🔎 Tokens de IA são a quantidade de informações enviadas e recebidas em interações com modelos de IA. Cada palavra, parte de uma palavra e sinais de pontuação podem ser considerados tokens. Em comunicado, a SpaceXAI disse que o Grok 4.5 custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O valor custa menos da metade cobrada por modelos concorrentes. O Grok 4.5 está disponível no Grok Build, no painel da SpaceXAI e no Cursor, três sistemas exclusivos para assinantes.

Elon Musk se torna o primeiro trilionário da história A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação 11 dias atrasada da compra de ações do Twitter (atual X). Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão - R$ 7,75 milhões (considerando o dólar a R$ 5,17). O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões (R$ 775,5 milhões) que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação. O valor da multa corresponde a 1% do valor arrecadado pelo bilionário. 🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência. Musk afirmou que o atraso foi involuntário. Ele acabou comprando o Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022 e o renomeou como X. A plataforma de rede social agora faz parte de sua empresa de foguetes e satélites, a SpaceX. Musk também lidera a fabricante de carros elétricos Tesla. Juíza de Washington questiona de Musk recebeu tratamento especial de 'exceção única' A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo - para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade - era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk. "Um tribunal, ao receber uma sentença homologatória de acordo, não funciona como um mero carimbador. Mas também não atua como um ombudsman", escreveu Sooknanan. "Saber se o Poder Executivo (por meio da SEC) fez o suficiente para responsabilizar o Sr. Musk pela suposta violação é, como tantas outras questões, algo a ser decidido pelos cidadãos nas urnas." Ela afirmou que o argumento da SEC de que a agência não costumava pedir a devolução de valores em casos semelhantes poderia ou não ser considerado justo, mas questionou o que isso revela sobre a própria decisão de fechar um acordo. Sooknanan também levantou dúvidas sobre a escolha da SEC de firmar o acordo com o fundo ligado a Musk, permitindo que o empresário declarasse publicamente que havia sido inocentado de qualquer irregularidade. Em maio, a juíza afirmou que os advogados da SEC presentes em uma audiência anterior pareceram surpresos quando os representantes legais de Musk revelaram que já haviam ocorrido negociações de acordo com o órgão regulador. “Este tribunal fica se perguntando se a SEC concederá o mesmo tratamento a outros supostos infratores das leis de valores mobiliários. Ou este é um acordo único, criado especificamente para o Sr. Musk e negociado sem a participação dos advogados da SEC que conduzem este caso?”, escreveu Sooknanan. O acordo foi anunciado em 4 de maio, após a saída, em março, da ex-chefe de fiscalização da SEC, Margaret Ryan, que permaneceu apenas seis meses no cargo. Ryan havia entrado em conflito com líderes da agência sobre a condução do programa de fiscalização da SEC. Em uma manifestação enviada ao tribunal, a SEC afirmou que o acordo não foi resultado de conluio e que a multa de US$ 1,5 milhão era a maior já aplicada nesse tipo de caso. A agência também afirmou que o interesse público foi preservado por uma medida judicial que, na prática, impõe obrigações a Musk quando ele atua por meio do fundo - um veículo de investimento que, segundo a SEC, ele parece usar para administrar grande parte de seu patrimônio. Leia mais Elon Musk pagará multa de US$ 1,5 milhão por não divulgar compra de ações do Twitter Entenda o contexto legal do caso Nos Estados Unidos, investidores que adquirem uma participação relevante em uma empresa de capital aberto precisam informar o mercado dentro de um prazo determinado. A regra está prevista na Seção 13(d) do Securities Exchange Act de 1934, que exige que investidores que ultrapassem a marca de 5% de participação em uma companhia divulguem essa posição à SEC por meio de um formulário chamado Schedule 13D. O objetivo da norma é garantir transparência e evitar que investidores negociem ações sem que o mercado tenha conhecimento de movimentos capazes de influenciar o preço dos papéis. No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois. Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição. Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação. *Com informações da Reuters

Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia REUTERS/Valentyn Ogirenko A Rússia está tentando neutralizar os ataques de drones ucranianos de "alcance intermediário" camuflando cargas e instalando potentes sistemas de guerra eletrônica contra a Starlink, a tecnologia de internet via satélite de Elon Musk, informou uma reportagem da agência de notícias Reuters publicada nesta quarta-feira (08). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esses drones, frequentemente operados via Starlink e capazes de atingir alvos a dezenas de quilômetros além das linhas de frente de forma precisa e barata, transformaram a guerra na Ucrânia com ataques a uma distância entre 25 e 200 quilômetros. Isso permitiu à Ucrânia infligir danos significativos à logística de abastecimento das tropas russas dentro do território ucraniano. Reflexo disso é a Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia, que agora lida com a falta crônica de combustível após uma campanha coordenada das tropas de Kiev contra linhas de abastecimento, depósitos de combustível, instalações de defesa aérea e centros de comando. Os ataques têm se concentrado nas rodovias que ligam Mariupol, Berdyansk, Melitopol e a Crimeia — as principais artérias que abastecem as forças russas que combatem no sul e no leste da Ucrânia. Agora no g1 Comandantes ucranianos afirmam que sua ofensiva contínua forçou a Rússia a usar rotas de reabastecimento mais lentas e menos eficientes. Os drones teriam tornado trechos do corredor terrestre que liga a Rússia à Crimeia perigosos demais, desacelerando o transporte de combustível, munição e reforços. A resposta da Rússia veio com o sistema de interferência Volna Kupol Garant, que emite um sinal forte o suficiente para desestabilizar a conexão do Starlink em uma área de cerca de 20 km², relatou à Reuters Serhii Beskrestnov, conselheiro do Ministério da Defesa da Ucrânia. Trata-se de um desenvolvimento significativo no conflito, já que a Starlink era até então considerada, em grande parte, imune a interferências. Um drone de ataque de médio alcance Zozulia voa após ser lançado por militares ucranianos da companhia Sparta em um local não revelado no sul da Ucrânia REUTERS/Valentyn Ogirenko Virada na guerra com auxílio da Starlink A virada a favor da Ucrânia na guerra ocorreu no início deste ano, quando a SpaceX cortou o acesso não autorizado das forças russas à Starlink, prejudicando as operações de drones e as comunicações da Rússia. Isso deu uma vantagem à Ucrânia, permitindo que drones aprimorados evitassem detecção, resistissem à interferência e realizassem ataques com mais precisão, enquanto a Rússia corria para se adaptar. "O bloqueio do Starlink para as forças russas foi um dos desenvolvimentos mais significativos no campo de batalha neste ano", disse Rob Lee, pesquisador sênior do Programa Eurásia do Foreign Policy Research Institute, à agência de notícias Associated Press. O sucesso dos ataques ucranianos de médio alcance é consequência dessa mudança. "O que mudou é que agora oito em cada 10 missões são bem-sucedidas", disse Pharaon. Há apenas alguns meses, a taxa de sucesso era o oposto, segundo ele. Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia REUTERS/Valentyn Ogirenko A reação da Rússia As forças russas foram pegas de surpresa quando a campanha ucraniana se intensificou há três meses. Mas começaram a mobilizar unidades móveis antiaéreas e recorrer a outras táticas para interceptar os drones, relataram comandantes e pilotos de drones ucranianos à Reuters. Uma delas é justamente o uso de dispositivos eletrônicos sofisticados de interferência para bloquear as conexões usadas para pilotar os drones, alguns deles capazes de interromper os sistemas Starlink – o Ministério da Defesa da Ucrânia afirma ter detectado dez deles. Alguns desses dispositivos de interferência foram instalados pela Rússia perto de cidades e instalações militares, disseram os militares ucranianos. Equipamentos desse tipo são visados pelos soldados ucranianos por razões óbvias. Um vídeo de um ataque ucraniano a um desses sistemas mostra uma grande explosão após um drone atingir um local contendo seis caixas grandes do tamanho de trailers. "Assim que atingimos essa instalação, nossos drones equipados com Starlink voaram sem problemas", disse um comandante do 422º Regimento de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia em operação na região sul de Zaporíjia. Outras táticas a que a Rússia recorre para manter as linhas de frente abastecidas incluem esconder combustível e outros suprimentos militares em veículos civis, como caminhões que deveriam estar transportando água ou leite. A operação logística também envolveria pequenos carros civis, quadriciclos e motocicletas. Além disso, as tropas russas estariam usando abrigos camuflados, prédios abandonados e estruturas agrícolas para esconder suprimentos, além de postos de gasolina civis para armazenar combustível militar. Também teriam passado a escoltar comboios de caminhões de combustível com picapes armadas com metralhadoras e a usar estradas secundárias.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst Em meio ao tarifaço promovido por Donald Trump, o governo dos Estados Unidos tem buscado atrair empresas brasileiras para abrir filiais no país. Um evento promovido pela Embaixada e pelos Consulados dos EUA no Brasil, que deve passar inicialmente por nove cidades brasileiras, promete reunir especialistas do governo americano e parceiros convidados para incentivar a expansão de empresas brasileiras por lá. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A iniciativa acontece em meio às discussões sobre as tarifas adicionais de 25% impostas pelos EUA a produtos brasileiros e está alinhada à política protecionista defendida por Trump para a economia americana. 🔎 O protecionismo é uma política econômica em que um governo adota medidas — como a cobrança de tarifas sobre produtos importados — para proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira. Agora no g1 Segundo o republicano, os impostos vão impulsionar a indústria americana, criar empregos e reduzir os déficits comerciais dos EUA com seus parceiros internacionais. Déficit comercial é quando um país importa mais do que exporta. Nesta semana, por exemplo, Trump associou a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) na construção de uma fábrica no Texas aos efeitos das tarifas impostas por seu governo a outros países. A montadora também deve transferir parte da produção de caminhonetes do México para os EUA. "A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!", afirmou em uma publicação no Truth Social. O g1 procurou a Toyota para saber se a decisão de investir tem relação com as tarifas adotadas pelo governo americano e quais fatores motivaram a escolha do Texas para receber o empreendimento. A empresa afirmou que, em linhas gerais, seus investimentos são guiados por "planejamento de negócios de longo prazo e por projeções de mercado". "Embora sejamos impactados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões para várias décadas, baseadas em objetivos estratégicos mais amplos, em nosso compromisso de produzir onde vendemos e em superar as expectativas dos clientes", disse em nota. Sobre o novo anúncio de investimentos nos EUA, a montadora afirmou que a medida "amplia a capacidade de produção da Toyota" e complementa a "rede mais ampla de manufatura" da empresa na América do Norte. "O processo de escolha do local é influenciado por fatores como disponibilidade de mão de obra, infraestrutura e proximidade de fornecedores", concluiu. O que é a SelectUSA? O SelectUSA é um programa criado em 2011 pelo governo federal dos EUA e vinculado ao Departamento de Comércio do país. Segundo o órgão, a iniciativa busca promover e facilitar investimentos de empresas estrangeiras em território americano. De acordo com dados divulgados pelo próprio programa, a iniciativa já facilitou mais de US$ 400 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em investimentos desde sua criação e contribuiu para a geração ou manutenção de mais de 270 mil empregos nos EUA. No Brasil, a Embaixada e os Consulados dos EUA promovem neste mês o SelectUSA Every Day. Com programação prevista para pelo menos nove cidades brasileiras, o evento promete aproximar empresários de especialistas e parceiros do governo americano para facilitar a expansão de empresas brasileiras para os EUA. Entre as cidades que estão previstas no "roadshow", estão: Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Ribeirão Preto (SP), São Carlos (SP), Londrina (PR), São José dos Campos (SP), Fortaleza (CE), e Recife (PE). O g1 procurou a Administração de Comércio Internacional dos EUA (ITA, na sigla em inglês) e o SelectUSA para obter mais informações e dados sobre a participação de empresas brasileiras no programa e seus investimentos no país, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Pessoas se refrescam na fonte do Trocadéro, diante da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris, na França. Abdul Saboor/Reuters Diante da onda de calor na França, duas das principais plataformas de entrega por aplicativo do país, Uber Eats e Deliveroo, anunciaram nesta quarta-feira (8) que vão suspender as entregas nas regiões onde as temperaturas atingirem níveis extremos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida, adotada após reivindicações do setor, busca proteger os entregadores e será aplicada apenas nos departamentos que eventualmente entrarem em alerta vermelho. "Esta decisão representa um passo importante, e peço aos restaurantes parceiros que demonstrem solidariedade, fornecendo a esses trabalhadores acesso a água e áreas com ar-condicionado", declarou o ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou. Na semana passada, Farandou havia entrado em contato com as duas empresas de entrega, que é feita principalmente de bicicleta, orientando-as a tomar medidas para proteger os trabalhadores do calor extremo. Com onda de calor, derretimento das geleiras na Suíça poderia encher uma piscina olímpica Atendendo ao pedido, nesta quarta-feira, a Uber Eats e a Deliveroo indicaram que suspenderiam as entregas nos departamentos em alerta vermelho de onda de calor (o mais alto), no horário entre 14h e 18h. A medida tem um caráter preventivo, já que nenhuma área do país está atualmente dentro desta classificação, mas 67 departamentos foram colocados sob alerta laranja (uma abaixo da vermelha). A Météo-France, agência nacional de meteorologia, prevê "uma onda de calor severa e prolongada", que provavelmente durará "até o final do mês, ou além". Esta intensa onda de calor é a terceira em menos de dois meses na França. A primeira veio de forma precoce no final de maio, e a segunda, no fim de junho. Esses fenômenos tornam trabalhos ao ar livre, como o dos entregadores, particularmente vulneráveis às altas temperaturas. Divergências entre sindicatos A medida foi encarada de forma controversa entre sindicatos laborais. Para Ludovic Rioux, da central sindical CGT, a maior da França, a decisão "torna esses trabalhadores, já em situação precária, ainda mais vulneráveis" devido à falta de uma renda substituta. No final de junho, a Prefeitura de Paris enviou uma carta às plataformas de entrega solicitando a implementação de um salário mínimo quando as condições climáticas exigirem redução ou suspensão das atividades. Já Fabian Tosolini, representante do sindicato Union-Indépendants, elogiou a decisão, mas solicitou que as zonas de entrega e os pesos dos pedidos sejam reduzidos entre o meio-dia e 14h, horário de pico para a maioria das demandas.

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO A Apple planeja investir mais de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 155,4 bilhões, considerando o dólar a R$ 5,18) em um acordo de compra de chips firmado nesta semana com a Broadcom. O contrato também prevê a ampliação de uma fábrica da fabricante de semicondutores no Colorado, nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelas empresas nesta quarta-feira (8). Parceira foi construída em 2023 Na segunda-feira (6), a Broadcom anunciou um acordo de fornecimento de chips de longo prazo com a Apple, válido até 2031. Dois dias depois, a Apple informou que o contrato envolve a produção de um chip de radiofrequência chamado filtro FBAR, componente responsável por ajudar os dispositivos da empresa a se conectarem a redes sem fio. O desenvolvimento dessa tecnologia vem sendo feito em parceria entre Apple e Broadcom desde pelo menos 2023. Como parte do acordo, a Broadcom investirá US$ 1,5 bilhão (R$ 7,77 bi) na expansão de uma fábrica localizada em Fort Collins, no Colorado. A Apple afirmou que o contrato prevê a fabricação de pelo menos 15 bilhões de chips e faz parte de uma estratégia para aumentar a compra de semicondutores produzidos nos Estados Unidos, em parceria com o governo do presidente Donald Trump. “Os componentes avançados fabricados em Fort Collins são essenciais para oferecer o desempenho e a conectividade que nossos clientes esperam. Temos orgulho de ampliar nossos investimentos em fornecedores sediados nos EUA que compartilham nosso compromisso com a excelência e a inovação”, afirmou o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, em comunicado. “Somos gratos ao presidente e ao seu governo por apoiarem projetos importantes como este”, acrescentou.