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g1 > Economia

Ferrari sai em defesa do Luce após críticas ao 1º carro elétrico da marca

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante A Ferrari está recebendo “forte interesse” pelo seu novo modelo elétrico, o Luce, tanto de clientes antigos quanto de novos consumidores, afirmou nesta quinta-feira (28) o presidente-executivo da montadora, Benedetto Vigna. O executivo saiu em defesa do veículo após uma onda de críticas nas redes sociais. A Ferrari apresentou o Luce, que custa US$ 640 mil (R$ 3,2 milhões), na segunda-feira, em Roma. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O lançamento gerou críticas sobre o design considerado diferente do padrão tradicional da marca e também pela decisão da empresa de apostar em um modelo totalmente elétrico, deixando de lado os clássicos motores a gasolina. Nas redes sociais, alguns usuários disseram que o carro “não parece uma Ferrari”. “Há um grande interesse, inclusive de novos clientes”, disse Vigna durante um evento automotivo em Modena, no norte da Itália. Segundo ele, a Ferrari apresentou o novo modelo a cerca de 1.600 clientes durante o lançamento em Roma, entre segunda e terça-feira. Os pedidos começaram a ser aceitos na quarta-feira. “Já recebemos transferências bancárias. Os clientes que estavam lá querem o carro”, afirmou o CEO. Ele acrescentou que a empresa divulgará números mais precisos sobre as encomendas em julho, junto com os resultados do segundo trimestre. As ações da Ferrari caíram mais de 8% na terça-feira, diante da reação negativa de investidores e críticos ao novo carro elétrico. Na quarta-feira (27), os papéis fecharam estáveis, mas voltaram a subir quase 3% nesta quinta. Vigna afirmou que muitas críticas podem mudar depois que as pessoas conhecerem o veículo de perto. Ele também negou comparações do Luce com outros carros elétricos do mercado, incluindo modelos chineses. “Se você ver e experimentar o carro, vai perceber imediatamente que ele não foi copiado e que não se parece com outros veículos elétricos, seja no design interno, externo ou no desempenho”, disse. O executivo reforçou que o Luce será apenas mais uma opção na linha da Ferrari e que a montadora continuará produzindo carros com motores a gasolina e híbridos. Sobre o preço elevado do modelo, Vigna afirmou que o valor é justificável pela inovação oferecida pelo veículo. Ferrari Luce divulgação/Ferrari
28/05/2026 14:20:53 +00:00
O que é a escala 6x1? Entenda os principais formatos de jornada no Brasil

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil? A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC. 🤔 Mas o que é a escala 6x1? Esse é um modelo de jornada de trabalho em que o empregado atua por seis dias consecutivos e tem direito a um dia de folga. (veja abaixo como funciona) Embora esteja no centro do debate, a jornada 6x1 não é a única prevista no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme o setor de atuação e são regulamentadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas de trabalho definem a relação entre dias trabalhados e períodos de descanso. Todas devem respeitar o limite de 44 horas semanais, mas, na prática, as diferenças entre os modelos impactam diretamente a rotina, o tempo de repouso e a qualidade de vida do trabalhador. Na prática, o principal fator que distingue uma escala da outra é a frequência e a duração dos períodos de descanso após dias consecutivos de trabalho. Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos. “A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica. Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados. Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo. A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas. Mas como fica a remuneração? 💸 A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais. O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra. Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas. Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽‍♀️ Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia. Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro. Outra mudança relevante está prevista com a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A norma, que já foi adiada cinco vezes, deve entrar em vigor ainda este ano determina que o funcionamento do comércio varejista em feriados só poderá ocorrer com autorização prevista em convenção coletiva. Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime. A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆 A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado. Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente. “A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere. Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil Direitos que não podem ser alterados 🚫 A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala. Entre eles estão: Salário mínimo; Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 13º salário; Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; Proteção do salário; Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço; Descanso semanal remunerado; Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade; Aviso prévio proporcional; Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles. Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌ Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão: Não concessão do descanso semanal Desrespeito ao intervalo intrajornada Não pagamento de horas extras Folgas dominicais irregulares Compensação de jornada sem acordo válido Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime Pagamento de horas extras a menor Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista. Impactos na qualidade de vida ‼️ Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários. Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas. Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado
28/05/2026 13:04:57 +00:00
Contas do governo têm superávit de R$ 25,2 bilhões em abril, melhor resultado para o mês em 4 anos

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado positivo de R$ 19 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de abril desde 2022, quando foi registrado um superávit primário de R$ 34,5 bilhões (com a correção). Agora no g1 O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, informou que já pôde ser verificada em abril melhora no resultado das contas do governo por conta da alta do petróleo, com a guerra no Irã, que ajudou a impulsionar para cima a arrecadação federal. "Petróleo afeita receitas do governo. Royalties, participação especial e venda de óleo. Conflito eclodiu em março, começa a ter efeito sobre a arrecadação de abril", disse o secretário-adjunto, David Athayde. Ele não soube precisar o valor exato do aumento de arrecadação por conta da alta do petróleo, mas lembrou de uma projeção da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pela qual haverá um incremento mensal de arrecadação de R$ 8 bilhões, que será compensada, em parte (R$ 6 bilhões), pela redução de tributos e subsídios concedidos a combustíveis. Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento da arrecadação neste ano, que subiu mais do que as despesas. O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As receitas líquidas de transferências avançaram 5,8% em termos reais em abril, para R$ 235 bilhões, enquanto as despesas cresceram 3,3%, para R$ 210 bilhões. Destaques nas receitas: IOF (+R$ 2,8 bilhões), fomentado pelo aumento na arrecadação associada às operações de crédito, seguro e câmbio, refletindo o aumento efetuado no ano passado; Imposto de Importação (+R$ 2,3 bilhões), que conjugou crescimento no volume importado e elevação na alíquota média efetiva; Imposto sobre a Renda (+R$ 2,3 bilhões) e da CSLL (+R$ 1,4 bilhão), impulsionados por aumentos no lucro presumido, na declaração de ajuste e no IRRF-Capital (aplicações de renda fixa); Cofins (+R$ 1,5 bilhão), com destaque para o setor de serviços. Parcial do ano No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 8,67 bilhões. Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo somou R$ 9,68 bilhões até abril, contra R$ 78,14 bilhões no mesmo período do ano passado. A piora nas contas do governo na parcial deste ano também está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano. 📈 Nos quatro primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 862 bilhões (sem correção). 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 853,3 bilhões entre janeiro e abril deste ano, com uma alta real de 14,2% no período (valores nominais). Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula e Dario Durigan Washington Costa/MF
28/05/2026 13:03:21 +00:00
Ministro da Fazenda diz que monitoramento de fintechs permitiu combater crime organizado no 'andar de cima'

Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que o monitoramento das chamadas "fintechs", empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais simples e rápida, permitiu o combate ao crime organizado no "andar de cima, olhando a parte financeira que abastece e dá oxigênio ao crime organizado". "A gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, fazendo asfixia financeira. Essas 'fintechs' foram identificadas dadas as informações que a receita começou a receber em meados de 2025, também identificamos [irregularidades com] 'criptoativos'", disse o ministro a jornalistas. 🔎Criptoativos são ativos digitais, como criptomoedas (exemplo: bitcoin), que circulam na internet e podem ser usados para investimento ou transferências, sem controle direto de governos ou bancos centrais. Mais cedo nesta quinta, o grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal iniciaram uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação, batizada de "Fluxo Oculto", teve como principais alvos empresários, operadores logísticos e laranjas do esquema, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores, como a "Carbono Oculto", evidenciando alto grau de organização (leia mais abaixo). Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda A operação cumpriu cerca de 60 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Em um dos casos, as operações de 56 postos de combustíveis eram feitas em uma única conta. Além disso, os alvos migraram, nos últimos meses, recursos entre várias fintechs e usaram novas empresas para substituir antigas já expostas. O ministro Dario Durigan lembrou que o monitoramento mais próximo das "fintechs" só foi retomado em agosto do ano passado, após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, que mira combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis. "Essa nova fase da Carbono Oculto, identificada graças às operações da e-Financeira, aquela declaração para a Receita Federal, que, em razão de deputados, influencers da direita, foram impedidas de serem realizadas por um tempo...", afirmou o ministro. "Graças a essa informação, cumprindo o objetivo de usar a informação para fazer o combate do fluxo financeiro do crime organizado, outras seis fintechs foram identificadas dentro de um conjunto de operações de organizações criminosas cujo início é a adulteração de combustível", prosseguiu Durigan. 🔎A e-Financeira é um sistema da Receita Federal que reúne dados sobre movimentações financeiras de pessoas físicas e jurídicas, usados para fiscalização.
28/05/2026 12:53:28 +00:00
Escala 6x1: entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo

Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias para ter um de descanso. O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC. Conforme o texto, a redução da jornada ocorrerá em duas etapas: • as primeiras duas horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a promulgação da PEC; • as duas horas restantes deverão ser implementadas em até 12 meses após a conclusão da primeira etapa. Já o fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais — preferencialmente aos domingos — entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo sem definição final, a proposta já levanta dúvidas entre trabalhadores sobre como ficarão as folgas, escalas e a rotina nas empresas. Muitas pessoas tem interpretado que o fim da escala 6x1, com a redução da jornada para 40 horas semanais e adoção da escala 5x2, vai garantir folgas obrigatórias aos sábados e domingos — mas não é isso que o projeto prevê. Segundo o advogado trabalhista Antonio Vasconcellos Junior, a proposta do governo Lula estabelece que o trabalhador terá direito a dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos, assim como já prevê a legislação atual. Na prática, isso significa que essas folgas não precisam, necessariamente, coincidir com o fim de semana. O trabalhador pode folgar, por exemplo, na terça e na quinta-feira e ainda assim estar dentro da regra. Ele ainda explica que “o essencial é que sejam assegurados dois períodos de descanso semanal, cada um com 24 horas consecutivas, independentemente dos dias em que ocorram”, afirma o advogado trabalhista. O advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga complementa que a legislação atual já assegura um descanso semanal de 24 horas, preferencialmente aos domingos — mas não obrigatoriamente. Na prática, isso permite que as empresas distribuam as folgas ao longo da semana, sobretudo em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, saúde e serviços. Ou seja: a forma como as folgas serão distribuídas dependerá do setor, do tipo de atividade da empresa e dos acordos coletivos firmados entre empregadores e trabalhadores. Escala 5x2 não garante folgas fixas no fim de semana; entenda Tânia Rêgo/Agência Brasil Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: A 1ª grande vitória do balconista de farmácia que lançou movimento pelo fim da escala 6x1 com desabafo no TikTok
28/05/2026 12:19:23 +00:00
Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Texto da PEC ainda precisa passar pelo Senado

Fim da escala 6x1: comissão da Câmara aprova texto da PEC A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga). De acordo com a proposta, a implementação deve durar até 14 meses. Antes de ser promulgado, o texto ainda vai ser discutido no Senado. 🔎 Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional. No entanto, o projeto deve encontrar resistências no Senado. Interlocutores do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apontam que apesar do apelo social, a tramitação não será acelerada no Casa, mas que o texto deve ser aprovado antes das eleições deste ano. Quando as mudanças começam a valer? Segundo o texto aprovado pelos deputados, o fim da escala 6x1 passará a valer 60 dias após a promulgação da PEC, mas as empresas terão até 14 meses para se adaptarem às novas regras. A redução da jornada semanal será feita de forma gradual: redução inicial de duas horas semanais em até dois meses após a promulgação; redução total de quatro horas em até 12 meses após a primeira etapa. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. A promulgação só acontece se a proposta for aprovada no Senado. Caso a casa modifique a PEC, o novo texto volta para a Câmara que aceita ou rejeita as mudanças. Se houver rejeição, a proposta volta ao Senado. O texto final precisa ser aprovado pelas duas casas para ser promulgado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O período de transição foi um dos principais pontos de negociação nas últimas semanas. Empresários e entidades patronais pediam prazo para adaptação às novas regras. Inicialmente contrário à transição, o governo acabou fechando acordo para permitir a implementação gradual das mudanças, em um período de até 14 meses. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que muda com a PEC O texto determina que: trabalhadores terão direito a duas folgas remuneradas por semana; pelo menos uma delas deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos; a redução da jornada deverá acontecer sem diminuição salarial. A proposta também prevê que acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão automaticamente a validade 60 dias após a promulgação da PEC. A medida deve pressionar sindicatos e empresas a renegociarem contratos. Quem fica fora das novas regras A PEC exclui das novas regras trabalhadores com diploma de nível superior e renda equivalente a pelo menos duas vezes e meia o teto do INSS — atualmente cerca de R$ 20 mil. Para esse grupo, não valerão as regras de jornada e controle de ponto. Segundo os defensores da medida, a exceção busca reduzir a chamada “pejotização” e ampliar a liberdade de negociação para profissionais de alta renda. O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Passados 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos. “A diminuição da duração do trabalho normal e o incremento do repouso semanal remunerado em cumprimento à presente Emenda Constitucional aplicam-se aos contratos de trabalho em vigor e serão implementados sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie”, estabelece a PEC. A PEC ainda determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 20 mil atualmente. Para estes profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a "pejotização" e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 12:17:23 +00:00
Dólar e Ibovespa oscilam com tensão no Oriente Médio e dados de emprego no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com oscilações nesta quinta-feira (28), alternando entre altas e baixas ao longo da manhã. Por volta das 12h, a moeda subia 0,24% e era negociada a R$ 5,0487. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também mudou de direção após abrir em queda. No mesmo horário, avançava 0,16%, aos 176.055 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, as tensões voltaram a aumentar após o Irã retaliar os Estados Unidos com um ataque a uma base aérea americana. A ofensiva ocorreu depois de militares americanos atingirem o que Washington descreveu como uma operação iraniana de drones próxima ao Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, a base atingida fica na periferia do aeroporto de Bandar Abbas e seria a mesma utilizada no ataque americano desta quarta-feira (27). ▶️ O governo dos EUA anunciou sanções contra a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA). Segundo o Departamento do Tesouro americano, o órgão foi criado por Teerã para coordenar o tráfego e cobrar taxas de embarcações comerciais no corredor marítimo. 🔎 Em meio ao aumento das tensões, o petróleo voltou a subir. Por volta das 8h30 (de Brasília), o Brent avançava 2,8%, com o barril a US$ 96,93, enquanto o WTI, referência nos EUA, ganhava 3%, a US$ 91,34. ▶️ No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira uma PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. Apesar do avanço na Câmara, a proposta deve enfrentar resistência no Senado. ▶️ A agenda econômica brasileira também traz dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre até abril de 2026, segundo o IBGE. Já o Caged, que mostra a criação de vagas com carteira assinada, será divulgado às 14h30. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,65%; Acumulado do mês: +2,20%; Acumulado do ano: -7,80%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,26%; Acumulado do mês: -6,17%; Acumulado do ano: +9,08%. Aumento nas tensões entre EUA e Irã O conflito entre EUA e Irã voltou a se intensificar após ataques militares que colocaram em risco o cessar-fogo firmado em abril. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o país atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como resposta a bombardeios feitos pelos EUA horas antes. Os iranianos afirmaram que a ação foi um “aviso sério” e disseram que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”. 🔎 De acordo com a Reuters, os Estados Unidos bombardearam uma instalação militar iraniana que, segundo autoridades americanas, representava ameaça para tropas dos EUA e para embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás. Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região. Mais cedo, explosões foram registradas em Bandar Abbas, importante cidade portuária iraniana. Sistemas de defesa aérea foram acionados por vários minutos, segundo a imprensa estatal do Irã. A região já havia sido alvo de ataques na terça-feira (26), quando os EUA disseram ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas supostamente usadas para instalar minas marítimas. Após as novas ações militares, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países continuam negociando um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão. O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia. Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”. Fim da escala 6x1 A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e abre caminho para o fim da escala 6x1. O texto agora segue para análise do Senado, onde deve enfrentar mais resistência. 🔎 A proposta prevê uma transição gradual: duas horas da redução seriam aplicadas em até dois meses após a aprovação definitiva, e as outras duas horas em até 12 meses depois. 🏖️ A PEC também garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, encerrando o modelo de trabalho de seis dias seguidos para um de descanso. O texto foi aprovado com ampla maioria na Câmara, mas senadores defendem uma análise mais lenta, argumentando que o impacto para empresas e economia precisa ser discutido com mais calma. A proposta não valerá para profissionais com ensino superior e salário acima de cerca de R$ 21 mil por mês. Esses trabalhadores continuarão fora das regras de controle de jornada. LEIA TAMBÉM Entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo Quando começa a valer o fim da escala 6x1? Como o dono da Ford popularizou a escala 5x2 há um século Entenda os principais formatos de jornada de trabalho no Brasil A 1ª grande vitória de balconista que lançou movimento no TikTok Desemprego no Brasil A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. Apesar da alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, o índice é o menor já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua. 🔎 O país tinha 6,3 milhões de desempregados no período, alta de 8% frente ao trimestre até janeiro, mas queda de 11,3% na comparação anual — cerca de 809 mil pessoas a menos procurando trabalho. A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com leve recuo trimestral de 0,3%, mas avanço de 1,1% em relação ao ano passado. Já o rendimento médio habitual ficou em R$ 3.732, alta de 5,3% em um ano. A informalidade caiu para 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu 15,3% em relação ao mesmo período de 2025. Mercados globais Os futuros das bolsas de Nova York operavam em leve queda nesta quinta-feira, enquanto investidores avaliavam novos dados de inflação nos EUA e o aumento das tensões entre EUA e Irã. A inflação americana acelerou em abril e teve o maior aumento em três anos, segundo o índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A alta foi puxada principalmente pelo aumento nos preços da energia em meio à guerra com o Irã, reforçando a expectativa de que os juros nos EUA devam permanecer altos até o próximo ano. Na abertura do mercado, o índice Dow Jones subia 0,03%, enquanto o S&P 500 caía 0,01%. Já o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, avançava 0,04%. As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quinta-feira após novos ataques dos EUA ao Irã aumentarem a tensão no Oriente Médio e reduzirem o otimismo sobre um possível acordo de paz. Entre os principais mercados da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu quase 2%, pressionado pelas ações de tecnologia. Na China, o índice de Xangai recuou 0,4% e o CSI 300 perdeu 1,1%. No Japão, o Nikkei caiu 0,1%, após renovar máximas históricas na sessão anterior. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,1%, com investidores realizando lucros em ações de empresas de chips e inteligência artificial após fortes altas recentes. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,1%, enquanto os futuros do Nifty 50, da Índia, recuavam 0,3%. Notas de dólar. Reuters
28/05/2026 12:00:33 +00:00
Desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril, menor taxa para o período, diz IBGE

Desemprego fica em 5,8% no trimestre até abril, menor taxa para o período, diz IBGE A taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,8 ponto percentual, quando estava em 6,6%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No trimestre encerrado em abril, o Brasil tinha 6,3 milhões de pessoas desempregadas. O número representa alta de 8% em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 11,3%, o equivalente a 809 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a taxa de desocupação foi a menor já registrada para um trimestre encerrado em abril desde o início da série da PNAD Contínua. “Quando observamos apenas os trimestres móveis encerrados em abril de cada ano da pesquisa, essa taxa de 5,8% é a menor estimativa de desocupação já registrada para esse período.” A população ocupada no país somou 102,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril. O total recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 1,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o nível de ocupação ficou em 58,4%, com leve queda frente ao trimestre encerrado em janeiro. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,8% Taxa de subutilização: 13,8% População desocupada: 6,3 milhões População ocupada: 102,3 milhões População fora da força de trabalho: 66,5 milhões População desalentada: 2,6 milhões Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões Trabalhadores por conta própria: 26 milhões Trabalhadores informais: 38,1 milhões Segundo Beringuy, mesmo diante de uma taxa básica de juros (Selic) em 14,5% ao ano, o mercado de trabalho segue mostrando resistência. De acordo com ela, a sustentação da ocupação ocorre porque a demanda por trabalhadores está espalhada por diferentes setores da economia, tanto em atividades mais formalizadas quanto nas menos formalizadas. Além disso, como juros elevados tornam o consumo mais caro, especialmente via crédito, isso aumenta a necessidade de manutenção da renda pelas famílias. “Mesmo com rendimento crescente, as pessoas precisam permanecer inseridas no mercado de trabalho para dar conta do consumo. Isso faz com que o mercado reaja a efeitos adversos, como a taxa de juros, com certa sustentabilidade.” População subocupada e desalentada recua A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% no trimestre encerrado em abril. O indicador reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores disponíveis, mas fora da força de trabalho. Ao todo, o país tinha 15,7 milhões de pessoas subutilizadas, número estável no trimestre e 11,1% menor do que há um ano. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,2 milhões de pessoas, com queda tanto no trimestre quanto na comparação anual. Já a população desalentada — formada por pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 2,6 milhões, recuando 15,3% em um ano. A população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões de pessoas, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumento de 1,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas. Estabilidade no emprego formal O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo os empregados domésticos, ficou em 39,3 milhões. O contingente permaneceu estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o total de empregados sem carteira assinada no setor privado somou 13,3 milhões de pessoas, também sem variações relevantes no trimestre e no ano. No setor público, o número de empregados chegou a 12,9 milhões. O resultado ficou estável frente ao trimestre encerrado em janeiro, mas registrou alta de 3,4% na comparação anual, com acréscimo de 422 mil pessoas. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26 milhões, estável no trimestre e 2,3% acima do registrado um ano antes, o que representa aumento de 580 mil pessoas. Entre os trabalhadores domésticos, o total chegou a 5,4 milhões de pessoas. O contingente permaneceu estável no trimestre, mas caiu 4,7% em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 268 mil trabalhadores. A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O índice recuou em relação tanto ao trimestre anterior quanto ao mesmo período de 2025. O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.732, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 5,3% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, totalizou R$ 377 bilhões. O valor ficou estável no trimestre e cresceu 6,5% em um ano. De tecnologia a serviços: onde emprego e renda avançaram Os dados do trimestre terminado em abril também mostraram diferenças no comportamento das contratações e dos rendimentos entre os setores da economia. Enquanto algumas áreas ampliaram o número de trabalhadores ao longo do ano, outras registraram recuo no contingente de ocupados. Setores com alta na ocupação 💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, com mais 425 mil pessoas ocupadas. 🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: avanço de 4,2%, o equivalente a mais 766 mil trabalhadores. Setores com queda na ocupação 🧹 Outros serviços: recuo de 2,9% frente ao trimestre encerrado em janeiro, com menos 162 mil pessoas ocupadas. 🏠 Serviços domésticos: queda de 4,7% na comparação anual, com redução de 268 mil trabalhadores. Setores com maiores altas de rendimento 🛠️ Outros serviços: aumento de 9,7% no rendimento médio mensal real, com alta de R$ 272. 🍽️ Alojamento e alimentação: crescimento de 7,5%, ou mais R$ 172. 💻 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: avanço de 5,9%, com ganho médio de R$ 293. 🚚 Transporte, armazenagem e correio: alta de 5,1%, equivalente a mais R$ 167. 🏛️ Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: aumento de 4,3%, ou mais R$ 208. 🏠 Serviços domésticos: crescimento de 4,4%, com ganho médio de R$ 60. Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins
28/05/2026 12:00:25 +00:00
Às vésperas do Desenrola 2.0, em abril, inadimplência com bancos alcançou pico histórico

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em abril deste ano para 4,4%, recorde histórico, informou nesta quinta-feira (28) o Banco Central (BC). Esse é o mesmo patamar de fevereiro deste ano, e o maior valor desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011. O recorde foi atingido às vésperas do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio. O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas (leia mais abaixo). Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir de hoje No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,3%, em março, para 5,4% em abril. É o maior patamar desde maio de 2012 (5,5%). Já para as empresas, a inadimplência avançou permaneceu estável em 2,8% em abril, mesmo índice de março. É o maior valor desde maio de 2018 (3%). Endividamento em alta De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também mostraram patamar alto em abril. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses alcançou 49,8%, com pequena queda frente a março (49,9%). Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 41,9%. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana. Uso de cartão de crédito maquinha débito compras dinheiro Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Desenrola 2.0 Lançado no começo de maio, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). A dívida renegociada terá: descontos entre 30% e 90%; taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; até 48 meses de prazo; prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também é permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas
28/05/2026 11:52:15 +00:00
Empresa de sites Wix anuncia demissão de mil funcionários e cita avanço da inteligência artificial

Escritório da empresa de design de sites Wix.com em Tel Aviv, Israel REUTERS/Baz Ratner A empresa israelense de design de sites Wix.com anunciou nesta quinta-feira (28) a demissão de 20% dos funcionários, o equivalente a cerca de mil pessoas. A informação foi divulgada pelo CEO da companhia, Avishai Abrahami, em publicação na rede social X. Segundo o executivo, a decisão foi motivada principalmente pela valorização do shekel, moeda de Israel, frente ao dólar, além do avanço acelerado da inteligência artificial (IA). 🔎 Nos últimos 12 meses, o shekel subiu quase 30% em relação à moeda americana e atingiu o maior nível em 33 anos, segundo informações da Reuters. Como a maior parte dos funcionários da Wix está em Israel e recebe em shekel, enquanto grande parte da receita da companhia vem em dólar, a empresa passou a enfrentar maior pressão sobre os custos. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 “Isso cria uma pressão estrutural sobre nossa capacidade de operar na escala atual", explicou Abrahami em mensagem enviada aos funcionários. O CEO também afirmou que a rápida evolução da inteligência artificial está mudando a forma como empresas são construídas e administradas, exigindo estruturas mais enxutas. “Estamos testemunhando a mudança mais significativa na forma como empresas são construídas desde a invenção das linguagens modernas de programação nos anos 1970”, disse. “Companhias que abraçarem essa mudança não apenas construirão mais rápido, mas criarão coisas que a geração anterior literalmente não poderia imaginar.” Segundo Abrahami, a Wix precisará se tornar “mais rápida, enxuta e menos hierárquica”, com menos níveis entre a liderança e os funcionários. “Menos camadas significam decisões mais rápidas, responsabilidades mais claras e menos distância entre quem define a direção da empresa e quem constrói os produtos”, afirmou. “Mas isso também significa um número menor de pessoas.” Em outro trecho da mensagem, o executivo classificou a decisão como “uma das mais difíceis” que já tomou. Ele também agradeceu aos funcionários afetados pelos cortes e afirmou que a empresa tentará conduzir o processo “com sensibilidade, respeito e cuidado”. No fim do primeiro trimestre, a Wix tinha 5.277 funcionários. As ações da empresa, listadas na Nasdaq, acumulam queda de quase 50% em 2026. A associação de fabricantes de Israel afirmou que as demissões também refletem a falta de medidas do governo e do banco central para conter a valorização do shekel. “A reação da economia à queda do dólar é mais rápida e severa do que imaginávamos”, disse a entidade em comunicado, segundo a Reuters. Apesar dos cortes, o CEO afirmou que a mudança é necessária para manter a competitividade da companhia no longo prazo. “Estamos escolhendo competir”, disse. “É uma mudança dolorosa, mas acredito sinceramente que não temos outra escolha — precisamos evoluir.”
28/05/2026 11:22:12 +00:00
Por que o dono da Ford criou a escala de trabalho 5x2 há 100 anos — e como isso impactou o mundo

Linha de montagem da Ford, em fotografia de 1913 Domínio Público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons "O país está pronto para a semana de cinco dias [de trabalho]. Seguramente é algo que deve se espalhar por toda a indústria. […] Já é hora de nos livrarmos da ideia de que é 'tempo perdido' o lazer dos trabalhadores, ou um privilégio de classe." 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essas palavras fizeram parte de um discurso há cem anos, no 1º de maio de 1926. Não foram proferidas por um operário, um líder sindical, um militante socialista ou um político trabalhista. O pronunciamento foi feito por um dos maiores magnatas da história da humanidade, o engenheiro mecânico e empresário Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, considerado um pioneiro no formato industrial conhecido como linha de montagem em série. A partir daquela data, a jornada 5x2 se tornaria praxe em todo o seu gigantesco parque fabril — com 40 horas de trabalho por semana. Agora no g1 A ideia de aumentar o fim de semana do trabalhador superava, a favor do proletariado, o que havia sido determinado em 1919 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) — e havia se tornado padrão internacional por convenção: o teto praticado era de 48 horas semanais. A decisão não foi tomada de uma hora para outra. A Ford já vinha testando em alguns departamentos o novo formato. Em artigo publicado no jornal The New York Times em março de 1922, o filho de Henry Ford, Edsel Bryant Ford (1893-1943), que presidia a empresa desde 1919, escreveu que "toda pessoa precisa de mais de um dia por semana para descanso e recreação". No texto, argumentava que "a Ford sempre buscou promover uma vida doméstica ideal para seus empregados" e disse acreditar que "para viver de forma apropriada, todo ser humano deveria dispor de mais tempo para passar com sua família". Henry Ford é tido como 'pai' da linha de montagem em série Ford Motor Company, Photographic Department , The Henry Ford Collections/Domínio público/Wikimedia Commons Após ser adotado voluntariamente pela Ford, o sistema se expandiu. Nos Estados Unidos, a jornada de trabalho semanal foi reduzida por lei em 1938 — limitada a 44 horas semanais. Em 1940, o teto cairia para as 40 horas semanais idealizadas por Ford 14 anos antes. Principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o sistema fordista de organização de trabalho fabril se espalhou pelo mundo. "O modelo americano de industrialização e economia nacional foi multiplicado nas sociedades que tomaram parte da reconstrução da economia mundial, a partir de 1945, como o Japão e a China", explica o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O advogado trabalhista Pedro Maciel entende a adesão ao sistema por causa do sucesso obtido. "O modelo começou a demonstrar uma vantagem econômica para as empresas, o que acabou por disseminar essa forma de jornada", diz. A concorrência acabou convencida de que menos horas trabalhadas "não significavam menos dinheiro". "Até os anos 1960, a formação de administradores e o adestramento de trabalhadores foram ações conjugadas, engatando patrões e empregados no compromisso pelo sucesso da empresa através da produção e da produtividade do trabalho", contextualiza o historiador. "Criou-se mesmo uma ilusão perversa, a de que um não existiria sem o outro." Vêm daí, relata Martinez, ideias como a de que o empregado precisa "vestir a camisa da empresa". Era a celebração de uma "paz social", ressalta o historiador, vendida por Henry Ford — um estratagema eficaz na contenção das insatisfações proletárias. Se regulamentar o descanso se tornou uma necessidade sobretudo com o advento do capitalismo industrial e as jornadas cada vez mais desgastantes, é fato que o fim de semana de dois dias representou a quebra de um paradigma que vinha desde a antiguidade. Um exemplo importante disso está no livro sagrado que está na base do mundo judaico-cristão. Na concepção do mundo contada no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, Deus descansou no sétimo dia — depois de seis jornadas consecutivas de trabalho na obra da criação. O relato não deixa de ser um registro de como os antigos lidavam com organização entre trabalho e descanso. Mesmo antes de Ford, no entanto, houve casos pontuais de mudança. Professor de direito do trabalho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, o advogado Claudinor Roberto Barbiero cita, por exemplo, uma fábrica têxtil dos Estados Unidos que havia instituído em 1908 a semana de cinco dias com o objetivo de acomodar trabalhadores judeus que guardavam o sábado. "A Ford deu escala e prestígio industrial ao modelo", enfatiza ele. "A prática deixou de parecer apenas uma concessão social e passou a ser vista como possível estratégia de gestão." Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado Tempo e dinheiro Henry Ford entendia que o progresso, ao mesmo tempo que poderia aumentar os ganhos do empresariado e a eficiência da produção, também deveria resultar em benefícios trabalhistas. Àquela altura, ele já havia criado um programa de bônus por produtividade aos seus trabalhadores e, em 1914, criado certa polêmica entre outros industriais por decidir dobrar o piso salarial dos seus empregados. O empresário argumentava que a própria linha de montagem possibilitava isso. Ao ser adotada na produção do modelo Ford T em 1913, o tempo necessário para um carro ficar pronto havia caído de 12 horas para pouco mais de 1h30. Ford entendeu que os operários também deveriam ser recompensados de alguma forma por esse gigantesco salto de eficiência. "Foi o crescimento das grandes corporações, com sua habilidade de usar o poder, o maquinário de ponta e, de forma geral, reduzir os desperdícios de tempo, material e energia humana que permitiu implementar a jornada de 8 horas diárias", reconheceu ele, no mesmo discurso de 1926. "Nessa mesma linha, novos progressos tornam possível instituirmos também a semana de cinco dias." Evidentemente, Ford respondia a uma demanda presente em sua época. Em artigo acadêmico publicado em junho de 1990 em The Journal of Economic History, o economista e historiador Robert Whaples, então professor na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, ressalta que, antes da Segunda Guerra, as lutas dos trabalhadores por menos horas de trabalho eram mais intensas do que as reivindicações por melhores salários. Não é que o empresário fosse "bonzinho". "A motivação de Henry Ford não foi apenas humanitária", diz o professor. Ele sabia o que estava fazendo — e como sua medida resultaria em melhores ganhos. Martinez analisa a decisão de Ford como consequência de "duas balizas" que regiam suas ações empresariais. Em primeiro lugar "a organização metódica do trabalho". Setor de produção de motores de indústria automobilística no Brasil, sem data identificada Arquivo Nacional Ford era um expoente das "teorias científicas de administração e de gerenciamento da produção", contextualiza o historiador, "desde os espaços da fábrica, passando pela disciplina de horários, turnos e demais atividades e intervalos de descanso, até a divisão de tarefas entre equipes e indivíduos, do fiscal ao operador manual". Na sua visão de negócios, para a indústria funcionar, tudo deveria seguir o roteiro. O segundo ponto era justamente que a divisão "programada e organizada do trabalho completava-se na dimensão do consumo dos bens industrializados", ressalta Martinez. Isso alimentava "um mercado de consumo de massas, para uma produção massiva realizada por grandes contingentes de trabalhadores". "Melhores salários e tempo livre completavam a fórmula para induzir e generalizar hábitos de consumo, expandindo assim a produção industrial", comenta o historiador. No fim do mês, a conta fechava — com lucros maiores. "O próprio argumento empresarial era que a empresa poderia produzir tanto ou mais em cinco dias do que em seis, porque a redução da jornada forçaria melhores métodos, maior concentração e mais eficiência por hora trabalhada", diz Barbiero. Na lógica fordista, era possível ao menos tanta produção em cinco dias quanto em seis. "E provavelmente mais, porque 'a pressão traria melhores métodos'", explica o professor. "Ford implantou uma equação bem-sucedida", analisa Martinez. "Buscava assegurar a disciplina e a regularidade do trabalho na fábrica, obtendo melhores resultados produtivos e econômicos, de um lado. E, de outro, estimulando hábitos e condições de consumo." Isso vinha com salários melhores e jornadas de trabalho menores. "A satisfação financeira e o acesso ao mercado de consumo pela massa operária trariam a paz social, ancorada no ciclo ininterrupto entre trabalho, produção e consumo", conclui o professor da Unesp. "Ford entendia que o trabalhador com tempo livre se tornaria também consumidor. Mais lazer significava mais passeios, viagens, compras e, no limite, mais uso e compra de automóveis", comenta Barbiero. Funcionários trabalhando em fábrica de motores em São Bernardo do Campo, em março de 1958 Arquivo Nacional No Brasil O Brasil começou a resolver, ao menos na legislação, o problema das jornadas desumanas de trabalho apenas nos anos 1930. Dois decretos, um de março, outro de maio de 1932, limitaram a jornada em oito horas diárias de trabalho e seis dias por semana. Era plataforma política do então presidente Getúlio Vargas (1882-1954). "[Governo este] com a construção de uma agenda trabalhista estatal, urbanização, industrialização e tentativa de organização das relações entre capital e trabalho", destaca Barbiero. Em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) reforçou os limites da jornada. Seis anos depois, uma outra lei passou a garantir o descanso semanal remunerado. Para o advogado trabalhista Alessandro Vietri, pós-graduado na área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o aumento do direito ao descanso do trabalhador brasileiro foi "gradual e tardio", se comparado ao que ocorreu nos Estados Unidos. Durante os debates da assembleia que criou a Constituição de 1988, que atualmente vigora no Brasil, havia propostas para que a jornada limite no país fosse de 40 horas semanais. "A reação das bancadas de deputados e senadores alinhadas aos interesses empresariais, financeiros e comerciais, resistiram e o texto constitucional consagrou a jornada de 44 horas", afirma o historiador Martinez. "Foi buscada uma compensação para esse acréscimo de horas, como a maior remuneração de horas-extras, o trabalho noturno, atividades de riscos, e assegurar outros direitos aos empregados." "O fim de semana de dois dias 'pegou' no Brasil principalmente após a Constituição de 1988, mas não de forma universal", aponta Barbiero. "A redução de 48 para 44 horas abriu espaço para a compensação do sábado em muitas empresas: em vez de trabalhar 8 horas de segunda a sexta e 4 horas no sábado, muitos empregadores passaram a distribuir as 44 horas em cinco dias, normalmente com jornadas próximas de 8h48 por dia." "Em outros casos, especialmente em áreas administrativas, tecnologia, indústria mais estruturada e empresas com políticas internas mais competitivas, adotou-se a jornada de 40 horas semanais, com oito horas por dia, de segunda a sexta-feira", explica o advogado. Henry Ford e sua mulher Domínio público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons Vietri contextualiza que esse tipo de ajuste, no Brasil, acabou sendo viabilizado sobretudo por meio de acordos coletivos. O tema sempre suscita diferentes pontos de vista. "Traz à tona um debate complexo sobre como equilibrar o bem-estar social e a viabilidade econômica", pondera Vietri. "Vejo o fim de semana não apenas como período de descanso, mas um pilar da dignidade humana e da saúde mental do trabalhador, fundamentos estes que estão no cerne da nossa proteção constitucional". Ele defende, contudo, que a mudança na organização das jornadas não seja feita de forma abrupta, para que as empresas, sobretudo as menores, consigam se preparar. "O ponto mais interessante é que Ford percebeu algo que continua atual: o trabalhador não é apenas força de produção; ele também é parte do mercado consumidor", diz Barbiero. "Ao pagar melhor e liberar tempo, Ford fortalecia a própria lógica de consumo que sustentava a indústria automobilística."
28/05/2026 08:20:56 +00:00
Golpes com álbum de figurinhas da Copa disparam e somam mais de 160 sites falsos; veja como se proteger

Comparação entre uma figurinha falsa (à esquerda) e uma verdadeira (à direita) Reprodução/X O lançamento recente do álbum da Copa do Mundo de 2026 fez aumentar o número de golpes na internet envolvendo a venda de figurinhas e do livro ilustrado da Panini. Segundo dados da Kaspersky, pelo menos 164 sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas foram identificados até meados de maio — um aumento de 720% em relação ao registrado até 23 de abril, quando eram 20 páginas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esses domínios reproduzem o layout, a identidade visual e as etapas da jornada de compra do produto oficial, com preços muito abaixo da média ou ofertas classificadas como “imperdíveis”. Para aumentar a credibilidade, algumas dessas páginas falsas apresentam até informações no rodapé, como formas de contato, CNPJ e endereço. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 O objetivo é enganar os consumidores e roubar dinheiro. Na etapa de pagamento, por exemplo, as vítimas costumam ser direcionadas a transferências via PIX — e o valor geralmente é enviado para contas de “laranjas” em fintechs. Segundo a Kaspersky, o dinheiro costuma ser rapidamente dividido entre diversas contas após a transferência, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores pelas vítimas. “A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente”, diz o pesquisador-chefe de segurança da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa, Fabio Assolini. “Os criminosos exploram a pressa, o medo de ficar de fora e a busca por bons preços. Eles constroem armadilhas digitais, e a tendência é que novos domínios fraudulentos, cada vez mais elaborados, continuem surgindo nos próximos dias”, completa. Segundo a empresa, esses sites foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, o golpe também era disseminado por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram. Procurada, a Panini afirmou que está tomando medidas para retirar do ar os sites que promovem esses golpes, mas reforçou a importância de os colecionadores ficarem atentos a ofertas e benefícios muito fora do padrão. “Os colecionadores podem comprar os cromos por meio de grandes varejistas do e-commerce, que são parceiros comerciais da editora, além do site oficial da Panini”, diz a companhia em nota. Entre os sites parceiros da empresa estão, por exemplo, Amazon, Magalu e Mercado Livre. Figurinhas falsas Outro golpe que vem se tornando comum é a venda de figurinhas falsas, com relatos surgindo nas redes sociais. Initial plugin text Nesse caso, o consumidor chega a receber um pacote em casa, mas com cromos falsificados, com cores diferentes das originais ou com o verso em branco — ou seja, sem o layout característico do papel de proteção. Na semana passada, por exemplo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O material, que foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus, foi submetido à perícia e posteriormente inutilizado. Copa do Mundo 2026: como identificar figurinhas falsas do álbum? Veja dicas para se proteger de golpes na internet Use apenas canais oficiais: acesse o site de venda dos álbuns digitando o endereço diretamente no navegador e evite clicar em links recebidos por redes sociais, e-mails ou mensagens. Verifique o domínio do site: pequenas variações no endereço podem indicar páginas falsas. Configure alertas de consumo no seu banco: receber notificações imediatas por SMS ou e-mail permite que você tenha controle sobre cada movimentação feita com seu cartão. Dessa forma, qualquer cobrança não autorizada pode ser detectada rapidamente. Tenha uma proteção de cibersegurança: esses recursos ajudam a evitar fraudes e ataques na internet, podendo identificar sites falsos, bloquear links suspeitos ou proteger seus dados pessoais.
28/05/2026 08:04:38 +00:00
NR-1: empresas estão preparadas para nova regra sobre saúde mental?

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho Desde a última terça-feira (26), entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que muda a forma como a saúde mental deve ser tratada no ambiente de trabalho ao incluir, de forma explícita, os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Na prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🤔 Mas as empresas estão preparadas para essa mudança? Dados de diferentes levantamentos indicam que ainda há um cenário de adaptação lenta e dificuldades estruturais. Segundo a pesquisa Mapa do RH & DP 2026, elaborada pela Sólides, 57,8% das companhias ainda não possuem Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com análise de riscos psicossociais implementada. O estudo mostra que apenas 42,2% dos respondentes afirmam que o PGR já está elaborado e em funcionamento. Entre as empresas que ainda não estão plenamente adequadas, 27,3% possuem um PGR que não contempla a atualização da NR-1, 22% estão com o programa em fase de elaboração e 8,5% dizem não ter PGR formalizado. A pesquisa inclui empresas com PGR ainda sem análise de riscos psicossociais, organizações em fase de implementação e companhias que sequer possuem o programa formalizado. Outro levantamento, realizado pelo Pandapé, mostra que a maioria das empresas ainda não está totalmente pronta para a NR-1: apenas 27,3% disseram estar totalmente adequadas, enquanto 49,8% afirmaram estar parcialmente preparadas e 17% ainda nem começaram o processo de adaptação. Já o Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, produzido pela Swile em parceria com a Leme Consultoria e a Poli Júnior da USP, aponta que 58,9% das empresas dizem estar “totalmente preparadas” para cuidar da saúde mental dos funcionários. Apesar disso, apenas 11,7% monitoram horas extras, 23,9% acompanham o clima organizacional de forma estruturada e 44,9% analisam indicadores de rotatividade. Capa - afastamentos por saúde mental Otávio Camargo | Arte g1 Falta preparo Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a avaliação predominante é de que a maioria das empresas ainda não está preparada para a atualização da NR-1. Na visão deles, o problema vai além das dificuldades técnicas e envolve falta de estrutura, resistência cultural por parte das organizações e baixa priorização do tema, apesar do interesse crescente pela pauta nos últimos anos. Para a auditora-fiscal do trabalho Odete Reis, as fiscalizações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostram que muitas empresas ainda não tratam a saúde mental como prioridade nas políticas de gestão. Segundo ela, é comum que as organizações deixem de buscar profissionais qualificados para analisar a organização do trabalho e seus impactos sobre os funcionários, concentrando as ações apenas em aspectos mais tradicionais da segurança ocupacional. “A partir das nossas fiscalizações, a gente vê infelizmente que as empresas não estão com o olhar voltado para isso ainda. Eu acho que não passou a ser prioridade ainda. Eu vejo que elas estão interessadas, estão buscando se capacitar, então a gente espera que isso mude”, afirma. A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que há um “grande despreparo técnico” porque a discussão sobre saúde mental no ambiente corporativo ainda é recente tanto para a sociedade quanto para parte dos profissionais da área. Ela também destaca a existência de uma barreira cultural, já que muitos empregadores ainda enxergam o adoecimento mental como uma questão individual, sem compreender que a norma se refere aos impactos provocados pela própria organização do trabalho. “Estudar saúde mental é algo muito novo. Pensar tecnicamente em saúde mental do trabalho é mais novo ainda. Não é necessariamente má-fé, mas há um despreparo técnico para pensar em gestão de risco psicossocial”, explica. Na visão da procuradora do trabalho Gisela Nabuco, o principal problema não é falta de capacidade de adaptação, mas sim falta de comprometimento na implementação das medidas. Ela argumenta que a obrigação de gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, já existe de forma estruturada há quatro anos, o que enfraquece o argumento de que não houve tempo suficiente para adequação. A narrativa de que 'não estamos preparados' acaba gerando concorrência desleal. Essa obrigação existe de forma mais clara e estruturada desde janeiro de 2022. NR-1: Regra que amplia fiscalização sobre saúde mental no trabalho entra em vigor nesta terça; veja o que muda Soluções prontas não resolvem Outro ponto de atenção levantado pelos especialistas é o crescimento de um mercado de “soluções prontas” voltadas ao cumprimento da NR-1. Segundo eles, diversas consultorias passaram a oferecer checklists e pacotes padronizados, muitas vezes sem embasamento científico, com foco apenas em atender exigências burocráticas, mas sem promover mudanças efetivas nos processos internos das empresas. “Nos últimos tempos, surgiram diversas soluções à venda que não necessariamente têm base científica”, explica a juíza do trabalho Mirella Cahú. A procuradora do trabalho Gisela Nabuco acrescenta que há um “vácuo” no mercado em torno do tema, o que abre espaço para distorções. “Isso dá ensejo a um pensamento mercadológico de criar uma fórmula perfeita e esses formatos de vender produtos preconcebidos que não existem”, afirma. Na prática, especialistas avaliam que as soluções padronizadas não atacam o problema central: a necessidade de mudanças na organização do trabalho e na gestão dos riscos psicossociais. As empresas estão tratando isso como uma grande mudança, mas, na prática, não é. Esse entendimento já existia, mas ainda não estava claro para as empresas e para a sociedade. Outro ponto destacado é que a atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma. “Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.” 90 dias para adaptação O setor patronal chegou a pedir um novo adiamento da entrada em vigor das regras, alegando falta de clareza técnica e prazo insuficiente para adaptação. No entanto, representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho avaliam que houve tempo adequado para debate e preparação das empresas. A atualização, anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, amplia a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas. A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025. Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma. No documento, a pasta afirma que, “durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor, a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar ações de orientação, instrução e notificação das organizações quanto à necessidade de adequação, especialmente em relação às novas exigências introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas nos casos aplicáveis”. Em nota enviada ao g1, o MTE esclareceu que não foi publicada nenhuma norma específica adiando a aplicação de multas relacionadas à atualização da NR-1 por 90 dias. Segundo o órgão, o que está previsto no documento oficial de perguntas e respostas é a adoção inicial do chamado critério de dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com foco orientativo. Na prática, isso significa que, nos 90 dias seguintes à entrada em vigor das novas regras, a Inspeção do Trabalho deverá priorizar ações de orientação, instrução e notificação das empresas sobre a necessidade de adequação às novas exigências da norma. Durante esse período, os auditores poderão verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas organizações, além de orientar sobre eventuais ajustes necessários. Segundo o ministério, a atuação tende a ter caráter pedagógico e preventivo, sem impedir a adoção de medidas administrativas nos casos considerados aplicáveis. O MTE afirma ainda que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas, conforme o caso concreto e os critérios previstos na legislação trabalhista. O órgão reforça que o prazo de 90 dias não representa uma suspensão da obrigatoriedade da norma, mas sim uma fase inicial de orientação fiscal voltada à implementação e ao aperfeiçoamento das medidas de conformidade pelas organizações. Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
28/05/2026 07:01:22 +00:00
Salão de Pequim: carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades; g1 testou como funciona

Testamos um carro semiautonomo na China A China ainda não permite a circulação de carros totalmente autônomos, como acontece em algumas regiões dos Estados Unidos. Mesmo assim, as montadoras do país vêm testando e adotando recursos de assistência à condução cada vez mais avançados e próximos dessa proposta. O g1 testou um desses sistemas em um percurso totalmente urbano na cidade de Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A tecnologia usada se chama NOA, sigla em inglês que significa “navegação em piloto automático”. Testes com o sistema já são realizados em algumas cidades, como Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan. As montadoras chinesas — inclusive aquelas que já vendem carros no Brasil — vêm deixando os sistemas de assistência à direção cada vez mais completos e atuantes, embora o motorista ainda precise manter as mãos no volante. Em nenhum momento do teste foi possível deixar o banco do motorista vazio, como ocorre nos carros da Waymo, que operam serviços de táxi totalmente autônomos em algumas cidades americanas. Ainda assim, foi possível observar que o motorista seguiu as regras municipais para o uso desse sistema, principalmente a exigência de permanecer atento ao trânsito e com as mãos no volante — mesmo quando o carro faz os movimentos sozinho. Durante o teste, enquanto a equipe da reportagem seguia no banco do passageiro, o motorista mantinha apenas um dedo apoiado no volante e o rosto voltado para a frente, para que os sensores internos do carro não identificassem uma possível falta de atenção à via. Sistema de piloto semiautônomo NOA na China André Fogaça/g1 É dessa forma que a regra municipal é cumprida, com a ajuda de sensores que também estão presentes em carros vendidos no Brasil. É o caso do Volvo EX30 e do Leapmotor B10, que dão bronca no motorista quando ele desvia o olhar da via ou vira o rosto. Além dos sensores voltados para o interior do carro, há uma série de fatores que permitem que o NOA funcione de forma precisa e confiável. Entre eles estão: Conexão do carro à internet móvel, seja por 4G ou 5G; Sistema de mapas com GPS — que, na China, usa um sistema próprio chamado Beidou; Radares e sensores a laser (LiDAR), usados para identificar a posição dos veículos ao redor. Com a rota definida, o NOA passa a funcionar. No carro testado, o sistema era exibido nas telas do veículo. Na central multimídia, o mapa mostrava a rota e reunia diversas informações do trajeto, como o tempo para abertura ou fechamento dos semáforos, a indicação de faixas de pedestres e até quais infrações de trânsito podem ser registradas por radares fixos. A lista inclui infrações como a falta do cinto de segurança, o desrespeito aos pedestres, o excesso de velocidade e o uso do celular ao volante. Tela do NOA mostra tempo do semáforo, cones e outros veículos Arte/g1 Ao lado do mapa, era exibida uma representação tridimensional da via, com todas as faixas. O nível de detalhamento é muito maior do que o oferecido por aplicativos como Google Maps ou Waze no Brasil. Os sensores do veículo conseguiam identificar obstáculos na via, como carros, caminhões, ônibus, bicicletas, motos e até pedestres. Cada um aparecia com uma representação própria, ocupando o espaço à frente do carro, mas também atrás e nas laterais. Com base nas faixas indicadas no mapa e na posição de cada objeto, pessoa ou veículo, o carro conseguiu, sozinho, decidir se mudaria ou não de faixa e chegou até a desviar de uma bicicleta caída na rua. Carro muda de faixa sozinho André Fogaça/g1 O sistema identificou com seta a aproximação de uma saída à esquerda e começou a desacelerar o veículo antes da esquina. Durante todo esse processo, os pés do motorista permaneceram afastados dos pedais. O carro acionava a seta e mudava de faixa sozinho, mas também permitia intervenções manuais. Bastava o motorista indicar a intenção com a seta para que o NOA avaliasse se a manobra era segura e se a faixa ao lado permitia o tráfego — identificando, por exemplo, faixas exclusivas de ônibus ou de conversão. NOA se perdeu em retorno complexo O sistema funcionou bem e exigiu raríssimas intervenções do motorista. No entanto, em uma situação específica, o trajeto previa um retorno em “U”, no qual o carro sairia de uma pista com quatro faixas para acessar as quatro faixas do sentido oposto. NOA fica perdido em retorno André Fogaça/g1 O veículo desacelerou, acionou a seta e iniciou a conversão quando o trânsito permitiu a manobra, mas demonstrou menos precisão ao lidar com veículos mais rápidos que trafegavam pelas faixas da direita da via oposta. Nesse momento, o motorista assumiu o volante e concluiu o retorno que havia sido iniciado pelo NOA. Mesmo após esse episódio, o NOA reagiu sozinho a uma moto que cruzou à frente do carro, apesar de o sinal não estar verde para ela. O sistema desacelerou, aguardou a passagem da moto e seguiu o trajeto — sem buzinar, vale dizer. Também lidou com uma ultrapassagem entre dois caminhões, que desviavam de cones na pista. Carro desvia sozinho de caminhões, em meio a cones André Fogaça/g1 No fim do trajeto, o mapa indicava a saída de uma avenida mais larga para virar à direita em uma via menos movimentada. O NOA iniciou a manobra, mas o motorista assumiu o controle para concluí-la. Com isso, fica claro que o NOA reúne mais sistemas e combina um volume maior de informações do que o Autopilot da Tesla, por exemplo. O sistema americano se baseia principalmente em inteligência artificial e nas imagens captadas pelas câmeras do carro. A principal diferença entre os sistemas está na redundância de informações usada pelo NOA. Ele depende de mapas mais detalhados das vias, conexão constante com a internet, câmeras e radares extras de olho em tudo, além de um motorista atento, com as mãos no volante — mesmo sem aplicar força sobre ele. Esse sistema se assemelha ao Super Cruise, tecnologia da Chevrolet usada nos Estados Unidos e no Canadá. Nesses países, as exigências são maiores e o recurso de condução semiautônoma é limitado a estradas e vias expressas, com marcações de faixas bem definidas. Direção semiautônoma avisa pedestres e outros carros Há ainda um detalhe externo que diferencia o NOA do Autopilot: uma luz de tom verde-claro posicionada em áreas próximas às lanternas do carro. Quando essa luz está acesa, indica que o NOA está tomando decisões e conduzindo o carro durante o trajeto, seja em estradas ou em áreas urbanas. Luz verde-clara em carros chineses André Fogaça/g1 Não há uma regra nacional que obrigue o uso desse sinal, mas as montadoras passaram a adotar esse padrão para alertar pedestres e outros motoristas de que um sistema semiautônomo está em funcionamento. A proposta é fazer com que as pessoas ao redor fiquem mais atentas e redobrem os cuidados. Em outros veículos expostos no Salão do Automóvel de Pequim, o tamanho e a disposição dessa luz variavam. Em alguns modelos, ela era maior nas lanternas e incluía até pontos luminosos adicionais nas laterais; em outros, aparecia apenas como um pequeno traço brilhante.
28/05/2026 07:01:20 +00:00
Crédito pode ajudar ou virar problema; veja diferenças entre as modalidades e saiba escolher
Crédito pessoal, consignado ou imobiliário: qual escolher? As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência. Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia. Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
28/05/2026 06:00:44 +00:00
Datafolha: 71% dos trabalhadores dizem não temer o desemprego

Carteira de Trabalho Divulgação/Agência Brasil Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (27) mostra que 71% dos brasileiros acreditam não correr risco de demissão ou de ficar sem emprego. Outros 9% veem alguma chance de que isso aconteça, enquanto para 19%, o risco é grande. Esses são os melhores números desde 2013. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O levantamento foi feito nos dias 12 e 13 de maio, em um momento em que a taxa de desocupação —que mede o percentual de pessoas procurando emprego— está em nível historicamente baixo: cerca de 6%. Durante a pandemia de Covid-19, esse número chegou a quase 15%. Foram 1.312 entrevistados com 16 anos ou mais em 139 municípios em todo o Brasil. A margem de erro para esse dado é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O número de otimistas é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (80%) e funcionários públicos (84%). Já entre aqueles com renda de até dois salários mínimos (R$ 3.242), é menor (65%). As pessoas ouvidas pelo Datafolha atualmente possuem um trabalho —formal ou não— e fazem parte da PEA (População Economicamente Ativa), como assalariados, autônomos e empresários. Já desempregados, aposentados e estudantes, por exemplo, não entram na conta. LEIA TAMBÉM Fim da escala 6x1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho 40 horas semanais, dois dias de folga, até 14 meses de transição: como é o texto que acaba com a escala 6x1 Otimismo em alta O otimismo identificado pela pesquisa está em um dos patamares mais altos na série histórica do Datafolha. Valores acima da marca de 70% foram verificados anteriormente no segundo governo Lula (2007-2010) e no primeiro governo Dilma Rousseff (2011-2014). No final desse período, o Brasil entrou na maior recessão da história recente. Na época, o desemprego chegou a quase 14% e permaneceu alto até 2021. Atualmente, está em 6,1%. O recorde registrado pelo Datafolha foi de 75% de pessoas que avaliavam não haver risco de ficar sem trabalho, em março de 2013. Na época, o desemprego medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estava em 8%. Na última vez em que o instituto fez o mesmo levantamento, em julho de 2019, 58% disseram não correr risco de ser demitidos ou ficar sem trabalho, 25% viam algum risco e 15%, grande risco. Naquele momento, a taxa de desocupação era de 11,9%. Na mesma pesquisa, 58% dos entrevistados disseram que a possibilidade de ficar sem emprego ou trabalho é uma coisa que não lhes dá medo. Para 21%, é o que mais lhes dá medo. Para 20%, é uma das coisas que desperta esse sentimento. Esses resultados também estão próximos dos patamares vistos de 2010 a 2014. Em julho de 2019, 41% disseram que a falta de trabalho era uma coisa que não lhes dava medo. Para 31%, era o que lhes dava mais medo, e para 26%, era uma das coisas que os preocupava. Atualmente, o percentual dos que estão despreocupados é maior nas faixas de pessoas mais escolarizadas (61%), com 60 anos ou mais (65%) e com renda superior a 10 salários mínimos (75%). O número é de 50% nas faixas menos escolarizadas, entre pessoas de 16 a 24 anos e no grupo com renda de até dois mínimos. Apesar dos números positivos do mercado de trabalho, incluindo o aumento dos rendimentos, pesquisa do Datafolha de abril mostrou que quase metade dos brasileiros buscou renda alternativa nos últimos meses, sobretudo entre quem recebe até dois salários mínimos. Ao mesmo tempo, cerca de 60% afirmam não ter recursos suficientes para pagar todas as contas. Já em março, outro levantamento do Datafolha apontou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 e a redução da jornada, enquanto 27% se dizem contrários à mudança. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado
28/05/2026 03:44:58 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 6 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.011 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 6 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (28), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (27), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
28/05/2026 03:01:47 +00:00
Imposto de Renda 2026: ainda não declarei; o que fazer para preencher mais rápido

G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2026: quando vou receber a restituição? Os contribuintes que ainda não entregaram o Imposto de Renda 2026 podem priorizar a declaração pré-preenchida para conseguir enviar o documento dentro do prazo. Nesse modelo, as informações aparecem automaticamente no sistema, sem necessidade de digitação. Mas atenção: não esqueça de conferir os dados para evitar cair na malha fina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Receita Federal incluiu mais informações à declaração pré-preenchida neste ano. Além de dados de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais — já presentes desde o ano passado —, o modelo agora também passa a trazer dados sobre renda variável e empregados domésticos. Além disso, o Fisco simplificou alguns procedimentos. Agora, o dependente não precisa mais emitir uma procuração digital para que o titular acesse sua declaração pré‑preenchida, desde que o CPF esteja regular e o nome tenha aparecido como dependente nas três declarações anteriores. A Receita destaca que os contribuintes que optarem pela declaração pré-preenchida continuam entre as prioridades para receber a restituição. Segundo o Fisco, mais da metade dos declarantes escolheu essa opção no ano passado. Confira a seguir: O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar? Imposto de renda Marcos Serra/g1 O que é e como funciona a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida é uma opção disponível aos contribuintes que reúne automaticamente diversas informações necessárias, sem exigir digitação manual. Entre os dados disponibilizados, estão: rendimentos; deduções; bens; direitos; dívidas; ônus reais (encargos, dívidas ou restrições legais vinculadas a imóveis); informaçoes de renda variável; e dados sobre empregados domésticos. Para isso, a Receita Federal importa as informações da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros, como pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e prestadores de serviços médicos. "É importante que o próprio contribuinte verifique se as informações estão corretas. Em caso de divergência, o contribuinte deve informar os valores efetivamente pagos ou recebidos, guardando os comprovantes das transações em caso de fiscalização", informou o Fisco em comunicado. A declaração pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (Entenda mais abaixo) Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré‑preenchida pode ser utilizada das seguintes formas: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe, instale e abra o programa da declaração do IR 2026 Clique em "Entrar com gov.br"; Abra uma declaração na aba "Nova"; e Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Clique no ano desejado; Em seguida, selecione a opção "Preencher declaração"; Escolha a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Baixe e acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano desejado; Toque na opção "Preencher Declaração"; e Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ ATENÇÃO: O Fisco reforça que é responsabilidade do contribuinte verificar se todos os dados pré‑preenchidos estão corretos, realizando alterações, inclusões ou exclusões quando necessário. O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2026 foi liberado pela Receita Federal nesta segunda-feira (23). O prazo de entrega vai até 29 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para usar a declaração pré‑preenchida, o contribuinte precisa elevar sua conta gov.br para os níveis de segurança prata ou ouro. Contas cadastradas apenas com dados do CPF ou do INSS — ou criadas presencialmente no INSS ou no Denatran — são classificadas como nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança realizando validações por biometria facial ou por meio de dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br, comparando a foto com os dados da CNH, ou validação via internet banking de instituições parceiras; Nível ouro: validação facial com dados do TSE ou via certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é aprimorar o acesso ao gov.br. A conta gov.br funciona como uma identificação digital que comprova quem está usando o serviço. Ela é gratuita e disponível para todos os brasileiros. Quem ainda não possui cadastro pode criá‑lo pelos seguintes canais: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar? Veja quem precisa fazer a declaração do Imposto de Renda 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. 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28/05/2026 03:01:33 +00:00
Imposto de Renda 2026: quais os erros mais comuns na declaração dos MEIs

Imposto de Renda 2026: declaração pré-preenchida dá prioridade na restituição? Entenda Com a proximidade do prazo de entrega do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), muitos microempreendedores individuais (MEIs) ainda cometem erros que podem gerar multas, cobranças indevidas e problemas com a Receita Federal. A principal dificuldade está em entender que o MEI possui obrigações tanto como empresa quanto como pessoa física – e que elas não se confundem. Segundo especialistas, boa parte das inconsistências poderia ser evitada com informação e organização ao longo do ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A maioria dos erros não acontece por má-fé, mas por desconhecimento das regras ou pela falta de separação entre o CPF e o CNPJ”, explica Layla Caldas da Silva, analista de políticas públicas do Sebrae. Além de manter em dia as obrigações tributárias da empresa, o microempreendedor também deve ficar atento aos impostos que precisa pagar como pessoa física. Como qualquer brasileiro, o MEI tem a obrigação de entregar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 se os seus rendimentos tributáveis ultrapassaram o valor de R$ 35.584,00 no ano passado. É importante lembrar que a declaração considera o CPF, e não o CNPJ. Segundo o analista de atendimento ao cliente do Sebrae, Marcus Reis, a principal confusão entre os microempreendedores está justamente nessa separação. O faturamento corresponde a tudo o que a empresa recebe com vendas ou prestação de serviços. Já a renda pessoal é o lucro efetivamente retirado pelo empreendedor. (veja como calcular) A principal confusão é que o MEI tem obrigações no CNPJ e pode ter obrigações no CPF. A DASN-SIMEI informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF declara a renda e o patrimônio da pessoa, somando tudo o que ela ganhou no ano Quem não fizer o procedimento dentro do prazo, que vai até 29 de maio, está sujeito a multas e pode ter problemas com a Receita Federal. A multa mínima é de R$ 165,74 a um valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. No caso do MEI, ter pendências com o Fisco, mesmo que relacionadas apenas à pessoa física, também pode impactar os negócios da empresa, alerta Kályta Caetano, chefe de contabilidade da plataforma de gestão MaisMei. "O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades na obtenção de certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, obter financiamentos, entre outros", explica. Microempreendedor Individual (MEI) acervo Sebrae/CE Confira abaixo os principais erros cometidos pelos MEIs na declaração do Imposto de Renda 2026: Confundir a declaração do MEI com a do IRPF O MEI tem duas obrigações diferentes: a DASN-SIMEI, que é a declaração anual da empresa, obrigatória todos os anos até maio, e o IRPF, que é a declaração da pessoa física, exigida apenas se o empreendedor se enquadrar nos critérios da Receita Federal. (veja quais são deste ano) Um erro comum é achar que uma substitui a outra — o que não acontece. “A DASN-SIMEI é sempre obrigatória, mesmo que o MEI não tenha faturado. Já o Imposto de Renda só deve ser entregue se a pessoa física atender aos critérios da Receita. São obrigações diferentes, com finalidades distintas”, reforça Layla Caldas da Silva. Não verificar se há obrigatoriedade de declarar o IRPF Na declaração de 2026, referente ao ano-calendário de 2025, o MEI deve entregar o IRPF se se enquadrar em algum dos critérios da Receita Federal — como ter rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, bens e direitos superiores a R$ 800 mil ou rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, entre outras situações. Mesmo quem não é obrigado pode declarar para recuperar imposto pago ou comprovar renda. “Muita gente deixa de declarar por achar que não precisa, mas acaba perdendo restituição ou tendo dificuldade para comprovar renda”, explica a analista de políticas públicas do Sebrae. Declarar o lucro do MEI como renda tributável sem aplicar a isenção Outro erro frequente é informar o faturamento da empresa como rendimento tributável. A legislação permite que parte do lucro seja considerada rendimento isento, conforme a atividade exercida: 8% para comércio e indústria, 16% para transporte e 32% para serviços. Apenas o valor que ultrapassa esse percentual é tributável. “Quando o MEI informa o faturamento bruto como se fosse salário, ele cria uma inconsistência e corre o risco de pagar imposto a mais ou cair na malha fina”, alerta Layla. Misturar as finanças pessoais com as da empresa Usar a mesma conta bancária para despesas pessoais e movimentações do MEI dificulta a comprovação da origem dos recursos. A Receita pode interpretar depósitos como renda não declarada. “Separar as contas é uma das atitudes mais simples e mais importantes para o MEI. Isso facilita a declaração e reduz muito o risco de questionamentos”, orienta a especialista. Esquecer de informar o CNPJ na ficha de bens e direitos Mesmo sendo um regime simplificado, o CNPJ ativo do MEI deve ser informado na ficha de bens e direitos da declaração de pessoa física para evitar inconsistências no cruzamento de dados da Receita Federal. Não guardar comprovantes de receitas e despesas O MEI precisa manter registros mensais das entradas e saídas da empresa. Esses documentos são fundamentais para comprovar o lucro e a distribuição ao empreendedor. “Sem comprovantes, o MEI perde a principal defesa em caso de fiscalização. O que parece um detalhe pode virar um grande problema”, destaca Layla. Deixar a DASN-SIMEI em atraso ou com erro Antes mesmo de declarar o Imposto de Renda da pessoa física, o MEI deve conferir se a DASN-SIMEI do ano anterior foi entregue corretamente e está regular. Pendências nessa obrigação podem impactar diretamente o IRPF. “Uma DASN-SIMEI com erro ou em atraso compromete toda a organização fiscal do MEI. Por isso, a recomendação é sempre regularizar a empresa antes de declarar a pessoa física”, conclui. g1 em 1 minuto: Contribuição mensal do MEI sobe em 2026
28/05/2026 03:01:31 +00:00
MEI: errou a declaração anual? Veja como retificar

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio é obrigatório e deve ser feito até 31 de maio no Portal do Empreendedor. Quem já transmitiu a declaração, mas identificou algum erro nas informações, pode fazer a retificação do documento. Para isso, é necessário acessar novamente o sistema, selecionar o ano-exercício que será corrigido e marcar a opção “retificadora” em “tipo de declaração”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Depois, basta alterar os dados necessários e enviar uma nova versão da declaração. A recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Para retificar a DASN-SIMEI, o MEI deve: Acessar o Portal do Empreendedor; Entrar na área da Declaração Anual do Simples Nacional; Informar o CNPJ; Selecionar o ano-exercício que precisa ser corrigido; Escolher a opção “retificadora” em “tipo de declaração”; Corrigir as informações necessárias; Conferir os dados e transmitir novamente a declaração; Salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Vídeos em alta no g1 A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
28/05/2026 03:01:30 +00:00
Imposto de Renda 2026 chega aos últimos dias; veja documentos e erros para evitar

Imposto de renda Marcos Serra/g1 O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 entrou na reta final nesta semana. Para evitar a multa por atraso, os contribuintes precisam enviar a declaração até 29 de maio. A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Para não cair na malha fina, é importante que o contribuinte tenha em mãos seus documentos pessoais e todos os informes de rendimentos — seja da empresa em que trabalha, de instituições financeiras ou de outras fontes de renda recebidas no ano passado. Além disso, o Fisco alerta para erros comuns no momento de declarar. A falta de atenção, a digitação incorreta ou o preenchimento incompleto das informações podem levar a declaração a ficar retida na malha fina. Veja abaixo a lista de documentos necessários, quais erros evitar e outras perguntas e respostas sobre o IR 2026: Veja a lista de documentos necessários para a declaração Quais erros evitar para não cair na malha fina? Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? Agora no g1 1. Veja a lista de documentos necessários para a declaração Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 2. Quais erros evitar para não cair na malha fina? Segundo a Receita Federal, um dos principais motivos para a declaração ficar retida na malha fina é o erro de preenchimento. "A falta de atenção, a digitação indevida e a o preenchimento incompleto das informações muitas vezes fazem a declaração ficar retida para análise", alerta o fisco, reiterando que é importante preencher o IR com calma e atento aos documento que comprovem os dados prestados. Entre os principais motivos de retenção na malha fina estão: Omissão de rendimentos: ocorre quando o contribuinte deixa de informar rendimentos recebidos ou declara valores inferiores aos reais. Esse erro é comum em casos de rendas eventuais, como trabalhos temporários ou serviços prestados de forma ocasional; Omissão de rendimentos dos dependentes: ao incluir um dependente na declaração, todos os rendimentos recebidos por ele devem ser informados, inclusive aqueles que estejam dentro da faixa de isenção do Imposto de Renda. Às vezes, por exemplo, o filho realiza um estágio com remuneração isenta. No entanto, por constar como dependente na declaração do responsável, esse valor deve ser informado como rendimento tributável. Despesas médicas não confirmadas: ocorre quando o valor informado como despesa médica não é confirmado pelo profissional de saúde, clínica ou hospital; Despesas médicas não dedutíveis: algumas despesas não têm previsão legal para dedução no Imposto de Renda, como gastos com massagista, nutricionista, enfermagem, compra de óculos, cadeiras de rodas, medicamentos, vacinas e testes de farmácia (inclusive de covid-19). A exceção são os casos em que essas despesas integram a conta emitida pelo estabelecimento hospitalar. Voltar ao índice. 3. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Voltar ao índice. 4. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. 5. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 6. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 7. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 8. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.
28/05/2026 03:01:28 +00:00
Salário-maternidade: INSS faz mutirão para reduzir fila; 165 mil pedidos ainda aguardam análise
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concluiu a análise de 126 mil pedidos de salário-maternidade que aguardavam resposta há mais de 30 dias em um mutirão nacional realizado entre 8 e 22 de maio. O estoque agora é de 165 mil requerimentos pendentes.  A mobilização ocorreu antes de entrar em vigor na terça-feira (26) a lei que estabelece prazo máximo de 30 dias para a concessão do benefício.  Caso esse prazo não seja cumprido, o benefício será concedido automaticamente, mesmo sem a análise definitiva do processo.  Nessas situações, o INSS terá de confirmar posteriormente o direito da mulher que solicitou o salário-maternidade e transformar o pagamento em definitivo ou suspender o benefício, se os requisitos legais não forem atendidos. A legislação determina ainda que os valores recebidos durante o período de concessão provisória não precisarão ser devolvidos pela beneficiária, exceto em casos de comprovada má-fé. Agora no g1 Mudança nas regras após decisão do STF O aumento no volume de pedidos ocorreu após outra mudança nas regras de concessão do benefício. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a exigência de carência mínima de dez meses de contribuição para trabalhadoras autônomas (contribuintes individuais), seguradas especiais, como trabalhadoras rurais, e contribuintes facultativas. O STF entendeu que impor período de carência apenas para determinadas categorias de seguradas violaria o princípio constitucional da isonomia. Com a decisão, essas trabalhadoras passaram a ter direito ao salário-maternidade sem a necessidade de cumprir o período mínimo de contribuição anteriormente exigido. Quem tem direito ao salário-maternidade? O salário-maternidade é destinado a quem precisa se afastar de sua atividade em razão de nascimento de filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto não criminoso. O benefício tem duração de 120 dias e deve ser solicitado no aplicativo Meu INSS. Podem solicitar: trabalhadoras com carteira assinada; empregadas domésticas; trabalhadoras avulsas; contribuintes individuais (autônomas); seguradas facultativas; seguradas especiais, como trabalhadoras rurais.
28/05/2026 03:01:01 +00:00
Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas

Celular mostra ofertas de especulação sobre esportes na Polymarket AP Photo/Jenny Kane Um funcionário do Google lucrou US$ 1,2 milhão no site de especulações Polymarket ao acertar quem seria a pessoa mais buscada do ano. O segredo: uso indevido de informações privilegiadas. Ele está sendo acusado nos Estados Unidos por cometer fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro. O processo foi aberto na quarta-feira (27) pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York e pelo FBI. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O italiano Michele Spagnuolo é engenheiro de software no Google desde 2014. Com residência na Suíça, ele passou por audiência com uma juíza federal em Nova York. Os investigadores afirmam que Spagnuolo usou o seu acesso a um sistema interno do Google para acertar que o cantor americano D4vd seria a pessoa mais pesquisada no site em 2025, o que, de fato, aconteceu. Agora no g1 Por meio do apelido AlphaRacoon, o funcionário apostou US$ 2,5 milhões no nome de D4vd quando outros usuários ainda viam chances mínimas de o cantor aparecer no topo da lista, afirmaram as autoridades. Como engenheiro de software do Google, Spagnuolo usou seu acesso a dados internos de sistemas da empresa para definir sua especulação no Polymarket, um dos maiores sites de mercados de previsão. ❓ Um mercado de previsão é uma plataforma de compra e venda de contratos baseados em palpites sobre eventos futuros. Cada contrato tem um preço baseado na chance de o evento acontecer e paga um valor caso ele se concretize. Quanto menor a probabilidade, menor o preço e maior o retorno para quem acertar. O que são os sites de 'apostas sobre tudo' que têm irritado bets esportivas no Brasil A plataforma do Google tem alertas de que as informações são privadas, e o funcionário teve que concordar com políticas de confidencialidade da empresa. Ainda assim, fez apostas de outubro a dezembro de 2025, segundo a investigação. O lucro indevido veio em 4 de dezembro, quando o Google publicou suas listas com os principais temas do ano em suas buscas. Segundo a ação, após receber o dinheiro pela especulação, Spagnuolo tomou medidas para ocultar o uso ilegal de informações particulares e a origem de seus lucros ilícitos. "As acusações reforçam uma mensagem de décadas: executivos de empresas não podem usar informações confidenciais para obter lucro em nossos mercados", disse Jay Clayton, procurador federal para o Distrito Sul de Nova York. Esta não é a primeira polêmica envolvendo o uso de informações privilegiadas para faturar em mercados de previsão. Um investidor anônimo ganhou R$ 2 milhões em janeiro por apostar na derrubada de Nicolás Maduro. O lucro foi alto porque o contrato foi feito antes mesmo da divulgação da operação militar dos EUA que levou a prisão do então presidente venezuelano. Com preocupações sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em eventos futuros, a Casa Branca orientou funcionários a não usarem discussões internas para especularem nas plataformas.
28/05/2026 03:00:42 +00:00
Lula diz que fim da escala 6x1 é 'conquista civilizatória', agradece Motta e promete trabalhar pela aprovação no Senado Federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a aprovação do fim da escala 6x1 pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) é uma "conquista civilizatória", agradeceu o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) e afirmou que trabalhará pela aprovação no Senado Federal. "A aprovação do fim da escala 6x1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória", disse Lula. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado 🗳️ A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. A proposta segue para análise dos senadores. 🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. "Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família. Ao descanso. À vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem", disse Lula. "É uma vitória sobretudo das mulheres que, historicamente e injustamente, enfrentam jornada superior, desigual. Uma medida que só foi possível graças à imensa mobilização da sociedade", continuou Lula. O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(c), entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasi-AP)(e), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB), durante a cerimônia de assinatura da medida provisória da reforma do setor elétrico, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 21 de maio de 2025. Pelas regras propostas, beneficiários da Nova Tarifa Social de Energia não vão pagar contas de luz com faixa de consumo de até 80 kWh. A mudança foi anunciada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Wilton Junior/Estadão Conteúdo Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 02:43:56 +00:00
Escala 6x1: Motta diz que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é 'promoção da saúde'

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é "promoção da saúde". Motta deu a declaração após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. "A história nos mostra que os avanços civilizatórios sempre enfrentaram resistências. Foi assim quando se decidiu criar a Carteira de Trabalho. Foi assim quando o país adotou o fim da escravidão, os contrários diziam que o país não suportaria. Mas o Brasil optou pelo avanço, fruto de nossas decisões políticas", afirmou Motta. "Por isso, reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários. É uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública", continuou. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. A será enviada ao Senado Federal. Agora no g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra. "A redução de jornada não é a vilã de produtividade. Precisamos reconhecer uma realidade: o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho no mundo. Ao mesmo tempo, convive há décadas com a estagnação da produtividade. Isso mostra que produtividade não pode continuar sendo medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas", disse Motta. O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC. Pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Marina Ramos / Câmara dos Deputados O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 02:36:34 +00:00
Fim da escala 6x1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho

Câmara aprova em 1º turno PEC que reduz jornada de trabalho O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1. A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. A proposta segue para análise dos senadores. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra. Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5x2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana. O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC. A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão. A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
28/05/2026 02:07:45 +00:00
EUA suspendem voos da nave Starship após falha em foguete

Starship faz decolagem em 12ª missão de testes da SpaceX A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (27) futuros lançamentos da Starship, nave mais poderosa do mundo, até que sejam concluídas as investigações sobre o voo realizado na última sexta-feira (22). A SpaceX, fabricante da Starship, usou a missão para testar as novas gerações da nave, do propulsor e da base de lançamento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em comunicado, a FAA afirmou que a missão resultou em um incidente por conta do foguete Super Heavy, o estágio inferior da Starship que funciona como propulsor no início dos voos. O foguete se separou normalmente da nave minutos após a decolagem na base da SpaceX, no estado americano do Texas. Mas, ao retornar para a atmosfera, o primeiro estágio caiu bruscamente em vez de fazer um pouso controlado no Golfo do México. Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius Segundo a FAA, não houve relatos de feridos ou danos materiais, mas o órgão supervisionará uma investigação da empresa. O estágio superior continuou sua trajetória ao redor da Terra até pousar no Oceano Índico. Durante o voo, a nave liberou com sucesso 20 simuladores de satélites Starlink, além de dois satélites reais modificados. Veja o momento em que a Starship faz a separação no espaço Com a nova versão da nave, a empresa de Elon Musk pretende se aproximar de um modelo capaz de realizar futuras missões da Nasa para a Lua. O projeto da Starship, que prevê o desenvolvimento de supernaves reutilizáveis, fez a SpaceX investir mais de US$ 15 bilhões até o momento, segundo a Reuters. A empresa protocolou um pedido de oferta pública de ações, quando uma empresa abre seu capital e passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. Musk vinha sinalizando ao mercado que a SpaceX poderia ser avaliada em US$ 1,75 trilhão. O valor é muito superior ao faturamento anual da empresa, que ficou em US$ 18,5 bilhões em 2025. A avaliação projetada por Musk equivale a quase 100 vezes a receita da companhia, bem acima do observado em gigantes de tecnologia como Apple e Nvidia.
27/05/2026 23:06:17 +00:00
TCU alerta governo sobre falhas na garantia dada pelo Tesouro ao empréstimo aos Correios

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o governo para falhas na análise sobre a capacidade dos Correios de honrar o empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim do ano passado com garantia da União. Em relatório técnico, auditores da Corte afirmam que o aval concedido pelo Tesouro Nacional não foi precedido de avaliações “suficientes, independentes e tempestivas” sobre a situação econômico-financeira da estatal. 🔎 Em grave crise financeira, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumularam 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O rombo do ano passado superou em mais de três vezes as perdas contabilizadas em 2024, quando a estatal teve déficit de R$ 2,6 bilhões. Agora no g1 “Conclui-se que o Plano de Reestruturação e a concessão de garantia da União não foram precedidos de análises técnicas suficientes, independentes e tempestivas para suportar adequadamente a decisão pública e mensurar, de forma robusta, o risco assumido pelo Tesouro Nacional”, afirmam os técnicos do TCU. Segundo os auditores, as análises realizadas pelo governo foram insuficientes para verificar as premissas econômico-financeiras do plano, validar as projeções de fluxo de caixa e avaliar a real capacidade de pagamento da empresa. “As análises realizadas mostraram-se insuficientes quanto à verificação das premissas econômico-financeiras, à validação dos fluxos de caixa projetados e à avaliação prospectiva da capacidade de pagamento da ECT, o que fragilizou o processo decisório e ampliou a assimetria de informações no momento da concessão da garantia”, diz o relatório. Na auditoria, os técnicos dizem que a União, como acionista controladora da empresa e detentora da maioria nos Conselhos de Administração e Fiscal, tinha condições de acompanhar a deterioração financeira dos Correios. “A não adoção de medidas tempestivas […] pode ter contribuído para a não reversão do quadro de insolvência e, por fim, ocasionado aumento do risco fiscal para o próprio Tesouro Nacional”, aponta o documento. Para os auditores, os sinais de deterioração financeira já eram públicos e persistiram por tempo suficiente para exigir uma resposta mais rápida da governança federal. A demora, segundo o relatório, restringiu alternativas de recuperação e aumentou a necessidade de medidas emergenciais. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução O relatório também destaca que a condução do caso contraria princípios previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige ações planejadas e transparentes para prevenir riscos fiscais. Os auditores apontam ainda descumprimento de diretrizes de governança pública federal, previstas em decreto de 2017, relacionadas à gestão de riscos e capacidade de resposta da administração pública. A auditoria destaca ainda que a deterioração patrimonial da estatal encareceu o acesso ao crédito no mercado financeiro. Um dos exemplos citados é um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado em junho de 2025 junto a bancos privados, inicialmente com juros de 21,99% ao ano. A taxa subiu para 25,67% em dezembro após o descumprimento de cláusulas econômico-financeiras previstas no contrato. Para o TCU, a ausência de providências mais rápidas por parte da administração dos Correios e da União agravou a crise da estatal e dificultou a reversão do quadro financeiro. O relatório também identificou fragilidades no Plano de Reestruturação apresentado pela empresa. Segundo os técnicos, o Ministério das Comunicações realizou análise considerada insuficiente sobre a viabilidade econômico-financeira das medidas propostas. De acordo com a auditoria, não houve validação independente das premissas utilizadas nas projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa. Para os auditores, a ausência de avaliação externa comprometeu a confiabilidade das projeções financeiras e ampliou a exposição do Tesouro Nacional ao risco fiscal.
27/05/2026 22:01:23 +00:00
PF faz nova investigação sobre empréstimo consignado; Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, vai ser ouvido novamente

A Polícia Federal (PF) voltou a mergulhar no escândalo do Banco Regional de Brasília (BRB), com novas investigações sobre crédito consignado, em especial o Credcesta. O CredCesta é um cartão de benefício consignado oferecido a servidores públicos, aposentados e pensionistas. A operação, iniciada na Bahia, é apontada por investigadores como o elo de aproximação entre Daniel Vorcaro e seu ex-sócio Augusto Lima. Lima, que chegou a ser preso pela PF na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, tem um histórico associado não apenas às fraudes do Banco Master, mas também a nomes de políticos. O ex-sócio de Vorcaro é próximo, por exemplo, a petistas da Bahia, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A PF deve abrir uma nova fase de depoimentos sobre o negócio entre Master e BRB. Lima é apontado como uma das conexões de Vorcaro para convencer o BRB a comprar carteiras do banco hoje liquidado pelo Banco Central. Lima deve ser novamente ouvido pela PF nos próximos dias, segundo investigadores do caso. A nova fase de investigação têm como base conversas de Vorcaro registradas em seu primeiro aparelho celular, que expõe mensagens para convencer o BRB a fechar a compra de carteiras do Master e, posteriormente, o próprio banco de Vorcaro. Augusto Lima, dono do Banco Pleno Vanner Casaes/Agência Alba
27/05/2026 21:32:03 +00:00
Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante

Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante Após anunciar os detalhes da Ferrari Luce, a fabricante italiana apresentou o veículo ao papa Leão XIV. Além de observar o carro por fora, o pontífice sentou-se no banco do motorista e interagiu com o volante - que ganhou como doação. O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari pode não ter agradado aos fãs mais tradicionais da marca e nem seus os acionistas, mas o papa Leão XIV demonstrou curiosidade pelos detalhes do veículo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp John Elkann, presidente da Ferrari, conduziu a apresentação do carro ao papa. O modelo exibido era branco, com bancos e interior inteiramente na cor preta. “Esta é a primeira Ferrari com quatro portas?”, questionou o papa. “É a primeira com cinco lugares”, respondeu Elkann. Papa Leão XIV conhece a Ferrari Luce divulgação/Ferrari Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Ao entrar no veículo e sentar no banco do motorista, o piloto de testes da Ferrari, Raffaele De Simone, explicou as funções dos botões do volante. Ferrari Luce foi desenhada por ex-designer da Apple A Ferrari apresentou o Luce e afirmou que o modelo é um novo capítulo para a marca de Maranello. O preço anunciado é de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta). O nome Luce, segundo a marca, evoca claridade e direção. “Ele ilumina o caminho em direção ao futuro a define a intenção de criar uma Ferrari 360º, não somente uma Ferrari elétrica”, diz o comunicado. O ponto de maior debate é o design do Luce, que tem pouquíssimos elementos marcantes da Ferrari. O SUV tem carroceria arredondada, linha de cintura alta e proporções mais comuns em carros tradicionais. Bem longe do que se espera de uma Ferrari E a polêmica não é pelo fato de a Ferrari lançar um utilitário esportivo, pois a Purosangue foi bem aceita e tem bons números de vendas. O capô flutuante com parte inferior em preto e o para-brisas amplo causam estranheza. Assim como o mecanismo dos limpadores de para-brisa, que ficam sempre na vertical e nas laterais do vidro. Na lateral, a Ferrari fez uma combinação de teto, colunas e saias laterais em preto para tirar o peso visual do carro, que é grande para um esportivo. Chama a atenção um grande aplique preto nas portas dianteiras. As portas traseiras abrem no sentido inverso. Na traseira, o Luce tenta invocar modelo icônico dos anos 1980 e 1990 com as quatro lanternas redondas e aplique em preto. O interior já havia sido revelado e mostra a filosofia minimalista que caracteriza os produtos da Apple. Telas com cantos arredondados, botões com acionamento fácil e leitura clara das informações. Os responsáveis pelo design do Luce são da Lovefrom, estúdio de Jony Ive, designer que trabalhou na Apple e foi responsável por várias gerações do iPhone. Segundo a Ferrari, foi dado ao estúdio a liberdade criativa necessária para definir a direção do design do projeto. Desempenho de sobra São quatro motores elétricos, um para cada roda, e o total é de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos. Para chegar a 200 km/h depois da largada, o Luice leva só 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. As baterias de 122 kWh estão plugadas em um sistema de 800 V. Em postos de recarga super-rápida, o Luce pode alcançar 350 kW. Isso permite recuperar até 70 kW para a bateria em 20 minutos. Com baterias 100% carregadas e nos critérios internacionais, o Luce tem autonomia de mais de 530 km.
27/05/2026 21:26:30 +00:00
Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta semana e programa ao vivo tirou dúvidas
Imposto de Renda 2026: prazo termina nesta semana e programa ao vivo tirou dúvidas Até a próxima sexta-feira, expectativa da Receita Federal é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues. Quem precisa declarar? Como baixa o programa? Até quando vai? Veja perguntas e respostas.. Faço a declaração online ou programa no computador? Veja diferenças. Primeiro lote de restituição será pago nesta sexta-feira; veja quem entra e a data dos próximos.
27/05/2026 20:57:50 +00:00
Fim da escala 6x1: comissão da Câmara aprova PEC que reduz jornada e aumenta folgas

Fim da escala 6x1: comissão da Câmara aprova texto da PEC A comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O parecer foi aprovado com 34 votos a favor e 4 contra. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário antes de ser encaminhado ao Senado Federal. A PEC deve ser votada pelo plenário ainda nesta quarta. O parecer do deputado, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. (veja detalhes da proposta) Os deputados rejeitaram um destaque apresentado pelo PL para que o fim da escala 6x1 seja imediato e não 60 dias após a promulgação da PEC. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC. A proposta poderia ter sido votada já na segunda (25), mas o deputado Maurício Marcon (PL-SP) pediu vista e adiou a análise. 🔎 Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional. Próximos passos Com a aprovação na comissão, o parecer segue para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação. O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período. A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão. A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. Relator Leo Prates lê relatório sobre o fim da escala 6x1 Reprodução O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
27/05/2026 18:55:52 +00:00
YouTube automatiza detecção de vídeos criados por inteligência artificial

O YouTube anunciou nesta quarta-feira (27) que passará a detectar e rotular automaticamente conteúdos criados com inteligência artificial (IA). Até agora, a identificação desses vídeos dependia apenas das declarações feitas pelos próprios criadores. "Se um criador não indicar se utilizou IA ou não, mas nossos sistemas detectarem um uso significativo de IA realista, aplicaremos um rótulo automaticamente", destacou a empresa em uma postagem no blog. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial capazes de criar conteúdos, o YouTube adotou as primeiras medidas em 2024, solicitando que os criadores informassem quando recorressem a esse tipo de tecnologia. Com o novo sistema automatizado, os criadores poderão contestar a rotulagem de seus vídeos caso considerem que a identificação tenha sido feita de forma incorreta, segundo o YouTube. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal A plataforma também informou que a aplicação desses rótulos não terá impacto no funcionamento do algoritmo de recomendações. Outras plataformas e redes sociais também lidam com o crescimento acelerado de conteúdos produzidos com IA, que muitas vezes são difíceis de identificar devido à rápida evolução da tecnologia. No fim de abril, a plataforma de streaming de áudio Spotify lançou um novo selo, chamado “Verified by Spotify”, que indica que o artista ou grupo é, provavelmente, humano, e não um personagem criado por inteligência artificial.
27/05/2026 16:39:43 +00:00
PIX fora do ar? Clientes de bancos reclamam de instabilidade

PIX Reprodução/TV Globo Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta quarta-feira (27) para reclamar de instabilidade no PIX. A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 7h56. Em pouco mais de seis horas, o sistema já contabilizava 1.766 ocorrências. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os bancos que receberam maiores reclamações na plataforma do Downdetector incluem: NuBank; Caixa Econômica; Bradesco; Banco do Brasil; Itaú; Santander; C6 Bank; Inter. O g1 procurou o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo Pix, que negou qualquer problema no serviço. "Os sistemas do BC estão funcionando normalmente", disse em nota. O Nubank informou em nota "que houve uma instabilidade temporária no Pix, que está integralmente solucionada". Itaú, Bradesco e Banco do Brasil apontaram normalidade neste tipo de transação. Veja abaixo as reclamações de clientes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
27/05/2026 15:51:29 +00:00
MPT pede que Brasil proíba uso do glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo

Monsanto lançou o glifosato no mercado em 1974, sob o nome comercial Roundup. AFP O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o governo federal pedindo o banimento do glifosato, agrotóxico mais usado no mundo, principalmente nos plantios de soja transgênica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O documento, protocolado na última sexta-feira (22) na Justiça do Trabalho do Distrito Federal, afirma que o agrotóxico oferece risco grave à saúde dos trabalhadores, especialmente rurais e indígenas, além de provocar danos ao meio ambiente, como a contaminação das águas. Nos EUA, a Bayer, fabricante do glifosato, é alvo de processos bilionários movidos por trabalhadores que alegam terem desenvolvido câncer, entre eles o linfoma não-Hodgkin, após exposição ao agrotóxico. A ação do MPT cita estudos acadêmicos que relacionam o uso do glifosato ao desenvolvimento de 28 tipos de doenças, incluindo câncer, Alzheimer, infertilidade, autismo, depressão, diabetes, doenças renais e problemas digestivos. Por causa disso, o processo pede que o governo não só cancele os registros de agrotóxicos à base do glifosato, como também proíba a produção, exportação, importação, comercialização e utilização desses produtos. Os procuradores do trabalho também acusam a Anvisa de agir com rapidez para aprovar novos agrotóxicos, mas demorar de forma "excessiva" para reavaliar e fiscalizar substâncias já usadas no país e que apresentam riscos. Ao g1, a Anvisa disse que não foi oficialmente comunicada pela Justiça, mas não respondeu aos pedidos de comentários sobre o conteúdo da ação. Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil A Bayer disse que "autoridades científicas regulatórias em todo o mundo, incluindo o Brasil", têm concluído "que o glifosato pode ser utilizado com segurança e não é carcinogênico." "Estamos confiantes de que os fatos baseados em ciência prevalecerão ao longo do processo", acrescentou. O procurador Leomar Daroncho, um dos autores da ação, diz que o processo é resultado de um grupo de trabalho do MPT, criado em 2023, para estudar os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente. "A gente trabalha ouvindo muito a academia e os cientistas, principalmente do Inca [Instituto Nacional de Câncer], da Fiocruz e da Universidade Federal de Mato Grosso [UFMT], que estudam profundamente esse tema", diz. "Nosso objetivo não é agir contra os produtores, mas encontrar alternativas menos tóxicas. A meta é o desenvolvimento, sim, mas sustentável, sem expor os trabalhadores, que podem ser, em muitos casos, os proprietários", destaca o procurador. Liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos bateu novo recorde no Brasil em 2025 O acordo bilionário da Bayer para indenizar usuários do glifosato Quase 200 comunidades sofrem com agrotóxicos no Maranhão em 2026 O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
27/05/2026 13:52:25 +00:00
Google inaugura centro de engenharia de IA em SP; g1 conheceu o espaço

Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder O Google inaugurou nesta quarta-feira (27) seu segundo centro de engenharia de IA no Brasil. O espaço fica no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), localizado na Cidade Universitária, em São Paulo. Anunciado em fevereiro de 2024, o novo local terá capacidade para receber até 400 funcionários. Entre as frentes de atuação estão projetos ligados à inteligência artificial e à segurança na internet. O centro também terá foco em parcerias com startups voltadas para IA. O Google afirma que as equipes trabalharão no desenvolvimento de soluções para ampliar a proteção de usuários em serviços como Gmail e Busca. Participaram da inauguração o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, e o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho. Agora no g1 Na cerimônia de inauguração, Fábio Coelho afirmou que tecnologias desenvolvidas no novo centro poderão ser usadas futuramente no mundo inteiro. Segundo ele, o Brasil tem muitos profissionais qualificados em tecnologia, mas ainda faltam espaços para que essas pessoas pudessem desenvolver suas habilidades. "O time de engenharia presente na sede de Belo Horizonte é uma referência global para o Google, e inovações criadas aqui hoje impactam bilhões de usuários todos os dias. Estou entusiasmado com a expansão da nossa engenharia para São Paulo e com o próximo capítulo da história do Google neste novo espaço", disse Fábio Coelho. O prédio, que tem mais de 100 anos, foi restaurado pelo Google, mas continuará pertencendo ao IPT. A big tech ficará responsável pela conservação do espaço, explicou Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT. Segundo ele, a empresa também restaurou outros prédios dentro do instituto. Embora o espaço seja voltado principalmente para as operações do Google e para atividades ligadas ao instituto, o prédio também conta com uma cafeteria aberta ao público. Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, discursa em cerimônia de inauguração do centro do Google. Darlan Helder/g1 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou empresas que, segundo ele, estão deixando a cidade para migrar para o Paraguai e comemorou o investimento do Google no Brasil. O Google disse que não informa os valores investidos no espaço. O primeiro centro de engenharia da Google no Brasil foi inaugurado em 2006, em Belo Horizonte, e foi o primeiro da empresa na América Latina. Segundo a companhia, as equipes dos dois locais trabalharão de forma integrada. Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil. Darlan Helder/g1 Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder Novo centro de engenharia do Google em São Paulo. Darlan Helder
27/05/2026 13:04:20 +00:00
Justiça suspende indenização bilionária a empresas de energia e determina devolução de valores a consumidores

Imagens de lâmpadas e conta de luz na região de São Paulo (SP). WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu anular parte de uma regra do governo federal que permitia o pagamento de uma indenização bilionária a empresas transmissoras de energia elétrica por meio das tarifas cobradas dos consumidores, segundo informações da agência Reuters. A decisão também determina que os valores já pagos às empresas sejam devolvidos aos consumidores nas próximas contas de luz. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso envolve uma compensação ligada à chamada Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), criada após a renovação antecipada de contratos de transmissão de energia em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff. As empresas mais afetadas pela decisão são a Axia Energia e a ISA Energia, que ainda tinham bilhões de reais a receber nos próximos anos. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal De acordo com comunicados divulgados pelas companhias, o tribunal analisou as ações apresentadas em 2017 e 2018 por grandes consumidores de energia, como a Companhia Siderúrgica Nacional, além de geradoras do setor, contra a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Essas ações questionam parte dos pagamentos feitos às transmissoras, especialmente uma remuneração adicional relacionada ao custo do capital das empresas. Os desembargadores entenderam que esse trecho da regra federal não deveria continuar valendo. A disputa se arrasta há anos. Em 2025, a Aneel já havia recalculado os valores da indenização, reduzindo em R$ 5,6 bilhões os custos que ainda seriam cobrados dos consumidores nas tarifas futuras. Além de suspender novas cobranças a partir do ciclo tarifário de 2026/2027 para os autores das ações, o TRF1 também determinou que os valores pagos anteriormente sejam compensados nas próximas tarifas, como forma de ressarcimento. Em comunicado, a Axia afirmou que ainda poderá recorrer da decisão. Já a ISA Energia disse que aguarda a publicação completa do acórdão para analisar os impactos e os próximos passos jurídicos. Embora cerca de 80% do valor devido às transmissoras já tenha sido pago, ainda restavam bilhões de reais previstos para serem incluídos nas tarifas de energia nos próximos anos. Segundo dados divulgados anteriormente pelas empresas, a Axia ainda teria parcelas anuais de cerca de R$ 5,5 bilhões a receber entre os ciclos de 2025/2026 e 2027/2028. Já a ISA Energia informou no ano passado que esperava receber R$ 3,8 bilhões até junho de 2028.
27/05/2026 12:47:25 +00:00
Alvo de operação contra fraude em aposentadorias recebeu auxílio emergencial durante a pandemia

PF encontra dinheiro em saco de lixo na casa de servidor do INSS em PE Um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto realizada nesta quarta-feira (27), que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, Américo Monte Júnior recebeu auxílio emergencial durante a pandemia. Dono da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), ele mora em uma casa de alto padrão em Alphaville, conhecido por seus condomínios luxuosos em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A defesa dele não foi localizada pela reportagem. Monte Júnior é apontado como responsável pela estrutura e gestão de associações investigadas e foi alvo de busca e apreensão na casa dele. Além disso, ele passará a ser monitorado eletronicamente por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior Carlos Moura/Agência Senado Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrou o crescimento abrupto da ABCB. A entidade fechou Acordo de Cooperação Técnica com o INSS em 2022. No fim daquele ano, ela tinha 53 mil associados. Um ano depois, em dezembro de 2023, já eram 212 mil associados. E no mesmo mês de 2024, o número saltou para 303 mil. Isso fez com que os repasses recebidos do INSS pela associação aumentassem. Em 2022, a ABCB recebeu R$ 1.034.360 do Instituto, Em 2023, os repasses ultrapassaram R$ 82 milhões. Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em setembro de 2024 também apontou indícios de irregularidade da ABCB. A CGU entrevistou 1.273 aposentados e pensionistas associados a alguma entidade. Desses, 64 eram associados à Amar Brasil Clube de Benefícios, mas 62 deles (96,9%) disseram que não autorizaram os descontos. Investigação 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, essa nova etapa da operação, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo STF e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Agora no g1 Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Master Prev AASAP ANDAPP Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Alexandre Caetano, apontado como integrante da estrutura operacional e financeira investigada; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, apontado como responsável pela estrutura e gestão de associações investigadas; Felipe Macedo Gomes, investigado por suposta atuação na estrutura e administração das entidades; Igor Dias Delecrode, citado como integrante da gestão das associações investigadas; Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação. Parte dos investigados já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Em nota, Daniel Gerber, sócio-fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, informou que "executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais. Os valores recebidos são honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro. A documentação comprobatória será apresentada nos autos". Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
27/05/2026 12:26:35 +00:00
Conselho da Paz de Trump não recebeu um único dólar, diz jornal

Donald Trump anuncia Conselho de Paz em Davos O chamado Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 Criado do zero em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, segundo o jornal, que cita quatro fontes próximas ao processo. Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa. De acordo com o FT, "não existe nenhum mecanismo independente de transparência". Trump discursa no Conselho da Paz em Gaza MANDEL NGAN / AFP Trump concebeu de forma discricionária o mecanismo para reconstruir Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram em outubro um cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos. Os países da União Europeia se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção. Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump. No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, por exemplo, descartou que seu país pagasse os 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões) exigidos. Até agora, há depósitos no valor de "zero dólar" na conta aberta especialmente no Banco Mundial, afirmou uma fonte ao FT. Conselho da Paz: Lula tenta evitar negativa direta e propõe mudanças a Trump durante telefonema Trump confirma convite a Lula para 'Conselho da Paz', e elogia: 'Gosto dele' O jornal informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do "Alto Representante" do Conselho, Nikolai Mladenov. O Conselho da Paz "prestará contas sobre suas finanças" ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, "quando for considerado oportuno", acrescentou a fonte da iniciativa. Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados. Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em 71,4 bilhões de dólares (R$ 402 bilhões) as necessidades de reconstrução para os próximos dez anos em Gaza, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.
27/05/2026 12:19:11 +00:00
IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz

IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e energia elétrica O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar da desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%, o resultado de maio veio acima das expectativas do mercado. Economistas esperavam alta de 0,57% no mês e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%. 🎯 Com isso, o indicador segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema passou a operar em modelo contínuo, no qual o cumprimento da meta é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões sobre a inflação em maio. Alimentação e bebidas subiu 1,38% e teve o maior impacto no resultado do mês. Na sequência, aparecem habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,05%. Já os demais grupos variaram entre queda de 0,33% em transportes e alta de 0,50% em despesas pessoais. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 1,38% Habitação: 1,03% Artigos de residência: 0,21% Vestuário: 0,36% Transportes: -0,33% Saúde e cuidados pessoais: 1,05% Despesas pessoais: 0,50% Educação: 0,01% Comunicação: 0,36% Preço dos alimentos acelera em maio No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,38% em maio, a maior pressão continuou vindo dos alimentos consumidos em casa, embora o ritmo de alta tenha desacelerado levemente, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Entre os itens que mais encareceram no mês estão: 🥔 Batata-inglesa: +26,29% 🍅 Tomate: +12,97% 🥛 Leite longa vida: +6,07% 🥩 Carnes: +1,98% Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como: 🍎 Maçã: −2,32% ☕ Café moído: −2,09% Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a alimentação foi um dos principais fatores de surpresa no IPCA-15 de maio. Segundo ele, a alta ficou acima da projeção da casa, de 1,47%. “As surpresas em alimentação têm sido recorrentes, e a pressão tem se espalhado por vários itens”, afirmou. O economista destaca que, após um período mais favorável ao longo de 2025, especialmente no segundo semestre, 2026 passou a registrar aumentos disseminados em diferentes categorias. Entre os itens pressionados, Barbosa cita carnes, panificados, leite e derivados e, principalmente, hortifrúti, grupo que inclui produtos in natura, como alface, tomate e batata. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. Segundo o economista, o movimento ainda reflete questões de oferta e demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam principalmente os hortifrutis. No caso das carnes, ele aponta que o aumento das exportações para a China também contribui para a pressão nos preços no curto prazo. “Ainda assim, os riscos para alimentação seguem para cima, especialmente no segundo semestre, por conta do El Niño”, afirmou. Energia elétrica pressiona preços de habitação O grupo habitação também ganhou força em maio e subiu 1,03%, puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que avançou 2,16% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 do mês. A pressão veio, sobretudo, da volta da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Além disso, algumas capitais tiveram reajustes nas tarifas de energia: 💡 Fortaleza: +5,59% 💡 Salvador: +4,78% 💡 Recife: +3,86% Reajuste dos remédios impulsiona inflação O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05% em maio, pressionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, medicamentos e planos de saúde. Entre os destaques do mês estão: 🧴 Produtos de higiene pessoal: +1,60% 💊 Produtos farmacêuticos: +1,25% 🏥 Plano de saúde: +0,50% No caso dos medicamentos, a alta reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde 1º de abril. Combustíveis aliviam o grupo de transportes Após pressionarem a prévia da inflação em abril, quando avançaram 6,06%, os combustíveis passaram a registrar queda de 1,47% em maio, ajudando a aliviar o índice no período. O recuo foi puxado pelas baixas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%. A desaceleração acontece em meio às medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis diante da disparada do petróleo no mercado internacional, causada pelas tensões no Oriente Médio. Entre as ações anunciadas estão subsídios temporários para diesel e gasolina, além de benefícios tributários para reduzir o impacto da alta internacional sobre os preços internos. Já as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com avanço de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior. Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
27/05/2026 12:01:05 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,06 após sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (27) em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,0607. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,48%, aos 175.744 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A perspectiva de que as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã avançam trouxeram alívio para os preços do petróleo nesta quarta e impulsionaram a valorização da moeda americana. Mais cedo, uma porta-voz da Casa Branca afirmou que as tratativas "estão progredindo bem", enquanto Teerã reforçou que ainda existem questões não resolvidas. 🔎 A notícia, de qualquer forma, foi bem recebida pelo mercado. Perto das 17h15, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 4,76% no mesmo horário, cotado a US$ 89,42. ▶️ No Brasil, as atenções ficaram voltadas para o cenário político — principalmente após a aprovação do texto-base da PEC que debate o fim da escala 6x1 no país, no final da tarde, na Câmara dos Deputados. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário antes de ser encaminhado para o Senado. A expectativa é que a PEC seja votada ainda nesta quarta-feira. 🔎 O parecer propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, além de estabelecer um período de transição de até 14 meses. (veja detalhes da proposta) ▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o IPCA-15, prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,62% em maio, acima da expectativa do mercado, de 0,57%. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,64%, também acima da projeção de 4,59%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,65%; Acumulado do mês: +2,20%; Acumulado do ano: -7,80%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,26%; Acumulado do mês: -6,17%; Acumulado do ano: +9,08%. Alívio nas tensões entre EUA e Irã Os preços do petróleo voltaram a cair nesta quarta-feira, após o governo do Irã afirmar que considera improvável uma retomada do conflito com os EUA, apesar dos ataques recentes realizados por Washington. Ao mesmo tempo, a porta-voz da Casa Branca Olivia Wales, afirmou hoje mais cedo que as negociações o Irã "estão progredindo bem", acrescentando que o presidente Donald Trump "deixou suas linhas vermelhas claras". Trump, por sua vez, afirmou que o Irã está decidido a fechar um tratado com os EUA, mas reiterou que o acordo ainda não foi alcançado. A avaliação do mercado é de que a redução do risco de uma escalada militar no Oriente Médio ajuda a aliviar parte das preocupações com o abastecimento global de energia. 🔎 Perto das 17h15, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 4,76% no mesmo horário, cotado a US$ 89,42. A declaração do Irã ocorre um dia após Teerã acusar os EUA de violarem o cessar-fogo que estava em vigor desde abril. Mesmo assim, autoridades iranianas sinalizaram que a chance de uma nova guerra é baixa neste momento. “A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta”, afirmou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. Nas últimas semanas, EUA e Irã vêm alternando ameaças e negociações diplomáticas, enquanto tentam avançar em um acordo mediado pelo Paquistão. Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao risco de novos impactos sobre a produção e o transporte de petróleo na região. O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques americanos e israelenses contra o Irã, e acabou ampliando as tensões em diferentes partes da região, o que aumentou a volatilidade no mercado internacional de energia. Prévia da inflação O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,62% em maio e acumulou alta de 4,64% em 12 meses, segundo o IBGE. O resultado veio acima das expectativas do mercado e manteve a inflação acima do teto da meta do governo. Os maiores impactos vieram dos grupos alimentação, habitação e saúde. Alimentação e bebidas avançou 1,38%, puxada principalmente pelos alimentos consumidos em casa. Batata, tomate, leite longa vida e carnes registraram as maiores altas, enquanto maçã e café moído ficaram mais baratos. Economistas avaliam que a alta dos alimentos continua espalhada por vários produtos e pode seguir pressionando os preços nos próximos meses. Entre os fatores que explicam esse cenário estão problemas climáticos, o aumento das exportações de carne para a China e os efeitos do El Niño. 💡 No grupo habitação, a energia elétrica residencial subiu 2,16%, pressionada pela volta da bandeira tarifária amarela e por reajustes em capitais como Fortaleza, Salvador e Recife. 💊 Já saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, impulsionado principalmente pelo reajuste dos medicamentos e pela alta dos produtos de higiene pessoal. ⛽ Por outro lado, os combustíveis ajudaram a aliviar a inflação em maio. Após subirem 6,06% em abril, passaram a cair 1,47%, com recuos no etanol, diesel e gasolina. Mercados globais Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street avançaram na sessão. O Dow Jones avançou 0,36% e teve um novo recorde de fechamento, enquanto o S&P 500 subiu 0,02% e o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, teve ganhos de 0,07%. Na Europa, a maioria das bolsas fecharam em alta, com ganhos nos setores automotivo e químico compensando preocupações persistentes sobre o conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,03%, aos 628,18 pontos. Entre os principais índices da região, o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,13%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,43% e o Ibex 35, da Espanha, teve alta de 0,49%. O DAX, da Alemanha, foi na contramão e caiu 0,03% na sessão. Já na Ásia, as bolsas fecharam em queda na maior parte dos mercados. Em Xangai, o índice SSEC caiu 1,25%, aos 4.093 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,80%, aos 4.908 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,06%, aos 25.328 pontos. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão praticamente estável, aos 64.999 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
27/05/2026 12:00:16 +00:00
Como a guerra no Irã afeta o real e outras moedas locais: veja quem são os ganhadores e os perdedores com o conflito

Algumas moedas caíram, outras se mantiveram estáveis e algumas se mostraram mais resistentes - como o yuan chinês - durante a guerra do Irã. Getty Images Quando a guerra dos EUA e Israel com o Irã eclodiu no fim de fevereiro, não foi apenas o Oriente Médio que sentiu as consequências. À medida que o conflito interrompeu o transporte comercial e o fluxo de mercadorias em todo o mundo, os preços do petróleo subiram, elevando a inflação e abalando os mercados globais. Como costuma acontecer em tempos de incerteza, alguns investidores se afastaram de investimentos potencialmente mais arriscados em mercados emergentes, colocando seu dinheiro no dólar americano, que é tradicionalmente visto como um porto seguro. Isso teve impacto sobre muitas moedas — algumas despencaram em valor, enquanto outras se mostraram mais voláteis e algumas até se valorizaram. Embora o preço do petróleo "afete a todos… as flutuações cambiais podem amplificar ou amortecer esse efeito", diz o economista André Perfeito, da consultoria APCE. Então, quando combinadas com outros fatores que também afetam a economia, o que essas flutuações cambiais significam para diferentes países e seus cidadãos? Com alta do petróleo, mercado financeiro passa a projetar inflação acima de 5% neste ano Os mais atingidos O valor da moeda pode afetar o preço de itens do dia a dia, como alimentos Bloomberg via Getty Images Países que importam grande parte de sua energia, especialmente petróleo, estão entre aqueles cujas moedas sofreram pressão. Eles incluem Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Egito, que enfrentaram novas pressões decorrentes do aumento dos custos de combustível e da persistente escassez de divisas. À medida que os investidores transferiram dinheiro para dólares americanos, a demanda por essas moedas caiu e seu valor enfraqueceu, o que, por sua vez, elevou o custo do pagamento da dívida emitida em dólares. O petróleo e outros produtos — que foram afetados pelo bloqueio do transporte no estreito de Ormuz — também são geralmente cotados em dólares. À medida que uma moeda perde valor, as importações se tornam relativamente mais caras, afetando tudo, desde energia até plásticos e fertilizantes. Isso impacta o preço de alimentos e itens do dia a dia nas lojas. Na Índia, a rupia caiu cerca de 5% em relação ao dólar americano desde o início da guerra e atingiu repetidas mínimas recordes com a subida dos preços do petróleo. A moeda indiana já estava enfraquecendo antes do conflito, e o impacto da guerra intensificou essa tendência. Alguns bancos centrais responderam aumentando as taxas de juros e vendendo algumas de suas reservas de dólares americanos para sustentar o valor de suas moedas. O Banco da Indonésia tomou essas duas medidas, vendendo repetidamente dólares e comprando sua própria moeda, a rupia indonésia, para aumentar a demanda por ela. Quando as taxas de juros sobem, isso significa que as pessoas obtêm um maior retorno sobre suas economias, mas isso também significa maiores pagamentos de dívidas, como empréstimos e prestações de imóveis. Volátil e com tendência de alta O rublo russo tem sido uma das moedas com melhor desempenho em relação ao dólar americano desde o início da guerra com o Irã, em grande parte porque a Rússia é um grande produtor de petróleo Bloomberg via Getty Images Outro grupo de moedas tem sido mais volátil, com fortes oscilações em ambas as direções. Países como África do Sul, Colômbia, Chile e México se enquadram nessa categoria. Essas moedas frequentemente reagem de forma intensa ao humor do mercado global: enfraquecem quando investidores buscam refúgios seguros como o dólar, mas podem se recuperar rapidamente quando os preços das commodities sobem ou o apetite por risco retorna. Alguns exportadores de energia, incluindo Brasil e Malásia, se beneficiaram parcialmente dos preços mais altos do petróleo, que aumentaram as receitas de exportação e sustentaram o interesse dos investidores. Bancos, incluindo Goldman Sachs e Bank of America, destacaram a forte demanda por títulos do governo brasileiro e ações de empresas em relatórios para clientes em abril. O Goldman Sachs aponta o Brasil como sua principal escolha de mercado emergente. No entanto, Martín Castellano, chefe de pesquisa da América Latina no Institute of International Finance, diz que os preços mais altos da energia podem aumentar a inflação no Brasil, atrasando os cortes nas taxas de juros e afetando os fluxos de capital. O Brasil também importa produtos refinados, como gasolina e diesel, elevando os custos de combustível no país. O real brasileiro se fortaleceu em parte devido aos preços mais altos do petróleo Getty Images Além disso, a incerteza política antes da eleição presidencial de outubro “aumentará o prêmio de risco sobre a taxa de câmbio”, escreveu a economista da XP Luiza Pinese em um relatório recente. Um grupo distinto de moedas permaneceu mais resiliente por diferentes razões. A moeda chinesa permaneceu relativamente estável, sustentada em parte por controles de capital e intervenções políticas que limitam flutuações bruscas. Isso inclui restrições à entrada e saída de dinheiro do país e intervenções diretas do banco central para administrar de perto a taxa de câmbio do yuan. O rublo russo, uma das moedas de melhor desempenho em relação ao dólar desde o início da guerra do Irã, também tem sido sustentado por altas receitas de energia e rígidos controles de capital, incluindo medidas que exigem que os exportadores convertam os lucros estrangeiros em rublos e limitem o fluxo de dinheiro para fora do país. E as economias desenvolvidas? O dólar australiano tem sido menos volátil, em grande parte porque a Austrália é um grande exportador de commodities, particularmente de minério de ferro Bloomberg via Getty Images Moedas tradicionalmente consideradas portos seguros se fortaleceram no início da crise, à medida que investidores buscavam segurança. O dólar americano e o franco suíço atingiram picos antes de recuarem para níveis semelhantes aos vistos antes da guerra. Moedas ligadas ao petróleo, como a coroa norueguesa, receberam impulso significativo com a alta dos preços do petróleo bruto. O iene japonês, no entanto, não se comportou como uma moeda típica de porto seguro e enfraqueceu, em parte porque o Japão depende muito da energia importada. Os dólares canadense e australiano também se beneficiaram de preços mais fortes das commodities que seus países exportam, como petróleo bruto, gás, metais, minério de ferro e carvão, embora as preocupações com o crescimento global e as tensões comerciais tenham limitado esses ganhos. O euro e a libra esterlina também tiveram seus próprios surtos de volatilidade, impulsionados por preocupações com os custos mais altos de energia, a inflação persistente e a desaceleração do crescimento em toda a Europa. O que acontece agora? Economistas dizem que, embora os ataques aéreos iniciais ao Irã tenham levado os investidores a ativos mais seguros e fortalecido o dólar, a moeda americana enfraqueceu desde então, o que poderia ajudar os mercados emergentes. “Um dólar mais fraco normalmente significa condições monetárias mais fáceis, mais espaço para cortes nas taxas de juros nos países em desenvolvimento e menor aversão ao risco — tudo favorável aos mercados emergentes”, dizem economistas da empresa de investimentos global britânica AllianceBernstein em um relatório recente. Eles acrescentaram que o papel do dólar permanece central, já que grande parte da dívida das economias emergentes é emprestada em dólares americanos e as principais commodities também são cotadas em dólares, o que significa que um dólar mais fraco tende a melhorar suas perspectivas. No entanto, o FMI alertou em abril que as interrupções contínuas da guerra do Irã estão empurrando a economia global para seu cenário “adverso”, marcado por uma combinação de crescimento fraco e inflação mais alta. Nesse cenário — onde os preços do petróleo permanecem altos, a inflação se torna menos estável e as condições financeiras se tornam mais restritivas — o crescimento global pode cair para 2,5% com a inflação subindo para 5,4%, em comparação com a previsão atual do fundo de 3,1% com 4,4% de inflação. O FMI também traçou um cenário mais severo, no qual o crescimento global cai para 2% e a inflação ultrapassa 6%. Espera-se que o FMI atualize suas previsões novamente em julho. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
27/05/2026 09:47:32 +00:00
PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões

PF encontra dinheiro em saco de lixo na casa de servidor do INSS em PE A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB) Master Prev Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP) Correção: na publicação desta reportagem, o g1 errou a sigla de uma das entidades alvos da operação da PF contra fraudes no INSS. A instituição que foi alvo de mandados é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde — cuja sigla é AASAP, e não AASP. A informação foi corrigida às 10h. Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação. A TV Globo procura contato com as defesas dos investigados. Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em nota, a defesa de Daniel Gerber afimou que os valores recebidos são referentes a "honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro". "Daniel Gerber, sócio fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais". A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Américo Monte Júnior (esquerda) e Igor Dias Delecrode dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). Os dois foram alvos de operação da PF nesta quarta-feira (27) Carlos Moura/Agência Senado Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
27/05/2026 09:31:41 +00:00
Enquanto Brasil discute fim da escala 6x1, Argentina vai na contramão do mundo com reforma que retira direitos e permite jornada de até 12 horas por dia

Reforma foi contestada judicialmente e segue em debate em processos em tramitação, mas as mudanças aprovadas estão em vigor Getty Images Enquanto o Brasil discute a possibilidade de acabar com a escala 6x1 — em linha com a pressão que tem feito diversos países do mundo adotarem jornadas mais curtas em busca de maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal —, a Argentina caminha na direção oposta. Em meio a altas taxas de informalidade e crescimento no desemprego, o país aprovou em fevereiro uma reforma que promete "modernizar" as relações trabalhistas, gerar investimentos e ajudar a recuperar a economia, como defende o governo de Javier Milei. Fim da escala 6x1: 40 horas semanais, dois dias de folga, transição de até 14 meses; veja detalhes do parecer do relator Do outro lado, trabalhadores e sindicatos protestam nas ruas contra as mudanças, que consideram um retrocesso e uma ameaça aos direitos e bem-estar dos argentinos, enquanto especialistas apontam que, embora seja bem-vinda uma atualização das normas que regem o mercado de trabalho, os efeitos positivos são mais limitados do que projeta a Casa Rosada. A Lei de Modernização do Trabalho também tem sido contestada na Justiça, sem sucesso. Após uma ação coletiva apresentada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), um tribunal federal ratificou a reforma no início de maio. Mas há outros processos em tramitação. Até que sejam julgados, a nova lei está em vigor. Entre as principais alterações, estão a redefinição do cálculo das indenizações por demissão sem justa causa, excluindo da base de cálculo do valor a ser pago aos trabalhadores itens como 13º salário e bônus, a possibilidade de fracionamento do período de 30 dias de férias e a classificação de motoristas e entregadores de aplicativos como "trabalhadores independentes" ou autônomos. Uma das principais críticas dos sindicatos argentinos é contra a ampliação da lista de "serviços essenciais", que têm fortes restrições ao direito de greve, incluindo os setores da educação e alfandegário. A nova lei também passou a permitir jornadas de até 12 horas diárias, mas com respeito ao limite máximo de 48 horas semanais. Isto é, pelo novo texto, a jornada de trabalho da Argentina permanece a mesma (8 horas diárias e 48 horas semanais). O que muda é que empregador e empregado são autorizados a fazer acordos específicos em determinadas situações. Mesmo assim, devem ser respeitados os intervalos mínimos de descanso: pelo menos 12 horas entre cada turno e 35 horas de descanso semanal. O texto também autoriza o uso do banco de horas para que as horas trabalhadas a mais em um dia possam ser compensadas com uma jornada mais curta em outro. Para Miguel Ángel Maza, professor de Direito do Trabalho da Universidade de Palermo, não se trata de um aumento da jornada de trabalho, já que o limite máximo por semana permanece o mesmo, mas sim de uma flexibilização na divisão dos expedientes ao longo das 48 horas permitidas. "Não acredito que essa mudança será muito utilizada pelas empresas, porque não é conveniente. A exceção talvez sejam grandes fábricas ou montadoras, que, trabalhando algumas horas extras por dia, possam encurtar a semana e economizar um dia de energia", diz Maza à BBC News Brasil. "Mas, apesar de não se tratar de um aumento da jornada geral de trabalho, a mensagem que [a reforma] passa é de retrocesso." Expectativa é que o texto que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 avance ainda nesta semana no plenário da Câmara e siga depois para o Senado Reuters A reforma na Argentina chama atenção especial no Brasil, onde atualmente a Câmara de Deputados caminha para aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 com um período curto de transição. Na segunda-feira (25/5), o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram a um acordo sobre o texto que será votado. A proposta de emenda à Constituição (PEC) estabelece a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga por semana. Se a alteração constitucional for promulgada, a nova regra deve entrar em vigor em até 60 dias. A proposta em discussão também prevê uma redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas, que entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, também após os 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após um ano. A mudança prevê que os trabalhadores beneficiados não sofrerão redução salarial. A expectativa é que o texto avance ainda nesta semana no plenário da Câmara e siga depois para o Senado. Agora no g1 Argentina na contramão Se a PEC for promulgada, o Brasil entrará para a lista de países que instituíram reduções na jornada de trabalho na última década, entre eles vários da América Latina. O Chile aprovou em abril de 2023 uma lei que determinou a redução gradual da jornada de 45 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário. Em 2024, a jornada foi para 44 horas. Em abril de 2026, baixou para 42, devendo chegar a 40 em 2028. Na Colômbia, a diminuição da jornada de 48 para 42 horas semanais foi promulgada em julho de 2021 pelo então presidente Iván Duque. A primeira redução foi em 2023, quando caiu para 47. Em julho de 2026, deve chegar às 42 horas. Em março, o México também alterou sua legislação para encurtar a jornada de 48 para 40 horas. A mudança começa a ser aplicada, sem redução de salário, em janeiro de 2027, de forma gradual, até chegar a 40 horas semanais em 2030. Governo de Javier Milei defende a mudança na Argentina como uma modernização das relações trabalhistas AFP via Getty Images Na Europa, países como Holanda e Bélgica são frequentemente citados como parte de uma vanguarda em que jornadas mais curtas e até semanas com apenas quatro dias de trabalho estão se tornando realidade. Na Bélgica, o primeiro país da Europa a legislar sobre o assunto, os trabalhadores ganharam em fevereiro de 2022 o direito de realizar uma semana de trabalho completa em quatro dias em vez de cinco, sem perda de salário. No entanto, os belgas não têm a opção de trabalhar menos horas por semana. A lei permite apenas que eles condensem a carga horária semanal, que é de no máximo 38 horas, em menos dias. A lei holandesa tem diversas particularidades, mas, de forma geral, os trabalhadores não podem trabalhar mais de 48 horas por semana em um período de 16 semanas. Ainda assim, o país tem a média mais baixa de horas de fato trabalhadas por semana da Europa: 32,1 horas, segundo dados da Eurostat, agência de estatísticas oficial da União Europeia (UE). Já na França, a jornada de trabalho padrão é fixada legalmente em 35 horas semanais, uma das menores do mundo. Mesmo no Brasil, a redução da jornada de 48 para 44 horas foi realizada há 38 anos, durante a Constituinte de 1988. Nesse sentido, a Argentina parece estar indo na contramão do mundo, aponta a economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas. Segundo a especialista, especialmente na América Latina, o movimento tem acontecido impulsionado por governos de diferentes perfis ideológicos. "É a Argentina que vai em direção oposta do resto do mundo, enquanto o Brasil abriu um debate para seguir os mesmos passos do Chile, da Colômbia e do México e se adequar às diretrizes de bem-estar da Organização Internacional do Trabalho [OIT]", afirma Beni. A OIT recomenda a redução das jornadas para 40 horas semanais e tempo máximo de trabalho de até 48 horas por semana, desde que mediante pagamento de horas extras. Miguel Maza concorda que a Argentina destoa da tendência global. "O limite de 48 horas semanais [estabelecido pela Argentina] ainda é muito alto para o mundo moderno", diz. O especialista afirma, porém, que as mudanças aprovadas no país em fevereiro deste ano têm caráter mais simbólico do que prático. "São pequenos retrocessos no mercado de trabalho, mas não se trata de uma mudança grave", avalia. Mas a mensagem que o governo Milei passa com a aprovação da reforma é mais importante, diz Maza. Enquanto a Casa Rosada sinaliza vontade de mudança e comprometimento com a melhora da economia para o empresariado, os trabalhadores "enxergam uma lei retrógrada e que lhes tira direitos", resume. Crise econômica, informalidade e rigidez O cenário macroeconômico e do mercado de trabalho argentino ajudou o governo de Javier Milei a conseguir a aprovação da reforma no Congresso, segundo os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. A taxa de desemprego no país subiu para 7,5% no fim do ano passado, o nível mais alto para um quarto trimestre desde a pandemia de covid-19. Mas os níveis recordes de informalidade são apontados como o maior problema do mercado argentino, com quase metade dos trabalhadores sem direitos garantidos. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o emprego informal atingiu 43% do total de empregos no segundo trimestre de 2025. Esse número representa quase 6 milhões de pessoas que não têm seguro saúde, licença médica, indenização por demissão ou contribuições para a previdência. Entre os menores de 29 anos, a taxa chega a quase 6 em cada 10, e esse número é ainda maior entre as mulheres jovens, segundo o Indec. Os dados não são isolados, com a insegurança no trabalho aumentando nos últimos 13 anos, com mais trabalhadores em empregos informais, de acordo com dados do Sistema Integrado de Pensões da Argentina e da Pesquisa Permanente de Domicílios. O emprego informal atingiu 43% do total de empregos na Argentina Reprodução/TV Globo Soma-se a isso uma crise econômica duradoura e uma longa batalha do governo contra a alta da inflação (32,4% no acumulado de 12 meses até abril), que reduz o poder de compra. Segundo Miguel Maza, o Executivo argentino conseguiu chegar a um acordo no Legislativo ao convencer aliados de que essa reforma trará investimentos. "Para o governo, é um sucesso político apresentar o projeto à comunidade empresarial, ao Fundo Monetário Internacional [FMI] e ao governo dos Estados Unidos", diz. O principal argumento de Milei e seus apoiadores é que a reforma tem a capacidade de gerar mais empregos formais devido aos menores custos para as empresas. "Esta lei representa um ponto de virada na história trabalhista argentina", afirmou a Presidência da República em um comunicado à imprensa após a aprovação do projeto pelo Senado. "Após anos de litígios trabalhistas que beneficiaram apenas alguns, burocracia excessiva e regulamentações obsoletas diante de profundas mudanças econômicas e tecnológicas, estamos agora diante de uma profunda transformação que restaura a previsibilidade, o dinamismo e a liberdade do mercado de trabalho." Para muitos setores da sociedade, a reforma representa ainda um debate há muito esperado na Argentina, um país com longa tradição sindical e amplos direitos trabalhistas que muitos consideram antiquados. "Mesmo em um mundo e uma economia que estavam mudando, tínhamos leis trabalhistas dos anos 1970 que sofreram só algumas mudanças muito marginais", aponta Marina Dal Poggetto, diretora da área de Economia da Universidade Austral, em Buenos Aires, e professora da IAE Business School. Segundo a economista, essa rigidez do mercado de trabalho contribuiu para o aumento da informalidade e do uso do chamado "monotributo", um regime tributário simplificado para pequenos contribuintes, criado para facilitar a formalização de autônomos — algo semelhante ao MEI e ao Simples Nacional no Brasil, mas que, diante da inflação alta, do câmbio e dos controles fiscais, virou uma peça central para trabalhadores independentes. O monotributo gerou boa parte do crescimento do emprego na Argentina nos últimos anos, diz Dal Poggetto, mas é considerado "um problema fiscal a longo prazo", porque prevê uma contribuição para a previdência social mais baixa. "São necessários algo como cerca de 26 monotributistas para pagar uma aposentadoria mínima", diz a economista. 'Sem melhora na atividade econômica, não há emprego' Mas, em meio a acusações cruzadas e opiniões divergentes sobre o assunto, críticos não veem vantagens na reforma e os mais céticos acreditam que ela deve simplesmente manter o status quo. Para Miguel Ángel Maza, da Universidade de Palermo, a reforma, além de representar um pequeno retrocesso para o trabalhador, não deve produzir mudanças suficientes para que os empresários se sintam motivados a investir no país, ampliar seus negócios ou contratar mais trabalhadores. Ele argumenta que, para promover o investimento, é necessário mudar as condições do mercado e o sistema tributário argentino, que considera "muito oneroso". A reforma inclui benefícios fiscais para incentivar as empresas a ampliarem o número de funcionários. As empresas que contratarem desempregados, trabalhadores autônomos ou ex-funcionários públicos receberão descontos nas contribuições previdenciárias patronais durante os primeiros quatro anos. Maza reconhece essas mudanças, mas diz acreditar que o impacto será limitado. Em termos de redução do trabalho informal, Marina Dal Poggetto afirma que o impacto ainda precisa ser estudado. Mas afirma acreditar que a situação do mercado de trabalho argentino está muito conectada à estagnação no crescimento e à saúde da economia geral, algo que a reforma não resolve. Inflação prejudica os salários reais dos trabalhadores e seu poder de compra Bloomberg via Getty Images Embora as leis trabalhistas possam ajudar "um pouco mais ou um pouco menos na margem", se a atividade econômica não crescer, é muito difícil haver aumento do emprego, diz a especialista. Em governos anteriores, afirma Dal Poggetto, a condução de uma economia "fechada demais", com controle de capitais e grande desigualdade, impulsionou a informalidade, mas sem elevar as taxas de desemprego. "Com Milei, estamos vendo as taxas de desemprego subirem, ainda que em níveis relativamente baixos", diz ela. "Estamos vendo, por assim dizer, um processo de tentativa de aumentar a produtividade da economia, enquanto aumenta o desemprego. Mas ainda precisamos ver até que ponto a flexibilidade da mão de obra atenua esse processo", avalia. Para Dal Poggetto, a alta no desemprego tende a levar mais argentinos à informalidade, especialmente diante da facilidade proporcionada por empresas como Uber e PedidosYa, um aplicativo de entrega de comida muito usado no país. 'Este projeto de lei nos faz retroceder 100 anos' Outro problema que a reforma busca resolver, segundo o governo, são os altos custos que as empresas argentinas têm com processos judiciais trabalhistas, contribuições patronais e pessoais e indenizações em casos de demissão. Com esse foco, a reforma transferiu parte das atribuições da Justiça Nacional do Trabalho para a Justiça comum ou federal. O projeto também redefiniu a fórmula para o cálculo da indenização por demissão, restringindo o que constitui remuneração do empregado. Dessa forma, férias, bônus e outros itens não incluídos no salário mensal foram excluídos do cálculo. A principal mudança é que a empresa não pagará diretamente para demitir um funcionário. Empresas grandes terão que pagar mensalmente valor equivalente a 1% dos salários ao novo Fundo de Assistência Laboral (FAL), enquanto empresas pequenas e médias pagarão 2,5% dos salários. O fundo será responsável por pagar as indenizações. Marina Dal Poggetto reconhece que o país vive um problema nesse setor. "Na Argentina, com sua alta inflação, os mecanismos de indexação para ações trabalhistas, especialmente as multas impostas na década de 1990 para tentar formalizar o mercado de trabalho, acabaram sendo muito dispendiosos", afirma a economista. "Muitas empresas, principalmente as pequenas, tiveram dificuldades para pagar indenizações ou resolver processos judiciais decorrentes de demissões." Dal Poggetto afirma, porém, que ainda é muito cedo para avaliar se as medidas terão efeito prático. "E, obviamente, qualquer efeito vai estar muito associado à dinâmica da atividade econômica", pontua. Miguel Ángel Maza vê a criação do FAL como um dos pontos da reforma com maior potencial de beneficiar o empresariado. Mas afirma que, ainda assim, o impacto será mínimo. "Tenho a impressão de que com esse 1% não se financiará muita coisa e que não terá sucesso", diz. Para Carla Beni, da FGV, a reforma se baseia na ideia de que, com regras trabalhistas mais flexíveis, o empresário vai poder contratar mais. "Mas isso não se comprova na realidade, porque quem faz a contratação é a demanda. Com uma atividade econômica forte, há mais contratações, independentemente do custo, inclusive trabalhista", diz Beni. Críticos da reforma e sindicatos argentinos argumentam ainda que o FAL torna a demissão sem custos para a empresa, ao mesmo tempo em que passa a usar recursos que iriam para a Seguridade Social, prejudicando o sistema de previdência do país. Há preocupação também de que a nova lei incentive a demissão de trabalhadores, porque os empregadores não hesitarão em usar o fundo criado especificamente para esse fim. Além disso, a oposição aponta um esvaziamento da Justiça trabalhista e um enfraquecimento dos sindicatos, especialmente com as limitações impostas às greves. "Longe de ser uma lei que moderniza, é uma lei que nos faz retroceder e não acrescenta nenhum novo direito aos trabalhadores. Pelo contrário, o que ela faz é gerar um processo regressivo em termos de direitos, sem precedentes na Argentina", disse o líder do bloco de oposição peronista, União pela Pátria, Germán Martínez, sobre a lei. "Este projeto de lei nos faz retroceder 100 anos. Cem anos em direitos individuais, em direitos coletivos. É uma busca que se centra, essencialmente, na transferência de recursos econômicos dos trabalhadores para o setor empregador", afirmou ainda o cossecretário da CGT argentina, Jorge Sola.
27/05/2026 09:13:34 +00:00
NR-1: o que muda para o trabalhador com a nova regra sobre saúde mental? Entenda impactos

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho A nova atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26) e aumenta a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores. A mudança obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar situações que possam afetar a saúde mental dos funcionários, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia. Com isso, a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma responsabilidade individual do trabalhador e passa a ser vista também como uma questão ligada às condições e à organização do ambiente laboral. A atualização da NR-1 prioriza a prevenção e exige que empregadores adotem medidas concretas para reduzir fatores de risco. A norma também reforça mecanismos de escuta dos trabalhadores, incentiva a participação dos funcionários na definição de metas e amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamentos por transtornos mentais, além de fortalecer o combate ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no trabalho. Capa afastamentos por saúde mental Luisa Rivas e Otávio Camargo | Arte g1 Qual a importância da NR-1 para os trabalhadores? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, um dos principais impactos da atualização da NR-1 é evitar o adoecimento do trabalhador por questões de saúde mental. Como mostrou o g1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais por dois anos seguidos. Outro levantamento, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em dados do INSS, mostra que mais de duas mil profissões registraram afastamentos por transtornos mentais no país. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. Segundo especialistas, as profissões mais afetadas têm em comum vínculos mais frágeis, pressão por metas, jornadas extensas e maior exposição a riscos, como violência urbana e situações traumáticas — caso de técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes. Com a atualização da NR-1, a expectativa é que esses números diminuam a partir da prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. ‘Eu não consigo voltar’ Segundo dados da Previdência Social, as mulheres representam mais de 60% dos afastamentos por saúde mental. Adriana Fraga, de 51 anos e profissional da enfermagem há 25, é um exemplo. Ela se afastou da profissão após desenvolver um quadro de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e fibromialgia, agravado ao longo de décadas de trabalho sob pressão. “Eu amo a enfermagem, mas se eu voltar hoje, eu travo. Eu não estou bem para cuidar de outra pessoa”, afirma. A trajetória de Adriana começou como agente comunitária em São Paulo. Ao longo dos anos, acumulou experiência em clínicas, hospitais e unidades básicas de saúde (UBSs), atuando principalmente em áreas de alta complexidade, como cardiologia e exames de risco. No último emprego, em uma UBS na periferia da capital paulista, Adriana enfrentava jornadas de oito horas diárias — além de até quatro horas de deslocamento. A rotina incluía triagem, vacinação, coleta de exames, visitas domiciliares e atendimentos de emergência. “É muito estressante. A gente atende todo tipo de paciente, em situações diversas, muitas vezes sem estrutura suficiente”, relata. Segundo ela, a pressão é constante. “Se o médico atrasa ou não consegue atender, a culpa cai na enfermagem. O paciente desconta na gente”, conta. Os primeiros sinais apareceram há mais de uma década. Adriana começou a sentir dores intensas e ansiedade, que evoluíram para depressão. Em 2016, recebeu o diagnóstico de fibromialgia. O quadro piorou em 2022, após uma pneumonia. Na tentativa de voltar ao trabalho, sofreu uma crise severa. “Não consegui sair de casa. Tive falta de ar, tremedeira, sensação de que ia morrer”, relembra a enfermeira, que foi diagnosticada com síndrome do pânico. Adriana afirma que diversos episódios profissionais contribuíram para o adoecimento, incluindo casos de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. Apesar da intensidade da rotina e da exposição frequente a situações traumáticas, como mortes de pacientes, ela diz que o acompanhamento psicológico não faz parte da realidade da maioria dos profissionais. “Eu já vi paciente morrer e ninguém ofereceu apoio. Nem no público, nem no privado”, afirma. Segundo Adriana, diversos colegas também precisaram se afastar por problemas de saúde mental. “Tem muita gente na área da saúde adoecendo”, relata. Atualmente afastada, ela enfrenta dificuldades para conseguir benefícios previdenciários. Segundo Adriana, transtornos como depressão e ansiedade ainda são subestimados em perícias. “Tenho laudos, acompanhamento médico, mas muitas vezes não reconhecem. Dizem que é frescura, mas não é”, afirma. Apesar do vínculo afetivo com a profissão, Adriana diz que não pretende retornar à enfermagem. “Como eu vou cuidar de alguém sem estar bem? Posso errar uma medicação. E isso pode custar a vida de um paciente”, explica. Pressão, metas e adoecimento Outro caso semelhante é o da operadora de caixa Alana*, que prefere não ser identificada por medo de represálias no ambiente de trabalho. Aos 25 anos, ela trabalha em uma loja de roupas em um shopping de São Paulo. A profissional vive uma rotina marcada por sobrecarga, instabilidade emocional e dificuldades para conciliar trabalho e maternidade. Mãe solo desde a adolescência, ela relata que o ambiente no varejo contribuiu diretamente para o agravamento de sua saúde mental. “Eu começava a passar mal ainda no caminho para o trabalho. Era tremedeira, falta de ar, suor frio”, conta. "Eu chegava em casa tão cansada que, quando acordava, já estava na hora de trabalhar de novo", completa. Formada em jornalismo pelo Prouni, Alana* entrou no mercado de trabalho ainda jovem e, após experiências na área de comunicação, migrou para o varejo diante da dificuldade de conseguir emprego na área e da busca por estabilidade financeira. Além de uma maternidade precoce — ela teve o primeiro filho aos 17 anos —, o menino, de 8 anos, foi diagnosticado com autismo. Sem rede de apoio, o filho foi morar junto com a avó, no litoral. A dificuldade de conciliar trabalho e maternidade gerou intenso desgaste emocional. “Eu só consigo ver meu filho poucas vezes por mês. Isso me afeta muito”, afirma. Na empresa atual, Alana* descreve um ambiente de trabalho marcado por pressão por metas, competitividade e práticas consideradas abusivas. “Tudo era baseado em desempenho extremo. Até para conseguir folga, tinha que bater meta alta”, diz. Segundo ela, colegas eram incentivados a competir entre si, e situações de exposição pública e comentários inadequados por parte da liderança eram frequentes. A funcionária também denuncia jornadas prolongadas, especialmente em datas como o Natal, com turnos até de madrugada. “Havia dias em que entrávamos à tarde e saíamos depois da 1h da manhã”, relata. Ela afirma ainda que havia orientação para não registrar corretamente o ponto e que horas extras nem sempre eram devidamente compensadas. Com o acúmulo de situações, Alana* desenvolveu crises de ansiedade e depressão. “Eu não conseguia nem chegar. Quando estava perto, começava a passar muito mal”, afirma. O quadro levou ao afastamento por 30 dias, determinado por uma psiquiatra após agravamento do estado emocional. Após o período de afastamento, a jovem voltou ao trabalho, mas afirma que as condições permaneceram as mesmas. “A única diferença é que passaram a perguntar se eu estava tomando remédio. Mas o ambiente continuou igual”, relata. O que muda para os trabalhadores? A atualização da NR-1 fortalece o entendimento de que saúde mental também é uma questão de saúde e segurança do trabalho. Na prática, trabalhadores passam a ter mais respaldo para denunciar condições consideradas adoecedoras, como pressão excessiva, jornadas abusivas, metas inalcançáveis e assédio moral. Segundo a juíza do trabalho Mirella Cahú, a principal mudança é que o foco deixa de estar apenas no indivíduo e passa a incluir a forma como o trabalho é organizado. “O risco psicossocial não é do sujeito, é da atividade de trabalho”, afirmou. Isso significa que situações que antes muitas vezes eram tratadas como “fragilidade individual” passam a ser analisadas também como consequência da dinâmica de como trabalho é gerenciado dentro das empresas. Especialistas avaliam que a norma também pode facilitar o reconhecimento do nexo entre trabalho e adoecimento mental em casos de afastamento ou ações judiciais. “Já reconhecemos transtornos mentais como acidente de trabalho quando há relação com a organização do trabalho”, afirma a magistrada. Outra mudança prática é que empresas poderão ser cobradas antes mesmo de existir um trabalhador afastado. Ou seja, a fiscalização poderá exigir mudanças ao identificar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, mesmo sem casos formalmente registrados de adoecimento. Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a expectativa é que a atualização da NR-1 pressione empresas a tratar saúde mental com o mesmo nível de atenção dado hoje a acidentes físicos e outros riscos ocupacionais. Para o auditor-fiscal do Trabalho Rogério Araújo, a entrada em vigor das mudanças na NR-1 representa um avanço importante na prevenção dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. De acordo com ele, a Inspeção do Trabalho está preparada para esse novo momento, tanto com a chegada de novos auditores quanto com a capacitação técnica para fiscalizar os riscos psicossociais nas empresas. “O adoecimento mental relacionado ao trabalho cresceu de forma significativa, especialmente após a pandemia, e agora passa a receber um tratamento mais estruturado e obrigatório dentro da gestão de riscos das empresas. Estamos falando de fatores ligados ao ambiente e à organização do trabalho que precisam ser identificados, monitorados e prevenidos”, afirma. Como denunciar Existem diversos canais para denúncias trabalhistas em casos de riscos psicossociais no ambiente de trabalho: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. O denunciante não precisa se identificar. A orientação é fornecer o maior número possível de informações para que os órgãos possam analisar se o caso configura assédio moral e realizar verificações no local de trabalho. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
27/05/2026 08:03:22 +00:00
Neymar, Endrick ou Ancelotti: veja quem ganhou mais seguidores após a convocação para a Copa

Ancelotti reage às comemorações de jogadores e familiares após convocação A convocação dos 26 jogadores que vão representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 movimentou as redes sociais dos atletas, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do treinador italiano Carlo Ancelotti. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o megaevento de anúncio dos craques, realizado em 18 de maio, impulsionou a imagem dos nomes ligados à convocação. O efeito pode se refletir em contratos publicitários e maior visibilidade durante a Copa, que começa em 11 de junho. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O principal destaque nas redes sociais foi Neymar. A convocação rendeu ao atacante 2,1 milhões de novos seguidores no Instagram até a última quarta-feira (20). O jogador lidera a lista de ganhos, seguido pelo perfil oficial da CBF (+684 mil) e pelo de Endrick (+620,6 mil). Dados levantados pela consultoria de dados Bites mostram que a convocação rendeu oito milhões de publicações sobre o assunto em diferentes redes sociais, incluindo Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn. O número de interações superou 372 milhões. "Na prática, isso mostra como o futebol ainda é um dos grandes motores das redes. Ele ainda chama mais atenção do que política, cinema e, muitas vezes, até TV", analisa André Eler, diretor técnico da Bites. Veja os detalhes abaixo: Perfis que mais cresceram após a convocação. Arte/g1 Para Renê Saviano, especialista em marketing esportivo e CEO da agência Heatmap, a tendência é que novos contratos de publicidade já comecem a surgir para os atletas convocados. "Não tenho dúvidas de que muitas novas marcas já procuraram figuras como o Neymar", diz. "Empresas vão aproveitar o gancho da Copa. Uma cota de publicidade da FIFA, por exemplo, é muito cara. Da CBF talvez nem tenha mais, porque várias marcas já compraram. Então, o atleta se torna um ativo comercial para marcas que querem gerar conversa com o público durante o Mundial", diz. Ele afirma que, além do potencial comercial, a convocação reforça o poder de influência dos atletas, que passam a ter maior engajamento do público nas redes — com impactos também no longo prazo. Idel Halfen, especialista em marketing esportivo, reforça que os valores pagos por vídeos publicitários nas redes dependem, principalmente, da quantidade de seguidores e de interações. "Então, quando você é convocado, aumenta seu engajamento e seu número de seguidores. Isso tem um preço", conclui. Megaevento e visibilidade O próprio formato de divulgação dos nomes relacionados à Copa do Mundo, realizado pela CBF em 18 de maio, foi um indicativo do que o esporte se transformou quando o assunto é marketing e engajamento de empresas. Em um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro — com estimativa de mais de mil convidados e cerca de 700 jornalistas credenciados — diversas companhias aproveitaram para ativar suas marcas e surfar a onda do ato inicial do maior torneio esportivo do mundo. O movimento, claro, também ocorreu na televisão e nas redes sociais. Neymar, o jogador mais midiático do futebol brasileiro, foi o grande destaque em ações de marketing, em meio a dúvidas sobre a presença do atacante do Santos na lista de Ancelotti. 🔎 Além dele, outros três convocados participaram de iniciativas publicitárias, mostra levantamento da consultoria de análise de dados Bites (veja abaixo). O recorte considera o período entre segunda-feira (18), dia do anúncio, e quarta (20). Especialistas explicam que ganhos com publicidade tendem a crescer quando atletas são selecionados para competições de enorme visibilidade, como a Copa do Mundo. Além das ações imediatas e gatilhos contratuais, há benefícios também no longo prazo. O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, anuncia a convocação do atacante Neymar para a Copa do Mundo, no dia 18 de maio de 2026 Mauro Pimentel/AFP Publi dos convocados Sozinho, Neymar emplacou seis posts no Instagram com cinco marcas diferentes logo após o anúncio: Red Bull (dois vídeos), Canção Alimentos, Mercado Livre, Puma e Loovi. Além disso, publicou um story da Blaze. Todas já mantinham parceria com o atleta. Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e nome que já era certo na Copa, comemorou a convocação com uma publicidade da Vivo, empresa com a qual também já tinha parceria. O jovem talento Endrick, por sua vez, fez uma ação no Instagram com a Neosaldina — marca com a qual também já possui contrato — logo após a divulgação da lista. Enquanto isso, a novidade veio do volante Casemiro, homem de confiança de Carlo Ancelotti, anunciado como embaixador da companhia aérea Azul ao longo da Copa. O jogador repostou, nos stories, uma publicação da empresa sobre a parceria. Além de escolher o atleta como embaixador, a companhia já havia anunciado, em abril, acordo de patrocínio com a CBF até 2030. Veja abaixo como a convocação movimentou o marketing esportivo entre os atletas. Ao menos 4 jogadores convocados participaram de ações de marketing. Arte/g1 Se já tinham parceria, como funcionam os ganhos? Algo em comum entre os jogadores que fizeram publicidade nas redes é o fato de as ações terem ocorrido com empresas das quais eles já eram parceiros, seja por patrocínio esportivo ou por contratos de embaixador de marca. O especialista em marketing esportivo Idel Halfen explica que é difícil mensurar os ganhos nesses casos, já que, na prática, pode haver diferentes formas de remuneração — a depender do que consta em cada contrato. Alguns já preveem, por exemplo, gatilhos por performance. "Pode até ser que já exista algum tipo de bonificação pelos resultados obtidos. Uma coisa é a marca patrocinar um jogador que não vai ser convocado e outra, um que vai para a Copa. Em muitos casos, há uma premiação por isso", diz. Os gatilhos contratuais estão relacionados, principalmente, à grande exposição do atleta em eventos como a Copa. "Na prática, a convocação gera exposição, crescimento digital e, consequentemente, maior interesse comercial", acrescenta. O movimento também encarece a imagem do atleta, o que pode garantir maior rentabilidade em futuras parcerias. Apesar de o destaque publicitário inicial ter ido para Neymar, Vinícius Júnior e Endrick — que estão, atualmente, entre os atletas mais midiáticos da seleção brasileira —, os outros jogadores também deverão ser beneficiados pela visibilidade.
27/05/2026 07:01:41 +00:00
Curtidas não pagam as contas: como transformar seguidores e views em faturamento

Como transformar seguidores e views em faturamento Ter muitos seguidores já não garante faturamento. Para empreendedores, o desafio agora é transformar curtidas e visualizações em vendas. 📱🛒 Segundo o Sebrae, vivemos em um mundo "phigital", que mistura o físico e o digital. Isso significa que postar conteúdo bonito não basta. O que faz diferença é facilitar o próximo passo: o contato. Links de compra visíveis, respostas rápidas nas mensagens e canais diretos aumentam as chances de conversão. Mas há outras estratégias. Neste vídeo, o g1 mostra o que faz diferença na hora de converter audiência em faturamento. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Como faturar com seguidores e views Pexels
27/05/2026 06:01:03 +00:00
Tilápia pode entrar em lista de espécies invasoras e preocupa produtores; entenda o caso

Tilápia-do-Nilo é a espécie mais cultivada no Brasil Luiz Franco/ g1 A Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), que inclui a tilápia, deve ser apreciada a partir desta quarta-feira (27). A proposta gerou preocupação entre os produtores, em novembro do ano passado, quando a inclusão foi divulgada. Eles temem que a aprovação gere novas restrições à criação, que é o peixe mais cultivado do Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma espécie é considerada invasora quando ela começa a aparecer em lugares em que não é nativa. Nesse caso, a tilápia tem aparecido em rios fora das áreas de produção, o que causa desequilíbrios ambientais, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Já a característica "exótica" é porque a tilápia não é nativa do Brasil, mas do continente africano, da bacia do rio Nilo. Por isso ela é chamada de “Tilápia-do-Nilo” e o nome científico é Oreochromis niloticus. ❗A medida, porém, não implicaria em banimento do uso ou cultivo da tilápia, informou o Ministério do Meio Ambiente no ano passado. Ou seja, ainda vai dar para comer tilápia no Brasil, mesmo que ela entre na lista de espécies invasoras. A instituição ressalta que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é responsável por autorizar o cultivo de espécies exóticas e que ele permite a criação da tilápia. “Não há, portanto, qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade”, disse o ministério em nota ao g1 na ocasião. Agora no g1 ❓ Mas o que muda, na prática, com a inclusão do peixe na lista? Segundo o ministério, ela serve como uma referência técnica para políticas públicas e ações de prevenção e controle ambiental. Mesmo assim, o setor teme novas exigências do Ibama, que podem atrasar o início da criação e dificultar o acesso ao mercado externo, disse Jairo Gund, diretor executivo da Associação Brasileira das indústrias de pescado (Abipesca). O tema também gerou divergência dentro do governo. Os ministérios da Agricultura e da Pesca e Aquicultura discordam do Meio Ambiente. O da Pesca avalia que a medida pode dificultar ou encarecer a produção. “Estarem na lista a tilápia e o javali é desproporcional”, disse a diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União da Secretaria Nacional de Aquicultura, Juliana Lopes da Silva. Depois da polêmica, a lista foi suspensa temporariamente em dezembro. Na última quinta-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatório o aval do Ministério da Agricultura ou do Ministério da Pesca antes da edição de qualquer norma federal com impacto sobre espécies vegetais, animais, aquícolas, florestais ou organismos usados em atividades produtivas. O texto vai agora para o Senado. Tilápia invasora? Apesar de as características do peixe serem avaliadas apenas no momento em que se definem as estratégias de controle, pesquisas demonstram que a tilápia possui características que a fazem ser consideradas uma ameaça para ambientes em que não é nativa. O professor de Ecologia do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista no assunto, Jean Vitule, listou algumas em entrevista anterior ao g1. Confira abaixo. 🐟 Territorialista: o peixe pode competir com outras espécies nativas. 🐟 Predadora: ela é onívora, ou seja, come plantas e carne, por exemplo, outros peixes. 🐟 Mudanças no ecossistema: a tilápia pode afetar a quantidade de nutrientes e produtividade nos lagos. 🐟Escapes das áreas de produção: as tilápias que escapam dos criadouros já foram encontradas em áreas de preservação, como as do Rio Guaraguaçu, no Paraná, onde Vitule trabalha há 30 anos. O biólogo da UFPR também publicou um estudo que identificou a tilápia, que é um peixe de água doce, no mar. O peixe é muito resistente, inclusive em ambientes poluídos, e conseguiu se adaptar à água salgada. As tilápias que escapam também podem levar parasitas que contaminam os peixes nativos. As fugas aumentam em períodos de eventos climáticos extremos, explica o pesquisador. “Mesmo que eu faça um tanque 100% seguro, vai acontecer o que aconteceu, por exemplo, no Rio Grande do Sul, na cheia do ano passado. Escaparam milhares de tilápias de cultivos muito bem-feitos”, afirma. Saiba mais: de água doce, tilápias encontradas no mar podem causar doenças e mortalidade de peixes; entenda riscos Quais cuidados o setor toma? O Ministério da Pesca afirma que o licenciamento ambiental já prevê medidas para evitar fugas, como a reversão sexual dos peixes em machos. Segundo a diretora Juliana Lopes da Silva, quanto menos fêmeas escapam, menor é o risco de reprodução na natureza. Mas ela reconhece que nem todos os peixes passam pela reversão. O pesquisador Jean Vitule, porém, diz que já encontrou várias fêmeas com ovos. Segundo ele, isso ocorre porque elas são menores que os machos e conseguem escapar com mais facilidade. Silva aponta que os produtores tentam evitar escapes da seguinte maneira: criação em tanque-rede: o método usa gaiolas dentro de reservatórios, lagos ou rios. Elas precisam ficar fechados o tempo inteiro; criação em viveiro escavado: a técnica usa tanques cavados no solo, usando a água acumulada a partir de nascentes, poços, córregos, rios ou da chuva. Para evitar escapes são implementadas lagoas de decantação e barreiras físicas. Mesmo assim, esses métodos não são totalmente seguros. “O escape de alguma forma vai acontecer, mas o que eu posso te garantir é que não é isso que o produtor quer. Porque cada tilápia que escapa é o dinheiro do produtor indo embora”, diz a diretora. Vitule acrescenta que é possível criar tecnologias, como barreiras elétricas, para reduzir as fugas, mas isso exige grandes investimentos. Entenda no vídeo abaixo como é a produção de tilápias no Brasil: De onde vem o que eu como: tilápia Como a lista foi montada? O Ministério do Meio Ambiente aponta que a lista foi montada a partir de um extenso trabalho de pesquisa científica. “Com um total de 247 artigos, livros e publicações científicas avaliados, todos com referências na identificação ao nível de espécie. Outra fonte utilizada é a Base de Dados Nacional de Espécies Exóticas Invasoras (Instituto Hórus 2021)”, explica em nota ao g1. O órgão também disse que considerou as relações comerciais do Brasil com países que têm espécies capazes de se adaptar aos biomas brasileiros. Segundo o ministério, foram feitas duas consultas públicas com participação de especialistas e instituições da sociedade civil. Nessas consultas, houve sugestões para incluir ou retirar espécies da lista. “Estes foram só alguns dos processos de coleta e checagem de dados de forma criteriosa e técnica para todas as espécies, incluindo a tilápia”, diz a nota. Já Jairo Gund, diretor executivo da Abipesca, afirmou em novembro que a associação não teve acesso às informações e não foi consultado. A lista inclui 60 espécies de peixes, além de dezenas de outras categorias, como a abelha africanizada, a manga, a goiabeira e os javalis selvagens. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo O que diz quem é contra Ainda no governo Bolsonaro, em maio de 2022, o Ministério da Agricultura publicou uma lista de espécies domesticadas, que inclui a tilápia. Para a diretora do Ministério da Pesca, uma mesma espécie não pode estar nos dois grupos. Contudo, o pesquisador da UFPR discorda da lista da Agricultura: “Quase todas as espécies de peixe não são domesticadas como galinha, por exemplo. A tilápia nunca será galinha”, afirma. A diretora, por sua vez, lembra que muitas espécies produzidas no Brasil são exóticas, ou seja, vieram de outros países. “Não é porque a gente escolheu a tilápia em detrimento de outro peixe nativo do Brasil. É que ela tem viabilidade econômica, social e tem viabilidade de cultivo”, afirma. Veja abaixo algumas das consequências que os produtores e o Ministério da Pesca acreditam que a medida pode causar. ➡️Aumento de custos: segundo Silva, o licenciamento ambiental pode ficar mais caro. ➡️Atrasar a abertura de novos mercados: para a diretora, a medida fere a imagem do Brasil na hora de negociar a exportação. ➡️Insegurança jurídica: Silva se preocupa por não existir uma legislação que trate de produção comercial de espécies invasoras. “Então, existe uma lacuna aí no meio que pode gerar uma insegurança jurídica”, diz. Gund, da Abipesca, concorda: "Essas listas vão inviabilizando as exportações, vão criando amarras e burocracias. Isso causa um desestímulo e uma insegurança jurídica muito grande no setor”. Ele defende que o governo publique no Diário Oficial da União uma garantia de que a produção não será proibida. “Embora o Ministério do Meio Ambiente tenha publicado que não será erradicada [...], o setor não confia mais nessas conversas, porque o que vale é o que é publicado no Diário Oficial da União”, afirma. “Todos os regramentos sanitários e ambientais estão sendo cumpridos, então não justifica flertar com esse tipo de situação”, completa. ➡️Demora para iniciar a criação: para o diretor executivo da Abipesca, a nova lista deve atrasar ainda mais a liberação das licenças de criação. “Hoje, em questão de dois, três anos, o que já é um absurdo, você consegue ter o licenciamento para começar a produzir”, afirma. Segundo ele, o produtor precisa de várias autorizações, como da Agência Nacional de Águas (ANA), da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do órgão ambiental estadual, da outorga de uso da água da União e do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Leia também: Sorvete de tilápia pode ajudar pacientes com câncer; saiba se receita tem gosto de peixe Sem técnicos, aplicativos servem de conselheiros para produtores rurais
27/05/2026 06:01:02 +00:00
Crédito fácil pode sair caro: entenda as diferenças entre cheque especial, consignado e empréstimo pessoal

Crédito pessoal, consignado ou imobiliário: qual escolher? As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência. Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia. Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
27/05/2026 06:00:56 +00:00
Funcionários da Samsung aprovam bônus individual de R$ 1,7 milhão com lucros de IA

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung poderiam aderir à paralisação prevista REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo Os trabalhadores sindicalizados da gigante sul-coreana Samsung Electronics aprovaram um acordo que prevê vultosos bônus anuais atrelados aos lucros gerados pela inteligência artificial (IA), segundo os resultados de uma votação eletrônica concluída nesta quarta-feira (27). A Samsung e o sindicato chegaram a esse acerto na semana passada para evitar uma greve geral, com um compromisso que prevê prêmios individuais de até 338 mil dólares (R$ 1,7 milhão) neste ano para 78 mil funcionários da divisão de chips, de um total de 125 mil na Coreia do Sul. Dos aproximadamente 62.600 votos registrados, mais de 73% apoiaram o pacto, informou o sindicato em comunicado. A votação começou na sexta-feira e se estendeu até as 10h locais desta quarta (22h de terça no horário de Brasília). O acordo fechado de última hora na semana passada ocorreu em meio a um boom global da IA que impulsionou o negócio de chips de memória de alta largura de banda da Samsung, crucial para os centros de dados dessa tecnologia. Agora no g1 Pelo acordo de 10 anos, atrelado a ambiciosas metas de desempenho, os bônus anuais corresponderão a 10,5% do lucro operacional da divisão de chips e serão pagos em ações, juntamente com um adicional de 1,5% em dinheiro. A Samsung registrou um aumento de aproximadamente 750% em seu lucro operacional no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, enquanto seu valor de mercado superou 1 trilhão de dólares (R$ 5 trilhões) no início de maio. A possibilidade de uma greve havia despertado grande preocupação na Coreia do Sul, onde só a Samsung responde por cerca de 12,5% do PIB e os chips de memória representam aproximadamente 35% das exportações. Esse conflito trabalhista também reacendeu o debate sobre como os ganhos da IA devem ser distribuídos. Um alto funcionário da Presidência chegou até a sugerir a ideia de um "dividendo nacional", argumentando que o excedente de receitas fiscais relacionadas à IA poderia ser usado para financiar programas de bem-estar social. LEIA TAMBÉM: R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto
27/05/2026 04:30:06 +00:00
Dinheiro esquecido: governo já transferiu parte dos recursos para uso no Desenrola 2.0; brasileiros ainda podem recuperar quase R$ 5 bilhões 

Banco Central aponta R$ 10,6 bilhões em 'dinheiro esquecido' em bancos Os brasileiros ainda podem recuperar o dinheiro que estiver esquecido nos bancos, embora parte desses recursos já tenha sido transferida para uso no Desenrola 2.0 — programa do governo para reduzir o endividamento. O Ministério da Fazenda informou ao g1 que R$ 5,7 bilhões já foram transferidos ao fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que vai garantir a renegociação das dívidas. Em março, segundo o último balanço divulgado pelo Banco Central, R$ 10,6 bilhões tinham sido deixados nos bancos. Com base nesses números, os clientes ainda poderão resgatar R$ 4,9 bilhões. Do total esquecido, ainda de acordo com as informações mais recentes, R$ 8,13 bilhões são recursos de 45,3 milhões de pessoas físicas e R$ 2,43 bilhões de pouco mais de 5 milhões de empresas. O pedido de recuperação do dinheiro precisa ser feito no site do Banco Central (veja mais abaixo). No começo deste mês, o governo informou que usaria de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos para viabilizar o Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. De acordo com o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram transferidos para o FGO com o objetivo de oferecer garantias às instituições financeiras, disponibilizando o dinheiro para cobrir eventual calote de quem renegociar contratos. Considerando o balanço de março divulgado pelo Banco Central, restam quase R$ 5 bilhões no sistema da autoridade monetária. ➡️O governo também informou que será lançado um edital de chamamento público para os correntistas que ainda desejarem buscar os recursos transferidos ao fundo público do Desenrola 2.0. ➡️Assim que publicado, o edital irá prever um prazo de 30 dias corridos para que os clientes dos bancos possam contestar a transferência do dinheiro. Decorrido esse prazo, os valores transferidos que não forem contestados serão incorporados de forma definitiva ao FGO. "Os cidadãos não precisam aguardar a publicação do edital para continuar consultando e solicitando valores disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central. O edital previsto na Medida Provisória do Programa Desenrola Brasil trará orientações complementares e prazos de saque específicos para a parcela dos recursos do SVR que foi transferida ao Fundo de Garantia de Operações (FGO)", disse o governo. ➡️O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, "passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas" dentro do Desenrola 2.0. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema de Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta "gov.br", nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo. Dinheiro esquecido: clientes ainda poderão resgatar R$ 4,9 bilhões Natalia Filippin/G1
27/05/2026 03:01:35 +00:00
Trabalhadores LGBTQIA+ no Brasil enfrentam mais desemprego e informalidade do que população em geral, diz Banco Mundial

Pessoas LGBTQIA+ no Brasil enfrentam índices mais altos de desemprego, de inatividade e de trabalho informal do que a população em geral, de acordo com estudo do Banco Mundial. A pesquisa traduziu em números a desvantagem encarada pelos LGBTQIA+ e mediu quanto custa essa exclusão do mercado de trabalho. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp A taxa de desemprego entre LGBTQIA+ é de 15,2%, ante 7,7% da população em geral. A inatividade chega a 37,4% contra 33,4%. E, entre os LGBTQIA+, 46% trabalham na informalidade, ante 40% da população em geral. Os dados específicos são da pesquisa do Banco Mundial e os gerais, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2024. "A pesquisa mostra que esta é uma agenda de desenvolvimento econômico fundamental para o país. Quando o preconceito ganha, toda a sociedade perde. Por isso, um dos maiores méritos do estudo é demonstrar como este é assunto de interesse de todas as pessoas", analisa Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, que atua com inclusão econômica de pessoas LGBTQIA+ . Os pesquisadores entrevistaram 11.231 pessoas ao longo de três meses, em todas as regiões do Brasil. Os resultados mostram que essa exclusão causa uma perda econômica anual de R$ 94,4 bilhões para o país, valor que representa 0,8% do PIB. Exclusão de pessoas LGBTQIA+ representa 0,8% do PIB anual do Brasil Arte / g1 Trabalho informal vira saída A preocupação com a cultura da empresa e com a segurança psicológica são motivos para que 7 em cada 10 profissionais LGBTQIA+ deixem de se candidatar a vagas e considerem desistir de oportunidades de trabalho, de acordo com o estudo do Banco Mundial. Agora no g1 No caso da administradora Isabela (nome fictício), o entrave na hora de se candidatar aparece no processo seletivo. Usando o LinkedIn como ferramenta principal para encontrar vagas, ela conta que frequentemente avança nas etapas, mas é desclassificada na hora da entrevista presencial, quando os recrutadores notam que ela é uma mulher trans. "Sempre fui uma profissional de alta performance e, no processo seletivo, não me perguntaram se eu era transgênero. Quando eu fui presencialmente para conversar com a gestora da vaga, eles falaram que eram uma empresa tradicional e que não estavam preparados para receber alguém como eu", relata Isabela, sobre um episódio vivenciado no início desse ano . Isabela está desempregada há dois anos. As negativas dos empregadores contrastam com uma carreira bem-sucedida e construída dentro de grandes empresas. Atualmente com 41 anos, ela iniciou a transição de gênero aos 28 anos, enquanto trabalhava em um grande banco no qual permaneceu por 12 anos, até 2020. A saída da empresa foi escolha de Isabela, que, buscando novos cargos e melhores salários, passou por outras duas companhias que tinham políticas de diversidade e inclusão, até ser demitida de uma farmacêutica. Os dados do estudo indicam que a discriminação nas fases de recrutamento e contratação gira principalmente em torno da expressão de gênero, cor da pele e o quanto a pessoa LGBTQIA+ se enquadra nas normas de gênero "tradicionais". Ciente do preconceito, Isabela só informa que é uma mulher trans nos formulários de inscrição quando há uma pergunta sobre identidade de gênero. Caso contrário, prefere omitir a informação, mas também diz que nunca mentiu e nunca tentou se passar por uma mulher cisgênero. "Quando não há a obrigatoriedade de responder, eu prefiro não responder para [minha identidade] não ser colocada contra mim mesma", explica. Nesse contexto, a economia informal surge como ferramenta para "burlar o sistema" na tentativa de obter autonomia e escapar de preconceitos. Enquanto 40% da população geral depende do trabalho informal, essa porcentagem é de 46% entre o público LGBTQIA+. O trabalho autônomo é a realidade de 25% dos brasileiros e de 30% dos brasileiros LGBTQIA+. "A escolha de mensurar o impacto da discriminação a partir de uma perspectiva econômica funciona como uma estratégia a mais, além da discussão dos direitos humanos. O que o argumento do custo econômico adiciona é que a violência sofrida por pessoas LGBTI+ não é prejudicial só para essa população, mas para o país como um todo", aponta Lucas Bulgarelli, diretor do Instituto Matizes, organização LGBTQIA+ de pesquisa. Pessoas LGBTQIA+ procuram a informalidade ou o trabalho autônomo para não sofrer com preconceito Arte / g1 Discriminação no ambiente de trabalho A pesquisa do Banco Mundial constatou que, quando pessoas LGBTQIA+ são contratadas, muitas descrevem conviver com o questionamento rotineiro da competência de travestis e mulheres trans, o "ocultamento estratégico" entre homens bissexuais e a sexualização de interações cotidianas. Por isso, muitos escondem suas identidades, o que aumenta seu estresse e prejudica sua produtividade. Além disso, 72,7% dos entrevistados disseram já ter sofrido preconceito no local de trabalho, e 64% relataram eventos repetidos de discriminação, o que teve consequências negativas para seu desempenho e permanência na empresa. Sete em cada 10 pessoas LGBTQIA+ deixam de se candidatar a vagas preocupados com segurança psicológica Arte / g1 Essa exclusão no local de trabalho ocorre de forma contínua e vai de demissões injustificadas, assédio e agressão — até práticas mais sutis, como pressão para que a pessoa se adapte às normas de gênero, aceitação baseada no ocultamento da identidade LGBTQIA+, perguntas invasivas a respeito das vidas de pessoas trans e normalização da autocensura por motivos de segurança. Em conjunto, essas dinâmicas geram sofrimento psicossocial persistente, incluindo exaustão, ansiedade, trauma e burnout, todos associados à exposição prolongada à hostilidade no ambiente de trabalho e à necessidade constante de comprovar sua competência profissional. 72,7% dos entrevistados disseram já ter sofrido preconceito no local de trabalho Pegatroco/Divulgação
27/05/2026 03:01:29 +00:00
Corpus Christi pode render folga de 4 dias; veja como e os direitos do trabalhador

Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga Para o trabalhador que está precisando de um descanso prolongado, um possível feriadão pode estar chegando: o Corpus Christi, celebrado em 4 de junho. A data é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso. (veja em quais capitais a data garante folga) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A celebração católica cai em uma quinta-feira e pode render até quatro dias seguidos de descanso para quem conseguir folga na sexta-feira (5) — de quinta a domingo, no caso de trabalhadores que não atuam aos fins de semana. Veja como fica o calendário: 4 de junho: Corpus Christi (ponto facultativo); 5 de junho: ponto facultativo; 6 de junho (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 7 de junho (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana. Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Ainda assim, a legislação permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. (confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória. Oficina forma novos voluntários para confecção dos tradicionais tapetes de Corpus Christi em Castelo, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta A possibilidade de “emendar” o feriado não é automática e depende das regras de cada empresa, no caso da iniciativa privada, além de decisões dos governos municipais, estaduais e federal para os servidores públicos. 🏢 EMPRESAS PRIVADAS Segundo a advogada trabalhista Vanessa Carvalho, não há, na legislação, obrigatoriedade de o empregador conceder a chamada "emenda de feriado" aos seus empregados. "No entanto, é possível — e bastante comum — que o tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", completa a especialista. Uma alternativa para o empregador é pedir a compensação do dia da emenda por meio de banco de horas, trabalho em um sábado ou acréscimo de até duas horas na jornada diária durante a semana. Há também empresas que concedem a folga na emenda do feriado de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação posterior. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, conforme o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para servidores municipais e estaduais, a adoção do ponto facultativo depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis) 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
27/05/2026 03:01:27 +00:00
Mega-Sena, concurso 3.011: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3.011: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.011 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça (26), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2.6 milhões. No entanto, ninguém acertou o prêmio principal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 05 - 27 - 36 - 40 - 60 Veja o acertos: 5 acertos: 16 apostas ganhadoras, R$ 54.125,58 4 acertos: 1.509 apostas ganhadoras, R$ 945,98 O prêmio acumulado foi a R$ 6 milhões. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3011 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
27/05/2026 00:02:55 +00:00
EUA fecham contrato bilionário para uso militar de satélites da SpaceX

Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo A Força Espacial dos EUA fechou com a SpaceX um contrato de US$ 2,29 bilhões para construir uma rede de comunicações via satélite segura e de alta velocidade, projetada para conectar sensores militares e plataformas de armas em todo o mundo, anunciou o serviço na terça-feira (26). O programa, chamado Backbone da Rede de Dados Espaciais (SDN, na sigla em inglês), deve manter sensores e sistemas militares conectados de forma contínua e segura, afirmou Ryan Frazier, executivo interino de aquisições da Força Espacial. Segundo a nota, o sistema será formado por satélites de órbita baixa conectados entre si. A rede deve permitir a troca rápida e estável de dados para as forças armadas dos EUA. O protótipo totalmente operacional deve ser entregue até o fim de 2027. Agora no g1 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Atualmente, as redes de satélites Starlink e Starshield, da SpaceX, já são usadas nas comunicações militares dos EUA, segundo a agência Reuters. O governo dos EUA quer ampliar a produção de satélites militares. Em 2024, o Congresso autorizou US$ 13 bilhões para investimentos da Força Espacial em comunicações via satélite, medida vista como um incentivo ao setor privado. Assim que assumiu o mandato, em janeiro de 2025, Trump assinou um decreto para levar adiante o projeto "Golden Dome" ("Domo de Ouro"), um sistema de defesa antimísseis. Entre as justificativas, o presidente elencou que os EUA sofrem ameaça de ataques balísticos, hipersônicos e de cruzeiro e estabeleceu que o país adotaria o objetivo "da paz pela força". Em julho do ano passado, a Reuters havia informado que o governo de Donald Trump buscava alternativas à SpaceX, de Elon Musk, para desenvolver o sistema de defesa antimísseis. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros
26/05/2026 20:04:01 +00:00
Vazamento de dados do INSS atingiu 2,8 milhões de CPFs, diz Dataprev; 98% eram de falecidos

O vazamento de dados de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de CPFs, informou nesta terça-feira (26) a Dataprev, empresa estatal de tecnologia responsável por gerenciamento de dados de aposentados e pensionistas. Desse total, 98% pertenciam a pessoas já falecidas. Um mesmo CPF foi consultado mais de uma vez. Além disso, cerca de 52 mil pessoas vivas tiveram a data de nascimento exposta durante o incidente de segurança ocorrido em abril. As informações foram divulgadas por Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev na reunião desta terça-feira do Conselho Nacional da Previdência Social. O número é superior ao que foi divulgado quando o caso veio a público, na semana passada. Na ocasião, técnicos do INSS informaram que teriam sido vazados dados de cerca de 2 milhões de segurados. Agora no g1 Embora as causas do incidente ainda estejam sendo investigadas, Ferreira Junior afirmou que já foi identificada uma falha em uma consulta de serviço do Meu INSS. Segundo ele, o sistema, que deveria exigir autenticação por login, estava acessível sem essa etapa de segurança. "Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você tivesse em um ambiente público", explicou Ferreira, esclarecendo que o incidente durou um dia. O erro, assim que identificado, foi corrigido, afirmou o representante da Dataprev. No momento, segundo ele, está sendo desenvolvido uma atualização dos sistemas que vai restringir que somente um usuário possa consultar um CPF por vez. Relembre o caso Na semana passada, veio a público um incidente de segurança no órgão sobre o vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados. O caso foi identificado há quase um mês, no dia 22 de abril, pela Dataprev, empresa estatal de tecnologia que gerencia dados de milhões de pessoas, inclusive de aposentados e pensionistas. Em nota, o INSS disse que foram adotadas as devidas providências e informou que a maioria dos dados que foram expostos eram de cidadãos falecidos. "De acordo com as informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito – menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev", afirmou a autarquia. Falha de segurança O instituto afirmou que, apesar do vazamento dos dados, uma série de documentos e etapas são exigidos para que seja aprovada, por exemplo, a concessão de um empréstimo consignado. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos, completou o INSS. “A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, diz a nota. Em 2024, o INSS também confirmou que outra vulnerabilidade no sistema deixou expostas informações sigilosas de pessoas com aposentadorias e benefícios sociais e assistenciais. Aplicativo Meu INSS Julia Carneiro/g1
26/05/2026 19:47:06 +00:00
Alemanha quer aumentar imposto para adultos sem filhos

Visão geral do Bundestag, o Parlamento alemão, em foto de 22 de outubro de 2013 AP Photo/Michael Sohn Diante de uma população cada vez mais envelhecida e da perspectiva de um rombo bilionário no caixa do auxílio-invalidez, o governo da Alemanha avalia aumentar, mais uma vez, a alíquota de contribuição para pessoas sem filhos. A contribuição para o auxílio-invalidez (também conhecido como seguro de cuidados) é paga por todos que são cobertos pelo seguro de saúde público — quase 90% da população alemã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para quem tem filhos, a contribuição varia entre 3,1% e 3,6% da renda, a depender do tamanho da prole. Para pessoas sem filhos, a cobrança é de 4,2%, composta de uma taxa-base de 3,6%, mais um percentual extra de 0,6%. Esse valor diferenciado começa a ser cobrado já aos 23 anos. Um documento interno do Ministério da Saúde que vazou na imprensa alemã nesta terça-feira (26/05) propõe elevar a alíquota de contribuição desse grupo em 0,1%, totalizando 4,3%. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Tem direito a auxílio-invalidez quem precisa de cuidados permanentes, como idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência. Mas, diferentemente do seguro-saúde, o benefício não cobre todas as despesas. A Alemanha se vê diante de uma população cada vez mais envelhecida. Um em cada cinco habitantes (20%) têm idade igual ou superior a 67 anos, proporção que tende a aumentar à medida que a geração do pós-guerra caminha para a aposentadoria. Esse grupo demográfico, formado por pessoas nascidas até o fim da década de 1960, é muito mais numeroso que as gerações seguintes, que têm menos filhos. Até o fim de 2028, o Ministério da Saúde projeta um déficit total de 22,5 bilhões de euros (quase R$ 132 bilhões) no caixa do auxílio-invalidez. Apoio dentro da coalizão Segundo maior parceiro da coalizão governista liderada por Friedrich Merz, da União Democrata Cristã (CDU), o Partido Social Democrata (SPD) sinalizou abertura à proposta de elevar as contribuições para pessoas sem filhos. Para o especialista em saúde do SPD, Christos Pantazis, é legítimo "discutir diferentes mecanismos — inclusive a questão de uma contribuição maior para pessoas sem filhos", diante dos desafios financeiros do sistema de cuidados. "Precisamos falar abertamente sobre um financiamento solidário e sustentável no longo prazo", declarou ele aos jornais do grupo Funke. Mas também ponderou: "Uma medida desse tipo pode contribuir para a estabilização, mas não substitui uma reforma estrutural abrangente." Sigla-irmã da CDU, a União Social Cristã (CSU), da Baviera, também apoia a proposta. "Pais dão uma contribuição importante para a manutenção dos nossos sistemas de seguridade social", afirmou a comissária federal para cuidados de longa duração, Katrin Staffler (CSU), ao grupo de mídia Bayern. "Quando a geração atual de crianças, no futuro, pagar contribuições como adultos e assim também ajudar a financiar os cuidados de segurados sem filhos, isso se deve principalmente ao esforço educacional de seus pais." Para críticos, aumentos pontuais não garantem sustentabilidade do sistema Os Verdes, por sua vez, criticaram o que chamaram de "propostas isoladas imaturas" em detrimento de um "conceito geral viável". "Assim, não se cria nem confiança nem um financiamento estável para o seguro de cuidados", disse a deputada Simone Fischeraos jornais do grupo Funke. Para o partido A Esquerda, um aumento do adicional para pessoas sem filhos seria "uma medida cosmética, que não resolve nem de longe o problema do seguro de cuidados". A especialista do partido na área, Evelyn Schötz, criticou: "A proposta [...] tornaria o seguro de cuidados ainda mais injusto do que já é". Em vez disso, ela defendeu a inclusão de segurados privados no sistema público de cuidados. O sistema público alemão de saúde e cuidados funciona como uma espécie de INSS: todos contribuem para o mesmo caixa, de onde saem os recursos para pagamento de tratamentos e benefícios em caso de necessidade. Mas pessoas com renda elevada não são obrigadas a contribuir, podendo em vez disso optar por um seguro privado de saúde e cuidados. Críticos apontam que essa brecha significa uma perda importante de receita. Opinião semelhante à de Schötz foi expressa pela presidente da associação social VdK, Verena Bentele, que classificou a proposta em entrevista ao Rheinische Post como injusta por "sobrecarregar unilateralmente pessoas sem filhos", sem que isso tenha sido necessariamente uma escolha de vida. O aumento de 0,1%, pontuou, "teria apenas um efeito financeiro muito pequeno e não fecharia o rombo do seguro de cuidados". O diretor-executivo federal da Associação Alemã de Assistência a Idosos e Pessoas com Deficiência (VDAB), Thomas Knieling, disse que a proposta é uma "medida pontual sem perspectiva de longo prazo", que não substitui a necessidade de uma estratégia de reforma sustentável. Presidente do conselho da seguradora DAK e ex-político de saúde da CDU, Andreas Storm disse que o seguro público de cuidados "precisa de medidas rápidas de resgate", e que as medidas ventiladas até agora não resolvem o problema. "Se nada acontecer, vários fundos de cuidados precisarão, em curto prazo, de ajuda financeira para evitar a insolvência", declarou à agência de notícias dpa. O Ministério da Saúde não quis comentar o tema, mas informou à agência de notícias AFP que pretende apresentar um projeto de lei para reformar o sistema de cuidados. Esperada para maio, a proposta acabou adiada até o início de julho. Já se sabe, porém, que a ministra da Saúde, Nina Warken (CDU), pretende reduzir os subsídios para internação em lares de idosos. Também há o risco de um acesso, em geral, mais restrito aos benefícios do seguro de cuidados.
26/05/2026 19:34:18 +00:00
Ações da Ferrari despencam mais de 8% após a revelação do 1º carro elétrico da marca

Espera-se que a Ferrari Luce, que é completamente elétrica, esteja disponível ainda este ano Ferrari A Ferrari apresentou na segunda-feira (25) o Luce, seu primeiro carro elétrico. Apesar dos números impressionantes de desempenho, o design e proposta do modelo causaram reações nas redes sociais. O mercado financeiro também não assimilou bem a novidade. As ações da Ferrari negociadas na bolsa de Milão caíram 8,37% nesta terça-feira (26). Os papéis da montadora fecharam na segunda-feira ao valor de 310 euros (R$ 1.808) e caíram para 284,05 euros (R$ 1.657) no fechamento desta terça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ferrari apresentou o Luce e afirmou que o modelo é um novo capítulo para a marca de Maranello. O preço anunciado é de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta). O nome Luce, segundo a marca, evoca claridade e direção. “Ele ilumina o caminho em direção ao futuro a define a intenção de criar uma Ferrari 360º, não somente uma Ferrari elétrica”, diz o comunicado. O Luce é o primeiro carro de cinco lugares da Ferrari Ferrari Designer do iPhone O ponto de maior debate é o design do Luce, que tem pouquíssimo elementos marcantes da Ferrari. O SUV tem carroceria arredondada, linha de cintura alta e proporções mais comuns em carros tradicionais. Bem longe do que se espera de uma Ferrari E a polêmica não é pelo fato de a Ferrari lançar um utilitário esportivo, pois a Purosangue foi bem aceita e tem bons números de vendas. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O capô flutuante com parte inferior em preto e o para-brisas amplo causam estranheza. Assim como o mecanismo dos limpadores de para-brisa, que ficam sempre na vertical e nas laterais do vidro. Na lateral, a Ferrari fez uma combinação de teto, colunas e saias laterais em preto para tirar o peso visual do carro, que é grande para um esportivo. Chama a atenção um grande aplique preto nas portas dianteiras. As portas traseiras abrem no sentido inverso. Na traseira, o Luce tenta invocar modelo icônico dos anos 1980 e 1990 com as quatro lanternas redondas e aplique em preto. O interior já havia sido revelado e mostra a filosofia minimalista que caracteriza os produtos da Apple. Telas com cantos arredondados, botões com acionamento fácil e leitura clara das informações. Ferrari Luce divulgação/Ferrari Os responsáveis pelo design do Luce são da Lovefrom, estúdio de Jony Ive, designer que trabalhou na Apple e foi responsável por várias gerações do iPhone. Segundo a Ferrari, foi dado ao estúdio a liberdade criativa necessária para definir a direção do design do projeto. Desempenho São quatro motores elétricos, um para cada roda, e o total é de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos. Para chegar a 200 km/h depois da largada, o Luice leva só 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h. As baterias de 122 kWh estão plugadas em um sistema de 800 V. Em postos de recarga super-rápida, o Luce pode alcançar 350 kW. Isso permite recuperar até 70 kW para a bateria em 20 minutos. Com baterias 100% carregadas e nos critérios internacionais, o Luce tem autonomia de mais de 530 km.
26/05/2026 17:01:05 +00:00
Azeite extravirgem é retirado do mercado por mistura irregular de óleos vegetais, diz ministério

Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil O Ministério da Agricultura divulgou um alerta de risco à saúde do consumidor na comercialização de um lote do azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo, considerado desclassificado e impróprio para consumo humano. Uma análise de amostras mostrou que o lote 260289 contém a mistura de outros óleos vegetais na composição do produto, caracterizando fraude. A Secretaria de Defesa Agropecuária, que realizou a operação, identificou irregularidades relacionadas à empresa responsável pela importação e comercialização do produto. Por exemplo, a falta de documentos fiscais e do CNPJ da empresa no rótulo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Azeite do Oliva Extra Virgem São Paolo Divulgação A fiscalização determinou o recolhimento imediato do lote e orienta os consumidores a interromperem imediatamente o uso do produto e solicitarem a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Segundo o Ministério da Agricultura, a empresa foi notificada, mas não apresentou manifestação dentro do prazo estabelecido e será autuada administrativamente. O g1 não localizou o contato da empresa até a última atualização desta reportagem. Azeites proibidos: veja como comprar um produto de boa qualidade Passo a passo de como o azeite é fiscalizado Arte/g1 Ministério da Agricultura dá algumas pistas para encontrar um azeite de qualidade Arte/g1 Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo
26/05/2026 15:45:35 +00:00
Veto à carne brasileira expõe diferenças importantes na forma como a União Europeia e o Mercosul tomam decisões

União Europeia veta importações de carne e produtos de origem animal do Brasil Maior exportador de carne bovina do Mercosul e um dos mais competitivos do mundo no setor, o Brasil passou a ser o principal alvo de barreiras sanitárias europeias após a entrada em vigor provisória do Acordo de Associação Mercosul-União Europeia, em 1º de maio de 2026. Poucos dias depois, em 12 de maio, a Comissão Europeia anunciou restrições à importação de carne bovina brasileira. A medida, justificada por alegadas falhas sanitárias e problemas de rastreabilidade animal, não atinge apenas um dos setores mais estratégicos da pauta de exportações do país. Ela também expõe uma tensão estrutural do acordo: a diferença entre a forma como a União Europeia e o Mercosul tomam decisões e exercem o poder regulatório. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão ocorreu em um contexto de crescente pressão política e econômica dentro da Europa para proteger produtores rurais europeus diante da competitividade agrícola sul-americana. Ao mesmo tempo em que a União Europeia apresenta o Acordo como instrumento de fortalecimento do multilateralismo, da sustentabilidade e da integração econômica entre democracias, governos europeus enfrentam oposição doméstica. Essa oposição vem, sobretudo, de setores agrícolas preocupados com a entrada de produtos agropecuários mais baratos e competitivos vindos do Mercosul. Nesse cenário, mecanismos sanitários e fitossanitários passaram a funcionar também como instrumentos de proteção econômica e acomodação política interna. Esse movimento se intensifica especialmente em períodos pré-eleitorais em alguns países europeus e em um momento de incertezas internacionais. Sem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes Os ganhos e perdas do Acordo Mercosul-União Europeia O Acordo Mercosul-União Europeia foi concluído durante a 65ª Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, em dezembro de 2024, após mais de um quarto de século de negociações. Em vigor provisório desde 1º de maio de 2026, o pacto reúne aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de cerca de US$ 22,4 trilhões. Em termos comparativos, esse valor supera o PIB da China, estimado em US$ 19,5 trilhões, e fica abaixo apenas dos Estados Unidos, em torno de US$ 30,3 trilhões, configurando uma potência geoeconômica de escala global. Como consequência, a parceria tem capacidade multifatorial de impactar a arquitetura geopolítica global. Ela promove um pacto entre democracias em contraposição ao avanço de regimes autocráticos, em um momento de incertezas internacionais. O acordo não tem foco somente em ganhos econômicos, mas, a partir deles, pretende assentar valores democráticos domésticos, desenvolvimento sustentável, autonomia digital e a recuperação do multilateralismo como plataforma de inserção dos países do Mercosul e da UE no mundo. Os avanços macroestratégicos são evidentes. Entretanto, não há ganhos sem custos. O sucesso da empreitada deveu-se à incorporação das demandas da União Europeia nas áreas ambiental, sanitária, agrícola e compras governamentais. Essas medidas visam assegurar um equilíbrio fino entre desenvolvimento industrial, sustentabilidade ambiental e políticas públicas setoriais sensíveis, tais como inovação, saúde, segurança e educação. Em troca, o Mercosul demandou e obteve a promessa de ampla liberalização tarifária, especialmente no setor agrícola, ainda que com a existência de salvaguardas europeias. Além disso, o bloco garantiu cooperação em temas sensíveis como desenvolvimento sustentável, inteligência artificial, minerais críticos e tecnologia industrial. Claramente, os avanços macroestratégicos do acordo vieram acompanhados de concessões mútuas relevantes, o que é natural em parcerias internacionais dessa envergadura. Agora, o avanço do acordo depende da consonância decisória entre as partes. Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro O problema institucional no coração do acordo A crise envolvendo a carne brasileira evidencia um paradoxo institucional no funcionamento do próprio acordo. Enquanto o Mercosul opera como uma agência política intergovernamental, dependente de negociações internas e da aprovação nacional das normas acordadas, a UE segue outra lógica. Neste caso, trata-se de uma estrutura supranacional, na qual instituições comunitárias podem legislar diretamente sobre os países-membros e, por meio de salvaguardas, abrir espaço para o questionamento de acordos internacionais. Isso torna a UE mais ágil, coordenada e eficiente para defender interesses econômicos sensíveis de seus membros. Na prática, a Comissão Europeia utiliza salvaguardas sanitárias e mecanismos regulatórios como instrumentos simultaneamente técnicos, comerciais e políticos. Implicância ou realidade: entenda por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul Ao alegar que o Brasil usa agentes antimicrobianos para engorda animal e apresenta falhas na rastreabilidade sanitária, a UE restringe exportações brasileiras sem romper formalmente nem deixar de respeitar as regras do Acordo Mercosul-União Europeia. Assim, a Comissão Europeia neutraliza o poder de mercado da carne brasileira, cuja competitividade se baseia em custos menores de produção. Também protege produtores rurais europeus e utiliza a lógica da supranacionalidade para facilitar reeleições de políticos ligados ao mundo rural europeu. Além disso, ao não aplicar sanções equivalentes aos demais países do Mercosul, a decisão fragmenta os interesses regionais e dificulta a construção de uma resposta conjunta sul-americana. O Brasil acaba isolado em uma disputa que afeta diretamente um dos setores mais estratégicos de sua pauta exportadora. Esse quadro se insere em um contexto internacional marcado pela aproximação geopolítica entre China e Estados Unidos e pela ampliação das compras chinesas de carne norte-americana. Nessa conjuntura, as perdas econômicas brasileiras podem ultrapassar US$ 2 bilhões. O episódio também demonstra como a supranacionalidade europeia fortalece a capacidade da UE de utilizar regulações sanitárias, ambientais e fitossanitárias como instrumentos de política econômica externa. As decisões comunitárias produzem efeitos rápidos e relativamente uniformes sobre todo o mercado europeu, ampliando o poder de negociação do bloco e reduzindo custos políticos internos. As estratégias de superação A primeira frente de reação brasileira envolve a atuação diplomática e jurídica dentro da própria estrutura institucional europeia. O Brasil pode contestar tecnicamente as medidas junto ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Para isso, busca demonstrar a higidez do sistema nacional de rastreabilidade animal e comprovar que o uso responsável de agentes antimicrobianos não contamina a carne exportada. Caso consiga anular a decisão contrária ao interesse exportador agropecuário nacional, a diplomacia brasileira poderá reduzir os impactos econômicos e políticos da medida. Entretanto, a solução estrutural mais importante passa por reformas no próprio Mercosul. A adoção de mecanismos supranacionais de harmonização regulatória poderia reduzir a vulnerabilidade dos países do bloco diante de barreiras técnicas aplicadas individualmente pela União Europeia. Regras sanitárias comuns e estruturas decisórias mais integradas ampliariam a capacidade de coordenação regional e dificultariam o uso seletivo de salvaguardas contra apenas um país-membro. Nesse cenário, medidas europeias contra um único integrante do Mercosul tenderiam a produzir impactos mais amplos sobre toda a cadeia regional de exportação agrícola, correndo-se, assim, riscos de aumento de preços e inflação na Europa. Isso reduziria incentivos políticos para o uso estratégico de barreiras fitossanitárias como mecanismo indireto de proteção comercial e eleitoral. No limite, o risco é que o acordo produza uma assimetria permanente: a União Europeia preserva seus ganhos no setor industrial, enquanto o Mercosul vê parte de suas vantagens agrícolas ser bloqueada por salvaguardas sanitárias, ambientais e fitossanitárias. A carne brasileira não seria um caso isolado, mas o primeiro exemplo paradigmático de uma nova realidade em que a abertura comercial prometida pelo acordo convive com mecanismos regulatórios capazes de neutralizar alguns dos principais benefícios econômicos esperados pelos países sul-americanos. Mais importante: uma reforma supranacional do Mercosul poderia ampliar os benefícios efetivos do próprio Acordo Mercosul-União Europeia. Sem mecanismos regionais mais integrados, há o risco de que a liberalização favoreça de forma assimétrica os ganhos industriais europeus, enquanto as vantagens agrícolas do Mercosul sejam progressivamente limitadas por barreiras técnicas e sanitárias. O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública? A perspectiva é de que a diplomacia brasileira venha a solucionar esse problema utilizando argumentos técnicos e os próprios avanços macroestratégicos do acordo para reduzir resistências europeias. Isso exigirá esforço diplomático contínuo na região e na Europa se a lição de casa (a reforma do processo decisório do Mercosul) não for feita no sentido da adoção de mecanismos supranacionais mais robustos. Marcelo Fernandes de Oliveira não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos
26/05/2026 15:36:10 +00:00
Ferrari apresenta seu 1º carro elétrico: as reações após montadora italiana voltar atrás em seus planos

Ferrari Luce tem 1.050 cv e chega até 310 km/h Divulgação / Ferrari A fabricante de carros esportivos de luxo Ferrari lançou na segunda-feira (25/05) seu primeiro carro totalmente elétrico — o Luce — que custará US$ 640 mil (R$ 3,2 milhões). O novo modelo se afasta do visual típico da Ferrari por ser o primeiro carro de cinco lugares da marca italiana, criado em colaboração com a agência LoveFrom, fundada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. Algumas reações nas redes sociais ao lançamento foram extremas — de "direto para o ferro-velho" a "uma verdadeira aula de design". Rivais do segmento de supercarros, como Lamborghini e Porsche, reduziram seus planos de produzir veículos elétricos devido à baixa demanda e à intensa concorrência de marcas chinesas. Agora no g1 O diretor-executivo da Ferrari, Benedetto Vigna, disse em Roma que o Luce, que significa "luz" em italiano, levou meia década para ser desenvolvido. A Ferrari planeja lançar o veículo elétrico após ter inicialmente descartado essa ideia, optando por fabricar carros híbridos movidos tanto a gasolina quanto a eletricidade. O Luce funciona com um motor elétrico fabricado pela Ferrari em cada roda, ajudando o carro a atingir 96 km/h em cerca de 2,5 segundos. A empresa afirmou que todos os componentes são feitos internamente, de modo que o carro possa ser reparado pela própria companhia no futuro, protegendo o valor de revenda do Luce. A mudança das gigantes da indústria automotiva para veículos elétricos vem enfrentando grandes obstáculos nos últimos anos. Montadoras, incluindo Ford e Volkswagen, reforçaram sua aposta em carros a gasolina, especialmente nos EUA, devido à baixa demanda e a mudanças regulatórias sob o presidente Donald Trump, que reduziu incentivos para compradores de veículos elétricos. O lançamento do carro-conceito elétrico da Jaguar foi duramente criticado por abandonar o estilo clássico da marca britânica. O Luce é o primeiro carro de cinco lugares da Ferrari Ferrari A apresentação do Luce pela Ferrari enfrentou críticas semelhantes. Uma pessoa disse no X: “A Ferrari acabou de matar sua marca, assim como a Jaguar. Isso vai direto para o ferro-velho.” “O que está acontecendo com os fabricantes europeus de carros de luxo? Primeiro Jaguar e agora Ferrari”, postou outra pessoa. Mas nem todos tiveram opiniões negativas sobre o novo carro. Em uma postagem, uma pessoa disse: “Uma verdadeira aula de design. A Ferrari acaba de revelar o impressionante conceito LUCE, que é um divisor de águas.” O diretor de design da Ferrari, Flavio Manzoni, disse em uma entrevista à YouTuber Cleo Abram que os críticos fazem parte do processo de inovação. Ele reconheceu que o conceito de uma Ferrari elétrica com novo design é "polarizador", mas acredita que as pessoas irão apreciá-la nos próximos meses. A Ferrari também disse que continuará oferecendo carros a gasolina e híbridos junto com seu veículo totalmente elétrico. O interior da Ferrari Luce Ferrari Os concorrentes diretos da Ferrari reduziram suas ambições com veículos elétricos. A Lamborghini abandonou seus planos de lançar carros totalmente elétricos, optando por modelos híbridos, citando a baixa demanda por veículos elétricos de luxo de alto padrão. A Porsche, da Alemanha, reduziu seus planos para veículos elétricos devido à fraca demanda, pressionada por vendas baixas na China e tarifas nos EUA. Montadoras ocidentais também enfrentaram intensa concorrência de fabricantes chinesas, que conseguem produzir veículos mais rapidamente e a custos mais baixos. A Ferrari é a fabricante de carros mais valiosa da Europa. Ela depende da venda de carros altamente exclusivos — uma estratégia que ajudou a proteger a Ferrari de grande parte da pressão enfrentada pelos concorrentes. No entanto, as ações da Ferrari caíram mais de 25% no ano passado, refletindo uma queda maior nas marcas de luxo, já que a inflação em todo o mundo afetou a demanda por produtos de alto padrão. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
26/05/2026 14:28:47 +00:00
Gigante global de energia, BP demite presidente do conselho após problemas de gestão e conduta

Logo da BP em um posto de gasolina em Londres. Luke MacGregor/Reuters A BP (antiga British Petroleum), uma das maiores empresas de energia do mundo, destituiu o presidente de seu conselho de administração, Albert Manifold, nesta terça-feira (26), citando falhas na gestão, na supervisão das atividades e no comportamento esperado do executivo. A decisão teve efeito imediato e ocorre apenas alguns meses após a nomeação de Manifold para ajudar a reformular a estratégia da companhia. A saída do executivo acontece em meio a escândalos e repetidas mudanças na liderança da BP. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Há menos de três anos, por exemplo, o ex-presidente da BP Bernard Looney foi demitido após mentir ao conselho sobre relacionamentos pessoais com colegas. Já seu sucessor, Murray Auchincloss, deixou a empresa abruptamente em dezembro, sem que a companhia desse um motivo claro para sua saída. “[A decisão] ocorre após sérias preocupações levantadas ao conselho sobre padrões de governança, supervisão e conduta”, disse a BP. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 “O conselho ficou surpreso e desapontado ao tomar conhecimento de problemas de supervisão e conduta que considera inaceitáveis e tomou medidas decisivas”, disse a diretora independente sênior Amanda Blanc. Ela supervisionou a nomeação de Manifold em outubro. O executivo havia supervisionado a nomeação de Meg O'Neill como a quinta CEO da BP desde 2020, com o objetivo de acelerar a mudança de foco da empresa de volta para os combustíveis fósseis e reduzir investimentos em energias renováveis — uma estratégia anunciada por Auchincloss no início do ano passado. Procuradas pela Reuters, uma porta-voz da BP e a Elliott Management — empresa que detém cerca de 5% da companhia — não responderam. Após o anúncio, as ações da BP caíram quase 10%, e a negociação chegou a ser suspensa na Bolsa de Londres. *Com informações da agência de notícias Reuters.
26/05/2026 13:47:16 +00:00
Labubu chega oficialmente ao Brasil em junho após explosão de versões falsificadas

Labubu ou Lafufu? Saiba como diferenciar os monstrinhos Os bonecos Labubu serão vendidos oficialmente no Brasil. A Candide confirmou nesta terça-feira (26) uma parceria com a Pop Mart, empresa chinesa dona dos personagens, para trazer os produtos ao mercado brasileiro. As vendas começam já em junho, com previsão para o dia 5, informou a Candide ao g1. Segundo a empresa, a operação da Pop Mart no Brasil contará com 30 produtos diferentes, com preços entre R$ 299,99 e R$ 799,99. Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung. Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre celebridades. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas. Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção. Bonecos Labubu Reprodução/Pop Mart Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes. Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país. Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025. "Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide. Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular Ficou de fora do 1º lote da restituição? Veja o calendário dos próximos
26/05/2026 13:16:58 +00:00
Imposto de Renda 2026: faltando 4 dias para prazo final, quase 11 milhões de pessoas ainda não enviaram declaração

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu, até a manhã desta terça-feira (26), 33,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025. O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano. Deste modo, faltando quatro dias para o fim do prazo de entrega, quase 11 milhões de contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. ➡️A entrega da declaração depois do prazo legal terá uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido. Vídeos em alta no g1 Como fazer a declaração Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio das seguintes plataformas: Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet, serviço "Meu Imposto de Renda", observado o disposto no art. 5º, disponível: site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet; aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026. Joédson Alves/Agência Brasil Quem é obrigado a declarar Os perfis de pessoas obrigadas a declarar são: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; quem deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
26/05/2026 12:24:51 +00:00
Dólar sobe e fecha em R$ 5,02, após ataques dos EUA ao Irã; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta terça-feira (26) em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0273. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,69%, aos 176.589 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os Estados Unidos realizaram ataques no sul do Irã contra plataformas de lançamento de mísseis e embarcações que tentavam instalar minas no Estreito de Ormuz. Segundo as autoridades americanas, a operação teve como objetivo “proteger tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”. 🔎 A tensão militar voltou a levantar preocupações sobre as negociações de paz entre Washington e Teerã. Na véspera, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que um acordo pode “levar alguns dias”, enquanto Donald Trump disse que as conversas com o Irã estavam indo “bem”. O Irã, por sua vez, admitiu que os países chegaram a conclusões em diversos pontos, mas negou que um acordo seria iminente. Diante desse cenário, o mercado de petróleo tinha sinais mistos nesta terça-feira. Perto das 17h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,60%, negociado a US$ 99,60, enquanto o petróleo WTI, referência nos EUA, caía 3,02%, para US$ 93,68. ▶️ Já no Brasil, investidores seguem acompanhando discussões importantes no Congresso. A votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas sem corte salarial foi adiada. ▶️ Ainda no Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos analisa nesta terça-feira um projeto de renegociação de dívidas do agronegócio. Já a Comissão de Segurança Pública debate regras relacionadas à lavagem de dinheiro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,02%; Acumulado do mês: +1,52%; Acumulado do ano: -8,41%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,21%; Acumulado do mês: -5,74%; Acumulado do ano: +9,59%. EUA voltam a atacar o Irã Os preços do petróleo voltaram a oscilar nesta terça-feira (26) após novos ataques dos EUA no sul do Irã ampliarem as incertezas sobre as negociações de paz entre os dois países. O movimento aumentou a cautela dos investidores, especialmente diante do risco de novos impactos sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás. Segundo os militares americanos, os ataques realizados na segunda-feira tiveram como objetivo “proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”. Washington afirmou ainda que agiu com moderação por causa do cessar-fogo em vigor. O Irã, por outro lado, acusou os EUA de violarem a trégua com bombardeios na província de Hormozgan, no sul do país. A imprensa iraniana relatou explosões na cidade portuária de Bandar Abbas. 🔎 Diante desse cenário, o mercado de petróleo tinha sinais mistos nesta terça-feira. Perto das 17h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 3,60%, negociado a US$ 99,60, enquanto o petróleo WTI, referência nos EUA, caía 3,02%, para US$ 93,68. 📊 Apesar da alta do Brent nesta terça, os preços seguem abaixo dos mais de US$ 120 registrados no fim de abril, quando as preocupações com o conflito chegaram ao auge. Em meio à tensão, o mercado segue dividido entre o temor de uma nova escalada militar e a expectativa de avanço nas negociações diplomáticas. Declarações recentes do presidente Donald Trump reforçaram o cenário de incerteza: enquanto Washington demonstra otimismo com as conversas, autoridades iranianas afirmam que ainda não há acordo próximo. Mercados globais Na volta do feriado nos EUA, os índices de Wall Street fecharam sem direção única. O Dow Jones caiu 0,23%, para 50.461,68 pontos. Já o S&P 500 ganhou 0,61%, a 7.519,12 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,19%, para 26.656,18 pontos. Na Europa, o clima foi de cautela e a maioria das bolsas de valores da região fecharam em queda nesta terça-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,6%, aos 628,01 pontos, refletindo o desempenho negativo das principais bolsas da região. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,80%, aos 25.184,89 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, caiu 1,03%, aos 8.173,11 pontos. Na contramão, o índice Financial Times, de Londres, avançou 0,24%, aos 10.491,39 pontos. Na Ásia, os mercados encerraram o dia sem uma direção única. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,17%, aos 4.145 pontos. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,53%, aos 4.947 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,03%, aos 25.599 pontos. No Japão, o Nikkei fechou em queda de 0,25%, aos 64.996 pontos. Dólar REUTERS/Rick Wilking
26/05/2026 12:00:13 +00:00
O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar

O que é ovo jumbo? Uma mesma granja pode produzir ovos de diversos tamanhos, indo do médio (o menor) até o jumbo. Na indústria, os produtos são separados a partir do peso. Confira abaixo. Médio: 38 g a 47,99 g; Grande: 48 g a 57,99 g; Extra: 58 g 67,99 g; Jumbo: acima de 68 g. O fator determinante de cada tipo é a idade da galinha. "A ave que está iniciando a produção, ela tá crescendo. Então, ela não tem estrutura óssea para botar ovos jumbo. Conforme a franga vai ficando mais velha, ela vai tendo abertura da pélvis maior, onde vai passar esse ovo", explica o veterinário Tarcísio Agostinho. As aves produzem ovos desde as 18 até as 90 semanas de vida. A partir de 50 semanas, elas já conseguem colocar ovos jumbo. Além da idade, a ração precisa ser muito nutritiva, proteica e a base de soja. Aumentar a luz artificial no galinheiro também pode elevar a produção de ovos. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo Leia também: Edamame ganha versão brasileira, com grãos maiores e sabor mais suave Como cultivar a palma forrageira Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
26/05/2026 07:01:21 +00:00
NR-1: Como saber se você está em um ambiente de trabalho tóxico? Faça o QUIZ e descubra como denunciar

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor nesta terça-feira (26), amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos trabalhadores. Anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, a medida estava inicialmente prevista para valer em maio de 2025 — ano em que, como revelou o g1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo decidiu adiar a entrada em vigor da norma por um ano. Mais recentemente, diante de novos pedidos de prorrogação, um segundo adiamento chegou a ser discutido pelo Ministério do Trabalho. O ministro Luiz Marinho, no entanto, afirmou que não pretende voltar atrás novamente. Segundo especialistas, a exposição contínua a situações de risco no ambiente profissional está entre as principais causas de adoecimento mental e afastamentos do trabalho. Em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o g1 preparou uma sequência de perguntas para ajudar você a identificar sinais de um ambiente de trabalho que pode estar prejudicando a saúde mental dos trabalhadores. Como saber se você está em um ambiente de trabalho tóxico? Como é identificado um local de trabalho tóxico? 🤔 Segundo a Auditora-Fiscal do Trabalho, Viviane Forte, existem diversas situações e indícios que levam um ambiente de trabalho a ser considerado tóxico. Entre os principais fatores estão: metas excessivas jornadas extensas ausência de suporte assédio moral conflitos interpessoais falta de autonomia no trabalho condições precárias de trabalho Segundo Thatiana Cappellano, pesquisadora sobre os transtornos mentais no contexto do trabalho, um dos principais gatilhos que causam o adoecimento mental do trabalhador é a intensificação da jornada, pressão excessiva por meta, e a precarização dos empregos. “Boa parte das pessoas hoje seguem tendo que fazer atividade de três pessoas, mas em uma só função. Se as pessoas continuarem trabalhando no ritmo que elas trabalham, elas vão continuar adoecendo mentalmente”, explica. Já a especialista Luana Carvalho, Diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), afirma que é essencial encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, além de priorizar os cuidados com a saúde mental. ⚠️ Como denunciar? Existem diversos canais para denúncias trabalhistas nos casos de empregados que estão passando por situações de riscos psicossociais. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar um dos sistemas e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que os órgãos possam, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura em assédio moral e realizar as verificações no local de trabalho. Assédio moral no trabalho pode causar consequências na saúde mental e física da vítima Freepik Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
26/05/2026 07:01:20 +00:00
Seu cérebro pode estar sabotando suas finanças; entenda o ‘viés do presente’

Economia comportamental: o que te faz gastar mesmo querendo economizar? A economia comportamental explica um hábito que se vê muito por aí: decidir economizar e, pouco depois, parcelar uma compra. O comportamento é chamado de “viés do presente”, quando o cérebro dá mais valor ao benefício imediato do que a ganhos maiores no futuro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, muita gente prefere receber R$ 100 hoje a esperar um mês para ganhar R$ 120. Mas, quando a decisão é deixada para o futuro, esperar se torna mais fácil. Segundo especialistas, o problema não está no valor, mas na distância do tempo. O mecanismo ajuda a explicar decisões como entrar no rotativo do cartão, parcelar compras sem necessidade e adiar escolhas importantes. O prazer imediato costuma pesar mais do que o custo futuro. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
26/05/2026 06:00:54 +00:00
Casal transforma barraca de pastel em negócio que fatura R$ 270 mil por mês

Casal transforma barraca de feira em negócio que vende milhares de pastéis por semana O pastel, um dos símbolos mais tradicionais das feiras livres brasileiras, foi também o responsável por unir Dora Alcantara e Claudemir Moreira. Há mais de 30 anos juntos, o casal transformou o trabalho nas feiras em um negócio familiar que hoje movimenta milhares de salgados por semana na região de Mauá, na Grande São Paulo. Claudemir começou trabalhando em uma barraca de pastel ao lado do cunhado de Dora. Foi a família quem apresentou os dois. “Ele é muito trabalhador”, relembra Dora sobre o conselho que ouviu antes do primeiro encontro. O relacionamento evoluiu junto com o sonho de ter um negócio próprio. A oportunidade surgiu em 1995, quando o dono da pastelaria onde Claudemir trabalhava decidiu vender o ponto. Incentivado pela experiência que já tinha no ramo, ele resolveu comprar o primeiro espaço de vendas. Dora passou a ajudar na produção dos recheios nos fins de semana e, aos poucos, o casal expandiu a operação. Casal transforma barraca de pastel em negócio que fatura R$ 270 mil por mês Reprodução/PEGN Hoje, além das barracas e trailers espalhados pelas feiras da região, o casal mantém uma fábrica responsável pela produção de cerca de 4,5 mil pastéis e 9 mil salgadinhos por semana. O negócio começou com investimento inicial de R$ 11 mil e atualmente registra faturamento mensal de aproximadamente R$ 270 mil. A empresa também virou um negócio de família. Os três filhos participam da operação, além de noras e funcionários contratados. “Acabou virando negócio da família”, resume Dora. Mesmo após décadas no setor, o casal ainda pensa grande. O próximo sonho é levar o produto para fora do país. “Eu sempre pensei em exportar o meu pastel”, afirma Claudemir. Pastel Dora e Claudemir 📍 Endereço: Rua João Brancalion, 458 - Parque Sao Vicente - Mauá/SP - CEP: 09371-480 📞Telefone: (11) 9-9609-2766 📧 E-mail: [email protected] 📸 Instagram: https://www.instagram.com/pastel_dora_claudemir 📘 Facebook: https://www.facebook.com/p/Pastel-Dora-e-Claudemir-100063733231125/?locale=pt_BR
26/05/2026 05:00:41 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.011 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3.5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (25), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso do último domingo (24), duas apostas acertaram as seis dezenas. O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
26/05/2026 03:01:32 +00:00
Imposto de Renda 2026: como declarar pensão alimentícia sem cair na malha fina

Prazo para declarar o imposto de renda termina na próxima sexta-feira O contribuinte que paga pensão alimentícia deve redobrar a atenção ao declarar o Imposto de Renda 2026 para evitar erros que podem levar à malha fina. ⚠️ O prazo para envio da declaração termina nesta sexta-feira (29). Quem não entregar os dados à Receita Federal até a data estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Pensão: quem deve declarar e como fazer Antonio Gil, sócio de Impostos da EY, explica que tanto quem paga a pensão (alimentante) quanto quem recebe (alimentando) devem informar os valores à Receita. No caso de quem paga a pensão, os valores devem ser declarados na ficha “Pagamentos Efetuados”. O código pode variar entre 30 e 34, dependendo do caso, explica Gil Franco. Já para quem recebe a pensão, os dados devem ser informados na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, sob o código 28. Também é necessário preencher o CPF e o nome de quem fez o pagamento. Desde 2023, a pensão alimentícia deixou de ser tributada para quem recebe o valor. Ainda assim, é obrigatório informar à Receita quanto foi recebido ao longo do ano-calendário — que, na declaração atual, se refere a 2025, explica Gil. Antes da mudança, a pensão era considerada rendimento tributável e podia gerar recolhimento mensal de IR por meio do Carnê-Leão. 🔎 No carnê, é feito o recolhimento mensal obrigatório do IR para quem recebe rendimentos de pessoas físicas ou do exterior sem desconto automático na fonte. Dá para deduzir o pagamento de pensão? Sim. Quem paga pensão alimentícia pode abater os valores da declaração do Imposto de Renda, reduzindo a renda sobre a qual o imposto é calculado. 🚨 Antonio Gil, da EY, alerta para uma regra importante: só podem ser deduzidos os valores de pensão definidos pela Justiça, em acordo homologado judicialmente ou formalizados em escritura pública. "Significa que valores pagos fora do que foi acordado não podem ser abatidos. Esse erro é relativamente comum e pode gerar problemas para o alimentante", diz. "Isso porque, caso seja necessário comprovar, com documentos, a base do valor abatido, ele não conseguirá justificar o total ou parte dele em situações de pagamentos acima do que foi acordado", acrescenta. O especialista elenca outros pontos de atenção na declaração de pensão alimentícia: Mesmo quem optar pela declaração simplificada — e não usar a dedução da pensão alimentícia — deve informar os valores pagos na ficha “Pagamentos Efetuados”, já que os pagamentos foram feitos a uma pessoa física. No caso de separação ou divórcio ao longo de 2025, existe uma exceção: tanto quem paga a pensão quanto o ex-cônjuge podem incluir o alimentando como dependente na declaração referente ao ano. Isso ocorre porque a mudança na relação de dependência aconteceu no decorrer do ano-calendário. A pensão alimentícia não se limita à transferência de dinheiro e também pode ser considerada no pagamento direto de despesas do alimentando, como escola e plano de saúde. Nesses casos, os valores podem ser deduzidos pelo alimentante na ficha “Pagamentos Efetuados”. Por outro lado, gastos como aluguel, condomínio, transporte e previdência complementar, mesmo quando previstos em decisão judicial, não podem ser deduzidos no IR. Mesmo quando a pensão é paga com recursos provenientes de rendimentos isentos, o alimentante pode deduzir esses valores dos rendimentos tributáveis que possuir, desde que informe corretamente os pagamentos na ficha “Pagamentos Efetuados”. Nos casos em que a pensão foi determinada por uma decisão judicial no exterior, a sentença precisa ser homologada no Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que os valores possam ser deduzidos na declaração do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: prazo para declaração vai até 29 de maio. Marcos Serra/ g1 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Quem é obrigado a declarar o IR 2026? quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
26/05/2026 03:01:08 +00:00
Governo publica decreto que fixa em R$ 0,44 subsídio por litro da gasolina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (25) decreto que estabelece um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os efeitos da alta do preço dos combustíveis. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e tem duração de dois meses. Agora no g1 A medida tem duração de dois meses e busca conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Nesta sexta-feira (22), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, adiantou que o valor do subsídio para a gasolina ficaria em 0,44 centavos por litro. “Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina porque foi menor que teve no diesel”, disse. A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, travou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — corredor marítimo no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com isso, o barril do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, voltou a superar os US$ 100. Apesar da disparada nos preços internacionais, a Petrobras ainda não reajustou a gasolina vendida às distribuidoras. Pacote de medidas Em abril deste ano, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo. Entre as medidas anunciadas estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; linhas de crédio para o setor aéreo. A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). Somada ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52. No início deste mês, o governo federal editou uma medida provisória (MP) com ações para conter a alta dos combustíveis, mais especificamente a gasolina e o diesel, produzidos no Brasil ou importados. A MP prevê um benefício tributário na Cide e do PIS/Cofins, tributos federais que incidem sobre os combustíveis. A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não foi alvo de nenhuma medida para conter o aumento de preço, mas, de acordo com o governo, pode se estender ao diesel. O desconto no imposto não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais. Atualmente, esses valores são: R$ 0,89 por litro na gasolina, o que inclui PIS/Cofins e Cide; e R$ 0,35 de PIS/Cofins por litro de óleo diesel, que já teve sua tributação suspensa em março por uma outra MP. A medida pode valer para o diesel quando a MP de março, com duração prevista para abril e maio, deixar de ser aplicada. A iniciativa ocorre em meio à paralisação, na Câmara dos Deputados, da tramitação do projeto de lei complementar que autoriza o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis. A proposta foi encaminhada pelo Executivo ao Congresso em abril. O projeto que está parado estabelece a possibilidade de reduzir impostos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel sempre que houver aumento extraordinário da arrecadação decorrente da alta nas cotações internacionais do petróleo.
26/05/2026 02:27:45 +00:00
MP-SP processa fabricante de ração após morte de centenas de cavalos e pede R$ 10 milhões de indenização

Nove cavalos morrem após consumo de ração contaminada em Guarulhos, na Grande SP O Ministério Público de São Paulo ajuizou uma ação civil pública contra a fábrica de nutrição animal Nutratta e o proprietário da empresa após a morte de centenas de cavalos e o adoecimento de outros animais em diferentes estados do país. A ação foi protocolada na última sexta-feira (22) pela Promotoria de Justiça do Consumidor. Segundo o processo, a empresa teria utilizado resíduos de soja contaminados com alcaloides pirrolizidínicos na fabricação de rações destinadas a equinos, bovinos, suínos e aves. O MP pede à Justiça: O bloqueio de bens dos réus; A proibição da retomada das atividades da empresa antes do cumprimento de exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); A realização de recall dos produtos contaminados; A indenização dos consumidores prejudicados; E o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. De acordo com as investigações, laudos laboratoriais e necropsias apontaram a presença das substâncias tóxicas em concentrações até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para cavalos. O g1 entrou entrou em contato com a Nutratta, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Os dados reunidos pelo Mapa apontam 238 mortes confirmadas de equídeos em diferentes estados do país. Em um haras de Indaiatuba, no interior paulista, foram registradas 29 mortes e cerca de 120 animais adoecidos. Outro caso de grande impacto ocorreu em Atalaia, em Alagoas, onde 79 animais morreram após consumir ração da empresa, segundo o Ministério Público. Também houve relatos de mortes e adoecimento de animais em propriedades de Guarulhos, Campinas, Itu, Porto Feliz, Volta Redonda e Jaboticatubas. A ação civil pública afirma ainda que a contaminação pode ter extrapolado os danos causados aos animais e atingido a cadeia alimentar humana. Isso porque, segundo o MP, a mesma linha de produção era utilizada para fabricar ração bovina sem mecanismos eficazes de controle de contaminação cruzada. Auditoras do Ministério da Agricultura alertaram para o risco de transmissão dos alcaloides tóxicos por meio do leite, da carne e do fígado de animais alimentados com os produtos contaminados. O MP sustenta que a empresa descumpriu normas sanitárias e de segurança alimentar ao utilizar matéria-prima contaminada na produção das rações. Morte de cavalos em Guarulhos Ao menos nove cavalos criados na chácara Dia de Sol, na zona rural de Guarulhos, na Grande São Paulo, morreram em 2025 após consumir rações da Nutratta. "Um cavalo passou a noite rodando em círculos numa baia e uma égua estava querendo morder a parede. Com todos os animais foi assim, é como se fosse uma demência", disse o comerciante e criador Marcos Barbosa. À época, o Mapa determinou o recolhimento de todos os produtos da empresa destinados a equídeos produzidos a partir de novembro de 2024 e iniciou uma investigação para apurar as mortes, além de ter proibido a comercialização. Dono de cavalos em Gaurulhos suspendeu o uso da ração, mas cerca de 30 animais já tinham consumido o produto. Arquivo pessoal Os sinais relatados por criadores da região foram: Desorientação; Alterações de comportamento; Alterações no sono; Mudanças na locomoção. Barbosa disse que um representante da empresa visitou o local após os relatos das mortes em maio do ano passado. Segundo ele, o funcionário teria assumido a responsabilidade da fábrica e informado que a empresa tomaria as providências. Na ocasião, foram confiscados 110 sacos da ração, disse o comerciante. Cavalos morrem após consumo de ração contaminada em Guarulhos, na Grande SP Em julho de 2025, um levantamento obtido pelo g1 contabilizou 645 mortes de animais em ao menos seis estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Alagoas). Substância tóxica A ração da Nutratta foi contaminada com monocrotalina, uma toxina encontrada em plantas do tipo crotalária, segundo o Ministério da Agricultura Arquivo pessoal A ração da Nutratta foi contaminada com monocrotalina, uma toxina encontrada em plantas do tipo crotalária, segundo o Ministério da Agricultura. Essa toxina é hepatotóxica (afeta o fígado) e neurotóxica (afeta o sistema nervoso), sendo fatal para diversos animais (equinos, bovinos e suínos, entre outros) Os primeiros casos de intoxicação surgiram em 21 de abril de 2025, no Rio de Janeiro, e a primeira morte foi registrada no dia 23 do mesmo mês em São Paulo. Os cavalos estavam aparentemente saudáveis e sem alterações clínicas evidentes. Entretanto, subitamente, começaram a apresentar sinais neurológicos agudos que evoluíram rapidamente para a morte. Quando a toxina atinge o sistema nervoso, os animais perdem o controle de seus movimentos, ficam com a cabeça baixa e se machucam. Segundo a veterinária Marcella Batista, não há cura para a intoxicação. Ela afirma que perdeu dois animais em um intervalo de menos de 30 dias. Os cavalos viviam em Cabreúva, interior de São Paulo, e eram alimentados com a ração há cerca de dois anos. "Há apenas tratamento de suporte com soro e antitóxicos. A intoxicação causa alteração das enzimas hepáticas e, eventualmente, sintomas neurológicos, que podem levar à eutanásia devido ao sofrimento animal", disse ela. "O animal se debate, derruba tudo, entra em sofrimento absurdo. E aí tem que entrar com eutanásia", afirmou. Segundo ela, recomenda-se um exame das enzimas hepáticas em animais que consumiram a ração contaminada para iniciar o tratamento preventivamente.
25/05/2026 23:15:58 +00:00
É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai

Fabricante brasileira das marcas esportivas nega movimento g1 Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que produção da Adidas, da Nike e da Umbro será transferida do Brasil para o Paraguai. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑Como são os posts? Desde 20 de maio, publicações no X que acumulam mais de 600 mil visualizações exibem uma imagem com o seguinte texto: "Adidas, Nike e Umbro serão fabricadas no Paraguai após a gigante brasileira escolher transferir quase toda produção para o país". Veja dois exemplos de legendas que propagaram essa alegação: "Adeus fábricas da Nike, Adidas e Umbro" ; e "Mais uma empresa deixando o Brasil. O Grupo Dass, fabricante de tênis da Nike, Adidas e Fila, irá se mudar para o Paraguai em busca de menos impostos e mais competitividade. Enquanto o Brasil pune quem produz, empregos e investimentos vão embora". Mas isso é mentira. Na sexta-eira (22), o Grupo Dass (empresa brasileira responsável pela produção de Adidas, Umbro e Nike na América do Sul) divulgou um comunicado negando o fim da produção em território nacional. Publicada no site oficial e nas redes sociais da companhia, a nota diz: "A informação que circula de que a empresa estaria deixando o Brasil para migrar as suas operações para o Paraguai é totalmente falsa e não procede. Trata-se de um equívoco grave e de pura desinformação. Não existe qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades no Brasil. Pelo contrário, as fábricas brasileiras seguem firmes, operando normalmente e são fundamentais para a estratégia do Grupo". ⚠️ Por que #É FAKE? No comunicado oficial publicado no início da tarde de sexta (22), o Grupo Dass explica que a transferência envolveu, na verdade, uma unidade que operava na Argentina e foi realocada para o Paraguai. "O ajuste das operações na Argentina vem de longa data, motivado por desafios estruturais do setor e sempre tratando de adequar-se às novas realidades econômicas daquele país e à competitividade global. Trata-se de uma reestruturação estritamente local e interna para o mercado argentino, que não possui qualquer relação com o início da operação têxtil no Paraguai e, muito menos, com as operações no Brasil". A fabricante, que tem sedes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, prossegue dizendo que a fábrica do Paraguai atua exclusivamente no segmento de confecção para "uma demanda específica", não tendo as instalações necessárias para produzir calçados: "A unidade da Dasstex, no Paraguai, atua exclusivamente no segmento de confecção (vestuário), operando em uma planta de pequeno porte focada no atendimento de demandas específicas das marcas próprias da companhia. Assim, ressaltamos que é técnica e operacionalmente impossível realizar qualquer migração de maquinários ou de linhas de produção voltadas a calçados esportivos para a unidade fabril paraguaia, visto que os processos industriais, insumos e maquinários de calçados e vestuário são distintos. As marcas produzidas pelo Grupo seguem seus fluxos normais de produção". Fabricante brasileira das marcas esportivas nega movimento g1 Veja também É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo; VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE. Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake
25/05/2026 19:05:47 +00:00
'Portal Único pode reduzir em R$ 40 bilhões ao ano o custo do comércio exterior', diz Alckmin

'Portal Único pode reduzir em R$ 40 bi ao ano custo do comércio exterior', diz Alckmin O vice-presidente e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (25), em Rio Claro (SP), que a conclusão do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex) até dezembro deve reduzir em R$ 40 bilhões por ano os custos das exportações e importações brasileiras. A afirmação aconteceu durante anúncio de vagas e investimentos na fábrica da Whirlpool, dona da Brastempo e Consul. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Segundo Alckmin, a medida vai acelerar processos logísticos, ampliar a competitividade da indústria nacional e estimular a abertura de novos mercados internacionais. LEIA TAMBÉM: Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade do Brasil Segundo ele, a nova unidade da Whirlpool deve se tornar um “hub de exportação”, especialmente para a América Latina. Alckmin destacou ainda que a demora no desembaraço de cargas em portos e aeroportos gera prejuízos significativos às empresas brasileiras e afirmou que o Portal Único deve reduzir burocracias e custos logísticos. “Isso reduz o Custo Brasil em R$ 40 bilhões por ano. Porque a carga parada num navio ou num aeroporto, um dia, custa 0,8% da carga. Se ficar 10 dias parado, já perdeu 8%.” O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (a direita), durante visita na Whirpool em Rio Claro Fábio Rodrigues/g1 Mais notícias da região: RIO CLARO: Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade brasileira SÃO CARLOS: Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO REGIÃO: Semana do MEI tem atividades de gestão e expansão dos negócios no interior de SP Fortalecimento da indústria nacional Durante a coletiva, Alckmin defendeu que a indústria brasileira precisa ampliar sua presença no mercado externo para crescer e citou setores que dependem diretamente das exportações para sobreviver. “Tem determinados tipos de indústria que não sobrevivem se não exportar. A Embraer não existiria se ela não vendesse para o mundo inteiro”, afirmou. O vice-presidente também citou a retomada das atividades da Avibras, em Jacareí (SP), após anos de crise, e relacionou o fortalecimento da indústria nacional à expansão comercial do país. Alckmin também citou acordos comerciais firmados pelo Mercosul com países como Singapura e membros da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), além das negociações com a União Europeia, como estratégias para ampliar as exportações brasileiras. Vice-presidente e ex- ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, compareceu ao anúncio de vagas e investimentos na fábrica da Whirlpool, dona da Brastempo e Consul, nesta segunda, em Rio Claro (SP). Fabio Rodrigues/g1 REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: e Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
25/05/2026 17:06:32 +00:00
Após reunião com Lula, Motta diz que PEC do fim da escala 6x1 prevê jornada de 40 horas sem corte de salário e transição de 14 meses

Após reunião com Lula, Motta diz que PEC do fim da escala 6x1 prevê jornada de 40 horas sem corte de salário e transição de um ano O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a proposta de fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) deve prever a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, e um período total de transição de 14 meses. Segundo Motta, o texto também deve estabelecer uma implementação escalonada em termos de horas trabalhadas, com redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e mais duas horas ao fim de 12 meses (entenda mais abaixo). Após o encontro, Motta concedeu entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, onde afirmou que há consenso sobre os principais pontos da proposta e classificou três pilares como “inegociáveis”. “Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse. Segundo ele, o texto do relator deve prever a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. “O primeiro ponto, tratando da redução da jornada de trabalho. Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso estará no texto do relator”, afirmou. Motta também disse que o fim da escala 6x1 está assegurado. “Também, para nós, é inegociável a questão do fim da escala 6x1. Estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6x1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores.” Ele acrescentou que as mudanças não terão impacto nos salários. “Aquilo que também para nós é inegociável é fazer tanto a redução da escala quanto da jornada sem ter redução salarial. Esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo.” Pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Marina Ramos / Câmara dos Deputados Transição de 14 meses Apesar do consenso sobre o conteúdo, Motta indicou que o texto deve prever um período de transição para a redução das horas trabalhadas. Segundo ele, a proposta será implementada de forma escalonada ao longo de 14 meses. “O relator trará o texto logo mais já fazendo, após 60 dias da promulgação da PEC, a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano.” Em várias ocasiões, Lula se manifestou contra a adoção de uma transição longa. Na última sexta-feira (22), o presidente disse que a redução deveria ser feita de forma imediata. “Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 (horas) para 40 (horas) e fim de papo, sem reduzir salário. Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano. Aí é brincar de fazer redução”, afirmou o presidente na ocasião. Impacto sobre MEIs Motta também disse que tratou com Lula um projeto de lei com medidas para mitigar impactos da mudança sobre o mercado de trabalho. Segundo ele, a ideia é facilitar contratações por microempreendedores individuais (MEIs). “Hoje, esses empreendedores só podem empregar uma pessoa com carteira assinada. A nossa ideia é avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho", afirmou Motta. Segundo Motta, a medida busca ampliar a formalização do emprego e acompanhar a redução da jornada de trabalho. "Isso irá trazer um avanço significativo, principalmente para buscarmos a formalidade do trabalho. E queremos também, no âmbito dessa discussão, em que pensamos em aumentar essa quantidade de pessoas que poderão ser contratadas por esses microempreendedores individuais, tratar do reajuste do valor para as micro e pequenas empresas", prosseguiu. Próximos passos O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer final na tarde desta segunda na comissão especial. A expectativa é que o texto seja votado na comissão especial nesta terça (26) e a deliberação no plenário da Câmara ainda nesta semana. Se aprovado, seguirá para análise do Senado. Paralelamente à PEC, o governo apresentou um projeto de lei sobre o tema, que trata da jornada e da escala de trabalho sem alterar a Constituição. A proposta enfrenta resistência de representantes do setor produtivo, que apontam aumento de custos, e de economistas, que defendem que a medida seja acompanhada por ganhos de produtividade. Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
25/05/2026 16:29:39 +00:00
Caixa antecipa para esta segunda pagamento de R$ 8,5 bilhões para trabalhador que tinha optado pelo saque-aniversário

A Caixa Econômica Federal informou que antecipou para esta segunda-feira (25) a liberação do pagamento aos trabalhadores que tinham optado pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. ➡️Serão pagos R$ 8,5 bilhões para cerca de 10,5 milhões de trabalhadores em todo o país. A expectativa inicial era que os recursos começassem a ser depositados nas contas-correntes ou poupança dos trabalhadores somente nesta terça-feira (26). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Os créditos serão realizados automaticamente nas contas bancárias cadastradas no aplicativo FGTS para os trabalhadores elegíveis, que optaram pela modalidade Saque-Aniversário e tiveram contrato de trabalho suspenso ou encerrado entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025", informou a instituição. Agora no g1 Os trabalhadores que ainda não possuem conta cadastrada poderão realizar o saque nos canais físicos de atendimento, como agências, lotéricas e terminais de autoatendimento, até 1º de junho de 2026. O trabalhador pode consultar se possui crédito a receber e o valor disponível diretamente no aplicativo FGTS, nas opções "Resumo do Seu FGTS - Extrato Detalhado" e “Informações Úteis”. O crédito ocorre após a incorporação da rentabilidade mensal do FGTS (juros e atualização monetária), garantindo maior valor disponibilizado. "Vale destacar que os trabalhadores nascidos em junho, optantes pelo Saque-Aniversário, receberão os valores previstos na MP nº 1.331/2025 a partir de 01/06/2026, após pagamento da parcela do Saque-Aniversário ou repasse às instituições financeiras previsto para o mês, conforme calendário regular", acrescentou a Caixa Econômica Federal. ➡️ Saque-aniversário é uma modalidade opcional que autoriza o saque de parte do saldo do FGTS uma vez por ano, no mês de aniversário. Se optar por essa modalidade e for demitido, o trabalhador poderá retirar apenas a multa rescisória (40% paga pela empresa), e não poderá sacar o valor integral da conta. App FGTS, aplicativo FGTS, saque aniversário, saque calamidade Stephanie Fonseca/g1 Desenrola 2.0 Também a partir desta segunda-feira (25), os trabalhadores já podem consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para utilizá-lo no "Novo Desenrola", também chamado de "Desenrola 2.0", programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal. Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias. Quem aderir à iniciativa poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou amortizar dívidas em atraso. O valor será transferido diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados. Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa. Como vai funcionar? O trabalhador consultará seu saldo e poderá autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação. Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira. Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.
25/05/2026 16:07:41 +00:00
Caso BRB: BC diz que acompanha instituições financeiras diariamente e nega que prazo de ajuste acabe 29 de maio

Banco Central, em imagem de arquivo Jornal Nacional/ Reprodução O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (25) que a autoridade monetária acompanha as instituições financeiras diariamente em questões relacionadas com seu balanço – equilíbrio entre direitos e obrigações – e liquidez – capacidade de honrar seus compromissos. Questionado por jornalistas, ele negou que a instituição tenha fixado prazo até a próxima sexta-feira (29) para o Banco Regional de Brasília (BRB) fazer os ajustes necessários após envolvimento com operações irregulares com o Banco Master, liquidado no fim do ano passado. 🔎 O BRB descumpriu o prazo de entrega do balanço consolidado de 2025, que terminou em 31 de março, ao Banco Central (leia detalhes abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Segundo Galípolo, eventuais desvios de gestores de bancos não cabem ao Banco Central punir, mas sim entregar indícios à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que vão julgar conveniente, ou não, abrir investigação e enviar os resultados à Justiça. "Há uma confusão de pensar que o BC tem discricionariedade para definir data de liquidação opor caráter punitivo. A instituição, via é de regra, é vítima. A obrigação do BC é tentar encontrar soluções para preservar instituições, até o final. Por essa condição, considerando condições de liquidez e contorno, ficaria mais frágil impor um prazo. Se passa antes por condições de liquidez, de nada adianta o prazo. Vai ter que liquidar a instituição de qualquer jeito", disse Galípolo. Celina Leão diz que decisões no BRB podem ter motivado críticas de Ibaneis BRB descumpriu prazo legal O banco estatal descumpriu o prazo de entrega do balanço consolidado de 2025, que terminou em 31 de março, ao Banco Central. Em um comunicado, o BRB informou aos acionistas e ao mercado que a divulgação seria postergada em razão da necessidade: "de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à operação 'Compliance Zero'; "da adequada avaliação, pela Administração da Companhia e pelo Auditor Independente, de seus potenciais impactos." De acordo com o presidente do Banco Central, as multa estipuladas pela falta de pagamento estão sendo aplicadas. A não entrega do balanço levou a agência internacional Moody's a rebaixar a classificação de risco do banco. A Moody's apontou, inclusive, risco de que o BRB passe a dar calote em seus compromissos. Segundo o comunicado, o rebaixamento reflete a provável necessidade de injeção de capital na instituição. Ainda de acordo com a Moody's, o não cumprimento do prazo "contribui para o aumento da incerteza quanto à situação financeira atual do banco e à sua capacidade de geração de novos negócios". Após o descumprimento, o próprio BRB afirmou que iria entregar o balanço em 29 de maio, mês também estipulado pelo banco para que sejam apresentadas as ações do governo do Distrito Federal para recompor o patrimônio da instituição. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
25/05/2026 15:52:13 +00:00
Presidente da Bolívia reduz seu salário em 50% em meio a protestos no país

Bolívia entra na 4º semana de manifestações contrárias ao governo O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (25) que reduzirá seu salário em 50%. Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Paz anunciou que seus ministros também terão os salários cortados pela metade para demonstrar “compromisso com o país”. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os cortes acontecem no momento em que a Bolívia entra na quarta semana de crise política e social. Os protestos têm agravado os problemas de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, onde a falta de alimentos, combustíveis e medicamentos já afeta mercados, hospitais e postos de gasolina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Manifestantes enfrentam polícia na Bolívia Rodrigo Paz, que está no poder há seis meses, enfrenta a pior crise econômica da Bolívia em 40 anos, provocada pela falta de dólares no país. Nas últimas três semanas, manifestantes bloquearam dezenas de rodovias que dão acesso a La Paz, sede do governo boliviano. Com isso, a cidade passou a enfrentar falta de alimentos, medicamentos e combustível, além do agravamento da inflação, que chegou a 14% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os manifestantes rejeitam as reformas propostas pelo governo e acusam Paz de ignorar suas reivindicações. O presidente, por sua vez, afirma que o ex-presidente boliviano Evo Morales está por trás dos protestos. No domingo (24), Morales pediu que o governo convoque novas eleições em até 90 dias. "Para evitar mortes e feridos, a pacificação depende" de sua renúncia e de um "presidente de transição" que convoque eleições dentro desse prazo, afirmou. O governo boliviano denunciou as manifestações à Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmando que elas tentam “desestabilizar a ordem democrática”. O governo também acusou Morales, considerado foragido e procurado por suposto tráfico de uma menor, de incentivar os protestos. Presidente entre 2006 e 2019, Morales foi impedido de participar das eleições presidenciais do ano passado após uma decisão constitucional que limitou as reeleições. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Claudia Moralez/Reuters
25/05/2026 14:09:07 +00:00
Francesa Loxam compra controle da brasileira Mills, de locação de máquinas e equipamentos

Francesa Loxam compra controle da brasileira Mills, de locação de máquinas e equipamentos. Divulgação A Mills informou nesta segunda-feira (25) que os acionistas que controlam a empresa venderam toda a sua participação — equivalente a 50,3% das ações — para a francesa Loxam. A Mills atua no aluguel de máquinas e equipamentos no Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O acordo prevê que a Loxam pagará R$ 16 por ação da Mills, valor 22% acima do preço de fechamento dos papéis na última sexta-feira. Segundo a empresa, esse preço ainda será corrigido pela taxa de 70% do CDI entre o 31º dia após o anúncio e a conclusão da operação. O pagamento será feito à vista quando o negócio for finalizado. A conclusão da compra ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Agora no g1 Depois que assumir o controle da Mills, a Loxam também terá que fazer uma oferta para comprar as ações dos demais acionistas da empresa, pelo mesmo valor pago aos controladores. Fundada em 1967, a Loxam é considerada a maior empresa de aluguel de equipamentos da Europa. Segundo a Mills, a companhia francesa teve receita líquida de 2,5 bilhões de euros em 2025, possui cerca de 11,6 mil funcionários e opera aproximadamente 1.130 filiais em mais de 28 países. A empresa atua no Brasil desde 2015, por meio da Loxam do Brasil e da A Geradora.
25/05/2026 13:50:30 +00:00
Após fechar fábrica na Argentina, dona da Brastemp abre 200 vagas e investe R$ 300 milhões em unidade do Brasil

Após fechar fábrica na Argentina, dona da Brastemp abre 200 vagas de emprego no Brasil A Whirlpool S.A., dona da Brastemp, Consul e KitchenAid, anunciou a abertura de 200 oportunidades de emprego e investimento de R$ 300 milhões na unidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (25). A empresa não informou quando iniciará o processo seletivo para preencher as novas vagas. Em abril, a empresa anunciou que fechou a fábrica de Pilar, na Argentina, e que iria transferir a produção à cidade. À época, disse que a unidade seria a mais avançada da América Latina, utilizando inteligência artificial e robótica para lidar com as maiores complexidades da produção de lavanderia. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram "Na prática, a gente já enxerga, de início, 200 empregos diretos na operação de Rio Claro, principalmente operação, mas também com a parte do desenvolvimento de produtos, dos processos e, como a nossa decisão compreende a mais de 50% das peças também serem produzidas por fornecedores locais da região, do Brasil, a gente projeta algo em torno de 2.800 empregos diretos e indiretos", disse o vice-presidente da Whirlpool, Vinícius Tokuda. LEIA TAMBÉM: Whirlpool fecha fábrica na Argentina e transfere produção para o interior de SP Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade brasileira Fabio Rodrigues/g1 De acordo com Tokuda, o início da produção na unidade de Rio Claro deve ocorrer em setembro deste ano. "Essa mudança está conectada com dois elementos, um elemento de expansão, mas também um elemento de rearranjo interno conectado com o plano diretor para aumentar o nível de produtividade da nossa produção atual". O vice-presidente da Whirlpool explicou que, a princípio, a operação da unidade de Rio Claro deverá atender o mercado nacional, mas a ideia é entregar produtos para toda a América Latina, tendo a Argentina como um segundo mercado mais relevante à empresa. Vice-presidente da Whirlpool, Vinícius Tokuda. Fabio Rodrigues/g1 "A gente tem o privilégio de ter em Rio Claro um Centro de Desenvolvimento de Lavadoras para o mundo inteiro, então a tecnologia brasileira sendo exportada e a gente conecta aqui a 10 metros de distância entre o Centro de Desenvolvimento e a Fábrica, então a gente espera fazer essa conexão com todas as universidades que a gente tem o privilégio de ter aqui", disse Tokuda. Mais notícias da região: INJÚRIA RACIAL: Jogadores da Ferroviária sofrem injúria racial em partida no Amazonas: 'que a Justiça seja feita' PROGRAMAÇÃO: Semana do MEI tem atividades de gestão e expansão dos negócios no interior de SP TECNOLOGIA: Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO Operação em Rio Claro De acordo com o vice-presidente, a unidade de Rio Claro, a partir de setembro, passará com a operação e produção dos produtos já existentes, como lavadoras de carga superior, fogões, fornos e cooktops, somando-se com as lavadoras de carga frontal com uma operação bastante verticalizada. "Com grande parte das peças sendo desenvolvidas também em outros parceiros no Brasil [...], então a gente fala em mais de R$ 300 milhões de investimentos para essa decisão, conectado também à geração direta e indireta de 2.800 novos empregos", afirmou. Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade brasileira Fabio Rodrigues/g1 Fechamento de fábrica na Argentina Segundo comunicado da empresa, a transição tem como objetivo melhorar a eficiência operacional e otimizar recursos, "consolidando a posição da Whirlpool como líder no setor ao integrar excelência fabril e inovação centrada no consumidor para impulsionar o crescimento sustentável". A Whirlpool destacou que a decisão "não altera o compromisso da empresa em continuar o fornecimento e o atendimento ao cliente na Argentina". O mercado argentino seguirá sendo abastecido por produtos fabricados em outros países e distribuídos pela Whirlpool AR. Ainda segundo a empresa, com a unificação da produção de máquinas de lavar de carga superior (top-loading) e carga frontal (front-loading) em Rio Claro, a unidade se tornará um hub de exportação de classe mundial, responsável por fornecer produtos premium de lavanderia para toda a América Latina. Whirlpool Corporation em Rio Claro Divulgação Veja o comunicado na íntegra: São Paulo, abril de 2026 – A Whirlpool S.A. confirma a transferência da produção anteriormente realizada em Pilar, na Argentina, para sua unidade de manufatura em Rio Claro, no Brasil. Esta transição visa melhorar a eficiência operacional e otimizar recursos, consolidando a posição da Whirlpool como líder no setor ao integrar excelência fabril e inovação centrada no consumidor para impulsionar o crescimento sustentável. Compromisso com a Argentina Esta decisão não altera o compromisso da empresa em continuar o fornecimento e o atendimento ao cliente na Argentina. O mercado continuará a ser atendido por produtos fabricados nas diversas unidades globais do grupo e distribuídos pela Whirlpool AR. Rio Claro como hub mundial Ao unificar a produção de máquinas de lavar de carga superior (top-loading) e carga frontal (front-loading) em Rio Claro, a Whirlpool está criando um hub de exportação de classe mundial, pronto para fornecer produtos de lavanderia premium para toda a América Latina. Consequentemente, Rio Claro se tornará oficialmente a unidade de manufatura mais avançada da região, utilizando Inteligência Artificial e robótica para dominar as mais altas complexidades da produção de lavanderia. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
25/05/2026 13:38:19 +00:00
Saudi Aramco transfere participação na PRefChem para a Petronas

Embarcação com carga de GNL da Petronas. Divulgação A Saudi Aramco anunciou a transferência do controle total da PRefChem para a Petronas, empresa com sede na Malásia. Com a operação, a Petronas passa a deter integralmente a empresa após assumir a participação acionária da Aramco no negócio. Segundo as empresas, a transação foi concluída em termos acordados mutuamente entre as partes. A transferência fará com que a PRefChem se torne uma subsidiária integralmente controlada e operada pelo grupo Petronas. Apesar da mudança societária, Aramco e Petronas afirmaram que continuarão explorando possibilidades de cooperação estratégica e acordos comerciais após a conclusão da transferência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Emirados Árabes Unidos deixam a OPEP
25/05/2026 12:06:21 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,01, após sinais de avanço em um acordo de paz entre EUA e Irã; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,19% nesta segunda-feira (25), cotado a R$ 5,0185. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 0,91%, aos 177.816 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O principal destaque do pregão ficou com a sinalização do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que um acordo para o fim da guerra no Oriente Médio poderia ser concluído ainda nesta segunda-feira. A afirmação, mesmo tendo sido contestada pelo Irã (entenda mais abaixo), foi recebida pelo mercado financeiro como uma sinalização de que o fim da guerra pode estar próximo — e aumentou as expectativas dos investidores sobre a possível reabertura do Estreito de Ormuz, pode onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo. Em meio a esse cenário, os preços do petróleo caíam mais de 6% nesta segunda-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, recuava 7,15%, a US$ 96,14, enquanto o WTI, dos Estados Unidos, caía 6,52%, para US$ 90,30. ▶️ No Brasil, o foco da semana estará na divulgação do IPCA-15, que deve trazer pistas sobre a inflação de maio. Nos próximos dias, os investidores também acompanham a taxa de desemprego de abril. ▶️ Já no campo político, o Congresso deve manter o foco em duas PECs de grande repercussão: na Câmara, a atenção se concentra na PEC 221/2019, que trata da escala de trabalho 6x1. Já no Senado, segue no radar a PEC 65/2023, que prevê autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,19%; Acumulado do mês: +1,35%; Acumulado do ano: -8,57%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,91%; Acumulado do mês: -5,07%; Acumulado do ano: +10,36%. Petróleo cai de olho em acordo entre EUA e Irã Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para um possível acordo de paz trouxe um dia de forte queda nas cotações de petróleo nesta segunda-feira (25). Com isso, a commodity chegou ao menor nível em duas semanas. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, recuava 7,15%, a US$ 96,14, enquanto o WTI, dos Estados Unidos, caía 6,52%, para US$ 90,30. Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo para colocar fim à guerra no Oriente Médio pode ser concluído ainda nesta segunda-feira, reforçando que Israel tem o direito de se defender contra ataques e que o governo americano daria todas as chances à diplomacia antes de "explorar as alternativas". "Temos o que eu acho que é algo bastante sólido na mesa em termos de capacidade de abrir os estreitos", disse Rubio. A afirmação foi contestada por Israel, que chegou a admitir que conclusões foram alcançadas em muitos tópicos, mas destacou que nenhum acordo é iminente. No final de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia afirmado que Washington e Teerã haviam “negociado amplamente” um entendimento para um acordo de paz. Segundo Trump, a negociação abriria caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito. Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país negocia o fim da guerra, mas não discute neste momento questões nucleares — um dos pontos mais sensíveis nas relações entre os dois países. Mesmo com a expectativa de acordo, analistas avaliam que a normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz ainda deve levar meses, já que instalações de petróleo e gás afetadas pela guerra precisarão passar por reparos. Mercados globais Os índices futuros apontavam para uma semana positiva em Wall Street, embora os mercados americanos permaneçam fechados devido ao feriado de Memorial Day nos EUA. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 1%, aos 631,63 pontos. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, ganhou 1,76%, a 8.258,26 pontos, enquanto o DAX, da Alemanha, subiu 2,01%, a 25.389,10 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Em Xangai, o índice SSEC avançou 0,96%, aos 4.152 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,58%, aos 4.921 pontos. Em Tóquio, o Nikkei teve forte alta de 2,87%, encerrando o dia aos 65.158 pontos. Dólar opera em alta nesta quarta-feira Alexander Mils/Pexels
25/05/2026 12:00:13 +00:00
INSS inicia o pagamento da segunda parcela do 13º; veja o calendário

Décimo terceiro salário José Cruz/Arquivo/Agência Brasil Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta segunda-feira (25) a segunda parcela do 13º salário antecipado pelo governo federal. Os pagamentos seguem até 8 de junho, conforme o número final do cartão do benefício, e devem injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia, segundo o Ministério da Previdência Social (MPS). A primeira parcela foi paga entre os dias 24 de abril e 8 de maio. Os beneficiários podem consultar o valor do abono pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção “Extrato de Pagamento”. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: final 1: 25 de maio; final 2: 26 de maio; final 3: 27 de maio; final 4: 28 de maio; final 5: 29 de maio; final 6: 1 de junho; final 7: 2 de junho; final 8: 3 de junho; final 9: 5 de junho; final 0: 8 de junho, Quem recebe acima de um salário mínimo: final 1 e 6: 1 de junho; final 2 e 7: 2 de junho; final 3 e 8: 3 de junho; final 4 e 9: 5 de junho; final 5 e 0: 8 de junho. Quem tem direito? Têm direito ao pagamento segurados que receberam, em 2026, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade. Quem não terá o direito Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e da Renda Mensal Vitalícia, que por lei não têm direito ao 13º. Como consultar o pagamento? Site ou app Meu INSS → Acesse com CPF e senha, selecione “Extrato de Contribuição” e baixe o PDF. Telefone 135 → Atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h. É necessário informar CPF e responder perguntas de segurança. ⚠️ O INSS ressalta que não existe pagamento de 14º salário, como circulam em mensagens falsas nas redes sociais. INSS inicia pagamento de benefícios de maio Além do 13º, os aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS começam a receber os pagamentos referentes ao mês de maio a partir desta segunda-feira. Os depósitos começam para quem recebe até um salário mínimo. Em seguida, passam a ser feitos os pagamentos para quem ganha acima do piso nacional. O calendário também é organizado de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número após o traço). (veja aqui o calendário completo)
25/05/2026 11:45:00 +00:00
Com alta do petróleo, mercado financeiro passa a projetar inflação acima de 5% neste ano

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que ultrapassou a barreira dos 5%. Esta é décima primeira semana seguida de aumento. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, próximo de US$ 95 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,92% para 5,04%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4% para 4,01%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,65%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Agora no g1 Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano na última semana, embutindo reduções no decorrer do ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima Jornal Nacional/ Reprodução Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,85% para 1,89%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB recuou de 1,77% para 1,70%. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,17 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,27 para R$ 5,26 por dólar.
25/05/2026 11:29:47 +00:00
BC diz que liquidação do Master não gerou risco de crise ao sistema financeiro; clientes ressarcidos levaram dinheiro a bancos maiores
O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que a liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos no sistema financeiro nacional. A análise consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025. "Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC [Fundo Garantidor de Créditos] direcionaram recursos principalmente para instituições financeiras (IFs) de maior porte e de maior relevância sistêmica", acrescentou o BC. Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia dito que o banco Master relativamente pequeno para oferecer um "risco sistêmico", e que sua liquidação não oferecia risco. "Concordo que isso está consternando as pessoas, não é o passivo [dívida do Master]. Mas o que foi feito com o dinheiro. Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico, é menor de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. O que se chama a atenção é o que se fazia com o dinheiro", declarou Galípolo, na ocasião. A liquidação do conglomerado do banco Master foi anunciada pelo BC em novembro do ano passado, retirando a instituição financeira do mercado. Na mesma época, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos. "O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O SFN [sistema financeiro nacional] permanece com capitalização e liquidez confortáveis, e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário", avaliou a autoridade monetária. A instituição informou, ainda, que a rentabilidade das instituições financeira permaneceu praticamente estável no segundo semestre do ano passado, demonstrando "resiliência e capacidade de gerar lucros para aumentar o capital". "O crescimento dos resultados operacionais, ainda que em ritmo menor, compensou o aumento do custo com provisões. A margem de crédito seguiu pressionada pela elevação do custo de captação. A rentabilidade continua sem perspectiva de aumento em razão das condições financeiras restritivas e da moderação da atividade econômica, que podem reduzir o crescimento do crédito e das receitas de serviços e aumentar a inadimplência", concluiu.
25/05/2026 11:10:36 +00:00
Petróleo cai mais de 7% com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Trump e Rubio afirmam que acordo com o Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz Os preços do petróleo caíram mais de 7% nesta segunda-feira (25) e atingiram o menor nível em duas semanas, diante do aumento do otimismo de que Estados Unidos e Irã estejam próximos de um acordo de paz. A expectativa é que o entendimento permita a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. 🛢️Por volta das 14h29 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent caía US$ 7,24, ou quase 7%, cotado a US$ 96,30. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuava US$ 6,30, ou 6,5%, para US$ 90,88 por barril. No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e o Irã haviam “negociado amplamente” um entendimento para um acordo de paz que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Ainda assim, os dois lados seguem em desacordo sobre questões consideradas centrais. No domingo, Trump afirmou ter orientado seus representantes a não acelerarem as negociações. “Já vimos esse cenário antes, mas as negociações acabaram fracassando. Por isso, o mercado deve continuar cauteloso e evitar reações exageradas”, disse Warren Patterson, chefe de estratégia de commodities do ING. Nesta segunda-feira, os dois países também reduziram as expectativas de um avanço rápido nas conversas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington espera chegar a um “bom acordo” com o Irã ou adotará “outra abordagem”. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o país negocia o fim da guerra e que, neste momento, não trata de questões nucleares. Analistas avaliam que a normalização do fluxo de petróleo pelo estreito ainda deve levar meses, enquanto instalações de petróleo e gás danificadas passam por reparos. “Continuamos acreditando que o principal fator para o mercado de petróleo são os fluxos físicos da commodity e, até agora, o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue limitado”, afirmou Giovanni Staunovo, analista da UBS. Segundo dados de navegação, dois navios-tanque carregados com gás natural liquefeito deixavam o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira com destino ao Paquistão e à China. Além disso, um superpetroleiro carregado com petróleo iraquiano saiu do Golfo rumo à China no sábado, após permanecer retido por quase três meses. Nos Estados Unidos, empresas do setor de energia reagiram à alta dos preços domésticos ampliando, pela quinta semana seguida, o número de plataformas de petróleo e gás natural em operação — algo que não acontecia desde fevereiro de 2025. O total de plataformas de perfuração, indicador da produção futura, subiu em sete unidades na semana encerrada em 22 de maio, chegando a 558, o maior nível desde junho de 2025. Ainda assim, a Baker Hughes informou que o número permanece oito plataformas abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters
25/05/2026 10:49:38 +00:00
Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir desta segunda
Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir de hoje A partir desta segunda-feira (25), trabalhadores já podem consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para utilizá-lo no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal. Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias. Quem aderir à iniciativa poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou amortizar dívidas em atraso. O valor será transferido diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados. Como vai funcionar? O trabalhador consultará seu saldo e poderá autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação. Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira. Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora. Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa. Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 Novo Desenrola O programa, anunciado no início de maio, foi dividido em quatro categorias voltadas para: famílias Fies empresas agricultores rurais Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões. Quem pode participar? Para usar o FGTS no Desenrola, é preciso: Ter saldo disponível na conta do Fundo de Garantia; Ter renda mensal de até cinco salários mínimos; Possuir dívidas vencidas elegíveis no cartão de crédito, cheque especial e/ou empréstimos. ➡️Trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025, tenham dívidas bancárias, e queiram usar o FGTS para pagar dívidas, poderão fazer duas retiradas. Limitações para apostadores Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online. "Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente. Programa também prevê que os bancos perdoem dívidas de até R$ 100. No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.
25/05/2026 10:38:42 +00:00
A disparada do custo de vida e dos imóveis em João Pessoa com chegada de jovens que buscam 'desacelerar' e 'investir'

Disparada do custo de vida e dos imóveis em João Pessoa com chegada de jovens CACIO MURILO/MTUR Custo de vida baixo, ruas pouco movimentadas e praias com pouquíssimos turistas. Era assim que as pessoas encontravam a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, quatro anos atrás, quando a publicitária Rebeca Cirino, de 39 anos, se mudou de volta para lá. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ela e o marido escolheram a cidade para fugir de São Paulo em busca de uma rotina em que pudessem "desacelerar" e tentar dar melhor qualidade de vida à filha. A paraibana conta que percebeu o desenvolvimento da capital, se comparada há quinze anos, quando deixou a cidade. Porém, percebeu que o custo de vida aumentou, especialmente de dois anos para cá. "Quando eu morei aqui, em 2010, era outra realidade. Hoje, a gente sente diferença em tudo, principalmente nos preços", diz Rebeca. "Em 2022, o coco era R$ 2. Agora já você já encontra por R$ 6 e até R$7". Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Seu marido, o advogado Ezequiel Ribeiro, de 35 anos, também cita aumento em despesas básicas, como mercado e restaurantes, o que, segundo ele, afeta diretamente o dia a dia. Eles também sentiram esse impacto ao buscar um novo lugar para morar. O preço médio do metro quadrado praticamente dobrou em poucos anos: de R$ 4,5 mil, em 2019, para R$ 8 mil em 2026, segundo o índice FipeZap. "Os preços eram bem mais acessíveis quando chegamos. Hoje, subiram muito, tanto para compra quanto para aluguel", diz Ezequiel. A rotina do casal também mudou. "Um trajeto de carro de cinco minutos pode levar meia hora no horário de pico", diz Rebeca. Rebeca e Ezequiel trocaram São Paulo por João Pessoa para 'desacelerar' ARQUIVO PESSOAL via BBC Para Ezequiel, o trânsito mais intenso está ligado ao crescimento recente, especialmente em bairros como o Bessa, zona Norte da cidade, onde o casal vive. "É um dos bairros que está sendo mais ocupado nesses últimos anos. E, a depender do horário em que você sai de casa, você pega um trânsito considerável." O avanço populacional ajuda a explicar as transformações. Dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que João Pessoa foi a quinta capital que mais ganha habitantes no país. Com uma taxa de crescimento de 1,19% ao ano, a capital paraibana só ficou atrás de Boa Vista (RR), Palmas (TO), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT) no levantamento. Isso representou um acréscimo de 110 mil novos moradores em 12 anos, o que posiciona a cidade como um dos principais polos de atração populacional do país hoje. Atualmente, João Pessoa tem 833.932 habitantes, segundo o cálculo mais atual IBGE. As mudanças na rotina da capital As mudanças recentes em João Pessoa também são percebidas por quem acompanha a cidade há mais tempo. Morador há mais de quatro décadas, o ambientalista Marco Túlio Gusmão, de 58 anos, afirma que o crescimento urbano trouxe uma nova dinâmica para a vida na cidade. Segundo ele, a valorização imobiliária tem sido um dos principais vetores dessas transformações. A capital paraibana registrou a segunda maior valorização entre todas as capitais do país, com uma alta de 15,15%, índice superado apenas por Salvador (16,25%) e ficando à frente de mercados tradicionais como Vitória e São Paulo. Foi a maior alta anual da história de João Pessoa desde que a cidade começou a ser monitorada pelo Índice FipeZAP. "Esse aumento acaba impactando o custo de vida de forma geral, refletindo em serviços, lazer e consumo cotidiano", diz Marco Túlio. Segundo Marco Tulio, a valorização imobiliária é um dos principais fatores para o aumento do custo de vida em João Pessoa ARQUIVO PESSOAL via BBC Marco Túlio diz que o aumento da população, acompanhado pelo crescimento urbano acelerado, ocorre especialmente em áreas próximas ao litoral. Esse movimento, segundo ele, também alimenta discussões sobre gentrificação. O aumento pela procura por imóveis eleva seu preço, e, com isso, cresce o risco de fazer com que as pessoas que vivem nestas áreas há mais tempo tenham que se mudar para regiões mais afastadas porque não conseguem pagar os novos preços. O ambientalista também nota um aumento na circulação nas regiões litorâneas, impulsionado pelo turismo e pela chegada de novos moradores, principalmente após a pandemia. As praias, por exemplo, passaram a ficar mais cheias. Esse movimento ocorre em paralelo ao crescimento da frota de veículos. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que o número de automóveis na capital passou de 474 mil, em 2024, para mais de 501 mil em 2026. O aumento reflete o adensamento urbano e impacta diretamente o tempo de deslocamento entre bairros, como mencionado por moradores da capital paraibana ouvidos pela reportagem. Apesar das mudanças, Marco Túlio afirma que a cidade ainda mantém características que levam pessoas a se mudar para João Pessoa, como a busca por maior contato com a natureza e por uma maior qualidade de vida. Para ele, o desafio está em fazer com que esse crescimento ocorra de forma planejada e organizada. 'Estão criando uma cidade para o mercado imobiliário' O crescimento recente de João Pessoa tem sido guiado, segundo especialistas, por decisões de planejamento urbano que influenciam diretamente a forma como a cidade se expande. Para o geógrafo Alexandre Sabino do Nascimento, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), não se trata de um avanço desordenado, mas segue um modelo que está diretamente ligado à valorização fundiária e imobiliária. "Não podemos dizer que a cidade está sem planejamento. O que temos é um planejamento que atende a determinados interesses", diz Nascimento. A expansão da cidade ocorre em função do mercado, influenciando como são feitos investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura viária. "Há uma simbiose entre a abertura de grandes vias e a criação de oportunidades para o investimento imobiliário", diz o professor. Segundo ele, mudanças no Plano Diretor reduziram instrumentos de participação popular, como audiências públicas e conselhos urbanos. Com isso, as decisões sobre o uso da área urbana passaram a ter menor participação da população. "Quem vive aqui está acompanhando o planejamento urbano da cidade?", questiona o pesquisador ao apontar o distanciamento entre as decisões e o cotidiano dos moradores. Isso tem produzido impactos diretos no acesso à moradia em João Pessoa. O pesquisador cita um déficit habitacional de cerca de 50 mil domicílios na capital, com muitas famílias comprometendo mais de 30% da renda com aluguel. Além disso, mudanças nas regras para zonas de interesse social e ambiental favorece a ocupação de áreas antes protegidas. Para Nascimento, esse modelo de crescimento aprofunda desigualdades: "Estão criando uma cidade para o mercado imobiliário". Ele destaca que, enquanto isso, existem milhares de lotes vazios em áreas com infraestrutura urbana, que poderiam ser utilizados para habitação social. De acordo com o pesquisador, as incorporadoras têm ampliado a compra de terrenos para formação de "bancos de terra" para empreendimentos futuros, o que reduz a oferta disponível e contribui para a elevação dos preços. "Isso gera alta concentração de terrenos e escassez no mercado, o que encarece a cidade como um todo", afirma Nascimento. A atuação das incorporadoras tem inclusive mudado o perfil de regiões da cidade, diz Nascimento: "O que temos agora é uma reestruturação de padrões de alguns bairros". A Prefeitura afirma que o crescimento exige adaptação da infraestrutura e diz que tem investido em mobilidade para acompanhar a expansão. Segundo a gestão, em nota enviada à reportagem, obras como o Complexo Viário Beira Rio e novos corredores de transporte coletivo buscam melhorar a fluidez e preparar a cidade para o aumento da demanda. A administração também destaca projetos voltados à integração viária e ao turismo. A BBC News Brasil também voltou a procurar a Prefeitura para questionar sobre as alegações de que a expansão da capital estaria organizada em função do interesse imobiliário, mas a administração não respondeu a esse questionamento da reportagem. Orla concentra maior valorização imobiliária A valorização imobiliária em João Pessoa se concentra, sobretudo, nos bairros da orla, onde a combinação entre turismo, novos moradores e investimentos tem redesenhado o mercado local. O corretor Caio César de Queiroz Ferreira, que trabalha com imóveis de luxo há 15 anos na capital paraibana, diz que o movimento é puxado pela localização e perfil dos novos empreendimentos e também pelo tipo de público que a cidade passou a atrair nos últimos anos. João Pessoa costumava receber muitos aposentados em busca de qualidade de vida, mas passou a atrair també profissionais de outras regiões, muitos com maior poder de compra e trabalho remoto. "Existe uma presença forte de aposentados, mas o que chama mais atenção ultimamente é a vinda de um público mais jovem e economicamente ativo, que enxerga João Pessoa não só como destino de descanso, mas como lugar para viver e investir", diz Ferreira. Esse público, aliado ao aumento dos custos da construção civil, contribui para elevar o padrão — e o preço — dos empreendimentos. Os números do mercado ilustram essa tendência. Em março, enquanto a média do metro quadrado em João Pessoa chegou a R$ 8 mil, em Cabo Branco, um dos bairros mais valorizados, o valor atingiu R$ 12,3 mil, uma alta de 10,4% em 12 meses. "Os bairros de alta renda hoje estão concentrados principalmente na orla. Cabo Branco e Tambaú são regiões mais consolidadas, com alta procura pelo turismo, enquanto o Altiplano se destaca como polo de alto padrão", afirma Ferreira. "Jardim Oceania, no Bessa, tem ganhado espaço com produtos mais novos e infraestrutura urbana, e algumas regiões de Manaíra próximas ao mar também concentram imóveis de padrão elevado". Para Rebeca, a mudança ficou evidente na tentativa de comprar um imóvel. Ao comparar com o período em que já havia morado na capital, ela relata, além do aumento generalizado dos preços, uma dificuldade maior nas negociações por conta da maior procura. Em uma das propostas, ela conta, o proprietário se recusou a reduzir o valor pedido mesmo diante de uma oferta próxima. Em outro caso, soube que o imóvel permaneceria fechado à espera de valorização. Esse tipo de comportamento, segundo Ferreira, está ligado ao aumento da demanda. "O crescimento populacional acontece mais rápido do que a entrega de novos imóveis no curto prazo", afirma o corretor. Valorização do mercado imobiliário de João Pessoa se concentra, sobretudo, em bairros da orla GETTY IMAGES via BBC A chegada de novos moradores tem pressionado tanto o mercado de compra quanto o de locação. Na prática, isso se traduz em reajustes expressivos, principalmente nas áreas mais valorizadas. O corretor aponta que, em alguns bairros da orla, os aluguéis já acumulam altas entre 20% e 30% nos últimos anos. O resultado é um mercado mais competitivo, em que imóveis passam a ser tratados também como ativos financeiros, com impacto direto no custo de vida de quem já mora na cidade. "A cidade está em um momento muito bom, com crescimento urbano e valorização constante, mas pontos como mobilidade urbana, infraestrutura e serviços precisam evoluir junto com esse aumento populacional", acrescenta o corretor. Esgoto, poluição e os limites do crescimento O avanço urbano de João Pessoa também expõe fragilidades na infraestrutura básica, especialmente no saneamento. Dados do Instituto Trata Brasil indicam que 72,36% do esgoto da cidade é coletado e encaminhado para estações de tratamento, enquanto o restante ainda tem destino incerto, podendo ir de fossas sépticas a ligações clandestinas e descarte direto em rios que deságuam no mar, explicam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo o pesquisador Joácio Morais Júnior, coordenador do laboratório de pesquisa em Sistemas Ambientais Urbanos da UFPB, o ritmo de expansão da cidade não foi acompanhado pela rede de esgotamento. "O crescimento urbano acelerado, especialmente com a verticalização na orla e a expansão para outras zonas, gera uma pressão sem precedentes, pois a infraestrutura de coleta não acompanhou esse avanço", afirma Júnior, que também é presidente do Instituto ARBOR. Na prática, isso pode levar ao transbordamento de tubulações e ao escoamento irregular para galerias pluviais, atingindo rios e praias. Esse cenário tem impacto direto no meio ambiente e na própria economia local. O lançamento de esgoto favorece a proliferação de algas, reduz o oxigênio da água e pode comprometer ecossistemas como recifes de coral e manguezais. "Há risco real de danos irreversíveis. Esses sistemas têm um ponto de não retorno", diz o pesquisador. A consequência, segundo ele, vai além da degradação ambiental e pode afetar atividades como a pesca e o turismo. Outro ponto levantado é a divergência nos dados oficiais. Enquanto levantamentos nacionais apontam índices mais baixos de cobertura, relatórios da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) indicam percentuais mais elevados. A diferença, explica Morais, está na metodologia: parte dos dados considera apenas áreas formalmente atendidas, enquanto outros incluem regiões periféricas ainda sem cobertura plena. "A solução técnica para o saneamento é, portanto, uma medida de sobrevivência biológica e econômica para a capital", afirma o pesquisador. Diante desse cenário, especialistas defendem mais transparência e monitoramento contínuo. Entre as medidas apontadas estão a fiscalização de ligações clandestinas, ampliação da rede de coleta, instalação de sensores de qualidade da água e uso de soluções alternativas de tratamento em áreas não atendidas. Também é citado o papel do planejamento urbano, com revisão de parâmetros de ocupação e proteção de áreas ambientais sensíveis. A reportagem procurou a Cagepa, responsável pela coleta de esgoto na região, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. "Para equilibrar o crescimento acelerado de João Pessoa com a preservação ambiental e a viabilidade do turismo, as ações do poder público precisam atacar tanto a infraestrutura invisível (saneamento) quanto o planejamento visível (uso do solo)", diz Júnior. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
25/05/2026 08:03:59 +00:00
NR-1: Regra que amplia fiscalização sobre saúde mental no trabalho entra em vigor nesta terça; veja o que muda

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR‑1) entra em vigor nesta terça-feira (26), e amplia a responsabilidade das empresas sobre os riscos à saúde mental dos trabalhadores. Anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, a medida reforça a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas. A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025. Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar mais um adiamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma. Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por esse motivo, estabelecendo um novo recorde. O g1 ouviu especialistas e explica, abaixo, as principais dúvidas sobre como a atualização da NR-1 vai funcionar na prática. o que muda na prática com a atualização da NR-1; como vai funcionar a fiscalização; se empresas poderão ser multadas; o que as empresas terão que fazer; e o que muda para os trabalhadores. Capa afastamentos por saúde mental Luisa Rivas e Otávio Camargo | Arte g1 O que muda na prática com a atualização da NR‑1? A principal mudança com a atualização da NR‑1 é que os chamados riscos psicossociais — ligados à forma como o trabalho é organizado — passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão entram oficialmente no radar da fiscalização. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). “A grande inovação foi deixar explícito que o risco psicossocial faz parte do gerenciamento de riscos. Isso já estava incluído, mas não estava claro para as empresas e para a sociedade”, explica Alexandre Furtado Scarpelli Ferreira, auditor‑fiscal do trabalho e diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Segundo ele, a fiscalização passa a olhar menos para equipamentos e mais para a forma como o trabalho é organizado. “Quando a gente fala em risco psicossocial, estamos falando de processo de trabalho: carga, metas, jornada, cadeia de comando, sistemas que não funcionam, falta de autonomia.” Ou seja: a principal mudança é tornar explícito algo que já estava previsto nas normas trabalhistas. Com isso, o Ministério do Trabalho passa a exigir que as empresas olhem não apenas para máquinas, equipamentos ou riscos físicos, mas também para a dinâmica de trabalho dentro das organizações. Como vai funcionar a fiscalização? Os auditores-fiscais do trabalho têm o direito e o dever de entrar em empresas sem necessidade de autorização judicial para realizar inspeções. Com a atualização da NR-1, a fiscalização passará a olhar para a forma como o trabalho é organizado e executado dentro das empresas. Na prática, os auditores vão verificar se as empresas identificaram os riscos psicossociais, se eles estão registrados corretamente e se existem medidas concretas para reduzir problemas como pressão excessiva, jornadas abusivas, assédio e sobrecarga de trabalho. Segundo a auditora-fiscal Odete Reis, a fiscalização será baseada principalmente na análise do trabalho real. “A gente verifica se o fator de risco está presente e se ele está sendo gerenciado. Isso é feito por observação do ambiente, entrevistas com trabalhadores e análise de documentos”, afirmou. Durante as inspeções, os auditores poderão analisar jornadas, cobrança por metas, relação entre chefias e funcionários, canais de denúncia, processos internos e documentos como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), inventários de risco e planos de ação. Odete ressalta que não é necessário haver um trabalhador já afastado para que a empresa seja cobrada. “Pode ser que ainda não exista afastamento, mas o risco esteja presente. O objetivo da fiscalização é chegar antes do adoecimento, para fazer a prevenção”, afirmou. A atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho poderá ocorrer a partir de denúncias anônimas feitas por trabalhadores, dados da Previdência Social sobre afastamentos por saúde mental e ações de inteligência fiscal, que identificam setores com maior incidência de adoecimento. Segundo Alexandre Scarpelli, a fiscalização não dependerá apenas de denúncias. “A inspeção do trabalho não atua só por denúncia. A gente cruza denúncias com dados da Previdência e com o conhecimento dos setores onde o risco psicossocial é mais elevado.” Isso significa que empresas poderão ser fiscalizadas mesmo sem denúncia formal, principalmente se apresentarem muitos afastamentos por transtornos mentais ou atuarem em setores historicamente mais expostos ao adoecimento. Assédio moral no trabalho pode causar consequências na saúde mental e física da vítima Freepik Empresas poderão ser multadas? Sim. A multa não será automática com a entrada em vigor da norma, mas poderá ocorrer caso a fiscalização identifique falhas no gerenciamento dos riscos psicossociais. O Ministério do Trabalho afirma que, “durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor, a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar ações de orientação, instrução e notificação das organizações quanto à necessidade de adequação, especialmente em relação às novas exigências introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas nos casos aplicáveis”. Segundo Odete Reis, o auditor pode multar caso a empresa: não identifique os riscos; identifique os problemas, mas não adote medidas; implemente ações insuficientes; ou deixe de monitorar os riscos ao longo do tempo. “Se for constatado que a empresa não está fazendo o gerenciamento dos riscos, a gente lavra o auto de infração. A partir daí, o processo segue para o setor de multas e recursos do Ministério do Trabalho”, explicou. As multas seguem as regras gerais das Normas Regulamentadoras e podem variar conforme o porte da empresa, o número de empregados e a gravidade da infração. Hoje, os valores vão de R$ 416 a R$ 4.160 para infrações relacionadas à saúde do trabalhador e de R$ 693 a R$ 6.935 para segurança do trabalho. Segundo Scarpelli, não existe uma “multa única” da NR-1. “A multa vai depender do ponto em que o processo falhou: se foi na identificação do risco, na adoção de medidas ou no monitoramento”, afirmou. Após a autuação, a empresa ainda pode apresentar defesa em processo administrativo. Apesar da possibilidade de multa, especialistas afirmam que o foco inicial é orientar e induzir mudanças na cultura organizacional. “Não existe expectativa de que todos os problemas sejam resolvidos de imediato. O que se espera é que as empresas comecem a enfrentar o problema, identifiquem os riscos e estabeleçam um plano de ação”, disse Scarpelli. A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que a atualização da norma também tem caráter preventivo. “A NR-1 funciona como um alerta: esse tema precisa ser tratado com a mesma seriedade que riscos físicos e biológicos.” O que as empresas terão que fazer? Com a entrada em vigor da atualização da NR-1, as empresas passam a ter a obrigação explícita de incluir riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Na prática, isso significa deixar de olhar apenas para acidentes físicos ou exposição a agentes químicos e passar a analisar de forma sistemática como a organização do trabalho pode gerar sofrimento ou adoecimento mental. Segundo a juíza do trabalho Mirella Cahú, a norma muda o foco da análise. “O risco psicossocial não é do trabalhador, é da atividade e da organização do trabalho.” Ou seja, a responsabilidade deixa de recair apenas sobre características individuais e passa a incluir decisões de gestão, metas, jornadas, relações hierárquicas e condições em que o trabalho é executado. As empresas terão que identificar situações potencialmente adoecedoras e esses riscos precisarão ser registrados formalmente no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com descrição clara de como afetam a rotina de trabalho e quais áreas ou funções estão mais expostas. “Não basta perceber o risco. Ele precisa estar documentado, com inventário e plano de ação”, afirma a auditora-fiscal Odete Reis. Além do registro, as empresas terão que demonstrar que adotaram medidas concretas para enfrentar as causas do problema — e não apenas ações pontuais ou simbólicas. Isso pode incluir revisão de metas e prazos, reorganização de jornadas, redistribuição de tarefas, mudanças na forma de cobrança, treinamento de lideranças, criação de políticas contra assédio e fortalecimento de canais de denúncia. “Gerenciar risco é mudar a organização do trabalho”, resume Odete. Segundo os especialistas, as soluções devem levar em conta o porte da empresa, o tipo de atividade e os riscos específicos de cada ambiente de trabalho. Ou seja: não existem soluções padronizadas.“Cada atividade tem riscos diferentes e precisa de estratégias próprias, construídas de forma responsável”, afirma Mirella Cahú. Outro ponto central é que as empresas precisarão acompanhar se as medidas estão funcionando, reavaliar periodicamente os riscos e atualizar o PGR sempre que houver mudanças relevantes na dinâmica de trabalho. “É um processo contínuo. Identifica, age, reavalia e melhora”, explicou Scarpelli. Durante uma eventual fiscalização, as empresas precisarão comprovar, por meio de documentos e práticas internas, que identificaram os riscos psicossociais e adotaram medidas para enfrentá-los. “Se o gerenciamento não estiver sendo feito, a empresa pode ser autuada”, alertou Odete Reis. A atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma. “Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.” O que muda para os trabalhadores? A atualização da NR-1 fortalece o entendimento de que saúde mental também é uma questão de saúde e segurança do trabalho. Na prática, trabalhadores passam a ter mais respaldo para denunciar condições consideradas adoecedoras, como pressão excessiva, jornadas abusivas, metas inalcançáveis e assédio moral. Segundo a juíza do trabalho Mirella Cahú, a principal mudança é que o foco deixa de estar apenas no indivíduo e passa a incluir a forma como o trabalho é organizado. “O risco psicossocial não é do sujeito, é da atividade de trabalho”, afirmou. Isso significa que situações que antes muitas vezes eram tratadas como “fragilidade individual” passam a ser analisadas também como consequência da dinâmica de como trabalho é gerenciado dentro das empresas. Especialistas avaliam que a norma também pode facilitar o reconhecimento do nexo entre trabalho e adoecimento mental em casos de afastamento ou ações judiciais. “Já reconhecemos transtornos mentais como acidente de trabalho quando há relação com a organização do trabalho”, afirma a magistrada. Outra mudança prática é que empresas poderão ser cobradas antes mesmo de existir um trabalhador afastado. Ou seja, a fiscalização poderá exigir mudanças ao identificar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, mesmo sem casos formalmente registrados de adoecimento. Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a expectativa é que a atualização da NR-1 pressione empresas a tratar saúde mental com o mesmo nível de atenção dado hoje a acidentes físicos e outros riscos ocupacionais. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
25/05/2026 07:00:33 +00:00
Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro

Exame de direção em São Paulo (SP) divulgação/Detran/SP Desde dezembro de 2025, é possível usar um carro particular para fazer as aulas práticas e exame prático para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida foi publicada na resolução 1.020/2025 do Conselho Nacional do Trânsito (Contran) e alguns estados já aderiram. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mas como fica o seguro do carro nesse caso? Quem cede o veículo particular para um aluno não habilitado fazer aulas e prova está coberto? O g1 consultou advogados especialistas e seguradoras para saber se, em caso de acidente nessas situações, o carro estaria coberto pela apólice. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Algumas seguradoras já afirmaram que os termos do contrato não preveem um condutor sem CNH e, por isso, a apólice não deve cobrir danos causados durante as aulas e prova. Outras seguradoras não quiseram participar da reportagem. O que dizem as seguradoras Keila Farias, vice-presidente da comissão de auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) disse em nota que as mudanças recentes nas regras de formação de condutores criam uma situação nova para o mercado, que ainda está em processo de avaliação e eventual adaptação de produtos e coberturas a essa realidade. “De forma geral, a cobertura do seguro depende das condições contratadas e da adequação do uso informado na apólice”, orienta Keila.“Como, nesse contexto, o veículo passa a ser utilizado em uma finalidade distinta do uso particular originalmente declarado, é fundamental que o segurado consulte previamente sua seguradora.” Exame, teste, Detran-PR, Carteira Nacional de Habilitação, CNH, baliza, Paraná, Curitiba Allan Marba/Detran-PR Em caso de seguros que preveem proteção de danos a terceiros, Keila explica que a existência dessa possibilidade no contrato, por si só, não permite garantir automaticamente a cobertura nessa situação específica. “Como se trata de um contexto novo, ainda em assimilação pelo mercado, cada seguradora poderá estabelecer critérios próprios e promover adequações em seus produtos para contemplar esse tipo de utilização”, diz a vice-presidente da FenSeg. Segundo a entidade, a orientação mais segura é que o segurado consulte sua seguradora ou corretor para verificar se há necessidade de ajuste nas informações prestadas ou nas coberturas contratadas. Isso não impede, de acordo com Keila, que as seguradoras promovam adequações em seus produtos. “Neste momento, a recomendação é buscar confirmação prévia antes da utilização do veículo nessa condição”, recomenda. Sem cobertura Thales Lemos, diretor de seguro auto da Mapfre explica que, atualmente, não há cobertura técnica para condutor não habilitado e pessoas sem CNH. Se o segurado emprestar o veículo para que uma pessoa sem habilitação realize a prova prática do Detran, haverá negativa da indenização pela seguradora. Em relação a danos a terceiros, Lemos explica que também não há cobertura. “Como conduzir um veículo sem habilitação é uma situação excluída do seguro, danos causados a outras pessoas durante a prova também estão fora da cobertura”, explica. A recomendação, segundo Lemos, é ter cautela antes de permitir o uso do veículo por alguém sem CNH para aulas e exames: Ler com atenção as condições da apólice; Verificar se o condutor principal aparece no perfil de risco; E, em caso de pessoas não habilitadas, evite permitir o uso do veículo; Consulte o corretor e a seguradora para tirar dúvidas. Fábio Morita, diretor-executivo de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz Seguros, diz que utilizar o carro particular no exame prático da CNH pode trazer mais conforto e familiaridade ao candidato, mas também exige atenção do proprietário do veículo em relação às regras do seguro. “De maneira geral, as apólices de seguro de automóvel não cobrem os sinistros ocorridos durante a sua condução por uma pessoa não habilitada, incluindo as situações em que o candidato esteja realizando o exame para a aquisição da CNH”, explica Morita. De acordo com o executivo, isso se aplica não apenas ao seguro de veículos da Allianz, mas sim como uma prática de mercado, incluindo qualquer seguradora. Exame prático feito pelo Detran-SP divulgação/Detran-SP “Desta forma, embora o proprietário possa ceder o veículo para a realização da prova, possíveis danos causados durante o exame, sejam eles no próprio carro ou a terceiros, não estão cobertos pelo seguro” alerta Morita. O executivo da Allianz diz que o mesmo entendimento vale para as coberturas adicionais, como despesas médicas, indenizações e eventuais custos judiciais decorrentes de um acidente. Morita aconselha que o segurado consulte antes a seguradora e o corretor para entender as condições que estão na apólice. “Também é fundamental que o deslocamento do veículo até o local da prova seja feito por um motorista devidamente habilitado, conforme as regras de trânsito”, explica o executivo. Ao longo da semana, a reportagem do g1 procurou diversas seguradoras. As empresas Bradesco Seguros, Porto Seguro e Tokio Marine informaram que não divulgariam posição oficial e orientaram a pedir o posicionamento da Fenseg. A Itaú Seguro Auto é operada pela Porto e o BB Seguros é operado pela Mapfre. HDI Seguros, Zurich e Youse comunicaram via assessoria de imprensa que não participariam da reportagem. A Alfa não encaminhou o contato da assessoria e a Ituran não respondeu o contato da reportagem. Advogados divergem O advogado Marcos Poliszezuk, sócio fundador do Poliszezuk Advogados, diz que as apólices de seguro padrão contêm cláusula expressa que exige condutor habilitado. Ou ainda que o condutor esteja previsto nas condições contratuais. Segundo Poliszezuk, conduzir sem CNH configura violação dessa condição e o artigo 1.448 do Código Civil estabelece que o segurador não é obrigado a indenizar sinistro ocorrido por culpa exclusiva do segurado. “A jurisprudência enquadra a entrega do carro a não habilitado como culpa grave. Portanto, a seguradora pode recusar o pagamento da indenização com fundamento contratual e legal”, explica o advogado. Em relação aos danos causados a terceiros, Poliszezuk diz que a cobertura é duvidosa neste caso e depende inteiramente da redação específica da apólice. A maioria das coberturas de responsabilidade civil, segundo o advogado, também condiciona o pagamento à presença de condutor habilitado. “Contudo, há precedentes judiciais que protegem o terceiro lesado, independentemente da culpa do segurado, especialmente quando a apólice não excluiu expressamente essa hipótese”, analisa o especialista. A seguradora pode inicialmente negar e caberá ao Judiciário decidir, explica. Isso gera risco de demora, litígio adicional e custas processuais para o proprietário, mesmo que ao final a cobertura seja reconhecida, prevê o advogado. Algumas apólices de seguro preveem cobertura de gastos médicos e processuais em caso de acidente. De acordo com Poliszezuk, essa cobertura tende a ser independente da habilitação do condutor, pois cobre os custos decorrentes do sinistro, e não a culpa do segurado. “Despesas médicas hospitalares e cobertura de defesa jurídica, quando contratadas, geralmente não contêm exclusão específica para condutor não habilitado”, diz o advogado. O especialista alerta que isso ainda é sujeito a questionamento. A seguradora pode justificar que o sinistro decorreu de violação contratual. “Mas esse argumento [da seguradora] é mais frágil nessa modalidade de cobertura”, diz. De acordo com Poliszezuk, o proprietário deve adotar uma sequência de medidas preventivas antes de ceder o carro particular para aulas e prova de pessoa não habilitada: Notificar a seguradora por escrito (e-mail ou carta protocolada) informando a data, o local e o nome da pessoa que realizará o teste, solicitando confirmação expressa da cobertura; Exigir resposta formal no prazo de 15 dias úteis (com base na Resolução SUSEP nº 4/2018); Se a seguradora não responder, há presunção de aceitação tácita do risco; Se a resposta for negativa ou evasiva, solicitar um termo aditivo que inclua cobertura específica para essa hipótese, mediante pagamento de prêmio adicional; Manter toda a documentação do teste (comprovante de agendamento, nome do examinador, horário) para demonstrar que o uso foi autorizado e supervisionado pelo Detran. Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados, tem uma análise diferente. Segundo o advogado, tudo dependerá das exclusões que o contrato prevê. É preciso analisar se emprestar um veículo a terceiro seria um real aumento de risco. “O particular que está realizando prova não está na ilegalidade, ou seja, possui uma autorização específica para dirigir na prova prática acompanhado de um fiscal e não simplesmente dirigindo sem CNH”, argumenta Boris. O advogado completa que o mercado pode incluir tais previsões de exclusão no contrato do seguro de forma expressa. Pois, mesmo que exista um fiscal ou instrutor, fica evidente que há um aumento de risco. Exame de direção, em Manaus Isaque Ramos/Detran-AM A advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, diz que juridicamente não existe resposta automática para exclusão de cobertura só porque o candidato não possui CNH. “A pessoa que realiza exame prático do Detran está inserida em procedimento oficial autorizado pelo poder público, o que diferencia essa situação da condução irregular comum de veículo por pessoa não habilitada”, analisa Daniela. A advogada diz que várias seguradoras têm cláusulas que restringem a condução do carro por pessoa sem CNH e até de condutor que não está previsto na contratação do seguro. “Contudo, o entendimento jurídico predominante no país é de que a ausência de habilitação, isoladamente, não basta para afastar o dever de indenizar”, explica Daniela. Normalmente se exige, segundo a advogada, a demonstração de aumento de risco intencional ou um nexo entre a falta de CNH e o acidente. Daniela diz que a cobertura de danos contra terceiros tem interpretação ainda mais protetiva do judiciário, pois envolve vítimas que estão fora da relação de contrato. “Mesmo quando existe discussão sobre eventual exclusão da cobertura do próprio veículo segurado, é relativamente comum que terceiros prejudicados sejam protegidos judicialmente”, diz a advogada. A recomendação de Daniela também é de consultar previamente a seguradora e solicitar resposta formal, preferencialmente por escrito, sobre a manutenção da cobertura nestes casos. Também é importante, diz a especialista, analisar cuidadosamente as cláusulas relacionadas à condução por terceiros, ausência de habilitação e agravamento do risco. “O fato de diversas seguradoras evitarem responder publicamente ao tema demonstra justamente que existe uma zona cinzenta regulatória e contratual ainda não consolidada”, diz a advogada.
25/05/2026 06:00:54 +00:00
INSS inicia pagamento de benefícios de maio nesta segunda; veja calendário

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de maio a partir desta segunda-feira (25). O calendário é organizado de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número após o traço). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os depósitos começam para quem recebe até um salário mínimo. Em seguida, passam a ser feitos os pagamentos para quem ganha acima do piso nacional. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 25/5 Final 2: 26/5 Final 3: 27/5 Final 4: 28/5 Final 5: 29/5 Final 6: 1º/6 Final 7: 2/6 Final 8: 3/6 Final 9: 6/6 Final 0: 8/6 Quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/6 Finais 2 e 7: 2/6 Finais 3 e 8: 3/6 Finais 4 e 9: 5/6 Finais 5 e 0: 8/6 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal
25/05/2026 03:01:16 +00:00
Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga

Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga O mês de junho mal começou e muitos trabalhadores já estão de olho no próximo feriadão: o Corpus Christi, celebrado em 4 de junho, que pode render um descanso prolongado de até quatro dias. A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional. Ou seja: estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso para quem folga na sexta-feira ou no fim de semana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 — e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso. Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja escalado, tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. Das 27 capitais brasileiras, 20 decretaram Corpus Christi como feriado, quatro adotaram ponto facultativo e três ainda não publicaram decretos sobre o assunto. (veja a lista abaixo) Consideram feriado Aracaju (SE) Belo Horizonte (MG) Boa Vista (RR) Brasília (DF) Campo Grande (MS) Cuiabá (MT) Curitiba (PR) Florianópolis (SC) Fortaleza (CE) Goiânia (GO) Macapá (AP) Maceió (AL) Manaus (AM) Natal (RN) Rio de Janeiro (RJ) Salvador (BA) São Luís (MA) São Paulo (SP) Teresina (PI) Vitória (ES) Consideram ponto facultativo Belém (PA) Porto Velho (RO) Porto Alegre (RS) Rio Branco (AC) Sem decreto João Pessoa (PB) Recife (PE) Palmas (TO) Cesário Lange bagaço de cana para confeccionar tapetes de Corpus Christi Arquivo Pessoal/Deivisom Souza O que é ponto facultativo? Em dias de ponto facultativo, os servidores públicos são dispensados do trabalho sem prejuízo na remuneração. Essa medida costuma ser adotada em dias úteis que ficam entre feriados e fins de semana. No setor privado, como a data é considerada ponto facultativo e não feriado, as empresas não são obrigadas a dispensar seus funcionários. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 * Com colaboração de g1 Acre, g1 Alagoas, g1 Amapá, g1 Amazonas, g1 Bahia, g1 Ceará, g1 Distrito Federal, g1 Espírito Santo, g1 Goiás, g1 Maranhão, g1 Mato Grosso, g1 Mato Grosso do Sul, g1 Minas Gerais, g1 Pará, g1 Paraíba, g1 Paraná, g1 Pernambuco, g1 Piauí, g1 Rio de Janeiro, g1 Rio Grande do Norte, g1 Rio Grande do Sul, g1 Rondônia, g1 Roraima, g1 Santa Catarina, g1 São Paulo, g1 Sergipe e g1 Tocantins. LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
25/05/2026 03:01:12 +00:00
Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 REUTERS/Go Nakamura A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips. A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores. He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado “Novo Caminho dos Semicondutores na Prática”, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai. Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década. Lei de Escalonamento A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados. A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho. A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial. Sanções dos EUA A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei. Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores. A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções - a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca. Agora no g1 Resultados financeiros De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento. A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024. O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.
25/05/2026 01:47:48 +00:00
Diretor de banco pede desculpas após chamar funcionários de 'capital humano de menor valor'

Diretor-executivo do banco Standard Chartered, Bill Winters Paul Yeung/Bloomberg via Getty Images O diretor-executivo do banco Standard Chartered pediu desculpas após descrever funcionários cujos postos de trabalho poderiam ser substituídos por inteligência artificial como "capital humano de menor valor". Durante uma conferência recente, ao falar sobre como a automação provavelmente provocará milhares de demissões no banco, Bill Winters afirmou que não se tratava de reduzir custos, mas de "substituir, em alguns casos, capital humano de menor valor por capital financeiro e capital de investimento que estamos aportando". Posteriormente, ele tentou contextualizar os comentários em uma publicação no LinkedIn e lamentou suas palavras por terem "incomodado alguns colegas". Ele acrescentou que está comprometido em ajudar os funcionários a "lidar com o ritmo acelerado das mudanças". Agora no g1 O avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA) tem alimentado previsões de grandes perdas de empregos, especialmente entre trabalhadores do setor de tecnologia e recém-formados. Amazon, Meta e Microsoft, assim como diversas empresas de serviços financeiros, já atribuíram à IA dezenas de milhares de demissões ao longo do último ano. O Standard Chartered é um banco global com sede no Reino Unido e emprega, segundo estimativas, cerca de 82 mil pessoas, a maioria em funções de back-office (operações internas). Na primeira publicação, Winters afirmou que queria esclarecer o que disse — e os motivos das expressões utilizadas — durante a conferência com investidores. Ele explicou que o banco havia compartilhado sua previsão de que os cargos de back-office seriam reduzidos em cerca de 15% ao longo dos próximos quatro anos — o equivalente a aproximadamente 7,8 mil empregos. 'Na mais alta estima' Durante anos, o banco ajudou funcionários "cujos cargos poderiam ser deslocados pela automação a desenvolver as habilidades necessárias para acessar novas oportunidades dentro da nossa organização", afirmou Winters. "Foi nesse contexto que mencionei que funções de menor valor são mais vulneráveis à automação e que temos a responsabilidade de ajudar nossos colegas a fazer a transição para funções de maior valor", escreveu. "É isso que um empregador responsável deve fazer, e tenho orgulho de dizer que nosso histórico no apoio a transições internas é sólido." Em uma publicação posterior, ele afirmou que, embora tenha recebido "muito apoio" em resposta à primeira mensagem, as pessoas ainda tinham dúvidas; por isso, decidiu compartilhar uma transcrição de seus comentários originais, para que pudessem entender melhor "o ponto importante que eu estava tentando fazer". Segundo ele, o texto completo de suas declarações demonstrava que ele tem todos os colegas "na mais alta estima" e que a instituição está "totalmente comprometida em ajudá-los a se adaptar ao ritmo acelerado das mudanças pelas quais nossa indústria está passando". Na seção de comentários da segunda publicação, uma pessoa disse ter dificuldade em perceber a diferença entre o que foi dito na conferência e as declarações escritas. "Ou foi uma escolha de palavras infeliz, ou se tratava de uma convicção genuína expressa exatamente da forma como pretendia", escreveu. Outro usuário comentou: "Ele será lembrado para sempre como o cara que acha que seus funcionários são de 'menor valor'". Em um memorando interno enviado no início desta semana — e ao qual a BBC teve acesso —, Winters afirmou aos funcionários que entendia que a recente cobertura da imprensa pudesse ser "perturbadora quando reduzida a manchetes simples ou a uma frase tirada de contexto". Após agradecer aos colegas, acrescentou que o banco dará prioridade à realocação "sempre que possível" e que, nos casos em que houver mudanças, "vamos administrá-las com reflexão e cuidado".
24/05/2026 21:12:11 +00:00
Mega-Sena 30 anos: duas apostas dividem o prêmio de mais de R$ 336 milhões

Mega-Sena, concurso 3.010: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.010 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (24), em São Paulo. O concurso era especial de 30 anos da loteria e não acumulava. O prêmio foi de R$ 336.340.053,67. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 03 - 30 - 33 - 35 - 45 - 47. Uma aposta simples no Rio de Janeiro e um bolão de 20 números em Fortaleza levaram o prêmio principal da Mega-Sena de 30 anos. Veja abaixo a divisão. 6 acertos - 2 apostas ganhadoras, R$ 168.170.026,83. 5 acertos - 590 apostas ganhadoras, R$ 13.890,02. 4 acertos - 37.565 apostas ganhadoras, R$ 311,65. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Resultado do concurso 3010 da Mega-Sena Reprodução O próximo concurso da Mega será realizado às 21h do dia 26 de maio. As apostas podem ser feitas até as 20h do dia 26 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Agora no g1 Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
24/05/2026 14:03:34 +00:00
Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas, mas acendem alerta sobre exposição indevida nas redes

Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros A popularização dos óculos inteligentes tem impulsionado um novo tipo de conteúdo nas redes sociais: pegadinhas gravadas secretamente com pessoas desconhecidas. Os vídeos, porém, levantam preocupações sobre privacidade e exposição de pessoas sem consentimento. Os óculos inteligentes são modelos com lentes de grau ou de sol que trazem câmeras, microfones e alto-falantes embutidos. Eles permitem gravar vídeos, tirar fotos e atender ligações sem precisar tirar o celular do bolso. Alguns incluem IA para traduzir textos em tempo real, responder dúvidas sobre o que o usuário está vendo e publicar conteúdo diretamente nas redes sociais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Dispositivos como o Ray-Ban Meta, lançado no Brasil em setembro de 2025, têm uma luz que indica quando estão gravando. Mas alguns usuários danificam esse LED para que as pessoas não percebam que estão sendo filmadas. Esse tipo de vídeo tem se tornado cada vez mais viral no Brasil e em outros países em plataformas como TikTok e Instagram. Alguns acumulam milhões de visualizações. Pegadinha do supermercado usando óculos inteligentes. Reprodução/TikTok Há diferentes estilos de pegadinhas com óculos inteligentes nas redes sociais. Em uma das mais populares, a pessoa esconde um cartão de crédito ou débito com pagamento por aproximação dentro da embalagem de algum produto. Ao passar no caixa do supermercado, ela aproxima o produto da maquininha e o pagamento é aprovado. Usando os óculos com câmera, o autor grava a reação de surpresa do funcionário ao ver a compra ser paga sem um cartão visível. Em parte dos vídeos vistos pelo g1, o criador revela no fim que se trata de uma brincadeira e pede autorização para publicar nas redes. Em outros casos, não fica claro se houve consentimento das pessoas filmadas antes da postagem. Pode isso? A advogada Patrícia Peck explica que ser filmado em público sem autorização não implica automaticamente crime ou indenização. Ainda assim, o risco legal aumenta quando não há aviso claro ou consentimento. (saiba mais abaixo) "Por isso, mesmo que a gravação busque uma reação espontânea, é necessário obter consentimento específico antes da publicação", diz. Em nota, a Meta reforçou que há um alerta luminoso que indica quando os dispositivos estão gravando e que os usuários são "responsáveis por cumprir todas as leis aplicáveis e por usar os óculos de forma segura e respeitosa". A empresa não comentou os casos em que o LED do produto é danificado. (leia a íntegra ao final da reportagem) A empresa afirma que os óculos não capturam imagens quando o LED está "tapado". Mas o g1 testou o dispositivo e, ao cobrir o LED com o dedo, os óculos continuaram gravando após um comando de voz. A mensagem para liberar o sensor só apareceu ao pressionar o dedo com mais força e direcionar os óculos para um ambiente mais escuro. (veja abaixo) Já o TikTok afirmou que analisou alguns dos vídeos compartilhados pelo g1 e que "todos foram removidos por violarem as Políticas de Privacidade da plataforma". Contas no Instagram e no TikTok fazem pegadinhas com anônimos usando óculos inteligentes. Reprodução/TikTok Em janeiro, o portal de tecnologia Mashable denunciou casos nos Estados Unidos de criadores de conteúdo usando esses dispositivos para assediar mulheres e tirar sarro de pessoas em situação de rua e trabalhadores — como no caso do supermercado. Para especialistas, as discussões e regras sobre o uso de óculos inteligentes ainda estão em desenvolvimento. Mesmo assim, algumas empresas já começaram a rever a presença desses dispositivos em seus espaços. Em 2025, a MSC Cruzeiros, por exemplo, passou a proibir o uso do equipamento em áreas comuns dos navios, como piscinas. O embarque, porém, continua permitido. Segundo a empresa, a medida busca "proteger a privacidade e a segurança de hóspedes e tripulantes". "Eu não posso ter um passageiro no navio capturando imagem de terceiros e postando direto na internet. Considerando tanto regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como da Constituição Federal, você teria que fazer o aviso prévio da captura em si de imagens e deixar claro a finalidade", contou ao g1 Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, em 2025. Tática para inibir sinal de filmagem Óculos da Meta têm LED para indicar quando estão gravando ou tirando foto. Darlan Helder/g1 Entre as formas de burlar o aviso de gravação, existem adaptadores à venda que cobrem a luz indicativa e até técnicas na internet que ensinam como desativar esse alerta de privacidade, conta Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio). Isso ganha relevância porque o uso desses dispositivos é mais discreto do que o de um celular. No smartphone, é preciso tirar o aparelho do bolso e apontá-lo para alguém. Já com os óculos, esse gesto praticamente desaparece, analisa Lemos. "Se o aparelho vem de fábrica com uma salvaguarda que avisa sobre a gravação, quem hackeia o aparelho para desabilitar esse aviso já adota uma conduta fraudulenta para ocultar a gravação. Isso traz uma responsabilidade jurídica adicional", completa o especialista. O g1 entrou em contato com quatro pessoas que produzem pegadinhas com óculos inteligentes. Duas delas aceitaram dar detalhes sobre a produção dos vídeos: Juan Eugenio, que tem 67 mil seguidores no TikTok, e Rafael Rabyot, que soma pouco mais de 100 mil seguidores na plataforma. Os dois confirmaram que é possível burlar o sensor dos óculos Ray-Ban Meta. Rafael Rabyot disse que preferiu não arriscar danificar o equipamento e que tenta disfarçar a gravação usando "um gorro, boné ou algo do tipo". Já Juan Eugenio afirmou que danificou o LED dos próprios óculos. Segundo ele, foi usada uma ferramenta comum em consultórios odontológicos. Sem a luz indicativa de gravação, ele admitiu que registra as pegadinhas sem que a "vítima" perceba. Juan e Rafael afirmam pedir autorização antes de publicar os vídeos, mas nem todos os conteúdos mostram esse momento. Juan relatou, inclusive, um caso em que uma pessoa voltou atrás e pediu a exclusão do conteúdo depois de vê-lo nas redes sociais. Embora o produto da Meta seja o mais comum no Brasil, com preços a partir de R$ 3.299, outros modelos de marcas desconhecidas também são encontrados na internet por valores mais baixos e com funções semelhantes. Não há informações claras sobre se esses dispositivos oferecem recursos de privacidade semelhantes aos da Meta. Óculos inteligentes de marcas desconhecidas são vendidos em site de varejo no Brasil. Reprodução Quais são os direitos de quem é filmado sem autorização Quem é alvo de pegadinhas sem consentimento está amparado por diferentes mecanismos legais, segundo especialistas consultados pelo g1. ➡️ Caso não haja autorização, o primeiro passo é reunir provas do ocorrido. Isso inclui registrar o vídeo (com prints ou até por meio de uma ata notarial online), guardar o link do conteúdo publicado, identificar a conta responsável e salvar eventuais comentários, orienta o advogado Ronaldo Lemos. "O TikTok e o Instagram têm canais de denúncia para casos de violação de privacidade e de direitos de imagem. Outro caminho é enviar uma notificação extrajudicial e, se necessário, recorrer à Justiça com um pedido de indenização por danos morais e materiais, além da remoção do conteúdo", diz. Lemos afirma que, dependendo da situação, também é possível registrar um boletim de ocorrência, principalmente quando há exposição difamatória, assédio, bullying, stalking ou outras condutas que possam configurar crime. Segundo ele, o tema tem respaldo na Constituição, que garante a proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem (art. 5º, X). O Código Civil também prevê indenização em casos de violação desses direitos (arts. 20 e 21). Já a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) considera a imagem um dado pessoal e exige base legal para seu uso. O Superior Tribunal de Justiça tem a Súmula 403, que estabelece que o uso não autorizado de imagem para fins comerciais gera dano moral presumido, independentemente de prova de prejuízo. A publicação de vídeos virais, como reels que geram engajamento e podem ser monetizados, pode se enquadrar nessa hipótese. Empresas têm responsabilidade? CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria Fabricantes costumam alegar que não respondem pelo uso indevido do equipamento, assim como uma empresa de câmeras não é responsabilizada por gravações feitas de forma ilícita, afirma Ronaldo Lemos. "Esse argumento, no entanto, está sendo testado em ações judiciais em curso nos Estados Unidos, que vale acompanhar", diz. Via de regra, a responsabilidade pela conduta recai sobre o usuário que grava e divulga imagens de terceiros sem consentimento, com fundamento na teoria do risco ou na culpa, a depender da relação jurídica estabelecida, afirma Patrícia Peck. "Entretanto, sob a ótica do Direito do Consumidor, pode haver responsabilidade do fabricante se não houver mecanismos adequados de segurança para o uso do dispositivo", diz a especialista, destacando que, no caso da Meta, já existe uma medida de privacidade, como o LED nos óculos. No Brasil, um projeto de lei (PL 19/2026), do deputado Carlos Zarattini (PT), propõe regulamentar o uso, a comercialização e a operação de óculos inteligentes, além de criar o crime de uso para vigilância ilícita. O que diz a Meta "Ao contrário dos smartphones, nossos óculos têm uma luz LED que é acionada sempre que alguém captura conteúdo, deixando claro que o dispositivo está gravando. Nossos Termos de Serviço deixam claro que os usuários são responsáveis por cumprir todas as leis aplicáveis e por usar os óculos Ray-Ban Meta de maneira segura e respeitosa. E, como acontece com qualquer dispositivo de gravação, as pessoas não devem usá-los para se envolver em atividades nocivas, como assédio, violação de direitos de privacidade ou captura de informações sensíveis". LEIA TAMBÉM: O que acontece com seus dados na internet quando você morre? TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência Android XR: g1 testa novo sistema operacional para óculos de realidade virtual e headsets TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia
24/05/2026 08:01:10 +00:00
Preços do café tradicional e gourmet caem, mas descafeinado e especial sobem mais de 15% em abril

Imagem ilustrativa de xícara com café e grãos de café. Reprodução Os preços de quase todos os tipos de café, como o tradicional e o gourmet, caíram em abril na comparação com o mesmo mês de 2025, com a expectativa de crescimento da colheita. O descafeinado e o especial foram exceções e subiram mais de 15%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O preço médio do quilo do café tradicional e extraforte, por exemplo, caiu 15,5% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, para R$ 55,34. O café superior recuou 12,6%, para R$ 70,37, enquanto o gourmet teve queda de 3,7%, para R$ 106,66. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O café em cápsula também ficou mais barato: o preço médio do quilo caiu 9,4%, para R$ 364,16. Já o drip coffee registrou queda de 5,2%, com preço médio de R$ 238,38. Preço médio do quilo do café em abril de 2025 e abril de 2026. Arte/g1 Entenda a diferença entre café extraforte, tradicional, gourmet e especial Na contramão, o descafeinado ficou 21% mais caro em relação a abril do ano passado, com o preço médio chegando a R$ 114,93. Já o especial, segmento mais premium do mercado, teve alta de 16,8%, para R$ 161,26. O café solúvel ficou praticamente estável no período, com leve alta de 0,5%, para R$ 224,99. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ☕ Por que descafeinado e especial ficaram mais caros? Celírio Inácio da Silva, diretor-executivo da Abic, explica que o café descafeinado tem ficado mais caro porque grande parte das empresas brasileiras ainda não realiza o processo de descafeinação no país. Segundo ele, esse processo, considerado bastante complexo, costuma ser feito na Suíça, e os custos de envio e processamento ainda não diminuíram. “O café é enviado ao exterior para passar pelo processo de descafeinação e depois retorna ao Brasil”, detalha. Segundo ele, o Brasil ainda tem poucas indústrias capazes de fazer a descafeinação de café em larga escala. Entre elas estão a Cocam, a Eisa e, mais recentemente, a DM Descafeinadores do Brasil, considerada hoje a maior do país. Outro motivo para o encarecimento é o fato de o descafeinado ter um público mais restrito. Os cafés em cápsula, por exemplo, também são em grande parte importados, mas ficaram mais baratos após ganharem espaço no mercado brasileiro. Os cafés especiais também são um caso à parte. Silva explica que o aumento de preço desse produto está relacionado aos custos de produção, ao consumo restrito e à baixa distribuição pelo Brasil. "Para obter um café com a pontuação necessária para ser classificado como 'especial', o produtor precisa gastar muito mais do que gastaria com o café comum. Essa diferença de custo no campo se reflete diretamente no preço final", diz Silva. O g1 já mostrou o passo a passo de como é feito um café especial. Reveja no vídeo abaixo. De onde vem o que eu bebo: o café especial que faz o Brasil ser premiado no exterior Além disso, ao contrário dos cafés tradicionais, o café especial não é produzido em larga escala. Como o volume é menor, os custos de produção e manutenção não são diluídos da mesma forma que acontece nas grandes lavouras. Silva destaca ainda que o café especial representa apenas 1% do consumo total de café no Brasil. "Por ser um mercado muito restrito e com uma diferença de preço considerável em relação ao café do dia a dia, ele ainda não atingiu um patamar de distribuição que permita a redução dos preços", diz o diretor da Abic. Segundo ele, a entidade tem trabalhado junto à Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para ampliar a distribuição desses cafés pelo país. Maioria dos cafés estão mais baratos Apesar das particularidades do descafeinado e do especial, o café do dia a dia tem ficado um pouco mais barato após anos de alta nos preços. A disparada dos preços foi resultado de problemas climáticos que afetaram as lavouras entre 2021 e 2024, como secas, calor intenso e geadas, que reduziram a produção. "Em 2024, o preço da matéria-prima (grão de café) teve um aumento severo, ultrapassando 120%. Isso resultou em um repasse direto de mais de 73% para as prateleiras em 2025, o que assustou o consumidor", lembra Silva. De janeiro a abril de 2025, por exemplo, o consumo de café caiu 5% em relação ao mesmo período de 2024. Já nos quatro primeiros meses deste ano, a tendência começou a se inverter, com alta de 2,44% no consumo, segundo a Abic. "A recuperação começou a se desenhar em setembro de 2025, quando a florada indicou uma boa produção para a safra seguinte", diz Silva. "Até o momento, a produção de 2026 segue dentro do esperado, sem notícias de problemas climáticos graves. Se o clima permanecer favorável, a tendência é de maior crescimento no consumo e de manutenção da queda gradual dos preços ao longo do ano", diz. Apesar disso, o diretor da Abic avalia que dificilmente os preços do café voltarão aos patamares de 2020, antes da disparada dos preços. "Após quatro anos de dificuldades na produção, os estoques mundiais estão muito baixos e a disputa pelo produto aumentou devido ao crescimento do consumo global", diz. "Para que os preços caiam drasticamente, seriam necessárias duas ou três safras muito boas consecutivas para reequilibrar os estoques", conclui. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo Em 12 meses, preço do café moído registra alta de 0,54% ao consumidor. Inflação desacelerou, mas preços continuam altos nas prateleiras. Divulgação
24/05/2026 08:01:09 +00:00
‘Personal organizer’: como o serviço de organização exclusiva virou negócio que rende até R$ 20 mil por mês

'Personal organizer': como o serviço de organização virou negócio que rende até R$ 20 mil Imagine ter um guarda-roupa organizado por cores, tipos de peças, alturas e estações, ou uma cozinha em que cada item está exatamente onde faz sentido para o uso diário. Essa rotina, antes associada quase exclusivamente às celebridades, tornou-se cada vez mais comum graças ao trabalho das personal organizers — ou organizadoras pessoais, em português. Essas profissionais organizam ambientes de forma funcional, com foco na otimização de espaço, praticidade na rotina e bem-estar do cliente. O serviço é personalizado, varia conforme o perfil do cliente e, em alguns casos, pode render até R$ 20 mil por mês, embora os ganhos dependam da experiência da profissional, da região e do tipo de projeto realizado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Ana Alarcon, presidente da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP), a atuação vai muito além da estética. “O trabalho começa entendendo a rotina e as necessidades de cada cliente. Não existe organização padrão, porque cada casa e cada pessoa funcionam de um jeito”, afirma. De acordo com o Sebrae, a maior parte das personal organizers atua em residências, organizando desde um único cômodo até imóveis inteiros. O mercado, no entanto, também alcança nichos específicos, como organização de closets, assessoria de mudanças e até ambientes corporativos, incluindo escritórios, consultórios e lojas. A profissão começou a se estruturar na década de 1980, nos Estados Unidos. Embora não haja registros históricos precisos sobre esse início, a atividade foi ganhando espaço em outros países ao longo dos anos. No Brasil, o movimento começou por volta dos anos 2000 e passou a se consolidar há cerca de 15 anos, ainda de forma pouco conhecida no início. O boom mais recente ocorreu durante a pandemia, quando a casa passou a concentrar trabalho, escola e convivência. A sobrecarga dos ambientes escancarou a desorganização de muitas rotinas domésticas. Ao mesmo tempo, vídeos de “antes e depois” no Instagram e no TikTok impulsionaram o interesse pelo serviço e ajudaram muitos profissionais a iniciar carreira durante o isolamento. Hoje, a demanda vem principalmente de famílias com jornadas intensas, trabalhadores em home office, pessoas em processo de mudança, clientes que acumulam objetos ou que simplesmente não conseguem manter uma rotina funcional sozinhas. Em momentos mais delicados, o serviço também é procurado em situações de divórcio ou luto, quando a reorganização da casa acompanha a reorganização da vida. Para se profissionalizar na área, não há exigência de formação superior específica. O g1 ouviu especialistas do setor, profissionais de referência e representantes de instituições para explicar o universo das personal organizers a partir de seis pontos: Do CLT para o negócio próprio Profissão não regulamentada Cursos e formações Quem são os clientes? Quanto custa contratar um personal organizer? Dicas para quem quer começar ‘Personal Chefs’: profissionais faturam até R$ 50 mil por mês com menus exclusivos e marmitinhas Do CLT para o negócio próprio 👩🏽‍💻 O caminho para o empreendedorismo costuma se repetir: mulheres sobrecarregadas pela rotina corporativa, apaixonadas por organização e que encontram na profissão uma forma de empreender — muitas vezes faturando mais do que no trabalho com carteira assinada. É o caso de Cora Fernandes, de 38 anos, personal organizer desde o fim de 2016. Antes da mudança de carreira, ela trabalhou por anos em uma concessionária, onde começou como auxiliar financeira e chegou ao cargo de coordenadora de atendimento ao cliente. Apesar da estabilidade no trabalho por meio do regime CLT, já não se identificava com a vida corporativa. Mãe de três filhos, Cora sempre teve facilidade para organizar a casa e estruturar rotinas. A virada aconteceu quando uma colega percebeu esse talento e sugeriu que ela conhecesse o mercado de organização profissional. Curiosa, ela pesquisou a profissão, fez um curso no Senac São Paulo e começou a atender os primeiros clientes. No início, a empreendedora ingressou na atividade impulsionada por indicações no boca a boca e pelas redes sociais, em um período em que a profissão ainda era pouco conhecida no Brasil. Cora Fernandes atua como personal organizer há cerca de dez anos. Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais Com o tempo, Cora consolidou a marca e passou a atuar exclusivamente como personal organizer. Ao atender celebridades como Fernanda Souza e Sheron Menezzes, ela ganhou visibilidade nas redes e percebeu a necessidade de profissionalizar a comunicação. Hoje, formada em marketing, alia organização, produção de conteúdo, publicidade, cursos e parcerias com marcas. O faturamento chega na casa do R$ 15 mil no mês, em perídos de alta demanda. O valor pode variar conforme a procura pelos serviços. “Hoje eu digo que não consigo viver apenas da organização. Passei a trabalhar também com comunicação voltada à organização. Sou personal organizer, mas entendi a necessidade de me formar em marketing, porque além dos atendimentos, eu tenho uma rede com mais de 200 mil seguidores. Falar sobre organização também faz parte do meu trabalho". resume Cora Fernandes. Trajetória semelhante é a de Josilene Maria Martins, a Josi Martins, que trabalha há 11 anos na área. Atualmente com 37 anos, ela teve o primeiro contato com o universo da organização enquanto atuava no setor de marketing de uma indústria metalúrgica que fabricava organizadores. No dia a dia, percebeu como os produtos eram adaptados para diferentes usos, o que despertou seu interesse pelo segmento. A princípio, a ideia era entender melhor esse público para contribuir com a empresa. Eu comecei a perceber um crescimento no número de profissionais usando os produtos da empresa e, muitas vezes, entrava em contato com elas pelas redes sociais. Via, por exemplo, organizadores feitos para xícaras sendo usados para pendurar cintos. Mas o que começou como pesquisa virou mudança de carreira. Em busca de renda extra, Josi passou a atender clientes à noite e nos fins de semana. Em três meses, já faturava o dobro do salário CLT. A decisão veio naturalmente: pediu demissão e passou a se dedicar integralmente ao novo negócio. Desde então, investiu em formação e se especializou em nichos como organização pós-mudança e marcenaria, o que abriu portas para trabalhos com arquitetos e projetos de alto padrão. Hoje, lidera uma equipe, atua em diferentes estados e diversificou a atuação com cursos, mentorias, venda de produtos e produção de conteúdo, alcançando faturamento mensal em torno de R$ 20 mil. Josi Martins atua como Personal Organizer há 11 anos, além de ter uma loja de organizadores. Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais Já Isabela Sekulic, de 29 anos, começou durante a pandemia. Natural de Curitiba (PR), ela atravessava um período de incertezas profissionais e trabalhava como gerente na loja da mãe. “Eu estava cansada, nada me brilhava os olhos”, lembra. Com o isolamento social, Isabela retomou um hobby de infância: organizar o guarda-roupas. Ao compartilhar a organização da própria casa nas redes sociais, os vídeos começaram a viralizar. Incentivada pela família, decidiu se profissionalizar e começou um curso on-line de personal organizer. Enquanto aprendia as técnicas e estudava edição de vídeo, o perfil nas redes continuavam crescendo. Ainda durante a formação, surgiu o primeiro trabalho remunerado: uma amiga pediu que ela organizasse seu guarda-roupa. “Foi ali que tudo começou”, conta. A partir desse momento, Isabela passou a unir o conhecimento teórico à prática diária. As redes sociais seguiram como principal vitrine – e também como acelerador da carreira. O método visual que adotou, inspirado no estilo norte-americano "The Home Edit", com organização por cores, tornou-se sua marca registrada. Com o aumento da visibilidade, ampliou os atendimentos, formou equipe e passou a atuar em diferentes cidades. A demanda crescente a levou também ao ensino, com a criação de um curso profissionalizante focado no chamado “método arco-íris”, que hoje representa um dos principais pilares financeiros da empreendedora. Atualmente, ela vive exclusivamente da profissão e fatura, em média, R$ 10 mil por mês apenas com projetos de organização – valor que cresce quando somado à venda de organizadores e ao curso on-line, que reúne alunas de diversas regiões do país. Multifacetado, o negócio de Isabela envolve organização profissional, produção de conteúdo e ensino. No centro de tudo, porém, permanece a mesma motivação que surgiu ainda na infância: transformar o caos em funcionalidade e beleza por meio da organização. Isabela Sekulic, de 29 anos, tem como foco o “método arco‑íris” – a organização por cores. Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais Profissão não regulamentada⁉️ Na prática, o trabalho do personal organizer começa com a compreensão da rotina e das necessidades de quem utiliza o espaço. A partir disso, são realizadas etapas como triagem, categorização, redefinição de fluxo e implantação de sistemas que permitam manter a organização no longo prazo. A própria associação do setor define a atividade como a criação de sistemas personalizados a partir da análise da rotina diária do cliente, com o objetivo de promover bem-estar físico e psicológico. “No nosso trabalho, é essencial respeitar o estilo de vida e a individualidade de cada cliente. Cada casa tem sua história e cada pessoa, necessidades únicas”, resume Ana Alarcon. No dia a dia, isso se traduz em serviços que vão da organização de um closet ou cozinha até casas inteiras, escritórios e projetos pós-mudança, incluindo o treinamento de famílias e equipes de apoio, como diaristas, empregadas domésticas e babás. Apesar da expansão do mercado, a profissão ainda não é regulamentada. A ocupação foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) em 2022 e, desde 2019, a associação do setor acompanha um pedido para a criação de uma Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) específica. Cursos e formações 🎓 Especialistas e profissionais ouvidos pelo g1 ressaltam que a formação é uma etapa fundamental para quem deseja ingressar na carreira. Gostar de organizar não é suficiente: é preciso aprender métodos, técnicas e processos para atuar de forma profissional. Como não há curso técnico ou universitário específico, todas as formações disponíveis no mercado se enquadram como cursos livres, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), mas sem caráter de graduação. Essas capacitações são oferecidas por escolas independentes, instituições de ensino e, em muitos casos, por profissionais experientes da área. Algumas faculdades também disponibilizam a formação no formato de cursos de extensão. Há opções de cursos básicos e especializações em nichos específicos, como organização pós-mudança, closets, cozinhas e ambientes corporativos. Profissionais relatam que o investimento inicial costuma variar entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, valor que pode aumentar ao longo da carreira com congressos, certificações, mentorias e deslocamentos. Segundo Ana Alarcon, o mercado foi estruturado, em grande parte, por escolas pioneiras que surgiram há mais de uma década e formaram a base dos profissionais que atuam hoje. Após a pandemia, houve uma explosão de novas ofertas, ampliando tanto o acesso a cursos de qualidade quanto a presença de formações superficiais. Hoje existem cursos completos, com metodologia e professores experientes, que custam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Mas também vemos ofertas de R$ 99 ou até R$ 20 que se apresentam como ‘formação de personal organizer’ sem entregar o mínimo necessário. Diante disso, a associação passou a desenvolver critérios objetivos para orientar quem deseja se qualificar. A recomendação é avaliar quem é o formador, há quanto tempo atua no mercado, quantas turmas já formou e qual a experiência prática oferecida. A ANPOP prepara para 2026 o lançamento de um selo de recomendação para cursos que atendam a critérios mínimos de qualidade. Ana ressalta ainda que nem todos que buscam uma formação pretendem atuar profissionalmente. Ana Alarcon atua como personal organizer e é presidente da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP). Arquivo Pessoal/Reprodução Redes Sociais Quem são os clientes? 🤔 O serviço de organização profissional deixou de ser restrito à classe alta. Hoje, clientes da classe média também contratam personal organizers por falta de tempo, sobrecarga de trabalho ou picos de desorganização após reformas e mudanças. Casais jovens, mães com rotinas intensas, aposentadas e homens solteiros estão entre os principais perfis atendidos, além de empresas, clínicas e estoques comerciais. Segundo a associação, a procura vem, em geral, de pessoas que não conseguem, sozinhas, colocar a própria casa em ordem. “A organização deixou de ser vista como algo exclusivo de celebridades. Hoje existem diferentes formatos de atendimento, como diárias, projetos completos ou consultorias, o que amplia o acesso”, explica Ana Alarcon. Quanto à sazonalidade, o pico de demanda costuma ocorrer entre novembro e dezembro, quando clientes buscam preparar a casa para festas e férias. Janeiro e fevereiro tendem a ser meses mais fracos, embora profissionais consolidadas mantenham a agenda cheia ao longo do ano. Quanto custa contratar um personal organizer? 💸 Não existe tabela nacional nem piso salarial. As profissionais podem cobrar por hora, diária, ambiente ou projeto fechado. Os valores dependem do volume de itens, do número de cômodos, da necessidade de assistentes, do deslocamento e da compra de organizadores. “Já realizei projetos de mudança que duraram 36 horas e outros que se estenderam por dois meses. Os valores podem variar de R$ 800 a R$ 100 mil”, afirma Ana Alarcon. Segundo ela, o preço é definido pela complexidade do projeto, tempo envolvido, tamanho da equipe e nível de dedicação exigido. Dicas para quem quer começar ✅ Entre os principais desafios da profissão estão a desvalorização do ofício, a resistência dos clientes às mudanças, o esforço físico e as dificuldades logísticas. Outro obstáculo comum no início da carreira é a instabilidade de renda. “É extremamente raro alguém recém-formado alcançar faturamentos altos logo no primeiro mês”, afirma Ana Alarcon. No começo, os ganhos podem girar em torno de R$ 4 mil mensais, a depender da região e da capacidade de captação de clientes. Para quem deseja ingressar na área, especialistas recomendam: ➡️ Ir além da técnica: buscar formações que incluam atendimento ao cliente, ética, precificação, marketing e gestão — não apenas organização prática. ➡️ Construir portfólio: começar por ambientes próprios ou de pessoas próximas para gerar antes e depois consistentes e divulgar nas redes sociais. ➡️ Atuar como assistente: trabalhar em equipes mais experientes ajuda a acelerar o aprendizado e garante maior segurança financeira no início. ➡️ Encontrar um nicho: áreas como mudanças, closets, brinquedotecas, cozinhas, marcenaria ou empresas facilitam o fechamento de projetos mais complexos. ➡️ Precificar com método: considerar mão de obra (própria e da equipe), custos fixos e variáveis, materiais, deslocamento e margem de lucro, fechando projetos conforme o domínio do tempo de execução aumenta. “Quem quer trabalhar como personal organizer precisa entender que é uma atividade de prestação de serviço. É preciso gostar de pessoas, ter neutralidade e respeito ao entrar na casa do cliente”, afirma Ana Alarcon. A professora Caroline dos Santos Simões, do Senac São Paulo, afirma que apesar dos desafios, o mercado segue em expansão, impulsionado pela busca por bem-estar, produtividade e otimização dos espaços. "Trata-se de uma profissão com baixo investimento inicial, grande possibilidade de personalização dos serviços e potencial de crescimento, seja por meio da ampliação da atuação presencial, da oferta de consultorias on-line ou do desenvolvimento de produtos e treinamentos", finaliza. A rotina das 'babás de milionários', de jantar no iate de DiCaprio a cuidar de minigalinhas Personal chefs faturam até R$ 50 mil por mês com menus exclusivos
24/05/2026 07:02:08 +00:00
A paulistana filha de faxineira e pintor de paredes que se tornou artista plástica mundialmente reconhecida: 'Não acredito em fazer dinheiro e sair do país'

Rosana Paulino, a filha de faxineira que se tornou artista plástica mundialmente reconhecida Raoni Maddalena / BBC News Brasil No último Dia da Consciência Negra, Rosana Paulino chegou ao Museu de Arte do Rio de Janeiro, o MAR, não apenas como uma artista visual consagrada, mas também como curadora. Era o lançamento de uma série de minidocumentários sobre 20 artistas brasileiros negros e negras que desenvolvem trabalhos "de excelência", como ela destacou ao lado do diretor Fabiano Maciel. "Isso não é uma onda passageira. São artistas muito bem formados, com produções muito fortes e bem fundamentadas e que simplesmente não eram conhecidos", ressaltou Paulino perante a plateia. "Estamos dentro de um momento histórico." Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros O momento prolífico vem de caminhos abertos pela própria artista. Filha de um pintor de paredes e de uma faxineira, a paulistana é referência na arte brasileira e representa o país na 61ª Bienal Internacional de Veneza, ao lado da carioca Adriana Varejão. No palco do MAR, estava à vontade no papel de decana da arte afro-brasileira. Voltar holofotes para o trabalho de outros artistas simboliza a generosidade dos seus 30 anos de carreira — e o contraste com o início de sua trajetória. "Trabalhei praticamente dez anos sozinha quando comecei", conta a artista e educadora de 59 anos à BBC News Brasil, lembrando a ausência de artistas negros na cena contemporânea em meados dos anos 1990. "Agora, a proliferação de artistas, críticos e curadores [afro-brasileiros] que temos... Esse é um panorama que eu não esperava ver em vida", comemora. "Falta muito? Falta. Mas é muito encorajador ver tantos nomes." 'Comigo Ninguém Pode', nome da exposição do Pavilhão do Brasil em Veneza, surge da obra à direita, da série Senhora das Plantas, de Paulino. À esquerda, Monocromo Maragogipinho, de Adriana Varejão Rafa Jacinto/Fundação Bienal de São Paulo Paulino vem enfileirando feitos nos últimos anos. Teve exposições individuais em cidades como Buenos Aires, Bruxelas e Nova York, onde descortinou um painel de nove metros de altura na High Line. Teve obras compradas pela Tate Modern, em Londres, e pelo MoMA (o Museu de Arte Moderna de Nova York), além de ter recebido prêmios como o Munch Award (que a destacou como "voz de liderança do feminismo negro" em sua primeiríssima edição, em 2024) e o Jane Lombard de Arte e Justiça Social (em reconhecimento por História Natural, de 2016, livro em que explora as histórias entrelaçadas da ciência e da violência racial). Em um país com mais de 55% da população negra e parda, fingir que a visualidade brasileira é só aquilo que está nos museus, seguindo os critérios europeus ou o americano, é uma "sandice", diz Paulino. "Não podemos ter um sistema de artes visuais como tínhamos, ou ainda temos. Isso é uma aberração. O Brasil é um país que não olha para si mesmo, que não se enxerga. A entrada de negros e negras no panorama do país é salutar. Temos uma visualidade muito forte, e boa parte vem das produções negras e indígenas." A instalação Tecelãs (2003) recebe os visitantes na entrada do Pavilhão do Brasil em Veneza, com pequenas esculturas feitas com faiança, terracota, algodão e fios sintéticos Rafa Jacinto / Fundação Bienal de São Paulo Comigo Ninguém Pode Ao lado de Adriana Varejão, Rosana Paulino comanda o pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza, em uma edição composta apenas de mulheres, sendo duas negras — a curadoria deste ano coube a Diane Lima, a primeira mulher negra alçada a este cargo. "É uma oportunidade de discutir a formação do país de uma maneira sofisticada, apresentando para o mundo, junto com a Varejão, um Brasil diferente, que muita gente não sabe que existe e que é fortemente marcado pela questão negra e pela relação com a natureza", diz Paulino. "Colocar essas discussões em um palco privilegiado como Veneza é realmente fantástico." O título da mostra, "Comigo Ninguém Pode", vem de uma das obras de Paulino, da série Senhora das Plantas, em que retrata mulheres com galhos, folhas e raízes em plena metamorfose com plantas de poder. Popular e com potencial tóxico, a comigo-ninguém-pode fala de "proteção, resiliência e estratégias de sobrevivência em contextos hostis", descreve Paulino. Não é a primeira vez de Paulino na Bienal de Veneza. Em 2022, ela foi convidada pela curadoria internacional para a mostra principal. "É muito simbólico que Rosana esteja no pavilhão brasileiro depois de estar na exposição principal", diz Igor Simões, que foi cocurador de sua mostra individual no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, o Malba, em 2024. "A curiosidade estrangeira veio antes de o Brasil entender o quão gigante é a sua produção. Tê-la no pavilhão faz crer que o país esteja interessado em olhar para si mesmo, e para a matéria da qual é feito." Trabalhando com desenhos, pinturas, bordados, gravura, colagem, escultura e instalações, Paulino desenvolve obras que refletem sobre a posição da mulher negra, a ancestralidade e as marcas do colonialismo e da escravidão na sociedade brasileira. Ela desconstrói imagens e teorias racistas de pseudociências que propagavam a inferioridade do negro para justificar a escravidão. "O racismo científico foi pouco estudado, mas é fundamental para entender a desumanização e a desvalorização desse corpo, a ponto de ser totalmente descartável", afirma. "Sem isso, a gente não entende como a polícia mata do jeito que mata. A gente não entende como 117 pessoas foram mortas no Rio de Janeiro naquele massacre [nos complexos do Alemão e da Penha]. A morte do cachorro Orelha causou mais comoção do que 117 mortos enfileirados." Em Aracnes, Paulino costura retratos de mulheres negras com fios que remetem a teias de aranhas Rafa Jacinto / Fundação Bienal de São Paulo Entrelaçando artes e biologia Paulino nasceu e cresceu na Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo, à época ainda um bairro rural, onde a mãe criava galinhas e mantinha uma horta. O pai começou a vida descarregando caminhão de açúcar, até aprender o ofício de pintor de paredes. A mãe foi faxineira durante boa parte da vida e bordava para complementar a renda. "Nunca passamos fome, mas não tínhamos luxos", lembra Paulino, uma entre quatro irmãs. Ela passou uma infância de interior, brincando na rua, subindo em árvore, fazendo experimentos com cupim, coisa de quem logo cedo decidiu que iria estudar biologia, e juntou dinheiro na adolescência para assinar a revista Ciência Hoje. Ao lado do fascínio pela natureza, havia o gosto pelo que podia criar com as mãos. Com barro tirado de um braço de rio perto de casa, sua mãe modelava mesinhas e cadeiras para as bonecas das filhas, que entravam no jogo. Adoravam desenhar e brincavam com personagens que criavam no papel. "Uma coisa que poderia ser um empecilho, que era falta de dinheiro para comprar brinquedo, ela acabou transformando em um motor para criatividade", diz Paulino sobre a mãe, que até então só havia completado a terceira série, mas tinha forte intuição para educação. "Acho que o germe da escolha pela profissão de artista vem muito da minha infância." Quando a mãe descobriu um curso de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, incentivou a filha então com 15 anos a se matricular. Chegou ao vestibular com o coração bifurcado. Passou em biologia na Unicamp e em artes visuais na Universidade de São Paulo (USP). Nunca fez o primeiro curso, mas acabou entrelaçando os dois campos, trazendo a natureza para sua obra. Paulino chegou ao doutorado na Escola de Comunicações e Artes Visuais da USP e se especializou em gravura no London Print Studio, em Londres, com uma bolsa da Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A temporada na Inglaterra foi essencial para acompanhar o que estava acontecendo e sendo debatido fora do país, em uma época em que a internet engatinhava. Na primeira semana do bacharelado na USP, em uma das primeiras aulas, ouviu do professor: "Esqueçam tudo que vocês aprenderam. Agora vocês serão artistas eruditos". "Tá, agora eu faço o quê? Tiro minha pele e largo lá na porta?", ela rememorou no Canal Curta!. "Porque não é tema, é vivência. Não é tema, é necessidade. Não é tema, é ancestralidade." A escultura Crisálida (2026) foi feita por Rosana Paulino especialmente para a Bienal de Veneza, em bronze, dando forma ao desenho de uma gravura que fez 20 anos atrás Rafa Jacinto/ Fundação Bienal de São Paulo Abre-alas da arte afro-brasileira Depois de desbravar os espaços elitizados da arte contemporânea, Paulino ajudou a puxar uma geração de artistas negras e negros, muitos amadrinhados por ela, que carinhosamente a chamam de "dinda". Alguns são retratados nos minidocumentários da série Raiz, do Canal Curta!, como o artista Dalton Paula e o curador Igor Simões. Simões ressalta seu papel de professora, orientadora e abre-alas para inserir "vozes negras no cubo branco da arte brasileira", tomando emprestado o nome do ciclo de debates que o aproximou de Paulino, uns 15 anos atrás, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul — e que acabou virando um marco em sua carreira e ensejando sua tese de doutorado. "Rosana nunca se contentou com a possibilidade de ser a única negra da sala. Ainda mais uma sala repleta de pensamentos, ideologias e imaginários brancos. Ela fez de sua trajetória uma porta aberta para que outras pessoas pudessem chegar", afirma o curador, que agora comanda uma mostra de artistas afro-brasileiros em Nova York. Paulino conta que optou por não ter filhos porque não queria renunciar à carreira. Foi então que os afilhados começaram a chegar. "Eles que me escolhem como madrinha, não sou eu que adoto", diverte-se. Ela responde como a orientadora generosa que muitos pós-graduandos sonham em ter, mostrando o caminho das pedras. "Eu digo: 'Você vai ler isso, você precisa falar com fulano e beltrano, você precisa ir para tal museu, você precisa desenvolver isso no seu trabalho'. Começo a dar uma série de referências de artistas e teóricos. Uns dizem que sou a mãe de santo das artes", conta ela, filha de Ogum com Iansã. Paulino desenvolveu Parede da Memória ainda como estudante na USP. A obra foi decisiva em sua carreira, hoje parte do acervo da Pinacoteca de São Paulo Isabella Matheus 'Não acredito em fazer dinheiro e sair do país' O reconhecimento na esfera internacional proporcionou a Paulino "muitas cantadas" para sair do país, "sobretudo de universidades americanas". No entanto, ela permanece com os pés fincados na Zona Norte paulistana, onde nasceu. Seu ateliê, uma casa de três andares com luz natural e paredes verde claro, fica em Pirituba, bairro de classe média cortado pela Linha 7 do Trem Metropolitano de São Paulo. "Não acredito em fazer dinheiro e sair do país, ou em fazer dinheiro e sumir da minha região", diz ela. Em Pirituba, ela comprou uma casa em frente ao seu ateliê. Basta atravessar uma praça, onde há sempre crianças brincando e onde sua equipe distribui cachos de bananas que crescem no quintal. Sua ideia é transformar o espaço em um centro de pesquisas para receber estudantes e jovens artistas, com uma biblioteca especializada em arte, diáspora, questões afro-brasileiras e bibliografia da América Latina, Ásia, Oriente Médio, como uma tentativa de preencher lacunas de uma formação centrada na Europa e nos Estados Unidos. "Tenho que ter uma ação comunitária além da produção de arte, senão minha vida não teria sentido", afirma. No amplo quintal da nova casa, há espaço para suas plantinhas e uma horta que quer plantar, mas ainda não teve tempo, e um horizonte livre com vista para o verde da mata e o Pico do Jaraguá. "O meu temperamento sempre foi assim, muito inquieto. Essa coisa de ficar parada, reclamando, chorando, não funciona comigo", diz Paulino. "Não que transformar o status quo seja fácil. Não é." "Mas temos que arregaçar as mangas e ir em frente", ela afirma. "Gosto de mudança. Gosto de ver o país se olhando, se reconhecendo e avançando.
24/05/2026 07:02:07 +00:00
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