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g1 > Economia

Como montar uma horta em casa

Especialistas dão dicas de como cultivar uma horta em casa Reprodução/TV Globo Quem quer cultivar hortaliças em casa pode contar com um guia gratuito da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que reúne orientações para implantar uma horta mesmo em pequenos espaços. A publicação explica os principais fatores que influenciam o desenvolvimento das plantas, como a quantidade de horas de sol, o tipo de solo e a adubação. Segundo a Embrapa, escolher corretamente o local onde a horta será instalada é uma das etapas mais importantes para o sucesso do cultivo. Além disso, a cartilha traz dicas para selecionar as hortaliças mais adequadas ao espaço disponível e orientações sobre o plantio e os cuidados necessários ao longo do cultivo. 📱Acesse aqui Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos
03/07/2026 16:09:06 +00:00
Ministro da Fazenda diz que pessoas e empresas alvos de sanções dos EUA já estavam sendo investigadas: 'interferência nos preocupa'

Ministro da Fazenda, Dario Durigan Washington Costa/MF O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feita (3) em entrevista exclusiva ao g1 que os alvos das sanções aplicadas pelos Estados Unidos por suposta ligação com facções criminosas já estavam sendo investigados no Brasil "há um tempo" e que a "interferência" da gestão de Donald Trump preocupa. A Polícia Federal (PF) fez hoje uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Ao todo, a PF expediu 11 mandados de prisão temporária. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que na última quarta-feira (1º) foi sancionada pelos EUA por suposto vículo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo de sanções do governo americano, está entre os procurados pela PF, mas está foragido. "Essas empresas já estavam sendo investigadas no Brasil, pela Polícia Federal, pela Receita [Federal]. A gente já sabia, não tem novidade. Hoje mesmo a polícia faz uma operação, quer dizer que a investigação já estava em curso há um tempo", disse Durigan. Essa foi a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelos EUA contra alvos que acreditam ter relação com facções criminosas após classificá-las como grupos terroristas internacionais, em junho. "Essas organizações são, de fato, muito ruins e causam terror social no Brasil. E aí, o que a gente fica com dúvida, tanto nós, quanto a população brasileira, é o que será feito com isso. E esse espaço de ataque, esse espaço de interferência dos Estados Unidos no Brasil, sem que a gente saiba exatamente o que se pretende com isso, é o que nos preocupa", afirmou o ministro da Fazenda. De acordo com o ministro, o Brasil está aberto a fornecer informações sobre indivíduos suspeitos de envolvimento com as facções criminosas, mas espera, em contrapartida, que os Estados Unidos forneçam informações aos investigadores brasileiros. "Nesses casos de agora, especificamente, houve troca de informações. A própria autoridade brasileira informou ao governo dos Estados Unidos o que se passava aqui. A gente que já estava investigando e punindo essas pessoas e essas empresas", declarou o ministro. LEIA TAMBÉM: O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro Agora no g1
03/07/2026 16:09:03 +00:00
Governo brasileiro altera regras de exportação de carnes para União Europeia e tenta evitar embargo

Governo brasileiro cria protocolo com novas regras pra exportação de carne bovina para Uni O Ministério da Agricultura alterou regras para exportação de carne e derivados para atender às exigências da União Europeia em relação ao uso de antimicrobianos, segundo a agência de notícias Reuters. A medida busca evitar a suspensão dos embarques para o bloco a partir de 3 de setembro. A União Europeia ameaçou interromper algumas importações do Brasil caso o país não cumpra as regras que proíbem o uso de antimicrobianos. ➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Nas novas normas, os frigoríficos autorizados a exportar para o bloco devem implementar controles auditáveis ​​que comprovem a conformidade com as regras europeias, segundo uma circular do ministério datada de 1º de julho obtida pela Reuters. Os controles devem garantir a rastreabilidade de materiais e animais, bem como manter evidências da elegibilidade dos lotes destinados à UE. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) não quis comentar a medida, enquanto a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Brasil deixado de fora O Brasil foi removido de uma lista, divulgada em maio, de países autorizados a exportar carne para a União Europeia devido a preocupações com o uso de antimicrobianos. A União Europeia responde por 5,8% do valor que o Brasil exporta em carne bovina, o que coloca o bloco como o terceiro maior destino do produto, depois de China (49,3%) e Estados Unidos (9%), segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. As exportações de carne de aves somaram US$ 800 milhões em 2025, e as de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão. O Brasil corre o risco de perder o acesso para exportar carne bovina, carne de aves, ovos, produtos da aquicultura, mel e tripas. Para atender à nova exigência, o Ministério da Agricultura publicou, em 29 de maio, uma portaria criando o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos. A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu. ➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos. Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias. Leia também: Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
03/07/2026 15:46:30 +00:00
Neymar, Endrick e mais: veja quanto custa atualizar o álbum da Copa com as novas figurinhas

Neymar Jr. e Endrick estão no kit de atualização de figurinhas da Copa do Mundo. Divulgação/Panini A Panini anunciou o lançamento do kit de atualização para o álbum da Copa do Mundo 2026. Com um total de 120 cromos, o pacote inclui 118 jogadores que ficaram de fora da coleção original e duas novas figurinhas. Entre os jogadores brasileiros que entraram no kit de atualização estão Neymar Jr., Endrick, Weverton, Igor Thiago, Weverton e Alex Sandro. Outros nomes do futebol internacional, como o alemão Manuel Neuer, o espanhol Cubarsí e o inglês Noni Madueke também estão presentes. Quanto custa o kit de atualização? Segundo a Panini, o kit de atualização conta com as 120 novas figurinhas inclusas e está em pré-venda por R$ 119,90 no site oficial da Panini. A expectativa é que o pacote esteja disponível em breve nas principais bancas, lojas, livrarias e Panini Points. Agora no g1 LEIA MAIS Copa do Mundo 2026: como identificar figurinhas falsas do álbum? Álbum da Copa: veja apps para organizar a coleção de figurinhas e ajudar a completar Figurinhas e álbuns da Copa lideram reclamações no Procon-SP; veja cuidados para evitar golpes Veja a lista completa de jogadores no kit de atualização: África do Sul Ime Okon Jayden Adams Themba Zwane Relebohile Mokofeng Alemanha Manuel Neuer Malick Thiaw Aleksandar Pavlović Angelo Stiller Deniz Undav Argélia Luca Zidane Rafik Belghali Ibrahim Maza Farès Ghedjemis Adil Boulbina Árabia Saudita Abdudelah Al-Amri Ali Majrashi Mohamed Kanno Sultan Mandash Argentina Giovani Lo Celso Austrália Paul Izzo Jason Geria Paul Okon-Engstler Ajdin Hrustic Nishan Velupillay Bélgica Dodi Lukébakio Brasil Alex Sandro Endrick Neymar Jr. Igor Thiago Weverton Cabo Verde ● Laros Duarte ● Nuno da Costa Canadá Joel Waterman Alfie Jones Coréia do Sul Taehyeon Kim Moonhwan Kim Costa do Marfim Guéla Doué Elye Wahi Nicolas Pépé Croácia Nikola Vlašić Igor Matanović Equador Anthony Valencia Escócia Nathan Patterson Egito Mohamed Abdelmonem Mahmoud Saber Haissem Hassan Ibrahim Adel Espanha Pau Cubarsí Alejandro Grimaldo Marcos Llorente Yeremy Pino EUA Gio Reyna Sebastian Berhalter França N’Golo Kanté Rayan Cherki Marcus Thuram Gana Benjamin Asare Jonas Adjetey Kojo Peprah Oppong Kwasi Sibo Christopher Bonsu Baah Ernest Nuamah Brandon Thomas-Asante Prince Adu Haiti Wilguens Paugain Wilson Isidor Holanda Quinten Timber Noa Lang Inglaterra Nico O’Reilly Eberechi Eze Noni Madueke Irã Arya Yousefi Ali Nemati Amirmohammad Razzaghinia Ali Alipour Amirhossein Hosseinzadeh Iraque Kevin Yakob Japão Hiroki Ito Wataru Endo Yuito Suzuki Daizen Maeda Jordânia Odeh Fakhoury Marrocos Issa Diop Anass Salah-Eddine Chadi Riad Neil El Aynaoui Chemsdine Talbi México Guillermo Ochoa Érik Lira Álvaro Fidalgo Brian Gutiérrez Gilberto Mora Armando González Noruega Jens Petter Hauge Paraguai Braian Ojeda Álex Arce Qatar Ayoub Aloui Jassem Gaber Mohammed Muntari Senegal Ibrahim Mbaye Suécia Carl Starfelt Besfort Zeneli Alexander Bernhardsson Benjamin Nygren Tchéquia Vladimír Darida David Douděra Mojmír Chytil Tunísia Abdelmouhib Chamakh Omar Rekik Anis Ben Slimane Rani Khedira Mohamed Belhadj Mahmoud Mortadha Ben Ouanes Sebastian Tounekti Uruguai Matías Viña Uzbequistão Jakhongir Urozov Akmal Mozgovoy Azizjon Ganiev Panini lança kit de atualização de figurinhas para o álbum da Copa. Divulgação/Panini
03/07/2026 15:01:22 +00:00
Exportações de petróleo do Golfo Pérsico se recuperam em junho, mas seguem 40% abaixo do pré-guerra

Navios são vistos no Estreito de Ormuz, em Musandam, em Omã, no dia 16 de junho de 2026 Reuters As exportações de petróleo no Golfo Pérsico aumentaram em mais de 3 milhões de barris por dia em junho na comparação com maio, ultrapassando a marca de 10 milhões de barris diários, segundo empresas globais de análise de cargas. As vendas internacionais da commodity, no entanto, ainda estão 40% abaixo dos níveis registrados antes do conflito. Os Emirados Árabes Unidos lideraram a recuperação das exportações, permitindo que milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos no Golfo chegassem aos mercados internacionais. Isso possibilitou que os produtores elevassem a oferta e contribuíssem para a queda dos preços da commodity aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio. 🔎 O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao oceano Índico. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pela rota. Segundo a Kpler, as exportações combinadas de petróleo bruto e condensado da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait, do Iraque e do Irã cresceram mais de 3,5 milhões de barris por dia em relação a maio, alcançando 10,07 milhões de barris diários. Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde Agora no g1 A Vortexa, outra empresa especializada em análise de cargas, estimou os embarques de junho em 10,2 milhões de barris por dia — acima dos 7 milhões registrados em maio, mas ainda bem abaixo dos 16,5 milhões de barris diários observados um ano antes. A melhora nas vendas de petróleo é um reflexo direto do acordo preliminar assinado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho. O tratado ajudou a interromper o conflito e a restabelecer a navegação pelo Estreito de Ormuz. Segundo Johannes Rauball, analista da Kpler, ainda restam cerca de 23 milhões de barris para transitar pelo estreito. Ele acrescentou que o petróleo armazenado temporariamente em navios na região atingiu um pico de 96 milhões de barris no fim de abril. Emirados Árabes lideram recuperação das exportações Dados da Kpler, da Vortexa e da LSEG mostram que as exportações dos Emirados Árabes Unidos atingiram um recorde de 3,7 milhões a 3,8 milhões de barris por dia em junho — mais de 1 milhão de barris acima do volume registrado em maio. Segundo a empresa de serviços e análise do transporte marítimo BRS, 98 petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz entre 22 e 28 de junho — cerca de 14 por dia, o maior número desde o início do conflito. O volume incluiu 47 petroleiros carregados deixando o Golfo e 41 embarcações vazias entrando na região, sinalizando maior disposição das empresas de transporte marítimo para operar na área. As exportações de petróleo bruto da Arábia Saudita aumentaram 768 mil barris por dia em junho, alcançando 4,52 milhões de barris diários, segundo a Kpler. Na semana passada, os embarques chegaram a uma média de 6,3 milhões de barris por dia, patamar próximo ao de janeiro, impulsionados pelo aumento dos carregamentos no terminal de Ras Tanura. Durante o conflito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos desviaram parte das exportações por oleodutos que contornam o Estreito de Ormuz, uma alternativa praticamente indisponível para Iraque e Kuwait. A estatal emiradense ADNOC também recorreu ao transporte por navios-tanque para ajudar a manter os embarques. As exportações do Iraque e do Kuwait se recuperaram para cerca de 800 mil barris por dia cada, segundo a Vortexa. O Kuwait aumentou significativamente sua produção em junho para 1,65 milhão de barris por dia, segundo uma fonte ouvida pela Reuters. Já o Irã elevou suas exportações em mais de 70%, para 640 mil barris diários, beneficiado pelo relaxamento das restrições impostas pelos Estados Unidos, informou a Vortexa.
03/07/2026 13:50:59 +00:00
Dataprev publica edital de concurso com 1,8 mil vagas e salários de até R$ 10,6 mil

Concurso da Dataprev abre 1,8 mil vagas com salários de até R$ 10,6 mil Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) publicou nesta sexta-feira (3) o edital do seu novo concurso público. Ao todo, são ofertadas 212 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva com 1.611 oportunidades, totalizando 1.823 vagas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO As vagas são destinadas a candidatos com nível superior em áreas como Arquitetura, Administração, Tecnologia da Informação, Engenharia, Direito, Ciências Contábeis, Comunicação Social, entre outras. A remuneração inicial varia conforme o cargo e a jornada de trabalho. (veja na tabela abaixo a distribuição de vagas) Analista de Tecnologia da Informação (várias especialidades): jornada de 40 horas semanais e remuneração inicial de R$ 10.685,44. Analista de Processamento: jornada de 30 horas semanais e remuneração inicial de R$ 8.273,94. Agora no g1 Além do salário, os contratados pelo regime CLT terão direito aos seguintes benefícios, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho e os normativos internos da empresa: Ticket alimentação/refeição de R$ 1.357,20; Auxílio pré-escolar ou escolar de até R$ 1.758,35 para filhos; Auxílio para tratamento especializado de até R$ 1.230,00 para filhos com deficiência; Assistência à saúde, por meio de reembolso, conforme regras específicas; Previdência complementar, por meio da Prevdata; Participação nos Lucros e Resultados (PLR); Gratificação variável por resultado; Seguro de vida em grupo; Possibilidade de progressão na carreira. As vagas e o cadastro de reserva estão distribuídos entre diversas localidades, incluindo rasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Florianópolis (SC), conforme o perfil do cargo. Do total de vagas, 25% são reservadas para candidatos negros (pretos e pardos), 5% para pessoas com deficiência, 3% para candidatos indígenas e 2% para candidatos quilombolas. Os interessados poderão se inscrever das 16h do dia 6 de julho até as 16h do dia 6 de agosto, por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 110. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar isenção da taxa, conforme o cronograma previsto no edital. Conforme o edital, o processo seletivo será composto pelas seguintes etapas: Prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos; Procedimento de heteroidentificação e avaliação biopsicossocial para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas para negros (pretos e pardos), quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência. As provas serão aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal no dia 11 de outubro, das 13h às 17h (horário de Brasília). Os portões serão fechados, impreterivelmente, às 12h30. No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a capital onde realizará a prova. Para todos os cargos e perfis, a prova objetiva será composta por 70 questões, sendo: 40 de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Atualidades e Inteligência Artificial e Legislação de Segurança da Informação); 30 de Conhecimentos Específicos. O concurso terá validade de dois anos, contados da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. As contratações ocorrerão após a homologação do resultado final e respeitarão o término da vigência do concurso anterior, realizado em 2024, que permanece válido até 13 de janeiro de 2027. Cronograma do concurso Inscrições: de 6 de julho a 6 de agosto; Pedido de isenção da taxa: de 6 a 8 de julho; Pagamento da taxa de inscrição: até 7 de agosto; Prova objetiva: 11 de outubro de 2026, das 13h às 17h (horário de Brasília); Recursos contra o gabarito preliminar: em até dois dias úteis após a divulgação do gabarito preliminar; Divulgação da imagem do cartão de respostas: após o resultado da prova objetiva, permanecendo disponível por 15 dias corridos após a divulgação do resultado final; Convocação para avaliação biopsicossocial e heteroidentificação: 11 de novembro; Avaliação biopsicossocial e entrevista de heteroidentificação: 22 de novembro; Concurso do IBGE com mais de 9 mil vagas tem edital publicado; veja detalhes
03/07/2026 12:54:09 +00:00
Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência

Dados foram anunciados no site Alibaba Reuters O gigante chinês de tecnologia Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic, no trabalho. A decisão foi tomada após a descoberta de recursos que podem ajudar a identificar usuários com ligação à China. A proibição do Alibaba foi divulgada inicialmente por veículos de imprensa chineses e confirmada pela Reuters, com base em uma fonte familiarizada com o assunto. A proibição faz parte de uma disputa crescente entre as duas empresas. Recentemente, a Anthropic acusou o Alibaba de copiar, de forma indevida, capacidades do modelo de IA Claude. O episódio também reflete a disputa cada vez mais intensa entre os Estados Unidos e a China pela liderança no desenvolvimento da inteligência artificial. O Claude Code é uma ferramenta de programação baseada em inteligência artificial criada pela Anthropic para auxiliar desenvolvedores de software. Apesar das restrições impostas pela empresa a usuários e organizações chinesas, a plataforma se tornou popular entre programadores no país. Segundo a Reuters, os funcionários do Alibaba estão sendo orientados a utilizar a plataforma de programação da própria empresa, chamada Qoder. Agora no g1 Alibaba e Anthropic não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. A empresa chinesa também não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações até a publicação desta reportagem. O que está por trás do bloqueio da IA do Claude pelos EUA Anthropic acusa Alibaba de copiar capacidades de seu modelo de IA A Anthropic afirmou no mês passado ter sido alvo de uma prática conhecida como "destilação", atribuída ao Alibaba. A técnica consiste em treinar um modelo de inteligência artificial menos avançado a partir das respostas geradas por outro mais sofisticado. Segundo a Anthropic, a destilação pode acelerar os esforços da China para alcançar o nível tecnológico de sistemas avançados de IA, como o Mythos Preview, modelo experimental avançado de IA da Anthropic. A declaração consta em uma carta enviada pela empresa a dois senadores dos Estados Unidos e obtida pela Reuters. A proibição ocorre poucos dias após desenvolvedores afirmarem que o Claude Code continha recursos capazes de coletar informações sobre o ambiente dos usuários, como fuso horário e configurações de conexão à internet, além de inserir marcadores discretos em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic. Um funcionário da Anthropic afirmou na terça-feira (30), em publicação na rede social X, que o recurso fazia parte de um experimento lançado em março para impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger os modelos da empresa contra práticas de destilação. Ainda de acordo com a Reuters, as restrições impostas pela Anthropic a usuários da China são difíceis de aplicar na prática, já que algumas pessoas podem utilizar servidores localizados nos Estados Unidos para fazer suas conexões parecerem originadas naquele país. Ainda assim, as companhias têm demonstrado maior preocupação com riscos legais e regulatórios. Enquanto as empresas americanas de IA tentam impedir o acesso não autorizado, a revenda e a cópia de suas tecnologias, companhias chinesas de computação em nuvem e inteligência artificial têm apostado em modelos desenvolvidos localmente e em soluções de código aberto, como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu. Ao mesmo tempo, os modelos de IA chineses vêm ampliando sua presença no mercado dos Estados Unidos, o que tem despertado preocupação entre especialistas do setor.
03/07/2026 12:19:52 +00:00
Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho

Feira em Sarcelles, França, no subúrbio de Paris, na França. Tom Nicholson/Reuters Os preços globais dos alimentos registraram uma leve queda em junho. O recuo foi puxado pelo recuo nos valores do açúcar, dos cereais e dos laticínios, que superaram as altas dos óleos vegetais e das carnes. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities agrícolas — como cereais, carnes, laticínios e óleos vegetais, por exemplo —, que são comercializadas internacionalmente, registrou média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 pontos em maio. O indicador é acompanhado por governos, investidores e empresas porque serve como referência para a evolução dos preços dos alimentos no comércio internacional. 🔎 O Brasil é um dos maiores fornecedores globais de açúcar, milho, soja e carnes, o que torna as oscilações desses preços especialmente relevantes para o país. Agora no g1 O índice já havia recuado em maio após atingir, em abril, o maior nível em três anos, quando o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos provocou uma disparada nos preços dos óleos vegetais. O índice registrado em junho ficou 1,7% acima do nível observado um ano antes, mas ainda 18,7% abaixo do recorde alcançado em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, informou a FAO. O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo foram pressionados pelo avanço da colheita e pelas perspectivas de ampla oferta na região do Mar Negro, importante área produtora e exportadora de grãos. Já o milho recuou diante da expectativa de ampla oferta na América do Sul e da queda dos preços do petróleo. O índice de preços do arroz da FAO, por outro lado, subiu 3,2%, impulsionado pela maior demanda na Ásia por arroz do tipo indica, variedade amplamente consumida nos países asiáticos. Os preços do açúcar, por sua vez, caíram 5,7%. A desvalorização do etanol no Brasil incentivou as usinas a destinar mais cana-de-açúcar à produção do produto. Ainda assim, as preocupações com um possível impacto do El Niño sobre as safras da Índia e da Tailândia limitaram o recuo da commodity. Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo aumento da oferta global. Já o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior e renovou o recorde histórico, impulsionado principalmente pelos preços da carne de aves diante da forte demanda global. Os preços dos óleos vegetais avançaram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido ao aumento da demanda por biodiesel.
03/07/2026 12:01:46 +00:00
Dólar opera em queda e vai a R$ 5,16, de olho em dados econômicos e com feriado nos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta sexta-feira (3), com um recuo de 0,79% perto das 13h10, cotado a R$ 5,1669. A sessão deve ter um volume de negócios reduzido por conta do feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 1,05% no mesmo horário, aos 174.599 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️Os últimos dados de emprego dos EUA seguem no centro das atenções dos mercados financeiros globais. O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, foi divulgado na véspera e apontou para a criação de 57 mil novos postos em junho — bem abaixo do esperado pelos economistas, de 113 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%. A desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha os juros no nível atual na próxima reunião. Com isso, diminui a chance de uma alta das taxas em julho, cenário que vinha sendo cogitado pelo mercado. ▶️ No Brasil, o destaque fica com o resultado da produção industrial de maio que, segundo o IBGE, caiu 0,2% em comparação a abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um avanço de 0,2%. O resultado veio abaixo das estimativas do mercado. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar. a Acumulado da semana: +0,79%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,12%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,29%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: +7,24%. Mercados globais Em Wall Street, os índices permanecem fechados nesta sexta-feira (3), por conta do feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Já na Europa, a maioria das bolsas operavam em alta, conforme investidores seguiam atentos a dados econômicos da região e ainda repercutiam os dados do mercado de trabalho americano. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, tinha alta de 0,78% perto das 13h10, enquanto o CAC-40, da França, subia 0,39% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,25%. Na Ásia, as ações chinesas se recuperaram nesta sexta-feira, após uma forte onda de vendas entre fabricantes de chips no pregão anterior e ainda repercutindo os dados de emprego dos EUA, divulgados na véspera. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 0,62%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,37%. No Japão, o índice Nikkei avançou 1,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 5,76% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,28%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
03/07/2026 12:00:08 +00:00
Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade

AdobeStock O Brasil lançou nesta sexta-feira (3) um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados. Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas. O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento. O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados —e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA —a substância responsável pelo efeito terapêutico— que costuma vir de fora. Agora no g1 O que o centro vai fazer Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia —a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes. Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse —infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos. Do laboratório ao mercado, caminho ainda pode levar anos Nenhum dos dois projetos em andamento deve resultar em medicamento disponível para pacientes dentro do prazo inicial de funcionamento do centro. A proposta do CC-IFABR é avançar as moléculas até etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, reduzindo riscos para que, no futuro, possam ser assumidas por empresas farmacêuticas. Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial. Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados. O ‘vale da morte’ Descobrir uma molécula promissora costuma ser só o primeiro passo. Um dos principais gargalos da indústria farmacêutica é transformar uma descoberta científica em processo produtivo capaz de fabricar grandes quantidades da substância com qualidade, segurança e custo competitivo —a transição entre pesquisa acadêmica e produção industrial que pesquisadores chamam de "vale da morte", onde muitos projetos são abandonados. Prata afirma que o centro pretende reduzir esse risco desenvolvendo, além das moléculas, rotas de produção mais eficientes e sustentáveis. Uma das principais apostas é uma biofoundry, plataforma automatizada que usa robótica e inteligência artificial para desenvolver e otimizar microrganismos capazes de produzir moléculas de interesse farmacêutico —o objetivo é acelerar esses processos e validá-los em escala piloto, aproximando as pesquisas das exigências da indústria e das agências reguladoras. Ainda assim, não há estimativa pública de quantos projetos vão conseguir superar essa etapa e chegar ao mercado. Quem vai ficar com as patentes Outra preocupação em torno de pesquisas com a biodiversidade brasileira é evitar que descobertas feitas no país sejam exploradas economicamente apenas por empresas estrangeiras. Segundo Prata, a estratégia do centro é transformar compostos naturais em novas moléculas patenteáveis, licenciadas de preferência para empresas instaladas no Brasil. Ele afirma ainda que todo o processo vai seguir a legislação sobre acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios, garantindo que comunidades tradicionais e pesquisadores envolvidos recebam a participação prevista em lei. R$ 60 milhões financiam só a primeira fase O investimento anunciado cobre os quatro primeiros anos de funcionamento do centro e será usado na implantação da infraestrutura e no desenvolvimento das pesquisas iniciais. A expectativa, afirma Prata, é captar novos recursos ao longo da execução do programa, com participação da indústria farmacêutica e de outras fontes de financiamento —mas, até o momento, não há parceiros nem valores confirmados para essa segunda etapa. O que é um IFA? O Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) é a substância responsável pelo efeito terapêutico de um medicamento: é ela que combate uma infecção, reduz a febre ou age contra células tumorais. Os demais componentes do comprimido ou da cápsula servem apenas para dar forma, estabilidade e facilitar a administração do remédio. Hoje, embora a maior parte dos medicamentos vendidos no Brasil seja fabricada no país, seus IFAs vêm de fora —principalmente da China e da Índia. É essa dependência que o novo centro diz querer reduzir no longo prazo. Ao fim dos quatro anos iniciais, a expectativa não é substituir importações imediatamente, mas entregar moléculas e processos em estágio mais avançado de desenvolvimento para que possam seguir para testes clínicos, parcerias industriais e, eventualmente, produção em escala. O impacto real sobre a dependência externa de IFAs dependerá das próximas fases de desenvolvimento e da capacidade de transformar essas descobertas em produtos aprovados e fabricados no país. O que diz o Ministério da Saúde Procurado, o Ministério da Saúde afirma que "os R$ 60 milhões compreendem o investimento previsto e já estão totalmente empenhados, no âmbito do Contrato de Gestão firmado com a Embrapii". "O Centro não foi concebido para promover a substituição imediata de IFAs importados, mas para estruturar pesquisa, desenvolvimento, formação de capacidades e geração de conhecimento em uma área de fronteira tecnológica. Acompanhamento semestral será feito pela Comissão de Acompanhamento e Avaliação, da qual o Ministério da Saúde participa. O modelo de Centro de Competência prevê um conjunto de indicadores técnicos e financeiros, como número de projetos de PD&I desenvolvidos, recursos executados com fontes não Embrapii, número de empresas participantes ou associadas, recursos aportados por empresas e número de startups e empresas de base tecnológica mobilizadas. O Sistema Único de Saúde não incorpora IFAs isoladamente, mas medicamentos e outras tecnologias em saúde. As soluções chegarão ao SUS a partir do escalonamento produtivo e da avaliação regulatória. O CC IFA vai formar capacidades que possam subsidiar produtos de interesse para a saúde pública. O Ministério da Saúde acompanha a iniciativa como interveniente do Contrato de Gestão, mas não exerce fiscalização direta sobre essa legislação específica, que cabe à Embrapii. O desenho do CC-IFABR busca enfrentar o desafio produtivo ao combinar pesquisa aplicada, interação com empresas, foco em projetos de PD&I e acompanhamento por indicadores de desempenho. A articulação entre instituições científicas, infraestrutura tecnológica e parceiros produtivos visa criar condições mais favoráveis para que o conhecimento gerado avance ao longo da cadeia de inovação", conclui a nota.
03/07/2026 09:28:35 +00:00
Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura

O resgatador de abelhas Clarence Chua segura um punhado de abelhas após retirá-las de uma colmeia em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura. REUTERS/Edgar Su Armado apenas com uma bandana e as próprias mãos, Clarence Chua, de 42 anos, resgata abelhas retirando-as de colmeias e colocando-as em caixas de madeira para serem realocadas — às vezes, até para o próprio quintal. "O que eu gosto nelas é que, se você as respeita e não ameaça a segurança delas, elas ficam totalmente tranquilas com a sua presença bem de perto", diz Chua. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando moradores de Singapura encontram abelhas fazendo colmeias em suas casas, normalmente chamam empresas de controle de pragas, que conseguem exterminar os ninhos em poucos minutos por cerca de 80 a 150 dólares de Singapura (US$ 62 a US$ 116). Mas Chua vem convencendo um número cada vez maior de pessoas a permitir que ele faça o resgate das abelhas, cobrando entre 100 e 500 dólares de Singapura. Nos últimos seis anos, ele realocou com segurança uma média de 100 colmeias por ano, o que representa cerca de 6 milhões de abelhas salvas. O processo de realocação humanitária consiste em transportar toda a colônia, preservando a abelha-rainha, as larvas e as operárias. Depois, elas são levadas para um dos três apiários administrados por Chua, sendo que um deles fica no quintal de sua própria casa. Chua já resgatou abelhas dos lugares mais inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual em um condomínio até o motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido. De onde vem o que eu como: Mel Leia também: 'Não sabia que era do Brasil': governo Trump desconhecia peso do mel nacional para os EUA R$ 1 mil o quilo? Conheça o wagyu, boi do Japão que tem a carne mais cara do mundo Entre ferroadas e enxames Os resgatadores de abelhas Clarence Chua e Jian Ping removem uma colmeia de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026 REUTERS/Edgar Su À medida que cresce a conscientização sobre o resgate de abelhas, ele conta que os conselhos municipais, responsáveis pela administração dos conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população de Singapura, também passaram a contratar seus serviços. Mesmo assim, o trabalho não é livre de riscos. Certa vez, ele tentou resgatar um enxame que imaginava ser dócil, instalado na sacada de um condomínio, mas acabou sendo atacado. Nos cerca de 30 segundos que levou para soltar o equipamento de segurança e fugir, foi ferroado aproximadamente 100 vezes. "Isso realmente me ensinou a nunca subestimar a natureza", afirmou. Ele acrescenta que ainda hoje costuma se aproximar das colmeias sem roupa de apicultor num primeiro momento, para avaliar o comportamento das abelhas antes de vestir o equipamento de proteção, caso perceba que o enxame está agitado. Chua também promove o resgate de abelhas nas redes sociais. Vídeos de seu trabalho, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores. "Sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo. É impressionante a quantidade de culturas agrícolas das quais dependemos para a nossa própria sobrevivência", disse. O resgatador de abelhas Clarence Chua grava conteúdo para as redes sociais com seus óculos inteligentes da Meta enquanto retira, com as próprias mãos, abelhas de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Edgar Su
03/07/2026 07:01:15 +00:00
A brasileira empresária de Haaland que se tornou a primeira mulher 'superagente' do futebol: 'Acham que a gente não entende do assunto'

Rafaela Pimenta é agente de Erling Haaland, astro da Noruega que vai enfrentar o Brasil no domingo BBC Sport Rafaela Pimenta nunca marcou um gol nem comandou uma equipe à beira do gramado. Ainda assim, aos 53 anos, ela é a única representante do futebol na lista "50 Over 50" da revista Forbes em 2026. Todos os anos, a Forbes publica uma lista global com 50 mulheres que alcançaram posições de destaque e influência, tornando-se referência em suas áreas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na edição deste ano, a brasileira divide espaço com nomes como a atriz Penélope Cruz e a reverenda Sarah Mullally, primeira mulher a ocupar o cargo de Arcebispa de Canterbury. Pimenta comanda a Tatica, uma agência de alto padrão de atletas sediada em Mônaco. Agora no g1 Sua impressionante carteira de clientes inclui o superastro norueguês Erling Haaland — que deve entrar em campo contra o Brasil no próximo domingo (5/7) para a partida das oitavas de final da Copa do Mundo 2026. Primeira mulher a se tornar uma "superagente" do futebol, a brasileira exerce enorme influência nos bastidores de um esporte historicamente dominado por homens. Ao longo da carreira, liderou algumas das maiores negociações do futebol mundial. Em 2022, recebeu o prêmio de Melhor Transferência do Ano no Globe Soccer Awards após conduzir a negociação de Haaland com o Manchester City. Em 2026, Pimenta também esteve à frente da renovação do contrato do norueguês com o clube inglês até 2034. Além dele, Pimenta agencia a joia mexicana Gilberto Mora, de 17 anos, que estreou no Mundial deste ano, entre outros grandes nomes do futebol. Apesar disso, a brasileira afirma que não há espaço para acomodação. "Eu sempre digo: você é tão bom quanto sua última janela de transferências. Se errarmos, se fizermos um trabalho ruim, acabou. Portanto, o que fizemos há dez anos, um ano ou seis meses já não importa. O que é interessante neste trabalho é que você precisa provar seu valor todos os dias e ser criativo todos os dias, porque tudo muda o tempo todo." Mas antes de se tornar agente de jogadores, Rafaela Pimenta atuou como professora no Brasil. Sua relação com o futebol começou exatamente na sala de aula. Em entrevista à BBC Sports em fevereiro deste ano, ela contou que tinha dificuldade em manter a atenção dos alunos e pensou em estruturar as aulas em torno dos aspectos contratuais do esporte — que lhe interessavam do ponto de vista jurídico. Ela foi apresentada a um ex-jogador de futebol e passou a usá-lo como tema de suas aulas. A partir daí, surgiram mais discussões e Rafaela acabou participando de negociações para pessoas que queriam se envolver com clubes de futebol no Brasil. Depois disso, passou a trabalhar com agentes que tentavam trazer jogadores para o Brasil ou levá-los para fora. "Gostei muito da ideia do futebol e pensei: 'Vamos ver se isso pode funcionar'. Eu não tinha certeza de que funcionaria porque os tempos eram diferentes e os agentes estavam apenas começando, então poderia ter dado errado muitas vezes." A parceria com Mino Raiola O jogador sueco Ibrahimovic ao lado de seu agente Mino Raiola na Copa de 2018 Getty Images via BBC Mas existe um equívoco comum sobre a trajetória de Rafaela Pimenta: o de que ela simplesmente assumiu o lugar deixado pelo italiano Mino Raiola após a morte precoce do empresário em abril de 2022. Embora tenha trabalhado lado a lado com uma das figuras mais controversas do futebol mundial, conhecida principalmente por ter conduzido a carreira de Zlatan Ibrahimovic, Pimenta sempre construiu sua própria trajetória. Eles se conheceram durante negociações no Brasil. Raiola queria fazer negócios de uma determinada maneira, mas a brasileira, na época advogada, disse que aquilo não era possível e houve quase um choque de personalidades. Eles tiveram uma reunião, Raiola foi embora, mas depois decidiu que queria trabalhar com Pimenta porque ficou atraído pela forma como ela se recusava a aceitar simplesmente sua palavra ou concordar com tudo o que ele dizia apenas para ter uma vida mais fácil ou entrar no círculo privilegiado. Ele queria alguém que o enfrentasse. "Ele dizia que eu era a única pessoa que tinha coragem de dizer 'não' para ele. Todos os outros só queriam o dinheiro dele e aceitavam até as ideias mais malucas", lembra. "Tivemos muitas brigas, jogando coisas um na cara do outro, gritando um com o outro, brigas teatrais e cômicas. Mas eu diria que, no fundo, nunca tivemos um desacordo real porque, acima de tudo, tenho que dizer que Mino sempre respeitou o acordo que fizemos. Isto é o que você faz, isto é o que eu faço." Após a morte de Raiola, Pimenta passou a trabalhar com algumas das pessoas com quem o empresário italiano trabalhava, mas já tinha sua própria agência, tendo o mexicano Gilberto Mora, de 17 anos, um de seus primeiros clientes. "Foi uma grande aventura vir para a Europa como imigrante, como mulher em um setor dominado por homens, em um setor que, na época, era visto de forma ainda pior do que hoje. Precisamos encarar a realidade: há muitos desafios relacionados aos agentes e a práticas que não são aceitáveis. É um trabalho desafiador. Poderia ter dado errado. E todos os dias pode dar errado." A vez em que foi confundida com uma prostituta Nem todas as experiências na carreira, porém, foram positivas — principalmente quando o assunto é desigualdade de gênero. "Quando comecei a trabalhar com isso, havia pouquíssimas mulheres em cargos de decisão. Havia a Marina Granovskaia, no Chelsea, mas, no geral, dava para contar nos dedos." "Eu via muitas mulheres trabalhando nos clubes, desempenhando funções importantes e participando das decisões, mas sem receber o devido reconhecimento." Pimenta diz que os clubes tinham uma estrutura semelhante: um longo corredor em que a última porta era sempre a sala de quem realmente tomava as decisões. "Normalmente, a mulher parava antes da última porta, e atrás dela havia um homem", afirma. "Era curioso porque eu ia até a última porta, conversava com o diretor-executivo, o diretor esportivo ou quem fosse. E conheci muitas mulheres que paravam antes daquela porta e se sentiam fortalecidas ao ver que eu estava entrando nela", acrescenta. "Há essa imagem de que as mulheres competem demais entre si. Acho que, se soubermos lidar com isso, não precisa ser assim. Eu realmente fui ajudada muitas vezes por mulheres da indústria." Já entre muitos homens que ocupavam posições de poder, a recepção nem sempre foi amistosa. Em diversas ocasiões, diz, o fato de ser mulher foi usado como uma forma de tentar desestabilizá-la. "Acho que, muitos anos atrás, essa questão do gênero era muito mais forte. Houve uma longa evolução desde uma primeira reunião em que um diretor esportivo me disse: 'Então você existe mesmo? Achei que você fosse uma prostituta brasileira.', até onde estamos hoje." Pimenta lembra de outro episódio, ocorrido há cerca de dois anos, durante a negociação de um contrato. Ao seu lado estava um advogado contratado exclusivamente para auxiliar na redação jurídica, em um idioma estrangeiro. "Entramos numa negociação muito dura com o clube. No final, o resultado foi muito bom para o cliente. Então um dos homens do outro lado da mesa se dirigiu ao advogado, que não tinha aberto a boca até então porque esperava o momento de escrever algo, e disse: 'Você a ensinou bem, ela conhece bem o nosso futebol'", lembra. "E o homem disse aquilo como um elogio, como uma piada simpática. Algumas pessoas têm tão profundamente enraizada a ideia de que mulheres são inferiores aos homens ou de que mulheres não entendem de futebol que, mesmo quando tentam ser gentis, acabam sendo preconceituosas. Eu não aceito isso, nem quando vem disfarçado de gentileza." Pimenta diz que sua principal motivação hoje é tornar esse caminho dentro do futebol um pouco mais fácil para as próximas gerações de mulheres. Além de atuar como agente, ela também é professora em cursos para agentes organizados pela UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) e pela associação internacional da categoria. Frequentemente, jovens mulheres pedem conselhos sobre como construir uma carreira no futebol. "E eu digo: 'Não aceite abuso. Você não precisa aceitar nenhum abuso. E não precisa se sexualizar para ser alguém nessa indústria. Não precisa ser bonita, sexy ou aceitar investidas para conseguir espaço. Isso não vai lhe dar espaço. Vai levá-la por um caminho muito ruim'." 'Os clubes têm poder demais' Haaland é um dos jogadores agenciados por Rafaela Pimenta, a primeira mulher a se tornar uma superagente no futebol Getty Images via BBC Rafaela Pimenta construiu sua carreira em um período de profundas transformações no futebol. "Lembro de uma transferência em que chegamos ao clube, fechamos a porta e só saímos quando o negócio foi concluído. Fiquei lá por 18 horas", recorda. "Hoje isso seria impossível. É preciso preparar toda a documentação com uma semana de antecedência, às vezes um mês ou até seis meses antes, porque há muitas questões a resolver: legislação trabalhista, impostos, leis locais." Mas, segundo ela, a transformação mais profunda aconteceu fora das quatro linhas. Os jogadores "passaram a funcionar como verdadeiras empresas" e, com isso, novas oportunidades foram de campo cresceram muito, principalmente em relação às redes sociais. Erling Haaland, por exemplo, é uma superestrela. Ele tem um canal no YouTube com 2 milhões de inscritos e quase 45 milhões de seguidores no Instagram. E, com esse status, vêm também uma enorme demanda e expectativas. "Antigamente, esperava-se que o jogador treinasse pela manhã e jogasse no fim de semana. O resto do tempo era para fazer compras com a esposa ou jogar videogame. Era basicamente isso", afirma. "Você não via banqueiros perseguindo jogadores de futebol. Não via incorporadores imobiliários querendo associar seus projetos a jogadores. Hoje todos querem uma parte disso." Na avaliação de Pimenta, porém, todas essas mudanças não foram acompanhadas por um equilíbrio nas relações entre clubes e atletas, e os jogadores continuam tendo pouca autonomia sobre a própria carreira. A empresária critica, por exemplo, contratos de representação que obrigam atletas a pagar multas caso decidam trocar de agente. "Se eu não faço um bom trabalho, não devo esperar que o jogador continue comigo na próxima janela. Uma coisa que eu detesto é esse mandato com cláusula de multa. Você assina comigo para que eu o represente e, se quiser trocar de agente, precisa me pagar uma multa. Por quê? Se quiser trocar de agente, vá e troque." "É como um casamento. Imagine que sua esposa queira se divorciar e, para isso, você tenha que pagar a ela. Você se sentiria muito injustiçado. É assim que o jogador deveria se sentir. Eles nunca deveriam assinar algo que limite sua liberdade." Segundo Pimenta, o mesmo princípio deveria nortear o sistema de transferências. Para ela, "os clubes têm poder demais" e os jogadores, muitas vezes, tornam-se refém das circunstâncias. "Eu não discordo do sistema de transferências. Ele é necessário para que todo o sistema funcione. Não estou defendendo o caos. Também não acho que os jogadores devam simplesmente fazer tudo o que quiserem. Mas acredito que precisamos de mais equilíbrio. Hoje, existe um desequilíbrio." Na prática, diz, muitos negócios deixam de acontecer porque os clubes mantêm controle quase absoluto sobre a situação dos atletas. "Sempre há um jogador que poderia ter sido negociado, que precisava sair, mas o clube exigiu mais 1 milhão de libras." O debate ganhou força em outubro de 2024, quando o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu que parte das regras da Fifa que regulam as transferências de jogadores viola a legislação europeia. Após a decisão, a entidade implementou um modelo provisório para calcular indenizações e redistribuir o ônus da prova em casos de quebra de contrato. Para Pimenta, a discussão vai além das regras jurídicas e passa pela forma como os jogadores são tratados em um esporte cada vez mais bilionário. "O futebol costumava ser mais humano", afirma. "Um diretor de futebol ou um dono de clube mantinha uma relação especial com o jogador. Se um atleta chegasse e dissesse: 'Por favor, preciso sair', eles buscavam uma solução." "Hoje, o futebol se tornou um negócio tão grande que existe o risco de os jogadores serem vistos apenas como ativos financeiros. Um ativo não tem voz, não tem sentimentos, nem necessidades humanas." "O desafio é encontrar um equilíbrio entre o ativo financeiro e o ser humano."
03/07/2026 07:00:40 +00:00
Médico, atleta ou dono de cartório? Faça o QUIZ e veja quais profissões têm o maior patrimônio no Brasil

g1 em 1 Minuto: Receita paga 2º lote de restituição do Imposto de Renda nesta terça (30) Nesta quinta-feira (2), a Receita Federal divulgou novos dados do Imposto de Renda. Entre os 41,5 milhões de contribuintes que entregaram a declaração, algumas profissões apresentaram patrimônio médio superior a R$ 3 milhões. No conjunto dos declarantes, o patrimônio médio foi de R$ 409,56 mil. A maioria é formada por mulheres, com idade média de 48 anos. Além disso, cerca de 28 milhões de contribuintes declararam patrimônio de até R$ 100 mil. Que tal testar seus conhecimentos? Responda ao quiz abaixo, descubra quais carreiras concentram os maiores patrimônios e veja se você acerta quais estão no topo da lista. Depois de concluir o teste, veja abaixo o ranking com as 12 profissões que mais acumularam dinheiro no país. Médico ganha mais que advogado? Saiba as profissões que registraram o maior patrimônio no IR de 2026 Veja as 10 profissões mais ricas do Brasil Titular de cartório: R$ 3,3 milhões Ministros, juízes e desembargadores: R$ 2,9 milhões Procuradores e promotores: R$ 2,89 milhões Diplomatas: R$ 2,52 milhões Atletas e desportistas: R$ 1,71 milhão Dirigentes, presidentes e diretores de empresas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços: R$ 1,66 milhão Produtores da exploração agropecuária: R$ 1,58 milhão Servidores das carreiras do Banco Central, da CVM e da Susep: R$ 1,44 milhão Médicos: R$ 1,38 milhão Atores e diretores: R$ 1,34 milhão
03/07/2026 07:00:31 +00:00
WhatsApp com nome de usuário: como reservar o seu? É seguro? Tire dúvidas sobre o novo recurso

Reserva de nomes de usuário no WhatsApp Divulgação/WhatsApp Os nomes de usuário no WhatsApp vão acabar com a necessidade de ter o número de celular para começar conversas ou adicionar alguém a grupos. Ainda vai levar um tempo para a opção ser totalmente implementada, mas, desde segunda-feira (29), o WhatsApp já oferece a reserva de nomes de usuário para seus mais de 3 bilhões de usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A reserva é a primeira etapa para que, no futuro, o WhatsApp libere a opção de acionar outras pessoas por meio dos apelidos. O recurso gerou dúvidas para muitas pessoas, que perguntam se vale a pena usar o mesmo apelido de outras redes sociais e se ele é seguro contra mensagens de desconhecidos. Agora no g1 O g1 reuniu respostas a algumas das principais dúvidas abaixo para ajudar usuários a se prepararem para quando o recurso estiver totalmente disponível. Confira abaixo: O que são nomes de usuário no WhatsApp? Como criar um nome de usuário no WhatsApp? Como excluir o seu nome de usuário? Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp? Como evitar mensagens de desconhecidos? Será possível identificar se contato é real? O que são nomes de usuário no WhatsApp? O recurso de nomes de usuário do WhatsApp permite criar um identificador único para sua conta (como @Nome123) e impedir que desconhecidos saibam seu número de telefone. Com um nome de usuário na sua conta, pessoas que não têm seu número na lista de contatos não terão acesso a ele ao receber suas mensagens ou ligações. A reserva de nomes de usuário já está disponível, mas a opção de buscar pessoas pelo identificador deverá ser liberada no futuro. O WhatsApp afirmou que esta etapa acontecerá ainda este ano. Os nomes de usuário já existem há mais tempo no Telegram, que oferece ainda a opção de usuários criarem um link para suas contas se quiserem ser encontrados mais facilmente. WhatsApp Brett Jordan/Unsplash Como criar um nome de usuário no WhatsApp? Neste momento, não é possível ver o nome de usuário de outras pessoas nem entrar em contato com terceiros por meio desse identificador. Mas o WhatsApp disse que liberou reservas antecipadas para que todos tenham a chance de garantir o nome de usuário desejado. Para reservar seu nome de usuário, siga este caminho: abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; insira o apelido desejado; clique em "Salvar". Como excluir o seu nome de usuário? O WhatsApp alerta que, ao apagar um nome de usuário, ele ficará disponível e poderá ser escolhido por outras pessoas. Além disso, seu número de telefone será exibido novamente em conversas e ligações quando o recurso estiver disponível. Para excluir seu nome de usuário, siga este passo a passo: abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; clique em "Editar"; clique em "Apagar nome de usuário" – ou "Mudar nome de usuário" para escolher outro; confirme a escolha em "Apagar". WhatsApp Reuters/Thomas White Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp? Depende. A resposta varia de acordo com quanto você deseja que sua conta seja encontrada por mais pessoas no WhatsApp. Se a sua atividade é restrita a amigos e conhecidos, o mais indicado é criar um nome de usuário mais específico e diferente do que você usa em redes sociais como Instagram, X e TikTok. Por outro lado, criadores de conteúdo e pequenas empresas podem considerar importante ter nomes de usuário que sejam fáceis para seus seguidores e clientes. Se você deseja manter seu nome de usuário de outras redes sociais, mas quer limitar o acesso a pessoas conhecidas, a saída é habilitar as chaves de segurança. (saiba mais abaixo) Como evitar mensagens de desconhecidos? Por padrão, qualquer pessoa poderá entrar em contato com você no WhatsApp se tiver seu nome de usuário. Para evitar mensagens e ligações indesejadas, o aplicativo criou chaves que funcionam como senhas de quatro dígitos para começar a conversa. A chave é gerada pelo WhatsApp e pode ser atualizada a qualquer momento, dificultando o acesso de pessoas indesejadas à sua conta. Seus contatos, pessoas que sabem seu número e pessoas com quem você já conversa não precisarão dessa senha. Para criar uma chave e evitar mensagens de desconhecidos no WhatsApp, siga este passo a passo: abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; clique em "Fale comigo pelo nome de usuário"; selecione "Pessoas que sabem minha chave"; confirme em "Salvar chave". Quando o aplicativo identificar usuários com menos de 18 anos, a chave será ativada como medida padrão para proteger a privacidade de crianças e adolescentes. Será possível identificar se contato é real? Num primeiro momento, não será possível garantir que o nome de alguém que enviou uma mensagem para você realmente se parece com o nome de usuário exibido na conta. O WhatsApp não anunciou medidas como selos de verificação, que existem em outras plataformas e costumam dar mais credibilidade para o perfil. Na Índia, a plataforma chegou a receber um pedido para adiar o lançamento do recurso no país. O governo indiano teme que a funcionalidade contribua para fraudes online. Em resposta, o WhatsApp disse que "nomes de alto perfil", como os de pessoas e empresas famosas, poderão ser reivindicados pelos proprietários legítimos para evitar a falsificação de identidade.
03/07/2026 06:00:12 +00:00
Salário maior, bolso apertado: por que o dinheiro parece desaparecer?

Seu salário aumentou. Então por que parece que falta dinheiro? Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
03/07/2026 05:00:09 +00:00
Tecnologia decisiva: como o chip na bola da Copa detectou toque que anulou o gol da Croácia e classificou Portugal

Gol da Croácia que foi anulado após o VAR detectar desvio e decretar impedimento. REUTERS/Jeenah Moon A partida entre Portugal e Croácia foi decidida nos mínimos detalhes. Quando os portugueses venciam por 2 a 1, no fim do segundo tempo da prorrogação, os croatas empataram. No entanto, com o auxílio da tecnologia da bola, foi detectado um desvio na bola que marcava o impedimento no gol, dando, assim, a classificação aos portugueses. A bola da copa, Trionda, é equipada com sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento. Desenvolvida pela Adidas, a versão tecnológica da bola foi determinante na partida. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Trionda: chip, IA e bateria fazem a bola da Copa de 2026 funcionar como um 'computador' Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo. Esse recurso, no entanto, não é novidade. Ele já estava presente na Al Rihla, utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Assim como no modelo da Copa anterior, o sensor da Trionda é alimentado por bateria. Por isso, de tempos em tempos, a bola precisa ser conectada à tomada para recarga. Ao contrário dos modelos anteriores, em que o sensor de movimento ficava "suspenso" no centro da bola, ele agora está embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda. (veja na imagem abaixo) Sensores presentes nas bolas da Copa de 2026 (esquerda) e de 2022 (direita) Divulgação/Adidas Segundo a Adidas, os outros três painéis receberam contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir que a bola mantenha o equilíbrio durante o jogo. O número de painéis (as peças que formam a estrutura da bola) também mudou e foi reduzido significativamente. A Al Rihla, usada na Copa de 2022, tinha 20 painéis. A empresa explica que as informações coletadas pelo sensor são combinadas com dados sobre o posicionamento dos jogadores e analisadas por inteligência artificial. Com isso, a arbitragem consegue revisar lances com mais rapidez, incluindo situações de impedimento e possíveis toques de mão. Bola oficial da Copa do Mundo Fifa 2026. Divulgação/Adidas "Um dos nossos principais focos foi ajudar os árbitros a tomar decisões corretas o mais rápido possível, porque qualquer revisão do VAR interrompe o ritmo da partida", disse Hannes Schaefke, líder de inovação em futebol da Adidas, em entrevista ao The Athletic em 2025. Assim como em anos anteriores, todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Kinexon, empresa de tecnologia de sistemas de rastreamento e análise de dados para esportes. Mais tecnologias A Fifa também usa uma tecnologia de digitalização 3D dos jogadores convocados para a Copa de 2026. A ideia é criar uma versão digital de cada atleta para ajudar a arbitragem. Com esses avatares, os árbitros conseguem visualizar com mais precisão a posição do corpo dos jogadores no momento em que a bola é tocada, o que pode auxiliar na análise de lances como impedimentos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lenovo. Outra novidade é o Football AI Pro, uma ferramenta de IA criada pela Fifa para auxiliar as comissões técnicas após as partidas. O sistema analisa dados dos jogos e gera relatórios com informações sobre desempenho dos atletas, aspectos táticos e possíveis estratégias. Para isso, ele combina diferentes fontes de informação, como estatísticas da partida, dados de posicionamento dos jogadores e vídeos dos jogos. Segundo a Fifa, o objetivo é acelerar o trabalho de análise e ajudar as equipes a extrair informações de forma mais rápida e organizada. LEIA TAMBÉM: Golpes com álbum de figurinhas da Copa disparam e somam mais de 160 sites falsos Golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos Uniforme da Seleção Brasileira para viagem aos EUA vira meme nas redes sociais; FOTOS
03/07/2026 01:44:30 +00:00
Mega-Sena, concurso 3026: confira os números sorteados

Concurso 3026 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3026 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (2), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 25,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 33 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 19 - 42 - 45 - 48 - 54 5 acertos: 40 apostas ganhadoras, R$ 37.029,54 4 acertos: 2.517 apostas ganhadoras, R$ 970,00 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3026 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
03/07/2026 00:02:24 +00:00
Apesar de prejuízo recorde nos Correios, estatais federais têm lucro maior em 2025

O governo divulgou nesta quinta-feira (2) que o conjunto das estatais federais registrou um lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025. Petrobras foi responsável, sozinha, por 65% do lucro das estatais federais em 2025 Fernando Frazão/Agência Brasil 🔎O balanço financeiro foi divulgado pelo Ministério da Gestão. Ao todo, há 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pelo governo brasileiro. O valor supera em 45,4% o lucro registrado pelas empresas públicas em 2024. O número é puxado principalmente pela Petrobras – a petroleira é responsável por R$ 110,6 bilhões dos lucros, cerca de 65% do resultado total. Além da Petrobras, também se destacaram BNDES, com lucro de R$ 25,6 bilhões, e o Banco do Brasil, com R$ 17,8 bilhões. Juntas, as três estatais concentraram 90,9% dos lucros. Do outro lado, os Correios registraram prejuízo recorde no ano passado, de R$ 8,5 bilhões. (veja mais abaixo) Agora no g1 Apesar do resultado positivo, o lucro total das estatais é inferior ao registrado em 2021, 2022 e 2023. Veja os números: 2021: R$ 187,5 bilhões 2022: R$ 275,1 bilhões 2023: R$ 197,9 bilhões 2024: R$ 116,5 bilhões 2025: R$ 169,4 bilhões Crise dos Correios O prejuízo de R$ 8,5 bilhões registrado pelos Correios em 2025 foi o maior da série histórica da estatal e mais de três vezes superior ao rombo de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024. Com o resultado, a empresa chegou a 14 trimestres seguidos no vermelho. Correios divulgam balanço do ano passado A piora das contas da estatal foi impulsionada pela queda das receitas com encomendas internacionais e pelo aumento das despesas, principalmente com precatórios e gastos com pessoal. Em 2025, as despesas gerais e administrativas cresceram 37%, enquanto a receita com serviços caiu 12%. TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025; relator alerta para situação das estatais Para tentar reverter a situação, a estatal anunciou medidas como programa de demissão voluntária (PDV), venda de imóveis, revisão de contratos e fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União. Mesmo assim, o cenário continuou se deteriorando. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões, 82% maior que o do mesmo período do ano anterior, e já prevê um resultado ainda pior ao fim deste ano.
02/07/2026 22:14:42 +00:00
Alemanha apresenta pacote de reformas com corte de impostos, mudanças na Previdência e flexibilização trabalhista

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em 14 de maio de 2026 REUTERS/Thilo Schmuelgen O governo de coalizão da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de reformas para tentar reaquecer a economia e aumentar a competitividade do país. As medidas incluem redução de impostos para trabalhadores de baixa renda, mudanças no sistema de aposentadoria e a diminuição da burocracia para empresas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O pacote também flexibiliza regras trabalhistas, ampliando a contratação por meio de contratos de curto prazo e endurecendo as regras para afastamentos por licença médica. A medida foi criticada pela Associação Alemã de Clínicos Gerais. Para Markus Blumenthal-Beier, presidente da entidade, a mudança nas regras de atestados seria “absolutamente catastrófica” e provocaria um congestionamento no sistema de saúde. Agora no g1 Em outra frente, o plano prevê a construção de moradias populares, combate a fraudes em benefícios sociais e redução de 8% do quadro de funcionários dos ministérios federais por meio da digitalização. Segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, o alívio tributário para trabalhadores será de 10 bilhões de euros por ano. A medida será financiada pelo aumento da alíquota máxima do Imposto de Renda, que passará de 45% para 47% para contribuintes com renda anual de 280 mil euros ou mais. O plano ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento. Reação ao pacote As medidas foram bem recebidas por parte de economistas e empresários, que avaliam que o governo apresentou mudanças concretas após meses de negociações entre os partidos da coalizão. Para Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia do ING, o pacote representa uma mudança de direção para a economia alemã. "Trata-se de um pacote robusto, concebido para fortalecer a Alemanha como destino de investimentos no longo prazo e colocar as contas públicas em uma trajetória sustentável", afirmou. Marion Muehlberger, do Deutsche Bank Research, também avaliou que as reformas podem melhorar a confiança na economia. "O governo demonstrou capacidade para chegar a um acordo sobre reformas estruturais importantes e implementá-las até o fim do ano. Isso deve melhorar a confiança e reforça nossa expectativa de aceleração do crescimento econômico na segunda metade do ano", diz. Apesar da recepção positiva de parte do mercado, o pacote também recebeu críticas. Sindicatos afirmam que a ampliação dos contratos de curto prazo enfraquece os direitos dos trabalhadores, enquanto alguns economistas consideram que as medidas não resolvem um dos principais problemas das contas públicas. "A maior fraqueza do pacote é a ausência de medidas para conter os gastos públicos. O alívio tributário não será viável no médio prazo se o crescimento dos gastos do governo não for controlado", disse Clemens Fuest, presidente do instituto Ifo. Reforma da Previdência Um dos principais eixos do pacote é a reforma da Previdência. O governo pretende criar um fundo de pensão inspirado no modelo sueco e elevar gradualmente a idade de aposentadoria para ajudar a estabilizar o sistema diante do envelhecimento da população. A iniciativa enfrenta resistência dos sindicatos, que rejeitam o aumento da idade mínima para trabalhadores que exercem atividades fisicamente desgastantes. Representantes do setor empresarial, por outro lado, afirmam que elevar as contribuições obrigatórias para a Previdência aumentaria os custos de contratação. As reformas fazem parte da estratégia do governo do chanceler Friedrich Merz para recuperar o crescimento da maior economia da Europa. O pacote também busca mostrar capacidade de aprovar mudanças estruturais após meses de divergências entre os partidos que formam a coalizão de governo. * Com informações da agência de notícias Reuters
02/07/2026 21:54:56 +00:00
Fiat Strada é o veículo mais vendido no Brasil no primeiro semestre de 2026; veja a lista

Fiat Strada e Volkswagen Polo lideram o ranking dos carros mais vendidos g1 O primeiro semestre de 2026 fechou com a Fiat Strada como veículo mais vendido do Brasil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A picape alcançou a marca de 83.032 emplacamentos e ficou bem à frente do vice-líder Volkswagen Polo. O hatch, nos seis primeiros meses do ano, chegou a 54.091 unidades vendidas, e foi seguido pelo ‘irmão’ T-Cross, que teve 48.048 emplacamentos. Veja a lista de mais vendidos entre janeiro e junho de 2026: Fiat Strada: 83.032 unidades; Volkswagen Polo: 54.091 unidades; Volkswagen T-Cross: 48.048 unidades; Fiat Argo: 46.029 unidades; Chevrolet Onix: 45.109 unidades; Volkswagen Tera: 41.420 unidades; Hyundai HB20: 38.930 unidades; Hyundai Creta: 35.925 unidades; BYD Dolphin Mini: 35.669 unidades; Fiat Mobi: 33.492 unidades. Agora no g1 Vendas em junho A ordem do pódio de mais vendidos em junho é a mesma do semestre. As diferenças são que o Volkswagen Tera aparece à frente do Chevrolet Onix no mês passado, mas está atrás no acumulado. E, nos primeiros seis meses de 2026, só o BYD Dolphin Mini aparece como eletrificado na lista dos 10 mais vendidos. Já em junho ele aparece atrás do BYD Song. Fiat Strada: 14.303 unidades; Volkswagen T-Cross: 11.753 unidades; Volkswagen Polo: 10.939 unidades; Fiat Argo: 9.831 unidades; Volkswagen Tera: 9.289 unidades; Chevrolet Onix: 7.972 unidades; Hyundai HB20: 6.914 unidades; BYD Song: 6.632 unidades; BYD Dolphin Mini: 6.457 unidades; Hyundai Creta: 5.533 unidades. BYD Song Plus divulgação/BYD Carros elétricos e híbridos ganham espaço No primeiro semestre, a BYD lidera como a queridinha nos segmentos de híbridos e de elétricos. Nas vendas de híbridos, ela é seguida por Toyota e GWM. Já entre os elétricos, aparecem Geely e GM entre os principais concorrentes. No acumulado do ano, a BYD mantém liderança expressiva no segmento de elétricos, com 64,45% de participação no mercado. Entre janeiro e junho de 2026, foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no país. Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veículos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%.
02/07/2026 19:43:25 +00:00
Grupo de mulheres de direita ameaça acionar justiça dos EUA contra ataques de bolsonaristas nas redes sociais

Grupo de mulheres de direita ameaça acionar justiça dos EUA contra ataques de bolsonaristas nas redes sociais Um grupo de mulheres conservadoras que atuam na política avaliam entrar com uma ação nos Estados Unidos contra indivíduos que elas afirmam fazerem parte de um "gabinete do ódio" que vem disseminando ataques nas redes sociais. Elas alegam que os autores são brasileiros ligados ao bolsonarismo. Um nome citado por elas é do influencer Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da justiça brasileira. Os ataques engrossaram os motivos para Michelle Bolsonaro gravar o vídeo divulgado na semana passada em que também critica o enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No vídeo, Michelle chega a citar ataques que recebeu nas redes de pessoas que estão no exterior. A ex-primeira-dama cita um “grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio”. O blog ouviu duas integrantes de partidos de direita que confirmam que um advogado nos EUA já foi contactado. Elas reuniram diversos posts em redes sociais diferentes, com ataques a mulheres que atuam na política ou se posicionam publicamente sobre temas sociais. Elas alegam que os autores são brasileiros ligados ao bolsonarismo. Um nome citado por elas é do influencer Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da justiça brasileira. Os conteúdos caracterizariam calúnia, difamação e injúria, segundo elas, que podem ser considerados crimes também nos Estados Unidos. Além de Michelle, os alvos mais frequentes são a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Mas não apenas. Muitas das grandes plataformas de redes sociais terão a responsabilidade de proibir o acesso a menores de 16 anos. Getty Images O grupo avalia incluir ataques a mulheres de esquerda também, vindas dos mesmos perfis fora do Brasil. A reclamação já chegou ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. As cobranças já ultrapassaram o universo feminino. Nesta quarta-feira (1º), o deputado Marcos Feliciano fez uma postagem na rede social 'X' pedindo que Flávio Bolsonaro "coloque os galos de rinha dentro da caixa", ou perderia apoio dos evangélicos também.
02/07/2026 19:02:20 +00:00
Ministro diz que 'atropelos' atrapalham negociações com EUA sobre tarifas, mas que 'corre contra o tempo' por consenso

Ministro diz que há "atropelos" nas negociações entre Brasil e Estados Unidos O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que alguns “atropelos” provocados por terceiros têm atrapalhado as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos em torno do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump. Mas acrescentou que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que o governo “nunca” abandone a mesa de negociação, deixando questões ideológicas de lado. Elias Rosa deu a declaração durante entrevista no Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda. Ele foi questionado sobre uma conversa que teve nesta quinta com o representante do escritório comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, para tentar reverter o tarifaço.
 O prazo dado pela Casa Branca é 15 de julho, por isso, avaliou o ministro, o governo brasileiro “corre contra o tempo” para tentar um consenso com os norte-americanos. “Todas as vezes em que nós caminhamos positivamente parece que surge algum empecilho ou atropelo e nós precisamos superar. […] O presidente Lula esteve com o presidente Trump na Malásia, depois daquele encontro na ONU, depois tivemos seguidos encontros, vários telefonemas, e sempre foram muito positivos”, declarou o ministro. VALDO: cooperação técnica entre os países esfriou Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Questionado sobre quais seriam esses “atropelos”, Márcio Elias Rosa respondeu: “Os exemplos podem ser a ordem executiva de julho do ano passado, que anuncia a necessidade de interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal, sob pena de imposição de tarifa de 40% mais aquela de 10%; a publicação, por quem estava nos Estados Unidos, um ex-deputado federal se dizendo autor ou patrocinador do tarifaço de encomenda. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, alguém celebrando nas redes sociais o fato de ter sido imposta. Essas pessoas sempre dificultam muito o trabalho”, afirmou. O governo Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O presidente, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria". No ano passado, quando a gestão Trump estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente dos EUA pela medida. Para o ministro, esses comportamentos citados por ele na entrevista “poluem o diálogo” entre os negociadores do Brasil e dos Estados Unidos porque levam “à mesa” de negociação “questões que não deveriam estar”. “Não cabem na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, disse o ministro. “Então, a gente também tem que enfrentar essa questão. Estamos enfrentando com a serenidade que o tema exige. Em cada uma dessas reuniões, temos avançado um pouco. Mas volto a dizer, o tempo conspira contra. Temos que chegar até 15 de julho com um acordo”, acrescentou Márcio Elias Rosa. Planalto não espera reversão completa Sob reserva, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço. Afirmam que o governo vai tentar esgotar as negociações, como tem orientado o presidente Lula, mostrando os números do comércio entre os dois países e apresentando argumentos técnicos. Mas a avaliação é que a decisão do USTR tem motivações políticas e não técnicas, assim, dizem avaliar que, no máximo, pode haver alguma exceção ou eventual redução de taxa, mas não a reversão completa da medida. Segundo esses integrantes do Palácio do Planalto, há uma "linha de diálogo" entre os dois governo, que deve ser mantida, com reuniões entre representantes dos presidentes Lula e Donald Trump. Na quarta (1), o Ministério das Relações Exteriores enviou o documento em que formaliza a resposta oficial do governo brasileiro à investigação pelos EUA das práticas comerciais brasileiras. Assinada pelo chanceler Mauro Vieira, a manifestação foi entregue no último dia do prazo previsto. No texto, o ministro afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões da Justiça brasileira não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE Documentos mostram desconsideração por argumentos No Itamaraty, integrantes da diplomacia brasileira dizem que os documentos do USTR demonstram como a investigação com base na seção 301 tem caráter político e não técnico nem comercial. Segundo relatos à GloboNews, os documentos recebidos pelo Itamaraty relativos à alegações iniciais, de julho de 2025, são "praticamente iguais" aos da recomendação final, de junho de 2026. Isso mostra, para integrantes do Itamaraty, que todos os argumentos técnicos apresentados aos EUA ao longo do último ano pelos negociadores brasileiros foram desconsiderados, como os números que demonstram a queda no desmatamento no governo Lula em comparação com o governo Bolsonaro. Uma delegação brasileira, formada por integrantes das áreas econômica e ambiental do Itamaraty, por exemplo, chegou a ir a Washington para apresentar esses dados, e o entendimento da diplomacia é que todos os questionamentos foram respondidos com dados, mas acabaram ignorados.
02/07/2026 17:48:36 +00:00
Venda de carros elétricos no Brasil é três vezes maior em 2026 quando comparada a 2025

100% elétrico, BYD Dolphin Mini Divulgação/BYD Entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no país. Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veículos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Embora os volumes ainda não sejam tão grandes quanto os demais, os elétricos vêm ampliando sua participação no mercado interno, de forma consistente”, analisa Arcelio Junior, presidente da Fenabrave. Agora no g1 Os veículos híbridos também mostram crescimento. Nos primeiros seis meses de 2026 foram vendidos no Brasil 154.472 veículos híbridos, um salto de 85% ante os 83.468 híbridos vendidos no primeiro semestre de 2025. Em relação a maio, o mês de junho deste ano mostrou aumento de 8,9% nas vendas de híbridos. Em relação a junho de 2025, os emplacamentos aumentaram 116%. “Os carros híbridos têm tido uma aceitação expressiva no mercado nacional e representam o maior volume entre os eletrificados”, disse Arcelio Junior.
02/07/2026 17:20:12 +00:00
Governo deve elevar projeção de inflação em 2026 sob impacto do El Niño, diz secretária

Sul do Brasil pode ter impactos do El Niño O Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%, principalmente por causa dos efeitos do fenômeno climático El Niño. A informação foi dada nesta quarta-feira (2) pela secretária de Política Econômica da pasta, Débora Freire. Em entrevista ao portal Jota, a secretária afirmou que o governo agora tem mais certeza de que o El Niño será intenso. Com isso, a desaceleração da inflação esperada para o segundo semestre deste ano deve ser menor do que o previsto. "A gente já esperava um El Niño mais agressivo, mas agora esse cenário está se consolidando de forma mais robusta. Então, devido a isso, a gente entende que há um risco, há um vetor altista para a inflação neste ano", disse. Segundo Freire, a nova projeção deve ficar acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%, mas ainda abaixo da estimativa do mercado. Nesta semana, o boletim Focus do Banco Central apontou uma expectativa de inflação de 5,33% para 2026. A secretária também disse que a Fazenda, por enquanto, mantém a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. A projeção divulgada em maio é de alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede tudo o que o país produz em bens e serviços. Ela ressaltou, no entanto, que os números ainda estão sendo revisados e poderão ser ajustados antes da divulgação oficial, prevista para este mês. Ministério da Fazenda Agência Brasil Juros altos pelo mundo dificultam crescimento no Brasil Freire acrescentou que os juros mais altos nas principais economias do mundo tornam mais difícil o crescimento da economia brasileira em 2027. Segundo ela, a expectativa de uma taxa Selic maior do que a prevista anteriormente também pode reduzir o ritmo da atividade econômica. Sobre as contas públicas, a secretária afirmou que o arcabouço fiscal, conjunto de regras que limita o crescimento dos gastos do governo, está cumprindo seu papel de melhorar as finanças públicas de forma gradual. "Nossa expectativa é que o arcabouço fiscal faça a convergência da dívida pública no médio prazo, não no próximo ano", afirmou. Ela reconheceu, porém, que ainda há desafios. Entre eles, citou a necessidade de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios, dentro do limite de aumento real de 2,5% ao ano previsto pelo arcabouço fiscal. Também destacou a importância de ampliar a formalização dos trabalhadores, o que aumenta a arrecadação de contribuições para a Previdência.
02/07/2026 15:49:57 +00:00
'Café dos Perdedores': cafeteria oferece bebida grátis para consolar torcedores de seleções eliminadas da Copa do Mundo

Cafeteria na Cidade do México se torna refúgio para quem sofreu com Copa do Mundo Reuters Enquanto milhares de mexicanos comemoravam a classificação da seleção para as oitavas de final da Copa do Mundo, uma cafeteria na Cidade do México seguia na contramão da festa. Na porta, a bandeira do Equador permanecia hasteada como forma de receber justamente quem deixou o Mundial pelo caminho. O Losers Cafe ("Café dos Perdedores", em tradução livre), no bairro de Condesa, foi criado para acolher torcedores das seleções eliminadas. A proposta é simples: quem aparece vestindo a camisa de um time derrotado ganha uma bebida gratuita e encontra um ambiente pensado para transformar a frustração em bom humor. Todos os dias, pequenas bandeiras das seleções que deram adeus ao torneio são colocadas na entrada da cafeteria. No interior do estabelecimento, até os guardanapos entram na brincadeira, com a mensagem: "seque suas lágrimas". Foi ali que a fotógrafa Monse Aguilar, de 24 anos, torcedora da África do Sul, encontrou um pouco de conforto depois da derrota por 1 a 0 para o Canadá, resultado que eliminou sua seleção da Copa. "É como um abraço para o coração depois de perder", disse ela enquanto tomava a bebida oferecida pela casa. De cafeteria tradicional a 'Café dos Perdedores' Cafeteria na Cidade do México se torna refúgio para quem sofreu com Copa do Mundo Reuters A iniciativa surgiu de uma campanha da marca sueca de alternativas lácteas Oatly, que convidou Ian Infante, proprietário do tradicional Compay Café, para transformar temporariamente o estabelecimento no Losers Cafe durante a Copa do Mundo. Natural da Venezuela, Infante contou que se identificou imediatamente com a proposta. Como imigrante, afirmou compreender o sentimento deixado por uma derrota esportiva e viu na ideia uma forma de criar um espaço de acolhimento para torcedores que, muitas vezes, deixam de fazer parte da festa após a eliminação de suas seleções. Nem todos entenderam a proposta logo de início. "As pessoas diziam: 'Eu não sou um perdedor'. Mas, quando explicávamos o conceito, elas passavam a enxergar a iniciativa com humor e se sentiam mais conectadas umas às outras", contou. Humor mexicano Cafeteria na Cidade do México se torna refúgio para quem sofreu com Copa do Mundo Reuters Segundo Rocio de la Cuadra Diaz, desenvolvedora de mercado da Oatly no México, a campanha foi lançada na capital mexicana — e não em cidades dos Estados Unidos ou do Canadá, que também recebem partidas da Copa — por causa do crescimento da marca na América Latina e do senso de humor dos mexicanos. "A ideia de criar um café para perdedores no México fez sentido porque quase sempre perdemos", afirmou. A brincadeira, porém, ganhou um novo contexto. Depois de conquistar sua primeira vitória em um mata-mata de Copa do Mundo em 40 anos, o México voltou a sonhar alto no torneio. Agora, os torcedores do El Tri esperam repetir o feito diante da Inglaterra nas oitavas de final. E, se a eliminação vier, eles já sabem onde encontrar um café — e um pouco de consolo. ACOMPANHE os destaque da Copa do Mundo no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo
02/07/2026 15:35:59 +00:00
Adolescente acusa redes sociais de causar depressão; TikTok fecha acordo antes do julgamento
Dancinhas de TikTok e remixes de funk invadem quadrilhas escolares O TikTok fez um acordo para encerrar uma ação movida por um adolescente poucas semanas antes de a empresa enfrentar um julgamento considerado importante para definir a responsabilidade das redes sociais por danos à saúde mental causados pela dependência de suas plataformas. O adolescente de 15 anos, da Flórida, identificado apenas pelas iniciais R.K.C., acusa quatro empresas de terem prejudicado sua saúde mental. Em 23 de junho, ele já havia chegado a um acordo com o YouTube. Já a Meta e o Snapchat continuam como rés no processo, cujo julgamento está previsto para começar em 27 de julho. "Podemos confirmar que foi alcançado um acordo em princípio com o TikTok", informou nesta quarta-feira (1º) à AFP o escritório Morgan & Morgan, que representa o adolescente. Os termos do acordo não foram divulgados. O TikTok também já havia encerrado, em janeiro, outro processo semelhante - o primeiro desse tipo envolvendo a empresa. Empresa chinesa dona do TikTok fecha acordo para vender a filial da rede social nos EUA Adolescente ainda está em tratamento para depressão e ansiedade O julgamento, que será realizado em um tribunal de Los Angeles, é considerado mais um marco para definir como poderão evoluir milhares de ações relacionadas à dependência de redes sociais nos Estados Unidos. Segundo a ação, anos de uso compulsivo das plataformas contribuíram para que o adolescente desenvolvesse graves problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e pensamentos suicidas. Ele afirma que ainda está em tratamento. Após o acordo com o YouTube, os advogados do Morgan & Morgan afirmaram que as empresas de redes sociais "vêm há anos elaborando estratégias para fisgar crianças desde cedo e maximizar seu uso, por meio de recursos como reprodução automática e rolagem infinita, tudo com o objetivo de aumentar seus lucros às custas da saúde mental de nossos jovens". Multa passa dos R$ 30 milhões Em março, um júri de Los Angeles determinou que a Meta e o Google, controlador do YouTube, pagassem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,23 milhões) a outra jovem. Na ocasião, TikTok e Snap também encerraram o caso por meio de acordos antes do julgamento, sem admitir responsabilidade. Em maio, Meta, Snap, TikTok e YouTube aceitaram pagar cerca de US$ 27 milhões (R$ 140,55 milhões) a um distrito escolar de Kentucky para evitar outro julgamento. O processo é considerado um teste para cerca de 1.200 ações semelhantes movidas por distritos escolares em todo o país. Além disso, em outro processo que pode ir a julgamento em agosto, em Oakland, mais de 30 estados norte-americanos processam a Meta por acusações semelhantes.
02/07/2026 15:27:37 +00:00
Flávio vê fortalecimento de Lula em ano eleitoral e pede aos EUA adiamento de tarifas contra Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em que pede o adiamento, por 180 dias, da aplicação, por parte do governo norte-americano, de novas tarifas contra exportações brasileiras. Flávio pede, portanto, um adiamento das taxas de 25% para depois das eleições presidenciais no Brasil. No documento de 86 páginas, o político do PL diz que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos anteriormente não surtiu efeitos positivos e não mudou o comportamento das autoridades brasileiras. Para o senador, as investidas tarifárias da gestão Trump contra o Brasil tem, ao contrário, fortalecido politicamente, em um ano eleitoral, o governo Lula, que tem enquadrado as ações no campo econômico como ataques à soberania nacional. "Pesquisas de opinião pública brasileiras mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu precisamente durante os períodos em que a pressão tarifária dos EUA foi mais evidente", afirma um trecho do documento de Flávio. "As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna. Pior ainda, os custos recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros mais comprometidos com o relacionamento construtivo com os EUA", diz outra parte da carta. Agora no g1 O presidente Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O petista, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria". No ano passado, quando a gestão Trump estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente dos EUA pela medida. "Obrigado, presidente Donald J. Trump. Espero que as autoridades brasileiras agora tratem esses assuntos com a seriedade que merecem. O Brasil não pode — e não vai — se tornar outra Venezuela, Cuba ou Nicarágua. Deus abençoe os Estados Unidos, Deus abençoe o Brasil", escreveu Eduardo em julho de 2025. Novas taxas podem entrar em vigor neste mês No documento, encaminhado nesta quarta-feira (1º), Flávio se apresenta como pré-candidato do PL à Presidência da República e lembra que se reuniu recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e como o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar das tarifas. Na carta, o parlamentar se refere à investigação "Seção 301" da Lei de Comércio de 1974, sobre atos e práticas do Brasil relacionados a comércio digital (PIX), tarifas, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento. Com base nessa investigação, o USTR propôs novas tarifas contra produtos brasileiros a serem aplicadas nas próximas semanas. 🔎Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas. Em outra frente, o governo do presidente Lula também enviou nesta quarta uma resposta à investigação dos norte-americanos. No documento, assinado pelo ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o Brasil afirma que o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos. Tanto o documento do governo quanto o de Flávio foram entregues no último dia de prazo para envio de considerações sobre a proposta de taxação do Escritório de Comércio dos EUA. Prazo para negociação Para o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, uma saída para o impasse entre os dois países poderia ser a suspensão, com um prazo de 180 dias, extensível por mais 90 dias caso haja progresso nas negociações, com o retorno automático das tarifas caso o governo brasileiro não se engaje, de boa-fé, nas negociações. "O governo atual teria esse período para se engajar em negociações de boa-fé, sem a perspectiva de dividendos eleitorais, ou enfrentaria as consequências da retomada dessas ações. Esse mesmo período daria à oposição no Congresso o tempo e a legitimidade para pressionar o governo atual a intensificar seus próprios esforços de negociação de boa-fé", afirma Flávio. "No caso de uma vitória da oposição, o presidente eleito nomearia imediatamente um negociador para conduzir as negociações adiante, também de boa-fé", completa o parlamentar. Apesar das afirmações do senador do PL, o governo brasileiro montou um grupo, composto por políticos, economistas e diplomatas, para tratar das tarifas com autoridades dos Estados Unidos. Esse grupo de trabalho já participou de quatro rodadas de negociações com os norte-americanos. A reunião mais recente ocorreu nesta quinta-feira (2). Flávio também apresenta outros argumentos para defender a suspensão da aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros, como: custos para os EUA: o senador aponta que as tarifas prejudicam a economia americana, citando que os EUA possuem um superávit comercial com o Brasil, que empresas americanas são os maiores investidores estrangeiros no país e que a retaliação brasileira afetaria exportadores e consumidores americanos. outras alternativas: Flávio sugere que, em vez de tarifas generalizadas, os EUA possuem ferramentas mais eficazes e direcionadas, como sanções financeiras e restrições de visto baseadas na estrutura da Lei Magnitsky para alcançar os responsáveis específicos pelas práticas contestadas pelos norte-americanos, sem punir a população e o setor produtivo brasileiro como um todo. Para Flávio, a sociedade e o setor produtivo do Brasil não apoiam, em sua maioria, a postura do governo Lula em relação aos Estados Unidos. remédio inadequado: o parlamentar diz reconhecer preocupações legítimas dos EUA em alguns pontos, mas contesta a ideia de tarifas "cegas" como remédio adequado para a resolução desses problemas. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC
02/07/2026 15:17:20 +00:00
Pilotos de F1 vão usar karts de Lego em volta de apresentação; veja como carrinhos foram feitos

Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 Divulgação / Lego A Lego montou 22 karts para que os pilotos de Fórmula 1 façam uma animada volta de apresentação no GP de Silverstone no próximo domingo (5). Cada um dos carrinhos usa 28 mil peças e tem motor elétrico para chegar até 25 km/h. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp "Sempre ouvimos nossos fãs, e ficou claro, durante o desfile dos pilotos no Grande Prêmio de Miami de 2025, que tanto os fãs quanto os pilotos queriam mais", afirmou Julia Goldin, diretora de Produto e Marketing do Grupo Lego. Se carros de corrida são conhecidos pela leveza, o mesmo não dá para dizer sobre os karts feitos de Lego. Cada carrinho pesa 280 kg, sendo que 65 kg são só de peças do brinquedo de montar. Os karts foram criados por 20 especialistas em design e precisaram de 6.400 horas de mão de obra para serem concluídos. Cada kart usa as cores e desenhos inspirados nas carrocerias dos modelos de F1. Galerias Relacionadas A inspiração para aumentar o grid de carros de Lego veio depois do sucesso do GP de Miami de 2025. Na ocasião, cada dupla de pilotos compartilhou uma réplica em tamanho real de um carro de F1 feito com 400 mil blocos cada. Os F1 feitos com blocos de montar pesavam 1 tonelada e chegavam até 20 km/h. Os pneus Pirelli eram os mesmos usados pelos carros de corrida. O que era para ser só uma exibição acabou virando uma disputa por posições. Em Miami, os carros de F1 colidiram e deixaram peças pelo caminho. Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 Divulgação / Lego “No ano passado, o desfile dos pilotos da F1 em Miami com os carros gigantes da LEGO foi um dos momentos mais memoráveis e comentados da temporada, capturando a imaginação dos fãs em todo o mundo e mostrando um lado diferente do esporte", diz Emily Prazer, diretora comercial da F1. Neste ano, segundo a executiva, a organização está ampliando essa experiência para criar um espetáculo incrível para os fãs que estarão presentes no Grande Prêmio da Grã-Bretanha e para aqueles que acompanharão a corrida em todo o mundo. "Há algo realmente especial em reunir os universos da Fórmula 1 e das brincadeiras com LEGO, combinando inovação, criatividade e entretenimento de uma forma capaz de inspirar e empolgar fãs de todas as idades", diz. No GP de Miami de 2025, cada dupla de pilotos de F1 compartilhou um carro Divulgação / Lego Carro de Lego a 111 km/h Recentemente, outro carro de Lego mais complexo chamou a atenção. Uma réplica em tamanho real do Koenigsegg Sadair's Spear, com carroceria construída inteiramente com peças de Lego, atingiu a velocidade de 111 km/h. O veículo pesa 1.800 kg e registrou na pista de Goodwood, Inglaterra, o recorde de modelo montável mais rápido já feito pela empresa de brinquedos dinamarquesa. A marca anterior, de 2018, era de 50 km/h e pertencia a um Bugatti Chiron também na escala 1:1. O projeto foi executado pela equipe de modelistas da Lego em Kladno, na República Tcheca, e precisou de mais de 9,4 mil horas de mão de obra para ser concluído. Agora no g1 O veículo foi feito com cerca de 327 mil peças da linha Technic, que correspondem a 400 kg do veículo, e montado sobre um chassi de metal customizado com gaiola de proteção nos padrões de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA). A construção utiliza rodas de fibra de carbono originais da Koenigsegg, pneus da Pirelli, suspensão real e freios a disco de competição. Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade Divulgação / Lego Para alcançar a velocidade recorde e superar os modelos anteriores da marca, o veículo foi equipado com um motor elétrico que traciona as rodas traseiras, substituindo o motor V8 biturbo original de 1.603 cavalos do modelo real. A Lego e a montadora sueca não revelaram dados técnicos desse propulsor elétrico. A réplica também inclui o sistema automatizado da montadora sueca, que permite abrir simultaneamente as portas, o capô e a tampa do motor. Essa forma de acessar o carro é algo característico da Koenigsegg. Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 Divulgação / Lego Diversas partes do veículo foram adaptadas com peças incomuns da marca, como componentes de naves de Star Wars nos faróis dianteiros, janelas de trens de brinquedo nas lanternas traseiras e aros de rodas da linha Ninjago para simular os amortecedores do carro real. O lançamento do megacarro em tamanho real ocorreu em conjunto com o anúncio de uma versão comercial menor do Koenigsegg Sadair's Spear em escala 1:8. O kit voltado para o público adulto possui 4.104 peças e reproduz as funções mecânicas do veículo original, incluindo o motor de pistões V8 funcionais e a transmissão de nove marchas. Galerias Relacionadas
02/07/2026 15:02:43 +00:00
Reality de Viih Tube que daria R$ 20 mil a funcionário vira alvo do MPT; veja os direitos dos trabalhadores

Reality de Viih Tube com prêmio de R$ 20 mil levanta debate sobre direitos trabalhistas "Esse é o reality, literalmente, da nossa casa." Foi assim que Viih Tube anunciou, nas redes sociais, o reality "As Patroas", programa em que 11 funcionários da influenciadora e ex-BBB e de seu marido, Eliezer, disputariam um prêmio de R$ 20 mil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O primeiro episódio foi publicado na terça-feira (30) no canal da influenciadora no YouTube e nas redes sociais do casal. Menos de 24 horas depois, o conteúdo foi retirado do ar no Youtube após uma série de críticas relacionadas à exposição da relação entre empregadores e empregados. Embora tenha sido removido do YouTube, o conteúdo continua disponível no Instagram e no TikTok. Na tarde desta quinta-feira (2), Viih Tube e Eliezer publicaram o segundo episódio do reality, que aborda temas como a precarização do trabalho e a escala 6x1. Reality de Viih Tube e Eliezer terá prêmio de mais de R$ 20 mil Reprodução/YouTube "O 2º episódio (todo lavando roupa suja) estava previsto para sair no sábado, como anunciado anteriormente. Mas, devido à repercussão gigantesca — a gente queria a atenção de vocês, mas não imaginava tudo isso —, estamos postando hoje", escreveu a influenciadora. A repercussão levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo a abrir um procedimento para apurar o caso. Em nota enviada ao g1, o órgão informou que "tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos". O caso também motivou uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem citar diretamente os influenciadores, o tribunal publicou nas redes sociais que expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. "A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", afirmou o TST. Initial plugin text O g1 procurou Viih Tube e Eliezer para pedir um posicionamento sobre o caso, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem. A reportagem também entrou em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para saber se o órgão recebeu alguma denúncia relacionada ao programa ou se pretende analisar o caso sob a ótica da legislação trabalhista. Não houve retorno. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também foi procurado. O g1 questionou se a Justiça do Trabalho já analisou ações envolvendo situações semelhantes, em que a relação de trabalho é transformada em conteúdo de entretenimento, e qual é o entendimento do tribunal sobre esse tipo de iniciativa. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. Exposição indevida A repercussão do reality levantou uma discussão sobre os limites legais quando a relação de trabalho se transforma em entretenimento. Afinal, até onde um empregador pode expor seus funcionários? É possível exigir a participação? Um termo de uso de imagem é suficiente? E se o trabalhador desistir das gravações? Para a advogada trabalhista Paula Borges, especialista em Direito do Trabalho do Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria, o caso envolve duas relações distintas: o contrato de trabalho e a participação em um produto de entretenimento. Segundo ela, o vínculo empregatício, por si só, não autoriza a exploração comercial da imagem do trabalhador. O contrato de prestação de serviços não se estende à exploração da imagem sem relação com a função para a qual ele foi contratado. Como há proveito econômico direto para o empregador, é necessário um tratamento contratual específico, remunerado e separado do vínculo de emprego. Termo de imagem não basta De acordo com a especialista, um simples termo de autorização de uso de imagem não é suficiente para viabilizar esse tipo de iniciativa. Segundo ela, seria necessário um contrato específico, separado do vínculo empregatício, prevendo a participação no reality, remuneração pelo uso da imagem, consentimento livre e informado do trabalhador e o cumprimento das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, a participação deve ser efetivamente voluntária. "A atividade não faz parte das funções para as quais o trabalhador foi contratado. Por isso, a recusa não pode gerar punições, perda de benefícios ou até uma demissão. Qualquer consequência negativa na relação de emprego é ilegal", afirma. Na avaliação da advogada, esse é justamente um dos pontos mais delicados do caso. "Na relação de trabalho, o funcionário pode sentir que precisa aceitar o convite por medo de desagradar o empregador ou sofrer alguma consequência, mesmo que ninguém faça uma ameaça direta. Por isso, a decisão de participar precisa ser realmente livre e sem qualquer tipo de pressão", completa. Funcionário pode desistir Paula Borges afirma que o trabalhador pode desistir da participação a qualquer momento, já que o direito à imagem é um direito da personalidade e sua autorização pode ser revogada. Ela acrescenta que, caso o conteúdo exponha o funcionário a situações humilhantes ou constrangedoras, o empregador poderá responder judicialmente. "A Justiça do Trabalho já possui entendimento consolidado de que obrigar empregados a participar de vídeos, brincadeiras ou situações potencialmente vexatórias extrapola os limites do poder diretivo do empregador e pode gerar indenização por danos morais", afirma. A advogada também chama atenção para o tempo dedicado às gravações. Se a participação ocorrer fora da jornada de trabalho e houver controle do empregador ou obrigatoriedade de comparecimento, esse período poderá ser considerado tempo à disposição da empresa e deverá ser remunerado. Segundo ela, o empregador também pode ser responsabilizado pelos impactos decorrentes da exposição pública dos trabalhadores, como ataques nas redes sociais. "Ao expor o empregado para um público amplo com finalidade comercial, o empregador assume um risco previsível. Se essa exposição causar danos à imagem ou à dignidade do trabalhador, pode haver responsabilização civil", explica. Antes de aceitar participar de um reality promovido pelo próprio empregador, a especialista recomenda que o trabalhador saiba que pode recusar o convite sem sofrer qualquer prejuízo na relação de trabalho, exigir um contrato específico para a exploração de sua imagem, receber remuneração pela participação e desistir a qualquer momento. A especialista ressalta ainda que a assinatura de um termo de uso de imagem não impede um eventual pedido de indenização caso a exposição seja considerada abusiva ou vexatória. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
02/07/2026 14:45:57 +00:00
Cashback do Imposto de Renda: 500 mil contribuintes ficam sem receber por falta de CPF cadastrado como chave PIX

O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou nesta quinta-feira (2) que cerca de 500 mil contribuintes que teriam direito ao chamado "cashback" do Imposto de Renda neste ano não receberão os valores por não ter o CPF cadastrado como chave PIX. Esses contribuintes correspondem a 13% do total de 4 milhões de pessoas que receberão até R$ 1 mil diretamente na conta bancária. Com isso, serão pagos até R$ 500 milhões a cerca de 3,5 milhões de trabalhadores. "Essas pessoas não estavam obrigados a declarar, mas tiveram retenção na fonte em algum mês, pois receberam mais de dois salários mínimos. Se fizessem a declaração, teriam o dinheiro de volta. Mas eles nunca fizeram a declaração, não sabem, ou teriam de pagar pra alguém fazer", explicou José Carlos, da Receita Federal. A partir das 9h da próxima quarta-feira (8), os contribuintes poderão fazer consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. Receita paga lote especial de restituição do IR a contribuintes com direito a 'cashback' Os recursos serão depositados automaticamente nas contas bancárias dos trabalhadores em 15 de julho. Como funciona o cashback do IR A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda. Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo. 🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto. Quem tem direito Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos: não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025; não ter apresentado a declaração por iniciativa própria; ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024; ter direito à restituição de até R$ 1 mil; possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF. Como consultar A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão. Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento. Pagamento será via PIX A marca PIX, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo o governo Reprodução A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave PIX do tipo CPF. Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte. Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave PIX deverá cadastrá-la para receber os valores. Lote é separado das restituições tradicionais O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026. Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho. Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente. O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes. Consulta à restituição ao Imposto de Renda John Pacheco/g1
02/07/2026 14:27:35 +00:00
Peru declara estado de emergência em 40% do país por chuvas causadas pelo El Niño
O governo do Peru declarou estado de emergência em 796 distritos — cerca de 40% do total do país — devido ao risco iminente de fortes chuvas associadas ao fenômeno climático El Niño, segundo um decreto publicado nesta quinta-feira (2). A medida, com duração de 60 dias, permite ao governo adotar ações e medidas extraordinárias para reduzir o risco considerado "muito alto" enfrentado pelos distritos afetados. O estado de emergência, estabelecido por um decreto assinado pelo presidente em fim de mandato José Maria Balcazar, abrange regiões como Lima, Cusco e Arequipa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agora no g1 Os governos regionais e locais serão responsáveis por implementar as medidas de emergência em coordenação com as autoridades nacionais, segundo o decreto. As ações adotadas durante o estado de emergência serão financiadas com os orçamentos já existentes das instituições envolvidas, sem necessidade de recursos adicionais do Tesouro Público. O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, que altera os padrões climáticos globais, provocando seca em algumas regiões produtoras de alimentos e chuvas mais intensas em outras. El Niño deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e temperaturas El Niño deve persistir e aumenta alerta para seca no Espírito Santo
02/07/2026 13:54:58 +00:00
PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil

Brasil nega que PIX ameace empresas americanas O Brasil encaminhou, nessa quarta-feira (1º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquem em prática a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. Na visão do governo brasileiro, se o ritmo e a condução de processos de combate à corrupção, a confidencialidade de ordens judiciais emitidas em conformidade com o direito interno ou a estrutura de um sistema de pagamentos digitais fossem suficientes, por si sós, para justificar uma ação com base na Seção 301, "a lei deixaria de ter um limite claro sobre o que pode ou não ser usado para aplicar sanções". Com isso, enviou um documento de 29 páginas em que rebateu ponto a ponto as críticas norte-americanas. Veja, nesta reportagem, o que os EUA criticaram, e os argumentos de defesa do Brasil (clique para seguir o conteúdo). Comércio digital e serviços de pagamento (PIX) Regulação de redes sociais e STF Tarifas preferenciais desleais Acesso ao mercado de etanol Proteção da propriedade intelectual Combate à corrupção Desmatamento ilegal O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 REUTERS/Elizabeth Frantz Comércio digital e serviços de pagamento (PIX) ➡️O que dizem os Estados Unidos: O USTR afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o relatório norte-americano, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes. ➡️O que diz o Brasil: O governo brasileiro contesta essa afirmação. Destaca que o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital. O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia. Além disso, o documento compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o autoridade monetária dos Estados Unidos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal. Regulação de redes sociais ➡️O que dizem os Estados Unidos: O USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem a divulgação dessas decisões. O órgão também critica a aplicação de multas elevadas, restrições a ativos e contas bancárias e, em pelo menos um caso, o bloqueio completo de um site. Isso, segundo os americanos, configura censura e atentado à liberdade de expressão. O Rumble foi bloqueado no Brasil em fevereiro de 2025 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. 🔎O Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual. Lançada em 2013, a rede social é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias. Ministro do STF Alexandre de Moraes Luiz Silveira/STF Em reação, a plataforma Rumble e o grupo Trump Media acionaram a Justiça da Flórida contra o ministro Moraes. As duas companhias recorreram para tentar barrar a aplicação de ordens de restrição e bloqueio emitidas por Moraes no Brasil, sob o argumento de que elas configuram censura e violam garantias constitucionais dos EUA. Como a ação foi apresentada apenas contra Moraes, a AGU solicitou o ingresso formal do Estado brasileiro no processo. ➡️O que diz o Brasil: Sobre essas determinações contra redes sociais, o governo afirma que as deciões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais. Além disso, contesta a avaliação de que o sigilo dessas decisões seria um problema. Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal. A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país. "A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento. O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos." Tarifas preferenciais desleais ➡️O que dizem os Estados Unidos: O governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com México e Índia. Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos globalmente. ➡️O que diz o Brasil: O governo brasileiro afirma que seus acordos comerciais com países como México e Índia são legítimos, de longa data e negociados dentro de estruturas regionais reconhecidas e compatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), incluindo o tratamento diferenciado a países em desenvolvimento. Segundo a manifestação, como membro do Mercosul, o Brasil adota preferencialmente negociações tarifárias por meio de arranjos regionais permitidos pelas normas multilaterais. No documento, o Brasil diz ainda que a insatisfação dos Estados Unidos com o perfil econômico ou a competitividade de parceiros comerciais brasileiros não transforma esses acordos em práticas passíveis de sanção. "A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar arranjos preferenciais legítimos como 'desarrazoados' apenas porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar concorrência dos beneficiários desses arranjos no mercado brasileiro", diz o texto. Neste trecho, volta a destacar que "os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024". Acesso ao mercado de etanol ➡️O que dizem os Estados Unidos: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu, de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível vindas dos EUA. ➡️O que diz o Brasil: O Brasil observa que o USTR não sustenta que a tarifa atual do Brasil sobre o etanol viole quaisquer compromissos bilaterais com os Estados Unidos. Tampouco identifica uma tarifa que seja aplicada de forma discriminatória exclusivamente ao etanol norte-americano. O escritório de comércio americano aponta, no relatório, a queda nas exportações de etanol dos EUA para o Brasil e o acesso contínuo do etanol brasileiro ao mercado dos Estados Unidos como evidência de que os atos, políticas e práticas do Brasil seriam desarrazoados e onerariam ou restringiriam o comércio dos Estados Unidos. O que, na visão do governo brasileiro, são alegações "insuficientes para sustentar uma ação com base na Seção 301". "A tarifa se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina contra os Estados Unidos." Proteção da propriedade intelectual ➡️O que dizem os Estados Unidos: Os EUA apontam falhas na aplicação de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, além de lentidão na análise de patentes e de ações contínuas de combate à pirataria. O relatório também critica o tempo de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), especialmente no setor biofarmacêutico, que pode chegar a 109 meses. ➡️O que diz o Brasil: O governo Lula defende que essa abordagem é problemática, considerando que o próprio USTR reconheceu recentemente os avanços do Brasil na área de proteção da propriedade intelectual. "As manifestações de réplica apresentadas pelo Brasil após a audiência destacaram que o próprio USTR, no Relatório Especial 301 de 2025, retirou o Brasil da Lista de Observação Prioritária em reconhecimento ao ‘progresso concreto’ na aplicação da propriedade intelectual". "O Brasil demonstrou que os indicadores relevantes apresentaram melhora significativa como resultado de reformas administrativas e de medidas de redução de acervo acumulado implementadas por meio da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual do Brasil e de iniciativas relacionadas". Combate à corrupção ➡️O que dizem os Estados Unidos: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção. O documento cita a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. ➡️O que diz o Brasil: Segundo o governo, o relatório não trata adequadamente do histórico mais amplo de combate à corrupção apresentado pelo Brasil ao USTR. "As manifestações anteriores do Brasil explicaram que o país mantém um regime abrangente de combate à corrupção, ancorado tanto no direito interno quanto em compromissos internacionais, incluindo a Convenção Antissuborno da OCDE, a Convenção Interamericana contra a Corrupção, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional". Desmatamento ilegal ➡️O que dizem os Estados Unidos: O documento afirma que, embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema. ➡️O que diz o Brasil: O Brasil disse que, desde janeiro de 2023: aumentou os recursos destinados aos principais órgãos responsáveis pelo combate ao desmatamento ilegal; ampliou operações em campo; fortaleceu o monitoramento por satélite; suspendeu congelamentos anteriores que afetavam multas ambientais; e intensificou o uso de instrumentos legais e administrativos já existentes. De acordo com os dados orçamentários mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), a destinação de recursos para a área "passou de R$ 181,8 milhões em 2022 para R$ 340,99 milhões em 2026, um aumento de 87,6% no período, totalizando R$ 1,345 bilhão acumulado entre 2022 e 2026".
02/07/2026 13:04:33 +00:00
Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE

Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais. Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado "à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade". Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram a única faixa etária a apresentar queda no uso da internet e do celular. Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025 Congerdesign/Pixabay Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025. Entre as que não acessaram a rede, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%). O comportamento foi parecido no uso de celulares: idosos são a faixa etária com o maior crescimento, passando de 78,3% para 80,3% entre 2024 e 2025, enquanto o uso entre crianças de 10 a 13 anos caiu de 56,7% para 55,2%. Entre as crianças, a principal razão apontada para a falta do celular foi a preocupação com privacidade e segurança. Uso de internet cresce no Brasil No geral, o uso da internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Em 2024, esse percentual era de 89,2%. Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários, 98,7% acessam a rede pelo celular. O levantamento também mostrou que as áreas urbanas continuam com maior acesso à internet, mas a diferença em relação às áreas rurais diminuiu ao longo dos últimos anos. A distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.
02/07/2026 13:00:41 +00:00
Uso de internet chega a 90,5% dos brasileiros, e diferença cai entre áreas urbanas e rurais, diz IBGE

Televisão está em quase 94% dos lares brasileiros, diz IBGE O uso de internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na prática, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil, com base no acesso feito nos 90 dias anteriores às entrevistas. É uma nova alta do índice, que alcançou 89,2% da população, em 2024, de acordo com o IBGE. Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários de internet no Brasil, 98,7% se conectam pelo celular. Na sequência, estão a televisão (57,8%), o computador (33,4%) e o tablet (9,2%). Segundo o IBGE, 168,7 milhões de pessoas usam a internet no Brasil em 2025 Reprodução/Unsplash Áreas urbanas continuam com maior uso de internet, mas a diferença para áreas rurais diminuiu nos últimos anos: a distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025. Entre os estudantes, 92,4% usaram a internet, sendo 97,2% da rede privada de ensino e 89,9% da rede pública. A diferença é maior entre alunos do ensino fundamental e diminui entre estudantes dos ensinos médio e superior. Segundo o levantamento,17,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais não usaram a internet em 2025. Os principais motivos foram não saber usar a rede (44,9%) e a falta de necessidade (27,8%). A pesquisa apontou ainda que 89,8% das pessoas com 10 anos ou mais tinham celular em 2025. Entre os que não tinham o aparelho, os principais motivos foram não saber usar (31,1%), não ver necessidade (21,1%) e o preço alto (14,9%). Cresce uso de internet entre idosos Embora ainda seja o grupo com menor proporção de usuários de internet, a população com 60 anos ou mais registrou o maior crescimento no uso da rede, segundo o IBGE. O uso de internet nesta faixa etária cresceu de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Na comparação com 2019, a alta é ainda maior, chegando a 29,6 pontos percentuais. O crescimento do uso de internet entre idosos pode ter sido causado "pela evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade", avalia o IBGE. Idosos também foram o grupo com a maior alta no uso de celular, passando de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025. O crescimento em relação a 2019 foi de 13,6 pontos percentuais. Preocupação com privacidade de crianças A faixa etária de 10 a 13 anos foi a única a registrar queda no uso de internet, passando de 84,9%, em 2024, para 84,4%, em 2025. Entre os que não usaram a internet no período avaliado, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%), a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%). Crianças de 10 a 13 anos também usaram menos o celular em 2025, passando de 56,7% para 55,2%. A preocupação com privacidade e segurança foi o principal motivo para elas não usarem o aparelho. A PNAD Contínua com dados de 2025 também apontou que: 93,9% dos domicílios tinham televisão, o que representou uma estabilidade e interrompeu uma sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica; entre os domicílios com TV, 85,8% recebiam sinal digital ou analógico, 44,4% pagavam serviço de streaming de vídeo e 23,5% tinham serviço de TV por assinatura; 38,7% dos domicílios tinham computador, interrompendo a sequência de quedas desde 2016, no início da série histórica; 11,6% dos domicílios tinham tablet; 97,4% dos domicílios tinham celular e 5,9% dos domicílios contavam com telefone fixo; 46,9% dos domicílios tinham rádio; entre os domicílios com internet, 20,2% tinham algum tipo de dispositivo inteligente.
02/07/2026 13:00:05 +00:00
Sony vai deixar de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028

Sony deixará de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028 Unsplash/Kerde Severin A Sony deixará de produzir discos físicos (CDs) para os novos videogames de seus consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028, quando os títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital, anunciou o grupo japonês. "A produção de discos físicos para todos os novos jogos lançados em consoles PlayStation será interrompida a partir de janeiro de 2028", informou a Sony em uma publicação no blog da empresa. A companhia afirmou que a mudança "não afetará os jogos que já tenham sido lançados ou que venham a ser lançados antes de janeiro de 2028 em formato físico". O anúncio ocorre poucos meses antes do lançamento exclusivamente digital de Grand Theft Auto (GTA) VI, que pode se tornar o produto cultural mais vendido da história. Nas redes sociais, alguns usuários criticaram que a ausência de disco físico eliminaria o mercado de segunda mão para esse título. "É uma evolução natural para a Sony Interactive Entertainment, que se adapta às tendências dos consumidores, já que a preferência geral por mídias digitais supera amplamente a dos discos físicos", declarou a companhia. Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios
02/07/2026 12:50:09 +00:00
EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump

Máquinas movidas a biodiesel B100 Marcelo Souza / g1 O esforço do presidente Donald Trump para ampliar a produção de biodiesel e cumprir promessas feitas a agricultores e comunidades rurais está esbarrando na realidade do mercado: as usinas americanas não estão conseguindo acompanhar as metas estabelecidas pelo governo. A diferença entre as metas e a produção efetiva traz riscos políticos e econômicos. Uma escassez prolongada pode elevar fortemente os preços dos créditos de combustíveis renováveis e obrigar o governo Trump a recorrer a um dispositivo raramente utilizado, que permite reduzir as metas previamente definidas para adequá-las às condições do mercado. Uma eventual revisão das metas representaria um recuo incomum e poderia desagradar agricultores e produtores de biocombustíveis, que pressionaram por cotas maiores e formam uma importante base política do presidente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato. Agora no g1 Parte da produção também já está comprometida com contratos de exportação, onde os preços têm sido mais atrativos devido às interrupções na oferta provocadas pela guerra no Irã. Esses volumes, porém, não geram créditos para o cumprimento das metas estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). As refinarias geraram 736 milhões de créditos renováveis (RINs) em maio, segundo dados da EPA, bem abaixo dos cerca de 915 milhões necessários por mês para manter o ritmo exigido pelas metas, afirmou Scott Irwin, economista agrícola da University of Illinois. Segundo as estimativas de Irwin, a produção nos quatro primeiros meses de 2026 ficou 1,41 bilhão de RINs abaixo do necessário. Para compensar esse déficit, a produção teria de superar em mais de 20% o maior volume mensal já registrado pelo setor durante o restante do ano. "As metas, na prática, exigem que as usinas de biodiesel operem em seu maior ritmo sustentado da história e que as plantas de diesel renovável produzam muito acima de qualquer nível que já tenham alcançado", afirmou Irwin. "Não há como o setor cumprir as metas no ritmo em que está", afirmou Paul Niznik, diretor de energia da Capstone LLC, empresa de Washington que assessora refinarias, distribuidoras de combustíveis e fundos de investimento. "O déficit tem gerado grande preocupação em todo o setor, principalmente sobre qual será a reação do governo." Segundo ele, os agentes do mercado não esperam que a EPA intervenha, apesar de a agência ter autoridade para conceder uma flexibilização das metas. Em vez disso, o governo poderia adotar medidas como reduzir as obrigações previstas para 2028, alterando a forma como os volumes importados são contabilizados para o cumprimento das exigências. Incerteza regulatória freou a produção A produção ficou represada por meses enquanto fabricantes de biodiesel e diesel renovável aguardavam que o governo Trump concluísse as regras para o crédito tributário federal 45Z, destinado à produção de combustíveis limpos. As diretrizes, divulgadas nas últimas semanas, eliminaram algumas restrições relacionadas ao uso da terra e ampliaram os incentivos ao diesel renovável produzido com soja — mudanças reivindicadas pelo setor havia cerca de um ano. Segundo Jeramie Weller, gerente-geral da Minnesota Soybean Processors, produtora de biodiesel, as novas regras trazem mais segurança para ampliar a produção e firmar contratos de fornecimento de matéria-prima com agricultores. Ainda assim, ele afirma que não está claro se as medidas chegaram a tempo de compensar as perdas de produção acumuladas anteriormente. A disparada dos preços do petróleo, provocada pelo conflito com o Irã, também reduziu o ritmo de crescimento da produção de biodiesel. As interrupções na oferta elevaram a rentabilidade dos combustíveis fósseis, incentivando as refinarias a maximizar a produção de derivados de petróleo em vez de expandir a oferta de combustíveis renováveis. Estoque de créditos diminui A produção abaixo do esperado também está reduzindo uma reserva que historicamente ajudava o mercado a absorver déficits temporários. O chamado "banco de RINs" — estoque de créditos não utilizados que as refinarias podem usar para cumprir as metas — vem sendo reduzido ao longo deste ano, à medida que a produção fica abaixo do necessário enquanto a demanda permanece elevada. Se essa tendência continuar, analistas alertam que essa reserva poderá se esgotar até o fim de 2026, pressionando ainda mais os preços dos créditos. Os preços dos RINs já atingiram níveis recordes, elevando os custos de conformidade para refinarias menores, que dependem da compra desses créditos em vez de misturar combustíveis renováveis por conta própria. A perspectiva de um mercado mais apertado intensificou a pressão de lobby em Washington. A American Fuel and Petrochemical Manufacturers (AFPM), principal associação das refinarias americanas, vem se reunindo com parlamentares no Congresso para pressionar o governo a rever as metas de biocombustíveis para 2026. A entidade também entrou com uma ação judicial contra a EPA. "Os americanos pagarão bilhões de dólares a mais do que deveriam se o programa de combustíveis renováveis não for redimensionado", afirmou a AFPM em materiais distribuídos a parlamentares, argumentando que o alto custo dos créditos acaba elevando os preços dos combustíveis para os consumidores. Em resposta por e-mail, a EPA afirmou que avalia o cumprimento das metas considerando o ano inteiro e leva em conta as oscilações normais entre os meses, incluindo o uso dos créditos já existentes para cobrir déficits temporários. Para Brett Gibbs, analista da Bloomberg Intelligence, a EPA pode ter subestimado tanto o volume de exportações de biodiesel e diesel renovável quanto as dificuldades de importar matérias-primas no curto prazo devido ao conflito com o Irã. "A EPA pode muito bem ter um problema nas mãos até as eleições de meio de mandato. E certamente entrando em 2027", afirmou Gibbs.
02/07/2026 12:26:19 +00:00
União Europeia aposta em euro digital para reduzir domínio dos EUA

Notas de euro. Reuters Esperava-se que as moedas digitais, ou criptomoedas, revolucionassem a forma como se executam pagamentos por bens e serviços. Ainda assim, em 2026, quando um europeu entra em uma loja ou compra algo online, ele recorre ao dinheiro em espécie ou ao cartão. A volatilidade e a complexidade do bitcoin impediram que ele se tornasse um meio de pagamento cotidiano. Mas, agora, o Banco Central Europeu (BCE), responsável pela gestão do euro na União Europeia (UE), tem planos para uma moeda digital estável. Para os consumidores, o euro digital promete uma forma simples de realizar pagamentos seguros — em lojas, online ou de pessoa para pessoa — com respaldo direto do BCE. No entanto, o avanço do euro digital não é apenas uma atualização tecnológica. Ele tem se tornado cada vez mais uma necessidade geopolítica. Agora no g1 Busca pela soberania monetária Sob o presidente Donald Trump, os Estados Unidos mostraram que podem rapidamente reescrever regras comerciais, impor tarifas ou endurecer controles de exportação de inteligência artificial (IA). Por isso, formuladores de políticas da UE acreditam que a soberania monetária é uma proteção essencial. Mesmo usando o euro, a União Europeia depende fortemente de sistemas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard. As carteiras digitais e os aplicativos, incluindo Google Pay, Apple Pay e PayPal, adicionam outra camada de dependência. A utilização crescente de instrumentos financeiros como ferramentas de pressão geopolítica tem levado governos e bancos centrais a intensificarem as discussões sobre como reduzir a dependência de infraestruturas financeiras controladas por terceiros. Foi o caso do Brasil com o PIX, que colocou a soberania digital no centro da tensão com os EUA. "Se globalmente todas essas transações passarem a ser denominadas em dólar sem um euro digital, isso limitaria a eficácia da política monetária do BCE sobre o euro tradicional", afirma Bas van Donselaar, sócio‑administrador da consultoria PaymentGenes. À medida que mais comércio e pagamentos migram para o ambiente online — e cada vez mais para moedas digitais estrangeiras —, a previsão é que o euro digital também ajudará o BCE a gerenciar melhor a oferta de dinheiro, responder a crises econômicas e proteger a moeda contra choques externos. Outras grandes economias estão avançando mais rapidamente, incluindo a China com o yuan digital, ou e‑CNY. Desde seus primeiros testes em 2020, mais de 230 milhões de carteiras pessoais e cerca de 18,8 milhões de carteiras corporativas foram criadas. Até o fim de novembro, a moeda digital chinesa já havia processado mais de 3,48 bilhões de transações de varejo acumuladas, totalizando cerca de 16,7 trilhões de yuans (R$ 12,81 trilhões), segundo a agência de notícias Xinhua. Pequim agora avança ainda mais, expandindo o uso transfronteiriço e até permitindo remuneração sobre saldos em yuan digital. Protegendo a estabilidade financeira da UE Para o euro digital, no entanto, um desafio fundamental é garantir que ele não funcione como uma conta bancária tradicional completa. Se isso ocorresse, bancos europeus poderiam perder depósitos — especialmente durante crises como corridas aos bancos — com consumidores transferindo suas economias para o euro digital. "Se não houver limite para a quantidade de euros digitais que as pessoas podem ter, ele se torna um substituto de contas bancárias”, alertou Emmanuelle Auriol, professora de economia da Toulouse School of Economics. Para evitar isso, o BCE incorporou salvaguardas. Um possível limite de 3 mil euros (R$ 17.7 mil) para saldos em euro digital redirecionaria automaticamente qualquer valor excedente para uma conta bancária vinculada. O euro digital também não pagaria juros, eliminando incentivos para transferir poupanças para fora dos bancos. Empresas seriam impedidas de manter grandes saldos permanentes. Preocupações com vigilância Entre os consumidores, a privacidade continua sendo uma das maiores preocupações. Alguns temem que uma moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) permita monitoramento estatal dos gastos, traçando paralelos com o sistema de crédito social da China. Na China, cidadãos recebem pontuações com base em seu comportamento, incluindo confiabilidade financeira. Pontuações baixas podem restringir acesso a empréstimos, empregos, serviços públicos ou viagens. No entanto, Auriol rejeitou qualquer associação com o euro digital. "Sistemas de crédito social (como na China) não têm nada a ver com isso”, disse ela à DW. "Proteções de privacidade podem ser equilibradas com medidas anticrime sem criar ferramentas de controle social." O BCE também planeja permitir pagamentos diretos de pessoa para pessoa entre celulares. Isso preservaria uma anonimidade semelhante à do dinheiro em espécie para pequenas transações cotidianas, ao mesmo tempo em que cumpriria regras de combate à lavagem de dinheiro. Evelien Witlox, diretora do euro digital no BCE, descreveu a moeda proposta como "uma opção pública segura para pagamentos digitais, combinando a facilidade e a conveniência dos métodos modernos com a confiança e a estabilidade do dinheiro em espécie". Convencendo os bancos Um dos maiores desafios na implementação do euro digital é o impacto potencial nas receitas dos bancos europeus. Atualmente, comerciantes perdem uma parte de cada pagamento com cartão para taxas — frequentemente entre 0,5% e 1,5% em uma transação de 100 euros, dividida entre o banco e o processador de pagamento. O euro digital tem como objetivo reduzir esses custos. Muitos bancos de varejo argumentam que carregarão o principal ônus de construir e operar a nova infraestrutura, ao mesmo tempo em que perderão receita significativa com tarifas. Por isso, diversas instituições defendem limites de saldo maiores para usuários e uma compensação justa. "O equilíbrio entre modelos de compensação para bancos e comerciantes é crucial”, disse van Donselaar. "Embora taxas mais baixas para comerciantes sejam compreensíveis, os bancos também precisam de um modelo de negócios viável.” Adoção facilitada pelo consumidor Para garantir aceitação pública, o BCE propõe conceder ao euro digital o status de moeda de curso legal em toda a zona do euro. Pelas propostas atuais, qualquer comerciante com terminal de pagamento teria que aceitar euros digitais pelo valor integral, sem taxas adicionais para o consumidor. "Assim como o dinheiro físico, seu valor será garantido pelo Eurosistema — o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais —, portanto, 1 euro digital sempre será igual a 1 euro comum. Ao contrário das criptomoedas, seu valor é estável e não oscila", afirmou Witlox. Países da UE que não fazem parte da zona do euro poderão optar por oferecer a moeda. O euro digital também funcionará offline, uma utilidade durante quedas de energia ou em áreas com conexão limitada. Na semana passada, o Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu aprovou sua posição sobre o regulamento, abrindo caminho para negociações finais sobre a implementação do euro digital. Formuladores de políticas públicas da UE agora buscam adotar o marco legal ainda este ano, com um projeto‑piloto previsto para 2027 e lançamento completo potencial em 2029.
02/07/2026 12:25:41 +00:00
Dólar fecha em queda, após dados do mercado de trabalho dos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade nesta quinta-feira (2), e fechou com queda de 0,03%, cotado a R$ 5,2078. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,64%, aos 172.788 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, foi o principal destaque desta quinta-feira. O documento, usado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) como um termômetro da economia e do emprego, mostrou que a criação de vagas de trabalho no país desacelerou mais do que o esperado em junho, com 57 mil novos postos, após 129 mil em maio. Na véspera, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os riscos de alta dos preços diminuíram nos EUA, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%. ▶️ Os investidores também seguiram de olho em outros indicadores econômicos. Na agenda, a expectativa foi pelos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA e pela taxa de desemprego da zona do euro. ▶️ No Brasil, o mercado também continuou a avaliar as novas sanções impostas pelo governo americano contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). (entenda mais abaixo) Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,79%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,12%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,29%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: +7,24%. Sanções dos EUA contra brasileiros As sanções do governo Trump contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano na última quarta-feira (1º). 👉 Com as sanções, os bens nos EUA dos alvos são bloqueados, entre outras medidas. Entenda. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, os brasileiros sancionados integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. LEIA MAIS: EUA anunciam sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC Mercados globais Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única, após dados de emprego mais fracos. O Dow Jones subiu 1,10%, enquanto o S&P 500 caiu 0,06% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,87%. Já na Europa, as bolsas fecharam em alta generalizada, com diversos setores compensando as quedas recentes nas ações relacionadas à inteligência artificial. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,4%. Entre os principais índices da região, o DAX ,da Alemanha, teve alta de 2,16%, após marcar um recorde histórico. O CAC-40, da França, subiu 1,65% e o FTSE 100 avançou 1,67%. Na Ásia, as bolsas da China atingiram a menor cotação em três semanas nesta quinta-feira, pressionadas por uma forte onda de venda entre os fabricantes de chips. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 2,96%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,03%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 7,89%. O Hang Seng, de Hong Kong, foi na contramão do mercado e fechou em alta de 0,76%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
02/07/2026 12:00:29 +00:00
Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR na próxima quarta; veja quem tem direito

Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR Divulgação A Receita Federal abre, a partir das 9h da próxima quarta-feira (8), a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback". O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir. Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte. Agora no g1 Como funciona o "cashback" A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda. Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo. 🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto. Quem tem direito Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos: não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025; não ter apresentado a declaração por iniciativa própria; ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024; ter direito à restituição de até R$ 1.000; possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF. Como consultar A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão. Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento. Pagamento será via Pix A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte. Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave Pix deverá cadastrá-la para receber os valores. Lote é separado das restituições tradicionais O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026. Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho. Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente. O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes.
02/07/2026 11:26:28 +00:00
Brasil responde a relatório dos EUA, nega que PIX favoreça empresas e defende decisões do STF

EUA não provaram que o Pix prejudica as empresas O Ministério das Relações Exteriores enviou um documento em que formaliza a resposta oficial do governo brasileiro à investigação dos Estados Unidos que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos, e propõe uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros. A carta é assinada pelo chanceler Mauro Vieira e foi protocolada na tarde dessa quarta-feira (1º). No texto, o ministro afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões da Justiça brasileira não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas. A manifestação segue a mesma linha de discursos públicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em defesa da soberania, e do que o petista afirma que tem conversado com Trump nos encontros entre os dois. "As manifestações anteriores do Brasil demonstraram que os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024", destaca o ministro. "Essas manifestações também estabeleceram que, na prática, a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas", prossegue. Veja aqui os argumentos ponto a ponto. Em outra frente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, também enviou um comentário por escrito sobre o relatório. Disse que uma eventual aplicação de sanções representaria uma vitória política para o atual governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE O que diz o documento? 🔎O documento foi enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas. Mas, na manifestação, o Brasil afirma que esse requisito não foi demonstrado. Segundo o governo, o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos. Ao longo do documento, o governo sustenta que os Estados Unidos estão usando a investigação para questionar escolhas soberanas do Brasil, e não para tratar de medidas que efetivamente prejudiquem o comércio americano. "A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 não autoriza o USTR a impor medidas comerciais apenas porque discorda das escolhas de política pública de outro país soberano", diz o documento, em inglês (tradução livre). Ao longo do texto, afirma: "Nos seis temas abordados, o USTR identifica áreas de divergência de políticas públicas ou, em alguns casos, desafios internos em curso no Brasil. No entanto, o USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos Estados Unidos." LEIA TAMBÉM BC favorece o PIX? Entenda por que o sistema de pagamento está na mira de Trump PIX, etanol e STF: entenda as críticas dos EUA para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros STF e redes sociais O documento é dividido em áreas temáticas. No capítulo sobre comércio digital, o governo brasileiro rebate críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis em redes sociais. O governo afirma que essas decisões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais. Além disso, contesta a avaliação de que o sigilo dessas decisões seria um problema. Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal. A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país. "A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento. O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos." STF libera parte dos penduricalhos vetados pelo próprio tribunal Jornal Nacional/ Reprodução Defesa do PIX Sobre o PIX, o Brasil rejeita a acusação de que o sistema favoreça empresas nacionais em detrimento de concorrentes americanos, usada como argumento pelo governo Donald Trump para dizer que há favorecimento indevido interno e contra o comércio estrangeiro. No relatório, o USTR diz que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos. Segundo o USTR, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes. Mas, o governo brasileiro contesta essa afirmação. Destaca que o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital. O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia. O Brasil também compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal.
02/07/2026 11:25:10 +00:00
Fim da 6x1: Indústria prevê queda à produtividade e à competitividade com redução da jornada de trabalho

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 70% das indústrias do país preveem queda de competitividade se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à chamada escala 6x1 for aprovada pelo Congresso Nacional. Além disso, segundo a CNI, 68% estimam que haverá queda na produtividade. Defendido pelo governo, PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está no Senado, mas ainda não há data definida para ser votado (veja detalhes da proposta abaixo). Senado faz debate sobre fim da escala 6x1 Por se tratar de uma proposta que muda a Constituição, precisa ser submetida a dois turnos de votação e obter o apoio mínimo de três quintos dos parlamentares, ou seja, 49 entre os 81 senadores. ➡️ Entre outros pontos, o texto aprovado pela Câmara prevê: Fim da escala 6x1, passando para 5x2 — com transição de 2 meses; Redução da jornada de 44 para 42 horas semanais — com transição de 2 meses; Redução da jornada de 42 para 40 horas semanais — com transição de 12 meses. Proibição de redução de salário Segundo a CNI, a pesquisa da entidade junto a representantes do setor mostra os seguintes resultados em relação à proposta: 85% adotam jornada semanal de 44 horas; 97% serão impactados pela redução legal de jornada; 85% projetam aumento de custos com empregados; 82% estimam aumento de custos com fornecedores; 70% preveem perda de competitividade; 68% veem risco de queda do volume de produção; 73% rejeitam a redução da jornada. Ao todo, segundo a entidade, foram ouvidos representantes de 1.664 empresas do setor industrial de pequeno, médio e grande portes, entre os dias 2 e 11 de março. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV Ao participar de uma audiência no Senado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ser preciso pensar em medidas que garantam que o mercado interno seja “forte” e “competitivo”. “Os produtos de fora têm que ajudar a nos forçarmos a sermos competitivos, produtivos e eficientes, mas não para nós ficarmos a reboque de uma realidade de perda de competitividade”, afirmou. Em reunião com representantes das centrais sindicais nesta quarta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu o fim do período de transição previsto na proposta aprovada pela Câmara. O presidente do Senado, no entanto, está discutindo com sua assessoria legislativa a possibilidade de uma emenda de redação para que a redução da jornada e o fim da escala 6x1 passem a valer imediatamente após a promulgação do texto. Governo defende aprovação Ao participar de uma uma sessão de debates sobre o tema no Senado, nesta quarta-feira (1º), o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, se manifestou a favor da PEC que põe fim à escala 6x1, afirmando que a proposta tem capacidade de gerar mais negócios para as famílias. “Muitos empreendedores no Brasil são empreendedores de tempo parcial. Com mais tempo, nós teremos um acréscimo, inclusive, de empreendedorismo no Brasil. Muitos desses empreendedores em tempo parcial trabalharão mais, gerarão mais renda para as suas famílias, trarão mais dinheiro para casa, se qualificarão mais e desenvolverão vários negócios, que são dependentes do tempo livre”, declarou o ministro. O que diz a proposta A proposta aprovada pela Câmara altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as duas horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. ⏳O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. ➡️ O relator da proposta na Câmara fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
02/07/2026 11:00:15 +00:00
Criptomoedas, ações e imóveis: de onde vieram os mais de US$ 1 bilhão declarados por Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ganhos em 2025, com receitas vindas de investimentos financeiros, participações em empresas e empreendimentos imobiliários. As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais "The New York Times" e "Financial Times", com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além dos ativos digitais — que passaram a representar sua principal fonte de renda declarada — Trump também informou milhares de transações com ações e dezenas de receitas de empresas e imóveis que levam seu nome. Veja as principais fontes de receita declaradas por Trump: Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações Agora no g1 Criptomoedas Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos. Outros US$ 635 milhões (R$ 3,3 bilhões) vieram de operações com a $TRUMP, uma memecoin inspirada em memes e fenômenos da internet. Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma "contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC", da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o "Financial Times". Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo. Ações e fundos de investimento O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada. 🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros. 🔎 Os ETFs funcionam como uma "cesta" de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis. Além disso, o "Financial Times" destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados "sensíveis" pelo mercado. A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano. A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips. De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump. Empreendimentos imobiliários Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã. Ainda segundo o "Financial Times", um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões). Veja outras receitas de empreendimentos: Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões); campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões); campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões); campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões). Mais de R$ 1 milhão em presentes O "Financial Times" também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente. Veja alguns dos presentes recebidos pelo presidente americano: 10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil); 15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil); 30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil); Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
02/07/2026 06:00:35 +00:00
Por que o salário parece render cada vez menos, mesmo quando aumenta?

Seu salário aumentou. Então por que parece que falta dinheiro? Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
02/07/2026 06:00:15 +00:00
Financiamento imobiliário da Caixa cresce 14% em um ano; veja o que está por trás do avanço

Minha Casa, Minha Vida abre cadastro para novos beneficiários A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira (1º) que atingiu um marco histórico: sua carteira de crédito habitacional chegou a R$ 1 trilhão. O valor representa um crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado segue sendo turbinado pelo Minha Casa, Minha Vida, responsável por 58,4% do valor. As contratações contemplam famílias de diferentes faixas de renda. Leia mais: Minha Casa, Minha Vida: passo a passo da contratação Atualmente, a Caixa concentra 68% do mercado de crédito habitacional e possui 7,9 milhões de contratos ativos, que abrangem 481 mil imóveis, para cerca de 1,44 milhão de pessoas. Em seis anos, a carteira mais que dobrou, passando de R$ 483,6 bilhões, em junho de 2020, para R$ 1 trilhão em junho de 2026. Isso representa um aumento acumulado de aproximadamente 107%, com cerca de R$ 516 bilhões em novos financiamentos incorporados ao estoque do banco. FGTS se mostrou presente Desde outubro de 2025, o governo passou a permitir o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para auxiliar quem financiou um imóvel entre 2021 e 2025, em contratos de imóveis de até R$ 2,25 milhões. A permissão agrega de 2009, que autoriza a aplicação do FGTS no MCMV para compor entrada, abater o saldo devedor ou quitar parcelas. Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostram que os financiamentos com recursos do FGTS cresceram 17,1%, enquanto aqueles concedidos com recursos próprios da Caixa avançaram 9,1%. O fundo também respondeu pela maior parte das novas operações. Entre janeiro e março, a Caixa concedeu R$ 64,2 bilhões em crédito habitacional. Desse total, R$ 38,6 bilhões vieram do FGTS e R$ 25,6 bilhões de recursos próprios do banco. Na prática, cerca de 60% de todo o valor financiado no período utilizou recursos do fundo.
02/07/2026 05:01:46 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 27 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.025 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 27 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (2), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (30), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
02/07/2026 03:01:13 +00:00
Grupo Dolly é alvo de pedido de falência por dívida de R$ 15,7 bilhões

Propagada dos refrigerantes Dolly. Reprodução/Facebook A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly. Segundo os órgãos, a dívida ativa da companhia com a União, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o estado de São Paulo soma R$ 15,7 bilhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "Desse total, R$ 8,3 bilhões estão inscritos em dívida ativa da União; R$ 7,4 bilhões se referem à dívida ativa do estado de São Paulo, e cerca de R$ 15 milhões do FGTS", afirmam as procuradorias em nota enviada ao g1. Na manifestação à Justiça, a PGFN e a PGE-SP argumentam que a dívida se arrasta há mais de 25 anos. Além disso, sustentam que o passivo não decorre apenas de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia deliberada de “blindagem patrimonial”. (leia mais abaixo) Em nota, o Grupo Dolly afirmou que não foi intimado de qualquer decisão judicial relacionada ao processo. Declarou ainda que, quando for notificado, adotará "todas as medidas processuais cabíveis, sejam elas cíveis ou mesmo criminais". Agora no g1 Entenda o pedido das procuradorias Segundo a PGFN e a PGE-SP, a empresa permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais. O processo, afirmam, teria sido usado para desfazer medidas de cobrança e “criar novas estruturas de blindagem patrimonial e planejamento tributário”. Os órgãos também citam que, após a aprovação do plano de recuperação judicial e a exigência de comprovação da regularidade fiscal, o grupo desistiu do processo e tentou convertê-lo em recuperação extrajudicial. Na avaliação das procuradorias, a medida, adotada neste ano, buscava contornar a exigência legal de regularidade tributária. Ainda segundo os órgãos, o Grupo Dolly teria obtido vantagem competitiva ao deixar de recolher tributos e encargos sociais, "prejudicando os demais concorrentes do setor de bebidas que cumprem suas obrigações legais". "O objetivo principal [do pedido de falência] é garantir a estabilidade dos empregos e permitir que a empresa siga operando de forma saudável, rumo a uma nova gestão que respeite os valores do mercado", dizem as procuradorias. O pedido de falência foi apresentado com base em portarias editadas após um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na prática, a decisão da Corte equiparou as fazendas públicas a credores privados para pedir a falência de devedores em casos complexos e de longa duração. Além do pedido de falência, a PGFN e a PGE-SP informaram ter solicitado ao Ministério Público a apuração de eventuais irregularidades. Em nota, o Grupo Dolly ressaltou "seu compromisso histórico com a regularidade de suas operações e com o diálogo institucional com as autoridades fiscais". "[A empresa] continuará prestando esclarecimentos à medida que o processo evoluir, sempre com base em fatos e documentos, e por meio de seus canais oficiais", acrescentou. Recuperação judicial teve início em 2018 O Grupo Dolly entrou com pedido de recuperação judicial em 2018, alegando ser o único meio de evitar a falência. À época, a empresa afirmou não conseguir honrar suas obrigações após um bloqueio de bens determinado pela Justiça. No mesmo ano, o Ministério Público acusava a companhia de fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Um mês antes do pedido, o dono da empresa, Laerte Codonho, chegou a ficar preso por oito dias, suspeito de fraude fiscal. Segundo o MP, a Dolly teria demitido funcionários e os recontratado em outra empresa para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda de acordo com os promotores, havia pelo menos R$ 1,4 bilhão em créditos decorrentes do não pagamento de ICMS. Considerando também os débitos na esfera federal, relacionados a uma possível sonegação de benefícios previdenciários, o valor estimado de recursos desviados chegaria a R$ 4 bilhões. À época, a Dolly negou sonegação de impostos e afirmou ter sido vítima de um escritório contábil que teria omitido dados. Segundo os promotores, a empresa seria “uma das maiores devedoras de impostos do estado de São Paulo”, e o esquema teria começado em 1998.
02/07/2026 00:27:02 +00:00
Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo

Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo Um homem da Califórnia processou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, nesta quarta-feira (1º), alegando que o ChatGPT agravou seu transtorno bipolar. Segundo o processo, o chatbot não teria identificado sinais de um episódio de mania e teria reforçado os delírios de Michael Lines, que chegou a acreditar ser Jesus Cristo. Em algumas conversas, a ferramenta teria até assumido o papel de uma entidade divina. Michael, de 34 anos, afirmou na ação apresentada em um tribunal estadual de San Francisco que as conversas que teve com o ChatGPT no ano passado intensificaram um episódio de mania que ele enfrentava, transformando-o em um delírio que durou semanas e, por fim, o levou a tentar tirar a própria vida. O processo afirma que a OpenAI desenvolveu um produto que apresenta riscos específicos para pessoas com transtornos mentais. ChatGPT apoiava o usuário Lines conversava com o GPT-4o, uma versão do chatbot da OpenAI que a empresa aposentou em fevereiro deste ano. Uma atualização do GPT-4o lançada em abril de 2025 foi considerada excessivamente concordante e elogiosa, levando a empresa a reverter a mudança e adotar medidas adicionais para reduzir respostas que apenas validassem o usuário, informou a companhia em uma publicação em seu blog. O processo pede indenização e uma ordem judicial para obrigar a OpenAI a encerrar automaticamente conversas sobre autolesão e a interromper a divulgação de suas plataformas sem alertas adequados sobre riscos de segurança. Um porta-voz da OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o processo. Open AI é a dona do ChatGPT Getty Images via BBC “Este é o seu momento”, disse a IA ao homem Lines, um atleta de levantamento de peso competitivo que sofreu uma lesão cerebral traumática antes de receber o diagnóstico de bipolaridade, afirmou no processo que contou repetidamente ao chatbot que fazia tratamento e usava medicamentos para o transtorno. Segundo a ação, em vez de identificar sinais claros de um episódio de mania e orientá-lo a buscar ajuda, o chatbot teria validado a crença de Lines de que ele era Jesus Cristo e, posteriormente, teria assumido o papel de uma entidade divina durante as conversas. Após semanas de interações, Lines contou ao chatbot que queria tirar a própria vida. “Este é o seu momento de sair, se desligar e deixar para trás o que está pesando sobre você”, teria respondido o robô, segundo o processo. Lines, que havia tido uma overdose de medicamentos, sobreviveu após ser encontrado por autoridades policiais. O que diz a ação? A ação afirma que a OpenAI tinha conhecimento da condição específica de Lines porque ele havia informado repetidamente o ChatGPT sobre isso. Ainda assim, em vez de sinalizar seus comentários perigosos para uma análise humana, o chatbot teria reforçado seus delírios para manter o usuário engajado. O processo alega que a empresa sabia que os recursos do ChatGPT poderiam ser especialmente prejudiciais para pessoas com transtornos mentais, mas não fez alterações específicas para esses usuários nem alertou sobre os riscos. OpenAI e seu numerosos processos A OpenAI enfrenta um número crescente de processos movidos por famílias que afirmam que o chatbot incentivou seus parentes a se machucarem. A empresa também responde a ações que a acusam de ter ajudado autores de ataques em escolas e de não ter identificado conversas desse tipo para alertar autoridades. A OpenAI afirma que treina seus modelos para orientar pessoas que demonstram intenção de se machucar a buscar ajuda e acessar recursos de apoio no mundo real. A empresa também diz que seus modelos são treinados para recusar pedidos que possam “facilitar de forma significativa atos de violência” e para alertar autoridades quando conversas indicam “risco iminente e confiável de dano a outras pessoas”, com especialistas em saúde mental ajudando a avaliar casos mais complexos.
01/07/2026 19:40:05 +00:00
Quanto tempo você fica na internet? Média no Brasil passa dos 50 anos e ultrapassa México e Coreia

Compras pela internet têm variedade de preços e produtos, mas é perciso ficar atento Com o passar dos anos, a internet se popularizou e deu origem a sites, redes sociais e outras plataformas que mudaram a vida das pessoas. No Brasil, um usuário passa, em média, 52 anos, 9 meses e 16 dias da vida conectado online. Considerando a expectativa de vida de 76 anos, isso significa que mais de 68% da vida é passada online. Os dados são do levantamento da NordVPN, divulgado em abril deste ano e realizado com mais de 20 mil usuários de 20 países O Brasil lidera o ranking e supera países como México, Lituânia, Austrália, Suécia e Coreia do Sul. Na outra ponta da lista está o Japão, onde os moradores passam, em média, 19 anos, 6 meses e 29 dias conectados à internet ao longo da vida. Ranking dos países por tempo de vida online Brasil: 52 anos México: 43 anos Lituânia: 31 anos Austrália: 30 anos Suécia: 30 anos Coreia do Sul: 29 anos Espanha: 29 anos Reino Unido: 27 anos Finlândia: 27 anos Irlanda: 27 anos Polônia: 26 anos Itália: 26 anos Holanda: 25 anos Canadá: 25 anos Estados Unidos: 25 anos Suíça: 25 anos Alemanha: 24 anos França: 23 anos Áustria: 23 anos Japão: 20 anos Celular está entre os principais alvos dos criminosos por causa do valor de revenda das peças no mercado clandestino e do acesso a aplicativos bancários Gladys Peixoto/g1 Brasileiros passam 11 anos a mais na internet desde a última Copa do Mundo O estudo também comparou os resultados de 2026 com os de 2022, ano da última Copa do Mundo, quando o Brasil foi eliminado pela Croácia nas quartas de final, após perder por 4 a 2 nos pênaltis. Os dados mostram que o tempo médio de vida online dos brasileiros aumentou 11 anos nesse período, o maior crescimento entre os países analisados. Em seguida aparecem o Japão, com aumento de nove anos, e a Suécia, com oito anos. Já alguns países registraram redução no tempo médio passado na internet. É o caso da Coreia do Sul (-5 anos), da Itália (-5 anos), da França (-5 anos) e da Alemanha (-1 ano). O que os brasileiros compartilham na internet? Além do tempo de uso, a pesquisa investigou quais informações pessoais os usuários costumam divulgar online. Entre os brasileiros, 63% afirmam compartilhar o endereço e o status de relacionamento, a maior proporção entre os países analisados. Já a data de nascimento é divulgada por 78% dos entrevistados. O levantamento também mostra que os celulares são o principal meio de acesso à internet. No Brasil, 91% dos entrevistados usam o smartphone para navegar, o maior percentual da pesquisa. O país também lidera o uso de computadores e notebooks para acessar a internet no trabalho, citado por 38% dos participantes.
01/07/2026 19:02:12 +00:00
Senado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuais

O Senado aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto de lei que abre a possibilidade de servidores públicos serem administradores de empresas, desde que na modalidade de microempreendedor individual (MEI). A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça de forma terminativa – ou seja, sem a necessidade de votação pelo plenário da Casa. Não havendo recurso, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados. De acordo com a legislação vigente, os servidores públicos são proibidos de participar de gerência ou administração de sociedade privada ou exercer o comércio. Mas, a lei permite que os servidores tenham participação em empresas e possam exercer mais de uma atividade remunerada. A proposta do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), abre uma possibilidade nova para os servidores, já que microempreendedores não podem ter mais de um empregado. A receita bruta anual de uma microempresa individual não pode passar de R$ 81 mil, ou seja, R$ 6.750 por mês. Agora no g1 "Respeitada a compatibilidade de horários e assegurado o regular exercício do cargo público, a atuação como MEI não se distingue das atividades remuneradas atualmente facultadas ao servidor. Afinal, o MEI não cuida, como se intui da própria denominação, da gestão de equipes, tampouco de empreendimento de médio ou grande porte", justificou Trad. Entretanto, o projeto limita a possibilidade apenas para os servidores públicos que não ocupem cargo em comissão ou função de confiança. Além disso, as empresas criadas pelos servidores não poderão participar direta ou indiretamente de licitação ou da execução do contrato agente público de órgão. Para o relator, senador Irajá (PSD-TO), a medida é positiva para "preservar o nível de desenvolvimento econômico" da população brasileira, que tem envelhecido. "Projeções indicam mudanças demográficas aceleradas devido ao envelhecimento da população, tornando essencial ampliar, e não restringir, o número de pessoas aptas a empreender, para preservar o nível de desenvolvimento econômico nas próximas décadas", afirmou. Nelson Trad Filho GloboNews
01/07/2026 18:54:25 +00:00
Trump declara mais de US$ 1 bilhão em receitas em 2025; veja as principais fontes de renda

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ganhos em 2025, com receitas vindas de investimentos financeiros, participações em empresas e empreendimentos imobiliários. As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais "The New York Times" e "Financial Times", com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além dos ativos digitais — que passaram a representar sua principal fonte de renda declarada — Trump também informou milhares de transações com ações e dezenas de receitas de empresas e imóveis que levam seu nome. Veja as principais fontes de receita declaradas por Trump: Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações Agora no g1 Criptomoedas Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos. Outros US$ 635 milhões (R$ 3,3 bilhões) vieram de operações com a $TRUMP, uma memecoin inspirada em memes e fenômenos da internet. Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma "contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC", da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o "Financial Times". Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo. Ações e fundos de investimento O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada. 🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros. 🔎 Os ETFs funcionam como uma "cesta" de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis. Além disso, o "Financial Times" destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados "sensíveis" pelo mercado. A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano. A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips. De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump. Empreendimentos imobiliários Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã. Ainda segundo o "Financial Times", um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões). Veja outras receitas de empreendimentos: Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões); campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões); campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões); campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões). Mais de R$ 1 milhão em presentes O "Financial Times" também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente. Veja alguns dos presentes recebidos pelo presidente americano: 10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil); 15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil); 30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil); Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
01/07/2026 18:40:09 +00:00
Paramount propõe concessões à UE para destravar compra da Warner Bros

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Paramount Skydance Corp apresentou à União Europeia medidas corretivas para tentar obter a aprovação da compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões. As propostas, reveladas em um documento regulatório divulgado nesta quarta-feira (1º), buscam responder às preocupações concorrenciais da Comissão Europeia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Paramount afirmou estar "confiante de que esta medida corretiva aborda de forma direta e abrangente quaisquer preocupações expressas na avaliação preliminar da Comissão Europeia e apoia o caminho para a aprovação em tempo hábil". A Comissão, que atua como responsável pela aplicação das normas de concorrência na UE, não forneceu detalhes sobre as medidas corretivas, em conformidade com a sua política. Agora no g1 Uma pessoa com conhecimento direto do assunto disse à Reuters na semana passada que a Paramount proporia o fim de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atenuar as preocupações antitruste manifestadas por exibidores de cinema europeus. A Comissão prorrogou o prazo para sua decisão de 7 de julho para 22 de julho, a fim de ter tempo para avaliar a medida corretiva. O Departamento de Justiça dos EUA aprovou o acordo, mas a Paramount pode enfrentar um obstáculo, já que a Califórnia, Nova Iorque e outros estados norte-americanos estão preparando uma ação judicial para bloqueá-lo, disseram fontes à Reuters. O Reino Unido afirmou na terça-feira que poderá intervir no acordo devido ao potencial impacto nas notícias, na programação infantil e nos serviços de streaming.
01/07/2026 18:16:42 +00:00
Europa cria sua "taxa das blusinhas" para conter avanço de Shein, Temu e AliExpress

Plataformas como Shein, Temu e Aliexpress inundaram o mercado europeu nos últimos anos com produtos ultrabaratos Alain Apaydin/ABACA/picture alliance via DW A União Europeia (UE) deu o primeiro passo para conter o que chama de concorrência desleal de varejistas online como Shein, Temu e AliExpress. Será aplicada, a partir desta quarta-feira (1º), uma taxa de 3 euros (cerca de R$ 17,80) sobre importações de comércio eletrônico de baixo valor, que anteriormente entravam no bloco isentas de impostos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida é mais um revés para as plataformas que, com produtos ultrabaixos vindos sobretudo da China, vêm obtendo um rápido crescimento no mercado europeu, gerando reclamações da concorrência doméstica e de formuladores de políticas públicas. 🔎 As taxas serão cobradas para cada classificação aduaneira dentro de uma remessa. Isto é, um pacote contendo três tipos diferentes de itens incorrerá em uma cobrança total de 9 euros, enquanto um pacote contendo vários itens de um mesmo tipo (como vestidos ou brinquedos) será tarifado em 3 euros. Agora no g1 A isenção de tarifas para importações de baixo valor existem há décadas, com o limite atual de 150 euros introduzido em 2008. No entanto, o número de encomendas de comércio eletrônico que entram na UE sob essa isenção disparou nos últimos anos, com um salto de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025. "Em um mundo comercial diferente, isso fazia muito sentido, mas esse mundo não existe mais. Ele foi completamente transformado pelo comércio eletrônico, especialmente vindo da China", disse o legislador europeu Dirk Gotink, responsável pelo tema de reforma aduaneira no Parlamento Europeu. "A isenção foi explorada e utilizada indevidamente em escala industrial para criar uma vantagem competitiva às custas das empresas da UE." Tendência entre governos Embora Bruxelas tenha proposto a cobrança no ano passado, alguns Estados‑membros da UE não quiseram esperar e aplicaram suas próprias taxas. Os países deverão deixar de aplicar essas cobranças nacionais, segundo um alto funcionário europeu. A taxa fixa permanecerá em vigor até 1º de julho de 2028, quando a nova Autoridade Aduaneira da UE deverá iniciar suas operações. Depois disso, as tarifas alfandegárias normais serão aplicadas, dependendo do tipo de produto. A Comissão Europeia, responsável pela política comercial da UE, afirma que a medida visa reduzir o ônus financeiro sobre as alfândegas após a explosão das importações, além de enfrentar os riscos à segurança decorrentes de mercadorias não fiscalizadas. Os Estados Unidos já eliminaram uma isenção semelhante, e o Reino Unido seguirá o mesmo caminho. O Brasil, por sua vez, zerou neste ano aquela que ficou apelidada de "taxa das blusinhas", após quase dois anos em vigor. Concorrência justa Bruxelas insiste que a medida não é direcionada à China, nem a qualquer outro país, mas sim a nivelar as condições de concorrência entre empresas europeias e estrangeiras. O setor varejista europeu argumenta que precisa cumprir regras rigorosas da UE, enquanto muitos produtos vindos do exterior não atendem aos padrões europeus. Inspeções direcionadas em toda a UE em 2025 constataram que mais de 60% dos itens importados, como brinquedos, cosméticos e eletrônicos, tinham ingredientes proibidos, rótulos ausentes ou documentação de segurança inadequada. "É praticamente impossível de administrar, e as verificações normais são quase inviáveis", disse o chefe do comitê de comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange. Preços poderão aumentar A UE enfatiza que a taxa será paga pelo importador, e não pelo consumidor. No entanto, as plataformas podem decidir repassar o custo ao aumentarem o preço dos produtos. Alternativamente, elas poderão pressionar fornecedores a absorver parte dos custos adicionais para limitar aumentos de preços aos consumidores e preservar a rentabilidade. O bloco deverá ficar ainda atento a tentativas de burlar a regra, bem como a esforços para redirecionar pequenos pacotes ao bloco por meio de rotas alternativas, como a Suíça, que não pertence à UE. Alguns grandes atores do comércio eletrônico já consideram construir armazéns na Europa para importar mercadorias em grandes volumes e distribuí‑las mais facilmente pelo continente. A Shein, por exemplo, tem ampliado armazéns em Wroclaw, na Polônia, e enviado mais produtos para a UE em grandes volumes. Em uma tentativa de melhorar a rastreabilidade dos produtos, a UE tornará obrigatório, a partir de 1º de novembro de 2026, fornecer dados de referência sobre os produtos. Também é planejada uma taxa de processamento para ajudar as autoridades alfandegárias a lidar com o aumento dos custos, à medida que mais encomendas chegam. O valor dessa taxa ainda não foi definido. Lojas respondem AliExpress, pertencente ao gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba, afirmou em comunicado que as páginas de produtos passarão a exibir o rótulo "Preço inclui tarifas e IVA” quando aplicável. Para outros itens, os clientes verão uma discriminação dos encargos de importação antes de concluir a compra. A Amazon, que lançou seu serviço ultrabarato Amazon Haul após o rápido crescimento de Temu e Shein, afirmou que 97% de suas remessas na UE no ano passado foram atendidas a partir de armazéns dentro do bloco. Para produtos enviados de fora da UE, os clientes também verão os encargos de importação antes de finalizar o pedido, informou a empresa. Nem Shein nem Temu se posicionaram imediatamente.
01/07/2026 17:43:03 +00:00
Acordo Mercosul-UE ainda apresenta problemas a serem resolvidos, diz ministro alemão

Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE Reprodução/YouTube O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda há problemas a serem resolvidos antes da ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, embora esteja confiante de que eles poderão ser superados. As declarações de Wadephul foram feitas um dia após a cúpula do Mercosul no Paraguai, onde os países membros discutiram a distribuição das cotas de exportação do recente acordo com a UE -- encontro do qual o ministro alemão participou no âmbito de uma viagem de vários dias pela América do Sul. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O bloco regional formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinou em janeiro um acordo comercial com a UE após 25 anos de negociações, que entrou em vigor de forma provisória quatro meses depois. “A implementação (do acordo) ainda vai demorar um pouco. Certamente haverá alguns problemas, mas problemas que podem ser resolvidos”, afirmou Wadephul em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em Buenos Aires. Agora no g1 “Os passos decisivos já foram dados. Queremos esse acordo e seremos capazes de resolver os problemas que surgirem”, acrescentou ele, sem dar detalhes sobre quais são esses obstáculos. 🔎 O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas. O comércio entre os dois blocos, que abrange um mercado de 700 milhões de pessoas, atingiu um valor de 111 bilhões de euros em 2024. Durante o encontro em Buenos Aires, Wadephul e Quirno também anunciaram um memorando de entendimento sobre minerais críticos para ampliar a cadeia de suprimentos, em meio a uma crescente demanda por minerais como o lítio e o cobre devido à transição energética. Wadephul contou que Quirno lhe deu de presente uma camisa de futebol do River Plate, seu time favorito na Argentina, cujo estádio eles visitariam após a coletiva de imprensa.
01/07/2026 17:14:20 +00:00
Quem são os dois brasileiros alvos de sanções do governo Trump sob suspeita de ligação com o PCC

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Além deles, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa também foram alvos dos bloqueios americanos. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Quem são os brasileiros alvos de sanções? Victor Henrique de Oliveira Shimada Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. Reprodução/GloboNews Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda. Ele também é sócio da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, empresa igualmente sancionada pelos EUA nesta quarta-feira. O empresário foi classificado pelos EUA como "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais". O governo Trump o acusa de: lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. No Brasil, Shimada é investigado por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao caso VaideBet, que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. (Leia mais abaixo). Ao informarem a sanção, os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. Segundo relatório da Polícia Civil de São Paulo, Victor Henrique de Oliveira Shimada aparece em uma cadeia financeira que conecta sua empresa à Wave Intermediações e à UJ Football Talent. A UJ foi citada na delação premiada de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach como empresa supostamente relacionada a Danilo Lima de Oliveira, conhecido como "Tripa", apontado pelo delator como integrante do PCC. O relatório ressalta ainda que o próprio Gritzbach surgiu em análises financeiras associadas à Wave, empresa que mantinha intensa movimentação com a Victory Trading. A investigação, porém, não afirma que Victor Shimada seja integrante do PCC, mas sustenta que ele estaria inserido em um fluxo financeiro que se cruza com pessoas e empresas citadas em apurações sobre a facção criminosa. Além dessa investigação, ele responde a outros quatro processos sem ligação direta com organização criminosa: ameaça violência doméstica e familiar injúria cometida ofendendo a dignidade ou o decoro lesão corporal dolosa Em nota, o advogado de defesa de Shimada, Yuri Cruz, disse que tomou conhecimento, nesta quarta-feira (1º) , das notícias acerca das sanções anunciadas. "Até o presente momento, não tivemos acesso aos documentos oficiais e aos elementos que fundamentaram a medida, o que impede qualquer manifestação específica sobre seu conteúdo. Não obstante, Victor Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou com a prática de lavagem de dinheiro". E complementou: "A situação será analisada com a cautela e a profundidade que o caso exige, após o efetivo acesso aos documentos que embasaram a medida e em conjunto com os profissionais que atuarão perante as autoridades competentes. Por ora, qualquer conclusão seria precipitada. A defesa reafirma sua absoluta confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pelos meios legais adequados". Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como a secretária dele. O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. Ela não tem antecedentes criminais e nem responde a processos. Investigação do caso VaideBet No Brasil, Victor Shimada aparece nas investigações que apuram o suposto desvio de recursos do contrato firmado entre Corinthians e VaideBet. De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, a Victory Trading manteve intensa movimentação financeira com a empresa Wave Intermediações e Tecnologias Ltda., apontada pelos investigadores como uma das empresas utilizadas para movimentar valores provenientes do esquema investigado. A apuração identificou uma cadeia financeira que inclui empresas pelas quais os recursos teriam passado após deixarem a conta do Corinthians. Segundo os autos, parte do fluxo analisado seguiu o caminho: Corinthians → Rede Social Media Design → Neoway → Wave → UJ Football Talent Em paralelo, investigadores apontaram transferências da Victory Trading para a UJ Football Talent, empresa citada em outras apurações policiais. A denúncia sustenta que Shimada teria atuado como operador financeiro de uma empresa utilizada, ao menos parcialmente, para ocultar e dissimular a origem de recursos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro. Em janeiro de 2025, Shimada ficou brevemente em prisão domiciliar no Brasil em um processo com a Votorantim. Em nota, o BV (antigo Banco Votorantim) informou que, "em agosto de 2024, identificou movimentações irregulares no âmbito de seus serviços de Banking as a Service (BaaS). O banco adotou imediatamente as medidas cabíveis, comunicando os fatos às autoridades competentes e colaborando ativamente com as investigações que culminaram com a condenação de um dos sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos conforme lista divulgada hoje. Vale destacar que, na colaboração com as autoridades competentes, o BV atuou como assistente de acusação na ação penal”. As sanções Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. 👉 Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas alvos de sanções economicamente pelo governo dos EUA. Agora no g1 No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. 👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional. EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA". LEIA TAMBÉM: Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro O que acontece com as pessoas e empresas alvos de sanções do governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional'
01/07/2026 16:54:16 +00:00
Quem mais produz petróleo no Brasil? Veja o ranking das empresas após produção ficar perto de novo recorde

AIE alerta para fase crítica do mercado de petróleo A produção de petróleo no Brasil registrou um novo marco. Em maio, o país produziu, em média, 4,3 milhões de barris por dia (bpd), um aumento de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o segundo maior volume mensal da história, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou atrás apenas de abril, quando a produção atingiu o recorde de 4,33 milhões de barris por dia. Grande parte desse avanço foi impulsionada pelo pré-sal, que respondeu por 3,47 milhões de barris por dia, mais de 80% de todo o petróleo produzido no país em maio. O resultado reforça a trajetória de crescimento da produção brasileira, depois de 2025 ter fechado com média anual recorde de 3,77 milhões de barris por dia. Petrobras lidera ranking com mais de 2 milhões de bpd Entre as empresas, a Petrobras segue na liderança com ampla vantagem. Em maio, a estatal produziu 2,55 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de seis em cada dez barris extraídos no Brasil. Em seguida aparecem a Shell, com 415,3 mil barris por dia, e a TotalEnergies, com 209,9 mil barris por dia. Veja o ranking: Petrobras: 59,3% Shell: 9,7% TotalEnergies: 4,9% PPSA: 4,8% CNOC Petroleum: 2,8% Petrogral Brasil: 2,5% CNPC: 2,0% Prio Tigris: 1,7% Prio Forte S.A.: 1,4% Equinor Brasil: 1,2% Os 9,7% restantes estão divididos em outras 61 empresas. Petrobras Douglas Magno/AFP via Getty Images/BBC Gás avança na comparação anual, mas recua em relação a abril A produção de gás natural também cresceu na comparação com um ano antes. Foram 206,06 milhões de metros cúbicos por dia em maio, alta de 19,6%. Em relação a abril, porém, houve uma leve queda de 0,3%. Nem todo o gás produzido chega ao mercado. Em maio, 60,83 milhões de metros cúbicos por dia foram comercializados. Outra parte, 120,13 milhões de metros cúbicos por dia, foi reinjetada nos reservatórios. Além disso, 19,23 milhões de metros cúbicos por dia foram consumidos nas próprias plataformas de produção, e 5,87 milhões de metros cúbicos por dia foram queimados durante a operação. Somando petróleo e gás natural, a produção brasileira alcançou 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio.
01/07/2026 16:14:12 +00:00
O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda

O que acontece com os brasileiros alvos de sanções dos EUA por ligação com PCC O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a rede de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Mas o que as sanções significam na prática? EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA Segundo o comunicado do governo dos EUA, todos os bens das pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e serão reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês). Além disso, qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais às pessoas sancionadas também será bloqueada. Os EUA proíbem ainda todas as transações realizadas por pessoas dos EUA (ou dentro do território americano/em trânsito) que envolvam qualquer propriedade ou interesse de pessoas sancionadas. O comunicado alerta também que instituições financeiras estrangeiras que "conscientemente facilitem transações significativas para os sancionados" correm o risco de sofrer sanções secundárias - o que pode incluir a proibição ou imposição de condições rigorosas para manter contas nos Estados Unidos. Rede de lavagem de dinheiro Agora no g1 Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. A defesa de Victor nega qualquer envolvimento dele com a facção criminosa ou prática de lavagem de dinheiro. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais", e o acusaram de: lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. “Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (...) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira. LEIA TAMBÉM: EUA classificam PCC e CV como terroristas pelos EUA A nova declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV
01/07/2026 15:36:05 +00:00
EUA anunciam sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington REUTERS/Jonathan Ernst O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Brasileiros sancionados: Victor Henrique de Oliveira Shimada; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Empresas sancionadas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal). Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. 👉 Com as sanções, os bens nos Estados Unidos dos alvos são bloqueados, entre outras medidas. Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas sancionadas economicamente pelo governo dos EUA. Agora no g1 No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, Victor, Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. 👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional. Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de: lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC; envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico. EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado. A defesa dele nega qualquer envolvimento com a facção criminosa ou prática de lavagem de dinheiro. Outra empresa da qual Shimada é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta. Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA". LEIA TAMBÉM: Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro O que acontece com as pessoas e empresas sancionadas pelo governo dos EUA? Entenda Classificar PCC e CV como terroristas faz parte da estratégia de Trump para a região; entenda A declaração do governo Trump sobre PCC e CV que preocupa o governo Lula: 'Ameaças à segurança regional' Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. Reprodução/GloboNews
01/07/2026 15:04:12 +00:00
Fifa diz que abuso online na Copa do Mundo aumentou 13 vezes, 11% motivado por questões raciais

Chaveamento da Copa do Mundo: veja os confrontos já definidos na 2ª fase Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, informou a entidade que controla o futebol mundial nesta quarta-feira (1º). O número representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022, disputada no Catar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse aumento foi registrado depois que o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários — um salto de 33% em relação a 2022. Os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas identificadas. A proporção de ataques motivados por racismo aumentou 3% em relação à fase de grupos no Catar. Segundo a Fifa, isso representou um "aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo" nas redes sociais. "Disponível para todas as seleções, jogadores, técnicos e árbitros que participam de torneios da Fifa, o SMPS protege esses profissionais e seus seguidores contra conteúdos discriminatórios e ofensivos", afirmou a entidade em comunicado. 🔎 O SMPS utiliza uma combinação de tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras, além de proteger os seguidores dos jogadores da exposição a conteúdo abusivo. A Fifa informou que 225 mil publicações foram selecionadas para análise humana. Dessas, os moderadores classificaram 89 mil como abusivas e adotaram medidas, enquanto cerca de 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada. Segundo a Fifa, o formato ampliado do torneio, com 48 seleções, ante as 32 do Catar, também contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado. As ferramentas de moderação automatizadas do serviço também ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções. Além disso, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo de bots ou contas falsas — um volume quatro vezes maior do que o registrado em 2022. "Como parte da evolução do SMPS, o serviço também reúne evidências para as autoridades policiais", afirmou a Fifa. “Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis.” Os jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram insultos racistas nas redes sociais após desperdiçarem pênaltis na derrota para o Marrocos. Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo 2026 EUTERS/Claudia Greco
01/07/2026 15:03:16 +00:00
Argentina zera imposto de exportação de veículos; entenda se preços de carros no Brasil mudam

Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina Divulgação / Stellantis O imposto de exportação de veículos na Argentina vai zerar a partir de julho de 2026. Essa medida vale até julho de 2027. A alíquota até então era de 4,5% e era cobrada de carros que saíam da Argentina para outros mercados, como o Brasil. Atualmente, Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis produzem carros na Argentina e os exportam para os consumidores brasileiros. A medida, segundo o especialista Milad Kalume Neto, da K.Lume Consultoria, não deve gerar um impacto abrupto ou imediato no setor automotivo. O imposto, que atualmente está em 4,5%, passará por uma redução gradual de 0,375% ao mês até atingir a marca de 0%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No segmento de picapes, a Ford produz a Ranger e a Volkswagen fabrica a Amarok. A Renault já confirmou a produção da Niagara na Argentina; a novidade chega ao Brasil em setembro deste ano e não teve preço revelado. A Toyota produz também picape, a Hilux, e o utilitário esportivo “irmão” SW4. Além da van comercial Hiace. Já a Stellantis fabrica dois modelos da Fiat, Titano e Cronos, e dois carros da Peugeot, 208 e 2008. A RAM Dakota também é feita na Argentina. Segundo Cássio Pagliarin, especialista da Bright Consulting, existe a possibilidade de redução de preço no mercado brasileiro. "Pode haver reflexo, principalmente nas picapes. A diminuição desse imposto afeta o custo de produção e pode fazê-las mais atrativas", explica o consultor. Pagliarin também explica que ainda é difícil saber o quanto desse desconto será repassado ao cliente. Segundo o consultor, também existe a possibilidade de algumas marcas somarem esse desconto à sua margem, mas ainda é impossível prever esse fato. Já Kalume Neto acredita que as fábricas podem não reduzir o preço, mas sim trabalhar em formato de bônus ou descontos pontuais para o consumidor brasileiro. O g1 entrou em contato com todas as montadoras para verificar se o preço para o consumidor brasileiro será reduzido. Nenhuma havia respondido até a publicação da reportagem. A matéria será atualizada assim que possível. Agora no g1 Setor argentino comemora A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) afirmou que a redução gradual dos impostos sobre exportações anunciada pelo presidente Javier Milei é um passo importante para aumentar a competitividade da indústria automotiva. Segundo a entidade, a definição de um cronograma até meados de 2027 dá previsibilidade para que as montadoras planejem a produção, as exportações e os investimentos. "A redução da carga tributária sobre as exportações representa um estímulo direto para recuperar a competitividade nos mercados regionais e globais, em um cenário mundial extremamente desafiador", acrescentou Rodrigo Pérez Graziano, presidente de ADEFA. A entidade também defendeu que províncias e municípios eliminem impostos e taxas locais que, segundo ela, reduzem a competitividade das exportações e podem representar um impacto de até 10% sobre o valor dos veículos exportados.
01/07/2026 14:53:49 +00:00
Seca ameaça produção de açúcar na França sem previsão de chuva

Beterrabas açucareiras colhidas são vistas em um campo nos arredores de Voinsles, França REUTERS/Abdul Saboor/Foto de arquivo Uma seca prolongada está ameaçando a produção de açúcar na França, o maior produtor da União Europeia, sem previsão de chuva nas principais regiões produtoras de beterraba nas próximas duas semanas, segundo os produtores, enquanto as preocupações com as safras europeias impulsionam uma alta nos preços do açúcar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O preço do açúcar branco subiu quase 10% na última semana, atingindo na quarta-feira a maior alta em 9 meses e meio, impulsionado também pelo fenômeno climático El Niño na Ásia. Os preços haviam caído para o menor nível em mais de cinco anos no início deste ano devido à oferta abundante, prejudicando os lucros das usinas de açúcar. A Europa tem enfrentado uma onda de calor recorde que causou centenas de mortes em excesso e perturbou a vida cotidiana por mais de uma semana, com previsão de que o calor volte a se intensificar na próxima semana em países como França e Alemanha. Agora no g1 “A água é fundamental para a beterraba sacarina. Se não chover nas próximas duas semanas, será catastrófico”, disse Franck Sander, presidente da CGB, associação francesa de produtores de beterraba. A Météo France não prevê chuvas nas planícies de beterraba sacarina ao redor de Paris e no norte da França até pelo menos 14 de julho. Produção de açúcar da UE deve cair 15% Até o momento, a situação na França é desigual, com beterrabas apresentando folhas secas em alguns campos, enquanto outras estão se saindo melhor, disse Sander. Em sua última previsão divulgada em 26 de junho, a Comissão Europeia estimou a produção de açúcar da UE na safra 2026/27 em 14,13 milhões de toneladas métricas, uma queda de 15% em relação à safra 2025/26. Isso se deveu a uma redução de 9% na área plantada e a uma queda de 6,5% na produtividade. A maior queda na produtividade esperada foi registrada na França, mas a Comissão também previu uma queda nos outros dois principais produtores, Alemanha e Polônia. “A seca na França ainda é bastante grave. Os baixos índices de chuva continuarão afetando o extremo oeste da Europa por pelo menos os próximos dez dias e, possivelmente, por duas semanas”, afirmou o corretor e consultor independente do setor açucareiro Michael McDougall. Os agricultores franceses também estão preocupados com a propagação da doença do amarelecimento após fortes infestações de pulgões no início da safra, disse Sander. O vírus devastou as plantações em 2020 depois que a União Europeia proibiu alguns pesticidas neonicotinóides usados para proteger as culturas, citando evidências de que eles prejudicavam as abelhas. A França concedeu isenções temporárias em 2021 e 2022 depois que agricultores e produtores de açúcar afirmaram que a proibição ameaçava a viabilidade do setor. As isenções foram posteriormente revogadas pelo Conselho de Estado da França, após uma decisão do tribunal superior da UE. O Parlamento está debatendo uma nova isenção esta semana como uma emenda a um projeto de lei agrícola mais abrangente. A ministra da Agricultura afirmou que não se opõe à medida, mas preferiria que ela fosse debatida separadamente para reduzir o risco de o projeto de lei mais amplo ser rejeitado. Espera-se uma decisão final ainda este mês. No entanto, ela chegaria tarde demais para afetar a safra deste ano, já que os pulgões geralmente infectam as plantas na primavera e os sintomas surgem no verão.
01/07/2026 14:44:30 +00:00
Trump diz que fundos administram seu dinheiro e atribui ganhos à alta do mercado de ações

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Reuters/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não tinha nada a ver com suas finanças pessoais, um dia depois de ter declarado mais de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7,2 bilhões) em renda proveniente dos empreendimentos de criptomoedas de sua família. Trump disse ainda que muitas pessoas estão lucrando porque o mercado de ações nos EUA está em alta. “Eu não me envolvo... Temos fundos que administram meu dinheiro”, disse Trump a repórteres na Base Conjunta de Andrews, enquanto se preparava para voar para Dakota do Norte. Os documentos financeiros, sua declaração anual de 2025 junto ao Escritório de Ética Governamental dos EUA, mostraram que suas empresas receberam quase US$ 800 milhões da World Liberty Financial, um empreendimento de criptomoedas que ele e seus filhos cofundaram. Agora no g1 Essa receita, que o presidente divide com membros da família, incluiu mais de US$520 milhões provenientes da venda de tokens de criptomoedas e mais de US$250 milhões da venda de participações nos negócios da World Liberty. “Vocês sabem por que estou lucrando? Porque o mercado de ações está em alta, todo mundo está lucrando”, disse Trump.
01/07/2026 14:10:07 +00:00
Petrobras reduz em 14,5% preço do querosene de aviação a partir de julho

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras vai reduzir em 14,5% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de julho. Segundo a estatal, o corte equivale a uma queda de R$ 0,81 por litro em relação ao valor cobrado no mês anterior. De acordo com a empresa, a redução ocorre porque os preços internacionais do combustível perderam força após a diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que haviam pressionado as cotações nos últimos meses. Os preços do QAV são reajustados pela Petrobras no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Este é o segundo corte consecutivo no preço do combustível. Em junho, a Petrobras já havia reduzido o valor em 14,2% (R$ 0,93 por litro), encerrando uma sequência de aumentos registrada desde março. Agora no g1 Apesar das duas quedas seguidas, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em 2026. Em comparação com o preço praticado em dezembro de 2025, o litro do combustível continua R$ 1,39 mais caro. Queda pode aliviar custos das companhias aéreas 🔎 O querosene de aviação é o combustível usado pela maior parte dos aviões comerciais. Produzido a partir do refino do petróleo, o QAV é formulado para funcionar com segurança em motores a jato, suportando condições extremas de temperatura e altitude. Para o setor aéreo, o QAV é um dos principais custos de operação. Em períodos de alta do petróleo ou do dólar, seu preço costuma subir, o que pode aumentar as despesas das companhias aéreas e, em alguns casos, pressionar o preço das passagens. Com a redução anunciada pela Petrobras, o custo do combustível tende a diminuir para as distribuidoras, o que pode aliviar parte das despesas das companhias aéreas. No entanto, isso não significa uma queda imediata no preço das passagens, já que outros fatores, como demanda, câmbio e concorrência, também influenciam o valor cobrado dos passageiros. Nos últimos meses, o preço do QAV foi pressionado pela alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos temores de interrupção no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de petróleo. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens domésticas chegou a R$ 632,53 em maio, alta de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No mesmo período, o litro do querosene de aviação atingiu R$ 6,46, avanço de 68,5% na comparação anual, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
01/07/2026 13:45:58 +00:00
Meta enfrenta demissões e críticas internas em meio à corrida pela IA

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino Chuva de demissões, vigilância de funcionários, fuga de cérebros. Na Meta, a corrida pela inteligência artificial (IA) cobra um preço: um clima interno tóxico que nem mesmo a prosperidade da gigante da tecnologia consegue apaziguar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Há mais de um ano, a empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp vem enfrentando reduções de pessoal, uma reorganização caótica de sua pesquisa em IA e intensa pressão sobre seus funcionários. Essa instabilidade contrasta fortemente com sua situação financeira. Impulsionada pela publicidade, que representa a maior parte de sua receita, a Meta registrou lucros de quase 23 bilhões de dólares (119 bilhões de reais, na cotação atual) no primeiro trimestre, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Por outro lado, seus gastos de investimento em IA dispararam. Mark Zuckerberg, seu fundador com poder quase absoluto, decidiu impor cortes drásticos e maior supervisão sobre suas equipes. Agora no g1 Este ano, a empresa eliminou aproximadamente 8.000 cargos, quase 10% de sua força de trabalho. Demissões, supressões de postos e transferências forçadas afetaram quase um quinto dos empregados em apenas um ano. A imprensa americana está repleta de relatos que descrevem uma "cultura do medo", onde todos temem a próxima onda de demissões e os rumores paralisam o trabalho. Esses cortes financiam uma corrida frenética por infraestrutura: a Meta planeja investir até 145 bilhões de dólares (750 bilhões de reais) em inteligência artificial este ano, quase o dobro do valor do ano passado. "Fábrica de extração de dados" Após cerca de 6.500 funcionários serem realocados para a divisão de IA da Meta, alguns reclamaram de tarefas "monótonas" destinadas a treinar máquinas ou até mesmo automatizar seus próprios trabalhos. Essa é a lógica por trás da controversa "Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo", lançada em abril e suspensa em 22 de junho. Ela registrava cliques, digitações e histórico de navegação de funcionários nos Estados Unidos para treinar agentes de IA. Zuckerberg a defendeu durante uma reunião interna: "Os modelos de IA aprendem observando pessoas realmente inteligentes fazendo coisas", disse ele, segundo a Wired. No entanto, mais de 1.600 funcionários assinaram uma petição para interromper a iniciativa, e alguns compararam a Meta a uma "fábrica de extração de dados". Uma falha no sistema acabou expondo conversas privadas e métricas de desempenho para todos os funcionários, o que levou à sua suspensão. "Embora não tenhamos indícios de que os funcionários tenham acessado esses dados, estamos suspendendo a iniciativa enquanto investigamos", afirmou um porta-voz da Meta. "Beco sem saída" A Meta busca expandir sua atuação para além das redes sociais. A empresa também investe pesado em eletrônicos de consumo com óculos inteligentes e avalia um novo aplicativo de apostas online chamado Arena, possivelmente em parceria com a Polymarket e a Kalshi, segundo o The New York Times. No entanto, problemas judiciais ameaçam consumir tempo e recursos. Em março, um júri de Los Angeles considerou a Meta culpada pela primeira vez pelos efeitos da dependência em redes sociais, apenas um dia após outra condenação no Novo México por negligência na proteção de menores. A Meta recorreu, mas outros julgamentos são esperados este ano. A empresa tenta recuperar terreno em relação a Google, OpenAI e Anthropic, que dominam a corrida pelos modelos de IA mais avançados. Os modelos da Meta, que já foram adiados diversas vezes, decepcionaram inclusive dentro da empresa. Em entrevista ao Financial Times, LeCun, vencedor do Prêmio Turing, o equivalente ao Prêmio Nobel em Informática, considerou que a busca por "superinteligência" baseada em grandes modelos de linguagem (LLM) da Meta leva a "um beco sem saída". Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA
01/07/2026 13:22:22 +00:00
EUA suspendem restrições, e Anthropic libera acesso global a modelos avançados de IA

Anthropic Reuters A Anthropic permitirá, a partir desta quarta-feira (1º), o acesso mundial aos seus modelos de inteligência artificial (IA) mais recentes e potentes, após o governo dos Estados Unidos suspender as restrições à comercialização dessas tecnologias, informou a empresa americana nesta terça-feira (30). Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic a bloquear abruptamente o acesso aos dois modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, por motivos de segurança nacional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Recebemos uma notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5", afirmou a companhia em uma publicação no X. "Começaremos a restabelecer o acesso amanhã", acrescentou. Na última sexta-feira (26), o governo suspendeu parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo o acesso ao modelo por alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" dos EUA. Parceiros estrangeiros, especialmente as agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuavam sem acesso. A Anthropic, que há meses mantém uma relação turbulenta com o governo dos EUA, não esclareceu se a medida permitirá que esses órgãos estrangeiros tenham acesso aos seus modelos de IA. O governo de Donald Trump, que por muito tempo se mostrou contrário a qualquer regulamentação da IA, mudou de direção diante das capacidades cada vez mais avançadas desses modelos. Nesta terça-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, classificou esses modelos como "armas nucleares digitais".
01/07/2026 12:46:01 +00:00
Relatório da ONU aponta enormes benefícios potenciais e grandes riscos decorrentes da IA

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O rápido desenvolvimento da IA oferece enormes benefícios potenciais para países e pessoas em todo o mundo, mas também apresenta grandes riscos, afirmaram 40 cientistas e especialistas renomados no primeiro relatório elaborado por um painel científico independente da ONU sobre a tecnologia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O relatório, que será apresentado aos governos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre a governança da IA, em Genebra, de 6 a 7 de julho, oferece a primeira avaliação científica global e independente da IA, com um relatório mais completo e abrangente previsto para o próximo ano. Os membros do painel foram selecionados em todas as regiões do mundo e cumprem um mandato de três anos, independentemente de qualquer governo, instituição ou empresa. Agora no g1 A seguir, alguns detalhes do relatório preliminar: • Os formuladores de políticas precisam de evidências científicas para governar a IA, mas as capacidades da tecnologia estão superando o entendimento científico e a capacidade de adaptação dos governos, com poucos métodos disponíveis para controlar sistemas de IA altamente autônomos. • O copresidente do painel Yoshua Bengio observou evidências crescentes de comportamentos enganosos da IA e afirmou que a ciência não pode garantir que a IA não causará danos catastróficos “seja por conta própria, seja devido a usuários mal-intencionados”, à medida que suas capacidades aumentam. • “Os benefícios potenciais da IA são enormes”, concluiu o relatório. “A implantação rápida e descontrolada da tecnologia em grande escala também apresenta riscos consideráveis, incluindo danos à saúde mental dos usuários, uso potencial como ferramenta destrutiva, impactos nos sistemas sociais, econômicos e ambientais, e desafios associados ao controle da tecnologia.” • A adoção da IA acelerou de forma ampla, mas desigual, entre países e setores. Globalmente, mais de um bilhão de pessoas agora usam IA conversacional semanalmente, mas a adoção nos países em desenvolvimento está atrasada. • O desenvolvimento da IA está ainda mais concentrado, com os EUA respondendo por 75% do poder de computação entre os 500 maiores supercomputadores de IA do mundo, e a China, por 15%. • Embora mais de 7.000 idiomas sejam falados em todo o mundo, os modelos atuais de IA são treinados para apenas uma pequena fração deles, e a tradução automática de alguns idiomas está repleta de erros que podem afetar diagnósticos de saúde e decisões de tratamento. • Os riscos incluem possíveis impactos negativos sobre os direitos humanos, os sistemas sociais e o meio ambiente, com a circulação cada vez mais frequente de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de violência sexual facilitada por deepfakes. • A IA também facilita a produção e o direcionamento de conteúdo persuasivo em grande escala, contribuindo para uma “erosão gradual da integridade da informação que pode enfraquecer a confiança pública, a coesão social e a deliberação democrática”. • A maioria dos países, incluindo as economias avançadas, carece do conhecimento técnico necessário para avaliar os novos modelos de IA mais avançados ou participar de forma significativa de sua governança.
01/07/2026 12:39:48 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,20 com falas do novo presidente do Fed e sanções de Trump no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,90% nesta quarta-feira (1º), cotado a R$ 5,2094. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,20%, aos 171.689 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, ficaram no centro das atenções. O indicado de Donald Trump afirmou que os riscos de alta dos preços diminuíram nos Estados Unidos, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%. ▶️ Apesar de o mercado ter recebido com certo alívio as declarações de Warsh, um novo movimento de Trump aumentou a percepção de risco dos investidores. O governo americano anunciou nesta quarta-feira sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). ▶️ Essa foi a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho. ▶️ Os indicadores econômicos de diferentes países também seguiram na mira dos investidores. Na véspera, o relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em maio, enquanto o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais no período, abaixo do esperado. Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. ▶️ No Brasil, o mercado ainda avaliou o resultado primário do setor público, que registrou um déficit (despesas maiores do que receitas) de R$ 56,1 bilhões em maio, uma alta de 66,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Como resultado, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu de 80,2% para 81,1% do PIB, o maior nível desde maio de 2021. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,82%; Acumulado do mês: +0,90%; Acumulado do ano: -5,09%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,93%; Acumulado do mês: -0,20%; Acumulado do ano: +6,56%. Sanções dos EUA contra brasileiros As sanções do governo Trump contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano. 👉 Com as sanções, os bens nos EUA dos alvos são bloqueados, entre outras medidas. Entenda. No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro. Segundo os EUA, os brasileiros sancionados integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado. LEIA MAIS: EUA anunciam sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC Mercados globais Em Wall Street, os índices fecharam em queda nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam novas falas de Warsh e seguiam atentos aos desdobramentos no Oriente Médio. O Dow Jones recuou 0,02%, enquanto o S&P 500 caiu 0,21% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,66%. Na Europa, os mercados fecharam sem direção única. Entre as principais bolsas da região, o DAX, da Alemanha, avançou 0,18%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,79% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,18%. Na Ásia, as bolsas também fecharam mistas, conforme investidores avaliavam dados sobre a atividade industrial chinesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,41%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,44%. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,59%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 2,04%. O Hang Seng, de Hong Kong, ficou fechado por conta de um feriado local. *Com informações da agência de notícias Reuters. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP
01/07/2026 12:00:08 +00:00
Inadimplência bate recorde em maio, mês de lançamento do Desenrola 2.0; endividamento segue alto

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito avançou em maio deste ano para 4,7%, recorde histórico, informou nesta quarta-feira (1º) o Banco Central (BC). Segundo a autoridade monetária, houve um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, quando somou 4,6% (dado revisado). O valor também foi o maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011. O recorde foi atingido no mês de lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou justamente no mês retrasado. Agora no g1 O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,5%, em abril, para 5,6% em maio. É o maior patamar da série histórica. Já para as empresas, a inadimplência permaneceu estável em 3,1% em abril, para 3,2% em maio. É o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%). No início de junho, o governo informou que o Desenrola 2.0 já havia renegociado R$ 20 bilhões em dívidas bancárias. Foram feitas, até aquele momento, 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. Foto ilustrativa do momento de uma compra com cartão de crédito/débito. Divulgação/Secretaria da Economia Endividamento em alta De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de abril — o último disponível nesse indicador. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses permaneceu estável em 49,8%, o maior desde janeiro deste ano (49,9%). Mesmo assim, esse é um patamar alto para a série histórica, iniciada em março de 2011 — cuja média é de 42%. Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira. 💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.
01/07/2026 11:51:29 +00:00
Japão planeja desenvolver modelo próprio de IA e ter 10 milhões de robôs em 2040

Imagem de arquivo de 28 de junho de 2014 mostra robô humanóide japonês gigante "Pepper", durante exposição de aparelhos de alta tecnologia, em Tóquio Yoshikazu Tsuno/AFP O Japão planeja desenvolver um modelo próprio de inteligência artificial (IA) e ter 10 milhões de robôs equipados com a tecnologia atuando em mais de 10 setores até 2040, informou o governo. Segundo a imprensa japonesa, o país vai investir quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) no desenvolvimento de um modelo soberano de IA pela Noetra, um consórcio formado por empresas como SoftBank e Sony. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Vários países buscam desenvolver seus próprios sistemas de IA para reduzir a dependência excessiva e potencialmente perigosa de tecnologias dos Estados Unidos e da China. Analistas esperam que o número de empresas investindo na Noetra chegue a 44, incluindo grupos dos setores automotivo, eletrônico, financeiro e de logística, entre outros, informou o jornal econômico Nikkei. Agora no g1 A Noetra vai se concentrar especialmente em IA física. A tecnologia aplica a inteligência artificial em ambientes do mundo real, como carros autônomos, robôs em fábricas e até mordomos androides. Apesar dos investimentos em larga escala e dos planos ambiciosos para robôs com IA, a aplicação da tecnologia e seu desempenho em situações reais ainda são limitados. "A estratégia estabelece a meta de implantar aproximadamente 10 milhões de robôs até 2040 e, com a inclusão dos setores de restaurantes, produção de alimentos e medicina, promoverá de forma intensa a adoção da tecnologia em um total de 18 áreas", declarou o ministro da Indústria, Ryosei Akazawa. Com uma população cada vez mais envelhecida e em declínio, o país também espera que os robôs ajudem a suprir a escassez de mão de obra.
01/07/2026 11:30:48 +00:00
Mel brasileiro será defendido em audiência contra tarifaço nos EUA

Cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. Pixabay/Pexels "Eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil". Essa é uma das frases que a empresária Joelma Lambertucci de Brito ouviu de um dos integrantes do governo americano neste ano, durante um trabalho de lobby para defender a inclusão do mel na lista de isenções da nova rodada de tarifas propostas por Donald Trump. Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. No próximo dia 6, a empresária vai participar de uma audiência pública, em Washington, para defender o produto brasileiro. Há 35 anos no mercado de mel e própolis, Brito comanda a Lambertucci Trade Solution, especializada em facilitar a entrada do mel nacional em outros países. Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Nos EUA, ela já participou de reuniões com o Departamento de Agricultura (USDA) e com o próprio Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que propôs as tarifas. Nesses encontros, ficou claro para a empresária que o mel não entrou na lista de isenções por um desconhecimento do que o produto brasileiro representa para o mercado americano. Para se ter uma ideia, cerca de 83% do mel orgânico importado pelos EUA é brasileiro. Considerando apenas o mel convencional, 75% das importações americanas têm origem no Brasil. "Quando a gente sentou na mesa para negociar, eles não faziam ideia [...]. Eles costumam olhar a marca do mel, mas não olham o país de origem", diz Brito, explicando que essas conversas fizeram parte de uma ação maior liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Segundo a empresária, o desconhecimento acontece porque o setor e o governo brasileiro falharam em divulgar a importância do produto nacional para esse mercado. "Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar", comenta. "Todo mundo [nos EUA] sabe que a carne vem do Brasil, que o café vem do Brasil. Porque tem um grupo que faz um lobby muito bom", diz a empresária. Agora, o setor corre contra o tempo para tentar reverter a medida. Na audiência, além da empresária, importadores de mel americanos também vão defender o produto brasileiro, além da própria Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). Uma das linhas de defesa será mostrar o tamanho da importação de mel pelos EUA, mas também outros pontos, como: O fato de que não há concorrência com o produtor americano no mel orgânico: enquanto a apicultura americana é voltada principalmente para a polinização e para o mel convencional, o Brasil reúne condições ideais para produzir mel orgânico. Uma delas é a presença de abelhas africanizadas, que são mais resistentes a doenças, o que elimina a necessidade de usar antibióticos e acaricidas. O impacto direto para o consumidor: a imposição de tarifas deve provocar aumento dos preços e até falta de mel orgânico nas prateleiras americanas. Como não há produção doméstica suficiente para suprir a demanda, os consumidores dos EUA seriam os principais prejudicados. A dificuldade de substituição: Brito explica que a conversão de uma área de produção convencional para orgânica exige, no mínimo, um ano de transição. Isso significa que os EUA não conseguiriam substituir o fornecimento brasileiro por outro país em curto prazo. O risco de prejuízos e perda de empregos nos EUA: esse ponto da defesa contará com o depoimento de importadores americanos, que têm maior peso político. Eles devem argumentar que as tarifas vão gerar perda de faturamento nas empresas e cortes de postos de trabalho. Mais sobre a audiência: Maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência Setor de café solúvel vai aos EUA pedir revisão de novas tarifas: 'Não tem lógica' Setor tenta evitar novo prejuízo O mel é um dos setores mais atingidos pelos sucessivos tarifaços de Trump desde o ano passado. A medida impactou especialmente os produtores do Piauí, maior exportador brasileiro do produto aos EUA e altamente dependente do mercado americano. Em 2024, 85% do mel exportado pelo estado foi destinado aos EUA. Em 2025, o setor chegou a ser sobretaxado em 50% por Trump, o que levou ao cancelamento de centenas de toneladas em vendas e causou perdas financeiras a milhares de famílias de apicultores. No estado, a apicultura é fonte de renda para mais de 40 mil famílias. Agora, a expectativa é evitar um novo cenário de prejuízos. "Vamos crer que a gente vai conseguir essa isenção", diz a empresária da Lambertucci. "Mas se a gente não conseguir, vamos continuar nosso trabalho de lobby com os formadores de opinião em Washington. Isso deve ser contínuo para melhorar a rede de apoio ao mel brasileiro", conclui.
01/07/2026 07:01:58 +00:00
Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona

Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição A Anthropic, empresa americana de tecnologia, lançou nesta terça-feira (30) o Claude Science, uma ferramenta desenvolvida para ajudar pesquisadores e profissionais em diferentes etapas do trabalho científico. Desde 2025, a empresa vem investindo em soluções voltadas para esse público. Agora, o Claude Science reúne, em um único ambiente, ferramentas amplamente utilizadas por pesquisadores, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso a informações, a análise de dados e a produção de estudos. A plataforma também permite revisar e acompanhar todo o histórico do trabalho realizado pela IA. Segundo a Anthropic, o Claude Science pode ser usado em computadores com macOS ou Linux e também acessado remotamente. A ferramenta conta com mais de 60 recursos e integrações voltados para áreas como biologia, genética e química. A versão beta foi liberada nesta terça para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. O que a ferramenta entrega? Sempre que realiza uma tarefa, o Claude Science fornece ao usuário: o código utilizado para gerar o resultado; o ambiente em que o trabalho foi executado; uma explicação em linguagem simples sobre como a resposta foi produzida; todo o histórico da conversa com a IA. Visão do Claude Science. Neste caso, a IA está exibindo proteínas, estruturas e moléculas de forma nativa, com todos os resultados sendo reproduzíveis e rastreáveis até o código correpsondente. Divulgação/Anthropic A IA também pode errar Apesar das novas funcionalidades, a Anthropic ressalta que os resultados devem ser revisados pelos pesquisadores. Durante a execução das tarefas, o usuário pode acompanhar o processo da IA, verificar como ela chegou às conclusões e criar diferentes versões do mesmo trabalho, chamadas de forks. Assim, é possível comparar abordagens diferentes sem perder o histórico original. Nos últimos meses, pesquisadores que testaram a versão beta utilizaram o Claude Science em atividades como: análise de sequenciamento de RNA; planejamento de experimentos com CRISPR, técnica de edição genética; previsão da estrutura de proteínas; análises na área de química computacional. Quanto custa o Claude? O Claude tem um plano gratuito (Free) que oferece acesso limitado às principais funções da plataforma. Já o plano Pro custa US$ 17 por mês (cerca de R$ 87,70, considerando o dólar a R$ 5,16), indicada para quem utiliza a ferramenta no dia a dia. O plano Max custa a partir de US$ 100 mensais (aproximadamente R$ 516) e oferece entre cinco e vinte vezes mais capacidade de uso do que o plano Pro. Para equipes, a Anthropic oferece o plano Team, voltado para grupos de cinco a 150 usuários. Ele possui duas opções de assinatura: uma padrão, a partir de US$ 20 por usuário ao mês (cerca de R$ 103), e outra premium, a partir de US$ 100 por usuário ao mês (aproximadamente R$ 516), com maior limite de uso. Já o plano Enterprise, destinado a empresas e organizações maiores, atende equipes com mais de 20 usuários. O preço varia conforme o número de pessoas e o tipo de utilização da ferramenta, com valores a partir de US$ 20 por usuário ao mês. Empresa vai apoiar projetos científicos Além do lançamento da plataforma, a Anthropic anunciou que financiará até 50 projetos de pesquisa que utilizem inteligência artificial. Cada projeto poderá receber até US$ 30 mil em créditos para uso da tecnologia. A empresa Modal também oferecerá até US$ 2 mil em recursos de computação para os projetos selecionados. Nesta primeira fase, a iniciativa dará prioridade a pesquisas nas áreas de biologia e ciências biomédicas. As inscrições ficam abertas até 15 de julho de 2026. Os projetos selecionados serão anunciados até 31 de julho, e os trabalhos serão desenvolvidos entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026.
01/07/2026 06:02:03 +00:00
Desconto na primeira compra, brindes e mais: as estratégias dos negócios para conquistar clientes

Do zero ao primeiro cliente: o caminho mais curto para começar a faturar Ter um bom produto ou serviço não significa que os clientes vão aparecer. Para quem está começando um negócio, o desafio é transformar uma ideia em venda — e isso exige mais do que colocar uma solução no mercado. Segundo o Sebrae, um dos erros mais comuns de novos empreendedores é tentar vender para todo mundo ao mesmo tempo. A recomendação é começar com foco: escolher uma oferta principal e mostrar com clareza qual problema ela resolve. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Antes de investir alto, testar a ideia pode evitar prejuízos. Criar uma versão inicial do produto, ouvir potenciais clientes e avaliar a demanda ajuda a identificar ajustes necessários antes de ampliar a operação. Outro ponto essencial é fazer o negócio ser conhecido. Muitos empreendimentos não avançam por falta de visibilidade, e não necessariamente por problemas no produto. Conteúdos nas redes sociais, vídeos, dicas e bastidores da rotina podem aproximar a marca do público e criar relacionamento com possíveis compradores. Depois que o interesse surge, a agilidade no atendimento pode ser decisiva. Demorar para responder mensagens ou enviar informações pode fazer o cliente desistir da compra. Estratégias como descontos iniciais, brindes, combos e parcerias com outros negócios também podem ajudar a gerar experimentação e transformar o primeiro contato em venda. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo compras shopping online e-commerce aplicativo Pexels
01/07/2026 06:00:33 +00:00
UE elimina tarifas sobre importações de produtos industriais dos EUA, diz presidente do bloco

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma sessão de trabalho na cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França, em 16 de junho de 2026. Thibault Camus/Pool via REUTERS A União Europeia eliminou nesta quarta-feira (1º) as tarifas aplicadas sobre a importação de produtos industriais dos Estados Unidos, informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas redes sociais. Segundo ela, a medida representa um avanço para o comércio entre os dois lados do Atlântico. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em publicação nas redes sociais, von der Leyen afirmou que a decisão deve trazer “mais previsibilidade, mais escolha e melhores preços” para empresas e consumidores europeus. A retirada das tarifas faz parte de um compromisso firmado na Declaração Conjunta União Europeia–Estados Unidos, segundo a presidente da Comissão Europeia. Ela destacou que a relação comercial entre os dois blocos continua sendo “a mais valiosa do mundo”. “Vamos continuar a construir sobre ela”, escreveu von der Leyen. Agora no g1 A medida ocorre em meio aos esforços de Bruxelas e Washington para fortalecer a parceria econômica e reduzir barreiras comerciais entre os dois mercados. Publicação de Ursula von der Leyen sobre o fim das tarifas contra os EUA. Reprodução / X Parlamento aprovou acordo após um ano O Parlamento Europeu aprovou em 16 de junho uma redução de tarifas de importação sobre diversos produtos dos EUA, cumprindo sua parte em um acordo comercial firmado no ano passado. A aprovação acontece onze meses depois de o acordo ter sido firmado, durante um encontro em um campo de golfe de Trump, na Escócia. Diante da demora, Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho. Pelo entendimento, a UE concordou em eliminar tarifas sobre produtos industriais americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA. Em troca, os EUA mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus. Parlamento Europeu Yves Herman/Reuters
01/07/2026 05:57:06 +00:00
Seu salário aumentou, mas o dinheiro continua curto? Entenda o que está acontecendo

Seu salário aumentou. Então por que parece que falta dinheiro? Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários. Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida". A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
01/07/2026 05:00:38 +00:00
Diretor da CIA compara inteligência artificial a 'armas nucleares digitais'

Foto de julho de 2019 mostra John Ratcliffe durante audiência em Washington Saul Loeb/AFP O diretor da CIA, John Ratcliffe, comparou, nesta terça-feira (30), os modelos de inteligência artificial mais avançados com "armas nucleares digitais". "Não seria um absurdo, como já mencionamos, comparar suas capacidades com as de armas nucleares digitais", disse Ratcliffe, em relação à IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Recentemente, o governo Trump deu uma guinada em sua política sobre a IA por motivos de segurança nacional. Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic, empresa americana líder em IA com sede em San Francisco, a impedir o acesso a seus dois modelos mais potentes, Mythos 5 e Fable 5, através de um "controle de exportação". Agora no g1 Esta medida foi parcialmente suspensa na sexta-feira para o Mythos 5, acessível agora para um grupo de parceiros americanos. No entanto, a versão para o público em geral do Fable 5, com funções limitadas, segue fora de linha. A também americana OpenAI lançou, na sexta-feira (26), seu modelo GPT-5.6, acessível apenas para um círculo de parceiros locais autorizados pela Casa Branca. Em linha com o governo Trump, Ratcliffe reiterou que as "tecnologias emergentes" eram "sua prioridade máxima", "no mesmo nível que a China". Em sua fala em uma conferência da AWS, a divisão em nuvem da Amazon, o diretor da CIA, no cargo há 18 meses, acusou os adversários dos Estados Unidos de quererem "roubar e manipular" sua tecnologia. Ratcliffe destacou uma reorganização na CIA para aumentar suas capacidades em cibersegurança e admitiu ter se reunido com Elon Musk, diretor da SpaceX, assim como diretores de Amazon, Google e Dell. Leia também: Apple muda estratégia e antecipa correções de segurança diante do avanço da IA Uber amplia categoria de viagens com motoristas mulheres para todo o Brasil; veja como usar Anatel e lojas online fazem acordo contra minicelulares usados em presídios
01/07/2026 05:00:19 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em julho

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família no dia 20. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 20/7 Final do NIS: 2 - pagamento em 21/7 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/7 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/7 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/7 Final do NIS: 6 - pagamento em 27/7 Final do NIS: 7 - pagamento em 28/7 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/7 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/7 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/7 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
01/07/2026 03:01:05 +00:00
Concurso do IBGE: inscrições para mais de 8 mil vagas terminam nesta quarta; veja como participar

IBGE: veja cargos, salários, datas e como se inscrever em seleção com mais de 8 mil vagas As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quarta-feira (1º), às 23h. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), banca organizadora da seleção. A taxa de inscrição é de R$ 53. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos. Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. As oportunidades estão espalhadas por todo o país e contemplam atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Confira abaixo a relação de cargos, salários e número de vagas: Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional. Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. 🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário. Quem pode participar? Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos: ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino; possuir aptidão física e mental para exercer a função; atender aos demais requisitos previstos no edital. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida. Como será a prova? A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem: Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico; Ética no Serviço Público; Geografia; conhecimentos específicos de cada cargo. A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro. Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. O processo seletivo prevê reserva de vagas para grupos específicos: 25% para pessoas pretas e pardas; 5% para pessoas com deficiência; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital. Quanto tempo dura o contrato? Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026. Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias. Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas. O desligamento poderá ocorrer caso o profissional apresente desempenho considerado insuficiente. Cadastro Reserva Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário. Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências. Cronograma 1º de julho — Encerramento das inscrições 21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova 27 de setembro — Aplicação da prova objetiva 28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar 3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva 18 de dezembro — Resultado final da seleção IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO
01/07/2026 03:01:04 +00:00
CNPJ poderá ter letras e números a partir de julho; entenda o que muda

g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) poderá ser alfanumérico a partir de julho, passando a permitir a combinação de letras e números. Segundo a Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada pela Receita Federal, a mudança não afetará as empresas já abertas, apenas os novos cadastros. ⚠️ O órgão esclarece, no entanto, que a autorização para o uso do novo formato a partir de julho não significa que todos os CNPJs emitidos após essa data passarão automaticamente a ter letras. A implementação será gradual e progressiva. Com essa mudança, o novo número de identificação do CNPJ terá 14 posições. As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números; As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas; As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas. No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJs, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores. Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a 19 e assim por diante. Ainda segundo a Receita, a implementação do CNPJ alfanumérico visa garantir a continuidade das políticas públicas e assegurar a disponibilidade de números de identificação, sem causar impactos técnicos significativos para a sociedade brasileira. Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre a mudança: O que é o CNPJ alfanumérico? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no modelo atual está próximo do limite. Com o aumento no número de empresas e filiais, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis. 2. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. 3. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, a partir de julho todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). 4. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A Receita informou que disponibiliza ferramentas para facilitar essa atualização técnica. 5. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. 6. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. 7. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. 8. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Fachada da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
01/07/2026 03:00:44 +00:00
Michelle Bolsonaro foi convencida a não se desfiliar do PL e disputa ao Senado está mantida, dizem aliadas

Ana Flor: Aliadas mulheres demoveram Michelle de desfiliação Aliadas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro dizem que demoveram a ex-primeira dama de se desfiliar do Partido Liberal (PL) e garantem que candidatura ao Senado no Distrito Federal está mantida. Em carta, nesta terça feira (30), Michelle anunciou que decidiu deixar a presidência do PL Mulher. A saída ocorre em meio à crise entre ela e Flávio Bolsonaro, seu enteado e pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Nesta terça, Michelle se reuniu com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na sede do PL Mulher, em Brasília. Valdemar buscava reduzir a tensão entre Michelle e Flávio Bolsonaro depois da divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama faz críticas ao enteado. A reunião com Valdemar Costa Neto durou mais de duas horas. Michelle já teria chegado com a decisão tomada de sair do comando do PL Mulher. Segundo aliadas, ela sentiu falta de solidariedade em relação aos ataques nas redes sociais. “Ela estava muito desanimada com os ataques que recebeu. Chegamos a tirar a ficha de desfiliação da mão dela”, disse uma aliada. Após o encontro, Michelle divulgou uma nota em que disse que dedicará seu tempo a cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Michelle Bolsonaro em postagem sobre Flávio Bolsonaro. Reprodução pessoal A ex-primeira-dama se reuniu ainda com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do DF, Celina Leão, candidata à reeleição. Além disso, falou com dirigentes do PL mulher em diversos estados. O clima de solidariedade e indignação de algumas delas demonstra a dificuldade de Michelle reconstruir a relação com o enteado, Flávio Bolsonaro, e apoiá-lo na campanha. Segundo a ex-primeira-dama, a decisão foi tomada após uma reflexão com Bolsonaro sobre o momento vivido pela família. "Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha", diz Michelle. O PL pretende lançar Michelle como candidata ao Senado no Distrito Federal. Na nota que divulgou nesta terça, ela não cita planos para as eleições deste ano. Em nota, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse que a ex-primeira-dama "passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando", em referência a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde março.
01/07/2026 02:18:33 +00:00
Petrobras reduz diesel em R$ 0,35, e preço às distribuidoras é mantido após fim de subsídio; entenda

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras anunciou nesta terça-feira (30) que reduzirá em R$ 0,35 por litro o preço do diesel vendido às distribuidoras. A medida entra em vigor nesta quarta-feira (1º). O anúncio foi feito poucas horas após o governo confirmar o fim da subvenção ao combustível, também a partir desta quarta, no mesmo valor de R$ 0,35 por litro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em comunicado, a estatal afirmou que deixará de aplicar um desconto temporário concedido durante a vigência da subvenção — mecanismo pelo qual o governo ressarcia a Petrobras pelas reduções no preço do diesel às distribuidoras. (leia mais abaixo) Até então, a Petrobras concedia um desconto de R$ 0,35 por litro e era ressarcida pelo governo no âmbito da subvenção. Com o fim da medida, o desconto deixa de existir e é compensado pela redução equivalente no preço-base do diesel. 🔎 Na prática, os dois efeitos se compensam, e o valor cobrado às distribuidoras permanece inalterado, em R$ 3,30 por litro, sem impacto ao consumidor final. Agora no g1 "Os preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário, da Petrobras para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro", afirmou, em nota, a Petrobras. A estatal informou ter recebido cerca de R$ 2 bilhões do governo referentes à subvenção do diesel, destinada a compensar os descontos concedidos no combustível. Fim do subsídio O fim da subvenção foi anunciado nesta terça-feira (30) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A medida havia sido adotada no fim de maio para reduzir o impacto da alta dos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio. A iniciativa fazia parte de um pacote de medidas do governo. Entre março e abril, o Executivo previu um desconto de R$ 1,20 por litro do combustível, ligado à desoneração de impostos federais e estaduais. Em 31 de maio, o governo criou a subvenção de R$ 0,35 por litro para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. Essa é a medida encerrada a partir desta quarta. "A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços. Também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", afirmou Durigan. A decisão ocorre em um momento de queda no preço do petróleo. O tipo Brent fechou cotado a US$ 72,92 o barril nesta terça-feira, abaixo dos cerca de US$ 120 registrados no fim de março, quando a escalada do conflito no Irã elevou as tensões no Oriente Médio. * Com informações da agência de notícias Reuters
01/07/2026 00:58:30 +00:00
Mega-Sena, concurso 3025: confira os números sorteados

Mega-Sena, concurso 3025: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3025 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 21,3 milhões. No entando, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 27 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 14 - 16 - 21 - 33 - 58 5 acertos: 95 apostas ganhadoras, R$ 13.278,38 4 acertos: 3.679 apostas ganhadoras, R$ 565,18 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3025 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
01/07/2026 00:03:47 +00:00
Lula lança Plano Safra da agricultura familiar com R$ 85 bi em crédito rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra para agricultura familiar com oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos na temporada 2026-2027. Segundo o governo, os juros variam de 0,5% a 7,5% ao ano no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O governo federal lança anualmente o Plana Safra para incentivar a produção de alimentos em território brasileiro por meio de empréstimos concedidos com juros mais baixos do que os praticados pelo mercado financeiro. Agora no g1 Ao todo, o plano promete movimentar R$ 97,3 bilhões entre programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural e outras ações. O lançamento do novo ciclo do plano ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto. Além de Lula, participaram a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; a ministra da Casa Civil, Míriam Belchior; a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e o ministro da Pesca, Rivetla Edipo Araujo Cruz. Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores Ricardo Stuckert/PR Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Fernanda Machiaveli destacou que o plano vai garantir autonomia para as mulheres. "Esse plano safra reflete esse projeto de Brasil, Brasil mais justo, sustentável, inclusivo e soberano. Que garante autonomia das mulheres rurais e que garante oportunidades para juventude. Um Brasil mais próspero, que cuida dos recursos naturais e biodiversidade. Que garante acesso ao conhecimento, a ciência, a tecnologia para as famílias da agricultura familiar. Para que tenha mais produção, mas também menos penosidade no trabalho, que as pessoas possam viver bem e também viver do campo", disse Machiaveli . Para incentivar o cultivo de alimentos da cesta básica, o governo reduziu a taxa de 3% para 2% para financiamento da produção convencional arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite. A taxa cai a 1% caso o cultivo seja orgânico ou agroecológico. O governo ampliou ainda o limite para compra de máquinas e equipamentos menores. O valor que antes era de R$ 100 mil passou para R$ 120 mil com taxa de juros de 1,5% ao ano. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros ficou em 5%. O Plano Safra da agricultura familiar também prevê linhas de créditos para agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos rurais, conectividade e acessibilidade no campo.
30/06/2026 22:34:30 +00:00
Trump declara mais de US$ 1,4 bilhão em renda com negócios ligados a criptomoedas

Agora no g1 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1,4 bilhão em renda obtida com negócios ligados a criptomoedas no ano passado, segundo sua declaração anual de bens referente a 2025, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental americano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os documentos mostram que Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos. O presidente também declarou outros US$ 635 milhões com a venda da $TRUMP, uma criptomoeda do tipo meme coin, categoria inspirada em memes e fenômenos da internet. Além dos ativos digitais, Trump declarou mais de US$ 80 milhões em rendimentos provenientes de acordos com empresas de mídia e informou ter recebido milhões de dólares pelo licenciamento de seu nome para empreendimentos imobiliários no exterior. Criptos ganham peso na renda de Trump As informações divulgadas oferecem um retrato mais detalhado da participação da família Trump no mercado de criptomoedas e do peso que esses negócios passaram a ter em seu patrimônio. Segundo uma análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada pelo presidente e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo. A Reuters já havia estimado que a família Trump obteve pelo menos US$ 2,3 bilhões em lucros de investidores desde que ele reassumiu a Presidência dos EUA. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a divulgação dos documentos. O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 Jim WATSON / AFP
30/06/2026 21:57:12 +00:00
EUA pedem aval do governo Lula para indicação de Daniel Perez como embaixador no Brasil

O governo dos Estados Unidos encaminhou ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil, na semana passada, o pedido de agrément para a indicação de Daniel Perez ao cargo de embaixador dos EUA no Brasil. A informação foi confirmada ao blog por fontes do governo norte-americano. 🔎"Agrément" é uma consulta que se faz ao país onde o embaixador será nomeado. Na formalidade diplomática, os governos costumam fazem uma consulta formal e confidencial sobre o nome que desejam indicar para comandar a embaixada – o chamado "agrément" – para só depois anunciarem o escolhido para ocupar o cargo de embaixador. Agora no g1 Pérez foi indicado pelo governo Donald Trump ao posto de embaixador no Brasil no dia 1 de junho. A indicação causou mal-estar com o governo brasileiro porque o anúncio oficial de um embaixador em geral ocorre após consulta ao país que receberá o diplomata, o que não ocorreu no caso de Perez. O nome de Perez ainda precisa ser sabatinado pelo Senado norte-americano. A expectativa é que antes do final do ano o novo embaixador já esteja apto para atuar no Brasil, inclusive com aval do governo brasileiro. Se aprovado, ele será o primeiro embaixador dos EUA no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca. Atualmente, a missão diplomática americana em Brasília é comandada pelo encarregado de negócios, Gabriel Escobar. A partir de julho, ele será substituído por Natasha Franceschi. Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil American Legislative Exchange Council Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e se mudou com a família para a Flórida ainda criança, em 1993. Atualmente, ele faz parte do Partido Republicano, o mesmo de Trump, e demonstra apoio às políticas do presidente. O indicado para a Embaixada dos EUA no Brasil está no comando da Câmara da Flórida desde 2024. No ano passado, ele chegou a ser apontado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas resolveu permanecer na presidência da Casa.
30/06/2026 19:45:23 +00:00
GWM confirma nova fábrica no Espírito Santo; ORA 5 será um dos modelos produzidos

GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM A GWM confirmou nesta terça-feira (30) a instalação de uma nova fábrica no Espírito Santo, no município de Aracruz. O projeto industrial surge a partir de um acordo firmado com a administração estadual para expandir as operações da montadora chinesa no Brasil. Fábrica deve começar a operar em 2029. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A planta capixaba terá um formato inédito no país ao adotar o conceito de multienergia, o que viabiliza a montagem de modelos movidos a eletricidade, híbridos e também versões convencionais a combustão. Todos utilizando a mesma base de produção. A GWM anunciou o hatch ORA 5 no cronograma de fabricação da nova planta. A implantação do complexo prevê a abertura de 9.000 postos de trabalho de forma direta. GWM Ora 5 chega ao Brasil por R$ 159 mil e entra atrasado na disputa dos SUVs elétricos Segundo comunicado do governo do Espírito Santo, a definição geográfica do novo parque fabril responde a critérios logísticos e institucionais avaliados pela direção da GWM. A nota também afirma que a proximidade com os grandes centros de consumo do país e o acesso à faixa litorânea de Aracruz foram apontados pela GWM como fatores determinantes para otimizar o fluxo de peças e a futura distribuição dos automóveis produzidos. Segundo o comunicado, a estabilidade regulatória do Espírito Santo e a articulação direta com a gestão pública estadual para a cessão do terreno completaram os requisitos para a consolidação do investimento. Xiangjun Meng, CPO da GWM, com o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço no lançamento da fábrica da marca em Aracruz (ES) Governo do Espírito Santo O novo polo industrial em Aracruz faz parte do cronograma de aportes da GWM no mercado nacional, que prevê a aplicação de R$ 10 bilhões em um período de uma década. A expectativa da fabricante é suprir a demanda interna de veículos e, em uma etapa posterior, direcionar a produção para o mercado externo, englobando países como Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai. GWM ORA 5 A GWM lançou no mercado brasileiro o Ora 5, o primeiro SUV 100% elétrico da marca no país, pelo preço competitivo de R$ 159 mil. O modelo chega em versão única, sem nome de configuração específico, com o objetivo de acirrar a disputa e o posicionamento de preço no segmento de utilitários esportivos compactos movidos a bateria. O veículo é maior que o hatch Ora 03, medindo 4,47 m de comprimento e contando com 2,72 m de entre-eixos, o que garante um espaço interno confortável para os ocupantes. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM Apesar do ganho em porte físico, o volume do porta-malas de 362 litros fica abaixo da capacidade registrada por grande parte de seus concorrentes diretos na categoria. Na parte mecânica, o SUV é equipado com motor de tração dianteira de 204 cv de potência e torque instantâneo de 26,5 kgfm, além de uma bateria de 58 kWh que assegura autonomia de 349 quilômetros. O ajuste da suspensão é firme e a dirigibilidade se assemelha à do hatch da marca, diferenciando-se pela maior altura em relação ao solo e pela posição de condução mais elevada. GWM Ora 5 BEV divulgação/GWM O pacote de itens de série do modelo inclui teto solar panorâmico, central multimídia de 14,6 polegadas, carregador de celular por indução de 50 watts e roteador Wi-Fi nativo para até oito dispositivos. Na parte de segurança física e auxílio à condução, o modelo vem de fábrica com seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.
30/06/2026 19:34:31 +00:00
Governo anuncia retirada de parte da subvenção ao diesel a partir de quarta; medida semelhante para gasolina deve ocorrer em breve

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira (30) que a subvenção do diesel – implantada para reduzir o impacto da alta dos combustíveis em decorrência de conflitos no Oriente Médio – será encerrada nesta quarta-feira (1). Governo vai retirar parte de subvenção do diesel a partir de julho José Cruz/Agência Brasil via BBC A subvenção faz parte de um pacote de medidas adotado em março e abril. No primeiro momento, o governo previu um desconto de R$ 1,20 por litro do combustível, relativo a impostos federais e estaduais. Em 31 de maio, o governo criou uma subvenção de 35 centavos por litro para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. É esta subvenção que está sendo encerrada pelo governo a partir de julho. "A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços, também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", disse Durigan. Agora no g1 O ministro disse que o governo está avaliando outras medidas ainda em vigor, como outra subvenção do diesel, de R$ 1,12, e de uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. "Nos próximos dias, muito em breve, a gente vai fazer um anúncio de uma retirada ao menos em princípio, ou no mínimo gradual, parcial, também da subvenção da gasolina, assim que a gente acompanhando com a ANP [Agência Nacional de Petróleo], tiver os preços mais estabilizados como a gente tem percebido", afirmou. Histórico Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro. A retirada gradual das ações do governo está ligada ao recuo no preço do barril de petróleo. Na semana passada, por exemplo, o barril do Brent, referência internacional, voltou ao preço anterior à guerra, ou seja, próximo de US$ 70. Preço do petróleo cai com acordo de paz Em março, no início do conflito, chegou a superar a marca de US$ 100. Nos primeiros meses da guerra, o governo adotou medidas com foco no diesel e gás de cozinha. Depois, expandiu a lista para gasolina e querosene de aviação. Essas medidas estão passando por reavaliação.
30/06/2026 19:21:08 +00:00
Uber amplia categoria de viagens com motoristas mulheres para todo o Brasil; veja como usar

Uber Mulher está disponível pelo Uber Reserve, pelas preferências do aplicativo e pela opção exibida junto com outras categorias do aplicativo Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta terça-feira (30) que expandiu para todo o Brasil a funcionalidade Uber Mulher, que permite às passageiras solicitar viagens apenas com motoristas mulheres. O recurso já estava disponível em algumas capitais e agora chega para todas as cidades do país. Ele poderá ser usado de três formas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Uma delas é com a opção Uber Mulher, que será exibida com as demais categorias de viagens como UberX e Comfort. Para corridas de imediato, a opção ficará disponível apenas de dia. E, se o tempo de espera for muito longo, a Uber perguntará se a passageira quer continuar esperando ou direcionar o pedido para um motorista homem. Agora no g1 Passageiras poderão ainda buscar motoristas mulheres por meio do Uber Reserve, em que é possível programar viagens com, no mínimo, 30 minutos de antecedência. Por fim, as usuárias terão a opção de ativar por padrão a preferência por motoristas mulheres em suas corridas. Para isso, é preciso clicar em "Conta", selecionar "Configurações", tocar em "Preferências das mulheres" e ativar a opção "Encontrar viagens quando disponível". Com a preferência ativada, o aplicativo priorizará a busca por motoristas mulheres na solicitação de viagens no UberX, ainda que não garanta que os trajetos sempre serão feitos por mulheres. A Uber afirmou que a expansão do recurso faz parte de um compromisso para oferecer mais conforto e segurança para mulheres e pessoas não binárias. A preferência por motoristas mulheres também ficará disponível na modalidade "Uber conta teens", voltada para adolescentes de 12 a 17 anos.
30/06/2026 18:33:14 +00:00
Fila do INSS recua para 1,8 milhão de pedidos, o menor patamar em 21 meses, segundo o órgão

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta terça-feira (30) que a fila de espera por benefícios recuou para 1,831 milhão de requerimentos em junho. Esse é o menor patamar desde setembro de 2024, quando a fila era de 1,771 milhão de pedidos. Em fevereiro, a fila atingiu um recorde de 3,128 milhões de pedidos. Os dados foram apresentados na reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. Há cerca de duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o INSS tem a meta de zerar a fila de espera para a concessão de benefícios até setembro deste ano. Essa foi uma promessa de Lula ao tomar posse em 2023. O Ministério da Previdência considera que a meta de "zerar a fila" do INSS significa acabar com o estoque de requerimentos com mais de 45 dias. Agora no g1 Dos 1,8 milhão de pedidos à espera de um retorno em junho, 555 mil estão sem resposta há mais de 45 dias. Portanto, para o governo, essa é a quantidade que precisa ser zerada para que o governo cumpra a promessa. O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assumiu o posto a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira. Medidas do INSS O órgão listou algumas ações adotadas para reduzir a fila. Entre as medidas, estão: priorização do programa de gerenciamento de benefícios esforço para análise de pedidos de salário maternidade criação de grupos de trabalho ampliação da oferta de vagas de avaliação social ampliação de mutirões nomeação de 300 analistas de seguro social Alguns benefícios do INSS exigem perícia médica Natinho Rodrigues/SVM
30/06/2026 18:31:49 +00:00
Justiça dos EUA mantém processo que acusa Meta de viciar crianças no Facebook e Instagram

Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Meta Platforms para encerrar uma ação movida por procuradores-gerais de 29 estados norte-americanos. Eles acusam a empresa de desenvolver o Facebook e o Instagram de forma a tornar crianças e adolescentes dependentes das plataformas e de ocultar conscientemente os danos causados ao público. Na decisão, divulgada na noite de segunda-feira (29), a juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, de Oakland, na Califórnia, negou o pedido da Meta para arquivar as acusações relacionadas a práticas enganosas, práticas comerciais desleais e violações da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children's Online Privacy Protection Act - COPPA). A magistrada também concluiu que a Meta não cumpriu as exigências da lei relativas à notificação dos pais e à obtenção de consentimento parental. Por esse motivo, concedeu julgamento sumário favorável aos estados nesse ponto específico do processo. Em nota, a Meta afirmou: "Discordamos fortemente dessas alegações e estamos confiantes de que as provas demonstrarão nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens." Gonzalez Rogers também é responsável por uma ação coletiva multidistrital relacionada ao tema, movida por mais de 2.600 pessoas, distritos escolares e governos locais. O processo discute se plataformas como Facebook, Instagram, Google, YouTube, Snapchat e TikTok foram projetadas para gerar dependência em crianças e adolescentes. LEIA MAIS Os 4 processos judiciais nos EUA que podem mudar a forma como as redes sociais opera Em decisão inédita, Meta e Google são condenadas por vício em redes sociais Meta minimiza os danos Os estados argumentam que pesquisas mostram que o uso do Facebook e do Instagram por crianças e adolescentes pode contribuir para depressão, ansiedade, insônia, prejuízos à educação e à rotina diária, além de comportamentos de automutilação e até suicídio. A Meta respondeu que os procuradores-gerais não apresentaram provas de que a empresa tenha enganado consumidores sobre o suposto caráter viciante de suas plataformas, incluindo em depoimentos prestados ao Congresso pelo diretor-presidente, Mark Zuckerberg. A empresa, sediada em Menlo Park, na Califórnia, também argumentou que "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida. Portanto, segundo a Meta, declarações de que suas plataformas não são viciantes não poderiam ser consideradas falsas. Além disso, a companhia afirmou que não violou a legislação de privacidade infantil porque Facebook e Instagram são destinados ao público em geral, e não especificamente a crianças menores de 13 anos. Logo do Instagram, da Meta, e do TikTok. Reuters Juíza vê disputa de fatos sobre potencial viciante das plataformas Na decisão de 38 páginas, Gonzalez Rogers afirmou que existem controvérsias relevantes que deverão ser analisadas no processo, entre elas se as plataformas da Meta são, de fato, viciantes, se a empresa negou falsamente que elas foram projetadas dessa forma e se os serviços são direcionados, ao menos em parte, ao público infantil. Segundo a juíza, os procuradores-gerais apresentaram uma interpretação razoável das declarações da Meta de que Facebook e Instagram não foram desenvolvidos para levar adolescentes a usar compulsivamente as plataformas em prejuízo do próprio bem-estar. Ela escreveu que, caso as provas dos autores demonstrem que as plataformas foram realmente projetadas com esse objetivo, um júri poderá concluir que essas declarações eram falsas para uma pessoa razoável. De acordo com os registros judiciais, o julgamento das ações movidas pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey contra a Meta está marcado para 18 de agosto.
30/06/2026 17:22:19 +00:00
Petrobras muda cálculo do gás natural e reajuste pode cair de 22% para até 6%

Agora no g1 A Petrobras aprovou um novo mecanismo para calcular o preço do gás natural vendido às distribuidoras estaduais. Segundo a companhia, a mudança poderá limitar o reajuste previsto para 1º de agosto a até 6%, abaixo da alta de 22% estimada anteriormente. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a estatal, a medida busca reduzir os efeitos das oscilações dos preços internacionais sobre os clientes de gás natural. 🔎 Depois de vendido pela Petrobras às distribuidoras estaduais, o gás natural é distribuído por redes canalizadas para residências, empresas e indústrias, além de abastecer usinas termelétricas. Se houver repasse do reajuste pelas distribuidoras, o impacto poderá chegar aos consumidores atendidos por esse sistema. O botijão de cozinha (GLP) não faz parte dessa medida. Para isso, a Petrobras passará a considerar uma faixa de valores para a cotação do petróleo Brent no cálculo do preço do gás. Na prática, haverá um limite mínimo e outro máximo para reduzir o efeito das oscilações do mercado internacional. "A medida reduz temporariamente o impacto da alta dos preços internacionais (que no caso dos contratos de gás tem efeito trimestral e posterior), trazendo mais previsibilidade e evitando aumentos bruscos, tendo como contrapartida um piso também temporário, mais longo", afirmou a empresa. O mecanismo será opcional e valerá apenas para os clientes que aderirem à mudança por meio de aditivos aos contratos de fornecimento de gás. A Petrobras reajustou pela última vez o preço do gás natural vendido às distribuidoras em 1º de maio, quando aplicou uma alta de 19,2%. Segundo a empresa, o aumento refletiu a disparada do petróleo e de seus derivados no mercado internacional após o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. A nova medida foi anunciada depois de o governo lançar programas de subvenção para diferentes combustíveis, com o objetivo de reduzir os efeitos da alta dos preços internacionais sobre a inflação brasileira em um ano de eleições presidenciais. A Petrobras ressaltou que o preço pago pelo consumidor não depende apenas do valor cobrado pela companhia às distribuidoras. Também entram na conta os custos de transporte, as condições de compra de cada distribuidora, as margens de comercialização — e, no caso do gás natural veicular (GNV), dos postos de combustíveis —, além dos tributos federais e estaduais. A empresa acrescentou que as tarifas cobradas dos consumidores são definidas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação de cada Estado. Gás natural em Santa Catarina SCGás/Divulgação *Com informações da agência de notícias Reuters
30/06/2026 17:18:17 +00:00
Brasil cria 73 mil empregos formais em maio; com forte queda de 52% em comparação ao mesmo mês de 2025

A economia brasileira gerou 73 mil empregos formais em maio deste ano, informou nesta terça-feira (30) o Ministério do Trabalho e do Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em maio: ➡️2,2 milhões de contratações; ➡️2,13 milhões de demissões. 📈 O resultado representa recuo de 52,3% em relação a maio de 2025 — quando foram criados cerca de 153,1 mil empregos com carteira assinada (veja lista abaixo). 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2020, ou seja, em seis anos. Veja os resultados para os meses de maio: 2020: 398,2 mil vagas fechadas; 2021: 266,7 mil empregos criados; 2022: 277,8 mil vagas abertas; 2023: 156,2 mil vagas abertas; 2024: 139,8 mil empregos criados; 2025: 153,1 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avaliou que a queda do emprego formal em maio deste ano está relacionada com os efeitos da política de juros altos e, também, ao tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. “A política monetária vem gerando efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo. Mas tem o efeito guerra, que gerou transtorno danado no mercado global”, acrescentou o ministro Luiz Marinho. Agora no g1 Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 767,32 mil empregos formais foram criados no país de janeiro a maio deste ano. O número representa queda de 28% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,07 milhão de vagas com carteira assinada. Essa foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas 1,34 milhão de vagas formais. Ao fim de maio de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 47,87 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa aumento na comparação com abril deste ano (47,8 milhões) e com relação a maio de 2025 (46,9 milhões). Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio de 2026 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia: serviço, comércio, indústria, construção e agropecuária. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em quatro das cinco regiões do país no mês passado: Sudeste, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.384,10 em maio deste ano, o que representa queda real (descontada a inflação) em relação a abril de 2026 (R$ 2.402,07). Na comparação com maio do ano passado, porém, houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.348,12. Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,6% no trimestre encerrado em maio. De acordo com o IBGE, essa foi a menor taxa da série histórica para esse período.
30/06/2026 17:12:24 +00:00
Nova líder do governo no Senado se reúne com Alcolumbre para tentar travar 'pauta-bomba'

A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se reuniu com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta terça-feira (30). A reunião durou pouco mais de uma hora e ocorreu na semana em que o Senado pode votar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com um impacto bilionário nas contas públicas. O texto, que está na pauta do Senado desta terça, cria uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em situações de emergência em saúde pública. Uma projeção da Previdência Social indica impacto fiscal de R$ 30 bilhões em dez anos. Agora no g1 A equipe econômica do governo Lula vê a proposta com preocupação, diante da ampliação de despesas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já se reuniu com Alcolumbre para tratar do tema. A PEC entra na lista das pautas-bomba discutidas recentemente, como a renegociação de dívidas de produtores rurais, o aumento do piso salarial para médicos, tornando-se mais um fator de pressão sobre as contas públicas. 🔎Na prática, uma pauta-bomba é um projeto de lei ou uma proposta legislativa que cria despesas elevadas para o governo, pressionando os cofres públicos ou reduzindo a arrecadação. Após a reunião com Teresa Leitão, que ocorreu na Residência Oficial do Senado, Alcolumbre afirmou que a PEC dos agentes comunitários seguirá o rito constitucional, ou seja, passará por sessões de discussão antes da votação. Prioridades do governo Na reunião realizada nesta terça, Teresa Leitão e Alcolumbre também debateram pautas prioritárias para o governo, como a proposta que acaba com a escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. O governo tenta agilizar a tramitação dos textos antes do recesso parlamentar, que acontece entre 18 e 31 de julho. As duas propostas estão paradas no Senado desde que receberam o aval da Câmara dos Deputados. Nesta segunda (29), Teresa Leitão teve a primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que assumiu a liderança do governo. José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, também participou do encontro Após a reunião, a senadora afirmou, nas redes sociais, que ela e o presidente conversaram sobre a agenda prioritária do governo. “Fui recebida pelo presidente Lula para a primeira reunião desde que assumi a honrosa missão de liderar o Governo no Senado, tornando-me a primeira mulher a ocupar essa função. Ao lado de José Guimarães, ministro da SRI, conversamos sobre a agenda prioritária do governo e alinhamos os próximos passos para garantir que as pautas de interesse do povo brasileiro continuem avançando.” Teresa Leitão foi escolhida por Lula após o antigo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deixar o cargo depois de ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga ligações do senador com Augusto Lima, antigo sócio do Banco Master. Assim que anunciou a nomeação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Teresa Leitão terá a missão de articular a aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) relatou o projeto no Senado e diverge da ação apresentada pelas entidades. Valdemir Barreto/Agência Senado
30/06/2026 16:54:55 +00:00
Cúpula do Mercosul critica assimetrias com UE e prepara negociações com a China

Agora no g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (30), durante a 68ª cúpula do Mercosul, em Assunção, que o bloco pretende iniciar em breve negociações comerciais com a China, enquanto amplia sua agenda de acordos com outros parceiros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Lula, o Mercosul mantém negociações com Canadá, Índia e Vietnã, iniciou tratativas para uma parceria econômica com o Japão e pretende fazer o mesmo com a China. “O Mercosul está avançando nos diálogos com Canadá, Índia e Vietnã. Nesta cúpula, daremos mais um passo ao lançar as negociações de uma parceria econômica com o Japão. Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta”, disse. 🔎O Mercosul é um bloco econômico regional sul-americano criado em 1991, atualmente integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o objetivo de promover a integração econômica e aduaneira, e a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros. Em outro momento do discurso, o presidente brasileiro também criticou o que chamou de "alinhamento automático" e "escolhas excludentes" na política externa. "Ninguém é dono do mundo. E ninguém é dono da América do Sul. Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes", afirmou. A reunião também foi marcada por críticas do presidente do Paraguai, Santiago Peña, às "assimetrias" na implementação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. "Para que negociamos com a Europa se o acesso a novos mercados não há de servir para desenvolver o que o que ainda não está desenvolvido?", afirmou Peña. A declaração faz referência à divisão, entre os países do Mercosul, das cotas de exportação com tarifas reduzidas para a venda de produtos ao mercado europeu. Ao abrir a cúpula, Peña afirmou que os países do bloco enfrentam condições desiguais para aproveitar os benefícios do acordo. "O campo não está nivelado para todos por igual, não temos o mesmo mercado, nem as mesmas indústrias, nem a mesma logística", disse. O presidente paraguaio defendeu que a distribuição das cotas seja revista e cobrou "resultados concretos" para corrigir as "assimetrias". Segundo ele, o Paraguai ficou com um "gosto amargo" da implementação inicial do acordo. "Se o Mercosul quer ser confiável para fora, primeiro deve ser justo para dentro", afirmou Peña. "O Paraguai mantém sua posição sobre a distribuição das cotas. Isto não é um capricho, isto é justiça", acrescentou. Solidariedade à Venezuela Os chefes de Estado também manifestaram solidariedade à Venezuela após os terremotos da última semana. A pedido de Lula, os participantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. "Quero começar a minha fala dedicando minha solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis causadas pelos terremotos da semana passada", disse o presidente brasileiro. "Tragédias como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da cooperação regionais", acrescentou. O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, informou que as autoridades de gestão de risco dos países do Mercosul iniciaram a coordenação de ações conjuntas para ajudar a Venezuela, sem detalhar as medidas. Apoio ao governo da Bolívia Durante a reunião, os países do Mercosul também reafirmaram apoio ao governo do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, após semanas de bloqueios rodoviários e da crise política enfrentada pelo país. Peña manifestou "firme repúdio a toda tentativa de desestabilizar a república irmã da Bolívia" e declarou apoio ao governo de Paz, eleito "em eleições livres e justas". Orsi também expressou solidariedade ao governo e ao povo bolivianos diante da situação enfrentada pelo país. Paz agradeceu o apoio dos demais integrantes do bloco, lamentou os terremotos na Venezuela e afirmou que a Bolívia atravessa "momentos complexos", com "ameaças à ordem institucional". Santiago Peña e Lula em encontro do Mercosul Reuters *Com informações da Agência Brasil, France Presse e Reuters
30/06/2026 15:40:54 +00:00
Jogo do Brasil faz consumo de energia cair e obriga ONS a reduzir geração eólica e solar

Estratégia, frieza e sofrimento: a estrela de Carlo Ancelotti brilhou na vitória do Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu em cerca de 20 gigawatts (GW) a geração de energia eólica e solar na tarde de segunda-feira (29) para manter o equilíbrio da rede elétrica durante o jogo da seleção brasileira contra o Japão pela Copa do Mundo. A medida foi necessária após uma forte queda no consumo de energia, informou o órgão nesta terça-feira. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partida, que garantiu a classificação do Brasil para as oitavas de final, foi a primeira do torneio disputada no meio da tarde, às 14h. Nesse horário, parte da população interrompeu suas atividades para acompanhar o jogo, reduzindo o consumo de energia justamente em um período de alta produção de usinas solares. Essa mudança repentina dificulta a operação do sistema elétrico, que precisa manter, em tempo real, o equilíbrio entre a energia produzida e a consumida para evitar problemas no fornecimento. O desafio é ainda maior porque milhões de painéis solares instalados em casas, empresas e propriedades rurais geram eletricidade diretamente para a rede, sem que o ONS consiga controlar essa produção. Queda no consumo aumenta desafio para o ONS Durante a partida, o consumo nacional de energia caiu 21%, chegando a 66.515 megawatts médios perto do intervalo. Após o apito final, às 16h02, a demanda voltou a subir rapidamente, com aumento de 12.783 MW em apenas uma hora — volume equivalente ao consumo médio somado dos Estados de Minas Gerais e Paraná. Em nota, o ONS informou que a redução de 20 GW na geração renovável "se deve a elevada geração distribuída e carga muito reduzida". "Neste cenário, o objetivo da redução é prevenir riscos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e evitar a perda de controlabilidade do sistema, preservando a segurança e a continuidade do fornecimento de energia à sociedade", acrescentou. O corte corresponde a cerca de 10% da capacidade das grandes usinas conectadas ao sistema elétrico nacional e evidencia as limitações enfrentadas pelo setor de energia renovável. Nos últimos anos, o crescimento da oferta de eletricidade, aliado à capacidade insuficiente das linhas de transmissão para escoar essa produção, tem levado a cortes de geração, prejuízos bilionários para o setor e ao adiamento ou cancelamento de investimentos. Segundo o ONS, não foi necessário interromper, de forma emergencial, a geração das pequenas usinas e dos sistemas solares conectados às redes das distribuidoras. Separadamente, o diretor-geral do órgão, Marcio Rea, afirmou que o órgão já se prepara para o próximo jogo do Brasil, marcado para 5 de julho. "Avaliamos que mais pessoas estarão ligadas na Copa, o que poderá aumentar ainda mais a complexidade da operação", acrescentou, em comunicado. Torcedor japonês perde a linha após derrota para a seleção brasileira. Reprodução/Redes Sociais
30/06/2026 15:21:22 +00:00
No Mercosul, Lula diz que 'ninguém é dono da América do Sul' e que vai disputar reeleição para 'garantir' democracia no Brasil

No Mercosul, Lula diz que vai disputar reeleição para 'garantir' democracia no Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a cúpula de líderes do Mercosul, que vai tentar a reeleição em outubro deste ano para "garantir" a democracia no Brasil. O petista deu a declaração durante fala de improviso em Assunção, no Paraguai. Sem citar o avanço de partidos de direita na América do Sul, Lula disse ainda que o Mercosul é a "melhor opção institucional" em uma região polarizada e que "ninguém é dono" do continente. "Vou concorrer às eleições para garantir que o país se mantenha como um país democrático", afirmou Lula. Antes, o presidente leu um discurso com tom institucional sobre as relações entre os países do Mercosul e do bloco com outros países e grupos econômicos. Lula disse que a democracia voltou a ser ameaçada mundialmente, mencionando tentativas de golpe, inclusive no Brasil. Lula tentará um quarto mandato como presidente no Brasil nas eleições deste ano. O petista deve ter como principal adversário Flávio Bolsonaro (RJ), filho de Jair Bolsonaro, que é pré-candidato pelo PL. O presidente do Brasil também comentou os 35 anos do Mercosul , afirmando que a criação foi uma resposta ao passado autoritário na região. 🔎 O Mercosul é um bloco econômico regional sul-americano criado em 1991, atualmente integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o objetivo de promover a integração econômica e aduaneira, e a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros. Durante o pronunciamento, Lula defendeu integração entre os países do Mercosul acima das posições ideológicas de cada presidente. "O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição deste ou daquele presidente. Senão, a gente nunca vai ter um bloco forte funcionando. Nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade", disse o petista. "Acreditem, independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade. Quero pedir um esforço nestes seis meses para consolidar as instituições de apoio do Mercosul para que ele funcione independentemente de quem foi eleito presidente dos países do nosso bloco", completou Lula. Além de Lula, a reunião do bloco desta terça contou com as presenças dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña; do Uruguai, Yamandú Orsi; do Chile, José Antonio Kast; e do Equador, Daniel Noboa. O presidente da Argentina, Javier Milei, que é adversário político de Lula, alegou compromissos locais no país vizinho e não compareceu à reunião de chefes de Estado. Aliado da família Bolsonaro, Milei, que se encontrou com Flávio nesta segunda (29), enviou como representante para a reunião do Mercosul o chanceler Pablo Quirino. ‘Ninguém é dono da América do Sul’, diz Lula durante o Mercosul PIX no Mercosul Ainda no discurso, Lula propôs o compartilhamento de experiências em inteligência artificial e sugeriu que a arquitetura do PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, sirva de base para uma infraestrutura comum de pagamentos no Mercosul. O petista disse que o objetivo da criação dessa ferramenta seria reduzir custos e ampliar o uso de moedas locais. Homenagem à Venezuela Durante a reunião desta terça, os líderes do Mercosul fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de dois terremotos na Venezuela na semana passada. O ato foi proposto por Lula, no início do discurso na 68ª Cúpula de presidentes do Mercosul. O número oficial de mortes após os terremotos na Venezuela chegou a 1.719 nesta terça, mas continua crescendo. Milhares de pessoas estão desaparecidas e desabrigadas. Ao discursar na reunião do Mercosul, Lula mencionou as vítimas e pediu cooperação entre os países. No discurso, Lula defendeu a criação de um fundo para desastres naturais na América do Sul. Ele disse que o fundo é uma "necessidade estratégica" para os países da região e propôs um mecanismo sul-americano de enfrentamento a desastres naturais e de financiamento para adaptação climática. O presidente também mencionou o impacto das guerras, como instabilidade e elevação dos preços de alimentos e energia. Lula chega ao Paraguai e parabeniza país pelo jogo na Copa do Mundo O presidente apresentou dados sobre a evolução econômica do bloco. Disse que o comércio interno saltou de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 50 bilhões em 2025. Ele citou a ratificação de acordos comerciais com Singapura e Europa, além do avanço de diálogos com Canadá, Índia e Vietnã. O petista mencionou que o Mercosul lançará nesta cúpula as negociações para uma parceria econômica com o Japão e que pretende buscar a mesma aproximação com a China em breve. Lula durante discurso na Cúpula do Mercosul no Paraguai Reprodução
30/06/2026 14:51:22 +00:00
Presidente da CVM terá de prestar contas ao Senado a cada 6 meses, diz projeto aprovado em comissão

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concluiu nesta terça-feira (30) a aprovação do projeto que obriga o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a prestar contas, a cada seis meses, ao colegiado sobre a atuação da autarquia. O texto foi aprovado em turno suplementar, concluindo a votação, e tem caráter terminativo. Ou seja, caso não haja recurso, segue direto para a Câmara dos Deputados. O projeto dá à CVM a mesma fiscalização por parte da CAE que ocorre com o Banco Central. O presidente do BC vai ao Senado semestralmente prestar contas da atuação do órgão. O projeto, de autoria da senadora Jussara Lima (PSD-PI), ganhou força após a CVM virar alvo de parlamentares que criticaram a atuação de autarquia no escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Agora no g1 O texto foi relatado pelo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), e prevê a apresentação de um parecer sobre a evolução do mercado e das atividades da CVM. "O presidente da Comissão de Valores Mobiliários deverá apresentar, no Senado Federal, em arguição pública, no primeiro e no segundo semestres de cada ano, relatório acerca da evolução do mercado de valores mobiliários, do cumprimento do mandato institucional da autarquia e do cumprimento do plano estratégico vigente", diz trecho da proposta. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) CVM/Reprodução Redes Sociais
30/06/2026 14:04:24 +00:00
Reino Unido pode intervir em acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros Discovery

Torre de Água da Warner Bros é retratada nos estúdios da Warner Bros, em Burbank, Califórnia, EUA Reuters O Reino Unido sinalizou que pode intervir na proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp., avaliada em US$ 110 bilhões, citando preocupações com o impacto sobre a liberdade de imprensa e a oferta de conteúdo sob demanda. A medida é o primeiro passo de um processo que pode levar o negócio a ser analisado pelo órgão regulador antitruste do país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O órgão ganhou destaque em 2023 ao bloquear a compra da Activision Blizzard, avaliada em US$ 69 bilhões, pela Microsoft — dona da franquia “Call of Duty” — decisão que gerou reação negativa das duas empresas americanas. Posteriormente, o órgão reviu sua decisão após a Microsoft alterar os termos da aquisição. Agora no g1 A possível intervenção do Reino Unido ocorre em um momento em que o acordo já foi aprovado por Estados Unidos, China, Austrália, Alemanha, França e Arábia Saudita. A ministra da Cultura, Lisa Nandy, que fixou o prazo de 6 de julho para resposta das empresas, afirmou em comunicado: “Estou ciente da necessidade de chegar a uma decisão final em tempo hábil e me empenharei para fazê-lo da maneira adequada.” Nandy afirmou que, embora o acordo seja global, ele pode ter impacto sobre ativos no Reino Unido. A Paramount é dona do Channel 5, emissora de TV aberta britânica que transmite programas de notícias, enquanto a Warner controla a CNN International. Outros ativos no Reino Unido que podem ser afetados incluem a TNT Sports, a Cartoon Network, a Nickelodeon, além da Paramount+ e da HBO Max. Após o prazo de resposta, Nandy decidirá se emitirá uma notificação formal de intervenção de interesse público. Caso isso ocorra, o caso será analisado pelo órgão regulador de mídia britânico, o Ofcom, e pela Autoridade de Concorrência e Mercados. Os órgãos reguladores têm até 40 dias para apresentar seus relatórios. Depois disso, Nandy decidirá se aprova o negócio ou se o encaminha para uma investigação mais aprofundada, que pode durar até 24 semanas. Caso sejam identificadas preocupações, as empresas podem tentar resolvê-las com medidas corretivas, como venda de ativos ou compromissos para proteger a independência editorial. Nenhuma das empresas respondeu a pedidos de comentário.
30/06/2026 13:25:35 +00:00
Governo anuncia R$ 525 bilhões para o agronegócio e muda regras do crédito rural

Lançamento do novo Plano Safra 2026/2027. Reprodução/ CanalGov O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o novo ciclo do Plano Safra, que é o principal programa de crédito rural do país voltado ao financiamento da produção agropecuária. O Plano Safra 2026/2027, segundo o governo, terá R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O valor teve aumento de R$ 9 bilhões com relação ao último plano referente ao período 2025/2026. O novo Plano Safra entra em vigor em 1º de julho e terá validade até 30 de junho de 2027 (leia mais abaixo). Agora no g1 Do total de recursos: R$ 414,7 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização; R$ 110,3 bilhões serão direcionados para investimentos. Mudança nas regras O governo também mudou as regras para o crédito rural. A partir desta safra, financiamentos com recursos subsidiados não poderão ser usados por empreendimentos que prevejam a supressão de vegetação nativa. Os contratos também passarão a informar a origem dos recursos usados nas operações de crédito, como forma de aumentar a transparência. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o esforço do governo em lançar o programa. "Mesmo em cenário de taxa de juros alta no país, a gente conseguiu fazer um esforço de redução das taxas de juros em todas as linhas. Passamos de um patamar de 14% para 12% ao ano na maior parte das linhas, e de 10% para 9% em outras", argumentou. Ele afirmou, ainda, que o setor do agronegócio é muito importante na economia e, por isso, é preciso ter estabilidade nos planos safra, além de uma boa interlocução com seus representantes. “Iremos apresentar uma proposta nos próximos dias tratando das renegociações de dívida rural para que a gente siga no processo de quebra de recordes”, declarou. O vice-presidente também destacou o patamar da taxa de juros e o crescimento do setor nos últimos anos. "O agro cresceu 11,7%, recorde no ano passado, e batermos recorde de produção, 36,1 milhões de toneladas. O Brasil exportou US$ 169,2 milhões. Um saldo de balança comercial US$ 149 milhões", afirmou. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, ponderou que o Plano Safra foi impactado pelas renegociações de dívidas do setor. Segundo ele, os recursos usados nessas operações têm a mesma origem e acabam comprometendo parte do orçamento disponível. Campos também disse que as taxas de juros oferecidas são as melhores possíveis no cenário atual. “Com a Selic [taxa básica de juros da economia] em nível elevado, esse é o melhor patamar que se pode ofertar”, afirmou. O secretário reconheceu ainda o aperto nas margens dos produtores, com aumento de custos de insumos e necessidade de financiamento para a produção. Sobre o seguro rural, afirmou que o tema ficará fora do escopo principal do Plano Safra neste momento e será discutido em um grupo de trabalho com diferentes áreas do governo. O seguro rural é considerado um dos principais instrumentos de proteção do agricultor contra perdas provocadas por eventos climáticos, como secas e enchentes, além de oscilações de mercado. Diferentemente do crédito rural, que financia a produção, o seguro ajuda a reduzir riscos e dar previsibilidade à renda no campo. El Niño Na ocasião, representantes do governo assinam uma portaria de criação de um grupo de trabalho (GT) para atuar sobre os impactos do El Niño na agropecuária. O governo federal já vinha realizando reuniões para monitorar eventos climáticos extremos e planejar ações para enfrentar os efeitos do El Niño, voltados para as cidades e meio ambiente. Agora, também instituiu um GT para coordenar medidas destinadas a reduzir os impactos do fenômeno no segmento. Participam do grupo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Ministério do Meio Ambiente e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores Ricardo Stuckert/PR Ausência de Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou do lançamento do Plano Safra para grandes propriedades. Lula embarcou na manhã desta terça para Assunção, no Paraguai, onde participa da Cúpula do Mercosul. O lançamento do Plano Safra é conduzido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília, no Palácio do Planalto. Lula deve retornar a Brasília ainda nesta terça e a expectativa é que participe, no fim do dia, da cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar.
30/06/2026 13:03:56 +00:00
Quem é o torcedor japonês que viralizou com 'ataque de raiva' após derrota para o Brasil; momento foi encenado

Vídeo viral de torcedor japonês surtando é obra de influencer Reprodução/Redes Sociais Um jovem de cabelo azul, vestindo a camisa da seleção japonesa e cercado por torcedores brasileiros enrolados na bandeira verde e amarela, grita, chora e ameaça arrancar a própria camisa dos "Samurais Azuis" após a derrota do Japão para o Brasil por 2 a 1. Simulador da Copa do Mundo 2026 RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo O vídeo viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de memes na internet brasileira. Mas a cena não passou de uma encenação do streamer e influenciador japonês conhecido como Gamix. O próprio criador de conteúdo compartilhou nos stories do Instagram um vídeo de bastidores que mostra ele entregando o celular para outra pessoa gravar o "piti" falso. Mesmo assim, o influencer ganhou mais de 300 mil novos seguidores no Instagram depois dos conteúdos. Youtuber ganhou seguidores depois do vídeo viral Reprodução/Social Blade Quem é Gamix? Torcedor japonês perde a linha após derrota para a seleção brasileira. Reprodução/Redes Sociais Gamix é um streamer e influenciador digital japonês conhecido por seus vlogs, transmissões ao vivo e vídeos de humor. Ele acumula mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e também produz conteúdo para o Instagram e o TikTok. Ele ficou conhecido pela promessa de que se não conseguir colaborar com o maior YouTuber do mundo, MrBeast, até o final de 2026, vai se aposentar das redes sociais. Após viralizar com o vídeo em que simula um ataque de raiva, Gamix gravou conteúdos ao lado da influenciadora brasileira Camila Loures. Os vídeos seguem o mesmo estilo de humor, com encenações de explosões de raiva. Em uma das publicações, compartilhada pelos dois no Instagram, Gamix repete a reação exagerada. A legenda da postagem brinca: "Quando o contatinho não responde". Segundo dados do Social Blade, o streamer ganhou mais de 300 mil seguidores no Instagram desde que começou a publicar os conteúdos, nesta segunda (29). Initial plugin text Mesmo sendo uma brincadeira, o meme já ganhou o coração dos brasileiros: Initial plugin text Initial plugin text
30/06/2026 12:44:25 +00:00
Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

Quem são os brasileiros mais ricos segundo nova lista de bilionários da Forbes O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS. O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina. Cerca de 43 mil brasileiros têm patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, segundo o UBS. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O estudo estima a riqueza em 56 países com base em modelos estatísticos e dados de instituições como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU). 💰 A riqueza é definida como o total de bens e investimentos das pessoas (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os valores são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para permitir comparações entre países. Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo. O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade. Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população. 🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada. O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global. Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários. Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados. Isso indica que uma fatia relevante do patrimônio dos brasileiros está comprometida com dívidas, reduzindo o valor efetivamente disponível das famílias. Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros. O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada. Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação. Riqueza global cresce No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores Pixabay No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros. Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento. O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%. Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio. O banco também aponta que as variações cambiais tiveram impacto relevante nos resultados. A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro, por exemplo, fez com que a riqueza parecesse maior em alguns países quando convertida para a moeda americana, especialmente na Europa, mesmo sem necessariamente refletir um crescimento equivalente na economia local.
30/06/2026 12:12:49 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,16 com dados de emprego no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,23% nesta terça-feira (30), cotado a R$ 5,1628. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,68%, aos 172.024 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O principal destaque da sessão foram os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos. O relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em 9 mil em maio, chegando a 7,594 milhões. Por aqui, o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais em maio. Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. A incerteza sobre essas decisões e a perspectiva de juros elevados por mais tempo ajudaram a manter o Ibovespa em queda. ▶️ O alívio geopolítico após o acordo entre os EUA e o Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura no Estreito de Ormuz também seguiu no radar. A expectativa é que novas negociações entre os dois países voltem a acontecer nesta terça-feira, em Doha, no Catar. Em meio às incertezas sobre os desdobramentos das negociações, os preços do petróleo operavam voláteis. Após a alta vista pela manhã, o barril tipo Brent, referência internacional, caía 0,31% perto das 17h, cotado a US$ 72,92, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 0,89%, a US$ 70,12 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,08%; Acumulado do mês: +2,39%; Acumulado do ano: -5,94%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,73%; Acumulado do mês: -1,01%; Acumulado do ano: +6,76%. Trégua e tensões entre EUA e Irã O presidente americano, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (29) que o Irã "pediu uma reunião" com seu governo, prevista para acontecer nesta terça em Doha, no Catar. "O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã em Doha!", afirmou Trump em comunicado inteiramente em caps lock em sua rede social Truth Social. O governo iraniano, no entanto, apresentou outra versão. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que não há reuniões planejadas para esta semana entre os representantes dos dois países para seguir as negociações do acordo de paz firmado no início do mês. As afirmações vêm em meio à escalada das tensões entre os dois países, que chegaram a trocar ataques no último final de semana e colocar em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado no último 17 de junho. O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças. "É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27). No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz, mas as conversas pouco caminharam desde então. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta terça-feira. O Dow Jones avançou 0,26%, enquanto o S&P 500 subiu 0,78% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 1,52%. O dia também foi positivo na Europa, conforme investidores seguiam mais otimistas em relação ao mercado de inteligência artificial e em meio aos sinais de alívio no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,9% e registrou o maior ganho trimestral em mais de cinco anos, com um avanço de 10% no período. Já entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 1,50%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,44% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,12%. Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de inteligência artificial e semicondutores, depois que dados melhores do que o esperado da atividade industrial indicaram uma demanda resiliente por exportações de alta tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,07%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,50%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 0,63%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,86% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 0,97%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Foto de Karolina Kaboompics
30/06/2026 12:00:34 +00:00
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