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g1 > Economia

Presidente do Fed abre revisão do banco central americano e convoca grupo com Armínio Fraga

Armínio Fraga GloboNews O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, anunciou a criação de um grupo de especialistas externos para revisar diferentes áreas de atuação da instituição. Entre os 15 nomes escolhidos para liderar os trabalhos está o ex-presidente do Banco Central brasileiro Armínio Fraga. A iniciativa foi apresentada após a primeira reunião de política monetária comandada por Warsh, realizada nos dias 16 e 17 de junho. O objetivo é avaliar desde temas tradicionais, como a gestão do balanço patrimonial do Fed, até desafios mais recentes, como o impacto da inteligência artificial sobre a economia. Segundo comunicado do banco central americano, os especialistas terão o apoio da equipe técnica do Fed, mas atuarão de forma independente. "O objetivo é claro: garantir que o Fed esteja na melhor posição possível para alcançar nossos objetivos neste momento decisivo", afirmou Warsh em comunicado. A missão será analisar evidências, oferecer avaliações críticas e apresentar recomendações ao Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), responsável por definir a política de juros dos Estados Unidos. Agora no g1 Quem são os especialistas escolhidos? O grupo reúne economistas, ex-dirigentes de bancos centrais e representantes do setor privado com diferentes visões. Além de Armínio Fraga, também participarão ex-presidentes dos bancos centrais da Inglaterra e da Índia. O economista Thomas Sargent, vencedor do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Nova York, também integrará o grupo responsável por discutir inflação. Ainda entre eles estão o professor de economia da Universidade Harvard Raj Chetty, que coordenará o grupo sobre dados econômicos, e o investidor de tecnologia Marc Andreessen, que ajudará a liderar os debates sobre produtividade e mercado de trabalho. Também integra a lista Greg Mankiw, ex-presidente do Conselho de Assessores Econômicos no governo de George W. Bush, que ficará à frente da força-tarefa sobre inflação. "A economia dos EUA mudou significativamente ao longo da última geração, e nunca tanto quanto agora. Cada força-tarefa avaliará cuidadosamente se os meios e métodos dos formuladores de políticas, as ferramentas analíticas e as abordagens políticas podem ser aprimorados", destacou Warsh. O Fed não detalhou como os grupos irão trabalhar nem divulgou um cronograma oficial. Na primeira entrevista coletiva após assumir o comando da instituição, porém, Warsh afirmou esperar receber as recomendações até o fim deste ano. As cinco forças-tarefa vão tratar de dados econômicos, inflação, produtividade e emprego, comunicação do banco central e gestão do balanço patrimonial — conjunto de ativos e passivos administrados pelo Fed, utilizado como instrumento para influenciar a economia. Mudança reflete prioridades do novo presidente A criação dos grupos também marca uma mudança na forma como o banco central conduz esse tipo de revisão. Em vez de depender principalmente de análises internas, Warsh optou por trazer especialistas de fora da instituição para avaliar áreas consideradas estratégicas. Ex-diretor do Fed entre 2006 e 2011, Warsh vinha defendendo mudanças na atuação do banco central desde que deixou o cargo. Entre suas críticas estavam o tamanho do balanço patrimonial da instituição, que permanece na casa dos trilhões de dólares, e o uso limitado de informações econômicas em tempo real para orientar as decisões de política monetária. Nos últimos anos, ele também passou a defender que o Fed incorporasse com mais rapidez os possíveis efeitos da inteligência artificial sobre a produtividade e o mercado de trabalho. Ainda não está definido qual será a participação dos sete diretores do Fed e dos 12 presidentes dos bancos regionais nas discussões conduzidas pelas forças-tarefa. O banco central destacou, porém, que os relatórios servirão como base para futuras decisões. Mudanças mais relevantes na forma de atuação da instituição deverão depender da aprovação dos demais dirigentes e, como costuma ocorrer no Fed, de um amplo consenso interno. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. REUTERS/Evelyn Hockstein
09/07/2026 20:52:14 +00:00
OpenAI lança ChatGPT Work, agente de IA criado para fazer suas tarefas do trabalho

ChatGPT Work Divulgação/OpenAI A OpenAI lançou nesta quinta-feira (9) o ChatGPT Work, um agente de inteligência artificial criado para ajudar em tarefas do trabalho como planilhas e apresentações de slides. Segundo a empresa, o ChatGPT Work precisa de apenas um comando para fazer todas as etapas de processos complexos. Isso é possível porque ele é capaz de dividir o trabalho em pequenas tarefas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O agente analisa arquivos externos ao se integrar com serviços de e-mail, calendários e gerenciadores de projetos, além de programas como Excel, Teams, Slack e Notion. A novidade é baseada no GPT-5.6, modelo de IA que também foi lançado nesta quinta e é dividido em três versões: Sol, para tarefas mais avançadas; Terra, capaz de balancear eficiência e custo; e Luna, a mais econômica. Agora no g1 O ChatGPT Work foi liberado para assinantes das versões Pro, Enterprise e Edu, e ficará disponível nos próximos dias para as versões Plus e Business. O GPT-5.6 também é exclusivo para versões pagas do ChatGPT e outros serviços da OpenAI. A estreia do GPT-5.6 aconteceria em junho, mas foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos, que apontou preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de inteligência artificial de alta capacidade. Segundo a OpenAI, o GPT-5.6 Sol tem desempenho parecido com o Mythos Preview, que foi criado pela Anthropic e também passou por uma extensa análise do governo americano. Agentes de IA são aposta de empresas, e quem os domina pode ganhar até R$ 20 mil A OpenAI afirmou que o ChatGPT Work pode fazer por conta própria todas as ações pedidas pelos usuários, mas destacou que também é possível controlar o processo, ao fazer perguntas, mudar orientações e revisar ações importantes. O agente também pode assumir tarefas repetitivas, como monitorar sites e criar resumos, mesmo que o usuário não esteja online. As ações podem ser feitas em uma frequência determinada ou quando outro evento acontece.
09/07/2026 19:11:08 +00:00
GloboNews lança novo telejornal e reformula programação em comemoração aos 30 anos do canal

GloboNews lança novo telejornal e reformula programação em comemoração aos 30 anos GloboNews A GloboNews ganhará um novo telejornal nas manhãs a partir de 3 de agosto. A novidade faz parte das comemorações pelos 30 anos do canal, que também prepara a inauguração de um estúdio mais moderno e tecnológico. O GloboNews Radar será apresentado por Camila Bomfim e exibido ao vivo do Rio de Janeiro, das 8h30 às 11h. O telejornal acompanhará os principais acontecimentos do dia, com foco nas notícias mais relevantes para quem está começando a rotina. De São Paulo, o recém-contratado Fernando Nakagawa ficará responsável pelas análises econômicas. Com a estreia do novo jornal, o Em Ponto, comandado por Mônica Waldvogel e Victor Boyadjian, passará a entrar no ar mais cedo, diretamente de São Paulo. A atração também ganhará uma nova bancada, projetada para tornar as conversas mais dinâmicas e ampliar a interação entre apresentadores, comentaristas e convidados. Na sequência, o Conexão GloboNews será exibido logo após o GloboNews Radar, permanecendo no ar até as 13h. Rafael Colombo segue na apresentação, em São Paulo, e passa a dividir a ancoragem com Narayanna Borges, que estreia no telejornal diretamente do Rio de Janeiro. Com a participação de comentaristas e repórteres, entre eles Valdo Cruz e Marina Franceschini, o programa continuará acompanhando de perto os desdobramentos da política em Brasília. No segundo semestre, em razão da cobertura das eleições, Julia Duailibi passará a ancorar o GloboNews Mais, exibido das 16h às 18h, diretamente do novo estúdio. Segundo a GloboNews, as mudanças reforçam o compromisso do canal com um jornalismo ágil e relevante, capaz de acompanhar os acontecimentos em tempo real e aprofundar a compreensão dos fatos por meio de análises e diferentes perspectivas. A emissora afirma ainda que as novidades fazem parte de um processo de evolução contínua para atender às demandas do público.
09/07/2026 18:55:11 +00:00
Publicidade de bets terá alerta de como de cigarro e bebida; governo publica regras nesta sexta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que novas regras para publicidade de apostas online, as chamadas bets, serão publicadas nesta sexta-feira (10). No fim de junho, o governo já havia informado que promoveria mudanças nas regras para propagandas de bets. Nesta quinta, Dario Durigan afirmou que uma das portarias que será publicada nesta sexta vai estabelecer que toda publicidade de bet será acompanhada de uma advertência em nome do Ministério da Fazenda, semelhante com o que acontece com propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas. As publicidades serão acompanhadas de advertências do Ministério da Fazenda, como: apostar faz você perder dinheiro apostar faz pode causar dependência apostar não é investimento Agora no g1 A outra portaria, em conjunto com o Ministério da Justiça, terá medidas contra empresas de bet que atuam ilegalmente no país. Dario Durigan reforçou que veículos de comunicação estão proibidos de veicular empresas não autorizadas a operar no mercado. "A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado", afirmou o ministro da Fazenda. Com as portarias, informou Durigan, empresas ficam proibidas de criar senso de urgência, apresentar apostas como investimento ou solução financeira, mostrar ganhos ou histórico de premiações como incentivo e induzir o consumidor a erro. Vedações a comentaristas O ministro da Fazenda afirmou que as novas regras também vão proibir comentaristas e especialistas de fazer declarações que induzam a erro o potencial apostador. "[Não é lícito misturar] um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um determinado jogo, determinado assunto. Ele dizendo que a melhor aposta é uma, ou que o caminho a ser adotado é aquele, portanto induzindo o consumidor a adotar uma certa prática com um verniz de respaldo técnico. Então, isso não deve ser feito", disse Dario Durigan. O ministro da Fazenda também afirmou que comentaristas, especialistas e narradores não poderão usar sua autoridade para estimular apostas. "Nada de exibir ganhos como isca, nada de vender aposta como ganho de dinheiro fácil, de investimento ou solução financeira para as famílias", completou o ministro da Fazenda. Penalidades Segundo Durigan, em caso de descumprimento das regras, as penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da empresa que opera a bet. E, também, a suspensão por 180 dias. Em caso de reincidência grave, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online. O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, disse que pode ser aplicado o teto da multa, cerca de R$ 14 milhões, a quem veicular publicidade irregular de bet. O governo também informou que a empresa vai ser punida caso o influenciador contratado faça uma publicidade irregular, infringindo as novas regras, e o conteúdo também pode ser derrubado. Mais de 50 mil sites de apostas derrubados Durante entrevista a jornalistas, Dario Durigan informou que 56 mil sites de apostas já foram derrubados pelo governo e quase mil perfis de influenciadores também. Ele informou que o governo já exigiu a autoexclusão de quase um milhão de apostadores, por estarem em desacordo com as vedações previstas em lei. "Houve uma vedação, de que beneficiários de programas do governo estão proibidas de acessar. Decisão do STF. E também das pessoas que aderem ao Desenrola [programa de renegociação de dívidas lançado pela gestão Lula", explicou Durigan. Segundo o ministro, as próprias empresas autorizadas a operar têm colaborado com denúncias contra bets ilegais. O ministro também apresentou uma linha do tempo sobre a autorização para bets no Brasil: 2018: autorização para funcionar, mas sem o estabelecimento de regras 2023: Congresso estabelece regras gerais 2024: Ministério da Fazenda instituiu a Secretaria de Prêmios e Apostas para fiscalizar o setor 2025: governo passa a cobrar outorga e aplica regras Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF
09/07/2026 18:09:17 +00:00
Anac publica regra que garante assentos para menores de 16 anos ao lado de responsáveis

Empresas aéreas poderão ser multadas caso cobrem pela marcação de assentos de passageiros menores de 16 anos que, por regra, podem viajar ao lado de seus responsáveis ou familiares sem custo adicional. A decisão foi regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e atende a uma decisão judicial. A regra garante que crianças e adolescentes menores de 16 anos sejam acomodados em assentos contíguos aos de seus responsáveis ou familiares sem cobrança pela marcação do lugar. A obrigação vale tanto no momento da compra da passagem quanto em casos de alteração da reserva. Agora no g1 A Anac esclarece, no entanto, que a gratuidade não se aplica quando o passageiro optar por assentos com benefícios adicionais, como mais espaço para as pernas, ou pela mudança de classe. Nesses casos, as companhias poderão cobrar as taxas previstas para esse tipo de serviço. Uma portaria da Anac de 2023 já previa a regra, mas ainda não tinha sido regulamentada — o que ocorreu agora, com a previsão de punição às empresas que descumprirem. Avião no céu de São Paulo Renata Bitar/g1
09/07/2026 17:45:51 +00:00
Volkswagen negocia demissão em massa e fechamento de fábricas

Agora no g1 O plano da Volkswagen de cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha enfrenta um teste decisivo nesta quinta-feira (9). Os grupos que controlam a maior montadora da Europa se reúnem para discutir as propostas, enquanto trabalhadores protestam contra a reestruturação. Pressionada por custos elevados, excesso de capacidade produtiva no mercado doméstico, concorrência crescente de fabricantes chineses e tarifas de importação dos Estados Unidos, a Volkswagen enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente. A empresa busca reformular um modelo de negócios que sustentou seu crescimento por décadas. Sede da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha. Axel Schmidt/ Reuters A possibilidade de fechamento de fábricas e de cortes expressivos de pessoal em uma das companhias mais tradicionais da Alemanha, fundada há 89 anos, também evidencia os desafios enfrentados pela maior economia da Europa, marcada por crescimento lento e custos elevados de energia e mão de obra. Durante reunião do conselho fiscal na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, prevista para esta tarde no horário local, o presidente-executivo Oliver Blume precisará convencer os influentes representantes sindicais do colegiado a aceitarem um programa de cortes mais profundo em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche. Blume também enfrenta pressão das famílias Porsche e Piëch, controladoras da companhia, cujos principais investimentos perderam dezenas de bilhões de euros em valor de mercado nos últimos anos. Em Wolfsburg, trabalhadores protestavam com apitos, bandeiras vermelhas do sindicato e faixas. Em uma delas, lia-se a mensagem "Gemeinsam stark", expressão em alemão que significa "fortes juntos". Ao fundo, buzinas reforçavam o clima de mobilização. O sindicato IG Metall informou que cerca de 400 pessoas participavam do protesto apenas em Wolfsburg. Em nota enviada por e-mail, um porta-voz da Volkswagen afirmou que a empresa compartilha das preocupações dos trabalhadores sobre o futuro, mas considera necessária uma reestruturação para preservar a competitividade. "Estamos ajustando nosso portfólio de investimentos e simplificando nossas estruturas corporativas", afirmou o porta-voz. "E sim, também teremos que reduzir o excesso de capacidade." Demissões em massa No que pode se tornar a maior reestruturação da história da Volkswagen, fontes afirmam que Blume estuda fechar quatro fábricas na Alemanha, localizadas em Hanover, Emden, Zwickau e Neckarsulm, onde funciona uma unidade da Audi. O plano poderia resultar em até 100 mil demissões, aproximadamente o dobro do número previsto atualmente. Segundo a revista Spiegel, a produção nas unidades de Zwickau e Emden seria encerrada gradualmente ao longo dos próximos cinco anos. A fábrica de veículos comerciais de Hanover seguiria o mesmo caminho em 2032, enquanto a unidade da Audi, em Neckarsulm, teria as atividades encerradas em 2034. O conselho fiscal da Volkswagen reúne representantes das famílias controladoras, dos sindicatos e do governo do estado da Baixa Saxônia. Esse modelo de governança compartilhada frequentemente torna as decisões mais complexas. Antes da reunião, a revista WirtschaftsWoche informou que o governo da Baixa Saxônia estaria disposto a aceitar o fechamento de fábricas. A informação, porém, foi negada por uma fonte do governo estadual, que classificou a reportagem como "um completo absurdo". No acordo de reestruturação firmado no fim de 2024, os sindicatos conseguiram da direção da empresa o compromisso de evitar o fechamento de fábricas na Alemanha. Desde então, a Volkswagen vem buscando alternativas para dar nova destinação a unidades com baixa utilização. Entre as iniciativas analisadas estão a busca por um parceiro da indústria de defesa para a fábrica de Osnabrück e a possibilidade de produzir na Alemanha modelos desenvolvidos originalmente para o mercado chinês. Dados da Mobility Global analisados pela Reuters indicam que as fábricas do grupo Volkswagen na Alemanha deverão operar com 81% da capacidade considerada padrão em 2026. A previsão é que esse índice caia para 73% até o fim da década, mesmo considerando a retirada planejada da unidade de Osnabrück da rede produtiva. Entre as quatro fábricas ameaçadas de fechamento, Zwickau aparece como a de maior utilização prevista para 2026, com 88% da capacidade ocupada. Ainda assim, a estimativa é de que esse percentual recue para apenas 42% até 2030, segundo os mesmos dados.
09/07/2026 17:35:13 +00:00
'New York Times' e outros jornais dos EUA pedem que Justiça puna OpenAI em disputa sobre direitos autorais

Sede do The New York Times Associated Press Um grupo de jornais, incluindo o "New York Times" e o "New York Daily News", solicitou a um tribunal federal de Manhattan nesta quinta-feira (9) que aplique sanções à OpenAI, dona do ChatGPT, na disputa sobre direitos autorais. Os veículos alegam que a empresa mentiu ao tribunal sobre sua capacidade de pesquisar em seus sistemas por provas de que utilizou indevidamente milhões de reportagens para treinar seus modelos de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo os jornais, a OpenAI alegou falsamente que não poderia pesquisar seus grandes modelos de linguagem em busca de material protegido por direitos autorais, ao mesmo tempo em que ocultou que já havia feito esse tipo de busca "antes mesmo de o primeiro requerente da imprensa ter entrado com a ação". Os veículos também afirmam que a OpenAI excluiu bilhões de conversas relevantes do ChatGPT ou as tornou impossíveis de pesquisar. Agora no g1 Eles pedem que o tribunal aplique sanções, incluindo o pagamento de honorários advocatícios, e reconheça judicialmente que os registros de conversas da OpenAI demonstram que a empresa utilizou indevidamente obras protegidas por direitos autorais. Porta-vozes da OpenAI não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a petição. A ação judicial, movida inicialmente pelo New York Times em 2023, acusa a OpenAI e seu maior financiador, a Microsoft, de usar milhões de artigos do jornal sem autorização para treinar o grande modelo de linguagem que sustenta o ChatGPT. O caso é um dos vários processos movidos por detentores de direitos autorais — entre eles autores, artistas visuais e gravadoras — contra empresas de tecnologia, como OpenAI, Anthropic e Meta, por supostamente utilizarem indevidamente esse material para treinar sistemas de IA. "Por mais de dois anos, a OpenAI mentiu para o The Times, para os demandantes do Daily News, para o público e para o tribunal", afirmou o advogado principal do New York Times, Ian Crosby, em comunicado. "A empresa alegou que pesquisar os resultados do ChatGPT em busca de cópias do conteúdo do The Times e dos demandantes do Daily News era inviável, oneroso e invasivo da privacidade dos usuários, ao mesmo tempo em que ocultava que já havia realizado essas pesquisas." A OpenAI havia afirmado anteriormente ao tribunal que não possuía ferramentas para pesquisar seus conjuntos de dados e registros de resultados em busca de material protegido por direitos autorais. No entanto, segundo a petição apresentada pelos jornais nesta quinta-feira, um funcionário da empresa testemunhou posteriormente que a OpenAI havia "realizado várias pesquisas por conteúdo dos demandantes do Daily News". Por que ‘Brasil’ virou ‘sutiã’ no ranking da Fifa traduzido para o português? Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil
09/07/2026 17:10:35 +00:00
Governo mantém alíquota de 12% no imposto de exportação de petróleo

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu nesta quinta-feira (9) manter em 12% a alíquota do imposto de exportação sobre óleos brutos de petróleo e de minerais betuminosos. 🔎Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, utilizadas na produção de combustíveis e derivados de petróleo. A medida, de caráter temporário, vale por até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, "à luz da evolução do cenário internacional e de seus impactos sobre o mercado de petróleo e combustíveis". O comitê defendeu que a manutenção da alíquota busca preservar as condições de abastecimento do mercado interno e garantir matéria-prima para as refinarias brasileiras. 🔎A Gecex é o órgão do governo federal responsável por decidir sobre medidas de comércio exterior, como tarifas de importação e exportação. O comitê integra a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Agora no g1 "A determinação foi tomada diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz", justificou a Camex, em nota. Estreito de Ormuz em 9 de julho de 2026 Reuters Guerra A decisão foi tomada em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo. Nos últimos dias, os dois países trocaram novos ataques, e o Irã afirmou que bombardeios americanos interromperam a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo. O conflito aumentou as preocupações sobre uma possível redução da oferta global da commodity e uma alta dos preços internacionais.
09/07/2026 16:21:39 +00:00
Correios adiam fechamento de agências e mudanças em gratificações até 31 de julho

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, decidiram adiar para o dia 31 de julho de 2026 a implementação de medidas do seu plano de reestruturação, como o fechamento de agências e alterações na remuneração de atendentes. A suspensão foi comunicada nesta terça-feira (7) em carta enviada à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) após sindicalistas contestarem os impactos das mudanças. No documento, a estatal propõe a criação de uma mesa de negociação para discutir os pontos suspensos até o fim do mês (veja detalhes abaixo). 🔎Os Correios enfrentam uma crise econômico-financeira, que começou em meados de 2022. A empresa registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, apontou um balanço divulgado pela estatal em junho. 🔎Para estancar o rombo e buscar o reequilíbrio fiscal — com a meta interna de voltar a operar no azul —, a diretoria da estatal elaborou um plano de reestruturação focado em três frentes: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos. Agora no g1 A suspensão temporária ocorre após reunião realizada em 6 de julho, na qual foram tratados temas como o encerramento de atividades em unidades, a implementação de um novo sistema de distribuição e a revisão de gratificações. Sede dos Correios em Palmas, Tocantins Djavan Barbosa/TV Anhanguera Medidas suspensas até 31 de julho De acordo com o documento oficial da empresa, as seguintes ações ficam paralisadas até o fim do mês: Fechamento de unidades:a suspensão vale para as agências previstas no plano de reestruturação, com exceção daquelas que já foram extintas ou que estão em fase avançada de desativação. Gratificações: fica interrompida a retirada do Adicional de Atendimento em Guichê (AAG) e da verba de "Quebra de Caixa". Sistema de Dimensionamento (SDD): a implementação do novo modelo de distribuição de carga de trabalho também será paralisada para reavaliação. Mesa de Negociação Os Correios propuseram a instalação de uma mesa de negociação com início previsto a partir desta semana. O grupo terá a participação de representantes da empresa, das federações de trabalhadores e da Secretaria-Geral da Presidência da República, que atuará na mediação do diálogo.
09/07/2026 15:08:07 +00:00
Decisão sobre tarifaço ao Brasil sairá 'muito em breve', diz representante de comércio dos EUA

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. Piroschka van de Wouw/Reuters O representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira (9) que a decisão sobre um novo tarifaço às importações brasileiras será anunciada "muito em breve", mas disse que os dois países ainda estão distantes de um acordo. "Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância considerável entre nós. Por isso, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, porque temos um prazo legal até 15 de julho", disse Greer em entrevista à Fox Business Network. Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano. Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço O impacto para o Brasil e para os EUA Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem. Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana. Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump.
09/07/2026 12:54:52 +00:00
IA da Meta permite que outras pessoas criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir

IA da Meta permite que terceiros criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir Reprodução A Meta anunciou nesta semana seu primeiro gerador de imagens por IA desenvolvido pela equipe de superinteligência artificial da empresa. A tecnologia, no entanto, permite que outras pessoas usem fotos públicas no Instagram para criar deepfakes (veja como impedir). 🔎 Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para alterar fotos e vídeos. Com ela, por exemplo, é possível trocar o rosto de uma pessoa pelo de outra ou modificar o que alguém diz em um vídeo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O novo gerador de imagens da Meta, chamado Muse Image, está ativado por padrão e pode ser usado no Instagram, no WhatsApp e no site da Meta AI, o chatbot da empresa de Mark Zuckerberg. Em breve, ele chegará ao Facebook e ao Messenger. O g1 testou a ferramenta no site da Meta AI e constatou que ela foi capaz de criar deepfakes de terceiros apenas com a menção ao @ da pessoa, sem que fosse necessário informar a rede social. Em muitos casos, a IA identificou automaticamente que se tratava do Instagram. Em outros, chegou a pesquisar fotos da pessoa no Google. Agora no g1 No comunicado de lançamento, a Meta afirmou que pode usar publicações públicas feitas em suas redes sociais para gerar imagens com IA e disse que os usuários "têm controle sobre como seu conteúdo pode ser marcado para criação com IA, com uma configuração simples para desativar esse recurso a qualquer momento". "Mencione um amigo com @ no app da Meta AI para trazê-lo à sua criação, compartilhe diretamente no seu story ou grupo de chat, ou remixe o que está em alta. É IA a serviço das experiências sociais que bilhões de pessoas já amam", afirmou a empresa. O g1 também testou a ferramenta com contas privadas, mas a criação das imagens foi bloqueada. Procurada, a Meta disse que a ferramenta conta com "controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia" e que "tomará medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade". Como impedir IA da Meta permite que terceiros criem deepfakes com fotos do seu Instagram; veja como impedir Reprodução/Meta AI Embora o recurso esteja sendo liberado gradualmente, a Meta já permite impedir que terceiros usem seus conteúdos públicos para criar imagens com a Meta AI. Veja como: No seu perfil, toque no menu (as três barras no canto superior direito). Em "Como outras pessoas podem interagir com você", toque em "Compartilhamento e reutilização". Em "Permita que as pessoas reutilizem seu conteúdo no Instagram e com recursos de IA da Meta", desmarque as opções "Posts" e "Reels". ➡️ Nas configurações do app Meta AI, em um recurso separado do Muse Image, também é possível definir quem pode usar sua imagem em criações com IA. Para isso, acesse as configurações da Meta AI, toque em "Sua imagem" e envie uma selfie e outras fotos suas. Em seguida, escolha quem poderá usar essas imagens: "Somente você", "Seguidores que eu aprovo", "Seguidores que eu também sigo" ou "Todos". Para Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, a decisão de permitir o uso de imagens de colegas publicadas no Instagram para criações com a IA da Meta mostra que a corrida pela inteligência artificial está acontecendo sem a devida atenção a questões éticas, de governança, de segurança e aos cuidados necessários com as pessoas. "Se a IA da Meta causar danos a terceiros e ficar comprovado que medidas de proteção, conhecidas como guard rails, poderiam ter sido adotadas, mas não foram, isso pode ser caracterizado como imprudência. Nesse caso, a empresa responde pelos danos causados a terceiros", afirmou. O que diz a Meta "Desenvolvemos o Muse Image com controles rigorosos e mecanismos de segurança desde o primeiro dia. Contas privadas e aquelas pertencentes a usuários menores de 18 anos são automaticamente excluídas, e usuários adultos com contas públicas podem optar por não participar com apenas alguns cliques. Tomaremos medidas contra qualquer conteúdo que viole nossos Padrões da Comunidade." WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
09/07/2026 12:51:06 +00:00
Governo adia decisão sobre retirada do subsídio à gasolina após novos ataques ao Irã

Preço do petróleo dispara com incerteza sobre navegação no estreito de Ormuz O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que vai avaliar, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado pelo governo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. Segundo o ministro, a intenção inicial era retirar o benefício ainda nesta semana. No entanto, a alta de mais de 5% no preço do barril de petróleo na quarta (8) levou a equipe econômica a adiar a decisão. Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro. "Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina, vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com o impacto diferente do que eu estava prevendo", disse ele, nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha. "Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo", complementou o ministro. Foto de posto de gasolina. Marcello Casal Jr./Agência Brasil Pacote de medidas Em abril deste ano, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo. Entre as medidas anunciadas estão: subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil); isenção de impostos federais sobre o biodiesel; subvenção ao gás de cozinha; subvenção ao querosene da aviação; linhas de crédio para o setor aéreo. Em 1º de julho a subvenção do diesel foi retirada. A previsão era que uma medida semelhante fosse anunciada no caso da gasolina em breve. Mas, o governo pode adiar a decisão em meio aos novos ataques dos Estados Unidos no Irã. Nova ofensiva As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado emitido pelas forças americanas, a ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. A ofensiva desta quarta-feira dá continuidade a uma primeira onda de ataques realizada na noite anterior. Na terça-feira (7), as forças do Centcom já haviam bombardeado aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica.
09/07/2026 12:42:04 +00:00
Petróleo recua em meio à escalada do conflito entre EUA e Irã

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O mercado acompanhou uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (9), Estados Unidos e Irã realizaram novos ataques pelo segundo dia consecutivo, em meio à disputa envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Apesar de o conflito continuar no radar dos investidores, o mercado de petróleo perdeu força ao longo do dia. Depois de abrir em alta, o barril do Brent encerrou o pregão com queda de 2,2%, cotado a US$ 76,30, enquanto o WTI recuou 2%, para US$ 72,08. As tensões entre EUA e Irã voltaram a aumentar nesta quinta-feira, depois que as forças armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares americanas em países do Golfo Pérsico. A ofensiva ocorreu em resposta aos bombardeios realizados pelos EUA contra províncias no litoral sul e no leste do Irã, elevando a pressão sobre o acordo de cessar-fogo que estava em vigor havia três semanas. No mesmo dia, o Irã realizou o enterro de seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário de Mashhad, encerrando uma semana de cortejos fúnebres e manifestações. Khamenei havia sido morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro. Paralelamente, explosões foram registradas em diferentes regiões do Irã, incluindo Bushehr, onde fica uma das usinas nucleares do país. A escalada do conflito também provocou reações internacionais. O Catar, que costuma atuar como mediador entre Washington e Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e defendeu a retomada das negociações diplomáticas. Na mesma linha, os ministros das Relações Exteriores da Turquia e de Omã ressaltaram, em conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, a necessidade de evitar uma nova escalada militar. Em meio ao agravamento da crise, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques dos EUA e as intervenções no tráfego pelo Estreito de Ormuz têm dificultado a retomada gradual da navegação na região. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação. Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil – Crédito: Diulgação.
09/07/2026 12:16:12 +00:00
Dólar cai em meio às tensões entre EUA e Irã; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou com queda nesta quinta-feira (9), recuando 0,50%, cotado a R$ 5,1228. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,22%, aos 172.742 pontos. Mesmo com o aumento das tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio, os investidores passaram a demonstrar um pouco mais de otimismo. Na véspera, o presidente Donald Trump chegou a afirmar que o país persa "busca um acordo" para encerrar o conflito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os dois países anunciaram novos ataques pelo segundo dia seguido nesta quinta, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Na quarta-feira (8), o petróleo chegou a subir mais de 7% em meio às tensões, o mercado opera mais ameno. Por volta das 9h, o barril do Brent avançava 0,58%, a US$ 78,52, enquanto o WTI subia 0,34%, a US$ 73,76. ▶️ No exterior, o mercado de trabalho dos EUA somaram 215 mil na semana encerrada em 4 de julho. O resultado ficou 2 mil abaixo do registrado na semana anterior e também superou as expectativas do mercado, que projetava 220 mil solicitações. ▶️ No cenário doméstico, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho registrou queda de 0,39%, revertendo a alta de 0,21% observada na primeira prévia de junho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,87%; Acumulado do mês: -0,77%; Acumulado do ano: -6,67%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,76%; Acumulado do mês: +0,42%; Acumulado do ano: +7,21%. EUA e Irã trocam ataques Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz. A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares. Isso permite o país a monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima. Bolsas globais Em Nova York, os principais índices encerraram o pregão em alta, apesar da escalada das tensões entre EUA e Irã. O avanço das ações de fabricantes de chips ajudou a compensar parte da cautela dos investidores em relação ao conflito no Oriente Médio. No fechamento, o S&P 500 subiu 0,4%, o Dow Jones avançou 0,3% e o Nasdaq Composite ganhou 0,5%. Na Europa, as bolsas recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,78%, aos 640,86 pontos. Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,83%, e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,90%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, recuou 0,16%. Na Ásia, o desempenho foi misto, mas com predomínio de ganhos. Na China, o índice CSI300 saltou 2,5% — maior alta diária desde 8 de abril —, enquanto o Índice Composto de Xangai avançou 1,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8%. No Japão, o Nikkei subiu 1,38%, aos 67.743 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX recuou 0,83%, aos 45.354 pontos. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
09/07/2026 12:00:08 +00:00
Por que ovos de codorna têm manchas e cores diferentes? Entenda

Por que as codornas botam ovos com casca de cor diferente? Os ovos de codorna podem apresentar cascas com diferentes cores e padrões de manchas. A variação é normal e está relacionada, principalmente, à genética de cada ave. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o médico-veterinário Carlos Pozzebom, responsável por uma criação com cerca de 5.400 codornas em Coronel Freitas (SC), cada ovo tem características próprias. "Essa diversidade acontece pela genética das aves. Cada ovo vai ter a sua coloração, diferentes tamanhos, manchas. Cada ovo é único", explica. Os pigmentos responsáveis pela coloração da casca são produzidos por glândulas localizadas no útero da ave. A genética de cada codorna determina se a tonalidade vai tender mais para o marrom, o azul ou o verde. Entenda por que os ovos de codorna têm cores diferentes Reprodução/Globo Rural As codornas colocam um ovo a cada 23 horas. A pigmentação da casca ocorre na etapa final da formação do ovo, durante a formação da casca. Nessa fase, são depositados os pigmentos que dão origem às diferentes tonalidades e desenhos da casca. Ovos que permanecem sempre esbranquiçados podem indicar que algo não vai bem com a ave. De acordo com o especialista, isso pode ocorrer por deficiência nutricional ou estresse, causado por falta de luminosidade, temperaturas elevadas ou excesso de aves por gaiola. As codornas precisam de cerca de 18 horas de luz por dia, considerando tanto a iluminação natural quanto a artificial. A temperatura ideal para a criação fica entre 20 °C e 25 °C. O espaço disponível também influencia o bem-estar das aves. "Várias aves dentro de uma gaiola podem fazer com que elas se sintam em um ambiente muito apertado e fiquem estressadas", afirma Pozzebom. Segundo ele, a medida mais utilizada nas granjas é manter até 10 codornas por metro quadrado.
09/07/2026 08:03:04 +00:00
'Não existe mais ano normal': agricultores dos EUA mudam horários de colheita e protegem mudas para enfrentar calor extremo

Annie Woods colhe abobrinhas da variedade Eight Ball ao pôr do sol, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em sua fazenda em Brooksville, no estado de Kentucky, EUA. Joshua A. Bickel/AP Mesmo quando o sol começa a se pôr, o calor do dia ainda permanece no ar enquanto Annie Woods volta à lavoura para colher abóboras e abobrinhas em sua fazenda. Ondas de calor intensas e prolongadas fazem parte de um padrão de eventos climáticos extremos impulsionado pelas mudanças climáticas, que também têm provocado secas e enchentes severas. Para os agricultores dos EUA, isso significa janelas de plantio mais curtas e maior risco de perda de safras, devido a períodos de calor no início da temporada seguidos por geadas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Acho que é muito seguro dizer que essas ondas de calor não vão desaparecer nem são eventos isolados”, afirmou Woods. A recente cúpula de calor (heat dome), um sistema de alta pressão que aprisiona o calor e a umidade sobre uma região, afetou produtores especializados no cultivo de frutas e hortaliças. As mudanças climáticas causadas pela ação humana também têm intensificado as ondas de calor e outros eventos climáticos extremos. Esses produtores encontraram maneiras de se adaptar, em parte ajustando os horários de colheita para evitar os períodos mais quentes do dia. No entanto, segundo especialistas, eles nem sempre contam com a mesma rede de proteção disponível para produtores de commodities agrícolas tradicionais, como milho e soja, quando eventos climáticos extremos atingem as lavouras. Woods trabalha nos períodos mais frescos do dia, pela manhã e no fim da tarde, fazendo pausas frequentes para se hidratar. Ela faz o plantio e a colheita manualmente, ao contrário das grandes fazendas, que costumam depender de máquinas. Quando precisa colher durante o calor intenso, monta no campo uma tenda, a mesma que usa nas feiras de produtores, para criar áreas de sombra. Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Pessoas brigam por ar-condicionado durante onda de calor na Europa Annie Woods carrega uma caixa com abóboras e abobrinhas durante a colheita em sua fazenda, em Brooksville, Kentucky, na quarta-feira (1º). Joshua A. Bickel/AP Calor pode afetar a qualidade das colheitas O calor extremo, combinado com períodos de chuva e alta umidade, também favorece o surgimento de doenças e pragas que podem destruir as lavouras. No momento, a prioridade é colher as culturas mais vulneráveis, como folhas para salada. Woods produz hortaliças e ervas culinárias para restaurantes da região e para um programa de agricultura apoiada pela comunidade. Segundo ela, colher os produtos quando as temperaturas estão muito elevadas pode comprometer sua qualidade. Ela também está preocupada com a saúde das mudas que darão origem às culturas de outono. Atualmente, mantém as mudas em um armário fechado dentro de um celeiro, onde a temperatura é mais baixa. Depois que germinam, elas são transferidas para uma estufa equipada com ventiladores para manter o ambiente em condições adequadas. "Precisamos verificar a estufa constantemente e regar com frequência para manter vivas essas mudinhas tão pequenas", disse Woods. Para alguns produtores, a recente onda de calor também reduziu a janela de colheita de determinadas culturas. Bandejas com mudas ficam armazenadas em um armário para se manterem resfriadas em uma fazenda em Brooksville, Kentucky, na quarta-feira (1º). Joshua A. Bickel/AP É o caso de Paul Rasch, proprietário de vários pomares no centro do estado de Iowa. Segundo ele, o calor obrigou sua equipe de oito trabalhadores a acelerar a colheita das framboesas. Normalmente, eles teriam cerca de três semanas para colher essa fruta altamente perecível, mas, agora, "estamos correndo para colher o máximo possível", afirmou. Em alguns dias, a colheita começa às 6h da manhã para terminar antes do meio-dia, quando o calor se torna excessivo e inseguro para trabalhar. Rasch também instalou ar-condicionado em prédios da propriedade e está ampliando as áreas de sombra para os visitantes, com árvores e pavilhões cobertos, para que os clientes que colhem as próprias frutas possam se refrescar. Além disso, está testando algumas estufas do tipo high tunnel para manter condições mais estáveis para determinadas culturas. Segundo Rasch, esses episódios de calor parecem estar se tornando mais frequentes, mais intensos e mais duradouros. Somados a enchentes, secas e geadas tardias na primavera, esses eventos representam uma ameaça às lavouras ao longo de todo o ano. "Parece que nunca mais temos um ano considerado normal", afirmou. Diversidade de culturas reduz perdas Um gato faz uma pausa entre fileiras de mudas que aguardam o plantio, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, em uma fazenda em Brooksville, no estado de Kentucky, EUA. Joshua A. Bickel/AP Pequenas propriedades, como as de Woods e Rasch, costumam cultivar uma grande variedade de produtos ao longo do ano. Essa estratégia é, em parte, uma decisão comercial, mas também serve para reduzir os prejuízos quando uma determinada cultura é afetada e outras não. "Sempre haverá alguma cultura que vai prosperar, enquanto outras enfrentarão mais dificuldades", disse Woods. Rasch também explicou que o seguro agrícola para produtores de frutas, hortaliças e outras culturas especiais funciona de forma diferente daquele destinado aos produtores de commodities, como milho e soja. Segundo ele, esses agricultores são mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos, mas contam com menos proteção. Woods, que também atua na Associação Orgânica de Kentucky, concorda. Ela afirma conhecer diversos produtores que têm dificuldade para contratar seguro porque cultivam muitas culturas diferentes em pequenas áreas. Isso ocorre porque os programas federais de seguro agrícola dos Estados Unidos foram desenvolvidos para proteger lavouras únicas com apenas uma safra por ano, como milho, soja e trigo, explicou Duncan Orlander, especialista em políticas públicas da National Sustainable Agriculture Coalition. Para pequenos produtores de frutas e hortaliças, a burocracia necessária para segurar diversas culturas em pequenas propriedades pode ser excessiva. Além disso, determinadas culturas especiais sequer contam com cobertura em algumas regiões. Segundo Orlander, as seguradoras também têm pouco incentivo para vender apólices com prêmios baixos e possíveis indenizações reduzidas. Embora existam programas federais que assegurem a receita total da propriedade, e não culturas específicas, Orlander afirma que essas modalidades são complexas e ainda pouco utilizadas. "Não estamos conseguindo acompanhar as perdas e os eventos climáticos extremos que estamos presenciando", disse. "Precisamos pensar de maneira diferente sobre como reduzir riscos e cobrir prejuízos no futuro, quando esses eventos ocorrerem." Para Woods, o programa de agricultura apoiada pela comunidade (CSA) oferece maior flexibilidade caso alguma cultura seja perdida. Os consumidores apoiam financeiramente a fazenda durante toda a temporada, independentemente de quais hortaliças acabarão recebendo em suas cestas. Segundo ela, esse modelo, aliado à diversidade de culturas, é uma forma de "não colocar todos os ovos na mesma cesta" diante de ondas de calor, enchentes e secas. "É algo que precisamos considerar, planejar e nos preparar para sermos resilientes diante desse tipo de evento", concluiu Woods.
09/07/2026 06:00:29 +00:00
Meta constrói data center gigante de IA no Canadá com energia equivalente a 800 mil casas

Data Center: servidores funcionam como sistemas de armazenamento e proteção de dados A Meta Platforms anunciou o início da construção de um novo data center otimizado para inteligência artificial em Sturgeon County, na província de Alberta, no Canadá. A unidade terá 1 gigawatt (GW) de capacidade energética, projetada para atender às demandas de processamento de IA. A novidade consumirá o equivalente a eletricidade de 800 mil residências. O projeto representa um investimento superior a CAD$ 13 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 47,32 bilhões. Segundo a empresa, a construção deve gerar mais de 3 mil empregos no pico das obras e a criação de mais de 300 vagas operacionais após a conclusão da estrutura. Este será o primeiro data center da Meta no Canadá e o 33º da companhia no mundo. A unidade ajudará a desenvolver tecnologias usadas por bilhões de pessoas para comunicação, criação de comunidades, crescimento de negócios e uso de dispositivos vestíveis. Além da construção do data center, a Meta informou que investirá cerca de CAD$ 60 milhões (R$ 218,4 milhões) em melhorias de infraestrutura local, incluindo obras relacionadas a estradas e sistemas de água. A empresa também pretende lançar programas de apoio financeiro para organizações sem fins lucrativos da região. Energia e sustentabilidade A Meta afirmou que arcará integralmente com os custos relacionados ao consumo de energia dos seus data centers, para evitar impactos sobre os consumidores locais. A empresa também financiou novas estruturas de geração e melhorias na rede elétrica para atender à demanda da unidade. Segundo a companhia, todo o consumo de eletricidade do novo data center será compensado com 100% de energia limpa e renovável. Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta - o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta Meta/Divulgação Uso de água A empresa também informou que adotará um sistema de resfriamento com uso eficiente de água. O data center de Sturgeon County utilizará um sistema fechado de resfriamento líquido com resfriamento a seco, que, segundo a Meta, elimina o uso operacional de água no sistema de refrigeração. Dessa forma, o consumo de água da unidade ficará restrito a usos domésticos, sistemas de proteção contra incêndios e manutenção de equipamentos. A Meta afirma ainda que pretende ser positiva em água até 2030, restaurando globalmente mais água do que consome em suas operações próprias. * Com informações da agência Reuters
09/07/2026 06:00:09 +00:00
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial; disputa por passagem motiva novos ataques entre EUA e Irã

O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após uma nova escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. Nesta quarta-feira (8), os EUA lançaram novos ataques contra alvos iranianos em resposta a ofensivas de Teerã contra navios comerciais que cruzavam a região. AO VIVO: Acompanhe em TEMPO REAL as notícias sobre a guerra no Irã Em reação, o Irã ameaçou fechar a principal rota marítima para o transporte de petróleo no mundo novamente, o que elevou a tensão no Oriente Médio e reacendeu temores de impactos no abastecimento global de petróleo. O Estreito de Ormuz uma "artéria" da indústria petrolífera por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante período de conflito teve forte impacto na economia global. O anúncio do acordo de paz, aliás, derrubou os preços do petróleo na abertura do pregão de segunda-feira. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja abaixo outros detalhes sobre o estreito. Infográfico - Estreito de Ormuz Arte/g1 LEIA TAMBÉM: Após nova ameaça de Trump, chanceler do Irã diz que o país vai responder com ações firmes Trump diz que ataques ao Irã são retaliação e faz nova ameaça: 'Se acontecer de novo, será muito pior' Agência da ONU condena retomada da guerra e diz que 6 mil marinheiros estão presos no Golfo Pérsico Trump diz que ataques ao Irã são retaliação e faz nova ameaça: 'Se acontecer de novo, será muito pior' 'Artéria' do trânsito mundial de petróleo O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul), e "deságua" no Mar da Arábia. Na sua parte mais estreita, o estreito tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km em cada direção. Cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo passa pelo estreito. Entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível fluíram diariamente pelo local, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa. Conflito no Oriente Médio: o papel estratégico do Estreito de Ormuz Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do estreito, principalmente para a Ásia. O fechamento do Estreito de Ormuz causou sérios problemas no abastecimento de petróleo no mundo. Getty Images via BBC Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita buscam rotas alternativas para não depender do estreito. O Catar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase toda sua produção através do estreito. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos existentes desses países, que poderiam ser usados para contornar Ormuz (dados de junho de 2024). Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo
09/07/2026 03:01:08 +00:00
Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço sobre os produtos brasileiros

O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileirios não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos. As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos. A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). No documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o governo brasileiro rebate a investigação aberta pelo USTR, que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas. O processo pode resultar na imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O g1 questionou o Itamaraty sobre quais empresas e produtos foram identificados no levantamento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O impacto para o Brasil e para os EUA Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem. Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana. Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump. Começam audiências públicas sobre tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros Entenda a investigação contra o Brasil Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA. Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano. 🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção. Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos. O governo americano prevê concluir as consultas e decidir sobre a eventual aplicação das medidas até 15 de julho. Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias Jornal Nacional/ Reprodução
09/07/2026 03:00:42 +00:00
Por que maioria dos brasileiros trabalha hoje, mas São Paulo tem folga? Entenda motivo e regras

Revolução Constitucionalista de 1932 é lembrada até hoje em São Paulo Enquanto milhões de brasileiros saem de casa normalmente para trabalhar nesta quinta-feira (9), os paulistas aproveitam feriado estadual. Afinal, por que o 9 de julho é feriado apenas em São Paulo? Quem tem direito à folga? Quem trabalha recebe em dobro? E como ficam os casos de home office ou de funcionários que trabalham para empresas sediadas em outros estados? A resposta passa por um dos episódios mais importantes da história paulista: a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento começou em 9 de julho daquele ano e colocou São Paulo em confronto com o governo provisório de Getúlio Vargas. Embora tenha terminado com a derrota militar dos constitucionalistas, a revolução se transformou em um símbolo da luta por uma nova Constituição e passou a ocupar um lugar central na memória política do estado. Por causa do peso histórico, ela se tornou a data magna paulista e, décadas depois, virou feriado. Por que o feriado existe apenas em São Paulo? Como o 9 de julho virou feriado? Quem tem direito à folga? Quem trabalha no feriado recebe em dobro? E no home office? O que vale? Trabalho para uma empresa de outro estado. Tenho direito ao feriado? A ponte Estaiada é vista refletida na proliferação de algas que deixaram verde a água do Rio Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Cetesb, o período seco diminuiu as contribuições dos afluentes, mantendo vazão muito baixa na calha principal e favorecendo a proliferação de algas, responsáveis pela alteração da cor (10 de setembro) Jorge Silva/Reuters Por que o feriado existe apenas em São Paulo? A origem da data ajuda a explicar por que ela não é celebrada no restante do país. A Revolução Constitucionalista surgiu em um contexto de forte tensão política. Em 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder após a revolução que derrubou o então presidente Washington Luís e encerrou a chamada política do Café com Leite, marcada pela alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais. Nos anos seguintes, a insatisfação cresceu entre setores da elite e da população paulista. O estado havia perdido influência política e passou a exigir a convocação de uma Assembleia Constituinte para devolver ao país uma Constituição. Os protestos ganharam força em maio de 1932. Durante uma manifestação, quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos sobrenomes deram origem ao movimento MMDC, que se tornou um dos principais símbolos da mobilização paulista. Pouco mais de um mês depois, em 9 de julho, começou o levante armado contra o governo federal. A revolução mobilizou milhares de voluntários e contou com ampla participação popular. Os constitucionalistas, porém, acabaram derrotados após quase três meses de combate. Mesmo assim, o movimento passou a ser lembrado pelos paulistas como um marco da defesa da constitucionalização do país. Por ter sido uma revolução liderada por São Paulo e profundamente ligada à história do estado, a data nunca se transformou em uma celebração nacional. O reconhecimento permaneceu restrito ao território paulista. Poster da Revolução Constitucionalista de 1932 Divulgação/MIS Como o 9 de julho virou feriado? A transformação da data em feriado ocorreu apenas 65 anos após a revolução. Em 1995, a Lei Federal nº 9.093 autorizou os estados brasileiros a escolherem uma data magna própria e transformá-la em feriado civil. Em São Paulo, foi aprovada a Lei Estadual nº 9.497, sancionada pelo então governador Mário Covas em 5 de março de 1997. A norma oficializou o 9 de julho como feriado estadual. Na prática, isso significa que a data tem força de lei e não depende da publicação anual de decretos para existir. Quem tem direito à folga? Segundo a advogada trabalhista Zilma Aparecida da Silva Ribeiro, sócia do escritório Lopes Muniz Advogados, o feriado estadual produz efeitos apenas dentro do território que o instituiu. "Além disso, somente trabalhadores com contrato CLT. Mas é importante esclarecer que nem todos os celetistas têm direito à folga do feriado. Por exemplo, aqueles que não estão sujeitos a controle de jornada". Ou seja, empresas com trabalhadores atuando em São Paulo devem observar as regras aplicáveis aos feriados. Quem trabalha no feriado recebe em dobro? Nem sempre. A legislação prevê que o trabalho realizado em feriados deve ser compensado, mas essa compensação pode ocorrer de duas formas. A Lei nº 605/1949 estabelece que, quando não for possível suspender as atividades, o trabalho prestado no feriado deve ser remunerado em dobro. "Mas se o empregador conceder outro dia de folga para compensar o trabalho no feriado, não precisará pagar em dobro esse dia", explica a advogada. E no home office? O que vale? Com a expansão do trabalho remoto, muitos profissionais exercem suas atividades para empresas localizadas em outros estados. Nesses casos, a aplicação do feriado depende não apenas do lugar onde a empresa está sediada, mas também das regras do contrato de trabalho. Segundo Zilma, empregados em regime de teletrabalho que estão sujeitos ao controle de jornada mantêm os direitos relacionados ao trabalho em feriados. "Se o empregado em regime de teletrabalho estiver sujeito a controle de jornada, terá direito à remuneração em dobro ou à folga compensatória pelo trabalho no feriado. Quem não tiver jornada controlada e trabalha home office não tem direito ao dia dobrado ou à folga." A advogada explica que, para definir qual feriado se aplica ao trabalhador remoto, deve ser considerado o local da prestação de serviços definido contratualmente. Sendo assim, se o empregado estiver trabalhando remotamente a partir de uma localidade em que o dia é feriado, a data deve ser observada. Trabalho para uma empresa de outro estado. Tenho direito ao feriado? Na maioria dos casos, sim. De acordo com Zilma, a localização da sede da empresa normalmente não é o principal elemento para definir a aplicação do feriado. "O que deve ser considerado é o local da prestação de serviços, independentemente do local onde a empresa esteja estabelecida". Assim, um trabalhador que presta serviços em São Paulo para uma empresa sediada em outro estado deverá ter o feriado paulista observado. Da mesma forma, um empregado que trabalha em outro estado para uma empresa paulista não terá automaticamente direito ao feriado de 9 de julho apenas porque a sede da empresa fica em São Paulo. O que prevalece é o local onde os serviços são prestados.
09/07/2026 03:00:36 +00:00
Concurso do IBGE: após prorrogação, inscrições para mais de 8 mil vagas terminam nesta quinta-feira

IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias Após serem prorrogadas, as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quinta-feira (9), às 14h. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ Acesse o edital completo Inicialmente, o prazo terminaria às 23h da quarta-feira passada (1º de julho). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou as inscrições por mais uma semana, até esta quinta-feira (9), às 14h. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa de inscrição é de R$ 53. O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Ao todo, o processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas: Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. Quem pode participar? Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos: ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino; possuir aptidão física e mental para exercer a função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. Como será a prova? A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem: Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico; Ética no Serviço Público; Geografia; conhecimentos específicos de cada cargo. A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas; 5% para pessoas com deficiência; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital. Quanto tempo dura o contrato? Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cadastro Reserva Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário. Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências. Cronograma 09 de julho — Encerramento das inscrições 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva 18 de dezembro — Resultado final da seleção IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
09/07/2026 03:00:34 +00:00
Um ano após carta de Trump a Lula e anúncio de tarifas: relembre os principais capítulos da disputa comercial entre EUA e Brasil

Nesta quinta-feira (9), completa um ano que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países. Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano. Agora no g1 Veja abaixo os principais capítulos da disputa comercial entre Brasil e EUA: A carta que deu início à crise A ofensiva ganhou força com a carta enviada por Trump a Lula em 9 de julho de 2025. No documento, o presidente americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e justificou a decisão com argumentos políticos e comerciais. Entre os motivos citados estavam o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), críticas à atuação da Corte brasileira em relação às plataformas digitais e alegações de que a relação comercial entre os dois países seria desfavorável aos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Carta de Trump: leia íntegra do texto, que alega motivos políticos e comerciais para tarifa de 50% ao Brasil Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros Reprodução À época, economistas e representantes do setor produtivo apontaram que a decisão tinha forte componente político e alertaram para riscos às exportações brasileiras e aos empregos ligados ao comércio com os Estados Unidos. Ao justificar a medida, Trump também afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é "injusta". "Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco", escreveu. Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações. No documento, Trump também afirma que determinou a abertura de uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais ou injustas. A investigação foi oficialmente aberta dias depois, em 15 de julho de 2025. A ampliação do tarifaço A carta não surgiu de forma isolada. Meses antes, em abril de 2025, Trump já havia anunciado as chamadas tarifas recíprocas para diversos países, impondo uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Com o anúncio de julho, parte das exportações brasileiras passou a enfrentar uma sobretaxa muito maior. Cerca de 22% das exportações brasileiras ficaram sujeitas à tarifa adicional de 40%, além de outras cobranças aplicadas a determinados setores. Entre os segmentos mais afetados estiveram produtos industriais, máquinas, equipamentos, café solúvel e produtos ligados à cadeia do aço e do alumínio. Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). As cobranças, que até então eram de 25%, passam a ser de 50%, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida afeta o Brasil. Já em junho deste ano, os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O órgão, porém, incluiu uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos pelos EUA, como carne, frutas, café, aeronaves, terras raras, entre outras. 🔎O relatório cita temas como o funcionamento do PIX, a regulação de plataformas digitais, acordos comerciais firmados pelo Brasil, combate ao desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual e políticas anticorrupção. Além disso, a investigação também concluiu que a União Europeia e 59 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Essas tarifas ainda não entraram em vigor. O governo brasileiro ainda tenta evitar que elas passem a valer. Pela legislação americana, a investigação formal precisa ser concluída e uma série de consultas públicas deve ser realizada antes que as medidas entrem em vigor. O prazo legal para a definição e eventual aplicação de medidas contra o Brasil é 15 de julho. Neste mês, o governo brasileiro apresentou uma resposta formal à conclusão da investigação sobre a proposta do novo tarifaço. O Brasil argumentou que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA. O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras. Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação. A combinação das tarifas propostas pelos Estados Unidos pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas. Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. Esses interlocutores indicam como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”. O governo Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O presidente, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria". Sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções. LEIA TAMBÉM Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC Tarifaço dos EUA: governo brasileiro seguirá negociando, mas avalia que tudo já foi dito e espera ampliação do número de exceções A reação do governo brasileiro Em manifestação pública após o anúncio de Trump, o presidente afirmou que o Brasil não aceitaria ser "tutelado por ninguém" e informou que qualquer aumento unilateral de tarifas seria respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica. O governo brasileiro também reforçou que questões relacionadas ao julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e aos processos em curso no STF são de competência exclusiva da Justiça brasileira. Ao longo do período, representantes do governo e do empresariado passaram a defender a diversificação de mercados e a ampliação de acordos comerciais como forma de diminuir a dependência do mercado americano. Para tentar reverter as medidas, o presidente Lula se encontrou com o presidente Trump em mais de uma ocasião. Além disso, membros dos dois governos se reuniram diversas vezes para tratar do tema. Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falam a jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur. Evelyn Hockstein/Reuters Em outubro do ano passado, os dois se reuniram na Malásia. Após o encontro, Lula afirmou que a reunião foi "surpreendentemente boa" e que teve a impressão de que logo não haverá problema entre os países. "Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo", disse o presidente. Os dois chefes de estados se reuniram ainda em maio deste ano. O presidente Lula foi até a Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. Recuos e mudanças nas tarifas Em novembro do ano passado, após reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir as tarifas, o governo americano anunciou a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A medida beneficiou a carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros produtos. São mais de 200 itens acrescentados à lista anterior de quase 700 exceções ao tarifaço imposto ao Brasil. Na semana anterior, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%. Já em fevereiro deste ano, a Suprema Corte americana concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizada por Trump para justificar parte das tarifas, não autorizava o presidente a criar as cobranças da forma como havia feito. A decisão derrubou uma parcela significativa do tarifaço anunciado pelo governo americano, incluindo medidas que haviam atingido produtos brasileiros. Em resposta, Trump recorreu a outro instrumento legal para manter sua política comercial e anunciou uma nova tarifa global de 10%, válida por 150 dias. Essa medida deve valer até o final deste mês. Veja abaixo linha do tempo: Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas para diversos países, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em junho do mesmo ano, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA. No dia 9 de julho de 2025, Trump mandou uma carta pública ao presidente Lula e anunciou uma tarifa de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A taxa estava prevista para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções. Em 15 de julho de 2025, após pedido de Trump, governo dos EUA abre investigação comercial contra o Brasil. Em outubro de 2025, Lula se reuniu com o presidente Trump na Malásia para tratar das tarifas aos produtos brasileiros. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros dos dois países se reunirem, os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232. No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes. (essas tarifas ficam valendo até o final de julho). Em maio de 2026, o presidente Lula foi aos EUA para se reunir com Trump. Em junho de 2026, os EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre produtos nacionais. No mesmo mês, os EUA propõem sobretaxa a 59 países e à União Europeia por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista com sobretaxa de 12,5%.
09/07/2026 03:00:09 +00:00
Senado aprova crédito de R$ 15 bi para exportadores afetados por tarifaço e guerra no Oriente Médio

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) uma medida provisória (MP) que libera linha de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e também pela guerra no Oriente Médio. O texto agora seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O crédito será ofertado dentro do Plano Brasil Soberano para exportadores de bens industriais, produtos da agricultura e da pecuária e recursos da mineração. Também estão incluídos produtos das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura. LEIA TAMBÉM: Veja os setores e exportadores habilitados para linha de crédito de R$ 15 bilhões do governo federal. Agora no g1 O benefício poderá ser utilizado para cobrir despesas diárias, como pagamento de funcionários, compra de máquinas e equipamentos, e investimento em tecnologia. Após publicar a MP, o governo explicou que os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas prejudicadas pelas medidas tarifárias dos EUA e pela guerra entre este país e o Irã. A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial, explicou o governo. Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros Divulgação/Cecafé
08/07/2026 21:06:04 +00:00
SpaceXAI lança sua IA mais poderosa e promete mais economia para usuários

Grok, inteligência artificial da SpaceXAI Reuters/Dado Ruvic/Illustration A SpaceXAI, do bilionário Elon Musk, lançou nesta quarta-feira (8) o que considera ser seu modelo de inteligência artificial mais inteligente. Batizado de Grok 4.5, ele foi criado principalmente para ajudar usuários a programar códigos e a fazer tarefas de escritório, como criar planilhas e apresentações complexas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o modelo consegue criar aplicativos do zero mesmo que os comandos tenham poucos detalhes e criar arquivos com vários recursos de programas como Excel e PowerPoint. Em testes sobre de raciocínio de longo prazo e de uso de agentes de IA, o Grok 4.5 se aproximou do Opus 4.8, modelo da Anthropic considerado um dos mais poderosos do mundo. Agora no g1 Nos comparativos, ele ficou atrás de concorrentes como o GPT 5.5, da OpenAI, e o Fable, modelo da Anthropic considerado tão avançado que precisou sofrer restrições em questões sensíveis. O Grok 4.5 foi treinado a partir de conjuntos de dados sobre programação, ciências, engenharia e matemática, explicou a SpaceXAI. A empresa destacou que seu novo modelo é duas vezes mais eficiente do que rivais, o que, em tese, permite aos usuários resolver tarefas em menos etapas e usar menos tokens. 🔎 Tokens de IA são a quantidade de informações enviadas e recebidas em interações com modelos de IA. Cada palavra, parte de uma palavra e sinais de pontuação podem ser considerados tokens. Em comunicado, a SpaceXAI disse que o Grok 4.5 custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O valor custa menos da metade cobrada por modelos concorrentes. O Grok 4.5 está disponível no Grok Build, no painel da SpaceXAI e no Cursor, três sistemas exclusivos para assinantes.
08/07/2026 20:56:12 +00:00
Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter

Elon Musk se torna o primeiro trilionário da história A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação 11 dias atrasada da compra de ações do Twitter (atual X). Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão - R$ 7,75 milhões (considerando o dólar a R$ 5,17). O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões (R$ 775,5 milhões) que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação. O valor da multa corresponde a 1% do valor arrecadado pelo bilionário. 🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência. Musk afirmou que o atraso foi involuntário. Ele acabou comprando o Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022 e o renomeou como X. A plataforma de rede social agora faz parte de sua empresa de foguetes e satélites, a SpaceX. Musk também lidera a fabricante de carros elétricos Tesla. Juíza de Washington questiona de Musk recebeu tratamento especial de 'exceção única' A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo - para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade - era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk. "Um tribunal, ao receber uma sentença homologatória de acordo, não funciona como um mero carimbador. Mas também não atua como um ombudsman", escreveu Sooknanan. "Saber se o Poder Executivo (por meio da SEC) fez o suficiente para responsabilizar o Sr. Musk pela suposta violação é, como tantas outras questões, algo a ser decidido pelos cidadãos nas urnas." Ela afirmou que o argumento da SEC de que a agência não costumava pedir a devolução de valores em casos semelhantes poderia ou não ser considerado justo, mas questionou o que isso revela sobre a própria decisão de fechar um acordo. Sooknanan também levantou dúvidas sobre a escolha da SEC de firmar o acordo com o fundo ligado a Musk, permitindo que o empresário declarasse publicamente que havia sido inocentado de qualquer irregularidade. Em maio, a juíza afirmou que os advogados da SEC presentes em uma audiência anterior pareceram surpresos quando os representantes legais de Musk revelaram que já haviam ocorrido negociações de acordo com o órgão regulador. “Este tribunal fica se perguntando se a SEC concederá o mesmo tratamento a outros supostos infratores das leis de valores mobiliários. Ou este é um acordo único, criado especificamente para o Sr. Musk e negociado sem a participação dos advogados da SEC que conduzem este caso?”, escreveu Sooknanan. O acordo foi anunciado em 4 de maio, após a saída, em março, da ex-chefe de fiscalização da SEC, Margaret Ryan, que permaneceu apenas seis meses no cargo. Ryan havia entrado em conflito com líderes da agência sobre a condução do programa de fiscalização da SEC. Em uma manifestação enviada ao tribunal, a SEC afirmou que o acordo não foi resultado de conluio e que a multa de US$ 1,5 milhão era a maior já aplicada nesse tipo de caso. A agência também afirmou que o interesse público foi preservado por uma medida judicial que, na prática, impõe obrigações a Musk quando ele atua por meio do fundo - um veículo de investimento que, segundo a SEC, ele parece usar para administrar grande parte de seu patrimônio. Leia mais Elon Musk pagará multa de US$ 1,5 milhão por não divulgar compra de ações do Twitter Entenda o contexto legal do caso Nos Estados Unidos, investidores que adquirem uma participação relevante em uma empresa de capital aberto precisam informar o mercado dentro de um prazo determinado. A regra está prevista na Seção 13(d) do Securities Exchange Act de 1934, que exige que investidores que ultrapassem a marca de 5% de participação em uma companhia divulguem essa posição à SEC por meio de um formulário chamado Schedule 13D. O objetivo da norma é garantir transparência e evitar que investidores negociem ações sem que o mercado tenha conhecimento de movimentos capazes de influenciar o preço dos papéis. No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois. Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição. Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação. *Com informações da Reuters
08/07/2026 20:07:31 +00:00
Rússia tenta bloquear Starlink de Musk para conter drones ucranianos

Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia REUTERS/Valentyn Ogirenko A Rússia está tentando neutralizar os ataques de drones ucranianos de "alcance intermediário" camuflando cargas e instalando potentes sistemas de guerra eletrônica contra a Starlink, a tecnologia de internet via satélite de Elon Musk, informou uma reportagem da agência de notícias Reuters publicada nesta quarta-feira (08). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esses drones, frequentemente operados via Starlink e capazes de atingir alvos a dezenas de quilômetros além das linhas de frente de forma precisa e barata, transformaram a guerra na Ucrânia com ataques a uma distância entre 25 e 200 quilômetros. Isso permitiu à Ucrânia infligir danos significativos à logística de abastecimento das tropas russas dentro do território ucraniano. Reflexo disso é a Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia, que agora lida com a falta crônica de combustível após uma campanha coordenada das tropas de Kiev contra linhas de abastecimento, depósitos de combustível, instalações de defesa aérea e centros de comando. Os ataques têm se concentrado nas rodovias que ligam Mariupol, Berdyansk, Melitopol e a Crimeia — as principais artérias que abastecem as forças russas que combatem no sul e no leste da Ucrânia. Agora no g1 Comandantes ucranianos afirmam que sua ofensiva contínua forçou a Rússia a usar rotas de reabastecimento mais lentas e menos eficientes. Os drones teriam tornado trechos do corredor terrestre que liga a Rússia à Crimeia perigosos demais, desacelerando o transporte de combustível, munição e reforços. A resposta da Rússia veio com o sistema de interferência Volna Kupol Garant, que emite um sinal forte o suficiente para desestabilizar a conexão do Starlink em uma área de cerca de 20 km², relatou à Reuters Serhii Beskrestnov, conselheiro do Ministério da Defesa da Ucrânia. Trata-se de um desenvolvimento significativo no conflito, já que a Starlink era até então considerada, em grande parte, imune a interferências. Um drone de ataque de médio alcance Zozulia voa após ser lançado por militares ucranianos da companhia Sparta em um local não revelado no sul da Ucrânia REUTERS/Valentyn Ogirenko Virada na guerra com auxílio da Starlink A virada a favor da Ucrânia na guerra ocorreu no início deste ano, quando a SpaceX cortou o acesso não autorizado das forças russas à Starlink, prejudicando as operações de drones e as comunicações da Rússia. Isso deu uma vantagem à Ucrânia, permitindo que drones aprimorados evitassem detecção, resistissem à interferência e realizassem ataques com mais precisão, enquanto a Rússia corria para se adaptar. "O bloqueio do Starlink para as forças russas foi um dos desenvolvimentos mais significativos no campo de batalha neste ano", disse Rob Lee, pesquisador sênior do Programa Eurásia do Foreign Policy Research Institute, à agência de notícias Associated Press. O sucesso dos ataques ucranianos de médio alcance é consequência dessa mudança. "O que mudou é que agora oito em cada 10 missões são bem-sucedidas", disse Pharaon. Há apenas alguns meses, a taxa de sucesso era o oposto, segundo ele. Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia REUTERS/Valentyn Ogirenko A reação da Rússia As forças russas foram pegas de surpresa quando a campanha ucraniana se intensificou há três meses. Mas começaram a mobilizar unidades móveis antiaéreas e recorrer a outras táticas para interceptar os drones, relataram comandantes e pilotos de drones ucranianos à Reuters. Uma delas é justamente o uso de dispositivos eletrônicos sofisticados de interferência para bloquear as conexões usadas para pilotar os drones, alguns deles capazes de interromper os sistemas Starlink – o Ministério da Defesa da Ucrânia afirma ter detectado dez deles. Alguns desses dispositivos de interferência foram instalados pela Rússia perto de cidades e instalações militares, disseram os militares ucranianos. Equipamentos desse tipo são visados pelos soldados ucranianos por razões óbvias. Um vídeo de um ataque ucraniano a um desses sistemas mostra uma grande explosão após um drone atingir um local contendo seis caixas grandes do tamanho de trailers. "Assim que atingimos essa instalação, nossos drones equipados com Starlink voaram sem problemas", disse um comandante do 422º Regimento de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia em operação na região sul de Zaporíjia. Outras táticas a que a Rússia recorre para manter as linhas de frente abastecidas incluem esconder combustível e outros suprimentos militares em veículos civis, como caminhões que deveriam estar transportando água ou leite. A operação logística também envolveria pequenos carros civis, quadriciclos e motocicletas. Além disso, as tropas russas estariam usando abrigos camuflados, prédios abandonados e estruturas agrícolas para esconder suprimentos, além de postos de gasolina civis para armazenar combustível militar. Também teriam passado a escoltar comboios de caminhões de combustível com picapes armadas com metralhadoras e a usar estradas secundárias.
08/07/2026 19:44:44 +00:00
Em meio ao tarifaço, governo Trump percorre cidades brasileiras para atrair empresas aos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst Em meio ao tarifaço promovido por Donald Trump, o governo dos Estados Unidos tem buscado atrair empresas brasileiras para abrir filiais no país. Um evento promovido pela Embaixada e pelos Consulados dos EUA no Brasil, que deve passar inicialmente por nove cidades brasileiras, promete reunir especialistas do governo americano e parceiros convidados para incentivar a expansão de empresas brasileiras por lá. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A iniciativa acontece em meio às discussões sobre as tarifas adicionais de 25% impostas pelos EUA a produtos brasileiros e está alinhada à política protecionista defendida por Trump para a economia americana. 🔎 O protecionismo é uma política econômica em que um governo adota medidas — como a cobrança de tarifas sobre produtos importados — para proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira. Agora no g1 Segundo o republicano, os impostos vão impulsionar a indústria americana, criar empregos e reduzir os déficits comerciais dos EUA com seus parceiros internacionais. Déficit comercial é quando um país importa mais do que exporta. Nesta semana, por exemplo, Trump associou a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) na construção de uma fábrica no Texas aos efeitos das tarifas impostas por seu governo a outros países. A montadora também deve transferir parte da produção de caminhonetes do México para os EUA. "A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!", afirmou em uma publicação no Truth Social. O g1 procurou a Toyota para saber se a decisão de investir tem relação com as tarifas adotadas pelo governo americano e quais fatores motivaram a escolha do Texas para receber o empreendimento. A empresa afirmou que, em linhas gerais, seus investimentos são guiados por "planejamento de negócios de longo prazo e por projeções de mercado". "Embora sejamos impactados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões para várias décadas, baseadas em objetivos estratégicos mais amplos, em nosso compromisso de produzir onde vendemos e em superar as expectativas dos clientes", disse em nota. Sobre o novo anúncio de investimentos nos EUA, a montadora afirmou que a medida "amplia a capacidade de produção da Toyota" e complementa a "rede mais ampla de manufatura" da empresa na América do Norte. "O processo de escolha do local é influenciado por fatores como disponibilidade de mão de obra, infraestrutura e proximidade de fornecedores", concluiu. O que é a SelectUSA? O SelectUSA é um programa criado em 2011 pelo governo federal dos EUA e vinculado ao Departamento de Comércio do país. Segundo o órgão, a iniciativa busca promover e facilitar investimentos de empresas estrangeiras em território americano. De acordo com dados divulgados pelo próprio programa, a iniciativa já facilitou mais de US$ 400 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em investimentos desde sua criação e contribuiu para a geração ou manutenção de mais de 270 mil empregos nos EUA. No Brasil, a Embaixada e os Consulados dos EUA promovem neste mês o SelectUSA Every Day. Com programação prevista para pelo menos nove cidades brasileiras, o evento promete aproximar empresários de especialistas e parceiros do governo americano para facilitar a expansão de empresas brasileiras para os EUA. Entre as cidades que estão previstas no "roadshow", estão: Goiânia (GO), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Ribeirão Preto (SP), São Carlos (SP), Londrina (PR), São José dos Campos (SP), Fortaleza (CE), e Recife (PE). O g1 procurou a Administração de Comércio Internacional dos EUA (ITA, na sigla em inglês) e o SelectUSA para obter mais informações e dados sobre a participação de empresas brasileiras no programa e seus investimentos no país, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
08/07/2026 19:00:26 +00:00
França: empresas de delivery vão suspender entregas em caso de calor extremo

Pessoas se refrescam na fonte do Trocadéro, diante da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris, na França. Abdul Saboor/Reuters Diante da onda de calor na França, duas das principais plataformas de entrega por aplicativo do país, Uber Eats e Deliveroo, anunciaram nesta quarta-feira (8) que vão suspender as entregas nas regiões onde as temperaturas atingirem níveis extremos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida, adotada após reivindicações do setor, busca proteger os entregadores e será aplicada apenas nos departamentos que eventualmente entrarem em alerta vermelho. "Esta decisão representa um passo importante, e peço aos restaurantes parceiros que demonstrem solidariedade, fornecendo a esses trabalhadores acesso a água e áreas com ar-condicionado", declarou o ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou. Na semana passada, Farandou havia entrado em contato com as duas empresas de entrega, que é feita principalmente de bicicleta, orientando-as a tomar medidas para proteger os trabalhadores do calor extremo. Com onda de calor, derretimento das geleiras na Suíça poderia encher uma piscina olímpica Atendendo ao pedido, nesta quarta-feira, a Uber Eats e a Deliveroo indicaram que suspenderiam as entregas nos departamentos em alerta vermelho de onda de calor (o mais alto), no horário entre 14h e 18h. A medida tem um caráter preventivo, já que nenhuma área do país está atualmente dentro desta classificação, mas 67 departamentos foram colocados sob alerta laranja (uma abaixo da vermelha). A Météo-France, agência nacional de meteorologia, prevê "uma onda de calor severa e prolongada", que provavelmente durará "até o final do mês, ou além". Esta intensa onda de calor é a terceira em menos de dois meses na França. A primeira veio de forma precoce no final de maio, e a segunda, no fim de junho. Esses fenômenos tornam trabalhos ao ar livre, como o dos entregadores, particularmente vulneráveis às altas temperaturas. Divergências entre sindicatos A medida foi encarada de forma controversa entre sindicatos laborais. Para Ludovic Rioux, da central sindical CGT, a maior da França, a decisão "torna esses trabalhadores, já em situação precária, ainda mais vulneráveis" devido à falta de uma renda substituta. No final de junho, a Prefeitura de Paris enviou uma carta às plataformas de entrega solicitando a implementação de um salário mínimo quando as condições climáticas exigirem redução ou suspensão das atividades. Já Fabian Tosolini, representante do sindicato Union-Indépendants, elogiou a decisão, mas solicitou que as zonas de entrega e os pesos dos pedidos sejam reduzidos entre o meio-dia e 14h, horário de pico para a maioria das demandas.
08/07/2026 17:28:05 +00:00
Apple fecha acordo de R$ 155 bilhões para fabricar chips nos EUA

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO A Apple planeja investir mais de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 155,4 bilhões, considerando o dólar a R$ 5,18) em um acordo de compra de chips firmado nesta semana com a Broadcom. O contrato também prevê a ampliação de uma fábrica da fabricante de semicondutores no Colorado, nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelas empresas nesta quarta-feira (8). Parceira foi construída em 2023 Na segunda-feira (6), a Broadcom anunciou um acordo de fornecimento de chips de longo prazo com a Apple, válido até 2031. Dois dias depois, a Apple informou que o contrato envolve a produção de um chip de radiofrequência chamado filtro FBAR, componente responsável por ajudar os dispositivos da empresa a se conectarem a redes sem fio. O desenvolvimento dessa tecnologia vem sendo feito em parceria entre Apple e Broadcom desde pelo menos 2023. Como parte do acordo, a Broadcom investirá US$ 1,5 bilhão (R$ 7,77 bi) na expansão de uma fábrica localizada em Fort Collins, no Colorado. A Apple afirmou que o contrato prevê a fabricação de pelo menos 15 bilhões de chips e faz parte de uma estratégia para aumentar a compra de semicondutores produzidos nos Estados Unidos, em parceria com o governo do presidente Donald Trump. “Os componentes avançados fabricados em Fort Collins são essenciais para oferecer o desempenho e a conectividade que nossos clientes esperam. Temos orgulho de ampliar nossos investimentos em fornecedores sediados nos EUA que compartilham nosso compromisso com a excelência e a inovação”, afirmou o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, em comunicado. “Somos gratos ao presidente e ao seu governo por apoiarem projetos importantes como este”, acrescentou.
08/07/2026 15:30:08 +00:00
Veto à carne brasileira: governo responsabiliza setor produtivo por adequação às exigências da UE

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) argumenta que cabe ao setor produtivo, em grande medida, a criação de mecanismos para atender às exigências da União Europeia contra o uso de antimicrobianos na pecuária. No início de junho, a União Europeia oficializou a retirada o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as regras do bloco para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o país ficará impedido de exportar carnes ao mercado europeu a partir de 3 de setembro. 🔎Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser empregados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia. UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro Na lista divulgada em 2024, o Brasil estava autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, pescado e mel. Na atualização mais recente, o país foi excluído em todas essas categorias. "Sendo assim, as providências necessárias para viabilizar a exportação dependem, em grande medida, do desenvolvimento e da implementação, pelo setor produtivo, de sistemas de controle privados capazes de garantir a segregação da produção em conformidade com os requisitos da União Europeia", afirmou a pasta em resposta enviada à Câmara dos Deputados. A informação foi divulgada inicialmente pela agência Lusa e confirmada pelo g1. O governo brasileiro argumenta que parte dos antimicrobianos proibidos pela União Europeia continua autorizada no Brasil para uso na bovinocultura, na avicultura de corte e de postura e na suinocultura. Segundo o Mapa, esses produtos têm "finalidade veterinária relevante para os sistemas de produção pecuária". No documento encaminhado ao Congresso, o Ministério afirma que, em junho de 2023, a Secretaria de Defesa Agropecuária reuniu representantes dos setores potencialmente afetados para alertar sobre a necessidade de criar mecanismos capazes de assegurar que animais destinados à exportação para a União Europeia não fossem tratados com os antimicrobianos vetados pelo bloco. Ainda segundo a pasta, esse alerta foi reiterado em reuniões posteriores. O ministério argumenta que os sistemas de controle necessários têm natureza privada, uma vez que o governo não pretendia proibir, em âmbito nacional, o uso dos antimicrobianos restringidos pela legislação europeia. "Os setores produtivos foram alertados de que os sistemas de controle necessários ao cumprimento dos requisitos da União Europeia possuem natureza privada, já que não havia perspectiva de proibição de uso no Brasil dos antimicrobianos vedados pela UE", afirmou o Mapa. No histórico encaminhado ao Congresso, o Mapa afirma que solicitou ao setor produtivo a elaboração de protocolos para atender às exigências da União Europeia, mas diz que as primeiras propostas foram consideradas insuficientes. Exportação de carne bovina Ministério da Agricultura/Divulgação Linha do tempo Segundo o ministério, em 28 de abril de 2026 foi encaminhado à Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG SANTE) um protocolo para a cadeia de bovinos, complementado em 15 de maio. Em 20 de maio, durante reunião com o embaixador brasileiro, a DG SANTE informou que não se manifestaria sobre o protocolo nem aceitaria a proposta de período de transição apresentada pelo Brasil, além de reiterar preocupações em relação à cadeia bovina. Em nova reunião, em 29 de maio, a Comissão Europeia pediu um documento mais detalhado sobre a situação regulatória dos antimicrobianos no Brasil e sobre os mecanismos de controle que garantiriam o cumprimento das regras europeias. No mesmo dia, o Mapa homologou, por meio de portaria, o Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Medicamentos Antimicrobianos. Apesar de a União Europeia ter retirado o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco, o governo afirma que as negociações continuam. Em resposta ao Congresso, o Mapa informou que voltou a se reunir com técnicos da DG SANTE em 29 de junho e se comprometeu a enviar uma versão atualizada da documentação, reforçando as medidas de controle. O g1 entrou em contato com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que não se manifestou. Proibição de antimicrobianos A preocupação de que pessoas desenvolvam infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos é um dos motivos que levou a União Europeia a exigir de seus importadores maior controle sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais. Esse é um tema que começou a ser debatido pela UE na década de 90 e que culminou em uma série de regulamentos nos anos seguintes. Em 2006, por exemplo, o bloco proibiu o uso de qualquer antibiótico na ração animal como promotor de crescimento. A partir de 2019, o bloco ampliou essas exigências com a publicação de novos regulamentos que estabeleceram critérios mais rigorosos para a produção de carne, leite, ovos e outros produtos de origem animal destinados ao mercado europeu. Pelas regras, os países que exportam para a União Europeia não podem utilizar: antimicrobianos para promover o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais; e/ou antimicrobianos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos. Por trás dessas exigências, está o receio de que o uso de antimicrobianos em animais favoreça o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia desses medicamentos no tratamento de infecções em pessoas. Em 2022, inclusive, a UE classificou a resistência aos antimicrobianos (RAM) como uma das principais ameaças à saúde humana. O tema também faz parte de uma campanha da União Europeia chamada One Health (Uma só saúde), lançada em 2023, e que defende ações integradas para a saúde humana, animal e ambiental, por considerar que elas estão diretamente conectadas.
08/07/2026 14:38:39 +00:00
Ministro diz que negociações sobre tarifaço seguem mesmo após decisão da secretaria de comércio dos EUA
Ana Flor: Ainda serão feitas ao menos duas rodadas de conversas sobre tarifas dos EUA O governo brasileiro pretende realizar mais duas conversas com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) antes do prazo final de 15 de julho, quando o órgão deve enviar à Casa Branca sua recomendação sobre possíveis tarifas contra o Brasil. Ao blog, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que deve ter, até a próxima segunda-feira (13), uma reunião direta com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos. O encontro terá caráter político. Além disso, as equipes técnicas dos dois países podem realizar uma nova conversa. Segundo o ministro, as tratativas devem continuar mesmo após o envio do relatório à Casa Branca. O objetivo do Brasil é retirar setores do chamado tarifaço e reduzir as alíquotas que eventualmente sejam aplicadas. As negociações têm como propósito retirar setores do tarifaço e reduzir tarifas. Na prática, a partir da conclusão do USTR, se abre uma janela para propostas concretas dos EUA e do Brasil para amenizar o tarifaço. Está visão é compartilhada também por integrantes do governo Trump. Entre representantes de empresas que participaram das audiências dos últimos dias, a impressão que ficou é a de que o tarifaço é inevitável, mas pode ser calibrado pelos efeitos na economia dos EUA. Um dos argumentos que estão sendo utilizados é o de que encarecer a entrada de produtos brasileiros aumentará a dependência de linhas de produção americanas a insumos e itens da China — o que o governo Trump não quer que ocorra.
08/07/2026 14:06:44 +00:00
FMI eleva projeções de crescimento do Brasil em 2026 e 2027, prevendo desaceleração no próximo ano

Agora no g1 O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira (8) que melhorou suas projeções para a economia do Brasil em 2026 e em 2027, mas passou a ver uma desaceleração da atividade no próximo ano, de acordo com relatório. A atualização do relatório Perspectiva Econômica Global mostrou que o FMI agora vê expansão de 2,4% do Produto Interno Bruto este ano, acima do 1,9% calculado em abril. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para o ano que vem, o Fundo elevou sua estimativa em 0,2 ponto percentual, mas ainda assim a taxa de crescimento esperada de 2,2% fica abaixo da de 2026. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia adiantado na semana passada que o FMI iria reajustar a projeção para a economia do Brasil em 2026. O desempenho esperado agora para este ano fica ligeiramente acima do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE. No primeiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro cresceu 1,1% ante os três meses imediatamente anteriores, no resultado trimestral mais forte em um ano. Produção de veículos na fábrica da Stellantis em Goiana (PE) Divulgação/Stellantis A projeção do FMI para este ano é melhor do que a do Ministério da Fazenda, que previu em maio uma expansão de 2,3%, e do que a do Banco Central, de 2,0%. As contas do FMI também são mais otimistas que as do mercado, que vê crescimento de 1,99% em 2026 e de 1,69% em 2027, de acordo com a mais recente pesquisa Focus divulgada pelo BC. Para a América Latina e Caribe, o FMI vê agora expansão de 2,4% em 2026 (alta de 0,1 ponto percentual sobre o estimado em abril) e de 2,7% em 2027 (estável). No caso das economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, o crescimento foi estimado em 3,8% este ano, uma queda de 0,1 ponto, indo a 4,5% no próximo, alta de 0,3 ponto na comparação com abril. "As revisões são heterogêneas, refletindo diferenças na dependência de commodities, na exposição geográfica, nas remessas e receitas de turismo, na sensibilidade às condições financeiras e na posição ocupada na cadeia global de valor da tecnologia", disse o FMI. FMI reduz previsão de crescimento global O FMI revisou para baixo nesta quarta-feira sua previsão de crescimento global para 2026, a 3,0%, alertando para os riscos contínuos representados pela guerra no Oriente Médio, pela fragmentação do comércio e por possíveis correções nas expectativas do mercado em relação à inteligência artificial. O Fundo afirmou que a economia mundial evitou uma recessão mais acentuada como resultado da guerra, com o impulso da demanda no setor de tecnologia ajudando a compensar a queda no fornecimento de energia relacionada à guerra. O crescimento deve se recuperar para 3,4% em 2027, mas ainda está abaixo da média de 3,5% observada em 2024 e 2025. O FMI elevou sua previsão de inflação para 2026 em 0,3 ponto percentual, para 4,7% em comparação com abril, mas afirmou que ela deverá cair para 3,9% no próximo ano. Os preços da energia estão 25% mais altos agora do que antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, e permanecerão mais elevados, segundo o FMI. A nova previsão pressupõe que o Estreito de Ormuz começará a reabrir em meados de julho, retornando às condições pré-guerra até março de 2027. "Até o momento, a economia global como um todo resistiu melhor do que se temia ao choque da guerra", afirmou o FMI em uma atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global. A observação é que a projeção é mais otimista para os exportadores de energia e para os países fortemente integrados ao setor de tecnologia, enquanto os importadores de commodities que não estão bem posicionados para se beneficiar dos avanços da IA tiveram suas previsões de crescimento revisadas para baixo. O crescimento do comércio global deve desacelerar para 3,5% em 2026, contra 5% em 2025, ano marcado por forte antecipação de compras devido às tarifas norte-americanas, antes de se recuperar para 4,3% em 2027. Deniz Igan, chefe da divisão de Estudos Econômicos Mundiais do Departamento de Pesquisa do FMI, afirmou que a economia global está se mostrando mais resiliente do que o esperado em abril, apesar do impacto da guerra e do fechamento do Estreito de Ormuz. Os preços estavam mais altos e a confiança estava baixa, mas a liberação de reservas estratégicas de petróleo e estoques comerciais (juntamente com o aumento da eficiência energética) ajudou a compensar a escassez de oferta. O setor privado também se adaptou rapidamente, encontrando rotas e fontes de oferta alternativas. "Até agora as coisas têm corrido bem, mas isso não elimina os fatores de risco existentes, particularmente com a guerra", disse Igan à Reuters. Um colapso do acordo de paz e a retomada dos combates podem representar grandes riscos, uma vez que os países já esgotaram grande parte das suas reservas e teriam menos margem de manobra. Na terça-feira, as forças armadas dos EUA lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã e revogaram uma licença que permitia ao país vender petróleo após três petroleiros terem sido atingidos no Estreito de Ormuz, pressionando ainda mais um cessar-fogo já frágil. "Um novo conflito na região vai pegar a economia global em uma situação pior do que da primeira vez", disse Igan, acrescentando que um esforço simultâneo de muitos países para reconstruir suas reservas de petróleo também pode desencadear uma alta nos preços. "Se houver a percepção de que isso vai se prolongar, então tanto o incentivo quanto a margem para usar essas reservas vão diminuir muito rapidamente", disse ela. A inflação e as expectativas de inflação aumentaram, mas principalmente no curto prazo, e até agora há poucas evidências de que as expectativas estejam mudando no médio prazo, disse Igan. Estreito de Ormuz Jornal Nacional / Reprodução Cenários pela guerra A versão atualizada do relatório do FMI abandonou os três cenários distintos que havia divulgado em abril, antes de os Estados Unidos e o Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, retornando a uma previsão de referência mais tradicional. Foram feitas comparações com a previsão de referência de abril, que pressupunha uma guerra mais curta. O FMI manteve sua previsão de crescimento para a economia dos EUA em 2026 em 2,3%, e elevou a projeção para 2027 em 0,1 ponto percentual em relação à previsão de abril, a 2,2%. A previsão de crescimento para a zona do euro em 2026 passou a 0,9%, ante 1,1% em abril, enquanto para 2027 a conta foi mantida em 1,2%. A previsão agora é de que o crescimento da China atinja 4,6% em 2026, acima dos 4,4% previstos em abril, e que a expansão em 2027 chegue a 4,1%, contra 4% em abril. A Índia, uma das economias de crescimento mais rápido do mundo, também teve uma pequena revisão para baixo em sua previsão para 2026, passando de 6,5% em abril para 6,4%, mas o FMI elevou sua projeção para 2027 de 6,5% para 6,7%. A região do Oriente Médio e da Ásia Central, a mais afetada pela guerra, teve sua previsão de crescimento reduzida em 1,2 ponto percentual em comparação com abril, para 0,7%, embora o FMI também tenha elevado sua previsão para 2027 em 1,9 ponto percentual, para 6,5%.
08/07/2026 13:41:06 +00:00
Airbus reduz previsão de demanda por aeronaves e culpa guerra no Irã e tensões comerciais

Avião A350-1000ULR na fábrica da Airbus em Toulouse, na França Divulgação/Qantas A Airbus anunciou nesta quarta-feira (8) um corte de 1% na sua previsão para a demanda por aeronaves de passageiros em toda a indústria para os próximos 20 anos. A medida vem após a guerra com o Irã e as tensões comerciais frearem a forte recuperação da atividade aérea desde a pandemia de Covid-19. A maior fabricante de aviões do mundo afirmou que ainda espera uma forte demanda por jatos, liderada pela Ásia, que deverá representar cerca de metade de todas as entregas, mas que as crises consecutivas de tarifas e do Golfo frustraram as projeções anteriores. "Essa recuperação pós-Covid praticamente estagnou", disse Antonio Da Costa, chefe de análise de mercado, a repórteres. A menor perspectiva de crescimento no longo prazo aponta para um mercado de aviação menos dinâmico no futuro, visto que as companhias aéreas estão reduzindo seus planos de expansão de capacidade diante do aumento dos preços do petróleo resultante da guerra no Irã. Agora no g1 Escassez de aeronaves pode diminuir Ao analisar a demanda em todo o setor, que inclui aviões vendidos pela concorrente Boeing, bem como pela recém-chegada China, a Airbus afirmou que espera um total de 42.060 entregas de jatos comerciais entre 2026 e 2045, uma queda de 1% em relação à sua previsão anterior para os próximos 20 anos. Isso inclui 33.920 jatos de corredor único no segmento mais movimentado do setor, que inclui a família Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX, e 8.140 jatos de fuselagem larga ou de longo alcance, ambos com queda de 1% em relação à previsão anterior de 20 anos. Isso mal é suficiente para acomodar os planos de produção anunciados pela Airbus e pela Boeing, ao mesmo tempo que deixa espaço para o concorrente chinês C919 nos próximos anos, sugerindo que a recente escassez generalizada de aeronaves pode diminuir. Fachada da fábrica da Airbus em Toulouse, na França REUTERS/Stephane Mahe A Airbus afirmou que espera que uma proporção maior do total de entregas de jatos comerciais -- 47% em comparação com os 45% anteriores -- seja para substituir jatos mais antigos, em vez de aumentar o tamanho das frotas. A empresa europeia também revisou para cima sua previsão de crescimento do tráfego de passageiros, de 3,6% para 3,9% ao ano, mas os executivos afirmaram que isso representa uma revisão para baixo em relação aos 4,1% estimados em termos comparáveis. A Airbus não forneceu dados sobre a demanda por aeronaves de carga.
08/07/2026 13:23:14 +00:00
OpenAI lança ChatGPT mais potente nesta quinta

Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer A OpenAI lança nesta quinta-feira (9) o GPT-5.6, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, após adiar a estreia no mês passado a pedido do governo de Donald Trump. O adiamento ocorreu em meio ao aumento das preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de IA de alta capacidade. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Até agora, o GPT-5.6 estava disponível apenas para um grupo restrito de parceiros da OpenAI, previamente aprovados pela empresa e pelo governo dos Estados Unidos. Em uma publicação na rede social X na noite de terça-feira, a dona do ChatGPT anunciou que, além do GPT-5.6 Sol, a empresa também lançará os modelos Terra e Luna, que têm custo menor. Ao apresentar os novos modelos, no fim de junho, a OpenAI afirmou que eles trazem avanços na habilidade de executar tarefas de forma mais autônoma — em áreas como programação e cibersegurança. Segundo a empresa, o GPT-5.6 Sol teve desempenho semelhante ao Mythos Preview, da Anthropic, em um teste usado para medir a capacidade de modelos de IA em tarefas relacionadas à segurança cibernética. Leia também: Mãe processa OpenAI e diz que ChatGPT teria incentivado suicídio da filha Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs Dona do ChatGPT propõe ceder 5% de participação ao governo dos EUA, diz jornal Disputa na IA Estados Unidos e China disputam a liderança no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial de ponta que podem acelerar de forma significativa ataques cibernéticos sofisticados contra setores que dependem de sistemas tecnológicos complexos, interligados e, muitas vezes, com décadas de existência. Diante desse cenário, o governo americano intensificou a análise de novos modelos avançados de IA antes de seu lançamento para identificar possíveis riscos, diante da preocupação de que a tecnologia possa ser explorada por forças militares ou serviços de inteligência da China, da Rússia e de outros países. As autoridades chinesas também realizaram reuniões com as principais empresas de tecnologia do país para discutir a possibilidade de restringir o acesso internacional aos modelos de IA mais avançados da China, incluindo aqueles que ainda nem foram lançados. A Anthropic, concorrente da OpenAI, havia desativado abruptamente seus modelos de IA mais avançados, Mythos 5 e Fable 5, para todos os usuários após a ordem de controle de exportações emitida pelo governo americano em 12 de junho, motivada por preocupações de segurança nacional. As restrições foram suspensas na semana passada, depois que a empresa implementou medidas adicionais de proteção. O site Axios, que divulgou em primeira mão a notícia sobre o lançamento da OpenAI, informou que o governo do presidente Donald Trump aprovou o lançamento amplo do GPT-5.6 após testes adicionais e reuniões entre representantes da empresa e autoridades americanas. A Casa Branca e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos não responderam aos pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial. O bilionário Elon Musk, cuja empresa SpaceXAI compete com a Anthropic e a OpenAI, afirmou nesta quarta-feira que também está disponibilizando ao público seu principal modelo de IA, o Grok 4.5. Preocupações com a segurança nacional Trump assinou uma ordem executiva que cria um mecanismo voluntário pelo qual desenvolvedores de IA podem apresentar ao governo americano seus chamados "modelos de fronteira" por até 30 dias antes de liberá-los para parceiros considerados confiáveis. Embora Washington tenha suspendido as restrições de exportação para o modelo Fable, da Anthropic, o Mythos, desenvolvido para profissionais de cibersegurança, continua disponível apenas para algumas organizações americanas consideradas "confiáveis". Na China, autoridades demonstram preocupação com a possibilidade de o Mythos ser usado para explorar vulnerabilidades em softwares e com a hipótese de os Estados Unidos utilizarem o modelo contra os interesses de Pequim. A Anthropic afirmou que é "provavelmente impossível" tornar qualquer modelo de inteligência artificial totalmente resistente a técnicas de jailbreak — métodos usados para contornar as restrições e os mecanismos de segurança desses sistemas.
08/07/2026 13:22:49 +00:00
Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas

Foto ilustrativa de um vinho tinto. Reprodução. O verão escaldante na França está prejudicando o desenvolvimento das uvas em regiões vinícolas como Champagne, Bordeaux e Borgonha, ameaçando reduzir a safra e antecipando uma das colheitas mais precoces já registradas, disseram produtores na terça-feira (7). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma onda de calor recorde no fim de junho, seguida por mais dias de calor intenso e tempo seco desde a semana passada, desacelerou o crescimento das uvas e danificou videiras mais jovens na França, segundo maior produtor de vinho do mundo. "Podemos ver o potencial da safra derretendo sob o sol", afirmou Laurent Delaunay, presidente da associação da indústria do vinho da Borgonha (BIVB), acrescentando que a principal preocupação dos produtores é a falta de água. Meteorologistas preveem pouca ou nenhuma chuva nas principais regiões produtoras de vinho da França antes de 14 de julho, prolongando um período de estiagem que já dura mais de três semanas em muitas áreas. Vinho tinto, branco ou rosé: veja quais comidas combinam com cada tipo Qual é a temperatura certa para armazenar e servir vinho? Entenda se todo vinho envelhece bem e por quantos anos pode ficar no barril Colheita mais precoce da história Na região de Champagne, os produtores esperam a colheita mais cedo já registrada, com a vindima devendo começar por volta de 15 de agosto — cerca de um mês antes do que era comum há algumas décadas. No momento, a expectativa é de que a produção de uvas fique cerca de 10% abaixo da registrada no ano passado, embora a produção de vinho possa não cair na mesma proporção, já que os produtores podem recorrer aos estoques de reserva, disse Maxime Toubart, presidente do sindicato dos viticultores de Champagne. "Tivemos a sorte de um inverno muito chuvoso, então o solo não estava excessivamente seco no início da temporada. Mas agora já podemos ver que as uvas não estão mais aumentando de tamanho", afirmou Toubart. Segundo ele, a previsão ainda pode ser revista caso a região receba chuvas fortes, mas sem tempestades, nas próximas duas semanas. Em Bordeaux e na Borgonha, onde a onda de calor foi ainda mais intensa, os produtores disseram que ainda é cedo para fazer estimativas precisas da produção, mas alertaram que a queda será "significativa". A qualidade do vinho pode não ser necessariamente afetada, afirmam os produtores. No entanto, calor e seca tendem a elevar os níveis de açúcar nas uvas, o que pode alterar o sabor e o teor alcoólico da bebida. A colheita também deve começar excepcionalmente cedo em várias regiões. Em Bordeaux, as primeiras uvas destinadas à produção dos espumantes crémant devem ser colhidas na primeira semana de agosto. Na Borgonha, a expectativa é que a vindima tenha início por volta de 20 de agosto.
08/07/2026 12:54:33 +00:00
Natura estima queda de 9% na receita do 2º trimestre de 2026 por desempenho fraco no Brasil

Agora no g1 A Natura reportou nesta quarta-feira (8) estimativa de receita líquida entre R$5,1 bilhões e R$5,2 bilhões para o segundo trimestre, uma queda entre 9% e 10% ante o mesmo período do ano passado, em resultado pressionado pelo desempenho das operações no Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "O ambiente de consumo desaquecido no Brasil, somado a desafios e ajustes operacionais internos, pressionou a receita líquida do segundo trimestre de 2026 no país em uma magnitude maior do que a inicialmente prevista", afirmou a fabricante de cosméticos em fato relevante, citando que as informações são preliminares. Entre os desafios, a companhia apontou severa escassez de produtos em meio à estabilização do novo sistema de Planejamento Integrado, atualização do sistema SAP e relocação de volumes da recém-fechada fábrica de Interlagos, zona sul de São Paulo.  A escassez de produtos, somada a um cenário macroeconômico desafiador, acrescentou, levou a uma queda importante de volume no canal de venda por relações. A linha completa de Natura Tododia Jambo Rosa e Flor de Caju, celebrando a beleza das peles pretas e pardas em todas as etapas do Festival Negritudes. Matheus Thierry A Natura também ressaltou que a implementação de políticas de preços e regras comerciais entre canais levou a uma desaceleração de curto prazo no canal online, bem como a transição de 100% dos contratos de franquia para um novo modelo provocou uma redução momentânea de estoques nas lojas franqueadas e consequente desaceleração nas vendas para as franquias (sell-in). A companhia ainda apontou descasamento temporário de tributos, com efeito concentrado no segundo trimestre de 2026, decorrente de mudanças no imposto sobre consumo no Estado de São Paulo (ICMSST). A combinação de tais fatores, afirmou a empresa, "pressionou a receita líquida no Brasil em magnitude que não pôde ser compensada pelo crescimento anual positivo em moeda constante (CC) em todos os mercados da região Hispânica, onde houve mais um trimestre de avanço consistente". A Natura afirmou que estima expansão trimestral na margem Ebitda reportada, em função de menores despesas sequenciais com rescisões e captura de eficiências do novo modelo operacional, que "compensa parcialmente o impacto negativo da desalavancagem operacional". As informações completas referentes ao segundo trimestre de 2026 serão divulgadas no dia 10 de agosto.
08/07/2026 12:51:28 +00:00
Milei quer imitar EUA e 'paralisar o Estado' caso Congresso não aprove orçamento do governo

Na era Milei, os números melhoram, mas a nova classe média continua no sufoco O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira (7) que quer implementar um projeto de lei focado na criação de um mecanismo de "paralisação" do Poder Executivo inspirado no sistema dos Estados Unidos. De acordo com Milei, o objetivo é impedir que a política financie despesas além de suas capacidades reais e do Orçamento autorizado pelo Congresso Nacional, impondo uma disciplina fiscal absoluta e estabelecendo um limite para os gastos do Estado. "Estamos trabalhando na elaboração de uma paralisação do Poder Executivo, ou melhor, da política", afirmou o presidente argentino em entrevista. Javier Milei com Donald Trump em Nova York. Reuters A “paralisação do governo” é um mecanismo institucional usado pelos EUA que entra em vigor automaticamente quando o Poder Legislativo não aprova as leis orçamentárias gerais em tempo hábil ou, pelo menos, não concede uma autorização temporária de financiamento. A medida obriga a administração pública a suspender imediatamente todas as atividades e serviços considerados não essenciais para o funcionamento básico do sistema. Apenas questões relacionadas à segurança nacional, à saúde pública e à resposta a emergências permanecem operacionais. A atual Lei de Administração Financeira, vigente na Argentina, estipula que, na ausência de um orçamento aprovado no início do ano, a lei orçamentária do ano anterior entra em vigor automaticamente para garantir o funcionamento ininterrupto do Estado e evitar a paralisia dos serviços públicos devido à falta de consenso político.
08/07/2026 12:17:27 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,14 com tensões no Oriente Médio e alta do petróleo; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade ao longo desta quarta-feira (8), mas encerrou o dia em queda de 0,07%, cotado a R$ 5,1485. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,79%, aos 170.653 pontos. A sessão foi marcada pela cautela dos investidores diante da nova escalada das tensões no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que deve fazer um "grande ataque" contra o Irã nesta noite, o que também fez os preços do petróleo dispararem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário começou a se agravar na segunda-feira (6), quando dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, importante rota marítima para o transporte de petróleo. ▶️ Segundo o site americano Axios, o ataque foi realizado pelo Irã. Os EUA reagiram bombardeando alvos militares no país. Os ataques levantaram dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo entre Washington e Teerã e aumentaram os temores de uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, impulsionando os preços do petróleo. (entenda mais abaixo) ▶️ Após prometer novos ataques, Trump afirmou que os EUA podem retomar o bloqueio do Estreito. O Irã respondeu que reagirá com ações firmes. Com a escalada das tensões, o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 4,37% por volta das 17h, cotado a US$ 78,53. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, avançava 3,55%, para US$ 73,99 o barril. ▶️ O cenário de incertezas pressionou a maioria das ações do Ibovespa e puxou o índice para baixo. A alta de cerca de 3% da Petrobras ajudou a evitar uma queda maior. ▶️ Na agenda econômica, o destaque foi a ata da última reunião de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento mostrou que a preocupação com a inflação aumentou entre os dirigentes, que reforçaram a necessidade de elevar os juros caso os preços não desacelerem nos próximos meses. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,38%; Acumulado do mês: -0,28%; Acumulado do ano: -6,20%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,96%; Acumulado do mês: -0,80%; Acumulado do ano: +5,91%. Tensões no Oriente Médio afetam os preços do petróleo O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6). “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado. Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado com o Irã "acabou" e que não quer mais diálogo com Teerã. As falas aconteceram durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (...) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria "morrido". Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia criticado Trump, afirmando que não haveria mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra. Mercados globais Em meio às tensões no Oriente Médio, os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O Dow Jones teve queda de 1,09%, enquanto o S&P 500 caiu 0,28%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,20%. Na Europa, a sessão também foi negativa para os mercados financeiros, que registraram o pior dia desde março. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,80%, para 634,91 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve perdas 2,23%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 2,18% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,66%. Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, ainda impactadas pelos papéis do setor de tecnologia e à espera da ata da última reunião do Fed. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,77%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,11%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
08/07/2026 12:00:45 +00:00
União Europeia cobra que EUA cumpram acordo comercial após ameaça de Trump à Espanha

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Hassan Anayi/Unsplash A União Europeia espera que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos no acordo comercial firmado entre as duas partes, disse um porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8). A afirmação foi feita depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ao secretário do Tesouro que interrompesse as relações comerciais com a Espanha. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Falando em Ancara, capital da Turquia, Trump classificou a Espanha como uma "péssima parceira" da OTAN ao criticar aliados por, segundo ele, não apoiarem a guerra contra o Irã. Em seguida, determinou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, suspendesse as relações comerciais com o país. "Lembro que assinamos uma declaração conjunta com os Estados Unidos no ano passado. Esperamos que os EUA cumpram os compromissos assumidos nessa declaração, assim como nós cumprimos os nossos", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill. "A Comissão sempre garantirá que os interesses da União Europeia e de todos os seus Estados-membros sejam plenamente protegidos. Continuaremos defendendo um comércio transatlântico estável, previsível e mutuamente benéfico para todos", acrescentou. Trump diz que cessar-fogo com o Irã acabou
08/07/2026 11:26:40 +00:00
Mercados globais caem após Trump declarar fim de acordo de paz com o Irã; petróleo sobe mais de 7%

Petróleo volta a disparar com o fim do acordo EUA-Irã Os mercados financeiros ao redor do mundo operam em queda nesta quarta-feira (8), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo preliminar de paz com o Irã "acabou". A declaração ocorreu depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, reacendendo os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O aumento da tensão levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros e elevou as preocupações com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo, especialmente por causa dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte da commodity. 🔍 Commodities são matérias-primas pouco industrializadas, produzidas em grande escala e negociadas no mercado internacional. Como têm características semelhantes independentemente do produtor ou da marca, seu preço é definido principalmente pela oferta e pela demanda globais. Entre os principais exemplos estão produtos agrícolas, como soja, milho e açúcar, e recursos naturais, como petróleo, minério de ferro e ouro. Petróleo volta a subir Os preços do petróleo avançam mais de 5% nesta manhã, refletindo o temor de interrupções na oferta mundial caso o conflito se intensifique. 🔍 Por volta das 12h20 (horário de Brasília) o contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, subia 7,73%, negociado a US$ 79,89 por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 7,35%, cotado a US$ 75,62 por barril. A alta ocorre porque o mercado teme que novos confrontos prejudiquem a produção e o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Dólar oscila e índices de Wall Street recuam O dólar passa por um momento de volatilidade nesta quarta-feira, em meio às incertezas sobre o conflito. Perto das 12h20, a moeda americana tinha alta de 0,15%, cotada a R$ 5,1600. Em Wall Street, as bolsas operam em queda: Dow Jones: -1,42%; S&P 500: -0,83%; Nasdaq 100: -0,79%. A queda reflete o receio de que o avanço do petróleo pressione a inflação global e dificulte futuras reduções de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Bolsas europeias têm forte queda As bolsas da Europa registram perdas generalizadas, acompanhando o aumento da tensão geopolítica. O índice pan-europeu STOXX 600 caía cerca de 1,6%, caminhando para o pior desempenho diário desde março. O movimento é puxado principalmente por empresas dos setores de consumo, turismo e tecnologia, que tendem a ser mais sensíveis ao aumento dos custos com energia e ao cenário de maior incerteza econômica. Na direção oposta, ações de petroleiras avançam, beneficiadas pela alta dos preços do petróleo. Mercados asiáticos fecharam sem direção única Na Ásia, o desempenho das bolsas foi misto. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,11%, pressionado pela piora do sentimento global. Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte queda de 5,35%. Na China continental, o índice de Xangai recuou 0,49%, enquanto o CSI300 perdeu 0,77%. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,99%, impulsionado por ações de tecnologia. O destaque foi a Alibaba, que avançou 12,2%, ajudando o índice de tecnologia da bolsa local a subir cerca de 5%. Em outros mercados da região, o índice de Taiwan avançou 0,56%, Cingapura ganhou 0,51%, enquanto a bolsa da Austrália recuou 0,21%. Entenda a nova escalada entre EUA e Irã Na madrugada desta quarta-feira, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, apesar de estarem oficialmente sob um cessar-fogo firmado no fim de junho. Os EUA bombardearam alvos no sul do Irã após acusarem Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Em resposta, o Irã afirmou que a ofensiva americana violou o acordo de paz e lançou ataques contra bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam importantes instalações das Forças Armadas americanas. Horas depois, durante uma coletiva em Ancara, na Turquia, Donald Trump afirmou que considera o acordo de paz encerrado e disse que não pretende retomar o diálogo com o governo iraniano. Reuters
08/07/2026 11:19:37 +00:00
Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs

Apple Sumudu Mohottige A Apple perdeu, nesta quarta-feira (8), um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua loja de aplicativos e o sistema operacional iOS como gatekeepers. ➡️ Gatekeeper é uma empresa que ocupa uma posição tão dominante no mercado digital que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Como milhões de pessoas dependem dessas plataformas, a legislação impõe regras para evitar que elas favoreçam seus próprios serviços ou dificultem a atuação de concorrentes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Lei de Mercados Digitais da União Europeia criou uma série de regras para limitar o poder das grandes empresas de tecnologia e aumentar a concorrência no mercado digital. Entre as exigências estão medidas para impedir que essas empresas favoreçam seus próprios serviços em detrimento dos concorrentes. Agora no g1 Quem descumprir as regras pode ser multado em até 10% do faturamento anual global. Desde que a lei entrou em vigor, em maio de 2023, Apple, Meta e ByteDance entraram na Justiça para contestar alguns dos dispositivos da legislação. A decisão do Tribunal Geral da União Europeia, com sede em Luxemburgo, reforça a estratégia do bloco de impor limites ao poder das grandes empresas de tecnologia para aumentar a concorrência e ampliar as opções disponíveis aos consumidores. Apple diz que lei ameaça privacidade A Apple voltou a criticar a Lei de Mercados Digitais. "Acreditamos firmemente que as exigências da DMA vão além do que é legal e proporcional, ameaçando enfraquecer décadas de proteções de privacidade e segurança que construímos e deixando nossos usuários vulneráveis a novos riscos", afirmou um porta-voz da empresa. "Continuaremos defendendo a inovação e a privacidade que nossos clientes europeus merecem." A empresa ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta instância judicial do bloco. A ação foi apresentada em 2024, depois que a Comissão Europeia classificou as cinco lojas de aplicativos da Apple — disponíveis em iPhones, iPads, computadores Mac, Apple TVs e Apple Watches — como um único serviço essencial de plataforma, sujeito às regras da Lei de Mercados Digitais. Os juízes concordaram com a avaliação da Comissão Europeia. "Independentemente do dispositivo, essas lojas têm a mesma função: conectar desenvolvedores de aplicativos aos usuários para facilitar a distribuição de softwares", afirmaram. A Apple também contestou a classificação do iOS como uma plataforma essencial para que empresas alcancem os usuários. Esse enquadramento obriga a companhia a permitir que produtos e serviços concorrentes funcionem de forma integrada ao sistema operacional. Além disso, a empresa questionou a classificação do iMessage como um serviço de comunicação que funciona sem depender de número de telefone, categoria que, segundo a Apple, poderia submetê-lo às regras da Lei de Mercados Digitais. O tribunal, porém, afirmou que essa classificação, por si só, não produz efeitos jurídicos contra a empresa. "Em particular, nenhuma das obrigações previstas na DMA se aplica ao iMessage, já que o serviço não foi incluído na decisão que definiu quais plataformas são consideradas controladoras de acesso", afirmou a Corte.
08/07/2026 11:11:37 +00:00
Sites de dopamina: como lojas de mentira lucram com a sensação boa de fazer compras online

Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar 🛒 Ele tem tudo o que existe em um site de compras tradicional. Você entra, escolhe produtos, lê avaliações, monta um carrinho, chega à etapa de pagamento e acompanha a entrega. Mas ela nunca acontece. Poderia ser um golpe, mas não é. Os chamados "sites de dopamina" reproduzem a experiência de uma loja virtual em quase todos os detalhes, exceto naquele que realmente importa: a compra. Você não paga, mas também não leva. 🧠 O nome faz referência à dopamina, neurotransmissor associado aos mecanismos de recompensa e expectativa. É ela que está ligada às sensações despertadas durante o processo de consumo. Nos sites de dopamina, a compra não acontece, mas o prazer de comprar, de certa forma, sim. A proposta é oferecer pequenas doses de recompensa por meio de experiências digitais que imitam situações reais. Essa tendência se popularizou primeiro na Coreia do Sul com experiências como o Food Only Doesn't Come, uma versão fictícia dos aplicativos de entrega de comida. A plataforma reúne cardápios, restaurantes, avaliações com estrelas e rankings de estabelecimentos. O usuário pode escolher pratos, montar o pedido e simular a entrega. Kim, de 25 anos, ouvido pelo jornal sul-coreano "The Korea Times" diz que costuma acessar o site durante a madrugada, quando sente vontade de pedir comida, mas prefere evitar o gasto. "Muitas vezes, sinto muita vontade de comer de madrugada, mas acabo não pedindo para economizar. Parece um aplicativo de entrega de verdade, então acabo sempre olhando (...) conforme navego, meu humor de alguma forma melhora um pouco", disse Kim ao jornal. Outras plataformas, como o Dopamine Shopping, reproduzem a experiência de um e-commerce, com categorias como roupas, eletrônicos e cosméticos. Há cupons, descontos, recomendações, carrinho e até rastreamento da entrega. Novamente: sem compras e sem entregas reais. Para a psicóloga especializada em consumo impulsivo Tatiana Filomensky, o sucesso dessas plataformas tem uma explicação: a dopamina não está presente apenas no momento da conquista, mas também na antecipação. Pesquisar, comparar preços e imaginar o uso de um produto já pode gerar uma sensação de recompensa. 💭 Ficam algumas perguntas: se parte do prazer de consumir acontece antes da compra, o que muda quando essa sensação pode ser acessada sem gastar dinheiro? Essas plataformas podem disputar espaço com as lojas tradicionais? E como esses sites ganham dinheiro se ninguém compra nada? Abaixo, explore essa discussão a partir dos seguintes pontos: O que está por trás dos sites de dopamina Fenômeno é uma ameaça às lojas reais? O prazer de comprar começa antes do pagamento Comprar sem comprar pode ajudar a economizar? Sites de dopamina simulam compras e entregas g1 O que está por trás dos sites de dopamina À primeira vista, os sites de dopamina parecem contraditórios: simulam a experiência de consumo, mas não vendem nada. Mas essa visão é superficial. Por trás da proposta leve, quase inocente, está um modelo já conhecido da economia digital e cada vez mais valioso: observar, registrar e interpretar o comportamento dos usuários. 📱 Cada clique, produto visualizado, tempo gasto em uma página ou horário de acesso deixa um rastro. Essas informações não servem apenas para registrar o que a pessoa fez, mas também para prever o que ela pode fazer. "O mais valioso não é saber quem você é, mas como você age (...) são os hábitos repetidos, muitas vezes inconscientes, que ajudam as plataformas a prever o que você vai querer", explica o professor de marketing digital Alexandre Marquesi. Esse tipo de análise permite identificar padrões de comportamento. Uma pessoa que acessa essas plataformas de madrugada, por exemplo, pode estar mais suscetível a determinadas ofertas nesse horário. Outra, que compara produtos repetidamente, pode estar mais próxima de uma decisão de compra. "Não importa se você não cadastra seu nome nesses sites. É possível entender o comportamento mesmo assim, com IP, cookies e tempo de navegação (...) tudo isso constrói essa identificação do usuário". Na prática, isso abre diversas oportunidades de negócio. Os dados podem ser usados para publicidade direcionada, venda de espaço para anúncios, definição mais precisa de públicos e até previsão de tendências de consumo. Empresas dos setores de alimentação, varejo, educação e tecnologia, entre outros, podem usar essas informações para entender melhor o momento de consumo, os hábitos e as preferências dos consumidores. Além disso, essas plataformas têm fontes diretas de receita. Algumas exibem publicidade e firmam parcerias, mas de forma discreta, para não comprometer a experiência do usuário. No caso do Food Only Doesn't Come, um dos exemplos mais conhecidos, o próprio site informa que se mantém com anúncios, patrocínios e até doações. A plataforma sugere que quem gostou da experiência contribua com o valor de um café. Esse detalhe revela a lógica por trás do modelo de negócio: para essas plataformas, manter o usuário engajado é mais importante do que levá-lo à compra. lataformas como o Dopamine Shopping replicam o comércio eletrônico, com categorias como roupas, eletrônicos e cosméticos. Dopamine Shopping Fenômeno é uma ameaça às lojas reais? A lógica do consumo digital nunca foi apenas racional. Além das compras necessárias, o comércio eletrônico também depende dos impulsos e dos desejos imediatos. Muitas vezes, a decisão é influenciada por fatores como cansaço, tédio ou sensação de merecimento. Os e-commerces tradicionais aperfeiçoaram essa dinâmica ao longo dos anos. Notificações, descontos relâmpago, recomendações personalizadas e compras com um clique são alguns exemplos. Agora, os sites de dopamina atendem a esse desejo momentâneo sem que a compra aconteça. Para Marquesi, o fenômeno pode representar uma ameaça a esse modelo específico de comércio eletrônico. "Todo mundo compra por impulso em algum momento (...) é como entrar no mercado com fome e comprar coisas que não precisa. No digital, a lógica é a mesma (...) quando surge algo que reduz esse impulso, o consumo final pode diminuir". Para o especialista, o problema vai além da perda da venda. O risco é deixar de acessar justamente o momento em que o consumidor está mais suscetível ao consumo. Marquesi compara a situação à experiência de entrar no supermercado com fome e sair com muito mais do que o planejado. Se esse impulso encontra um atalho — uma forma de ser satisfeito sem gasto —, ele pode deixar de se transformar em uma compra real. E mais: em vez de disputar apenas a venda final, essas plataformas podem competir por algo ainda mais valioso: entender quando, como e por que alguém decide consumir. Nesse cenário, quem domina essas informações pode influenciar todo o restante. A tendência se popularizou na Coreia do Sul com experiências como o Food Only Doesn’t Come Food Only Doesn’t Come O prazer de comprar começa antes do pagamento A ideia de que comprar dá prazer não é nova. No ambiente digital, essa sensação se manifesta ao longo de todo o processo de compra. "A dopamina está muito mais ligada à expectativa do que à conquista em si", explica a psicóloga Tatiana Filomensky. Isso significa que o cérebro já reage com sensação de prazer ao imaginar uma situação. Pensar em uma viagem, por exemplo, pode ser quase tão prazeroso quanto realizá-la. No consumo, ocorre algo semelhante. Quando a pessoa começa a pesquisar, comparar preços e ler avaliações, já passa a experimentar essa sensação. Segundo a especialista, esse processo já existia antes da internet: era o passeio pelo shopping. A diferença é que havia limites mais claros, como horário de funcionamento, necessidade de deslocamento e cansaço. No ambiente digital, essas barreiras desapareceram, e a experiência se tornou contínua. As plataformas, por sua vez, utilizam diversas estratégias para manter o consumidor nesse estado de expectativa. 🛍️ Mensagens como "últimas unidades", contagens regressivas, alertas de carrinho abandonado e sugestões como "quem comprou isso também levou" não estão ali por acaso. Segundo a psicóloga, esses recursos são pensados para despertar emoções, especialmente a urgência e o medo de perder uma oportunidade. "Quanto menor o tempo para pensar, maior a chance de a pessoa comprar", resume Tatiana. Nesse contexto, a razão perde espaço para o impulso. E há momentos em que ele tende a se intensificar, como durante a noite. "As pessoas estão em um momento de descanso, de lazer, e surge aquela sensação de ‘eu mereço’. Funciona como uma recompensa pelo dia cansativo". Essa combinação cria um ambiente favorável a decisões rápidas, muitas vezes tomadas sem planejamento. Comprar sem comprar pode ajudar a economizar? Se, por um lado, os sites de dopamina levantam dúvidas sobre os impactos no varejo, por outro despertam uma pergunta: eles podem ajudar no controle financeiro? Segundo Tatiana Filomensky, uma das orientações para quem tem dificuldade em controlar as compras é justamente colocar o produto no carrinho e esperar, criando um intervalo entre o desejo e a decisão. "Criar um tempo entre a vontade e a decisão (...) outra orientação é remover os cartões cadastrados para reduzir o risco de compras por impulso". Nesse sentido, essas plataformas podem ajudar a evitar gastos. Mas esse é apenas um lado da questão. 🚨 O mesmo mecanismo que ajuda a conter o impulso também pode reforçá-lo. Ao estimular a busca constante por pequenas doses de prazer, esses ambientes digitais podem manter a pessoa presa ao hábito de consumir, mesmo sem gastar dinheiro, alerta a especialista. Há ainda outro ponto relevante: a sensação de vazio ao final da experiência. Nesses sites, tudo permanece no campo da imaginação. Para algumas pessoas, isso basta. Para outras, pode gerar frustração ou perder o encanto com o tempo. Segundo Tatiana, quem não tem dificuldades com o consumo tende a perder o interesse gradualmente, porque a experiência pode parecer incompleta. “Pode chegar um momento em que a pessoa pensa: ‘ok, mas nada chega’", conclui.
08/07/2026 08:03:18 +00:00
Maiores empresas de IA falham em combater 'ameaças existenciais' ao homem, diz relatório global

Anthropic. Reuters A empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic obteve a pontuação mais alta em um ranking semestral de segurança, mas em nível global o setor não consegue combater ameaças "existenciais", segundo um relatório publicado nesta terça-feira (7). O Future of Life Institute, um think tank americano de segurança em IA, avaliou nove das principais empresas de IA do mundo e definiu uma classificação com base em dados públicos e informações fornecidas pelas próprias companhias. As nove empresas estão fracassando no combate a ameaças "existenciais", como o desenvolvimento de modelos que alcancem um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecidos como "inteligência artificial geral" ou AGI, acrescenta o relatório. Foram analisados os esforços em seis categorias: avaliação de riscos; danos atuais; estruturas de segurança; segurança existencial; governança e transparência, e; compartilhamento de informações. Papa faz alerta sobre inteligência artificial Nenhuma empresa recebeu um "A", a nota mais alta, em nenhuma categoria, enquanto a Anthropic obteve a melhor nota geral, um "C+". O relatório destaca que várias empresas que antes proibiam o uso militar de sua tecnologia vêm "revertendo gradualmente o rumo", entre elas a Anthropic, que foi criticada por manter "compromissos militares questionáveis". O governo dos Estados Unidos utilizou a tecnologia da Anthropic em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano, segundo diversos relatos da imprensa, embora a empresa tenha sido recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências sobre a segurança da IA. Embora "existam tentativas construtivas", os esforços como um todo são "totalmente insuficientes". Outros riscos incluem o possível uso indevido de um modelo para realizar um ciberataque ou executar tarefas potencialmente prejudiciais aos seres humanos.
08/07/2026 07:01:09 +00:00
Algoz da seleção, Haaland ganha milhões de seguidores com o 'efeito Brasil'; veja impacto

Haaland decide e Brasil é eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo Ele ganhou protagonismo nas redes sociais assim que os brasileiros descobriram que a Noruega seria a adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Virou meme, entrou na brincadeira e, no fim, também se tornou o protagonista da partida. Em campo, o atacante Erling Haaland não tomou conhecimento da seleção brasileira e marcou os dois gols que eliminaram a equipe de Carlo Ancelotti. Enquanto isso, fora das quatro linhas, experimentou outro fenômeno: a força da mobilização dos brasileiros na internet. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O astro norueguês ganhou 1,1 milhão de seguidores no Instagram no domingo (5), dia da partida. No dia seguinte, somou outros 5 milhões, chegando a um salto de 6,1 milhões de seguidores em apenas 48 horas. Os dados são da Social Blade, plataforma que monitora métricas de redes sociais. Para se ter uma ideia da dimensão desse crescimento, Haaland acumulou 13 milhões de novos seguidores nos 30 dias encerrados na segunda-feira (6). Isso significa que quase metade (47%) desse avanço aconteceu justamente no período em que o atacante enfrentou o Brasil. Perfil de Haaland dispara após 'efeito Brasil' Arte/g1 Segundo André Eler, diretor técnico da consultoria de dados Bites, alguns fatores ajudam a explicar a explosão de Haaland nas redes. Um deles é exatamente o chamado "efeito Brasil", impulsionado pela mobilização dos torcedores durante a Copa do Mundo. "A repercussão no Brasil é um dos principais motores. Ela é excepcional porque os brasileiros respiram futebol o tempo inteiro e dão uma atenção muito grande ao torneio", afirma. Erling Haaland, da Noruega , comemora o primeiro gol da equipe Reuters/Vincent Carchietta Os memes envolvendo Haaland, Vini Jr. e outros atletas da seleção brasileira também ajudaram a impulsionar o perfil do norueguês. Na esteira dessa movimentação, vieram os seguidores. A publicação de maior sucesso, criada por inteligência artificial (IA) às vésperas da partida, recria uma cena da comédia As Branquelas (2004), ao som de "A Thousand Miles", de Vanessa Carlton. No vídeo, Vini Jr. aparece como Latrell Spencer e Haaland é caracterizado como uma das protagonistas do filme. Em uma das postagens, o meme ultrapassou 94,1 milhões de visualizações e 9,1 milhões de curtidas. O alcance também foi impulsionado pelo comentário do próprio Haaland, que entrou na brincadeira e marcou Vini, dizendo: "Precisamos recriar isso". Vídeo de IA recria cena do filme "As Branquelas" com Haaland e Vini Jr. Reprodução Simpatia também conta Além de reagir aos memes, Haaland fez declarações respeitosas sobre a seleção e os brasileiros. Isso ajudou a construir uma relação positiva com o país, o que também contribuiu para a disparada nas redes. "Ele tem a vantagem de sempre ter sido simpático e respeitoso ao falar do Brasil. Isso aumenta um pouco essa identificação, mesmo ele tendo sido o algoz da seleção", avalia André Eler, da Bites. O especialista afirma que os brasileiros são o segundo principal público do craque norueguês nas redes, atrás apenas dos alemães. "É bem provável que o Brasil se torne o maior público global do jogador após o torneio." Há também outro fator decisivo para esse sucesso: a vitrine da própria Copa do Mundo. A competição amplia a exposição dos atletas na mídia e nas redes — ainda mais quando eles eliminam a seleção mais vitoriosa da história. "Vale lembrar que a Copa do Mundo ainda é um dos eventos esportivos e televisivos mais relevantes do mundo. Então, ela também tem impacto fora [do Brasil], pela exposição que esses jogadores têm em seus próprios países", acrescenta Eler. Não foi só Haaland Não à toa, outro protagonista da partida contra o Brasil também entrou no radar do público. Após defender um pênalti, ter atuação decisiva e bater boca com Neymar no fim do jogo, o goleiro Ørjan Nyland mais que triplicou o número de seguidores no Instagram. Os números de Nyland são bem menores que os de Haaland, mas, proporcionalmente, o impacto foi maior. Ele saiu de 93,6 mil seguidores na véspera da partida para 287,7 mil no dia seguinte ao confronto — um salto de mais de 194 mil seguidores. "No caso do Nyland, vemos muita gente indo às redes cobrar que ele respeite o Neymar", diz André Eler. "Esse tipo de engajamento acaba impulsionando o conteúdo, alimenta o algoritmo e se traduz em novos seguidores", acrescenta. O Fantástico mostrou como foi o bate-boca. Neymar reage enquanto o goleiro norueguês Ørjan Nyland observa. Reuters Mas o fenômeno não se restringe ao duelo entre Brasil e Noruega. Outro exemplo é o de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, que conquistou os brasileiros — e acabou também ganhando projeção mundial. No caso dele, a disparada foi ainda mais impressionante: Vozinha ganhou mais de 11,5 milhões de seguidores no Instagram nos últimos 30 dias, segundo dados da Social Blade. O principal salto ocorreu em 4 de julho, um dia após a atuação heroica da seleção cabo-verdiana contra a Argentina. Apesar da eliminação da equipe africana, o goleiro conquistou 6,7 milhões de novos seguidores em 24 horas. Especialistas já explicaram ao g1 que esse tipo de crescimento pode significar dinheiro no bolso. Isso porque o valor pago por ações publicitárias nas redes costuma depender, principalmente, do número de seguidores e do engajamento das publicações. LEIA AQUI: Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa Haaland brinca com Vini Jr. sobre meme do filme 'As Branquelas'
08/07/2026 07:00:12 +00:00
Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

Café é o principal produto de exportação de Varginha. Crédito: Divulgação. Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1. "Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras. Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem. Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens. O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno. Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%. Veja a seguir como ficam as produções dos principais itens: Café O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores. Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo. 🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto. Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos. "Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo. Com isso, a indústria acabaria repassando os preços para os consumidores. Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva. Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras. Calor deixa o café 'estressado', pode derrubar a produção brasileira e encarecer a bebida Milho Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África. O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina. 🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho. Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho). "O que o produtor faz é se arriscar menos", diz o diretor executivo. Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças. Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro. Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional. Saiba também: Peru declara estado de emergência em 40% do país por chuvas causadas pelo El Niño Carne Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves. Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca. 🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos. Frutas e hortaliças No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio. Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA. Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade. Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva. Por outro lado, algumas culturas podem ser beneficiadas. Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas. Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA. A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA. Cana-de-açúcar Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país. O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação. Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta. LEIA TAMBÉM Mel brasileiro será defendido em audiência contra tarifaço nos EUA Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
08/07/2026 06:00:31 +00:00
Preço do petróleo dispara após novos ataques entre EUA e Irã e Trump dizer que acordo de paz 'acabou'

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima Jornal Nacional/ Reprodução As bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida nesta quarta-feira (8), enquanto os preços do petróleo dispararam mais de 5% após os Estados Unidos lançarem ataques contra o Irã e após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que o acordo de paz com os iranianos "acabou". A ofensiva americana ocorreu após Washington acusar Teerã de atingir três navios no Estreito de Ormuz. Os mercados futuros em Nova York operavam com estabilidade. O petróleo Brent, referência internacional, subia 5,3%, cotado a US$ 78,09 o barril no início desta quarta-feira. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, registrava alta quase idêntica de 5,4%, negociado a US$ 74,23 o barril. Ambos os contratos vinham acumulando quedas recentes, retornando aos patamares registrados antes do início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro. As ações na China e em Hong Kong avançaram, enquanto os demais mercados da região operaram majoritariamente em queda. Agora no g1 Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 0.3%, aos 68.077,96 pontos. Em Seul, o Kospi registrou forte queda de 2,9%, fechando a 7.429,13 pontos. O índice sul-coreano vem enfrentando forte volatilidade: chegou a superar a marca dos 9.000 pontos no mês passado, mas passou a sofrer com sucessivas ondas de realização de lucros em grandes empresas de tecnologia voltadas para inteligência artificial (IA), como a Samsung Electronics e a SK Hynix. A Samsung caiu 2,9% no início da quarta-feira, após desabar cerca de 7% no pregão anterior. Já a SK Hynix avançou 2,4%. Em Taiwan, o índice Taiex registrou leve baixa de 0,2%. Por outro lado, em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,4%, para 24.057,24 pontos. Na China continental, o índice de Xangai Composto avançou 0,5%, aos 4.011,05 pontos. Embora o "boom" global das ações de IA tenha ignorado as bolsas chinesas em grande parte, os investidores parecem focar agora nos esforços domésticos de Pequim para desenvolver sua própria infraestrutura no setor. O setor de tecnologia liderou a alta desta quarta-feira no mercado chinês, com a Tencent Holdings subindo 3,1%, enquanto a gigante do comércio eletrônico e financeiro Alibaba Group Holding disparou 8,1%. A Baidu avançou 4,7%. Em outros mercados da Ásia, o índice S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,7%, para 8.738,90 pontos, enquanto o Sensex, da Índia, também fechou em queda de 0,7%. Na véspera, a volatilidade dos papéis de IA voltou a pressionar as bolsas de Nova York, arrastando Wall Street para o terreno negativo. O S&P 500 caiu 0,4%, para 7.503,85 pontos, embora a maioria das ações do índice tenha fechado em alta. A desvalorização das empresas ligadas à inteligência artificial derrubou o índice de tecnologia Nasdaq em 1,2%, para 25.818,69 pontos. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,2%, afastando-se de seu recorde histórico para fechar em 52.925,15 pontos. Os mercados vêm sendo atingidos por temores de que as ações de IA tenham subido além do justificável e de que os investimentos massivos em chips e data centers possam não gerar o ganho de produtividade e os lucros necessários para validar tais valuations. A Advanced Micro Devices despencou 6,5%, a Intel recuou 9,7% e a Micron Technology perdeu 4,7%. A SpaceX, controladora da operação da xAI, caiu 6,8% em sua estreia no índice Nasdaq 100. No setor automotivo, a fabricante de veículos elétricos Rivian Automotive desabou 18,1% após anunciar a emissão de 75 milhões de novas ações, movimento que dilui a participação dos atuais acionistas. No mercado de câmbio, o dólar americano subia para 162,38 ienes, contra 162,11 ienes do fechamento anterior. O euro operava estável, cotado a US$ 1,1414.
08/07/2026 05:11:13 +00:00
Vender sem estoque: como montar um negócio com pouco investimento e alto potencial de lucro

Vender sem estoque: dá para ganhar dinheiro assim? Nem todo negócio exige a compra de mercadorias ou a formação de um estoque. Para quem deseja empreender com pouco dinheiro, uma alternativa é apostar na venda de serviços ou em produtos digitais, modelos que costumam demandar baixo investimento inicial. Segundo Ênio Duarte Pinto, gerente de relacionamento com o cliente do Sebrae, o primeiro passo é identificar problemas ou necessidades das pessoas e oferecer soluções para eles. Nesse tipo de negócio, o principal ativo do empreendedor é o próprio conhecimento e experiência. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O especialista explica que, enquanto atividades ligadas ao comércio e à indústria geralmente exigem gastos com estoque, maquinário ou estrutura física, a prestação de serviços permite começar utilizando competências que a pessoa já possui. Mas investir pouco não garante lucro automaticamente. Para aumentar as chances de sucesso, é fundamental entender as demandas do público e entregar valor ao cliente. Quanto mais relevante for a solução oferecida, maiores tendem a ser as oportunidades de faturamento. Em resumo, empreender sem estoque pode ser uma forma mais acessível de começar um negócio. O desafio está em transformar conhecimento e habilidades em soluções pelas quais os clientes estejam dispostos a pagar. Microempreendedor Individual (MEI) acervo Sebrae/CE Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
08/07/2026 05:00:16 +00:00
O que o clima tem a ver com o seu bolso? Saiba por que eventos extremos passaram a preocupar economistas

Por que economistas estão falando tanto de clima? Fenômenos como El Niño, ondas de calor, enchentes e secas passaram a fazer parte das projeções do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do mercado financeiro. Com o aumento da frequência dos eventos extremos, o clima passou a ser tratado como um fator capaz de influenciar a economia. O El Niño é considerado um fator de risco porque pode reduzir a produção de alimentos, encarecer a geração de energia e pressionar a inflação. Por isso, o Banco Central acompanha o fenômeno em suas projeções para os preços, assim como o governo monitora seus possíveis impactos. Além de aumentar os gastos públicos com resposta a desastres, os eventos climáticos podem influenciar a trajetória dos juros. Para especialistas, o risco climático passou a integrar as decisões econômicas, ao lado de fatores como o risco fiscal e o cambial. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
08/07/2026 05:00:12 +00:00
Quem é Silvana Tenreyro, argentina escolhida como a nova economista-chefe do FMI

Silvana Tenreyro em Washington. Elizabeth Frantz / Reuters A argentina Silvana Tenreyro, de 52 anos, é a nova economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). O anúncio foi feito pela diretora-geral da instituição, Kristalina Georgieva, na terça-feira (7). A economista assumirá os cargos de conselheira econômica e diretora do Departamento de Pesquisa em 10 de agosto, substituindo Pierre-Olivier Gourinchas. “Em um momento de profunda transformação e de incerteza crescente na economia global, a combinação de liderança intelectual e experiência política de Silvana ajudará a garantir que o trabalho analítico do Fundo, a vigilância multilateral e o aconselhamento político permaneçam na vanguarda em apoio aos nossos países-membros”, afirmou Georgieva. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O economista-chefe do FMI lidera as análises econômicas da instituição e ajuda a orientar relatórios e recomendações que influenciam governos e mercados em todo o mundo. Nascida em San Miguel de Tucumán, no norte da Argentina, Tenreyro tem nacionalidades argentina, britânica e italiana e é, atualmente, professora de economia na London School of Economics (LSE). Agora no g1 Ela concluiu mestrado e doutorado em Economia pela Universidade Harvard, após se graduar em Economia pela Universidade Nacional de Tucumán, na Argentina. Trabalhou no Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Boston e foi integrante externa do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra entre 2017 e 2023. A economista também foi membro externo do Comitê de Política Monetária do Banco de Maurício — autoridade monetária das Ilhas Maurício — e fez parte do grupo consultivo externo da diretora-geral do FMI, além de assessorar instituições públicas e privadas em questões econômicas e financeiras. Em sua trajetória acadêmica, publicou artigos nos principais periódicos de economia do mundo e recebeu diversos reconhecimentos, entre eles o prêmio Yrjö Jahnsson, um dos principais prêmios da economia europeia para pesquisadores com menos de 45 anos, além das premiações Bernhard Harms e Birgit Grodal. A economista ainda integra a Academia Britânica, a Sociedade de Econometria e a Royal Economic Society, além de ser membro honorária estrangeira da American Economic Association. Entre outras funções de destaque, também presidiu a European Economic Association. Tenreyro é casada com o economista Francesco Caselli, presidente do conselho acadêmico da LSE, e tem dois filhos. Não há informações públicas de atuação partidária ou vinculação política da economista.
08/07/2026 03:21:12 +00:00
Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos

Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol Marcello Casal Jr./Agência Brasil O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reuniria nesta quarta-feira (8) para anunciar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%. No entanto, o Ministério de Minas e Energia adiou a reunião e ainda não informou uma nova data. A medida vem sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo) Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol. Agora no g1 O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor. A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica. Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol. A lista engloba: tanque; boia; bomba de combustível; linhas de combustível metálicas ou plásticas; bico injetor; câmara de combustão; pistões; vedações. Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência. "As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor Arte / g1 Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor. O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina. 🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal. Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia. Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano. Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado. Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumentio de tanol na gasolina Divulgação Revisões podem ficar caras No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos. "Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center. O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã. O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor. A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape. Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro Divulgação / Bosch Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor. Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade. Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo. "Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden. Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações. Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque. Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina. Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível. Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições. Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil. Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido. Anfavea pede cautela A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves. Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes. "Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet. Igor Calvet, presidente da Anfavea Divulgação | Anfavea O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação. A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet. Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país. Indústria do etanol defende medida A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório. Segundo a entidade, o setor produtor de etanol contribuiu com informações sobre capacidade produtiva, segurança energética e impactos da mudança. A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo. De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira. Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável. Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira. Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos. A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível. A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar. Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil.
08/07/2026 03:00:51 +00:00
Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao lote especial de restituição automática nesta quarta; veja como fazer

Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR Divulgação A Receita Federal abriu nesta quarta-feira (8), às 9h, a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback". O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte. (veja como consultar) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir. Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte. Agora no g1 Como funciona o "cashback" A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda. Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo. 🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto. Quem tem direito Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos: não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025; não ter apresentado a declaração por iniciativa própria; ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024; ter direito à restituição de até R$ 1.000; possuir CPF regular e uma chave PIX cadastrada com o CPF. Como consultar a restituição especial? A partir desta quarta-feira, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado no lote especial de restituição por meio dos canais oficiais da Receita Federal. A consulta pode ser feita: Pelo site da Receita Federal: Acesse o serviço Consulta Cashback na página da Receita Federal; Faça login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, se solicitado; Verifique se o seu CPF foi contemplado no lote especial. Ou pelo celular: Abra o aplicativo Receita Federal, disponível para Android e iOS. Faça login com sua conta gov.br. Acesse a área de consulta da restituição e verifique se foi contemplado. Para acessar o serviço, é necessário fazer login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro. Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente pela Receita, que possui as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional. Será possível: conferir os dados utilizados pela Receita; incluir informações adicionais, se necessário; retificar ou ajustar a declaração antes da conclusão do processamento. Caso tenha direito à restituição, o crédito será feito exclusivamente em uma conta vinculada a uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas de outra titularidade nem emissão de ordem de pagamento. Por isso, a Receita orienta que os contribuintes providenciem uma chave Pix vinculada ao CPF para receber os valores. Cronograma Este lote especial segue um calendário próprio e não faz parte do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026: 8 de julho: consulta aos contemplados; 15 de julho: pagamento da restituição em parcela única; 31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF. Enquanto esse lote especial contempla contribuintes que não apresentaram a declaração, as restituições tradicionais continuam sendo pagas normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo legal. Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente. O órgão recomenda que as consultas e o acompanhamento do processo sejam feitos apenas pelos canais oficiais, para reduzir o risco de golpes e fraudes.
08/07/2026 03:00:30 +00:00
Promotor pedirá à justiça americana que adie por 60 dias acordo da Paramount com Warner Bros

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters O procurador-geral do estado de Oregon pedirá à Justiça que suspenda por 60 dias a proposta de US$ 110 bilhões da Paramount para adquirir a Warner Bros., afirmando nesta terça-feira (7) que a empresa reteve documentos sobre seus esforços de lobby. Embora a Paramount tenha informado ao estado que não concluirá a operação antes de 16 de julho, o procurador-geral Dan Rayfield disse que solicitará a um tribunal do condado de Multnomah que determine a entrega dos documentos e adie a conclusão do negócio para que o estado possa analisá-los. "Não vamos permitir que a Paramount Skydance esconda o jogo para acelerar essa enorme fusão", afirmou Rayfield em comunicado. "Os moradores de Oregon têm interesse direto nesse acordo — na nossa indústria cinematográfica, na nossa economia e nas opções que terão como consumidores." Um porta-voz da Paramount afirmou que as informações solicitadas por Oregon "não têm qualquer relação com o fato de essa operação cumprir ou não as leis antitruste do estado e não constituem base legítima para adiar uma transação claramente legal e favorável à concorrência". Agora no g1 Segundo o porta-voz, a empresa já forneceu ao estado os documentos relevantes para a análise da fusão. Oregon busca documentos relacionados ao "Project Warrior", nome interno usado pela Paramount para os esforços destinados a obter aprovação regulatória para o negócio. O estado também quer registros sobre as tentativas da empresa de fazer lobby junto ao governo Trump em apoio à fusão. O pai do CEO da Paramount, David Ellison, o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle, mantém relações próximas com o presidente Donald Trump, e a empresa contratou ex-integrantes do governo Trump. O estado também solicita informações para saber se a Paramount teve algum papel na elaboração do comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciando que havia aprovado a operação. Embora Oregon normalmente atribua "peso significativo" às conclusões do Departamento de Justiça, o estado pretende citar uma reportagem do *Wall Street Journal* segundo a qual autoridades políticas do órgão contrariaram advogados de carreira, que estariam inclinados a recomendar uma contestação da operação. A informação consta de documentos que serão apresentados à Justiça e foram analisados pela Reuters. No mês passado, o Departamento de Justiça divulgou um comunicado detalhado afirmando acreditar que o acordo "aumentará a concorrência em todo o ecossistema de mídia e entretenimento, trazendo benefícios para consumidores e trabalhadores americanos". Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A Paramount afirma que a fusão criará um concorrente mais forte para Netflix e Disney no mercado de streaming, além de beneficiar profissionais da indústria criativa e consumidores. Califórnia, Nova York e outros estados americanos preparam ações judiciais para tentar barrar a operação, disseram à Reuters, no mês passado, fontes familiarizadas com o assunto. Os estados têm autoridade para aplicar leis contra fusões que considerem reduzir ilegalmente a concorrência. Opositores do acordo, entre eles atores, roteiristas e trabalhadores do setor de mídia, afirmam que a operação poderá resultar em perda de empregos.
08/07/2026 01:58:24 +00:00
Mega-Sena, concurso 3028: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3028: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3028 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (7), em São Paulo. Como ninguém acertou as seis dezenas, o prêmio acumulou e a estimativa de premiação para o próximo sorteio é R$ 45 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 10 - 11 - 25 - 51 - 56. 5 acertos: 61 apostas ganhadoras, cada uma receberá R$ 29.711,79. 4 acertos: 4.012 apostas ganhadoras, cada uma receberá R$ 744,64. Sorteio da Mega-Sena, concurso 3028. Reprodução O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
08/07/2026 00:03:54 +00:00
Meta lança primeiro gerador de imagens de seu time de superinteligência artificial

Muse Image foi anunciado por Mark Zuckerberg, CEO da Meta Divulgação/Meta A Meta revelou nesta terça-feira (7) o novo gerador de imagens Muse Image. É o primeiro modelo de do tipo criado pelo Meta Superintelligence Labs, divisão da empresa que reúne alguns dos principais talentos do mundo na área de inteligência artificial. Com o Muse Image, é possível adicionar mais de 30 feitos de inteligência artificial em fotos de stories no Instagram e gerar imagens em conversas com a Meta AI no WhatsApp. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O modelo foi anunciada por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que postou exemplos em que ele aparece com "clones" de si próprio, em uma foto que simula uma câmera 360º e com uma camiseta inflável. O Muse Image permite marcar contas de Instagram em comandos para elas servirem de referência. A Meta diz que fotos públicas podem ser usadas para gerar novas imagens mais rapidamente. Agora no g1 A empresa afirma que usuários poderão controlar se o conteúdo de seus perfis pode ser usado por outras pessoas para criar imagens com inteligência artificial. Ainda segundo a Meta, usuários podem fazer desenhos e comentários sobre as fotos para orientar as edições em imagens pelo Muse Image. O Muse Image é uma nova etapa de desenvolvimento da divisão de superinteligência artificial. A Meta já tinha lançado o Muse Spark, modelo criado para raciocinar sobre questões complexas. O Meta Superintelligence Labs é liderado por Alex Wang, contratado pela Meta em um acordo de US$ 14,3 bilhões. O departamento inclui engenheiros que foram atraídos por pacotes salariais de centenas de milhões de dólares. O Muse Image será liberado primeiro em países selecionados e será expandido para outras regiões no futuro. O modelo também será integrado nas próximas atualizações com o Facebook e o Messenger.
07/07/2026 21:09:38 +00:00
Ministro diz que reuniões com EUA sobre tarifaço seguem, mas rechaça incluir etanol na negociação: 'Risco para o Nordeste'

O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirmou nesta terça-feira (7) que o governo brasileiro segue nas tratativas com autoridades norte-americanas para evitar a imposição de novas tarifas contra produtos brasileiros pela gestão Donald Trump. Segundo o ministro, equipes técnicas dos dois países se reuniram nesta terça e há a expectativa de uma nova audiência – desta vez com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, – antes de uma decisão americana sobre novas tarifas contra o Brasil na próxima semana. Márcio Elias Rosa declarou que, apesar de as tratativas estarem em andamento, o governo brasileiro rechaça a ideia de incluir na mesa de negociações a redução de tarifas do Brasil sobre o etanol norte-americano. Para o ministro, fazer concessões nesse tópico representaria um "risco" para a região Nordeste, que conta com forte presença de indústria sucroalcooleira. A ideia de negociação foi defendida por Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Para Flávio, a relação tarifária entre os dois países acerca do etanol e do açúcar é "assimétrica" e os dois países podem chegar a um acordo de tarifas zeradas. Agora no g1 🔎Atualmente, o Brasil aplica tarifa de 18% sobre o etanol americano. Enquanto os Estados Unidos aplicam uma alíquota básica de 2,5% sobre o etanol brasileiro. Segundo Márcio Elias Rosa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já orientou sua equipe a deixar o etanol de fora das negociações. "Nunca [fazer concessões no etanol]. Ao contrário, o governo do Brasil, o presidente Lula defende claramente que esse tema do etanol não seja tratado nessa negociação e, mais, não seja tratado sem que nós tratemos da questão do açúcar, que é sobretaxado nos EUA", afirmou o ministro. Sem citar Flávio, Márcio Elias Rosa disse considerar uma "pena" que algumas pessoas defendam a adoção de um regime paritário entre o etanol brasileiro e o norte-americano, facilitando a entrada do produto dos EUA no Brasil. "Esse é um setor muito importante, sobretudo no Nordeste do país. A produção do etanol e, eventualmente, a abertura do mercado do etanol norte-americano colocaria em risco, sobretudo, a produção do etanol no Nordeste do país", completou Márcio Elias Rosa. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Flávio participou de audiência nos EUA Mais cedo, nesta terça, Flávio Bolsonaro participou, em Washington (EUA), de audiência promovida pelo USTR sobre as tarifas. O senador não mencionou no seu pronunciamento, de cerca de cinco minutos, a questão do etanol. VALDO: governo vê tom 'eleitoral' de Flávio nos EUA O parlamentar afirmou que este é o "pior momento" para a imposição de tarifas contra o Brasil, mencionando a proximidade temporal com as eleições de outubro. Para Flávio, Lula pode se beneficiar caso a medida seja implementada pela gestão Trump. No discurso, Flávio também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e as gestões petistas no Palácio do Planalto, atribuindo a Lula os fatores citados pelo USTR como motivos para aplicação de novas tarifas. Questionado sobre a participação de Flávio na audiência em Washington, Márcio Elias Rosa evitou fazer comentários. "Acho que nós devemos focar agora, o prazo é curto, nós devemos focar naquilo que pode dar resultado positivo para o Brasil", concluiu.
07/07/2026 19:21:18 +00:00
Governo vê tom 'político-eleitoral' em manifestação de Flávio Bolsonaro sobre tarifaço e diz que ele frustrou empresários
A avaliação do governo Lula sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência sobre o tarifaço do governo americano contra exportações brasileiras é que a fala do pré-candidato a presidente foi feita em um tom "puramente político-eleitoral" e frustrou empresários, que torciam para uma fala mais em defesa do Brasil na busca de evitar novas tarifas. Flávio Bolsonaro chega a audiência nos EUA sobre tarifaço A campanha de Lula planeja utilizar a fala do adversário como munição para reforçar o discurso de que o filho do ex-presidente Bolsonaro quer subordinar os interesses brasileiros aos dos Estados Unidos. 🔎A aplicação das taxas é decorrente de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), aberta com base na "Seção 301" da Lei de Comércio de 1974. O objetivo é apurar supostos atos e práticas do Brasil relacionados a comércio digital (PIX), tarifas, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento. Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas. Para assessores presidenciais, Flávio Bolsonaro não fez uma defesa dos empresários brasileiros e preferiu focar em ataques ao governo Lula, usando a audiência para seus interesses políticos. Além disso, os auxiliares do presidente destacaram que o senador, mais uma vez, usou o caso do Banco Master para tentar atingir o governo Lula, mas omitiu sua relação próximo com o banqueiro Daniel Vorcaro. "Neste ponto, com certeza ele não engana os assessores americanos, que sabem muito das notícias sobre a cobrança que o senador fez a Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai", disse um assessor palaciano. Flávio Bolsonaro critica Lula e o STF durante audiência sobre tarifas nos EUA O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, chamou a atuação do senador de "diplomacia clandestina da pior qualidade". Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, diz que Fláviu "foi oferecer a pátria de bandeja na reunião do Escritório de Comércio" “Em vez de defender o fim do tarifaço, pediu aos Estados Unidos que adiassem a imposição das tarifas para depois da eleição, porque sabe que o povo brasileiro não suporta gente entreguista. O povo tem orgulho de um Brasil soberano, que não se ajoelha diante de ninguém”. Já o vice-líder do governo, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou Flávio Bolsonaro. "Ele não foi defender o Brasil, mas apenas tentar apagar as próprias digitais. No passado, comemorou o tarifaço contra o país e agradeceu a Trump", afirmou o deputado. Ele acrescentou que, "agora, só pede o adiamento. Diz que é o pior momento. Depois da eleição, pelo visto, o Brasil que se vire". Para equipe do senador, fala cumpriu roteiro Do lado de Flávio Bolsonaro, sua equipe diz que ele cumpriu um roteiro para também ser usado na campanha. A ideia é mostrar que ele buscou defender o país, atacando o governo Lula que – no seu discurso – é o responsável pelas ameaças de tarifaço da parte de Donald Trump. O senador, por sinal, pretende ficar mais alguns dias nos Estados Unidos, para tentar mostrar que ele segue tentando evitar o tarifaço, que será decidido até o dia 15 de julho.
07/07/2026 18:35:36 +00:00
MEI: projeto que amplia teto terá impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões em três anos, estima governo

O governo calcula um impacto fiscal de R$ 8,1 bilhões ao longo de três anos caso seja aprovado o projeto de lei complementar enviado pelo Executivo que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e autoriza a contratação de até dois funcionários. O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae 🔎Encaminhada ao Congresso Nacional na última semana, a proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. Pelas estimativas oficiais, o custo da medida será de R$ 1,57 bilhão em 2027; R$ 3,15 bilhões em 2028; e R$ 3,38 bilhões em 2029. O teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a "atualização dos limites de receita bruta busca compatibilizar os parâmetros legais com a realidade econômica dos microempreendedores, permitindo que negócios em processo de crescimento permaneçam enquadrados em regime simplificado por período mais adequado ao seu estágio de desenvolvimento". Agora no g1 Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais. Leia também: Governo lança programa para renegociações de dívidas de microempreendedores com descontos de até 70% Especialistas veem MEI com custo elevado e recomendam reduzir benefício; governo quer ampliar limite e contratações O que é o MEI Criado no final de 2008, o microempreendedor individual está inserido no Simples Nacional e se baseia em um regime simples para formalizar quem trabalha por conta própria, como autônomos e pequenos negócios. Atualmente, há cerca de 16,6 milhões de MEIs ativos no país. 🔎O MEI contribui para a Previdência, mas está isento dos demais impostos e contribuições federais, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Também seguirá isento dos futuros impostos sobre o consumo da reforma tributária, como a CBS federal e o IBS dos estados e municípios. A contribuição gera direito a benefícios de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez ou incapacidade permanente, pensão por morte, auxílio-doença (incapacidade temporária) e salário-maternidade. Mesmo com contribuição reduzida, o programa tem registrado, desde seu início, elevada taxa de inadimplência. No início do programa, em 2008, a alíquota cobrada era de 11% para a previdência social, valor que caiu para 5% em 2011. Também houve, naquele momento, definição de que essa alíquota simbólica de 5% passasse a ser o piso previdenciário para o segurado facultativo de baixa renda.
07/07/2026 18:20:38 +00:00
Anfavea volta a criticar imposto menor para carros chineses e fala em 'competição desigual'

Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA A decisão de ampliar a isenção de imposto para carros elétricos semidesmontados até janeiro de 2027 cria um cenário de "competição desigual". Essa é a avaliação de Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo o executivo, as montadoras com infraestrutura instalada há mais tempo no Brasil ficam em desvantagem, especialmente diante das marcas chinesas, que importam grandes volumes de veículos desmontados com carga tributária menor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Se é para simplesmente importar, a empresa faz isso com custo chinês, com logística e custo de capital mais baratos. Aí não há jeito de competir”, explica Calvet. Uma das reclamações da Anfavea ao Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), responsável pela medida, é que não houve discussão sobre a prorrogação do incentivo. Segundo a entidade, a decisão foi tomada sem consulta à associação e às montadoras associadas. Carregador ultrarrápido da BYD vai até 97% em 9 minutos Em junho, o Gecex renovou a cota de importação sem impostos para veículos elétricos desmontados e semimontados. Com isso, os veículos montados no Brasil (CKD) e os semimontados no país (SKD) continuarão isentos do imposto de importação pelos próximos seis meses. A cota de importações isenta de imposto é de US$ 463 milhões para o período de seis meses iniciado em 1º de julho de 2026. A medida vale até janeiro de 2027. O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) defendeu a medida em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", da EBC. "O governo federal tomou a decisão não foi para causar danos à indústria nacional, mas foi para favorecer, sobretudo, o consumidor, o mercado. E não ignorando que temos de ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legítimos", disse. Como são montados os carros com partes importadas Arte/g1 Critério ruim Segundo Andrea Serra, diretora tributária e de comércio exterior da Anfavea, um dos critérios para acessar o benefício é o volume de importações realizado pela empresa. Segundo ela, esse cálculo não reflete a configuração atual do mercado. “Um dos nossos pedidos seria considerar somente os últimos seis meses para dividir essa cota com um retrato mais atual do mercado brasileiro”, explica a diretora. Pelas regras atuais, cerca de 80% da cota de isenção ficará concentrada na BYD. Já segundo Calvet, se toda a indústria automotiva brasileira migrasse para os regimes CKD e SKD, cerca de 70% dos empregos do setor seriam perdidos. Isso ocorreria porque esse modelo de montagem tem menos etapas e demanda menos mão de obra. Um estudo da Anfavea estima que, para cada 10 trabalhadores necessários à produção de um carro no Brasil, apenas três seriam suficientes para montá-lo nesses regimes. “Não adianta haver indicativo de que o Brasil precisa caminhar para uma produção sofisticada e completa de carros eletrificados e, ao mesmo tempo, haver incentivo para a importação de carros desmontados”, diz Calvet. Igor Calvet, presidente da Anfavea Divulgação | Anfavea O que dizem as montadoras chinesas As montadoras chinesas afirmam que a importação de veículos semimontados é essencial para viabilizar a instalação gradual de suas operações industriais no Brasil. “É impraticável qualquer indústria automobilística vir para o Brasil investir bilhões de reais e não começar pelo regime de montagem. Não existe, não existiu”, afirmou o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, em entrevista recente ao g1. Como esse tipo de montagem tem carga tributária menor do que a aplicada às demais montadoras instaladas no Brasil, houve atritos no setor. As associadas da Anfavea afirmam que esse modelo permite às fabricantes chinesas praticar preços mais baixos que os concorrentes. Em defesa própria, as marcas chinesas afirmam que os kits chegarão ao Brasil cada vez menos completos, à medida que etapas como soldagem, moldagem de peças e pintura forem incorporadas à produção local. Além da BYD, GWM, Geely e marcas do grupo Chery estão iniciando a produção em fábricas próprias no Brasil. Novas projeções A Anfavea revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o país ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos neste ano. Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%. Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%. Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações. A projeção para a produção de veículos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, o maior volume desde 2019. "O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuído para uma leve alta no nível de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou Calvet. Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) divulgação/Volkswagen Melhor primeiro semestre desde antes da pandemia Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veículos, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025. Esse é o melhor resultado para o período desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior. De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados. Em junho, os veículos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veículos leves. Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caíram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos. Veículos da Stellantis produzidos no Brasil para exportação Divulgação / Stellantis Exportações caem mais de 20% Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veículos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veículos, queda de 21,2%. Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veículos produzidos na China e no México. Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%. O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos. Entre janeiro e junho, entraram no país 280,6 mil veículos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades. A China respondeu por metade dos veículos importados no período. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.
07/07/2026 18:16:16 +00:00
Imposto de Renda 2026: quando consultar a restituição do lote especial 'cashback'? Quando o dinheiro cai na conta?

Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR Divulgação A Receita Federal abre nesta quarta-feira (8), às 9h, a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback". O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte. (veja como consultar) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir. Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte. Agora no g1 Como funciona o "cashback" A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda. Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo. 🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto. Quem tem direito Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos: não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025; não ter apresentado a declaração por iniciativa própria; ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024; ter direito à restituição de até R$ 1.000; possuir CPF regular e uma chave PIX cadastrada com o CPF. Como consultar a restituição especial? A partir desta quarta-feira, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado no lote especial de restituição por meio dos canais oficiais da Receita Federal. A consulta pode ser feita: Pelo site da Receita Federal: Acesse o serviço Consulta Cashback na página da Receita Federal; Faça login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, se solicitado; Verifique se o seu CPF foi contemplado no lote especial. Ou pelo celular: Abra o aplicativo Receita Federal, disponível para Android e iOS. Faça login com sua conta gov.br. Acesse a área de consulta da restituição e verifique se foi contemplado. Para acessar o serviço, é necessário fazer login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro. Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente pela Receita, que possui as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional. Será possível: conferir os dados utilizados pela Receita; incluir informações adicionais, se necessário; retificar ou ajustar a declaração antes da conclusão do processamento. Caso tenha direito à restituição, o crédito será feito exclusivamente em uma conta vinculada a uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas de outra titularidade nem emissão de ordem de pagamento. Por isso, a Receita orienta que os contribuintes providenciem uma chave Pix vinculada ao CPF para receber os valores. Cronograma Este lote especial segue um calendário próprio e não faz parte do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026: 8 de julho: consulta aos contemplados; 15 de julho: pagamento da restituição em parcela única; 31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF. Enquanto esse lote especial contempla contribuintes que não apresentaram a declaração, as restituições tradicionais continuam sendo pagas normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo legal. Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente. O órgão recomenda que as consultas e o acompanhamento do processo sejam feitos apenas pelos canais oficiais, para reduzir o risco de golpes e fraudes.
07/07/2026 17:55:44 +00:00
Meta diz que estados dos EUA pedem multa de US$ 1,4 trilhão por 'vício' em Facebook e Instagram

Nova regra exige alvará para menores em conteúdos monetizados nas redes sociais A Meta Platforms informou, em documento apresentado à Justiça na segunda-feira (6), que quatro estados norte-americanos cobram US$ 1,4 trilhão em multas sob a acusação de que a empresa projetou o Facebook e o Instagram para viciar usuários jovens e enganou o público sobre a segurança dessas plataformas. O valor foi informado pela Meta em resposta aos documentos protocolados pelos procuradores-gerais dos estados, que detalham como as penalidades deveriam ser calculadas caso eles vençam o julgamento. A cifra, revelada agora pela primeira vez, é próxima ao valor de mercado da empresa, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão. O caso será julgado em agosto, em Oakland, na Califórnia, em uma ação movida pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey. A Meta afirma que o valor não é sustentado pelas provas do processo. "Uma penalidade desse tamanho não tem precedentes na história da aplicação das leis de proteção ao consumidor", disse a empresa no documento apresentado à Justiça. Em nota, a companhia classificou os cálculos dos estados como "absurdos" e afirmou que eles "não têm fundamento nos fatos nem na legislação". A Meta acrescentou que continuará se defendendo das acusações apresentadas pelos estados. Um porta-voz da Procuradoria-Geral de Nova Jersey se recusou a comentar o caso. Representantes dos demais estados não responderam aos pedidos de posicionamento. Como os estados chegaram ao valor Os documentos apresentados pelos estados estão sob sigilo. Durante uma audiência realizada em junho, porém, os procuradores explicaram que calcularam as multas multiplicando o número de supostas infrações pelos valores das penalidades previstos nas leis estaduais. Segundo eles, o total de infrações foi estimado com base no número de adolescentes e jovens supostamente afetados pelas práticas da Meta. Ao todo, 29 estados processam a Meta na Justiça Federal. A maioria acusa a empresa de violar a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act – COPPA) ao coletar dados de crianças sem o consentimento adequado dos pais. O julgamento previsto para agosto, conduzido pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, analisará as acusações relacionadas à COPPA e as alegações dos quatro estados de que a Meta violou suas leis de proteção ao consumidor ao induzir o público ao erro sobre a segurança de suas plataformas. Logo do Instagram, da Meta, e do TikTok. Reuters Meta nega todas as acusações A empresa argumenta que os procuradores não apresentaram provas de que ela tenha enganado os consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas redes sociais. Segundo a companhia, "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Por isso, afirma que suas declarações de que as plataformas não seriam viciantes não podem ser consideradas falsas. Além desses processos, outros 14 estados moveram ações com base em suas próprias legislações. Esses casos serão analisados em um julgamento separado, previsto para fevereiro. No mês passado, a juíza Yvonne Gonzalez Rogers rejeitou o pedido da Meta para cancelar o julgamento. Segundo ela, ainda há questões de fato que precisam ser analisadas, como se as plataformas da empresa foram desenvolvidas para gerar dependência, se a Meta negou falsamente ter adotado esse tipo de design e se direcionou, ainda que parcialmente, seus serviços ao público infantil. Após a decisão, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a Meta colocou os lucros acima da segurança das crianças e violou as leis de proteção ao consumidor. Ele prometeu responsabilizar a empresa "integralmente" pelo papel que teria desempenhado na crise de saúde mental entre adolescentes. A Meta, o Snapchat e sua controladora, a Snap Inc., o YouTube e sua controladora, a Alphabet Inc., além do TikTok e sua controladora, a ByteDance, enfrentam milhares de processos nas Justiças federal e estaduais dos EUA. As ações alegam que essas empresas desenvolveram deliberadamente recursos capazes de tornar crianças e adolescentes dependentes de suas plataformas, contribuindo para a crise de saúde mental entre os jovens. Diversos estados norte-americanos processam essas empresas. Parte das ações tramita no processo conduzido pela juíza Rogers, enquanto outras seguem em tribunais estaduais. O Novo México foi o primeiro estado a levar o caso a julgamento. Em março, um júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões após concluir que a empresa enganou consumidores do estado. Agora, um juiz analisa a segunda etapa da ação, que busca indenizações adicionais e uma ordem judicial para obrigar a Meta a promover mudanças no Instagram, no Facebook e no WhatsApp.
07/07/2026 15:59:37 +00:00
Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea

Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima a projeção para o mercado automotivo brasileiro em 2026 e passou a prever que o país ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos neste ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Se a estimativa se confirmar, será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava alta de apenas 2,7%. Segundo a Anfavea, o desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano em queda de 6%. Apesar do aquecimento das vendas no mercado interno, a entidade afirma que a indústria nacional não consegue acompanhar o mesmo ritmo de crescimento por causa do aumento das importações e da redução das exportações. Agora no g1 A projeção para a produção de veículos também foi revisada para cima, passando de crescimento de 3,7% para 5,8% em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, o maior volume desde 2019. "O mercado nacional segue muito aquecido, e isso tem contribuído para uma leve alta no nível de empregos. Por outro lado, parte dessa recuperação vem sendo capturada pelas importações", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Segundo ele, o aumento das compras de veículos do exterior é favorecido por alíquotas de importação abaixo da média internacional e pela isenção do imposto para veículos eletrificados montados em sistema SKD (semidesmontados). Melhor primeiro semestre desde antes da pandemia Os números do primeiro semestre reforçam o bom momento do mercado automotivo brasileiro. Entre janeiro e junho, foram produzidos 1,372 milhão de veículos, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025. Esse é o melhor resultado para o período desde 2019. As vendas de automóveis cresceram 23,7% no semestre, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no ano anterior. De acordo com a Anfavea, cerca de 73 mil dessas vendas foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo aproximadamente 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados. Em junho, os veículos eletrificados alcançaram participação recorde no mercado brasileiro, representando 20,9% das vendas de veículos leves. Já o mercado de pesados continua mais fraco. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões caíram 10,5%, enquanto as de ônibus recuaram 11,6%, apesar de junho ter registrado o melhor desempenho do ano para ambos os segmentos. Exportações caem mais de 20% Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. Em junho, os embarques de veículos ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veículos, queda de 21,2%. Segundo a Anfavea, a principal razão é a redução da demanda da Argentina, tradicional destino das exportações brasileiras, além do avanço da concorrência de veículos produzidos na China e no México. Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%. O avanço das importações fez o setor automotivo brasileiro voltar a registrar déficit na balança comercial após vários anos. Entre janeiro e junho, entraram no país 280,6 mil veículos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades. A China respondeu por metade dos veículos importados no período. Em apenas um ano, o número de automóveis chineses vendidos no Brasil dobrou, passando de cerca de 70 mil para 140 mil unidades, segundo a Anfavea.
07/07/2026 15:22:43 +00:00
Em audiência nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que este momento é o 'pior possível' para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula

Flávio Bolsonaro chega a audiência nos EUA sobre tarifaço O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou em audiência pública nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) sobre o novo tarifaço. Ele estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos — e fez o pronunciamento em inglês. "O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão", disse. O senador também mencionou que este é o "pior momento possível" para a aplicação da medida e defendeu o adiamento. "Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar", prosseguiu. 🔎 Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. 🔎 A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento. A atuação dele é independente e não tem relação com o Itamaraty. Em outro momento, Flávio ponderou que a imposição de novas tarifas não seria o caminho adequado para pressionar o Brasil e citou haver "grandes chances" de uma mudança no governo brasileiro em janeiro. "Acho que vocês estão usando as tarifas (...) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos", justificou. RELEMBRE: Tarifaço dos EUA: primeiro dia de audiência tem críticas técnicas a novas sanções, mas decisão será política Resposta formal O governo brasileiro já tinha apresentado neste mês uma resposta formal à conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço. Na época, governo americano acusou o Brasil de práticas "irrazoáveis" que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Em documento enviado ao governo americano e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil argumentou que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. O Executivo também afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras. Segundo o Itamaraty, usar esses temas para justificar sanções comerciais ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana usada na investigação. Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas Divulgação Corrupção, críticas a Lula e PIX Durante a audiência pública nesta manhã, Flávio Bolsonaro também falou sobre a corrupção, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu o PIX — sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC). "A corrupção é um dos maiores desafios enfrentados pelo povo brasileiro. Não há discordância quanto a isso. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. Os quatro maiores escândalos de corrupção da história recente do Brasil — o esquema do Mensalão, o caso revelado pela Operação Lava Jato, a fraude envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na qual o próprio filho do presidente Lula está entre os investigados", frisou. O senador mencionou ainda os benefícios do PIX — que sempre atribui a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — a empresas americanas. "O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil foi criado durante a administração [Jair] Bolsonaro. O PIX não é o problema; é uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao integrar milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — à economia formal. Além disso, continua beneficiando diretamente empresas americanas" prosseguiu. Pouco antes do discurso, Flávio chegou a fazer uma publicação X dizendo que apresentaria uma defesa técnica diante da proposta de novas sanções dos EUA. "Ao lado de Eduardo Bolsonaro, e a postos para fazer uma defesa técnica e que proteja todas as empresas brasileiras de um possível tarifaço. Nossa luta é pelo Brasil e por todos os brasileiros!", escreveu. LEIA MAIS: Moraes manda Flávio Bolsonaro depor à PF em investigação por crime de calúnia contra Lula Participação em audiência Flávio chegou ao segundo dia de audiência sobre o tarifaço nos EUA por volta das 11h — horário marcado para início das falas —, mas só começou a falar por volta das 11h45, pois havia uma ordem listada. O senador enviou ao USTR um pedido de comparecimento e um resumo do depoimento que pretendia fazer. Nos documentos, Flávio pediu cinco minutos para falar, tempo padrão para participação no evento, e informou que se pronunciaria em inglês e presencialmente. O político se apresentou como integrante do Senado Federal do Brasil e pré-candidato à Presidência da República. Relatou ter se reunido pessoalmente com o presidente norte-americano Donald Trump para tratar dos temas da investigação. A atuação dele é independente e não tem relação com o Itamaraty. Já o governo federal não mandou representantes para falar pelo Executivo nas audiências, mas enviou observadores. O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias. Representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram seus argumentos no primeiro dia de exposições sobre o novo tarifaço. A ausência de representantes do governo Lula entre os oradores foi alvo de críticas de Flávio Bolsonaro, que divulgou um vídeo após participar da audiência em Washington. Na gravação enviada pela assessoria do senador, o pré-candidato do PL diz que foi aos EUA defender os interesses brasileiros, enquanto Lula defende "interesses de bandidos brasileiros". "É impressionante como é que tinha todo mundo lá: os defensores das empresas, dos produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém, nenhumzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa numa espécie de tribunal, que é quem vai sugerir ou não que as tarifas sejam aplicadas ao presidente dos Estados Unidos, ele é que vai tomar a decisão dele política no final", disse Flávio no vídeo. Flávio Bolsonaro defendeu designação do PCC e do CV como organizações terroristas no encontro com Trump Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro
07/07/2026 14:44:26 +00:00
Trump diz que transferência de produção da Toyota para os EUA é efeito das tarifas

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião na cúpula da Otan REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que a decisão da Toyota de investir US$ 3,6 bilhões na construção de uma nova fábrica no Texas e transferir parte da produção de caminhonetes do México para os Estados Unidos é um 'grande acontecimento'. Em publicação na Truth Social, Trump escreveu: "A Toyota está se mudando do México para os Estados Unidos (Texas!). Grande negócio. Tarifas em ação!". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Anunciado pela montadora japonesa na segunda-feira (6), o investimento prevê a construção de uma unidade de aproximadamente 232 mil metros quadrados no campus industrial da empresa em San Antonio. A fábrica deve entrar em operação até 2030 e criar cerca de 2 mil empregos. Quando a nova unidade estiver concluída, a Toyota transferirá para o Texas parte da produção da picape média Tacoma atualmente realizada em Baja California, no México. Agora no g1 A montadora continuará produzindo a Tacoma em sua fábrica de Guanajuato, também no México. Em San Antonio, onde a nova instalação será construída, a empresa já fabrica as picapes Tundra e os SUVs Sequoia. Além disso, uma nova fábrica de eixos traseiros, com aproximadamente 46,5 mil metros quadrados, deve ser inaugurada no local no outono do Hemisfério Norte. O anúncio ocorre em meio à pressão de Trump para que montadoras ampliem a produção nos Estados Unidos. Desde o início de seu mandato, o governo norte-americano elevou tarifas sobre automóveis, aço, alumínio e autopeças. A Toyota afirmou que permanece comprometida com suas operações no México, no Canadá e nos Estados Unidos e defendeu a prorrogação do acordo de livre comércio da América do Norte, considerado essencial pelas montadoras para a integração da cadeia produtiva na região. Em 2020, a empresa havia transferido a produção da Tacoma de San Antonio para Guanajuato, que passou a dividir a fabricação do modelo com a unidade de Baja California, responsável pela picape desde 2004. O governador do Texas, Greg Abbott, informou que o projeto poderá receber uma subvenção estadual de US$ 20 milhões, além de outros incentivos. Segundo a Casa Branca, o anúncio da Toyota é "um entre muitos" investimentos impulsionados pela agenda do governo Trump, baseada em tarifas, desregulamentação e cortes de impostos. No ano passado, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, apareceu usando uma camiseta "Trump-Vance 2024" e um boné vermelho com o slogan "Make America Great Again" ("Torne a América Grande Novamente"), gesto que recebeu elogios de Trump e críticas de ambientalistas. A montadora também atuou junto ao Congresso e à Casa Branca para reverter regras de emissões da Califórnia e outras exigências relacionadas aos veículos elétricos. Ao mesmo tempo, a empresa afirma ter arcado com bilhões de dólares em custos adicionais em razão das tarifas impostas pelo governo Trump.
07/07/2026 14:36:27 +00:00
Mesmo com tarifaço, déficit comercial dos EUA dispara 42% em maio com alta das importações

Brasil contesta tarifa de 12,5% e chama investigação dos EUA de 'arbitrária' O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou de forma significativa em maio, impulsionado pelo avanço das importações e pela queda das exportações, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (7). 🔎 O déficit comercial ocorre quando um país compra mais produtos e serviços do exterior do que vende para outros países. Em maio, os Estados Unidos importaram mais mercadorias e exportaram menos, ampliando a diferença entre compras e vendas externas. O resultado foi registrado em um período marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio, que alterou os fluxos do comércio internacional e aumentou a demanda por alguns produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial impulsionou as compras externas de equipamentos e insumos usados na construção de centros de dados no país. Importações sobem e exportações recuam O déficit comercial dos EUA saltou 42,2% em relação a abril, alcançando US$ 77,6 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões). As importações cresceram 3,3%, para US$ 395,3 bilhões (R$ 2,04 trilhões), enquanto as exportações caíram 3,2%, para US$ 317,7 bilhões (R$ 1,64 trilhão). Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão bens de consumo, petróleo bruto, insumos industriais, automóveis, peças e equipamentos de informática, segundo o Departamento de Comércio. Do lado das exportações, as vendas externas de petróleo bruto e derivados aumentaram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Em contrapartida, produtos como medicamentos registraram queda nas exportações. Déficit aumenta em meio ao tarifaço de Trump O aumento do déficit comercial ocorre em meio à política de tarifas adotada pelo governo de Donald Trump, que busca encarecer produtos importados, estimular a produção doméstica e reduzir a dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros. Apesar dessas medidas, os dados de maio indicam que o efeito esperado ainda não apareceu. Empresas americanas continuaram ampliando as compras no exterior, principalmente de itens considerados essenciais, como equipamentos de tecnologia, petróleo e componentes industriais. Especialistas apontam que parte das empresas pode ter antecipado importações para evitar possíveis aumentos de tarifas no futuro. Além disso, medidas de retaliação adotadas por outros países podem pressionar as exportações americanas. A tarifa global mínima atualmente em vigor é de 10% sobre a maioria dos produtos importados, embora alguns setores estejam sujeitos a taxas adicionais, como aço, alumínio, automóveis e autopeças. O governo americano também prevê novas tarifas para diversos países, incluindo o Brasil, em investigações comerciais abertas com base na Seção 301. As audiências desta semana com o representante comercial americano contarão com a participação de empresas e representantes de entidades, enquanto o governo brasileiro optou por não participar e mantém o foco nas negociações bilaterais com os Estados Unidos. A atual política tarifária passou por mudanças após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, as tarifas globais de dois dígitos impostas por Trump no ano anterior. Como medida temporária, a administração americana adotou uma alíquota geral de 10% para parceiros comerciais, mas essa regra tem validade limitada e deve expirar ainda neste mês. Em abril, o saldo negativo da balança comercial americana havia recuado na comparação com março, favorecido pelo aumento das exportações de petróleo e derivados, que atingiram o maior volume mensal registrado. *Com informações da agência France Presse Recuo do tarifaço gerou revolta nas bolsas Brendan Smialowski/AFP
07/07/2026 14:35:07 +00:00
Copa do Mundo de 2026 deve render faturamento recorde à Fifa; veja os valores

Após Bélgica vencer EUA, imprensa internacional reage frente à interferência de Trump na FIFA A Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história da FIFA. Impulsionada pela expansão do torneio de 32 para 48 seleções e pelo aumento para 104 partidas, a entidade estima arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição, aproximadamente US$ 2 bilhões a mais do que na edição de 2022, realizada no Catar. O Mundial é o principal motor do ciclo financeiro da Fifa entre 2023 e 2026. Para o período, a entidade revisou sua previsão de receita para um recorde de US$ 13 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões acima do orçamento inicial aprovado em 2023. Até o fim de 2024, 62% desse valor já estava garantido por contratos assinados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O crescimento é atribuído à expansão da Copa do Mundo de 2026, à realização da Copa do Mundo Feminina de 2023 e à criação da Copa do Mundo de Clubes de 2025. Ao longo do ciclo, a Fifa prevê investir US$ 12,9 bilhões, dos quais mais de 90% serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol. Do total estimado para 2026, US$ 3,925 bilhões devem vir da venda de direitos de transmissão, o equivalente a 44% da receita. Outros US$ 3,017 bilhões são esperados com hospitalidade e venda de ingressos — um recorde impulsionado pelo maior número de partidas e pelo uso de estádios de grande capacidade —, enquanto os direitos de marketing devem gerar US$ 1,786 bilhão. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. Divulgação/Casa Branca Para organizar o torneio, a Fifa prevê um orçamento de US$ 3,756 bilhões. O excedente financeiro também deve reforçar programas de desenvolvimento da modalidade. Além das receitas da própria Fifa, o Mundial tem movimentado diversos setores da economia. Empresas responsáveis pela operação de alimentos e bebidas nos estádios registram forte crescimento nas vendas. Em alguns locais, o gasto médio dos torcedores chegou a US$ 100 por pessoa durante as partidas, quase o dobro do observado em jogos da NFL, segundo a Bloomberg. As cidades-sede também começam a registrar impactos positivos. Dados do Bank of America, referentes ao período de 10 a 21 de junho, apontam alta de 6,3% nos gastos realizados com cartões de crédito e débito nas cidades que recebem partidas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre visitantes de outras cidades, o avanço foi de 16,7%. Outra novidade da competição foi a adoção de uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação em todas as partidas. A medida foi criada para reduzir os efeitos das altas temperaturas e da umidade enfrentadas por jogadores nos Estados Unidos, México e Canadá, mas também passou a ser aproveitada comercialmente, abrindo espaço para ações publicitárias de patrocinadores da Copa e de outros anunciantes. O aumento das receitas ocorre em meio a uma edição marcada por controvérsias. Entre os episódios mais comentados estão a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, as críticas aos altos preços dos ingressos e a concessão do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Premiação recorde Ricardo Ade, do Haiti , aplaude os torcedores após a partida IMAGENS via Reuters/Jordan Godfree A expansão do Mundial também elevou significativamente a premiação distribuída às seleções. O valor total dobrou e atingiu o recorde de US$ 871 milhões. Cada uma das 48 equipes participantes recebe, no mínimo, US$ 12,5 milhões. O montante inclui US$ 2,5 milhões destinados à preparação para o torneio e US$ 10 milhões garantidos mesmo para as seleções eliminadas ainda na fase de grupos. Com isso, nenhuma equipe deixa a Copa do Mundo sem uma receita milionária, independentemente do desempenho em campo.
07/07/2026 13:57:10 +00:00
Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil

Governo vê riscos de manipulação emocional e coleta de dados em brinquedos com IA vendidos no Brasil Reprodução Brinquedos com inteligência artificial vendidos no Brasil podem representar riscos para crianças, como manipulação emocional e coleta de dados pessoais, segundo uma nota técnica publicada neste mês pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O estudo, que contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), afirma que esses produtos podem estar em desacordo com regras previstas no ECA Digital e recomenda que as irregularidades sejam apuradas pelos órgãos responsáveis. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Sedigi pede que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscalizem, entre outros pontos, se fabricantes e lojas informam corretamente os riscos desses produtos e como é feito o tratamento dos dados pessoais coletados pelos brinquedos. Agora no g1 Para elaborar o estudo, a Sedigi analisou seis dispositivos vendidos no Brasil por meio de marketplaces como Amazon, Mercado Livre, Shopee, AliExpress, Magazine Luiza, eBay e Casas Bahia. Os aparelhos são: Loona (pet robótico); EMO (robô de companhia); Miko 3 (robô educativo); Aibi (pet robótico de bolso); Amazon Fire HD Kid Pro (tablet voltado a crianças de 6 a 12 anos); e Vector (robô autônomo). O g1 entrou em contato com as empresas citadas pelo Ministério da Justiça. Em nota, o AliExpress afirmou que "mantém um diálogo aberto e transparente com as autoridades reguladoras e trabalha em conformidade com as leis dos países onde atua". O Mercado Livre disse que segue as diretrizes do ECA Digital e adota medidas de proteção aos consumidores menores de idade. A Casas Bahia disse em nota que tem uma área responsável pela avaliação e pelo monitoramento dos parceiros que atuam em seu marketplace. "Como medida preventiva e em alinhamento às diretrizes da nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a companhia já adotou as providências cabíveis para impedir novas vendas dos produtos mencionados". A Amazon afirmou que trabalha seguindo as leis e regulamentações do Brasil. "Mantemos processos contínuos de verificação e adequação para garantir que nossos serviços e dispositivos Amazon comercializados no Brasil atendam às exigências legais vigentes no país". Manipulação emocional e coleta de dados Segundo a nota técnica, esses dispositivos costumam ter câmeras, microfones e outros sensores capazes de captar informações como biometria facial, voz e até características do ambiente doméstico. Ao mesmo tempo, usam IA para manter conversas, simular emoções e adaptar suas respostas ao comportamento da criança, coletando dados continuamente durante a interação. O documento afirma que esse tipo de vínculo pode favorecer a manipulação emocional e incentivar o uso excessivo dos brinquedos. "Os vínculos estabelecidos com a criança, além de facilitar a manipulação emocional, podem incentivar o uso excessivo do brinquedo e potencialmente expor informações sensíveis a terceiros, sobretudo se houver falhas de segurança", diz a nota. EMO é um robô infantil com IA que é vendido por R$ 3.084,23 no Brasil. Reprodução/Amazon A nota também cita como exemplo casos internacionais considerados preocupantes. Um deles é o da boneca My Friend Cayla, proibida na Alemanha após autoridades concluírem que ela podia gravar conversas acessadas por terceiros, levando o brinquedo a ser apelidado de "instrumento de espionagem". O documento também menciona casos de vazamento de áudios de crianças envolvendo o robô Miko 3. Um dos aparelhos analisados pelo MJSP é o brinquedo Loona, um pet robótico que simula um animal de estimação. O brinquedo utiliza processamento de linguagem natural para entender comandos de voz, é integrado ao ChatGPT, conta com sensores para mapear a casa e usa uma câmera para reconhecer os usuários. Em relação às plataformas de comércio eletrônico, o Ministério da Justiça afirma que elas também têm responsabilidade sobre a venda desses produtos. Segundo a pasta, os sites devem informar de forma clara que o brinquedo utiliza IA e garantir que as embalagens e páginas de venda tragam avisos sobre o acesso à internet, os riscos à privacidade e a necessidade de supervisão parental. "Os fatos relatados apontam para indícios de possíveis irregularidades, de caráter sistêmico, com potencial de afetar direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o que recomenda apuração formal", conclui a nota. O que diz o AliExpress "O AliExpress mantém um diálogo aberto e transparente com as autoridades reguladoras e trabalha em conformidade com as leis dos países onde atua, exigindo o mesmo de seus vendedores, conforme estabelecido nas regras do marketplace." O que diz o Mercado Livre "O Mercado Livre acompanha as diretrizes do ECA Digital e adota medidas ativas de proteção aos consumidores menores de idade em sua plataforma. A empresa já realizou adequações em cumprimento à legislação, incluindo o bloqueio de acesso e de compra de produtos proibidos para menores de idade, entre outras iniciativas implementadas ao longo do tempo. Todos os vendedores que operam localmente na plataforma devem estar cadastrados com CPF ou CNPJ, em conformidade com as exigências legais vigentes. O Mercado Livre monitora ativamente os anúncios publicados e mantém colaboração contínua com as autoridades públicas." O que diz a Casas Bahia "O Grupo reforça que possui uma área dedicada à regulamentação e compliance, responsável pela avaliação e pelo monitoramento contínuo dos parceiros que atuam em seu marketplace, assegurando o cumprimento dos requisitos legais e das políticas internas aplicáveis à comercialização de produtos na plataforma. Como medida preventiva e em alinhamento às diretrizes da nota técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a companhia já adotou as providências cabíveis para impedir novas vendas dos produtos mencionados." O que diz a Amazon "A Amazon opera em conformidade com as leis e regulamentações brasileiras, e possui Condições de Uso e venda restrita para maiores de 18 anos. Mantemos processos contínuos de verificação e adequação para garantir que nossos serviços e dispositivos Amazon comercializados no Brasil atendam às exigências legais vigentes no país. Em relação ao Fire HD Kids Pro, informamos que esse dispositivo não é comercializado por canais oficiais da Amazon no Brasil." WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo
07/07/2026 12:13:28 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,15 com tensões comerciais e petróleo no radar; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,39% nesta terça-feira (7), cotado a R$ 5,1522. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,25%, aos 172.021 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Sem grandes destaques na agenda econômica, investidores seguiram atentos às negociações entre Estados Unidos e Irã. Na véspera, dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Os ataques voltam a levantar dúvidas sobre a duração e efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã, e podem aumentar as preocupações sobre uma nova interrupção do tráfego no Estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo vendido no mundo. ▶️ A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também ficou no radar dos mercados. O encontro, que começou nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, ocorre em um momento de discussões entre os membros da aliança, enquanto a Ucrânia cobra mais apoio para conter o avanço militar da Rússia. ▶️ Além disso, os desdobramentos do tarifaço seguiram em foco. No início deste mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay se manifestaram contra as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas. ▶️ Investidores também seguem na expectativa pela ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado nesta quarta (8), deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh. ▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,31%; Acumulado do mês: -0,21%; Acumulado do ano: -6,13%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,18%; Acumulado do mês: +0,00%; Acumulado do ano: +6,76%. Novos ataques no Estreito de Ormuz O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6). “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado. O incidente levanta preocupações sobre novas retaliações dos Estados Unidos e uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio de petróleo do mundo. Já nesta terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano, Donald Trump, e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra. Perto das 16h10, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 4,32%, cotado a US$ 75,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 4,27%, a US$ 71,48 o barril. Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo seguem abaixo dos períodos mais críticos da guerra. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em queda nesta terça-feira (7), pressionados pelas perdas no setor de semicondutores em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade da inteligência artificial (IA). O Dow Jones caiu 0,25%, enquanto o S&P 500 teve perdas de 0,45% e o Nasdaq Composite recuava 1,16%. As preocupações com IA também contaminaram as bolsas europeias, que fecharam em queda nesta terça-feira. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,37%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 0,51%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e encerrou com uma alta de 0,13%. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, puxadas por empresas do setor imobiliário e conforme investidores aguardam pela ata da última reunião do Fed. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 1,03%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 1,26%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 4,91% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
07/07/2026 12:00:27 +00:00
Crescimento bilionário da fortuna de Trump reacende debate sobre conflito de interesses; compare as regras dos EUA e do Brasil

Conflito de interesses? Empresas de Trump têm receita bilionária em 2025 O crescimento da fortuna do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu segundo mandato reacendeu o debate sobre ética pública e conflitos de interesse envolvendo chefes de Estado. Apenas no ano passado, após retornar à Casa Branca, Trump acrescentou mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões) ao patrimônio. Segundo a declaração financeira divulgada pelo próprio presidente, a expansão da riqueza foi impulsionada por negócios da família, especialmente nas áreas de criptomoedas e licenciamento de marca. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A questão é que parte desse crescimento ocorreu enquanto o governo Trump promovia mudanças regulatórias favoráveis ao mercado de ativos digitais. Segundo reportagem do jornal "The New York Times", o presidente e sua família ampliaram os negócios no setor ao mesmo tempo em que o governo flexibilizou regras para a indústria, o que configuraria possíveis conflitos de interesse. Diferentemente de presidentes anteriores, Trump optou por não transferir seus ativos para um blind trust ("fundo cego", em inglês), opção tradicionalmente usada para reduzir a percepção de problemas entre interesses privados e decisões públicas. 🔎 O blind trust é um mecanismo em que uma pessoa transfere a administração de seus bens e investimentos para um gestor independente. Durante esse período, o proprietário não sabe como os ativos são administrados nem participa das decisões sobre eles. Críticos ouvidos pelo jornal, entre eles representantes do Project on Government Oversight e da Transparência Internacional nos EUA, classificaram a situação como um conflito de interesses sem precedentes. A Casa Branca rejeita as críticas. Em declaração ao jornal "Financial Times", a porta-voz Anna Kelly afirmou que Trump "implementou políticas que tornaram todos os americanos mais ricos e prósperos". Segundo ela, os negócios privados são administrados pelos filhos do presidente. Uso de influência Embora o aumento do patrimônio de um chefe de Estado, por si só, não configure uma irregularidade, ele pode levantar questionamentos quando houver indícios de que decisões públicas tenham beneficiado interesses privados. Para Michel Sancovski, sócio da área de Anticorrupção & Compliance do Tauil & Chequer Advogados associado ao Mayer Brown, "o aspecto central é se esse aumento decorreu do exercício do cargo ou de situações que possam comprometer a imparcialidade das decisões públicas". Segundo ele, a análise também deve levar em conta se decisões do governo favoreceram ou podem ter favorecido o enriquecimento do próprio governante. O debate sobre os negócios de Trump também chegou ao Congresso dos EUA. Entidades que acompanham o tema defendem a inclusão de uma emenda na Clarity Act, projeto que regulamenta o mercado de ativos digitais no país. A proposta proibiria ocupantes de cargos eletivos e seus familiares mais próximos de lucrar com determinados negócios ligados ao setor durante o exercício do mandato. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Representantes e aguarda análise do Senado. O que diz a lei americana Projeto de nova cédula de dólar no valor de US$ 250 com o rosto de Donald Trump Departamento de Gravura e Impressão via Washington Post Pela legislação americana, o presidente e o vice-presidente estão isentos da principal lei federal sobre conflitos de interesse no Poder Executivo (18 U.S.C. § 208). Na prática, isso significa que o presidente pode manter empresas, investimentos e outros bens durante o mandato. Em geral, a norma impede que autoridades tomem decisões oficiais que possam beneficiar seus próprios interesses financeiros. Por isso, é considerada um dos principais instrumentos de prevenção de conflitos de interesse e de combate à corrupção no governo federal. Em contrapartida, a legislação exige a divulgação anual, em relatórios públicos, de informações detalhadas sobre patrimônio, renda, dívidas e participações societárias. Além disso, a Constituição americana determina que o presidente não pode receber presentes, pagamentos ou benefícios de governos estrangeiros sem autorização do Congresso. Também proíbe que receba remuneração adicional dos governos federal ou estaduais além do salário do cargo. 🔎 Como a legislação não obriga o presidente a vender empresas nem a transferir seus bens para um fundo independente, muitos ocupantes da Casa Branca adotam essas medidas de forma voluntária para reduzir a percepção de conflitos de interesse. O Escritório de Ética Governamental (Office of Government Ethics – OGE) fiscaliza o cumprimento das regras de ética no governo federal, mas não tem poder para obrigar o presidente a vender empresas, investimentos ou outros ativos. O que diz a lei brasileira No Brasil, não há uma lei voltada exclusivamente ao presidente da República sobre situações desse tipo. No entanto, a Lei de Conflito de Interesses (Lei nº 12.813/2013) também se aplica ao chefe do Executivo federal por sua condição de agente público. A norma determina que o presidente deve evitar situações em que interesses privados possam interferir no exercício da função pública e proteger informações privilegiadas. 🔎 Pela legislação brasileira, conflito de interesses é qualquer situação em que um interesse privado possa influenciar de forma imprópria a atuação do agente público, mesmo que não haja prejuízo aos cofres públicos ou vantagem financeira. Segundo Sancovski, a lei brasileira adota uma lógica preventiva. "A lei busca impedir que interesses privados interfiram na atuação do agente público antes mesmo da demonstração de um benefício econômico efetivo ou de prejuízo ao poder público", afirma. Por isso, durante o mandato, o presidente não pode: Usar ou divulgar informações privilegiadas em benefício próprio ou de terceiros; Exercer atividades privadas incompatíveis com o cargo; Prestar serviços ou fazer negócios com pessoas ou empresas interessadas em decisões do governo; Tomar decisões que beneficiem empresas das quais ele, o cônjuge ou parentes até o terceiro grau participem; Receber presentes de pessoas ou empresas interessadas em decisões sob sua responsabilidade além dos limites previstos em regulamento. A proibição de utilizar informações privilegiadas permanece válida mesmo após o fim do mandato. Por outro lado, a legislação também não impede que o presidente seja sócio ou acionista de empresas. "O que a legislação veda é que ele atue na gestão ou na administração desses negócios enquanto estiver no cargo ou utilize a função pública para favorecê-los", explica Sancovski. Segundo ele, o presidente também não pode participar de decisões governamentais nas quais seus interesses privados possam influenciar sua atuação. Fiscalização e transparência A fiscalização do presidente e das demais autoridades do alto escalão do governo federal é feita pela Comissão de Ética Pública (CEP), vinculada à Presidência da República. Entre as obrigações estão a entrega anual de informações sobre patrimônio, participações em empresas e atividades econômicas, além da divulgação diária da agenda oficial de compromissos. A Comissão também pode ser consultada para avaliar se determinada situação configura conflito de interesses. 🛑 Se houver violação da lei, o agente público pode responder por improbidade administrativa. As punições incluem perda do cargo, suspensão dos direitos políticos, multa, ressarcimento ao poder público, quando houver dano, e proibição de contratar com o governo ou de receber benefícios fiscais por três anos. A legislação deixa claro que um conflito de interesses pode existir mesmo sem prejuízo aos cofres públicos ou ganho financeiro para o agente público. No Brasil, candidatos à Presidência da República devem declarar seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Depois de eleito, o presidente da República deve encaminhar anualmente à Comissão de Ética Pública informações atualizadas.
07/07/2026 08:02:29 +00:00
25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica

Pesquisadoras e pesquisadores coletaram amostras da água em 14 pontos do rio. SOS Mata Atlântica Vinte e cinco tipos de agrotóxicos foram encontrados ao menos uma vez em amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê durante uma expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com universidades e o Instituto Itaúsa. As análises identificaram herbicidas, fungicidas e inseticidas amplamente usados em culturas predominantes na bacia do Tietê, como cana-de-açúcar, soja e citros (laranja e limão). ➡️ Após a aplicação nas lavouras, apenas parte dos agrotóxicos atinge as pragas. O restante pode ser carregado pela chuva ou infiltrar-se no solo, chegando a rios, córregos e outras fontes de água. O estudo, conduzido pelo Laboratório de Ecotoxicologia do CENA/USP, identificou a presença de atrazina, herbicida usado no Brasil para controlar plantas daninhas, mas proibido na União Europeia desde 2004 por causa dos riscos ao meio ambiente e à saúde humana. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a atrazina como uma substância com potencial para causar câncer. Em alguns trechos do Tietê, a concentração de atrazina superou o limite estabelecido pela Resolução Conama nº 357/2005, que define os padrões de qualidade da água em rios brasileiros. Pesquisa aponta contaminação em todos os trechos do Rio Tietê Os herbicidas tebutiurom e clomazona, por sua vez, foram encontrados em todos os pontos de coleta ao longo do rio. As maiores concentrações dessas substâncias foram registradas no trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita, região marcada pela intensa atividade agrícola. Mesmo na região da nascente, em Salesópolis, considerada relativamente preservada, foram identificados herbicidas e inseticidas. Veja abaixo a lista dos agrotóxicos encontrados e a frequência com que foram detectados nas amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê. Tebutiurom: 100% Clomazona: 100% Diurom: 92,86% Ciproconazol: 85,71% Hexazinona: 85,71% Atrazina: 85,71% Terbutilazina: 85,71% Acetamiprido: 85,71% Azoxistrobina: 78,57% Ametrina: 78,57% Metalaxil-M: 71,43% Tebuconazol: 71,43% Metribuzim: 71,43% Prometrina: 64,29% Fipronil: 64,29% Imidacloprido: 57,14% Malationa: 50% Bentazona: 42,86% Tiametoxam: 42,86% Bromacil: 28,57% Propamocarbe: 21,43% Trifloxistrobina: 14,29% Fludioxonil: 14,29% Indaziflam: 7,14% Mesotriona: 7,14% Riscos ambientais e para a saúde Segundo o estudo, os fungicidas e inseticidas encontrados no rio podem prejudicar peixes e outros organismos aquáticos. Entre os impactos estão alterações no funcionamento do organismo desses animais, mudanças de comportamento e desequilíbrios na cadeia alimentar. O problema pode ser ainda maior quando diferentes agrotóxicos estão presentes ao mesmo tempo, já que a combinação dessas substâncias pode potencializar seus efeitos. "Embora processos naturais de diluição e autodepuração ocorram ao longo do rio, especialmente nos trechos Médio e Baixo Tietê, a água dessas regiões é utilizada para abastecimento público, o que suscita preocupações adicionais", diz o relatório. "Isso porque os sistemas convencionais de tratamento nem sempre são plenamente eficazes na remoção de diversos contaminantes orgânicos, incluindo diferentes classes de agrotóxicos", acrescenta. Expedição Tietê A expedição percorreu mais de 1.100 quilômetros do rio Tietê entre os dias 9 e 14 de junho de 2025, da nascente, em Salesópolis, até a foz no rio Paraná, em Itapura. Além dos agrotóxicos, as análises identificaram microplásticos em todos os pontos de coleta e 16 substâncias, entre medicamentos e drogas ilícitas, incluindo cocaína. Equipe utilizou barcos em diversos trechos da expedição para poder coletar a água no ponto médio entre as margens. SOS Mata Atlântica
07/07/2026 07:00:35 +00:00
Recuperação extrajudicial dispara no Brasil; entenda por que mais empresas seguem esse caminho

Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, com dívidas de R$ 65,1 bilhões, chamou a atenção do mercado em 2026. Mas a gigante do setor de açúcar e etanol está longe de ser um caso isolado. Após anos de juros elevados, entre os mais altos do mundo, um número crescente de empresas brasileiras tem buscado negociar com credores fora dos tribunais para evitar os custos e os impactos associados à recuperação judicial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os pedidos de recuperação extrajudicial saltaram de 16, em 2021, para 84 no ano passado. Os casos envolvem empresas de setores como indústria, mineração, varejo, agronegócio e logística, segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre). Em 2026, até o momento, outras 33 empresas seguiram o mesmo caminho. Esse aumento reflete o peso da taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano, sobre muitas empresas brasileiras, especialmente as que contraíram empréstimos elevados durante a pandemia, quando a Selic caiu ao mínimo histórico de 2% ao ano. Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters Mas esse movimento também é resultado de uma reforma aprovada em 2020, que fortaleceu o mecanismo no Brasil e promoveu "uma mudança cultural", segundo Juliana Biolchi, diretora do Obre. Segundo Luiz Fabiano Saragiotto, sócio da Journey Capital, a atualização tornou as reestruturações extrajudiciais mais flexíveis. A mudança permitiu que as empresas excluíssem algumas classes de credores e incentivou o início das negociações de dívida antes que fosse necessário recorrer à recuperação judicial. Segundo Saragiotto, as reestruturações judiciais são complexas e custosas porque "envolvem todos os credores, afetando a reputação da companhia e o acesso às linhas de crédito, além da manutenção do negócio em si". "No momento em que um pedido de recuperação judicial é deferido, a empresa ganha esse carimbo maldito", completa. Solução mais simples Entenda por que a Estrela pediu recuperação judicial A recuperação extrajudicial permite que empresas em dificuldades negociem diretamente com grupos específicos de credores. Depois de aprovado por maioria simples, o plano passa a valer para todos os credores das classes afetadas, impedindo que quem rejeitou o acordo consiga barrá-lo. Segundo Biolchi, a simplicidade do processo em relação à recuperação judicial fez com que ele passasse a ser "cada vez mais associado a crises financeiras menos agudas". O mecanismo ganhou mais visibilidade em 2024, quando a rede varejista Casas Bahia obteve aprovação judicial para uma recuperação extrajudicial de cerca de R$ 4,1 bilhões. Segundo a empresa, o plano não afetou fornecedores, parceiros comerciais, clientes nem funcionários. Depois da Casas Bahia, vieram outros casos de grande repercussão, como o da rede de móveis Tok&Stok, também em 2024. Entre os pedidos mais recentes está o do GPA, que, em março, solicitou aprovação para reorganizar uma dívida de cerca de R$ 4,5 bilhões. Empresas do agronegócio, setor que enfrenta um elevado endividamento, também passaram a recorrer ao mecanismo, indicando que seu uso tem se espalhado por diferentes áreas da economia. Impulsionado pelo caso da Raízen, o volume de dívidas das empresas que pediram recuperação extrajudicial em 2026 já supera R$ 109 bilhões. Em 2024, esse total foi de R$ 41,5 bilhões, refletindo o avanço do movimento e seus impactos no mercado. "Os investidores estão muito mais preocupados com o risco de crédito do que estavam no passado", disse Caio Viggiano, diretor da área de renda fixa do Itaú BBA. Segundo ele, os conflitos globais, os juros elevados e a onda de reestruturações corporativas explicam essa mudança. Especialistas acreditam que o número de recuperações extrajudiciais deve continuar crescendo nos próximos meses. A Oncoclínicas, maior empresa de tratamento oncológico da América Latina, está entre as companhias que avaliam recorrer ao mecanismo, segundo reportagens da imprensa e uma fonte com conhecimento das discussões. Procurada, a empresa se recusou a comentar. Quem paga mais no Brasil? Veja quais estados pagam os melhores salários médios
07/07/2026 07:00:31 +00:00
Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

Café é o principal produto de exportação de Varginha. Crédito: Divulgação. Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1. "Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras. Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem. Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens. O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno. Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%. Veja a seguir como ficam as produções dos principais itens: Café O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores. Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo. 🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto. Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos. "Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo. Com isso, a indústria acabaria repassando os preços para os consumidores. Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva. Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras. Calor deixa o café 'estressado', pode derrubar a produção brasileira e encarecer a bebida Milho Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África. O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina. 🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho. Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho). "O que o produtor faz é se arriscar menos", diz o diretor executivo. Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças. Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro. Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional. Saiba também: Peru declara estado de emergência em 40% do país por chuvas causadas pelo El Niño Carne Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves. Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca. 🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos. Frutas e hortaliças No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio. Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA. Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade. Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva. Por outro lado, algumas culturas podem ser beneficiadas. Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas. Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA. A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA. Cana-de-açúcar Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país. O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação. Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta. LEIA TAMBÉM Mel brasileiro será defendido em audiência contra tarifaço nos EUA Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
07/07/2026 06:00:46 +00:00
Menores que um pônei, mini-horses conquistam brasileiros e são criados como pets até em quintais de casa

Mini-horses são fonte de renda para criadores Uma raça de pônei desenvolvida no Brasil tem ganhado espaço no mercado e se transformado em fonte de renda para criadores em diferentes regiões do país. Menores do que os pôneis tradicionais, os chamados mini-horses (minicavalos, em português) são criados principalmente como animais de estimação e, em muitos casos, vivem até mesmo em quintais de casas. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Atualmente, existem cerca de 9 mil minicavalos registrados no Brasil, e a maior parte dos compradores busca esses animais para companhia. Foi o caso da veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo e realizou o sonho de ter um exemplar chamado Trovão. A veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo, com seu mini-horse chamado Trovão. Reprodução Globo Rural Ela conta que sempre via vídeos da raça nas redes sociais e decidiu adquirir o animal quando passou a morar em uma casa com jardim. Hoje, Trovão divide espaço com cinco gatos e quatro cachorros, incluindo um Dobermann. Durante o dia, ele fica solto pelo quintal. À noite, permanece em um pequeno piquete e utiliza uma casinha para se abrigar da chuva. Segundo a tutora, o gasto mensal com alimentação é de cerca de R$ 80. Além disso, é necessário recolher diariamente as fezes produzidas pelo animal. Apesar dos cuidados, ela afirma que o mini-horse é dócil, amigável e se tornou um verdadeiro companheiro. R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas HTrovão divide espaço com cinco gatos e quatro cachorros, incluindo um Dobermann. Reprodução Globo Rural Como surgiu o mini-horse A origem dos pôneis remonta a milhares de anos. Em regiões com poucos recursos naturais, cavalos menores tiveram mais facilidade para sobreviver e se reproduzir, dando origem às diversas raças de pôneis existentes atualmente. No Brasil, a raça mais difundida é o pônei brasileiro. Em 2002, criadores passaram a selecionar os menores exemplares para reprodução e introduziram animais da raça norte-americana Miniature Horse. O cruzamento deu origem ao mini-horse brasileiro. A principal diferença entre as duas raças está no tamanho e na conformação corporal. Enquanto o pônei pode medir até 1,15 metro de altura, o mini-horse tem limite de 89 centímetros para machos. Além disso, os criadores buscam animais mais proporcionais, com pescoço, cabeça e corpo mais leves, lembrando um cavalo em miniatura. Criação de minicavalos Na zona rural do mesmo município, em um sítio de apenas um hectare, vive Rogério Andrade, que encontrou na criação desses animais o principal sustento da família. O interesse por equinos começou ainda na infância, quando ganhou o primeiro pônei aos 12 anos. Já adulto, decidiu investir na criação do mini-horse, raça que ajudou a desenvolver no Brasil. Na propriedade de Rogério, a reprodução é feita por monta natural. O plantel reúne 25 éguas, três garanhões e cerca de 20 filhotes com até um ano de idade. Segundo o criador, o custo mensal de manutenção de cada animal gira em torno de R$ 300, incluindo alimentação, vacinas e mão de obra. A dieta é semelhante à de cavalos de grande porte, mas em quantidades menores. Enquanto um cavalo de aproximadamente 400 quilos consome até quatro quilos de ração por dia, um mini-horse adulto pesa cerca de 100 quilos e ingere aproximadamente um quilo diário, além de capim e suplementação mineral. Os animais são vendidos após o desmame, por volta dos seis meses de idade. O preço varia conforme o porte e a pelagem. Os machos custam, em média, R$ 6 mil, enquanto as fêmeas são comercializadas por cerca de R$ 8 mil. Antes da entrega, passam por banho, tosa higiênica e casqueamento. Por serem pequenos, podem ser transportados na carroceria de uma caminhonete. Com o aumento da procura, Rogério afirma que a atividade deixou de ser apenas um hobbie e se transformou em seu principal negócio. Na avaliação dele, a raça exige relativamente pouco espaço, tem custo de manutenção acessível e apresenta boa demanda, fatores que impulsionam o crescimento do mercado.
07/07/2026 06:00:16 +00:00
Sem regulamentação, mercados preditivos crescem no Brasil e viram desafio para o governo

Sem regulação, mercados de predições viram desafio no Brasil Reprodução/ Kalshi e Polymarket Fora das atenções que focam em publicidades de bets e regulamentações, os chamados "mercados de predição", que cresceram globalmente nos últimos anos, se tornaram um desafio para as autoridades brasileiras. Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas que faziam previsões sobre os mais diferentes temas, como as americanas Kalshi e Polymarket, para evitar a consolidação de um modelo de apostas sem controle e que não segue a legislação do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O mercado preditivo funciona como uma espécie de "bolsa de apostas" sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como "Vai acontecer ou não?", relacionados aos mais diversos eventos, como guerras, mudanças climáticas ou eleições. Se o evento acontecer, como a vitória deu um político nas urnas ou de um vencedor em um reality show, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde. Agora no g1 A diferença em relação às apostas tradicionais é que, nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios. Já nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si. Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo. Apesar de proibidos, usuários brasileiros encontram lacunas para acessar a esses conteúdos. Além do uso de VPNs para driblar os bloqueios, a forma de pagamento nestes sites é outra dificuldade. Enquanto no caso de casas de apostas ilegais o governo vem intensificando verificações sobre transações com o Pix, os mercados de predição operam, sobretudo, usando criptomoedas. A DW encontrou quatro plataformas operando neste sistema de forma irregular no país. Além disso, ao longo das últimas semanas, outras chegaram a oferecer anúncios no Instagram. A reportagem encontrou ainda publicidade de casas de apostas clandestinas convencionais na plataforma. Questionada, a Meta apontou que "anunciantes que desejam promover jogos de azar ou jogos online precisam solicitar permissão por escrito e fornecer provas de que as suas atividades estão licenciadas por um regulador ou estabelecidas como legítimas nos territórios nos quais desejam veicular esses conteúdos". A empresa destacou que órgãos governamentais podem pedir a restrição de conteúdos que violam as leis. Popularidade em alta na Copa Cristiano Ronaldo Reuters/Sam Navarro Os mercados de predições ganharam enorme tração nas eleições americanas em 2024 após uma disputa jurídica permitir ao Kalshi ofertar palpites nos vencedores daquele pleito. Desde então, eles vêm acumulando restrições, polêmicas e bilhões de dólares movimentados. Neste ano, altos volumes apostados associados às ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela reforçaram os temores de que agentes com informações privilegiadas lucraram com os eventos nestas plataformas. Além disso, uma aposta sobre o uso de armas nucleares em 2026 saiu do ar após polêmica. Na Copa, as plataformas oferecem apostas convencionais, como palpites no artilheiro do campeonato e o vencedor do torneio, assim como as bets tradicionais. No entanto, há mercados mais personalizados, como um que permitia apostar se Neymar entraria ou não em campo. Em possibilidades ainda mais alternativas, apostava se também nas chances de Cristiano Ronaldo chorar em público durante a competição. No começo do torneio, a casa de análises Bernstein previu uma movimentação de 10 bilhões de dólares em apostas nestes mercados ligadas à Copa. Bets x predições Propaganda que promete dinheiro fácil com bets cresce no Brasil Reprodução/TV Verdes Mares As diferenças no funcionamento das predições para as casas de apostas geram discussões regulatórias. Entusiastas do primeiro modelo frequentemente alegam que as características são mais próximas do mercado financeiro do que de uma bet. Uma das principais defesas é a de que a aposta ocorre contra outros usuários, e não contra a casa, como na outra modalidade. Mercados preditivos funcionam com base na compra e venda de contratos futuros. Por exemplo, na Copa, a aposta no campeão será liquidada logo depois da final. O valor de um palpite varia de acordo com a oferta e a demanda. Quanto mais pessoas palpitarem sobre um aspecto, este contrato se valoriza. Neste modelo, o lucro da plataforma vem através de uma comissão a cada negociação. Ou seja, o resultado final é indiferente para as receitas da operação. Maiores ganhos para a plataforma vêm através de um maior volume negociado. No caso do campeão da Copa, no começo de julho, apenas o Kalshi já tinha movimentado cerca de 850 milhões de dólares. No caso das casas de apostas tradicionais, cada uma oferece um retorno de acordo com as probabilidades avaliadas de que um evento ocorra, as chamadas "odds". Neste modelo, é calculado, normalmente usando algoritmos, quanto se pode pagar a cada usuário vencedor por um resultado de forma que a casa ainda obtenha lucro, normalmente de 5%. Gráfico mostra interesse repentino em María Corina Machado para o Nobel da Paz Polymarket/Reprodução Apesar das diferenças, estudos apontam que, assim como nas bets, a maioria dos usuários tende a ter perdas nos mercados de predição. Um estudo recente sobre o Polymarket mostrou que os ganhos são altamente concentrados, com 1% dos usuários detendo 76,5% dos lucros. À DW, Charles Martineau, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Toronto resumiu a lógica deste mercado para a grande maioria. " É muito difícil de ganhar dinheiro apostando em esportes. É possível lucrar com algumas sequências de apostas, mas para a pessoa comum, apostar muitas vezes resultará em prejuízo." "Em plataformas como Kalshi e Polymarket, onde as apostas esportivas têm um alto volume de negociações, constatamos que os preços são tão eficientes que é praticamente impossível lucrar", aponta Martineau. Além disso, ele acrescenta: "uma coisa é certa: a introdução dos mercados de previsão levará algumas pessoas a desenvolver uma crescente dependência de jogos de azar". Necessidade de regulamentação Na visão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), a oferta destas plataformas de apostas em eventos esportivos no país demandaria licenças específicas, assim como ocorre com as casas que vem operando de forma regular desde o último ano. Na ausência de uma regulamentação, o acesso a estes sites deve ser barrado no território nacional. "Estava havendo ofertas inclusive de mercados ilegais, como eleições. O governo agiu rápido em excelente momento, antes que o tema escalasse", avalia Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ao comentar a decisão do governo de bloquear os sites. Para Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw e consultor do Conselho Federal da OAB, o cenário atual foi uma "resposta rápida", especialmente visando limitar as apostas em eleições, que são proibidas no caso das bets. Por sua vez, passado o período eleitoral e com a atual popularidade, a regulamentação destes mercados deve voltar à tona, projeta. Bessa aponta que o uso de informações privilegiadas tende a ser uma dificuldade regulatória a mais, algo que é mais controlado no caso das bets. A legislação atual do setor aponta que potenciais envolvidos em partidas, como árbitros, jogadores e comissão técnica, não podem apostar. No caso das predições, a atuação de agentes ligados aos eventos é menos controlada. "Quem tem informações, sai na frente", resume. Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa Por que ‘Brasil’ virou ‘sutiã’ no ranking da Fifa traduzido para o português?
07/07/2026 06:00:14 +00:00
Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil

Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026 REUTERS/Ken Cedeno Grandes empresas americanas enviaram cartas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que produtos importados do Brasil fiquem de fora da imposição de tarifas adicionais sob a investigação da Seção 301. As manifestações de gigantes como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, enviadas no dia 1 de julho, alertam para os impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas. 🔎 Nesta segunda-feira (6), iniciaram as audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros. 🔎O USTR é o órgão responsável por formular a política comercial dos EUA. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas, como a imposição de tarifas. Além da tarifa de 12,5%, o órgão propõe outra taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. A mobilização empresarial ocorre paralelamente a um momento de forte tensão diplomática. Documentos enviados pelo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira mostram que o Itamaraty vê "risco" de o governo de Donald Trump usar "força militar" contra o território brasileiro após os EUA terem classificado unilateralmente as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Na semana passada, o Departamento do Tesouro americano já congelou bens de dois brasileiros e de quatro empresas por supostas ligações com o PCC. Apesar do cenário político conflagrado, as corporações americanas argumentam que punir comercialmente os insumos do Brasil trará prejuízos internos imediatos para a economia dos EUA. Agora no g1 Veja abaixo o que pede cada empresa: Tesla A montadora de veículos elétricos e sistemas de energia pediu que o USTR isente os insumos industriais vindos do Brasil. A empresa do bilionário Elon Musk afirma que está investindo bilhões de dólares para nacionalizar e diversificar sua cadeia de suprimentos nas Américas. Contudo, a transição leva tempo e certos insumos fundamentais para setores avançados (como veículos elétricos, robótica e baterias) ainda não podem ser produzidos nos EUA com a escala e qualidade necessárias. A Tesla defende que aplicar taxas de forma mais rápida do que a capacidade de o mercado interno se adaptar vai prejudicar os trabalhadores e consumidores americanos. LEIA TAMBÉM: Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC Nestlé A multinacional do setor de alimentos solicitou a expansão da lista dos isentos e inclusão de dois produtos específicos importados do Brasil: o café instantâneo não aromatizado (café solúvel) e o colágeno bovino. A Nestlé pontua que o café em grão não pode ser cultivado em escala comercial nos EUA continental, e que o Brasil é o principal exportador global de colágeno bovino, cuja cadeia americana não supre a demanda de produtos de saúde e bem-estar. A companhia ressalta que 96,7% de suas cadeias de suprimentos de commodities primárias já foram avaliadas como livres de desmatamento até o final de 2025, rebatendo preocupações ambientais. Coca-Cola A fabricante de bebidas solicitou que o governo dos EUA mantenha a isenção já proposta para o suco de laranja de origem brasileira e adicione o limão (e derivados) à lista de produtos livres de tarifas ou conceda um período de transição. A companhia reportou que a produção de laranja na Flórida despencou drasticamente de 242 milhões de caixas na safra 2003/04 para uma estimativa de apenas 12 milhões em 2025/26 devido a doenças climáticas e pragas. O Brasil tornou-se um fornecedor suplementar vital para garantir o café da manhã das famílias americanas, diz o documento. Mudar de fornecedores de cítricos exige tempo para testes de segurança alimentar, e novas tarifas iriam apenas encarecer os custos de produção internamente, segundo a companhia. eBay A plataforma global de comércio eletrônico recomendou que o USTR modifique a proposta de ação para criar uma isenção categórica para produtos de segunda mão, usados e seminovos. O eBay explica que as tarifas foram desenhadas como um sinal de preço direcionado à produção industrial e agrícola do Brasil. Um produto usado, no entanto, já teria cumprido seu ciclo de vida. O fabricante original já foi pago e a taxa penalizaria apenas o revendedor e o consumidor de baixa renda que busca economizar, argumentou a plataforma. Além disso, a empresa aponta ser inviável exigir declarações precisas de país de origem para itens usados (cerca de 30% das roupas chegam para revenda sem etiquetas), o que geraria um custo burocrático e operacional desproporcional para a alfândega e pequenos negócios. LEIA TAMBÉM Brasil vai aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump; veja os argumentos da indústria e do agro
07/07/2026 03:39:56 +00:00
Perfil de Balogun é invadido por torcedores rivais com críticas por anulação de cartão após pedido de Trump: 'Corrupção'

Comentários após Fifa anular expulsão de Balogun AP Photo/Lindsey Wasson; Reprodução Uma postagem do atacante americano Balogun no Instagram recebeu uma enxurrada de críticas após a Fifa anular o cartão vermelho que o tiraria da partida desta segunda-feira (6), entre Estados Unidos e Bélgica. Os comentários incluem expressões como "escândalo" e "manipulação", bem como emojis de cartão vermelho, em resposta ao que tem sido considerado um favorecimento da Fifa aos Estados Unidos, um dos países que sediam a Copa do Mundo de 2026. "Corrupção, faça a coisa certa", comentou uma pessoa. "Proibir os EUA por interferência política: não há outra escolha", escreveu outro usuário. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou nesta segunda que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado a Balogun na partida da última quarta-feira (1º), contra a Bósnia e Herzegovina. Agora no g1 "Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA". Trump chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus, que deu o cartão vermelho a Balogun, de "um pouco suspeito" e criticou a decisão de campo. "Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado", afirmou. Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. Phil Noble / Reuters O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter recebido um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada pelo Comitê Disciplinar da federação. "Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (...) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam", afirmou em comunicado. O Código Disciplinar da Fifa prevê que uma medida disciplinar, como um cartão vermelho, pode ser suspensa total ou parcialmente. Mesmo com a explicação de Infantino, alguns usuários criticaram Balogun diretamente. "Um cartão vermelho é um cartão vermelho", disse uma pessoa. "Se você fosse um atleta ético, não jogaria hoje", escreveu outra. Comentários após Fifa anular expulsão de Balogun Reprodução
07/07/2026 00:24:17 +00:00
Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC

Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para contestar a proposta de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Essa é a segunda sobretaxa proposta pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo a investigação, o Brasil e mais de 60 países falharam em impedir de forma adequada a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular a política comercial dos EUA. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas, como a imposição de tarifas. Além da tarifa de 12,5%, o órgão propõe outra taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Na carta, o Itamaraty rejeita essa avaliação e afirma que as conclusões da investigação são "errôneas", "arbitrárias" e não encontram respaldo nas evidências apresentadas pelo Brasil ao longo do processo. Agora no g1 O ministério afirma que o relatório deixou de considerar informações sobre as leis e as ações de fiscalização adotadas pelo Brasil para combater o trabalho análogo à escravidão. (veja mais abaixo) A manifestação também reforça a posição histórica do Brasil de que medidas unilaterais adotadas com base na Seção 301 — dispositivo da legislação comercial americana — são incompatíveis com o sistema multilateral de comércio. "As questões levantadas nesta investigação — abrangendo regimes jurídicos internos e práticas de fiscalização — seriam mais bem tratadas por meio da cooperação e do engajamento internacional, em vez de medidas comerciais punitivas", diz o documento assinado por Vieira. A seguir, o g1 explica os principais argumentos apresentados pelo Itamaraty ao USTR e mostra como o governo brasileiro contesta a proposta de tarifa. Tarifa contraria regras da OMC Brasil rebate acusação de trabalho análogo à escravidão Fiscalização é usada como argumento USTR ignorou evidências, diz governo O que o Brasil pede aos EUA Tarifa contraria regras da OMC Na carta enviada ao governo americano, o Itamaraty afirma que a proposta de aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros desrespeita as regras do comércio internacional. Segundo o governo, divergências desse tipo devem ser resolvidas pelos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), e não pela imposição unilateral de tarifas. "Quando surgem disputas comerciais no âmbito de acordos internacionais, a Seção 303 da Lei de Comércio dos EUA (Trade Act) prevê a utilização de mecanismos formais de solução de controvérsias (como os procedimentos da Organização Mundial do Comércio) antes do recurso a medidas unilaterais." O documento também destaca que, desde 2007, os EUA acumulam um superávit comercial superior a US$ 400 bilhões nas trocas com o Brasil. Para o Itamaraty, esse resultado enfraquece a justificativa para a aplicação da tarifa proposta. LEIA TAMBÉM: Brasil vai aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump; veja os argumentos da indústria e do agro EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa sobre produtos nacionais Voltar ao início. Brasil rebate acusação de trabalho análogo à escravidão O documento enviado pelo governo brasileiro ao USTR sustenta que o país já atua de forma ativa no combate ao trabalho análogo à escravidão, principal motivo apontado pelos EUA para justificar a proposta de aplicar uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros. No texto, Mauro Vieira afirma que o país mantém um conjunto abrangente de mecanismos legais e institucionais para prevenir, identificar e punir casos. Entre eles estão: responsabilização criminal; fiscalização trabalhista; mecanismos de transparência; cooperação entre diferentes órgãos públicos; e medidas para impedir que produtos ligados ao trabalho escravo entrem nas cadeias produtivas. O chamado "Aviso de Conclusões" (Notice of Findings), divulgado pelo USTR no domingo (5), conclui que o Brasil falhou em proibir e fiscalizar de forma efetiva a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Segundo o órgão americano, essa suposta falha seria "irrazoável" e prejudicaria o comércio dos EUA. Mauro Vieira contesta essa avaliação. "O Brasil sustenta, respeitosamente, que tais conclusões não encontram respaldo nos autos e são factualmente incorretas", escreve o ministro. Segundo o ministro, a análise do USTR desconsidera evidências sobre o sistema jurídico brasileiro e os esforços de fiscalização do país. Além disso, não demonstra qualquer relação entre as políticas adotadas pelo Brasil e eventuais prejuízos aos interesses comerciais dos EUA. Voltar ao ínício. Fiscalização é usada como argumento O documento também argumenta que a identificação de casos de trabalho análogo à escravidão não demonstra falta de fiscalização. Pelo contrário, segundo o governo brasileiro, mostra que os mecanismos de inspeção estão funcionando. De acordo com Vieira, a identificação frequente de violações trabalhistas demonstra o compromisso das autoridades em localizar abusos e responsabilizar os envolvidos. Assim, os números não devem ser interpretados como sinal de permissividade, mas como resultado de uma fiscalização ativa e eficiente. Como exemplo, o governo cita a chamada "Lista Suja", cadastro de empregadores responsabilizados por esse tipo de crime. 🔎 O governo federal resgatou 2.772 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, segundo dados divulgados em janeiro pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número representa aumento de 26,8% em relação a 2024. Voltar ao início. USTR ignorou evidências, diz governo Segundo o ministro, o órgão americano concluiu que o Brasil não proíbe nem combate adequadamente produtos ligados ao trabalho forçado sem considerar a documentação apresentada. "As determinações do USTR [...] não identificam qualquer remessa, transação ou elo concreto da cadeia de suprimentos que demonstre que o Brasil permitiu a entrada, em seu mercado, de mercadorias produzidas com trabalho forçado de maneira a onerar ou restringir o comércio dos EUA. Em vez disso, as conclusões baseiam-se em afirmações genéricas e referências a preocupações relacionadas a terceiros países, as quais não estão vinculadas às importações, ao regime jurídico ou ao histórico de fiscalização do Brasil", afirma Vieira. O governo brasileiro também argumenta que o USTR utilizou exemplos de outros países para justificar sua decisão, sem demonstrar relação com a realidade brasileira. "O USTR optou por invocar uma afirmação conclusiva", afirma o documento. Para reforçar esse argumento, Mauro Vieira recorre à própria legislação americana. Segundo ele, a Seção 301 não permite que o USTR ignore evidências que contradigam suas conclusões — mas foi exatamente isso que aconteceu neste caso. "A Section 301 não permite que o USTR ignore evidências incontestadas (...) Infelizmente, foi precisamente isso que o USTR propôs", escreve Vieira. Voltar ao início. O que o Brasil pede Na manifestação enviada ao USTR, o governo brasileiro pede que o órgão revise suas conclusões, retire as acusações feitas contra o Brasil e desista da proposta de impor tarifas adicionais sobre produtos do país. Voltar ao início
06/07/2026 21:01:12 +00:00
Brasil praticamente esgota cota de carne bovina à China e reduz abates, diz StoneX

Brasil se aproxima do limite da cota chinesa, e frigoríficos diminuem compra de bois O Brasil já preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina à China até junho, o que levou frigoríficos a reduzirem os abates devido à diminuição dos volumes a serem exportados, sobretudo no terceiro trimestre, afirmou a StoneX, em análise divulgada nesta segunda-feira (6). A China, maior importador da carne bovina brasileira, implementou uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55% para o produto do Brasil este ano, para proteger sua produção interna. Segundo a Stonex, o Brasil já exportou 98,5% desse volume, considerando os embarques que começaram a ser feitos no fim do ano passado, em novembro, até 30 de junho deste ano. Levando em conta os dados de internalização da China -- ou seja, a carne que efetivamente já desembarcou no país --, o Brasil havia preenchido 72% da cota até 30 de junho. Com isso, o saldo brasileiro deve ser preenchido até agosto, contando os cerca de 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada à China. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Há uma expectativa de maior oferta (de carne bovina) no mercado interno, também possibilidades de remanejamento de oferta, mas a primeira reação da indústria foi diminuir os abates", disse Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. Ela acrescentou ainda que o atingimento da cota da China foi o motivo pelo qual frigoríficos começaram as férias coletivas em massa no Mato Grosso nos últimos dias. As exportações brasileiras de carne bovina atingiram níveis recordes no primeiro semestre de 2026, totalizando 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$9,85 bilhões em receita, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), citando dados oficiais do governo. Boa parte da aceleração dos embarques ocorreu em função das cotas chinesas definidas para 2026, disse a StoneX, acrescentando que as exportações à China devem retornar no quarto trimestre, dado o início da cota de 2027. Além do Brasil, a Austrália também já esgotou sua cota de exportação à China, de modo que "os principais fornecedores deixam de abastecer o mercado chinês a partir de meados do 3º trimestre", apontou o relatório. "Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda têm espaço relevante em suas cotas, mas restam dúvidas quanto à capacidade de preenchê-las, dada a disponibilidade mais limitada desses players para exportação". Leia também: El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas União Europeia veta importações de carne e produtos de origem animal do Brasil
06/07/2026 19:08:06 +00:00
Após Trump pedir à Fifa liberação de Balogun, casas de apostas apontam favoritismo dos EUA contra a Bélgica

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Fifa, Gianni Infantino, formaram um relacionamento próximo EPA As apostas na vitória dos Estados Unidos sobre a Bélgica aumentaram depois que a Fifa anulou o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun e confirmou que o jogador poderá atuar na partida desta segunda-feira (6). Após o anúncio, as principais plataformas de apostas passaram a apontar a seleção americana como favorita no confronto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na Polymarket, os EUA aparecem com 40% de probabilidade de vencer, contra 34% da Bélgica, enquanto o empate soma 28%. Na Kalshi, a vantagem dos norte-americanos é ainda maior: 53%, ante 47% dos belgas. 📊 A Polymarket e a Kalshi são plataformas de mercados de previsão (prediction markets), nas quais os usuários negociam contratos com base na probabilidade de um determinado evento ocorrer. No Brasil, porém, esse tipo de serviço foi proibido pelo governo federal, que determinou o bloqueio dessas plataformas por entender que sua operação não se enquadra na regulamentação brasileira para apostas e mercados financeiros. A mudança ocorreu no domingo, logo após a Fifa confirmar que Balogun estaria liberado para disputar a partida. Até então, a Bélgica liderava as projeções nas duas plataformas. Com a reversão da punição, os EUA passaram à frente nas estimativas de vitória. Agora no g1 Decisão ocorreu após Trump pedir revisão Mais cedo, Trump afirmou que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina. O atacante havia sido expulso após a arbitragem considerar violenta uma jogada em que ele aparece pisando no tornozelo de um adversário. Com a punição, Balogun ficaria fora do confronto contra a Bélgica. No domingo, a Fifa anunciou que o jogador estava liberado para atuar na partida. Segundo a entidade, a suspensão foi anulada após um processo independente de revisão disciplinar, previsto em seu regulamento. A decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, intitulado "Suspensão da implementação de medidas disciplinares". Veja o que ele diz: O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar. Ao suspender a aplicação da sanção, o órgão judiciário submete a pessoa sancionada a um período de prova de um a quatro anos. Se a pessoa beneficiada por uma sanção suspensa cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período de prova, a suspensão será revogada pelo órgão judiciário e a sanção executada, sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração. Medidas disciplinares relacionadas à manipulação de resultados não podem ser suspensas. Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. Phil Noble / Reuters Nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que falou com Trump sobre o cartão vermelho. "Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump", afirmou em comunicado. No entanto, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos: "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada". O presidente da Fifa afirmou ter dito a Trump que "o caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes" Bélgica tentou reverter decisão A decisão de liberar Folarin Balogun provocou reação da Federação Belga de Futebol. Antes da partida pelas oitavas de final, a federação recorreu à Fifa e pediu esclarecimentos sobre a liberação do atacante. A entidade alega que um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida seguinte, conforme as regras disciplinares da competição. Os dirigentes belgas também afirmaram que a autorização para Balogun entrar em campo contrariava o regulamento da Copa do Mundo de 2026 e disseram não ter recebido a decisão da Fifa nem a justificativa para a mudança. A Fifa, porém, rejeitou o recurso por entender que a Bélgica não fazia parte do processo que analisou o caso e, por isso, não poderia contestar a decisão. Com isso, Balogun foi mantido entre os jogadores disponíveis para enfrentar a seleção belga.
06/07/2026 19:01:15 +00:00
Hotmart anuncia demissão de cerca de 10% dos funcionários em reestruturação

Hotmart Divulgação A Hotmart informou nesta segunda-feira (6) que está promovendo uma reestruturação organizacional que resultará na demissão de aproximadamente 10% dos funcionários do grupo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de uma decisão estratégica para acelerar sua expansão e concentrar recursos nas áreas consideradas prioritárias para o futuro da companhia e da chamada Creator Economy. "Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy", informou a empresa. A Hotmart não divulgou o número exato de trabalhadores atingidos pela medida nem detalhou quais áreas foram afetadas pelos desligamentos. A Hotmart é uma empresa de tecnologia voltada à Creator Economy, que oferece uma plataforma para criadores venderem e expandirem negócios digitais. A companhia reúne mais de 250 mil empreendedores ativos e cerca de 1,6 mil funcionários, com atuação em seis países e sede em Amsterdã, na Holanda. Agora no g1 Segundo a companhia, os profissionais demitidos receberão um pacote adicional de desligamento, adaptado conforme a região em que atuam, além de todos os direitos previstos na legislação trabalhista. "Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas", afirmou a empresa. Ainda de acordo com a Hotmart, o foco neste momento é garantir que o processo ocorra de forma responsável e oferecer suporte aos trabalhadores durante a transição. Apesar da redução no quadro de funcionários, a empresa afirma que segue em uma trajetória de crescimento. "A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais", diz a nota. A empresa também afirmou que seu compromisso, neste momento, é com as pessoas impactadas pela decisão e que o processo será conduzido "com a seriedade e a responsabilidade que ele exige". Além do comunicado oficial da empresa, profissionais que afirmam ter sido desligados passaram a compartilhar relatos nas redes sociais, principalmente no LinkedIn. Nas publicações, trabalhadores informam que foram impactados pela reestruturação, agradecem pelo período na empresa e dizem estar em busca de novas oportunidades no mercado. As postagens começaram a aparecer ao longo desta segunda-feira (6), poucas horas após a divulgação da reestruturação pela Hotmart. O g1 também procurou o sindicato que representa a categoria para obter mais informações sobre as demissões, como o número de trabalhadores afetados, as áreas atingidas e o acompanhamento prestado aos empregados desligados. Até a última atualização desta reportagem, não havia recebido retorno. Apresentação do estudo “O Impacto da Inteligência Artificial na Creator Economy” da Hotmart g1 Microsoft também anunciou demissões A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (6) que vai demitir cerca de 4.800 funcionários, o equivalente a aproximadamente 2,1% de sua força de trabalho. Os cortes vão atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox, escreveu Amy Coleman, diretora de recursos humanos da Microsoft, em um e-mail aos funcionários. "Estamos alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas organizações Comercial e Xbox", escreveu. A Microsoft tinha cerca de 220 mil funcionários antes dos cortes, de acordo com o portal de notícias Business Insider. Ainda não se sabe se as demissões vão afetar os funcionários no Brasil. O g1 entrou em contato com a empresa, que compartilhou apenas o comunicado de Amy Coleman. No texto, Coleman afirmou que os funcionários demitidos não serão substituídos por inteligência artificial, mas não disse se os cortes têm relação com os investimentos da empresa nessa tecnologia. Nos últimos meses, várias companhias anunciaram demissões para priorizar investimentos em IA. "O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que o trabalho evolui", disse a executiva. Vale lembrar que, em abril deste ano, a Microsoft anunciou seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) nos Estados Unidos para cerca de 9 mil funcionários. O PDV era voltado a funcionários mais antigos, cuja soma da idade com o tempo de casa chega a 70 anos ou mais. Veja a íntegra da nota da Hotmart "Hoje, dia 06 de julho, informamos que a Hotmart está realizando uma reestruturação organizacional, que resulta na redução de aproximadamente 10% do grupo. Cada pessoa que está saindo teve um papel real na trajetória que nos trouxe até aqui, e reconhecemos o impacto dessa decisão para elas. Um pacote adicional de desligamento, localizado por região, além dos direitos previstos em lei, está sendo oferecido para apoiar essas pessoas durante a transição. Essa reestruturação reflete uma decisão estratégica para acelerar a expansão da empresa, concentrando recursos e energia nas principais frentes alinhadas à nossa visão de futuro da Creator Economy. A Hotmart segue sendo líder global em seu setor, rentável e com crescimento consistente ano após ano — e é esse crescimento que a decisão busca acelerar ainda mais. Nosso compromisso neste momento é com as pessoas impactadas, garantindo que este processo seja conduzido com a seriedade e a responsabilidade que ele exige."
06/07/2026 17:38:17 +00:00
Juiz dos EUA mantém veredito que responsabilizou Elon Musk por enganar investidores do Twitter

Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter Dado Ruvic/Reuters Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular o veredito de um júri que concluiu que o bilionário enganou investidores durante o processo de compra do Twitter, em 2022. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na decisão, o juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, manteve as principais conclusões do julgamento realizado em março deste ano. “Mesmo que o autor da declaração mude de ideia ou tenha um arrependimento momentâneo em relação a uma transação, tais dúvidas não justificam mentir ao público investidor”, escreveu Breyer. O magistrado também negou o pedido do empresário para retirar o caráter coletivo da ação movida pelos investidores. Além disso, autorizou que a eventual indenização seja acrescida de juros referentes ao período anterior à sentença. Agora no g1 Entenda o que motivou o processo A ação foi movida por investidores que venderam ações do Twitter durante as negociações para a compra da empresa por Musk, concluída em 2022 por US$ 44 bilhões. Eles afirmam que o empresário publicou mensagens e fez declarações públicas que afetaram o preço das ações enquanto tentava renegociar o negócio ou desistir da aquisição. O principal foco da disputa foi uma publicação feita em 13 de maio de 2022, na qual Musk afirmou que a compra do Twitter estava "temporariamente suspensa" enquanto aguardava informações sobre a quantidade de contas falsas e de spam na plataforma. Após a publicação, as ações da empresa caíram, prejudicando investidores que venderam seus papéis durante o período de incerteza. Initial plugin text O que decidiu o júri? Após quase três semanas de julgamento e cerca de quatro dias de deliberação, um júri formado por nove pessoas concluiu, em março deste ano, que Musk induziu investidores ao erro com dois tuítes publicados durante as negociações para comprar o Twitter. Breyer concluiu que havia “evidências substanciais de falsidade” no tuíte de 13 de maio e afirmou que “um júri poderia concluir que Musk tinha o objetivo de sair do acordo existente e usou a questão dos bots como pretexto para isso”. Os jurados, porém, entenderam que uma declaração feita pelo empresário em um podcast expressava apenas uma opinião, e não uma informação enganosa. Eles também rejeitaram a acusação de que Musk teria elaborado um plano deliberado para fraudar o mercado. Apesar disso, concluíram que dois de seus tuítes foram suficientes para causar prejuízos aos investidores. Segundo os advogados dos autores da ação, a decisão pode resultar no pagamento de cerca de US$ 2,1 bilhões em indenizações relacionadas às ações, além de aproximadamente US$ 500 milhões referentes a opções de compra de ações. O valor definitivo, porém, ainda dependerá das próximas etapas do processo. De acordo com os autores da ação, Musk buscava reduzir o valor da compra ou abandonar o negócio, que havia se tornado mais caro para ele após a queda das ações da Tesla, principal origem de sua fortuna. Depois de anunciar que não seguiria com a aquisição, Musk passou a enfrentar uma ação movida pelo próprio Twitter para obrigá-lo a cumprir o acordo. Pouco antes do julgamento desse processo, ele voltou atrás e aceitou concluir a compra pelos US$ 44 bilhões originalmente acertados. *Com informações da Reuters e da Associated Press
06/07/2026 15:35:53 +00:00
Stellantis, dona da Fiat, inicia produção do Jeep Avenger no Brasil e prepara estreia neste semestre

Novo Jeep Avenger inicia produção no Polo Automotivo de Porto Real Divulgação A Stellantis, grupo responsável pelas marcas Fiat e Jeep, iniciou a produção em série do novo Jeep Avenger na fábrica de Porto Real, no sul do Rio de Janeiro. O SUV compacto será o primeiro modelo fabricado na unidade com sistema híbrido leve de 12 volts e também inaugura uma nova plataforma de produção de veículos eletrificados da companhia no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O início da fabricação foi anunciado durante a comemoração dos 25 anos do Polo Automotivo de Porto Real. Segundo a montadora, o Avenger é um dos principais projetos do ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões destinado à modernização e à ampliação da fábrica até 2030. O valor integra um plano de R$ 32 bilhões previsto pela Stellantis para a América do Sul. "Num momento em que a categoria de B-SUVs dá um salto e cresce quase 80% no nosso país, nós assumimos novamente o protagonismo e iniciamos hoje um novo capítulo para a marca e para a Stellantis: o início de produção do Novo Jeep Avenger”, disse Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul. Agora no g1 O modelo será equipado com motor 1.0 turbo flex e um sistema híbrido leve (MHEV 12V). Nesse tipo de tecnologia, uma pequena bateria auxilia o motor a combustão em situações como partidas e retomadas de velocidade, contribuindo para reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes. Ao contrário de um híbrido convencional, porém, o veículo não consegue rodar apenas com energia elétrica. De acordo com a empresa, o início da produção do Avenger também representa a adaptação da fábrica para uma nova geração de veículos eletrificados, em linha com a estratégia global da Stellantis de ampliar a oferta de modelos com menor emissão de carbono. Fábrica terá dois períodos de trabalho por dia Para atender ao aumento da produção do Jeep Avenger, a Stellantis informou que implantará um segundo turno na unidade de Porto Real. Segundo a empresa, a medida deve gerar 800 empregos diretos na fábrica e outras 450 vagas entre as empresas fornecedoras. A montadora também anunciou a instalação de oito novos fornecedores no complexo industrial. Com isso, o polo automotivo passará a reunir 13 empresas responsáveis pelo fornecimento de componentes para a fabricação dos veículos. De acordo com a Stellantis, a ampliação da rede de fornecedores deve reduzir a necessidade de transportar peças de outras regiões, aumentar a participação de componentes produzidos no país e reforçar a cadeia automotiva instalada no estado do Rio de Janeiro.
06/07/2026 15:09:46 +00:00
Indústria estima que 4,1 mil produtos podem ser afetados caso EUA imponha novo tarifaço

Setor produtivo vai aos EUA para barrar novo tarifaço A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta segunda-feira (6) uma estimativa segundo a qual 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos podem ser afetados se o governo Donald Trump implementar o tarifaço sugerido pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês). A estimativa foi divulgada no dia em que começam as audiências públicas em Washington acerca do possível novo tarifaço. O prazo para um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos se encerra no dia 15 de julho, e o governo afirma que corre contra o tempo para chegar a um entendimento. De acordo com o USTR, o Brasil adota práticas econômicas desleais contra empresários americanos em áreas como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual, tese rechaçada formalmente pelo governo brasileiro em documento enviado na semana passada ao governo Trump. Conforme a CNI, juntos, esses 4,1 mil produtos que podem ser afetados caso o tarifaço seja implementado correspondem a US$ 14,9 bilhões em exportações. São itens como: ferro-gusa não ligado; açúcar bruto; álcool etílico; molduras de madeira; hidróxido de alumínio. “A imposição de uma tarifa adicional de 25% não se justifica sob o aspecto jurídico, econômico e estratégico. A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilateral são o caminho mais adequado para preservar uma relação sólida entre os dois países”, afirmou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa em evento de 250 anos de independência dos EUA, em Washington D.C., em 5 de julho de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst Audiências públicas x negociação O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar nas audiências públicas que acontecem a partir desta segunda-feira (6) nos Estados Unidos sobre o tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano. Mesmo assim, a embaixada em Washington enviará representantes, na condição de observadores, para que o governo tome ciência dos argumentos. As informações são do Ministério das Relações Exteriores. O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias. Na semana passada, por exemplo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, teve uma conversa com o representante do escritório comercial dos EUA, Jamieson Greer. Após a reunião, Rosa informou que novas conversas estão previstas para os próximos dias. Nesses encontros entre autoridades brasileiras e americanas voltados à negociação, o governo apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos 6 pontos levantados pelos EUA, mas ainda não recebeu resposta formal. O prazo é 15 de julho para ser fechado um acordo. Diante disso, o próprio governo brasileiro vem dizendo que corre contra o tempo para chegar a um entendimento com o governo americano, mostrando os dados da relação comercial e do combate ao desmatamento, por exemplo. Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. Dão como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”. Portanto, sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções.
06/07/2026 13:20:29 +00:00
Audiências sobre tarifaço: governo decide enviar observadores e mantém aposta em negociações diretas

Setor produtivo vai aos EUA para barrar novo tarifaço O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar nas audiências públicas que acontecem a partir desta segunda-feira (6) nos Estados Unidos sobre o tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano. Mesmo assim, a embaixada em Washington enviará representantes, na condição de observadores, para que o governo tome ciência dos argumentos. As informações são do Ministério das Relações Exteriores. O entendimento do governo brasileiro é que este espaço, das audiências públicas, não é o adequado para negociação real, e sim, as conversas técnicas e de alto nível que têm havido nas últimas semanas e que estão programadas para os próximos dias. O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-cadidato à Presidência, e o influenciador político Paulo Figueiredo se inscreveram para discursar durante as audiências. Flávio vai abrir o segundo dia (veja aqui os argumentos que ele pretende levar). ➡️ A participação na audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável por formular e negociar a política comercial do país, é aberta aos interessados que se inscreverem. LEIA TAMBÉM: Depois do tom político da carta aos EUA, Flávio precisa evitar 'escorregões' em audiência, dizem aliados Reuniões diplomáticas Na semana passada, por exemplo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, teve uma conversa com o representante do escritório comercial dos EUA, Jamieson Greer. Após a reunião, Rosa informou que novas conversas estão previstas para os próximos dias. Nesses encontros entre autoridades brasileiras e americanas voltados à negociação, o governo apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos 6 pontos levantados pelos EUA, mas ainda não recebeu resposta formal. LEIA TAMBÉM: PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil O prazo é 15 de julho para ser fechado um acordo. Diante disso, o próprio governo brasileiro vem dizendo que corre contra o tempo para chegar a um entendimento com o governo americano, mostrando os dados da relação comercial e do combate ao desmatamento, por exemplo. Novos mercados Na manhã desta segunda-feira (6), o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que a solução é manter a estratégia de articulação direta. “A solução para isso vocês sabem, é o que o governo tem feito. Primeiro, conversar, negociar e a liderança importante do ministro Márcio Elias Rosa, do vice-presidente Geraldo Alckmin demonstrar que essa medida inadequada fará mal a economia brasileira e fará mal também a economia norte-americana", disse. Em paralelo, o ministro destacou a importância de buscar novos mercados neste momento. "O Brasil tem mais de 500 novos mercados para o seu segmento econômico ao longo dos últimos três anos e meio. E nós vamos continuar. As empresas médias e pequenas brasileiras têm capacidade de exportar. Felizmente, essa agressão vem num momento em que o Brasil realiza um acordo histórico com a União Europeia, demonstrando a força do Brasil no comércio internacional", prosseguiu. Presidente Lula nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução O que diz o governo Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. Esses interlocutores indicam como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”. Portanto, sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções.
06/07/2026 12:39:01 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,13, de olho no tarifaço e à espera de dados econômicos; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,70% nesta segunda-feira (6), cotado a R$ 5,1320. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,93%, aos 172.448 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O principal destaque da sessão no Brasil foi a audiência pública sobre comércio internacional realizada pelos Estados Unidos para discutir a taxação de produtos brasileiros com base na Seção 301 da legislação comercial americana. Empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentaram seus argumentos antes da decisão final do governo dos EUA. ▶️ Na agenda da semana, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh. ▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -0,60%; Acumulado do ano: -6,50%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,93%; Acumulado do mês: +0,25%; Acumulado do ano: +7,03%. Tarifaço de Trump fica na mira dos mercados Começam nesta segunda-feira (6) as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), etapa considerada decisiva na investigação comercial americana que propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. As audiências fazem parte do processo, baseado na Seção 301 da legislação comercial americana, e permitem que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final dos Estados Unidos. 🔎 O USTR é órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros estarão entre os participantes. Eles pretendem convencer o governo americano de que a sobretaxa prejudicaria não apenas exportadores brasileiros, mas também empresas, consumidores e cadeias produtivas dos EUA. Entre os participantes estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de representantes dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Enquanto isso, equipes técnicas dos governos dos dois países devem se reunir ainda nesta semana para alinhar os preparativos de uma última rodada de negociações de alto nível antes de 15 de julho, prazo em que Washington decidirá se avança com a imposição das tarifas. Saiba mais na matéria abaixo: Brasil vai aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump; veja os argumentos da indústria e do agro Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta segunda-feira, na volta do feriado antecipado do Dia da Independência, comemorado na última sexta-feira. O Dow Jones registrou alta de 0,30%, enquanto o S&P 500 subiu 0,72% e o Nasdaq Composite avançou 1,12%. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, conforme investidores avaliavam novos indicadores econômicos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,35% e fechou aos 650,50 pontos. Entre os principais índices da região, o CAC-40, da França, caiu 0,33% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 0,26%. O DAX, da Alemanha, foi na contramão e fechou em alta de 0,15%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos, de olho nos mercados americanos e conforme investidores seguem cautelosos em relação aos retornos que as companhias do setor de tecnologia têm apresentado para construção e investimentos em infraestruturas de inteligência artificial. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen fechou estável, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,06%. No Japão, o índice Nikkei recuou 0,01%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 0,46% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,14%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
06/07/2026 12:00:08 +00:00
Governo autoriza concursos da Receita Federal e Banco Central com 316 vagas; veja distribuição

Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, na última sexta-feira (3), a realização de dois novos concursos públicos federais: um para a Receita Federal e outro para o Banco Central do Brasil. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp Juntas, as seleções somam 316 vagas para cargos de níveis médio e superior. As autorizações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União. Na Receita Federal, foram autorizadas 146 vagas, distribuídas da seguinte forma: Analista Tributário: 116 vagas; Auditor-Fiscal: 30 vagas. Já o Banco Central teve autorizado concurso para 170 vagas, sendo: Auditor do Banco Central: 100 vagas; Técnico do Banco Central: 50 vagas; Procurador do Banco Central: 20 vagas. Agora no g1 As portarias estabelecem que os editais deverão ser publicados em até seis meses. Caso esse prazo não seja cumprido, as autorizações perderão a validade. Depois da publicação dos editais, a primeira prova só poderá ser aplicada pelo menos dois meses depois. A nomeação dos aprovados dependerá da homologação do resultado final do concurso e da autorização do governo para o preenchimento das vagas. Últimos concursos O último concurso da Receita Federal foi realizado em 2022. O edital foi publicado em dezembro daquele ano, com provas aplicadas em março de 2023, sob organização da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ao todo, foram ofertadas 699 vagas de nível superior, com remuneração inicial de até R$ 21 mil. A seleção permaneceu válida até dezembro de 2025. Já o concurso mais recente do Banco Central foi realizado em 2024. O edital foi publicado em janeiro daquele ano, e as provas objetiva e discursiva ocorreram em agosto, sob organização do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A seleção ofereceu 100 vagas imediatas para o cargo de Analista, distribuídas igualmente entre as áreas de Economia e Finanças e Tecnologia da Informação, além de formação de cadastro de reserva. A remuneração inicial foi de R$ 20.924,80. A fachada da Superintendência da Receita Federal. Pillar Pedreira/Agência Senado
06/07/2026 11:54:00 +00:00
Bilionário Bernard Arnault, o homem mais rico da França, terá de pagar € 22,5 milhões em impostos atrasados

Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar da cerimônia de abertura da 142ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional no dia 22 de julho de 2024, em Paris. Fabrice Coffrini/AFP Bernard Arnault, a pessoa mais rica da França e uma das mais ricas do mundo, terá de pagar quase € 22,5 milhões em impostos atrasados após uma disputa judicial que se arrasta há anos, segundo a rádio francesa RFI e o jornal Financial Times. Arnault é presidente do grupo de luxo LVMH, dono de marcas como Louis Vuitton, Christian Dior, Tiffany & Co. e Bulgari. A decisão do Tribunal de Apelação de Paris reverteu um entendimento de 2020 que havia livrado Arnault e sua esposa de uma penalidade fiscal. Segundo o Financial Times, a cobrança está relacionada a um pagamento de cerca de € 50 milhões recebido pelo casal após a retirada de recursos de uma empresa belga que detinha ações ligadas à LVMH. Agora no g1 Segundo a RFI, a disputa envolve a forma como a família Arnault controla sua participação na LVMH. Em vez de possuir ações diretamente, ela usa uma estrutura formada por várias holdings (empresas criadas para administrar participações em outras companhias). O tribunal concluiu que € 32,18 milhões dos € 50 milhões recebidos pelo casal pela companhia belga deveriam ter sido tratados como renda tributável. "A LVMH é o maior contribuinte corporativo da França. As atividades gerais do grupo também contribuem com mais de 1% do PIB do país", afirmou um porta-voz de Arnault ao Financial Times. "Essa decisão, que reverte tanto a sentença de primeira instância quanto uma decisão anterior do próprio Tribunal de Apelação, será contestada no Conselho de Estado." Quem paga mais no Brasil? Veja quais estados pagam os melhores salários médios De barril de chope a pé de galo: o que os passageiros esquecem em carros de aplicativo
06/07/2026 11:34:31 +00:00
IBGE prorroga inscrições para concurso com mais de 8 mil vagas temporárias; veja como participar

IBGE: veja cargos, salários, datas e como se inscrever em seleção com mais de 8 mil vagas As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola foram prorrogadas até a próxima quinta-feira (9), às 14h. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa de inscrição é de R$ 53. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ Acesse o edital completo O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Ao todo, o processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas: Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. Quem pode participar? Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos: ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino; possuir aptidão física e mental para exercer a função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. Como será a prova? A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem: Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico; Ética no Serviço Público; Geografia; conhecimentos específicos de cada cargo. A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas; 5% para pessoas com deficiência; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital. Quanto tempo dura o contrato? Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cadastro Reserva Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário. Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências. Cronograma 09 de julho — Encerramento das inscrições 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva 18 de dezembro — Resultado final da seleção IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO
06/07/2026 11:12:09 +00:00
Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas

Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA. Jornal Nacional/ Reprodução Pelo menos três setores do agronegócio estão nos EUA para tentar reverter a nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump contra produtos brasileiros, em uma audiência pública que acontece nesta segunda-feira (6), em Washington. É o caso de empresas e associações ligadas à exportação de café solúvel, pescados e mel, que não estão entre os principais volumes vendidos aos Estados Unidos, mas acabaram entrando na ofensiva de Trump para ampliar seu poder de negociação em outras frentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Sabemos que tudo isso faz parte de uma negociação mais ampla. Os Estados Unidos buscam um acordo em temas como minerais críticos, terras raras, PIX, big techs e outros assuntos", avaliou Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano. A carne bovina, um dos produtos mais exportados pelo Brasil aos EUA, entrou na lista, mesmo sendo alvo de críticas e investigações abertas pelo presidente americano. Uma delas apura se frigoríficos brasileiros que produzem nos EUA estão concentrando mercado e contribuindo para uma disparada de preços da carne. Durante o mês de junho, o g1 conversou com empresas e associações que estão nos EUA para defender o Brasil contra a ameaça de novas sobretaxas. A seguir, veja como serão feitas as defesas de cada setor. 🍯 Mel vai mostrar que os EUA não têm como substituir o Brasil ☕ Café solúvel mira impacto sobre preços e empregos 🐟 Pescados destacam sustentabilidade e segurança alimentar Mel vai mostrar que os EUA não têm como substituir o Brasil O mel será defendido tanto por importadores americanos como por brasileiros, representados pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel e pela Lambertucci Trade Solution, empresa especializada em promover o produto brasileiro em outros países. Segundo a diretora da companhia, Joelma Lambertucci de Brito, a defesa vai destacar os seguintes pontos: que o Brasil é o maior fornecedor de mel para os EUA: Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico. o impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda. a dificuldade de substituição: a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo. o risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político. Brito foi uma das pessoas que fez um trabalho de lobby nos EUA para explicar a importância do mel brasileiro para o mercado americano. Ela participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) e, nessas conversas, percebeu um enorme desconhecimento por parte do governo americano sobre o peso do mel brasileiro nos EUA. Ela conta que ouviu frases como: "eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil." Segundo Brito, esse desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiros falharam em divulgar a importância do mel brasileiro para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta. "Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção. Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui. Café solúvel mira impacto sobre preços e empregos Dentre os cafés, o solúvel é o único que ficou de fora da lista de isenções do tarifaço. Tanto o café em grão, como o torrado e o moído estão protegidos caso Trump siga em frente com as taxas. O setor será defendido pela própria Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), com o apoio da BMJ Consultores Associados. Dentre os pontos da defesa, estão: a dependência do café solúvel brasileiro: os EUA produzem apenas 6% do café solúvel que consomem. O restante é importado, principalmente do Brasil e do México, diz a Abics. o peso do Brasil nas importações: em 2024, antes do tarifaço, o Brasil respondeu por 37% de todo o café solúvel importado pelos Estados Unidos. o impacto na inflação nos EUA: sem uma produção interna forte, as tarifas devem elevar o preço do café solúvel para o consumidor americano. a importância para a economia americana: parte da agregação de valor do café solúvel é feita nos EUA: são as empresas de lá que envasam e fazem a distribuição, o que gera emprego. Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Abics, diz que as tarifas sobre o café solúvel não têm nenhuma lógica, justamente pelo fato de o Brasil não ser concorrente dos americanos neste setor. Ele conta ainda que um fato curioso é que o café solúvel aromatizado foi beneficiado pelas isenções, enquanto a versão tradicional ficou de fora. "Acreditamos que possa ter ocorrido alguma falha na classificação dos códigos, porque não faz sentido", afirma. Outra hipótese levantada pela Abics é a de que os americanos estejam tentando reindustrializar o setor. "Mesmo que os EUA decidam produzir mais café solúvel, ainda precisariam importar a matéria-prima. Além disso, trata-se de uma indústria que não leva menos de quatro ou cinco anos para ser instalada. Esse, inclusive, é um dos argumentos que estamos apresentando", afirma. Pescados destacam sustentabilidade e segurança alimentar A defesa do pescado brasileiro será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca). Caso as novas taxas sejam aplicadas, o setor pode ser tarifado em 37,5% nos Estados Unidos. Segundo ele, a apresentação deve repetir, em grande parte, os pontos levados ao governo americano no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%. Brasil não concorre com os EUA: a tilápia é o principal exemplo, já que os EUA dependem das importações para abastecer o mercado. Fornecedor estratégico: segundo o setor, o Brasil funciona como um fornecedor de segurança para os EUA, que hoje dependem fortemente da China para suprir parte da demanda por tilápia. Padrões sanitários, trabalhistas e ambientais: a defesa destacará que a produção brasileira segue normas internacionais, sem trabalho infantil ou escravo. Produção de baixo impacto ambiental: o setor também vai ressaltar que a pesca brasileira é predominantemente artesanal, realizada por pequenas embarcações familiares, o que reduz os impactos ambientais em comparação com a pesca industrial em larga escala. O g1 procurou a National Fisheries Institute para saber mais detalhes sobre a defesa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) no dia 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida, caso adotada, vai pressionar a inflação aos consumidores americanos. "Os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados em seu limite sustentável e, por questões climáticas e geográficas, muitas vezes não há substitutos produzidos no próprio país. Por isso, os fornecedores americanos precisam recorrer ao mercado internacional", disse DeHaan, segundo nota publicada pela NFI. O presidente da Abipesca reforça que o Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China. Atualmente, os produtos brasileiros respondem por cerca de 5% de todas as importações americanas de pescado. Nos últimos anos, porém, importadores dos EUA vinham ampliando as compras do Brasil na tentativa de reduzir a dependência dos fornecedores chineses, diz Lobo.
06/07/2026 03:00:48 +00:00
Brasil vai aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump; veja os argumentos da indústria e do agro

Brasileiros vão aos EUA tentar barrar tarifaço de Trump Começam nesta segunda-feira (6) as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), etapa considerada decisiva na investigação comercial americana que propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. As audiências fazem parte do processo, baseado na Seção 301 da legislação comercial americana, e permitem que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos antes da decisão final dos Estados Unidos. (saiba mais sobre as audiências) 🔎 O USTR é o órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros estarão entre os participantes. Eles pretendem convencer o governo americano de que a sobretaxa prejudicaria não apenas exportadores brasileiros, mas também empresas, consumidores e cadeias produtivas dos EUA. Entre os participantes estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de representantes dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Enquanto isso, equipes técnicas dos governos dos dois países devem se reunir ainda nesta semana para alinhar os preparativos de uma última rodada de negociações de alto nível antes de 15 de julho, prazo em que Washington decidirá se avança com a imposição das tarifas. Tarifaço de Trump: veja como café, mel e pescado vão tentar escapar das novas taxas A defesa da indústria brasileira A estratégia da indústria brasileira é mostrar que as economias dos dois países são fortemente integradas e que a tarifa também elevaria custos para empresas americanas. ▶️ Indústria de transformação A Fiesp, que representa as indústrias paulistas, defenderá que a tarifa de 25% não tem justificativa técnica nem econômica e pode prejudicar empresas e consumidores de ambos os países. Em São Paulo, os segmentos mais expostos são justamente os de maior valor agregado, como máquinas e equipamentos, autopeças, alimentos industrializados, madeira, móveis e outros produtos manufaturados. Segundo estimativas da CNI, caso a medida seja adotada: 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passarão a pagar tarifa total de 37,5% (soma dos 25% da investigação comercial com outros 12,5% de outra acusação americana, de “falha no combate ao trabalho forçado” no país); 35,2% de toda a pauta exportadora brasileira para o mercado americano será atingida pela nova sobretaxa; Somadas às tarifas já existentes da Seção 232, 54,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ficarão sujeitas a algum tipo de tarifa adicional. Durante a audiência, a entidade também pretende rebater quatro pontos da investigação dos EUA: Propriedade intelectual: defenderá que o Brasil reduziu o estoque de patentes no INPI, reforçou o combate à pirataria e ampliou ações de fiscalização; Tarifas de importação: afirmará que os acordos comerciais brasileiros têm alcance limitado e que cerca de metade das importações vindas dos EUA já entra no país com tarifa zero ou reduzida por regimes especiais; Desmatamento: argumentará que o crescimento da produção agrícola decorre principalmente de ganhos de produtividade e tecnologia, e não da expansão sobre áreas de floresta; Relação bilateral: defenderá maior integração comercial e cooperação técnica entre Brasil e Estados Unidos, em vez da criação de novas barreiras. Fiesp: 'Tarifa não faz sentido econômico' Roberto Azevêdo, do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp Divulgação O presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Azevêdo, afirmou ao g1 que a entidade pretende demonstrar que as acusações feitas pelo USTR não se sustentam. "A prática brasileira não é discriminatória, não é desleal nem ilegal do ponto de vista das regras internacionais do comércio, e não prejudica as empresas americanas", diz Azevêdo. Na investigação, o governo americano questiona os acordos comerciais do Brasil com países como México e Índia, alegando que eles concedem tarifas preferenciais a produtos de setores específicos. O governo brasileiro rebate, afirmando que esses acordos são legítimos, seguem as regras da OMC e não podem ser considerados prática passível de sanções comerciais. Azevêdo, que também é ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), ressalta que a tarifa proposta também não produzirá os efeitos pretendidos pelos EUA. "Essa tarifa não faz sentido do ponto de vista econômico. Ela não vai resolver os problemas apontados pelo USTR. Pelo contrário, vai aumentar os custos das cadeias produtivas no Brasil e nos Estados Unidos, elevar os preços para o consumidor e prejudicar as empresas dos dois países." Segundo Azevêdo, o caminho passa por ampliar a negociação entre os governos. "O governo brasileiro poderia ser ainda mais proativo e criativo na busca de soluções. Negociar não é entreguismo nem perder soberania. É buscar ganhos recíprocos para os dois lados." O Brasil encaminhou, na quarta-feira (1º), uma resposta aos EUA sobre a investigação aberta pelo governo Donald Trump. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Roberto Azevêdo afirma que, embora a defesa técnica apresentada pelo Brasil seja consistente, a solução depende de articulação política. "Não basta apresentar argumentos jurídicos, é necessário que as instâncias políticas estejam constantemente envolvidas para buscar uma solução." CNI defende diálogo para evitar prejuízos aos dois países Complexo Industrial e Portuário do Pecém Divulgação/CNI A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defenderá, durante a audiência, que a tarifa adicional de 25% não tem justificativa jurídica, econômica ou estratégica e pode prejudicar empresas brasileiras e americanas. Em entrevista ao g1, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, afirmou que não há evidências de que empresas americanas sejam discriminadas no Brasil. "Na nossa perspectiva, fica claro que essas medidas não têm justificativa em nenhum dos três planos: jurídico, econômico ou estratégico", afirmou. Segundo ela, a relação comercial entre os dois países é complementar e a sobretaxa elevaria custos para toda a cadeia produtiva. "Qualquer medida que encareça ou crie barreiras para essa relação trará prejuízos não apenas para o Brasil, mas também para os Estados Unidos", disse. A executiva também afirmou que a indústria defende a priorização das negociações entre os governos e alertou que a principal preocupação do setor é a incerteza gerada pelas mudanças sucessivas na política comercial dos EUA. "O setor privado vem sofrendo não apenas pela queda das exportações, mas também pela grande imprevisibilidade. As empresas não sabem a qual tarifa estarão sujeitas", afirmou. ▶️ Máquinas e equipamentos Divulgação Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pedirá a exclusão do setor de uma eventual tarifa adicional de 25%, argumentando que a relação comercial entre Brasil e EUA é baseada em cadeias produtivas integradas, e não em concorrência direta. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos e concentram cerca de um quarto das vendas externas do setor. Em 2025, no entanto, as tarifas impostas pelo governo americano levaram a uma queda de mais de 9% nessas exportações. 🛺 Além da tarifa global de 10% em vigor desde fevereiro de 2026, parte dos produtos também está sujeita às tarifas da Seção 232, aplicadas ao aço e ao alumínio. Antes de todo o tarifaço, a maior parte das máquinas brasileiras entrava no mercado americano com taxa zero. A principal linha de defesa da Abimaq será mostrar que uma sobretaxação também prejudicaria a indústria americana. Segundo a entidade, 82% das exportações brasileiras de máquinas para os Estados Unidos ocorrem entre empresas do mesmo grupo econômico, como uma matriz americana e sua filial no Brasil. Para a Abimaq, isso mostra que as cadeias produtivas dos dois países são altamente integradas e que uma sobretaxa elevaria os custos da própria indústria americana, que depende desses componentes e equipamentos. Ao g1, a diretora de Comércio Exterior da Abimaq, Patrícia Gomes, afirmou que muitos equipamentos são desenvolvidos sob encomenda, passam por processos de certificação e exigem relacionamento de longo prazo entre fabricantes e clientes. "É muito difícil substituir um fornecedor de máquinas e equipamentos. Estamos falando de projetos de médio e longo prazo, com equipamentos certificados e desenvolvidos em conjunto com os clientes." Segundo a executiva, uma ruptura nessas cadeias elevaria os custos da própria indústria americana e afetaria investimentos em setores estratégicos, como construção, logística, mineração, energia e transporte. Apesar de defender a exclusão integral do setor, a Abimaq reconhece que o cenário ainda é incerto e considera mais provável a ampliação da lista de produtos isentos. (saiba mais) "Nosso objetivo é buscar a exclusão do setor de máquinas e equipamentos. Mas, diante das incertezas, também trabalhamos para ampliar a lista de exceções caso as tarifas sejam mantidas." ▶️ Siderurgia O Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer), que representa as empresas produtoras de ferro-gusa no principal estado exportador do produto no país, pedirá a exclusão do ferro-gusa brasileiro da tarifa. ⚙️ O ferro-gusa é a matéria-prima usada na fabricação de aço e de peças de ferro fundido. O produto abastece siderúrgicas e fundições e é considerado um insumo essencial para diversos segmentos industriais. A entidade afirma que o produto é essencial para siderúrgicas americanas, não tem relação com os temas investigados pelo USTR e é difícil de ser substituído. Também destaca que cerca de 83% das exportações brasileiras de ferro-gusa têm como destino os EUA e que a produção nacional utiliza carvão vegetal de florestas plantadas, reduzindo emissões de carbono. ▶️ Agronegócio Café solúvel está entre os produtos fora da lista de isenção e que podem ser taxados. Consciência Café. - Divulgação. No caso do agronegócio, três segmentos brasileiros — mel, café solúvel e pescados — participam das audiências nos Estados Unidos para tentar evitar a nova tarifa proposta por Trump. A estratégia central é demonstrar que a medida pode pressionar preços ao consumidor, elevar a inflação e também afetar cadeias produtivas dentro da própria economia americana. Na defesa do setor, participarão entidades como: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Sociedade Rural Brasileira; União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA); Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz); Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé); Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS); União Nacional do Etanol de Milho (UNEM); Associação Brasileira dos Exportadores de Mel. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que representa mais de 5 milhões de produtores rurais, afirma que as tarifas prejudicam uma relação comercial considerada complementar entre os dois países. Em manifestação enviada ao USTR, a entidade sustenta que os acordos comerciais brasileiros com países como México e Índia seguem as regras da OMC e não causam prejuízos aos Estados Unidos. Segundo a CNA, esses acordos representam cerca de 1,9% das importações brasileiras, enquanto os Estados Unidos seguem como o segundo maior fornecedor do mercado brasileiro. 🔎 A CNA também contesta a associação entre o crescimento do agronegócio e o desmatamento ilegal, afirmando que o aumento da produção ocorreu principalmente por ganhos de produtividade e inovação tecnológica. Como exemplo, cita que, entre 2005 e 2026, a produção de grãos cresceu 213%, enquanto o desmatamento na Amazônia caiu 79%. Como alternativa às tarifas, a entidade defendeu o fortalecimento da cooperação bilateral em áreas como agricultura sustentável, biocombustíveis e facilitação do comércio, destacando também a dependência da agropecuária brasileira de insumos importados dos Estados Unidos.
06/07/2026 03:00:44 +00:00
Após cessar-fogo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz, OPEP+ aumenta produção de petróleo

Irã transforma funeral de Ali Khamenei em demonstração de poder A OPEP+, aliança formada pelos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e produtores aliados, como a Rússia, concordou com um novo aumento nas metas de produção a partir de agosto, informou o grupo em comunicado divulgado neste domingo (5). A decisão amplia a oferta global em um momento em que os preços do petróleo recuam, impulsionados pela reabertura gradual do Estreito de Ormuz para as exportações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O grupo concordou, durante uma reunião online, em elevar as cotas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto, além dos aumentos de mesmo volume aprovados para junho e julho. Os sete principais membros da OPEP+, grupo que reúne a OPEP e produtores aliados, como a Rússia, elevaram suas cotas de produção entre abril e julho em quase 800 mil barris por dia. No entanto, esse aumento permaneceu, em grande parte, apenas no papel devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que fechou o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros de alguns dos principais integrantes da OPEP+, incluindo Arábia Saudita, Kuwait e Iraque. Sinais de recuperação A produção da OPEP+ caiu para 33,13 milhões de barris por dia em maio, segundo dados da OPEP, ante 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro. A recuperação começou em junho, impulsionada pelos esforços dos EUA para ajudar os Emirados Árabes Unidos e outros integrantes da OPEP+ a ampliar as exportações de petróleo. Ainda assim, a produção segue abaixo dos níveis registrados antes da guerra. Apesar das persistentes interrupções no fornecimento, os preços do petróleo voltaram aos níveis pré-guerra, pressionados pela queda das importações chinesas, pelo aumento das exportações de produtores de fora do Oriente Médio e por uma liberação recorde de estoques estratégicos globais coordenada pela Agência Internacional de Energia. "O grupo dos sete continuou a reverter seus cortes de produção, como amplamente esperado", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. "O foco no curto prazo permanecerá em quantos petroleiros conseguirão cruzar o Estreito de Ormuz e na rapidez com que a demanda e as importações chinesas de petróleo bruto se recuperarão." Um memorando de entendimento entre Washington e Teerã para encerrar a guerra também ajudou a convencer os investidores de que a oferta acabará retornando aos níveis normais. Iraque pressiona por cotas maiores 🔍Na sexta-feira (3), o petróleo Brent era negociado próximo de US$ 72 por barril, abaixo dos picos recentes de mais de US$ 120 e de volta aos níveis observados pouco antes do ataque de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. Além de definir as metas de produção, a OPEP+ também enfrenta outros desafios após a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo e a sinalização do Iraque de que pretende obter cotas maiores. A OPEP+ reúne 21 membros, entre eles o Irã. Nos últimos anos, porém, apenas sete países — além dos Emirados Árabes Unidos, antes de sua saída — participaram da gestão mensal da produção. Esses sete produtores — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — vêm aumentando a produção como parte da reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado em 2023, quando o grupo ainda contava com os Emirados Árabes Unidos. Os Emirados Árabes Unidos deixaram a aliança no fim de abril por desejarem alinhar sua capacidade de produção de forma mais próxima à produção efetiva, sem as restrições impostas pelo grupo. A partir de agosto, considerando a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio, os sete principais membros ainda terão cerca de 379 mil barris por dia do corte original para devolver ao mercado, segundo cálculos da Reuters. Com o aumento de agosto já definido, o grupo terá revertido completamente o corte de 2023 caso aprove mais um aumento de volume semelhante para setembro, na próxima reunião, marcada para 2 de agosto. Preço do petróleo dispara após Opep anunciar corte de mais de 1 milhão de barris por dia JN
05/07/2026 13:55:27 +00:00
Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo

Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo Reprodução/TV TEM A sustentabilidade na produção agrícola vai muito além do manejo das lavouras. Depois da aplicação dos defensivos agrícolas, uma etapa igualmente importante começa: o descarte correto das embalagens vazias. Prevista em lei desde 2002, a logística reversa desses recipientes é fundamental para evitar a contaminação do solo e da água, além de proteger a saúde de trabalhadores e animais e contribuir para uma cadeia produtiva cada vez mais responsável. Esse cuidado começa antes mesmo da aplicação dos produtos. Em uma usina de Novo Horizonte (SP), a preparação dos defensivos é feita por um sistema automatizado conhecido como "Smart Calda", que calcula com precisão a quantidade necessária para cada área da propriedade. O processo reduz desperdícios, aumenta a segurança da operação e garante que cada talhão receba exatamente a dose recomendada. Segundo o engenheiro agrônomo Vinícius Jacob Pires, todo o planejamento é realizado antes da pulverização. "É gerada uma ordem de serviço onde se informa a quantidade do produto, a dose por hectare, a fazenda, o talhão que vai ser aplicado e o volume desse defensivo", explica o engenheiro. Depois da aplicação, o trabalho continua. As embalagens passam pela tríplice lavagem, procedimento obrigatório que remove praticamente todos os resíduos do produto. Em seguida, elas são perfuradas para impedir qualquer reutilização e ficam armazenadas até serem encaminhadas para uma central de recebimento. Somente nessa usina, cerca de 2.500 embalagens são preparadas todos os meses para a destinação correta. Semanalmente, caminhões identificados fazem o transporte até a central de Catanduva (SP), onde todo o processo é registrado e conferido para garantir a rastreabilidade das embalagens. O especialista ambiental Rodrigo Pinheiro Facca explica que existe um controle rigoroso desde a compra do defensivo até o descarte final das embalagens. "A gente faz o romaneio, informa todas as quantidades enviadas, realiza uma dupla conferência e consegue controlar tudo o que foi comprado, utilizado e destinado corretamente", conta Rodrigo. Responsabilidade compartilhada Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo Reprodução/TV TEM A destinação correta das embalagens integra o Sistema Campo Limpo, programa nacional de logística reversa que estabelece responsabilidades para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Segundo o gestor da central do InpEV, Rafael Vitalino, o produtor deve realizar a devolução das embalagens; e as revendas informam o local de entrega no momento da venda. O poder público fiscaliza todo o processo, e os fabricantes financiam a operação. Após chegarem às centrais do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), os recipientes passam por uma nova triagem. O material reciclável segue para empresas parceiras, enquanto aquilo que não pode ser reaproveitado é encaminhado para incineração ambientalmente adequada. Segundo o gestor, a reciclagem já alcança a maior parte das embalagens recebidas. "Hoje, cerca de 93% do nosso portfólio são papelão e plástico; eles viram novamente embalagens de papelão. Também temos barricas de papelão que são utilizadas, depois, para armazenar materiais impróprios destinados à incineração. E, na parte de plástico, nós temos um portfólio grande de material, desde conduítes e galões até tubos de PVC", explica. Na prática, o sistema já faz parte da rotina de muitos produtores rurais. Ao fim de cada safra, o pecuarista Thomas Arias Rocco organiza as embalagens utilizadas e realiza a devolução na central de recebimento, mesmo arcando com os custos do transporte. Para ele, o investimento vale a pena porque fortalece a imagem sustentável do agronegócio brasileiro. "Hoje a parte ambiental é um dos principais pilares do agronegócio. Quanto mais processos ambientalmente corretos adotamos, mais segurança temos para que todo o setor continue evoluindo de forma sustentável", explica. Quem não realiza o descarte adequado das embalagens pode receber multas que variam de R$ 384 a R$ 96 mil, além de outras sanções previstas em lei. Os produtores podem realizar a devolução nas centrais de Paraguaçu Paulista, São Manuel, Taquarituba e Piedade (SP). O agendamento pode ser feito pelo Sistema Campo Limpo. Veja a reportagem exibida no programa em 05/07/2026: Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
05/07/2026 10:30:12 +00:00
Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem

Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem TV TEM A chegada do inverno e a ausência de chuvas trazem também o período de estiagem, quando o pasto seca e os animais têm maior dificuldade para se alimentar. É neste momento que a silagem favorece o ganho de peso e a produção de leite. Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia utiliza a selagem de milho embolsa, armazenando o grão embaixo de lonas com capacidade de até 100 toneladas. 40% dos seus hectares são utilizados para plantio do cereal que, de acordo com Garcia, é o grão mais eficiente para o gado. A selagem pode ser armazenada por longos períodos de tempo, o que traz segurança para o pecuarista e evita a venda de animais em períodos de inverno e pasto seco. Durante a estação, com dias mais curtos é comum que o gado perca peso. O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira fala da importância da silagem para bois, espécie ruminante que necessita de fibras para uma boa produção de energia. Em Ocauçu (SP) o gado recebe uma mistura de massa de milho, sorgo e casca de amendoim e na ida ao cocho é diluída em água. A técnica recebe o nome de DDG, sigla em inglês para “grãos secos de destilaria”. A pecuarista Dárcia Fiabane, relata a importância de garantir energia para manter a saúde dos animais, pois a pastagem sozinha é insuficiente nos momentos de maior consumo de energia. Veja a reportagem exibida no programa em 05/07/2026: Silagem reforça alimentação do gado no inverno no campo brasileiro VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
05/07/2026 10:30:09 +00:00
Brasil x Noruega: qual é a seleção mais valiosa da partida deste domingo? Veja o top 10

Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Reuters A Noruega será a seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil até agora na Copa do Mundo de 2026. A partida ocorre neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília). Liderados por Erling Haaland, os jogadores da equipe nórdica são avaliados em 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões). O valor coloca os "vikings" à frente do Marrocos e dos já eliminados Japão e Escócia. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Isso, porém, não basta para competir com o Brasil. Puxado por Vini Jr., o elenco comandado por Carlo Ancelotti é avaliado em 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões). A seleção brasileira ocupa a sexta posição entre as mais valiosas do mundo, atrás de potências como França e Espanha. A Noruega aparece na nona posição, logo atrás da Holanda. 🔎 Os valores consideram a cotação do euro em 1º de julho e dados do Transfermarkt, site especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma leva em conta fatores como idade, desempenho, potencial, tempo de contrato, salário e taxas de transferência dos jogadores. Seleções mais valiosas da Copa do Mundo de 2026. Arte/g1 Vini Jr. ou Haaland: quem é mais caro? O confronto deste domingo coloca frente a frente dois dos jogadores mais valorizados do planeta: os atacantes de 25 anos Vini Jr. e Erling Haaland. No duelo individual, o norueguês leva vantagem em valor de mercado. Avaliado em 200 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão), Haaland é o atleta mais caro da partida. Vini Jr. aparece logo atrás, estimado em 140 milhões de euros (R$ 828,03 milhões). O atacante é, disparado, o jogador mais valioso da seleção brasileira. Na sequência, estão o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia-atacante Matheus Cunha, cada um avaliado em 75 milhões de euros (R$ 443,6 milhões) — pouco mais da metade do valor de Vini Jr. e cerca de 38% do de Haaland. Vini Jr. e Erling Haaland são os jogadores mais valiosos de Brasil e Noruega Arte/g1 Haaland concentra um terço do valor da Noruega Haaland, que atua pela equipe do Manchester City, concentra 34% do valor de mercado da seleção norueguesa. Depois dele, o jogador mais caro é o meio-campista Martin Ødegaard, do Arsenal, avaliado em 65 milhões de euros (R$ 384,4 milhões). A média do elenco, porém, é puxada para baixo pela composição: 18 dos 26 convocados da Noruega não superam os 20 milhões de euros em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt. O cenário é bem diferente na seleção brasileira. Avaliado em 140 milhões de euros, Vini Jr. representa cerca de 15% do valor total da equipe. Isso reflete um elenco mais equilibrado. Além de Vini, outros 14 jogadores da seleção estão avaliados em mais de 20 milhões de euros. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa
05/07/2026 08:00:40 +00:00
El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados

Café é o principal produto de exportação de Varginha. Crédito: Divulgação. Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1. "Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global. 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras. Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem. Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens. O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno. Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%. Veja a seguir como ficam as produções dos principais itens: Café O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores. Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo. 🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto. Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos. "Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo. Com isso, a indústria acabaria repassando os preços para os consumidores. Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva. Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras. Calor deixa o café 'estressado', pode derrubar a produção brasileira e encarecer a bebida Milho Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África. O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina. 🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho. Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho). "O que o produtor faz é se arriscar menos", diz o diretor executivo. Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças. Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro. Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional. Saiba também: Peru declara estado de emergência em 40% do país por chuvas causadas pelo El Niño Carne Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves. Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca. 🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos. Frutas e hortaliças No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio. Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA. Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade. Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva. Por outro lado, algumas culturas podem ser beneficiadas. Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas. Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA. A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA. Cana-de-açúcar Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país. O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação. Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta. LEIA TAMBÉM Mel brasileiro será defendido em audiência contra tarifaço nos EUA Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
05/07/2026 08:00:36 +00:00
Muito além das remadas: a surpreendente economia dos vikings — que enfrentam o Brasil na Copa

Haaland fala sobre as chances da Noruega contra o Brasil: "Pequenas" Após avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil enfrenta uma seleção que costuma levar para as arquibancadas um dos símbolos mais conhecidos da história nórdica: a remada viking. Mas, muito antes de inspirar cantos nas arquibancadas — e séculos antes de jogadores como Erling Haaland chamarem atenção dentro de campo —, os vikings já comandavam uma rede comercial que se estendia por milhares de quilômetros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidos pelas expedições militares, os vikings também construíram parte de sua prosperidade por meio do comércio, segundo estudos reunidos no livro Viking-Age Trade: Silver, Slaves and Gotland ("O comércio na Era Viking: prata, escravos e a ilha de Gotland", em tradução livre), de pesquisadores das universidades de Oxford e Cambridge. Muito além da Escandinávia Um dos motores da economia viking era a prata. Entre os anos 800 e 1000 d.C., centenas de milhares de moedas conhecidas como dirhams, cunhadas em regiões do atual Iraque, Norte da África e Ásia Central, chegaram ao norte da Europa. Boa parte desse metal chegava à ilha de Gotland, atual território da Suécia. Com dezenas de portos, a ilha funcionava como ponto de encontro entre as rotas comerciais do Leste e do Oeste europeu e, por isso, concentra a maior quantidade de tesouros de prata da Era Viking já encontrada por arqueólogos. Mas essas moedas não funcionavam como o dinheiro de hoje. Seu valor não dependia do número gravado, e sim da quantidade de prata que continham. Por isso, comerciantes costumavam pesá-las, dobrá-las ou fazer pequenos cortes para verificar a pureza do metal. “Um observador experiente conseguia estimar, até certo ponto, o grau de adulteração da prata pela coloração de uma superfície recém-cortada. Da mesma forma, ao dobrar uma peça, era possível perceber aproximadamente se ela era feita de prata mais pura ou de uma liga com maior quantidade de metais comuns”, dizem os historiadores. Em alguns centros comerciais, oficinas especializadas refinavam a prata para aumentar sua pureza antes que ela voltasse a circular no comércio ou fosse transformada em joias. Remada Viking no parlamento: congresso da Noruega imita gesto de torcedores para incentivar seleção Reprodução Nem toda a riqueza veio do comércio Os pesquisadores argumentam que o comércio de peles, por si só, não explica o enorme volume de prata que chegou à Escandinávia durante a Era Viking. A hipótese defendida no livro é que uma parcela significativa dessa riqueza foi obtida por meio do tráfico de pessoas escravizadas, que teria desempenhado papel central nas rotas comerciais da época. De acordo com os historiadores, populações eslavas (habitantes de regiões que hoje fazem parte de países como Ucrânia, Polônia, Belarus e oeste da Rússia) eram capturadas e levadas para mercados ao longo do rio Volga e do Império Cazar, onde eram vendidas em troca de prata. 👥 Mulheres jovens e meninos estavam entre as pessoas mais valorizadas nesse comércio, voltado principalmente ao trabalho doméstico e à exploração sexual. Os autores destacam que a escravidão não era apenas uma atividade econômica, mas também um dos pilares da organização social viking. Em uma sociedade baseada na honra e nos laços familiares, quem era escravizado perdia não apenas a liberdade, mas também qualquer proteção jurídica e o reconhecimento de pertencimento a uma comunidade. "O escravo era socialmente morto. Sem parentesco reconhecido e sem valor de honra, não possuía os direitos que definiam um homem livre", resumem os historiadores. A posse de pessoas escravizadas também funcionava como símbolo de riqueza e prestígio. Além de desempenharem trabalhos nas fazendas e nas residências, esses homens e mulheres reforçavam o status de seus proprietários. Relatos históricos citados pelos pesquisadores mostram, por exemplo, que comerciantes transformavam parte dos lucros obtidos com o tráfico humano em joias de ouro e prata usadas por suas esposas para demonstrar prosperidade. Onde as rotas vikings se encontravam Toda essa circulação de prata — também de peles e pessoas escravizadas — só era possível graças a uma ampla rede comercial. Um dos principais pontos de conexão desse sistema era a ilha de Gotland. Localizada no Mar Báltico, Gotland ligava as rotas vindas do leste europeu e da Ásia aos mercados do Mar do Norte e do Atlântico. Descrita pelos pesquisadores como um verdadeiro "mega-empório" da Era Viking, a ilha reunia cerca de 50 portos e pontos de desembarque distribuídos ao longo da costa. ⚒️ Além de redistribuir a prata que chegava do Oriente, artesãos produziam em larga escala artigos como contas de vidro e pentes feitos com chifres de cervos e alces — matéria-prima que precisava ser importada, já que esses animais sequer viviam na ilha. Mas a viagem da prata não terminava ali. Segundo os pesquisadores, o metal continuava circulando rumo ao oeste europeu e alcançava regiões como Irlanda e Inglaterra, evidenciando o alcance dessa rede de comércio. "A prata, as pessoas escravizadas e Gotland foram elementos interligados no funcionamento do que apropriadamente se convencionou chamar de 'diáspora viking'", escrevem os historiadores. Na avaliação dos autores, essas rotas comerciais conectavam o Oriente Médio e a Ásia Central ao Atlântico Norte, formando uma rede que atravessava grande parte da Europa e ajuda a explicar como os vikings construíram uma economia mais ampla do que a imagem tradicional dos guerreiros costuma sugerir. Torcedores da Noruega participam da “remada viking” na Times Square, em Nova York, antes da partida contra Senegal pela Copa do Mundo de 2026. REUTERS/John Sibley
05/07/2026 07:01:11 +00:00
Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Época de colheita muda rotina de produtores para evitar prejuízos com gado, pimenta e café A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino. Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais. Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados. "Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito", afirmou. LEIA TAMBÉM: PESQUISA: DNA da água em rio do ES ajuda cientistas a encontrar peixe ameaçado de extinção GABIROBA GIGANTE: Conheça fruta rara da Mata Atlântica que é rica em vitamina C e ajuda na saúde intestinal GATO POR LEBRE: Produtor compra sementes pela internet, cai em golpe e recebe capim Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo TV Gazeta O produtor lembrou que a realidade no campo era diferente há alguns anos. "Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam", comparou. Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado. Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades. Medidas para reduzir riscos Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita. "É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade", orientou o presidente do ConseI, Edval Sant'Ana. Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo TV Gazeta Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos. PM reforça patrulhamento rural Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026. A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança. O produtor rural Almir Gaburro está entre os agricultores que recebem as visitas da Patrulha Rural. "Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo", disse. Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas. Polícia Militar realiza Operação Colheita 2026 no Espírito Santo Reprodução/PMES Espírito Santo é destaque nacional O período de colheita coincide com uma das épocas mais importantes para o agronegócio capixaba. O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba. São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto. Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas. O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro. Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos. Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
05/07/2026 07:00:52 +00:00
Copa impulsiona contratações temporárias no Brasil; veja os direitos dos trabalhadores

Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis A Copa do Mundo de 2026 já movimenta o mercado de trabalho brasileiro, mesmo sendo realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio, que segue até 19 de julho, tem impulsionado o consumo de alimentos, bebidas, televisores, artigos esportivos e produtos para confraternizações. Com isso, empresas reforçaram as equipes, principalmente em bares e restaurantes, comércio, logística, turismo e eventos, com foco em contratações temporárias. (veja abaixo os direitos do trabalhadores) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dados da Catho, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que, entre abril e junho deste ano, o número de vagas anunciadas em setores tradicionalmente beneficiados pelo torneio cresceu 26% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 40.217 vagas anunciadas neste ano, ante 31.910 no mesmo intervalo do ano passado. As maiores altas entre os cargos ocorreram para atendente de restaurante (+120%), auxiliar de loja (+38%), auxiliar de produção (+28%) e auxiliar de logística (+16%). Já entre as áreas de atuação, restaurantes registraram crescimento de 47% nas vagas, enquanto logística e suprimentos avançaram 16%. O crescimento foi puxado principalmente por funções operacionais e de atendimento ao público. Veja os destaques do segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Por profissão Atendente de Restaurante: +1.975 vagas (saltou de 1.634 para 3.609 — um crescimento de +120%). Auxiliar de Produção: +1.477 vagas (de 5.215 para 6.692 — crescimento de +28%). Auxiliar de Loja: +1.472 vagas (de 3.814 para 5.286 — crescimento de +38%). Auxiliar de Logística: +1.172 vagas (de 7.128 para 8.300 — crescimento de +16%). Por área de atuação: Logística Suprimentos: +2.973 vagas (de 18.584 para 21.557 — alta de +16%). Restaurante: +2.922 vagas (de 6.217 para 9.139 — alta de +47%). Administrativo Comercial: +2.777 vagas (de 63.575 para 66.352 — alta de +4%). Administrativa: +2.333 vagas (de 13.247 para 15.580 — alta de +17%). Administrativo/ Operacional: +2.065 vagas (de 25.315 para 27.380 — alta de +8%). Segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), a Copa se soma a outras datas sazonais, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, para impulsionar a contratação de trabalhadores. A entidade estima cerca de 600 mil contratos temporários entre abril e junho de 2026 e afirma que aproximadamente 20% dos profissionais acabam sendo efetivados pelas empresas. Para Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem, a competição costuma ampliar a demanda por mão de obra principalmente nos setores de comércio, indústria e serviços. "Quanto mais tempo a Seleção Brasileira permanecer na competição, maior tende a ser o prolongamento desses contratos", afirma. Segundo ele, muitos trabalhadores enxergam as vagas temporárias como uma oportunidade de recolocação e efetivação. Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo Marcelo Brandt/G1 Interesse dos trabalhadores também cresce Uma pesquisa do InfoJobs mostra que 65,1% dos entrevistados pretendem buscar empregos temporários durante a Copa do Mundo, enquanto 64,8% acreditam que grandes eventos esportivos aumentam as chances de conseguir trabalho. Para Hosana Azevedo, gerente de Recursos Humanos da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, a competição amplia a demanda por mão de obra em diversos segmentos. "Para muitos profissionais, esse pode ser um caminho para conquistar renda extra, adquirir experiência ou até abrir portas para futuras contratações efetivas", afirma. Ela destaca que muitas empresas utilizam esse período para identificar talentos e avaliar candidatos em situações reais de trabalho. Vagas temporárias frequentemente podem se transformar em oportunidades efetivas para candidatos que apresentem bom desempenho, comprometimento e capacidade de adaptação. Segundo especialistas do setor, as oportunidades concentram-se principalmente em funções operacionais e de atendimento, como garçons, atendentes, cozinheiros, bartenders, operadores de caixa, auxiliares de logística, estoquistas e entregadores. Além da experiência técnica, as empresas também buscam profissionais com boa comunicação, flexibilidade, disponibilidade de horário e capacidade para trabalhar sob pressão. Bar Novo Estrela preparado para recebr os jogos da Copa do Mundo Arquivo Pessoal Bares e restaurantes esperam faturar mais Entre os setores mais beneficiados está o de alimentação. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 80% dos empresários esperam aumentar o faturamento durante a Copa, enquanto 52% pretendem transmitir os jogos. Os segmentos mais impactados são bares, restaurantes, cervejarias, choperias, churrascarias e espetarias, que costumam registrar maior movimento durante as partidas da Seleção Brasileira. A maior parte dos empresários estima crescimento de até 20% nas receitas. Segundo José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo e Inteligência da Abrasel, o desempenho da Seleção influencia diretamente o consumo. "Os jogos da Seleção são os principais picos de faturamento. Nesses dias, há aumento expressivo no fluxo de clientes e no gasto médio, o que transforma cada partida em uma oportunidade relevante de geração de receita para bares e restaurantes", explica o especialista da Abrasel. Camargo destaca ainda que muitos estabelecimentos também exibem partidas de outras seleções, mantendo o movimento ao longo de toda a competição e justificando reforços pontuais nas equipes durante o torneio. Além da alimentação, o varejo também deve ser beneficiado pelo aumento do consumo durante a Copa, avalia Thiago Carvalho, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os segmentos com maior potencial de crescimento são lojas de eletrônicos, impulsionadas pela venda de televisores e equipamentos de áudio, supermercados, devido ao aumento da procura por alimentos e bebidas, lojas de vestuário e artigos esportivos, e comércio de artigos para festas. Segundo o economista, o período também funciona como uma oportunidade para as empresas avaliarem profissionais para futuras efetivações. Como o segundo semestre é o melhor período de vendas para o setor e, consequentemente, a época em que o varejo mais contrata e investe na abertura de lojas, os colaboradores que forem bem avaliados terão grandes chances de permanecer.” Quais são os direitos dos trabalhadores temporários? O patrão tem várias obrigações ao contratar um trabalhador temporário, que devem ser seguidas conforme a lei 6.019/1974. Esse tipo de contrato tem como objetivo atender a necessidades excepcionais, como picos de demanda ou substituição de funcionários permanentes. A legislação permite que o funcionário temporário seja contratado por um período de até 180 dias, consecutivos ou não, com a possibilidade de prorrogação apenas uma vez por mais 90 dias, conforme a necessidade da empresa. Esses trabalhadores têm direitos semelhantes aos dos empregados contratados por prazo indeterminado, como benefícios trabalhistas e previdenciários, registro em carteira, além do recolhimento do FGTS e o pagamento de férias proporcionais. “Ainda que o trabalhador esteja contratado de forma temporária, isso não significa que não exista a necessidade de observação dos direitos e garantias estabelecidos nas relações de trabalho, os quais a legislação brasileira protege”, afirma a advogada trabalhista Márcia Cleide Ribeiro. Veja abaixo os principais direitos dos trabalhadores temporários: Remuneração, respeitando a igualdade salarial; Jornada de oito horas diárias (40 horas semanais); Pagamento de horas extras (que não excedam duas horas diárias); Repouso semanal remunerado; Pagamento de adicional noturno, insalubridade e periculosidade, caso necessário; Recebimento de férias proporcionais ao período trabalhado; Indenização se dispensado fora do tempo previsto no contrato, sem justa causa; Seguro contra acidente de trabalho, bem como proteção previdenciária; Recepção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em conta vinculada; 13º salário proporcional ao período trabalhado. Além das obrigações financeiras, a empresa deve garantir ao trabalhador temporário as mesmas condições de trabalho oferecidas aos empregados permanentes, como segurança, higiene, saúde e ambiente salubre. “O temporário deve ter acesso ao atendimento médico, ambulatorial e de refeição nas mesmas condições que os outros empregados da empresa”, completa a advogada trabalhista Agatha Otero. O recolhimento do FGTS, que deve ser feito pela empresa, é de 8% sobre a remuneração paga ao empregado durante o período de contrato. Ao final do vínculo, o trabalhador pode sacar 100% do saldo do FGTS. No entanto, nesse tipo de contratação, não há o pagamento da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia, já que essa penalidade se aplica apenas em rescisões sem justa causa de contratos por tempo indeterminado. É o que explica Márcio Coelho, advogado especializado em direito trabalhista e previdenciário. “Não têm direito ao aviso prévio e não recebem a multa de 40% sobre o FGTS. Quanto ao seguro-desemprego, o trabalhador temporário terá direito se tiver trabalhado pelo menos seis meses nos últimos 12 meses antes da demissão, não recebendo nenhum outro benefício previdenciário e se a demissão ocorrer sem justa causa”, afirma. Uma das obrigações mais importantes do empregador é a formalização do contrato por escrito. Esse documento deve detalhar a função do empregado, o período de serviço, a remuneração e todas as condições de trabalho. Além disso, é necessário registrar na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) que o vínculo é temporário, assegurando o cumprimento correto do contrato e prevenindo complicações futuras. O registro em carteira é fundamental para garantir que o contrato seja encerrado corretamente. Caso o empregador deixe de formalizar o contrato por escrito ou não siga as regras legais estabelecidas, a relação de trabalho pode ser reconhecida como permanente. Nesse caso, o empregado passa a ter os mesmos direitos que um trabalhador efetivo, incluindo aviso prévio, seguro-desemprego, multa de 40% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa e estabilidade em casos de gravidez ou acidente de trabalho. “É fundamental que os trabalhadores leiam atentamente os termos do contrato temporário, compreendendo as cláusulas e direitos, para evitar surpresas desagradáveis no futuro. A conscientização sobre as condições de trabalho ajuda a garantir que os profissionais sejam tratados de maneira justa e respeitosa, mesmo em situações temporárias", completa Márcio Coelho. LEIA TAMBÉM Da Copa ao escritório: por que pressão e ansiedade afetam tanto o desempenho de profissionais Que tipo de torcedor você é no trabalho durante a Copa do Mundo? Faça o QUIZ e descubra Copa do Mundo 2026: empresa é obrigada a liberar funcionários para ver jogos? Entenda Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista
05/07/2026 06:00:17 +00:00
Seu salário é bom? Veja por que a resposta depende de mais do que o valor na conta

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
05/07/2026 05:00:29 +00:00
Mega-Sena, concurso 3027: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões

Mega-Sena, concurso 3027: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3027 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 38 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 15 - 16 - 24 - 34 - 47 5 acertos - 44 apostas ganhadoras: R$ 45.413,55 4 acertos - 3.304 apostas ganhadoras: R$ 996,89 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (7). O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Mega-Sena, concurso 3027 Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
05/07/2026 00:02:37 +00:00
Americanas vende dona da Imaginarium e Puket para BandUP! por R$ 152 milhões

Americanas abre 330 vagas temporárias para a Páscoa na Bahia Divulgação A Americanas fechou, na quinta-feira (2), a venda da Uni.Co, holding dona da Imaginarium, para a BandUP! e recebeu R$ 20 milhões como primeira parcela dos R$ 152,9 milhões da operação. O acordo faz parte do plano de recuperação judicial da empresa. Parte do dinheiro foi usada para cobrir os custos da venda, e o valor remanescente foi destinado à amortização extraordinária da 22ª emissão de debêntures não conversíveis em ações da companhia, ou seja, ao pagamento antecipado de parte da dívida, fora do cronograma previsto. A BandUP! é especializada na venda de produtos oficiais licenciados de franquias como Harry Potter, Disney e Cartoon Network. Agora no g1 O restante do valor da venda será pago à Americanas em cinco parcelas anuais, iguais e sucessivas, com vencimento da primeira em um ano. Até o pagamento de cada parcela, os valores serão corrigidos pelo CDI, tomando como referência o período entre a data de fechamento da operação e a data do efetivo pagamento. A Americanas está em recuperação judicial desde janeiro de 2023, após revelar inconsistências contábeis bilionárias em seu balanço financeiro. A empresa informou ter identificado um rombo estimado em mais de R$ 20 bilhões relacionado à contabilização de operações com fornecedores, o que desencadeou uma crise financeira e uma disputa judicial com credores. Desde então, a varejista vem executando medidas previstas no plano de recuperação, como a venda de ativos e a renegociação de dívidas, com o objetivo de reduzir seu endividamento e reequilibrar as contas. Na semana passada, a Polícia Federal (PF) iniciou a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude na empresa. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões. Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. "Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis", diz o documento.
04/07/2026 20:14:49 +00:00
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