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g1 > Economia

'Nojento e desolador': a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans

"Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC uma "chatter" Getty Images Uma mulher nas Filipinas descreveu como é "desolador" ganhar menos de US$ 2 (cerca de R$ 10) por hora fingindo, em chats online, ser modelos da plataforma OnlyFans muito mais bem pagas do que ela. O OnlyFans funciona conectando criadores de conteúdo explícito a usuários que pagam uma assinatura para acessar o material desses criadores e supostamente conversar online com eles. No entanto, embora criadores de grande destaque possam ganhar bastante dinheiro, o trabalho de interagir com os fãs e tentar vender a eles imagens e vídeos muitas vezes é feito por pessoas mal remuneradas, empregadas por terceiros, como a pessoa entrevistada pela BBC. Um sindicato que representa esses trabalhadores — conhecidos como "chatters" — disse à BBC News que está preocupado com a "natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online". O OnlyFans, que gerou US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) em receita em 2024, não quis responder aos questionamentos da BBC. Segundo os termos de serviço da plataforma, a relação comercial do OnlyFans é exclusivamente com o criador de conteúdo. Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo 'Não é nada agradável' A BBC não identificará nesta reportagem a mulher com quem conversou a fim de proteger sua identidade. Empregada por uma agência usada pela modelo que ela fingia ser, ela disse que começou nesse tipo de trabalho para sustentar a família durante um período de renda mais baixa, ganhando menos de US$ 2 por hora e trabalhando em turnos de oito horas, cinco dias por semana. Durante seu turno, ela recebia metas para gerar para a modelo centenas de dólares em vendas de fotos e vídeos. Os criadores mais populares da plataforma afirmam ganhar milhões de dólares por mês. Recentemente, uma nova agência ofereceu melhores condições e remuneração para o mesmo trabalho de "chatter", embora ainda inferior a US$ 4 por hora (cerca de R$ 20). Ela disse que sabia que o trabalho envolveria conteúdo explícito, mas, ainda assim, fazer "sexting" (troca de mensagens de teor sexual) era desagradável para ela. "É meio nojento quando você pensa nisso, porque você precisa fazer esse tipo de conversa muitas vezes, várias vezes por hora, porque está falando com vários fãs ao mesmo tempo." Segundo ela, as pessoas com quem conversava muitas vezes pareciam "muito gentis", mas claramente solitárias, o que tornava todo o processo triste, especialmente porque ela não era a pessoa que fingia ser. Essa desonestidade a incomodava, afirmou. "Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda", disse. "Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda". Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images De fato, o uso de "chatters" levou a ações judiciais contra o OnlyFans e contra as agências que os empregam, movidas por usuários e escritórios de advocacia que consideram a prática enganosa. Até agora, nenhuma teve sucesso. Segundo ela, alguns fãs pediam "coisas realmente estranhas, fetiches ou preferências sexuais", que ela geralmente conseguia tolerar, mas nem sempre. "Há dias em que penso: 'que diabos estou fazendo aqui?', porque há dias em que isso realmente pesa." Questionada se se sentia explorada, ela disse que aceitar um pagamento inferior a US$ 2 por hora "não foi seu melhor momento". "Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC. "É realmente de partir o coração, especialmente sabendo que a agência ganha muito mais." A "chatter" também relatou preocupação com possíveis riscos legais ao aceitar esse tipo de trabalho, devido às leis relativamente rígidas contra pornografia nas Filipinas. A BPO Industry Employee' Network (BIEN) é um sindicato independente que representa trabalhadores do setor de terceirização de processos de negócios nas Filipinas. Mylene Cabalona, presidente do sindicato, disse à BBC que "embora as Filipinas tenham leis relativamente rígidas em relação à pornografia, nossa principal preocupação como sindicato é a natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online". Segundo Cabalona, isso levanta sérias preocupações sobre a exposição de trabalhadores a "conteúdo potencialmente prejudicial ou abusivo, além da falta de diretrizes claras sobre segurança, responsabilização e proteção trabalhista". Ainda assim, há vantagens nos empregos digitais terceirizados, incluindo o trabalho de chat, que, segundo Cabalona, podem permitir que trabalhadores obtenham renda de casa, enquanto dão suporte a clientes ou plataformas no exterior. "Esses empregos também podem oferecer maior potencial de renda em comparação com alguns trabalhos locais de nível inicial e proporcionar oportunidades para desenvolver habilidades em trabalho digital", observou. OnlyFans REUTERS/Andrew Kelly
11/03/2026 18:06:48 +00:00
Trump diz que petroleiras 'devem' usar estreito de Ormuz

Minas marítimas: Guga Chacra avalia estratégia do Irã no Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afrmou nesta quarta-feira (11) que empresas de petróleo devem continuar utilizando o estreito de Ormuz. Quando questionado por repórteres se as companhias devem circular pela região, trump respondeu: "Acho que deveriam". Nesta terça (10), a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã planeja instalar minas navais no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A informação foi publicada pela CBS News com base em relatos de autoridades americanas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a emissora, o Irã estaria usando embarcações pequenas para posicionar minas navais na rota marítima. A estimativa é que o governo iraniano tenha um estoque de até 6 mil unidades. Já a CNN Internacional informou que a instalação das minas já teria começado. 🔎 Minas navais são explosivos colocados no mar que detonam quando entram em contato com navios. São usadas para bloquear ou dificultar a passagem de embarcações por uma rota marítima. A presença de minas no Estreito de Ormuz colocaria em risco qualquer navio que tentasse atravessar a região. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada. A área é estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami REUTERS/Kevin Lamarque Após a publicação das reportagens Trump exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima. “Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, afirmou. Trump disse ainda que os Estados Unidos monitoram a região e vão destruir qualquer embarcação usada para minar o Estreito de Ormuz. Na sequência, o presidente fez uma nova publicação afirmando que os Estados Unidos destruíram 10 barcos usados para lançar minas. Segundo ele, as embarcações estavam inativas. Na segunda-feira (9), Trump já havia ameaçado o Irã com ataques “vinte vezes mais fortes” caso o país tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em entrevista, o presidente disse que avaliava assumir o controle da região. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou. As ameaças ocorrem em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 na segunda-feira. Os preços podem impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. LEIA TAMBÉM Israel diz travar 'guerra histórica pela liberdade', se declara aliado dos iranianos e fala em transição de poder: 'Estejam prontos' Crítico de Lula e pivô de polêmica com Moraes: quem é assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro Os desafios que esperam o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei O Estreito de Ormuz Foto mostra uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã movendo-se em torno do petroleiro Stena Impero, que foi apreendido no Estreito de Ormuz Agência de Notícias Morteza Akhoondi/Tasnim via AP Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1
11/03/2026 16:59:28 +00:00
Banco Central anuncia liquidação da fintech Dank Sociedade de Crédito

Comunicado da fintech Dank Sociedade de Crédito sobre a liquidação. Reprodução/ Dank O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, determinou nesta quarta-feira (11) a liquidação extrajudicial da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto por conta "grave comprometimento da situação econômico-financeira e as graves violações às normas legais". Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição e houve sua retirada do sistema financeiro. Essa solução é adotada quando ocorre situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade, entre outros. Foi nomeado como liquidante a Faccio Administrações. 🔎 As "fintechs", que reúnem milhões de clientes, são empresas que oferecem produtos financeiros inovadores, como novos meios de pagamento e cartões de crédito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No modelo conhecido como SCD, utilizado pela Dank, foi autorizada a concessão de operações de crédito, por meio de plataforma eletrônica, com recursos próprios. Esse tipo de instituição não pode fazer captação de recursos do público. As SCDs também podem prestar os serviços de análise de crédito para terceiros; cobrança de crédito de terceiros; distribuição de seguro relacionado com as operações por ela concedidas por meio de plataforma eletrônica e emissão de moeda eletrônica. Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a Dank Sociedade de Crédito Direto, que havia recebido autorização de funcionamento em 2022, possuía um passivo (dívidas e obrigações) de R$ 43,8 milhões em setembro do ano passado (último dado disponível), e um patrimônio líquido de R$ 975 mil.
11/03/2026 16:38:53 +00:00
Mercedes apresenta a VLE: minivan elétrica com cabine de jato e tela de 31 polegadas

Mercedes-Benz VLE tem portas deslizantes com acionamento elétrico Divulgação / Mercedes-Benz A combinação de luxo e conforto sempre marcou os sedãs da Mercedes-Benz. Com o tempo, os utilitários esportivos da marca também passaram a oferecer essa experiência e, agora, ela chega às minivans. A Mercedes do Brasil monitora o mercado nacional e avalia o melhor momento de lançamento para os clientes no país. A VLE tem uma cabine que remete a jatos particulares, com bancos e acabamento que lembram o helicóptero Airbus ACH145, cuja cabine também é produzida pela Mercedes-Benz. O g1 apresentou todos os detalhes desse modelo avaliado em R$ 77 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Descrita pela marca como uma “grand limousine” em formato de minivan, a VLE combina o conforto de um sedã com a praticidade de uma van e inaugura uma nova geração de veículos da empresa nesse segmento. A experiência começa com as portas deslizantes automáticas, que dispensam contato com a maçaneta. Pelo teto panorâmico, os passageiros podem apreciar o céu, e em dias de sol forte, a persiana elétrica garante conforto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A minivan oferece a opção de bancos “Grand Comfort”, com ajustes elétricos, almofada extra, carregamento sem fio para celular, função de massagem e apoio para as pernas. Esses recursos podem ser controlados pelos botões nas portas, pela tela multimídia ou pelo aplicativo da Mercedes-Benz. As versões com bancos maiores acomodam sete pessoas, enquanto as configurações com fileiras triplas convencionais elevam a capacidade para oito ocupantes. Mercedes-Benz VLE tem tela de 31,3 polegadas Divulgação / Mercedes-Benz Para entretenimento, a VLE conta com uma tela retrátil de 31,3 polegadas instalada no teto, com resolução 8K e possibilidade de dividir a imagem em dois conteúdos simultâneos. É possível assistir filmes, jogar, usar aplicativos ou participar de videoconferências graças à câmera de 8 megapixels integrada. Mercedes-Benz VLE tem trio de telas no painel Divulgação / Mercedes-Benz Para quem não quer usar fones de ouvido, o sistema de som conta com 22 alto-falantes e tecnologia Dolby Atmos, a mesma usada em salas de cinema. O sistema multimídia, agora na quarta geração do MBUX, inclui assistentes de voz como ChatGPT e Google Gemini, prometendo interação natural e intuitiva. O motorista também dispõe de luxo e tecnologia, com três telas distribuídas pelo painel: um cluster de 10,25 polegadas, uma tela central de 14 polegadas e outra de 14 polegadas para o passageiro, que pode acessar streaming, jogos e aplicativos — recurso semelhante ao do Renault Koleos, que chegará ao país em breve, embora no Brasil vídeos não possam ser exibidos com o veículo em movimento. Além disso, a VLE traz um head-up display de 23,1 polegadas, além de controle adaptativo de velocidade, assistentes de permanência e troca de faixa, alerta de colisão com frenagem automática, 10 câmeras externas, cinco radares, 12 sensores ultrassônicos e 11 airbags, reforçando o foco em segurança. Bancos do Mercedes-Benz VLE lembram os assentos de aviões particulares Divulgação / Mercedes-Benz Na motorização, a VLE 400 4Matic é a versão mais potente, com mais de 300 kW (407 cv) e aceleração de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos. A arquitetura elétrica de 800 volts e a nova geração de baterias aumentam o desempenho e a eficiência, segundo a Mercedes. Ainda de acordo com a marca, em carregadores rápidos é possível recuperar até 355 km de autonomia em apenas 15 minutos. Ainda sem dados oficiais, a Mercedes estima mais de 700 km de alcance na versão VLE300, a opção menos potente. Ambas utilizam baterias de íon-lítio de 115 kWh. A suspensão pneumática contribui para o conforto e a estabilidade, permitindo ajustar a altura do veículo em até 40 milímetros. As rodas traseiras esterçam até 7 graus, facilitando manobras em espaços reduzidos. Mercedes-Benz VLE será fabricada na Espanha e lançada em 2026 Divulgação / Mercedes-Benz Prevista para ser lançada na Europa em 2026, a VLE utiliza uma nova arquitetura modular de vans da Mercedes, permitindo uma diferenciação mais clara entre modelos premium para passageiros e veículos comerciais. Essa plataforma também servirá de base para a VLS, uma minivan ainda mais luxuosa. LEIA MAIS R$ 77 milhões e até dois anos de espera: Mercedes e Airbus lançam helicóptero inspirado no Classe G
11/03/2026 15:01:34 +00:00
Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril

Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira (11), após o ataque a mais três navios mercantes no Golfo Pérsico, que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril. O Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, mostrando que ainda consegue reagir e afetar o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono classificou como os bombardeios mais intensos já realizados pelos EUA e por Israel até agora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram, e os mercados de ações se recuperaram. Por enquanto, investidores apostam que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma forma rápida de encerrar a guerra iniciada ao lado de Israel há quase duas semanas. No entanto, até agora não houve trégua em terra nem sinais de que os navios possam voltar a navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Trata-se da pior interrupção no fornecimento de energia desde as crises do petróleo da década de 1970. "Preparem-se para o petróleo chegar a US$ 200 por barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram", disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em declaração dirigida aos Estados Unidos. Após escritórios de um banco em Teerã serem atingidos durante a noite, Zolfaqari afirmou que o Irã responderá com ataques a bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel. Ele também recomendou que pessoas em todo o Oriente Médio se afastem dessas instituições. Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes do país já admitem, em privado, que o governo iraniano pode sobreviver à guerra. Outras duas autoridades afirmaram que não há sinais de que Washington esteja perto de encerrar a ofensiva. Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril Jornal Nacional/ Reprodução Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Mojtaba Khamenei ferido Líder Supremo do Irã é ferido em ataque segundo agência de notícias Em mais uma demonstração pública de desafio, grandes multidões foram às ruas nesta quarta-feira para os funerais de comandantes mortos em ataques aéreos. As pessoas carregavam caixões, bandeiras e retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no início da guerra, quando ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Desde então, ele não apareceu em público nem divulgou mensagens. Os militares iranianos informaram na terça-feira que lançaram mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, contra o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e contra alvos no centro de Israel. Explosões foram ouvidas no Bahrein, e em Dubai quatro pessoas ficaram feridas após a queda de dois drones perto do aeroporto. O Departamento de Aviação Civil do Bahrein informou que várias aeronaves da Gulf Air sem passageiros e alguns aviões de carga foram deslocados para outros aeroportos para "garantir a continuidade e a eficiência das operações aéreas" durante a crise. Em Teerã, moradores relataram estar se acostumando aos ataques aéreos noturnos, que levaram centenas de milhares de pessoas a deixar a cidade e cobriram a capital com fumaça escura provocada por incêndios ligados ao petróleo. "Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei tão assustado como antes. A vida continua", disse Farshid, de 52 anos, à Reuters por telefone. IEA propõe grande liberação de reservas de petróleo Mais três navios mercantes foram atingidos no Golfo Pérsico por projéteis ainda não identificados, segundo agências que monitoram a segurança marítima. Com isso, sobe para 14 o número de embarcações atingidas desde o início da guerra. A tripulação foi retirada de um cargueiro de bandeira tailandesa após uma explosão provocar incêndio a bordo. Um navio de contêineres de bandeira japonesa e outro cargueiro registrado nas Ilhas Marshall também sofreram danos. Os preços do petróleo, que chegaram perto de US$ 120 por barril na segunda-feira, recuaram para cerca de US$ 90. O movimento indica que investidores ainda apostam que Trump conseguirá interromper a guerra e reabrir o estreito em breve. Israel diz que não há limite de tempo para a campanha Autoridades dos Estados Unidos e de Israel afirmam que o objetivo é reduzir a capacidade do Irã de atuar além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, também incentivaram a população iraniana a derrubar o governo clerical. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que a operação "continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha". Quanto mais a guerra durar, maior tende a ser o impacto sobre a economia global. Se o conflito terminar com a permanência do governo clerical no poder, Teerã deverá declarar vitória. Mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Também há registros de mortes em ataques israelenses no Líbano. Os ataques iranianos contra Israel mataram pelo menos 11 pessoas, e dois soldados israelenses morreram no Líbano. Washington afirma que sete militares norte-americanos morreram e cerca de 140 ficaram feridos.
11/03/2026 14:59:08 +00:00
Fim da escala 6x1: presidente da Fiesp aponta possíveis impactos caso projeto avance

Fim da escala 6x1: estudo da Fiep aponta queda no PIB e risco de desemprego Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em entrevista ao Conexão GloboNews, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), repercutiu o levantamento e destacou alguns pontos negativos da mudança em discussão no Congresso – que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1. “Quando se trata da escala, as realidades variam muito de setor para setor. Em geral, ela está diretamente ligada à natureza das funções. A realidade da saúde é diferente da do transporte, da indústria e do comércio. Há segmentos que necessitam do modelo 6x1 e nos quais esse formato de trabalho se encaixa”, afirma. Outro ponto citado pelo presidente da Fiesp é a necessidade de analisar os impactos da medida na economia, no desemprego e na informalidade no mercado de trabalho. Skaf também defende a livre negociação entre trabalhadores e empregadores e afirma que “é um erro a interferência governamental em algo que pode acabar atrapalhando setores e trabalhadores”. Para o presidente, o foco do governo deveria estar em reduzir a informalidade – que atualmente atinge 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores – e não em mexer em algo que, segundo ele, está funcionando. Skaf também comparou a situação com a de países vizinhos, como o Chile, onde houve aumento do desemprego e da informalidade. “Quando a natureza de um segmento exige uma escala de trabalho, mas são impostas regras sem dar liberdade para as partes negociarem, isso acaba levando à informalidade. As atividades continuam acontecendo, mas de forma ilegal”, afirmou. Na análise do presidente da Fiesp, falta transparência no debate com a população. “A gente tem que ser verdadeiro: aumenta o custo, sim; gera desemprego por causa desse aumento; o país perde produtividade. Proibir a escala 6x1 atrapalha setores cuja natureza exige esse formato e tira a liberdade de quem prefere trabalhar nessa escala”, completou. De acordo com o estudo da Fiep, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. LEIA MAIS: Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1 Supermercados Reprodução/ TV Gazeta
11/03/2026 14:42:38 +00:00
Ações da Raízen caíram 70% em 1 ano; empresa pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial As ações da Raízen (RAIZ4) acumulam queda de 70,11% em 12 meses, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Nesta quarta-feira (11), a empresa informou que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras. Após o anúncio, os papéis preferenciais (PN) da companhia abriram em queda nesta quarta: por volta das 10h25, RAIZ4 caía 3,85%, cotada a R$ 0,50. Em 2026, a desvalorização já chega a 35,80%. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A reestruturação da controlada pela Cosan ocorre após um período de pressão financeira, com aumento do endividamento e desafios operacionais. Nos últimos anos, a companhia também ampliou investimentos em projetos de transição energética, alguns com retorno mais lento do que o esperado. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a companhia a pedir recuperação extrajudicial. Recuperação extrajudicial Expansão e aposta em novos projetos Diversificação de negócios Piora nos resultados da empresa Tentativa de reorganização O que diz a empresa Recuperação extrajudicial A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. O plano já conta com apoio de credores que representam mais de 47% desse valor, percentual suficiente para protocolar o pedido. A medida busca reorganizar as finanças e ampliar prazos ou melhorar as condições de pagamento, sem afetar as operações da empresa. Segundo a companhia, clientes, fornecedores e parceiros continuarão sendo pagos normalmente. Agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. Voltar ao início. Expansão e aposta em novos projetos A partir de 2016, a Raízen passou a ampliar investimentos em projetos de longo prazo, muitos deles financiados com dívida. Um dos principais focos foi a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia que utiliza resíduos da cana, como bagaço e palha, para produzir biocombustível. A aposta estava ligada à expectativa de crescimento da demanda por combustíveis com menor impacto ambiental, em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética. Nesse período, a companhia também investiu em outras frentes de energia, como projetos de geração solar e produção de biogás. Ao mesmo tempo, o setor passou a registrar o avanço do etanol de milho, que ganhou espaço com custos competitivos e uma estrutura de produção considerada mais simples. A expansão internacional também ganhou força a partir de 2018, quando a empresa adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Voltar ao início. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV Diversificação de negócios Além da produção de energia e biocombustíveis, a Raízen também ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de combustíveis. A empresa fornece combustíveis para postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. A operação inclui 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição espalhados pelo país. A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva e oferece soluções para empresas, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café instaladas em postos de combustíveis. A empresa também investiu em iniciativas de digitalização e mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar o abastecimento pelo celular e participar de programas de fidelidade. Movimentos na holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles está um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que perdeu valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Voltar ao início. Piora nos resultados da empresa No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na época, a dívida líquida era de R$ 13,8 bilhões — um nível considerado administrável em relação à capacidade da empresa de gerar caixa. Nos anos seguintes, esse cenário mudou. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Parte desse resultado foi influenciada por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, a dívida líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 55,3 bilhões. Com isso, o peso das dívidas em relação à capacidade de geração de caixa da empresa aumentou de forma significativa. Voltar ao início. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou a venda de alguns ativos e a saída de operações consideradas menos ligadas ao núcleo do negócio. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, enfrentaram divergências entre os sócios. Com o aumento das pressões financeiras e a cobrança de credores, a empresa passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — processo que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. Voltar ao início. O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Voltar ao início. Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen
11/03/2026 14:23:28 +00:00
Raízen e GPA pedem recuperação extrajudicial; entenda as diferenças entre os processos

Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial No intervalo de dois dias, duas grandes empresas brasileiras entraram com pedidos de recuperação extrajudicial: o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a Raízen, companhia líder na produção de açúcar e etanol no Brasil e fruto de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell. As duas empresas recorreram ao mecanismo com o objetivo de renegociar dívidas com credores, reestruturar passivos e reforçar o caixa. Embora atuem em setores diferentes, os casos chamam atenção pelo porte das companhias e pelo volume de dívidas envolvido. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Abaixo, o g1 explica ambos os casos e como funciona uma recuperação extrajudicial: Caso Raízen Raízen Divulgação A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo, em meio às negociações com credores para reestruturar suas dívidas e reforçar o caixa. Segundo a empresa, o plano foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários – aqueles que têm valores a receber, mas não possuem garantias específicas, como imóveis ou outros bens dados como garantia da dívida. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas da própria companhia. De acordo com a Raízen, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para ampliar a adesão de credores ao plano e alcançar o percentual mínimo exigido para que a Justiça homologue a proposta. Com a homologação, o plano passa a valer para todos os titulares dos créditos incluídos na negociação. Entre as medidas previstas estão injeção de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento e eventual venda de ativos. A companhia afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui dívidas com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente. A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua receita diminuir e a dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente. Nos últimos dias, a controladora Cosan já indicava que uma solução para a situação da companhia poderia ser anunciada em breve, segundo informações da Reuters. LEIA MAIS: Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial ENTENDA A CRISE: Raízen tinha dívida alta e resultados em queda Caso Grupo Pão de Açúcar (GPA) Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou na terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. Nesse tipo de processo, as operações continuam funcionando normalmente. A empresa optou por renegociar os débitos sem recorrer à recuperação judicial – procedimento que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Segundo o GPA, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio de credores que representam 46% do valor das dívidas incluídas no acordo, cerca de R$ 2,1 bilhões – percentual acima do mínimo exigido pela lei. O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições com os credores. A medida tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no processo. Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e reforçar o caixa, enquanto as operações seguem normalmente e os pagamentos a fornecedores permanecem em dia. O grupo registra prejuízos anuais desde 2022, pressionado por fatores como a queda no consumo, o aumento dos juros – que encareceu o custo das dívidas –, despesas com mudanças na gestão e perdas com lojas de baixo desempenho. No balanço mais recente, a companhia também alertou para incertezas sobre sua continuidade operacional. Segundo a empresa, havia um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim de 2025, ligado principalmente a empréstimos e títulos com vencimento em 2026. Para enfrentar a situação, o grupo afirmou que vem adotando medidas como negociar prazos de dívidas com credores, reduzir despesas financeiras e converter créditos tributários em recursos para reforçar o caixa. LEIA MAIS: GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA O que é e como funciona uma recuperação extrajudicial O processo é diferente de uma recuperação judicial, em que a companhia em crise financeira recorre à Justiça para entrar em um acordo com todos os seus credores. Na recuperação extrajudicial, a renegociação é feita diretamente com os principais credores para, depois, ser homologada pelo judiciário. "A recuperação extrajudicial é um instrumento em que a empresa começa a ter dificuldades em relação a um número restrito de credores, com o pagamento de só algumas dívidas. E aí, ela usa a recuperação extrajudicial, geralmente, quando há uma concentração no valor dessa dívida", destaca Nelson Bandeira, advogado especialista em finanças corporativas da Magma. Em outras palavras, a recuperação extrajudicial é um mecanismo legal que permite à empresa em crise financeira renegociar uma parte específica de suas dívidas, em um primeiro momento, apenas com seus credores mais estratégicos, afirma Bandeira. O especialista explica que a empresa pode negociar em sigilo com esses credores mais estratégicos, até chegar a uma condição que seja benéfica para ambas as partes, e só depois tornar o processo conhecido. Isso porque, para que um processo desse tipo avance, é necessário que credores detentores de pelo menos 51% dos créditos da empresa aprovem a proposta. Por fim, para pedir a recuperação extrajudicial, a empresa: precisa estar em crise financeira comprovada; não ter nenhum sócio, controlador ou administrado condenado por práticas corporativas ilegais; não pode ter falido anteriormente, nem ter passado por recuperação judicial por, pelo menos, cinco anos. Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando
11/03/2026 13:01:40 +00:00
Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço de combustíveis

Mais de 30 países vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para conter preço Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para conter a alta do preço dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. É a maior liberação de reservas já feita pelos países da AIE. Até então, o recorde havia sido de 182,7 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços do petróleo, que voltaram a subir nesta quarta-feira devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural consumidos em todo o mundo. Segundo a AIE, uma média de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados transitou pelo Estreito em 2025. E, entre petróleo bruto e derivados, a produção global é de 100 milhões de barris por dia. Atualmente, os membros da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris de estoques públicos emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos por obrigação governamental. O cronograma de liberação ainda será definido. “A pressão veio principalmente do governo dos Estados Unidos, que quer essa liberação”, disse um diplomata da União Europeia à Reuters, antes do anúncio. Mais cedo, a Alemanha, a Áustria e o Japão, que fazem parte da AIE, já tinham anunciado que iriam disponibilizar as suas reservas. O Ministério da Economia do Japão informou, inclusive, que planeja liberar cerca de 80 milhões de barris de reservas públicas e privadas. Já o Reino Unido disse que contribuirá com 13,5 milhões de barris. Segundo a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, os Estados Unidos e o Japão serão os maiores fornecedores da liberação emergencial. O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, saudou as notícias sobre a liberação planejada. “Este é o momento perfeito para pensar em liberar parte dessas reservas para aliviar um pouco a pressão sobre o preço global”, disse em entrevista à Fox News. Burgum afirmou, no entanto, que não acredita que o mundo esteja enfrentando uma escassez de energia. “Temos um problema de trânsito (transporte), que é temporário”, disse. “É um problema temporário de trânsito que estamos resolvendo militar e diplomaticamente, algo que podemos resolver e vamos resolver.” Ritmo de liberação A ministra da Economia da Alemanha disse que levará alguns dias até a entrega das primeiras quantidades. Analistas consultados pela Reuters afirmam que o ritmo diário de liberação dos estoques da AIE pode ser tão ou mais importante do que o volume total. Se 100 milhões de barris forem liberados ao longo de um mês, isso equivaleria a cerca de 3,3 milhões de barris por dia. Ainda assim, esse volume é muito menor do que a interrupção atual do mercado, estimada em cerca de 20 milhões de barris diários após o bloqueio do Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã. Japão e Alemanha devem liberar reservas de petróleo. Jornal Nacional/ Reprodução
11/03/2026 12:17:03 +00:00
Dólar avança a R$ 5,16 com petróleo no radar; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera volátil nesta quarta-feira (11) e avançava 0,14%, a R$ 5,1633 por volta das 14h15, após ter operado em queda pela manhã. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,02%, aos 183.485 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. O movimento ocorre após novas ameaças envolvendo o transporte de petróleo na região, o que aumenta as preocupações do mercado com possíveis interrupções no abastecimento global. Os contratos futuros do Brent subiam 5,95%, a US$ 93,02 por barril, por volta de 13h10 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA era negociado com alta de 6,06%, a US$ 88,51 por barril. ▶️ Para tentar reduzir os riscos de falta de oferta, países também discutem liberar parte de seus estoques emergenciais. Nesta quarta-feira, a Alemanha e mais de 30 países informaram que pretendem disponibilizar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE), que solicitou aos países membros a liberação de cerca de 400 milhões de barris. ▶️ Nos Estados Unidos, investidores analisam os novos dados de inflação divulgados hoje. O índice de preços ao consumidor (CPI) mostrou que os preços subiram 0,3% em fevereiro, após alta de 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, repetindo o ritmo do mês anterior e dentro do que já era esperado por analistas. ▶️ No Brasil, a Raízen anunciou que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa. ▶️ Ainda por aqui, a agenda inclui uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026 será divulgada nesta quarta-feira. O levantamento também avalia os efeitos recentes do Caso Master sobre a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,66%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: -6,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,28%; Acumulado do mês: -2,83%; Acumulado do ano: +13,85%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo continuam abaixo do pico registrado no início da semana, quando chegaram perto de US$ 120 por barril. Naquele momento, o mercado reagia ao temor de que a guerra envolvendo o Irã pudesse se prolongar e afetar o transporte de petróleo e gás natural pelo mundo. Essas mudanças de preço têm repercutido nos mercados financeiros. Investidores acompanham o risco de interrupções no fornecimento de energia, o que poderia pressionar ainda mais as cotações. Na manhã desta quarta-feira, o petróleo voltou a subir. Os contratos futuros do Brent subiam 5,95%, a US$ 93,02 por barril, por volta de 13h10 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA era negociado com alta de 6,06%, a US$ 88,51 por barril. A tensão na região continua elevada. O governo dos Estados Unidos afirmou ter destruído mais de uma dúzia de embarcações iranianas que seriam usadas para lançar minas no mar. Em resposta, o Irã declarou que pretende bloquear as exportações de petróleo na região e disse que não permitirá que “nem um único litro” seja enviado a seus inimigos. Analistas apontam que um dos principais focos de preocupação é o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde passa uma parte relevante do petróleo transportado no mundo. A possibilidade de ataques ou ameaças a navios que cruzam a área pode dificultar o fluxo da commodity — como é chamado o petróleo no mercado internacional. Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando por essa rota ou por caminhos alternativos. Caso o transporte seja interrompido por um período prolongado, os preços podem voltar a subir. Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global. Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris. Segundo o governo alemão, depois da autorização, as primeiras entregas devem levar alguns dias para começar. Ao mesmo tempo, os EUA têm defendido a manutenção da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz. A guerra tem dificultado o tráfego na região, localizada na costa do Irã, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transportado diariamente no mundo. Agenda econômica Preços ao consumidor nos EUA Os preços ao consumidor nos EUA subiram em fevereiro, em um movimento que reflete, entre outros fatores, o aumento recente dos custos de energia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) e vieram dentro do que já era esperado por analistas. Na comparação com janeiro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em fevereiro, após ter subido 0,2% no mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de 2,4%, repetindo o ritmo observado em janeiro. Entre os componentes que mais influenciaram o resultado, o custo de moradia registrou aumento de 0,2% no mês e foi o principal responsável pela alta do índice geral. Os preços dos alimentos também subiram, com avanço de 0,4%, enquanto o grupo de energia registrou aumento de 0,6%. Parte dessa pressão está ligada ao aumento do preço dos combustíveis. Desde o fim de fevereiro, quando começou a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, o preço da gasolina nos postos subiu mais de 18%, chegando a US$ 3,54 por galão, segundo dados do grupo AAA, que acompanha o mercado de combustíveis no país. O avanço está relacionado à alta recente do petróleo no mercado internacional, em meio ao risco de interrupções no fornecimento global de energia. Os preços da commodity chegaram a ultrapassar US$ 100 por barril antes de recuarem na terça-feira, depois que o presidente Donald Trump afirmou que a guerra poderia terminar em breve. Outro fator que continua influenciando a inflação é o repasse gradual das tarifas comerciais adotadas pelo governo Trump com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional. Essas medidas acabaram sendo posteriormente derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos, mas seus efeitos ainda aparecem em alguns preços. Quando são excluídos itens mais sujeitos a variações rápidas, como alimentos e energia, o chamado núcleo da inflação subiu 0,2% em fevereiro, após avanço de 0,3% em janeiro. Em 12 meses, esse indicador acumulou alta de 2,5%, repetindo o ritmo observado no mês anterior. Segundo analistas, a desaceleração mensal desse núcleo foi influenciada principalmente pela queda nos preços de veículos usados e por aumentos menores nos aluguéis. Os dados são acompanhados de perto pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que usa outro indicador de inflação — o índice PCE — como referência para sua meta de 2%. No momento, a expectativa do mercado é de que a instituição mantenha a taxa de juros na próxima reunião. Mercados globais Os mercados financeiros ao redor do mundo operam com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global. Em Wall Street, investidores também acompanham a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado. Antes da abertura das bolsas em Nova York, os principais índices indicavam leve alta. Os contratos futuros do S&P 500, do Dow Jones e da Nasdaq avançavam cerca de 0,1%. Na Europa, porém, o clima era de cautela. As bolsas do velho continente operavam em queda na manhã desta quarta-feira, refletindo as preocupações dos investidores com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a economia. Por volta das 10h (horário de Brasília), o índice europeu Stoxx 600 recuava 0,54%. Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, caía 0,8%, enquanto o CAC 40, da França, recuava 0,3%. Em Londres, o FTSE 100 também registrava queda de 0,8%. Na Ásia, onde os mercados já encerraram o pregão, o desempenho foi misto. Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos. No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
11/03/2026 12:00:32 +00:00
Petróleo opera em alta e Bolsas em queda com incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio

Sete das maiores economias do mundo voltam a discutir risco de novo choque de petróleo Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11) e as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em um cenário de incerteza persistente provocada pela guerra no Oriente Médio. "Os acontecimentos vinculados à guerra no Irã continuam acelerando e são muito difíceis de prever", destacou Andreas Lipkow, analista da CMC Market. Às 9h40 GMT (6h40 de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares. Nas Bolsas de Valores, os principais índices europeus abriram o dia em terreno negativo: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%. Na Ásia, Hong Kong perdeu 0,2% e Xangai 0,3%. Tóquio, por sua vez, fechou a sessão em alta de 1,4%. O mercado se movimenta ao ritmo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e as posteriores represálias de Teerã contra vários países da região. Na terça-feira, as Bolsas registraram altas expressivas e as cotações do petróleo caíram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que o conflito terminaria "em breve". Desde o início do conflito, os preços do petróleo operam em alta e se aproximaram dos 120 dólares por barril no início da semana, devido às perturbações no Estreito de Ormuz, por onde, em períodos normais, transita 20% da produção mundial. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Reservas estratégicas "O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores esperam agora evidências concretas e um retorno à calma no Estreito de Ormuz", disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos no Cité Gestion Private Bank. O cenário, no entanto, continua incerto: vários navios foram atacados com projéteis nas últimas horas. O mercado também aguarda o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE), que, segundo o Wall Street Journal, planeja sua maior liberação de reservas de petróleo bruto para acalmar os mercados. Os ministros de Energia do G7 afirmaram, em um comunicado conjunto, que estão "dispostos" a adotar "todas as medidas necessárias", incluindo recorrer às reservas estratégicas, em coordenação com a AIE. Os chefes de Estado e de Governo das sete economias mais industrializadas do planeta debaterão o tema à tarde. A injeção de petróleo no mercado seria superior aos 182 milhões de barris que os países membros da AIE disponibilizaram ao mercado em 2022, após a invasão russa da Ucrânia, segundo o WSJ. O planeta consome quase 100 milhões de barris de petróleo por dia. Os membros da AIE dispõem de "mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em reservas industriais", segundo a agência. No mercado cambial, o dólar permanecia estável. Pelo segundo dia seguido, 7 das maiores economias do mundo se reúnem para discutir risco de novo choque do petróleo Jornal Nacional/ Reprodução
11/03/2026 11:34:04 +00:00
Conheça a Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil e pediu recuperação extrajudicial

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial Após anunciar nesta quarta-feira (11) um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas e reorganizar sua estrutura financeira, a Raízen afirmou que suas operações seguem normalmente. A companhia atua de forma integrada no setor de energia, com negócios que vão da produção de açúcar e etanol à distribuição de combustíveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ⛽ A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, combinando as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil. O acordo foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012. Na época, a companhia foi avaliada em cerca de US$ 12 bilhões, com participação dividida igualmente entre as duas sócias. 🎋 O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da empresa no setor sucroenergético e à atuação no mercado de energia. Atualmente, a companhia atua em diferentes frentes do setor. Produção de energia e biocombustíveis: produz açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás. Distribuição de combustíveis Shell: é responsável pela distribuição e comercialização da marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai. Atuação no Brasil: abastece postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. Infraestrutura logística: conta com 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição de combustíveis, que permitem atender todas as regiões do país. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters ⛽ A Raízen também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva, além de oferecer soluções voltadas ao mercado corporativo, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, a Raízen administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café, instaladas em postos de combustíveis. Também mantém iniciativas voltadas à digitalização e à mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar abastecimentos pelo celular e participar de programas de fidelidade. Nos últimos anos, a empresa também ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, incluindo iniciativas de energia solar, produção de biogás e desenvolvimento do etanol de segunda geração (E2G), produzido a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. A expansão internacional ganhou força em 2018, quando a companhia adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a Raízen conta atualmente com mais de 46 mil funcionários e cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. Na bolsa brasileira, as ações da Raízen são negociadas sob o ticker RAIZ4, que indica ações preferenciais (PN). Esse tipo de papel prioriza o recebimento de dividendos, mas geralmente não dá direito a voto nas assembleias. Na B3, ações preferenciais costumam terminar em 4. 📈 Nos últimos anos, as ações da Raízen acumulam queda de 70,11%, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Nesta quarta-feira, os papéis abriram em queda: por volta das 10h25, RAIZ4 caía 3,85%, cotada a R$ 0,50. Em 2026, a desvalorização já chega a 35,80%. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. A Cosan é controlada pelo empresário Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários. No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan. A operação tinha como objetivo ajudar a reduzir o endividamento do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia. Com fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão, Ometto é o 50º brasileiro mais rico, segundo a Forbes, e ocupa a 2.588ª posição no ranking global de bilionários. LEIA MAIS Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial, com R$ 65,1 bilhões em dívidas
11/03/2026 11:23:43 +00:00
Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen

Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial A Raízen informou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias (obrigações sem garantia real). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a empresa, credores que representam mais de 47% desse valor já aderiram ao plano de renegociação. Na avaliação da companhia, esse apoio inicial indica que há disposição de parte dos credores para discutir novas condições de pagamento. Após anunciar o pedido, a Raízen afirmou que suas operações seguem normalmente. A medida ocorre após um período de pressão sobre as contas da companhia, marcado pelo aumento do endividamento e por desafios operacionais. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nos últimos anos, a Raízen ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, mas parte dessas iniciativas demorou mais do que o esperado para gerar retorno. A seguir, o g1 explica os fatores que levaram a companhia a pedir recuperação extrajudicial. Origem e atuação da companhia Expansão e aposta em novos projetos Diversificação de negócios Piora nos resultados da empresa Tentativa de reorganização O que diz a empresa Origem e atuação da companhia A Raízen foi criada em 2011 a partir de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell. O acordo reuniu as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil e foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012. Na época, a nova empresa foi avaliada em cerca de US$ 12 bilhões, com participação dividida igualmente entre as duas sócias. O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” e “energia”, em referência à origem da companhia no setor sucroenergético e à sua atuação no mercado de energia. Desde então, a empresa se tornou uma das principais companhias do setor no país e a maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar. Hoje, a Raízen atua em várias etapas da cadeia de energia. A companhia produz açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás e também é responsável pela distribuição de combustíveis da marca Shell no Brasil, na Argentina e no Paraguai. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a companhia tem mais de 46 mil funcionários e cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar. Voltar ao início. Expansão e aposta em novos projetos A partir de 2016, a Raízen passou a ampliar investimentos em projetos de longo prazo, muitos deles financiados com dívida. Um dos principais focos foi a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia que utiliza resíduos da cana, como bagaço e palha, para produzir biocombustível. A aposta estava ligada à expectativa de crescimento da demanda por combustíveis com menor impacto ambiental, em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética. Nesse período, a companhia também investiu em outras frentes de energia, como projetos de geração solar e produção de biogás. Ao mesmo tempo, o setor passou a registrar o avanço do etanol de milho, que ganhou espaço com custos competitivos e uma estrutura de produção considerada mais simples. A expansão internacional também ganhou força a partir de 2018, quando a empresa adquiriu ativos de refino e distribuição da Shell na Argentina e passou a atuar também no Paraguai. Voltar ao início. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV Diversificação de negócios Além da produção de energia e biocombustíveis, a Raízen também ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de combustíveis. A empresa fornece combustíveis para postos da rede Shell, aeroportos e clientes corporativos, como empresas de transporte, agronegócio, mineração e indústria. A operação inclui 68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição espalhados pelo país. A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva e oferece soluções para empresas, como sistemas de gestão e controle de abastecimento de frotas. No varejo, administra as lojas de conveniência Shell Select e Shell Café instaladas em postos de combustíveis. A empresa também investiu em iniciativas de digitalização e mobilidade, como o Shell Box, aplicativo que permite pagar o abastecimento pelo celular e participar de programas de fidelidade. Movimentos na holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles está um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que perdeu valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Voltar ao início. Piora nos resultados da empresa No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões. Na época, a dívida líquida era de R$ 13,8 bilhões — um nível considerado administrável em relação à capacidade da empresa de gerar caixa. Nos anos seguintes, esse cenário mudou. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Parte desse resultado foi influenciada por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões. Ao mesmo tempo, a dívida líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 55,3 bilhões. Com isso, o peso das dívidas em relação à capacidade de geração de caixa da empresa aumentou de forma significativa. Voltar ao início. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou a venda de alguns ativos e a saída de operações consideradas menos ligadas ao núcleo do negócio. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, enfrentaram divergências entre os sócios. Com o aumento das pressões financeiras e a cobrança de credores, a empresa passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — processo que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. Voltar ao início. O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Voltar ao início. Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen
11/03/2026 10:59:11 +00:00
Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial, com R$ 65,1 bilhões em dívidas

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas. São credores que ficam atrás daqueles que têm bens dados como garantia em processos de renegociação ou recuperação. Nessa categoria podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas sem garantia, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. “A recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios”, disse a empresa em comunicado. Dívidas e pressão financeira A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa Divulgação A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua dívida líquida chegar a R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente. Nas últimas semanas, a controladora Cosan (CSAN3) vinha indicando que uma solução para a situação da empresa poderia ser anunciada em breve, segundo a Reuters. Em teleconferência com analistas, o CEO da companhia, Marcelo Martins, afirmou que as negociações avançavam com credores e acionistas. “Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen”, disse Martins. A Raízen já havia informado que avaliava uma proposta de capitalização liderada pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões. O plano previa um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto. 🔎 Na prática, esse dinheiro entraria na empresa como novo capital, fortalecendo o caixa e ajudando a equilibrar as finanças enquanto a companhia renegocia suas dívidas. Em comunicado divulgado no final de fevereiro, a companhia afirmou que também analisava reestruturar suas dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial. Segundo Martins, já havia “um engajamento bastante forte” nas conversas envolvendo credores, a Shell e o próprio Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan. Tentativa de reorganização A situação financeira da Raízen se deteriorou nos últimos anos em meio a altos investimentos, condições climáticas instáveis que afetaram as safras — resultando em desempenho mais fraco na moagem de cana e nos preços do açúcar — e juros elevados, fatores que pressionaram o caixa da companhia. No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em dezembro de 2025, a Raízen registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões. Grande parte desse resultado foi causada por um ajuste contábil de R$ 11,1 bilhões no valor de alguns ativos. Sem esse efeito, a perda teria sido de cerca de R$ 4,5 bilhões. No período, a empresa teve receita de R$ 60,4 bilhões, queda de 9,7% em relação ao ano anterior. A dívida líquida chegou a R$ 55,3 bilhões. Diante desse cenário, a companhia vem executando um plano para reduzir custos, vender ativos e diminuir o endividamento. Em 2024, a Raízen esteve entre as empresas do setor sucroenergético afetadas por incêndios que atingiram o interior de São Paulo. Na ocasião, as queimadas impactaram cerca de 1,8 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. Saiba mais na reportagem abaixo. Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da Raízen Ainda no mês passado, o CEO da Cosan afirmou que a holding não participaria diretamente da capitalização em discussão, mas seguiria acompanhando as negociações como acionista. “Mas nós como acionistas e conselheiros temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia”, afirmou, segundo a Reuters. A Cosan é controlada pelo empresário Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários. Já a Raízen tem controle compartilhado entre Cosan e Shell. A companhia foi criada em 2011 como uma joint venture entre as duas empresas, que dividem as decisões estratégicas do negócio. No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan. A operação tinha como objetivo ajudar a reduzir o endividamento do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia. LEIA MAIS O que diz a empresa "A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema."
11/03/2026 10:38:11 +00:00
Porsche anuncia desconto de R$ 660 mil no 911 Turbo S na Argentina após corte de impostos; entenda

Porsche 911 Turbo S tem desconto de R$ 667 mil na Argentina após corte de impostos Divulgação / Porsche Na Argentina, a Porsche anunciou um desconto de US$ 128 mil (R$ 667 mil, em conversão direta) no preço do 911 Turbo S. Como mostrou o g1 nesta terça-feira, a explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor no país vizinho. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Outras marcas também anunciaram descontos. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses
11/03/2026 07:01:32 +00:00
'Caso ela diga não': como redes sociais expõem usuários a 'níveis chocantes de misoginia', segundo pesquisa global

Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a divulgação nas redes sociais da trend "Caso ela diga não", que incita a violência contra mulheres. Os vídeos, que viralizaram no TikTok, mostram jovens ensinando como responder uma mulher diante de uma rejeição, como a recusa de um pedido de namoro, por exemplo. Eles aparecem dando socos e chutes em manequins que representariam mulheres. Segundo a PF, a remoção dos conteúdos já foi solicitada à plataforma. O TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. As publicações vieram à tona dias depois de um outro caso gerar revolta no país: uma adolescente de 17 anos denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, e foi classificado pela polícia como "emboscada planejada". Segundo as investigações, a adolescente foi convidada por mensagem pelo ex-namorado para ir à casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, ele teria insinuado que fariam "algo diferente", proposta recusada por ela. De acordo com a adolescente, enquanto mantinham uma relação sexual consensual, outros quatro rapazes entraram no quarto, cometendo violências sexuais e físicas contra ela. Imagens exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostraram os cinco jovens acusados de envolvimento no estupro comemorando o acontecido e debochando da vítima. Nas imagens, eles aparecem rindo e conversando no elevador, após deixar o apartamento. "A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque as nossas mães..." Vídeo no elevador expõe deboche após estupro coletivo em Copacabana A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens. Um menor foi apreendido. Os réus negam o crime. Ao se apresentar na delegacia na última semana, um dos investigados por participar do estupro, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, usava uma camisa com a frase em inglês "regret nothing" ("não me arrependo de nada", na tradução para o português). A expressão é frequentemente associada a grupos da chamada "machosfera", comunidades online que propagam misoginia e subjulgação das mulheres. 'Regret nothing': frase de réu por estupro coletivo expõe cultura misógina Nos últimos anos, essas comunidades ganharam visibilidade ao promover narrativas que culpabilizam mulheres por relações afetivas frustradas, defendem hierarquias de gênero e, em alguns casos, incentivam comportamentos violentos. Esse fenômeno preocupa pesquisadores, que identificam uma reversão nas atitudes dos homens mais jovens em relação às mulheres — e apontam as redes sociais como motor dessa mudança. Segundo um estudo global realizado pela empresa de pesquisas Ipsos e pelo King's College de Londres, os homens da geração Z — nascidos entre 1996 e 2012 — têm mais propensão do que os baby boomers — nascidos entre 1945 e 1965 — a acreditar que as esposas devem "obedecer" seus maridos. O estudo envolveu 23 mil pessoas de 29 países e demonstrou que até 31% dos homens adolescentes e na casa dos 20 anos de idade acreditam que "a esposa deve sempre obedecer seu marido", enquanto 13% dos homens mais velhos, com 60 anos ou mais, concordam com esta mesma afirmação. Em entrevista à BBC News, a professora Heejung Chung, que dirige o Instituto Global para a Liderança das Mulheres do King's College de Londres, disse não há dúvidas que as redes sociais desempenham "enorme papel" na mudança de opinião. Isso ocorre, segundo ela, porque os influenciadores e políticos "exploram as reclamações das pessoas" e "tentam recapturar parte do sentimento de serem enfraquecidos pela geração mais jovem". Eles fazem isso sugerindo que os homens precisam reafirmar sua dominância e seu papel de protetores e provedores, explica Chung, que é uma das autoras do estudo. "As pessoas estão imitando o que veem nas redes sociais sem realmente compreender o que aquilo significa." Penny East, executiva-chefe da Sociedade Fawcett — uma organização de defesa dos direitos das mulheres com sede no Reino Unido — concorda. Para ela, os "níveis chocantes de misoginia, online e offline", a que os meninos são expostos contribuem para essas atitudes. "É quase surpreendente que os meninos possam não assumir esse comportamento misógino, considerando o conteúdo oferecido a eles diariamente em termos do que eles consomem na internet", afirmou. 'Tudo indo na direção errada' O número de mulheres mais jovens que acreditam que as esposas devem obedecer aos seus maridos foi menor que o de homens na pesquisa, mas esta proporção ainda era mais alta que a dos homens da geração baby boomer. Questionada sobre qual poderia ser o motivo, East aponta novamente as redes sociais. "Da mesma forma que os homens jovens são ensinados que o caminho para a felicidade é o dinheiro, carros, garotas e força física, existem mulheres sendo ensinadas que o caminho para a felicidade é a ideia tradicional de feminilidade", explica ela. "Parte disso é o conteúdo esteticamente agradável que mostra a 'esposa tradicional', que fica na cozinha. Mas existe um lado mais sombrio, que se refere à subserviência... Se o homem é o provedor, ele, por isso, manda na casa?", pergunta ela, retoricamente. "Parece simplesmente que tudo está indo na direção errada", lamenta East. "E está afetando os jovens, homens e mulheres." Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok Outras indicações da pesquisa demonstram que, globalmente, 44% das pessoas concordam que "fomos longe demais ao promover a igualdade das mulheres e passamos a discriminar os homens". Segundo o organismo de defesa dos direitos das mulheres das Nações Unidas, nenhum país atingiu plena igualdade legal para mulheres e meninas. As mulheres detêm globalmente 64% dos direitos legais dos homens, "o que as expõem à discriminação, violência e exclusão em todas as fases da vida", declarou a UN Women. Penny East afirma que existe um "fenômeno crescente na percepção do público, de que a igualdade das mulheres já fez o necessário". Mas esta postura, segundo ela, "ignora as estatísticas nacionais que demonstram, infelizmente, que as mulheres ainda sofrem abusos nas suas próprias casas, continuam sendo importunadas sexualmente nas ruas e ainda ganham menos, em comparação com os homens". Projetos de lei contra misoginia no Congresso Em meio ao debate sobre misoginia e violência contra mulheres nas redes sociais, parlamentares têm apresentado propostas no Congresso Nacional para ampliar os instrumentos legais de enfrentamento a esse tipo de conteúdo. Na Câmara dos Deputados, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) é autora de um projeto de lei que propõe a criminalização da misoginia e da disseminação de conteúdos associados à chamada cultura "red pill" na internet. A iniciativa busca responsabilizar publicações digitais que promovam ódio, violência, humilhação ou inferiorização das mulheres, sobretudo em redes sociais, fóruns e comunidades online que difundem ideologias misóginas. No exterior, vídeos com pessoas simulando golpes em resposta a uma rejeição feminina também viralizaram. Reprodução/TikTok No Senado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deve analisar nos próximos dias um projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) e tipifica a prática como crime de discriminação. A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), define misoginia como atos que manifestem ódio ou aversão às mulheres com base na ideia de supremacia masculina. Se aprovado, o texto prevê que a Lei do Racismo passe a punir também crimes praticados em razão de misoginia, ampliando o alcance da legislação atualmente aplicada a casos de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. * Com a colaboração de Iara Diniz
11/03/2026 06:00:59 +00:00
Por que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'

Por que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'. AFP via Getty Images via BBC Quando, em 1973, os países árabes produtores de petróleo responderam com um embargo petrolífero ao apoio dos Estados Unidos a Israel na guerra do Yom Kippur, os preços do petróleo quadruplicaram, abalando a economia mundial. Mais de meio século depois, a relação entre conflitos no Oriente Médio e o preço do petróleo continua sacudindo a economia global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Desde que Donald Trump e Benjamin Netanyahu ordenaram ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro, e Teerã respondeu ampliando o conflito na região e fechando o Estreito de Ormuz, os preços do barril de petróleo dispararam de US$ 60 para quase US$ 120 na segunda-feira (9/3) — a maior alta já registrada em um único dia. Em seguida, voltaram a cair, estabilizando-se em torno de US$ 90. Nesta semana, o mundo assistiu ao dia mais volátil da história do mercado de petróleo, provocando pânico nos mercados e — diante da improvisada intervenção do próprio Trump, que afirmou que a guerra está "praticamente concluída" — também nos gabinetes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em uma aparente tentativa de acalmar os ânimos, o presidente americano telefonou para jornalistas. Mas, como explica o correspondente da BBC nos Estados Unidos, Anthony Zurcher, suas explicações estavam longe de ser claras. "Tenho um plano para tudo, certo?", disse a um repórter do New York Post quando foi questionado sobre a alta do petróleo. "Tenho um plano para tudo. Você ficará muito feliz." À emissora CBS, ele afirmou que a guerra "está praticamente terminada". Mas, quando perguntado se a operação poderia acabar em breve, respondeu: "Não sei, depende. A conclusão está na minha mente, na de mais ninguém". Trump também disse coisas como "já vencemos em muitos aspectos, mas ainda não vencemos o suficiente" e afirmou que seu governo estava "longe" de tomar uma decisão sobre enviar tropas americanas ao Irã. Seu frenesi de telefonemas, somado a uma reunião de ministros das Finanças do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), na qual surgiu o rumor de que poderiam liberar 300 milhões de barris de reservas de emergência, ajudou a acalmar os mercados e conter a escalada dos preços. Mas, como o próprio Trump admitiu, ninguém sabe exatamente o que se passa em sua mente. Por isso, a situação, como observa o editor de economia da BBC, Faisal Islam, "tem potencial para se tornar o maior choque petrolífero da história". Por enquanto, a guerra não terminou, e tampouco o grande gargalo que fez esta crise saltar das bombas para os mercados: o bloqueio do Estreito de Ormuz. Dezenas de navios permanecem atracados no porto por causa do fechamento do estreito de Ormuz, como estes em Mascate, Omã. Reuters via BBC Embora o petróleo tenha hoje menos peso na produção e no consumo mundiais do que tinha na década de 1970, ele continua sendo um dos principais motores da economia global. E as consequências da interrupção no fornecimento — a maior da história — já começam a ser sentidas no bolso de milhões de pessoas. Setores como transporte e petroquímica são particularmente sensíveis às altas do petróleo, que também afetam a indústria pesada e o setor agroalimentar. Uma interrupção prolongada pode ter consequências graves para economias dependentes do petróleo do Golfo Pérsico, especialmente na Ásia. Se a inflação subir, as repercussões políticas da guerra — inclusive para o próprio Trump, que enfrentará eleições legislativas em novembro — também podem aparecer nas urnas. O mundo "atravessa a crise energética mais grave em décadas e, potencialmente, a mais séria desde os grandes choques petrolíferos dos anos 1970", afirma Rafael Pampillón, professor de economia da IE Business School. Aquelas crises — especialmente a provocada pelo embargo petrolífero árabe de 1973 e pela revolução iraniana de 1979 — combinaram interrupções físicas no fornecimento, fortes aumentos de preços e um contexto geopolítico extremamente instável, explica o professor à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. A situação atual reúne vários desses elementos. Imagem ilustra produção de petróleo com bandeira do Irã ao fundo. Reuters via BBC O fechamento do Estreito de Ormuz, chave da crise "O Estreito de Ormuz é o maior gargalo energético do planeta", explica Rafael Pampillón à BBC Mundo. Por ali, passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo e 25% do que é transportado por via marítima. Também transitam por suas águas cerca de 30% do gás natural liquefeito (GNL). A guerra interrompeu esse fluxo. Até 27 de fevereiro, cerca de 37 petroleiros atravessavam diariamente Ormuz. Poucos dias depois do início do conflito, esse número caiu praticamente a zero. A instabilidade e a incerteza já influenciam os preços do petróleo, mas o bloqueio desse corredor estratégico — que pode obrigar países produtores a interromper a extração porque os navios carregados não conseguem sair e os estoques se esgotam — afeta "diretamente os preços globais da energia", afirma Pampillón. E por que fechar temporariamente os poços não é uma boa opção? Porque, ao contrário do que ocorre com uma torneira de água, os poços de petróleo não são fáceis de fechar e, sobretudo, de reabrir. Além das dificuldades técnicas, eles podem perder pressão e nunca recuperar o nível original de produção. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que não permitirá a passagem de "nem um único litro" por essa rota marítima enquanto Israel e os Estados Unidos continuarem seus ataques. Trump, por sua vez, prometeu que "morte, fogo e fúria" cairão sobre o Irã caso o fluxo de petróleo seja interrompido. Diversos países já adotaram medidas emergenciais diante da "maior crise" já enfrentada pela indústria energética da região, nas palavras do diretor da Saudi Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita e maior exportadora de petróleo do mundo. Segundo Amin Nasser, haverá "consequências catastróficas" para o mercado global de petróleo se o conflito continuar interrompendo o tráfego marítimo no estreito de Ormuz. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que navios militares de seu país poderiam escoltar petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz quando a intensidade dos ataques diminuir. Getty Images via BBC O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que irá enviar uma dezena de navios de guerra para a região, com o objetivo de escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, "assim que a fase mais intensa do conflito terminar", declarou ele no Chipre na segunda-feira. Foi o que os Estados Unidos e outras potências tiveram de fazer nos anos 1980 durante a guerra entre Irã e Iraque, quando vários navios mercantes e petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico. Mesmo assim, lembra Pampillón, o estreito nunca deixou de funcionar completamente. Uma guerra assimétrica "O Irã parece estar explorando uma forma clássica de coerção assimétrica: como não consegue igualar os EUA e Israel em capacidade militar convencional, tenta transformar o sistema energético regional em um multiplicador de custos", explica à BBC News Mundo Omar Rachedi, economista e senior fellow da EsadeGeo, o centro de economia global e geopolítica dessa universidade espanhola. Embora pareça incapaz de vencer no campo militar, Teerã está demonstrando que tem capacidade de afetar o sistema energético mundial, elevando o custo econômico e político de qualquer conflito que o ameace. Em termos de teoria estratégica, afirma o economista, o Irã "está tentando transformar uma inferioridade militar relativa em poder de negociação por meio de um gargalo global". Ao atacar instalações, terminais, refinarias e o tráfego marítimo, o país encarece a guerra para Washington, seus aliados do Golfo e os grandes consumidores de energia na Ásia e na Europa, buscando pressioná-los por um cessar-fogo ou por uma contenção da escalada. Mas esse não é o único objetivo, segundo especialistas. "Também se trata de enviar uma mensagem de dissuasão regional", afirma Pampillón. Com esses ataques, Teerã sinaliza aos seus vizinhos do Golfo que qualquer envolvimento direto no conflito poderá trazer consequências econômicas graves — e também demonstra que eles não podem ser totalmente protegidos. Essa aposta, no entanto, pode acabar se voltando contra o próprio Irã. "Atacar a infraestrutura energética de seus vizinhos pode reforçar — e não enfraquecer — o alinhamento do Golfo com Washington. É uma estratégia racional dentro da lógica da coerção, mas extremamente arriscada em seus efeitos indiretos", avalia Rachedi. Quem são os principais prejudicados O impacto desta crise energética, cujo alcance ainda é impossível prever, se espalha em cascata por toda a economia mundial. Alguns setores e regiões, porém, são especialmente vulneráveis. Em primeiro lugar, os setores "intensivos em combustíveis líquidos e aqueles que dependem do Golfo como corredor físico", explica o economista da EsadeGeo. O transporte, especialmente a aviação, é talvez o exemplo mais evidente: o combustível para aviões disparou 72% em Singapura, atingindo um recorde, e desde o fim de fevereiro cerca de 37 mil voos foram cancelados, lembra Rachedi. Quando o preço do petróleo sobe, esses setores veem seus custos operacionais aumentarem imediatamente, o que costuma se traduzir em passagens mais caras e tarifas logísticas mais elevadas. A indústria petroquímica também é diretamente afetada, já que muitas matérias-primas industriais, como plásticos, fertilizantes, produtos químicos e fibras sintéticas, derivam do petróleo ou do gás natural, lembra Pampillón. O mesmo ocorre com a indústria pesada: aço, cimento e alumínio são altamente intensivos em energia. O diretor da maior petrolífera do mundo, a Saudi Aramco, alertou para "consequências catastróficas" para o mercado global de petróleo se o fechamento do estreito de Ormuz se prolongar. Reuters via BBC Já há sinais disso em diferentes setores. Segundo Rachedi, começam a surgir tensões no mercado de fertilizantes na Índia, além de cortes de produção ou paralisações em refinarias e complexos petroquímicos na Ásia. "Em outras palavras: o choque começa na energia e na logística, mas acaba se espalhando para a indústria, os alimentos e os preços ao consumidor", resume o economista. E quais economias ficarão mais expostas a essa crise? Para começar, as economias produtoras de petróleo do Golfo, com o Iraque como seu caso mais extremo: sua produção caiu cerca de 70%, de cerca de 4,3 para 1,3 milhão de barris por dia em um país em que mais de 90% das receitas públicas dependem do petróleo. Outros países, como a Arábia Saudita, começaram a reduzir a produção e a redirecioná-la por um oleoduto que leva o petróleo até o porto de Yanbu, no mar Vermelho, evitando assim os riscos do estreito de Ormuz. Essa rota alternativa, porém, não tem capacidade para absorver toda a produção do reino — o que ajuda a explicar o tom alarmista das declarações do diretor da Aramco. Os grandes importadores asiáticos também estão entre os mais vulneráveis. China, Índia, Japão e Coreia do Sul estão entre os maiores importadores de petróleo do mundo — e uma parcela significativa desse petróleo chega da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait e do Iraque, passando justamente pelo estreito de Ormuz. Pequim comprou em 2025 mais de 80% do petróleo iraniano, apesar das sanções internacionais. Ao mesmo tempo, nos últimos anos desenvolveu algumas vantagens estratégicas que podem amortecer o impacto de uma crise energética global: diversificou fornecedores, acumulou grandes reservas estratégicas e possui um vasto setor de refino, explica Pampillón. No curto prazo, dizem especialistas, a China está relativamente protegida. Mas, se a crise se prolongar, seu impacto poderá atingir também a economia chinesa. A Europa, cada vez mais dependente do gás natural liquefeito (GNL), especialmente desde o início da guerra na Ucrânia, também pode sentir os efeitos, assim como economias emergentes dependentes da importação de combustíveis e com moedas mais frágeis. Os Estados Unidos, que sofreram duramente com o embargo petrolífero dos países árabes nos anos 1970, hoje dispõem, segundo Rachedi, de mais instrumentos para amortecer o impacto, embora não para neutralizá-lo completamente. O país é atualmente o maior produtor mundial de petróleo e gás, o que reduz sua dependência de importações. Além disso, possui um dos maiores estoques emergenciais de petróleo do mundo: a Reserva Estratégica de Petróleo, que pode ser utilizada para estabilizar o mercado ou compensar interrupções temporárias no fornecimento. Mesmo assim, o mercado de petróleo é global. "Se o preço internacional do petróleo subir de forma significativa, os consumidores americanos também sentirão o impacto no preço da gasolina e do diesel", afirma Pampillón. Efeitos políticos Nos Estados Unidos, o preço dos combustíveis é um dos indicadores econômicos mais visíveis para os eleitores, pois afeta diretamente o orçamento cotidiano das famílias. Para muitos americanos, o preço da gasolina resume o custo de vida: quando sobe, aumenta o preço do transporte, dos alimentos e de muitos bens de consumo, reduzindo o poder de compra. Se a crise energética se prolongar, poderá trazer consequências graves para Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato que os Estados Unidos realizarão em novembro. Reuters via BBC No caso de Trump, que enfrenta eleições em novembro e estabeleceu como prioridade reduzir a inflação e baixar as taxas de juros, a alta do petróleo ameaça diretamente sua narrativa econômica. Estudos comparativos sobre choques petrolíferos anteriores mostram, lembra Rachedi, que aumentos no preço do petróleo reduzem sistematicamente as chances de candidatos que buscam a reeleição. Se a crise continuar durante o verão e o outono no Hemisfério Norte, "o impacto eleitoral para os republicanos em novembro provavelmente será negativo e nada desprezível". O efeito na América Latina Na América Latina, o impacto de uma crise energética depende muito do perfil energético de cada país. Segundo especialistas, os principais beneficiados tendem a ser exportadores líquidos de petróleo, como Brasil, Guiana, Argentina e, com algumas ressalvas, Colômbia. Especialistas acreditam que os principais beneficiados serão os exportadores de petróleo bruto, como o Brasil, a Guiana, a Argentina e, com algumas nuances, a Colômbia. A Argentina ganha "porque Vaca Muerta continua melhorando seu saldo energético externo", em referência à região produtora de petróleo do país. Já na Colômbia, "preços mais altos podem aumentar o caixa e a capacidade de investimento da Ecopetrol", afirma Rachedi. No caso do México, embora o país continue sendo produtor de petróleo, "sua produção caiu nas últimas décadas e ele importa grandes volumes de gasolina e outros combustíveis refinados, o que torna o efeito líquido de preços altos mais complexo", acrescenta Pampillón. Os mais prejudicados, segundo os economistas, tendem a ser os importadores de combustíveis do Caribe e de parte da América Central, além de países como Chile e Peru. Também entram nessa lista países como a Bolívia, que mantêm subsídios aos combustíveis, o que se torna particularmente pesado para as contas públicas quando o preço do petróleo sobe.
11/03/2026 06:00:57 +00:00
Menus de R$ 7 mil, estrelas Michelin e abusos: chef premiado é denunciado por agressões e humilhações

Noma, comandado pelo chef dinamarquês René Redzepi, se tornou um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional. Noma/ Divulgação Três estrelas Michelin, menus de R$ 7 mil por pessoa e uma reputação construída ao longo de duas décadas. Foi assim que o Noma, comandado pelo chef dinamarquês René Redzepi, se tornou um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional. Mas essa imagem de excelência começou a ruir depois que ex-funcionários vieram a público denunciar uma cultura de abusos dentro da cozinha do restaurante. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Uma reportagem do jornal "The New York Times" reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos. Cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017 foram ouvidos pelo jornal. “Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao veículo. Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante. Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As denúncias já tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles. A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas. As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes. “As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado. “Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.” Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles. “Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa. Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza. René Redzepi The Best Chef Awards Localizado em Copenhagen, capital da Dinamarca, o restaurante foi eleito cinco vezes o melhor do mundo pela lista The World’s 50 Best Restaurants e acumula três estrelas no Michelin Guide. Redzepi também recebeu reconhecimento internacional ao longo da carreira. A revista Time já o descreveu como um “Deus da Gastronomia”, e o chef foi nomeado cavaleiro por suas contribuições à cultura dinamarquesa. Segundo os relatos reunidos pelo The New York Times, no entanto, o ambiente dentro da cozinha do restaurante era marcado por pressão extrema e episódios frequentes de agressividade. Ex-funcionários disseram ao jornal que Redzepi reagia com violência a erros considerados pequenos. Alguns relataram empurrões e tapas durante o serviço; outros afirmaram que o chef chegou a arremessar objetos ou usar utensílios de cozinha para atingir funcionários. Além da violência física, trabalhadores também disseram ter sido alvo de humilhações públicas diante de colegas. Em alguns casos, segundo os depoimentos, o chef teria ameaçado funcionários estrangeiros com deportação ou com a possibilidade de nunca mais conseguirem emprego em restaurantes de prestígio. O The New York Times também descreve uma cultura de trabalho extremamente exigente, com equipes frequentemente submetidas a longos turnos e forte pressão para manter o padrão de excelência do restaurante. Em alguns períodos, segundo os relatos, estagiários representavam uma parcela significativa da força de trabalho na cozinha — muitos deles vindos de outros países para ganhar experiência em um restaurante de prestígio, mas recebendo pouca ou nenhuma remuneração. Noma, em Copenhague, foi eleito um dos melhores restaurantes do mundo Instagram Repercussão nas redes e protestos As acusações começaram a ganhar visibilidade nas últimas semanas, quando um ex-funcionário do restaurante, Jason Ignacio White, passou a publicar nas redes sociais relatos sobre episódios de abuso ocorridos durante o período em que trabalhou no local. Após a publicação da reportagem do The New York Times, organizações de defesa de trabalhadores também passaram a pressionar o restaurante. O grupo One Fair Wage anunciou que pretende realizar um protesto em frente ao restaurante temporário do Noma no bairro de Silver Lake. A organização pede compensação para funcionários que trabalharam no restaurante e mudanças nas políticas de trabalho da empresa. O que diz o restaurante Procurado pelo The New York Times, o Noma não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre as denúncias. Uma porta-voz do restaurante afirmou ao jornal que, nos últimos anos, a empresa implementou mudanças internas, incluindo a criação de estruturas formais de recursos humanos, treinamento para gestores e maior flexibilidade nos horários de trabalho. Sobrevivente de trabalho escravo em vinícolas vira agente fiscal e ampara outras vítimas
11/03/2026 06:00:42 +00:00
O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?

Agronegócio brasileiro. Willam Roth/Secom-RR A guerra travada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem lançado incerteza sobre os rumos da economia global. A alta no petróleo, com o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária iraniana e redução na oferta dos países no Golfo Pérsico, já leva analistas a apostarem numa inflação generalizada como uma das consequências do conflito. Além do petróleo, o choque econômico também atinge em cheio a oferta de fertilizantes, já que cerca de um terço do insumo passa por Ormuz. O Irã, por si só, é um dos maiores exportadores de ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizado por agricultores de todo o mundo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O impacto dessa crise nos preços ainda é incerto, mas uma alta nas commodities já vem ocorrendo nas últimas semanas. O índice CRB, um dos principais termômetros de matérias-primas básicas como petróleo e alimentos, atingiu, a última segunda-feira (09/03), a maior cotação desde 2011. E a tendência, segundo especialistas, é que esse movimento se mantenha, pelo menos enquanto durar o conflito. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 É esse ponto que levanta questões sobre o papel do Brasil nesse cenário. O país é não só o maior produtor de alimentos do mundo, como o sexto maior produtor de petróleo bruto e décimo no ranking de exportadores do combustível fóssil. Tem, assim, grande parte de sua balança comercial dependente de produtos primários. Foi justamente um incremento na cotação desses itens que gerou o que ficou conhecido como "boom das commodities", a partir do início do século 21 até o começo da década de 2010. O período beneficiou a economia brasileira, contribuindo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a consolidação do país como grande economia exportadora de matérias-primas. No entanto, de acordo com especialistas consultados pela DW, o cenário atual é distinto. Mesmo assim, existe a possibilidade de que o Brasil se beneficie do contexto causado pelo conflito no Oriente Médio – mas não sem se livrar dos choques. Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Um novo boom das commodities? O fechamento do Estreito de Ormuz tem impactado diretamente na oferta de produtos como petróleo, gás natural e fertilizantes. É uma diferença fundamental em relação ao boom das commodities, basicamente fomentado pelas altas taxas de crescimento da economia da China. O país asiático registrou, entre 2002 e 2011, uma alta do PIB acima de 9%, propulsionada principalmente pela rápida expansão industrial chinesa. Houve maior demanda por matérias-primas, o que gerou uma oportunidade para o Brasil. Foi durante esse também, em 2009, que a China se tornou o maior parceiro comercial brasileiro. Mas, desde então, a economia chinesa vem reduzindo as taxas de crescimento e, neste ano, pela primeira vez desde 1991, o país asiático colocou como meta uma alta anual do PIB abaixo dos 5%. É para lá que o Brasil manda 80% da sua soja, produto brasileiro mais vendido para o exterior, que correspondeu a 34,5% das exportações do país em 2025 – registrando um total de US$ 34,5 bilhões na balança comercial brasileira do ano passado. O país asiático compra ainda 56% do minério de ferro produzido no Brasil e 45% do petróleo bruto. Um bloqueio mais prolongado no Estreito de Ormuz, com o recrudescimento na guerra no Irã, deverá pressionar para uma alta das commodities agrícolas como efeito cascata a partir do encarecimento dos combustíveis e dos fertilizantes, aliada à incerteza que gera especulação no mercado. "Para a China, por exemplo, o fornecimento de grãos do Brasil deverá ficar no mesmo patamar. Só que, se houver alta dos preços, isso gera uma maior receita. Não é uma coisa muito significativa, mas pode acontecer", explica Francisco Américo Cassano, professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Santa Cecília. "Não vejo como um novo boom, mas como um aumento da exportação", complementa. Um fator a mais poderá ser causado pelo choque nos fertilizantes: os próximos meses serão cruciais para o início do plantio em países do Hemisfério Norte, o que também pode gerar uma redução na oferta por lá e o redirecionamento das compras para países como o Brasil, onde as safras ocorrem no segundo semestre. Cassano, no entanto, acredita que as chances de isso ocorrer são menores. "Mesmo porque o Donald Trump não tem tanto interesse desse conflito se alastrar por tanto tempo, porque ele vai sofrer o mesmo problema de inflação dentro dos Estados Unidos". Cenários de curto e longo prazo O fato de estar fora da região de conflito realmente pode fazer com que o Brasil se beneficie do cenário atual, analisa Jorge Arbache, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB). "O país se torna uma opção de investimento de uma forma geral, exatamente porque está longe das tensões. Tem uma política de se manter distanciado, está longe do ponto de vista geográfico e político e tem várias oportunidades de negócios – na agricultura, na energia e diversos outros setores", aponta o economista. Segundo ele, o contexto internacional tende a fazer com o que país siga atraindo investimento direto estrangeiro, fluxo que já vem ocorrendo nos últimos por causa do aumento das incertezas na geopolítica mundial. "É muito provável que os preços da energia e alimentos subam mesmo após o fim da guerra, por causa da mudança climática. Quando você coloca a geopolítica em cima, os efeitos são ainda maiores", diz Arbache. "Isso tende a ser benéfico no médio e longo prazo, mas de maneira condicionada, porque é um cenário de incertezas", ressalta o professor. Já no curto prazo, a situação é mais complicada. O aumento da percepção de risco nos mercados pode atingir o risco de crédito e o risco-país, impactando principalmente os países emergentes. A elevação do preço do petróleo e fertilizantes pode afetar a economia brasileira e chegar no consumidor, com choques no valor do frete e dos alimentos, por exemplo. Mas mesmo uma alta nas commodities, lembra Cassano, com o mercado externo pagando mais caro nos alimentos, por exemplo, deve gerar mais inflação para o consumidor interno. "Os preços tendem a subir também porque o produtor está recebendo mais lá fora e isso impacta diretamente os preços internos, gerando mais inflação", afirma o professor da Universidade Santa Cecília. Além disso, os efeitos da guerra no Irã sobre incertezas e decisões de investimento vão continuar, mesmo se o conflito chegar ao fim nas próximas semanas. As retaliações do Irã em países vizinhos no Golfo Pérsico causaram estragos em plantas energéticas e reservatórios em importantes para países como Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita. "Essas nações têm grandes fundos soberanos, que são investidores inclusive no Brasil – muito provavelmente, isso vai fazer com que eles reduzam esses aportes", pontua Arbache. Segundo ele, no entanto, mesmo que o cenário ainda seja incerto quanto a previsões, o consumidor poderá voltar a ganhar no longo prazo, com um aumento da atratividade do Brasil que impulsionará a atividade econômica, gerando mais emprego. "Mas, no curto prazo, deve perder, como praticamente todo mundo. É uma guerra com impactos generalizados por causa da globalização. É uma guerra que mirou um alvo e está acertando em vários outros, com múltiplas complicações econômicas", finaliza o professor da UnB.
11/03/2026 05:00:39 +00:00
Mega-Sena completa 30 anos com R$ 43,8 bilhões em prêmios e 980 bilhetes milionários

Volantes da Mega-Sena Rafa Neddermeyer / Agência Brasil A caminhada de muitos brasileiros até as casas lotéricas em cidades de todo o país teve uma motivação frequente nas últimas três décadas: apostar na Mega-Sena. A loteria mais famosa do Brasil completa 30 anos neste dia 11 com um balanço bilionário. Segundo a Caixa Econômica Federal, as apostas movimentaram R$ 115,2 bilhões desde o primeiro sorteio, realizado em 11 de março de 1996. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Só em prêmios, o total pago chega a R$ 43,8 bilhões — pouco menos que os R$ 46 bilhões destinados a repasses sociais a partir da arrecadação com as apostas. 🔎 Além dos valores pagos aos vencedores, parte da arrecadação das loterias financia áreas como saúde, segurança, educação, cultura e esporte. Segundo a Caixa, esses repasses somam mais de 56% do total, enquanto o prêmio bruto corresponde a 43,79%. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, 980 apostas da Mega-Sena já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria, afirma o diretor-presidente da Caixa Loterias, Renato Siqueira. O maior prêmio já pago em um concurso regular da Mega-Sena — ou seja, sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em 1º de outubro de 2022. Veja abaixo curiosidades e como funciona a Mega. O primeiro sorteio da história O primeiro sorteio da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 1,2 milhão, foi realizado em 11 de março de 1996. As seis dezenas sorteadas foram 04, 05, 30, 33, 41 e 52 — e nenhum apostador acertou. Com isso, o prêmio acumulou em R$ 1,7 milhão. Aumento da arrecadação A arrecadação da Mega-Sena cresceu de forma expressiva nas últimas décadas. No início dos anos 2000, os sorteios movimentavam "poucos milhões" de reais — como o concurso 500, que arrecadou R$ 3,9 milhões em 2003. Dez anos depois, as apostas já superavam R$ 40 milhões e, em 2025, concursos regulares passaram a ultrapassar R$ 50 milhões, segundo a Caixa. Na Mega da Virada mais recente, a arrecadação atingiu o recorde de R$ 3,05 bilhões. Os maiores prêmios da Mega da Virada Os concursos especiais da Mega da Virada pagaram, de longe, os maiores prêmios da história da loteria. Em 2025, a arrecadação recorde fez o prêmio superar, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão. Veja abaixo os maiores valores já pagos como prêmio principal: 2025: R$ 1,09 bilhão 2024: R$ 635,4 milhões 2023: R$ 588,8 milhões 2022: R$ 541,9 milhões 2021: R$ 378,1 milhões 2020: R$ 325,2 milhões 2017: R$ 306,7 milhões 2019: R$ 304,2 milhões 2018: R$ 302,5 milhões 2014: R$ 263,2 milhões As chances de levar o prêmio máximo A “sorte” — tanto na Mega-Sena quanto na Mega da Virada — varia conforme a quantidade de números escolhidos. Em uma aposta simples, com seis dezenas, a probabilidade de acertar o prêmio máximo é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa. Com 20 números, as chances aumentam para uma em 1.292. O preço, porém, também dispara: esse tipo de aposta custa R$ 232,5 mil. Os números mais sorteados O número 10 é o mais sorteado da história da Mega-Sena, com 352 aparições. Em seguida vem o 53, que já saiu 340 vezes, segundo a Caixa. Veja abaixo as dez dezenas mais frequentes: 10 - 352 vezes 53 - 340 vezes 37 - 325 vezes 5 - 323 vezes 34 - 321 vezes 33 - 319 vezes 38 - 319 vezes 27 - 318 vezes 32 - 317 vezes 46 - 315 vezes Os 10 estados com mais bilhetes premiados Estados do Sudeste do país concentram o maior número de prêmios máximos da Mega-Sena, segundo a Caixa Econômica Federal. O levantamento — que também inclui os sorteios da Mega da Virada — coloca São Paulo na liderança, com 312 bilhetes premiados. Veja os dez maiores: São Paulo: 312 Rio de Janeiro: 156 Minas Gerais: 146 Paraná: 112 Distrito Federal: 61 Rio Grande do Sul: 60 Bahia: 59 Goiás: 54 Santa Catarina: 38 Pernambuco: 36 Números de 'Lost' na Mega? Em maio de 2024, um sorteio da Mega-Sena chamou a atenção de fãs da série "Lost". Cinco dos seis números usados pelo personagem Hugo “Hurley” em uma loteria na trama apareceram no concurso 2.720 da Mega. As dezenas sorteadas foram 08, 15, 16, 23, 42 e 43. Na série, Hurley aposta em 4, 8, 15, 16, 23 e 42 — e leva o prêmio. Apesar da coincidência, ninguém acertou as seis dezenas na vida real e o prêmio acumulou. Em 'Lost', Hugo 'Hurley' Heyes (Jorge Garcia) ficou milionário após ganhar na loteria Divulgação Como jogar na Mega As apostas para a Mega-Sena podem ser feitas pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking. Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha. A aposta simples custa R$ 6. Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante. Além disso, o jogador pode adquirir cotas de bolões organizados pelas unidades lotéricas. Nesse caso, poderá ser cobrada uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota. Como resgatar o prêmio O sortudo poderá receber o prêmio nas agências da Caixa. Pelas regras, valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis após o ganhador se apresentar em uma agência. Os documentos necessários são o bilhete premiado ou o comprovante da aposta, além de documento pessoal com foto e CPF. A Caixa lembra que, se o bilhete foi emitido na lotérica, é importante que o ganhador se identifique no verso do bilhete premiado antes mesmo de sair de casa. As informações necessárias são: nome completo, número do documento de identificação e CPF. Dessa forma, diz a instituição, o apostador garante que ninguém mais retire o prêmio. O ganhador tem até 90 dias corridos, a partir da data do sorteio, para receber. Passado esse período, o prêmio prescreve e o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). No caso de prêmios de até R$ 2.112,00, como em outros concursos, os valores podem ser recebidos nas casas lotéricas.
11/03/2026 03:00:57 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.982: prêmio acumula e vai a R$ 65 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2982 O sorteio do concurso 2.982 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 65 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 35 - 41 - 46 - 49 - 58 5 acertos - 27 apostas ganhadoras: R$ 87.399,64 4 acertos - 2.786 apostas ganhadoras: R$ 1.396,18 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (12). Mega-Sena, concurso 2.982 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
11/03/2026 00:02:32 +00:00
Ministério Público junto ao TCU pede afastamento do presidente do IBGE, Marcio Pochmann

Marcio Pochmann, presidente do IBGE, enfrenta crise interna Tânia Rêgo/Agência Brasil O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann. O g1 entrou em contato com o IBGE e aguarda posicionamento do órgão. Segundo o MP, há supostas irregularidades na condução do órgão. De acordo com o procurador, as medidas do presidente do IBGE que estão sendo questionadas estão sucessivas substituições de servidores de carreira em cargos técnicos por recém-ingressos até a tentativa de criação da Fundação IBGE+. No documento, o procurador menciona sucessivas exonerações e substituições de servidores de carreira por ocupantes de funções técnicas estratégicas no âmbito do IBGE, como nomeação de servidores recém admitidos e ainda em estágio probatório em funções de "elevada complexidade técnica". Isso, segundo o procurador, revela um "quadro institucional preocupante". Oliveira também menciona a tentativa de criação da Fundação IBGE+ que, dentre outros fatores, poderia extrapolar as atribuições legais do órgão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Ainda que se trate fundação de direito privado vinculada ao IBGE, a utilização da estrutura, da marca institucional, do corpo técnico ou de competências legalmente atribuídas ao Instituto exigiria autorização legislativa expressa, sob pena de violação ao princípio da legalidade estrita", diz o procurador. "A criação de entidade paralela, com possível captação de recursos próprios e atuação em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais, não pode decorrer de ato meramente administrativo da Presidência", diz o documento. Em outro trecho, o procurador destaca, ainda, atos de gestão que poderiam fragilizar a autonomia técnica e a credibilidade dos dados oficiais, como o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). "Nesse cenário, a eventual manipulação indevida — ainda que indireta — de parâmetros metodológicos, premissas técnicas ou processos de validação interna, com o objetivo de influenciar resultados conjunturais, configuraria violação grave aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da eficiência", destaca o procurador. "O resultado do PIB influencia diretamente expectativas de crescimento, decisões de investimento, comportamento do mercado financeiro, formulação da política fiscal e monetária, além de impactar classificações de risco soberano", complementa o membro do MPTCU.
10/03/2026 23:04:28 +00:00
Senado aprova criação de novos cargos no Poder Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões

Fachada do Congresso Nacional. Leonardo Sá/Agência Senado O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que cria 17,8 mil cargos nos Ministérios da Educação (MEC) e no da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de virar lei. O texto, apresentado pelo governo federal, terá impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026 – valor confirmado pelo MGI e pelo líder do governo no Congresso e relator da proposta, Randolfe Rodrigues (PT-AP). O senador afirmou que o texto beneficiará 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto na lei orçamentária deste ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos. O Ministério da Gestão afirmou que, apesar de estarem previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, os valores "não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da realização ou finalização dos concursos". Veja os vídeos que estão em alta no g1 O impacto da proposta nas contas públicas se divide da seguinte forma: criação dos 17,8 mil cargos no MEC, incluídas as instituições federais, e no MGI: R$ 1,1 bilhão; criação de um plano especial para os cargos do MEC: R$ 91,2 milhões; reajuste das carreiras do Executivo: R$ 4,2 bilhões. O projeto cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou nesta terça a votação do texto no Senado. O texto muda as regras para incentivar a qualificação, por exemplo, de professores que atuam em instituições federais- de escolas básicas e universidades. O incentivo, por meio do aumento da remuneração, acontece à medida que o servidor obtém uma formação acadêmica acima daquela exigida pelo concurso que o selecionou. Pelo projeto, o novo programa vai incluir servidores com fundamental incompleto e considerar fatores como: participação em grupos de trabalho e projetos de apoio à pesquisa; recebimento de premiação; assumir função de direção; produção de conhecimento científico. O projeto: cria a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE). Com isso, servidores de funções de nível superior, de diferentes áreas, vão ser classificados por essa nova classificação, com objetivo de "unificar as carreiras" e "simplificar a gestão". O salário do nível mais alto dessa carreira vai pular de R$ 4.620,50 para R$ 9.716,48 a partir de abril deste ano; reajusta a remuneração para os cargos de médico e médico veterinário, que são técnicos administrativos em Educação; reajusta também o salário das carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e de auditoria fiscal do Trabalho; transforma cargos de nível superior e médio, da Cultura, em analista em atividades culturais e assistente técnico administrativo; reorganização a carreira de perito federal territorial, que passará a ser supervisionada pelo MGI; cria uma gratificação temporária de apoio a atividades técnicas, para servidores que exerçam funções no Poder Executivo, mas que façam parte de cargos sem um plano de carreira ainda estruturado. A instituição sem partido República.org avalia que apesar de a revisão de carreiras ser "essencial para a modernização da gestão pública", é necessário "reduzir as desigualdades entre elas". "Algumas carreiras chegam a ganhar 150% a mais que outras, com as mesmas atribuições", apontou a entidade. "Em nota, a República.org afirma que esses ajustes dentro do funcionalismo público devem sempre mirar a melhor organização das carreiras, já que hoje a administração pública federal tem cerca de 290 tabelas salariais diferentes. É preciso mirar uma reestruturação ampla de todas as carreiras para garantir regras mais simples", afirmou.
10/03/2026 22:17:02 +00:00
Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1

Fim da escala 6x1: estudo da Fiep aponta queda no PIB e risco de desemprego Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, a mudança em discussão no Congresso — que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1 — pode provocar queda do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego e avanço da informalidade. A análise foi apresentada em Brasília durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir mudanças nas regras trabalhistas no país. De acordo com o estudo, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. Além das simulações econômicas, o estudo também reúne evidências de pesquisas nacionais e internacionais sobre propostas de redução da jornada de trabalho. Ao g1, o deputado federal Luiz Gastão Bittencourt da Silva (PSD-CE) afirmou que o tema já chegou à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Segundo ele, uma possibilidade discutida por parlamentares seria reduzir gradualmente a jornada semanal. “E eu tenho defendido, e eu acho que há um meio consenso com todos, inclusive do setor produtivo, que, se nós reduzirmos de forma paulatina de 44 para 40 horas semanais como jornada, você já estaria extinguindo a escala 6 por um.” Supermercados Reprodução/ TV Gazeta Até 1,5 milhão de trabalhadores podem ser afetados Segundo a Fiep, a redução da jornada sem aumento proporcional da produtividade pode elevar custos para as empresas. Como consequência, parte delas poderia reduzir contratações ou cortar postos de trabalho. A estimativa apresentada pelo estudo indica que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais podem enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade. “O custo com pessoal representa uma das principais componentes da estrutura de custos das empresas, especialmente em atividades intensivas em trabalho. Elevação nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais e estratégicas das empresas, como redução do horário de funcionamento dos estabelecimento e demissões, gerando uma redução da atividade dessas empresas", argumenta Guilherme Hakme, diretor da Fiep. Pesquisas analisadas no relatório também apontam algumas estratégias que empresas tendem a adotar diante da redução das horas trabalhadas, como: diminuir o número de horas contratadas; substituir trabalhadores mais experientes por profissionais com salários menores; aumentar a rotatividade da mão de obra. Renda pode não aumentar Outro efeito apontado pelo estudo envolve o rendimento dos trabalhadores. A redução da jornada pode elevar o salário por hora trabalhada. No entanto, o salário mensal tende a permanecer estável caso as empresas reduzam as horas contratadas. Nesse cenário, cresce também a chamada dupla ocupação. Isso ocorre quando um trabalhador precisa ter dois empregos para manter o mesmo nível de renda. Apesar disso, o relatório também destaca que jornadas menores podem trazer alguns benefícios, como redução da fadiga e possível aumento de produtividade em determinadas atividades. Segundo os pesquisadores, trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais em alguns setores. Ainda assim, esses ganhos costumam ser limitados e nem sempre compensam a redução do tempo total de trabalho. Diferenças entre setores A Fiep afirma que a indústria brasileira possui realidades muito diferentes. Alguns segmentos operam com alto nível de automação e margens maiores. Outros dependem fortemente de mão de obra e enfrentam concorrência internacional intensa. Uma mudança uniforme na jornada poderia aumentar custos para empresas com menor margem de lucro. Isso pode reduzir investimentos e afetar empregos. Para o deputado Luiz Gastão, o debate precisa considerar diferentes formas de organização do trabalho em cada atividade. “O que nós não concordamos, e não só eu, mas boa parcela do setor produtivo e tudo, é que existem escalas de compensação, existem escalas de regime corrido que trabalham, por exemplo, 6 horas por dia. Se trabalhar 6 dias por semana, vai dar no máximo 36 horas, que já é abaixo dessas das 40 horas previstas.” Ainda de acordo com a Fiep, o risco é transformar uma medida voltada ao bem-estar do trabalhador em um fator de instabilidade econômica. A federação defende que a modernização das relações de trabalho é necessária. No entanto, avalia que mudanças devem ocorrer com negociação coletiva e adaptação às características de cada setor. “A discussão dessa reforma deveria ser feita de forma mais lenta de modo a considerar um conjunto amplo de aspectos econômicos, de modo a permitir que a sociedade discuta de forma informada os custos e benefícios para empresas e trabalhadores", complementa o presidente da Fiep. O estudo também destaca que o Brasil precisa avançar primeiro em políticas de aumento da produtividade. Entre as medidas citadas estão: modernização tecnológica das empresas; qualificação contínua dos trabalhadores; políticas industriais focadas; melhora do ambiente de negócios; acesso a crédito; simplificação tributária. Luiz Gastão defende que eventuais mudanças levem em conta os impactos para empresas com maior uso de mão de obra. “E há de se ter uma compensação para as micro e pequenas empresas ou as empresas que têm grande insumo de mão de obra, para que elas não percam a competitividade e elas possam estar no mercado e continuar vivendo no mercado, podendo contratar e fazendo com que os setores possam se adaptar.” Metodologia usada por bancos centrais Para estimar os impactos da mudança na jornada, a Tendências utilizou um modelo econômico chamado DSGE. Esse tipo de modelo é amplamente empregado por bancos centrais e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para simular cenários macroeconômicos. Os pesquisadores analisaram dois cenários: um com ganho de produtividade e outro sem avanço significativo nessa área. Nos dois casos, os resultados indicaram impacto negativo para o emprego e para a atividade econômica no curto prazo. Experiências internacionais O estudo também analisou experiências de redução de jornada em países como Alemanha, França, Portugal, Japão, Canadá, Bélgica e Eslovênia. Segundo o levantamento, muitos desses casos registraram: efeitos nulos ou negativos sobre o emprego; queda de produtividade quando o ganho não acompanhou a redução de horas; aumento de custos para as empresas. Apenas dois estudos internacionais encontraram efeitos positivos para geração de empregos. Mesmo nesses casos, os resultados foram considerados ambíguos. Para a Fiep, o debate sobre jornada de trabalho é legítimo e precisa avançar no país. A entidade afirma que está aberta à discussão, mas defende que as mudanças sejam feitas com base em dados técnicos e diálogo entre governo, empresas e trabalhadores. Segundo a federação, decisões estruturais sobre o mercado de trabalho precisam considerar os efeitos sobre crescimento econômico, competitividade e geração de renda. "A literatura mostra que há riscos de que essa reforma gere custos desproporcionalmente maiores aos benefícios, como, ausência de geração de emprego, aumento da informalidade, e queda relevante do PIB. Pode-se discutir formas alternativas de melhorar o ganho de bem estar de parte da população com jornada de trabalho mais longa, inclusive de forma mais eficiente para esse grupo da população", afirma Guilherme Hakme. Outros estudos Outros levantamentos recentes também analisaram possíveis impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e apontam desafios semelhantes, especialmente em setores com baixa produtividade ou forte dependência de mão de obra. Um estudo apresentado também nesta terça (10) pelo economista André Portela, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), destaca que a redução da jornada com manutenção integral dos salários eleva o custo por hora trabalhada. No caso de uma mudança de 44 para 36 horas semanais, o custo da hora poderia subir cerca de 22%. Segundo o pesquisador, empresas tendem a reagir de três formas diante desse aumento: repassar parte do custo aos preços, acelerar processos de automação ou reorganizar equipes e turnos. O resultado final dependeria do nível de produtividade e da capacidade de adaptação de cada setor. Portela também ressalta que o mercado de trabalho brasileiro é muito heterogêneo. Pequenas empresas, que têm menor capacidade de investimento e tecnologia, podem enfrentar mais dificuldades para absorver mudanças abruptas. ⚠️ Análises setoriais também indicam impactos relevantes. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que, apenas no comércio, a adequação a jornadas menores poderia elevar a folha de pagamento em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada ao consumidor. Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em cerca de 0,34%. O estudo também projeta que o setor poderia enfrentar queda de atividade e redução de margens mesmo com reajustes de preços. 🏝️ No turismo, que utiliza amplamente a escala 6x1, o impacto sobre preços e demanda também seria significativo, segundo a CNC. 🧑‍🌾 No agronegócio, análises da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacam que atividades rurais seguem ciclos naturais de produção e nem sempre se adaptam a jornadas fixas. Culturas como café, uva e laranja e atividades contínuas, como a pecuária leiteira, exigem trabalho em períodos específicos. Segundo a entidade, mudanças rígidas na legislação poderiam elevar custos, exigir novas contratações e afetar a competitividade internacional do setor. Estudos citados por entidades empresariais também indicam possíveis efeitos macroeconômicos mais amplos. Já o levantamento apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para empresas brasileiras. A entidade também cita pesquisas que projetam impactos relevantes sobre o crescimento econômico caso a redução ocorra sem ganhos expressivos de produtividade. Para economistas ouvidos nesses estudos, o principal desafio para uma redução sustentável da jornada no Brasil é elevar a produtividade do trabalho. Sem esse avanço, a mudança pode pressionar custos, reduzir investimentos e estimular a informalidade. Ao mesmo tempo, muitos especialistas defendem que o debate deve considerar também aspectos sociais, como qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso.
10/03/2026 21:36:12 +00:00
Com pressão das chinesas, Renault planeja metade das vendas em carros elétricos ou híbridos até 2030

A Renault pretende que metade das vendas de seus carros ocorra fora da Europa até 2030, além de ampliar a presença de modelos eletrificados em seu portfólio. A estratégia, apresentada nesta terça-feira (10), recebeu o nome de futuREady. O plano prevê a venda de 2 milhões de veículos até o fim da década, com metade desse volume destinada a mercados fora da Europa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "A Renault pretende que 100% de suas vendas na Europa sejam de veículos eletrificados e que 50% das vendas fora da Europa também sejam eletrificadas, ao mesmo tempo em que busca entregar uma rentabilidade forte e sustentável", revelou Fabrice Cambolive, diretor executivo da Renault; O grupo enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa de fabricantes chinesas conhecidas por preços mais baixos, como BYD e o grupo Chery, além de rivais tradicionais, como a Stellantis, que controla marcas como Fiat e Jeep. Renault Koleos, modelo híbrido será lançado em 2026 André Fogaça/g1 No Brasil, a marca francesa perdeu quase metade da participação de mercado registrada antes da pandemia. Em 2019, representava 9% dos emplacamentos de veículos zero quilômetro; hoje, esse índice é de 5,1%, o que corresponde a uma queda de 43% no período. No Brasil, a eletrificação da linha da marca começou. O Renault Koleos é o primeiro modelo híbrido da fabricante, com 245 cavalos de potência, e foi lançado com o objetivo de enfrentar o avanço de marcas chinesas como BYD e GWM. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses Renault lançará 36 veículos em quatro anos De acordo com a nova estratégia, a Renault planeja lançar 36 modelos nos próximos cinco anos. Desse total, 14 serão voltados a mercados fora da Europa — número bem superior aos oito lançamentos feitos no período anterior. Quatro desses modelos serão destinados ao mercado indiano, segundo Fabrice Cambolive. A produção do SUV compacto Bridger deve começar no próximo ano, com lançamento previsto em outros países logo na sequência. A retomada do foco internacional indica uma nova prioridade para as vendas fora da Europa. Isso ocorre após a saída da empresa de diversos mercados durante a gestão do ex-presidente-executivo Luca de Meo, em meio a uma tentativa de conter prejuízos significativos dentro de uma estratégia conhecida como “Renaulution”. "Com a Renaulution, provamos que podemos vencer, agora precisamos provar que podemos durar", disse o presidente-executivo François Provost, que substituiu de Meo no ano passado, aos analistas em uma apresentação no centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa nos arredores de Paris. Embora a Renault esteja hoje em uma situação mais favorável, a concorrência ficou mais intensa. Além disso, a redução dos incentivos aos veículos elétricos nos Estados Unidos, durante o governo Donald Trump, levou alguns concorrentes a registrar grandes perdas financeiras e a mudar seus planos de forma repentina. Para Michael Foundoukidis, analista da Oddo BHF, a estratégia de priorizar modelos mais rentáveis e expandir a atuação internacional oferece um caminho mais claro para preservar a lucratividade. Ainda assim, ele ressalta que o sucesso depende da capacidade da empresa de colocar o plano em prática.
10/03/2026 19:09:07 +00:00
Meta compra Moltbook, rede social voltada a agentes de IA

Moltbook: o que é real e o que é exagero na rede social pra agentes de IA? A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial, trazendo os fundadores da empresa para sua divisão de pesquisa de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. O desenvolvimento sinaliza uma intensa corrida entre os gigantes da tecnologia para adquirir talentos e tecnologia de IA, à medida que os agentes autônomos capazes de executar tarefas do mundo real deixam de ser novidade e passam a ser a próxima fronteira do setor. O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang. Schlicht e Parr vão começar a trabalhar na Meta Superintelligence Labs em 16 de março, de acordo com a Axios. A Meta não divulgou os termos financeiros do negócio. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro. Desde então, ele se tornou o centro de um debate crescente sobre o quanto os computadores estão próximos de possuir inteligência semelhante à humana. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, minimizou o site como uma provável moda passageira, mas disse que sua tecnologia oferece um vislumbre do futuro. "O Moltbook talvez (seja uma moda passageira), mas o OpenClaw não é", disse Altman. No mês passado, a OpenAI contratou Peter Steinberger, criador do OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot, que está apoiando o projeto de código aberto. Mike Krieger, diretor de produtos da Anthropic, disse que a maioria das pessoas ainda não está pronta para dar à IA total autonomia sobre seus computadores. Schlicht defendeu a programação do Moltbook, que ele afirma que foi criada com ajuda de IA, afirmando que "não escreveu uma única linha de código" para o site. Schlicht criou o Moltbook usando principalmente seu próprio assistente pessoal de IA, Clawd Clawderberg. A ascensão do Moltbook também trouxe riscos. A empresa de segurança eletrônica Wiz disse que a abordagem deixou uma grande falha que expôs mensagens privadas, mais de 6.000 endereços de email e mais de um milhão de credenciais. A Wiz disse que o problema foi corrigido depois de entrar em contato com a Moltbook.
10/03/2026 18:43:32 +00:00
X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril

Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em abril o X Money, um sistema de pagamento digital do X. O anúncio faz parte do plano de Musk de transformar o X em um "aplicativo completo", e não apenas uma rede social. A rede social de Musk fez uma parceria com a Visa no ano passado para oferecer serviços de pagamento direto aos clientes do aplicativo de mídia social. Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227 bilhões, na cotação atual) e passou a chamar a plataforma de X. Desde a aquisição, o bilionário divulgou o plano de expandir a área de atuação da empresa, com o objetivo de oferecer streaming, mensagens, imagens, vídeos e pagamentos, por exemplo. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 18:26:23 +00:00
Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, ele agora tem US$ 6,5 bilhões. Trump também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais. Trump e seus parceiros venderam 49% da World Liberty Financial à Aryam Investments, empresa apoiada por Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, consultor de segurança nacional e membro da família real dos Emirados Árabes Unidos. A operação rendeu US$ 200 milhões. Trump surpreendeu ao se tornar um dos grandes apoiadores do Bitcoin em seu segundo mandato Ian Maule/AFP/Getty Images via DW No ano passado, a World Liberty Financial também vendeu ativos digitais e registrou receita de US$ 550 milhões. A participação de 38% que Trump mantém na empresa é avaliada em cerca de US$ 240 milhões. Trump também mantém reservas de moedas digitais, tanto da World Liberty Financial quanto de sua própria moeda virtual, a $Trump. Segundo a Forbes, esses ativos somam US$ 570 milhões. O presidente também obteve uma decisão favorável na Justiça. Após analisar um recurso, o tribunal o desobrigou de pagar uma multa de US$ 517 milhões. O caso de fraude foi julgado em Nova York, e a procuradora-geral Letitia James deve recorrer. Por enquanto, esse risco sobre o patrimônio dele está suspenso. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Resort e campos de golfe valorizados Vista aérea da mansão de Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida Steve Helber/AP Os dois mandatos de Trump também aumentaram o valor de seus imóveis. O resort Mar-a-Lago, em Palm Beach, triplicou de preço desde 2018 e hoje é avaliado em US$ 560 milhões, segundo a Forbes. Além disso, seus 10 campos de golfe tiveram alta de receita e valorização. Atualmente, o conjunto é estimado em US$ 550 milhões, acima dos US$ 340 milhões registrados no ano anterior. Apesar do crescimento do patrimônio, alguns fatores limitaram ganhos mais expressivos. A recente queda no mercado de moedas digitais reduziu em 64% o valor dos 15 milhões de ativos emitidos pela World Liberty Financial. A participação de Trump na Trump Media and Technology Group (TMTG) também perdeu valor. O preço de mercado de sua fatia caiu de US$ 2,6 bilhões para US$ 1,2 bilhão. A desvalorização das ações está relacionada ao momento negativo do setor de moedas digitais. Nem o anúncio da fusão de US$ 6 bilhões entre a TMTG e a TAE, empresa da Califórnia que planeja lançar a primeira usina de energia por fusão nuclear dos EUA até 2031, foi suficiente para animar os investidores. Trump ameaça Irã com ataque “20 vezes maior” se Estreito de Ormuz for fechado
10/03/2026 18:25:49 +00:00
Ibaneis sanciona lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos para salvar o BRB

Ibaneis Rocha, governador do DF, em 3 de fevereiro de 2026 TV Globo O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou, nesta terça-feira (10), a lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB. A autorização saiu em edição extra do Diário Oficial do DF. O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF com 14 votos a favor e 10 contra, nos dois turnos, no último dia 3. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro (veja lista abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou incerto. Isso, porque o BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades. O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, dias depois, definiu a liquidação extrajudicial do Master. Com isso, os ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB ficaram "congelados" nas mãos do liquidante. As transações fragilizaram o patrimônio do BRB e deixaram o banco sob risco de descumprir as regras prudenciais do sistema bancário – as normas que exigem uma solidez mínima de cada banco para evitar dano aos correntistas e investidores. Desde então, o BRB e o governo do DF vêm atuando em múltiplas frentes para tentar recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes. Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição Projeto aprovado na CLDF Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que repassa nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Entenda a cronologia: ➡️O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados na segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco. ➡️Na terça (3), os deputados se reuniram a portas fechadas para debater o tema e decidir se levava o projeto à votação em plenário. ➡️ No mesmo dia, os parlamentares aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Agora, o texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). A lei A proposta sancionada nesta terça-feira (10) cria um "menu" para permitir ao GDF aportar dinheiro ou bens no BRB. As opções podem ser usadas em conjunto ou separadamente. O governo poderá colocar dinheiro diretamente no capital social do banco, integralizar capital com bens móveis ou imóveis e fazer aportes patrimoniais de outras formas previstas em lei. A lei também autoriza a venda de bens públicos para levantar recursos. Esses bens podem ser do próprio GDF, inclusive os da Terracap, da Novacap, da CEB ou da Caesb. O dinheiro obtido poderá ser destinado ao reforço patrimonial do BRB. Além disso, o GDF poderá contratar operações de crédito, inclusive com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras. O limite máximo de empréstimos será de R$ 6,6 bilhões. Essa trava foi adicionada após reunião com os deputados distritais no último dia 2. A lei detalha como os bens poderão ser usados, incluindo: transferência de imóveis ao BRB aumentar o capital do banco constituição de garantias cessão de direitos alienação (venda) direta ou via licitação permuta quitar uma dívida estruturação por meio de veículos societários ou fundos de investimento. Também prevê a criação de Fundos de Investimento Imobiliário (FII), medida defendida pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, securitização e operações estruturadas. O governador vetou três artigos: O que determinava que o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) deveria receber ao menos 20% do valor dos bens do DF usados nas operações O que definia que o BRB deveria publicar um relatório trimestral no Diário Oficial do DF com a identificação dos imóveis, o valor da venda, a identificação de quem comprou e o demonstrativo de aplicação dos recursos O que determinava a realização de um plano com a estimativa de retorno financeiro ao DF, prazo máximo para recomposição dos valores, mecanismos de compensação, metas de desempenho econômico do BRB e demonstração do benefício para a sociedade. Quais imóveis o GDF entregou? Sede do Banco BRB Getty Images via BBC Confira a lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões. O que acontece agora? O texto vai autorizar o governo do DF a: usar dinheiro e imóveis para ajudar o BRB vender terrenos públicos pegar empréstimos de até R$ 6,6 bilhões criar fundos imobiliários fazer ajustes no orçamento para que tudo isso funcione Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
10/03/2026 16:51:26 +00:00
Governo pede investigação sobre alta de gasolina e diesel, mesmo sem aumento da Petrobras

Preço do petróleo cai depois de um dia de forte alta Nesta terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional. Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. 🔎 O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica. A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08. No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve. Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados. No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina. No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%. Segundo o ofício da Senacon, "a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias". Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril. O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados. Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores. 🛢️Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais. O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras. (Entenda como são calculados os preços dos combustíveis) 💰O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira (9), a mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis. Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores. Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites. Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. (Veja mais aqui) Segundo especialistas consultados pelo g1, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno. Consuela Gonzalez/Rede Amazônica Acre
10/03/2026 16:50:20 +00:00
Lista de bilionários da Forbes tem 390 novatos em 2026; Brasil ganha 18 bilionários, mas 'perde' 3

Beyoncé e James Cameron entram para a lista de bilionários da Forbes arte/g1 A revista Forbes divulgou, nesta terça-feira (10), a lista anual dos bilionários do mundo em 2026. O ranking reúne mais de 3,4 mil nomes, dos quais 11,3% não apareciam na edição do ano passado. A lista reúne pessoas de 40 países, mas Estados Unidos e China concentram quase metade dos novos bilionários, com 41% do total. Juntos, os dois países somam 161 nomes — 106 americanos e 55 chineses. Ao somar todos os estreantes, a Forbes estima que a fortuna desse grupo chegue a US$ 755 bilhões, o equivalente a R$ 3,9 trilhões em conversão direta. Entre os destaques está a cantora Beyoncé, que estreia na lista com fortuna estimada em US$ 1 bilhão. Também aparece o diretor James Cameron, conhecido por filmes como Avatar, Titanic e O Exterminador do Futuro, que em 2026 acumulou US$ 1,1 bilhão. O Brasil aparece com 70 bilionários, dos quais 18 entram pela primeira vez na lista: Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhão Edir Macedo — US$ 2 bilhões Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhão Itamar Locks — US$ 1,4 bilhão Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhão Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhão Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhão Marciano Testa — US$ 1,2 bilhão Maria Frias — US$ 1,1 bilhão Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhão Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhão Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Três nomes que deixaram de aparecer no ranking da Forbes, mas Vicky Safra e David Velez foram realocados pela Forbes em outros países. David Velez — US$ 10,7 bilhões Lucia Maggi e família — US$ 1 bilhão Vicky Safra — US$ 20,7 bilhões LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques
10/03/2026 16:35:09 +00:00
Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária

Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes. Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na empresa. 🔎 A Kalshi funciona como uma espécie de bolsa de contratos ligados a eventos. Nela, as pessoas negociam com base na chance de certos acontecimentos — como a alta ou a queda da inflação, ou a possibilidade de paralisação do governo dos Estados Unidos, por exemplo. Luana passou a liderar o grupo de mulheres bilionárias que fizeram fortuna por conta própria depois que a empresa captou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no fim de 2025. A captação foi liderada pela Paradigm, firma de investimentos focada em criptomoedas, e teve participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões) em dezembro. Com isso, o patrimônio dos cofundadores aumentou de forma relevante. Além de Luana, o sócio dela, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Quem é Luana Lara e como surgiu a Kalshi Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. Reprodução/Instagram Formada em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Luana também estudou na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e trabalhou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio. Depois, seguiu para os Estados Unidos para cursar a faculdade. No MIT, ela conheceu o sócio, Tarek Mansour. Ainda na faculdade, os dois tiveram passagem pelo mercado financeiro: Mansour trabalhou no Goldman Sachs, e Lara, na Bridgewater, uma gestora de recursos. Nesse período, os dois perceberam que muitas decisões financeiras se baseavam em previsões sobre eventos futuros, mas que não existia um jeito direto de negociar com base no resultado desses acontecimentos. Assim, em 2018, Luana e Mansour fundaram a Kalshi com a proposta de criar uma plataforma mais simples, na qual as pessoas pudessem negociar com base no resultado de eventos específicos. A empresa cresceu e, em 2020, recebeu autorização do órgão regulador, tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada nos Estados Unidos para contratos ligados a eventos. A Kalshi foi oficialmente reconhecida como “Mercado de Contratos Designado” (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Com isso, passou a figurar ao lado de bolsas tradicionais como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE). Em 2024, a empresa pediu autorização à CFTC para oferecer contratos ligados a eventos eleitorais, mas o órgão negou. O argumento foi que haveria risco de manipulação de resultados e prejuízo à integridade das eleições nos Estados Unidos. A Kalshi entrou na Justiça para contestar a decisão. Um tribunal federal deu ganho de causa à empresa, que se tornou a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer, de forma legal, a negociação ligada a resultados eleitorais no país.
10/03/2026 15:36:13 +00:00
PL dos apps de transporte: reunião acaba sem acordo sobre valor mínimo de corridas e entregas

A reunião de ministros do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deputados envolvidos na elaboração do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos terminou sem um acordo sobre o valor mínimo a ser pago por entregas e corridas aos trabalhadores. A proposta tramita em uma comissão especial da Câmara. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), apresentou a última versão do texto em dezembro, prevendo o valor mínimo de R$ 8,50 por entrega e corrida. O governo, por sua vez, defende o valor mínimo de R$ 10. “No caso de entregadores, é piso por entrega feita e aí a nossa defesa segue sendo taxa mínima de R$ 10 até 4 quilômetros com 2,50 por quilômetro adicional e fim das entregas agrupadas”, afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A entrega agrupada é um mecanismo em que o entregador faz várias entregas, mas não recebe o valor integral da plataforma, porque os destinos são próximos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para entregadores, o texto formalizado até o momento estabelece o valor de R$ 8,50 para: até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta Em relação aos motoristas de aplicativo de transporte de pessoas, a proposta prevê remuneração bruta mínima de R$ 8,50 para cada serviço em que a distância entre o ponto de embarque do passageiro e o ponto final de destino seja de até dois quilômetros. Coutinho argumenta que é preciso ter sensibilidade a respeito do valor mínimo, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais e muitas diferenças em relação ao custo dos serviços. “A nossa questão, por nós, a gente quer colocar o máximo de ganho para o trabalhador. Mas R$10 em São Paulo não é igual a R$10 em Brasília ou no interior de Pernambuco, onde o tíquete de um lanche é muito inferior. Isso pode inviabilizar os serviços na ponta. Esse é o único ponto de divergência” afirmou. O governo vai insistir no ponto e, caso o valor mínimo não suba, deverá apresentar uma emenda para ser votada no plenário. Apesar da divergência, Motta quer acelerar a votação e, se possível, votar o texto já na próxima semana na comissão especial e, na sequência, no plenário. O presidente da Câmara diz que a votação do projeto na Casa pode ser concluída na primeira semana de abril. Motorista de app Redes Sociais
10/03/2026 15:26:12 +00:00
Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques

Elon Musk em jantar de Casa Branca em 18 de novembro de 2025 REUTERS/Tom Brenner A Forbes divulgou nesta terça-feira (10) a lista das pessoas mais ricas do mundo em 2026. O ranking deste ano reúne 3.428 bilionários, entre empresários, investidores e herdeiros. São 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista, um novo recorde. Juntos, os bilionários acumulam fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Veja abaixo os principais destaques da publicação: Ranking dos 10 maiores bilionários do mundo As 20 pessoas com mais de US$ 100 bilhões de patrimônio Crescimento da fortuna de Elon Musk Taylor Swift, Kim Kardashian, Oprah: os famosos na lista Brasileiros na lista de bilionários de 2026 A bilionária mais jovem do mundo é brasileira As mulheres mais ricas do mundo Brasileiros da Geração Z no ranking Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Novos bilionários do setor de Inteligência Artificial A fortuna de Donald Trump Ranking dos 10 maiores bilionários do mundo Elon Musk permanece isolado no topo do ranking, com US$ 839 bilhões, valor impulsionado por empresas como Tesla e SpaceX. O cálculo da revista considerou preços de ações e taxas de câmbio de março de 2026. Os Estados Unidos continuam sendo o país com a maior concentração de bilionários, com 15 dos 20 nomes mais ricos do mundo. A China aparece em segundo lugar, seguida pela Índia. O setor de inteligência artificial também foi um dos principais motores para o surgimento de novos bilionários neste ano. Entre os brasileiros, o principal destaque é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, que segue como o mais rico do país e ocupa a 59ª posição no ranking global. LEIA MAIS: Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do mundo em 2026; confira a lista As 20 pessoas com mais de US$ 100 bilhões de patrimônio O grupo de 20 pessoas com fortunas superiores a US$ 100 bilhões em 2026 é liderado por Elon Musk, cujo patrimônio atingiu US$ 839 bilhões após forte crescimento em um único ano. Ele é seguido por nomes da tecnologia, como Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg. Apenas duas mulheres integram esse grupo: Alice Walton, herdeira do Walmart, na 14ª posição geral, e Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal, na 20ª posição. A maioria dos superbilionários é formada por investidores e empresários, com forte concentração no setor de tecnologia. O número total de bilionários aumentou em 400 nomes em relação a 2025. Juntos, os integrantes da lista de 2026 acumulam fortuna de US$ 20,1 trilhões. LEIA MAIS: Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários Crescimento da fortuna de Elon Musk Elon Musk consolidou a liderança mundial ao ver sua fortuna saltar de US$ 342 bilhões em 2025 para US$ 839 bilhões em 2026. O aumento de quase US$ 500 bilhões em um ano o coloca como a pessoa mais próxima de atingir a marca de US$ 1 trilhão. O crescimento ocorre em um cenário de expansão da riqueza entre os mais ricos do mundo, que agora somam patrimônio recorde. Os Estados Unidos concentram quase mil bilionários, reforçando a liderança no ranking da Forbes. LEIA MAIS: Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah: os famosos na lista O ranking da Forbes reúne 22 celebridades em 2026 e mostra que a fortuna de atletas e artistas continua crescendo. Segundo a publicação, esses nomes somam US$ 48,1 bilhões em patrimônio. O total é maior do que o de 2025, quando 18 bilionários do grupo reuniam, juntos, US$ 39 bilhões. Entre os estreantes estão a cantora Beyoncé, o ex-tenista Roger Federer, o rapper e produtor musical Dr. Dre e o cineasta James Cameron. Eles entram na lista ao lado de nomes já conhecidos, como Steven Spielberg, George Lucas, Oprah Winfrey e Taylor Swift. LEIA MAIS: Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah: os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026 Brasileiros na lista de bilionários de 2026 Um total de 70 brasileiros aparece no ranking da Forbes em 2026. Eduardo Saverin lidera o grupo nacional pelo terceiro ano consecutivo, com US$ 35,9 bilhões, seguido por André Esteves (BTG Pactual), com US$ 20,2 bilhões, e Jorge Paulo Lemann (3G Capital), com US$ 19,8 bilhões. A lista brasileira é diversificada e inclui banqueiros como os irmãos Moreira Salles, empresários da saúde como Jorge Moll Filho (Rede D'Or) e herdeiros da indústria, como os da família Voigt (WEG). O ranking engloba tanto brasileiros que vivem no país quanto os que moram no exterior, como Saverin, residente em Singapura. Mesmo com desafios econômicos e casos corporativos recentes, nomes tradicionais como Lemann permanecem no topo devido à força de investimentos globais em empresas como AB InBev e Burger King. LEIA MAIS: Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária A bilionária mais jovem do mundo é brasileira A brasileira Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, é a bilionária mais jovem do mundo em 2026. Ela herdou 2% da WEG, empresa catarinense de equipamentos elétricos fundada, entre outros sócios, por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Sua fortuna é estimada em US$ 1,1 bilhão. Além de Amelie, outros quatro integrantes da família Voigt estão entre os bilionários mais jovens do Brasil, o que reforça o caráter familiar do controle da WEG. O grupo inclui seus irmãos, Felipe e Pedro Voigt Trejes, e as primas Dora e Lívia Voigt de Assis, com patrimônios que variam entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,4 bilhão. Outro destaque é Luana Lopes Lara, descrita como a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Aos 29 anos, ela é cofundadora da Kalshi, plataforma que permite apostar em previsões sobre eventos, e tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão. LEIA MAIS: Brasileira Amelie Voigt Trejes é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes As mulheres mais ricas do mundo A norte-americana Alice Walton, herdeira do Walmart, lidera a lista, com US$ 134 bilhões. Em seguida aparecem a francesa Françoise Bettencourt Meyers, da L'Oréal, com US$ 100 bilhões, e Julia Koch, da Koch Inc., com US$ 81,2 bilhões. A maioria das mulheres nas primeiras posições herdou fortunas ligadas a grandes empresas familiares. Alice Walton não participa da gestão direta do Walmart e se dedica principalmente à filantropia e às artes. Ela fundou um museu nos Estados Unidos. Já Françoise Bettencourt Meyers, além de atuar na L'Oréal, também é pianista e escritora. A lista das 10 mulheres mais ricas inclui ainda Iris Fontbona, do Chile, e Jacqueline Mars, dos Estados Unidos. Embora a maioria tenha herdado patrimônio, a Forbes destaca que as mulheres ainda são minoria no ranking geral de bilionários, em comparação aos homens. LEIA MAIS: Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc: quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes Brasileiros mais jovens no ranking Os jovens e a Geração Z brasileira , formada por pessoas nascidas a partir de 1997, já aparecem com seis nomes na lista de 2026. O principal destaque é Luana Lopes Lara, de 29 anos, apontada como a mulher bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna com a empresa de tecnologia e apostas Kalshi. Os outros cinco brasileiros dessa faixa etária são da família Voigt, herdeiros da WEG. Entre eles está Amelie Voigt Trejes, bilionária mais jovem do mundo aos 20 anos, além de seus irmãos e primas, todos com patrimônio bilionário ligado a participações na fabricante de motores. A presença desses jovens reforça o peso da WEG na formação de grandes fortunas no país e destaca a trajetória incomum de Luana Lara, que deixou a carreira no balé profissional para estudar no MIT e empreender no setor financeiro. LEIA MAIS: Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes Perfil de Eduardo Saverin Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico do mundo, com fortuna de US$ 35,9 bilhões ligada à sua participação no Facebook, empresa que fundou ao lado de Mark Zuckerberg. Nascido em São Paulo, foi criado nos Estados Unidos e hoje mora em Singapura, onde atua como investidor por meio da B Capital. O texto relata o rompimento conturbado entre Saverin e Zuckerberg, que levou a uma disputa judicial sobre a redução de sua participação na empresa, episódio retratado no filme "A Rede Social". Após um acordo, ele manteve uma fatia minoritária que se valorizou com a abertura de capital da companhia, em 2011. Hoje com 43 anos, Saverin concentra seus negócios em investimentos em empresas iniciantes com alto potencial de crescimento. Em 2024, chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história após a forte valorização das ações da Meta. LEIA MAIS: Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Novos bilionários do setor de Inteligência Artificial O avanço da inteligência artificial criou 45 novos bilionários na lista da Forbes de 2026. Ao todo, o setor reúne 86 bilionários, com patrimônio somado de US$ 2,9 trilhões, o que mostra o forte impacto econômico dessa tecnologia. Entre os novos nomes estão fundadores de empresas como Surge AI, ElevenLabs e Perplexity. Considerando toda a área de tecnologia, são 468 bilionários, com patrimônio recorde que aumentou mais de US$ 1 trilhão em relação ao ano anterior. A lista inclui criadores de modelos de inteligência artificial, profissionais que organizam dados e empresas que fornecem a infraestrutura necessária para essa tecnologia. Nomes como Edwin Chen, com US$ 18 bilhões, e jovens empreendedores da startup Mercor mostram como a IA tem gerado riqueza rapidamente e transformado o mercado global. LEIA MAIS: Veja quem são os novos bilionários de IA na lista da Forbes A fortuna de Donald Trump O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, agora ele tem US$ 6,5 bilhões. O republicano também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais. A fortuna do presidente dos EUA vem de negócios, reservas de moedas digitais, resorts, campos de golfe, entre outros ativos. LEIA MAIS: Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 15:25:52 +00:00
Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA

Com acordo extrajudicial, GPA garante que lojas continuem funcionando O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. (entenda mais abaixo) A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação Entenda a crise do Grupo Pão de Açúcar O Grupo Pão de Açúcar registra prejuízos anuais desde 2022, resultado de diversos fatores que pressionaram seus resultados. Entre os principais, estão: A queda no consumo, especialmente em períodos de alta na inflação de alimentos; Os juros elevados, que aumentaram o custo das dívidas da empresa; Os gastos com mudanças na gestão; O pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas; e As perdas de lojas com baixo desempenho. Recentemente, o GPA acendeu um alerta no mercado financeiro ao informar, no balanço trimestral, que havia dúvidas sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. Segundo nota, o grupo tinha um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim do ano passado, causado principalmente por empréstimos e títulos que vencem em 2026. Assim, mesmo com melhora nos resultados, a empresa continuou a registrar prejuízo. "Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia", disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro. A empresa afirmou ainda que já adotava medidas para: Reduzir riscos à operação, incluindo negociações com credores para alongar prazos das dívidas; Diminuir despesas e gastos com juros; e Converter créditos tributários em dinheiro para reforçar o caixa. Mudanças de gestão O GPA passou por mudanças relevantes no último ano, com o Grupo Coelho Diniz assumindo a posição de principal acionista, com 24,6% das ações. O grupo francês Casino, ex-controlador, ainda detém 22,5% da empresa. Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito diretor-presidente da companhia. Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 651 milhões nas operações continuadas. Ao fim do ano, tinha dívida líquida de R$ 2 bilhões e dívida bruta de R$ 4 bilhões. Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas sob o código PCAR3, acumulam alta de 9,64%. O grupo tem 728 lojas no Brasil: 187 do Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar. Como será a recuperação extrajudicial do GPA? Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. A advogada Patricia Maia, do Barbosa Maia Advogados, afirma que muitas empresas brasileiras estão buscando reorganizar dívidas devido ao aumento do custo do crédito e à pressão sobre os lucros. “Nos últimos anos, muitas companhias passaram a conviver com dívidas mais caras, redução do consumo em alguns setores e necessidade de reorganizar suas operações. A recuperação extrajudicial surge como uma alternativa para isso sem interromper a operação”, explica. Ela destaca que processos como a recuperação extrajudicial anunciada pelo GPA permitem negociar dívidas antes que o fluxo de caixa seja comprometido. “Quando feito antes de uma ruptura operacional, tende a preservar valor e evitar efeitos mais severos para o mercado”, diz. A advogada ressalta, no entanto, que a reestruturação pode afetar consumidores. “Dependendo da intensidade da crise, isso pode influenciar a disponibilidade de produtos, políticas de preço ou ritmo de expansão da própria companhia”, afirma. Saiba mais na reportagem abaixo. GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões * Com informações da agência de notícias Reuters
10/03/2026 15:06:11 +00:00
Taylor Swift, Kim Kardashian, Jordan, Oprah e mais: quem são os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026

Beyoncé, Dr. Dre, Roger Federer e James Cameron entram na lista de bilionários Reuters e AP A lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), reúne 22 celebridades em 2026 e mostra que a fortuna de atletas e artistas continua crescendo. Segundo a publicação, esses nomes somam US$ 48,1 bilhões em patrimônio. O total é maior do que o de 2025, quando 18 bilionários do grupo reuniam, juntos, US$ 39 bilhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre os estreantes estão a cantora Beyoncé, o ex-tenista Roger Federer, o rapper e produtor musical Dr. Dre e o cineasta James Cameron. Eles entram na lista ao lado de nomes já conhecidos, como Steven Spielberg, George Lucas e Oprah Winfrey. De acordo com a revista, a categoria “celebridade” inclui pessoas que primeiro ficaram famosas e depois transformaram a fama em grandes fortunas, muitas vezes com negócios e investimentos fora de suas áreas de origem. O levantamento reforça uma tendência: celebridades atuam cada vez mais como empreendedores e investidores, ampliando as fontes de renda e transformando carreiras bem-sucedidas em grandes patrimônios. Veja abaixo a lista de celebridades bilionárias da revista Forbes. Steven Spielberg (EUA): US$ 7,1 bilhões George Lucas (EUA): US$ 5,2 bilhões Michael Jordan (EUA): US$ 4,3 bilhões Vincent McMahon (EUA): US$ 3,6 bilhões Oprah Winfrey (EUA): US$ 3,2 bilhões Jay-Z (EUA): US$ 2,8 bilhões Taylor Swift (EUA): US$ 2 bilhões Kim Kardashian (EUA): US$ 1,9 bilhão Peter Jackson (Nova Zelândia): US$ 1,9 bilhão Magic Johnson (EUA): US$ 1,6 bilhão Tiger Woods (EUA): US$ 1,5 bilhão Dick Wolf (EUA): US$ 1,5 bilhão Tyler Perry (EUA): US$ 1,4 bilhão LeBron James (EUA): US$ 1,4 bilhão Bruce Springsteen (EUA): US$ 1,2 bilhão Arnold Schwarzenegger (EUA): US$ 1,2 bilhão Jerry Seinfeld (EUA): US$ 1,1 bilhão Roger Federer (Suíça): US$ 1,1 bilhão James Cameron (Canadá): US$ 1,1 bilhão Rihanna (Barbados): US$ 1 bilhão Beyoncé Knowles-Carter (EUA): US$ 1 bilhão Dr. Dre (EUA): US$ 1 bilhão Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Novos bilionários A cantora e compositora norte-americana Beyoncé, de 44 anos, está entre os destaques da lista, com patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Ela acumulou riqueza ao longo de décadas com vendas de música, turnês, investimentos e compra de obras de arte ao lado do marido, o rapper e empresário Jay-Z, que já aparecia no ranking. Outro estreante é o produtor e rapper Dr. Dre, de 61 anos, também com fortuna estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Grande parte do patrimônio veio da venda da marca de fones Beats by Dre para a Apple, em 2014, em um negócio estimado em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), pago em dinheiro e ações. No esporte, o ex-tenista suíço Roger Federer, de 44 anos, aparece pela primeira vez no ranking, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). Além da carreira consagrada, com 20 títulos de Grand Slam, parte importante da fortuna vem de contratos de patrocínio e de sua participação na fabricante de calçados On Running. No cinema, o diretor canadense James Cameron, de 71 anos, também entrou no grupo de bilionários. Com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões), ele construiu sua fortuna ao dirigir sucessos de bilheteria como "Titanic", "Avatar" e "O Exterminador do Futuro". Beyoncé vence Grammy de Álbum do Ano com 'Cowboy Carter' em 3 de fevereiro de 2025. REUTERS/Mario Anzuoni Os mais ricos do grupo Entre as celebridades bilionárias, o maior patrimônio é do diretor Steven Spielberg, com cerca de US$ 7,1 bilhões. Em seguida aparecem o cineasta George Lucas, com US$ 5,2 bilhões, e o ex-jogador de basquete Michael Jordan, com US$ 4,3 bilhões. A lista também inclui nomes do entretenimento e do esporte que transformaram a popularidade em negócios lucrativos, como Jay-Z, Taylor Swift, Kim Kardashian e LeBron James. Veja abaixo os 10 principais: Steven Spielberg: US$ 7,1 bilhões Steven Spielberg chega ao Globo de Ouro 2024 Jordan Strauss/Invision/AP Idade: 79; Cidadania: Estados Unidos. Steven Spielberg ficou conhecido por dirigir alguns dos filmes mais marcantes do século XX, como "Tubarão", "E.T.", "Indiana Jones" e "Jurassic Park". Não é a primeira vez que ele aparece em listas da Forbes. Em 1994, entrou pela primeira vez no ranking dos norte-americanos mais ricos. Desde então, além dos ganhos com cinema, Spielberg negociou para receber 2% da venda de ingressos nos parques temáticos da Universal até o fim da vida. George Lucas: US$ 5,2 bilhões George Lucas dirige o robô C-3PO (Anthony Daniels) em 'Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones' Divulgação Idade: 81; Cidadania: Estados Unidos. George Lucas criou "Star Wars", franquia que segue forte quase 50 anos após o lançamento do primeiro filme. Há novos projetos em andamento, incluindo "The Mandalorian & Grogu", previsto para 2026. Apesar disso, ele não recebe mais repasses das novas produções porque vendeu os direitos de "Star Wars" em 2012, quando a Disney comprou a LucasFilm por US$ 4 bilhões, em dinheiro e ações. Hoje, Lucas se dedica à filantropia e ao desenvolvimento do Museu Lucas de Arte Narrativa, com inauguração prevista para este ano, em Los Angeles. Michael Jordan: US$ 4,3 bilhões Michael Jordan, maior astro do basquete dos EUA, em imagem de 2015 Charles Rex Arbogast / Arquivo / AP Photo Idade: 63; Cidadania: Estados Unidos. A lenda do basquete Michael Jordan foi o primeiro atleta a entrar na lista das 400 pessoas mais ricas dos EUA, da Forbes, em 2023 — oito anos depois de se tornar o primeiro atleta bilionário. Jordan construiu a maior parte da fortuna com parcerias comerciais. A Nike paga a ele mais de US$ 100 milhões por ano pelo uso da marca Jordan. Durante a carreira na NBA, Jordan recebeu cerca de US$ 90 milhões em salários, mas ganhou mais de US$ 2 bilhões com patrocínios. Ele também lucrou com a venda da maior parte de sua participação no Charlotte Hornets, em 2023, em um negócio que avaliou a franquia em cerca de US$ 3 bilhões. Vincent McMahon: US$ 3,6 bilhões Idade: 80; Cidadania: Estados Unidos. Vince McMahon começou como locutor de TV na empresa de luta livre do pai (na época WWF, hoje WWE), nos anos 1970. Ele comprou o negócio em 1982 e o transformou em uma potência global. Em 2023, McMahon uniu a WWE à UFC para criar a TKO Group Holdings. Ele foi presidente por um curto período e renunciou no ano passado após acusações de má conduta sexual, que ele nega. Desde então, tem vendido sua participação na empresa. Oprah Winfrey: US$ 3,2 bilhões Oprah Winfrey gesticula perto do Gritti Palace Hotel, antes do casamento do fundador da Amazon REUTERS/Guglielmo Mangiapane Idade: 72; Cidadania: Estados Unidos. Oprah Winfrey ficou famosa como apresentadora do "The Oprah Winfrey Show", exibido de 1986 a 2011. Em 2003, os ganhos como apresentadora, atriz e produtora a tornaram bilionária — a primeira mulher negra a atingir esse patamar. Ela segue atuando no entretenimento, inclusive como coestrela do drama de guerra de 2024 "The Six Triple Eight" ("Batalhão 6888"). Além disso, investiu parte relevante do patrimônio em imóveis na Califórnia e no Havaí, onde possui mais de 800 hectares. Jay-Z: US$ 2,8 bilhões Jay Z em 24 de novembro de 2024, em Washington Terrance Williams/AP Idade: 56; Cidadania: Estados Unidos. Os negócios de Jay-Z incluem ativos como a marca de champanhe Armand de Brignac, a marca de conhaque D’Usse, uma participação no Uber comprada no início do aplicativo, uma grande coleção de arte (com obras de Jean-Michel Basquiat) e o próprio catálogo musical. Ele lucrou com as marcas de bebidas em 2021 e 2023, ao vender participações para LVMH e Bacardi por centenas de milhões. Taylor Swift: US$ 2 bilhões Taylor Swift no Grammy 2025 Jordan Strauss/Invision/AP Idade: 36; Cidadania: Estados Unidos. Taylor Swift se tornou bilionária em 2023 após ganhar cerca de US$ 190 milhões na primeira etapa da turnê "The Eras Tour". O restante da fortuna inclui quase US$ 1 bilhão em ganhos estimados com direitos autorais e turnês, além de um catálogo musical avaliado em cerca de US$ 900 milhões e aproximadamente US$ 100 milhões em imóveis. Kim Kardashian: US$ 1,9 bilhão Kim Kardashian AP Photo/Vianney Le Caer, File Idade: 45; Cidadania: Estados Unidos. Kim Kardashian ganhou destaque na TV de reality show, mas virou bilionária graças à Skims, sua marca de roupas modeladoras. Em 2025, a empresa foi avaliada em US$ 5 bilhões em sua captação de recursos mais recente. Kardashian lançou a marca de cuidados com a pele SKKN By Kim em 2022. Ela também possui vários imóveis, incluindo uma casa de US$ 40 milhões nos arredores de Los Angeles, onde morava com o ex-marido Kanye West. Peter Jackson: US$ 1,9 bilhão Peter Jackson é diretor, cineasta e produtor cinematográfico GETTY IMAGES via BBC Idade: 64; Cidadania: Nova Zelândia. Os filmes de "O Senhor dos Anéis" renderam a Peter Jackson cerca de US$ 10 milhões por título. Mas isso é pouco perto do que ele ganhou ao vender parte da Weta Digital, sua empresa de efeitos visuais, para a Unity Software, em 2021. O acordo rendeu a Jackson US$ 1,6 bilhão em dinheiro e ações, dos quais ele ficou com quase US$ 1 bilhão. Magic Johnson: US$ 1,6 bilhão Magic Johnson Reprodução/Instagram Idade: 66; Cidadania: Estados Unidos. Membro do Hall da Fama do basquete, Magic Johnson ganhou cerca de US$ 40 milhões em salários, mas construiu a maior parte da fortuna com investimentos após encerrar a carreira. Entre eles estão participações nos Los Angeles Dodgers, da MLB (com Todd Boehly), e nos Washington Commanders, da NFL (com Justin Harris), além da compra da maior parte da seguradora EquiTrust, com sede em Iowa, em 2015. Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 15:02:14 +00:00
Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação

Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, coloca a Petrobras diante de um cenário com efeitos contraditórios. O barril mais caro aumenta as receitas e reforça o caixa da empresa. Mas também evidencia que a política de preços tem sido usada para conter a inflação, já que os reajustes não foram repassados aos combustíveis. A empresa ainda pode ter que pagar mais pela importação de diesel. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No único comunicado desde o início da guerra, a Petrobras informou que importa combustíveis por rotas não afetadas pelo conflito e que não há risco de desabastecimento. A empresa não comentou a política de preços. Segundo João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a valorização do petróleo tende a melhorar os resultados da Petrobras, principalmente por causa das exportações de petróleo. “A alta do petróleo dá margens maiores para a empresa neste momento.” 🛢️ A explicação é simples: quando o barril sobe no mercado internacional, as vendas externas passam a gerar mais receita. A Petrobras é uma das principais produtoras e exportadoras do mundo. De acordo com Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, períodos em que o barril de Brent operou próximo ou acima de US$ 100 houve forte geração de caixa para a empresa. Esse potencial ajuda a explicar por que empresas do setor tendem a se sair melhor em momentos de tensão internacional, quando conflitos ou riscos geopolíticos elevam o preço do petróleo. “A Petrobras costuma se destacar na bolsa junto com outras petroleiras, justamente por essa relação direta com o preço do petróleo”, explicam Rafael Figueiredo e Maria Irene, analistas da XP Investimentos. Veja abaixo os principais efeitos para a empresa e para os brasileiros. Política de preços volta ao debate Dependência de diesel importado Petróleo pode pressionar inflação Petróleo muito alto também preocupa Política de preços volta ao debate Se o petróleo caro melhora os resultados da Petrobras, também reacende discussões sobre como a empresa define os preços dos combustíveis no Brasil. Desde 2023, a empresa deixou de seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. O modelo anterior, conhecido como paridade de importação (PPI), foi substituído por um sistema mais gradual de reajustes. Segundo Marcos Bassani, analista e sócio da Boa Brasil Capital, a mudança ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os preços dos combustíveis no país. “A Petrobras abandonou o PPI e adotou um modelo gradual, o que reduz a frequência de reajustes e suaviza o impacto da guerra para o consumidor no curto prazo”, explica. Isso significa que oscilações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente para a gasolina ou o diesel vendidos no Brasil. Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, a estratégia evitar aumentos bruscos nas bombas. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. 📊 Quando essa diferença cresce, parte do mercado passa a questionar os impactos da política de preços sobre os resultados da Petrobras e sobre as contas públicas, já que os dividendos da empresa têm peso relevante na arrecadação do governo. Segundo Abdouni, a Petrobras tem adotado postura cautelosa. “A empresa tem adiado o repasse de preços e prefere esperar a estabilização das cotações em níveis elevados para evitar transmitir a volatilidade imediata ao mercado local”, diz. Voltar ao início. Dependência de diesel importado Um dos principais pontos de atenção nesse cenário é o diesel. Embora o Brasil produza muito petróleo, ainda depende da importação desse combustível para atender totalmente ao consumo interno. Isso significa que grandes diferenças entre os preços praticados pela Petrobras e os valores do mercado internacional podem desestimular empresas privadas que importam diesel. Bassani alerta que essa situação pode gerar problemas de abastecimento. “Grandes defasagens podem desestimular importadores e gerar risco de oferta”, afirma. Se o petróleo continuar caro por muito tempo, a pressão por reajustes tende a aumentar. Nesse caso, segundo o analista, a Petrobras pode ter que elevar os preços para recompor margens. Esse equilíbrio entre manter preços estáveis e preservar os resultados da companhia é um dos pontos mais sensíveis na gestão da empresa, especialmente em períodos de inflação elevada. Voltar ao início. Petróleo pode pressionar inflação A alta do petróleo não afeta apenas os resultados da Petrobras. O impacto se espalha por toda a economia. O diesel, por exemplo, é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva. Segundo Jhonny Martins, especialista contábil e vice-presidente do SERAC, o impacto vai além do transporte. “O combustível não é apenas custo de transporte. Ele afeta toda a cadeia produtiva e a logística”, afirma. Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. “A dependência da importação de diesel e gasolina faz com que o preço internacional influencie diretamente o mercado interno, resultando em valores mais altos no supermercado e nos serviços”, diz Martins. Voltar ao início. Petróleo muito alto também preocupa Apesar dos ganhos para empresas do setor, preços muito elevados do petróleo também podem gerar preocupações no mercado financeiro. Segundo Rafael Figueiredo, estrategista de ações da XP, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo. Já níveis muito acima desse intervalo tendem a gerar preocupação. “Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, aponta. Isso acontece porque energia mais cara pressiona a inflação e pode dificultar a queda das taxas de juros, afetando diferentes setores da economia. Em cenários assim, analistas afirmam que os efeitos costumam aparecer primeiro no mercado financeiro. 💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir. 👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento. Mesmo entre empresas do setor, alguns analistas recomendam cautela neste momento. Para Vitor Sousa, da Genial Investimentos, parte do cenário positivo já pode estar refletida nos preços das ações. “O melhor já passou”, afirma o analista, ao argumentar que o mercado trabalhava anteriormente com o Brent entre US$ 70 e US$ 80. Segundo ele, comprar ações do setor quando o petróleo já está muito valorizado pode ser arriscado — razão pela qual a recomendação atual para algumas empresas é apenas manter as posições. Voltar ao início. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1
10/03/2026 14:34:36 +00:00
Brasileira Amelie Voigt Trejes é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Aos 20 anos, Amelie Voigt Trejes se tornou a bilionária mais jovem do mundo, segundo lista divulgada pela Forbes. A revista publicou nesta terça-feira (10) o ranking das pessoas mais ricas do planeta em 2026 e a relação dos 35 bilionários com menos de 30 anos. Amelie alcançou o posto após herdar parte da fortuna da WEG, empresa brasileira do setor de máquinas industriais cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt, que morreu em 2016. Ela detém 2% da companhia e tem patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão. Cinco dos seis jovens brasileiros mais ricos da lista são da família. Além de Amelie, estão no ranking: Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão Felipe Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão Ela é sete semanas mais jovem que o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro de uma farmacêutica, que agora ocupa a segunda posição entre os bilionários mais jovens do mundo. Outra brasileira aparece como a mais jovem a construir a própria fortuna. Luana Lopes Lara, também de Santa Catarina, é cofundadora da Kalshi, plataforma que transforma previsões sobre eventos futuros em ativos negociáveis. Veja a lista completa: Luca Del Vecchio — 24 anos — US$ 6,8 bilhões — Itália; Clemente Del Vecchio — 21 anos — US$ 6,8 bilhões — Itália; Maximilian von Baumbach — 28 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Katharina von Baumbach — 26 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Franz von Baumbach — 24 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Johannes von Baumbach — 20 anos — US$ 6,6 bilhões — Alemanha; Kevin David Lehmann — 23 anos — US$ 4,9 bilhões — Alemanha; Alexandr Wang — 29 anos — US$ 3,2 bilhões — Estados Unidos; Firoz Mistry — 29 anos — US$ 3,1 bilhões — Irlanda; Zahan Mistry — 27 anos — US$ 3,1 bilhões — Irlanda; Alexandra Andresen — 29 anos — US$ 2,5 bilhões — Noruega; Remi Dassault — 24 anos — US$ 2,4 bilhões — França; Adarsh Hiremath — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Brendan Foody — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Surya Midha — 22 anos — US$ 2,2 bilhões — Estados Unidos; Abbas Sajwani — 26 anos — US$ 1,9 bilhão — Emirados Árabes Unidos; Kim Jung-min — 24 anos — US$ 1,7 bilhão — Coreia do Sul; Kim Jung-youn — 22 anos — US$ 1,7 bilhão — Coreia do Sul; Fabian Hedin — 26 anos — US$ 1,6 bilhão — Suécia; Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão — Brasil; Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão — Brasil; Tarek Mansour — 29 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Luana Lopes Lara: — 29 anos — US$ 1,3 bilhão — Brasil; Arvid Lunnemark — 26 anos — US$ 1,3 bilhão — Suécia; Sualeh Asif — 26 anos — US$ 1,3 bilhão — Paquistão; Yoni Nahmad — 25 anos — US$ 1,3 bilhões — Israel; Aman Sanger — 25 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Michael Truell — 25 anos — US$ 1,3 bilhão — Estados Unidos; Wang Zelong — 29 anos — US$ 1,2 bilhão — China; Maxim Tebar — 25 anos — US$ 1,2 bilhão — Alemanha Carl-Anton Kunz — 27 anos — US$ 1,1 bilhão — Alemanha; Felipe Voigt Trejes — 23 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Pedro Voigt Trejes — 23 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Amelie Voigt Trejes — 20 anos — US$ 1,1 bilhão — Brasil; Shayne Coplan — 27 anos — US$ 1 bilhão — Estados Unidos; LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Brasileira é a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1
10/03/2026 14:22:50 +00:00
Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres

lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres Montagem/g1 O mundo tem 20 superbilionários, cada um com mais de US$ 100 bilhões, segundo a lista anual da Forbes divulgada nesta terça-feira (10). Entre eles há investidores, herdeiros e empresários, muitos ligados ao setor de tecnologia. O ranking é liderado por Elon Musk, que viu sua fortuna aumentar quase US$ 500 bilhões em um ano e hoje soma US$ 839 bilhões. Ele é o único da lista mais próximo de US$ 1 trilhão do que do patamar de US$ 100 bilhões. O top 5 inclui ainda Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, todos com patrimônio na faixa dos US$ 200 bilhões. A lista tem apenas duas mulheres: Alice Walton, herdeira da rede de supermercados norte-americana Walmart, na 14ª posição; e Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da marca de cosméticos L'Oréal, que aparece na 20ª colocação. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Confira a lista completa: 1. Elon Musk: US$ 839 bilhões Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse Elon Musk é dono da Tesla, montadora que esteve entre as primeiras a apostar apenas em carros elétricos. Ele também controla a rede social X e a SpaceX, empresa do setor espacial, e foi um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. 2. Larry Page: US$ 257 bilhões Larry Page fundou a Calico (California Life Company), voltada para pesquisas sobre a longevidade Divulgação Larry Page e Sergey Brin, que aparece em 3º lugar no ranking da Forbes, fundaram o Google em 1998. Em 2015, criaram a Alphabet, holding que reúne as empresas do grupo, incluindo o Google, responsável pelo buscador, além de serviços como YouTube, Chrome, Android e Gmail. 3. Sergey Brin: US$ 237 bilhões Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos, após episódios de antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. 4. Jeff Bezos Jeff Bezos acena para fotógrafos na chegada a Veneza para seu casamento Guglielmo Mangiapane/Reuters Jeff Bezos iniciou a carreira em Wall Street e deixou o mercado financeiro para fundar a Amazon, em 1994. A empresa se tornou uma das maiores varejistas do mundo. Ele também é dono do jornal "Washington Post" e da companhia espacial Blue Origin. 5. Mark Zuckerberg: US$ 222 bilhões Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park REUTERS/Carlos Barria Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, aos 19 anos. A empresa abriu capital em 2012. O grupo também controla marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. 6. Larry Ellison: US$ 190 bilhões Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da empresa de software Oracle, da qual detém cerca de 40%, segundo a Forbes. Ele deixou o cargo de diretor-executivo em 2014, após 37 anos no comando. 7. Bernard Arnault: US$ 171 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault controla a maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne cerca de 70 marcas, como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. 8. Jensen Huang: US$ 154 bilhões Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante feira em Taiwan em junho de 2024 REUTERS/Ann Wang/File Photo Jensen Huang é empresário e engenheiro eletricista sino-americano, cofundador da Nvidia. Presidente e diretor-executivo da empresa de inteligência artificial, ele entra pela primeira vez na lista dos superbilionários. 9. Warren Buffett: US$ 149 bilhões Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Warren Buffett é presidente da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, como Geico, Duracell e Dairy Queen. Ele se aposentou do cargo de CEO no fim de 2025. 10. Amancio Ortega: US$ 148 bilhões Amancio Ortega, fundador da Zara. Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega é cofundador da Inditex, grupo dono da rede Zara. Aos 89 anos, ele detém 60% da empresa, que reúne oito marcas e cerca de 5 mil lojas no mundo. 11. Rob Walton: US$ 146 bilhões Rob Walton antes de um jogo de futebol americano da NFL no Empower Field em Mile High, em 2023, em Denver AP/David Zalubowski Rob Walton é o filho mais velho do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele assumiu a presidência da empresa após a morte do pai, em 1992, e se aposentou em 2015. Em 2022, um grupo liderado por ele comprou o time Denver Broncos, da NFL, por US$ 4,7 bilhões. 12. Jim Walton: US$ 143 bilhões Rob Walton, à esquerda, olha para seu irmão Jim Walton, à direita, durante a reunião anual de acionistas do Wal-Mart em Fayetteville, Arkansas, em 2014 AP Photo/Sarah Bentham Jim Walton é o filho mais novo do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele preside o Arvest Bank Group, banco da família que tem ativos de US$ 26 bilhões, segundo a Forbes. 13. Michael Dell: US$ 141 bilhões Michael Dell Reprodução/X Michael Dell é empresário norte-americano e fundador da Dell Technologies, que se tornou uma das maiores fabricantes de computadores e equipamentos eletrônicos do mundo. Ele é presidente do conselho e diretor-executivo da companhia. Fundou a empresa em 1984, aos 19 anos, com capital inicial de US$ 1.000. 14. Alice Walton: US$ 134 bilhões Alice Walton, filha do fundador do Wal-Mart, Sam Walton, em reunião de acionistas em Fayetteville, Arkansas, em 2015 AP/Danny Johnston Alice Walton é filha do fundador do Walmart, Sam Walton. Ela se dedicou à curadoria de arte, em vez de integrar o conselho da empresa como seus irmãos, Rob e Jim. Em 2011, inaugurou o Museu Crystal Bridges de Arte Americana, em sua cidade natal, Bentonville, no Arkansas. 15. Steve Ballmer: US$ 136 bilhões Steve Ballmer Arquivo pessoal Steven Anthony Ballmer é empresário norte-americano e comandou a Microsoft como diretor-executivo entre julho de 1998 e 2014, quando foi substituído por Satya Nadella. 16. Carlos Slim Helu: US$ 125 bilhões Carlos Slim Helu, em foto de 29 de setembro de 2010 Jeremy Piper/AP Photo Carlos Slim é empresário mexicano e principal acionista da América Móvil, considerada a maior operadora de telefonia celular da América Latina. O grupo controla marcas como Claro, Embratel e Net no Brasil. Além das telecomunicações, Slim também investe em bancos, construção, indústria, mineração e varejo. Ele é o homem mais rico da América Latina. 17. Changpeng Zhao: US$ 110 bilhões Changpeng Zhao, CEO da corretora de criptomoedas Binance, entra pra lista dos mais ricos do mundo Reprodução/YouTube Binance Changpeng Zhao, conhecido como CZ, é programador sino-canadense e fundador da Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo. Antes de criar a empresa, trabalhou no desenvolvimento de sistemas de negociação usados por operadores de Wall Street. Ele lançou a Binance em 2017 e permaneceu como diretor-executivo até novembro de 2023. Mesmo após deixar o cargo, continua dono de cerca de 90% da empresa e mantém reservas da moeda digital BNB. 18. Michael Bloomberg: US$ 109 bilhões Michael Bloomberg durante comício na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, em 16 de fevereiro de 2020 Jonathan Drake/File Photo/Reuters Michael Bloomberg é empresário norte-americano e cofundador da Bloomberg L.P., criada em 1981. Iniciou a carreira em 1966 no banco de investimentos Salomon Brothers, em Wall Street, de onde saiu 15 anos depois. Além dos negócios, foi prefeito de Nova York entre 2002 e 2013 e disputou, sem sucesso, a presidência dos Estados Unidos em 2020. 19. Bill Gates: US$ 108 bilhões Bill Gates Getty Images Bill Gates deixou a faculdade de Harvard para fundar a Microsoft com Paul Allen, que morreu em 2018. Ao longo dos anos, diversificou seus investimentos para dezenas de empresas, como a companhia de gestão de resíduos Republic Services e a fabricante de máquinas agrícolas Deere & Co. 20. Francoise Bettencourt Meyers: US$ 100 bilhões Francoise Bettencourt Meyers em foto de 2019. Pool via AP/Ian Langsdon Françoise Bettencourt Meyers é neta do fundador da L'Oréal, e sua família controla mais de um terço das ações da empresa de cosméticos. Ela integrou o conselho da companhia entre 1997 e 2025, quando se aposentou e foi substituída na vice-presidência por seu filho, Jean-Victor Meyers. Tornou-se a principal herdeira do grupo em 2017, após a morte de sua mãe, Liliane Bettencourt, então considerada a mulher mais rica do mundo.
10/03/2026 14:15:44 +00:00
Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, segundo a Forbes

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse A fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, segundo a lista de bilionários de 2026 da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). O bilionário lidera — com muita folga — o ranking dos mais ricos deste ano, com fortuna estimada em US$ 839 bilhões. No ano passado, tinha US$ 342 bilhões. A lista reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista. Juntos, eles acumulam fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Em seguida aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610. A Índia, com 229, ocupa o terceiro lugar. Para elaborar o ranking, a Forbes considerou os preços das ações e as taxas de câmbio de 1º de março de 2026. Veja os destaques da lista de bilionários da Forbes de 2026: Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 14:12:52 +00:00
Veja quem são os novos bilionários da IA na lista da Forbes

Edwin Chen, CEO da Surge; Mati Staniszewski e Piotr Dabkows, da ElevenLabs e Bret Taylo, da Sierra. Divulgação/Forbes A lista anual da revista Forbes das pessoas mais ricas do mundo inclui 45 novos bilionários ligados à inteligência artificial. Entre eles estão cofundadores, executivos e investidores por trás de empresas de tecnologia. Ao todo, há pelo menos 86 bilionários ligados à IA no ranking da Forbes, com patrimônio coletivo de US$ 2,9 trilhões. Eles fazem parte dos 468 bilionários do setor de tecnologia da lista, que agora somam patrimônio recorde de US$ 4,8 trilhões — um aumento de US$ 1,1 trilhão em relação ao ano passado, segundo a publicação. Dos 45 novos bilionários, a Forbes destacou 39. Confira abaixo quem são, qual o patrimônio de cada um e em que setor e empresa atuam. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ ​Criadores de modelos de IA Liu Debing (US$ 9,1 bilhões) e Tang Jie (US$ 1,9 bilhão) | Z.ai Yan Junjie (US$ 7,2 bilhões) | MiniMax Piotr Dabkowski (US$ 1,8 bilhão) e Mati Staniszewski (US$ 1,8 bilhão) | ElevenLabs Timothée Lacroix, Guillaume Lample, Arthur Mensch (US$ 1,8 bilhão cada) | Mistral ➡️ ​Rotulagem de dados (classificação e organização de dados usados para 'treinar' IAs) Edwin Chen (US$ 18 bilhões) | Surge AI Lucy Guo (US$ 1,4 bilhão) | Scale AI Brendan Foody, Adarsh ​​Hiremath, Surya Midha (US$ 2,2 bilhões cada) | Mercor ➡️ ​Programação com IA Arvid Lunnemark, Sualeh Asif, Aman Sanger, Michael Truell (US$ 1,3 bilhão cada) | Cursor Aravind Srinivas, Denis Yarats, Johnny Ho e Andy Konwinski (US$ 2,1 bilhões cada) | Perplexity Jyoti Bansal (US$ 2,3 bilhões) | Harness Fabian Hedin, Anton Osika (US$ 1,6 bilhão cada) | Lovable Bret Taylor, Clay Bavor (US$ 2,5 bilhões cada) | Sierra Steven Hao (US$ 1,3 bilhão) | Cognition ➡️​ IA ligada a aviões, medicina e carros Daniel Nadler (US$ 7,6 bilhões) | OpenEvidence Peter Ludwig, Qasar Younis (US$ 1,5 bilhão) | Applied Intuition Trae Stephens (US$ 1 bilhão) | Anduril Torsten Reil, Gundbert Scherf, Niklas Kohler (US$ 2 bilhões cada) | Helsing ➡️ ​Infraestrutura de IA (tecnologias que permitem criar, treinar e usar sistemas de IA) Michael Hsing (US$ 1,8 bilhão) | Sistemas de energia monolíticos Pantas Sutardja (US$ 1,4 bilhão) | Semicondutores Robin Khuda (US$ 2,1 bilhões) | Centros de dados Jitendra Mohan, Sanjay Gajendra (US$ 1 bilhão cada) | Laboratórios Astera SAIBA MAIS Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano O que acontece com seus dados na internet quando você morre?
10/03/2026 14:09:42 +00:00
Quem são os bilionários brasileiros mais jovens na lista da Forbes

Luana Lopes Lara, fundadora da empresa Kalshi é a bilionária mais jovem na lista da Forbes, e a brasileira melhor colocada no ranking. Reprodução/Redes Sociais Seis nomes — cinco deles da mesma família — figuram entre os bilionários mais jovens do Brasil na lista dos mais ricos do mundo da Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). Luana Lopes Lara, cofundadora de uma empresa de apostas, é a brasileira melhor posicionada entre os jovens da geração Z e a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, segundo a publicação. Outros nomes da lista são da família Voigt, herdeiros da WEG, fabricante de equipamentos elétricos com sede em Jaraguá do Sul (SC). Além de motores elétricos, a empresa produz geradores, turbinas, tomadas, painéis, equipamentos de segurança, tintas e carregadores, entre outros itens. Veja quem são os jovens brasileiros bilionários na lista da Forbes. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Luana Lopes Lara: US$ 1,3 bilhão A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, é a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Cofundadora e diretora de operações da plataforma de previsão Kalshi, ela tem patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na empresa. Antes de entrar no setor de tecnologia, Luana dedicou grande parte da infância e adolescência ao balé em uma escola de elite. Paralelamente, destacou-se nos estudos ao conquistar medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina. Após concluir o ensino médio, trabalhou por nove meses como bailarina profissional na Áustria. Em seguida, decidiu mudar de carreira e ingressou no Massachusetts Institute of Technology, onde iniciou a trajetória nos setores de tecnologia e finanças. LEIA TAMBÉM: Bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna desistiu do balé no Brasil para estudar no exterior Mais entrevista: Brasileira é a bilionária mais jovem com fortuna própria Dora Voigt de Assis: US$ 1,4 bilhão A brasileira Dora Voigt de Assis, de 28 anos, tem patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão. Ela é herdeira da WEG, fabricante de motores elétricos cofundada em 1961 por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Dora e a irmã, Lívia Voigt de Assis, possuem juntas cerca de 3,1% das ações da companhia. Apesar da participação, nenhuma das duas exerce função executiva. A WEG produz mais de 21 milhões de motores elétricos por ano e exporta equipamentos para mais de 135 países. LEIA TAMBÉM: Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 20 superbilionários; apenas duas são mulheres Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano Veja quem são novos bilionários no mercado de IA na lista da Forbes Felipe Voigt Trejes: US$ 1,1 bilhão Felipe Voigt Trejes, de 23 anos, é um dos jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de equipamentos elétricos. O patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão. Ele também é acionista da WEG, considerada a maior fabricante de motores elétricos da América Latina. Divide a participação com o irmão gêmeo, Pedro Voigt Trejes, e a irmã mais nova, Amelie Voigt Trejes. Felipe e os irmãos são netos de Werner Ricardo Voigt. LEIA TAMBÉM: 'Fábrica de super-ricos' de SC tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são Pedro Voigt Trejes: US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes, de 23 anos, também figura entre os jovens bilionários brasileiros ligados ao setor de máquinas e equipamentos elétricos. O patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão. Ele é acionista da WEG, fundada por seu avô, Werner Ricardo Voigt. Divide a participação com o irmão gêmeo Felipe e a irmã mais nova, Amelie. A companhia é líder na produção de motores elétricos na América Latina e exporta produtos para mais de 135 países. Amelie Voigt Trejes: US$ 1,1 bilhão Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Com apenas 20 anos, Amelie Voigt Trejes é considerada a bilionária mais jovem do mundo. O patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão. Ela possui cerca de 2% da WEG, fundada por seu avô, Werner Ricardo Voigt. LEIA TAMBÉM Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc.: quem são as mulheres mais ricas do mundo segundo a Forbes Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Lívia Voigt de Assis: US$ 1,4 bilhão Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Redes sociais/Reprodução A brasileira Lívia Voigt de Assis, de 21 anos, tem patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão. Ela é uma das herdeiras da WEG, por meio de seu avô, Werner Ricardo Voigt. Lívia possui cerca de 3,1% de participação na empresa. Assim como a irmã Dora, ela não ocupa cargo executivo na companhia.
10/03/2026 14:05:45 +00:00
Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc: quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes

Quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes Reuters/AP Alice Walton, herdeira do Walmart, é a mulher mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da revista Forbes. Com fortuna estimada em US$ 134 bilhões (R$ 698,7 bilhões), a norte-americana de 76 anos é filha de Sam Walton, fundador do Walmart. Ela ocupa o 14º lugar na lista geral, que inclui homens e mulheres. Em segundo lugar aparece a francesa Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L'Oréal, com fortuna estimada em US$ 100 bilhões (R$ 521,4 bilhões). Na lista geral, ela ocupa o 20º lugar. Rafaela Aponte-Diamant, fundadora da MSC, ficou em sexto lugar (US$ 44,5 bilhões), mas é a mulher mais rica do mundo sem ser herdeira. Ela tem 50% da empresa. O marido, Gianluigi, detém a outra metade. Veja abaixo quem são as 10 mulheres mais ricas do mundo. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja as 10 mulheres mais ricas do mundo Alice Walton (herdeira do Walmart): US$ 134 bilhões; Françoise Bettencourt Meyers (herdeira da L'Oréal): US$ 100 bilhões; Julia Koch (herdeira da Koch, Inc.): US$ 81,2 bilhões; Iris Fontbona (herdeira da Antofagasta PLC): US$ 52,6 bilhões; Jacqueline Mars (herdeira da Mars): US$ 49,1 bilhões; Rafaela Aponte-Diamant (cofundadora da MSC): US$ 44,5 bilhões; Savitri Jindal (presidente do Jindal Group): US$ 39,1 bilhões; Miriam Adelson (herdeira do Las Vegas Sands): US$ 37,5 bilhões; Abigail Johnson (herdeira e CEO of Fidelity Investments): US$ 33,2 bilhões; Zheng Shuliang (vice-presidente do China Hongqiao Group): US$ 33,2 bilhões. 1. Alice Walton: US$ 134 bilhões Alice Walton, filha do fundador da Wal-Mart, Sam Walton Reuters/Rick Wilking Alice Walton herdou a fortuna do pai, Sam Walton, fundador da gigante norte-americana do varejo Walmart. Ele morreu em 1992. Apaixonada por artes, Alice fundou o Crystal Bridges Museum of American Art, no Arkansas, nos Estados Unidos. Ela também foi uma das maiores criadoras de cavalos do país. Em 2015, vendeu seus ranchos para se dedicar ao museu. A empresária se divorciou duas vezes e não tem filhos. Já se envolveu em escândalos por dirigir embriagada e chegou a ser presa em outubro de 2011. Em 1989, atropelou e matou uma pessoa. Alice nunca se envolveu nos negócios da empresa, ao contrário dos irmãos. Segundo a revista Forbes, os herdeiros de Sam Walton ainda possuem quase 46% da companhia fundada pelo pai — e as ações estariam igualmente divididas entre Alice e seus irmãos, Jim e Rob Walton. 2. Françoise Bettencourt Meyers: US$ 100 bilhões Françoise Bettencourt Meyers volta à lista dos 10 mais ricos do mundo Francois Mori/AP A francesa Françoise Bettencourt Meyers se tornou herdeira direta da L'Oréal em 2017, quando a mãe morreu, aos 94 anos. Assim, passou a deter 33% das ações da companhia. Em 2018, apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes. Meyers integrou o conselho de administração da companhia por 28 anos, de 1997 até fevereiro de 2025, quando anunciou que deixaria o cargo e a vice-presidência. Seu filho, Jean-Victor Meyers, passou a ocupar o cargo de vice-presidente, e Alexandre Benais, presidente adjunto da Téthys Invest — holding da família e maior acionista da empresa de cosméticos — a substituiu no conselho. A família Bettencourt Meyers tem participação de cerca de 35% na L'Oréal, segundo a Forbes. Além do trabalho na L'Oréal, Bettencourt Meyers é escritora, pianista e filantropa. Ela também preside a fundação da família, que apoia projetos de ciência e arte na França. A bilionária escreveu dois livros: um estudo em cinco volumes sobre a Bíblia e uma genealogia dos deuses gregos. 3. Julia Koch: US$ 81,2 bilhões Julia Koch comparece à festa de gala "An Evening Honoring Valentino", no Alice Tully Hall, em 2015 Evan Agostini/Invision/AP A terceira mulher mais rica do mundo é a socialite e filantropa Julia Koch, herdeira da Koch, Inc. (antiga Koch Industries). Segundo a Forbes, ela e os três filhos herdaram uma participação de 42% na empresa do marido, David Koch, que morreu em 2019, aos 79 anos. Nascida em 1962, em Iowa, nos Estados Unidos, mudou-se para Nova York na década de 1980. Segundo a Forbes, conheceu o marido, David, em um encontro às cegas em 1991. Eles começaram a namorar seis meses depois e se casaram em 1996. Em fevereiro de 2024, sua fundação voltada a iniciativas de saúde, educação e artes, a Julia Koch Family Foundation, doou US$ 75 milhões (R$ 430,7 milhões) para financiar um centro de atendimento ambulatorial na unidade de West Palm Beach da NYU Langone. Quatro meses depois, os três filhos pagaram quase US$ 700 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) por 15% da BSE Global, dona do Brooklyn Nets, da NBA, e do New York Liberty, da WNBA, segundo a Forbes. 4. Iris Fontbona: US$ 52,6 bilhões A chilena Iris Fontbona é viúva e herdeira de Andrónico Luksic, empresário que construiu fortuna nos setores de mineração e bebidas. Ele morreu em 2005, vítima de câncer. Segundo a Forbes, Luksic deixou os negócios para Fontbona e os três filhos: Jean-Paul, Andrónico e Guillermo Luksic, que morreu de câncer de pulmão em 2013, aos 57 anos. A família controla a mineradora Antofagasta PLC e também tem participação majoritária na Quiñenco, grupo chileno que atua nos setores cervejeiro, industrial e bancário. 5. Jacqueline Mars: US$ 49,1 bilhões A herdeira e investidora norte-americana Jacqueline Mars, em foto de dezembro de 2017 Ron Sachs/pool via CNP/DPA/AFP Jacqueline Mars, que ocupa a quinta posição no ranking das mulheres mais ricas do mundo da Forbes, também é herdeira. Segundo a revista, estima-se que ela detenha um terço da Mars, empresa de doces, alimentos e produtos para animais de estimação fundada por seu avô. A bilionária trabalhou na empresa por quase 20 anos e integrou o conselho de administração até 2016. Seu filho, Stephen Badger, permanece no conselho da Mars. Nascida em 1939, a herdeira integra o conselho do Arquivo Nacional e já participou do conselho da Ópera Nacional de Washington. Também é dona de uma fazenda de cavalos na Virgínia, com animais treinados e montados por medalhistas olímpicos. 6. Rafaela Aponte-Diamant: US$ 44,5 bilhões Rafaela Aponte-Diamant, empresária bilionária suíço-italiana, em foto de junho de 2006. Cofundadora e vice-presidente do grupo MSC, maior empresa privada de transporte marítimo de contêineres do mundo, ela aparece na lista da 'Forbes' de pessoas mais ricas Frank Perry/AFP/Arquivo Rafaela Aponte-Diamant, de 80 anos, é a mulher mais rica do mundo sem ser herdeira. Ela possui 50% das ações da MSC, a maior companhia de navegação do mundo. O marido, Gianluigi, detém a outra metade. A MSC atua em cruzeiros (MSC Cruzeiros), logística terrestre (Medlog) e operações portuárias (Terminal Investment Limited). Rafaela é responsável pela decoração dos navios. Segundo a Forbes, Rafaela conheceu Gianluigi em uma viagem à ilha italiana de Capri, na década de 1960, quando ele era capitão de um navio. Eles entraram no setor de transporte marítimo em 1970, quando compraram um navio com um empréstimo de US$ 200 mil.
10/03/2026 14:03:46 +00:00
Beyoncé, Dr. Dre, James Cameron e mais: os famosos que entraram na lista de bilionários da Forbes

Beyoncé, Dr. Dre, Roger Federer e James Cameron entram na lista de bilionários Reuters e AP A lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), trouxe novos nomes famosos neste ano. Entre os estreantes há artistas, um atleta e um cineasta que chegaram ao patamar de bilionários impulsionados por carreiras de sucesso e por investimentos fora de suas áreas de origem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um dos destaques é a cantora e compositora norte-americana Beyoncé, de 44 anos, que alcançou patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Ela acumulou riqueza ao longo de décadas com vendas de música, turnês e investimentos, além da compra de obras de arte ao lado do marido, o rapper e empresário Jay-Z, que já aparecia no ranking. Outro nome da música que estreia na lista é o produtor e rapper norte-americano Dr. Dre, de 61 anos, também com fortuna estimada em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões). Grande parte do patrimônio veio da venda da marca de fones Beats by Dre para a Apple, em 2014, por cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), pagos em dinheiro e ações. No esporte, o ex-tenista suíço Roger Federer, de 44 anos, aparece pela primeira vez no ranking, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). Além da carreira consagrada, com 20 títulos de Grand Slam, parte importante da fortuna vem de contratos de patrocínio e de sua participação na fabricante de calçados On Running. No cinema, o diretor canadense James Cameron, de 71 anos, também entrou no grupo de bilionários. Com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões), Cameron construiu sua fortuna ao dirigir alguns dos maiores sucessos de bilheteria, como “Titanic”, “Avatar” e “O Exterminador do Futuro”. A presença desses nomes reforça uma tendência dos últimos anos: celebridades que transformam carreiras de destaque em negócios lucrativos e investimentos variados, ampliando a renda e o patrimônio para além do entretenimento. No ano passado, nomes como o astro do cinema Arnold Schwarzenegger e a estrela do rock Bruce Springsteen entraram na lista de bilionários da Forbes. Veja os bilionários famosos na reportagem abaixo. Quem são os famosos bilionários na lista da Forbes de 2026 LEIA TAMBÉM Herdeiras do Walmart, L'Oreal e Koch Inc.: quem são as mulheres mais ricas do mundo segundo a Forbes Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 13:59:43 +00:00
Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Singapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). Saverin é paulista — nasceu em 1982, na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram na faculdade. (veja mais detalhes abaixo) Hoje, o empresário tem 43 anos e mora em Singapura, com a esposa e o filho. Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de investimento em venture capital. 🔍 Empresas de venture capital — também chamadas de capital de risco — investem em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte e oferecem apoio para que possam crescer. Normalmente, esse tipo de investimento envolve alto risco, mas também pode gerar retornos elevados. Saverin se formou em economia em Harvard — onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar a rede social em 2004. Ele foi o responsável pelo investimento inicial necessário para iniciar as operações da empresa, segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012. A fortuna veio de uma participação minoritária na empresa. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que valorizou sua fatia. A fatia não foi maior porque Saverin e Zuckerberg romperam a parceria ao discordarem sobre os rumos da empresa. A disputa foi parar na Justiça e foi retratada no filme A Rede Social (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Ainda assim, ele chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história em 2024. Na época, sua fortuna foi estimada em US$ 155,9 bilhões, após forte valorização das ações da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp. LEIA MAIS Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Como foi a saída de Saverin do Facebook? Durante o período em que esteve no Facebook, o empresário era responsável por administrar os negócios, enquanto Mark Zuckerberg liderava o desenvolvimento da plataforma, que atraiu usuários e investidores rapidamente. Com o crescimento da empresa, Zuckerberg queria promover mudanças no Facebook, segundo reportagem publicada em 2012 pelo site Business Insider. Uma delas era transferir o registro da empresa para o estado de Delaware, que tem leis mais favoráveis aos negócios. O americano também se incomodou com o distanciamento de Saverin. "Ele deveria montar a empresa, obter financiamento e criar um modelo de negócios. Ele falhou em todas as três", disse, à época, Zuckerberg em uma mensagem a Dustin Moskovitz, outro fundador do Facebook, ainda de acordo com o Business Insider. Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma empresa em Delaware para comprar o Facebook. Em menos de quatro meses, a participação de Saverin caiu de 65% para menos de 10%. "Existe uma maneira de fazer isso sem deixar dolorosamente aparente para ele que a participação dele está sendo diluída para 10%?", perguntou Zuckerberg em um e-mail para seu advogado, segundo o Business Insider. Na resposta, o advogado afirmou que Zuckerberg poderia descumprir o dever fiduciário, regra prevista em lei que exige lealdade e garante que os envolvidos em um acordo sejam informados sobre mudanças relevantes. O Facebook processou Saverin por considerar inválido um documento de outubro de 2004 que lhe daria mais ações. O brasileiro, por sua vez, acionou a empresa com base no dever fiduciário. Anos depois, eles chegaram a um acordo que garantiu a Saverin uma participação de 5% na empresa. O brasileiro apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que valorizou sua participação. Saverin vive com a esposa e o filho em Singapura desde 2012, quando renunciou à cidadania americana. Desde 2016, ele é responsável pela B Capital, empresa de capital de risco que investe em companhias em estágio inicial para que possam crescer — apostas que podem oferecer retorno elevado.
10/03/2026 13:53:57 +00:00
Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas

Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes Com uma fortuna de US$ 35,9 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é atualmente o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes, publicado nesta terça-feira (10). Este é o terceiro ano consecutivo em que o empresário lidera a lista de bilionários brasileiros. No ranking global, ele ocupa a 59ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo. A segunda posição ficou com André Esteves, presidente do conselho e sócio sênior do BTG Pactual. Sua fortuna é estimada em US$ 20,2 bilhões, o que o coloca na 131ª posição no ranking global. Ao todo, 70 brasileiros aparecem na lista anual de bilionários da Forbes em 2026. O levantamento inclui pessoas nascidas no Brasil, bem como aquelas que fizeram carreira ou moram no país. Veja abaixo brasileiros mais ricos, segundo a Forbes. Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques 1. Eduardo Saverin: US$ 35,9 bilhões Idade: 43 anos Onde mora: Singapura Eduardo Saverin, cofundador do Facebook Roslan Rahman/AFP/Arquivo Saverin é paulista — nasceu em 1982, na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram na faculdade. Ele tem 43 anos e mora atualmente em Singapura, com a esposa e o filho. Apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que valorizou sua participação. Em 2024, ele chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história. Na época, sua fortuna foi estimada em US$ 155,9 bilhões, após forte valorização das ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — com a divulgação dos resultados trimestrais. Atualmente, Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital (aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte). 2. André Esteves: US$ 20,2 bilhões Idade: 57 Onde mora: Brasil André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual Divulgação/Reprodução/LinkedIn O banqueiro André Esteves, de 57 anos, começou a carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, assumiu o controle da instituição. Em 2006, vendeu o Pactual ao banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual. Em 2009, articulou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova companhia. O bilionário também ganhou notoriedade por grandes operações de negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que enfrentava dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões. A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía. 3. Jorge Paulo Lemann: US$ 19,8 bilhões Idade: 86 anos Onde mora: Suíça O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo O empresário Jorge Paulo Lemann segue como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da 3G Capital Partners, que investe na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no início do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, formou-se em economia em Harvard. Iniciou a carreira em bancos e financeiras antes de migrar para o mercado de capitais. Em meados da década de 1960, tornou-se sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Depois, passou a integrar a corretora Libra, da qual tentou adquirir o controle. No início de 1970, vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou um título da Corretora Garantia, onde conheceria os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a companhia comprou a SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também têm participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense Tim Hortons. 4. Fernando Roberto Moreira Salles: US$ 9,9 bilhões Idade: 79 anos Onde mora: São Paulo Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walter Salles Jr., Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú. 5. Pedro Moreira Salles: US$ 9,1 bilhões Idade: 66 anos Onde mora: São Paulo Pedro Moreira Salles é banqueiro e um dos principais acionistas do Itaú Unibanco. Filho do diplomata e fundador do Unibanco, Walther Moreira Salles, integra a família que controla o banco e também a CBMM. Ele já presidiu o conselho do Itaú Unibanco e segue como uma das principais lideranças na governança do grupo. 6. Jorge Moll Filho: US$ 7,5 bilhões Idade: 81 anos Onde mora: Rio de Janeiro Jorge Moll Filho é empresário do setor de saúde e fundador e presidente do conselho da Rede D'Or São Luiz, a maior rede privada de hospitais do Brasil. Filho do médico Jorge Moll, ajudou a transformar o pequeno hospital criado pela família, no Rio de Janeiro, em um dos maiores grupos hospitalares da América Latina. Sob sua liderança, a Rede D'Or expandiu suas operações com a aquisição de hospitais, laboratórios e operadoras de saúde. Em 2020, a empresa realizou um dos maiores IPOs da história da bolsa brasileira, a B3, consolidando-se como uma das maiores do setor de saúde no país. Veja a lista de brasileiros mais ricos: Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões André Esteves — US$ 20,2 bilhões Jorge Paulo Lemann — US$ 19,8 bilhões Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões Jorge Moll Filho — US$ 7,5 bilhões Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões Carlos Alberto Sicupira — US$ 6,9 bilhões Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões Alex Behring — US$ 5,8 bilhões Joesley Batista — US$ 5,4 bilhões Wesley Batista — US$ 5,4 bilhões João Moreira Salles — US$ 5,1 bilhões Walther Moreira Salles Jr. — US$ 5,1 bilhões Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões José João Abdalla Filho — US$ 4,2 bilhões Maurizio Billi — US$ 4,2 bilhões José Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões João Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões Alceu Elias Feldmann — US$ 3,7 bilhões Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhões Roberto Irineu Marinho — US$ 3,3 bilhões Mário Araripe — US$ 3,3 bilhões Marcel Herrmann Telles — US$ 2,8 bilhões Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 2,7 bilhões Lírio Parisotto — US$ 2,7 bilhões Jayme Garfinkel — US$ 2,7 bilhões Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela — US$ 2,5 bilhões Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,5 bilhões Julio Bozano — US$ 2,4 bilhões Rubens Menin — US$ 2,3 bilhões Luciano Hang — US$ 2,3 bilhões Guilherme Benchimol — US$ 2,1 bilhões Edir Macedo — US$ 2 bilhões Luiz Frias — US$ 2 bilhões Cristina Junqueira — US$ 1,9 bilhão Liu Ming Chung — US$ 1,9 bilhão Ilson Mateus — US$ 1,8 bilhão Sasson Dayan — US$ 1,7 bilhão Artur Grynbaum — US$ 1,7 bilhão Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,7 bilhão Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhão Carlos Sanchez — US$ 1,7 bilhão Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,7 bilhão José Isaac Peres — US$ 1,6 bilhão Daniel Feffer — US$ 1,5 bilhão David Feffer — US$ 1,5 bilhão Ruben Feffer — US$ 1,5 bilhão Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhão Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhão Jorge Feffer — US$ 1,4 bilhão José Ermírio de Moraes Neto — US$ 1,4 bilhão Neide Helena de Moraes — US$ 1,4 bilhão José Roberto Ermírio de Moraes — US$ 1,4 bilhão Itamar Locks — US$ 1,4 bilhão Dora Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhão Lívia Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhão Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhão Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhão Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhão Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhão Marciano Testa — US$ 1,2 bilhão Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhão Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Antonio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhão Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhão Maria Frias — US$ 1,1 bilhão Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
10/03/2026 13:46:59 +00:00
IBGE divulga calendário de concurso que vai contratar mais de 39 mil temporários

Governo autoriza IBGE a contratar mais de 39 mil temporários para novos censos O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê publicar ainda no primeiro semestre de 2026 os editais de processos seletivos simplificados que têm como objetivo a contratação temporária de 39 mil profissionais. As vagas serão destinadas a atividades relacionadas a levantamentos estatísticos e censitários conduzidos pelo instituto. Segundo o IBGE, esse total de oportunidades será dividido em dois editais distintos, que devem ser publicados em momentos diferentes ao longo do primeiro semestre. O órgão está atualmente na fase de escolha da banca organizadora, e existe a possibilidade de que a mesma instituição fique responsável pela realização das duas seleções. A intenção é publicar o primeiro edital já em abril. O primeiro processo seletivo deve contemplar os cargos de analista censitário (AC), agente censitário administrativo (ACA), agente censitário de informática (ACI), agente operacional regional (AOR), agente censitário regional (ACR) e agente censitário de qualidade (ACQ). De acordo com o cronograma previsto, as etapas devem seguir o seguinte calendário: 1º processo seletivo Assinatura do contrato com a banca organizadora: até 30 de março de 2026 Publicação do edital: até 15 de abril de 2026 Aplicação das provas: até 31 de agosto de 2026 Resultado final: 31 de outubro de 2026 Já o segundo edital será destinado aos cargos de agente censitário supervisor (ACS) e recenseador. O cronograma previsto é o seguinte: 2º processo seletivo Assinatura do contrato com a banca organizadora: até 15 de maio de 2026 Publicação do edital: até 30 de junho de 2026 Aplicação das provas: até 31 de outubro de 2026 Resultado final: 31 de dezembro de 2026. A autorização para a contratação dos temporários foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de dezembro e permite que o instituto contrate profissionais por tempo determinado para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público, conforme previsto em lei. Com a divulgação do cronograma, muitos candidatos passaram a buscar mais informações sobre cargos, salários, inscrições e etapas do processo seletivo. Nesta reportagem, o g1 mostra o que já foi definido e o que ainda depende da publicação dos editais. ➡️ Veja abaixo: Por que o governo autorizou tantas vagas? Em quais censos os contratados vão trabalhar? Quais cargos serão oferecidos? Quais são os salários? Quando sai o edital? Últimos concursos do IBGE Por que o governo autorizou tantas vagas? O número elevado de vagas está diretamente ligado à dimensão dos censos que o IBGE pretende realizar. São pesquisas que exigem grande estrutura operacional, com equipes espalhadas por todo o país para coletar dados diretamente com a população. Esse tipo de trabalho é intenso, mas temporário. Ele ocorre em períodos específicos e, por isso, o instituto costuma reforçar o quadro com contratações por tempo determinado sempre que precisa executar levantamentos dessa magnitude. Em quais censos os contratados vão trabalhar? Segundo a portaria, os profissionais selecionados vão atuar na operacionalização de dois censos. Um deles é o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, voltado à coleta de informações sobre a produção no campo. O outro é o Censo da População em Situação de Rua, que busca mapear um grupo que exige metodologia própria e abordagem diferenciada. Quais cargos serão oferecidos? A maior parte das vagas será destinada ao cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados. Apenas para essa função, estão previstas 27.330 oportunidades. As demais vagas serão distribuídas entre funções operacionais e de apoio. O número de vagas por função já foi estabelecido, mas as atribuições detalhadas de cada cargo devem constar apenas no edital, que ainda não foi publicado. Para ser contratado, será necessário passar por um processo seletivo simplificado. Quais são os salários? As remunerações ainda não foram definidas. Os valores serão estabelecidos pelo próprio IBGE, com despesas custeadas pelo orçamento do próprio instituto, classificadas como “Outras Despesas Correntes”. A autorização está condicionada à declaração de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Quando sai o edital? O IBGE tem até seis meses, contados a partir da publicação da portaria, para divulgar o edital de abertura das inscrições — ou seja, até o mês de maio. Até lá, não há datas definidas para o início das inscrições, aplicação de provas ou divulgação de resultados. Últimos concursos do IBGE O último concurso do IBGE ocorreu em 2023, quando o governo federal autorizou o instituto a contratar 8.141 funcionários temporários para a realização de pesquisas. Além disso, no ano passado o IBGE também ofertou 895 oportunidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Atualmente, o IBGE mantém outro processo seletivo temporário em andamento, com 9.580 vagas para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade. IBGE Tânia Rêgo/Agência Brasil
10/03/2026 13:43:43 +00:00
Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do mundo em 2026; veja a lista

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse O fundador da Tesla, Elon Musk, lidera com folga o ranking anual de bilionários da revista Forbes em 2026, publicado nesta terça-feira (10). Ele acumula um patrimônio de US$ 839 bilhões. A fortuna de Musk subiu quase US$ 500 bilhões em um ano. Em 2025, ele já ocupava a primeira posição da lista, com riqueza estimada em US$ 342 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A segunda e a terceira posições são ocupadas por Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, com patrimônios de US$ 257 bilhões e US$ 237 bilhões, respectivamente. A primeira mulher da lista aparece na 14ª posição — uma colocação acima do ano passado. Trata-se a norte-americana Alice Walton, herdeira do Walmart, que acumula US$ 134 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ranking deste ano reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a Forbes. Juntos, eles acumulam uma fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões. O valor recorde é US$ 4 trilhões superior ao do ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários: são 989 ao todo, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Na sequência aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610 bilionários. A Índia vem atrás, com 229. Veja abaixo quem são os 10 mais ricos do mundo e de onde vêm as suas fortunas. Lista de bilionários da Forbes tem brasileira como mais jovem e Elon Musk com US$ 800 bilhões; veja destaques 1. Elon Musk, CEO da Tesla - US$ 839 bilhões Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 FABRICE COFFRINI / AFP Elon Musk cofundou sete empresas, entre elas a Tesla, a SpaceX e a startup de inteligência artificial xAI. Segundo a Forbes, ele possui cerca de 12% da Tesla, que passou a apoiar em 2004 e dirige como CEO desde 2008, além de ter opções para adquirir mais 8% da companhia. Em 2022, liderou a compra do Twitter por US$ 44 bilhões. Em 2025, integrou a plataforma à xAI, em um negócio que avaliou a empresa combinada em US$ 113 bilhões, líquido de dívidas. Em fevereiro de 2026, a SpaceX adquiriu a xAI em um acordo que avaliou a empresa combinada em US$ 1,25 trilhão. Musk possui uma participação estimada de 43% na companhia. Ele também fundou a startup de túneis The Boring Company e a empresa de implantes cerebrais Neuralink, que juntas levantaram cerca de US$ 2 bilhões de investidores privados, segundo a Forbes. 2. Larry Page, cofundador do Google - US$ 257 bilhões Larry Page Niallkennedy/Visualhunt.com Larry Page cofundou o Google em 1998 junto com o colega de doutorado em Stanford Sergey Brin. Juntos, criaram o algoritmo PageRank, que impulsiona o mecanismo de busca da empresa. Page foi CEO do Google até 2001, quando Eric Schmidt assumiu o cargo, e retornou ao comando entre 2011 e 2015, quando se tornou CEO da nova empresa controladora, a Alphabet. Em 2019, ele deixou o cargo de CEO da Alphabet, mas continua como membro do conselho e acionista controlador, segundo a Reuters. 3. Sergey Brin, cofundador do Google - US$ 237 bilhões Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Sergey Brin cofundou o Google em 1998 com Larry Page. Brin emigrou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos, após sua família enfrentar episódios de anti-semitismo. O Google abriu capital em 2004 e, em 2015, passou a ser negociado sob a nova empresa controladora, a Alphabet. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet em 2019, mas permanece como membro do conselho e acionista controlador. Ele já doou mais de US$ 2 bilhões para pesquisas sobre Parkinson e concentra suas doações em condições do sistema nervoso central e mudanças climáticas, segundo a Forbes. 4. Jeff Bezos, fundador da Amazon - US$ 224 bilhões Jeff Bezos Pablo Martinez Monsivais/AP Photo Jeff Bezos fundou a gigante do comércio eletrônico Amazon em 1994, a partir de sua garagem em Seattle. Em 2021, ele deixou o cargo de CEO para se tornar presidente-executivo da empresa, da qual ainda possui 8% das ações. Bezos se divorciou de MacKenzie em 2019, após 25 anos de casamento, e transferiu a ela um quarto de sua participação na Amazon, que na época correspondia a 16%, segundo a Forbes. Em 2020, ele se comprometeu a doar US$ 10 bilhões para causas climáticas até 2030 por meio do Bezos Earth Fund, tendo destinado US$ 2 bilhões até o momento. Além da Amazon, Bezos é proprietário do jornal The Washington Post e da empresa aeroespacial Blue Origin, que desenvolve foguetes. Ele chegou a viajar ao espaço em um deles em 2021. 5. Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook - US$ 222 bilhões Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 REUTERS/Carlos Barria Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, atualmente, detém cerca de 13% das ações do grupo, que comanda também marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. Desde 2021, o nome da empresa foi mudado para Meta, a fim de mudar o foco da empresa para o metaverso — uma estratégia que até o momento não mostrou resultados. 6. Larry Ellison, cofundador da Oracle - US$ 190 bilhões Larry Ellison, da Oracle, no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2025. Associated Press Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. Em setembro de 2025, Ellison se tornou a segunda pessoa da história a atingir uma fortuna de mais de US$ 400 bilhões, impulsionada por um aumento no preço das ações da Oracle ligado à inteligência artificial. Em 2012, comprou quase toda a ilha de Lanai, no Havaí, por US$ 300 milhões. Entre 2018 e 2022, fez parte do conselho da Tesla, possuindo 45 milhões de ações ajustadas antes de deixar o cargo, segundo a Forbes. Ellison também detém cerca de 50% do conglomerado de mídia Paramount Skydance, formado após a fusão da Paramount com a Skydance, empresa de seu filho David, avaliada em US$ 28 bilhões em agosto de 2025. 7. Bernard Arnault, CEO da LVMH - US$ 171 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault é dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne 70 grifes – como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. O grupo adquiriu a joalheria americana Tiffany & Co. em 2021 por US$ 15,8 bilhões, considerada a maior compra de uma marca de luxo até hoje, informou a Forbes. A holding de Arnault, a Agache, apoia a gestora de venture capital Aglaé Ventures, que investe em empresas como a Netflix e a ByteDance, controladora do TikTok. Arnault começou a carreira com recursos do negócio da família no setor de construção. Em 1984, usou US$ 15 milhões desse patrimônio para adquirir a marca Christian Dior. Em 2024, Arnault ficou em 1º lugar no ranking de bilionários da Forbes. Dificuldades no setor de luxo, porém, fizeram sua fortuna despencar. 8. Jensen Huang, CEO da Nvidia - US$ 154 bilhões Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante feira em Taiwan em junho de 2024 REUTERS/Ann Wang/File Photo Jensen Huang cofundou a fabricante de chips Nvidia em 1993 e, desde então, atua como CEO e presidente da empresa. Ele possui cerca de 3% das ações da companhia, que abriu capital em 1999, segundo a Forbes. Nascido em Taiwan, Huang passou parte da infância na Tailândia e foi enviado pela família, junto com o irmão, aos EUA, em meio a um período de instabilidade política no país. Sob sua liderança, os semicondutores da Nvidia se tornaram dominantes primeiro no mercado de jogos para computador e, mais recentemente, em aplicações de inteligência artificial. Em 2025, a empresa se tornou a primeira a atingir valor de mercado de US$ 5 trilhões. 9. Warren Buffett, dono da Berkshire Hathaway - US$ 149 bilhões Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan Conhecido como “Oráculo de Omaha”, Warren Buffett é presidente da Berkshire Hathaway, conglomerado que controla dezenas de empresas, como Geico, Duracell e Dairy Queen. Ele se aposentou do cargo de CEO no fim de 2025. Filho de um congressista americano, Buffett comprou sua primeira ação aos 11 anos e apresentou sua primeira declaração de impostos aos 13, informou a Forbes. Ele prometeu doar mais de 99% de sua fortuna e já destinou cerca de US$ 65 bilhões, principalmente para a Fundação Gates e para fundações de seus filhos. Em 2010, lançou com Bill Gates a iniciativa Giving Pledge, que incentiva bilionários a doar ao menos metade de suas fortunas. 10. Amancio Ortega, CEO da Inditex (dona da Zara) - US$ 148 bilhões Amancio Ortega, fundador da Zara. Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega cofundou a Inditex em 1975 ao lado de Rosalia Mera, sua ex-mulher. O grupo é dono de marcas como Zara, Massimo Dutti e Pull & Bear e reúne cerca de 5 mil lojas no mundo. Ortega possui cerca de 60% da empresa, listada em Madri. Em 2022, sua filha Marta Ortega Pérez assumiu a presidência da companhia. Ele recebe mais de US$ 400 milhões por ano em dividendos, que reinveste principalmente em imóveis na Europa e na América do Norte. Ranking dos 10 principais bilionários do mundo. Arte/g1 Leia mais sobre o ranking: Veja quem são novos bilionários de IA na lista da Forbes Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Quem são as mulheres mais ricas do mundo Quem são os bilionários brasileiros da geração Z na lista da Forbes
10/03/2026 13:38:37 +00:00
Disparada do petróleo: Haddad defende evitar 'decisões açodadas', mas diz que BC é autônomo sobre juros

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) que não se tomem o que ele chamou de "decisões açodadas" por conta da dispara do preço do petróleo, que, se não revertido, contaminará a inflação (via alta dos preços dos combustíveis). Questionado por jornalistas se a forte alta no preço do petróleo não pode prejudicar a intenção do Banco Central de iniciar o processo de corte de juros na próxima semana, ele lembrou os primeiros dias do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump — posteriormente revertido em parte. "Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas. Você lembra no caso do tarifaço? No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira que o Brasil finalmente ia se render ao império do norte, que ia ter que aceitar as exigências deles em relação ao Bolsonaro e nada disso aconteceu", disse Haddad. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro, no entanto, acrescentou que o Banco Central é autônomo em suas decisões sobre a taxa de juros, ou seja, independente, tanto do governo quanto do mercado. "Nós temos uma doença [inflação], um remédio [taxa de juros], e o que a Banco Central faz é administrar a dose. É só isso. Não faz outra coisa a não ser administrar a dose. Com base no quê? Nos dados, nas expectativas e tal. Então, o Banco Central é independente, porque ele tem uma metodologia de trabalho que ele vai seguir. Entendeu? Agora, vamos ver o que vai acontecer. Eu não posso antecipar, porque eu não sei. Não voto no Copom", disse o ministro. Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Em janeiro, o Banco Central indicou que deverá iniciar o ciclo de redução da Selic em seu próximo encontro, marcado para a próxima semana. O mercado acreditava que a redução seria de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mas já precifica, nesta semana, uma redução menor: de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, por conta da guerra no Oriente Médio. Em maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou em Los Angeles, nos EUA, uma política nacional de data centers que prevê a desoneração de investimentos no setor Getty Images Disparada do petróleo Após ultrapassar a barreira dos US$ 120 no decorrer desta semana, o nível mais alto em mais de três anos, os preços do petróleo caíam nesta terça após Donald Trump afirmar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve, o que reduziu as preocupações com interrupções prolongadas no abastecimento global. Os contratos futuros do Brent crude oil recuavam US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía US$ 6,19, ou 6,5%, para US$ 88,58 por barril. "Você veja como o preço do petróleo está oscilando dia a dia. Você não pode, com base nisso, já ir tomando decisões estruturais que vão comprometer. E nós temos que observar, verificar o andar das coisas, estabelecer cenários, como nós fizemos no caso do tarifaço, desenhar cenários, o cenário A, o cenário B, o cenário C, desenhar o pior cenário também", afirmou o ministro Haddad, nesta terça. Entenda como a guerra pode pressionar a inflação De acordo com economistas ouvidos pelo g1 na semana passada, a escalada de tensões e a eclosão da guerra no Oriente Médio, com o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e a propagação do conflito a países vizinhos, como o Líbano, pressionam o preço do petróleo e a cotação do dólar no Brasil. Também pode haver alguma pressão sobre o dólar. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio — limitando, também, o ritmo de crescimento da atividade doméstica. Segundo economistas, essa "mudança de preços relativos" de ativos (petróleo e dólar), no jargão da economia, pode contaminar não somente os preços correntes, mas também as projeções do mercado e da autoridade monetária para a inflação neste e nos próximos anos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), colegiado responsável buscar o atingimento das metas de inflação, toma suas decisões olhando para a frente, pois elas demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, o Banco Central está buscando atingir, por meio da fixação da taxa de juros, a meta central de inflação de 3% em doze meses até setembro de 2027. ➡️A lógica é que se a guerra não acabar no curto prazo, seu impacto na inflação (via aumento do petróleo e do dólar) pode ser mais duradouro, contaminando as projeções de inflação dos próximos anos e limitando intensidade e o ritmo dos cortes na taxa de juros no país. ➡️O Copom, do Banco Central, diz que apenas reage ao cenário da economia na fixação dos juros. Se há uma piora com impacto inflacionário, tem de adequar seu panorama esperado para o futuro. Na ata de sua última reunião, em janeiro, o Copom avaliava que o cenário externo seguia incerto.
10/03/2026 13:15:57 +00:00
Haddad confirma que deixa o Ministério da Fazenda semana que vem; Durigan deve assumir pasta

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (10) que deixa na próxima semana o comando da pasta. A previsão é que o secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, assuma a função após a saída de Haddad. "Devo deixar o governo na semana que vem", disse o ministro. Sobre a candidatura, "estamos conversando, estudando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não é só a candidatura, temos que ver o grupo de pessoas que vão compor a chapa, estamos vendo tudo isso com os cuidados devidos", prosseguiu. 🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril. Segundo a jornalista e comentarista da GloboNews, Ana Flor, apesar de ter demonstrado resistência, Haddad deve aceitar o pedido de Lula, que disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Já anunciei há bastante tempo a minha intenção de deixar o governo. Tenho conversado com o presidente [Lula] sobre São Paulo, vou ter uma conversa também com o vice-presidente Alckmin, com a Simone [Tebet], temos que ver como esse grupo pode ajudar, tanto a qualificar o debate em São Paulo, quanto jogar luz sobre as diferenças sobre o governo atual e o governo passado no plano federal, o objetivo é esse", prosseguiu Haddad. O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro. Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente. Só que as pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, tem sido considerada fundamental para o governo. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Pesquisa Datafolha Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera de forma isolada todos os cenários testados para o governo de São Paulo no primeiro turno das eleições de 2026. Nos levantamentos, o atual chefe do Executivo estadual aparece sempre com mais de 40% das intenções de voto. Em um cenário de primeiro turno contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Tarcísio aparece na frente com 44% das intenções de voto. O instituto simulou disputas com diferentes possíveis adversários. Mesmo com a variação de nomes, Tarcísio mantém vantagem sobre os concorrentes em todos os cenários pesquisados. O instituto entrevistou 1.608 eleitores de 16 anos ou mais em 71 municípios, entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5) . A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Intenção de voto Arte/g1
10/03/2026 12:52:55 +00:00
GPA fecha acordo com credores para plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões

Dona do Pão de Açúcar anuncia acordo extrajudicial para pagar dívida bilionária O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela lei para iniciar esse tipo de negociação. O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento. A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais. Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. Entenda a crise do Grupo Pão de Açúcar Grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar Divulgação O Grupo Pão de Açúcar registra prejuízos anuais desde 2022, resultado de diversos fatores que pressionaram seus resultados. Entre os principais, estão: A queda no consumo, especialmente em períodos de alta na inflação de alimentos; Os juros elevados, que aumentaram o custo das dívidas da empresa; Os gastos com mudanças na gestão; O pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas; e As perdas de lojas com baixo desempenho. Recentemente, o GPA acendeu um alerta no mercado financeiro ao informar, no balanço trimestral, que havia dúvidas sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. Segundo nota, o grupo tinha um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim do ano passado, causado principalmente por empréstimos e títulos que vencem em 2026. Assim, mesmo com melhora nos resultados, a empresa continuou a registrar prejuízo. "Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia", disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro. A empresa afirmou ainda que já adotava medidas para: Reduzir riscos à operação, incluindo negociações com credores para alongar prazos das dívidas; Diminuir despesas e gastos com juros; e Converter créditos tributários em dinheiro para reforçar o caixa. Mudanças de gestão O GPA passou por mudanças relevantes no último ano, com o Grupo Coelho Diniz assumindo a posição de principal acionista, com 24,6% das ações. O grupo francês Casino, ex-controlador, ainda detém 22,5% da empresa. Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito diretor-presidente da companhia. Em 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 651 milhões nas operações continuadas. Ao fim do ano, tinha dívida líquida de R$ 2 bilhões e dívida bruta de R$ 4 bilhões. Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas sob o código PCAR3, acumulam alta de 9,64%. O grupo tem 728 lojas no Brasil: 187 do Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar. *Com informações da agência de notícias Reuters
10/03/2026 12:15:59 +00:00
Preço da cesta básica sobe em 14 capitais em fevereiro; carne encarece e café fica mais barato

Valor médio da cesta básica sobe em 14 capitais em fevereiro de 2026. Divulgação O valor da cesta básica aumentou em 14 capitais e diminuiu em outras 13 entre janeiro e fevereiro deste ano. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na segunda-feira (9), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As principais altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98). Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil O que subiu na maioria das capitais O preço da carne bovina de primeira aumentou em 20 cidades, com percentuais entre 0,14%, em Brasília, e 2,93%, em Rio Branco. Outras sete cidades tiveram queda no valor médio, com destaque para Manaus (-1,33%). A menor disponibilidade de animais prontos para o abate e o bom desempenho das exportações mantiveram a carne bovina valorizada. Já o valor do quilo do feijão subiu em 26 capitais. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, aumentou nessas cinco cidades, com percentuais entre 1,38%, em Florianópolis, e 13,83%, em Vitória. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, foi observada queda apenas em Boa Vista (-2,41%). Os aumentos mais expressivos ocorreram em Campo Grande (22,05%) e Belém (18,63%). As altas de preço se deveram à oferta restrita, às dificuldades de colheita e à menor área de produção em relação a 2025. O que ficou mais barato O preço do café em pó foi menor em 21 cidades, entre janeiro e fevereiro de 2026. As reduções mais significativas ocorreram em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Em Brasília, o preço não se alterou e, em outras cinco localidades, verificou-se aumento do preço médio, com destaque para Macapá (3,59%). A perspectiva de safra recorde e a menor exportação explicaram as quedas no varejo. O preço do óleo de soja registrou queda em 26 cidades, com variações que foram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília. Em São Luís, o valor permaneceu estável no período analisado. A redução está associada ao excesso de oferta do grão e à desvalorização do dólar frente ao real, fatores que diminuíram a competitividade da soja brasileira no mercado externo e que pressionaram para baixo os preços do óleo também no varejo. No caso do arroz agulhinha, o valor do quilo caiu em 16 cidades. As maiores reduções foram registradas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Em outras nove capitais houve aumento, sendo a maior variação observada em Florianópolis (3,53%). Em Rio Branco e São Luís, o preço médio permaneceu estável. O movimento de queda dos preços está relacionado a estoques mais ajustados e a postura cautelosa dos vendedores. O preço do leite integral demonstrou queda em 15 capitais. As reduções mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%). Em Manaus e São Luís, o valor médio permaneceu estável, enquanto outras 10 capitais apresentaram aumento, com a maior alta registrada em Curitiba (2,28%). Mesmo com o início da entressafra da produção leiteira, a importação de derivados lácteos contribuiu para a redução dos preços no varejo.
10/03/2026 12:11:34 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,15, após EUA prometerem 'dia mais intenso' de ataques ao Irã; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou a sessão desta terça-feira (10) em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1566. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,1321. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 1,40%, aos 183.447 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A escalada das tensões no Oriente Médio continuou na mira dos investidores. Apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter afirmado na véspera que a guerra estava “praticamente terminada”, Teerã foi novamente bombardeada pelos EUA e por Israel nesta terça-feira, com ataques descritos como os mais intensos da guerra até agora. ▶️ Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bloqueará os embarques de petróleo do Golfo Pérsico, a não ser que os ataques cessem. A dificuldade no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz continua a preocupar os mercados. A passagem é uma das principais rotas de petróleo no mundo, e seu fechamento tende a diminuir a oferta de petróleo no mundo, causando oscilações nos preços da commodity. ▶️ Ainda assim, as falas de Trump de que a guerra pode terminar em breve traziam alívio para os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 17h30, o barril do Brent, referência global, tinha uma queda de 8,38% nos contratos para entrega em abril, a US$ 90,67. Já o WTI, dos EUA, caía 8,68%, cotado a US$ 86,54 por barril nos contratos para março. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,66%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: -6,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,28%; Acumulado do mês: -2,83%; Acumulado do ano: +13,85%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). O movimento ocorreu em meio às preocupações com a guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua e levanta temores sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia. Nesta terça-feira, porém, as cotações passaram a recuar, após a sequência recente de altas que levou o barril a se aproximar desse patamar no mercado internacional. Perto das 17h30, o barril do Brent, referência global, tinha uma queda de 8,38% nos contratos para entrega em abril, a US$ 90,67. Já o WTI, dos EUA, caía 8,68%, cotado a US$ 86,54 por barril nos contratos para março. O movimento ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que espera um desfecho mais rápido para o conflito no Oriente Médio do que o prazo anteriormente estimado de quatro a cinco semanas. A sinalização de um possível alívio nas tensões ajudou a reduzir parte da pressão sobre as cotações da commodity. Ainda assim, o mercado segue atento a novos desdobramentos da guerra, depois de autoridades americanas — entre elas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o general Dan Caine — indicarem que os ataques contra o Irã estariam se intensificando. Do lado iraniano, autoridades também ameaçaram manter restrições ao fornecimento de petróleo na região. Além disso, produtores do Oriente Médio ainda não retomaram a produção em larga escala, enquanto os custos de transporte da commodity tendem a permanecer elevados por algum tempo, fatores que continuam sustentando a volatilidade no mercado de energia. Mercados globais A maioria dos mercados internacionais fecharam em alta nesta terça-feira, após dias de volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio. O movimento foi influenciado pela queda do preço do petróleo, que reduziu parte das preocupações com o impacto da energia mais cara sobre a economia global. A exceção foi Wall Street, onde os três principais índices americanos fecharam com sinais mistos. O Dow Jones caiu 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,21%, para 6.781,48 pontos; e o Nasdaq Composite ganhou 0,01%, aos 22.697,10 pontos. Na Europa, as bolsas fecharam em alta, acompanhando o movimento observado em outros mercados. O avanço ajudou a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias em meio às incertezas provocadas pela guerra. No fechamento, o STOXX 600 subiu 1,82%, aos 605,76 pontos. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt avançou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100 de Londres ganhou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40 de Paris subiu 1,79%, alcançando 8.057,36 pontos. Na Ásia, as bolsas também encerraram o dia em alta, recuperando parte das quedas recentes. O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito no Oriente Médio poderia “acabar em breve”. A declaração contribuiu para a recuperação de mercados que vinham acumulando perdas, como os de China e Hong Kong. Também influenciou o cenário a decisão do governo chinês de elevar os preços máximos de gasolina e diesel, acompanhando a alta do petróleo observada após o fechamento do Estreito de Ormuz durante a escalada da guerra. No fechamento, em Xangai, o índice SSEC subiu 0,65%, aos 4.123 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,28%, aos 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 2,17%, chegando a 25.959 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 2,88%, aos 54.248 pontos. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
10/03/2026 12:00:31 +00:00
Lucro da Volkswagen cai pela metade impactado por tarifas e dificuldades no mercado chinês

SUVW Volkswagen – Crédito: Divulgação A Volkswagen enfrenta mais um ano desafiador, marcado por tarifas comerciais e pela disputa para recuperar espaço na China. A maior montadora da Europa informou nesta terça-feira (10) uma forte queda no lucro operacional e prevê apenas uma recuperação limitada de sua margem de lucro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Assim como outras empresas do setor, a companhia sofre pressão em seus principais mercados. As tarifas impostas pelos Estados Unidos têm gerado custos bilionários, enquanto a concorrência local reduz a participação da montadora na China, o maior mercado automotivo do mundo. Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país O grupo alemão, que inclui as marcas Porsche e Audi, também sob pressão, projeta uma margem operacional entre 4% e 5,5% em 2026. Em 2025, esse indicador ficou em 2,8%, após registrar 5,9% no ano anterior. Analistas consultados pela Visible Alpha estimam uma margem de 5,2% para este ano, no limite superior da faixa projetada pela empresa. “Estamos operando em um ambiente completamente diferente”, afirmou o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, em comunicado. O lucro operacional da montadora caiu mais da metade em 2025, para 8,9 bilhões de euros (US$ 10,4 bilhões), abaixo da estimativa de analistas, que apontava 9,4 bilhões de euros. O resultado foi pressionado pelas tarifas e pelos custos de uma mudança estratégica na Porsche, que interrompeu no ano passado o avanço de sua transição para veículos elétricos diante da demanda fraca. A receita permaneceu praticamente estável, em 322 bilhões de euros. Para 2026, a empresa prevê crescimento entre 0% e 3%, enquanto as projeções de analistas estão no limite superior dessa faixa. Segundo o diretor financeiro da companhia, Arno Antlitz, os lançamentos de novos produtos e as medidas de reestruturação adotadas em 2025 ajudaram a tornar o grupo mais resistente às dificuldades do mercado. “Mas a margem operacional ajustada de 4,6% ainda não é suficiente no longo prazo”, afirmou, acrescentando que a empresa continuará adotando medidas rigorosas de redução de custos. Em janeiro, a Volkswagen informou um fluxo de caixa líquido de 6 bilhões de euros em 2025, resultado muito melhor que a previsão inicial de valor próximo de zero. A divulgação impulsionou as ações da empresa, mas também gerou críticas de sindicatos, que questionaram o desempenho enquanto a companhia promove cortes significativos de empregos. O grupo pretende eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030. O plano inclui um programa de reestruturação na Porsche, cujo lucro operacional praticamente desapareceu em 2025, com queda de 98%, para 90 milhões de euros.
10/03/2026 11:38:23 +00:00
Valores a receber: ainda há R$ 10,5 bilhões esquecidos nos bancos; veja como consultar e sacar valores

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (10) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,49 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até janeiro deste ano. Deste total: R$ 8,1 bilhões são recursos de 49,52 milhões de pessoas físicas; R$ 2,38 bilhões são valores de 5,09 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 13,75 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese, acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.
10/03/2026 11:34:43 +00:00
BRB propõe aumento de capital após rombo bilionário ligado ao caso Master

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi O conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) propôs aos acionistas um aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões por meio da emissão de novas ações. Na prática, o banco pretende vender até 1,68 bilhão de novas ações por R$ 5,29 cada. Esse valor é cerca de 12,8% maior do que o preço de fechamento do papel na segunda-feira, quando a ação terminou o dia cotada a R$ 4,69. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. 🔎Um aumento de capital acontece quando uma empresa levanta mais dinheiro com investidores para reforçar suas finanças ou financiar novos projetos. Isso geralmente é feito por meio da emissão de novas ações, que são vendidas no mercado ou aos próprios acionistas. O dinheiro arrecadado entra no caixa da empresa e pode ser usado para investir no crescimento, reduzir dívidas, melhorar a situação financeira ou atender exigências regulatórias, como ocorre com frequência no caso de bancos. Segundo o BRB, a operação tem como objetivo fortalecer a situação financeira da instituição, ampliando os recursos disponíveis para sustentar suas atividades e crescimento. "A medida reduzirá o grau de alavancagem do conglomerado prudencial, ampliará a capacidade de absorção de possíveis perdas esperadas e inesperadas e favorecerá a manutenção do enquadramento prudencial, reforçando a solidez patrimonial", disse. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos acionistas em uma assembleia marcada para o dia 18 de março. Socorro ao BRB O aumento de capital anunciado pelo Banco de Brasília faz parte de um esforço mais amplo para reforçar a situação financeira da instituição e recuperar a confiança de investidores e clientes. Para isso, o governo do Distrito Federal prepara um pacote de medidas destinado a fortalecer o banco. Um projeto aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal autoriza o governo a usar diferentes instrumentos para apoiar o BRB, como aportes de recursos públicos, venda de imóveis do DF e contratação de empréstimos de até R$ 6,6 bilhões. O texto também permite transferir terrenos e outros ativos ao banco ou utilizá-los em operações financeiras, como fundos imobiliários, para levantar recursos. As medidas ocorrem em meio à pressão sobre as contas da instituição após operações com o Banco Master. Entre 2024 e 2025, o BRB investiu cerca de R$ 16,7 bilhões no banco privado, mas parte dessas operações passou a ser investigada por suspeitas de fraude. Com a liquidação do Master, muitos dos ativos adquiridos ficaram bloqueados ou não chegaram a integrar o patrimônio do BRB. Auditorias do Banco Central do Brasil, de órgãos de controle e de consultorias independentes apontam que as perdas podem chegar a cerca de R$ 8 bilhões. Diante desse cenário, o governo do DF e a direção do banco passaram a buscar medidas para recompor o patrimônio da instituição, melhorar a liquidez e garantir o cumprimento das exigências regulatórias. Veja os vídeos que estão em alta no g1
10/03/2026 10:50:59 +00:00
'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro já havia sido denunciado por golpes contra investidores: 'Sumiram com tudo', diz vítima

'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro já havia sido denunciado por golpes contra investidores A relação entre Luiz Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, e o banqueiro Daniel Vorcaro começou antes das suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Foi o que o Ministério Público de Minas descobriu durante uma investigação que identificou um esquema milionário de golpes contra investidores e lavagem de dinheiro. Veja no vídeo acima. O esquema De acordo com o MP, Mourão foi sócio da empresa Maximus Digital Fomento Mercantil Ltda., que prometia aos clientes retornos financeiros muito acima dos praticados no mercado. A investigação aponta que os contratos apresentados aos investidores não deixavam claro como o dinheiro seria aplicado. “Os contratos eram bastante nebulosos, não especificavam o tipo de investimento”, afirma um dos investigadores do caso. Com o passar do tempo, clientes de várias regiões do país começaram a ter dificuldades para resgatar os valores aplicados. Entre as vítimas, segundo o Ministério Público, estavam pessoas de baixa renda que chegaram a fazer empréstimos para investir, na esperança de melhorar a situação financeira ou pagar tratamentos de saúde. Um dos investidores lesados, Raimundo, contou que perdeu cerca de R$ 50 mil no esquema. “Eles deram sumiço de tudo. Não tinham nada, sumiram com tudo. Não deixaram rastro”, disse Raimundo Jorge Gonçalves Favacho, oficial de Náutica da Marinha Mercante. Ameaças, golpes financeiros e fraudes: o histórico de 'Sicário', aliado de Daniel Vorcaro Movimentação financeira Segundo o MP, entre junho de 2018 e julho de 2021 Mourão movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias ligadas a outras empresas consideradas de fachada, usadas para lavar dinheiro. A investigação também aponta que o grupo teria obtido um empréstimo de R$ 62 milhões em um banco ao apresentar imóveis como garantia com valores muito acima dos reais. Segundo os promotores, propriedades avaliadas entre R$ 400 mil e R$ 600 mil foram declaradas por valores de até R$ 19 milhões. De acordo com o Ministério Público, os imóveis pertenciam a uma empresa que teve como acionista Natália Vorcaro, irmã do banqueiro Daniel Vorcaro. O banco que concedeu o empréstimo foi posteriormente adquirido pelo próprio Vorcaro e passou a se chamar Banco Master. Os irmãos Vorcaro não foram denunciados na ação do Ministério Público de Minas Gerais. Procurado, o advogado de Natália Vorcaro preferiu não se manifestar. Prisão e morte Sicário foi preso na semana passada durante operação que investiga supostas fraudes bilionárias envolvendo Volcaro. Ele foi encontrado desacordado após duas tentativas de enforcamento na cela da PF. Recebeu atendimento e foi levado ao Hospital João XXIII, onde teve morte cerebral dois dias depois. A Polícia Federal afirma que as câmeras eram monitoradas e que a equipe agiu “com diligência”. 'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro já havia sido denunciado por golpes contra investidores Reprodução/TV Globo Processo judicial No ano passado, durante a fase de instrução do processo sobre as fraudes financeiras, Mourão compareceu a uma audiência, mas optou por permanecer em silêncio. O advogado de Luiz Phillipi Mourão afirmou que ainda aguardava acesso aos autos do processo e que não teve tempo de discutir as acusações com o cliente devido ao desfecho do caso. Ainda não há previsão para o julgamento dos outros dez réus denunciados na ação. Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Ameaças, golpes financeiros e fraudes: o histórico de 'Sicário', aliado de Daniel Vorcaro Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.
10/03/2026 10:32:24 +00:00
Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem Os preços do petróleo caíam nesta terça-feira (10), depois de terem atingido o nível mais alto em mais de três anos na sessão anterior. A queda ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve, o que reduziu as preocupações com interrupções prolongadas no abastecimento global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os contratos futuros do Brent crude oil recuavam US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía US$ 6,19, ou 6,5%, para US$ 88,58 por barril. Por volta das 7h24 (horário de Brasília), o Brent recuava 7,44%, cotado a US$ 91,60, e o WTI caía 6,84%, para US$ 88,29. Mais cedo, ambos os contratos chegaram a despencar até 11%, antes de reduzir parte das perdas. Na segunda-feira (9), o petróleo havia ultrapassado US$ 100 por barril, atingindo o maior valor desde meados de 2022. A alta foi impulsionada pelos cortes de oferta promovidos pela OPEC e por outros produtores durante a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, conflito que se ampliou e elevou os temores de grandes interrupções no fornecimento global. Os preços passaram a recuar depois que o presidente russo, Vladimir Putin, telefonou para Trump e apresentou propostas voltadas a uma solução rápida para o conflito, segundo um assessor do Kremlin. A sinalização ajudou a aliviar parte das preocupações com a oferta de petróleo. Em entrevista à CBS News na segunda-feira, Trump afirmou que acredita que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e que Washington estaria “muito à frente” do prazo inicial estimado, de quatro a cinco semanas. “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada de alta ontem, vemos agora um movimento exagerado de queda”, disse Suvro Sarkar, líder da equipe de energia do DBS Bank. Segundo ele, o mercado pode estar subestimando os riscos para o Brent nesses níveis de preço. “O Murban e o Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de fundamentos”, acrescentou, referindo-se a dois tipos de petróleo usados como referência no Oriente Médio. Em resposta às declarações de Trump, o Islamic Revolutionary Guard Corps afirmou que “determinará o fim da guerra” e que Teerã não permitirá que “um litro de petróleo” seja exportado da região caso os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuem. A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira, citando o porta-voz das Forças Armadas do país. Mesmo assim, os preços seguem pressionados enquanto Trump avalia a possibilidade de aliviar sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo como parte de um pacote de medidas para conter a alta dos preços globais, segundo fontes ouvidas pela agência. “As discussões sobre flexibilizar as sanções ao petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito pode perder intensidade e a possibilidade de os países do G7 recorrerem às reservas estratégicas enviam a mesma mensagem: de alguma forma, mais barris devem chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota divulgada nesta terça-feira. Os países do Group of Seven (G7) afirmaram na segunda-feira que estão preparados para adotar “as medidas necessárias” diante da alta dos preços globais do petróleo, embora não tenham se comprometido explicitamente a liberar reservas emergenciais. Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim Jornal Nacional/ Reprodução
10/03/2026 10:24:25 +00:00
Quatro países do Oriente Médio reduzem produção de petróleo por conta da guerra, diz agência

Sob comando do novo líder supremo, Irã ataca Kuwait, Catar e refinaria de petróleo do Bahrein Jornal Nacional/ Reprodução Quatro países do Oriente Médio farão reduções significativas na produção diária de petróleo em meio à guerra travada entre os EUA, Israel e Irã, revelou a agência de notícias norte-americana Bloomberg nesta terça-feira (10). Segundo fontes da agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram sua produção conjunta em até 6,7 milhões de barris por dia. Isso corresponderia a cerca de 6% da oferta mundial de petróleo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja as reduções que cada um desses países fará, segundo a Bloomberg: Iraque: cerca de 2,9 milhões de barris de petróleo por dia; Arábia Saudita: de 2 a 2,5 milhões de barris de petróleo por dia; Emirados Árabes Unidos: de 500 a 800 mil de barris de petróleo por dia; Kuwait: cerca de 500 mil de barris de petróleo por dia. Esses cortes representam entre 20% e 25% da produção de barris de petróleo em relação a números de fevereiro na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait, segundo a Bloomberg. Já o Iraque "foi forçado aos cortes mais profundos, de quase 60%", acrescentou a agência. Os cortes na produção de petróleo têm a ver com o fechamento do Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, pelo Irã por conta da guerra contra os EUA e Israel. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela região, e o escoamento da commodity ficou prejudicado com a interrupção do fluxo de petroleiros. As atividades das refinarias também são prejudicadas pelos ataques. Nesta terça-feira (10), por exemplo, a Refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, fez uma paralisação após um ataque de drone. Preço do petróleo pode aumentar a inflação Segundo a Bloomberg, os cortes na produção de petróleo desses quatro países são a resposta mais concreta na oferta de petróleo desde o início da guerra. Isso porque esses quatro países estão entre os maiores produtores de petróleo do mundo. A Arábia Saudita produz de nove a dez milhões de barris por dia, o Iraque produz até 4,5 milhões, os Emirados Árabes, 3,5 milhões e, por fim, o Kuwait produz até 2,8 milhões de barris diariamente. O preço do petróleo, vital para atividades econômicas ao redor do mundo, está disparando e virou preocupação mundial em meio à guerra no Oriente médio. Atualmente, países pensam em alternativas para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse avaliar tomar o controle do local. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que avalia "operação defensiva" para escoltar petroleiros pelo estreito. O CEO da Aramco, estatal saudita de petróleo, Amin Nasser, disse nesta terça-feira apoiar "qualquer ação ou medida que contribua para garantir a entrega de nossos produtos aos nossos clientes e ao mercado global". LEIA TAMBÉM: Com petróleo sob pressão, Trump avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz Entenda por que o petróleo disparou e perdeu fôlego em poucas horas Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã
10/03/2026 09:43:07 +00:00
Por que carros de luxo na Argentina estão sendo vendidos com desconto de até R$ 200 mil?

Ford Mustang Dark Horse custa R$ 649 mil no Brasil. Na Argentina agora ele sai por R$ 390 mil (US$ 75 mil) Divulgação / Ford Dezenas de carros de luxo na Argentina receberam grandes descontos nos últimos dias. A Audi reduziu em US$ 37 mil (R$ 192 mil, em conversão direta) o preço do RS Q8, que agora custa US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford passou a vender o Mustang GT por US$ 65 mil (R$ 338 mil). Antes, o preço de tabela no mercado argentino era de US$ 90 mil (R$ 470 mil), uma diferença de US$ 25 mil (R$ 132 mil). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Já o Mustang Dark Horse, mesma versão vendida no Brasil, custa US$ 75 mil (R$ 390 mil). Antes, essa configuração saía por US$ 97 mil (R$ 505 mil) na Argentina. Carros da Toyota, Lexus e Mercedes também têm descontos consideráveis, em média de 15%. A explicação está no fim de parte do imposto interno aplicado a veículos, embarcações, aviões e outros itens de maior valor. A iniciativa foi aprovada no Senado argentino junto com uma polêmica reforma trabalhista no fim de fevereiro. Apelidado de “imposto do luxo”, essa alíquota de 18% atingia carros que ultrapassavam 79 milhões de pesos argentinos (R$ 290 mil). Na prática, porém, a taxa chegava a 21,95% por causa da incidência conjunta com outros tributos. O imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao cliente. Após a inclusão das margens da concessionária, ele acabava incidindo, na prática, sobre veículos vendidos por mais de 105 milhões de pesos (R$ 385 mil). Audi RS Q8 na Argentina tem desconto de US$ 37 mil (R$ 192 mil) Divulgação / Audi Em fevereiro de 2025, um decreto do presidente Javier Milei já havia reduzido impostos internos sobre carros do segmento médio. “Esse imposto foi usado como ferramenta de política monetária quando havia uma diferença muito grande entre a cotação do dólar oficial e a do dólar paralelo”, explica Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação da SDC Assessores, na Argentina. Segundo Domínguez, durante o governo da presidente Cristina Kirchner as alíquotas subiram com a justificativa de proteger o mercado. Em alguns casos, a taxa de 35% podia chegar a 50% devido à diferença entre as cotações, afirma. “Havia receio de fuga de dólares, mas hoje já não existe essa diferença tão grande”, diz Domínguez. Preços caindo e vendas estagnadas O mercado argentino de automóveis enfrenta baixas vendas desde o fim de 2025. Isso até afetou a produção de carros no Brasil, que viu a Argentina diminuir a demanda por carros brasileiros. Parte da explicação para esse cenário é o reajuste dos impostos internos promovido por Milei. Há expectativa de ajuste nos preços em cadeia por causa dos grandes descontos, além de mudanças no mercado de usados. A isenção do imposto, segundo a legislação argentina, passa a valer em 1º de abril. Mesmo assim, várias marcas já anunciam seu portfólio com novos preços e entregas a partir do mês seguinte. “Aconteceu uma mescla de iniciativas. Algumas marcas já anunciaram descontos ainda maiores, pois se beneficiam também de acordos recentes da Argentina com os Estados Unidos”, explica o tributarista. Foi o caso dos modelos importados da Ford. Até o fechamento desta reportagem, Alfa Romeo, BMW, Land Rover, Porsche e Volvo ainda não haviam divulgado novos preços para o mercado argentino. Sobre uma eventual queda na arrecadação, Domínguez argumenta que o aquecimento da economia pode compensar. “A ideia é que esse corte nos preços estimule as vendas e, com isso, a economia como um todo ganhe”, explica. A associação de fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa) informou em nota que a eliminação definitiva do imposto interno representa um avanço para o setor. Segundo a entidade, a medida corrige distorções acumuladas na formação de preços, ajuda a reorganizar o sistema tributário e devolve previsibilidade às montadoras e a toda a cadeia produtiva. Renault lança Koleos no Brasil e quer clientes de SUVs chineses
10/03/2026 07:01:41 +00:00
Bancos de Wall Street liberam home office ou saída do país em meio a ataques no Oriente Médio

Uma vista geral do luxuoso Hotel Burj al-Arab na área de Jumeirah, em Dubai, Emirados Árabes Unidos Karim Sahib/Reuters Alguns dos maiores bancos de Wall Street, principal centro financeiro dos Estados Unidos, passaram a oferecer a funcionários nos Emirados Árabes Unidos a possibilidade de deixar o país temporariamente e trabalhar de forma remota enquanto continuam os ataques contra o país do Golfo. A informação foi divulgada pela Bloomberg. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup passaram a permitir que funcionários se mudem temporariamente para outros países, segundo o jornal. A medida busca dar mais segurança às equipes que atuam na região. ➡️ A medida ocorre em um momento de atenção redobrada em cidades como Dubai e Abu Dhabi, que se consolidaram como importantes centros financeiros globais. As duas atraem bancos internacionais, fundos de investimento e consultorias e funcionam como porta de entrada para negócios no Oriente Médio, na África e em partes da Ásia. A consultoria McKinsey & Company também adotou medidas semelhantes. De acordo com as fontes citadas pela Bloomberg, a empresa fretou um voo para a Turquia para retirar consultores que estavam fora da região. A companhia também passou a permitir que funcionários baseados em Dubai deixem o país em caso de emergência. Aeroporto de Dubai sofre danos durante ataques do Irã Ainda não está claro quantos profissionais aceitaram a oferta de mudança temporária. Um dos bancos afirmou à Bloomberg que a adesão foi muito limitada até o momento. Em muitos casos, os funcionários podem continuar trabalhando a partir de outro país. No entanto, as empresas não oferecem compensação financeira pela mudança. Mesmo quando a mudança é possível, a decisão pode trazer complicações. Alterações de residência, ainda que temporárias, podem gerar impactos fiscais. Alguns profissionais também precisam obter autorização de órgãos reguladores para trabalhar em outros países. A Bloomberg informou ainda que algumas empresas locais passaram a oferecer flexibilidade semelhante aos funcionários. Outras, porém, continuam operando normalmente nos Emirados Árabes Unidos. Veja como estão os conflitos no Oriente Médio na reportagem abaixo. Trump diz que guerra contra o Irã vai acabar em breve: 'Praticamente concluída'
10/03/2026 06:00:54 +00:00
Entenda por que o petróleo disparou e perdeu fôlego em poucas horas

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O preço do petróleo disparou na manhã desta segunda-feira (9), diante dos temores de que a guerra no Oriente Médio se prolongue. Novas declarações do presidente Donald Trump, porém, inverteram o movimento no fim da tarde — e as cotações seguiram em queda no início desta terça-feira. Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril. O Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, no maior nível desde 2022. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços, no entanto, recuaram para cerca de US$ 88 por barril por volta das 18h, após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode terminar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Em entrevista coletiva, Trump também indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais para conter os preços da commodity: aliviar sanções sobre o petróleo; assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global); utilizar o petróleo venezuelano. Segundo Trump, 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e outros 100 milhões ainda seguirão para os EUA. 🔎 As iniciativas refletem a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda reforça os temores do governo Trump: 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano devido à guerra. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami REUTERS/Kevin Lamarque Petróleo russo e conversa com Putin Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que o republicano considera aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais. O afrouxamento das sanções poderia aumentar a oferta de petróleo e, assim, ajudar a conter a alta de preços. A medida, no entanto, ainda não foi detalhada. Nesta segunda-feira, o presidente americano participou de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia, informou o governo russo. O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca, que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito no Irã e que Trump reiterou seu interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve. Em entrevista a jornalistas, Trump disse apenas ter tido uma “conversa muito boa” com Putin sobre a guerra na Ucrânia. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o alívio das sanções à Rússia poderia incluir uma flexibilização ampla ou medidas específicas que permitiriam a certos países comprar petróleo russo sem risco de punições dos EUA. Na semana passada, o governo Trump concedeu uma autorização temporária para que a Índia comprasse certos carregamentos de petróleo russo, ajudando o país a compensar a perda de fornecimento do Oriente Médio. Liberação do Estreito de Ormuz é alternativa Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo. “O problema é que as opções variam do marginal ao simbólico ou chegam a ser profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com a Casa Branca. Uma das alternativas viáveis, porém, seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os EUA negam que a via esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias. Na noite desta segunda, Trump afirmou que vai atacar o Irã “vinte vezes mais forte” caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada em uma rede social. “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, publicou. “Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”, acrescentou o republicano.
10/03/2026 03:00:37 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta terça-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.982 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (10), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado (7), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
10/03/2026 03:00:35 +00:00
Trump avalia reduzir sanções à Rússia para conter preços do petróleo, diz agência

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais em meio à guerra no Oriente Médio. A informação é da Reuters, citando fontes envolvidas nas discussões. Segundo a agência, as primeiras medidas podem ser anunciadas ainda nesta segunda-feira (9). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início da noite, em declaração a jornalistas, o republicano confirmou que os EUA estão suspendendo algumas sanções — mas não especificou quais. 🔎 O movimento reflete a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda reforça os temores da gestão Trump. Segundo o levantamento, 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano por conta da guerra. Desde que os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo dispararam. Os contratos do WTI (referência do petróleo nos EUA) chegaram a subir 30% na madrugada de domingo (8) para segunda-feira, atingindo US$ 119,48 por barril. O Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, no maior nível desde 2022. Diante do cenário, o republicano indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais: aliviar sanções sobre o petróleo; assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global); utilizar o petróleo venezuelano. Trump afirmou nesta segunda-feira que 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e que outros 100 milhões também seguirão para os EUA. As notícias fizeram os contratos futuros do Brent e do WTI recuarem para cerca de US$ 88 por barril no fim da tarde. A queda também ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode acabar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Trump fala na Casa Branca em 03 de março de 2026 Mark Schiefelbein/AP Conversa com Putin O novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo avaliado por Trump poderia aumentar a oferta e, consequentemente, ajudar a aliviar os preços. A medida, no entanto, ainda não foi detalhada. O presidente americano participou nesta segunda-feira de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo governo russo. O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e disse que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã. Ainda segundo o governo russo, Trump voltou a expressar interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve. Liberação do Estreito de Ormuz é alternativa Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo. “O problema é que as opções variam do marginal ao simbólico ou chegam a ser profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com a Casa Branca. Uma delas seria justamente restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. A turbulência nos mercados de energia ocorre em um momento sensível para Trump, que busca manter os preços dos combustíveis baixos como um dos pilares de sua mensagem econômica aos eleitores. Uma alta prolongada nos preços do petróleo e da gasolina poderia se espalhar pela economia, elevando custos de transporte e preços ao consumidor.
09/03/2026 21:57:56 +00:00
Com petróleo sob pressão, Trump avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está avaliando a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A declaração foi dada em entrevista à CBS News nesta segunda-feira (9). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala ocorre em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas de valores ao redor do mundo. A valorização do petróleo pode impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. O preço do petróleo vem sendo pressionado pela guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos. Forças iranianas ameaçaram atacar navios que atravessem a rota, localizada entre o território iraniano e a Península Arábica. Segundo Trump, os Estados Unidos “poderiam fazer muita coisa” em relação ao estreito. Ele negou a alegação do Irã de que a via esteja fechada e afirmou que está pensando em assumir o controle da região. O presidente também ameaçou destruir o Irã caso o país tente interferir no Estreito de Ormuz: “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada esperto, ou será o fim daquele país”, disse. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente.” Na mesma entrevista, Trump afirmou que a guerra contra o Irã deve acabar em breve, pois está “praticamente concluída”. Após as declarações sobre o possível fim do conflito, a cotação do petróleo passou a cair. Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo O Estreito de Ormuz Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1
09/03/2026 20:48:47 +00:00
Petróleo passa a cair após novas falas de Trump sobre guerra no Oriente Médio

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem Os preços do petróleo passaram a cair nesta segunda-feira (9) após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Oriente Médio. Por volta das 17h, os contratos futuros do Brent (referência internacional do petróleo) recuavam quase 4%, a US$ 89,06 por barril, enquanto os do WTI (referência do petróleo nos EUA) caíam mais de 6%, a US$ 85,37, em negociações após o fechamento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início do dia, os preços do petróleo chegaram a disparar quase 30%, perto de US$ 120 por barril. (leia mais abaixo) A queda ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e pode acabar em breve. As declarações foram dadas em entrevista por telefone à CBS News. "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o republicano. Além disso, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o governo de Trump avalia um novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo — o que aumentaria a oferta. O presidente americano participou nesta segunda-feira de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo governo russo. O telefonema durou cerca de 1 hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca e declarou que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito contra o Irã. Ainda de acordo com o governo russo, Trump voltou a expressar interesse de que a guerra na Ucrânia termine em breve. Disparada nos preços O recuo do petróleo vem após um salto nos preços no início do dia, em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do WTI subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48. Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119. Com os resultados, o preço do petróleo atingiu o maior valor desde 2022. A valorização do petróleo pode impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA. Trump quer controlar o Estreito de Ormuz Em entrevista à CBS News, Donald Trump afirmou que seu governo está “considerando” assumir o controle do Estreito de Ormuz. A via marítima é uma das principais rotas de energia do mundo, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente e cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito (GNL). O tráfego na região foi fortemente interrompido pelo Irã no início da guerra. O país chegou a afirmar que qualquer navio que tentasse atravessar o estreito seria incendiado. O governo dos EUA nega que o Estreito de Ormuz esteja, de fato, bloqueado. Em entrevista à CBS News, Trump afirmou que a via continua aberta. Disse ainda que a Casa Branca está “pensando em assumir o controle” da rota e que poderia fazer “muita coisa”. Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. SAHAR AL ATTAR / AFP
09/03/2026 20:01:10 +00:00
Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã

Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. O g1 consultou analistas para avaliar se esse movimento pode resultar em reajustes. Petróleo sobe, mas gasolina e diesel seguem quase estáveis Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias. 🚗 Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período. Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, pois a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo. 🔎 Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a política de paridade de importação (PPI), a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno. 💰 Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor. De acordo com Marcos Bassani, analista de investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, a nova política reduziu a frequência de reajustes. “Quando o petróleo sobe rapidamente, os combustíveis no Brasil podem ficar temporariamente mais baratos que no mercado internacional. Isso mostra que a Petrobras está absorvendo parte do impacto externo para evitar aumentos bruscos”, afirma. Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis O preço do petróleo influencia os combustíveis porque é a principal matéria-prima usada na produção de gasolina e diesel. Como é negociado globalmente em dólar, a alta do barril ou da moeda americana tende a elevar os custos. Ainda assim, o petróleo não é o único fator que determina o valor pago pelo consumidor. Segundo a Petrobras, o preço final também inclui impostos, a mistura obrigatória de biocombustíveis e os custos de transporte, distribuição e venda. No caso da gasolina, por exemplo, a parcela ligada à Petrobras representa cerca de 28,7% do preço final. Considerando o preço médio nacional recente de R$ 6,30 por litro, segundo a ANP, isso equivale a cerca de R$ 1,81. O restante corresponde a impostos federais e estaduais, à mistura de etanol anidro e aos custos de distribuição e venda até os postos. No diesel, a participação da Petrobras é maior: cerca de 46% do preço final. Em um valor médio de R$ 6,08 por litro, isso representa cerca de R$ 2,80, enquanto o restante inclui impostos, biodiesel e custos de transporte. Há limites para segurar os preços? Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites. “Se o petróleo permanecer em nível elevado por muito tempo, a Petrobras tende a reajustar os preços para recuperar margens”, diz Bassani. Outro fator de pressão é a dependência brasileira de importações, especialmente de diesel. Se a diferença entre os preços internos e os internacionais ficar muito grande, importadores podem reduzir a oferta no país. Para Johnny Martins, vice-presidente do SERAC, conflitos em regiões produtoras costumam provocar alta global do petróleo e aumentar as oscilações nos mercados. “Qualquer risco de interrupção na produção, no transporte ou na exportação gera insegurança. E, quando há insegurança, o preço sobe”, afirma. Segundo ele, como o petróleo é negociado em dólar, altas no barril ou na moeda americana elevam o custo dos combustíveis e afetam toda a cadeia produtiva, especialmente transporte e logística. Com o diesel mais caro, por exemplo, o frete aumenta — o que pode encarecer produtos e serviços para o consumidor. Na avaliação de João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a Petrobras pode continuar adiando parte dos repasses enquanto aguarda a estabilização dos preços. “A empresa tende a esperar antes de realizar reajustes, que podem ocorrer nos próximos dias caso os preços se mantenham em níveis mais elevados”, afirma. Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba Marcelo Camargo/Agência Brasil
09/03/2026 18:45:38 +00:00
Como funcionam os programas que recuperam mensagens de celulares e são usados pela PF em investigações

Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF A Polícia Federal tem equipamentos que acessam dados de celulares sem a senha e ainda que eles estejam desligados. E usa técnicas para recuperar até mensagens apagadas. Mas como funcionam essas ferramentas? Programas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e dispositivos Android até mesmo quando eles estão bloqueados. Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele consegue fazer varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma etapa importante para a investigação é preservar o dispositivo em um recipiente sem entrada e saída de ondas eletromagnéticas, seguindo o conceito da física conhecido como Gaiola de Faraday. Esse recipiente, que pode ser uma bolsa ou uma caixa, por exemplo, tem no interior um revestimento metálico que bloqueia sinais externos, como o de internet. O objetivo é evitar que o dono do aparelho consiga apagar dados remotamente. "O equipamento fica ligado, mas não consegue se comunicar com o Wi-Fi, com a antena da rede de celular. Não há contato com o mundo exterior, o que é o ideal", explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital, em uma reportagem de janeiro de 2026. Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia de acordo com a condição do dispositivo: se estiver com a tela bloqueada, é possível usar programas como Greykey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha de bloqueio e baixar informações ao se conectarem com o aparelho por um cabo USB; se estiver desligado ou danificado, pode-se adotar a técnica conhecida como chip off, em que componentes como o chip de memória são desmontados do aparelho e as informações contidas nele são transferidas para outro dispositivo. A licença de programas como Greykey e Cellebrite pode custar cerca de US$ 50 mil por ano (R$ 270 mil), revelou Castilho. Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens Divulgação/Cellebrite Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres que recusam namoro e casamento Motorola lança Signature, concorrente ‘fininho' do Galaxy S26 Ultra Perícia precisa ser rápida Apesar de arquivos e mensagens não serem apagados da memória com o passar do tempo, o ideal é que a extração por meio desses programas seja feita o quanto antes. Peritos têm essa pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, disse Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, que é salva. "Com algumas ferramentas, é possível achar essa senha e quebrá-la de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar". Alguns celulares são reiniciados automaticamente para evitar a extração da senha. A empresa que criou o Greykey disse em 2024 que uma atualização no iPhone faz o aparelho se desligar e ligar por conta própria se estiver bloqueado por mais de três dias. Busca por mensagens O IPED, criado na Polícia Federal, facilita a pesquisa por informações presentes em um celular e é capaz até mesmo de extrair texto de imagens. Ele usa o mesmo princípio de radares de trânsito que tiram uma foto da placa do carro e transformam a informação em texto para ela ser identificada no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro. "Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. O programa permite fazer buscas por padrões como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. E consegue analisar mensagens apagadas, o que não inclui as que têm visualização única. O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que mais desenvolvedores contribuam com melhorias da ferramenta. Mensagem de voz de reprodução única no WhatsApp Darlan Helder/g1 Acesso ao celular mesmo desligado Uma alternativa é usar o chip off, técnica de força bruta em que o aparelho pode ser desmontado para retirar componentes importantes para a investigação ou transferir dados para outros dispositivos. "O celular está desligado daquela forma como vemos a tela, mas você precisa mandar pulsos elétricos para fazer a extração", disse Castilho. "Desmonta, tira a tela, pega os componentes, principalmente a memória, e faz uma espécie de remontagem para fazer a extração".
09/03/2026 17:43:58 +00:00
Haddad deixará Fazenda na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o comando da pasta na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes próximas ao ministro ouvidas pelo blog. A previsão é que Haddad deixe o governo na quinta-feira (19), a tempo de cumprir o período estabelecido pela Constituição. 🗓️ Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação: o que neste ano ocorre no início de abril. Apesar de ter demonstrado resistência, Haddad aceitou o pedido de Lula, que disse precisar dele na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ana Flor: em jantar, Lula diz a Haddad que precisa dele na disputa em SP O acirramento da disputa presidencial, em especial depois da divulgação da pesquisa Datafolha no último sábado (7), foram o argumento final para convencer o ministro. LEIA TAMBÉM Datafolha: Tarcísio lidera todos os cenários para governador no 1º e no 2º turno. Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 43% das intenções de voto no 2º turno, diz pesquisa Haddad argumentava, em conversas internas do governo, que Lula estava em uma situação bem mais positiva na corrida presidencial do que em 2022, quando disputou com Bolsonaro ocupando a cadeira de presidente. Só que as pesquisas têm mostrado um segundo turno muito apertado entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso, a presença dele na disputa em São Paulo, importante colégio eleitoral, tem sido considerada fundamental para o governo. Fernando Haddad, Ministro da Fazenda do Brasil Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo Disputa em SP Outro ponto importante é que, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no domingo (8), Haddad apresenta um desempenho melhor que outras possibilidades ventiladas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Simone Tebet (MDB). O ministro da Fazenda, no entanto, ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto. O atual governador do estado tem 44% das intenções de voto, na pesquisa, ante 31% do ministro da Fazenda.
09/03/2026 16:29:07 +00:00
Indústria, varejo e turismo: entenda como a guerra no Irã está transformando os negócios globais

Avião é visto decolando no céu de Bruxelas, Bélgica, em 10 de março de 2016. Reuters A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã está abalando empresas em todo o mundo, elevando os preços da energia, restringindo o fornecimento de matérias-primas essenciais e levantando dúvidas sobre a confiabilidade das rotas comerciais cruciais para o fluxo de mercadorias, desde alimentos até peças de automóveis. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Abaixo estão as principais interrupções até o momento: Caos de viagem A guerra fechou grande parte do espaço aéreo da região e paralisou os aeroportos de Dubai e Doha, dois dos mais movimentados do mundo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos e forçando as companhias aéreas a cancelar cerca de 40 mil voos — a maior interrupção no setor de viagens desde a pandemia de Covid-19. Os governos estão se mobilizando para repatriar os cidadãos, e os aeroportos estão retomando gradualmente as operações, mas apenas com uma fração da capacidade normal. Jatos particulares surgiram como uma alternativa para viajantes isolados no Golfo, enquanto outros embarcaram em longas viagens de táxi pelo deserto até Riade, na Arábia Saudita, na esperança de voar para casa de lá. Remessas que vão desde produtos frescos a peças de avião estão em suspenso, uma vez que o conflito no Oriente Médio comprime a capacidade de carga e aumenta os preços dos fretes. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Companhias aéreas O fechamento do espaço aéreo do Golfo teve um impacto rápido nas redes de companhias aéreas e afetou negativamente as ações do setor. Os preços das passagens aéreas entre a Ásia e a Europa dispararam, algumas companhias aéreas, incluindo a Wizz Air e a Lufthansa, alteraram rotas, e a Ryanair registrou um aumento na demanda por voos de curta distância, já que os europeus estão optando por ficar mais perto de casa durante a Páscoa. Alguns preços do combustível de aviação, a segunda maior despesa para as companhias aéreas depois da mão de obra, dobraram desde o início do conflito, aumentando a pressão sobre as empresas aéreas. As companhias aéreas americanas, que abandonaram a prática de proteção contra os custos de combustível, podem ser as mais afetadas caso a guerra se prolongue. As companhias aéreas europeias e asiáticas mantêm estratégias ativas de proteção contra os custos de combustível. Para os pilotos, a guerra com o Irã está tornando os céus ainda mais perigosos, aumentando a pressão sobre aqueles que os sobrevoam devido a eventos que vão desde incursões de drones até rotas de voo comprimidas pelo conflito. Impacto em Dubai O conflito colocou em risco a imagem cuidadosamente construída do Oriente Médio como um destino turístico seguro e sofisticado, após bilhões em investimentos nos últimos anos, de Abu Dhabi a Dubai. O turismo movimenta cerca de US$ 367 bilhões R$ 1,9 trilhão) anualmente na região. Também revelou o quanto o transporte aéreo global depende de um punhado de centros principais, liderados por Dubai, o aeroporto internacional mais movimentado do mundo . Em Dubai e outros importantes centros comerciais do Oriente Médio, muitas lojas estavam fechadas ou operando com uma equipe reduzida na semana passada. Indústria de defesa Os Estados Unidos lançaram um arsenal de armamentos contra alvos iranianos, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, caças furtivos e, pela primeira vez em combate, drones de ataque unidirecional de baixo custo, modelados a partir de projetos iranianos. O Pentágono também utilizou serviços de inteligência artificial da Anthropic, incluindo suas ferramentas Claude, durante o ataque. Na semana passada, o Pentágono classificou o laboratório de IA como um "risco para a cadeia de suprimentos", proibindo que contratados do governo utilizem sua tecnologia em projetos para as Forças Armadas dos EUA. Essa decisão foi tomada após meses de disputa sobre a insistência da empresa em medidas de segurança que, segundo o Departamento de Defesa, foram excessivas. O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com executivos de sete empresas contratadas do setor de defesa em 6 de março, enquanto o Pentágono trabalha para repor os suprimentos reduzidos pelos ataques dos EUA ao Irã e outras operações militares recentes. Metais críticos e matérias-primas A fundição catariana Qatalum começou a interromper suas operações na semana passada, enquanto a Aluminium Bahrain informou ter suspendido os embarques e declarado força maior por não conseguir transportar metal pelo Estreito de Ormuz. A região do Golfo responde por cerca de 8% do fornecimento global de alumínio. Os preços do alumínio na Bolsa de Metais de Londres dispararam após a notícia, enquanto os prêmios físicos na Europa e nos Estados Unidos atingiram máximas em vários anos. Os produtores de níquel na Indonésia, que dependem do Oriente Médio para 75% do enxofre que utilizam, podem ter que reduzir a produção, já que o transporte marítimo no Golfo está sendo cada vez mais afetado pelo conflito. 'Fast fashion' e mercado de luxo Remessas de roupas da Inditex, proprietária da Zara, e de outras grandes varejistas de vestuário estão retidas em aeroportos de Bangladesh e da Índia, devido às restrições impostas pelo conflito aos voos de carga aérea. O sul da Ásia é uma potência na fabricação de roupas, e as marcas de fast fashion do mundo todo dependem de fábricas em Bangladesh, Índia e Paquistão para um fluxo constante de novas camisetas, vestidos e calças jeans. A crise também está aumentando a pressão sobre o setor de luxo , que já enfrenta dificuldades para se recuperar da desaceleração da demanda, com grupos como Richemont e Zegna entre os mais afetados. Chips e centros de dados Autoridades sul-coreanas alertaram que um conflito prolongado poderia interromper o fornecimento de materiais essenciais para a fabricação de semicondutores provenientes do Oriente Médio, incluindo o hélio, fundamental para a produção de chips e que não possui substituto viável. Os ataques com drones que danificaram alguns dos centros de dados da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein levantaram questões sobre as cadeias de suprimentos de tecnologia e o ritmo de expansão das grandes empresas de tecnologia na região.
09/03/2026 16:09:49 +00:00
Trump comprou mais de US$ 1,1 milhão em títulos de Netflix e Warner no auge da disputa com a Paramount

O presidente dos EUA, Donald Trump REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comprou mais de US$ 1,1 milhão (R$ 5,8 milhões) em títulos da Netflix nos últimos três meses, enquanto a empresa disputava com a Paramount Skydance a compra da Warner Bros Discovery, segundo informações do governo americano. Trump comprou mais de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) em títulos da Netflix em duas transações, nos dias 12 e 16 de dezembro, e outros US$ 600 mil (R$ 3,2 milhões) em mais duas negociações, em 2 e 20 de janeiro, segundo documentos divulgados pelo governo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Casa Branca informou uma faixa de valores, em vez de quantias exatas, entre pouco mais de US$ 1,1 milhão e US$ 2,25 milhões (R$ 11,9 milhões). As aquisições ocorreram enquanto o presidente republicano e integrantes da área regulatória criticavam a Netflix na imprensa, questionando se o acordo resistiria à análise de órgãos de defesa da concorrência e pressionando a empresa a demitir a integrante do conselho Susan Rice, ex-assessora do ex-presidente Barack Obama. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não está claro se Trump lucrou ou perdeu dinheiro com os títulos da Netflix, que pagam juros de 5,375% ao ano e vencem em novembro de 2029, já que o documento não informa se ou quando o presidente vendeu os papéis. O negócio, que teria deixado a empresa combinada com cerca de US$ 85 bilhões em dívidas, pressionou imediatamente os títulos da Netflix. A legislação dos Estados Unidos permite que o chefe do Poder Executivo invista em empresas que tenham contratos com o governo. Acredita-se que ele tenha comprado os papéis por meio de um fundo administrado por seus filhos. "Os bens do presidente Trump estão em um fundo administrado por seus filhos", disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly. "Não há conflitos de interesse." O negócio, que teria deixado a empresa combinada com cerca de US$85 bilhões (R$ 449,5 bilhões) em dívidas, pressionou imediatamente os títulos da Netflix. Eles eram negociados a US$ 1,03 e US$ 1,04 por valor de face quando Trump os comprou, em 12 e 16 de dezembro, e a US$ 1,04 e US$ 1,03 na segunda rodada de aquisições, em 2 e 20 de janeiro, segundo dados compilados pela LSEG. Trump também adquiriu entre US$ 500.002 (R$ 2,6 milhões) e US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) em títulos da Warner Bros em duas operações, nos dias 12 e 16 de dezembro. Na ocasião, eram negociados a 91,75 e 92 centavos de dólar. Agora, valem 95 centavos. Se manteve esses papéis, estaria com ganho. Dias depois do anúncio da fusão da Warner com a Netflix, em 5 de dezembro, Trump começou a questionar a viabilidade do acordo, dizendo a jornalistas que a concentração de poder de mercado "poderia ser um problema". Trump diz que não é amigo da Netflix nem da Paramount em meio a disputa pela Warner A Paramount, dirigida pelo filho de Larry Ellison, aliado de Trump e grande doador republicano, tornou pública sua oferta hostil de aquisição em 8 de dezembro, dando início a uma disputa de lances entre as duas empresas. A Netflix desistiu da disputa após a Paramount apresentar uma oferta de US$ 110 bilhões (R$ 528,8 bilhões) há cerca de duas semanas. A transação será financiada com US$ 39 bilhões (R$ 206,2 bilhões) em novas dívidas concedidas por Bank of America, Citigroup e Apollo, segundo anúncio feito pelas empresas em 27 de fevereiro. Os últimos relatórios do Escritório de Ética Governamental dos EUA, datados de 27 de fevereiro, foram publicados na internet na semana passada. Trump, investidor do setor imobiliário, já declarou mais de US$ 1 bilhão em ativos. Ele mantém negócios que incluem criptomoedas, clubes de golfe e contratos de licenciamento.
09/03/2026 15:38:18 +00:00
Agência Internacional de Energia pede liberação emergencial de estoques de petróleo do G7

Petróleo Divulgação/Petrobras A Agência Internacional de Energia (AIE) pediu a liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo, informou a ministra das finanças japonesa, Satsuki Katayama a jornalistas nesta segunda-feira (9). O pedido teria sido feito durante uma reunião online com os ministros das Finanças do G7 (grupo das sete democracias mais ricas do mundo). A medida serviria para apoiar o fornecimento global de energia e conter os preços da commodity. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "A AIE pediu que cada país realizasse uma liberação coordenada de reservas de petróleo", disse Katayama. "Em resposta à situação atual [...] o G7 concordou em continuar monitorando de perto os desenvolvimentos no mercado de energia e em tomar as medidas necessárias para apoiar o fornecimento global de energia, incluindo a liberação de reservas de petróleo." Os ministros e representantes da AIE (Agência Internacional de Energia) foram acompanhados por executivos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bem como do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse Katayama. "Todos estão acompanhando de perto os desdobramentos nos mercados financeiros, no comércio e nos mercados como um todo", afirmou o ministro das finanças alemão, Lars Klingbeil, reforçando que o uso dessa estratégia dependerá de como o mercado da commodity deve evoluir. "Veremos se e quando será o momento certo para seguir essa opção estratégica", completou. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo a ministra japonesa, o G7 realizará em breve uma reunião de ministros da energia para discutir novas medidas. Os preços do petróleo atingiram níveis não vistos desde meados de 2022 nesta segunda-feira (9), com alguns dos principais produtores reduzindo a oferta e o mercado sendo tomado por temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo devido à crescente guerra entre os EUA e Israel com o Irã. Quanto petróleo os países do G7 mantêm em reservas de emergência? Os países membros da AIE (Agência Internacional de Energia) que são importadores líquidos de petróleo são obrigados a manter em estoque o equivalente a pelo menos 90 dias de importações de petróleo. Veja abaixo a quantidade que cada país do G7 tem em estoque. Vale destacar, no entanto, que a quantidade que pode ser liberada por dia é limitada pela infraestrutura local. Estados Unidos: possuem 415,4 milhões de barris de petróleo bruto na Reserva Estratégica de Petróleo, em 27 de fevereiro, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA. Além disso, os EUA têm 439,3 milhões de barris de reservas comerciais em mãos privadas. Japão: 260 milhões de barris de petróleo bruto em estoques governamentais, de um total de aproximadamente 470 milhões de barris de equivalente em petróleo no país no final de dezembro. O estoque governamental equivale a 146 dias de importações, segundo o Ministério de Recursos Naturais e Energia do Japão. Outros 180 milhões de barris de combustíveis equivalentes a petróleo estão em estoques privados (dos quais 90 milhões de barris são de petróleo bruto). Alemanha: O governo alemão detém 110 milhões de barris de petróleo bruto e 67 milhões de barris de produtos petrolíferos refinados, que podem ser liberados em poucos dias, segundo o Ministério da Economia da Alemanha. França: Cerca de 120 milhões de barris de petróleo bruto e derivados no final de 2024, segundo os dados mais recentes disponíveis publicamente. Desse total, aproximadamente 97 milhões de barris são detidos pela SAGESS, entidade governamental, sendo cerca de 30% petróleo bruto, 50% gasóleo, 9% gasolina, 7,8% querosene de aviação e uma parte de óleo combustível. Os outros 39 milhões de barris são detidos pelas empresas petrolíferas do país. Itália: A lei exige que o país mantenha reservas de cerca de 76 milhões de barris de petróleo, o que representa 90 dias da média das importações líquidas de petróleo italianas em 2024. O Ministério da Economia da Itália não respondeu a um pedido de comentário sobre o número exato. Reino Unido: Cerca de 38 milhões de barris de petróleo bruto e 30 milhões de barris de produtos refinados, em 26 de fevereiro, segundo o Departamento de Segurança Energética e Net Zero. O governo cumpre sua obrigação exigindo que a indústria mantenha níveis mínimos de estoque. Em julho de 2025, cerca de 15% dos estoques estavam armazenados em território britânico para atender às exigências de outros países ou mantidos no exterior por meio do sistema de bilhetes da AIE (Agência Internacional de Energia) como opções de compra de petróleo estrangeiro em caso de crise. O Canadá não possui reservas estratégicas de petróleo e não é obrigado a tê-las pela AIE (Agência Internacional de Energia), por ser um exportador líquido de petróleo. Quarto maior produtor mundial de petróleo bruto, o Canadá bombeou mais de 5 milhões de barris por dia em dezembro. A maior parte de suas exportações destina-se aos Estados Unidos., *Com informações da agência de notícias Reuters.
09/03/2026 15:32:34 +00:00
União Europeia alerta para 'grande choque inflacionário' caso guerra no Oriente Médio se prolongue

Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 e países avaliam liberar reservas A Comissão Europeia alertou nesta segunda-feira (9) para um "grande choque inflacionário" caso o conflito no Oriente Médio se prolongue. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Se a situação se prolongar, com interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura energética dos Estados do Golfo, poderá acabar causando um grande choque inflacionário na economia global e europeia", alertou o Comissário Europeu Valdis Dombrovskis. O conflito já causa abalos nas bolsas mundiais e, principalmente, no preço do petróleo. Nesta segunda-feira (9), as bolsas de valores desabaram e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). A bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão recuava 2,71%. As bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte do valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza. O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48. Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119. 'Imposto sobre a economia global' Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. SAHAR AL ATTAR / AFP O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”. "O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou. Analistas, no entanto, alertam para possível impacto severo na economia mundial. "O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".
09/03/2026 15:06:44 +00:00
Petróleo dispara com a guerra no Irã, e países da Ásia e Europa adotam plano de emergência; veja lista

Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã Os preços do petróleo dispararam, enquanto as bolsas de valores caíram diante do temor de que a escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã restrinja a oferta de energia e prejudique indústrias ao redor do mundo. A seguir, as medidas que governos estão adotando ou pretendem adotar para reduzir o impacto da guerra em suas economias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Coreia do Sul planeja teto para combustíveis O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou nesta segunda-feira que as autoridades vão impor um teto aos preços domésticos dos combustíveis pela primeira vez em quase 30 anos. O país também buscará fontes de energia além dos carregamentos que passam pelo Estreito de Ormuz e poderá ampliar, se necessário, um programa de estabilização de mercado de 100 trilhões de won (US$ 67 bilhões), acrescentou. Japão orienta depósito nacional de petróleo a se preparar para liberação O governo japonês instruiu uma instalação nacional de armazenamento de reservas de petróleo a se preparar para uma possível liberação de petróleo bruto, disse à Reuters, no domingo, Akira Nagatsuma, membro do partido de oposição Aliança Reformista Centrista. Detalhes como o momento da liberação ainda permanecem indefinidos, afirmou Nagatsuma. Vietnã vai eliminar tarifas de importação de combustíveis O Vietnã planeja eliminar tarifas de importação sobre combustíveis para garantir o abastecimento em meio às interrupções, informou o governo, acrescentando que a medida deve vigorar até o fim de abril. Indonésia vai aumentar subsídios a combustíveis A Indonésia vai aumentar os recursos destinados a subsídios a combustíveis no orçamento, disse o ministro das Finanças nesta segunda-feira. O país atualmente reservou 381,3 trilhões de rúpias (US$ 22,5 bilhões) para subsídios de energia e para compensar a estatal Pertamina e a concessionária de energia PLN por manterem alguns preços de combustíveis e tarifas de eletricidade em níveis acessíveis. A Indonésia, maior produtora mundial de óleo de palma, pode retomar um plano para lançar o B50 — mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional —, afirmou uma autoridade do Ministério de Energia. China pede que refinarias suspendam exportações de combustíveis A China solicitou às refinarias que suspendam a assinatura de novos contratos de exportação de combustíveis e que tentem cancelar embarques já comprometidos, disseram fontes com conhecimento do assunto na semana passada. A orientação não se aplica ao abastecimento de querosene de aviação para voos internacionais, ao fornecimento de combustível marítimo em regime aduaneiro nem a remessas para Hong Kong ou Macau, acrescentaram as fontes. Bangladesh fecha universidades e raciona combustíveis Bangladesh fechará todas as universidades a partir de segunda-feira, antecipando as férias do Eid al-Fitr como parte de medidas emergenciais para economizar eletricidade e combustíveis. Na sexta-feira, Bangladesh, que depende de importações para 95% de suas necessidades energéticas, impôs limites diários às vendas de combustíveis após corrida às compras e formação de estoques.
09/03/2026 14:02:34 +00:00
Água pode se tornar novo alvo da guerra no Oriente Médio

Maior refinaria de petróleo do Bahrein é atingida por ataque de drones Ataques à infraestrutura hídrica são raros em tempos de guerra, mas têm ocorrido no conflito em curso no Oriente Médio com bombardeios a usinas de dessalinização, um setor essencial para milhões de pessoas na região. Uma usina de dessalinização no Bahrein foi danificada no domingo (8) após um ataque de drone iraniano, disseram autoridades locais, um dia depois de Teerã acusar o país de uma ofensiva semelhante em Qeshm, no Irã, que teria afetado o abastecimento de água de 30 vilarejos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esses tipos de ataques ainda são limitados, mas, como disse à AFP a economista especializada em recursos hídricos Esther Crauser-Delbourg: "Quem se atrever a atacar a água desencadeará uma guerra muito mais devastadora do que a atual". Por que a água dessalinizada é tão importante? Em uma das regiões mais secas do mundo, onde o acesso à água é dez vezes menor que a média global, segundo o Banco Mundial, as usinas de dessalinização desempenham um papel fundamental na economia e no abastecimento de água potável para seus milhões de habitantes. 🔎 Cerca de 42% da capacidade mundial de dessalinização está concentrada no Oriente Médio, de acordo com um estudo recente publicado na revista Nature. Nos Emirados Árabes Unidos, 42% da água potável provém dessas usinas, enquanto o número sobe para 70% na Arábia Saudita, 86% em Omã e 90% no Kuwait, segundo um relatório de 2022 do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri). "Lá, sem água dessalinizada, não há nada", afirmou Crauser-Delbourg. É especialmente estratégica em grandes cidades como Dubai e Riade. Em 2010, uma análise da CIA afirmou que "a interrupção das instalações de dessalinização na maioria dos países árabes poderia ter consequências mais graves do que a perda de qualquer outra indústria ou matéria-prima". Em 2008, o WikiLeaks divulgou um telegrama diplomático dos EUA afirmando que "Riade deveria ser evacuada em uma semana" caso a usina de dessalinização de Jubail - que abastece a cidade - ou seus oleodutos fossem "gravemente danificados ou destruídos". Quais ameaças pairam sobre essas instalações? Além dos ataques relatados neste fim de semana, essas usinas são vulneráveis a cortes de energia e a possíveis contaminações da água do mar, principalmente por vazamentos de petróleo, disseram vários especialistas à AFP. "A segurança e os controles de acesso no perímetro imediato das usinas foram reforçados", explicou à AFP Philippe Bourdeaux, diretor da região África/Oriente Médio da empresa francesa Veolia, que fornece água dessalinizada para a Arábia Saudita em Jubail e para Omã nas regiões de Mascate, Sur e Salalah. "Obviamente, os eventos recentes nos deixaram muito vigilantes. Estamos monitorando de perto a situação nas instalações", acrescentou, especificando que "em alguns países, as autoridades implantaram baterias de mísseis ao redor das maiores usinas ante a ameaça de drones ou mísseis". Em relação aos vazamentos de petróleo, os operadores dispõem de ferramentas para mitigar seus efeitos nocivos. Quais são os precedentes? Na última década, houve diversos ataques a usinas de dessalinização: o Iêmen e a Arábia Saudita se atacaram mutuamente, e Gaza sofreu bombardeios israelenses, segundo o Pacific Institute, um think-tank com sede na Califórnia que monitora conflitos relacionados à água. Antes de 2016, é preciso voltar a 1991 e à Guerra do Golfo para encontrar ataques semelhantes. Quais as consequências em caso de ataque? Caso esses problemas persistam, as consequências podem variar de pequenos inconvenientes a situações muito mais graves. "Podemos ver grandes cidades em êxodo. E depois racionamentos", previu Crauser-Delbourg. Além disso, haveria efeitos em cadeia na economia, especialmente no turismo, na indústria e nos centros de dados, que consomem grandes quantidades de água para sua refrigeração. No entanto, existem medidas de segurança, ressaltou Bourdeaux. Segundo o representante da Veolia, as usinas de dessalinização geralmente são interconectadas, o que pode limitar o impacto da paralisação de uma delas. Elas também costumam ter reservas de água suficientes para vários dias - de dois a sete -, acrescentou, o que pode mitigar a escassez, desde que as interrupções não durem muito tempo. Pessoas desabrigadas em Beirute após a escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Reuters
09/03/2026 13:04:50 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,16, de olho em guerra no Oriente Médio; Ibovespa sobe

Trump diz que a guerra está praticamente concluída, e bolsas, dólar e petróleo reagem bem O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 1,52%, cotado a R$ 5,1643. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos, puxado pela Petrobras e pelo bom desempenho dos mercados americanos. ▶️ Pela manhã, o petróleo voltou a disparar após produtores do Oriente Médio — como Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos — reduzirem a produção diante do fechamento do Estreito de Ormuz. O barril chegou a superar US$ 110, com contratos futuros mais líquidos acima de US$ 100. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No final da tarde, no entanto, o mercado se acalmou após indicações de que o governo americano estaria avaliando um maior afrouxamento das sanções ao petróleo russo. Com isso, o barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em queda de 0,71%. Ainda assim, as ações de óleo e gás da bolsa brasileira tiveram um dia positivo e ajudaram a impulsionar o Ibovespa. Os papéis da Petrobras subiram 2,37%. ▶️ Falas do presidente americano, Donald Trump, também ficaram no radar. O republicano afirmou à rede de televisão americana CBS que a guerra no Irã estaria "praticamente concluída", reforçando que o país não tem Marinha, comunicações ou Força Aérea. Além disso, Trump também afirmou que os Estados Unidos estão "muito à frente" do seu prazo inicial estimado de 4 a 5 semanas para a guerra, e indicou que tem alguém em mente para substituir o líder supremo iraniano morto em ataques, Ali Khamenei, mas sem dar mais detalhes. ▶️ Vale destacar que, no Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para suceder o pai como líder supremo, sinalizando a continuidade da ala mais dura no comando do país. ▶️ Ainda no Oriente Médio, autoridades dos EUA e de Israel discutiram uma possível operação com forças especiais dentro do Irã para garantir o controle de estoques de urânio enriquecido do país. ▶️ No Brasil, o boletim Focus, do Banco Central, mostrou que economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A projeção para a taxa básica de juros subiu de 12% para 12,13% ao ano no fim de 2026. ▶️ Outro tema que continua no radar é o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após novas notícias apontarem possíveis relações dele com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,52%; Acumulado do mês: +0,59%; Acumulado do ano: -5,91%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,86%; Acumulado do mês: -4,17%; Acumulado do ano: +12,28%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). A forte alta ocorreu em meio às preocupações com a guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua. Parte dessa pressão nos preços vem dos ataques registrados nos últimos dias contra campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, o que levou à redução da produção. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também diminuíram a produção após ataques iranianos contra seus territórios. Ao longo do dia, no entanto, sinais de que os países do G7 estudam liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo e novas falas do presidente americano, Donald Trump, trouxeram alívio para os preços da commodity. Em entrevista à rede de televisão CBS, o republicano afirmou que acredita que a guerra está "praticamente concluída" e destacou que os EUA estão "muito à frente" do prazo inicial estimado de 4 a 5 semanas na guerra. Além disso, sinalizações de que o governo americano estaria avaliando uma possível redução das sanções sobre o petróleo russo também ajudam a explicar o vai e vem do petróleo nesta segunda-feira. Isso porque um alívio das sanções poderia ajudar o mercado a suprir uma eventual redução na oferta por parte dos países envolvidos na guerra. Ao final da sessão, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, teve queda de 0,71%, cotado a US$ 92,03. Já o WTI, dos EUA, caiu 3,53%, a US$ 87,69. Agenda econômica Boletim Focus Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão de inflação em 3,91% para 2026. Para 2027, a estimativa teve leve alta, passando de 3,79% para 3,80%. Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC). O relatório reúne projeções de mais de 100 instituições financeiras consultadas na semana passada. Depois de o Banco Central manter a taxa básica de juros em 15% ao ano no mês passado — o nível mais alto em quase duas décadas —, o mercado ainda acredita que os juros devem cair nos próximos anos. Para o fim de 2026, a previsão para os juros subiu levemente, de 12% para 12,13% ao ano. Já para 2027, a estimativa foi mantida em 10,50% ao ano. Em relação ao crescimento da economia, a expectativa para 2026 permaneceu estável. O mercado projeta uma expansão de 1,82% no Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o desempenho da economia. Os economistas também reduziram ligeiramente a previsão para o dólar no fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para o encerramento de 2027, a projeção para a moeda americana foi mantida em R$ 5,50. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street conseguiram inverter o sinal negativo visto no início da sessão, conforme investidores avaliavam as novas falas de Trump e seguiam atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O Dow Jones subiu 0,50%, o S&P 500 teve alta de 0,83% e o Nasdaq Composite avançou 1,38%. Já na Europa, temores sobre a inflação penalizaram os principais índices acionários da região, após o petróleo ter atingido o nível dos US$ 100 na primeira metade do pregão. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,63%, enquanto o CAC-40, de Paris, recuou 0,98% e o DAX, de Frankfurt perdeu 0,77%. Na Ásia, as bolsas terminaram o dia em queda por causa do aumento das tensões no Irã, mas parte das perdas foi reduzida porque alguns investidores aproveitaram os preços mais baixos para comprar ações. No fechamento, a região registrou recuos amplos: em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,35%, a 25.408 pontos. Em Xangai, o SSEC perdeu 0,67%, a 4.096 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,97%, a 4.615 pontos. Em Tóquio, o Nikkei caiu 5,2%, para 52.728 pontos; em Seul, o KOSPI teve queda de 5,96%, a 5.251 pontos; e em Taiwan, o TAIEX registrou baixa de 4,43%, a 32.110 pontos. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo *Com informações da agência de notícias Reuters.
09/03/2026 12:00:37 +00:00
Boletim Focus: mercado financeiro mantém em 3,91% estimativa de inflação em 2026

Mercado eleva previsão para taxa Selic em 2026 Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,79% para 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção subiu de 12% para 12,13% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu estável em 1,82%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi de 2,3%, conforme divulgou o IBGE na semana passada. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio em queda O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos para o dólar continuou em R$ 5,50. Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia REUTERS/Alexey Malgavko
09/03/2026 11:55:59 +00:00
Pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram 56,4% em 2025, diz Serasa

Mato Grosso lidera número de pedidos de recuperação judicial. Reprodução Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio saltaram 56,4% em 2025 em relação ao ano anterior, em um cenário de juros elevados, custos de produção em alta e parte dos agricultores endividados, apontou nesta segunda-feira (9) a Serasa Experian. Conforme levantamento da datatech, as solicitações de recuperação judicial atingiram 1.990, o maior volume desde o início da série histórica, em 2021. Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Em 2024, a empresa registrou 1.272 pedidos e, em 2023, 534 solicitações. "O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais", afirmou head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota. Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil O número de recuperações judiciais considera a soma de três frentes da cadeia produtiva: produtores rurais que atuam como pessoa física, aqueles que atuam como pessoa jurídica e empresas relacionadas ao setor. De acordo com Pimenta, as condições que elevaram os pedidos de recuperação nos últimos anos mantiveram a pressão sobre a saúde financeira dos produtores e empresários do setor, especialmente aqueles com maior nível de endividamento. "Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado", completou. Considerando a soma dos pedidos realizados por produtores pessoa física, produtores pessoa jurídica e empresas da cadeia do agronegócio, Mato Grosso foi o estado com o maior número de solicitações de recuperação judicial em 2025. Foram 332 registros no maior produtor brasileiro de soja, milho, algodão e gado. Na sequência aparecem Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196). Os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos de recuperação judicial durante o ano, o maior volume entre os perfis monitorados, ante 566 solicitações nessa categoria em 2024 (alta de 50,7%). Os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025, crescimento de 84,1% em relação ao ano anterior. As empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 pedidos, aumento de 29,3% na comparação anual.
09/03/2026 11:30:12 +00:00
Guerra no Irã: ministros do G7 fazem reunião de emergência sobre petróleo

Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã No décimo dia da guerra no Oriente Médio — desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã — os preços do petróleo dispararam nos mercados internacionais. O preço de referência do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. A alta deve provocar aumentos ainda maiores nos preços da gasolina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As bolsas asiáticas registraram quedas acentuadas, com o índice Nikkei 225 do Japão fechando em baixa de mais de 5%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair mais de 8%, o que levou à paralisação das negociações por 20 minutos —através do "circuit breaker", um mecanismo projetado para conter vendas em pânico. O Kospi acabou fechando em queda de 6%. Os ministros dos países do G7 se reunirão na tarde desta segunda-feira (9) na Europa em caráter emergencial para discutir o impacto econômico da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, incluindo o aumento do preço do petróleo. A reunião virtual será liderada pela França, que detém a presidência rotativa do G7. Na reunião de emergência, está previsto que os ministros discutam uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo para conter a alta dos preços. As reservas de petróleo são coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), com 32 membros do grupo detendo reservas estratégicas como parte de um sistema coletivo de emergência concebido para crises nos preços do petróleo. Três países do G7, incluindo os EUA, já manifestaram apoio a uma possível liberação conjunta, segundo fontes familiarizadas com as negociações, de acordo com o jornal britânico Financial Times. A grave interrupção no fornecimento de energia da região ameaça provocar aumento de preços para consumidores e empresas em todo o mundo. Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo costuma ser transportado pelo Estreito de Ormuz. Mas o tráfego por essa estreita passagem praticamente parou desde o início da guerra, há mais de uma semana. O analista Adnan Mazarei, do Instituto Peterson de Economia Internacional, afirmou que o aumento nos preços do petróleo era esperado, considerando a paralisação da produção em alguns países do Golfo e os sinais de um conflito prolongado na região. "As pessoas estão percebendo que isso não vai acabar tão cedo", disse ele, acrescentando que objetivos apresentados pelos EUA estão "se tornando cada vez mais irrealistas". O presidente dos EUA, Donald Trump, que fez campanha eleitoral prometendo reduzir o custo de vida para os americanos, minimizou as preocupações com o aumento dos preços do petróleo. No domingo, ele publicou em sua plataforma Truth Social: "Os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana terminar, são um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. SÓ OS TOLOS PENSARIAM DIFERENTE!" Seu secretário de Energia, Chris Wright, disse a emissoras americanas no domingo que Israel, e não os EUA, estava mirando a infraestrutura energética do Irã, em meio a certa preocupação com o aumento dos preços da gasolina nos EUA causado pela guerra. Dados da associação de motoristas AAA mostraram que o preço médio da gasolina comum nos EUA subiu 11% na semana passada, chegando a US$ 3,32 por galão. Nova liderança do Irã Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã Reuters No domingo, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo, sinalizando que, mais de uma semana após o início do conflito, a ala linha-dura continua no comando do país. Mojtaba Khamenei foi escolhido sucessor do aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia do conflito que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã. Ao contrário de seu pai, Mojtaba, de 56 anos, é discreto. Ele nunca ocupou um cargo no governo, nem fez discursos ou concedeu entrevistas públicas, e apenas um número limitado de fotos e vídeos dele foi publicado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve aceitar a escolha. Embora tenha sinalizado que estaria aberto à possibilidade de alguém ligado à antiga liderança assumir o poder, Trump deixou clara sua oposição a Mojtaba Khamenei. "O filho de Khamenei é inaceitável para mim", disse Trump no início desta semana. A escolha de Mojtaba Khamenei pode se provar controversa dentro do próprio Irã. A República Islâmica foi fundada em 1979, após a queda da monarquia, e sua ideologia se baseia no princípio de que o líder supremo deve ser escolhido por sua posição religiosa e liderança comprovada, e não por sucessão hereditária. No fim de semana, os Estados Unidos e Israel lançaram novas ondas de ataques aéreos no Irã, atingindo vários alvos, incluindo depósitos de petróleo. Enquanto isso, o Irã atacou a infraestrutura energética em países vizinhos do Golfo. Durante a noite, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído duas ondas de drones que se dirigiam a um importante campo petrolífero. Líderes do G7 em foto oficial durante reunião em 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República
09/03/2026 10:43:39 +00:00
Petróleo dispara e se aproxima de US$ 120 o barril; bolsas têm forte queda

Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 e países avaliam liberar reservas As bolsas de valores desabaram nesta segunda-feira (9), e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua. Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão recuava 2,71%. As bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte do valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza. O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48. Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119. O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80). Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução da produção. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios. Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em videoconferência entre os ministros das Finanças. A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo. 'Imposto sobre a economia global' O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”. "O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou. Analistas, no entanto, alertam para possível impacto severo na economia mundial. "O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".
09/03/2026 09:52:33 +00:00
O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre 'êxodo de cérebros' no país

A mudança da ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern para a Austrália reacendeu as discussões sobre o 'êxodo de cérebros' do seu país Getty Images/ BBC Para um povo cujo apelido é um pássaro que não voa, mudar-se para o exterior, ironicamente, se tornou uma espécie de ritual de passagem para muitos neozelandeses. Nos últimos anos o número de kiwis (que dá nome ao pássaro e à conhecida fruta) que abandonam o país da Oceania atingiu recordes. Grande parte deles "atravessa o estreito" (uma distância de cerca 1.500 km) para ir morar na Austrália. A ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern (2017-2023) se tornou uma das últimas a aderirem ao êxodo. Seu escritório confirmou que ela e a família se mudaram para Sydney, na Austrália, onde já foram encontrados procurando residência nas populares praias do norte da cidade. A mudança de Ardern deu mais destaque às dificuldades enfrentadas pela Nova Zelândia para reter seus melhores e mais brilhantes cidadãos. O país enfrenta uma economia estagnada, custo de vida em crise e falta de moradia. "A mudança de Ardern, provavelmente, será considerada um símbolo deste padrão maior. Para alguns, parecerá uma deserção", declarou à BBC Alan Gamlen, diretor do centro de migração da Universidade Nacional Australiana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No ano passado, mais de 66 mil neozelandeses se mudaram para o exterior. O número equivale a 180 pessoas por dia. Este fluxo é parcialmente compensado pelos neozelandeses que retornam ao país. Mas, para uma nação com apenas 5,3 milhões de habitantes, o número de cidadãos que saem é considerável. A Nova Zelândia é um país relativamente seguro, famoso em todo o mundo pelos seus deslumbrantes cenários e as pessoas que vivem ali têm alta expectativa de vida. 🤔 O que está levando tanta gente a se mudar de lá? O kiwi é um pássaro nativo da Nova Zelândia. A ave que não voa é o símbolo dos seus moradores, que estão saindo em grandes números do país Getty Images/ BBC Trata-se, sem dúvida, de uma tendência de longo prazo, especialmente entre os jovens. Muitos deles desejam ganhar experiência no exterior e, depois, retornar para fincar raízes no país. Desde os anos 1970, o fluxo de saída dos neozelandeses sofre surtos esporádicos. Foi o que aconteceu quando o Reino Unido pôs fim a um acordo comercial com a Nova Zelândia e quando a Austrália reduziu as restrições às viagens e trabalho no país. Mas "a tendência ressurgiu consideravelmente nos últimos cinco anos", segundo Gamlen. Cada vez mais jovens neozelandeses se mudam de forma mais permanente. Eles são reticentes a voltar a um país que, para eles, não oferece mais um futuro próspero. A Nova Zelândia enfrenta altas taxas de desemprego, com níveis que não eram observados há uma década, exceto durante a pandemia de covid-19. E os aumentos de salários não acompanharam a inflação. Tudo isso aumentou muito o custo de vida. Os preços dos produtos básicos, por exemplo, estão entre os mais altos do mundo desenvolvido. O aumento dos preços dos imóveis afetou ainda mais os bolsos das pessoas. A falta de moradia elevou os preços de aluguel e compra de imóveis. E também existem grandes desigualdades nos quesitos saúde e educação. Auckland, a capital da Nova Zelândia, não conseguiu reter Nicole Ballantyne Getty Images/ BBC Dez anos atrás, Nicole Ballantyne trocou os subúrbios da zona leste da capital neozelandesa, Auckland, por Sydney. Ela tem hoje 27 anos de idade e foi atraída inicialmente pelas melhores oportunidades de estudo universitário. Mas, agora, acha difícil se imaginar retornando. "Sydney é uma versão melhorada de Auckland", contou ela à BBC. "Há muito mais coisas acontecendo, as oportunidades de carreira são muito boas e também é um pouco mais conectada ao resto do mundo." O irmão de Ballantyne também se mudou para a Austrália e nenhum membro do seu coeso grupo de amigos do ensino médio permanece morando na Nova Zelândia. Ballantyne destaca seu orgulho por ser kiwi. "Sempre vou torcer pelos All Blacks", a seleção neozelandesa de rúgbi. Mas, brincadeiras à parte, ela conta que conseguiu construir na Austrália uma vida que ela não teria na Nova Zelândia. "Se Auckland pudesse oferecer isso, eu teria ficado", ressalta ela. Ela está longe de ser a única. O Reino Unido e os EUA são destinos populares, mas se estima que metade dos neozelandeses que saem para morar no exterior seguem em direção aos portos da Austrália. Lá, eles têm direitos de trabalho essencialmente iguais há mais de meio século. Na Austrália, os tempos atuais também são difíceis. Mas o país oferece melhores perspectivas de trabalho, salário e moradia. "Existe um certo movimento no sentido oposto, mas, atualmente, é muito menor", segundo Gamlen. 'Profundo mal-estar' sobre o estado do país O êxodo dos jovens da Nova Zelândia vem causando angústia entre os legisladores do país, tanto no campo político quanto pessoalmente. "Meu filho mais velho se mudou para Melbourne [na Austrália] porque não consegue encontrar emprego aqui", declarou recentemente ao Serviço Mundial da BBC a parlamentar trabalhista Ginny Andersen (de oposição). "Meu próprio irmão, professor escolar formado, agora trabalha na China porque os salários lá são melhores. Esta é uma realidade para muitas famílias neozelandesas, que foram divididas... para mim, é desolador." Com o país caminhando para eleições gerais em novembro, muitos políticos tentam convencer os eleitores de que têm soluções para o problema. Todos concordam que a Nova Zelândia precisa de uma reviravolta na economia, mas suas visões sobre como fazer isso são diferentes. Elas variam desde reduzir as pressões sobre o mercado de trabalho e infraestrutura com reduções da imigração até criar mais empregos com incentivos a investimentos na construção de moradias. Os parlamentares da coalizão governista destacam que o "êxodo de cérebros" não é um problema novo para o país. Eles afirmam que a recente fase, mais profunda, é uma ressaca da pandemia de covid-19. O ministro da Habitação, Chris Bishop, afirma que seu governo está revertendo a situação Getty Images/ BBC Mas especialistas indicam que a emigração não é tão ruim assim para a Nova Zelândia. Afinal, as pessoas que retornam enriquecem o país com sua experiência e podem promover inovações. "Cada partida representa novas conexões e uma rede em expansão", declarou em 2025 à revista Ingenio, da Universidade de Auckland, Merryn Tawhai, do Instituto de Bioengenharia de Auckland. O ministro da Habitação, Chris Bishop, declarou ao Serviço Mundial da BBC (em inglês), que seu governo vem atingindo "bons progressos" para fazer do país um lugar onde seus cidadãos desejem ficar. "Mas não vou fingir, nem por um momento, que tudo é perfeito na Nova Zelândia", ressalta ele. "Certamente, não é. Existe um profundo mal-estar entre muitos neozelandeses sobre o estado" do país, segundo o ministro. Nicole Ballantyne imagina que a decisão da ex-primeira-ministra de se mudar para a Austrália tem razões mais sutis. "Provavelmente, existe um certo nível de assédio por lá (na Nova Zelândia) e ela é uma figura pública... Na Austrália, talvez ela consiga viver mais discretamente." Ardern saiu da Nova Zelândia pouco depois de deixar a política, em janeiro de 2023, e ganhou uma bolsa na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Seu escritório afirma que a família passou alguns anos viajando e, agora, decidiu se estabelecer na Austrália "por enquanto".
09/03/2026 06:00:55 +00:00
Petróleo supera barreira dos US$ 100 pela primeira vez em quatro anos

Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã O petróleo de referência dos Estados Unidos disparou para mais de US$ 100 por barril na abertura do mercado neste domingo (8), com investidores se preparando para mais turbulências após o Irã nomear Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O West Texas Intermediate (WTI) subiu mais de 20%, chegando a US$ 119,48 por barril, nível que não era visto desde fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou sua invasão da Ucrânia. Já o contrato internacional de referência Brent avançou mais de 19%, negociado a US$ 119,50 por barril (cerca de R$ 631,82). Os aumentos seguiram a alta de 36% no preço do petróleo bruto dos EUA e de 28% no preço do petróleo Brent da semana passada. Os preços do petróleo dispararam à medida que a guerra, agora em sua segunda semana, envolveu países e locais cruciais para a produção e o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Ainda neste domingo, Donald Trump disse que o aumento do preço do petróleo é um preço "muito pequeno a se pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo". Em seu perfil no Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que os preços cairão rapidamente quando "a destruição da ameaça nuclear do Irã terminar". Na Coreia do Sul, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, disse que as autoridades vão instituir um teto para o preço dos combustíveis no mercado interno. Esta é a primeira vez em quase 30 anos que o país cria um dispositivo para minimizar o impacto da alta dos preços do petróleo. Novo líder supremo O que é e o que faz um aiatolá? E o líder supremo do Irã? A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal neste domingo (8). Em comunicado, o órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder. Mojtaba é filho de Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em Teerã. Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei e candidato a novo líder supremo do Irã. Foto de 2019. AP Photo/Vahid Salemi/File Mojtaba, clérigo de escalão médio com laços estreitos com os Guardas Revolucionários, já era visto há anos como possível sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. Apesar de a ideologia dominante do Irã não favorecer a sucessão hereditária, ele conta com apoio significativo dentro da Guarda e da estrutura política que ainda mantém a influência do falecido líder. Segundo a imprensa iraniana, além do pai, Mojtaba perdeu a esposa e um filho pequeno. Apesar das tragédias pessoais, mesmo ostentando o título de aiatolá, Mojtaba é um clérigo de nível intermediário e uma das figuras mais influentes do establishment clerical iraniano. Ele é conhecido por ter uma postura linha-dura e tem laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã. O anúncio da nomeação foi confirmado pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda e dependia do chefe do secretariado da Assembleia de Especialistas, Hosseini Bushehri, responsável por tornar pública a decisão, segundo a agência iraniana Mehr. De acordo com o The New York Times, a nomeação também reflete a tentativa do governo iraniano de manter a continuidade em meio aos ataques crescentes dos Estados Unidos e de Israel, nove dias após o início da guerra. Mojtaba assume não apenas como a nova autoridade religiosa e política do país, mas também como comandante-em-chefe das Forças Armadas, reforçando sua posição de influência no Irã. Trump ameaça novo líder O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. A afirmação foi feita antes de o regime iraniano ter nomeado Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor. “Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. "Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito". Já o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (8) que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país. O chanceler também exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por, segundo ele, ter iniciado a guerra no Oriente Médio. "Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder", declarou Abbas Araghchi no programa "Meet the Press", do canal NBC, depois que Trump afirmou que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã. Araghchi também afirmou que o presidente republicano "deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram". Quanto petróleo é produzido pelo Irã? O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que faz dele o quarto maior produtor de petróleo da Opep. É também um dos maiores produtores de gás natural do mundo. O país possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, representando cerca de um quarto das reservas do Oriente Médio e 12% das mundiais, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). No entanto, a produção iraniana se manteve limitada devido a anos de investimentos baixos e sanções internacionais. Mas o Irã encontrou maneiras de contornar as sanções ocidentais e, atualmente, exporta 90% do seu petróleo para a China. Na realidade, foi a demanda da China que levou o Irã a aumentar a produção de petróleo bruto em cerca de 1 milhão de barris por dia entre 2020 e 2023. A economia iraniana é relativamente diversificada em comparação com outras do Oriente Médio dependentes do petróleo, mas as exportações de energia constituem uma fonte significativa de receita para o governo em Teerã. Em 2023, as empresas petrolíferas do país registraram cerca de 53 bilhões de dólares (R$ 275 bilhões) em receitas líquidas com a exportação do combustível fóssil, de acordo com estimativas da EIA.
08/03/2026 22:48:23 +00:00
Conflito no Oriente Médio: USP analisa possíveis impactos no mercado brasileiro de carne de frango; veja principais desafios

Preços da carne de frango registram altas com menor disponibilidade interna Reprodução Os produtores brasileiros de carne de frango estão em alerta diante o atual conflito no Oriente Médio, segundo agentes do setor consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). Avicultores consultados pelo Cepea avaliam realocar a carne para outros mercados, dado que os países afetados compram sobretudo o frango inteiro do Brasil. A informação foi divulgada em boletim mais recente, divulgado nesta sexta-feira (6). O Centro de Estudos da Esalq destaca que, em 2025, o Oriente Médio foi destino de 25% dos embarques brasileiros de carne de frango. Mas, diante das incertezas globais desenhadas pela guerra entre os Estados Unidos e Irã, novas exportações para a região podem ser suspensas, estima o Cepea, a partir de relatos de avicultores. Frango Getty Images via BBC O que pode ocorrer? Caso, de fato, as exportações brasileiras da carne sejam bastante comprometidas pelo contexto e pelas consequências das tensões no Oriente Médio, a proteína pode ser destinada e comercializada no mercado interno. Desafios para avicultura brasileira: Agentes relatam que essa alternativa, contudo, traz novos desafios ao setor, já que exigiria algumas adaptações, como embalagens, etiquetas e afins. "Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores destinos da carne de frango do Brasil. Dados da Secex mostram que, em 2025, foram escoadas mais de 877 mil toneladas da proteína para estes países", destacou o Cepea. Produção de frango Cristiano Estrela/Arquivo/Secom O comércio exterior, ressalta pesquisadores do Cepea, também envolve questões logísticas, legais e fitossanitárias, o que dificulta essa alternativa. "Países vizinhos já foram atingidos pelo conflito, como o Catar, os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Líbano. Além disso, o Irã também anunciou o fechamento do estreito de Ormuz na segunda-feira (2), importante rota marítima que viabiliza comércio com certos países da região da Península Arábica", analisa o Cepea. Leia também: Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil O conflito entre o Irã e os Estados Unidos, que atinge todo o Oriente Médio, pode encarecer os alimentos para os consumidores brasileiros nos próximos meses, apontam economistas. Isso porque alguns custos da produção agrícola já subiram em menos de uma semana de guerra. Veja abaixo os principais motivos. Como a guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil Poder de compra do avicultor paulista Fevereiro de 2026 foi o quarto mês consecutivo de retração no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme análises do Cepea. Os preços do frango vivo tiveram quedas ao longo do período. Até o dia 25 de fevereiro, três dias antes do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o preço do frango registrou o menor patamar real desde maio de 2024, na série de medições deflacionada pelo IGP-DI de janeiro deste ano. Os preços médios do milho estão praticamente estáveis e os do farelo apresentam pequeno avanço. No estado de São Paulo, dados do Cepea mostram que o valor do frango vivo registra média de R$ 5,04 o quilo até o dia 25 de fevereiro, uma queda de 2,1% em relação à de janeiro. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
08/03/2026 21:02:22 +00:00
A pesquisadora que estuda o mercado de trabalho das mães solo no Brasil: 'Ganham 40% menos que pais casados'

Mariene Ramos cresceu ajudando a mãe a cuidar dos filhos de mães solo. Agora, ela busca entender como trabalham essas quase 11 milhões de brasileiras Janaíne Meira via BBC A pesquisadora Mariene Ramos cresceu cercada de mães solo — mulheres que criam seus filhos sem o apoio de um parceiro ou parceira. Nascida em Ponte Alta do Bom Jesus, cidade com pouco mais de 4 mil habitantes no interior do Tocantins, Mariene se mudou com a família para o Distrito Federal aos 7 anos, por motivo de doença de um irmão mais novo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Após o falecimento deste irmão e com o pai aposentado precocemente por um acidente de trabalho, sua mãe passou a complementar a renda da família cuidando dos filhos de vizinhas em Novo Gama, cidade goiana da periferia de Brasília. "Passei cerca de três anos morando com amigos da família para poder estudar, enquanto meus pais trabalhavam no setor de chácaras de Brasília", lembra Mariene, que antes disso estudou em escola rural, onde alunos de diversas idades convivem em uma mesma série. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Quando mudamos para o Novo Gama, eu já tinha 13 para 14 anos, e ajudava minha mãe com essa dinâmica, de deixar e buscar criança na escola, de fazer comida", conta a pesquisadora, hoje com 36 anos. "Eu eu via a luta daquelas mulheres. A maioria eram domésticas, nem todas eram mães solo — mas muitas eram. Enquanto outras eram casadas, mas não podiam contar com os maridos, por questões como o vício em bebida, então, na prática, se tornavam meio mães solo também." Com pai e mãe que não concluíram o ensino fundamental, Mariene se formou no ensino médio, tornou-se funcionária pública e completou duas faculdades, de gestão pública e jornalismo. Nesse meio tempo, porém, tornou-se ela mesma uma mãe solo — tema que decidiu estudar em seu mestrado em políticas públicas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "Sem rede de apoio, após me mudar do Novo Gama para Brasília para o mestrado, precisei levar minha filha para muitas das aulas", lembra Mariene. "Todas as aulas à noite, eu levava, então, no aniversário dela de 14 anos, ela estava em uma aula de Econometria junto comigo." "Foi aí que me deu mais vontade ainda de estudar sobre esse tema", conta a pesquisadora, destacando a importância do assunto em um momento em que o Brasil passou a ter maioria de domicílios chefiados por mulheres. Desde 2022, elas passaram à frente dos homens na chefia dos lares brasileiros, tornando-se responsáveis por 52% dos domicílios. Nos lares monoparentais — aqueles onde apenas um adulto vive com os filhos, sem a presença de um cônjuge — a chefia feminina chega a 92%, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Menos renda e formalização, mais serviço doméstico Coorientada pelos pesquisadores Carlos Corseuil e Marcos Hecksher, a pesquisa de mestrado de Mariene traça um retrato de como trabalham as mães que criam seus filhos sozinhas no Brasil, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, de 2022. No estudo, a pesquisadora considera como mães solo as mulheres chefes de domicílio, com filhos e sem cônjuge. Em 2022, o Brasil somava mais de 10,9 milhões de mães solo responsáveis por domicílio, o equivalente à população total de países como Portugal ou Bélgica. "Os estudos sobre mães solo no Brasil hoje são muito escassos", observa Mariene. "Sempre ouvimos falar de penalidade pela maternidade, mas tratando as mulheres como um grupo homogêneo — mas elas não são iguais." Penalidades pela maternidade são desvantagens profissionais e econômicas que mulheres enfrentam no mercado de trabalho após se tornarem mães, incluindo menor probabilidade de contratação ou promoção e percepção de menor competência, que se expressam, por exemplo, em rendimentos mais baixos. Em 2022, mães solo tinham o menor rendimento médio (R$ 2.322) entre os arranjos familiares, quase 40% abaixo dos pais com cônjuge (R$ 3.869) e 11,5% inferior à renda média das mães com cônjuge — pessoas com cônjuge contam ainda com o rendimento do parceiro para compor a renda familiar. "As mães solo não sofrem penalidade apenas no rendimento, elas sofrem também na questão da precariedade do trabalho", observa Mariene. Em 2022, o grupo apresentava uma taxa de ocupação de 50,2%, inferior aos pais com cônjuges (81%) e às mães com cônjuge (53,2%). Elas também tinham a menor taxa de contribuição previdenciária (28,3%), significativamente inferior aos pais com cônjuge (54,8%) e mesmo às mães com cônjuge (34,7%). "Essa baixa cobertura previdenciária representa uma vulnerabilidade de longo prazo para as mães solo, comprometendo a segurança social na velhice ou em situações de incapacidade", destaca a autora do estudo. Analisando a população ocupada por setores da atividade econômica, Mariene observa que há uma concentração de mães solo em setores historicamente desvalorizados e marcados por baixos salários, como serviços domésticos (21,9%). O percentual de mães solo trabalhando como empregadas domésticas é significativamente superior ao das mães com cônjuge (11,8%) e quase 27 vezes maior que o dos pais com cônjuge (0,8%). "Isso reforça a hipótese de que as mães solo estão confinadas em setores com menores remunerações", destaca a pesquisadora, em sua dissertação. Baixa escolaridade e 'geração sanduíche' A escolaridade é um fator importante para compreender essa precária inserção das mães solo no mercado de trabalho. Pouco mais de 55% têm, no máximo, o ensino médio incompleto, percentual superior ao de pais com cônjuge (46,6%), mães com cônjuge (39,9%) e mulheres sem filhos (47,9%), ficando atrás apenas dos pais solo (61,4%). E apenas 13,7% das mães solo concluíram o ensino superior, abaixo das mulheres sem filhos (22,1%) e também das mães com cônjuge (19,9%). Mariene destaca, porém, que a escolaridade não explica tudo, e que é preciso levar em conta também a discriminação sofrida pelas mães solo no mercado de trabalho. "Muitas vezes, o empregador supõe que aquela pessoa vai ter menos disponibilidade, menos flexibilidade e vai render menos", observa a pesquisadora. "Então, ela acaba não conseguindo ocupar cargos mais altos ou ocupa aqueles com salário um pouco mais baixo." Analisando o perfil racial, 62% das mães solo são negras, sendo 14% pretas e 47% pardas, enquanto 37% são brancas e 2% de outras raças ou cor. O percentual de pessoas negras no grupo é superior ao do conjunto de pais solo (60%), mães com cônjuge (59%), pais com cônjuge (56%) e mulheres sem filhos (50%). Mariene destaca ainda a questão da "geração sanduíche" — mulheres pressionadas simultaneamente pelo cuidado de filhos e de pais idosos. No caso das mães solo, 33,5% residem em domicílios com pessoas acima de 60 anos. Essa proporção é mais que o dobro das mães com cônjuge (15,7%) e supera significativamente a dos pais com cônjuge (19,4%). Mais de 33% das mães solo residem em domicílios com idosos, o que pode implicar em uma rede de apoio, mas também em uma dupla jornada de cuidado Getty Images via BBC "Esses idosos podem representar uma rede de apoio, mas também podem precisar da ajuda dessa mãe, então, muitas delas vivem uma jornada dupla de cuidado, ou uma jornada tripla", diz a pesquisadora. Por fim, ela observa que 57% das mães solo recebem algum tipo de benefício social do Estado, proporção substancialmente superior à dos pais com cônjuge (19%) e também superior à das mães com cônjuge (34%), dos pais solo (49,9%) e das mulheres sem filhos (48,6%). A pesquisadora destaca que isso é consequência direta da falha do mercado de trabalho em absorver adequadamente a mão de obra dessas mulheres. "Como essas mães não estão conseguindo receber [através do trabalho] um rendimento que consiga arcar com suas despesas, o Estado acaba tendo que entrar com benefícios", afirma. Creches e qualificação profissional Para mudar esse quadro, Mariene defende que é preciso aumentar a oferta de creches em tempo integral no país. Um estudo recente da ONG Todos pela Educação mostrou que, em 2024, apenas 41,2% das crianças de até 3 anos eram atendidas por creches no país — ainda distante da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Entre os mais pobres, 30,6% das crianças eram atendidas, enquanto entre as mais ricas, a taxa chegava a 60%. O levantamento também mostrou que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas. Quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas Altemar Alcantara/Semcom/Agência Senado A pesquisadora do Ipea diz ainda que é preciso reconhecer o tempo de cuidado dessas mães, debate que vem ganhando espaço no Brasil, a partir da aprovação da Política Nacional de Cuidado. Estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), com base em dados da Pnad Contínua de 2019, mostra que, somadas as horas remuneradas e não remuneradas, as mulheres brasileiras trabalham em média 58,1 horas semanais, ante 50,3 horas dos homens. A carga de trabalho não remunerado das mulheres chega a 21,3 horas semanais, mais do que o dobro das 8,8 horas masculinas, "configurando uma jornada total equivalente a uma escala 7x0: todos os dias da semana, sem folga", destacam os pesquisadores do Made, em estudo lançado neste domingo (8/3), por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Por fim, Mariene defende ainda que é preciso investir na qualificação profissional das mães solo, para que um maior número delas possa obter renda suficiente por meio do trabalho. Mas, para isso, ela reforça novamente a importância da oferta de creches, para que essas mães possam estudar e trabalhar. "Hoje, eu entendo minha mãe como uma política pública ambulante", brinca a pesquisadora, sobre o trabalho de sua mãe como cuidadora dos filhos de vizinhas. "Naquela época, eu não entendia assim, mas, hoje, entendo que é isso." "Precisamos olhar para essas mulheres — essa maioria de mulheres nas chefias de lar, essas 11 milhões de mães solo. Não se trata mais de um grupo marginal, mas de uma transformação estrutural do país", considera a pesquisadora. "Quando o mercado e as políticas públicas se ajustam a essa realidade, toda a economia ganha", diz Mariene. "Precisamos inseri-las no mercado de trabalho, não de forma assistencialista, mas para que elas consigam viver do seu próprio trabalho." Fazendo isso, afirma a pesquisadora, será possível ter uma próxima geração, que são os filhos dessas mulheres, talvez com menos dificuldades. "Eu furei essa bolha: me tornei servidora pública, fiz mestrado, e pretendo continuar esse estudo no doutorado. Mas, para que mais pessoas possam furar a bolha, é preciso trazer essas mulheres, essas mães, para um mercado de trabalho menos precário." Gráficos feitos pela Equipe de jornalismo visual da BBC News Brasil O que é o Dia Internacional das Mulheres e como começou a ser comemorado? Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos
08/03/2026 11:12:18 +00:00
Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas

A temporada 2026 da Fórmula 1 já está em andamento e os novos carros dominam as conversas. Há pilotos satisfeitos ao volante e outros que enfrentam dificuldades, cada um com sua personalidade. Fora das pistas, os pilotos de F1 também expressam a paixão pela velocidade. Alguns se limitam a aparecer com os carros fornecidos pelas equipes, enquanto outros desembolsam milhões de dólares em coleções particulares. O g1 selecionou três carros das coleções particulares de pilotos da temporada 2026 da F1. Há desde um ícone dos anos 1980 que quase foi destruído até um hipercarro inspirado em protótipos de Le Mans. Veja os modelos abaixo. Max Verstappen: Aston Martin Valkyrie Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie Divulgação / Aston Martin Quando não está em casa, dedicado ao simulador, o tetracampeão mundial já foi visto nas ruas pilotando Porsche 911 GT3 RS, Honda NSX, Aston Martin DB11 e outros modelos. Sem dúvida, o carro mais extremo de sua coleção é o Aston Martin Valkyrie. Verstappen participou dos testes do hipercarro em 2020 e depois foi visto com sua unidade em Mônaco. Em 2023, um vídeo com o piloto abusando da velocidade com o Valkyrie causou polêmica. Max Verstappen participou dos teste do Aston Martin Valkyrie Divulgação / Aston Martin O Valkyrie é inspirado em carros de F1 e protótipos de Le Mans. O foco está na aerodinâmica e no equilíbrio, para manter os 1.171 cv de potência sob controle. Para gerar essa força, a Aston Martin utiliza um motor V12 de 6,5 litros que gira até 11.100 rpm e entrega 1.001 cv, com a ajuda de um motor elétrico de 120 kW acoplado a uma bateria de 1,2 kWh. O peso é de apenas 1.270 kg, semelhante ao de um carro 1.0, e a velocidade máxima chega a 354 km/h. Curiosamente, este não é o carro mais caro da lista: em leilão recente, um Valkyrie foi vendido por quase US$ 3 milhões. Lewis Hamilton: Pagani Zonda LH760 Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 Reprodução / Instagram Lewis Hamilton é piloto da Ferrari, mas sua relação com a Itália não é recente. Em 2014, o heptacampeão publicou nas redes sociais fotos do Pagani Zonda LH760. O modelo foi feito sob encomenda e leva as iniciais de Hamilton. A pintura roxa é chamada de Viola LH, e a carroceria tem acabamentos escolhidos pelo piloto. Este Zonda usa como base a configuração RS, que nasceu por sua vez da versão R, feita somente para as pistas de corrida. A curiosidade é que, apesar de ser uma marca italiana, o motor é da Mercedes AMG. Isso por que o argentino Horacio Pagani, fundador da marca, conseguiu um ótimo acordo com marca alemã. O acerto foi intermediado pelo amigo e compatriota Juan Manuel Fangio. O pentacampeão de F1 era amigo de Pagani. Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 Reprodução / Instagram São 760 cv de potência e 79,5 kgfm de torque gerados por um motor V12 de 7,3 litros, enviados às rodas traseiras por meio de câmbio manual. O carro foi vendido por Lewis Hamilton em 2021. Em 2023, o novo proprietário destruiu a dianteira do Zonda e danificou as suspensões dianteira e traseira. No fim de 2025, o modelo reapareceu restaurado à condição original. Como cada unidade é exclusiva, é difícil estimar o preço. Em 2025, um Pagani Zonda Riviera foi arrematado por mais de US$ 10,1 milhões. Lando Norris: Ferrari F40 Ferrari F40 Divulgação / Ferrari Lando Norris, atual campeão da F1, ganhou as manchetes em 2025 por um acidente em Mônaco, mas não foi em uma pista de corrida nem com o inglês ao volante. Um amigo deu um passeio com a Ferrari F40 de Lando Norris e, após uma curva nas redondezas do principado, perdeu o controle e bateu a traseira do carro contra o guard rail. Norris comentou o incidente algum tempo depois, afirmando que a F40 ainda não havia voltado às ruas e que ele não estava satisfeito com a situação. A Ferrari lançou a F40 em 1987 para celebrar os 40 anos da empresa. O modelo é uma evolução do que a marca já vinha fazendo com a GTO. A F40 foi o último carro apresentado ao público com a presença do fundador, Enzo Ferrari, que faleceu em agosto de 1988. Ferrari F40 Divulgação / Ferrari Os números são superlativos até hoje, especialmente considerando as especificações de 1987. O motor 2,9 V8 biturbo gera 478 cv e 58,8 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, e a velocidade máxima chega a 324 km/h. Em leilão recente, o preço de uma Ferrari F40 superou US$ 3,8 milhões. Lando Norris também tem outro modelo italiano na coleção, um Lamborghini Miura. Resta torcer para que nenhum amigo peça uma volta com ele. Novos carros da Fórmula 1 prometem deixar temporada imprevisível
08/03/2026 11:05:47 +00:00
Oferta de bezerros diminui e custos aumentam para pecuaristas

Oferta restrita de bezerros tem dificultado a reposição de animais em confinamentos no interior de São Paulo TV TEM/Reprodução A oferta restrita de bezerros tem imposto desafios para pecuaristas e confinamentos no interior de São Paulo. A dificuldade de reposição de animais ocorre após três anos de abate elevado de fêmeas no país, movimento que agora dá lugar à retenção de matrizes para recomposição do rebanho. Em um confinamento no município de Bálsamo (SP), com capacidade para 5 mil cabeças de gado, o número atual de animais está pouco acima da metade do total que a estrutura comporta. Para cumprir contratos com frigoríficos, produtores precisam buscar bezerros até fora do estado. Segundo especialistas do setor, o momento é mais favorável para quem trabalha com cria e vende bezerros. Já os confinamentos, responsáveis pela fase de engorda, enfrentam custos maiores para adquirir os animais e precisam investir em estratégias de alimentação para garantir desempenho na terminação. O chamado ágio do bezerro, valor pago acima do equivalente ao preço da arroba do boi gordo, também tem aumentado. Em algumas regiões do país, a diferença passou de cerca de 30% em meados de 2025 para perto de 35% neste ano. Para compensar os custos mais altos de reposição, pecuaristas têm apostado em estratégias dentro das propriedades. Em uma fazenda em Mirassol (SP), por exemplo, o produtor investe no ganho de peso do rebanho e no aproveitamento de matrizes da raça Angus para produção de bezerros. Retenção de matrizes para recompor o rebanho reduziu a disponibilidade de bezerros no mercado TV TEM/Reprodução Com a arroba do boi gordo sendo negociada perto de R$ 350 em São Paulo, produtores também buscam entregar animais mais pesados para o abate, mas ainda jovens. A valorização da arroba não está ligada apenas à menor oferta de animais. A demanda interna aquecida e o volume recorde de exportações também influenciam o mercado. Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, crescimento de 20% no volume e de 40% no faturamento em relação a 2024. Em um frigorífico em Estrela d’Oeste (SP), cerca de 60% da produção é destinada ao mercado externo, principalmente para China e Europa. Apesar da menor oferta de gado para abate, a indústria mantém projeções positivas para o primeiro semestre. Especialistas avaliam que os próximos meses ainda devem refletir esse cenário de oferta mais restrita de animais e preços sustentados no mercado pecuário. Veja a reportagem exibida no programa em 08/03/2026: Oferta de bezerros diminui e custos aumentam para pecuaristas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/03/2026 10:30:38 +00:00
Excesso de chuva atrapalha produção de látex no Oeste Paulista

Excesso de chuva no oeste paulista tem impactado a produção de látex e provocado perdas nos seringais Reprodução/TV TEM É aproveitando as primeiras horas do dia, quando o calor do sol ainda é mais ameno, que os seringueiros começam a fazer a sangria nos seringais. Em plena safra, a expectativa é de aumento na produção em comparação a 2025. Em uma fazenda no oeste paulista, em Indiana (SP), o produtor Paulo Renato Cardoso espera produzir, neste ano, cerca de 30 mil quilos de látex em quase 10 hectares. Segundo ele, o crescimento é resultado do aumento no número de árvores em produção e do avanço natural da cultura, que tende a produzir mais a partir da quarta safra. Apesar de o momento parecer positivo, a instabilidade das chuvas tem prejudicado a coleta, principalmente quando chove logo após a sangria. As canecas onde o látex é armazenado acabam acumulando água, o que compromete o produto. Em alguns casos, não há tempo suficiente para realizar a coagulação e evitar perdas. Excesso de chuva no oeste paulista tem impactado a produção de látex e provocado perdas nos seringais Reprodução/TV TEM Em Rancharia (SP), o produtor Paulo Mellotti também sentiu o impacto do excesso de chuva. Ele tem 36 hectares de seringueiras em produção. Somente nos primeiros 45 dias do ano, o volume de chuva ficou 40% acima do previsto na região de Presidente Prudente (SP), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com a pesquisadora Elaine Tucci Gonçalves, além das perdas do látex já coletado, a própria sangria pode ficar comprometida, já que o corte não é recomendado com a árvore molhada. Mudanças no manejo, como o uso de protetores nas árvores e ajustes no cronograma de extração, podem ajudar a reduzir os prejuízos. No ano passado, o cultivo da borracha natural avançou quase 9% em todo o estado. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o valor da produção agropecuária da borracha ultrapassou R$ 1,5 bilhão. Mesmo assim, os produtores enfrentam oscilações no preço pago pelo quilo do látex e aumento nos custos de insumos, como fertilizantes, defensivos e diesel. Veja a reportagem exibida no programa em 08/03/2026: Excesso de chuva atrapalha produção de látex no Oeste Paulista VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/03/2026 10:30:37 +00:00
Uva lorena é uma das preferidas de produtores de vinho de São Roque

Uva BRS Lorena é cultivada em vinhedos de São Roque (SP) e usada na produção de vinhos e espumantes TV TEM/Reprodução A colheita de uvas para produção de vinho teve atraso de pelo menos 15 dias nesta safra em áreas produtoras de São Roque (SP). O frio registrado no ano passado e as chuvas de janeiro também provocaram redução no volume colhido. Apesar da queda na quantidade, produtores avaliam que a qualidade das frutas tem sido positiva. A uva produzida na região é destinada principalmente à fabricação de vinhos e espumantes. No vinhedo do produtor Leodir Ribeiro, em São Roque, uma das variedades cultivadas é a BRS Lorena, plantada em quase dez hectares, com cerca de 36 mil pés. A uva tem perfil aromático intenso e caráter moscatel e vem ganhando espaço entre produtores. Nesta safra de verão, o produtor afirma que conseguiu colher uma fruta mais doce, o que pode resultar em bebidas de melhor padrão. A variedade também é cultivada por outros produtores da região. A família do produtor Fábio foi uma das primeiras a investir na BRS Lorena em São Roque e hoje a propriedade é considerada referência no cultivo da uva. No local, a área plantada soma seis hectares e a fruta é utilizada na produção de três rótulos de vinho branco. Produtor Leodir Ribeiro cultiva cerca de 36 mil pés da variedade BRS Lorena em São Roque (SP) TV TEM/Reprodução Veja a reportagem exibida no programa em 08/03/2026: Uva lorena é uma das preferidas de produtores de vinho de São Roque VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
08/03/2026 10:30:35 +00:00
Interrupções, desconfiança e assédio: relatos mostram barreiras para mulheres jovens no trabalho

Carolina Nucci e Mariam Tapeshashvili contam como driblaram os julgamentos na carreira g1 "Mocinha, com essa carinha, certeza que foi algum piloto que te deu essa credencial." Carolina Nucci ainda lembra da frase dita na entrada de uma coletiva de imprensa no autódromo de Interlagos. Ela era jornalista de automobilismo, estava escalada para cobrir o evento e tinha autorização para estar ali. Mesmo assim, antes de conferir o crachá, o fiscal decidiu questioná-la. Carolina explicou que trabalhava na cobertura. Não foi suficiente. Precisou acionar a chefia de imprensa — um homem — para confirmar que, sim, estava ali a trabalho. Naquele ambiente majoritariamente masculino, Carolina sentiu que precisava provar o tempo todo que não era uma "Maria Capacete", rótulo comum e pejorativo dado a mulheres que circulavam no paddock. A estratégia encontrada, ainda no início da carreira, foi simbólica. "No início da minha carreira, usei uma aliança falsa de compromisso para ser respeitada. Não inibiu, mas os assédios ficaram mais sutis", lembra. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O episódio aconteceu duas décadas atrás, mas está longe de ser passado. Julgamentos sobre aparência, desconfiança sobre competência, menos oportunidades e episódios de assédio continuam fazendo parte da rotina de muitas mulheres, especialmente das mais jovens. Os relatos individuais encontram respaldo em números. O relatório Women in the Workplace, elaborado pela McKinsey & Company em parceria com a Lean In, ouviu 15 mil trabalhadores em diferentes países e traçou um panorama das desigualdades no ambiente corporativo. Entre as mulheres com menos de 30 anos, quase metade afirma que a idade já impactou negativamente suas oportunidades de trabalho. Outras 36% disseram que a idade foi fator na perda de aumentos, promoções ou chances de progressão. Entre os homens, esse percentual é de 15%. O reflexo aparece na liderança: em média, mulheres ocupam apenas 29% dos cargos de alta administração. Mariam Topeshashvili integra esse grupo que conseguiu chegar a uma posição de comando. Aos 29 anos, é gerente de uma agência internacional que conecta produtores de conteúdo e empresas. Nascida na Geórgia e criada em uma favela no Rio de Janeiro, construiu um currículo com formação na Universidade de Harvard. Ainda assim, ouviu questionamentos. "Já ouvi comentários irônicos, sarcásticos. Sempre velados. Frases que duvidavam da minha capacidade. Por exemplo, tal coisa não foi feita porque era eu que estava ali", conta. Ser jovem, mulher, estrangeira e falar em uma terceira língua compunha uma equação que, muitas vezes, a colocava em posição de constante avaliação. "Eu me sentia um patinho fora d’água. Muitas vezes tinha a sensação de que não era ouvida." Mariam Topeshashvili enfrentou julgamentos e microagressões ao longo de sua vida acadêmica e profissional Mariam Topeshashvili/ Arquivo Pessoal O estudo Women in the Workplace aponta que essas percepções não são isoladas. Microagressões — comentários ou atitudes sutis que colocam em dúvida a competência — fazem parte da rotina de muitas profissionais. 💬 Microagressões são ações ou comentários que desqualificam, discriminam ou questionam de forma sutil determinados grupos. 💬 Etarismo é preconceito ou discriminação contra pessoas por causa da idade. Ele pode se manifestar pro meio de atitudes, estereótipos e exclusão social ou profissional. Segundo o levantamento: 39% das mulheres já foram interrompidas enquanto falavam; 38% tiveram sua área de especialização questionada; 18% foram confundidas com alguém de nível hierárquico inferior; 37% afirmam ter sofrido uma ou mais formas de assédio sexual ao longo da carreira. Além disso, o relatório destaca que mulheres jovens relatam maior incidência de comentários sobre idade, aparência e suposta falta de experiência. Uma pesquisa da Todas Group e da Nexus aponta um padrão semelhante. Entre 1.534 lideranças femininas entrevistadas, 56% dizem que uma das atitudes mais importantes que homens poderiam tomar é interromper falas machistas de outros colegas. Apesar disso, apenas 35% das mulheres afirmam já ter sido defendidas por um homem em situações de preconceito de gênero no ambiente de trabalho. As barreiras não se restringem a um único fator. Elas envolvem machismo estrutural e também etarismo — preconceito baseado na idade. Para Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, a diferença de tratamento é perceptível. "Os homens não são tão julgados quanto as mulheres. Quando um homem jovem é promovido, a reação costuma ser de admiração. Quando é uma mulher, muitas vezes há questionamento". Carolina percebeu isso em diferentes momentos da trajetória. Depois do jornalismo, decidiu estudar engenharia química e ouviu que “não era lugar de menina”. Mais tarde, ao migrar para o marketing, enfrentou novos episódios. "Sempre me viam como uma menina. Não era levada a sério (...) Descobri que meus sócios ganhavam mais e ouvi de outra mulher que eles precisavam mais, porque eram pais de família", conta Carolina, que hoje é CMO e cofundadora da Conectas, empresa de educação corporativa. No início da carreira de jornalista, Carolina Nucci usava uma aliança falsa e mudou sua aparência Carolina Nucci/ Arquivo Pessoal Ela também notou diferença no tratamento ao falar sobre maternidade. “Perguntavam com quem minha filha ficava quando estava doente. Para o meu marido diziam que ‘a paternidade engrandece o homem’.” Impacto na carreira O levantamento da McKinsey & Company e da Lean In mostra ainda que mulheres que enfrentam microagressões frequentes têm maior probabilidade de se sentirem esgotadas, considerar deixar o emprego e perceber o ambiente como injusto. Esse efeito ajuda a explicar outro fenômeno citado no estudo: o "degrau quebrado". O termo descreve a dificuldade que mulheres enfrentam para conquistar a primeira promoção para cargos de liderança. Quando essa etapa não acontece de forma proporcional, a desigualdade se amplia nos níveis mais altos da hierarquia. Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e Dhafyni Mendes, cofundadora do Todas Group, aconselham mulheres que sofrem julgamentos no trabalho Arquivo Pessoal Dhafyni Mendes, cofundadora do Todas Group, afirma que interrupções constantes e desvalorização de ideias afetam a segurança psicológica. “Mulheres que são frequentemente interrompidas e cujas opiniões são ignoradas — mas depois valorizadas quando repetidas por outros — tendem a ter o desempenho impactado.” Para Mariam, esse processo pode levar à autossabotagem. “Você começa a se questionar. Eu chegava em casa e pensava: será que mereço o cargo que tenho? Será que faz sentido estar ali?” O estudo também aponta que ambientes percebidos como injustos aumentam a taxa de demissão voluntária entre mulheres, além de contribuírem para casos de esgotamento profissional. Outro ponto destacado pela pesquisa da Todas Group e da Nexus é que parte da resistência em enfrentar o problema pode estar na própria percepção de desigualdade. Para 51% das mulheres entrevistadas, muitos homens acreditam que já existe igualdade no ambiente corporativo, enquanto 45% dizem que eles enxergam o debate sobre gênero como exagero. Denúncia, rede e estratégia Diante desse cenário, as entrevistadas defendem posicionamento. “Não deixe essas situações passarem. Informe seu gestor. Outras pessoas podem estar vivendo o mesmo”, orienta Mariam. Carolina compartilha reflexão semelhante. "Quando olho para trás, penso: por que não denunciei? Precisamos mostrar que isso é errado". Além da denúncia, as entrevistadas destacam a importância de mentoria, redes de apoio e planejamento de longo prazo. “Às vezes você é uma das poucas que conseguiu chegar ali — e isso pode abrir caminho para outras”, diz Mariam. "Tenha um plano e mantenha comunidades de apoio. Mulheres não competem, se ajudam", afirma Carolina. Para Ana Fontes, a busca constante por conhecimento também é parte da estratégia. "Leia sobre o mercado em que atua, amplie sua visão. Demonstrar preparo e confiança influencia a forma como você é percebida", conclui.
08/03/2026 09:01:15 +00:00
‘Foi um choque, fiquei sem chão’: mais de 380 mil mulheres foram demitidas após a licença-maternidade em cinco anos

Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos Maria* viveu o que descreve como um dos maiores pesadelos profissionais para uma mãe recente. Tirou seis meses de licença-maternidade e, em seguida, mais 30 dias de férias. Dois meses após retornar ao trabalho, foi demitida. Como nunca havia recebido avaliação negativa ou feedback desfavorável, acredita que o desligamento esteja diretamente relacionado ao afastamento para cuidar do bebê. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Formada em Enfermagem e Biomedicina, ela atua há dez anos na indústria farmacêutica. Para voltar ao trabalho, reorganizou toda a rotina familiar: contratou uma babá e enfrentou o período de introdução alimentar para que o filho dependesse menos dela. “Eu fiquei arrasada. Ser desligada de repente, com um filho pequeno e toda a minha família dependente do plano de saúde da empresa, foi um choque enorme. Eu realmente fiquei sem chão”, relembra a profissional, que conseguiu se recolocar rapidamente por indicação de colegas. Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as mulheres têm direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício. O período pode ser prorrogado por mais 60 dias quando a empresa participa do Programa Empresa Cidadã. O período de estabilidade começa na concepção e vai até cinco meses após o parto, ou após a concessão da guarda provisória em casos de adoção. Após esse prazo, a trabalhadora pode ser desligada sem justa causa. Mais de 380 mil desligamentos após a licença Dados do sistema eSocial, obrigatórios desde janeiro de 2020 para o registro de demissões, mostram que a situação relatada por Maria ocorreu com mais de 380 mil mulheres nos últimos cinco anos. O levantamento foi realizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados abrangem demissões realizadas em até dois anos após o término da licença-maternidade. Entre 2020 e 2025, foram registrados: 383.737 dispensas sem justa causa; 265.515 pedidos de demissão; 13.544 distratos (rescisão em comum acordo); 50.545 desligamentos em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã. Dispensas do trabalho entre 2020 a 2025 sem justa causa Arte g1 A Secretaria de Inspeção do Trabalho ressalta que não há levantamento específico sobre demissões ocorridas dentro do período de estabilidade. Isso porque o eSocial não possui campo próprio para registrar gestação ou estabilidade provisória. Assim, casos de demissão nesse período chegam ao Ministério do Trabalho principalmente por meio de denúncias feitas pelas próprias trabalhadoras, o que dificulta a consolidação de estatísticas mais precisas. Esses desligamentos podem indicar dispensa discriminatória ou ausência de políticas de retenção da mão de obra feminina, especialmente diante da falta de ações que incentivem o compartilhamento das responsabilidades de cuidado. Segundo Bemergui, que é coordenadora nacional de Combate à Discriminação, ao Assédio e à Violência e Promoção da Igualdade de Oportunidades no Trabalho (Conaigualdade), a permanência das mulheres no mercado de trabalho após a licença-maternidade ainda é um desafio estrutural. Ela afirma que muitos empregadores não adotam políticas efetivas de apoio ao compartilhamento das responsabilidades de cuidado. Dados do Relatório de Transparência Salarial do segundo semestre de 2025 indicam que menos da metade das empresas com mais de 100 empregados no Brasil possuem políticas de flexibilização de jornada voltadas à parentalidade. Outro problema apontado é a falta de estruturas de apoio para o cuidado com os filhos. Fiscalizações realizadas pela SIT em 2024 e 2025 identificaram alto descumprimento da obrigação prevista na CLT de oferecer local para guarda dos filhos das trabalhadoras ou auxílio-creche. A auditora ainda afirma que a concentração elevada de demissões de mulheres após o retorno da licença-maternidade pode ser um indicativo de discriminação no ambiente de trabalho. A apuração, no entanto, depende de uma ação fiscal que envolve análise documental, técnicas de auditoria e investigação. Caso a prática discriminatória seja comprovada, a empresa pode receber auto de infração e multa administrativa. Bemergui explica ainda que trabalhadoras que se sentirem discriminadas podem registrar denúncia no canal do Ministério do Trabalho, procurar o sindicato da categoria ou o Ministério Público do Trabalho. De acordo com a Secretaria, os dados do eSocial também são utilizados para identificar padrões de desligamento após a licença-maternidade e orientar ações de fiscalização em empresas ou setores que concentrem esses casos. As informações, porém, servem apenas como indícios. A confirmação da discriminação ocorre durante investigação conduzida pela auditoria fiscal do trabalho. A legislação assegura estabilidade no emprego à gestante até cinco meses após o parto — período que inclui a licença‑maternidade de 120 dias. Freepik Denúncias ao Ministério Público do Trabalho crescem Nos últimos três anos, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.229 denúncias envolvendo violações ao direito à licença-maternidade e outras formas de discriminação relacionadas ao cuidado, como gestação e amamentação. Houve um salto significativo no número de registros: de 307 denúncias em 2023 para 559 em 2025, aumento superior a 80% no período. As queixas abrangem todo o ciclo reprodutivo, desde dispensas logo após a confirmação da gravidez até obstáculos enfrentados por mulheres que retornam da licença e tentam exercer o direito aos intervalos para amamentação. Segundo o coordenador nacional da Coordigualdade, Igor Sousa Gonçalves, o órgão identifica um padrão recorrente de “descarte” ou isolamento das trabalhadoras assim que se encerra a estabilidade de cinco meses após o parto. “O Ministério Público do Trabalho tem respondido a esse aumento com mais rigor na fiscalização e por meio de ações, como a criação do Grupo de Trabalho ‘Gênero e Cuidado’, responsável pela elaboração de materiais informativos e pela realização de campanhas de conscientização”, afirma. Outro ponto destacado por Gonçalves é que o número de denúncias parece baixo porque considera apenas registros classificados especificamente na categoria maternidade. Na prática, muitos casos envolvendo gestantes ou lactantes acabam enquadrados em categorias mais amplas, como assédio moral ou discriminação, sem a identificação específica da maternidade, o que faz com que os dados representem apenas parte do problema. Muitas vezes, o denunciante foca no comportamento abusivo do empregador e não na gestação. Por isso, os 559 registros devem ser vistos como um ‘piso’ do problema.” Ainda de acordo com o órgão, nos últimos três anos foram instaurados 471 inquéritos civis, firmados 52 termos de ajustamento de conduta e ajuizadas nove ações civis públicas relacionadas ao tema. Para o MPT, o crescimento dos registros reflete tanto maior conscientização das trabalhadoras — que estão perdendo o medo de denunciar — quanto a persistência de práticas discriminatórias no mercado de trabalho. Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui Direitos da gestação até o retorno ao trabalho A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto. Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação. Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício. Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período. A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada. Além disso, a CLT assegura outros direitos à gestante, como: Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê; Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário. Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade. Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade podem ser consideradas discriminatórias. Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação. Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre: Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado; Receber indenização em dobro, além de eventual indenização por danos morais. “A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada. Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades. Senado aprova aumento gradual de duração da licença-paternidade, chegando a 20 dias em 2029 Desafios no mercado de trabalho Uma pesquisa da Pluxee mostra que a maternidade ainda representa um obstáculo relevante para muitas mulheres no mercado de trabalho. Segundo levantamento, 60% afirmam já ter enfrentado dificuldades profissionais em razão dos filhos. Entre os principais problemas estão dificuldade para negociar horários flexíveis (42%), perda de oportunidades de promoção (33%) e discriminação em processos seletivos (33%). Diante dessas barreiras, muitas mulheres buscam alternativas para permanecer no mercado. Cerca de 29% passaram a procurar outro emprego na mesma área, enquanto 25% deixaram temporariamente o trabalho para cuidar dos filhos. O levantamento também aponta que 27% das mães dizem não receber nenhum tipo de apoio das empresas. Embora 60% considerem a licença-maternidade adequada, benefícios como horários flexíveis (24%), auxílio-creche (23%) e trabalho remoto (10%) ainda são pouco frequentes. Resultados semelhantes aparecem na pesquisa Mães 2025, da Catho, realizada com mais de 2,4 mil entrevistadas. O estudo mostra que, embora 70% das mães estejam empregadas, muitas relatam desigualdade salarial, preconceito e dificuldades para conciliar carreira e cuidados com os filhos. Quase 40% acreditam receber menos do que colegas homens ou mulheres sem filhos no mesmo cargo, e mais da metade afirma já ter sido questionada, em entrevistas de emprego, sobre filhos ou planos de maternidade — perguntas consideradas discriminatórias pela legislação trabalhista. O impacto da maternidade também aparece nas oportunidades profissionais: mais de um terço das entrevistadas acredita já ter perdido uma promoção por estar grávida ou por ser mãe. Além disso, o medo de represálias no trabalho é recorrente: 60% já deixaram de exercer atividades relacionadas aos filhos por receio de perder o emprego, e quase metade admite ter faltado a momentos importantes da vida deles pela mesma razão. Para Marcela Zaidem, fundadora da Cultura na Prática (CNP) e especialista em cultura organizacional, esses números mostram que a discriminação contra mães raramente aparece de forma explícita. Isso porque, na maioria das vezes, a discriminação surge em decisões aparentemente pequenas, repetidas e “bem-intencionadas”, mas que acabam limitando a progressão profissional. “A mulher volta e começam as concessões: menos projetos críticos, menos exposição, menos decisão. A carreira estaciona sem que ninguém diga que estacionou”, afirma. Nos processos seletivos, ela destaca que o problema não é questionar a disponibilidade, mas usar essas perguntas como atalho para concluir que mães entregam menos. “Quando a pergunta vira filtro para descartar, aí virou discriminação”, completa. Maior engajamento A 3ª edição do estudo Engaja S/A 2025, realizado pela Flash em parceria com a FGV-EAESP e divulgada em outubro, mostra que políticas de apoio à parentalidade estão associadas a níveis mais altos de engajamento no trabalho. Entre profissionais com filhos e acesso a benefícios parentais, o índice de engajamento chega a 64,7% entre mulheres e 59,7% entre homens, as maiores taxas entre os grupos analisados. Já entre pessoas com filhos sem esse tipo de apoio, o engajamento cai para 38,9% e 36,1%, respectivamente. Os resultados indicam que políticas de cuidado não são apenas uma questão de equidade, mas também estão associadas a maior engajamento, produtividade e retenção de talentos. Engajamento por gênero, filhos e benefícios parentais Arte g1 Os resultados indicam que políticas de cuidado não são apenas uma questão de equidade, mas também estão associadas a maior engajamento, produtividade e retenção de talentos. A experiência de Letícia Lázaro Roque, de 28 anos, ilustra esse cenário. Moradora de São Paulo e coordenadora de implementação na plataforma de RH da Factorial, ela descobriu a gravidez ainda no período de experiência e, ao contrário do que temia, recebeu apoio da empresa. “Eu engravidei com dois meses de casa. Foi um choque para mim e para o meu gestor, mas tive total apoio”, relembra. Letícia havia sido contratada enquanto fazia uma transição de carreira, saindo da área de vendas para atuar em pós-vendas. Mesmo com pouco tempo na empresa, foi promovida a sênior durante a gestação e, após retornar da licença-maternidade de seis meses, recebeu nova promoção, desta vez para coordenadora. Segundo ela, o crescimento foi possível graças ao apoio da liderança e às políticas de flexibilidade da empresa, como modelo híbrido, horários ajustáveis e benefícios voltados à parentalidade, incluindo auxílio-creche e plano de saúde para dependentes. Apesar dos desafios da rotina com duas crianças pequenas, Letícia diz nunca ter enfrentado pressão no trabalho. “Às vezes minhas filhas aparecem no fundo da câmera, mas hoje isso é compreendido. O que importa é o resultado”, afirma. Ela reconhece, no entanto, que sua experiência ainda é incomum. “Conversei com outras mães e percebi o quanto minha realidade foi diferente. Sei que a minha situação ainda é exceção”, completa. Letícia Lázaro Roque é mãe de duas filhas e foi promovida quando estava grávida e após retornar da licença-maternidade. Arquivo Pessoal Soluções que podem reduzir desigualdade Para Marcela Zaidem, fundadora da Cultura na Prática (CNP) e especialista em cultura organizacional, o problema não está na legislação, mas na forma como as organizações estruturam – ou deixam de estruturar – o ciclo da parentalidade. Segundo ela, muitas empresas ainda tratam a maternidade como uma exceção, quando deveria ser incorporada como uma etapa natural e previsível da vida profissional de qualquer trabalhador — tanto homens quanto mulheres. “Não é um problema a resolver; é um ciclo que exige gestão madura: cobertura bem feita, clareza de escopo, retorno estruturado e avaliação justa”, afirma. Na prática, porém, há um descompasso entre a proteção legal e o impacto na carreira. “A lei protege o vínculo, mas não protege a trajetória.” Já na visão de Ana Minuto, palestrante e CEO da Minuto Consult, o mercado de trabalho brasileiro ainda opera sob a lógica de que o “trabalhador precisa estar integralmente disponível”, um modelo incompatível com a realidade do cuidado, historicamente atribuída às mulheres. Outro ponto crítico é o retorno ao trabalho após a licença. Muitas mulheres voltam sem o suporte necessário e acabam se sentindo deslocadas. Depois de meses afastadas, retornam a organizações que muitas vezes passaram por mudanças — novas lideranças, novos processos e equipes reorganizadas. Sem um programa estruturado de reintegração, é comum relatarem perda de pertencimento, visibilidade e oportunidades. Por isso, Ana defende uma série de políticas organizacionais para apoiar mães e pais e promover maior equidade. Entre as iniciativas mais relevantes estão: Creches internas ou convênios com creches próximas; Programas estruturados de retorno da licença-maternidade, com mentoria e acompanhamento nos primeiros meses; Auxílio-creche; Modelos de trabalho flexíveis; Políticas claras contra discriminação por maternidade; Processos de promoção mais transparentes; Incentivo à licença parental para homens, favorecendo a divisão do cuidado. Segundo Minuto, essas ações não são apenas medidas de equidade, mas estratégias de retenção de talentos. “Quando as empresas apoiam o cuidado, retêm profissionais experientes e qualificadas que, sem suporte, acabam deixando o mercado.” Para reduzir o impacto da maternidade na carreira das mulheres, Marcela destaca que o caminho não passa por discursos institucionais ou benefícios pontuais, mas por processos claros e responsáveis. Isso inclui: Planejamento da cobertura antes da saída; Retorno com escopo e prioridades definidos; Proteção explícita da rota de carreira da profissional; Acompanhamento de indicadores como retenção pós-retorno, promoções e evolução salarial. “Se você não mede, vira opinião. E quando vira opinião, o viés entra pela porta da frente”, afirma. * Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
08/03/2026 08:01:07 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.981: prêmio acumula e vai a R$ 60 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2981 O sorteio do concurso 2.981 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 60 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 15 - 22 - 27 - 32 - 50 - 58. 5 acertos: 41 apostas ganhadoras, R$ 61.085,40 4 acertos: 2.992 apostas ganhadoras, R$ 1.379,77 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (10). Resultado do sorteio da Mega-Sena deste sábado (7) Divulgação Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
08/03/2026 00:02:20 +00:00
Guerra no Irã ameaça impacto prolongado nos mercados globais de energia

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. Reuters A guerra no Irã pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas — ou meses — de preços mais altos de combustíveis. Isso pode ocorrer mesmo que o conflito, que já dura uma semana, termine rapidamente, já que os fornecedores ainda precisam lidar com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados no transporte marítimo. O cenário representa uma ameaça econômica global mais ampla e também uma vulnerabilidade política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato. Eleitores estão sensíveis ao aumento das contas de energia e, em geral, rejeitam novos envolvimentos militares no exterior. "O mercado está mudando seu foco, deixando de precificar o risco geopolítico puro e passando a lidar com a interrupção operacional tangível, à medida que o fechamento de refinarias e as restrições às exportações começam a prejudicar o processamento de petróleo bruto e os fluxos de suprimento regionais", disseram analistas do JP Morgan em uma nota na sexta-feira (6). O conflito já levou à suspensão de cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo bruto e gás natural. Teerã tem atacado navios no estratégico Estreito de Ormuz — entre suas costas e Omã — e também infraestrutura energética em toda a região. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços globais do petróleo subiram 24% na semana, ultrapassando US$ 90 por barril — um movimento que já pressiona os preços dos combustíveis para consumidores em todo o mundo. O fechamento quase total do Estreito fez com que os grandes produtores da região — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — suspendessem embarques de até 140 milhões de barris de petróleo, o equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global, para refinarias em diversos países. Como resultado, os estoques de petróleo e gás nas instalações do Golfo Pérsico estão se esgotando rapidamente, forçando campos no Iraque a reduzir a produção. Kuwait e Emirados Árabes Unidos provavelmente serão os próximos a fazer cortes, disseram analistas, operadores e outras fontes do setor. "Em breve, todos também se isolarão se os navios não chegarem", disse uma fonte de uma empresa petrolífera estatal da região, que pediu para não ser identificada. Campos petrolíferos que interromperam atividades em todo o Oriente Médio, devido aos problemas no transporte marítimo, podem demorar a voltar ao normal, disse Amir Zaman, chefe da equipe comercial das Américas da Rystad Energy. "O conflito pode ser resolvido, mas isso pode levar dias, semanas ou meses, dependendo do tipo de campo, da idade do campo e do tipo de paralisação que tiveram que fazer antes que a produção possa voltar ao nível anterior", disse ele. Enquanto isso, forças iranianas vêm atacando infraestrutura energética regional — incluindo refinarias e terminais —, forçando operações a serem interrompidas. Em alguns casos, os danos foram graves e exigem reparos. O Catar declarou força maior em suas exportações de gás na quarta-feira, após ataques de drones iranianos, e pode levar pelo menos um mês para voltar aos níveis normais de produção, disseram fontes à Reuters. O país responde por cerca de 20% do GNL mundial. A gigantesca refinaria e o terminal de exportação de petróleo bruto de Ras Tanura, da Saudi Aramco, também foram fechados após os ataques, sem detalhes divulgados sobre os danos. A Casa Branca justificou o ataque ao Irã afirmando que o país representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos, sem fornecer detalhes. Trump também declarou preocupação com os esforços iranianos para obter uma arma nuclear. Perigo no Estreito de Ormuz Um fim rápido da guerra ajudaria a acalmar os mercados. Ainda assim, o retorno aos níveis de oferta e de preços pré-guerra pode levar semanas ou meses, a depender da extensão dos danos à infraestrutura e ao transporte marítimo. "Considerando os danos físicos causados ​​pelos ataques iranianos, até agora não vimos nada que possa ser considerado estrutural, embora o risco permaneça enquanto a guerra continuar", disse Joel Hancock, analista de energia da Natixis CIB. A maior incógnita para o fornecimento de energia é como — e quando — o Estreito de Ormuz voltará a ser seguro para a navegação. Trump ofereceu escolta naval a petroleiros e prometeu apoio financeiro dos EUA a embarcações que operam na região. Ainda assim, a segurança nas rotas marítimas pode ser ilusória, já que o Irã tem capacidade de sustentar ataques com drones contra embarcações por meses, segundo fontes de inteligência e militares. O conflito também pode levar países a reforçar reservas estratégicas de petróleo nas semanas e meses seguintes ao seu término, ao expor os riscos de estoques insuficientes. Esse movimento tende a elevar a demanda e a sustentar os preços. Risco econômico e político global A interrupção no fornecimento de energia já repercute nas cadeias de suprimentos e nas economias da Ásia, região dependente de importações e que obtém cerca de 60% do seu petróleo bruto do Oriente Médio. Na Índia, a estatal Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL.NS) declarou força maior para cargas de exportação de gasolina nesta semana, segundo fontes, somando-se a um número crescente de refinarias na região que não conseguem cumprir contratos por falta de abastecimento. Pelo menos duas refinarias na China reduziram a produção. O país, grande fornecedor regional, pediu que refinarias suspendessem exportações de combustíveis. A Tailândia também suspendeu exportações de derivados, enquanto o Vietnã interrompeu embarques de petróleo bruto. A crise impulsionou os negócios da Rússia. Os preços do petróleo russo subiram após os EUA concederem às refinarias indianas uma isenção de 30 dias para comprar o produto e substituir o fornecimento perdido do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Washington pressionou Nova Délhi a reduzir as importações de petróleo russo sob ameaça de tarifas. No Japão, segundo maior importador mundial de GNL, os contratos futuros de energia de base para Tóquio, referentes ao ano fiscal que começa em abril, subiram mais de um terço na semana, em antecipação a combustíveis mais caros. Em Seul, motoristas formaram filas em postos de gasolina, também prevendo alta nos preços. Para os consumidores europeus, a crise no fornecimento de gás e os preços mais altos representam um duplo golpe. A região já havia sido duramente afetada após 2022, quando as sanções às importações de energia russas sucederam a invasão da Ucrânia. A Europa recorreu às importações de GNL para substituir o gás russo recebido por gasoduto. Agora, o bloco precisa adquirir cerca de 180 cargas adicionais de GNL em relação ao ano passado para atingir os níveis de armazenamento considerados necessários antes do próximo inverno. Os riscos de abastecimento para os Estados Unidos são menores, já que o país se tornou, nos últimos anos, o maior produtor mundial de petróleo e gás. Ainda assim, os preços internos de petróleo e combustíveis acompanham os mercados internacionais, de modo que gasolina e diesel sobem nas bombas mesmo quando a oferta doméstica é abundante. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina no varejo atingiu US$ 3,32 por galão na sexta-feira, alta de 34 centavos na semana, segundo a AAA. O diesel chegou a US$ 4,33 por galão, ante US$ 3,76 na semana anterior. A alta da gasolina representa um risco significativo para Trump e para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro. "Os preços da gasolina têm um forte impacto psicológico", disse Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial. "Eles representam o índice da inflação que os consumidores veem todos os dias."
07/03/2026 11:20:44 +00:00
Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte
Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja brasileira O Brasil atravessa o auge da colheita da soja, e o cenário atual reafirma a posição do país como um gigante exportador: cerca de dois terços de tudo o que é produzido em solo brasileiro têm como destino o mercado externo No centro dessa engrenagem está o estado de Mato Grosso, responsável por quase 30% da safra nacional A história dessa hegemonia começou há pouco mais de 50 anos, impulsionada por incentivos governamentais que levaram agricultores do Sul para o Centro-Oeste. Naquela época, a produtividade era de 35 sacas por hectare; hoje, graças à pesquisa e tecnologia, chega a atingir 90 sacas por hectare (assista a reportagem completo no vídeo acima). O gargalo da infraestrutura Desafio logístico Apesar do salto tecnológico dentro das fazendas, a infraestrutura externa não acompanhou o mesmo ritmo. Em Mato Grosso, a capacidade de armazenamento é um desafio: a média de estocagem do estado é de apenas 40% da produção, o que obriga grandes empresas a investirem em silos próprios para garantir eficiência logística A soja brasileira é a base da alimentação, especialmente no continente asiático, sendo utilizada para óleo e farelo para nutrição animal, além de aplicações industriais como pneus e emborrachados Para que esse produto chegue ao outro lado do oceano, a logística tornou-se o ponto crucial da operação. A ascensão do Arco Norte Alternativas de transporte Nos últimos anos, a geografia do escoamento mudou. Em vez de a safra "descer" o mapa em direção aos portos do Sul e Sudeste, ela passou a "subir" É o fortalecimento do chamado Arco Norte, um conjunto de portos e rotas localizados acima do paralelo 16 (linha imaginária que corta o país na altura de Brasília). Os números mostram essa evolução: 2009: Os portos do Arco Norte escoavam 16% da produção nacional; 2024: Esse volume saltou para 34% O uso dessas rotas pode reduzir o valor do frete em até 15%, encurtando o caminho entre as lavouras e o destino final Entre os principais portos estão Mirituba, Santarém e Barcarena, no Pará, e o Porto de Itaqui, no Maranhão. O caso de Itaqui O Porto de Itaqui, em São Luís, tornou-se um símbolo dessa expansão. Entre 2020 e 2024, a exportação de soja e milho pelo terminal saltou de 11 milhões para 20 milhões de toneladas. O crescimento atraiu produtores do Sul que venderam suas terras para investir em áreas maiores no Mato Grosso e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Para quem vive na estrada, como o caminhoneiro Walter, o sistema de agendamento nos portos trouxe alívio para as antigas filas intermináveis. No entanto, o "nó" logístico ainda persiste no trajeto entre a fazenda e o terminal portuário, onde a dependência do transporte rodoviário — que responde por 66% da carga no país — ainda esbarra em estradas precárias e desafios climáticos.
07/03/2026 09:01:17 +00:00
Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui

Demissões após licença-maternidade atingem mais de 380 mil mulheres em cinco anos O número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã sofreu uma queda acentuada nos últimos dois anos. O total de organizações cadastradas passou de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025 — uma redução de cerca de 71%. Em 2026, o número permaneceu praticamente estável, com 8.858 empresas. Segundo a Receita Federal, a redução ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As organizações foram retiradas por irregularidades cadastrais ou por incompatibilidade com o regime de tributação exigido para usufruir do benefício fiscal. 🔎 Criado em 2008, o Programa Empresa Cidadã permite que empresas ampliem a licença-maternidade de 120 para 180 dias e a licença-paternidade de cinco para 20 dias. Em contrapartida, podem deduzir do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) o valor pago às funcionárias durante os dois meses adicionais. Série histórica das empresas participantes do Programa Empresa Cidadã Arte g1 Entre os setores econômicos, a maior presença de empresas cadastradas está na indústria de transformação, com 1.994 participantes. Em seguida aparecem o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas, com 1.966 empresas. Também se destacam os setores de informação e comunicação, com 1.065 organizações, e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com 1.026 empresas. Antes da auditoria, o programa vinha registrando crescimento ao longo da última década. A série histórica mostra que, em 2010, havia 10.947 empresas participantes. O número continuou aumentando nos anos seguintes até atingir o pico de 30.545 organizações em 2024. Benefício alcança parcela limitada das trabalhadoras Apesar do crescimento observado até recentemente, um estudo de 2024 conduzido por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da University College London (UCL) revela que a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses no Brasil não alcança a maioria das mulheres e pode aprofundar desigualdades no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa “Respostas de empresas e trabalhadoras às extensões da licença-maternidade remunerada”, apenas 35,7% das mães elegíveis utilizam os dois meses adicionais. A adesão é mais comum em empresas de grande porte, com salários mais altos, maior produtividade e localizadas em regiões mais desenvolvidas. Como resultado, o benefício tende a se concentrar entre mulheres com maior escolaridade e renda, enquanto trabalhadoras informais e de menor renda ficam fora do alcance da política. “Há um claro viés distributivo: o Estado acaba subsidiando principalmente mulheres brancas, de classe média e alta, enquanto trabalhadoras informais — um terço da força de trabalho — ficam totalmente fora do alcance”, afirmam os autores. O estudo também acompanhou mais de 31 mil trabalhadoras ao longo de 10 anos e concluiu que a licença estendida não gera efeitos duradouros sobre empregabilidade, salários ou permanência na mesma empresa. Há apenas um aumento temporário na probabilidade de continuar empregada entre o quinto e o sétimo mês após o parto, período que coincide com a prorrogação da licença. Os pesquisadores também identificaram estratégias adotadas por empresas e trabalhadoras para maximizar o recebimento do benefício: Funcionárias que planejavam sair do emprego adiam a demissão para aproveitar os dois meses adicionais; Empresas também adiam desligamentos e, em alguns casos, reforçam a equipe antes da licença para já prever substituição; Demissões ocorrem com mais frequência logo após o fim da licença ampliada. Os pesquisadores classificam o fenômeno como “moral hazard” (ou risco moral, em português) — quando regras de proteção social levam trabalhadores e empresas a ajustar comportamentos para obter vantagem financeira. Por outro lado, fatores como maior tempo de empresa e disseminação de informação entre colegas aumentam a probabilidade de as mulheres utilizarem o direito. Entre mulheres com menos escolaridade, a adesão aumenta à medida que colegas passam a solicitar o benefício, o que sugere que a falta de informação é uma das barreiras. Segundo a economista Cecilia Machado, uma das pesquisadoras que lideraram o estudo, levantamentos internacionais mostram que homens e mulheres têm trajetórias profissionais quase idênticas até o nascimento do primeiro filho. É a partir desse momento que ocorre a divergência. “A penalidade da maternidade é observada em diversos países, independentemente do nível de desenvolvimento”, afirma. Machado explica que dois fatores se combinam: Cultural: a sociedade ainda atribui às mulheres a responsabilidade principal pelo cuidado; Econômico: como, em média, ganham menos que seus parceiros, elas acabam se afastando mais do trabalho quando a família precisa decidir. A pesquisadora enfatiza que a licença-maternidade é essencial, mas insuficiente. “Sem a licença, muitas mulheres sairiam imediatamente após o parto. Mas, mesmo com ela, os desligamentos continuam ocorrendo — seja por iniciativa da empresa ou da própria mulher.” A especialista também explica que a licença estendida é voluntária — tanto para empresas quanto para funcionárias — o que ajuda a entender por que menos de 36% das mulheres elegíveis utilizam os 180 dias. “Mulheres de menor renda podem ter medo de solicitar a extensão, já que a estabilidade termina aos cinco meses e elas retornam após seis”, afirma a pesquisadora, que atualmente é professora na PUC-Rio. Para a economista, a única forma de reduzir a desigualdade é dividir as responsabilidades de cuidado entre homens e mulheres. Quando só as mulheres tiram licença, reforçamos o estereótipo de que cuidar é tarefa feminina. Ampliar a licença-paternidade mudaria isso e reduziria a discriminação das empresas, porque a ausência temporária poderia acontecer tanto com homens quanto com mulheres.” Machado também defende que o país priorize creches públicas e acessíveis, e não apenas o auxílio-creche vinculado ao emprego formal. “Depois de seis meses, a criança continua precisando de cuidado. Sem creche, a mãe simplesmente não tem como voltar ou permanecer no trabalho”, completa. Senado aprova aumento gradual de duração da licença-paternidade, chegando a 20 dias em 2029 Licença-maternidade e estabilidade no emprego A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto. Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez, independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação. Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício. Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período. A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada. Além disso, a CLT assegura outros direitos à gestante, como: Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê; Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário. Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade. Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade podem ser consideradas discriminatórias. Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação. Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre: Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado; Receber indenização em dobro, além de possíveis danos morais. “A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada. Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades. Gestante possui estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez Reprodução / Tribunal Superior do Trabalho Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
07/03/2026 08:01:07 +00:00
Rali da bolsa chegou ao fim? Ibovespa sobe com dinheiro estrangeiro, mas guerra ameaça o bom momento

B3, bolsa de valores brasileira. Divulgação/ B3 Em 2026, o dinheiro estrangeiro voltou com força à bolsa brasileira. Apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior na B3 chegou a R$ 42,56 bilhões, o terceiro maior volume para o período na última década, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Esse fluxo ajudou a impulsionar o Ibovespa, principal índice da bolsa, que atingiu recorde histórico e superou pela primeira vez os 190 mil pontos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, voltou a trazer incerteza aos investidores. Desde o início do conflito, a bolsa acumula queda de 5% e voltou a ficar abaixo dos 180 mil pontos. Se antes os investidores estavam mais dispostos a correr riscos, em momentos de tensão internacional ocorre o movimento inverso, conhecido como “flight to quality”: investidores deixam as bolsas de valores e passam a preferir aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro. Diante desse cenário, é possível dizer que a fase de forte valorização da bolsa brasileira chegou ao fim? Para especialistas ouvidos pelo g1, a entrada de capital estrangeiro ainda pode continuar ao longo de 2026, mas o ritmo deve depender do cenário internacional. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por que o estrangeiro voltou à bolsa brasileira? Alguns fatores ajudam a explicar o retorno do capital estrangeiro ao mercado brasileiro. Juros altos no Brasil: o país costuma oferecer taxas mais elevadas que as de muitas economias desenvolvidas, o que atrai investidores em busca de retornos maiores. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas; Ações baratas: após um período de desempenho fraco, muitas empresas brasileiras passaram a ser vistas como baratas em comparação com companhias de países desenvolvidos, o que atrai investidores em busca de oportunidades; Diversificação: gestores de mercado costumam distribuir aplicações entre vários países para reduzir riscos. Quando o Brasil apresenta preços atrativos e um mercado amplo, volta a ganhar espaço nessas carteiras de investimento; Mais dinheiro circulando no mundo: quando há maior disponibilidade de recursos no mercado internacional ou o dólar perde força, parte dos investimentos tende a migrar para mercados considerados mais arriscados, como o de ações em países emergentes. Recorde na bolsa brasileira A forte entrada de capital estrangeiro no mercado de ações brasileiro teve impacto direto na bolsa. Em janeiro, o Ibovespa registrou entrada de R$ 26,4 bilhões, o maior valor desde fevereiro de 2022. Com os R$ 16,9 bilhões registrados em fevereiro, o total de recursos externos em 2026 chegou a R$ 42,56 bilhões, bem acima dos R$ 26,87 bilhões do mesmo período do ano passado. Apesar da desaceleração no mês passado, é o terceiro maior volume para os dois primeiros meses do ano na última década. O recorde ainda pertence a 2022, quando o investimento estrangeiro na bolsa brasileira somou R$ 119,7 bilhões. Esse movimento é o principal responsável por impulsionar os preços das ações brasileiras. Com isso, o Ibovespa bateu recorde oito vezes em janeiro e outras cinco em fevereiro, totalizando 13 máximas em 2026, contra 32 ao longo de todo o ano passado. Acabou o rali do Ibovespa? Apesar da ampliação do conflito no Oriente Médio, especialistas avaliam que o investimento estrangeiro na bolsa brasileira ainda deve continuar ao longo de 2026, embora o volume dos aportes possa variar de acordo com o cenário internacional. Segundo Flávio Conde, analista da Levante Investimentos, fatores estruturais ainda favorecem o Brasil. Entre eles estão a perspectiva de queda dos juros no país, ações baratas em dólar e o risco crescente nas bolsas dos EUA, que já operam em níveis elevados de preços com a valorização das ações de tecnologia. “Se a guerra se intensificar durante o mês de março, é provável que o fluxo diminua um pouco. Mas não deve zerar, muito menos se transformar em saída de capital da bolsa brasileira. Esse movimento pode voltar a acelerar assim que o conflito terminar”, diz. Para o investidor, eventuais quedas da bolsa podem abrir oportunidades de compra, avalia o gestor. Na visão dele, o Ibovespa ainda tem potencial para voltar a subir e testar a marca de 200 mil pontos no médio prazo. Já Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, alerta que o cenário internacional pode reduzir o fôlego do mercado no curto prazo, principalmente se ganhar força o movimento global de busca por ativos considerados mais seguros. “Existe o risco de perda de força do índice se prevalecer um movimento global de ‘flight to quality’, com migração para ativos de refúgio, como dólar e ouro, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio”, afirma. Segundo ele, o aumento das tensões deixa os investidores mais cautelosos. Em momentos de conflito, é comum que as bolsas ao redor do mundo sofram pressão, enquanto o preço do petróleo sobe e ativos considerados mais seguros ganham valor. Nesse cenário, Belitardo avalia que o Ibovespa pode perder força no curto prazo. Se a busca por segurança aumentar, investidores tendem a retirar recursos de mercados mais arriscados — como ações e países emergentes — e direcioná-los para aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro. LEIA TAMBÉM Por que Trump, Putin e guerras fizeram o ouro e outros ativos seguros dispararem — e vale investir agora?
07/03/2026 08:01:04 +00:00
Demissão de Filipe Luís levanta debate sobre carreira e estabilidade; veja as lições para o CLT comum

Ex-técnico do Flamengo, Filipe Luis REUTERS/Rodrigo Valle/Foto de arquivo O técnico Filipe Luís foi demitido do Flamengo nesta terça-feira (3), mesmo após a vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca. Ele deixa o cargo com números expressivos: aproveitamento de quase 70% em 101 jogos, com 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas. Ele também deixa o clube como o segundo técnico mais vitorioso da história do Flamengo, com cinco títulos: Copa do Brasil de 2024, Supercopa de 2025, Campeonato Carioca de 2025, Libertadores de 2025 e Brasileirão de 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em 2026, porém, o time não conseguiu manter o desempenho. Das 15 derrotas no comando da equipe, cinco ocorreram neste ano. Foi o pior início de temporada do clube nos últimos 10 anos, com vice-campeonatos na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana. Como explicar uma desvalorização tão rápida de um profissional que enfileirava bons resultados? Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que, dadas as devidas proporções, o caso não é tão incomum no mercado de trabalho. Mesmo com excelente histórico e desempenho, o funcionário pode ser desligado a qualquer momento, por diferentes motivos, ainda que nem sempre estejam claros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que a demissão é juridicamente possível por se tratar de um direito do empregador. Para isso, é necessário o pagamento das verbas contratuais e rescisórias devidas, inclusive eventuais multas previstas em contrato, sem necessidade de aviso prévio ou justificativa formal. É verdade que o esporte tem características próprias. Os contratos costumam ter prazo determinado, e a permanência do treinador está sujeita a forte pressão por resultados. Mas o caso de Filipe Luís surpreendeu. Se nem um treinador que acabou de renovar contrato e apresenta bons resultados tem garantia real de permanência no cargo, imagine a situação do trabalhador comum. “Isso evidencia um traço estrutural do futebol brasileiro: a confiança é extremamente condicionada. O treinador vive sob pressão constante, e nem conquistas recentes garantem previsibilidade ou estabilidade", afirma o especialista. Pior: em menos de 24 horas, o Flamengo acertou a contratação de Leonardo Jardim, que terá contrato — a princípio — válido até o fim de 2027. O clube e a equipe do treinador já vinham alinhando os detalhes antes de Filipe ser avisado da demissão. “O futebol é movido pela torcida, e a torcida quer resultado. Quando ele não vem, a torcida pressiona a instituição e os clubes. Os dirigentes, pressionados, muitas vezes não suportam a cobrança das arquibancadas”, diz Emilio Coutinho, docente do curso de Jornalismo Esportivo do Senac São Paulo. “Existe uma narrativa no futebol brasileiro: quando os clubes contratam treinadores, dizem que está sendo feita uma reformulação, anunciam projetos de médio e longo prazo e falam em identificação com o time. Porém, basta o primeiro ciclo de derrotas ou resultados ruins para que todo esse discurso perca força”, diz. Confiança em jogo A demissão de Filipe Luís ajuda a ilustrar uma dinâmica comum também fora do futebol: o desligamento de lideranças com alto desempenho pode afetar não apenas os resultados imediatos, mas também a confiança e a cultura de toda a organização. Segundo especialistas em gestão ouvidos pelo g1, quando uma instituição decide desligar um profissional de destaque sem explicar com clareza como funcionam os critérios e processos internos, o impacto não se restringe ao trabalhador demitido. “Não estamos falando de um profissional comum. Estamos falando de um multicampeão, com histórico de resultados e enorme peso simbólico”, afirma Marcela Zaidem, fundadora da Cultura na Prática (CNP), consultoria especializada em cultura organizacional. Para ela, o desligamento de um líder reconhecido funciona como uma mensagem silenciosa à equipe. “Quando alguém desse porte sai sem um processo claramente explicado, a organização não demite apenas uma pessoa. Ela altera o comportamento de todo o sistema. O time deixa de jogar para ganhar e passa a jogar para não ser o próximo”, diz. Outro ponto destacado por Marcela é que, em contextos assim, muitos profissionais passam a evitar riscos ou exposição para não serem os próximos. “No caso do Filipe Luís, a imagem é de ‘virada de chave’: parece menos uma transição e mais uma ruptura. E a ruptura, quando não é bem explicada, vira um recado perigoso: o critério pode mudar de um dia para o outro”, completa. Em empresas, decisões percebidas como improvisadas podem até reduzir a pressão externa no curto prazo, mas provocam custos silenciosos, como insegurança interna, perda de iniciativa, redução da ousadia e aumento de disputas internas. Isso vale para qualquer setor, mas se torna ainda mais sensível quando a pessoa desligada é um profissional de alto desempenho. A equipe pode concluir: se nem ele estava protegido por critérios claros, quem está? “Desligamento é comunicação de cultura. A forma como você demite ensina mais do que qualquer valor escrito em um PowerPoint”, completa. Segundo ela, o desafio está menos na legalidade e mais na gestão. “Demissão sem feedback é gestão por susto. Resolve um problema rápido, mas cria outro: ninguém sabe qual é a régua”, diz. Além disso, a falta de previsibilidade compromete o desempenho no médio e no longo prazo, já que os trabalhadores passam a evitar riscos, esconder problemas e fazer apenas o mínimo necessário. Assim, empresas que dizem buscar inovação e autonomia precisam deixar claras as regras do jogo: o que é erro aceitável, como o desempenho profissional é avaliado, quais são os limites e como ocorre a correção de rota em casos de falhas. Esse tipo de prática também afeta a reputação da organização como empregadora. Em um ambiente conectado, a forma como uma demissão ocorre se espalha rapidamente e influencia a percepção de outros profissionais no mercado. No caso do futebol, a narrativa construída em torno da saída de um treinador pode comprometer futuras contratações de nomes relevantes. Quem quer trabalhar em um lugar onde pode ser dispensado sem aviso prévio? Há ainda a perda de conhecimento acumulado, como processos, sistemas e relacionamentos, que se perdem quando não há tempo para transição. Quando é a hora de arriscar? 🤔 Levando isso em conta, é possível inovar no trabalho, assumir riscos ou tomar decisões sem comprometer a própria carreira? Sim, mas isso exige regras claras. Se a empresa não define quais são os principais critérios de avaliação, o recado acaba sendo simples: “não ouse”. E, por mais que o trabalhador busque feedback para entender seu desenvolvimento e a entrega de resultados no dia a dia, o retorno e o crescimento profissional ainda dependem, em grande parte, da gestão e das decisões da chefia. Segundo Eliane Aere, presidente da ABRH-SP, outro problema é que as empresas costumam tratar todos os erros da mesma forma, sem distinguir falhas por negligência, erros inevitáveis e erros inteligentes — estes últimos essenciais para a inovação. Filipe Luís, técnico do Flamengo Hussein Sayed/AP Ao punir todos os erros da mesma forma, com demissão, a empresa sufoca a criatividade do trabalhador e reforça uma cultura de curto prazo. Fora do futebol, esse cenário ajuda a explicar o enfraquecimento da segurança psicológica no mercado de trabalho. Em ambientes onde desligamentos ocorrem sem transparência, profissionais evitam riscos, escondem problemas e se comunicam menos. “Gestão de desempenho eficaz exige feedback contínuo. Quando isso existe, uma demissão nunca é surpresa — ela é consequência de um processo”, explica. Para a presidente da ABRH-SP, decisões desse tipo não se encerram no anúncio: elas reverberam interna e externamente, afetando o clima organizacional, o engajamento e a capacidade de atrair e reter talentos. “Na era digital, as decisões de liderança ecoam. Cuidar de pessoas, comunicar com clareza e criar espaço para aprendizado deixou de ser um diferencial. Tornou-se uma necessidade estratégica”, conclui a especialista. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
07/03/2026 06:01:11 +00:00
Patrimônio, venda de imóveis, federalização: saiba quais riscos o BRB corre – e qual é o plano de socorro

Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou "obscuro". Isso, porque o BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades. O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, dias depois, definiu a liquidação extrajudicial do Master. Com isso, os ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB ficaram "congelados" nas mãos do liquidante. As transações fragilizaram o patrimônio do BRB e deixaram o banco sob risco de descumprir as regras prudenciais do sistema bancário – as normas que exigem uma solidez mínima de cada banco para evitar dano aos correntistas e investidores. Desde então, o BRB e o governo do DF vêm atuando em múltiplas frentes para tentar recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes. Entenda abaixo quais riscos já foram apontados, e quais medidas o BRB está tomando para reverter o quadro. O que compõe o 'risco' do BRB? 1. Problemas com o patrimônio 'prudencial' No cenário mais crítico, o BRB pode não conseguir integralizar capital suficiente para se reerguer. O banco entregou ao Banco Central em fevereiro um plano de capital "preventivo" para enfrentar os efeitos da aquisição malsucedida dessas carteiras. ➡️O Banco Central (BC) calcula que o banco pode precisar de ao menos R$ 5 bilhões para cumprir as exigências. Uma das medidas, que será levada à assembleia de acionistas no próximo dia 18, envolve emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar dinheiro no mercado. Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. Para "embasar" esse aumento de capital, o governo Ibaneis propôs e a Câmara Legislativa do DF aprovou o uso de imóveis públicos do DF como garantia, fundo imobiliário ou até venda direta. O governo avalia que esses imóveis, somados, valem cerca de R$ 6,6 bilhões – valor que passaria a integrar o patrimônio do BRB e reforçaria os níveis prudenciais do banco. Estudo da Câmara do DF indica 'dilapidação do patrimônio público' em projeto de socorro bilionário ao BRB 2. Governança e controles Internos A Fitch Ratings e a Moody's — duas das principais agências internacionais de classificação de risco de crédito — rebaixaram a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB) para “CCC” (escala global) e 'CCC(bra)' (nacional), sinalizando: alto risco de inadimplência fragilidades de governança falhas de controles internos e risco operacional elevado. Além disso, o governo do DF está impedido de usar a União como garantidora de um eventual empréstimo. O DF recebeu nota baixa em Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de estados, municípios e da capital federal. Houve ainda, o afastamento judicial de executivos, o que reforça a percepção de desorganização e aumentam os riscos da instituição. ➡️ Tudo isso aumenta o custo de um eventual empréstimo. A regra é simples: quanto maior o risco identificado de calote, piores as condições de juros e parcelamento de um crédito. 3. Crise de liquidez Há também o risco de o BRB não conseguir transformar em dinheiro os R$ 12 bilhões em créditos podres herdados do Banco Master. Esses ativos têm baixo valor real e podem ser difíceis de vender ou recuperar. Com isso, o banco pode não ter dinheiro suficiente disponível para honrar compromissos no dia a dia, como pagar clientes, honrar dívidas com credores ou manter suas obrigações operacionais. Esse risco, segundo especialistas ouvidos pelo g1 e pela TV Globo, ainda é considerado pequeno. Isso, justamente porque o BRB tem como acionista controlador o governo do DF – que tem um patrimônio imobliário imenso e pode seguir "socorrendo" o banco para evitar uma quebra ou uma liquidação. O custo, neste caso, é para o governo e para a população do DF, que podem ver o patrimônio público sendo gradualmente dilapidado para essas operações de salvamento. 4. Percepção do mercado Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. A Fitch retirou a expectativa automática de socorro do GDF. A medida é simbólica, mas importante, porque indica que o apoio político e financeiro do governo do Distrito Federal não é mais considerado garantido pela agência. Além disso, há incerteza sobre o tamanho das possíveis perdas ligadas às investigações, processos judiciais e ações de supervisão que envolvem tanto o BRB quanto o próprio GDF. Esse conjunto de fatores aumenta a dúvida sobre como e em que medida o governo conseguirá apoiar o banco, caso seja necessário. LEIA TAMBÉM: Saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por Ibaneis Distritais acionam MP e governo do DF para barrar Daniel Vorcaro em reunião de acionistas do BRB BRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônio Com nota baixa em gestão fiscal, DF não terá garantia da União para tomar empréstimo e reforçar BRB Para aumentar a nota... O relatório da Fitch destacou alguns fatores que podem, individual ou coletivamente, levar a um aumento da nota de crédito do BRB. Dentre eles: Avaliação clara, completa e feita por técnicos independentes sobre o tamanho do prejuízo; Plano de recapitalização viável e oportuno — que explique o reforço de capital (quanto dinheiro o BRB vai receber, de onde vem esse dinheiro, quando chega, quem autoriza e quais instrumentos serão usados, como por exemplo empréstimos, venda de ativos, etc.); Mostrar que o banco voltou a se financiar normalmente, provando que consegue pegar dinheiro no mercado sem pagar muito caro; Os custos de captação (valor que bancos pagam para conseguir dinheiro no mercado financeiro) voltarem ao normal; Quando os spreads (a diferença entre o que o banco paga para captar e o que cobra para emprestar) pararem de piorar; Melhorar a governança e consertar falhas internas, com processos mais transparentes, investigações concluídas e responsáveis punidos. Os cenários no radar Sede do Banco BRB Getty Images via BBC Até o fim do mês, o BRB precisará dizer ao Banco Central e ao sistema financeiro como vai enfrentar essa crise – na prática, de onde virá o dinheiro para reforçar o patrimônio e garantir a continuidade das operações. Há algumas possibilidades na mesa: 1. Reforço vindo do próprio GDF O governador Ibaneis Rocha (MDB) deve sancionar na próxima semana o projeto de lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB. Segundo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, a hipótese preferencial é constituir um fundo imobiliário com esses imóveis. "Não geraria uma prestação, nem iria mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal do governo do Distrito Federal. Assim, esses imóveis seriam teriam rentabilidade para aqueles investidores que estariam conosco", afirmou. ➡️ Nesse formato, o fundo inscreve esses lotes como patrimônio e capta investimentos no mercado. Esses investimentos são remunerados a partir do uso e da valorização desses imóveis. É como se, na prática, cada investidor recebesse parte do "aluguel" dos espaços. Há, ainda, a possibilidade de o governo do DF captar um empréstimo em nome do BRB junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O empréstimo ajudaria a capitalizar o banco, mas geraria parcelas fixas a serem pagas pelo BRB nas próximas décadas. Na prática, apenas "rolaria" a dívida enquanto o banco encontra fontes mais sólidas de capitalização. 🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade. Esse cenário tende a evitar uma intervenção do Banco Central e manter o BRB como banco distrital. 2. Venda de ativos, recuperação de créditos e reestruturação gradual Desde o início do escândalo com o Banco Master, o BRB tenta reorganizar internamente seu patrimônio – o que inclui se desfazer de ativos e operações para reforçar o caixa. O banco estuda, por exemplo, vender carteiras de crédito e participação em subsidiárias como a BRB Financeira. Segundo o BRB, no entanto, os negócios ainda não foram confirmados. "Não há aprovação pelos órgãos competentes, assinatura de instrumentos vinculantes, definição de termos e condições, ou impactos imediatos. Caso alguma alternativa evolua para decisão formal, a Companhia fará a divulgação devida e tempestiva", afirmou o banco em comunicado oficial. No início do mês, o banco também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir "preferência" na distribuição dos recursos do Banco Master que passaram às mãos do liquidante judicial. Também na Justiça, o BRB conseguiu bloquear R$ 376,4 milhões em participações acionárias de Daniel Vorcaro e mais dois investigados. Ao fim do processo, esse valor pode ser reintegralizado ao BRB para cobrir o dano causado pelo escândalo do Master. A conclusão desse processo, no entanto, pode levar meses ou anos. 3. Federalização ou reestruturação profunda Sem garantias e capitalização, há a possibilidade de federalização do banco, hipótese ventilada no debate político local. O risco cresce se o GDF não tiver espaço fiscal para o socorro. ➡️Federalização significa transferir o controle, a gestão, o capital e as decisões do banco para a União ou para um órgão federal. Em entrevista à TV Globo nesta semana, o presidente do BRB negou a possibilidade de liquidação ou federalização do banco. "O BRB sairá bem mais forte e será capitalizado mais forte que ele era antes", afirmou Souza. O g1 procurou o Ministério da Fazenda, o GDF, o Banco Central e o BRB para comentarem sobre a possibilidade de federalização, mas não recebeu retorno. Câmara Legislativa aprova, com maioria dos votos, o projeto de socorro ao BRB 4- Intervenção ou liquidação É o cenário mais catastrófico e mais remoto, que só ganharia força com nova piora da liquidez, ausência de apoio do GDF e perdas elevadas confirmadas. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, tem dito que a federalização e privatização são cenários fora de cogitação. Novo inquérito da PF foca na atuação de gestores do BRB Projeto aprovado na CLDF A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que repassa nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Entenda a cronologia: ➡️O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados na segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco. ➡️Na terça (3), os deputados se reuniram a portas fechadas para debater o tema e decidir se levava o projeto à votação em plenário. ➡️ No mesmo dia, os parlamentares aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Agora, o texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). 🔎Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro. Ibaneis Rocha, governador do DF, em 3 de fevereiro de 2026 TV Globo Quais imóveis o GDF entregou? Confira a nova lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
07/03/2026 05:00:42 +00:00
MEIs: quais as práticas que mais expulsam os empreendedores do regime; veja a lista

Receita Federal identifica irregularidades em MEIs Um CNPJ pode ser desenquadrado do Microempreendedor Individual (MEI) sem que o empreendedor perceba — e, em 2025, isso ocorreu em uma escala inédita. A Receita Federal excluiu 3.942.902 registros do SIMEI, o sistema de tributação do MEI, após revisões cadastrais e cruzamentos de informações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse número, por si só, não revela uma única causa. Ele engloba situações diferentes: cadastros excluídos por inatividade ou abandono, casos em que o negócio cresceu e ultrapassou os limites permitidos ao MEI, entre outras possibilidades. ⚠️ Em muitos casos, essa permanência irregular ocorre de forma deliberada, com omissão de receita ou divisão de faturamento para manter o valor fixo de tributos que caracteriza a categoria. No ano passado, por exemplo, mais de 3,7 milhões das exclusões do SIMEI foram motivadas por cadastros inativos ou abandonados, enquanto o excesso de faturamento representou mais de 83 mil desligamentos. A seguir, veja a lista completa de motivos: Por que tanta gente saiu do SIMEI? Mesmo com o impacto dos cadastros inativos no total, o excesso de faturamento continuou relevante em 2025. Dos mais de 83 mil MEIs que deixaram o SIMEI por ultrapassar o limite anual sem informar a Receita Federal, 82.948 foram de fato desenquadrados por receita acima do permitido. 18.591 MEIs ultrapassaram o limite em mais de 20%; 60.637 ultrapassaram em até 20%; 3.720 excederam o limite no primeiro ano de atividade. O aumento das detecções está diretamente ligado à expansão dos cruzamentos digitais feitos pela Receita Federal. Hoje, o fisco integra dados da e-Financeira, operadoras de cartão, marketplaces, notas fiscais eletrônicas e transações via Pix para identificar discrepâncias entre o faturamento declarado e a movimentação financeira real. 📈 A mudança na fiscalização ficou mais evidente em 2024, quando mais de 571 mil MEIs foram excluídos ou desenquadrados por faturamento acima do limite — um número 30 vezes maior do que no ano anterior. Além dos limites de receita e da manutenção cadastral, o MEI também perde o enquadramento quando passa a se enquadrar em situações de vedação previstas na legislação. Entre elas: exercer atividade econômica não permitida no Anexo XI; incluir sócio, participar de outra empresa ou alterar a natureza jurídica; abrir filial ou manter mais de um estabelecimento; contratar mais de um empregado ou ultrapassar o limite de remuneração permitido; praticar contrabando ou descaminho. Atalho para sonegação Embora grande parte das exclusões de 2025 esteja relacionada a cadastros inativos e ao excesso de faturamento, a Receita Federal também passou a concentrar atenção no uso indevido do MEI como instrumento de sonegação. Isso ocorre porque o MEI paga um valor fixo de tributos por mês, enquanto micro e pequenas empresas recolhem impostos proporcionais ao faturamento. Entre as exigências para permanecer no regime estão: faturar até R$ 81 mil ao ano; possuir, no máximo, um funcionário; não ter outras empresas em seu nome; atuar somente em atividades permitidas; ter conta gov.br em níveis Prata ou Ouro; não ser servidor público federal ativo. Quando alguém que já não se enquadra no perfil do regime permanece como MEI para ocultar faturamento, configura-se uma forma de sonegação: o contribuinte omite receitas ou fragmenta atividades para evitar os impostos que pagaria se estivesse no regime adequado. Quando vira fraude? 🚫 A irregularidade vira fraude quando há intenção de enganar. Entre os métodos mais identificados pela Receita estão: abertura de MEIs em nome de terceiros para dividir faturamento; uso de múltiplas maquininhas ou contas bancárias para dispersar receitas; registro de operações de alto valor por meio de um CNPJ de MEI; subdeclaração na DASN-SIMEI; omissão de pagamentos em dinheiro ou PIX. Essas práticas são usadas para manter artificialmente a tributação reduzida do MEI mesmo quando o negócio já opera em escala maior. A omissão intencional de receita pode configurar crime contra a ordem tributária (Lei 8.137/90), com pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa. Também há risco de enquadramento por falsidade ideológica quando informações sabidamente falsas são declaradas. As penalidades administrativas incluem: desenquadramento retroativo; multas que chegam a 75% do imposto devido, podendo dobrar em caso de fraude; exclusão do Simples Nacional. No desenquadramento retroativo, o CNPJ deixa de ser MEI desde a data da infração, e todos os tributos são recalculados como se fosse microempresa. Quando o faturamento excede o limite em mais de 20%, a retroatividade volta automaticamente para janeiro do ano da infração. Fachada da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Fiscalização Hoje, a Receita utiliza principalmente o cruzamento digital para identificar irregularidades. As informações vêm da e-Financeira, das operadoras de cartão de crédito, dos marketplaces, das notas fiscais eletrônicas e das transações por PIX. Esses dados revelam inconsistências como despesas superiores às receitas declaradas, compras incompatíveis com o faturamento informado, ausência de emissão de notas fiscais e movimentações acima do padrão esperado para um MEI. Para Ruzene, a maior parte das irregularidades não ocorre por desconhecimento, mas por tentativa de reduzir a carga tributária. Ele destaca que quem abre um MEI passa por sistemas com orientações claras sobre limites e obrigações. “Se não o faz, não é por desconhecimento nem por falta de acesso à informação de qualidade.” Para permanecer dentro da legalidade, o especialista recomenda que o contribuinte seja transparente em relação aos dados bancários e de compras. Se esses dados forem compatíveis com os declarados na DASN-SIMEI, o risco de autuação e desenquadramento é mínimo. Além disso, Ruzene destaca algumas medidas práticas que ajudam o empreendedor a manter o negócio em ordem: 📊 Monitoramento mensal do faturamento: mantenha um controle próprio e atualizado do fluxo de caixa. Não dependa da memória ou apenas dos extratos bancários. Registre todas as vendas, tanto de produtos quanto de serviços. 📦 Gestão das compras e atenção ao equilíbrio entre entradas e saídas: a Receita costuma presumir omissão de receita quando o volume de compras ultrapassa 80% do faturamento declarado. Acompanhar essa relação evita interpretações equivocadas. 🔐 Separação rígida entre contas pessoal e empresarial: evite misturar contas. Não use a conta jurídica do MEI para despesas pessoais nem receba pagamentos em contas de pessoa física. O cruzamento de dados via PIX e e‑Financeira identifica rapidamente esse tipo de inconsistência. 💳 Cuidado com meios de pagamento eletrônicos: operadoras de cartão e plataformas financeiras informam transações à Receita por meio da DIMP. A soma de todas as maquininhas e chaves Pix deve refletir o faturamento real e respeitar o limite anual do MEI. 📈 Planejamento da expansão do negócio: se o faturamento tende a estourar o limite no fim do ano, o ideal é planejar a migração voluntária para microempresa a partir de janeiro. Esse movimento evita multas e impede o desenquadramento retroativo. 🧾 Emissão regular de notas fiscais: mesmo dispensado de emitir nota para pessoas físicas, o MEI pode usar a nota fiscal como ferramenta de controle. Emitir notas facilita acompanhar o próprio faturamento e reduz o risco de ultrapassar o limite sem perceber.
07/03/2026 05:00:36 +00:00
BYD Atto 8: quais os pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca; veja o teste

BYD Atto 8: os absurdos do híbrido mais caro da BYD Apresentado no Salão do Automóvel de 2025, o BYD Atto 8 será o híbrido mais caro e mais completo do portfólio da marca no Brasil. Só perde em preço para o Tan porque não é 100% elétrico. Por R$ 399.990, a montadora quer ganhar espaço no mercado de híbridos — hoje tem cerca de 30% do market share — ao trazer ao país uma opção de SUV de luxo, equipado até os dentes de tecnologia e com bastante espaço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nesta semana, a marca mostrou o modelo em detalhes e permitiu uma breve experiência ao volante, para que jornalistas pudessem conhecer os principais atributos do lançamento. De início, o espaço é um dos pontos fortes. O Atto 8 tem 20 centímetros a mais de entre-eixos que o Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário de sete lugares mais vendido do Brasil. Na prática, um motorista de 1,90 metro deixaria os passageiros da segunda fileira muito confortáveis. A terceira fileira, claro, não acompanha esse grau de conforto. Acessar os assentos do fundo não foi fácil, mesmo para uma pessoa de 1,65 metro. Ao menos há apoio de braço e saída de ar-condicionado. Os passageiros dali vão no aperto, mas não passam calor. A BYD faz o máximo para dar conforto aos viajantes. Há controle de zona para as saídas de ar-condicionado nas fileiras traseiras. O ajuste é feito em uma tela que reúne temperatura, direção do fluxo, intensidade do ar e a opção de deixar tudo no modo automático, para que o carro ajuste o sistema até atingir a temperatura desejada. O couro se mostrou macio e quem viaja na segunda fileira de bancos ainda conta com mimos extras nada comuns em carros deste preço: ventilação, aquecimento e massagem que estão presentes também para o motorista e o passageiro ao lado. Sem a última fileira, o Atto 8 tem 960 litros de porta-malas. É tão grande que um adulto com mais de 1,70 metro consegue até se deitar no assoalho acarpetado. Como anda o BYD Atto 8 BYD Atto 8 divulgação/BYD As impressões ao volante do SUV serão analisadas com mais profundidade no futuro. O primeiro contato do g1 com o carro foi bastante limitado e permitiu apenas destacar os pontos mais chamativos. O primeiro deles é o desempenho, que vai bem: os 488 cv de potência combinada, com torque imediato do híbrido, são suficientes para não deixar o gigante de 2.650 kg parecer lento. Não foi possível avaliar a aceleração de 0 a 100 km/h, mas a marca promete que o Atto 8 cumpre a prova em 4,9 segundos — um número que não desaponta e é o mesmo de um Porsche 718 Cayman. Fica claro que o conjunto é mais do que suficiente para uso urbano e rodoviário, em qualquer situação. Durante o percurso, não houve nenhuma situação em que o Atto 8 desse a entender que faltaria força, até mesmo em pisos sem asfalto, já que o Atto 8 tem tração integral. Ela vem dos dois motores elétricos, um em cada eixo trabalhando junto do a combustão. Inclusive, um ponto relevante no teste ao volante foi o acerto da suspensão, que não lembra em nada os primeiros modelos da BYD vendidos no Brasil. O Atto 8 é mais firme, mas sem deixar de absorver as irregularidades do asfalto. O teste ter ocorrido apenas na cidade ajudou a perceber que os amortecedores não têm o estilo “joão-bobo” de antes — um molejo confortável, mas pouco seguro em velocidades mais altas. BYD Atto 8 Outro ponto que ficou evidente foi a capacidade de rodar no modo 100% elétrico. A bateria é de 35,6 kWh, a maior de um híbrido da BYD. Segundo o Inmetro, o Atto 8 percorre 111 km com apenas uma carga. Não é, porém, o híbrido com maior alcance para as baterias. Essa posição é ocupada pelo GWM Wey 07, com 128 km de autonomia. O painel de instrumentos é um dos mais completos e organizados já vistos em um BYD. Os comandos estavam bem distribuídos, sem exageros ou dados duplicados: velocidade, potência consumida, música tocando e até o mapa com a rota traçada. A tela não parecia poluída mesmo quando a imagem da câmera lateral aparecia com a seta acionada. É um recurso interessante, mas não exatamente inovador. Mesmo assim, agradou. O que incomodou, quando ao volante, foi a quantidade de alertas sonoros emitidos pelo carro. Era quase uma sinfonia de avisos, que chegava a atrapalhar a música que tocava. BYD Atto 8 por dentro Mercado de luxo pode ser favorável à BYD Um estudo da McKinsey, publicado em 2025, mostra que apenas 37% dos clientes de marcas de luxo se consideram leais a uma marca. Dos entrevistados, 35% afirmaram que considerariam mudar de marca e 28% disseram que provavelmente fariam isso já na próxima compra. A aposta da BYD para o Atto 8 é olhar para esse cliente em dúvida. O desejo da BYD é que profissionais bem-sucedidos e suas famílias tirem o olho de carros tradicionais da garagem dos endinheirados, como: Volvo XC60: a partir de R$ 459.950; Audi Q5: a partir de R$ 424.990; Lexus NX 450h+: a partir de R$ 480.990; BMW X2: a partir de R$ 410.950. Em comum, todos são SUVs de marcas premium ou de luxo, voltados a clientes que valorizam acabamento, tecnologia e conforto, mas sem a opção de sete lugares. Preço, mais espaço interno, potência e mais tecnologia fazem parte da estratégia da BYD para compensar a falta de outro item importante desta lista: o logo que estampa a frente, traseira e a chave do carro. A aposta da BYD é quem está aberto ao teste, e o Atto 8 serve para impressionar. i
07/03/2026 05:00:33 +00:00
Guerra no Irã: petróleo sobe quase 30% na semana por conflito no Oriente Médio

Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma alta de quase 30% nos preços do petróleo nos mercados internacionais nesta semana. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações. O barril do Brent encerrou esta sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90, avanço de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana. Em poucos dias, o preço do barril subiu mais de US$ 20, e desde o início do ano o aumento já supera US$ 30. Especialistas avaliam que a valorização reflete a combinação entre risco geopolítico elevado e impactos concretos no fluxo de energia. Escalada da guerra no Irã A tensão aumentou ainda mais nesta semana, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passou a exigir a “rendição incondicional" do Irã. O país é um dos principais produtores globais de petróleo e o conflito acabou afetando diretamente a navegação no Golfo Pérsico. Segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra. Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições de segurança para seguir viagem. Ataques também atingiram navios que transportam petróleo. Em terra, o conflito também se intensificou. O Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo. A ofensiva ocorreu após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques americanos. No mesmo período, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos. Sistemas de defesa aérea da Otan também interceptaram um míssil iraniano lançado em direção à Turquia. Diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, alguns países produtores já começaram a reduzir suas atividades. O Iraque diminuiu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em meio a dificuldades de armazenamento e exportação. Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz Reuters Rotas de petróleo entram em alerta Especialistas alertam que, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado internacional em poucos dias. Outros países também adotaram medidas emergenciais. A China pediu que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, apesar das sanções vigentes. O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas. Fontes do setor indicam que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal. Para tentar reduzir os riscos à navegação, o governo americano afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios mercantes que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, embora analistas avaliem que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior ao início da guerra no curto prazo. Alta do petróleo pode pressionar combustíveis e inflação A alta do petróleo já começa a gerar preocupações sobre seus efeitos na economia global. Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, a interrupção na principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio tende a pressionar os preços da energia e gerar impactos em diversos setores. “O conflito aumentou o risco de interrupção de petróleo no Oriente Médio, isso fez com que o preço do barril subisse de US$ 65 para US$ 90 nos últimos dias. Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, isso acaba impactando diretamente o Brasil”, explica. De acordo com ele, o primeiro efeito costuma aparecer nos combustíveis, já que o país utiliza referências internacionais para definir preços, mesmo sendo produtor de petróleo. “O diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final”, afirma. Tonegutti acrescenta que o encarecimento da energia tende a pressionar a inflação e pode chegar ao bolso dos consumidores em poucas semanas. “Não é um efeito imediato, mas costuma aparecer em algumas semanas”, diz. Segundo ele, a evolução do conflito será determinante para o comportamento das cotações. Caso a tensão diminua, os preços podem recuar. Por outro lado, se a crise persistir na região, alguns analistas já projetam que o barril de petróleo pode se aproximar da marca de US$ 100. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1
07/03/2026 03:00:55 +00:00
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