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Alta do diesel desacelera, mas preço do combustível sobe quase 24% desde o início da guerra, diz ANP
Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados
Depois de uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu 2,62% em uma semana e é vendido por R$ 7,45, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (27).
Porém, quando consideramos a evolução no preço médio do diesel desde o começo da guerra, a alta acumulada é de 23,55% desde o levantamento da semana de 28 de fevereiro:
Preço médio do litro do diesel em 28 de fevereiro: R$ 6,03;
Preço médio do litro do diesel em 27 de março: R$ 7,45.
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*Essa reportagem está em atualização.

O preço da gasolina já subiu e as contas de aquecimento doméstico no Reino Unido, por exemplo, estão no mesmo caminho Getty Images via BBC A interrupção do fornecimento de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, elevou drasticamente os preços globais de energia. O preço da gasolina já subiu e as contas de aquecimento doméstico no Reino Unido, por exemplo, estão no mesmo caminho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas não é apenas o combustível que foi afetado pelo conflito. Uma série de outros produtos essenciais, como químicos e gases, normalmente entram nas cadeias globais de abastecimento via Estreito de Ormuz. A BBC Verify, serviço de verificação da BBC, aponta que os preços de diversos produtos, de alimentos a smartphones e medicamentos, podem ser impactados, já que o número de navios que passam pelo Estreito de Ormuz, que antes da guerra passavam de 100 por dia, agora podem ser contados nos dedos. Veja o que pode ser afetado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fertilizantes (alimentos) Derivados do petróleo e do gás, os petroquímicos são produzidos em grande escala para exportação por países da região do Golfo. Um dos mais importantes são os fertilizantes, essencial para a produção agrícola global. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, como ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente passa pelo Estreito de Ormuz. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que, desde o início do conflito, os envios de produtos relacionados a fertilizantes pelo Estreito praticamente colapsaram. Analistas alertam que a escassez desses fertilizantes pode ser especialmente prejudicial para a produção agrícola neste momento, porque março e abril correspondem à época de plantio no hemisfério norte, e o menor uso de fertilizantes agora pelos agricultores afetará a produtividade mais adiante no ano. "Um fechamento relativamente breve pode comprometer toda uma safra, com consequências para a segurança alimentar que persistem muito depois da reabertura do estreito", segundo pesquisadores do Instituto Kiel. O trabalho do instituto sugere que um fechamento total do Estreito de Ormuz pode elevar os preços globais do trigo em 4,2% e os de frutas e vegetais em 5,2%. E estima que os países mais afetados, em termos de aumento geral dos preços dos alimentos, seriam Zâmbia (31%), Sri Lanka (15%), Taiwan (12%) e Paquistão (11%). A Rússia normalmente responde por cerca de um quinto das exportações globais de fertilizantes, e analistas afirmam que o país pode aumentar a produção para suprir a lacuna. Kirill Dmitriev, enviado especial de Vladimir Putin, disse que a Rússia, grande produtora de commodities (bens básicos) como fertilizantes, está "bem posicionada". Hélio (microchips) Cerca de um terço das remessas globais de gás hélio vem normalmente do Catar e passa pelo Estreito de Ormuz. O hélio é um subproduto da produção de gás natural e é utilizado na fabricação de wafers de semicondutores (lâmina fina de material semicondutor), que depois são processados em microchips usados em computadores, veículos e eletrodomésticos. O gás também é empregado no resfriamento dos ímãs em equipamentos de ressonância magnética (MRI, na sigla em inglês) utilizados em hospitais. A usina gigantesca de Ras Laffan, no Catar, que produz o gás, interrompeu a produção após ataques iranianos com mísseis e drones. O governo do Catar afirmou que levará de três a cinco anos para reparar os danos, o que levanta preocupações sobre o abastecimento. Em 2023, a Associação da Indústria de Semicondutores dos EUA alertou para "picos de preços" caso o fornecimento global de hélio fosse interrompido. Analistas afirmam que o efeito em cadeia do bloqueio do Estreito de Ormuz pode elevar os preços de uma série de tecnologias de ponta, de smartphones a centros de dados. Prashant Yadav, pesquisador sênior de saúde global do Council on Foreign Relations (centro de pesquisa e debates), alertou que os preços de exames de MRI podem subir diante de uma escassez prolongada de hélio. "As máquinas de ressonância magnética precisam de algo entre 1.500 e 2.000 litros de hélio para resfriar os ímãs. A cada exame realizado, uma pequena parte desse gás se perde por evaporação", contou Yadav. "As pessoas costumam pensar que o principal uso do hélio está em centros de dados, semicondutores e no resfriamento da indústria de IA [inteligência artificial] e dados. Mas não podemos esquecer que o hélio é muito importante para exames de ressonância magnética e outros usos médicos", disse à BBC Verify. Derivados petroquímicos (medicamentos) Derivados petroquímicos, como metanol e etileno, são matérias-primas essenciais para a produção global de medicamentos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas. Os países do Conselho de Cooperação do Golfo, como Arábia Saudita, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrain, respondem por cerca de 6% da capacidade global de produção petroquímica. Esses países utilizam principalmente o Estreito de Ormuz para exportar esses produtos ao resto do mundo, com cerca de metade destinada à Ásia. A Índia produz cerca de um quinto das exportações globais de medicamentos genéricos (sem marca), muitos dos quais são enviados para os EUA e a Europa. Grande parte desses produtos também costuma ser transportada por via aérea a partir de grandes aeroportos do Golfo, especialmente Dubai, que foram fortemente afetados pelo conflito. Alguns analistas alertam para a possibilidade de aumento nos preços de medicamentos para os consumidores como resultado das interrupções no Estreito de Ormuz. Enxofre (metais/baterias) O enxofre é outro subproduto do processamento de petróleo bruto e gás natural, produzido em grande escala para exportação na região do Golfo. Cerca de metade do comércio marítimo global de enxofre passa normalmente pelo Estreito de Ormuz. Seu principal uso é como fertilizante agrícola, mas também é essencial para o processamento de metais. O enxofre é usado na produção de ácido sulfúrico, empregado no processamento de cobre, cobalto e níquel, além da extração de lítio. Todos esses metais são necessários para a produção de baterias, usadas em tudo, de eletrodomésticos a veículos elétricos e equipamentos militares, como drones. Analistas alertam que, se o fornecimento de enxofre continuar interrompido, o resultado provável será o aumento dos preços para os consumidores de produtos que utilizam baterias.

Em agosto de 2025, o Amazonas registrou movimentação de US$ 1,41 bilhão na Corrente de Comércio. Do total, as exportações somaram US$ 86,3 milhões e as importações US$ 1,32 bilhão. Bruno Leão/Sedecti O Canadá e o Mercosul estão avançando em direção a um acordo de livre comércio que poderá ser assinado até o final do ano, com outra rodada de negociações agendada para o próximo mês em Brasília, de acordo com três fontes familiarizadas com as negociações. O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a expectativa de que a Bolívia se torne membro pleno em 2028. Autoridades governamentais de Canadá, Argentina e Brasil disseram à Reuters que esperam que o acordo seja concluído em 2026, com uma delas observando que as negociações estavam progredindo bem e poderiam ser concluídas antes de setembro. A fonte do governo argentino afirmou que o acordo deve ser assinado em setembro ou outubro, marcando cerca de um ano desde que as negociações foram formalmente reiniciadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Outro diplomata, no Brasil, também disse à Reuters que as negociações estão acontecendo em uma velocidade recorde e extremamente bem, confirmando que os países provavelmente chegarão a um acordo este ano. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, deve visitar o Brasil no próximo trimestre, segundo essa fonte. Embora nenhum dos governos planeje anunciar um acordo durante a visita, ela pode servir como um impulso para finalizá-lo o mais rápido possível, disse a fonte. O escritório do Mercosul em Montevidéu e o Ministério do Comércio canadense não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Leia também: O que esperar do ministro da Fazenda, em meio à guerra, diesel caro e ano eleitoral "As negociações sobre um acordo de livre comércio estão avançando com ímpeto, e estamos encorajados pelo progresso alcançado. O Canadá está empenhado em concluir um acordo ambicioso e abrangente que crie oportunidades reais para as empresas, os trabalhadores e os investidores canadenses", disse um porta-voz do Ministério do Comércio do Canadá. Uma autoridade do governo do Canadá diretamente envolvida nas negociações disse à Reuters, nesta sexta-feira, que o ministro do Comércio do país, Maninder Sidhu, está "muito interessado" em finalizar o acordo ainda este ano e que se reunirá com seu homólogo brasileiro à margem das reuniões da Organização Mundial do Comércio em Camarões, no dia 28 de março. O impulso renovado segue meses de trocas técnicas depois que o Canadá e o Mercosul concordaram no ano passado em retomar as negociações que estavam paralisadas desde 2021. O Canadá intensificou os esforços para diversificar o comércio em meio à incerteza ligada às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A América do Sul, especialmente o Brasil, disse essa fonte, é um parceiro comercial do qual o Canadá não pode abrir mão. Para o Mercosul, um grande exportador de carne bovina, soja e minerais, um acordo com o Canadá expandiria o acesso a mercados desenvolvidos e ajudaria a atrair investimentos em setores-chave como a mineração. No início de março, autoridades comerciais de Ontário, uma província central para a economia canadense, visitaram a Argentina e o Uruguai como parte dos esforços para estabelecer as bases para um futuro acordo e demonstrar apoio ao aumento do comércio bilateral. O ministro do Desenvolvimento Econômico, Criação de Empregos e Comércio de Ontário, Victor Fedeli, reuniu-se com representantes do setor de tecnologia e mineração como parte da viagem, dando continuidade à visita realizada ao Brasil no final do ano anterior. Fedeli disse que Ontário estava intensificando o contato com a América do Sul, em parte devido ao que ele chamou de efeito de "aceleração de Trump", observando que cerca de 80% do comércio da província é com os Estados Unidos. "Estamos aproveitando esse impulso", declarou Fedeli em uma entrevista à Reuters em Montevidéu. "O governo canadense leva a sério a diversificação em relação aos EUA, trabalhando para abrir novas oportunidades de comércio, parceria e investimento", acrescentou. As negociações com o Canadá ocorrem depois que o Mercosul assinou um acordo comercial com a União Europeia em janeiro, após 25 anos de negociações. Neste mês, a Comissão Europeia disse que os principais elementos comerciais do acordo, que se mostrou controverso na Europa, serão aplicados em caráter provisório a partir de 1º de maio. Saiba mais: EUA enviam intimações em investigação sobre acordo entre Warner e Paramount 'Eu gostava da minha galinha': francesa mata lince para salvar ave e caso vai parar na Justiça

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) enviou intimações como parte da investigação sobre a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance, segundo três fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters. A medida indica que o órgão está avançando na análise do acordo de US$ 110 bilhões, que pode unir dois dos maiores estúdios de Hollywood, além de suas plataformas de streaming e operações de notícias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O negócio é acompanhado de perto por executivos e investidores, e pode resultar em cortes de empregos caso seja concluído. Por outro lado, a Paramount pode ter de arcar com cerca de US$ 7 bilhões caso a operação seja barrada. Segundo as fontes, o Departamento de Justiça busca informações sobre como a fusão pode afetar a produção de conteúdo, os direitos sobre obras e a concorrência entre serviços de streaming. O impacto sobre salas de cinema também está entre as preocupações do órgão. Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner O procurador-geral adjunto interino para antitruste, Omeed Assefi, afirmou à Reuters, em entrevista na semana passada, que a Paramount “definitivamente não” terá um processo acelerado de aprovação por motivos políticos. A empresa já esperava que o acordo fosse analisado por autoridades em diferentes países, disse o diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, durante uma conferência sobre concorrência em Washington. Procurados, representantes do Departamento de Justiça, da Paramount e da Warner Bros Discovery não comentaram o caso até a publicação desta reportagem. A análise do negócio não se limita aos Estados Unidos. A Comissão Europeia está em contato com empresas envolvidas no setor, segundo duas fontes. O Canadá também procurou ao menos uma companhia para discutir a operação. Já o gabinete do procurador-geral da Califórnia tem buscado ouvir terceiros interessados, afirmaram outras duas fontes. A Paramount disputou o acordo com a Netflix e aposta em concluir a operação rapidamente. A empresa prometeu pagar aos acionistas da Warner Bros Discovery uma taxa trimestral de US$ 0,25 por ação a partir de outubro, caso o negócio ainda não tenha sido concluído até lá.

Ibaneis Rocha TV Globo O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou uma carta ao presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para iniciar as tratativas para um empréstimo de R$ 4 bilhões. De acordo com o documento, o objetivo é "assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB". A proposta prevê uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, seguido de parcelas semestrais – o documento não diz a duração e o valor desse parcelamento. Como garantia, o GDF oferece os nove imóveis públicos que constam na lei de reforço ao Banco de Brasília (BRB), além de participações acionárias de empresas públicas da capital — Caesb, BRB e CEB. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Justiça autoriza repasse de imóveis públicos ao BRB Os detalhes da proposta Na carta ao FGC, o governador Ibaneis Rocha incluiu um conjunto de "parâmetros preliminares a serem refinados em conjunto". Veja o que inclui a proposta: Modalidade: operação de suporte financeiro de natureza estrutural (ex.: instrumento elegível a reforço de capital, conforme enquadramento regulatório aplicável) e/ou linha de liquidez associada; Valor: R$ 4 bilhões; Carência: 1 ano e 6 meses e pagamentos semestrais; Remuneração/encargos: CDI + spread, observadas as condições definidas pelo FGC; Garantias: participações acionárias das empresas públicas do Distrito Federal (Caesb, BRB, CEB) e imóveis, conforme Projeto de Lei nº 2165/2026. A função do empréstimo O documento diz que o aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília teria um "caráter estruturante". O governo tenta aportar recursos no BRB para restaurar os limites mínimos definidos pela legislação brasileira para a segurança de todos os bancos em operação. Entre os objetivos do empréstimo, o governo cita no documento: reforço do Índice de Basileia e da capacidade de expansão da carteira de crédito; ampliação do financiamento à infraestrutura, à habitação e às micro e pequenas empresas; estímulo à atividade econômica local, com reflexos positivos sobre a arrecadação tributária; potencial geração de dividendos futuros ao acionista controlador, o Governo do Distrito Federal. ➡️ O Índice de Basileia mede a segurança financeira de cada banco, comparando o capital da instituição e o risco de suas operações. O Banco Central é quem fiscaliza o atingimento do índice. "Trata-se, portanto, de investimento com potencial de retorno fiscal indireto e recorrente", defende o governo. Governo promete novos documentos Na carta, o governo do DF reconhece que o Fundo Garantidor de Créditos tem regras próprias para conceder esse tipo de crédito. E se diz disposto a "cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas". O Palácio do Buriti diz que está preparando, já de imediato para enviar ao fundo: Plano de Negócios; Plano de Capital; Diagnóstico de necessidades (drivers) e medidas internas em curso (capital, funding, liquidez, redução de risco); Proposta de garantias e mapa de elegibilidade/ônus de ativos; Minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Galinha Foto de Magda Ehlers O tribunal criminal de Estrasburgo, no leste da França, analisou nesta sexta-feira (27) o caso da morte de um filhote de lince espancado por uma mulher em uma cidade no norte da Alsácia, após o animal atacar sua galinha, Marie Thérèse. O lince é uma espécie ameaçada de extinção e protegida no país. Na manhã de 18 de outubro de 2024, o felino, uma fêmea de 4,2 kg, entrou em um cercado onde viviam cinco galinhas, no jardim de uma área residencial de Niederbronn-les-Bains, uma cidade de 4.000 habitantes. A dona da propriedade conta ter entrado “em pânico” quando viu uma de suas aves, Marie-Thérèse, ser atacada. “Fiquei chocada, gritei, mas ele não soltava. Bati para que soltasse minha galinha”, relatou ao tribunal, onde responde por destruição de uma espécie animal protegida. A mulher afirma que confundiu o lince com um gato. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Depois de tentar afugentar o predador, a agressora, que diz estar arrependida, pegou um pedaço de madeira e o golpeou na cabeça. Em seguida, chamou a polícia municipal, que acionou o Escritório Francês de Biodiversidade (OFB). “Eu estava a dez minutos dali. Vim ver o que podia ser feito para salvar o filhote que agonizava”, contou Claude Kurtz, especialista em linces e representante do OFB na Alsácia. O lince estava debilitado e faminto. “Tentei prestar os primeiros socorros e rapidamente o levei à clínica veterinária”, mas “duas horas depois, ele estava morto”, acrescentou o defensor dos animais, que representou a associação SOS Falcão-peregrino Lince. Leia também: Galinha leva 25 horas para produzir um ovo; entenda o processo Espécie em extinção Lince Foto de Omar Ramadan Segundo o relatório de autópsia, o felino sofreu “vários golpes”, além de duas fraturas no crânio e um hematoma. Os defensores do lince ainda não haviam escolhido um nome para a filhote, mas conheciam sua linhagem: seus pais, Taïga e Filou, eram da “segunda geração” de linces reintroduzidos na Alemanha entre 2016 e 2021. A mulher e o marido só alertaram as autoridades quando o animal já estava agonizando. “Eles poderiam ter chamado antes”, lamenta Kurtz, que denuncia “atos de crueldade”. Marie-Thérèse, a galinha, não sobreviveu. Mas, segundo Kurtz, se a dona não tivesse atacado o lince, “ela teria sido indenizada pela perda da galinha”. A espécie está ameaçada de extinção, segundo associações de defesa dos animais, que apontam números alarmantes: existem apenas cerca de 150 linces em toda a França e apenas dez nas montanhas da região de Vosges, perto da fronteira com a Alemanha. Nesse contexto, “cada indivíduo conta para a sobrevivência da espécie”, destaca Sandrine Farny, responsável pelo tema no Parque Natural Regional dos Vosges do Norte. Ela lembra que linces são, com frequência, vítimas de atropelamentos. 'Eu gostava da minha galinha' “Você se dá conta de que, ao tentar salvar um animal, acabou matando outro?”, questionou a juíza, Valentine Seyfritz. “Era meu animal doméstico, senhora. Eu gostava da minha galinha, como a senhora gosta do seu gato ou do seu cachorro”, respondeu a acusada. A “legítima defesa” não se aplica ao caso, afirmou a promotora, Priscille Cazaux, que pediu quatro meses de prisão com suspensão condicional da pena para a mulher “sinceramente abalada pelos fatos”. Mas a alegação de que ela teria confundido o lince com um gato é difícil de acreditar, segundo a promotora. Para a advogada da ré, Juliette Isaac, a sexagenária não é uma “caçadora experiente” nem uma “caçadora ilegal”, mas uma pessoa que enfrentou uma “situação estressante que não soube administrar”. Aquela que “viu crescer suas cinco galinhas” simplesmente “reagiu diante da agressão a um ser querido”; e, desde então, tem dificuldades com o luto e não “substituiu Marie-Thérèse”. Saiba também: Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa japonesa de entretenimento Sony anunciou nesta sexta-feira (27) um aumento nos preços de alguns produtos da linha PlayStation. O reajuste atinge os consoles PlayStation 5 (PS5), PS5 Pro e o PlayStation Portal, e passa a valer em todo o mundo a partir de 2 de abril. É o segundo aumento desse tipo em cerca de um ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Considerando as pressões persistentes sobre a economia global, decidimos aumentar os preços do PS5, do PS5 Pro e do PlayStation Portal" em todo o mundo, "a partir de 2 de abril", afirmou o grupo no blog do PlayStation. Segundo a Sony, esse cenário tem afetado os custos de produção e distribuição dos produtos. Na Europa, o preço dos consoles ficará 100 euros mais caro (cerca de R$ 603). O PlayStation Portal terá aumento de 30 euros (aproximadamente R$ 181), passando a custar 249,99 euros (cerca de R$ 1.500). Nos Estados Unidos, os reajustes devem variar entre US$ 100 e US$ 150 (de cerca de R$ 523 a R$ 784), dependendo da versão do aparelho. Parte da linha já havia sofrido reajuste recentemente. Em abril de 2025, a versão digital do PS5 ficou 50 euros mais cara na Europa. Na mesma época, os modelos com e sem leitor de Blu-ray também tiveram aumento no Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália. Pressão de custos e vendas mais fracas Lançado em 2020, o PlayStation 5 já vendeu mais de 92 milhões de unidades no mundo e está entre os consoles mais populares do mercado. Mesmo assim, as vendas globais caíram 16% no período de outubro a dezembro, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, apesar do lançamento do PS5 Pro em novembro de 2024. Empresas do setor também enfrentam dificuldades para obter semicondutores, componentes eletrônicos usados na fabricação de consoles e outros dispositivos. A escassez desses itens tende a elevar os custos de produção. Em maio, a Microsoft também anunciou aumento global nos preços dos consoles Xbox Series, citando as mesmas condições de mercado. PlayStation 5 Pro vai ter versões com e sem leitor de CD Divulgação

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um tribunal de apelações de Nova York anulou, nesta sexta-feira (27), uma decisão que obrigava a Argentina a pagar US$ 16,1 bilhões (R$ 84,2 bilhões) em indenizações pela nacionalização da petroleira YPF, ocorrida em 2012. A informação consta na decisão judicial obtida pela AFP. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A condenação havia sido determinada em 8 de setembro de 2023 pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. Na ocasião, ela concluiu que a Argentina deveria compensar empresas que, segundo a decisão, foram prejudicadas pela forma como ocorreu a nacionalização da companhia. O presidente argentino, Javier Milei, comemorou o resultado em uma publicação na rede social X. “VENCEMOS O PROCESSO DA YPF. O Tribunal acaba de reverter integralmente a sentença contra a Argentina: o melhor cenário possível”, escreveu. Initial plugin text Nacionalização da YPF e a disputa com acionistas minoritários Em 2012, o governo argentino expropriou 51% das ações da YPF, empresa que na época era parcialmente controlada pela petroleira espanhola Repsol. Dois anos depois, a companhia espanhola recebeu US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) para encerrar a disputa com o país. A situação foi diferente para acionistas minoritários — investidores que tinham participações menores na empresa. Entre eles estavam a Petersen Energia e a Eton Park Capital, que juntos detinham 25,4% do capital da YPF. Em 2015, essas empresas entraram na Justiça alegando que a Argentina deveria ter feito uma oferta pública de aquisição (OPA) — mecanismo pelo qual um comprador oferece adquirir ações de outros investidores — conforme previsto nas regras da companhia. O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 REUTERS/Francisco Loureiro

Plantio de maracujá em propriedade no interior de Roraima Amazônia Agro/Reprodução A produtora rural Hilda escreveu ao Globo Rural pedindo ajuda para controlar problemas no cultivo do maracujá. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem um folheto gratuito com as informações sobre as principais pragas e doenças do maracujazeiro. 📱Acesse aqui. Veja quais os benefícios de consumir maracujá

BYD Atto 8 divulgação/BYD A gigante chinesa de veículos elétricos BYD informou nesta sexta-feira (27) que seu lucro anual caiu 19,1% em 2025 na comparação com o ano anterior, em um cenário econômico marcado pela fraqueza do consumo interno. Segundo comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, o lucro da BYD destinado aos acionistas somou 32,6 bilhões de yuans (R$ 24,6 bilhões) no ano passado, abaixo dos 40,3 bilhões de yuans (R$ 30,49 bilhões) registrados em 2024. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A BYD consolidou-se como a principal empresa no competitivo mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo. Embora a indústria chinesa de veículos elétricos lidere o mercado global, a concorrência interna tem reduzido os ganhos das empresas. Diante disso, muitas companhias — entre elas a BYD — passaram a direcionar seus esforços para o exterior. A pressão regulatória também aumentou. Em maio, uma entidade do setor criticou as montadoras chinesas por estimularem uma guerra de preços, poucos dias depois de a BYD anunciar descontos. No ano passado, a BYD teve receita de 804 bilhões de yuans (R$ 606 bilhões), um crescimento modesto de 3,5% em relação a 2024. Em 2024, a receita anual da empresa superou a de sua rival americana, a Tesla, e ultrapassou a marca simbólica de US$ 100 bilhões (R$ 523 bilhões). Paralelamente, a expansão internacional da BYD vem ganhando ritmo. Em setembro, a empresa vendeu mais de 13 mil veículos nos países da União Europeia, um salto de 272,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.

Decisões de Trump influenciam mercados de maneira decisiva – e algumas apostas antecipadas de investidores têm gerado questionamentos Martin Meissner/AP Photo/picture alliance Cerca de 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão dos ataques à infraestrutura energética do Irã, na última segunda‑feira (23/03), os mercados registraram uma movimentação abrupta nos contratos de petróleo. Nesse intervalo, investidores negociaram centenas de milhões de dólares da commodity, antecipando-se à publicação do republicano e evitando perdas com a posterior queda nos preços. O episódio reacendeu o escrutínio no país por repetir um padrão observado durante sua presidência, em que investidores adotam comportamentos atípicos pouco antes de anúncios oficiais sobre temas como operações militares e tarifas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além dos contratos futuros de petróleo, atividades cronometradas deste tipo também surgiram em outros segmentos financeiros nos últimos meses, incluindo índices de ações (S&P 500 e Nasdaq), mercados de apostas, operações de câmbio e até criptomoedas. Os casos levantaram suspeitas nos Estados Unidos sobre possíveis vazamentos de informação do governo ao mercado, inclusive o brasileiro. A prática irregular, associada ao insider trading, ocorre quando investidores operam com base em informações privilegiadas que deveriam ser confidenciais, negociando de forma a lucrar com a antecipação de um anúncio oficial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não há evidências concretas de que a Casa Branca esteja repassando informações confidenciais para beneficiar investidores ou suavizar impactos. Especialistas apontam que o comportamento súbito e as frequentes mudanças de direção de política de Trump acabam fornecendo sinais ao mercado, que interpreta esses padrões e tenta antecipar decisões políticas. No caso do presidente americano, que anuncia decisões oficiais diretamente nas redes sociais e sem aviso prévio, os mercados passaram a monitorar diretamente sua comunicação online – fenômeno apelidado nos EUA de "Volfefe Index". Na prática, suas postagens têm potencial para mover mercados globais e estimular comportamentos preditivos, inclusive em bolsas europeias. Além disso, grandes fundos operam constantemente com base em sinais macroeconômicos, o que pode gerar a percepção de movimentos "perfeitos" antes de anúncios. Por outro lado, a repetição recente dessas "coincidências" vem aumentando as críticas sobre a gestão Trump. A Casa Branca afirma reiteradamente que não tolera qualquer autoridade que se "beneficie ilegalmente de informações privilegiadas". "O que chama atenção aqui não é apenas o tamanho das operações, mas o timing", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência de notícias AFP, ao ser questionado sobre a movimentação mais recente. "Traders não são clarividentes. Quando as posições mudam minutos antes de um anúncio capaz de mexer com o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com [...] informações antes de a notícia vir a público", acrescentou. Relembre os movimentos do mercado que aconteceram minutos antes de anúncios de Trump. Acertos sobre data de ataques ao Irã levaram lucros a apostadores Evelyn Hockstein/REUTERS Negociações de petróleo minutos antes de queda dos preços No último sábado (21/03), Trump havia prometido destruir a infraestrutura energética do Irã se o país não permitisse o tráfego de navios no Estreito de Ormuz em 48 horas. O bloqueio da navegação no Golfo tem gerado forte pressão sobre o governo americano, devido à disparada de preços do petróleo e sua reação em cadeia em outros setores. Teerã, porém, não cedeu à ameaça, o que levou o preço da commodity a subir mais uma vez nas primeiras horas de segunda-feira (23/03), com a abertura das bolsas na Ásia. Às 7:04 daquele dia (horário local), Trump subiu seus primeiros posts indicando que recuaria dos ataques. Segundo ele, houve "conversas produtivas" com Teerã que o levaram a postergar a ofensiva contra as bases energéticas do Irã por cinco dias. Os preços do petróleo bruto Brent caíram de 114 dólares por barril para 97 dólares em poucas horas. No entanto, minutos antes, entre 6:49 e 6:51 do mesmo dia, mais de 760 milhões de dólares (R$ 4 bilhões) em contratos futuros de petróleo foram negociados, incluindo o Brent e o West Texas Intermediate. O jornal americano Wall Street Journal também indica que um movimento similar ocorreu no índice de ações americano S&P 500, o que levou investidores a contornarem perdas. Na comparação com semanas anteriores, o movimento pode ser considerado atípico para uma segunda-feira, indicam observadores. Além disso, não havia sinais claros de que uma negociação entre Washington e Teerã poderia sair do papel. O Irã chegou a rebater Trump horas depois e afirmar que nenhuma conversa sobre o estreito havia ocorrido durante o final de semana. Apostadores lucram com timing dos ataques no Irã A especulação sobre uso de informação privilegiada também se espalhou para os mercados de previsão, que permitem aos usuários apostar na probabilidade de milhares de eventos globais. A empresa de análise Bubblemaps afirmou que seis contas lucraram cerca de 1,2 milhão de dólares (R$ 6 milhões) com dezenas de apostas feitas na plataforma Polymarket, prevendo corretamente ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. As apostas foram registradas horas antes de os ataques começarem. Além de informações privilegiadas, críticos apontam risco de apostas incentivarem conflitos Berno/SIPA/picture alliance Segundo a Bubblemaps, um único apostador apresenta um padrão recorrente de apostas certeiras. Ele também lucrou em outubro de 2024, quando acertou a data dos ataques israelenses contra o Irã, com aposta realizada novamente poucas horas antes de seu início. Uma revisão do site da Polymarket feita pela agência de notícias Reuters identificou que, ao todo, um total 529 milhões de dólares foram apostados em contratos ligados ao timing de ataques (R$ 2,7 bilhões), enquanto 150 milhões de dólares (R$ 790) foram direcionados a contratos sobre a possível remoção do antigo líder supremo aiatolá Ali Khamenei de seu cargo. Remoção de Nicolás Maduro remunera apostadores Senadores democratas também manifestaram preocupação, em 23 de fevereiro, de que os mercados de previsão estariam violando regras ao criar incentivos para fomentar conflitos ou divulgar informações sigilosas, depois que um trader obteve cerca de 410 mil dólares (R$ 2,1 milhões) apostando na queda do líder venezuelano Nicolás Maduro. Em 2 de janeiro, Trump autorizou a ação que levou à captura de Maduro, em Caracas. Embora a notícia da operação só tenha sido divulgada posteriormente, uma série de apostas na queda do venezuelano foram feitas na Polymarket entre dezembro e janeiro. O que gerou suspeita foi a identificação de que a última aposta fora registrada menos de uma hora antes de os militares serem autorizados pela Casa Branca a prosseguir com a intervenção na Venezuela. Prisão de Maduro também motivou movimentações nos mercados Adam Gray/REUTERS Recuo tarifário dispara índices de mercado A guerra comercial lançada por Trump contra diversos países também gerou especulações de insider trading e manipulação de mercado. Entre os dias 9 e 14 de abril de 2025, Trump anunciou diversos recuos ao seu tarifaço global, reduzindo restrições à importação de produtos eletrônicos ou mesmo pausando o tarifaço horas após sua entrada em vigor. As decisões reverteram temporariamente quedas históricas nas bolsas de valores ao redor do mundo disparadas por sua decisão anterior de sobretaxar parceiros comerciais com tarifas que chegavam a 50%. Em 9 de abril de 2025, a sobretaxa a países e blocos como China, Japão e União Europeia entrou em vigor, levando a um choque nos mercados. Trump procurou amenizar o impacto, afirmando nas redes sociais que era uma "ótima hora para comprar". Horas depois, interrompeu as tarifas globais por 90 dias, o que levou o índice americano S&P 500 ao seu maior ganho diário desde 2008 e o Nasdaq ao segundo melhor desempenho em quase duas décadas. Em meio às movimentações, observadores identificaram negociações na bolsa americana que envolviam opções de compra que só dariam retorno se o índice encerrasse em alta no mesmo dia, algo não esperado em meio às tarifas recém-impostas. Foi o suficiente para democratas no Congresso pedirem repetidas investigações sobre possível manipulação de mercado e insider trading. Bilhões em criptomoedas minutos antes de anúncio Em 10 de outubro de 2025, foi a vez de movimentações atípicas no mercado de criptomoedas levarem a especulações sobre informações privilegiadas. Na ocasião, Trump anunciou tarifas adicionais de 100% aos produtos chineses, levando a uma liquidação generalizada no mercado de criptomoedas, como o bitcoin, que chegou a cair 19 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões). Recuo do tarifaço gerou revolta nas bolsas Brendan Smialowski/AFP Segundo análise do Wall Street Journal, porém, duas contas haviam apostado contra o mercado minutos antes da publicação do presidente, lucrando cerca de 160 milhões de dólares (R$ 842 milhões). As apostas foram alavancadas para lucrar com um possível derretimento no preço das criptomoedas e foram executadas na plataforma Hyperliquid. Apesar de o investimento ter sido realizado minutos antes do anúncio, naquele momento Pequim já havia restringido sua exportação de terras raras, o que levou à contramedida de Trump. Aposta cambial bilionária no Brasil No Brasil, anúncios de Trump também geraram suspeitas de que informações privilegiadas chegaram ao mercado. A Advocacia‑Geral da União identificou movimentações cambiais atípicas em 9 de julho de 2025, quando o americano afirmou que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Uma reportagem do G1 mostrou que menos de 3 horas antes de Trump publicar uma carta em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sobretaxar o Brasil, operadores compraram entre 3 e 4 bilhões de dólares (entre R$ 15 e R$ 21 bilhões) ao custo de R$ 5,46 o dólar. Após a publicação da Casa Branca, o câmbio subiu a R$ 5,60. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. gq (OTS, AFP) Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio

PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos de combustíveis A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação para fiscalizar postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater preços abusivos. Mas se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? ⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. 🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo. Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos: Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva; Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor; Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual; Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais. Como a investigação é feita Para verificar se houve abuso, órgãos de defesa do consumidor fazem uma análise técnica. Entre os principais pontos avaliados estão: notas fiscais de compra e venda dos últimos meses; evolução dos preços ao longo do tempo (série histórica); custos na cadeia produtiva, da refinaria ao posto; comparação com outros estabelecimentos. Quem fiscaliza A apuração envolve diferentes órgãos. Os Procon de todos os estados recebem denúncias e monitoram preços localmente. Já a Secretaria Nacional do Consumidor coordena a política nacional. Quando há suspeita de práticas como cartel ou abuso de poder econômico, o caso pode ser encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Entenda a operação Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás. A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor. Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos. A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril Postos aumentaram margem de lucro Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. LEIA TAMBÉM: Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. Os estados, por outro lado, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o preço do combustível. O governo realiza nesta sexta-feira (27) uma nova reunião chefiada pelo Ministério da Fazenda para debater propostas de compensação.

Foto: Roberto Zacarias/SECOM A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada principalmente pelo fim de vagas temporárias típicas do fim de ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda assim, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A alta no começo do ano é explicada por fatores sazonais. Após um período mais aquecido no fim do ano, há uma redução natural nas contratações. Setores como educação e saúde são especialmente afetados, já que muitos trabalhadores têm contratos temporários, principalmente no setor público, que se encerram na virada do ano. Esse movimento também acontece em setores como construção civil e indústria, segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE. "Atividades ligadas a edificações e reparos, tanto em imóveis residenciais quanto comerciais, costumam ganhar força no segundo semestre. Já no início do ano, período de férias, há uma retração natural, e vemos novamente esse movimento nesses segmentos", afirma. Apesar disso, o rendimento médio do trabalhador voltou a bater recorde, chegando a R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% em relação ao ano anterior. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,8% Taxa de subutilização: 14,1% População desocupada: 6,2 milhões População ocupada: 102,1 milhões População fora da força de trabalho: 66,6 milhões População desalentada: 2,7 milhões Empregados com carteira assinada: 39,2 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões Trabalhadores informais: 38,3 milhões Segundo o instituto, a população ocupada chegou a 102,1 milhões. O total representa uma queda de 0,8% no trimestre anterior, com 874 mil pessoas e menos no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) 0,4 acima do registrado um ano antes. A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, praticamente estável. Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,6 milhões de pessoas. O contingente cresceu 0,9% no trimestre, com o acréscimo de 608 mil pessoas, e 1,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 942 mil pessoas). Entre os que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada somava 2,7 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas caiu 14,9% em relação a um ano antes, o equivalente a 477 mil pessoas a menos nessa condição. 🔎 Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho no momento da pesquisa, mas gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para assumir uma vaga. Mesmo assim, não procuraram emprego naquele período — geralmente por acharem que não conseguiriam uma oportunidade. Com isso, a taxa de desalento ficou em 2,4%, estável no trimestre e que de 0,4 ponto percentual no ano (2,9%). Formalidade x informalidade No mercado de trabalho formal e informal, os principais tipos de vínculo apresentaram os seguintes resultados no trimestre: 💼 Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,2 milhões, total estável no trimestre e no ano. 📄 Empregados sem carteira no setor privado: 13,3 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual. 🧑💻 Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas aumentou 3,2% em um ano — alta de 798 mil pessoas. 🏠 Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões. O contingente ficou estável no trimestre e na comparação anual. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. 💰 Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% no ano. Segundo o IBGE, o número atingiu novamente patamar recorde 💵 A massa de rendimento real habitual — que representa a soma de todos os salários pagos no país — chegou a R$ 371,1 bilhões, ficando estável em relação ao trimestre anterior e crescimento de 6,9% (R$ 24,1 bilhões) em um ano. A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e aquelas que estão procurando emprego — somou 108,4 milhões no trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O total ficou estável frente ao trimestre comparável anterior e ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior. Ao analisar a ocupação por setores da economia, a pesquisa mostra que, na comparação com o trimestre anterior, os principais movimentos foram: 💻Informação, comunicação e atividades financeiras: alta de 4,0% (mais 504 mil pessoas) 🏛️Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: alta de 4,5% (mais 808 mil pessoas) 🏠Outros setores ficaram estáveis, sem mudanças relevantes.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Após abrir em alta, o dólar inverteu o sinal e passou a cair na sessão desta sexta-feira (27). Por volta das 11h, a moeda recuava 0,27%, cotada a R$ 5,2419. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrava queda de 0,21%, aos 182.357 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decidiu estender por dez dias a pausa nos ataques à infraestrutura energética do Irã. Ainda assim, investidores seguem preocupados com possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, o que mantém o viés negativo observado nas últimas sessões. ▶️ No cenário internacional, os preços do petróleo continuam em alta. O Brent, referência mundial, subia 2,2%, para US$ 104,15, perto das 9h (horário de Brasília). Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 3%, para US$ 97,28 por barril. ▶️ No Brasil, a agenda econômica desta sexta-feira inclui a divulgação da taxa de desemprego. O indicador ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, levemente acima das expectativas do mercado, que projetavam alta para 5,7%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: +2,38%; Acumulado do ano: -4,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,70%; Acumulado do mês: -3,21%; Acumulado do ano: +13,41%. Trump adia ultimato ao Irã O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou em 10 dias o prazo que havia dado para atacar instalações de energia do Irã. Segundo ele, houve avanços nas negociações para tentar encerrar a guerra. Apesar disso, a capital iraniana, Teerã, voltou a ser alvo de bombardeios de Israel nesta sexta-feira. Trump havia ameaçado destruir usinas de energia do Irã caso o país não permitisse novamente a passagem de navios petroleiros pelo estreito. Nesta sexta-feira, porém, afirmou que adiou o ultimato até 6 de abril de 2026, às 21h (horário de Brasília), atendendo a um pedido do governo iraniano. Segundo ele, Teerã já autorizou a passagem de dez navios pela região. Mesmo com o adiamento, os preços do petróleo voltaram a subir. O barril do Brent, referência internacional, voltou a ser negociado perto de US$ 110, enquanto o petróleo americano WTI se aproximava de US$ 100. Durante a reunião do G7, a ministra do Interior do Reino Unido, Yvette Cooper, acusou o Irã de “tomar a economia mundial como refém” ao restringir a passagem pelo estreito. O encontro conta com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Na reunião, Rubio deve ser pressionado por representantes de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália e Japão a explicar a estratégia da Casa Branca para o conflito, Desemprego em fevereiro A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada principalmente pelo fim de vagas temporárias típicas do fim de ano, segundo o IBGE. O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior. O resultado veio levemente acima das expectativas do mercado, que projetavam um avanço a 5,7%, mas ainda é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Mercados globais Os mercados financeiros ao redor do mundo operavam em queda nesta sexta-feira, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio. Mesmo após o segundo anúncio de adiamento feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nesta semana, os combates seguiram. O Irã não deu sinais de recuo, enquanto Israel afirmou que pode “intensificar e ampliar” seus ataques. A principal preocupação dos investidores é que o conflito afete por um longo período a produção e o transporte de petróleo e gás natural no Golfo Pérsico — uma das regiões mais importantes do mundo para a oferta desses combustíveis. Caso isso aconteça, parte relevante do petróleo e do gás pode deixar de chegar ao mercado internacional, o que tende a pressionar os preços e alimentar a inflação global. Nos EUA, as bolsas em Wall Street caminham para encerrar a quinta semana seguida de perdas, o que seria a sequência negativa mais longa em quase quatro anos. Perto das 11h (horário de Brasília), o índice S&P 500, que reúne as principais empresas americanas, caía 0,8%. Já o Dow Jones recuava 0,9%, enquanto o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, tinha queda de 1%. Na Europa, as bolsas também registravam perdas no mesmo horário. O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, caía 1,12%. Na Alemanha, o DAX recuava 1,17%. No Reino Unido, o FTSE 100 tinha baixa de 0,43%, enquanto o CAC 40, principal índice da França, caía 0,72%. Na Ásia, o fechamento foi misto. Na China, o índice de Xangai subiu 0,63%, e o CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,38%. Já em outros mercados da região houve queda: o Nikkei, do Japão, recuou 0,43%, a 53.373 pontos; o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,40%, a 5.438 pontos; e o TAIEX, de Taiwan, terminou em baixa de 0,68%, aos 33.112 pontos. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar freepik

PF faz operação em 11 estados e no DF para combater preços abusivos de combustíveis A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação de fiscalização de postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater reajustes indevidos nos preços, em meio à guerra no Oriente Médio. A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor. ⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa. 🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo. Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos: Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva; Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor; Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual; Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás. Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos. A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril Postos aumentaram margem de lucro Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. LEIA TAMBÉM: Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. Os estados, por outro lado, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o preço do combustível. O governo realiza nesta sexta-feira (27) uma nova reunião chefiada pelo Ministério da Fazenda para debater propostas de compensação.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Entrepay Reprodução/Redes Sociais O Banco Central do Brasil (BC) decretou nesta sexta-feira (27) a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento e, por extensão, das empresas Acqio Adquirência Instituição de Pagamento e Octa Sociedade de Crédito Direto, que integram o conglomerado Entrepay. Em dezembro de 2025, o conglomerado representava cerca de 0,009% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da Entrepay, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal. O Banco Central destacou ainda que, por se tratarem de instituições de pagamento e de sociedade de crédito direto, as empresas não realizam captação de recursos por meio de instrumentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com a liquidação extrajudicial, a autoridade passa a conduzir o processo de encerramento ordenado das atividades das instituições, com o objetivo de proteger credores e preservar a estabilidade do sistema financeiro. O BC informou que seguirá com a apuração de responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e ao encaminhamento de informações a outros órgãos competentes. "Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto da liquidação decretada", afirmou o Banco Central. O que faz a Entrepay Fundada em 2022, a Entrepay Instituição de Pagamento é uma empresa de tecnologia voltada ao setor de pagamentos, que oferece serviços que vão do processamento à adquirência para empresas interessadas em operar ou expandir suas atividades financeiras no Brasil. 🔎Na prática, a companhia fornece a infraestrutura que permite que negócios aceitem pagamentos com cartão, conectando estabelecimentos, bandeiras e bancos, além de processar e liquidar as transações com segurança. Com sede em São Paulo, a Entrepay também mantém um portal para desenvolvedores, voltado à integração de sistemas e à ampliação de sua atuação no mercado digital. A empresa faz parte do Grupo Entre, ecossistema que reúne companhias de tecnologia e serviços financeiros, como Entre Investimentos, Acqio, Octa, Pmovil, Leads Securitizadora, Bcodex e iniciativas de mídia como a IstoÉ. O grupo foi fundado por Antonio Carlos Freixo Júnior, que atua como CEO. Criado em 2016, o Grupo Entre cresceu por meio da aquisição de empresas nos segmentos de meios de pagamento e crédito, formando uma estrutura que afirma reunir 26 companhias e cerca de 700 funcionários. Em 2022, a holding adquiriu a operação brasileira da Global Payments, dando origem à Entrepay. Os problemas financeiros da Entrepay A Entrepay passou a ser alvo de críticas após o aumento de relatos de lojistas sobre demora no repasse de valores de vendas feitas via maquininhas, conforme noticiado pelo site NeoFeed. Segundo a reportagem, a empresa possui parceria com o Banco do Nordeste para fornecer equipamentos a participantes do Crediamigo, programa de microcrédito voltado a pequenos empreendedores. A instituição financeira confirmou os atrasos e atribuiu o problema a falhas operacionais da Entrepay. Em dezembro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisou casos de possíveis irregularidades no mercado financeiro, uma delas ligada ao grupo Entrepay. No principal processo, a autarquia rejeitou um acordo de cerca de R$ 21,3 milhões apresentado por empresas e executivos, incluindo Entre Investimentos, Banco Master e Viking Participações. O caso envolve suspeitas de operações fraudulentas com cotas de um fundo imobiliário. Mesmo com recomendação favorável de um comitê técnico, o colegiado decidiu não aceitar a proposta, o que faz com que o processo continue e ainda possa resultar em punições, como multas e até impedimento de atuação no mercado. Em nota, o Grupo Entre informou que tomou conhecimento da decisão do BC que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay e que “vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades”, no âmbito de uma revisão estratégica do portfólio. Segundo o grupo, a ideia era encerrar as operações de forma organizada, cumprindo todos os compromissos e mantendo os serviços funcionando normalmente durante o processo. A companhia também declarou que “reitera seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes”, acrescentando que está prestando os esclarecimentos necessários e acompanhando o processo de liquidação pelos canais institucionais, com o objetivo de mitigar impactos a clientes e parceiros. Leia o comunicado na íntegra: "O Grupo Entre informa que tomou conhecimento da decisão do Banco Central que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento, da Acqio Adquirência e da Octa Sociedade de Crédito Direto, conforme comunicado público divulgado nesta data. O Grupo esclarece que vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades, no contexto de uma revisão estratégica de seu portfólio de negócios, com foco na transição ordenada das atividades, no cumprimento das obrigações assumidas e na preservação da continuidade operacional durante esse período. O Grupo Entre reafirma seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários e acompanhando os desdobramentos do processo de liquidação dentro dos canais institucionais apropriados, de forma também a mitigar impactos a clientes, parceiros e demais públicos relacionados. O Grupo Entre possui outros negócios que seguirão seu curso normalmente."

Prazo para contestar descontos do INSS é prorrogado O governo federal prorrogou o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 20 de junho. Conforme adiantou o g1, a medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27). O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os descontos até 20 de março, mas decidiu estender a data novamente. Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos. Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir). 🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios. Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS Reprodução/TV Globo Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa. Relembre o caso Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

A simples ameaça de instalação de minas marítimas ou de ataques com mísseis ou drones foi suficiente para desencorajar companhias de navegação e seguradoras Getty Images via BBC Até o dia 28 de fevereiro de 2026, o Irã, com uma produção diária de cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo cru e condensados, controlava o equivalente a 4% da oferta global do produto. Depois dos ataques norte-americanos e israelenses, a república islâmica passou a dispor de 20% do petróleo mundial. A chave para esse incremento não é econômica ou política, mas militar, e reside no domínio sobre um corredor marítimo de 150 a 170 quilômetros entre os golfos Pérsico e de Omã: o Estreito de Ormuz. Situado na margem norte do estreito — ao sul, está Omã, sultanato que historicamente mantém relações amistosas com Teerã —, o Irã pode atingir com facilidade embarcações que usam o estreito para escoar a produção petrolífera do Golfo, responsável por um quinto da oferta mundial de óleo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A situação foi sintetizada na capa da edição de 28 de março da revista britânica The Economist, que mostra um mapa-múndi de papel amassado em formato de funil por uma mão que ostenta um anel com a bandeira iraniana, sob o título "Vantagem para o Irã". Embora tenha ameaçado fechar o estreito anteriormente, esta é a primeira vez que o Irã adota a medida de fato — alegando que vale apenas para "nações hostis" como Estados Unidos, Israel e seus aliados. Desde o início da Guerra do Irã, apenas algumas dezenas de petroleiros tiveram sinal verde para cruzar o estreito — em tempos de paz, esse é volume de tráfego de um único dia na região. Para bloquear a passagem pelo local, as forças armadas iranianas não precisam de grandes recursos dissuasórios: a simples ameaça de instalação de minas marítimas ou de ataques com mísseis ou drones é suficiente para desencorajar companhias de navegação e seguradoras. Nos estudos de segurança e defesa, o gesto iraniano recebe um nome sofisticado: guerra assimétrica. O termo designa um tipo de conflito armado no qual as estratégias e meios militares das potências envolvidas não são equivalentes, ou seja, quando há profunda disparidade de objetivos e recursos entre os beligerantes. "Apesar de ser uma potência média, o Irã não consegue travar uma guerra em pé de igualdade com os Estados Unidos e, por isso, desenvolveu a capacidade de lutar de forma assimétrica", explica Eduardo Svartman, professor do Programa de Pós-graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed). Entre os recursos utilizados pela república islâmica, explica o pesquisador, a principal é o apoio a forças irregulares como o Hezbollah no Líbano e os houthis no Iêmen. No conflito atual, o Irã decidiu dificultar, limitar ou restringir a circulação de navios por Ormuz a fim de "impor custos que serão dirigidos aos Estados Unidos e a seus aliados", explica Svartman. "O estreito não é chave apenas para a produção de petróleo cru. Fertilizantes, polímeros e outros derivados também transitam a bordo dos navios que o atravessam." As características de Ormuz, com uma profundidade máxima de cem metros e canais de navegação de apenas três quilômetros em cada direção, permitem que o bloqueio seja efetivado até mesmo por meio de drones, afirma o professor. Reação iraniana expôs erros de cálculo de adversários Para Juliano Cortinhas, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), o uso da guerra assimétrica por parte do Irã era previsível diante dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. "Cada país usa o que tem. O Irã teve a sua soberania atacada, estava pronto para esse cenário e tinha uma capacidade de impor perdas aos Estados Unidos e seus aliados maior do que esses imaginavam", sustenta. A abordagem da guerra pelo Irã, se não chegou a surpreender o governo americano, deixou evidentes os erros de cálculo da maior potência militar do mundo, avalia Cortinhas. "A máquina de guerra, de poder militar absoluto dos Estados Unidos dá a essas pessoas que têm pouca capacidade analítica a impressão de que podem fazer qualquer coisa. No mundo atual de guerras assimétricas e tecnologias emergentes, isso não é mais possível porque a resistência também é facilitada pelo uso desses recursos." Segundo Cortinhas, o presidente dos EUA, Donald Trump, cercou-se de colaboradores que tinham como principal credencial a afinidade ideológica com o chefe e não a competência, como o secretário de Defesa, Pete Hegseth. "O processo decisório nos Estados Unidos está completamente caótico", define. Além disso, lembra o professor, a inteligência norte-americana parece ter falhado ao não dispor de uma avaliação precisa da capacidade iraniana de defesa. Svartman: 'Deve haver uma salinha no Pentágono cheia de planos para Ormuz' As falhas na campanha norte-americana contra o Irã não decorrem de simples improvisação, na opinião de Svartman. "Deve haver uma salinha no Pentágono [sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington, D.C.] cheia de planos para dar conta do Estreito de Ormuz desde a Revolução Islâmica. Planejamento militar certamente há. A questão é que, enquanto o planejamento militar é mais técnico, a decisão de usar o poder militar é política", argumenta. Uma das possibilidades, cogita Svartman, é de que o governo norte-americano tenha confiado na versão propalada pela inteligência de Israel de que, se a cúpula do regime fosse eliminada por meio de ataques aéreos, uma revolução eclodiria naturalmente no país. "Até o momento, isso não aconteceu", observa. Lembrando que Trump havia prometido durante a campanha eleitoral não empregar forças terrestres no exterior, Svartman explica que o poder aéreo, embora importante, não é onipotente. "Há limites do que se pode obter com ataques aéreos. Uma mudança de regime ou da postura do regime existente não se produziu, e esse timing está começando a ficar caro para os Estados Unidos." Além de compensar a inferioridade bélica, a guerra assimétrica pode servir ao Irã como forma de conferir certa ambiguidade ao conflito, diz Maria Eduarda Dourado, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba. "[A guerra assimétrica] dificulta o reconhecimento pela comunidade internacional das ações iranianas como atos formais de guerra", afirma. Para a pesquisadora, responder a ameaças assimétricas requer o abandono da mentalidade militar convencional. "A lógica da vitória militar convencional deve ser substituída por outra de resiliência e dissuasão multidimensional. A ideia central é tornar o ataque do inimigo inútil, caro ou politicamente impossível", explica Maria Eduarda. "A eficácia do controle de Ormuz depende menos da destruição física do adversário e mais da capacidade de sustentar narrativas e coalizões internacionais. A presença da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) torna-se importante, visto que transformará a disputa entre Estados Unidos e Irã em uma questão de segurança coletiva." Embaixador aposentado alerta para altas temperaturas Ex-embaixador no Irã e com passagens pelas embaixadas brasileiras no Iraque e no Kuwait, o embaixador aposentado Sérgio Tutikian lembra que a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz é feita pelo regime de Teerã desde a Guerra Irã-Iraque, de 1980 a 1988. O próprio diplomata alerta para esse risco em conversas e entrevistas desde janeiro de 2022, quando os EUA mataram o general iraniano Qassem Soleimani, 62 anos, no aeroporto de Bagdá, no Iraque. Tutikian diz que, se eventuais operações terrestres dos EUA na região do Golfo forem estendidas até junho, quando se inicia o verão na região, as forças norte-americanas enfrentarão temperaturas de até 50ºC. "Quase todos os países da região têm a mesma temperatura, com a exceção do Bahrein, de clima mais ameno. A umidade relativa do ar é de 100% no verão, causando dor de cabeça. A própria água do Golfo Pérsico é quente", explica. Entre as localidades do Golfo que Tutikian visitou ao servir na região, está a ilha iraniana de Kharg, sede de importantes instalações de distribuição de petróleo e cogitada como possível objetivo de uma invasão terrestre dos Estados Unidos. "Quando estive no Irã pela primeira vez, nos anos 1970, a ilha era basicamente um ponto turístico."

Carro sendo abastecido em posto de combustíveis REUTERS/Max Rossi Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. (leia mais aqui) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. O diesel S-500, usado principalmente por veículos mais antigos, teve alta de 71,6% no período. No diesel S-10, usado por veículos mais novos, o aumento foi de 45%. Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 32,2%. Esses percentuais se referem apenas à parcela do preço final que fica com distribuidoras e postos — não ao valor total do combustível pago pelo consumidor. Veja abaixo: A análise usa dados do Ministério de Minas e Energia (MME), extraídos do Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo, que detalha a composição dos preços — combustível fóssil, biocombustíveis, tributos e margens de distribuição e revenda — com base em informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Esalq/USP. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Diante da disparada recente dos preços, a ANP e outros órgãos do governo federal também passaram a acompanhar se há irregularidades ou práticas abusivas na formação dos preços dos combustíveis. (entenda mais nesta reportagem) Embora o movimento recente acompanhe a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional durante a guerra, o aumento das margens de distribuidoras e postos ocorre desde 2021, segundo o Ibeps. Na comparação com aquele ano, o aumento das margens de lucro é ainda maior: No diesel S-500, a alta é de 238,8% no período. No diesel S-10, o aumento foi de 111,8%. Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 90,7%. Segundo o economista do Ibeps Eric Gil Dantas, dois fatores explicam a alta das margens ao longo do tempo. "O primeiro foi a alta de preços entre 2021 e 2022, quando os derivados atingiram os maiores valores reais da história do país", afirma. Naquele período, a Petrobras adotava o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que simulava o preço de importação e trouxe grande volatilidade ao mercado, com fortes reajustes — tanto para cima quanto para baixo. "Essa tendência de alta, junto com a volatilidade dos preços e a perda de referência para os consumidores, permitiu que as margens crescessem sem serem percebidas. Mas isso não acabou com o período de maior volatilidade: as margens continuaram subindo ao longo de 2023, mesmo com poucos reajustes", explica o economista. O segundo fator, diz Dantas, foi a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, as únicas estatais em setores altamente concentrados. "Com isso, perdeu-se a possibilidade de manter margens mais próximas do aceitável. A BR e a Liquigás tinham grande poder para determinar essas margens e, após serem privatizadas, isso se perdeu", completa. A Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) afirmou que "não se manifesta sobre a formação de preços, pois essa é uma questão estratégica de cada associada, sem interferência da entidade." Em nota, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) diz que foram detectadas “muitas inconsistências” na metodologia e forma de divulgação dos dados do MME. Entre os pontos, afirma que as margens de distribuição e revenda foram divulgadas de forma agregada, o que “compromete a correta interpretação dos dados reais” sobre elos distintos da cadeia. Diz ainda que, a formação de preços divulgada pelo MME “não contempla componentes essenciais” da cadeia de combustíveis e que foram verificadas “distorções significativas” nos custos estimados das parcelas de diesel A e gasolina A, por conta dos expressivos aumentos nos preços de produtos importados e dos oriundos das refinarias privadas. A federação afirma que os preços de referência da Petrobras divulgados pelo MME “não representam a efetiva realidade dos preços dos combustíveis”, pois importadores trabalham com preços “acima do preço artificial” praticado pela estatal, que não segue a paridade de preços internacionais. “Diante desse cenário, esta Federação entende que os dados divulgados pelo MME não devem ser utilizados como base para atribuir à revenda eventuais aumentos de margem. Ademais, informamos que o MME será formalmente notificado, com o objetivo de questionar a metodologia empregada e solicitar a devida revisão e correção das informações, para que a sociedade seja informada corretamente sobre a realidade”, diz a Fecombustíveis. Aumentar a margem de lucro é ilegal? Entenda o que diz a lei Em um mercado de combustíveis com preços livres, como o brasileiro, não há uma limitação legal prévia para a margem de lucro de distribuidoras e postos. A avaliação é da advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados. Segundo ela, a legislação brasileira parte do princípio da livre iniciativa, previsto no artigo 170 da Constituição. Na prática, isso significa que empresas podem definir seus preços de acordo com suas estratégias comerciais e as condições do mercado. Essa liberdade, no entanto, tem limites. A Lei nº 12.529/2011, que trata da defesa da concorrência, considera infração qualquer prática que possa prejudicar a competição — como limitar a atuação de concorrentes ou usar posição dominante de forma abusiva. Também existem regras voltadas às relações de consumo: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a cobrança de vantagem manifestamente excessiva e considera abusiva a elevação de preços sem justa causa. Embora essa norma seja aplicada com cautela em mercados de preços livres, ela pode ocorrer em situações excepcionais, sobretudo quando empresas se aproveitam de crises ou circunstâncias extraordinárias para impor valores desproporcionais. Ainda assim, Daniela ressalta que a elevação das margens, por si só, não caracteriza ilegalidade. “O aumento das margens, ainda que expressivo, não configura ilegalidade por si só. O critério jurídico determinante não é o percentual da margem, mas sim a existência de justificativa econômica legítima e a ausência de condutas anticoncorrenciais”, afirma. A advogada explica que momentos de instabilidade internacional — como conflitos geopolíticos que afetam o preço do petróleo — podem levar empresas a ampliar suas margens para lidar com riscos, oscilações cambiais e incertezas no abastecimento. Por outro lado, a situação passa a levantar questionamentos quando não há fundamento econômico para os reajustes ou quando surgem indícios de atuação coordenada entre concorrentes. “A intervenção jurídica ocorre não sobre o lucro em si, mas sobre eventuais abusos, desvios de finalidade econômica ou práticas que comprometam a livre concorrência e a proteção do consumidor.” LEIA TAMBÉM: Se o valor do combustível não é tabelado, o que define um preço abusivo? Entenda Entenda o impacto da alta do petróleo na economia brasileira Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta recente ocorre porque a guerra envolve países localizados em rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. O fluxo na região está muito reduzido por conta do conflito. Com a menor oferta mundial de petróleo, os preços disparam no mercado internacional. O petróleo mais caro eleva também o preço dos derivados. O diesel, combustível fundamental para a logística da economia brasileira, espalha o aumento de custos dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços. Na semana passada, um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. O número será atualizado pela agência nesta sexta-feira (27). Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos, que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano. Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas, que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

Conheça os principais tipos de mel produzidos no Brasil Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão. 🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária. “O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural. Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos). Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis. Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mel de abelhas com e sem ferrão Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo. Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel. Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga. Os principais tipos de mel Mel de diferentes espécies de abelhas e de diferentes floradas Cristiano Menezes 🐝Méis de abelha sem ferrão Borá Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe. Jataí Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país. Mandaçaia É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste. Tiúba ou Uruçu-cinzenta Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará. 🐝Méis de abelha com ferrão Laranjeira Mel de laranjeira exibido no programa Bem-Estar em 2013 Reprodução/Bem Estar De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Eucalipto De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste. Bracatinga Reportagem especial sobre o mel de bracatinga no programa Globo Repórter (2018). Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil. Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A). Silvestre Quando rotulado como silvestre, significa que o mel é produzido a partir de diversas flores. É encontrado em todo o Brasil, especialmente em apiários próximos a vegetação nativa. Cipó-uva Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais. No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas Pexels/Pixabey De onde vem o que eu como: Mel

Fraude no INSS: PF aponta que esquema funcionava em 3 núcleos Reprodução/TV Globo O governo federal vai prorrogar por mais 90 dias a possibilidade de aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27). O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os deconstos até 20 de março, mas decidiu prorrogar a data novamente. Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos. Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir). 🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios. Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa. Relembre o caso Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição? A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2026 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2025 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado — e nas parcelas a deduzir. O aumento da faixa isenta foi confirmado em abril de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). A mudança daquele ano passou a valer para a declaração de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para alcançar quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto. ⚠️ Esta reportagem detalha os cálculos válidos para os rendimentos de 2025, declarados no Imposto de Renda de 2026. A ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor neste ano, só terá impacto nas declarações a partir de 2027. LEIA MAIS Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2026 Prazo para declarar já começou vai até 29 de maio Quando vou receber restituição? Veja o calendário completo Imposto de Renda: prazo para declaração vai até o dia 29 de maio. Marcos Serra/ g1 Veja o exemplo abaixo para um contribuinte com desconto de 10% para contribuição à previdência e sem depen Como fazer o cálculo do imposto? A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68. Veja abaixo as faixas e as respectivas alíquotas em vigor em 2025: Faixa 1: até R$ 2.428,80: isento Faixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16 Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16 Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49 Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73 O imposto não é cobrado sobre todo o salário. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota incide apenas sobre a parcela da renda que se enquadra em cada faixa. Quem recebeu R$ 4 mil por mês em rendimentos tributáveis em 2025, por exemplo (e se enquadrava na faixa 3 após o desconto automático de R$ 607,20), não pagava 15% sobre toda a parte tributável do salário. (veja o passo a passo do cálculo mais abaixo) Pelas regras da Receita, os primeiros R$ 2.428,80 ficaram isentos. O que passou desse valor e não superou os R$ 2.826,65 (o limite da faixa 2) foi tributado em 7,5%. Já o que superou o limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, pagou 15%, e assim sucessivamente. Veja o exemplo abaixo, que considera um contribuinte sem dependentes. Exemplo de cálculo do IR para rendimentos tributáveis de R$ 4 mil Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa. Relembre os valores de dedução: Faixa 1: zero Faixa 2: R$ 182,16 Faixa 3: R$ 394,16 Faixa 4: R$ 675,49 Faixa 5: R$ 908,73 O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro Silva, explica que o cálculo pode ser feito com o seguinte passo a passo (para o mesmo exemplo de R$ 4 mil): R$ 4.000 - R$ 607,20 (valor tributável menos o desconto automático) = R$ 3.392,80; R$ 3.392,80 (faixa 3) x 15% (ou 0,15) = R$ 508,92; R$ 508,92 - R$ 394,16 (dedução da faixa 3) = R$ 114,76 — total do imposto pago no mês. O valor final é o mesmo que aparece na tabela mais acima, elaborada a partir do simulador da Receita Federal. Quem quiser, pode utilizar a ferramenta online para fazer o cálculo. Clique aqui para acessar.

Com menor safra e estoques baixos, preço do feijão carioca dispara O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, divulgados na quinta-feira (26). O produto acumula alta de 19,69% nos últimos 12 meses. O valor do feijão já vinha subindo no mês anterior. Em fevereiro, a alta foi de cerca de 11% tanto no mês quanto no acumulado em 12 meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No preço pago ao produtor, a alta foi de 29,3%, entre janeiro e fevereiro. É o maior nível da série histórica do indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciada em setembro de 2024. 🫘 A alta ocorre porque tem pouco feijão carioca no mercado, enquanto a demanda segue alta, principalmente por produtos de melhor qualidade, aponta Tiago Pereira, assessor técnico da CNA. LEIA MAIS Áreas de arroz e feijão param de cair, após perderem espaço para soja e milho por 16 anos Falta feijão A safra atual de feijão é a menor em quatro anos, com 2,92 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já a oferta do produto, somando estoques iniciais e importações, está no menor nível em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas. O consumo interno está previsto em 2,7 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem somar 214,3 mil toneladas no ano, segundo estimativas do Cepea. Se esses números se confirmarem, o estoque final será equivalente a cerca de 6% do consumo. "Isso significa que os estoques seriam suficientes para pouco mais de três semanas de consumo interno", afirma Lucilio Alves, pesquisador da área de grãos do Cepea. A oferta reduzida ocorre por causa das chuvas durante a colheita em Minas Gerais e Goiás, que comprometeram a qualidade e reduziram a disponibilidade de lotes de melhor padrão. No Sul do país, a produção também caiu por causa do clima, que limitou a colheita. Além disso, os produtores estão plantando menos feijão. No ano passado, a leguminosa teve preços mais baixos e não remunerou o agricultor, que ficou desestimulado, explica Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). "Alguns produtores que não colheram uma quantidade ideal por hectare tiveram prejuízo e reduziram a área plantada", afirma. Quando o preço vai abaixar? O consumidor pode sentir algum alívio já no segundo semestre, afirma Lüders. Entre julho e setembro, ocorre a colheita do feijão carioca irrigado, principal fonte do produto. Com isso, a oferta deve aumentar. Até lá, o consumidor pode optar por outros tipos de feijão, que ainda estão mais baratos, segundo o presidente do Ibrafe. Veja como ficou o preço do feijão em 1 ano Arte g1 LEIA TAMBÉM ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Sem o Estreito de Ormuz, Brasil fecha acordo com Turquia para rota alternativa para exportações do agronegócio Como milho e soja vêm tomando área de arroz e feijão há 19 anos

Bandeiras dos EUA e da China Keystone/EDA/Martial Trezzini/Handout via REUTERS A China está disposta a fortalecer a cooperação econômica e comercial com os Estados Unidos, afirmou o ministro do Comércio, Wang Wentao, durante reunião com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, nesta quinta-feira (26). A informação foi divulgada em comunicado pelo ministério chinês. Segundo a pasta, a conversa ocorreu durante uma reunião da Organização Mundial do Comércio, em Camarões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Wang afirmou que as relações econômicas e comerciais devem ser o motor do vínculo entre China e EUA e que ambos os lados devem “lidar adequadamente com a relação entre concorrência e cooperação”. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os dois países devem ampliar a cooperação de benefício mútuo, “evitar uma competição prejudicial” e, juntos, “olhar para frente” para promover uma relação econômica e comercial bilateral saudável e estável, acrescentou. Wang também expressou “séria preocupação” com as investigações da Seção 301 conduzidas pelos EUA contra várias economias, incluindo a China. O escritório do representante de Comércio dos EUA afirmou, em março, que iniciou uma nova rodada de investigações da Seção 301 sobre práticas comerciais consideradas injustas em 60 economias, relacionadas ao que chamou de falhas no combate ao trabalho forçado.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2989 O sorteio do concurso 2.989 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (26), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 40 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 14 - 28 - 31 - 56 - 59 5 acertos - 44 apostas ganhadoras: R$ 33.183,44 4 acertos - 2.443 apostas ganhadoras: R$ 985,14 O próximo sorteio da Mega será no sábado (28). Mega-Sena, concurso 2.989 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

Vista aérea da Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF) em novembro de 2015 Ana Volpe/Agência Senado O governo federal reajustou os valores dos benefícios concedidos aos servidores públicos federais. As novas quantias serão incorporadas à folha de pagamento de abril, com depósito em maio. Com a atualização, o auxílio-alimentação passará para R$ 1.192,00, ante os R$ 1.175,00 pagos atualmente. O novo valor para a assistência pré-escolar será de R$ 526,34 e da assistência à saúde suplementar será de R$ 213,78. Segundo o ministério da Gestão e Inovação, o reajuste têm impacto estimado de R$ 283 milhões, valor que já está previsto na Lei Orçamentária de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), os novos valores foram apresentados nesta quinta-feira (26), durante reunião com entidades representativas dos servidores públicos federais. O reajuste decorre de um acordo firmado em 2025, que previu uma atualização no ano passado e uma nova correção em 2026. "Desde 2023, como compromisso do governo com a valorização dos servidores federais, além dos reajustes salariais e da reestruturação de carreiras, os benefícios pagos aos servidores vêm sendo gradualmente recompostos", diz a nota divulgada pelo ministério.

O logotipo OpenAI é exibido em um telefone celular com uma imagem em um monitor de computador gerada pelo modelo de texto para imagem Dall-E do ChatGPT, 8 de dezembro de 2023, em Boston. AP/Michael Dwyer A OpenAI suspendeu por tempo indeterminado seus planos de lançar um chatbot com conteúdo sexual explícito, informou a empresa nesta quinta-feira (26). A decisão ocorre diante de preocupações crescentes sobre possíveis riscos sociais e de imagem associados ao lançamento de um produto desse tipo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida, revelada inicialmente pelo Financial Times, acontece no momento em que a empresa de inteligência artificial busca abandonar projetos considerados secundários para manter sua posição de liderança em um setor cada vez mais competitivo. A ferramenta de conteúdo explícito, chamada internamente de “modo Citron”, recebeu críticas, de acordo com o Financial Times. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alguns funcionários questionaram se o produto estaria alinhado com a missão da empresa de garantir que sua tecnologia traga benefícios reais à sociedade. Investidores também expressaram preocupação com eventuais danos à reputação da empresa, avaliando que esses riscos poderiam superar qualquer ganho comercial. Conteúdo erótico seria para alguns adultos No ano passado, a OpenAI informou que reduziria restrições aplicadas ao ChatGPT, permitindo conteúdo erótico para usuários adultos verificados. A empresa classificou a mudança como uma forma de “tratar usuários adultos como adultos”. O cancelamento ocorre na mesma semana em que a OpenAI anunciou o fim do Sora, seu aplicativo de criação de vídeos, que vinha sendo acusado de estimular a circulação de grande volume de conteúdo de baixo valor produzido por IA. Essas decisões são tomadas em um momento sensível para o setor de tecnologia, no qual a Meta e outras plataformas enfrentam uma série de processos e novas regulamentações relacionadas ao impacto de seus serviços sobre menores de idade. A empresa de IA de Elon Musk também enfrentou forte crítica global no ano passado, após seu chatbot Grok ser usado para criar imagens falsas de cunho sexual envolvendo pessoas reais, inclusive menores de idade.
Projeto de duplicação da BR 262 no Espírito Santo. Reprodução/Dnit O projeto de duplicação da BR-262 no Espírito Santo foi ampliado e deve incluir a construção de 50 viadutos, 28 pontes, 6 passarelas, 4 túneis e 40 quilômetros de ciclovias ao longo de 180 quilômetros. O investimento previsto chega a R$ 8,6 bilhões. A obra será realizada pelo próprio governo estadual, visto que as tentativas de replicar o estilo de concessão da BR-101 não tiveram sucesso. O projeto deve se tornar um dos maiores da engenharia no estado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A duplicação da BR-262 não atraiu interessados do setor privado devido ao alto custo e complexidade do projeto. Dessa maneira, os investimentos são provenientes do setor público, e não da cobrança de pedágios na via. Segundo o planejamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), a obra é inspirada na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo. A licitação principal, que compreende o trecho que passa pela Região Serrana do estado, considerado o mais difícil de ser construído devido às curvas, deve ser lançada no segundo semestre deste ano. O critério utilizado para a escolha será o de técnica e preço. A pista vai até o entroncamento da ES-484, em Conceição do Castelo. LEIA TAMBÉM: Cratera é aberta por chuvas fortes às margens da BR-262 Motorista fica preso às ferragens em acidente envolvendo três veículos na BR-262, em Viana VÍDEO: motociclista cai e é arrastado por enxurrada na BR-262 durante chuva forte Policiais e detentos ficam feridos após viatura da Polícia Civil capotar na BR-262 Já no próximo mês, em abril de 2026, devem ser licitadas a supervisão da obra e o cadastramento cartorial. Por fim, a segunda parte do projeto, que vai até a divisa com Minas Gerais, em Pequiá, considerada a etapa mais fácil da obra, está prevista para ser executada sob o regime de concessão. Projeto de duplicação da BR 262 no Espírito Santo. Reprodução/Dnit Valores e dimensão do projeto A duplicação da rodovia promete ser o maior empreendimento feito no estado, ultrapassando as obras do Contorno do Mestre Álvaro, que custaram R$ 456 milhões. Os investimentos nos 180,6 km de vias da BR-262 devem chegar a R$ 8,6 bilhões, sendo que R$ 2,3 bilhões são oriundos do acordo de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015. Com os valores, a expectativa é entregar, além da duplicação da pista: 50 viadutos/passagens inferiores 28 pontes 6 passarelas exclusivas 4 túneis, totalizando 2 km 176,8 mil m² de obras de arte especiais 31 interseções em desnível 24 retornos operacionais 22,6 km urbanizados 40 km de ciclovias O projeto, dividido em duas fases, compreende cinco lotes. São eles: Lote 1: do km 15,9 (Entroncamento BR-101) ao km 50,8 (Término da Variante da Boa Vista, incluindo restauração da pista existente). Extensão: 34,9 km + 28,8 km (restauração). Custo: R$ 3.004.524.278,03. Lote 2: do km 50,8 (Término da Variante da Boa Vista) ao km 86,9 (Entroncamento ES 368 Domingos Martins). Extensão: 36,1 km. Custo: R$ 1.050.861.500,57. Lote 3: do km 86,9 (Entroncamento ES 368 Domingos Martins) ao km 120,9 (Entroncamento ES 484). Extensão: 34,0 km. Custo: R$ 1.986.269.969,23. Lote 4: do km 120,9 (Entroncamento ES 484) ao km 157,0 (Próximo à travessia urbana de Ibatiba). Extensão: 36,1 km. Custo: R$ 1.563.149.981,96. Lote 5: do Km 157,0 (Próximo à Travessia Urbana de Ibatiba) ao Km 196,0 (Início da ponte sobre o Rio José Preto). Extensão: 39,0 km. Custo: R$ 1.021.816.445,15. Obra da duplicação da BR-262 anunciada desde 2023 ainda não saiu do papel *Com informações de A Gazeta. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Ferrari 296 GTB, um dos carros mais caros vendidos no país. Divulgação/ Ferrari Segundo a Reuters, a Ferrari retomou o envio de seus carros ao Oriente Médio e também reorganizou suas operações de venda na região. “Ferrari tem o prazer de confirmar que seus envios para o Oriente Médio estão sendo retomados e que as operações de varejo em toda a região estão totalmente operacionais”, disse a empresa em nota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A marca havia suspendido as entregas dos supercarros no início da segunda quinzena deste mês. A decisão de interromper as remessas foi motivada pela guerra no Oriente Médio. A região do Oriente Médio é importante para o resultado de vendas da Ferrari. Segundo o balanço mais recente, de 2024, a marca italiana vendeu 479 carros naquele mercado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pode não parecer muito, mas vamos comparar com a China, que só fica atrás dos Estados Unidos no número de bilionários e tem população de 1,4 bilhão de pessoas. Os chineses compraram 814 carros da Ferrari no mesmo período. Esses dados não incluem Hong Kong nem Taiwan. A Ferrari tem 10 pontos de venda no Oriente Médio, segundo dados da empresa. Número bem maior do que a soma de toda a América do Sul, que só tem quatro lojas da marca. Abu Dhabi tem parque temático da Ferrari A paixão pela Ferrari no Oriente Médio é tão grande, que a marca italiana tem um parque temático licenciado em Abu Dhabi. Lá é possível experiementar uma das montanhas russas mais rápidas do mundo. Chamada de Formula Rossa, a atração acelera de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos e alcança 240 km/h. Nas curvas, os ocupantes sentem os efeitos de até 4,8 g.

O governo federal decidiu zerar o imposto de importação de quase mil produtos diante da ausência de produção nacional ou da oferta insuficiente dos itens para atender ao mercado interno. 💊Entre os produtos que tiveram a tarifa zerada, estão medicamentos utilizados no tratamento de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. A medida também atinge: fungicidas e inseticidas voltados ao controle de pragas na agricultura; insumos para a indústria têxtil; lúpulo para a fabricação de cerveja; e produtos destinados à nutrição hospitalar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o governo, a lista inclui ainda 970 itens classificados como bens de capital e bens de informática e telecomunicações. A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) nesta quinta-feira (26). Medida de defesa comercial Na mesma reunião, o colegiado aprovou a aplicação de direito antidumping, por cinco anos, sobre a importação de etanolaminas originárias da China e de resinas de polietileno provenientes dos Estados Unidos e do Canadá. 🔎A aplicação de um direito antidumping é uma medida de defesa comercial utilizada por um país para proteger sua indústria nacional contra importações de produtos a preços desleais (abaixo do valor de mercado no país de origem). "Neste último caso, o Gecex decidiu, por interesse público, reduzir os valores do direito antidumping para os patamares do direito provisório que estava em vigor há 6 meses, de forma a não trazer impacto adicional à cadeia", explicou o órgão, em nota. Lúpulo é um dos produtos cuja alíquota do imposto de importação será zerada TV TEM/Reprodução

Posto Shell Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images via BBC Com o petróleo em alta e uma crise energética global em curso devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o Brasil conta com uma vantagem estratégica: os biocombustíveis. É o que avalia a revista britânica The Economist. A revista publicou um artigo nesta quinta-feira (26/3) em que afirma que "o Brasil tem uma arma secreta contra choques do petróleo" e que "os biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente Médio". A guerra, que teve início em 28 de fevereiro, gerou uma crise energética global, com alta do petróleo e do gás e risco de desabastecimento, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% da energia mundial. No início desta semana, o preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar os US$ 100, chegando a picos de mais de US$ 110. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, o cenário de incerteza política tem pressionado ainda mais os preços. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar que haveria negociações em curso, enquanto Teerã nega qualquer diálogo. Neste contexto, a The Economist afirma que poucos países estavam preparados para um choque do petróleo, mas "o Brasil estava". Isso porque o país, ao longo de décadas, investiu em alternativas e construiu "a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo". A reportagem destaca ainda o papel estrutural desses combustíveis na economia brasileira. "Eles são misturados à gasolina e ao diesel, com percentuais obrigatórios definidos pelo governo de 30% e 15%, respectivamente, entre os mais altos do mundo", observa a revista. O artigo também chama atenção para a frota nacional: "três quartos dos veículos leves no Brasil possuem tecnologia que permite rodar com qualquer mistura, desde gasolina pura até etanol 100%". "Isso reduz a dependência do Brasil de combustíveis fósseis importados e protege o país contra mercados inflacionados. O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu 10% desde o início da guerra, e o do diesel, 20%, segundo dados divulgados em 20 de março pelo regulador de energia. É um aumento doloroso, mas muito abaixo dos saltos de 30% a 40% observados nos Estados Unidos." A The Economist lembra que essa estratégia começou nos anos 1970, após outra crise do petróleo, e desde então se consolidou como base da política energética do país. "Na época, o Brasil importava 80% do combustível que consumia; o embargo árabe estava sufocando a economia. Transformar o excedente de cana-de-açúcar em etanol foi uma solução óbvia", aponta o texto. A revista menciona ainda um plano do governo federal, em 2023, para promover o biodiesel, derivado de sementes, principalmente de soja. Hoje, diz a revista, o governo federal mantém essa linha, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que como "poucos abraçaram os biocombustíveis com tanta intensidade". "Lula vê os biocombustíveis como solução para dois problemas. Primeiro, reforçam a soberania de um país que, apesar de ser um dos maiores exportadores de petróleo bruto do mundo", afirma. "Segundo, permitem ao Brasil reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem alienar os agricultores, que produzem as matérias-primas dos biocombustíveis." Ainda assim, a revista faz uma ressalva: "os biocombustíveis não podem eliminar totalmente os custos provocados pela alta do petróleo". Mas a avaliação é que o Brasil entra nessa crise em posição mais favorável. Enquanto grandes economias enfrentam alta mais intensa de preços e risco de escassez, o país consegue amortecer parte do impacto — e até se beneficiar com o aumento da demanda global por alternativas ao petróleo. A análise aponta também que o modelo começa a chamar atenção internacional, com países como Índia e Japão estudando adaptar a experiência brasileira.

Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft Um juiz dos Estados Unidos (EUA) rejeitou, nesta quinta-feira (26), uma ação movida pela rede social X, antigo Twitter, que acusava a Federação Mundial de Anunciantes e grandes companhias, como Mars, CVS Health e Colgate-Palmolive, de boicotar ilegalmente a plataforma controlada por Elon Musk. A juíza distrital Jane Boyle, do tribunal federal de Dallas, afirmou que a X não conseguiu comprovar que sofreu prejuízo de acordo com as leis antitruste americanas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A ação, apresentada em 2024, alegava que os anunciantes, por meio de uma iniciativa da federação chamada Aliança Global para Mídia Responsável, teriam retido coletivamente bilhões de dólares em receita publicitária da plataforma. Nem a X nem a Federação Mundial de Anunciantes comentaram imediatamente a decisão. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No processo, a empresa argumentava que os anunciantes agiram contra seus próprios interesses em uma suposta ação coordenada para prejudicar a plataforma, o que violaria a legislação concorrencial dos EUA. Já a CVS e os demais réus negaram irregularidades e pediram o arquivamento do caso. Eles afirmaram que tomaram decisões independentes sobre onde investir em publicidade, e não de forma coordenada. Segundo documentos apresentados à Justiça, as empresas optaram por direcionar anúncios a plataformas concorrentes por preocupações com a segurança de marca na X após a compra da rede por Musk, em 2022, quando houve demissões de equipes responsáveis por moderar conteúdo. Na decisão, Boyle afirmou que “a própria natureza da suposta conspiração não caracteriza violação antitruste”, e determinou o arquivamento definitivo do processo.

Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil O Brasil concluiu um acordo com a Turquia para que o país se torne uma rota alternativa para exportações do agronegócio, em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira (26). A rota será utilizada para a entrega de produtos com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central. Segundo o governo, a rota da Turquia já era usada por exportadores brasileiros, mas o país passou a fazer novas exigências sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Com o novo acordo, foi negociado um documento que permite que as mercadorias brasileiras passem pelo território ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final. Este documento é o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas comerciais do mundo. Sem ela, navios com compras e vendas brasileiras precisaram ser redirecionados, aumentando o custo de frete. A rota conecta os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico. A passagem também é usada para transportar fertilizantes e outros produtos da região. Leia também: Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

Irã diz que vai abrir o Estreito de Ormuz para embarcações “não hostis” Benoit Tessier/Reuters Ao longo da história, pessoas e grupos influentes sempre encontraram maneiras de lucrar com momentos de crise. Não seria diferente na guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito está prestes a completar um mês, justamente quando os EUA afirmam negociar uma trégua. Nas últimas semanas, surgiram denúncias de que postos de combustíveis elevaram os preços poucas horas após os primeiros ataques; de que grandes petrolíferas estariam registrando lucros excepcionais com o barril acima de 100 dólares; e também de que seguradoras marítimas aumentaram drasticamente o valor dos prêmios após o bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã. A acusação mais recente, porém, envolve diretamente um dos participantes do conflito. Segundo relatos, o Irã estaria cobrando até 2 milhões de dólares (R$ 10,45 milhões) de navios que transportam petróleo e gás para permitir uma “passagem segura” pelo Estreito de Ormuz. O Lloyd’s List, uma das publicações marítimas mais tradicionais e respeitadas do mundo, informou na semana passada que ao menos uma embarcação já realizou esse pagamento. Cobrança de "pedágio" em Ormuz? Se confirmada, essa iniciativa pode transformar um dos gargalos estratégicos mais críticos do planeta — por onde transita um quinto do petróleo e do gás consumidos mundialmente — em um pedágio de alto risco. Embora vários funcionários iranianos tenham negado a informação, o parlamentar Alaeddin Boroujerdi declarou à TV estatal que as taxas estariam sendo cobradas como parte de um “novo regime soberano” no estreito, justificadas como uma forma de cobrir “custos de guerra”. Segundo Robert Huebert, especialista em relações internacionais da Universidade de Calgary, no Canadá, a cobrança de um “pedágio” no Estreito de Ormuz violaria o direito marítimo internacional. "Liberdade de navegação é a base do comércio marítimo internacional, é a capacidade de transitar por essas áreas sem qualquer tipo de obstrução", disse Huebert ao podcast da Energi Media, na última terça-feira (24. "Se você fizer isso [cobrar uma taxa], enfrentará oposição direta de praticamente todos os Estados", complementou. Com mais de 3,2 mil embarcações retidas, Peter Sand, analista-chefe da empresa de inteligência marítima Xeneta, com sede em Copenhague, minimizou a relevância da cobrança para a reabertura do estreito. Por mais alta que pareça, [a taxa de 2 milhões de dólares] não é o fator essencial", disse Sand à DW. "O que importa é que ainda não é seguro atravessar [Ormuz]." Ainda assim, a disposição de grandes importadores de petróleo e gás em negociar diretamente e pagar uma taxa tão alta por navio — somada a seguros já exorbitantes — mostra o grau de desespero de países altamente dependentes de energia para assegurar ao menos um fluxo mínimo pelo estreito. "Alguns [países] podem querer pagar", acrescentou Sand. "É um último prêmio relativamente pequeno para assegurar algum nível de fornecimento energético contínuo." Preço do combustível já tem sofrido os reflexos do fechamento do Estreito de Ormuz Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DW Drible nas sanções contra o Irã O Lloyd’s List afirmou que não está claro como a transação foi realizada, já que o Irã permanece sob sanções internacionais, o que dificulta ao país receber pagamentos em dólares por meio de canais financeiros ocidentais. A publicação informou que Índia, Paquistão, Iraque, Malásia e China estão negociando diretamente com autoridades iranianas para organizar a passagem segura de seus navios. A Bloomberg, que também divulgou a cobrança, citou fontes sob anonimato afirmando que várias embarcações já pagaram para atravessar o estreito, embora o “pedágio” não pareça ocorrer de forma sistemática. Uma das fontes ouvidas pela Bloomberg acrescentou que Teerã avalia formalizar a taxa como parte de um eventual acordo de paz com Estados Unidos e Israel. Trânsito facilitado para navios "não hostis" Em um novo desdobramento, o Irã enviou, na terça-feira (24/03), uma carta aos membros da Organização Marítima Internacional (OMI) informando que passará a permitir que “embarcações não hostis” atravessem Ormuz, desde que haja coordenação prévia com Teerã. "Até agora, [o Irã] havia autorizado entre três e cinco travessias por dia", disse Sand. "[Agora Teerã está dizendo:] se você não é inimigo do Irã, o estreito está aberto para você." Enquanto isso, um porta-voz da OMI disse à DW que a organização trabalha para estabelecer "uma medida provisória e urgente para facilitar a evacuação segura dos navios mercantes atualmente retidos na região do Golfo". Antes que a crise se agrave ainda mais, a entidade destacou que é crucial proteger a vida e o bem-estar dos marinheiros retidos, ao mesmo tempo em que pressiona para que navios dispostos a transitar por Ormuz possam fazê-lo sem risco de ataques. Paralelamente, a produção e as exportações de petróleo do Irã seguem sem interrupção. Na semana passada, o governo do presidente dos EUA anunciou uma isenção de sanções de 30 dias para a compra de petróleo iraniano já armazenado em petroleiros, com o objetivo de aliviar a pressão sobre o fornecimento de energia desde o início da guerra entre EUA, Israel e o Irã. A alta dos preços provocada pelo conflito também tem permitido que Teerã cobre mais por esse petróleo. Escoltas navais não são uma "solução de longo prazo" O presidente dos EUA, Donald Trump, vem pressionando os aliados europeus da Otan a participarem de uma missão multinacional de patrulha ou escolta naval no Golfo para proteger a navegação comercial. Os países europeus, porém, têm resistido a um envolvimento imediato. Ainda assim, muitos deles — incluindo Alemanha, França e Itália — já sinalizaram disposição para contribuir com uma missão de escolta ou patrulha naval assim que os combates ativos cessarem. A OMI afirmou que, embora escoltas navais já tenham sido usadas anteriormente — inclusive durante os recentes ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra navios no Mar Vermelho — elas não representam “uma solução sustentável ou de longo prazo”. "É necessário encontrar uma solução multilateral para diminuir as tensões e permitir que marinheiros civis e navios sejam evacuados com segurança", disse o porta-voz da entidade.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, compareceu ao tribunal em fevereiro para defender a empresa, mas agora ela pode enfrentar novos desafios em relação à forma como administra suas plataformas Reuters via BBC Um júri em Los Angeles emitiu um veredicto contundente contra duas das plataformas digitais mais populares do mundo, o Instagram e o YouTube. A decisão concluiu que esses aplicativos são viciantes e foram deliberadamente projetados dessa forma — e que seus proprietários foram negligentes na proteção de crianças que os utilizam. É um momento sombrio para o Vale do Silício, com implicações globais. As gigantes de tecnologia envolvidas no caso, Meta e Google, agora terão que pagar US$ 6 milhões (£4,5 milhões) em indenização a uma jovem conhecida como Kaley, a vítima central do processo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ela afirmou que as plataformas contribuíram para que desenvolvesse dismorfia corporal, depressão e pensamentos suicidas. Ambas as empresas pretendem recorrer. A Meta sustenta que um único aplicativo não pode ser o único responsável por uma crise de saúde mental em adolescentes. Já o Google afirma que o YouTube não é uma rede social. Por enquanto, porém, a decisão significa que "a era da impunidade acabou", segundo a professora de direito Mary Franks, da Universidade George Washington. É difícil exagerar o quanto esse veredicto pode ser transformador para as redes sociais. Seja qual for o desfecho, e certamente haverá recursos e novos desdobramentos jurídicos, esse caso deve redefinir o cenário. Pode até marcar o começo do fim da era das redes sociais como a conhecemos. Um momento 'Big Tobacco'? Os "doomscrollers" do mundo talvez não tenham se surpreendido com o veredicto — mas acredito que as empresas de tecnologia tenham se surpreendido. Meta e Google acumularam custos jurídicos altíssimos para se defender. Este caso, e outros semelhantes, são claramente de enorme importância para elas. As outras duas empresas envolvidas no processo — TikTok e Snap, dona do Snapchat — fizeram acordos antes de o caso ir a julgamento. Nos bastidores do setor de tecnologia, comentava-se que elas não poderiam arcar com essa disputa. Fui convidado para apresentações bem produzidas sobre todas as ferramentas que as redes sociais oferecem (principalmente para pais) para proteger crianças. Mas, no fim, o tribunal decidiu que essas medidas não foram suficientes. Arturo Bejar, que trabalhou no Instagram, disse que alertou Mark Zuckerberg sobre os riscos para crianças há vários anos. "Deixou de ser um produto que você usa para se tornar um produto que usa você", disse ele ao programa Today, da BBC Radio 4, na quinta-feira. A Meta negou as alegações. Alguns especialistas descreveram o veredicto como o "momento Big Tobacco" das grandes empresas de tecnologia — e sabemos como isso terminou, embora não tenha feito as pessoas pararem de fumar completamente. Será que veremos avisos de saúde nas telas? Restrições a publicidade e patrocínios? Atualmente, as empresas de tecnologia são legalmente protegidas nos Estados Unidos por uma cláusula conhecida como Seção 230, que as isenta de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas. Outros tipos de empresas de mídia não contam com esse benefício. Costuma-se dizer que a indústria de tecnologia não sobreviveria sem isso. Mas o ceticismo em relação a essa proteção pode estar crescendo: a Comissão de Comércio do Senado realizou uma audiência sobre o tema na quarta-feira. Os líderes do setor de tecnologia mantêm, em geral, uma relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem apoiado o setor. Até agora, porém, ele não saiu em defesa das empresas. Grupo de mulheres segura imagem de rapaz AFP via Getty Images via BBC Outra possibilidade é que as plataformas sejam obrigadas a eliminar todos os recursos projetados para manter as pessoas conectadas. Mas o engajamento é o combustível das grandes empresas de tecnologia. Se você remove essas estratégias — a rolagem infinita, as recomendações algorítmicas, a reprodução automática — sobra uma experiência de rede social muito diferente e, possivelmente, mais limitada. O sucesso dessas plataformas está no fluxo de usuários: manter grandes volumes de pessoas online pelo maior tempo possível e fazê-las voltar com frequência, para que possam ser expostas ao máximo de anúncios. É assim que essas empresas ganham dinheiro. Em vários territórios, incluindo o Reino Unido, crianças não fazem parte dessa máquina de publicidade — mas isso só passou a valer depois da intervenção de reguladores. Ainda assim, as crianças de hoje são os adultos de amanhã, e o cenário ideal para essas empresas é que elas completem 18 anos já como usuárias consolidadas. O Facebook, a rede social original da Meta, é frequentemente chamado, em tom de brincadeira, de "plataforma de boomers" — mas dados de 2025 indicam que quase metade de seus usuários no mundo tem entre 18 e 35 anos. Mais desafios pela frente A vitória de Kaley na Justiça é agora a segunda derrota das grandes empresas de tecnologia em uma série de casos semelhantes que devem ir a julgamento nos Estados Unidos neste ano. E há mais por vir. "Este veredicto histórico, junto com muitas outras ações semelhantes contra empresas de redes sociais, sinaliza uma mudança na forma como os tribunais enxergam o design das plataformas — como um conjunto de escolhas que podem ter consequências jurídicas e sociais reais", disse o Dr. Rob Nicholls, da Universidade de Sydney. "Isso abre caminho para questionamentos mais amplos contra redes sociais e outros sistemas tecnológicos projetados para maximizar o engajamento em detrimento do bem-estar dos usuários." E a Austrália, onde Nicholls vive, já fez exatamente isso. Em dezembro, o país proibiu menores de 16 anos de usar as principais plataformas de redes sociais. Mulher segura celular Getty Images via BBC O Reino Unido e outros países estão considerando a mesma medida, e este veredicto certamente reforça os argumentos a favor. Para alguns pais que já enfrentaram dificuldades com o tema, proibir o uso dessas plataformas por crianças é uma decisão óbvia. "Façam isso agora", disse recentemente a mãe britânica Ellen Roome, que perdeu o filho. Ela vem fazendo campanha por mudanças nas redes sociais após a morte de seu filho de 14 anos, Jools Sweeney — que, segundo ela, foi causada por um desafio online que deu errado em 2022. O Parlamento, no entanto, segue dividido sobre qual ação tomar. A Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns estão atualmente envolvidas no chamado "pingue-pongue" legislativo em torno de uma proposta de emenda ao projeto de lei Children's Schools and Wellbeing Bill, que daria aos ministros um ano para decidir quais plataformas deveriam ser proibidas para menores de 16 anos. Talvez o novo veredicto ajude a unir políticos e membros da Câmara dos Lordes — e não apenas no Reino Unido: será que um dia vamos olhar para este período da história e nos perguntar por que, afinal, deixamos crianças circularem livremente nas redes sociais?

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras aumentou a oferta de de gasolina e diesel disponível para entrega em abril após distribuidoras alertarem para o risco de falta de combustível no país. A preocupação surgiu em meio à recente alta nos preços do petróleo no mercado internacional, que pressionou toda a cadeia de combustíveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a estatal confirmou que ofereceu reforço na oferta de 70 milhões de litros de diesel S10 — tipo de diesel com menor teor de enxofre, usado principalmente em caminhões e veículos mais novos — e 95 milhões de litros de gasolina. "Esse volume já está devidamente incorporado nos compromissos assumidos para abril dentro da dinâmica de atendimento dos nossos contratos comerciais", diz a empresa. ANP determina que Petrobras oferte imediatamente combutíveis de leilões cancelados ANP cobra mais oferta de combustíveis da Petrobras A decisão de ampliar a oferta ocorre após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão responsável por regular o setor no país, notificar a Petrobras na semana passada. O órgão solicitou que a empresa colocasse imediatamente no mercado volumes de combustíveis que haviam sido retirados de leilões anteriores. A ANP afirmou, no entanto, que não há indícios de falta de gasolina ou diesel no Brasil. Ainda assim, a diretoria da agência aprovou um conjunto de medidas para reforçar o acompanhamento do setor, com o objetivo de monitorar mais de perto a disponibilidade de combustíveis e prevenir eventuais problemas de abastecimento. Segundo a ANP, as ações têm como objetivo, diante do cenário internacional, intensificar o acompanhamento dos estoques — ou seja, do volume de combustível armazenado — e das importações feitas pelas empresas que atuam no país. Entre as medidas adotadas está o envio de uma notificação à Petrobras. No documento, a agência determina que a empresa coloque imediatamente à venda os volumes de combustíveis que estavam previstos em leilões de diesel e de gasolina pura realizados em março de 2026, mas que acabaram sendo cancelados. Distribuidoras apontam risco de falta de combustíveis Entidades que representam diferentes segmentos do mercado de combustíveis divulgaram na sexta-feira (20) uma nota conjunta pedindo novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de falta de diesel no Brasil. O documento é assinado por associações que representam diferentes etapas da cadeia de combustíveis. Entre elas estão: Fecombustíveis e Sincopetro, que representam postos de combustíveis (varejo); Abicom, que reúne empresas importadoras de derivados de petróleo; Refina Brasil, que representa refinarias privadas; Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras que abastecem os postos. Na nota, as entidades afirmam reconhecer um esforço inicial do governo para tentar conter a alta do diesel. Ainda assim, avaliam que as medidas anunciadas têm impacto limitado no preço pago pelo consumidor. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção de impostos federais e a concessão de uma ajuda financeira — chamada de subvenção — para produtores e importadores de diesel. A estimativa é de um gasto de R$ 30 bilhões para reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do combustível nos postos. Como contrapartida, passou a ser cobrado um imposto sobre a exportação de petróleo. Com parte do desconto sendo bancado pelo governo, a estatal passou a ter espaço para elevar o preço do diesel vendido às distribuidoras nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional, sem que todo o aumento fosse repassado diretamente ao consumidor. Segundo as entidades do setor, no entanto, isso não tem se traduzido em queda no preço final do diesel vendido nos postos. Uma das razões, afirmam, é que as medidas do governo incidem sobre o chamado diesel “A”. Esse é o combustível puro, vendido pela Petrobras às distribuidoras. Já o produto comprado pelo consumidor é o diesel “B”, uma mistura composta por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel, um combustível produzido a partir de fontes renováveis. Por isso, dizem as associações, os incentivos não chegam automaticamente nem de forma integral ao preço final. De acordo com os cálculos apresentados pelas entidades, o aumento de R$ 0,38 por litro no diesel “A”, anunciado pela empresa, teria um impacto aproximado de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o combustível vendido nos postos. As associações também citam os leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Segundo elas, esses valores estão acima do preço de referência praticado nas refinarias da própria companhia. A nota destaca ainda que uma parte relevante do abastecimento nacional depende de refinarias privadas e de empresas que importam combustíveis. Essas companhias não produzem petróleo no Brasil e costumam definir seus preços com base nas cotações do mercado internacional. Na avaliação do setor, o cenário pode se tornar mais desafiador se a Petrobras mantiver preços abaixo das referências internacionais e continuar evitando vender volumes adicionais de combustível. Nesse caso, com menor oferta disponível e dificuldades para importar o produto, aumentaria o risco de pressão sobre os preços.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26) que 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país, modalidade que responde por boa parte do endividamento. Os dados se referem a janeiro deste ano. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso quer dizer que quase a metade do povo brasileiro tem cartão de crédito, pois a população do país estava estimada em 213 milhões de habitantes em julho de 2025. Segundo ele, as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais de forma recorrente, ou seja, como parte de sua renda, e que isso deveria ser alvo de uma discussão estrutural. "Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Segundo ele, uma eventual "limitação de preço", ou seja, da taxa de juros cobrada, pode produzir limitação de oferta do crédito. "Então pode aumentar situação de desconforto, tema que vem sendo debatido bastante dentro do Banco Central", declarou. De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas. Segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo somou 425% ao ano em janeiro. Trata-se da modalidade mais cara do mercado financeiro. Em doze meses até janeiro, o estoque dessa modalidade subiu 31%, atingindo R$ 84,8 bilhões (o maior crescimento registrado no crédito livre para pessoas físicas). Lula preocupado com endividamento A declaração acontece em um momento no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está demonstrando preocupação maior com o nível de endividamento da população que, segundo dados do próprio BC, está entre os maiores níveis das últimas décadas. "Falei para meu ministro da fazenda [Dario Durigan] pra gente resolver a dívida das pessoas. Não quero que deixem de endividar para ter coisas novas na vida, mas ver como a gente faz pra facilitar o pagamento do que devem", disse Lula, em evento nesta quinta, em Anápolis (GO). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inflação aumentou endividamento De acordo com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, houve quatro choques econômicos nos últimos anos que impulsionaram a inflação nos últimos anos: Covid, guerra na Ucrânia, guerra tarifária dos Estados Unidos e agora o conflito no Oriente Médio. Por conta disso, apesar dos juros altos, os preços relativos subiram nos últimos anos. "O cidadão vê os preços. Entende pouco de IPCA, mas vê o preço do leite e do pão. A gente vem de quatro choques consecutivos. Mesmo que consiga controlar a inflação, os preços subiram quatro degraus. Isso se soma ao que está impactando orçamento das famílias", explicou Galípolo, do BC. Deste modo, explicou ele, houve um impacto na renda do trabalhador brasileiro, que buscou complementá-la com financiamentos junto aos bancos. "Cresceu o número de cartões crédito" observou ele. Por fim, o presidente do Banco Central afirmou que é preciso que os trabalhadores busquem linhas de crédito mais compatíveis com renda, não usando o crédito rotativo como complemento de renda - pois essa linha de crédito tem taxas "punitivas". Gabriel Galipolo TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

As plataformas de conteúdo adulto Pornhub, Stripchat, XNXX e XVideos foram acusadas de descumprir regras da União Europeia ao permitir que crianças tenham acesso ao conteúdo publicado em seus sites, informaram reguladores do bloco nesta quinta-feira (26) e a punição pode acontecer com multas elevadas. As acusações surgiram após uma investigação de 10 meses feita com base na Lei de Serviços Digitais da União Europeia, que obriga grandes plataformas online a adotar medidas mais eficazes contra conteúdo ilegal e prejudicial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "As crianças estão acessando conteúdo adulto em idades cada vez mais precoces e essas plataformas precisam implementar medidas robustas, eficazes e que preservem a privacidade para manter os menores fora de seus serviços", disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado. A Comissão Europeia, responsável por aplicar a lei, afirmou que as empresas não utilizaram métodos claros e completos para avaliar os riscos enfrentados por crianças que acessam seus serviços. Pornhub, XVideos e outros sites são alvo de investigação na UE Reprodução O órgão acusou o Pornhub que pertencente ao grupo cipriota Aylo Freesites, o Stripchat que é subsidiário da Technius, também do Chipre, o XNXX do grupo tcheco NKL Associates e o XVideos que é ligado ao WebGroup, da República Tcheca, de priorizarem sua imagem diante do público em vez de se concentrarem nos riscos sociais que seus serviços representam para menores. O regulador também criticou a ferramenta de autodeclaração usada pelas empresas, que libera o acesso às plataformas com apenas um clique, mediante a confirmação de que o usuário tem mais de 18 anos. Segundo a Comissão, essa ferramenta, assim como recursos como desfoque de página e avisos de conteúdo, não foram suficientes para impedir o acesso de crianças aos sites. Ainda de acordo com o órgão, Pornhub, Stripchat, XNXX e XVideos devem adotar sistemas de verificação de idade que preservem a privacidade dos usuários e protejam crianças de conteúdo inadequado. As plataformas podem receber multas de até 6% de seu faturamento anual global caso sejam consideradas culpadas de violar a Lei de Serviços Digitais.

Galinhas em granja em Taquari (RS) Reuters O Ministério da Agricultura informou nesta quinta-feira (26) que prorrogou, por mais 180 dias, o estado de emergência zoossanitária para a gripe aviária em todo o país. A medida é preventiva e ocorre devido à circulação de uma forma mais agressiva do vírus entre aves silvestres. 🔍 A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em raras situações, seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas. Segundo o governo, a prorrogação permite adotar medidas mais rápidas para conter e eliminar novos focos da doença, além de facilitar o uso de recursos federais, especialmente em caso de registros em granjas comerciais. O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi identificado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Já o primeiro e único foco em criação comercial até agora foi confirmado em 15 de maio de 2025. Ao todo, o país já registrou 188 ocorrências da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e uma em granja comercial. Esse caso levou a restrições de importação por parte de alguns países no ano passado. Com a resolução do foco em granja comercial, os embargos foram suspensos ao longo de 2025. Gripe aviária no RS Neste mês, subiu para 15 o número de aves mortas por gripe aviária só no Rio Grande do Sul. Os casos envolvem aves silvestres, principalmente cisnes-brancos, encontrados na Estação Ecológica do Taim, que foi interditada por tempo indeterminado para conter o avanço da doença. Desde a identificação dos primeiros casos, equipes do governo estadual e órgãos ambientais realizam monitoramento diário na região, com busca ativa por animais doentes ou mortos. As autoridades afirmaram que, se novos casos forem confirmados, os animais serão recolhidos e eliminados de forma controlada para evitar a disseminação do vírus, especialmente para criações domésticas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a presença do vírus após análise de amostras coletadas no fim de fevereiro. Apesar do avanço entre aves silvestres, o governo destacou que a situação não afeta o status sanitário do Brasil nem traz impactos ao comércio de produtos avícolas. Também não há risco no consumo de carne de frango ou ovos. Este é o segundo registro recente da doença na reserva — o anterior ocorreu em 2023 e levou ao fechamento da área por cerca de seis meses. A vigilância segue intensificada para evitar que o surto se amplie e atinja granjas comerciais. Qual é o risco da gripe aviária para a saúde humana?

Justiça americana condena Meta e Google por danos à saúde mental de jovens O Snapchat, plataforma de mídia social da empresa americana Snap, passou a ser investigado pela União Europeia. Reguladores alertaram nesta quinta-feira (26) que a empresa pode não estar fazendo o suficiente para impedir o aliciamento de crianças e a venda de produtos ilegais. A investigação é baseada na Lei de Serviços Digitais (DSA), que obriga grandes plataformas a combater conteúdos ilegais e prejudiciais, sob risco de multas que podem chegar a 6% do faturamento global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, há preocupações que vão desde o contato de menores com criminosos até configurações de conta que podem comprometer a segurança. Para ela, o Snapchat não estaria atendendo aos padrões exigidos pela nova legislação. Em resposta, a empresa afirmou que revisa constantemente suas medidas de proteção e que está cooperando com as autoridades de forma transparente ao longo da investigação. A Comissão Europeia, responsável por aplicar a lei, suspeita que a plataforma não tem mecanismos suficientes para evitar que crianças sejam abordadas por usuários mal-intencionados. Também avalia que as ferramentas de moderação são falhas ao impedir conteúdos que direcionam para a venda de itens ilegais, como drogas, ou produtos com restrição de idade, como cigarros eletrônicos e bebidas alcoólicas. Além disso, o bloco europeu decidiu assumir uma investigação iniciada por reguladores da Holanda, em setembro, sobre a venda de cigarros eletrônicos para menores por meio do aplicativo. Outros pontos de preocupação incluem o sistema de verificação de idade, considerado frágil, as configurações padrão das contas e possíveis falhas no design da plataforma que dificultam a identificação de riscos pelos usuários. Executivos de YouTube, Snapchat e TikTok foram interrogados por senadores americanos Richard Drew/AP Foto

Ford Maverick Tremor Fabio Tito/g1 A Ford anunciou nesta quinta-feira (26) o recall de Ford Bronco Sport 2025 e Ford Maverick Black e Tremor 2025 por um problema na válvula de recirculação de gases do escape (EGR). Segundo a montadora, o componente pode não funcionar corretamente em razão de uma falha no processo de fabricação. De acordo com a Ford, o defeito pode provocar aceleração fraca, vibração do motor, dificuldade na partida, acendimento da luz de aviso de mau funcionamento do motor e perda de força motriz, especialmente em baixas velocidades, de até 20 km/h. Nessas condições, há aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os consumidores devem verificar se seus veículos estão envolvidos na campanha por meio do aplicativo Ford, pelo Centro de Atendimento Ford (CAF), ou em uma concessionária da marca. Ford Maverick Tremor fica mais afiada para incomodar a RAM e reconquistar clientes Caso confirmado o envolvimento, o reparo gratuito será agendado a partir do último trimestre de 2026, assim que a solução estiver disponível nas concessionárias. A montadora informou que fará um novo chamamento no início do atendimento e ressaltou a importância de que os proprietários atendam à convocação. Números de chassis Ford Bronco Sport: de SRE31747 até SRE52905 / modelo 2025 Ford Maverick Black: de SRA19048 até SRA74514 / modelo 2025 Ford Maverick Tremor: de SRA19047 até SRA85942 / modelo 2025

Trump sofreu derrota após tribunal bloquear tarifaço anunciado no começo de abril Carlos Barria/Reuters As tarifas impostas no ano passado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram pouco impacto sobre a economia do país, mas geraram uma arrecadação relevante e aumentaram o distanciamento comercial entre os EUA e a China, segundo estudo do Brookings Institution divulgado nesta quarta-feira (25). O levantamento, que analisa os efeitos de curto prazo das medidas, aponta que o impacto geral na economia foi limitado, variando entre um leve ganho de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma pequena perda de 0,13%, dependendo de fatores como a substituição de produtos importados por nacionais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O PIB americano cresceu 2,2% em 2025, somando US$ 30,62 trilhões, o que indica desaceleração frente à alta de 2,8% registrada em 2024. Entre os principais pontos do estudo, os pesquisadores destacam que, apesar do efeito pequeno no consumo, houve uma transferência de custos dos consumidores para produtores. Esse impacto, porém, foi compensado em parte pelo aumento da arrecadação do governo e por ganhos salariais em alguns setores. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O estudo também mostra que a maior parte das tarifas foi repassada aos preços: entre 80% e 100% do custo acabou sendo pago pelos consumidores nos EUA, enquanto uma pequena parcela ficou com exportadores estrangeiros. As tarifas médias subiram de 2,4% para 9,6%, o maior nível em 80 anos. Ainda assim, o impacto total é limitado porque boa parte das importações segue isenta — cerca de 57% entram no país sem tarifas, graças a acordos comerciais e exceções para produtos como energia e eletrônicos. 🔎 A arrecadação com tarifas somou US$ 264 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhões) em 2025, o equivalente a cerca de 4,5% das receitas do governo, acima da média de 1,6% registrada na última década. Outro efeito relevante foi a queda da participação da China nas importações dos EUA, de 23% em 2017 para 7% no fim de 2025. Parte dessas compras, no entanto, foi redirecionada para outros países. Por fim, o estudo não encontrou evidências de que as tarifas tenham fortalecido a produção industrial dos EUA, aumentado empregos no setor ou reduzido o déficit comercial. Também ainda não está claro o impacto dos novos acordos comerciais firmados pelo governo. No mês passado, a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor o tarifaço a outros países. Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

IPCA-15: preços sobem 0,44% em março O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,44% em março, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra alta de 3,90%, abaixo dos 4,10% observados no período anterior. Em março de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,64%. Mesmo assim, o resultado de março ficou acima do esperado por economistas. As projeções indicavam alta de 0,29% no mês e de 3,74% no acumulado de 12 meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento do IBGE mostra que os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em março. A maior alta foi registrada no grupo Alimentação e bebidas, com avanço de 0,88%, que teve o maior impacto no resultado do mês. Em seguida aparecem as Despesas pessoais, que incluem gastos com serviços e cuidados pessoais, com alta de 0,82%. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 0,88% Habitação: 0,24% Artigos de residência: 0,37% Vestuário: 0,47% Transportes: 0,21% Saúde e cuidados pessoais: 0,36% Despesas pessoais: 0,82% Educação: 0,05% Comunicação: 0,03% Alimentação puxa alta dos preços em março No grupo Alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,88%, os preços dos alimentos consumidos em casa subiram com mais força em março. A alimentação no domicílio passou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Entre os itens que mais contribuíram para essa alta, estão: 🫐 Açaí (29,95%) 🫘 Feijão-carioca (19,69%) 🥚 Ovo de galinha (7,54%) 🥛 Leite longa vida (4,46%) 🥩 Carnes (1,45%) Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos no período, como: ☕ Café moído (-1,76%) 🍎 Frutas (-1,31%) Já a alimentação fora de casa, que inclui gastos em restaurantes, bares e lanchonetes, desacelerou: passou de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março. Dentro desse grupo, o preço das refeições subiu 0,31%, abaixo do aumento de 0,62% registrado no mês anterior. Já os lanches tiveram alta maior, passando de 0,28% para 0,50% no mesmo período. No grupo Despesas pessoais, que avançou 0,82%, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento em serviços bancários (2,12%) e no custo do empregado doméstico (0,59%). Já no grupo Saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de 0,36%, os principais aumentos vieram dos planos de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal, como produtos de cuidado diário, que subiram 0,38%. Habitação e transportes também pressionam inflação No grupo Habitação, os preços passaram de 0,06% em fevereiro para 0,24% em março. Parte desse resultado foi influenciada pela energia elétrica residencial, que registrou alta de 0,29%. O avanço reflete reajustes nas tarifas cobradas por concessionárias no Rio de Janeiro, com aumentos médios de 15,1% e 14,66%, em vigor desde 15 de março. No grupo Transportes, que subiu 0,21%, o principal destaque foi o aumento das passagens aéreas, que avançaram 5,94% e tiveram o maior impacto individual no resultado do índice no mês. Também houve aumento no preço do ônibus intermunicipal, que registrou alta de 1,29%. Esse resultado inclui reajustes nas tarifas no Rio de Janeiro, entre 11,69% e 12,61%, em vigor desde 15 de fevereiro, e em Curitiba, com aumento de 7,27%, aplicado a partir de 16 de fevereiro. Já os combustíveis, de forma geral, tiveram leve queda de 0,03% no período. Os preços do gás veicular (-2,27%), do etanol (-0,61%) e da gasolina (-0,08%) recuaram. Por outro lado, o óleo diesel registrou alta de 3,77%. Inflação do trimestre Já o IPCA-E, indicador que corresponde à soma dos resultados do IPCA-15 ao longo de três meses, registrou alta de 1,49% no trimestre. O resultado ficou abaixo dos 1,99% observados no mesmo período de 2025. Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, as maiores altas no trimestre foram registradas em Educação (5,3%), Saúde e cuidados pessoais (1,85%) e Transportes (1,81%). Na outra ponta, as menores variações foram observadas em Habitação (0,04%), praticamente estável no trimestre, além de Vestuário (0,33%) e Artigos de residência (1,01%). Veja a variação trimestral dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 1,40% Habitação: 0,04% Artigos de residência: 1,01% Vestuário: 0,33% Transportes: 1,81% Saúde e cuidados pessoais: 1,85% Despesas pessoais: 1,30% Educação: 5,30% Comunicação: 1,15% inflação, consumo, mercado, preços, economia, alimentos, supermercado Adriana Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,69% nesta quinta-feira (26), cotado a R$ 5,2561. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,45%, aos 182.733 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As incertezas sobre o fim da guerra no Oriente Médio voltaram a afetar os mercados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que não sabe se quer fechar um acordo com o Irã. ▶️ Ontem, autoridades iranianas rejeitaram o plano de cessar-fogo apresentado pelos EUA e fizeram uma nova proposta. As diferentes mensagens sobre a guerra fizeram o preço do petróleo subir e as bolsas caírem em vários países. 🛢️ Por volta das 17h, o barril do petróleo Brent — referência internacional para os preços da commodity — subia 5,29%, a US$ 107,63. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 4,37%, negociado a US$ 94,27. ▶️ No Brasil, o principal destaque foi a divulgação do IPCA-15 de março, indicador considerado uma prévia da inflação oficial. O resultado do mês foi de 0,44%, acima da expectativa do mercado, que era de alta de 0,29%. 🔎 O dado mostra que os preços continuam subindo, em parte por fatores externos. Isso pode levar o Banco Central do Brasil (BC) a manter a taxa básica de juros, a Selic, mais alta por mais tempo. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: +2,38%; Acumulado do ano: -4,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,70%; Acumulado do mês: -3,21%; Acumulado do ano: +13,41%. Petróleo volta a atingir US$ 100 A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados internacionais nesta quinta-feira. O preço do petróleo subiu, enquanto bolsas de valores ao redor do mundo caem, refletindo a incerteza sobre quanto tempo o conflito pode durar e quais serão seus efeitos sobre a economia global. A reação do mercado ocorre em meio a sinais ainda incertos de negociação entre EUA e Irã. Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas diferentes para encerrar o conflito, que completa um mês no próximo sábado (28), mas não chegaram a um entendimento. A Casa Branca enviou ao governo iraniano um plano de paz com 15 pontos. Entre eles estão a proibição do desenvolvimento de armas nucleares, limites para mísseis de longo alcance, o desmonte de instalações de enriquecimento de urânio e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O Irã rejeitou a proposta, classificando o plano como “excessivo”, e apresentou uma contraproposta com cinco condições. Entre elas estão o fim das agressões, reparações por danos causados durante a guerra e o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz. Mesmo com a troca de propostas, autoridades iranianas sinalizaram alguma disposição para negociar. Ao mesmo tempo, os EUA intensificaram a pressão militar e diplomática na região. Prévia da inflação de março O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,44% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra alta de 3,90%, abaixo dos 4,1% observados no período anterior. Mesmo assim, o resultado de março ficou acima do esperado por economistas. As projeções indicavam uma alta mensal de 0,29% e um avanço de 3,74% no acumulado de 12 meses. O levantamento do IBGE mostra que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em março. Veja a variação mensal dos preços: Alimentação e bebidas: 0,88% Habitação: 0,24% Artigos de residência: 0,37% Vestuário: 0,47% Transportes: 0,21% Saúde e cuidados pessoais: 0,36% Despesas pessoais: 0,82% Educação: 0,05% Comunicação: 0,03% Mercados globais Os mercados globais fecharam em queda nesta quinta-feira, enquanto o preço do petróleo voltou subir. O movimento ocorreu em meio à percepção de que uma redução das tensões na guerra envolvendo o Irã está mais distante, o que aumenta a cautela entre investidores. Nos EUA, os principais índices de Wall Street registraram perdas. O Dow Jones recuou 1,01%, o S&P 500 teve perdas de 1,74% e o Nasdaq despencou 2,38%. Na Europa, o dia também foi de baixa. O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, caiu 1,13%, aos 580,84 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,33%, enquanto o CAC 40, da França, caiu 0,98%. Na Alemanha, o índice DAX perdia 1,64%. Na Ásia, o movimento também foi negativo. O índice de Xangai caiu 1,1%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 1,3%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 1,9%. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,3%, aos 53.603,65 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou uma queda mais intensa, de 3,2%, fechando em 5.460,46 pontos. Entre outras negociações relevantes do dia, os metais preciosos também registravam perdas. O ouro recuava 2,3%, sendo negociado a US$ 4.446 por onça, enquanto a prata caía 6,2%, para US$ 68 por onça. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar freepik

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos Reuters/Bruno Domingos A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova descoberta de petróleo no campo de Marlim Sul, no pré-sal da Bacia de Campos. Segundo comunicado da estatal, foi identificada a presença de petróleo "de excelente qualidade" no poço exploratório 3-BRSA-1397-RJS, localizado a 113 km da costa de Campos dos Goytacazes (RJ), em profundidade de água de 1.178 metros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "O intervalo portador de petróleo foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido. As amostras posteriormente seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área", disse a Petrobras. A Petrobras é a operadora do campo, com 100% de participação. A Bacia de Campos, no litoral entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, é uma das principais regiões produtoras de petróleo do país e, por décadas, teve papel estratégico para a Petrobras, concentrando parte relevante da produção nacional. Em novembro do ano passado, a companhia anunciou uma nova descoberta na região. O petróleo foi identificado na camada pós-sal do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, em um poço exploratório a cerca de 108 km da costa de Campos dos Goytacazes, em uma área com 734 metros de profundidade. 🔎 O pós-sal é a camada de rochas situada acima do sal, onde o petróleo está em profundidades menores e costuma ser mais fácil de extrair. Já o pré-sal fica abaixo de uma espessa camada de sal, em regiões mais profundas, concentrando grandes volumes de petróleo de alta qualidade. Petrobras faz nova descoberta de petróleo em Marlim Sul, no pré-sal da Bacia de Campos Arte/g1 Leia a nota completa da Petrobras "A Petrobras identificou a presença de petróleo de excelente qualidade no pré-sal da Bacia de Campos, em poço exploratório perfurado no campo de Marlim Sul. O poço 3-BRSA-1397-RJS está localizado a 113 km da costa na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, em profundidade d’água de 1.178 metros. O intervalo portador de petróleo foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido. As amostras posteriormente seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área. A perfuração do poço foi concluída de maneira segura, em respeito ao meio ambiente e às pessoas. A atuação da Petrobras na Bacia de Campos visa à recomposição das reservas de petróleo em áreas maduras, assegurando sustentabilidade da companhia e o atendimento à demanda nacional de energia, no período de diversificação energética. O campo de Marlim Sul foi descoberto em novembro de 1987 através do poço 4-RJS-382. A Petrobras é a operadora do campo com 100% de participação." Exploração do petróleo na camada pré-sal no Brasil completa 20 anos em 2026

Airbnb diz à CPI que retirará anúncios de apartamentos populares em SP O Airbnb, maior empresa de locação temporária de residências do mundo, disse que removerá de sua plataforma todos os anúncios de imóveis considerados moradias populares na cidade de São Paulo. A companhia afirmou que fará a remoção dos anúncios assim que a Prefeitura de São Paulo lhe enviar uma lista com os endereços destes imóveis, classificados como Habitações de Interesse Social (HIS) e Habitações de Mercado Popular (HMP). A Prefeitura disse que divulgará a lista até esta quinta-feira (26). O anúncio do Airbnb ocorreu após uma reportagem da BBC News Brasil revelar que muitos apartamentos em São Paulo classificados como HIS e HMP não estão servindo como habitação e sim como hospedagem para turistas e visitantes, em desacordo com decretos municipais que proíbem esses usos. Esses imóveis ficam em edifícios construídos com incentivos fiscais e urbanísticos que a Prefeitura concede a construtoras desde 2014 com o objetivo declarado de reduzir a falta de moradias para pessoas pobres em São Paulo. Desde 2014, prefeitura de São Paulo concede benefícios fiscais para a construção de moradias classificadas como Habitações de Interesse Social (HIS) Getty Parte destes imóveis pode ser financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, a maior política de habitação do governo federal. Desta forma, compradores podem adquirir esses imóveis com juros subsidiados pelo governo federal. Por outro lado, no caso das moradias sociais, a Prefeitura abre mão de centenas de milhões de reais em arrecadação sem conseguir garantir que os imóveis atendam o público-alvo desses programas, segundo especialistas. A locação temporária de apartamentos classificados como HIS e HMP foi proibida em São Paulo por um decreto municipal de maio de 2025, após reportagens, pesquisadores e o Ministério Público apontarem que muitos estavam sendo adquiridos por pessoas de alta renda como um investimento. Parte do grupo comprava os imóveis com o objetivo de alugá-los por curtas temporadas, lucrando com isso. CPI das HIS O anúncio do Airbnb foi feito pela diretora de Relações Institucionais da empresa, Carla Bueno Comarella, em depoimento na Câmara Municipal de São Paulo em 10 de março. Na ocasião, Comarella foi interrogada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desvios em programas de habitação em São Paulo. Questionada por que o Airbnb não remove anúncios de moradias populares, a representante da empresa disse que a companhia não sabe quais unidades anunciadas na plataforma são HIS ou HMP. "Para realizar essa fiscalização e a remoção das unidades, é preciso ter uma listagem desses imóveis", disse a diretora do Airbnb. "Se a lista for feita e a Prefeitura comunicar a empresa sobre unidades que potencialmente estejam irregulares na plataforma, o aplicativo fará a remoção desses anúncios." Segundo Comarella, "se o imóvel estiver sendo anunciado de forma irregular, não é do interesse da empresa que ele permaneça no Airbnb". Até então, o Airbnb vinha adotando uma postura diferente quanto à remoção de anúncios. Em nota enviada à BBC News Brasil em dezembro de 2025, a empresa disse que a "exclusão ou bloqueio de anúncios relativos a certos imóveis em sua plataforma, por se tratar de conteúdo de terceiro, devem ser precedidos de ordem judicial ou de ordem executiva amparada em lei". A manifestação da representante da empresa na CPI foi encarada por vereadores como uma flexibilização dessa postura. São Paulo vive uma explosão de lançamentos imobiliários Getty Lista de imóveis HIS e HMP A CPI tem cobrado a Prefeitura a elaborar a lista de unidades HIS e HMP no município há vários meses. Inicialmente, a Prefeitura dizia que a responsabilidade de conferir se as unidades anunciadas no Airbnb eram moradias populares era da própria plataforma. Em 10/3, a Prefeitura enviou um ofício à empresa solicitando a criação de mecanismos para impedir a divulgação de anúncios de moradias sociais na cidade. A BBC News Brasil questionou as empresas sobre quais providências pretendem tomar a partir do recebimento dessa lista da CPI e se vão remover os anúncios de imóveis que estejam na relação. A Booking afirmou que a lista "envolve um volume significativo de dados e que demanda um processo de análise e cruzamento de informações, realizado de forma criteriosa". "A empresa já iniciou esse trabalho internamente e está empenhada em atender à solicitação da comissão", disse a empresa. O Airbnb afirmou, por sua vez, "que recebeu um ofício com pedido de informações encaminhado pela Câmara Municipal de São Paulo e irá analisar o seu conteúdo de forma técnica, à luz das normas aplicáveis". A vereadora Silvia Ferraro afirma ainda à reportagem que, quando encerrar os trabalhos, em junho, a CPI deve apresentar à Câmara um projeto de lei com novas regras para o setor. Entre os pontos em discussão, segundo Ferraro, está a proibição da compra de unidades HIS e HMP por pessoas jurídicas, a proibição de aquisição de mais de uma unidade por pessoa e também a proibição de compras por investidores. São considerados investidores os compradores que tenham renda acima das faixas enquadradas nos programas de HIS (até três salários mínimos) e HMP (entre três e seis salários mínimos). Hoje a aquisição por investidores é permitida desde que eles não morem nas residências e se comprometam a alugá-las em contratos de longa duração para pessoas enquadradas nas faixas de HIS e HMP. Especialistas afirmam, porém, que a fiscalização não tem conseguido assegurar que esse público seja, de fato, o beneficiário dessas moradias. O debate sobre a destinação das HIS e HMP ocorre num momento em que urbanistas questionam se essas políticas têm ajudado a reduzir o déficit de habitação no município. Segundo a Fundação João Pinheiro, que realiza estudos sobre o tema, o número de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo sem moradia adequada passou de 570 mil, em 2016, para 605 mil em 2023, o último ano com dados disponíveis. A Prefeitura passou a conceder incentivos fiscais e urbanísticos para unidades HIS e HMP em 2014. Mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida? A reportagem da BBC News Brasil publicada em fevereiro também revelou possíveis caminhos para burlar o Minha Casa, Minha Vida. Identificando-se como um investidor, um repórter perguntou a uma corretora se seria possível conseguir um financiamento pelo programa registrando-o no nome da esposa, transferindo o título do imóvel para o nome dele após a quitação. A corretora indicou que sim. No entanto, essa prática, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo, pode configurar falsidade ideológica e estelionato. Em outra ocasião, um corretor disse que seria possível financiar um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida mesmo que o comprador tivesse uma renda superior às definidas pelo programa. O corretor não detalhou como. Citando a reportagem, o líder da Minoria na Câmara dos Deputados, deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), disse ter acionado o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério das Cidades "solicitando apuração sobre eventual desvio de finalidade na utilização dos imóveis subsidiados". "A denúncia levanta questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de controle e fiscalização do programa habitacional", afirmou o deputado em nota à imprensa. Um deputado da base governista, Alfredinho (PT-SP), também anunciou em suas redes sociais que acionou o Ministério das Cidades "para exigir fiscalização máxima em São Paulo" com base nos fatos descritos pela reportagem. "Não podemos aceitar que o maior projeto social do Brasil vire esquema de lucro rápido para investidor imobiliário", afirmou o deputado. Outro ponto abordado pela reportagem da BBC News Brasil foram brechas legais que permitem a imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida serem anunciados em plataformas de aluguel de curta temporada, como o Airbnb. Hoje, só beneficiários da faixa 1 do programa, que abarca famílias com renda de até R$ 2.850 mensais, têm a obrigação legal de morar nas casas financiadas e são impedidos de colocá-las para alugar por curta ou longa temporada, pelo período de cinco anos. Mas essas restrições não se aplicam às demais faixas do programa, que contemplam famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. Pelas regras federais, essas famílias são livres para anunciar imóveis adquiridos pelo Minha Casa, Minha Vida em plataformas de aluguel por curta temporada e não precisam morar neles. Na cidade de São Paulo, no entanto, as restrições municipais que se aplicam a unidades HIS e HMP acabam proibindo indiretamente a locação temporária de unidades financiadas pelo Minha Casa, Minha Vida, já que a grande maioria dos imóveis financiados pelo programa federal no município se enquadra nessas duas categorias.Mesmo assim, especialistas em habitação entrevistados pela BBC News Brasil criticaram o regulamento do Minha Casa, Minha Vida acima da faixa 1, afirmando que ele abre margem para que o programa seja desviado da finalidade de prover moradia. Para Bianca Tavolari, professora da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o regulamento deveria ser modificado para proibir a locação de curta temporada em todas as faixas. "Poderíamos achar que, quando o Minha Casa, Minha Vida se sobrepõe às restrições municipais às HIS, haveria mais controle, mas isso é só parcialmente verdade", afirma Tavolari. O tema também entrou no radar dos vereadores da CPI na Câmara Municipal de São Paulo. Vice-presidente da CPI, o vereador Nabil Bonduki (PT) diz à reportagem ter pedido à Caixa e ao Ministério das Cidades mudanças no regulamento do programa que impeçam a locação por meio de plataformas como Airbnb e Booking de imóveis acima da faixa 1. "Não deveria ser permitido o aluguel de curta temporada de nenhuma moradia subsidiada pelo governo federal", afirma Bonduki. A vereadora Silvia Ferraro, segundo informou sua assessoria, também se reuniu com os dois órgãos para debater possibilidades de mudanças no regulamento que proíbam a locação de curta temporada. Câmara Municipal de São Paulo criou uma CPI para investigar fraudes em programas de habitação no município. Divulgação/Prefeitura de São Paulo Outro pedido da vereadora foi pelo estabelecimento de uma metragem mínima para imóveis financiados pelo programa. Muitos apartamentos financiados pelo Minha Casa Minha Vida em São Paulo nos últimos anos têm entre 24 e 30 metros quadrados. Ela afirma que as dimensões desses apartamentos os tornam pouco adequados para moradia e favorecem usos alternativos, como o aluguel de curta temporada. O Ministério das Cidades é responsável pela formulação do Minha Casa, Minha Vida, enquanto a Caixa trata de sua execução. A BBC News Brasil questionou os dois órgãos se há planos de mudar o regulamento do programa para proibir a locação temporária acima da faixa 1 e estabelecer uma metragem mínima para os imóveis. A Caixa disse em nota que, nas categorias acima da faixa 1, "atua exclusivamente na condição de agente financeiro, realizando a análise e o enquadramento do beneficiário no momento da concessão do crédito, não cabendo à instituição a fiscalização posterior da utilização do imóvel". A pergunta também foi enviada ao Ministério das Cidades repetidas vezes, mas o órgão não a respondeu. Em vez disso, o órgão citou algumas regras para a participação no Minha Casa Minha Vida e disse que o perfil das pessoas beneficiadas pelo programa é "distante do perfil de investidor". Protesto contra empresas de locação temporária em Nápoli, na Itália Getty images O custo das isenções Para a pesquisadora Bianca Tavolari, a remoção de anúncios de imóveis HIS e HMP de plataformas de locação de curta temporada é positiva, mas não resolve os problemas desses programas. Tavolari coordenou a pesquisa "Panorama da Habitação de Interesse Social no Brasil", produzida pelo Cebrap e pela Fundação Tide Setubal em 2025. O estudo calculou que a Prefeitura de São Paulo deixou de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão desde que passou a conceder incentivos às construtoras para a construção de moradias populares, em 2014. O valor cobriria a operação de dois grandes hospitais públicos, como o Hospital do Servidor Público Municipal, ao longo de um ano. Segundo lei aprovada pela Câmara de São Paulo, em 2024, o hospital tem orçamento de cerca de R$ 500 milhões por ano. Entre as vantagens oferecidas às construtoras em troca da construção de moradias populares, estão isenções fiscais e a possibilidade de construir acima do limite legal de área construída em relação ao tamanho do terreno sem pagar uma taxa adicional, chamada de outorga onerosa. Para Tavolari, a Prefeitura deveria "retomar" imóveis HIS e HMP que descumpriram as regras dos programas. Segundo ela, não basta multar as construtoras que venderam esses imóveis para públicos não enquadrados. "Esses imóveis devem ser destinados a pessoas que precisam de moradia em São Paulo", afirma a pesquisadora. Tavolari diz ainda que um dos principais problemas dessa política é a falta de dados, como o número, a localização e as características dos imóveis construídos com incentivos da prefeitura. Hoje, segundo ela, a Prefeitura deixa nas mãos das construtoras várias decisões sobre os empreendimentos com moradias populares, inclusive o registro público das informações sobre essas construções. Como resultado, diz Tavolari, muitos dados não são informados de forma adequada. É por isso que a Prefeitura tem levado tanto tempo para elaborar a lista com os endereços das HIS e HMP, segundo a pesquisadora. "Do jeito que está, essa política é imonitorável e deveria ser suspensa", afirma a pesquisadora. Em nota à BBC News Brasil, a Secretaria Municipal de Habitação disse que tem intensificado a fiscalização para coibir práticas irregulares envolvendo unidades HIS e HMP e que divulgará a lista das unidades no prazo acordado com a Câmara Municipal. "A utilização dessas moradias em desacordo com a legislação pode gerar responsabilização legal, inclusive para os agentes envolvidos na intermediação ou divulgação dessas ofertas", disse o órgão. Outros urbanistas e atores políticos defendem, no entanto, que a política das HIS deve ser ajustada, mas não interrompida. O vereador Nabil Bonduki, que também é professor de Planejamento Urbano da Universidade de São Paulo, diz que, mesmo com problemas, a política tem conseguido produzir unidades HIS em regiões centrais da cidade. O que falta, segundo ele, é garantir que elas realmente cheguem ao público-alvo: "Seria muito ruim para a cidade simplesmente desmontar a política".

Contêineres de carga empilhados na Terminal Island, no porto de Los Angeles, Califórnia, EUA, em 24 de fevereiro de 2026 REUTERS/Mike Blake O conflito no Oriente Médio já impacta a economia global e reduziu as perspectivas de crescimento, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (26) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com a entidade, a guerra — que afeta o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — aumentou o risco de alta da inflação e interrompeu uma trajetória de recuperação mais forte da economia mundial. Antes da escalada do conflito com o Irã, a OCDE avaliava que o crescimento global poderia superar as expectativas, mas essa perspectiva praticamente desapareceu. A projeção agora é de desaceleração do PIB global, que deve passar de 3,3% em 2025 para 2,9% em 2026. Em 2027, a estimativa é de leve recuperação, para 3,0%. Segundo o relatório, o aumento nos preços de energia e a incerteza em torno da guerra compensam fatores positivos, como investimentos em tecnologia e condições comerciais mais favoráveis. As estimativas consideram que a pressão no mercado de energia deve diminuir gradualmente a partir de meados de 2026, com queda nos preços do petróleo, gás e fertilizantes. A projeção para 2026 foi mantida em relação à estimativa de dezembro da OCDE. No entanto, dados preliminares indicavam que o crescimento global poderia ter sido revisado para cima em cerca de 0,3 ponto percentual, caso o conflito não tivesse se intensificado — avanço que acabou anulado pelos impactos da guerra. Para o Brasil, a OCDE reduziu as projeções de crescimento em 0,2 ponto percentual para 2026 e em 0,1 ponto para 2027. A expectativa é de alta de 1,5% e 2,1% do PIB, respectivamente. A inflação também deve subir. Nos países do G20, a previsão é de que fique em 4,0% em 2026 — 1,2 ponto percentual acima do estimado anteriormente — antes de recuar para 2,7% em 2027. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Impacto nos EUA A guerra agrava um cenário já desafiador para o comércio internacional. Nos Estados Unidos, a OCDE projeta desaceleração do crescimento econômico, de 2,0% em 2026 para 1,7% em 2027. O avanço dos investimentos em inteligência artificial deve perder força diante da redução da renda real e do consumo. A inflação americana também deve ser maior que o previsto, chegando a 4,2% em 2026 — alta de 1,2 ponto percentual em relação à projeção anterior. Cenário global Na China, a previsão é de crescimento de 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, em linha com estimativas anteriores. Já na zona do euro, a OCDE revisou para baixo as projeções. O crescimento deve ser de 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027, pressionado pelos custos mais altos de energia. No Japão, a expectativa é de crescimento de 0,9% em 2026 e 2027, sem mudanças, já que o aumento no custo das importações de energia compensa o investimento das empresas. Diante do cenário, a OCDE recomendou aos bancos centrais que mantenham cautela e aos governos que adotem medidas de apoio focadas e temporárias para proteger as famílias dos impactos da inflação. LEIA TAMBÉM: Petróleo volta a atingir US$ 100 com guerra no Oriente Médio e derruba bolsas globais

O Banco Central manteve em 1,6% sua projeção oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A informação consta no relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (16). ➡️Se confirmado, o crescimento do BC projetado para o próximo ano será o menor desde 2020 (quando houve retração de 3,3% por conta da Covid-19). ➡️A autoridade monetária também elevou sua estimativa de inflação para este ano (veja mais abaixo nessa reportagem). A instituição acrescentou, porém, que o recente conflito no Oriente Médio eleva o grau de incerteza ao redor das previsões e diz que, em caso de prolongamento, seus efeitos devem ficar mais nítidos. Neste caso, a expansão do PIB neste ano pode ser menor ainda. "Embora alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar, os efeitos agregados predominantes do conflito, na economia global e na doméstica, devem ser os usuais de um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e diminuindo o crescimento [da economia]", informou o BC. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A autoridade monetária observou, ainda, que embora episódios de elevada tensão geopolítica sejam recorrentes, o novo conflito no Oriente Médio causou volatilidade, incerteza e aversão a risco nos mercados. "Os preços do petróleo, do gás e de outros produtos subiram e permaneceram instáveis desde o início do conflito. Se o trânsito pelo Estreito de Ormuz continuar interrompido por tempo prolongado, ou se o conflito ganhar contorno regional, o impacto sobre os preços e sobre a atividade econômica [global] pode ser significativo e duradouro", acrescentou o BC. Inflação em alta ➡️Com a eclosão da guerra no Oriente Médio, o Banco Central também aumentou sua estimativa de inflação deste ano, que passou de 3,5%, em dezembro do ano passado, para 3,9%. A expectativa do BC ainda está abaixo da previsão do mercado financeiro, que é de 4,17% para 2026. O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, com repercussão na inflação doméstica. "O Comitê [de Política Monetária] considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva [olhando pra frente], em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de 'commodities' [como petróleo] que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil", explicou o Banco Central. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa do BC subiu de 3,1% para 3,3%; ➡️ Para 2028, a instituição projetou uma inflação de 3,1%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎Para atingir as metas de inflação, o BC calibra o nível da taxa de juros, atualmente em 14,75% ao ano, tendo por base projeções para os próximos anos. Neste momento, o BC já está mirando na meta na meta considerando o terceiro trimestre de 2027. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Política de juros restritiva ➡️Por conta do conflito no Oriente Médio, o Banco Central informou nesta semana que a política de juros terá de se manter "contracionista" (restritiva), o que indica que o ciclo de cortes de juros pode ser mais contido (em relação ao que era estimado antes do conflito no Oriente Médio). Ao contrário do ocorrido em janeiro, quando sinalizou um corte de juros em sua reunião seguinte, o Copom evitou, desta vez, dar indicações sobre suas próximas decisões a respeito da taxa básica de juros, a Selic. "Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária [definição do juro para conter a inflação], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o Banco Central.

Irã rejeita proposta de paz dos Estados Unidos A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais nesta quinta-feira (26). O preço do petróleo subiu, enquanto bolsas ao redor do mundo registraram queda, refletindo a incerteza sobre um possível fim do conflito. 🔎 Por volta das 10h36, o barril de petróleo tipo Brent operava em alta de 4,18%, a US$ 101,33, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançava 3,92%, a US$ 93,86. Apesar de sinais de negociação, Estados Unidos e Irã não chegaram a um acordo. Na quarta-feira (25), ambos apresentaram propostas diferentes para encerrar a guerra, que completa um mês no próximo sábado (28). A Casa Branca enviou ao Irã um plano de paz com 15 pontos, incluindo a proibição de armas nucleares, limitação de mísseis, desativação de usinas de urânio e suspensão do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah. O Irã rejeitou a proposta, chamando-a de “excessiva”, e apresentou sua própria contraproposta com cinco condições, como o fim das agressões, reparação de danos e controle sobre o Estreito de Ormuz. Apesar das declarações, autoridades iranianas indicam alguma abertura para negociações, enquanto os EUA intensificam a pressão militar e diplomática na região. Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o tráfego na região praticamente parou, elevando o risco de escassez de energia e pressionando os preços. Além disso, ataques recentes a estruturas de energia, tanto por Israel quanto pelo Irã, aumentaram o temor de impactos duradouros na oferta global de petróleo e gás. Novos ataques Nesta quinta, Irã e Israel voltaram a trocar ataques. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, informou que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque aéreo em Bandar Abbas. Tangsiri era apontado como responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O Irã ainda não confirmou oficialmente a morte. Caso seja confirmada, a ação se soma à série de ataques contra autoridades iranianas de alto escalão realizados por Israel e EUA desde o início do conflito. O governo iraniano, por sua vez, acusou EUA e Israel de bombardearem a Universidade de Tecnologia de Isfahan durante a madrugada, segundo comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim, atribuído ao setor de imprensa da instituição. Bolsas globais recuam Com esse cenário, as bolsas internacionais registraram queda. Na Europa, os principais índices recuaram cerca de 1%. Na Ásia, todos os mercados fecharam em baixa: em Hong Kong, o índice caiu 1,9%, Xangai recuou 1,1% e o CSI300 perdeu 1,3%. No Japão, o Nikkei caiu 0,27%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi teve a maior baixa, de 3,22%. Nos Estados Unidos, os futuros de ações também caíam, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas. Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã Reuters

Em evento em São Paulo, Lula confirma Dario Durigan como substituto de Haddad Dario Durigan, nomeado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Ministério da Fazenda, assume o cargo sem causar surpresa no mercado. Ex-número dois da pasta, ele substitui Fernando Haddad, que deixou Brasília para disputar o governo de São Paulo. Ao menos por enquanto, a notícia foi bem recebida pelo mercado. Para especialistas ouvidos pelo g1, o principal papel de Durigan será priorizar as contas públicas em ano eleitoral e executar as diretrizes já estabelecidas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “O Durigan participou ativamente da agenda econômica desde o início. Agora, à frente do ministério, ele deve manter o legado de Haddad, principalmente na sustentação fiscal”, afirma Erich Decat, analista político. Com passagem pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo setor privado, Durigan participou de medidas de aumento de arrecadação — como o aumento de impostos —, além da articulação da reforma tributária sobre o consumo e da renegociação da dívida dos estados. Mas um novo desafio deve marcar sua gestão. Com a guerra no Oriente Médio pressionando os preços do petróleo e do diesel, ele terá a missão de evitar um novo repique da inflação que possa prejudicar a campanha de Lula por um quarto mandato no Palácio do Planalto. Manter o equilíbrio fiscal Dario Durigan, novo ministro da Fazenda, durante Trilha de Finanças do G20 em 2024 Diogo Zacarias/MF Entre os principais desafios está assegurar o cumprimento das metas e evitar ruídos que possam afetar a confiança do mercado. “A prioridade é previsibilidade. O mercado não reage bem a mudanças abruptas, então o foco precisa estar na continuidade das diretrizes fiscais e na clareza da execução”, avalia Raphael Costa, administrador de empresas e especialista em gestão empresarial do Grupo 220. “Mais do que anunciar novas medidas, o momento pede reforço do compromisso com metas já definidas, especialmente no controle de gastos. Em cenários de curto prazo, consistência costuma valer mais do que inovação.” Como o g1 já mostrou, o espaço para os gastos livres dos ministérios será apertado neste ano, o que tende a levar a bloqueios de despesas dos ministérios. 💵 Isso porque o arcabouço fiscal limita o crescimento real das despesas do governo até 2,5% ao ano. Como gastos obrigatórios crescem acima desse ritmo, o espaço para investimentos e despesas livres fica cada vez menor. Além disso, há outro desafio relevante no horizonte: o arcabouço fiscal perdeu força e há a possibilidade de uma discussão de um novo modelo a partir de 2027. Na avaliação de Decat, o modelo atual já dá sinais de esgotamento por ter sido sustentado, em grande parte, por aumento de impostos. “Esse é um dos pontos mais frágeis do legado de Haddad. O arcabouço teve duração curta e dependeu fortemente da arrecadação. Por isso, o debate eleitoral deve girar em torno de qual será o novo modelo fiscal a partir de 2027”, afirma. Segundo o analista, Durigan deve participar dessas discussões, mas sem protagonismo. “A tendência é que ele atue na linha da continuidade, sem força política para liderar esse debate ou definir o novo desenho.” Limitação política e Congresso esvaziado Apesar da experiência técnica, há dúvidas sobre o peso político de Durigan para conduzir agendas mais complexas. “Vejo o Durigan mais na linha da continuidade, mas sem muito espaço para liderar grandes reformas estruturais”, diz Decat. Esse cenário pode dificultar negociações com o Congresso, especialmente em um ambiente mais fragmentado e próximo das eleições. No curto prazo, a tramitação de pautas econômicas deve avançar lentamente. O calendário eleitoral tende a esvaziar o Congresso e reduzir o espaço para temas mais sensíveis. Entre os assuntos em andamento está a Proposta de Emendas à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho, conhecida como PEC do 6x1. A expectativa é que o debate se arraste e só ganhe força após o período eleitoral. Outro tema com baixa chance de avanço é o chamado “imposto do pecado”, que enfrenta resistência de setores econômicos e falta de consenso político. 🔎 O Imposto Seletivo (IS), criado na reforma tributária, tem como objetivo desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A cobrança deve atingir itens como cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, veículos poluentes, mineração e apostas, com previsão de entrada em vigor em 2027. Combustíveis e cenário externo A alta do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, é a situação em que o ministro será testado de fato. O governo avalia alternativas para conter o impacto nos preços. Na terça-feira (24), Durigan informou que o governo propôs um subsídio aos importadores de diesel para tentar segurar o preço nas bombas. A medida prevê o pagamento de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, sendo metade bancada pela União e metade pelos estados. Como cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, a alta internacional é rapidamente repassada às bombas e pode elevar o custo do transporte e a inflação. A redução de impostos ou novos programas de incentivo, porém, dependem de articulação com os estados, o que torna o processo mais complexo. Pressões eleitorais no horizonte Até o momento, a troca no comando da Fazenda não provocou turbulências, já que a expectativa é de continuidade. Para especialistas, o mercado entende que não há mudanças relevantes no curto prazo. Ainda assim, há cautela em relação ao futuro. A partir de 2027, caso o atual governo seja reeleito, devem ganhar força dúvidas sobre a capacidade de Durigan de liderar uma agenda mais ampla — ou até mesmo de que ele será o ministro escolhido. Outro desafio será lidar com a pressão por medidas imediatas em ano eleitoral, o que pode entrar em conflito com a responsabilidade com as contas públicas. “Historicamente, isso ocorre em diferentes ciclos e não é exclusivo de um governo. O impacto depende de como essas medidas são estruturadas”, avalia Raphael Costa. “Se houver desalinhamento com a sustentabilidade fiscal, o mercado reage rapidamente. Por outro lado, quando há equilíbrio entre a agenda econômica e as demandas sociais, os efeitos podem ser administrados. O ponto-chave é entender até que ponto decisões de curto prazo comprometem o médio e o longo prazo.” Com perfil técnico e discreto, Durigan assume a Fazenda como um nome de continuidade. No curto prazo, o desafio será manter a previsibilidade e atravessar o período eleitoral sem rupturas. Já no médio prazo, o cenário é mais incerto e dependerá tanto do ambiente político quanto das decisões que serão tomadas a partir de 2027.

Café Ben Kolde/Unsplash O Brasil é o maior produtor de café do mundo e os grãos cultivados no país abastecem não apenas o mercado externo, mas também as marcas vendidas aqui. Apesar disso, muitos dos cafés encontrados nas prateleiras dos supermercados brasileiros pertencem a empresas estrangeiras. É o caso do Café Pilão, da holandesa JDE Peet’s, gigante do setor que foi adquirida em agosto de 2025 pela norte-americana Keurig Dr Pepper. Outras marcas populares, como Melitta, 3 Corações, Café Brasileiro, Café do Ponto e Caboclo, também são controladas por empresas com capital estrangeiro. A suíça Nestlé, dona do Nescafé e do Nespresso, também atua fortemente no país. Essa participação de multinacionais no mercado é antiga e tem várias explicações. O ☕conversou com Celírio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), para entender o cenário. ENTENDA: Café bom do Brasil vai todo para fora? Afinal, café bom vai todo pra fora do Brasil? Quem são as donas das marcas de café do Brasil? Segundo a Abic, com base em dados da Nielsen, quatro empresas concentram 55,6% do mercado de café no Brasil: 3 Corações JDE Peet’s Melitta Nestlé ☕3 Corações: Líder do mercado, a empresa é uma joint-venture entre a brasileira São Miguel Holding e a israelense Strauss, com 50% de participação cada. Controla marcas como 3 Corações, Café Brasileiro, Iguaçu e Santa Clara, e tem nove fábricas no Brasil. ☕JDE Peet’s: A holandesa JDE (de Jacobs Douwe Egberts) está no Brasil desde 1998 e é dona do Café Pilão, L’OR, Café do Ponto, Café Pelé e Caboclo. Tem quatro fábricas e ocupa a segunda posição no mercado. ☕Melitta: Dona do café do mesmo nome, a Melitta é uma empresa alemã que chegou ao Brasil em 1968 como fabricante de filtros de café. Em 1980, passou a vender o café com a marca própria; hoje, tem quatro fábricas e ocupa o terceiro lugar no mercado. ☕Nestlé: A multinacional suíça está no Brasil desde 1921. Lançou o Nescafé no país nos anos 1950 e hoje lidera o mercado de cápsulas com o Nespresso. Tem uma fábrica dedicada ao café no Brasil e é quarta maior empresa do setor. ☕Camil: A empresa brasileira de alimentos tem participação significativa no mercado de café, no qual entrou em 2021. Ela detém as marcas Bom Dia, Seleto e União, com uma fábrica em Varginha (MG). Por que as multinacionais dominam o mercado de café? Segundo a Abic, a entrada das multinacionais no setor de café foi gradual. Nestlé e Melitta, por exemplo, começaram no Brasil com outros produtos antes de investir no café. Já a holandesa JDE Peet’s chegou ao Brasil no fim da década de 1990 adquirindo marcas já consolidadas, como Café do Ponto e Pilão. A multinacional israelense Strauss Group, por sua vez, entrou no país em 2000 ao comprar a Café Três Corações. Cinco anos depois, se juntou ao São Miguel Holding, do café Santa Clara, para formar o grupo 3 Corações. A presença das multinacionais coincidiu com a disseminação de grandes supermercados pelo país nas décadas de 1990 e 2000, que popularizou marcas de café antes restritas a algumas regiões. “Até então, o mercado de café era regional e caseiro”, diz o diretor da Abic. “Mas com os supermercados chegando a quase todos os estados e cidades, o café acompanhou esse movimento, tornando as marcas regionais conhecidas em outros lugares.” Com o mercado mais estruturado, as empresas estrangeiras passaram a investir no setor. “Elas são atraídas pelo grande faturamento interno, pelas vendas e pela facilidade de matéria-prima à disposição”, diz Celírio. O café vendido no Brasil é brasileiro? Sim. No caso do café torrado e moído, 100% do produto vendido no Brasil é nacional, segundo a Abic. Cerca de 22 milhões de sacas de café são destinadas ao consumo interno. As empresas compram os grãos diretamente dos produtores ou de cooperativas, buscando os grãos adequados para cada marca. Depois, o café é industrializado nas fábricas e distribuído para os pontos de venda. “As empresas precisam ter várias fontes de compra para oferecer aquele tipo de café específico que será produzido. É um mercado muito disputado”, resume Celírio. Leia também: ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Maior fornecedor de fertilizantes do Brasil, Rússia interrompe exportações de nitrato de amônio por um mês Calor deixa o café 'estressado', pode derrubar a produção brasileira e encarecer a bebida

Galinha leva 25 horas para produzir um ovo; entenda o processo A formação de um ovo passa por várias etapas e leva, em média, 25 horas. Por isso, a galinha costuma botar apenas um ovo por dia. Você sabe o que é a gema? Ela é um óvulo da ave, liberado pelo ovário. Esse é o primeiro passo na formação do ovo. Em seguida, a gema passa por um canal chamado de oviduto, onde se forma a clara. Por fim, o produto chega ao útero. Nessa etapa, ele ganha a casca de cálcio antes de ser posto. Quando a ave inicia a postura, ela ainda é jovem. Por isso, o oviduto é estreito, gerando ovos pequenos, explica a zootecnista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Bruna Belosoff. A medida que a ave cresce, o canal se dilata. Com isso, os ovos ficam maiores e passam a pesar entre 60 e 65 gramas, que é a média. Essa mudança acontece porque, no desenvolvimento da ave, os hormônios ainda não estão totalmente regulados. Processo de produção do ovo pela galinha Reprodução / Globo Rural Leia também: Como melhorar a produção de ovos e frango caipira? Veja dicas ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

Declaração do imposto de renda de 2026 começa hoje O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começou em 23 de março e se estende até 29 de maio. O programa do IR já pode ser baixado no site da Receita Federal e a declaração pré-preenchida já está disponível para os contribuintes. A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Para não cair na malha fina, é importante que o contribuinte tenha em mãos seus documentos pessoas e todos os informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja abaixo a lista de documentos necessários e outras perguntas e respostas sobre o IR 2026: Veja a lista de documentos necessários para a declaração Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. Veja a lista de documentos necessários para a declaração Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 2. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 3. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 4. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 5. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega. Ou seja, já nesta segunda-feira (23). 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. 6. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 7. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 8. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.989 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 17 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (26), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Clientes fizeram fila na frente das Lojas Americanas, no Salvador Shopping Divulgação A Americanas informou nesta quarta-feira (25) que entrou com um pedido na Justiça para encerrar seu processo de recuperação judicial. Segundo a companhia, a solicitação foi feita após o cumprimento das obrigações previstas no plano aprovado pelos credores, dentro do prazo legal de até dois anos após a homologação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O pedido inclui todas as empresas do grupo, também em recuperação judicial, e foi protocolado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Se aprovado, marcará o fim de uma etapa da maior crise da história da companhia. O caso foi desencadeado pela descoberta de um esquema de fraude que revelou um rombo bilionário e levou a um endividamento superior a R$ 50 bilhões, dos quais cerca de R$ 42 bilhões foram incluídos na recuperação judicial. (leia mais abaixo) Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O movimento ocorre após a fase mais crítica da crise financeira iniciada em 2023 e agora depende de decisão da Justiça para o encerramento formal do processo. Em outro fato relevante, a Americanas informou que vendeu a Uni.Co — empresa que detém as marcas Imaginarium e Puket — à BandUP!, declarada vencedora do processo competitivo judicial, pelo valor de R$ 152,9 milhões. Relembre o caso Americanas A varejista informou um rombo contábil bilionário em 11 de janeiro de 2023. Na ocasião, a companhia disse ter identificado “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços, inicialmente estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. Após o caso se tornar público, Sergio Rial, que estava à frente da presidência da Americanas havia apenas nove dias, deixou o comando da empresa. Ele havia assumido o posto no lugar de Miguel Gutierrez. Os investidores — pessoas físicas e institucionais — iniciaram, então, uma corrida para se desfazer das ações. O movimento derrubou os papéis da companhia em quase 80% em um único dia, e a venda continuou nos pregões seguintes. Em uma conferência após sua demissão, Rial disse que "a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço". "A questão é que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos", acrescentou. LEIA MAIS: No dia 19 de janeiro, a Americanas pediu a recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas da B3. A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março, mas o documento só foi aprovado em 19 de dezembro. A dívida total considerada no plano de recuperação superava R$ 50 bilhões, dos quais cerca de R$ 42 bilhões correspondiam a débitos concursais, sujeitos à renegociação com credores. O plano de recuperação previu, entre outros pontos, um aporte de R$ 12 bilhões dos acionistas de referência — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.

Em 2025, Lula anuncia programa que facilita crédito consignado para trabalhadores do setor privado. Ricardo Stuckert/ Presidência da República O governo elaborou proposta para conter os "juros abusivos" praticados por parte das instituições financeiras na concessão de empréstimos com desconto em folha de trabalhadores do setor privado, informou à Reuters o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo a pasta, a proposta não passará pela criação de um teto para os juros cobrados pelos bancos. Ela será levada para debate e deliberação do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado (CGCONSIG), Entre as medidas em análise, ainda pendentes de decisão final, está a possibilidade de determinar que são abusivos juros cobrados em determinado percentual acima da taxa média cobrada pelos bancos, abrindo caminho para uma vedação de cobranças que destoarem do mercado. Outra iniciativa que poderia reduzir os juros cobrados dos trabalhadores nessa modalidade é a regulamentação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para os empréstimos, o que ainda está pendente desde a criação do programa. De acordo com o MTE, as duas propostas devem ser debatidas na próxima reunião do CGCONSIG, composto por representantes do MTE, Casa Civil e Ministério da Fazenda. O encontro estava inicialmente agendado para quinta-feira desta semana, mas foi adiado e ainda não tem previsão de nova data. A iniciativa deve se integrar a outras ações em estudo no governo na área de crédito, em meio a um aumento na inadimplência no país, o que poderia provocar impactos na percepção de bem-estar das famílias em ano eleitoral. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Empréstimo consignado cresceu Lançado em março de 2025, o programa que busca estimular a concessão de crédito com desconto em folha para trabalhadores do setor privado elevou a demanda por essa modalidade de financiamento, segundo dados do Banco Central. O estoque total desse tipo de empréstimo, que estava estacionado ao redor de R$ 40 bilhões até março do ano passado, mais que dobrou em menos de um ano e alcançou R$ 83 bilhões em janeiro. Ao mesmo tempo, os juros cobrados dos trabalhadores que optam por essa modalidade apresentaram um salto, contrariando o objetivo inicial do governo de baratear o crédito. As taxas medidas subiram de 44% ao ano em março de 2025 para 57% em janeiro deste ano -- os juros médios dos empréstimos consignados de servidores públicos e aposentados do INSS ficaram em torno de 24% ao ano no período. A taxa de inadimplência dos trabalhadores privados na modalidade, que poderia pressionar os juros se estivesse em alta, caiu desde o lançamento do programa: de 7,5% em março de 2025 para 5,6% em janeiro deste ano. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ser preciso aperfeiçoar o modelo de crédito do país, prevendo a adoção de medidas ao longo de sua gestão neste ano.

Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, considerou Google (da Alphabet) e Meta responsáveis por contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio do Instagram e do YouTube, em um processo histórico sobre vício em redes sociais. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25). O júri condenou a Meta a pagar indenizações de US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e o Google, de US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O veredito abre precedente para novos processos sobre os supostos danos à saúde mental de crianças e adolescentes causados pelas redes sociais. O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que afirmou ter desenvolvido vício nas plataformas ainda menor de idade, por causa dos recursos dos aplicativos, que incentivam o uso contínuo. Ela afirma que o uso intensivo agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas. Por isso, pediu que as empresas sejam responsabilizadas. "Discordamos respeitosamente do veredicto e estamos avaliando nossas opções legais", afirmou um porta-voz da Meta à Reuters após o anúncio da decisão. Já o advogado do Google, José Castañeda, afirmou que planeja recorrer. O resultado pode influenciar milhares de casos semelhantes contra empresas de tecnologia, movidos por pais, procuradores-gerais e distritos escolares. Pelo menos metade dos adolescentes americanos usa YouTube ou Instagram diariamente, segundo o Pew Research Center. Snapchat e TikTok também eram réus no processo. Ambos fizeram um acordo com a autora antes do início do julgamento. Os termos não foram divulgados. 🎧 Episódio do podcast O Assunto explica o julgamento das big techs e a responsabilidade do algoritmo. OUÇA: Críticas crescentes Nos últimos 10 anos, as grandes empresas de tecnologia dos EUA enfrentam críticas crescentes sobre a segurança de crianças e adolescentes. O debate agora chegou aos tribunais e aos governos estaduais. O Congresso americano, porém, não aprovou uma legislação abrangente para regular as redes sociais. Pelo menos 20 estados americanos aprovaram leis no ano passado sobre o uso de redes sociais por crianças, segundo a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais (NCSL), organização apartidária que monitora legislações estaduais. As leis incluem regras sobre o uso de celulares nas escolas e exigem que usuários comprovem a idade para abrir contas em redes sociais. A NetChoice, associação apoiada por empresas como Meta e Google, tenta derrubar na Justiça as exigências de verificação de idade. LEIA MAIS: Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Outro caso sobre vício em redes sociais, movido por estados e distritos escolares contra empresas de tecnologia, deve ir a julgamento ainda neste ano em um tribunal federal em Oakland, na Califórnia. Outro julgamento estadual está previsto para começar em julho, em Los Angeles, disse Matthew Bergman, um dos advogados que lideram os casos. O caso envolverá Instagram, YouTube, TikTok e Snapchat. Em outro caso, um júri do Novo México considerou, na terça-feira, que a Meta violou a lei estadual em um processo movido pelo procurador-geral. A acusação é de que a empresa enganou usuários sobre a segurança de Facebook, Instagram e WhatsApp e permitiu exploração sexual infantil nessas plataformas.

Foto de 28 de fevereiro de 2026 mostra o prédio que abrigava o Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercado por tapumes Felipe Cordeiro/g1 Semanas após o início dos pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a investidores do conglomerado do Banco Master, pelo menos 68 mil pessoas ainda não solicitaram o resgate dos valores garantidos. O grupo reúne instituições como Banco Master, Master de Investimento e LetsBank. Segundo dados atualizados do próprio fundo, 692 mil pessoas já receberam a garantia, o que corresponde a 89% do total de credores. Em valores, R$ 39,2 bilhões já foram pagos, o que corresponde a 96% do total previsto para esses clientes. Outros 15 mil pedidos de garantia ainda estão em análise. 🔎 O FGC é uma entidade privada criada para proteger parte do dinheiro aplicado por clientes em bancos e outras instituições financeiras associadas. Quando uma dessas instituições entra em processo de liquidação — etapa que ocorre quando suas atividades são encerradas — o fundo pode devolver aos investidores os valores garantidos, respeitando os limites definidos pelas regras do sistema. Mesmo com a maior parte dos pagamentos já concluída, uma parcela dos clientes ainda não iniciou o processo para receber o dinheiro. A seguir, veja respostas para as dúvidas sobre o tema. Como saber se você tem dinheiro a receber do FGC? Como pedir o pagamento? Existe prazo para solicitar a garantia? Por que algumas pessoas ainda não pediram o resgate? Outros pagamentos do FGC Como saber se você tem dinheiro a receber do FGC? Quem quiser verificar se tem valores a receber pode fazer a consulta pelo aplicativo oficial do FGC. Após baixar o aplicativo, é preciso criar um cadastro com informações como CPF e documentos pessoais. Quando o responsável pela liquidação da instituição financeira envia ao FGC a lista de clientes com valores a receber, o fundo cruza esses dados com as informações registradas no aplicativo. Se for identificado algum valor garantido, a informação aparece diretamente na conta do usuário, que também pode iniciar por ali o pedido para receber o pagamento. Voltar ao início. Como pedir o pagamento? Se o aplicativo indicar que existe valor disponível, o próprio sistema permite iniciar o pedido de pagamento. Veja o passo a passo para reembolso pelo FGC: Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento; Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo. Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário. Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo. ⚠️ ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores. ⏳ Além disso, existe um teto de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos, considerando todas as garantias pagas pelo fundo. Voltar ao início. Existe prazo para solicitar a garantia? Mesmo nos casos em que há direito à garantia, o pedido de pagamento precisa ser feito dentro de um período determinado. Pelas regras do FGC, o investidor tem até cinco anos a partir do início dos pagamentos para solicitar o recebimento dos valores. Se a solicitação não for feita dentro desse prazo, o direito ao resgate pode expirar. Voltar ao início. Por que algumas pessoas ainda não pediram o resgate? O fato de milhares de investidores ainda não terem solicitado o pagamento pode estar ligado, em parte, à falta de informação sobre a existência desses valores. Em alguns casos, a pessoa pode não acompanhar com frequência o aplicativo do banco ou não lembrar exatamente em qual instituição fez aplicações financeiras. Com isso, acaba não percebendo que tem dinheiro a receber. Outra possibilidade é que o investidor ainda não tenha feito cadastro no aplicativo do FGC, que é o principal canal para consultar se há valores disponíveis e iniciar o pedido de pagamento. Por esse motivo, o fundo orienta que clientes criem uma conta no aplicativo e ativem as notificações, que avisam quando há atualizações sobre eventuais valores a receber. Também há situações em que o processo exige etapas adicionais. Quando o investidor já faleceu, por exemplo, o pagamento da garantia deve ser feito ao inventariante ou ao espólio. Nesses casos, o pedido não pode ser feito pelo aplicativo e precisa ser tratado diretamente com o FGC. Voltar ao início. Outros pagamentos do FGC Além dos investidores ligados ao conglomerado Master, o FGC também conduz pagamentos de garantias referentes a outras instituições financeiras. No caso do Banco Pleno, os pagamentos começaram em 23 de março. Até o momento, 74 mil pessoas já receberam os valores, o que corresponde a 49% do total de credores. O fundo já desembolsou R$ 2,5 bilhões, o equivalente a 53% do montante previsto, enquanto 27 mil pedidos ainda estão em processamento. Já em relação ao Will Bank, o FGC estima que o total de garantias a pagar chegue a R$ 6,3 bilhões. Parte dos clientes com valores de até R$ 1 mil já recebeu pagamentos antecipados pelo aplicativo da própria instituição. Voltar ao início. Fundo Garantidor de Créditos (FGC) Reprodução/LinkedIn

O que a pecuária tem a ver com o desmatamento da Amazônia? A produção de carne bovina é a principal causa do desmatamento ligado ao agronegócio, respondendo por 40% do total, de acordo com detalhes de um estudo divulgado nesta terça-feira. O Brasil, o maior exportador mundial de carne bovina e soja, está no topo da lista dos países que mais desmataram florestas para expandir a agricultura, segundo o estudo. Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, estudaram 184 commodities agrícolas em 179 países de 2001 a 2022. O estudo usou um modelo que combina dados de satélite e estatísticas agrícolas para produzir o que eles descrevem como a pesquisa global mais abrangente sobre o desmatamento ligado à agricultura até o momento. Boi com chip na Amazônia: como funciona o rastreamento para saber se a carne está livre de desmatamento Depois da carne bovina, os dados mostram que o óleo de palma é responsável por 9% do desmatamento global, a soja por 5%, o milho e o arroz por 4% cada, a mandioca por 3%, o cacau por 2% e o café e a borracha por 1% cada. Em nível nacional, seguido pela Indonésia com 9%, China e República Democrática do Congo com 6% cada, EUA com 5% e Costa do Marfim com 3%. No total, 121 milhões de hectares de floresta foram perdidos entre 2001 e 2022, resultando em emissões de 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). O estudo observou que as culturas básicas -- milho, arroz e mandioca -- juntas são responsáveis por 11% do desmatamento causado pela agricultura. É mais do que produtos de exportação como cacau, café e borracha combinados, e seu impacto está espalhado por todo o mundo, em vez de se concentrar em regiões específicas. Martin Persson, um dos pesquisadores por trás do projeto, disse que o problema vai além do comércio, indicando que a ação também é necessária nos países produtores, onde os mercados agrícolas domésticos geram uma perda significativa de florestas. Embora seja uma importante fonte de gases de efeito estufa, o desmatamento para a agricultura é responsável por apenas cerca de 5% do total de emissões de dióxido de carbono do mundo, segundo o estudo. Os pesquisadores planejam expandir o modelo para incluir os setores de mineração e energia. Saiba também: China flexibiliza regra sobre ervas daninhas na soja brasileira, e cargas devem ser liberadas ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safra Como indígenas usam financiamento do governo para montar agroflorestas

Embraer faz voo de demonstração de 'carro voador' em evento de apresentaEvção do Gripen A Embraer fez uma demonstração de voo do “carro voador” durante o evento de apresentação do caça F-39E Gripen, nesta quarta-feira (25), em Gavião Peixoto (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A cerimônia, realizada no aeródromo da Embraer, reuniu o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades para marcar a apresentação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil. A aeronave, desenvolvida pela sueca Saab, conta com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários. LEIA TAMBÉM: INTELIGÊNCIA: Como nova geração de caças supersônicos vai proteger fronteiras do Brasil F-39E GRIPEN: Primeiro caça feito no Brasil é apresentado nesta quarta na Embraer, no interior de SP FOTOS: Conheça o caça Gripen F-39E apresentado pela Embraer em evento no interior de SP Também participaram do evento a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o ministro da Defesa, José Múcio; o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas, como Micael Johansson, CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer. Durante a programação, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, apresentou o protótipo do chamado “carro voador”, que ainda depende de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a operar. Embraer faz voo de demonstração de 'carro voador' em evento de apresentação do Grippen em Gavião Peixoto (SP) Amanda Rocha/g1 Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto dos eVTOL (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) já recebeu mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de US$ 14,5 bilhões em receita. O banco já aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar a empresa em diferentes fases do desenvolvimento do eVTOL, desde 2023. A expectativa é produzir até 480 aeronaves por ano. Operação prevista para 2027 Os eVTOLs são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027. O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo. Protótipo de carro voador voa por cerca de 1 minuto, em teste no interior de São Paulo Reprodução/Eve Air Mobility A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período. A empresa também estima que a operação e venda dos eVTOLs podem gerar receita de US$ 280 bilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) até 2045. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 REVEJA VÍDEOS DA EPTV Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta Platforms está demitindo algumas centenas de funcionários em várias equipes nesta quarta-feira (25), disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters. A Reuters informou no início deste mês que a Meta planejava uma ampla rodada de demissões que poderia afetar 20% ou mais da força de trabalho. Executivos de alto escalão já haviam sinalizado esses planos a outros líderes, orientando-os a preparar cortes. A Meta tinha cerca de 79 mil funcionários em 31 de dezembro, de acordo com seu relatório anual. As demissões desta quarta-feira foram em menor escala. Segundo o site The Information, os cortes atingem a divisão Reality Labs, além de equipes de redes sociais e de recrutamento. “As equipes da Meta regularmente passam por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos. Sempre que possível, estamos buscando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. A controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram busca compensar o aumento de custos com grandes investimentos em inteligência artificial, após prever despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões em 2026. Isso inclui o aumento da remuneração de funcionários, já que a empresa gasta milhões para contratar especialistas em inteligência artificial. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Presidente Lula participa de apresentação do primeiro caça Gripen feito no Brasil O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado, na manhã desta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O presidente Lula participou do evento e 'batizou' a aeronave (assista o vídeo acima). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O Gripen, da empresa sueca Saab, é um caça equipado com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários. LEIA TAMBÉM: INTELIGÊNCIA: Como nova geração de caças supersônicos vai proteger fronteiras do Brasil F-39E GRIPEN: Primeiro caça feito no Brasil é apresentado nesta quarta na Embraer, no interior de SP CARRO VOADOR: Embraer faz voo de demonstração de protótipo em evento de apresentação do Grippen O F-39 substitui os antigos caças F-5, de origem americana, que estavam em operação há décadas. Ao todo, o Brasil prevê a aquisição de 36 aeronaves dentro do acordo firmado em 2014 com a fabricante, sendo parte delas produzidas no país. As entregas começaram em 2020, e 11 aeronaves já foram entregues até o momento. O custo total é de US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais). O modelo nacional é desenvolvido pela Embraer em parceria com a empresa sueca, e faz parte do programa de modernização da FAB, com transferência de tecnologia sueca e participação direta de engenheiros brasileiros na produção. Outros 14 caças previstos no contrato atual com a Força Aérea Brasileira seguirão esse mesmo modelo de produção. A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional. Conheça o caça Gripen f-39E apresentado pela Embraer em evento em Gavião Peixoto, SP Amanda Rocha/g1 Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal. A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia. Diversas autoridade participaram da apresentação do primeiro caça Gripen, entre elas, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; a Embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho; o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas no programa, incluindo Micael Johansson, Presidente e CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. Veja reportagem do EPTV1: Caça Gripen F-39E apresentado pela Embraer em Gavião Peixoto, SP Presidente Lula participa de evento de apresentação do caça Gripen f-39E em Gavião Peixoto, SP Amanda Rocha/g1 Durante o evento, Gomes Neto afirmou que o F-39 Gripping é mais uma demonstração da capacidade da indústria brasileira da sólida parceria entre o Brasil e a Suécia. "Com grande potencial de exportação e impacto direto no desenvolvimento econômico e social do nosso país". "É o Brasil supersônico que avança a voos cada vez mais elevados, um Brasil transforma desafios cem conquistas concretas", afirmou o coronel da aeronáutica Marcelo Damasceno. Vice-presidente Geraldo Alckmin participou de evento da apresentação do caça Gripen f-39E, em Gavião Peixoto, SP Amanda Rocha/g1 Conforme apurado pelo g1, o caça não fará voo nesta quarta-feira. De acordo com a Embraer, antes da entrega final ao cliente, a aeronave passará por testes funcionais e voos de ensaio. Concluída essa etapa, o caça se juntará às outras dez unidades já entregues ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1o GDA), na Base Aérea de Anápolis. Veja mais fotos: Pessoas assistem à apresentação do primeiro caça Gripen montado no Brasil pela Embraer e pela empresa sueca de defesa Saab, na fábrica de Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, em 25 de março de 2026 Jorge Silva/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da apresentação da primeira aeronave supersônica produzida no Brasil, o caça F-39E Gripen, da empresa Saab, no Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto (SP), nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Esse marco insere o Brasil em um seleto grupo de nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade, em um feito inédito na América Latina JEFERSON DE PAULA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO Conheça o caça: Caça F-39E Gripen Arte g1 Segundo a FAB: Fabricação do Gripen em território nacional consolida o Brasil como um polo de alta tecnologia. A transferência de tecnologia: mais de 300 engenheiros brasileiros participaram do projeto e de treinamentos na Suécia. Mais de 2 mil empregos diretos na frente de produção e 10 mil postos de trabalho LEIA TAMBÉM: TESTES: VÍDEO: Após primeiro voo no país, dois caças Gripen F-39E pousam em Gavião Peixoto para testes MÍSSIL: FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen Veja mais detalhes sobre o caça: Primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil será apresentado em Gavião Peixoto, SP Saab/Divulgação RWR - Alerta de detecção de radar: Confirma a localização dos sinais emitidos por qualquer radar no solo, no mar ou no ar que esteja buscando o Gripen; ECM - Contramedidas eletrônicas: O sistema de guerra eletrônica do Gripen confunde os radares de busca e de tiro do inimigo, seja interferindo ou saturando com múltiplos sinais “fantasmas”, evitando que o Gripen real seja marcado como alvo; MAWS - Alerta de aproximação de mísseis: Alerta sobre a aproximação de mísseis disparados contra o Gripen. Míssil BVR Meteor: Míssil além do alcance visual (BVR) de última geração, com alta energia e longo alcance, garantindo maior zona sem possibilidade de fuga e alta probabilidade de acerto contra o alvo; Datalink / Link-BR2 / Link tático: A aeronave utiliza o Link-BR2, sistema de comunicação tática criptografada desenvolvido no Brasil pela AEL Sistemas. Ele permite a troca segura de dados entre aeronaves e centros de comando e controle. Esse datalink viabiliza operações em rede, ampliando a consciência situacional compartilhada e permitindo coordenação em tempo real entre diferentes plataformas. O resultado é uma atuação mais integrada, precisa e eficiente. Além da capacidade operacional, o desenvolvimento nacional desse tipo de tecnologia contribui para o domínio de protocolos, segurança da informação e evolução contínua dos sistemas, aspectos centrais em um ambiente cada vez mais orientado por dados; Ataque Eletrônico com LADM: Supressão adicional de guerra eletrônica com uso de míssil leve, que atua como interferidor, apoiando a operação do Gripen em espaço aéreo negado com a presença de sistemas antiaéreos; Ataque Eletrônico com EAJP: O Electronic Attack Jammer Pod (EAJP) transportado pelo Gripen interfere e satura eletronicamente os sistemas antiaéreos inimigos, permitindo a sua operação em espaço aéreo contestado; CAS/GAAI - Suporte para forças em solo: Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea assistida por equipes de militares em solo por meio dos sistemas de auxílio digital a bordo como VMF, Link-16 e link de vídeo em tempo real (VDL); ISR - Inteligência, vigilância e reconhecimento: Cobertura 360 graus de sensores ativos e passivos que provém consciência situacional colaborativa no cenário tático operacional; LADM - Gerando alvos falsos: O LADM tem a capacidade de gerar alvos falsos para confundir e saturar os radares de busca e de tiro inimigos; IFF - Identificação amigo/inimigo: Identifica e confirma quais são as forças amigas e inimigas num cenário tático e operacional; Míssil WVR IRIS-T: O míssil IRIS-T, de alcance visual (WVR), é o mais avançado da sua categoria, principalmente em engajamentos fora da linha de visada da aeronave, sendo o seu emprego complementado pelo uso do HMD para que o piloto possa fazer a mira contra o alvo. Chaff/flare/despistadores: Dispositivos ativos e passivos de autoproteção para confundir mísseis guiados por radar, por infravermelho e radares de controle de fogo inimigo. Primeiro caça Gripen feito no Brasil é apresentado na Embraer em Gavião Peixoto, SP REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

INSS tem novas regras pra conceder auxílio-doença sem perícia O Ministério da Previdência Social (MPS) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ampliaram de 60 para até 90 dias o prazo máximo do auxílio por incapacidade temporária concedido sem perícia presencial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A mudança, que entra em vigor em 30 de março, vale para pedidos feitos pelo Atestmed, sistema que permite a concessão do benefício com base apenas em documentos médicos. Com a nova regra, o benefício poderá ser concedido ou negado com base nos documentos médicos e em uma análise técnica da perícia. (veja abaixo como vai funcionar) A nova regra foi viabilizada por alteração na Lei 15.265/2025 e regulamentada por portaria conjunta publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (24). A medida também atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). A ampliação do prazo deve ajudar a reduzir a fila e aliviar a pressão sobre as perícias presenciais, hoje um dos principais gargalos do INSS. Segundo o governo, a medida pode reduzir em até 10% a demanda por perícias iniciais e ajudar a diminuir a fila do INSS. A expectativa é que mais de 500 mil segurados por ano sejam atendidos sem precisar passar por avaliação presencial. O prazo do Atestmed já passou por mudanças anteriores, sempre de forma temporária. Na versão original da análise documental, criada pela Portaria Conjunta nº 38/2023, era possível receber o auxílio por até 180 dias sem necessidade de perícia presencial. Depois, mudanças na legislação previdenciária passaram a permitir que o governo ajustasse esses prazos por portaria. Com isso, o limite foi reduzido para 30 dias em junho de 2025. Em dezembro de 2025, o prazo voltou a ser ampliado temporariamente para até 60 dias, conforme a Portaria Conjunta MPS/INSS nº 83. A regra valia por 120 dias, ou seja, até abril de 2026. A partir de maio, o limite retornaria para 30 dias — cenário que agora é novamente alterado com a nova portaria. Abaixo, entenda com base nas seguintes perguntas: Como vai funcionar Prorrogação e recurso Documentação necessária O que é o Atestmed? O que é o auxílio por incapacidade temporária? Como vai funcionar Com a mudança, o benefício poderá ser concedido ou negado com base apenas nos documentos médicos enviados pelo segurado, sem necessidade imediata de perícia presencial. Nesse novo formato, a perícia terá acesso aos dados do segurado e poderá definir a data de início e o tempo de afastamento de forma diferente do indicado pelo médico, desde que justifique a decisão com base nos documentos apresentados. 👉 A avaliação também levará em conta a legislação, o histórico do segurado e referências médicas relacionadas ao problema de saúde. A perícia também poderá definir o período de afastamento mais adequado, inclusive quando essas informações não estiverem claras no atestado. Outra novidade é que o segurado poderá informar, no momento do pedido, quando os sintomas começaram e descrever a condição que o impede de trabalhar. O sistema também permite reconhecer o caráter acidentário do benefício — quando o problema de saúde está relacionado ao trabalho — por meio do chamado Nexo Técnico Previdenciário (NTP). Segundo o Ministério da Previdência, os pedidos analisados até 29 de março seguirão as regras anteriores, ainda em vigor. Já aqueles avaliados a partir de 30 de março passarão a obedecer às novas regras do Atestmed. Os benefícios já concedidos não serão alterados. Prorrogação e recurso Se o prazo concedido não for suficiente para o retorno ao trabalho, o segurado poderá solicitar a prorrogação do benefício nos 15 dias anteriores ao encerramento. Nesse caso, será necessária uma nova avaliação pericial, que pode ser presencial ou por telemedicina. A nova regra elimina a necessidade de abrir um novo pedido, mesmo que o afastamento ultrapasse os 90 dias. Já em caso de negativa, o segurado poderá apresentar recurso administrativo em até 30 dias após a decisão. Documentação necessária Para que o pedido seja analisado, os documentos médicos devem estar legíveis, sem rasuras e conter informações como: Identificação do segurado Data de emissão Tempo estimado de afastamento Diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID) Assinatura e identificação do profissional responsável, com registro no conselho de classe O INSS orienta que o segurado continue enviando documentos completos para evitar indeferimentos e garantir uma análise mais ágil. O que é o Atestmed? O Atestmed é um mecanismo criado durante a pandemia de Covid-19 para agilizar o atendimento e reduzir a fila de perícias do auxílio por incapacidade temporária. Ele permite que o INSS avalie atestados e laudos médicos enviados pela internet, sem necessidade de agendamento presencial. Para isso, o documento deve conter informações obrigatórias, como: assinatura e dados do profissional de saúde; código CID da doença; tempo estimado de afastamento. Quando esses requisitos são atendidos, o instituto pode conceder o benefício diretamente pela plataforma, evitando o deslocamento do trabalhador até o órgão. Auxílio-doença, INSS, previdência social Divulgação/INSS O que é o auxílio por incapacidade temporária? O auxílio por incapacidade temporária, antes chamado de auxílio-doença, é destinado aos trabalhadores que contribuem mensalmente para a Previdência Social e que, por problemas de saúde, ficam temporariamente incapazes de retornar às suas atividades. Mas não basta ser contribuinte para ter direito ao benefício. O INSS exige que o solicitante comprove, por meio de perícia médica, a incapacidade para seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. O trabalhador também deve ter ao menos 12 contribuições mensais pagas. Essa regra, porém, não vale para casos excepcionais, como acidentes e doenças do trabalho. O INSS também dispensa carência para trabalhadores acometidos pelas seguintes doenças: Tuberculose ativa; Hanseníase; Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental; Neoplasia maligna; Cegueira; Paralisia irreversível e incapacitante; Cardiopatia grave; Doenças de Parkinson; Espondilite anquilosante Síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada; Hepatopatia grave; Esclerose múltipla; Acidente vascular encefálico (agudo); Abdome agudo cirúrgico; INSS amplia prazo de auxílio-doença sem perícia Reprodução/TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1

Advogados abandonam defesa de Zettel, cunhado de Vorcaro, e abrem caminho para delação Os advogados que atuavam na defesa de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Master —, deixaram o caso após divergências sobre a possibilidade de um acordo de delação, segundo informações obtidas pelo blog (veja a íntegra da nota dos advogados ao final deste post). O advogado, pastor e empresário é citado em investigações relacionadas ao chamado Caso Master, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O blog apurou que ele busca fechar um acordo de colaboração premiada com investigadores. Zettel foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro. Em nota, a equipe informou que “os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram a defesa de Fabiano Zettel por motivo de foro íntimo. Os advogados apresentaram petição de substabelecimento no STF ao advogado Celso Vilardi, que seguirá com a defesa”. Segundo apurou o blog, a discordância sobre a estratégia jurídica, especialmente em relação à colaboração com as autoridades, motivou a saída dos advogados. Como Zettel é muito próximo a Vorcaro e teve participação em diversos negócios do banqueiro, uma eventual delação pode causar grande impacto nas investigações. Nota à imprensa dos antigos advogados de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Reprodução Fabiano Zettel recebeu R$ 190 mi de fundo investigado

Sony Afeela 1 (azul) e protótipo Sony Afeela (cinza) mostrados na CES 2026 divulgação / Sony Honda Mobility A Sony Honda Mobility (SHM) anunciou nesta quarta-feira (25) que vai interromper o desenvolvimento de seus primeiros carros. Entre eles estão o Afeela, que já estava em fase avançada de preparação para produção, e o Afeela 1, um modelo em estudo que serviria de base para um SUV. Os dois são totalmente elétricos e já haviam sido apresentados ao público. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A decisão está diretamente ligada ao prejuízo bilionário anunciado pela Honda. A empresa revisou seus planos para carros elétricos e cancelou três modelos que seriam produzidos nos Estados Unidos. Os veículos da linha Afeela usariam tecnologia e fábricas da Honda. A mudança de rumo ocorreu após decisões tomadas pelas matrizes da Sony e da Honda. A SHM já realizava testes iniciais de produção em uma fábrica no estado de Ohio, nos Estados Unidos. Sony Afeela 1 divulgação / Sony Honda Mobility Afeela 1 já estava pronto Com preço anunciado de US$ 89.900 nos Estados Unidos, o Afeela 1 já tinha data de lançamento confirmada. A versão de entrada, chamada Origin, estava prevista para chegar em 2027. Antes dela, em 2026, a marca planejava lançar uma opção mais sofisticada, com preço de US$ 102.900. O sedã conta com tração integral e dois motores elétricos, um em cada eixo. Cada motor entrega 245 cv (180 kW). As baterias de íon de lítio têm 91 kWh de capacidade e, segundo a SHM, permitem rodar até 482 km com uma carga. Interior do Sony Afeela 1 divulgação / Sony Honda Mobility O interior do Afeela seguia uma proposta simples e focada em tecnologia. O volante, com formato semelhante ao de um manche, era combinado com telas grandes que ocupavam quase todo o painel. O carro também teria um conjunto avançado de sensores para recursos de direção autônoma. No teto, saliências concentravam radares e câmeras responsáveis por esse sistema. Entenda o prejuízio bilionário da Honda A Honda registrou seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos. O baque nas contas vem do cancelamento de três veículos que seriam produzidos nos Estados Unidos. A empresa cancelou o desenvolvimento e lançamento de três carros elétricos planejados para produção na América do Norte: Honda 0 SUV, Honda 0 Saloon e Acura RSX. Lembrando que Acura é uma marca de luxo que pertence a Honda. A decisão faz parte de uma reavaliação da estratégia de eletrificação da empresa devido a mudanças recentes no mercado automotivo. Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário

Matt Brittin, ex-executivo do Google e novo diretor-geral da BBC. Tolga Akmen/ Pool Photo via AP A BBC nomeou o ex-executivo do Google, Matt Brittin, de 57 anos, como seu novo diretor-geral nesta quarta-feira (25). Ele substitui Tim Davie, que renunciou no ano passado após a empresa de mídia ter sido alvo de um processo de US$ 10 bilhões (R$ 52,6 bilhões) movido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente americano acusou a BBC de difamação, após a emissora editar trechos de um discurso que ele proferiu em 6 de janeiro de 2021, momentos antes de seus apoiadores invadirem o Capitólio, em um documentário exibido às vésperas das eleições de 2024 nos EUA. Entenda o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A emissora argumentou que o processo deveria ser arquivado, afirmando que a subsequente reeleição de Trump demonstrou que a suposta difamação não prejudicou sua reputação. O processo, no entanto, segue em andamento. Brittin ingressou no Google em 2007 como chefe do Reino Unido e da Irlanda, antes de ascender na hierarquia até se tornar presidente da EMEA (área que responde pelas operações da empresa na Europa, Oriente Médio e África) em 2014. Ele deixou o cargo em 2024 e assumirá a nova função a partir de 18 de maio. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Este é um momento de risco real, mas também de grande oportunidade. A BBC precisa de ritmo e energia para estar onde as histórias estão e onde o público está", disse Brittin em comunicado. "Para aproveitar o alcance, a confiança e a criatividade que temos hoje, enfrentar os desafios com coragem e prosperar como um serviço público preparado para o futuro. Estou ansioso para começar este trabalho", acrescentou. A BBC informou ainda que deve nomear um diretor-geral adjunto para auxiliar Brittin durante sua gestão, uma vez que o executivo não tem experiência editorial ou em radiodifusão. A chegada de Brittin ocorre em um momento crítico para a emissora britânica. O executivo será responsável por negociar um novo acordo de financiamento depois que a Carta Régia da BBC expirar no fim de 2027. As opções incluem manter a taxa de licenciamento paga pelas famílias que assistem à TV ou migrar para assinaturas ou financiamento por publicidade. A BBC enfrenta uma batalha para se manter relevante, já que os telespectadores — principalmente o público mais jovem — migram para serviços de streaming e outras plataformas digitais. Entenda a crise da BBC A crise de imagem na BBC foi deflagrada após a imprensa britânica publicar trechos de um dossiê crítico à emissora, elaborado pelo escritor americano Michael Prescott, que prestou consultoria à empresa pública de comunicação em 2024. O dossiê veio à tona após a emissora britânica veicular um programa sobre o presidente americano, Donald Trump, no qual foram editados trechos de um discurso de 2021 do republicano a apoiadores, momentos antes da invasão do Capitólio. Segundo Prescott, duas falas de Trump, proferidas em momentos distintos do discurso, foram juntadas na edição para sugerir que o presidente teria incentivado a invasão do Capitólio. "Nós vamos marchar até o Capitólio e eu estarei lá com vocês [...]. E nós lutaremos. Nós lutaremos à beça", diz o trecho. A edição da BBC também não incluiu um trecho em que Trump, que não aceitou a derrota eleitoral para Joe Biden, dizia a seus apoiadores que queria que eles protestassem de forma “pacífica e patriótica”. Prescott também criticou a redação em árabe da BBC, acusando-a de ter um viés anti-Israel na cobertura da guerra na Faixa de Gaza e de trabalhar com colaboradores que manifestaram visões antissemitas. Ele também afirmou que a emissora adotou uma posição militante em relação a questões de gênero, recusando-se a cobrir “qualquer história que levantasse questões difíceis”. Após a divulgação do dossiê por Prescott, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, referiu-se à BBC como “100% fake news” e a chamou de “máquina de propaganda”. O então diretor-geral da emissora, Tim Davie, e a CEO da BBC News, Deborah Turness, renunciaram a seus cargos no fim do ano passado. LEIA MAIS Por que dois diretores da BBC renunciaram ao mesmo tempo e o que isso tem a ver com Trump? *Com informações das agências de notícias Reuters e Deutsche Welle.

Alta do diesel, por causa da guerra no Irã, já provoca alta no preço dos fretes O aumento do diesel, impulsionado pela guerra no Irã, já começa a impactar o custo do transporte no Brasil — e o reflexo chega ao consumidor. Um levantamento da associação que representa o setor de transporte de cargas e logística aponta que o frete já registra alta média de cerca de 10%. Com o combustível mais caro, empresas têm repassado os custos para os clientes. O impacto já é sentido em todo o país e, em algumas regiões, pode chegar a 50%. Como o diesel representa até metade dos custos do transporte, o impacto é direto no frente. Em uma transportadora em Guarulhos, na Grande São Paulo, o valor do frete subiu 12%. A alta tem gerado reações entre os clientes. "Tivemos algumas reclamações de clientes dizendo que o preço está muito alto. Mas o mercado está volátil e tudo vem subindo", afirma Luigi Rosolen, diretor da West Cargo. A Associação Nacional de Transportes de Cargas e Logística confirma a tendência de aumento. "Em média, nós podemos dizer que o frete está sendo corrigido na ordem de 10%. Sem dúvida nenhuma, todo o frete tem que ser repassado para o seu que vai colocar na planilha de custo dele", diz Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística. O professor de economia do Insper Otto Nogami destaca que o impacto é ampliado pela forte dependência do transporte rodoviário no país. "Para se ter uma ideia, 60% do transporte de cargas é feito por caminhão", ressalta. No campo, as consequências também já são sentidas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cancelou contratos de frete por causa do aumento do combustível e analisa outros casos individualmente. A medida busca garantir o transporte de grãos e evitar prejuízos no abastecimento. Em nota, a Conab informou que as ações visam assegurar a continuidade do programa de venda em balcão, que facilita o acesso de pequenos produtores a insumos. Já a Petrobras informou que todas as refinarias estão operando com capacidade máxima e que todo o combustível produzido está sendo entregue ao mercado. A estatal afirmou ainda que antecipou as entregas de março, que estão até 15% acima do volume previamente negociado com distribuidoras, e disse que vem cumprindo todos os compromissos comerciais. Alta do diesel, por causa da guerra no Irã, já provoca aumento no preço dos fretes Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Preço do petróleo cai após sinalizações de negociação entre EUA e Irã

Entrega de chaves para um cliente Movida. Victor Otsuka/Simpar A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação que prevê um investimento bilionário da BNDESPar na Simpar, holding que controla empresas como JSL, Movida e Vamos, entre outras. 🔎A BNDESPar é o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atua investindo diretamente em empresas no mercado de capitais. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (25) em um despacho no Diário Oficial da União (DOU). O aumento de capital já havia sido anunciado pela Simpar no início deste mês. A expectativa é que a BNDESPar invista cerca de R$ 1,5 bilhão na holding e nas controladas Vamos e Movida. “Acreditamos que a proximidade do banco com os setores em que atuamos irá estimular reflexões estratégicas sobre esses segmentos em âmbito nacional e promover ainda mais benefícios para todo o ecossistema, operadores e indústrias em todo o país”, afirmou Fernando Antonio Simões, CEO da Simpar, em nota oficial. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Simpar, o aumento de capital das três empresas pode chegar a um valor combinado de até R$ 3,1 bilhões. A expectativa é que a JSP Participações, controladora da Simpar, também faça um aporte entre R$ 188 milhões e R$ 300 milhões na operação. A holding ainda destacou, em nota, que a operação está "em linha com o planejamento estratégico das companhias". Ao final das operações, a BNDESPar poderá comprar até metade (50%) das novas ações que serão emitidas. Com isso, poderá alcançar uma participação de até 10% em cada empresa. Além disso, as negociações preveem que a BNDESPar terá o direito de adquirir até 5% da transportadora do grupo, a JSL, podendo investir até R$ 112 milhões. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Paquistão se oferece para mediar conversas entre EUA e Irã Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira (25), após rumores de um possível cessar-fogo no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que trouxe alívio após dias de forte sobe e desce. 🔎 O barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 1,29% por volta das 17h30 (horário de Brasília), cotado a US$ 103,14 — ainda abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 1,23%, a US$ 91,21. Segundo as agências Reuters e AP, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos. A tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio ocorre apesar de declarações contraditórias entre os dois países. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há avanço nas negociações. Já o governo iraniano nega tratativas diretas e diz que Washington “negocia consigo mesmo”. O plano enviado teria 15 pontos e inclui medidas como limites ao programa nuclear e de mísseis do Irã, fim do apoio a grupos aliados na região, garantias de navegação no Estreito de Ormuz e possível alívio de sanções. O Paquistão se colocou como mediador e até como possível sede para negociações, com apoio também da Turquia. Ainda assim, não há confirmação oficial de encontros entre os países, e o conflito segue sem solução definida. Mesmo com o recuo recente, os preços dos combustíveis ainda refletem o impacto do conflito, que provocou um dos maiores choques energéticos dos últimos anos. O Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — segue com restrições, mantendo o risco de interrupções no fornecimento. Com a possibilidade de alívio da tensão, as bolsas europeias avançaram, com o índice STOXX 600 subindo cerca de 1,4%, enquanto os rendimentos dos títulos públicos recuaram, especialmente em países mais dependentes de energia importada, como a Itália. Mesmo assim, especialistas dizem que ainda é cedo para apostar em uma queda duradoura no preço do petróleo. O CEO da BlackRock, Larry Fink, alertou que o barril pode chegar a US$ 150 se o conflito piorar, o que poderia levar a uma recessão global. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (25) em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,2201. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasieira, encerrou em alta de 1,60%, aos 185.424 pontos. ▶️O alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã foi o principal destaque desta quarta-feira. Além do adiamento de ataques à infraestrutura iraniana, o presidente americano, Donald Trump, também alegou estar em negociações para um cessar-fogo com o regime dos aiatolás, tendo enviado uma proposta de paz ao país do Oriente Médio. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O Irã, por sua vez, negou que haja alguma negociação em andamento com os EUA. Segundo um ministro iraniano, a troca de mensagens estaria acontecendo por meio de mediadores e "não significa negociações" com o governo americano. Mais cedo, o país também rejeitou a proposta de paz enviada por Trump e ofereceu uma contraproposta As informações foram divulgadas pela rede de TV estatal iraniana Press TV. ▶️ Ainda assim, a indicação de que um acordo pode estar à vista acalmou os mercados globais de petróleo, e os preços da commodity voltaram a cair na sessão de hoje. 🔎 O barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 1,29% por volta das 17h30 (horário de Brasília), cotado a US$ 103,14 — ainda abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 1,23%, a US$ 91,21. ▶️ No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo apresentou aos estados uma alternativa para reduzir o preço do diesel, puxado pela alta do petróleo. Em vez de cortar o ICMS, a proposta prevê um subsídio a empresas que importam o combustível, com a União assumindo metade do custo. ▶️ Na política, pesquisa AtlasIntel mostra que 53,5% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45,9% aprovam a gestão. Em simulação de segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro teria 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% do presidente Lula. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,67%; Acumulado do mês: +1,68%; Acumulado do ano: -4,89%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +5,22%; Acumulado do mês: -1,78%; Acumulado do ano: +15,08%. EUA enviam proposta de paz, mas Irã rejeita Os Estados Unidos enviaram ao Irã uma proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo reportagem publicada pelo "The New York Times" na terça-feira (24). De acordo com o jornal, o plano tem 15 pontos e trata de temas como o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos. A proposta teria sido encaminhada a Teerã por meio do Paquistão. Ainda não está claro se Israel participou da elaboração do plano ou se concorda com seus termos. Também não há confirmação sobre a disposição das autoridades iranianas em aceitar a proposta. A emissora israelense Channel 12 informou ter tido acesso ao documento e afirmou que as conversas incluem a possibilidade de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações entre as partes. Nesta quarta-feira (25), no entanto, o Irã rejeitou a proposta enviada pelo governo americano, chamando-o de "excessivo e desconectado da realidade", e afirmando que Trump não ditará o fim do conflito. As informações foram divulgadas pela TV estatal iraniana Press TV. Teerã ainda ofereceu uma contraproposta e reiterou que continuará com o que chamou de "ações defensivas". Desde antes do início da guerra, os EUA defendem que o Irã limite o enriquecimento de urânio, etapa do processo nuclear que pode ser usada para produzir combustível, mas também para desenvolver armas. Washington também quer que Teerã reduza o alcance de seus mísseis, para diminuir possíveis ameaças a países aliados. Petróleo recua Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira, enquanto as bolsas globais registram alta, em meio a sinais de possível redução das tensões na guerra envolvendo o Irã. Investidores acompanham as negociações entre o país e os EUA, que alimentam expectativas de que o conflito possa perder intensidade. Com a expectativa de uma redução das tensões, o petróleo voltou a cair. O barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 1,29% por volta das 17h30 (horário de Brasília), cotado a US$ 103,14 — ainda abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 1,23%, a US$ 91,21. Declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços nas conversas com Teerã nesta semana ajudaram a reforçar esse cenário. Também contribui para esse movimento a decisão de adiar, na segunda-feira, o prazo para uma possível ação contra usinas de energia iranianas, anunciada após a reabertura do Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é uma rota marítima usada para transportar grandes volumes de petróleo e gás natural liquefeito. Por isso, qualquer mudança na situação da região costuma afetar os preços dessas commodities, que vêm registrando fortes oscilações nos últimos dias. Apesar desse movimento, o governo iraniano negou que negociações estejam em andamento, enquanto ataques no Oriente Médio continuam sendo registrados. O Paquistão, por sua vez, se ofereceu para sediar eventuais conversas entre Washington e Teerã. Ao mesmo tempo, os EUA preveem enviar pelo menos mais mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada para a região nos próximos dias. Mercados globais As bolsas ao redor do mundo registram alta nesta quarta-feira, em meio à expectativa de que a guerra entre EUA e Irã possa perder intensidade. A possibilidade de um cessar-fogo reduziu parte da tensão nos mercados, especialmente após dias de forte volatilidade nos preços do petróleo. Os três principais índices de Wall Street fecharam em alta: o Dow Jones subiu 0,66%, enquanto o S&P 500 avançou 0,54% e o Nasdaq teve ganhos de 0,77%. O possível arrefecimento do conflito trouxe alívio aos investidores. Nos últimos dias, a escalada das tensões havia pressionado os preços do petróleo, reacendendo preocupações com a inflação e com os rumos das taxas de juros definidas pelos bancos centrais. 🔎 Segundo a ferramenta CME FedWatch Tool, do CME Group, o mercado passou a esperar menos cortes de juros nos EUA. Atualmente, investidores não veem redução das taxas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) neste ano — cenário diferente do observado antes do início da guerra, quando havia expectativa de dois cortes. Na Europa, os mercados também tiveram um dia positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 1,42%, aos 585,80 pontos. Entre os principais mercados do continente, o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 1,42%. O CAC 40, da França, avançou 1,33%, enquanto o DAX, da Alemanha, teve alta de 1,41%. Na Ásia, o índice de Shanghai subiu 1,3%, enquanto o CSI 300 — que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen — avançou 1,4%. Em Hong Kong, o Hang Seng Index teve alta de 1,1%. No Japão, o Nikkei avançou 2,87%, a 53.749 pontos. Já na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,59%, encerrando o dia aos 5.642 pontos. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Em meio ao pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor, Rafael Góis, sócio e CEO da holding, se tornou um dos alvos da ‘Operação Fallax’, da Polícal (PF), que aconteceu nesta quarta-feira (25) em três estados. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também foi alvo de mandado na cidade de São Paulo. A empresa atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master, em novembro. (entenda mais abaixo) À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Formação acadêmica Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor. Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. 🔎 O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. SAIBA MAIS AQUI. Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. Envolvimento com o Banco Master A Fictor ganhou projeção no noticiário nacional no fim do ano passado, ao se envolver em um episódio rumoroso que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então. A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo. "Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Recuperação judicial Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest. As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas. A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios. O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial. ‘Operação Fallax’ A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, que investiga um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal que pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões. Além de Rafael Góis, também está entre os alvos o ex-sócio Luiz Rubini. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, além de 21 prisões preventivas e 43 mandados em três estados (SP, RJ e BA). Até o início da manhã, ao menos 13 pessoas haviam sido presas. Segundo a PF, a organização criminosa cooptava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários, viabilizando saques e transferências ilegais. Os valores eram posteriormente ocultados por meio de empresas de fachada, bens de luxo e criptoativos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas e empresas. Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin

O governo federal reabriu nesta semana uma linha de crédito para exportadores, lançada inicialmente no ano passado para combater os efeitos do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. Serão liberados R$ 15 bilhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As condições, como taxa de juros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento ainda serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Desta vez, segundo a Casa Civil da Presidência da República, o objetivo é apoiar as empresas brasileiras exportadoras afetadas pela guerra no Oriente Médio, além de alguns setores que ainda enfrentam as medidas tarifárias impostas pelos EUA. As linhas de crédito vão financiar: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva; investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia; investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos, entre outros. "O governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos. Os recursos serão fundamentais para garantir às empresas produtividade e competitividade no mercado internacional", afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como fonte para as linhas de crédito, o governo indicou o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, além de outras fontes orçamentária (sem detalhar valores). De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a linha de crédito lançada no ano passado, como reação ao tarifaço de Trump, aprovou mais de R$ 16 bilhões em crédito para as empresas afetadas. "Agora, o governo do presidente Lula vai apoiar empresas de setores que ainda sofrem com tarifas elevadas, como siderúrgico, metalúrgico e automotivo, no segmento de autopeças, assim como aqueles setores relevantes para a balança comercial brasileira, como farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos, além de outros setores importantes, impactados com a falta de fertilizantes devido aos conflitos que acontecem em outros países", disse Mercadante, do BNDES. Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros Divulgação/Cecafé

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Se o preço do petróleo atingir US$ 150 por barril, isso desencadeará uma recessão global, afirmou à BBC o CEO da gigante financeira americana BlackRock. Larry Fink, que lidera a maior gestora de ativos do mundo, disse que, se o Irã "continuar sendo uma ameaça" e os preços do petróleo permanecerem altos, isso terá "implicações profundas" para a economia global. Em uma entrevista exclusiva, ele também negou a existência de uma bolha em torno da inteligência artificial, embora tenha afirmado que a nova tecnologia está levando muitas pessoas a buscar diplomas universitários — enquanto há poucos interessados em formação técnica. A BlackRock é uma gigante do setor financeiro, com cerca de US$ 14 trilhões (aproximadamente R$ 73 trilhões) sob gestão, e está entre os maiores investidores em muitas das maiores empresas do mundo. O tamanho e a presença da BlackRock dão a Fink — um dos oito cofundadores da empresa, fundada em 1988 — uma visão privilegiada da saúde da economia global. O conflito no Oriente Médio provocou oscilações bruscas nos mercados financeiros, à medida que as pessoas tentam avaliar o que acontecerá com os custos de energia. Para Fink, ainda é cedo para determinar a escala e o desfecho final do conflito, mas ele acredita que será um de dois cenários extremos. No primeiro cenário, se o conflito for resolvido e o Irã voltar a ser um país aceito pela comunidade internacional, o preço do petróleo poderia cair para níveis inferiores aos registrados antes da guerra. Caso contrário, ele afirma que pode haver "anos com o petróleo acima de US$ 100, próximo de US$ 150", o que teria "implicações profundas para a economia" e poderia resultar em "uma recessão provavelmente drástica e acentuada". O aumento nos custos de energia levou alguns setores no Reino Unido a defender que o país deveria priorizar a produção doméstica de petróleo e gás. Na terça-feira (24/3), a associação Offshore Energies UK afirmou que, sem maior produção interna, o país corre o risco de se tornar dependente de importações "em um momento de crescente instabilidade global". Fink afirma que os países precisam ser pragmáticos em relação à sua matriz energética, utilizando todas as fontes disponíveis, mas que o fornecimento de energia barata é fundamental para impulsionar o crescimento econômico e elevar o padrão de vida. "Aumentar os preços da energia é um imposto muito regressivo. Afeta mais os pobres do que os ricos." Embora o Reino Unido já conte com fontes como energia solar, eólica e hidrocarbonetos, Fink afirma que, se o preço do petróleo subir para US$ 150 por três ou quatro anos, "muitos países passariam a migrar rapidamente para a energia solar e, possivelmente, também para a eólica". Os países não devem depender de apenas uma fonte, afirma ele. "Use o que você tem, sem dúvida, mas também avance de forma agressiva para fontes alternativas." 'Nenhuma semelhança com 2007-2008' Larry Fink concedeu uma entrevista exclusiva ao editor de negócios da BBC, Simon Jack BBC Alguns analistas têm apontado semelhanças entre o momento atual dos mercados e o período que antecedeu a crise financeira de 2007-2008. Os preços da energia estão em alta, e há quem identifique sinais de fragilidade no sistema financeiro. A própria BlackRock está entre as empresas que limitaram saques de investidores preocupados em fundos de crédito privado. Mas Larry Fink descarta qualquer possibilidade de repetição da crise financeira de 2007-2008, quando diversos bancos ao redor do mundo quebraram ou precisaram ser resgatados. Segundo ele, as instituições financeiras hoje estão mais seguras. "Não vejo nenhuma semelhança", afirmou. "Zero." Fink acrescenta que os problemas que afetam alguns fundos representam apenas uma pequena parcela do mercado, e que o investimento de instituições permanece forte. Fink também rejeita a ideia de que o aumento nos investimentos em inteligência artificial — que já somam bilhões de dólares — tenha sido exagerado. "Não acredito que tenhamos uma bolha", afirma. "Poderíamos ter um ou dois fracassos na IA? Claro, isso não é um problema." No ano passado, a BlackRock integrou um consórcio que adquiriu uma das maiores operadoras de data centers do mundo, a Aligned Data Centres, em um negócio avaliado em US$ 40 bilhões. "Eu acredito que há uma corrida pela liderança tecnológica. Se não investirmos mais, a China vencerá", disse. "É fundamental que desenvolvamos agressivamente nossas capacidades em IA." Segundo Fink, o principal obstáculo para a expansão da inteligência artificial nos Estados Unidos e na Europa é o custo da energia. Enquanto a China investe massivamente em energia solar e nuclear, na Europa "só vejo muita conversa e nenhuma ação", diz ele, enquanto nos EUA "por mais que sejamos independentes em termos energéticos, é melhor começarmos a focar na energia solar... porque precisamos de energia barata e acessível para avançar na IA". 'IA vai criar empregos para encanadores e eletricistas' No início desta semana, em sua carta anual aos acionistas, Fink afirmou que o avanço da inteligência artificial corre o risco de ampliar a desigualdade, com apenas um pequeno número de empresas e investidores se beneficiando. No entanto, em entrevista à BBC, ele enfatizou que a IA deve criar uma "quantidade enorme de empregos". Fink disse que, em sua carta, ele escreveu sobre quantos empregos seriam criados "relacionados a eletricistas, soldadores e encanadores". Em contrapartida, a demanda por alguns empregos de escritório pode diminuir à medida que a inteligência artificial evolui, o que pode levar a uma reavaliação dos tipos de funções necessárias, já que "a sociedade está mudando e evoluindo". "Colocamos muito peso sobre muitos empregos e muitas pessoas que provavelmente não deveriam ter seguido carreiras em áreas como bancos, mídia ou direito, e que talvez tivessem se destacado em trabalhos manuais. Precisamos agora reequilibrar essa abordagem", afirma. Segundo ele, nos EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, "construímos a base da educação e dissemos a todos os jovens: vão para a faculdade, vão para a faculdade, vão para a faculdade. E provavelmente exageramos". "Precisamos equilibrar isso, nos orgulhar de que uma carreira pode ser sólida nessas áreas de encanamento e eletricidade." Petróleo a US$ 150 desencadeará recessão global, diz CEO da BlackRock à BBC BBC

Azeite Royal já havia sido proibido pela Anvisa Reprodução/MAPA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de um lote de azeite de oliva extravirgem da marca Royal após a confirmação de fraude na composição do produto. A medida foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União, com base em análises laboratoriais conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo a decisão, o lote 255001 apresentou “incompatibilidade com os padrões de identidade e qualidade” exigidos para esse tipo de alimento, após a identificação da adição de outros óleos vegetais. Produto é considerado irregular De acordo com o Mapa, responsável pela análise inicial, o produto não atendia aos critérios que definem um azeite extravirgem —ategoria que pressupõe obtenção exclusivamente a partir da azeitona, sem mistura com óleos. A resolução destaca que a fraude foi confirmada por análise laboratorial oficial, o que embasou a adoção de medidas sanitárias mais rigorosas. Venda continuou mesmo após alerta Outro ponto que pesou na decisão foi a manutenção da comercialização do produto mesmo após determinação prévia de recolhimento pelas autoridades. Diante disso, a Anvisa determinou a proibição completa de: comercialização distribuição importação propaganda uso Além do recolhimento imediato do lote irregular. O que o consumidor deve fazer A orientação é que consumidores que tenham adquirido o produto não utilizem o azeite pertencente ao lote 255001. Em casos como esse, a recomendação geral é: verificar o número do lote na embalagem interromper o consumo imediatamente procurar o local de compra para orientações sobre troca ou ressarcimento Por que a fraude é preocupante O azeite extravirgem tem características químicas e nutricionais específicas, com alto teor de gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes. A adição de outros óleos vegetais não apenas descaracteriza o produto, como pode enganar o consumidor quanto à qualidade e ao valor nutricional do alimento. Além disso, a prática configura infração sanitária e violação das normas de rotulagem e identidade de alimentos no país. Fiscalização e segurança alimentar Casos de adulteração de azeite são monitorados por órgãos como a Anvisa e o Ministério da Agricultura, que realizam análises periódicas para verificar a autenticidade dos produtos disponíveis no mercado. A medida reforça a atuação conjunta dos órgãos de fiscalização na identificação de fraudes e na proteção da saúde do consumidor.

Água preta? O produtor rural Sidrônio de Almeida, de Tabuleiro do Norte (CE), encontrou um líquido preto que pode ser petróleo, em seu quintal. O achado, no entanto, foi motivo de decepção: o objetivo dele ao perfurar o solo era encontrar água. "Meus bichos não bebem óleo, bebem é água. Minha alegria era água. Tendo água é uma riqueza medonha", diz o agricultor. No município, as casas são abastecidas por uma adutora, ou seja, uma tubulação subterrânea ligada a um reservatório distante. Segundo moradores, o volume tem diminuído. Por isso, cresce a importância dos poços artesianos. Sidrônio perfurou o poço em novembro de 2024. Desde então, tenta descobrir o que é o líquido preto. "Eu fiquei triste. Até briguei com minha esposa. O dinheiro foi embora. [Ficamos] sem água e sem dinheiro", diz. O material, que ainda não foi identificado, pode ter origens petrolíferas, mas isso só deve ser afirmado após análises, aponta o engenheiro químico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). A propriedade de Sidrônio fica a cerca de 10 km de áreas onde há exploração de petróleo. Mesmo que seja petróleo, o agricultor não deve enriquecer. Isso porque o recurso pertence à União. O dono do terreno tem direito apenas a uma parte dos lucros. Para Sidnei Moreira, filho de Sidrônio, a maior preocupação é outra: que o material contamine o solo usado para plantio. Leia também: ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital

g1 em 1 Minuto: Saiba quais frutas não devem ser guardadas juntas Guardar frutas do jeito errado pode fazer com que elas amadureçam rápido demais — e acabem no lixo antes do esperado. Pequenas mudanças no armazenamento, na higienização e até na forma de organizar a fruteira ajudam a conservar melhor os alimentos no dia a dia. Para explicar como evitar esse desperdício, o g1 ouviu o pesquisador Marcos Fonseca, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e reuniu orientações práticas da instituição. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quais frutas não devem ser guardadas juntas? Frutas chamadas climatéricas, como banana e mamão, aceleram o amadurecimento uma da outra. Por isso, quando estão juntas, podem acabar estragando antes da hora. A recomendação é manter essas frutas separadas, a não ser que a ideia seja justamente acelerar o amadurecimento delas. Essa influência de uma sobre a outra ocorre porque as frutas climatéricas produzem mais etileno, um hormônio vegetal gasoso que se difunde pelo ambiente e afeta o amadurecimento das frutas. Algumas frutas climatéricas (que amadurecem depois da colheita): banana mamão maçã pera abacate manga pêssego figo kiwi Frutas não climatéricas (não amadurecem depois da colheita): morango uva cereja amora preta frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina LEIA TAMBÉM: 🍌 Você sabia? Banana tem família e até coração Como guardar na geladeira De modo geral, as frutas podem ser guardadas na geladeira, desde que fiquem em potes e separadas umas das outras. Como o frio ajuda a retardar o amadurecimento, o ideal é refrigerar apenas as frutas que já estão maduras. Se ficarem soltas na gaveta da geladeira, as frutas podem ressecar e perder o frescor. Potes fechados ajudam a evitar esse desgaste e também reduzem a influência de uma fruta sobre a outra. A parte intermediária da geladeira costuma ter uma temperatura mais equilibrada e é a mais indicada para guardar os alimentos. Uma lembrança: o abacaxi deve ir para a geladeira apenas se estiver descascado. Mamão e banana podem ir para a geladeira? Sim, especialmente quando já estão maduros. No caso do mamão, a dica é cortar a fruta em pedaços pequenos e armazenar em potes. Já a casca da banana costuma escurecer quando a fruta é refrigerada, o que faz algumas pessoas acharem que ela estragou. Mas se a parte de dentro não apresentar sinais de deterioração, a banana está conservada e pode ser consumida normalmente. 👉 Você sabe onde deve guardar cada alimento na geladeira? Teste seus conhecimentos Como organizar a fruteira? A fruteira deve ficar em um lugar bem ventilado. Isso ajuda a espalhar o etileno e a reduzir o efeito do gás nas frutas. Também é importante observar se há muitas frutas climatéricas juntas, e em que estágio de amadurecimento elas estão. Além disso, a fruteira deve ficar longe da luz solar direta, já que o calor estimula a produção de etileno e pode fazer com que as frutas amadureçam rápido demais. LEIA TAMBÉM: 🍊 Tangerina é 'mãe' da laranja e seu nome pode ser usado em vão Dicas para a compra das frutas Compre frutas e hortaliças uma ou duas vezes por semana, sempre considerando o que será consumido. Escolha frutas que não tenham a casca machucada e nem cortes. Transporte as frutas com cuidado, especialmente as mais sensíveis. Retire as frutas do saco plástico assim que chegar em casa. No caso de frutas embaladas, como morangos, verifique se alguma está com sinais de contaminação e descarte, para não prejudicar as demais. Como higienizar as frutas Deixe de molho por 10 minutos em uma solução com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária sem alvejante) diluída em 1 litro de água. Também é possível usar produtos próprios, que são vendidos em supermercados, para essa higienização. Enxague a fruta em água corrente e seque com papel toalha ou centrífuga antes de guardar. A umidade favorece o surgimento de fungos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O CEO da Nvidia, Jensen Huang, chamou atenção ao afirmar que a inteligência artificial já alcançou o nível de aprendizado humano, considerado por muitos o próximo grande passo da tecnologia. Em entrevista ao cientista da computação Lex Fridman, ele foi questionado sobre quando uma IA seria capaz de comandar uma empresa de US$ 1 bilhão e realizar ações como encontrar clientes, realizar vendas e gerenciar funcionários. "Acho que agora é a hora. Acho que alcançamos a inteligência artificial geral [AGI, na sigla em inglês]", disse o executivo, no episódio da última segunda-feira (23). "É possível. E a razão é a seguinte: você disse [uma empresa de] um bilhão, não disse para sempre". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Huang deu como exemplo o fenômeno do agente de IA OpenClaw, capaz de automatizar tarefas como gerenciar e-mails, ler contratos, enviar mensagens e controlar dispositivos inteligentes, por exemplo. "Não é impossível [imaginar] que um usuário do OpenClaw tenha conseguido criar um serviço web, um aplicativo interessante que, de repente, bilhões de pessoas usaram por 50 centavos e, então, tenha falido pouco tempo depois", comentou. O chefe da Nvidia afirmou que pessoas estão lançando agentes de IA e ganhando muito dinheiro com isso, mas disse que essas experiências não serão suficientes para criar empresas gigantes. "Não me surpreenderia se acontecesse algo nas redes sociais, alguém criasse um influenciador digital super fofo ou algum aplicativo que, do nada, se tornasse um sucesso instantâneo. Muita gente usa por alguns meses e depois some", afirmou Huang. "Agora, a probabilidade de 100 mil desses agentes criarem a Nvidia é 0%", disse. "As pessoas estão realmente preocupadas com seus empregos. Quero lembrá-las de que o propósito do seu trabalho e as ferramentas usadas para realizá-lo estão relacionados, mas não são a mesma coisa". Por que declaração é contestada Ainda que a inteligência artificial tenha avançado muito nos últimos anos, especialistas avaliam que ela ainda não alcançou todo o seu potencial. O teto, segundo eles, é a inteligência artificial geral (ou AGI), quando a tecnologia será capaz de fazer algumas atividades que parecem simples para humanos, mas que são extremamente complicadas para um robô. Os agentes de IA conseguem automatizar muitas tarefas e, por isso, têm obtido um papel maior em empresas, mas estão longe de ser uma AGI, disse ao g1 o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Álvaro Machado Dias. "É exagero dizer que [IAs] podem ou estão perto de conseguir gerir empresas grandes, mas é fato que podem torná-las muito mais produtivas e lucrativas. É nesse sentido que Jensen Huang diz que já atingimos a AGI", afirmou. A IA ainda não consegue fazer ações que parecem cotidianas, como dirigir carros por regiões não mapeadas ou comandar um robô em um local bagunçado, destacou Dias "O caráter 'geral' dessa inteligência exigiria que ela soubesse fazer coisas mais simples também", explicou. "Cada vez mais, o que nos separa da AGI não é o complexo, mas o que nos parece quase trivial". Hoje, a inteligência artificial consegue fazer tarefas específicas, como responder perguntas elaboradas ou jogar um jogo complexo. Caso alcance o nível "geral", ela poderia usar o conhecimento humano de forma abstrata. "Nós temos muita dificuldade de falar sobre essa inteligência artificial geral, porque ainda não conseguimos nem definir exatamente o que é inteligência", afirmou Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp a uma reportagem de 2024 da BBC. Segundo ela, as máquinas já superam humanos em muitas atividades, mas não necessariamente são mais inteligentes. "Ao mesmo tempo, elas são muito ruins para fazer coisas que pra gente parecem triviais, como reconhecer a face de uma pessoa, ou ser capaz de pegar um conceito que você aprendeu e levar isso para outro cenário", afirmou. A inteligência artificial geral também teria a capacidade de entender o que ainda não entende e, então, buscar formas de se aprofundar nessas lacunas. Essa capacidade permitiria às máquinas realizar tarefas que hoje são impossíveis por se basearem em ideias elaboradas por humanos.

Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Arte g1 Uma nova ferramenta de tradução online que utiliza inteligência artificial (IA) está viralizando nas redes sociais. O Kagi Translate, serviço gratuito lançado em 2024, disponibilizou recentemente uma nova função: o “LinkedIn Speak”, que traduz frases do cotidiano em textos mais formais, no estilo usado na plataforma profissional — e com um toque de deboche. Com funcionamento semelhante ao de tradutores tradicionais, a ferramenta permite converter qualquer frase para o que a empresa chama de “linguagem do LinkedIn” – ou o já conhecido “corporativês”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para testar, o g1 selecionou o português (Brasil) e, em seguida, a opção “LinkedIn Speak”. Ao digitar “fui demitida por xingar meu chefe”, a plataforma gerou a seguinte versão: “Hoje encerro meu ciclo nesta empresa. Embora tenha sido um desligamento inesperado após uma comunicação mais assertiva com a liderança, sou grata pelos aprendizados. Às vezes, o crescimento profissional exige momentos de fricção para que possamos encontrar ambientes mais alinhados com nossos valores. Aberta a novos desafios! #OpenToWork #TransiçãoDeCarreira #SoftSkills” Quem navega pelo LinkedIn provavelmente já se deparou com publicações semelhantes, em que usuários compartilham relatos detalhados ou reflexões sobre situações corriqueiras. Por mais precisas — e, em alguns casos, exageradas — que sejam as respostas, não surpreende que a ferramenta tenha ganhado popularidade nas redes. No X, por exemplo, usuários têm compartilhado versões bem-humoradas de frases traduzidas para o “corporativês”. Veja alguns exemplos: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Uso é legítimo, mas exige cuidados ⚠️ Apesar de ter alguma utilidade, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o uso desse tipo de ferramenta exige cautela. Se a intenção do usuário é séria, é fundamental revisar os textos antes da publicação, para evitar exageros, perda de autenticidade ou mensagens que não reflitam a experiência do profissional. E talvez seja o caso de usar outra plataforma de IA. Para a psicóloga e consultora em gestão de pessoas Andréa Krug, as ferramentas de IA generativa funcionam como “assistentes que vieram para ficar”, capazes de apoiar desde a elaboração de textos para o LinkedIn até a adequação da linguagem em e-mails corporativos. Segundo Krug, a IA pode ser uma aliada na comunicação, mas deve ser usada como apoio – e não como substituta da autoria. “Elas ajudam a dar o tom, mas a ideia precisa partir do ser humano. A IA existe para lapidar, não para substituir a identidade profissional”, afirma. A especialista destaca que o recurso pode contribuir para tornar mensagens mais claras, economizar tempo e até aumentar a confiança de quem enfrenta barreiras com a escrita. Ainda assim, ressalta que o conteúdo precisa passar por um filtro pessoal. O problema não está em usar a IA, mas em terceirizar a própria voz, o repertório e até a visão do profissional. A visão é compartilhada pela especialista em posicionamento profissional Juliana Novochadlo, que destaca que a tecnologia pode oferecer clareza e ajudar quem tem dificuldade para estruturar ideias – especialmente em momentos de bloqueio criativo ou forte envolvimento emocional com o tema. Ainda assim, ela alerta: “Um texto pode até ficar bonito, mas continua vazio se não refletir a trajetória e o repertório de quem assina”. Ambas apontam que o maior risco é a perda de autenticidade, algo já visível em muitos perfis. Como a IA usa padrões comuns da internet, ela tende a repetir frases e estilos parecidos. Krug lembra que isso já gerou até memes nas redes, quando usuários publicam respostas da IA sem remover instruções internas da ferramenta. “Pode até ficar bonito, mas o texto fica insosso, pasteurizado – e isso enfraquece a reputação do profissional. Mesmo longe dos casos mais extremos, é nítido quando o conteúdo não tem conexão com a vivência real de quem assina. Falta verdade, falta voz própria, e o resultado perde impacto”, afirma. O uso dessa linguagem também pode influenciar processos seletivos, especialmente em sistemas automatizados de triagem. Segundo Novochadlo, recrutadores experientes já conseguem identificar com facilidade textos gerados por IA sem revisão, o que pode levantar dúvidas sobre autenticidade e consistência das experiências relatadas. Krug acrescenta que profissionais menos experientes podem se deixar influenciar por currículos repletos de palavras-chave otimizadas, mas lembra que, na prática, o que realmente importa são evidências concretas. “O que realmente diferencia é a experiência vivida, os resultados entregues e a perspectiva individual — algo que a IA não consegue reproduzir”, afirma. 'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA Como usar sem soar artificial 🤔 As especialistas recomendam tratar a IA como apoio de edição, não como substituta da escrita. Entre as orientações, estão: Estruturar a ideia antes de pedir ajuda à ferramenta; Incluir experiências reais e ajustar o texto ao próprio tom de voz; Evitar jargões e promessas exageradas sugeridas pela IA; Revisar criticamente cada trecho antes de publicar. Um bom teste, segundo Novochadlo, é simples: "alguém que conhece você reconheceria aquele texto como seu?", questiona. Apesar do avanço das ferramentas, ambas reforçam que a responsabilidade final sempre recai sobre o autor. A inteligência artificial pode apoiar, acelerar e organizar, mas não responde pelas consequências. Quem assina o texto é quem responde por ele. Para Krug, a regra é clara: não existe inteligência artificial eficaz sem uma inteligência natural muito bem aplicada. O que diz o Linkedin 🛜 Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou que busca incentivar interações mais autênticas na plataforma. Segundo a empresa, conteúdos de maior valor são aqueles que refletem as experiências reais dos usuários. “Interações de alto valor acontecem quando as pessoas envolvidas usam suas competências reais de forma autêntica — e nossa infraestrutura é pensada para facilitar esse alinhamento”, disse a companhia, em nota. A empresa também destacou que vem aprimorando seus sistemas para reduzir a circulação de postagens repetitivas, com foco excessivo em cliques ou engajamento, e reforçar conteúdos mais relevantes no feed. LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo, funcionando como um currículo online, ferramenta de networking e plataforma de busca de empregos. Adobe Stock 'Vlog de demissão': vídeos de desligamentos viralizam, mas exigem cuidados

Declaração pré-preenchida já está disponível para contribuintes O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começou em 23 de março e se estende até 29 de maio. O programa do IR já pode ser baixado no site da Receita Federal e a declaração pré-preenchida já está disponível para os contribuintes. Quem escolhe essa modalidade — que facilita na hora da declaração, uma vez que as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação — tem prioridade para receber a restituição do Imposto de Renda. (entenda mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Neste ano, a Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. LEIA MAIS Imposto de Renda 2026: veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchida Entenda quem tem prioridade na restituição e veja outras perguntas e respostas sobre o IR 2026: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Quem tem prioridade para receber a restituição? Veja a lista de documentos necessários para a declaração Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata e já está disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega. Voltar ao índice. 2. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Voltar ao índice. 3. Veja a lista de documentos necessários para a declaração Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 4. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 5. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. 6. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 7. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 8. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.

As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores "Inglês avançado" que trava na entrevista. Conhecimento técnico que desaparece diante de uma pergunta simples. Cargos que parecem maiores no papel do que foram na prática. Essas são algumas das mentirinhas clássicas que ainda aparecem em currículos — e que recrutadores identificam com rapidez. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um levantamento da Robert Half, feito com 774 profissionais no Brasil, mostra a dimensão do problema. Para 58% dos recrutadores, inconsistências no currículo já foram motivo para eliminar candidatos ainda no início do processo. O estudo também revela quais são as distorções mais comuns — e por que elas são tão fáceis de identificar. Veja: 🤥 Habilidades técnicas exageradas: o candidato declara domínio de ferramentas ou conhecimentos que não consegue comprovar na prática; 📈 Experiência profissional inflada: cargos, projetos e responsabilidades são apresentados de forma ampliada; 🌍 Proficiência em idiomas acima do nível real: o nível informado não se confirma em uma conversa simples; 🎭 Motivos maquiados para saída de empregos anteriores: justificativas são adaptadas para soar mais positivas; 🏆 Conquistas pessoais ou profissionais inflacionadas: resultados são descritos como mais expressivos do que realmente foram. Tradutor de ‘corporativês’ viraliza ao converter textos em linguagem de LinkedIn A lógica por trás dessas práticas é clara: aumentar as chances de passar pelo filtro inicial. Na prática, porém, o efeito costuma ser o contrário. As diferenças entre discurso e experiência aparecem ao longo da seleção — e influenciam a decisão final. Apesar disso, a maior parte dos profissionais afirma agir com transparência. Para 74%, nunca houve omissão ou distorção de informações. Ainda assim, 15% admitem já ter feito ajustes no currículo, enquanto 10% chegaram a considerar essa possibilidade. A pesquisa indica que esse comportamento está mais ligado à pressão do que à intenção de enganar. Entre os principais motivos estão o receio de perder espaço em um mercado competitivo, a tentativa de se alinhar ao perfil buscado pelas empresas e o medo de que lacunas na carreira prejudiquem a avaliação. Também pesam fatores como pressão financeira, urgência por recolocação e insegurança sobre a própria trajetória. Esse conjunto de elementos leva alguns profissionais a “embelezar” a forma como apresentam suas experiências. Outro ponto que ganhou força recente é o uso de inteligência artificial na preparação de currículos e entrevistas. A tecnologia pode ajudar na organização e clareza das informações. Mas, quando usada em excesso, deixa sinais claros — e os recrutadores já sabem identificá-los. Veja os principais indícios apontados pelo estudo: 🤖 Respostas mecânicas ou padronizadas (69%): falas muito estruturadas, com pouca naturalidade; 🔍 Inconsistências entre o currículo e a fala (65%): o que está no papel não bate com o que é dito na entrevista; 🧠 Dificuldade em sustentar respostas espontâneas (51%): o candidato se perde ao sair do roteiro; 📄 Falta de profundidade ao detalhar experiências (51%): respostas genéricas, sem exemplos concretos; ⚙️ Incapacidade de explicar decisões técnicas (39%): não consegue justificar escolhas feitas em projetos ou trabalhos; 🗣️ Uso de linguagem excessivamente formal (36%): comunicação pouco natural, com termos “engessados”; ✨ Resultados “perfeitos demais” (33%): conquistas descritas sem falhas ou desafios; 📋 Respostas muito semelhantes a modelos de IA (30%): estrutura e vocabulário previsíveis; 🔄 Mudança brusca de fluidez ao entrar em detalhes (28%): discurso perde consistência quando aprofundado; ❓ Desconhecimento sobre atividades do próprio currículo (26%): dificuldade para explicar experiências que ele mesmo incluiu. Para Marcela Esteves, diretora da Robert Half, o ponto central é o equilíbrio. “Há diversos recursos para ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas nenhum deles substitui a experiência real do profissional. Como costumamos reforçar: a IA deve ser parceira, não substituta. Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso tende a aparecer rapidamente durante as entrevistas e, sem dúvida, pode prejudicar sua reputação”, conclui. Estudo revela as mentiras mais comuns no currículo — e como elas são descobertas Freepik Os empregos que mais devem crescer em 2026, segundo o ranking do LinkedIn

Cena do documentário 'Anatomia do Post', da TV Globo Divulgação Um documentário inédito retrata como o uso excessivo de celulares e redes sociais afeta crianças e adolescentes no Brasil a partir das postagens dos próprios jovens. "Anatomia do post" será exibido na TV Globo nesta quarta-feira (25), após o BBB. O filme também está disponível no Globoplay. A produção do Jornalismo da Globo acompanhou por meses famílias que lidam com dependência de internet, vício em jogos, quadros de depressão e pressão por engajamento. Uma das personagens é Manuella, de 14 anos, que virou influenciadora depois do incentivo da mãe Ethienne, que também é criadora de conteúdo. Hoje com dois milhões de seguidores no TikTok, a adolescente vive sob a exigência constante de permanecer ativa nas redes sociais. Do outro lado, está a seguidora Melissa, de 15 anos, que desenvolveu problemas de autoestima ao se comparar com Manuella e os padrões de comportamento reproduzidos na internet. O documentário também retrata os irmãos Enzo e Lucas, que tiveram o rendimento escolar afetado pelo uso excessivo de celular, e alerta para casos de tentativas de suicídio e de acesso a grupos de ódio em plataformas como Discord e Roblox. "Mostramos na prática os efeitos do uso do celular por crianças e adolescentes sem supervisão. A narrativa vai desvelando camadas cada vez mais profundas – e houve momentos das gravações que foram realmente difíceis", disse Eliane Scardovelli, diretora do documentário. "O objetivo, porém, não é demonizar a tecnologia ou as redes sociais, mas provocar uma reflexão sobre formas mais saudáveis de uso. Afinal, adolescentes são ainda mais vulneráveis aos efeitos da exposição excessiva, já que seus cérebros estão em pleno processo de formação". Cena do documentário 'Anatomia do Post', da TV Globo Divulgação

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (24) que a Petrobras visitará o país no próximo mês para discutir uma possível parceria com a Pemex, a estatal mexicana de petróleo e gás. A iniciativa vem após o governo do Brasil propor projetos conjuntos no Golfo do México. Em entrevista a jornalistas, Sheinbaum acrescentou que ainda está avaliando a oferta apresentada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O objetivo da proposta é apoiar a Pemex em empreendimentos de petróleo em águas profundas, área em que a estatal mexicana possui menos experiência. "A Petrobras se tornou altamente especializada em operações em águas profundas. Por isso, ele sugeriu que formássemos uma parceria (...) Mas ainda não decidimos", disse Sheinbaum. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Petrobras opera no Golfo por meio de uma joint venture (parceria empresarial) com a Murphy Exploration & Production. Há anos, a Pemex busca lançar grandes projetos no Golfo do México para compensar o declínio dos campos offshore mais antigos. Entre eles estão: Zama, um campo de águas rasas que está prestes a se tornar um empreendimento em águas profundas; Trion, um campo de águas ultraprofundas; e Lakach, um campo de gás natural também em águas profundas. A Petrobras enviará sua presidente, Magda Chambriard, ao México para encontros com o presidente da Pemex e membros do governo, disse a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, acrescentando que ela também se reunirá com Chambriard. Na sexta-feira, Lula afirmou ter ligado para Sheinbaum e ressaltou que “a Pemex poderia obter uma grande ajuda da Petrobras”. A Pemex mantém duas parcerias com empresas privadas na produção de petróleo em águas profundas, parte de sua estratégia para aumentar a produção. O México também busca acordos para produzir etanol a partir da cana-de-açúcar, afirmou Sheinbaum nesta terça-feira.

G1 | Loterias - Mega-Sena 2988 O sorteio do concurso 2.988 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (24), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 17 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 21 - 23 - 28 - 36 - 57 - 58 5 acertos - 24 apostas ganhadoras: R$ 58.355,02 4 acertos - 1.753 apostas ganhadoras: R$ 1.316,91 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (26). Mega-Sena, concurso 2.988 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

Volkswagen Tiguan 2026 durante apresentação em São Paulo Carlos Cereijo / g1 A Volkswagen apresentou nesta terça-feira (24) o novo Tiguan. O modelo chega às lojas em maio e teve atualizações de design, motor e equipamentos. O SUV tem porte semelhante a GWM Haval H6, BYD Song Plus, Jeep Commander e CAOA Chery Tiggo 8. O Tiguan está na sua terceira geração, tem 17 anos de história no Brasil e já vendeu mais de 65 mil unidades. O SUV, importado do México, será oferecido em versão única R-Line 350 TSI. A tração nas quatro rodas volta a ser item de série. A aposta da Volkswagen é que o modelo conquiste pelo desempenho e tecnologia, pois não há opção híbrida e o consumo de combustível é alto. Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O design é novo, mas mantém o DNA Volkswagen. O destaque na dianteira é a generosa grade e os faróis com tecnologia iQ Light e a logo da VW iluminada. As rodas têm 19 polegadas e a linha de cintura da sensação de mais agilidade para o gigante da VW. As medidas da carroceria mudaram pouco, veja ficha técnica. O Tiguan leva cinco ocupantes. Na traseira, a linha horizontal em LED proporciona uma assinatura noturna parecida com a do VW Taos. O logo da empresa se ilumina também. Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen Evolução na plataforma O modelo também incorpora um diferencial eletrônico do tipo Haldex, responsável por distribuir a força entre as rodas. Esse recurso melhora a estabilidade, adapta o carro a diferentes estilos de condução e aumenta a segurança em situações de perda de aderência. A arquitetura de suspensão mantém a configuração tradicional, com eixo dianteiro do tipo McPherson e traseiro multi-braço. Toda essa estrutura é baseada na plataforma MQB Evo, uma evolução da já conhecida base utilizada pela Volkswagen em diversos modelos. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O novo Tiguan traz avanços relevantes em tecnologias de assistência e automação. O SUV agora é capaz de entrar e sair de vagas de estacionamento de forma totalmente autônoma. Entre os assistentes de condução, o modelo conta com alerta de ponto cego, câmera 360 graus, alerta de colisão com frenagem autônoma, controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo e sistema de leitura de placas, que exibe as informações diretamente para o motorista. São 6 airbags. Segundo a VW, o Tiguan recebeu o melhor resultado da marca em testes de frenagem autônoma para pedestres e veículos. Cabine com iluminação personalizada do Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O sistema de tração integral 4Motion também foi atualizado, com novo gerenciamento de energia e um novo acoplamento traseiro. Na prática, trata-se de uma tração sob demanda: em condições normais, o carro opera com tração dianteira, acionando o eixo traseiro apenas em situações de perda de aderência ou uso fora de estrada. Faróis inteligentes Na iluminação, o destaque é o sistema IQ Light HD Matrix. São mais de 750 lumens de fluxo luminoso nos faróis, permitindo uma iluminação mais precisa e definida durante a condução noturna. O sistema possibilita o uso contínuo do farol alto sem ofuscar outros veículos, além de oferecer iluminação adaptativa avançada. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen No interior, o Tiguan estreia uma nova geração de arquitetura digital. A central multimídia tem tela de 15 polegadas — esta última prevista para o Brasil. O painel de instrumentos digital possui 10,25 polegadas, e há ainda um novo head-up display que projeta informações diretamente no para-brisa. Segundo a Volkswagen, toda a interface foi redesenhada, com telas posicionadas mais altas e integradas. Banco traseiro do Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen O modelo também conta com um assistente de voz IDA, capaz de compreender comandos em linguagem mais natural. Para personalização do ambiente interno, há o modo “Atmosfera”, que permite ajustar iluminação e som da cabine. Novo Volkswagen Tiguan 2026 Divulgação / Volkswagen Em termos de conectividade, o Tiguan oferece carregamento sem fio com refrigeração para o celular, além de entradas USB-C com potência de 45 watts. A alavanca de câmbio foi reposicionada para a coluna de direção, liberando espaço no console central. Os bancos contam com ajuste elétrico, sistema de massagem com 10 câmaras, além de ventilação e aquecimento automáticos. A Volkswagen também afirma ter melhorado a qualidade dos materiais e adotado um design interno mais limpo e ergonômico. Motor já tem história no Brasil A boa notícia é que o motor é um velho conhecido do mercado brasileiro, o que elimina surpresas em relação à manutenção e ao funcionamento no dia a dia. Por outro lado, quem esperava a presença de versões híbridas, como já acontece na Europa, não terá essa opção por enquanto. Este é o VW Tiguan mais potente já lançado; motor 2.0 turbo entrega 272 cv Divulgação / Volkswagen O motor adotado é o 2.0 turbo da família EA888, uma nova geração chamada Evo 5. Trata-se de um quatro cilindros de dois litros com turbo. Esse propulsor entrega 272 cavalos, o torque é de 35,7 kgfm e o SUV faz 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. O consumo oficial do Inmetro é de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. O Tiguan é abastecido exclusivamente com gasolina. A transmissão é automática de oito marchas da Aisin. É o mesmo câmbio de outro modelo da VW, o Atlas. O sistema de tração é integral sob demanda, o chamado AWD, que atua principalmente com tração dianteira e acopla o eixo traseiro quando necessário. As impressões de condução serão detalhadas numa próxima reportagem. Os dados completos de desempenho e consumo, segundo a Volkswagen, acompanham a ficha técnica apresentada na sequência. VW Tiguan R-LIne 350 TSI 2026 Motor a combustão: 2.0 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 272 cavalos Torque: 35,7 kgfm Tanque de combustível: 59 litros Câmbio: 8 marchas, automático Tração: Integral Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: Elétrica Freios: Discos ventilados (dianteira) e discos ventilados (traseira) Consumo gasolina: 8,9 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada) 0 a 100 km/h: 7,4 segundos Comprimento: 4,69 m Largura: 1,87 m Altura: 1,67 m Entre-eixos: 2,79 m Porta-malas: 423 litros (VDA) Peso: 1.820 kg

O Banco Central (BC) anunciou nesta terça-feira (24) novas medidas para que bancos e outras instituições financeiras possam reagir mais rapidamente contra fraudes. As medidas buscam fortalecer a segurança operacional e o gerenciamento da Conta Pagamentos Instantâneos, utilizada pelos participantes diretos do Sistema de Pagamentos Instantâneos para liquidação. 🔎 O SPI é a infraestrutura de liquidação, em tempo real. Para garantir o bom funcionamento desse sistema, os participantes diretos mantêm Conta PI no BC, cujo gerenciamento adequado é essencial para assegurar liquidações contínuas e seguras. De acordo com a autoridade monetária, as medidas não são conjunturais, ou seja, que não têm relação com o ataque hacker ao BTG ocorrida no fim de semana, no qual foram desviados R$ 100 milhões e gerou suspensão temporária das operações do PIX da instituição financeira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O BC explicou que nova etapa de aprimoramentos, anunciada hoje, aumenta "funcionalidades que ampliam a capacidade das instituições de reagir rapidamente a suspeitas de fraudes ou falhas operacionais. "O aprimoramento busca reforçar a segurança das instituições participantes, proteger os recursos mantidos no BC e fortalecer a confiança no ambiente de pagamentos instantâneos e no sistema financeiro como um todo", acrescentou a instituição. Entre os avanços propostos estão: Configuração de limite mínimo de saldo operacional: a instituição poderá definir um valor abaixo do qual sua Conta PI não aceitará a emissão de novas ordens de pagamento instantâneo. O mecanismo reduz riscos de perdas financeiras em cenários de irregularidades. Bloqueio automático da Conta PI: ao ser atingido o limite mínimo configurado, e caso o participante ative essa opção, o acesso à liquidação de ordens no SPI é temporariamente interrompido, cabendo à instituição, no momento que julgar adequado, proceder ao desbloqueio manual. Canal alternativo de consulta ao extrato da Conta PI: possibilita às instituições acompanhar a movimentação da conta mesmo quando houver indisponibilidade de acesso à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN), situação que pode ocorrer por falhas internas ou tentativas de fraude. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cumprimenta o presidente do Paraguai, Santiago Peña, com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o presidente da Argentina, Javier Milei, ao lado, no dia em que autoridades da União Europeia e do Mercosul assinaram um acordo de livre comércio, encerrando mais de 25 anos de negociações, em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026 REUTERS/Cesar Olmedo O governo brasileiro informou nesta terça-feira (24) que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2026. "Após a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março de 2026, o Brasil notificou oficialmente a Comissão Europeia em 18 de março de 2026 acerca da conclusão dos procedimentos internos de ratificação do Acordo. A União Europeia notificou o Brasil em 24 de março de 2026, cumprindo-se, assim, os requisitos para a vigência provisória do Acordo, conforme previsto em seu texto", detalhou o governo. Segundo o governo brasileiro, está em estágio avançado de tramitação o decreto de promulgação do acordo, ato final que incorpora tratados e acordos internacionais ao ordenamento jurídico do Brasil, tornando-os obrigatórios. "As pessoas físicas e jurídicas brasileiras passarão a contar com novas oportunidades concretas de acesso a um dos maiores mercados do mundo e provisão de maior quantidade e diversidade de produtos europeus no mercado brasileiro. A redução de tarifas, a eliminação de barreiras e o aumento da previsibilidade regulatória criarão condições mais favoráveis para exportações, investimentos e integração às cadeias globais de valor", diz o governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na segunda-feira (23), a Comissão Europeia informou que o acordo entraria em vigor em caráter provisório. Com isso, o pacto bilateral pode ser aplicado provisoriamente entre a União Europeia e os países do Mercosul que já concluíram seus processos internos, como o Brasil. Argentina e Uruguai também já finalizaram essa etapa, enquanto o Paraguai deve formalizar a notificação em breve. 🔍 Assinado em 17 de janeiro após mais de 25 anos de negociações, o acordo UE-Mercosul prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 Acordo enfrenta resistências Apesar de a maioria dos Estados-membros da UE ter se mostrado favorável à assinatura, o acordo ainda enfrenta resistência de alguns países, que apontam possíveis impactos sobre o setor agrícola. Depois de o bloco europeu ter confirmado a aprovação do tratado entre os Estados-membros, a ministra da agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que adotará medidas unilaterais caso o setor agrícola e pecuário do país seja colocado em risco pelo acordo comercial. Genevard citou como exemplo a recente suspensão, por um ano, da importação para a França de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente de origem sul-americana. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Já a França — que garantiu apoio de alguns países, como Polônia, Irlanda e Áustria — se opõe, principalmente por temer prejuízos ao setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Agricultores e ambientalistas também criticam o acordo. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo comercial, classificando a medida como uma “má surpresa”. Em janeiro deste ano, o Parlamento Europeu decidiu enviar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia. A decisão pode atrasar a entrada em vigor do tratado de forma oficial por vários meses. A Corte vai verificar se o texto está de acordo com as regras do bloco europeu. Se houver problemas, o acordo terá que ser revisado, o que pode gerar novos atrasos. Caso contrário, o texto segue para votação final no Parlamento.

Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou nesta terça-feira (24) que vai descontinuar o aplicativo do gerador de vídeos Sora. A informação foi revelada pelo Wall Street Journal e confirmada pelo g1. A empresa vai encerrar o Sora nas versões para consumidores e para desenvolvedores. Ela também deixará de oferecer a funcionalidade de vídeo no ChatGPT, segundo o Wall Street Journal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a decisão, a OpenAI perde ainda a promessa de investimento de US$ 1 bilhão por parte da Disney, informou a agência Reuters. A quantia tinha sido anunciada em dezembro como parte do acordo que envolvia a liberação para gerar vídeos curtos de IA com mais de 200 personagens. A transação teria duração de três anos, mas não chegou a ser formalizada pelas companhias. Vídeo criado com a inteligência artificial Sora mostra mamutes caminhando no gelo Divulgação/OpenAI O fim do Sora surpreendeu equipe da Disney, que se reuniu com integrantes da OpenAI na segunda-feira (23) para tratar de um projeto relacionado ao gerador de vídeos, informou a Reuters. A Disney informou por meio de um porta-voz que respeita "a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e redirecionar suas prioridades para outras áreas". As empresas discutem agora se existe outra possibilidade de parceria ou investimento mútuo, segundo uma fonte da Reuters. E, apesar de o destino do serviço ser discutido há algum tempo, o anúncio pegou desprevenidos até mesmo alguns funcionários da OpenAI. O blog da empresa tinha publicado na segunda um comunicado sobre padrões de segurança da ferramenta. "Estamos nos despedindo do Sora. Sabemos que essa notícia é decepcionante", disse a equipe do aplicativo em uma publicação no X. LEIA TAMBÉM: Júri dos EUA manda Meta pagar US$ 375 milhões em processo sobre exploração sexual infantil Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans Por que a OpenAI vai encerrar o Sora A OpenAI tem concentrado esforços em agentes de IA, que executam tarefas automaticamente e são mais proativos do que os assistentes, mais dependentes da interação humana. "À medida que nosso foco e a demanda por capacidade computacional aumentam, a equipe de pesquisa do Sora continua dedicada à pesquisa em simulação de mundo para avançar a robótica que ajudará as pessoas a resolver tarefas físicas do mundo real", informou a OpenAI ao g1. Os agentes de IA exigem ainda mais capacidade computacional e, por isso, a empresa precisa decidir como alocar seus recursos. O Sora foi lançado em 2024 como um modelo de inteligência artificial capaz de criar vídeos realistas a partir de textos curtos. Ele gera as gravações a partir de uma técnica conhecida como "difusão", que cria imagens a partir de pontos aleatórios. No começo do processo, o vídeo tem uma aparência de ruído estático, o efeito de TVs antigas que estão sem sinal. E, aos poucos, o visual é transformado em algo que pode ser reconhecido por um ser humano. A técnica é parecida com a usada por robôs que criam fotos a partir de descrições dos usuários. Um deles é o DALL-E, que também foi criado pela OpenAI e serviu de base para o desenvolvimento do Sora.

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento anunciaram nesta terça-feira (24) o bloqueio pequeno de R$ 1,6 bilhão, no orçamento deste ano. A informação consta no relatório de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre. Essa foi a primeira avaliação sobre o orçamento deste ano. O valor ficou bem abaixo do bloqueio estimado por analistas do mercado financeiro, que oscilava entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. ➡️A explicação é que, ao optar por um congelamento menor de gastos, o governo teve de revisar para cima sua projeção para o déficit primário em suas contas neste ano: que avançou de R$ 22,9 bilhões (quando o orçamento foi aprovado) para R$ 59,8 bilhões. ➡️Com isso, o déficit estimado para 2026 ficará próximo do limite fixado pelo arcabouço fiscal, com o abatimento de precatórios (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️Mas, ao mesmo tempo, o governo poderá executar mais despesas em um ano marcado por eleições presidenciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bloqueio de despesas A limitação de R$ 1,6 bilhão em despesas será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública. Entre os gastos livres, estão: despesas administrativas, investimentos, verbas para universidades federais, agências reguladoras, defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes e fiscalização ambiental e do trabalho escravo, entre outros. 💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser bloqueados, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros. O detalhamento de quais ministérios serão atingidos pelo bloqueio será divulgado até o fim deste mês. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF) em novembro de 2015 Ana Volpe/Agência Senado Por que os gastos foram bloqueados O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a nova regra para as contas públicas aprovada no ano passado. Pela norma: o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação. o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos. Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano. Meta fiscal em 2026 Além do limite para gastos da regra fiscal, o governo também tem de atingir a meta para as suas contas aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,4 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). ➡️Com isso, o déficit estimado de R$ 59,8 bilhões em 2026 está bem próximo do limite fixado pela regra fiscal (com abatimento de precatórios). Histórico O bloqueio de R$ 1,6 bilhão anunciado pela área econômica é menor do que o registrado em março do ano passado – no primeiro relatório de receitas e despesas do orçamento. Naquele momento, foi anunciado um bloqueio de R$ 31,3 bilhões e aumento do IOF para tentar atingir a meta fiscal. Já em 2024, o primeiro do arcabouço fiscal, foi feito um contingenciamento de R$ 2,9 bilhões. No ano anterior, 2023, ainda vigorava o chamado teto de gastos (aprovado por Temer) – pelo qual as despesas não podiam crescer acima da inflação do ano anterior. Mas foi concedido um espaço adicional de quase R$ 170 bilhões para despesas. O teto de gastos teve início em 2017. Antes disso, os bloqueios no orçamento obedeciam à lógica das metas de superávit primário – propostas pelos governos e aprovadas pelo Congresso Nacional. Para atingi-las, os governos tinham de bloquear gastos – com base nas previsões feitas no começo de cada ano para as receitas e para as despesas. Em 2020, com a pandemia da Covid-19, foi aprovado um decreto de calamidade pública e gastos extraordinários, acima de R$ 700 bilhões, foram feitos.
PL dos apps: governo propõe mínimo de R$ 10 por corrida; entenda o debate O Grupo de Trabalho formado pelo governo para discutir um projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos apresentou nesta terça-feira (24) um relatório em que sugere pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, com R$ 2,50 por km adicional em viagens acima de 4 km, além do pagamento integral por entrega agrupada. 🔎As rotas agrupadas ocorrem quando um único entregador coleta e entrega múltiplos pedidos em uma única viagem. Essa estratégia é utilizada pelas plataformas para otimizar a logística e reduzir custos, mas é um dos principais pontos de atrito entre empresas e trabalhadores. O governo defende que os entregadores recebam o valor integral por cada item entregue. O grupo é composto por representantes de entregadores, de motoristas por aplicativo e de sete ministérios do governo Lula e discutiu o texto, que tramita na Câmara, como forma de oferecer alternativas à proposta, “Eu diria para você que hoje é um dia histórico, porque pela primeira vez no Brasil os trabalhadores por aplicativo, motoristas de Uber, estão sendo enxergados e tirados da invisibilidade”, afirmou o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP). O parecer apresentado pelo grupo diz que o mínimo de R$ 10 por corrida atende a uma reivindicação da categoria e o adicional por quilômetro “aprimora a justiça remuneratória”. “Essas mentiras que levam desinformação para a sociedade, que dizem que quando estamos defendendo ganho para os motoristas estamos defendo a taxa, essas mentiras servem às plataformas. Apesar do ambiente de fake news, envenenar o debate público, nosso governo vai permanecer firme ao lado dos trabalhadores”, afirmou Boulos. Pontos de apoio e transparência Grupo de Trabalho montado pelo governo apresenta sugestões ao PL sobre os apps de entregas Luiz Felipe Barbiéri/g1 Durante a apresentação do relatório, Boulos anunciou a assinatura de duas portarias do governo relacionadas aos trabalhadores por aplicativo. Uma delas, assinada com o Banco do Brasil, prevê a instalação de cem pontos de apoio para os motoristas e entregadores por aplicativo, com banheiro, água, vestiário, área de descanso e conectividade com a internet. O investimento é estimado em R$24 milhões "Apoiar iniciativas que promovem condições dignas de trabalho, em todas as regiões do Brasil, é parte essencial da nossa atuação como conglomerado financeiro comprometido com a melhoria das condições sociais e econômicas dos territórios onde estamos presentes”, afirmou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. Uma outra portaria, segundo Boulos, vai dar mais “transparência” para o preço do delivery. “Eles [plataformas] começaram a dizer que ia explodir o custo do delivery. Com essa portaria de transparência, eles vão colocar quanto o entregador vai ganhar, quanto eles [plataformas] estão ganhando e quanto é pro restaurante. Vamos começar a desmistificar a narrativa das grandes plataformas”, afirmou. Relator não deve ceder Quem são e quanto ganham os entregadores e motoristas de app no Brasil Mart Production/Pexels Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas por aplicativo, como está previsto hoje no texto, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades. A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral. As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios. 'Taxa de agiotagem' A entrega do relatório foi marcada por críticas às plataformas de entrega. Boulos criticou o fato de parte da corrida ficar com os aplicativos, o que chamou de taxa de exploração. “Quem enche o tanque e paga a gasolina é o motorista. Quem está no risco de sofrer um acidente, é o motorista. Quem tem que trocar o pneu é o motorista. Quem trabalha é o motorista. O tempo é do motorista. E a Uber ficar com 40%, 50% de cada viagem... chamam isso de taxa de redenção. Para nós, isso é uma taxa de agiotagem, uma taxa de exploração dos trabalhadores”. Já o ministro Luiz Marinho afirmou que o parecer do GT servirá para pressionar por um texto que garanta mais direitos aos trabalhadores. "Esperamos que o parlamento escute essa voz. Esperamos que a sociedade escute essa voz e separe as mentiras das verdades”, afirmou o ministro. “É um bom ponto de partida para pressionar o Congresso para fazer uma lei que tenha garantia mínima para os trabalhadores", afirmou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026. Evan Vucci/Reuters O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (24) que o Irã fez uma grande concessão aos Estados Unidos no setor de energia. Sem dar detalhes, ele indicou que o “presente” envolve o Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo. A área está parcialmente bloqueada pelo Irã, registrou queda no fluxo de navios nas últimas semanas e tem impulsionado a disparada dos preços da commodity. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a dificuldade para escoar o petróleo, os preços dispararam no mercado internacional, chegando a US$ 120 — o maior nível desde 2022. Depois, recuaram, mas seguem acima de US$ 100, em nível ainda elevado. O cenário preocupa Trump, de olho nas eleições legislativas de novembro. (leia mais) “Eles nos deram um presente e o presente chegou hoje. Foi um presente muito grande, que vale uma quantidade enorme de dinheiro”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Não foi nuclear, foi relacionado a petróleo e gás, e foi algo muito bom que eles fizeram.” Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump reiterou que acredita que os EUA já venceram a guerra e disse que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ficou desapontado com a rapidez das ações militares. “Pete não queria que fosse resolvido”, afirmou, sem dar detalhes. Na semana passada, Hegseth disse não haver um “prazo definido” para o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada após ofensivas conjuntas. Trump acrescentou que os EUA estão em contato com “as pessoas certas” no Irã para tentar encerrar as hostilidades. Disse ainda que os iranianos demonstram forte interesse em um acordo. “Estamos em negociações neste momento”, afirmou. O republicano não deu detalhes nem sobre possíveis conversas nesta semana com enviados americanos como Steve Witkoff e Jared Kushner. Segundo ele, Witkoff e Kushner, assim como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, participam das negociações. Enquanto isso, o Paquistão afirmou estar disposto a sediar negociações entre EUA e Irã. Agências de notícias estatais do Irã negam, com base em fontes do governo, que haja diálogo em curso entre Washington e Teerã. A negativa veio após Trump anunciar uma trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética do Irã, citando “conversas muito boas” com lideranças do país. * Com informações da agência de notícias Reuters

É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Circula nas redes socias uma foto que supostamente mostraria preços exorbitantes de combustíveis em um posto de gasolina de São Félix do Xingu, no Pará, após a guerra no Irã. É #FAKE. g1 🛑 Como são os posts? Publicados desde 12 de março no X, Facebook e Instagram, eles exibem uma foto de uma placa de preços em um posto de gasolina, na qual se lê "Petro Posto Xingu VI". Ao lado esquerdo, ao fundo, há um homem de boné apoiado em uma caminhonete. Uma das versões leva uma tarja com este texto: "Guerra no Oriente Médio pressiona preço dos combustíveis no Brasil. Imagem de São Félix do Xingu". Já outros posts usam a mesma foto, mas sem a faixa de texto. Uma das legendas diz: "Tava ruim, parece que piorou 😂". Os valores exibidos são estes: Gasolina: R$ 12,85 Gasolina aditivada: R$ 13,10 Diesel S500: R$ 15,25 Diesel S10: R$ 15,89 Etanol: R$ 10,99 ⚠️ Por que o post é mentiroso? Os números exibidos nos posts estão incorretos. Ao Fato ou Fake, o gerente Edivaldo Saraiva desmentiu as alegações e apontou que uma foto real do posto foi editada para que os preços ficassem maiores: "Alguém passou, tirou uma foto da nossa placa de preço. A pessoa adulterou, fez essa montagem". Ele também comentou que o homem que aparece na imagem é um dos clientes do estabelecimento. Além disso, a unidade mencionada nos posts não fica em São Félix do Xingu, mas na cidade de Tucumã, também no Pará. A rede de postos também se pronunciou em 12 de março no Instagram para esclarecer as publicações: "Esclarecemos que se trata de uma montagem, que não correspondem aos preços reais praticados em nossas unidades. Infelizmente esse tipo de ato pode gerar desinformação e prejudicar a imagem de quem trabalha seriamente todos os dias", diz o responsável pelas mídias do posto. Segundo Edivaldo, apesar de os preços serem falsos, os combustíveis sofreram um aumento gradual desde o início da guerra. "As distribuidoras estão passando muito reajuste para a gente", explicou. Ao Fato ou Fake, ele enviou uma foto da placa com os valores de 20 de fevereiro, oito dias antes do início da guerra, e desta segunda-feira (23). Veja a comparação: Foto dos preços em 20 de fevereiro (à esquerda) e a placa com os valores em 23 de março (à direita). Reprodução A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz levaram ao aumento do preço dos combustíveis no Brasil. Entre 8 e 14 de março, o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. Veja o preço médio de diesel, gasolina e etanol nos postos do Brasil, segundo levantamento da ANP de sexta-feira (20): ▶️Diesel: o maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79. ▶️ Gasolina: teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49. ▶️ Etanol: teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86.preço médio subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26 O Fato ou Fake submeteu a imagem sem tarja ao SynthID. Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. A ferramenta apontou que o conteúdo "não foi feito com a IA do Google". Depois, o Fato ou Fake repetiu o processo, mas dessa vez usando um recorte da versão com tarja, mantendo apenas a imagem do posto com a placa de preços. Nesse caso, a análise foi esta: "SynthID detectado em todo ou em parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Alta" (veja abaixo). Por fim, o Fato ou Fake pediu que o Google Gemini analisasse se existe alguma manipulação por inteligência artificial na imagem. O resultado apontou: "Se observar bem os números, eles parecem ter uma nitidez diferente do resto da placa, o que é um sinal comum de edição de imagem (Photoshop ou aplicações semelhantes) para alterar os valores originais". Resultado da análise do SynthID. Reprodução SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução Uma trégua entre Estados Unidos e Irã? É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo federal propôs uma nova subvenção aos importadores de diesel. Desta vez, a ajuda financeira ao setor seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado, até o fim de maio. De acordo com Durigan, R$ 0,60 será coberto pelos estados e R$ 0,60 pela União. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda No formato discutido agora, os estados não precisariam dessa forma zerar o ICMS. A medida proposta difere um pouco da sugerida na semana passada, pela qual os estados zerariam o ICMS sobre o diesel. "Em vez de falar em retirada de ICMS, nós vamos ambos, União e Estados, trabalhar na linha de subvenção aos importadores de diesel. Importadores de diesel vão ter uma espécie de controle junto à União na litragem importada, no valor do ICMS, de R$ 1,20 por litro, sendo que R$ 0,60 será pago pelos estados e R$ 0,60 pela União", disse o ministro Durigan. Essa é mais uma iniciativa do governo para tentar conter a escalada do preço do diesel, em alta por conta da guerra no Oriente Médio. Miriam Leitão: Importadores de diesel freiam compras externas Segundo o ministro Dario Durigan, a proposta feita nesta terça-feira, se aceita, será uma medida adicional ao que já tinha sido anunciado pelo governo federal, a isenção do PIS/Cofins e da subvenção de R$ 0,32 por litro concedida pela União. "O que nós estamos discutindo agora, frente a uma situação, um cenário de ainda muita volatilidade e de algum risco, em especial para abastecimento, é dar um passo a mais. E esse passo a mais em conjunto, dividindo esforços [com os estados]", disse o ministro da Fazenda. A expectativa é de que a resposta dos estados seja dada em reunião presencial do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na próxima sexta-feira (27).

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu nesta terça-feira (24) o processo de análise da atuação do Banco Central (BC) no processo de decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master até a conclusão de outras investigações em curso relacionados ao caso. “Entendo que a apreciação imediata do relatório de inspeção e do mérito da representação, neste momento processual, não se afigura a medida mais adequada, sob pena de o julgamento ocorrer com grau de completude inferior ao desejável, quando há perspectiva concreta de superveniência de elementos oficiais aptos a qualificar o juízo definitivo”, afirmou o ministro, em despacho nesta terça. Antes de elaborar seu relatório final, que será submetido ao plenário da Corte, o ministro solicitou acesso a informações de diferentes frentes de apuração. Entre essas informações estão a sindicância instaurada no Banco Central, o processo administrativo conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Veja os vídeos que estão em alta no g1 No despacho, o ministro também determina que a secretária-geral de controle externo do TCU instaure procedimento preparatório de reavaliação do grau de sigilo dos autos. Para isso, os técnicos deverão pedir que o Banco Central sinalize quais documentos devem permanecer em sigilo por conter informações sensíveis. Como mostrou o g1, o parecer final da área técnica do TCU apontou que não houve “impropriedades, omissões ou negligências” por parte do Banco Central (BC) na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master. No documento, os técnicos afirmam que a intervenção no banco de Daniel Vorcaro foi uma “medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada". A conclusão dos técnicos afasta a hipótese levantada pelo ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus, de que haveria indícios de precipitação na decretação da liquidação. Jhonatan de Jesus, ministro do TCU, restringe acesso do Banco Central ao processo do Master Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o caso Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público. No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória. No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master. Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalhos. Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições. No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU. O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos. O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC. O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.

Meta sofre derrota em processo sobre exploração sexual infantil Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, concluiu nesta terça-feira (24) que a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, violou a lei de proteção ao consumidor do estado e ordenou que a empresa pague US$ 375 milhões em penalidades civis. A ação foi movida pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança de suas plataformas e de permitir a exploração sexual infantil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão encerra um julgamento de seis semanas e marca a primeira manifestação de um júri sobre essas acusações contra a empresa. A Meta também é dona do Facebook e enfrenta questionamentos mais amplos sobre o impacto de suas plataformas na saúde mental dos jovens. O procurador-geral Raúl Torrez, democrata, afirmou no processo que a empresa permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade e os conectassem a vítimas. Segundo ele, isso muitas vezes resultou em abusos no mundo real e tráfico de pessoas. A Meta negou as acusações, afirmando que possui amplas medidas de proteção para usuários mais jovens. Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas Questionamentos na Justiça Outro julgamento na Califórnia avalia se Meta e YouTube devem ser responsabilizados por causar deliberadamente dependência em crianças. O caso é visto como um teste importante para o futuro de centenas de ações semelhantes em andamento nos EUA. Nos últimos anos, a Meta tem enfrentado crescente escrutínio sobre a segurança de crianças e adolescentes. Parte dessa pressão ganhou força após depoimentos de uma denunciante ao Congresso, em 2021. Ela afirmou que a empresa sabia dos potenciais danos de seus produtos, mas se recusou a agir. Separadamente, a Meta enfrenta milhares de processos. As ações acusam a empresa — e outras redes sociais — de projetar seus produtos para viciar jovens, contribuindo para uma crise de saúde mental em todo o país. Alguns desses casos, apresentados em tribunais estaduais e federais, pedem indenizações de dezenas de bilhões de dólares, segundo documentos enviados pela empresa a reguladores. O processo no Novo México A ação teve origem em uma operação disfarçada conduzida em 2023 pelo escritório de Torrez, ex-promotor. Como parte do caso, investigadores criaram contas no Facebook e no Instagram se passando por usuários com menos de 14 anos. Essas contas receberam material sexualmente explícito e foram contatadas por adultos em busca de conteúdo semelhante. Segundo o gabinete do procurador-geral, isso levou a acusações criminais contra várias pessoas. O estado afirma que a Meta dizia ao público que Instagram, Facebook e WhatsApp eram seguros para adolescentes e crianças no Novo México, enquanto ocultava a quantidade de conteúdo perigoso hospedado nas plataformas. Documentos internos, segundo o estado, reconheciam problemas com exploração sexual e danos à saúde mental. Mesmo assim, diz a ação, a empresa não implementou ferramentas básicas de segurança, como verificação de idade, e continuou a afirmar que as plataformas eram seguras. O estado também acusou a Meta de projetar suas plataformas para maximizar o engajamento, mesmo diante de evidências de que isso prejudica a saúde mental de crianças. Recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos mantêm os jovens conectados por mais tempo, estimulando comportamentos viciantes que podem levar à depressão, ansiedade e automutilação, segundo o processo. O caso buscava indenização financeira e uma ordem para que a Meta implementasse mudanças voltadas a melhorar a segurança das crianças nas plataformas. “Ao longo de uma década, a Meta falhou repetidamente em agir com honestidade e transparência”, disse Linda Singer, advogada do estado, ao júri, durante as alegações finais na segunda-feira. “Falhou em proteger os jovens deste estado. Cabe a vocês concluir esse trabalho.” A Meta argumentou que foi transparente ao reconhecer que não consegue impedir todo o conteúdo prejudicial em suas plataformas. “O que as provas mostram são as divulgações robustas da Meta e seus esforços incansáveis para prevenir conteúdo nocivo. E essas divulgações significam que a Meta não mentiu de forma consciente e intencional ao público”, disse Kevin Huff, advogado da empresa, nas alegações finais. Em maio, o juiz Bryan Biedscheid, responsável pelo caso, deve conduzir um julgamento sem júri sobre a alegação do estado de que a Meta criou um incômodo público, prejudicando a saúde e a segurança dos moradores. O estado pedirá que o juiz determine mudanças nas plataformas para adequá-las à legislação estadual. Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? * Com informações das agências AFP e Reuters

O Conselho do FGTS aprovou mudanças que aumentam o limite de renda das famílias e elevam o valor dos imóveis financiados no programa Minha casa, Minha Vida. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União. Veja abaixo quais foram as principais mudanças. 💰 Novos limites de renda por faixa As faixas do programa foram ampliadas, permitindo que mais famílias participem: Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000 Na prática: mais famílias passam a se enquadrar no programa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🏠 Novos valores máximos dos imóveis Também houve aumento no teto dos imóveis financiados nas faixas mais altas: Faixas 1 e 2: pode variar entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da localidade. Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil Na prática: a medida amplia o tipo ou tamanho de imóvel que pode ser financiado. Outros benefícios O MCMV oferece subsídios e juros que variam de 4% e 10% ao ano, que varia conforme a renda familiar mensal bruta e o ano orçamentário da contratação. Ao oferecer taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado, o programa habitacional se tornou uma importante alternativa em meio ao encarecimento do crédito, conforme já mostrou o g1. Hoje, o financiamento imobiliário tradicional está em torno de 12%. O custo é puxado pela Selic, a taxa básica de juros do país, atualmente em 14,75% ao ano. 🏠 Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte). Prefeitura anuncia inscrições para o Minha Casa, Minha Vida Divulgação/PMBV

Volkswagen iD Buzz faz parte do serviço de assinatura da marca no Brasil Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou o recall de quase 100 mil veículos elétricos, dos quais cerca de 28 mil estão na Alemanha, por problemas relacionados aos módulos de bateria. A informação é que os módulos de alta tensão fora das especificações podem causar redução da autonomia e, em casos mais graves, risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O recall afeta cerca de 75 mil veículos da linha ID. Ainda não está claro se o recall atinge os modelos disponíveis no Brasil, que ainda têm presença limitada por aqui. O g1 procurou a Volkswagen, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Como solução, a montadora informou que fará uma atualização de software, além de inspecionar as baterias. Se necessário, módulos individuais serão substituídos. Volkswagen ID.4 no Brasil divulgação / Volkswagen Linha ID no Brasil A Volkswagen lançou seu primeiro carro 100% elétrico no Brasil em 2023, mas somente no serviço de assinatura. O ID.4 usa uma arquitetura que nasceu para ser usada só por elétricos. Nessa mesma plataforma nasceram o ID.3 e a 'kombi elétrica' ID.Buzz. O ID.4 não é vendido no Brasil, mas faz parte de um programa de assinatura da marca. No site da Volkswagen não há detalhes do preço e condições. Em 2025, a VW ofereceu aos clientes a possibilidade de comprar o ID.4 ao fim do contrato. A empresa ainda não confirmou ao g1 quantas unidades foram vendidas nessa modalidade. Volkswagen ID.Buzz tem motor elétrico de 204 cavalos divulgação / Volkswagen Hoje é possível fazer uma assinatura da ID.Buzz de R$ 8.990, há um limite de 1.500 km que podem ser rodados por mês. Para percorrer 3.000 km, é preciso desembolsar R$ 10.490 por mês. Esses valores são para contratos de 48 meses. O motor elétrico da 'kombi' tem 204 cavalos de potência e 31,6 kgfm de torque. A tração é traseira e a aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,2 segundos. A autonomia, segundo a VW é de 337 km. Baterias dos modelos Volkswagen ID ficam no assoalho Divulgação / Volkswagen As baterias que a VW usa na linha ID são compostas por perfis de alumínio, e cada perfil tem um módulo com 24 células. De acordo com o tamanho do carro, a engenharia acrescenta esses perfis e aumenta o tamanho da bateria. No Brasil, ID.Buzz e ID.4 usam bateria com 12 módulos e capacidade de 77 kWh (sendo 82 kWh brutos). Elas pesam até 500 kg e estão localizadas no assoalho dos veículos. * Com informações da agência de notícias Reuters Veja os vídeos que estão em alta no g1

PIX Reprodução/TV Globo Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta terça-feira (24) para reclamar de instabilidade no PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 11h38. O pico foi atingido às 12h08, com 619 ocorrências. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O g1 entrou em contato com o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo PIX. A instituição não se posicionou até a última atualização deste texto. Veja abaixo as reclamações de clientes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1

Guerra no Oriente Médio impacta preço dos fertilizantes A Rússia, que controla até 40% do comércio global de nitrato de amônio, disse nesta terça-feira (24) que vai interromper as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de abril, para garantir estoque suficiente durante a temporada de plantio da primavera, segundo a Reuters. O país é o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil. Em 2025, a Rússia foi responsável por 25,9% dos adubos químicos comprado pelo Brasil, segundo dados do Ministério do Comércio Exterior. A Rússia não tem capacidade para aumentar a produção este ano em meio a uma crise de abastecimento global causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 24% do comércio global de amônia, um ingrediente do nitrato de amônio. O Ministério da Agricultura russo informou que suspendeu todas as licenças emitidas para exportação de nitrato de amônio e não emitirá novas licenças, com exceção daquelas referentes a contratos governamentais. A Rússia produz um quarto do nitrato de amônio do mundo. "No contexto da crescente demanda de exportação de fertilizantes nitrogenados, a suspensão de seu fornecimento ao exterior permitirá que as necessidades do mercado interno sejam priorizadas durante a temporada de trabalho de campo da primavera", disse o ministério. Por que o Brasil depende da Rússia para comprar fertilizantes? Por que paralisar as exportações O nitrato de amônio é amplamente utilizado na agricultura no início da temporada de plantio. A Rússia tem limites de exportação em vigor desde 2021, enquanto os produtores foram solicitados pelo governo a priorizar o fornecimento ao mercado interno em vez das exportações. A Rússia exporta nitrato de amônio para o Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique. Também exportou uma pequena quantidade de nitrato de amônio para os EUA em 2024. Em fevereiro, drones ucranianos atingiram a fábrica de Dorogobuzh, no oeste da Rússia, o principal ativo de produção da Acron, que produz cerca de 11% do nitrato de amônio da Rússia. Não se espera que a fábrica esteja totalmente operacional antes de maio. O nitrato de amônio também é usado na produção de explosivos. China restringe exportações de fertilizantes; país é um dos principais fornecedores do Brasil Por que o Brasil precisa comprar fertilizantes fora? No mercado de fertilizantes, existem três insumos que são os mais relevantes, que formam o NPK, aponta Cicero Lima, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV AGRO). São eles: o nitrogênio (N), que o Brasil importa 95%; o fosfato (P), o qual 75% é comprado no exterior; e o potássio (K), com 91% vindo de fora do país. O consultor Carlos Cogo aponta os principais motivos que explicam essa dependência. Veja abaixo. ➡️Faltam matérias-primas: no país, não há muitas reservas de componentes que são fundamentais para a produção dos fertilizantes, principalmente nitrogênio e potássio. O potássio, por exemplo, está concentrado em países como Canadá, Rússia e Bielorrússia, que dominam o mercado mundial. Já a indústria nacional de nitrogenados é pequena, porque a produção exige gás natural barato. Assim, perde competitividade frente a países como EUA, Rússia e Catar. No caso do fosfato, as reservas têm qualidade inferior e são mais caras de explorar. ➡️Demanda grande: a produção nacional não consegue atender tudo o que a agricultura brasileira consome de fertilizante. Apesar de ser grande produtor de alimentos, o Brasil tem solo pobre em nutrientes. Por isso, precisa de adubação frequente para manter a produtividade. Saiba mais abaixo. Essa procura por fertilizante vem, principalmente, de produtos como a soja, milho, café e cana-de-açúcar. ➡️ Altos custos: importar sai mais barato, porque a logística no Brasil é cara e a infraestrutura é limitada, aponta Cogo. O Brasil tem um Plano Nacional de Fertilizantes, criado em 2022. A meta é produzir entre 45% e 50% do insumo que o país consome até 2050. Para isso, o governo pretende gastar mais de R$ 25 bilhões até 2030, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. Leia também: Devolução de navios pressiona Brasil a negociar padrão da soja com a China; entenda ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

O governo registrou uma queda real de 3,2% na arrecadação do imposto de importação no primeiro mês de aumento do tributo, informou a Secretaria da Receita Federal nesta terça-feira (24). Segundo dados oficiais, a arrecadação com o imposto de importação somou R$ 7,17 bilhões em fevereiro deste ano quando parte do aumento do tributo entrou em vigor, contra R$ 7,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. Os valores foram corrigidos pela inflação. Controverso, o aumento do imposto para cerca de mil produtos importados teve por justificativa proteger a indústria nacional. A medida ganhou forte repercussão negativa nas redes sociais. 🔎De acordo com a Receita Federal, a queda na arrecadação está relacionada o recuo de 1,24% no valor em dólar (volume) das importações e, também, de 9,8% na taxa média de câmbio. 🔎Ou seja, com queda na quantidade de produtos importados e, também, no seu valor em reais (por conta do dólar mais baixo), a arrecadação também recuou — mesmo com o aumento do imposto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O órgão lembrou que o somente parte do aumento do imposto de importação entrou em vigor em fevereiro, sendo o que o restante teve início no começo de março. O Ministério da Fazenda informou, quando a medida foi anunciada, que esperava arrecadar R$ 14 bilhões a mais neste ano com a alta do tributo sobre as importações. Nesta terça-feira, o Fisco confirmou que o valor ficará próximo desse número. Questionado por jornalistas, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, minimizou a queda na arrecadação. "Temos um ano pela frente", declarou ele. Containers na zona portuária do Rio de Janeiro Marcos Serra Lima/G1

Como investidores apostaram milhões antes de postagem de Trump sobre Irã que derrubou preço do petróleo Getty Images via BBC Operadores de mercado negociaram milhões de dólares em contratos relacionados a petróleo poucos minutos antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira que os EUA iriam adiar possíveis ataques à infraestrutura de energia do Irã. Dados de mercado analisados pela BBC revelaram um grande volume de negociações cerca de 15 minutos antes da postagem de Trump na rede Truth Social com a qual ele fez o anúncio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Assim que Trump publicou a mensagem, o preço do petróleo desabou 14% em questão de minutos. Apostas na mudança brusca do preço naquele momento permitiram aos investidores ganhar milhões de dólares. Alguns analistas de mercado dizem que a atividade pouco comum no mercado abre a possibilidade de que alguns fizeram apostas com conhecimento de que a medida seria anunciada. Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio A BBC entrou em contato com a Casa Branca pedindo um comentário. Um porta-voz disse ao jornal britânico Financial Times que "não tolera qualquer autoridade do governo lucrando de forma ilegal com informação privilegiada". Mercados financeiros internacionais vêm sofrendo fortes oscilações com o conflito no Oriente Médio, com preços disparando à medida que os custos de produção e transporte subiram. Mas houve vários episódios em que a possibilidade de um fim da guerra provocou queda nos preços de petróleo, e disparada em bolsas de valores. No sábado (21/3), Trump ameaçou "aniquilar" as usinas de energia do Irã se o país não abrisse em 48 horas o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás do mundo. Os mercados asiáticos tiveram forte queda na segunda-feira na abertura, repercutindo a notícia. O preço do petróleo começou a subir. No entanto, na segunda-feira, às 8h04 (horário de Brasília), antes da abertura dos mercados americanos, Trump publicou na Truth Social que Washington havia tido "conversas muito boas e produtivas" com Teerã sobre uma "resolução completa e total" das hostilidades. Imediatamente, as bolsas começaram a subir e o preço do petróleo passou a cair, atingindo US$ 84 por barril. Alguns analistas têm se debruçado sobre o que aconteceu nos mercados nos minutos anteriores à postagem do presidente. Às 7h49, quinze minutos antes da publicação de Trump, investidores fizeram 733 apostas em contratos de petróleo WTI na bolsa New York Mercantile Exchange (Nymex). Um minuto depois, esse número saltou para 2.007, em valores equivalentes a US$ 170 milhões. O mesmo padrão foi visto em investidores comprando contratos de Brent, que é o preço de referência do mercado. Em minutos, o número de contratos saltou de 20 para 1,6 mil, o equivalente a US$ 150 milhões. Dados de outras segundas-feiras mostram que é pouco comum haver tantos contratos negociados nesse horário. Negociações atípicas "Isso parece incomum, com certeza", disse Mukesh Sahdev, principal analista de petróleo da XAnalysts. "Naquele momento, não havia sinais de que nenhuma conversa séria estaria acontecendo entre EUA e Irã. Então apostar tanto dinheiro que o petróleo cairia é algo que desperta perguntas." Alguns passaram a questionar se alguns investidores tinham conhecimento antecipado sobre o anúncio de Trump. "Um pouco antes da postagem na mídia social, muitas pessoas compraram contratos que os permitiriam lucrar com a queda do preço do petróleo", disse Rachel Winter, parceira da empresa de gestão de patrimônio Killik & Co. "Então está havendo alguma especulação sobre informação privilegiada. Não sabemos se isso é verdade, mas esperamos que haja alguma investigação sobre isso." No final do dia na segunda-feira, o governo do Irã negou qualquer negociação, dizendo se tratar de "fake news" (notícias falsas), o que fez os mercados asiáticos subirem novamente nesta terça-feira. Em uma postagem no X, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse se tratar de "fake news usada para manipular mercados financeiros e de petróleo e escapar do atoleiro no qual os EUA e Israel estão presos". A BBC entrou em contato com o regulador financeiro dos EUA — a Commodity Futures Trading Comission — e também com a Financial Conduct Authority, do Reino Unido e aguarda resposta. Esta não é a primeira vez que a política externa americana esteve ligada a apostas este ano. Em janeiro, houve um salto de apostas no Polymarket, uma plataforma do mercado de previsões, em que várias pessoas apostaram que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria derrubado antes do fim do mês. Ele acabou preso por Forças americanas nas horas seguintes. Um apostador ganhou US$ 436 mil com uma aposta de US$ 32 mil. LEIA MAIS EM: EUA dizem que situação de negociação com Irã é 'fluida' e preço do petróleo volta a subir Petróleo despenca e fica abaixo de US$ 100, após Trump pausar ataques ao Irã; bolsas sobem Por que as opções dos EUA e do Irã para encerrarem a guerra diminuem conforme o tempo passa Cotação do petróleo recua após Casa Branca sinalizar medidas para conter disparada