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g1 > Economia

Antes de ser revogada, 'taxa das blusinhas' rendeu mais de R$ 2 bilhões ao governo em 2026

Imposto de importação federal sobre encomendas foi revogado em meados de maio Jornal Nacional O governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação de janeiro até meados de maio com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal. O valor ingressou nos cofres públicos no decorrer deste ano, antes de chamada "taxa das blusinhas" ser revogada em meio à corrida eleitoral. Na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, com mais dias (pois considera maio de 2025 inteiro), houve uma alta de 15,4%. Naquele período, foram arrecadados R$ 1,84 bilhão com o imposto. Em 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, um recorde. ➡️Apesar do fim da cobrança do imposto de importação do governo federal, os estados seguem taxando as importações de pequeno valor por meio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com uma alíquota que varia de 17% a 20%. ➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmaram que o fim do imposto teve impacto imediato nos preços. Na prática, a medida afeta diretamente compras internacionais feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Governo acaba com a 'taxa das blusinhas': e agora? Como foi a taxa das blusinhas? ➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme. 🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online. ➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira. Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Setor produtivo defendia o imposto ➡️ A manutenção da "taxa das blusinhas" foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor. Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor. "O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto.
13/06/2026 14:25:18 +00:00
Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Faça o QUIZ e descubra

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista A Copa do Mundo 2026 deve movimentar o ambiente corporativo nas próximas semanas, especialmente por causa dos jogos do Brasil em dias úteis. (veja o calendário de jogos) Apesar de muitas empresas flexibilizarem horários ou liberarem funcionários durante as partidas, isso não é uma obrigação legal. Especialistas recomendam que os trabalhadores consultem previamente as regras internas da empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo profissionais de recursos humanos ouvidos pelo g1, o principal desafio no ambiente corporativo é equilibrar descontração e profissionalismo. Isso porque excessos e gafes podem prejudicar a imagem profissional. Para os trabalhadores que vão acompanhar os jogos durante o expediente, o g1 preparou abaixo um QUIZ para ajudar a descobrir que tipo de torcedor você é no ambiente de trabalho — além de dicas práticas sobre como se comportar durante as partidas. Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Entusiasmo com limite Gritos excessivos, provocações, palavrões, abandono das atividades e uso exagerado do celular estão entre os comportamentos que mais geram desconforto e podem prejudicar a imagem profissional do trabalhador. Especialistas afirmam que ações como transmissão dos jogos, bolões e decoração temática podem fortalecer o engajamento das equipes, desde que não comprometam entregas, atendimento e respeito entre colegas. “A descontração não é um passe livre para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Eles também alertam que nem todos gostam de futebol e que o ambiente deve continuar inclusivo e respeitoso. Outro ponto de atenção é o uso do celular. Conferir o placar rapidamente pode ser aceitável, mas o excesso pode transmitir desatenção e falta de comprometimento. Entre as principais recomendações estão alinhar horários com a liderança, evitar exageros na torcida, respeitar colegas, retomar rapidamente as atividades após os jogos e manter postura profissional mesmo durante momentos de confraternização. Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Como se comportar durante os jogos da Copa no trabalho Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo: 🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor. 🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo. 👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos. 👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes. 📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional. ⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo. 😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho. 😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina. 🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade. 💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional. 🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando. A startup GetNinjas já está enfeitada para a Copa do Mundo; funcionários verão jogos em telão Marcelo Brandt/G1 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
13/06/2026 09:00:51 +00:00
IPO da SpaceX coloca o mercado financeiro no centro da disputa tecnológica entre EUA e China

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes A corrida espacial do século XXI não coloca Estados Unidos e China em lados opostos apenas na Lua. Ela também opõe dois modelos distintos de financiamento para tecnologias consideradas estratégicas no tabuleiro geopolítico. De um lado, Pequim avança por meio de empresas estatais, planejamento de longo prazo e recursos públicos. Do outro, a SpaceX conseguiu US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões) diretamente em Wall Street para financiar projetos que vão de redes globais de comunicação à inteligência artificial e à infraestrutura orbital. (entenda mais a seguir) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a abertura de capital da companhia de Elon Musk acontecendo em um momento em que as duas maiores economias do planeta disputam liderança em áreas consideradas decisivas para as próximas décadas, o IPO amplia a participação do mercado financeiro em uma corrida tecnológica e geopolítica que extrapola o espaço. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering, em inglês) é a primeira oferta pública de uma empresa, quando vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. A mesma corrida, modelos de financiamento diferentes Durante boa parte da história da exploração espacial — especialmente na Guerra Fria —, o avanço tecnológico foi financiado principalmente pelos governos. Tanto os EUA quanto a então União Soviética trataram o setor como uma questão de interesse nacional, destinando recursos públicos ao desenvolvimento de foguetes, satélites e missões tripuladas. ➡️ Nos EUA, esse modelo continua presente. Criada em 1958, a National Aeronautics and Space Administration (Nasa) é financiada pelo orçamento federal aprovado anualmente pelo Congresso. Para 2026, por exemplo, os parlamentares destinaram à agência US$ 24,4 bilhões (R$ 124,5 bilhões), valor equivalente a cerca de 0,35% dos gastos do governo americano. Parte desses recursos financia programas conduzidos pela própria Nasa, mas outra parcela chega ao setor privado por meio de contratos. A missão Artemis II, por exemplo, contou com a participação de empresas como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin no desenvolvimento de equipamentos e sistemas. Gif mostra astronautas da missão Artemis em gravidade zero Reprodução Nos últimos anos, porém, o modelo americano passou a incorporar um novo elemento. Além de trabalhar em parceria com o governo, empresas privadas passaram a recorrer ao mercado financeiro para financiar projetos próprios de expansão. A SpaceX talvez seja hoje o exemplo mais visível dessa transformação. 📡 A companhia construiu a rede Starlink, ampliou sua presença em contratos governamentais e militares, e incorporou ativos ligados à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, Musk ampliou sua influência dentro do governo americano na gestão de Donald Trump, na qual chegou a comandar o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês). Para Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), projetos como o Starship, futuros centros de processamento de dados em órbita e iniciativas ligadas à infraestrutura lunar exigem uma escala de recursos que dificilmente pode ser sustentada apenas por investidores privados tradicionais. Além disso, segundo ele, a companhia já ocupa uma posição estratégica para os interesses americanos, o que amplia a relevância de seus planos de expansão. "Vale notar que Musk faz isso num momento em que a SpaceX já opera, há muito, como infraestrutura estratégica do Estado americano: lança satélites do Pentágono, sustenta o principal sistema de comunicações militares orbitais e tornou-se peça decisiva em conflitos como o da Ucrânia." Por outro lado, na China, a lógica permanece mais concentrada no Estado: o programa espacial é conduzido a partir de metas definidas pelo governo, com participação de empresas estatais e investimentos públicos de longo prazo voltados à ampliação da presença chinesa no espaço. É justamente nesse ponto que o IPO da SpaceX se torna mais do que uma operação financeira. Enquanto o modelo chinês continua apoiado principalmente em recursos estatais, a empresa de Musk, pretende recorrer ao mercado financeiro para financiar uma nova etapa de crescimento. Diogo Cortiz, professor especializado em tecnologia e inovação da PUC-SP, observa que essa movimentação acontece em um momento de acirramento da disputa tecnológica entre EUA e China. Na avaliação dele, a SpaceX ocupa uma posição singular porque reúne, sob o mesmo grupo, áreas consideradas estratégicas na disputa entre as duas maiores potências do planeta. Segundo o professor, essa competição se concentra hoje em três frentes principais: a exploração espacial; o controle de sistemas de comunicação; e a capacidade de processamento necessária para o desenvolvimento da inteligência artificial. “Quando observamos essas três dimensões, em conjunto, fica claro que a SpaceX não é apenas uma empresa de foguetes. Ela está presente em áreas fundamentais para qualquer país que pretenda disputar liderança tecnológica — seja na corrida espacial, na conectividade global por meio da Starlink ou no avanço da inteligência artificial”, afirma. China e SpaceX aceleram corrida espacial China corre para alcançar os americanos — e a própria SpaceX Se a SpaceX se tornou a principal vitrine do modelo americano de exploração espacial, a China aparece hoje como sua principal concorrente. A disputa envolve desde missões lunares até redes de satélites e capacidade de lançamento. Um levantamento do astrofísico Jonathan McDowell, pesquisador do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, mostra que a China foi a segunda maior potência espacial do mundo em número de lançamentos orbitais em 2025, com 92 missões. O resultado coloca o país bem à frente de outras potências espaciais, como a Rússia, mas ainda distante da liderança americana. No mesmo período, os EUA realizaram 181 lançamentos — quase o dobro do total chinês. Mais do que isso: sozinha, a SpaceX respondeu por 170 missões, número superior ao registrado por qualquer outro país. Veja abaixo: EUA ampliam vantagem sobre a China na corrida espacial Arte/g1 Segundo Franco Granda, analista sênior da PitchBook, a competição tende a se intensificar à medida que os dois países avançam em seus programas lunares. “A SpaceX trabalha com a meta de realizar uma missão lunar não tripulada em 2027, enquanto Pequim pretende levar astronautas chineses à superfície da Lua até 2030.” A disputa pelas constelações de satélites A disputa, porém, não acontece apenas no espaço sideral. Ela também está em curso na órbita terrestre, onde a SpaceX construiu uma vantagem difícil de ignorar. ➡️ Mais do que uma disputa por presença no espaço, trata-se de uma competição pelo controle das redes de comunicação que poderão sustentar serviços de internet, defesa e inteligência artificial nas próximas décadas. Os dados compilados por McDowell mostram que, no final do ano passado, a rede Starlink concentrava cerca de dois terços de todos os satélites ativos do planeta. Dos 14,1 mil equipamentos em operação, aproximadamente 10 mil pertenciam ao sistema da SpaceX. A diferença também aparece no ritmo de lançamento de satélites para essas redes orbitais. Somente em 2025, os EUA fabricaram e colocaram em órbita cerca de 3,4 mil satélites de comunicação de grande porte, quase todos destinados à constelação Starlink (3.267). No mesmo período, a China lançou 195 satélites da mesma categoria. Só que Pequim tenta reduzir essa distância. Segundo a PitchBook, o país concentrou seus esforços em dois grandes projetos: a Guowang, constelação estatal com previsão de aproximadamente 13 mil satélites, e a Qianfan, iniciativa comercial planejada para reunir mais de 1.296 unidades. Além da escala industrial, a China conta com uma vantagem geopolítica importante fora do círculo tradicional de aliados dos EUA. Segundo os especialistas consultados pelo g1, o país vem combinando capacidade industrial, preços subsidiados e relações diplomáticas construídas por meio da iniciativa Cinturão e Rota — megaprojeto global de infraestrutura, comércio e cooperação que reúne mais de 150 países parceiros, com maior presença na África, Ásia e América Latina. Essa capilaridade internacional, porém, não elimina os obstáculos enfrentados pelas empresas chinesas em outros mercados. Restrições geopolíticas e regras de exportação adotadas por países ocidentais — especialmente aliados históricos dos EUA — dificultam o acesso a contratos comerciais em diversas regiões. “O setor comercial da China ainda está de cinco a dez anos atrás da SpaceX em termos de reutilização, e a segmentação geopolítica significa que os mercados chinês e ocidental são, na prática, arenas competitivas separadas”, observa Granda. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 Reuters/Maxim Shemetov
13/06/2026 08:00:45 +00:00
Celular 'tijolão', Windows XP e ICQ: como era a tecnologia quando o Brasil ganhou a Copa pela última vez

Ronaldo durante a Copa do Mundo de 2002 Reprodução/TV Globo A Seleção Brasileira enfrenta o Marrocos neste sábado (13) e começa uma nova jornada rumo ao hexa. A trajetória na Copa do Mundo de 2026 poderá ser acompanhada de perto com redes sociais, alertas em tempo real e imagens de altíssima definição. É um avanço enorme em relação ao ano do último título mundial do Brasil. Em 2002, a experiência de assistir a Copa e interagir na internet com outras pessoas envolvia transmissões de TV com qualidade mais baixa e conexões mais lentas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na época do penta, a velocidade da internet no Brasil costumava ficar limitada a algo em torno de 56 kbps. Hoje, a banda larga no país é centenas de vezes mais rápida, alcançando 221 Mbps em média, segundo dados divulgados no início de maio pela consultoria Ookla. A antiga internet por conexão discada usava a linha telefônica e fazia cobrança por pulsos elétricos. O preço da tarifa variava ao longo do dia e, por isso, muitas pessoas optavam por navegar à noite ou nos fins de semana, quando a rede era menos concorrida. Agora no g1 E, no lugar de telas finas, computadores usavam monitores de tubo (a mesma tecnologia de televisões da época). Aparelhos até então avançados, como iPod e PlayStation 2, já existiam, mas ainda não eram populares no Brasil. Relembre como foi assistir à Copa de 2002. Sem redes sociais As opções para trocar mensagens pela internet eram bem mais restritas em 2002. Não existiam nem mesmo serviços que ficaram extremamente populares no Brasil e já foram descontinuados, como Orkut e Skype. Sem plataformas como Instagram, WhatsApp ou X, a saída era buscar serviços como ICQ, mIRC e bate-papos online. Também era possível interagir por meio de correntes de e-mail. ICQ no Windows 98 Reprodução/Isaac Mor O ICQ, por exemplo, chegou a ter 100 milhões de usuários em 2001. Cada um deles tinha um número de identificação e usava o código para adicionar amigos. Com o passar dos anos, o serviço perdeu espaço para o MSN Messenger, que tinha mais recursos e era mais acessível aos usuários por estar instalado em novos computadores da Microsoft. O Windows do papel de parede A Copa de 2002 foi a primeira com o Windows XP, lançado um ano antes. O sistema da Microsoft ficou marcado por seu papel de parede padrão, que mostra um gramado verde contrastando com o céu azul. Computadores com 512 MB de RAM e 30 GB de armazenamento eram considerados avançados. Hoje, essas especificações são facilmente superadas até mesmo pelos smartphones mais básicos. Papel de parede 'Bliss' ficou famoso no Windows XP Reprodução E até ações simples, como ouvir música, eram bem diferentes. A iTunes Store, loja da Apple para baixar músicas, ainda não havia sido lançada, e a saída era copiar faixas dos CDs ou usar serviços como Kazaa. Para ouvir por aí, era preciso recorrer a um discman. O iPod até já havia sido lançado antes do penta, mas era caríssimo. O Windows XP permaneceu como o sistema de computador mais usado do mundo até 2012, quando foi finalmente superado em número de usuários pelo Windows 7, lançado três anos antes. Os dados são da empresa de análise de mercado Net Applications. Hoje, o Windows 11 é o sistema da Microsoft com mais usuários. Mas a plataforma mais usada em todo o mundo é o Android, presente na maioria dos smartphones, além de tablets, computadores, relógios inteligentes e smart TVs. Celular 'tijolão' Se hoje os celulares mais conhecidos são o iPhone 17 e o Galaxy S26, quem dominava em 2002 era o Nokia 3310. Ele ganhou o apelido de "tijolão" devido a sua capacidade de seguir funcionando após inúmeras quedas. O aparelho tinha tela monocromática de 1,5 polegada, teclas numéricas que também serviam para escrever mensagens e suporte para 4 jogos. Um deles era o clássico "snake", o famoso jogo da cobrinha. Nokia 3310 Kevin Steinhardt/Flickr Mas enquanto o antigo modelo tinha armazenamento de 1 kb, a capacidade dos celulares mais novos é centenas de milhões de vezes maior, considerando o espaço de 256 GB. O Nokia 3310 vendeu 126 milhões de unidades e se tornou um dos celulares mais populares da história. O sucesso foi tão grande que, em 2017, a HMD Global, que assumiu o controle da marca, relançou o aparelho. Grande hit de vendas, o Motorola V3 só seria lançado dois anos depois. Até então, o celular "flip" mais famoso da merca era o StarTAC, que teve várias gerações desde seu lançamento em 1996. Motorola StarTAC Reprodução/Mobile Phone Museum
13/06/2026 07:00:52 +00:00
Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre decepção

Como lidar com a frustração profissional: o que atletas fora da Copa ensinam sobre o tema Horas antes da convocação oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza apareceu diante da câmera do próprio canal no YouTube tentando controlar a ansiedade. Cercado de amigos e familiares, acompanhava ao vivo a lista anunciada por Carlo Ancelotti. Nos últimos meses, Hugo vinha sendo chamado com frequência pelo treinador italiano e atravessava uma das fases mais consistentes de sua carreira. Então, os nomes começaram a ser anunciados: Alisson, Ederson e Weverton. E não o dele. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 👨‍💻 A repercussão foi imediata. O que se viu ali foi a reação de alguém percebendo que um dos maiores objetivos da carreira não se concretizaria. Esse sentimento também foi vivido recentemente pelo lateral-direito Wesley, que viu o sonho da primeira Copa acabar antes mesmo de começar. Convocado para o torneio, ele sofreu uma lesão no último amistoso da Seleção, contra o Egito, e acabou cortado da competição Nas redes sociais, afirmou que encarava o momento "de cabeça erguida" e que voltaria ainda mais forte. Os dois casos ilustram formas diferentes de uma mesma experiência: lidar com a frustração quando um objetivo profissional muito aguardado fica pelo caminho. Não é à toa que histórias como essas despertam tanta identificação. Goleiro Hugo Souza ficou fora da convocação para a Copa de 2026 GIF/ Hugo Souza Segundo especialistas ouvidos pelo g1, isso acontece porque as situações vividas por Hugo e Wesley dialogam com experiências que acontecem diariamente fora dos gramados. Elas se repetem quando um profissional espera uma promoção que não vem. Quando alguém passa meses em um processo seletivo e recebe uma negativa. Quando anos de preparação parecem insuficientes diante de uma rejeição difícil de explicar racionalmente. No esporte, porém, esse tipo de frustração costuma ocorrer diante de milhões de pessoas. Como lidar com a frustração profissional? Enquanto o público acompanha quem garantiu uma vaga na Seleção Brasileira, há também outro lado da convocação: o dos atletas que precisam reorganizar emocionalmente a própria trajetória após ficarem de fora da competição mais importante da carreira. Essa reorganização não é simples. Principalmente porque, tanto no esporte quanto no ambiente corporativo, desempenho e identidade muitas vezes acabam se confundindo, explicam especialistas. O pesquisador da USP Gustavo Drago, que já atuou no planejamento e monitoramento da preparação de delegações que disputaram os Jogos Olímpicos de Pequim, Londres e Rio de Janeiro, afirma que uma das questões que mais chamaram sua atenção ao longo da carreira foi perceber como pessoas submetidas às mesmas pressões podem reagir de formas completamente diferentes. 🕵️‍♀️ Segundo ele, estudos mostram que alguns atletas, em jogos fora de casa, interpretavam o ambiente adverso como uma ameaça. A pressão da torcida, as provocações e a sensação de hostilidade vinham acompanhadas de alterações fisiológicas relevantes, como aumento de cortisol, insegurança e comportamentos mais hesitantes em campo. Outros, porém, viam aquele ambiente como estimulante e apresentavam respostas físicas ligadas à competitividade, maior intensidade e decisões mais corretas. Esse processo ajuda a entender por que rejeições profissionais afetam as pessoas de maneira tão diferente, explica Drago. Na avaliação do pesquisador, o sofrimento não surge apenas da negativa em si, mas também da interpretação que cada pessoa constrói sobre ela. Quando um atleta fica fora de uma convocação importante, ou quando um profissional perde uma promoção aguardada, a sensação frequentemente ultrapassa a frustração pontual. Em muitos casos, passa a atingir diretamente a autoestima, a identidade e a percepção de valor pessoal. Segundo Drago, isso acontece porque muitas pessoas constroem a própria identidade em torno do desempenho. A carreira deixa de ser apenas uma dimensão da vida e passa a funcionar como medida de reconhecimento, competência e pertencimento. Quando o resultado esperado não se concretiza, existe o risco de a pessoa deixar de enxergar a situação como um episódio específico e passar a interpretá-la como uma definição permanente sobre si mesma. Na avaliação do pesquisador, é justamente aí que está a diferença entre uma frustração saudável e outra destrutiva. A primeira provoca dor, mas ainda permite aprendizado, adaptação e continuidade. Já a segunda transforma a rejeição em uma narrativa de incapacidade. “O problema começa quando a pessoa deixa de enxergar a rejeição como um episódio e passa a enxergar aquilo como definição de valor pessoal", afirma Drago. Atletas aprendem a se reorganizar após derrotas, enquanto no meio corporativo há uma cobrança irreal por crescimento linear contínuo. Pexels Mercado de alta performance A discussão ganha ainda mais complexidade em um mercado de trabalho cada vez mais orientado pela lógica da alta performance. Muitos ambientes corporativos passaram a reproduzir uma dinâmica semelhante à do esporte de alto rendimento, marcada por cobrança contínua, pressão por resultados e exigências constantes. A diferença, conta Drago, é que o esporte costuma oferecer estruturas de suporte emocional e recuperação que raramente existem na mesma proporção dentro das empresas. 🧘‍♂️ Enquanto atletas contam com acompanhamento psicológico, controle de carga, períodos de descanso e preparação mental, muitos trabalhadores convivem apenas com a exigência permanente por produtividade. De acordo com o pesquisador, o cérebro humano tende a funcionar melhor quando o desafio vem acompanhado de um mínimo de segurança psicológica. Quando o medo de errar se torna permanente, a mente entra em modo de autoproteção, o que pode reduzir a espontaneidade, a criatividade e a capacidade de decisão. "O medo constante de falhar faz o cérebro entrar em modo de autoproteção". No esporte, segundo Drago, um atleta excessivamente preocupado em não falhar pode hesitar em momentos decisivos. No ambiente corporativo, isso costuma se manifestar como perfeccionismo extremo, procrastinação, insegurança constante e dificuldade de inovar. Já para o sócio de Auditoria da CLA Brasil, Thiago Brehmer, a intensidade emocional dessas rejeições também está diretamente ligada ao investimento feito ao longo da trajetória. 🏆 Segundo ele, tanto no esporte quanto nas empresas há um acúmulo de expectativas, dedicação e esforço em torno de determinados objetivos. Quando eles não se concretizam, muitas pessoas sentem não apenas frustração, mas também uma espécie de desvalorização simbólica da própria caminhada. Brehmer avalia que o esporte oferece uma lição importante sobre reconstrução emocional, já que atletas aprendem desde cedo que derrotas, cortes e recusas fazem parte do processo competitivo. Permanecer paralisado pela frustração pode comprometer a continuidade da carreira, ressalta o especialista. Por isso, eles desenvolvem a capacidade de reorganização emocional, ajuste de rota e retomada da preparação. “As promoções não conquistadas, projetos recusados ou vagas perdidas não precisam ser interpretados como fracassos definitivos, mas como parte de um processo contínuo de desenvolvimento e reposicionamento.” No ambiente corporativo, porém, essa relação com o fracasso costuma ser mais difícil. Existe uma expectativa silenciosa de crescimento linear, como se carreiras bem-sucedidas fossem construídas sem interrupções, recusas ou perdas de espaço. Segundo Brehmer, a frustração deixa de ser saudável quando passa a afetar de forma contínua a motivação, a autoestima e o funcionamento cotidiano. 🚣‍♀️ A pressão constante por desempenho também evidenciam como as discussões sobre recuperação emocional ainda enfrentam resistência dentro das empresas, segundo os especialistas. Drago afirma que, no esporte de alto rendimento, o descanso não é visto como perda de tempo, mas como parte estratégica da performance. Nenhum atleta sustenta intensidade máxima sem recuperação física e mental adequada. No ambiente corporativo, porém, ainda persiste uma cultura que associa comprometimento à hiperdisponibilidade, ao excesso de horas trabalhadas e à produtividade contínua. Para o pesquisador, isso cria um paradoxo cada vez mais evidente: empresas exigem criatividade, clareza emocional, inovação e decisões rápidas de profissionais submetidos a níveis constantes de exaustão. O resultado, segundo ele, é o aumento da ansiedade, do burnout, da insônia, do esgotamento emocional e da perda de qualidade de vida. "Não existe alta performance na presença de esgotamento crônico (...) sustentabilidade emocional deveria ser entendida como estratégia de performance, e não como benefício secundário". Brehmer concorda e defende que organizações capazes de equilibrar cobrança por resultados com segurança emocional tendem a formar equipes mais resilientes e preparadas para lidar com a pressão. “O esporte mostra que recuperação não é pausa improdutiva, mas parte estratégica da consistência (...) organizações que compreendem isso tendem a formar equipes mais resilientes, inovadoras e menos vulneráveis ao esgotamento", conclui. Edema muscular deve afastar Neymar até a Copa; entenda o que é
13/06/2026 06:00:20 +00:00
Anthropic suspende modelos de IA após EUA restringirem acesso de estrangeiros

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta sexta-feira (12) a suspensão global de dois de seus modelos mais recentes, o Fable 5 e o Mythos 5, após receber uma determinação do governo dos Estados Unidos baseada em questões de "segurança nacional". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a companhia, a ordem impede que qualquer cidadão estrangeiro tenha acesso aos sistemas, independentemente de estar dentro ou fora dos EUA. A restrição também se aplica a funcionários estrangeiros da própria Anthropic. Diante da abrangência da medida, a empresa decidiu desativar imediatamente os dois modelos para todos os usuários. Em comunicado, afirmou que "o efeito dessa ordem é que precisamos desativar imediatamente o Fable 5 e o Mythos 5 para todos os nossos usuários, a fim de garantir o cumprimento" da determinação. Os demais sistemas da companhia seguem disponíveis normalmente. Initial plugin text A decisão está entre as medidas mais amplas já adotadas pelo governo americano para restringir o acesso a ferramentas avançadas de inteligência artificial. Ela foi anunciada apenas alguns dias após o lançamento público do Fable 5 e cerca de dez dias depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que cria mecanismos para avaliar possíveis riscos à segurança nacional antes da divulgação de novos sistemas de IA. Agora no g1 Anthropic questiona justificativa do governo americano Embora tenha cumprido a determinação, a Anthropic questionou a forma como o processo foi conduzido. Segundo a empresa, a diretiva foi recebida na tarde de sexta-feira e não apresentava informações detalhadas sobre quais seriam os riscos identificados pelas autoridades. A companhia afirmou acreditar que a preocupação do governo esteja relacionada a uma possível forma de contornar algumas das barreiras de segurança do Fable 5. Após analisar a demonstração apresentada pelas autoridades, a empresa concluiu que a técnica apontada permitia identificar apenas um número limitado de falhas já conhecidas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros sistemas disponíveis no mercado. A Anthropic também informou que submeteu o Fable 5 a uma série de testes antes do lançamento, em parceria com órgãos governamentais, organizações independentes e equipes internas. De acordo com a empresa, os resultados indicaram que as proteções adotadas no modelo são mais eficazes do que as utilizadas em versões anteriores. No comunicado, a companhia afirmou discordar da retirada de um produto amplamente disponibilizado ao público com base em um método específico de contornar suas proteções. "Acreditamos que o governo deveria ter a capacidade de bloquear implantações inseguras, como parte de um processo legal transparente, justo, claro e fundamentado em fatos técnicos", declarou. "Esta ação não está em conformidade com esses princípios." A empresa classificou o episódio como um "mal-entendido" e disse estar trabalhando para restabelecer o acesso aos dois modelos "o mais breve possível". Até o momento, o governo americano não divulgou detalhes adicionais sobre as preocupações que motivaram a restrição. *Com informações das agências de notícias Associated Press e AFP Anthropic e Departamento de Guerra dos EUA Reuters/Dado Ruvic/Illustration
13/06/2026 02:53:23 +00:00
TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda

O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma gratificação para servidores que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento e desempenham atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional. 💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores. Em nota, o TCU afirmou que a gratificação alcançará um "número restrito de servidores" e que o impacto financeiro da medida está compatível com as dotações orçamentárias aprovadas para o órgão. A Corte não detalhou, no entanto, quantos servidores serão contemplados. A medida foi formalizada em ato publicado no boletim interno do tribunal nessa quinta-feira (11), assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira. A informação foi divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada pelo g1. Segundo o TCU, a gratificação foi instituída nos mesmos moldes de medidas implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). Agora no g1 Na justificativa da criação da Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (GAAC), os ministros afirmam que o tribunal lida com um elevado volume de trabalho e que recebe, em média, cerca de 6 mil processos por ano e aprecia aproximadamente 80 mil atos de pessoal para fins de registro a cada exercício. De acordo com a portaria, o tribunal acompanha, anualmente, cerca de R$ 16,4 trilhões sob a ótica patrimonial, que considera bens, direitos e obrigações, e R$ 7 trilhões na perspectiva orçamentária, relacionada às receitas arrecadadas e às despesas empenhadas. "A GAAC possui natureza estritamente indenizatória e não integrará o vencimento ou a remuneração do cargo efetivo, tampouco comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de quaisquer outros adicionais e gratificações", diz trecho da portaria. "O TCU esclarece, ainda, que a instituição da gratificação decorre de ato administrativo editado no exercício de sua competência constitucional e em consonância com práticas recentemente adotadas por outros órgãos de cúpula do sistema de Justiça", completou o tribunal, em nota. O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) Divulgação/TCU
12/06/2026 20:55:36 +00:00
MrBeast bate recorde e supera 500 milhões de inscritos; conheça o maior youtuber do planeta

Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast Richard Shotwell/Invision/AP MrBeast, maior youtuber do mundo, alcançou um marco inédito nesta sexta-feira (12) ao se tornar o primeiro criador de conteúdo individual a ultrapassar a marca de 500 milhões de inscritos na plataforma. A informação foi celebrada pelo próprio Youtube em seu site oficial. Quem é MrBeast Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, se tornou famoso por produzir vídeos com desafios que envolvem grandes quantias de dinheiro e por investir valores milionários em suas gravações, que frequentemente misturam entretenimento e ações de impacto social. MrBeast ganhou projeção ao reinvestir praticamente tudo o que ganha na produção de novos conteúdos. Entre seus vídeos mais populares está a recriação, na vida real, da série Round 6, com prêmio de US$ 456 mil. Ele também já gravou conteúdos com celebridades como Cristiano Ronaldo. Um de seus vídeos, ele chamou atenção por ter sido gravado na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, considerada uma das áreas mais perigosas do mundo devido à grande concentração de serpentes venenosas. Durante a filmagem, MrBeast e sua equipe passaram uma noite no local e usaram equipamentos de proteção para evitar ataques das cobras. Além do YouTube, MrBeast expandiu seus negócios para outras áreas. No Brasil, lançou a hamburgueria MrBeast Burger, que opera apenas por delivery em algumas cidades, com preços populares. A marca surgiu nos EUA em 2020 e se espalhou para mais de 1.700 pontos de venda no mundo. O influenciador também criou o reality show Beast Games, exibido no Prime Video, que reuniu mil participantes disputando um prêmio de US$ 5 milhões. O programa, porém, é alvo de processos judiciais movidos por participantes, que alegam terem sido submetidos a condições inadequadas e a um ambiente marcado por misoginia e sexismo. Acusação de assédio moral Em abril deste ano, uma brasileira afirmou ter sofrido assédio sexual e moral durante o período em que trabalhou na empresa do youtuber na empresa do youtuber, a MrBeast Industries. Lorrayne Mavromatis expôs o caso em um vídeo publicado em seu Instagram. "Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra, apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos", relatou ela. VEJA TAMBÉM Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil
12/06/2026 18:00:10 +00:00
Ações da SpaceX disparam quase 20% em estreia na Nasdaq

SpaceX abre capital e Musk fica trilionário O IPO da SpaceX surpreendeu até os investidores mais otimistas. Segundo a Bloomberg, investidores de varejo — pessoas físicas — enviaram mais de US$ 70 bilhões em pedidos para participar da oferta. Com a demanda acima do esperado, as ações da SpaceX subiam quase 30% em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12) e eram negociadas a US$ 173,65 (R$ 893,92) por volta das 14h50. Na esteira, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história. No fechamento do dia, a alta perdeu força e encerrou em 19,2%. A empresa de Elon Musk chegou à bolsa após precificar seu IPO em US$ 135 por ação e captar cerca de US$ 75 bilhões (R$ 386,1 bilhões). Antes mesmo do início das negociações, porém, os sinais de interesse já chamavam a atenção em Wall Street. A expectativa era de que esse grupo recebesse pelo menos 20% das ações distribuídas no IPO. Ainda assim, a procura superou com folga a quantidade de papéis disponível. ▶️ Na prática, isso significa que muitos investidores receberam menos ações do que solicitaram ou ficaram completamente de fora da oferta. Parte dessa demanda migrou para o mercado aberto assim que as negociações começaram, o que aumentou a procura pelos papéis e ajudou a impulsionar as cotações. SpaceX lança Starship, nave mais poderosa do mundo Reprodução A tese por trás da SpaceX O movimento ajuda a explicar por que a estreia da SpaceX era acompanhada com tanta atenção. A lógica é simples: quando há mais compradores do que ações disponíveis, os preços tendem a subir até que a oferta e a demanda encontrem um ponto de equilíbrio. O interesse pela companhia também reflete a posição singular da SpaceX no mercado. ▶️ Embora tenha encerrado 2025 com receita próxima de US$ 18,7 bilhões e prejuízo líquido de cerca de US$ 4,9 bilhões, a empresa é vista por muitos investidores menos pelos resultados atuais e mais pelo potencial de crescimento de seus negócios. Hoje, a SpaceX reúne atividades que vão além dos lançamentos espaciais. A empresa controla a rede de internet via satélite Starlink, atua em projetos ligados à inteligência artificial por meio da xAI e desenvolve o Starship, foguete considerado peça-chave de seus planos para reduzir os custos de acesso ao espaço. Saiba mais sobre o IPO da SpaceX abaixo: IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão? Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
12/06/2026 17:49:37 +00:00
O que é liquidação extrajudicial, termo usado em e-mail enviado por engano pelo Nubank

Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Brendan McDermid/ Reuters Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC). Uma liquidação extrajudicial é uma medida aplicada a instituições financeiras em situação de insolvência ou com graves problemas financeiros. O objetivo é encerrar as atividades da empresa de forma organizada, preservar o patrimônio disponível e garantir o pagamento dos credores. LEIA TAMBÉM: Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operando 🔍 Insolvência é quando as dívidas de uma empresa ou de pessoa física superam seu ganhos, logo não é possível arcar com os compromissos financeiros. Quando a liquidação é decretada, a instituição deixa de operar e é retirada do Sistema Financeiro Nacional. A partir desse momento, suas atividades são interrompidas e todas as dívidas e obrigações passam a ser consideradas vencidas. Os bens e recursos da instituição são então utilizados para quitar, na medida do possível, os débitos com credores, seguindo a ordem de prioridade prevista na legislação. Nesses casos, clientes que tenham até R$ 250 mil em investimentos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que funciona como uma espécie de seguro para correntistas, poupadores e investidores. O fundo garante o ressarcimento de aplicações financeiras até os limites estabelecidos pelas regras da instituição. O que aconteceu com o Nubank As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente. O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que "o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente". O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Procurado, o Nubank afirmou que "lamenta o envio indevido de uma mensagem a clientes" e informou que o episódio decorreu de um erro operacional pontual, que está sendo investigado internamente. "O caso não tem qualquer relação com a segurança da plataforma, a proteção das informações dos clientes ou a solidez da companhia. As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade", diz a nota enviada pelo banco. O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu. Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida. Veja abaixo algumas das publicações. Agora no g1 Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text *Esta reportagem está em atualização
12/06/2026 16:22:50 +00:00
Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade

Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Elon Musk se tornou nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário da história após a estreia da SpaceX na Nasdaq, principal bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Google e Microsoft. Vale destacar que, antes mesmo de se tornar um trilionário, Musk já liderava a lista da revista Forbes de pessoa mais rica do mundo. (conheça a trajetória dele). Após a estreia da SpaceX na bolsa, a Forbes passou a classificar Elon Musk como o primeiro trilionário da Terra e estimou sua fortuna em US$ 1,1 trilhão na manhã desta sexta-feira. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com alta expectativa, as ações da SpaceX disparavam quase 30% em sua estreia, sendo negociadas a US$ 173,65 (R$ 893,92) perto das 14h50. "Ele criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. Só a Starlink (braço da SpaceX) acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma ao g1 Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures. Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. Matt Rourke/ AP Foto Quem é Elon Musk, agora um trilionário Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos. Ele viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos. Começou a faculdade na Queen's University em Ontário, no Canadá, mas, no meio da graduação, se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia. Musk aprendeu a programar sozinho e criou jogos na adolescência. Elon Musk em foto de 13 de agosto de 2021 Patrick Pleul/Reuters Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas online. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq. Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros online e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal, que acabou virando o nome do negócio. Em outubro de 2002, a eBay adquiriu a PayPal por US$ 1,5 bilhão em ações. Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo. Alguns meses antes, em 2002, Musk havia criado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial. Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já apostou nos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neurociência. Elon Musk comprou a rede social Twitter em outubro de 2022, após uma negociação de cerca de seis meses marcada por disputas e tentativas de desistência. O acordo foi fechado por US$ 44 bilhões e deu a ele o controle total da plataforma. A trajetória começou em março daquele ano, quando Musk adquiriu 9,2% das ações da empresa e se tornou seu maior acionista individual. Meses depois, ele questionou a quantidade de contas falsas na rede social e tentou abandonar o negócio, mas o Twitter recorreu à Justiça para exigir o cumprimento do acordo. A primeira aparição dele no ranking dos bilionários da revista "Forbes" foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Dez anos depois, ele somava US$ 219 bilhões, quando ocupou o topo da lista pela primeira vez. Em 2021, Musk foi eleito a "Personalidade do Ano" em 2021 pela revista "Time". Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson, o mesmo que escreveu a história de Steve Jobs em 2011. Quais são as empresas de Musk ⚡TESLA Tesla inaugura fábrica em Xangai, na China Yilei Sun/Reuters Desde 2004, Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos Tesla, fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning. Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo; o primeiro modelo foi lançado em 2009. Foi a partir daí que ele começou a ganhar atenção da mídia. A Tesla também obteve notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante. Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje. Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produziu painéis para captação de energia solar. Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores. 🚀SPACEX Missão da SpaceX em 2021 foi um marco para o turismo espacial AFP/Inspiration4 Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa. A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens. O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço. Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais. Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic. O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023. 🛰️ STARLINK Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite. Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida. A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo. OUTROS NEGÓCIOS 🧠 NEURALINK: ele também está envolvido na startup de neurociência que quer "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento. A Neuralink já fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia. O agora trilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável. 🤖 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Musk também foi um dos fundadores da OpenAI, de inteligência artificial, a qual deixou em 2018. Quatro anos depois, a startup se tornou famosa pela criação do ChatGPT. Musk, que passou a ser um crítico da OpenAI, criou sua própria empresa de IA, a xAI. em 2023. Em fevereiro deste ano, a SpaceX anunciou a compra da xAI. Com a operação, a empresa de foguetes também passou a controlar o X, já que a rede social atualmente faz parte da estrutura da companhia de inteligência artificial. 🚅 TRANSPORTE: Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop"). Tem muitos filhos e mãe é tiktoker CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim. REUTERS/Go Nakamura/Pool A biografia "Elon Musk" , lançada em 2023, mostra o empresário como um homem infantilizado, que tirou suas ideias sobre o mundo de videogames, quadrinhos e livros de ficção científica, conforme reportou o "Fantástico", em entrevista com o autor, o jornalista Walter Isaacson. Segundo o escritor, Musk é obcecado com a ideia da humanidade estar em perigo na Terra, sobretudo com o avanço da IA. Daí a ideia de colonização em Marte, uma das missões que ele prevê para a SpaceX. Isso também explicaria por que o empresário tem tantos filhos. A LETRA X - O trilionário também seria fascinado pela letra X, uma influência dos personagens de X-Men. Além de a letra renomear o Twitter e batizar modelos de carros da Tesla, ela também aparece nos excêntricos nomes de herdeiros de Musk. Em 2020, ele deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sexto filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, já separada de Musk, ela afirmou que teve também uma filha com o trilionário, chamada Exa Dark Sideræl Musk. E, em 2023, a biografia do empresário revelou um terceiro bebê do ex-casal chamado Techno Mechanicus. O site "Business Insider" também reportou que, em 2021, ele teria tido gêmeos com Shivon Zills, uma executiva da Neuralink, a startup de Musk no campo da neurociência. O autor da biografia do trilionário disse que conheceu as crianças, chamadas Azure e Strider, e postou uma foto delas com o casal. Musk já era pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: gêmeos nascidos em 2004 e trigêmeos nascidos em 2006 — todos com nomes menos complicados, entre eles Xavier (também um personagem de X-Men). O casal ainda perdeu o primeiro bebê, que sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento. Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou. Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos mais velhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA. Filha de Musk, Vivian Jenna Wilson, que é uma mulher trans, retificou seu nome em 2022 e não quis manter o sobrenome do pai. Ela justificou a mudança por causa de sua identidade de gênero e "pelo fato de eu não viver ou desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma". MÃE E MODELO - A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem atualmente mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e 1,5 milhão no X, onde costuma defender o filho. Kimbal Musk, irmão mais novo de Musk, também tem perfis públicos nas redes, onde se apresenta como chef, empreendedor e filantropo. Ele faz parte do conselho da Tesla. Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022 Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP AUTISMO - Em maio de 2021, durante uma aparição no programa americano "Saturday Night Live", Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve. "Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?" Assim o biógrafo Isaacson definiu Musk ao Fantástico: "Ele meio que tem personalidades múltiplas. Numa reunião faz piadas, é gentil e inspirador e tem ótimas ideias. Aí alguém diz algo que pra ele é um gatilho, e ele entra num estado que uma das amigas chama de 'modo demoníaco', muito severo com as pessoas. E aí quando volta, ele mal se lembra do que fez." Colecionador de polêmicas Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X. Já apresentou por uma noite o programa de humor americano "Saturday Night Life", que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi filmado fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube. Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018 Reprodução/YouTube No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar "terremotos" nos mercados de ações e de criptomoedas. Ele já foi até punido por isso por autoridades americanas, após um post sobre a Tesla, em 2018. Apesar de ser usuário superativo, Musk sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo, que a rede social "censurou" Donald Trump ao bani-lo, no começo de 2021. A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes. Musk acabou devolvendo o perfil a Trump depois de comprar a plataforma, em 2022. Durante a pandemia, também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina. Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo. O trilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de "manobra de relações públicas" e disse que Musk poderia "enfiar o submarino onde dói". A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk. Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão
12/06/2026 16:02:55 +00:00
Como cultivar gengibre

Imagem ilustrativa de uma colheita de gengibre. Reprodução/TV TEM Ednildo Torres, de Camaçari (BA), quer começar a cultivar gengibre e procurou o Globo Rural em busca de orientações sobre o plantio. Para ajudar o produtor, a recomendação é consultar uma publicação do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que reúne informações sobre a cultura. No capítulo 2 do material, é possível encontrar orientações sobre preparo do solo, plantio das mudas e os principais cuidados com a lavoura. 📱Acesse aqui O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar
12/06/2026 15:50:03 +00:00
Nubank envia e-mail por engano sobre suposta liquidação do banco; instituição segue operando

Logotipo de Nubank na sede do banco em São Paulo, Brasil, 19 de junho de 2018 Paulo Whitaker/Reuters Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC). As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente. O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que "o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente". O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Procurado, o Nubank afirmou que "um erro operacional pontual, já identificado e solucionado", provocou o envio de mensagens indevidas a parte de seus clientes. Segundo o banco, "a instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade". "Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso em manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos." O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu. Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida. Veja abaixo algumas das publicações. Agora no g1 Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text *Esta reportagem está em atualização
12/06/2026 15:41:53 +00:00
Lula lança linha de crédito para compra de moto e bicicleta elétrica por entregadores de app; veja regras

Lula diz que motoristas de app estão deixando a 'invisibilidade' O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12), no Palácio do Planalto, uma linha de crédito especial para a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores que trabalham por aplicativos. Entre os objetivos da linha de crédito, que estará disponível a partir de 13 de julho, estão a descarbonização e a renovação da frota de motos e bicicletas em circulação. Conforme o governo, poderão adquirir os veículos os motociclistas ou ciclistas que prestam serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de carga. A linha também contemplará motoristas celetistas. "O ponto central é reconhecer a importância desses trabalhadores, o papel que essa linha tem de aumentar o bem-estar, reconhecer o papel desses trabalhadores para sociedade. Vai levar ao aumento de produtividade, renovação e descarbonização. Tem, mais ou menos, 1 milhão de trabalhadores nessa situação", afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento. Durante discurso, Lula celebrou a presença de motoristas de app no Palácio do Planalto, afirmando que a categoria está deixando a "invisibilidade". Ele também defendeu a realização de campanhas educativas no trânsito e afirmou que o governo vai negociar com as concessionárias de motos o fornecimento de capacete para os motociclistas. Regras básicas Para participar, os profissionais devem comprovar pelo menos: seis meses de atividade; e um histórico mínimo de 100 corridas realizadas. O processo de adesão ocorrerá por meio de um portal digital oficial, disponível a partir desta sexta, no qual o usuário autorizará o compartilhamento de dados para validar sua elegibilidade junto a instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil. Segundo o governo, poderão ser financiados: motos flex – até 160 cilindradas bicicletas e autoprop0elidos elétricos - até 1000 Watts motos, motonetas e ciclomotores elétricos – até 7500 Watts Cada motorista poderá adquirir um veículo por meio da nova linha de financiamento. Taxas e prazos Segundo o anúncio feito pelo governo federal no Palácio do Planalto, a taxa será de: 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens; e de 11,5% ao ano (0,91% ao mês), para mulheres. O prazo do financiamento será de 48 meses. A carência, prazo de tolerância concedido pela instituição financeira antes que o pagamento da primeira parcela seja iniciado, será de dois meses. Ao apresentar a linha de crédito, o governo deu como exemplo uma operação financeira de R$ 21 mil. A prestação, nesse caso, ficaria em R$ 552. Os recursos para a linha de crédito, segundo o governo, tem origem no Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). Já o Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público, será utilizado para reduzir o risco do crédito, com coberturas de 50% da carteira e 100% da operação. Para viabilização do programa, foi assinada uma medida provisória, um decreto e uma resolução do FIIS. Na cerimônia no Planalto, Lula anunciou que as primeiras 25 mil motos financiadas por mulheres junto ao BB serão acompanhadas de um capacete gratuito para as motociclistas. O petista também aproveitou o Dia dos Namorados para fazer uma fala sobre a necessidade de enfrentamento à violência contra a mulher. Linha de crédito para empresas Motociclistas de app cobram mais ações educativas para passageiros para melhorar segurança Thiago Gadelha/SVM O governo Lula também anunciou uma linha de financiamento para empresas com o objetivo de expansão da infraestrutura de serviço de troca de bateria e de sistemas de recarga de motos elétricas. Itens pré-determinados: baterias, postos de troca de bateria. E capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. Essa linha também prevê taxa de 12,5%, prazo de 48 meses e carência de dois meses. O limite da linha será de R$ 70 milhões. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, anunciou a realização de feirões para negociação de motos. "No dia 13 de julho, vamos colocar no calendário, vamos ter polos de feirões, locais para convidar as concessionárias, para fazer uma feira para participar, para fazer que a agilidade aconteça", afirmou Vieira.
12/06/2026 15:26:45 +00:00
SpaceX ultrapassa avaliação de US$ 2 trilhões em estreia na Nasdaq

Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. REUTERS/Jeenah Moon A SpaceX atingiu US$ 2,1 trilhões em valor de mercado em sua estreia na Nasdaq nesta sexta-feira (12). O movimento reflete o entusiasmo em torno da empresa liderada por Elon Musk e a coloca no caminho para se tornar a sexta maior companhia de capital aberto dos Estados Unidos. As ações tinham previsão de abrir em torno de US$ 175, cerca de 30% acima do preço de US$ 135 definido na oferta inicial (IPO). Isso indicava uma estreia forte para a maior abertura de capital já realizada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A euforia em torno da estreia dá lugar a um grande desafio para os sistemas de negociação de Wall Street. Bolsas, corretoras e instituições financeiras se preparam para um volume muito alto de ordens, após a empresa levantar US$ 75 bilhões e atingir imediatamente uma avaliação de US$ 1,77 trilhão, tornando-se uma das maiores dos Estados Unidos. Essas instituições também trabalham para evitar problemas técnicos como os que afetaram a estreia da Meta em 2012. Como a SpaceX é vista como um teste para uma nova geração de grandes aberturas de capital, o mercado observa atentamente o interesse dos investidores antes das próximas ofertas de empresas de inteligência artificial, como Anthropic e OpenAI. As ações, com preço fixado em US$ 135 cada, provavelmente não serão negociadas até o meio do pregão, pois a bolsa ainda coleta ordens de compra e venda. Os coordenadores da oferta adiam o início das negociações até que haja equilíbrio entre oferta e demanda. "Esperamos que a SpaceX registre um salto imediato nas negociações devido ao entusiasmo em torno do negócio, talvez acima de 20%", disse Samuel Kerr, diretor global de mercados de capitais da Mergermarket. "Qualquer valor inferior me deixaria, na verdade, preocupado." A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, e o diretor financeiro, Bret Johnsen, tocaram o sino de abertura da Nasdaq às 10h30 (horário de Brasília). A listagem histórica consolidou Musk como o primeiro trilionário e levou a SpaceX ao grupo das empresas mais valiosas do mundo — mesmo com um prejuízo de quase US$ 5 bilhões no ano passado e uma receita muito menor do que a de outras gigantes de tecnologia com valor de mercado semelhante. "Eu dei à SpaceX 10% de chance de ter sucesso", disse Musk no Texas, pouco antes do início do pregão. O desempenho das ações também servirá como teste para o chamado “prêmio Musk”, visto como um fator que sustenta a avaliação de mais de US$ 1 trilhão da Tesla, apesar das pressões enfrentadas durante o período em que o empresário teve participação ativa no governo do presidente Donald Trump. Maior IPO do mundo A oferta pública recorde marca a realização das ambições de longa data de Musk no setor espacial e tecnológico. Ela também se destacou por mudar a dinâmica das aberturas de capital em Wall Street e atrair um grande número de investidores pessoa física para o mercado. Com US$ 75 bilhões arrecadados, a operação superou em mais de duas vezes o valor obtido na oferta pública inicial recorde da Saudi Aramco, em 2019. Isso deve tornar a SpaceX a primeira empresa dos Estados Unidos a estrear já valendo US$ 1 trilhão, além de colocá-la como a sétima maior do país em valor de mercado. "Elon brinca dizendo que fazemos o impossível, só que com atraso", disse a diretora operacional da SpaceX, Gwynne Shotwell, à CNBC em uma entrevista. A avaliação pode subir ainda mais se os coordenadores da oferta decidirem vender ações adicionais, o que costuma ocorrer até 30 dias após o lançamento. Embora a SpaceX possa levar algum tempo para entrar no S&P 500, a expectativa é de uma inclusão rápida no Nasdaq 100. Isso deve torná-la rapidamente relevante para fundos passivos e ETFs que seguem o índice, criando uma nova fonte de demanda por suas ações. A inclusão deve ocorrer em cerca de um mês, seguindo as novas regras de entrada rápida da Nasdaq, bem menos do que o prazo tradicional, que pode chegar a um ano. Analistas avaliam que a estreia da SpaceX pode levar investidores a reorganizar suas carteiras, com possível pressão de venda sobre outras grandes empresas de tecnologia, à medida que recursos sejam direcionados para as ações da companhia. Oportunidade de mercado de US$ 28,5 trilhões Apesar de todo o entusiasmo em torno da oferta, determinar o valor real da SpaceX ainda é uma tarefa difícil. A SpaceX afirma que seu mercado potencial chega a US$ 28,5 trilhões, o que considera ser o maior da história. Com liderança no setor espacial — segundo a empresa, responsável por mais de quatro quintos das cargas lançadas em órbita nos últimos três anos — e com as receitas do Starlink, alguns investidores veem uma base sólida para crescimento. John Belton, gestor de portfólio da Gabelli Funds, afirmou que a melhor comparação para a SpaceX é a Tesla, empresa de veículos elétricos de Musk, já que ambas combinam um negócio já estabelecido com planos ambiciosos para o futuro. As ações de empresas do setor espacial subiam no pré-mercado, com Intuitive Machines, Planet Labs e Satellogic registrando altas entre 3,3% e 4,5%.
12/06/2026 15:03:41 +00:00
SpaceX estreia na bolsa: veja como investir na empresa e em outras ações no exterior

As pessoas se reúnem para assistir a uma transmissão ao vivo com o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, em Nova York REUTERS/Jeenah Moon A SpaceX, empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial do bilionário Elon Musk, estreou na Nasdaq, bolsa de valores de tecnlogia de Wall Street, nesta sexta-feira (12). Avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 9 trilhões), essa é maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história. Diante da alta demanda, bolsas de valores ao redor do mundo passaram a oferecer ativos vinculados aos papéis da companhia aos investidores. No Brasil, a B3 disponibiliza nesta sexta-feira o Brazilian Depositary Receipt (BDR) da SpaceX — um certificado negociado no país que representa as ações da empresa no exterior. Entenda a diferença entre BDR e ação. Na prática, isso significa que investidores brasileiros poderão aplicar em ativos ligados à companhia sem precisar abrir conta no exterior ou realizar remessas internacionais e operações de câmbio. Na bolsa brasileira, o BDR da SpaceX será negociado sob o código SPCX34. Segundo a B3, embora a ação da SpaceX no IPO tenha preço inicial estimado em US$ 135 (cerca de R$ 694,95), o BDR terá paridade de 1 para 15 — ou seja, cada ação no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3. Com isso, o investidor poderá acessar a empresa por um valor entre R$ 50 e R$ 70. Agora no g1 Qual a diferença entre um BDR e uma ação? Enquanto a ação representa uma parte do capital de uma empresa — ou seja, ao comprar o papel, o investidor se torna sócio e pode, em alguns casos, ter direito a voto —, o BDR é um certificado de depósito de valores mobiliários. Isso significa que o BDR é um investimento negociado no Brasil que representa ações de empresas no exterior. Na prática, funciona como um “recibo”: uma instituição financeira compra a ação lá fora e emite esse certificado para que o investidor possa negociá-lo aqui, em reais. Com isso, os BDRs estão sujeitos tanto à variação das ações no exterior quanto às oscilações do câmbio — que também impactam o preço — e à volatilidade dos mercados internacionais. "No caso de empresas de tecnologia e crescimento, como a SpaceX, esses movimentos podem ser ainda mais relevantes", diz a B3 em nota. 📈 Veja o passo a passo para investir em um BDR: Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker). Busque pelo código de negociação (ticker) da empresa. No caso de BDRs, esse código costuma ter o número "34" no final. Escolha a quantidade de BDRs que deseja comprar. Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento. Envie a ordem de compra e confirme a operação. A negociação acontece na própria B3, em reais. Existem outras formas de investir em empresas americanas? Outra alternativa para quem quer investir em empresas americanas são os ETFs — fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência ou de um setor da economia. Ao comprar um ETF negociado na bolsa brasileira que replique o S&P 500, um dos principais índices de Wall Street, por exemplo, o investidor faz a transação em reais e, na prática, passa a investir em um conjunto de empresas americanas de uma só vez. 📈 Veja o passo a passo para investir em um ETF: Acesse a sua conta na corretora ou no banco e entre na plataforma de compra e venda de ativos na bolsa (home broker). Busque pelo código de negociação (ticker) do ETF. No Brasil, esses códigos geralmente terminam em “11”. Escolha a quantidade que deseja comprar. Defina o preço que deseja pagar ou se a compra será feita a mercado, quando você instrui a corretora a comprar o ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no momento. Envie a ordem de compra e confirme a operação. Outra opção seria a alocação de recursos em fundos de investimento, que são carteiras geridas por profissionais e que podem contar com diferentes ativos, incluindo ações internacionais em alguns casos. 📈 Veja o passo a passo para investir em um fundo de investimento: Acesse a sua conta na corretora de investimentos ou no banco. Na aba de “fundos de investimento”, busque por carteiras que invistam em ações no exterior. Defina o valor que pretende investir ou a quantidade de cotas que deseja comprar. Confirme a operação. ⚠️ Fundos de investimento também podem cobrar taxas de administração e de performance. Vale destacar que ambos os investimentos envolvem risco, já que estão ligados a ativos de renda variável e, portanto, sujeitos tanto às oscilações dos mercados no exterior quanto à variação do câmbio. Além disso, investidores que querem ter investimentos em empresas específicas, como a SpaceX, no entanto, a presença nos ETFs ou fundos não é garantida, já que depende da composição das carteiras.
12/06/2026 14:18:08 +00:00
Por que a economia faz desta Copa a mais 'louca' de todos os tempos

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores AFP via Getty Images As edições da Copa do Mundo de futebol raramente são completamente isentas de política, mas nunca o futebol precisou se equilibrar em uma corda bamba geopolítica como esta. O principal país-sede (Estados Unidos) está em guerra com um participante (Irã), cuja equipe precisa se deslocar a partir de outro país-sede (México) nos dias de jogo. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Soma-se a isso a coincidência impressionante de Estados Unidos, Canadá e México, os três países que sediam a Copa do Mundo de 2026, estarem no meio de uma guerra comercial de grandes proporções. De fato, no período entre a cerimônia de abertura no México, no Estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os três países estarão renegociando o USMCA, acordo de livre comércio da América do Norte. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 O presidente dos EUA, Donald Trump, está extremamente atento ao torneio, a seus patrocinadores e ao impacto de sua volta à Casa Branca no ano passado. Trump chegou a brincar que sua derrota para Joe Biden na eleição de 2020 teve o grande benefício de permitir que ele voltasse para esta Copa do Mundo e para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028. Após a retomada das hostilidades entre o Irã e Israel, Trump foi bastante direto ao pedir o fim dos ataques. E, enquanto os minutos corriam para o início do torneio, na noite de quinta-feira (11/06), Trump pareceu suspender novos ataques aéreos e aparentemente prometeu que um acordo para encerrar a guerra estava próximo. Mais cedo, naquele mesmo dia, havia prometido atingir o Irã "com muita força". Como sempre acontece com Trump, muita coisa pode mudar muito rapidamente. Ele já havia aceitado, de forma controversa, um Prêmio da Paz da Fifa, antes de iniciar a guerra com o Irã que levou a um forte choque global de energia e na economia. Existe até a possibilidade de EUA e Irã se enfrentarem nas oitavas de final no fim de semana das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA. Donald Trump recebeu um Prêmio da Paz da Fifa antes da Copa do Mundo de 2026 PA Wire via BBC Gianni Infantino, presidente da Fifa, já pediu cessar-fogos durante Copas do Mundo. Se o Mundial ajudar a acelerar movimentos de desescalada, poderá haver impacto concreto nos preços da energia, no abastecimento e na economia mundial. Se a Copa do Mundo pode de fato influenciar o maior conflito econômico do mundo, ninguém sabe. Mas não há dúvida de que outra peça do quebra-cabeça econômico está se desenrolando diante dos olhos dos torcedores do mundo todo. Trata-se de uma reorganização completa da economia do futebol e também de um dos exemplos mais visíveis de como algumas das maiores economias mundiais operam cada vez mais. Torcedores sob pressão "O futebol não é nada sem os torcedores", disse certa vez o lendário Jock Stein, ex-técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo. Alguns torcedores, no entanto, presentes na maior festa do mundo, terão pagado valores até então inéditos por jogos que podem acabar sem importância competitiva, além de desembolsar praticamente o preço normal de um ingresso apenas para pegar o trem até o estádio. É o caso da passagem da New Jersey Transit: normalmente custa US$ 12,90 (cerca de R$ 66) ida e volta, mas sairá por US$ 100 (cerca de R$ 510) durante o torneio. Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores. Para começar, ele acontece em grande parte em estádios de futebol americano emprestados para o evento (um quarto dos jogos será no Canadá e no México), com a modalidade da bola oval deixando a sua marca, talvez de forma permanente. Esta Copa transforma o futebol em um jogo altamente rentável para a Fifa, organizadora do torneio. Em termos econômicos, esta pode ser a Copa do Mundo de maior impacto da história, mas não pelo motivo convencional de impulsionar a atividade econômica nos países-sede ou estimular gastos movidos pelo entusiasmo nos países cujas seleções avançam na competição. O ex-técnico da Escócia Jock Stein ficou famoso pela frase: "O futebol não é nada sem os torcedores" Daily Mirror/ Getty Images via BBC 🔎 Em vez disso, esta Copa é um estudo de caso do que é conhecido como economia em forma de K nas economias avançadas tradicionais do mundo, situação em que diferentes grupos da sociedade têm resultados financeiros muito distintos que, quando representados em um gráfico, esses resultados formam uma linha diagonal para cima (como na letra K), e outra diagonal para baixo (também como na letra K). E isso se baseia em uma tentativa de revolução econômica no mecanismo de preços, que claramente atribui mais valor a certo tipo de torcedor: aquele que está na linha ascendente desse gráfico. É importante dizer que a Fifa tem uma visão muito diferente e ressalta que essa receita abundante com ingressos será redistribuída, ao estilo Robin Hood (em referência ao personagem que roubava dos ricos para dar aos pobres), para desenvolver o futebol nos países mais pobres do mundo. O maior torneio Este torneio é muito, muito grande. Terá os maiores estádios, o maior número de jogos de longe, já que a competição foi ampliada de 32 para 48 seleções, provavelmente a maior audiência televisiva global já registrada para qualquer evento e a maior extensão territorial já vista, de Vancouver, no Canadá, à Cidade do México. É possível que a seleção campeã tenha de percorrer uma distância equivalente ao diâmetro da Terra. Depois, há os preços de ingressos. Em comparação com o custo de assistir ao futebol de elite em qualquer outro contexto, os valores cobrados para acompanhar os jogos são astronômicos. Há ingressos de cinco dígitos em dólares para a final, além de cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.100) como preço típico aproximado para um jogo de grupo considerado mais atraente no início do torneio, e até as "pechinchas" custam algumas centenas de dólares (ou milhares de reais) em partidas sem grande prestígio. É uma mina de ouro para a economia. E este também é o maior teste em escala já feito de uma tentativa de mudar o mecanismo de preços para eventos desse tipo. A precificação dinâmica, que ajusta os preços para cima conforme a demanda aumenta, já foi vista em ingressos para shows e em alguns eventos esportivos, mas nunca nessa escala. Nos EUA, eles podem chamar o jogo de soccer, mas esta é, sem dúvida, a economia do futebol americano. Na NFL (liga de futebol americano), os preços dos assentos são definidos com base na gestão de receita: maximizar a arrecadação é mais importante do que lotar o estádio. O esporte nos EUA é precificado no topo do mercado de luxo, a tal ponto que muitos estádios estão reduzindo a sua capacidade, reconstruídos por bilhões de dólares com camarotes e lounges de hospitalidade onde antes havia arquibancadas. Muitos estádios da NFL adotam preços dinâmicos voltados para aumentar a arrecadação, e não necessariamente para preencher todos os assentos Reuters via BBC A oferta dessas experiências é limitada pela duração da temporada. Na NFL, são apenas nove jogos em casa, cerca de metade do número das principais ligas europeias de futebol. Por isso, na NFL, cada partida conta ainda mais. A precificação dinâmica deu aos times um método para extrair receita de forma intensa, especialmente porque, pelas regras da NFL, as enormes receitas de TV são divididas de maneira mais igualitária do que no futebol. Com todos os 11 estádios da Copa do Mundo nos EUA sendo arenas da NFL, o futebol americano deixa sua marca sobre seu xará bastante diferente. Tudo isso é muito diferente dos torneios anteriores. Uma parte essencial da lógica de sediar uma Copa era ajudar a impulsionar novas obras de infraestrutura, incluindo transporte e construção ou reforma de estádios. A Copa de 2026 se apresentou como um torneio de poucos ativos, que evitaria elefantes brancos caros como Miyagi, no Japão, o Green Point, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e o estádio de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão em valores corrigidos pela inflação) em Manaus, no meio da Amazônia. Muitas vezes, os custos foram bancados pelos orçamentos de investimento dos contribuintes dos países-sede. Em troca, esses países calculavam que os investimentos valeriam a pena como exercícios de promoção nacional em um mundo mais globalizado. Mas os três estádios tiveram dificuldade para atrair uso regular suficiente depois dos torneios. A Copa de 2026 inverteu em grande parte essa lógica, com uma pequena exceção no México. A Fifa alugou os estádios, em sua maioria pagos por torcedores de futebol americano, e passou a maximizar agressivamente as receitas com preços no estilo dos EUA. Enquanto os torneios anteriores tiveram grandes custos de construção pagos por contribuintes e por empréstimos, os custos de 2026 estão sendo pagos pelos espectadores. E as receitas arrecadadas devem disparar, graças ao aumento no número de jogos, ao tamanho dos estádios e, claro, a esses preços impressionantes dos ingressos. Ainda não está claro quanto será arrecadado com ingressos e hospitalidade. A previsão inicial era de que a receita mais que triplicasse, passando de US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) na Copa do Mundo de 2022, no Catar, para mais de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,3 bilhões). Richard Sheehan, professor de economia e especialista em finanças do esporte da Universidade de Notre Dame, nos EUA, acredita que a receita total com ingressos e hospitalidade do torneio deste ano possa superar US$ 7 bilhões (em torno de R$ 35,7 bilhões), um aumento de sete vezes. Ele parte do pressuposto de que a receita com ingressos por partida não apenas dobrará em relação aos US$ 15 milhões (cerca de R$ 76,5 milhões) da última Copa do Mundo, mas aumentará quase cinco vezes, para US$ 71 milhões (cerca de R$ 362 milhões). A Fifa arrecadou US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) com venda de ingressos e hospitalidade durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar Reuters via BBC Poderia ser uma mina de ouro para as cidades-sede mais afortunadas, os donos dos estádios, as seleções e os jogadores, mas provavelmente não será. Ao contrário do que aconteceu na Copa dos EUA de 1994, as cidades não participam dessa crescente receita com ingressos. Os estádios foram alugados por um valor fixo. A premiação já está definida. E as cidades terão de arcar com os custos de sediar o torneio. Alan Rothenberg, que presidiu o comitê organizador da Copa do Mundo dos EUA de 1994, explicou ao Serviço Mundial da BBC: "A estrutura é completamente diferente. Então, na verdade, não dá para comparar. Em 1994, a Fifa ficou com as receitas internacionais de marketing e televisão e depois entregou toda a organização do torneio à Federação de Futebol dos EUA, que criou uma entidade separada para administrá-lo". "Assim, havia uma entidade neste país, administrada por nós. Recebemos algumas categorias atrativas de patrocínio, oportunidades de licenciamento e também o direito de vender ingressos", disse Rothenberg. Em 2026, algumas cidades reagiram tentando recuperar os custos de segurança e transporte para sediar o torneio. O preço dos trens de Nova York foi multiplicado por dez, antes de ser ligeiramente reduzido para US$ 98 (cerca de R$ 500). A ligação ferroviária de Boston custa US$ 80 (aproximadamente R$ 408). Estacionar o carro? As tarifas oficiais chegam a US$ 175 (em torno de R$ 892), e até US$ 225 (cerca de R$ 1.147). É uma realidade muito distante do transporte gratuito oferecido a quem tinha ingresso em torneios no Catar, em 2022, na Alemanha, em 2006, no Japão, em 2002, e na França, em 1998. No Japão, voluntários locais se espalharam pelas rotas entre as estações de trem-bala e os estádios, com moradores se curvando diante dos torcedores, oferecendo comida e, em algumas ocasiões, depois que os últimos trens haviam partido, pagando táxis para que eles voltassem para casa. Segundo Alan Rothenberg, organizador da Copa de 1994 nos Estados Unidos, o modelo financeiro do torneio era muito diferente do adotado hoje Getty Images via BBC Após a reação negativa, a Fifa passou a destacar a liberação de alguns ingressos a preços mais baixos, como US$ 60 (aproximadamente R$ 306), a serem distribuídos pelas associações nacionais. A novidade mais notável foi a tentativa de incorporar o mercado secundário, a revenda de ingressos, conhecida como cambismo no Brasil, touting no Reino Unido e scalping nos EUA, ao sistema de venda da própria Fifa. Quase todos os torcedores podem recolocar seus ingressos à venda sem limite máximo de preço, com a Fifa ficando com uma taxa de 15% tanto do vendedor quanto do comprador. Também houve ingressos distribuídos por meio de um sistema de colecionáveis digitais ligados a criptoativos, construído na blockchain da Fifa. A entidade afirma que está capturando o prêmio antes obtido por cambistas e destinando esse valor a si própria e à comunidade global do futebol. Os bilhões de dólares extras em caixa irão inicialmente para as reservas da Fifa, sob a promessa de que os recursos serão distribuídos à família global do futebol. A entidade cita esse tipo de financiamento de base como um dos fatores que ajudaram Cabo Verde a se classificar para a competição deste ano, graças à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento do futebol de base. A Fifa costuma distribuir esses recursos de desenvolvimento de forma igualitária entre suas 211 associações filiadas, o que significa que a pequena Montserrat recebe da entidade uma quantia equivalente a 2,5% de seu PIB anual, ou US$ 500 (cerca de R$ 2.550) por pessoa. O modelo de distribuição igualitária existe desde os anos 1990 e foi ampliado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, como parte de sua promessa eleitoral. Ele é impulsionado pelo sistema de "um país, um voto", que também passou a ser usado para escolher os países-sede da Copa do Mundo a partir deste ano. A Fifa afirma que investimentos no futebol de base ajudaram Cabo Verde a se classificar para a Copa do Mundo de 2026 Reuters via BBC Tudo isso aconteceu antes de a precificação dinâmica ganhar força. Se as estimativas da Needham estiverem corretas, a receita anual média da Fifa, de US$ 3,9 bilhões (em torno de R$ 19,9 bilhões), agora supera o orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é mais ou menos equivalente ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU). "O que estamos vendo agora na Copa do Mundo é provavelmente a primeira introdução real da precificação dinâmica em sua forma mais dinâmica, mais completa... Basicamente, a Fifa está pegando todas as possibilidades de revenda especulativa e trazendo tudo para dentro de seu próprio sistema", disse Needham. Por enquanto, esse modelo de preços torna incerto o valor exato da receita que será arrecadada, mas os ingressos estão criando um volume muito grande de dinheiro. Em tese, esses recursos serão bem-vindos pela vasta maioria dos países menores, que nunca se classificarão para a Copa do Mundo nem enviarão torcedores capazes de pagar esses preços, mas que formam o eleitorado nas eleições presidenciais da Fifa e nas decisões sobre sedes do torneio. A galinha dos ovos de ouro está brilhando neste momento em termos de valor. Mas, com a abertura da Copa do Mundo, há um risco decorrente dessa comercialização extrema. Os estádios ficarão cheios? Haverá exércitos de torcedores das 48 seleções criando o tipo de atmosfera que teria agradado Jock Stein, o lendário técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo? A Fifa terá de repetir o que aconteceu em seu Mundial de Clubes no ano passado e cortar o preço dos ingressos para até US$ 11 (em torno de R$ 56) a fim de ocupar os assentos? Nesse ponto, ainda não está claro se o modelo de precificação dinâmica da Fifa prioriza maximizar a receita ou garantir que todos os ingressos sejam vendidos. No mês passado, Infantino disse a uma conferência econômica que "temos de aplicar preços de mercado" e que o futebol precisava se adaptar a esse "mercado muito especial". É evidente que permitir preços ilimitados na revenda e adotar sucessivas rodadas agressivas de aumentos puxados pela demanda é uma escolha. Um modelo muito diferente O modelo europeu adotado por clubes como o francês Paris Saint-Germain, bicampeão europeu, combina ingressos de temporada muito baratos atrás dos gols, nas duas extremidades do estádio, com preços corporativos extraordinários para os assentos mais próximos da linha do meio-campo. A ideia é que o público corporativo seja atraído em parte pelo espetáculo e pelo barulho de grupos como torcidas organizadas atrás dos gols, nos setores mais baratos. O risco para a Copa do Mundo é que tudo isso se perca. Há alguns sinais de que o modelo de preços da Copa do Mundo enfrenta reação negativa. Houve quedas nos preços de revenda para jogos de menor demanda: dois ingressos com valor de face de US$ 620 (aproximadamente R$ 3.160) podiam ser comprados por 171 libras (R$ 1.170) no próprio site de revenda da Fifa, 64% mais barato. Poucos desses bilhetes de trem de US$ 98 (cerca de R$ 500) foram vendidos em Nova Jersey. Autoridades em Nova York, em Nova Jersey, na Califórnia e na União Europeia começaram a analisar reclamações sobre as estratégias de venda de ingressos. "Um labirinto de confusão, falsa escassez e preços impossivelmente altos", disse Jennifer Davenport, procuradora-geral de Nova Jersey e principal autoridade de acusação do Estado que sediará a final no mês que vem. Ainda não está claro se o Estado tem jurisdição sobre uma "entidade sem fins lucrativos" sediada na Suíça. A Fifa não quis comentar. A questão em aberto é se a Fifa levou esse experimento de preços a um ponto de ruptura. Parece improvável que os torcedores das cidades-sede da próxima Copa do Mundo, em 2030, na Espanha, em Portugal e no Marrocos, tolerem valores desse tipo. Autoridades britânicas e irlandesas já descartaram esse modelo para a Eurocopa de 2028, que sediarão e que reunirá as principais seleções de futebol da Europa. Isso ocorre em um momento em que a inteligência artificial (IA) pode viabilizar a próxima grande inovação na precificação de serviços: preços personalizados para diferentes indivíduos, com base em seus dados. Alguns clubes da Premier League estão testando a precificação dinâmica para parte dos assentos, com o objetivo de aumentar receitas. Isso contraria o modelo tradicional do torcedor fiel que compra um carnê de temporada por preço fixo. Se o experimento da Fifa parecer bem-sucedido, poderá encorajar donos de clubes europeus ligados à NFL, dos EUA, a tentar precificar ingressos de forma semelhante, especialmente para financiar novos estádios. A economia em K O modelo da NFL, dos EUA, foi aplicado a um evento que pertence ao mundo. A "economia em K" dos EUA, com forte crescimento para os 10% mais ricos, responsáveis por até metade de todo o consumo, segundo analistas da Moody's, e estagnação ou retração nos demais níveis de renda, pode ficar visível nos estádios. A precificação dinâmica é uma tecnologia que busca esse grupo de 10% e transforma uma experiência que um dia foi de massa, acessível a trabalhadores comuns, em um nicho alimentado pelo boom da tecnologia. A esperança mais ampla de muitos países-sede é que efeitos tradicionais de entusiasmo ajudem a impulsionar a confiança do consumidor e os investimentos no futebol. Pesquisas já mostraram alguns efeitos, especialmente em países-sede com bom desempenho, além de impactos negativos nas bolsas quando seleções são eliminadas. Os dados mais recentes de emprego nos EUA trouxeram alguns sinais de dezenas de milhares de novas vagas criadas, especialmente em hospitalidade, ligadas à Copa do Mundo. No entanto, o impulso geral para a economia será limitado pelo tamanho da economia americana e pelo boom de investimentos em inteligência artificial (IA). Um jogo entre Jordânia e Argélia dificilmente atrairá em São Francisco as atenções hoje voltadas para a inteligência artificial e os trilhões de dólares desse mercado. Rahm Emanuel, prefeito de Chicago, a principal cidade dos EUA que desistiu de sediar jogos da Copa do Mundo, parece se sentir justificado pela decisão. A Fifa ficou com toda a receita dos ingressos, e já há reclamações de que as reservas de hotéis em algumas cidades-sede estão abaixo do esperado. Muitos dos estádios que receberão partidas estariam lotados com shows de rock se não fosse o torneio. À primeira vista, o impacto econômico nos EUA de uma Copa que utiliza estádios já existentes e direciona a maior parte do aumento da receita de ingressos para a Fifa pode ser limitado. O potencial benefício econômico estaria concentrado em um aumento da confiança dos consumidores. No Reino Unido, boas campanhas de Inglaterra e Escócia podem servir de alento após anos de crises políticas e econômicas sucessivas. Varejistas e empresas do setor de hospitalidade certamente se preparam para um forte aumento nas vendas. Durante a Copa da Rússia, em 2018, analistas da Kantar calcularam que houve 13 milhões de visitas extras a supermercados, à medida que as pessoas faziam compras para acompanhar os jogos em casa. Mas também existe a possibilidade de que os desafios de produtividade do Reino Unido não sejam ajudados pelas partidas disputadas durante a madrugada. A próxima segunda-feira já foi declarada feriado bancário na Escócia para ajudar o país a lidar com o jogo da seleção escocesa contra o Haiti, marcado para as 2h da manhã (horário local). Para muitos, o torneio será uma bem-vinda pausa do fluxo incessante de notícias, ainda que as particularidades da Casa Branca de Trump possam acabar oferecendo uma oportunidade econômica mais ampla. A economia mundial de hoje é muito diferente, e isso compõe o pano de fundo desta festa do futebol. A Fifa conduz um experimento de preços relevante e controverso que pode mudar o esporte. Ao mesmo tempo, uma Copa do Mundo tão incomum talvez consiga amenizar um pouco a sensação de desordem que marca o cenário global atual. É mais uma esperança do que uma expectativa, um sentimento bastante familiar para qualquer torcedor inglês ou escocês.
12/06/2026 14:01:35 +00:00
Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta

Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta O Instagram e o Facebook apresentam instabilidade na manhã desta sexta-feira (12). Usuários relatam dificuldades para acessar as redes sociais, principalmente pelas versões web, nos navegadores. "Instagram tá fora? Tô tentando postar lá, mas não carrega", escreveu um usuário no X. "Instagram caiu logo hoje, no Dia dos Namorados. Que coisa boa", ironizou outro. "Facebook caiu, Instagram caiu. Ai que ódio, sempre o Twitter salvando...", comentou outra pessoa. (veja repercussão). "Estamos cientes de que as pessoas estão tendo dificuldades para acessar nossos serviços atualmente. Estamos trabalhando nisso", afirmou Andy Stone, chefe de comunicação da Meta, em uma publicação no X. "Estamos voltando, embora possa demorar um pouco para tudo voltar totalmente ao normal", completou. Facebook e Instagram AP Photo/Richard Drew O problema começou por volta das 10h45 (horário de Brasília). O Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços online, registrou um pico de relatos de instabilidade no Instagram, no Facebook e também no WhatsApp, todos pertencentes à Meta. A imprensa internacional também tem repercutido a queda dos serviços da Meta, o que indica que o problema pode ter alcance global. Página do Instagram não carrega na web. Reprodução/Instagram Repercussão e memes Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Instagram exibe localização exata de usuários no Brasil e depois remove recurso
12/06/2026 13:50:38 +00:00
Preço dos alimentos em maio: o que ficou mais caro e o que barateou no mês

Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração em relação a abril, quando os preços haviam avançado 0,67%, mostram dados do IBGE, divulgados nesta sexta-feira (12). Apesar da desaceleração, os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação. Sozinho, o grupo de Alimentação e Bebibas respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA, ao registrar alta de 1,33%. Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio. As maiores altas foram observadas na batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%. Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril. A seguir, veja o ranking dos 20 alimentos que mais encareceram ou baratearam em maio. Alimentos que mais encareceram Batata-inglesa: +44,69% Pepino: +44,3% Tomate: +20,62% Cebola: +16,8% Morango: +16,6% Cenoura: +8,93% Feijão-carioca (rajado): +6,44% Leite de coco: +5,14% Filé-mignon: +4,48% Carne-seca e de sol: +4,09% Picanha: +3,97% Sal: +3,76% Couve-flor: +3,66% Brócolis: +3,65% Banana-da-terra: +3,27% Peito: +3,18% Mamão: +2,97% Peixe-sardinha: +2,79% Melão: +2,78% Lagarto redondo: +2,63% Alimentos que mais baratearam Abobrinha: -11,43% Laranja-lima: -9,87% Peixe-cavala: -9,37% Peixe-palombeta: -9,21% Peixe-serra: -9,03% Laranja-baía: -7,4% Pimentão: -6,99% Maracujá: -6,23% Peixe-anchova: -5,29% Açaí (emulsão): -5,19% Peixe-castanha: -5,08% Peixe-corvina: -4,08% Banana-d'água: -4,01% Inhame: -3,99% Batata-doce: -3,71% Peixe-pescada: -3,71% Peixe-dourada: -3,6% Peixe-cação: -3,2% Caranguejo: -2,7% Polpa de fruta (congelada): -2,5% Depois do grupo de alimentação, a Habitação foi o que mais impactou a inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês. Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebida: 1,33%; Habitação: 1,22%; Artigos de residência: 0,08%; Vestuário: 0,62%; Transportes: -0,46%; Saúde e cuidados pessoais: 0,90%; Despesas pessoais: 0,41%; Educação: 0,00%; Comunicação: 0,23%. A inflação da habitação em maio foi impulsionada principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês. Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
12/06/2026 12:58:36 +00:00
Hyundai lança i20 no Brasil por R$ 99.990, desafia onda dos SUVs com novo hatch; veja o teste

Hyundai i20 chega como HB20 moderno e maior A Hyundai apresentou nesta sexta-feira (12) seu principal lançamento de 2026: o hatch i20. Em um momento em que a maior parte das montadoras aposta em SUVs de diferentes tamanhos no mercado brasileiro, a marca coreana lança mais um compacto para dividir espaço com um de seus campeões de vendas, o HB20. O mercado, inclusive, chegou a especular que o i20 poderia substituir o HB20. A Hyundai, porém, afirma que os dois modelos vão conviver em harmonia, sem disputar o mesmo público. Para isso, o novo hatch aposta em um visual mais moderno, acabamento interno mais refinado e preços que vão de R$ 99.990 a R$ 139.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Fabricado em Piracicaba (SP) e exportado para outros mercados, o carro tem linhas mais marcadas e adota a nova moda da faixa de LED que conecta os faróis na dianteira. Na traseira, as lanternas também são interligadas, mas tem um desenho geral mais parecido com o HB20. Galerias Relacionadas As rodas são de 17 polegadas, o que acompanha o estilo mais agressivo. O i20 também é um pouco maior que o HB20: tem 12 centímetros a mais de comprimento, seis de largura, dois de altura e cinco de entre-eixos. Mas as diferenças mais importantes estão no interior. O novo volante dispensa o tradicional "H" da marca. O i20 também traz um novo painel digital, mais bonito e com mostradores fixos, além de uma central multimídia bem aumentada, agora com 12,3 polegadas. Mesmo que a pegada seja mais tecnológica que o HB20, os botões físicos ainda predominam. Os comandos do ar-condicionado ganharam nova disposição e formam uma espécie de torre, ligando o console central à central multimídia. Quem tem estatura mediana e se senta no banco traseiro dificilmente encosta os joelhos no assento da frente. O porta-malas comporta 346 litros de bagagem, 46 litros a mais que o do HB20. E aí terminam as diferenças. O i20 terá versões de motor 1.0 aspirado e 1.0 turbo, praticamente idênticas às possibilidades encontradas no irmão menor. Agora, são 115 cv de potência, combinados a 17,5 kgfm de torque. A perda de 5 cv mantém a experiência ao conduzir já conhecida de quem dirigiu um HB20. A posição ao volante também é praticamente a mesma, mantendo uma das principais qualidades do modelo: a sensação de um hatch leve e ágil. Galerias Relacionadas O ajuste da suspensão do i20 privilegia o conforto, uma tradição da Hyundai que vai dos modelos mais básicos aos SUVs. Tanto nas ondulações do circuito fechado em Tuiuti (SP) quanto em trechos de terra e cascalho, a suspensão do i20 absorveu melhor os impactos do que a de rivais como Volkswagen Polo e Fiat Argo. Ao mesmo tempo, mantém a firmeza esperada de um hatch em curvas mais fechadas. A calibração do câmbio automático também é um acerto. Ao puxar com mais força em uma subida, o i20 reduz rapidamente uma marcha para a retomada e é preciso no momento de engatar a próxima marcha para soltar a aceleração. Além disso, o atraso entre o comando do acelerador e a resposta do carro é pequeno e não chega a incomodar quem busca reações mais rápidas. Por que apostar em um hatch? O Brasil vive a era dos SUVs. Desde o ano passado, mais da metade dos carros zero quilômetro vendidos no país pertence ao segmento, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Hyundai i20 divulgação/Hyundai Por isso, todos os lançamentos recentes e importantes do mercado automotivo foram SUVs. As montadoras que apostaram em hatches nos últimos anos preferiram mudanças pontuais. A Chevrolet renovou o Onix sem grandes transformações, enquanto o Volkswagen Polo está há bastante tempo sem alterações relevantes. Surge a pergunta: qual a estratégia da Hyundai? Ao g1, Maurício Jordão, gerente de relações públicas e imprensa da montadora, afirmou que o i20 deve disputar espaço com SUVs de entrada, e não com outros hatches. “Se você pegar no line-up das outras marcas, você até tem essa proximidade entre um SUV menor, um SUV compacto e aí depois você tem os SUVs maiores. A Hyundai tem o HB20 e já tem o Creta. E é esse nicho do Kardian, do Pulse, do Tera, que o [i20] aqui vai entrar”, afirma Jordão. Sobre a proximidade do HB20, o executivo afirma que o espaço interno será um dos principais diferenciais do novo modelo. "A Hyundai não costuma deixar as versões muito próximas para tirar o mesmo preço. Então, se você olhar uma diferença de R$ 1.500 ou R$ 2.000, pode ser que o consumidor escolha pelo pacote de equipamentos", complementou.
12/06/2026 12:30:09 +00:00
IPCA: preços sobem 0,58% em maio, mas alimentação em casa tem maior alta para o mês em 18 anos

Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo com uma desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,39% para 4,72%. No acumulado do ano, o IPCA soma 3,20%. Em maio do ano passado, a inflação oficial havia registrado alta de 0,26%. 🎯 Com o resultado, o índice fica acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, a meta passou a ser contínua, e o cumprimento é acompanhado mês a mês, com base na inflação acumulada em 12 meses. O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de maio, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Houve alta de 1,33% no mês. 🍽️ Segundo o IBGE, o principal fator foi a alimentação no domicílio, subgrupo dos produtos in natura. A alta de 1,65% foi o maior salto para o mês de maio desde 2008. Na sequência, aparecem os grupos Habitação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês. Veja o resultado dos grupos do IPCA Alimentação e bebida: 1,33%; Habitação: 1,22%; Artigos de residência: 0,08%; Vestuário: 0,62%; Transportes: -0,46%; Saúde e cuidados pessoais: 0,90%; Despesas pessoais: 0,41%; Educação: 0,00%; Comunicação: 0,23%. Alimentação mais cara As maiores altas do subgrupo Alimentação no domicílio foram da batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%. Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços da Alimentação fora do domicílio subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril. O grupo Habitação teve alta de 1,22% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês. Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%. Queda dos combustíveis alivia inflação dos transportes O grupo Transportes foi o único a registrar queda de preços em maio, com recuo de 0,46%, puxado principalmente pela redução no valor dos combustíveis, que ficaram 1,95% mais baratos. Os destaques foram: ⛽ Gasolina: -1,46% 🚛 Óleo diesel: -2,34% 🌽 Etanol: -6,20% 🚗 Gás veicular: 5,81% Apesar da queda dos combustíveis, alguns itens do grupo ficaram mais caros. As passagens aéreas avançaram 3,20% em maio, após forte redução no mês anterior, enquanto as tarifas de ônibus urbanos, metrô e ônibus intermunicipais sofreram impactos de reajustes e mudanças nas políticas de gratuidade em algumas cidades brasileiras. Inflação mantém BC sob pressão Economistas avaliam que o IPCA de maio, acima das expectativas do mercado, reforça o cenário de inflação persistente e pode limitar o espaço para mudanças na política monetária do Banco Central. Na última reunião, em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. O novo corte da taxa aconteceu em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo. 🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, fatores como mercado de trabalho aquecido, atividade econômica resiliente, alta dos preços de alimentos e energia e o risco de eventos climáticos mantêm a inflação em alta. “Esses fatores deixam o Banco Central com pouco espaço para reduzir os juros nos próximos meses, afirmou.” Kayo também alertou que, se a inflação continuar acima do teto da meta pelos próximos meses, o Banco Central deverá cumprir a exigência prevista no regime de metas. “Se as projeções se confirmarem, a carta aberta se torna inevitável”, disse. Carlos Lopes, economista do Banco BV, afirmou que o resultado “consolida um quadro negativo para a inflação” e ressaltou que, embora a guerra no Oriente Médio já comece a gerar impactos, “grande parte dessas pressões ainda vem de uma demanda doméstica bastante aquecida”. “Há pressão de custos e problemas de oferta impactando os preços dos alimentos”, afirmou. Ele acrescentou que bens industriais e serviços também seguem pressionados e resumiu o cenário dizendo que “não há muitos pontos da inflação que não tragam algum sinal de preocupação”. Para o economista do Banco BV, esse ambiente mantém em aberto os próximos passos do Banco Central. “Nossa avaliação é que o Banco Central deve seguir com mais um ajuste de 0,25 ponto percentual, mas consideramos plausível que a autoridade monetária avalie uma pausa imediata, dado o quadro bastante complicado da inflação”, disse. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
12/06/2026 12:00:49 +00:00
Dólar opera em queda e vai a R$ 5,05, de olho em inflação no Brasil e Oriente Médio; Ibovespa oscila

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e passou a operar em queda nesta sexta-feira (12). A moeda caía 0,80% perto das 15h50, cotada a R$ 5,0604. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0578. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,16% no mesmo horário, aos 171.227 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados da inflação brasileira estão no centro das atenções nesta sexta-feira. O índice subiu 0,58% em maio, em desaceleração em relação a abril (0,67%). Os dados reforçam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, momento em que o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciam suas decisões de juros. 🔎 O dado é importante porque quanto maior é a inflação e os sinais de que os preços devem subir, maior é também a chance de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a taxa básica (Selic) inalterada. Juros em patamares elevados por mais tempo tendem a limitar a inflação e a desacelerar a economia. ▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã também ficam no radar e trazem alívio para o petróleo. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os "pontos finais" de um acordo com Teerã foram aprovados e indicou que a assinatura pode ocorrer já neste final de semana. O país do Oriente Médio, no entanto, ainda nega uma decisão final — o que tem aumentado o ceticismo no mercado em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito. Com o alívio das tensões, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,51% perto das 15h50, cotado a US$ 87,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 3,45% no mesmo horário, a US$ 84,68 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,08%; Acumulado do mês: +1,16%; Acumulado do ano: -7,06%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,47%; Acumulado do mês: -1,32%; Acumulado do ano: +6,44%. Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã As indicações de que os Estados Unidos e o Irã voltaram a negociar começaram na tarde de ontem. O presidente Donald Trump, cancelou os ataques ao Irã, após negociadores terem chegado a um consenso sobre "pontos finais" para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que um tratado poderia ser assinado ainda no final de semana. (acompanhe os principais acontecimentos) Ainda segundo Trump, Teerã teria concordado com o compromisso de não buscar armas nucleares e com a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Washington colocaria fim ao bloqueio naval no canal. Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar que uma decisão final estivesse tomada e classificou as notícias sobre o tema como "especulativas" — o que aumentou o ceticismo do mercado sobre uma resolução rápida ou definitiva do conflito. Segundo Teerã, apesar de grande parte do texto do acordo de fato estar pronta, Washington teria feito exigências excessivas. "O Irã não assume, neste texto, nenhum compromisso de ceder a gestão do Estreito [de Ormuz], nem de restaurar as condições que existiam antes da agressão militar americana e israelense", informou a agência de notícias da República islâmica (IRNA), na véspera. "O Irã negociará o programa nuclear exclusivamente dentro da estrutura dos princípios fundamentais da República Islâmica, e questões como o direito do Irã de enriquecer urânio e a retenção de material enriquecido [...] serão enfatizadas com vistas à sua inclusão no acordo final", completou a agência. Estreia da SpaceX na bolsa de NY A SpaceX estreou nesta sexta-feira (12) na bolsa Nasdaq avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Logo no início das negociações, as ações abriram a US$ 150, acima do preço de US$ 135 definido no IPO, e chegaram a subir cerca de 11%, elevando o valor de mercado da companhia para aproximadamente US$ 1,96 trilhão (cerca de R$ 9,95 trilhões). Com essa valorização, a empresa de Elon Musk passou a figurar entre as mais valiosas do mundo. A oferta pública inicial também entrou para a história ao levantar US$ 75 bilhões, mais que o dobro do recorde anterior, registrado pela Saudi Aramco em 2019. Apesar da forte demanda dos investidores, a aposta na SpaceX pode parecer contraditória. Embora tenha realizado o maior IPO da história, a empresa ainda registra prejuízo. Em 2025, faturou US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões), mas encerrou o ano com um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões). Segundo especialistas consultados pelo g1, o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX. Veja mais nesta reportagem: IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão? LEIA MAIS SpaceX vale US$ 1,75 trilhão? Os riscos por trás do IPO mais aguardado do mercado Trilionário? Fortuna de Elon Musk pode superar riqueza de 46% da população mundial após IPO da SpaceX A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas Mercados globais Em Wall Street, as bolsas operavam em alta, conforme investidores avaliavam a possibilidade de um acordo de paz no Oriente Médio e a estreia da SpaceX na Nasdaq. Perto das 15h50, o índice Dow Jones avançava 0,82%, enquanto o S&P 500 subia 0,47% e o Nasdaq tinha alta de 0,35%. Entre os destaques do dia, as ações da Intel tinham alta de 3,8% e as da AMD avançavam 7%, impulsionadas por uma recomendação positiva do Citigroup. Na Europa, as bolsas de valores fecharam em forte alta nesta sexta-feira após o aumento das expectativas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio. Com isso, o índice europeu STOXX 600 avançou 1,9% no dia e acumulou alta de 1,7% na semana. Entre as principais bolsas, Londres subiu 1,63%, Frankfurt ganhou 1,76%, Paris avançou 1,83%, Milão teve alta de 1,97%, Madri registrou valorização de 2,59% e Lisboa fechou com ganho de 0,76%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se recuperaram nesta sexta-feira. O Índice Composto de Xangai subiu 1,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%. Já o Hang Seng teve alta de 1,9%. No Japão, o Nikkei subiu 2,81%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 4,63%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters
12/06/2026 12:00:15 +00:00
Se namorar no trabalho não é proibido, por que tanta gente ainda esconde a relação?

Relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira. Pexels Era julho de 2025. Durante um show do Coldplay, as câmeras do estádio flagraram um CEO e uma executiva de uma empresa de tecnologia juntos na plateia. Ao perceberem que estavam aparecendo nos telões, os dois tentaram se esconder. Em poucos minutos, as imagens já circulavam pelo mundo. Nos dias seguintes, o episódio dominou conversas nas redes sociais, nos escritórios e até fora deles. Segundo reportagens publicadas posteriormente, os dois viviam processos de separação de seus respectivos parceiros naquele período. O caso expôs um relacionamento que vinha sendo mantido de forma reservada e chamou atenção para uma situação comum no mundo corporativo: relacionamentos que existem, mas permanecem fora do radar de colegas e, às vezes, da própria empresa. 🤐 A discrição, porém, não significa necessariamente que haja algo errado. No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não proíbe relacionamentos amorosos entre funcionários da mesma empresa. Ainda assim, manter o namoro em sigilo, pelo menos nos primeiros meses, continua sendo uma escolha comum entre muitos casais. 💭 Mas o que explica esse comportamento? O receio está apenas nas fofocas e nos julgamentos dos colegas? Ou há motivos mais profundos para manter um relacionamento em segredo? Nesta reportagem, entenda: O problema não está na lei O que diz a legislação O que as empresas podem regular Quando há diferença de cargos O desafio que vai além do romance Como equilibrar amor e carreira Dia dos Namorados: por que a data não é tão romântica quanto você imagina? O problema não está na lei À primeira vista, pode parecer contraditório. Se a legislação brasileira não proíbe relacionamentos entre colegas de trabalho, por que tantas pessoas ainda têm receio de assumir a relação? Para a presidente da ABRH-SP e CEO da Umanni, Eliane Aerea, a resposta está menos na legislação e mais na cultura das organizações. "Esse medo vai além da questão legal e está ligado à cultura corporativa e à forma como as organizações funcionam", afirma. Segundo ela, o receio surge da incerteza sobre como a informação será recebida dentro da empresa. Ao tornar um relacionamento público, muitos profissionais passam a se perguntar se continuarão sendo avaliados apenas pelo desempenho ou se a vida pessoal passará a influenciar a forma como são vistos por colegas e líderes. "As pessoas temem que o relacionamento ofusque suas competências técnicas e suas entregas. Há o medo do julgamento dos pares, do surgimento de fofocas e, principalmente, de que a relação seja interpretada como um potencial conflito de interesses", explica. Na avaliação da especialista, a insegurança está ligada à possibilidade de que o relacionamento mude a forma como a trajetória profissional será vista dali em diante. Em muitos casos, essa preocupação aumenta quando não existem regras claras. "Muitas empresas ainda não têm políticas transparentes sobre o tema. Quando não existe uma orientação clara, o espaço é ocupado pelo medo de retaliações silenciosas, como perder oportunidades de promoção ou ser isolado pelos colegas." Uma das principais preocupações de quem assume um relacionamento no trabalho é perder o controle sobre a forma como será visto pelos colegas. Antes de a relação se tornar conhecida, as interações costumam ser vistas apenas sob a ótica profissional. 🔓 Depois disso, o cenário pode mudar. Conversas reservadas passam a chamar atenção, almoços juntos despertam curiosidade, reuniões ganham novas interpretações e até situações rotineiras podem ser vistas de outra forma, explica Eliane. Em outras palavras, dois profissionais passam a ser vistos também como um casal. Com isso, comportamentos comuns podem ganhar interpretações diferentes. O resultado é uma sensação de vigilância constante, o que ajuda a explicar por que muitos relacionamentos permanecem em segredo por tanto tempo. "Qualquer discordância técnica em uma reunião pode ser interpretada como uma briga de casal. Já a concordância pode ser ser vista como favorecimento", afirma a especialista. Segundo Eliane, um dos receios mais comuns é que conquistas deixem de ser atribuídas ao desempenho profissional e passem a ser associadas ao relacionamento. Essa preocupação é ainda maior quando um dos parceiros é promovido, assume uma função estratégica ou passa a liderar projetos importantes. "Se um dos parceiros é promovido ou recebe um projeto importante, o casal teme que os colegas atribuam o sucesso ao relacionamento, e não ao mérito", afirma a presidente da ABRH-SP. Por isso, muitos casais optam por manter a relação reservada até que ela esteja mais consolidada. A decisão não serve apenas para preservar a privacidade, mas também para proteger a reputação profissional. Embora esses receios possam atingir qualquer profissional, eles nem sempre afetam homens e mulheres da mesma forma, destaca a presidente da ABRH-SP. ♀️ Segundo a especialista, mulheres em relacionamentos no ambiente corporativo costumam enfrentar julgamentos mais severos sobre sua competência, credibilidade e desempenho. Na prática, isso significa que promoções, aumentos salariais e novas responsabilidades podem ser recebidos com mais desconfiança quando envolvem mulheres. "Esse viés de gênero é uma realidade que as organizações precisam reconhecer e combater ativamente." Além disso, quando um relacionamento começa, poucas pessoas pensam em como ele pode terminar, lembra Eliane. Diferentemente de outros casais, colegas de trabalho não podem simplesmente se afastar após uma separação. Eles continuam compartilhando reuniões, projetos, metas e, muitas vezes, o mesmo espaço físico. Por isso, um relacionamento no trabalho costuma ser encarado com mais cautela. O receio não está apenas na relação em si, mas nos impactos que um eventual término pode trazer para a dinâmica profissional, especialmente quando os dois atuam na mesma equipe ou dependem um do outro para executar tarefas, analisa Eliane. O que diz a legislação Apesar das preocupações, especialistas reforçam que relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira. A advogada trabalhista Cristina Pena explica que a intimidade e a vida privada são direitos garantidos pela Constituição Federal. Por isso, uma empresa não pode impedir que funcionários mantenham um relacionamento. "Proibir as pessoas de se apaixonarem é inconstitucional. Fere os direitos fundamentais da personalidade", afirma. Na prática, isso significa que o relacionamento, por si só, não pode justificar punições ou demissões. Também não existe obrigação legal de comunicar o namoro à empresa, salvo situações específicas previstas em políticas internas relacionadas a conflitos de interesse. O que as empresas podem regular Embora não possam proibir relacionamentos, as empresas podem estabelecer regras de convivência no ambiente de trabalho. Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, essas normas devem tratar do comportamento profissional, e não da vida privada. As organizações podem limitar demonstrações públicas de afeto durante o expediente, criar mecanismos para evitar conflitos de interesse e estabelecer protocolos para relacionamentos com diferença hierárquica. O objetivo é preservar a produtividade, a imparcialidade e o bom funcionamento das equipes. Quando há diferença de cargos Se relacionamentos entre colegas já atraem atenção, o cenário se torna mais delicado quando existe diferença hierárquica. Nesses casos, a principal preocupação não é o relacionamento em si, mas a percepção de justiça nas decisões. Promoções, avaliações e distribuição de oportunidades precisam continuar sendo vistas como imparciais. Segundo a presidente da ABRH-SP, esse tipo de situação exige atenção redobrada de líderes e do setor de recursos humanos. "Nesses cenários, é fundamental haver comunicação clara, transparência e critérios objetivos para as decisões." Em alguns casos, as empresas optam por realocações internas para evitar questionamentos. O desafio que vai além do romance Existe ainda um aspecto menos visível nessa discussão. Em empresas que lidam com informações estratégicas, projetos confidenciais ou dados sensíveis, relacionamentos exigem cuidados adicionais. Segundo Eliane, o tema também envolve questões de confidencialidade. Quando duas pessoas mantêm um relacionamento e atuam em áreas relacionadas, cresce a necessidade de respeitar acordos de sigilo e protocolos internos. O objetivo não é impedir relações pessoais, mas garantir que informações estratégicas continuem protegidas. Como equilibrar amor e carreira Para a presidente da ABRH-SP, a ideia de separar completamente vida pessoal e profissional não corresponde à realidade. "Somos seres integrais. A separação absoluta entre vida pessoal e profissional é um mito." Para ela, o desafio está em estabelecer limites saudáveis. Isso exige maturidade emocional, boa comunicação e acordos claros entre o casal. Uma recomendação comum é evitar levar problemas pessoais para o trabalho e impedir que questões profissionais dominem a vida fora dele. A especialista também destaca a importância de ambientes organizacionais mais seguros. Em vez de proibir relacionamentos, as empresas podem investir em políticas claras, critérios transparentes e uma cultura que valorize resultados.
12/06/2026 08:03:44 +00:00
Por que o PIX incomodou gigantes globais e gerou uma disputa silenciosa no mercado?
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários. A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas. Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
12/06/2026 07:01:59 +00:00
Dia dos Namorados nasceu para você comprar mais: conheça a história da data no Brasil

Dia dos Namorados: por que a data não é tão romântica quanto você imagina? Entre buquês, presentes e declarações apaixonadas, o Dia dos Namorados parece girar apenas em torno do amor. Mas sua origem no Brasil revela um objetivo bem mais prático: movimentar o comércio. A data, comemorada em 12 de junho, foi criada em 1948 como uma estratégia de marketing para aumentar as vendas em um dos meses mais fracos do mercado. O publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo João Doria Jr., criou a data a pedido de uma loja que queria melhorar os resultados, segundo a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP). Além de ser uma época de vendas fracas, o dia 12 de junho foi escolhido por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido na cultura popular como o santo casamenteiro. A primeira campanha publicitária que lançou a data no Brasil usava o slogan: "Não é só com beijos que se prova o amor!". "Foi uma ideia muito legal porque está intimamente ligada ao negócio. Segundo pesquisas, seis em cada 10 brasileiros acham a data importante", afirma o Antônio Fadiga, vice-presidente da ABAP. A ideia deu certo, e logo outros lojistas aderiram à campanha. Hoje, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante para o comércio no Brasil, de acordo com o Sebrae. Apesar de ser uma celebração importante para o comércio, o governo federal não considera a data feriado nem ponto facultativo. É interessante notar que, em outros países, o dia para celebrar o amor é em fevereiro: o Valentine's Day. O Dia dos Namorados foi criado para impulsionar as vendas durante o mês de junho Arquivo Pessoal Por que Santo Antônio é o santo casamenteiro? A data escolhida para comemorar o Dia dos Namorados foi a véspera da celebração de Santo Antônio, famoso por ser o santo casamenteiro. Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, nasceu em 1195, em Portugal, e tem forte ligação com a Igreja no Brasil. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele é padroeiro ou titular de três arquidioceses e 11 dioceses. Ele ficou conhecido como santo casamenteiro porque, segundo relatos, ajudou uma jovem de Nápoles, no sul da Itália, que queria se casar, mas não tinha dinheiro para o dote, explica o padre Elílio de Faria Matos Júnior, da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG). Segundo o padre, Santo Antônio entregou à jovem um bilhete para que ela desse a um comerciante. No bilhete, ele pedia que o comerciante desse à moça moedas de prata com o mesmo peso do papel. "Julgando irrisório o peso do papel, o comerciante aceitou, mas, quando colocou o bilhete num dos pratos da balança, foi preciso colocar no outro 400 escudos de prata”, contou o padre, em entrevista ao g1. Foi então que, conforme a crença católica, o comerciante se lembrou de que havia prometido esse valor ao santo. Assim, a jovem recebeu a quantia e pôde se casar. Desde então, muitos fiéis pedem a ajuda de Santo Antônio para casar, fazendo simpatias como colocá-lo de cabeça para baixo, tirar o menino Jesus de seus braços ou procurar sua imagem em bolos, entre outras promessas. Ex governador de São Paulo publicou um homenagem ao pai, criador do Dia dos Namorados no Brasil Instagram/ Reprodução Qual a origem do Valentine’s Day? Nos Estados Unidos e na Europa, o equivalente ao Dia dos Namorados é o Valentine's Day (Dia de São Valentim), celebrado em 14 de fevereiro. Existem várias histórias sobre a origem da data, mas a mais conhecida é a do bispo Valentim, que, no século III, no Império Romano, realizava casamentos mesmo com a proibição do imperador. Na época, por causa das guerras, o imperador Cláudio II proibiu os casamentos, acreditando que homens solteiros eram melhores soldados. Mesmo assim, o bispo Valentim continuou realizando cerimônias e, ao ser descoberto, foi condenado. Influenciadora chinesa viraliza ao mostrar produtos à venda por apenas 3 segundos em lives
12/06/2026 07:00:55 +00:00
Anthropic ou OpenIA: quem ganhará disputa trilionária?

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA). Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO). Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois. O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões. Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares. Para que serve tanto dinheiro? A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano. A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário. Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento. Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões. Quem está na frente? Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes. A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo. "Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista. Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente. "Monetizar uma base tão grande de usuários grátis é um desafio", afirma Rolfes. Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda. "A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional. Uma disputa de egos Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade. Desde então, ele posiciona a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada. Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados. Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras. Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável. Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem". "Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI". Corrida pela AGI Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar". Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens". No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo. A corrida pela liderança na inteligência artificial, portanto, ainda está longe de terminar.
12/06/2026 06:00:54 +00:00
Veja como ficam os horários dos bancos nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa de 2026

Torcedores apoiam a seleção brasileira em Cleveland antes de amistoso com o Egito Reuters Os bancos poderão adotar horário especial de atendimento nos dias em que os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 coincidirem com o expediente das agências. A medida também vale para postos de atendimento bancário e tem como objetivo adequar o funcionamento das instituições aos horários das partidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na primeira fase do torneio, porém, os jogos do Brasil estão marcados para 19h e 21h30 (horário de Brasília), após o encerramento do atendimento ao público na maior parte das instituições financeiras. Caso a Seleção avance para fases com partidas disputadas durante o horário comercial, os bancos poderão operar com expediente reduzido. Nessas situações, os horários de atendimento serão os seguintes: Jogo às 14h: atendimento das 9h às 12h; Jogo às 16h: atendimento das 10h às 14h; Jogo às 17h: atendimento das 10h às 15h. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências que já abrem às 9h manterão esse horário de início de atendimento. Já postos bancários instalados em locais especiais, como shopping centers e aeroportos, poderão ter horários diferentes, que serão informados diretamente por cada estabelecimento. A entidade recomenda que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que dependam de atendimento presencial. "O recomendação é que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que exigem atendimento presencial e, sempre que possível, utilizem os canais digitais, que estarão disponíveis normalmente e oferecem conveniência, agilidade e segurança", afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban. O funcionamento dos canais eletrônicos não será afetado: Aplicativos, internet banking, centrais remotas de atendimento e salas de autoatendimento seguirão operando normalmente, de acordo com as regras de cada instituição. O PIX também continuará disponível 24 horas por dia, inclusive durante as partidas da Seleção.
12/06/2026 06:00:41 +00:00
Copa do Mundo faz bares faturarem até 76% mais, mas prejudica outros negócios

Quer faturar mais na Copa? Veja estratégias para atrair clientes durante o torneio A Copa do Mundo não movimenta apenas torcedores, mas também o consumo. Durante o torneio, alguns setores ganham vantagem e registram crescimento expressivo nas vendas, enquanto outros enfrentam queda no fluxo de clientes. Bares e restaurantes estão entre os principais beneficiados. O faturamento pode crescer até 76%, impulsionado pelo hábito do brasileiro de transformar o jogo em encontro e o encontro em consumo, segundo um estudo do Data-Makers. O setor de alimentação fora do lar costuma se destacar durante a Copa por reunir grupos para assistir às partidas. Para ampliar o faturamento, a estratégia passa por investir na experiência, combinando ambiente, serviço e oferta de produtos. Entre as ações mais comuns estão: 📽️ transmissão com telões e som de qualidade 🌭 criação de combos e promoções temáticas 🌮 cardápios inspirados nos jogos ou nas seleções 📋planejamento de entregas antes do início das partidas A lógica é simples: atrair o cliente antes do apito inicial e mantê-lo consumindo ao longo do jogo. Supermercados e lojas de conveniência se beneficiam com o aumento do consumo dentro de casa. Os chamados “kits torcida”, com alimentos e bebidas, ganham força nesse período. Além disso, a Copa impulsiona a venda de itens como televisores, smartphones, móveis e produtos temáticos, como camisas da seleção e bandeiras. Em jogos decisivos, esses itens costumam registrar picos de demanda. Quem perde movimento durante os jogos Nem todos os segmentos se beneficiam. Parte do varejo físico, especialmente lojas de rua e shoppings, pode enfrentar queda no fluxo de clientes durante as partidas. Isso ocorre porque o consumidor direciona sua atenção quase exclusivamente aos jogos, deixando compras e serviços para outros momentos. O momento da venda é determinante para o faturamento durante a Copa. Dados indicam que o ticket médio pode subir até 69,2% nas duas horas que antecedem os jogos, mas cai 61,3% com o início das partidas. Isso reforça a importância de antecipar o consumo. Empresas que conseguem atrair o cliente antes do jogo têm mais chances de aumentar as vendas. Clima de Copa do Mundo toma conta das ruas no nosso país. mais.opovo.com.br Estratégias para reduzir a queda Negócios que tendem a perder movimento podem adaptar a oferta para redistribuir a demanda ao longo do dia. Algumas alternativas incluem: oferecer descontos ou benefícios em horários alternativos incentivar compras antecipadas vender créditos para consumo futuro, com bônus ao cliente Essas ações ajudam a minimizar períodos de baixa e manter o fluxo de receita. Redes sociais viram segunda tela Mesmo durante as partidas, há uma oportunidade importante: o celular. Ainda segundo dados do Data-Makers, cerca de 86% dos brasileiros devem usar redes sociais enquanto assistem aos jogos, o que transforma essas plataformas em canais estratégicos de comunicação. Empresas podem aproveitar esse comportamento para publicar conteúdos em tempo real, reagir a lances e engajar o público enquanto o jogo acontece. Ter materiais preparados com antecedência ajuda a ganhar agilidade. Apesar das oportunidades, é preciso cuidado com o uso de marcas oficiais. ⚠️ Empresas não podem utilizar símbolos ou logotipos da Fifa sem autorização. A recomendação é investir em referências indiretas, como cores e elementos ligados ao universo do futebol, evitando riscos legais.
12/06/2026 05:00:31 +00:00
Orçamento paralelo: TCU investiga uso de 'dinheiro esquecido' de trabalhadores nos bancos para o Desenrola 2.0

Governo Lula anunciou segunda fase do Desenrola Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos diretamente para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0 — programa de renegociação de dívidas lançado em um ano eleitoral. Até o fim de maio, haviam sido transferidos R$ 5,7 bilhões ao chamado Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo privado no qual o governo também realiza aportes, que vai garantir a renegociação das dívidas dos trabalhadores. ➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. ➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos. ➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias". 🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las. Governo Federal anuncia nova edição do programa de renegociação de dívidas O que diz o governo ➡️Questionado pelo g1 se o uso dos recursos dos trabalhadores sem trânsito formal pelo orçamento para uma política pública em um ano eleitoral não configura desrespeito à lei, o Ministério da Fazenda informou que esses são "valores estritamente privados e que manterão essa condição mesmo após sua transferência ao FGO [fundo que garante as operações do Desenrola 2.0]". "Importa notar que o Desenrola 2.0 compreende uma iniciativa do governo federal em parceria com o setor privado, sendo que as renegociações de dívidas inadimplentes também interessam às instituições financeiras participantes na medida em que aumentam as perspectivas de reembolso sobre empréstimos que, em geral, possuíam baixa capacidade de recuperação ou já estavam totalmente provisionados", acrescentou o Ministério da Fazenda. Casos semelhantes O TCU concluiu no início de junho um processo sobre a realização de despesas públicas por meio de recursos que não transitam diretamente pelo orçamento da União, algo que, segundo o tribunal, "pode acarretar a perda de credibilidade e de transparência da gestão orçamentária e fiscal da União". Foram analisados: Retenção pela Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA) de parte de sua receita para funcionamento da empresa pública federal, antes do repasse ao fundo social. O TCU determinou que os pagamentos sejam realizados em "plena consonância com o arcabouço jurídico-normativo que rege as finanças públicas, em especial os princípios orçamentários da Unidade". Programa gás do povo: TCU questionou a utilização de recursos fora do orçamento, numa operação intermediada pela Caixa Econômica Federal. Após críticas do presidente do tribunal no ano passado, o governo incorporou os gastos da política formalmente dentro da peça orçamentária em 2026. Multas ambientais do Ibama: TCU investigou a conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente quando o autuado executa o projeto, ou são destinados a outros projetos aprovados. O tribunal determinou que o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente "adotem medidas para garantir que os recursos oriundos da conversão de multas na modalidade indireta observem o rito orçamentário e financeiro da União". Honorários advocatícios da AGU: TCU questionou o pagamento de "honorários de sucumbência" pela parte derrotada a um Conselho Curador, que repassa os valores aos servidores públicos por fora do orçamento federal. No ano passado, foram pagos mais de R$ 6 bilhões. O tribunal registrou o risco de os recursos se tornarem um "orçamento paralelo e sem controle para a execução de despesas que não possuem qualquer relação com a remuneração de servidores públicos", mas observou que o caso está sendo tratado em outro processo. Com isso, não fez recomendação. Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (IFES) de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs): TCU criticou a possibilidade de realizar despesas custeadas com receitas próprias e recursos de convênios e conclui que brechas legais e operacionais, embora legalmente amparadas, fragilizam o controle e a transparência das despesas públicas, e determinou medidas para aumentar a transparência dessas operações. Contas vinculadas às concessões de serviços públicos: questiona porque somente 25% do valor da outorga da privatização de parte da BR-040 foi para o Tesouro Nacional, sendo os 75% restantes alocados em conta vinculada à concessão, sob gestão indireta da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Há um processo sobre isso em análise, sem decisão de mérito. Nesta semana, o TCU aprovou com ressalvas as contas do governo em 2025. Entre os pontos com restrições, está justamente a destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) por fora do orçamento da União. O Ministério da Fazenda, por sua vez, afirmou que essas operações "foram implementadas seguindo a legislação e entendimentos jurídicos vigentes". "De todo modo, o Ministério da Fazenda respeita as orientações do Tribunal com o objetivo de aumentar a transparência sobre a condução das respectivas políticas públicas e apoiará sua efetivação, naquilo que couber em suas competências regimentais", acrescentou o Ministério da Fazenda.
12/06/2026 05:00:19 +00:00
Com Neymar, Panini lança pacote com novas figurinhas para atualizar álbum da Copa do Mundo de 2026

Álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini. Reprodução/Panini Os colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 ganharam uma novidade nesta quinta-feira (11). A Panini abriu a pré-venda de um pacote complementar de figurinhas que permite atualizar a coleção com jogadores convocados após o lançamento inicial do álbum. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 📺 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Chamado de Update Set, o kit reúne 120 novos cromos. A maioria deles é dedicado a atletas que ficaram fora da versão original da coleção, mas acabaram incluídos nas listas finais das seleções classificadas para o Mundial. Entre os nomes que passam a integrar o álbum estão o atacante Neymar, da Seleção Brasileira, o goleiro Manuel Neuer, da Alemanha, e o zagueiro Pau Cubarsí, da Espanha. Segundo a Panini, o objetivo é oferecer aos colecionadores uma forma de manter a coleção alinhada às equipes que efetivamente disputarão a Copa do Mundo de 2026. O pacote inclui atletas que ganharam espaço nas seleções nacionais durante o ciclo preparatório para o torneio. Agora no g1 O Update Set está disponível em pré-venda no site da editora por R$ 119,90. O produto é composto por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos. A iniciativa segue um modelo adotado pela empresa em grandes competições recentes, permitindo que o álbum reflita as mudanças ocorridas entre o lançamento da coleção e a divulgação das convocações oficiais das seleções.
12/06/2026 03:55:49 +00:00
SpaceX vale US$ 1,75 trilhão? Os riscos por trás do IPO mais aguardado do mercado

Decolagem da Starship em 22 de maio de 2025 Reprodução/SpaceX A SpaceX estará no centro das atenções dos mercados financeiros com sua estreia na bolsa de valores nesta sexta-feira (12/06). A empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial (IA) liderada por Elon Musk planeja arrecadar até US$ 75 bilhões (R$ 388 bilhões) com a venda de quase 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada. A empresa pode bater o recorde de maior Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da história, desbancando a posição que era da gigante do petróleo Saudi Aramco, que, em 2019, abriu seu capital e arrecadou US$ 26 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A SpaceX pode ainda se tornar a sétima maior empresa de capital aberto dos EUA. Como apenas 4% de seu capital social estará disponível, a avaliação total seria de impressionantes US$ 1,8 trilhão. A SpaceX pretende usar os recursos da IPO para financiar seus projetos ambiciosos, como a instalação de data centers de IA no espaço e missões a Marte. Agora no g1 Ambições da SpaceX Fundada em 2002, a SpaceX fez, ao longo dos anos, avanços significativos em tecnologias espaciais, como foguetes reutilizáveis, emergindo como a principal provedora de serviços de lançamento do mundo. O objetivo final da empresa é colonizar Marte e estabelecer uma civilização no planeta vermelho. Mais perto da Terra, a SpaceX opera a Starlink, uma enorme rede de cerca de 8 mil satélites, que oferece serviços de internet banda larga para consumidores, governos e clientes corporativos. A Starlink é atualmente o único negócio lucrativo da empresa. No início do ano, a SpaceX expandiu para a inteligência artificial ao se fundir com a xAI, que Musk criou em 2023 para desafiar empresas do setor como a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Anthropic. Musk almeja instalar gigantescos data centers no espaço movidos a energia solar e utilizar o frio vácuo do espaço para resfriamento sem custos, o que permitiria que as instalações contornassem as restrições energéticas e de temperatura que enfrentam na Terra. SpaceX, ainda uma empresa deficitária Em seu prospecto de IPO, a SpaceX destacou um mercado potencial de US$ 28,5 trilhões para seus produtos, por estar em posição única para oferecer serviços integrados de IA e internet baseados no espaço. Essa avaliação altíssima gera, no entanto, preocupações, principalmente pelo fato de a empresa ser deficitária. No ano passado, a SpaceX faturou US$ 18,7 bilhões, mas registrou um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. A empresa afirmou que não espera se tornar lucrativa tão cedo. Ela também possui uma dívida considerável, que chegou a cerca de US$ 29 bilhões no final de março. Levando-se em conta seus dados financeiros, a SpaceX seria avaliada em cerca de 94 vezes sua receita anual, um prêmio enorme em relação às ações de grandes empresas de tecnologia altamente lucrativas, como Apple, Alphabet ou Nvidia. Após avaliar as finanças da SpaceX, a Morningstar, uma empresa de serviços financeiros com sede nos EUA, avaliou a empresa em US$ 780 bilhões – um valor significativamente menor do que o da avaliação da IPO de US$ 1,8 trilhão. A empresa afirmou que a perspectiva para a SpaceX é "muito incerta" e que o sucesso dependerá de a plataforma de IA orbital da empresa funcionar e oferecer vantagens significativas em termos de custos operacionais em comparação com a computação terrestre. O que está por trás da febre das ações da SpaceX? O interesse dos investidores, tanto individuais quanto institucionais, parece enorme, com relatos recentes sugerindo que a IPO já está com demanda superior à oferta. Muitos apoiadores de Musk citam como razões para investir a visão do bilionário para a SpaceX e seu sucesso em transformar a Tesla em uma gigante global dos setores automotivo e tecnológico. A maioria das IPOs oferece apenas cerca de 5% a 10% do total da oferta para investidores individuais, de acordo com a empresa de serviços financeiros Fidelity. Mas a SpaceX reservou uma parcela muito maior de ações – até 30%, ou US$ 22,5 bilhões – para investidores individuais. "Muitos investidores individuais desconhecem que cerca de 25% das IPOs caem no primeiro dia de negociação, e uma porcentagem ainda maior cai em horizontes mais longos", afirmou à DW Jay Ritter, especialista em IPOs e professor de finanças da Universidade da Flórida. "Mas as instituições estão dispostas a atribuir altas avaliações à SpaceX e às grandes empresas de IA porque outras no setor de tecnologia demonstraram capacidade de crescer e se tornarem extremamente lucrativas", acrescentou, apontando para nomes como Alphabet, Nvidia e alguns outros com lucros anuais superiores a US$ 100 bilhões. "Se elas não tivessem feito isso, haveria muito mais preocupação com as avaliações", enfatizou Ritter. "Mas essas outras empresas, incluindo Microsoft e Broadcom, abriram o capital com avaliações muito mais baixas e, portanto, tinham maior potencial de valorização para os investidores." A bolsa de valores Nasdaq também alterou suas regras em maio para permitir que grandes estreantes, como a SpaceX, passem a integrar seu índice em até 15 dias de negociação, em vez dos três meses anteriormente exigidos. A mudança significa que os fundos de investimento passivos que acompanham o índice Nasdaq 100 precisarão comprar ações da SpaceX mais cedo. Musk mantém controle rígido sobre a SpaceX Especialistas alertam que as ações da SpaceX podem ser mais voláteis quando começarem a ser negociadas, pois a empresa disponibilizou apenas cerca de 4% de seu capital para a IPO. O fato de muitos investidores disputarem uma oferta limitada de ações pode gerar fortes oscilações de preços. Mesmo após a IPO, Musk manterá um controle rígido sobre a empresa. O bilionário detém atualmente cerca de 42% da SpaceX, mas após a abertura de capital, uma estrutura especial de ações de dupla classe garante que ele retenha cerca de 82% do poder de voto total no conselho da empresa, o que significa que ninguém poderá demiti-lo. A empresa também restringe a capacidade dos acionistas de entrar com ações coletivas, exigindo que eles apresentem os casos em um tribunal comercial especializado do Texas. Se um juiz se recusar, as disputas são encaminhadas para arbitragem privada, uma disposição vista como uma severa limitação dos direitos dos investidores. A Morningstar alertou que o domínio de Musk sobre a SpaceX também é um fator de risco e que os acionistas minoritários terão capacidade limitada de influenciar as decisões da empresa. "Essa concentração de poder de decisão em um único indivíduo cria riscos de governança que exigem consideração cuidadosa", observou.
12/06/2026 03:01:15 +00:00
IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão?

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes A SpaceX deve estrear nesta sexta-feira (12) na bolsa de valores de Nova York avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Com esse valor de mercado, a empresa de Elon Musk passaria a ocupar a oitava posição entre as companhias mais valiosas do mundo. A forte aposta de investidores de Wall Street na SpaceX pode parecer contraditória. Apesar de estar prestes a realizar o maior IPO da história, com uma captação estimada em US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões), a empresa ainda opera no vermelho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2025, a receita de US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões) não foi suficiente para evitar um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões). Especialistas consultados pelo g1 explicam que o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX. A empresa deixou de ser vista apenas como uma fabricante de foguetes e passou a ser associada ao potencial de integração entre as operações de inteligência artificial da xAI e os serviços da rede global de internet via satélite da Starlink. "Musk criou uma ‘superempresa’ de telecomunicações. A Starlink sozinha acabou se tornando um negócio global que hoje é maior do que a própria operação espacial em termos de faturamento", afirma Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures. Segundo Rylan Chase, analista de mercado da EBC Financial Group, os investidores que apostam na empresa estão pagando antecipadamente pelo potencial de expansão da conectividade da Starlink, pela futura monetização do foguete Starship e pela tese de infraestrutura de inteligência artificial criada pela combinação com a xAI. Os mais céticos temem que os planos de Elon Musk sejam ambiciosos demais para corresponder às expectativas. No documento de preparação para a estreia na bolsa, a SpaceX afirma que pretende construir uma base permanente na Lua e, no longo prazo, estabelecer uma colônia em Marte capaz de abrigar até 1 milhão de pessoas. As pretensões não param aí: a companhia também projeta desenvolver centros de processamento de dados em órbita alimentados por energia solar e impulsionar uma "economia espacial" baseada em fábricas, sistemas de energia e infraestrutura operando fora da Terra. Você quer acordar de manhã e pensar que o futuro vai ser grandioso — e é disso que se trata ser uma civilização espacial. Trata-se de acreditar no futuro e de pensar que ele será melhor do que o passado. E não consigo imaginar nada mais empolgante do que sair por aí e estar entre as estrelas. IPO da SpaceX pode colocar empresa no top 10 global Arte/g1 Quanto maior o salto, maior o tombo Por mais que a SpaceX deva fazer uma estreia avassaladora na bolsa, suas ações podem sofrer duros baques ao longo do tempo. Como muitos investidores apostam em planos ambiciosos para o futuro da empresa, qualquer decepção pode derrubar seu valor de mercado. Na avaliação de Chase, da EBC Financial Group, os investidores não estão olhando apenas para os resultados atuais da companhia. Quem aceita pagar US$ 135 (R$ 688,64) por ação está mirando em várias frentes de crescimento ao mesmo tempo, e não apenas no negócio espacial. 🚀 A SpaceX passou a reunir negócios de telecomunicações, inteligência artificial e infraestrutura tecnológica em uma mesma empresa. 📡 A Starlink se tornou a principal fonte de receita da companhia, enquanto outros projetos passaram a fazer parte de sua estratégia de crescimento para os próximos anos. 🤖 A xAI funciona como o braço de inteligência artificial da empresa, integrando o chatbot Grok aos dados da rede social X e à infraestrutura da Starlink. Ainda assim, o analista avalia que o valor de mercado projetado para a empresa é alto, mesmo em comparação com companhias que crescem rapidamente. Pelas contas dele, a avaliação equivale a cerca de 109 vezes toda a receita obtida pela empresa no ano passado. "É um ponto de partida excepcionalmente elevado para qualquer IPO de grande porte", diz. Mas muitos analistas avaliam que esse era o caminho natural. Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em inteligência artificial, afirma que a empresa chegou a um ponto em que suas ambições exigem um volume de recursos difícil de obter apenas por meio de rodadas privadas de investimento. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de uma empresa. Nesse processo, a companhia vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Segundo Machado Dias, a receita gerada pela Starlink convive com projetos que exigem investimentos elevados e podem levar anos para dar retorno. Em outras palavras, se a Starlink ajuda a sustentar as receitas da empresa, os demais projetos ajudam a explicar por que a SpaceX continua registrando prejuízos bilionários. "O Starship, os data centers orbitais e a guinada em direção à industrialização lunar demandam um tipo de capital que só o mercado público consegue oferecer." O caixa da SpaceX tem solução? Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo A avaliação de Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa especializada em pesquisas de mercado para startups e companhias privadas, aponta na mesma direção: a SpaceX usa os recursos gerados pelos lançamentos e pela Starlink para financiar uma estratégia que vai além da expansão de seus serviços atuais. 🌐 Entre os projetos citados por ele está a Terafab, uma fábrica de chips planejada para o Texas que poderá custar até US$ 119 bilhões (R$ 607 bilhões). A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla na qual a companhia busca controlar diferentes etapas de sua cadeia tecnológica, da fabricação de semicondutores à operação de satélites. 🛰️ Outro foco é a chamada computação orbital, conceito que prevê o processamento de dados diretamente no espaço por meio de uma futura rede de satélites voltada para aplicações de inteligência artificial. "A empresa utiliza o fluxo de caixa dos lançamentos e da Starlink para financiar sua visão de longo prazo", resume Asplund. Por isso, a avaliação trilionária da empresa depende principalmente do que ela conseguirá entregar nos próximos anos. Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, reforça a visão de que a companhia precisa se apresentar como uma "plataforma que reúne conectividade, transporte espacial e inteligência artificial". Segundo ele, a aposta dos investidores se apoia em três grandes expectativas para o futuro: 📡 Expandir a Starlink para além da internet via satélite Uma das principais apostas é a tecnologia conhecida como "direct-to-cell", que permite conectar celulares comuns diretamente aos satélites da empresa, sem a necessidade de antenas ou outros equipamentos específicos. O analista estima que esse mercado possa alcançar 1,1 bilhão de usuários até 2040 e gerar mais de US$ 42 bilhões (R$ 214,2 bilhões) por ano. Nesse cenário, avalia o analista, a Starlink deixaria de ser apenas uma rede de internet via satélite e passaria a ter um papel mais amplo no ecossistema digital, oferecendo conexão para celulares, veículos e outros dispositivos. Gif mostra decolagem da nave Starship Reprodução 🚀 Tornar o acesso ao espaço mais "barato" A segunda aposta está ligada ao Starship, foguete de nova geração da companhia. A expectativa da consultoria é que a reutilização total da nave reduza os custos de lançamento em até 80%, permitindo transportar mais carga ao espaço por uma fração do custo atual. Isso poderia ampliar a capacidade da Starlink e viabilizar negócios que hoje esbarram no alto custo para chegar ao espaço. Por isso, segundo Granda, parte importante do valor atribuído à SpaceX está ligada à expectativa de que o Starship ajude a impulsionar a economia espacial nos próximos anos. 🤖 Construir infraestrutura para inteligência artificial A terceira aposta envolve a xAI e os projetos de inteligência artificial reunidos pelo grupo. Segundo informações divulgadas pela própria companhia em seu prospecto de abertura de capital, a divisão de inteligência artificial gerou receita de US$ 3,2 bilhões (R$ 16,3 bilhões) em 2025, mas registrou prejuízo operacional de US$ 6,3 bilhões (R$ 32,1 bilhões). Os números refletem o forte ritmo de investimentos da operação. Apenas os gastos com infraestrutura e ampliação da capacidade de processamento consumiram mais de US$ 12,7 bilhões (R$ 64,8 bilhões) no período. ➡️ Entre os projetos estão grandes centros de processamento de dados e iniciativas que preveem levar parte dessa infraestrutura ao espaço. Para Granda, a avaliação trilionária da SpaceX está menos ligada aos resultados atuais e mais à expectativa de retorno desses projetos nos próximos anos. "O preço pode parecer caro olhando apenas para os números atuais, mas os investidores estão pagando hoje pela economia de 2030", resume. A engrenagem trilionária por trás da SpaceX Arte/g1
12/06/2026 03:01:14 +00:00
A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes Mais de meio século depois do primeiro passo humano na Lua, a SpaceX tenta convencer investidores de que o próximo grande salto será econômico. Embora ainda não existam minas, fábricas ou centros de processamento de dados operando fora da Terra, parte da avaliação de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões) atribuída à companhia — que estreia na bolsa nesta sexta-feira (12) —, reflete a expectativa de que atividades desse tipo se tornem economicamente viáveis nas próximas décadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essa visão aparece de forma explícita nos documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Neles, a empresa de Elon Musk define o espaço como "a maior fronteira econômica da história humana" e argumenta que a queda dos custos de lançamento está abrindo caminho para uma nova fase de expansão produtiva além da Terra. 🌐 Entre os projetos citados estão sistemas de geração de energia solar na superfície lunar, a extração de gelo para a produção de combustível, o aproveitamento de recursos minerais e a construção de fábricas capazes de produzir satélites e componentes eletrônicos. 🚀 Os planos incluem ainda um sistema de lançamento eletromagnético a partir do satélite natural, numa espécie de "catapulta gigante" projetada para enviar cargas ao espaço sem a necessidade de foguetes. Por mais futuristas que pareçam — dignas de um filme de ficção científica —, essas iniciativas refletem uma revisão das ambições da empresa e uma reorientação de sua estratégia para os próximos anos. Isso porque, durante anos, o empresário sul-africano apresentou Marte como o grande objetivo da expansão humana no espaço e o destino final dos planos da SpaceX. Agora, porém, a Lua ganha protagonismo como etapa prioritária da estratégia em seus planos mais imediatos. “A justificativa de Musk é técnica, [pois] janelas de lançamento da Lua são a cada dez dias, em vez de 26 meses de Marte”, explica Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o docente, a mudança também garantiu uma espécie de aderência ao “calendário do investidor institucional”, uma vez que a Lua pode permitir testar tecnologias, construir uma base operacional e acumular avanços de forma mais rápida, compatível com os horizontes de retorno esperados pelos investidores. O foguete que precisa funcionar… para todo o resto acontecer Há, porém, um elemento que conecta praticamente todas as ambições da SpaceX para a Lua: nenhuma delas existe sem o Starship, foguete desenvolvido pela companhia. Não à toa, o veículo aparece nos planos da empresa menos como um produto comercial e mais como o que a companhia define como infraestrutura capaz de sustentar uma futura economia espacial. Segundo a própria SpaceX, o projeto foi concebido para transportar grandes volumes de carga e tripulação de forma recorrente e economicamente viável. Há também a aposta na capacidade de reabastecimento em órbita, considerada uma peça-chave para missões mais longas e para a expansão das atividades além da Terra. Na avaliação de Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, o Starship representa uma mudança estrutural na forma como o espaço pode ser explorado economicamente. Para ele, o foguete inaugura uma nova etapa na trajetória da SpaceX, em que as missões espaciais deixam de funcionar como iniciativas pontuais e passam a se aproximar de uma lógica industrial baseada em escala, frequência e reutilização. Cápsula da SpaceX chega à Estação Internacional REUTERS/Nasa ➡️ O principal obstáculo histórico do setor sempre foi o custo de colocar pessoas e equipamentos em órbita. A proposta da empresa de Musk é inverter essa equação: transformando o acesso ao espaço em uma atividade mais previsível e rotineira. A expectativa da consultoria é que a combinação entre reutilização e maior capacidade de carga reduza drasticamente os custos de lançamento ao longo do tempo. Se isso acontecer, projetos que hoje parecem economicamente inviáveis poderão ganhar escala e viabilizar uma presença mais permanente fora da Terra. "Não se trata apenas de chegar à Lua. Trata-se de criar a infraestrutura necessária para permanecer lá e operar em escala", observa Granda. O que se ganharia produzindo coisas no espaço? Se a economia lunar ainda soa como um conceito distante, Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa de pesquisa e inteligência de mercado focada em startups, procura responder à pergunta que costuma separar visão de negócio de ficção científica: onde estaria o retorno financeiro de tudo isso? Segundo a consultoria, a queda dos custos de acesso ao espaço pode abrir caminho para atividades produtivas que hoje permanecem inviáveis. Parte dessa oportunidade estaria justamente em produzir fora da Terra. Em alguns casos, o ambiente de vácuo e microgravidade não seria apenas um local alternativo de produção, mas uma vantagem. ➡️ A gravidade terrestre pode gerar impurezas e deformações em materiais sensíveis. Em órbita, esses efeitos tendem a ser reduzidos, permitindo fabricar produtos com características difíceis de reproduzir em solo. Entre os exemplos citados por Asplund estão medicamentos produzidos em microgravidade, fibras ópticas especiais usadas em telecomunicações e lasers, além de wafers de silício — lâminas que servem de base para a fabricação de semicondutores. 💊 A estimativa da consultoria é que apenas o mercado de medicamentos produzidos nessas condições possa movimentar US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) até 2030. 🔬 No caso das fibras ópticas do tipo ZBLAN, cuja fabricação é favorecida pela ausência de gravidade, o potencial de mercado nesse período é estimado em US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões), enquanto o segmento global de wafers de silício supera US$ 150 bilhões (R$ 765,2 bilhões). 🚀 Já no turismo espacial se espera que a reutilização de veículos como o Starship reduza gradualmente os custos de acesso à órbita, ampliando um mercado que a Sacra projeta em quase US$ 4 bilhões (R$ 20,4 bilhões) até 2032. "As pessoas costumam imaginar o espaço apenas como um lugar para lançar satélites. Mas a lógica da próxima etapa é usar o ambiente espacial para fabricar produtos que seriam mais difíceis ou mais caros de produzir na Terra", afirma Asplund. Outro segmento apontado pelo especialista envolve as futuras estações espaciais privadas. Com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) se aproximando do fim de sua vida útil, a expectativa é que parte dos recursos hoje destinados à sua manutenção seja direcionada para plataformas comerciais em órbita. Segundo a Sacra, essa transição pode abrir caminho para uma nova geração de laboratórios, fábricas e centros de pesquisa operados por empresas privadas. Para a SpaceX, porém, o potencial do espaço não se limita à manufatura. Nos documentos apresentados à SEC, a companhia afirma que vê o espaço não apenas como um local para fabricar produtos, mas também como uma futura base para sustentar a expansão da inteligência artificial. ➡️ A empresa argumenta que o crescimento da inteligência artificial exige volumes cada vez maiores de energia e processamento, pressionando a infraestrutura terrestre. Como resposta, planeja desenvolver uma rede de satélites capazes de funcionar como centros de processamento de dados em órbita, alimentados por energia solar. Segundo a companhia, essa arquitetura reduziria parte dos custos associados aos grandes centros de dados terrestres. Em órbita, o calor dos equipamentos poderia ser dissipado diretamente para o espaço, diminuindo a necessidade de estruturas convencionais de refrigeração. “O espaço oferece o potencial de acesso a uma fonte de energia praticamente ilimitada e um ambiente operacional capaz de sustentar computação de alta densidade de forma contínua. Isso inclui vantagens estruturais para geração de energia, resfriamento dos equipamentos e operações ininterruptas à medida que a capacidade aumenta”, afirma a empresa em seu prospecto de abertura de capital. A SpaceX diz que pretende iniciar a implantação dessa estrutura a partir de 2028. Mais uma vez, o Starship aparece como peça central, já que a companhia considera o foguete indispensável para transportar ao espaço os equipamentos necessários para sustentar essa rede. Nos cálculos de Asplund, o movimento também representa uma tentativa de disputar uma parcela do mercado global de serviços em nuvem, estimado em US$ 200 bilhões (R$ 1,02 trilhão). Ele ressalta que a empresa mantém conversas com o Google para avaliar a possibilidade de hospedar conjuntamente centros de processamento de dados em órbita. “Caso avance, a parceria serviria como uma validação da demanda corporativa por infraestrutura de computação espacial e poderia ajudar a garantir as primeiras receitas do programa de constelação de satélites voltados à inteligência artificial”, afirma. Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo Quanto vale uma economia que ainda não existe? Embora Franco Granda projete que a economia espacial global possa alcançar US$ 1,8 trilhão (R$ 9,18 trilhões) até 2035, ele adota uma postura cautelosa quando analisa algumas das iniciativas mais ambiciosas da SpaceX. Projetos como data centers orbitais e uma futura base industrial na Lua aparecem na análise como possibilidades de longo prazo — não como fontes concretas de receita para os próximos anos, cuja realização ainda depende de uma série de avanços tecnológicos, operacionais e econômicos. "A ideia não é dizer que esses projetos são impossíveis. A questão é que eles estão muito além de qualquer horizonte de planejamento de curto prazo", avalia o analista sênior da PitchBook. 🌙 Ele considera propostas como a Moonbase Alpha — um assentamento lunar voltado à produção industrial — conceitualmente plausíveis, mas agressivas em cronograma. A avaliação é que a construção de uma estrutura permanente na Lua seria um projeto medido em décadas, não em anos. Por isso, Granda atribui receita praticamente zero a iniciativas como bases lunares e computação orbital em seus modelos financeiros atuais. “A SpaceX será apresentada [aos investidores] tendo a Starlink como motor de geração de caixa, complementada por diversas apostas de valorização futura, como a escala proporcionada pelo Starship, a conectividade direta para dispositivos móveis e a computação orbital”, afirma. Mas, para a própria SpaceX, a economia lunar também não parece ser o ponto final dessa história. Nos documentos apresentados à SEC, a própria companhia descreve o satélite natural como uma etapa intermediária rumo a objetivos ainda mais amplos, incluindo o conceito de civilização Kardashev Tipo II (entenda mais abaixo). Da economia lunar à civilização movida pela energia solar Arte/g1
12/06/2026 03:01:11 +00:00
Trilionário? Fortuna de Elon Musk pode superar riqueza de 46% da população mundial após IPO da SpaceX

SpaceX leva à bolsa de valores uma aposta que vai além dos foguetes O bilionário Elon Musk será mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial — cerca de 3,8 bilhões de pessoas — com a entrada de sua empresa aeroespacial e de inteligência artificial (IA), a SpaceX, no mercado de ações, segundo análise publicada nesta quinta-feira (11) pela ONG humanitária Oxfam. A fortuna pessoal de Musk, como proprietário da rede social X, deverá ultrapassar 1 trilhão de dólares com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX, que o tornará o primeiro trilionário do mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para se ter uma ideia, se Musk gastasse 1 milhão de dólares por dia, levaria 2.740 anos para gastar 1 trilhão de dólares, supondo que esse valor não rendesse nenhum juro. "Essa concentração extrema de riqueza é sintomática de décadas de políticas pró-bilionários que lhes permitiram ditar as regras econômicas a seu favor", afirmou a Oxfam em nota. Nabil Ahmed, diretor sênior de justiça econômica da Oxfam América, disse que a ascensão do magnata ao status de trilionário "é um novo marco para a oligarquia e um dia sombrio para a democracia". "Concentração de riqueza incompatível com uma democracia saudável" "Musk será um trilionário apoiado pelo governo, cuja fortuna foi impulsionada por uma era de políticas públicas regressivas", enfatizou a Oxfam. O relatório observou que um trilhão de dólares "nas mãos de um só homem" é incompatível com a ideia de "uma economia acessível e uma democracia saudável", visto que "a desigualdade econômica gera desigualdade política". Em seu relatório, a Oxfam destacou que um imposto de 10% sobre a fortuna estimada em um trilhão de dólares de Musk poderia eliminar a pobreza extrema no mundo por um ano, aliviando as vidas de mais de 800 milhões de pessoas. E ele ainda seria um dos dez bilionários mais ricos do mundo mesmo se doasse 100 dólares para cada pessoa no planeta. Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo Laços próximos com o governo Trump A organização ressalta que grande parte da fortuna de Musk se baseia não apenas no apoio governamental que recebeu no passado, mas também no fato de que, durante seu período no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele "supostamente se aproveitou da situação para proteger e aumentar" essa riqueza. A SpaceX obtém um quinto de sua receita do governo federal dos EUA, diz o relatório, acrescentando que sua IPO "encherá os bolsos" de funcionários da administração republicana, bem como de empresas de capital de risco, indivíduos com conexões políticas e altos executivos da empresa. A empresa programou para esta sexta-feira a maior IPO da história, superando o recorde estabelecido pela petrolífera saudita Aramco em 2019. Com essa operação, sua capitalização de mercado poderá chegar a aproximadamente 1,77 trilhão de dólares, o que a deixará entre as dez maiores empresas de capital aberto do mundo, mas ainda atrás de Nvidia, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Amazon.
12/06/2026 03:01:10 +00:00
Venezuela concede licença à britânica Shell para exploração de gás

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em 30 de abril de 2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria A Venezuela concedeu, nesta quinta-feira (11), uma licença à britânica Shell para a exploração e exportação de gás, somando-se às transnacionais que retornam ao país graças a uma recente reforma da lei de hidrocarbonetos que abriu o setor ao investimento estrangeiro. A presidente interina Delcy Rodríguez impulsionou em janeiro uma nova lei de hidrocarbonetos sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana. O governo de Rodríguez firmou acordos com várias das principais petroleiras do mundo, entre elas a britânica BP e a espanhola Repsol. Com essa licença, a Shell poderá explorar o campo Loran, que contém sete jazidas de gás natural, seis delas transfronteiriças com Trinidad e Tobago, informou a presidência da Venezuela em comunicado. Agora no g1 Segundo Rodríguez, essa concessão “vai permitir que a Venezuela dê um passo muito importante em seu desenvolvimento gasífero e também como exportadora de gás”. Ela apontou que esse campo de gás ficou abandonado por 23 anos. Após a aprovação da reforma da lei de hidrocarbonetos no fim de janeiro, Washington começou a flexibilizar as sanções contra a Venezuela. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e também é rico em gás natural. Peter Costello, presidente de Exploração e Produção da Shell, afirmou que “a assinatura desses acordos é uma conquista maravilhosa para a Venezuela e para a Shell e ressalta a nossa parceria de longa data”. Especialistas do setor petrolífero têm apontado que a Venezuela desperdiça bilhões de pés cúbicos de gás, o que provoca perdas econômicas e graves danos ambientais. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters
12/06/2026 01:03:17 +00:00
Mega-Sena, concurso 3017: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3017: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3017 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (11), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 6,75 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e acumulou para R$ 12 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 04 - 06 - 26 - 28 - 32 - 45 5 acertos: 36 apostas ganhadoras, R$ 31.988,67 4 acertos: 2.575 apostas ganhadoras, R$ 737,17 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3017 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
12/06/2026 00:03:19 +00:00
Justiça dos EUA mantém tarifa global de 10% de Trump em vigor

Trump exibe tabela com tarifas que devem ser cobradas pelos EUA REUTERS Um tribunal de apelações dos Estados Unidos prorrogou, nesta quinta-feira (11), a suspensão de uma decisão que havia declarado ilegal a tarifa global de 10% imposta pelo presidente Donald Trump, permitindo que o governo continue aplicando a cobrança enquanto o recurso é analisado. Trump impôs a tarifa aduaneira temporária de 10% em fevereiro, pouco depois de a Suprema Corte ter anulado a maior parte de suas tarifas gerais. A decisão da Corte representou um revés para o presidente, que havia transformado essas tarifas em um símbolo da política econômica de seu segundo mandato. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Em maio, o Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos proibiu a aplicação das tarifas a um grupo específico de autores da ação, o que levou o governo Trump a recorrer da decisão. Desde então, o Tribunal de Apelações do Circuito Federal dos Estados Unidos concedeu uma suspensão temporária da ordem do Tribunal de Comércio, medida que foi prorrogada nesta quinta-feira. Ao anunciar a decisão, o tribunal de apelações afirmou que “o governo federal demonstrou de forma suficiente que provavelmente terá êxito no mérito da questão”, entre outros fundamentos. A tarifa de 10%, aplicada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, está prevista para expirar no fim de julho, a menos que o Congresso decida prorrogá-la. O governo Trump já iniciou esforços para implementar, até essa data, novas tarifas de caráter mais duradouro.
11/06/2026 22:47:35 +00:00
Pautas-bomba: projetos em tramitação no Congresso podem ter impacto fiscal de R$ 111 bilhões por ano, diz Fazenda
Pautas-bomba em discussão no Congresso podem ter impacto fiscal bilionário nas contas públicas Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento informaram nesta quinta-feira (11) que nove proposições em tramitação no Congresso Nacional representam, em conjunto, um impacto fiscal estimado em R$ 111 bilhões por ano. O valor reúne estimativas elaboradas por órgãos técnicos do Poder Executivo e dizem respeito as chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso. 🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.
11/06/2026 21:56:04 +00:00
Fazenda refaz cálculos e diz que pautas-bomba do Congresso podem ter impacto fiscal de R$ 111 bilhões por ano

O Ministério da Fazenda refez os cálculos sobre o impacto da aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise pelo Congresso Nacional, a nova estimativa é de R$ 111 bilhões por ano. O valor diz respeito ao impacto fiscal de nove projetos em tramitação. Interlocutores da pasta haviam informado inicialmente ao g1 que o impacto superaria R$ 2 trilhões em dez anos. Segundo novas estimativas divulgadas nesta quinta-feira (11), o efeito será o equivalente a quase R$ 1 trilhão no mesmo período. Ainda assim, o impacto é maior do que a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. 🔎 Pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. CCJ do Senado aprova PEC sobre aposentadoria para agentes de saúde e endemias Veja o impacto estimado de cada medida PL 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. PLP 108/2021, que eleva o teto do Simples Nacional, implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano. PEC 231/2019, que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais. PEC 5/2023, relativa à ampliação da imunidade tributária de templos religiosos, tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano. PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano. PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social, gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030. PL 4.728/2020, que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais. PL 1.365/2022, que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da união em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh. PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano. Com exceção da PEC das Igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes. "As estimativas combinam renúncias de receita e despesas obrigatórias, incluindo equalização de taxas juros e impactos previdenciários, que afetam as contas públicas de maneira direta. As médias anuais pressupõem distribuição uniforme dos custos, sem atualização monetária, de modo que o impacto efetivo em cada exercício pode ser superior", dizem os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, em nota. Pressão sobre taxa de juros O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião. Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro. O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba". Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10). O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes contra o aumento de gastos. Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos. Dario Durigan Washington Costa/MF
11/06/2026 21:52:23 +00:00
Chuteiras rosas dominam a abertura da Copa do Mundo de 2026 — e devem continuar assim; entenda

Jogadores usam chuteiras rosas na estreia da Copa do Mundo de 2026. Reprodução / Caixa Quem acompanhou a partida entre México e África do Sul, primeira da Copa do Mundo de 2026, pode ter percebido que a maioria dos jogadores está usando chuteiras rosas — cor que deve ser tendência para o Mundial. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Elas podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo. Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.500. 🇧🇷 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Segundo o site Footy Headlines, especializado em equipamentos de futebol, "é uma coincidência surpreendentemente grande que todas as principais marcas tenham lançado novos produtos em um tom vibrante de rosa." Veja abaixo quanto custam as chuteiras rosas dessa Copa do Mundo. Casemiro, Raphinha e Luiz Henrique durante a goleada do Brasil por 6 a 2 contra o Panamá Mauro Pimentel/AFP Adidas Adidas F50 Elite New Balance New Balance Tekela “Pure Ambition” Nike Nike Mercurial Vapor 17 Elite Nike Phantom 6 Elite Low Nike Tiempo Maestro Elite Puma Puma Future 9 Ultimate Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira?Quanto custam as chuteiras dos jogadores da Seleção Brasileira? Puma Ultra 6 Ultimate Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.  Na Copa do Mundo, não grite "gol" com atraso
11/06/2026 21:09:10 +00:00
Copa do Mundo 2026: árbitro brasileiro expulsa três, anuncia decisão em inglês e rende memes

Wilton Pereira Sampaio na abertura da Copa do Mundo de 2026 rende memes Reprodução A presença do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul rendeu memes nas redes sociais. "Nossa Anitta" e "É a lenda Wilton Pereira Sampaio", destacaram algumas das publicações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A internet também brincou com o fato de Wilton ter expulsado dois jogadores da África do Sul e um do México. Em uma delas, que tirou o sul-africano Themba Zwame de campo, o brasileiro anunciou a decisão em inglês no sistema de som do estádio Azteca. Antes dele, o brasileiro já tinha aplicado um cartão vermelho para o sul-africano Sphephelo Sithole. Ele também deu o primeiro cartão amarelo desta Copa do Mundo, para Mokoena, da África do Sul. Wilton é acompanhado por assistentes brasileiros: Bruno Pires e Bruno Boschilla. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio durante abertura da Copa do Mundo de 2026 Reuters/Henry Romero
11/06/2026 20:24:05 +00:00
O que é Labubu e por que os bonecos apareceram na abertura da Copa do Mundo?

Labubu: o que é boneco que virou febre mundial A abertura da Copa do Mundo 2026 do México, transmitida nesta quinta-feira (11), contou com personagens inusitados: os bonecos Labubu, que foram febre em 2025, principalmente por conta da internet. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung. Eles são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu após abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção. Mas por que eles estavam na abertura da Copa? A Fifa, entidade responsável pela realização do torneio, e a Pop Mart, dona da marca Labubu, firmaram uma parceria em março deste ano que resultou em versões do boneco exclusivas para a Copa. Além dos bonecos especiais, a parceria também inclui lojas nos países-sede do torneio e outros itens especiais que estão à venda. Bonecos Labubu Reprodução/Pop Mart LEIA TAMBÉM Abertura da Copa teve shows de Shakira, Maná e J Balvin Copa do Mundo 2026: abertura tem memes sobre Shakira, Labubu, RBD e mais Labubus no Brasil As vendas dos bonecos originais no Brasil começaram apenas no último dia 5. Segundo a Candide, empresa brasileira que lançou os bonecos em parceria com a organização chinesa, a operação da Pop Mart no Brasil conta com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99. Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país. Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.
11/06/2026 19:16:21 +00:00
Copa do Mundo 2026: abertura tem memes sobre Shakira, Labubu, RBD e mais

Torcedor vestido como Chapolin Colorado durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 Reuters/Hannah Mckay A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 aconteceu nesta quinta-feira (11), antes da partida de estreia entre México e África do Sul. Já nos primeiros instantes do evento, a internet reagiu sobre a presença de Shakira, que cantou com o nigeriano Burna Boy a música oficial do torneio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A abertura também chamou atenção pela presença de dois bonecos Labubu, que se tornaram febre mundial nos últimos meses. E, claro, não faltaram postagens com referências à cultura pop mexicana, como Chaves e a banda RBD. Árbitro brasileiro expulsa três, anuncia decisão em inglês e rende memes Initial plugin text s Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text , Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Agora no g1 Labubu na abertura da Copa Reprodução
11/06/2026 17:30:38 +00:00
Banco Central Europeu sobe juros pela primeira vez desde 2023 e cita impacto da guerra nos preços da energia

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (11) sua principal taxa de juros pela primeira vez desde 2023, em uma decisão motivada pelo avanço da inflação na zona do euro em meio aos efeitos econômicos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A taxa de depósito, referência para a política monetária do bloco, subiu de 2% para 2,25%. A medida já era amplamente esperada pelo mercado e marca a primeira reação de um grande banco central ao aumento dos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio. "A guerra no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias, e a decisão de aumentar as taxas de juros é sólida em uma série de cenários que descrevem como o choque pode evoluir e afetar as perspectivas de médio prazo para a zona do euro", afirmou o BCE em comunicado. A instituição destacou que o cenário permanece incerto, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico da região. Agora no g1 Inflação na zona do Euro A preocupação da autoridade monetária ganhou força após a inflação da zona do euro acelerar para 3,2% em maio, acima da meta de 2% perseguida pelo BCE. Ao mesmo tempo, a instituição revisou para cima suas projeções para os preços ao consumidor em 2026, passando de 2,6% para 3%. Durante entrevista coletiva em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que o conflito no Oriente Médio está gerando pressões inflacionárias e aumentando o grau de incerteza para a economia europeia. Segundo ela, a decisão de elevar os juros foi unânime entre os integrantes do conselho da instituição. Lagarde classificou o aumento como um sinal necessário diante do cenário atual. A dirigente também argumentou que permitir que a inflação saia do controle poderia tornar ainda mais difícil o retorno à estabilidade de preços nos próximos anos. A decisão ocorre em um momento delicado para a economia da zona do euro. Embora o BCE tenha reduzido apenas marginalmente sua projeção de crescimento para 2026 — de 0,9% para 0,8% —, empresas e famílias já enfrentam custos mais elevados de energia em decorrência da guerra. Parte dos economistas, contudo, questiona a eficácia da medida. A avaliação é que a atual aceleração da inflação está ligada principalmente à oferta de energia, e não ao excesso de demanda na economia. Agir preventivamente Apesar das críticas, o BCE sinalizou que considera necessário agir preventivamente. A experiência da crise inflacionária iniciada em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, continua influenciando as decisões da instituição. Na época, o banco central foi acusado por parte do mercado de ter demorado para reagir à escalada dos preços. Lagarde evitou antecipar quais serão os próximos passos da política monetária europeia. Ainda assim, a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas relacionadas à guerra tem levado investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos próximos meses. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters
11/06/2026 15:59:37 +00:00
Golpes em bolões e apostas esportivas aumentam às vésperas da Copa; veja como se proteger

Venda das bandeiras dos países que participam da Copa do Mundo 2026, em Beirute, no Líbano. Joseph EID / AFP O número de golpes na internet envolvendo a Copa do Mundo aumentou. Com o início dos jogos nesta quinta-feira (11) e a expectativa pela estreia do Brasil no próximo sábado (13), um levantamento da Kaspersky apontou a criação de 25 sites fraudulentos que promovem falsos bolões e apostas esportivas apenas em junho. A empresa também apontou crescimento no número de sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas, que passou de 164 em maio para 180 em junho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Kaspersky, os fraudadores atraem vítimas ao oferecer bolões online com promessas de prêmios elevados ou facilidades nas apostas. Além da perda financeira direta, há risco de roubo de dados pessoais e sensíveis por meio de formulários de cadastro. De acordo com o pesquisador líder de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, os cibercriminosos têm explorado a tradição cultural relacionada à Copa do Mundo no Brasil para criar sites falsos. Agora no g1 "Pela pressa e desatenção para participar da brincadeira, o torcedor acaba entregando seu dinheiro via PIX e dados pessoais valiosos em cadastros maliciosos, gerando prejuízos imediatos e futuros, com o uso dos dados fornecidos em novas fraudes digitais”, afirmou em nota. Golpes também se estendem a viagens e transmissões Ainda segundo a Kaspersky, outros segmentos também registram aumento de sites fraudulentos. Produtos e viagens De acordo com a empresa, os fraudadores criam domínios que imitam grandes marcas e oferecem ingressos, pacotes turísticos de última hora e hospedagens nas cidades-sede por preços muito abaixo do mercado. O objetivo é induzir pagamentos rápidos via Pix ou capturar credenciais de plataformas legítimas de viagem. Streaming pirata Com a alta demanda para assistir às partidas ao vivo, muitos torcedores buscam alternativas gratuitas na internet. Os cibercriminosos aproveitam esse interesse para criar sites de streaming piratas, tática que se espalha rapidamente por anúncios e redes sociais. Para liberar o suposto sinal do jogo, essas páginas exigem o download de falsas extensões ou plugins de vídeo. Na prática, a transmissão nunca acontece, e o objetivo é infectar o aparelho da vítima com programas maliciosos capazes de roubar credenciais de e-mail e redes sociais, monitorar dados bancários e até assumir o controle total do dispositivo para exibir anúncios abusivos. Redes públicas de internet Para quem viaja para acompanhar os jogos nos estádios, o Wi-Fi gratuito também pode esconder riscos, alerta a Kaspersky. Um estudo realizado pela empresa nas três cidades-sede do México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) analisou mais de 84 mil redes de Wi-Fi e revelou que 17% das redes abertas são inseguras, com criptografia fraca ou inexistente. Conectar-se a essas redes sem proteção coloca em risco dados bancários e senhas de turistas. Veja como se proteger Desconfie de bolões desconhecidos: participe apenas de bolões organizados por pessoas conhecidas, como amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou por plataformas e marcas consolidadas e verificadas. Atenção aos métodos de pagamento: desconfie de sites que exigem pagamentos rápidos via Pix para “garantir vaga” em bolões com promessas de retorno financeiro irreal. Compre e aposte apenas em canais oficiais: para apostas esportivas, utilize apenas plataformas regulamentadas e evite clicar em links recebidos por WhatsApp ou redes sociais que prometem bônus exagerados de boas-vindas. Proteja sua conexão Wi-Fi: se estiver viajando, evite realizar transações financeiras ou acessar aplicativos bancários em redes públicas. Sempre que possível, utilize uma rede privada virtual (VPN) para criptografar seus dados. Use soluções de segurança: tenha sempre um antivírus confiável instalado no celular e no computador para bloquear tentativas de phishing e acesso a sites falsos de apostas e streaming.
11/06/2026 15:24:12 +00:00
Câmara avança com projeto de lei que promete aumentar multa e pontos na CNH para escapamento barulhento

Para ser modificado, escapamento de moto precisa estar dentro do que permite lei Sérgio Oliveira/EPTV A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que quer endurecer as punições para motoristas e motociclistas flagrados com escapamentos adulterados para produzir mais barulho. A proposta prevê o enquadramento da infração como gravíssima (hoje é classificada como grave), com multa, retenção do veículo até a regularização e punições mais severas em caso de reincidência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O projeto de lei agora segue para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado. O texto em discussão alteraria o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para incluir de forma explícita os veículos com sistema de escapamento modificado para amplificação sonora. Pela proposta, quem for flagrado com descarga livre ou silenciador defeituoso, inoperante ou adulterado estará sujeito à penalidade máxima prevista para infrações de trânsito. A infração deixaria de ser grave e passaria a ser gravíssima. Os pontos na CNH subiriam de 5 para 7 pontos e a multa sairia de R$ 195 para R$ 293. Agora no g1 Em caso de reincidência no período de 12 meses, a multa seria aplicada em dobro e o motorista poderia ter o direito de dirigir suspenso por seis meses. Além disso, segundo a proposta, a ocorrência deverá ser comunicada ao órgão ambiental competente para apuração de eventual crime de poluição sonora. O projeto também propõe alteração na Lei de Crimes Ambientais para incluir como infração a poluição sonora causada pela adulteração do sistema de escapamento de veículos automotores com o objetivo de produzir ruído acima dos limites legais. A comprovação, segundo o texto, poderá ser feita por meio de inspeção veicular ou medição técnica com decibelímetro. Escapamento da Gintani para Porsche 911 GT3 não tem silenciadores e aumenta ruído Divulgação / Gintani A proposta ainda prevê aumento da pena quando a infração ocorrer em áreas hospitalares, escolares ou residenciais entre 22h e 6h. Nesses casos, a punição poderá ser ampliada entre um terço e metade. De autoria do deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), o projeto 4086/2025 foi apresentado com o argumento de que as penalidades atuais não têm sido suficientes para coibir a prática. "Escapamentos adulterados em motos frequentemente ultrapassam os 100 decibéis, equiparando-se ao som de disparos de armas de fogo. Tais ruídos causam não apenas desconforto, mas distúrbios psicológicos, problemas cardíacos, insônia e estresse crônico", justifica o deputado no projeto. Após a aprovação na comissão, o texto seguirá para análise das demais etapas de tramitação na Câmara antes de ser encaminhado ao Senado. Se aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República.
11/06/2026 15:21:25 +00:00
Banco Mundial reduz previsão de crescimento do Brasil para 1,9% neste ano

Lula durante conversa com jornalistas em Brasília Adriano Machado/Reuters O Banco Mundial reduziu, nesta quinta-feira (11), sua previsão de crescimento para a economia brasileira em 2026 para 1,9%, uma redução de 0,1 ponto percentual (p.p.) em comparação à projeção de janeiro. Para os próximos anos, a projeção da instituição foi de 2% para 2027 — queda de 0,3 p.p. ante a previsão anterior — e de 2,2% para 2028. As informações são do relatório semestral “Perspectivas Econômicas Globais” do banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As projeções para a economia global também pioraram. Segundo o Banco Mundial, a previsão de crescimento passou para 2,5% em 2026 devido à guerra no Oriente Médio. O valor representa uma queda em relação à previsão de janeiro, de 2,6%, e é a mais baixa observada desde o início da pandemia de Covid no final de 2019. A instituição também afirmou que a expansão pode desacelerar para apenas 1,3% caso as interrupções no abastecimento de energia se revelem mais graves e sejam acompanhadas de tensões significativas nos mercados financeiros. Agora no g1 Segundo o relatório, o crescimento global atingiu 2,9% em 2025, um aumento de 0,2 p.p. em relação à estimativa de janeiro. Impactos da guerra O Banco Mundial também reduziu as previsões para dois terços dos países como resultado da guerra, com os maiores cortes afetando os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e outros países do Oriente Médio cujas exportações de energia foram duramente afetadas pelo conflito. A perspectiva da instituição surge no momento em que a guerra iniciada em 28 de fevereiro se arrasta pelo quarto mês. O conflito provocou um aumento acentuado nos preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, renovou as pressões inflacionárias em todo o mundo e alimentou expectativas de uma política monetária mais restritiva em muitos países. Os preços dos fertilizantes também subiram acentuadamente, gerando preocupações sobre uma grave crise no abastecimento de alimentos. Os preços do petróleo fecharam quase US$ 2 mais altos na quarta-feira (10), depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país atacaria o Irã “com muita força” se nenhum acordo de paz fosse finalizado, após uma das mais significativas trocas de tiros desde o cessar-fogo de abril. O Banco Mundial afirmou que sua previsão básica pressupõe um preço médio do petróleo Brent de US$ 94 para o ano, alta de 36% em relação a 2025, e que as piores interrupções no abastecimento de energia diminuiriam até o final de julho, com a inflação global estimada em 4%. O banco afirmou que o crescimento pode desacelerar para 2,1% se as interrupções no abastecimento de energia se prolongarem e os preços do petróleo ficarem em média em US$ 115 por barril este ano, o que pode elevar a inflação para 4,4%. As perspectivas se agravariam ainda mais, com o crescimento desacelerando para apenas 1,3%, se o choque energético afetar os mercados financeiros, resultando em preços mais baixos da energia, maior volatilidade e menor confiança, afirmou. “Esses cenários de risco mostram como as perspectivas podem se deteriorar rapidamente se as pressões de energia e financeiras se reforçarem mutuamente”, disse Ayhan Kose, vice-economista-chefe do Banco Mundial. Se o choque energético desencadear um choque no mercado financeiro, a confiança pode se deteriorar rapidamente, afirmou ele. Crescimento é inferior ao da última década O crescimento global deve melhorar para 2,8% em 2027 e 2028, mas isso permanece 0,4 ponto percentual abaixo das taxas médias observadas durante a década de 2010 devido a uma série de fatores, incluindo crescimento populacional mais lento, crescimento mais fraco do investimento privado, queda do investimento público, aumento da dívida pública e expansão mais lenta do comércio, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. “A economia mundial está muito menos resiliente hoje do que em 2008 e mesmo em comparação com 2018”, disse Gill a repórteres, prevendo que os próximos anos serão marcados por alta incerteza política, pressões inflacionárias e taxas de juros elevadas. O crescimento fraco nas economias em desenvolvimento estagnou o progresso em direção aos níveis de renda das economias avançadas, com dezenas de países em desenvolvimento, excluindo China e da Índia, enfrentando uma “década perdida” na qual não viram progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, segundo o relatório. As economias em desenvolvimento foram mais duramente afetadas pela guerra, com o banco projetando agora um crescimento de 3,6% neste ano — o menor nível pós-pandemia —, ante 4,4% em 2025. O banco manteve ainda sua previsão de crescimento de 2,2% para a economia dos EUA em 2026, mas afirmou que esse número pode cair para 2,1% em 2027 e 2% em 2028. A zona do euro deve crescer 0,8% em 2026, ante 1,4% em 2025. O Banco Mundial projetou um crescimento do PIB de 4,2% na China em 2026, uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual, após crescimento de 5% em 2025. O Banco Mundial reduziu sua previsão para o crescimento do PIB no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão em 2,7 pontos percentuais, para 1,6% em 2026, ante 4% em 2025, mas afirmou que o crescimento na região pode se recuperar para 5% em 2027.
11/06/2026 14:48:26 +00:00
UE avalia reabrir seu mercado para pescados brasileiros

Pescados. Divulgação/Decon O setor pesqueiro brasileiro vive um momento decisivo. Neste mês de junho, auditores da União Europeia (UE) têm visitas programadas no Brasil avaliando condições da produção nacional, visando às exportações do país que são barradas no bloco desde 2017. Um aval positivo pode retomar um mercado para produtos como lagosta, atum e tilápia, em um segmento que segue enfrentando desafios da pesca ilegal e vê ainda uma crescente ameaça das condições climáticas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 À DW Brasil, um representante da Comissão Europeia reafirmou que, atualmente, não existem estabelecimentos brasileiros aprovados e autorizados a exportar produtos da pesca para a UE. A auditoria será realizada entre 8 a 19 de junho em uma série de estados para avaliar os sistemas de controle em vigor que regem a produção de produtos da pesca destinados à exportação para o bloco. A Comissão apontou que não pode antecipar resultados da auditoria, como o caso de futuros passos em um eventual aval positivo. Agora no g1 Em 2017, o bloco fez questionamentos sobre o processo de pesca brasileiro, em especial relacionado às condições das embarcações. Prevendo um banimento das exportações de pescado nacional, o governo brasileiro se antecipou e decidiu pela suspensão de envios naquele ano. Em maio de 2018, a UE confirmou o banimento completo, que tem efeito até hoje. Até então, o bloco tinha importações relevantes de peixes como a tilápia, cuja pele é usada na indústria cosmética, e, principalmente, lagosta e atum. Até então, 14% das exportações de pescados do Brasil tinham a UE como destino. As exportações de pescados brasileiros apresentaram uma concentração de envios aos Estados Unidos e avanço de países asiáticos na esteira da decisão. No ano passado, a postura tarifária do presidente Donald Trump levantou temores no setor, que busca diversificar parceiros. Ecos da "Guerra da Lagosta" As disputas entre Brasil e europeus pela pesca da lagosta vem desde os anos 60. Naquela época, a captura ilegal destes crustáceos por embarcações francesas no litoral do Rio Grande do Norte (RN) resultou em uma intensa mobilização naval e tensões militares entre as duas partes, num episódio de tensão diplomática que ficou foi apelidado de "Guerra da Lagosta", e que durou entre 1961 e 1963. Desde então, a pesca predatória do animal se intensificou na região Nordeste, o que levou a variação conhecida como lagosta vermelha a perder mais de 80% de sua população, segundo estimativas feitas em 2019 pela ONG Oceana. Medidas com relação ao tamanho dos animais que podem ser capturados, visando manter sua capacidade reprodutiva, e limites no período em que a pesca pode ocorrer, o chamado defeso, que proíbe a atividade em certos meses, foram tomadas. Além disso, desde 2023, há cotas anuais para a quantidade do crustáceo que pode ser capturado. À época, a ONG Oceana descreveu a medida como uma "vitória em uma das mais valiosas pescarias do país”, que envolve 15 mil famílias pescadoras. "Após décadas de esforços, essa conquista é o resultado de estudos e debates, que é agora considerado como primeiro passo para garantir um futuro promissor à pescaria”, publicou. Por sua vez, desafios persistem. "Ainda temos muita precariedade, os barcos na região são basicamente artesanais. Há pouca rastreabilidade, incluindo de temperatura e manuseio", afirma Caroline Vieira Feitosa, professora do Labomar da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em sua visão, ocorre hoje um defeso para "inglês ver" na captura, o que contribui para certificações, mas mantém a ameaça. Em 2025, foi realizada pelo Ibama a maior apreensão de armadilhas para captura de lagostas já realizada em território nacional, no Ceará. Os materiais popularmente conhecidos como marambaias estavam prontos para serem lançados ao mar antes do fim do defeso. A estimativa foi de que cerca de 300 toneladas de lagosta deixaram de ser capturadas ilegalmente com as armadilhas apenas em 2025. Segundo a professora Feitosa, em muitos casos, a indústria absorve apenas os animais mais desejáveis, e dentro dos parâmetros exigidos, o que garante a certificação para os envios. Desta forma, a pesca irregular de lagostas que ainda não cumpriram com as expectativas reduzidas persiste, ameaçando o estoque. Com atravessadores e empresários, o lucro das capturas de um animal que pode valer centenas de reais em pratos de capitais do Sudeste e ainda mais no exterior é pouco revertido aos pescadores locais, aponta Feitosa. "A pesca hoje sobrevive pela raridade das lagostas, já que com isso, o animal vai ficando mais caro", pontua. Atum e associados No caso do atum, comercializado para sushi e shasimi, que conta com produção mais ampla na UE, o professor Humberto Hazin da Universidade Federal Rural do Semiarido (Ufersa) vê um cenário com outras variáveis. "A UE é forte nesta pesca e visa proteger sua produção”, aponta. Além disso, para o animal chegar fresco, a distância a ser percorrida para enviar ao bloco pode aparecer como outro fator que reduz a competitividade do produto brasileiro. Segundo ele, um tempo maior de deslocamento tende a piorar a qualidade na qual o peixe chega ao destino final, o que acaba reduzindo seu apreço no mercado. No caso dos envios aos Estados Unidos, Hazin aponta que aviões chegam a ser mobilizados logo após as embarcações com atum chegarem do mar para garantir menor tempo de entrega. A pesca de atuns é controlada pela Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins no Atlântico (ICCAT), da qual o Brasil faz parte. Por sua vez, a atividade em sua forma irregular está ligada à chamada pesca de associados, o que significa que, em meio à captura do atum, outros animais podem ser retirados do mar. Em dezembro de 2025, o Ibama realizou a chamada operação Tuna no RN. Dentre as espécies ameaçadas pelas atividades estavam 36 espécies de tubarões, além de aves e tartarugas, abrangendo um total de 52 espécies atingidas pela captura de atuns. As apreensões totalizaram mais de duas toneladas. Criação de tilápias em Minas Gerais. O setor de piscicultura brasileiro questiona desde 2018 a abrangência no banimento das exportações Maurício Frighetto/DW "Estamos buscando mais longe" Nos últimos anos, com a presença do fenômeno El Niño, o impacto do avanço das temperaturas na pesca marítima vem sendo observado com preocupação. Em 2026, com prognósticos apontando para um "Super El Niño" com potencial de elevar as temperaturas do Pacífico Equatorial em até 3 graus, o alerta é ainda maior. "Com 0,5 graus de aumento de temperatura já pode haver alteração nas rotas migratórias dos peixes", afirma Hazin. Segundo o professor, expedições recentes de pesca anteciparam retorno e com muito menos pescado do que costumava ser recolhido. "Voltaram com quase nada e antes do planejado", aponta. No caso da lagosta, apesar de não haver grande migração em caso de mudanças de temperatura, o aquecimento do oceano pode levar a importantes efeitos no ecossistema em que estes animais vivem. "Houve grande mortalidade nos recifes durante as últimas ondas de calor", aponta Feitosa. Segundo ela, uma percepção comum no meio da pesca é a de que as populações do crustáceo não estão se recuperando, e sim que os pescadores "estão buscando cada vez mais longe" os animais. Em sua visão, é possível que já haja algum impacto das diferenças climáticas nesta configuração. Fora dos mares O setor de piscicultura brasileiro questiona desde 2018 a abrangência no banimento das exportações. Há a avaliação de que as restrições deveriam se aplicar às irregularidades na pesca, e não à produção de animais como tilápia e camarão. Assim, há expectativa de que haja sinais favoráveis ao segmento, mesmo em caso de apenas uma liberação parcial. Além disso, a redução de tarifas ao setor em razão do acordo Mercosul-UE é vista como outra oportunidade. "Estamos preparados para a missão da UE", afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros. Ele lembra que dezenas de países seguem os protocolos do bloco, e que uma sinalização positiva pode ampliar ainda novos mercados para uma produção que vem crescendo, especialmente no caso da tilápia, em que o país é hoje o quarto maior produtor mundial. Neste caso, Feitosa lembra outras questões de rastreabilidade para além da pesca que podem ser levantadas pela UE. O uso de pesticidas em localidades com potencial de afetar os cultivos seria uma destas outras preocupações.
11/06/2026 14:32:08 +00:00
Entenda o que são 'pautas-bomba', que pressionam orçamento do governo em ano eleitoral

O termo "pauta-bomba" usado no contexto político-econômico, principalmente em meio a votações no Congresso Nacional, tem aparecido com mais frequência nos últimos dias no noticiário diante de seguidas aprovações de propostas nas duas Casas. ➡️ Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação. 💵 Nesse contexto, essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas e podem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, em ano eleitoral, pode gerar desgaste na imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Cálculos iniciais do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação dessas propostas em análise no Congresso Nacional. Nos últimos dias, tanto na Câmara como no Senado houve aprovação de pautas com essas características, mas que ainda não passaram em definitivo por todos os trâmites no Legislativo (entenda mais abaixo). CCJ do Senado aprova PEC sobre aposentadoria para agentes de saúde e endemias 🔎 Há ainda um pano de fundo nesse cenário: a relação desgastada entre governo e Congresso, principalmente com o Senado. Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se distanciaram desde que o senador ajudou a articular a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inclusive, tem falado publicamente sobre o assunto e encampado uma luta contra as pautas-bomba, já que tentava negociar as propostas com o Congresso. Agora, o ministro já fala em vetar ou acionar o Supremo em casos como o da criação de linha especial de crédito rural voltada à renegociação de dívidas de produtores. Prédio do Congresso Nacional e o presidente Lula. Jornal Nacional/ Reprodução / Wallison Breno/PR Efeito trilionário Segundo interlocutores do Ministério da Fazenda, as principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, quase R$ 1 trilhão nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo). ATUALIZAÇÃO: O Ministério da Fazenda havia informado, inicialmente, que as propostas em tramitação no Congresso teriam um impacto superior a R$ 2 trilhões por ano. Na noite desta quinta-feira, porém, divulgou estimativas revisadas indicando um efeito de R$ 111 bilhões por ano decorrente de nove projetos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. PL 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. PLP 108/2021, que eleva o teto do Simples Nacional, implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano. PEC 231/2019, que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais. PEC 5/2023, relativa à ampliação da imunidade tributária de templos religiosos, tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano. PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano. PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social, gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030. PL 4.728/2020, que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais. PL 1.365/2022, que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da união em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh. PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano. Veja o impacto estimado pela área econômica Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião. Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro. O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda a sociedade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta (10) que as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", afirmou Durigan. O ministro da Fazenda, segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta. Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR
11/06/2026 14:28:15 +00:00
Fazenda estima que impacto de pautas-bomba é de quase R$ 1 trilhão em 10 anos; aprovação pressionaria dívida e taxa de juros

Entenda o que são 'pautas-bomba', que pressionam orçamento do governo em ano eleitoral Cálculos iniciais do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso Nacional. Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, quase R$ 1 trilhão nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo). ATUALIZAÇÃO: O Ministério da Fazenda havia informado, inicialmente, que as propostas em tramitação no Congresso teriam um impacto superior a R$ 2 trilhões por ano. Na noite desta quinta-feira, porém, divulgou estimativas revisadas indicando um efeito de R$ 111 bilhões por ano decorrente de nove projetos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. 🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. Veja o impacto estimado pela área econômica PL 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos. PLP 108/2021, que eleva o teto do Simples Nacional, implica renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano. PEC 231/2019, que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduz receitas líquidas da União em R$ 10 bilhões anuais. PEC 5/2023, relativa à ampliação da imunidade tributária de templos religiosos, tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano. PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos, representa renúncia de R$ 1 bilhão por ano. PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social, gera despesa adicional média de R$ 9 bilhões por ano, considerando-se o acréscimo total entre 2026 e 2030. PL 4.728/2020, que institui novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), tem custo médio de R$ 8,8 bilhões anuais. PL 1.365/2022, que se refere a médicos e cirurgiões-dentistas, aumentaria a despesa da união em R$ 8,4 bilhões por ano, sem contar estados, municípios e a rede Ebserh. PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano. Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião. Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro. O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba". Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10). O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta. Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Washington Costa/MF
11/06/2026 13:31:25 +00:00
IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas, diz agência

Bilionário Elon Musk Kirsty Wigglesworth/Pool via Reuters A Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX atraiu mais de US$ 70 bilhões (R$ 362,3 bilhões) em demanda de investidores individuais, informou a Bloomberg News. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa de valores e permite que investidores passem a comprar e vender seus papéis no mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a agência de notícias, no entanto, como a previsão é de que pelo menos 20% das ações disponíveis sejam destinadas a esse público, a expectativa é que parte dessa demanda não seja atendida. Com isso, a tendência é de aumento na procura pelas ações — e, consequentemente, no preço — assim que os papéis começarem a ser negociados. Ainda de acordo com a Bloomberg News, a empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial também recebeu pedidos de cerca de 1 mil investidores institucionais. Agora no g1 No início deste mês, a SpaceX anunciou o preço de US$ 135 (R$ 698,80) por ação para seu IPO na bolsa de Nova York, rompendo com o modelo tradicional de definição de preços utilizado em Wall Street. Com isso, a expectativa da companhia é levantar cerca de US$ 75 bilhões (R$ 388,2 bilhões), em uma operação que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 1,8 trilhão (R$ 9,3 trilhões) e poderia marcar o maior IPO da história. Segundo a Bloomberg News, no entanto, as discussões ainda estão em andamento, e tanto os termos da oferta — como o preço e o volume de ações disponíveis — quanto o montante destinado a investidores individuais ainda podem mudar. A agência também informou que a SpaceX deve destinar menos de 10% das ações a investidores internacionais. Desde o início do mês, a demanda no Japão aumentou de US$ 2 bilhões para US$ 2,5 bilhões (de R$ 10,4 bilhões para R$ 12,9 bilhões). A estreia da SpaceX na bolsa de Nova York também tende a abrir caminho para que outras empresas de inteligência artificial ganhem espaço no mercado financeiro. Na semana passada, a Anthropic PBC protocolou seu pedido de IPO, seguida, nesta semana, pela OpenAI. De acordo com cálculos da Bloomberg, juntas, as três empresas podem adicionar o equivalente a US$ 3,6 trilhões ao valor de mercado das bolsas americanas.
11/06/2026 13:25:56 +00:00
Instagram exibe localização exata de usuários no Brasil e depois remove recurso; Meta diz que liberação foi acidental

Instagram exibe localização exata de usuários no Brasil e depois remove recurso O Instagram liberou por engano no Brasil o "Mapa do Instagram", recurso que permite compartilhar a localização do usuário com seus seguidores. A ferramenta surgiu nesta quarta-feira (10) e gerou preocupação nas redes sociais por quebra de privacidade. (veja reações) ➡️ Em nota enviada ao g1, a Meta informou que a função foi liberada acidentalmente no Brasil. "Estamos trabalhando para corrigir isso", diz a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Antes de ser retirada do ar, a ferramenta informava, na tela de apresentação, que "você não está compartilhando a sua localização, a menos que ative essa opção". O Instagram também dizia que "seus seguidores podem ver seu conteúdo nas localizações que você marcar". O recurso fica dentro da área de mensagens diretas (DM). Ao tocar no ícone de globo identificado como "Mapa", o usuário abre uma tela em que pode ver a localização associada a publicações e stories compartilhados por outros usuários. Agora no g1 A função já havia gerado polêmica em 2025, quando alguns usuários tiveram acesso antecipado ao recurso e relataram preocupações sobre o compartilhamento de localização. Na época, a empresa afirmou que estava "desenvolvendo esse recurso com a segurança em mente, incluindo formas fáceis de controlar quem pode ver sua localização e ocultar locais específicos, como seu local de trabalho, e lembretes para que as pessoas compartilhem sua localização apenas com quem confiam". LEIA TAMBÉM: Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA Apple lança iOS 27 turbinado com IA; veja quais iPhones vão receber o sistema Instagram passa a exibir localização em tempo real de usuários no Brasil e gera preocupação Repdoução/Instagram Repercussão negativa Nas redes sociais, usuários criticaram a nova funcionalidade do Instagram e alertaram para possíveis riscos à privacidade e à segurança. "O Instagram dando arma pra stalker", escreveu uma pessoa no X. "Tô vendo a localização de um monte de gente no Instagram, inclusive de gente com quem nunca troquei uma palavra na vida", publicou outra. "O ano é 2026 e o Instagram achou de bom tom lançar um MAPA onde você consegue ver onde as pessoas estão!!!!", afirmou uma terceira usuária. "Não ativem a localização no mapa do Instagram, principalmente se você for mulher. Isso é uma das maiores loucuras que já vi", escreveu outra. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador'
11/06/2026 12:53:08 +00:00
Anthropic e OpenAI levam rivalidade da inteligência artificial à corrida bilionária no mercado de ações

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração Se não fosse a intensa rivalidade entre a Anthropic e a OpenAI, o boom da inteligência artificial generativa talvez não tivesse chegado tão rapidamente. A disputa atual é para ver quem chegará primeiro à bolsa de valores. Ambas veem uma estreia antecipada como uma forma de influenciar a maneira como investidores avaliarão o setor e consolidar seus CEOs como as principais vozes da inteligência artificial. Até maio, muitos assessores acreditavam que a OpenAI sairia na frente. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a empresa informou a alguns investidores que pretendia lançar sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) já em setembro. Mas a Anthropic se antecipou. Em 1º de junho, anunciou que havia protocolado de forma confidencial os documentos necessários junto aos reguladores americanos. A OpenAI fez o mesmo uma semana depois. Agora no g1 A disputa vai além do embate entre os CEOs da OpenAI, Sam Altman e o da Anthropic, Dario Amodei, ex-pesquisador da OpenAI e um dos responsáveis pela tecnologia que tornou o ChatGPT possível. A competição também chegou a Wall Street. É raro que dois rivais diretos de tamanho porte busquem captar recursos ao mesmo tempo. Como as ofertas serão gigantescas, as empresas estão recorrendo a alguns dos mesmos bancos de investimento. A OpenAI pretende abrir capital com uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão, segundo informações divulgadas anteriormente pela Reuters. Banqueiros e consultores envolvidos nos processos precisam lidar com relações cada vez mais delicadas com as duas empresas. Segundo fontes, executivos de ambas pressionam seus assessores em busca de informações sobre os planos da concorrente. Para evitar vazamentos, alguns bancos criaram barreiras internas entre as equipes que trabalham em cada operação. Sam Altman e Dario Amodei em evento: 'Chefões' de gigantes de IA se recusam a dar as mãos em foto em grupo e evidenciam rivalidade. Reprodução/Reuters 'Guerra total' Conflitos entre grandes executivos não são novidade. Elon Musk e Jeff Bezos trocam críticas públicas há anos por causa da corrida espacial. Bill Gates e Steve Jobs também protagonizaram disputas sobre supostas cópias entre produtos da Microsoft e da Apple. Mas a tensão entre Altman e Amodei se tornou um dos motores da maior revolução tecnológica da atualidade. Ela influencia a velocidade com que novas ferramentas de IA são lançadas, os recursos que recebem e, em última instância, a forma como a tecnologia é usada no dia a dia. "É uma guerra total entre eles", afirmou Anastasios Angelopoulos, CEO da Arena, empresa especializada em avaliação de modelos de IA. "Toda vez que a Anthropic lança algo novo, a aposta é que a OpenAI responderá rapidamente — e vice-versa." As duas empresas se recusaram a comentar a rivalidade entre os executivos. Chefões da OpenIA e da Anthropic se recusam a dar as mãos em evento Disputa sobre receitas As divergências também envolvem a maneira como cada companhia apresenta seus números financeiros aos investidores. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a OpenAI tem dito a investidores e funcionários que a metodologia contábil utilizada pela Anthropic superestima a receita da empresa em bilhões de dólares. Em abril, a diretora de receitas da OpenAI, Denise Dresser, afirmou a funcionários que a empresa considera os resultados financeiros da rival inflados, de acordo com um memorando interno obtido pela Reuters. A diferença está na forma de contabilizar receitas. A Anthropic registra como faturamento o valor total pago pelos clientes por seus serviços de IA. Parte desse dinheiro, porém, é posteriormente repassada a parceiros como Amazon e Google. A OpenAI utiliza outro método e registra apenas a receita líquida, descontando os pagamentos feitos à Microsoft. A Anthropic afirmou à Reuters que segue práticas contábeis consolidadas e que registra a receita bruta porque é a responsável principal pela transação, enquanto os parceiros de computação em nuvem atuam apenas como canais de distribuição. As comunicações internas de Dresser tinham como objetivo tranquilizar funcionários da OpenAI, preocupados com o crescimento acelerado da rival. Para Gil Luria, analista da D.A. Davidson, a corrida para abrir capital primeiro também tem relação com essa disputa. "Uma razão para a Anthropic querer chegar antes ao mercado é definir o padrão de como empresas de IA de ponta apresentam seus resultados financeiros, de forma favorável ao seu próprio modelo de negócios", afirmou. Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW Pressão interna O desejo de superar a concorrente também provocou tensões dentro da OpenAI. Recentemente, Altman entrou em conflito com a diretora financeira Sarah Friar sobre a capacidade da empresa de cumprir todas as exigências necessárias para uma abertura de capital em um prazo tão apertado, segundo três fontes. De acordo com essas pessoas, Altman disse que ela deveria encontrar uma solução ou contratar outros banqueiros e advogados que fossem capazes de executar o plano. Posteriormente, Friar informou a assessores que a liderança da empresa está alinhada em relação ao cronograma. Em entrevista à CNBC após o anúncio da Anthropic, Altman afirmou que não pretende apressar a estreia da OpenAI na bolsa. Elon Musk e Sam Altman travam na Justiça batalha pela OpenAI Uma rivalidade antiga A disputa começou no fim de 2020, quando Amodei deixou o cargo de vice-presidente de pesquisa da OpenAI e fundou a Anthropic com outros ex-funcionários. A nova empresa prometia dar prioridade à segurança dos sistemas de IA. Dentro da OpenAI, muitos enxergaram a decisão como uma crítica à forma como Altman conduzia a companhia. No início de 2022, a Anthropic treinou a primeira versão do chatbot Claude, mas optou por não lançá-lo imediatamente para realizar pesquisas adicionais de segurança. A OpenAI também desenvolvia projetos semelhantes. Parte da equipe trabalhava em uma ferramenta chamada internamente de "superassistente", enquanto o cofundador John Schulman desenvolvia uma interface de conversação. Em determinado momento, a empresa chegou a considerar o lançamento do assistente em março de 2023, junto com o GPT-4. Mas os rumores sobre o projeto da Anthropic mudaram os planos. Segundo uma das fontes, Altman determinou que a OpenAI colocasse um chatbot no mercado o mais rápido possível. "De repente, tudo virou: precisamos lançar isso em duas semanas." O resultado foi o ChatGPT, lançado em 30 de novembro de 2022. O produto se tornou o aplicativo de consumo com crescimento mais rápido da história, atraindo milhões de usuários e alterando os planos de desenvolvimento das maiores empresas de tecnologia. A Anthropic lançou o Claude alguns meses depois e passou cerca de três anos tentando alcançar a rival. No fim de 2024, Amodei redirecionou pesquisadores para focar nos chamados modelos de raciocínio após observar o sucesso inicial da OpenAI nessa área. A dinâmica mudou novamente no fim de 2025, quando a Anthropic lançou uma atualização poderosa do Claude Code, ferramenta voltada para programação. A OpenAI, que ainda obtém grande parte de sua receita com assinaturas do ChatGPT, voltou a intensificar os investimentos em softwares corporativos e ampliou os recursos destinados ao Codex, seu produto para desenvolvimento de código. Relação cada vez pior As relações entre as empresas se deterioraram após a demissão inesperada de Altman pelo conselho da OpenAI, no fim de 2023. Na época, membros do conselho chegaram a discutir brevemente a possibilidade de unir os dois laboratórios sob a liderança de Amodei. Em um depoimento recente, um ex-executivo da OpenAI afirmou que a ideia foi considerada por um período "extremamente curto" antes de ser descartada. Ainda assim, a notícia enfureceu muitos funcionários da OpenAI. Altman retornou ao cargo poucos dias depois, mas o ressentimento permaneceu. A rivalidade passou a ocorrer também em público. Em fevereiro, Altman criticou anúncios da Anthropic exibidos durante o Super Bowl, classificando-os como "enganosos" por sugerirem que a OpenAI pretendia vender publicidade dentro do ChatGPT. No mês seguinte, Amodei acusou Altman de usar uma disputa da Anthropic com o Pentágono para beneficiar a OpenAI. Durante uma cúpula sobre inteligência artificial realizada na Índia, em fevereiro, o primeiro-ministro Narendra Modi incentivou os executivos presentes a darem as mãos como demonstração de união. Em uma cena que viralizou nas redes sociais, Altman e Amodei, que estavam lado a lado no palco, recusaram o gesto.
11/06/2026 12:51:42 +00:00
Dólar cai a R$ 5,10 com sinal de trégua no Oriente Médio; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar perdeu força nesta quinta-feira (11) e caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a R$ 5,1010. Na contramão, o Ibovespa registrou forte alta de 1,71%, fechando aos 171.497 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os desdobramentos da guerra no Oriente Médio continuaram no radar dos mercados financeiros. Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento de uma nova onda de ataques ao Irã, após, segundo ele, negociadores chegarem a um consenso sobre os "pontos finais" de um acordo para encerrar o conflito. A perspectiva de uma redução das tensões ajudou a aliviar a pressão sobre o mercado de petróleo. Com isso, barril do Brent, referência internacional, recuou 2,92%, para US$ 90,38. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 2,6%, fechando cotado a US$ 87,71 por barril. ▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Na próxima semana, será a vez do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, e do Banco Central do Brasil anunciarem suas decisões. Os encontros ocorrerão na chamada "Superquarta". Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh. ▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Para analistas, a capacidade do governo de controlar despesas e manter as contas equilibradas continua sendo um dos principais desafios da economia brasileira. Isso porque um aumento dos gastos pode dificultar o controle da inflação e reduzir o espaço para cortes nas taxas de juros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,08%; Acumulado do mês: +1,16%; Acumulado do ano: -7,06%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,47%; Acumulado do mês: -1,32%; Acumulado do ano: +6,44%. Escalada das tensões A piora do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que fará um novo ataque contra o Irã, alertando que pretende assumir o controle de todo o petróleo e gás do país. (acompanhe os principais acontecimentos) Em um post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro. "Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu. ➡️ Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez. Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua "preferência seria tomar a Ilha de Kharg". "Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos", criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. Já o governo iraniano prometeu retaliar qualquer novo ataque ao seu território. Quadro fiscal fica no radar A aprovação do chamado "pacote-bomba" pelo Senado na última quarta-feira também voltou a colocar a situação das contas públicas na mira dos mercados financeiros. 🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. Cálculos divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira indicaram que essas pautas, ainda em análise pelo Congresso Nacional, teriam um efeito trilionário nas contas públicas caso aprovadas. Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas avaliadas podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos. Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade. O cenário, segundo analistas, aumenta a pressão sobre o Banco Central, que pode ser obrigado a manter os juros elevados por mais tempo para conseguir conter um eventual aumento de preços no país. Mercados globais Em Wall Street, os três principais índices acionários fecharam em alta nesta quinta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento de ataques planejados contra o Irã. O índice S&P 500 subiu 1,75%, fechando em 7.394,30 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 2,54%, para 25.809,66. O Dow Jones subiu 1,86%, para 50.848,75 pontos. Na Europa, os principais índices da região fecharam em alta, conforme investidores avaliavam a decisão de juros do BCE. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, aos 621,53 pontos. Entre as principais bolsas da região, o índice DAX, da Alemanha, subiu 0,06%. Já o CAC-40, da França, avançou 0,48%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,48%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%. No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters
11/06/2026 12:00:22 +00:00
Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA

Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA Divulgação/Google Há quase 67 anos, em 2 de agosto de 1959, Pelé marcou o que muitos consideram o gol mais bonito de sua carreira. O lance ocorreu durante o confronto entre Santos e Juventus, na Rua Javari, estádio do clube da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. O gol, porém, nunca foi filmado devido a limitações tecnológicas da época, segundo a Juventus (entenda abaixo). Agora, o Google afirma que vai mostrar como a jogada aconteceu por meio de recursos de inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O anúncio foi feito na quarta-feira (10) pelo presidente da companhia no Brasil, Fábio Coelho, durante o Google for Brasil 2026, evento em que a empresa anuncia suas principais novidades para o mercado nacional. Segundo o Google, a recriação do lance será revelada em um minidocumentário que deve ser publicado no YouTube até o fim deste mês. No Google for Brasil, a empresa exibiu um trecho da produção, mas não mostrou a cena gerada com inteligência artificial. Agora no g1 O teaser mostra que parte do filme foi gravado no estádio do Juventus. Além disso, Neymar também participa no documentário. Segundo a empresa, a recaptura do lance teve como base arquivos da época, como fotografias, além de depoimentos de pessoas e jogadores que estiveram presentes na partida. O projeto foi desenvolvido pela equipe do Google DeepMind, laboratório de pesquisa em IA da empresa, com a participação de profissionais no Brasil e em outros países. Eles utilizaram alguns dos modelos de IA mais recentes da companhia, entre eles: Nano Banana, gerador de imagens de IA do Google; Veo 3, modelo capaz de criar vídeos cinematográficos a partir de descrições em texto; Gemini Omni, tecnologia que permite editar vídeos por meio de comandos em linguagem natural, como se o usuário estivesse conversando com a IA. Esta não é a primeira vez que o gol considerado o mais bonito da carreira de Pelé ganha uma tentativa de recriação. O próprio Santos já divulgou em suas redes sociais versões produzidas com tecnologia digital e animações para simular como teria sido o lance. Por que o gol não foi filmado? A Juventus confirmou ao g1 que não há nenhum registro em vídeo conhecido do lance, principalmente por causa das limitações tecnológicas da época. Naquele período, câmeras portáteis ainda não existiam e a televisão dava seus primeiros passos no Brasil, alcançando apenas uma pequena parcela da população. "Além disso, a cobertura audiovisual dos eventos esportivos era bastante limitada", afirmou o clube. Segundo a Juventus, a gravação e a preservação sistemática das partidas de futebol ainda não faziam parte da rotina dos veículos de comunicação. Isso ajuda a explicar por que muitos lances históricos do futebol brasileiro das décadas de 1950 e 1960 não possuem registros em imagem e são conhecidos apenas por relatos da imprensa da época e de testemunhas que acompanharam os jogos. LEIA TAMBÉM: Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu Starbase: como é a vida na cidade formada por funcionários de Elon Musk xAI, de Musk, é acusada de ilegalmente demitir engenheiro que denunciou falhas de segurança no Grok Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
11/06/2026 11:52:28 +00:00
O que Bill Gates disse sobre relação com Jeffrey Epstein em investigação do Congresso dos EUA

Bill Gates falou sobre suas infidelidades conjugais em comitê que investiga Epstein Getty Images via BBC O bilionário Bill Gates disse a uma comissão do Congresso dos Estados Unidos na quarta-feira (10/06) que nunca teve um relacionamento pessoal com Jeffrey Epstein e que rompeu todos os laços com o criminoso sexual quando ele não conseguiu cumprir promessas de arrecadação de fundos para esforços filantrópicos. O fundador da Microsoft compareceu voluntariamente em Washington a uma audiência a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara que investiga Epstein. Acredita-se que Gates mencionou o nome de pessoas poderosas que Epstein abordou para tentar arrecadar fundos. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Gates também falou sobre infidelidades conjugais suas, dizendo que Epstein as usou para pressioná-lo. Membros do painel disseram que o depoimento mostrou que Epstein era um "colecionador de amigos" e se associava a pessoas como Gates para "projetar poder e influência". Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Em sua declaração inicial, Gates disse que nunca presenciou Epstein envolvido em conduta criminosa, nem teve qualquer indicação disso. "Eu nunca fui à ilha dele, ao rancho dele ou à casa dele na Flórida. Nunca vitimei ninguém", disse. "Embora ele possa ter buscado fomentar um relacionamento pessoal, eu nunca tive interesse nisso e nunca correspondi." Ele também disse esperar que "os sobreviventes dos crimes de Epstein possam obter a justiça que merecem". Além de Gates, também já falaram ao comitê o ex-presidente Bill Clinton, a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e o secretário de Comércio dos EUA Howard Lutnick, entre outros. Epstein se suicidou em uma cela de prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento. Sua amiga de longa data, Ghislaine Maxwell, cumpre uma pena de 20 anos de prisão. Ela compareceu virtualmente perante o comitê em fevereiro, mas invocou seu direito de se recusar a responder perguntas. Quando o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) publicou milhões de páginas de documentos ligados à investigação criminal de Epstein em janeiro, o nome de Gates foi mencionado milhares de vezes e ele apareceu em várias fotos ao lado de Epstein. Gates negou qualquer irregularidade e conhecimento das atividades ilegais de Epstein. Arrependimento Em sua declaração inicial, Gates reiterou o que havia dito em uma entrevista do início deste ano sobre ter exercido mau julgamento ao encontrar Epstein e que é "uma das muitas pessoas que se arrependem de tê-lo conhecido". Uma foto divulgada pelo DOJ mostra Gates perto de uma aeronave com o piloto de Epstein presente. Gates disse que viajou com Epstein em um jato privado. Outros documentos incluem rascunhos de e-mails atribuídos a Epstein, contendo uma série de alegações não verificadas e contestadas sobre a vida pessoal de Gates. Entre elas, alegações de que Epstein facilitou "encontros ilícitos" com "mulheres casadas" para Gates, que Gates teria contraído uma infecção sexualmente transmissível (IST) de "garotas russas" e que ele "ajudou Bill a obter remédios" para tratá-la. Em outro e-mail, Epstein alega que Gates tentou dar, de forma escondida, antibióticos à então esposa Melinda para protegê-la da mesma infecção. Gates nega essas alegações, mas admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas. "Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que ele acrescentou — para me pressionar a retomar contato com ele", disse Gates em sua declaração inicial. A ligação entre os dois teve início em 2011, três anos após Epstein ser condenado na Flórida por duas acusações relacionadas à procura de serviços de prostituição, e se intensificou à medida que discutiam possíveis estratégias de arrecadação de fundos para a iniciativa global de saúde de Gates, afirmou o fundador da Microsoft. Gates disse que deixou claro desde o início que Epstein nunca teria uma função no trabalho de sua fundação nem receberia qualquer compensação. O principal democrata do comitê, Robert Garcia, disse a repórteres em uma atualização sobre a audiência que "Gates estava ciente de que Jeffrey Epstein poderia ter sido condenado por um crime horrível e continuou a interagir com ele para tentar obter dinheiro para sua fundação". Gates disse ao comitê que, em 2014, após Epstein reunir um grupo que descreveu como potenciais doadores, ele "percebeu que nossas discussões anteriores — que deveriam ter se traduzido em apoio filantrópico significativo — eram um beco sem saída", acrescentando que ficou claro que ninguém no grupo estava interessado em avançar. "Naquele momento, concluí que Epstein nunca cumpriria suas promessas", disse. "Disse a ele que não seguiríamos adiante e parei de me comunicar ou me reunir com ele." Parlamentares democratas do comitê disseram que Gates forneceu os nomes das pessoas reunidas por Epstein, mas não os compartilhou publicamente. Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates Departamento de Justiça dos EUA O membro republicano do comitê Tim Burchett disse que as perguntas foram "muito intensas" e que Gates foi cauteloso em suas respostas. "Está bastante claro para mim, porém, que Epstein era um colecionador de amigos. Ele simplesmente gostava de ter por perto pessoas importantes, tirar fotos com elas e conviver com elas, e acho que foi assim que ele as atraiu", disse Burchett. Ele também disse a repórteres que Gates parecia "abatido para alguém que tem vários bilhões". Garcia e outros democratas do comitê disseram que Gates falou sobre os rascunhos de e-mails de Epstein e insistiu que nunca foi apresentado a mulheres, meninas ou qualquer pessoa menor de idade por Epstein. "Algumas de suas respostas nos mostram que muitos dos homens que interagiram com Jeffrey Epstein só viram o que queriam ver em suas interações", disse a democrata Emily Randall. Gates disse a funcionários de sua fundação, em fevereiro, que tinha conhecimento de algo vago sobre uma proibição de viagens de Epstein por um período de 18 meses, mas que não investigou a fundo seu histórico. Os parlamentares questionaram Gates se é plausível acreditar que ele — um dos gurus da era da informação — tenha permanecido em grande parte alheio aos detalhes do histórico de Epstein, incluindo fatos que já estavam em domínio público.
11/06/2026 10:41:14 +00:00
'Eu amo a inflação', diz Trump, enquanto preços nos EUA sobem no ritmo mais acelerado em 3 anos

Donald Trump disse que 'ama a inflação' ao comentar nova subida de preços nos EUA EPA via BBC O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (10) que "ama a inflação" — após novos dados mostrarem que os preços subiram no mês passado no ritmo mais rápido em três anos no país. Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) mostraram que os preços aumentaram 4,2% em maio em relação a um ano antes. O aumento, de 3,8% em abril, foi impulsionado pela alta dos custos de energia na esteira da guerra entre EUA e Israel no Irã. "Eu amo isso. Os números foram ótimos. Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump na Casa Branca. Trump prometeu que a inflação vai "cair como uma pedra" quando a guerra com o Irã terminar. Mais tarde no mesmo dia, os militares dos EUA bombardearam o Irã. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Reagindo aos números da inflação na quarta-feira, o presidente disse que forças dos EUA realizaram operações noturnas para retirar "milhões de barris" de petróleo do Irã, o que, segundo ele, contribuiu para uma leve queda nos preços. "Quando esse conflito acabar… você verá o [preço do] petróleo cair para onde estava antes", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. O principal índice global do petróleo, o Brent, ainda está sendo negociado significativamente acima dos níveis anteriores à guerra. Trump disse posteriormente ao jornal New York Post que seus comentários foram tirados de contexto e que quis dizer que a inflação está "muito mais baixa do que o previsto", apesar da guerra no Irã. Inflação alta nos EUA A quarta-feira marcou o terceiro mês consecutivo de alta no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, com consumidores sentindo cada vez mais o impacto da guerra dos EUA e de Israel no Irã. Trump já havia dito em outras ocasiões que a inflação está subindo apenas temporariamente e que espera que ela desacelere rapidamente assim que a guerra terminar. A inflação ainda está bem abaixo do pico de 9,1% durante o governo de seu antecessor Joe Biden em meados de 2022. Ainda assim, representa um problema político para Trump, dado que os eleitores classificaram a economia como uma das principais preocupações antes das eleições legislativas de novembro. Uma inflação mais alta aumenta a probabilidade de o Federal Reserve — o Banco Central dos EUA — elevar as taxas de juros na tentativa de conter os gastos. De modo geral, as contas de energia — incluindo gás e eletricidade — estavam quase um quarto mais altas em maio do que um ano antes, sendo a gasolina responsável por grande parte desse aumento. Segundo dados da associação automobilística AAA, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA está atualmente em US$ 4,15 (R$ 4,73 por litro) — um aumento significativo em relação aos US$ 2,98 (R$ 3,40 por litro) registrados em 28 de fevereiro, quando Trump lançou ataques contra o Irã. Em resposta aos ataques, o Irã fechou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, restringindo a oferta. Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA disseram ter lançado ataques contra o Irã pela segunda vez em dois dias. Ambos os lados têm trocado ataques esta semana — apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em abril. O conflito começou há mais de três meses. Combustíveis têm puxado a alta da inflação nos EUA Getty Images via BBC Os dados do BLS também apontaram para o aumento dos custos de passagens aéreas, cuidados pessoais e médicos, lazer e comunicação. O CPI mede a alta dos preços em um determinado mês em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A meta de inflação de longo prazo do Fed é de 2%. Economistas alertaram que, mesmo com uma resolução rápida da guerra no Irã, pode levar até 2027 para que o fluxo normal de bens pelo estreito de Ormuz seja restabelecido. Trump prometeu em sua campanha de 2024 que reduzir a inflação estaria no centro de sua agenda. Mas seu comentário de quarta-feira, aparentemente entusiasmado com o aumento dos preços, foi explorado por opositores. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, escreveu na rede X: "O desprezo dele por vocês não tem limites." Trump também foi criticado no mês passado por dizer que não foi "nem um pouco" influenciado pela situação financeira dos americanos ao tentar garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares. Desafio para autoridades monetárias A inflação mais alta também representa um desafio para Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, antes de sua primeira decisão sobre taxas de juros à frente do banco central na próxima semana. Quando a inflação está significativamente acima da meta do Fed, o conselho de governadores do banco central normalmente opta por elevar as taxas de juros. Isso, por sua vez, aumenta os custos de empréstimos e restringe o fluxo de dinheiro na economia, limitando novos aumentos de preços e trazendo a inflação sob controle. No período que antecedeu a nomeação de Warsh, Trump pediu repetidamente a seu antecessor, Jerome Powell, e ao banco central que reduzissem as taxas de juros. Economistas esperam que as taxas permaneçam no nível atual, entre 3,5% e 3,75%, no próximo mês, mas alertaram que mais evidências de inflação persistente podem forçar o Fed a elevá-las. Stephen Brown, economista-chefe para a América do Norte da Capital Economics, disse que a alta de maio, por si só, "não é grande o suficiente para fornecer munição" àqueles no comitê de definição de taxas do Fed que querem aumentá-las. Mas Isaac Stell, gestor de investimentos da Wealth Club, disse que um aumento das taxas de juros é "a conclusão mais lógica com base nos dados de hoje combinados com os sólidos números de empregos da semana passada".
11/06/2026 10:35:08 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.016 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (11), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (9), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
11/06/2026 08:54:58 +00:00
Vai assistir aos jogos da Copa durante o expediente? Veja como se comportar

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista A Copa do Mundo 2026 começou nessa quinta-feira (10) e a estreia da seleção brasileira está marcada para este sábado (13). O clima de Mundial já começou a tomar conta do país, inclusive nos ambientes de trabalho. A expectativa em torno dos jogos reacende dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários e até como acompanhar as partidas durante o expediente. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No calendário da seleção brasileira, os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, no sábado (13). Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis. Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir – o que significa mais partidas em dias de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México. No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada durante a Copa, mas isso não é uma obrigação legal. (veja se você tem direito à folga) Para quem vai seguir trabalhando normalmente, é importante ficar atento, já que nem todas as empresas adotam regras mais flexíveis durante a Copa. Quem pretende acompanhar os jogos durante o expediente deve verificar previamente se há autorização para esse tipo de prática. Segundo Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança. Torcer, comentar as partidas e participar de ações internas pode fortalecer a integração entre os times, desde que isso não comprometa as entregas, o atendimento aos clientes ou o respeito entre colegas. Segundo ele, gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram desconforto no ambiente corporativo durante os jogos. “Também é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”, completa. Outro ponto de atenção, segundo Renato, é o uso excessivo do celular e das redes sociais durante o expediente. Para ele, acompanhar rapidamente o placar não costuma ser um problema, mas o excesso pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho. Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Equilíbrio entre lazer, respeito e responsabilidade Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a Copa pode fortalecer o clima organizacional, desde que o profissionalismo seja mantido. “A descontração não é um ‘passe livre’ para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma. De acordo com a especialista, o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas que não estão acompanhando os jogos. Para ela, respeitar quem não gosta de futebol também faz parte da convivência profissional. A especialista orienta que trabalhadores conversem previamente com gestores e equipes para alinhar horários e demandas antes das partidas. Entre as alternativas estão antecipar entregas, utilizar áreas comuns da empresa para assistir aos jogos ou compensar horas posteriormente. Ela explica que a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, prática adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. “A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”, afirma. Apesar do clima descontraído, Eliane alerta que algumas atitudes podem trazer consequências disciplinares. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas direcionadas a colegas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa e até gerar punições. Além disso, abandonar o posto sem avisar, ignorar clientes, consumir bebida alcoólica ou exagerar no uso do celular durante o expediente também podem prejudicar a imagem profissional. Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório Marcelo Brandt/G1 Chave está no planejamento Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em trabalho temporário e por projeto, afirma que a chave está no planejamento. Segundo ele, muitas empresas conseguem criar ações leves, como transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. “O importante é alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades”, afirma. Para evitar problemas, Fernando defende que o setor de Recursos Humanos (RH) da empresa estabeleça orientações claras antes do início dos jogos. As regras podem envolver: Horários; Uso de espaços comuns; Dress code (código de vestimenta); Consumo de álcool; Postura esperada durante as partidas. “O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica. Ele também alerta para o consumo de álcool em confraternizações corporativas. “Mesmo em momentos de confraternização, o ambiente continua sendo corporativo. O consumo excessivo pode gerar situações inadequadas e impactos no clima organizacional”, afirma. Segundo Fernando, as ações relacionadas à Copa devem ser opcionais, já que nem todos gostam de futebol ou querem participar das atividades internas. “O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, diz. Na avaliação do especialista, a Copa pode tanto fortalecer a integração entre equipes quanto evidenciar problemas de convivência já existentes dentro das empresas. Quando bem conduzida, a Copa cria momentos de conexão, engajamento e fortalecimento da cultura organizacional. Mas também pode evidenciar problemas já existentes, como falta de respeito, exclusão ou dificuldades de convivência. Como se comportar durante os jogos da Copa no trabalho Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo: 🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor. 🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo. 👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos. 👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes. 📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional. ⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo. 😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho. 😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina. 🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade. 💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional. 🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando. Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo Marcelo Brandt/G1 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
11/06/2026 08:03:25 +00:00
Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões no ES

Porto de Vila Velha aumenta capacidade de armazenagem e movimentação de cargas O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, inaugurou nesta quarta-feira (10) uma nova área de movimentação e armazenamento de cargas que deve ampliar em cerca de 40% sua capacidade operacional. O terminal se consolidou como a principal porta de entrada de carros elétricos e híbridos importados pelo Brasil. O espaço, chamado Retroárea Penedo, recebeu investimento de R$ 35 milhões e tem aproximadamente 65 mil metros quadrados. A ampliação ocorre em um momento de crescimento das operações do terminal. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), cerca de 90% das importações desses tipos de veículos entram no país pelo litoral capixaba, em sua maioria por meio do TVV. Para o coordenador do Comitê Logístico do Sindiex, Breno Sasso, a nova área fortalece a posição do Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do país. "Estamos muito satisfeitos com mais essa entrega, que representa uma melhora clara no fluxo de mercadorias. A ampliação beneficia exportadores e importadores ao aumentar a capacidade operacional do terminal e reduzir o tempo de permanência das cargas no porto", avaliou. LEIA TAMBÉM: VEJA VÍDEO: Casal é condenado a indenizar empresário vítima de homofobia em restaurante no ES INVESTIMENTOS: ES vai receber R$ 106 bi até 2029; veja obras e valores por cidade PROCESSO: TCU aponta superfaturamento de R$ 23 milhões em antiga obra do Porto de Vitória Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo Divulgação/Log-In Logística Integrada 8 mil contêineres a mais por mês A expectativa da Log-In Logística Integrada, empresa responsável pela administração do porto, é que a nova estrutura permita receber aproximadamente 8 mil contêineres a mais por mês. O complexo é o único do Espírito Santo que recebe contêineres. Além de aumentar a capacidade de armazenamento, a medida deve reduzir gargalos logísticos e evitar que cargas precisem ser encaminhadas para portos de outros estados. "Imagina um produtor do Norte do estado que precisa escoar uma carga e passa pela porta do porto sem conseguir operar aqui por falta de capacidade. Ele acaba tendo que levar essa carga para o Rio de Janeiro. Isso representa um custo enorme", indicou o diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão. Nos últimos 12 meses, o TVV movimentou cerca de 217 mil contêineres. Já a carga geral alcançou 929,7 mil toneladas em 2025, volume 30% superior ao registrado no ano anterior. Além de veículos, também passam pelo terminal produtos como café, rochas ornamentais e fertilizantes. De acordo com Paixão, a ampliação também cria condições para atrair novas operações para o Espírito Santo. Além dos veículos elétricos, setores como o offshore e a siderurgia podem ampliar o uso da estrutura portuária capixaba. O ganho de eficiência também pode trazer reflexos econômicos. Com operações mais ágeis e menor necessidade de deslocamento de cargas, a tendência é de redução desses custos ao longo da cadeia logística. Porto que é porta de entrada dos carros elétricos importados pelo Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo Ana Elisa Bassi/g1 ES "Hoje, cerca de 16% do PIB brasileiro é consumido por custos logísticos. Esse custo acaba compondo o preço final dos produtos e também afeta a competitividade das exportações. Ganhos de eficiência na operação ajudam a reduzir esse impacto e tornam a cadeia logística mais competitiva". O diretor destacou ainda que a expansão também gerou empregos. "Só para este projeto, contratamos cerca de 100 novos profissionais, que já estão atuando nas operações da nova área. Além dos empregos diretos, a expansão também gera oportunidades para empresas terceirizadas e outros serviços ligados à atividade portuária". A entrada em operação da Retroárea Penedo encerra um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões realizado pela Log-In, desde 2021, no TVV. A empresa informou ainda que pretende investir mais de R$ 500 milhões no terminal até 2048, dentro do contrato de concessão. Terminal portuário do Espírito Santo amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões. Divulgação Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
11/06/2026 07:00:50 +00:00
Empresas admitem usar IA como pretexto para demissões e explicam motivos

Por que ninguém responde seu currículo? 🤖 A inteligência artificial (IA) está mesmo substituindo trabalhadores ou virou a desculpa perfeita para justificar cortes de pessoal? Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que a segunda hipótese pode ser mais comum do que parece. Segundo um levantamento da Resume Templates com 1 mil gestores de contratação, 59% das empresas admitem destacar a inteligência artificial ao justificar demissões ou congelamentos de vagas porque essa explicação costuma ser melhor recebida do que razões ligadas a dificuldades financeiras. Embora a IA apareça como o principal motivo citado para demissões, os próprios dados do levantamento indicam que a tecnologia ainda não substituiu trabalhadores em larga escala na maioria das empresas. Apenas 9% dos gestores afirmam que determinadas funções foram completamente substituídas por IA. Já 45% relatam que a tecnologia reduziu parcialmente a necessidade de novas contratações, enquanto outros 45% dizem que ela teve pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho das equipes. Os números sugerem que a principal influência da IA tem sido aumentar a produtividade e desacelerar admissões futuras, mais do que provocar uma eliminação em massa de postos de trabalho. Isso torna ainda mais relevante outro resultado da pesquisa: a diferença entre o impacto efetivo da tecnologia e a forma como ela vem sendo utilizada na comunicação corporativa. Entre os gestores entrevistados, 17% afirmam que suas empresas utilizam diretamente a inteligência artificial como justificativa para congelar vagas ou promover demissões. Outros 42% dizem fazer isso parcialmente. Na prática, quase seis em cada dez empresas reconhecem que destacam o papel da IA porque essa narrativa costuma ser melhor recebida por funcionários, investidores e pelo mercado em geral. Para Kara Dennison, consultora-chefe de carreira da Resume Templates, existe uma razão simples para isso. "IA sugere progresso em vez de problemas", afirma. Segundo a especialista, mencionar inovação tecnológica transmite uma imagem de modernização e planejamento estratégico. Já atribuir cortes a dificuldades financeiras pode gerar preocupações sobre a saúde da empresa. A consultora alerta, no entanto, que essa estratégia pode ter efeitos colaterais. Se os funcionários não perceberem mudanças concretas provocadas pela tecnologia em suas atividades, a justificativa pode comprometer a confiança na liderança. Em vez de reduzir tensões, o discurso pode acabar alimentando dúvidas sobre os reais motivos por trás das decisões. Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança Noah Berger/AP Images/picture alliance Empresas seguem contratando Apesar das preocupações com o avanço da automação, a pesquisa indica que o mercado de trabalho não deve entrar em retração. Embora 55% das empresas planejem realizar demissões em 2026, 92% afirmam que pretendem contratar novos funcionários. O cenário revela um mercado em constante movimentação e um discurso corporativo em que a inteligência artificial nem sempre aparece apenas como causa das mudanças, mas também como justificativa. O resultado aponta para uma reorganização das equipes, na qual empresas eliminam determinadas posições enquanto reforçam outras consideradas mais estratégicas. Os principais motivos apontados para as demissões são: impacto da inteligência artificial, citado por 44% reestruturações organizacionais, com 42% restrições orçamentárias, com 39% Segundo Kara Dennison, muitas empresas estão deixando de investir em cargos menos alinhados às novas prioridades do negócio para direcionar recursos a áreas ligadas à eficiência, tecnologia e crescimento. "Estamos vendo um reequilíbrio da força de trabalho", afirma a especialista. Segundo ela, as empresas estão priorizando "capacidade, flexibilidade e impacto" em vez de simplesmente manter estruturas tradicionais. Quais profissionais continuam sendo disputados O levantamento também ajuda a identificar quais perfis seguem valorizados em um mercado cada vez mais influenciado pela inteligência artificial. A habilidade mais procurada pelos empregadores é a capacidade de resolver problemas, apontada por 54% dos gestores como uma das três competências mais importantes para novas contratações. Em seguida aparecem: capacidade de aprender rapidamente novas ferramentas e tecnologias, com 44% habilidades de comunicação, com 43% adaptabilidade, com 39% colaboração e trabalho em equipe, com 36% Curiosamente, a familiaridade com ferramentas de inteligência artificial aparece atrás de todas essas competências, sendo citada por 31% dos entrevistados. O resultado indica que, embora a tecnologia esteja transformando o ambiente corporativo, as empresas continuam valorizando habilidades humanas difíceis de automatizar, como pensamento crítico, aprendizado contínuo e capacidade de adaptação. Outro dado chama atenção: apenas 21% dos gestores apontaram potencial de liderança entre as características prioritárias para novas contratações, sinalizando uma demanda maior por profissionais capazes de gerar resultados imediatos. Como a pesquisa foi feita O levantamento foi realizado pela Resume Templates em dezembro de 2025, com 1 mil gestores de contratação dos Estados Unidos. Todos os participantes ocupavam cargos com influência direta ou responsabilidade sobre decisões de recrutamento em suas organizações. A coleta de dados foi feita por meio da plataforma Pollfish, utilizando a metodologia Random Device Engagement, que recruta participantes por dispositivos móveis para ampliar a diversidade da amostra e reduzir vieses comuns em pesquisas online. Segundo a empresa, as respostas foram anônimas e passaram por mecanismos de controle de qualidade antes da divulgação dos resultados.
11/06/2026 05:00:11 +00:00
Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto

Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes Uma startup brasileira quer dar aos robôs uma coisa que muitos deles ainda não têm: um cérebro 🧠. A proposta é transformar máquinas que hoje fazem tarefas simples em equipamentos capazes de entender o ambiente e agir de forma mais autônoma. O g1 conheceu o projeto durante a São Paulo Innovation Week, evento de tecnologia e inovação, realizado em maio na capital paulista. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A criação do equipamento é da BotBot, startup fundada em janeiro de 2025 em São Paulo. O objetivo é que os robôs deixem de apenas executar movimentos programados e passem a interpretar informações do ambiente ao redor. Com isso, eles podem ser usados em atividades como rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco. "Ultimamente, a gente tem visto muito robô por aí. Eles fazem dancinhas e várias coisas diferentes. Mas, quando pensamos em aplicações para a indústria ou para a vida real, ainda falta utilidade prática. Usando IA, o BotBrain [nome do "cérebro"] é o que realmente deixa o robô mais útil e funcional", diz Danielle Santos, chefe de projetos da BotBot. Módulo acoplado ao robô permite que ele se torne mais inteligente. Darlan Helder/g1 "A ideia é que ele consiga circular pelo ambiente para identificar se funcionários estão usando capacete, possam detectar vazamentos de gás ou até princípios de incêndio, tarefas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer hoje em dia", completa Danielle. Por enquanto, a tecnologia é voltada para empresas. Mas o projeto também abre caminho para que, no futuro, robôs mais “espertos” façam parte da rotina dentro de casa. O aluguel do sistema custa US$ 1 mil por mês (cerca de R$ 5 mil) e não inclui o robô, que é vendido separadamente por outros fabricantes. Segundo Danielle, o valor ainda é elevado porque é uma tecnologia nova. Ela afirma que os clientes recebem atualizações sempre que o produto ganha melhorias. Projeto não é exclusivo Robô da Skild AI realizando tarefas domésticas. Divulgação/Nvidia A ideia da BotBot não é inédita. Outras empresas também trabalham para deixar robôs mais inteligentes usando IA. É o caso da Skild AI, startup fundada em 2023. Segundo a Nvidia, parceira deles, o sistema já foi capaz de executar algumas tarefas simples, como limpar uma mesa de escritório e guardar um fone de ouvido dentro da própria caixa durante testes — coisas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer, ou não fazem muito bem. Em janeiro deste ano, a Boston Dynamics, uma das principais fabricantes de robôs do mundo, anunciou uma parceria com o Google DeepMind para tornar robôs humanoides mais inteligentes com ajuda de IA. Segundo as empresas, o objetivo é que esses robôs consigam executar tarefas industriais complexas, começando pela indústria automotiva. Em entrevista ao g1, em fevereiro, Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que o mercado já está de olho no “Physical AI”, termo usado para definir a integração entre IA e sistemas físicos, como robôs. Segundo ele, a tecnologia já avançou a ponto de permitir respostas e raciocínios cada vez mais rápidos por parte das máquinas. Como funciona o projeto brasileiro BotBrain instalado em "cão-robô". Darlan Helder/g1 O equipamento usado pela startup brasileira é chamado de BotBrain, um dispositivo roxo que fica acoplado ao robô (veja na imagem acima). Segundo Danielle Santos, a tecnologia é compatível com robôs bípedes (humanoides), quadrúpedes (estilo “cachorrinho”) e modelos com rodinhas. Em alguns robôs, o módulo físico pode ser instalado diretamente no equipamento. Em outros, porém, os fabricantes não permitem esse tipo de adaptação. Nessa situação, a empresa utiliza apenas o software do BotBrain, que é transferido para o robô. (veja na imagem abaixo) O aparelho conta com câmeras, sensores e alto-falantes, e funciona integrado a um software no computador. Por meio dele, um humano pode monitorar, configurar e definir ações para o robô que recebe o “cérebro”. Modelo de robô que não permite a instalação do "cérebro" físico. Reprodução/Instagram Segundo Danielle, o sistema permite que o equipamento tome decisões a partir de regras previamente definidas. Ela cita como exemplo um robô responsável por monitorar um ambiente com cinco portas. "Suponhamos que o robô esteja em um ambiente com cinco portas. Ele já mapeou o local e entendeu que elas devem ficar fechadas. Se ele faz essa ronda a cada hora e encontra uma porta aberta, dependendo da configuração, pode enviar uma mensagem para a central de segurança", diz. A empresa afirma que a tecnologia também pode ser usada em atividades de monitoramento de estruturas como pontes e barragens. Nesses casos, o robô faz a inspeção e transmite para um humano as informações coletadas no local. A startup tem atualmente nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A empresa busca novos investimentos para expandir o negócio e afirma já ter despertado o interesse de companhias do exterior. Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim
11/06/2026 04:00:34 +00:00
Copa 2026: servidores federais poderão encerrar expediente 3 horas antes dos jogos do Brasil

Saiba horários dos jogos da Seleção Brasileira na Copa O Ministério da Gestão e Inovação autorizou nesta quarta-feira (10) que os servidores federais façam um expediente menor nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A portaria permite que os servidores saiam três horas antes do início da partida. A norma vale para a fase de grupos e também para o "mata-mata", conforme o Brasil avançar nas fases da competição. A regra vale também para empregados públicos celetistas, contratados temporários, estagiários e para os terceirizados que atuam nos prédios da administração pública federal e das autarquias. A norma prevê que as horas não trabalhadas deverão ser compensadas depois. Quem não trabalhar e não compensar terá o desconto proporcional no contracheque. Carlo Ancelotti completa 67 anos com um desafio inédito: a Copa do Mundo "A medida busca dar previsibilidade ao funcionamento dos órgãos federais durante os jogos da Seleção, sem interromper a prestação de serviços à população", diz o Ministério da Gestão e Inovação. Ainda de acordo com a portaria, os órgãos públicos seguirão em funcionamento, inclusive no horário dos jogos. A medida permite que os servidores que assim desejarem possam trabalhar normalmente, sem mudar a escala. Serviços essenciais também deverão ser mantidos sem interrupção. Nesse caso, caberá a cada gestor organizar as escalas para evitar a paralisação do atendimento. A Seleção Brasileira venceu um amistoso contra o Panamá, no Maracanã, em 1º de junho de 2026 @mrancelotti/Instagram/Reprodução
11/06/2026 00:17:43 +00:00
Trump reage a alta de preços nos EUA: 'Eu amo a inflação'

Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (10) a divulgação de que a inflação no país chegou a 4,2% nos 12 meses encerrados em maio, na maior alta desde abril de 2023. "Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump ao ser questionado sobre o possível impacto da alta dos preços no desempenho de aliados de seu partido que disputarão as eleições de meio de mandato, em novembro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O republicano afirmou ainda que os EUA realizaram, no mês passado, uma missão secreta para liberar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. O fechamento da principal rota marítima por Teerã elevou os preços da gasolina, de fertilizantes e de outros produtos. "Quando tudo isso acabar, vocês verão o preço do petróleo cair para o nível anterior", afirmou. Vai despencar. Vai cair como uma pedra". Agora no g1 Segundo Trump, a missão secreta permitiu o transporte de mais de 100 milhões de barris de petróleo e a passagem de mais de 200 navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), divulgado nos Estados Unidos nesta quarta, é considerado um dos principais indicadores usados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nas decisões sobre a taxa de juros. A alta dos preços pode dificultar a redução das taxas de juros pelo Fed, o que ajudaria a reduzir os custos do crédito. Trump defende cortes nos juros desde que voltou ao poder, em 2025. Os Estados Unidos realizaram, na noite desta quarta-feira (10), uma nova onda de bombardeios contra o território iraniano, informou o Comando Central do Exército americano. Mais cedo, o Irã havia prometido retaliar. Este é o segundo dia seguido em que os EUA realizam bombardeios contra o Irã desde o início do cessar-fogo entre os dois países. Segundo Washington, a primeira onda de ataques ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelas forças iranianas.
10/06/2026 22:37:39 +00:00
Durigan diz que governo avalia vetar renegociação de dívidas rurais caso projeto passe na Câmara; Senado aprovou proposta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (10) que o governo federal avalia vetar ou acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores seja aprovado na Câmara dos Deputados. (entenda) O Senado Federal aprovou nesta quarta o texto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo. 🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro da Fazenda, o impacto que a proposta teria não poderá ser absorvido pelas contas públicas. "Partes do projeto tem que serem revistas na Câmara ou, eventualmente, [por meio de] veto do presidente. E se preciso, a gente vai questionar eventual ação do Congresso que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal no STF. Isso tudo a ser avaliado com rigor, com serenidade, com ampla comunicação, amplo diálogo com o Congresso. Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa", disse Durigan após a aprovação no Senado. Agora no g1 O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional. 💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, custo financeiro para o Tesouro nacional pode chegar a R$ 140 bilhões nos próximos anos. Essa despesa financeira acaba elevando ainda mais a dívida pública do país. Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque. 🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR Governo não apoia Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda. Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto. "O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório", disse Alcolumbre. Renegociação das dívidas O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio. As taxas de juros variam conforme o porte do produtor rural: 3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores; 5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e 7,5% ao ano para os demais produtores rurais. Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite: R$ 10 milhões por beneficiário; e R$ 50 milhões para associações e cooperativas. ⏳ O prazo de pagamento é de 10 anos, com 3 anos de carência. A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos. Fontes do financiamento De acordo com a proposta, o governo poderá utilizar recursos do Fundo Social originados: das receitas correntes de 2026 e 2027; e do superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026. Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta. Fundo Social Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo. O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito. Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados.
10/06/2026 22:36:02 +00:00
Pauta-bomba: Senado aprova 2 projetos de aumento de gastos públicos e envia outro a plenário

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) três propostas que elevam os gastos públicos, fazendo avançar a chamada "pauta-bomba". Duas delas seguem agora para a análise da Câmara dos Deputados. A outra ainda precisa passar pelo plenário da Casa (veja detalhes abaixo). Um dos projetos cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário mesmo sem o apoio do governo. 🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar) Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O projeto é tratado como uma pauta-bomba por conta do impacto bilionário que produzirá nas contas do governo caso seja aprovado pelo Congresso Nacional. 💸 Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, custo financeiro para o Tesouro nacional pode chegar a R$ 140 bilhões nos próximos 10 anos. Essa despesa financeira acaba elevando ainda mais a dívida pública do país. Agora no g1 Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto no Senado, no entanto, afirma que o impacto será menor, de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. O senador explica que o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque. 🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se encontrou com Alcolumbre na terça-feira (9) para tentar evitar a votação de projetos que podem ter efeitos negativos nas contas do governo, a renegociação da dívida dos produtores é um dessas propostas. Governo não apoia Na tarde desta quarta, o relator do texto, Renan Calheiros (MDB-AL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), se reuniram com o ministro da Fazenda. Tanto os senadores quanto Alcolumbre informaram que o governo não apoiava a medida no formato do parecer de Calheiros. Mesmo assim, o presidente do Senado decidiu votar o texto. "O ministro informou que o texto que será relatado não tem acordo, o apoio do governo. Respeito a posição do ministro, mas fiz acordo com senadores, com deputados. Eu publicamente vou informar que não há acordo com governo, mas vou deliberar hoje o relatório", disse Alcolumbre. Nesta quarta, Alcolumbre também recebeu parlamentares da bancada ruralista e o governador Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, que pode ter muitos produtores beneficiados, que sofreram com o impacto das enchentes de 2024. Nos bastidores, a decisão da cúpula do Senado de votar a proposta já estava tomada, mas pela boa relação com Durigan, Alcolumbre pediu que os senadores que lideraram as negociações, Renan Calheiros e Tereza Cristina, fossem até o Ministério da Fazenda para uma conversa. Segundo interlocutores, os parlamentares estavam relutantes em ir até a sede da pasta e a visita foi apenas para avisar que iriam "atropelar" o governo na votação. Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural Divulgação/Solinftec A medida atende uma demanda histórica do setor agropecuário e chega em um contexto de aumento na frequência de desastres climáticos no país. Segundo um estudo citado no parecer do relator, os desastres climáticos causaram R$ 732 bilhões em prejuízos ao Brasil entre 2013 e 2024. Para ter direito à linha de crédito, o produtor rural precisa comprovar, por meio de laudo técnico, perdas de pelo menos 30% da renda bruta esperada em duas ou mais safras entre os anos de 2019 e 2025. As causas dos prejuízos podem ser eventos climáticos — como enchentes, secas, granizo, geadas e vendavais — ou até mesmo quedas nos preços de comercialização dos produtos agropecuários em função de conflitos internacionais. Entretanto, os produtores precisam estar em estados ou municípios que tenham declarado estado de calamidade pública ou emergência, reconhecidos pelo Poder Executivo, seja federal ou estadual. Renegociação das dívidas O texto prevê a utilização de recursos do Fundo Social — fundo federal criado a partir das receitas do petróleo do pré-sal — para bancar o subsídio. As taxas de juros variam conforme o porte do produtor rural: 3,5% ao ano para agricultores do Pronaf (programa federal de apoio à agricultura familiar) e pequenos produtores; 5,5% ao ano para os ruralistas adeptos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e 7,5% ao ano para os demais produtores rurais. Os financiamentos serão fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como limite: R$ 10 milhões por beneficiário; e R$ 50 milhões para associações e cooperativas. ⏳ O prazo de pagamento é de 10 anos, com 3 anos de carência. A linha contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de Cédulas de Produto Rural (CPR) e dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos. Fontes do financiamento   De acordo com a proposta, o governo poderá utilizar recursos do Fundo Social originados: das receitas correntes de 2026 e 2027; e do superavit financeiro apurado em 31 de dezembro de 2025 e 2026. Além disso, ainda poderá ser utilizado recursos de fundos regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para implementar as medidas previstas na proposta. Fundo Social Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Social apurado ao fim de 2025, das receitas correntes de 2026 e 2027 e de outras fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O limite global da operação será definido pelo Poder Executivo. O projeto também suspende cobranças judiciais e administrativas das dívidas abrangidas durante o período de contratação do financiamento e garante ao produtor o direito de pedir revisão do cálculo dos encargos sem sofrer restrições em cadastros de crédito. Após a aprovação, o Poder Executivo terá até 180 dias após o prazo final de contratação para apresentar ao Congresso um relatório com os valores e operações efetivamente contratados. Outras pautas-bomba O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) outros dois textos que pressionam as contas públicas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu aval à proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde e de combate a endemias. A matéria segue para análise do plenário. 💰O impacto estimado pelo Ministério da Previdência Social é de R$ 99 bilhões, considerando União, estados, Distrito Federal e Municípios. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou uma elevação do piso nacional dos médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, considerando 20 horas semanais. O projeto foi aprovado de forma terminativa, isso significa que o texto seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo plenário do Senado. Pela proposta, o valor do piso será corrigido anualmente pela inflação, com adicional noturno de 50% sobre a hora diurna trabalhada.
10/06/2026 22:10:07 +00:00
Bill Gates diz que Epstein tentou chantageá-lo por sua infidelidade com a esposa, Melinda Gates

Bill Gates, fundador da Microsoft, chega para prestar depoimento para a comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que investiga a atuação das autoridades federais no caso envolvendo Jeffrey Epstein REUTERS/Jonathan Ernst Bill Gates disse aos membros do Congresso nesta quarta-feira (10) que “não compreendia totalmente a extensão” dos crimes de Jeffrey Epstein quando se associou ao falecido criminoso sexual condenado para arrecadar dinheiro para sua fundação filantrópica. Gates também testemunhou que nunca presenciou qualquer conduta criminosa por parte de Epstein. Ele acusou Epstein de chantageá-lo por causa de seus casos extraconjugais. As informações são da agência Reuters. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo “Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, disse Gates, de acordo com uma cópia de sua declaração de abertura. “Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que acrescentou — para me pressionar a retomar o contato com ele.” O Congresso vem investigando a forma como o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conduziu o caso Epstein. O depoimento do bilionário tratou de seus contatos com o criminoso sexual condenado que atraiu mulheres e meninas de origens pobres ou instáveis. O cofundador da Microsoft, prestou depoimento de forma privada ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes, que investiga possíveis falhas federais na condução dos casos contra Epstein, sua associada Ghislaine Maxwell e questões relacionadas. O deputado James Comer, presidente republicano do comitê, pediu em uma carta enviada em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial transcrita. Gates contratou Jake Greenberg, que foi o principal investigador do comitê de supervisão até dezembro, para ajudá-lo a se preparar para o depoimento, informou o New York Times na terça-feira. Um porta-voz do comitê disse à Reuters que o painel não trabalha com Greenberg desde sua saída. Epstein se declarou culpado em 2008 de uma acusação criminal estadual de prostituição na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão. Agora no g1 Promotores federais o acusaram de tráfico sexual de menores em 2019. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu no que foi considerado suicídio mais tarde naquele ano, antes de seu julgamento. Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça indicaram que Gates e Epstein se encontraram repetidamente após o período de prisão de Epstein em 2008 para discutir a expansão dos esforços filantrópicos do bilionário da tecnologia. Eles também incluíam fotos de Gates posando com mulheres cujos rostos foram ocultados. Gates já afirmou anteriormente que a relação com Epstein se limitava a discussões relacionadas à filantropia e disse que foi um erro encontrá-lo. Gates “assumiu a responsabilidade por suas ações” em uma reunião geral realizada em fevereiro com funcionários da Fundação Gates, disse à Reuters um porta-voz da organização filantrópica. A relação de Gates com Epstein também envolveu a Fundação Gates, que afirmou em abril ter iniciado uma revisão externa sobre seu relacionamento com o falecido financista. E-mails divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da Fundação Gates. Divulgação de arquivos da Justiça americana expõem relações entre as pessoas mais poderosas do mundo com Jeffrey Epstein Jornal Nacional/ Reprodução A investigação do comitê da Câmara inclui a forma como as autoridades conduziram investigações e processos judiciais, acordos judiciais, a morte de Epstein, falhas no combate ao tráfico sexual, preocupações éticas e atrasos na divulgação de arquivos governamentais. A divulgação pelo Departamento de Justiça de milhões de documentos internos relacionados a Epstein revelou seus vínculos com muitas figuras proeminentes da política, das finanças, da academia e dos negócios, incluindo o presidente Donald Trump, que manteve ampla convivência social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000. A ex-procuradora-geral Pam Bondi, demitida por Trump em abril, enfrentou fortes críticas por sua condução do caso. Alguns críticos a acusaram de tentar proteger Trump de um maior escrutínio. Trump se opôs à divulgação dos arquivos até pouco antes de o Congresso aprovar, por ampla maioria, uma lei determinando sua divulgação. Relação com Epstein Bill Gates aparece ao lado de jovem cujo rosto foi ocultado em arquivos de Jeffrey Epstein House Oversight Committee Democrats/ Handout via Reuters Jeffrey Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação relacionada à exploração sexual de menores na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão. Anos depois, em 2019, foi acusado por promotores federais de tráfico sexual de menores. Ele negou as acusações e morreu na prisão antes do julgamento, em uma morte considerada suicídio pelas autoridades. Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Gates e Epstein se encontraram diversas vezes após a condenação de 2008. Segundo os registros, os encontros envolviam discussões sobre possíveis iniciativas filantrópicas e projetos sociais. As divulgações também incluíram fotografias de Gates ao lado de mulheres não identificadas. O empresário já afirmou anteriormente que seu relacionamento com Epstein se limitava a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele. Em fevereiro, Gates "assumiu a responsabilidade por seus atos" durante uma reunião com funcionários da Fundação Gates, segundo um porta-voz da organização ouvido pela Reuters. Fundação Gates sob escrutínio A relação entre Gates e Epstein também levou a Fundação Gates a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista, informou a instituição em abril. Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação. O que a comissão investiga A comissão da Câmara analisa diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, possíveis falhas no combate ao tráfico sexual, questões éticas e atrasos na divulgação de documentos oficiais. A liberação de milhões de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, dos negócios, das finanças e da academia. Entre os nomes citados nos documentos está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manteve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000. A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi alvo de críticas pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso aprovou posteriormente uma lei determinando a liberação dos documentos.
10/06/2026 18:58:35 +00:00
Trump diz que EUA conduziram operação secreta em Ormuz para liberar navios petroleiros

EUA atacam o Irã em retaliação à derrubada de um helicóptero americano no Estreito de Ormuz O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) em um post na sua rede social que os EUA executaram uma missão secreta no mês passado para possibilitar a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Como resultado, mais de 100 milhões de barris de petróleo foram escoados e mais de 200 navios comerciais fizeram a travessia, segundo Trump. "Esse esforço extremamente bem-sucedido deve-se ao fato de que os ESTADOS UNIDOS da AMÉRICA CONTROLAM o Estreito de Ormuz — NÃO o Irã. As forças militares deles estão derrotadas e a economia deles está perdida. Acabou para o Irã!", escreveu Trump. Trump promete novo ataque Mais cedo, Trump afirmou que voltará a atacar o Irã ainda nesta quarta (10) e que o novo ataque será "muito forte". "Nos os atacamos fortemente ontem, e vamos atacá-los fortemente de novo hoje", disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca. "Eles deveriam ter assinado um acordo". ➡️ Apesar do cessar-fogo em vigor, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques na terça-feira (9). Forças norte-americanas bombardearam sistemas de defesa e radares no Estreito de Ormuz, e Teerã revidou lançando mísseis a uma base dos EUA no Bahrein. Trump afirmou ter retaliado o Irã por ter derrubado um helicóptero militar norte-americano que sobrevoava Ormuz. Também nesta quarta (10), por meio de sua rede social Truth Social, o presidente norte-americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e teceu novas ameaças, afirmando que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz. "As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!", escreveu Trump. Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora norte-americana Fox News, na qual anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã. De acordo com uma fonte da agência de notícias Reuters, negociadores do Catar viajaram a Teerã na manhã desta quarta numa tentativa de finalizar um acordo, após consultas com os Estados Unidos. Presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 10 de junho de 2026. Reuters/Evan Vucci Troca de ataques Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano, em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz no dia anterior. O Irã, por sua vez, respondeu com ataques à Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein, segundo a mídia estatal. A Guarda Revolucionária iraniana falou em resposta "contundente", e o chanceler Abbas Araghchi que "nenhum ataque ficará sem resposta" e disse que os americanos "deixar a região se quiserem ficar seguros". "As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais. Posteriormente, o Centcom afirmou ter alvejado alvos de defesa antiaérea iraniana, estações de controle e radares que controlavam o Estreito de Ormuz. Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos Estados Unidos O bombardeio ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado o Irã de ter derrubado o helicóptero e ter prometido uma resposta. “Acho que é muito importante responder. (...) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, disse Trump à emissora ABC após o início do ataque. Leia mais sobre o incidente abaixo. As forças dos EUA atacaram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz —via estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã fechou no início da guerra e Washington tenta reabrir—, afirmou um oficial norte-americano ao site Axios. Mísseis iranianos são lançados, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter realizado ataques contra uma base americana na Jordânia e outros 21 alvos no Golfo Pérsico na quarta-feira, em retaliação aos ataques americanos no Estreito de Ormuz. A imagem, divulgada em 10 de junho de 2026, foi extraída de um vídeo estática de um local identificado como Teerã, Irã WANA via Pool/via REUTERS Diversas agências de notícias estatais como Irib, Isna e Mehr afirmaram que ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, porém até o momento falam em "origem desconhecida". Minutos após o ataque dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã disse que "assim como alertamos horas antes, o Irã dará uma resposta contundente à agressão dos EUA". O chanceler iraniano Abbas Araghchi, afirmou que o país "não deixará nenhum ataque ou ameaça sem resposta". Ainda não se sabe como que o ataque retaliatório dos EUA impactará o frágil cessar-fogo no conflito, em vigor desde o início de abril, e influenciará as negociações pelo fim do conflito. Uma autoridade dos EUA afirmou à CNN Internacional que o ataque desta terça foi um aviso ao Irã e o governo Trump acreditam que isso irá prejudicar as negociações para encerrar a guerra. Mesmo com o ataque desta terça, os EUA ainda buscam uma resolução do conflito, e Trump disse na segunda que as tratativas para um acordo estavam "na fase final". A trégua na guerra foi violada também por Israel e Irã nos últimos dias, em uma troca de bombardeios criticada por Trump. O analista Guga Chacra, da GloboNews, afirmou que o bombardeio dos EUA foi "uma resposta calibrada e proporcional" à derrubada do helicóptero.
10/06/2026 18:26:43 +00:00
xAI, de Musk, é acusada de ilegalmente demitir engenheiro que denunciou falhas de segurança no Grok

xAI, de Musk, é acusada de demitir ilegalmente engenheiro que levantou preocupações sobre IA Reuters Um ex-engenheiro da xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, entrou com uma ação judicial alegando que foi demitido por levantar preocupações sobre os riscos que a inteligência artificial representa para a humanidade. A xAI é dona do chatbot Grok, que foi alvo de polêmicas por gerar milhões de imagens sexualizadas de mulheres e menores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O ex-funcionário Devin Kim afirma no processo, protocolado na terça-feira (09) em um tribunal estadual da Califórnia, que seus esforços para estabelecer proteções no desenvolvimento do chatbot Grok fizeram dele um alvo da liderança da empresa. A ação foi apresentada às vésperas da oferta pública inicial de ações (IPO) planejada pela SpaceX para sexta-feira (12), que deve ser a maior da história. “Kim reclamou repetidamente que a falha da xAI em priorizar a segurança da inteligência artificial, especialmente em relação ao Grok, praticamente garantia que a empresa cometeria atos ilegais, desde fomentar discriminação até contribuir para a proliferação de armas de destruição em massa”, afirma o processo. A xAI e a SpaceX não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre a ação de Kim. Na semana passada, o Center for AI Safety, organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo dos riscos potenciais da inteligência artificial, anunciou a nomeação de Kim para a presidência da entidade. Musk, a pessoa mais rica do mundo, fundou a xAI em 2023 como o que descreveu ser uma alternativa mais segura à OpenAI, organização que ajudou a criar mais de uma década antes. No mês passado, um júri rejeitou uma ação movida por Musk que alegava que a OpenAI havia se desviado de sua missão original de beneficiar a humanidade. Segundo o novo processo, Kim foi uma das primeiras contratações da xAI em 2024 e foi promovido a um cargo de liderança poucos meses após ingressar na empresa. Kim afirma que Musk esperava que a xAI implementasse testes e procedimentos adequados de segurança. No entanto, segundo a ação, seu supervisor, Jimmy Ba, cofundador da xAI, ignorou essas diretrizes e rejeitou a insistência de Kim em adotar mecanismos de proteção. Kim diz que Ba o demitiu abruptamente em setembro do ano passado, pouco antes de ele fazer uma apresentação sobre segurança em inteligência artificial para a liderança da empresa. O processo acusa a xAI e a SpaceX de retaliação e demissão injusta em violação à legislação da Califórnia, e pede indenização por danos em valor não especificado. A SpaceX e outros empreendimentos de Musk, incluindo a fabricante de veículos elétricos Tesla, enfrentam há anos alegações relacionadas à segurança, desde riscos para funcionários até preocupações envolvendo tecnologias de direção autônoma. Em 2023, a Reuters documentou pelo menos 600 acidentes de trabalho anteriormente não divulgados na SpaceX, incluindo esmagamentos de membros, amputações, choques elétricos e uma morte. Alguns funcionários atribuíram os problemas a uma cultura de segurança considerada permissiva e à crença de Musk de que a SpaceX está em uma corrida urgente para criar um refúgio no espaço diante de uma Terra em declínio. Na época, a SpaceX não comentou o caso. Em documentos apresentados à Justiça e em outras ocasiões, porém, a empresa defendeu seu histórico de segurança e afirmou oferecer treinamento extensivo aos funcionários. Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
10/06/2026 17:29:36 +00:00
TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025; relator alerta para situação das estatais

Rombo bilionário de estatais pressiona contas públicas O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (10), com ressalvas, as contas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referentes ao exercício financeiro de 2025. O relator do caso é o ministro Benjamin Zymler. (entenda o que são as contas do governo) Uma das ressalvas do relator envolve os recursos que o governo federal colocou em empresas estatais que não dependem diretamente do Tesouro para funcionar. Segundo o parecer, o governo não acompanhou de forma adequada o uso desse dinheiro — principalmente nos casos em que os valores ficaram parados por um período ou geraram rendimentos financeiros depois. Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento. O parecer aponta possível descumprimento de normas de governança pública e de responsabilidade fiscal que exigem avaliação prévia dos riscos envolvidos na operação. O relator também fez ressalvas à destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). De acordo com o relator, as receitas consideradas de natureza tipicamente pública não foram recolhidas à Conta Única do Tesouro Nacional nem incluídas no Orçamento da União, contrariando princípios constitucionais e regras orçamentárias relacionadas à legalidade, transparência e unidade de caixa. Outra ressalva envolve a inclusão de novos projetos na Lei Orçamentária de 2025 pelos ministérios das Cidades e da Integração e Desenvolvimento Regional, além da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Ainda nesse escopo, o relator destacou a situação dos Correios, que enfrenta uma crise econômico-financeira. Lula Getty Images / BBC Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento. Para os técnicos, novos empreendimentos foram incluídos sem que obras já em andamento estivessem adequadamente atendidas e sem a previsão suficiente de recursos para conservação do patrimônio público, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Alertas ao governo Além das ressalvas, o TCU foram feitas uma série de alertas ao Executivo. Segundo o relatório, o avanço das despesas obrigatórias, dos mínimos constitucionais e das emendas parlamentares tem comprimido recursos destinados a políticas públicas e investimentos que não possuem proteção legal específica. Outro alerta foi o acúmulo de recursos ociosos em fundos públicos. O parecer cita especialmente o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf), apontando que o elevado volume de superávits financeiros revela um descompasso entre arrecadação e capacidade de execução das despesas previstas. Situação das estatais O ministro Benjamin Zymler, relator das contas, fez um alerta sobre a deterioração econômico-financeira de empresas estatais federais e os riscos crescentes para as contas públicas. No ano passado, o TCU criou uma força-tarefa para fiscalizar 11 estatais federais. O trabalho identificou um quadro de deterioração econômico-financeira disseminada, com diferentes níveis de gravidade, em empresas de setores como serviços postais, energia nuclear, infraestrutura portuária, aviação civil, gestão de ativos e fabricação de papel-moeda. Segundo o relatório, em alguns casos a situação já representa "risco fiscal imediato para a União", diante da existência de obrigações de aporte de recursos já assumidas ou prestes a serem exigidas pelo governo federal. "Em outras empresas, os riscos são de médio prazo, mas decorrem de fragilidades estruturais que, se não enfrentadas, tendem a se agravar", afirmou o ministro. A fiscalização alcançou empresas como Correios, Eletronuclear, ENBPar, Companhia Docas, Casa da Moeda, Emgea e Infraero. De acordo com o TCU, a deterioração observada decorre de fatores como falhas na supervisão ministerial e no monitoramento orientado por riscos, fragilidades nos modelos de negócio, perda de competitividade e receitas, rigidez elevada de custos, especialmente com pessoal e passivos atuariais, e dependência de soluções pontuais e não recorrentes para equilibrar as contas. Diante desse cenário, o tribunal expediu um alerta ao Poder Executivo de que a combinação entre deterioração financeira das estatais e supervisão insuficiente aumenta a exposição fiscal da União e a probabilidade de novos aportes do Tesouro Nacional, contrariando o dever legal de prevenção de riscos fiscais. O relatório também aponta problemas na política de capitalização das estatais. Segundo o ministro, os aportes realizados pelo Tesouro Nacional nos últimos 15 anos foram, em diversos casos, significativamente superiores às necessidades de execução física e financeira dos projetos financiados. A prática resultou na formação de elevados saldos de caixa e aplicações financeiras sem vinculação imediata aos empreendimentos que justificaram os repasses. Correios O caso dos Correios, que enfrentam uma grave crise econômico-financeira, é visto com preocupação pelo tribunal. "O aporte mínimo de R$ 6 bilhões até 2027 já consta como cláusula contratual firmada pela União", frisou Zymler. O ministro destacou que foram identificadas falhas "relevantes no procedimento de análise e aprovação da concessão de garantia da União à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), notadamente quanto à avaliação das informações econômico-financeiras que subsidiaram a decisão". "Verificou-se a ausência de exame crítico das premissas apresentadas no Plano de Reestruturação, tais como projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa, utilizados como referência no processo, bem como a validação de dados fornecidos pela própria empresa sem verificação independente ou testes de consistência adequados", complementou. Por causa dessas falhas, ele expediu ressalvas à concessão da garantia da União aos Correios. Na avaliação do ministro, houve análise insuficiente da viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação e da real capacidade de pagamento da estatal, em desacordo com normas de governança pública, responsabilidade fiscal e exigências legais para avaliação prévia da capacidade financeira da empresa. O que são as contas do governo? São uma prestação de contas que traz informações sobre os gastos do governo em áreas como saúde, educação e infraestrutura. 🔎 Ao TCU cabe apreciar as contas do presidente, ou seja, examinar detalhadamente e emitir um parecer técnico. 🔎 O julgamento, por outro lado, é função do Congresso Nacional, que dá a declaração final quanto à regularidade das contas aprovadas, aprovadas com ressalvas ou rejeitadas. A apreciação do TCU é composta de dois documentos: um relatório e o parecer prévio. O relatório contém a análise do TCU sobre a execução orçamentária e a gestão dos recursos públicos. Já o parecer prévio mostra as irregularidades e inconsistências identificadas, bem como as recomendações e alertas. O parecer prévio tem que ser conclusivo, ou seja, deve indicar a aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas. Os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, da Casa Civil, Miriam Belchior e o da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho acompanharam a sessão.
10/06/2026 16:41:37 +00:00
Após nova ofensiva dos EUA, governo registra marca PIX no INPI; proteção vale para uso no Brasil

A marca PIX, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo o governo Reprodução Após novos ataques dos Estados Unidos ao PIX, sistema brasileiro de transferência de recursos em tempo real, o governo brasileiro divulgou nesta quarta-feira (10) que fez o registro da marca como sendo de "alto renome" e associada ao Banco Central. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado "conselhão", no Palácio do Planalto. "Na forma da lei de propriedade intelectual, é a maior proteção que se pode dar à marca e para o símbolo", explicou o ministro sobre o registro realizado pelo no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) ao sistema de pagamento digital. As marcas de alto renome são amplamente conhecidas pelo público em geral. Elas carregam prestígio, tradição e confiança construídos ao longo do tempo, qualidades diretamente associadas aos seus produtos ou serviços. Por serem reconhecidas nacionalmente além do seu próprio segmento de mercado, essas marcas recebem uma proteção especial prevista em lei. ➡️Segundo a lei de Propriedade Industrial, o registro da marca no INPI assegura ao titular seu uso exclusivo no território nacional, e não no exterior. Acusações dos EUA A história por trás da implicância de Trump contra o PIX As novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor. Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes. As censuvas fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas. De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento. Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio. Reação do governo brasileiro A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento nesta terça-feira (2) em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: "O PIX é do Brasil". Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas. "Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O PIX é do Brasil'. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", afirmou Lula, na ocasião.
10/06/2026 16:32:48 +00:00
iPhone ou sardinha? Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes

Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes Reprodução/Instagram Um vídeo publicado pela influenciadora brasileira Luana Barbour vem repercutindo nas redes sociais após mostrar a abertura de um produto que, à primeira vista, parecia um lançamento de tecnologia. A embalagem sofisticada, semelhante às usadas por grandes empresas do setor, levou muitos usuários a acreditar que se tratava de um novo dispositivo eletrônico. A surpresa veio quando o conteúdo foi revelado: uma lata de peixe enlatado. Na gravação, publicada no último sábado (5), Luana aparece abrindo a caixa enquanto tenta descobrir o que há dentro. "Chegou para mim essa semana esse novo produto da David Protein. Eu não sei o que é, estou abrindo com vocês", diz ela. Ao retirar a embalagem, a influenciadora conclui: "Eu acho que é algum peixe. Muito bom, gente. Isso aqui é proteína pura". Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes Reprodução/TV Globo O contraste entre a apresentação do produto e o item em si gerou milhares de comentários e reações na internet. Muitos internautas compararam o produto a uma simples lata de sardinha ou atum encontrada em supermercados. "Eu já tinha até curtido achando que era uma esquete muito bem feita", escreveu uma usuária. "Embalaram a sardinha numa caixa de iPhone", comentou outra. Outros demonstraram surpresa com a reação da influenciadora diante do produto. "Não estou entendendo se é piada ou se está falando sério", escreveu uma usuária. Agora no g1 O que é o produto? Apesar das comparações com sardinha, o item lançado pela David Protein é um bacalhau enlatado chamado "Cod 2". Segundo a empresa, cada lata contém 18 gramas de proteína e apenas 70 calorias, com apenas dois ingredientes: bacalhau do Atlântico e sal. O produto é vendido em pacotes com quatro unidades por US$ 39 nos Estados Unidos. De acordo com a fabricante, o peixe é capturado nas águas do Atlântico Norte, na Groenlândia, e processado na Dinamarca. Vídeo de influenciadora mostrando peixe enlatado em embalagem premium viraliza nas redes Reprodução/TV Globo Estratégia de marketing A David Protein é uma marca americana conhecida por suas barras proteicas. Segundo a empresa, o bacalhau enlatado foi lançado como uma edição especial alinhada à sua proposta de oferecer alimentos com alto teor de proteína e baixo número de calorias. O que mais chamou atenção, porém, foi a forma como o produto foi apresentado. O lançamento foi divulgado em uma embalagem que lembra as utilizadas por empresas de tecnologia, além de adotar uma comunicação inspirada nas apresentações de novos dispositivos eletrônicos. Nas redes sociais, usuários interpretaram a iniciativa como uma estratégia para reforçar o posicionamento da marca. A embalagem diferenciada e o formato de "unboxing" ajudaram a impulsionar a repercussão do produto, que acabou ultrapassando o universo fitness e virou assunto entre internautas. Bacalhau enlatado é apresentado em caixa que lembra embalagens de produtos de tecnologia e chamou atenção de internautas Reprodução/Redes Sociais
10/06/2026 16:00:34 +00:00
Petrobras adquire 50% de Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos

Fachada do prédio da Petrobras, no Centro do Rio Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) que adquiriu 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado na Bacia de Campos, no litoral brasileiro. O ativo pertencia integralmente à Equinor Brasil Energia — que segue com metade da operação. "A parceria maximiza sinergias na Bacia de Campos, região onde a Petrobras já desenvolve ativos vizinhos, também em parceria com a Equinor, como o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe", informou a empresa em nota. A estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA) será a gestora do contrato de partilha. Agora no g1 O bloco exploratório funciona como uma espécie de “lote” de área no mar cedido pelo governo para que empresas investiguem a existência de petróleo ou gás. Ainda de acordo com a Petrobras, a aquisição "está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e atuação em parceria". O processo ainda será submetido à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A conclusão da transação ainda depende de aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis. *Com informações da agência de notícias Reuters.
10/06/2026 15:17:27 +00:00
Do bairro para o Brasil: veja como expandir um negócio local para todo o país

Como expandir negócio local para todo o país Um negócio local não precisa ficar restrito ao bairro ou à cidade onde começou. Com o avanço das vendas online e da logística, cada vez mais empreendedores conseguem alcançar clientes em diferentes estados e transformar pequenas operações em negócios nacionais. Especialistas afirmam que o primeiro passo para essa expansão é fortalecer a presença digital, com redes sociais ativas, bom atendimento e canais de venda online. Além disso, é necessário organizar a logística, definir prazos de entrega e garantir a qualidade dos produtos mesmo com o aumento da demanda. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Outra estratégia apontada como alternativa para crescer rapidamente é o modelo de franquias. Segundo o Sebrae, o formato permite levar a marca para outras regiões do país sem que todo o investimento fique sob responsabilidade do empreendedor original. Para especialistas, planejamento, padronização de processos e consistência são fatores essenciais para que um negócio local consiga ganhar escala e se tornar uma operação nacional. Caixas em centro de distribuição de produtos Adrian Sulyok/Unsplash Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo veja como expandir um negócio local para todo o país g1
10/06/2026 15:00:15 +00:00
Vai abrir uma empresa? Ferramenta gratuita usa inteligência artificial para indicar os melhores locais

Plataforma gratuita do Google e Sebrae mostra onde há mais chances de sucesso Google Cloud O que está por trás do fracasso de um negócio? A resposta nem sempre é simples, mas, em muitos casos, começa pelo endereço. Dados do Sebrae mostram que problemas relacionados ao ponto comercial e à infraestrutura foram a principal causa de fechamento para 4,2% das empresas que encerraram as atividades. O número, porém, pode ser ainda maior quando o problema não é identificado diretamente como um erro de localização e aparece de forma indireta, por exemplo, na falta de clientes, no baixo faturamento ou na dificuldade de crescer. Em parceria com o Google Cloud, o Sebrae-SP lançou nesta quarta-feira (10) a plataforma Alvo Certo, que pretende transformar uma escolha historicamente baseada na intuição em uma decisão baseada em dados. Na prática, a ferramenta funciona como uma consultora digital. Ela cruza informações sobre perfil da população, circulação de pessoas, presença de concorrentes e tendências de consumo para indicar regiões com mais potencial e alertar sobre riscos na abertura ou expansão de um negócio. Inicialmente, a ferramenta está disponível apenas para empreendedores do estado de São Paulo. Segundo o Sebrae, a criação da ferramenta não surgiu apenas de uma inovação tecnológica, mas também de um problema recorrente identificado no atendimento a empreendedores. “Com um local ruim, a chance de não dar certo é maior (...) A gente recebe muito isso: ‘quero abrir um pet shop, qual o melhor bairro?’”, resume o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Nelson Hervey. Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros Segundo ele, a dúvida sobre a localização aparece com frequência tanto entre quem vai abrir o primeiro negócio quanto entre empresários que querem expandir. “Quando você monta um plano de negócio, pensa em preço, custo e potencial de mercado. Mas depois vem a pergunta: onde abrir o estabelecimento?”, diz. Historicamente, responder a essa pergunta exigia um trabalho demorado: cruzar informações públicas, analisar a concorrência, fazer visitas presenciais e, muitas vezes, recorrer à tentativa e erro. Como funciona a plataforma Após fazer login na plataforma do Sebrae, o empreendedor informa o tipo de negócio e pode: inserir um endereço específico explorar regiões diretamente no mapa buscar áreas com maior potencial de mercado Com base nessas informações, a plataforma apresenta uma análise em tempo real baseada em três pilares principais: Radar de oportunidades: indica onde há maior potencial para determinado tipo de negócio Concorrência: mostra o nível de saturação e a presença de empresas semelhantes Polos de atração: considera o fluxo de pessoas e a proximidade com pontos estratégicos (metrô, hospitais, comércios etc.) Segundo João Thiago Poço, diretor do Google Cloud para o setor público na América Latina, a ferramenta só é possível graças ao cruzamento de diferentes bases de dados. “A gente consegue cruzar dados do IBGE, Receita Federal, cadastros municipais e outras fontes para gerar informações sobre o mercado”, explica. Além disso, há um diferencial importante: o uso de informações atualizadas quase em tempo real. “A gente não espera a base de CNPJ ser atualizada. Usamos dados do Google Maps, inclusive feedback de usuários que indicam que o local não existe mais”, afirma. A ferramenta também utiliza o modelo de inteligência artificial Gemini, do Google, mas com uma proposta diferente da dos assistentes tradicionais. Em vez de apenas responder, a IA também faz perguntas ao empreendedor sobre pontos que muitas vezes são ignorados no início do planejamento. “O empreendedor precisa de alguém que faça as perguntas difíceis”, diz Poço. Na prática, o sistema pode levantar questões como: qual é a taxa de mortalidade do setor naquela região, se ainda há espaço para novos concorrentes e o que pode diferenciar o negócio. Essa dinâmica transforma a plataforma em mais do que um painel de dados. Ela ajuda o empreendedor a tomar decisões. IA do Google Cloud e Sebrae-SP também provoca o empreendedor com perguntas estratégicas, muitas vezes ignoradas Google Cloud O que ela resolve e o que não resolve Apesar do uso intensivo de dados e inteligência artificial, os responsáveis pelo projeto reforçam que a ferramenta não substitui a avaliação do empreendedor. “Essa ferramenta não decide onde eu vou. Ela ajuda. É mais um elemento para a tomada de decisão”, afirma Hervey. Isso porque o sucesso de um negócio depende de uma combinação de fatores, como gestão, estratégia, capital e produto. Além disso, os dados apresentados pela plataforma precisam ser interpretados e não seguidos de forma automática. Uma região com muitos concorrentes pode indicar saturação ou representar uma oportunidade, dependendo do diferencial do negócio. Da mesma forma, um local com queda na atividade pode sinalizar risco ou refletir uma mudança recente que ainda está em curso. “É uma ferramenta de análise. Ela coloca os dados nas mãos do empreendedor”, resume o diretor do Google Cloud. Para Poço e Hervey, o principal benefício do Alvo Certo é reduzir o tempo necessário para escolher onde investir. “Uma pessoa demoraria meses para reunir essas informações. A gente consegue entregar isso em um minuto”, afirma Poço. Além de acelerar o processo, a ferramenta ajuda a evitar etapas pouco produtivas, como visitas a regiões com pouca viabilidade ou negociações em locais inadequados. Conexão com outros serviços Outro ponto importante é que a plataforma foi desenvolvida para receber novas funcionalidades ao longo do tempo. O Sebrae pretende integrar outros serviços à plataforma ao longo do tempo, como: orientação para crédito capacitação por setor estratégias de vendas digitais acesso a mercados “Pode se tornar um grande centro de soluções para o empreendedor”, afirma Hervey. “Há um grande interesse em levar a ferramenta para todo o Brasil.” Segundo o Google Cloud, a tecnologia já pode ser usada em todo o país, o que indica que a expansão dependerá mais de decisões estratégicas do que de limitações técnicas. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
10/06/2026 15:00:13 +00:00
Justiça dos EUA nega pedido da Meta e do Google por novo julgamento sobre vício em redes sociais

Logos da Meta e do Google. AP/Reuters Uma juíza estadual da Califórnia negou os pedidos da Meta e do YouTube, do Google, para a realização de um novo julgamento após um júri popular concluir que as plataformas criaram produtos viciantes para os jovens. As empresas argumentam que estão protegidas pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal que, em geral, isenta plataformas digitais de responsabilidade por conteúdos publicados por seus usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O argumento foi rejeitado pela juíza Carolyn Kuhl, da Corte Superior de Los Angeles, na terça-feira (09). Segundo ela, há "evidências substanciais" de que a autora do processo foi "prejudicada pelos recursos de design do Instagram, independentemente de qualquer conteúdo encontrado na plataforma". "A tese jurídica dos autores busca contornar de forma indevida a Seção 230 e a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, e esperamos que essa decisão seja revertida em recurso", afirmou o porta-voz. José Castañeda, porta-voz do Google, disse em nota que a empresa pretende recorrer. Mark Lanier, advogado da autora da ação, afirmou que a decisão não surpreendeu ninguém. "As evidências de culpa eram avassaladoras", disse Lanier. Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Como foi o processo O júri popular, encerrado em março deste ano, considerou que as empresas foram responsáveis por contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio do Instagram e do YouTube. O processo aconteceu em Los Angeles, e o júri condenou a Meta a pagar indenizações de US$ 4,2 milhões e o Google, de US$ 1,8 milhão A tendência é que o veredito abra precedente para novos processos sobre os supostos danos à saúde mental de crianças e adolescentes causados pelas redes sociais. A juíza afirmou que a lei não trata das escolhas de design feitas pelas empresas e que o júri foi instruído repetidamente a não considerar o conteúdo publicado nas plataformas. "Havia evidências substanciais de que a autora foi prejudicada pelos recursos de design do Instagram, independentemente de qualquer conteúdo encontrado na plataforma", escreveu Kuhl. Em comunicado, um porta-voz da Meta disse que a empresa discorda da decisão. "A tese jurídica dos autores busca contornar de forma indevida a Seção 230 e a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, e esperamos que essa decisão seja revertida em recurso", afirmou o porta-voz. José Castañeda, porta-voz do Google, disse em nota que a empresa pretende recorrer. Mark Lanier, advogado da autora da ação, afirmou que a decisão não surpreendeu ninguém. "As evidências de culpa eram avassaladoras", disse Lanier. Como foi o júri O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que afirmou ter desenvolvido vício nas plataformas ainda menor de idade, por causa dos recursos dos aplicativos, que incentivam o uso contínuo. Ela afirma que o uso intensivo agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas. Por isso, pediu que as empresas sejam responsabilizadas. "Discordamos respeitosamente do veredicto e estamos avaliando nossas opções legais", afirmou um porta-voz da Meta à Reuters após o anúncio da decisão. Já o advogado do Google, José Castañeda, afirmou que planeja recorrer. O resultado pode influenciar milhares de casos semelhantes contra empresas de tecnologia, movidos por pais, procuradores-gerais e distritos escolares. Pelo menos metade dos adolescentes americanos usa YouTube ou Instagram diariamente, segundo o Pew Research Center. Snapchat e TikTok também eram réus no processo. Ambos fizeram um acordo com a autora antes do início do julgamento. Os termos não foram divulgados. 🎧 Episódio do podcast O Assunto explica o julgamento das big techs e a responsabilidade do algoritmo. OUÇA: Críticas crescentes Nos últimos 10 anos, as grandes empresas de tecnologia dos EUA enfrentam críticas crescentes sobre a segurança de crianças e adolescentes. O debate agora chegou aos tribunais e aos governos estaduais. O Congresso americano, porém, não aprovou uma legislação abrangente para regular as redes sociais. Pelo menos 20 estados americanos aprovaram leis no ano passado sobre o uso de redes sociais por crianças, segundo a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais (NCSL), organização apartidária que monitora legislações estaduais. As leis incluem regras sobre o uso de celulares nas escolas e exigem que usuários comprovem a idade para abrir contas em redes sociais. A NetChoice, associação apoiada por empresas como Meta e Google, tenta derrubar na Justiça as exigências de verificação de idade. LEIA MAIS: Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Outro caso sobre vício em redes sociais, movido por estados e distritos escolares contra empresas de tecnologia, deve ir a julgamento ainda neste ano em um tribunal federal em Oakland, na Califórnia. Outro julgamento estadual está previsto para começar em julho, em Los Angeles, disse Matthew Bergman, um dos advogados que lideram os casos. O caso envolverá Instagram, YouTube, TikTok e Snapchat. Em outro caso, um júri do Novo México considerou, na terça-feira, que a Meta violou a lei estadual em um processo movido pelo procurador-geral. A acusação é de que a empresa enganou usuários sobre a segurança de Facebook, Instagram e WhatsApp e permitiu exploração sexual infantil nessas plataformas.
10/06/2026 14:59:47 +00:00
Figurinhas e álbuns da Copa lideram reclamações no Procon-SP; veja cuidados para evitar golpes

Álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini. Reprodução/Panini Figurinhas e álbuns da Copa do Mundo lideraram as reclamações de consumidores registradas no Procon-SP em maio, impulsionando um forte aumento das demandas relacionadas ao mundial. Segundo levantamento do órgão, foram contabilizadas 521 queixas envolvendo a compra, venda ou troca desses produtos, de um total de 708 registros ligados ao evento esportivo no período. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O número representa uma disparada em relação a abril, quando foram registradas apenas 34 reclamações sobre itens colecionáveis. Em março, o total de demandas relacionadas à Copa do Mundo havia sido de apenas 19. Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' De acordo com o Procon-SP, a proximidade do torneio e o aumento da procura por produtos temáticos têm ampliado a movimentação de consumidores, especialmente no ambiente digital, onde se concentra a maior parte dos problemas relatados. 👉 Entre as principais reclamações estão atrasos na entrega, não recebimento dos produtos adquiridos, divergência entre o item anunciado e o entregue, cobranças indevidas e dificuldades para contato com vendedores após a conclusão da compra. Compras online concentram problemas O órgão observa que a maioria das ocorrências envolve negociações realizadas pela internet, principalmente em marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens. No caso específico de figurinhas e álbuns, também foram registradas queixas relacionadas a anúncios com informações insuficientes, dificuldades para obtenção de reembolso e comercialização de produtos sem procedência comprovada. Segundo o Procon-SP, a busca por figurinhas raras ou edições limitadas pode aumentar a exposição dos consumidores a fraudes e práticas irregulares. Cuidados antes de comprar Diante do aumento das reclamações, o órgão recomenda que os consumidores adotem algumas medidas de precaução antes de efetuar compras relacionadas à Copa do Mundo: Verificar a reputação da empresa ou vendedor; Confirmar se há canais de atendimento e identificação do fornecedor; Evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens; Desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado; Guardar comprovantes, anúncios e registros da negociação; Conferir as condições de troca, devolução e prazo de entrega. Para quem pretende adquirir figurinhas, álbuns ou outros produtos de coleção, o Procon-SP recomenda verificar a procedência dos itens e pesquisar o histórico do vendedor antes de concluir a compra. Caso haja descumprimento da oferta ou qualquer outro problema na negociação, os consumidores podem recorrer aos canais de atendimento do órgão para obter orientações e formalizar uma reclamação.
10/06/2026 14:45:31 +00:00
Banco do Brasil fora do ar? Aplicativo tem instabilidade e clientes reclamam nas redes

Agência do Banco do Brasil de Caruaru, no Agreste de Pernambuco Reprodução/Google Street View O aplicativo do Banco do Brasil passou por instabilidade nesta quarta-feira (10). Nas redes sociais, clientes relataram problemas em acessar a conta e fazer transferências. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços online, o aplicativo chegou a ter mais de 2,5 mil reclamações pela manhã. Segundo o banco informou no meio da tarde desta quarta, os serviços foram totalmente retomados. Agora no g1 Veja algumas das reclamações de clientes nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
10/06/2026 14:44:56 +00:00
Volkswagen lança T-Cross Rock in Rio por R$ 142.990

Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira (10) o T-Cross Rock in Rio, edição especial baseada na versão 200 TSI. O SUV tem detalhes visuais e adesivos exclusivos na carroceria. O interior é escurecido com sistema de som com 6 alto-falantes e logo nos bancos e painel. O preço não teve alteração na versão, custa R$ 142.990 mesmo com os itens extras. Segundo a Volkswagen, este é o preço praticado nas lojas no momento. No site da montadora, porém, o preço da configuração 200 TSI é de R$ 161.490. O modelo pode ser encomendado em quatro cores: vermelho, preto e duas opções de cinza. O modelo também tem nessa versão a fila iluminada na dianteira, que só estava disponível em versões mais caras. As maçanetas e retrovisores são escurecidos. Parachoques dianteiros também têm detalhes. As rodas são de 17 polegadas. Agora no g1 No visual, o T-Cross Rock in Rio se diferencia por uma série de elementos exclusivos inspirados no festival. A edição especial pode ser configurada em quatro cores, incluindo o Cinza Ascot, tonalidade normalmente reservada a versões mais caras do SUV. Dependendo da cor escolhida, a carroceria recebe acabamento em dois tons, com teto preto, além de adesivos temáticos espalhados pelas portas e tampa do porta-malas. O pacote ainda traz logotipos do Rock in Rio nas colunas traseiras, rodas de 17 polegadas diamantadas com acabamento escurecido, pneus Seal Inside e detalhes externos em preto, como retrovisores e maçanetas. A dianteira também ganha a faixa luminosa em LED integrada à grade, item normalmente presente apenas nas configurações mais sofisticadas do modelo. Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen Por dentro, a série especial aposta em uma ambientação exclusiva voltada ao universo da música. O teto recebe acabamento escurecido, enquanto os bancos ganham revestimento próprio com costuras azuis, detalhes vermelhos e a identidade visual do Rock in Rio. A assinatura do festival também aparece aplicada no painel dianteiro, do lado do passageiro. Para reforçar a proposta temática, a Volkswagen equipou o SUV com sistema de áudio composto por seis alto-falantes de série, além dos elementos decorativos exclusivos que diferenciam a cabine das demais versões do T-Cross. Cabine dp Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A edição Rock in Rio será baseada exclusivamente na versão 200 TSI do T-Cross. O pacote mantém o conjunto mecânico dessa configuração, combinando o motor turbo 1.0 flex de três cilindros com transmissão automática de seis marchas. A potência é de 116 cv com gasolina e 128 cv com etanol. Além do trem de força já conhecido do SUV, a edição especial incorpora equipamentos normalmente encontrados nas variantes Highline e Extreme, ampliando o nível de conteúdo oferecido sem alterar a base mecânica do modelo.
10/06/2026 14:36:51 +00:00
Google Maps agora conversa com usuários no Brasil para indicar lugares e até ônibus; veja como funciona

Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil Usuários do Google Maps no Brasil agora podem conversar com o aplicativo para encontrar lugares e até tirar dúvidas sobre transporte público. Segundo o Google, é possível fazer perguntas sobre "praticamente qualquer tema", de pedidos simples até buscas mais específicas. O recurso transforma o Maps em uma espécie de assistente de recomendações com inteligência artificial baseada no Gemini. Anunciada em março de 2026, a novidade já estava disponível nos Estados Unidos e na Índia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Batizado de "Pergunte ao Maps", o recurso exibe respostas em formato de conversa, de forma semelhante ao que já acontece em ferramentas como ChatGPT e Gemini. Além do texto, ele mostra um mapa personalizado, imagens dos locais sugeridos e informações adicionais, como dados sobre acessibilidade e, no caso de museus, detalhes sobre as obras em exibição. A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil nesta quarta-feira (10) e funciona tanto por texto quanto por voz. A função começa a ser liberada nesta quarta para um "grupo seleto" de usuários mais engajados com o Maps no Brasil. Segundo o Google, o recurso chegará a todos os usuários do país "nas próximas semanas". Como funciona e exemplos de perguntas Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil Google/Divulgação A opção para acessar a IA do Maps fica no topo do aplicativo, no canto superior esquerdo, ao lado de atalhos como "Restaurantes", "Compras" e "Supermercados". Neste primeiro momento, o recurso estará disponível apenas no aplicativo para celulares. A funcionalidade também chegará ao navegador futuramente. Segundo o Google, as recomendações são geradas a partir do cruzamento de informações de mais de 300 milhões de lugares com avaliações publicadas por mais de 500 milhões de usuários da comunidade do Maps. "Você pode perguntar onde encontrar um hambúrguer vegano perto do trabalho ou pedir um roteiro de locais com arquitetura icônica na sua cidade. Ele usa as informações mais recentes para mostrar tudo o que você precisa saber antes de sair de casa", explica André Kowaltowski, gerente do Google Maps para a América Latina. Veja alguns exemplos abaixo: "Encontre hamburguerias com mesas ao ar livre perto de mim." "Está chovendo e eu queria levar meu filho a um lugar divertido que não seja um shopping. Pode me recomendar algumas opções no bairro do Tatuapé?" "Me mostre algumas sorveterias perto do meu trabalho." "O ônibus [número da linha] passa pelo corredor exclusivo?" "Quais filmes estão em cartaz no cinema [nome]?" "Quais restaurantes perto da minha casa aceitam vale refeição?" No exemplo da sorveteria, o pedido menciona um local "perto do meu trabalho". Isso é possível porque o usuário salvou o endereço do trabalho em sua conta do Google Maps. Com isso, a IA consegue usar essa informação para entender referências como "perto do meu trabalho", "próximo da minha casa" ou "perto da casa da minha sogra" e oferecer sugestões mais personalizadas. O Google afirma ainda que a IA do Maps pode levar em conta o histórico do usuário para personalizar as sugestões. Por exemplo, se a pessoa costuma pesquisar restaurantes vegetarianos, a ferramenta pode considerar essa preferência em buscas futuras, mesmo que o termo "vegetariano" não seja mencionado. No caso do transporte público, o Google afirma usar informações fornecidas em tempo real por empresas responsáveis pela operação dos sistemas nas cidades, como a SPTrans, em São Paulo. Por isso, alguns dados exibidos pelo Maps podem apresentar divergências, já que não são coletados pela empresa. Corredor de ônibus da Avenida Bezerra de Menezes recebe redutores de velocidade JL Rosa/SVM Redes sociais mudaram a forma de descobrir lugares Não está claro se o Google pretende usar o recurso para atrair usuários que passaram a buscar recomendações de lugares em plataformas como TikTok e Instagram. Nos últimos anos, as redes sociais ganharam espaço como ferramenta de pesquisa para descobrir restaurantes, pontos turísticos e outras recomendações. Em 2023, o g1 mostrou essa tendência em uma reportagem sobre o tema. Na ocasião, a professora de literatura Lu Cunha explicou que a busca tradicional nem sempre oferece respostas diretas para quem procura sugestões mais específicas. "O Google é muito bom como fonte de informação, só que, dependendo do que você busca, ele apresenta muitas páginas sobre aquele assunto e pode ser difícil de você selecionar exatamente aquela que vai te atender", disse em entrevista ao g1 em 2023. LEIA TAMBÉM Chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Instagram agora permite reorganizar posts no perfil; veja como fazer OpenAI, dona do ChatGPT, entra com pedido de IPO; empresa pode valer US$ 1 trilhão Siri AI: Apple lança aplicativo com foco em inteligência artificial Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
10/06/2026 14:19:10 +00:00
YouTube lança no Brasil assistente de IA para ajudar criadores a melhorar vídeos e crescer canais

YouTube lança no Brasil uma IA que funciona como assistente para criadores de conteúdo Reprodução/YouTube O YouTube anunciou nesta quarta-feira (10) o lançamento do "Pergunte ao Studio" no Brasil. A ferramenta funciona como um chat com IA, semelhante ao Gemini e ao ChatGPT, e ajuda criadores de conteúdo a entender o desempenho do canal, analisar a reação do público e encontrar ideias para novos vídeos. A novidade foi apresentada durante o Google for Brasil 2026, evento anual em que a empresa divulga os principais lançamentos e iniciativas para o país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Integrado ao YouTube Studio, o recurso permite que criadores façam perguntas sobre o desempenho de seus canais. Segundo o Google, a IA analisa os dados da conta para responder dúvidas, explicar métricas, resumir comentários do público e sugerir ideias para novos conteúdos. Os usuários poderão fazer perguntas como "Como tem sido o desempenho do meu vídeo mais recente?", "O que o público está dizendo sobre o meu estilo de edição?", "Qual faixa etária mais interage com meu canal?" e "Que tipo de conteúdo mais atrai meu público?". Agora no g1 A empresa afirma que a ferramenta também pode analisar roteiros antes da gravação. Com base nesse material, a IA pode sugerir melhorias e "oferecer feedbacks baseados nas melhores práticas recomendadas pelo YouTube". "Além de ajudar o criador a expandir o canal, a IA também pode dar orientações para melhorar a geração de receita dentro da plataforma", disse Max Oliveira, gerente sênior de marketing de produto do YouTube para a América Latina, em conversa com jornalistas antes do Google for Brasil. A ferramenta já está disponível para todos os criadores no Brasil e aparece como um ícone de brilho (✨) dentro do YouTube Studio. O YouTube também aproveitou o evento para divulgar dados sobre o impacto econômico da plataforma no Brasil. Segundo a empresa, o ecossistema de criadores gerou mais de 150 mil empregos equivalentes a tempo integral no país em 2025. Ainda de acordo com o Google, o YouTube e sua rede de criadores contribuíram com mais de R$ 6 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período. A empresa também informou que mais de 4,5 mil canais brasileiros já ultrapassaram a marca de 1 milhão de inscritos. YouTube lança no Brasil IA que funciona como assistente para criadores de conteúdo. Reprodução/YouTube Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios
10/06/2026 14:09:54 +00:00
Onitsuka Tiger, marca de tênis japonesa, ganha operação própria após sucesso de vendas

Tênis Onitsuka Tiger. Divulgação A fabricante japonesa de artigos esportivos Asics anunciou nesta quarta-feira (10) que dará mais autonomia à Onitsuka Tiger, marca de tênis conhecida pelos modelos de inspiração retrô que se tornaram populares nos últimos anos. A partir de 1º de janeiro, a Onitsuka Tiger passará a operar por meio de uma empresa própria, chamada OT Group, embora continue pertencendo integralmente à Asics. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a companhia, a mudança tem como objetivo acelerar a tomada de decisões e dar mais agilidade à gestão de uma marca que tem impulsionado os resultados financeiros do grupo, diz a agência de notícias Reuters. O crescimento da Onitsuka Tiger foi impulsionado pelo aumento da demanda por seus tênis e pelo avanço do turismo, ajudando a Asics a registrar lucros recordes. Nos últimos quatro anos, as ações da empresa se valorizaram cerca de sete vezes, elevando seu valor de mercado para aproximadamente US$ 20 bilhões. Para analistas, a separação pode facilitar a gestão de um negócio que vem crescendo rapidamente. À medida que as empresas aumentam de tamanho, processos de aprovação tendem a se tornar mais lentos e complexos, o que pode dificultar a tomada de decisões. O novo presidente-executivo do OT Group, Ryoji Shoda, afirmou que a separação também deve ajudar a marca a retomar sua expansão nos Estados Unidos. Segundo ele, havia divergências entre as equipes da Asics e da Onitsuka Tiger sobre a forma de posicionar a marca, dividida entre os universos da moda e do esporte. Como parte dessa estratégia, a Onitsuka Tiger abrirá uma loja em Los Angeles em fevereiro. A empresa também planeja inaugurar novas lojas em Tóquio, Nagoya, Xangai, Milão e Seul nos próximos meses. Agora no g1
10/06/2026 13:07:48 +00:00
PEC que dá autonomia financeira ao BC é aprovada na CCJ do Senado; texto inclui PIX na Constituição

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia financeira ao Banco Central (BC). A PEC foi aprovada em votação simbólica e ainda precisa passar pelo plenário do Senado. 🔎A votação simbólica ocorre quando os parlamentares não registram seus votos individualmente. Dessa forma, o resultado é definido pela manifestação geral dos parlamentares. O texto da PEC define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira.   Entidades ligadas ao setor financeiro defendem autonomia do BC O principal impasse entre o governo e o relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), é justamente sobre a natureza jurídica do BC. Ao classificar PEC o BC como entidade pública de natureza especial, um novo regime jurídico, a PEC permite ao órgão realizar concursos e contrações como julgasse necessário, mas sob supervisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), apresentou uma emenda que classifica o BC como “autarquia federal de natureza especial”, mas foi rejeitada pelo relator. Nessa classificação, o BC precisaria de autorização do Ministério da Gestão para realização de concursos e contratações, o que, segundo o relator, deixa o banco sem autonomia administrativa.   Jaques Wagner argumentou que o Tesouro segue obrigado a cobrir qualquer prejuízo do BC mesmo com o órgão estando fora do orçamento da União. Segundo o senador, essa foi uma demanda do ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas que poderá ser debatida antes da votação no plenário. “Eu não estou querendo colocar procrastinação. Eu trouxe uma demanda do próprio ministro da Fazenda. Ele me fez essa demanda e eu acho que a gente pode abrir esse espaço, uma vez votado e aprovado aqui” afirmou Wagner. O relator sinalizou que topa conversar com o ministro, mas destacou que argumentou que artigo 1º já trata do tema. PIX na Constituição Incluído nas justificativas para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros do governo dos Estados Unidos, o PIX entrou no relatório de Plínio Valério, que foi aprovado na manhã desta quarta. O texto inclui o mecanismo na Constituição. Hoje, o PIX é regulado por norma infralegal do BC. O texto de Valério prevê a garantia da gratuidade para pessoas físicas em nível constitucional e proíbe expressamente qualquer privatização, concessão ou transferência de sua gestão a qualquer ente que não seja o próprio Banco Central. Com o argumento da soberania e inclusão financeira, Valério cobra que Lula e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, apoiem a PEC. “O PIX que é esse patrimônio histórico nacional vai estar contido na Constituição brasileira. Isso que a gente fez aqui é história. O cidadão comum tenha a certeza de que ele jamais será taxado”, afirmou o relator nesta quarta. Servidores Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB Em nota, a Associação Nacional dos Auditores do Banco Central (ANBCB) disse que a aprovação da PEC na CCJ “ representa um passo decisivo rumo ao fortalecimento institucional do Banco Central”. "Quando fortalecemos institucionalmente o Banco Central, quem ganha é toda a sociedade. A proposta contribui para preservar serviços essenciais, estimular a inovação no sistema financeiro e criar condições para que a autoridade monetária continue cumprindo seu papel com excelência.", afirmou Thiago Cavalcanti, presidente da ANBCB. Nesta terça, gestores do BC divulgaram uma carta aberta em que apoiam de forma "integral" o relatório de Valério. O documento foi elaborado pelo secretário-executivo do órgão, Rogério Antônio Lucca, e por chefes de departamento e de gabinete, da diretoria e da presidência. Os gestores defendem que o PIX seja fortalecido diante da garantia de "recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene" já que houve um aumento "expressivo" das instituições que são supervisionadas pelo BC. De acordo com eles, a redução de pessoal na autarquia "ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do País". Dados do BC revelam que, em 20 anos, de 2006 até este ano, o número de servidores caiu de 5.072 para 3.311. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou, em uma comissão no Senado, no dia 8 de abril, que essa redução ocorreu por conta da aposentadoria de quase um quarto dos funcionários. Por outro lado, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) vem se posicionando contra o atual formato da PEC. "A verdadeira proteção da gratuidade, da acessibilidade e da capacidade de inovação do PIX reside na preservação da natureza pública, estável e tecnicamente orientada do BC, autarquia responsável por sua concepção, operação e evolução", afirmou o Sinal na ocasião. Nesta quarta, o Sinal reforçou: “A linha adotada pela governo na Emenda 26, do Senador Jaques Wagner, nos parece um bom caminho, mantém o BC como autarquia de direito público e soluciona os problemas de orçamento sem colocar o Banco Central em risco de captura por interesses privados e externos. A emenda do governo dá mais autonomia a instituição, sem colocá-la em risco. A maioria dos servidores do Banco Central é contra a mudança do regime jurídico da autoridade monetária”. Entenda a PEC A proposta tramita no Senado desde 2023 e retira o Banco Central do orçamento da União. O texto da PEC, aprovada pela CCJ nesta quarta, define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira. Na prática, isso significa que a autarquia teria orçamento próprio, separado do Orçamento da União, e não precisará se submeter às regras do arcabouço fiscal — o conjunto de limites de gastos que o governo federal precisa cumprir — até fazer a recomposição de seus quadros. Após a recomposição do quadro de servidores, as despesas de pessoal e encargos sociais do BC não poderão superar o valor do ano anterior corrigido pelo IPCA mais 2,5% — mesma regra do arcabouço fiscal —, salvo autorização expressa do Senado Federal. Autonomia operacional Em 2021, o Congresso Nacional aprovou uma lei que deu autonomia operacional ao BC. Com isso, o presidente e os oito diretores do banco — indicados pelo presidente da República e aprovados pelos senadores — passaram a ter mandatos fixos de quatro anos e garantiram estabilidade nos cargos contra demissões por motivações políticas. Um dos objetivos da mudança foi blindar o órgão de pressões político-partidárias. Apesar da autonomia nas operações, o Banco Central continuou sem autonomia financeira, discutida agora pelo Senado.
10/06/2026 13:05:40 +00:00
Quaest: 10% dizem ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola; endividamento atinge 69% da população

Quaest, 1º turno: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 29% Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 69% dos brasileiros estão endividados, mas apenas 10% afirmam ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola. Relançado no início de maio, a nova versão do programa, conhecida como Desenrola 2.0, prevê renegociação de dívida com descontos e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. Segundo a Quaest, 88% dos entrevistados afirmaram não ter sido beneficiados pelo programa, enquanto 10% disseram ter sido alcançados. Outros 2% não souberam responder. Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O programa é mais bem avaliado entre lulistas do que entre bolsonaristas. Quando questionados sobre o Novo Desenrola 2.0, 70% dos lulistas disseram considerar a iniciativa uma boa ideia, ante 33% dos bolsonaristas. Já entre os eleitores de direita não bolsonarista, apenas 29% consideram o programa uma boa ideia, contra 73% entre os eleitores de esquerda não lulistas. Entre os independentes, o índice é de 51%. Endividamento O levantamento mostra ainda que 23% das pessoas têm muitas dívidas, uma redução em relação à pesquisa de maio (28%). Já o percentual de pessoas que afirmaram ter poucas dívidas chegou a 46% neste mês, e ficou praticamente estável em relação à maio (45%). A parcela de entrevistados que declararam não ter dívidas subiu de 27% para 30%. O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Veja abaixo algumas perguntas feitas pela Quaest sobre endividamento. ➡️ Você diria que tem muitas, poucas ou nenhuma dívida? Até 2 salários mínimos Muitas dívidas: 23% (ante 32% em maio) Poucas dívidas: 50% (45% em maio) Não têm dívidas: 27% (23% em maio) De 2 a 5 salários mínimos Muitas dívidas: 22% (26% em maio) Poucas dívidas: 50% (43% em maio) Não têm dívidas: 27% (31% em maio) Acima de 5 salários mínimos Muitas dívidas: 26% (24% em maio) Poucas dívidas: 36% (50% em maio) Não têm dívidas: 37% (26% em maio) ➡️ Você já tinha ouvido falar do novo Desenrola 2.0? Sim: 61% (57% em maio) Não: 39% (43% em maio) ➡️ Na sua opinião, o novo Desenrola 2.0 é uma boa ou má ideia? Lulistas Boa ideia: 70% (75% em maio) Ajuda um pouco: 13% (13% em maio) Má ideia: 12% (10% em maio) NS/NR: 5% (2% em maio) Esquerda não lulista Boa ideia: 73% (68% em maio) Ajuda um pouco: 15% (20% em maio) Má ideia: 8% (10% em maio) NS/NR: 4% (2% em maio) Independentes Boa ideia: 51% (48% em maio) Ajuda um pouco: 18% (26% em maio) Má ideia: 25% (21% em maio) NS/NR: 6% (5% em maio) Direita não bolsonarista Boa ideia: 29% (34% em maio) Ajuda um pouco: 26% (33% em maio) Má ideia: 41% (27% em maio) NS/NR: 4% (6% em maio) Bolsonaristas Boa ideia: 33% (30% em maio) Ajuda um pouco: 30% (24% em maio) Má ideia: 36% (42% em maio) NS/NR: 3% (4% em maio) Prós e contras do Desenrola 2.0 Getty Images
10/06/2026 12:05:55 +00:00
Dólar cai e Ibovespa recua com inflação dos EUA no radar e tensão no Oriente Médio

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar oscilou ao longo desta quarta-feira (10), mas encerrou o dia em queda. A moeda norte-americana recuou 0,10%, fechando cotada a R$ 5,1721. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,70%, aos 168.619 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Após um leve alívio na véspera, as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Além dos contínuos ataques de Israel contra o Líbano, o presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano no Estreito de Ormuz e afirmou que os Estados Unidos vão responder à ofensiva. Trump também chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz. Em meio às crescentes tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,55%, cotado a US$ 93,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 2,86%, cotado a US$ 90,72 o barril. ▶️ Na agenda de indicadores, o foco dos investidores fica com os novos dados de inflação dos EUA. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, visto como um dos dados preferidos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em suas decisões de juros, registrou uma alta de 4,2% nos 12 meses até maio, no maior ganho desde abril de 2023. Os dados aumentam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, quando tanto o Fed quanto o BC brasileiro se reunião para decidir sobre o futuro dos juros básicos de seus respectivos países. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,30%; Acumulado do mês: +2,57%; Acumulado do ano: -5,77%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,21%; Acumulado do mês: -2,95%; Acumulado do ano: +4,68%. Novos embates entre EUA e Irã aumentam cautela A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano. Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos) O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias". O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz. Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou: "As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!" Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã. Já durante a tarde, Trump afirmou que deve voltar a atacar o Irã e destacou que fez uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em forte queda nesta quarta-feira (10), à medida que os investidores repercutiram os novos dados de inflação dos Estados Unidos e acompanharam os desdobramentos das tensões no Oriente Médio. No fechamento, o Dow Jones recuou 1,87%, aos 49.920,07 pontos. O S&P 500 caiu 1,61%, aos 7.267,65 pontos, enquanto o Nasdaq teve a maior perda entre os principais índices, com baixa de 1,97%, aos 25.169,50 pontos. Do outro lado do Atlântico, a maioria das bolsas europeias fechou em queda nesta quarta-feira, à espera da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), prevista para amanhã. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,97%. Já o CAC-40, da França, recuou 0,51% e o FTSE/Mib, da Itália, teve perdas de 0,46%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando uma onda de vendas generalizada nos mercados asiáticos. O CSI300 recuou 1,1%, enquanto o Hang Seng caiu 0,6%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,89%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 4,52%. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
10/06/2026 12:01:51 +00:00
Bill Gates presta depoimento ao Congresso dos EUA em investigação sobre caso Jeffrey Epstein

Bill Gates assiste a uma partida de tênis, na Austrália. Reuters O bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, deve prestar depoimento nesta quarta-feira (10) a uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que investiga a atuação das autoridades federais no caso envolvendo Jeffrey Epstein, financista acusado de tráfico sexual de menores. Segundo a Reuters, Gates participará de uma sessão privada do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara. O grupo apura possíveis falhas na condução das investigações e processos relacionados a Epstein e sua ex-associada, Ghislaine Maxwell. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O presidente da comissão, o deputado republicano James Comer, havia solicitado em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial registrada oficialmente. De acordo com o jornal The New York Times, Gates contratou Jake Greenberg, ex-principal investigador do comitê, para ajudá-lo a se preparar para o depoimento. Um porta-voz da comissão afirmou à Reuters que Greenberg não trabalha mais no órgão desde sua saída, em dezembro. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Relação com Epstein Bill Gates aparece ao lado de jovem cujo rosto foi ocultado em arquivos de Jeffrey Epstein House Oversight Committee Democrats/ Handout via Reuters Jeffrey Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação relacionada à exploração sexual de menores na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão. Anos depois, em 2019, foi acusado por promotores federais de tráfico sexual de menores. Ele negou as acusações e morreu na prisão antes do julgamento, em uma morte considerada suicídio pelas autoridades. Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Gates e Epstein se encontraram diversas vezes após a condenação de 2008. Segundo os registros, os encontros envolviam discussões sobre possíveis iniciativas filantrópicas e projetos sociais. As divulgações também incluíram fotografias de Gates ao lado de mulheres não identificadas. O empresário já afirmou anteriormente que seu relacionamento com Epstein se limitava a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele. Em fevereiro, Gates "assumiu a responsabilidade por seus atos" durante uma reunião com funcionários da Fundação Gates, segundo um porta-voz da organização ouvido pela Reuters. Fundação Gates sob escrutínio A relação entre Gates e Epstein também levou a Fundação Gates a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista, informou a instituição em abril. Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação. O que a comissão investiga A comissão da Câmara analisa diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, possíveis falhas no combate ao tráfico sexual, questões éticas e atrasos na divulgação de documentos oficiais. A liberação de milhões de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, dos negócios, das finanças e da academia. Entre os nomes citados nos documentos está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manteve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000. A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi alvo de críticas pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso aprovou posteriormente uma lei determinando a liberação dos documentos.
10/06/2026 10:28:24 +00:00
Por que a entrada da SpaceX na bolsa pode ser a maior aposta de Elon Musk até agora

Negociação de ações da empresa começará no dia 12 de junho Getty Images via BBC São 7h25 da manhã do dia 13 de outubro de 2024 na Starbase, perto de Boca Chica, no lado texano da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Na plataforma de lançamento, está o maior foguete já construído. Seus motores entram em funcionamento e a nave sobe pelos céus sobre o Golfo do México sob gritos e aplausos na sala de controle da SpaceX. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Mas o lançamento não é o principal acontecimento. Tudo o que sobe precisa descer, e a forma como esse foguete retorna à Terra se tornará um marco da exploração espacial. Sete minutos depois, o enorme foguete propulsor que impulsionou a nave em direção ao espaço começa a cair de volta à Terra, até que seus motores se reativem como planejado. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Ele reduz a velocidade da descida e se posiciona com precisão milimétrica para ser capturado por uma estrutura chamada Mechazilla, apelidada de "hashis" (os "pauzinhos" da culinária japonesa), em uma operação inédita realizada pelos engenheiros. Em meio aos gritos de comemoração e aos cumprimentos na sala de controle da SpaceX, o empresário Elon Musk diz a seus milhões de seguidores nas redes sociais que aquele é um "grande passo para tornar a vida multiplanetária", um foguete reutilizável capaz de reduzir drasticamente os custos de lançamentos para a órbita da Terra, a Lua e, um dia, Marte. Uma empresa com visão futurista liderada por alguém que muitos descrevem como um gênio excêntrico e fora dos padrões, a SpaceX e Musk frequentemente são comparados a Tony Stark, líder da Stark Industries e também conhecido como Homem de Ferro no universo dos quadrinhos da Marvel Comics. O lançamento da Starship em outubro de 2024 marcou mais um passo nas ambições de Elon Musk para a exploração do espaço Anadolu via Getty Images/BBC Em 12 de junho, começará a negociação de um lote das ações da empresa SpaceX que, até agora, só podia ser controlada ou acessada por Elon Musk e por um grupo seleto de grandes investidores privados. Não surpreende que mais de uma corretora da Bolsa do Reino Unido tenha dito à BBC haver um "aumento repentino" no interesse de investidores interessados na chance de comprar ações dessa empresa cercada de expectativa, comandada por uma figura considerada carismática e que conquistou a imaginação do público ao redor do mundo. Investidores de varejo britânicos devem receber cerca de £ 1,5 bilhão (cerca de R$ 11 bilhões) em ações, e uma das principais plataformas de investimento do Reino Unido acredita que a oferta pode atrair uma nova geração de investidores. Simon Belsham, diretor de relacionamento com clientes da Hargreaves Lansdown, afirmou: "Embora reconheçamos que essa oferta pública inicial [IPO, na sigla em inglês] talvez não seja adequada para todos, este é um momento empolgante para muitos de nossos clientes. Esperamos que esta seja a primeira experiência de investimento de muitas pessoas." Mesmo que você não compre ações diretamente, se tiver economias de aposentadoria aplicadas no mercado acionário, como ocorre com praticamente qualquer pessoa que possui um plano de pensão, é muito provável que em breve você se torne dono de uma pequena parte de uma empresa que está no cruzamento entre tecnologia e geopolítica e, como diria Musk, no centro do futuro da raça humana. A possibilidade de pessoas comuns comprarem ações da SpaceX é um dos momentos mais importantes da história dos mercados financeiros e está prestes a acontecer, algo que quase certamente transformará Musk no primeiro trilionário em dólares da história. A entrada da SpaceX na bolsa pode transformar Elon Musk no primeiro trilionário do mundo Reuters via BBC Nas primeiras páginas do prospecto — ou folheto de venda — das ações da SpaceX, aparece esta discreta declaração de missão: "Construir os sistemas e as tecnologias necessários para tornar a vida multiplanetária, compreender a verdadeira natureza do universo e levar a luz da consciência até as estrelas." Mas a SpaceX não trata apenas de foguetes, e talvez nem principalmente de foguetes. A empresa é também uma aposta no futuro da inteligência artificial (IA). E o sucesso ou fracasso de sua iminente venda parcial de ações ao público será um teste importante para o entusiasmo até agora praticamente irrestrito e, para alguns, alarmante, dos investidores em torno da ideia de que a IA irá absorver grandes parcelas da economia mundial. A concentração contínua de poder em algumas megacorporações dos EUA também levanta questões importantes sobre a forma como negócios, economia e política funcionam na Terra. E muitos veem este como o "momento Ícaro" de Musk, quando alguém voa perto demais do Sol. "Acho que este é um projeto movido pelo ego de Elon Musk", afirma Sinead O'Sullivan, economista que trabalhou anteriormente para a Nasa (agência espacial americana). Então, deveríamos ficar satisfeitos por provavelmente embarcarmos todos em sua jornada espacial? Uma avaliação impressionante A SpaceX protocolou um pedido de oferta pública inicial de ações, conhecida como IPO. Embora apenas uma parte da empresa esteja sendo colocada à venda para investidores comuns, o preço das ações oferecidas por Musk permite calcular o valor estimado de toda a companhia. Os bancos responsáveis pela venda das ações atribuíram à empresa um valor de mercado de US$ 1,75 trilhão (cerca de R$ 9,45 trilhões), o que a colocaria com folga entre as dez empresas mais valiosas do mundo. Esse é um valor impressionante para uma empresa que perdeu quase US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 27 bilhões) no ano passado. Então, afinal, o que está sendo comprado? A SpaceX é, na prática, várias empresas dentro de uma só. Ela projeta foguetes, fabrica e lança tanto seus próprios satélites quanto os de terceiros. Sua capacidade de lançamento sozinha supera a de qualquer outra empresa e até mesmo a de qualquer país do mundo. Os satélites da própria companhia também formam a base da rede de comunicações Starlink, que se mostrou de importância geopolítica crucial durante a defesa da Ucrânia contra a invasão russa. Esse é um negócio lucrativo e que gera receitas significativas. Ainda assim, mesmo as estimativas mais otimistas avaliam essa parte da SpaceX em cerca de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) — menos de 20% da meta de valor de mercado de US$ 1,75 trilhão (em torno de R$ 9,45 trilhões) atribuída à empresa. Grande aposta em IA A verdadeira aposta está na inteligência artificial (IA) porque a SpaceX também inclui a empresa de IA xAI, que também é controlada por Musk, além de um programa espacial mais ambicioso, com planos para criar centros de dados no espaço capazes de fornecer enorme poder computacional, alimentados por energia solar e resfriados pelo frio do espaço, ao mesmo tempo em que desenvolve bases tripuladas na Lua e, futuramente, em Marte. O sucesso da SpaceX depende em grande medida de seu braço de IA. Dos US$ 28,5 trilhões (cerca de R$ 154 trilhões) em mercado potencial identificados pela empresa para seus serviços, conhecido como mercado total endereçável, US$ 26,5 trilhões (aproximadamente R$ 143 trilhões) estariam ligados à IA. Para acreditar nisso, é preciso acreditar que a indústria de IA terá tamanho comparável ao de toda a economia dos EUA ou de toda a Europa. O prospecto da SpaceX estima que o setor espacial e de comunicações representa menos de 10% desse mercado total de US$ 28 trilhões (R$ 154 trilhões), embora esses sejam os únicos negócios nos quais a empresa demonstrou vantagens comerciais e técnicas concretas. "Se olharmos para o negócio em si, não está claro exatamente em que setor ou indústria a SpaceX atua", afirma O'Sullivan, ex-Nasa. As ambições da SpaceX vão além dos foguetes e incluem inteligência artificial, computação e futuras missões a Marte Getty Images via BBC "A marca e a identidade da empresa foram construídas ao longo de duas décadas em torno de foguetes, mas a maior parte dos investimentos está sendo direcionada para centros de dados e para uma empresa de IA que parece muito mais ligada às redes sociais do que ao espaço", acrescenta O'Sullivan. "Tudo isso está reunido em uma espécie de conglomerado sob o nome de Elon Musk." O prospecto da empresa admite que a SpaceX precisará fazer coisas que nenhuma empresa conseguiu realizar antes. O documento afirma que será necessário "desenvolver, comercializar e operar produtos e serviços (...) em uma escala nunca alcançada anteriormente". O'Sullivan demonstra ceticismo. "Quando observamos o valor gigantesco que tentam atribuir à empresa, o que está sendo comprado é muito mais uma participação na marca Elon Musk do que propriamente na indústria espacial." Propriedade sem controle? Mas não faltam admiradores dispostos a apontar a extraordinária capacidade de Musk de captar recursos, desafiar consensos e contrariar seus críticos. Musk enfrentou o peso combinado da indústria automobilística global e, menos de 20 anos após sua fundação, sua montadora, a Tesla, passou a valer mais do que Toyota, Ford, General Motors e Volkswagen juntas. Outro motivo pelo qual alguns investidores pretendem deixar passar a oportunidade de investir naquela que pode ser a maior aposta da carreira de Musk é a objeção ao nível de controle que ele exercerá sobre a empresa. Musk aparece listado como fundador, diretor-presidente, diretor de tecnologia e presidente do conselho. Embora detenha apenas 42% da empresa, suas ações possuem direitos adicionais de voto, o que lhe garante, na prática, controle sobre 85% da companhia. O valor de mercado da Tesla cresceu rapidamente e, em menos de duas décadas, superou o valor combinado de várias montadoras tradicionais Reuters via BBC O jornalista de finanças Robert Armstrong questiona: "O que significa ter ações de uma empresa? Trata-se de propriedade, mas que tipo de propriedade é essa? Você realmente possui algo que não pode controlar?" Armstrong acrescenta que investidores deveriam receber um desconto ao abrir mão do poder de decisão: "Quero pagar menos por uma empresa na qual minha participação acionária não inclui controle." Mas, como disse à BBC um grande investidor institucional, "o culto em torno de Elon Musk exige que seus seguidores paguem mais pelo privilégio duvidoso de não terem voz real sobre a forma como a empresa da qual são donos é administrada. E as pessoas parecem satisfeitas com isso." E esse controle está nas mãos de um homem que já utilizou seu poder e sua fortuna de maneiras controversas. Musk gastou quase US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) na segunda campanha presidencial do atual mandatário americano, Donald Trump. Também garantiu bilhões de dólares em contratos com o governo dos EUA e se envolveu em assuntos internos de outros países ao apoiar figuras da direita no Reino Unido e em outros lugares. O efeito Musk Ainda assim, apostar contra Musk não tem sido uma estratégia inteligente. Ele não se tornou o homem mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal superior a US$ 700 bilhões (cerca de R$ 3,8 trilhões) e que em breve pode ultrapassar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,4 trilhões), sem contrariar repetidamente seus críticos. Desde 2020, as estimativas sobre o valor da SpaceX saltaram de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 216 bilhões) para US$ 1,75 trilhão (aproximadamente R$ 9,45 trilhões), um aumento de mais de 40 vezes. No mesmo período, as ações da Tesla tiveram um aumento de dez vezes. E isso aconteceu mesmo com a produção de carros da Tesla tendo entrado em platô. A retomada da alta nas ações da Tesla, apesar da queda nas vendas, revela outro dos grandes talentos de Musk: apresentar metas novas e ambiciosas para justificar o valor da empresa, neste caso, a promessa de migrar para a área de robótica, com o objetivo de construir 1 bilhão de robôs humanoides. Essa capacidade de mudar rapidamente de direção e se adaptar levou um grande investidor a dizer à BBC que "ele se parece mais com [o famoso empresário e showman] P. T. Barnum do que com [John D.] Rockefeller ou [Warren] Buffett". Outro boom pontocom? Mas o Fomo (sigla em inglês para "medo de ficar de fora") é uma emoção poderosa quando o assunto é Musk. Os críticos da Tesla acabaram errando e perderam ganhos gigantescos. O IPO da SpaceX é a maior oferta desse tipo da história, mas representa apenas a primeira de uma série de mega vendas de ações de empresas que estão na linha de frente da economia baseada em IA. Essa enxurrada de novas ações chegando ao mercado faz alguns investidores temerem uma repetição da bolha das empresas pontocom do início dos anos 2000, quando companhias com metas grandiosas, mas pouco ou nenhum histórico de lucro, tentaram vender o máximo possível de ações ao público. Por enquanto, a SpaceX colocará à venda inicialmente apenas 5% das ações da empresa, o equivalente a US$ 75 bilhões (cerca de R$ 405 bilhões). E a expectativa é que concorrentes da área de IA, como Anthropic e OpenAI, também façam movimentos semelhantes no mercado aberto. Depois que uma parte das ações começa a ser vendida, novas ofertas podem seguir o mesmo caminho, o que significa que trilhões de dólares em novos papéis podem chegar ao mercado nos próximos meses e anos. Isso pode gerar um excesso de oferta difícil de ser absorvido pela demanda, pressionando os preços das ações para baixo. Uma diferença importante em relação ao colapso das pontocom é que os fundos de índice, que compram automaticamente ações de empresas incluídas nos principais índices do mercado, podem acabar absorvendo parte dessa oferta ao longo do tempo. Anthropic e OpenAI devem se juntar à SpaceX entre as megacorporações dos EUA, exercendo um nível de poder e influência global ainda inédito e um domínio sem precedentes sobre a vida dos cidadãos, ao menos segundo os defensores dessas empresas. Assim, como ocorreu em 2024, os olhos do mercado voltam a se concentrar na plataforma de lançamento da SpaceX, palco daquela que pode ser a venda de ações mais importante da história dos mercados financeiros.
10/06/2026 08:03:58 +00:00
Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador'

Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' ⚽ Sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento. Parece que estamos falando de um computador ou de um celular, mas essas tecnologias fazem parte da Trionda, a bola da Copa do Mundo de 2026. Desenvolvida pela Adidas, a versão tecnológica da bola será usada apenas nas partidas do Mundial da Fifa, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá. A versão vendida ao público não conta com esses recursos, segundo a fabricante. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo. Esse recurso, no entanto, não é novidade. Ele já estava presente na Al Rihla, utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Assim como no modelo da Copa anterior, o sensor da Trionda é alimentado por bateria. Por isso, de tempos em tempos, a bola precisa ser conectada à tomada para recarga. Sensores presentes nas bolas da Copa de 2026 (esquerda) e de 2022 (direita) Divulgação/Adidas Ao contrário dos modelos anteriores, em que o sensor de movimento ficava "suspenso" no centro da bola, ele agora está embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda. (veja na imagem acima) Segundo a Adidas, os outros três painéis receberam contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir que a bola mantenha o equilíbrio durante o jogo. O número de painéis (as peças que formam a estrutura da bola) também mudou e foi reduzido significativamente. A Al Rihla, usada na Copa de 2022, tinha 20 painéis. Bola oficial da Copa do Mundo Fifa 2026. Divulgação/Adidas A empresa explica que as informações coletadas pelo sensor são combinadas com dados sobre o posicionamento dos jogadores e analisadas por inteligência artificial. Com isso, a arbitragem consegue revisar lances com mais rapidez, incluindo situações de impedimento e possíveis toques de mão. "Um dos nossos principais focos foi ajudar os árbitros a tomar decisões corretas o mais rápido possível, porque qualquer revisão do VAR interrompe o ritmo da partida", disse Hannes Schaefke, líder de inovação em futebol da Adidas, em entrevista ao The Athletic em 2025. Assim como em anos anteriores, todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Kinexon, empresa de tecnologia de sistemas de rastreamento e análise de dados para esportes. Mais tecnologias A Fifa também vai usar uma tecnologia de digitalização 3D dos jogadores convocados para a Copa de 2026. A ideia é criar uma versão digital de cada atleta para ajudar a arbitragem. Com esses avatares, os árbitros conseguem visualizar com mais precisão a posição do corpo dos jogadores no momento em que a bola é tocada, o que pode auxiliar na análise de lances como impedimentos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lenovo. Outra novidade é o Football AI Pro, uma ferramenta de IA criada pela Fifa para auxiliar as comissões técnicas após as partidas. O sistema analisa dados dos jogos e gera relatórios com informações sobre desempenho dos atletas, aspectos táticos e possíveis estratégias. Para isso, ele combina diferentes fontes de informação, como estatísticas da partida, dados de posicionamento dos jogadores e vídeos dos jogos. Segundo a Fifa, o objetivo é acelerar o trabalho de análise e ajudar as equipes a extrair informações de forma mais rápida e organizada. LEIA TAMBÉM: Golpes com álbum de figurinhas da Copa disparam e somam mais de 160 sites falsos Golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos Uniforme da Seleção Brasileira para viagem aos EUA vira meme nas redes sociais; FOTOS Golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos pra Copa
10/06/2026 08:03:36 +00:00
3 motivos para entender a birra de Trump com o PIX
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários. A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas. Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
10/06/2026 06:05:49 +00:00
Turismo, cerveja e apostas: quem deve ganhar com a Copa de 2026, que pode movimentar R$ 200 bilhões

Com Neymar convocado, comércio popular comemora alta nas vendas para a Copa A Copa do Mundo de 2026 deve injetar bilhões de dólares nas economias dos países-sede, impulsionada por um forte aumento do consumo que poderá beneficiar setores que vão do turismo ao varejo e à indústria de artigos esportivos, segundo analistas. Marcado para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, o torneio será o maior da história e poderá estimular os gastos dos consumidores em um momento em que a demanda global ainda mostra sinais de fragilidade. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo A primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, Canadá e México — deverá acrescentar cerca de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 212 bilhões) ao Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um estudo de impacto socioeconômico da Fifa realizado em parceria com a Organização Mundial do Comércio (OMC). 👉 Confira os setores e empresas que, na avaliação de analistas do mercado financeiro, devem ser favorecidos pelo evento. Operadoras de hotéis A consultoria B. Riley estima que a Copa do Mundo atrairá 13,1 milhões de visitantes, incluindo pessoas com e sem ingressos para os jogos. O fluxo de turistas deverá resultar em cerca de 21,3 milhões de diárias reservadas por meio de plataformas de viagem. Analistas avaliam que redes hoteleiras como Marriott, Hilton e Hyatt, além de plataformas de hospedagem e viagens como Airbnb, Booking e Expedia, estão entre as empresas que podem se beneficiar do torneio. A Marriott acredita que o impulso gerado pela Copa poderá se estender ao terceiro trimestre. Já o Airbnb projeta que anfitriões das regiões de Nova York-Nova Jersey, Boston e Los Angeles estejam entre os que mais deverão lucrar durante o evento. Companhias aéreas O Goldman Sachs avalia que a Copa do Mundo tende a ter um impacto positivo para as companhias aéreas americanas. Segundo o banco, junho costuma registrar menor fluxo de viagens corporativas e de lazer para os Estados Unidos, o que pode abrir espaço para que o aumento da demanda provocado pela Copa impulsione o setor. 🔎 Por outro lado, a alta dos preços do combustível de aviação em meio à guerra envolvendo o Irã levou companhias aéreas americanas a reajustarem tarifas, o que pode fazer alguns consumidores adiarem ou cancelarem viagens de verão. Cervejarias Copo de cerveja sendo servido Divulgação A corretora Jefferies estima que mais de 1 bilhão de copos de cerveja sejam consumidos globalmente durante o período da Copa, o que poderá elevar em 0,3% o volume vendido pela indústria. Os principais ganhos são esperados em mercados como Estados Unidos, México, Brasil e China. "Depois de cinco anos consecutivos de volatilidade, o mercado de cerveja deverá apresentar um desempenho melhor em 2026", afirmaram os analistas da Jefferies. Os analistas destacam ainda que cerca de 75% das partidas serão disputadas nos Estados Unidos e que 84% dos jogos das seleções participantes ocorrerão em fusos horários favoráveis ao consumo de cerveja. Bernstein, Goldman Sachs e Jefferies apontam a Anheuser-Busch InBev, fabricante da Corona e patrocinadora oficial da Copa, como uma das principais beneficiadas. A Heineken também deve registrar ganhos, impulsionada por sua forte presença na América Latina e na Europa. Varejo e artigos esportivos copa do mundo, futebol, vitrine, brasil, bola, figurinha, amapá, macapá Isadora Pereira/g1 O Goldman Sachs prevê um aumento na procura por produtos oficiais e itens ligados ao torneio, o que pode favorecer redes varejistas especializadas em artigos esportivos. Marcas esportivas como Adidas, Puma e Nike também devem se beneficiar da maior visibilidade global e das ações de marketing associadas ao Mundial. Segundo o Goldman Sachs, a Adidas pode obter ganhos adicionais por ser patrocinadora oficial da bola da competição e fornecer uniformes para diversas seleções participantes. Alimentação, restaurantes e delivery O Citi avalia que supermercados tradicionais, além de grandes varejistas, podem registrar aumento das vendas em razão do maior consumo das famílias durante o torneio. A demanda por restaurantes também deve crescer, impulsionada pelo turismo e pelas reuniões de grupos para assistir aos jogos. Redes de alimentação, pizzarias e distribuidoras de alimentos estão entre as empresas que podem se beneficiar desse movimento. Mídia e plataformas digitais Analistas do Deutsche Bank estimam que a Copa de 2026 gere a maior receita publicitária da história do torneio nos Estados Unidos. Segundo o Morgan Stanley, a competição pode gerar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em receitas publicitárias para a Fox, detentora dos direitos de transmissão em inglês. Já o Deutsche Bank aponta a Telemundo, responsável pelas transmissões em espanhol, como outra beneficiada. Plataformas digitais como YouTube e Instagram também podem registrar aumento de audiência e engajamento durante o evento, segundo o Citi. Apostas esportivas O Deutsche Bank acredita que empresas de apostas esportivas online tendem a apresentar desempenho acima da média durante a Copa, impulsionadas pelo aumento do volume de apostas. O banco Macquarie estima que o volume global de apostas ultrapasse US$ 50 bilhões durante o torneio, o equivalente a quase US$ 500 milhões por partida. Na edição de 2022, o total superou US$ 35 bilhões. Imagem aérea do estádio Azteca, onde acontece a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. AP/Fernando Llano/Arquivo
10/06/2026 05:00:32 +00:00
Airbus revela helicóptero capaz de voar sem piloto; veja como ele funciona

Airbus revela helicóptero sem piloto A fabricante europeia Airbus revelou na terça-feira (9) um modelo de helicóptero capaz de voar sem a presença de piloto. Segundo a empresa, o voo inaugural está previsto para o fim de 2026 e a entrada em operação poderá acontecer no início da próxima década. Batizado de U145, o helicóptero teve seu protótipo em tamanho real divulgado pela empresa durante a feira aeroespacial ILA Berlin. Ele usará sensores e inteligência artificial para completar voos por conta própria. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O novo modelo é baseado no Airbus H145, que tem mais de 1.800 unidades em operação e mais de 8,5 milhões de horas de voo. A nova aeronave foi projetada para fins civis e militares, com foco no transporte de grandes volumes. O primeiro voo de teste contará com um piloto de segurança a bordo que poderá entrar em ação caso algo não saia como previsto. Mas, no futuro, o U145 não terá sequer um painel de comando. Airbus revelou protótipo do U145, helicóptero projetado para voar sem piloto Divulgação/Airbus Avião com rota mais longa do mundo completa primeiro voo de teste Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' A aeronave terá uma porta frontal de carregamento, além de uma mesa dobrável e piso projetado para suportar grandes cargas. Ainda segundo a fabricante, o U145 poderá ser utilizado para apoiar a gestão de desastres, o combate a incêndios, o reconhecimento armado e a vigilância, além de atuar como "aeronave-mãe" em missões com lançamento de outros dispositivos de voo. "Para desenvolver o U145 e suas capacidades como um UAS [sistema de aeronave não tripulada] multimissão, uniremos forças com grandes especialistas em tecnologia autônoma para expandir ainda mais esse ecossistema na Europa", disse o CEO da Airbus Helicopters, Matthieu Louvot. Esse é o segundo helicóptero não-tripulado criado pela empresa a partir de uma versão tripulada. O primeiro foi o VSR700, baseado no Cabri G2. O H145 é uma aeronave com espaço para oito passageiros, capaz de fazer voos de até 3h35 e até 650 km de distância com apenas um tanque. A Airbus não revelou se as especificações de autonomia se mantêm para o novo U145. Airbus revelou protótipo do U145, helicóptero projetado para voar sem piloto Divulgação/Airbus Airbus revelou protótipo do U145, helicóptero projetado para voar sem piloto Divulgação/Airbus
10/06/2026 05:00:17 +00:00
'Sem solução, a bola não rola': o que está por trás dos protestos que ameaçam a Copa do Mundo no México

Polícia monta barreiras durante marcha de manifestantes perto de estádio da Copa no México. REUTERS/Luis Cortes A poucas horas da abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada para esta quinta-feira (11), o México enfrenta uma escalada de protestos liderados por professores, que pedem aumentos salariais de até 100%. A situação aumenta a tensão no país e ameaça a realização do torneio. Bloqueios de vias estratégicas, ocupações e confrontos marcaram os últimos dias na Cidade do México. Os sindicatos da categoria aproveitam a visibilidade global do evento para pressionar o governo por reajustes salariais e mudanças nas condições de trabalho. Nesta terça-feira (9), milhares de manifestantes interditaram uma avenida que dá acesso ao Estádio Azteca, um dos principais palcos da competição, segundo a agência AFP. O local receberá a partida de abertura da Copa do Mundo, entre México e África do Sul. A mobilização é organizada pela Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do principal sindicato da categoria. Agora no g1 Considerada a ala mais combativa dos professores mexicanos, a CNTE convocou uma greve nacional por tempo indeterminado em 1º de junho e, desde então, ampliou sua presença nas ruas da capital. Além dela, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE) também reivindica reajustes, embora adote uma postura mais moderada. Os atos reúnem principalmente professores da educação básica, incluindo trabalhadores com contratos parciais, que representam uma parcela significativa da categoria no país. Reajuste salarial de 100% Professores do México protestam antes da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Cidade do México, México, em 9 de junho de 2026. REUTERS/Luis Cortes O principal impasse está na remuneração. A CNTE exige um aumento salarial de 100%, proposta rejeitada pelo governo federal por ser considerada inviável. A insatisfação ganhou força após o anúncio, em maio de 2025, de um reajuste de 10%, com aplicação prevista apenas para setembro de 2026. Para o sindicato, o percentual não acompanha o aumento do custo de vida. Segundo dados citados pela Deutsche Welle, os salários dos professores no México variam de forma significativa conforme a carga horária e o tipo de contrato. Em média, a remuneração pode chegar a cerca de R$ 6 mil por mês, valor considerado acima da média nacional. No entanto, o salário inicial fica entre R$ 2,4 mil e R$ 4,2 mil, e muitos profissionais acabam recebendo menos devido a contratos parciais. Na prática, o rendimento médio de entrada no magistério gira em torno de R$ 2 mil. Além da pauta salarial, os professores criticam políticas educacionais do governo e regras previdenciárias. Já o SNTE defende um reajuste de 13% para 2026, argumentando que a inflação tem reduzido o poder de compra da categoria. Manifestantes escreveram 'se não houver solução, a bola não rola' durante protestos de professores por melhores salários no México REUTERS/Henry Romero Pressão durante a Copa A proximidade da Copa transformou as reivindicações em uma questão de repercussão internacional. O México espera receber cerca de 5 milhões de turistas estrangeiros durante o torneio, o que o torna uma vitrine global e amplia a visibilidade dos protestos. Nos últimos dias, manifestantes ocuparam a fan zone montada no Zócalo, principal praça da capital, bloquearam ruas e avenidas importantes, derrubaram esculturas de jogadores instaladas para o evento e queimaram camisas gigantes em protesto. Em algumas ações, deixaram mensagens como "sem solução, a bola não rola", em referência direta à competição. Manifestantes marcham em direção a estádio da Copa no México. REUTERS/Luis Cortes A ocupação do Zócalo, que deve receber até 100 mil pessoas nos dias de jogos da seleção mexicana, também levou ao cancelamento de atividades organizadas pela Fifa, incluindo um treinamento de voluntários. As manifestações registraram episódios de violência. Relatos da imprensa indicam confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo pela polícia. Um grupo também invadiu o Ministério da Educação, onde foi registrado um incêndio no hall do prédio. A presidente Claudia Sheinbaum classificou os atos como uma "provocação" e afirmou que nem todos os envolvidos seriam professores, atribuindo parte da violência a grupos radicais. Apesar disso, o governo evitou adotar uma repressão mais dura, para não expor negativamente o país sob os holofotes internacionais. Os impactos já atingem a rotina da capital e a economia, segundo Deutsche Welle. Estimativas apontam perdas de cerca de R$ 119 milhões em razão de bloqueios, interrupções logísticas, fechamento de aeroportos e episódios de vandalismo.
10/06/2026 04:00:12 +00:00
Pela primeira vez, Emirates promove duas pilotos dos Emirados Árabes a comandantes de aeronaves

Emirates promove primeiras mulheres dos Emirados Árabes Unidos ao cargo de comandante Emirates A Emirates promoveu duas pilotos ao cargo de comandante de aeronaves em um marco inédito para a companhia aérea. Hanan Mohammed Jawad e Bakhita Al Mheiri se tornaram as primeiras mulheres dos Emirados Árabes Unidos a alcançar esse posto na empresa. As duas receberam oficialmente neste ano a quarta listra — símbolo do posto de comandante — e passaram a integrar o grupo de comandantes da companhia, operando aeronaves Boeing 777. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Hanan e Bakhita construíram toda a trajetória profissional na Emirates. A dupla ingressou na empresa por meio do Programa Nacional de Cadetes Pilotos, iniciativa criada para formar cidadãos emiratis para carreiras na aviação comercial. Hanan entrou para o programa em 2008. O interesse pela profissão surgiu ainda na adolescência, quando ela viu pela primeira vez uma mulher piloto dos Emirados Árabes Unidos na televisão. "Quando eu tinha 14 anos, vi a primeira mulher piloto dos Emirados Árabes Unidos na TV e fiquei impressionada com sua confiança e presença. A partir daquele momento, tudo o que eu queria era me tornar piloto", afirmou. Pela primeira vez, Emirates promove duas pilotos dos Emirados Árabes a comandantes Ao longo da carreira, Hanan acumulou 9.253 horas de voo e avançou gradualmente até assumir o comando. "Receber minha quarta divisa é um marco que me enche de orgulho, mas não a vejo como o destino final. Este é apenas o começo, e acredito que o céu é o limite. O caminho para o comando se constrói com o tempo, e meus anos como primeiro-oficial me prepararam para este momento", disse. Bakhita Al Mheiri iniciou sua trajetória na Emirates em 2011. Inspirada por mulheres emiratis que já atuavam na aviação, ela seguiu carreira na companhia até alcançar o posto de comandante. "Minha trajetória na Emirates foi profundamente influenciada pela mentoria e orientação que recebi de capitães instrutores e líderes excepcionais ao longo da minha jornada de voo e comando", afirmou. "Com a oportunidade e a responsabilidade que me foram concedidas como capitã, espero levar adiante os mesmos valores e a mentoria que me foram confiados, e apoiar e orientar as gerações mais jovens que estão iniciando sua própria jornada na aviação." Hanan Mohammed Jawad e Bakhita Al Mheiri são formadas pelo Programa Nacional de Cadetes Pilotos (NCPP) Emirates Formação de pilotos As duas comandantes são formadas pelo Programa Nacional de Cadetes Pilotos (NCPP), iniciativa lançada em 1993 e financiada integralmente pelo Grupo Emirates. O programa oferece treinamento completo na Academia de Treinamento de Voo da Emirates, incluindo formação teórica, prática de voo, uso de tecnologia avançada e treinamento baseado em padrões rigorosos de segurança. Os participantes também passam por treinamento no novo centro de formação de pilotos da companhia. Ao longo de mais de três décadas, o programa formou pilotos emiratis que posteriormente assumiram cargos de comandante, instrutor de voo e funções de liderança na Emirates e em outras organizações da aviação nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o capitão Hassan Alhammadi, vice-presidente sênior de Operações de Voo da Emirates, a iniciativa continua sendo importante para formar profissionais capazes de atender às necessidades futuras da companhia. "Estamos imensamente orgulhosos de Hanan e Bakhita por se tornarem as primeiras capitãs emiratis da Emirates, uma conquista merecida que reflete anos de dedicação, profissionalismo e trabalho árduo", afirmou. A promoção das duas pilotos faz parte da estratégia de emiratização do Grupo Emirates, que busca ampliar a participação de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos em diferentes áreas da empresa por meio de programas de formação, desenvolvimento profissional e liderança. Em uma mensagem às futuras gerações de pilotos, Hanan e Bakhita destacaram o crescimento da participação feminina no setor. "Nossa liderança há muito reconhece as mulheres como parceiras essenciais na construção do futuro de nossa nação, e a Emirates está criando o ambiente e as oportunidades para que as mulheres prosperem. Continuaremos a construir sobre isso para as futuras gerações", afirmaram.
10/06/2026 04:00:11 +00:00
BRB: o que já se sabe e o que ainda é dúvida sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o banco

Presidente do BRB promete divulgar balanço atrasado até 30 de junho O governo do Distrito Federal se encaminha para tomar, nas próximas semanas, um empréstimo estimado em até R$ 6,6 bilhões para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB) – banco que entrou em apuros após transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O governo do DF é o acionista controlador do banco e utiliza o BRB para operar mais de 30 programas sociais, oferecer crédito habitacional e até para operar a folha de pagamento do funcionalismo distrital. Por isso, cabe ao Executivo local garantir que o banco funcione dentro das regras do sistema financeiro do país – o que foi comprometido pelas supostas fraudes nas transações com o Master. Nesta terça (9), a Câmara Legislativa do DF aprovou, por margem apertada (11 a 9), a autorização para que a governadora Celina Leão (PP) peça o empréstimo. Deputados da oposição e da base aliada, no entanto, ecoaram a mesma reclamação: a falta de detalhes sobre a operação de crédito. Também nesta terça, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, foi ao Senado para falar da crise do banco. Por lá, detalhou a modelagem que o governo propôs – mas reconheceu que quem define os termos do acordo é quem empresta, e não quem toma emprestado. Até a manhã desta quarta (10), os detalhes da transação seguiam obscuros. Nem o governo, nem o BRB, nem o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) haviam definido como o empréstimo será operacionalizado. E nem como o DF vai fazer para pagar essa dívida nas próximas décadas. Entenda abaixo: por que o BRB está precisando desses bilhões; em que pé estão as tratativas para o empréstimo; o modelo que o DF propôs ao mercado financeiro; o que ainda terá de ser definido até a assinatura do contrato. Sede do BRB em Brasília Jornal Nacional/ Reprodução Por que o BRB está em crise? A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. "O que foi feito com o BRB foi cruel, foi muito difícil. Não está sendo fácil a recuperação do BRB. Os valores colocados foram muito grandes entre compra e venda de carteiras", afirmou o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, na audiência no Senado nesta terça. 'O que foi feito com o BRB foi cruel', diz presidente do banco sobre crise com o Master O que prevê o acordo firmado? O acordo entre União e DF foi homologado no fim de maio, após uma semana de negociações conduzidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Ele foi necessário porque o DF está com nota ruim nas finanças públicas e, por isso, não poderia contratar um empréstimo desse tamanho no mercado. O governo do DF acionou o STF para pedir que essas restrições fossem suspensas. E disse que, sem isso, o BRB poderia até ser liquidado, o que causaria um dano ainda maior ao sistema financeiro. Pelo entendimento firmado, não haverá transferência de recursos federais nem aval da União. Em vez disso: o dinheiro virá do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição privada composta por aportes dos maiores bancos do país justamente para evitar crises sistêmicas que ameacem o sistema financeiro; esses grandes bancos do país serão os garantidores do empréstimo – e podem ser acionados a recompor o FGC caso o governo do DF não pague as parcelas; se isso acontecer, o DF oferece os repasses federais do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia, para ressarcir os bancos. O acordo prevê ainda que, até o DF retomar o selo de "bom pagador" ou até quitar o empréstimo com o FGC (o que acontecer primeiro), ficam valendo as restrições de ajuste fiscal previstas no artigo 167 da Constituição Federal. DF e União fecham acordo para viabilizar empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar BRB Na prática, isso significa dizer que, nesse período, o DF não poderá: dar aumento a servidores públicos, exceto se houver ordem judicial definitiva; fazer concurso para criar novos cargos (só poderá repor aposentadorias e demissões); alterar estruturas das carreiras do setor público, se isso implicar em mais despesas; criar qualquer despesa obrigatória contínua, incluindo programas sociais e linhas de financiamento; conceder benefícios tributários. Qual modelo o DF propôs? Dentro da "mediação" feita pelo STF, o governo do Distrito Federal e o BRB propuseram uma modelagem para o empréstimo a ser tomado junto ao FGC. Os detalhes que já foram divulgados preveem: valor: R$ 6,6 bilhões em parcela única carência: 18 meses (ou seja, primeira parcela da quitação ficaria para 2028) juros: IPCA + 4,5% ao ano quitação: 180 parcelas mensais (15 anos) "Nessas condições, a primeira prestação seria para pagar a partir de 2028, na faixa de R$ 95,6 milhões por mês", estimou Nelson Souza no Senado. Segundo o executivo, as tabelas do próprio BRB preveem que, quando o DF começar a pagar o empréstimo, em 2028, o banco já terá voltado ao patamar de R$ 1 bilhão de lucro anual. A distribuição dos dividendos e dos lucros do BRB poderia ajudar o Palácio do Buriti a quitar a dívida. Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco O que ainda não está claro? Na prática, toda essa modelagem do empréstimo ainda pode mudar. O próprio BRB reconhece que, no mercado financeiro, quem estabelece as condições de um crédito é o lado que empresta, e não, o lado que toma emprestado. A negociação é monitorada por órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU). Se as condições do acordo ficarem muito distantes das práticas de mercado, os bancos privados e públicos que atuam na garantia podem ser pressionados a recuar da transação. Por isso, ainda não é possível responder às seguintes perguntas: Qual será o custo total do empréstimo? Quando o DF vai começar a quitar? Em qual ritmo, e quanto será o desembolso mensal? De onde virá o dinheiro para o DF pagar essas parcelas mensais estimadas em quase R$ 100 milhões? O orçamento da capital comporta esses valores? Se não, o que será cortado? O BRB vai conseguir devolver recursos aos cofres do DF, quando se recuperar? Se sim, quanto e em qual ritmo? Os executivos que forem punidos devolverão dinheiro para ressarcir os cofres do BRB? Se sim, esse dinheiro será usado na quitação do empréstimo? Cálculos feitos pela oposição ao governo Celina Leão estimam que o empréstimo pode custar, por ano, mais de R$ 1 bilhão aos cofres da capital só em pagamento de juros. O g1 questionou o governo e o BRB sobre essas projeções, mas não recebeu retorno. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
10/06/2026 03:00:33 +00:00
PEC que dá autonomia financeira ao BC deve ser votada na CCJ do Senado nesta quarta; texto inclui PIX na Constituição

Entidades ligadas ao setor financeiro defendem autonomia do BC Sem acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê autonomia financeira e orçamentária do Banco Central (BC) deve ser votada nesta quarta-feira (10). A equipe econômica diverge do parecer apresentado pelo relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), no que diz respeito à nova natureza jurídica conferida ao BC. O relatório transforma o BC em uma entidade pública sob um novo regime jurídico. O governo defende a classificação de “autarquia de natureza especial”. No regime defendido pelo governo, o BC precisa de autorização do Ministério da Gestão para realização de concursos, o que, segundo o relator, deixa o banco sem autonomia administrativa. Pelo texto do relator, o BC pode realizar contrações como julgar necessário, desde que com a supervisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O governo preparou uma emenda alterando a natureza jurídica do BC, mas, antes de formalizar, encaminhou para a avaliação do relator. Plínio Valério garantiu ao g1 que não aceitará a mudança proposta pelo governo Lula e acusou a equipe econômica de trabalhar para que a PEC não seja votada. “Eu não vou nem ler. É absurdo dizer isso, mas eu não vou ler. Por quê? Porque eles vão sugerir coisas que vão protelar. Eu não vou mudar mais, eu não vou mexer mais no relatório. Se mexer de novo, tem outro pedido de vista. A gente vai para o voto e seja o que Deus quiser. Eles [governo] querem que fique subordinado ao ministério”, afirmou Valério. Aliado de primeira hora do governo no Senado, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), confirmou que a PEC será votada na sessão desta quarta-feira (10), independente do risco de derrota do governo. “Meu papel é colocar para votar e vou colocar para votar. Ninguém me procurou pedindo retirada de pauta porque sabem e respeitam a minha condução”, declarou Alencar. PIX na Constituição Incluído nas justificativas para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros do governo dos Estados Unidos, o PIX entrou no relatório de Plínio Valério. Ele inclui o mecanismo na Constituição. Hoje, o PIX é regulado por norma infralegal do BC. O texto de Valério prevê a garantia da gratuidade para pessoas físicas em nível constitucional e proíbe expressamente qualquer privatização, concessão ou transferência de sua gestão a qualquer ente que não seja o próprio Banco Central. Com o argumento da soberania e inclusão financeira, Valério cobra que Lula e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, apoiem a PEC. “Os dois falam tanto na defesa do PIX, que o PIX é do Brasil, então têm que apoiar a PEC”, afirmou o relator. Servidores Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB Nesta terça-feira (9), gestores do BC divulgaram uma carta aberta em que apoiam de forma "integral" o relatório de Valério. O documento foi elaborado pelo secretário-executivo do órgão, Rogério Antônio Lucca, e por chefes de departamento e de gabinete, da diretoria e da presidência. Os gestores defendem que o PIX seja fortalecido diante da garantia de "recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene" já que houve um aumento "expressivo" das instituições que são supervisionadas pelo BC. De acordo com eles, a redução de pessoal na autarquia "ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do País". Dados do BC revelam que, em 20 anos, de 2006 até este ano, o número de servidores caiu de 5.072 para 3.311. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou, em uma comissão no Senado, no dia 8 de abril, que essa redução ocorreu por conta da aposentadoria de quase um quarto dos funcionários. Por outro lado, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) vem se posicionando contra o atual formato da PEC. "A verdadeira proteção da gratuidade, da acessibilidade e da capacidade de inovação do PIX reside na preservação da natureza pública, estável e tecnicamente orientada do BC, autarquia responsável por sua concepção, operação e evolução", afirmou o Sinal. Entenda a PEC A proposta tramita no Senado desde 2023 e retira o Banco Central do orçamento da União. O texto da PEC define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira. Na prática, isso significa que a autarquia teria orçamento próprio, separado do Orçamento da União, e não precisará se submeter às regras do arcabouço fiscal — o conjunto de limites de gastos que o governo federal precisa cumprir — até fazer a recomposição de seus quadros. Após a recomposição do quadro de servidores, as despesas de pessoal e encargos sociais do BC não poderão superar o valor do ano anterior corrigido pelo IPCA mais 2,5% — mesma regra do arcabouço fiscal —, salvo autorização expressa do Senado Federal. Autonomia operacional Em 2021, o Congresso Nacional aprovou uma lei que deu autonomia operacional ao BC. Com isso, o presidente e os oito diretores do banco — indicados pelo presidente da República e aprovados pelos senadores — passaram a ter mandatos fixos de quatro anos e garantiram estabilidade nos cargos contra demissões por motivações políticas. Um dos objetivos da mudança foi blindar o órgão de pressões político-partidárias. Apesar da autonomia nas operações, o Banco Central continuou sem autonomia financeira, discutida agora pelo Senado.
10/06/2026 03:00:08 +00:00
Mega-Sena, concurso 3016: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3016: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3016 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (9), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 3,2 milhões. No entanto, ningém acertou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 8 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 11 - 19 - 33 - 52 - 55 - 60 5 acertos: 40 apostas ganhadoras, R$ 26.124,46 4 acertos: 2.566 apostas ganhadoras, R$ 671,27 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3016 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
10/06/2026 00:02:13 +00:00
BYD Atto 2 DM-i parte de R$ 149.990; SUV é primeiro híbrido plug-in flex da marca no Brasil

BYD Atto 2 DM-i Flex é lançado oficialmente no Brasil Divulgação / BYD A BYD apresentou nesta terça-feira (9) o Atto 2 DM-i Flex, primeiro híbrido plug-in flex da marca. O modelo será produzido na fábrica de Camaçari (BA). A versão GL tem preço de R$ 149.990. A versão GS custa R$ 169.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O SUV tem visual semelhante ao Yuan Pro, seu equivalente 100% elétrico. No entanto, a versão híbrida utiliza a tecnologia DM-i, com motor 1.5 aspirado de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e ciclo Atkinson. O propulsor a combustão entrega 98 cavalos de potência e tem torque de 12,6 kgfm. Ele atua primariamente como gerador e assume a tração apenas em situações de carga pesada. O motor elétrico é que faz a maior parte do trabalho de tração. O torque passa de 30 kgfm. Agora no g1 O modelo será oferecido em duas configurações de bateria. A versão com bateria de 7,8 kWh, GL, tem potência combinada de 177 cavalos. Já a opção com bateria de 18,3 kWh, GS, supera os 197 cavalos. Segundo a fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 8,5 segundos na versão GL e 8,4 segundos na versão GS. A autonomia divulgada pela BYD no ciclo europeu (NEDC) é de 1.045 quilômetros, embora o valor seja reduzido após a correção aplicada nos testes do Inmetro. A velocidade máxima é de 180 km/h nas duas versões. BYD Atto 2 DM-i Flex é lançado oficialmente no Brasil Divulgação / BYD Também utilizando o ciclo NEDC, o Atto 2 Flex na versão GL consegue percorrer até 45 km usando só a energia da bateria. Já a configuração GS percorre 110 km no mesmo teste. Um recurso novo é a regeneração de bateria em descidas de serra. O BYD aproveita o longo trecho em declive e usa o movimento das rodas para carregar as baterias e, ao mesmo tempo, frear o carro sem o uso das pastilhas nos discos. Por ser plug-in, o Atto 2 permite recarregar a bateria por wallbox. A capacidade máxima de recarga, ou seja, o quanto o carro suporta para "encher" as baterias é de 3,3 kW na versão GL e 6,6 kW na GS. BYD Atto 2 DM-i Flex é lançado oficialmente no Brasil Divulgação / BYD Nas dimensões, o SUV mede 4,33 m de comprimento, 2,62 m de entre-eixos, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura. O peso ultrapassa 1.600 kg. O porta-malas tem capacidade de 455 litros, volume maior do que o do Yuan Pro, versão totalmente elétrica do modelo. Na cabine, o Atto 2 DM-i Flex mantém diversas semelhanças com o Yuan Pro. Uma das principais diferenças está no console central. Enquanto o modelo elétrico traz uma grande alavanca de câmbio no console, o híbrido tem comando por uma aleta na coluna de direção. BYD Atto 2 DM-i Flex é lançado oficialmente no Brasil Divulgação / BYD O SUV também conta com central multimídia de grandes dimensões e painel de instrumentos digital, equipamentos presentes tanto na versão híbrida quanto na elétrica. O volante multifuncional, os painéis das portas e os bancos seguem um desenho semelhante ao encontrado no Yuan Pro. Há quatro modos de condução que podem ser escolhidos pelo motorista. São eles: Neve, Sport, Eco e Normal Equipamentos A versão GL tem como equipamentos de série de destaque câmera 360, conexões Apple CarPlay e Android Auto, ar-condicionado de duas zonas, frenagem de emergência, reconhecimento de placas, farol alto automático, controle automático da velocidade de cruzeiro, bancos de tecido com ajuste manual, sensor crepuscular e rodas de liga leve. A tela do multimídia tem 10,1 polegadas. A configuração GS tem tudo da versão de entrada, mas a tela do multimídia é maior, com 12,8 polegadas, e conta com Google Maps integrado. Além disso, a versão mais cara tem alerta de colisão traseira, alerta e frenagem de emergência para tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa e detecção de ponto cego. E não para por aí, há também carregador por indução, bancos em couro sintético com ajustes elétricos para o motorista, sensor de chuva, teto panorâmico com filtro UV e rack de teto. Galerias Relacionadas
09/06/2026 22:19:27 +00:00
Estudo aponta que 20% das indústrias tiveram cargas furtadas ou roubadas nos últimos cinco anos; 68% dos casos foram em rodovias

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 20% das indústrias brasileiras relataram que tiveram cargas furtadas ou roubadas nos últimos cinco anos. 🚛 Desses, 68% das ocorrências aconteceram em rodovias pelo país, enquanto 48% foram em áreas urbanas e 21% nos armazéns e terminais de carga. Entre as empresas atingidas, 42% registraram prejuízos de até R$ 50 mil. Além disso, 16% das indústrias afirmaram ter sido vítimas de furtos, roubos ou atos de vandalismo em instalações ou fábricas no mesmo período. Entre os principais alvos estavam: fios, cabos e metais (60%); seguidos por ferramentas (31%); e máquinas e equipamentos de produção (23%). Agora no g1 💰 Nesses casos, 70% das empresas relataram prejuízos de até R$ 50 mil no último ano. A pesquisa, encomendada pela CNI, ouviu 500 indústrias de pequeno porte e 503 de médio e grande porte em todo o país, entre 12 de março e 7 de abril de 2026. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (9), durante audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, que discutiu segurança pública e estratégias integradas de combate às ilegalidades. 💻 Outro tema abordado no levantamento foi a segurança digital. Segundo os relatos, nos últimos cinco anos, 17% das empresas já foram alvo de incidentes envolvendo dados sensíveis, como vazamentos de informações ou sequestro de dados. Entre as indústrias que sofreram esse tipo de ataque, 30% tiveram perdas financeiras diretas no último ano, 23% precisaram interromper as operações e 17% registraram vazamento de dados de clientes e funcionários. 68% das ocorrências aconteceram em rodovias pelo país, enquanto 48% foram em áreas urbanas Reprodução/RBS TV Custos são repassados Segundo os empresários, os custos da insegurança também chegam ao consumidor. Para 62% das indústrias, o custo da segurança com transporte causa algum nível de aumento nos custos finais dos produtos. 💵 Em 45% das empresas, os investimentos gerais em segurança também encarecem significativa ou moderadamente as mercadorias. "A segurança patrimonial do Brasil é um sobrecusto da produção brasileira, que altera a competitividade do Brasil”, afirmou o deputado federal Julio Lopes, presidente da frente parlamentar. O assessor da presidência da CNI, Cássio Borges, diz que os dados “são muito preocupantes porque a segurança da informação é crucial para o negócio". "Esse tipo de crime traz prejuízos diferentes, como perdas financeiras, perturbações operacionais, danos à reputação, responsabilidades legais, danos físicos ou até riscos à segurança nacional”, disse. Mercado ilegal A pesquisa da CNI também identificou que 53% dos empresários da indústria avaliam que a insegurança contribui significativamente para o fortalecimento do mercado ilegal e para o aumento da circulação de mercadorias roubadas. Entre as empresas entrevistadas, 54% acreditam que o aumento do policiamento em áreas industriais deve ser prioridade. Outros 43% defendem o aperfeiçoamento da legislação sobre o tema.
09/06/2026 19:58:52 +00:00
Latam apresenta primeiro jato da Embraer que faz parte de encomenda de US$ 2,1 bilhões

O modelo da Embraer será incorporado à frota da companhia Latam a partir do último trimestre de 2026 Embraer A Latam Airlines Brasil apresentou nesta terça-feira (9), em São José dos Campos (SP), o primeiro Embraer E195-E2 que fará parte de uma encomenda de 24 aeronaves avaliada em cerca de US$ 2,1 bilhões. O modelo será incorporado à frota da companhia a partir do último trimestre de 2026 e integra a estratégia de expansão da malha aérea da empresa no país. A apresentação ocorreu em um hangar da Embraer e marcou a divulgação das primeiras imagens oficiais da aeronave já pintada com a identidade visual da Latam. Agora no g1 Segundo a companhia, o E195-E2 será utilizado para ampliar a conectividade entre cidades brasileiras e a rede internacional de destinos da empresa. O avião permitirá aumentar frequências de voos, abrir novos mercados e fortalecer a integração de rotas de média densidade aos principais hubs da Latam. Além das 24 aeronaves encomendadas, a companhia possui opção de compra de outras 50 unidades do modelo. Os primeiros destinos que serão operados pelo E195-E2 ainda não foram divulgados. Aeronave apresentada pela Latam em São José dos Campos integra plano de expansão da companhia e pedido bilionário à Embraer. Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
09/06/2026 19:31:20 +00:00
Ministro da Fazenda se reúne com Alcolumbre para tentar conter pauta-bomba de R$ 270 bilhões

Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) Carlos Moura/Agência Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu nesta terça-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir projetos sensíveis à equipe econômica pelo elevado impacto nas contas públicas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O custo fiscal das matérias em debate no Senado ultrapassa R$ 270 bilhões, segundo estimativas da equipe econômica. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado em meio a uma relação conturbada entre Alcolumbre e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do cenário, Durigan é dos ministros que tem melhor relação com Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios. Uma das propostas, a com maior impacto, está na pauta da sessão do Senado de amanhã: o projeto de lei (PL) que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais. 💸O texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e tem um impacto estimado de R$ 120 bilhões nas contas públicas nos próximos dez anos. Ministro da Fazenda Dario Durigan. Washington Costa/MF Outro tema que preocupa a equipe econômica é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde também, aprovada pela Câmara no ano passado. 💰A PEC está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e a Fazenda calcula um custo de R$ 99 bilhões. 🪙O projeto de lei que estabelece o novo piso salarial para médicos e cirurgiões dentistas é outro que preocupa o Ministério da Fazenda pelo impacto fiscal, calculado em R$ 47 bilhões. A proposta tramita em caráter terminativo — se aprovada vai direto pra Câmara — na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). 💵O governo também quer adiar a discussão da PEC que aumenta a fatia de recursos da União destinada ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O impacto estimado é de R$ 10 bilhões apenas neste ano. Agora no g1
09/06/2026 19:19:21 +00:00
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