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A bandeira tarifaria para o mês de julho será a amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (26). Com isso, a conta de luz dos brasileiros continua com o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh. A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. "A manutenção da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevados", afirmou a agência reguladora. Como funciona o sistema de cores Agora no g1 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh). Conta de luz Neoenergia Elektro

Banco Central muda regras do Pix por aproximação O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025 em comparação ao ano anterior, totalizando 30,1 bilhões de operações. Os dados são da nova Pesquisa de Tecnologia Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta sexta-feira (26). O número é quase três vezes maior do que o de pagamentos de contas, que somaram 9,9 bilhões de transações no período — um aumento de 99% em relação a 2024. Veja a evolução dos demais meios de pagamento nos canais digitais: Cartão de crédito: cresceu 2%, para 2,14 bilhões de transações; Cartão de débito: cresceu 20%, para 60 milhões de operações; Transferências/TED: caíram 8% no período, para 960 milhões de operações. A pesquisa também mostra que 83% das transações bancárias no Brasil já são realizadas por canais digitais, como aplicativos de celular e internet banking. Apenas pelo celular, o volume de operações cresceu 169% nos últimos cinco anos, alcançando 187,5 bilhões de transações. Bancos intensificam investimentos em inteligência artificial O aluguel de equipamentos de TI é uma das soluções mais procuradas pelos clientes Amazoncopy Inteligência Artificial Entre as prioridades tecnológicas apontadas pelas instituições financeiras, a cibersegurança aparece no topo da lista, citada por 100% dos bancos participantes da pesquisa. Em seguida vêm computação em nuvem (84%), inteligência artificial generativa (84%), inteligência artificial (80%), blockchain (32%) e computação quântica (8%), área multidisciplinar que reúne conceitos de física, matemática e ciência da computação. Apesar do interesse crescente, o estudo aponta que cerca de 60% das instituições ainda estão nas fases iniciais de adoção da inteligência artificial. No caso da IA generativa, esse número é ainda maior, o que mostra que os bancos ainda estão testando a tecnologia e aprendendo como aplicá-la no dia a dia. Segundo a pesquisa, esse cenário indica que o uso dessas ferramentas deve crescer bastante nos próximos anos, marcando uma nova fase de evolução tecnológica no setor bancário. Os investimentos em tecnologia cresceram 58% nos últimos cinco anos. Para 2026, a expectativa é de um aporte de R$ 50,1 bilhões, valor 8% superior aos R$ 46,8 bilhões investidos em 2025. A expansão também deve impulsionar o mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, a expectativa é de crescimento médio de 22% na demanda por profissionais de tecnologia da informação (TI), indicando um aquecimento do setor. Como registrar uma chave PIX PIX Divulgação A chave PIX funciona como uma espécie de "apelido" da conta bancária, permitindo identificar o destinatário de uma transferência sem a necessidade de informar todos os dados bancários. O cliente pode cadastrar como chave o CPF ou CNPJ, o número do celular, um endereço de e-mail ou uma chave aleatória (EVP). O cadastro facilita o envio e o recebimento de dinheiro, tornando as transações mais rápidas e práticas, mas não é obrigatório. "Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo sem uma chave PIX, será preciso informar todos os dados bancários do destinatário para realizar a transação", informa a Febraban. Os quatro tipos de chaves PIX disponíveis são: CPF ou CNPJ; Endereço de e-mail; Número de telefone celular; Endereçamento Virtual de Pagamentos (EVP): sequência alfanumérica de 32 caracteres gerada pelo Banco Central, que permite realizar transações sem a necessidade de compartilhar dados pessoais, como CPF, telefone ou e-mail, com terceiros.

O Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado publicou nesta sexta (26) uma resolução com regras para o trabalhador dar, como garantia, recursos de sua conta vinculada no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para obter crédito com desconto em folha de pagamento — o chamado Consignado CLT. Anunciada desde o início da modalidade, em março do ano passado, a regulamentação e a adequação de sistemas para uso do FGTS como garantia demorou 15 meses para entrar em vigor, às vésperas do período eleitoral. 🔎 Com a regulamentação, todos os trabalhadores poderão usar até 10% do saldo do FGTS como garantia e, também, 100% da multa rescisória na demissão sem justa causa – o que equivale a 40% dos depósitos feitos na conta vinculada. 🔎 Os empréstimos são descontados da remuneração mensal do trabalhador, respeitado o limite legal da margem consignável (de até 35% da renda líquida para empréstimos e financiamentos). ➡️A novidade já está disponível na Carteira de Trabalho Digital. Nos aplicativos das instituições financeiras, a possibilidade de uso do FGTS como garantia será liberada à medida em que as instituições forem se aderindo e se habilitando. Quando a operação for contratada na Carteira de Trabalho Digital, o banco tem que, necessariamente, fazer uma proposta de crédito no qual o valor da corresponda a 100% da garantia dada. Quando a operação for contratada nos aplicativos dos bancos, as instituições têm que, necessariamente, fazer uma proposta de crédito no qual o valor da corresponda a 50% da garantia. Carteira Digital do trabalhador Reprodução Juros limitados ➡️A taxa de juros destas operações está limitada a 1,99% ao mês, valor que está é quase metade da média de taxa de juros cobrada em abril (nas operações sem garantia do FGTS). Veja as taxas de juros cobradas em abril mais abaixo nessa reportagem. "Nos dois canais de acesso (carteira digital ou aplicativos dos bancos), o limite de juros é de 1,99% ao mês. Na CTPS, o trabalhador está autorizando todas instituições, e não é só ao banco que o trabalhador tem clientela, oferecer proposta. Há cerca de 100 instituições habilitadas. Funciona como um leilão reverso (com cada banco oferecendo suas propostas e condições). Ele vai escolher em até 24 horas e fecha a autorização. Vai para o ambiente do canal próprio, assina o contrato, que é averbado na plataforma em até 7 dias", explicou Carlos Augusto Gonçalves Júnior, secretário de Proteção ao Trabalhador do Ministério do Trabalho. Agora no g1 Segundo o governo, a ideia é que a garantia do FGTS barateie os juros cobrados nesta operação, uma vez que os bancos terão mais segurança ao conceder os empréstimos. "A iniciativa busca ampliar a concorrência entre as instituições financeiras e favorecer a oferta de crédito com juros mais baixos, além de contribuir para a redução da inadimplência nas operações de crédito consignado", informou o Ministério do Trabalho. ➡️Em 15 meses de funcionamento, o Consignado CLT já viabilizou mais de R$ 130 bilhões e beneficiou 10 milhões de trabalhadores com contratos ativos, dos quais quase R$ 110 bilhões em novos contratos. O restante são contratos antigos que migraram para a nova plataforma. Entidades de defesa do consumidor, como o Procon SP e o Idec, entretanto, pedem cautela com o uso do FGTS como garantia (veja mais aqui). Comparação com aposentados e servidores Sem a regulamentação do uso das garantias, a taxa de juros média da modalidade ao setor privado operou, durante esse primeiro ano de vigência, no dobro dos empréstimos consignados aos servidores públicos e aos aposentados e pensionistas. ➡️Em abril deste ano, última informação disponibilizada pelo Banco Central, o juro do consignado CLT somou 3,79% ao mês, contra 1,8% ao mês dos aposentados e 1,8% ao mês dos servidores públicos. Mas a taxa do empréstimo da linha CLT ao setor privado ficou menor do que o cheque especial (7,61% ao mês) e cartão de crédito rotativo (14,95% ao mês), ambos registrados também em abril. De acordo com ranking disponibilizado pelo Banco Central, em sua página na internet, entre 28 de maio e 3 de junho, a taxa de juros da modalidade aos trabalhadores do setor privado varia de 1,61% a 5,62% ao mês. ➡️ As taxas médias divulgadas pelo BC não garantem que esse será o juro final para os trabalhadores. O valor efetivo dependerá da análise de risco feita pelas instituições financeiras, considerando fatores como garantia oferecida, tempo de trabalho e histórico de crédito. ➡️ Especialistas recomendam que os trabalhadores pesquisem amplamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, incentivando a concorrência entre os bancos antes de contratar um empréstimo. "A utilização do FGTS como garantia cria uma camada adicional de segurança para as operações e tende a tornar o mercado mais competitivo. Quando o risco diminui, existe espaço para condições mais favoráveis ao consumidor", avaliou Alexandre Matos, CEO da Vip Promotora. Entidades recomendam cautela Entidades de defesa do consumidor, entretanto, recomendam cautela ao trabalhador ao oferecer parte de seu FGTS como garantia a empréstimos bancários. A Proteste, por exemplo, lembra que, ao utilizar o FGTS como garantia, o trabalhador pode comprometer seus direitos trabalhistas sem perceber. ➡️Pelas regras, os bancos que ofertarem crédito consignado aos trabalhadores do setor privado, os celetistas, com uso do FGTS como caução poderão executar essas garantias no caso de demissão sem justa causa, ou seja, pegar os valores. "Em caso de demissão, as verbas rescisórias podem não cobrir o valor total da dívida. Por isso, tome bastante cuidado", orienta a Proteste (Instituto de Defesa do Consumidor). Especialistas do Procon de São Paulo reforçam que os interessados precisam compreender muito bem as regras desta nova modalidade e avaliar a real necessidade do empréstimo, analisando se a contratação não irá comprometer o orçamento e gerar uma situação de endividamento. “Esta retenção de parte do FGTS como garantia para um empréstimo mais barato, deve ser bastante planejada pelo consumidor, para que não se torne uma dificuldade, já que para os trabalhadores da iniciativa privada o Fundo representa uma reserva financeira estratégica”, alertou Luiz Orsatti Filho, diretor Executivo do Procon-SP, no ano passado. ➡️O Ministério do Trabalho, por sua vez, explicou que a utilização das garantias é facultativa e depende exclusivamente da decisão do trabalhador, que poderá escolher se deseja ou não utilizar parte de suas verbas rescisórias e do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas operações de crédito. Também caberá ao trabalhador definir quando e quanto deseja comprometer. "O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforça que a medida não representa saque automático do FGTS nem cria novos descontos imediatos para o trabalhador. Os recursos permanecem depositados na conta vinculada e somente poderão ser utilizados como garantia nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, respeitando os limites autorizados em lei", informou o governo. O empréstimo consignado CLT pode ser consultado no app Carteira de Trabalho Digital Pegatroco/Divulgação

Mais de 2,5 mil famílias podem perder desconto na conta de luz A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, nesta sexta-feira (26), uma nova regulamentação para o mercado de gás natural. As regras permitem que diferentes empresas negociem o uso de estruturas essenciais do setor, como terminais de gás natural liquefeito (GNL), gasodutos e unidades de processamento, em condições iguais de acesso. Na prática, a medida pode aumentar a competitividade do mercado de gás nos próximos anos e, indiretamente, beneficiar o consumidor. Embora o uso residencial esteja concentrado no gás encanado, o principal impacto deve ocorrer na indústria, que utiliza o gás natural como fonte de energia. Com custos menores de produção, parte desse ganho pode chegar ao consumidor ao longo do tempo. 🔎 A mudança busca aumentar a concorrência no mercado de gás ao facilitar o acesso de novas empresas a essa infraestrutura, hoje concentrada nas mãos de grandes agentes do setor. Com mais competição, o mercado pode se tornar mais eficiente. O efeito, porém, não é imediato nem significa uma redução automática nas tarifas. "Essa sempre foi uma infraestrutura muito concentrada, então essa abertura de fato aumenta a concorrência. Porém, essa medida regulatória deve levar algum tempo para chegar ao bolso do consumidor", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar. O especialista compara a lógica da medida à privatização do setor de telecomunicações, em que os serviços ficaram mais baratos após o aumento da concorrência. A regulamentação coloca em prática um trecho da Nova Lei do Gás, sancionada em 2021, e faz parte de um conjunto de medidas para reduzir a concentração do mercado e estimular a entrada de novos investidores. Entre as empresas que operam parte dessa infraestrutura estão Petrobras, Eneva e GNA. A Petrobras também participa da rede de escoamento da produção de gás em parceria com Shell, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec, além de operar unidades de processamento. Segundo a ANP, a nova regra estabelece critérios para tornar o acesso a essas estruturas mais transparente e garantir condições iguais a todos os interessados. Antes de ser aprovada, a proposta passou por análise de impacto regulatório, consulta pública e audiência pública. O que muda? Decreto pretende fomentar cadeia de petróleo e gás natural em Sergipe ASN Entre as principais mudanças está a exigência de que as empresas que administram terminais de gás mantenham separadas, na contabilidade, as atividades de operação desses terminais das demais atividades do grupo. A norma também estabelece regras para a negociação do uso dessa infraestrutura, define quais informações deverão ser divulgadas aos interessados e cria mecanismos para evitar que parte da capacidade fique ociosa enquanto outras empresas não conseguem acesso. A agência também informou que dará preferência à mediação e à conciliação para resolver conflitos entre empresas durante as negociações. Esta é a primeira regulamentação da ANP sobre o tema. Uma segunda norma ainda será publicada para definir como serão solucionados os conflitos relacionados ao acesso às infraestruturas essenciais do setor.

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (26) impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos de qualquer país que passe a cobrar imposto sobre serviços digitais de empresas americanas. "Diversos países europeus vêm discutindo a implementação iminente de um Imposto sobre Serviços Digitais para empresas americanas. Alguns desses países estão perto de realmente fazer isso", comentou em sua rede social Truth Social. "Que esta declaração sirva para deixar claro que qualquer país que imponha tal imposto será imediatamente alvo de uma tarifa de 100%. [...] Essa tarifa se sobreporá a acordos comerciais feitos com o país, tenham eles sido implementados, assinados ou não", declarou. Segundo ele, a tarifa será imediatamente imposta, caso algum implemente impostos sobre serviços digitais. Trump pode declarar apoio público a Flávio Bolsonaro Na semana passada, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que não cederia à pressão de Donald Trump nem revogaria o imposto sobre serviços digitais cobrado das gigantes americanas de tecnologia. Antes de viajar para a cúpula do G7, Trump havia advertido que os Estados Unidos "não teriam outra escolha" a não ser impor tarifas de 100% sobre os vinhos franceses caso Paris não eliminasse esse imposto. A França aplica, desde 2019, uma alíquota de 3% sobre a receita obtida com serviços digitais por empresas que faturam mais de 25 milhões de euros no país e mais de 750 milhões de euros em todo o mundo.

Rei Charlles III, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordesda Grã-Bretanha, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordes CHRIS JACKSON / POOL / AFP O rei Charles III tornou-se o primeiro monarca britânico a divulgar publicamente quanto pagou em impostos. Desde que assumiu o trono, em setembro de 2022, ele desembolsou cerca de 30 milhões de libras (aproximadamente R$ 207,5 milhões), provenientes de suas receitas privadas. O dado faz parte de um conjunto de informações que ajudam a entender como a família real britânica se financia: uma combinação de recursos públicos, rendimentos de propriedades históricas e fortunas pessoais. Dotação anual A Sovereign Grant é a principal verba pública destinada ao rei para custear suas funções oficiais. Ela cobre: manutenção das residências reais salários de funcionários viagens oficiais do monarca e membros da família real em representação da Coroa Entre 2025 e 2026, o valor foi de cerca de US$ 174,5 milhões (aproximadamente R$ 905,4 milhões). Para 2026-2027, a previsão subiu para US$ 182 milhões (cerca de R$ 944,3 milhões), impulsionada principalmente pelas obras de renovação do Palácio de Buckingham. Já para 2027-2028, a dotação deve cair para US$ 132 milhões (cerca de R$ 685 milhões). No mesmo período, os custos com pessoal aumentaram cerca de US$ 44,5 milhões (aproximadamente R$ 230,9 milhões). Entre as viagens mais caras recentes estão: a visita de três dias do príncipe William à Arábia Saudita a viagem de quatro dias do rei Charles III e da rainha Camilla à Itália Os custos de segurança, no entanto, não entram na Sovereign Grant e são pagos separadamente pelo governo. Cálculo da atribuição A Sovereign Grant é vinculada ao desempenho financeiro do Crown Estate, o patrimônio imobiliário da Coroa. O valor corresponde atualmente a 12% dos lucros gerados dois anos antes, percentual que pode ser revisado ao longo do tempo. Nos últimos anos, o aumento da dotação foi impulsionado por receitas extraordinárias, especialmente com o arrendamento de áreas marítimas para parques eólicos. Crown Estate: o patrimônio da Coroa O Crown Estate é uma empresa pública independente que administra um vasto portfólio imobiliário da monarquia. Ele inclui: imóveis em áreas nobres de Londres terras rurais zonas costeiras o Castelo de Windsor direitos sobre o fundo do mar na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte O patrimônio é estimado em cerca de US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 114,1 bilhões). Embora associado à Coroa, o Crown Estate não pertence ao monarca como propriedade privada. Ele também não pode ser vendido nem administrado diretamente pela família real. No ano encerrado em março de 2026, o fundo registrou lucro líquido de US$ 643 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões), queda em relação ao ano anterior. Na Escócia, os ativos são administrados separadamente pelo Crown Estate Scotland, com receitas destinadas ao governo escocês. Rendas dos ducados Além dos recursos públicos, a família real recebe rendimentos privados dos chamados ducados: Ducado de Lancaster: rendeu ao rei cerca de US$ 33,3 milhões (R$ 172,7 milhões) Ducado da Cornualha: rendeu ao príncipe William cerca de US$ 28,5 milhões (R$ 147,8 milhões) Esses patrimônios históricos geram receita principalmente por meio de aluguel de terras agrícolas e imóveis comerciais e residenciais. Apesar de não administrarem diretamente os bens no dia a dia, o rei e o herdeiro definem diretrizes e aprovam decisões estratégicas. Os ducados também não podem ser vendidos. O vice-almirante Sir Tony Johnstone-Burt, mestre da casa do Soberano, segura um pequeno ventilador a bateria para o rei Carlos III da Grã-Bretanha durante uma recepção da Semana do Clima de Londres CHRIS JACKSON / POOL / AFP Impostos pagos pelo rei Desde 1993, o monarca britânico passou a pagar impostos voluntariamente sobre rendas privadas, prática iniciada no reinado de Elizabeth II. Embora não haja obrigação legal, o gesto é considerado uma forma de transparência. Desde a morte da rainha Elizabeth II, Charles III e o príncipe William declararam ter pago, juntos, cerca de US$ 66 milhões (aproximadamente R$ 342,5 milhões) em impostos. A divulgação ocorre em meio a maior escrutínio público sobre as finanças da monarquia, especialmente após debates sobre gastos com reformas de palácios.- Fortuna pessoal - Os membros da família real também possuem patrimônio pessoal. O rei é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas de sua mãe. Os bens transmitidos diretamente de um monarca ao seu sucessor estão isentos do imposto sobre sucessões. Agora no g1 Fortuna pessoal Além dos recursos institucionais, membros da família real possuem bens privados. O rei Charles III, por exemplo, é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas da rainha Elizabeth II. Esses bens, quando transferidos entre monarcas, são isentos de imposto sobre herança. Familia real britânica a caminho da cerimônia de Natal na Igreja de Santa Maria Madalena em Sandringham AP Photo/Jon Super

Foto Pexels Antes de investir em um minhocário, vale a pena conhecer as técnicas de criação e manejo desses animais. Pensando nisso, a Embrapa disponibiliza gratuitamente um guia para quem deseja iniciar na atividade. A publicação reúne informações sobre os principais modelos de minhocários, a espécie de minhoca mais indicada para a produção de húmus e dicas de alimentação e manejo dos animais. O material também explica como produzir húmus, um adubo orgânico de alta qualidade obtido a partir da decomposição da matéria orgânica pelas minhocas. 📱Acesse aqui Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos

Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram No início, era apenas uma ideia. Mas ela não saía da cabeça dele, então Juan Manuel Sosa pegou uma caneta e rabiscou possíveis rotas em seu pequeno caderno. Etapas, distâncias, pernoites. Ver Lionel Messi ao vivo em um estádio, talvez na sua última Copa do Mundo de 2026? Talvez em Dallas, no estado do Texas? ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Quando ficou claro que a seleção argentina disputaria dois jogos da fase de grupos lá, Juan ficou empolgado. Ingressos? Ele não tinha. Apenas uma Kombi convertida em uma casa sobre rodas. E uma rota que, de alguma forma, também passava pela América do Norte. Casa sobre rodas: uma Kombi de 1981 Até aquele momento, ele e sua esposa Pam já haviam viajado por 16 países da América Latina. De sua cidade natal, Buenos Aires, partiram primeiro para o ponto mais ao sul da Argentina: Ushuaia — a cidade conhecida também como "o Fim do Mundo". E de lá seguiram novamente rumo ao norte, passando por Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala até chegar ao México. Destino final: o estado do Alasca, nos EUA. "Costumamos dizer que é a nossa eterna lua de mel", brinca Juan. Afinal, eles já estão há oito anos na estrada com seu motorhome. Dois dias antes de iniciar a viagem, os dois se casaram e cancelaram o contrato de aluguel do apartamento em Buenos Aires. Desde então, é uma aventura sobre quatro rodas, que atravessou inúmeros desafios, desde simples avarias até a pandemia de COVID. Agora no g1 Mas Juan confia profundamente na engenharia alemã. Quando o veículo falha, solta fumaça ou engasga, ele mesmo geralmente pega as ferramentas e vira um mecânico autodidata. A perua Volkswagen foi batizada de "Rumba": tipo T2, câmbio manual de 4 marchas, motor a gasolina, ano 1981. Modelos mais antigos assim já são cultuados. A "Rumba" é equipada com uma pequena cozinha, fogão e chuveiro móvel. Na parte frontal do para-brisa, um adesivo de Messi, daqueles de álbum de figurinhas. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram 80 mil quilômetros rodados "Conversamos muito com a Rumba. Fazemos carinho nela e agradecemos quando chegamos em segurança", diz Pam. "Alguns nos acham loucos, mas não nos importamos." Quando chegaram pontualmente para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, já tinham, rodado quase 80 mil quilômetros desde o início da viagem. Ambos deixaram seus empregos: Juan era professor de música, Pam trabalhava como fotógrafa. Eles financiam a vida vendendo bijuterias e artesanato feitos à mão e através de algumas publicações patrocinadas nas redes sociais, que também trazem algum retorno financeiro. "Viagens assim também trazem dificuldades, não quero romantizar", diz Pam. "Mas apreciamos a liberdade." Isso inclui mudanças de planos. Ao chegar ao Tampão de Darién, uma região perigosa entre Colômbia e Panamá formada por pântanos, floresta densa e montanhas, precisaram pegar uma balsa. Não há estradas ali. A espontaneidade é a regra para o casal: quando a Copa do Mundo de 2022 aconteceu no Catar, eles estavam no Paraguai, mas voltaram temporariamente para casa para celebrar o título da Argentina. "Foi uma loucura", diz Juan. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram Ingressos inesperados para a Copa Na verdade, eles planejavam já estar no Alasca em junho de 2026. Mas o segundo jogo do grupo da Argentina contra a Áustria em Dallas nunca saiu do caderno de Juan. Eles desaceleraram um pouco e eis que, no último domingo (21/06), estavam ali, no grande encontro dos torcedores argentinos, um dia antes do jogo, em um parque no centro de Dallas. Alguns americanos, que desciam de SUVs com ar-condicionado sob 35 graus, observavam curiosos. A Kombi azul-claro chamava muita atenção, e fãs de futebol perguntavam o tempo todo sobre a viagem. Um desconhecido achou a história tão incrível que convidou os dois espontaneamente para o jogo – ele tinha dois ingressos sobrando. "Achei que ele estava brincando", diz Pam. Mais tarde, descobriram que ele também era argentino, trabalhava nos EUA e tinha contatos com o clube de Messi na Major League Soccer, o Inter Miami. No estádio, Messi primeiro perde um pênalti, mas depois ainda marca dois gols durante o jogo e garante a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria. É um dia histórico: com 18 gols em Copas, Messi supera Miroslav Klose (16) e se torna o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. "Fico arrepiada só de pensar", conta Pam dias depois. "Foi simplesmente mágico", diz Juan. Seu caderno já está guardado novamente na Kombi. Ele cuida dele como um tesouro — para as próximas ideias de viagem. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram

Veja a cronologia do conflito entre Michelle e filhos de Jair Bolsonaro A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro deu sinal de que faria uma publicação crítica à aliança da campanha do senador Flavio Bolsonaro com Ciro Gomes, no Ceará, e chegou a ser procurada pelo enteado na manhã de quarta-feira (24), antes de divulgar os vídeos. No início da tarde de segunda-feira (22), Michelle fez uma postagem na rede social X anunciando o vídeo que publicaria no Instagram: "Nunca foi para tirar o PT, e sim por projeto de poder: já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará e vou publica-lo em breve", escreveu ela na publicação, sobre uma reprodução de entrevista de Ciro Gomes com título "Os dois sao iguais", em que o candidato ao governo do Ceará equipara Lula a Bolsonaro e os filhos. Post de Michelle publicado na segunda-feira (22/6) às 14h Reprodução Segundo duas fontes da campanha de Flávio, o senador foi alertado e ligou na manhã de quarta-feira (24) para Michelle, mas a esposa do pai não respondeu. Horas depois, veio o vídeo em duas partes em que Michelle relata que Flávio a humilhou e teria dito que ela "chegou ontem" e "não entende de política". Os vídeos foram publicados no Instagram na quarta por volta de 16h30. Outra fonte próxima da família diz que Jair Bolsonaro sabia que Michelle gravaria um vídeo em defesa própria, mas não tinha conhecimento dos ataques aos filhos, em especial Flávio, pré-candidato à Presidência pelo PL. O vídeo teria sido gravado na sala da presidência do PL Mulher. Michelle Bolsonaro em postagem sobre Flávio Bolsonaro. Reprodução pessoal Flávio pediu desculpas Nesta semana, Michelle publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro. A crise envolve divergências dentro do PL sobre a articulação do partido no Ceará, onde aliados discutem uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Michelle criticou a possibilidade de aliança com Ciro. Depois da repercussão, Flávio reagiu publicamente, e a ex-primeira-dama afirmou que o senador havia sido ríspido com ela em uma conversa por telefone. Na postagem, Flávio diz que Michelle gravou vídeos após não retornar mensagem dele, afirmou estar de "coração aberto" e que não teve a intenção de ofendê-la. "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", afirmou o senador em suas redes sociais. Flávio fez duas publicações: um texto no X (ex-Twitter), na quarta-feira (24), e, nesta quinta-feira (25), publicou um vídeo com a mesma mensagem no Instagram. A ex-primeira-dama também defendeu união entre aliados para “derrotar o atual desgoverno” nas eleições. Já Flávio Bolsonaro afirmou que a direita precisa estar unida e que Michelle terá papel importante na campanha.

O rei Charles III durante um almoço com autoridades no Palácio de Buckingham. TOBY MELVILLE / POOL / AFP O rei Charles III pagou 12,9 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024-2025, o equivalente a cerca de R$ 88,6 milhões. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior, quando o monarca pagou 11,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 80,3 milhões). Essa é a primeira vez que o pagamento de impostos pessoais do rei é divulgado. Segundo o Palácio de Buckingham, o valor pago por Charles III desde sua ascensão ao trono já ultrapassa os 30 milhões de libras (R$ 205,9 milhões), o que o coloca entre os 100 maiores contribuintes do Reino Unido. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Charles também pagou impostos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos. A Coroa não detalhou, no entanto, como o imposto foi calculado. Embora a monarquia receba recursos de diversas fontes, o rei paga impostos apenas sobre sua renda pessoal — grande parte proveniente de propriedades privadas, como Balmoral, na Escócia, e Sandringham, na costa leste da Inglaterra, entre outros. (entenda mais abaixo) Agora no g1 Pela lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar impostos — nem de renda, nem sobre ganhos de capital, nem sobre herança. A tradição, no entanto, mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II concordou em pagar voluntariamente o imposto de renda, em um momento em que a reputação da monarquia estava abalada, em meio a uma série de divórcios. Além da separação formal de Charles de sua primeira esposa, a falecida princesa Diana, também se separaram no mesmo período Andrew e Sarah Ferguson, assim como a princesa Anne e seu primeiro marido. O príncipe William, atual príncipe de Gales, também divulgou detalhes de seus impostos na quinta-feira. Ele pagou aproximadamente 7,8 milhões de libras (R$ 53,5 milhões) em impostos sobre renda e ganhos de capital no ano fiscal de 2024-2025, valor inferior aos 8,3 milhões de libras (R$ 57 milhões) pagos no ano anterior, segundo seu gabinete. Pela primeira vez, os números dão ao público uma ideia concreta da fortuna pessoal do rei, em contraste com castelos, joias e obras de arte associados ao cargo, mas que não pertencem ao monarca. De onde vem a fortuna do rei e da família real? Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, uma propriedade de 16.960 hectares que inclui imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o patrimônio líquido da propriedade foi avaliado em 687,3 milhões de libras (cerca de R$ 4,7 bilhões). O monarca em exercício não pode usar nenhum recurso proveniente da venda de suas terras, mas recebe o excedente da receita — que, foi de 25,2 milhões de libras (R$ 172,9 milhões) em 2025/2026. Os recursos recebidos são usados para manter suas residências particulares e para os rendimentos dos membros da família real que trabalham — e que, embora recebam uma residência oficial gratuita em troca do cumprimento de seus deveres, não têm permissão para obter rendimentos externos. Atualmente, essa lista inclui a irmã de Charles, a princesa Anne, seu irmão mais novo, o príncipe Edward, e sua esposa, o duque e a duquesa de Gloucester, o duque de Kent e a princesa Alexandra. O filho mais novo de Charles , o príncipe Harry, e seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, embora ainda sejam membros da família real, não recebem dinheiro público, já que não exercem funções oficiais na realeza. Outras rendas privadas O rei também possui bens e investimentos pessoais não divulgados e recebe renda de suas propriedades, o Castelo de Balmoral na Escócia e Sandringham no leste da Inglaterra. O Palácio de Buckingham não divulgou mais detalhes sobre de quanto seria essa renda. Já o Ducado da Cornualha, criado em 1337, está entre as rendas recebidas pelo herdeiro do trono — atualmente o Príncipe William e sua esposa Kate. A propriedade abrange 51.861 hectares, distribuídos pela Inglaterra e País de Gales, com ativos líquidos de 1,2 bilhão de libras (R$ 8,2 bilhões) segundo dados divulgados no final de março. William recebe a receita líquida excedente — que, em 2025/2026, foi de 21,55 milhões de libras (R$ 147,9 milhões). *Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press.
Segundo o Financial Times, a União Europeia estuda impor uma taxa para a exportação de sucata de alumínio. A medida busca prevenir a saída desse metal valioso para os Estados Unidos e países da Ásia.
A reportagem do periódico britânico diz que, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o plano prevê a cobrança de uma taxa de 15% sobre a exportação do material.
Agora no g1
Esta será a primeira vez que serão aplicadas cobranças sobre mercadorias que saem do bloco econômico. A previsão é que as taxas entrem em vigor no dia 9 de setembro. A proposta precisa ser aprovada por uma maioria dos estados-membros da União Europeia.
Segundo a reportagem, a associação European Aluminium, que representa os produtores, informou que as exportações de sucata de alumínio da União Europeia atingiram o recorde de 1,27 milhão de toneladas em 2025, o que representa uma alta de cerca de 50% desde 2019. A maior parte do volume foi destinada para a Índia e para a China.

Desemprego fica em 5,6% no trimestre até maio A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE. O índice representa estabilidade em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões). Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Apesar da estabilidade, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em maio desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Segundo o instituto, o cenário indica continuidade de um mercado de trabalho estruturalmente forte, com boa capacidade de absorção de mão de obra. “A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre. Ainda assim, atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,6% Taxa de subutilização: 13,3% População desocupada: 6,1 milhões População ocupada: 102,7 milhões População fora da força de trabalho: 66,5 milhões População desalentada: 2,4 milhões Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,4 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,0 milhões Trabalhadores informais: 38,3 milhões De acordo com o IBGE, a população ocupada chegou a 102,7 milhões. O total representa leve alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, com 840 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,6%, com variação de 0,2 ponto percentual no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável no ano (58,6%). A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,1 milhões no trimestre encerrado em maio, com queda de 5,7% no trimestre. Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,5 milhões de pessoas. O contingente ficou estável no trimestre, mas cresceu 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado (mais 1,1 milhão de pessoas). Entre os que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada somava 2,4 milhões. O número representa queda de 10,2% no trimestre e 14,6% no ano. 🔎 Para o IBGE, o desalentado é alguém que está desempregado há muito tempo, já enviou currículos sem resposta e passa a acreditar que não vai conseguir emprego — então para de procurar. Com isso, a taxa de desalento ficou em 2,2%, com queda de 0,3 ponto percentual no trimestre e de 0,4 ponto percentual no ano (2,6%). Taxa de subutilização atinge menor nível da série histórica Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de pessoas com dificuldade para conseguir trabalho ou que estão em empregos abaixo do desejado caiu para 13,3%, o menor nível da série histórica, segundo o IBGE. O indicador recuou em relação ao trimestre anterior (14,1%) e também caiu na comparação com o ano anterior (14,9%), mostrando melhora no aproveitamento da mão de obra. De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a queda recorde na subutilização mostra que “esse colchão de trabalhadores que pode ser absorvido pelo mercado está diminuindo cada vez mais”. “A taxa de subutilização de 13,3% mostra que esse grupo de reserva está se esgotando. Isso porque havia um contingente muito maior de pessoas nessa condição durante a pandemia, quando chegou perto de 30%”, afirma. “Isso indica que o mercado de trabalho está aquecido. Com menos gente disponível para ser absorvida, a tendência é de pressão por aumento de remuneração e melhoria das condições de trabalho. É uma dinâmica de oferta e demanda.” Esse cenário também aparece em outros dados: o número de pessoas nessa situação caiu para 15,1 milhões, com queda tanto no trimestre quanto no ano. Já quem trabalha menos horas do que gostaria somou 4,1 milhões de pessoas, também em queda. Outro ponto positivo foi a redução do número de pessoas que desistiram de procurar emprego: os chamados desalentados somaram 2,4 milhões, menor que no trimestre anterior e também abaixo do registrado no ano passado. Formalidade x informalidade No mercado de trabalho formal e informal, os principais tipos de vínculo apresentaram os seguintes resultados no trimestre: 💼 Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,2 milhões, estável no trimestre e no ano; 📄Empregados sem carteira no setor privado: 13,3 milhões, estável no trimestre e na comparação anual; 🧑💻 Trabalhadores por conta própria: 26,0 milhões, estável no trimestre e no ano; 🏠 Trabalhadores domésticos: 5,4 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 328 mil pessoas no ano. Já a taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, praticamente estável em relação aos períodos anteriores, indicando que a fatia de trabalhadores sem carteira ou vínculo formal ainda segue alta no país. Renda no mercado de trabalho A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e aquelas que estão procurando emprego — somou 108,8 milhões no trimestre, um aumento de 381 mil pessoas (0,4%) em relação ao trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O levantamento também mostra melhora na renda do trabalho. O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.726, permanecendo estável no trimestre, mas com crescimento de cerca de 4% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimento, que é a soma de todos os ganhos do trabalho no país, atingiu R$ 377,7 bilhões, também estável no trimestre e maior na comparação anual. Na comparação com o trimestre anterior, o IBGE aponta crescimento em dois grandes grupamentos: Transporte, armazenagem e correio: alta de 3,0%, o equivalente a mais 177 mil pessoas ocupadas; Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: alta de 3,1%, com mais 591 mil pessoas; Nos demais setores analisados, o levantamento indica que não houve variações significativas no período, mantendo estabilidade na ocupação.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar passou a operar em queda nesta sexta-feira (26), com um recuo de 0,18% perto das 15h, cotado a R$ 5,1678. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal e tinha alta de 1,11% no mesmo horário, aos 173.897 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados do mercado de trabalho de maio são o destaque da sessão desta sexta-feira. Após a prévia da inflação brasileira ter indicado uma nova alta de preços em junho, os novos dados da Pnad indicaram uma leve queda da taxa de desemprego na comparação trimestral, de 5,8% para 5,6%. Em relação ao mesmo período do ano passado (6,2%), houve uma queda de 0,6 ponto percentual (p.p.). ▶️ No mercado acionário, o setor de tecnologia segue no centro das atenções. Bolsas globais têm sido penalizadas pela queda generalizada dos papéis do setor, em meio a dúvidas sobre a capacidade de retorno dessas empresas e diante dos altos gastos com inteligência artificial. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Desemprego e inflação A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE. O índice teve uma leve queda frente ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%. No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma leve queda em relação ao trimestre anterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões). Na véspera, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. Os dois indicadores ajudam o Banco Central a definir os próximos passos na condução da taxa básica de juros (Selic). E nos Estados Unidos? Os dados da inflação americana também segue no radar dos investidores, que continuam em busca de novos sinais sobre qual deve ser a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), na próxima reunião de política monetária. Por lá, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Fed, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam mistos nesta sexta-feira. Investidores seguem atentos às ações de fabricantes de chips, conforme avaliam retornos e gastos em inteligência artificial. Perto das 15h, o Dow Jones tinha queda de 0,02%, enquanto o S&P 500 subia 0,17% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,07%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 1,29%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,55% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,21%. Na Ásia, as bolsas da região tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, puxada pela onda de vendas no setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu, 3,03%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,26%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 1,76%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 4,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 5,81%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar Pexels

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A regra amplia a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores como assédio, estresse ocupacional, excesso de jornada e sobrecarga de trabalho, que podem comprometer a saúde mental dos empregados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A decisão é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre como a norma deve ser aplicada. Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho. O que fica suspenso, por enquanto, é a aplicação de multas e outras sanções relacionadas às regras da NR-1 sobre riscos psicossociais.Com isso, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar punições pelo descumprimento dessas regras durante os próximos 90 dias. A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). A entidade argumenta que a NR-1 não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, essa falta de objetividade pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras. A decisão também amplia os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições apenas para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade. As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo. Agora, a liminar de Mendonça suspende, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1 (veja abaixo o que muda). A decisão ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma. Na segunda-feira (22), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou uma ação no STF pedindo que a regulamentação estabeleça critérios objetivos e garanta segurança jurídica para empresas e trabalhadores. Ao conceder a liminar, Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para proteger a saúde dos trabalhadores e acompanha uma preocupação crescente, no Brasil e no exterior, com os impactos do trabalho sobre a saúde mental. No entanto, em uma análise preliminar, o ministro entendeu que ainda há dúvidas sobre quais condutas são exigidas das empresas e em quais situações elas podem ser punidas. Por isso, determinou a abertura de uma conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF. A expectativa é que, nesse período, governo, empregadores e demais participantes discutam formas de tornar as regras mais objetivas, sem reduzir a proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ao fim da conciliação, o processo voltará ao relator para nova análise. Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que "a manifestação da AGU será apresentada nos autos do processo". Já o Ministério Público do Trabalho (MPT) afirmou que a decisão do ministro André Mendonça tem caráter temporário e não afasta a obrigação das empresas de prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Segundo o órgão, a suspensão das multas previstas em dispositivos da NR-1 não altera a proteção à saúde mental dos trabalhadores, garantida pela Constituição, pela CLT e por normas internacionais. O MPT acrescentou que continuará atuando na prevenção e fiscalização desses riscos e orientou as empresas a manterem medidas de identificação, avaliação e prevenção de fatores que possam afetar a saúde mental dos empregados. (veja nota completa abaixo) O g1 procurou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF O que muda? As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais. Ficam suspensas, por 90 dias, multas, autuações e outras sanções baseadas nos dispositivos questionados da norma. Também ficam suspensos, durante esse período, os efeitos de sanções já aplicadas com base nesses dispositivos. A decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário do STF entre os dias 7 e 18 de agosto. Pressão e adiamento A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais entre os fatores que devem ser identificados e gerenciados pelas empresas. Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano. Mesmo após a prorrogação do prazo, representantes do setor patronal defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento. “Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje. Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma. Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1. Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis. Na prática, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações. O MTE reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista. A atualização da NR-1 ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego. No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em dez anos, registrado em 2024. Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de benefícios por incapacidade foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. O que diz o MPT "O Ministério Público do Trabalho (MPT) avalia a decisão do Ministro André Mendonça, na ADPF 1.316, como uma medida de caráter pontual e transitório, que não afasta a proteção jurídica da saúde mental no trabalho nem o dever de prevenção dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A decisão restringe, por tempo determinado, a eficácia sancionatória (multas e interdições pela Auditoria-Fiscal do Trabalho) de dispositivos específicos da NR-1, mas reafirma, de forma expressa, a necessidade de assegurar a máxima efetividade dos direitos fundamentais das pessoas trabalhadoras, entre eles o direito ao meio ambiente laboral seguro e saudável, inclusive sob a perspectiva psicossocial. Na prática, a decisão não compromete a missão do MPT de atuar na prevenção e no enfrentamento de riscos no ambiente do trabalho, aí compreendidos aqueles relacionados à saúde mental. A base normativa que impõe a gestão integral dos riscos é robusta e não se limita à NR-1, achando-se materializada na Constituição Federal, na CLT e em normas internacionais, especialmente as Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como as de n. 155, 161, 187 e 190. Portanto, a atuação institucional permanece íntegra, por meio dos instrumentos previstos no ordenamento jurídico. É importante acrescentar que o próprio STF reconhece que a NR-1 permanece válida como referência técnica a ser observada pelas organizações e que a fiscalização deve continuar sendo exercida. Além disso, a decisão consigna que a medida cautelar não impede a aplicação de sanções pela própria Auditoria-Fiscal do Trabalho, com fundamento em outras normas que tutelam a saúde e a segurança no trabalho. Nesse cenário, a orientação do MPT é clara: as empresas devem seguir adotando medidas efetivas de identificação, avaliação e prevenção de fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, integrando a proteção da saúde mental aos programas de segurança e saúde no trabalho. Para trabalhadores e trabalhadoras, é fundamental que continuem reportando situações de risco e buscando os canais institucionais de proteção. A tutela jurídica permanece plenamente vigente e exigível. Por fim, o MPT destaca que a decisão do STF reforça a centralidade do direito fundamental ao trabalho em condições seguras e saudáveis, incluindo o aspecto psicossocial, e que continuará atuando de forma técnica e firme para assegurar a efetividade desse direito". Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

O Ministério da Fazenda vai impor regras para a exibição de propagandas de casas de aposta, as chamadas bets, durante transmissões de jogos da Copa do Mundo de 2026. Pela nova norma, qualquer propaganda de bet durante a Copa ou após as partidas terá que incluir mensagens de conscientização no final da veiculação, em um formato semelhante às propagandas de bebidas alcóolicas. Por exemplo: "jogue com responsabilidade", "apostas são atividades com riscos de perdas financeiras", "apostar pode causar dependência", "saiba quando apostar e quando parar", ou "aposta é assunto para adultos". A determinação tem como base uma definição do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). As restrições estarão em vigor já na segunda fase da competição, que começa no domingo (28), segundo a Fazenda. A seleção brasileira estreia no mata-mata contra o Japão na segunda-feira (29) às 14h França x Noruega e Espanha x Uruguai: veja os jogos de hoje e onde assistir Brasil garante liderança do Grupo C da Copa do Mundo Segundo informações do Ministério da Fazenda obtidas pela GloboNews, as novas normas serão publicadas em formato de medida provisória (MP) da Presidência da República. Em conversa com jornalistas reunidos em Pequim, nesta sexta-feira (26), o ministro Dario Durigan afirmou que a pasta ianda estuda outras medidas para limitar a quantidade de propaganda de apostas durante os jogos. No entanto, ele não detalhou o conteúdo das restrições, que ainda estão em fase de estudo. Limitação a bets ilegais Na última sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo federal vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal. O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais aqui). Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. Getty Images via BBC O que diz o Conar Segundo a instituição, as propagandas de apostas deverão ser veiculadas de forma socialmente responsável, por se tratar da divulgação de um serviço com restrições de uso e inadequado para determinados públicos. O texto proíbe que as peças publicitárias, por meio de textos, imagens ou slogans, incentivem a prática de apostas, estimulem o jogo excessivo, a repetição contínua ou comportamentos considerados irresponsáveis. As regras também determinam que a publicidade dê atenção especial à proteção de crianças, adolescentes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade.

Cabine dp Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, publicou o jornal inglês Financial Times nesta sexta-feira (26). A medida marca uma intensificação do programa de corte de custos da companhia, pressionada pelo rápido avanço das montadoras chinesas no mercado global. Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística. Se for implementado, o plano pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história, superando os 74 mil empregos cortados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil eliminados pela IBM em 1993. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Volkswagen, sediada em Wolfsburg, já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030 e reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país. Segundo uma fonte familiarizada com o plano, a nova proposta — revelada inicialmente pela revista alemã Manager Magazin — pode levar ao corte de mais 50 mil postos de trabalho, além do previsto anteriormente. No passado, metas de redução de empregos na Volkswagen acabaram sendo suavizadas após negociações com os trabalhadores. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho As novas medidas de reestruturação foram anunciadas logo após a venda da divisão de motores marítimos Everllence para a gestora americana Bain Capital, operação que deve render 7,4 bilhões de euros à companhia. O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, vem promovendo um enxugamento da estrutura do grupo para concentrar esforços no negócio principal de automóveis. A expectativa é que a empresa também venda outros ativos para reforçar o caixa, diante da pressão crescente sobre o setor. Acordos e tarifas No fim de 2024, a Volkswagen fechou um acordo histórico com os sindicatos para reduzir empregos e a capacidade de produção na Alemanha. Agora, a montadora afirma que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio e o agravamento da situação no mercado chinês tornaram necessárias novas medidas. Pelo plano anterior, a empresa fechou uma pequena fábrica em Dresden, no leste da Alemanha. Também busca um comprador para sua unidade em Osnabrück, cuja produção deve ser encerrada no próximo ano, e chegou a negociar a venda da fábrica com uma empresa ligada ao sistema de defesa antimísseis israelense Iron Dome. A nova proposta prevê o fim da produção em outras quatro fábricas: as unidades da Volkswagen em Emden, Zwickau e Hanover, além da fábrica da Audi em Neckarsulm. Blume já afirmou que fechar fábricas definitivamente não era sua opção preferida. Segundo ele, a empresa buscava soluções "inteligentes", como produzir nessas unidades modelos chineses da Volkswagen ou transferi-las para outras montadoras ou empresas do setor de defesa. As montadoras europeias vêm perdendo espaço para as fabricantes chinesas, que responderam por quase 10% dos veículos novos vendidos na Europa nos cinco primeiros meses deste ano, segundo a associação europeia da indústria automobilística, Acea. "Nunca o nível de risco foi tão alto", afirmou Blume aos acionistas durante a assembleia anual da Volkswagen, realizada na semana passada. A empresa pretende economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030 com a reestruturação e afirmou que a redução de custos continua sendo "a área em que há maior necessidade de ação". A Volkswagen se recusou a comentar o novo plano ao Financial Times, cujos detalhes devem ser apresentados ao conselho de supervisão da companhia em 9 de julho. "Os assuntos em questão são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes de governança. Não vamos antecipar esse processo", afirmou a empresa. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025

Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo. A empresa também era investigada no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, por ter relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. (entenda mais abaixo) Na prática, isso significa que a instituição terá suas atividades encerradas sob supervisão do BC, sem passar por um processo de recuperação convencional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a autoridade monetária, a medida foi tomada porque a empresa apresentava uma situação financeira comprometida e teria cometido graves violações das normas que regulam o funcionamento de instituições do setor. O Banco Central informou ainda que continuará investigando o caso para apurar responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outros órgãos competentes. Agora no g1 Além disso, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Sefer ficaram indisponíveis a partir desta sexta-feira. Apesar da decisão, o BC destacou que a Sefer tem participação pequena no Sistema Financeiro Nacional. A instituição está enquadrada no segmento S4, destinado a empresas de menor porte, e representa menos de 0,0004% dos ativos do sistema financeiro e cerca de 0,17% dos recursos administrados de terceiros. Procurada, a Sefer não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem. O que é a Sefer Investimentos? Fundada em 1994 e controlada pela holding Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., a Sefer Investimentos atua no mercado financeiro oferecendo serviços como administração de fundos, custódia de ativos, distribuição de investimentos e gestão de recursos. Em seu site institucional, a empresa afirma ter mais de 30 anos de atuação e prestar serviços para dezenas de fundos de investimento, além de administrar US$ 22 bilhões em ativos (o equivalente a R$ 114,2 bilhões). A distribuidora é associada à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) desde 2005 e afirma seguir códigos de autorregulação do mercado de capitais. A entidade, porém, registra que a instituição já foi alvo de um procedimento de apuração de irregularidades encerrado em 2017. Sefer foi alvo da Operação Compliance Zero Antes de ter sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, a Sefer Investimentos esteve entre os alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano. A investigação apura a suposta participação de fundos e corretoras de investimento em um esquema de fraude bilionária que teria sido liderado pelo Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, todos os investigados negaram ter cometido irregularidades. Em nota divulgada à época, a Sefer também afirmou que não havia praticado qualquer ato ilícito e declarou atuar exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios. Além disso, a empresa apareceu como uma das principais credoras citadas no pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor. O conglomerado informou dever cerca de R$ 430 milhões à corretora, mas a Sefer contestou essa informação e afirmou que não era credora do grupo.

IBGE Tânia Rêgo/Agência Brasil O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com inscrições abertas para dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. As oportunidades estão distribuídas em dois editais distintos. O primeiro oferece 8.238 vagas para cargos operacionais e de supervisão de nível médio, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já o segundo reúne 1.414 vagas para funções de qualidade e áreas especializadas, destinadas a candidatos de níveis médio e superior, com remunerações que variam de R$ 2.932 a R$ 5.255,40. Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Agora no g1 Em ambos os editais, estão previstas reservas de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas, 5% para pessoas com deficiência, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. As inscrições, assim como as datas das provas, variam conforme o edital. Isso porque cada processo seletivo é organizado por uma banca diferente. Abaixo, veja as principais diferenças entre eles: Resumo das diferenças entre os editais 1º edital: 8,2 mil vagas temporárias Neste primeiro edital, são oferecidas 8.238 vagas temporárias em cinco funções para trabalhar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os salários variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além dos benefícios. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização do processo seletivo. O prazo termina às 23h do dia 1º de julho. A taxa de inscrição é de R$ 53. ➡️ VEJA O PRIMEIRO EDITAL COMPLETO O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. A principal diferença deste edital é o perfil dos cargos. As vagas são voltadas principalmente para atividades de coleta de dados, supervisão de equipes, apoio administrativo e suporte tecnológico das operações censitárias. Confira a distribuição das vagas: Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem: ter pelo menos 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos homens; possuir aptidão física e mental para o exercício da função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. A prova objetiva terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato no ato da inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados conforme a necessidade do IBGE, respeitado o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cronograma 1º de julho — Encerramento das inscrições; 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova; 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva; 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar; 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva; 18 de dezembro — Resultado final da seleção. IBGE: veja cargos, salários, datas e como se inscrever em seleção com mais de 8 mil vagas 2º edital: 1,4 mil vagas temporárias Neste segundo edital, são oferecidas 1.414 vagas temporárias para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. ➡️ VEJA O SEGUNDO EDITAL COMPLETO Do total de oportunidades, 1.020 vagas são destinadas ao cargo de Analista Censitário e 394 ao de Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função: Agente Censitário de Qualidade (ACQ) — exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932; Analista Censitário (AC) — exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40. Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Os contratados também terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. As vagas para Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo e outras especialidades. Os contratos terão duração inicial de até 12 meses, podendo ser prorrogados conforme a necessidade das operações censitárias, até o limite de 48 meses. As inscrições começaram em 17 de junho e seguem até as 23h59 de 15 de julho, pelo site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para Agente Censitário de Qualidade e de R$ 37,50 para Analista Censitário. O edital também prevê isenção para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea que cumpram os requisitos estabelecidos. As provas objetivas terão duração de quatro horas e serão aplicadas em todas as capitais do país e no Distrito Federal no dia 30 de agosto. Os exames serão realizados em turnos diferentes: Manhã: Agente Censitário de Qualidade (ACQ); Tarde: Analista Censitário (AC). Cronograma 15 de julho — Encerramento das inscrições; 24 de agosto — Divulgação do cartão de convocação da prova; 30 de agosto — Aplicação da prova objetiva; 31 de agosto — Divulgação do gabarito preliminar; 25 de setembro — Resultado definitivo da prova objetiva; 6 de novembro — Resultado final da seleção. IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO

Como a água está transformando o antigo "corredor da miséria" em Goiás "Eu ajoelhei e pedi muito a Deus para que me desse água". A frase da agricultora Júlia Pereira de Andrade resume a realidade que, durante anos, marcou a vida de milhares de famílias no Vão do Paranã, no nordeste de GO. Em um assentamento da reforma agrária em Flores de Goiás, ela passou dois anos sem água dentro da própria propriedade. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "A gente tinha que sair para buscar água para tomar banho e fazer o uso doméstico. Foram dois anos assim. No momento em que eu consegui perfurar esse poço, que eu vi água dentro da minha chácara, para mim foi o bem maior que Deus me deu", conta. A água que um dia faltou para as necessidades mais básicas hoje irriga pés de maracujá e manga que garantem renda à família. A história de Júlia simboliza a transformação em curso numa região historicamente conhecida como "Corredor da Miséria", apelido associado aos altos índices de pobreza e às secas frequentes. Com investimentos em irrigação, assistência técnica e fruticultura, agricultores familiares do Vão do Paranã estão conseguindo produzir durante todo o ano e mudar a realidade econômica de suas propriedades. E tudo isso por causa de um projeto desenvolvido pela Condevasf (veja reportagem completa acima). Vão do Paranã, no nordeste de Goiás, antes conhecido por muitos como o "corredor da miséria", começa a colher os frutos de um investimento que leva água e tecnologia a pequenos assentamentos da reforma agrária. Globo Rural De corredor da miséria a polo de fruticultura: irrigação transforma vida de agricultores no Vão do Paranã, em Goiás Reprodução Globo Rural Do campo à geladeira: por que há tanto desperdício de alimentos, enquanto milhões passam fome no Brasil 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil

Conheça os principais tipos de mel produzidos no Brasil Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão. 🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária. “O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural. Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos). Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis. Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mel de abelhas com e sem ferrão Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo. Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel. Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga. Os principais tipos de mel Mel de diferentes espécies de abelhas e de diferentes floradas Cristiano Menezes 🐝Méis de abelha sem ferrão Borá Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe. Jataí Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país. Mandaçaia É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste. Tiúba ou Uruçu-cinzenta Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará. 🐝Méis de abelha com ferrão Laranjeira Mel de laranjeira exibido no programa Bem-Estar em 2013 Reprodução/Bem Estar De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Eucalipto De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste. Bracatinga Reportagem especial sobre o mel de bracatinga no programa Globo Repórter (2018). Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil. Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A). Silvestre Quando rotulado como silvestre, significa que o mel é produzido a partir de diversas flores. É encontrado em todo o Brasil, especialmente em apiários próximos a vegetação nativa. Cipó-uva Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais. No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas Pexels/Pixabey De onde vem o que eu como: Mel

Qual iPhone antigo vale mais a pena em 2025? A quinta-feira (25) não está sendo fácil para o consumidor. Duas gigantes da tecnologia anunciaram aumentos significativos nos preços de seus produtos. A Apple elevou os preços de iPads e MacBooks, alegando que já não consegue absorver a forte alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Já a Microsoft, dona da marca Xbox, informou que, a partir de 1º de agosto, os consoles ficarão até 33% mais caros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Apple esclareceu que o reajuste, impulsionado pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial, não afeta o iPhone, principal produto da empresa. Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para competir com modelos mais baratos equipados com Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (cerca de R$ 3.634, sem impostos). Entre os principais reajustes anunciados pela Apple estão: MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634); MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755); MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395); iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894). A empresa também aumentou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%. MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) Shannon Stapleton/Reuters Xbox também sobe de preço Para os gamers, o reajuste também pesa no bolso. Segundo a Microsoft, os consoles Xbox terão aumento de US$ 100 nos modelos de 512 GB e de US$ 150 nas versões de 1 TB. “Além disso, descontinuaremos o modelo de 2 TB”, informou a empresa em nota. Os novos preços são: Xbox Series S 512 GB: de US$ 399,99 para US$ 499,99 (de cerca de R$ 2.080 para R$ 2.600); Xbox Series S 1 TB: de US$ 449,99 para US$ 599,99 (de cerca de R$ 2.340 para R$ 3.120); Xbox Series X Digital 1 TB: de US$ 599,99 para US$ 749,99 (de cerca de R$ 3.120 para R$ 3.900); Xbox Series X 1 TB (com leitor): de US$ 649,99 para US$ 799,99 (de cerca de R$ 3.380 para R$ 4.160). Os aumentos dão continuidade aos reajustes iniciados no ano passado. Em outubro de 2025, a Microsoft já havia elevado o preço dos consoles entre US$ 20 e US$ 70 nos Estados Unidos. “Infelizmente, os custos de armazenamento e memória para consoles aumentaram mais de 2,5 vezes, e esperamos que eles dobrem novamente até o segundo semestre de 2027”, afirmou a companhia. Jogos online no Xbox Unsplash/Sam Pak O que explica os reajustes? Os anúncios mostram que nem mesmo a Apple, considerada uma referência em eficiência de cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que começa a afetar toda a indústria de eletrônicos. Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips voltados à inteligência artificial, como a Nvidia. A estratégia elevou os lucros dessas fabricantes, mas reduziu a oferta de componentes para produtores de computadores, smartphones e outros eletrônicos. “Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido”, afirmou a Apple em comunicado. “Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos.” A Microsoft afirma que a crise também atinge em cheio o mercado de consoles. “Toda a indústria de eletrônicos de consumo enfrenta a atual crise de componentes, mas os efeitos são especialmente severos para os consoles”, disse a empresa. Segundo a companhia, diferentemente de celulares, computadores e outros dispositivos, os consoles normalmente não são vendidos com lucro, mas por um preço inferior ao seu custo de fabricação.
Governo brasileiro cria protocolo com novas regras pra exportação de carne bovina para Uni
O governo brasileiro criou um novo protocolo para tentar manter a carne bovina nacional no mercado da União Europeia.
A medida busca atender às novas exigências do bloco, que passará a cobrar, a partir de 3 de setembro, garantias de que os animais destinados à exportação não receberam antimicrobianos em nenhuma fase da vida.
Sem conseguir comprovar esse requisito até o momento, o Brasil continua fora da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia após essa data.
Para atender à nova exigência, o Ministério da Agricultura publicou, em 29 de maio, uma portaria criando o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos.
A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu.
➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos.
Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor ainda está em fase de adaptação e, até o momento, não há propriedades certificadas sob o novo protocolo.
"O protocolo é recente. O que está acontecendo agora é que os produtores estão procurando as certificadoras para iniciar o processo", afirma a entidade.
Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária
No centro da disputa
O principal desafio está na cadeia da carne bovina e envolve a monensina, uma substância amplamente utilizada na alimentação de bovinos confinados.
Em um confinamento no Gama (DF), cerca de 2 mil animais estão na fase final de engorda. Até o abate, cada um deve atingir aproximadamente 500 quilos. Para isso, recebem diariamente uma dieta balanceada, composta por farelo de algodão, derivados de milho e soja, além de suplementos minerais.
É justamente nesse núcleo mineral que costuma estar a monensina.
"Ela é uma aliada nossa porque melhora a conversão alimentar. Sem o produto, a gente não consegue o mesmo ganho de peso", afirma a pecuarista responsável pela propriedade.
Quando utilizada como medicamento, a monensina ajuda a controlar parasitas que causam diarreia, principalmente em bezerros. Na alimentação, porém, sua função é melhorar a eficiência digestiva dos animais.
"Ela reduz a população de bactérias menos eficientes e favorece o desenvolvimento de bactérias benéficas no trato digestivo", explica o médico-veterinário Álvaro de Castro.
Custo e incerteza
A adequação às novas regras exigirá investimentos por parte dos produtores.
"O produtor vai analisar se o prêmio pago por esse mercado compensa o investimento necessário. Se compensar, ele vai atender. Se não compensar, não faz sentido entrar para ter prejuízo", avalia uma pecuarista.
Em Bela Vista de Goiás, a produtora Luana Peixoto engorda cerca de 100 animais destinados à exportação. Entre os principais mercados estão a China e a União Europeia.
Os animais serão abatidos no fim de agosto, mas a pecuarista ainda não sabe se conseguirá embarcar a produção para o bloco europeu.
"Neste momento, a gente ainda não sabe quais serão os próximos passos. Vamos focar no mercado chinês, mas esperamos uma definição dos órgãos brasileiros e da União Europeia", afirma.
Para se adequar às novas exigências, ela terá de substituir a monensina utilizada na alimentação do rebanho e buscar uma nova certificação.
"A gente teria que substituir esse produto que usamos hoje na fazenda e correr atrás desse processo de certificação", diz.
Há alternativas?
Segundo especialistas do setor, existem alternativas à monensina, como óleos essenciais, probióticos e outros aditivos naturais.
A indústria de nutrição animal afirma que já vem se adaptando às exigências internacionais.
"O custo desses produtos é muito próximo ao dos aditivos tradicionais. A eficiência depende muito da dieta, do manejo e do perfil de cada propriedade. É um trabalho que precisa ser planejado para garantir resultados no campo", explica o diretor comercial de uma empresa do setor.
Negociações continuam
Em nota, a Comissão Europeia informou que continua negociando com o Brasil, mas ressaltou que as regras que restringem o uso de antimicrobianos foram definidas em 2023 e que os países exportadores tiveram tempo suficiente para se adequar.
Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências do bloco e que uma missão técnica europeia deve visitar o Brasil no segundo semestre para avaliar os avanços e concluir o processo de habilitação.
O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar

Gmail e outros serviços do Google apresentaram instabilidade Stephen Phillips via Unsplash O Google começou a permitir no Brasil as mudanças em endereços do Gmail (o que fica antes de "@gmail.com"). A novidade tinha sido liberada em abril para usuários nos Estados Unidos. A opção de mudar endereços chega mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. "2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele", escreveu o executivo, em abril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Usuários que mudarem de endereço no Gmail usarão a nova versão para fazer login em serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas. Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmail (saiba mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como mudar seu endereço no Gmail Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador e faça o login, se não estiver conectado. Em testes do g1, a página apresentou o botão "Alterar e-mail da Conta do Google". Basta clicar sobre ele, digitar o novo endereço no campo "Nome de usuário" e selecionar "Mudar o e-mail". Durante a mudança, é preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém. E, se ela não estiver disponível para você, o Google informará que ainda "não é possível mudar essa configuração para sua conta". Mudança de endereço do Gmail Reprodução Com a alteração, você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e poderá ser usado para acessar a sua conta. O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em "@gmail.com" para a conta durante 12 meses. Como mudar nome no Gmail Para continuar com seu endereço de e-mail, mas mudar como outras pessoas veem o seu nome, siga estes passos: Acesse o Gmail pelo computador; Clique em "Configurações" (símbolo de engrenagem no canto superior direito); Clique em "Ver todas as configurações"; Selecione "Contas e importação" ou "Contas"; Em "Enviar e-mail como", selecione "Editar informações"; Em "Nome", escreva como você deseja se apresentar no Gmail; Clique em "Salvar alterações".
Amortizar ou investir? A decisão que divide economistas Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro. A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha. Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Um operador de câmbio passa por uma tela que exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) e a taxa de câmbio entre o dólar americano e o won sul-coreano na sala de operações cambiais da sede do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul Ahn Young-joon / AP As bolsas da Ásia fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26), lideradas pelos mercados do Japão e da Coreia do Sul, em meio a uma onda de venda de ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA). O índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 4,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 7,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,9%, e o índice Shanghai Composite, da China, caiu 2,1%. A queda ocorre após uma sequência de fortes valorizações impulsionadas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. No início da semana, tanto o Nikkei quanto o Kospi haviam atingido máximas históricas. Segundo analistas, o movimento desta sexta não reflete uma piora nas perspectivas para o setor de IA, mas sim uma realização de lucros. Isso acontece quando investidores vendem ações que subiram muito para garantir os ganhos obtidos, prática comum após períodos de forte valorização. Avanço das ferramentas de inteligência artificial aumenta riscos da exposição de imagens de crianças nas redes A correção também foi influenciada pela volatilidade recente nos mercados globais, que têm reagido rapidamente a novidades envolvendo inteligência artificial, além de outros fatores, como o reajuste de preços anunciado pela Apple. Na quinta-feira (25), as bolsas dos Estados Unidos fecharam sem direção única. Enquanto diversas empresas de inteligência artificial voltaram a registrar alta, as ações da Apple caíram após a companhia anunciar aumento de preços em vários de seus produtos. A venda em massa desta sexta não significa que a inteligência artificial esteja "distribuindo dividendos" ou que o setor tenha perdido força. O movimento indica apenas que parte dos investidores optou por embolsar os lucros acumulados depois da forte valorização recente das ações do setor. Micron supera Meta e Tesla impulsionada pela IA A fabricante de chips de memória Micron Technology ultrapassou, nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, por um breve período, também o da Tesla, após divulgar uma previsão financeira acima das expectativas para o quarto trimestre. As ações da empresa subiam 18,4%, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. No mesmo momento, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão. Na quarta-feira (24), a Micron projetou receita e lucro para o quarto trimestre acima das estimativas do mercado, o que impulsionou a recuperação das ações após uma recente queda. Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. Dado Ruvic/Reuters A empresa também informou que seus clientes já comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória. A Micron ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse grupo. As fabricantes de chips de memória vêm sendo impulsionadas pelo interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os investimentos das grandes empresas de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial. *Com informações da AP e Reuters.

Andé Mendonça Luiz Silveira/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu que a investigação sobre o filme Dark Horse deve ficar com o ministro André Mendonça “As circunstâncias justificam a redistribuição destes autos, por parâmetro de prevenção, ao Ministro André Mendonça. Com efeito, os episódios que são referidos nesta “comunicação de crime” coincidem com o objeto de outras investigações sob a relatoria do Ministro André Mendonça. Em consulta aos dados públicos disponíveis do registro processual citado no parecer ministerial, verifica-se que a PET nº 15.612 tramita com restrição de publicidade e foi autuada em 6.3.2026. Precedeu, portanto, a “comunicação de crime” em exame”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu, em parecer, que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve ser o relator de um pedido para investigar valores para o filme "Dark Horse" solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master O pedido foi apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) no inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes que levou à condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça. Lindbergh apresentou o pedido nesse caso por entender que houve uma atuação internacional de Eduardo pelo financiamento do filme. Agora no g1 Antes de decidir sobre a abertura, ou não, da investigação, Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria- Geral da República (PGR). Para Paulo Gonet, há uma conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as apurações do caso Master, que já estão sob a relatoria de Mendonça. Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse' Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

Mega-Sena, concurso 3023: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3023 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2,5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 7 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 22 - 25 - 30 - 31 - 39 - 60 5 acertos: 7 apostas ganhadoras, R$ 117.144,19 4 acertos: 807 apostas ganhadoras, R$ 1.674,92 G1 | Loterias - Mega-Sena 3023 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3023 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 19 de maio de 2026 Edilson Rodrigues/Agência Senado O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assumiu, nesta quinta-feira (25), a responsabilidade pela comunicação da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que gerou dúvidas no mercado. O BC informou que, mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos — um dos principais parâmetros para as decisões sobre os juros —, optou por manter o ciclo de queda da Selic na semana passada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Nesta semana, o mercado reagiu mal à ata do Copom, que indicou que o BC manteria os juros inalterados mesmo diante da piora das perspectivas para a inflação nos próximos anos. A interpretação foi de que o Banco Central adotaria uma postura menos rigorosa no combate à inflação. Galípolo afirmou que o Copom preferiu não reagir a eventos incertos, como a guerra no Oriente Médio. "A responsabilidade, se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que a gente queria em um espaço conciso, é absolutamente minha". O BC justificou a decisão afirmando que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a variações de preços provocadas por choques de oferta. Copom corta 0,25 pp e traz Selic a 14,25% ao ano Para Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, o principal ponto da ata, divulgada na última terça-feira (23), foi o fato de o Comitê "afirmar que o balanço de riscos agora apresenta assimetria altista, algo que não havia sido mencionado no comunicado da decisão". Segundo o economista, essa mudança sinaliza uma tentativa de adotar um tom mais duro. No entanto, a ata também traz elementos que apontam na direção oposta. "Apesar de as projeções do Banco Central permanecerem acima da meta, o Comitê julgou mais adequado considerar trajetórias de juros que evitassem maior volatilidade", explica o especialista. Em outras palavras, o BC avaliou que interromper o ciclo de cortes da Selic neste momento poderia representar um aumento excessivo dos juros, desacelerando a economia além do necessário para controlar a inflação no longo prazo. "É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo [...] que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço muito apertado e conciso do próprio comunicado", afirmou Galípolo. O presidente também ressaltou que "a função do Banco Central não é produzir consenso entre as opiniões do mercado". Os dois lados da moeda Durante entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, Galípolo afirmou que o Banco Central enfrenta hoje dois tipos de pressão: o desgaste provocado pelo nível elevado dos juros e a cobrança por sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. "Existe uma primeira ordem de crítica que vem de setores da economia, da sociedade e da política, inerente ao fato de convivermos há tanto tempo com uma taxa de juros algumas centenas de pontos-base acima da taxa neutra", explicou. Segundo ele, a Selic permanece em um patamar significativamente alto desde que assumiu o comando da instituição. "É protocolar que a gente tenha críticas de setores que se contraponham a essa taxa", reiterou. Após comentar essa "exaustão" em relação aos juros elevados, Galípolo abordou a segunda fonte de pressão: a demanda do mercado por maior previsibilidade. "Em momentos de maior incerteza, é normal esse desejo por guidance [sinalização], por indicações do que o Banco Central fará no futuro. É normal esse tipo de pedido, mas nenhum outro banco central está fazendo isso, e nem a literatura recomenda essa prática justamente por causa do ambiente de incerteza", afirmou. Segundo o presidente do BC, antecipar os próximos passos da autoridade monetária pode reduzir a eficácia da política de juros. Por isso, ele defendeu que uma comunicação mais clara não deve ser confundida com a antecipação das decisões futuras. "Uma coisa não pode ser confundida com a outra", pontuou. "O Banco Central vai preservar o seu direito de não dar essa informação quando achar que não interessa divulgá-la antecipadamente. Não porque estamos escondendo o que vamos fazer, mas porque essa decisão será tomada daqui a 40 dias, na próxima reunião", concluiu Galípolo.

União e Governo do DF fecham acordo pra socorrer BRB O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar o processo que poderia analisar o empréstimo bilionário que o governo do Distrito Federal pretende contratar para socorrer o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Relator do caso, o ministro Jhonatan de Jesus avaliou que a competência para esse acompanhamento é do Tribunal de Contas do Distrito Federal, e não do TCU. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. "Considerando que o negócio jurídico em testilha está sendo estruturado diretamente entre o Governo do Distrito Federal e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), associação civil de direito privado, sem que haja a demonstração de atos de gestão envolvendo recursos públicos federais", disse Jhonatan de Jesus. Como antecipou o g1, a área técnica do TCU já havia concluído que a Corte não tem competência legal para analisar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões pretendido pelo governo distrital. O Tribunal de Contas do DF, por sua vez, já recebeu representação de um deputado distrital apontando possíveis irregularidades no empréstimo. O pedido ainda está em análise na área técnica e não tem relator designado. Socorro bilionário Fachada do banco BRB. Reprodução/TV Globo O governo do Distrito Federal se prepara para assumir uma dívida bilionária que deve levar mais de 10 anos para ser quitada: um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). A lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o socorro o empréstimo foi sancionada nesta quarta-feira (24). O dinheiro virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores. Como contragarantia, porém, o governo colocou na reta os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). ➡️ Contragarantia é o bem que pode ser obtido pelo fiador, quando ele é acionado para cobrir um calote. Ou seja: os grandes bancos pagariam a conta, mas usariam o FPE e o FPM para reaver o dinheiro. Governo Lula e DF fazem acordo bilionário para socorrer BRB Por que o BRB está em crise? A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. LEIA TAMBÉM: CASO MASTER: PGR recusa delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso BRASÍLIA: Daniel Vorcaro é transferido para cela na Papudinha Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Vídeo mostra momento em que prédio desabou na Venezuela Algumas pessoas na Venezuela receberam alertas de tremores pelo celular antes de dois terremotos atingirem o norte do país na última quarta-feira (24). O abalo deixou mais de 180 mortos e 1.500 feridos. As notificações foram enviadas pelo recurso de alertas antecipados de terremotos disponível no Android, sistema operacional do Google. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A venezuelana Jessie Figueira disse ao g1 que recebeu um alerta cerca de 30 segundos antes de sentir o tremor. "Terremoto próximo: você poderá sentir tremores. A magnitude inicial estimada é de 6,2 a cerca de 357 quilômetros de distância", indicou um dos alertas compartilhados nas redes sociais. Android enviou alerta momentos antes de terremotos na Venezuela Reprodução O Google explica que usa os próprios celulares Android para monitorar tremores ao redor do planeta. "Essa abordagem usa os mais de 2 bilhões de smartphones Android em uso no mundo como mini-sismômetros, criando a maior rede de detecção de terremotos do planeta", diz a empresa em seu site. A empresa que, desde 2021, identificou mais de 18 mil tremores com esse mecanismo. Cerca de 2 mil terremotos tiveram intensidade suficiente para o envio dos alertas e levaram a 790 milhões de alertas nos dispositivos dos usuários. Como o Android identifica terremotos O sistema usa o acelerômetro do celular, sensor que mede a vibração e a aceleração dos aparelhos – é o mesmo que gira a tela automaticamente quando o dispositivo é virado de lado. Registros fora do padrão indicam que um lugar pode ter sido atingido por um terremoto. O sinal é enviado junto da localização aproximada para um servidor do Google que combina dados de vários aparelhos para confirmar o tremor. Prédio danificado após terremoto em La Guaira, na Venezuela REUTERS/Maxwell Briceno As notificações são disparadas em casos de terremotos de magnitude 4,5 ou superior. Na Venezuela, foram dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados com intervalo de menos de um minuto em áreas muito populosas. Além da magnitude, o Google considera a Escala de Intensidade Mercalli Modificada (MMI), que mede efeitos práticos de terremotos. A escala vai de 1 a 12, sendo 1 para tremores não sentidos e 12 para abalos com destruição generalizada. O Android pode fazer alertas de atenção, para terremotos com intensidade MMI 3 e 4, como aconteceu na Venezuela, e alertas de ação, voltados para tremores com intensidade MMI acima de 5, explica o Google. Android envia alertas de ação e de atenção por meio de sistema de detecção de terremotos Divulgação/Google

Conta de luz seguirá sem taxa extra em fevereiro, decide Aneel Divulgação/Agência Nacional de Energia Elétrica As contas de luz de agosto terão um alívio de R$ 767,2 milhões com o chamado "bônus de Itaipu", segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quinta-feira (25). Pelos cálculos da Aneel, consumidores com consumo médio mensal de 116 kWh — próximo à média dos beneficiários — devem receber um crédito de cerca de R$ 9,16. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O bônus de Itaipu é um crédito distribuído anualmente a milhões de consumidores residenciais e rurais. O valor é calculado com base no saldo da conta de comercialização da energia gerada pela usina hidrelétrica binacional no ano anterior. Em 2025, o saldo da conta de Itaipu chegou a R$ 1,29 bilhão. Agora no g1 Antes da distribuição do crédito aos consumidores, R$ 524,4 milhões foram descontados do total para formar uma reserva técnica financeira para 2026. Segundo a Aneel, esse mecanismo foi criado para reduzir os impactos de variações no fluxo de caixa e na tarifa da usina. A homologação dos valores está prevista para a reunião da diretoria da Aneel na próxima terça-feira, conforme a pauta divulgada nesta quinta-feira. A agência ainda não informou qual será o impacto do bônus na conta de luz de cada consumidor.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que vários outros países têm sistemas instantâneos de pagamentos semelhantes ao PIX brasileiro, e avaliou que isso é algo que terá de ser aceito e incorporado pelos demais. Ele deu a declaração ao responder uma pergunta sobre a investigação dos Estados Unidos à ferramenta brasileira, que pode resultar em aumento de tarifas. Novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor. "Do ponto de vista do relatório dos Estados Unidos, o Banco Central vem disponibilizando gente e tempo para estar auxiliando nas explicações necessárias ao governo americano. O PIX coloca o Brasil em uma posição que em poucas coisas o Brasil tem essa possibilidade de estar na fronteira do que há de mais moderno e é exemplo pro resto do mundo, e o PIX é um deles", disse Galípolo. Agora no g1 Segundo ele, porém, vários outros países têm um sistema instantâneo de pagamentos parecido com o brasileiro. "Vários países do mundo vêm aqui entender como a gente fez e copiar. Mas o Brasil não é o único que tem. Hoje, vários países têm", declarou. "Me parece que é um processo de evolução meio natural, a gente está vendo vários outros bancos centrais e autoridades tentarem seguir esse movimento. Parece algo que, com o tempo, terá de ser devidamente aceito e incorporado", conclui o presidente do Banco Central. Críticas dos EUA Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes. As censuras fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas. De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento. Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio. Reação do governo brasileiro A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: "O PIX é do Brasil". Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas. "Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O PIX é do Brasil'. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", afirmou Lula, na ocasião. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em imagem de maio de 2026 Edilson Rodrigues/Agência Senado
O diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, defendeu nesta quinta-feira (25) a decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic, de 14,5% para 14,25% ao ano na semana passada, reiterando que a política de juros não deve reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta".
🔎Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços e, portanto, são insensíveis a mudanças na taxa básica de juros da economia.
Ele comparou os choques de oferta a um "hematoma", e explicou, em seguida, que uma eventual elevação da taxa de juros neste momento não reabriria o Estreito de Ornuz — que estava fechado nos últimos meses por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. Seu fechamento foi um dos principais fatores a impulsionar a inflação corrente, e as expectativas para o futuro, por pressionar os preços dos combustíveis.
"É como um hematoma, leva uma pancada e fica roxo. Tem sua dinâmica, sua inércia, não tem muito o que você pode fazer no caminho para tirar ele, não tem um remédio que pode tomar. Desaparece se não houver outro choque", disse Pichetti, sobre a natureza dos chamados "choques de oferta".
"Se a gente dobrasse ou triplicasse a Selic, não ia abrir estreito de Ormuz, não ia fazer o El Nino mudar de ideia e deixar de nos visitar esse ano. Mas causaria volatibilidade", acrescentou o diretor do Banco Central.
Ele reiterou que a autoridade monetária segue perseguindo o chamado "horizonte relevante" da política de juros, ou seja, perseguir a meta de 3%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional, considerando a inflação encerrada um ano e meio adiante (18 meses).
Pichetti explicou que a instituição citou, em seus comunicados oficiais sobre o corte da taxa de juros, o primeiro trimestre de 2028, embora esse não fosse o horizonte relevante (que, nesse Copom, é o ano de 2027 fechado), para mostrar que as projeções recuavam mais fortemente nesse período pela dissipação do choque de oferta na economia (conflito no Irã e El Nino).
"Foi uma situação especial que levou a gente a chamar a atenção a isso. Ali era um hematoma desaparecendo. A gente não esta alongando o horizonte relevante, a não pretendemos fazer isso. Foi uma situação muito especial que levou a gente a chamar a atenção a isso", disse o diretor do BC.
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado.
Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período.
O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom.
O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos".

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Paramount Skydance Corp. está preparada para se desfazer de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atender às preocupações da União Europeia sobre concorrência em relação à aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, disse à Reuters, nesta quarta-feira (25), uma fonte familiarizada com o assunto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta, que será apresentada na próxima terça-feira (30), foi elaborada após uma reunião com autoridades europeias de defesa da concorrência, segundo a fonte. Caso seja formalizada, a medida estenderá em dez dias úteis o prazo preliminar da Comissão Europeia para analisar o negócio, passando de 7 para 21 de julho. Agora no g1 Em fevereiro, a Reuters noticiou com exclusividade que a aquisição deveria receber aval da União Europeia sem grandes obstáculos, com a Paramount disposta a vender canais menores, como suas marcas infantis, se necessário. Segundo a fonte, essa possibilidade foi descartada porque os reguladores não identificaram problemas nesse segmento. A venda da parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures pode aliviar as preocupações manifestadas por exibidores de cinema na Europa. Procurada, a Paramount afirmou que não comenta processos regulatórios em andamento. A operação também está sendo analisada em um procedimento separado, previsto no Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros, já que a oferta conta com financiamento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, da L'imad Holding Company, de Abu Dhabi, e da Autoridade de Investimento do Catar. A expectativa é que a Paramount obtenha aprovação sem restrições nessa etapa. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição, afirmando que é improvável que o negócio prejudique a concorrência ou os consumidores. Apesar disso, Califórnia, Nova York e outros estados norte-americanos preparam uma ação judicial para tentar barrar a operação, disseram à Reuters fontes familiarizadas com o assunto.

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões. Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Veja a lista de alvos. Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. Veja a nota na íntegra e saiba o que dizem os acionistas de referência da companhia. Relembre o escândalo contábil que levou a varejista à crise Agora no g1 Veja a lista de alvos Carlos Alberto da Veiga Sicupira, acionista de referência das Americanas; Paulo Alberto Lemann, acionista de referência das Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann; Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro das Americanas e apontado como operador direto dos sócios da 3G Capital; José de Castro Araújo Rudge Filho e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, diretor executivo do Bradesco e membro do conselho de administração da Alelo S.A.; André Juaçaba de Almeida, sócio e vice-presidente executivo do Santander; e Alexandre Lian Abdo, chefe de Banking e Corporate Finance do Santander. Quem é Paulo Alberto Lemann? Paulo Alberto Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do país, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões (R$ 105,2 bilhões) segundo a Forbes. Jorge Paulo, no entanto, não está entre os investigados na operação deflagrada nesta quinta-feira. Paulo Alberto foi conselheiro de administração das Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, após acionistas indicarem novos nomes para a composição do conselho. Quem é Carlos Alberto Sicupira? O empresário Beto Sicupira. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Um dos sócios fundadores da 3G Capital e parte do trio de investidores de referência das Americanas, Beto Sicupira, como é conhecido no mercado, tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões (R$ 35,9 bilhões), segundo a Forbes. A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, de acordo com a Forbes. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. Veja o que dizem os acionistas de referência. Quem é Eduardo Saggioro Garcia? Eduardo Saggioro Garcia foi apontado na operação da PF como um operador direto do trio de sócios do 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Garcia é sócio da LTS, holding do trio de investidores, e faz parte do conselho de administração das Americanas, tendo sido reconduzido ao cargo em 2024 como um dos representantes dos acionistas de referência após a reestruturação do conselho. O que diz as Americanas? Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação da Polícia Federal e reiterou que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. Veja a nota das Americanas na íntegra: "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." O que dizem os acionistas de referência? Em nota, os acionistas de referência se disseram "surpreendidos" pela operação da PF, reiterando que as investigações ao longo dos últimos anos indicam que a antiga diretoria da companhia continuamente os enganou e induziu a erro. Veja a nota na íntegra: "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar."

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. Dado Ruvic/Reuters A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão. Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda. Agora no g1 A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória. A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo. As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 266,8 bilhões em maio deste ano, informou nesta quinta-feira (25) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 10,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 241 bilhões (valor corrigido pela inflação). O valor também foi o maior já registrada para meses de maio desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos. ▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora no g1 Relembre alguns aumentos de impostos: alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então; imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); reoneração gradual da folha de pagamentos; fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); início da taxação das bets; aumento do IOF sobre crédito e câmbio; alta na tributação dos juros sobre capital próprio. Efeito petróleo ▶️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em maio também é resultado da disparada do preço do petróleo. Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações. ▶️Somente em maio, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) tiveram aumento de R$ 4,1 bilhões. Já a arrecadação sobre a extração do produto subiu R$ 8 bilhões. "O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IOF e do IRPJ e da CSLL", informou a Receita. "Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de maio e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto", prosseguiu. Moedas, trocado, dinheiro, troco, real Freepik Parcial do ano Nos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,32 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,34 trilhão de janeiro a maio, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,26 trilhão. O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período. Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

PIB - Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45. Veja abaixo: Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. Arte/g1 Agora no g1 O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17. Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios. O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55. Número de empresas cresce no Brasil O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. 🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário. Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período. Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio. Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41. 🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação. Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas. Distrito Federal tem a maior média salarial As diferenças de renda também aparecem quando se observa a distribuição regional. O Distrito Federal é a unidade federativa com o maior salário médio mensal, de R$ 6.845,13. O valor é cerca de R$ 2,3 mil maior do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04. Veja abaixo qual é o salário médio no seu estado: Média salarial por estado brasileiro. Arte/g1

Quem paga mais no Brasil? Veja quais estados pagam os melhores salários médios O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45, e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04. Os dados são de 2024 e se referem aos salários médios do pessoal ocupado assalariado nas empresas que possuem matriz nas unidades federativas do Brasil. Quais estados pagam mais? Arte/g1 Procure pelo seu estado: Agora no g1 Seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país. Entre esses setores, pelo menos seis pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45. Veja abaixo: Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. Arte/g1 O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17. Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios. O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55. Número de empresas cresce no Brasil O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior. Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. 🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário. Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período. Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio. Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41. 🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação. Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04. Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas. Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. Jornal Nacional/ Reprodução

Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração Os jovens brasileiros estão entrando mais cedo no mercado de trabalho, mas permanecem menos tempo nos empregos e enfrentam dificuldades para construir uma trajetória estável entre estudo e trabalho. O Brasil tem 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos. Desse total, 13,9 milhões estão ocupados, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do CIEE divulgados nesta quinta-feira (25). Na outra ponta, 6,2 milhões de jovens não estudam nem trabalham. São os chamados "nem-nem", grupo que representa 18,7% dessa população. Em relação ao fim de 2025, quando eram 5,5 milhões, esse contingente cresceu 12,7%. Apesar disso, a realidade dos jovens é diversa. Ao todo, 12,8 milhões apenas estudam e outros 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho. Juntos, eles representam mais da metade dos jovens do país. 39% apenas estudam; 29,1% apenas trabalham; 13,2% estudam e trabalham. A taxa de desemprego também ajuda a explicar esse cenário. Entre jovens de 18 a 24 anos, ela é de 13,8%, mais que o dobro da média nacional, de 5,8%. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, chega a 25,1%. Ceará tem cerca de 605 mil jovens “nem-nem”, que não trabalham nem estudam, segundo IBGE. Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares Entre os jovens empregados, a maioria está no mercado formal, que concentra 57,8% das vagas. Ainda assim, mesmo com mais oportunidades e mais empregos com carteira assinada, o principal desafio mudou. Antes, o maior desafio era conseguir o primeiro emprego. Agora, é permanecer nele. Entre os jovens que trabalham, 84% ocupam funções que exigem pouca qualificação. Apenas 2,15 milhões atuam em áreas técnicas ou em cargos que exigem ensino superior. Essa realidade também se reflete nos salários. Cerca de 7,8 milhões ganham até um salário mínimo e meio, enquanto outros 2,7 milhões recebem até um salário mínimo. As ocupações mais comuns reforçam esse cenário: Balconistas e vendedores (1,24 milhão); Escriturários (1,07 milhão); Auxiliares da construção civil (394 mil); Recepcionistas (391 mil); Caixas (367 mil). Um dos sinais mais claros dessa instabilidade é o pouco tempo de permanência nos empregos. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, 52% ficam menos de um ano na mesma função. Segundo o MTE, trocar de emprego com frequência faz parte da realidade, principalmente no início da vida profissional. Salários baixos, funções de menor qualificação, contratos temporários e a busca por melhores oportunidades ajudam a explicar esse movimento. A carga de trabalho também pesa. Jovens de 18 a 24 anos trabalham, em média, 38,6 horas por semana, praticamente o mesmo que a média geral. Entre adolescentes, são 27,3 horas, muitas vezes conciliadas com a escola. 🔎 O resultado é um ciclo que se repete: o jovem entra no mercado de trabalho, mas nem sempre permanece tempo suficiente para ganhar experiência, crescer profissionalmente ou conquistar melhores oportunidades. 250812_info_cartas-trabalho-e-carreira-genz-desk Arte g1 / Dhara Assis Mudança geracional Essa diferença de comportamento fica mais clara na comparação entre gerações, como já mostrou o g1 em outras reportagens. É o caso de Aurélio Santana e Raphaella Abrahão. Os dois têm algo em comum: trabalharam em seis empresas ao longo da vida, mas em momentos muito diferentes. Hoje com 66 anos, Aurélio representa uma geração em que a estabilidade era sinônimo de sucesso. Ele trabalhou por 43 anos na mesma empresa, a Anfavea. Raphaella, de 22 anos, pertence à geração Z e tem outra visão sobre o trabalho. Nos últimos seis anos, mudou de emprego seis vezes. “Estabilidade nunca foi meu objetivo. Prefiro estar em lugares onde eu possa aprender e me desenvolver”, diz Raphaella. A comparação mostra uma mudança na forma de encarar a carreira. No passado, permanecer muitos anos na mesma empresa era sinal de realização. Hoje, muitos jovens valorizam mais o aprendizado rápido, a flexibilidade e um trabalho que faça sentido para suas vidas. Aurélio tem uma visão diferente. “O importante é chegar ao fim da carreira com segurança financeira, saúde e poder ajudar a família. Olhar para trás e ver que você teve uma trajetória útil. Isso é sucesso”, afirma. O fenômeno do 'job hopping' Essa mudança tem até nome: job hopping, expressão usada para definir a troca frequente de emprego em um curto período. 🔎 Para muitos jovens, isso não é um problema, mas uma estratégia. Mudar de emprego pode ser uma forma de aprender mais rápido, aumentar a renda e buscar ambientes com os quais se identificam. Os principais motivos para deixar um emprego se repetem: novas oportunidades, falta de reconhecimento, ambiente de trabalho ruim, estresse, saúde mental e pouca flexibilidade. “Minha geração não quer ficar 20 anos no mesmo lugar. Eu fico enquanto estiver aprendendo e entregando resultado. Job hopping não é indecisão, é buscar algo que faça sentido”, diz Raphaella. Especialistas explicam que esse comportamento não depende apenas do trabalhador. Ele também reflete mudanças no mercado, hoje mais instável, com novas formas de contratação e menos garantias. Hoje, o desafio não é apenas entrar no mercado de trabalho, mas permanecer tempo suficiente para transformar experiência em uma carreira consistente.

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) Shannon Stapleton/Reuters A Apple anunciou nesta quinta-feira (25) aumentos nos preços de iPads e MacBooks, afirmando que não consegue mais absorver a forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida não afeta o iPhone, principal produto da empresa. Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para disputar mercado com modelos mais baratos de Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (de cerca de R$ 3.114 para R$ 3.634, na conversão). O reajuste mostra que nem mesmo a Apple, considerada referência pela eficiência de sua cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que já começa a afetar o mercado de eletrônicos. Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips de IA, como a Nvidia, o que elevou seus lucros, mas reduziu a oferta para fabricantes de computadores e smartphones. Agora no g1 "Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos." Entre os principais reajustes: MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634); MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755); MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395); iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894). A empresa também elevou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%. Rivais podem subir preços ainda mais Analistas avaliam que outras fabricantes de eletrônicos podem precisar promover reajustes ainda maiores que os da Apple, já que a empresa possui relações mais fortes com fornecedores e conseguiu adiar parte do impacto. "O cenário para memória é difícil e continuará estruturalmente apertado no futuro previsível", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. A Apple já havia alertado, em abril, que o aumento dos custos de memória começaria a pressionar suas margens de lucro a partir do fim de junho. "Esperamos custos significativamente maiores com memória", disse o CEO Tim Cook durante teleconferência com analistas. Segundo ele, esse impacto tende a aumentar nos próximos trimestres. Tim Cook, CEO da Apple Reprodução Próximo alvo pode ser o iPhone A Apple não informou quais outras medidas está adotando para conter a alta dos custos além dos reajustes de preços. Especialistas acreditam que os iPhones também deverão ficar mais caros nos próximos meses. "O iPhone não escapará; o aumento de preço está a caminho", disse Nabila Popal, diretora sênior de pesquisas da IDC. Segundo ela, a Apple anunciou primeiro os reajustes dos Macs e iPads para que, no lançamento da próxima geração de iPhones, o foco fique nas novidades dos aparelhos, e não nos preços. Explosão dos preços da memória Segundo a consultoria TrendForce, os preços da memória DRAM — usada na maior parte dos dispositivos eletrônicos — subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem avançar mais 58% a 63% no trimestre atual. A disparada, apelidada por especialistas de "RAMageddon", é consequência do boom na construção de data centers de IA. Empresas como a Nvidia fecharam contratos de longo prazo com fabricantes de memória, que correm para ampliar sua capacidade de produção. Na quarta-feira (24), a Micron informou ter fechado US$ 22 bilhões (cerca de R$ 114,4 bilhões) em contratos de fornecimento de longo prazo para garantir memória a seus clientes. A expectativa é que o aumento dos custos pressione as vendas de eletrônicos em 2026. A IDC projeta que o mercado global de smartphones registre sua maior queda anual da história, de quase 14%, enquanto as vendas de computadores deverão recuar 11,3%. "O cenário para a memória é difícil e continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. "Já havia sinais de que a Apple precisaria aumentar os preços. E, se uma empresa com uma cadeia de suprimentos tão eficiente quanto a da Apple precisou fazer isso, há preocupação de que o restante da indústria tenha de elevar os preços ainda mais." Um dos poucos destaques positivos vinha sendo justamente o MacBook Neo, lançado em março. O modelo ajudou a impulsionar as vendas da Apple e levou parte do mercado a revisar para cima as projeções para o setor de PCs. Com o aumento para US$ 699 (R$ 3.634), porém, o notebook perdeu a vantagem de US$ 100 (R$ 520) que tinha sobre o novo Dell XPS 13, lançado no mês passado pelo mesmo preço (US$ 699, ou R$ 3.634), além de passar a custar mais do que alguns Chromebooks da Lenovo e da Asus.

Acionistas das Americanas dizem que foram induzidos a erro no escândalo A Polícia Federal (PF) incluiu acionistas de referência das Americanas e executivos de grandes bancos entre os alvos de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Entre os alvos estão: os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios. Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles: José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander. O empresário Beto Sicupira. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo Agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões. Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista (entenda mais abaixo). Paulo Alberto Lemann, acionista das Americanas e um dos alvos, é filho de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário que não é alvo da operação desta quinta. LEIA MAIS: Sicupira, Saggioro e filho de Lemann: quem são os alvos da PF no caso de fraude nas Americanas O que dizem os citados Os acionistas de referência afirmaram, em nota, que foram surpreendidos pela operação da Polícia Federal e sustentam que tanto eles quanto o Conselho de Administração foram enganados e induzidos ao erro pela antiga diretoria da empresa, com base nas investigações conduzidas ao longo dos últimos anos (leia notas na íntegra). Eles dizem que a ação faz parte do curso normal das apurações e reiteram que vêm colaborando com as autoridades desde que tiveram conhecimento das fraudes, em janeiro de 2023. As defesas também informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial e aguardam mais informações para eventual manifestação. O Bradesco, por sua vez, informou que acompanha a situação e está à disposição das autoridades. Já o Itaú afirmou que não é investigado no caso, mas que colabora com as autoridades desde 2023, fornecendo informações. Em nota, o banco diz ter comprovado à Justiça a regularidade de sua atuação, destacando que recusou pedidos da antiga gestão das Americanas para alterar documentos, e reiterou que agiu com rigor e confiança no trabalho das autoridades. O Santander também se posicionou. O banco informou que "está ao lado das partes prejudicadas" envolvendo as fraudes e que segue colaborando com as autoridades. A instituição acrescentou que reitera o compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações. As Americanas também informou que não foi alvo de operação nesta quinta. Em nota, a companhia disse que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023. “A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou. Lojas Americanas Divulgação Conhecimento prévio Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos das Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado. De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos. “Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF. “As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou. Acionistas das Americanas dizem que foram induzidos a erro no escândalo Descoberta da fraude A fraude contábil das Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências iniciais de cerca de R$ 20 bilhões — o que levou a empresa a pedir recuperação judicial. Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 1ª fase da Operação Disclosure, que teve como foco ex-executivos da companhia. O ex-CEO Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas teve a prisão revogada meses depois. Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários, acusados de integrar uma estrutura organizada para manipular resultados financeiros, enganar investidores e ocultar a real situação patrimonial da empresa. Notas Nota das Americanas "A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos." Nota dos acionistas das Americanas "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar." Nota do Itaú “Em relação à operação realizada hoje, o Itaú Unibanco, embora não seja investigado, esclarece que colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas. As investigações oficiais já demonstraram que a varejista foi palco de uma das maiores fraudes corporativas do País. O banco, que sofreu perdas bilionárias com o episódio, já comprovou a lisura de sua conduta e da atuação de seus funcionários por meio de documentos apresentados à Justiça. Os registros deixam claro, por exemplo, que o Itaú recusou pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços. A instituição reitera que sempre atuou com rigor ético e regulatório, apoiando e confiando no trabalho das autoridades para a elucidação definitiva das irregularidades praticadas pela antiga administração da varejista." Nota do Santander "O Santander informa que está ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes envolvendo a Americanas e segue colaborando com as autoridades competentes, como tem feito desde o início das apurações. A instituição reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações."

Braskem tenta renegociar dívidas com credores financeiros. Divulgação/Braskem A Braskem informou nesta quinta-feira (25) que começou a negociar com bancos e outros credores financeiros para reestruturar suas dívidas. A petroquímica também entrou com um pedido de Tutela de Urgência Cautelar — que garante uma proteção temporária e evita que a situação financeira da empresa piore enquanto ela tenta concluir as negociações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado ao mercado, a companhia informou que as medidas visam "preservar um ambiente estável" para que a petroquímica continue com as negociações "em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada". Agora no g1 A Braskem informou, ainda, que seu conselho de administração também aprovou a adoção de medidas protetivas no exterior se necessário, “A mediação e o pedido de tutela de urgência têm escopo limitado [à área financeira] e não afetam as obrigações da companhia com fornecedores, clientes e outros parceiros”, disse a empresa em nota. A crise financeira na Braskem A Braskem, petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht), está há anos no mercado em busca de um novo comprador. A negociação é considerada estratégica para a empreiteira, que enfrenta um processo de recuperação judicial desde as investigações da Operação Lava Jato. Em maio, a Novonor recebeu uma proposta não vinculante do fundo de Tanure para aquisição do controle da companhia. A empreiteira detém 50,1% do capital votante da petroquímica. No entanto, a crise ambiental em Maceió (AL) envolvendo a companhia pode dificultar ainda mais a venda. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo. A atividade provocou o afundamento do solo em diversos bairros e levou à evacuação de cerca de 60 mil pessoas. Em 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a lagoa Mundaú, no Mutange. Vale lembrar que a Braskem é uma sociedade entre a Novonor e a Petrobras. Em 2019, a Novonor, ainda sob o nome Odebrecht, deu entrada na recuperação judicial com uma dívida total de R$ 98,5 bilhões. A parceria da petroquímica no México, Braskem Idesa, já havia contratado a Lazard e outros dois escritórios de assessoria para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras. A Braskem encerrou o primeiro semestre com uma alavancagem financeira de 10,59 vezes, medida em dólares, acima do nível de quase 8 vezes registrado em março e do múltiplo de 6,79 vezes do final de junho de 2024. Ou seja, a dívida da empresa é mais de 10 vezes maior que o lucro que ela gera. O presidente da Braskem, Roberto Ramos, fez no início de agosto uma veemente defesa da estratégia de reestruturação da empresa, focada em troca da matéria-prima nafta — classificada como um “ponto de partida” do qual se fabricam muitos produtos químicos e plásticos — por gás e a produção de químicos "verdes", derivados de fontes renováveis como cana-de-açúcar e milho. Na ocasião, o executivo afirmou que o problema da Braskem "não era tamanho da dívida", citando que a empresa não tem nenhum vencimento de curto prazo. Ele acrescentou que não era "fã de venda de ativos para amortizar dívida" ao ser questionado sobre rumores na imprensa sobre uma eventual venda de ativos nos Estados Unidos. A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em cerca de US$ 8,5 bilhões (aproximadamente R$ 45,4 bilhões, na cotação atual), com prazo médio de 9 anos e 68% dos vencimentos a partir de 2030. Ao final de junho, a posição de caixa (total de dinheiro disponível), excluindo a operação mexicana Braskem Idesa, era de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) , sem considerar uma linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão disponível até dezembro de 2026, segundo dados da companhia. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta semana a primeira lista dos chamados devedores contumazes em sua página na internet, ou seja, relativa a contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada e recorrente a fim de driblar legislações tributárias. Essa lista inicial, entretanto, contém apenas duas empresas: Menendez Amerino e Bellavana Indústria, Comércio, Importação, Exportação de Tabacos, do setor fumageiro. A Receita Federal lembrou que as primeiras notificações a contribuintes caracterizados como possíveis devedores contumazes foi feita em abril, justamente a empresas do setor fumageiro, com 13 empresas notificadas. Eles devem mais de R$ 25 bilhões em tributos. O Fisco informou que novas empresas serão agregadas com o passar do tempo. No caso do setor de combustíveis, a Receita estima que os débitos superem R$ 30,6 bilhões. Agora no g1 "Com a publicação, os contribuintes passam a se sujeitar às restrições estabelecidas na Lei Complementar, como o impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais, de participação em licitações promovidas pela administração pública e de propositura de recuperação judicial", explicou o órgão. Além disso, haverá a declaração de inaptidão da inscrição no cadastro de contribuintes e o cancelamento dos Selos adquiridos em programas de conformidade", prosseguiu. As empresas foram classificadas como devedores contumazes, explicou o órgão, por inadimplência substancial, reiterada e injustificada no recolhimento de tributos, segundo os termos da lei complementar 225, aprovada pelo Congresso Nacional. "O enquadramento ocorreu ao término do processo administrativo, que assegurou notificação prévia e prazo de 30 dias para regularização ou apresentação de defesa, garantindo o contraditório e a ampla defesa", mencionou o Fisco. "Os contribuintes que não se regularizaram nem se manifestaram no prazo da LC foram declarados revéis e formalmente considerados devedores contumazes. Os primeiros contribuintes nessa situação são do setor fumageiro", completou. A fachada da Superintendência da Receita Federal. Pillar Pedreira/Agência Senado

Inflação ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prévia de junho ficou 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio, que havia sido de 0,62%. O resultado também veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,44%. Em junho de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,26%. Assim como no mês anterior, os maiores aumentos vieram da alimentação e da habitação. Agora no g1 Segundo o IBGE, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Entre os demais itens, houve variação menor: Transportes teve leve queda de 0,03%, enquanto Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%. Veja a variação mensal dos preços por grupos: Alimentação e bebidas: 0,74% Habitação: 0,72% Artigos de residência: 0,36% Vestuário: 0,45% Transportes: -0,03% Saúde e cuidados pessoais: 0,47% Despesas pessoais: 0,34% Educação: -0,02% Comunicação: 0,36% O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de maio (1,38%) para junho (0,74%), mas ainda foi o que mais pesou no índice, com impacto de 0,16 ponto percentual. A alimentação dentro de casa subiu 0,87% em junho, abaixo dos 1,73% registrados em maio. O destaque foi a batata inglesa, que voltou a registrar a maior alta, assim como no mês anterior. Entre os itens que mais encareceram no mês estão: 🥔 Batata-inglesa: +29,42% 🍅 Tomate: +17,27% 🫘 Feijão-carioca: +14,29% 🧅 Cebola: +9,54% Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como: ☕ Café moído: −3,69% 🍏 Frutas: -0,96% Já a alimentação fora de casa subiu 0,40% em junho, abaixo dos 0,51% registrados em maio. Dentro desse grupo, a refeição ficou mais cara em ritmo menor, passando de 0,57% em maio para 0,39% em junho. Já o lanche teve leve aceleração, saindo de 0,37% para 0,45% no mesmo período. Energia elétrica ainda pressiona preços de habitação O grupo Habitação desacelerou, passando de 1,03% em maio para 0,72% em junho. No entanto, a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, continua pesando no bolso do brasileiro e foi o item que mais influenciou o resultado da inflação. Essa alta ocorreu, entre outros fatores, pela bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes nas tarifas em diferentes cidades, aplicados entre abril e maio. Entre os aumentos, estão: 💡Belo Horizonte (5,21%) 💡Recife (3,86%) 💡Fortaleza (5,59%) 💡Salvador (4,78%) No caso da taxa de água e esgoto, a alta foi de 0,35%, influenciada por reajustes em Curitiba (2,52%) e Brasília (3,97%). Já o gás encanado subiu 0,13%, resultado de um reajuste seguido de uma redução tarifária no Rio de Janeiro. Higiene pessoal mais cara, transporte estável No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os maiores aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal (1,03%), com destaque para o perfume (2,22%). Também pesou o reajuste dos planos de saúde, que subiram 0,35% no mês. A alta reflete a autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para reajustes de até 5,11% em contratos firmados após a Lei nº 9.656/98, com vigência a partir de maio de 2026. O grupo de Transportes ficou praticamente estável em junho, com leve queda de 0,03%. Dentro do grupo, houve altas em: ✈️ Passagens aéreas: +7,24% 🚌 Ônibus urbano: +1,18% 🚗 Automóveis novos: +0,42% Já a queda dos combustíveis (-1,22%) ajudou a puxar o resultado para baixo. Entre os combustíveis: ⛽ Gás veicular: + 3,78% ⛽ Etanol: -5,30% ⛽ Gasolina: -0,73% ⛽ Óleo diesel: -1,47% No caso do ônibus urbano, houve impacto de reduções e gratuidade em algumas cidades em dias específicos, como domingos e feriados em capitais como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. Regionalmente, a maior alta foi em Brasília (0,93%), influenciada pela passagem aérea e pela gasolina. Já os menores resultados foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador (0,28%), onde quedas em itens como hospedagem, taxas e combustíveis ajudaram a conter o índice.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (25) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1773. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,87%, aos 171.990 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Já nos EUA, o índice PCE, indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou 4,1% no mês de maio (veja mais abaixo). ▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios levou a commodity para o menor valor desde o início do conflito. Nesta quinta-feira, porém, a commodity voltou a subir após um navio de carga ser atingido por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã. Com isso, o barril do petróleo Brent, referência internacional, teve alta de 2,06%, a US$ 75,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,25%, para US$ 71,92. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Inflação no Brasil e nos EUA IPCA-15 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras. No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo. Veja mais na reportagem abaixo: Prévia da inflação sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz Inflação americana Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior. "Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments. O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%. Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam. Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros. Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%. Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores repercutindo novos indicadores econômicos e a continuidade da queda dos preços do petróleo. No final das negociações, o Dow Jones avançou 0,14%. Já o S&P 500 caiu 0,01%, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%. Na Europa, os mercados fecharam em alta nesta quinta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,79%. Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, liderou os ganhos, com alta de 1,03%, seguido pelo FTSE 100, de Londres, que avançou 0,65%, e pelo CAC 40, de Paris, que registrou valorização de 0,55%. Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik

Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos Reuters Os preços do petróleo continuam em queda nesta quinta-feira (25), conforme investidores avaliam os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. A volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo, aumentou a perspectiva de um maior equilíbrio entre demanda e oferta no mercado internacional. Com o maior otimismo, os preços da commodity se aproximam dos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio. "Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados", o que simboliza um retorno progressivo à normalidade, avalia Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74. Agora no g1 Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito. A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou seu plano de evacuação dos navios e marinheiros que estavam presos no Golfo por causa da guerra, iniciada em fevereiro. Na véspera, durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu. Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia. Depois de ter ficado bloqueado por muito tempo, "agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado", considerou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, "um sinal de superabundância" imediata da oferta, segundo o analista. Cessar-fogo O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo. Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários. Trump também disse que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity. Entenda os estragos deixados pela guerra *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse

PF cumpre mandados contra alvos ligados às Lojas Americanas A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda etapa da Operação Disclosure, que apura as irregularidades contábeis bilionárias envolvendo as Americanas. Na ação, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além disso, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o bloqueio de bens e ativos dos investigados até o montante de R$ 54 bilhões, quantia que, segundo perícias técnicas, corresponde ao prejuízo estimado causado pelas fraudes. Nesta nova fase, as investigações se concentram em verificar se acionistas da varejista e representantes de alguns dos maiores bancos privados do país tiveram participação no esquema sob apuração. A operação representa mais um capítulo de um escândalo que veio à tona em janeiro de 2023 e levou uma das maiores empresas do varejo brasileiro à recuperação judicial. Relembre o caso: Relembre o caso Americanas Fachada das Lojas Americanas em Franca, no interior de SP. IGOR DO VALE/ESTADÃO CONTEÚDO O escândalo veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando as Americanas divulgaram um fato relevante informando que haviam sido identificadas "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos, estimadas inicialmente em cerca de R$ 20 bilhões. Segundo a companhia, os valores referentes aos primeiros nove meses de 2022 e a exercícios anteriores não haviam sido registrados de forma adequada. À época, o então presidente Sergio Rial deixou o cargo apenas nove dias após assumir a função, assim como o diretor financeiro André Covre. Na ocasião, a empresa informou que havia detectado operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem de grandeza, nas quais era devedora perante instituições financeiras, mas que não estavam adequadamente refletidas nas demonstrações financeiras. No dia seguinte, 12 de janeiro, a revelação provocou forte turbulência no mercado financeiro. Instituições financeiras colocaram as ações das Americanas sob revisão, enquanto a B3 chegou a submeter os papéis da companhia a leilão diante da volatilidade. Ao final do pregão, as ações acumulavam queda de 77,33%, uma das maiores perdas diárias já registradas por uma empresa de capital aberto no Brasil. Naquele momento, Sergio Rial afirmou que o problema não se referia a valores inexistentes, mas sim a registros contábeis feitos de forma inadequada ao longo dos anos. Ele também explicou que a origem das inconsistências estava nas operações de risco sacado. O que é o risco sacado O risco sacado é uma modalidade comum no varejo em que uma instituição financeira antecipa o pagamento devido a fornecedores e passa a ser credora da empresa. Segundo especialistas ouvidos à época, no caso das Americanas essas obrigações deixavam de aparecer corretamente nos balanços. 🔍Em vez de serem reclassificadas como dívidas financeiras junto aos bancos, eram simplesmente retiradas das contas de fornecedores, reduzindo artificialmente o endividamento apresentado pela companhia. As investigações também apontam irregularidades envolvendo verbas de propaganda cooperada (VPCs), incentivos comerciais concedidos por fornecedores ao varejo. De acordo com a PF, foram registrados valores inexistentes ou inflados, sem respaldo econômico. Proteção judicial e agravamento da crise Em 13 de janeiro de 2023, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma medida cautelar protegendo as Americanas contra o vencimento antecipado de dívidas, suspendendo temporariamente cobranças enquanto a empresa avaliava um eventual pedido de recuperação judicial. A decisão buscava impedir que credores esgotassem rapidamente os ativos da companhia e preservasse sua atividade econômica. Na mesma época, também vieram à tona informações de que executivos haviam vendido aproximadamente R$ 212 milhões em ações da empresa durante o segundo semestre de 2022, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada. No dia 14 de janeiro, a empresa informou que a correção das inconsistências exigiria revisão dos resultados financeiros de exercícios anteriores e alteraria significativamente seus indicadores de endividamento e capital de giro. Enquanto isso, credores como o BTG Pactual passaram a contestar judicialmente as medidas de proteção concedidas à varejista. Nos dias seguintes, as ações continuaram em forte queda, refletindo a deterioração da confiança do mercado. Recuperação judicial Em 19 de janeiro de 2023, apenas oito dias após revelar as inconsistências contábeis, as Americanas ingressaram com pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na ocasião, a companhia informou possuir apenas R$ 800 milhões em caixa, valor muito inferior aos R$ 8,6 bilhões divulgados no balanço do terceiro trimestre de 2022, tornando sua situação financeira insustentável. Posteriormente, a recuperação judicial tornou-se uma das maiores da história empresarial brasileira, envolvendo dívidas superiores a R$ 50 bilhões. Em março de 2026, a companhia informou que havia cumprido as obrigações previstas no plano de recuperação judicial com vencimento até dois anos após sua homologação e protocolou o pedido de encerramento do processo. A Justiça aceitou o encerramento, marcando a saída formal da empresa da recuperação judicial. No processo de reestruturação, a Americanas já promoveu a venda de ativos estratégicos como a holding Uni.Co, que reúne marcas como Imaginarium e Puket, em uma operação adquirida pelo grupo BandUP!. A companhia também vem reduzindo sua estrutura por meio do fechamento ou desmobilização de unidades menos rentáveis, dentro da estratégia de simplificação do negócio e geração de caixa no contexto da recuperação judicial. Avanço das investigações Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Federal concluiu que ex-executivos da companhia teriam manipulado deliberadamente os resultados financeiros para apresentar um caixa artificialmente elevado e melhorar indicadores da empresa perante investidores e o mercado. Segundo os investigadores, a maquiagem contábil permitia ocultar dívidas, inflar lucros e gerar valorização indevida das ações negociadas na Bolsa, beneficiando diretamente os responsáveis por meio de bônus e operações com papéis da companhia. Em junho de 2024, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Disclosure. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra ex-executivos das Americanas, além de pedidos de prisão preventiva contra o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali, que estavam no exterior. As investigações identificaram indícios de crimes como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Nova fase da Operação Disclosure Na segunda fase da operação, realizada nesta quinta-feira (25), a PF ampliou o foco das investigações para apurar se acionistas da empresa e representantes dos principais bancos privados do país também tiveram participação no esquema. Além dos nove mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 54 bilhões em bens e valores dos investigados, montante correspondente ao prejuízo estimado pelas fraudes apontadas nos laudos técnicos periciais. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa. De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente. “Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF. “As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.

Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB O Banco Central (BC) estimou nesta quinta-feira (25) que a inflação, no acumulado em 12 meses, permanecerá acima do teto do sistema de metas até o fim deste ano. Com isso, a autoridade monetária prevê ter de escrever uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, por descumprir o objetivo fixado em lei. ➡️Entenda: desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. ➡️Pela regra, o BC tem de escrever carta aberta quando houver estouro da meta de inflação por seis meses seguidos. Agora no g1 Em doze meses até maio deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial subiu para 4,72%, ultrapassando, assim, o teto de 4,5% fixado no sistema de metas brasileiro. Nesta quinta-feira (25), o Banco Central informou, por meio do Relatório de Política Monetária, que projeta uma inflação de 4,8% em doze meses até junho e setembro, e de 5,2% no ano de 2026 fechado. A estimativa retornaria para dentro dos limites no segundo trimestre do ano que vem, projetou o Banco Central. E, para 2027 fechado, a expectativa está em 4%. ➡️Como a inflação oficial permanecerá acima do teto de 4,5% do sistema de metas até o fim do ano, o BC projeta que terá de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda em novembro - pois haveria estouro da meta por seis meses seguidos em outubro. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. Divulgação/Marinha dos EUA Guerra no Oriente Médio A explicação para o aumento da inflação neste ano é a guerra no Oriente Médio. O conflito fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem pressionado a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Com a guerra, o barril de petróleo operou, nos últimos meses, ao redor de US$ 100. Com o acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã, o produto teve queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 75 por barril nesta quinta-feira (25). O governo lançou medidas para aliviar o impacto do aumento do petróleo na inflação brasileira, como redução de tributos e subsídios para combustíveis. Por conta do conflito, os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação, atingindo, na semana passada, 5,33%. Eles também passaram a projetar cortes menores de juros no decorrer de 2026. "Em um ambiente de hiato do produto positivo [atividade em alta] e mercado de trabalho aquecido, a inflação mais elevada no trimestre também decorre do conflito no Oriente Médio, com impacto em especial no preço de combustíveis. Nesse contexto, as expectativas de inflação registraram elevação acentuada para 2026 e ampliação da desancoragem [das metas] para 2027 e 2028", informou o BC.

O Banco Central (BC) elevou sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 1,6% para 2%. A informação consta no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira (25). A revisão para cima acontece apesar do patamar de juros altos, e dos efeitos da disparada do petróleo, e da guerra entre Estados Unidos e Irã, encerrada por um acordo de paz, sobre a economia brasileira. ➡️A autoridade monetária explica que o aumento da estimativa de expansão da economia, neste ano, reflete, "em grande parte", "estímulos de natureza fiscal e creditícia". "A revisão decorre principalmente da surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e da melhora nas perspectivas para agropecuária e indústria extrativa. Ela também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia", diz a autoridade monetária. Agora no g1 Em um ano eleitoral, o governo tem lançado mão de uma série de linhas de crédito com taxas favorecidas, como, por exemplo, para caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, para a reforma de imóveis e para renegociação de dívidas. ➡️O aumento dessa modalidade faz o Banco Central manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em um patamar maior. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, ainda em patamar considerado restritivo à economia, apesar de três cortes seguidos. No cálculo do PIB, construção civil é um dos destaques do primeiro trimestre de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução "Ainda assim, em um contexto de política monetária contracionista [juro alto] e de reduzido grau de ociosidade dos fatores de produção, permanece a perspectiva de crescimento moderado no trimestre corrente e ao longo do segundo semestre. Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços, o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento", acrescenta o BC. Mesmo com o aumento na estimativa de crescimento do PIB para este ano, a instituição ainda estima que haverá desaceleração frente ao ano de 2025 — quando foi registrada uma expansão de 2,3%. Se confirmado, também será o menor crescimento desde 2020.

Wafer com protótipos de chips de 0,7 nanômetro da IBM Divulgação/IBM A IBM anunciou nesta quinta-feira (25) a primeira tecnologia de chip do mundo com dimensão abaixo de 1 nanômetro. A empresa disse que o avanço deve permitir 50% mais desempenho na comparação com a geração anterior. O componente tem arquitetura de 0,7 nanômetro, que permite reunir quase 100 bilhões de transistores em um chip do tamanho de uma unha. É aproximadamente o dobro da densidade em relação ao chip de 2 nanômetros apresentado pela companhia em 2021. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 🔎 Um chip é um circuito integrado que reúne transistores, fabricados com materiais semicondutores como o silício e capazes de controlar o processamento de informações. Chips de menos nanômetros costumam ter mais transistores na mesma área, melhorando a capacidade de processamento. Chips com materiais semicondutores são úteis tanto para itens como celulares e carros, setores de inteligência artificial e infraestrutura crítica, entre outros. Agora no g1 Segundo a fabricante, o que torna o novo chip diferente é o fato de ele ser o primeiro a contar com uma arquitetura tridimensional. Além de colocar transistores lado a lado, foi possível colocar um em cima do outro. A IBM disse que o novo chip pode apresentar 70% mais eficiência energética do que a versão anterior e que poderá colocá-lo em produção nos próximos cinco anos, como costuma acontecer no setor. A empresa destacou ainda que a atualização aproxima o escalonamento de chips para o nível de um angstrom (0,1 nanômetro), em que as dimensões se aproximam do tamanho de átomos individuais. E, apesar de admitir que fabricantes enfrentam limites físicos para aumentar a densidade dos chips, a companhia afirmou que poderá continuar a manter os avanços por mais uma década. "Não estamos apenas criando transistores menores, estamos reinventando a forma como os chips são construídos para oferecer muito mais potência e eficiência energética", afirmou Jay Gambetta, diretor da IBM Research, divisão de pesquisa e desenvolvimento da empresa.
Mais ovelhas do que gente? Faça o QUIZ e descubra curiosidades do agro das seleções da Copa do Mundo

Sabia que alguns países da Copa têm mais ovelha do que gente? Teste e descubra. Tanner Yould/Unplash Você sabe quais países da Copa têm mais ovelhas do que habitantes? Para onde o Brasil mais exporta erva-mate? Ou quais produtos agrícolas compra do Uzbequistão? As seleções do mundial têm curiosidades que vão muito além do futebol. Faça o quiz e teste seus conhecimentos sobre a produção agropecuária e o comércio entre os países da Copa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Copa do Agro: teste seus conhecimentos sobre os países do Mundial QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa

Dario Durigan, Ministro da Fazenda do Brasil, fala durante uma entrevista à Reuters em Pequim, China. Maxim Shemetov / Reuters O Brasil planeja emitir seus primeiros títulos panda nos próximos dois a três meses e captar até 5 bilhões de yuans (US$ 734,99 milhões), disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, à Reuters em Pequim nesta quinta-feira (25). No início do mês, o governo havia anunciado a intenção, mas não divulgou os valores previstos. Com isso, o Brasil pretende vender a investidores chineses os chamados Panda Bonds, títulos de dívida emitidos por governos ou empresas estrangeiras no mercado financeiro da China e negociados em yuan. 🔎 Ao comprar esses títulos, os investidores emprestam dinheiro ao governo brasileiro, que se compromete a devolver os recursos no futuro com o pagamento de juros. Se a operação for confirmada, será a primeira vez que o Brasil buscará financiamento por meio desse instrumento no mercado chinês. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 A iniciativa ocorre poucos meses após o país realizar sua primeira emissão de títulos em euros desde 2014. Em abril, o governo captou 5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) junto a investidores internacionais. Segundo a Reuters, a emissão dos Panda Bonds faz parte da estratégia do Ministério da Fazenda de diversificar as fontes de financiamento do país e ampliar sua presença nos mercados internacionais. A ideia é reduzir a dependência do dólar e acessar investidores de outras regiões do mundo, especialmente da China. O anúncio deve ocorrer durante uma viagem de autoridades brasileiras a Xangai e Pequim, entre os dias 24 e 26 de junho. A agenda será liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Procurado pela Reuters, o ministério não comentou o assunto. China moeda local iuan AP China amplia presença na economia brasileira A visita acontece em um momento de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro. No ano passado, o Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo recebendo US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em novos projetos e negócios, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O valor representa 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior no período, colocando o Brasil à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. Além disso, o país foi o único a permanecer entre os cinco principais destinos do capital chinês nos últimos cinco anos. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República O movimento também ocorre em meio a tensões com os EUA, após o governo do presidente Donald Trump propor novas tarifas sobre produtos brasileiros e classificar facções criminosas do país como organizações terroristas. Antes da viagem, representantes dos dois países participarão de uma reunião de um subcomitê financeiro bilateral. De acordo com a Reuters, o governo brasileiro também pretende apresentar iniciativas ligadas à agenda de sustentabilidade, como o programa Eco Invest Brasil, o projeto Tropical Forest Forever Facility (TFFF), voltado à preservação de florestas tropicais, e os avanços na criação de um mercado regulado de carbono. A expectativa é que essas medidas ajudem a atrair mais investimentos chineses para setores estratégicos da economia brasileira.
Amortizar ou investir? A decisão que divide economistas Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro. A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha. Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Trabalhadores com valores no antigo fundo PIS/Pasep começam a receber, nesta quinta-feira (25), um novo lote de pagamentos do chamado “dinheiro esquecido”. Nesta etapa, os valores contemplam quem solicitou o ressarcimento até 31 de maio. Já quem pedir o ressarcimento até terça-feira (30) receberá o dinheiro em 27 de julho, conforme o calendário divulgado pelo governo. (Veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber) 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao menu. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. Volte ao menu. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao menu. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Volte ao menu. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao menu.

Após assistir ao vídeo de mais de 26 minutos, em duas partes, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma pergunta se apresenta: por que agora? Por que escancarar uma briga de dezembro do ano passado neste momento, a menos de quatro meses da eleição? Ouvindo integrantes do PL e pessoas próximas a Michelle, a resposta está na pressão crescente do partido e de aliados de Flávio para que ela se engaje na campanha para tentar reverter perdas na intenção de votos entre evangélicos e mulheres. A pressão cresceu em especial depois da última pesquisa Quaest, no início de junho, que mostrou abalo de Flávio entre os dois públicos depois da revelação dos encontros de Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no que ficou conhecido como escândalo do filme 'Dark Horse'. Agora no g1 Em especial no grupo evangélico, Michelle tem sido pressionada a entrar em campo. Essa possibilidade foi reduzida a zero depois das duas publicações da ex-primeira dama. Ela relata ter sido "humilhada" por Flávio, que teria dito para ela, após o caso do Ceará, que ela "havia chegado ha pouco tempo" e "não entendia de política". Michelle e Flávio Bolsonaro Reprodução "Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar com o relacionamento", disse ela. Além disso, Michelle é, entre os Bolsonaros, o melhor contato com o ministro André Mendonça, do STF, relator do caso Master. Em dois vídeos, Michelle expõe uma briga com Flávio e diz que eles não se falam desde o fim de 2025. A discussão dos dois envolve a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). À época, Michelle criticou a negociação de palanque no Ceará em que o PL estava em busca do apoio de Ciro Gomes (PSDB), que havia criticado Jair Bolsonaro à época em que ele era presidente.

Neymar e Vini Jr. na Copa do Mundo de 2026. Reuters/Sam Navarro A seleção brasileira de Carlo Ancelotti venceu a Escócia por 3 a 0 pela última rodada da Copa do Mundo de 2026 e se classificou para a fase de mata-mata. Além da vitória, outra novidade foi a volta de Neymar Jr. à equipe do Brasil. A internet, como de costume, reagiu com memes. Veja os memes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Fábrica da Chevrolet no Brasil divulgação/Chevrolet A General Motors, grupo responsável por marcas como a Chevrolet, anunciou um novo investimento em sua operação no Brasil. O aporte é de R$ 3,5 bilhões e se soma aos R$ 7 bilhões já anunciados, totalizando R$ 10,5 bilhões no país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No Brasil, a GM tem cinco fábricas: Gravataí (RS): onde são produzidos os modelos Chevrolet Onix, Onix Plus e Sonic; Joinville (SC): responsável pela fabricação de motores, cabeçotes e blocos; Mogi das Cruzes (SP): onde são produzidos componentes estampados, como a lataria dos veículos; São Caetano do Sul (SP): a fábrica mais antiga da GM no Brasil, onde são produzidos os modelos Chevrolet Tracker, Spin e a picape Montana; São José dos Campos (SP): onde são fabricados o Chevrolet Trailblazer e a picape S10, além de motores, transmissões e outros componentes. Segundo a empresa, esse investimento será destinado à renovação do portfólio de carros disponíveis no Brasil, além do desenvolvimento de modelos híbridos. Além de lançar novos produtos, o aporte também será usado para modernizar fábricas, com foco nas unidades localizadas no estado de São Paulo. "O Brasil reúne uma sólida base industrial, capacidade de engenharia, mercado consumidor relevante e profissionais altamente qualificados. Esses fatores, aliados a um ambiente favorável ao investimento, são fundamentais para sustentar o desenvolvimento da indústria automotiva e ampliar o papel do país como polo produtor e exportador da General Motors para a América do Sul", diz Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil O investimento total é de R$ 10,5 bilhões até 2028 Esse novo aporte se soma a um investimento anterior de R$ 7 bilhões, anunciado em 2024, com aplicação prevista até 2028. A montadora destacou que o primeiro investimento tinha foco em mobilidade sustentável, abrange a renovação completa do portfólio de veículos e o desenvolvimento de tecnologias para o mercado local, além de criação de novos negócios. Os recursos começaram a ser utilizados no mesmo ano do anúncio e já resultaram em alguns lançamentos recentes da Chevrolet, como: Duas novas versões do Chevrolet Onix, incluindo uma reestilização recente que trouxe um modelo movido exclusivamente a etanol; O novo Chevrolet Sonic, um SUV compacto que chegou para competir com modelos como Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse; O Chevrolet Spark EUV, primeiro modelo 100% elétrico da GM no Brasil após o Chevrolet Bolt, fruto de uma parceria com uma montadora chinesa; O Chevrolet Captiva EV, que retornou ao Brasil e também foi desenvolvido em parceria com uma fabricante chinesa. Os dois últimos carros da lista acima são fabricados no Brasil, mas em um sistema de montagem de kits que chegam praticamente prontos da China. Diferentemente de outros modelos da marca, a produção ocorre em uma fábrica terceirizada localizada na cidade de Horizonte (CE).

Unidade da St Marche em São Paulo Reprodução/Google Maps A rede de supermercados St Marche, com sede em São Paulo, acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, controlador da Giga Atacado. Paralelamente, a companhia entrou nesta quarta-feira (24) com um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas de R$ 574,3 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A conclusão da venda depende do cumprimento de condições previstas no acordo, incluindo a aprovação pela Justiça do plano de recuperação do Grupo Hortus, controlador do St Marche, e o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a transação, a varejista chilena deverá acrescentar 32 lojas à sua presença no Brasil. A compra será feita livre de dívidas e de caixa — ou seja, sem assumir o endividamento financeiro da rede paulista. Segundo o grupo Cencosud, o negócio será financiado com recursos obtidos na recente venda de suas operações em Minas Gerais. Agora no g1 'Crise de liquidez' Fundada em 2002, a St Marche opera 32 lojas no estado de São Paulo e conta com um centro de distribuição de 7,5 mil metros quadrados. As vendas da rede somaram mais de R$ 1,078 bilhão nos 12 meses encerrados em março. No documento apresentado à Justiça de São Paulo, o Grupo Hortus, controlador da St Marche, afirma que o pedido de recuperação judicial se deve a uma crise de liquidez (falta de caixa para honrar compromissos de curto prazo), provocada pelo aumento do endividamento, pela alta dos juros no país e pela redução das linhas de crédito no mercado. A empresa já passou por um plano de recuperação extrajudicial, suspenso em fevereiro. O novo pedido ocorre, segundo o grupo, após o processo não ter sido suficiente para mitigar os problemas financeiros. 🔎 A recuperação extrajudicial envolve a negociação direta entre a empresa e seus credores, com posterior homologação judicial do acordo. Já a recuperação judicial é um processo supervisionado pela Justiça, que permite à empresa reorganizar suas dívidas sob proteção legal contra cobranças. Na prática, a recuperação judicial suspende a cobrança das dívidas por até 180 dias, enquanto a empresa mantém suas operações. Segundo o Grupo Hortus, a conclusão da venda à Cencosud representaria “uma saída organizada” para a companhia, com preservação de empregos e garantia de pagamento a fornecedores e credores. * Com informações da agência Reuters

O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (24) e atingiu os menores níveis desde antes do início da guerra entre Irã e Israel. O movimento reflete a redução dos temores de interrupções no fornecimento global da commodity, à medida que o fluxo de navios petroleiros na região começa a se normalizar. O barril do Brent, referência internacional, caiu 4,3%, para US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência dos Estados Unidos, recuou 3,9%, encerrando o dia a US$ 70,34. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao longo do pregão, o Brent chegou a ser negociado a US$ 73,12, o menor valor desde 27 de fevereiro. O WTI, por sua vez, ficou abaixo de US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2 de março. A principal razão para a queda foi a retomada do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa da produção mundial da commodity. Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito. Agora no g1 Durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito nas últimas 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu. Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia. O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo. Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários. *Com informações da agência de notícias Reuters Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters

Superintendência da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Receita Federal em São Paulo realizará, em 30 de junho, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Ao todo, são 232 lotes, que incluem smartphones, relógios inteligentes, notebooks, videogames, carros, instrumentos musicais, perfumes, cosméticos, bolsas, calçados, artigos esportivos, entre outros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas já está aberto e vai até as 21h do dia 29 de junho. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 30 de junho (horário de Brasília). Agora no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. O lote mais barato tem lance inicial de R$ 10, contendo resíduos de plástico. Já o lote mais caro tem lance inicial de R$ 562,5 mil e reúne milhares de embalagens de papel crepom. Outros destaques do leilão incluem: No lote 2, é possível adquirir um iPhone 13 a partir de R$ 480. No lote 12, é possível adquirir um PlayStation 4 a partir de R$ 400. No lote 27, é possível adquirir um violão Gibson a partir de R$ 12 mil. No lote 138, é possível adquirir uma bicicleta Canyon Aeroad Speed a partir de R$ 9,6 mil. No lote 228, é possível adquirir um veículo Volkswagen Jetta a partir de R$ 13,2 mil. Novo leilão da Receita tem iPhone 13 por R$ 480. Divulgação/Receita Federal De acordo com o Fisco, os lotes estarão disponíveis para visitação até 26 de junho na capital paulista e nas cidades de Bauru, Campinas, Guarulhos, Santos, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Guarujá, Araraquara e Taubaté. Os lotes poderão ser examinados de forma presencial, mediante agendamento, em dias de expediente normal. Os endereços e horários para visitação, assim como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. A Receita destacou ainda que os bens arrematados por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes específicos adquiridos por pessoas jurídicas. Além disso, os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados. O pagamento das mercadorias é feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Novo leilão da Receita tem VW Jetta por R$ 13,2 mil. Divulgação/Receita Federal Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: até 29 de junho, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000006/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

Detran RJ deixa de exigir manobra de baliza no exame prático de primeira habilitação DIvulgação/Detran RJ As novas regras para a emissão da primeira CNH aumentaram em 23,5% o número de exames de direção nos primeiros cinco meses de 2026, segundo o Ministério dos Transportes. Em comunicado, o ministério informou que foram realizadas 2.280.021 avaliações neste ano, contra 1.845.694 no mesmo período de 2025. Apesar do aumento no número de candidatos, a pasta destacou que as filas não cresceram na etapa final do processo de habilitação. No mesmo período, foram realizados 2.343.393 cursos práticos, um aumento de 20% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Ao todo, o Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs com as novas regras — o maior número já registrado pelo ministério para esse intervalo. CNH ficou mais barata Uma das principais mudanças com a nova CNH foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 1.840.397.022,58. Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola. De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Dados do ministério indicam que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação — os 26 estados e o Distrito Federal: Novas regras da CNH mudaram o exame prático A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos. De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova. As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma: Infrações leves: 1 ponto; Infrações médias: 2 pontos; Infrações graves: 4 pontos; Infrações gravíssimas: 6 pontos. O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática.

Neymar (ao centro, com a chuteira amarela) em treino da Seleção Brasileira no domingo (21) Caean Couto/Reuters A Puma anunciou hoje (24) o lançamento de um novo modelo de chuteira que foge do mar dos calçados rosa que dominam os pés dos jogadores na Copa do Mundo de 2026. Com o tema "Fênix", a chuteira Future 9 NJR foi desenhada em parceria com Neymar Jr. e mistura uma base amarela com detalhes em laranja e marrom. O verde no logo da marca completa o visual. 🇧🇷 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. Quanto custam as chuteiras dos grandes craques da Copa? Segundo a fabricante, a Future 9 NJR chega na sexta-feira (26) por R$ 2.500. Até então, o atacante usava a Puma Future 9 Ultimate, que custava R$ 1.800. Será que veremos Neymar entrar em campo hoje contra a Escócia já com o modelo novo no pé? O jogador apareceu nos treinos dos últimos dias com a chuteira amarela. Neymar com sua nova chuteira amarela em treino da Seleção Brasileira na terça (23) Vincent Carchietta/Reuters Quanto custam as chuteiras da Seleção Brasileira As chuteiras podem ser o item mais caro da lista de quem quer montar um uniforme completo de jogador brasileiro na Copa do Mundo de 2026. Os modelos mais baratos encontrados nas lojas da internet no final de maio saíam a partir de R$ 800 e chegavam até R$ 2.500. Jogadores da seleção brasileira em campo após o fim de Brasil x Marrocos no último sábado (13) Jeenah Moon/Reuters Quatro marcas dominam os pés dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol: Nike (11 jogadores), Adidas (8), Puma (4) e New Balance (1). Cada marca tem sua linha de chuteiras rosa, com seu nome específico de cor: Lucid Pink (Adidas) Rosa Neon (New Balance) Hyper Pink / Hot Punch – tonalidade complementar (Nike) Poison Pink (Puma) Neymar Jr. mostra nova chuteira da Puma ao lado do designer KidSuper Puma/Divulgação No levantamento feito pelo Guia de Compras com os fabricantes, apenas dois atletas estão sem patrocínio de chuteiras. Por fotos em redes sociais, deu para perceber que Ibañez usa produtos da Adidas, e Igor Thiago, da Nike. Veja a seguir as chuteiras usadas pelos convocados e alguns dos modelos disponíveis nas lojas on-line. Adidas Vale ressaltar que as chuteiras da Adidas para a Copa do Mundo fazem parte de uma nova linha chamada "Road to Glory", anunciada no início do torneio, e que ainda está chegando às lojas. Chuteira Adidas da linha "Road to Glory" especial para a Copa do Mundo 2026 Divulgação Os modelos são os mesmos que os já disponíveis nas lojas da internet, só que em edição especial. Atletas patrocinados pela Adidas Adidas F50 Elite Adidas F50 LL Adidas Predator Elite New Balance Chuteira New Balance para a Copa do Mundo 2026 Divulgação Atleta patrocinado pela New Balance New Balance Tekela “Pure Ambition” Nike Chuteira Nike para a Copa do Mundo 2026 Divulgação Atletas patrocinados pela Nike Nike Mercurial Vapor 17 Elite Nike Phantom 6 Elite Low Nike Tiempo Maestro Elite Puma Nova chuteira Puma do Neymar chega às lojas dia 26 de junho. Puma Atletas patrocinados pela Puma Puma Future 9 Ultimate Puma Ultra 6 Ultimate Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Na Copa do Mundo, não grite "gol" com atraso

As pausas para hidratação na Copa do Mundo estão sendo tratadas como tempos técnicos pelas equipes e como uma máquina de fazer dinheiro por algumas emissoras Getty Images via BBC Quatro minutos e 20 segundos por partida. Ou sete horas, 30 minutos e 40 segundos ao longo do torneio. Essa é a quantidade extra de publicidade na TV que alguns torcedores de futebol em todo o mundo estão assistindo durante os intervalos obrigatórios de hidratação na Copa do Mundo. Em alguns países, como no Reino Unido, as emissoras exibem o que está acontecendo em campo e aproveitam o intervalo para colocar no ar a opinião de comentaristas. Mas em diversos outros lugares, o intervalo é usado pelas emissoras para exibir publicidade. Os anúncios podem começar 20 segundos depois que o árbitro apita para a pausa de três minutos no meio de cada tempo, e devem terminar 30 segundos antes de o jogo recomeçar. Isso resulta em um potencial de oito espaços publicitários adicionais de 30 segundos por partida para cada emissora em cada país — 832 no total da competição. Especialistas disseram à BBC Sport que um espaço médio de 30 segundos na Copa do Mundo na emissora americana Fox Sports custa entre US$ 200 mil e US$ 300 mil (R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão), chegando a US$ 750 mil (R$ 3,8 milhões) durante jogos dos EUA e das fases finais. Isso significa que a publicidade durante as pausas para hidratação provavelmente gerará mais de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) apenas nos EUA. As pausas interromperam o ritmo das partidas, provocaram fortes críticas de técnicos e jogadores e geraram vaias altas de torcedores em quase todos os estádios. Mas em quais países os anúncios estão sendo exibidos, como funcionam e o que isso pode significar para o futuro do futebol? Pausa bilionária A Fifa insistiu que os intervalos de hidratação foram introduzidos para beneficiar o bem-estar dos jogadores no calor da América do Norte, e que a integridade esportiva significa que eles devem ser usados igualmente em todas as partidas — mesmo quando as temperaturas são baixas em estádios cobertos e com ar condicionado. Em diversos países, as emissoras têm a capacidade de escolher como usar as pausas, e a maioria as utiliza como uma oportunidade de arrecadar dinheiro extra com publicidade, seja interrompendo para um intervalo comercial completo ou exibindo anúncios em tela dividida. A Fox Sports, emissora dos EUA, tem usado o máximo de tempo publicitário possível durante as pausas e exibido anúncios em tela cheia. O próprio intervalo de hidratação da Fox Sports tem um patrocinador especial. Além disso, a Coca-Cola, que é patrocinadora da Fifa, fornece bebidas com marcas aos jogadores durante a pausa. Ou seja, os espectadores nos EUA são expostos a uma camada tripla de publicidade. "Os americanos estão acostumados a anúncios durante o jogo há 40, 50 anos, então, culturalmente, isso se encaixa perfeitamente [na cultura local]", diz Rob di Gisi, professor de gestão de esportes na Wharton School da Universidade da Pensilvânia. "Há muito pouca reação contrária aqui. Quaisquer mudanças que tornem os jogos mais 'americanizados' serão abraçadas sem que as pessoas percebam." A Telemundo, emissora nos EUA que exibe partidas em espanhol e é voltada para latino-americanos, é uma das poucas que decidiu não mostrar anúncios durante as pausas. Durante o jogo de estreia do Canadá na semana passada, o narrador da Telemundo disse: "Preferimos o jeito tradicional. Devemos poder ver o que os jogadores fazem. Mostramos os torcedores, pessoas se divertindo, não o lado corporativo do futebol". A BBC Sport procurou a Fox Sports e a Telemundo para comentar o assunto. Em outros grandes mercados ao redor do mundo os anúncios também estão sendo usados, incluindo no Brasil, México, Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, China, Japão, Índia, Austrália, Oriente Médio e África Subsaariana. As emissoras nesses territórios não conseguem cobrar preços tão altos quanto a Fox Sports, e nem todas estão exibindo pelo tempo máximo permitido, mas o valor total arrecadado provavelmente é enorme. "Quando você amplia isso para todos os outros países, provavelmente chega a US$ 1 bilhão (mais de R$ 5,2 bilhões) em anúncios durante pausas para hidratação ao redor do mundo", acrescenta Di Gisi. No entanto, ter espectadores vendo produtos durante pausas no jogo não garante necessariamente sucesso. "Os anunciantes durante a pausa para hidratação enfrentarão um nível de descontentamento capaz de anular o valor da publicidade?", questiona T. Bettina Cornwell, chefe de marketing da Universidade de Oregon. "É fato que, quando as marcas interrompem a experiência esperada — neste caso, o fluxo do jogo —, os torcedores podem reagir negativamente." A Fox Sports perdeu o reinício do jogo após a segunda pausa para hidratação na partida de abertura entre México e África do Sul porque seus anúncios ultrapassaram o tempo Getty Images via BBC 'Chegaram para ficar' As emissoras em cada território atuam de forma independente ao vender espaços publicitários, o que significa que a Fifa não obtém ganhos financeiros diretamente. Mas a receita extra torna a compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo mais valiosa para as emissoras, o que significa que a Fifa pode teoricamente cobrar preços mais altos ao negociar torneios futuros. A Fifa ainda não confirmou se as pausas para hidratação serão usadas em futuras edições da Copa do Mundo, mas, dado o benefício financeiro para a organização e seus parceiros de transmissão — e o fato de que a Copa do Mundo de 2030 no Marrocos, Espanha e Portugal será realizada em climas com verões muito quentes —, é altamente provável que as pausas sigam sendo usadas. "Os direitos desta Copa do Mundo, a Fox Sports conseguiu por apenas US$ 485 milhões (R$ 2,5 bilhões)", diz Dennis Deninger, autor do livro Live Sports Media: The What, How and Why of Sports Broadcasting ("Mídia Esportiva ao Vivo: O que, como e por que da transmissão esportiva", em tradução livre). "Se eles estão ganhando US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) apenas com as pausas para hidratação, essa taxa de direitos é um grande negócio." "Quando a Fifa entrar na próxima negociação de direitos, pode dizer que seu produto vale mais, porque as emissoras podem vender patrocínio nessas pausas para hidratação, ter mais publicidade, e há um aumento no número de partidas, então podem cobrar mais de cada emissora em cada país." "Nunca há volta — quando existe uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, ninguém jamais diz 'vamos ganhar menos dinheiro'." O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino (à direita), disse que as pausas para hidratação são "desnecessárias", exceto em casos de calor extremo Getty Images via BBC O perfil mais casual de torcedores que a Copa do Mundo atrai facilitou a introdução dos anúncios. "Acho que isso veio para ficar, especialmente em torneios organizados pela Fifa", diz Thomas Peeters, professor de economia estratégica na Erasmus School of Economics. "A Copa do Mundo é um evento que atrai não tradicionalistas, pessoas que assistem sem acompanhar todos os jogos. Um público muito amplo." "Há uma tendência de essas pessoas assistirem a clipes em vez de jogos inteiros, então, nesse sentido, você pode inserir pausas por conta própria [e mostrar anúncios a elas sem que se importem]." "Isso divide o jogo em partes menores que, como vemos em outras formas de entretenimento, ajudam com públicos mais jovens, que normalmente consomem conteúdo em porções menores." Mas ainda não se sabe se outras grandes competições de futebol adotarão pausas para hidratação pelo benefício econômico. A Premier League — o campeonato inglês — é limitada no Reino Unido pelas regras das agências reguladoras e provavelmente enfrentaria uma grande reação negativa dos torcedores. Já a Uefa tem buscado criar uma clara distância em relação à Fifa em questões de política nos últimos meses, incluindo o compromisso de não usar preços dinâmicos de ingressos na Eurocopa 2028. "Quando uma partida é assistida por torcedores fanáticos de ambos os lados, eles não querem uma pausa após 25 minutos", acrescenta Peeters. "Para a Uefa e a Premier League, essa ideia é menos relevante porque estão em mercados muito maduros em comparação com a Fifa." Em mensagem à BBC, a Uefa disse: "A Uefa não tem planos de mudar os regulamentos [de pausas para hidratação] para as próximas competições, incluindo a Champions League e a Eurocopa 2028."

Minicelular, do tamanho da tampa de uma caneta, foi apreendido dentro de cela da prisão em Canoas Ronaldo Bernardi/Agência RBS Lojas online e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) firmaram um acordo na última terça-feira (23) para combater a venda de minicelulares. Esses aparelhos são encontrados em presídios e representam riscos à população. O acordo envolve principalmente os marketplaces das lojas online, ou seja, quando um vendedor utiliza a estrutura de um grande site de comércio eletrônico para vender seus produtos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Participam do acordo os seguintes varejistas: Amazon; Shopee; Mercado Livre; Casas Bahia; Magalu; Carrefour; Temu. Segundo a Anatel, o tamanho extremamente reduzido deste tipo de celular "burla de sistemas de vigilância em unidades prisionais". Agora no g1 Para reforçar a fiscalização desse tipo de venda, o acordo prevê que as plataformas criem tecnologias, inclusive com uso de inteligência artificial, para verificar se o número de homologação da Anatel corresponde ao aparelho anunciado. Esse número funciona como um “RG” do celular e permite identificar informações como o fabricante e o nome do modelo. Segundo o superintendente Vinicius Caram, há “elevado percentual de anúncios que não informam o número de homologação, o modelo do equipamento ou o fabricante, além daqueles que apresentam divergências entre as especificações divulgadas e o produto ofertado”. As plataformas digitais ainda precisam apresentar quais medidas serão adotadas, para além da fiscalização do número da homologação. Em seguida, formarão um grupo de trabalho com a Anatel para acompanhar a implementação dessas ações. Por que esse tipo de celular é usado em presídios O principal atrativo desse tipo de aparelho é o tamanho reduzido. Em 2023, agentes prisionais de Canoas (RS) encontraram um celular desse tipo em uma cela. Um detalhe chamou a atenção das autoridades: o dispositivo não foi detectado pelos equipamentos de fiscalização. Nesse caso, o celular tinha o tamanho de uma tampa de caneta. Outro modelo foi encontrado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (SP) e era tão pequeno que um detento chegou a engolir três aparelhos, junto com quatro baterias. Ainda em 2025, um minicelular em formato de lata de refrigerante foi encontrado em um presídio de Cuiabá (MT). O aparelho também entrou na cela sem ser detectado pelos equipamentos de fiscalização da unidade.

Levantamento do Ministério do Trabalho divulgado nesta quarta-feira (24) mostra que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, principalmente no setor privado, mas englobando também o serviço público, têm jornada acima de 41 horas por semana. Esses trabalhadores, portanto, seriam beneficiados com a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas, em debate no Congresso Nacional, isto é, o fim da escala 6x1 (entenda mais abaixo). De acordo com dados do governo, os 37,11 milhões de trabalhadores representam 73,7% dos 50,32 milhões de trabalhadores celetistas no Brasil registrados no mês de fevereiro. Veja abaixo os dados do levantamento: 37,11 milhões de empregados trabalham mais de 41 horas por semana; 9,24 milhões de trabalhadores têm jornada semanal entre 31 e 40 horas; 2,16 milhões de pessoas trabalham entre 21 e 30 horas por semana; 1,81 milhão de trabalhadores têm jornada semanal de até 20 horas. Agora no g1 No fim de maio, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso). A proposta segue para análise dos senadores. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. Já o governo retirou, neste mês, a urgência constitucional do seu próprio projeto que trata sobre a redução da jornada da escala de trabalho 6x1 enviado à Câmara dos Deputados. A mensagem informando sobre a retirada do pedido de urgência foi enviada em 16 de junho ao Congresso. O projeto em questão não é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que já foi aprovada pela Câmara e aguarda análise no Senado Federal. Carteira de Trabalho Digital Gil Leonardi/ImprensaMG

A abertura de vagas no serviço público superou a criação de postos de trabalho no setor privado no período de 14 meses, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026, informou nesta quarta-feira (24) o Ministério do Trabalho e do Emprego. O cálculo considera o número de contratações menos as demissões. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Além dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que englobam os trabalhadores celetistas, os números da Rais também incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários. Segundo dados oficiais: A abertura de vagas formais no setor público, considerando os 14 meses analisados, somou 1,091 milhão, atingindo 13,81 milhões em fevereiro de 2026. O número de vagas abertas no setor privado, abrangendo o mesmo período, totalizou 1,041 milhão, para 47,97 milhões. Ao todo, considerando o serviço público e o setor privado, foram criados 2,17 milhões de empregos no Brasil, para um total de 62,19 milhões. De acordo com o Ministério do Trabalho, 886 mil contratações no setor público, nesse período, são contratações por tempo determinado. Ou seja, a maior parte dos contratados. Agora no g1 Segundo Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, essa movimentação no setor público se intensificou após a reforma trabalhista, sancionada em 2017, no governo Michel Temer — a partir da qual passou a ser mais comum esse o vínculo por tempo determinado. Rafael Coletto Cardoso, Coordenador-Geral de Estudos e Estatísticas do Trabalho da pasta, observou que o período da coleta de dados pode ter influenciado o forte crescimento de empregos no setor público. A lógica é que os governos municipais e estaduais podem ter contratado, por exemplo, professores do início de cada ano, com vínculo até o seu final. Fachada do Ministério do Trabalho, em Brasília Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou, nesta terça-feira (23), uma cota de importação sem impostos para veículos elétricos que entram no país de forma desmontada (CKD) e semimontada (SKD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para compreender a medida, é necessário diferenciar os formatos de importação automotiva que constam na decisão. Os veículos CKD são aqueles montados no Brasil, enquanto os chamados SKD entram no país de forma semimontada. Já os veículos CBU correspondem aos carros que já chegam totalmente montados ao mercado nacional. (veja infográfico) Como são montados os carros com partes importadas Arte/g1 A produção de veículos semimontados costuma ser o ponto de partida para quem decide investir em uma fábrica no território nacional. Dentro dessa estratégia, o formato SKD destaca-se por demandar um menor índice de mão de obra local, uma vez que os automóveis chegam ao país praticamente prontos. De acordo com o modelo de operação, uma das principais vantagens dessa estratégia é aproveitar a mão de obra estrangeira, além de utilizar o desenvolvimento de tecnologias específicas voltadas para componentes que ainda não contam com produção no Brasil. Agora no g1 Entenda a polêmica A decisão causou reação das montadoras nacionais de veículos. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que medida é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças". "A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo", disse a associação. (leia a íntegra da nota ao fim do texto) O governo afirmou que a importação de carros montados, por outro lado, não terá qualquer tipo de cotas. "A medida converge com outras iniciativas do governo voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veículos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2", afirmou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Leia a íntegra da nota Anfavea desta terça-feira (23): "A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) lamenta e vê com grande preocupação a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de restabelecer incentivos à importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados (CKD e SKD). A medida é contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças, como atestaram dezenas de manifestações públicas assinadas por sindicatos, centrais sindicais, federações empresariais e associações da indústria nos últimos dias. A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo. Agora, a mudança ocorre em detrimento do interesse de empresas e de milhares de trabalhadores espalhados por nove Estados do país. Ao prolongar benefícios que haviam sido criados como temporários, o governo coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram seus planos de investimento contando com as regras pactuadas. Nos últimos anos, a eletrificação avançou de forma acelerada no país. Novas marcas chegaram ao mercado, a oferta de veículos aumentou e os emplacamentos de eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025. Ao mesmo tempo, a indústria respondeu aos estímulos criados pela política pública. As fabricantes anunciaram R$ 140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033, destinados às novas formas de propulsão incluindo a eletrificação, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores. Os resultados também aparecem na produção nacional. Em 2025, os veículos eletrificados produzidos no país responderam por 25,9% das vendas do segmento. No acumulado até maio de 2026, o mercado atendido por veículos produzidos no Brasil cresceu 57% na comparação com o mesmo período de 2025. Por essa razão, a discussão deixou de ser como acelerar a entrada dos veículos eletrificados no mercado brasileiro. O desafio agora é garantir que essa transformação gere mais produção local, desenvolvimento tecnológico, fornecedores, engenharia e agregação de valor no país. Benefícios destinados à importação podem cumprir papel relevante em fases iniciais de implantação industrial. A ampliação, em um momento em que os investimentos já estão anunciados e a produção local está em expansão, reduz os incentivos para a evolução produtiva esperada dessa nova etapa da indústria automotiva. A decisão também contraria a sinalização que orientou investimentos anunciados sob as regras vigentes e gera insegurança para empresas que estruturaram projetos considerando o cronograma estabelecido pelo próprio governo. A Anfavea vai continuar defendendo a descarbonização, que inclui a eletrificação da frota, a concorrência e a ampliação da oferta de veículos ao consumidor brasileiro. O que está em debate, com essa decisão, não é a transição energética, que já está em curso e não vai parar. O que está em debate é qual modelo de desenvolvimento o país pretende incentivar para a nova mobilidade e qual espaço será reservado à produção nacional nesse processo." *Reportagem com André Fogaça, Isabela Bolzani, Mariana Assis e Alexandre Martello.

GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos A GWM decidiu entrar na briga por preço com seu mais novo lançamento. O Ora 5, primeiro SUV elétrico da marca no Brasil, chega por competitivos R$ 159 mil. O preço talvez seja uma forma de compensar o atraso da GWM em ter um bom carro em um dos segmentos que mais crescem entre os veículos elétricos. A missão do Ora 5 é tentar o que o Ora 03 nunca conseguiu: vender bem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ao g1, a GWM afirmou que isso não significa que o Ora 03 deixará de ser vendido, apesar de custar R$ 169.000, ou R$ 10 mil a mais. A marca passou a oferecer bônus de R$ 20 mil para quem dá um carro usado na troca pelo hatch elétrico, o que pode levar o preço do irmpode cair para R$ 149.000. Ora 5 é mais sóbrio e aposta em visual monotônico GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM São muitos concorrentes: BYD Yuan Pro: a partir de R$ 182.990; Geely EX5: a partir de R$ 205.800; Chevrolet Captiva EV: a partir de R$ 199.990; Omoda E5: a partir de R$ 209.990; Leapmotor B10: a partir de R$ 182.990; Leapmotor C10: a partir de R$ 204.990; GAC Aion Y: a partir de R$ 175.990; MG S5: a partir de R$ 219.800. O Ora 5 é um Ora 03 com dimensões ampliadas em todas as direções. Ele tem 4,47 metros de comprimento e, com esse tamanho, supera os 4,40 metros do Jeep Compass e até os 4,46 metros do Toyota Corolla Cross. Comparando com elétricos, o Ora 5 não é dos maiores. Ele perde para: Geely EX5: 4,61 metros de comprimento; Leapmotor B10: 4,51 metros de comprimento; Leapmotor C10: 4,73 metros de comprimento; GAC Aion Y: 4,53 metros de comprimento; MG S5: 4,47 metros de comprimento; Chevrolet Captiva EV: 4,74 metros de comprimento. Mesmo assim, o entre-eixos é de 2,72 metros. O espaço interno é confortável para pessoas de estatura média, e o teto solar contribui para uma sensação maior de altura. Porém, o porta-malas não teve o mesmo destaque. GWM Ora 5 BEV por fora GWM Ora 5 BEV por fora Ele tem 362 litros de capacidade. É um volume que comporta facilmente cinco malas de bordo, mas é nesse ponto que o Ora 5 fica atrás da maioria dos concorrentes: BYD Yuan Pro: 265 litros; Geely EX5: 461 litros; Chevrolet Captiva EV: 403 litros; Omoda E5: 340; Leapmotor B10: 365 litros; Leapmotor C10: 465 litros; GAC Aion Y: 361 litros; MG S5: 453 litros. No visual, o Ora 5 tem forte inspiração em modelos da Porsche que ainda não adotaram faróis mais estreitos, como os 718 e 911. As semelhanças aparecem no capô, com laterais mais altas do que a parte central, e nos faróis ovalados, levemente inclinados para trás. De perfil, o Ora 5 adota linhas mais sóbrias. Isso fica evidente na traseira menos arredondada e mais “enxuta” que a do Ora 03 — característica que o aproxima de seus concorrentes. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM Por dentro, a sensação mais discreta também aparece na paleta de cores. Enquanto o Ora 03 usa materiais em diferentes cores, o novo utilitário adota um único tom, com variações próximas. As únicas áreas com cor diferente aparecem em cobre claro, destacando elementos específicos que precisam ser encontrados mais facilmente, como o acabamento da porta USB, a maçaneta, as aletas de ventilação do ar-condicionado e o alto-falante. A sobriedade monocromática também se estende ao estofamento dos bancos, que seguem a cor da cabine: bege ou preto. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM Motor e autonomia dentro do esperado O Ora 5 tem motor com tração dianteira, que entrega 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. Durante um teste rápido em pista fechada, o desempenho ficou dentro do esperado para um carro elétrico: o torque instantâneo foi forte o suficiente para fazer os pneus cantarem em uma arrancada. Se no visual o Ora 5 busca se diferenciar do Ora 03, na experiência ao volante as diferenças entre os dois são pequenas. A sensação ao dirigir é semelhante à do hatch, seja pelo volante menor, pela resposta do freio — que exige mais pressão —, pelo raio de giro ou pela bateria de 58 kWh. O acerto da suspensão também lembra o do Ora 03, mais firme que o de grande parte dos concorrentes chineses e próximo ao padrão de um Volkswagen. Durante o teste, a reportagem realizou frenagens bruscas em retomadas e, mesmo nessas situações, a carroceria não apresentou oscilações — ao contrário de modelos como o Leapmotor B10 e o BYD Dolphin. O que diferencia o SUV do hatch é a autonomia de 349 km (34 km a mais que o Ora 03) e a maior altura em relação ao solo. Isso dá ao Ora 03 um comportamento mais próximo ao de um kart, com o motorista mais rente ao chão, enquanto o Ora 5 se comporta como um utilitário, com assento e visão de condução mais elevados. t Ora 5 vem bem equipado para o preço GWM Ora 5 BEV por dentro Além de adotar uma estratégia diferente de preços, a GWM também mudou outro ponto em relação ao Ora 03. Enquanto o hatch anterior chegou ao Brasil em três versões (Skin, GT e uma edição limitada chamada Copacabana), o Ora 5 será vendido em apenas uma configuração, que nem sequer recebeu um nome. A lista de equipamentos inclui: Grade frontal ativa, que pode se fechar para melhorar a aerodinâmica; Rodas de liga leve de 18 polegadas; Central multimídia de 14,6 polegadas com o mesmo sistema do Haval H6; Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas; Carregador de celular por indução de 50 watts; Nove alto-falantes distribuídos pela cabine; Teto solar panorâmico; Câmera de visão em 360 graus; Ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras; Bancos dianteiros com ajustes elétricos; Função de resfriamento para os bancos dianteiros; Chave presencial; Console central com gaveta na parte traseira; Estepe temporário em vez de kit de reparo de pneus; Seis airbags; Controle de cruzeiro adaptativo com assistente de permanência em faixa; Alerta de ponto cego; Frenagem automática de emergência. Há ainda um roteador que distribui internet via Wi-Fi para os ocupantes. Ele permite conectar até oito dispositivos ao mesmo tempo, como celulares, notebooks e tablets, e oferece 3 GB de dados sem custo adicional. É possível ampliar esse pacote com compras avulsas de 10 GB por R$ 56, ou por meio de assinatura mensal de 5 GB por R$ 35. Por fim, o Ora 5 pode ser usado como fonte de energia para outros aparelhos, com o auxílio de um adaptador vendido separadamente. Ele fornece até 6.000 watts em 220 volts e desativa essa função automaticamente quando a bateria atinge 30% de carga. Essa capacidade é suficiente, por exemplo, para alimentar uma TV OLED de 65 polegadas (que consome cerca de 400 watts) e um PlayStation 5, que utiliza aproximadamente 217 watts ao rodar jogos em 4K.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (24), com avanço de 0,29%, cotado a R$ 5,2019. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,2217. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,44%, aos 170.507 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O quadro de juros no Brasil e nos Estados Unidos seguiu na mira dos investidores. Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) apontou uma piora do cenário para a inflação na ata de sua última reunião e indicou que pode manter os juros inalterados em seu próximo encontro, em agosto. Já no Hemisfério Norte, a perspectiva de alta de juros nos EUA ainda pesa nos mercados. ▶️ No Oriente Médio, o destaque ficou com a volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Na véspera, o canal registrou o fluxo mais intenso de navios desde o início do conflito, aumentando esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo. Com isso, a commodity fechou abaixo dos US$ 75 nesta quarta-feira, no menor valor desde o início do conflito entre EUA e Irã. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 4,3%, a US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 3,9%, para US$ 70,34. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Próximos passos nos juros A divulgação da ata da última reunião do Copom, na véspera, continua no radar dos investidores. No documento, o Banco Central (BC) indicou que houve uma piora das expectativas de inflação à frente, apontando uma aceleração da atividade econômica prevista para o segundo semestre. Na reunião da semana passada, o colegiado decidiu diminuir os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano, no terceiro corte seguido da taxa. 🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O BC ainda reiterou que preferiu ser mais flexível em relação à Selic, ou seja, manter uma trajetória com diferentes momentos de pausa e retomada dos cortes para evitar uma maior volatilidade dos ativos financeiros. Já nos Estados Unidos, dados econômicos divulgados na véspera reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) deve manter os juros elevados por mais tempo. O Índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto — que considera dados da indústria e de serviços — subiu para 52,2 em junho, no maior nível desde janeiro. O crescimento da produção na indústria foi o maior em seis anos. Os dados reforçam o cenário de uma atividade econômica ainda resiliente, o que indica que os preços podem continuar subindo no país. Volta do tráfego em Ormuz e o alívio no petróleo A volta do tráfego pelo Estreito de Ormuz traz um cenário mais otimista para o petróleo no mercado internacional. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity. Acompanhe todos os desdobramentos. Teerã e Washington concluíram as conversas técnicas sobre o acordo de cessar-fogo, mas ainda devem tratar sobre temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano. Na véspera, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que, sem mísseis, seu país teria acabado "como a Faixa de Gaza", e ressaltou que seu programa balístico não é negociável. "Se os mísseis que temos para a nossa defesa não existissem, Israel e Estados Unidos teriam arrasado o Irã, como fizeram com a Faixa de Gaza, sem mostrar piedade nem dos idosos nem dos jovens", afirmou Pezeshkian no Paquistão. "Nunca negociaremos com ninguém, sob nenhuma circunstância, sobre nossa capacidade de defesa", ressaltou. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que o acordo preliminar assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã não menciona os mísseis balísticos. "Não pode haver dois pesos e duas medidas. Que alguns países possam ter mísseis balísticos e que o Irã não deva tê-los", disse. Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O Dow Jones subiu 0,36%, enquanto o S&P 500 caiu 0,08% e o Nasdaq recuou 0,41%. Na Europa, os principais índices fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,08%. Entre as altas, o CAC 40, da França, ganhou 0,54%, e o FTSE 100, de Londres, subiu 0,31%. Por outro lado, o DAX, da Alemanha, caiu 0,62%. Na Ásia, os mercados acionários fecharam mistos nesta quarta-feira (24), beneficiados, em parte, pera recuperação do setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 0,48%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,11%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,33%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 0,88% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 3,26%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP

Consumidores têm optado pelo carro elétrico e isso aumentou a frota no último ano em Bauru TV TEM/ Reprodução O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Fernando Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo renovou a cota de carros elétricos importados semimontados e desmontados, livre de imposto de importação, para garantir "melhores preços" e favorecer o consumidor. A decisão de renovação dessa cota foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) nesta terça-feira (23). O volume de importações que não pagarão imposto é de US$ 463 milhões durante seis meses, a partir de 1º de julho de 2026. 🚗 A medida pode impedir o aumento de preço dos carros elétricos no Brasil, que entram no país sem pagar tributos dentro das regras estabelecidas pelo governo. Em paralelo, empresas chinesas de carros elétricos como a BYD e a Geely já começaram projetos para produzir no país. "O governo federal tomou a decisão ontem [terça] não foi para causar danos para a produção indústria nacional, mas foi para favorecer sobretudo o consumidor, o mercado. E não ignorando que temos de ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legítimos", disse Márcio Elias, ao programa "Bom dia, Ministro", da EBC. Venda de carros elétricos dispara no 1º trimestre Pela decisão do governo, os veículos montados no Brasil (chamados de CKD) e os semimontados no país (chamados de SKD) não pagarão imposto de importação pelos próximos seis meses até o volume de importação definido pelo governo. "Precisamos garantir os melhores preços aos consumidores, na medida do possível. A indústria [automotiva] é essencial ao país, são mais de 110 mil empregos diretos", acrescentou o ministro do Desenvolvimento. Tomada em um ano eleitoral, a decisão causou reação das montadoras nacionais de veículos. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que medida é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças". "A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país" , disse a associação. "As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo", prosseguiu (leia a íntegra da nota) O ministro Márcio Elias Roasa, do Desenvolvimento, afirmou que o governo federal tem intensificado e fortalecido a indústria automotiva no Brasil, que encontra vantagens e instrumentos de fomento e apoio à produção nacional. Ele observou também que há montadoras de carros elétricos se instalando no Brasil atualmente. "Para acalmar [a indústria nacional], é muito simples. É só olhar para o filme todo, toda história. Desde o início, o governo tem medidas de fortalecimento a indústria nacional, o governo fará tudo para que indústria continue crescendo, o diálogo sempre existirá", concluiu.

Imagem ilustrativa de carne bovina. George Piskov/Pexels A corrida dos frigoríficos para exportar carne bovina à China antes do fim das cotas enxugou a oferta no mercado interno e deixou o churrasco desta Copa mais caro. "A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo", diz Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ➡️ Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%. O consumidor brasileiro pode até ter algum alívio nos próximos meses, com a redução temporária do ritmo de compras da China. Mas a tendência é de nova alta de preços até o fim de 2026, impulsionada pelo El Niño, pelo aumento da demanda nos EUA e pela volta da China ao mercado brasileiro. Em maio, todos os cortes de carne bovina subiram ao consumidor, com destaque para o filé-mignon (+4,4%), picanha (+3,9%) e peito (+3%), segundo dados do IBGE. No acumulado de 2026, o peito (+13,6%) e a picanha (+9,3%) também aparecem entre as maiores altas, além da capa de filé (+11,8%). Cortes de carne bovina que ficaram mais caros em maio. Lara Bernardino/Arte g1 Peito, capa de filé e picanha foram os cortes que mais subiram no ano. Dhara Pereira/Arte g1 QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Oferta menor pesa mais que consumo Mesmo em época de Copa, Iglesias afirma que os preços da carne têm sido muito mais influenciados pela redução da oferta no Brasil do que por um aquecimento muito forte da demanda interna. "Um dos grandes problemas que temos em 2026 é o baixo poder de compra do brasileiro e o alto nível de endividamento. Esse cenário tem sido agravado pelos jogos de apostas, que têm tirado muito dinheiro de circulação da economia, inclusive do consumo de produtos básicos e alimentos", afirma Iglesias. Em relatório mensal, a Consultoria Agro do Itaú BBA também destacou o ritmo acelerado das exportações como principal fator de pressão nos preços. "Apesar de uma oferta de gado terminado um pouco maior que a do ano anterior, a demanda de exportação absorveu bem a produção desde o início do ano", diz. "Com a corrida para o preenchimento da cota chinesa, os envios ao país asiático cresceram 24% na comparação entre janeiro e maio de 2026 e o mesmo período de 2025. A China respondeu por 51% do total embarcado", detalha. Nas projeções da Safras & Mercado, o Brasil deve atingir 98% da cota de exportação para a China até o final deste mês, restando pouco espaço para exportações sem tarifa adicional em julho. "A ausência temporária da China vai trazer um efeito negativo sobre os preços da arroba, mas, no mercado doméstico, vai ter um aumento de disponibilidade de carne, o que vai ajudar nos preços internos nesse período", diz Iglesias. "O problema está no último trimestre do ano, porque será um período de demanda muito aquecida no Brasil, nos EUA, além da retomada da demanda chinesa. Além disso, tem o El Niño, que tende a enxugar a oferta de gado terminado a pasto", destaca. "Em linhas gerais, vamos ter um quadro de restrição de oferta com uma demanda muito aquecida. Ou seja, os preços tendem a subir bastante", prevê Iglesias. E a União Europeia? Questionado sobre os impactos da suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia, Iglesias diz que isso deve ter pouca influência em preço. "A Europa representa apenas 3,5% das exportações brasileiras de carne bovina. Já não é o cliente voraz que foi no passado. Ainda assim, o bloco tem uma importância simbólica por ser o que chamamos de 'mercado vitrine'. As decisões adotadas pelos europeus costumam servir de referência e acabam sendo replicadas por outros países", diz. "Portanto, o impacto tende a ser mais um arranhão na imagem do Brasil do que propriamente uma perda relevante de volume exportado", acrescenta. ➡️ No início de maio, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco por considerar que o país não comprovou o cumprimento de suas exigências sobre o uso dessas substâncias na produção animal. A medida entra em vigor em 3 de setembro. UE oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

Cevada, principal cutivo agrícola da Escócia, é base do uísque escocês. Adam Jaime/Unplash O Brasil e a Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24) nos jogos da Copa do Mundo, em Miami. Fora do gramado, os dois países também têm diferenças marcantes quando o assunto é agricultura e produção de alimentos. De um lado, está o Brasil: uma potência tropical do agronegócio, grande exportadora de grãos, carnes, café e açúcar, mas também responsável por abastecer um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Do outro, a Escócia, um país de clima frio e relevos montanhosos, cuja produção agropecuária é voltada principalmente a um mercado doméstico de cerca de 5,5 milhões de habitantes — uma população 36 vezes menor que a brasileira. Ainda assim, o país mantém setores exportadores relevantes, caso da indústria do uísque. QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? Na agricultura... Enquanto no Brasil a produção agrícola é liderada por culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e café, na Escócia os principais cultivos são a cevada e o trigo, segundo dados do governo escocês, publicados no Relatório de Estimativas da Renda da Agricultura em 2025 (Total income from farming estimates: 2025). Na Escócia, a cevada tem papel central na agricultura e na economia. Principal cereal cultivado no país, ela abastece cadeias produtivas como as de cerveja, malte e uísque. A maior parte da produção é de spring barley (cevada de primavera), semeada geralmente em março. Segundo o governo escocês, a maior parte da cevada cultivada no país pertence a essa variedade, amplamente utilizada na fabricação do malte que dá origem ao tradicional uísque escocês. Se a cevada está intimamente ligada à produção de uísque, o trigo cumpre uma função mais próxima da segurança alimentar na Escócia. O cereal é cultivado principalmente nas regiões agrícolas do leste do país e abastece a indústria de alimentos e a produção de ração animal. Na pecuária... Assim como no Brasil, a pecuária bovina é uma das bases da economia escocesa. Mas a diferença está na escala: enquanto o rebanho brasileiro ultrapassa 230 milhões de cabeças, a Escócia possui cerca de 1,7 milhão de bovinos, segundo dados do IBGE e do Scottish Agricultural Census 2025. Além disso, o Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, abastecendo tanto o mercado interno quanto consumidores em centenas de países. Na Escócia, por sua vez, a pecuária é voltada principalmente ao mercado doméstico. Se os bovinos dominam a paisagem pecuária brasileira, na Escócia são as ovelhas que ocupam o protagonismo. Em 2025, o país tinha cerca de 6,5 milhões de ovinos, quase quatro vezes mais do que seu rebanho bovino, estimado em 1,7 milhão de cabeças. Símbolo do campo escocês, as ovelhas estão espalhadas pelas Highlands e por outras regiões de relevo acidentado, onde as condições naturais favorecem a criação extensiva. Confira esquema especial de metrô e trem para Brasil x Escócia nesta quarta

Bandeira da Venezuela AFP via Getty Images, via BBC A Venezuela está prestes a divulgar uma dívida total de US$ 240 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão), valor que supera as estimativas do mercado, que variavam entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões, enquanto se prepara para o que pode se tornar a maior reestruturação de dívida nacional da história, informou o Financial Times nesta quarta-feira, citando fontes familiarizadas com os planos. O país anunciou no mês passado que iniciaria a reestruturação de sua dívida externa. Na época, analistas estimavam que os passivos totais da Venezuela, incluindo indenizações arbitrais e juros acumulados, poderiam ultrapassar US$ 150 bilhões. A Venezuela é um dos maiores casos de calote de dívida pública do mundo, com cerca de US$ 60 bilhões em títulos inadimplentes emitidos pelo governo e pela estatal petrolífera PDVSA. O país sul-americano não realiza pagamentos de sua dívida externa desde 2017. Agora no g1 Segundo a reportagem do Financial Times, a Venezuela deve detalhar a dimensão de seu endividamento nas próximas semanas, quando apresentar aos credores uma atualização de sua situação financeira. A publicação acrescenta que a consultoria americana Centerview Partners, contratada por Caracas, ajudou a desenvolver um plano destinado a restaurar a sustentabilidade da dívida do país. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, esse plano deve ser divulgado no início de julho. A Centerview Partners não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos fora do horário comercial. A Venezuela também divulgará ainda este mês um quadro macroeconômico que estimará o tamanho de sua economia em cerca de US$ 100 bilhões, o que elevaria sua relação dívida/PIB para mais de 200%, acrescentou o Financial Times. LEIA TAMBÉM: Por que Venezuela tem dívida bilionária com Brasil — e quem paga a conta

Os erros que travam empresas Muita gente abre uma empresa, faz os primeiros R$ 500 em vendas e, pouco tempo depois, sente o negócio travar. Segundo especialistas, isso acontece porque a fase inicial costuma ser impulsionada por indicações de amigos e familiares ou por uma demanda reprimida — mas, quando esse efeito passa, o crescimento deixa de acontecer de forma automática. De acordo com o Sebrae, um dos erros mais comuns entre pequenos empreendedores é não estruturar a operação desde o início. Nesse cenário, o negócio passa a depender apenas de indicações, o empreendedor acumula funções e a empresa funciona no improviso. Outro problema recorrente é a falta de clareza sobre quem é o cliente ideal. Sem esse direcionamento, as estratégias de venda e comunicação ficam dispersas e perdem eficiência. Para especialistas, antes de investir mais dinheiro, o primeiro passo é colocar a ideia no papel e entender a viabilidade do negócio. Isso inclui mapear custos, estimar receitas e avaliar se o modelo é sustentável. Uma das estratégias recomendadas pelo Sebrae é começar com um MVP (Minimum Viable Product), ou “produto mínimo viável”. A proposta é lançar uma versão mais simples do produto ou serviço para testar a aceitação de clientes reais antes de ampliar a operação. No fim, segundo o Sebrae, o que faz um negócio sair da fase inicial de improviso não é apenas aumentar o esforço, mas transformar a ideia em uma operação estruturada, com planejamento e validação de mercado. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo compras shopping online e-commerce aplicativo Pexels

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida. Leia nesta reportagem: Como vai funcionar a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Como vai funcionar a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Voltar ao índice. Quem está dispensado da biometria A portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Voltar ao índice. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Voltar ao índice. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Voltar ao índice. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Voltar ao índice.

Defender home office nas redes custou o emprego deles O Itaú decidiu aumentar a presença obrigatória nos escritórios para três dias por semana a partir de 2028. Atualmente, são oito dias presenciais por mês. Assim, o banco embarca numa tendência que vem se consolidando em grandes empresas. ➡️ O trabalho remoto vem perdendo espaço, enquanto o modelo híbrido se consolida como uma espécie de meio-termo nessa transição. Em muitos casos, essa mudança veio acompanhada de novas regras, mudanças na rotina e insatisfação entre profissionais que já tinham reorganizado a vida com mais flexibilidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em nota, o Itaú afirmou que o cronograma foi planejado para dar tempo de adaptação. Segundo o banco, a ideia é permitir que os funcionários reorganizem a vida pessoal e familiar sem mudanças bruscas. A instituição também destacou que os formatos de trabalho são ajustados conforme o contexto e as necessidades de cada período. Do lado dos trabalhadores, a reação foi de surpresa. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que não houve negociação prévia. A entidade pediu reunião com o banco e disse que vai acompanhar de perto a estrutura dos escritórios. Há relatos também de que nem todos os espaços físicos comportam o aumento de pessoas nos dias presenciais. Sem novidade A discussão se tornou rotina em grandes empresas. Em São Paulo, por exemplo, a quantidade de escritórios vazios caiu para 13,4% no primeiro trimestre de 2026, segundo a consultoria JLL. É o menor nível em 14 anos. Isso mostra que mais empresas voltaram a ocupar prédios e usar mais os espaços físicos ao mesmo tempo. Um levantamento da Mercer Brasil mostra que 76% dos gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, além de desafios como excesso de reuniões (66%) e dificuldades na gestão e na cultura organizacional. Por outro lado, embora as empresas defendam essa retomada, o modelo presencial encontra resistência entre os trabalhadores. Em novembro do ano passado, o Nubank também anunciou que aumentaria os dias presenciais (com dois dias por semana a partir de 2026 e três em 2027), a empresa enfrentou reação imediata. Funcionários divulgaram um manifesto com críticas sobre os possíveis impactos na vida pessoal. De acordo com os relatos, muitos profissionais aceitaram as vagas no banco por conta do regime de home office, e organizaram a vida familiar e financeira em outras cidades, inclusive comprando imóveis e assinando contratos de aluguel. Trabalhadores alegam que a exigência de retorno presencial pode dificultar a rotina familiar, especialmente para quem cuida de filhos, pais ou outros familiares, tornando mais difícil cumprir os novos requisitos da instituição. Preocupações com o tempo de deslocamento, o custo do transporte e a falta de diálogo nessa mudança também foram apontadas pelos trabalhadores. Em nota, o Nubank disse que tem canais de comunicação com os funcionários e espaços para debate interno. A empresa afirmou que não aceita descumprimento de regras, mas não comentou casos específicos de demissão. Novo escritório da Conta Simples fica no Brooklin, um dos bairros mais valorizados de São Paulo Gladstone Campos/ Conta Simples No Itaú, essa mudança vem depois de outro episódio recente. No ano passado, o banco demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou remoto. À época, o banco disse que a medida foi tomada após uma revisão de condutas relacionadas ao trabalho remoto e ao registro de jornada. Quando mudanças assim chegam ao trabalhador, o impacto é grande. Pesquisas ajudam a mostrar isso. O custo do retorno ao presencial Um levantamento da WeWork com a Offerwise mostra que 63% dos brasileiros já trabalham totalmente de forma presencial, mas 79% dizem que isso não é escolha, e sim obrigação. Quando podem decidir, apenas 42% escolheriam ir ao escritório todos os dias. Além disso, 44% dizem que a perda da flexibilidade gera desmotivação e 38%, ansiedade. Os motivos aparecem no dia a dia. O deslocamento é o principal problema para 65% das pessoas. Não é só o tempo no trânsito. É a rotina que muda, com menos tempo em casa e o cansaço que começa antes mesmo do trabalho. Mais da metade dos trabalhadores também diz gastar mais quando precisa ir ao escritório. Transporte e comida pesam no bolso, e esse custo não aparece no salário. “O escritório não compete mais apenas com outras empresas — ele compete com o conforto do lar”, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam. O ambiente de trabalho também interfere. 57% reclamam de ambientes barulhentos 53% apontam falta de áreas de descanso Por outro lado, quando o ambiente é melhor, a percepção muda bastante. Em lugares mais confortáveis, a satisfação pode chegar a 96%, segundo a pesquisa. A pesquisa, feita com 2,5 mil profissionais em todo o país, mostra predominância de millennials (37%) e da geração Z (32%). Esses grupos priorizam propósito e flexibilidade, enquanto a geração X, com 26%, mantém o papel de estabilidade nas equipes. Segundo a WeWork, os dados da mostram uma mudança que vai além do local de trabalho. É uma mudança na vida das pessoas. Para muita gente, o impacto não começa quando a regra entra em vigor, mas no momento em que o aviso chega. As pessoas precisam reorganizar transporte, moradia, rotina com a família e até o orçamento. Tudo de uma vez.

Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Um novo lote de pagamento relativos ao dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep será pago nesta quinta-feira (25). Dessa vez, o dinheiro destinado a quem solicitou o ressarcimento até 31 de maio. Já quem pedir o ressarcimento até terça-feira (30) receberá o dinheiro em 27 de julho, conforme o calendário divulgado pelo governo. (veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber) 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao menu. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. Volte ao menu. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao menu. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Volte ao menu. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao menu.

Simulador do INSS mostra valores e tempo de contribuição pelas novas regras de aposentados Os aposentados, pensionistas e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes ao mês de junho a partir desta quarta-feira (24). O calendário é definido conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador (número que aparece após o traço). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recebem primeiro os segurados que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional terá o pagamento liberado na sequência. Veja as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/6 Final 2: 25/6 Final 3: 26/6 Final 4: 29/6 Final 5: 30/6 Final 6: 1º/7 Final 7: 2/7 Final 8: 3/7 Final 9: 5/7 Final 0: 7/7 Quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/7 Finais 2 e 7: 2/7 Finais 3 e 8: 3/7 Finais 4 e 9: 6/7 Finais 5 e 0: 7/7 Como conferir o dígito verificador O calendário leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Para quem ganha até o mínimo, o calendário começa com benefício com final 1. Para os que recebem acima desse valor, o calendário inicia com os cartões de final 1 e 6. No dia seguinte, são pagos os finais 2 e 7, e assim por diante. LEIA TAMBÉM: Aposentadoria 2026: entenda as regras de transição que valem a partir deste ano Como consultar o benefício Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar o valor a receber do seu benefício pelo aplicativo "Meu INSS" ou no site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para acessar, é necessário informar CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Arquivo Pessoal

O presidente da Argentina, Javier Milei, faz um discurso após o partido peronista opositor da Argentina triunfar nas eleições legislativas na província de Buenos Aires, deixando o partido governista de Milei em um distante segundo lugar, segundo apuração oficial provisória, na sede do partido La Libertad Avanza, em La Plata, província de Buenos Aires, Argentina Reuters/Tomas Cuesta O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo o ritmo de expansão da economia. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações, apesar dos sinais de deterioração do poder de compra da população e do mercado de trabalho. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A economia argentina cresceu 0,7% no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores, já descontados os efeitos sazonais. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Indec, instituto oficial de estatísticas do país. Agropecuária, pesca, mineração e intermediação financeira foram os setores que mais contribuíram para o crescimento da economia nos três primeiros meses do ano. Já a indústria de transformação (-1,7%) e o comércio varejista (-0,3%) registraram as maiores quedas. Agora no g1 O ministro da Economia, Luis Caputo, comemorou o resultado na rede X e afirmou que o crescimento foi impulsionado pelo aumento das exportações e pelo nível recorde do consumo privado (+2,7%). O economista Andrés Asiaín, diretor do Centro Scalabrini Ortiz, ponderou que esse aumento do consumo "tem a ver com a mudança dos preços relativos", citando como exemplo o "impacto do aumento dos serviços" e o maior gasto que isso representa para a população. "Parte do que esse dado mostra é a composição dos gastos, que está relacionada a um modelo que está redistribuindo a renda de forma muito desigual e favorece determinados setores por meio dos gastos com importações e turismo no exterior", afirmou à AFP. Além disso, o consumo privado inclui a compra de produtos importados e os gastos de argentinos no exterior, que nem sempre impulsionam a atividade do comércio e das empresas locais. O indicador "pode crescer sem que isso necessariamente se traduza em uma melhora no padrão de vida da população", disse à AFP Guido Zack, diretor de Economia da Fundar. Mineração e hidrocarbonetos A Argentina atraiu bilhões em investimentos ao conceder isenções tributárias e aduaneiras por 30 anos, especialmente para os setores de mineração e hidrocarbonetos, dois dos principais motores do crescimento econômico. No entanto, a economia parece seguir em duas direções distintas: enquanto esses setores avançam, a indústria e o comércio recuam. O nível de inadimplência das famílias junto aos bancos atingiu o maior patamar das últimas duas décadas, segundo relatórios do Banco Central. A situação se agravou no último ano: a taxa passou de 3,7% em abril de 2025 para 12,1% um ano depois. Diante desse cenário, bancos públicos lançaram programas de renegociação de dívidas em atraso. A taxa de desemprego ficou em 7,8% no primeiro trimestre de 2026, ante 5,7% registrados quando o presidente Javier Milei assumiu o cargo. A informalidade no mercado de trabalho também avançou e atingiu 44% em abril, informou o Indec na segunda-feira. "Os setores que crescem, como a mineração, não contratam muita mão de obra e sua atividade depende mais das exportações. Os setores que estão em queda concentram mais empregos e vendem para o mercado interno", afirmou à AFP Florencia Fiorentin, economista-chefe da Epyca Consultores. No fim de 2023, o presidente argentino Javier Milei lançou um rígido plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico do país e reduziu em cerca de um terço a inflação, que havia atingido patamares de três dígitos. A economia cresceu 4,4% em 2025 e deve se aproximar de 3% neste ano.

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A produção de petróleo da Petrobras cresceu 14% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, afirmou nesta terça-feira (23) a presidente da estatal, Magda Chambriard. A executiva não detalhou os volumes produzidos. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo da Petrobras somou 2,62 milhões de barris por dia em abril. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Chambriard defendeu a revisão de regras regulatórias na Bacia de Campos, onde muitos campos de petróleo enfrentam declínio natural da produção. Para ela, a discussão do tema poderia elevar a rentabilidade dos projetos e estimular novos investimentos. Agora no g1 "Marlim Sul, Leste, Albacora precisam de investimentos e não dão retorno como Santos. Isso precisa ser discutido regulatoriamente", disse a executiva. "Nosso arcabouço tem tudo a ver com isso. Temos que enfrentar essa situação da Bacia de Campos", afirmou, ainda no palco do evento, sem detalhar. Perguntada após a declaração, Chambriard disse à agência Reuters que ainda não apresentou a demanda à ANP. "Primeiro estou propondo uma reflexão", afirmou.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu nesta terça-feira (23) um processo administrativo contra o aplicativo 99food por descumprimento da regra que determina que os aplicativos informem a composição dos preços cobrados dos consumidores. 🛵 Em março deste ano, a Senacon publicou uma portaria estabelecendo que as plataformas deveriam exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado. A 99food vai ter prazo de 20 dias para responder. Após esse prazo, caso não cumpra a portaria, a empresa estará sujeita a receber multas de até R$ 14 milhões. "A 99Food recebe com naturalidade a abertura de processo pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e reforça que cumpre com as práticas, políticas e regras do Código de Defesa do Consumidor", afirmou a empresa sobre o assunto. Agora no g1 Esta é a terceira plataforma de delivery que o governo instaura processo pelo mesmo motivo. Em maio, a Senacon abriu procedimento contra os aplicativos iFood e Keeta. Segundo o Ifood, desde o último dia 15, a plataforma fez os ajustes e passou a apresentar as informações no recibo. Segundo a Senacon, as informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização, com os seguintes itens: Preço total — valor pago pelo consumidor Parcela da plataforma — valor retido pelo aplicativo pela intermediação Parcela do motorista ou entregador — valor repassado ao profissional, incluindo gorjetas e adicionais Parcela do estabelecimento — valor destinado ao restaurante, lanchonete ou loja, nos casos de delivery A Senacon começou a fiscalizar a transparência de preços ao consumidor em aplicativos de transporte individual e de delivery em abril, quando o prazo de 30 dias para adequação às regras de transparência de preços terminou. Motoboy motoentregador entregador bolsa bag mochila delivery natal Rn Rio Grande do Norte foto ilustrativa Freepik Fiscalização e cumprimento da norma A Senacon informou que a fiscalização concentra-se na verificação da apresentação adequada e compreensível das informações. 💰 O descumprimento pode ser caracterizado como infração às regras de defesa do consumidor, sujeitando as empresas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), como multa e suspensão temporária das atividades. Segundo a portaria, as plataformas devem exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado. As informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização. Ao tornar mais visível a composição do preço, a Senacon diz que a norma reduz a assimetria de informação e fortalece a capacidade de escolha do consumidor. Como reclamar A Senacon afirmou que consumidores que não encontrarem as informações exigidas, identificarem apresentação inadequada ou incompleta, podem fazer uma reclamação. A queixa pode ser registrada na plataforma consumidor.gov.br e junto aos Procons locais. De acordo com a Senacon, as manifestações também subsidiam as ações fiscalizatórias da secretaria.

Confira o resultado do concurso 3022 da Mega-Sena O sorteio do concurso 3022 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (23), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarssem as seis dezenas era de R$ 2,81 milhões. Uma aposta levou o prêmio principal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 03 - 08 - 11 - 18 - 22 6 acertos: 1 aposta ganhadora, R$ 2.813.548,14 5 acertos: 102 apostas ganhadoras, R$ 8.964,74 4 acertos: 4.426 apostas ganhadoras, R$ 340,54 G1 | Loterias - Mega-Sena 3022 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3022 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Fachada de agência do Itaú Unibanco Divulgação O Itaú anunciou nesta terça-feira (23) que vai alterar suas regras do trabalho híbrido e aumentar a exigência de presença nos escritórios. A partir do primeiro trimestre de 2028, funcionários em regime semi-presencial passarão ir ao banco três dias por semana. Hoje, a regra é de oito dias presenciais por mês. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As mudanças também vão atingir os superintendentes do banco, que passarão a ter quatro dias de trabalho presencial por semana, como já ocorre com os diretores. Nesse caso, a alteração começa a valer a partir de janeiro de 2027. Em nota, o Itaú afirmou que estruturou um período de transição "para que as pessoas e as equipes tenham o tempo necessário para adaptar suas rotinas pessoais e familiares de forma gradual, sem sobressaltos". Agora no g1 "Esse movimento reflete a premissa da organização de ajustar seus formatos de acordo com o contexto e as necessidades de cada momento", disse o banco. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou ter recebido com surpresa o anúncio feito pelo Itaú. Também em nota, a entidade declarou que não houve negociação prévia. "Diante da decisão unilateral do banco, solicitamos uma reunião para discutir as mudanças anunciadas e seus impactos sobre os funcionários", disse o sindicato. "Também acompanharemos de perto as condições de retorno presencial, uma vez que há relatos de insuficiência de espaços físicos para acomodar adequadamente todos os trabalhadores", acrescentou. Retorno gradual A decisão do Itaú ocorre em meio a um movimento já adotado por outras instituições financeiras. Em novembro, o Nubank anunciou a exigência de retorno aos escritórios por pelo menos dois dias por semana a partir do segundo semestre de 2026. O Bradesco, por sua vez, decidiu encerrar o modelo de home office para quase 900 funcionários a partir de janeiro deste ano. No ano passado, o Itaú já havia demitido cerca de mil funcionários que atuavam em regime híbrido ou remoto. Na ocasião, o banco informou que a medida foi tomada após uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”. Estudos indicam que empresas têm acelerado o retorno ao trabalho presencial por preocupações com produtividade e gestão. Os trabalhadores, por sua vez, relatam aumento de custos, maior desgaste com deslocamentos e preferência por modelos mais flexíveis. LEIA MAIS: 'Adequação do modelo' Ao justificar novas as mudanças, o Itaú afirmou que adotou uma jornada de trabalho com maior flexibilidade nos últimos oito anos, incluindo cerca de quatro anos em um modelo mais flexível e outros quatro com oito dias presenciais por mês. O banco disse ainda que, mesmo com a atualização, o modelo previsto para 2028 “preserva o equilíbrio do formato híbrido” e está em acordo com “boas práticas globais”. "A adequação do modelo acompanha um plano robusto de investimentos nos polos de trabalho da instituição", declarou, em nota, o banco. "O foco está na modernização dos espaços e na ampliação da capacidade física, garantindo que os ambientes estejam preparados para acolher o fluxo presencial de maneira confortável", concluiu.

Com 54,9 milhões de passageiros transportados entre janeiro e maio, a aviação brasileira bateu recorde para o período, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. O resultado representa crescimento de 6,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2025, considerando voos domésticos e internacionais. O desempenho também foi recorde para o mês de maio. No período, os aeroportos brasileiros receberam 10,5 milhões de passageiros, alta de 2,5% quando comparado a maio do ano passado e o melhor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2000. O avanço foi puxado tanto pelo mercado doméstico quanto pelo internacional. No mercado interno, 8,3 milhões de passageiros foram transportados em maio, o que representa aumento de 2% em relação ao mesmo mês de 2025. Agora no g1 No acumulado de janeiro a maio, o segmento somou 42 milhões de viajantes, crescimento de 5,5%. Já os voos internacionais registraram em maio 2,2 milhões de passageiros passando pelos aeroportos brasileiros em voos para o exterior ou vindos de outros países, alta de 4,7% na comparação anual. Nos cinco primeiros meses de 2026, a movimentação internacional chegou a 12,8 milhões de passageiros, avanço de 10,3% sobre igual período de 2025. O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, registrou a maior movimentação. No período, 9,44 milhões de passageiros passaram por lá. Na sequência figuram Congonhas (SP), com 4,95 milhões; Galeão (RJ), com 4,04 milhões; Brasília (DF), com 3,39 milhões; e Confins (MG), com 2,55 milhões. O avanço da movimentação aérea foi observado nas cinco regiões do Brasil. Em maio, o Sudeste concentrou o maior volume de passageiros, com 5,23 milhões de embarques e desembarques, seguido por Nordeste (1,58 milhão) Sul (1,14 milhão) Centro-Oeste (1,04 milhão) Norte (467,5 mil) Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Sudeste permaneceu na liderança, com 26,26 milhões de passageiros. Seguido por: Nordeste (9,02 milhões) Sul (5,88 milhões) Centro-Oeste (5,1 milhões) Norte (2,3 milhões) Aviões no pátio do Aeroporto de Natal Alex Régis/Zurich Airport

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras e a estatal mexicana Pemex assinaram nesta terça-feira (23) um memorando de entendimento para cooperação em projetos de exploração, produção e processamento de petróleo e gás. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a iniciativa tem "potencial relevante" para a companhia em um cenário de fortalecimento da exploração e produção de petróleo no México. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Temos interesse na exploração no Golfo do México, no incremento da produção de campos maduros e em processos industriais de refino, petroquímica e fertilizantes. A parceria entre as duas estatais será proveitosa para ambos os países”, afirmou Chambriard. De acordo com o documento, as empresas vão avaliar oportunidades para ampliar a produção de campos já existentes e desenvolver projetos em águas profundas e ultraprofundas no Golfo do México. A cooperação também inclui a troca de tecnologias e conhecimento técnico. Agora no g1 Na área industrial, a iniciativa abrange projetos em refino, petroquímica, fertilizantes e processamento de gás, além de ações voltadas ao aumento da eficiência energética, à redução de emissões e à produção de combustíveis com menor impacto ambiental. O diretor-geral da Pemex, Juan Carlos Carpio Fragoso, afirmou que o acordo abre caminho para ampliar a produção de petróleo no Golfo do México. "Há oportunidades para otimizar e aumentar a produção em águas profundas, áreas de óleo pesado e extrapesado, campos maduros e potencial pré-sal", declarou. Abrangência do acordo O entendimento tem validade de dois anos, podendo ser renovado, e não é vinculante — ou seja, não cria obrigação para as partes. Segundo a Petrobras, o acordo não implica compromisso de investimento nem cria sociedade, consórcio ou joint venture. "Eventuais projetos dependerão de negociações futuras, análises de viabilidade e aprovações internas", informou, em nota, a companhia. Durante evento de assinatura do documento, Magda Chambriard declarou que a Petrobras e a Pemex poderão trabalhar juntas também em outras regiões. "Não está obrigada a ser só no México. Ela pode ser na África, no Brasil. Vai ser onde nossas equipes definirem que há oportunidade", disse a executiva. “Vamos descobrir o tamanho dos investimentos a partir dos estudos. Não sei se isso vai estar no próximo plano de investimentos da companhia. Vai depender dos estudos com a Pemex, em benefício da Petrobras e da Pemex. Gostamos de projetos ganha-ganha e nada unilateral”, acrescentou. * Com informações da agência de notícias Reuters

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria A Meta pode estar ampliando os testes de novos produtos em busca de áreas de crescimento para além do Facebook e do Instagram. Segundo o “New York Times”, uma das iniciativas em desenvolvimento é um aplicativo independente voltado a previsões sobre eventos, projeto tratado internamente como prioritário pela companhia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pelo jornal, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Mark Zuckerberg para lançar aplicativos alinhados a novos hábitos dos usuários na internet. Internamente, o projeto é chamado de "Arena". A ideia é que ele funcione separado do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, embora a Meta pretenda usar a enorme audiência dessas plataformas para atrair usuários para o novo serviço. Agora no g1 ➡️ Hoje, mais de 3,56 bilhões de pessoas acessam diariamente ao menos um dos serviços da empresa, o que tem levantado dúvidas sobre até onde suas plataformas atuais ainda conseguem crescer. Procurada pelo jornal, a Meta se recusou a comentar. Mercado de previsões Segundo o NYT, em um primeiro momento, o aplicativo utilizaria um sistema de pontos semelhante aos usados em videogames, sem envolver dinheiro real. Ainda assim, a possibilidade de permitir apostas em dinheiro no futuro não está descartada, segundo as fontes. Caso seja lançado, o Arena colocaria a Meta em um segmento que vem atraindo cada vez mais atenção. Plataformas como Polymarket e Kalshi, que permitem aos usuários fazer previsões sobre resultados de eventos esportivos, políticos e outros acontecimentos, estão entre os serviços de crescimento mais acelerado da internet. O New York Times afirma que o Arena é apenas um dos aplicativos em teste na companhia. Outro projeto em desenvolvimento é o Meta Photos, uma plataforma independente voltada à criação de novos formatos de mídia com inteligência artificial.

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida. Leia nesta reportagem: Como fazer a biometria? Como saber se você já tem biometria Como vai funcionar a exigência Quem está dispensado da biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Como fazer a biometria? A base para a coleta da biometria será a da nova carteira de identidade (CIN). Mas ela pode ser coletada também pela renovação ou emissão de documentos, como o título de eleitor ou pela carteira de habilitação (CNH). (veja abaixo) Voltar ao índice. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Voltar ao índice. Como vai funcionar a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Voltar ao índice. Quem está dispensado da biometria A portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Voltar ao índice. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Voltar ao índice. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Voltar ao índice.

O logotipo da Exxon Mobil Corporation é exibido em uma tela no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Nova York, EUA, em 30 de julho de 2025. REUTERS/Jeenah Moon A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (23), que a petroleira ExxonMobil pode processar a empresa estatal de petróleo de Cuba e um importante grupo empresarial do país pela expropriação de seus ativos após a Revolução Cubana de 1959. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Corte entendeu que o governo cubano não tem imunidade soberana nesse caso. Os ministros citaram a Lei Helms-Burton, de 1996, que permite a cidadãos e empresas americanas buscar indenizações por bens confiscados em Cuba. A disputa tem origem nos primeiros anos da Revolução. Quando Fidel Castro chegou ao poder, a Standard Oil, antecessora da ExxonMobil, controlava refinarias, terminais e mais de uma centena de postos de gasolina na ilha. Esses ativos foram nacionalizados pelo novo regime. Em 1969, uma agência federal dos Estados Unidos concluiu que a expropriação provocou perdas superiores a US$ 70 milhões (R$ 361,3 milhões). Corrigido, esse valor hoje ultrapassaria US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões). Agora no g1 A decisão foi aprovada pelos seis juízes conservadores da Corte, enquanto os três magistrados progressistas votaram contra. Com isso, o caso volta às instâncias inferiores, permitindo que a ExxonMobil retome uma ação que estava paralisada havia anos. A decisão ocorre em meio às tensões entre Washington e Havana. Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico contra Cuba desde 1962, e o presidente Donald Trump ampliou a pressão sobre a ilha desde janeiro, com novas sanções e medidas voltadas ao setor petrolífero cubano. O entendimento da Suprema Corte também pode abrir espaço para outras ações semelhantes. Segundo os ministros, a Lei Helms-Burton "revoga a imunidade soberana" de agências e empresas estatais cubanas. Em maio, a Corte já havia decidido que quatro grandes companhias de cruzeiros deveriam pagar US$ 109 milhões (R$ 562,6 milhões) cada a uma empresa americana proprietária de um píer em Havana confiscado pelo governo cubano em 1960.

Fila do INSS: Lula anuncia meta de zerar espera até setembro O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). As novas regras constam na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O cadastro biométrico da Carteira de Identidade consiste na coleta das impressões digitais dos dedos das duas mãos e da fotografia do rosto do cidadão, que são armazenadas em uma base de dados do governo federal. O objetivo é confirmar a identidade do beneficiário e impedir que terceiros recebam valores de forma indevida. Leia nesta reportagem: Como vai funcionar a exigência Quem está dispensado da biometria Como saber se você já tem biometria Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Medida vem sendo implementada de forma gradual Como vai funcionar a exigência Quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor; Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A exigência já vinha sendo aplicada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. O governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas. A nova portaria regulamenta e amplia essa exigência para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, abrangendo os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025. Para quem já recebe benefícios, a implementação será gradual e não haverá bloqueio automático neste momento. Voltar ao índice. Quem está dispensado da biometria A portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas: Idade superior a 80 anos: basta Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou documento com foto; Migrantes, refugiados ou apátridas: protocolos de solicitação de refúgio ou reconhecimento de apatridia, ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM); Residentes no exterior: declaração consular, Apostila de Haia ou acordo internacional de previdência; Impossibilidade de deslocamento: atestado médico emitido nos últimos 30 dias; Localidade de difícil acesso: documentos como Imposto de Renda, contrato de locação, contas de consumo ou Cadastro Único (CadÚnico); Requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade ou pensão por morte, conforme previsto na portaria. Voltar ao índice. Como saber se você já tem biometria O governo considera válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Veja como verificar: 1. Confira seus documentos: verifique se já possui biometria em ao menos um destes: Carteira de Identidade Nacional (CIN); Título de eleitor (Tribunal Superior Eleitoral); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte. Se você já possui biometria registrada em qualquer uma dessas bases oficiais, não é necessário realizar uma nova coleta. 2. Consulte canais oficiais: a checagem pode ser feita em serviços digitais do governo, como o gov.br, além de plataformas da Justiça Eleitoral e dos Detrans, que informam se há biometria cadastrada. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais. 3. Se não tiver registro biométrico: pelas regras de transição do governo, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá providenciar a partir de janeiro de 2027 a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que se tornará a principal referência para identificação biométrica nos benefícios sociais. Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028. 🔎 O primeiro passo para emitir a CIN é acessar o site gov.br/identidade, fazer o agendamento no sistema do estado e marcar a coleta da biometria. No atendimento, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento. A versão digital do documento permite incluir outros registros, como CNH e título de eleitor. O governo também disponibilizará, até 31 de dezembro de 2026, o Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos responsáveis pela gestão dos benefícios da seguridade social. A ferramenta permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial. Voltar ao índice. Quem já recebe benefício precisa fazer biometria? Não imediatamente. Segundo o governo, a implementação da exigência será gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios em andamento. Durante o período de transição, quem já era beneficiário de programas sociais até 31 de dezembro de 2026 continuará com o cadastro aceito. Além disso, até 31 de dezembro de 2027, também serão válidas as biometrias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, desde que tenham sido coletadas até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o padrão para a concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Quem já possui a CIN não precisará realizar um novo cadastro biométrico, pois a base do documento é única. Já as pessoas que ainda não têm nenhum registro biométrico deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional dentro do cronograma estabelecido pelo governo. 🔎 O que acontece se a biometria não for apresentada? Nos casos em que ela for exigida para a solicitação de um benefício, o requerente que não comprovar biometria nem demonstrar que se enquadra em uma das hipóteses de dispensa dentro do prazo poderá ter o pedido encerrado e considerado desistente. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes. Voltar ao índice. Medida vem sendo implementada de forma gradual Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027. Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores. O plano inicial previa uma ampliação da exigência em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto. À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão. Voltar ao índice.

Heineken anuncia acordo para compra da dona da Schin no Brasil Reuters A Heineken nomeou o brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como novo CEO global e presidente do conselho de administração, em uma decisão considerada histórica por ser a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora da empresa para o cargo máximo de liderança. Oliveira atualmente é CEO da JDE Peet’s, multinacional holandesa do setor de café e chá, função que ocupa desde novembro de 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele também foi nomeado pelo conselho da empresa para liderar a futura Global Coffee Co. após uma separação de negócios. Ele deve assumir o novo posto na Heineken a partir de 1º de outubro, com contrato inicial de quatro anos. A companhia informou que espera que o executivo acelere a estratégia de crescimento já definida até 2030. Trajetória internacional e carreira em grandes empresas Rafael Oliveira assumirá como CEO global da Heineken a partir de outubro Divulgação Rafael Oliveira nasceu no Brasil e também tem cidadania britânica. Ele tem quase duas décadas de experiência no setor financeiro global, com atuação em diferentes países e continentes. Ao longo da carreira, viveu em oito cidades de sete países, em seis continentes, incluindo um período de trabalho voluntário com a família no Quênia, conta o executivo em seu perfil no LinkedIn. Ele começou a carreira no setor financeiro, atendendo clientes globais por quase 20 anos. Em 2014, entrou na Kraft Heinz, onde assumiu desafios internacionais e passou a liderar operações na Austrália. Mais tarde, comandou mercados internacionais a partir de Londres, com responsabilidade por Europa, Oriente Médio, África, América Latina e Ásia-Pacífico. Na empresa, trabalhou com crescimento de marcas, inovação e estratégias de consumo, além de atuar na formação de lideranças. Antes disso, trabalhou no Goldman Sachs em cargos de liderança no Reino Unido e na divisão de mercados emergentes em Hong Kong. No início da carreira, atuou no Brasil, em pesquisa de ações no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Oliveira é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e possui MBA internacional pela Universidade de Chicago. Escolha após busca global A indicação foi feita após um processo de seleção internacional. De acordo com a empresa, o conselho de supervisão aprovou o nome por unanimidade, destacando a combinação de visão estratégica, experiência operacional e conhecimento financeiro. Nos bastidores, a escolha ocorre em um momento em que o setor de bebidas alcoólicas tenta acelerar resultados e renovar lideranças diante de um cenário de pressão sobre vendas.

Trabalhadora rural Hellen Vitoria colhe grãos de café em uma plantação em Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 17 de julho de 2025. AP - Bruna Prado Embora a presença de resíduos químicos na bebida consumida diariamente por milhões de pessoas desperte preocupação, o principal alerta de um novo relatório internacional está voltado para quem está na origem da cadeia produtiva: os trabalhadores rurais. Segundo a organização Coffee Watch, milhões de pessoas envolvidas na produção de café estão expostas a pesticidas potencialmente perigosos, muitas vezes sem equipamentos adequados de proteção. Como maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil ocupa posição central no debate. O alerta está no relatório "Poison in Your Coffee" ("Veneno no seu café"), que reúne centenas de estudos científicos sobre os impactos ambientais e à saúde associados ao cultivo intensivo do café. A publicação aponta que o café está entre as culturas agrícolas mais dependentes de pesticidas em diversos países produtores. "Há resíduos de pesticidas em aproximadamente uma de cada cinco xícaras consumidas pelos consumidores. Mas a verdadeira tragédia é o envenenamento dos trabalhadores", afirma Etelle Higonnet, diretora da Coffee Watch e uma das autoras do estudo. Uma das culturas mais dependentes de pesticidas O relatório identificou 159 substâncias ativas autorizadas para o cultivo de café nos principais países produtores analisados. Entre elas estão compostos classificados como potencialmente cancerígenos, neurotóxicos ou tóxicos para a reprodução humana. Segundo a Coffee Watch, entre 59% e 60% dos pesticidas utilizados na cafeicultura são proibidos na União Europeia devido aos riscos considerados excessivos para a saúde e o meio ambiente. Entre os produtos citados estão o clorpirifós, proibido na União Europeia desde 2020 por possíveis efeitos sobre o desenvolvimento neurológico infantil, e o imidacloprido, inseticida associado ao declínio de polinizadores como as abelhas. Trabalhadores são os mais expostos A cadeia global do café envolve cerca de 25 milhões de produtores e aproximadamente 100 milhões de trabalhadores em todo o mundo. Em muitas regiões produtoras, porém, o acesso a treinamento e equipamentos de proteção é insuficiente. O resultado é uma exposição frequente a produtos químicos que podem provocar intoxicações agudas, com sintomas como náuseas, vômitos, tontura, irritações na pele e problemas respiratórios. Os autores alertam que os riscos mais graves aparecem a longo prazo. O relatório aponta que cerca de 14% dos pesticidas usados na cafeicultura são classificados como cancerígenos comprovados ou prováveis, enquanto quase dois terços apresentam potencial toxicidade reprodutiva. Também são citadas pesquisas que relacionam a exposição prolongada a determinados pesticidas ao aumento do risco de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, além de problemas de fertilidade e efeitos sobre o desenvolvimento de crianças expostas ainda durante a gestação. Agora no g1 O caso brasileiro Como maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil ocupa posição central no debate. Estudos citados pela Coffee Watch mostram que trabalhadores rurais brasileiros frequentemente aplicam pesticidas sem equipamentos de proteção adequados. Pesquisas realizadas em regiões cafeeiras de Minas Gerais apontam casos recorrentes de intoxicação e exposição ocupacional a produtos considerados altamente perigosos. O relatório destaca ainda que diversos pesticidas autorizados para uso em lavouras brasileiras de café são proibidos na União Europeia. Entre eles estão substâncias classificadas como altamente tóxicas para seres humanos e para a biodiversidade. Pesquisas realizadas em Minas Gerais também encontraram resíduos de dezenas de pesticidas em cursos d'água próximos a áreas de produção cafeeira, levantando preocupações sobre contaminação ambiental e possíveis impactos sobre o abastecimento de água das comunidades locais. Além dos riscos relacionados aos pesticidas, a Coffee Watch chama atenção para os impactos ambientais da expansão da cafeicultura. Segundo levantamento divulgado pela organização, o Brasil perdeu aproximadamente 737 mil hectares de cobertura florestal associados à produção de café entre 2002 e 2023, sobretudo no Cerrado, principal fronteira agrícola do país. Resíduos chegam ao consumidor Imagem ilustrativa de xícara com café e grãos de café reprodução O estudo também analisou a presença de resíduos químicos nos grãos comercializados internacionalmente. Entre 2020 e 2024, os pesticidas foram a principal categoria de risco identificada pelo sistema europeu de alerta rápido para alimentos no setor cafeeiro. Dados analisados pela organização PAN Europe mostram que 23% das amostras de café avaliadas na Europa continham resíduos de pesticidas proibidos pela legislação da União Europeia. Segundo os pesquisadores, o problema não se limita à presença de uma única substância. Em muitos casos, os resíduos encontrados são resultado da combinação de diversos pesticidas, cujos efeitos cumulativos ainda são pouco compreendidos pela ciência. Certificações não garantem ausência de pesticidas O relatório também questiona a eficácia de parte dos selos de sustentabilidade utilizados pela indústria do café. Segundo os autores, certificações ambientais e sociais podem representar avanços importantes, mas não garantem necessariamente a ausência de pesticidas nem asseguram condições dignas de trabalho para todos os produtores e trabalhadores da cadeia. "As exigências variam muito entre os diferentes sistemas de certificação, o que dificulta a compreensão por parte do consumidor", afirma Higonnet. Há alternativas Apesar do diagnóstico preocupante, a Coffee Watch afirma que existem soluções viáveis e já testadas em diversas regiões produtoras. O relatório destaca sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas que reduzem significativamente a dependência de pesticidas ao mesmo tempo em que preservam a biodiversidade, melhoram a qualidade do solo e aumentam a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas. "O café orgânico existe. As soluções existem. A questão agora é saber se o setor está disposto a adotá-las em larga escala", conclui a organização. Foto de produtor de café na colheita Banco de imagens do google

Heineken anuncia acordo para compra da dona da Schin no Brasil Reuters A Heineken nomeou Rafael Oliveira como novo presidente-executivo e presidente do conselho de administração nesta terça-feira (23), marcando a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora para o cargo de liderança. A decisão ocorre em um momento em que empresas do setor de bebidas alcoólicas buscam impulsionar vendas por meio de mudanças no comando. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Oliveira é CEO da JDE Peet's, fabricante holandesa de café e chá, desde 2024. Ele passará a integrar a Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo, por um período de quatro anos a partir de 1º de outubro, informou a empresa. A companhia espera que ele acelere a estratégia já definida para 2030. “Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a Heineken. As ações da Heineken subiam cerca de 3%, superando o desempenho do mercado e atingindo o nível mais alto desde março. A incerteza sobre quem lideraria a fabricante das marcas Tiger e Sol, além de sua cerveja lager homônima, pressionou as ações da empresa. O ex-CEO Dolf van den Brink, que liderou a Heineken por seis anos, anunciou sua saída inesperada em janeiro, e a empresa está sem presidente-executivo desde o início de junho. Quem é o brasileiro escolhido para comandar a Heineken como CEO global Novo CEO terá desafio de trazer novo fôlego ao negócio Rafael Oliveira assumirá como CEO global da Heineken a partir de outubro Divulgação A saída de Van den Brink foi uma das várias no setor de bens de consumo ao longo do último ano, incluindo em grandes concorrentes de bebidas, como Diageo e Rémy Cointreau, onde comitês de contratação e investidores recorreram a candidatos externos na esperança de renovar a gestão. Oliveira terá a tarefa de liderar a Heineken em um plano para cortar 6 mil empregos, reanimar os volumes de vendas apesar da previsão de queda na demanda global por cerveja e buscar resultados comparáveis aos da rival Anheuser-Busch InBev. 🔍O desafio é ainda maior porque o setor enfrenta aumento do custo de vida, mudanças nos hábitos de consumo de bebidas alcoólicas e preocupações com os efeitos do álcool na saúde, além de novas ameaças, como medicamentos para emagrecimento, que podem reduzir o consumo. Em comunicado, Oliveira afirmou que a estratégia da Heineken para 2030, que prevê crescimento com menos recursos, é uma base sólida para o futuro. “Estou confiante de que aceleraremos o crescimento, impulsionaremos a produtividade e prepararemos a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, disse ele. A Heineken informou que Oliveira tem duas décadas de experiência em mercados desenvolvidos e emergentes, além de histórico na implementação de estratégias e melhoria de desempenho. Antes de ingressar na JDE Peet’s, atuou como presidente de mercados internacionais na Kraft Heinz. Experiência forte em bens de consumo, mas não em bebidas alcoólicas Analistas afirmaram que, além da experiência em bens de consumo, ele também tem passagem por mercados de capitais, o que pode ser uma vantagem na busca por retorno aos investidores da Heineken. Em apenas 17 meses na JDE Peet’s, Oliveira “demonstrou capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias rapidamente”, afirmou Laurence Whyatt, analista do Barclays. Oliveira, no entanto, não tem experiência direta no setor de cerveja e bebidas alcoólicas, o que, segundo alguns analistas, representa um risco. “Como alguém de fora do setor de cerveja e da Heineken, ele terá muito a provar”, escreveram analistas do ING em relatório.

Ilustração mostra notas de euro e cartões Visa e Mastercard 24 de setembro de 2025 Reuters O Banco Central Europeu obteve, nesta terça-feira (23), apoio parlamentar para o lançamento do euro digital, um meio de pagamento eletrônico que busca reduzir a dependência da zona do euro em relação aos cartões de crédito dos Estados Unidos, em meio ao enfraquecimento das relações entre os dois lados do Atlântico. O euro digital, essencialmente uma carteira eletrônica garantida pelo banco central e distribuída por bancos ou fintechs, permitirá que todos os residentes da zona do euro façam pagamentos online e presenciais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em desenvolvimento há seis anos, o dinheiro digital do BCE ganhou urgência após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Ele voltou a impor tarifas até sobre parceiros como a União Europeia e aumentou as preocupações de que os EUA possam, no futuro, usar seu domínio sobre redes de pagamento como Visa e Mastercard como forma de pressão. Agora no g1 A aprovação do projeto de regulamentação pela comissão de economia do Parlamento Europeu ocorre após três anos de disputas entre o BCE e os bancos, que demonstraram preocupação com a saída de depósitos e a perda de receitas, além de terem buscado limitar o alcance da proposta. “A introdução do euro digital reduziria a dependência excessiva de provedores não europeus ao se tornar um meio de pagamento pan-europeu e levaria a moeda única à era digital, dando aos cidadãos da União a liberdade de optar por pagar com dinheiro do banco central em suas transações diárias”, afirma o projeto de regulamento. Siegbert Frank Droese, do grupo político de extrema direita “Europa das Nações Soberanas” no Parlamento Europeu, afirmou que sua bancada votou contra a proposta, o que aumenta a possibilidade de uma nova votação em plenário. Caso não haja objeções, os parlamentares devem iniciar no próximo mês as negociações com os governos da União Europeia e com a Comissão Europeia, com o objetivo de obter aprovação final até o fim do ano. O BCE planeja realizar um projeto-piloto de 12 meses com o euro digital a partir do segundo semestre do próximo ano, antes do lançamento completo previsto para 2029.

O gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (23), ter encaminhado aos Estados Unidos um pedido para participar da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) do dia 6 de julho, que trata sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros. Até a última atualização desta reportagem, não havia menção ao senador ou ao gabinete dele na lista divulgada pelo USTR de pessoas ou entidades que pediram para participar da audiência. Nem a representantes do governo federal. 🔎O site do USTR informa, no entanto, que a lista não é atualizada em tempo real e que pode haver atraso na inclusão de requerimentos. A lista inclui o influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, além de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e representates da sociedade rural, varejo e mineração. As inscrições para participar da audiência nos EUA terminaram nessa segunda-feira (22). O documento de inscrição foi recebido pelo blog na noite de segunda (22), e divulgado oficialmente pela assessoria de Flávio no Senado nesta terça (23). Secretário de Comércio dos EUA diz a Mauro Vieira que quer continuar a dialogar sobre tarifas Desde 2 de junho, data em que o governo norte-americano divulgou a nova proposta de tarifa adicional sobre mercadorias brasileiras, representantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm intensificado as discussões com representantes norte-americanos. A estratégia do governo brasileiro tem como foco a negociação diplomática, apresentação de argumentos técnicos e pressão política. O objetivo é convencer os americanos de que uma solução negociada seria mais vantajosa para os dois lados do que a imposição da tarifa de 25% (entenda mais abaixo). O governo trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Interlocutores no governo afirmam que essas audiências públicas convocadas pelo USTR são um espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Trata-se de uma sessão em que as pessoas submetem documentos e pedem para se manifestar. O formato se assemelha, no entendimento do governo, a uma audiência pública do Congresso Nacional, e não um espaço de negociação entre os Estados. Existe um canal direto de negociação entre os governos brasileiro e norte-americano, no qual o governo vem apresentando a defesa das posições do país, tanto pro escrito quanto por meio de reuniões. O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst Audiências públicas A audiência da primeira semana de julho integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump sobre as tarifas de 25% contra o Brasil. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. 🔎Em 1º de junho, o USTR conclui investigação da Seção 301 contra o Brasil e propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. No documento enviado ao órgão americano, Flávio Bolsonaro se identifica como membro do Senado Federal, figura de destaque na oposição parlamentar e pré-candidato declarado à Presidência da República para as eleições de outubro deste ano. O parlamentar solicitou um tempo de cinco minutos para se manifestar de forma presencial e em inglês perante o comitê. No requerimento, o senador também cita já ter se reunido pessoalmente com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado americano Marco Rubio para tratar dos temas que motivaram a investigação. O saldo do encontro entre Flávio e Trump O que diz o requerimento de Flávio No resumo do depoimento anexado ao pedido, o parlamentar antecipa que irá se posicionar contra a aplicação da tarifa proposta de 25% sobre os produtos brasileiros. Flavio deve defender, ainda de acordo com o documento, que a taxação é ineficaz e gerará o oposto do objetivo legal previsto pela legislação americana, que exige que a medida sirva para eliminar as práticas investigadas. Segundo o texto, a sanção econômica acabará punindo exportadores brasileiros, importadores e consumidores americanos, além da própria oposição política no Brasil. O senador argumenta que, na prática, a medida beneficiará o atual governo brasileiro, cujas condutas são o alvo da investigação. O parlamentar também declarou "oposição frontal" a qualquer tipo de medida ou restrição direcionada ao Pix, o sistema público de pagamentos instantâneos do Brasil. O senador afirma no documento que não comparecerá à audiência para pedir alívio financeiro, mas para propor a restauração da parceria histórica entre os dois países sob termos justos e recíprocos. Ele pretende argumentar que, sob a perspectiva de uma eventual vitória eleitoral da oposição, a distância entre as exigências das autoridades americanas e a posição brasileira será significativamente menor do que a registrada com o atual governante. Flavio vai sugerir a suspensão da aplicação das tarifas em troca da abertura imediata de um mecanismo de negociação bilateral. A proposta prevê uma agenda e um calendário definidos para tratar dos seis pontos críticos da investigação: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação de leis anticorrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal. Além do depoimento oral na audiência, o gabinete do senador confirmou que protocolará comentários escritos detalhados e registros probatórios adicionais no processo correspondente dentro do prazo estipulado. Em 2025, o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, agradeceu a Donald Trump pela imposição de uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros. Já neste ano, o senador afirmou ter enviado uma carta ao secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, pedindo que as novas tarifas não sejam aplicadas. Governo tem investido em negociações Mesmo sem uma definição sobre as tarifas, o governo brasileiro afirma que pretende manter as negociações. Pela legislação americana, a investigação formal ainda precisa ser concluída e consultas públicas devem ocorrer antes de qualquer medida entrar em vigor. O presidente Lula afirmou que enviaria uma nova carta a Trump para tratar do assunto. "A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", afirmou o petista após o anúncio das novas taxas. Como funcionam as audiências? Antes da eventual adoção de sanções, os EUA abriram consultas públicas para ouvir os envolvidos. O prazo para solicitar participação na audiência terminou nesta segunda-feira (22). O encontro está previsto para o dia 6 de julho, e o governo norte-americano tem até 15 de julho para tomar a decisão final sobre as tarifas. Investigação dos Estados Unidos propõe nova tarifa ao Brasil Segundo o professor de Relações Internacionais da Unicid, Sidney Leite, as audiências funcionam como uma consulta pública para que os setores afetados exponham suas posições. "Os participantes previamente inscritos apresentam seus argumentos oralmente e, após as exposições, representantes do governo americano podem fazer perguntas. Todas as manifestações ficam registradas oficialmente e passam a integrar o processo administrativo", afirmou. Podem participar: Empresas exportadoras e importadoras; Associações empresariais e industriais; Sindicatos; Universidades e centros de pesquisa; Organizações da sociedade civil; Representantes de governos estrangeiros. "Tanto empresas americanas quanto governos estrangeiros podem apresentar argumentos favoráveis ou contrários às medidas propostas", disse. Embora não determinem sozinhas o resultado da investigação, as consultas públicas costumam influenciar aspectos importantes da decisão final, como o alcance das tarifas, os produtos afetados, os prazos de implementação e possíveis exceções. "O USTR não é obrigado a seguir as recomendações apresentadas durante as consultas públicas. Entretanto, os depoimentos e estudos apresentados costumam influenciar o valor das tarifas, os produtos atingidos, o cronograma de implementação e eventuais exceções", explicou Leite. O especialista destaca que argumentos relacionados a impactos negativos para a própria economia americana costumam receber atenção especial durante o processo. O que acontece depois da audiência O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversa com repórteres na Casa Branca, em Washington, DC REUTERS/Evan Vucci Após a consulta pública, o governo americano ainda poderá receber documentos complementares, analisar dados econômicos e jurídicos e realizar negociações com os países envolvidos. O processo costuma seguir quatro etapas: Recebimento de comentários adicionais; Análise técnica dos dados apresentados; Consultas diplomáticas entre os governos; Publicação da decisão final, com definição de tarifas, produtos afetados, exceções e data de entrada em vigor. "As negociações políticas e diplomáticas são fundamentais e normalmente acontecem em paralelo à dimensão jurídica", afirmou Leite. Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, apesar de existir um rito formal para esse tipo de investigação, o desfecho ainda é cercado por incertezas. Isso porque a Seção 301 dá ao governo americano ampla liberdade para decidir se aplicará as medidas e de que forma elas serão implementadas. "A regra permite que o representante comercial dos EUA adote tarifas ou outras restrições, mas também prevê que a ação pode seguir orientação específica do presidente", afirma o especialista. "Isso significa que a audiência ajuda a construir o processo e pode influenciar alíquotas, exceções e cronograma, mas não elimina o peso da decisão política da Casa Branca." Como o g1 mostrou anteriormente, Donald Trump tem usado com frequência a ameaça de impor tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas para ampliar o poder de barganha dos EUA. Em diversos casos, incluindo o do Brasil, o governo americano anunciou as tarifas ao mesmo tempo em que divulgou uma lista de exceções e abriu um período para negociações. A estratégia tem sido estabelecer prazos para um acordo e buscar concessões que ampliem o acesso da indústria americana a mercados estrangeiros e fortaleçam a posição dos EUA nas tratativas.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta terça-feira (23), com avanço de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, reverteu as perdas do início do dia e fechou com avanço de 0,52%, aos 171.249 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiram no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo. Em meio a esse cenário, os preços do petróleo viveram mais um dia de queda nesta terça-feira. O barril do Brent, referência internacional, caiu 1,05%, a US$ 77,08. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve um recuo de 0,88%, para US$ 73,21. ▶️ No Brasil, o destaque ficou com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio. ▶️No mercado acionário, as bolsas globais passaram por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,41%; Acumulado do mês: +2,86%; Acumulado do ano: -5,50%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,73%; Acumulado do mês: --1,46%; Acumulado do ano: +6,28%. Negociações entre EUA e Irã avançam Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos. O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a "gestão futura da navegação" no Estreito de Ormuz e estudar os "custos" dos serviços de cobrança para travessias. Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito. O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos. Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta terça-feira, acompanhando a onda de vendas no setor de tecnologia em meio às preocupações com o futuro dos juros do país. O Dow Jones teve queda de 0,09%, enquanto o S&P 500 caiu 1,45% e o Nasdaq Composite teve perdas de 2,21%. Na Europa, os principais índices acionários encerraram a sessão desta terça-feira em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,73%, enquanto o DAX, da Alemanha, perdeu 0,98%. Na França, o CAC-40 caiu 0,71%, e o FTSE 100, do Reino Unido, teve baixa de 0,09%. Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar. Jornal Nacional/ Reprodução

Toyota bZ4x chega ao Brasil por R$ 419.990 Divulgação / Toyota A Toyota anunciou nesta terça-feira (23) a chegada do bZ4X ao mercado brasileiro. O modelo é o primeiro carro elétrico da marca no país. O SUV tem dois motores elétricos que entregam potência combinada de 343 cv. A autonomia de até 361 km, segundo o Inmetro, e preço sugerido de R$ 419.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A lista de itens de conforto e tecnologia inclui central multimídia com tela de 14 polegadas e navegação nativa, sistema de som JBL com seis alto-falantes e amplificador, além de conexão sem fio para Apple CarPlay e por cabo para Android Auto. No interior, há quatro portas USB-C (duas na frente e duas atrás) e ar-condicionado digital automático de duas zonas. Os bancos dianteiros têm aquecimento e ventilação, e o do motorista oferece ajustes elétricos em 10 posições e função de memória. Agora no g1 Na parte traseira, os passageiros contam com bancos reclináveis com aquecimento e saídas de ventilação. O SUV também vem com destravamento das portas por aproximação, partida por botão, carregador duplo de celular por indução, volante aquecido com comandos integrados e abertura e fechamento elétricos do porta-malas com sensor de movimento sob o para-choque. No quesito segurança, o bZ4X traz a terceira geração do pacote de segurança ativa da montadora (TSS 3.0). O sistema engloba: Assistência de pré-colisão com detecção de pedestres, ciclistas e motociclistas com frenagem automática de emergência; Alerta de saída de faixa com assistente de centralização; Farol alto adaptativo; Assistente de saída segura; Controle de velocidade de cruzeiro adaptativo. Toyota bZ4x chega ao Brasil por R$ 419.990 Divulgação / Toyota O modelo tem oito airbags: dois frontais, um de joelho para o motorista, dois laterais dianteiros, dois de cortina e um entre os bancos dianteiros. O pacote inclui ainda controles eletrônicos de tração e estabilidade com assistência para oscilação de reboque, câmera de visão 360 graus, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, assistente autônomo de estacionamento e espelho retrovisor interno eletrocrômico antiofuscamento. Interior do Toyota bZ4x Divulgação / Toyota Desempenho O conjunto mecânico é formado por dois motores elétricos, um em cada eixo, o que garante tração integral (AWD). O sistema é gerenciado pela tecnologia X-MODE, que oferece modos de condução específicos para terrenos de baixa aderência, como neve, terra e lama. A potência combinada é de 343 cv, com torque de 27,4 kgfm no eixo dianteiro e 17,3 kgfm no eixo traseiro. A bateria de íons de lítio tem refrigeração líquida e capacidade total de 73,1 kWh. O veículo é construído sobre a plataforma global e-TNGA. Segundo os dados homologados pelo Inmetro no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), a autonomia é de até 361 km. Toyota bZ4X tem dois motores elétricos e total de 343 cv de potência. Divulgação / Toyota Preço de Lexus O Toyota bZ4X custa R$ 419.990 e chega às concessionárias no fim de junho, em um lote inicial de 99 unidades. A garantia de fábrica é de cinco anos. Segundo a montadora, esse prazo pode ser ampliado para até 10 anos por meio de um programa de extensão de garantia. O benefício é ativado automaticamente após o quinto ano, desde que as revisões programadas sejam feitas na rede autorizada. A renovação ocorre a cada 12 meses ou 10 mil km. O limite da cobertura estendida é de 200 mil km para uso particular e de 100 mil km para uso comercial.

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (23) que, mesmo com a piora do cenário para a inflação nos próximos anos, que serve de base para a decisão sobre a taxa de juros, decidiu não interromper a queda da Selic na semana passada. O BC justificou a decisão sob a perspectiva de que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta". A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia recuou de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da Selic. 🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Agora no g1 Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços. Nesse caso, o Banco Central citou a guerra no Oriente Médio, que pressionou o preço do petróleo e dos combustíveis ao redor do mundo e, também, os impactos do fenômeno climático conhecido como El Nino. "O Comitê debateu que esse conjunto de resultados deve ser ponderado à luz das melhores práticas de política monetária, recomendando não reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que, no momento atual, incluem incertezas relevantes", informou. "Tais incertezas envolvem não só a extensão dos efeitos de choques já materializados, como, por exemplo, das consequências do conflito armado no Oriente Médio, quanto da extensão de outros considerados na projeção, mas ainda não materializados, como, por exemplo, os impactos do El Niño. O BC também avaliou que seria mais adequado, neste momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às presentes no "Boletim Focus" — que previa corte nos juros — por "evitarem induzir volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e agregados macroeconômicos, com efeitos potencialmente contraproducentes à própria convergência da inflação à meta". 🔎O Boletim Focus é um termômetro das expectativas do mercado sobre a economia, usado para acompanhar tendências e ajudar nas decisões do Banco Central. "Essas trajetórias contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração. Nesse caso, as flutuações de produto se mostraram menores, com a inflação convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028", acrescentou. Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Como as decisões são tomadas Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período. O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom — que ocorrem em um ano eleitoral. O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos". "Nas simulações atuais, a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência da inflação à meta, no atual horizonte relevante, implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir do horizonte relevante vigente na próxima reunião estariam situadas abaixo da meta", ponderou o BC. "Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos", prosseguiu a instituição.

Navios no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026. Reuters/Stringer Pelo menos 35 navios com carga atravessaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira (22), um recorde desde o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, segundo dados da plataforma Kpler divulgados uma semana após o anúncio de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos. O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Durante a guerra, de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios de carga atravessavam o estreito em média por dia. Desde 15 de junho, um dia depois do anúncio do acordo, a média subiu para 21 e chegou a 27 nos últimos cinco dias. O Estreito de Ormuz foi reaberto na semana passada, após um acordo entre Irã e Estados Unidos para acabar com o Oriente Médio, mas Teerã anunciou no sábado o fechamento do estreito em resposta aos ataques de Israel no Líbano. Agora no g1 Posteriormente, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos no Líbano e garantir a segurança do Estreito de Ormuz. "A administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra", afirmou nesta terça-feira o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, citado pela agência oficial Irna. Segundo ele, o Irã administrará a via marítima, o que provoca a dúvida sobre se os navios terão que pagar algum tipo de taxa para transitar por Ormuz. O acordo de paz Estados Unidos e Irã registraram um avanço significativo nas negociações para encerrar as tensões entre os dois países após uma maratona de 18 horas de reuniões na Suíça, mediadas por Catar e Paquistão. Segundo os governos envolvidos, houve “grande progresso” nas tratativas, que buscam implementar um acordo preliminar de paz e solucionar impasses relacionados ao conflito no Oriente Médio e ao programa nuclear iraniano. 🔍 Entre os principais entendimentos alcançados está a criação de uma célula de desescalada no Líbano, com o objetivo de reduzir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, além da formação de um grupo de trabalho dedicado a negociar a questão nuclear do Irã. As delegações também concordaram em buscar um acordo definitivo de paz em até 60 dias, renovando o prazo inicialmente estabelecido dias antes. As negociações ocorreram em um ambiente descrito pelos mediadores como positivo, embora tenham sido marcadas por momentos de tensão. No início das conversas, representantes iranianos manifestaram insatisfação com ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ainda assim, o governo do Irã avaliou que o formato das reuniões — envolvendo negociadores dos dois países e os mediadores do Catar e do Paquistão — contribuiu para o avanço das discussões. De acordo com os mediadores, as equipes dos EUA e do Irã permanecerão na Suíça ao longo da próxima semana para dar continuidade às negociações e tentar consolidar os entendimentos alcançados. *Com informações da agência France Presse

Imagem de um natto, prato japonês à base de soja fermentada. Reprodução/cultesabor Fios translúcidos e pegajosos pendem dos hashis do turista americano Wesley Smith, que saboreia cada porção viscosa de natto, alimento japonês à base de soja fermentada e aroma intenso que conquista espaço fora do Japão. Presença tradicional no café da manhã japonês, o alimento fermentado por bactérias divide opiniões por seu cheiro forte, textura viscosa e sabor ácido. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "No começo achei um pouco estranho", contou Smith à AFP em um restaurante de Tóquio onde é possível comer natto à vontade. Nos últimos anos, o natto se juntou à onda de alimentos fermentados — do kimchi à kombucha — cuja popularidade cresceu no mundo. Segundo dados recentes, as exportações japonesas de natto triplicaram desde 2017 e chegaram a 5.248 toneladas em 2025. China e Estados Unidos lideram os destinos. QUIZ: você reconhece os países da Copa do Mundo pelos pratos típicos de cada um? De onde vem o que eu como: flores comestíveis Superalimento Em Los Angeles, Kenji Suzuki, dono do restaurante japonês Suehiro, comemora o aumento de clientes não japoneses dispostos a experimentar o prato. "Quando as redes sociais começaram a falar do natto e de seu status de superalimento, cada vez mais pessoas quiseram experimentá-lo para ver se era realmente tão desagradável quanto dizem", explicou. Em Tóquio, Smith compara o natto a um "queijo forte", mas diz duvidar que sua consistência viscosa faça sucesso em larga escala nos Estados Unidos. Além dos supostos benefícios à saúde, o natto é valorizado no Japão pelo preço acessível. Um pacote com três porções costuma custar cerca de 100 ienes, aproximadamente US$ 0,60 (cerca de R$ 3). 'Comida de pobre' Nem mesmo o natto escapou da alta de preços, afirma Yoshihiro Noro, ex-presidente da Federação Japonesa de Cooperativas de Natto. Segundo ele, a escassez de nafta, derivado do petróleo usado na fabricação das embalagens, está relacionada à guerra no Oriente Médio. Noro vê nisso uma chance para o produto superar sua imagem de "comida de pobre". "Poucos alimentos podem ser considerados um superalimento e ser tão saudáveis quanto o natto", afirmou o empresário de 72 anos. Ele acredita ter desenvolvido uma versão capaz de conquistar mais consumidores: o Kamakurayama Natto, descrito como "extremamente viscoso", mas sem "cheiro nem amargor". "Continuem comendo... vocês vão acabar gostando!", garantiu.