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Trabalho em feriados no comércio: veja o que muda e os setores afetados Reprodução/EPTV O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou, na tarde desta terça-feira (21), um acordo entre representantes de trabalhadores e empregadores para regulamentar o trabalho no comércio durante os feriados. Com as novas regras, o funcionamento dependerá de autorização prevista em convenção coletiva, negociada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Isso significa que a decisão unilateral do empregador deixará de ser suficiente para autorizar a abertura nesses dias. A exigência, porém, não se aplica às atividades que já têm autorização permanente para funcionar em feriados. Agora no g1 A norma publicada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não altera integralmente a regra da gestão de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o MTE, apenas 12 das 122 atividades autorizadas anteriormente serão afetadas. São elas: varejistas de peixe; varejistas de carnes frescas e caça; varejistas de frutas e verduras; varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive as de manipulação); mercados, comércio varejista de supermercados e hipermercados, cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos, inclusive os transportes a eles inerentes; comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais; comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias; comércio em hotéis; comércio em geral; atacadistas e distribuidores de produtos industrializados; revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares comércio varejista em geral. A medida foi formalizada cerca de um mês após a entrada em vigor da portaria que trata do tema. A implementação da norma chegou a ser adiada pelo menos cinco vezes. As empresas também devem respeitar a legislação municipal. O texto altera dispositivos da Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de negociação coletiva. Segundo o MTE, a mudança restabelece a legalidade e reforça a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores. “O que nós esperamos é que tenha maturidade das lideranças sindicais, dos trabalhadores e dos empregadores em torno de uma mesa (...) para que vocês possam encontrar soluções, muitas vezes, para problemas que pareciam não ter solução. E, quanto mais se conversa, pode-se ir aproximando dessa possibilidade", afirmou o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Representante do setor empresarial, Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente da Fecomércio São Paulo e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirmou que o acordo encerra uma etapa da negociação, mas que o debate deve continuar. "A discussão não para por aqui. Temos absoluta consciência disso, até porque novas formas, novos mecanismos e novas ferramentas vêm sendo incorporados ao mundo do trabalho. Então, creio que hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente". Funcionamento do comércio em feriados dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva g1/ Júlia Christine Entenda a regra Conforme a Portaria nº 3.665/2023, empresas dos setores mencionados acima só poderão funcionar em feriados se houver convenção coletiva de trabalho firmada entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. A convenção coletiva deverá estabelecer as condições para o trabalho em feriados, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras. A medida revoga parcialmente uma regra de 2021, editada durante o governo Bolsonaro, que liberava o funcionamento do comércio nos feriados sem necessidade de negociação coletiva. Segundo o governo, o objetivo da mudança é fortalecer o papel da negociação coletiva, ampliar as garantias aos trabalhadores e alinhar a portaria à Lei Federal nº 10.101/2000, que determina que o trabalho em feriados no comércio só pode ocorrer mediante acordo entre as partes. ⚠️ Com a portaria em vigor, as empresas que descumprirem as regras poderão ser punidas com multas administrativas. Segundo Fernanda Maria Rossignolli, sócia do HRSA Sociedade de Advogados e especialista em relações de trabalho, a nova regra reforça a necessidade de negociação coletiva para o trabalho em feriados no comércio. “A principal mudança é a garantia de que o trabalho em feriados só poderá ocorrer se houver autorização expressa em Convenção Coletiva de Trabalho. Isso devolve aos sindicatos o poder de negociação e assegura que folgas compensatórias ou pagamentos de horas extras sejam previamente negociados e fiscalizados”, afirma. A advogada explica ainda que empresas que funcionarem sem previsão em convenção coletiva poderão sofrer multas administrativas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, além de responder a ações na Justiça do Trabalho. “O funcionamento pode ser considerado irregular, gerando passivos trabalhistas significativos”, diz.

Volkswagen Tera divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (20) o recall de 150.290 unidades dos modelos Polo, Tera, Nivus, T-Cross e Virtus. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O possível defeito está no freio de estacionamento. As unidades afetadas podem não ter o travamento correto. Segundo comunicado da Volkswagen, "foi constatada possível falha de produção da alavanca do freio de estacionamento, podendo afetar o seu funcionamento". "A falha pode resultar em movimentação involuntária do veículo quando estacionado, podendo causar acidentes com riscos de danos físicos, fatais e/ou materiais ao condutor, aos passageiros ou a terceiros.", diz a montadora no comunicado. Agora no g1 A solução é a inspeção do componente numa concessionária da Volkswagen e, se necessária, a substituição da alavanca de freio do estacionamento. Segundo a montadora, o serviço é gratuito e leva duas horas para ser concluído. T-Cross - 2026 — Chassis: T4016198 a T4060559. Polo - 2026 — Chassis: TT612107 a TT643157. Polo Track - 2025 e 2026 — Chassis: TP002478 a TP028076 e ST089057 a TT022003. Tera - 2026 — Chassis: TT300291 a TT358902. Virtus - 2026 — Chassis: P003385 a TP008761 e T4003262 a T4018379. Nivus - 2026 — Chassis: TTP011605 a TP040040.

Plataforma de autoexclusão para apostadores foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2025. Durante a Copa do Mundo, houve aumento no número de pessoas pedindo para se autoexcluírem de plataformas de apostas BBC News Brasil O Brasil registrou uma "explosão" no número de pessoas que pediram sua autoexclusão de plataformas de apostas online, conhecidas como "bets", durante o período da Copa do Mundo, revelam dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil. O levantamento aponta que, nas primeiras duas semanas da competição, houve um crescimento de 588% no número médio diário de pedidos de autoexclusão na comparação com um período equivalente do mês de maio, antes da Copa. Agora no g1 Entre 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, gerida pelo governo federal, recebeu 250.129 pedidos de bloqueio ou de prorrogação de bloqueios feitos por usuários. Depois de processados, os pedidos impedem que essas pessoas utilizem seus CPFs para apostar em bets legalmente autorizadas a funcionar. Isso representa uma média de 17.866 solicitações por dia no período. Para efeito de comparação, de 11 a 25 de maio, antes do início do torneio, haviam sido registrados 38.907 pedidos ao longo de 15 dias, uma média média de 2.594 por dia. A Copa do Mundo começou em 11 de junho, mas os dados fornecidos pela SPA abrangem somente o período entre os dias 15 e 28 daquele mês. Os dados completos do torneio ainda serão contabilizados. Também estão sendo contabilizados os números de novos usuários que se cadastraram para apostar durante o torneio. Entidades consultadas pela BBC News Brasil atribuem parte do aumento nos pedidos de autoexclusão ao receio de apostadores de agravarem problemas relacionados ao jogo compulsivo durante um evento que, neste ano, foi marcado pela intensa publicidade de bets por conta da regulamentação da atividade, ocorrida em 2023. Esta foi, portanto, a primeira Copa do Mundo com o mercado de bets regulamentado no Brasil. Segundo esses grupos, parte dos pedidos também pode ter sido feita por pessoas que ainda não apresentavam um quadro de compulsão, mas que decidiram se proteger para evitar ingressar ou se aprofundar nesse universo. Para a SPA, o aumento é resultado de uma combinação entre a maior exposição do público às apostas durante o torneio, a divulgação da plataforma de autoexclusão entre usuários e o crescimento da conscientização sobre os riscos financeiros e emocionais associados ao jogo. Representantes do setor de apostas legalizadas dizem que o crescimento dos pedidos de autoexclusão deve ser analisado com cautela e que ele não necessariamente indicaria um aumento dos casos de jogo compulsivo. Em notas enviadas à BBC News Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) avaliam que o avanço também refletiria a maior divulgação da ferramenta, seu uso preventivo por parte dos usuários e a ampliação dos mecanismos de proteção disponíveis no mercado regulado. Governo Federal anunciou, na semana pasada, novas diretrizes para a propaganda das bets Bruno Peres/Agência Brasil Quase 18 mil pedidos por dia Em números absolutos, foram registrados 211.222 pedidos a mais de autoexclusão durante o período da Copa analisado pela SPA em relação ao intervalo anterior. A diferença ocorreu mesmo com o recorte de junho tendo um dia a menos: foram 14 dias, entre 15 e 28 de junho, contra 15 dias no período de 11 a 25 de maio. Os dados também apontam uma mudança nos motivos que teriam levado os usuários a solicitar o bloqueio. Antes da Copa, o principal motivo para a autoexclusão era a perda de controle sobre o jogo, como mostra o ranking abaixo: perda de controle sobre o jogo (43,56%) motivo não informado (16,1%) dificuldades financeiras (14,07%) decisão voluntária (12,68%) prevenção contra uso de dados (12,08%) recomendação médica (1,52%) Já durante a Copa, o principal motivo alegado para a autoexclusão foi se precaver contra o uso irregular dos dados pessoais por empresas de bets: prevenção contra uso de dados (29,5%) perda de controle sobre o jogo (24,13%) decisão voluntária (18,93%) motivo não informado (15,31%) dificuldades financeiras (10,91%) recomendação médica (1,22%) Para entidades que acompanham os impactos das apostas, essa mudança de perfil sugere que o crescimento da autoexclusão não ocorreu apenas entre pessoas que já enfrentavam problemas relacionados ao jogo compulsivo. Parte dos novos pedidos, segundo essas organizações, pode ter partido de usuários que decidiram se bloquear preventivamente diante da maior exposição às apostas durante a Copa do Mundo e do temor de que seus dados sejam utilizados de forma indevida por essas empresas. Os dados mostram ainda que a maioria dos usuários optou por um bloqueio sem prazo para terminar. Antes do início da Copa, 62,13% solicitaram a autoexclusão por tempo indeterminado. Durante o torneio, esse percentual subiu para 63,53%. A Plataforma Centralizada de Autoexclusão foi lançada pela SPA em dezembro de 2025 e permite que um cidadão bloqueie, com um único comando, o acesso a todas as plataformas de apostas autorizadas pelo governo federal. Isso evita que o usuário consiga se bloquear em uma plataforma, mas fique livre para jogar em outra. "A combinação entre informação, conscientização e maior divulgação da ferramenta tem contribuído para ampliar o alcance do instrumento e fortalecer a proteção dos cidadãos", disse a SPA em nota enviada à BBC News Brasil. 'Medo de perder o controle' Para Lucas Louback, gestor de incidência política e campanhas da organização não-governamental Bonde e coordenador da campanha "Brasil contra Bets", o aumento no número de pedidos de autoexclusão dão uma amostra do alcance que as apostas adquiriram durante a Copa. "Os dados são alarmantes e mostram o quanto a compulsão por bets tem se espalhado na vida de milhões de brasileiros", afirma à BBC News Brasil. Louback diz que a centralidade do futebol e da Copa do Mundo na cultura brasileira se converteu numa oportunidade valiosa para as empresas de apostas. "A Copa do Mundo concentra a atenção do país porque futebol é uma paixão nossa. Mas essa paixão passou a ser disputada pela publicidade de bets", afirma. O aumento dos anúncios de casas de aposta durante as transmissões das partidas chamou atenção neste ano e tornou o período particularmente difícil para pessoas com transtorno do jogo. É o caso de Bruno, que fez o pedido de autoexclusão há cerca de dois meses e sentiu necessidade de se isolar depois que a Copa começou. "Não consegui me reunir com a família. Me convidaram para churrasco, mas eu não tinha vontade", conta o engenheiro, que desde o fim do ano passado está em tratamento para superar o vício em jogo e pediu para ter seu nome verdadeiro preservado nesta reportagem. "Eu falava que não estava confiante no Brasil, usava isso como desculpa." Ele jogou durante dois anos e perdeu R$ 122 mil em apostas no futebol, esporte que sempre foi seu preferido. Se endividou tanto que em determinado momento não conseguia mais pagar a mensalidade de sócio torcedor do São Paulo. "Hoje eu nem gosto mais de futebol", ele desabafa. "Nunca mais fui no estádio. Não visto uma camisa que tenha o nome de nenhum tipo de bet, e isso eu vou levar para minha vida", ele diz a reportagem da BBC News Brasil. Para Louback, o crescimento dos pedidos pode indicar que parte dos usuários percebeu que aquele período podia levá-los à perda do controle sobre o hábito de apostar. "É positivo que essas pessoas tenham encontrado um mecanismo para interromper um comportamento que estava se tornando compulsivo. Mas, ao mesmo tempo, é alarmante que tanta gente tenha sentido necessidade de recorrer a essa ferramenta em um período curto", diz. L.C.S. é o relações públicas do grupo Jogadores Anônimos. Seu nome foi omitido pela BBC News Brasil a pedido dele para atender a uma regra do grupo. O aumento no número de pedidos de autoexclusão também teria a ver com o receio da perda de controle sobre o jogo, afirma. Ele relata que, neste ano, pessoas que já haviam tido prejuízo em copas anteriores, mesmo antes da regulamentação das bets no Brasil, decidiram se proteger. "Foi o medo de quebrar. Teve muita pessoa que, antes de chegar no meio da Copa, já tentou se precaver e ficar fora do jogo", afirma. Para o porta-voz dos Jogadores Anônimos, o pedido de autoexclusão pode representar um momento de "lucidez" de alguém que sabe ou sente o risco de se perder novamente. "Qualquer passo que a pessoa der nessa direção significa que ela está tentando se salvar. Quem sabe seja também um pedido de socorro", diz. O representante do grupo considera positiva a procura pela plataforma, mas também aponta que o número de autoexcluídos ainda seria pequeno em comparação com a quantidade total de pessoas expostas às apostas. De acordo com o Ministério da Fazenda, o Brasil tem pelo menos 25 milhões de apostadores cadastrados, o equivalente a pouco mais de 10% da população brasileira, estimada em aproximadamente 210 milhões de habitantes. Ainda de acordo com a pasta, a receita bruta das bets legalizadas no Brasil foi de R$ 37 bilhões em 2025. Estimativas da firma de consultoria Regulus Partners aponta que o Brasil se tornou, em 2025, o quinto maior mercado de bets do mundo. Impacto depois da Copa O impacto da presença de anúncios de bets durante as transmissões da Copa do Mundo gerou repercussão nacional e movimentou governos locais e o governo federal em meio ao ano eleitoral. Na semana passada, por exemplo, o governo federal introduziu novas regras para a publicidade das bets, obrigando as empresas a exibir alertas de que apostar faz perder dinheiro, pode causar dependência e não é investimento. Além disso, serão proibidas publicidades que induzam a apostas com base na suposta expertise de comentaristas, especialistas ou influenciadores. Estados e municípios também passaram a adotar medidas para restringir a publicidade das casas de aposta. Apesar do aumento dos pedidos de autoexclusão, as entidades consultadas acreditam que parte dos efeitos da Copa aparecerá somente depois do fim da competição. L.C.S. diz que, antes de pedir ajuda especializada, as pessoas com transtorno do jogo compulsivo normalmente tentam reverter os prejuízos jogando ainda mais, o que agrava a situação. "Esse problema vai aparecer, mas não será imediatamente. Pode levar alguns meses. Ele só vai procurar ajuda depois que tentar recuperar tudo o que perdeu. Normalmente, é só quando ele tenta algo extremo, como tirar a própria vida, que se dá conta de que precisa de ajuda", afirma. "O problema vai aparecer, com certeza. Mas também não é de imediato. Vai levar tempo." Segundo ele, os Jogadores Anônimos já vêm se preparando para receber mais pessoas nos próximos meses. De acordo com o representante do grupo, o número de salas dos Jogadores Anônimos no Brasil passou de aproximadamente 30, há cerca de sete anos, para mais de 70 atualmente. Ele diz ainda que os locais de reunião do grupo podem ser encontrados na internet e que há reuniões diárias online para os que não conseguem participar dos encontros presencialmente. Para Louback, a Copa pode ter acelerado um processo que ele classificou como "normalização" das apostas que já estaria em curso no país. "A autoexclusão é uma resposta importante, mas ela atua quando o problema já apareceu. O que precisamos discutir é como evitar que cada vez mais brasileiros cheguem a essa situação", diz. Louback defende restrições mais rigorosas à publicidade das empresas de apostas e cita projeto de lei que propõe limitar esse tipo de propaganda. O projeto foi apresentado por um grupo de 20 deputados e deputadas federais em maio deste ano, mas ainda não avançou na Câmara. O coordenador da campanha "Brasil contra Bets" também alerta que a autoexclusão não substitui políticas de prevenção, atendimento em saúde e combate ao endividamento. Em resposta à BBC News Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmou que os dados de autoexclusão citados na reportagem precisam ser analisados levando em consideração que a plataforma de autoexclusão pode ser utilizada por qualquer cidadão, independentemente de ele já apostar ou não. "É essencial que os dados sejam contextualizados com o universo de pessoas que podem usar a plataforma de autoexclusão do governo e com os milhões de brasileiros que, infelizmente, têm apostado em sites ilegais", afirmou a entidade. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), por sua vez, avaliou que o aumento dos pedidos é positivo. "O aumento dos pedidos de autoexclusão mostra que essa ferramenta está sendo utilizada pelos apostadores, o que é positivo. Ela foi criada justamente para permitir que quem entende que precisa interromper ou limitar sua atividade possa fazê-lo de forma simples e segura", disse a entidade. O IBJR também afirmou que ferramentas como a autoexclusão estão disponíveis apenas nas plataformas autorizadas pelo governo federal, e não no mercado ilegal.

Alface Iceberg Pexeks Uma investigação das autoridades de saúde dos Estados Unidos colocou a alface iceberg desfiada no centro de um surto de ciclosporíase, uma infecção causada por um parasita que levou cerca de 100 pessoas à hospitalização no país. Os casos foram associados ao consumo de alimentos servidos em restaurantes da rede Taco Bell em cinco estados americanos. A alface é considerada o principal alimento sob investigação, mas as autoridades ainda tentam confirmar onde ocorreu a contaminação e qual foi a origem exata do produto. 🔍A hortaliça que possui cabeça mais fechada, folhas claras e textura crocante é muito utilizada em saladas, sanduíches e preparos de redes de fast-food. Nos EUA, ela é amplamente consumida e também é comercializada já cortada e pronta para uso. Nesta terça-feira (21), o México afirmou que não há evidências de que a alface produzida no país tenha causado o surto. O país passou a ser citado na investigação após as autoridades americanas chegarem a uma empresa com operação em território mexicano. Como a alface entrou na investigação O caso começou a ser investigado após autoridades americanas identificarem um aumento de casos de ciclosporíase, uma infecção causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que pode provocar diarreia intensa e outros sintomas gastrointestinais (saiba mais sobre a doença). Ao entrevistar pacientes, os investigadores encontraram um ponto em comum: muitas das pessoas infectadas haviam consumido alimentos em unidades da rede Taco Bell nos estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental. Estudo mostra crescimento de lideranças femininas no agro A partir da análise dos ingredientes presentes nos pedidos, a hortaliça apareceu como o alimento associado aos casos. Com isso, as autoridades passaram a rastrear a cadeia de fornecimento para tentar identificar a origem do produto. O rastreamento feito pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) chegou à Taylor Farms, empresa de alimentos frescos que fornece produtos para restaurantes e redes de alimentação. Segundo a agência americana, a empresa estava entre os fornecedores ligados à alface iceberg utilizada nos restaurantes onde os casos foram registrados. México nega ligação com o surto A investigação extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos e chegou ao México após o rastreamento da cadeia de fornecimento da alface levar as autoridades americanas até uma unidade da Taylor Farms no país, localizada em Guanajuato, no centro do México, mas a origem do alface segue sendo um mistério. Nesta terça-feira, 21, o ministro da Saúde do México, David Kershenobich, prontamente afirmou que não há evidências, até o momento, de que a alface produzida no país tenha causado o surto. Segundo ele, autoridades mexicanas acompanham a investigação e verificam a possibilidade de envolvimento de produtores da região, mas ainda não há confirmação sobre a origem da contaminação. O México é um dos principais fornecedores de frutas e hortaliças frescas para os Estados Unidos. O envolvimento de uma empresa com operação no país levou autoridades mexicanas a acompanhar a investigação. Taco Bell retira alface enquanto investigação avança A rede informou que está colaborando com as autoridades durante a investigação e adotou medidas preventivas após a alface iceberg desfiada ser associada aos casos de ciclosporíase. A empresa retirou o ingrediente de determinadas operações enquanto o rastreamento da cadeia de fornecimento avançava e buscava identificar a origem da possível contaminação. *Com Reuters e AP

PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo; decisão cabe ao ministro da Justiça A recomendação de demissão de Eduardo Bolsonaro do quadro da Polícia Federal coloca em risco o vínculo com uma carreira que oferece remuneração inicial superior a R$ 14 mil e progressão salarial ao longo dos anos de serviço. A corporação concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suposto abandono de cargo e encaminhou o caso ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final, nesta terça-feira (21). O ex-deputado estava afastado da função de escrivão para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Com a perda do mandato, em dezembro de 2025, deveria retornar às atividades na PF, mas, segundo a investigação administrativa, isso não ocorreu. A corregedoria apurou ausências não justificadas por mais de 30 dias consecutivos, situação que pode levar à demissão de um servidor público federal. Além das implicações administrativas para o ex-parlamentar, o caso chama atenção para uma das principais carreiras da Polícia Federal. Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial de um escrivão é de R$ 14.164,81. Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38, de acordo com a classe e o tempo de serviço do servidor. Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025 Governo Federal O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação. Entre suas atribuições estão: Lavratura de autos, termos, depoimentos e mandados, além do controle de prazos, da organização dos inquéritos e da preparação dos documentos que serão encaminhados à Justiça. Acompanhamento de diligências, a gestão de fianças e objetos apreendidos e o apoio a atividades administrativas e operacionais da corporação. O que aconteceu Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início de 2025. Na época, afirmou ter deixado o país por considerar que era alvo de perseguição política. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda de seu mandato por excesso de faltas. Com isso, ele deixou de ter o afastamento que permitia exercer atividade parlamentar sem atuar na Polícia Federal. A PF então determinou seu retorno ao cargo de escrivão. Segundo a corporação, porém, a reapresentação não ocorreu. Diante da ausência, a Corregedoria da Polícia Federal abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar um possível abandono de cargo. Após a conclusão da investigação, a PF recomendou a demissão do ex-deputado e encaminhou o processo ao Ministério da Justiça. Como a corporação é subordinada à pasta, caberá ao ministro Wellington Lima e Silva decidir se aplica ou não a penalidade. Nesta semana, o governo do presidente americano Donald Trump concedeu ao ex-parlamentar um green card, autorizando sua residência e trabalho permanentes em território norte-americano. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Linha 2027 da Chevrolet Silverado Divulgação / GM A General Motors (GM), dona das marcas Chevrolet e Cadillac no Brasil, elevou nesta terça-feira (21), pela segunda vez neste ano, sua projeção de lucro para 2026. As informações são da agência Reuters. A GM elevou sua expectativa de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões). A GM cita, entre outros fatores, a manutenção de preços elevados nos Estados Unidos de picapes e SUVs de maior valor, os veículos mais lucrativos da empresa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O lucro operacional da companhia no segundo trimestre cresceu 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados da montadora de Detroit, EUA, superaram com folga as estimativas de lucro dos analistas, apesar de um ambiente econômico instável, enquanto consumidores enfrentaram preços mais altos dos combustíveis, inflação persistente e desaceleração na geração de empregos durante o trimestre. O forte lucro no mercado da América do Norte, o maior da companhia, foi impulsionado pelos preços elevados. Agora no g1 O preço médio de venda de um veículo da GM nos EUA ficou em cerca de US$ 52 mil (R$ 264.160, em conversão direta) no trimestre, ligeiramente acima do registrado um ano antes. "Conseguimos superar parte dessa incerteza", afirmou o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson, à CNBC nesta terça-feira pela manhã, acrescentando que os clientes da empresa "têm demonstrado muita resiliência". As ações da GM avançavam cerca de 4% nas negociações da manhã desta terça-feira. Executivos da GM demonstraram confiança de que esse ritmo poderá continuar em 2027, com expectativa de crescimento da receita, do lucro operacional e da geração de caixa. Um dos motores desse crescimento é o negócio de equipamentos de defesa, que deve gerar quase US$ 700 milhões (R$ 3,56 bilhões) em receita neste ano e crescer, em média, 30% ao longo dos próximos anos. Em relatório a investidores divulgado nesta terça-feira, o analista Chris McNally, da Evercore ISI, afirmou que a GM tem apresentado uma execução consistente, mesmo enquanto algumas concorrentes globais enfrentam dificuldades. Logo da GM na sede da General Motors em Detroit, nos EUA. Rebecca Cook/ Reuters Repatriação da produção O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia no trimestre subiu para US$ 3,9 bilhões (R$ 19,81 bilhões), ante cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,24 bilhões) um ano antes. Em base ajustada, o lucro foi de US$ 3,57 por ação (R$ 18,14 por ação), acima da expectativa dos analistas, de US$ 3,20 por ação (R$ 16,26 por ação), segundo dados da LSEG. A GM elevou sua projeção de lucro para 2026 em US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), passando para uma faixa entre US$ 14 bilhões (R$ 71,12 bilhões) e US$ 16 bilhões (R$ 81,28 bilhões), após já ter aumentado essa estimativa no mesmo valor anteriormente neste ano. A demanda aquecida dos consumidores americanos ajudou a empresa a compensar as pressões provocadas pelo aumento dos custos de matérias-primas e das despesas relacionadas ao comércio exterior, incluindo os gastos adicionais com a transferência de parte da produção de veículos para os Estados Unidos para evitar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Chevrolet Equinox EV Divulgação / GM A GM começará a produzir o Chevrolet Equinox e o Chevrolet Blazer nos Estados Unidos a partir de 2027. Atualmente, esses SUVs da Chevrolet são fabricados no México. A montadora também está transferindo parte da produção de picapes para uma fábrica no estado de Michigan. Segundo a empresa, a transferência da produção do exterior para os Estados Unidos, somada ao aumento dos gastos com software, gerou custos adicionais entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões). GMC Hummer EV Divulgação / General Motors Mais vendas de veículos a combustão impulsionam lucros Ao mesmo tempo, a montadora foi beneficiada pelo aumento das vendas de veículos movidos a combustão e por uma forte queda nas vendas de veículos elétricos, segmento que historicamente gera prejuízo para a empresa. A GM afirmou que as perdas com veículos elétricos deverão cair entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) neste ano. Desde o segundo trimestre de 2025, a empresa registrou US$ 10,9 bilhões (R$ 55,37 bilhões) em despesas relacionadas aos veículos elétricos, incluindo US$ 2,3 bilhões (R$ 11,68 bilhões) neste trimestre. Jacobson afirmou que a montadora concluiu as despesas em caixa relacionadas à redução de investimentos em veículos elétricos. As medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado para flexibilizar as regras de eficiência energética e emissões de veículos, permitindo que as empresas comercializem mais carros com motores a combustão, devem beneficiar o resultado financeiro da GM entre US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões) e US$ 750 milhões (R$ 3,81 bilhões) neste ano. A maior montadora dos Estados Unidos em volume de vendas afirmou que seus resultados continuarão pressionados pelas tarifas e pelo aumento dos custos da cadeia de suprimentos. A GM manteve a previsão anterior de que as tarifas terão um impacto negativo entre US$ 2,5 bilhões (R$ 12,70 bilhões) e US$ 3,5 bilhões (R$ 17,78 bilhões) em seus resultados. A empresa também afirmou que a inflação dos custos de matérias-primas, semicondutores e logística deverá reduzir seus lucros entre US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões) e US$ 2 bilhões (R$ 10,16 bilhões) neste ano. Na América do Norte, a margem de lucro aumentou para 8,6%, ante 6,1% no mesmo período do ano anterior, apesar da queda de 4% nas vendas trimestrais. Na China, onde a GM passa por um processo de reestruturação, a empresa registrou ganho de equivalência patrimonial de US$ 83 milhões (R$ 421,64 milhões), acima dos US$ 71 milhões (R$ 360,68 milhões) registrados um ano antes. Já os negócios internacionais, excluindo a China, registraram queda de 7% no lucro operacional, para US$ 190 milhões (R$ 965,20 milhões).

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento em 16 de julho de 2026 Saul Loeb/Pool via AP O avanço da inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos impulsionou as exportações mexicanas de equipamentos de alta tecnologia. A alta acontece em um momento em que o governo de Donald Trump tenta reduzir a dependência do paíse relação aos parceiros do acordo de livre comércio da América do Norte, o T-MEC. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Trump pressiona por uma reformulação do tratado para diminuir o déficit comercial americano com Canadá e México. No entanto, o forte crescimento das exportações mexicanas de equipamentos de informática tem produzido o efeito contrário. Ao ampliar o superávit comercial do México, o setor aumenta tensão a uma nova rodada de negociações do T-MEC, que começa nesta terça-feira (21), na Cidade do México. Entre janeiro e abril, o México triplicou as vendas desses equipamentos aos Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2025. As exportações superaram US$ 50 bilhões — cerca de R$ 254 bilhões, na cotação atual —, enquanto as importações somaram US$ 2,23 bilhões, ou R$ 11,3 bilhões, segundo cálculos da AFP com base em dados oficiais. Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço O setor já responde por mais de 30% das exportações mexicanas para os Estados Unidos, principal parceiro comercial do país. Com isso, ultrapassou a indústria automobilística, que durante anos foi a maior beneficiária do T-MEC e hoje é afetada pelas tarifas impostas por Trump. “É um marco, em grande medida devido à demanda da indústria eletrônica avançada ligada à IA”, afirmou à AFP Diego Flores, responsável pelas indústrias eletrônicas e digitais da Secretaria de Economia do México. O segmento, que inclui tecnologias como unidades de processamento e equipamentos para centros de dados, não está na pauta desta rodada de negociações. Alta demanda Entre os produtos mais procurados estão os chassis que abrigam as placas de processamento de IA, componentes essenciais para os centros de dados que se multiplicam em estados americanos como Arizona e Texas. O principal polo exportador é Jalisco, conhecido como o “Vale do Silício mexicano”. O estado reúne grandes empresas globais do setor e um ecossistema de startups, segundo Flores. A taiwanesa Foxconn monta chassis em Jalisco e é parceira estratégica da fabricante americana de chips Nvidia. Em março, a empresa anunciou investimentos de US$ 137 milhões — cerca de R$ 697 milhões — em duas subsidiárias mexicanas, após estimar que sua produção poderá dobrar neste ano. “Estados Unidos e México continuarão sendo nossos principais centros de produção”, afirmou o diretor-executivo da empresa, Michael Chiang. Ele anunciou que a companhia investirá 30% a mais do que em 2025 para ampliar sua capacidade ligada à inteligência artificial. Com a explosão da demanda, a Flextronics, outra empresa do setor instalada em Jalisco, precisou usar áreas de estacionamento para expandir sua capacidade de produção, segundo Flores. O crescimento, porém, ocorre em meio a um cenário político incerto. O governo Trump rejeitou a prorrogação do T-MEC por mais 16 anos e decidiu submeter o acordo a revisões anuais. Além disso, o governo americano insiste que mais produtos sejam fabricados nos Estados Unidos, embora continue aumentando a dependência das importações do México, de Taiwan e da China para impulsionar o avanço da inteligência artificial. Washington também tenta restringir o uso de tecnologia asiática na América do Norte, segundo William Jackson, economista da Capital Economics. “O governo Trump precisa equilibrar a demanda por essas tecnologias com a necessidade de manter o país na vanguarda do desenvolvimento da IA”, afirmou Jackson à AFP. Para ele, “as tarifas poderiam prejudicar esse objetivo”. O desafio de conciliar a preservação de uma indústria em rápida expansão com o discurso protecionista deixa o setor “muito facilmente na linha de fogo”, acrescentou.

Agora no g1 A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante dos medicamentos Ozempic e Wegovy, entrou com uma ação na Justiça dos Estados Unidos contra a americana Eli Lilly, dona dos remédios Mounjaro e Zepbound, acusando a rival de fazer publicidade enganosa sobre seus tratamentos para perda de peso. O processo foi apresentado nesta terça-feira (21) em um tribunal federal de Nova Jersey. Segundo a Novo Nordisk, a Eli Lilly violou leis federais e estaduais de publicidade e concorrência ao divulgar campanhas nacionais para o Zepbound, indicado para obesidade, e o Mounjaro, usado no tratamento do diabetes tipo 2. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entenda o que motivou o processo A Novo Nordisk afirma que a Eli Lilly comparou as doses mais altas aprovadas de seus medicamentos com versões de menor dosagem do Wegovy e do Ozempic, deixando de fora estudos mais recentes e doses maiores que, segundo a empresa, apresentam resultados superiores aos utilizados na comparação. Na ação, a farmacêutica afirma que os anúncios são "falsos e enganosos" porque utilizam dados de ensaios clínicos considerados desatualizados para sustentar a superioridade dos medicamentos da rival. A Eli Lilly, sediada em Indianápolis, não comentou imediatamente o caso. A comparação das doses De acordo com a Novo Nordisk, os anúncios da Eli Lilly destacam uma perda média de aproximadamente 50 libras (cerca de 22,7 quilos) com o Zepbound, contra 33 libras (15 quilos) com o Wegovy. Reino Unido investiga possíveis reações adversas do Mounjaro A farmacêutica argumenta, porém, que essa comparação utiliza estudos que não incluem as doses mais altas atualmente aprovadas para o Wegovy. Segundo a empresa, ensaios clínicos em estágio avançado apontam perda média de cerca de 48 libras (21,8 quilos) com o Zepbound e de 47 libras (21,3 quilos) com o Wegovy em suas doses máximas. Disputa bilionária pelo mercado de emagrecimento Novo Nordisk e Eli Lilly disputam a liderança do mercado de medicamentos para obesidade nos Estados Unidos, que analistas estimam superar US$ 100 bilhões até 2030. A Novo Nordisk foi a primeira a ganhar destaque no segmento com o Wegovy. Nos últimos anos, porém, perdeu espaço para o Zepbound, da Eli Lilly. Em resposta, a empresa lançou uma versão oral do Wegovy, cuja demanda permaneceu elevada mesmo após a chegada da pílula concorrente da Lilly. Tirzepatida é a mesma coisa que Mounjaro? Saiba mais sobre o medicamento Divulgação Os Estados Unidos estão entre os poucos países que permitem que farmacêuticas façam publicidade de medicamentos sujeitos à prescrição diretamente ao consumidor. Todos os anos, o setor investe bilhões de dólares em campanhas de televisão e outras mídias. O que a Novo Nordisk pede Além de indenização, a Novo Nordisk quer que a Justiça determine a retirada das peças publicitárias e obrigue a Eli Lilly a realizar uma campanha corretiva para esclarecer as informações divulgadas aos consumidores. A empresa informou ainda que pretende pedir uma liminar caso a rival não retire voluntariamente os anúncios. Segundo John Kuckelman, diretor jurídico da Novo Nordisk, a empresa enviou uma notificação extrajudicial à Eli Lilly em abril, após a aprovação nos EUA da dose de 7,2 miligramas do Wegovy. De acordo com ele, a resposta da rival foi apenas incluir um aviso considerado insuficiente pela farmacêutica dinamarquesa. Kuckelman afirmou ainda que a campanha da Eli Lilly já foi exibida mais de 700 milhões de vezes desde que os anúncios foram modificados no fim de abril.

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram nesta terça-feira (21) que são contra a aplicação, pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos exportados ao Brasil. Os representantes do setor de máquinas e equipamentos se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Dario Durigan (Fazenda). O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) está realizando uma série de reuniões com setores que devem ser mais afetados pelo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros. O objetivo é encontrar medidas para diminuir os efeitos da taxação norte-americana na economia do país. 🔎 Na semana passada, o governo dos EUA confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). A aplicação começa nesta quarta-feira (22) (veja mais detalhes abaixo). "A reciprocidade não é tão simples. Não somos favoráveis. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial", disse o presidente da Abimaq, José Velloso, após o encontro com integrantes do governo Lula. Brasil faz primeira rodada de reuniões com setores sobre tarifaço Representantes da Abimaq também defenderam a ampliação do programa Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com melhores condições para os setores afetados pelo tarifaço. O governo já indicou que deve reforçar esse programa. Governo prepara ajuda para empresas em etapas O setor de máquinas e equipamentos também pede o reforço das negociações diplomáticas e da busca por novos mercados, além da adoção de medidas para ampliar a competitividade da indústria nacional. José Velloso, da Abimaq, disse que, apesar das novas barreiras comerciais, o setor vem ampliando as vendas para o exterior, alcançando um patamar recorde. "Estamos aumentando em 12% as exportações nos últimos 12 meses. Nunca exportamos tanto como agora, mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos", afirmou. O presidente da Abimaq disse que a tarifa adicional de 25% aplicada exclusivamente ao Brasil tem um impacto maior sobre a competitividade da indústria nacional. Na prática, explicou, a medida torna as máquinas brasileiras mais caras para os compradores americanos em comparação aos produtos fabricados em outros países. Além disso, os Estados Unidos possuem uma indústria de máquinas que concorre diretamente com a brasileira. Com isso, as empresas do Brasil passam a disputar espaço no mercado americano em condições menos favoráveis. "Quando a tarifa é aplicada apenas ao Brasil, nossos produtos ficam mais caros e perdem competitividade em relação aos concorrentes internacionais", afirmou Velloso. Segundo ele, a situação é diferente da sobretaxa de 12,5% aplicada a diversos países. Nesse caso, os concorrentes internacionais enfrentam as mesmas condições. "Quando a tarifa é para todos, o Brasil perde menos competitividade em relação aos outros fornecedores. O problema maior é quando a taxa é específica para o Brasil", frisou. 🔎 O governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% para países que falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Abertura de novos mercados Geraldo Alckmin se reuniu com representantes do setor de máquinas e equipamentos nesta terça-feira Reprodução Velloso afirmou que a diversificação dos destinos das exportações tem ajudado a compensar a redução das vendas para os Estados Unidos. "Do ponto de vista econômico, não deveria haver tarifaço. Existe um componente político, e o que vai resolver isso é a diplomacia do Estado e a diplomacia empresarial", disse. Apesar de não ter sido definido um prazo para uma resposta, o governo se comprometeu a analisar as propostas apresentadas pelo setor e a dar um retorno sobre as medidas sugeridas. Entenda o caso Na semana passada, o governo americano confirmou que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA. 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. Diversificação dos destinos das exportações tem ajudado a compensar a redução das vendas para os Estados Unidos, diz Abimaq Celso Tavares/G1

Ana Flor: Pacote de apoio contra tarifaço terá cobrança por emprego O governo federal fecha nos próximos dias uma série de medidas para conter o impacto econômico tanto do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil quanto da alta do preço dos insumos de fertilizantes, necessários para o agronegócio e impactados pela guerra no Oriente Médio. Segundo informou ao blog o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas a serem anunciadas nas duas frentes lidam com impactos aqui no Brasil de medidas externas. Uma dessas medidas diz respeito a abertura de uma linha de crédito para empresas misturadoras, que fazem as combinações que resultam nos fertilizantes. A outra, tem a ver com investimentos, como uma forma de complemento ao Plano Brasil Soberano, mas ainda não há muitos detalhes. Nesse último caso, há a possibilidade de lançamento de linhas de crédito às empresas afetadas, mas com a exigência da manutenção dos postos de trabalho (entenda mais abaixo). 🔎O Plano Brasil Soberano é programa do governo que oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, como o tarifaço dos Estados Unidos. Ele foi criado no ano passado por meio de medida provisória e estruturado em três eixos principais: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial Ainda segundo o ministro da Fazenda, a ajuda pontual às empresas afetadas não significará a ampliação de gastos públicos de forma descontrolada. ➡️O tarifaço de 25% para mais de 2 mil produtos exportados aos EUA começa a valer nesta quarta-feira (22). Nesse contexto, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda e da Indústria e Comércio se reúnem nesta terça (21) com setores afetados. Entre os setores mais atingidos pelas novas tarifas estão o de móveis, calçados e máquinas e equipamentos. O objetivo do governo é ouvir as necessidades dos empresários e ajudar na busca de novos mercados e na sobrevivência de empresas (leia mais abaixo). Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação Jornal Nacional/ Reprodução Ajuda às empresas A ajuda anunciada pelo governo deve ocorrer em etapas, de forma pontual e com exigência de contrapartidas pelas empresas, como manutenção de pelo menos parte dos empregos. Segundo integrantes do governo, a ajuda não deve ocorrer com cotas para exportação ou desonerações. Isso quer dizer que a estratégia não deve girar em torno da definição de limites para quantidade de produtos exportados ou na redução ou retirada de impostos para amenizar custos das empresas. Segundo técnicos que desenharam a medida, o governo busca um complemento ao Plano Brasil Soberano, criado no ano passado com o objetivo de fortalecer a produção nacional e mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos EUA. Ainda segundo esses técnicos, s ideia é identificar empresas que continuam enfrentando dificuldades mesmo após as medidas já adotadas e oferecer instrumentos adicionais, principalmente linhas de crédito para custeio e investimentos. Além do tarifaço que entra em vigor nesta quarta, ministros já se preparam para a nova tarifa adicional de 12,5%, que, segundo integrantes do governo, pode já ser anunciada nesta quarta e que deve afetar Brasil e outros 59 países. Fertilizantes Em outra frente, o governo também prepara medidas para reduzir o impacto da alta dos insumos para fertilizantes utilizados pelo agronegócio brasileiro. O que está em estudo é uma linha de crédito para as empresas misturadoras, responsáveis pelo produto final utilizado na agricultura brasileira. Na prática, essas empresas misturadores compram matérias-primas, como nitrogênio, fósforo e potássio, e fazem as combinações adequadas para produzir os fertilizantes usados nas lavouras brasileiras.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promete concluir a análise, até o fim deste mês, do estoque de pedidos de pensão a crianças e adolescentes que perderam as mães vítimas de feminicídio. São mais de 400 requerimentos parados. A partir de agora, o INSS diz que vai analisar o estoque de pedidos e também as novas solicitações para a pensão. A lei que garante o benefício é de 2023, mas faltava uma etapa da regulamentação da lei que criou o auxílio a esses órfãos. 📄 O INSS começou a receber os pedidos em dezembro de 2025. Mas a portaria com detalhes do processo e critérios para que os requerimentos sejam analisados pelos técnicos da Previdência Social foi publicada no fim de maio. 🗓️ O INSS afirmou que, se os requerimentos apresentados desde dezembro forem aprovados, a pensão será paga de maneira retroativa a partir da data da solicitação do auxílio. 🗓️ O instituto mencionou também que a concessão do benefício dependerá da análise técnica e da verificação do cumprimento de todos os critérios legais necessários. Feminicídio: começa a valer lei que garante pensão para filhos de vítimas Quem tem direito A pensão é destinada às crianças que perderam as mães vítimas de feminicídio. O valor corresponde a um salário mínimo por mês e será dividido entre os dependentes, caso haja mais de um beneficiário. O pagamento é garantido até os 18 anos de idade e ser direcionado ao responsável legal cuja renda familiar seja de até R$ 405,25 por pessoa — o equivalente a um quarto do salário mínimo. A comprovação do crime é feita com documentos do inquérito policial ou de decisão judicial sobre o caso. O auxílio também se estende a órfãos de mulheres transgênero vítimas de feminicídio. Para fazer a solicitação da pensão, o Cadastro Único (CadÚnico) deve ter sido atualizado nos últimos dois anos e com o CPF de todas as pessoas da família. Como solicitar O pedido deve ser feito pelo representante legal da criança ou do adolescente, diretamente ao INSS, seja em uma agência, pela central telefônica 135 ou pelo aplicativo Meu INSS. Se for pelo aplicativo ou pelo site, siga o passo a passo: Entre no Meu INSS; Informe o CPF e senha do gov.br; Siga para: "Do que você precisa?"; Digite: "Pensão Especial – Dependentes de Vítimas de Feminicídio". Siga as orientações. Auxílio a órfãos do feminicídio atende 18 crianças e adolescentes no Acre Reprodução Atraso na regulamentação A lei que criou a pensão foi aprovada pelo Congresso, em outubro de 2023, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo mês. Mas a regulamentação – etapa que detalha os procedimentos para pagamento do benefício – demorou mais de dois anos e meio. Primeiro, foi necessário um decreto presidencial para regulamentar a lei. O decreto foi publicado no fim do ano passado. A partir daí, o INSS começou a receber os requerimentos da pensão. Mas ainda faltava outra regulamentação: uma portaria do INSS. Essa norma só foi publicada no fim de maio. Em nota, o Palácio do Planalto disse que, para elaborar o decreto, vários ministérios foram envolvidos e que “essas definições exigiram estudos aprofundados e análises técnicas detalhadas”. “Assim, o período transcorrido entre a sanção da lei e a edição do decreto regulamentador correspondeu ao tempo necessário para o tratamento criterioso da matéria, para assegurar a efetividade e a adequada implementação da política”, afirmou o governo. O INSS disse que precisou de tempo para se preparar para o pagamento de um novo tipo de auxílio. “Qualquer novo benefício exige uma série de adaptações por parte da instituição”, declarou.

Ford Mustang GT Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (21) um recall para o Mustang por falha nos limpadores do para-brisa. Os modelos envolvidos foram fabricados entre 2024 e 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a marca, existe o risco de o esguicho de água e os limpadores não funcionarem e, por isso, pode haver a diminuição ou perda de visibilidade. De acordo com a Ford, esta condição acaba “aumentando o risco de acidente com possíveis danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros”. O motivo do possível defeito é uma falha na programação que pode afetar o funcionamento do motor do limpador quando a temperatura atinge 0 grau Celsius ou menos. “Nessa condição, os limpadores podem funcionar apenas na velocidade alta, e o esguicho de água do para-brisa pode não funcionar, sem aviso prévio ao condutor”, diz a Ford em nota. Agora no g1 A Ford só vai começar a atender este recall no segundo trimestre de 2027. Segundo o comunicado, a solução para o problema só vai estar disponível nesta data. A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford para entender a razão da demora em arrumar os modelos. Também foi perguntado se os Mustang envolvidos no recall podem trafegar sem a solução do recall. Assim que a Ford responder, esta reportagem será atualizada. Unidades envolvidas no recall: Mustang - Modelo 2024 - Chassis: de R5433555 até R5434492. Mustang - Modelo 2025 - Chassis: de S5405308 até S5504022. Mustang - Modelo 2026 - Chassis: de T5501127 até T5501731. Ford Bronco Sport Divulgação | Ford Ford pediu para não conduzir Bronco Sport e Maverick Em junho deste ano, a Ford já havia feito um outro recall e pediu para os proprietários não conduzirem os veículos envolvidos no recall. Os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, poderiam apresentar um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veículos fazem parte deste recall. A montadora, na ocasião, recomendou que os proprietários dos veículos afetados evitassem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária. O chamado ocorreu devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veículos, poderia não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira. Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não seja Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veículo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos físicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros. O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida. O atendimento aos proprietários do Bronco Sport e da Maverick já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Jato E195-E2, da Embraer Embraer/Divulgação A Embraer anunciou nesta terça-feira (21) a venda de até 45 aeronaves E195-E2 para o Grupo Abra, controlador das companhias aéreas Gol, Avianca e Wamos Air. O anúncio foi feito durante o Farnborough Airshow, uma das principais feiras de aviação do mundo, realizada no Reino Unido. O acordo prevê a compra de 20 aeronaves, além de 10 opções de compra e 15 direitos de compra, o que pode elevar o negócio para até 45 aviões. O valor do acordo não foi revelado. As primeiras entregas estão previstas para o quarto trimestre de 2027. Segundo a Embraer, o pedido será incluído na carteira de encomendas do terceiro trimestre de 2026 assim que o contrato for concluído. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com o Grupo Abra, as novas aeronaves vão ampliar a flexibilidade da frota, permitindo abrir novas rotas, aumentar a frequência de voos e atender a demanda de mercados domésticos e regionais da América Latina. Embraer anuncia melhor 2º trimestre em 16 anos O E195-E2 é o maior avião comercial fabricado pela Embraer. O modelo é equipado com motores de nova geração, com redução das emissões de carbono e menos ruído em comparação com aeronaves da geração anterior. Além da venda para o Grupo Abra, a Embraer anunciou outros três acordos durante a feira de Farnborough. A companhia aérea espanhola Binter encomendou mais cinco aeronaves E195-E2 e garantiu quatro direitos de compra. A Luxair, companhia aérea de Luxemburgo, converteu direitos de compra em um pedido firme de três aeronaves E190-E2 e tem um novo direito de compra. A empresa já opera quatro aviões E195-E2 da Embraer e passará a contar com nove aeronaves da família E2 encomendadas. Embraer anuncia acordo para venda de até 30 cargueiros à empresa dos EUA especializada em em aluguel de aeronaves Divulgação/Embraer Já a empresa norte-americana Azorra anunciou um acordo para converter até 30 aeronaves E190 de passageiros em cargueiros. O contrato inclui 20 pedidos firmes de conversão e outros 10 direitos de compra. Os cargueiros serão destinados ao mercado de transporte expresso de cargas. Os anúncios reforçam a série de novos negócios fechados pela Embraer durante o Farnborough Airshow, um dos principais eventos da indústria aeronáutica mundial. A Azorra já é cliente da Embraer. Em junho deste ano, a empresa anunciou a compra de 15 jatos E195-E2, com opção para adquirir outras 15 aeronaves do mesmo modelo. Embraer fecha acordo com Abra Group Divulgação/Embraer Vista da sede da Embraer, em São José dos Campos, interior de SP Luis Lima Jr./Futura Press/Estadão Conteúdo Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

O Conselho Curador do FGTS deve liberar, até o final do mês de agosto, o pagamento de R$ 13,04 bilhões relativos ao lucro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2025 a 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada. A decisão sobre o pagamento será formalizada na próxima terça-feira (28), quando está marcada uma reunião do Conselho — formado por representantes do governo, dos patrões e dos trabalhadores. ➡️Os valores devem ser creditados nas contas dos trabalhadores até 31 de agosto de 2026. As consultas serão liberadas no site da Caixa ou pelo aplicativo do FGTS no celular. App FGTS, aplicativo FGTS, saque aniversário, saque calamidade Stephanie Fonseca/g1 No ano passado, o FGTS registrou resultado positivo de cerca de R$ 14,6 bilhões. O valor a ser distribuído representa 89% do lucro registrado no período. Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% — o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%. Pela proposta, o crédito será equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Se um trabalhador tiver um saldo R$ 1 mil, por exemplo, terá um crédito, em sua conta vinculada, de R$ 18,68, e assim por diante. Agora no g1 De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pelo IPCA em todos os anos. Quem tem direito ao depósito e como consultar o valor? 💲Todas as pessoas com contas (ativas ou inativas) vinculadas ao FGTS em 2025, com saldo em dezembro, terão direito a receber uma parcela dos lucros. 💲A divisão é proporcional ao saldo em cada conta. Quanto maior o saldo do trabalhador, mais ele irá receber de parte do lucro do FGTS. 💲Para calcular o valor a ser creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta de FGTS em 31/12/2025 pelo índice de 0,01868341. Histórico de distribuição Confirmando a distribuição do lucro neste ano, o Conselho do FGTS manterá uma rotina que vigorou nos últimos anos. Em 2025, o Conselho do FGTS aprovou a divisão de 95% do lucro obtido em 2024 aos trabalhadores. Ao todo, foram repassados R$ 12,9 bilhões. Em 2024, o conselho do FGTS aprovou a distribuição de R$ 15,2 bilhões aos trabalhadores relativos a parte do lucro registrado no ano anterior. A decisão foi unânime. Em 2023, o FGTS registrou um lucro recorde de R$ 23,4 bilhões. Mas, pela proposta do Ministério do Trabalho, somente parte desse valor, cerca de 65%, foi destinado aos trabalhadores.

Sabre de luz de Luke Skywalker, acompanhado de mão decepada, foi usado por Mark Hamill em "O Império Contra-Ataca". Heritage Auctions Um sabre de luz de Luke Skywalker acompanhado de uma mão decepada foi vendido por R$ 19 milhões (US$ 3,75 milhões) em um leilão da Heritage Auctions, em Dallas, no Texas, no dia 15 deste mês. O resultado só foi divulgado na segunda-feira (20). O objeto foi usado por Mark Hamill na cena do duelo final entre Luke Skywalker e Darth Vader em "O Império Contra-Ataca" (1980), segundo filme da saga "Star Wars". É nesse momento que Vader revela a icônica frase "Eu sou seu pai" e corta a mão de Luke. O lote veio com o mecanismo de efeitos especiais utilizado para simular a amputação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Cena da mão de Luke Skywalker sendo decepada. Heritage Auctions Segundo a Heritage, esse foi o maior valor já pago por um objeto de cena utilizado em um filme da franquia "Star Wars", destacou a agência de notícias Associated Press. A venda fez parte do leilão Hollywood & Entertainment Signature, que também reuniu outros itens icônicos do cinema. Um chapéu da Bruxa Má do Oeste, usado pela atriz Margaret Hamilton em "O Mágico de Oz" (1939), foi vendido por US$ 550 mil. Já a cartola marrom usada por Gene Wilder em "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (1971) foi arrematada por US$ 350 mil. O baú de Daenerys Targaryen, com os ovos de dragão em seu interior, usado na primeira temporada de "Game of Thrones", foi vendido por US$ 312,5 mil. A identidade dos compradores e dos vendedores dos itens não foi divulgada. Agora no g1 O ator Mark Hamill, conhecido pelo papel de Luke Skywalker, na pré-estreia em Hollywood de 'Star Wars: Episódio VII – O despertar da força' nesta segunda-feira (14) Mario Anzuoni/Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta terça-feira (21), com recuo de 0,38% perto das 16h, cotado a R$ 5,0700, conforme investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,09% no mesmo horário, aos 173.527 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O aumento das tensões no Oriente Médio segue pressionando os preços do petróleo no mercado internacional. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para negociações, os ataques continuam. Na véspera, os EUA lançaram uma nova ofensiva, e explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz. As ofensivas voltam a levantar preocupações sobre eventuais impactos na oferta global de petróleo. Perto das 16h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,13%, cotado a US$ 91,12. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,02% no mesmo horário, cotado a US$ 84,91 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,43%; Acumulado do mês: -1,42%; Acumulado do ano: -7,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --0,20%; Acumulado do mês: +0,78%; Acumulado do ano: +7,60%. Escalada das tensões no Oriente Médio O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Na véspera, após novos ataques dos EUA, a mídia iraniana reportou explosões e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. Segundo o Comando Central americano, a ofensiva "visa degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz". Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos. Ainda na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou a promessa de retaliação contra a morte de militares americanos. A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham alta nesta terça-feira (21), impulsionados pela recuperação do setor de tecnologia. Perto das 16h, o Dow Jones subia 0,72% e o S&P 500 avançava 0,89%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,26%. O dia também foi positivo na Europa. Investidores continuavam a avaliar o novo ministro de finanças do Reino Unido e seguiam atentos aos desdobramentos da guerra no Irã. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,66%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,28% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,58%. O Ibex 35, da Espanha, teve ganhos de 0,90%. Na Ásia, as ações de tecnologia chinesas subiram nesta terça-feira (21) e ajudaram a impulsionar os principias índices de referência da região, conforme os papéis de semicondutores se recuperaram das perdas registradas na véspera. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 3,06%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,79%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,04%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 3,56% e o Nikkei, do Japão, subiu 3,26%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik

Colheita de soja em Não-Me-Toque, município do Rio Grande do Sul. Diego Vara/Reuters Uma reportagem publicada nesta terça-feira (21/7) no britânico Financial Times, um dois principais jornais de finanças do mundo, afirma que os Estados Unidos correm o risco de perder para o Brasil o posto de maior exportador agrícola do mundo. Segundo o Departamento de Agricultura americano e o Ministério da Agricultura brasileiro, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas no ano passado, apenas US$ 2 bilhões a mais do que o Brasil. Em 2021, essa diferença foi de US$ 56 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O texto diz que as exportações brasileiras no agro cresceram 6% no primeiro semestre de 2026, atingindo um recorde de US$ 87 bilhões, graças não só ao seu papel de maior produtor mundial de soja e das carnes bovina e avícola, mas também do sucesso de cultivos como o algodão, que tinha os EUA como seu principal exportador, mas que foi ultrapassado pelo Brasil. Tarifaço de Trump: governo deve iniciar nesta terça reuniões com setores afetados pela nova taxa Veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Vendas de produtos brasileiros para a China batem recorde após tarifaço dos EUA O papel da China Para os analistas ouvidos pela reportagem britânica, que esteve nos Estados de Iowa, nos EUA, e em Mato Grosso, no Brasil, a principal razão por trás desta mudança está nas "perturbações comerciais desencadeadas pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump". Isso porque a China, um dos maiores compradores do mundo, reduziu significativamente suas importações dos americanos depois que o republicano impôs tarifas ao país em 2018, ainda durante seu primeiro mandato na Casa Branca. Um gráfico que acompanha a reportagem mostra que, em 2016, a China comprava volumes semelhantes de soja do Brasil e dos EUA. As exportações brasileiras já cresciam, mas em ritmo mais moderado. Com a retaliação de Pequim às tarifas de Washington em 2018, porém, esse crescimento se acelerou. Em 2025, o Brasil exportou mais de 80 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto os EUA não chegaram à casa das dezenas de milhões de toneladas. Os dados são do UN Comtrade (United Nations Commodity Trade Statistics Database), considerado o maior e mais abrangente repositório público de estatísticas de comércio internacional. Última visita de Trump a China, em maio de 2026, foi definida mais por uma retórica simbolista do que por anúncios concretos Getty Images via BBC O Financial Times diz que, embora os EUA sigam capazes de produzir "safras extraordinárias", "as margens de lucro estão desaparecendo à medida que as tensões comerciais e os preços baixos deixam sua marca no Meio-Oeste". Segundo a reportagem, a estimativa da American Farm Bureau Federation, a maior organização e grupo de lobby de agricultores e pecuaristas dos EUA, é de que o setor tenha no próximo ano prejuízos de US$ 138 por acre para a soja, US$ 167 para o milho, US$ 145 para o trigo e US$ 406 para o algodão. A ascensão de Mato Grosso O Financial Times lembra que "a força do setor agrícola do Brasil não é apenas consequência da política comercial americana", mas é algo que vem sendo construído ao longo das últimas décadas. A reportagem conta que o Brasil, hoje líder ainda na exportação de café, cana-de-açúcar e suco de laranja, dependia de importações para alimentar sua população até os anos 1970. A situação mudou quando o país passou a tirar vantagem de seu território, capaz de gerar duas ou até três safras no mesmo ano. Isso se deve, em parte, à disponibilidade e ao baixo custo da terra, principalmente nas regiões de fronteira, mas também à expansão da produção para áreas antes consideradas inférteis ou de difícil cultivo, que ganharam sobrevida com "o tratamento de solos pobres em nutrientes e o desenvolvimento genético de culturas adaptada ao clima". "Esse modelo de produção contínua ajuda a diluir os custos fixos e, normalmente, melhora as margens das propriedades rurais", explicou Raphael Bulascoschi, analista da corretora de commodities StoneX, ao periódico britânico. Mas o Brasil, acrescentam os especialistas ouvidos pelo Financial Times, também se prepara para cenários menos favoráveis, diante das altas taxas de juros internas, da queda nos preços das commodities e, após a guerra entre Irã e Israel, da alta no preço dos fertilizantes, que vêm, em sua vasta maioria, de fora.

E-175 da Embraer Divulgação A Embraer anunciou nesta terça-feira (21) que recebeu uma encomenda firme de duas aeronaves E175 da companhia aérea japonesa Fuji Dream Airlines (FDA). O anúncio foi feito durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido. O pedido já foi incluído na carteira da fabricante brasileira e prevê entregas em 2027 e 2028. Com a nova compra, a Fuji Dream Airlines ampliará sua frota, formada exclusivamente por aviões da Embraer. Atualmente, a companhia opera 15 aeronaves da fabricante, sendo dois modelos E170 e 13 E175. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Os novos jatos terão configuração de classe única, com capacidade para 84 passageiros, e serão utilizados na expansão da malha regional da empresa no Japão. Embraer anuncia melhor 2º trimestre em 16 anos Segundo a Embraer, o E175 é voltado para operações de alta frequência e rotas de menor distância, características que atendem ao perfil da companhia japonesa. Integração de míssil Também durante o Farnborough Airshow, a Embraer anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa norte-americana Anduril para estudar a integração do míssil de cruzeiro Barracuda-500M ao cargueiro militar C-390 Millennium. O projeto prevê que o armamento possa ser lançado por meio de sistemas paletizados instalados na aeronave, permitindo o emprego simultâneo de diversas munições em operações militares. Segundo as empresas, a parceria busca ampliar as capacidades operacionais do C-390, tornando a aeronave apta a executar missões com armamentos de longo alcance, além das funções que já desempenha atualmente, como transporte de tropas e cargas, evacuação médica, missões humanitárias, combate a incêndios e busca e salvamento. Projeto de integração de míssil ao C-390 Millennium, da Embraer Divulgação/Embraer O C-390 Millennium é o maior projeto militar da Embraer e já foi adquirido pela Força Aérea Brasileira (FAB) e por países como Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia. O Barracuda-500M teve seu primeiro teste de voo em 2024 e, desde então, vem sendo submetido a uma série de avaliações para validar seu desempenho e ampliar as possibilidades de emprego pelas forças armadas dos Estados Unidos e de países aliados. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um pronunciamento à nação no Salão Leste da Casa Branca, em Washington SAUL LOEB/Pool via REUTERS Os Estados Unidos anunciarão novas tarifas para aproximadamente 60 países nos próximos dias, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em entrevista à CNBC nesta terça-feira (21). Essas tarifas, que podem afetar os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, têm o objetivo de substituir as tarifas temporárias de 10% impostas pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte ter derrubado as sobretaxas no ano passado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Os Estados Unidos têm leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado. A maioria dos outros países não possui tais leis, e aqueles que as possuem não as aplicam de fato", disse Greer à CNBC. "Esperamos ver algumas ações em breve", acrescentou. O Brasil está incluso na lista de países investigados e pode ser taxado em 12,5%. Setores atingidos pela política comercial americana buscam mercados alternativos Na quarta-feira (15), Trump anunciou uma nova tarifa de 25% para produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções, como carnes, café, petróleo, aronaves, sucos de laranja. Cinco dias depois, foi a vez do Canadá ser taxado em 50%. Leia também: Governo deve iniciar nesta terça reuniões com setores afetados pela nova taxa Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras Autoridades americanas defenderam cautela Segundo o jornal britânico Financial Times, autoridades de alto escalão têm aconselhado Trump a preservar a estabilidade nas relações com os parceiros comerciais e a respeitar os acordos firmados por Washington para reduzir tarifas em 2025. O jornal avalia ainda que a guerra comercial lançada por Trump coincide com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que pressiona os mercados de energia e aumenta o risco de um conflito regional. Isso tem gerado custos econômicos nos EUA. Nesta semana, por exemplo, o preço da gasolina subiu para mais de US$ 4 por galão. Uma pesquisa realizada pela Focaldata para o Financial Times no início deste mês mostrou que mais de dois terços dos eleitores desaprovavam a forma como Trump lidava com o custo de vida. “Acredito que a principal influência sobre as alíquotas tarifárias seja o ambiente político e as preocupações com o poder de compra, que limitam a capacidade de Trump de ampliar as medidas”, afirmou ao FT Michael Smart, diretor-gerente da Rock Creek Global Advisors, consultoria de Washington. Autoridades americanas amenizaram parte das tarifas mais duras propostas inicialmente por Trump ao conceder isenções para produtos importantes ao consumidor, como carne bovina e café, e reduzir algumas taxas sobre itens feitos de aço e alumínio. Após duas investigações comerciais recentes sobre minerais críticos e peças de aeronaves, autoridades recomendaram que os EUA negociasse com seus parceiros comerciais, em vez de avançar com novas tarifas. “Mas indica que agora é necessária uma abordagem mais cautelosa, principalmente às vésperas das eleições de meio de mandato.” As tarifas que podem ser anunciadas nesta semana devem variar entre 10% e 12,5% para 60 países, com base em investigações sobre práticas de trabalho forçado. O Brasil está entre os países que podem ser enquadrados na alíquota de 12,5%. Os Estados Unidos iniciaram a investigação em março, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, juntamente com outra apuração sobre excesso de capacidade industrial, e realizaram audiências públicas sobre as ropostas. Essa segunda investigação inclui União Europeia, China, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia.

Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik A queda do poder de compra da classe média-baixa provocou uma redução de 9% no volume de vinhos importados de menor preço, aponta levantamento da consultoria Ideal.BI. Em contrapartida, o setor passou a investir em marcas premium, de maior valor agregado. Elas representaram um terço de toda a receita gerada pelas compras do exterior no primeiro trimestre e atingiram o maior preço médio dos últimos 10 anos: de US$ 31,2 por caixa de 9 litros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, o mercado nacional movimentou R$ 4,18 bilhões e alcançou um patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas, alta de 12% em volume na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Esse recorde foi impulsionado pelas expectativas do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Agora no g1 A América do Sul registrou sua maior participação histórica no volume de embarques para o Brasil, representando 65% do total. O Uruguai foi o país que mais ampliou o fornecimento para o mercado brasileiro, com aumento de 44%. Em seguida aparece a Argentina, com crescimento de 16%. O setor de espumantes teve alta de 9% em volume, apesar da queda de 24% nas importações. A retração foi puxada principalmente pelos embarques espanhóis, que recuaram 57%. Para Felipe Galtaroça, CEO da Ideal.BI, o recorde de volume também é consequência da recuperação dos vinhos tintos importados. Após dois anos de quedas consecutivas, eles ganharam 2 pontos percentuais de participação no mercado e passaram a responder por 70% do faturamento total. Enquanto isso, a participação dos vinhos rosés caiu para 5%. Já os brancos mantiveram fatia de 25% da receita. Apesar dos números inéditos de abastecimento, o consumo de vinhos ficou praticamente estável no início de 2026, com crescimento de 1,2%. Já o de espumantes caiu 1,4%. De acordo com o relatório, o mercado de vinhos do Brasil deve encerrar 2026 com a produção de 56,8 milhões de caixas, alta de 6,9% em relação a 2025. Os espumantes devem alcançar mais de 4 milhões de caixas. LEIA TAMBÉM 'Mudamos a rota': produtores do agro já buscam novos mercados após tarifaço de Trump Consumidores de açúcar dos EUA pedem que governo permita mais importações com tarifas reduzidas Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre

Apelidos no trabalho: quando a brincadeira passa do limite "Pano de pia. 8h da manhã e já está fedendo", "Buzina de avião. Não serve para nada", "Cesta básica. Tem tudo, menos carne", "Tartaruga Ninja. Tartaruga para chegar e ninja para sair". Em vídeos curtos que viralizam nas redes sociais, colegas de trabalho trocam esse tipo de apelido para debochar de comportamentos do dia a dia. É uma piada fácil de entender, e o público logo reconhece alguém que "se encaixa" na descrição. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O perfil de Cleitinho Ramalho e Maria das Neves viralizou com um vídeo nesse estilo, que acumulou quase 300 milhões de visualizações no TikTok. Nos comentários, usuários entram na brincadeira e criam novos rótulos, como "Cólica. Nenhuma mulher gosta", "Sensor. Só trabalha quando o chefe aparece", entre outros. Mas o que parece piada levanta uma discussão importante: até que ponto apelidar colegas é uma brincadeira e quando isso ultrapassa o limite? O assunto não é novidade para a Justiça do Trabalho. Há diversos casos em que apelidos deram origem a processos, e nem todos tiveram o mesmo desfecho. Um dos casos mais conhecidos envolve uma trabalhadora de Belo Horizonte (MG), que atuava como analista de suporte comercial e era chamada de "piratinha" por colegas e gerentes, em referência ao fato de ser cega de um olho. Testemunhas confirmaram que o apelido era recorrente e que a funcionária demonstrava incômodo. Mesmo assim, o comportamento continuou. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais entendeu que o apelido configurava uma ofensa direta à dignidade da trabalhadora por destacar uma deficiência física. A empresa foi condenada a pagar R$ 15 mil por danos morais. Por outro lado, um julgamento do TRT da 15ª Região, em Campinas (SP), analisou o caso de um operador de máquinas que alegou ter sido humilhado ao ser chamado de "hemorroida". O pedido foi negado. A decisão considerou que o próprio trabalhador havia dado origem ao apelido ao mostrar uma foto de sua condição de saúde aos colegas. Também ficou comprovado que o empregador não utilizava o apelido nem incentivava a prática. Sem a participação ou omissão da empresa, o tribunal entendeu que não havia nexo para responsabilizá-la. Por isso, concluiu que não houve ato ilícito capaz de gerar dano indenizável. Não existe uma regra automática. Situações semelhantes podem ter desfechos diferentes, dependendo do contexto, das provas e da interpretação sobre o impacto, explicam especialistas ouvidos pelo g1. Abaixo, aprofunde-se mais sobre o tema a partir dos seguintes pontos: O que define um apelido como pejorativo Quando vira assédio moral Todo mundo riu A responsabilidade das empresas E quando isso vai parar nas redes? Como provar que houve abuso Com a popularização de vídeos nas redes sociais, apelidos entre colegas ganharam visibilidade e também podem se tornar provas em processos trabalhistas. TikTok/ Reprodução O que define um apelido como pejorativo No ambiente de trabalho, apelidos não são proibidos. O que os torna problemáticos é o conteúdo que carregam e a forma como são utilizados. A advogada Fernanda Garcez explica que a questão central não é a presença de humor, mas a existência de exposição vexatória, ou "brincadeiras" que reforçam estereótipos ou fragilidades pessoais. “Os critérios que mais pesam na análise são: o apelido ressalta uma característica física, uma condição de saúde, uma deficiência ou outra vulnerabilidade pessoal? Ele foi repetido ao longo do tempo? A pessoa demonstrou desconforto, mesmo sem fazer reclamação formal? Quem utilizava o apelido, apenas colegas ou também superiores? Quanto mais respostas ‘sim’ a essas perguntas, maior a probabilidade de o caso ser enquadrado como assédio moral. A jurisprudência é clara nessa direção”, explica a advogada. O professor de Direito do Trabalho Platon Neto reforça o mesmo ponto: quando o apelido atinge uma fragilidade da pessoa, a tendência é que a Justiça o considere pejorativo, mesmo que não tenha havido essa intenção. Quando vira assédio moral O assédio moral ocorre quando alguém é submetido a situações repetidas que causam constrangimento ou humilhação no trabalho. Nem todo apelido configura assédio automaticamente. No entanto, ele pode passar a configurar quando faz parte de uma dinâmica mais ampla. Alguns fatores pesam nessa avaliação: se o apelido é usado repetidamente, e não apenas de forma pontual; se expõe um aspecto sensível da pessoa; se há demonstração de incômodo; se líderes ou gestores participam da prática. Quanto mais esses elementos aparecem juntos, maior a chance de que a situação seja considerada assédio. Todo mundo riu Os vídeos que viralizam nas redes sociais trazem um elemento que pode confundir essa análise: muitas vezes, todos parecem estar se divertindo. Mas essa reação não encerra o debate. Especialistas apontam que, no ambiente profissional, o riso pode ser uma forma de adaptação. Muitas pessoas evitam se posicionar para não gerar conflito, comprometer relações ou até por receio de prejudicar o próprio emprego. Por isso, a Justiça do Trabalho já reconhece que a ausência de reclamação formal não elimina a possibilidade de assédio. Da mesma forma, o fato de alguém participar da brincadeira não significa, necessariamente, que esteja confortável com ela. Por outro lado, quando há provas de que o próprio trabalhador incentivava o apelido ou não demonstrava qualquer incômodo, esse comportamento pode influenciar a decisão, como ocorreu no caso de Campinas. A responsabilidade das empresas As empresas têm o dever de garantir um ambiente de trabalho respeitoso. Isso inclui agir diante de situações de constrangimento. Se o apelido circula livremente e não há qualquer ação, pode haver omissão, que ocorre quando a empresa deixa de agir diante de um problema que deveria resolver, explica Platon Neto. Se chefes ou gestores utilizam o apelido, a situação se torna ainda mais grave, pois o trabalhador pode se sentir pressionado a aceitar. “Se o apelido circulava apenas entre colegas, sem chegar ao conhecimento da gestão, a responsabilidade é menor. Mas, se era usado pelos próprios supervisores, se era notório no ambiente e a empresa não tomou providências, a responsabilidade é direta”, afirma o advogado. E quando isso vai parar nas redes? Os vídeos nas redes sociais trazem um elemento novo para essa discussão: a exposição pública. As gravações podem ser utilizadas como prova em processos trabalhistas. Elas ajudam a demonstrar não apenas a existência do apelido, mas também o contexto, a frequência e a participação de diferentes níveis hierárquicos. Para o trabalhador, isso pode fortalecer uma ação. Para a empresa, representa um risco significativo, já que a prova é pública e difícil de contestar. Além disso, a exposição nas redes sociais amplia o dano. O apelido deixa de ser restrito ao ambiente interno e pode afetar a imagem do trabalhador em um espaço muito mais amplo, segundo Platon Neto e Fernanda Garcez. Como provar que houve abuso As provas que costumam ser mais eficazes na prática são: testemunhas que presenciaram o uso do apelido e possam confirmar que a vítima demonstrava incômodo; registros escritos, como e-mails, mensagens de WhatsApp ou comunicações internas; vídeos ou fotos; e qualquer comunicação em que o trabalhador tenha manifestado, mesmo informalmente, que não queria ser chamado daquela forma. "Quando há prova efetiva da prática, em geral a condenação ocorre. Existem exceções, a depender dos fatos, especialmente quando o próprio empregado deu origem e incentivou a conduta, como no caso citado do TRT da 15ª Região", conclui Fernanda Garcez.

Aviso usado nas páginas do governo federal bloqueadas em função do defeso: fenômeno causado por cautela excessiva com legislação eleitoral prejudica desnecessariamente quem trabalha com pesquisa de dados públicos. Reprodução Notícias do Ibama sobre a queda do desmatamento, reportagem da Agência Brasil sobre a menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos e o portal de notícias do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão inacessíveis, assim como vários outros portais relevantes. Não se trata de falha técnica, mas de falha jurídica. Desde 4 de julho de 2026 vigora o chamado "defeso eleitoral", um período de três meses que antecede o pleito em que a legislação eleitoral impõe uma série de condutas vedadas aos agentes públicos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dentre elas, está a proibição de publicidade institucional dos órgãos públicos. Isso levou diversos órgãos e entidades da Administração Pública de todo o país a retirar do ar, por precaução, volumes expressivos de dados indispensáveis. Dados destinados a pesquisa científica e formulação de políticas públicas. O fenômeno não é pontual. O Arquivo Nacional, por exemplo, restringiu o acesso a todas as notícias publicadas em seu portal antes de 3 de julho deste ano. A plataforma Brasil Participativo ocultou processos participativos já encerrados. Agora no g1 Alguns estados anunciaram a suspensão integral de sites e redes sociais oficiais até 25 de outubro. Em julho de 2026, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) chegou a retirar do ar cerca de 146 mil matérias jornalísticas sob a mesma justificativa. O resultado é um apagão temporário de dados que atinge quem pesquisa, quem informa e quem depende dessas informações para trabalhar. O que a lei realmente proíbe? A legislação eleitoral proíbe, nos três meses que antecedem o pleito, a "publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos", ressalvada a propaganda de produtos e serviços com concorrência no mercado e os casos de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecidos pela Justiça Eleitoral. O objetivo é legítimo: impedir que a máquina pública seja usada para promover governantes-candidatos, o que romperia a igualdade de oportunidades entre os concorrentes. A questão central está no alcance da expressão "publicidade institucional", sobre o qual a jurisprudência do TSE não é uniforme. Uma primeira orientação (TSE, AgR-AI nº 51.738), mais restritiva e hoje predominante, sustenta que, no período vedado, é proibida toda e qualquer publicidade institucional, independentemente de seu teor informativo, educativo ou de orientação social, advertidas apenas as exceções legais. Uma segunda interpretação (TSE, Rp nº 1.238) condiciona a vedação à prévia caracterização do conteúdo como publicidade institucional, assim entendida a divulgação promovida, autorizada e custeada pelo Poder Público para enaltecer atos e realizações da gestão. Deste modo, a inserção de conteúdo meramente informativo em sítio oficial "não tem a potencialidade de propaganda" que a lei coíbe. A divergência, porém, é mais aparente que real. Mesmo uma leitura restritiva pressupõe que se esteja, antes, diante de publicidade institucional, limiar que o dado técnico ou científico, despido de moldura promocional, não ultrapassa. Publicidade não é sinônimo de informação. Conteúdos meramente informativos e técnicos não se confundem com promoção da gestão. As próprias orientações do Poder Executivo federal para 2026 fazem essa distinção. Tanto a cartilha de condutas vedadas da Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a cartilha de defeso eleitoral da Secretaria de Comunicação Social (Secom) separam a publicidade institucional das informações divulgadas em cumprimento aos deveres de transparência ativa. O que elas exigem é apenas a adequação das páginas: remoção de nomes, símbolos, slogans e elementos de enaltecimento pessoal ou governamental. Em suma: a lei manda retirar a propaganda, não os dados. A estatística sobre o desmatamento produzida pelo Inpe não é, em si, publicidade institucional. Tampouco um boletim epidemiológico ou o relatório de consulta pública de uma Agência Reguladora é publicidade. O que pode caracterizar ilícito eleitoral é a finalidade promocional que eventualmente acompanha esses conteúdos. Este deveria ser o real escopo da restrição legal. Urna eletrônica Reprodução/TV Globo Quando a cautela excessiva viola a lei A retirada indiscriminada de conteúdo decorre de uma interpretação ampliativa movida mais pelo receio de sanções do que pela determinação da norma. Na dúvida, o gestor suprime tudo. Este é o fenômeno, já identificado pela literatura especializada, chamado "apagão das canetas". O fenômeno gera paralisia decisória que consiste na recusa, hesitação ou omissão de autoridades e gestores públicos em tomar decisões. Essa inércia decorre de uma autodefesa corporativa: o medo paralisante de sofrer responsabilização pessoal. Essa cautela tem um custo jurídico e social. A Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) estabelece a publicidade como preceito geral e o sigilo como exceção. E obriga os órgãos públicos a divulgar, independentemente de requerimento, as informações de interesse coletivo que produzem. A Lei nº 13.848/2019 (Lei Geral das Agências Reguladoras) determina que os relatórios de consultas públicas permaneçam disponíveis nos sites das agências. A transparência administrativa, por fim, decorre diretamente do princípio constitucional da publicidade, previsto no artigo 37 da Constituição da República. Não há na legislação eleitoral qualquer dispositivo que suspenda esses deveres durante o período eleitoral. O paradoxo é evidente. Para evitar uma conduta que potencialmente viola a lei eleitoral, órgãos públicos passam a violar efetivamente deveres legais gerais e específicos de transparência que regem a sua atuação. Aplicativos de órgãos públicos Reprodução Os custos para a ciência e para as políticas públicas Para a pesquisa científica, os efeitos são imediatos. Séries históricas de dados ambientais e sanitários ficam temporariamente inacessíveis justamente no segundo semestre, quando boa parte dos artigos, dissertações e teses precisa ser fechada. Quem depende de transparência ativa, isto é, de dados publicados espontaneamente na internet, passa a ter de recorrer a pedidos formais pela Lei de Acesso à Informação para obter documentos que já estavam públicos. Os prazos de resposta podem inviabilizar cronogramas inteiros de pesquisa. Para as políticas públicas, o dano é análogo. Gestores estaduais e municipais, conselhos de políticas públicas e organizações da sociedade civil, que precisam desses dados no planejamento e no controle social, ficam sem acesso. Um apagão de quase quatro meses, repetido a cada dois anos por força do calendário eleitoral brasileiro, cria lacunas recorrentes de memória institucional. A situação seria irônica, se não fosse triste: o período eleitoral é exatamente o momento em que o eleitor mais precisa de informação qualificada sobre o desempenho dos governos. Mal aplicada, a regra criada para proteger a igualdade eleitoral empobrece o debate público que deveria proteger. Período eleitoral é o momento em que o eleitor mais precisa de informação qualificada Alejandro Zambrana/Secom/TSE/Divulgação Possíveis soluções O problema vem sendo documentado desde 2022 pelo Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas e pela Transparência Brasil, que apresentaram ao TSE sugestões para que as resoluções eleitorais garantam expressamente o cumprimento da Lei de Acesso à Informação durante o período vedado. Esse é o caminho normativo. A Resolução TSE nº 23.735/2024 já avançou nessa direção. Seu artigo 15, parágrafo 4º, estabelece que, observada a adequação dos sítios oficiais prevista nos parágrafos 2º e 3º (remoção de nomes, símbolos e slogans que identifiquem autoridades e governos), não configura publicidade institucional vedada a manutenção de páginas de internet destinadas ao estrito cumprimento dos deveres de transparência fiscal (artigo 48-A da Lei de Responsabilidade Fiscal) e de acesso à informação (artigos. 8º e 10 da Lei nº 12.527/2011). No entanto, tal regulação deve ser reforçada, tornando inequívoco que a vedação de publicidade institucional não autoriza a supressão de dados, séries históricas, documentos técnicos e demais conteúdos de transparência ativa. Há também um caminho administrativo. Controladoria-Geral da União, Tribunais de Contas e Ministério Público podem fiscalizar a supressão indevida de informações públicas como violação dos deveres de transparência, e não apenas a manutenção indevida de propaganda. Hoje, o gestor teme sanção apenas pelo excesso de publicidade. Se a ocultação ilegal de dados também gerar responsabilização, o cálculo de incentivos se equilibra. Por fim, existe uma solução técnica, relacionada ao desenho institucional da comunicação oficial dos órgãos públicos. Sites públicos podem separar, desde a origem, a camada de comunicação promocional (marcas de gestão, slogans, balanços laudatórios) da camada de dados e serviços. Com essa arquitetura, o defeso eleitoral exigiria apenas desativar a primeira camada, sem tocar na segunda. A experiência de 2026 mostra que a solução oposta, apagar tudo por precaução, é flagrantemente desproporcional e juridicamente insustentável. Entre a propaganda que a lei proíbe e o dado que a Constituição manda publicar há uma linha razoavelmente clara. A legislação eleitoral existe para impedir o abuso da máquina pública, não para restringir o acesso da sociedade às informações que documentam a atuação do Estado e servem de subsídio para diversas atividades relevantes de interesse público. É preciso que a Justiça Eleitoral, a Administração Pública e os demais órgãos de controle definam, com precisão, as situações em que a divulgação de dados e informações públicas se dê com finalidade, explícita ou implícita, de propaganda eleitoral. O apagão de dados nesta eleição já é um fato consumado. Devemos nos mobilizar para que isso não se repita nos próximos pleitos. Rodrigo Borges Valadão não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

Navio no Estreito de Ormuz nesta terça, 21 de julho. Stringer / Reuters Os preços do petróleo recuaram nesta terça-feira (21) após surgirem sinais de uma possível mediação entre Estados Unidos e Irã para tentar conter a escalada da guerra. Mesmo com novos ataques registrados nas últimas horas, investidores reagiram à informação de que mediadores apresentaram uma proposta de cessar-fogo de dez dias entre os dois países. Durante a madrugada, o petróleo Brent, referência global, caía 0,9%, para US$ 88,44 por barril (cerca de R$ 450,05). Nos Estados Unidos, o WTI, usado como referência no país, recuava 0,9%, para US$ 82,50 por barril (cerca de R$ 419,82). Segundo a Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que Teerã recebeu uma proposta de cessar-fogo temporário de dez dias, em uma tentativa de preservar o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. O acordo provisório tinha como objetivo abrir caminho para um entendimento mais amplo que encerrasse a guerra iniciada em 28 de fevereiro. Analistas do ING ouvidos pela Reuters afirmaram que o mercado vê com cautela, mas também com esperança, a possibilidade de uma desescalada do conflito. No entanto, destacaram que persistem diferenças significativas entre Washington e Teerã e que as negociações devem enfrentar obstáculos. O banco também lembrou que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu retaliar após a morte de militares americanos em ataques recentes. Agora no g1 Os esforços diplomáticos ocorrem em meio à continuidade dos confrontos. Durante a noite, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques. A Guarda Revolucionária iraniana realizou novas ações contra ativos militares americanos na região, enquanto o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou o início de uma nova rodada de bombardeios contra alvos iranianos. O mercado também acompanha os riscos ao transporte marítimo. Nesta terça, uma embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter sido atingida por um projétil de origem desconhecida. Segundo a agência britânica UKMTO, a tripulação abandonou o navio e se refugiou em um bote salva-vidas. Além disso, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz voltou a cair diante do aumento da cautela após os ataques entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada uma das principais rotas para o comércio global de petróleo. Outro fator de preocupação foi a declaração dos rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. O grupo afirmou na segunda-feira (20) que pretende impor um bloqueio naval à Arábia Saudita, o que pode abrir uma nova frente de tensão e elevar os riscos para o fornecimento mundial de energia.

O governo federal deve iniciar nesta terça-feira (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25% anunciada na semana passada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio. A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões. O Plano Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta às primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos, será ampliado para atender os setores atingidos pela nova medida. EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros Na última semana, Durigan afirmou que o governo já dispõe de instrumentos para proteger empresas e empregos diante dos impactos da medida. "Nós já temos prontos os mecanismos de proteção das nossas empresas e dos nossos empregos. Portanto, com coordenação do ministro Márcio Elias Rosa, os setores afetados serão mais uma vez chamados ao diálogo e nós ampliaremos e reforçaremos o Plano Brasil Soberano, que dá apoio a quem foi injustamente afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos", disse. Apesar dos impactos esperados sobre alguns segmentos da economia, Durigan avaliou que a decisão do governo de Donald Trump não deve comprometer a atividade econômica do país como um todo. O governo calcula que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Entenda o caso Na semana passada, o governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). 🔎A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. A tarifa começa a ser aplicada nesta quarta-feira (22). Operação de transporte de cargas em porto Bruno Leão/ Sedecti Andamento das negociações Conforme a avaliação de negociadores brasileiros envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram efetivamente no ano passado — após o encontro Lula e Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano. Entretanto, a partir de meados de maio e junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos. Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos. Cerca de dez dias antes do anúncio, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo USTR na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta. Em razão do prazo dado pelo governo americano, e a sinalização de que os argumentos brasileiros seriam rejeitados, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro. Mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Na véspera do prazo para os EUA decidirem sobre as novas taxas, integrantes dos dois países se reuniram e o Brasil disse que o tarifaço era "injusto". De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação e não deixasse a ideologia contaminar as conversas. A avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa. Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz "sentido".

União Europeia veta importações de carne e produtos de origem animal do Brasil O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, afirmou que a União Europeia não flexibilizará as exigências sanitárias para que a carne brasileira volte a ser exportada ao bloco. A Irlanda ocupa a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, iniciada em 1º de julho e com duração de seis meses. Gallagher ressaltou que as regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal não são recentes e vinham sendo discutidas com as autoridades brasileiras havia anos. "Essas exigências relacionadas aos padrões para uso de antimicrobianos não são novas. Elas já são conhecidas há bastante tempo, e a União Europeia vinha mantendo diálogo com as autoridades brasileiras sobre esses padrões há algum tempo", afirmou em entrevista ao g1. Segundo ele, a retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender produtos carne ao mercado europeu foi uma decisão "técnica" e caberá ao governo brasileiro adotar as medidas necessárias para atender aos padrões exigidos. 🔎 Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser empregados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia. Embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher Embaixada da Irlanda/imagem cedida ao g1 No início de junho, a União Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as normas do bloco para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o país ficará impedido de exportar carnes e outros produtos de origem animal para o mercado europeu a partir de 3 de setembro. Até então, o Brasil estava autorizado a vender ao bloco carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, pescado e mel. Com a decisão, todos esses produtos perderão acesso ao mercado europeu. Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que "há grandes chances" de a produção de carnes brasileira não conseguir se adequar às novas exigências da União Europeia a tempo de evitar a suspensão das exportações. Segundo a entidade, o ciclo de produção da pecuária bovina dificulta a adaptação às novas regras, que levaria cerca de 30 meses. Gallagher destacou que outros países sul-americanos conseguiram atender às exigências da União Europeia e, por isso, permanecem habilitados a exportar. "Outros países da América do Sul conseguiram atender às exigências da União Europeia. A decisão tomada pelo comitê responsável por esse tema foi uma decisão técnica. O comitê avaliou diversos países, e aqueles que atenderam tecnicamente aos requisitos permaneceram na lista de exportadores autorizados a vender para a União Europeia", disse. Rebanho de gado vacinado contra a febre aftosa no Pará - Arquivo Divulgação / Adepraá De acordo o embaixador, o critério adotado pelo bloco é objetivo. "A regra é muito simples: quem atende aos padrões permanece na lista; quem não atende, deixa de fazer parte dela. Os padrões técnicos estão no centro da União Europeia e do próprio projeto europeu", defendeu. Apesar da decisão, Gallagher afirmou que o governo brasileiro mantém diálogo com a Comissão Europeia para buscar uma solução. Segundo ele, o bloco segue aberto às negociações. "Acredito que esse seja exatamente o caminho correto", afirmou, ao defender que impasses desse tipo sejam resolvidos por meio do diálogo. Questionado sobre quais medidas poderiam permitir a retomada das exportações, o embaixador disse que o Brasil precisará implantar um sistema capaz de garantir o cumprimento das exigências sanitárias europeias. Ele afirmou que a União Europeia está disposta a discutir com o governo brasileiro os caminhos para essa adequação, mas reforçou que a responsabilidade é das autoridades brasileiras. "No fim das contas, porém, a responsabilidade é do lado brasileiro, que precisa estabelecer os padrões necessários", disse. Para explicar a posição do bloco, Gallagher comparou o caso às exigências sanitárias impostas pelo próprio Brasil aos produtos importados. "Se eu quiser exportar produtos da Irlanda para o Brasil, também preciso cumprir os requisitos sanitários e fitossanitários brasileiros antes de poder comercializar esses produtos. É o mesmo princípio. O Brasil não reduziria seus padrões apenas porque a Irlanda deseja exportar determinado produto. Da mesma forma, a União Europeia também não fará isso", ilustrou. Perguntado se uma solução poderá ser alcançada antes de 3 de setembro, quando a suspensão das exportações passa a valer, o embaixador disse que não participa diretamente das negociações e, por isso, não pode prever um prazo. Ainda assim, afirmou acreditar que o impasse poderá ser resolvido ao longo do tempo, desde que o diálogo entre as partes seja mantido. Acordo Mercosul-União Europeia Ainda que avalie ser cedo para medir o impacto real, o diplomata disse que já é possível sentir os primeiros impactos do acordo, que começou a valer em maio. "Hoje tivemos acesso a dados comerciais que mostram que, nos dois primeiros meses de implementação do acordo, houve um aumento de aproximadamente R$ 10 bilhões nas exportações brasileiras para a União Europeia", afirmou ele, ressaltando que ainda não é possível atribuir que o crescimento decorra exclusivamente do acordo, mas que já é possível observar aumento do comércio entre Brasil e União Europeia. "Além disso, nos seis primeiros meses deste ano, registramos um crescimento de cerca de 13% nas exportações brasileiras para a UE. Portanto, tudo indica que o acordo começa a produzir efeitos, embora seja necessário mais tempo para avaliar plenamente seus resultados", complementou. Promulgado em maio pelo Congresso Nacional do Brasil, o acordo cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Assinado em 17 de janeiro no Paraguai após mais de 25 anos de negociação, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. Além disso, estabelece regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios No que diz respeito à União Europeia, o acordo foi encaminhado à Corte Europeia de Justiça para que ela emita um parecer. A Corte tem seu próprio calendário, explicou o embaixador, acrescentando que espera que não haja demora para os próximos passos. "Mas, como acontece em qualquer sistema democrático, o Judiciário é independente. Portanto, precisamos permitir que a Corte realize seu trabalho no seu próprio ritmo", concluiu. Irlanda está na Presidência do bloco europeu À frente do Conselho da União Europeia pelos próximos seis meses, a Irlanda definiu três prioridades para o mandato: fortalecer a competitividade do bloco, defender os valores europeus e ampliar a segurança. Segundo o embaixador, diante dos desafios globais relacionados ao comércio internacional, será fundamental reforçar a cooperação entre os países-membros e simplificar as regras do mercado único europeu. A agenda da presidência também prevê esforços voltados à segurança econômica e à segurança ambiental, temas considerados estratégicos para o bloco. Como presidente do Conselho da União Europeia, a Irlanda também será a principal negociadora do bloco em três conferências climáticas (COPs) previstas para o segundo semestre. "Trabalharemos intensamente nesses temas e, mais uma vez, serão áreas em que teremos de atuar muito próximos do Brasil", afirmou o embaixador.

PPA Milton Cunha TV Globo Alô, criativos do Brasil! Estão abertas, até 7 de agosto, as inscrições para o PPA - Prêmio Profissionais do Ano 2026, um dos mais tradicionais reconhecimentos da publicidade brasileira. E, neste ano, quem faz essa convocação é Milton Cunha, protagonista da campanha que celebra o talento de transformar o jeito brasileiro de viver, falar, rir e se comunicar em campanhas memoráveis. Com o conceito "Ideia boa fala brasileiro", a comunicação reforça uma convicção que move o PPA há quase cinco décadas: não existe criatividade igual à do brasileiro. Aquela que nasce da conversa de esquina, do meme que vira assunto nacional, do improviso genial, do bordão que pega, da história bem contada e das ideias que entram na cultura e ficam. Nas peças, que serão veiculadas nas plataformas da Globo, Milton Cunha assume o papel de tradutor oficial da publicidade em "brasileiro". Entre praia, feira, carro de som e muito bom humor, ele transforma expressões do mercado em versões bem mais familiares para qualquer brasileiro. Afinal, como o próprio Milton resume: "Se é cria do Brasil, é criativo". ⭐ As influenciadoras Chaiany Andrade e Renata Saldanha ampliam a conversa nos ambientes digitais, ajudando a levar o convite para profissionais de todas as regiões do país. "A criatividade do brasileiro é única e, quando aplicada à publicidade, transforma ideias em campanhas poderosas. Há 48 anos, o PPA reconhece os trabalhos de maior impacto do mercado que foram exibidos nas plataformas Globo, sempre valorizando a capacidade de incorporar elementos que traduzem a identidade do nosso país", comenta Andrea Sanches, diretora de Marketing Publicitário da Globo. Para Milton Cunha, símbolo máximo da brasilidade, o PPA carrega uma memória afetiva profunda, já que ele acompanha o prêmio desde as primeiras edições, ainda em Belém, no Pará. “A premiação sempre foi um símbolo de excelência, de profissionais que superam a lógica padrão para alcançar uma atmosfera artística verdadeiramente inventiva e potente. Estrelar a campanha neste ano é uma alegria imensa e o coroamento de uma carreira, afinal é um prêmio que celebra a inteligência e a sagacidade”, celebra. Alice Bandeira, gerente de Criação de Marca e Comunicação da Globo, destaca que a criatividade brasileira não é apenas uma característica do nosso povo, mas uma forma de enxergar o mundo, e reforça: “Com Milton Cunha, a campanha dá protagonismo aos publicitários que transformam ideias em cultura”. Como funciona o concurso 🏆 Agências de todas as regiões do Brasil podem inscrever seus trabalhos em 16 categorias, divididas entre as classes Nacional e Regional. No cenário Nacional, disputam os formatos: 🎥Filme 30"; 🎞️Filme 30+”; 💡Campanha; 🔗Integrada; 🎯Inovações em Conteúdo; e 🤝Valor Social. A categoria Integrada traz uma evolução importante, com a possibilidade de inscrição de campanhas exibidas também nas telas da Eletromidia. Outro destaque é a ampliação do escopo e a mudança de nome da categoria Ações em Conteúdo, que agora passa a se chamar Inovações em Conteúdo, que avaliará o conjunto de ações de conteúdo coproduzidos pela Globo e agências e exibidas no ecossistema da empresa. Veja as datas Os jurados se reunirão de forma remota no dia 22 de setembro e presencial na Globo SP, no dia 24 para eleger os melhores trabalhos. Os finalistas serão anunciados em 28 de setembro, após a avaliação de um júri composto por profissionais de diferentes áreas do marketing e da comunicação. A cerimônia de premiação será realizada no Dia da Criatividade, 17 de novembro, em São Paulo. Vai ser no palco do PPA que vamos conhecer também a equipe vencedora da categoria especial LED Globo - Luz na Educação. Pela primeira vez, alunos de publicidade e marketing de todo o país participaram da premiação e inscreveram campanhas com o tema “O papel da educação na transformação social". O projeto vencedor, avaliado pelo júri do PPA, terá seu filme exibido nas plataformas da Globo, ampliando a visibilidade dos jovens criadores e de suas ideias. 🎓 Em 48 anos de história, o PPA já avaliou mais de 47 mil peças e distribuiu mais de 3.400 troféus, reconhecendo e celebrando o talento de profissionais de todas as regiões do Brasil. As inscrições e o regulamento completo podem ser acessados em ppa.globo/ Uma nova categoria do prêmio PPA - Profissionais do ano vai reconhecer o talento dos jovens estudantes

Imagem do documento concedido pelos EUA a Eduardo Bolsonaro Reprodução O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) obteve do governo dos Estados Unidos o chamado "green card", um visto de permanência no país. 🔎 O green card é um documento emitido pelo governo dos EUA que concede a estrangeiros o direito de residir e trabalhar legalmente no país por tempo indeterminado. A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo blog, que também obteve cópia do documento com fontes próximas ao ex-deputado. A concessão ocorre em meio a um período de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, chefiado pelo presidente Donald Trump. Na semana passada, o governo dos EUA anunciou novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em medidas anteriores, o presidente americano associou sanções comerciais ao que classificou como perseguição do Estado brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Governo de Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro Eduardo Bolsonaro enfrenta problemas judiciais no Brasil. No mês passado, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a decisão da Corte, ficou comprovado que o ex-deputado atuou nos Estados Unidos com o objetivo de interferir no julgamento da ação penal que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. De acordo com a denúncia, Eduardo afirmou ter realizado articulações junto a integrantes do governo americano para defender a adoção de sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o Brasil. O caso foi usado pelo STF como parte dos elementos que fundamentaram a condenação.

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento da Fifa em Nova York, em 17 de julho de 2026 Reuters/Evan Vucci Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre uma ampla gama de produtos importados do Canadá. A medida foi anunciada em resposta ao que o governo americano classificou como um tratamento discriminatório do país contra seus produtos, especialmente nos setores de veículos automotores, bebidas alcoólicas e laticínios. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou três proclamações que autorizam a medida com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, uma legislação que permite a aplicação de tarifas de até 50% sobre importações de países específicos. O objetivo é compensar "o ônus ou a desvantagem decorrentes da discriminação contra o comércio dos Estados Unidos", escreveu Trump. Agora no g1 As novas tarifas, que passam a valer à 0h01 (horário da Costa Leste dos EUA) de 19 de agosto de 2026, atingirão uma ampla variedade de produtos canadenses, que vão de vinhos e tacos de hóquei a cimento, segundo a Casa Branca. A tarifa adicional de 50% não será aplicada a produtos já sujeitos às restrições de importação previstas na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, nem a determinadas peças e componentes de aeronaves civis. Lista dos produtos canadenses taxados No documento, Trump diz que o Canadá adota um sistema tarifário que prejudica exclusivamente os veículos americanos, enquanto concede tratamento mais favorável a outros países. Segundo a proclamação, essa política fez as exportações de automóveis dos EUA para o Canadá caírem cerca de 22% entre abril de 2025 e março de 2026 em comparação com o período anterior. "O Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos", afirma o texto, acrescentando que as tarifas adicionais são "necessárias e apropriadas" para proteger os interesses americanos e estimular o governo canadense a eliminar essas práticas.

Chefões da OpenIA e da Anthropic se recusam a dar as mãos em evento Uma juíza federal de San Francisco aprovou nesta segunda-feira (20) o acordo histórico de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,66 bilhões) firmado pela empresa de inteligência artificial Anthropic para encerrar uma ação coletiva movida por um grupo de autores que a acusava de usar indevidamente seus livros para treinar o chatbot de IA Claude. A juíza distrital dos Estados Unidos Araceli Martinez-Olguin concedeu a aprovação final ao acordo, considerado o maior já registrado em um processo de direitos autorais nos Estados Unidos. A ação é uma das dezenas movidas por detentores de direitos autorais - incluindo escritores e veículos de imprensa - contra empresas de tecnologia pelo uso de obras protegidas no treinamento de grandes modelos de linguagem, e é o primeiro caso de grande porte no país a chegar a um acordo. O então juiz responsável pelo caso, William Alsup, atualmente aposentado, havia dado um aval preliminar ao acordo em setembro do ano passado. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Os autores processaram a Anthropic em 2024, alegando que a empresa - apoiada por Amazon e Alphabet - utilizou versões pirateadas de seus livros, sem autorização, para ensinar o Claude a responder aos comandos dos usuários. O Claude se enquadra em 'uso justo'? Em junho do ano passado, Alsup decidiu que o uso das obras para treinar o Claude se enquadrava no conceito de uso justo ("fair use") previsto na legislação americana. No entanto, concluiu que a Anthropic violou os direitos autorais ao armazenar mais de 7 milhões de livros pirateados em uma "biblioteca central", que não necessariamente seria utilizada para o treinamento da inteligência artificial. O julgamento que definiria quanto a empresa deveria pagar pelas supostas violações estava previsto para começar em dezembro do ano passado. As indenizações poderiam alcançar centenas de bilhões de dólares. Segundo um advogado que representa os autores, durante audiência realizada nesta segunda-feira, escritores e outros titulares de direitos autorais apresentaram reivindicações referentes a mais de 92% das cerca de 480 mil obras abrangidas pelo acordo. Anthropic Reuters Valor é visto como insuficiente O acordo, porém, também gerou críticas. Alguns autores argumentam que o valor é insuficiente, que os advogados dos autores receberão uma parcela desproporcional da indenização ou que determinados detentores de direitos autorais foram excluídos injustamente da negociação. Além disso, alguns escritores e editoras decidiram não aderir ao acordo e ingressaram com ações próprias contra a Anthropic, que continuam em andamento.

Como foi o primeiro voo em alta altitude com motor híbrido-elétrico A fabricante de motores aeronáuticos GE Aerospace anunciou nesta segunda-feira (20) que concluiu o primeiro voo do mundo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica. O voo de duas horas de duração alcançou 30 mil pés de altitude (9 km) e foi feito em uma versão por uma versão modificada do avião Saab 340. A aeronave já vinha fazendo testes desde maio, incluindo uma viagem com escalas sobre o Oceano Atlântico. A pesquisa da GE Aerospace está sendo realizada em parceria com a Nasa, a Boeing e a fabricante de aeronaves elétricas Beta Technologies, em um momento em que fabricantes projetam componentes de propulsores que equiparão sucessores dos aviões Boeing 737 e do Airbus A320neo. Os defensores da ideia afirmam que a combinação de propulsão tradicional e elétrica pode ser usada para ajudar as aeronaves a atingirem altitudes maiores mais rapidamente e contribuir para metas ambiciosas de redução do consumo de combustível e das emissões. Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica Divulgação/GE Aerospace A hibridização é uma das quatro principais áreas de pesquisa para o conceito de motor RISE que está sendo testado pela fabricante de motores CFM, de propriedade conjunta da GE e da francesa Safran. Isso também inclui um projeto radical de ventilador aberto, embora a empresa esteja trabalhando em uma alternativa tradicional fechada chamada AD-L ou ADNB, segundo reportagem da Reuters. Após anos de ilustrações artísticas e imagens computadorizadas, os fabricantes de motores estão competindo para demonstrar o progresso em direção à economia de combustível e à durabilidade exigidas da próxima geração de motores, prevista para o final da próxima década. As rivais Pratt & Whitney e Rolls-Royce devem apresentar atualizações sobre suas próprias pesquisas em motores ainda nesta semana. Versão modificada da aeronave Saab 340 fez primeiro voo em alta altitude com propulsão híbrida-elétrica Divulgação/GE Aerospace

Fantástico vai até Cabo Verde conhecer a trajetória do goleiro Vozinha Com o término da Copa do Mundo de 2026, a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, divulgou nesta segunda-feira (20) quais jogadores ganharam mais seguidores durante o torneio. E, apesar de a Espanha ter sido campeã, foram jogadores de outros países que mais se destacaram: o goleiro Vozinha, da Cabo Verde, lidera com mais de 28 milhões de novos seguidores no Instagram. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Meta também somou os ganhos dos atletas de cada elenco e informou que Cabo Verde foi o país que mais ganhou seguidores nesta Copa. O elenco ganhou junto mais de 32,1 milhões de seguidores, o que representou um crescimento de 2.027% Segundo a Meta, de 11 de junho a 11 de julho, os atletas convocados para a Copa do Mundo somaram 213,6 milhões de novos seguidores no Instagram, o que representou uma alta de 6,6% no público total conectado aos jogadores. Os fenômenos da Copa A principal surpresa foi o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que saiu de 37 mil para 29 milhões de seguidores. O atleta liderou o crescimento individual na rede social após a repercussão de suas atuações na fase de grupos. O goleiro ganhou 28,8 milhões de novos seguidores ao longo do torneio, assumindo o topo do ranking de crescimento absoluto entre todos os atletas inscritos na competição. O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, já conta com mais de 17 milhões de seguidores no Instagram Reuters Entre os nomes de projeção internacional já consolidada, o atacante Erling Haaland, da Noruega, foi o principal destaque. O jogador somou 23 milhões de novos seguidores no período, superando outros nomes de peso do futebol mundial. Veja os jogadores que mais ganharam seguidores na Copa: Vozinha (Cabo Verde): +28,8 milhões (total: 28,8 milhões) Haaland (Noruega): +23 milhões (total: 63,7 milhões) Cristiano Ronaldo (Portugal): +10 milhões (total: 676,0 milhões) Neymar (Brasil): +6,5 milhões (total: 241,2 milhões) Messi (Argentina): +5,6 milhões (total: 512,3 milhões) A Meta também destacou jogadores jovens que também tiveram grande crescimento em seus perfis no Instagram. Entre eles, estão Endrick (+5,2 milhões), Bellingham (+4,2 milhões), Olise (+4 milhões), Yamal (+3 milhões) e Vinícius Jr. (+2,8 milhões). Erling Haaland, da Noruega Reuters/Vincent Carchietta Avanço por equipes Depois de Cabo Verde, o jogadores do Brasil foram os que somaram a maior alta no número de seguidores no Instagram. O elenco da seleção ganhou junto 26 milhões de seguidores, o que representa um aumento de 6%. Noruega e México também apresentaram altas expressivas no comparativo percentual, com altas de 47,8% e 78,2%, respectivamente. Veja os elencos que mais ganharam seguidores no Instagram durante a Copa: Cabo Verde: +32,1 milhões (+2.027%) Brasil: +26,0 milhões (+6,0%) Noruega: +24,5 milhões (+47,8%) México: +20,8 milhões (+78,2%) Argentina: +18,4 milhões (+2,8%) Portugal: +14,4 milhões (+1,9%) Egito: +11,8 milhões (+10,2%) França: +11,4 milhões (+4,6%) Marrocos: +9,1 milhões (+11,9%) Inglaterra: +7,5 milhões (+4,6%) LEIA TAMBÉM: Algoz da seleção, Haaland ganha milhões de seguidores com o 'efeito Brasil'; veja impacto Quem é Vozinha? Conheça o goleiro de Cabo Verde que virou fenômeno na Copa

TCU autoriza super-salários pra servidores da Câmara, Senado e do próprio Tribunal O Tribunal de Contas da União (TCU) propôs um reajuste nos valores pagos como gratificações aos servidores do órgão. O aumento pode chegar a 40%. A proposta foi enviada ao Congresso Nacional. 🔎 A gratificação é um adicional pago a servidores que exercem algumas funções especiais, como chefia ou direção. Esses mecanismos para driblar o limite máximo de remuneração são conhecidos como "penduricalhos". Na semana passada, o TCU decidiu que servidores do próprio tribunal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão receber remunerações acima do teto constitucional. A decisão foi do plenário do TCU, que passou a permitir que o salário e a gratificação por funções de direção, chefia e assessoramento desses servidores sejam considerados separadamente. Com a mudança defendida pelo TCU, o teto constitucional não seria aplicado na soma do salário com a gratificação e passaria a ser aplicado a esses dois pagamentos de forma separada. 💰 O teto do funcionalismo corresponde à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 46.366,19. A Constituição Federal diz que as verbas de caráter remuneratório, ou seja, aquelas pagas por conta do trabalho exercido pelo agente público, devem ficar submetidas ao teto. A proposta de reajuste a servidores do TCU foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela GloboNews. TCU pede ao Congresso reajuste de até 40% em penduricalhos pagos aos servidores do órgão Jornal Nacional/ Reprodução O que diz o projeto O projeto de reajuste das gratificações foi enviado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, na quarta-feira — mesmo dia da decisão sobre os penduricalhos. Pelos cálculos do tribunal, são pagas 923 gratificações a servidores do órgão. Se o reajuste for aprovado, o custo para os cofres públicos será de R$ 27,7 milhões por ano. Alguns exemplos de reajuste: Nível 1: passa de R$ 1.554,42 por mês para R$ 2.176,19 Nível 8 (o mais elevado): vai de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98 Argumentos do TCU Junto ao projeto de lei, o TCU apresentou uma defesa da proposta e escreveu: "Observa-se progressiva defasagem dos valores das funções de confiança quando comparados à complexidade das responsabilidades atualmente exercidas e aos padrões remuneratórios praticados em órgãos federais dotados de estruturas organizacionais equivalentes", diz o ofício enviado ao Congresso. "A atualização proposta é estruturada de forma criteriosa e orientada por parâmetros de governança institucional, fortalecendo os postos de trabalho responsáveis pela supervisão de unidades técnicas, coordenação de fiscalizações de elevada complexidade, assessoramento superior e implementação das diretrizes estratégicas do Tribunal", defende o TCU.

Montagem mostram bandeiras do Brasil e dos EUA de mãos dadas Governo do Brasil O governo do Brasil publicou nas redes sociais uma imagem em que a bandeira brasileira aparece de mãos dadas com a dos Estados Unidos. A publicação, feita nesta segunda-feira (20), afirma celebrar o Dia da Amizade. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O post foi publicado em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Na semana passada, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre exportações do Brasil. Ao anunciar a medida, os EUA alegaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano. Entre os exemplos citados pelo governo dos EUA estão o PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Na publicação desta segunda-feira, seis bandeiras aparecem formando um círculo: Brasil, Estados Unidos, Índia, China, União Europeia e Argentina. As bandeiras brasileira e norte-americana estão lado a lado, de mãos dadas. A legenda afirma que as bandeiras representam os principais parceiros comerciais do Brasil. Ao mesmo tempo, há um indireta sobre diplomacia e soberania. "Nesse 20 de julho, Dia da Amizade, vale destacar a relevância do diálogo e da cooperação entre as nações", diz a publicação. "A colaboração internacional contínua atua como um mecanismo para mitigar crises globais, ampliar mercados e promover o crescimento econômico coordenado entre os países, sem ofender a diplomacia e a soberania de cada nação." Initial plugin text Os comentários da publicação foram limitados por causa da legislação eleitoral. LEIA TAMBÉM Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia Trump tenta transformar celebração espanhola em momento de protagonismo político VÍDEO: Piloto faz pegadinha durante voo e leva passageiros argentinos a acreditarem que a seleção foi campeã da Copa Tarifaço Por que o PIX virou pretexto dos EUA no tarifaço No dia 15 de julho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor na quarta-feira (22). Ao anunciar a medida, o governo norte-americana também publicou uma extensa lista de itens isentos do tarifaço. A carne bovina, por exemplo, um dos produtos mais exportados pelo Brasil aos EUA, entrou na lista de exceções, mesmo sendo alvo de críticas e investigações abertas pelo presidente americano. Abaixo, veja o que ficou isento e o que será taxado. ▶️ Veja produtos que estão fora do tarifaço Produtos de origem animal e carnes Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças; meias-carcaças; cortes com e sem osso; cortes de alta qualidade; carnes processadas. Miudezas e preparados: línguas; fígados; outras miudezas bovinas; carne preparada ou preservada, como corned beef. Peixes e crustáceos: tilápia (fresca, refrigerada ou congelada, exceto filés em alguns casos); atum albacora e patudo; cavala; espadarte; lagosta; lagostins-do-mar. Outros produtos de origem animal: mel natural orgânico certificado; coral; conchas. Produtos vegetais e alimentos preparados Hortaliças e legumes: tomates (com períodos específicos de entrada); jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d'água; alcaparras; cogumelos secos (orelha-de-pau e shiitake). Raízes e tubérculos: feijão Bambara; mandioca (cassava); taro; inhame (yautia); dasheens; araruta. Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; macadâmia; noz-de-cola; areca; pinhões; bananas; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; etrogs; papaias; marmelos; kiwis; duriões; bagas. Café, chá e especiarias: café (torrado ou não, descafeinado ou não); café solúvel, chá verde; chá preto; erva-mate; pimenta; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro. Cereais, moagem e bebidas: cevada; alpiste; fonio; triticale; amidos; farinhas; suco de laranja; sucos cítricos; suco de abacaxi; água de coco. Minerais, químicos e combustíveis Minérios e minerais: grafite; caulim; fosfatos; sulfato de bário; magnésite; amianto; mica; minérios de ferro, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio e titânio. Combustíveis e óleos: carvão; linhite; turfa; coque; benzeno; tolueno; xilenos; naftaleno; petróleo bruto e refinado; óleos para motores e lubrificantes; biodiesel; gás natural; propano; butanos. Produtos químicos: iodo; gases raros; ácidos clorídrico, sulfúrico e fosfórico; óxidos metálicos; hidrocarbonetos; derivados halogenados; álcoois; fenóis; éteres; cetonas; ácidos carboxílicos; vitaminas; hormônios; antibióticos (muitos classificados como Pharma). Produtos médicos, farmacêuticos e fertilizantes Sangue e vacinas: plasma humano; soro bovino fetal; produtos imunológicos; vacinas humanas e veterinárias; toxinas. Medicamentos: produtos contendo penicilinas; insulina; corticosteroides; alcaloides; vitaminas. Fertilizantes: fertilizantes de origem animal ou vegetal; ureia; sulfato de amônio; nitratos; superfosfatos. Materiais industriais Plásticos e borracha: polímeros de etileno, propileno e vinila; silicones; tubos; mangueiras; pneus (especialmente para aeronaves); juntas. Madeira e papel: madeira em bruto ou serrada (mogno, teca e meranti); compensados (plywood); painéis; pastas de madeira; produtos de papel para aeronaves. Metais, máquinas e equipamentos Metais: ferro fundido; ferroligas; sucata; tubos de aço; cobre; níquel; alumínio; zinco; estanho; metais raros. Máquinas: motores de aeronaves (turbojatos e turbopropulsores); bombas; compressores; ventiladores; aparelhos de ar-condicionado; refrigeradores; extintores. Informática e eletrônicos: computadores e unidades de processamento de dados; notebooks; teclados; unidades de disco; circuitos integrados; monitores; projetores; smartphones. Aeronaves, instrumentos e outros produtos Aeronáutica: balões; helicópteros; aviões; drones; hélices; trens de pouso. Instrumentos: lentes; prismas; bússolas; pilotos automáticos; termômetros; barômetros; multímetros. Arte e antiguidades: pinturas; esculturas; selos; coleções de interesse histórico ou botânico. ▶️ Produtos que serão taxados Etanol. Máquinas agrícolas. Vestuário. Maquinário elétrico. Calçados. Ferramentas de jardinagem. Equipamentos de mineração. Papel. Açúcar orgânico. Bens de capital. Manufaturados em geral. Produtos químicos diversos. Itens industriais processados. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O Parlamento francês deverá proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos na terça-feira (21), após deputados e senadores chegarem a um acordo nesta segunda-feira (20) sobre a legislação que implementará a medida, que ganha força em todo o mundo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O presidente francês, Emmanuel Macron, quer fazer da proteção das crianças nas redes sociais e da regulamentação do tempo de uso de telas uma das principais conquistas de seu segundo mandato, que termina em maio de 2027. "Amanhã [terça-feira], a França será o primeiro país da Europa a estabelecer uma maioria digital para melhor proteger nossas crianças online", anunciou a ministra delegada do Setor Digital, Anne Le Hénanff, na rede social X. O governo planeja implementar essa proibição a partir de setembro, quando os alunos retornarem às aulas após as férias. O Reino Unido aprovou uma medida semelhante para menores de 16 anos, mas ela só entrará em vigor no início de 2027. Agora no g1 A Assembleia Nacional (câmara baixa) e o Senado (câmara alta) da França votarão a versão mais recente da lei na terça-feira (21), após terem chegado a um acordo nesta segunda-feira sobre o mecanismo de implementação. Sete senadores e sete deputados concordaram, em geral, em proibir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais, com exceções como enciclopédias online. Os parlamentares optaram, portanto, pela formulação da Assembleia Nacional, segundo diversas fontes parlamentares, em detrimento da proposta do Senado, que defendia a criação de uma lista de plataformas proibidas. A senadora centrista Catherine Morin-Desailly reconheceu que esta última opção exigiria mais tempo para implementar a proibição. O texto também inclui a proibição de celulares no ensino médio, assim como já ocorre no ensino fundamental. A pressão sobre os políticos europeus aumentou desde que a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Na semana passada, a Comissão Europeia anunciou que considera estabelecer um acesso "progressivo e gradual" de crianças e adolescentes a plataformas digitais.

Paramount faz proposta para comprar Warner Eric Gaillard/Reuters e Reprodução A Justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente, nesta segunda-feira (20), a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões). A decisão foi tomada por uma juíza federal de Oakland, na Califórnia, que determinou a suspensão temporária da operação. Uma audiência será realizada em 3 de agosto para decidir se o negócio permanecerá suspenso durante toda a tramitação da ação, o que pode levar meses. A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia com poder suficiente para elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a concorrência no setor. Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças poderão ser difíceis de reverter. Agora no g1 O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua presença no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney. A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA. A empresa também afirma que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria os trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades há vários anos. "Estamos confiantes de que as provas demonstrarão que os argumentos antitruste dos procuradores-gerais estaduais não têm fundamento, pois os mercados que eles alegam existir e suas alegações de efeitos anticoncorrenciais não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais", afirmou um porta-voz da Paramount à agência Reuters. Fusão enfrenta obstáculos regulatórios Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de obstáculos regulatórios e judiciais. Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos da fusão sobre a concorrência. A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia. Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos. Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos. A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária. Entenda a fusão A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento. Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura. Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1

Logotipo da ASML na sede da empresa durante uma paralisação de trabalhadores contra os planos de redução do quadro de funcionários, em Veldhoven, na Holanda, em 24 de março de 2026. REUTERS/Nicolas Economou A ASML, maior fabricante mundial de equipamentos usados na produção de chips de computador, pretende conceder um bônus de € 20 mil — cerca de R$ 116 mil — aos funcionários que permanecerem na empresa entre 2027 e 2030. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia confirmou o plano, divulgado inicialmente pelo jornal Eindhovens Dagblad, nesta segunda-feira (20), em um comunicado enviado por email. Segundo a ASML, o benefício será concedido por meio de ações condicionais a partir de 1º de janeiro de 2027. Os detalhes do programa ainda estão sendo definidos, mas a empresa afirmou que ele será oferecido a "todos os funcionários elegíveis". Agora no g1 A iniciativa ocorre em um momento de forte demanda e escassez de profissionais qualificados na indústria de semicondutores. Outras gigantes do setor, como Samsung Electronics, TSMC e SK Hynix, também têm oferecido remunerações adicionais para atrair e reter trabalhadores. Empresa mais valiosa da Europa em valor de mercado, a ASML anunciou neste mês lucro líquido de € 2,92 bilhões. A companhia também informou que sua principal linha de equipamentos de litografia, utilizada na impressão de circuitos em chips, está praticamente esgotada até 2027. A ASML emprega cerca de 44,5 mil pessoas em todo o mundo. Mais da metade trabalha na Holanda, enquanto aproximadamente 8,5 mil estão nos Estados Unidos.

A movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros chegou a 65,2 milhões de viajantes no primeiro semestre de 2026, segundo dados atualizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação aos seis primeiros meses de 2025. Do total registrado entre janeiro e junho, segundo o governo, 50,2 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, enquanto 15 milhões utilizaram voos internacionais. Os dados mostram que o avanço da movimentação aérea foi puxado pelos dois segmentos do mercado (doméstico e internacional). Agora no g1 No acumulado do semestre, o transporte internacional manteve ritmo de crescimento acima do doméstico. Só no mês de junho, os aeroportos brasileiros movimentaram 10,3 milhões de passageiros, uma queda de 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025 — diferentemente de maio, que teve alta de 2,5% na mesma comparação. RELEMBRE: Movimentação de passageiros em aeroportos bate recorde nos cinco primeiros meses de 2026, diz governo Desse total, 8,1 milhões foram transportados em voos domésticos e 2,2 milhões em viagens internacionais. A demanda por transporte aéreo, medida pelo indicador que considera o número de passageiros e a distância percorrida, avançou 0,2% no mercado doméstico e 1% no internacional em relação a junho do ano passado. Já a oferta, calculada a partir dos assentos disponibilizados pelas companhias aéreas e da distância voada, cresceu 3,3% no segmento doméstico e 2,3% no internacional na mesma comparação. Movimentação intensa de passageiros para remarcação de passagens no Aeroporto de Congonhas RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Cargas A movimentação de cargas nos aeroportos brasileiros alcançou 673,6 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025. Do total transportado, 225,4 mil toneladas foram movimentadas no mercado doméstico e 448,2 mil toneladas no internacional. Somente no mês passado, ainda segundo dados da Anac, os aeroportos processaram 116,1 mil toneladas de cargas, volume 6,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. No período, o segmento doméstico respondeu por 38,3 mil toneladas, enquanto o mercado internacional movimentou 77,8 mil toneladas.

Vídeo mostra voo protótipo de carro voador, no interior de SP A Eve Air Mobility, empresa da Embraer especializada em mobilidade aérea avançada, anunciou dois novos acordos que somam pedidos de até 46 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), conhecidas como "carros voadores". Um dos acordos foi firmado com a Moov, empresa de aviação sediada na Suíça, que manifestou interesse na aquisição de até 30 eVTOLs. Além da possível compra das aeronaves, as empresas vão estudar a implantação da mobilidade aérea avançada em Cabo Verde e na Europa. Entre as aplicações previstas estão voos turísticos, transporte entre aeroportos, portos e resorts, além de conexões entre as ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal, Praia e Boa Vista. As empresas também avaliam o uso das aeronaves para transporte médico e inspeção de infraestrutura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Eve, Cabo Verde reúne características favoráveis para esse tipo de operação, impulsionado pelo crescimento do turismo e pelos investimentos em infraestrutura. Dados do Banco Mundial apontam que o arquipélago recebeu cerca de 1,18 milhão de visitantes em 2024, alta de 16,5% em relação ao ano anterior. Embraer faz voo de demonstração de 'carro voador' em evento Jorge Silva/Reuters O segundo acordo foi assinado com a Shearwater Global Capital, empresa de financiamento aeronáutico do grupo Bay Point, que pretende adquirir até 16 eVTOLs. A parceria, segundo a Eve, busca ampliar a oferta de leasing para futuros operadores da mobilidade aérea avançada. A expectativa é facilitar o acesso às aeronaves e acelerar a formação de frotas à medida que o mercado se desenvolve. Carros voadores Popularmente chamados de carros voadores, os eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027. O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Por que o PIX virou pretexto dos EUA no tarifaço O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, criticou a investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Pix e afirmou que a ofensiva representa uma tentativa de punir o Brasil pelo sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), Krugman afirma que o Pix se tornou uma referência mundial em pagamentos digitais e que a iniciativa do governo de Donald Trump não se sustenta do ponto de vista econômico. "Trump tentará punir o Brasil por esse sucesso", escreveu o economista ao comentar a investigação comercial aberta pela administração americana com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano incluiu o Pix entre os temas da investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras consideradas desleais. Criado pelo Banco Central, o sistema permite transferências e pagamentos instantâneos entre pessoas e empresas. Novas tarifas: EUA dizem que o PIX prejudica empresas americanas; setor financeiro, no Brasil, discorda Jornal Nacional/ Reprodução Para Krugman, oferecer um sistema público de pagamentos mais barato e eficiente não configura uma prática comercial desleal. "Por que seria desleal um país oferecer aos seus próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona. Pix ampliou concorrência Ao longo do artigo, o economista defende que o Pix aumentou a concorrência no mercado de pagamentos ao oferecer uma alternativa de baixo custo para consumidores e empresas. Na avaliação dele, a popularização do sistema reduziu a dependência de meios tradicionais de pagamento e afetou empresas como Visa e Mastercard. Isso, porém, seria resultado da concorrência entre tecnologias, e não de uma vantagem indevida. "Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?", escreveu. Krugman argumenta que a reação do governo americano reflete, em parte, a perda de espaço de empresas privadas diante de um sistema público considerado mais eficiente. Paul Krugman já havia defendido o Pix em um artigo escrito há um ano. Adam Schultz/Official White House Photo Debate vai além do Pix O Nobel usa o caso brasileiro para defender sistemas públicos de pagamentos e moedas digitais emitidas por bancos centrais. Segundo ele, o sucesso do Pix demonstra que esse tipo de ferramenta pode tornar pagamentos eletrônicos mais baratos e eficientes. Já os Estados Unidos, afirma, ficaram para trás nesse debate devido à resistência política e à pressão de grupos ligados ao mercado de criptomoedas. "A verdadeira preocupação deles é que ela funcione bem demais", escreveu ao comentar a oposição à criação de um dólar digital. Krugman também compara o caso brasileiro à experiência de El Salvador com o Bitcoin. Para ele, enquanto o Pix se tornou amplamente utilizado pela população, a tentativa do governo salvadorenho de transformar a criptomoeda em um meio de pagamento de massa fracassou. Tarifas terão alcance limitado, afirma Na parte final do artigo, Krugman avalia que as tarifas propostas pelo governo Trump dificilmente alcançarão os resultados pretendidos. Segundo ele, as medidas podem elevar os preços de produtos brasileiros consumidos pelos próprios americanos, como café, carne bovina e suco de laranja. Ao mesmo tempo, afirma que o Brasil tende a ampliar sua presença em outros mercados. Krugman cita a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, para sustentar que, no balanço geral, as tarifas americanas fortaleceram a posição do Brasil no comércio internacional. "O desvio do comércio global em reação às tarifas dos Estados Unidos transformou o Brasil em uma potência exportadora", escreveu De Bolle, citada por Krugman. Como exemplo, ela menciona o aumento da participação brasileira nas exportações de soja para a China. Ao concluir o artigo, Krugman faz uma crítica mais ampla à política econômica do governo Trump. "O governo Trump declarou guerra ao futuro", escreveu. "E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam."

Loja da Samsung em Seul, na Coreia do Sul Reuters/Kim Hong-Ji A Samsung reduziu o quadro de funcionários em suas operações nos Estados Unidos nas áreas de telas, celulares e outros produtos eletrônicos de consumo, afetando principalmente trabalhadores em Nova Jersey e no Texas, de acordo com documentos e duas pessoas a par do assunto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A gigante sul-coreana de tecnologia informou neste domingo, em comunicado à Reuters, que 739 cargos em Englewood Cliffs, em Nova Jersey, foram afetados pelos planos da Samsung Electronics America (SEA) — que se concentra em eletrônicos de consumo e não inclui chips — de transferir sua sede para o Texas. A maioria das pessoas afetadas recebeu ofertas de realocação, mas outras foram demitidas, acrescentou a empresa, sem dar mais detalhes. No escritório da SEA em Plano, no Texas, cerca de 100 funcionários, incluindo a equipe da divisão de dispositivos móveis, foram demitidos, segundo uma pessoa que afirmou estar entre os demitidos. As fontes preferiram não se identificar devido à delicadeza do assunto. Agora no g1 Os cortes — embora relacionados à mudança da sede — destacam a divergência dentro da gigante sul-coreana de tecnologia, com sua divisão de chips disparando para lucros recordes enquanto suas unidades de eletrônicos de consumo enfrentam dificuldades devido ao aumento dos custos dos chips. A decisão da Samsung de transferir a sede da SEA é surpreendente, pois os funcionários da SEA em Nova Jersey haviam se mudado para novos escritórios com grande alarde há menos de um ano. A SEA emprega cerca de 1.200 funcionários em Nova Jersey, de acordo com um comunicado à imprensa do deputado federal norte-americano Josh Gottheimer, que participou de um evento para marcar a inauguração dos novos escritórios em setembro. Embora não tenha sido possível apurar a extensão exata das demissões em massa na SEA, documentos analisados pela Reuters mostram que a unidade notificou alguns funcionários em 30 de junho sobre uma “redução de pessoal em toda a empresa”, acrescentando que haveria um “número significativo de impactos”. Publicações no LinkedIn analisadas pela Reuters também mostram que mais de 30 funcionários, incluindo executivos de vendas e marketing no Texas e em Nova Jersey, bem como alguns em outras localidades dos EUA, afirmaram ter sido demitidos ou terem deixado a empresa nas últimas duas semanas. Detalhes sobre as demissões em massa na SEA não haviam sido divulgados anteriormente. A Samsung afirmou em seu comunicado que a mudança da sede “pode levar a alterações em nossa estrutura de força de trabalho, como funcionários que não podem se mudar ou certas funções que são otimizadas para garantir que nossas funções estejam alinhadas às principais prioridades de negócios”.

Um homem trabalha na impressão de jornal em Madri, na Espanha, em 20 de julho de 2026. Sergio Leon/Reuters Os homens tendem mais do que as mulheres a usar oportunidades de emprego em outras empresas como moeda de troca para negociar salários mais altos em seus empregos atuais, o que contribui para a persistência das disparidades salariais entre os sexos, de acordo com um estudo da Fundação Rockwool de Berlim ao qual a Reuters teve acesso e publicado neste domingo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo estima que a renegociação seja responsável por cerca de metade da diferença salarial entre homens e mulheres. A Diretiva de Transparência Salarial da UE entrou em vigor em junho e deve melhorar as informações sobre as diferenças salariais dentro das empresas. Os resultados sugerem que a transparência salarial, por si só, pode não ser suficiente para eliminar as disparidades de gênero. Agora no g1 Entre os trabalhadores do mesmo local de trabalho e da mesma ocupação, os homens ganham, em média, 8% a mais do que as mulheres. O estudo constatou que oportunidades de emprego externas elevam os salários dos homens em seus empregos atuais, enquanto as mulheres na mesma situação não obtêm ganhos comparáveis, mesmo tendo a mesma probabilidade que os homens de mudar de empregador. As mulheres, em geral, parecem trocar de emprego em vez de usar essas oportunidades para negociar um aumento salarial; os homens, por outro lado, eram mais propensos a obter aumentos salariais sem precisar sair da empresa. Os pesquisadores basearam seu estudo em funcionários que tomaram conhecimento de vagas externas por meio de pais ou irmãos que trabalhavam em outras empresas.

Logo do AliExpress em uma loja da plataforma em Granada, na Espanha, em julho de 2024 Jon Nazca/Reuters/Arquivo A União Europeia impôs, nesta segunda-feira (20), uma multa de 550 milhões de euros (3,2 bilhões de reais) à plataforma chinesa de comércio online AliExpress, subsidiária do gigante Alibaba, por permitir a venda de produtos ilegais no bloco, como brinquedos proibidos e roupas falsificadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A AliExpress foi sancionada por descumprir o regulamento europeu sobre serviços digitais, "que a obriga a avaliar e mitigar com diligência os riscos relacionados à venda em sua plataforma de produtos ilegais, perigosos ou falsificados", anunciou a Comissão Europeia, após uma investigação de mais de dois anos. Trata-se da multa mais alta imposta por Bruxelas desde a adoção da Lei de Serviços Digitais (DSA) em 2022. "Não concordamos com a decisão emitida hoje nem com esta multa desproporcional, que não refletem nem nossos princípios estabelecidos nem as medidas significativas e proativas que implementamos", afirmou a empresa em declaração à AFP, sem informar se irá recorrer da decisão. Agora no g1 O Executivo europeu considera que o sistema de detecção de produtos proibidos implementado pela AliExpress não funcionava quando iniciou sua investigação em março de 2024. "Detectamos uma grande quantidade de produtos falsificados, mas também brinquedos e cosméticos perigosos, que permaneceram à venda por muito tempo", explicou aos jornalistas Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica. Ela também explicou que as sanções aplicadas pela plataforma aos vendedores que infringiam as normas "não eram eficazes", já que suas lojas continuavam ativas por muito tempo depois. Vendedores mal-intencionados também conseguiam driblar facilmente os sistemas de verificação de produtos porque as equipes não tinham pessoal suficiente. A sanção obriga o site a apresentar, no prazo de três meses, medidas destinadas a cumprir a DSA, sob pena de multas periódicas. No ano passado, a Comissão Europeia aceitou as iniciativas propostas pela AliExpress para resolver de maneira amigável infrações detectadas durante suas investigações, mas havia advertido que a plataforma se expunha a uma sanção por esses outros motivos. "Desde a entrada em vigor da DSA, a AliExpress tem se empenhado firmemente em cumprir suas obrigações e continua a fazê-lo", assegurou a plataforma chinesa. "Respeitar as mesmas regras" No âmbito de uma investigação paralela, Bruxelas impôs em maio uma multa de 200 milhões de euros (1,17 bilhão de reais) à Temu, outra plataforma chinesa muito popular na Europa, pelos mesmos motivos, uma sanção que a empresa contestou. A rede social X, do bilionário Elon Musk, também recebeu uma multa de 120 milhões de euros (702 milhões de reais, na cotação atual) no fim de 2025, mas por descumprir as obrigações de transparência previstas pela DSA. A UE vem endurecendo há meses as normas para proteger seu mercado frente a uma concorrência chinesa frequentemente considerada desleal. A medida principal tem sido um imposto mínimo de três euros (17,5 reais) sobre pequenos pacotes importados para o bloco. No entanto, a Comissão negou ter mirado a AliExpress por causa de sua origem. "Estamos realizando investigações sobre várias plataformas online, muitas das quais têm sede nos Estados Unidos, e muitas outras na China, mas também na Europa", e "não levamos em conta sua origem porque todos os que quiserem operar na Europa devem cumprir as mesmas regras", destacou Virkkunen. Outra plataforma de vendas de origem asiática, a Shein, também está na mira de Bruxelas.

Quais produtos brasileiros mais exportados aos EUA pagarão a tarifa de 25% A China ampliou as compras de soja brasileira e reduziu as importações do produto vindo dos Estados Unidos em junho, reforçando uma tendência observada desde o início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que o país importou 12,08 milhões de toneladas de soja do Brasil em junho, alta de 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já as compras de soja americana caíram 20,6%, passando de 1,6 milhão para 1,27 milhão de toneladas. No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. O resultado foi impulsionado pela grande oferta brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses. No acumulado do primeiro semestre, a diferença é ainda mais expressiva: As importações de soja dos EUA recuaram 42,4%, para 9,31 milhões de toneladas, Os embarques brasileiros cresceram 9,1%, alcançando 34,75 milhões de toneladas. O que explica a queda da soja americana? No total, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja no mês, o maior volume já registrado para junho. Divulgação Segundo analistas, a redução nas compras dos EUA reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim. Durante boa parte do último ano, compradores chineses adiaram aquisições da safra americana à espera de negociações entre os dois governos. Após uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em maio deste ano, a China voltou a comprar soja dos EUA e manteve o compromisso firmado anteriormente de adquirir ao menos 25 milhões de toneladas anuais do produto até 2028. Mesmo assim, a soja brasileira continua predominando nas importações chinesas, favorecida pela colheita recorde e pela competitividade do produto nacional. Brasil ganha espaço, mas há um limite Como o g1 mostrou, o bom desempenho de produtos como a soja beneficia o agronegócio brasileiro, mas não compensa as perdas de outros setores atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. (leia mais aqui) 🔎 Isso porque a pauta de exportações do Brasil para a China é altamente concentrada. Hoje, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes respondem por cerca de 90% das vendas brasileiras ao país asiático. Com isso, empresas brasileiras que exportam produtos industrializados aos EUA — e que podem perder mercado por causa das novas tarifas — dificilmente conseguirão compensar essas perdas vendendo para a China. O motivo é que o mercado chinês compra principalmente commodities brasileiras, enquanto produtos manufaturados enfrentam maior concorrência de fabricantes locais e de outros países, além de barreiras comerciais mais elevadas. *Com informações da Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,43% nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 5,0893. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,20%, aos 173.371 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Sem avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz continuou no centro das atenções. O conflito entre os dois países chegou ao décimo dia nesta segunda-feira, aumentando as incertezas sobre a reabertura da rota e os possíveis impactos da restrição ao fluxo de petróleo para a inflação mundial. No fim de semana, os preços do petróleo chegaram a ficar acima dos US$ 90. Nesta segunda, perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,99%, cotado a US$ 88,97. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 0,73%, cotado a US$ 83,09 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,43%; Acumulado do mês: -1,42%; Acumulado do ano: -7,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --0,20%; Acumulado do mês: +0,78%; Acumulado do ano: +7,60%. Escalada das tensões no Oriente Médio O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos. O Departamento do Estado americano chegou a emitir um alerta global de segurança no sábado (18), citando o aumento das tensões no Oriente Médio e o potencial para uma nova escalada. O departamento aconselhou os americanos em todo o mundo — e especialmente aqueles no Oriente Médio — a exercerem maior cautela e a seguirem os alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo. Com a morte dos militares, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19). A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,59%, o S&P 500 caiu 0,16% e o Nasdaq Composite registrou perda de 0,05%. Na Europa, o dia foi majoritariamente negativo, em meio às preocupações com as tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,30%, para 639,6 pontos. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 0,06% e o CAC-40, da França, avançou 0,02%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,71%. Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira (20), impulsionadas por setores tradicionais. Os papéis do setor de tecnologia e capitalização continuaram em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,53%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,85%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,36%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma desvalorização de 4,46%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

Vencedor do prêmio Nobel de economia elogiou o Pix Getty Images via BBC O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta segunda-feira (20/7) no qual afirma que as tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil não vão funcionar - e vão fortalecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso", afirma o economista, em artigo publicado no site Substack. Confirmadas na semana passada, as tarifas entram em vigor na próxima quarta-feira (22/07). Agora no g1 Krugman, que há exatamente um ano publicou um texto no qual classificou o PIX como "dinheiro do futuro, pontua que as tarifas vão fortalecer politicamente o presidente Lula. "Economicamente, o alcance das tarifas será limitado", afirma, ao citar os temores do governo Trump em relação aos preços do café, suco de laranja, carne bovina, entre os produtos - alguns dos principais exportados pelo Brasil aos EUA. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, afirma que o governo Trump tenta punir o Brasil pelo sucesso do PIX. "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona o economista em seu artigo. "De certa forma, a administração Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma verdadeira democracia", diz Krugmann em seu texto. "Ao contrário dos EUA, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar fomentar uma revolta após perder a última eleição", continua o economista. Krugman já havia publicado um artigo no qual afirmou que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro Getty Images via BBC Em seu artigo, o economista afirma também que a hostilidade de Trump em relação ao PIX ilustra a mesma posição do presidente dos EUA em relação à política energética. "Este governo se opõe ao progresso, sempre que o progresso contraria os interesses e a ideologia dos oligarcas que investiram dinheiro na campanha de Trump e no seu bolso", diz. Krugman cita ainda um relatório do Fed (o Banco Central dos EUA) de 2022, que afirma que o PIX é uma moeda digital do Banco Central do Brasil, "análoga ao dinheiro de papel". O economista questiona também: "Mas desde quando é uma prática comercial desleal uma empresa perder clientes para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?". E continua, com a pergunta: "Deveríamos fechar o serviço postal dos EUA porque ele oferece um serviço de entregas melhor e mais barato do que a UPS e a FedEx?" No artigo, Krugman cita que o governo Trump estaria preocupado com o fato de o PIX e outros sistemas de pagamentos similares desafiarem a hegemonia internacional do dólar. Mas, para o economista, o Brasil é um ator "pequeno demais para provocar impacto no sistema global de pagamentos". No entanto, argumenta Krugman, o dólar pode enfrentar um desafio real caso o Banco Central Europeu conseguir adotar um euro digital em 2029, como planejado. "Se isso acontecer, não é difícil imaginar que um número significativo de transações antes feitas em dólar passarão a ser feitas em euros digitais", escreve Krugman. O Nobel de Economia continua: "o motivo pelo qual as pessoas podem optar pelo euro digital é porque os EUA não vão oferecer um meio de pagamento igualmente bom. Por que não vai ter um dólar digital?", questiona. E ele mesmo responde. "Não porque seja uma má ideia - como o Brasil demonstrou, seria uma ótima ideia. Mas existem poderosos grupos de interesse que se opõem a qualquer iniciativa desse tipo. Na conclusão de seu artigo, Krugman cita o argumento da economista brasileira Monica de Bolle, para quem as tarifas fortalecem a posição do governo brasilero. Em entrevista à BBC News Brasil na semana passada, De Bolle avaliou que o impacto das tarifas de Trump deve ser restrito. "Mas a evidente insensatez dessas novas tarifas não impedirá que elas aconteçam. O governo Trump declarou guerra ao futuro", conclui Krugman, ao afirmar que o presidente dos EUA nunca admite quando suas guerras fracassam.

Espanha e Argentina Reuters A Espanha foi a grande campeã da Copa do Mundo de 2026, após vencer a seleção argentina, por 1 a 0 na prorrogação. A final do mundial aconteceu neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos e garantiu à seleção espanhola um prêmio de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 255,8 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Argentina, a vice-campeã também sai da competição com alguns milhões de dólares a mais no caixa. Por ter conquistado o segundo lugar, o time de Messi vai receber 33 milhões de dólares (R$ 168,8 milhões). A disputa pelo terceiro lugar também valeu cifras expressivas. A seleção da Inglaterra embolsou 29 milhões de dólares, cerca de R$ 148,3 milhões, depois de vencer a França por 6 a 4. E a oponente, mesmo derrotada, ainda levou para casa 27 milhões de dólares, R$ 138,1 milhões. LEIA TAMBÉM: Análise: Espanha conquista a Copa do Mundo com estilo, autoridade e dá indícios de nova dinastia Dinheiro pra quase todo mundo Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio. As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México. LEIA TAMBÉM: Jornal critica gesto da Argentina durante premiação da Espanha: 'Desagradável' Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos. Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição. Confira abaixo a premiação de cada seleção na Copa: 1 - Espanha - US$ 50 milhões (R$ 263,5 milhões) 2 - Argentina - US$ 33 milhões (R$ 176,5 milhões) 3 - Inglaterra - US$ 29 milhões (R$ 156 milhões) 4 - França - US$ 27 milhões (R$ 146 milhões) LEIA TAMBÉM: Rodri de novo? Veja como fica disputa pela Bola de Ouro depois da Copa (Eliminados nas quartas) 5 - Noruega - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 6 - Bélgica - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 - Marrocos - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 (empate) - Suíça - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) (Eliminados nas oitavas) 9 - México - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 10 - Colômbia - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 11 - Brasil - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 12 - EUA - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 13 - Portugal - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 14 - Canadá - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 15 - Egito - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 16 - Paraguai - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) (Eliminados nos 16 avos) 17 - Holanda - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 18 - Alemanha - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 19 - Costa do Marfim - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 20 - Croácia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 21 - Japão - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 22 - Austrália - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 23 - RD Congo - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 24 - Gana - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 - Equador - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 (empate) - África do Sul - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 27 - Suécia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 28 - Áustria - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 29 - Bósnia e Herzegovina - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 30 - Argélia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 31 - Senegal - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 32 - Cabo Verde - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) (Eliminados na fase de grupos) 33 - Irã - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 34 - Coreia do Sul - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 35 - Turquia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 36 - Escócia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 37 - Uruguai - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 38 - Arábia Saudita - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 39 - República Tcheca - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 40 - Nova Zelândia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 41 - Qatar - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 42 - Curaçao - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 43 - Panamá - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 44 - Jordânia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 45 - Haiti - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 46 - Uzbequistão - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 47 - Tunísia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 48 - Iraque - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)

Assessoria do governo do Mato Grosso As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde no primeiro semestre de 2026, mas o segundo semestre será mais desafiador para o setor por causa da cota de importação da China e de restrições da União Europeia, disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta segunda-feira (20). De janeiro a junho, as vendas de carne bovina para outros países somaram US$ 9,929 bilhões, alta de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em volume, os embarques chegaram a 1,811 milhão de toneladas, crescimento de 7,3%. Segundo a Abrafrigo, é o melhor resultado da série para um primeiro semestre, tanto em valor quanto em volume. Apesar do desempenho, a entidade avalia que os resultados devem perder força no segundo semestre. O principal motivo é o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. A estimativa é que o limite de 1,106 milhão de toneladas destinado ao Brasil em 2026 tenha sido preenchido com os embarques realizados até junho. Com isso, segundo a Abrafrigo, os embarques para a China foram interrompidos em julho, já que os volumes exportados acima da cota são sobretaxados em 55%. Além disso, há o risco de suspensão das compras pela União Europeia a partir de 3 setembro. O bloco exige que o Brasil comprove que não utiliza antimicrobianos para promover crescimento em animais. Veto à carne do Brasil: por que a União Europeia quer mais controle sobre antibióticos na pecuária UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro China segue como principal destino As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, para US$ 4,818 bilhões. Em volume, o avanço foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. O país respondeu por 48,5% das receitas obtidas com as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chegou a 53%. Segundo a Abrafrigo, o governo chinês contabilizou na cota as cargas que chegaram aos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas no fim de 2025. Por isso, a entidade estima que o limite anual já tenha sido atingido. Diante desse cenário, a Abrafrigo projeta que o Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026, na comparação com 2025, quando as exportações para o país asiático somaram US$ 8,845 bilhões. A entidade afirma, porém, que essa queda poderá ser parcialmente compensada caso os embarques sejam retomados nos dois últimos meses do ano, com chegada das cargas aos portos chineses apenas em janeiro de 2027, dentro da cota do próximo ano. Outros mercados ajudam a compensar O avanço das vendas para outros mercados pode reduzir parte dos impactos da menor demanda chinesa. Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram as importações em 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão. Considerando apenas a carne bovina in natura, as compras americanas cresceram 41%, para US$ 1,116 bilhão, enquanto o volume embarcado avançou 17,3%, para 183,6 mil toneladas. Segundo a entidade, as perspectivas para o mercado americano seguem favoráveis porque a carne bovina ficou de fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A Abrafrigo também lembra que o país ainda enfrenta baixa produção interna e preços elevados, o que pode favorecer as importações. O Chile, terceiro maior destino da carne bovina in natura brasileira, elevou as compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, com aumento de 20% no volume embarcado, que chegou a 70,3 mil toneladas. União Europeia ainda negocia certificação As compras da União Europeia de carne e subprodutos bovinos brasileiros cresceram 35,26% no primeiro semestre, para US$ 482,65 milhões. Mesmo assim, o bloco poderá suspender as compras de carne bovina brasileira a partir de setembro, quando entram em vigor novas exigências sobre a comprovação de produção livre do uso de antimicrobianos no rebanho. Segundo a Abrafrigo, o Brasil ainda negocia com as autoridades sanitárias europeias um modelo de certificação que permita manter as exportações, mas, até o momento, não há resultados concretos. Diversificação de mercados Além dos Estados Unidos e do Chile, outros mercados ampliaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre: Rússia: 62 mil toneladas (+34,5%) e receita de US$ 283,8 milhões (+48,6%); Hong Kong: US$ 227,15 milhões (+33,8%); Arábia Saudita: US$ 192 milhões (+31,7%); Egito: US$ 179,8 milhões (+32,2%). O México, por outro lado, reduziu as compras em 8,13%, para US$ 253,8 milhões. Segundo a Abrafrigo, essa diversificação ganha importância diante das incertezas envolvendo China e União Europeia. No primeiro semestre, 118 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 55 reduziram as aquisições.
O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,15%. Esta é a terceira semana seguida de recuo.
As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,16% para 5,15%;
➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,20%;
➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,70% para 3,78%;
➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.
Agora no g1
Corte dos juros
Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic.
Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano — após três cortes neste ano.
A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.
Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.
Atividade econômica
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.
O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.
Para 2027, a projeção de crescimento do PIB continuou em 1,65%.
Taxa de câmbio
O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.
Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.

Fumaça sai do Hotel Intercontinental em Cabul, capital do Afeganistão, durante ataque terrorista em 21 de janeiro de 2018 Mohammad Ismail/Reuters "Bom dia, ChatGPT, você pode me dizer como se faz uma bomba?". Qualquer pessoa que já tenha tentado fazer uma pergunta desse tipo a um chatbot de inteligência artificial (IA) sabe que a resposta pode variar de uma longa explicação sobre a história dos explosivos até o bloqueio permanente da conta do usuário. Mas, às vezes, se a pergunta for formulada de uma determinada maneira, a resposta pode incluir informações potencialmente úteis sobre como fabricar uma bomba. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Diversos veículos de comunicação já testaram essa hipótese e descobriram que, quando são usados os prompts "corretos", alguns modelos de IA podem fornecer orientações sobre a criação de armas biológicas, o planejamento de um atentado num estádio esportivo ou formas de ocultar os rastros de um terrorista. Esse método de contornar as restrições dos sistemas é conhecido como "jailbreaking". A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, define isso como "tentativa de um agente mal-intencionado de induzir o modelo a fornecer conteúdo proibido". Agora no g1 Um recente relatório publicado pela organização Tech Against Terrorism, um observatório online apoiado pelo escritório de contraterrorismo das Nações Unidas, mostrou com que frequência um LLM fornece informações "úteis" para possíveis extremistas. Os pesquisadores enviaram mais de 2.300 solicitações de informação, baseadas em "casos reais de uso por terroristas", a 27 modelos diferentes de IA. Eles descobriram que 32% das consultas resultaram em informações utilizáveis. Quando a mesma pergunta era reformulada como se fosse para fins de pesquisa acadêmica, o percentual subia para 42%. Leia também: IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial, alertam especialistas Aumento do uso de IA por terroristas O relatório voltou a chamar atenção para uma preocupação crescente entre especialistas em segurança digital e terrorismo: a possibilidade de potenciais agressores passarem a usar a IA para o planejamento de atentados e não só de propaganda. Nos últimos três ou quatro anos, o principal uso da IA por grupos extremistas, como o Estado Islâmico e a rede Al Qaeda, tem sido a produção de propaganda. Isso inclui vídeos, memes, podcasts e diferentes formas de desinformação, disseminados entre simpatizantes e utilizados para radicalizar novos seguidores. Mas esse cenário está mudando. O ano de 2025 registrou um aumento significativo de incidentes nos quais terroristas e extremistas violentos utilizaram ferramentas de IA para planejar, pesquisar e preparar ataques, afirmaram especialistas da publicação Militant wire em dezembro. Ataques que ganharam manchetes e que causaram mortes ou danos materiais, assim como diversas conspirações frustradas, utilizaram IA para planejamento, vigilância, visualização e propaganda. Os casos foram registrados nos Estados Unidos, no Canadá, em Israel, na Finlândia e na Áustria. Frequentemente é difícil saber exatamente como a IA foi utilizada, já que as agências de segurança raramente divulgam detalhes. No entanto, como relatou um especialista ao Parlamento do Reino Unido durante uma inquérito realizado no fim de 2025, "processos judiciais e relatórios periciais documentam cada vez mais conversas nas quais suspeitos pedem a modelos de linguagem instruções para fabricação de bombas, validação ideológica ou justificativas para ataques". Grupos extremistas também adotam IA Esse uso da IA não se limita a indivíduos. Grupos extremistas também estão adotando essa tecnologia. Pesquisadores que estudam o uso de drones pelo grupo afiliado à Al-Qaeda Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), baseado no Mali, acreditam que a organização tenha usado IA para auxiliar na modificação de drones. Em uma análise publicada em junho pela Global Network on Extremism and Technology, os pesquisadores de segurança Yuri Neves e Emily Klein observaram que apoiadores do Estado Islâmico, assim como grupos da extrema direita, discutem regularmente formas de utilizar IA em canais de mensagens. Neves e Klein trabalham na organização americana Moonshot, especializada no combate a ameaças online. Eles identificaram canais no aplicativo Telegram dedicados ao uso de IA, além de extremistas compartilhando "prompts" e links para conversas com chatbots, coordenando estratégias para obter respostas específicas e até dividindo os custos de assinaturas do ChatGPT. Saiba também: Ferramenta da Meta deixa de reconhecer imagens de IA após recortes, diz agência A IA substituiu os recrutadores virtuais? O pesquisador Rueben Dass, da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam (RSIS), em Singapura, observa que os chatbots de IA passaram a desempenhar novos papéis em ataques realizados pelos chamados "lobos solitários". "Antes existia o conceito dos planejadores virtuais, que eram pessoas localizadas em zonas de conflito que entravam em contato com outras pelas redes sociais para incentivá-las a cometer ataques", explicou Dass à DW. "Não acho que se possa dizer que os seres humanos tenham sido substituídos, mas, até certo ponto, esses atores isolados passaram a recorrer à IA, como o ChatGPT, para obter esse tipo de apoio." Segundo o analista Moustafa Ayad, do think tank Institute for Strategic Dialogue, sediado no Reino Unido, no ano passado o veículo de mídia do Estado Islâmico Voice of Khorasan publicou orientações sobre como utilizar IA. Ayad afirma que o ecossistema jihadista utiliza a IA de diversas formas, desde a criação de memes e vídeos de dança para o TikTok até propaganda voltada para além das fronteiras. "Também existe um grupo dedicado a tentar burlar os sistemas de IA (jailbreaking) e utilizá-los para apoiar o planejamento operacional e a preparação de ações", afirma. Segundo ele, a IA pode estar simplificando e apoiando processos de propaganda, ao mesmo tempo em que auxilia o planejamento e a preparação operacional. Informações disponíveis sem IA Ainda não está claro o grau exato de perigo representado por esse fenômeno. Hoje, como destacam Dass e outros especialistas, uma pessoa determinada a cometer um atentado consegue encontrar, na internet, informações sobre fabricação de bombas ou armas feitas em impressoras 3D sem precisar recorrer à IA. Por isso, para Neves, uma das questões centrais é se IA fornece informações que uma pessoa não conseguiria obter de outra maneira ou se essas informações são melhores. Klein concorda que os LLMs devem ser vistos como uma continuação de outras tecnologias disruptivas. Assim como a internet e os aplicativos de mensagens criptografadas foram adotados por grupos extremistas, a IA também está sendo incorporada ao seu repertório. "Não há necessariamente evidências de que a IA esteja criando mais terroristas", diz Klein. "A questão está mais relacionada à forma como a IA interage com as pessoas e influencia o percurso delas rumo à violência." Segundo ela, antes mesmo da fase de pesquisa ou planejamento de ataques, a IA pode acelerar etapas do processo de radicalização, validando ressentimentos ou incentivando, de maneira quase servil, crenças que o indivíduo já possui. Instrutor em vez de um manual "Uma pessoa determinada acabará encontrando a maioria das informações que procura", diz Adam Hadley, diretor da Tech Against Terrorism. "O que esses modelos de IA mudam é a velocidade, a facilidade e a abrangência. Pessoas que antes não tinham tempo, recursos ou capacidade agora podem avançar muito mais longe e muito mais rápido." O que também preocupa, segundo ele, é o caráter conversacional dos chatbots de IA. "Uma coisa é encontrar um manual de fabricação de bombas. Outra completamente diferente é ter um instrutor." Dass argumenta que, embora a IA possa fornecer informações com mais rapidez a um potencial agressor, isso não significa necessariamente que um ato terrorista será mais bem-sucedido. "O 'sucesso' de qualquer ato terrorista é multidimensional", afirma. "Não acredito que ele se torne 'bem-sucedido' apenas por causa do uso da IA. Também não acho que veremos muito mais atos terroristas apenas por causa dela. Mas provavelmente veremos um número maior de ataques que envolvem IA de uma forma ou de outra", diz. Hadley concorda. "A direção dessa tendência é clara", diz ele, destacando que uma parcela significativa das pessoas que estão sendo radicalizadas na Europa, no Reino Unido e nos Estados Unidos é composta por adolescentes e até crianças. "Considerando o papel que a internet e as redes sociais já desempenham na radicalização de jovens, acreditamos que é apenas uma questão de tempo até que os chatbots se tornem uma parte significativa desse problema." Leia também: Vendas globais de smartphones caem ao menor nível em 13 anos após escassez de chips de memória UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo

Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em julho de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família 2026 nesta segunda-feira (20). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 20/7 Final do NIS: 2 - pagamento em 21/7 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/7 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/7 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/7 Final do NIS: 6 - pagamento em 27/7 Final do NIS: 7 - pagamento em 28/7 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/7 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/7 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/7 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Agora no g1 As inscrições para o segundo processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destinado à atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, terminam nesta segunda-feira (20), às 23h59. Inicialmente, o encerramento estava previsto para a última quarta-feira (15). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou o período de inscrições. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ Acesse o edital completo A seleção oferece 1.414 vagas temporárias para os cargos de Analista Censitário e Agente Censitário de Qualidade. Este é o segundo processo seletivo lançado pelo IBGE para os censos de 2026. Enquanto o primeiro edital, cujas inscrições terminaram no último dia 9, oferecia 8.238 vagas de nível médio para funções operacionais e de supervisão, este reúne oportunidades para Analista Censitário (nível superior) e Agente Censitário de Qualidade (nível médio). Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição varia conforme o cargo: Agente Censitário de Qualidade: R$ 41,76; Analista Censitário: R$ 37,50. O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Do total de vagas, 1.020 são para Analista Censitário e 394 para Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função: Agente Censitário de Qualidade (ACQ): exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932; Analista Censitário (AC): exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40. As vagas de Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo, entre outras. Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Além do salário, os contratados terão direito ao auxílio-alimentação de R$ 1.192 por mês, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar e pagamento proporcional de férias e 13º salário, conforme o período trabalhado. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais. Os dados levantados orientam políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. ➡️ Já o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua é um levantamento inédito que vai mapear, contar e traçar o perfil das pessoas que vivem nas ruas em todo o país. A pesquisa reunirá informações como quantidade de pessoas, distribuição geográfica, perfil sociodemográfico e condições de vida. IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO Quem pode participar? Podem participar candidatos que atendam aos requisitos de escolaridade e às demais condições previstas no edital. Para Agente Censitário de Qualidade, é exigido ensino médio completo. Já para Analista Censitário, diploma de nível superior na área correspondente à vaga. Além disso, os candidatos devem: Ter, no mínimo, 18 anos completos na data da contratação; Ser brasileiro ou português amparado pelo Estatuto da Igualdade entre brasileiros e portugueses; Estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos candidatos do sexo masculino, também com as obrigações militares; Estar em pleno exercício dos direitos políticos; Possuir aptidão física e mental para o exercício da função; Atender aos demais requisitos previstos no edital. Não poderão ser contratados candidatos que: Ocupem cargo ou emprego na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal; Sejam aposentados do serviço público ou das Forças Armadas, das Polícias Militares ou dos Corpos de Bombeiros Militares; Sejam proprietários ou administradores de empresas, incluindo microempreendedores individuais (MEIs); Tenham sido contratados temporariamente pelo governo federal com base na Lei nº 8.745/1993 nos últimos 24 meses, exceto nos casos previstos em lei. Reserva de vagas O edital prevê reserva de vagas para ações afirmativas, distribuídas da seguinte forma: 5% para pessoas com deficiência (PcD); 25% para pessoas pretas e pardas (PPP); 3% para pessoas indígenas (PI); 2% para pessoas quilombolas (PQ). Ao todo, 30% das vagas são reservadas para candidatos pretos e pardos, indígenas e quilombolas, além da reserva de 5% para pessoas com deficiência. Os candidatos inscritos nas cotas também concorrem às vagas da ampla concorrência. Caso obtenham nota suficiente para aprovação na lista geral, serão convocados por essa modalidade e não ocuparão uma vaga reservada. Se o candidato se enquadrar em mais de uma modalidade de cota, será classificado prioritariamente naquela com maior percentual de reserva. As vagas reservadas que não forem preenchidas serão redistribuídas conforme os critérios previstos no edital. Todos os candidatos realizarão as mesmas provas e serão avaliados pelos mesmos critérios, independentemente da modalidade de concorrência. Como será a prova? A seleção será composta por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de quatro horas. O exame terá 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. A distribuição das disciplinas varia conforme o cargo. Agente Censitário de Qualidade Língua Portuguesa (15 questões); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Geografia (15); Conhecimentos Técnicos (20). Analista Censitário Língua Portuguesa (15 questões); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Conhecimentos Específicos (35). Os critérios mínimos de aprovação também variam conforme o cargo. Agente Censitário de Qualidade acertar, no mínimo, 30% da prova; acertar pelo menos uma questão de cada disciplina. Analista Censitário: acertar, no mínimo, 40% da prova; acertar pelo menos uma questão de cada disciplina. As provas serão aplicadas no dia 30 de agosto, em todas as capitais e no Distrito Federal, em turnos diferentes: Manhã: Agente Censitário de Qualidade (ACQ); Tarde: Analista Censitário (AC). No dia da prova, o candidato deverá: Apresentar documento oficial com foto; Levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente; Chegar com, pelo menos, uma hora de antecedência; Respeitar as regras do edital, que proíbem o uso de celulares, relógios, calculadoras e outros equipamentos eletrônicos durante a prova. Quanto tempo dura o contrato? Os contratos temporários terão duração inicial de até 12 meses. Os contratos serão firmados inicialmente por períodos de 30 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade do IBGE, a disponibilidade orçamentária e o desempenho do profissional. As prorrogações poderão ocorrer conforme a necessidade do instituto e o andamento da coleta de dados, respeitado o limite máximo de 48 meses, previsto na legislação para contratações temporárias. Durante esse período, os profissionais serão avaliados periodicamente com base em critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desempenhadas. Cadastro de reserva Embora o edital não preveja formação de cadastro de reserva, candidatos aprovados além do número de vagas imediatas poderão ser convocados durante a validade do processo seletivo, em caso de desistências, rescisões de contrato ou novas necessidades do IBGE, sempre respeitando a ordem de classificação. Cronograma As principais datas do processo seletivo são: 20 de julho — encerramento das inscrições; 24 de agosto — divulgação do cartão de convocação para a prova; 30 de agosto — aplicação da prova objetiva; 31 de agosto — divulgação do gabarito preliminar; 25 de setembro — divulgação do resultado definitivo da prova objetiva e do resultado preliminar da seleção; 28 de outubro — divulgação do resultado definitivo do procedimento para concorrer às vagas reservadas; 6 de novembro — divulgação do resultado definitivo da seleção. IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias

Uma embarcação no Estreito de Ormuz , vista de Musandam, em Omã. Stringer / Reuters Os preços do petróleo avançaram neste domingo (19), impulsionados pelas tensões no mercado internacional. Na abertura das negociações, o barril do tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 90 (cerca de R$ 460,53), alcançando o maior patamar desde junho. Na sexta-feira (17), o Brent — referência internacional para os preços do petróleo — já havia fechado em alta de 2,86%, cotado a US$ 86,64. Com o resultado, a commodity acumulava valorização superior a 13% na semana, caminhando para registrar o maior ganho semanal desde abril, quando avançou 16,5% na semana encerrada em 24 de abril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou forte valorização. Na sexta-feira, o contrato subiu 3,15%, para US$ 81,44 o barril, acumulando alta de 12,4% na semana. Já por volta das 7h17 desta segunda-feira (20), os contratos futuros devolviam parte dos ganhos. O Brent recuava 0,07%, para US$ 88,04 o barril, enquanto o WTI caía 0,54%, para US$ 81,34. Agora no g1 Os preços do petróleo seguem pressionados pelos temores em relação ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A passagem foi bloqueada pelo Irã em retaliação aos ataques realizados pelos EUA nos últimos dias. Em meio à escalada das tensões, o presidente norte-americano, Donald Trump, também retomou restrições a embarcações iranianas que utilizam o estreito. Neste domingo (19), o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã, pelo nono dia consecutivo. A ofensiva ocorre após a morte de três militares norte-americanos em diferentes episódios relacionados ao conflito. Ainda no domingo, dois petroleiros explodiram enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, os navios se envolveram em um "acidente", enquanto outras duas embarcações desistiram de seguir pela rota. De acordo com o jornal The New York Times, os EUA iniciaram o envio de mais aviões de guerra para o Oriente Médio, em um movimento que reforça os sinais de intensificação do conflito. A escalada ocorre após dois militares norte-americanos morrerem em um ataque iraniano contra uma base dos EUA na Jordânia, informou o Centcom no sábado (18). As mortes teriam ocorrido na sexta-feira. No dia seguinte, um terceiro militar morreu no norte do Iraque durante uma operação de detonação controlada de um artefato explosivo que não havia sido acionado. Antes disso, Trump chegou a cogitar a cobrança de um pedágio de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem o Estreito de Ormuz. Posteriormente, porém, recuou da proposta e afirmou que buscaria acordos comerciais e de investimento com "vários países" do Golfo Pérsico. O agravamento das tensões voltou a elevar as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, em um cenário de estoques reduzidos e demanda elevada. Para os investidores, o principal risco é que a alta da commodity continue pressionando os preços dos combustíveis e alimente a inflação global, o que pode afetar as decisões de política monetária, manter os juros elevados e desacelerar o crescimento econômico em diversos países.

Mega-Sena, concurso 3033: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3033 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (19), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 35 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 42 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 23 - 58 - 55 - 18 - 21 - 43 Resultado concurso Mega-Sena 3033 Reprodução/Caixa 5 acertos: 34 apostas ganhadoras, R$ 59.283,30 4 acertos: 2.901 apostas ganhadoras, R$ 1.145,28 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Como funciona a Mega-Sena? Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.033 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 35 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 11h deste domingo (19), em São Paulo. 🔎 Nesta semana, a Caixa Econômica Federal alterou o calendário dos sorteios das loterias que tradicionalmente eram realizados aos sábados. Com a nova regra, os concursos da Mega-Sena, Loteria Federal, Lotofácil, Quina, Timemania, Dia de Sorte e +Milionária deixam de ocorrer na noite de sábado e passam a ser realizados aos domingos, às 11h. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira (16), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado TV TEM/Reprodução O Nosso Campo deste domingo (19) ensina a preparar um delicioso cupim casqueirado. Saiba como fazer: Ingredientes Uma peça de cupim rajada; Sal a gosto. Modo de preparo Limpe a peça, retirando a capa de pele mais dura ; Em uma churrasqueira, com o fogo alto, leve o cupim, no espeto, para a brasa, com a peça mais afastada do fogo; Quando a peça estiver levemente assada, a aproxime mais do fogo; Asse a peça até que esteja bem dourada, levando em torno de 15 minutos; Jogue sal por cima; Com uma faca bem amolada, corte a peça em fatias bem finas: Sirva com mandioca, vinagrete, salada, farinha e molho de tomate com cebola e cheiro verde. Veja a reportagem exibida no programa em 19/07/2026: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um delicioso cupim casqueirado Bom apetite! VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra TV TEM/Reprodução As instabilidades climáticas provocadas pelo excesso de chuvas, ventos fortes e quedas de granizo estão castigando as lavouras de café e provocando prejuízos em Garça (SP). Com as tempestades, os grãos caem dos galhos e entram em contato direto com a terra úmida, o que prejudica a qualidade da bebida e atrasa os trabalhos. Nas principais propriedades da região, os cafeicultores relatam perdas de quase metade da safra antes mesmo do fim da colheita. É o caso do produtor José Carlos de Morais Filho, que gerencia uma plantação com 370 mil pés de café. Segundo ele, 40% da produção já está caída no chão. Com a desvalorização do grão que teve contato com a terra, José estima uma perda de R$ 400 por saca, o que deve gerar um prejuízo final de cerca de R$ 700 mil. A produtora Ellaritta Crude também projeta uma perda de 40% da safra em seus 450 hectares. A área é cultivada no sistema de sequeiro (que depende exclusivamente da água das chuvas para irrigação). O prejuízo é calculado em R$ 7 mil por hectare prejudicado. Para mitigar os estragos, o maquinário entrou em operação de forma intensiva nos cafezais para recolher o máximo de grãos das árvores antes da chegada de novas frentes frias. Outra alternativa encontrada foi o uso emergencial da colheita manual. Embora o processo manual seja mais lento e oneroso para o caixa do produtor, ele tornou-se a única alternativa viável para salvar os frutos maduros que resistiram à força das tempestades. Veja a reportagem exibida no programa em 19/07/2026: Temporais castigam cafezais e produtores aceleram colheita para salvar a safra VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Facebook e Instagram AP Photo/Richard Drew As redes sociais Instagram e Facebook, da Meta, apresentaram uma instabilidade global neste domingo (19). Usuários de diferentes países relataram problemas tanto nos aplicativos quanto nas versões web das plataformas. No Brasil, segundo o DownDetector, plataforma que monitora interrupções em serviços online, o Instagram registrava mais de 500 reclamações por volta das 6h. Já o Facebook acumulava mais de 100 relatos de problemas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ainda de acordo com o site, a instabilidade nas duas plataformas atingiu diversos países. Até as 4h46 (horário de Brasília), mais de 4 mil reclamações haviam sido registradas nos Estados Unidos relacionadas ao Facebook. Desse total, 63% dos usuários relatavam dificuldades para acessar a plataforma. O Instagram, por sua vez, acumulava mais de 2,8 mil relatos de falhas nos Estados Unidos por volta das 5h20. Segundo a Reuters, o acesso às duas plataformas também apresentava intermitências em Singapura. Agora no g1 No X, internautas de diferentes países relataram problemas de acesso às plataformas. A falha também ganhou repercussão na imprensa internacional, com veículos da Índia, do Reino Unido, do Catar, da Grécia e de Israel, por exemplo, noticiando episódios de instabilidade. A Meta não respondeu a um pedido de comentário até a última atualização desta reportagem. Nas redes sociais, internautas de vários países relatavam problemas. Veja algumas das publicações: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Tarifa dos EUA: Brasil avalia adotar a reciprocidade e proteger setores atingidos O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa. Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões). No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior. Ainda assim, a China não é uma solução imediata para a maior parte dos produtos atingidos. "Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate. "O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz. Principais destinos das exportações brasileiras em 2026 Arte/g1 Perfil das exportações limita substituição Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities. 🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês. "Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid. Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados. "A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente." Os 20 produtos mais exportados para a China no 1º semestre de 2026 Arte/g1 A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa. Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões. No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais. Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores. Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%. Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores. 💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas. Economia chinesa cresce menos Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. Reuters Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa. No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo. Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial. "A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato. Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês. "A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa." Oportunidades em novos setores Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 REUTERS/Go Nakamura Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa. 🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética. Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil. Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica. Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China. "O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas. Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações. Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras. "A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa." O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores. "É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma. Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda. "A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados." O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República

Celular personalizado com imagem de Messi custa mais de R$ 60 mil Divulgação/Caviar Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil. O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung. Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento. A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17). Agora no g1 A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates. A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português. Celular personalizado com imagem de Cristiano Ronaldo Divulgação/Caviar As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento. O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento. Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo. Celulares personalizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo Divulgação/Caviar

Esporte: jornalistas projetam final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina O Brasil ficou fora da decisão da Copa do Mundo, mas os torcedores não deixaram de acompanhar o torneio. Bares e restaurantes que vão transmitir a final neste domingo (19) esperam registrar aumento de até 45% no faturamento em relação a um domingo comum, além de lotação máxima nos espaços preparados para a transmissão. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mesmo após a eliminação da seleção brasileira, o interesse do público em assistir aos jogos fora de casa se manteve, o que deve garantir um saldo positivo para o setor ao fim do Mundial. Uma pesquisa realizada pela entidade no mês passado mostrou que 59% dos estabelecimentos pretendiam transmitir partidas envolvendo outras seleções, mesmo sem o Brasil na disputa. Para a Abrasel, a final representa mais uma oportunidade para bares e restaurantes impulsionarem as vendas com promoções e ações voltadas aos clientes que pretendem acompanhar a decisão. "O saldo da Copa para bares e restaurantes foi positivo do início ao fim. (...) O setor manteve bom desempenho ao longo de todo o torneio, e a expectativa é encerrar esse ciclo com a final reforçando ainda mais esse resultado", afirma o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci. Cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2026. Reprodução/Fifa Como um bar ganha durante o jogo? Para ampliar o faturamento, a estratégia precisa ser criativa. Os donos dos estabelecimentos costumam combinar ambiente, serviço e oferta de produtos. Veja exemplos comuns: transmissão com telões e som de qualidade; criação de combos e promoções temáticas; cardápios inspirados nos jogos ou nas seleções; planejamento de entregas antes do início das partidas. A lógica é simples: atrair o cliente antes do apito inicial e mantê-lo consumindo ao longo do jogo. LEIA MAIS Copa do Mundo faz bares faturarem até 76% mais, mas prejudica outros negócios

Apicultores utilizam áreas de preservação ambiental de empresa para produzir mel no ES Em meio às áreas de preservação de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, a criação de abelhas virou fonte de renda para dezenas de famílias e garantiu a posição da cidade entre as maiores produtoras de mel do estado. Os apicultores conseguiram um espaço nas dependências de uma indústria de celulose para montar os apiários. A iniciativa surgiu no programa Apicultura Sustentável, que tem objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do mel no estado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Lançado em 2005 no Brasil e em 2014 no Espírito Santo, o programa contempla a organização e a gestão de associações e oferece suporte técnico e administrativo. Apicultor há mais de 50 anos, Sebastião Grazziotti tem cerca de 30 apiários, com 20 colmeias cada, dentro das áreas de mata. Ele viu no local uma oportunidade para os produtores. "A preservação aqui é bem cuidada. É o único lugar que a gente encontra uma preservação cuidada, com bastante recursos naturais, porque outras áreas não tem", disse. Apicultores recebem apoio com o Programa Apicultura Sustentável em Aracruz, Espírito Santo Douglas Abreu / TV Gazeta LEIA TAMBÉM: PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL: Café agroecológico ganha espaço no ES com grãos de mais sabor CARRAPITO: Conheça doce artesanal centenário feito no ES ACHACHAIRU: conheça fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão O programa apoia seis associações de apicultores, com um total de 1.170 colmeias. A produção média é de quase 35 kg cada, resultando em, aproximadamente, 40,9 toneladas de mel por colheita, realizada duas vezes por ano. Para entrar no projeto, é necessário fazer parte de uma das associações. O programa trouxe também a solução para o maior problema de muitos apicultores: a falta de espaço para criar abelhas, como era o caso de Domingos Alburghetti. "A maior parte dos apicultores não tem propriedade rural própria, então eles dependem do parceiro. Como eles têm áreas de preservação, que são bastante protegidas, ali é o lugar onde a gente consegue instalar as colmeias e elas [as abelhas] terem alimento em volta para sua subsistência", explicou. Produtores de mel recebem capacitações, acesso a insumos, tecnologias e equipamentos relacionados à apicultura Douglas Abreu / TV Gazeta Apoio para os produtores O programa também incentiva a capacitação dos apicultores. Rafaela Cavalcanti, consultora de desenvolvimento social da empresa, destacou que, para além da cessão do espaço, é oferecido também o acesso a insumos, tecnologias e equipamentos relacionados à apicultura. “Nós trabalhamos com eles a questão para tirar a carteirinha de apicultor, que é extremamente importante para a profissionalização e para que eles possam comercializar o produto com maior segurança”, ressaltou. Benefício ambiental Além da geração de renda, a apicultura e a meliponicultura, que é a criação de abelhas com e sem ferrão, respectivamente, desempenham papel fundamental para o equilíbrio do meio ambiente. Domingos Alburghetti lembrou que as abelhas prestam um serviço vital para a biodiversidade. "As abelhas prestam um serviço que não tem preço para toda a humanidade, por todo o planeta, por meio da polinização", disse. Uma maneira que permite o ciclo completo de muitas espécies na natureza. Área de preservação é utilizada para produção de mel em Aracruz, Espírito Santo Douglas Abreu / TV Gazeta Aracruz lidera a produção de mel De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo produziu 846 mil quilos de mel em 2024, um aumento de 55% em relação a 2016, quando o volume era de 544 mil quilos. O valor da produção de mel mais que dobrou no estado, passando de R$ 6,2 milhões em 2016 para R$ 12,3 milhões em 2024. Entre os destaques, Aracruz lidera o ranking estadual, responsável por 10,6% da produção, seguido de Fundão (9,7%) e Marechal Floriano (9,5%). * Reportagem de Ana Maria Vasques, com supervisão de Breno Alexandre e Juirana Nobres. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Estudo do TST mostra que motoristas de aplicativo podem ter renda mensal próxima à média dos trabalhadores, mas ganham menos por hora Freepik O motorista de aplicativo pode até olhar o valor depositado na conta no fim do mês e achar que ganhou mais do que outros trabalhadores. Mas, quando o cálculo considera o tempo dedicado ao trabalho, o cenário é outro. Um estudo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que a renda desses profissionais é pressionada por jornadas mais longas, custos elevados para manter a atividade e um modelo em que grande parte dos riscos recai sobre o próprio motorista. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a pesquisa, o ganho médio mensal dos motoristas de aplicativo chega a R$ 2.996. O valor fica acima do salário mínimo federal, que atualmente é de R$ 1.621, mas ainda abaixo da renda média dos brasileiros considerando todas as fontes de rendimento, que alcançou R$ 3.367 em 2025. Enquanto a jornada média dos trabalhadores em geral é de 39,3 horas por semana, motoristas de aplicativo trabalham cerca de 44,8 horas. Com isso, o rendimento por hora fica 8,3% menor do que o de quem atua fora das plataformas. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025 O levantamento faz parte de um diagnóstico mais amplo sobre o trabalho por aplicativos no Brasil, especialmente no transporte de passageiros, que concentra a maior parcela desses profissionais. Atualmente, cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham por plataformas digitais no país. Quase 60% delas atuam no transporte de passageiros. 🔎 O levantamento do TST combinou dados oficiais de órgãos como IBGE, OIT, Ipea e Dieese, além de estudos empíricos que acompanharam o trabalho de motoristas na prática. A partir dessa base, foram calculadas despesas reais da atividade, faturamento e jornadas. A ideia de que esse modelo garante liberdade e flexibilidade, um dos principais argumentos das empresas, é questionada pelo estudo. Na prática, esses trabalhadores têm pouca influência sobre decisões relevantes da atividade, aponta o TST. 🔎 Os aplicativos definem o valor das corridas, distribuem as chamadas e podem até bloquear motoristas. Mais de 90% afirmam não ter controle sobre o preço cobrado pelas viagens. O estudo do TST ponta que o controle não desapareceu, apenas mudou de forma. Em vez de um chefe supervisionando de perto, entram em cena sistemas de avaliação, notas e rankings. Esses mecanismos podem influenciar diretamente a quantidade de corridas recebidas e, consequentemente, a renda. Motoristas que recusam muitas viagens ou recebem avaliações baixas podem ter menos oportunidades na plataforma. Ao g1, Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que não reconhece os números citados como representativos da realidade dos motoristas e entregadores do Brasil, pois o documento divulgado pela comunicação do TST não apresenta critérios técnicos mínimos para ser classificado como trabalho de pesquisa, como uma metodologia de amostragem. Em contraponto, a associação destacou um estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) que estima a renda líquida média dos motoristas de aplicativos entre R$ 3.083 e R$ 4.400 por mês. Outro ponto destacado pelo TST é que praticamente todos os custos da atividade ficam com o trabalhador. Combustível, manutenção do carro, seguro, impostos, alimentação e até a internet utilizada no trabalho saem do próprio bolso. 🔎 Quando essas despesas entram no cálculo, o ganho real diminui. O estudo estima que os custos mensais podem ultrapassar R$ 5.500. Segundo a pesquisa, a falta de clareza sobre esses gastos pode criar uma percepção equivocada sobre a renda gerada pela atividade. O impacto aparece também no endividamento. Dados citados no levantamento indicam que 92% dos trabalhadores de plataformas estão endividados. Em alguns casos, as próprias empresas oferecem linhas de crédito aos motoristas. Assim, o trabalhador passa a depender do aplicativo não apenas para gerar renda, mas também para quitar dívidas que podem ser descontadas diretamente dos seus ganhos. A falta de proteção trabalhista é outro ponto destacado pelo estudo. A maioria desses profissionais não tem acesso a direitos como férias, 13º salário, seguro-desemprego ou aposentadoria garantida. 🔎 Mais de 60% não contribuem para a Previdência Social. Entre os motivos estão a instabilidade da renda e a dificuldade de manter pagamentos regulares. Sem essa proteção, qualquer imprevisto pode interromper a fonte de renda, explica o TST. Uma doença, um acidente ou até um problema mecânico no carro pode deixar o trabalhador sem ganhos, já que as plataformas não oferecem uma rede de proteção equivalente. Além disso, motoristas estão expostos diariamente a riscos como acidentes de trânsito e violência urbana, sem garantias de assistência em situações desse tipo. A pesquisa também destaca a dificuldade de organização coletiva dos trabalhadores. A comunicação com as plataformas costuma ocorrer por canais automatizados, como chatbots, e decisões como bloqueios nem sempre oferecem espaço para contestação. Para os autores do estudo, o modelo atual de trabalho por aplicativos transfere custos, riscos e responsabilidades aos trabalhadores. O TST destaca que a discussão precisa ir além da existência ou não de vínculo empregatício e incluir medidas que garantam condições mínimas de trabalho, remuneração adequada e proteção para esses profissionais.

GWM Haval H9 Exclusive Divulgação / GWM É raro ver um ícone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios. A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais de R$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir de R$ 422 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço. O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria. A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os carros híbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas. Agora no g1 E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura de carroceria sobre chassi. Difícil imaginar que ele faria sucesso. E é justamente o H9 que vem cutucando o líder SW4 em 2026. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades. Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9. Galerias Relacionadas Abismo no preço Ao analisar a tabela, é impossível desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4. E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de seminovos. O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil. Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do GWM. O Toyota tem preço inicial de R$ 417.590 na versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares. Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que custa R$ 424.590. Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km, enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km. Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª revisão. Detalhe que ambos oferecem garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com disciplina, dentro da rede de concessionárias. Galerias Relacionadas Bem recheado O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo. No modelo chinês, a tela do multimídia é maior e a lógica do software é mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem resfriamento. O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade. Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta. Ambos têm câmeras ao redor do veículo, mas o Haval consegue criar um efeito de “transparência” e entrega um visual melhor. A função Auto-Hold e o Stop&Go, que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possível acompanhar o engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio constantemente. Porte de jipão Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa sensação visualmente. Pela ficha técnica, é possível perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado. Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção (ainda que psicológica) é de que o comprador está levando “mais” ao optar pelo modelo da GWM. Galerias Relacionadas No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6. A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de faróis e grade dianteira de presença marcante. O resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e seja usado apenas para ir ao shopping. Galerias Relacionadas Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos aparência de um veículo voltado ao fora de estrada. Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difíceis. Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo, enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão, característica que tem apelo junto aos consumidores. Bom acerto ao volante Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho. Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito. Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento. É verdade que conduzir um veículo desse tamanho entre faixas e motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um carro difícil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de São Paulo. Galerias Relacionadas A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade agrada e cumpre bem sua proposta. Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está acostumado a dirigir veículos desse tipo encontrará uma receita bem executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com facilidade pela selva de pedra. Cabine com novidades Ao entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer diferença para o público desse segmento. Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que oferece uma central multimídia maior, painel de instrumentos totalmente digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem renunciar às características esperadas de um utilitário desse porte, como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida. GWM Haval H9 Exclusive Divulgação / GWM Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não exigem um período de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a dia. Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse não é o caso. A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM. A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o líder em diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domínio absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.

Tinder, Bumble e Happn estão entre os aplicativos de relacionamento mais populares no Brasil Nik/Unsplash Nos últimos anos, tornou-se banal ver alguém escolhendo possíveis parceiros com o mesmo gesto (e entusiasmo) usados para passar vídeos no TikTok ou produtos numa loja virtual. Para a direita, interesse; para a esquerda, esquecimento. O que antes envolvia o teatro do encontro — olhares, hesitação, aproximação, rejeição, descoberta — foi comprimido em interfaces quase gamificadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os aplicativos de relacionamento ampliaram as possibilidades de encontro, mas pesquisas em psicologia social indicam que mais opções nem sempre significam maior satisfação, relacionamentos mais estáveis ou melhores resultados para todos os usuários. Apps de namoro como o Tinder não inventaram o desejo nem o sexo casual, a comparação social ou a fantasia de que talvez exista alguém melhor logo em seguida. Sua inovação foi transformar tudo isso em uma máquina de busca. Mas o que acontece quando uma dinâmica humana tão antiga quanto o encontro amoroso passa a operar sob as regras de uma plataforma digital? Agora no g1 O mercado amoroso antes do aplicativo Relacionamentos sempre pareceram pertencer ao domínio nebuloso do acaso. Duas pessoas se encontram numa festa, numa sala de aula, no corredor de uma universidade. Muitas vezes por intermédio de amigos que juram que “vocês têm tudo a ver”. Mas, por baixo dessa névoa, existem padrões identificáveis. Encontrar alguém envolve busca, comparação, tentativa, rejeição, reputação e custo. A própria atratividade inicial requer a satisfação de critérios estatisticamente previsíveis. O amor é tradicionalmente cantado como algo pouco racionalizável, como destino. Mas, na prática, há uma estrutura operando. Antes dos aplicativos, essa infraestrutura era limitada por círculos sociais relativamente estreitos. A pessoa escolhia entre colegas, vizinhos, amigos de amigos, conhecidos de festa, gente que poderia reaparecer no mesmo ambiente após uma possível rejeição. A escassez reduzia as opções, porém aumentava o peso de cada encontro. A abundância faz o oposto: amplia possibilidades, mas também banaliza as opções disponíveis. Diante da expectativa de alguém melhor depois da próxima tela, o compromisso deixa de competir apenas com outras pessoas ao redor e passa a competir com a imaginação estatística de todas as pessoas disponíveis. Não é somente por sexo casual Durante anos, quase tudo o que se dizia sobre aplicativos de namoro oscilava entre lamento moral e propaganda tecnológica. De um lado, o Tinder aparecia como agente da “decadência” romântica. De outro, como libertação eficiente de solteiros presos a círculos sociais estreitos. Faltava descobrir o que mudou de fato quando essa tecnologia passou a mediar cada vez mais relações interpessoais. Grande parte da literatura sobre aplicativos de namoro sugere que o Tinder é um “aplicativo de sexo casual”, mas há nuances importantes aqui. Tinder Good Faces Agency/Unsplash Em 2017, pesquisadoras belgas desenvolveram um questionário para medir as principais motivações para seu uso, chamado de Tinder Motives Scale. Os resultados da aplicação em mais de 3 mil jovens adultos na Bélgica identificaram 13 motivos principais para o uso da plataforma. Eles incluem curiosidade, entretenimento, validação, facilidade de comunicação e também a busca por relacionamentos amorosos. Inclusive, estudos mostram que, nos Estados Unidos, os encontros online se tornaram a principal forma pela qual casais heterossexuais se conhecem. Isso significa que foram deslocados progressivamente os velhos intermediários do encontro — amigos, família, trabalho, escola. Ao mesmo tempo, um estudo longitudinal com estudantes noruegueses mostrou que os usuários do Tinder tinham maior probabilidade de formar relacionamentos românticos ao longo do tempo. Ou seja, o app pode abrir portas, mas parte do “sucesso romântico” talvez reflita características dos próprios usuários, e não apenas esse efeito. Mas é sobre sexo também Entretanto, sexo casual segue sendo um motivo forte para os usuários dos dating apps. Eles tendem a relatar mais parceiros, maior probabilidade de encontros casuais e, em alguns estudos, maior exposição a comportamentos sexuais de risco. Revisões sobre Tinder e saúde sexual indicam que motivações sexuais, permissividade sociossexual e busca por parceiros casuais aparecem de modo recorrente entre os preditores de uso e de desfechos sexuais. Esses resultados são relativamente constantes no Brasil e no mundo. Geralmente as pesquisas não são claras sobre se o app leva à promiscuidade ou se são os usuários mais sexualmente liberais que os procuram com maior frequência. Nesse ponto, vale citar um estudo publicado em 2026. Em vez de simplesmente comparar usuários e não usuários, investigou-se a difusão inicial do Tinder em universidades americanas. Para isso, foram analisados impressionantes 1,1 milhão de respostas do National College Health Assessment entre 2008 e 2019. Os resultados indicaram que maior exposição ao Tinder aumentou a atividade sexual, sem produzir aumento equivalente em relacionamentos estáveis ou melhora consistente na qualidade dos vínculos. Nesse caso, o app pareceu acelerar mais a busca do que o compromisso. Abundância e desatenção Também há evidências de que os apps reorganizam a distribuição da atenção – o que poderia ajudar a explicar a maior facilidade para formação de relacionamentos passageiros. Outros estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches. Além disso, mulheres tendem a receber mais curtidas do que homens. E os homens, em geral, precisam iniciar mais conversas. Esse padrão ajuda a entender por que a abundância prometida pelos aplicativos é vivida de maneira desigual. O mercado parece aberto para todos, mas a atenção não se distribui democraticamente. Como em outros mercados ampliados por tecnologia, pequenas diferenças de atratividade, status, habilidade comunicativa ou timing podem se transformar em grandes desigualdades de resultado. Estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches TV Globo/Reprodução Efeitos na saúde mental A saúde mental é o ponto em que a história fica menos confortável para qualquer tese simples. Uma parte da literatura associa o uso dos aplicativos de relacionamento a piores níveis de autoestima, ansiedade, depressão, solidão, insatisfação corporal e sofrimento psicológico. No entanto, a maior parte desses estudos é correlacional e não consegue estabelecer relações de causa e efeito. Revisões sistemáticas recentes indicam efeitos negativos especialmente consistentes para a imagem corporal e mais heterogêneos para saúde mental e bem-estar. Ao mesmo tempo, o estudo de 2026 que citei acima não encontrou piora média da saúde mental entre os estudantes mais expostos. Em alguns indicadores, especialmente entre mulheres, houve até melhora. Esse contraste sugere que os apps podem causar danos para certos usuários e, simultaneamente, benefícios médios para outros. Por exemplo, via validação, atenção romântica ou sensação de desejabilidade. O ponto, portanto, não é decidir se o Tinder libertou ou corrompeu a vida amorosa. O que a literatura sugere é mais interessante: os aplicativos transformam o namoro em um mercado de busca permanente, com infinitas opções, mais comparação, mais exposição e resultados mais desiguais. Parece que a oferta maior não leva a uma maior satisfação. Mas isso não significa que os aplicativos de namoro sejam os vilões dessa história. Eles não criam nossos desejos por sexo, amor, status, validação e novidade. Apenas conectam esses desejos a uma infraestrutura digital desenhada para ampliar escala e reduzir custos. O romance não desaparece. Ele passa a competir com as infinitas próximas possibilidades. Felipe Carvalho Novaes não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.
Emprego dos sonhos? Eles ganharam mais de R$ 250 mil para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo

Os observadores-chefes da Copa do Mundo, Kevin Akoto e Austin Franklin, comemoram um gol durante a partida semifinal da Copa do Mundo FIFA entre Inglaterra e Argentina REUTERS/John Sibley Os fanáticos por Copa do Mundo Kevin Akoto e Austin Franklin realizaram neste ano o sonho de qualquer torcedor de futebol: assistir a todas as partidas do torneio do início ao fim — e ainda receber por isso. Os “chefes de observação” da emissora norte-americana Fox One vão acrescentar uma experiência inusitada aos seus currículos quando soar o apito final da partida de domingo entre Espanha e Argentina. Eles acompanharam os 104 jogos do torneio, um dos maiores eventos esportivos do mundo, realizado a cada quatro anos. “Meu pai ganha a vida limpando vazamentos de petróleo”, disse Franklin, influenciador digital que mora em Los Angeles. “Eu fico aqui com meu amigo Kevin, assisto a todos esses jogos e ainda tenho a oportunidade de interagir com os torcedores.” Jogador de Cabo Verde foi convocado por LinkedIn, e hoje disputa Copa do Mundo A dupla passa os dias de partidas sentada dentro de um cubo de vidro na Times Square. A atração funciona quase como um aquário humano: quem passa pelo local costuma parar para observá-los e, em alguns casos, até arrasta cadeiras para acompanhar os jogos exibidos nas TVs instaladas no espaço. Cada um dos dois recebe US$ 50 mil (o equivalente a cerca de R$ 254 mil) trabalho durante o torneio. Ao longo da Copa, Akoto e Franklin também produziram conteúdo para as redes sociais, comentando as partidas e interagindo com os seguidores. “Se aprendemos alguma coisa com esta Copa do Mundo, é que as pessoas estão consumindo esportes cada vez mais pelas redes sociais”, afirmou Akoto, que deixou o emprego de cozinheiro na Flórida para assumir a função. “O que mais chama atenção nos bastidores é a forma como as pessoas estão consumindo conteúdo esportivo.” Akoto e Franklin afirmam que aceitariam o trabalho novamente — mesmo que a Copa do Mundo passe de 48 para 64 seleções, uma possibilidade que a Fifa pretende discutir após o torneio. “Acho que ainda não estamos cansados de assistir futebol”, disse Franklin. “Quantos jogos quiserem nos dar, nós assistiremos.” Kevin Akoto e Austin Franklin REUTERS/John Sibley

O Orçamento da União de 2026 tem cerca de R$ 61 bilhões para serem executados conforme indicação de deputados e senadores por meio das chamadas emendas parlamentares. 🔎As emendas parlamentares são um montante do Orçamento reservado para serem executados conforme a indicação dos congressistas. 🏗️Por meio delas, os deputados e senadores podem direcionar verbas para obras, compra de equipamentos, custeio de serviços e investimentos em estados e municípios de suas bases eleitorais. 📄A primeira etapa envolve o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) pelo Executivo. As indicações dos parlamentares têm início durante a tramitação da proposta no Congresso. Quais os tipos de emendas? Agora no g1 As emendas podem ser de três tipos: individuais de bancada de comissão As emendas individuais são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a pagar. Elas são indicadas por cada parlamentar. Neste ano, o montante reservado para esta rubrica é de R$ 26,6 bilhões. 🧑🏻💼Cada deputado pode indicar cerca de R$ 40 milhões em emendas individuais, e cada senador, R$ 74 milhões. As emendas de bancada também são impositivas e são definidas pelos parlamentares de cada estado. 💰O Orçamento reservou neste ano um total de R$ 11,2 bilhões para esta rubrica, ou seja, R$ 415 milhões para cada bancada. Dessa forma, as emendas impositivas, aquelas que o governo é obrigado a pagar, somam R$ 37,8 bilhões. Emendas de comissão: novo Orçamento Secreto Já as emendas de comissão não são de execução obrigatória. Em 2026, o montante total desta rubrica é de R$ 12,1 bilhões. Esse total, porém, não é dividido igualmente entre as comissões. As comissões de Saúde da Câmara e do Senado concentram os maiores valores, enquanto alguns colegiados não receberam verba. 🧑🏻⚖️As emendas de comissão estão no centro de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da transparência na execução. Isso porque o real autor da emenda fica “escondido” atrás do líder partidário, que assina a emenda. Este é um mecanismo parecido com o que já era usado nas emendas de relator. 📘Um estudo da Organização Transparência Brasil afirma que, em 2025, a Câmara dos Deputados registrou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão em nome de líderes partidários sem identificar os parlamentares que efetivamente indicaram os beneficiários dos recursos. 🕵🏻♀️Segundo a organização, o montante representa 16% das indicações feitas pelas comissões da Casa no ano e reproduz a lógica do extinto "orçamento secreto". Além desses três tipo de emendas que, somadas, chegam a R$ 49,9 bilhões, o Orçamento prevê R$ 11,1 bilhões como parcelas adicionais, para despesas discricionárias e para projetos selecionados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Indicação das emendas As indicações para execução da verba feita pelos parlamentares precisam respeitar as regras constitucionais e ser compatíveis com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Depois de elaborado o texto final do PLOA, a proposta é votada na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo Congresso. As emendas aprovadas passam a integrar a Lei Orçamentária sancionada pelo presidente da República. 📄Dependendo do tipo de emenda, o parlamentar indica o município, estado, entidade pública ou organização que receberá os recursos. 🏥Nas emendas com finalidade definida, é necessário especificar o objeto financiado, como construção de uma unidade de saúde, compra de ambulâncias, pavimentação de vias ou custeio de serviços hospitalares. Emendas PIX Operação da PF mira irregularidades em emendas PIX Já nas chamadas transferências especiais, conhecidas como "emendas PIX", os recursos são transferidos diretamente ao ente, que define como aplicar o recurso. Esta modalidade de emenda já foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) com o objetivo de apurar uso irregular de recursos públicos. 🔎Essas emendas foram criadas em 2019 e ficaram conhecidas assim pela dificuldade na fiscalização dos recursos, uma vez que os valores são transferidos por parlamentares diretamente para estados ou municípios sem a necessidade de apresentação de projeto, convênio ou justificativa – por isso, não há como fiscalizar qual função o dinheiro terá na ponta. Ministério analisa Após a indicação de quem vai receber a emenda, os ministérios fazem uma análise técnica e avalia aspectos como: a regularidade do município ou da entidade beneficiada; documentação exigida; impedimentos técnicos; compatibilidade da emenda com o projeto proposto para sua aplicação. O próximo passo é celebrar convênios ou outros instrumentos de transferência para permitir a correta aplicação da verba. É nesta fase que o município ou entidade apresenta um plano de trabalho com o cronograma para a execução das verbas, metas e estimativas de custos. Fases da despesa Depois de avaliados os critérios e a documentação regularizada, a emenda é empenhada. Essa é a primeira fase da execução da despesa no Orçamento. O empenho é uma espécie de “reserva” do recurso. É quando o governo assume formalmente o compromisso de efetuar aquele gasto. Sem o empenho, a emenda continua apenas autorizada, mas não entra efetivamente em execução. 💵Após o empenho e a fase da liquidação, que avalia o cumprimento das condições exigidas, ocorre a transferência dos recursos. Nos convênios tradicionais, o pagamento costuma ocorrer em parcelas, de acordo com o andamento do projeto. 💸Nas transferências especiais, os valores são depositados diretamente na conta do estado ou município beneficiado. 📃Encerrada a execução, o município precisa demonstrar como os recursos foram utilizados. A prestação de contas inclui documentação financeira, comprovação das despesas realizadas e evidências do cumprimento das metas estabelecidas. Fachada do Congresso Nacional Jefferson Rudy/Agência Senado

Espanha e Argentina se enfrentarão na grande final da Copa do Mundo de 2026. Reuters Neste domingo acontece a grande final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina. Para além do prestígio de atingir o degrau mais alto do futebol mundial e entrar para a história, espanhóis e argentinos também estarão disputando uma premiação milionária. FINAL DA COPA DO MUNDO: veja onde assistir e horário de Argentina x Espanha 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Fifa distribui valores progressivos de acordo com a campanha de cada seleção no Mundial, com as equipes que avançam às fases decisivas acumulando quantias cada vez maiores. O campeão da Copa do Mundo de 2026 receberá US$ 51,5 milhões (cerca de R$ 263,5 milhões), a maior premiação da competição. Já o vice-campeão ficará com US$ 34,5 milhões (R$ 176,5 milhões). A disputa pelo terceiro lugar também vale cifras expressivas: o vencedor do duelo entre França e Inglaterra receberá US$ 30,5 milhões (R$ 156 milhões), enquanto o quarto colocado embolsará US$ 28,5 milhões (R$ 146 milhões). Antes mesmo da decisão, as seleções eliminadas nas quartas de final já haviam garantido os maiores valores entre os times que não chegaram às semifinais. Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça receberam US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) cada pela campanha no torneio. As equipes que se despediram nas oitavas de final ficaram com US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões). Foi o caso do Brasil, eliminado pela Noruega por 2 a 1, além de Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México. Nas fases anteriores, a Fifa pagou US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) para as seleções eliminadas nos 16 avos de final e US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) para aquelas que não conseguiram avançar da fase de grupos. Dessa forma, além da taça e da chance de eternizar seus nomes na história do futebol, Espanha e Argentina entram em campo sabendo que o título mundial também representa a maior recompensa financeira oferecida pela Fifa na competição. Confira abaixo a premiação de cada seleção na Copa: 1 - US$ 51,5 milhões (R$ 263,5 milhões) 2 - US$ 34,5 milhões (R$ 176,5 milhões) 3 - US$ 30,5 milhões (R$ 156 milhões) 4 - US$ 28,5 milhões (R$ 146 milhões) (Eliminados nas quartas) 5 - Noruega - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 6 - Bélgica - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 - Marrocos - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) 7 (empate) - Suíça - US$ 20,5 milhões (R$ 105 milhões) (Eliminados nas oitavas) 9 - México - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 10 - Colômbia - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 11 - Brasil - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 12 - EUA - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 13 - Portugal - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 14 - Canadá - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 15 - Egito - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) 16 - Paraguai - US$ 16,5 milhões (R$ 84 milhões) (Eliminados nos 16 avos) 17 - Holanda - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 18 - Alemanha - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 19 - Costa do Marfim - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 20 - Croácia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 21 - Japão - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 22 - Austrália - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 23 - RD Congo - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 24 - Gana - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 - Equador - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 25 (empate) - África do Sul - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 27 - Suécia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 28 - Áustria - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 29 - Bósnia e Herzegovina - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 30 - Argélia - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 31 - Senegal - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) 32 - Cabo Verde - US$ 12,5 milhões (R$ 64 milhões) (Eliminados na fase de grupos) 33 - Irã - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 34 - Coreia do Sul - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 35 - Turquia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 36 - Escócia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 37 - Uruguai - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 38 - Arábia Saudita - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 39 - República Tcheca - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 40 - Nova Zelândia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 41 - Qatar - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 42 - Curaçao - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 43 - Panamá - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 44 - Jordânia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 45 - Haiti - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 46 - Uzbequistão - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 47 - Tunísia - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões) 48 - Iraque - US$ 10,5 milhões (R$ 54 milhões)

Tarifaço de Trump recoloca em debate a Lei da Reciprocidade Econômica O governo brasileiro ouviu de autoridades dos Estados Unidos que os setores de bens industriais, químico, aeroespacial e automotivo deveriam ter tarifas zeradas para as empresas americanas para que o governo de Donald Trump pudesse considerar ao menos reduzir o novo tarifaço contra o Brasil. A proposta se somou às exigências apresentadas em outras reuniões anteriores pelos EUA ao governo brasileiro como: zerar a tarifa do etanol; não regulamentar plataformas digitais; e incluir nas negociações o PIX. A avaliação de uma ala no Palácio do Planalto é que essa proposta era "indigna" de negociação e "inaceitável". Segundo esses auxiliares, caso o Brasil aceitasse ceder aos pedidos dos Estados Unidos, o impacto para a economia brasileira seria maior que o causado pelas novas taxas – que impactará 18% das exportações brasileiras para os EUA, segundo o cálculo inicial previsto do governo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO A decisão dos americanos de impor uma nova taxa sobre produtos brasileiros gerou uma disputa em torno da responsabilidade pelo novo "tarifaço". Enquanto a oposição diz que houve falhas na negociação e culpa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do governo defendem que a determinação tem caráter "ideológico" e "político". A medida entra em vigor em 22 de julho. Segundo um levantamento da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos desde o anúncio do tarifaço original. As conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico. Para interlocutores do governo Lula, o Departamento de Estado americano não deve dar margem para avançar nas negociações ao longo do ano de olho nas eleições do Brasil. O Planalto, no entanto, seguirá, nas palavras de um negociar, tentando manter um canal de diálogo aberto com foco em diminuir os impactos para os setores afetados. A estratégia do governo brasileiro, nesse sentido, será levar os próximos passos, "não deixando a emoção tomar conta" e "de olho nos atores" americanos. Um negociador brasileiro afirma que tudo que os Estados Unidos querem são argumentos para serem usados contra o Brasil neste momento.

Por que estrangeiros estão comprando tantos imóveis no Brasil Adobe Stock O Brasil "estar na moda" já tem reflexos no mercado imobiliário do país. Regiões como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o litoral de Santa Catarina registram têm registrado um aumento robusto na busca de imóveis por estrangeiros nos últimos anos. O interesse vai além de uma mera busca por um lugar onde se hospedar e tem sido encarado por vários compradores como um investimento. Mas o fenômeno também tem gerado efeitos indesejados, ajudando a alimentar uma alta do preço de aluguéis, o que deve elevar a pressão por regulações. Em 2025, o Brasil registrou um recorde de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros. E os cinco primeiros meses de 2026 já somaram 4,9 milhões. Paralelamente, há um aumento de interesse por estadias no país especialmente após a pandemia. Agora no g1 Em cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis, o período foi marcado por uma maior busca de imóveis por profissionais trabalhando em home office e os chamados nômades digitais. No caso carioca, a prefeitura local chegou a lançar em 2021 um programa visando atrair esse tipo de profissional. "Os avanços nas vendas são identificados principalmente nos imóveis compactos recém-lançados. Em Ipanema e no Leblon, pesquisas mostram que 30% dessas unidades foram comercializadas para estrangeiros", afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Claudio Hermolin. O diretor regional de relações internacionais do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Creci-SC), Marco Aurélio Lievore, apontou que, num levantamento de uma imobiliária em Florianópolis, 83% das vendas foram para clientes argentinos buscando apartamentos na planta. "Os empreendimentos buscados em sua grande maioria são estúdios. Há muitos estrangeiros que passam férias aqui e depois vem procurar um lugar para morar ou investir", conta. Entre as nacionalidades, americanos e argentinos se destacam entre os investimentos. Europeus de uma série de países, como França e Suíça, aparecem também entre os principais compradores, enquanto há registro ainda de um interesse crescente de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos. Atrativos no mercado global Plataformas também tornaram mais atrativa a ideia de comprar um imóvel em outro país e obter renda à distância. Além disso, empresas vêm focando na oferta de serviços para o público externo, como na gestão destas propriedades. A Lobie, empresa especializada na área, aponta que a participação de estrangeiros em sua carteira passou de cerca de 2% para 18% em três anos. Hoje, a companhia administra aproximadamente 1.620 estúdios de investidores de fora do Brasil. "A vantagem desse tipo de imóvel para o comprador estrangeiro é a atratividade da cidade: ele pode utilizá-lo em períodos de férias e grandes eventos e, quando não for utilizado pelo próprio comprador, é um imóvel de grande procura", aponta Hermolin. "A receita obtida certamente paga a manutenção e deixa algum lucro", afirma. Entre as vantagens apontadas por Lievore estão ainda fatores cambiais. Em países como a Argentina, imóveis são normalmente negociados em dólar, o que torna transações em reais no Brasil mais atrativas. Além disso, o diretor aponta grande potencial de valorização do mercado brasileiro, especialmente quando em comparação com regiões litorâneas mais saturadas no mundo, como Miami, nos Estados Unidos, e o Algarve, em Portugal. Há ainda a facilidade nos trâmites na comparação com outros países. "O Brasil é um país fácil de conseguir residência, é algo que ajuda muito", aponta Lievore. No caso catarinense, ele aponta um fluxo recente de russos, que se intensificou após a guerra na Ucrânia, e que visam especialmente obter um passaporte brasileiro. Uma resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) permite aos estrangeiros que comprarem imóveis no Brasil solicitar autorização de residência. Pessoas físicas devem comprar um imóvel no valor mínimo de R$ 1 milhão e com recursos próprios de origem externa. Airbnb em ascensão O mercado brasileiro também já é o terceiro do mundo com mais anúncios de Airbnb, atrás somente de Estados Unidos e França, mas com um dos crescimentos mais acelerados nos últimos anos. Desde 2022, cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis tiveram suas ofertas de anúncios mais do que dobradas no Airbnb. No caso carioca, a plataforma AirDNA registra mais de 60 mil, enquanto a capital catarinense conta com 36 mil. Como comparação, em Barcelona, onde a modalidade será proibida a partir de 2028 pelos efeitos negativos no mercado imobiliário local, existem 26 mil anúncios. "O Brasil vem registrando um crescimento nos anúncios acima do resto do mundo", resume Sofia Morais de Sousa, executiva de contas do AirDNA. Além dos municípios citados, São Paulo também se destaca em números absolutos, com mais de 61 mil anúncios. Cidades no litoral catarinense exibem números comparativamente mais robustos. O AirDNA registra mais de 10 mil anúncios em Bombinhas, no Estado de Santa Catarina, que tem uma população de cerca de 25 mil habitantes. Num levantamento publicado este ano, a plataforma Inside Airbnb listou a cidade no topo do ranking de concentração de anúncios no Brasil, com 210,3 por km2. Em seguida vem Balneário Camboriú, com 138,8 por km2 e mais de 10 mil anúncios ativos. Neste caso, a região vem ainda se notabilizando pelos lançamentos de luxo, que são outra fonte de atração de estrangeiros. Segundo a construtora do Senna Tower, projeto que planejado para ser o prédio residencial mais alto do mundo, 16% dos apartamentos já vendidos foram para estrangeiros. Há certa mudança no perfil dos turistas no país. Em 2021, o AirDNA registrava menos de 10% de estrangeiros como hóspedes no Brasil. No último ano, o número ficou acima de 20%. Ainda assim, segue bem diferente da Europa, onde o mercado doméstico costuma ser menos relevante. No caso da Espanha, 80% dos hóspedes são estrangeiros na plataforma, enquanto na Alemanha essa porcentagem é de 45%. Pressão por regulação Ao redor do mundo, os efeitos do avanço das estadas de curta temporada vêm sendo acompanhados por pressões regulatórias. Além de impactos negativos nos preços dos aluguéis de longo prazo para habitantes locais, vizinhos costumam questionar mudanças no ambiente dos condomínios, incluindo hóspedes que não cumprem regras de convivência. Em maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a locação de imóveis residenciais em condomínios para estadias depende de autorização em assembleia com aprovação de pelo menos dois terços dos condôminos. Por sua vez, a medida não é vista como suficiente para alterar o cenário da pressão imobiliária. Moradores já apontam aumento no custo dos aluguéis em certas cidades, como no caso de Florianópolis, que teve alta de 9% no último ano. "É o momento de entender o que está acontecendo, e a pressão no aluguel muda essa percepção", aponta Aline Cruviel, diretora de pesquisa e comunidade no Inside Airbnb. "O discurso geral é de que é uma oportunidade de renda extra aos proprietários, mas na prática é um grupo restrito que consegue gerar renda, enquanto o todo acaba pagando os custos com a alta do aluguel", aponta. Cruviel destaca ainda empresas estrangeiras que observaram o mercado da América Latina como uma possiblidade de investimento. Um destes casos é o da multinacional Blueground, que anuncia mais de 20 mil propriedades ao redor do mundo. No Brasil, a empresa adquiriu em 2023 a Tabas, que oferta aluguéis de curta temporada voltados principalmente para estrangeiros em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Na avaliação de Cruviel, "há uma postura de autoridades de atração de investimentos, mas que não se avalia muito o outro lado e as consequências disso". "A tendência é de regulamentos, especialmente quando os aluguéis começam a subir", aponta Morais de Sousa. Ao redor do mundo, medidas como a limitação de número de moradias disponíveis para aluguel de curta duração em certas regiões vêm sendo tomadas. Em Nova York, parte das regulamentações visa limitar a concentração de muitas hospedagens com os mesmos anunciantes, algo que avança no Brasil. A Seazone, empresa que atua como uma das maiores anfitriãs do Airbnb no país, divulga que possui mais de 3600 imóveis. Pelo lado das compras por estrangeiros, o Canadá baniu em 2023 a aquisição de propriedades no país por cidadãos de outras nacionalidades por dois anos, medida que foi renovada em 2025 e deve vigorar até 2027. "Durante anos, o capital estrangeiro tem entrado no Canadá para comprar imóveis residenciais, aumentando as preocupações com a acessibilidade à habitação", argumentou o governo. Em sentido semelhante, a Espanha avalia restrições que, nestes casos, se aplicariam a cidadãos de fora da União Europeia. Uma proposta é a imposição de impostos de até 100% nestas transações. Em Portugal, o chamado "visto de ouro" para estrangeiros que comprassem imóveis no país esteve em vigor por anos visando abrir portas para residência, no entanto, o programa foi limitado em 2023 em razão das pressões no mercado imobiliário.

Agora no g1 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou elevar as tarifas sobre o Canadá para compensar os impactos da poluição provocada pela fumaça dos incêndios florestais, que chegou até Nova Jersey, onde será disputada, neste domingo (19), a final da Copa do Mundo. Uma das regiões mais afetadas pelos incêndios no Canadá gerou uma enorme nuvem de fumaça que escureceu o céu de áreas vizinhas dos estados de Nova York e Nova Jersey. Este último sediará a partida entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em East Rutherford. Os organizadores do Mundial "acompanham de perto a situação", afirmou o diretor-executivo do grupo de trabalho da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, durante uma coletiva de imprensa. Densas colunas de fumaça vindas do Canadá e do norte de Minnesota levaram à emissão de alertas de má qualidade do ar em várias regiões dos Estados Unidos. Até o momento, não há registro de vítimas. Um total de 937 incêndios permanecia ativo neste sábado no Canadá, a maioria fora de controle, segundo o Sistema Canadense de Informações sobre Incêndios Florestais. "Isto é 'Negligência Deliberada' e está se tornando um problema recorrente, custando bilhões de dólares aos Estados Unidos", escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social. O presidente americano acusou o Canadá de "não cuidar adequadamente" de suas florestas e de não realizar "tarefas básicas de manejo florestal e remoção de resíduos". "O custo dessa poluição precisa ser incluído nas TARIFAS que o Canadá já paga atualmente", acrescentou. O republicano também afirmou que pretendia ligar para o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, "para descobrir o que eles vão fazer" em relação à fumaça. A ministra canadense da Gestão de Emergências, Eleanor Olszewski, afirmou que seu país mantém "contato constante" com os Estados Unidos e destacou a "longa trajetória de cooperação no combate aos incêndios florestais". Ela também ressaltou que o Canadá investiu US$ 12 bilhões (cerca de R$ 61,4 bilhões) em sustentabilidade florestal e prevenção de incêndios desde 2020. A Estátua da Liberdade no porto de Nova York é vista através de uma camada de fumaça de incêndio florestal em Jersey City, Nova Jersey, EUA, em 16 de julho de 2026. REUTERS/Mike Segar Um país sufocado Detroit, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, continuava sendo a cidade com o ar mais poluído do mundo, segundo o monitor IQAir. Washington e Chicago apareciam logo atrás no ranking, e as autoridades recomendaram que a população evitasse atividades ao ar livre, exceto quando estritamente necessário. Em Nova Jersey e no estado vizinho de Nova York, a região metropolitana registrava níveis de qualidade do ar considerados potencialmente prejudiciais para grupos mais sensíveis, embora a situação tenha melhorado após a névoa intensa que, na quinta-feira, quase tornou invisível o horizonte de Manhattan. Peter Mullinax, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), afirmou à AFP que os ventos sobre a região dos Grandes Lagos poderiam empurrar mais fumaça para o Nordeste, mantendo o céu encoberto. Segundo Joel Dreessen, meteorologista em Maryland, a principal preocupação para a partida de domingo é que "alguns modelos já começam a indicar que parte dessa fumaça poderá ser deslocada para o sul", disse à AFP. Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (17), dois dias antes da final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina. Paul Ellis/AFP Toxicidade itinerante Em cidades de todo o Meio-Oeste e Nordeste dos Estados Unidos, muitas pessoas passaram a usar máscaras ao ar livre para se proteger da poluição. Em Nova York, bibliotecas e estações ferroviárias distribuíam máscaras gratuitamente. Chris Carlsten, pesquisador da Universidade da Colúmbia Britânica que estuda os efeitos da fumaça dos incêndios sobre a saúde, afirmou à AFP que as partículas finas presentes na fumaça afetam principalmente os pulmões, enquanto a poluição associada ao tráfego de veículos tende a provocar mais problemas cardiovasculares. Ele explicou ainda que as nuvens de fumaça podem conter resíduos de tinta, plástico e metal, além de partículas provenientes da queima de madeira e vegetação. A região formada pelos estados de Michigan, Minnesota e Wisconsin, conhecida como Alto Meio-Oeste e mais próxima dos focos de incêndio, enfrenta condições especialmente severas, com índices de qualidade do ar classificados como "perigosos".

Um mês após acordo, EUA bombardeiam Irã pelo 7º dia seguido; petróleo tem a maior alta desde abril O Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado (18), após a sétima noite consecutiva de ofensivas dos Estados Unidos contra alvos militares iranianos, incluindo instalações logísticas. Os confrontos intensificam a guerra uma semana após o rompimento do cessar-fogo. O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones. (acompanhe a cobertura ao vivo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait. Segundo a mídia estatal iraniana, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) também atacou a Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, onde estariam concentradas aeronaves de combate americanas, além de um centro de dados de inteligência. Ainda de acordo com a TV estatal iraniana, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia, na madrugada deste sábado. A Reuters não conseguiu verificar essas informações. Preços do petróleo atingem maior nível em mais de um mês "Como não existe nenhuma instituição internacional para impedir a selvageria das forças armadas dos EUA, não nos resta outro caminho senão o mandamento do Alcorão: 'Quem vos atacar, atacai-o da mesma maneira'", afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado. O grupo também alertou que aliados dos Estados Unidos na região devem esperar novos ataques. Na sexta-feira (17), os dois lados trocaram acusações sobre o tráfego marítimo. Os EUA disseram estar impondo um bloqueio naval, enquanto o Irã afirmou que passou a atacar embarcações que, segundo Teerã, violavam suas regras de navegação no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo. Os preços do petróleo subiram mais de 4% na sexta-feira e atingiram o maior nível em mais de um mês, aumentando a pressão política sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto o Partido Republicano tenta manter sua maioria nas eleições legislativas de novembro. Instalações de dessalinização são atingidas no Irã e no Kuwait GIF Irã diz que drone atingiu base dos EUA no Kuwait Tasnim Washington e Teerã vêm testando os limites da escalada desde o colapso do acordo de cessar-fogo na semana passada, aumentando o risco de um retorno à guerra em larga escala. A infraestrutura civil também passou a ser alvo com maior frequência, apesar das preocupações sobre possíveis crimes de guerra. A imprensa iraniana informou que vários mísseis atingiram instalações de energia e unidades de dessalinização na cidade de Jask, no sul do país, neste sábado, citando uma autoridade local. Segundo a agência de notícias Tasnim, cerca de 10 mil pessoas em 20 vilarejos ficaram sem abastecimento de água. No Kuwait, uma usina de geração de energia e dessalinização foi atingida em um ataque iraniano, informou o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do país. Foi o segundo ataque a uma instalação desse tipo em dois dias. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou anteriormente ter concluído o sétimo dia consecutivo de ataques, atingindo sistemas de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e instalações marítimas do Irã. Guterres demonstra preocupação com ataques à infraestrutura O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a escalada do conflito, especialmente com os "ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região", afirmou seu porta-voz na sexta-feira. A mídia iraniana também noticiou ataques na madrugada deste sábado na província de Hormozgan, às margens do Estreito de Ormuz. Segundo a TV estatal, três pessoas morreram e oito ficaram feridas. Duas pontes e um túnel rodoviário também foram danificados. Na sexta-feira, a imprensa estatal iraniana informou que ataques dos EUA atingiram pelo menos cinco pontes no sul do país. Sete pessoas teriam morrido em ataques contra pontes no porto de Bandar Khamir, onde uma estação ferroviária também foi atingida. Mais a leste, um aeroporto em Iranshahr também teria sido alvo. Trump ameaçou lançar ataques aéreos em larga escala contra a infraestrutura iraniana e também se recusou a descartar uma ofensiva terrestre contra a costa ou ilhas do país. Autoridades americanas disseram que os ataques ao sul do Irã têm, em parte, o objetivo de ampliar as opções militares à disposição do presidente. Essas ações aumentam o risco de o Irã retaliar contra infraestruturas estratégicas de países do Golfo ou de aliados iranianos no Iêmen ampliarem os ataques a embarcações no Mar Vermelho, o que pode provocar novas interrupções no fornecimento global de energia. Ataque a um local desconhecido durante onda de bombardeios dos EUA ao Irã Reuters

Entenda como funciona a Lei da Reciprocidade e quais são as aplicações Com a confirmação de que os Estados Unidos aplicarão uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as discussões sobre qual resposta prática dará à medida. O primeiro movimento veio logo após o anúncio da gestão de Donald Trump. Em nota divulgada na madrugada de quinta-feira (16), o Palácio do Planalto classificou a decisão americana como um "marco lastimável" e afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. (leia mais abaixo) Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Em entrevista coletiva ao lado de ministros, o vice-presidente Geraldo Alckmin adotou um tom de defesa da soberania, mas se limitou a dizer que a lei será aplicada "no momento adequado". Enquanto isso, o tempo corre: a tarifa adicional de 25% entra em vigor na próxima quarta-feira (22). Apesar da extensa lista de produtos isentos — incluindo petróleo, café e carne bovina —, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão atingidos pela medida. (veja a lista completa) Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade. Isso porque uma reação precipitada pode trazer riscos. O eventual uso da lei, além de exigir amplas análises sobre os impactos para o mercado brasileiro, passa por um processo longo, que inclui uma série de novas discussões. "A lei prevê várias fases. Primeiro, o caso passa pela Câmara de Comércio Exterior. Depois, por consulta pública. Envolve ainda consultas com o próprio governo dos EUA. Então, não é algo imediato", explica Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior. Mas quais são os riscos do uso da lei? Um dos principais receios é o impacto sobre os preços para os consumidores brasileiros. A lógica é simples: caso o governo opte por sobretaxar produtos americanos, o Brasil também encareceria parte de suas importações. Na prática, esse aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores finais, criando um efeito duplo negativo para o país, explica o especialista em comércio exterior Jackson Campos. "O Brasil perderia duas vezes. Primeiro, com as taxas já aplicadas sobre as exportações para os EUA. Depois, quando um eventual imposto de importação é repassado ao consumidor brasileiro", afirma. Por isso, o governo trata qualquer reação com cautela. Além da aplicação de tarifas, a Lei da Reciprocidade prevê outros instrumentos de resposta aos EUA — e que seguem em análise. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam os principais: Patentes: o Brasil poderia suspender parte das regras internacionais de propriedade intelectual, afetando a proteção de patentes de empresas do país alvo da medida. Serviços: poderia impor tarifas, sobretaxas ou outras restrições sobre serviços prestados por empresas do país alvo. Investimentos: poderia suspender benefícios, incentivos ou facilidades concedidos a investimentos de empresas do país alvo. Acordos comerciais: poderia suspender benefícios e concessões previstos em acordos comerciais firmados com o país alvo. "A lei exige que as medidas tenham contrapartidas e sejam, dentro do possível, proporcionais ao dano sofrido por quem causou esse dano. Além disso, é preciso tentar minimizar os efeitos sobre a economia brasileira", afirma Jackson Campos. Enquanto isso, há outro ponto de cuidado no radar do governo brasileiro: a preocupação com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas. ➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países. "O próprio documento final emitido pelo governo americano afirma que, se o Brasil aumentar as tarifas em retaliação, Washington pode entender que os 25% não são suficientes e elevar ainda mais a taxa", lembra Campos. Lula e Trump Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters Quais são, então, as saídas para o Brasil? Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, acredita que o principal risco de uma resposta aos EUA é "o Brasil retaliar e se machucar sozinho". Ele lembra que a "munição" brasileira é limitada, já que boa parte do que o país importa dos americanos são insumos, máquinas e peças que entram na cadeia produtiva nacional. "Se você taxa esses produtos, quem paga não é o americano, é o produtor rural de Mato Grosso que precisa da peça do trator. Uma retaliação mal calibrada seria um gol contra com narração épica", diz. 🔎 Na investigação comercial que resultou na aplicação da tarifa de 25%, o governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. 🔎 As justificativas foram fortemente contestadas pelo governo brasileiro, que vê na medida uma tentativa de interferência em políticas internas do país, ao incluir temas considerados inegociáveis, como o PIX. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política, e não apenas comercial. Nesse cenário, Aragão aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país. Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho." Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo." A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes." Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA. "As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz. 🔎 A ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, já prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. Fator eleições Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução A proximidade das eleições no Brasil e nos EUA também influencia a movimentação dos dois governos. Por aqui, brasileiros vão às urnas para escolher o novo presidente, governadores, deputados e senadores. Por lá, as eleições de meio de mandato vão renovar a Câmara e parte do Senado. Com isso, a avaliação dos especialistas é de que as negociações devem se prolongar, sem uma resposta concreta no curto prazo. Também pesa nessa avaliação o fato de que, embora negativas, as tarifas atingem setores específicos e não ameaçam a estabilidade econômica do Brasil. "O governo brasileiro deve deixar isso um pouco de molho. Sabendo dos riscos de impacto nos preços, aplicar a Lei da Reciprocidade pode ser um tiro no pé a três meses da eleição", avalia Jackson Campos. "Acredito que o discurso será de defesa da soberania, mas sem uma ação efetiva." Enquanto isso, o grupo político do presidente Lula acompanha os possíveis impactos eleitorais do tarifaço sobre Flávio Bolsonaro, em meio ao envolvimento do pré-candidato do PL nas discussões sobre a medida. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio a responsabilidade da decisão dos EUA. Conforme informou o blog do Valdo Cruz, aliados do senador já admitem prejuízos para a campanha após a medida do governo Trump. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ressalta que, diante do cenário, os avanços não vão depender necessariamente de vontade política, mas de calendário. A avaliação é que, de olho nas eleições, haverá uma escalada nos discursos, mas com cautela na prática. "Muito barulho, nota forte, discurso e, ao mesmo tempo, técnico conversando com técnico às sete da manhã sobre lista de exceções. E as exceções, por sinal, são o termômetro. Se começarem a pipocar isenções setoriais, é sinal de que a coisa está sendo resolvida por baixo, mesmo com o barulho por cima", diz. "A janela real de acordo eu vejo depois de outubro. Antes disso, o que dá para fazer é evitar dano permanente e manter os canais vivos — o que é, convenhamos, bem menos empolgante do que uma guerra comercial, mas bem mais útil", conclui.

Agora no g1 O que uma petrolífera estatal saudita, um banco americano, uma companhia aérea do Catar e gigantes do setor de alimentos têm em comum? Todas disputam hoje um dos espaços comerciais mais valiosos do planeta: a Copa do Mundo. Na edição de 2026, a lista de patrocinadores reúne desde marcas tradicionais, como Adidas, Coca-Cola e Unilever, até empresas ligadas ao sistema financeiro, ao petróleo, à tecnologia e a governos, como Bank of America, Verizon, Qatar Airways e Aramco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Essa composição mostra uma mudança importante: o Mundial deixou de ser apenas uma vitrine para grandes multinacionais e passou a reunir também empresas estatais, instituições financeiras e grupos que fazem parte da estratégia internacional de seus países. A transformação também aparece nos números. Para o ciclo de 2023 a 2026, a FIFA estima arrecadar até US$ 13 bilhões, mais de cinco vezes o total registrado duas décadas antes. No mesmo período, as receitas com direitos de marketing passaram de US$ 560 milhões para uma estimativa de US$ 1,8 bilhão. Faturamento da FIFA cresce ano após ano desde 2006 Arte/g1 Registrada na Suíça como uma associação sem fins lucrativos, a FIFA afirma que reinveste esses recursos no desenvolvimento do futebol. Ao longo da última década, porém, a entidade também enfrentou crises relacionadas à corrupção e à transparência na gestão desse dinheiro, o que levou à adoção de novas regras de controle e fiscalização. Mais do que o crescimento da arrecadação, a forma de comercializar a Copa também mudou. Nas últimas duas décadas, a FIFA reorganizou a venda dos espaços comerciais do torneio, ampliando as categorias de patrocínio e abrindo espaço para um número maior e mais diverso de empresas. Quando a Copa virou um negócio global Segundo Flávio de Campos, professor da pós-graduação em História Social do Futebol da USP e coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens), a transformação da Copa em uma plataforma global de negócios começou a ganhar força ainda na década de 1970. O pesquisador explica que o antecessor de João Havelange na presidência da FIFA, Stanley Rous, já defendia uma maior aproximação da entidade com empresas. Com a eleição do dirigente brasileiro, em 1974, esse modelo foi ampliado. “A partir daí, a Copa passa a se consolidar como uma grande vitrine para negócios e propaganda, com a aproximação da FIFA das empresas e o fortalecimento do marketing em torno do torneio." As mudanças iniciadas naquele período abriram caminho para o crescimento das receitas da FIFA nas décadas seguintes. Mais do que o aumento da popularidade do torneio, foi a própria forma de vender os espaços comerciais que mudou, permitindo ampliar a presença de empresas e diversificar as fontes de arrecadação. Até o início dos anos 2000, o patrocínio era mais concentrado e reunia um número menor de empresas. A partir dos ciclos de 2010 e 2014, a FIFA consolidou um modelo que passou a organizar os patrocinadores em diferentes categorias, ampliando as possibilidades de participação no torneio. 👑 No topo estão os FIFA Partners, empresas com direitos globais e contratos de longo prazo válidos para várias competições da entidade. 🏆 Em seguida vêm os patrocinadores da Copa, com direitos limitados ao Mundial específico. 📍 Na base ficam apoiadores regionais e fornecedores locais. Como a FIFA divide o espaço comercial da Copa? Arte/g1 Governos entram no jogo comercial A ampliação das categorias de patrocínio não aumentou apenas o número de empresas na Copa. Ela também abriu espaço para um novo perfil de patrocinadores, incluindo companhias estatais e empresas ligadas a governos. Essa mudança, porém, aconteceu de forma gradual. Nas Copas realizadas entre 2006 e 2014, a principal estratégia de projeção internacional ainda estava concentrada nos países anfitriões. Mais do que organizar partidas, Alemanha, África do Sul e Brasil aproveitaram o torneio para reforçar, perante o mundo, atributos como estabilidade, capacidade de organização e potencial econômico. Segundo Campos, para países emergentes, sediar uma Copa representava uma oportunidade de ampliar a visibilidade internacional e atrair investimentos. No caso dos integrantes dos BRICS que receberam o torneio, o objetivo era apresentar economias em desenvolvimento e abertas a novos negócios. A África do Sul procurou apresentar ao mundo um país reconstruído após o apartheid — regime de segregação racial que vigorou entre 1948 e 1994 —, enquanto o Brasil buscava se projetar como um lugar de oportunidades, deixando para trás décadas marcadas pela ditadura e por sucessivas crises econômicas. "Na época da Copa de 2014, falava-se muito na ideia de uma 'janela de oportunidades' e no legado do torneio. O evento permitiu apresentar países como Brasil e África do Sul como lugares de oportunidades, dando a eles uma visibilidade internacional que dificilmente alcançariam por outros meios", diz o historiador. Naquele período, embora multinacionais como Adidas, Coca-Cola e Visa ocupassem as principais cotas comerciais da FIFA, a imagem promovida pelo torneio ainda estava concentrada, sobretudo, no país-sede. Esse equilíbrio começou a mudar a partir da Copa da Rússia, em 2018. Além de sediar o Mundial, o país passou a ocupar espaço na própria estrutura comercial da FIFA por meio da Gazprom, estatal de energia que se tornou parceira global da entidade. Quatro anos depois, o Catar ampliou essa estratégia ao incluir duas empresas diretamente ligadas ao governo — Qatar Airways e QatarEnergy — entre os principais patrocinadores do torneio. Para Campos, esse movimento indica que o patrocínio deixou de cumprir apenas uma função comercial e passou a integrar a estratégia internacional de alguns governos. 🏟️ É o chamado "sportswashing", conceito utilizado para descrever o uso do esporte como ferramenta para melhorar a imagem de países, governos ou empresas, muitas vezes desviando a atenção de problemas políticos, sociais ou relacionados aos direitos humanos. "No caso do Catar, havia uma tentativa de contrabalançar a imagem de uma monarquia autoritária, marcada por denúncias de tortura, homofobia, machismo e pela dependência do petróleo em um momento de crise climática. A Rússia também usou o torneio nessa lógica de projetar uma imagem mais favorável no cenário internacional." Do soft para o hard power A Copa de 2026 marca uma nova etapa nessa disputa por influência internacional. Pela primeira vez, o torneio será organizado por três países — Estados Unidos, Canadá e México —, ao mesmo tempo em que reúne patrocinadores de diferentes setores da economia e empresas ligadas a governos. Essa configuração reduz o protagonismo que, em outras edições, costumava ficar concentrado no país anfitrião. Agora, a disputa por visibilidade passa a ocorrer também entre empresas e Estados que ocupam espaço dentro da própria estrutura comercial da FIFA. A Arábia Saudita é um dos exemplos desse movimento. O país passou a ocupar a categoria mais alta de patrocínio da entidade por meio da Aramco, petrolífera controlada pelo governo saudita. 💰 Segundo um estudo da Human Rights Foundation, o contrato firmado entre a empresa e a FIFA é estimado em cerca de US$ 100 milhões por ano, entre 2024 e 2034. 📈 Avaliada em aproximadamente US$ 1,88 trilhão após sua abertura de capital, a Aramco integra uma estratégia mais ampla do reino, que reúne cerca de 300 patrocínios esportivos vinculados principalmente ao Fundo de Investimento Público (PIF). Para Campos, porém, a principal novidade da Copa de 2026 vai além da entrada de novos patrocinadores. Isso porque o capital americano sempre esteve presente na estrutura comercial do torneio por meio de empresas multinacionais e de seus acionistas, mesmo quando os patrocinadores oficiais não representavam diretamente o governo norte-americano. "Em outros países, a FIFA conseguiu impor condições que chegaram a relativizar legislações nacionais. Nos EUA, prevalece o poder do império, eles utilizam seu poder político e militar para estabelecer as próprias regras, inclusive em questões diplomáticas relacionadas ao torneio." Na avaliação de Campos, essa postura mostra que a disputa em torno da Copa deixou de envolver apenas interesses econômicos e passou a refletir também disputas geopolíticas. Com o avanço econômico e tecnológico da China, afirma o historiador, os EUA passaram a recorrer com maior intensidade ao chamado "hard power" — o uso do poder político e militar para preservar sua influência internacional. Para ele, essa lógica também aparece na organização da Copa. "Houve casos de tratamento preconceituoso dado a delegações de países como o Iraque, além de seleções africanas e sul-americanas, incluindo a proibição de que a delegação do Irã permanecesse em território americano após a realização de suas partidas." Integrantes da equipe de apoio carregam letras que formam a palavra "FIFA" antes da partida entre Bélgica e Senegal, pela Copa do Mundo de 2026, no Seattle Stadium, em Seattle (EUA). REUTERS/Lee Smith.

Os vencedores (e os perdedores) econômicos da maior Copa do Mundo de todos os tempos Reuters via BBC Esta Copa do Mundo foi maior do que qualquer torneio anterior. Com mais países participantes e mais partidas, há mais espectadores acompanhando os jogos, além de mais oportunidades de ganhar dinheiro. Enquanto as estrelas do futebol mundial criam momentos históricos em campo, bilhões de dólares são gerados fora dele. Mas nem todos saíram ganhando. Agora no g1 Fifa: vencedora A quantia de dinheiro que a Fifa, entidade máxima do futebol mundial, arrecada com a Copa do Mundo é astronômica. Ela gerou um valor recorde de US$ 7,6 bilhões (R$ 38 bilhões) com o Catar 2022 e espera-se que supere esse valor com a Copa de 2026, especialmente com o torneio expandido para 48 seleções. Marion Laboure, estrategista do Deutsche Bank Research, afirma que a Fifa é "sem dúvida" a principal vencedora, com receitas próximas a US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) ao longo do ciclo de quatro anos. A receita da Fifa provém da venda de direitos de transmissão, licenciamento e de serviços de hospitalidade, contratos de patrocínio e venda de ingressos. "A Fifa também entrou no mercado secundário com seu mercado oficial de revenda [de ingressos], cobrando uma taxa de 15% tanto do comprador quanto do vendedor", diz Laboure. E podemos esperar mais disso em torneios futuros, com a Fifa considerando expandir a Copa mais uma vez para 64 equipes, o que poderia incluir países como China e Índia — e os bilhões de espectadores adicionais que isso acarretaria. Além dos ingressos, os fãs também enfrentaram dificuldades com voos, alimentação e hospedagem. Getty Images via BBC Torcedores: perdedores Embora os torcedores possam ter realizado sonhos de uma vida inteira ao ir para a Copa, financeiramente falando, este torneio foi um desafio para eles. As enormes somas desembolsadas apenas para pagar os ingressos e as críticas à estratégia de preços dinâmicos da Fifa, que aumenta os preços quando a demanda é alta, já foram amplamente noticiadas. Até mesmo o presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que "não pagaria" quando questionado sobre o possível preço de US$ 1 mil (R$ 5,1 mil) do ingresso para a estreia de seu país no torneio contra o Paraguai. Ingressos para a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, foram oficialmente oferecidos por US$ 32.970 (R$ 168 mil), enquanto alguns ingressos de revenda foram anunciados por mais de US$ 2 milhões (R$ 10,2 milhões). O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu os preços, argumentando que estavam em linha com os de outros eventos esportivos nos EUA. Além dos ingressos, os fãs também enfrentaram dificuldades com voos, alimentação e hospedagem. Um exemplo que ganhou as manchetes foi o aumento nos preços das passagens de trem da New Jersey Transit. Uma viagem de trem de 30 minutos até o MetLife Stadium subiu para US$ 150 (R$ 765) durante o torneio, em comparação com os habituais US$ 12,90 (R$ 65) para uma passagem de ida e volta. A reação negativa levou à redução dos preços, mas eles ainda permaneceram altos. Emissoras e patrocinadores: vencedores Embora as emissoras tenham tido que desembolsar grandes quantias para transmitir o torneio, os índices de audiência — e o desejo dos patrocinadores de exibir suas marcas — significam que elas também provavelmente lucrarão muito com a venda de espaços publicitários. A Fifa introduziu pausas para hidratação nesta Copa do Mundo — uma medida que Infantino afirmou ser "puramente uma questão esportiva", sem gerar receita adicional para a entidade. No entanto, os 90 segundos que os jogadores têm para se hidratar abriram uma nova oportunidade comercial para emissoras e patrocinadores que desejam exibir suas marcas, especialmente nos EUA, onde os torcedores de esportes americanos já estão acostumados com uma ideia invertida: lá os jogos praticamente acontecem entre os intervalos comerciais. A Fox Sports, que teria pago US$ 485 milhões (R$ 2,4 bilhões) pelos direitos de transmissão nos EUA, apresentou os intervalos de hidratação como "patrocinados por" uma marca. Segundo especialistas, um espaço publicitário de 30 segundos na Fox durante a Copa do Mundo custa em média entre US$ 200 mil e US$ 300 mil (R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão). Durante as partidas dos EUA nas fases finais, o valor chegou a US$ 750 mil (R$ 3,8 milhões). Isso significa que os anúncios de pausas para hidratação podem render US$ 250 milhões (R$ 1,2 milhão) somente nos EUA, o que leva à especulação de que eles vieram para ficar. "As pausas para hidratação são puro espaço publicitário. Eu ficaria extremamente surpresa se elas desaparecessem. O formato expandido permanecerá porque a escala agora é o modelo de negócios da Fifa", diz Laboure, do Deutsche Bank Research. Os patrocinadores oficiais da Copa do Mundo pagam somas exorbitantes para associar suas marcas à competição, mas sem dúvida acabam se beneficiando financeiramente, com marcas como Adidas e Coca-Cola estampadas por toda parte. A marca alemã de artigos esportivos está travando uma batalha com sua principal rival, a Nike, tendo investido cerca de US$ 67 milhões (R$ 342 milhões) em seu anúncio estrelado por Lamine Yamal, Jude Bellingham e Lionel Messi. David Beckham: vencedor O primeiro bilionário do esporte britânico já apareceu em tantos anúncios — da Home Depot ao Bank of America — que é fácil esquecer qual marca ele está representando. Getty Images via BBC O principal anúncio da Adidas apresenta uma versão de inteligência artificial de David Beckham — que talvez não tenha tido agenda de comparecer pessoalmente às filmagens. O primeiro bilionário do esporte britânico já apareceu em tantos anúncios — da Home Depot ao Bank of America — que é fácil esquecer qual marca ele está representando. Apesar de ter pendurado as chuteiras há mais de uma década, Beckham continua sendo o rosto do futebol nos EUA, com o clube do qual é coproprietário, o Inter Miami, estimado em US$ 1,45 bilhão (R$ 7,3 bilhões) como a franquia mais valiosa da Major League Soccer. Ele pode não ter conseguido ganhar a Copa do Mundo em campo quando era jogador, mas sem dúvida venceu o jogo comercial fora dele. Cidades anfitriãs: perdedoras As 16 cidades anfitriãs nos EUA, Canadá e México têm recebido um grande número de torcedores e turistas, impulsionando o setor de hotelaria, os negócios locais e o turismo em geral. Mas, embora os escoceses tenham esgotado até a última gota de álcool de Boston e conquistado o coração da cidade e de seus habitantes, especialistas afirmam que os benefícios econômicos a longo prazo são mínimos. A Fifa estimou que cerca de US$ 41 bilhões (R$ 209 bilhões) seriam adicionados à economia global, dos quais US$ 17 bilhões (R$ 86 bilhões) impulsionariam somente a economia dos EUA, com a criação de 185 mil empregos, principalmente nos setores de hotelaria. Mas Alexander Budzier, pesquisador em gestão na Universidade de Oxford e diretor executivo da empresa de gerenciamento de projetos Oxford Global Projects, afirma que os benefícios econômicos a longo prazo de sediar um evento esportivo tão grande simplesmente não se materializam. Segundo ele, as cidades-sede costumam registrar uma grande queda no número de visitantes, já que muitos procuram evitar o caos do torneio. E embora possa haver um aumento nas contratações, ele argumenta que normalmente se trata apenas de empregos com salários mais baixos no setor de hotelaria. "Isso gera empregos, mas não gera riqueza", afirma. Dados oficiais mostram que as contratações em pubs, bares e restaurantes dos EUA aumentaram consideravelmente antes do torneio em maio, mas o crescimento foi de curta duração. O único benefício econômico "que vale a pena", argumenta Budzier, são os projetos de regeneração que podem ser realizados, como a revitalização e a construção de moradias na região de Stratford, em Londres, após os Jogos Olímpicos de 2012. Mas, devido ao fato de grande parte desta Copa do Mundo utilizar estádios, hotéis, centros de treinamento e infraestrutura de transporte já existentes, "não haverá benefícios econômicos provenientes do desenvolvimento". Hotéis: perdedores A procura esperada por quartos de hotel não se materializou, com as entidades do setor relatando um número de reservas inferior nas cidades anfitriãs este ano em comparação com o ano passado. A Associação Hoteleira da British Columbia, no Canadá, afirma que, embora os números finais de reservas ainda não tenham sido confirmados, junho e julho estavam "bem abaixo do ritmo dos anos anteriores", apesar de Vancouver sediar sete dos jogos no Canadá. O texto afirma que os torneios "não criam 40 dias consecutivos de hotéis lotados", mas sim levam a uma alta demanda em torno de datas específicas. Para os hoteleiros americanos, a expectativa criada antes do torneio também não se concretizou. A Associação Americana de Hotéis e Alojamentos (AHLA) acusou a Fifa de reservar um número excessivo de quartos para uso próprio, criando uma demanda artificial. A Fifa afirmou que não reconhece a acusação. Laboure, do Deutsche Bank Research, afirma que o mesmo aconteceu na França em 1998, quando a demanda não atendeu às expectativas. "Em abril, 80% dos operadores hoteleiros dos EUA disseram que as reservas estavam abaixo das previsões iniciais — dois terços dos hoteleiros de Nova York relataram reservas mais fracas do que o esperado, e em Seattle quase 80% fizeram o mesmo, com muitos chamando o torneio de 'não-evento'", disse ela. Empresas de apostas: vencedoras A Copa do Mundo de 2026 está a caminho de se tornar o maior evento de apostas de todos os tempos, com uma estimativa de US$ 50 bilhões (R$ 254 bilhões) em apostas — cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) apostados por partida, de acordo com a empresa de serviços financeiros Macquarie, que possui interesses na indústria de jogos de azar. O texto afirma que isso se deve principalmente à expansão do número de equipes, o que significa que foram disputadas mais de 100 partidas, em comparação com as 64 de 2022. A Flutter Entertainment, proprietária das empresas de apostas Paddy Power, Betfair e Sky Bet, previu que o valor total das apostas seria o dobro do torneio anterior, devido ao crescimento do mercado nos EUA e também no Brasil. Chad Beynon, analista da Macquarie, afirmou que as apostas ao vivo substituíram as apostas tradicionais antes da partida. "Agora, tudo se resume a reagir ao que você vê em campo, ajustando sua perspectiva. Antes, era mais ou menos sentar, assistir e esperar — você tinha que fazer sua aposta antes da partida", diz ele. As apostas esportivas nos EUA ainda são uma indústria relativamente nova. Até 2018, apostar em esportes era legal apenas em Nevada, Estado onde fica Las Vegas, mas uma decisão da Suprema Corte abriu caminho para que muitos outros Estados a legalizassem. No entanto, ainda existem alguns Estados onde continua sendo ilegal, incluindo a Califórnia e o Texas. Nessas regiões, houve grande crescimento dos mercados de previsão — uma indústria bilionária em rápida ascensão, popular entre os jovens — que não são classificados como jogos de azar, o que significa que podem ser usados para fazer apostas esportivas independentemente do Estado em que a pessoa esteja.

Tire dúvidas sobre o Programa Move Brasil O governo federal ampliou nesta semana o programa Move Aplicativos, que oferece financiamento com juros baixos para motoristas de app e taxistas. Agora, a linha de financiamento com juros mais baixos também passa a permitir a compra de carros usados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp As regras para seminovos seguem praticamente as mesmas já em vigor desde junho: O veículo precisa custar até R$ 150 mil; Modelo seminovo deve ser elétrico ou híbrido flex (modelos híbridos apenas a gasolina não entram no programa); Precisa ter sido fabricado a partir de 2024; A montadora deve estar habilitada no programa Mover. Há poucos carros com sistema híbrido flex disponíveis por menos de R$ 150 mil no mercado de seminovos, segundo o preço médio divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nessa faixa, aparecem as versões híbridas de: Fiat Pulse: R$ 107.493; Fiat Fastback: R$ 117.746; Peugeot 2008 GT: R$ 146.415; Peugeot 208 GT: R$ 120.769. Já os modelos elétricos são mais numerosos, e o preço médio apontado pela tabela Fipe é de: BYD Dolphin Mini: R$ 98.136; BYD Dolphin: R$ 118.540; GWM Ora 03: R$ 120.391; GAC Aion UT: R$ 128.790; Chevrolet Spark EUV: R$ 139.020; Geely EX2: R$ 113.882; Renault Kwid E-Tech: R$ 81.412. Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move arte/g1 Programa enfrenta barreira na aprovação do crédito Mesmo com a injeção de R$ 30 bilhões para financiar a venda de veículos com juros inferiores à metade dos praticados no mercado, poucos carros foram financiados para motoristas de aplicativo e taxistas. Até 14 de julho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que R$ 1 bilhão foi empenhado no programa, o que representa apenas 3% do total reservado para garantir o financiamento dos veículos. O g1 ouviu especialistas e representantes do setor para entender o que está travando o programa. Todos foram categóricos ao apontar a dificuldade dos motoristas em obter a aprovação do crédito. “A maioria dos motoristas não tem condições, senão a gente estaria vendo esse valor explodir, como foi em programas anteriores. Então, é realmente a análise de crédito que está impedindo que o programa avance com mais velocidade”, apontou a economista Tereza Fernandez. Ela vai além e comenta que, mesmo com a redução dos juros, o preço do carro ainda é alto. “Um motorista de Uber pagar R$ 120 mil em tantos meses, fica uma prestação salgada mesmo com esses juros”, aponta. “O risco está todo com a instituição financeira. O risco de inadimplemento é alto. As instituições financeiras não estão liberando crédito, pois essa análise está com elas”, afirma o consultor automotivo Milad Kalume Neto. Ele afirma que, das nove instituições financeiras que operam no programa, apenas duas são consideradas mais “acessíveis”. Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), destaca que as famílias chegam ao financiamento já endividadas, o que reduz o número de interessados na renovação do veículo. “As famílias estão muito endividadas. Tanto a dívida, quanto o serviço da dívida, que é o que as famílias gastam por mês para pagar juros e amortização, estão no recorde histórico”, diz Castelar. “Eu entendo que haja uma reticência tanto do motorista em se endividar, já que ele já está muito endividado como consumidor. Como as instituições vão dar um crédito para quem já está muito endividado? Pode oferecer a você uma dívida, mas, se você está muito endividado, vai pegar essa dívida só por te oferecerem?”, complementa. A dificuldade de acesso ao crédito para os motoristas foi confirmada por Leandro Cruz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipais do Estado de São Paulo. Embora aprove a iniciativa do governo, Cruz afirma que uma parcela considerável dos motoristas chega “negativada” para financiar o veículo, e a instituição financeira acaba não aprovando a operação. “O maior problema é que o trabalhador que trabalha muito, que faz de R$ 10 mil a R$ 12 mil, já está negativado. Esse trabalhador é o que mais tem condições de financiar, mas vem sendo negado quando pede o financiamento”, apontou Leandro. Ele ainda lembra que a garantia oferecida por um modelo seminovo é menor que a do modelo zero km, aumentando os custos que o motorista poderá ter em um prazo menor. “Tem que fazer uma cautelar muito minuciosa, pois tem cara que mexe na quilometragem, tem motorista que pegou carro de locadora com quatro meses de rodagem e fundiu o motor, ficando três ou quatro meses sem andar”, revela. A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) também aprova a expansão do programa do governo federal, mas não comemora. "É importante ter uma expectativa realista quanto aos seus efeitos imediatos. Se os critérios de análise de risco permanecerem os mesmos, uma parcela significativa desses profissionais continuará encontrando barreiras para acessar o financiamento", disse Everton Fernandes, presidente da Fenauto. A preocupação é a mesma da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "Chamamos a atenção para dois pontos: O crédito ficará sujeito a critérios de aprovação das instituições financeiras que efetivamente são as que tomam o risco. Portanto, é razoável se esperar recusas de propostas por absoluta falta de condições de honrar o crédito. E em alguns casos vão requerer entrada para mitigar o risco de inadimplência", disse Enilson Sales, presidente da Anef. Segundo dados do Serasa, o Brasil enfrenta um alto nível de endividamento. Em junho deste ano, foram contabilizados 83,7 milhões de endividados no país — 17,2% a mais do que em 2023, quando eram 71,4 milhões. Este é o maior número da série histórica, que indica alta por 18 meses consecutivos. Procurado pelo g1, o BNDES afirmou não haver problemas na instituição para o repasse dos valores. (veja a íntegra da nota abaixo) O BNDES acompanha a execução do Programa BNDES Move Motoristas em todo o território nacional, por meio do monitoramento de seus resultados e da interlocução com os agentes financeiros credenciados. Esse acompanhamento subsidia o aperfeiçoamento contínuo da operacionalização do programa, quando necessário. O Programa BNDES Move Motoristas segue em pleno funcionamento, com operações e repasse de recursos sendo realizados por meio da rede de instituições financeiras credenciadas, conforme o modelo previsto. Como é característico em programas dessa natureza, que envolvem etapas de habilitação, análise de crédito e contratação junto aos agentes financeiros, a aprovação das operações ocorre de forma gradual. A instituição financeira, a partir do encaminhamento do pedido da concessionária, fará a análise do perfil de crédito de cada motorista ou taxista e, se aprovado, concluirá a contratação com as condições do programa. Os critérios de aprovação do financiamento seguem a política de crédito de cada instituição financeira credenciada, dentro dos parâmetros gerais do programa, como elegibilidade do veículo, do beneficiário e do uso (taxista, motorista de aplicativo ou cooperativa). O BNDES não define critérios individuais de aprovação de crédito, que são de responsabilidade de cada agente financeiro. O repasse de recursos para as instituições financeiras é realizado após a aprovação do crédito, com a apresentação da Nota Fiscal de compra do veículo ao BNDES. As instituições que realizaram operações até agora foram Banco do Brasil, Banrisul, Caixa Econômica Federal, Sicoob, Sicredi, Ailos, GM Financial, Volkswagen Financial Services, Banco Stellantis e Mobilize Financial Services. Além das diversas instituições financeiras já operando, outras ainda estão em processo de implementação do Programa em seus sistemas, com previsão de entrada em breve.

Novo tarifaço de Trump deve provocar impacto de 36,5% no agronegócio brasileiro O produtor Rodrigo Pamponet, que cultiva uvas no Vale do São Francisco, já colocou o mercado norte-americano em segundo plano. A fazenda passou a concentrar as vendas em outros mercados, como Europa e Argentina, diante da perda de competitividade provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos vindos do Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A gente costumava exportar bastante para os EUA. Em 2024, a fazenda embarcou cerca de 50 paletes. No ano passado, esse volume caiu para apenas seis, apenas para completar um pedido. Neste ano, a expectativa é de que minhas exportações para lá praticamente zerem, a menos que os importadores americanos aceitem absorver parte do custo adicional das tarifas”, relata o produtor. O movimento da fazenda no Vale do São Francisco reflete a reação de parte do agronegócio brasileiro ao novo cenário comercial. A partir da próxima terça-feira (22), entra em vigor a sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA aos produtos brasileiros que ficaram fora da lista de exceções anunciada por Washington. Uvas da fazenda de Rodrigo Pamponet Crédito: Rodrigo Pamponet Além da tarifa já confirmada, o setor acompanha a possibilidade de uma cobrança adicional de 12,5%, em outra investigação comercial em andamento. Se a medida for implementada, a sobretaxa total poderá chegar a 37,5% sobre os produtos brasileiros afetados. Entre os segmentos do agronegócio atingidos estão as cadeias de uva, ovos, madeira, arroz e açúcar. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a medida coloca sob pressão US$ 4,6 bilhões em exportações do agronegócio brasileiro. Também de acordo com a confederação, cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os EUA ficarão sujeitas à tarifa adicional de 25%, enquanto 63,5% foram preservadas com a ampliação da lista de exceções. Redirecionar as exportações é uma das principais alternativas para os setores afetados pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Com a abertura de novos mercados, as exportações brasileiras não apenas mantiveram força, como encerraram o ano passado com o recorde histórico de US$ 348,7 bilhões. Segundo análise da XP Macro Research, esse resultado foi possível porque os produtores conseguiram redirecionar parte das exportações para a China e outros mercados, compensando a redução das vendas aos EUA. A estratégia dos produtores Entre as frutas, a uva é a cadeia mais relevante entre as que ficaram fora da lista de isenções dos EUA, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As exportações brasileiras de uva para os EUA já vinham perdendo espaço após a rodada anterior de tarifas, enquanto a Europa seguia como principal destino da fruta brasileira. Na prática, produtores como Rodrigo Pamponet já haviam iniciado esse redirecionamento. nclusive, o produtor relatou ao g1 que atualmente, cerca de 70% da produção exportada pela fazenda segue para a União Europeia e 28% para a Argentina. O mercado argentino ganhou espaço entre os produtores devido à proximidade geográfica e ao menor custo de transporte. O reflexo aparece nos dados de comércio exterior: o volume de uvas brasileiras enviado ao país passou de 3,6 mil toneladas em 2024 para mais de 8 mil toneladas em 2025. Enquanto isso, as compras dos EUA recuaram. O país, que adquiriu 13,8 mil toneladas de uva brasileira em 2024, com faturamento de US$ 41,5 milhões, reduziu as importações para 4,1 mil toneladas em 2025, o equivalente a US$ 12,8 milhões. Embaixador diz que Brasil rejeita abrir setores estratégicos para evitar tarifas dos EUA Setor da uva teme freio nos investimentos Principal polo da fruticultura irrigada do país, o Vale do São Francisco concentra cerca de 75% da produção nacional de uvas e responde por aproximadamente 95% das exportações brasileiras da fruta. A cultura tem papel estratégico na economia regional e é uma das principais fontes de receita com exportações. Embora a Europa continue como principal destino da uva brasileira, o mercado dos EUA é considerado estratégico pelos produtores devido à remuneração. Segundo o pesquisador João Ricardo Lima, da Embrapa Semiárido, os compradores americanos pagam mais por frutas de maior qualidade. “O mercado americano é importante em termos de preço. Essas uvas pagam muito bem nos Estados Unidos, mais do que na Europa. Então, quando se perde esse mercado, o efeito para o produtor é maior”, afirma. O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, afirma que a abertura de novos mercados reduziu parte do impacto, mas não eliminou a preocupação do setor. Segundo ele, o momento ainda é de "muita tensão" entre os produtores. Uma das principais preocupações envolve emprego e renda na região. Segundo o sindicato, a cadeia da uva gera cerca de 70 mil empregos diretos e indiretos no Vale do São Francisco, e aproximadamente metade da mão de obra é formada por mulheres. Apesar das incertezas, o setor mantém a expectativa de uma solução negociada antes de setembro, quando começa a principal janela de embarque de frutas do Vale do São Francisco para os EUA. Outros setores também sentem os efeitos Embora a fruticultura esteja entre as cadeias afetadas, a lista de produtos atingidos pela sobretaxa dos EUA inclui outros segmentos do agronegócio, como arroz, madeira e açúcar. Em nota enviada ao g1, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) informou que participou de audiências públicas em Washington para defender que o arroz brasileiro tem papel complementar no abastecimento dos EUA, já que a produção local não seria suficiente para atender toda a demanda. Mas a exposição ao mercado americano é menor do que em outras cadeias. Os EUA não estão entre os principais destinos do cereal brasileiro, que tem como mercados mais relevantes países da América Latina e da África, como Venezuela, México e Senegal. A entidade avalia que a medida pode aumentar o custo do alimento para os consumidores americanos, caso a tarifa seja repassada aos preços finais. O g1 também conversou com Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que afirmou que a tarifa sobre ovos e carne suína preocupa o setor, mas destacou que o impacto prático varia entre os produtos. No caso dos ovos, a nova tarifa tem efeito limitado porque o Brasil já havia reduzido significativamente as exportações para os EUA após a normalização da crise sanitária provocada pela gripe aviária. No ano passado, o Brasil bateu recorde de vendas aos americanos justamente porque o país enfrentava uma redução da oferta interna. No caso dos ovos, cerca de 1% da produção nacional é exportada, em média. Na carne suína, o mercado americano também tem participação reduzida. Os embarques, que chegaram a cerca de 60 mil toneladas em um período anterior, caíram para uma média anual próxima de 3 mil toneladas devido a barreiras comerciais. Hoje, os EUA sequer estão entre os 10 principais destinos das exportações brasileiras do produto. Por outro lado, a ABPA considerou positiva a decisão de manter a tilápia fora da lista de produtos sobretaxados. “A decisão de manter a tilápia fora da medida demonstra que há espaço para o diálogo técnico e para a construção de soluções equilibradas no âmbito das relações comerciais entre os dois países”, afirmou a entidade. O plano do governo Para apoiar as empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA, o governo federal anunciou a retomada de medidas voltadas aos setores prejudicados pelas novas barreiras comerciais, mas ainda não detalhou como elas funcionarão. A iniciativa prevê linhas de crédito para capital de giro, financiamento de investimentos e ações para ajudar exportadores a redirecionar produtos para outros mercados. A ApexBrasil prepara um plano de contingência para agosto, com investimento de R$ 130 milhões em ações de diversificação comercial. A estratégia prevê ampliar a presença de produtos brasileiros em mercados da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, além de fortalecer as vendas para o Oriente Médio. O governo também pretende aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia para ampliar os destinos das exportações brasileiras e reduzir a dependência do mercado americano.

Como carros elétricos e montadoras chinesas redesenham a indústria automotiva brasileira O último Corolla produzido em Indaiatuba (SP) em junho e os primeiros veículos eletrificados que começam a sair da fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), na região de Piracicaba (SP), contam uma mesma história: a transformação do mercado automotivo brasileiro. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e um levantamento do g1 apontam que o Brasil não está perdendo fábricas de carros, mas trocando o perfil industrial. Essa tendência, com maior impulso após a pandemia, tem como cenário fábricas deixadas por marcas tradicionais e, muitas vezes, ocupadas por montadoras focadas em eletrificação. Isso ocorreu no interior de São Paulo com a Mercedes-Benz, em Iracemápolis, cuja fábrica foi ocupada pela chinesa GWM. Também ocorreu com a Ford, em Camaçari (BA) e em Horizonte (CE), que deram lugar a investimentos da chinesa BYD e da britânica MG Motor, respectivamente. ⚡Veículos eletrificados incluem modelos híbridos e elétricos, que utilizam eletricidade para reduzir ou substituir o uso de combustíveis fósseis. Novas fabricantes também já anunciaram produção nacional de eletrificados. Veja no infográfico abaixo. Segundo especialista ouvido pelo g1, a tendência é o desenvolvimento de veículos cada vez mais eficientes, tecnológicos e eletrificados, com forte presença da indústria chinesa nessa transformação. Neste contexto, a Anfavea defende medidas para proteger a competitividade dos investimentos feitos pelas montadoras na indústria automotiva nacional para enfrentar o aumento das importações da Ásia. Além disso, a entidade é contra o modelo de montagem de carros que tem sido adotado pelas chinesas (entenda abaixo). Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que retomou temporariamente cotas de importação por estarem alinhadas a ações de renovação da frota, inovação e descarbonização — clique aqui e leia a nota na íntegra. É #FAKE que Toyota vai deixar o Brasil MG4 Urban chega por R$ 129.990; elétrico será feito no Ceará Nesta reportagem, você vai entender: 🚗 Crescimento do setor automotivo 🐦🔥Transformação inédita 🚪Entrada gradual no mercado brasileiro 🚨Alerta na indústria nacional ✔️Impacto no setor automotivo ❓ O que diz o governo federal? Infográfico mostra onde montadoras encerraram operações e onde decidiram investir Arte/g1 Crescimento do setor automotivo Segundo a Anfavea, a produção nacional de veículos passou de 2,36 milhões de veículos em 2022 para 2,64 milhões em 2025. 📊Apenas no primeiro semestre de 2026, já foram produzidas 1,37 milhão de unidades. Ao mesmo tempo, os carros eletrificados deixaram de ser um nicho para se tornar um dos motores do mercado. Em 2016, o Brasil vendeu pouco mais de mil veículos eletrificados. Dez anos depois, apenas no primeiro semestre de 2026, já foram mais de 215 mil unidades, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Infográfico mostra a transformação do mercado automotivo no Brasil Arte/g1 O crescimento dos híbridos e elétricos também redesenhou a fatia do mercado brasileiro de eletrificados ocupada pelas montadoras tradicionais. Em 2022, a japonesa Toyota liderava com folga e concentrava 55,3% das vendas do segmento de eletrificados. Na sequência apareciam montadoras tradicionais e marcas europeias de luxo, como Volvo, BMW, Land Rover e Mercedes-Benz. Quatro anos depois, o cenário é outro. No primeiro semestre de 2026, as chinesas BYD e GWM lideram o mercado — a primeira com 46,08% de participação e 99 mil veículos vendidos. A Toyota caiu para o terceiro lugar, seguida de outras duas chinesas no ranking: Geely e Omoda Jaecoo. Por que o Brasil é atraente para os chineses❓ É um dos maiores mercados automotivos do mundo. A eletrificação ainda está em fase inicial, deixando espaço para modelar o mercado. As barreiras à entrada foram historicamente menores do que em outros mercados desenvolvidos, que têm barreiras protecionistas. Transformação inédita Para o economista da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista em ascensão geopolítica e tecnológica da China, José Eduardo Roselino, a indústria vive uma transformação sem precedentes. "Por 100 anos a indústria automobilística só tinha inovações incrementais, pequenos aperfeiçoamentos que não mudavam a estrutura do automóvel. Isso está mudando agora. Estamos passando por uma transformação ligada à descarbonização e à transição energética, com veículos híbridos, híbridos plug-in, elétricos e outras novas tecnologias surgindo", disse. Segundo ele, o avanço das montadoras chinesas está ligado ao domínio de tecnologias como software, semicondutores e sistemas eletrônicos. "O automóvel está se tornando cada vez mais um computador sobre rodas", resumiu. Além disso, segundo ele, os chineses têm uma vantagem competitiva muito grande porque produzem em enorme escala e conseguem reduzir custos continuamente. LEIA TAMBÉM Venda de carros elétricos no Brasil é três vezes maior em 2026 do que comparada a 2025 Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea Governo renova cota para importação de carros elétricos sem imposto; montadoras reclamam Caoa Chery em Jacareí, SP Roosevelt Cássio/ Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Entrada gradual no Brasil A história do ingresso das montadoras chinesas no mercado brasileiro pode ser dividida em fases. Inicialmente, a partir de 2009, elas eram importadoras de veículos a combustão. Na sequência, a partir de 2014, começaram a instalar fábricas locais. Já na década seguinte que elas passaram a testar a aceitação de modelos eletrificados com os consumidores brasileiros. Para isso, decidiram investir em fábricas ociosas e desenvolver projetos de produção nacional. A estreia de uma montadora chinesa, com fábrica no Brasil, foi a chinesa Chery, em Jacareí (SP), em 2014. A aposta na época era vender carro popular e de baixo custo. Na época, impasses com o sindicato sobre piso salarial dos operários e as vendas que não decolaram frustraram os planos. A unidade acabou desativada em 2022 e a fábrica segue desocupada até hoje. 💰🏭Chery foi pioneira na industrialização dos automóveis chineses no Brasil e a BYD e GWM integram a fase mais recente de expansão. Após a pandemia, gigantes como a BYD e a GWM (Great Wall Motor) entraram no país trazendo um novo conceito por meio de uma combinação de alta tecnologia, design avançado e propulsão elétrica ou híbrida com preços agressivos. Isso fez com que as marcas chinesas ocupassem uma fatia cada vez maior do mercado nacional. Alerta na indústria local Fábrica da BYD em Camaçari (BA) opera em SKD, com parte da montagem feita BYD/Divulgação Enquanto os números indicam crescimento do mercado, o avanço acelerado das marcas chinesas também tem gerado reações da indústria instalada no Brasil. Durante apresentação dos resultados do setor referentes a junho, nesta terça-feira (7), a Anfavea manifestou preocupação especialmente com a velocidade de crescimento das importações chinesas, que passaram de 71 mil para 140 mil unidades em apenas um ano. A Anfavea também critica a expansão dos modelos de montagem por kits semidesmontados, conhecidos como CKD e SKD. Segundo a associação, esse tipo de operação exige cerca de 70% menos mão de obra do que uma fábrica com produção integral. 🔩CKD: veículo chega totalmente desmontado para montagem local. 🏭SKD: veículo chega semidesmontado, com parte da montagem já realizada na origem. Por isso, a Anfavea defende que os novos investimentos sejam direcionados à fabricação completa dos veículos no país — uma forma de proteger não apenas as montadoras, mas também a cadeia de produção. A reivindicação ocorre no momento em que o governo decidiu, a partir de 1º de julho, renovar por 6 meses a alíquota zero de kits de peças importados para veículos elétricos e híbridos - a decisão beneficia a BYD, por exemplo, que opera em SKD. "A nossa preocupação é com o sistema produtivo. Não adianta a gente ter indicativo de que a gente tem que caminhar para uma produção sofisticada e completa, no caso de ter estamparia, montagem, pintura e soldagem no Brasil, e ao mesmo tempo ter incentivos para fazer outra coisa", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) encerrou as atividades e transferiu produção do Corolla para Sorocaba Divulgação Impacto no setor automotivo Enquanto o setor se transforma, os trabalhadores acompanham o processo com sentimentos mistos. ➡ Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região e funcionário da Toyota desde a inauguração da unidade de Indaiatuba, em 1998, Derci Jorge Lima descreve a transferência da fábrica como o fim de uma trajetória de quase três décadas. "É uma vida. Vinte e oito anos de trabalho é uma vida. Jamais passava pela nossa cabeça, enquanto trabalhador, enquanto sindicato, que essa empresa ia embora daqui", comentou. Segundo ele, o sindicato tentou mobilizar lideranças políticas e a própria Toyota para reverter a decisão, mas não houve acordo. A negociação passou então a se concentrar nos programas de desligamento e compensações aos funcionários. O dirigente afirma que mais de 4 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, foram impactados pela saída da montadora de Indaiatuba. Apesar disso, ele avalia que o mercado de trabalho automotivo segue aquecido. Agora, a expectativa do sindicato é que uma nova empresa ocupe a área deixada pela Toyota. "A gente espera que venha outra empresa, até mesmo uma montadora, que possa assumir esse espaço aqui, gerar emprego de novo", afirmou. ➡ Já o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Weller Pereira Gonçalves, destacou que o Vale do Paraíba tem passado por desafios com as mudanças no setor desde antes da pandemia. "A Ford fechou as portas em Taubaté e [a fábrica] ainda está desativada. A GM, em São José dos Campos, já teve 13 mil funcionários na década de 1990 e atualmente tem 3 mil", disse. A GM anunciou investimentos para a fábrica em São José dos Campos, mas Gonçalves afirmou que isso não necessariamente implica a geração de empregos diretos. "Investimento nem sempre significa emprego. Às vezes traz linha de montagem, mas é automatizada", ponderou. Segundo ele, a defesa do sindicato é pela nacionalização da produção das montadoras no país. Ele também criticou o fato de que as empresas que encerraram operações no país seguem normalmente com importações. "Não defendemos incentivos fiscais para ninguém, mas se tiver, tem que ser justo. Senão, quem sai prejudicado é o trabalhador", afirmou. ➡ Já para o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari e Região, a chegada da montadora chinesa BYD ao município baiano representou um alívio e uma guinada econômica após o fechamento da Ford, em 2021. Para Júlio Bonfim, presidente do sindicato, o saldo do avanço das montadoras chinesas no Brasil é positivo: "Emprego, dinheiro no bolso, como é que você não fica feliz?", disse. Segundo Bonfim, em cerca de dez meses a BYD contratou 5.500 funcionários — uma marca que a Ford havia levado 5 anos para atingir. Sobre o estado de alerta da Anfavea e a insatisfação de marcas tradicionais, Bonfim disse que é preciso aceitar a nova realidade tecnológica e a forte concorrência que derrubou o preço dos carros. "O mercado mudou. A realidade está acontecendo. Os carros chineses chegaram e chegaram mesmo pesado com tecnologia, qualidade", afirmou. Dados divulgados pela Anfavea mostram que, em junho deste ano, as montadoras empregavam 114,5 mil pessoas. Em janeiro de 2020, antes da pandemia, eram 125,9 mil empregados. O que diz o governo federal? O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que manteve o cronograma de recomposição das tarifas de importação para veículos eletrificados e retomou temporariamente as cotas de importação para promover a renovação da frota, inovação e descarbonização. "A decisão tomada pelo Gecex – Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), composto por 10 ministérios – manteve o cronograma de recomposição tarifária para importação de carros eletrificados, que foi a 35% a partir de 1º de julho de 2026, para modelos CBU e SKD. No caso dos CKDs, a tarifa hoje está em 14% e será elevada a 35% a partir de 1º de janeiro de 2027, também obedecendo o cronograma original. A retomada das cotas por um período limitado de seis meses converge com outras iniciativas do governo federal voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veículos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2. Há várias iniciativas para o fortalecimento e o desenvolvimento da indústria automotiva no país, sendo a principal delas o programa Mover, que estimula investimentos em inovação e descarbonização, inclusive para fabricação de carros eletrificados. Os incentivos desse programa, da ordem de R$ 19,3 bilhões, já estimularam investimentos privados de R$ 190 bilhões, segundo dados da Anfavea e do Sindipeças." VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar Existem homens que filmam secretamente suas mulheres e namoradas e postam os vídeos na internet, para depois se vangloriarem das suas gravações. Outros procuram mulheres desconhecidas. Um deles carrega uma câmera escondida na calçada, na esperança de filmar mulheres urinando. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a entidade britânica especializada em abusos domésticos Refuge, as denúncias de abusos cometidos com dispositivos tecnológicos aumentaram em 78% durante um ano. Já a entidade galesa Welsh Women's Aid afirma ser difícil quantificar a escala do problema porque a maioria das vítimas nem sabe o que está acontecendo. Jess Davies ficou chocada com tudo o que descobriu BBC/Rock Paper Productions Um novo documentário da BBC revela uma sombria rede online de câmeras ocultas. Em Hunting the Spycammers ("À caça das câmeras espiãs", em tradução literal), a apresentadora Jess Davies se uniu à jornalista investigativa Liam Connell, que já havia se infiltrado anteriormente em redes secretas na internet. Este é um tema de interesse pessoal para Davies. Ela já foi fotografada nua em segredo enquanto estava dormindo e suas imagens foram compartilhadas em um grupo privado de WhatsApp. 'Ele quis me aniquilar viva': o que é pornografia de revanche e conheça histórias de vítimas Teve um nude vazado? Saiba como juntar provas, denunciar e pedir remoção da internet A dupla teve acesso a um website de voyeurismo, que é o hábito ou fetiche de obter excitação sexual através da observação de pessoas nuas ou em atos sexuais. O endereço incluía links que levam seus usuários para grupos de bate-papo criptografados. Com isso, elas descobriram pessoas trocando abertamente dicas sobre como fazer filmagens clandestinas e se vangloriando das suas gravações. "É um ciclo sem fim de distribuição em massa de conteúdo não consensual de mulheres", explica Davies. "Parece que essas mulheres são caçadas como se fossem presas." ‘Violentada a cada clique’, vítimas contam consequências da pornografia de revanche O documentário revelou pessoas escondendo câmeras em quartos, banheiros, vestiários e outros espaços privados. "Pareceu uma violação tão grande, pensar que alguém que foi importante para mim pôde fazer isso comigo", ela conta. "Faz você se sentir inútil." "Ver imagens similares de outras vítimas compartilhadas no fórum onde estávamos infiltradas trouxe de volta esse sentimento de traição e me fez questionar onde minha imagem terá ido parar." "Será que ela chegou até um desses fóruns?" Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Para Davies, alguns minimizam o impacto dessas ações como sendo inofensivas ou "simples brincadeiras". "Já outros, como os voyeurs que mencionamos no programa, acham que, se a vítima nunca souber que foi filmada sem consentimento, não há problema. Isso realmente destaca como se minimiza o abuso de imagens e as ofensas na internet." "Atrás de cada imagem ou vídeo, há uma pessoa que precisará viver com esta traição pelo resto da vida." Davies destaca que "o que é realmente perturbador é a quantidade de perpetradores que filmam e compartilham conteúdo de pessoas (principalmente mulheres) que foram suas parceiras amadas". "Isso realmente destaca como qualquer pessoa pode ser atingida por este mal." Durante sua investigação, a jornalista galesa de 33 anos ficou conhecendo a variedade da tecnologia disponível de câmeras espiãs de baixo custo. Existem câmeras disfarçadas como objetos do dia a dia, como canetas, odorizadores de ambientes e tomadas. Câmera escondida em resort em Porto de Galinhas Reprodução A dominatrix que criou empresa para combater pornô de vingança após ter imagens vazadas por clientes O grupo de 32 mil homens que compartilhavam na internet fotos das esposas Davies questionou o proprietário do fórum que as duas repórteres entraram infiltradas. "Ele nos disse que verifica regularmente o conteúdo e retira material não consensual", ela conta. "Mas, observando as evidências que encontramos, parecia haver pouca consideração pelos danos permanentes causados por aquele conteúdo para as vítimas." "A impressão era que as pessoas filmadas sem consentimento foram totalmente ignoradas e desprezadas, como se o seu consentimento não fosse necessário." "Na verdade, essa falta de consentimento era o que motivava muitos dos espiões", lamenta a apresentadora. Davies espera que o documentário aumente a consciência sobre os danos causados pelas câmeras escondidas e reforça que os abusos de privacidade e consentimento "nunca devem ser normalizados". As gravações clandestinas são ilegais? No Reino Unido, filmar alguém não é necessariamente crime. Em espaços públicos, por exemplo, as pessoas normalmente podem filmar o que for visível para elas. As gravações clandestinas passam a ser crime em uma série de casos, como o voyeurismo. Também é crime se a filmagem ocorrer em um local onde a pessoa que está sendo filmada espera ter privacidade ou se a gravação for feita para causar assédio ou inquietação. No Brasil, o artigo 218C do código penal estabelece que oferecer, trocar, transmitir, vender distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio — inclusive pela internet — fotografias, vídeos ou outro registro audiovisual que contenha pornografia ou nudez sem o consentimento da vítima, assim como cena ou apologia de estupro ou de estupro de vulnerável ou cena de sexo, é crime. Quem recebe, por exemplo, uma foto de nudez no WhatsApp e compartilha — mesmo sem ter sido o primeiro a expor a imagem — também é considerado infrator. Como pena, a lei prevê a reclusão de um a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave. Caso o criminoso seja um ex-namorado(a) e a divulgação tenha fim de vingança ou humilhação, essa pena pode aumentar de um a dois terços. Já se as imagens foram compartilhadas por um tutor, padrasto, madrasta, irmão, tio, empregador ou qualquer outro título que a justiça considere "de autoridade" sobre a vítima, a pena pode aumentar 50%. No Brasil, é crime compartilhar conteúdo pornográfico sem consentimento Unsplash/camilo jimenez A Refuge pede maior regulamentação dos dispositivos de vigilância secretos e melhor treinamento da polícia para identificar e investigar seu uso. "O que é especialmente preocupante é como esses dispositivos são baratos e acessíveis, permitindo que mais perpetradores os transformem em armas como forma de controle", declarou a gerente de políticas e assuntos públicos da Refuge, Bo Bottomley. Mas a Refuge afirma que quase todas as sobreviventes atendidas pela entidade vivenciaram algum tipo de abuso possibilitado pela tecnologia. E houve aumento dos relatos de câmeras e microfones ocultos usados em residências. Uma porta-voz da Welsh Women's Aid declarou que "esta forma de vigilância dissimulada pode destruir a sensação de privacidade e segurança das pessoas". A entidade alerta que os danos vão muito além da gravação inicial. Imagens e vídeos compartilhados causam impactos devastadores à vida das sobreviventes e fazem muitas pessoas se sentirem inseguras, mesmo nas próprias casas. "É particularmente difícil quantificar esta forma de abuso", segundo a organização. "Muitas sobreviventes não sabem o que aconteceu com elas." A Refuge também pede às empresas de tecnologia ações rápidas para remover filmagens compartilhadas de câmeras espiãs e fornecer informações que levem a polícia a identificar os responsáveis. O governo britânico afirma que "não tolera filmagens clandestinas, nem o assédio às vítimas". A Estratégia sobre a Violência contra Mulheres e Meninas do governo britânico (VAWG, na sigla em inglês) inclui medidas para combater abusos na internet e os cometidos com o uso de dispositivos tecnológicos, explorando formas de aumentar a segurança dos aparelhos inteligentes e conectados à rede. Um porta-voz do governo britânico declarou que "já é ilegal compartilhar imagens íntimas sem consentimento". "Com a Lei de Crime e Policiamento, estamos indo além, transformando em crime captar imagens íntimas sem consentimento, incluindo por meio da instalação de equipamentos como câmeras que permitam às pessoas obter essas imagens." "Estamos dedicando verbas para um centro nacional para reforçar a reação da polícia à violência contra mulheres e meninas", conclui a declaração. Assista aqui, nos canais da BBC no YouTube, ao documentário Hunting the Spycammers (em inglês), que deu origem a esta reportagem. Veja como denunciar exposição de nudes Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1

‘Seguiremos protegendo o PIX’, diz Durigan após tarifa dos EUA Poucos analistas têm acompanhado a ascensão e queda das nações com a profundidade de Ruchir Sharma. Estrategista global, gestor de recursos e estudioso dos ciclos econômicos que definem o destino dos países, ele é chairman da Rockefeller International, fundador da Breakout Capital e colunista do Financial Times. Autor de obras como Breakout Nations e What Went Wrong With Capitalism, Sharma combina análise macroeconômica com observação direta de campo em países emergentes — uma metodologia construída ao longo de três décadas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sua tese central sobre a América Latina parte de um dado que ele considera inconveniente, mas inegável: historicamente, investidores obtêm retornos muito maiores sob governos de direita na região. É essa dinâmica que explica, em grande parte, o bom desempenho dos mercados latino-americanos nos últimos anos. E é por isso que o Brasil, para Sharma, é a grande incógnita de 2026 — talvez a eleição mais importante do ano no mundo inteiro. O cenário ficou ainda mais carregado com a decisão do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Se a medida entrar em vigor no dia 22 de julho, o Brasil se tornará o segundo país mais taxado pelos Estados Unidos no planeta, atrás apenas da China. Para Sharma, o impacto direto da medida é mais limitado do que o número sugere, mas seus efeitos sobre o investimento estrangeiro e, sobretudo, sobre o tabuleiro eleitoral de outubro, são mais complexos de calcular. Em entrevista à BBC News Brasil, ele fala sobre o que essa decisão significa para a corrida presidencial, o risco fiscal sob Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), a fragilidade estrutural da China, a bolha de inteligência artificial e o impacto das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia sobre a economia global. BBC News Brasil – O governo americano anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, tornando o Brasil o segundo país mais taxado pelos EUA no mundo. Qual o impacto real dessa decisão? Sharma – A tarifa de 25% incide sobre produtos que somam cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras. Mas, consideradas as isenções — pela Seção 232 e outras —, o impacto efetivo é mais estreito do que o número sugere. Em termos diretos, o efeito é limitado. O risco maior é de segunda ordem: o impacto sobre o investimento estrangeiro direto e o fato de que esta é a segunda tentativa de Trump de usar tarifas como alavancagem sobre o Brasil em 13 meses. Isso sinaliza que a relação está estruturalmente contestada por este governo americano, não se trata de uma disputa isolada. BBC News Brasil – E eleitoralmente? Essa decisão pode mudar o cálculo da corrida presidencial de outubro? Sharma – A narrativa de soberania e nacionalismo de Lula pode funcionar a seu favor, algo semelhante ao que aconteceu no México. Mas seus índices de aprovação estão pressionados por causa do custo de vida e do crescimento fraco. Se a economia não reagir, essa vantagem pode não se sustentar. O governo Lula já sinalizou que não vê caminho para negociação antes de outubro. Uma vitória de Flávio Bolsonaro criaria pressão para concessões rápidas em regulação digital e plataformas de tecnologia em troca da retirada das tarifas — o que tem seu próprio custo político doméstico. No curto prazo, a leitura política favorece a narrativa de soberania de Lula. Mas a pressão econômica de médio prazo para negociar com Washington independe de quem vença — isso muda mais a postura negociadora do próximo governo do que define quem chega à Presidência em outubro. Para Sharma, tarifas de 25% anunciadas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros têm impacto mais estreito do que o número sugere Getty Images via BBC BBC News Brasil – O senhor disse no início do ano que a eleição brasileira poderia ser a mais importante do mundo em 2026. Com o pleito a três meses, como o senhor situa esse evento no contexto global? Sharma – Os investidores têm olhado para a América Latina com interesse crescente no último ano, mesmo que a região não seja vista como uma potência de inteligência artificial. Um grande motivo é o número crescente de governos de direita chegando ao poder. Independentemente de preferências políticas, o fato é que historicamente os investidores obtêm retornos maiores quando governos de direita assumem na América Latina. Fizemos pesquisa sobre isso: em dólares, nos primeiros dois anos de um novo governo, quando a esquerda chega ao poder, o retorno tende a ser de cerca de 16%. Quando é a direita, esse número sobe para mais do dobro — cerca de 37%. Essa expectativa de que mais governos de direita vão chegar ao poder está ajudando a América Latina. E o Brasil é central nessa história. BBC News Brasil – O principal adversário de Lula hoje é Flávio Bolsonaro. Mas, mesmo no campo da direita, há dúvidas sobre o compromisso fiscal. Os investidores podem acabar desapontados de qualquer forma? Sharma – Sim, isso é correto. Mas a reação inicial dos investidores, pelo menos, será baseada na história: os mercados tendem a se sair bem quando um novo líder chega ao poder, e tendem a se sair bem quando um governo de direita assume na América Latina. Esses são fatos. Portanto, a reação inicial a uma vitória de Flávio Bolsonaro provavelmente seria positiva — e depois teremos que ver quais serão as políticas concretas. Até agora, onde quer que governos de direita tenham chegado ao poder na América Latina, os investidores reagiram bem, o capital voltou. Parte disso acontece em antecipação, parte depois que o governo já está no poder — e tem sido assim em toda a região. BBC News Brasil – E se Lula for reeleito? Sharma – A situação fiscal do Brasil é delicada, especialmente em um momento em que o mundo está prestando mais atenção à dívida dos países. Se Lula for reeleito, a reação inicial dos investidores será negativa. Mas acredito que ele saberá que, se tentar gastar demais ou não colocar o Brasil em um caminho fiscalmente sustentável, haverá fuga de capitais. A política brasileira também não é simples, porque o controle do Senado e da Câmara importa muito. Mesmo nos últimos três ou quatro anos, alguns dos piores excessos de gastos do governo Lula foram contidos tanto pelos investidores quanto pontualmente pelo fato de a oposição controlar outras instâncias do governo. Mas não há espaço para irresponsabilidade fiscal agora, em um momento em que a atenção global à dinâmica da dívida é muito maior do que era dez ou vinte anos atrás. Depender demais da China para crescer economicamente é uma estratégia arriscada, na avaliação de Sharma Getty Images via BBC BBC News Brasil – O Brasil tem terras raras, petróleo, energia limpa e concentra mais de 40% de todo o investimento em tecnologia da América Latina. O país tem condições de se posicionar nessa nova ordem global e fechar o gap de desenvolvimento? Sharma – Há sempre possibilidades, mas depende do horizonte de tempo. Para os próximos cinco anos, o Brasil tem ventos favoráveis. Pode haver um impulso reformista com um novo governo. Há um empurrão vindo do ciclo de commodities. O Brasil está se tornando cada vez mais importante nos mercados globais de petróleo. E, no campo tecnológico, o histórico do Brasil não é ruim: o país investe cerca de 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, o que é razoável para um país de renda média. Cerca de 40% de todo o investimento em tecnologia da América Latina acontece no Brasil, e o país já produziu mais de 20 unicórnios (start-ups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais). O Brasil também tem oferta abundante de energia, o que poderia ajudá-lo a construir data centers e ecossistemas de inteligência artificial. Com a combinação certa de políticas, e dado que as expectativas estão muito baixas, há potencial real de valorização — especialmente se as taxas de juros reais, que são extraordinariamente altas no Brasil, começarem a cair. Mas o resultado é binário. Qualquer erro fiscal em um mundo em que o custo do capital está subindo pode fazer um estrago sério na economia brasileira. BBC News Brasil – O senhor argumenta que a inteligência artificial não é suficiente para conter o declínio da China. Que forças são mais poderosas do que a IA? Sharma – O progresso tecnológico da China é notável, e boa parte dele é de origem doméstica. Todo crédito ao ecossistema tecnológico que o país construiu. Mas há outros fatores que considero ainda mais poderosos. A população chinesa está diminuindo. Nenhum país no mundo conseguiu sustentar um crescimento acima de 2% com a população em queda — você precisa que a força de trabalho também cresça. Depois, há os níveis de dívida muito elevados: a China já vinha dependendo de endividamento para sustentar taxas de crescimento bem acima do seu potencial. O Estado também se tornou muito intervencionista, há tanta incerteza regulatória que os espíritos empreendedores em muitos setores foram sufocados. E então há essa situação muito incomum: para uma superpotência em ascensão, praticamente ninguém quer ir à China. A proporção de estrangeiros vivendo no país é de 0,1% da população, a mais baixa entre os grandes países do mundo. E, em termos líquidos, o capital estrangeiro está saindo. São sinais de fragilidades que vão muito além da tecnologia. BBC News Brasil – E o que a trajetória da China significa especificamente para o Brasil? Sharma – É algo que os brasileiros precisam ter em mente. O comércio do Brasil mudou muito e está cada vez mais dependente da China. Mas você está lidando com uma economia que está fundamentalmente se enfraquecendo, onde a demanda doméstica deve permanecer fraca por causa dos desafios demográficos e de endividamento que acabei de descrever. Depender demais da China para crescer é uma estratégia arriscada, porque a demanda doméstica chinesa está em declínio. E o incentivo da China é o oposto do que o Brasil precisa: eles querem exportar o máximo de capacidade excedente possível, porque a economia doméstica não é forte o suficiente para absorvê-la. É isso que têm feito. E o resto do mundo está sofrendo com esse dilúvio de exportações chinesas. BBC News Brasil – Dois grandes conflitos estão em curso: a Ucrânia e o confronto no Estreito de Ormuz. Os investidores têm absorvido esses choques melhor do que muitos esperavam. Eles estão subestimando os riscos? Sharma – O impulso positivo da inteligência artificial está sobrepujando o efeito negativo dos preços mais altos de energia. O mesmo aconteceu com as tarifas no ano passado — muitos esperavam uma recessão global por causa delas, e não aconteceu, porque o boom da IA foi muito mais poderoso. Dito isso, os preços do petróleo subiram menos do que muitos esperavam, dado o volume de oferta retirado do mercado. Em parte porque o mundo aprendeu a se adaptar, o consumo de energia como proporção do PIB global caiu ao longo do tempo, e a destruição de demanda aconteceu rapidamente. O Brasil também desempenhou um papel aqui: a produção de petróleo no país tem se saído bem, e isso ajuda a evitar que a oferta global caia tão abruptamente quanto o fechamento de Ormuz poderia sugerir. BBC News Brasil – O senhor escreveu recentemente que a IA está remodelando a hierarquia dos mercados globais — nações classificadas quase que exclusivamente por sua posição no ecossistema de IA. Isso é uma nova ordem mundial ou uma bolha prestes a estourar? Sharma – É uma combinação das duas coisas. A história nos diz que, quanto maior a inovação tecnológica, maior a bolha — desde os canais e as ferrovias, passando pelos automóveis, até a internet. O gasto global com a construção da infraestrutura de IA este ano é algo em torno de US$ 2,5 trilhões, mais de 2% do PIB global só em investimento em IA. As grandes empresas de tecnologia americanas estão gastando cerca de US$ 800 bilhões sozinhas. O comportamento dos investidores hoje é: ou você tem IA, ou está fora. Mas minha avaliação é que sim, a IA é uma tecnologia muito poderosa, isso está além de qualquer dúvida. Mas a ideia de que o mundo inteiro vai ser moldado apenas pela IA? Não compartilho dessa visão. Ela simplesmente não é consistente com a história do desenvolvimento econômico. BBC News Brasil – Quando essa bolha estourar, quão dolorosa será a correção? Sharma – Toda vez que uma bolha estoura, há dor. Mas existem bolhas boas e bolhas ruins. Quando você tem uma bolha em imóveis ou commodities, é uma bolha ruim — ela não deixa nenhum investimento produtivo em seu rastro. Uma bolha liderada por tecnologia ao menos deixa boa tecnologia para trás, mesmo que a bolha financeira estoure. Dito isso, tenho uma estrutura para identificar bolhas, o que chamo de quatro "O's" [em inglês]: sobrevalorização, concentração excessiva, sobreendividamento e sobreinvestimento. Quando coloco a IA nessa estrutura, ela se qualifica em muitos desses critérios. Historicamente, bolhas não caem sob seu próprio peso — elas precisam de um catalisador, e a alta das taxas de juros costuma ser esse catalisador. As taxas de juros reais nos EUA ainda estão relativamente baixas. Mas, se o título de dez anos do Tesouro americano romper os 5%, isso seria uma bandeira vermelha. Estamos nos estágios avançados desta bolha e podemos estar próximos do fim, mas, até que essas coisas aconteçam, é muito difícil prever quando. Segundo Ruchir Sharma, qualquer erro fiscal em um mundo em que o custo do capital está subindo pode fazer um estrago sério na economia brasileira Matt Greenslade via BBC

Após o anúncio do novo tarifaço de Donald Trump às exportações brasileiras, o governo federal começou a recalibrar as estratégias para responder à ofensiva dos Estados Unidos contra o Brasil. O Palácio do Planalto tem como decisão política já tomada a adoção da Lei da Reciprocidade contra os EUA. Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo deve iniciar os trâmites para acionar a lei nos próximos dias. Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagem à decisão ➡️ A lei brasileira, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que apliquem barreiras comerciais, legais ou políticas contra o Brasil. Nas palavras de um auxiliar de alto nível da diplomacia brasileira, o governo federal estuda "cirurgicamente" os setores norte-americanos para evitar que a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA acabe sendo um "tiro no pé" e prejudique o próprio país. ➡️ O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a proposta de um novo "tarifaço" com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho, próxima quarta-feira. 🔎A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. LEIA TAMBÉM: Tarifaço deve atingir 36,5% das exportações do agro para os EUA, diz CNA Em um primeiro levantamento preliminar, o governo brasileiro identificou que é possível aplicar medidas contra o setor audiovisual e patentes farmacêuticas, conforme divulgado pela Reuters e confirmado pelo g1. O processo para a aplicação da Lei de Reciprocidade pode ser demorado, mas a avaliação dentro do governo é que tudo depende de como os setores vão reagir, sobretudo as cadeias afetadas. Operação de transporte de cargas em porto Bruno Leão/ Sedecti Ajuda aos setores O governo iniciou nesta sexta-feira (17) as consultas aos setores prejudicados pelo novo tarifaço de Trump e estuda como o Estado pode ajudar efetivamente a diminuir os impactos no país. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Márcio Rosa. Segundo nota divulgada pela CNI, durante a conversa, foi proposta a formação de um grupo para discutir uma versão da política industrial Nova Indústria Brasil (NIB). LEIA TAMBÉM: Alckmin diz que empresas afetadas pelo tarifaço terão ajuda e reciprocidade contra EUA será usada em 'momento adequado' "O intuito é apresentar uma alternativa para o novo tarifaço norte-americano que vai atingir 26,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos com tarifa adicional de 25%. A tarifa anunciada afeta US$ 11 bilhões em exportações brasileiras", diz a CNI. Na quinta-feira (16), Alckmin anunciou que o governo federal terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa de 25% que o governo dos Estados Unidos anunciou sobre produtos brasileiros. O Plano "Brasil Soberano", implementado no ano passado no contexto das primeiras tarifas contra o Brasil, irá atender os setores atingidos. Na próxima semana, o governo deve começar rodadas de conversas para ouvir as demandas de cada setor afetado. Diversificação de mercado A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados voltado, principalmente, para os setores afetados pelas novas tarifas dos Estados Unidos e aos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, que deve ser lançado no início de agosto, contará com investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os mercados considerados estratégicos. Segundo interlocutores, o governo brasileiro também conversa com Japão, Canadá e Emirados Árabes para que parte da produção que não vai mais para os EUA possa ser realocada para outros mercados.

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 AFP/Saul Loeb A Truth Social, rede social de Donald Trump, revelou na quinta-feira (16) um serviço pago que dará a bancos e corretoras acesso prioritário a publicações de contas influentes. O presidente americano é dono da conta mais importante da plataforma. Batizado de "Truth API", o serviço ficará disponível em 1º de agosto. Com ele, clientes receberão mais rapidamente publicações de 10 contas na rede social que costumam impactar os mercados globais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Trump Media & Technology Group, que controla a plataforma, chegou a discutir a possibilidade de cobrar US$ 100 mil por mês pelo acesso, informou a Reuters. Ainda segundo a agência, a empresa ofereceu um plano de US$ 60 mil por mês para contratos de três anos de duração. A medida seria o primeiro passo da empresa no licenciamento de dados, abrindo uma nova fonte de receita, embora tenha atraído críticas por conta da vantagem que o acesso privilegiado pode oferecer para operadores financeiros. Agora no g1 O serviço pago oferecerá cobertura ininterrupta de publicações influentes e dará acesso ao arquivo de posts que remontam a 2022, disse a Truth Social, que afirmou já ter clientes cadastrados. Trump costuma usar a Truth Social para fazer anúncios que repercutem em todo o mundo e, na avaliação de críticos, estaria transformando suas decisões públicas em um produto. Ele é o maior acionista da plataforma e terá lucros diretos com o novo serviço. O presidente americano usou a rede social para anunciar o tarifaço e restrições comerciais à China, tornando a plataforma uma fonte crucial para investidores, empresas e instituições financeiras. Segundo um porta-voz, empresas vêm coletando dados da Truth Social há meses, violando os termos de serviço da TMTG. "Vamos criar muitos atritos para aqueles que não vierem diretamente até nós", disse McGurn em um comunicado. A Trump Media & Technology se recusou a comentar as alegações de que pretende lucrar com a presidência ou se as publicações de Trump entrarão na nova regra.

Prédio-sede do BRB em Brasília Jornal Nacional/ Reprodução O Banco de Brasília (BRB) e a gestora de ativos Quadra Capital cancelaram as negociações iniciadas em abril com a intenção de estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos, hoje no BRB, originados de operações com o Banco Master. A operação, se fosse concluída, podia transferir até R$ 15 bilhões – parte transferida à vista, parte convertida em cotas de um fundo que seria criado para administrar e monetizar os arquivos. Em nota, o BRB informou que as tratativas "foram encerradas, de forma consensual, após o término do período de negociações previsto entre as partes". Relembre no vídeo abaixo o que previa essa negociação, agora anulada: BRB anuncia acordo para vender R$ 15 em ativos do Master "A decisão pela descontinuidade das negociações resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo Banco para a operação", seguiu o BRB. "Diante desse cenário, o BRB optou por conduzir diretamente o processo de gestão e recolocação desses ativos no mercado, estratégia que reforça sua atuação prudente, seu compromisso com a geração de valor e a defesa dos interesses de seus acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento", emendou a instituição. O BRB termina a nota desta sexta afirmando que segue "sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios". "Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência", finaliza o banco. Crise União e Governo do DF fecham acordo pra socorrer BRB O BRB, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões, segundo dados do próprio banco. O BRB estimou que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. O governo do DF disse que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. Uma lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões foi sancionada no dia 24 de junho. O governo do DF é o acionista controlador do banco e utiliza o BRB para operar mais de 30 programas sociais, oferecer crédito habitacional e até para operar a folha de pagamento do funcionalismo distrital. Por isso, cabe ao Executivo local garantir que o banco funcione dentro das regras do sistema financeiro do país – o que foi comprometido pelas supostas fraudes nas transações com o Master. Ex-presidente do banco foi preso Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. LEIA TAMBÉM: SOCORRO AO BRB: governadora do DF, Celina Leão se reúne com Galípolo no Banco Central 'COMPETÊNCIA DO TCDF': TCU arquiva processo sobre empréstimo bilionário do governo do DF para socorrer o BRB Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

produção açucar cmaa CMAA A associação que representa empresas consumidoras de açúcar nos Estados Unidos, a (Sweetener Users Association (SUA), pediu nesta sexta-feira (17) que o governo amplie as importações do produto com tarifas reduzidas. Segundo a entidade, os estoques no país caíram para um nível abaixo do considerado adequado pelas autoridades americanas. A entidade defende que o governo redistribua cotas de importação com tarifas reduzidas (TRQs) hoje destinadas a países que não utilizam todo o volume disponível para outros exportadores com capacidade de abastecer o mercado americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a associação, o relatório mais recente de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma redução de 145.870 toneladas nas entregas de açúcar. Para a entidade, esse cenário justifica uma flexibilização das importações para ampliar a oferta do produto. Na contramão dos produtores O pedido vai na direção oposta à defendida pelos produtores de açúcar dos Estados Unidos. A American Sugar Alliance, que representa o setor, afirma que as importações acima das cotas atuais já pressionam os preços no mercado interno e defende que o governo mantenha as restrições às compras externas. EUA impõem tarifa de 25% a produtos brasileiros e atingem setor da região O debate ocorre poucos dias após o governo do presidente Donald Trump anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, entre eles o açúcar. A medida foi criticada por representantes do setor sucroenergético brasileiro, que argumentam que o acesso do produto ao mercado americano já é limitado por um sistema de cotas de importação.

Pedestre usa máscara em meio a poluição em Nova York; qualidade do ar está baixa na cidade devido à fumaça de incêndios florestais no Canadá Angela Weiss/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o goveno canadense pelos incêndios que vêm atingindo o país e gerado espessas núvens de fumaça nos dois territórios. Em declaração nesta sexta-feira (17), o republicano afirmou que o país vizinho tem negligenciado a preservação de suas áreas verdes há anos, o que está custando "bilhões de dólares" aos EUA. Trump afirmou que ligará para o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, para saber quais são os planos de Ottawa para combater as queimadas. "O custo dessa poluição deve, necessariamente, ser acrescentado às tarifas que o Canadá paga atualmente", disse, em publicação nas redes sociais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Como resultado, os Estados Unidos estão sendo desnecessariamente invadidos por um ar sujo, poluído e prejudicial à saúde, cuja qualidade é perigosa e totalmente inaceitável", continuou o americano. ➡️ O prolongamento dos focos de incêndio é uma consequência das mudanças climáticas, à medida em que a onda de calor que atinge o hemisfério norte atrapalha o combate às chamas. Trump é negacionista do aquecimento global e já chegou a chamar as mudanças climáticas de farsa em um discurso na ONU no ano passado. As declarações contrastam com dados científicos de organismos internacionais. Incêndios fora de controle Segundo os dados mais recentes do Centro Interagências Canadense de Incêndios Florestais (CIFFC) canadenses, 207 incêndios estão fora de controle, de um total de 897 focos ativos. Cidade de Toronto coberta pela fumaça de incêndios florestais em 15 de julho de 2026 Reuters/Kyaw Soe Oo A fumaça dos incêndios, transportada pelos ventos, provocou uma deterioração extrema da qualidade do ar em Toronto, a cidade mais populosa do Canadá, e também no leste dos Estados Unidos. De acordo com dados compilados pela empresa suíça IQAir, Detroit, Chicago e Washington estavam entre as cidades mais poluídas do mundo por volta das 14h desta sexta. LEIA TAMBÉM VÍDEO: Bombeiros levam oxigênio a pombo que passou mal por inalar fumaça nos EUA Até o momento, a temporada de incêndios tem sido muito menos intensa do que a do ano recorde 2023 ou a de 2025, mas a força das chamas se agravou significativamente na última semana. Cerca de 2,8 milhões de hectares já foram consumidos pelo fogo desde o início do ano, segundo os dados oficiais mais recentes do governo federal do Canadá. Na última sexta-feira (10), esse total era de quase 1,6 milhão de hectares. A Estátua da Liberdade no porto de Nova York é vista através de uma camada de fumaça de incêndio florestal em Jersey City, Nova Jersey, EUA, em 16 de julho de 2026. REUTERS/Mike Segar

Alerta em publicidade de bets começa a valer nesta sexta-feira (17) A França bloqueou o acesso ao site de apostas Polymarket, informou nesta sexta-feira (17) a autoridade responsável por regular o setor de jogos de azar no país. Segundo o órgão, a plataforma pode expor usuários a perdas financeiras significativas e oferece apostas que podem ser manipuladas. Em comunicado, o regulador afirmou que, na quinta-feira (16), determinou que os provedores de internet franceses impedissem o acesso ao Polymarket, explica a Reuters em reportagem. De acordo com a autoridade, o site, que tem uma grande audiência, opera uma oferta de apostas considerada ilegal pela legislação francesa. Um porta-voz do órgão disse que o bloqueio permanecerá em vigor enquanto a plataforma não estiver em conformidade com as regras do país para o mercado de apostas. A Polymarket não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. Mercado de predições na mira das autoridades Nos últimos meses, autoridades de diferentes países têm aumentado a fiscalização sobre plataformas de mercados de previsão, como Polymarket e Kalshi. Esses serviços permitem que usuários apostem dinheiro em eventos futuros, como resultados de eleições, partidas esportivas ou acontecimentos políticos e econômicos. O valor das apostas varia de acordo com a probabilidade atribuída a cada resultado. A Polymarket é uma das maiores plataformas de chamado mercado de previsões AFP via Getty Images/BBC Em maio, o governo da Espanha suspendeu temporariamente as operações da Polymarket e da Kalshi no país. Já em junho, o principal órgão regulador do mercado de derivativos dos Estados Unidos divulgou uma proposta de novas regras para esse tipo de plataforma. Além de esportes e eleições, as plataformas permitem apostas sobre temas como conflitos internacionais, incluindo as guerras na Ucrânia e no Irã. Parlamentares e autoridades defendem regras mais rígidas para esse mercado. Segundo eles, algumas modalidades de apostas não têm utilidade econômica e podem representar riscos ao interesse público. No comunicado, o regulador francês afirmou que usuários estavam fazendo apostas sobre a previsão do tempo e alertou que esse tipo de mercado pode ser vulnerável ao uso de informações privilegiadas - dados não públicos que podem dar vantagem indevida a quem aposta. Uma fonte com conhecimento do assunto disse à Reuters no mês passado que a receita anualizada da Polymarket já ultrapassou US$ 1 bilhão (R$ 5,13 bilhões). Receita anualizada é uma estimativa do faturamento da empresa em um período de 12 meses, calculada com base no desempenho atual. Brasil teve 27 plataformas bloqueadas O Brasil também entrou na dança. Em maio, o governo federal bloqueou 27 plataformas de predição. Do mesmo balaio que a Polymarket, permitiam apostas atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. A avaliação é semelhante a dos outros países de que esse tipo de plataforma expõe brasileiros a riscos financeiros e opera em desconformidade com a legislação brasileira. Representantes do governo disseram ainda que, desde 2023, vem adotando uma regulação mais firme do setor de apostas e que atua para fechar as portas de empresas que tentam operar de forma irregular no país. Lista das plataformas bloqueadas Leia mais: Regulação das apostas: governo bloqueia 27 plataformas que faziam previsões sobre eventos *Com informações da Reuters

Mark Zuckerberg, CEO da Meta Reuters/Mike Blake A Meta está em negociações para alugar parte de sua capacidade de processamento computacional para a Anthropic, dona do assistente Claude, informou nesta sexta-feira (17) o jornal The New York Times. Segundo a reportagem, que citou três pessoas com conhecimento das discussões, o possível acordo pode chegar a US$ 10 bilhões ao longo de dois anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O acordo ajudaria a Meta a diversificar suas receitas para além da publicidade, gerando faturamento com sua infraestrutura e competindo com empresas como a CoreWeave e a Nebius, que oferecem serviços de nuvem focados em aplicações de inteligência artificial. A Anthropic pagaria à Meta em parcelas mensais ao longo dos dois anos, embora os termos ainda possam ser alterados, segundo o New York Times. O jornal acrescentou que ambas as empresas poderiam encerrar o acordo antecipadamente. Agora no g1 Segundo a reportagem, a Anthropic propôs o acordo em junho, e a Meta está avaliando a proposta. As negociações, porém, ficaram mais complexas porque a Meta ainda não tem um negócio estruturado para vender sua capacidade de processamento computacional. Ainda de acordo com o jornal, as conversas ainda estão em estágio inicial e podem não resultar em um acordo. A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters, enquanto a Anthropic se recusou a comentar. A Reuters não conseguiu verificar a informação de forma independente. O potencial acordo segue estratégia adotada recentemente em outro acordo fechado pela Anthropic. A empresa, que se prepara para abrir capital, passou a utilizar toda a capacidade de um data center da SpaceX, de Elon Musk, em Memphis, nos Estados Unidos. Em reunião com acionistas, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, disse que a entrada da companhia no mercado de computação em nuvem era "definitivamente uma possibilidade". Segundo ele, empresas buscam a Meta "quase todas as semanas " para comprar acesso a seus modelos de IA ou à capacidade ociosa de processamento. No início deste mês, a Bloomberg News informou que a Meta estava desenvolvendo um negócio de computação em nuvem para comercializar sua capacidade excedente de processamento e hospedar modelos de inteligência artificial para desenvolvedores.

El Niño pode prejudicar florada e reduzir a produção da próxima safra de café A consultoria Safras & Mercado estima que o Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, colherá uma safra recorde de 180,1 milhões de toneladas em 2026/27. O volume representa um crescimento de 0,98% em relação ao ciclo anterior, mas a expansão deve ser limitada por margens de lucro mais apertadas para os produtores e pela preocupação com os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño. O plantio da nova safra deve começar em meados de setembro. Segundo a consultoria, a área destinada à soja deve crescer 1,2%, chegando a 49,1 milhões de hectares. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a perspectiva continua sendo de aumento da produção, desde que o El Niño não provoque problemas climáticos relevantes durante o desenvolvimento da lavoura. 2026 promete em soja A consultoria também avalia que, neste ciclo, o mercado está mais favorável ao cultivo de soja do que ao de milho na safra de verão da região Centro-Sul, o que incentiva os produtores a ampliar o plantio da oleaginosa. Mesmo com a expansão relativamente modesta da área cultivada e uma leve redução na produtividade média, a Safras & Mercado considera que o país tem condições de alcançar uma colheita histórica. Silveira explica que, embora os produtores estejam enfrentando margens de lucro menores, as boas colheitas registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas. Isso mantém o cultivo economicamente viável e sustenta o avanço, ainda que pequeno, da área plantada. Denúncia diz que empresários desmataram florestas para plantar soja e milho Reprodução/Sentença Por outro lado, a possibilidade de um El Niño mais intenso preocupa. O fenômeno climático altera o padrão de chuvas e temperaturas e pode afetar o desenvolvimento das lavouras justamente nos meses mais importantes para a formação dos grãos. "Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade", afirmou Silveira. Segundo ele, a consultoria já trabalha com estimativas de rendimento inferiores às da safra passada na maior parte das regiões produtoras. Outro fator de preocupação é o aumento dos custos de produção, principalmente devido à alta dos preços dos fertilizantes no primeiro semestre. Isso pode levar parte dos produtores a reduzir investimentos em tecnologia e manejo das lavouras, o que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27. A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, ligeiramente abaixo dos 3.692 quilos por hectare registrados no ciclo anterior.

Uma transmissão ao vivo mostra o CEO da SpaceX, Elon Musk, no dia da oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no Nasdaq MarketSite, na cidade de Nova York, EUA, 12 de junho de 2026. REUTERS/Jeenah Moon O voo da Starship não saiu do papel — nem da plataforma de lançamento — na última quinta-feira (16), mas o adiamento da missão já teve reflexos no mercado financeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nesta sexta-feira (17), por volta das 13h, as ações da SpaceX caíam cerca de 5% na Bolsa de Nova York, depois que a empresa cancelou a 13ª tentativa de lançamento do foguete devido a uma falha no funcionamento de parte dos motores. A reação do mercado ampliou as perdas acumuladas desde a abertura de capital da companhia. Os papéis, que estrearam cotados a US$ 160,95, encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 131,11, acumulando desvalorização de cerca de 18,5%. Com o recuo das ações, a fortuna do fundador da SpaceX, Elon Musk, encolheu cerca de US$ 45 bilhões em um único dia, segundo estimativas da "Forbes". Mesmo após a perda, o empresário continua na liderança do ranking das pessoas mais ricas do mundo, com patrimônio estimado em US$ 792,8 bilhões. Agora no g1 Leia também: Ações da SpaceX disparam quase 20% em estreia na Nasdaq IPO da SpaceX: como uma empresa que dá prejuízo de bilhões pode valer US$ 1,75 trilhão? Elon Musk vira o primeiro trilionário da história da humanidade Teste impulsionaria ações O adiamento da missão frustrou a expectativa de investidores, que esperavam que um teste bem-sucedido da Starship impulsionasse as ações da SpaceX. Na véspera da tentativa de lançamento, analistas do banco UBS afirmaram que a queda recente dos papéis da empresa poderia representar uma oportunidade de compra justamente porque o voo tinha potencial para aumentar o valor de mercado da companhia. Na avaliação do banco, o teste serviria para comprovar avanços importantes no desenvolvimento do foguete, incluindo melhorias em sistemas que serão usados nas próximas missões e no lançamento de satélites da rede Starlink. Poucas horas antes da decolagem prevista, porém, Musk informou que parte dos motores não entrou em funcionamento, o que levou ao adiamento da missão. Mais tarde, em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou que uma nova tentativa deverá ocorrer "no começo da próxima semana". Initial plugin text Foguete é peça-chave dos planos da SpaceX A Starship é considerada o principal projeto da SpaceX para transportar cargas e pessoas à Lua e, futuramente, a Marte. Com cerca de 120 metros de altura, o veículo é apontado pela empresa como o maior foguete já construído e ocupa posição central na estratégia de crescimento apresentada aos investidores durante a abertura de capital da companhia. O histórico de testes, no entanto, inclui uma série de contratempos. Em maio, por exemplo, outro voo terminou sem que o propulsor principal conseguisse realizar um pouso controlado após falhas no religamento dos motores. Em testes anteriores, algumas missões também terminaram em explosões.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados voltado, principalmente, para os setores afetados pelas novas tarifas dos Estados Unidos e aos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, que será lançado no início de agosto, contará com investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. "É um plano geral, para todos os setores, mas com atenção especial àqueles que, ao mesmo tempo, estão sendo tarifados pelos EUA e terão as tarifas reduzidas com o acordo Mercosul-União Europeia", afirmou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (17). Segundo Müller, a Europa figura entre as prioridades da estratégia de abertura de mercados. Na avaliação dele, o acordo entre Mercosul e União Europeia cria oportunidades que podem ser aproveitadas neste momento. Novo tarifaço dos EUA pode afetar 54,5% das exportações de SC 🔎O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro de 2026 após mais de 25 anos de negociações, prevê a redução gradual de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos e cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os mercados considerados estratégicos. A iniciativa ocorre após o governo dos Estados Unidos confirmar, na quinta (16), a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, ao concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo americano para investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova tarifa, uma extensa lista de produtos brasileiros ficou de fora da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a decisão não possui justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Além da diversificação de mercados, Müller afirmou que a ApexBrasil atuará em outras duas frentes: ampliar a lista de produtos isentos da tarifa americana; e aumentar a participação internacional dos setores brasileiros que permaneceram livres da nova taxação. “Um: nós vamos continuar esse trabalho para aumentar a isenção. Dois: nós vamos ampliar o nosso trabalho para aumentar a participação brasileira dos setores que foram isentos. E, três, nós vamos trabalhar e anunciar um plano de diversificação para os mercados”, detalhou Müller. Tarifaço: governo brasileiro diz que vai anunciar programa de apoio às empresas afetadas e declara que pode adotar a Lei da Reciprocidade Jornal Nacional/ Reprodução

Inteligência Artificial ajuda a polícia a recuperar veículos e prender suspeitos A startup chinesa de inteligência artificial Moonshot lançou nesta sexta-feira (17) o Kimi K3, um novo modelo de IA que, segundo a empresa, é o maior sistema de código aberto do mundo. A tecnologia tem 2,8 trilhões de parâmetros - um indicador do tamanho e da capacidade do modelo - e, de acordo com a companhia, entrega um desempenho próximo ao do Fable, um dos sistemas mais avançados da norte-americana Anthropic. O lançamento acontece cerca de um mês depois de os modelos Fable e Mythos, também da Anthropic, terem sido suspensos pelo governo dos Estados Unidos por questões relacionadas à segurança. O episódio reforça a velocidade com que as empresas chinesas vêm reduzindo a distância em relação às líderes americanas no desenvolvimento de inteligência artificial. Além da Moonshot, empresas como Z.ai e MiniMax também têm apresentado modelos cada vez mais poderosos e com custos menores. Esse avanço desafia a ideia, comum até pouco tempo, de que a China estava muitos meses atrás dos Estados Unidos na corrida pela IA. Segundo a Moonshot, o Kimi K3 é o primeiro modelo de código aberto a se aproximar da marca de 3 trilhões de parâmetros. Ele foi desenvolvido para lidar com tarefas complexas, como programação, resolução de problemas e análise de grandes volumes de informação. O sistema também consegue processar uma quantidade muito maior de texto de uma só vez do que as gerações anteriores. Diferentemente dos modelos fechados, que só podem ser usados por meio das plataformas das empresas que os criam, os modelos de código aberto podem ser baixados, executados e adaptados pelos próprios usuários. Leia mais: IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial, alertam especialistas Dona do ChatGPT lança teclado de R$ 1.000 para controlar agentes de IA; veja como ele funciona Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração A empresa afirma que o Kimi K3 alcançou desempenho semelhante ao do Fable 5 e superou modelos como o Opus 4.8, da Anthropic, além do GPT-5.6 Sol e do GPT-5.5 em testes que medem a eficiência no uso do hardware responsável pelo processamento da IA, o que ajuda a tornar as respostas mais rápidas. O novo modelo também obteve bons resultados em avaliações independentes Na Arena.ai, ficou em primeiro lugar em um teste voltado à criação de interfaces para sites. Já a Vals AI o colocou na segunda posição geral, atrás apenas do Fable 5 e à frente do GPT-5.6 Sol. A Artificial Analysis afirmou que o desempenho do Kimi K3 é comparável ao do GPT-5.5, da OpenAI, e ao Claude Opus 4.8, da Anthropic, principalmente em tarefas mais complexas e que exigem várias etapas. O anúncio também mexeu com o mercado financeiro. As ações das concorrentes chinesas Zhipu e MiniMax chegaram a cair 27,7% e 16,5%, respectivamente, na Bolsa de Hong Kong. Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas Inteligência Artificial Corrida pela IA acelera As empresas chinesas têm reduzido o tempo entre um lançamento e outro de novos modelos de IA. Poucos dias antes, a Z.ai apresentou o GLM-5.2, que chamou atenção por alcançar resultados próximos aos dos principais sistemas americanos em testes de desempenho. Para Lian Jye Su, analista-chefe da consultoria Omdia, um dos principais diferenciais das empresas chinesas é o custo. Segundo ele, esses modelos podem ser usados por uma fração do preço cobrado pela OpenAI. Ainda assim, o especialista ressalta que um modelo maior nem sempre é, automaticamente, o melhor. Além disso, o tamanho do Kimi K3 dificulta que usuários o executem em computadores próprios. Ryan Fedasiuk, pesquisador do American Enterprise Institute, afirmou que rodar um sistema com 2,8 trilhões de parâmetros exige equipamentos que custam centenas de milhares de dólares. O que significa ter trilhões de parâmetros? Parâmetros são os valores que um modelo de inteligência artificial ajusta durante o treinamento para aprender a executar tarefas. Em geral, quanto maior o número de parâmetros, maior tende a ser a capacidade do sistema, embora isso não garanta, por si só, um desempenho superior. Antes do Kimi K3, os maiores modelos chineses eram o LongCat-2.0, da Meituan, e o V4-Pro, da DeepSeek, ambos com cerca de 1,6 trilhão de parâmetros. Já empresas americanas como OpenAI e Anthropic não divulgam o número de parâmetros de seus modelos mais avançados, o que dificulta comparações diretas. A Moonshot afirma que o Kimi K3 traz melhorias que aumentam sua eficiência e permitem executar tarefas de programação com pouca intervenção humana. Com apoio de investidores como Alibaba e Tencent, a empresa vem ampliando seus investimentos para disputar a liderança no mercado global de inteligência artificial.

Governo classifica nova taxa dos EUA como 'absurda' A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirma que cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos deverão ser atingidas pela tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo americano, prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a entidade, a ampliação da lista de produtos isentos reduziu o alcance da medida sobre o setor, mas parte das vendas brasileiras para o mercado americano continuará sujeita à cobrança. "A CNA recebeu com preocupação o resultado da investigação conduzida pelo governo dos EUA", afirmou a diretora de Relações Internacionais da entidade, Sueme Mori, em vídeo divulgado pela entidade. 🚨 A cobrança faz parte da decisão anunciada pelo governo dos EUA ao fim de uma investigação comercial envolvendo produtos brasileiros. A medida prevê uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações vindas do Brasil, mas manteve uma lista de exceções para determinados produtos. Apesar disso, ela destacou que 63,5% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos EUA ficará fora da tarifa adicional após a inclusão de novos produtos na lista de exceções. Entre os itens que deixaram de ser tributados estão pescados, mel e café solúvel. Segundo Mori, a ampliação das exceções foi resultado da atuação da CNA e de outras entidades do setor privado junto ao governo americano. "Esse resultado é fruto do trabalho realizado pela CNA e por outros representantes do setor privado, que atuaram diretamente junto ao governo americano na defesa técnica dos interesses do agro brasileiro", disse. Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Medida 'ignora a realidade': setor de açúcar e etanol reage a tarifa dos EUA Produtos seguem na lista de cobrança Mesmo após a ampliação das exceções, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar continuam sujeitos à tarifa adicional. De acordo com a CNA, esses produtos responderam por cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para os EUA em 2025. A entidade também chamou atenção para a justificativa apresentada pelo governo americano para ampliar a lista de exceções. Segundo as autoridades dos EUA, alguns produtos brasileiros foram poupados da tarifa porque são importantes para a indústria do país, há oferta insuficiente no mercado interno e a taxação poderia afetar setores considerados estratégicos da economia. Entidade defende exclusão dos produtos do agro Mori afirmou que a CNA acompanhou a investigação desde o início, apresentando estudos técnicos, participando das consultas públicas e das audiências realizadas em Washington. Segundo ela, a confederação procurou mostrar às autoridades americanas que a competitividade do agronegócio brasileiro "não decorre de práticas desleais de comércio, mas sim de ganhos de produtividade, inovação e investimentos realizados ao longo de décadas". Ao longo do processo, a CNA também defendeu que os produtos agropecuários brasileiros fossem retirados da medida. Para a entidade, Brasil e EUA mantêm cadeias produtivas complementares e uma relação comercial considerada estratégica para ambos os países. Sobre os próximos passos, Mori afirmou que a confederação continuará acompanhando o caso e buscando alternativas para reduzir os impactos da medida sobre o setor. "A CNA acredita no diálogo construtivo e continuará trabalhando em defesa do setor agropecuário brasileiro, apoiando as cadeias produtivas afetadas e buscando soluções que preservem e fortaleçam a relação comercial entre o Brasil e os EUA", conclui. Regularização fundiária ajuda no aumento da produção do agro em Roraima SECOM RR

Cartilha da Emater de Rondônia dá dicas de cultivo de urucum. Reprodução/TV TEM Quer informações sobre como produzir urucum? Uma publicação da Emater de Rondônia pode te ajudar. A cartilha gratuita reúne orientações sobre todas as etapas do cultivo: plantio, cultivares mais indicadas, tratos culturais e manejo da lavoura. O material também reúne informações sobre as principais pragas e doenças, além de dicas para a colheita e a pós-colheita, como a forma correta de secar as sementes. 📱Acesse aqui Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira (17) e caminham para registrar o maior avanço semanal desde abril. Perto das 11h, o barril do Brent, referência internacional da commodity, avançava 2,86%, cotado a US$ 86,64. Com isso, acumulava ganhos de mais de 13% na semana até agora e caminhava para registrar a maior alta semanal desde abril, quando os preços da commodity subiram 16,5% na semana encerrada em 24 de abril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 3,15%, a US$ 81,44 o barril. Na semana, o contrato acumulava ganhos de 12,4% até agora. Agora no g1 Os preços são impulsionados pelos temores em relação ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A passagem foi bloqueada pelo Irã em retaliação aos ataques realizados pelos EUA nos últimos dias. Em meio à escalada das tensões, o presidente americano, Donald Trump, também retomou restrições às embarcações iranianas que utilizam o estreito. Trump chegou a considerar a cobrança de um pedágio de 20% sobre cargas transportadas por navios que circulassem pelo estreito, mas recuou e disse que buscaria acordos comerciais e de investimento com "vários países" do Golfo Pérsico. A escalada do conflito voltou a aumentar as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo, em um momento de estoques reduzidos e demanda elevada. O temor dos investidores é que a alta do petróleo continue a pressionar os preços dos combustíveis e contribua para uma aceleração da inflação global, com reflexos sobre os juros e o crescimento econômico de diversos países.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (17), mostrou expansão de 0,1% em maio, na comparação com o mês anterior. 🔎O resultado é considerado marginal porque representa uma variação muito pequena, sugerindo que a atividade econômica ficou praticamente estável no período. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. O resultado representa desaceleração em relação a abril, quando houve uma alta de 0,4%. Também foi o segundo mês seguido de variação positiva do indicador, embora marginal. Veja abaixo o desempenho setor por setor em maio: agropecuária: contração de 1%; indústria: alta de 0,4%; serviços: crescimento de 0,1%. Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 1,2% e, em 12 meses até maio, teve aumento de 1,4%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. ➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia REUTERS/Alexey Malgavko Desaceleração da atividade A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros. Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa básica de juros, a Selic está, atualmente, em 14,5% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente. O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,99% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%. ▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)". ▶️Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em junho, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. PIB x IBC-Br Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (17), com valorização de 0,25%, a R$ 5,1112. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1328. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, alternou entre ganhos e perdas ao longo do dia, mas encerrou a sessão em queda de 0,06%, aos 173.714 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Além da taxa de 25% anunciada na quarta-feira, o governo brasileiro reconhece que os EUA ainda devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Além disso, o presidente Lula também convocou ministros, na véspera, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos EUA. 'Olho por olho, dente por dente?' O que diz a Lei de Reciprocidade que Lula quer usar contra novo tarifaço dos EUA ▶️Na agenda econômica, o mercado também acompanha a divulgação de novos dados de atividade no Brasil, por meio do IBC-Br, indicador do Banco Central do Brasil. Nos EUA, o destaque fica com a produção industrial do país. ▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. O Irã atacou bases militares americanas em retaliação aos bombardeios recentes feitos pelos EUA. Os embates pelo controle do Estreito de Ormuz e outros temas também ajudam a aumentar a preocupação do mercado com os preços do petróleo no mercado internacional. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 4,59%, cotado a US$ 88,10 Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, teve alta de 4,48%, cotado a US$ 82,49 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,05%; Acumulado do mês: -1,00%; Acumulado do ano: -6,88%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --2,33%; Acumulado do mês: +0,98%; Acumulado do ano: +7,81%. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Tarifaço de Trump O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou, na noite de quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente. Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. ENTENDA: Quais as justificativas dos EUA para taxar o Brasil? Veja a lista de produtos taxados e isentos Em entrevista a jornalistas na véspera, o ministro das relações exteriores, chanceler Mauro Vieira, afirmou que não há justificativa para as tarifas adicionais de 25%, reiterando que as taxas tiveram "motivação política" e "não têm lastro com a realidade". "As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros. Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico com autoridades norte-americanas, afirmou Vieira. O governo brasileiro também divulgou uma nota contestando os argumentos dos EUA para aplicar o novo tarifaço, destacando que o presidente Lula (PT) iniciará "imediatamente" os trâmites previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Escalada das tensões no Oriente Médio O Irã lançou bombardeios contra diversas bases dos EUA no Oriente Médio nesta sexta (17) após acusar Washington de atacar alvos civis. Países da região denunciaram ataques iranianos. "Na noite passada, o exército dos EUA voltou a agir, utilizando suas bases na Jordânia para realizar, segundo o comunicado, um grande crime de guerra, atacando alvos civis, incluindo várias pontes, áreas residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas, no sul do Irã", afirmou a Guarda Revolucionária iraniana em comunicado. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condenou nesta sexta os ataques dos EUA contra a infraestrutura civil iraniana e voltou a acusar Washington de cometer crimes de guerra. Mais cedo nesta semana, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiva também mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira iranianas. Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz. Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo. Com o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, dados do setor de transporte marítimo já mostraram que menos navios conseguiram atravessar o estreito. Não foram avistados petroleiros de grande porte nem navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL). Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em queda, conforme investidores seguiam atentos a ações de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,75%, enquanto o S&P 500 recuou 1,01% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,40%. O dia também foi predominantemente negativo nas bolsas europeias, puxado por mais uma onda de vendas no setor de tecnologia em meio a preocupações com os retornos da inteligência artificial e enquanto investidores se preparam para a reunião do Banco Central Europeu (BCE) que acontece na próxima semana. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,34%, para 641,53 pontos. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,34% e o CAC-40, da França, caiu 0,47%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e fechou em alta de 0,27%. Na Ásia, as bolsas tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, com os índices de referência da China registrando a maior perda semanal em mais de dois anos depois que a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da fabricante de chips CXMT gerou temores de problemas de liquidez. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 3,60%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 3,05%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,78%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,78%. O Kospi, da Coreia do Sul ficou fechado. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Agentes do IBGE Reprodução As inscrições para o segundo processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua foram prorrogadas. Agora, os interessados têm até a próxima segunda-feira (20), às 23h59, para se inscrever no processo seletivo. Inicialmente, o prazo terminaria às 23h59 de quarta-feira (15). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou as inscrições até segunda-feira (20), também às 23h59. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ Acesse o edital completo A seleção oferece 1.414 vagas temporárias para os cargos de Analista Censitário e Agente Censitário de Qualidade. Este é o segundo processo seletivo lançado pelo IBGE para os censos de 2026. Agora no g1 Enquanto o primeiro edital, cujas inscrições terminaram na semana passada, oferecia 8.238 vagas de nível médio para funções operacionais e de supervisão, este reúne oportunidades para Analista Censitário (nível superior) e Agente Censitário de Qualidade (nível médio) – veja a diferença. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Avalia, banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição varia conforme o cargo: Agente Censitário de Qualidade: R$ 41,76; Analista Censitário: R$ 37,50. O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Do total de vagas, 1.020 são para Analista Censitário e 394 para Agente Censitário de Qualidade. As remunerações variam conforme a função: Agente Censitário de Qualidade (ACQ): exige ensino médio completo e oferece salário de R$ 2.932; Analista Censitário (AC): exige nível superior em áreas específicas e oferece salário de R$ 5.255,40. As vagas de Analista Censitário contemplam diversas áreas de formação, como Agronomia, Assistência Social, Biblioteconomia, Cartografia, Ciência de Dados, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Design Educacional, Tecnologia da Informação, Economia, Engenharia de Produção, Estatística, Geografia, Geoprocessamento, Jornalismo, entre outras. Em ambos os cargos, a jornada é de 40 horas semanais. Além do salário, os contratados terão direito ao auxílio-alimentação de R$ 1.192 por mês, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar e pagamento proporcional de férias e 13º salário, conforme o período trabalhado. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais. Os dados levantados orientam políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. ➡️ Já o 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua é um levantamento inédito que vai mapear, contar e traçar o perfil das pessoas que vivem nas ruas em todo o país. A pesquisa reunirá informações como quantidade de pessoas, distribuição geográfica, perfil sociodemográfico e condições de vida. Quem pode participar? Podem participar candidatos que atendam aos requisitos de escolaridade e às demais condições previstas no edital. Para Agente Censitário de Qualidade, é exigido ensino médio completo. Já para Analista Censitário, diploma de nível superior na área correspondente à vaga. Além disso, os candidatos devem: Ter, no mínimo, 18 anos completos na data da contratação; Ser brasileiro ou português amparado pelo Estatuto da Igualdade entre brasileiros e portugueses; Estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos candidatos do sexo masculino, também com as obrigações militares; Estar em pleno exercício dos direitos políticos; Possuir aptidão física e mental para o exercício da função; Atender aos demais requisitos previstos no edital. Não poderão ser contratados candidatos que: Ocupem cargo ou emprego na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal; Sejam aposentados do serviço público ou das Forças Armadas, das Polícias Militares ou dos Corpos de Bombeiros Militares; Sejam proprietários ou administradores de empresas, incluindo microempreendedores individuais (MEIs); Tenham sido contratados temporariamente pelo governo federal com base na Lei nº 8.745/1993 nos últimos 24 meses, exceto nos casos previstos em lei. Reserva de vagas O edital prevê reserva de vagas para ações afirmativas, distribuídas da seguinte forma: 5% para pessoas com deficiência (PcD); 25% para pessoas pretas e pardas (PPP); 3% para pessoas indígenas (PI); 2% para pessoas quilombolas (PQ). Ao todo, 30% das vagas são reservadas para candidatos pretos e pardos, indígenas e quilombolas, além da reserva de 5% para pessoas com deficiência. Os candidatos inscritos nas cotas também concorrem às vagas da ampla concorrência. Caso obtenham nota suficiente para aprovação na lista geral, serão convocados por essa modalidade e não ocuparão uma vaga reservada. Se o candidato se enquadrar em mais de uma modalidade de cota, será classificado prioritariamente naquela com maior percentual de reserva. As vagas reservadas que não forem preenchidas serão redistribuídas conforme os critérios previstos no edital. Todos os candidatos realizarão as mesmas provas e serão avaliados pelos mesmos critérios, independentemente da modalidade de concorrência. Como será a prova? A seleção será composta por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de quatro horas. O exame terá 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. A distribuição das disciplinas varia conforme o cargo. Agente Censitário de Qualidade Língua Portuguesa (15 questões); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Geografia (15); Conhecimentos Técnicos (20). Analista Censitário Língua Portuguesa (15 questões); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Conhecimentos Específicos (35). Os critérios mínimos de aprovação também variam conforme o cargo. Agente Censitário de Qualidade acertar, no mínimo, 30% da prova; acertar pelo menos uma questão de cada disciplina. Analista Censitário: acertar, no mínimo, 40% da prova; acertar pelo menos uma questão de cada disciplina. As provas serão aplicadas no dia 30 de agosto, em todas as capitais e no Distrito Federal, em turnos diferentes: Manhã: Agente Censitário de Qualidade (ACQ); Tarde: Analista Censitário (AC). No dia da prova, o candidato deverá: Apresentar documento oficial com foto; Levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente; Chegar com, pelo menos, uma hora de antecedência; Respeitar as regras do edital, que proíbem o uso de celulares, relógios, calculadoras e outros equipamentos eletrônicos durante a prova. Quanto tempo dura o contrato? Os contratos temporários terão duração inicial de até 12 meses. Os contratos serão firmados inicialmente por períodos de 30 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade do IBGE, a disponibilidade orçamentária e o desempenho do profissional. As prorrogações poderão ocorrer conforme a necessidade do instituto e o andamento da coleta de dados, respeitado o limite máximo de 48 meses, previsto na legislação para contratações temporárias. Durante esse período, os profissionais serão avaliados periodicamente com base em critérios como assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades desempenhadas. Cadastro de reserva Embora o edital não preveja formação de cadastro de reserva, candidatos aprovados além do número de vagas imediatas poderão ser convocados durante a validade do processo seletivo, em caso de desistências, rescisões de contrato ou novas necessidades do IBGE, sempre respeitando a ordem de classificação. Cronograma As principais datas do processo seletivo são: 20 de julho — encerramento das inscrições; 24 de agosto — divulgação do cartão de convocação para a prova; 30 de agosto — aplicação da prova objetiva; 31 de agosto — divulgação do gabarito preliminar; 25 de setembro — divulgação do resultado definitivo da prova objetiva e do resultado preliminar da seleção; 28 de outubro — divulgação do resultado definitivo do procedimento para concorrer às vagas reservadas; 6 de novembro — divulgação do resultado definitivo da seleção. IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias

Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos. Damian Dovarganes/AP Photo A imprevisibilidade do conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem, mais uma vez, se refletido nos preços do petróleo. Com mais uma onda de ataques entre os dois países e a retomada do bloqueio naval ao Irã por parte dos EUA no Estreito de Ormuz— rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo —, a commodity voltou a subir em julho: na véspera, o barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 84,23, uma alta de 15,5% no mês até agora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Mesmo com o avanço nos preços, o petróleo ainda se encontra bem abaixo do pico registrado em abril, quando o Brent atingiu a marca de US$ 118,03. Isso porque, apesar da alta recente, a commodity passou por um período de queda relevante das cotações, chegando a ficar próxima de US$ 70. No Brasil, porém, essa desaceleração não chegou aos preços dos combustíveis nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que diesel e gasolina ainda acumulam altas de cerca de 10% e 5%, respectivamente, desde o início da guerra, em fevereiro. Agora no g1 Segundo especialistas consultados pelo g1, a demora é resultado de uma combinação de fatores, como as incertezas sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e o subsídio anunciado pelo governo, que ajudou a conter o encarecimento dos combustíveis — e deve limitar, também, a queda dos preços por aqui. “A imprevisibilidade ainda dita os preços do petróleo e, consequentemente, do diesel e da gasolina. Ainda existem muitos pontos sensíveis a serem negociados entre os dois países”, afirma o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro. Veja abaixo como está a situação dos combustíveis no Brasil. Trégua ainda frágil mantém mercado em alerta Apesar da assinatura de um acordo preliminar em meados de junho para encerrar o conflito no Oriente Médio, a trégua entre os EUA e o Irã foi rompida mais de uma vez. Menos de duas semanas após a assinatura do documento, os dois países voltaram a trocar ataques com mísseis e drones e passaram a se acusar mutuamente de violar o cessar-fogo provisório. Após dias de confrontos, EUA e Irã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações. Catar e Paquistão mediaram uma nova rodada de negociações entre os dois países e, segundo representantes, houve um "avanço positivo" nas conversas. Nos últimos dias, no entanto, uma nova onda de ataques entre os dois países voltou a colocar o frágil acordo em xeque. Além dos bombardeios e retaliações de ambas as partes, Trump também retomou o bloqueio naval dos EUA ao Irã no Estreito de Ormuz e ameaçou cobrar um pedágio de 20% sobre a carga de todos os navios que passassem pelo canal — mas voltou atrás e disse que substituiria a taxa por "acordos comerciais e de investimentos com os países do Golfo". Ainda assim, o tráfego ainda limitado no Estreito de Ormuz aumenta as preocupações em relação à oferta de petróleo no mundo. Segundo especialistas, a demanda global continua elevada, impulsionada também pelo verão no Hemisfério Norte. O período é conhecido por registrar níveis mais altos no consumo de energia dos EUA e da Europa. “Vivemos uma queda histórica nos estoques. Tanto a OCDE quanto os EUA apresentam níveis bastante baixos”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. “Ainda há muita incerteza sobre o que pode acontecer. Seria necessária uma sinalização concreta do fim definitivo do conflito para iniciar a retirada de minas da região, a reconstrução dos portos destruídos e a retomada das operações. Isso leva tempo”, completa. Petróleo, inflação e bolsas: os estragos econômicos deixados pela guerra entre EUA e Irã Por que gasolina e diesel continuam caros no Brasil Segundo especialistas, o Brasil registrou uma alta mais moderada nos preços dos combustíveis do que a observada nos EUA e em países da Europa. Para reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre a inflação, o governo federal destinou mais de R$ 30 bilhões a medidas de contenção. A Petrobras também atuou para conter os preços nos momentos mais críticos, evitando repassar imediatamente os aumentos aos consumidores. “O aumento não chegou com tanta intensidade ao consumidor final. E, como a alta foi mais moderada, não há espaço para quedas também muito intensas”, afirma Sérgio Vale, da MB Associados. Recentemente, por exemplo, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,35 após o encerramento do subsídio bancado pelo governo. Como a queda apenas compensou o fim do benefício, os preços praticados para as distribuidoras permaneceram inalterados. Além disso, o governo também adiou a decisão sobre a retirada do subsídio à gasolina, após a nova escalada do conflito no Oriente Médio. Os especialistas dizem, ainda, que mesmo o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, não deve ser suficiente para provocar uma redução relevante dos preços nos postos. “Esse aumento é importante, mas, por si só, não deve se refletir em uma redução significativa da gasolina. O principal fator que vai determinar a alta ou a queda dos preços é a situação do mercado internacional e a forma como esse movimento se transmite aos produtos importados que chegam aos portos brasileiros”, completa Cordeiro. O que precisa acontecer para a gasolina cair no Brasil O que precisa acontecer para a gasolina cair no Brasil. Arte/g1

Alckmin: Governo terá programa de apoio a setores afetados pelo novo tarifaço Em pouco menos de cinco anos, o PIX deixou de ser uma novidade para se tornar uma das principais formas de pagamento dos brasileiros. Para milhões de pequenos negócios, ele passou a significar recebimento imediato, redução de custos e mais facilidade para administrar o fluxo de caixa. Mas a tecnologia que conquistou comerciantes e consumidores agora está no centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O governo do presidente Donald Trump incluiu o PIX entre os argumentos usados para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15). Segundo documentos do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o sistema brasileiro prejudicaria empresas americanas do setor de pagamentos ao criar uma concorrência considerada desigual. 🔎 Na avaliação dos americanos, o problema não está no uso do PIX pelos brasileiros, mas no fato de o sistema ter sido criado e ser operado pelo Banco Central. Para os EUA, essa estrutura dá ao sistema vantagens que empresas privadas não possuem. No Brasil, porém, a lógica é outra. O sistema ganhou espaço justamente pelos fatores questionados pelos americanos: reduziu custos, eliminou intermediários e permitiu que empreendedores recebessem o dinheiro das vendas praticamente em tempo real. Antes do PIX, muitos comerciantes dependiam de dinheiro em espécie ou de cartões, que envolvem taxas e prazos maiores para o repasse dos valores. Com o sistema, o dinheiro entra na conta no mesmo momento, facilitando a compra de mercadorias, o pagamento de fornecedores e a organização das contas. Essa combinação transformou o PIX em uma das principais ferramentas financeiras dos pequenos negócios. Segundo a pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 59% dos donos de pequenos negócios já consideram o PIX o principal meio de recebimento das vendas. O levantamento também mostra que: 53% usam o sistema como principal ferramenta para pagar parceiros comerciais; entre os MEIs, 97% utilizam o sistema como forma de pagamento; para 28% dos MEIs, o PIX representa mais de 75% do faturamento; outros 20% afirmam que a ferramenta responde por cerca de metade dos recebimentos. “O sistema é uma forma de pagamento que não tem volta e se tornou a preferida dos pequenos negócios pela rapidez no recebimento e pela contribuição para a manutenção do fluxo de caixa dessas empresas”, afirma Rodrigo Soares, presidente do Sebrae. Com isso, a expansão do PIX mudou a estrutura do mercado de pagamentos. Nas compras tradicionais com cartão, participam da operação bandeiras, credenciadoras, bancos e outros intermediários. Cada etapa pode gerar custos. No PIX, porém, a transferência ocorre diretamente entre as instituições financeiras. Apesar disso, o crédito continua sendo essencial para compras parceladas. Na avaliação de especialistas, o sistema criou uma alternativa competitiva para pagamentos à vista e obrigou empresas tradicionais a adaptar seus modelos de negócio. É justamente esse impacto sobre o mercado de pagamentos que colocou o sistema no centro da disputa comercial internacional. Por que o PIX incomoda os EUA? Na investigação conduzida pelo USTR, as práticas brasileiras seriam "injustificáveis e discriminatórias", prejudicando agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos. O argumento é que o BC brasileiro teria criado condições favoráveis ao PIX em relação às empresas privadas estrangeiras que atuam no setor. Nos documentos divulgados pelo governo dos EUA, o sistema é chamado de "PICS" e descrito como um serviço estatal de pagamentos eletrônicos que receberia tratamento diferenciado por ser operado pelo governo brasileiro. A avaliação americana se baseia principalmente em três pontos: O BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, definindo as regras e administrando a infraestrutura do PIX; O sistema teria vantagens por não funcionar como uma empresa privada tradicional, já que não busca obter lucro por meio da cobrança de taxas sobre as transações; Empresas americanas poderiam ser prejudicadas ao competir com uma infraestrutura pública de pagamentos. Durante a apresentação das medidas contra o Brasil, representantes do governo Trump afirmaram que a intenção não é acabar com o sistema. "Não estamos pedindo ao Brasil para se livrar do PICS ou de qualquer coisa que importe para o Brasil. Isso não é problema. O que não queremos é uma situação em que empresas americanas sejam forçadas a anunciar o PICS, ou sejam limitadas pelo PICS, e que elas e o PICS recebam tratamento especial simplesmente por serem de propriedade brasileira ou por serem um sistema de pagamento eletrônico". Existe concorrência desleal? Para os especialistas ouvidos pelo g1, o PIX de fato provocou uma transformação profunda no mercado de pagamentos, mas isso não significa uma prática desleal. A principal crítica americana está relacionada ao fato de o BC exercer o papel regulador e operador do sistema. Isso, porém, foi o principal fator para o sucesso. Ao criar padrões tecnológicos, estabelecer regras comuns e exigir a participação das instituições financeiras na infraestrutura, o BC conseguiu fazer com que praticamente todos os bancos e fintechs passassem a oferecer o serviço desde o lançamento. Especialistas são incisivos: a existência de uma infraestrutura pública não significa uma concorrência desleal. Segundo eles, o PIX não impediu a atuação de outros meios de pagamento e, desde seu lançamento, cartões de crédito, débito e outros serviços continuaram funcionando no país. "O PIX não foi criado para concorrer ou substituir outros meios de pagamento, como o cartão de crédito. Desde o lançamento do sistema, as demais formas de pagamento, especialmente os cartões, continuaram crescendo", afirma Ralf Germer, CEO da PagBrasil. Germer defende ainda que empresas do setor tiveram tempo para se adaptar e criar soluções capazes de competir frente a frente com o sistema. Já o economista e professor da ESPM, Jorge Ferreira dos Santos Filho, aponta que a pressão dos EUA está relacionada principalmente à mudança no modelo de negócios de empresas que tradicionalmente lucravam com tarifas cobradas em transações. "O PIX é gratuito para pessoas físicas e tem custo baixo para empresas, representando forte concorrência para grandes operadoras de cartão de crédito americanas, como Visa e Mastercard", afirma. Especialistas destacam ainda que o avanço do sistema brasileiro também pressiona fintechs e empresas de tecnologia que também já possuem soluções próprias de pagamento. A disputa além dos cartões Embora a discussão sobre cartões seja o argumento oficial apresentado pelos EUA, um dos pontos mencionados pelos especialistas é o avanço do chamado PIX Internacional, projeto do BC para permitir pagamentos transfronteiriços por meio da integração com sistemas de outros países. Hoje, o sistema já pode ser usado de forma limitada por brasileiros em alguns estabelecimentos no exterior. A expectativa é que sistemas de pagamento instantâneo de diferentes países possam ser conectados. Nesse sentido, a possibilidade de uso do PIX Internacional como meio de pagamento entre países do Brics, por exemplo, pode ter incomodado os EUA por ameaçar a paridade do dólar nas negociações, comprometendo a hegemonia da moeda no sistema financeiro global. 🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã. "Esse pode ser o ponto que mais incomoda o governo americano: a criação de uma moeda única do Brics e o possível uso do sistema PIX para reduzir a influência do dólar nas negociações entre esses países." Especialistas ressaltam, porém, que o PIX Internacional ainda está em desenvolvimento e que a relação com a disputa geopolítica é uma interpretação sobre possíveis impactos futuros, não uma justificativa oficialmente apresentada pelo governo americano. Apesar das críticas, os EUA também contam com sistemas de pagamentos instantâneos, como o FedNow, criado pelo Federal Reserve, e o Zelle, desenvolvido por grandes bancos americanos. Para especialistas, o ponto de diferença está na escala de uso. Nos EUA, a participação das instituições foi voluntária e não alcançou o mesmo nível de integração visto no Brasil. Atenção internacional O crescimento do PIX é considerado uma das maiores transformações recentes do sistema financeiro brasileiro. Lançado em novembro de 2020, o sistema alcançou escala nacional em poucos anos. Segundo dados do Banco Central, ele já conta com cerca de: 170 milhões de usuários pessoas físicas, o equivalente a aproximadamente 80% da população brasileira; mais de 24 milhões de usuários pessoas jurídicas. Em 2025, o sistema bateu recorde ao movimentar cerca de R$ 35,4 trilhões, distribuídos em quase 80 bilhões de transações. O volume corresponde a quase três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo e fundador do RegLab, afirma que o sistema passou a ser observado por outros países justamente pela combinação de escala e eficiência. "De uma forma ou de outra, o Pix virou um modelo, uma vitrine." Segundo ele, o sucesso do sistema mostra que governos podem criar infraestruturas digitais capazes de transformar mercados tradicionalmente dominados pela iniciativa privada. Outros argumentos Embora o sistema de pagamentos tenha ganhado destaque, ele aparece como apenas um dos argumentos usados pelos Estados Unidos para justificar o novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Entre os argumentos estão as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo plataformas digitais, críticas ao ambiente regulatório para empresas de tecnologia americanas, questionamentos sobre proteção à propriedade intelectual, alegações de corrupção, tarifas aplicadas pelo Brasil a determinados produtos importados e até acusações relacionadas ao desmatamento. No caso das big techs, o governo americano cita medidas adotadas pela Justiça brasileira contra plataformas que descumpriram determinações judiciais. O USTR também questiona regras e decisões que, na avaliação americana, poderiam afetar empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Já na área comercial, o governo Trump acusa o Brasil de conceder tratamento preferencial a alguns parceiros comerciais e critica políticas relacionadas ao mercado de etanol. O relatório ainda menciona preocupações envolvendo propriedade intelectual e o combate à corrupção. O governo brasileiro rejeita as acusações e sustenta que as medidas adotadas seguem a legislação nacional e respeitam princípios de soberania. Após o anúncio do tarifaço, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país responderá com base na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano para permitir reação a barreiras comerciais impostas por outros países.

O Banco Central (BC) lançou neste mês um sistema para registrar as chamadas duplicatas escriturais, um tipo de documento digital que comprova que uma empresa tem valores a receber de vendas feitas a prazo. A medida busca ampliar a concorrência e reduzir os custos no mercado de antecipação de recebíveis, operação de crédito usada por empresas para transformar em dinheiro imediato valores que só receberiam no futuro. Empresas do setor privado, como B3, Cerc e Núclea, foram autorizadas a fazer o registro e a escrituração dessas duplicatas. A expectativa é que o sistema, supervisionados pelo Banco Central, esteja em pleno funcionamento até o fim deste ano. 🔎 Nas vendas a prazo, a empresa entrega o produto ou presta o serviço, mas recebe o pagamento apenas depois. Se precisar de dinheiro antes, ela pode antecipar esse valor junto a um banco ou instituição financeira, pagando uma taxa pela operação. Agora no g1 Com o novo sistema, diferentes instituições poderão verificar com mais segurança quem tem direito a receber esses valores (entenda como vai funcionar abaixo). A expectativa do Banco Central é que isso aumente a concorrência entre financiadores e ajude a reduzir os juros cobrados das empresas. O mercado de "antecipação de recebíveis" tanto do comércio quanto das incorporadoras imobiliárias tem alto potencial. O fluxo de vendas a prazo, segundo o Banco Central, é de cerca de R$ 10 trilhões por ano, considerando as notas fiscais emitidas. Comércio no Centro do Recife Reprodução/TV Globo Ao aumentar a concorrência, o novo sistema de escrituração autorizados pelo Banco Central nesta semana pode possibilitar menores taxas de juros e maior disponibilidade de crédito para as empresas. "Do ponto de vista fornecedor, vai ser algo extremamente simples, como apertar uma tecla e dizer: eu deixo tal banco ver minhas duplicatas. Todo mundo vai ver, e aí vai ter uma negociação que eles vão mandar cotações [taxas de juros] para esse fornecedor. Até a hora que ele defina com quem ele quer fazer negociação. Uma vez feita essa negociação, aí você vai ter o boleto dinâmico", explicou Ricardo Vieira Barroso, chefe de Divisão no Departamento de Normas do BC, ao g1 em 2025. O sistema autorizado pelo Banco Central, ligados aos chamados "boletos dinâmicos", vai garantir que o dinheiro pago pelo cliente seja enviado diretamente à instituição financeira que antecipou os recursos para a empresa. Isso reduz o risco de erros e aumenta a segurança das operações. Além disso, o novo modelo permitirá que as empresas comparem ofertas de diferentes instituições financeiras e escolham aquela que cobrar os menores juros para antecipar seus recebíveis. Hoje, sem os boletos dinâmicos, empresas que vendem produtos e serviços por boleto, incluindo incorporadoras imobiliárias, costumam ficar mais dependentes da instituição que emitiu o documento. Na prática, se a empresa emitiu os boletos por meio do banco X, pode enfrentar mais dificuldades para buscar crédito ou antecipar esses valores em outra instituição, o que reduz a concorrência e limita as opções de financiamento. As vantagens da antecipação dos valores de vendas realizadas a prazo Entenda como vai funcionar O processo começa com uma prestação de serviço ou venda a prazo, que gera um valor a receber pelo fornecedor. A partir dessa operação, é emitido o documento fiscal eletrônico e, em seguida, a chamada "duplicata escritural", que existe apenas em formato digital. Essa duplicata é então escriturada e registrada em sistemas eletrônicos autorizados pelo Banco Central, o que garante que o crédito é válido, único e rastreável. Em seguida, o comprador pode confirmar (ou, em alguns casos previstos em lei, não precisa confirmar) a obrigação de pagamento. Com a duplicata registrada, o fornecedor pode antecipar esse valor ao negociar com bancos, 'fintechs' ou outros financiadores. Nessa etapa, ocorre a formalização da operação e a liberação dos recursos para o fornecedor. O comprador é informado sobre a negociação e realiza o pagamento normalmente, por meio de boleto, PIX ou outro instrumento. Os sistemas de escrituração e pagamento atuam de forma integrada para direcionar corretamente o valor pago ao verdadeiro credor. Ao final, o pagamento (feito a prazo) é liquidado (para a instituição financeira que antecipou os valores), encerrando o ciclo da duplicata de forma segura. A transição para o novo modelo inclui um processo chamado "tombamento', que permite levar para o sistema eletrônico os contratos já existentes entre financiadores e fornecedores. Assim, esses contratos continuam válidos e passarão a produzir efeitos nos sistemas de escrituração e registro. "Tem várias entidades no mercado que querem comprar aquele direito, pagar ao vendedor, inclusive aceitam receber menos taxas de juros. Mas elas se sentem inseguras em comprar aquilo. Quem está comprando, tem que ter certeza que vai receber aquele recurso. Dá segurança a quem compra e barateia o juro a quem vende o direito. As duas pontas são melhor atendidas", explicou Evaristo Donato Araújo, chefe de Divisão do Denor, do BC, ao g1 no ano passado. Duplicatas escriturais Reprodução de site do BC

Vender mais barato ou cobrar mais caro? Muitos empreendedores acreditam que vender mais é sinônimo de lucrar mais. Mas isso nem sempre acontece. O faturamento pode até crescer, enquanto a margem de lucro diminui e o dinheiro não sobra no caixa. Em muitos casos, o problema não está nas vendas, mas na forma como os preços são definidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo orientações do Sebrae, alguns erros são comuns na hora da precificação: copiar o preço dos concorrentes, ignorar os próprios custos, oferecer descontos sem conhecer a margem de lucro e definir valores apenas no "achismo". Para calcular o preço de um produto ou serviço, o primeiro passo é levantar todos os custos do negócio. Além das despesas diretas, é preciso incluir gastos recorrentes, como aluguel, internet, energia e taxas, além do tempo e do esforço envolvidos na produção, no atendimento e na entrega. Com essas informações, o empreendedor consegue definir um preço mínimo de venda, que funciona como uma margem de segurança para evitar prejuízos e garantir que cada venda gere retorno para o negócio. Os especialistas também alertam que o preço não deve ser fixo. A recomendação é revisar os valores periodicamente para acompanhar aumentos de custos, mudanças no mercado e o crescimento da empresa, mantendo a operação financeiramente saudável. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Promoções de Black Friday em Boa Vista Caíque Rodrigues/g1 RR