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g1 > Economia

Irã: Estreito de Ormuz está fechado e qualquer navio que tentar passar será incendiado

Bloqueio de Ormuz pode levar barril de petróleo a US$ 100 O Irã anunciou nesta segunda-feira (2) que o Estreito de Ormuz está fechado e que incendiará qualquer navio que tentar passar pelo local, informou a mídia iraniana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real O comunicado foi feito em nome do comandante da Guarda Revolucionária do país na mídia estatal, que afirmou que a medida é uma retaliação pela morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. "O estreito (de Ormuz) está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios", disse Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante. O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo, o, conectando os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico. Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto. Estreito de Ormuz Arte/g1 Mais cedo, a Guarda Revolucionária iraniana fez um ataque com drones a um petroleiro que passava pelo estreito. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters confirmaram o anúncio feito pelos militares e informaram o nome da embarcação atingida: Athen Nova. Antes do fechamento do estreito, a força militar iraniana já havia feito ameaças. A unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que os "inimigos que mataram" o antigo líder supremo do Irã Ali Khamenei não estarão seguros "nem mesmo em casa". A ameaça foi vinculada pela mídia estatal iraniana, pouco depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantir que está confiante na vitória do país em sua ofensiva contra Teerã em discurso em Washington. "Não descansaremos até que o inimigo seja derrotado. Não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares", afirma comunicado. Em um post no X, também nesta segunda, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que os Estados Unidos e Israel sejam responsabilizados por ataques realizados contra uma escola e um hospital iranianos. Os bombardeios citados por Pezeshkian foram contra uma escola de meninas no sul do país, que deixou 168 mortos no sábado (28), e contra um hospital de Teerã, a capital do país, no domingo (1º). Nem os EUA nem Israel, no entanto, confirmam ser responsáveis por ambos. "Um ataque a um hospital é um ataque à vida, e um ataque a uma escola é um ataque ao futuro de uma nação. Atacar pacientes e crianças é uma clara violação de todos os princípios humanitários e o mundo deve condená-lo. Manifesto minha solidariedade à nação enlutada; a República Islâmica do Irã não se calará nem se renderá diante de tais crimes", escreveu o presidente iraniano. Estreito de Ormuz: guerra no Oriente Médio coloca em risco rota vital do petróleo mundial; conheça Conflito ainda deve durar pelo menos 5 semanas Em seu discurso nesta segunda, Trump defendeu sua ofensiva no Irã. Disse que os ataques eram "a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano" e que o conflito deve durar "quatro ou cinco semanas ou mais". Em sua primeira fala pública sobre o conflito, Trump afirmou ainda que seu objetivo é destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as "ambições nucleares" do país do Oriente Médio e o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas. O norte-americano indicou ainda não estar disposto a voltar a dialogar com Teerã — EUA e Irã vinham travando negociações para assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares. Conflito entre EUA, Israel e Irã escala após morte do aiatolá Ali Khamenei "Não dá lidar com essas pessoas", discursou Trump durante uma cerimônia para a concessão de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, na Casa Branca. A fala ocorreu em um evento de entrega de medalhas de honra a soldados mortos no conflito. Até o momento, quatro militares tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas norte-americanas. Outros 18 soldados estão feridos em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, segundo a rede CNN Internacional. Trump reiterou argumentos de que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e afirmou que o país expandia "rapida e dramaticamente" seu programa de mísseis, que representavam uma ameaça colossal aos EUA, às bases militares dos EUA no Oriente Médio e à Europa. O presidente norte-americano reiterou estar "muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear" feito pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos. Trump disse que a guerra era "nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã". "Eliminamos a liderança [iraniana] em 1 hora", completou. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia de entrega de medalhas a veteranos de guerra na Casa Branca, em 2 de março de 2026. Jonathan Ernst/ Reuters Segundo ele, os EUA estão destruindo as capacidades de mísseis do Irã, tanto os já feitos quanto a produção de novos mísseis, e afundaram pelo menos 10 navios iranianos. Trump afirmou que os objetivos da guerra são: "Garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear" "Garantir que o regime do Irã não consiga mais financiar os grupos terroristas do Oriente Médio" "Achamos que tínhamos um acordo, aí eles deram para trás. De novo, achamos que tínhamos fechado um acordo, e eles novamente deram para trás. Uma hora falamos chega", afirmou. Mais cedo, Trump disse à rede CNN Internacional que a "grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir". INFOGRÁFICO - Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. Arte/g1
02/03/2026 20:15:48 +00:00
Guerra no Irã pode causar maior choque do petróleo em anos, diz The Economist

Colunas de fumaça sobem após explosões registradas em Teerã, em 1º de março de 2026. Atta Kenare/AFP A revista britânica "The Economist" afirmou nesta segunda-feira (2) que a guerra no Irã — iniciada no último sábado (28), após uma série de ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel — pode causar o maior choque visto no mercado de petróleo em anos. De acordo com a reportagem, em 1º de março, um dia depois de o presidente Donald Trump mandar as forças americanas bombardearem as instalações nucleares iranianas, os preços do petróleo Brent — referência internacional da commodity — chegaram a ultrapassar os US$ 82 (R$ 426,41) por barril, um aumento de 13% desde 27 de fevereiro. Ao final da sessão, os preços da commodity se acomodaram perto de US$ 80 (R$ 416), marcando a maior alta de preço em quatro anos. E a depender de quanto o conflito se estenda, a percepção é que os preços podem subir muito mais. A revista destacou, ainda, o gosto particular de Trump por anunciar suas campanhas militares nos finais de semana — reiterando que uma teoria é que o republicano opta deliberadamente por iniciar conflitos quando os mercados de petróleo estão fechados, em uma tentativa de evitar que os preços disparem. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesse caso, no entanto, a suposta estratégia de Trump não funcionou. A revista destacou, inclusive, que os mercados de petróleo já estariam preocupados mesmo antes do fim de semana que marcou o início da guerra. Na semana passada, o petróleo chegou a fechar em US$ 72 (R$ 374,40) o barril, no maior valor desde julho do ano passado e cerca de US$ 10 (R$ 52) acima do que os fundamentos de oferta e demanda justificariam, segundo afirmou Tom Reed, da Argus Media, à revista britânica. Isso porque, no início do ano, a maior parte dos analistas do mercado financeiro previa uma abundância de petróleo nos mercados internacionais, em meio ao aumento da oferta por países produtores da commodity e à demanda fraca. A revista pondera, no entanto, que o aumento das tensões no Golfo e as sanções mais rigorosas de países ocidentais fizeram com que os preços do petróleo subissem cerca de 20% neste ano. Riscos à frente O conflito entre EUA, Israel e Irã, por sua vez, só aumenta a preocupação entre os mercados, uma vez que traz o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo. Segundo a "The Economist", todo esse cenário pode fazer com que os preços do barril cheguem aos US$ 100 (R$ 520). A reportagem destaca, ainda, que o tom mais duro de Trump para falar sobre a atual guerra com o Irã também tem preocupado os mercados, e que "o nível de pânico e a duração dele" dependerão de como a guerra vai evoluir. "Desta vez, diz Trump, 'o bombardeio pesado e preciso… continuará ininterrupto durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para atingirmos nosso objetivo'. E a retaliação do Irã é muito mais séria. Nas últimas 24 horas, o país lançou mísseis contra Israel, seus vizinhos árabes e bases americanas na região", diz a revista. Outro destaque da reportagem é a escalada nos ataques iranianos — que começaram atingindo apenas alvos militares americanos, mas já escalaram para várias infraestruturas de outros países da região. A percepção, segundo a revista, é que o envolvimento dos países vizinhos no conflito pode ser uma tentativa do Irã de forçar os EUA a voltarem para a mesa de negociações. Ainda assim, as preocupações a respeito de eventuais ataques a infraestruturas de petróleo e seus efeitos na logística de transporte da commodity para o resto do mundo devem continuar a trazer temores para os investidores. Segundo a reportagem, "o Irã parece determinado a dificultar a travessia" no Estreito de Ormuz. E por mais que uma eventual tentativa de bloqueio da passagem por parte dos aiatolás deva ser rapidamente desmantelada pelos EUA, "a região está se tornando rapidamente inavegável". Além de satélites terem interrompido os sinais dos navios — diminuindo a comunicação entre eles e aumentando o risco de colisões —, a revista conta que outros riscos também começam a ser avaliados, de maneira que seguradoras têm cobrado mais ou simplesmente têm cancelado as apólices dos navios que tentavam fazer a travessia. Outros relatos citados na reportagem incluem, ainda, o fato de que poucos foram os navios que conseguiram passar pelo Estreito desde o início dos ataques, e um grupo cada vez maior de petroleiros aguarda em ambos os lados da passagem. "Cerca de dez dias de carregamentos estão agora no Golfo. As taxas de frete, já elevadas, podem aumentar ainda mais", diz a revista. Por fim, o último fator que pode influenciar os preços do petróleo a longo prazo é o que acontecerá com a liderança iraniana — e se Trump conseguirá atingir seu objetivo de mudar o regime dos aiatolás. Caso o republicano consiga atingir seu propósito, destaca a reportagem, o Irã deixaria de ser uma "fonte de instabilidade regional" e poderia ver parte das sanções ocidentais caírem. Esse cenário reforçaria a perspectiva de uma maior oferta de petróleo no mundo e poderia pressionar os preços das commodities para baixo. Por outro lado, caso os aiatolás permaneçam no poder, o país não somente pode seguir como uma ameaça regional como também há o risco de o regime se sentir compelido a demonstrar força — o que, por sua vez, poderia se traduzir no fechamento do Estreito de Ormuz, na queda da produção de petróleo e até em mais sanções contra o país. A revista conclui, por fim, que apesar de a alta do petróleo possivelmente ter uma influência negativa nas eleições de meio de mandato dos EUA — ainda mais em um momento em que as medidas de Trump têm sido insuficientes para diminuir o custo de vida no país —, o republicano tem pouco espaço de manobra para tentar minimizar um possível aumento nos preços da gasolina. A alternativa, diz a reportagem, seria o presidente americano optar por usar a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA para conter os preços — estratégia usada por Joe Biden após a invasão da Ucrânia, em 2022. Atualmente, no entanto, a reserva conta com 155 milhões de barris a menos do que em 2022. "Com a taxa máxima de extração de 4,4 milhões de barris por dia, ela duraria três meses. A incerteza gerada pela guerra no Irã pode persistir por muito mais tempo. Os investidores devem se preparar para muitos fins de semana de ansiedade pela frente", completa a reportagem.
02/03/2026 19:51:21 +00:00
Vendas globais da BYD caem 41% em fevereiro e marcam pior resultado em seis anos

Navio da BYD no porto de Itajaí, Santa Catarina REUTERS/Anderson Cohelo/File Photo As vendas globais de carros da BYD caíram 41% em fevereiro deste ano, na comparação com os emplacamentos do mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela fabricante no último domingo (1º). Em fevereiro de 2025, a BYD comercializou 322.846 veículos no mundo. Já no mesmo mês de 2026, o volume caiu para 190.190 unidades - redução de 41,09%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No acumulado do de 2026, porém, a retração foi menos acentuada: Vendas entre janeiro e fevereiro de 2025: 623.384 unidades; Vendas entre janeiro e fevereiro de 2026: 400.241 unidades. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com base nesses números, a queda registrada no período foi de 35,7%. A queda só não supera o resultado de fevereiro de 2020, quando todo o mercado foi impactado pela pandemia de Covid-19. Naquele mês, as vendas de veículos da BYD despencaram 80,5%, ao passar de 14.429 unidades em fevereiro de 2019 para 2.803 carros no mesmo mês de 2020. A BYD divide a venda de veículos em dois tipos de propulsão: totalmente elétricos e híbridos plug-in. Segundo o relatório, os híbridos plug-in foram os mais afetados: as vendas caíram de 193.331 unidades em 2025 para 108.243 neste ano, uma retração de 44%. Já os modelos totalmente elétricos passaram de 162.788 unidades no ano passado para 124.902 em 2026, o que representa queda de 36,3%. Especialistas avaliam que a queda não deve continuar neste patamar Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que, embora o relatório trate das vendas globais, a queda está ligada à redução dos emplacamentos no mercado chinês. “Fevereiro de 2026 foi impulsionado por uma desaceleração significativa da demanda no mercado doméstico chinês, onde consumidores estão menos estimulados a comprar veículos elétricos após anos de crescimento explosivo”, revela Murilo Briganti, sócio da Bright Consulting. Ele e Milad Kalume Neto, consultor independente do setor automotivo, apontam ações do governo como um dos fatores para a queda nas vendas dentro da própria China, como a redução de incentivos para a compra de modelos eletrificados ou movidos a combustíveis alternativos ao petróleo. Outro movimento apontado pelos especialistas é a competitividade interna. Ela cria “uma guerra de preços no próprio país para controle dos estoques como um mecanismo de proteção das fabricantes que preferem vender logo com prejuízos menores do que amargaram prejuízos maiores em manterem os veículos por longo prazo em seus estoques”, diz Milad. Para conter a venda de veículos abaixo do preço de custo, o governo da China passou a impedir esse tipo de desconto. Com isso, Milad Kalume Neto prevê um cenário de consolidação, com fusões entre as cerca de 150 marcas de carros que existem no país asiático. “A tendência é que tenhamos uma reorganização nos próximos meses e não um encolhimento estrutural. Maior disciplina nos preços e ainda maior eficiência produtiva”, diz Kalume. Brasil vive cenário oposto e BYD aparece no topo Se nas vendas globais a BYD enfrenta dificuldades, no mercado de veículos do Brasil a marca chinesa segue em crescimento desde que passou a vender seus próprios carros. Considerando apenas os modelos elétricos e híbridos, a BYD lidera as vendas no Brasil. Em 2026, foram 9.801 unidades zero quilômetro emplacadas, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Dolphin Mini Divulgação/BYD Com esse desempenho, a BYD concentra 41,3% das vendas de veículos eletrificados. Em segundo lugar aparece a Toyota, com 3.944 emplacamentos no ano, o equivalente a 16,6% do mercado. Considerando todos os tipos de veículos, a BYD ocupa a quinta colocação entre as marcas que mais venderam carros, segundo ranking divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Neste ano, a BYD emplacou 9.755 veículos novos e, com esse volume, superou marcas tradicionais como: Jeep: 8.893 emplacamentos; Honda: 6.722 emplacamentos; Renault: 5.489 emplacamentos; Toyota: 5.310 emplacamentos; Nissan: 4.460 emplacamentos. Na lista da Fenabrave entram todas as vendas de veículos zero quilômetro, que podem ocorrer no varejo ou de forma direta. No varejo, a concessionária atua como intermediária. Já na venda direta, o consumidor compra o carro da própria marca — como nas aquisições pelo site da fabricante ou nas vendas com desconto para PCD, taxistas e frotas de empresas. Considerando apenas as vendas no varejo, o BYD Dolphin Mini foi o carro mais vendido de fevereiro. No mês, estes foram os modelos mais vendidos nesse tipo de comercialização: BYD Dolphin Mini: 4.094 unidades; Volkswagen Tera: 3.856 unidades; Fiat Strada: 3.214 unidades; Hyundai Creta: 3.129 unidades; Chevrolet Tracker: 3.023 unidades.
02/03/2026 19:07:09 +00:00
Ações de viagens despencam após conflito entre EUA e Irã provocar pior interrupção desde a pandemia

Telão mostra voos cancelados para o Oriente Médio no aeroporto internacional de Hong Kong. Tyrone Siu/Reuters As ações do setor de viagens despencavam nesta segunda-feira (2), acumulando perdas de US$ 22,6 bilhões (R$ 117,5 bilhões) segundo a Reuters. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã afetou voos em todo o mundo, levou ao fechamento de importantes hubs no Oriente Médio e provocou a disparada nos preços do petróleo. Dados mostram que pelo menos 4 mil voos foram cancelados em todo o mundo nos últimos três dias. Dubai, o hub internacional mais movimentado do mundo, e Doha permaneceram fechados pelo terceiro dia consecutivo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos. O setor aéreo enfrenta seu maior desafio desde a pandemia de Covid-19. Nesta segunda-feira (2), a Jordânia se tornou o mais recente país da região a fechar parcialmente seu espaço aéreo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços do petróleo chegaram a saltar 13%, atingindo o nível mais alto desde janeiro de 2025, à medida que Irã e Israel intensificavam os ataques, aumentando a expectativa de custos mais altos de combustível para as companhias aéreas. LEIA MAIS Como o ataque dos EUA ao Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro Estreito de Ormuz: guerra no Oriente Médio coloca em risco rota vital do petróleo mundial; conheça As ações das companhias aéreas americanas caíram na abertura dos mercados nesta segunda-feira, com American Airlines e United Airlines recuando mais de 6%. Um grupo de 29 companhias aéreas, redes hoteleiras e agências de viagens líderes da Europa, Ásia e América do Norte perdeu um total de US$ 22,6 bilhões (R$ 117,5 bilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira, segundo cálculos da Reuters. A empresa de análise de aviação Cirium informou que pelo menos 1,5 mil voos foram cancelados nesta segunda-feira, totalizando mais de 4 mil cancelamentos desde sábado. As ações da TUI, a maior empresa de viagens da Europa, caíam 9,6%, enquanto a Lufthansa recuava 5,7% e a IAG, controladora da British Airways, perdia 5,4%. A rede hoteleira Accor e a empresa de cruzeiros Carnival também registravam quedas acentuadas. “Todas as companhias aéreas estão lotadas e todos os voos estão lotados porque as pessoas estão tendo que aceitar o que podem”, disse Paul Charles, chefe da consultoria de viagens PC Agency, que ficou preso no exterior à Reuters. Charles disse que as aeronaves e as tripulações estavam espalhadas pelo mundo nos lugares errados, em um “cenário de pesadelo”. Analistas destacam o aumento dos custos com combustível, os cancelamentos e as despesas com redirecionamentos como os principais pontos de pressão para as companhias aéreas. JPMorgan, Goodbody e Citi apontam a Wizz Air como a companhia aérea europeia mais exposta devido à sua grande presença em Israel. As ações da empresa caíam 7% nesta segunda-feira. A Etihad, de Abu Dhabi, retomou alguns voos, enquanto o Aeroporto Ben Gurion, em Israel, informou que reabrirá de forma limitada. A autoridade de aviação civil dos Emirados Árabes Unidos começará a operar “voos especiais” nos aeroportos do país, informou a agência estatal WAM, como parte dos esforços para permitir que parte das dezenas de milhares de passageiros retidos no Oriente Médio deixe a região. Mesmo antes do conflito, o setor já estava sob pressão, já que viajantes preocupados com os custos vinham evitando viagens mais caras. A Norwegian Cruise Line Holdings previu, nesta segunda-feira, lucro em 2026 abaixo do esperado. Muitas companhias aéreas do Oriente Médio continuavam cancelando voos. A flydubai suspendeu todos os voos de e para Dubai até as 15h (8h, no horário de Brasília) de terça-feira. As ações das companhias aéreas asiáticas também foram afetadas: a japonesa ANA Holdings, a Air China, a China Eastern Airlines e a malaia AirAsia X caíram pelo menos 4%. A Cathay Pacific cancelou todos os voos para o Oriente Médio — incluindo Dubai e Riad — e isentou as taxas de remarcação. A Singapore Airlines cancelou voos de e para Dubai até 7 de março, enquanto a Japan Airlines suspendeu os serviços entre Tóquio e Doha. O analista independente de aviação Brendan Sobie afirmou à Reuters que as companhias aéreas indianas estão particularmente expostas devido às frequências intensas de voos para o Oriente Médio — que atendem trabalhadores migrantes — e à proibição do uso do espaço aéreo do Paquistão em voos de e para a Europa. A Air India cancelou voos entre a Índia e Zurique, Copenhague, Birmingham, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Israel e Catar, e informou que voos para Nova York e Newark farão reabastecimento em Roma. Passageiros correm para mudar de voo Os efeitos em cadeia afetaram viajantes em todo o mundo. Dubai foi o aeroporto internacional mais movimentado do mundo em 2024, com 92 milhões de passageiros, de acordo com o Conselho Internacional de Aeroportos, à frente de Heathrow, em Londres, por 13 milhões. Doha ficou em 10º lugar. A Lufthansa cancelou voos de passageiros de e para os Emirados Árabes Unidos, mas tentou deslocar um jato Airbus de Dubai para Munique sem passageiros. Passageiros da Qatar Airways em Sydney disseram à Reuters que se apressaram para reorganizar suas viagens com pouca informação. Ascanio Giorgetti, 16, e sua mãe, Alessandra Giorgetti, italianos, descobriram que seu voo para Milão via Doha havia sido cancelado. Eles conseguiram uma rota alternativa para casa via Los Angeles, em outra companhia aérea. “Não temos nenhuma informação, nenhuma resposta no telefone da Catar (Airways)”, disse ela, acrescentando que as passagens custaram 4 mil euros. Jenni e Doug Stewart, ambos com 78 anos, estavam voando de Sydney para a Escócia via Doha quando seu voo voltou para Melbourne, antes de seguir para Sydney. “Fomos informados de que o espaço aéreo havia sido fechado”, disse Jenni. “Estava caótico em Melbourne, centenas de pessoas procurando até mesmo a mais vaga informação”, disse Doug à Reuters.
02/03/2026 17:16:51 +00:00
Por que Trump, Putin e guerras fizeram o ouro e outros ativos seguros dispararem — e vale investir agora?

Barras de ouro Reuters Com a escalada da guerra no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o ouro voltou a disparar nos mercados internacionais nesta segunda-feira (2). Considerado um investimento de proteção em momentos de crise, o metal passou a ser mais procurado à medida que ações e outros ativos mais arriscados recuavam. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🥇 Movimentos semelhantes já foram vistos em outras grandes crises recentes, como a guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, tensões entre EUA e Irã, a guerra comercial entre EUA e China, e também durante a pandemia. Nos últimos meses, no entanto, a cotação do metal precioso tem chegado a patamares históricos. Desde o início de 2026, o ouro já vinha em trajetória de alta, impulsionado por incertezas políticas, dúvidas sobre os juros americanos e aumento das compras por bancos centrais. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em janeiro, o ouro atingiu o recorde histórico de US$ 5.595 por onça, alcançando o maior valor de sua história logo após superar, pela primeira vez, a marca dos US$ 5 mil. Nos últimos 12 meses até fevereiro, o preço do ouro acumulou valorização de mais de 85%, desempenho muito superior ao da bolsa brasileira e de outros investimentos populares. No mesmo período, o Ibovespa subiu cerca de 54%, o índice de ações que pagam dividendos avançou quase 49% e as ações de empresas menores, as chamadas small caps, tiveram alta de aproximadamente 44%. O que explica a alta do ouro? Segundo analistas, a busca por segurança explica grande parte desse movimento. Para Thiago Azevedo, sócio-fundador da Guardian Capital, a disparada é resultado de uma combinação de fatores globais. “O ouro atingiu níveis recordes principalmente por causa da expectativa de queda dos juros nas principais economias, do aumento das tensões geopolíticas e da procura por proteção do patrimônio. Em cenários assim, os investidores costumam reduzir a exposição a aplicações mais arriscadas e aumentar a presença em investimentos considerados mais seguros”, afirma. A atuação dos bancos centrais também tem sustentado os preços. De acordo com o economista Mauriciano Cavalcante, da Ourominas, vários países vêm trocando parte de suas reservas em dólar por ouro. Isso porque o ouro não depende de nenhum país específico, ao contrário do dólar, que está ligado à economia dos EUA. Por isso, em períodos de guerra, sanções ou instabilidade financeira, o ouro tende a manter valor melhor que moedas. “O preço do ouro sobe por diversos motivos, mas hoje o fator mais relevante é a procura dos bancos centrais, que estão ampliando suas reservas em ouro e diminuindo a dependência do dólar”, diz. Além disso, a escalada de tensões entre EUA e Irã, que culminou nos ataques do último sábado, e as dúvidas sobre a política monetária americana contribuem para a valorização. Quando há expectativa de juros mais baixos, investimentos que pagam rendimento se tornam menos atrativos, e o ouro ganha espaço. Taxas menores tendem a enfraquecer o dólar, tornando o metal mais barato para investidores de outros países. Após atingir recordes, o preço passou por ajustes pontuais, considerados naturais por especialistas. “Vejo esse recuo como uma realização de lucros por parte de quem entrou antes da alta, além de ajustes provocados pelo fortalecimento do dólar e pela oscilação dos juros americanos. Esse tipo de comportamento é comum em ativos globais como o ouro”, explica Thiago Azevedo. Ramiro Gomes Ferreira, cofundador do Clube do Valor, destaca que o metal funciona como um “termômetro do medo”. “Quando os piores cenários não se confirmam ou muitos investidores decidem vender para garantir o lucro, o preço costuma cair um pouco. Como o ouro não gera renda, seu valor depende da oferta, da demanda e do grau de incerteza dos investidores”, afirma. Vale a pena investir em ouro agora? Uma vendedora exibe joias de ouro dentro de uma loja da Senco Gold & Diamonds em Calcutá, Índia Reuters O ouro continua sendo procurado como porto seguro em tempos de crise e instabilidade econômica. Investidores recorrem ao metal porque, ao contrário de ações ou títulos, ele tende a manter seu valor mesmo em momentos de turbulência nos mercados financeiros. Guerras, conflitos internacionais e altas nos preços de commodities, como petróleo e gás, aumentam a demanda pelo ouro, que funciona como uma “proteção” contra perdas em ativos mais arriscados. Além disso, o metal ajuda a diversificar investimentos: em carteiras com ações, fundos imobiliários e renda fixa, ele pode reduzir riscos, evitando perdas maiores quando outros ativos caem. Para Mauriciano Cavalcante, apesar das oscilações recentes, ainda há espaço para novas altas. “Vale a pena investir em ouro porque a tendência é que o preço continue subindo diante do cenário geopolítico e econômico. Além disso, o metal preserva seu valor ao longo do tempo”, diz. Segundo ele, o ouro pode atender a diferentes perfis, e a fatia do patrimônio destinada ao metal pode variar entre 15% e 30%, de acordo com a tolerância ao risco do investidor. Já Thiago Azevedo vê o ouro principalmente como um instrumento de proteção, e não como uma aposta de curto prazo. “A questão não é se o ouro está caro ou barato, mas qual é o papel dele na carteira. Ele serve para proteção e diversificação. Para quem quer começar, faz mais sentido comprar aos poucos, ao longo do tempo”, afirma. Ramiro Ferreira ressalta que o ouro não gera renda e não tem um valor justo fácil de calcular. Historicamente, fica atrás de ativos produtivos, como ações, no longo prazo. “Comprar no topo [na alta] é, na prática, comprar o medo do mercado”, diz. Por não render juros, o ganho ocorre apenas se o preço subir. Por isso, quem optar por ter ouro deve limitar a exposição. “O ideal é que não passe de 3% a 5% da carteira, para não comprometer o crescimento do patrimônio”, afirma. Como investir em ouro No Brasil, há diferentes formas de investir no metal precioso: Ouro físico: compra de barras ou lâminas em empresas autorizadas (a partir de cerca de 1 grama). ETFs, ou Exchange Traded Funds (fundos negociados em Bolsa), como o GOLD11, negociado na B3; Fundos de investimento: com aplicação em ouro ou em empresas do setor; Contratos futuros: indicados apenas para investidores experientes. Para Thiago Azevedo, o metal continua relevante no médio e longo prazo. “O mundo ainda convive com alto endividamento público, riscos fiscais e conflitos geopolíticos. Por isso, o ouro segue cumprindo um papel importante como proteção contra choques e perda do poder de compra das moedas”, afirma. A expectativa do mercado é de que o preço continue volátil no curto prazo, mas mantenha uma tendência de alta no médio e longo prazo, caso persistam as incertezas globais e a perspectiva de cortes de juros nos Estados Unidos.
02/03/2026 17:05:47 +00:00
Link Brazil Miami desembarca nos EUA com planos de crescimento

A Link Brazil, rede de mercados especializada em produtos brasileiros e latinos que conta com mais de 20 lojas na Europa, inaugurou, em dezembro de 2025, sua primeira unidade nos Estados Unidos, localizada na região norte de Miami. Com investimento em estrutura moderna e atendimento diferenciado, a empresa familiar aposta no mercado norte-americano e já planeja expandir as operações para Orlando. "Miami foi a escolha natural para nossa entrada nos EUA. É uma região com forte presença latina, onde identificamos uma demanda real por um mercado completo, que oferecesse produtos de qualidade com aquele atendimento brasileiro, carinhoso e personalizado", afirma Felipe Alves Camargo, um dos sócios da empresa ao lado de Cecília Alves Camargo e Sirlei Alves Camargo. À frente do marketing da Link Brazil Miami, Ariele Camargo lidera a estratégia de comunicação da marca com foco em inovação e proximidade com o público. A proposta é ir além das campanhas tradicionais, criando conteúdos interativos, ações nas redes sociais e experiências que conectem a comunidade ao dia a dia da loja, fortalecendo o relacionamento com os clientes e tornando a marca cada vez mais presente na rotina dos brasileiros e latinos da região. Link Brazil chega a Miami Divulgação Sobre a atuação na Europa, Gustavo Facipieri e a mulher, Mônica Martinazzo, foram os responsáveis pela criação do modelo e aplicação no continente. São, ao todo, 20 lojas. Três frentes de atuação A Link Brazil Miami opera com um modelo de negócio diversificado, atuando em três frentes: loja física para o consumidor final, atacado e distribuição B2B. "Queremos atender desde a família que vem fazer a compra do mês, o restaurante brasileiro que precisa de fornecedor confiável até a grande rede de Churrascaria com altas demandas", explica Ademir Mendes Jr., responsável pela operação da loja em Miami. “E quem quiser praticidade, a opção é o delivery através do site para comprar online”, acrescenta. O mix de produtos é pensado estrategicamente para unir o melhor dos dois mundos: itens que os latinos sentem falta de suas terras natais e produtos americanos de qualidade. "Temos chimarrão, tererê, churrasco, picanha brasileira, argentina e australiana. É um pedaço do Brasil misturado com o que a América tem de melhor", destaca Mendes. Parcerias estratégicas Entre os diferenciais da loja estão parcerias com marcas consolidadas como Goya Foods e Alimentos Zaeli. “Neste mês, fechamos uma importante parceria com um relevante distribuidor de carne para atendermos à região de Miami, do cliente final até as grandes redes. E não paramos por aí. Em breve, deveremos também contar com frutas típicas do Brasil e com nosso saboroso açaí da nossa marca” reforça Facipieri. "Não queríamos ser apenas mais um mercado, e sim criar um ambiente onde as pessoas se sentissem bem, acolhidas. Por isso investimos em limpeza, organização, preço justo e cumprimento rigoroso de todas as normas e legislações americanas", ressalta Cecilia. Mais registros da Link Brazil Miami Divulgação Programa de fidelidade do supermercado Para fidelizar os clientes, a Link Brazil criou um programa de pontos que oferece descontos progressivos. "Queremos que nossos clientes se sintam em casa e sejam recompensados pela confiança em nossa marca. O cadastro é super fácil e rápido e feito no caixa ou através do nosso site", explica Sirlei. A localização estratégica na região norte de Miami foi escolhida justamente por atender uma população latina ampla que estava carente de um mercado completo com essas características. "Identificamos que faltava aqui um lugar que combinasse variedade, qualidade e preço justo. E isso tem chamado atenção não só dos latinos, mas também dos americanos que querem conhecer novos sabores e produtos", completa Mendes Jr. Link Brazil Miami na prática O que tem na loja, afinal? Mercearia completa: Desde temperos específicos até massas, molhos, conservas, grãos e cereais. Tudo de que você precisa para preparar um almoço de domingo como se estivesse no Brasil ou em qualquer outro país da América do Sul. Bebidas autênticas: Refrigerantes brasileiros, sucos de marcas conhecidas, água de coco, mate, chás, guaraná e todas aquelas bebidas que fazem parte da rotina. Congelados: Pães congelados, do francês até a baguete cubana. A loja também com pão de queijo, coxinhas, kibes, taquitos, tostones croquettes e plátanos. Café e Queijos: Queijos brasileiros e o incomparável café brasileiro para dar aquela animada no dia da agitada Miami. Biscoitos e Doces: A loja conta com os produtos de toda lembrança dos brasileiros, desde o biscoito de coco até aquele recheado de chocolate. Churrasco: Cortes tradicionais e conhecidos pelo público latino, Picanhas, Maminhas, Costelas, T-bone Steak, Tomahawk e as melhores linguiças que não podem faltar no churrasco. Os clientes encontram também diversas marcas de farofas, sal grosso e utensílios para o seu churrasco perfeito. Higiene e limpeza: Produtos de marcas conhecidas para cuidados pessoais e limpeza doméstica, porque às vezes até o cheiro do sabão em pó faz diferença. Com uma grande atenção à nova linha de produtos eco-friendly para a limpeza pesada, que pode ir de casas até grandes estabelecimentos. Como chegar ao mercado em Miami? A loja de Miami está localizada na 20252 NE 15th Ct, Miami, FL 33179!, região de North Miami Beach, ao norte da cidade de Miami, em um bairro predominantemente residencial e comercial com fácil acesso às principais vias da área metropolitana. Fica próxima à fronteira com o Condado de Broward e o Condado de Miami-Dade. Equipe da Link Brazil Miami Divulgação A região tem boa conectividade viária, especialmente por meio de grandes corredores que facilitam deslocamentos para o centro de Miami, o norte do condado e outras cidades próximas: I-95. Uma das principais rodovias do leste dos Estados Unidos, passa a uma curta distância da área e é a principal ligação para o centro de Miami ao sul e Fort Lauderdale ao norte. NE 163rd Street / Miami Gardens Drive. Via importante que corta o bairro de East Little River e conecta bairros residenciais a áreas comerciais. Biscayne Boulevard (U.S. 1). A poucos minutos de carro, é uma das áreas urbanas mais tradicionais de Miami, ligando diversas comunidades. O entorno inclui bairros como North Miami Beach, Miami Gardens, Aventura e Sunny Isles. Há concentrações de estabelecimentos comerciais de bairros próximos, incluindo mercados, restaurantes e serviços locais. Além disso, a região está perto de vários shopping centers e pontos turísticos conhecidos pelo público Brasileiro, próxima ao Aventura Mall, Skylake Mall, Gulfstream Park Racing and Casino, Dania Pointe, Hollywood Beach Broadwalk e Sunny Isles Beach. O que vem por aí? Os próximos passos direcionam a Link Brazil para Orlando. “A Link Brazil Miami reafirma o compromisso de levar o modelo de negócio que deu certo na Europa com a Link Brazil para o mercado norte-americano, sempre mantendo o DNA familiar e o atendimento que faz a diferença”, comenta Felipe Camargo. Registro da inauguração da Link Brazil Miami Divulgação Assim como movimentou a economia de Miami, a expansão promoverá oportunidades de emprego em Orlando e a instalação da loja física em local estratégico. Mais sobre a Link Brasil O melhor do Brasil não precisa ficar só nas lembranças. Pode estar bem pertinho, ao alcance de uma visita ao mercado. O melhor do Brasil bem perto de você. Acesse o site oficial da Link Brazil e saiba mais.
02/03/2026 16:02:01 +00:00
Estreito de Ormuz: guerra no Oriente Médio coloca em risco rota vital do petróleo mundial; conheça

Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último fim de semana levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio. A interrupção da navegação acendeu um alerta nos mercados internacionais, pois pode elevar o preço dos combustíveis e encarecer produtos e serviços ao redor do mundo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas. O agravamento do conflito no Oriente Médio levou países da região a interromper, por precaução, a produção de petróleo e gás, provocando forte alta nos preços da energia. Na abertura dos mercados internacionais, na noite de domingo (1), o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril — o maior nível desde janeiro de 2025 — diante do temor de bloqueios no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia. Conheça o Estreito de Ormuz e entenda por que ele é crucial para o abastecimento global de petróleo. Rota comercial antiga Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz Reuters A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial. Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes. Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região. Estreito de Ormuz Arte/g1 Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos. Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais. ‘Artéria’ do trânsito mundial de petróleo Entre o início de 2022 e maio deste ano, passaram diariamente pela região entre 17,8 milhões e 20,8 milhões de barris de petróleo bruto, condensado ou derivados, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa. Países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, escoam a maior parte de sua produção por essa rota, sobretudo para a Ásia. Para reduzir a dependência do estreito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita investem em rotas alternativas por terra. O Catar, um dos maiores exportadores de gás natural liquefeito do mundo, envia quase toda a sua produção pelo Estreito de Ormuz. De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA, os oleodutos existentes nesses países tinham capacidade ociosa de cerca de 2,6 milhões de barris por dia, que poderia ser utilizada para contornar o estreito (dados de junho do ano passado). Os EUA são o principal responsável por garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz, mas atuam em conjunto com aliados. Desde os anos 1980, após ataques a petroleiros na guerra entre Irã e Iraque, os EUA mantêm forte presença militar no Golfo Pérsico por meio da Marinha. Guerra atinge produção de gás e petróleo em vários países O mercado financeiro iniciou a semana em clima de tensão diante do agravamento da guerra no Oriente Médio. O impacto mais imediato foi sobre os preços da energia. O petróleo disparou cerca de 13%, ultrapassando US$ 82 por barril, o maior patamar desde janeiro de 2025. Por volta das 10h (horário de Brasília), o Brent subia 8,30%, a US$ 78,92, e o WTI avançava 7,74%, a US$ 72,19. Após bombardeios e ataques com drones envolvendo Israel, EUA e Irã, diversos países da região interromperam preventivamente operações no setor de energia. O Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito depois que uma instalação foi atingida por drones; A Arábia Saudita fechou temporariamente, por motivos de segurança, sua maior refinaria, em Ras Tanura; No Curdistão iraquiano, quase toda a produção de petróleo foi paralisada; Em Israel, o governo determinou a interrupção das atividades em grandes campos de gás no mar, como Leviatã e Tamar; No Irã, explosões foram registradas nas proximidades da ilha de Kharg, responsável pela maior parte das exportações de petróleo do país. Em momentos de crise, Teerã costuma ameaçar bloquear o Estreito de Ormuz, mas historicamente evita manter a medida por longos períodos devido ao risco de retaliação internacional. Desta vez, porém, analistas consideram o cenário mais sensível devido à intensidade dos confrontos e ao envolvimento direto de grandes potências. Para os mercados, a principal incógnita é o tempo de duração da interrupção da navegação. Se o tráfego for normalizado rapidamente, os preços tendem a recuar, embora devam permanecer elevados. Caso contrário, cresce o risco de que o barril atinja novas máximas e de que o gás natural volte a níveis registrados em conflitos anteriores.
02/03/2026 14:10:06 +00:00
Governo proíbe comercialização de marca de palmito em conserva; veja qual

Palmito Lemos Divulgação / Redes Sociais A marca Palmito Lemos foi proibida de comercializar qualquer lote do produto. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e divulgada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (2). Segundo a Anvisa, a empresa não tinha licença sanitária para funcionar ou comprovações de boas práticas de produção. Também foi identificada a ausência de análise de riscos, controles de garantia e registros dos lotes e do nível de acidez no palmito em conserva, conforme os padrões de identidade e qualidade exigidos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além da comercialização, a empresa não pode fabricar, distribuir, usar ou realizar propagandas do produto. Ao g1, a marca negou que haja ilegalidade em sua produção, mas não forneceu mais detalhes. Veja também: Preço do cacau cai no campo, mas chocolate seguirá caro na Páscoa; entenda Veja os 26 vinhos sul-americanos entre os melhores do mundo em 2026 Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos
02/03/2026 13:39:03 +00:00
Liquidez está preservada, mas BRB precisa incrementar capital para se proteger, diz parecer

BRB espera aprovação do projeto de socorro em até três semanas Um parecer interno do Banco de Brasília (BRB), assinado neste domingo (1º) pela Associação de Advogados do banco, aponta que a liquidez da instituição está "preservada", mas que há necessidade de incrementar o capital do BRB. O documento a qual o g1 teve acesso recomenda a aprovação pela Câmara Legislativa (CLDF) do projeto de lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos do DF para ajudar a recapitalizar o banco. "Trata-se menos de “salvar” o BRB e mais de proteger e capitalizar um ativo público rentável e essencial ao DF — preservando empregos, empresas e programas sociais — contra um evento extraordinário, com salvaguardas robustas e fiscalização contínua", aponta a nota técnica. Ainda de acordo com o parecer, "o banco mantém liquidez para honrar compromissos de curto prazo e operar normalmente". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, está na CLDF para detalhar a situação patrimonial do banco. Os deputados devem voltar a se reunir no período da tarde para discutir o PL. Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões para o Master. Desses, segundo a Polícia Federal, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude. ➡️Ao longo de meses, o BRB tentou fechar um acordo para comprar o Banco Master. A operação tinha o apoio do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️O Ministério Público Federal identificou "indícios de participação consciente dos dirigentes do BRB no suposto esquema fraudulento engendrado pelos gestores do Banco Master". ➡️ Nelson Antônio de Souza assumiu o BRB após a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mirar o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa. A atual gestão do BRB e uma auditoria independente seguem investigando a situação interna da instituição. Pior cenário Apesar de dizer que não é uma operação de salvamento, a associação não descarta o pior cenário: a liquidação do banco pelo Banco Central se os níveis prudenciais de capital não forem recompostos. Até o momento, o BC não emitiu qualquer posicionamento nesse sentido. O documento aponta ainda possibilidade de descontinuidade de linhas de crédito e serviços. GDF tem pressa para votar Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo Se houver acordo, o projeto de lei de autoria do governador Ibaneis Rocha (MDB) sobre o uso dos imóveis para reforçar o capital do BRB pode ser pautado para votação nesta terça (3). Deputados de oposição e até aliados de Ibaneis, no entanto, vêm expressando resistência ao tema. Do ponto de vista dos parlamentares de oposição, o projeto é visto como uma manobra para "salvar o calendário eleitoral" dos agentes políticos — Ibaneis Rocha, Celina Leão e aliados —, e não para salvar o patrimônio do BRB. O governo Ibaneis esperava ter aprovado o projeto ainda em fevereiro. Quanto maior o "atraso", mais complicadas ficam as condições do BRB para captar dinheiro no mercado financeiro. 🔎 O governador Ibaneis nunca enfrentou dificuldades para aprovar os projetos que enviou à Câmara Legislativa desde que assumiu o Palácio do Buriti, em 2019. 🔎 O texto sobre os imóveis é visto como "teste" para saber o quanto o escândalo do Banco Master abalou o apoio de Ibaneis junto a seus aliados. Assembleia de acionistas Enquanto aguarda o aval da Câmara Legislativa para usar esses imóveis, o BRB já convocou uma assembleia de acionistas para "incorporar" esses valores ao patrimônio. A reunião virtual está marcada para 18 de março. A proposta que será levada aos investidores prevê emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição. 💰Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. 💰Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️ No início de fevereiro, o BRB entregou ao Banco Central um "plano preventivo" com medidas para recompor seu patrimônio e evitar o descumprimento de regras de solidez do mercado financeiro brasileiro.️ O documento é mantido sob sigilo. Entenda o empréstimo O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1. Se o empréstimo for tomado, esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
02/03/2026 12:48:02 +00:00
Conflito deve atrasar visita de Lula a Washington, dizem assessores do presidente

Integrantes do governo brasileiro já dão como certo o adiamento da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã. Três assessores próximos de Lula confirmaram ao blog que agora o mais provável é que se aguarde "dias ou semanas". Segundo o blog apurou com auxiliares de Lula e com o próprio Itamaraty, não havia data definida, mas se trabalhava com o mês de março. Agora, eles já reconhecem que pode ficar para o fim do mês ou para abril, a depender do conflito no oriente médio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA também não haviam sugerido datas, apesar da menção de Trump, na última conversa com Lula, para que fosse uma visita de Estado a Washington. Neste sábado (28), logo após os primeiros ataques dos EUA e Israel, o governo brasileiro divulgou duas notas condenando a ação em meio a negociações e defendendo o respeito ao direito internacional. Apesar disso, as fontes do governo brasileiro afirmam que o diálogo com o governo Trump não foi afetado e os dois presidentes seguem com canal direto de conversações. LEIA TAMBÉM: 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio Lula e Trump se encontram na Malásia. Ricardo Stuckert/PR Começo do conflito Os Estados Unidos e Israel realizaram neste sábado (28) uma grande ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã, alegando ser necessário destruir o programa nuclear iraniano e responder a ameaças do regime. Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte‑americanas em diversos países do Oriente Médio. Os ataques atingiram o topo da liderança iraniana e resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, confirmada pelo próprio governo iraniano horas depois. Outras altas autoridades militares, incluindo o chefe do Estado‑Maior e o ministro da Defesa, também morreram. O conflito ampliou drasticamente as tensões regionais, fechou o Estreito de Ormuz, provocou centenas de mortes no Irã e desencadeou ondas de ataques em vários países do Oriente Médio.
02/03/2026 12:39:41 +00:00
Dólar e Ibovespa sobem, de olho na guerra no Oriente Médio; Petrobras sobe 4% com alta do petróleo

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,59% nesta segunda-feira (2), cotado a R$ 5,1642. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta de 0,58% no fim do pregão, aos 189.882 pontos, puxado pelas altas no setor de óleo e gás. ▶️ No Oriente Médio, os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por uma resposta de Teerã, aumentaram o risco de ampliação do conflito. Na ofensiva, morreram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita informaram que também foram atingidos. Em vídeo divulgado pela Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as ações continuam “com força total” e que só devem parar quando os objetivos forem alcançados. ▶️ Diante da escalada, os preços do petróleo e do gás dispararam, enquanto várias bolsas pelo mundo registraram queda. O barril do Brent avançava 6,64%, a US$ 77,71, e o WTI subia 6,13%, a US$ 71,13. ▶️ Com o avanço nos preços do petróleo, as ações do setor de óleo e gás registravam forte alta nesta segunda-feira. Os papéis da Petrobras subiam 3,76% no mesmo horário — ajudando a impulsionar o Ibovespa. As ações da PetroRio e da Petroreconcavo também avançavam 4,50% e 1,38%, respectivamente. ▶️ No Brasil, a semana começa com a divulgação do relatório Focus, que reúne as projeções do mercado para a economia. Também está prevista, nesta terça-feira, a divulgação do PIB de 2025. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: -2,16%; Acumulado do ano: -6,46%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,92%; Acumulado do mês: +4,09%; Acumulado do ano: +17,17%. Petróleo em disparada Os preços do petróleo e do gás dispararam e as Bolsas operavam em queda nesta segunda-feira (2) por causa do conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã. Nos mercados acionários, o setor mais afetado foi o de aviação e turismo, cujas empresas registraram perdas expressivas. O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%, enquanto o do West Texas Intermediate (WTI) avançou 12% na abertura dos mercados, após o ataque que matou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país. O conflito regional afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. O Brent, referência internacional, já vinha incorporando um prêmio de risco geopolítico e fechou a sexta-feira em 72 dólares, acima dos 61 dólares registrados no início do ano. Perto das 16h20, o barril do Brent avançava 6,64%, a US$ 77,71, e o WTI subia 6,13%, a US$ 71,13. O preço do gás na Europa disparou mais de 20%, já que a guerra ameaça as exportações de gás natural liquefeito da região do Golfo, especialmente as vendas do Catar. No mesmo horário, o contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, subia mais de 40%, a 45,105 euros. 🛢️ A forte alta do petróleo beneficia as empresas do setor porque elas vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, o que melhora a perspectiva de lucro e impulsiona suas ações na bolsa. No caso do Brasil, as ações da Petrobras subiam mais de 4% no começo da tarde — ajudando a reduzir a baixa do Ibovespa, que recua diante da aversão ao risco dos investidores. “A Petrobras acaba se beneficiando da alta do barril do petróleo Brent, o que favorece a geração de caixa. Mas há um ponto de atenção: a empresa é uma importadora relevante de derivados, como o diesel”, diz Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham queda nesta segunda-feira. O movimento reflete a preocupação dos investidores de que o conflito no Oriente Médio se prolongue, prejudique rotas de comércio e volte a pressionar os preços. Perto das 13h, o Dow Jones tinha queda de 0,36%, enquanto o S&P 500 caía 0,28% e o Nasdaq Composite recuava 0,20%. Na Europa, as bolsas ampliam as quedas em meio a um cenário de maior preocupação após a escalda dos conflitos no fim de semana, seguidos por novas ofensivas iranianas contra aliados norte americanos no Golfo. Por volta das 9h (horário de Brasília), o Stoxx 600 caía 1,36%. Em Frankfurt, o DAX recuava 2,19%. Em Londres, o FTSE 100 perdia 1,23%. Já o CAC 40, de Paris, tinha baixa de 2,03%, chegando a 8.411,31 pontos. Na Ásia, o comportamento dos mercados foi variado nesta segunda-feira. Enquanto parte da região acompanhou a queda causada pelas tensões com o Irã, Xangai se destacou ao subir e atingir o maior nível dos últimos dez anos. No fechamento, o índice de Xangai avançou 0,5%, a 4.182,6 pontos, o maior patamar desde junho de 2015. O CSI300 subiu 0,4%. Em Tóquio, o Nikkei caiu 1,3%, para 58.057 pontos. Em Seul, o KOSPI permaneceu fechado. Em Taiwan, o TAIEX recuou 0,90%, para 35.095 pontos. Em Cingapura, o Straits Times caiu 2,32%, ficando em 4.879 pontos. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
02/03/2026 12:00:21 +00:00
TCU arquiva processo que pedia suspensão da sabatina de Otto Lobo para presidência da Comissão de Valores Mobiliários
Como o colapso do Banco Master mostrou os limites da garantia do FGC O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo que pedia a suspensão da sabatina de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) no Senado Federal. O pedido foi feito junto ao Tribunal pelo Ministério Público. A decisão do TCU foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (2). Na solicitação, além do pedido de suspensão da sabatina, o MP sugeriu também emitir um alerta ao Senado citando o que o órgão chamou de "supostas decisões polêmicas favoráveis ao Banco Master", envolvendo o representado/indicado". Na decisão, o TCU argumentou não ter autoridade para interferir no processo de sabatina no Senado, uma vez que uma eventual interferência ou emissão de alerta "afrontaria o princípio constitucional dos Poderes, por se tratar de ato inerente à função parlamentar". Esta não é a primeira vez que o MP solicita que o TCU decida sobre o processo de indicação ao CVM. No início de fevereiro, o ministro do TCU, Bruno Dantas, já havia indeferido uma solicitação do MP que questionava a indicação de Otto Lobo, também citando o caso Master como argumento. Indicação de Otto Lobo No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica. A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendiam a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política. 🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular fundos de investimento. À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e as responsabilidades do cargo. O nome do indicado ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o que ainda não tem uma data para ocorrer. Caso Master A atuação da CVM no caso Master é um dos focos do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações. Segundo a Polícia Federal, fundos podem ter sido usados em esquemas fraudulentos que envolvem o banco e outras instituições, como a Reag Investimentos.
02/03/2026 11:04:40 +00:00
Quais as consequências da guerra com o Irã para os preços do petróleo e a economia global

Foto de arquivo de navios no Estreito de Ormuz, que viu tráfego de navios parar Getty Images via BBC Os preços globais do petróleo subiram em meio aos ataques lançados pelo Irã no Oriente Médio em resposta ao bombardeio realizado pelos EUA e por Israel contra o país. O petróleo do tipo Brent, referência global para a cotação da commodity, saltou 10% quando os mercados asiáticos abriram no início da segunda-feira (2), chegando a mais de US$ 82 o barril. Os valores cederam no decorrer da manhã, mas analistas alertam que o cenário pode ser bem diferente no caso de um conflito prolongado. Os mercados reagiram inicialmente à notícia de que pelo menos três navios haviam sido atacados no fim de semana perto do Estreito de Ormuz, via marítima que fica ao sul do Irã e é parte do caminho por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás do mundo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Irã alertou as embarcações para que não atravessassem a região e o tráfego de navios foi praticamente paralisado na entrada do estreito. Estreito de Ormuz BBC O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que duas embarcações foram atingidas e que um "projétil desconhecido" teria "explodido muito perto" de uma terceira. Após a alta inicial, a cotação cedeu para US$ 79 o barril, enquanto o tipo negociado nos EUA, o WTI, registrava aumento de cerca de 7,6%, negociado a US$ 72,20. "O mercado não está em pânico", disse à BBC Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Marquee. "Há mais clareza de que, até o momento, a infraestrutura de transporte e produção de petróleo não tem sido um alvo principal de nenhum dos lados", acrescentou. "O mercado vai ficar atento a eventuais sinais de retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que faria com que os preços do petróleo voltassem a cair", completou Kavonic. "As cotações do petróleo neste momento não estão particularmente altas. Ainda estão abaixo do patamar de dois anos atrás, então ainda não estamos no modo crise do petróleo total ainda", avaliou Robin Mills, ex-executivo da multinacional petrolífera Shell e diretor executivo da consultoria Qamar Energy, com sede em Dubai. No domingo, o grupo Opep+, que reúne países produtores de petróleo, concordou em elevar sua produção em 206 mil barris por dia para ajudar a amortecer eventuais aumentos de preços. Alguns analistas alertam, contudo, que a medida pode ser insuficiente a depender da evolução dos acontecimentos e que o cenário de preços pode mudar substancialmente no caso de um conflito prolongado, que poderia levar a cotação do petróleo a ultrapassar US$ 100, com um possível efeito cascata global sobre a inflação e as taxas de juros. "A turbulência e os bombardeios no Oriente Médio certamente serão um catalisador para interromper a distribuição de petróleo globalmente, o que inevitavelmente levará a aumentos de preços de combustíveis", pontuou Edmund King, presidente da Associação de Automóveis britânica (AA, na sigla em inglês). "A magnitude e a duração dependem de quanto tempo o conflito durar." Subitha Subramaniam, economista-chefe e chefe de estratégia de investimento da Sarasin & Partners, lembra que, no cenário de aumento persistente do petróleo, o impacto pode ir além dos combustíveis e se refletir em outros preços, como o de alimentos, produtos agrícolas e commodities industriais, com impacto importante sobre a inflação. Em um quadro como esse, bancos centrais poderiam elevar as taxas de juros ou interromper ciclos de queda como o que acontece no Reino Unido, que tem visto a inflação ceder mais recentemente. "Eu diria que, sabendo hoje que é improvável que esse conflito se encerre nas próximas uma ou duas semanas, não temos muito como saber o impacto da duração nos mercados de energia e de transporte marítimo", pontuou Subramaniam. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que três petroleiros foram "atingidos por mísseis e estão em chamas". As embarcações seriam do Reino Unido e dos EUA, que não se manifestaram sobre o assunto. A Organização Marítima e de Transporte Marítimo do Reino Unido informou que "múltiplos incidentes de segurança" foram relatados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã e aconselhou os navios a "navegarem com cautela". Pelo menos 150 petroleiros lançaram suas âncoras em águas abertas do Golfo e na área do Estreito de Ormuz, de acordo com a plataforma de rastreamento de navios Kpler, que também mostrou, por outro lado, que algumas embarcações iranianas e chinesas passaram pela área nesta segunda. "Devido às ameaças do Irã, o estreito está efetivamente fechado", disse Homayoun Falakshahi, da Kpler, à BBC News. "As embarcações tomaram a precaução de não entrar. Os riscos são muito altos e os custos de seguro dispararam." Falakshahi avalia que os EUA provavelmente tentariam proteger as rotas de navegação para permitir o tráfego de navios — o que, se eficaz, impediria uma disparada no preço do petróleo. Se o estreito permanecesse fechado por um longo período, entretanto, os preços poderiam subir "muito, muito mais". Sem dar detalhes, a UKMTO comunicou que duas embarcações foram atingidas por projéteis desconhecidos, causando incêndios, e que um projétil desconhecido "explodiu muito próximo" de uma terceira embarcação. Um quarto incidente na área também foi relatado à UKMTO, que informou que houve evacuação da tripulação e não deu detalhes sobre as causas. A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech divulgou que incidentes foram relatados — que coincidem com os detalhes fornecidos pela UKMTO — envolvendo navios com bandeira de Gibraltar, Palau, Ilhas Marshall e Libéria. O grupo dinamarquês de transporte marítimo de contêineres Maersk afirmou em comunicado no domingo (1) que suspenderá as viagens pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez e redirecionará os navios ao Cabo da Boa Esperança, ao sul do continente africano.
02/03/2026 10:50:09 +00:00
Milei promete mais reformas e quer 'aliança estratégica duradoura' com EUA

Trump recebe Milei pela primeira vez na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou no domingo (1) que busca “uma aliança estratégica duradoura” com os Estados Unidos, que funcione como “política de Estado”. A declaração foi feita em discurso no Congresso que marcou o início da segunda metade de seu mandato, no qual prometeu 90 reformas para “redesenhar” o país. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Alinhado geopoliticamente a Estados Unidos e Israel, o governo Milei celebrou no sábado a operação dos dois países contra o Irã e voltou a acusar Teerã de participação no atentado contra a associação judaica AMIA, em 1994. Como parte de sua aproximação com o presidente Donald Trump, Milei afirmou no Congresso que “o Atlântico Sul é o terreno de disputa estratégica das próximas décadas” e que a Argentina atuará em sintonia com os Estados Unidos. “Rotas comerciais, recursos naturais, soberania marítima e a presença crescente de atores que não compartilham nossos valores estão em jogo. Quem controlar essa região controlará uma parte-chave do comércio global. A Argentina tem de ser esse ator”, disse, ao apresentar seu plano de governo para 2026. “Temos os minerais críticos de que o Ocidente precisa. Temos energia, gás, petróleo, energia nuclear e fontes renováveis para abastecer cadeias de produção em larga escala. Além disso, estamos no extremo sul do continente, com saída para dois oceanos e presença na Antártida”, acrescentou. Milei anunciou que pretende promover “90 reformas estruturais” em 2026 para construir “a arquitetura do Estado argentino para os próximos 50 anos, com a moral ocidental como política de Estado”. Segundo o presidente, as propostas incluirão mudanças nas áreas de economia, impostos, código penal, sistema eleitoral, educação, Justiça e defesa, entre outras. Defesa da abertura comercial O discurso de quase duas horas marcou o início do novo ciclo legislativo, após um 2025 turbulento, com denúncias de corrupção envolvendo integrantes do governo e episódios de instabilidade cambial. Ainda assim, a vitória nas eleições legislativas de outubro ampliou a base governista no Parlamento e permitiu avançar com seu programa. Na sexta-feira, o Congresso aprovou a reforma trabalhista, apesar da oposição dos sindicatos. “Milei só pode ir para frente”, afirmou à AFP o cientista político Pablo Touzón. “Seu movimento é bastante disruptivo, e a agenda de reformas é necessária para sustentar seu modelo econômico. O presidente dedicou a primeira parte do discurso a criticar o “Estado falido” que disse ter herdado, ao assumir um país “preso a uma teia de regulações”. Ele defendeu a abertura comercial como um dos pilares de seu projeto. “Depois de décadas de proteção, o resultado foi uma indústria pequena, cara, dependente de subsídios e com salários em dólares muito baixos”, afirmou, antes de atacar empresários que o criticaram nas últimas semanas pela liberação das importações, que afeta a produção nacional. Em vários momentos, o discurso foi interrompido por protestos de parlamentares da oposição. Milei respondeu chamando-os de “ladrões” e “delinquentes” que “têm sua líder presa”, em referência à ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar por acusações de corrupção. O resultado das eleições legislativas de outubro — nas quais o partido de Milei, A Liberdade Avança, obteve 40% dos votos — consolidou seu poder, após ter chegado à Presidência com uma base minoritária no Congresso. Milei é o político com maior índice de imagem positiva no país, com 41,5% de aprovação e 55,3% de rejeição, segundo a consultoria AtlasIntel. Inflação Desde que sucedeu o governo peronista de centro-esquerda de Alberto Fernández, Milei conseguiu uma forte desaceleração da inflação e promoveu um ajuste fiscal. A taxa anual caiu de 211,4% em 2023 — ano em que o peso foi desvalorizado pela metade — para 31,5% em 2025. Além disso, a Argentina registrou superávit fiscal por dois anos consecutivos pela primeira vez desde 2008. O ajuste, porém, teve custos elevados: queda no consumo, maior abertura às importações e o fechamento de mais de 21 mil empresas em dois anos, com perda estimada de 300 mil empregos, segundo sindicatos. A economia cresceu 4,4% em 2025, impulsionada pela agricultura e pelo setor financeiro, enquanto a indústria e o comércio — dois dos maiores empregadores — encolheram. “Milei faz as coisas bem para um setor, mas não se importa se isso prejudica outro”, afirmou Emanuel, de 29 anos, funcionário de uma empresa de energia. “O problema é quando a maioria acaba ficando em situação pior”, disse à AFP.
02/03/2026 10:25:27 +00:00
Preço do petróleo dispara após ataques ao Irã

Petróleo já subiu 20% no ano e conflito no Irã tem poder de afetar a economia mundial Os preços do petróleo e do gás dispararam e as principais Bolsas do mundo operavam em queda nesta segunda-feira (2), após a escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã. Segundo a France Presse, o setor mais afetado nos mercados acionários foi o de aviação e turismo, com quedas expressivas nas ações das companhias. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em meio ao conflito, os preços do petróleo já chegaram a subir 13%, ultrapassando os US$ 82 por barril, o valor mais alto desde janeiro de 2025. 🔎 Na abertura dos mercados, o barril do Brent subiu quase 14%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou cerca de 12%. Por volta das 10h18 (horário de Brasília), o Brent subia 8,30%, cotado a US$ 78,92, e o WTI ganhava 7,74%, negociado a US$ 72,19. Antes mesmo da escalada do conflito, o petróleo já vinha subindo por causa das tensões políticas e terminou a semana em US$ 72. 🔥 A guerra também elevou fortemente os preços do gás na Europa. O contrato do TTF (Title Transfer Facility), principal referência para o preço do gás natural na Europa, subia mais de 41% por volta das 10h28 (horário de Brasília), cotado a 45,3 euros por megawatt-hora (MWh). O temor é de que o conflito afete as exportações de gás natural liquefeito (GNL) da região do Golfo, especialmente do Catar. Na Ásia, a maioria dos mercados de ações caiu, refletindo a preocupação dos investidores com o conflito no Oriente Médio. Tóquio (1,4%) e Hong Kong (2,1%) tiveram quedas mais fortes, enquanto Xangai foi exceção e fechou em leve alta (veja mais detalhes do dia no mercado). Na Europa, as Bolsas também abriram em queda, com perdas generalizadas. Paris caía 1,96%, Frankfurt recuava 1,99%, Milão perdia 2,13%, Londres cedia 0,55% e Madri registrava queda de 2,58%, segundo a AFP. ✈️ As empresas aéreas foram as mais prejudicadas, uma vez que a alta do petróleo encarece o combustível dos aviões. Em contraste, companhias de energia se valorizaram, já que o aumento dos preços do petróleo e do gás tende a elevar seus lucros. Produção interrompida em vários países De acordo com a Reuters, o Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito após uma instalação da QatarEnergy ser atingida por drones iranianos. A Arábia Saudita também fechou, por precaução, sua maior refinaria doméstica, em Ras Tanura, com capacidade para 550 mil barris por dia. No Curdistão iraquiano, a maior parte da produção de petróleo foi interrompida. Empresas como DNO, Gulf Keystone Petroleum, Dana Gas e HKN Energy paralisaram suas operações preventivamente, embora não tenham sido relatados danos diretos. Em fevereiro, a região exportava cerca de 200 mil barris por dia por meio de um oleoduto até o porto turco de Ceyhan. Em Israel, o governo determinou que a Chevron suspendesse temporariamente as operações no campo de gás Leviatã, um dos maiores do país e estratégico para as exportações ao Egito. A empresa também opera o campo de Tamar. A Energean desligou sua plataforma que atendia campos menores, segundo a Reuters. No Irã, explosões foram registradas na ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Ainda não há informações precisas sobre o impacto nas instalações, de acordo com a Reuters. O Irã é o terceiro maior produtor da Opep e responde por cerca de 4,5% do fornecimento global de petróleo. Sua produção é estimada em 3,3 milhões de barris por dia, além de 1,3 milhão de barris de condensados e outros líquidos. Estreito de Ormuz e risco de disparada nos preços Segundo a Reuters, o conflito praticamente paralisou a navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Com isso, os preços do petróleo subiram cerca de 13% e ultrapassaram US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025. Após ataques a navios na região do Golfo, a Organização Marítima Internacional recomendou que empresas evitassem a área. O preço dos seguros disparou e grandes companhias confirmaram a suspensão de rotas pelo estreito, informou a France Presse. Embora países importadores mantenham estoques estratégicos — membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são obrigados a ter reservas equivalentes a 90 dias de consumo —, analistas não descartam que o barril supere os US$ 100. “Se houver uma interrupção prolongada no fornecimento por Ormuz, o petróleo pode subir rapidamente para US$ 100 por barril, especialmente se ocorrerem ataques a instalações da região”, afirmou o Eurasia Group à AFP. A última vez que o petróleo ultrapassou esse patamar foi no início da guerra na Ucrânia, quando a alta da energia contribuiu para um ciclo prolongado de inflação. Em resposta ao conflito, Arábia Saudita, Rússia e outros seis integrantes da Opep+ decidiram aumentar a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril, volume acima do inicialmente previsto, segundo a France Presse. Ouro e dólar em alta O encarecimento da energia pode pressionar ainda mais a inflação e prejudicar a atividade econômica. “A geopolítica e a situação envolvendo Irã, Estados Unidos e o Oriente Médio devem dominar os mercados financeiros nesta segunda-feira”, disse Kathleen Brooks, da corretora XTB, à AFP. O ouro, considerado um ativo de proteção em períodos de instabilidade, subiu 2%, enquanto o dólar também se valorizou. “Com o envio de tropas, aviões e navios de guerra dos Estados Unidos para a região nas últimas semanas, os metais preciosos já vinham se recuperando: o ouro subiu 3,3% e a prata, 10,8% na semana passada”, afirmou Brooks. “Eles continuam sendo vistos como reserva de valor.” Navio passa pelo estreito de Ormuz REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo
02/03/2026 10:13:52 +00:00
Conflito entre EUA, Israel e Irã deve pressionar economia global

Conflito entre EUA, Israel e Irã escala após morte do aiatolá Ali Khamenei Duas fortes explosões voltaram a atingir Teerã na noite de domingo (1º), fazendo prédios tremerem a quilômetros de distância. Os episódios ocorreram no segundo dia de ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. A expectativa é que o conflito provoque alta nos preços do petróleo quando o mercado reabrir, na noite de domingo para segunda-feira (2). Se a crise continuar, os efeitos podem alcançar a economia mundial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país mobiliza “toda a força de seu Exército” na ação conjunta com os Estados Unidos para garantir “existência e futuro” de Israel. Segundo ele, as forças israelenses estão atacando “o coração de Teerã com intensidade crescente”, e as ofensivas devem se ampliar nos próximos dias. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitou conversar com os novos líderes iranianos. No mesmo dia, ataques de Teerã mataram ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses. Escalada do conflito A escalada ocorre após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras figuras centrais do governo iraniano. Mesmo assim, Estados Unidos e Israel indicam que não pretendem reduzir a pressão militar, enquanto o Irã responde em diferentes pontos do Oriente Médio. A tensão também afeta o mercado de energia. Segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, o preço do barril pode subir para entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira. Na sexta-feira, estava em US$ 72; no início do ano, em US$ 61. O agravamento do conflito coloca em risco o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Embora a passagem não esteja oficialmente fechada, o custo dos seguros subiu e grandes empresas de navegação suspenderam viagens pela rota. De acordo com a Rystad Energy, mesmo com caminhos alternativos, a redução no fornecimento pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia, diminuindo a oferta disponível no mercado internacional. Trump minimiza Em entrevista à "Fox News", Trump minimizou o impacto da alta dos combustíveis e disse não estar preocupado. Ele afirmou que, sem os ataques, o Irã teria uma arma nuclear “em menos de duas semanas”. Analistas avaliam, porém, que o aumento do petróleo pode trazer desgaste político ao presidente, que prometeu combustíveis mais baratos antes das eleições legislativas. Michelle Brouhard, também da Kpler, afirma que o Irã pode tentar manter os preços elevados para pressionar Washington. O preço do gás natural também tende a subir, já que o Catar, um dos principais exportadores, pode ser afetado pela crise. A última vez que o petróleo superou US$ 100 foi no início da guerra na Ucrânia, quando o gás também aumentou e contribuiu para a alta da inflação global. Para Eric Dor, professor da IESEG School of Management, um período prolongado de preços elevados pode gerar “efeito recessivo”, com impacto sobre combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas. Empresas do setor de defesa podem se beneficiar nas bolsas, enquanto áreas como transporte, turismo e logística tendem a registrar perdas. *Com AFP Restos de escombros após um ataque conjunto israelense-americano em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026 Amir Kholousi/AP
02/03/2026 06:00:36 +00:00
Opep+ aumenta produção de petróleo após ataques ao Irã e na região

Oito países que fazem parte da OPEP+ anunciaram neste domingo (1º) que vão aumentar a produção de petróleo. A decisão foi divulgada no mesmo momento em que forças dos Estados Unidos e de Israel atacavam o Irã, que reagiu com ofensivas contra Israel e contra bases militares americanas no Golfo. O confronto afetou o transporte de petróleo na região. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Organização dos Países Exportadores de Petróleo informou, em reunião já prevista antes do início da guerra, que a produção será elevada em 206 mil barris por dia a partir de abril. O volume é maior do que o esperado por analistas. Vão ampliar a oferta Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. LEIA TAMBÉM: Petróleo sobe 10% por conflito no Irã e pode atingir US$ 100 por barril Como o ataque dos EUA ao Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro Os ataques atingiram diferentes pontos da região, inclusive duas embarcações que atravessavam o Estreito de Ormuz, principal rota de saída do petróleo do Golfo Pérsico para outros países. Oferta global de petróleo Problemas nessa passagem podem dificultar as exportações e reduzir a oferta global, o que costuma pressionar os preços do petróleo e da gasolina. Cerca de 15 milhões de barris por dia — aproximadamente 20% de toda a produção mundial — passam pelo Estreito de Ormuz, segundo a Rystad Energy. Navios que cruzam o estreito, ao norte do qual fica o Irã, transportam petróleo e gás produzidos por Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e pelo próprio Irã. Em meados de fevereiro, o Irã fechou temporariamente partes do estreito, alegando a realização de exercícios militares. Novas interrupções nessa rota podem diminuir a oferta de petróleo no mercado internacional e elevar ainda mais os preços. “Cerca de um quinto da oferta global de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio mundial, o que significa que o mercado está mais preocupado com a circulação efetiva dos barris do que com a capacidade disponível no papel”, afirmou Jorge León, vice-presidente sênior e chefe de análise geopolítica da Rystad. “Se os fluxos pelo Golfo forem limitados, a produção adicional oferecerá alívio imediato limitado, tornando o acesso às rotas de exportação muito mais importante do que as metas formais de produção.” O Irã exporta cerca de 1,6 milhão de barris por dia, principalmente para a China. Se essas vendas forem afetadas, o país asiático poderá buscar outros fornecedores, o que também pode pressionar os preços da energia. Especialistas avaliam que os preços do petróleo podem subir com força quando as negociações forem retomadas no fim da noite de domingo. Analistas da Rystad estimam que o barril do tipo Brent, referência internacional, pode avançar US$ 20 na abertura do mercado. Na sexta-feira, o Brent fechou a US$ 72,87, o maior valor em sete meses. Exploração de Petróleo Arthuro Paganini
02/03/2026 03:01:32 +00:00
Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em março

Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de março do Bolsa Família 2026 no dia 18. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para março de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/3 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/3 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/3 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/3 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/3 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/3 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/3 Final do NIS: 8 - pagamento em 27/3 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/3 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/3 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
02/03/2026 03:01:13 +00:00
Caso Master: Presidente do BRB vai à Câmara do DF nesta segunda para detalhar situação do banco

BRB espera aprovação do projeto de socorro em até três semanas O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, vai à Câmara Legislativa do Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (2) para detalhar a situação patrimonial do banco. A reunião, marcada para as 9h, será a portas fechadas. Nela, o BRB deve detalhar aos deputados distritais a dimensão do rombo deixado no patrimônio do banco pela série de transações malsucedidas e sob suspeita com o Banco Master. Os deputados devem voltar a se reunir à tarde – desta vez, para discutir o projeto de lei enviado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) que autoriza o uso de nove imóveis públicos do DF para ajudar a recapitalizar o banco, seja vendendo os lotes ou usando-os como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões para o Master. Desses, segundo a Polícia Federal, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude. ➡️Ao longo de meses, o BRB tentou fechar um acordo para comprar o Banco Master. A operação tinha o apoio do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️O Ministério Público Federal identificou "indícios de participação consciente dos dirigentes do BRB no suposto esquema fraudulento engendrado pelos gestores do Banco Master". ➡️ Nelson Antônio de Souza assumiu o BRB após a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mirar o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa. A atual gestão do BRB e uma auditoria independente seguem investigando a situação interna da instituição. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. LEIA TAMBÉM: Venda, incorporação ao patrimônio, garantia: saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por Ibaneis Celina Leão diz que imóveis no DF não serão vendidos para socorrer BRB TCU dá prazo para Fazenda e bancos públicos informarem se estudam 'federalizar' o banco GDF tem pressa para votar Se houver acordo, o projeto de lei sobre o uso dos imóveis para reforçar o capital do BRB pode ser pautado para votação nesta terça (3). Deputados de oposição e até aliados de Ibaneis, no entanto, vêm expressando resistência ao tema. Do ponto de vista dos parlamentares de oposição, o projeto é visto como uma manobra para "salvar o calendário eleitoral" dos agentes políticos — Ibaneis Rocha, Celina Leão e aliados —, e não para salvar o patrimônio do BRB. O governo Ibaneis esperava ter aprovado o projeto ainda em fevereiro. Quanto maior o "atraso", mais complicadas ficam as condições do BRB para captar dinheiro no mercado financeiro. 🔎 O governador Ibaneis nunca enfrentou dificuldades para aprovar os projetos que enviou à Câmara Legislativa desde que assumiu o Palácio do Buriti, em 2019. 🔎 O texto sobre os imóveis é visto como "teste" para saber o quanto o escândalo do Banco Master abalou o apoio de Ibaneis junto a seus aliados. Assembleia de acionistas Enquanto aguarda o aval da Câmara Legislativa para usar esses imóveis, o BRB já convocou uma assembleia de acionistas para "incorporar" esses valores ao patrimônio. A reunião virtual está marcada para 18 de março. A proposta que será levada aos investidores prevê emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição. 💰Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. 💰Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️No início de fevereiro, o BRB entregou ao Banco Central um "plano preventivo" com medidas para recompor seu patrimônio e evitar o descumprimento de regras de solidez do mercado financeiro brasileiro.️ O documento é mantido sob sigilo. Sede do Banco BRB Getty Images via BBC Quais imóveis o GDF quer entregar? Confira a nova lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) SIA, Trecho Serviço Público, Lote G SIA, Trecho Serviço Público, Lote I SIA, Trecho Serviço Público, Lote H SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão. Ibaneis Rocha, governador do DF, em 3 de fevereiro de 2026 TV Globo Entenda o empréstimo O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1. Se o empréstimo for tomado, esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
02/03/2026 03:00:42 +00:00
Ataques no Oriente Médio travam rotas de petróleo e disparam preços no mercado

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços do petróleo registraram forte alta no início das negociações após os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. A ofensiva militar e os contra-ataques retaliatórios contra instalações americanas e israelenses provocaram interrupções imediatas na cadeia global de suprimento de energia. O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, alcançava na abertura asiática o valor de US$ 78,34 (cerca de 7,5% de alta). O WTI, produzido nos Estados Unidos, também avançava: aproximadamente 7,3%. Investidores temem que o fornecimento de petróleo do Oriente Médio sofra uma redução drástica, ou até seja interrompido, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz. Ataques contra embarcações na região já limitam a capacidade de exportação de vários países. A área do golfo de Omã é vista como a principal preocupação do mercado, por concentrar cerca de 20% de toda a circulação de petróleo no mundo. Embora o canal não tenha sido oficialmente fechado, diversos petroleiros se acumulam na região devido ao risco elevado de ataques e ao encarecimento dos seguros. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã Raheb Homavandi/File Photo/Reuters Especialistas da Rystad Energy, ouvidos pela Associated Press, estimam que até 15 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado mundial caso o tráfego no Estreito permaneça paralisado. Segundo Jorge León, vice-presidente da consultoria, o acesso às rotas de exportação tornou-se um fator mais crítico que as metas nominais de produção. Na tentativa de conter a escalada da crise, oito países integrantes da OPEP+ anunciaram um aumento na oferta de petróleo bruto. O grupo pretende elevar a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril, incluindo contribuições de nações como Arábia Saudita, Rússia e Iraque. No campo político, Donald Trump afirmou que o conflito militar na região pode se prolongar até que todos os objetivos militares dos EUA sejam atingidos O Irã exporta cerca de 1,6 milhão de barris diários, principalmente para a China, que poderá precisar buscar fontes alternativas caso as vendas iranianas sejam interrompidas — o que pressionaria ainda mais os preços globais de energia. Analistas ouvidos pela Reuters comparam o cenário atual ao embargo do petróleo nos anos 1970, quando os preços dispararam 300%. Uma alta prolongada pode reacender pressões inflacionárias em escala global e prejudicar consumo e atividade econômica. O choque no setor de energia teve reflexos imediatos em bolsas internacionais. Os mercados de Nova York e Tóquio abriram em queda, enquanto o ouro subia impulsionado pela busca de proteção em ativos considerados mais seguros.
02/03/2026 01:17:20 +00:00
Petróleo sobe 10% por conflito no Irã e pode atingir US$ 100 por barril

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O petróleo do tipo Brent, referência internacional, avançou 10% neste domingo no mercado de balcão, alcançando cerca de US$ 80 por barril, segundo operadores do setor. Analistas passaram a projetar que a cotação pode chegar a US$ 100 após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que ampliaram o conflito no Oriente Médio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na sexta-feira, o Brent já havia fechado a US$ 73 por barril, o maior nível desde julho. A alta vinha sendo impulsionada pela preocupação com a possibilidade de ataques, que se confirmaram no dia seguinte. 👉 O mercado futuro, onde são negociados contratos com liquidação em datas posteriores, permanece fechado durante o fim de semana. "Embora os ataques militares sejam, por si só, favoráveis aos preços do petróleo, o fator-chave aqui é o fechamento do Estreito de Ormuz", disse Ajay Parmar, diretor de energia e refino da ICIS. Segundo fontes do mercado, após Teerã alertar embarcações sobre a travessia, a maioria dos armadores de petroleiros, grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interrompeu o transporte de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz. Mais de 20% do petróleo consumido globalmente passa por essa rota. "Esperamos que os preços abram (após o fim de semana) muito mais próximos de US$100 por barril e talvez excedam esse nível se houver uma interrupção prolongada no Estreito", disse Parmar. A analista Helima Croft, do RBC, afirmou que líderes do Oriente Médio alertaram Washington de que uma guerra contra o Irã pode levar o barril a superar US$ 100. Já o Rabobank tem uma projeção menos intensa, mas ainda prevê preços acima de US$ 90 por barril no curto prazo, descrevendo sua visão como menos "altista". Produção em alta No domingo, a Opep+ — grupo que reúne países produtores de petróleo e aliados — decidiu elevar a produção em 206.000 barris por dia (bpd) a partir de abril. Esse acréscimo representa menos de 0,2% da demanda global. De acordo com Jorge Leon, economista de energia da Rystad, mesmo que parte do fluxo seja redirecionada por rotas alternativas, como o oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita e o oleoduto de Abu Dhabi, um eventual fechamento do Estreito de Ormuz retiraria entre 8 milhões e 10 milhões de bpd da oferta global. A Rystad estima que, na reabertura do mercado, os preços possam subir US$ 20, alcançando cerca de US$ 92 por barril. A crise também levou governos e refinarias da Ásia a revisar estoques e buscar rotas e fontes alternativas de abastecimento. Em um webinar no domingo, analistas da Kpler disseram que a Índia pode recorrer ao petróleo russo para compensar uma eventual redução de fornecimento do Oriente Médio. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã Raheb Homavandi/File Photo/Reuters
01/03/2026 16:57:16 +00:00
Plantio de figo atrai produtores do Sudoeste de SP

Chuva antecipada desafia produtores de figo na região de Itapetininga (SP) Reprodução/TV TEM Um fruto pequeno e muito versátil para vários cardápios, que vão desde doces até mesmo combinações salgadas. O figo tem uma boa produção na região de Itapetininga (SP). A safra começou em dezembro e segue até abril e início de maio. Porém, a chuva que veio cedo em 2026 tem afetado um pouco a hora de colher os frutos e tem exigido estratégias para não ter prejuízo. José Ronaldo Serigioli, que há quatro anos cultiva figo em sua propriedade, acorda às 5h da manhã para fazer a colheita, que é feita duas vezes na semana, de maneira manual. É uma das fontes de renda da família, que vende frutas na feira livre da cidade. São 200 pés em uma área de 2 mil metros. Uma das maneiras que José Ronaldo encontrou foi colocar cal nas figueiras para fortalecer a plantação. Mesmo com as dificuldades que o clima vem causando, ele tem expectativa de colher aproximadamente duas toneladas até o início de maio. A preocupação é manter uma produção uniforme, apesar das condições climáticas desfavoráveis. Em Alambari (SP), a realidade é idêntica. Nos quatro mil metros quadrados do produtor Daniel Nache, ele produz 500 pés de figo e espera colher 7,5 toneladas até maio. O produtor sabe que terá que lidar com o volume maior de chuva. Uma maneira que ele também encontrou para não perder o fruto é realizar uma colheita diária e adubação. Dados da Produção Agrícola Municipal apontam que, em 2024, o município registrou produtividade de 17 toneladas por hectare. Ainda assim, produtores afirmam que o principal desafio é enfrentar a concorrência de outras regiões e do mercado externo, apostando na qualidade para fidelizar o consumidor. Veja a reportagem exibida no programa em 01/03/2026: Plantio de figo atrai produtores do Sudoeste de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
01/03/2026 10:30:34 +00:00
Produtores colhem a safra do tomate

Produtores de Tabatinga e Pirajuí (SP) preveem uma safra de tomate mais vigorosa, apesar do calor intenso nas estufas, que pode abortar flores. Reprodução/TV TEM A safra de tomates anima o produtor Luciano Donizete Capana, de Tabatinga (SP), que observa um desenvolvimento promissor em sua lavoura. "A gente já tem uma expectativa positiva. As plantas este ano parecem estar mais vigorosas, então arriscamos dizer que teremos uma produção melhor do que a da safra passada", diz. Luciano cultiva 20 mil pés de variedades como salada, italiano e grape, todos em estufas para garantir mais qualidade e proteção contra clima e pragas. Contudo, o sistema enfrenta um grande desafio no verão, o calor excessivo. "Dentro da estufa, a temperatura chega a 48, 50 graus no pico do dia. Com isso, as flores abortam, o que reduz a produção das plantas", explica. Na safra passada, a produtividade foi afetada por um verme, mas o problema foi solucionado com um controle biológico rigoroso. Essa abordagem se alinha à sua produção orgânica, sem defensivos químicos, que agrega valor e permite vender o quilo do tomate por até R$ 7 para o mercado da capital paulista. Seguindo a mesma tendência, o produtor Bruno Henrique Marcato, de Pirajuí (SP), também está investindo no tomate. Com experiência em pepino e pimentão, ele agora cultiva 6 mil pés do tipo italiano em estufa, atraído pela rusticidade da cultura. "O tomate é mais resistente a viroses que o pepino, e o trato cultural é um pouco mais simples que o do pimentão. Acredito que possa gerar uma renda razoável", avalia. Os resultados já são visíveis. Os pés estão bonitos e carregados, prontos para a colheita. Uma técnica crucial para garantir a longevidade do fruto é colhê-lo quando ainda apresenta uma coloração mais verde. Isso assegura que ele resista ao transporte e chegue com a qualidade exigida pelos compradores. Com parceiros já estabelecidos, Bruno visa um preço mínimo de R$ 50 por caixa. Veja a reportagem exibida no programa em 01/03/2026: Produtores colhem a safra do tomate VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
01/03/2026 10:30:33 +00:00
Calor pode comprometer produção de alface em muitas regiões

Mudanças climáticas preocupam e afetam a produção de alface no interior de SP Reprodução/TV TEM Suas folhas são finas, sensíveis e se desenvolvem melhor em temperaturas amenas. A alface, uma das hortaliças mais consumidas pelos brasileiros, enfrenta cada vez mais dificuldades para crescer em meio ao aumento das temperaturas. Em Guapiaçu (SP), o agricultor Damião dos Reis Freitas vem sentindo na produção essa mudança climática. Ele começou a plantar no início da década de 1990 e afirma que, de lá para cá, a elevação das temperaturas tem causado impactos. Com os verões mais longos e intensos, está tendo que adaptar a rotina da lavoura para evitar prejuízos. De acordo com um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o aumento da temperatura provocado pelas mudanças climáticas representa uma ameaça significativa ao cultivo de alface no Brasil, principalmente nas produções a céu aberto. O estudo mostra que, entre 2071 e 2100, ainda em um cenário considerado otimista, 97% do território nacional poderá apresentar risco climático alto ou muito alto para o plantio da hortaliça durante o verão. Segundo o engenheiro ambiental Carlos Eduardo Pacheco, da instituição, a alface é uma cultura sensível ao estresse térmico, e temperaturas elevadas comprometem tanto a qualidade quanto a produtividade. No campo, os efeitos já são sentidos. No verão, a chamada “queima de borda” se torna mais frequente. Com excesso de calor e umidade, as folhas crescem rapidamente, mas o transporte de cálcio na planta é prejudicado, provocando manchas escuras nas extremidades e perda de qualidade comercial. Na busca por amenizar esse cenário, os produtores procuram alternativas para reduzir os impactos. O produtor Damião, por exemplo, passou a cobrir os canteiros com uma lona específica durante o verão para manter a umidade do solo e diminuir a intensidade direta do sol. Também aumentou a frequência das regas ao longo do dia para amenizar o estresse das plantas. Outro agricultor da região, Luiz Herculano Zampollo, decidiu investir em uma estrutura de sombreamento após registrar perdas de até 45% da produção nos meses mais quentes. Atualmente, ele cultiva alface em bandejas no sistema hidropônico, dentro de estufas, mas afirma que o calor intenso ainda representa um desafio e que pretende aprimorar o ambiente para garantir maior estabilidade na produção. Veja a reportagem exibida no programa em 01/03/2026: Calor pode comprometer produção de alface em muitas regiões VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
01/03/2026 10:30:31 +00:00
Preço do cacau cai no campo, mas chocolate seguirá caro na Páscoa; entenda

De onde vem o que eu como: chocolate O brasileiro vai enfrentar mais um ano de preços altos na hora de comprar chocolate para a Páscoa. Na prévia da inflação de fevereiro, o chocolate em barra e o bombom acumulam alta de 26%, em 12 meses, segundo o IBGE. No campo, as cotações do cacau já estão em queda, mas as amêndoas usadas pela indústria na produção dos ovos foram compradas quando os preços ainda batiam recordes de alta no mercado internacional, explica o analista da StoneX, Lucca Bezzon. Nesta semana, o governo brasileiro decidiu suspender a importação de cacau da Costa do Marfim, principal fornecedor do Brasil e maior produtor mundial. Mas, segundo Bezzon, a medida não deve provocar falta de amêndoas nem pressionar os preços no Brasil, principalmente porque a demanda da indústria por cacau está enfraquecida. Além disso, o mercado brasileiro é abastecido majoritariamente pela produção nacional, recorrendo à importação de amêndoas de forma sazonal, sobretudo no início do ano, durante a entressafra, diz o analista. "E, no caso de o Brasil precisar de cacau, pode recorrer ao Equador, que está com uma grande safra", diz o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo. A seguir entenda: por que o chocolate está caro e quando vai baixar; o que motivou a disparada de preço; por que o preço do cacau caiu no campo. Fávaro diz que compras de Cacau da Costa do Marfim foram suspensas para evitar doenças Por que o chocolate ainda está caro? Vai baixar? O preço do cacau pago ao agricultor começou a cair no campo no ano passado, mas a queda ainda não chegou ao consumidor. Segundo Bezzon, isso ocorre porque a indústria trabalha com compras antecipadas da matéria-prima. "As fabricantes de chocolate compram a manteiga e o pó de cacau das moageiras com uma antecedência de 6 a 12 meses", diz o analista. “Para a produção dos chocolates desta Páscoa, a indústria chegou a pagar entre US$ 6 mil e US$ 10 mil por tonelada pelos subprodutos do cacau. Hoje, esse valor já caiu para cerca de US$ 3 mil.” Enquanto o produtor recebe menos pelo cacau e o consumidor paga mais pelo chocolate, a indústria tem aproveitado esse momento para aumentar os seus lucros. "A indústria de chocolate passou por anos de margens apertadas devido ao déficit global de cacau e, agora, está priorizando a recuperação de suas margens de lucro antes de repassar qualquer redução ao consumidor", diz o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo. Segundo ele, a queda de preço no supermercado deve acontecer a partir do segundo semestre deste ano. Bezzon, da StoneX Brasil, tem uma visão semelhante. "Se os preços internacionais e domésticos do cacau se mantiverem baixos, haverá uma normalização gradual ao longo do ano", diz. Antes de virar chocolate, semente do cacau sangra e morre; entenda De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil Na prévia da inflação de fevereiro, o chocolate em barra e o bombom acumulam alta de 26%, em 12 meses, segundo o IBGE. Unsplash/ Tetiana Bykovets O motivou a disparada de preços? O preço alto do chocolate na prateleira ainda é resultado de uma forte diminuição da colheita de cacau que aconteceu no Brasil e nos principais produtores africanos, como Costa do Marfim e Gana, em 2024. Os países produtores sofreram com o El Niño, que provocou secas e excesso de chuvas no momento errado, além de pragas e doenças. A indústria brasileira conta, principalmente, com as amêndoas nacionais para produzir chocolate, mas recorre aos países africanos para suprir parte da sua demanda. "Sem essas duas fontes de fornecimento, os preços domésticos subiram até mais rápido do que os preços internacionais em 2024", diz Bezzon. "As regiões de maior poder aquisitivo, como a Europa e os Estados Unidos, competiram pelo pouco cacau africano disponível, agravando a escassez para outros mercados", destaca. Em janeiro de 2025, o preço do cacau chegou a US$ 10 mil por tonelada na Bolsa de Nova York, considerando a média mensal. Um ano antes, a cotação girava em torno de US$ 4 mil por tonelada. Por que o preço do cacau caiu no campo Ainda no ano passado, os preços do cacau começaram a cair para o produtor, principalmente depois de julho, puxados por uma recuperação das colheitas no Brasil e em países africanos, diz Cogo. "Além disso, o volume de importação começou a crescer com a queda do dólar", acrescenta. O analista da StoneX Brasil tem uma visão diferente. Para ele, "a queda de preços no Brasil é muito mais por falta de demanda do que realmente por uma recuperação da produção". "A alta excessiva do preço do cacau gerou uma mudança estrutural nas fórmulas dos chocolates: as indústrias reduziram o tamanho das barras e substituíram a manteiga de cacau por outras gorduras e óleos", afirma. "Como as indústrias de confeitaria diminuíram a compra de subprodutos [do cacau], as moageiras (processadoras) também reduziram as compras de amêndoas, fazendo os preços no Brasil despencarem", destaca. Na Bahia, por exemplo, os agricultores estão recebendo R$ 200, em média, pela arroba do cacau, valor 70% abaixo do que há um ano, segundo reportagem do Globo Rural (veja vídeo no final da reportagem). A situação tem gerado protestos. No dia 18 de fevereiro produtores rurais interditaram, mais uma vez, a BR 101 em Ibirapitanga, no sul da Bahia, contra a importação e os preços baixos do cacau, exigindo do governo maior controle sanitário sobre a amêndoa que vem de outros países. A resposta veio dias depois. Nesta semana, o Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, alegando riscos de introdução de pragas e doenças. Segundo o governo, esse risco existe porque há uma "possibilidade" de que grãos de cacau da Libéria e de Guiné – que não têm autorização para exportação para o Brasil – estariam sendo misturados aos lotes da Costa do Marfim importados pela indústria nacional. "Se de fato isto está acontecendo, começamos a correr risco sanitário da amêndoa que entra no Brasil. [...] Tem que ter certeza do que está entrando, para não ter risco de trazer doença para a nossa cultura cacaueira", afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em entrevista à GloboNews na sexta-feira (27). Carlos Cogo diz que a decisão do governo é "soberana" e que "deve ser respeitada", mas interpreta a medida como uma resposta à forte pressão do setor produtivo para conter a queda dos preços domésticos. Bezzon, da StoneX Brasil, afirma que, atualmente, há excesso de cacau na Costa do Marfim, que também enfrenta dificuldades para escoar a própria produção. “Hoje, não existe incentivo financeiro para que a Costa do Marfim compre cacau de países vizinhos para revendê-lo ao Brasil”, ressalta. Em 2025, a produção brasileira de cacau alcançou 186.137 toneladas, enquanto as importações chegaram a 42.199 toneladas, segundo dados da StoneX Brasil. Do total do volume importado, 81% teve origem na Costa do Marfim, o maior produtor mundial de cacau. Produtores de cacau protestam contra baixos preços na BA
01/03/2026 09:00:57 +00:00
Nova reforma da Previdência deveria estar sendo pensada para 'ontem', avaliam especialistas
O Brasil não vai conseguir escapar de uma nova reforma da Previdência Social. Mudanças nas regras deveriam estar sendo pensadas para "ontem", segundo especialistas ouvidos pelo g1. Embora a última reforma tenha ocorrido há menos de dez anos, em 2019, três fatores combinados pressionam as contas públicas e reacendem a discussão sobre novas alterações. São eles: alta informalidade, acompanhada de transformações no mercado de trabalho, com ocupações que não contribuem para a Previdência; benefícios indexados ao salário mínimo, com ganhos reais nos últimos; envelhecimento da população, somado à queda da natalidade. A última reforma conseguiu conter o rombo, sobretudo em 2024 e 2025, mas projeções do próprio governo federal indicam que o déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) pode mais que quadruplicar ao longo dos próximos 75 anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é um sistema administrado pelo INSS ao qual estão vinculados trabalhadores com carteira assinada e servidores não concursados, aqueles que atuam em cargos comissionados. Já o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é destinado a funcionários públicos efetivos. A necessidade de novas mudanças também é reconhecida pelo governo. No ano passado, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o sistema previdenciário brasileiro está pressionado e que o tema precisará ser discutido. Recolhimento em queda; despesas em alta Em 2025, a diferença entre o que foi arrecadado e o que o governo federal teve que colocar a mais para para pagar benefícios, aposentadorias e pensões foi de R$ 436 bilhões. A maior parte desse dinheiro foi para cobrir o déficit do RGPS: mais de R$ 320 bilhões – R$ 17 bilhões a mais do que em 2024. O cenário pode ser explicado pela alta informalidade do mercado de trabalho brasileiro e pelo surgimento de novas formas de ocupações que não recolhem para a previdência, como é o caso dos trabalhadores de aplicativo. Bernardo Schettini, consultor do Senado, destaca que a retração da arrecadação contrasta com o avanço das despesas. A política de valorização do salário mínimo, explica, eleva as despesas em ritmo superior ao da inflação, uma vez que mais de 60% dos benefícios são indexados ao piso nacional. "É um desafio bem complicado. Nesse modelo que a gente tem hoje, não vejo sustentabilidade. Acho que a gente tem que fazer uma mudança no modelo de custeio da previdência", disse. Envelhecimento da População O consultor da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, aponta que os dados demográficos também pressionam as despesas da Previdência Social. "Se a gente olhar para 2070, quando quem está entrando no mercado de trabalho agora provavelmente vai estar se aposentando, nós vamos mais do que dobrar novamente o número de idosos. Nós vamos ter em 2070 mais ou menos seis vezes o número de idosos que tínhamos em 2000", disse. Há, segundo ele, um descompasso entre contribuintes e beneficiários. “Nos últimos 25 anos, o número de pessoas em idade ativa, potenciais contribuintes da Previdência, cresceu cerca de 30%, enquanto o total de potenciais beneficiários mais do que dobrou”, afirmou. Rolim alerta que, no futuro, haverá proporcionalmente menos contribuintes para sustentar um contingente cada vez maior de aposentados. 🔎 No sistema de repartição, usado no Brasil, as contribuições dos trabalhadores ativos são utilizadas para pagar os benefícios dos aposentados e pensionistas, sem a formação de um fundo individual para cada segurado. Por isso, o quadro deve se agravar no futuro, com menos trabalhadores na ativa para financiar um contingente maior de aposentados — gerando um rombo crescente ao longo dos anos. "Enquanto você tem um país jovem, esse modelo funciona muito bem. Enquanto você tem com essa que eu te falei das próximas décadas, essa conta não fecha, porque você vai ter contribuições muito altas ou então aposentadorias em valores muito baixos para ser viável', explicou. Crescimento no número de benefícios Pedro Souza, analista da Instituição Fiscal Independente (IFI), observa que nos últimos anos um aumento do volume de benefícios emitidos. "O total, há 10 anos, em 2015, era de 28,3 milhões de beneficiários. Atualmente, em 2025, totalizou 35,2 milhões. Quando se olha o crescimento, anualmente, o volume de benefícios emitidos é de 2,21% a.a., em média. Isso por si só já seria uma pressão importante", disse o analista da IFI, que relembra que, de 2017 a 2023, ainda vigorava o teto de gastos e isso influenciava diretamente o total de pessoas. "Isso fica mais claro quando se observa o déficit da previdência. Em termos reais, valores de janeiro de 2026, o déficit da previdência saiu de R$ 147,5 bilhões em 2015 para R$ 323,1 bilhões em 2025. Esse descompasso decorre muito mais do crescimento das despesas, que atingiram um valor total de R$ 1,04 trilhão em 2025", destacou. Segundo ele, em termos de crescimento médio, a receita do RGPS cresceu 1,82% a.a., em termos reais, nos últimos 10 anos. A despesa cresceu perto do dobro, um aumento médio de 3,37% a.a. "Quando se fala em reforma, é mais por esse aspecto. O volume de benefícios não para de crescer e isso tem impacto direto no financiamento insuficiente para o modelo de previdência", afirmou.
01/03/2026 07:01:04 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.978: prêmio acumula e vai a R$ 160 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2978 O sorteio do concurso 2.978 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (28), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 160 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 09 - 13 - 20 - 42 - 50. Quina (5 acertos): 129 apostas ganhadoras, R$ 38.181,97 Quadra (4 acertos): 9.449 apostas ganhadoras, R$ 859,23 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (3). Mega-Sena, concurso 2.978: resultado Reprodução Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
01/03/2026 00:23:35 +00:00
Como o ataque dos EUA ao Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro

EUA aumentam pressão sobre o Irã com porta-aviões e caças Os agentes do mercado financeiro analisam os impactos do ataque dos Estados Unidos ao Irã. Segundo especialistas consultados pelo g1 nos últimos dias, o conflito pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja a seguir quais podem ser os efeitos de um conflito sobre o dólar, o petróleo e os mercados globais. Fortalecimento do dólar Sempre que ocorre um evento geopolítico — como as rusgas entre grandes potências militares —, o dólar costuma ser uma opção de proteção para os investidores. 🔎 A moeda americana é uma das mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade, sem grandes distorções de preço. Por isso, em momentos como esse, investidores costumam vender aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa, e migrar para opções mais seguras, como o dólar. “É o que chamamos de ‘flight to quality’ (voo para a qualidade), movimento que tradicionalmente ocorre em momentos de guerra”, diz o estrategista-chefe da Avenue, William Alves. A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, é outro fator que pode valorizar a moeda americana, porque desestabilizaria o funcionamento do mercado. “É pouco provável que isso ocorra, já que os EUA mantêm forças militares para proteger a região. Mas o risco sempre existe”, afirma Alves. “O Irã não é a Venezuela. O país tem maior relevância militar e poderia tentar algum tipo de reação contra os EUA. Talvez não em um primeiro momento, mas até mesmo por meio de ataques ou outras ações após uma eventual atuação dos EUA na região”, completa. Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters Alta nos preços do petróleo Um ataque ou bloqueio do Estreito de Ormuz pode afetar os preços do petróleo. O Irã é um dos maiores produtores do mundo e integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). “Sempre que há tensão entre países produtores de petróleo, o mercado começa a considerar o risco de danos às estruturas de produção”, explica o analista da Genial Investimentos, Vitor Souza. 🔎 Se parte das instalações de produção de petróleo no Irã for destruída, a oferta pode cair a ponto de gerar desequilíbrio entre produção e consumo no mercado global, pressionando os preços. 🔎 O mesmo vale para o risco de bloqueios no Estreito de Ormuz. Para Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, uma interrupção na passagem de navios cargueiros pela região pode levar o barril de petróleo para a faixa de US$ 80. Hoje, está em torno de US$ 70. Gabriel Mollo afirma ainda que o conflito e um eventual bloqueio também podem ter efeitos indiretos na economia, como aumento da inflação global e das taxas de juros. “Tudo depende da intensidade do conflito, de sua duração e de como ele afetará as cadeias de produção”, acrescenta. Os especialistas destacam, porém, que o mercado não espera uma guerra prolongada e de grande escala entre os países. O atual excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem conter os preços no curto prazo. “Há, naturalmente, a questão do aumento da demanda. Mas, por outro lado, o Irã já é um país fortemente sancionado, e um eventual conflito não deve gerar o mesmo impacto que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, por exemplo”, diz o analista da Suno Research, Malek Zein. Risco de queda nas bolsas Como a disposição dos investidores para apostar em ativos arriscados diminui em momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores mundo a fora também podem sofrer com quedas. William Alves, da Avenue, diz que os ativos de risco — como ações e investimentos em países emergentes — tendem a reagir mal a eventos como uma guerra, especialmente diante da possível alta do petróleo e dos aumentos de dólar e juros. “No médio e longo prazo, será preciso avaliar o quão limitado e rápido seria o conflito e se poderia haver retaliações na região, como ataques a instalações de energia, refinarias ou estruturas semelhantes”, completa o estrategista. A depender da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de alguns setores, especialmente o de petróleo e gás.
28/02/2026 12:31:59 +00:00
‘Prejuízo Master’: o que o colapso do banco mostrou sobre os limites da garantia do FGC

Como o colapso do Banco Master mostrou os limites da garantia do FGC Morando em Nova York há quatro anos, onde trabalha como au pair, Marina*, de 27 anos, decidiu investir os R$ 10 mil que havia economizado para voltar ao Brasil. Sem experiência no mercado financeiro, recorreu ao ChatGPT em busca de orientações para iniciantes. Atraída pela promessa de retorno elevado e pelo prazo curto de resgate, optou por um Certificado de Depósito Bancário (CDB) do Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição, Marina descobriu que praticamente todo o valor que tinha guardado estava comprometido. Apesar do susto, conseguiu reaver o montante por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ela, o processo foi rápido e levou menos de 24 horas. Mas milhares de outros clientes ainda aguardam ressarcimento. “Quando vi o valor creditado, fiquei muito aliviada”, disse Marina. “Quero continuar investindo, mas preciso entender melhor. Estou começando a assistir a aulas e a procurar informações sobre os melhores tipos de investimento.” Para especialistas ouvidos pelo g1, a quebra do Banco Master expõe fragilidades de um modelo de expansão amplamente adotado por bancos, corretoras e fintechs, que se apoiaram na garantia do FGC para vender CDBs e outros títulos supostamente seguros a investidores com pouco conhecimento sobre o mercado. O episódio gerou abalo na confiança e levou investidores a adotar uma postura mais conservadora. Já os bancos precisarão destinar mais recursos para recompor o fundo, o que pode afetar até a concessão de crédito aos clientes. 🔎 Este texto faz parte de uma série especial do g1 que investiga as repercussões do caso do Banco Master e seus desdobramentos. A apuração analisa as causas da liquidação, o funcionamento e limites do FGC, bem como os efeitos que vão além das perdas imediatas. Promessa de segurança O FGC foi criado em 1995 e funciona como um seguro. É ele quem garante que o dinheiro depositado ou aplicado em um banco esteja protegido caso a instituição enfrente crise ou quebre, como ocorreu com o Banco Master. O fundo garante a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada grupo financeiro. Também há um limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos, somando o valor aplicado e os rendimentos acumulados até a data da liquidação ou falência. Mas a economista Ione Amorim, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), afirma que o fundo passou a ser usado como “argumento de venda” por corretoras e bancos para diminuir a percepção de risco dos CDBs e de outros investimentos de renda fixa. Além do selo de “protegido pelo FGC”, esses títulos ganhavam ainda mais credibilidade ao serem oferecidos por grandes plataformas de investimento. “O FGC foi apresentado como garantia absoluta para atrair investidores menos experientes. Todo investimento envolve risco, mesmo com a proteção do fundo, e isso, pelo visto, nem sempre foi explicado de forma clara pelas corretoras”, afirma. Nesse mercado, também há incentivos comerciais que influenciavam a oferta desses produtos por gerentes e assessores de investimento, que recebem comissões pela indicação de determinados títulos. Para clientes que não utilizavam serviços de recomendação, as corretoras davam destaque aos papéis do Master, posicionando os CDBs do banco “na altura dos olhos” entre as opções disponíveis. Alexandre Gonçalves, de 29 anos, já investia em fundos multimercado e imobiliários. Decidiu diversificar com a aplicação de parte do dinheiro em títulos de renda fixa, uma modalidade geralmente associada a investidores mais conservadores. Ele investiu R$ 15 mil em CDBs do Banco Master. Segundo ele, o que o convenceu a aplicar dinheiro no Master foi a combinação de “segurança e rentabilidade” de uma campanha de marketing de sua corretora, enviada por e-mail. Enquanto bancos saudáveis pagam em torno de 100% a 110% do CDI, o Master chegou a oferecer até 140% — um demonstrativo de que havia mais risco atrelado. Com a quebra do banco, ele passou a depender do FGC para recuperar o valor. “Demorou, mas deu certo. Depois que liberaram o pedido de ressarcimento, o dinheiro caiu na conta em quatro dias. Mas, desde a liquidação do banco, foram meses de espera”, afirmou Alexandre. “Foi um alerta para entender melhor a origem dos investimentos e as instituições com as quais estou lidando.” Segundo o advogado Adilson Bolico, sócio do Mortari Bolico Advogados, essa dinâmica pode ter gerado uma “quebra do dever fiduciário” — isto é, da obrigação dos bancos e corretoras de agir no melhor interesse do cliente. “As corretoras, como intermediárias e distribuidoras de investimentos, têm obrigações regulatórias e de controle interno”, diz. Já para o advogado Roberto Panucci, especialista em direito bancário, o fato de os valores garantidos terem sido devolvidos não é suficiente para medir o impacto econômico real do episódio. Segundo ele, recuperar o dinheiro não significa que o investimento tenha sido vantajoso. “Um título que, no papel, prometia rendimento acima do CDI pode, após meses de espera, render muito pouco ou até gerar perda real, quando se considera a inflação e o tempo em que o dinheiro ficou parado”, afirma. Entre a decretação da liquidação e o pagamento, o investidor não tem acesso aos recursos, o que elimina a vantagem de ter aceitado taxas mais altas. Revisão do FGC Marina e Alexandre estão longe de ser casos isolados. Eles fazem parte dos cerca de 800 mil investidores com direito à garantia do FGC apenas por causa do Banco Master. Somando Master, Will Bank e Banco Pleno, que fazem parte do mesmo grupo e entraram em liquidação desde novembro, o FGC deverá pagar cerca de R$ 51 bilhões para ressarcir clientes e investidores afetados. O fundo informou que já desembolsou R$ 37,2 bilhões. Ao todo, 653 mil credores do Master receberam os valores, o que representa 84% dos beneficiários. O FGC afirma que os casos pendentes envolvem empresas e situações específicas, como menores de idade e inventários. Esses pagamentos costumam demorar mais porque exigem documentos adicionais para comprovar o direito ao ressarcimento. As listas de credores do Will e do Pleno ainda não foram finalizadas, uma condição necessária para que o fundo inicie os pagamentos. Como mostrou o g1 na primeira reportagem desta série, o caso mais dramático é o do Will Bank, pois os clientes, de renda média e baixa, precisam do dinheiro para o pagamento de despesas básicas. Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para cobrir emergências e preservar a estabilidade do sistema financeiro. Agora, será preciso recompor esse valor. Como pode precisar levantar quase um terço do que tinha em caixa, o FGC discute medidas como: 💰 Antecipar contribuições dos bancos que seriam pagas nos próximos anos — o plano prevê adiantar o equivalente a 60 meses de contribuições ainda em 2026, além de mais 12 meses em 2027 e outros 12 meses em 2028. 📈 Criar uma cobrança extra, sem prazo definido, a ser paga pelas instituições financeiras associadas. 🏦 Negociar com o Banco Central o uso de parte do compulsório para reforçar os recursos do FGC, reduzindo a pressão direta sobre o caixa das instituições. Especialistas ouvidos pelo g1 defendem uma revisão ainda mais profunda do modelo de financiamento do FGC, para que instituições mais arriscadas contribuam com valores maiores. “A contribuição deveria refletir o risco da instituição”, afirma o economista Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Segundo ele, a cobrança igual para todos buscava estimular a entrada de bancos menores, mas essa fase de incentivo à concorrência já foi superada. Hoje, os bancos pagam uma taxa mensal de 0,01% sobre o saldo dos depósitos cobertos pelo fundo — caso de CDBs, poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), por exemplo. Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou uma cobrança adicional para instituições mais expostas a riscos, elevando a taxa para 0,02%, e determinou que mantenham uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos. Para o advogado Roberto Panucci, as medidas aumentam o custo para bancos que assumem riscos excessivos, mas não resolvem o problema central. “Ao encarecer o uso da cobertura do FGC, o regulador reconhece que o modelo atual gera incentivos distorcidos. A reforma é, na prática, uma admissão de que a garantia estimula comportamentos de risco.” Segundo ele, a lógica permanece a mesma, sem mecanismos que levem o cliente a dividir parte do risco ou avaliar melhor a instituição que quer investir. Para o advogado, não há medidas que façam o investidor refletir sobre o risco de o banco não ter dinheiro para honrar os compromissos. “A consequência é que situações como a do Banco Master continuam, em tese, possíveis.” A grande consequência é que parte desse custo tende a ser repassada aos demais consumidores, por meio de tarifas mais altas, juros maiores nos empréstimos ou menor rendimento nas aplicações financeiras. Ou seja, até quem não investiu nos bancos em dificuldade pode sentir os efeitos indiretos da crise. Além disso, a necessidade de destinar recursos ao fundo pode levar bancos e fintechs a adotar uma postura mais cautelosa na concessão de crédito. Para Ione Amorim, do Idec, com menos capital disponível, as instituições devem “apertar os critérios”, reduzindo a oferta ou encarecendo financiamentos para pessoas físicas e empresas. “Enquanto os controladores não sentem o impacto da quebra, os prejuízos recaem sobre os mais vulneráveis”, diz. * Nome fictício a fim de preservar a identidade da fonte. Fachada do Banco Master na cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. Werther Santana/Estadão Conteúdo
28/02/2026 07:00:51 +00:00
Benefícios sociais registram duplicidade e fraudes, diz estudo; Haddad fala em reformulação

Os principais benefícios sociais do país, juntos, vão custar cerca de R$ 550 bilhões em 2026, o equivalente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que aponta o estudo "Renda Básica: Um Debate de Longa Data", dos economistas Gabriel Barros, da ARX Investimentos, ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Cléo Olimpio e Matheus Caliano. No início do mês, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu uma nova arquitetura para essas despesas, com a unificação de programas. Segundo Haddad, análises técnicas estão sendo conduzidas para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. "Está sendo discutido se, com o atual nível de investimento em Previdência Social, não seria o caso de repetir o que o Lula fez em 2003, quando havia vários programas e o Bolsa Família nasceu como um grande guarda-chuva [que os unificou]", afirmou o ministro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o estudo dos economistas, a estrutura de gastos sociais do país é extensa, com múltiplas portas de entrada, critérios diversos de elegibilidade e diferentes mecanismos de pagamento ou entrega de produto ou serviço sem a requerida integração. Os economistas mostram, ainda, que a rede de proteção social é "ampla, onerosa e umbilicalmente relevante para as contas públicas, que se apresentam como o principal desafio macroeconômico do Brasil". Benefícios sociais Levantamento da ARX com base em fontes oficiais "Em suma, adicional ao notável montante de recurso alocado em políticas sociais, suas limitações em termos de desenho como política pública e articulação dentro de uma rede holística de políticas sociais produz, dentre vários efeitos colaterais, baixa eficiência e elevado volume de fraudes ou concessão irregular de benefícios", acrescentaram os economistas. 💰Gabriel Barros estimou que é possível economizar cerca de R$ 50 bilhões por ano somente combatendo fraudes e retirando beneficiários que não têm direito aos benefícios (pelos critérios atuais). Com mudança nos critérios de acesso, ou seja, nas regras dos programas, segundo ele, seria possível economizar, ao menos, mais R$ 50 bilhões — elevando a economia anual para mais de R$ 100 bilhões. Em dez anos, o impacto seria superior a R$ 1 trilhão em recursos. A redução de gastos públicos ineficientes é algo pedido por analistas e economistas desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é reequilibrar as contas públicas, que estão no vermelho, e conter o crescimento da dívida brasileira - que já está distante de países da América Latina e próxima de nações europeias. Em termos práticos, com uma dívida mais alta há uma pressão maior sobre a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. Os gastos sociais são obrigatórios, ou seja, é necessário que sejam alteradas leis para que possam ser reformulados. Para isso, terão de ser encaminhadas propostas, seguidas de debates no Congresso Nacional. Sem a contenção de gastos obrigatórios, faltarão nos próximos anos recursos para algumas ações do governo, como: gastos da máquina pública, investimentos, bolsas de estudo, universidades federais e agências reguladoras, entre outros. Problemas detectados No estudo, os economistas observam que há sobreposição de benefícios, ou seja, a duplicidade no recebimentos recursos de programas de assistência social (como no caso do BPC e do Bolsa Família), o que, embora não seja ilegal, "evidencia fragilidades no desenho e na coordenação das políticas públicas". Eles lembram o caso citado na imprensa em que três cidades brasileiras possuíam mais cadastrados no programa Pé-de-Meia do que alunos matriculados na rede pública. "Ainda que a ocorrência de tais episódios não signifique necessariamente uma defesa pela extinção dos programas, registram uma fragilidade evidente: o sistema cresce em volume e complexidade antes de amadurecer plenamente em controle, auditoria e integração de dados", disseram. Para eles, outra importante política social também merece destaque: a aposentadoria rural, representando o segundo maior custo fiscal dentre os benefícios com gasto anual de R$ 126 bilhões. Nesse sistema, o beneficiário não precisa contribuir para ter direito à aposentadoria, sendo que a exigência para concessão já apresentou brechas para fraudes. Assim como a aposentadoria rural, o BPC, benefício destinado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda, enfrenta número crescente de beneficiados, sem a devida avaliação de quem passa a receber o benefício e de quem já recebe. O abono salarial é outro programa que também é criticado por analistas. O próprio ministro Haddad já disse que o benefício, "num certo sentido, perdeu a sua razão de ser". O autor do estudo, Gabriel Barros, lembra abono foi criado no regime militar quando o salário mínimo era muito baixo. "Com a política de valorização do salário mínimo, perdeu o sentido. É um exemplo clássico e política velha, mal desenhada e é muito caro", opinou. Renda básica Os economistas autores do estudo lembram que a discussão de reformulação e eventual consolidação dos programas de assistência social, conforme sugeriu o ministro Fernando Haddad, não é nova, pois foi sancionada há mais de 22 anos a lei 10.835/2004 — que instituiu a Renda Básica de Cidadania —, embora sem real implementação nas últimas décadas. Para levar adiante a proposta de renda básica, que poderia consolidar os programas sociais, eliminar sobreposições indevidas e fraudes, porém, os economistas observam que seria necessário atacar obstáculos, inconsistências e fragmentações das bases de dados e cadastros oficiais. Segundo os autores do estudo, a ausência de uma base unificada de beneficiários é talvez o ponto mais crítico do debate, não obstante o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e mudanças feitas no ano passado no Cadastro Único (CadÚnico). "O excesso de judicialização da política social (fiscal) e de fraudes são claros sintomas dessa limitação sistêmica na gestão das políticas públicas e que deve, naturalmente, ser atacada e endereçada antes que qualquer nova política ou benefício sejam pensados ou concedidos", acrescentaram.
28/02/2026 07:00:29 +00:00
INFOGRÁFICO: Warner e Paramount formam gigante da TV e do streaming com HBO, CNN e CBS; veja números

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Warner Bros. Discovery firmou nesta sexta-feira (27) um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance. A decisão foi tomada após a Netflix anunciar que não elevaria sua proposta e que deixaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. Segundo as empresas, o negócio deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A possível compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount cria um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes. O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming. O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A disputa pela Warner Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.
28/02/2026 06:00:30 +00:00
R$ 77 milhões e até dois anos de espera: Mercedes e Airbus lançam helicóptero inspirado no Classe G

Airbus lança ACH145 Mercedes-Benz, helicóptero de US$ 15 milhões Para alguns, um Mercedes-Benz AMG G 63 de R$ 2,5 milhões é suficiente. Para outros, é preciso ir além. Nesta semana, a marca alemã lançou, em parceria com a Airbus, o helicóptero ACH145, pela bagatela de US$ 15 milhões. Sim, para se ter uma aeronave exclusivíssima e que carrega a estrela de três pontas é preciso desembolsar cerca de R$ 77 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Enquanto a Airbus cuida dos aspectos técnicos da aeronave, cabe à Mercedes dar os toques de luxo e conforto aos passageiros. A cabine busca reproduzir um ambiente conhecido dos fãs da marca, mas, para atender a um cliente mais que VIP, é possível mexer em quase tudo. O modelo abusa do uso de madeira, couro, costuras aparentes e iluminação ambiente personalizável. A principal referência estética é o Classe G, o modelo mais caro e icônico da Mercedes no Brasil. Esse grau de personalização faz com que o ACH145 leve até dois anos para ser entregue ao cliente. Com a ordem de compra em mãos, materiais definidos e fornecedores escolhidos, são necessários ao menos três meses de fabricação na Alemanha. Não à toa, a expectativa de vendas é baixíssima: entre três e cinco unidades por ano, no mundo. Ainda assim, quase todas já têm dono para 2026. E um deles está no Brasil, um empresário que a Airbus obviamente não revelou quem é. ACH145 Mercedes-Benz Edition De onde surgiu essa ideia? O ACH145 é resultado de uma parceria entre as empresas iniciada em 2010. Pode parecer inusitado, mas a explicação chega a ser intuitiva. Para a Mercedes, é uma forma de se mostrar a um público extremamente abastado, que facilmente poderia comprar um carro da marca, mas pode estar de olho em outras opções. O acabamento luxuoso funciona como uma ponte para atrair esse consumidor. Para a Airbus, o helicóptero deixa de ser visto como uma “simples” aeronave e passa a ser apresentado como objeto de luxo. Essa estratégia é fundamental para conquistar clientes que não buscam apenas especificações técnicas, mas uma experiência extra-classe. ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes No evento de lançamento em São Paulo, as marcas exibiram lado a lado a aeronave e o SUV. Segundo a Airbus, a robustez de um 4x4 raiz se assemelha à capacidade do ACH145 de lidar com diferentes situações. A marca afirma que ele é capaz de pousar não só em terrenos acidentados, como também é compacto o suficiente para utilizar o heliponto de um iate de grande porte. Uma versatilidade importante para clientes exigentes. Também se aproximam pela exclusividade. Como modelo mais caro da Mercedes no Brasil, um dos principais diferenciais do Classe G é a ampla possibilidade de personalização. A Airbus afirma que há poucas restrições de materiais utilizados na aeronave, e que uma equipe de engenheiros está a postos para buscar soluções na mesma pegada que o cliente espera. ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes ACH145 Mercedes-Benz Edition divulgação/Mercedes
28/02/2026 05:00:30 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 145 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.978 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 145 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (28), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
28/02/2026 03:00:34 +00:00
Reforma trabalhista de Milei é aprovada no Senado

Reforma trabalhista de Milei A reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei foi aprovada pelo Senado argentino na noite desta sexta-feira (27), após uma sessão que se estendeu por horas sob forte tensão. Foram 42 votos a favor, 28 contrários e duas abstenções. Com a decisão dos senadores, o texto agora segue para sanção presidencial. A votação, considerada um dos momentos mais decisivos do governo até agora, consolida uma das principais bandeiras da agenda econômica oficial. Com a aprovação, a proposta entra na etapa final do processo legislativo. Após a sanção, a nova lei passará a valer conforme os prazos estabelecidos no próprio texto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para o governo, a aprovação representa a consolidação de uma das reformas estruturais prometidas durante a campanha. Para os sindicatos, marca o início de uma nova etapa de disputa jurídica, que já indicaram que pretendem recorrer à Justiça contra trechos que consideram inconstitucionais. O presidente Javier Milei comemorou o avanço em sua conta na rede social X: "HISTÓRICO. Temos modernização trabalhista". Ele também parabenizou seu partido La Libertad Avanza (LLA) e aliados. A sessão ocorreu em meio a uma nova onda de mobilizações convocadas por sindicatos contrários às mudanças. Senadores reagem após aprovarem a lei de reforma trabalhista proposta pelo governo Milei Matias Baglietto/Reuters Do lado de fora do Congresso, manifestantes se concentraram na região central de Buenos Aires em protesto contra a reforma. A mobilização foi organizada pela Frente Sindical Unida (FreSU), com marcha até o Parlamento. Houve bloqueios de ruas e presença policial no entorno do prédio. O projeto chegou ao Senado após ter sido aprovado com modificações na Câmara dos Deputados por 135 votos a 115, em outra sessão marcada por provocações e confrontos do lado de fora. A aprovação na Câmara foi possível após o governo negociar cerca de 30 mudanças no texto original, retirando pontos que enfrentavam maior resistência. Como o Senado manteve a versão aprovada pelos deputados, dessa vez, o texto segue diretamente para sanção presidencial. O governo argumenta que a reforma moderniza regras consideradas rígidas e desatualizadas, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas, aumentar a segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formaais. Já sindicatos e movimentos sociais afirmam que as mudanças reduzem direitos históricos e enfraquecem a negociação coletiva. O que muda com a reforma Senadores comemoram a aprovação da reforma trabalhista na Argentina Matias Baglietto/Reuters Entre os principais pontos aprovados estão: Férias mais flexíveis: poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional, normalmente entre 1º de outubro e 30 de abril; Restrições a greves em setores essenciais: a reforma exige a manutenção de um nível mínimo de funcionamento entre 50% e 75%, o que reduz o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência: poderá chegar a seis meses e, em alguns casos, a oito ou 12 meses, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada: a carga diária pode subir de 8 para até 12 horas, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva: empresas poderão firmar acordos diretos com sindicatos locais, com menos peso das convenções nacionais; Alterações em demissões e indenizações: o cálculo das indenizações será reduzido e o pagamento poderá ser parcelado em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para micro, pequenas e médias; Combate à informalidade: o texto elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de regularização. Ao mesmo tempo, proíbe a contratação de monotributistas — regime voltado a autônomos — em funções que caracterizam vínculo formal de emprego. No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos como autônomos, com regras próprias e acesso a um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais criadas durante a pandemia. O que ficou de fora? A versão aprovada pelo Senado é diferente da proposta original apresentada pelo deputado Lisandro Almirón, do partido La Libertad Avanza. Para construir maioria, o governo retirou pontos que enfrentavam maior resistência. Veja abaixo os principais pontos retirados do projeto original: Um deles autorizava o pagamento de parte do salário em bens ou serviços, como moradia e alimentação. A proposta foi retirada. O texto aprovado determina que o salário seja pago exclusivamente em dinheiro, em moeda nacional ou estrangeira. Benefícios podem existir, mas apenas como complemento. Outro ponto previa o pagamento de salários por carteiras digitais e plataformas, mas a Câmara excluiu essa possibilidade. O pagamento deverá ser feito por bancos ou instituições oficiais de poupança. Também foi retirada a regra que permitia reduzir em até 50% a indenização de trabalhadores que tivessem a capacidade de trabalho afetada por acidente fora do ambiente profissional e não pudessem ser realocados na empresa. Agora, a indenização deve ser paga integralmente. Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni
28/02/2026 01:36:31 +00:00
Petrobras eleva querosene de aviação em 9,4% a partir deste domingo

Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras elevará o preço médio de venda de Querosene de Aviação (QAV) a distribuidoras em 9,4% a partir deste domingo (1º), informou a companhia em nota nesta sexta-feira (27). A decisão vem após uma recuperação dos preços do barril do petróleo no mercado internacional neste ano. O aumento da Petrobras é de R$ 0,31 por litro de QAV em relação ao preço do mês anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Desde o início de janeiro, os preços do petróleo Brent, referência internacional, aumentaram mais de US$ 10 por barril, principalmente devido a temores com riscos de interrupção de oferta diante de tensões entre Estados Unidos e Irã. Nesta sexta-feira (27), o Brent fechou com alta de 2,45%, a US$ 72,48 o barril. Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
28/02/2026 00:55:02 +00:00
Fachin: 'Valorização salarial das carreiras não pode fragilizar legitimidade do Judiciário'

Ex-juíza defende penduricalhos em sessão bo STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (27) que a valorização das carreiras do serviço público não pode ser confundida com “assimetrias ou distorções” e que a remuneração na magistratura não pode fragilizar a legitimidade institucional do Judiciário. Falas de representantes de carreiras da magistratura reclamando sobre a remuneração e gastos de juízes viralizaram nas redes sociais e engrossaram críticas ao Judiciário. Durante o julgamento sobre os chamados "penduricalhos" no STF, a juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares reclamou do fato que magistrados não têm carro nem apartamento funcional. Disse, ainda, que desembargadores "mal têm um lanche". 🔎 Os penduricalhos são verbas indenizatórias que podem elevar os salários de determinadas categorias cima do teto constitucional, hoje estabelecido em R$ 46.366,19 – salário de ministro do STF. Em conversa com o blog, o presidente do STF reforçou que transparência, racionalidade e responsabilidade fiscal precisam ser parâmetro para o debate e que está confiante com a discussão sobre o tema entre os três poderes. O Congresso Nacional se comprometeu a debater e delimitar os casos em que verbas indenizatórias são válidas. “A discussão remuneratória deve observar critérios de transparência, racionalidade e responsabilidade fiscal, harmonizando-se com o regime constitucional do teto remuneratório e com os princípios da moralidade na administração pública”, afirmou Fachin ao blog. Nesta segunda (29) o Ministro Edson Fachin toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal e Ministro Alexandre de Moraes será o vice presidente. TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO “A valorização da carreira não se confunde com assimetrias ou distorções, mas com a construção de uma política remuneratória estável, previsível e coerente, capaz de evitar tanto a corrosão inflacionária quanto soluções episódicas que fragilizem a legitimidade institucional do Judiciário”, disse. Na quinta-feira, os ministros concordaram em adiar para 25 de março o julgamento dos penduricalhos no plenário do STF. Julgamento adiado Na quinta-feira (26), o ministro Edson Fachin, presidente do STF, anunciou que o julgamento sobre os "penduricalhos" será adiado para o dia 25 de março. Os ministros analisavam decisões individuais do ministro Flávio Dino e Gilmar Mendes em dois processos distintos: Dino determinou que os Poderes revisem e suspendam o pagamento de parcelas acima do teto que não estão previstas em lei; além disso, proibiu novos atos ou leis que garantam o pagamento de "penduricalhos" ilegais. Mendes determinou que o Poder Judiciário e o Ministério Público só podem pagar "penduricalhos" que estão previstos em lei federal. Até a conclusão do julgamento, as decisões individuais de Dino e Gilmar seguirão valendo. Os ministros também uniformizaram os prazos dados para que os Poderes tomem providências quanto às parcelas indenizatórias. Serão 45 dias, contados a partir de 23 de fevereiro, data da decisão individual de Gilmar. Segundo Fachin, a mudança de data vai permitir que o "plenário se debruce de maneira mais uniforme e ainda mais ampliada sobre um problema cuja solução é inadiável e que traz à colação deveres como responsabilidade fiscal e racionalização de gastos". O presidente ressaltou que, para esta data, já está previsto o julgamento de dois processos sobre o mesmo tema, com repercussão geral. Os casos estão sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. 🔎 A repercussão geral é um mecanismo que permite que o STF, ao decidir um caso, adote um entendimento uniforme, a ser aplicado em instâncias inferiores. Fachin também solicitou que os demais ministros verifiquem se há processos em seus gabinetes com temas semelhantes, que também possam ser julgados no mesmo dia. O que está em discussão? 🔎 A Constituição Federal estabelece um limite máximo para o pagamento dos agentes públicos no Brasil. O chamado teto constitucional corresponde ao valor da remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente em R$ 46.366,19. Ou seja, nenhum integrante da Administração Pública pode ter salário além deste valor. O objetivo da regra é evitar supersalários e garantir equilíbrio nos gastos públicos. Apesar das limitações constitucionais às remunerações, na prática é possível que agentes públicos recebam acima do teto. A brecha para os ganhos acima da remuneração dos ministros do STF envolve a diferença entre o pagamento de verbas remuneratórias e indenizatórias. As verbas de caráter remuneratório são aquelas pagas por conta do trabalho exercido pelo agente público. Estas submetem-se ao teto constitucional. Se a soma delas ultrapassa o limite, o excedente é cortado (é feito o "abate-teto"). São exemplos os salários básicos, gratificações de desempenho, horas extras, adicional noturno. As verbas de caráter indenizatório são uma exceção ao teto. Elas não representam salário, ou seja, são uma espécie de ressarcimento ou compensação paga pelo Poder Público para devolver ao agente público uma quantia que ele gastou ao exercer sua função. Estes valores não se submetem ao teto - são pagos integralmente, mesmo que isso represente ultrapassar o limite constitucional. Aqui os exemplos são diárias de viagem, ajudas de custo, auxílios-moradia, transporte, alimentação, creche. Neste contexto, entram em cena os chamados "penduricalhos", expressão usada para se referir às verbas indenizatórias que se somam aos salários e, na prática, elevam a remuneração acima do teto. A questão envolve a necessidade de regulamentação do tema por lei nacional. Isso está previsto na Constituição, mas o Congresso Nacional ainda não elaborou a lei para tratar da questão.
27/02/2026 22:41:46 +00:00
TCU dá prazo para Fazenda e bancos públicos informarem se estudam 'federalizar' o BRB

Caso Master: Justiça bloqueia R$ 376,4 milhões em ações do BRB O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas abriu prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda indiquem se chegaram a cogitar ou analisar uma possibilidade de "federalização" do Banco de Brasília (BRB). O BRB tenta recompor e melhorar a qualidade de seu patrimônio, abalado por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master – cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025. Em meio a essas tentativas, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o BRB para salvar as operações do banco – o que, na prática, tiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador da entidade. A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. As informações deverão ser prestadas pela Caixa, pelo Banco do Brasil, pelo BNDES e pelo Ministério da Fazenda. Bruno Dantas determinou que, se o tema estiver sendo estudado pelo governo, os órgãos terão de enviar os "documentos mínimos" que deem um panorama geral das discussões. Fachada do BRB Jornal Nacional/ Reprodução No despacho, Bruno Dantas reconhece que Furtado não juntou ao processo nenhum ato administrativo da União que, de fato, indique a intenção do governo federal de assumir o controle do BRB. Em entrevista na última quarta-feira (25), no entanto, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual "oportunidade de negócio". Ao pedir informações aos órgãos, Bruno Dantas afirmou que a medida se justifica pela "materialidade potencial elevada, considerada a ordem de grandeza dos valores" envolvidos no tema; e pelo "risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal". "Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado", prossegue o ministro. Quais informações o TCU pediu? O despacho de Bruno Dantas pede informações diferentes para cada um dos órgãos acionados. Veja: Banco do Brasil e Caixa: estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização); BNDES: pleitos/consultas/demandas, formais ou registradas, relativas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento associadas ao saneamento financeiro do BRB; Ministério da Fazenda (incluindo Tesouro Nacional, no que couber): iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas sobre alternativas relacionadas ao BRB, inclusive eventual estimativa preliminar de impacto fiscal para a União/Tesouro Nacional em cenário de assunção de responsabilidades.
27/02/2026 22:31:13 +00:00
Conta de luz: março permanecerá com bandeira tarifária verde, diz Aneel
A bandeira tarifária para o mês de março continuará no patamar verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27). Com isso, não haverá cobrança adicional na tarifa. 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Segundo a Aneel, o aumento do volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinas motivaram a manutenção da bandeira tarifária no patamar verde. Apesar disso, segundo nota da agência, pode ser necessário acionar usinas termelétricas para assegurar a eficiência do sistema. "Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, é importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas", diz a agência em comunicado. Como funciona o sistema de cores: 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
27/02/2026 20:12:47 +00:00
'Desmanche legal' da Stellantis, dona da Fiat, chega a 9 mil peças reaproveitadas em 6 meses

Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis A Stellantis, grupo que reúne marcas como Fiat, Jeep e Peugeot, desmontou cerca de 600 carros nos primeiros seis meses de operação do seu primeiro centro de desmanche veicular fora da Europa, localizado em Osasco (SP). Ao todo, foram recicladas 360 toneladas de materiais, entre eles: 334 toneladas de aço e alumínio provenientes de componentes estruturais dos veículos; 26 toneladas de plástico; 1,8 tonelada de cobre. Além disso, foram retirados 2,5 mil litros de óleo presentes nos veículos. Esse volume foi tratado pelo grupo e destinado a um descarte ambientalmente adequado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os itens que não seguiram para reciclagem ou descarte, o grupo reaproveitou mais de 9 mil peças. Após o recondicionamento, elas foram colocadas à venda no mercado. Por enquanto, a Stellantis é o único grupo de montadoras que mantém um centro de reciclagem no Brasil. A Toyota, por sua vez, prometeu implantar uma solução semelhante no país, voltada ao reaproveitamento e à venda de peças com preços mais baixos ao consumidor final. Ainda sem data definida para começar, o projeto de reciclagem de veículos está em fase inicial. Já existem, porém, estudos para que o reaproveitamento de peças chegue ao consumidor final. “Estamos em uma operação piloto, não tão avançada quanto a da Stellantis”, admitiu Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil. Para viabilizar o projeto, a Toyota já identificou três perfis de clientes potenciais para o serviço de desmanche: Proprietários de veículos com até cinco anos de uso; Proprietários de veículos com cinco a 10 anos, ainda dentro da garantia; Usuários de veículos destinados ao trabalho. Como é o desmanche da Stellantis Chamado de "Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças", o centro é o primeiro da América Latina e também o único aberto do grupo fora da Europa. Ele nasceu a partir de investimento de R$ 13 milhões do grupo. Assim, as montadoras entram no mercado de reciclagem estruturada de veículos sinistrados, em fim de vida útil ou fora de uso — inclusive de outras marcas. As peças recebem uma classificação de 1 a 10, e somente itens com notas entre 5 e 10 são colocados à venda, segundo a Stellantis. De acordo com Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da montadora na América do Sul, todas custam menos de 50% do valor original. "A nota estará pública através de etiqueta em cada peça, para ser ainda mais transparente com o cliente. Ele tem garantia de que a peça passou por um processo legal de desmontagem", afirma Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da montadora na América do Sul. O projeto faz parte do plano global da empresa voltado à economia circular. O investimento foi destinado à construção do centro, que deve gerar cerca de 150 empregos nos próximos anos. Com capacidade para desmontar até 8 mil veículos por ano, o centro prioriza a reciclagem automotiva e o reaproveitamento de peças. A operação pode evitar a emissão de aproximadamente 30 mil toneladas de CO₂ ao ano, segundo a empresa. Peças são etiquetadas e vendidas na internet Vinicius Montoia | g1 "Vai ter carros de outras montadoras. E vamos comercializar as peças dessas outras fabricantes, sim", diz Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços para a América do Sul. De onde vêm os carros desmontados pela Stellantis? O centro de desmanche recebe veículos acidentados, classificados como perda total, ou automóveis que chegaram ao fim de sua vida útil. Eles são adquiridos em leilões e passam por um processo de desmontagem que garante a destinação correta de peças e materiais. Ao chegar à unidade, o veículo passa por uma área de descontaminação, onde todos os fluidos — como óleos e combustíveis — são retirados. Depois, segue para a linha de desmontagem, onde técnicos avaliam a condição geral do veículo e de seus componentes por meio de testes e inspeções detalhadas. As peças em condições de reaproveitamento são separadas para reuso ou remanufatura. As destinadas à reutilização passam por limpeza com produtos biodegradáveis e recebem identificação individual com classificação, valor de mercado e etiqueta de rastreamento emitida pelo Detran. Cada veículo é vinculado a uma “carteira de desmonte”, emitida por fornecedor homologado, que lista até 49 itens com rastreabilidade total, incluindo informações sobre o veículo de origem, o responsável pelo desmonte e a procedência da peça. Além de cumprir as exigências dos órgãos reguladores, a Stellantis adota um sistema próprio de codificação e controle de qualidade, garantindo a padronização de todo o processo. “Hoje, temos uma destinação correta para 100% dos materiais dos veículos desmontados. Desde os fluidos, como óleos e combustíveis, até matérias-primas como aço, ferro, alumínio, cobre e outros metais nobres. Tudo é reaproveitado", explica Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul. O reaproveitamento de peças veiculares ainda enfrenta grandes desafios no Brasil. A Stellantis estima que a frota nacional tenha cerca de 48 milhões de veículos e que, a cada ano, aproximadamente 2 milhões cheguem ao fim de sua vida útil. Desses, apenas 1,5% recebem destinação correta. Segundo a montadora, o mercado brasileiro de reciclagem de veículos tem potencial para movimentar até R$ 2 bilhões por ano. Os outros 98,5% permanecem nos pátios dos Detrans ou acabam abandonados. "O Circular AutoPeças também contribui para reduzir os índices de criminalidade, já que diminui o número de veículos desmontados de forma irregular", afirma Solti. A siderúrgica ArcelorMittal mantém contrato com a Stellantis, e todas as carrocerias são enviadas para reciclagem do material. “Ao internalizar as operações de desmontagem, a Stellantis passa a ter controle sobre o fluxo de componentes e materiais dos veículos, ao mesmo tempo em que reduz o desperdício”, afirma Laurence Hansen, vice-presidente sênior global de Economia Circular. Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul, garante que o desmanche da Stellantis também realizará a desmontagem e reciclagem de carros elétricos e híbridos. Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis Onde comprar peças usadas? As peças em bom estado, retiradas dos veículos desmontados, serão vendidas ao público em canais físicos e digitais. Em Osasco, o atendimento ocorrerá na loja física do centro, instalada em um contêiner de vendas. Pela internet, os componentes estarão disponíveis na loja oficial da "Circular AutoPeças" no Mercado Livre e, em breve, também em um e-commerce próprio. Todas as vendas seguem os critérios de rastreabilidade e segurança do Detran, garantindo conformidade com a legislação e oferecendo peças em condições de uso, com qualidade e procedência certificadas.
27/02/2026 19:50:47 +00:00
Após repercussão, governo derruba aumento de tarifa para produtos eletrônicos; decisão retomou alíquota antiga para smartphones

Aumento de imposto de eletrônicos e queda nas pesquisas fazem Planalto bater cabeça Após forte repercussão negativa no Congresso Nacional e nas redes sociais, o governo decidiu revogar o aumento do imposto de importação para produtos importados — decisão tomada no início de fevereiro que foi divulgada em primeira mão pelo g1. 💰 Pela decisão anunciada nesta sexta-feira (27), as tarifas foram zeradas para 105 produtos. Além disso, manteve a alíquota de outros 15 produtos de informática nos patamares anteriores. A decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), retomou alíquota original para smartphones. (vejas as tarifas restabelecidas) 🌍 A elevação na tarifa para comprar desses itens no exterior seria de até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Na prática, isso elevaria os preços de compra dos produtos no Brasil. Governo recuou parcialmente em aumento no imposto de importação – medida atingirá bens de capital e máquinas e equipamentos, mas não produtos de tecnologia da informação. Bruno Leão/Sedecti A maioria dos 105 produtos que voltam a ter a tarifa zerada são bens de capital e itens das áreas de informática e telecomunicações. 💻 Os outros 15 produtos permanecem com alíquota de importação, porém em níveis reduzidos,  entre eles notebook. 📈 A elevação na tarifa de alguns desses itens poderia subir de zero para até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Em outros casos, como smartphones, a taxação subiria de 16% para 20%. A decisão retomou as tarifas anteriores para produtos como: notebooks - 16% smartphones - 16% gabinetes com fonte de alimentação - 10,80% placas-mãe - 10,80% indicadores ou apontadores (mouse e track-ball, por exemplo) - 10,80% mesas digitalizadoras - 10,80% unidades de memória de estado sólido (SSD) - 10,80% O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões neste ano com a medida. Ainda não há dados sobre o impacto da revogação parcial no aumento das tarifas, mas o cumprimento da meta de superávit nas contas governamentais em 2026 ficará mais difícil. Na estimativa do Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, o aumento no imposto de importação poderia gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões neste ano. O que dizia o governo e importadores Ao justificar o aumento realizado no início deste mês, agora revertido, o governo informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". Representantes de importadores, por sua vez, viam impacto na competitividade e na inflação brasileira. Diziam que a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Em nota técnica, o Ministério da Fazenda dizia que o efeito do aumento de tarifas no IPCA deveria "ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva".
27/02/2026 19:24:05 +00:00
Compra da Warner pela Paramount pode criar gigante com 200 milhões de assinantes; veja os números

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Warner Bros. Discovery assinou um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance nesta sexta-feira (27), segundo a agência Reuters. O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria sua proposta e que abandonaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A possível compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount pode criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes. O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming. O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A disputa pela Warner Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.
27/02/2026 19:21:23 +00:00
Rota Mogiana: com oferta de R$ 1 bilhão, consórcio vence leilão para administrar 520 km de rodovias no interior de SP

Rota Mogiana: com R$ 1 bi, grupo vence leilão para administrar 520 km de rodovias em SP Com uma proposta de R$ 1,084 bilhão, o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, foi declarado vencedor do leilão da concessão da Rota Mogiana e será responsável por administrar 520 quilômetros de rodovias estaduais no interior paulista pelos próximos 30 anos. O grupo ofereceu o maior valor ao governo pelo direito de administrar as rodovias, com um ágio de 187.037,54% em relação ao valor previsto em edital - ou seja, uma oferta acima do valor mínimo definido pelo governo de São Paulo . A abertura dos envelopes e definição do processo ocorreu na tarde desta sexta-feira (27), na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). "Vencer a Rota Mogiana significa assumir a responsabilidade dos trechos mais relevantes do estado de São Paulo, um corredor que conecta prósperas cidades, que integra o agronegócio, integra a indústria e o turismo", declarou Igor Jefferson Lima Clemente, representante do consórcio Rota Mogiana. Propostas apresentadas Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos: R$ 1.084.842.068,71 MC Brazil Concessões Rodoviárias (do fundo Mubadala): R$ 1.019.814.000,00 EPR Participações: R$ 560.000.000,00 Motiva (ex-CCR): R$ 180.285.000,00 🔎 Com a concessão, 520 quilômetros de rodovias estaduais passam à iniciativa privada por 30 anos. A estimativa é de R$ 9,4 bilhões em investimentos para ampliar, modernizar e manter as estradas. Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça ➡️A concessionária vencedora ficará responsável pelas obras previstas, manutenção da malha e operação do pedágio, sob fiscalização da agência reguladora estadual. Entre as mudanças previstas estão duplicação de vias e implementação de pedágio free-flow. O governo do estado afirma que a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em algumas praças de pedágios. Para o professor doutor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp Creso de Franco Peixoto, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato, que é de 30 anos - leia mais abaixo. Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 Em seu discurso após o resultado do leilão, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) valorizou a política de privatizações do estado de São Paulo, ao destacar o 16º leilão de sua gestão. Sobre as rodovias, fez menção ao processo de privatizações iniciado pelo então governador Mário Covas na década de 1990 "Aquilo que foi pensado na década de 1990, fez com que o estado de São Paulo tivesse a melhor infraestrutura do Brasil. Esse estado hoje tem de longe a melhor infraestrutura do país", disse. Tarcísio ainda reforçou que irá manter a política de concessões em São Paulo. "São 394 bilhões contratados. Por isso esse estado vai continuar sendo a locomotiva do Brasil", defendeu. Nesta reportagem, você vai ver: A Rota Mogiana Quais rodovias serão incorporadas? Pedágios free flow e impacto econômico Leilão daconcessão do Lote Rota Mogiana recebe 4 propostas e acontece nesta sexta (27) na sede da B3. Divulgação A Rota Mogiana A concessão da Rota Mogiana abrange trechos que cruzam 22 municípios (nove da região de Campinas) e, segundo o governo, devem beneficiar cerca de 2,3 milhões de pessoas. São eles: Aguaí, Águas da Prata, Artur Nogueira, Cajuru, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itobi, Jaguariúna, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. Ao todo, estão previstos: duplicações de mais de 217 quilômetros, em rodovias estratégicas como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. 138 quilômetros de faixas adicionais 86 quilômetros de vias marginais 58 novas passarelas para pedestres 129 novos dispositivos de interseção implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow) O pacote de obras promete ampliar a capacidade das rodovias e reduzir gargalos históricos, especialmente em trechos que hoje concentram retenções. Para Creso de Franco Peixoto, da Unicamp, o problema dos congestionamentos nem sempre está na extensão da pista, mas nos chamados pontos de estrangulamento — como acessos, interseções e praças de pedágio. Segundo ele, intervenções que eliminam esses bloqueios tendem a aumentar a fluidez e elevar a velocidade média dos veículos. O efeito imediato costuma ser a redução de retenções e colisões típicas de tráfego congestionado. “Você duplica, é claro que o risco diminui, tem uma fluidez maior, então você troca um pouco de um tipo de acidente para outro", explica o professor. Na avaliação dele, rodovias congestionadas registram mais colisões associadas à proximidade entre veículos e ao anda-e-para. Já pistas ampliadas e mais fluidas reduzem esse tipo de ocorrência, mas podem elevar o número de acidentes relacionados à velocidade. O saldo, segundo o especialista, tende a ser positivo — mas não elimina o risco. Ele apenas transforma a dinâmica dos acidentes e exige uma nova cultura de direção em vias mais rápidas. Em nota, o Governo de SP destacou que a concessão da Rota Mogiana foi estruturada com base em estudos técnicos de demanda, engenharia e segurança viária, e que as concessões rodoviárias no estado estão associadas à redução consistente de acidentes e mortes. Informou também que o contrato estabelece e assegura padrões técnicos de qualidade e manutenção da via sob fiscalização permanente da Artesp. Segundo o Governo de SP, "não há meta contratual de redução de acidentes, uma vez que ocorrências de trânsito envolvem múltiplos fatores, especialmente o comportamento do condutor, que não é gerenciável pela concessionária". "De acordo com dados do Infosiga, nas rodovias concedidas houve redução de 51% nas mortes, 42% nos feridos e 48% no total de acidentes desde o início do programa. Esses resultados decorrem dos investimentos em duplicações, ampliação de capacidade, melhorias geométricas, sinalização, iluminação e atendimento permanente ao usuário", diz a nota. Abertura de envelopes com as propostas do leilão da Rota Mogiana na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) Reprodução/B3 Quais rodovias serão incorporadas Segundo a Secretaria de Parcerias e Investimentos de SP, a proposta é fazer uma concessão utilizando trechos atualmente operados pela Renovias e incluir novas vias do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo). Os trechos que hoje já são administrados pela iniciativa privada também passarão a integrar o novo contrato da Rota Mogiana. Com o encerramento das concessões atuais, esses segmentos serão incorporados ao pacote que será assumido pela empresa vencedora do leilão desta sexta-feira (27). Na prática, isso significa que a futura concessionária ficará responsável tanto pelos trechos que hoje estão sob gestão do Estado quanto pelos que já são operados por empresas privadas, unificando a administração, as obras previstas e o modelo de cobrança ao longo de todo o corredor rodoviário. Entre os trechos incluídos estão: SP-215 – km 29,600 ao km 49,840 SP-344 – km 200,700 ao km 241,600 SP-340 – km 114,10 ao km 279,609 SP-350 – km 238,410 ao km 272,100 SP-342 – km 171,500 ao km 251,150 SPI-225/342 – km 0 ao km 1,97 SPA-050/215 – km 0 ao km 4,1 SPA-279/340 – km 0 ao km 2,4 SPA-280/340 – km 0 ao km 1 SP-338 – km 268,3 ao km 310,96 SP-333 – km 0 ao km 20,4 SPA-015/333 – km 0 ao km 0,5 SPA-002/333 – km 0 ao km 0,68 SPA-309/338 – km 0 ao km 0,86 SP-133 – km 0,5 ao km 15,1 SP-350 – km 272,100 ao km 296,70 SPA-127/340 – km 0 ao km 2,930 SP-107 – km 18,45 ao km 43,8 SPA-179/340 – km 0 ao km 2,5 SP-225 – km 0 ao km 6,50 SPA-228/344 – km 0 ao km 3,55 SPA-238/344 – km 0 ao km 16 SPA-225/340 – km 0 ao km 2 Contorno de Águas da Prata (SP-342) – km 0 ao km 9,45 Com previsão de R$ 9,4 bi em obras, Rota Mogiana vai a leilão nesta sexta Pedágios free flow e impacto econômico Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O governo do estado afirma que, além de melhoria da segurança viária, a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em Jaguariúna, 26% em Estiva Gerbi e e 20% em Espírito Santo do Pinhal, além da implantação da cobrança proporcional pelo sistema free flow — em que o motorista paga apenas pelo trecho percorrido. Em reportagem publicada em setembro de 2025, o g1explicou como funciona o sistema e alertou como os motoristas precisam ficar atentos com a falta de pagamento, que pode render multa e pontos na carteira de habilitação. Em caso de motoristas de reboques e semirreboques, a cobrança pode ser multiplicada. Free flow cobra até o dobro para veículos com reboque e semirreboque; veja perguntas e respostas Creso de Franco Peixoto analisa que a modernização tecnológica tende a melhorar a fluidez do tráfego, especialmente com o fim das praças físicas de pedágio. Segundo ele, a eliminação de pontos de parada pode reduzir gargalos clássicos das rodovias, mas o modelo também exige adaptação por parte dos motoristas. “Com o free flow, ainda nós temos outra questão negativa, que são os motoristas que não querem usar o sistema automático. Inclusive, desde o primeiro sistema aqui no nosso Sudeste, se a gente pensar em termos da BR-101, onde a concessão naquele local colocou o free flow e nós temos um passivo sensível dos motoristas que não pagaram, com uma certa dificuldade de entender o sistema. Então, tem que, com o tempo, se adequar. É algo negativo também, que com o tempo pode minimizar", afirma o especialista. O especialista também pondera que, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato. Já o Governo de SP afirmou que o modelo adotado é baseado no "princípio da justiça tarifária": a modernização e manutenção da rodovia são vinculadas ao uso efetivo da infraestrutura, e não financiadas indistintamente por toda a sociedade. A cobrança é proporcional ao trecho percorrido, dentro da política estadual de padronização do valor por quilômetro. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região , Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
27/02/2026 19:09:07 +00:00
Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor no Brasil até o fim de maio, diz Alckmin

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27) que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul pode entrar em vigor no Brasil até o fim de maio. “O acordo foi questionado do ponto de vista jurídico e está na Justiça europeia. Mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que os países que fizerem a internalização já têm vigência provisória", afirmou. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Alckmin, após a aprovação pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (25), a expectativa do governo é que o Senado dê aval ao texto em até duas semanas. “Depois de aprovado pelo presidente Lula, o acordo entra em vigência em 60 dias. Se aprovarmos em março, até o fim de maio o acordo pode entrar em vigência”, acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 As declarações do ministro foram feitas em evento em São Paulo, ao lado do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, durante a apresentação dos resultados do programa Nova Indústria Brasil. (leia mais abaixo) A expectativa em relação à aprovação do acordo UE-Mercosul aumentou após a ratificação oficial pelos Congressos do Uruguai e da Argentina, confirmada por ampla maioria do Poder Legislativo dos dois países. 🔎 Na prática, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. Negociado por mais de 25 anos, o texto prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Em entrevista a jornalistas, Alckmin destacou impactos positivos do tratado para diversos setores da economia brasileira. "Só para dar um exemplo, a indústria de imóveis entende que, no primeiro ano, pode aumentar em 20% das exportações para a União Europeia", disse. Enquanto o acordo avança nos trâmites formais nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu suspendeu, em 21 de janeiro, a própria ratificação por tempo indeterminado. Na ocasião, os eurodeputados enviaram o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar a legalidade do texto. Decreto de salvaguardas Alckmin afirmou que seu ministério já encaminhou à Casa Civil uma proposta de decreto para regulamentar salvaguardas no acordo UE-Mercosul. 🔎 Salvaguardas são mecanismos de proteção previstos em um capítulo específico do acordo para lidar com possíveis impactos negativos da abertura de mercado. Na prática, permitem limitar importações de forma temporária caso um setor seja prejudicado. "Hoje encaminhamos à Casa Civil uma proposta de decreto sobre salvaguardas. Há sempre a preocupação de setores da indústria com a possibilidade de um surto de importações", declarou. O governo espera que, antes mesmo da votação do Senado, as salvaguardas sejam regulamentadas por meio de decreto presidencial, acrescentou o ministro. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 BNDES anuncia R$ 70 bilhões adicionais para a Nova Indústria Brasil No mesmo evento, em São Paulo, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a destinação de R$ 70 bilhões adicionais para a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. Os recursos serão incorporados ao programa após o banco ter atingido, em dezembro de 2025, a meta de disponibilizar R$ 300 bilhões para o desenvolvimento da indústria. Mercadante também apresentou um balanço das ações já realizadas. "Em três anos, apoiamos exportações com R$ 56 bilhões, o dobro dos seis anos anteriores. Financiamos 493 mil máquinas e equipamentos nacionais, levamos conectividade a 781 mil lares e registramos ganho de 27,83% de produtividade nas empresas participantes do Brasil Mais Produtivo", afirmou, destacando ainda dados de áreas como inovação e sustentabilidade. Os aportes integram a nova política industrial do governo, lançada em janeiro de 2024, que tem como objetivos elevar a produtividade e a competitividade da indústria e reposicionar o Brasil no comércio internacional.
27/02/2026 19:07:46 +00:00
Paramount assina acordo de US$ 110 bilhões para comprar a Warner

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Warner Bros. Discovery firmou nesta sexta-feira (27) um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance. A decisão foi tomada após a Netflix anunciar que não elevaria sua proposta e que deixaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. Segundo as empresas, o negócio deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mais cedo, a Reuters informou que Warner Bros. Discovery e Paramount haviam assinado o acordo, com base em um trecho de áudio de uma assembleia global promovida pela empresa. “A Netflix tinha o direito legal de igualar a oferta da PSKY. Como todos sabem, no fim das contas decidiu não fazê-lo. Isso resultou em um acordo assinado com a PSKY nesta manhã. Essa é a situação neste momento”, disse Bruce Campbell, diretor de receita e estratégia da Warner Bros, na reunião. A união entre Warner Bros. Discovery e Paramount deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, Harry Potter e Game of Thrones, além de uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes. O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa, tem potencial para redesenhar o mercado global de entretenimento e streaming. Paramount aumenta proposta pela Warner para US$ 110 bilhões e pode 'melar' acordo com a Netflix A disputa pela Warner Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.
27/02/2026 18:45:08 +00:00
MPT entra com processo contra a MBRF após identificar casos de aborto em frigorífico de MT

Supervisor da multinacional do setor alimentício BRF tinha histórico de assédio moral Reprodução O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública contra a MBRF, produtora e distribuidora de carnes, por supostas falhas na proteção de trabalhadoras grávidas na unidade da empresa em Lucas do Rio Verde (MT). O inquérito civil foi aberto após o caso de uma funcionária venezuelana, grávida de oito meses de gêmeas, que sofreu um aborto espontâneo na portaria da unidade, em abril de 2024. A trabalhadora depois processou a empresa e foi indenizada. A MBRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, formada pela fusão entre Marfrig e BRF. A companhia tem receita anual combinada de cerca de R$ 150 bilhões e presença em mais de 100 países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para o MPT, o episódio mostrou a necessidade de aprofundar a apuração sobre as condições oferecidas às gestantes na empresa. De acordo com a procuradora do Trabalho Priscila Dibi Schvarcz, uma das autoras da ação, o caso também revelou falhas no protocolo interno de atendimento emergencial. Segundo a procuradora, com base nos elementos apurados no inquérito, a funcionária passou mal durante o expediente, foi levada a uma sala de descanso e não houve acionamento imediato de atendimento médico. A investigação, então, analisou dados de 2019 a 2025. O MPT avaliou informações de saúde e documentos sobre segurança e medicina do trabalho apresentados pela própria empresa no inquérito. Com base nesse material, o órgão identificou 144 registros de aborto ou ameaça de aborto envolvendo 116 empregadas, sendo 77 casos confirmados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também foram registrados 113 casos de parto prematuro, relacionados a 94 trabalhadoras, além de 71 atestados médicos referentes a condições como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e restrição de crescimento fetal, descritas como relacionadas ou que podem ser agravadas pela exposição a ruído. Em nota enviada ao g1, a MBRF afirmou que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança, e que apresentará defesa no processo. A empresa declarou ainda que não reconhece os dados apresentados pelo MPT. (Abaixo, veja a nota de posicionamento na íntegra) Atualmente, a unidade emprega cerca de 4.800 pessoas. Desse total, 74 são gestantes — o equivalente a aproximadamente 1,5% do quadro, segundo o relatório. Para o MPT, esse percentual não representaria impacto significativo na operação caso as trabalhadoras fossem realocadas para setores compatíveis com a gestação. “Do ponto de vista organizacional, o remanejamento é plenamente possível”, afirmou a procuradora. Um dos principais pontos da ação diz respeito à exposição ao ruído. Segundo o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), há 23 setores na unidade com níveis inferiores a 80 decibéis, o que, para o Ministério Público, demonstra a viabilidade de remanejamento. A investigação do MPT apontou que gestantes permanecem em áreas com níveis que podem chegar a 93 decibéis. Apenas três trabalhadoras grávidas estariam atualmente em setores com ruído inferior a 80 decibéis. Priscila afirma que o ruído não está relacionado apenas à perda auditiva. Segundo ela, existem efeitos chamados “extrauditivos”, que podem afetar o sistema cardiovascular e metabólico da gestante. A procuradora também ressaltou que o uso de protetores auriculares não elimina o risco para o feto. “O equipamento protege a trabalhadora, mas não o nascituro, que está naquele ambiente (...) a gestante está em condição temporária de maior vulnerabilidade, e o nascituro não tem escolha sobre o ambiente ao qual está exposto”, afirma Priscila. Antes de ingressar com a ação, o MPT realizou duas audiências com a empresa. O g1 apurou que não houve avanço nas negociações para um acordo que previsse a transferência das gestantes. Diante da falta de consenso, a ação foi ajuizada. Na Justiça, o MPT pede liminar para que a empresa adote medidas imediatas de prevenção, garantindo atendimento adequado em situações de urgência e emergência médica dentro da planta, além do afastamento das gestantes de ambientes considerados de risco, especialmente aqueles com ruído igual ou superior a 80 decibéis. O órgão também pede a realocação imediata das trabalhadoras para setores adequados e o pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos. Segundo o MPT, há risco atual para as gestantes que continuam expostas a condições consideradas inadequadas. O pedido de liminar ainda não foi analisado pela Justiça, e o processo não entrou na fase de perícia. O MPT destaca que já obteve decisão favorável em caso semelhante envolvendo unidade da empresa em Marau (RS). Na ocasião, a Justiça determinou o afastamento de gestantes de ambientes com ruído elevado, medida que foi cumprida pela companhia. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4). Mesmo assim, segundo o órgão, não houve concordância para adotar a mesma medida na unidade de Lucas do Rio Verde. A empresa afirma que cumpre rigorosamente a legislação brasileira de saúde e segurança do trabalho, fornece equipamentos de proteção auditiva certificados pelo Ministério do Trabalho e mantém um programa de apoio a gestantes que, segundo a companhia, já beneficiou mais de 13 mil funcionárias desde 2017. Posicionamento A MBRF informa que segue rigorosamente a legislação vigente e reitera seu compromisso com a saúde e segurança dos seus profissionais. Sobre exposição a ruídos, fornece e garante o uso de EPIs certificados pelo Ministério do Trabalho. De acordo com avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. A empresa ainda irá apresentar a sua defesa na referida ação e, à exceção do número atual de gestantes, não reconhece os dados apresentados pelo MPT à reportagem. A companhia reforça que possui um programa estruturado de acompanhamento às gestantes com suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo. Desde 2017, a iniciativa já acompanhou mais de 13 mil colaboradoras.
27/02/2026 18:24:03 +00:00
Macron critica decisão da UE de acelerar acordo comercial com Mercosul: 'má surpresa'

UE anuncia aplicação provisória do acordo com o Mercosul A decisão da União Europeia de acelerar a implementação do acordo comercial com o Mercosul foi "uma má surpresa", disse nesta sexta-feira (27) o presidente da França, Emmanuel Macron, depois da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, dizer que o bloco europeu aplicará provisoriamente o acordo. A França — maior produtora agrícola da União Europeia — tem sido a principal opositora do acordo com o Mercosul. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O governo francês afirma que o tratado aumentará de forma significativa as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, o que pode prejudicar os produtores locais, que vêm realizando protestos frequentes. “Para a França, é uma surpresa — uma surpresa ruim — e, para o Parlamento Europeu, é desrespeitoso”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, a jornalistas após se reunir com o primeiro-ministro da Eslovênia, Robert Golob, no Palácio do Eliseu, em Paris. Em comunicado, a associação francesa da indústria da carne, Interbev, pediu aos parlamentares franceses no Parlamento Europeu que atuem para “impedir que a Comissão contorne o debate democrático”. Em votação realizada em janeiro, 21 países da União Europeia apoiaram o acordo. Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, enquanto a Bélgica se absteve. O acordo entre a União Europeia e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai foi concluído em janeiro, após 25 anos de negociações. O tratado pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, tornando-se o maior acordo de livre comércio do bloco em termos de redução potencial de impostos de importação. A Alemanha e outros países favoráveis ao acordo, como a Espanha, afirmam que ele é essencial para compensar perdas comerciais causadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para diminuir a dependência da China em relação a minerais estratégicos. A decisão da Comissão Europeia ocorre após a ratificação do acordo pela Argentina e pelo Uruguai, na quinta-feira (26). Na quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o texto, que agora segue para análise do Senado. “Já disse antes: quando eles estiverem prontos, nós também estaremos”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em breve declaração. “Com isso, a Comissão seguirá com a aplicação provisória do acordo.” O presidente francês Emmanuel Macron discursa durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro esloveno Robert Golob no Palácio do Eliseu, em Paris, França Reuters
27/02/2026 16:05:19 +00:00
Rota Mogiana: governo de SP leiloa 520 km de rodovias nesta sexta-feira; veja trechos e impactos

Com previsão de R$ 9,4 bi em obras, Rota Mogiana vai a leilão nesta sexta O leilão da concessão da Rota Mogiana ocorre na tarde desta sexta (27) na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A sessão pública vai definir qual empresa assumirá a administração de 520 quilômetros de rodovias estaduais no interior paulista pelos próximos 30 anos. Rota Mogiana: com oferta de R$ 1 bilhão, consórcio vence leilão para administrar 520 km de rodovias no interior de SP 🔎 O projeto prevê que 520 quilômetros de rodovias estaduais passem à iniciativa privada por 30 anos. A estimativa é de R$ 9,4 bilhões em investimentos para ampliar, modernizar e manter as estradas. Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas. Quatro grupos apresentaram propostas na terça, quando foram recebidos os envelopes: Motiva (ex-CCR), MC Brazil Concessões Rodoviárias (do fundo Mubadala), EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos. Vence o grupo que oferecer o maior valor ao governo pelo direito de administrar as rodovias. ➡️A concessionária vencedora ficará responsável pelas obras previstas, manutenção da malha e operação do pedágio, sob fiscalização da agência reguladora estadual. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Entre as mudanças previstas estão duplicação de vias e implementação de pedágio free-flow. O governo do estado afirma que a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em algumas praças de pedágios. Para o professor doutor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp Creso de Franco Peixoto, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato, que é de 30 anos - leia mais abaixo. Nesta reportagem, você vai ver: O que está em jogo? Quais rodovias serão incorporadas? Pedágios free flow e impacto econômico O que está em jogo? Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 A concessão da Rota Mogiana abrange trechos que cruzam 22 municípios (nove da região de Campinas) e, segundo o governo, devem beneficiar cerca de 2,3 milhões de pessoas. São eles: Aguaí, Águas da Prata, Artur Nogueira, Cajuru, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itobi, Jaguariúna, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. Ao todo, estão previstos: duplicações de mais de 217 quilômetros, em rodovias estratégicas como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. 138 quilômetros de faixas adicionais 86 quilômetros de vias marginais 58 novas passarelas para pedestres 129 novos dispositivos de interseção implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow) O pacote de obras promete ampliar a capacidade das rodovias e reduzir gargalos históricos, especialmente em trechos que hoje concentram retenções. Para Creso de Franco Peixoto, da Unicamp, o problema dos congestionamentos nem sempre está na extensão da pista, mas nos chamados pontos de estrangulamento — como acessos, interseções e praças de pedágio. Segundo ele, intervenções que eliminam esses bloqueios tendem a aumentar a fluidez e elevar a velocidade média dos veículos. O efeito imediato costuma ser a redução de retenções e colisões típicas de tráfego congestionado. “Você duplica, é claro que o risco diminui, tem uma fluidez maior, então você troca um pouco de um tipo de acidente para outro", explica o professor. Na avaliação dele, rodovias congestionadas registram mais colisões associadas à proximidade entre veículos e ao anda-e-para. Já pistas ampliadas e mais fluidas reduzem esse tipo de ocorrência, mas podem elevar o número de acidentes relacionados à velocidade. O saldo, segundo o especialista, tende a ser positivo — mas não elimina o risco. Ele apenas transforma a dinâmica dos acidentes e exige uma nova cultura de direção em vias mais rápidas. Em nota, o Governo de SP destacou que a concessão da Rota Mogiana foi estruturada com base em estudos técnicos de demanda, engenharia e segurança viária, e que as concessões rodoviárias no estado estão associadas à redução consistente de acidentes e mortes. Informou também que o contrato estabelece e assegura padrões técnicos de qualidade e manutenção da via sob fiscalização permanente da Artesp. Segundo o Governo de SP, "não há meta contratual de redução de acidentes, uma vez que ocorrências de trânsito envolvem múltiplos fatores, especialmente o comportamento do condutor, que não é gerenciável pela concessionária". "De acordo com dados do Infosiga, nas rodovias concedidas houve redução de 51% nas mortes, 42% nos feridos e 48% no total de acidentes desde o início do programa. Esses resultados decorrem dos investimentos em duplicações, ampliação de capacidade, melhorias geométricas, sinalização, iluminação e atendimento permanente ao usuário", diz a nota. Quais rodovias serão incorporadas Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 Segundo a Secretaria de Parcerias e Investimentos de SP, a proposta é fazer uma concessão utilizando trechos atualmente operados pela Renovias e incluir novas vias do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo). Os trechos que hoje já são administrados pela iniciativa privada também passarão a integrar o novo contrato da Rota Mogiana. Com o encerramento das concessões atuais, esses segmentos serão incorporados ao pacote que será assumido pela empresa vencedora do leilão desta sexta-feira (27). Na prática, isso significa que a futura concessionária ficará responsável tanto pelos trechos que hoje estão sob gestão do Estado quanto pelos que já são operados por empresas privadas, unificando a administração, as obras previstas e o modelo de cobrança ao longo de todo o corredor rodoviário. Entre os trechos incluídos estão: SP-338 – km 268,3 ao km 310,96 SP-344 – km 200,700 ao km 241,600 SP-340 – km 114,10 ao km 279,609 SP-350 – km 238,410 ao km 272,100 SP-342 – km 171,500 ao km 251,150 SPI-225/342 – km 0 ao km 1,97 SPA-050/215 – km 0 ao km 4,1 SPA-279/340 – km 0 ao km 2,4 SPA-280/340 – km 0 ao km 1 SP-333 – km 0 ao km 20,4 SPA-015/333 – km 0 ao km 0,5 SPA-002/333 – km 0 ao km 0,68 SPA-309/338 – km 0 ao km 0,86 SP-133 – km 0,5 ao km 15,1 SP-350 – km 272,100 ao km 296,70 SPA-127/340 – km 0 ao km 2,930 SP-107 – km 18,45 ao km 43,8 SPA-179/340 – km 0 ao km 2,5 SP-225 – km 0 ao km 6,50 SPA-228/344 – km 0 ao km 3,55 SPA-238/344 – km 0 ao km 16 SPA-225/340 – km 0 ao km 2 Contorno de Águas da Prata (SP-342) – km 0 ao km 9,45 Pedágios free flow e impacto econômico Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O governo do estado afirma que, além de melhoria da segurança viária, a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em Jaguariúna, 26% em Estiva Gerbi e e 20% em Espírito Santo do Pinhal, além da implantação da cobrança proporcional pelo sistema free flow — em que o motorista paga apenas pelo trecho percorrido. Em reportagem publicada em setembro de 2025, o g1explicou como funciona o sistema e alertou como os motoristas precisam ficar atentos com a falta de pagamento, que pode render multa e pontos na carteira de habilitação. Em caso de motoristas de reboques e semirreboques, a cobrança pode ser multiplicada. Free flow cobra até o dobro para veículos com reboque e semirreboque; veja perguntas e respostas Creso de Franco Peixoto analisa que a modernização tecnológica tende a melhorar a fluidez do tráfego, especialmente com o fim das praças físicas de pedágio. Segundo ele, a eliminação de pontos de parada pode reduzir gargalos clássicos das rodovias, mas o modelo também exige adaptação por parte dos motoristas. “Com o free flow, ainda nós temos outra questão negativa, que são os motoristas que não querem usar o sistema automático. Inclusive, desde o primeiro sistema aqui no nosso Sudeste, se a gente pensar em termos da BR-101, onde a concessão naquele local colocou o free flow e nós temos um passivo sensível dos motoristas que não pagaram, com uma certa dificuldade de entender o sistema. Então, tem que, com o tempo, se adequar. É algo negativo também, que com o tempo pode minimizar", afirma o especialista. O especialista também pondera que, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato. Já o Governo de SP afirmou que o modelo adotado é baseado no "princípio da justiça tarifária": a modernização e manutenção da rodovia são vinculadas ao uso efetivo da infraestrutura, e não financiadas indistintamente por toda a sociedade. A cobrança é proporcional ao trecho percorrido, dentro da política estadual de padronização do valor por quilômetro. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
27/02/2026 12:26:16 +00:00
Veja dicas de como recuperar nascentes em propriedades rurais

Reprodução de uma cartilha sobre recuperação de nascentes. Reprodução O telespectador Ivo Moreira, de Bauru (SP), entrou em contato com o Globo Rural em busca de uma dica de material informativo sobre um tema cada vez mais importante no campo: a preservação de nascentes. O programa indica uma cartilha gratuita que reúne informações práticas sobre recuperação e conservação de fontes de água em propriedades rurais. A publicação foi produzida em parceria com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e o Laboratório de Pesquisa Geoambiental. O material apresenta um passo a passo para revitalizar nascentes assoreadas ou degradadas, com orientações técnicas voltadas a produtores rurais, estudantes e interessados no tema ambiental. Além das recomendações práticas, a cartilha também mostra um exemplo real de recuperação de nascente realizado no município de Pitanga, no Paraná, detalhando as etapas do processo e os resultados obtidos. 📱Acesse aqui
27/02/2026 12:25:56 +00:00
IPCA-15: preços sobem 0,84% em fevereiro, puxados pelo aumento das mensalidades escolares

Imagem ilustrativa de uma sala de aula. Agência RBS O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, foi de 0,84% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior alta para um mês desde fevereiro de 2025, quando o índice avançou 1,23%. Em 2026, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% no ano e de 4,10% em 12 meses, abaixo dos 4,50% registrados no período anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A expectativa dos economistas era de que o IPCA-15 subisse entre 0,56% e 0,57% em fevereiro. O resultado, portanto, veio acima do previsto. Segundo o IBGE, o grupo Transportes teve o maior impacto sobre a inflação de fevereiro. Ainda assim, o principal fator de pressão veio de Educação, puxado principalmente pelos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos no início do ano letivo. Esse grupo apresentou a maior variação entre os nove pesquisados, com alta de 5,20% e impacto de 0,32 ponto percentual. Além de Educação, Transportes teve a segunda maior alta do mês, de 1,72%. Os demais grupos oscilaram entre a queda de 0,42% em Vestuário e a alta de 0,67% em Saúde e cuidados pessoais. Veja abaixo a variação dos grupos em fevereiro Alimentação e bebidas: 0,20 Habitação: 0,06 Artigos de residência: 0,21 Vestuário: -0,42 Transportes: 1,72 Saúde e cuidados pessoais: 0,67 Despesas pessoais: 0,20 Educação: 5,20 Comunicação: 0,39 O que influenciou a prévia da inflação A inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos reajustes na área de Educação, que subiu 5,20%. No início do ano, escolas e cursos costumam aumentar as mensalidades. 📚Os maiores aumentos foram: ensino médio (8,19%); ensino fundamental (8,07%); pré-escola (7,49%). O grupo de Transportes subiu 1,72%. As passagens aéreas avançaram 11,64%, enquanto os combustíveis ficaram, em média, 1,38% mais caros, com destaque para o etanol (2,51%), a gasolina (1,30%) e o diesel (0,44%). O gás veicular foi a exceção, com queda de 1,06%. Também houve aumento nas tarifas de metrô, trem, ônibus e táxi em cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,67%, puxados principalmente pelos produtos de higiene pessoal (0,91%) e pelos planos de saúde (0,49%). No grupo Alimentação e bebidas, a alta foi de 0,20%. Os alimentos consumidos em casa subiram 0,09%, com destaque para o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%). 🍅 o tomate (10,09%); 🍖 carnes (0,76%) Por outro lado, ficaram mais baratos: 🍚 arroz (-2,47%); 🐔frango em pedaços (-1,55%); 🍒 frutas (-1,33%); Comer fora também ficou mais caro: a alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, com aumento das refeições (0,62%) e dos lanches (0,28%). O grupo Habitação teve leve alta de 0,06%, influenciado pelo aumento da água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). Em contrapartida, a energia elétrica caiu 1,37%, ajudando a segurar a inflação no mês, já que a bandeira tarifária estava verde, sem cobrança adicional. Perspectivas e juros Economistas avaliaram que a inflação de fevereiro trouxe sinais mistos, mas reforçou a expectativa de que o Banco Central comece a reduzir os juros já em março. Segundo o economista Maykon Douglas, parte do aumento dos preços teve causas específicas do período. “Se retirarmos o reajuste das mensalidades escolares, que ocorre no início do ano, os números mostram um comportamento menos uniforme. As passagens aéreas subiram mais do que o esperado, e outros preços importantes também ficaram acima das previsões”, afirmou. Mesmo assim, Douglas destacou que, no geral, os preços estão perdendo força. “Quando observamos os dados mais recentes sem considerar variações típicas do período, vemos que a inflação continua desacelerando”, disse. Ele estima inflação em torno de 4,0% em 2026. Economistas do Banco Daycoval observaram que o IPCA-15 ficou acima da previsão da instituição (0,56%), principalmente por causa das passagens aéreas. “Apesar do resultado acima do esperado, mantemos nossa previsão de inflação em 3,8% até o fim do ano”, informou a instituição. O banco também espera que o Banco Central comece a cortar os juros em março, com uma redução inicial de 0,25 ponto percentual. Hoje, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o nível mais alto em quase 20 anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1
27/02/2026 12:00:37 +00:00
Dólar e Ibovespa caem com mercado atento ao IPCA-15 e a dados dos EUA

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,10% nesta sexta-feira (27), cotado a R$ 5,1340. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,16%, aos 188.787 pontos. ▶️ No Brasil, o IBGE divulgou a prévia da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA-15. Os preços subiram 0,84% no mês e 4,10% em 12 meses, puxados pelas mensalidades escolares. O resultado veio bem acima das expectativas dos economistas, que eram de 0,56% e 0,57%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O Banco Central informou que as contas do setor público apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro. O alto superávit das contas públicas é algo tradicional no início de cada ano, e está ligado à concentração da arrecadação federal no primeiro mês de cada exercício. Apesar do alto superávit primário de janeiro, a dívida do setor público consolidado permaneceu estável em 78,7% do PIB — o equivalente a R$ 10,1 trilhões. ▶️ A União Europeia anunciou hoje que aplicará de forma provisória o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagem comercial enquanto avança o processo de ratificação, após Argentina e Uruguai concluírem seus trâmites internos. No Brasil, o texto segue para o Senado. ▶️ Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, que mede a variação dos preços no atacado. A previsão é de alta de 0,3% no mês, tanto no índice geral quanto no núcleo, com variações anuais de 2,6% e 3%, respectivamente. ▶️ Por fim, EUA e Irã avançaram nas negociações sobre a questão nuclear, em meio ao reforço militar americano no Oriente Médio. Já o Paquistão e o Afeganistão trocaram ataques na madrugada desta sexta-feira, após Islamabade ter declarado uma "guerra aberta" ao país vizinho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: -2,16%; Acumulado do ano: -6,46%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,92%; Acumulado do mês: +4,09%; Acumulado do ano: +17,17%. Prévia da inflação O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acima do que o mercado esperava, segundo o IBGE. Foi a maior alta para o mês desde fevereiro de 2025. No acumulado de 2026, o índice soma 1,04%, e em 12 meses, 4,10%, abaixo dos 4,50% do período anterior. O principal fator de pressão veio do grupo Educação, que avançou 5,20%, puxado pelos reajustes das mensalidades escolares no início do ano letivo. Transportes teve a segunda maior alta (1,72%), influenciado sobretudo pelo aumento das passagens aéreas (11,64%) e dos combustíveis. Outros grupos tiveram variações mais moderadas: Saúde e cuidados pessoais subiu 0,67%, enquanto Vestuário recuou 0,42%. Em Alimentação, a alta foi de 0,20%, com aumento do tomate e das carnes, compensado por quedas no arroz, frango e frutas. A energia elétrica caiu 1,37%, ajudando a conter a inflação no mês. Economistas avaliaram que o resultado trouxe sinais mistos, mas reforçou a expectativa de que o Banco Central inicie cortes de juros em março. Analistas projetam inflação entre 3,8% e 4,0% para os próximos anos, apesar da pressão pontual vinda da educação e das passagens aéreas. UE-Mercosul A União Europeia anunciou nesta sexta-feira (27) que aplicará de forma provisória o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagem comercial enquanto avança o processo de ratificação, após Argentina e Uruguai concluírem seus trâmites internos. Segundo a Comissão Europeia, a medida pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco. O acordo também é defendido por países como Alemanha e Espanha como forma de compensar impactos das tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China. O acordo, porém, enfrenta forte resistência da França e de produtores rurais europeus, que temem aumento das importações de carne, açúcar e aves, além de estar sob análise do Tribunal de Justiça da UE, o que pode atrasar sua entrada em vigor definitiva. Mercados globais Em Wall Street, as principais bolsas começaram o dia em queda nesta sexta-feira. O mercado ficou mais preocupado com o setor de tecnologia, especialmente com empresas ligadas à inteligência artificial após os resultados da Nvidia, e isso puxou as ações para baixo. Além disso, dados de inflação vieram acima do esperado, o que deixou os investidores ainda mais cautelosos. Com isso, o índice Nasdaq caminha para ter sua pior queda mensal desde março de 2025. Na abertura do pregão, o Dow Jones caiu 0,50%, o S&P 500 recuou 0,76% e o Nasdaq teve baixa de 1,15%. Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados melhores do que o esperado de várias empresas e pela análise de novos dados econômicos. O clima é positivo a ponto de o mercado europeu atingir um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, apesar de preocupações ligadas a tarifas e possíveis impactos de novas tecnologias como a inteligência artificial. Entre os índices, o STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX sobe 0,18%. No Reino Unido, o FTSE 100 tem alta de 0,48%. Na França, o CAC 40 opera com leve queda de 0,09%. Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas ainda assim encerraram a semana com ganhos, já que investidores voltam gradualmente ao mercado após o feriado do Ano Novo Lunar. Nos fechamentos do dia: em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos. Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX não abriu hoje, permanecendo fechado. Notas de dólar. Reuters
27/02/2026 12:00:29 +00:00
Em jantar, Lula diz a Haddad que precisa dele na disputa em SP

O jantar na noite desta quinta-feira (26) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ajudou a nortear o palanque eleitoral deste ano no estado de São Paulo. O tema do encontro foi a disputa eleitoral em São Paulo e o palanque nacional. No encontro, segundo relato de um assessor do presidente, Haddad ouviu de Lula que precisa dele para ajudar a consolidar sua reeleição. Haddad, muito resistente a concorrer a qualquer cargo em 2026, vem cedendo diante da insistência de Lula. Segundo uma pessoa próxima ao presidente, Lula tem conseguido mudar a opinião de Haddad. O argumento do ministro é que a situação hoje é diferente da de 2022, quando concorreu ao governo do Estado, e Lula disputou contra o incumbente Jair Bolsonaro. Agora, Haddad tem repetido dentro e fora do governo, Lula "tem o que mostrar" como presidente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo pessoas próximas a Haddad, suas resistências a concorrer em São Paulo diminuíram, mas Lula e ele ficaram de voltar a conversa nos próximos dias. ➡️Uma conversa entre eles e o vice-presidente Geraldo Alckmin também vai ocorrer na próxima semana. Haddad viajou para São Paulo nesta sexta-feira (27). Pesquisas eleitorais nas últimas semanas mostrando uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e um afunilamento no segundo turno da disputa com Lula ligaram o alerta os estrategistas de campanha e são parte do argumento para levar Haddad a concorrer. Mesmo com o favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), integrantes do núcleo próximo do presidente veem Haddad como o nome que pode diminuir a diferença e trazer votos essenciais para Lula no Estado. Segundo um assessor do presidente, a chapa ideal de Lula teria ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de SP. Haddad observa Lula falando durante evento que anunciou plano de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço de Trump Adriano Machado/Reuters
27/02/2026 11:53:08 +00:00
Contas públicas têm superávit acima de R$ 100 bilhões em janeiro; estatais federais registram piora com rombo de R$ 3,33 bilhões

As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com janeiro do ano passado, houve pequena piora, uma vez, que o saldo positivo, no início de 2025, foi de R$ 104,1 bilhões (sem correção pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O alto superávit das contas públicas é algo tradicional no início de cada ano, e está ligado à concentração da arrecadação federal no primeiro mês de cada exercício. ➡️Houve forte piora, porém, no resultado das empresas estatais federais, em um momento no qual os Correios passam por forte crise contábil (veja mais abaixo nessa reportagem). Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em janeiro deste 2026: governo federal registrou saldo positivo de R$ 87,3 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 21,3 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 4,9 bilhões. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios Divulgação/Câmara dos Deputados Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve superávit de R$ 40,1 bilhões nas contas do setor público em janeiro. ➡️No acumulado em 12 meses até janeiro, porém, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,03 trilhão (8,1% do PIB) em doze meses até janeiro deste ano. Dívida pública Apesar do alto superávit primário de janeiro, a dívida do setor público consolidado permaneceu estável em 78,7% do PIB — o equivalente a R$ 10,1 trilhões. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde novembro de 2025, quando a dívida somava 79% do PIB (valor revisado). ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 7,1 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em janeiro: 92,7% do PIB. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Empresas estatais federais Apesar do bom desempenho das contas públicas no começo deste ano, o resultado das estatais federais apresentou forte piora: foi registrado um rombo de R$ 3,33 bilhões em janeiro. Este é o pior resultado da série do Banco Central, que tem início em dezembro de 2001. Entretanto, os valores não foram corrigidos pela inflação, algo que prejudica a comparação histórica. Na proporção do Produto Interno Bruto (PIB), um indicador que permite um exame retrospectivo mais adequado, o déficit das estatais, em janeiro deste ano, somou 0,33%, e foi o maior desde maio de 2009 — quando totalizou 0,36% do PIB. ➡️O BC não detalha o resultado por empresas, mas o resultado ruim das estatais acontece em um momento de forte crise nos Correios, com piora do seu resultado financeiro. Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. Nesta quinta-feira, o governo deu mais espaço para os Correios conseguirem captar novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União. No fim do ano passado, a estatal já captou R$ 12 bilhões. A série do Banco Central das estatais federais, que tem início em dezembro de 2001, não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).
27/02/2026 11:48:48 +00:00
União Europeia vai aplicar provisoriamente acordo com o Mercosul

Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia A União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir a chamada “vantagem do pioneirismo”, afirmou na sexta-feira (27) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A decisão foi anunciada após Argentina e Uruguai concluírem a ratificação do tratado na quinta-feira (26) e ocorre apesar da forte oposição da França. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A Comissão dará agora seguimento à aplicação provisória”, disse von der Leyen, ao destacar que o acordo só será plenamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu. No Mercosul, o Uruguai foi o primeiro país a ratificar o texto, após aprovação na Câmara e no Senado. A Argentina tornou-se o segundo, com aval do Senado. Brasil e Paraguai também já iniciaram seus trâmites legislativos: no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que agora segue para o Senado; no Paraguai, o processo está em andamento e deve ser concluído nos próximos dias. Segundo a Comissão Europeia, cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco serão eliminados. Alemanha e outros defensores do pacto, como a Espanha, afirmam que o tratado é essencial para compensar perdas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais estratégicos. Já os críticos, liderados pela França — maior produtor agrícola da União Europeia —, alertam que o acordo pode ampliar significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando agricultores locais, que vêm promovendo protestos recorrentes. Acordo UE-Mercosul na Justiça Paralelamente, o Parlamento Europeu decidiu no mês passado encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça da UE para avaliar sua legalidade. A medida foi aprovada por margem estreita, em meio à pressão de produtores rurais e à resistência francesa. O envio do tratado à Corte tende a impedir sua entrada em vigor por vários meses. A Comissão Europeia criticou a decisão e reiterou a defesa da aplicação provisória, argumentando que o bloco precisa ampliar o acesso a novos mercados. Enquanto o tribunal analisa o texto — um processo que pode levar meses ou até anos —, o acordo segue politicamente travado, apesar do apoio de países como a Alemanha e do interesse do Brasil em acelerar a ratificação. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026 REUTERS/Yves Herman
27/02/2026 10:51:07 +00:00
Com nota baixa em gestão fiscal, DF não terá garantia da União para tomar empréstimo e reforçar BRB

Tribunal de Contas tem 9 processos para apurar o tamanho do rombo no BRB Em busca de aportes bilionários para reforçar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB) (entenda abaixo), o governo do Distrito Federal não poderá usar a União como garantidora de um eventual empréstimo. Isso, porque o DF está com nota baixa em Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de estados, municípios e da capital federal. O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez (veja detalhes abaixo) que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, indicam o risco de aquele governo dar o calote em um empréstimo. ➡️A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B). ➡️O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês. Com isso, o DF perdeu a garantia da União para novas operações de crédito. Governo do DF apresenta novo projeto para tentar socorrer o BRB, investigado no caso Master Jornal Nacional/ Reprodução O que isso significa? A União é o avalista mais sólido possível para um empréstimo, por ter ampla capacidade de honrar o pagamento. Só em 2025, o governo federal pagou R$ 11,1 bilhões em dívidas atrasadas de estados e municípios. Com a garantia da União, o risco da operação de crédito despenca. Na prática, o DF conseguiria pegar empréstimos maiores, com taxas de juros menores e condições facilitadas de financiamento. O g1 questionou o governo do DF sobre a queda na avaliação do Capag e a intenção de contrair um empréstimo para socorrer o BRB, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto. Por que a situação do DF importa? O governo do DF detém 71,92% do capital do BRB e é o acionista controlador do banco. Por isso, cabe ao governo Ibaneis Rocha (MDB) recapitalizar o banco e garantir que o BRB atenda às regras do sistema financeiro nacional – entre elas, a garantia de um nível de capital mínimo nos cofres. GDF oferece bens públicos para cobrir rombo do BRB As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo do BRB. O banco incorporou a seu patrimônio carteiras de crédito do Master que, segundo investigação da Polícia Federal, têm fortes indícios de fraude financeira. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou – o que não gera risco de insolvência ou liquidação, mas coloca em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. O BRB tem até o dia 31 de março para divulgar o balanço do segundo semestre de 2025. O mercado financeiro espera que, junto com esse documento, o banco divulgue também as soluções concretas que serão tomadas para recompor o capital – como forma, inclusive, de manter uma imagem de solidez. O que o Capag mede? O Índice de Capacidade de Pagamento se baseia em três variáveis: Endividamento: proporção entre a dívida e a receita corrente líquida; Poupança: proporção entre a receita (o que o ente arrecada) e a despesa (o que o ente gasta); Liquidez: diferença entre as despesas obrigatórias e o dinheiro disponível no caixa. O DF recebeu nota A em endividamento e B em liquidez relativa – mas nota C na poupança corrente. Sistema do Tesouro mostra nota C para a Capacidade de Pagamento do Distrito Federal Tesouro Nacional/Reprodução De acordo com o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Tesouro Nacional, 95,27% do que o DF arrecada é destinado para as despesas correntes. Com isso, quase não sobra espaço no caixa para financiar investimentos – ou pagar empréstimos. Foi esse o indicador que derrubou a nota do DF no Capag e, agora, impede a União de avalizar empréstimos da capital. Garantia em empréstimos Enquanto isso, o governo do DF tenta usar outra medida para viabilizar o empréstimo: a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Essa mecânica ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas vem enfrentando resistência da oposição ao governo Ibaneis Rocha (MDB) e até de aliados do governador. O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
27/02/2026 05:00:35 +00:00
Veja os 26 vinhos sul-americanos entre os melhores do mundo em 2026

26 vinhos sul-americanos estão entre os melhores do mundo em 2026 A América do Sul emplacou 26 representantes na lista internacional World’s Best Sommeliers’ Selection 2026 (“Melhores Selecionados por Sommeliers”, em tradução livre), que reúne anualmente os melhores vinhos do mundo. Nesta edição, divulgada nesta quarta-feira (25), foram selecionados 115 vinhos de 16 países (veja a lista completa). A seleção não estabelece um ranking entre os escolhidos. Entre os sul-americanos, a Argentina teve o maior número de representantes, com 12 rótulos. Eles vêm de regiões como o Vale de Uco (Mendoza), o Vale Calchaquí (Salta) e o Vale de Pedernal (San Juan). Em seguida, aparece o Chile, com oito rótulos. Entre eles, estão vinhos de vinícolas renomadas como a Vik, que já integrou premiações como World's Best Vineyard, que elenca as melhores do mundo. Já o Uruguai conquistou cinco posições na lista, com dois brancos complementando os tintos. O Brasil também entrou na lista, com um representante: o Casa Tés Grama Branco 2024, feito com uvas Sauvignon Blanc e Sémillon no Vale da Grama, região tradicionalmente cafeeira situada próxima à Serra da Mantiqueira. 🍷Segundo o guia, o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche. Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização Quais são as melhores vinícolas do mundo? Veja única brasileira da lista Vinho Casa Tés Grama Branco Reprodução/worldsbestsommeliersselection Na lista geral, a Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos. Entre eles, exemplares de Barolo e Barbaresco, elaborados com a uva Nebbiolo. Portugal aparece na sequência, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados. Um dos destaques foi um branco do Douro produzido pela Quinta do Vallado com as uvas Rabigato, Gouveio, Arinto e Viosinho. 🔎​Como é feita a seleção? Criada pela William Reed, responsável também pelo The World’s 50 Best Restaurants, que seleciona os melhores restaurantes do mundo, a seleção foi feita durante três dias de janeiro, na Inglaterra, quando 29 sommeliers de 17 países degustaram e avaliaram os vinhos. 🍷 Vinhos sul-americanos entre os melhores do mundo em 2026 ➡️ Argentina Apartado Nature 2017 – Rutini – Mendoza Birth of Cabernet 2021 – Catena Zapata – Mendoza Vineyard Block N° 4 Malbec 2022 – Pyros Wines – San Juan Chardo Velo de Flor 2020 – Bodega Puerta del Abra – Buenos Aires Province Concreto Malbec 2023 – Zuccardi Valle de Uco – Mendoza El Arenal Malbec Single Vineyard 2022 – Colomé – Salta Old Vines from Patagonia Semillon 2024 – Riccitelli Wine – Patagonia Primus Chardonnay 2022 – Bodegas Salentein – Mendoza Single Vineyard Altamira Malbec 2021 – Rutini – Mendoza Single Vineyard Gualtallary Chardonnay 2023 – Rutini – Mendoza Single Vineyard La Pampa ’97 2021 – Bodegas Salentein – Mendoza Trapiche Iscay 2022 – Trapiche Winery – Mendoza ➡️ Chile Almaviva 2018 – Almaviva Winery – Maipo Valley Almaviva 2021 – Almaviva Winery – Maipo Valley Don Melchor 2021 – Viña Don Melchor – Maipo Valley La Piu Belle 2022 – Vik – Cachapoal Valley Milla Cala 2022 – Vik – Cachapoal Valley STONEVIK 2024 – Vik – Cachapoal Valley VIK 2022 – Vik – Cachapoal Valley Prelude 2023 – Clos Apalta – Colchagua Valley ➡️ Uruguai Deux Revês, Uné Destinée 2023 – Sacromonte – Montevideo Quiebre 2023 – Sacromonte – Maldonado Riesling Viñedo Pan de Azúcar 2024 – Bodega Bouza – Maldonado Single Vineyard Albariño 2024 – Bodega Garzón – Maldonado Single Vineyard Tannat 2023 – Bodega Garzón – Maldonado ➡️ Brasil Grama Branco 2024 – Casa Tés – São Paulo 🍷Lista completa dos melhores vinhos do mundo em 2026 🍷Lista completa dos melhores vinhos do mundo em 2026 Aglianico 2022 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Aglianico 2023 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) Alauda 2021 – Ruffino – Toscana (Itália) Almaviva 2018 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Almaviva 2021 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Amontillado VORS – Bodegas Espinosa de los Monteros – Jerez-Sherry (Espanha) Apartado Nature 2017 – Rutini – Mendoza (Argentina) Aperture Cabernet Sauvignon 2023 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Aperture Sauvignon Blanc 2024 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Avaton 2022 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Barbaresco Asili 2014 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Bricco Rocche 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Brunate 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Riserva 2016 – Marchesi di Barolo – Piemonte (Itália) Birth of Cabernet 2021 – Catena Zapata – Mendoza (Argentina) Vineyard Block N° 4 Malbec 2022 – Pyros Wines – San Juan (Argentina) Boxing Rabbit Cuvee 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Chardo Velo de Flor 2020 – Bodega Puerta del Abra – Buenos Aires Province (Argentina) Château Smith Haut Lafitte Blanc 2022 – Château Smith Haut Lafitte – Bordeaux (França) Colección 125 Gran Vino Blanco 2023 – Chivite – Navarra (Espanha) Concreto Malbec 2023 – Zuccardi Valle de Uco – Mendoza (Argentina) Cuesta de las Liebres 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Deux Revês, Uné Destinée 2023 – Sacromonte – Montevideo (Uruguai) Desti 2022 – Merum Priorati – Catalunha (Espanha) donnacricri 2023 – Viabizzunoagricola – Sicília (Itália) Don Melchor 2021 – Viña Don Melchor – Maipo Valley (Chile) El Anejón 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) El Arenal Malbec Single Vineyard 2022 – Colomé – Salta (Argentina) Encruzado White 2023 – Quinta dos Carvalhais – Dão (Portugal) Erbaluce di Caluso DOCG Rend Nen 2022 – Luca Leggero Villareggia – Piemonte (Itália) Estate Chardonnay 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Soul of a Lion 2021 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Faustino I Gran Reserva Blanco 2021 – Bodegas Faustino – Rioja (Espanha) Feudo Arancio Hedonis 2022 – Feudo Arancio – Sicília (Itália) Garrigal Vinyes Velles 2023 – Peralada – Catalunha (Espanha) Garrus 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Gavi di Gavi Limited Edition 2021 – La Scolca – Piemonte (Itália) Grama Branco 2024 – Casa Tés – São Paulo (Brasil) Gran Vintage 2016 – Pere Ventura – Cava (Espanha) Granit 2024 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Grand Vin 2016 – Mas de Daumas Gassac – Languedoc-Roussillon (França) Grave di Stecca Brut 2018 – Nino Franco Spumanti – Veneto (Itália) Grotte Alte – Cerasuolo di Vittoria 2021 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Hunter 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Homarus 2021 – Tenuta Del Paguro – Emilia-Romagna (Itália) Il Frappato 2023 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Karthäuserhofberg GG 2023 – Karthäuserhof – Mosel (Alemanha) Kisi Qvevri Iberiuli 2022 – Shumi Winery and Estate – Kakheti (Geórgia) Kreuznacher Paradies Riesling 2021 – Weingut Korrell – Nahe (Alemanha) La Grande Dame 2018 – Veuve Clicquot – Champagne (França) La Piu Belle 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Les Clans 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Loureiro Escolha White 2024 – Quinta de Azevedo – Minho VR (Portugal) Malagousia 2024 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Malvasia 50 Years Old – Justino's – Madeira (Portugal) Milla Cala 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Musivum Teroldego Rotaliano 2019 – Mezzacorona – Trentino-Alto Adige (Itália) Oculus 2020 – Mission Hill Family Estate – British Columbia (Canadá) Terroir Collection Cabernet Franc 2022 – Mission Hill Family Estate – British Columbia (Canadá) Old Vines from Patagonia Semillon 2024 – Riccitelli Wine – Patagonia (Argentina) Orangelack Kabinett 2024 – Schloss Johannisberg – Rheingau (Alemanha) Ostrea in Fundo 2023 – Tenuta Del Paguro – Emilia-Romagna (Itália) Pago de Carraovejas 2023 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Parcellaire Les Agneaux NV – Champagne Gounel Lassalle – Champagne (França) Picpoul Blanc 2023 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Prelude 2023 – Clos Apalta – Colchagua Valley (Chile) Primus Chardonnay 2022 – Bodegas Salentein – Mendoza (Argentina) Quiebre 2023 – Sacromonte – Maldonado (Uruguai) Reserve Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Reserve Cabernet Sauvignon 2022 – Robert Mondavi Winery – Califórnia (EUA) Reserva 2023 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Riesling Stará Hora 2022 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Veltliner Vinohrádky 2023 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Riesling Viñedo Pan de Azúcar 2024 – Bodega Bouza – Maldonado (Uruguai) Romitorio di Santedame 2022 – Ruffino – Toscana (Itália) Rotari Flavio 2016 – Cantina Rotari – Trentino-Alto Adige (Itália) Vinha Grande Red 2022 – Casa Ferreirinha – Douro (Portugal) Quinta da Leda Red 2022 – Casa Ferreirinha – Douro (Portugal) Ruggine 2021 – Clara Marcelli – Marche (Itália) Rully Blanc 2023 – Madame Veuve Point – Burgundy (França) Salome 2022 – Shumi Winery and Estate – Kakheti (Geórgia) Sekt 36m 2021 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Single Vineyard Albariño 2024 – Bodega Garzón – Maldonado (Uruguai) Single Vineyard Altamira Malbec 2021 – Rutini – Mendoza (Argentina) Single Vineyard Gualtallary Chardonnay 2023 – Rutini – Mendoza (Argentina) Single Vineyard La Pampa ’97 2021 – Bodegas Salentein – Mendoza (Argentina) Single Vineyard Tannat 2023 – Bodega Garzón – Maldonado (Uruguai) Sisters Chardonnay 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) SM 2023 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Solengo IGT Toscana 2021 – Argiano – Toscana (Itália) STONEVIK 2024 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Tawny 30 Years Old – Quinta do Crasto – Porto (Portugal) Tawny Port 20 Years Old – Sandeman – Douro (Portugal) Vintage Port Quinta do Seixo 2022 – Sandeman – Douro (Portugal) The Plow Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Tinta Roriz 2017 – Quinta do Crasto – Douro (Portugal) Tio Pepe en Rama 2025 – Gonzalez Byass – Sherry-Jerez (Espanha) TNX Douro 2021 – Quinta da Côrte – Douro (Portugal) Tokara Reserve Collection Cabernet Sauvignon 2022 – Tokara Wine & Olive Estate – Stellenbosch (África do Sul) Trapiche Iscay 2022 – Trapiche Winery – Mendoza (Argentina) Vallado Field Blend Reserve 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vallado Reserva Branco 2024 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Verdelho Frasqueira 1997 – Justino's – Madeira (Portugal) VIK 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Vinha da Coroa 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinha da Granja 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinhas Velhas 2021 – Quinta das Carvalhas – Douro (Portugal) Viña Monty Graciano Reserva 2019 – Bodegas Montecillo – Rioja (Espanha) Viognier 2024 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) VV26 Grand Cru NV – Champagne Frerejean Frères – Champagne (França) Wairau River Sauvignon Blanc 2025 – Rose Family Estate – Marlborough (Nova Zelândia) Yu-ki Estate Pinot Noir 2022 – Freeman Vineyard & Winery – Califórnia (EUA) Ysios Finca Lagunazuri 2021 – Bodegas Ysios – Rioja (Espanha) Vinho sendo servido em uma taça Pixabay Vinhos Unsplash/ Hermes Rivera Adega de vinhos Unsplash/ iMattSmart Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik Vinho Unsplash/ Kym Ellis Vinhos Unsplash/Zan Lazarevic
27/02/2026 03:01:11 +00:00
Reforma trabalhista de Milei é votada no Senado sob greve e protestos nas ruas

Reforma trabalhista de Milei Depois de aprovar a redução da idade de responsabilidade penal para 14 anos, o Senado argentino iniciou no começo da noite desta sexta-feira (27) a análise da reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. A votação é considerada um dos momentos mais decisivos do governo até agora. O debate ocorre em meio a uma nova onda de mobilizações. A Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne entidades do transporte, do funcionalismo público e movimentos sociais, convocou uma greve acompanhada de marcha até o Congresso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A expectativa é que a região permaneça tomada por protestos durante toda a sessão, o que aumenta a tensão no debate legislativo. O projeto chega ao Senado após ser aprovado na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (19), por 135 votos a 115, em sessão marcada por provocações e confrontos do lado de fora do Congresso. A aprovação foi possível após o governo negociar cerca de 30 mudanças no texto original, segundo a agência AFP, retirando pontos que enfrentavam maior resistência. Agora, caberá aos senadores decidir se mantêm a versão aprovada pela Câmara ou se propõem novos ajustes. ➡️ Caso o texto seja alterado, voltará à Câmara para nova análise. Se não houver mudanças, seguirá para sanção presidencial. Analistas afirmaram ao g1 que o ambiente no Senado é de incerteza. Segundo Francisca Vila, da consultoria Prospectiva, a combinação de pressão das ruas, mobilização sindical e divisões na oposição torna o cenário imprevisível. Para ela, três caminhos seguem possíveis: a aprovação integral do texto; a reabertura da discussão, com retorno à Câmara; ou o adiamento da votação, caso não haja consenso suficiente. O que está em jogo Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni O governo argumenta que a reforma moderniza regras consideradas rígidas e desatualizadas, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas, aumentar a segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formais. Veja abaixo os principais pontos aprovados pela Câmara: Férias mais flexíveis: poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional, normalmente entre 1º de outubro e 30 de abril; Restrições a greves em setores essenciais: a reforma exige a manutenção de um nível mínimo de funcionamento entre 50% e 75%, o que reduz o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência: poderá chegar a seis meses e, em alguns casos, a oito ou 12 meses, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada: a carga diária pode subir de 8 para até 12 horas, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva: empresas poderão firmar acordos diretos com sindicatos locais, com menos peso das convenções nacionais; Alterações em demissões e indenizações: o cálculo das indenizações será reduzido e o pagamento poderá ser parcelado em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para micro, pequenas e médias; Combate à informalidade: o texto elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de regularização. Ao mesmo tempo, proíbe a contratação de monotributistas — regime voltado a autônomos — em funções que caracterizam vínculo formal de emprego. No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos como autônomos, com regras próprias e acesso a um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais criadas durante a pandemia. Um manifestante segura sinalizadores durante um protesto em frente ao Congresso Nacional da Argentina REUTERS/Agustin Marcarian O que ficou de fora? A versão que será analisada pelo Senado é diferente da proposta original apresentada pelo deputado Lisandro Almirón, do partido La Libertad Avanza. Para construir maioria na Câmara, o governo retirou pontos que enfrentavam maior resistência. Veja abaixo os principais pontos retirados do projeto original: Um deles autorizava o pagamento de parte do salário em bens ou serviços, como moradia e alimentação. A proposta foi retirada. O texto aprovado determina que o salário seja pago exclusivamente em dinheiro, em moeda nacional ou estrangeira. Benefícios podem existir, mas apenas como complemento. Outro ponto previa o pagamento de salários por carteiras digitais e plataformas, mas a Câmara excluiu essa possibilidade. O pagamento deverá ser feito por bancos ou instituições oficiais de poupança. Também foi retirada a regra que permitia reduzir em até 50% a indenização de trabalhadores que tivessem a capacidade de trabalho afetada por acidente fora do ambiente profissional e não pudessem ser realocados na empresa. Agora, a indenização deve ser paga integralmente. Tensão nas ruas Reforma trabalhista de Milei é votada no Senado sob greve e protestos nas ruas REUTERS/Agustin Sindicatos de diferentes setores realizam, nesta sexta-feira, uma nova greve nacional contra a reforma trabalhista em debate no Senado argentino. A paralisação foi convocada pela Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne entidades do transporte, do funcionalismo público e movimentos sociais. A principal mobilização ocorre em Buenos Aires. Os manifestantes se concentram a partir das 10h na Avenida de Mayo, no cruzamento com a Rua Salta, e seguem em marcha até o Congresso. O lema escolhido para o ato é “Contra a reforma trabalhista, pelos nossos direitos e por aumentos salariais já”. Entre as entidades que confirmaram participação estão a Asociación Trabajadores del Estado (ATE), a Central de Trabajadores de la Argentina (CTA), a CTA Autónoma e a Federación de Trabajadores de la Industria de Procesamiento de Oleaginosas, Desmotadores de Algodón y Afines de la República Argentina (FTCIOD y ARA). Cada sindicato definiu sua forma de adesão, mas a palavra de ordem é a mesma. Diferentemente da semana passada, quando o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, a FreSU atua separadamente da Confederación General del Trabajo (CGT). Desta vez, a central promoveu uma greve geral contra o governo e não convocou manifestações de rua. Apesar disso, segundo o jornal “La Nación”, a direção da CGT deve apresentar ação judicial contra o que considera “aspectos inconstitucionais” da reforma e convocar um ato em frente ao Palácio da Justiça, sede do Supremo Tribunal, na próxima segunda-feira (2).
27/02/2026 03:01:02 +00:00
Mega-Sena, concurso 2.977: prêmio acumula e vai a R$ 145 milhões

G1 | Loterias - Mega-Sena 2977 O sorteio do concurso 2.977 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (26), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 145 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 08 - 19 - 27 - 32 - 38 - 52 5 acertos - 118 apostas ganhadoras: R$ 33.510,78 4 acertos - 7.699 apostas ganhadoras: R$ 846,60 O próximo sorteio da Mega será no sábado (28). Mega-Sena, concurso 2.977 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
27/02/2026 00:02:18 +00:00
Governo abre espaço de R$ 8 bilhões para os Correios captarem novo empréstimo com garantias da União

Correios apontam que o programa Remessa Conforme expôs problemas de 'reposicionamento negocial da empresa' O governo federal deu mais espaço para os Correios conseguirem captar novo empréstimo com garantias da União. A ampliação foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta feira (26). Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União. No fim do ano passado, a estatal ja captou R$ 12 bilhões. Apesar da medida do CMN, integrantes do governo e da estatal ainda não descartam a possibilidade de os R$ 8 bilhões não serem captados por meio de empréstimo, e sim por aporte, uma transferência direta do Tesouro Nacional para a empresa. 🔨 O martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre. Em nota, o CMN disse que a ampliação do limite de empréstimo com garantias da União é "para assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), aprovado em 10 de dezembro de 2025". 📫 A estatal passa por uma crise sem precedentes. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo dos Correios chegou a R$ 6 bilhões. O resultado de todo o ano de 2025 ainda não tem previsão de ser divulgado. 📈 Para 2026, o governo espera um aumento do déficit de R$ 9,1 bilhões. Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Jornal Nacional/ Reprodução Empréstimo de R$ 12 bilhões Os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa em dezembro. O contrato envolve os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. 🔎 Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta de R$ 20 bilhões que os Correios negociavam com um consórcio de bancos. O comitê aceitava uma taxa de juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa juros de 20% ao ano. Após a aprovação do valor de R$ 12 bilhões, o Tesouro Nacional destacou que a operação respeitou o limite de juros previsto para empréstimos com garantia da União e atendeu aos critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.
26/02/2026 23:11:15 +00:00
Netflix se recusa a aumentar oferta pela Warner após nova proposta 'superior' da Paramount

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Netflix anunciou nesta quinta-feira (26) que não vai elevar sua oferta pela Warner Bros. Discovery, após uma nova proposta da Paramount. Com isso, a empresa de David Ellison, que ofereceu US$ 110 bilhões mais cedo, deve ganhar a disputa pelo estúdio clássico. A plataforma de streaming e a Warner tinham fechado um acordo por parte da empresa, em dezembro de 2025. Já a Paramount vinha desde então tentando superar a rival e comprar a companhia inteira. Nesta terça, a Warner considerou a proposta de Ellison "superior" e deu quatro dias para que a Netflix enviasse uma nova oferta. "A transação que negociamos criaria valor para acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, sempre fomos disciplinados, e com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo não é mais financeiramente atraente, então nos recusamos a igual a proposta", afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado sobre a decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta da Paramount, de US$ 31 por ação, totaliza cerca de US$ 110 bilhões e inclui a dívida da WBD. A última oferta da Netflix, de US$ 83 bilhões, excluía canais como CNN e Discovery, que seriam separadas e formariam uma nova empresa. Na nova proposta, a Paramount também aumentou a multa que pagaria se o negócio fosse barrado por reguladores: de US$ 5,8 bilhões para US$ 7 bilhões. "Acreditamos que seríamos guardiões fortes das marcas icônicas da Warner Bros., e que nosso acordo teria fortalecido a indústria do entretenimento e preservado e criado mais trabalhos de produção nos EUA", escreveram Sarandos e Peters. "Mas essa transação sempre foi uma 'bom ter' no preço certo, não uma 'deve ter' a qualquer preço."
26/02/2026 23:00:16 +00:00
Warner declara proposta da Paramount superior e dá 4 dias úteis para Netflix oferecer mais ou desistir

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Warner Bros Discovery disse nesta quinta-feira (26) que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, é melhor do que o acordo atual com a Netflix. Com isso, a Netflix tem quatro dias úteis para melhorar sua proposta ou sair da disputa pela compra do estúdio. A briga bilionária pelo controle da empresa pode estar chegando à reta final. No começo do mês, a própria Netflix tinha dado sete dias para a Warner buscar uma “melhor e última oferta” da Paramount. Pelas regras do acordo já assinado com a Netflix, esse aviso abre agora um prazo de quatro dias para que a empresa apresente uma nova proposta. A proposta de US$ 31 por ação da Paramount totaliza cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida da WBD. A oferta atual da Netflix, de US$ 83 bilhões, exclui canais como CNN e Discovery. As ações da Paramount Skydance subiram mais de 1,5% após o anúncio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que está em jogo A Netflix quer comprar os negócios de estúdio e streaming da Warner. Em dezembro, ofereceu US$ 27,75 por ação. A empresa afirmou que esse valor, junto com a separação dos canais a cabo da Warner, traria mais ganhos aos acionistas. Parte da proposta depende do nível de dívida desses canais a cabo, que seriam reunidos em uma nova empresa chamada Discovery Global. O valor dessa nova empresa ainda é incerto. A Warner estima que cada ação da Discovery Global poderia valer entre US$ 1,33 e US$ 6,86. Já a Paramount diz que a empresa quase não teria valor. Analistas afirmam que, se a Paramount oferecesse US$ 34 por ação, a discussão sobre esse valor praticamente acabaria. Na nova proposta, a Paramount também aumentou a multa que pagaria se o negócio fosse barrado por reguladores: de US$ 5,8 bilhões para US$ 7 bilhões. A força financeira da Netflix No fim de dezembro, a Netflix tinha cerca de US$ 9 bilhões em caixa. Isso dá à empresa espaço para aumentar a oferta, se quiser. Qualquer uma das duas propostas mudaria o equilíbrio de forças em Hollywood. Quem vencer ficará com um dos estúdios mais importantes da indústria, uma grande biblioteca de conteúdos e franquias valiosas como “Game of Thrones” e personagens da DC Comics. Pressão e ameaça de disputa A Paramount afirma que teria mais chances de conseguir aprovação dos órgãos reguladores dos EUA do que a Netflix. A empresa também sinalizou que, se a Warner rejeitar a nova oferta, pode tentar mudar a composição do conselho da companhia na próxima assembleia anual. Investidores ativistas também aumentaram a pressão. A Ancora Holdings, que tem uma pequena participação na Warner, disse que a empresa não negociou de forma adequada com a Paramount. Já a Warner afirma que seu conselho tem histórico de agir no melhor interesse da empresa e dos acionistas.
26/02/2026 21:31:57 +00:00
Argentina ratifica acordo UE-Mercosul após aprovação no Senado

Deputados são vistos após a votação que aprovou o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul no Congresso argentino, em 26 de fevereiro de 2026. Juan Mabromata/AFP A Argentina ratificou nesta quinta-feira (26) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após a aprovação do texto pelo Senado. O país é o segundo, depois do Uruguai, a concluir o processo. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com 69 votos a favor, 3 contrários e nenhuma abstenção, o Senado concluiu a ratificação parlamentar do tratado, assinado em 17 de janeiro, em Assunção. O tratado eliminará tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, que juntos respondem por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e somam mais de 700 milhões de consumidores. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Brasil e Paraguai já iniciaram os procedimentos necessários para que seus parlamentos ratifiquem o tratado nos próximos dias. Enquanto o tratado avança nos trâmites formais nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu suspendeu a própria ratificação por tempo indeterminado em 21 de janeiro. Na ocasião, os eurodeputados enviaram o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar sua legalidade. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia presidido por Ursula von der Leyen, pode decidir implementar o tratado de forma provisória. Até o momento, porém, não tomou uma decisão. A tramitação no Parlamento Europeu enfrenta forte resistência e protestos do setor agropecuário, que teme o impacto de uma entrada massiva de carne, arroz, mel e soja sul-americanos no mercado europeu, em troca da ampliação das exportações de veículos, máquinas, queijos e vinhos do bloco para o Mercosul. A Comissão Europeia adotou uma série de salvaguardas para proteger setores considerados sensíveis.
26/02/2026 19:15:59 +00:00
Stellantis erra na estratégia de carros elétricos e tem prejuízo de R$ 153,9 bilhões

Novo Jeep Compass na linha de produção em Melfi, Itália Divulgação A Stellantis, grupo dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual). O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O prejuízo já era esperado, pois a empresa havia divulgado estimativas preliminares três semanas antes. O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirma em nota Antonio Filosa, CEO da Stellantis. Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita. “Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa. Ano marcado por perdas Ao longo de 2025, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora. No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica. Fábrica de modelos eletrificados a Leapmotor em Zhejiang, China Divulgação Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos. Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento. As ações da Stellantis em Milão caíam 0,3% e, desde o anúncio das perdas com carros elétricos, acumulam queda de cerca de 20%. O papel atingiu seu nível mais baixo em 6 de fevereiro e recua 30% no ano. A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.
26/02/2026 18:30:29 +00:00
Uruguai se torna o 1º país a ratificar o acordo entre Mercosul e União Europeia

Como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros? O Uruguai tornou-se nesta quinta-feira (26) o primeiro país a ratificar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após a aprovação pelo Congresso. A Câmara dos Deputados uruguaia aprovou o texto por 91 votos a 2, um dia depois de o Senado ter dado aval por unanimidade. A Argentina também deve ratificar o acordo nesta quinta-feira. O tratado foi assinado em janeiro, em Assunção, após mais de 25 anos de negociações. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Brasil e Paraguai, os outros dois membros plenos do bloco sul-americano, também devem concluir a ratificação do acordo nos próximos dias. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o texto nesta quarta-feira (25), e a proposta segue agora para o Senado, onde passará pela última etapa antes de entrar em vigor. “É histórico” e “um sinal para a Europa”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, após a votação. O acordo provocou forte reação em países europeus, especialmente na França, que encaminhou o documento à Justiça europeia em janeiro, suspendendo sua aplicação formal. Ainda assim, a União Europeia pode optar por implementá-lo de forma provisória. A principal preocupação de franceses e de outros governos europeus é o impacto da criação de uma ampla zona de livre comércio sobre os setores agrícola e pecuário. No Mercosul, o tratado conta com apoio majoritário, apesar das ressalvas de alguns segmentos industriais, como o setor vinícola. Persistem dúvidas sobre as cotas de exportação, que ainda serão definidas em negociações internas entre os dois blocos. Mesmo assim, os quatro países sul-americanos devem concluir a tramitação legislativa nos próximos dias. Quando entrar em vigor, o acordo formará a maior área de livre comércio do mundo, ao prever a redução gradual de tarifas e a ampliação das cotas de exportação de bens e serviços entre os 27 países da União Europeia e os quatro membros fundadores do Mercosul, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. O tratado permitirá que a União Europeia exporte com mais vantagens produtos como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para o Mercosul. Em contrapartida, os países sul-americanos terão maior acesso ao mercado europeu para itens como carne, açúcar, arroz, mel e soja, entre outros. Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. EVARISTO SA/AFP
26/02/2026 18:24:04 +00:00
BRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônio

GDF muda o projeto de socorro ao BRB O Banco de Brasília (BRB) pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias, nas próximas semanas, para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição. Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️Todos esses números constam na proposta que será levada pelo banco à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 de março. ➡️Ou seja: todo esse plano ainda precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do Distrito Federal, que é acionista controlador e detém 71,92% do capital do banco do BRB. Governo do DF apresenta novo projeto para tentar socorrer o BRB, investigado no caso Master Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM: Saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por Ibaneis Distritais acionam MP e governo do DF para barrar Daniel Vorcaro em reunião de acionistas do BRB BRB precisa de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos, indica governo do DF ao oferecer lotes como garantia Garantia em empréstimos BRB espera aprovação do projeto de socorro em até três semanas Enquanto isso, o governo do DF também tenta reforçar o patrimônio do BRB com outra medida: a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Essa mecânica ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas vem enfrentando resistência da oposição ao governo Ibaneis Rocha (MDB) e até de aliados do governador. O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Quais imóveis o GDF quer entregar? Confira a nova lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) SIA, Trecho Serviço Público, Lote G SIA, Trecho Serviço Público, Lote I SIA, Trecho Serviço Público, Lote H SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
26/02/2026 14:39:18 +00:00
Ford faz recall de 4,3 milhões de veículos por falha em freio

Ford F-150 é um dos modelos afetados pelo recall nos Estados Unidos Divulgação | Ford A Ford vai fazer um recall de 4,3 milhões de veículos nos Estados Unidos, segundo a agência Reuters. Um problema de software pode causar falhas nos freios e também afetar as luzes externas dos veículos ao usar um reboque. O problema pode ocorrer ao rebocar um trailer. O módulo de reboque pode perder comunicação com o veículo, o que pode causar a perda das luzes de freio e de seta, ou a perda da função de frenagem no trailer. Segundo a Reuters, a Ford vai resolver o problema por meio de uma atualização de software. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os modelos afetados estão alguns também vendidos no Brasil. As picapes Maverick, F-150, Ranger e a van E-Transit. O recall também inclui F-250, Lincoln Navigator e Expedition nos Estados Unidos. Todos produzidos entre 2021 e 2026. O g1 consultou a Ford do Brasil para confirmar se as unidades vendidas no país fazem parte do recall. A empresa ainda não divulgou uma posição oficial. Assim que isso acontecer, esta notícia será atualizada. Veja os vídeos que estão em alta no g1
26/02/2026 14:37:04 +00:00
México aprova projeto que reduz jornada de trabalho para 40 horas até 2030

Trabalhador manuseia refrigerantes em mercado de Monterrey, no México, em janeiro de 2026. REUTERS/Daniel Becerril/Foto de arquivo O México aprovou um projeto de lei para reduzir gradualmente a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. No entanto, a reforma, que deve começar a ser implementada no próximo ano, amplia o limite semanal de horas extras e mantém apenas um dia de descanso para cada seis dias trabalhados. Com mais de 2.226 horas de trabalho por pessoa ao ano, a segunda maior economia da América Latina apresenta o pior equilíbrio entre vida profissional e pessoal entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O país, onde cerca de 55% dos trabalhadores estão na informalidade, também registra a menor produtividade do trabalho e os salários mais baixos entre os 38 membros do grupo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto na noite de terça-feira (24), com apoio unânime dos 469 parlamentares presentes na Casa, que tem 500 cadeiras. Nenhum deputado votou contra. Em seguida, os deputados analisaram os pontos específicos da proposta, aprovados com 411 votos favoráveis. A oposição criticou duramente a reforma durante cerca de 10 horas de debate. Já o partido governista celebrou a aprovação, que ocorre após anos de idas e vindas nas negociações com empresários. “Produtividade não se mede pelo esgotamento. Ela se constrói com dignidade”, afirmou o deputado governista Pedro Haces, que também é secretário-geral da Confederação Autônoma de Trabalhadores e Empregados do México. Oposição diz que não há redução real da jornada A oposição argumenta que o projeto não representa uma redução real da jornada de trabalho, pois aumenta o limite semanal de horas extras de nove para 12 e não estabelece a obrigatoriedade de dois dias de descanso para cada cinco trabalhados. “A ideia da reforma não é ruim, mas ela é incompleta e foi feita às pressas”, disse Alex Domínguez, deputado do oposicionista Partido Revolucionário Institucional (PRI). A proposta já havia sido aprovada neste mês pelo Senado, onde o partido governista Morena possui ampla maioria. “Depois de mais de 100 anos sem mudanças, o México começará a eliminar gradualmente a jornada de 48 horas semanais”, afirmou o Ministério do Trabalho em publicação na rede social X, na madrugada de quarta-feira (25). A presidente Claudia Sheinbaum apresentou a proposta em dezembro. O plano prevê a redução da jornada em duas horas por ano até 2030, beneficiando cerca de 13,4 milhões de trabalhadores. Caso a lei seja aprovada por mais da metade das assembleias legislativas estaduais — como é esperado —, a primeira redução de duas horas entraria em vigor em janeiro de 2027. Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1
26/02/2026 14:35:06 +00:00
Alta na tarifa de importação pode arrecadar até R$ 20 bilhões neste ano e troca por produtos nacionais é 'incerta', diz órgão do Senado

Governo sobretaxou mais de mil produtos importados para defender a indústria nacional Bruno Leão/Sedecti O aumento no imposto de importação de mais de mil produtos, adotado pelo governo no começo deste mês, pode gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões neste ano, informou a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal. Com isso, a receita pode superar os R$ 14 bilhões esperados pelo Ministério da Fazenda. Além disso, a estratégia anunciada pelo governo, de diminuir as importações e substituí-las por produção nacional, é "controversa e os resultados incertos", acrescentou a IFI, no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira (26). Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem. A decisão do governo, que engloba bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. A IFI lembrou que, assim como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) — que foi elevado no ano passado pelo governo brasileiro — o Imposto de Importação (II) tem "natureza regulatória", ou seja, em tese não deveria ser utilizado para aumentar a arrecadação, mas sim para intervir na economia e influenciar o comportamento de empresas e consumidores. O órgão pontuou que integrantes do governo têm dito que a medida adotada visa proteger a indústria nacional frente a concorrência estrangeira e induzir uma parcial substituição de importações por produção doméstica. E que o foco, portanto, não seria fiscal, com o aumento da arrecadação. "Ocorre que o efeito arrecadatório é imediato, já a substituição de produtos e insumos importados por produção nacional, se ocorrer, se dará a médio e longo prazos", acrescentou a IFI, em seu relatório. Defesa da indústria nacional ➡️A medida do governo foi criticada por importadores e por parlamentares da oposição, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca proteger a indústria nacional. Também vem repercutindo negativamente nas redes sociais. Nesta quarta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas que mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil e que empresas de outros países, com produção similar, estariam "jogando" o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos. "Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", afirmou o ministro Haddad, nesta quarta-feira. A Instituição Fiscal Independente observa que o embasamento do governo é ancorado em preocupações com o desequilíbrio da balança comercial nestes setores e a expectativa é diminuir as importações e substituí-las por produção nacional. Mas pondera que essa "estratégia é controversa e os resultados incertos". "O efeito industrializante de medidas protecionistas, via tarifas de importação, ao longo da história econômica brasileira, é ponto controverso na literatura especializada e contradita evidências empíricas recentes, como os resultados iniciais do tarifaço adotado pelo governo do presidente Donald Trump alcançados pela economia americana", acrescentou a IFI. Produtos afetados pelo aumento da tarifa Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada
26/02/2026 14:00:29 +00:00
Fictor Alimentos pede inclusão em recuperação judicial da controladora

Fictor Alimentos S.A é uma empresa do setor alimentício listada na B3, que opera sob o código de negociação FICT3 Reprodução A Fictor Alimentos, integrante do Grupo Fictor — que chegou a negociar a compra do Banco Master antes da liquidação determinada pelo Banco Central do Brasil — informou nesta quinta-feira (26) que solicitou sua inclusão no processo de recuperação judicial da holding que controla o grupo. O requerimento foi protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo e amplia o alcance do pedido apresentado pelo grupo no início de fevereiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na ocasião, apenas a Fictor Invest e a Fictor Holding haviam solicitado recuperação judicial. Agora, além da empresa do setor de alimentos, outras companhias do Grupo Fictor também pediram para ser incluídas no mesmo processo conduzido pela holding. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Fictor Alimentos, a decisão foi motivada pelos impactos negativos no ambiente de negócios após a divulgação da recuperação judicial da controladora. Entre os efeitos mencionados estão a dificuldade de acesso a crédito, a revisão de limites por bancos e problemas nas relações comerciais, fatores que, segundo a companhia, afetam sua capacidade financeira e operacional. Em comunicado ao mercado, a Fictor Alimentos afirmou que a entrada no processo busca preservar suas atividades e criar um cenário mais organizado para a renegociação de dívidas. A inclusão de outras empresas do grupo na mesma recuperação judicial também deve facilitar negociações conjuntas com credores e aumentar a transparência e a previsibilidade para investidores, fornecedores e demais envolvidos, de acordo com a companhia. Ações e bens bloqueados No início deste mês, a Justiça de São Paulo determinou a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest. 🔎 Na prática, a decisão antecipa o chamado stay period, fase em que a Justiça suspende cobranças contra empresas que pedem recuperação judicial. Em regra, esse período é de 180 dias, mas o juiz pode reduzir o prazo ou aplicar a medida antes da aceitação formal do pedido, como ocorre no caso da Fictor. O objetivo da recuperação judicial, segundo a companhia, é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam mais de R$ 4,2 bilhões. De acordo com a empresa, haveria risco de paralisação das atividades em razão das ordens judiciais em curso. Para isso, foram apresentados os documentos exigidos pela Lei de Recuperação Judicial. Apesar da suspensão temporária de novas cobranças, o juiz afirmou que a decisão vale apenas para atos futuros. Assim, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude. Do Banco Master às recuperação judicial A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial ainda não incluía as subsidiárias, que ainda mantinham suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do BC sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.
26/02/2026 13:31:48 +00:00
Brasil, Uruguai e Argentina aceleram ratificação do acordo UE-Mercosul

Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia Em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou o tratado entre o Mercosul e a União Europeia na noite de quarta-feira (25). O texto segue agora para análise no Senado. O relator, Marcos Pereira, articulou a votação com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O governo deve publicar nos próximos dias um decreto com medidas de proteção ao agronegócio, uma demanda antiga do setor, antes da apreciação pelos senadores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Câmara acelerou a pauta após o nervosismo causado pelo anúncio do presidente Donald Trump de aumentar de 10% para 15% as tarifas globais de importação dos Estados Unidos. “Chegou a hora de o Brasil confirmar sua vocação exportadora”, afirmou o presidente da Casa, Hugo Motta, que disse ver no país “o grande protagonista” da implementação do acordo. A proposta foi aprovada por ampla maioria, apesar da oposição de alguns parlamentares de esquerda. No Uruguai, o Senado aprovou por unanimidade, na quarta, o projeto de lei que ratifica o acordo comercial assinado em 17 de janeiro no Paraguai, após 25 anos de negociações. A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados, onde a votação final está prevista para esta quinta-feira (26). A Argentina, que já havia se antecipado aos demais parceiros ao aprovar o texto na Câmara dos Deputados em 12 de fevereiro, decidiu também antecipar para esta quinta-feira a votação definitiva no Senado. O governo de Javier Milei quer garantir que o país seja o primeiro a acessar as cotas de exportação de produtos agropecuários previstas no acordo, o que daria vantagem competitiva sobre o Brasil. Implementação interina na Europa? Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo Na Europa, embora o Parlamento Europeu tenha enviado o tratado para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia – processo que pode levar até dois anos –, o capítulo comercial pode ser aplicado provisoriamente pela Comissão Europeia. O órgão tem autoridade para avançar com a implementação interina enquanto aguarda o parecer jurídico da Corte. Entretanto, a tramitação continua enfrentando resistência política em vários países europeus. França, Polônia, Irlanda e Áustria permanecem contrárias ao acordo, sobretudo devido à forte pressão de seus agricultores, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Além do setor agrícola, representantes do agronegócio europeu e organizações ambientalistas também manifestam críticas, argumentando que o tratado poderia incentivar práticas consideradas prejudiciais ao meio ambiente e à produção local. Por outro lado, Alemanha, Espanha e Portugal veem mais oportunidades do que perdas no estreitamento do comércio entre os dois blocos. O acordo prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que reunirá um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.
26/02/2026 12:57:19 +00:00
Dólar sobe e fecha a R$ 5,13, de olho nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,28% nesta quinta-feira (26), cotado a R$ 5,1389. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,13%, aos 191.005 pontos. O dia foi marcado pela cautela dos investidores diante das tensões nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O presidente Donald Trump pode decidir em breve sobre um eventual ataque militar ao Irã após reunião entre autoridades dos dois países nesta quinta-feira. A possibilidade mantém os investidores atentos ao noticiário geopolítico. Diante das incertezas, o petróleo tipo Brent avançou 0,55%, a US$ 71,08 por barril. O WTI, por sua vez, recuou 0,20%, a US$ 65,29. ▶️ Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 212 mil na semana encerrada em 21 de fevereiro, alta de 4 mil frente ao período anterior. O número ficou abaixo da expectativa de 215 mil e indica estabilidade no mercado de trabalho. ▶️ No Brasil, os investidores acompanharam principalmente o cenário externo e também reagiram à pesquisa da AtlasIntel, que apontou o presidente Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. 🔎 Parte do mercado interpreta o resultado como um sinal de possível mudança no comando do país em 2026. Para alguns analistas, uma eventual troca de governo poderia abrir caminho para medidas mais firmes no controle das contas públicas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,71%; Acumulado do mês: -2,07%; Acumulado do ano: -6,37%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +5,32%; Acumulado do ano: +18,54%. Tensão entre EUA e Irã Agentes do mercado financeiro já consideram a possibilidade de um ataque dos EUA ao Irã. Segundo a mídia internacional, Trump deve decidir sobre a ação com base no resultado de uma reunião em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira. Essa será a terceira reunião em menos de um mês para tentar fechar um acordo que restrinja ou encerre o programa nuclear iraniano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um resultado positivo no encontro, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada. Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio disse na quarta-feira (25) que espera uma reunião produtiva, mas afirmou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir os limites dos mísseis. Especialistas consultados pelo g1 afirmam que o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores. Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar, e se afastar de aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa. 🔎 O dólar é uma das moedas mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade. Por isso, em períodos de tensão, muitos investidores deixam investimentos mais arriscados e migram para o dólar. Outro fator que pode valorizar a moeda americana é a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Um ataque ou bloqueio nessa região afetaria o funcionamento do mercado. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que também pode influenciar os preços. Mesmo assim, os especialistas consultados apontam que o mercado não espera uma guerra prolongada ou de grande escala entre os países. O excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem limitar a alta dos preços no curto prazo. Com a redução da disposição dos investidores em apostar em ativos mais arriscados durante momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores ao redor do mundo também podem sofrer quedas. Dependendo da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de setores como petróleo e gás. LEIA TAMBÉM: Como a tensão entre EUA e Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro Irã tem dia decisivo com reunião nuclear com os EUA e possível decisão de Trump sobre ataque Agenda econômica Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA O número de americanos que pediram auxílio-desemprego pela primeira vez teve leve alta na semana passada, enquanto a taxa de desemprego deu sinais de estabilidade em fevereiro, em um cenário de mercado de trabalho sem grandes mudanças. Segundo o Departamento do Trabalho, os novos pedidos somaram 212 mil na semana encerrada em 21 de fevereiro, aumento de 4 mil em relação ao período anterior. O resultado ficou próximo do esperado por analistas, que projetavam 215 mil solicitações. Os dados incluem o feriado do Dia dos Presidentes, o que pode ter influenciado os números. Ainda assim, o volume de pedidos indica que o mercado de trabalho segue estável, após uma desaceleração registrada no ano passado em meio às incertezas sobre tarifas de importação anunciadas pelo presidente Donald Trump. Mercados globais Os mercados em Wall Street fecharam sem um rumo definido nesta quinta-feira. Mesmo após resultados financeiros fortes da Nvidia, que ajudaram a reduzir parte das preocupações sobre o avanço da inteligência artificial, os investidores preferiram agir com cautela. Em geral, o mercado segue avaliando como essas inovações podem afetar empresas já consolidadas, mantendo o setor de tecnologia no centro das atenções. Nesse contexto, as ações da fabricante de chips caíram 5,47% nesta quinta. O índice Dow Jones avançou 0,04%, para 49.499,51 pontos. Já o S&P 500 caiu 0,54%, a 6.908,89 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 1,18%, para 22.878,38 pontos, pressionado pelo desempenho mais fraco das empresas de tecnologia. As principais bolsas da Europa terminaram o dia em alta nesta quinta-feira, puxadas por bons resultados de empresas e por números positivos da economia. Mesmo assim, os investidores seguiram atentos e cautelosos com os possíveis impactos da inteligência artificial sobre os negócios e o mercado. O índice pan-europeu Stoxx 600 ficou próximo da estabilidade, caindo 0,03%, aos 633,28 pontos, após renovar recorde na véspera. Na mesma direção, o FTSE 100 de Londres subiu 0,43%, aos 10.852,58 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt avançou 0,46%, aos 25.292,59 pontos, e o CAC 40 de Paris teve alta de 0,72%, aos 8.620,93 pontos. Já as bolsas asiáticas tiveram resultados variados nesta quinta-feira. Na China, os mercados interromperam dois dias de ganhos após o feriado do Ano Novo Lunar, com investidores preferindo esperar antes de fazer grandes movimentações devido à importante reunião parlamentar marcada para a próxima semana. Nos fechamentos, o índice de Xangai caiu 0,02%, enquanto o CSI300 recuou 0,19%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda mais forte, de 1,44%. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,29%, chegando a 58.753 pontos. Em Seul, o KOSPI avançou 3,67%, para 6.307 pontos. Em Taiwan, o TAIEX permaneceu estável, aos 35.414 pontos. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP
26/02/2026 12:00:27 +00:00
CEO do Fórum Econômico Mundial renuncia após investigação sobre ligações com Epstein

Borge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial Denis Balibouse/Reuters O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial Borge Brende, afirmou nesta quinta-feira (26) que está deixando o cargo, poucas semanas depois de o fórum ter iniciado uma investigação independente sobre seu relacionamento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Brende, que assumiu a presidência do fórum em 2017, anunciou a decisão em comunicado divulgado após revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que o norueguês participou de três jantares de negócios com Jeffrey Epstein e manteve contato com o financista por e-mail e mensagens de texto. “Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial. Meu período aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”, afirmou Brende. “Sou grato pela excelente colaboração com colegas, parceiros e membros, e acredito que este é o momento adequado para que o Fórum continue seu trabalho sem distrações”, acrescentou o ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega. Ele não citou Epstein. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota separada, Andre Hoffmann e Larry Fink, copresidentes da entidade com sede em Genebra e responsável pela cúpula anual de Davos, informaram que foi concluída a revisão independente conduzida por consultores externos sobre os vínculos de Brende com Epstein. Segundo o relatório, as conclusões não apontaram novas irregularidades além das já reveladas, que envolviam encontros presenciais e trocas de mensagens entre Brende e Jeffrey Epstein. Os copresidentes anunciaram ainda que Alois Zwinggi assumirá o cargo de presidente e CEO interino. O Conselho de Curadores do Fórum ficará responsável por supervisionar a transição e organizar o processo de escolha de um sucessor definitivo. Fundado em 1971 e com sede na Suíça, o Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional sem fins lucrativos que reúne líderes políticos, empresários e especialistas para debater os principais temas da economia e da política global, tendo como principal evento anual o Fórum de Davos. O evento funciona como um espaço de articulação entre governos e grandes empresas, ajuda a definir agendas globais — como clima, tecnologia e crescimento econômico — e influencia decisões ao colocar, no mesmo ambiente, quem tem poder político e financeiro.
26/02/2026 11:41:11 +00:00
Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização

Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra Todo mundo gosta de trazer lembrancinhas quando volta de viagem, mas sabia que nem todo alimento pode entrar no Brasil? Desde o dia 4 de fevereiro, novas regras do Ministério da Agricultura passaram a definir quais alimentos podem entrar no país na bagagem de viajantes e quais exigem autorização. O ovo, por exemplo, não estava na lista de proibições de 2025, mas passa a integrá-la este ano, informou o Ministério da Agricultura ao g1. A regra vale mesmo quando o produto está na embalagem original, rotulada e lacrada. O Ministério explica que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana. A carne de porco, por exemplo, só entra no Brasil com autorização porque pode trazer a peste suína africana. A doença é causada por um vírus, é fatal para os porcos e não tem vacina nem tratamento. Hoje, essa doença não existe no Brasil, mas está presente em mais de 50 países da África, Europa, Ásia e das Américas. A Espanha, por exemplo, tem casos confirmados. O país é o terceiro maior produtor de carne de porco do mundo. Veja quais alimentos não podem estar na sua bagagem Arte g1 Além destes produtos, o Ministério avisa que podem haver bloqueios relacionados a produtos oriundos de países específicos, com incidência de doenças. Por exemplo, em casos da gripe aviária, da peste suína africana e a dermatose nodular contagiosa. A instituição pontua também que não somente os vegetais frescos, mas parte deles que possam conter doenças podem ser confiscados. É o caso de folhas secas para chá, em que o processo de secagem não é conhecido. Fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura Divulgação Como obter a autorização? Para entrar no país com esses alimentos, é preciso fazer um registro na Declaração Eletrônica e Bens do Viajante (e-DBV). Depois, é necessário ir até a unidade do Vigiagro, no controle aduaneiro, para finalizar o processo. Além disso, quando o Ministério da Agricultura entender que é o caso de um controle mais rigoroso, pode ser solicitada adicionalmente uma Autorização Prévia de Importação. Nessa categoria, é preciso informar: a descrição dos bens agropecuários que serão importados, incluindo a quantidade, a forma de acondicionamento e o país de origem e de procedência; o modal de transporte, podendo ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre (por lago), rodoviário e ferroviário; a via de transporte autorizada, especificada como bagagem acompanhada; o local de ingresso no território nacional; a identificação do viajante que transportará os bens agropecuários, contendo nome completo, CPF e número do passaporte; o prazo de validade da autorização de importação. Neste caso, a autorização deverá ser encaminhada eletronicamente pelo Serviço Técnico emissor às Unidades do Vigiagro nos locais de ingresso. Se um produto irregular é apreendido, ele deve ser destruído. Segundo o Ministério, dois procedimentos são feitos para a destruição: a autoclavagem (o produto é submetido a temperatura de 133° C e pressão de 3 bar por 20 minutos) e a incineração. Os procedimentos são responsabilidade do administrador do aeroporto. A norma que regula o tema prevê outras medidas, mas não detalha quais. O g1 questionou o Ministério da Agricultura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Leia também: Após pressão do agro, governo suspende temporariamente lista que considerava tilápia espécie invasora Produtos autorizados Mesmo quando não há exigência de documentação, o produto deve estar na embalagem original, com rótulo, lacre e sem sinais de violação. Alguns exemplos são: extratos ou concentrados de carnes e pescados, de todas as espécies, exceto suínos. carnes (exceto suína) e pescados defumados, dessecados, salgados ou desidratados; derivados de suínos enlatados; gelatinas; leite pasteurizado ou esterilizado, incluindo o creme de leite; doce de leite; leite em pó ou soro; manteiga, manteiga clarificada (ghee) e pasta de espalhar de produtos provenientes do leite; iogurtes, quefir, coalhadas e outras bebidas láctea fermentadas; hidrolisado de proteína do leite e lactose; queijos e requeijão, excluindo os produtos lácteos feitos com leite de bovinos e bubalinos dos países com notificação de dermatose nodular contagiosa (caso da Argélia, Camboja, França, Itália, Tunísia, Espanha); bolos, biscoitos, bolachas, petit fours, tortas doces e salgadas, waffles, doces em massa folhadas, pastéis de confeitaria, doces e quitutes; amêndoas torradas e salgadas; bebidas destiladas e fermentadas; vinagres; sucos; óleos vegetais; geleias, conservas; demais produtos industrialmente esterilizados, pasteurizados, fermentados, sulfitados, liofilizados, cozidos, carbonizados, parboilizados, moídos, polidos, tostados ou secos ao forno. Presunto Ibérico: carne de porco só entra no Brasil com autorização, exceto se for enlatada Foto de Hawksbill.24 Veja também: Vacas uruguaias à beira da morte em navio desembarcam na Líbia, e ONG pede investigação sobre saúde dos animais Tarifaço de Trump: veja a nova lista de produtos brasileiros que ficam de fora das tarifas de 40% Espanha convoca exército para impedir que porcos se infectem com a peste suína africana Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras
26/02/2026 08:00:33 +00:00
Como a tensão entre EUA e Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro

EUA aumentam pressão sobre o Irã com porta-aviões e caças Os agentes do mercado financeiro já avaliam a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã. Segundo especialistas consultados pelo g1, o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as ameaças ao país do Oriente Médio, reforçou a presença militar na região e sinalizou que está pronto para um ataque, caso considere necessário. 🔎 Trump tem pressionado o regime dos aiatolás a aceitar um acordo para limitar o programa nuclear iraniano, especialmente o enriquecimento de urânio, e o programa de mísseis. Em troca, haveria alívio das sanções e maior abertura econômica. Já o Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer ataque do governo americano. Embora especialistas não considerem um conflito duradouro como cenário mais provável, a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA não está descartada. Veja a seguir quais podem ser os efeitos de um conflito sobre o dólar, o petróleo e os mercados globais. Fortalecimento do dólar Sempre que ocorre um evento geopolítico — como as rusgas entre grandes potências militares —, o dólar costuma ser uma opção de proteção para os investidores. 🔎 A moeda americana é uma das mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade, sem grandes distorções de preço. Por isso, em momentos como esse, investidores costumam vender aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa, e migrar para opções mais seguras, como o dólar. “É o que chamamos de ‘flight to quality’ (voo para a qualidade), movimento que tradicionalmente ocorre em momentos de guerra”, diz o estrategista-chefe da Avenue, William Alves. A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, é outro fator que pode valorizar a moeda americana, porque desestabilizaria o funcionamento do mercado. “É pouco provável que isso ocorra, já que os EUA mantêm forças militares para proteger a região. Mas o risco sempre existe”, afirma Alves. “O Irã não é a Venezuela. O país tem maior relevância militar e poderia tentar algum tipo de reação contra os EUA. Talvez não em um primeiro momento, mas até mesmo por meio de ataques ou outras ações após uma eventual atuação dos EUA na região”, completa. Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters Alta nos preços do petróleo Um ataque ou bloqueio do Estreito de Ormuz pode afetar os preços do petróleo. O Irã é um dos maiores produtores do mundo e integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). “Sempre que há tensão entre países produtores de petróleo, o mercado começa a considerar o risco de danos às estruturas de produção”, explica o analista da Genial Investimentos, Vitor Souza. 🔎 Se parte das instalações de produção de petróleo no Irã for destruída, a oferta pode cair a ponto de gerar desequilíbrio entre produção e consumo no mercado global, pressionando os preços. 🔎 O mesmo vale para o risco de bloqueios no Estreito de Ormuz. Para Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, uma interrupção na passagem de navios cargueiros pela região pode levar o barril de petróleo para a faixa de US$ 80. Hoje, está em torno de US$ 70. Gabriel Mollo afirma ainda que o conflito e um eventual bloqueio também podem ter efeitos indiretos na economia, como aumento da inflação global e das taxas de juros. “Tudo depende da intensidade do conflito, de sua duração e de como ele afetará as cadeias de produção”, acrescenta. Os especialistas destacam, porém, que o mercado não espera uma guerra prolongada e de grande escala entre os países. O atual excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem conter os preços no curto prazo. “Há, naturalmente, a questão do aumento da demanda. Mas, por outro lado, o Irã já é um país fortemente sancionado, e um eventual conflito não deve gerar o mesmo impacto que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, por exemplo”, diz o analista da Suno Research, Malek Zein. Risco de queda nas bolsas Como a disposição dos investidores para apostar em ativos arriscados diminui em momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores mundo a fora também podem sofrer com quedas. William Alves, da Avenue, diz que os ativos de risco — como ações e investimentos em países emergentes — tendem a reagir mal a eventos como uma guerra, especialmente diante da possível alta do petróleo e dos aumentos de dólar e juros. “No médio e longo prazo, será preciso avaliar o quão limitado e rápido seria o conflito e se poderia haver retaliações na região, como ataques a instalações de energia, refinarias ou estruturas semelhantes”, completa o estrategista. A depender da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de alguns setores, especialmente o de petróleo e gás.
26/02/2026 06:01:05 +00:00
‘O dinheiro está todo sequestrado’: o drama de clientes do Will Bank após a liquidação pelo BC

Após a liquidação do Will Bank, clientes seguem sem acesso ao próprio dinheiro O efeito cascata da liquidação extrajudicial do Banco Master parece não ter fim. Entre corretoras, gestoras de recursos e outros bancos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, sete instituições já foram encerradas desde novembro. O caso mais dramático, porém, é o do Will Bank. A liquidação do banco digital deixou clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O banco afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, dos quais 60% estavam no Nordeste, em sua maioria em cidades pequenas. Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo depositado no Will seria usado para despesas básicas, como alimentação, aluguel, medicamentos e contas de luz. Sem esse dinheiro, dizem que ficarão inadimplentes. O que se sabe é que o reembolso será dividido em duas partes. Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um tipo de seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição. Já os clientes comuns utilizavam contas de pagamento, que não têm cobertura do FGC. Ainda assim, pela lei, os valores são mantidos no Banco Central — ou seja, o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank e deverá ser devolvido integralmente, sem limite por pessoa. A questão é que a devolução só deve começar após o liquidante do banco, nomeado pelo Banco Central, concluir a lista oficial de credores — o que ainda não ocorreu nem tem prazo para acontecer. (entenda mais abaixo) No dia 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de reduzir a espera de cerca de 6 milhões de pessoas. Mas quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora. 🔎 Este é o primeiro texto da série especial do g1 sobre o caso Banco Master e seus desdobramentos. Nesta reportagem, a apuração analisa as consequências da liquidação do Will Bank, outra instituição do grupo financeiro de Daniel Vorcaro, e o impacto direto sobre correntistas comuns. ‘O dinheiro está todo sequestrado’ Felipe Candido, 50 anos, tem R$ 6 mil no Will Bank; dinheiro seria usado para despesas básicas Arquivo Pessoal O servidor público Felipe Cândido, de 50 anos, precisou se afastar do trabalho para acompanhar a esposa durante o tratamento contra um câncer de mama. Ela faleceu no início deste ano. Ele viu a renda diminuir e passou a ser responsável por quatro filhos — entre eles, gêmeas de 9 anos — e por uma neta de 2 anos. “Eu sofri um combo bem azarado. Foi uma coisa muito triste”, afirmou. A morte da esposa levou a um novo afastamento do trabalho por questões de saúde mental. Em janeiro, ele depositou todas as economias no Will Bank. Os cerca de R$ 6 mil seriam usados para pagar a mudança de casa e a matrícula de uma das filhas na escola. Quatro dias depois, o BC decretou a liquidação do Will Bank e bloqueou o saldo, sem aviso prévio. Como o valor ultrapassa R$ 1 mil, Felipe não foi incluído na antecipação do FGC e continua sem acesso ao dinheiro. Ele já teve o fornecimento de energia elétrica cortado em casa e passou a depender da ajuda de vizinhos para manter aparelhos básicos funcionando. “Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou. “Daqui a pouco não vamos conseguir comprar comida. O dinheiro está todo sequestrado.” Deise Juliana, também de 50 anos, está desempregada e afirma que usava a conta do Will Bank para guardar o dinheiro obtido com a venda de salgados e sacolés. Segundo ela, o valor representava quase tudo o que tinha disponível naquele momento. “Era pouco o que eu tinha na conta, mas era meu”, disse. “Para minha surpresa, quando abri o aplicativo, apareceu a mensagem de liquidação”, relatou. Ela foi uma das correntistas com saldo de até R$ 1 mil que conseguiram acesso antecipado. Felipe e Deise não sabiam, mas, desde novembro de 2025, o Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet), uma medida para tentar viabilizar a venda da instituição após a liquidação do Master, que era seu controlador. 🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause perdas maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Seria uma última alternativa para tentar salvá-lo. Como a venda a um novo investidor não se concretizou e houve acúmulo de dívidas, o BC constatou que não restaram alternativas viáveis de reestruturação, tornando inevitável a liquidação do Will Bank. A angústia da espera O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões com a liquidação do Will Bank. Segundo o fundo, os pagamentos devem começar entre 30 e 60 dias após o envio da lista de credores. O procedimento é totalmente digital: pessoas físicas fazem a solicitação pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site. Após a conferência dos dados, o valor é depositado em até 48 horas úteis. Quem mantinha recursos em conta digital do Will Bank — público mais vulnerável — também precisa aguardar a lista de credores. Contas correntes tradicionais têm cobertura do FGC, mas a instituição não tinha licença bancária e oferecia contas de pagamento. A conta corrente bancária é uma conta tradicional de banco, usada para receber salário, pagar contas, fazer transferências, ter cheque especial e empréstimos. Está ligada a uma instituição com licença bancária e regras mais rígidas, e os depósitos costumam ser cobertos pelo FGC. Já a conta de pagamentos é oferecida por fintechs e instituições de pagamento; serve para movimentar dinheiro, fazer PIX, pagar boletos e usar cartão, mas não é um banco. Não tem licença bancária, normalmente não oferece crédito (como cheque especial) e o saldo não é coberto pelo FGC, porque a empresa não empresta esse dinheiro. Sem a cobertura do FGC, os valores mantidos em contas de pagamento não seguem o mesmo rito de ressarcimento aplicado a depósitos bancários ou investimentos. Nesses casos, os recursos não entram na fila comum de credores da massa em liquidação, pois a legislação determina que fiquem separados do patrimônio da instituição. Na prática, isso significa que o dinheiro deve ser devolvido diretamente ao cliente, após a identificação e a conferência dos saldos pela administração da liquidação. O prazo, no entanto, depende da velocidade desse processo e da apuração dos valores devidos, sem um calendário pré-definido. “Em tese, esses recursos devem ser devolvidos diretamente ao cliente, fora da disputa entre credores. Porém, o tempo para a restituição depende dos procedimentos da liquidação e da conferência dos saldos”, afirma Danielle Peniche, advogada de mercado de capitais do SouzaOkawa. O liquidante será responsável por divulgar as datas e as orientações para o reembolso pelos canais oficiais do banco, mas antes precisa fazer um verdadeiro raio-x da instituição. “Identificar ativos, obrigações, recebíveis e passivos, além de definir o que entra na ordem de pagamentos”, explica o advogado Renato Scardoa, especialista em Direito Comercial. “A devolução depende da conclusão desse trabalho inicial de verificação. Não existe um prazo fechado em lei, mas, em situações organizadas, algo entre 40 e 60 dias costuma ser considerado razoável”, afirma o advogado Scardoa. 🔎 O prazo pode variar conforme o tamanho da instituição, a qualidade dos registros e a existência de problemas adicionais, como inconsistências contábeis ou suspeitas de irregularidades. Nesse tempo, o aplicativo do banco costuma permanecer acessível apenas para consulta, sem permitir movimentações. Nessa fase, o liquidante geralmente solicita que os clientes informem uma conta em outra instituição para receber os valores quando forem liberados. Enquanto o processo não avança, parcelas de empréstimos e faturas de cartão continuam válidas, e as chaves PIX vinculadas ao Will Bank foram desativadas. A liquidação, porém, não extingue automaticamente as dívidas: valores já lançados na fatura do cartão continuam sendo devidos e podem ser cobrados, inclusive com juros e eventual inclusão do nome em cadastros de inadimplentes. O que fazer? Aplicativo e cartão do Will Bank Will Bank/Divulgação Apesar da liquidação, o aplicativo do Will Bank ainda permite visualizar saldos, limites e valores a pagar. No entanto, operações como transferências, PIX e pagamentos não são concluídas. Advogados ouvidos pelo g1 orientam os clientes a guardar extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações na data da liquidação, além de acompanhar as comunicações do Banco Central, do liquidante e do FGC. Em situações de urgência, como a falta de recursos para despesas básicas, também é possível recorrer à Justiça. Segundo Scardoa, ações individuais podem ser uma alternativa quando há demora excessiva ou falta de resposta do liquidante, inclusive com pedidos dirigidos à administração da liquidação. O caminho do Will Bank até a liquidação Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
26/02/2026 06:00:31 +00:00
Governo volta a adiar regra que restringe trabalho em feriados; entenda o que está em jogo

Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiu, mais uma vez, adiar a entrada em vigor da portaria que estabelece as regras para o funcionamento do comércio em feriados. Agora, a entrada em vigor fica prevista para o final de maio deste ano. Com o adiamento, o governo amplia o prazo para que trabalhadores e empregadores avancem nas negociações. O MTE defende que a prorrogação reforça o compromisso com o diálogo social e com a valorização da negociação coletiva. A norma — que já foi postergada ao menos cinco vezes — enfrentou forte pressão de empresários e parlamentares. O último adiamento havia movido a entrada em vigor para 1º de março deste ano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como parte do processo de adiamento, o governo criará uma comissão bipartite com 20 integrantes: 10 representantes dos trabalhadores 10 representantes dos empregadores O grupo será assessorado pelo ministério e terá a missão de discutir as regras para o trabalho em feriados no comércio, buscando construir um consenso. As entidades terão cinco dias para indicar os nomes ao MTE. Publicada originalmente em novembro de 2023, a portaria reforça a exigência de convenção coletiva entre empregadores e empregados para autorizar o trabalho em feriados, conforme determina a Lei nº 10.101/2000, atualizada pela Lei nº 11.603/2007. Além disso, é preciso seguir as normas da legislação municipal. O texto revoga a Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de acordo coletivo. Com a mudança, o MTE afirma que restabelece a legalidade e valoriza a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores. A texto publicada pelo MTE do governo Lula não muda totalmente a medida da gestão Bolsonaro, afetando apenas 12 das 122 atividades cujo funcionamento foi liberado pelo governo anterior. (Confira abaixo) varejistas de peixe; varejistas de carnes frescas e caça; varejistas de frutas e verduras; varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação de receituário); mercados, comércio varejista de supermercados e hipermercados, cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos, inclusive os transportes a eles inerentes; comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais; comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias; comércio em hotéis; comércio em geral; atacadistas e distribuidores de produtos industrializados; revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares comércio varejista em geral. Entenda a regra Conforme a Portaria nº 3.665/2023, empresas dos setores mencionados acima só poderão funcionar em feriados se houver uma convenção coletiva de trabalho firmada entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. Ou seja, a decisão do empregador não será mais suficiente para abrir nesses feriados — será necessário que trabalhadores e empresas negociem e firmem um acordo formal. Essa convenção deve definir as condições para o trabalho nesses dias, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras, por exemplo. A medida anula parcialmente uma regra anterior, de 2021 (gestão Bolsonaro), que liberava o funcionamento do comércio nos feriados sem necessidade de negociação coletiva. Mas a nova regra não vale para todos os setores: apenas 12 atividades comerciais seriam afetadas. Segundo o governo, o objetivo da mudança é fortalecer o papel das negociações coletivas, oferecer mais garantias aos trabalhadores e alinhar a portaria à Lei Federal nº 10.101/2000, que determina que o trabalho em feriados no comércio só pode ocorrer mediante acordo entre as partes. ⚠️ Caso a portaria entre em vigor e haja descumprimento das regras, os patrões podem ser punidos com multas administrativas. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho
26/02/2026 03:01:03 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 130 milhões nesta quinta-feira

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.977 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 130 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (26), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
26/02/2026 03:00:50 +00:00
Haddad diz que data de saída da Fazenda depende de reunião com Lula e viagem aos EUA; ministro se encontra com presidente nesta quinta

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a definição sobre a data de saída dele do cargo depende de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevista para esta quinta-feira (26). Segundo o ministro, está pendente a confirmação se ele acompanhará ou não o presidente na viagem que fará aos Estados Unidos em março para se encontrar com o Donald Trump. "Se eu for para os Estados Unidos, é uma data. Se eu não for, é uma outra data", disse Haddad. Ainda de acordo com Haddad, a viagem de Lula deve ocorrer entre os dias 15 e 20 de março. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro tem resistido a ser candidato nas eleições deste ano e sido pressionado a aceitar disputar o governo de São Paulo. Haddad já externou publicamente que sua vontade é participar da coordenação da campanha de Lula à reeleição. Viagem EUA No encontro com o presidente Trump, Lula pretende negociar as tarifas que ainda afetam produtos brasileiros e discutir termos de exploração de minerais críticos e terras raras, medidas de combate ao crime organizado e a situação na América Latina. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil
26/02/2026 00:03:33 +00:00
Haddad defende aumento de imposto sobre importações de mais de mil produtos: 'proteger a produção nacional'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira (25) o aumento no imposto aplicado sobre mais de mil produtos importados, incluindo smartphones. Celular pode subir com novo imposto de importação? Veja quais marcas podem ser afetadas O aumento – decidido no início do mês e divulgado com exclusividade pelo g1 – para os produtos incluídos na medida pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, afetando setores e consumidores que recorrem a compras internacionais. Entre os itens afetados estão, além dos smartphones, máquinas e equipamentos, como caldeiras, geradores, turbinas e fornos industriais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em entrevista, o ministro disse que a medida tem objetivo regulatório e que buscar "proteger a produção nacional." "Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...) para proteger a produção nacional que essa medida está sendo tomada", afirmou. "Agora uma empresa asiática, de qualquer país que faz um similar e está jogando o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos, aí não estamos falando: pera lá, aí não.  Ou você vem para cá produzir aqui, e aí a gente produz tudo aqui, ou você não vai poder concorrer nessa base de preço", exemplificou. Questionado sobre a possibilidade de revogar o aumento na tarifa – criticado pela oposição –, o ministro disse que a medida protege o país contra o "comércio internacional desleal" e permite que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) faça ajustes, inclusive zerando a tarifa, se necessário. Pessoa usando um smartphone Jéshoots/Pexels "Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", defendeu. Setores atingidos No caso dos smartphones, o MDIC informou que a medida não atinge os aparelhos produzidos no Brasil, que representam 95% dos equipamentos no país em 2025. Apenas os outros 5% são importados. Quais marcas de smartphones podem — ou não — sofrer impacto com a alta dos impostos A decisão também garante tarifa zero de imposto de importação para todo componente usado pela indústria que não seja produzido no país (ou seja, que não tenha produção nacional similar). Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada
25/02/2026 22:58:39 +00:00
Alcolumbre não pauta tributação especial para data centers; Haddad fala em 'soberania' e que há solução se o Congresso quiser

Brasil atrai data centers com energia limpa O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (25) que o regime especial de tributação para atrair data centers para o Brasil, aprovado pela Câmara dos Deputados, é uma questão de "soberania digital" e que precisa entender com o presidente do Senado a razão de o projeto não ter sido votado. "Nesse momento deixa de ter vigor, de ter vigência. Mas se o Congresso quiser,  nós vamos encontrar um caminho  de reestabelecer, mas, enfim, precisa ter uma vontade política  do Senado em apreciar a matéria", disse Haddad. "Não é um caminho jurídico simples. Mas nós temos uma equipe que vai trabalhar o assunto. Já falei com alguns senadores, expliquei a delicadeza do tema", afirmou. A proposta precisava ser votada ainda nesta quarta para continuar valendo. A razão é que projeto substituia um benefício concedido por meio de uma medida provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2025, que perde validade nesta quarta. Caso o projeto de lei que institucionalizava o benefício fosse aprovado até esta quarta, a concessão de benefício ia poder entrar em vigor porque a MP foi editada antes da entrada em vigor de uma outra lei, aprovada no ano passado, que limitou a possibilidade de concessão de benefícios fiscais. "Vamos ter que falar com os presidentes das duas casas, porque a Câmara votou, né? E vamos ter que entender ou se há uma negociação possível para  nós aprovarmos um projeto que vai trazer bilhões de reais para o Brasil", disse Fernando Haddad. 🔎 O data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e os de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. "Os dados da Receita Federal tem o data center nacional, não vai para lugar nenhum. Mas tem muito dado sensível que vai para o exterior, que deveria estar sendo processado no Brasil. Então, para nós, o redata é muito importante em função da soberania nacional e da segurança nacional", afirmou o ministro. "Nós não queremos abrir brecha também para que outras medidas sejam aprovadas ao arrepio do objetivo nosso, que é restringir benefícios na forma da lei de responsabilidade fiscal. Então, nós temos que ter cuidado com a lei fiscal. Mas, enfim, tem um time aqui estudando como restabelecer o programa sem ferir esse princípio de respeito à lei de responsabilidade fiscal", disse Haddad. Data centers regionais ganham força na era da inteligência artificial e do 5G – Crédito: Divulgação Data centers regionais ganham força na era da inteligência artificial e do 5G – Crédito: Divulgação Tramitação O projeto de lei chegou ao Senado na tarde desta quarta, mas não foi apreciado pela Casa. Questionado sobre o porquê da decisão de não pautar a proposta cuja MP, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) justificou que não houve tempo hábil para que os senadores conseguissem apreciar a matéria. Desde o final do ano passado, Alcolumbre vem dizendo que quer retomar o protagonismo do Senado para que ele deixe de ser um "mero carimbador" da decisões tomadas na Câmara dos Deputados. Tributação especial para data centers Caso a proposta tivesse sido aprovada, as empresas teriam um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA) para ter acesso aos benefícios tributários. O projeto, apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), cujo estado natal seria um dos mais beneficiados com a medida. A proposta tem como objetivo atrair empresas de data centers para o país, um mercado em expansão em todo o mundo. Para ter direito aos benefícios, as empresas precisariam cumprir algumas exigências. Tais como: fornecer para o mercado interno ao menos 10% do processamento; investir ao menos 2% do valor dos produtos adquiridos no mercado interno ou no exterior, com as isenções previstas no REDATA, em projetos de pesquisa e de inovação da indústria digital. Um dos pilares do programa também é a sustentabilidade. As empresas que entrarem no programa deverão publicar relatórios de sustentabilidade de suas instalações. Os relatórios deverão conter o Índice de Eficiência Hídrica (WUE) e as fontes de energia elétrica utilizadas para atender a totalidade da sua demanda. O REDATA também exige que apenas fontes limpas ou renováveis de energia sejam utilizadas para o fornecimento de energia elétrica dos data centers. Data centers são grandes consumidores de energia por conta da necessidade de refrigeração constante desses locais, que esquentam mais diante do alto volume de processamento de dados realizados por seus aparelhos. Entenda mais sobre o consumo de energia e água por data centers nesta reportagem do g1.
25/02/2026 22:56:23 +00:00
Nubank tem lucro líquido de US$ 894,8 milhões no 4º trimestre, alta de 50% para o período

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank divulgou nesta quarta-feira (25) um aumento de 50% no lucro líquido do quarto trimestre, na comparação com o mesmo período de 2024, para US$ 894,8 milhões. O banco, que tem 131 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia e se prepara para entrar no mercado norte-americano, informou crescimento de 45% na receita total no trimestre de outubro a dezembro, na comparação anual, para US$ 4,86 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, disse à Reuters que o aumento do lucro foi impulsionado pelo crescimento da base de clientes, pela alta da receita por cliente ativo e pela estabilidade nos custos de atendimento. "Isso traz uma alavancagem positiva com relação à receita", afirmou. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 33%, ante 29% no mesmo período do ano anterior. O Nubank expandiu a carteira de crédito em 40% na comparação anual, para US$ 32,7 bilhões. Já a taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6%, queda de 0,1 ponto percentual. Veja os vídeos que estão em alta no g1
25/02/2026 22:08:03 +00:00
Acordo Mercosul-UE: governo projeta ganhos para exportações e aposta em trunfo eleitoral

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (24) os termos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Com a aprovação, o texto segue para o Senado, onde deve receber o último aval antes da conclusão do processo de ratificação interna no Brasil. Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. A medida foi celebrada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa interna é que o tratado pode contribuir para: ampliar exportações; atrair investimentos; fortalecer a inserção internacional do Brasil ao facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu; e reduzir tarifas comerciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A avaliação da área internacional do governo é que o tratado pode ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, sobretudo do agronegócio, além de reduzir tarifas e facilitar a entrada do país em cadeias globais de produção. O acordo também deve trazer maior segurança jurídica para investimentos, abertura de compras públicas e estímulo à modernização da indústria brasileira. No campo político, a gestão Lula vê o tratado como estratégico para diversificar parceiros comerciais, reforçar a presença internacional do Brasil e ampliar a cooperação com países europeus em temas ambientais e de desenvolvimento sustentável. Cúpula do Mercosul tem divergências entre Lula e Milei sobre Venezuela e acordo com UE Reprodução/Jornal Nacional Trunfo para eleições No plano político, Lula pode explorar o avanço do acordo como um ativo eleitoral, ao apresentar o tratado como resultado da retomada da diplomacia brasileira e da reaproximação com parceiros estratégicos. Apesar de o anúncio final do acordo ter ocorrido durante a presidência do Uruguai no Mercosul, a maior parte das negociações foi conduzida ao longo do período em que o Brasil esteve à frente do bloco, com forte atuação da diplomacia brasileira. Integrantes do governo afirmam que o resultado é fruto do trabalho técnico do Itamaraty e da prioridade dada pelo presidente Lula à retomada das negociações internacionais. O argumento deve ser explorado politicamente como demonstração de capacidade de articulação externa do país. Entre os principais pontos estão: geração de empregos abertura de mercados para o agronegócio e a indústria fortalecimento da imagem do Brasil no exterior crescimento econômico protagonismo internacional e capacidade de negociação Projeção de benefícios Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as projeções de benefícios do acordo Mercosul-União Europeia se concentram sobretudo em comércio, investimentos e competitividade. Segundo estimativas do governo, o acordo pode gerar impacto positivo de cerca de 0,34% no PIB brasileiro, o equivalente a aproximadamente R$ 37 bilhões, além de elevar o investimento em 0,76% (cerca de R$ 13,6 bilhões) no longo prazo. O governo também projeta redução média de preços ao consumidor e aumento da competitividade da economia, impulsionado pela queda de tarifas e maior integração comercial com o mercado europeu.
25/02/2026 21:52:30 +00:00
Nvidia projeta US$ 78 bilhões em vendas no 1º trimestre e reduz temor de bolha na IA

Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 Ann Wang/Reuters A Nvidia projetou nesta quarta-feira (25) receita acima das previsões do mercado para o primeiro trimestre, impulsionada pelos fortes investimentos de grandes empresas de tecnologia em seus processadores de inteligência artificial. Em seu balanço financeiro, a fabricante de chips informou que espera vendas de US$ 78 bilhões no primeiro trimestre fiscal, com variação de 2% para mais ou para menos — acima da média das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, de US$ 72,60 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os resultados do quarto trimestre fiscal (novembro a janeiro) também ficaram acima das projeções dos analistas. No período, a receita da Nvidia cresceu 73% na comparação com o ano anterior, para US$ 68,1 bilhões, enquanto o lucro quase dobrou, para cerca de US$ 43 bilhões, ou US$ 1,76 por ação. 🚨 Investidores aguardavam os resultados da Nvidia para avaliar se as centenas de bilhões de dólares que as grandes empresas de tecnologia vêm investindo em infraestrutura de data centers estão gerando retorno. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesse contexto, ganhou força o debate sobre uma possível “bolha da IA” — o temor de que o entusiasmo com a tecnologia esteja inflando as ações do setor além do que os resultados efetivamente justificam. O cenário levou investidores das bolsas dos EUA a buscar sinais de demanda firme pelos chips de inteligência artificial da Nvidia, diante dos elevados investimentos anunciados por Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, que devem somar ao menos US$ 630 bilhões em 2026. A maior parte desses recursos será destinada a data centers e processadores. Enquanto isso, empresas e governos intensificam investimentos na corrida para desenvolver tecnologias de inteligência artificial cada vez mais sofisticadas, sob o risco de ficarem para trás. No entanto, começam a surgir sinais de que a longa hegemonia da Nvidia na fabricação de chips de inteligência artificial pode estar ameaçada. A AMD deve lançar ainda este ano um novo servidor de IA de ponta e já fechou acordos com clientes importantes da Nvidia, incluindo a Meta. O Google, por sua vez, desponta como um dos principais concorrentes após fechar um acordo para fornecer à Anthropic — criadora do chatbot Claude — seus próprios chips, conhecidos como TPUs. A empresa, controlada pela Alphabet, também negocia o fornecimento desses processadores à Meta, segundo relatos da imprensa. As grandes empresas de tecnologia também têm investido cada vez mais no desenvolvimento de chips próprios para ampliar seu poder computacional, destinando esses processadores a seus centros de dados. * Com informações das agências Reuters e Associated Press
25/02/2026 21:51:35 +00:00
Câmara dos Deputados aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O texto segue agora para o Senado, última etapa de análise para entrada em vigor do acordo. 🌍O tratado, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. O relator do texto na Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), se reuniu durante a tarde com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar da votação. "Sobretudo, [viemos] trazer ao vice-presidente [Alckmin] uma preocupação que se acendeu no Parlamento e na bancada do agro sobre as salvaguardas de 25% [previstas no acordo]", disse. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele pediu ao governo do presidente Lula a edição de um decreto com medidas de proteção para o setor do agronegócio brasileiro. A demanda também vem sendo feita entidades do setor. Após a reunião, Alckmin afirmou que o decreto será analisado pela Casa Civil e publicado nos próximos dias, antes da votação do acordo no Senado. "Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico, aguardado há mais de 25 anos. E o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas, 22 trilhões de dólares. E sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta para passar ainda por outros ministérios do decreto de salvaguardas. Tem um capítulo nos acordos sobre salvaguarda, mas ela precisa ser regulamentada", disse Alckmin. Encontro sobre acordo UE-Mercosul reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB), o relator do acordo na Câmara Marcos Pereira (Republicanos-SP), o líder do governo na Câmara José Guimarães (PT-CE) e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Cadu Gomes/VPR Zona de livre comércio Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. Assinatura do tratado do acordo entre Mercosul e União Europeia Reprodução/TV Globo A expectativa é que o acordo comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, reduza tarifas e amplie o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. Apesar da investida de legisladores da União Europeia, que impuseram um revés ao acordo comercial ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia — movimento que pode atrasar a implementação em até dois anos —, a expectativa de diplomatas é que o documento passe a ser aplicado de forma provisória já em março. Procedimento é repetido nos países Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, de acordo com seus próprios ritos legislativos. Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos. INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul Arte/g1 A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a tramitação do acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia. Segundo o presidente da Comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo de trabalho terá como foco os desdobramentos da implantação do acordo entre os blocos.
25/02/2026 21:32:28 +00:00
Governo vai criar proteção ao agro e à indústria antes de aprovação do acordo Mercosul-UE no Senado, diz Alckmin

Parlamento Europeu aprovou salvaguardas mais rígidas no acordo do Mercosul-União Europeia O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta quarta-feira (25) que o decreto com regras de proteção à indústria e ao agronegócio em acordos comerciais assinados pelo Brasil – as chamadas salvaguardas – deve ser editado antes da votação no Senado Federal do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Segundo Alckmin, o texto será encaminhado para análise da Casa Civil da Presidência da República nesta quarta (25) e o objetivo do governo é editar o decreto nos próximos dias. Setores do agronegócio pressionam o governo para dar celeridade ao decreto. O setor defendia que o texto fosse publicado antes da votação do acordo na Câmara, prevista para esta quarta-feira. "Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico, aguardado há mais de 25 anos. E o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas, 22 trilhões de dólares. E sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta para passar ainda por outros ministérios do decreto de salvaguardas. Tem um capítulo nos acordos sobre salvaguarda, mas ela precisa ser regulamentada", disse Alckmin. O vice-presidente deu a declaração depois de se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o assunto. 🤝 Também participaram da reunião o relator do acordo na Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Motta afirmou que a pressão do agro sobre as salvaguardas não deve impedir aprovação do acordo Mercosul-UE na Câmara. Geraldo Alckmin durante Reunião sobre o acordo Mercosul União Europeia Cadu Gomes/VPR "Um detalhe, nesse momento, não é suficiente para que a matéria não seja aprovada. A Frente Parlamentar da Agropecuária tem de nós total abertura para trazer os temas, até porque ela cumpre um papel importante tanto na Câmara como no Senado. Então eu vejo que o momento é de consolidação daquilo que foi negociado até agora e algum detalhe, algum ponto que traga alguma vulnerabilidade, que traga algum ajuste [seja tratado] mais adiante, isso aí poderá ser feito e conduzido pelo próprio governo federal", disse Motta. Para o deputado Marcos Pereira, a regulamentação de regras de proteção dará um conforto para o setor produtivo. A preocupação aumentou após o Parlamento Europeu aprovar regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul. Uma das medidas estabelece que, se as importações de um produto agrícola considerado sensível crescerem 5%, na média de três anos, a União Europeia poderá abrir investigação para avaliar eventual suspensão dos benefícios tarifários. Na proposta original da Comissão Europeia, o gatilho era de 10%. Salvaguardas As chamadas salvaguardas são instrumentos de defesa comercial que protegem a produção nacional. O texto do decreto com a regulamentação das regras de proteção está sendo elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Elas podem ser aplicadas em alguns cenários: quando forem estabelecidas cotas, que deixem de seguir as preferências do acordo; quando forem suspensas, ainda que de forma temporária, reduções do imposto de importação previstas no acordo; ou quando for restabelecido o nível tarifário original, anterior ao acordo. As regras de proteção valerão para os acordos comerciais atuais e os futuros. E, de acordo com o MDIC, dará mais transparência, previsibilidade e segurança jurídica ao setor produtivo.
25/02/2026 20:23:30 +00:00
EUA liberam revenda de petróleo venezuelano a Cuba em meio à crise de combustível

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. Reuters O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (25) que vai autorizar empresas a solicitar licença para revender petróleo venezuelano a Cuba, segundo orientações publicadas em seu site. A medida pode ajudar a aliviar a grave escassez de combustível na ilha. Desde que Washington assumiu o controle das exportações de petróleo da Venezuela, no início de janeiro, após a captura do presidente Nicolás Maduro, o envio do produto a Cuba foi interrompido, agravando a crise energética na ilha. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por mais de 25 anos, a Venezuela foi a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis a sua aliada política, Cuba, por meio de um acordo bilateral. O México, que havia surgido como alternativa de abastecimento, também suspendeu as remessas após a chegada de uma carga de combustível a Havana, em janeiro, segundo dados de rastreamento marítimo. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A nova política surge em um momento em que grandes tradings, como Vitol e Trafigura, concentram a maior parte das exportações de petróleo da Venezuela. Milhões de barris são enviados aos EUA, à Europa e à Índia, enquanto outros milhões permanecem armazenados em terminais no Caribe para posterior revenda. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aliados da Venezuela que vinham recebendo petróleo por meio de trocas, quitação de dívidas e outros acordos agora terão de pagar preços de mercado pelas cargas. Entre eles estão China e Cuba. A autorização ocorre no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou ao Caribe nesta quarta-feira para iniciar conversas com líderes que alertam que a crescente crise humanitária em Cuba pode desestabilizar a região. Mesmo com a nova política, não está claro se Cuba terá condições de comprar petróleo sem condições especiais. Nos últimos anos, o país tem enfrentado dificuldades para pagar importações de combustível no mercado à vista, e qualquer aquisição junto às tradings deverá seguir termos comerciais usuais, como garantias bancárias e pagamento antecipado. As orientações do Tesouro também deixam claro que as transações devem “apoiar o povo cubano, incluindo o setor privado”, o que abrange exportações para uso comercial e humanitário na ilha. Já operações que envolvam ou beneficiem as Forças Armadas ou outras instituições do governo cubano não serão autorizadas. O Departamento do Tesouro afirmou ainda que os interessados não precisam ter, obrigatoriamente, uma empresa constituída nos EUA. Também informou que as restrições previstas em uma licença concedida em janeiro para a exportação ampla de petróleo venezuelano não se aplicarão a Cuba.
25/02/2026 18:53:08 +00:00
5 dos 'penduricalhos' mais inacreditáveis do funcionalismo brasileiro

Plenário do STF decide nesta quarta-feira (25/2) se ratifica liminar do ministro Flávio Dino suspendendo remunerações acima do teto constitucional TRT via BBC O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (25/2) se ratifica liminar do ministro Flávio Dino que suspendeu os chamados penduricalhos — remunerações extras pagas a uma elite do funcionalismo, que levam os contracheques desses servidores a superarem em muito o teto constitucional (atualmente em R$ 46.366,19, valor do salário dos ministros do Supremo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O julgamento ocorre após uma sequência de eventos que tornam o momento atual decisivo para o futuro dos "supersalários" do funcionalismo público — realidade de uma minoria dos servidores, mas com peso relevante para os cofres públicos. Relembre: 5 de fevereiro: o ministro Flávio Dino determina que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, Estados e municípios revisem a base legal das verbas indenizatórias pagas a agentes e servidores públicos. Ele ordena ainda que as verbas não previstas em lei sejam imediatamente suspensas. 18 de fevereiro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veta penduricalhos aprovados pelo Congresso, que permitiam contracheques acima do teto salarial para servidores do Legislativo e do Tribunal de Contas da União (TCU). 19 de fevereiro: em nova decisão, o ministro Flávio Dino proíbe a edição de novas leis que permitam pagamentos acima do teto constitucional. 23 de fevereiro: o ministro Gilmar Mendes determina que verbas indenizatórias somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso — uma forma de inibir a criação de benefícios para essa categorias através de decisões administrativas dos órgãos. 24 de fevereiro: os presidentes do STF, Senado, Câmara, TCU e outros ministros do Supremo e autoridade se reúnem e decidem que, nos próximos dias, será formulada uma proposta de regra de transição para os penduricalhos, visando o "respeito à Constituição e aos limites do teto". Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que está em jogo no STF No julgamento desta quarta-feira, todos os ministros do STF devem opinar a respeito da decisão liminar de Flávio Dino. "Caso seja ratificada, o Congresso Nacional vai receber então um comando do Supremo de regulamentar o dispositivo na Constituição que estabelece qual é o tipo de pagamento que pode superar o teto do serviço público brasileiro", diz Bruno Carazza, professor associado da Fundação Dom Cabral e autor do livro O País dos Privilégios – Volume 1 (Cia. das Letras, 2024). Nesta quarta, ministros do STF devem opinar sobre decisão liminar de Flávio Dino Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil via BBC Segundo Carazza, embora a Constituição estabeleça que nenhum servidor pode ganhar mais do que os ministros do Supremo, o texto constitucional também inclui um dispositivo que estabelece que pagamentos de indenizações a servidores não estão sujeitos ao teto. Essas indenizações deveriam servir para reembolsar o servidor por algum custo que ele incorreu para exercer seu trabalho. Por exemplo, quando o servidor é designado a prestar um serviço em outra localidade e tem gastos com alimentação, transporte e hospedagem, que podem ser reembolsados. Esse dispositivo, no entanto, se tornou uma brecha, explica o professor da Fundação Dom Cabral. "Tribunais e órgãos vários — principalmente do Judiciário, do Ministério Público e agora também do Legislativo — têm criado pagamentos e têm classificado esses adicionais como indenizações", afirma Carazza. "Com isso, acontece uma dupla mágica: primeiro, por serem indenizações, elas podem furar o teto. Além disso, a legislação de imposto de renda ressalva o pagamento de imposto sobre indenizações." Graças aos penduricalhos, em 2025, o ganho médio líquido (isto é, já descontado o pagamento de impostos) de um magistrado brasileiro da ativa foi de R$ 81,5 mil por mês, 76% acima do teto salarial do serviço público, destaca o economista e doutor em direito. No Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), o ganho médio dos magistrados da ativa chegou a R$ 122,8 mil no ano passado, 165% acima do limite constitucional. 'Precisamos resgatar a autoridade do teto' Neste cenário, a expectativa é de que, se a decisão de Dino for ratificada pelo plenário do STF nesta quarta-feira, o Congresso venha a aprovar uma lei estabelecendo o que efetivamente é indenização, de forma a fechar essa brecha e coibir os pagamentos acima do teto que têm se proliferado. "Precisamos resgatar a autoridade do teto remuneratório no serviço público brasileiro e coibir a criatividade desses órgãos que ficam criando pagamentos sem previsão legal", defende Carazza. "Isso está errado e descumpre aquilo que estabelece a Constituição. Precisamos, a partir dessa discussão necessária promovida por essa decisão do ministro Flávio Dino, voltar a discutir aqui no Brasil padrões mínimos remuneratórios no serviço público brasileiro." Carazza considera que a decisão de Dino promove uma 'discussão necessária' sobre padrões remuneratórios mínimos no serviço público brasileiro Rosinei Coutinho/SCO/STF via BBC Associações ligadas às carreiras jurídicas questionam, no entanto, a decisão de Dino, argumentando que ela foi tomada no âmbito de um processo sem relação direta com o tema e que as verbas pagas estariam amparadas em leis e decisões administrativas de órgãos com competência para tal. As entidades representativas têm destacado ainda a defasagem salarial das carreiras devido a perdas inflacionárias e "a crescente sobrecarga de trabalho de magistrados e membros do Ministério Público, agravada pelo aumento da demanda processual e pela insuficiência de servidores". Enquanto magistrados já falam veladamente em greves, paralisações e operação tartaruga contra a suspensão dos penduricalhos, conheça cinco exemplos desses benefícios, agora em xeque. 1. Licença compensatória ou a 'escala 3x1 do sistema judicial' Nos últimos anos, foram criadas uma série de indenizações para magistrados e membros do Ministério Público por acúmulo de funções, observa Carazza. Entre elas, estão gratificações pelo exercício de funções administrativas (por exemplo, ocupando cargos de diretor de fórum, corregedor, ouvidor, supervisor, etc); por substituição (de um colega em férias, por exemplo); ou por acúmulo de acervo (em tribunais que estabelecem uma cota de processos, quando um magistrado tem mais processo do que aquela cota, por exemplo). "Criou-se então um pagamento extra por esse acúmulo de funções. Mas, mais do que isso, criou-se mais recentemente aquilo que se chama de licença compensatória", diz o pesquisador. "É o que tem sido chamado de 'escala 3x1 do sistema judicial brasileiro'." No que tem sido chamado de 'escala 3x1 do sistema judicial', magistrados e membros do MP ganham um dia de folga a cada três trabalhados com acúmulo de função, benefício que pode ser convertido em pagamento. Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) via BBC E o que é isso? "Quando há esse acúmulo de funções, aquele magistrado ou aquele membro do Ministério Público ganha o seu próprio vencimento, uma gratificação pelo acúmulo das funções, mas, além disso, ele ganha direito a um dia de folga por três dias de trabalho, acumulando funções." Essa folga pode ser convertida em pagamento, o que gera a brecha para burlar o teto salarial. "Cria-se uma remuneração tripla, que é o próprio vencimento, mais a gratificação, mais a folga convertida em pagamento", diz Carazza. "Esse tipo de pagamento é considerado uma indenização e, por isso, ele acaba burlando o teto e escapando também do pagamento de imposto de renda." 2. Venda de até 20 dias de férias e adicional de 1/3 em dobro Magistrados e membros do Ministério Público têm direito a 60 dias de férias por ano — o que é por si só um privilégio, em comparação aos 30 dias de férias a que têm direito os trabalhadores formais brasileiros. "Mas, mais do que isso, hoje em dia é permitido que esses magistrados e membros do Ministério Público convertam em pagamento até 20 dias de férias por ano", observa Carazza. Além disso, essas férias dobradas geram também um adicional de um terço de férias em dobro, mais uma forma de driblar o teto constitucional, segundo o professor da Fundação Dom Cabral. Numa nota técnica de dezembro de 2024, Carazza estimou o gasto da magistratura e do Ministério Público (MP) com indenização de férias não gozadas em R$ 1,5 bilhão somente em 2023. Já o adicional de férias custou R$ 5,3 bilhões aos cofres públicos naquele ano, incluindo magistratura, MP, executivo federal, militares e Câmara e Senado, sendo o terceiro maior item previsto como exceção ao teto em volume financeiro, atrás apenas dos gastos com 13º salário e vale-alimentação. 3. Auxílio-alimentação de até R$ 4 mil e auxílio-educação para filhos até 24 anos Alguns dos penduricalhos são benefícios que existem para outras carreiras do serviço e também no setor privado, como o auxílio-alimentação. "Mas há tribunais hoje que pagam mais de R$ 4 mil por mês a título de auxílio alimentação, o que é equivalente a cerca de 10% da remuneração de um magistrado", destaca Carazza. As maiores médias de pagamento são de R$ 4.184,55, nos TJs de Rondônia, Amazonas e Acre. Magistrados do TJRO receberam uma média de mais R$ 4 mil de auxílio-alimentação e mais de R$ 11 mil de auxílio-saúde em 2025, segundo Carazza. CNJ via BBC O pesquisador destaca que há também tribunais que pagam valores que superam R$ 10 mil por mês a título de auxílio-saúde — a média mensal chegou a R$ 11.601,21 no TJRO, por exemplo. Alguns tribunais, em vez de pagar um auxílio mensal, fazem o ressarcimento das despesas médicas e com planos de saúde. "Além disso, há auxílios que vão desde auxílio-transporte, até o pagamento da conta de celulares. Há órgãos do Judiciário e do Ministério Público que dão ajuda de custo para que os membros comprem livros, computadores, tablets", enumera Carazza. E vários tribunais pagam auxílio-educação para magistrados, para cobrir despesas com escolas particulares de filhos, às vezes até o final da faculdade (para filhos até 24 anos). 4. Pagamentos retroativos Com o passar dos anos, vários tipo de benefícios que existiam no passado foram incorporados na remuneração do Poder Judiciário e do Ministério Público, lembra o professor da Fundação Dom Cabral. Isso aconteceu, por exemplo, no início dos anos 2000, quando se resolveu unificar uma série de gratificações com terminologias variadas em cada um dos tribunais em um pagamento único que foi chamado de subsídio — inclusive com um aumento considerável do valor desse subsídio, quando da sua criação. "Acontece que vários magistrados e membros do Ministério Público entraram com pedidos administrativos ou judiciais, argumentando que aqueles pagamentos de adicionais que existiam no passado eram direito adquiridos", observa Carazza. Assim, tribunais do Brasil todo vêm concedendo esses pagamentos retroativos, muitas vezes garantidos também por decisão administrativa — isto é, em decisão interna dos órgãos, sem passar pela Justiça e portanto sem amparo legal. Em nota técnica, Carazza estimou o custo desses pagamentos retroativos a magistrados e membros do MP em R$ 3,1 bilhões em 2023 — quarta maior exceção ao teto, atrás do 13º salário, auxílio-alimentação e adicional de férias. A título de comparação, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi de R$ 8,8 bilhões naquele ano. 5. Honorários de sucumbência Em qualquer ação no Judiciário em que há uma parte ganhadora, o juiz decide um valor que deve ser pago pela parte que perdeu para compensar custos da disputa judicial. São os chamados "honorários de sucumbência". Tradicionalmente, esses valores eram destinados à parte vencedora da ação — a pessoa física, empresa ou União que foi acionada na Justiça e provou que estava correta. Na advocacia privada, no entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) conseguiu junto ao Congresso a aprovação de uma lei, que determinou que essa verba passasse a ser destinada ao advogado, e não mais à parte vencedora. Os advogados da União, procuradores da Fazenda e de autarquias federais, e seus colegas nos Estados e municípios, foram então em busca da mesma vantagem, lembra Carazza. Após algumas tentativas frustradas, a categoria conquistou essa benesse com a aprovação do novo Código de Processo Civil, em 2015. "Desde então, em qualquer ação que a União, Estados ou municípios vençam na Justiça, uma parte do valor que antes ia para os cofres públicos, hoje em dia é distribuído para os advogados públicos federais, estaduais ou municipais", explica o pesquisador. Em 2025, foram pagos R$ 4,7 bilhões a advogados públicos a título de honorários de sucumbência, destaca Carazza. A servidora que mais recebeu esse benefício naquele ano embolsou R$ 708 mil em honorários de sucumbência, para além do seu salário, uma média de R$ 59 mil extras por mês.
25/02/2026 18:05:36 +00:00
Leilão da Receita em SP tem iPhone 15 a partir de R$ 922 e caminhão por R$ 46 mil; veja como participar

Receita Federal Marcelo Camargo/ Agência Brasil A Receita Federal anunciou nesta quarta-feira (25) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será relizado no dia 13 de março, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos lotes 223 lotes estão joias e pedras preciosas, vinhos, veículos, smartphones, notebooks, relógios, perfumes, roupas, tecidos, utensílios domésticos, livros e brinquedos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há ainda grande variedade de peças e acessórios para celulares, componentes para computadores, latas para envase de alimentos, lâmpadas, válvulas, concentrado de cobre, além de motocicletas elétricas, automóveis, caminhonetes, caminhões e gasolina tipo A. 🍷 Segundo o edital, os lotes que contêm vinhos estão sujeitos à obtenção de laudo para emissão de declaração de aptidão para comercialização e consumo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Entre os lotes mais baratos, há opções com lance inicial de R$ 50, que incluem itens médico-hospitalares, peças mecânicas, componentes eletrônicos e perfumes. Outros lotes partem de R$ 100 e reúnem celulares, tecidos e um lote de resíduos para destruição. O lote mais caro do leilão é o 205, formado por grandes volumes de gasolina tipo A, com preço mínimo de R$ 17 milhões e pagamento por depósito judicial. Outros destaques do leilão incluem: Nos lotes 95, 221 e 219, é possível adquirir veículos como Hyundai Santa Fe a partir de R$ 6 mil, além de Jeep Renegade Sport (R$ 14.400) e caminhão Mercedes-Benz (R$ 46 mil) Nos lotes 26 e 87, é possível adquirir itens de grife, como calçados Gucci, jaquetas Rossignol, bolsa Lady Dior Mini, vestido Alessandra Rich e pulseira Ferragamo, a partir de R$ 2.700. No lote 143, é possível adquirir um iPhone 15 Plus e um iPhone 13 a partir de R$ 922. No lote 9, é possível adquirir vinhos como Domaine Almanegra, El Enemigo a partir de R$ 141. Nos lotes 134, 133 e 131, é possível adquirir coleções de joias em ouro, com anéis, brincos e colares cravejados de diamantes, safiras e rubis, a partir de R$ 20.634. Lote 95 traz um Hyundai Santa Fe com lance inicial a partir de R$ 6 mil no leilão da Receita Federal em São Paulo. Divulgação/Receita Federal De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de março até as 21h do dia 12 de março. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 13 de março (horário de Brasília). Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, entre os dias 2 e 11 de março, em dias úteis, nas cidades de Araraquara, Campinas, Bauru, Guarulhos, Taubaté, São Paulo, Guarujá, Santos, Barueri, Suzano, Sorocaba, Santo André e São Bernardo do Campo. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000002/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.
25/02/2026 17:11:42 +00:00
Celular pode subir com novo imposto de importação? Veja quais marcas podem ser afetadas

iPhone Pro 17 Pro e iPhone Air Godofredo A. Vásquez/AP O governo brasileiro elevou, no início de fevereiro, o imposto sobre mais de mil produtos importados, entre eles, celulares, com o objetivo de incentivar a competitividade da indústria nacional. O aumento para os produtos incluídos na medida pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, afetando setores e consumidores que recorrem a compras internacionais (veja a lista ao final da reportagem). TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos O g1 questionou o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sobre qual era a alíquota anterior para celulares, mas não obteve resposta. A medida não atinge os smartphones produzidos no Brasil, que representam 95% dos aparelhos comprados no país em 2025, segundo os ministérios. Os outros 5% são importados — a maioria da China —, informou o MDIC. Quais marcas podem — ou não — sofrer impacto com a alta dos impostos Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão também garante tarifa zero de imposto de importação para todo componente usado pela indústria que não seja produzido no país (ou seja, que não tenha produção nacional similar). As principais empresas do setor, como Samsung, Motorola e Apple, já montam celulares no Brasil, explica Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de consultoria em telecomunicações. Isso significa que os aparelhos vendidos no país não serão impactados pela elevação do imposto. Essas marcas não fabricam do zero o smartphone no Brasil. As peças do produto vêm de outros países e, quando chegam ao Brasil, são montados em suas unidades fabris ou de terceiros. A Apple, por exemplo, não tem fábrica no Brasil, mas mantém uma representante, a Foxconn, no interior de São Paulo, responsável por montar os iPhones que serão vendidos por aqui. A Vivo Mobile (sem relação com a operadora), chamada de Jovi no Brasil, também tem acordo com uma empresa nacional, a GBR Componentes, para produzir aparelhos na Zona Franca de Manaus. A Samsung, que anunciou a linha Galaxy S26 nesta quarta-feira, confirmou ao g1 que seu aparelho topo de linha também será montado no Brasil. A medida, no entanto, pode impactar marcas como Xiaomi, que não monta nem fabrica seus celulares no Brasil. O g1 procurou a empresa para comentar a decisão do governo e aguarda retorno. Ainda há demanda no Brasil por celulares importados mesmo com o mercado nacional abastecido por diversas marcas, explica Roberto Beninca, advogado tributarista e sócio da MBW Advocacia. Ele diz que isso ocorre porque a decisão de compra do consumidor não se baseia apenas na existência de oferta interna. "O consumidor que importa leva em consideração preço, tecnologia e percepção de valor. Muitos aparelhos importados apresentam melhor custo-benefício. Mesmo com tributos, o consumidor frequentemente encontra no mercado internacional modelos com especificações superiores por preço semelhante ou inferior ao praticado no Brasil", afirma Beninca. E quanto se pagaria a mais em um celular importado? Samsung Galaxy S25 Ultra, S25+ e S25 Divulgação/Samsung Beninca explica que o governo elevou as alíquotas do imposto de importação em até 7,2 pontos percentuais para celulares e outros produtos de tecnologia. Para ilustrar o impacto, ele considera um aparelho importado com valor de US$ 600. Com um câmbio de R$ 5 por dólar, o custo convertido seria de R$ 3 mil. "Imagine que, antes da medida, a alíquota do imposto de importação fosse de 16%. Nesse cenário, o valor do imposto seria de R$ 480, totalizando R$ 3.480 após essa etapa", exemplifica o advogado. Com o aumento de 7,2 pontos percentuais, a alíquota passaria para 23,2%. Nesse novo cenário, o imposto sobre os mesmos R$ 3 mil seria de R$ 696, elevando o custo para R$ 3.696 apenas na fase inicial da importação. "Contudo, esse não é necessariamente o valor final que chegará ao consumidor. Isso porque o imposto de importação compõe o custo base do produto. Sobre esse novo custo incidem margens do importador, despesas logísticas, estrutura comercial, eventuais tributos internos e margem do varejo", afirma. O impacto pode ser ainda mais forte em meio à crise na oferta global de memória RAM, componente essencial para o funcionamento desses produtos e que está em falta no mercado. O avanço da inteligência artificial está no centro dessa turbulência. Fabricantes têm direcionado investimentos e produção para chips mais avançados, usados em data centers de IA, o que reduziu a oferta de memórias tradicionais. Governo fala em 'reequilibrar os preços' De acordo com o governo, a mudança busca reequilibrar os preços entre itens estrangeiros e nacionais. Atualmente, o mercado brasileiro de eletrônicos possui forte dependência externa, afirma a nota técnica do Ministério da Fazenda. Segundo o documento, a China concentra 46% das importações desses bens, enquanto o Vietnã se consolidou como a segunda maior origem, com 7,9% de participação. O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre os mais de mil produtos. O aumento das tarifas ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. Produtos afetados Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Reddit é multado em R$ 100 milhões no Reino Unido Meninas expõem rotina de casadas no TikTok
25/02/2026 16:43:56 +00:00
Veja único vinho brasileiro que entrou em lista internacional dos melhores do mundo

Vinho Casa Tés Grama Branco Reprodução/worldsbestsommeliersselection Apenas um vinho brasileiro entrou para a lista internacional World’s Best Sommeliers’ Selection 2026 (“Melhores Selecionados por Sommeliers”, em tradução livre), que reúne anualmente rótulos considerados os melhores do mundo. O escolhido foi o Casa Tés Grama Branco 2024, feito com uvas Sauvignon Blanc e Sémillon no Vale da Grama, região tradicionalmente cafeeira situada próxima à Serra da Mantiqueira. 🍷Segundo o guia, o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche. Nesta edição, divulgada nesta quarta-feira (25), foram selecionados 115 vinhos de 16 países (veja a lista completa). A lista não estabelece um ranking entre os escolhidos. Brasil tem restaurante entre os 50 melhores do mundo; veja lista Pizzarias brasileiras ficaram entre as 100 melhores do mundo em 2025 De onde vem a uva de mesa A Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos. Entre eles, exemplares de Barolo e Barbaresco, elaborados com a uva Nebbiolo. Portugal aparece na sequência, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados. Um dos destaques foi um branco do Douro produzido pela Quinta do Vallado com as uvas Rabigato, Gouveio, Arinto e Viosinho. A América do Sul foi representada por 26 rótulos, incluindo o brasileiro. A Argentina teve 12 vinhos selecionados, vindos de regiões como o Vale de Uco (Mendoza), o Vale de Calchaquí (Salta) e o Vale de Pedernal (San Juan). O Chile se destacou na categoria de tintos, com oito rótulos de vinícolas prestigiadas. Entre os exemplos estão o Almaviva 2018 e o Almaviva 2021, produzidos pela Viña Almaviva, no Vale do Maipo. Já o Uruguai conquistou cinco posições na lista, com dois brancos complementando os tintos. Entre os destaques estão o Bodega Garzón Single Vineyard Albariño 2024 e o Bodega Garzón Single Vineyard Tannat 2023, ambos da região de Maldonado, elaborados pela Bodega Garzón. 🔎​Como é feita a seleção? Criada pela William Reed, responsável também pelo The World’s 50 Best Restaurants, que seleciona os melhores restaurantes do mundo, a seleção foi feita durante três dias de janeiro, na Inglaterra, quando 29 sommeliers de 17 países degustaram e avaliaram os vinhos. Todos os sommeliers são integrantes do The World’s 50 Best Restaurants 2025. Sommeliers durante World's Best Sommeliers 2026 Divulgação Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik 🍷Melhores vinhos do mundo em 2026 Aglianico 2022 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Aglianico 2023 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) Alauda 2021 – Ruffino – Toscana (Itália) Almaviva 2018 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Almaviva 2021 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Amontillado VORS – Bodegas Espinosa de los Monteros – Jerez-Sherry (Espanha) Apartado Nature 2017 – Rutini – Mendoza (Argentina) Aperture Cabernet Sauvignon 2023 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Aperture Sauvignon Blanc 2024 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Avaton 2022 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Barbaresco Asili 2014 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Bricco Rocche 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Brunate 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Riserva 2016 – Marchesi di Barolo – Piemonte (Itália) Birth of Cabernet 2021 – Catena Zapata – Mendoza (Argentina) Vineyard Block N° 4 Malbec 2022 – Pyros Wines – San Juan (Argentina) Boxing Rabbit Cuvee 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Chardo Velo de Flor 2020 – Bodega Puerta del Abra – Buenos Aires Province (Argentina) Château Smith Haut Lafitte Blanc 2022 – Château Smith Haut Lafitte – Bordeaux (França) Colección 125 Gran Vino Blanco 2023 – Chivite – Navarra (Espanha) Concreto Malbec 2023 – Zuccardi Valle de Uco – Mendoza (Argentina) Cuesta de las Liebres 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Deux Revês, Uné Destinée 2023 – Sacromonte – Montevideo (Uruguai) Desti 2022 – Merum Priorati – Catalunha (Espanha) donnacricri 2023 – Viabizzunoagricola – Sicília (Itália) Don Melchor 2021 – Viña Don Melchor – Maipo Valley (Chile) El Anejón 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) El Arenal Malbec Single Vineyard 2022 – Colomé – Salta (Argentina) Encruzado White 2023 – Quinta dos Carvalhais – Dão (Portugal) Erbaluce di Caluso DOCG Rend Nen 2022 – Luca Leggero Villareggia – Piemonte (Itália) Estate Chardonnay 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Soul of a Lion 2021 – Daou Vineyards – California (EUA) Faustino I Gran Reserva Blanco 2021 – Bodegas Faustino – Rioja (Espanha) Feudo Arancio Hedonis 2022 – Feudo Arancio – Sicília (Itália) Garrigal Vinyes Velles 2023 – Peralada – Catalunha (Espanha) Garrus 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Gavi di Gavi Limited Edition 2021 – La Scolca – Piemonte (Itália) Grama Branco 2024 – Casa Tés – São Paulo (Brasil) Gran Vintage 2016 – Pere Ventura – Cava (Espanha) Granit 2024 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Grand Vin 2016 – Mas de Daumas Gassac – Languedoc-Roussillon (França) Grave di Stecca Brut 2018 – Nino Franco Spumanti – Veneto (Itália) Grotte Alte – Cerasuolo di Vittoria 2021 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Hunter 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Homarus 2021 – Tenuta Del Paguro – Emilia-Romagna (Itália) Il Frappato 2023 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Karthäuserhofberg GG 2023 – Karthäuserhof – Mosel (Alemanha) Kisi Qvevri Iberiuli 2022 – Shumi Winery and Estate – Kakheti (Geórgia) Kreuznacher Paradies Riesling 2021 – Weingut Korrell – Nahe (Alemanha) La Grande Dame 2018 – Veuve Clicquot – Champagne (França) La Piu Belle 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Les Clans 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Loureiro Escolha White 2024 – Quinta de Azevedo – Minho VR (Portugal) Malagousia 2024 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Malvasia 50 Years Old – Justino's – Madeira (Portugal) Milla Cala 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Musivum Teroldego Rotaliano 2019 – Mezzacorona – Trentino-Alto Adige (Itália) Oculus 2020 – Mission Hill Family Estate – British Columbia (Canadá) Terroir Collection Cabernet Franc 2022 – Mission Hill Family Estate – British Columbia (Canadá) Old Vines from Patagonia Semillon 2024 – Riccitelli Wine – Patagonia (Argentina) Orangelack Kabinett 2024 – Schloss Johannisberg – Rheingau (Alemanha) Ostrea in Fundo 2023 – Tenuta Del Paguro – Emilia-Romagna (Itália) Pago de Carraovejas 2023 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Parcellaire Les Agneaux NV – Champagne Gounel Lassalle – Champagne (França) Picpoul Blanc 2023 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Prelude 2023 – Clos Apalta – Colchagua Valley (Chile) Primus Chardonnay 2022 – Bodegas Salentein – Mendoza (Argentina) Quiebre 2023 – Sacromonte – Maldonado (Uruguai) Reserve Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – California (EUA) Reserve Cabernet Sauvignon 2022 – Robert Mondavi Winery – California (EUA) Reserva 2023 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Riesling Stará Hora 2022 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Veltliner Vinohrádky 2023 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Riesling Viñedo Pan de Azúcar 2024 – Bodega Bouza – Maldonado (Uruguai) Romitorio di Santedame 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Tawny 30 Years Old – Quinta do Crasto – Porto (Portugal) Tawny Port 20 Years Old – Sandeman – Douro (Portugal) Vintage Port Quinta do Seixo 2022 – Sandeman – Douro (Portugal) The Plow Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Tinta Roriz 2017 – Quinta do Crasto – Douro (Portugal) Tio Pepe en Rama 2025 – Gonzalez Byass – Sherry-Jerez (Espanha) TNX Douro 2021 – Quinta da Côrte – Douro (Portugal) Tokara Reserve Collection Cabernet Sauvignon 2022 – Tokara Wine & Olive Estate – Stellenbosch (África do Sul) Trapiche Iscay 2022 – Trapiche Winery – Mendoza (Argentina) Vallado Field Blend Reserve 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vallado Reserva Branco 2024 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Verdelho Frasqueira 1997 – Justino's – Madeira (Portugal) VIK 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Vinha da Coroa 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinha da Granja 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinhas Velhas 2021 – Quinta das Carvalhas – Douro (Portugal) Viña Monty Graciano Reserva 2019 – Bodegas Montecillo – Rioja (Espanha) Viognier 2024 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) VV26 Grand Cru NV – Champagne Frerejean Frères – Champagne (França) Wairau River Sauvignon Blanc 2025 – Rose Family Estate – Marlborough (Nova Zelândia) Yu-ki Estate Pinot Noir 2022 – Freeman Vineyard & Winery – Califórnia (EUA) Ysios Finca Lagunazuri 2021 – Bodegas Ysios – Rioja (Espanha)
25/02/2026 15:50:57 +00:00
Inadimplência sobe em meio a juros elevados e alcança maior nível desde 2017

A inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos com recursos livres — aqueles em que bancos e clientes negociam as condições — subiu para 5,5% em janeiro, o maior nível desde agosto de 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (25). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em dezembro, o índice estava em 5,4%. Na comparação em 12 meses, a alta foi de 1,1 ponto percentual, em um contexto de juros ainda elevados: a taxa básica Selic está atualmente em 15% ao ano. Após interromper um ciclo agressivo de aperto monetário em julho, o Banco Central manteve os juros no início deste ano no patamar mais alto em quase duas décadas. A instituição, porém, sinalizou que pode começar a cortar a Selic no próximo mês, diante de sinais mais claros de desaceleração da economia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No último Relatório de Política Monetária, divulgado em dezembro, o BC atribuiu o aumento da inadimplência ao longo de 2025 principalmente a mudanças nas regras de classificação de crédito, mas afirmou já observar “alguns sinais de estabilização” do indicador. Os dados mostram também que a concessão de empréstimos caiu 18,9% em janeiro na comparação com dezembro. Com isso, o estoque total de crédito do sistema financeiro recuou 0,2%, para R$ 7,116 trilhões. Nas operações com recursos livres, as novas concessões diminuíram 17,2% no mês. Já nos financiamentos com recursos direcionados — que seguem critérios definidos pelo governo — a queda foi mais intensa, de 32,9%. Os juros cobrados pelos bancos no crédito livre subiram para 47,8% ao ano em janeiro, alta de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, a taxa ficou em 11,6% ao ano, com avanço de 0,2 ponto no período. O chamado spread bancário — diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente — também aumentou, chegando a 34,3 pontos percentuais nas operações com recursos livres, ante 33,0 pontos em dezembro. Inadimplência - CE Serasa/Divulgação
25/02/2026 13:44:18 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5,12, menor valor em quase 2 anos; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar caiu 0,60% nesta quarta-feira (25) e fechou cotado a R$ 5,1246, no menor valor desde 21 de maio de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,13%, aos 191.247 pontos. Os investidores reagiram a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao cenário político no Brasil. A bolsa caiu pressionada pelas ações de grandes bancos, como o Itaú (0,79%), apesar da alta de 2,55% da Vale. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, Trump evitou mencionar a China em seu discurso sobre o Estado da União na noite de ontem, às vésperas de uma viagem a Pequim. No entanto, ameaçou o Irã e citou a operação que levou à prisão do venezuelano Nicolás Maduro. Trump também tratou de temas como inflação, tarifas comerciais e o desempenho do mercado de ações. O discurso de Trump no Congresso ocorreu em meio à queda na aprovação do presidente. Aliados temem que os índices influenciem as eleições de meio de mandato. ▶️ Na agenda americana, os investidores aguardam o balanço da Nvidia, que será divulgado após o fechamento do mercado, em meio às incertezas sobre o setor de inteligência artificial. Também estão previstos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). ▶️ No Brasil, o Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões. Também será divulgado o fluxo cambial semanal. ▶️ No campo político, uma pesquisa da AtlasIntel mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 46,2% e 46,3%, respectivamente, em meio à repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói. 🔎 O resultado é visto por parte dos investidores como um sinal de possível alternância de poder em 2026. Na avaliação de agentes do mercado financeiro, uma mudança de governo poderia abrir espaço para uma política mais rigorosa de controle dos gastos públicos. ▶️ Nos negócios, o destaque ficou para as ações do Grupo Pão de Açúcar, que chegaram a cair quase 9% após a varejista apontar, em balanço, incertezas sobre sua continuidade operacional. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre, acima das estimativas do mercado. Após uma recuperação parcial, os papéis encerraram o dia com queda superior a 2%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: -2,34%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado do mês: +5,39%; Acumulado do ano: +18,63%. Discurso de Trump no Congresso O presidente dos EUA, Donald Trump, fez na terça-feira (24) o tradicional discurso do Estado da União, em tom combativo e com duração de cerca de 1 hora e 48 minutos — o mais longo já registrado nesse formato. Ele enviou recados ao Irã, defendeu a influência americana no hemisfério ocidental e discutiu com parlamentares democratas sobre imigração. A política externa teve destaque. Trump acusou o Irã de tentar desenvolver uma arma nuclear e afirmou que prefere uma solução diplomática, mas que não permitirá que o país obtenha esse tipo de armamento. Ele também citou a operação que levou à captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, classificando a ação como uma vitória para a segurança dos EUA e como um novo começo para os venezuelanos. Grande parte da fala foi dedicada à economia. O presidente exaltou os resultados de seu governo, disse que a inflação está em queda, que a renda das famílias cresce e que a economia se recupera. Especialistas, no entanto, contestam a leitura oficial desses indicadores. Trump também afirmou que a produção de energia atingiu níveis recordes e criticou a gestão anterior, afirmando que assumiu o país em crise. O presidente também atacou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas a outros países, incluindo o Brasil, com base em uma lei de emergência da década de 1970. Ele classificou a decisão como frustrante e anunciou uma nova tarifa global de 15% sobre produtos importados. Segundo Trump, a medida poderia substituir parte do sistema de imposto de renda e reduzir a carga tributária dos americanos, além de ajudar a evitar conflitos internacionais. A economia foi um dos principais focos do discurso, em meio à preocupação dos eleitores com o custo de vida. Uma pesquisa da Associated Press mostrou que 39% dos entrevistados aprovam a condução da política econômica do presidente. LEIA MAIS SANDRA COHEN: Em espetáculo à nação, Trump destila ódio partidário e lança pegadinha aos democratas Trump diz que Irã quer arma nuclear e mísseis capazes de atingir os EUA Deputada chama Trump de 'mentiroso' e diz que ele 'matou americanos' Agenda econômica Contas públicas do Brasil As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). O resultado ficou acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões. Na comparação com janeiro do ano passado, houve uma leve piora: em 2024, o superávit foi de R$ 88,84 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. O resultado foi favorecido pela arrecadação federal, que atingiu o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. A alta da receita está relacionada ao crescimento da economia e ao aumento de impostos. Para 2026, a meta é que as contas do governo tenham um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pelo arcabouço fiscal aprovado em 2023, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central. Isso significa que a meta será considerada cumprida mesmo se o resultado for zero ou se o superávit chegar a R$ 68,6 bilhões. O arcabouço também permite que o governo exclua até R$ 57,8 bilhões em despesas do cálculo, como gastos com precatórios, por exemplo. Na prática, a previsão é que o governo registre um déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo que, no cálculo oficial da meta, apareça um resultado positivo. Se esse cenário se confirmar, as contas públicas devem permanecer no vermelho ao longo de todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mercados globais Os mercados em Wall Street encerraram em alta, enquanto investidores seguiram avaliando os riscos envolvendo as grandes empresas de tecnologia e seus investimentos bilionários em inteligência artificial. Além disso, a expectativa pelos resultados da Nvidia — considerados um termômetro para o setor — e as dúvidas sobre novas tarifas comerciais continuaram a gerar incertezas. O Dow Jones subiu 0,63%, aos 49.482,27 pontos. O S&P 500 avançou 0,81%, aos 6.946,14 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,26%, aos 23.152,08 pontos. Na Europa, o clima foi mais positivo, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em várias bolsas globais. Esse movimento ajudou a melhorar o humor dos investidores, que deixaram em segundo plano, ao menos por enquanto, as preocupações com possíveis tarifas dos EUA. No fechamento, o índice STOXX 600 subiu 0,7%, aos 633,47 pontos. O FTSE 100, do Reino Unido, avançou 1,18%, aos 10.806,41 pontos. Na França, o CAC 40 subiu 0,47%, aos 8.559,07 pontos, e na Alemanha, o DAX avançou 0,76%, aos 25.175,94 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para China e Hong Kong. O interesse dos investidores por empresas ligadas a metais e minerais raros cresceu após notícias de que o governo Trump pretende usar um sistema de inteligência artificial do Pentágono para definir preços de referência desses insumos estratégicos. O índice CSI300, da China, subiu 1,2%, e o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,8%. No Japão, o Nikkei disparou 2,2%, chegando a 58.583 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,91%, aos 6.083 pontos, e, em Taiwan, o TAIEX avançou 2,05%, para 35.413 pontos. Dólar Karolina Grabowska/Pexels
25/02/2026 12:00:13 +00:00
Exportações brasileiras de suco de laranja para União Europeia aumentam no fim da safra em janeiro, aponta USP

Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 As exportações brasileiras de suco de laranja demonstram sinais de reação positiva em janeiro deste ano, após os embarques da safra, que começou em julho de 2025 e terminou no primeiro mês de 2026, estarem abaixo do volume registrado no mesmo período da temporada anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", o campus da USP em Piracicaba (SP), o cenário se explica, principalmente, pelo reaquecimento da demanda da União Europeia, tradicionalmente, é o principal destino da commodity brasileira. "No primeiro mês do ano, os envios de suco de laranja concentrado, especificamente ao bloco europeu somaram 50,3 mil toneladas, volume 55% acima do registrado em janeiro de 2025 e também o maior da atual temporada", aponta o Cepea. Ainda confoforme análise do Centro de Estudos da USP, a recuperação dos embarques à União Europeia era bastante aguardada pelo setor exportador nacional. "No acumulado da safra 2025/26, os embarques brasileiros de suco de laranja concentrado a todos os destinos (66° brix) somam 495 mil toneladas, 4,6% abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior", analisa. Mercado interno No mercado interno, indústrias caminham para o encerramento da moagem da safra. "Assim, pouca fruta tem sido adquirida no spot e apenas alguns últimos contratos são recebidos, indicam estudos do Cepea Chuvas de janeiro podem impactar indústria As chuvas torrenciais que atingiram todo interior paulista durante o mês de janeiro afetaram o mercado da citricultura do cinturão produtor das frutas, segundo análise do Cepea. Parte da produção destinada à indústria pode ser perdida e a queda na qualidade das frutas cítricas também deve interferir nas cotações, fazendo o mercado spot paulista (com pagamento à vista e entrega imediata) se conter. Entenda cenário, abaixo. "A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares. [...] Parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada", explica o Centro de Pesquisas. Os preços, com pagamento a prazo, já começam a apresentar leve queda, de quase 2%, na segunda quinzena de janeiro. Cotações: a caixa de 40 quilos da laranja-pera in natura fechou a R$ 43 no dia 12 de janeiro e caiu para R$ 41 no último dia 30 do mês. O volume de chuva registrado no dia 29 de janeiro de 2026 de 55 milímetros em Limeira, aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), concentrado principalmente durante a noite, em apenas duas horas de temporal. Limeira registra chuvas intensas no fim de janeiro Segundo dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (30), o mercado citrícola paulista deverá sentir os efeitos dos altos volumes de chuvas nas regiões produtoras, incluindo a cidade de Limeira (SP), especialmente para a laranja de mesa, selecionada para consumo direto da casca, in natura. "O recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria", acrescentou. Em Piracicaba, o volume de chuvas foi de 65 milímetros em duas horas no último dia 29 de janeiro. No acumulado do mês, a cidade teve Leia também Piracicaba recebe novo centro de pesquisa para combater maior praga da citricultura Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater praga O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação. 🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo. O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo. Pé de laranja com greening Fundecitrus/Divulgação O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual. O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália. Greening muda mapa da citricultura no país 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Interior de São Paulo Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor. LEIA MAIS 📝 Calor e greening impactam safra da laranja e preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos Entenda por que importação de laranja tem recorde em pico de safra e exportações de suco seguem em ritmo lento Greening Reprodução / Globo Rural VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
25/02/2026 11:43:16 +00:00
Contas do governo têm superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Com isso, houve uma pequena piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 88,84 bilhões (valor corrigido pela inflação). O resultado foi favorecido pelo comportamento da arrecadação federal, que foi a maior já registrada em todos os meses desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, ou seja, em 32 anos. A alta da receita está relacionada com o crescimento da economia e aumento de impostos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📈 No primeiro mês deste ano, houve um aumento real de 1,2% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 272,78 bilhões. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 185,89 bilhões em janeiro deste ano, com uma alta real de 2,9% no período. Segundo o Tesouro, o aumento real nas despesas se concentrou em: despesas de benefícios previdenciários (+R$ 4 bilhões), explicado pelo aumento do número de beneficiários e pelos reajustes reais do salário-mínimo; pessoal e encargos sociais (+R$ 3,3 bilhões), em função da base de comparação de janeiro de 2025 não refletir os aumentos concedidos ao funcionalismo público, cujos efeitos se efetivaram a partir de maio daquele ano. Por outro lado, informou o Tesouro, houve queda nas despesas obrigatórias com controle de fluxo, abono e seguro desemprego, com recuos de R$ 1,9 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente. Esplanada dos Ministérios Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
25/02/2026 11:31:59 +00:00
Paramount aumenta proposta pela Warner para US$ 110 bilhões e pode 'melar' acordo com a Netflix

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Warner Bros. Discovery (WBD) informou nesta terça-feira (24) que a Paramount Skydance apresentou uma nova proposta de compra, o que pode levar a empresa a reconsiderar seu acordo com a Netflix. A nova oferta é o episódio mais recente de uma disputa que tem repercussão em Hollywood e nos meios de comunicação dos Estados Unidos, acompanhada de perto pelo presidente Donald Trump. O conselho de administração da WBD afirmou que “é razoável esperar” que a proposta da Paramount resulte em uma oferta superior à atualmente firmada com a Netflix. A Paramount elevou o valor para US$ 31 por ação da Warner, ante os US$ 30 anteriores. Considerando também a dívida da WBD, a transação é avaliada em cerca de US$ 110 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, a empresa se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a WBD teria de pagar à Netflix caso desista do acordo. A Paramount também prometeu uma compensação de US$ 7 bilhões à Warner se a operação não for concluída por entraves regulatórios. A proposta da Netflix não inclui os ativos de televisão dos estúdios Warner Bros., como os canais CNN e Discovery, que seriam transferidos para uma nova empresa listada em bolsa caso o acordo com a plataforma de streaming seja fechado. O conselho da WBD destacou que ainda não decidiu se a oferta da Paramount é melhor do que a da Netflix. Se a companhia optar pela proposta rival, a Netflix terá quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta. Mais cedo, a WBD informou que a Paramount havia feito uma nova proposta, mas que o acordo com a Netflix continuava válido e que os membros do conselho ainda demonstravam preferência pela operação com a empresa de streaming. As negociações com a Paramount seguem em andamento. A Netflix oferece US$ 83 bilhões por uma fusão mais restrita, mas pode aumentar o valor. A Paramount é comandada por David Ellison, e a operação é financiada principalmente por seu pai, Larry Ellison, fundador da Oracle e aliado próximo de Donald Trump. O presidente declarou que pretende se “envolver” em qualquer decisão sobre a fusão. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia a oferta apresentada pela Netflix. Caso a Paramount vença a disputa, a emissora CNN — alvo frequente de críticas de Trump — passaria ao controle da família Ellison. A empresa já havia sido criticada após a compra da CBS, operação que teria resultado em mudanças mais alinhadas ao governo Trump. Em entrevista à BBC Radio 4, o diretor-executivo da Netflix, Ted Sarandos, afirmou: “Este é um acordo comercial. Não é um acordo político.”
25/02/2026 11:03:27 +00:00
Em discurso no Congresso, Trump exalta ganhos no mercado, mas desaponta sobre tarifaço, dizem analistas

Donald Trump fala ao Congresso americano. Nathan Howard/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou os ganhos do mercado de ações em discurso na terça-feira (24) e prometeu que o governo ajudará a reforçar a aposentadoria de trabalhadores. Ele, porém, deu poucos detalhes sobre tarifas e política comercial, tema que tem gerado incerteza entre investidores. Analistas afirmaram que o mercado esperava sinais mais claros sobre o rumo das tarifas. “As pessoas provavelmente aguardavam algo mais definitivo”, disse Karen Jorritsma, da RBC Capital Markets, em Sydney. No pronunciamento, Trump afirmou que houve 53 recordes no mercado acionário desde que venceu a eleição para seu segundo mandato, em novembro de 2024. Ele relacionou o desempenho das bolsas ao aumento das poupanças de aposentadoria conhecidas como 401(k), plano amplamente usado nos Estados Unidos. O presidente também anunciou a intenção de, a partir do próximo ano, igualar contribuições de até US$ 1.000 feitas por trabalhadores que não têm acesso a planos com contrapartida das empresas. Não foram apresentados detalhes sobre o funcionamento da proposta. Trump diz preferir diplomacia, mas volta a ameaçar o Irã Para Jake Dollarhide, da Longbow Asset Management, contribuições públicas desse tipo podem estimular novos ganhos no mercado no futuro. O discurso ocorre em um momento delicado para investidores, após meses de volatilidade. Além das preocupações com o valor elevado de empresas ligadas à inteligência artificial, a falta de clareza sobre a política comercial dos EUA tem mantido o mercado cauteloso. Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou tarifas emergenciais impostas por Trump. Em resposta, ele assinou uma ordem criando tarifas de 10% por 150 dias para substituí-las e, no dia seguinte, afirmou que pretende elevar a taxa para 15%. Trump disse ainda que “quase todos” os países e empresas querem manter acordos tarifários e de investimento firmados anteriormente com os Estados Unidos. Apesar de o principal índice acionário americano acumular alta de cerca de 13% desde a posse, em janeiro de 2025, o avanço tem sido limitado em 2026. As bolsas de outros países apresentam desempenho superior, enquanto o dólar é negociado perto dos níveis mais baixos desde 2022. Historicamente, discursos sobre o Estado da União costumam ter impacto reduzido nos mercados financeiros, por serem usados principalmente para destacar realizações do governo e apresentar diretrizes gerais de política econômica.
25/02/2026 10:37:46 +00:00
'Fábrica de bilionários' de SC investe em indústria de baterias para armazenar energia renovável; entenda

WEG, de Jaraguá do Sul, foi destacada pela Forbes WEG/ Divulgação Uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, a multinacional WEG anunciou a construção em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, do que chamou de a mais moderna fábrica do país dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias. Segundo a empresa, conhecida como a "fábrica de super-ricos" pela quantidade de bilionários vinculados a ela, a tecnologia permite guardar a energia de fontes renováveis, como solar e eólica, gerada em momentos de maior produção, melhorando, assim, a estabilidade e a confiabilidade do fornecimento de energia. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp WEG anuncia investimento de quase R$ 1 bilhão em cidade de 46 mil habitantes WEG tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são 🚀💸 A WEG é conhecida por manter um perfil acionário familiar que beneficia herdeiros diretos. Dos quatro maiores herdeiros da empresa, todos são netos de um dos três fundadores. Em vídeo institucional, o vice-presidente de Tecnologia da WEG, Carlos José Bastos Grillo, explica que o sistema de armazenamento de energia em baterias (chamado de BESS, na sigla em inglês) tem um papel vital para acelerar a adoção de energias renováveis, principalmente a solar e a eólica. "Essas energias são menos previsíveis, pois dependem das condições da natureza. Em certos momentos temos vento, em outros momentos temos sol, em outros momentos não temos. A natureza é que dá as cartas. Com o BESS, isso passa a ser uma realidade também nas energias renováveis, que são geradas na hora que a natureza deseja, mas podem ser consumidas no momento mais adequado para a sociedade", explicou. ➡️ Para quem é indicado? Usinas de geração Centrais de transmissão e distribuição Indústrias e comércios Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) através do programa Mais Inovação. As obras da nova fábrica começarão em breve, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027. Segundo a empresa, a operação da unidade resultará na criação de aproximadamente 90 novos empregos diretos e ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 GWh ao ano, equivalente a 400 sistemas de 5 MWh. Leia também: 'Fábrica de super-ricos' anuncia investimento bilionário em SC WEG tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são O presidente da WEG, Alberto Kuba, explicou que trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a multinacional e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética. “Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid", disse. WEG foi fundada em 1961 e tem filiais em 41 países WEG/Divulgação WEG Uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, a WEG foi fundada em 1961 e tem filiais em 41 países. No início da fundação, a "fábrica de bilionários" produzia apenas motores elétricos, mas ampliou as atividades nos anos 1980 e agora fornece sistemas elétricos industriais completos. Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
25/02/2026 08:31:29 +00:00
Presunto ou apresuntado? Manteiga ou margarina? Veja as diferenças antes de economizar

Presunto ou apresuntado? Manteiga ou margarina? Veja as diferenças antes de economizar Muita gente troca manteiga por margarina, presunto por apresuntado e cream cheese por requeijão para economizar no supermercado. O sabor é parecido — e o preço, geralmente, menor. Mas os produtos não são iguais. Eles têm composições diferentes, o que pode mudar o resultado da receita e o valor nutricional. Além disso, vender um produto como se fosse outro é considerado fraude alimentar pela legislação brasileira. Para te ajudar a identificar essas diferenças e evitar golpes, o g1 preparou uma lista com as particularidades de cada alimento. 🐷As diferenças entre presunto e apresuntado Presunto e apresuntado parecem iguais, mas têm diferenças importantes. Ambos são feitos de carne suína, mas o presunto é preparado apenas com pernil cozido, uma parte mais nobre do porco, e deve ter pelo menos 16% de proteína, conforme regra do Ministério da Agricultura estabelecida em maio de 2023. Já o apresuntado é feito com membros inferiores do porco e tem mais gordura. A carne é transformada em massa, temperada e aquecida. Desde novembro de 2022, é permitido adicionar água, amido e proteínas não animais (até 2,5%) no produto. Fique atento aos rótulos para não confundi-los e escolher o que realmente deseja. Entenda diferença dos preparos entre presunto e apresuntado g1 🧈As diferenças entre manteiga e margarina A margarina é feita a partir da mistura de leite com óleos vegetais hidrogenados, como milho e girassol, sendo considerada de origem vegetal pelo Ministério da Agricultura. Manteiga ou margarina: qual é mais saudável? Já a manteiga é 100% de origem animal, produzida a partir da nata ou creme de leite batido. Criada como alternativa à manteiga, a margarina exige menos matéria-prima, já que a produção de manteiga demanda grandes quantidades de leite. Presunto, apresuntado, margarina e manteiga: descubra diferenças entre alimentos 'primos' 🥛 As diferenças entre requeijão, requeijão cremoso e cream cheese O requeijão é feito a partir da coalhada, obtida pela coagulação ácida que separa o soro da massa do leite. Pode incluir creme de leite, manteiga e gordura anidra de leite. Para ser chamado de "Requeijão Cremoso", o produto deve ter apenas: Leite ou leite reconstituído (leite em pó dissolvido em água, com ou sem gordura láctea) Creme de leite, manteiga ou gordura anidra de leite (butter oil) Já o cream cheese é produzido com leite pasteurizado, que passa por fermentação, aquecimento, homogeneização e refrigeração, podendo conter derivados lácteos. De acordo com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Queijos, é classificado como queijo semi-gordo, gordo ou extra gordo, com muito alta umidade. LEIA TAMBÉM 'Voltamos para o jogo': setores do agro que estavam taxados em 50% esperam retomar vendas para os EUA Presento, manteiga e cream cheese photoroyalty/Freepik; Jess Bailey/Unsplash e pvproductions/Freepik De resto de açougue a iguaria, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil
25/02/2026 06:00:58 +00:00
Discurso do 'Estado da União': Trump aborda economia, imigração e volta a ameaçar o Irã

Discurso do 'Estado da União': Trump aborda economia, imigração e volta a ameaçar o Irã Com 1 hora 48 minutos de duração, foi o mais longo discurso do Estado da União da história. Sobre o Irã: Trump afirmou que o país busca desenvolver mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.. Venezuela e Américas: o presidente citou a captura de Nicolás Maduro e defendeu o domínio americano no hemisfério ocidental.. Imigração: o republicano relatou casos de cidadãos americanos vítimas de imigrantes ilegais, pediu novas leis e bateu boca com democratas que se opõem às políticas.. Economia: o norte-americano exaltou o próprio governo, disse que herdou o país em crise e criticou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas contra outros países.. Confira ponto a ponto tudo o que Trump disse.
25/02/2026 04:58:14 +00:00
Concurso para diplomata do Itamaraty tem salário inicial de R$ 22,5 mil; inscrições terminam nesta quarta

Palácio do Itamaraty Reprodução/ Agência Brasília As inscrições para o novo concurso público de diplomata do Itamaraty terminam nesta quarta-feira (25), às 18h. Ao todo, são oferecidas 60 vagas, com salário inicial de R$ 22.558,56. As oportunidades são para o cargo de terceiro-secretário, que marca o início da carreira diplomática. Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo. O processo seletivo é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática brasileira subordinada ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília (DF). ➡️ ACESSE O EDITAL ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não é necessária formação específica para participar, mas é preciso ter diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. As provas serão realizadas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal. (veja cronograma completo abaixo) A primeira fase, composta por questões objetivas, está prevista para o dia 29 de março, em dois períodos (manhã e tarde). Já a segunda fase será realizada em dois fins de semana consecutivos: 25 e 26 de abril, além de 2 e 3 de maio. Para participar, é necessário pagar taxa de inscrição de R$ 229, mas doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção. Das 60 vagas, 15 são destinadas a pessoas pretas e pardas, três a pessoas com deficiência, duas a pessoas indígenas e uma a pessoas quilombolas. Haverá ainda a convocação adicional de 126 candidatas mulheres para a segunda fase do concurso, para “corrigir eventuais desigualdades e promover proporcionalidade entre candidatos do gênero masculino e do gênero feminino”, segundo o edital. O concurso para diplomata exige conhecimento em várias disciplinas e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país, afirma Jean Marcel Fernandes, coordenador do curso preparatório para concursos de diplomata do Gran Concursos. Filho de diarista e pedreiro, ex-garçom toma posse como diplomata; conheça trajetória O que faz um diplomata? Os diplomatas são servidores públicos concursados que representam o Estado brasileiro e seus cidadãos no exterior. Eles negociam os interesses do país em conferências internacionais e atendem cidadãos brasileiros nos consulados, entre outras funções. E como é o concurso? No Brasil, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática subordinada ao Itamaraty. Neste ano, a seleção será realizada em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A primeira fase do concurso consiste em prova objetiva, de caráter eliminatório, composta por 240 questões do tipo certo ou errado, das seguintes disciplinas: Língua portuguesa; História do Brasil; História mundial; Geografia; Língua inglesa; Política internacional; Economia; Direito. Cada resposta correta soma 1 ponto, enquanto cada resposta em desacordo com o gabarito subtrai 0,25 ponto. Itens sem marcação ou com marcação dupla recebem nota zero. A prova é aplicada em dois períodos — manhã e tarde —, no mesmo dia, com duração de 3 horas e 30 minutos em cada turno. Será eliminado o candidato que obtiver nota final inferior a 120 pontos. A segunda etapa da seleção terá provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, com questões das seguintes disciplinas: Língua portuguesa; Língua inglesa; História do Brasil; Política internacional; Geografia; Economia; Direito; Língua espanhola ou francesa. As provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa têm duração de quatro horas cada. Em Português, o candidato deve elaborar uma redação entre 65 e 70 linhas e um resumo de até 30 linhas. Em Inglês, é exigida uma redação de 65 a 70 linhas e uma versão do português para o inglês, com extensão de 20 a 40 linhas. As provas de História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito têm duração de cinco horas cada. O formato padrão consiste em duas questões de até 60 linhas, valendo 30 pontos cada, e duas questões de até 40 linhas, valendo 20 pontos cada. Na prova de Língua Espanhola ou Língua Francesa, o candidato escolhe o idioma no ato da inscrição. A avaliação tem duração de quatro horas e exige a elaboração de um resumo de até 60 linhas e uma versão do português para o idioma escolhido, com extensão de 20 a 30 linhas. Para ser aprovado na segunda fase, o candidato deve alcançar, no mínimo, 480 pontos na soma das provas escritas. Qualquer cidadão brasileiro nato com diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação pode se tornar diplomata. No entanto, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) costuma exigir preparação de anos, pois envolve cinco dias de provas sobre várias disciplinas, incluindo pelo menos duas línguas estrangeiras. Geralmente, são aprovados candidatos que se preparam por dois a três anos para as provas, afirma o professor Jean Marcel, que também é ministro da carreira diplomática e serve no Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles. Quem é aprovado ingressa na carreira diplomática como terceiro-secretário e é matriculado em curso do Instituto Rio Branco. Com o passar dos anos, pode ser promovido até o cargo mais alto, o de embaixador. Itamaraty terá vagas inéditas para indígenas e quilombolas; veja como candidatos estão se preparando 📆 Cronograma do concurso Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde) Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril Aplicação da prova escrita: 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde) 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde) 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde) 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde) Resultado final da Segunda Fase: 03 de junho Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho Palácio do Itamaraty recebe iluminação em homenagem ao Orgulho LGBTQIA+ Divulgação/Palácio do Itamaraty
25/02/2026 03:01:04 +00:00
Novas regras do vale‑refeição e alimentação passam a valer para mais grupos de trabalhadores; veja o que muda

Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou Com a suspensão de liminares que protegiam algumas operadoras de vale-refeição e alimentação, agora novos grupos de trabalhadores passam a ser cobertos pelas novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Desde o dia 10 de fevereiro, estão em vigor medidas que limitam as tarifas cobradas pelas operadoras, aceleram o repasse do dinheiro aos estabelecimentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha, aumentando a transparência e a concorrência no setor. As mudanças estão detalhadas no Decreto nº 12.712, assinado em 11 de novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afetam todos os envolvidos: trabalhadores que usam o benefício, empresas que contratam o serviço e estabelecimentos que recebem os pagamentos. O decreto estabelece limites claros para tarifas e prazos, além de regras de interoperabilidade entre cartões e maquininhas, buscando modernizar o programa que completa 50 anos em 2026. ➡️ Abaixo, entenda como mudanças impactam trabalhadores, estabelecimentos e operadoras. Operadoras que haviam conseguido liminares para suspender parte das exigências do decreto — incluindo Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card, UP Brasil e Alelo — agora precisam cumprir integralmente as novas regras. As decisões de primeira instância que protegiam essas empresas foram suspensas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que argumentou que a manutenção das liminares poderia comprometer a implementação uniforme do PAT e gerar impactos à ordem econômica e social. Na prática, enquanto as liminares permitiam que as operadoras deixassem de aplicar pontos como teto de tarifas e prazos de pagamento sem sofrer punições, a suspensão significa que todas as regras passam a valer imediatamente, ao menos até o julgamento definitivo das ações. Para te ajudar a entender o que acontece após a suspensão das liminares e quais são os impactos do decreto, o g1 reuniu informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e de especialistas. Abaixo, entenda: Quais operadoras serão impactadas? O que muda para os trabalhadores? Os preços podem ser impactados? O que muda para os estabelecimentos? O que muda para as operadoras? Por que o governo decidiu mudar as regras? Quais são as punições? Por que algumas operadoras são contra? O que está em disputa? As operadoras podem recorrer da decisão da Justiça? vale-refeição e vale-alimentação Freepik Quais operadoras serão impactadas? Todas as operadoras, incluindo as que haviam conseguido liminares — Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card, UP Brasil e Alelo — passam a cumprir integralmente todas as exigências do Decreto nº 12.712. Antes da suspensão das liminares, essas empresas estavam temporariamente protegidas de pontos centrais da regulamentação, como limites de tarifas e prazos de repasse, mas agora essas proteções não existem mais. O que muda para os trabalhadores? Para quem usa vale-refeição ou vale-alimentação, a principal promessa é maior liberdade de uso. A partir de 10 de maio, começa a transição para que os cartões sejam aceitos em diferentes maquininhas. Em novembro, o sistema deve estar totalmente integrado: qualquer cartão do PAT poderá funcionar em qualquer maquininha do país. ⚠️ O valor do benefício não muda. Além disso, o decreto mantém o uso restrito à compra de alimentos e proíbe que o dinheiro seja usado para outras finalidades, como academias, farmácias, planos de saúde ou cursos. O principal objetivo das mudanças é ampliar a rede de aceitação dos cartões e, de forma indireta, estimular preços mais competitivos, segundo Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados. Os preços podem ser impactados? Em tese, sim. Mas ainda não é possível afirmar com certeza, afimam especialistas. Para Cordeiro, o limite das taxas e o repasse mais rápido dos valores podem reduzir os custos de intermediação e pressionar os preços para baixo no comércio de alimentos. “De todo modo, é muito cedo para afirmar isso”, pontua. Antes, as taxas cobradas pelas operadoras de vale costumavam variar entre 6% e 9%, segundo dados citados pelo governo. O novo decreto estabelece um limite máximo de 3,6% e um teto de 2% para a tarifa de intercâmbio. O que muda para os estabelecimentos? Para os estabelecimentos, as mudanças afetam principalmente as taxas e os prazos de pagamento. A partir de agora: a taxa máxima cobrada pelas operadoras passa a ser de 3,6%; a tarifa de intercâmbio fica limitada a 2%; o dinheiro das vendas deve ser repassado em até 15 dias corridos. Antes, os estabelecimentos esperavam cerca de 30 dias ou mais para receber. Segundo Cordeiro, essas medidas tendem a reduzir custos e melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, embora o impacto prático dependa de como o mercado se adaptará às novas regras. O governo argumenta que as mudanças devem ampliar a rede de aceitação dos vales, já que muitos comerciantes deixavam de aceitar os cartões por causa das taxas altas. O que muda para as operadoras? Segundo Cordeiro, as empresas do setor terão de adequar suas operações aos novos limites de tarifas, aos prazos de pagamento e às exigências de interoperabilidade previstas no decreto. Além disso, o decreto proíbe vantagens financeiras entre operadoras e empresas contratantes, como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing. Essas práticas eram usadas para conquistar clientes e, segundo o governo, distorciam a concorrência. Veja as datas e as mudanças previstas: Por que o governo decidiu mudar as regras? O governo afirma que o objetivo é modernizar o PAT, que completa 50 anos em 2026, e corrigir distorções no mercado. Segundo o Ministério do Trabalho, as novas regras buscam reduzir abusos nas taxas, aumentar a concorrência, ampliar a rede de aceitação dos vales e garantir que o benefício seja usado apenas para alimentação. O governo também estima que as mudanças podem gerar uma economia anual de cerca de R$ 8 bilhões e ampliar o número de estabelecimentos que aceitam os vales de 743 mil para 1,82 milhão. Quais são as punições? Contratos que não estiverem de acordo com o decreto precisam ser ajustados dentro dos prazos de transição previstos, que variam de 90 a 360 dias dependendo da exigência. O descumprimento pode gerar sanções que incluem autuação da empresa, descredenciamento e cobrança da isenção fiscal utilizada anteriormente, além de multas. As sanções se aplicam tanto às operadoras quanto às empresas contratantes e aos estabelecimentos que recebem os pagamentos. Por que algumas operadoras são contra? Algumas operadoras afirmam que o governo extrapolou seu poder ao impor limites de tarifas e mudanças estruturais por decreto, sem previsão expressa na lei que criou o PAT. Elas alegam que houve excesso regulatório, principalmente na fixação de limites de tarifas, no impacto sobre contratos já firmados e na necessidade de prazos maiores para adaptação. O que está em disputa? O setor é dominado por poucas grandes operadoras, e o governo pretende reduzir essa concentração. A expectativa é que mais concorrentes entrem no mercado, oferecendo opções variadas aos trabalhadores e custos menores para os estabelecimentos. O embate entre operadoras tradicionais e a nova regulamentação evidencia a disputa entre um modelo concentrado, baseado em redes fechadas e taxas elevadas, e um sistema mais aberto, padronizado e competitivo. As operadoras podem recorrer da decisão da Justiça? Sim, as empresas podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a regulamentação, mas, enquanto isso, as regras passam a valer integralmente. Ou seja, a suspensão das liminares pelo TRF-3 garante que o decreto seja aplicado de forma uniforme até uma decisão final. 'CLT Premium': o que é o termo que virou trend e que pode revolucionar o mercado
25/02/2026 03:00:52 +00:00
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