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g1 > Economia

Com receita recorde, Nvidia tem lucro trimestral de US$ 58,3 bilhões, alta de 211% em um ano

Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A fabricante de chips Nvidia registrou lucro de US$ 58,3 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, encerrado em 26 de abril, informou a empresa nesta quarta-feira (20) em seu balanço financeiro. O valor representa alta de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita da companhia atingiu o recorde de US$ 81,6 bilhões, resultado acima das expectativas de Wall Street e impulsionado pela forte demanda por hardware de inteligência artificial (IA). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na comparação anual, a receita avançou 85%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o crescimento foi de 20%. Os números reforçam a posição da Nvidia como uma das principais beneficiárias do boom global de infraestrutura de IA. Para o segundo trimestre fiscal, a companhia projetou receita de US$ 91 bilhões, acima das expectativas de Wall Street, que apontavam para US$ 86,84 bilhões, segundo dados da LSEG. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 80 bilhões. O dividendo trimestral da Nvidia vai subir para 25 centavos por ação, ante 1 centavo anteriormente, informou a empresa. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal De olho na IA Os resultados da Nvidia são vistos como um termômetro do mercado de IA, já que os chips da companhia abastecem praticamente todos os grandes data centers usados para treinar e operar modelos avançados da tecnologia. “A Nvidia entregou mais um resultado acima das expectativas, mas isso já está praticamente precificado, já que a empresa supera projeções trimestre após trimestre”, disse Jacob Bourne, analista da eMarketer, à agência Reuters. “A questão que permanece é se ela conseguirá convencer os investidores de que a expansão da IA terá fôlego em 2027 e 2028, especialmente à medida que a narrativa muda para cargas de trabalho de inferência e chips concorrentes de Google, Amazon, AMD e Intel", acrescentou. Os gastos com infraestrutura de IA continuam acelerando. Alphabet, Amazon e Microsoft devem investir mais de US$ 700 bilhões em IA neste ano, acima dos cerca de US$ 400 bilhões registrados em 2025. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo * Com informações das agências Reuters e AFP
20/05/2026 22:39:23 +00:00
Senado aprova indicação do advogado Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (20) a indicação do advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por 31 votos a 13. Além de Lobo, o plenário também aprovou o nome de Igor Muniz para a diretoria da autarquia. 🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem entre as funções regular fundos de investimento. A indicação de Lobo para o comando da CVM é atribuída a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que publicamente negou ser o padrinho. Vídeos em alta no g1 Lobo não terá um mandato de cinco anos, como acontece em novas nomeações. Ele cumprirá um mandato tampão até julho de 2027, complementando o período restante do mandato de João Pedro Nascimento, ex-presidente que deixou o cargo em julho do ano passado. A indicação de Lobo dividiu setores do governo, com o ministério da Fazenda, à época comandado por Fernando Haddad, contrário à indicação. A posição foi seguida pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan, mas segundo fontes a par das conversas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou ao relator da indicação, senador Eduardo Braga (MDB-AM) a escolha por Lobo. O nome do advogado também foi mal recebido no mercado financeiro em função de decisões favoráveis ao Banco Master enquanto presidiu a CVM de forma interina. O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários Geraldo Magela/Agência Senado Em uma das decisões questionadas pelo Tribunal de Contas da União, o voto de qualidade de Lobo dispensou a Ambipar — empresa de gestão de resíduos que realizou diversas transações com o Master — de realizar uma oferta pública de ações (OPA). A posição de Lobo contrariou a área técnica da CVM que apontou uma ação orquestrada entre os empresários Nelson Tanure e Tércio Bolenghi e do Banco Master para inflar o preço das ações da empresa. Em outubro de 2025, dias antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro, a Ambipar teve sua recuperação judicial aprovada. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Jusitiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Lobo à CVM. Questionado durante a sabatina na CCJ, o advogado disse que houve incompreensão no caso da Ambipar e que não houve qualquer questionamento formal no órgão a favor da OPA da empresa. "Até hoje, passados dez meses, nenhum advogado, nenhum parecerista, nenhum minoritário, nenhum grupo de interesse minoritário, se apresentou à CVM para defender essa OPA. É a OPA mais curiosa da história da CVM", disse Lobo aos senadores.
20/05/2026 21:49:11 +00:00
SpaceX entra com pedido para estrear na bolsa dos EUA; haverá dividendos? Musk seguirá no controle? Entenda

Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo A SpaceX, empresa de Elon Musk, protocolou um pedido de IPO, sigla utilizada quando uma companhia abre capital e passa a negociar ações na bolsa de valores, segundo a Reuters. De acordo com documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), a companhia pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código “SPCX”. Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros Os registros mostram que a SpaceX registrou receita de US$ 4,694 bilhões no primeiro trimestre deste ano, mas encerrou o período com prejuízo operacional de US$ 1,943 bilhão. A maior parte do faturamento veio da divisão de conectividade, responsável pela Starlink, que gerou US$ 3,257 bilhões em receita. Já a área espacial da empresa somou US$ 619 milhões. A companhia informou ainda que não pretende distribuir dividendos aos detentores de ações Classe A no curto prazo, o que indica que os investidores não devem receber participação nos lucros neste momento. A estrutura acionária, conforme o documento será dividida em duas classes: as ações ordinárias Classe A terão direito a um voto por papel, enquanto as Classe B garantirão dez votos por ação. Na prática, essa configuração mantém Musk com forte poder de controle sobre a empresa mesmo após a abertura de capital. Segundo os documentos, ele continuará capaz de influenciar decisões que dependam da aprovação dos acionistas. A SpaceX também afirmou que será classificada como “empresa controlada” após o IPO. Com isso, não precisará manter maioria independente em seu conselho de administração, como costuma ocorrer em companhias listadas nos Estados Unidos. Antes mesmo da oficialização da oferta pública, a empresa já despertava o interesse de investidores em Wall Street. Musk vinha sinalizando ao mercado que a SpaceX poderia alcançar um valuation de US$ 1,75 trilhão, valor muito superior à receita anual da companhia. No ano passado, a empresa registrou vendas de US$ 18,5 bilhões. A avaliação projetada por Musk equivale a quase 100 vezes esse faturamento, múltiplo acima do observado em gigantes de tecnologia como Apple e NVIDIA. Com expectativa de estreia na bolsa em meados de junho, analistas e investidores discutem se a operação pode se tornar uma das maiores aberturas de capital da história recente dos Estados Unidos. Parte do otimismo está ligada ao crescimento da Starlink, que já concentra a maior fatia das receitas e dos lucros da companhia. Os novos documentos também indicam avanços nos planos da empresa envolvendo inteligência artificial e computação espacial. A SpaceX afirmou que pretende iniciar, a partir de 2028, a implantação de satélites voltados à computação orbital com IA. A companhia informou ainda que fechou, em maio, contratos de serviços em nuvem com a Anthropic. Segundo os registros, a empresa poderá pagar à SpaceX até US$ 1,25 bilhão por mês até maio de 2029, com expansão gradual da capacidade contratada a partir de maio e junho de 2026. Além disso, a SpaceX revelou planos para lançar um produto financeiro voltado a pagamentos, serviços bancários e outras operações. Os documentos enviados à SEC também apontam que a Tesla detinha 18.990.195 ações ordinárias Classe A da SpaceX em 1º de maio. Outro trecho dos registros indica que a Cursor terá direito a uma taxa de rescisão de US$ 1,5 bilhão, além de uma taxa de serviços diferidos de US$ 8,5 bilhões, conforme contrato relacionado à operação mencionada. A SpaceX informou ainda que a aquisição da Cursor, após a conclusão do IPO, seria paga em ações ordinárias Classe A da companhia. Musk já afirmou que pretende manter a SpaceX focada em seu principal objetivo: tornar a vida “multiplanetária” e ampliar a presença humana no espaço. Reportagem com informações da Reuters e AFP.
20/05/2026 20:47:43 +00:00
Mãe compra 14 mil figurinhas da Copa para filho completar álbum e vídeo viraliza

Mãe de Santa Catarina compra 14 mil figurinhas da Copa para filho completar álbum Uma mãe comerciante comprou 2 mil pacotes de figurinhas da Copa do Mundo e viralizou nas redes sociais com um vídeo do filho e dois sobrinhos. Ela vendeu as repetidas e o sucesso foi tão grande que ela já adquiriu outros 6 mil pacotinhos. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Catrini Nunes, de 31 anos, comprou os 2 mil pacotes, que resultam em 14 mil figurinhas, há duas semanas. Ela tem uma livraria e loja geek em Sombrio, no Sul de Santa Catarina. O vídeo com o filho e os dois sobrinhos dela com os pacotes tinha 4,5 milhões de visualizações em uma rede social até 16h30 desta quarta-feira (20). A publicação foi feita em 7 de maio. Nunes já fez a aquisição com a intenção de vender as repetidas. "Vimos uma oportunidade de vender figurinhas avulsas para facilitar quem queria completar o álbum. Separamos 2 mil pacotes para abrir e vender as figurinhas avulsas. Meu filho e meus dois sobrinhos compartilham do mesmo álbum, então iríamos completar o álbum deles e todo o restante seria comercializado na nossa loja", contou. Das 14 mil figurinhas, Nunes separou 2 mil para um evento de trocas que está organizando nas lojas dela, que ficam em um shopping da cidade. "Em um primeiro momento, era para ser algo para chamar atenção na nossa região, mas acabou ganhando repercussão nacional", disse a comerciante. O sucesso foi tão grande que ela vendeu todas as figurinhas repetidas e as lojas já venderam 5 mil pacotes após a publicação do vídeo. Além da compra no local, ela também comercializa online. "Entre as avulsas existem as extra stickers, ou legends, que podem valer de R$ 50 a R$ 500. Depende do jogador ou da cor, que pode ser lilás, bronze, prata ou ouro", explicou. Como comerciante, ela tem 20% de desconto e pode comprar uma caixa fechada com 1 mil pacotes por R$ 5,6 mil. Leia também: Baleia de 13 metros de espécie com característica única no planeta encalha em praia de SC Quais as 50 cidades de Santa Catarina com melhor qualidade de vida Salário de R$ 13 mil sem concurso? Cidade de SC abre vagas de emprego Comerciante de SC viraliza após comprar 2 mil pacotes de figurinhas para filho e sobrinhos completarem álbum e vender repetidas Reprodução/Redes sociais/Arquivo pessoal VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
20/05/2026 19:58:50 +00:00
Airbnb expande negócios e passa a oferecer a hotéis boutique, aluguel de carros e entrega de mercado

Logo do aplicativo Airbnb é exibido na tela de iPad em Washington, em 8 de maio de 2021 Patrick Semansky/AP A plataforma Airbnb, que enfrenta regulamentações rigorosas em relação aos aluguéis de curta duração em algumas cidades do mundo, anunciou, nesta quarta-feira (20), que começou a incorporar hotéis boutique, aluguel de carros e entrega de comida ao seu aplicativo. Esta é a movimentação mais recente na tentativa do Airbnb de captar uma fatia maior dos gastos com viagens, que atualmente se concentram em concorrentes como Booking.com e Expedia. "A partir de maio vamos oferecer [...] desde acomodações incríveis e hotéis boutique com a essência do Airbnb, até experiências inesquecíveis na Copa do Mundo e serviços que facilitam a viagem", afirmou Brian Chersky, cofundador e CEO do Airbnb, em nota. Esta mudança, 18 anos depois do início da empresa em San Francisco, é uma resposta às restrições cada vez mais rígidas sobre os aluguéis de curto prazo. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Em dezembro, a Espanha impôs à companhia uma multa de US$ 75 milhões (R$ 378 milhões, na cotação atual) por mais de 65 mil anúncios que não cumpriam as normas. Barcelona decidiu não renovar milhares de licenças de aluguel quando vencerem em 2028. Nova York proibiu praticamente todos os aluguéis privados de curto prazo desde 2023, e Paris intensificou sua ofensiva contra os anúncios ilegais em 2026. O aplicativo atualizado incorpora entrega de compras por meio do Instacart — plataforma americana de tecnologia voltada para entrega e retirada de compras de supermercado — em mais de 25 cidades dos Estados Unidos. Com o serviço, os clientes da plataforma poderão ter suas compras de mercado entregues na acomodação antes ou depois do check-in. Ainda entre as atualizações, traslados de aeroportos e estações de trem estarão disponíveis, bem como serviços de guarda-volumes em mais de 170 cidades ao redor do mundo. A plataforma informou, ainda, que também passará a oferecer aluguel de carros, embora ainda não tenha revelado quais serão seus parceiros. O Airbnb registrou uma receita de US$ 2,68 bilhões (R$ 13,5 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, 18% a mais que no mesmo período do ano anterior. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo *Com informações da agência de notícias France Presse
20/05/2026 19:52:14 +00:00
Odair Cunha toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União

O ex-deputado federal Odair Cunha tomou posse nesta quarta-feira (20) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O novo integrante da Corte de Contas chega ao tribunal após um acordo político firmado durante as articulações para a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados. Na ocasião, ficou definido que a vaga no TCU aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, em fevereiro deste ano, seria destinada ao PT. O partido, então, indicou Odair Cunha para ocupar o cargo. A eleição nas duas Casas do Congresso Nacional aconteceu em abril deste ano. Ele derrotou nomes como o de Elmar Nascimento e Danilo Forte, que também concorriam ao cargo. Participaram da posse o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT); do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP); e da Câmara, Hugo Motta. Vídeos em alta no g1 Em seu discurso de posse, Odair Cunha disse que irá se pautar por três compromissos: defesa do patrimônio público, aproximação da sociedade à Corte e o respeito à Constituição.  "Assumo hoje três compromissos diante desta Corte e da sociedade brasileira. Primeiro: defender o patrimônio público com a mesma dedicação com que sempre procurei defender os interesses do nosso povo. Segundo: contribuir para aproximar cada vez mais esta instituição do cidadão comum. O TCU não pode ser percebido como algo distante ou inacessível. Transparência não é favor; é obrigação democrática", afirmou o ministro recém empossado.  "E terceiro: respeitar permanentemente a Constituição da República como limite, fundamento e direção de toda atuação pública", completou. Odair Cunha é ex-deputado Natural de Piedade (SP), Odair Cunha é advogado com atuação nas áreas de Direito Público, Direito Constitucional e Direito Administrativo. Ao longo da trajetória política, exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal por Minas Gerais. Em quase 24 anos no Congresso, Cunha foi autor de 18 projetos que se converteram em lei. Entre eles está a proposta que reformulou o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para apoiar empresas durante a pandemia de Covid-19. Odair Cunha após a aprovação de sua indicação ao TCU na Câmara dos Deputados Bruno Spada/Câmara dos Deputados O faz o TCU? O TCU tem, entre as atribuições, apreciar contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos da União. O tribunal é composto por nove ministros titulares, dos quais: seis indicados pelo Congresso (três pela Câmara e três pelo Senado); três indicados pelo presidente da República (um de forma direta e outros dois entre os ministros-substitutos e membros do Ministério Público junto ao TCU). A Constituição estabelece que, para ocupar a vaga de ministro do TCU, é necessário ter mais de 35 anos e menos de 65 anos, idoneidade moral e reputação ilibada e também notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos, financeiros ou de administração pública. O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
20/05/2026 18:38:49 +00:00
QUIZ: Você reconhece os brinquedos da Estrela que marcaram gerações? Teste seus conhecimentos

Há quase um século, a Estrela faz parte da infância de milhões de brasileiros com brinquedos que atravessaram gerações, de bonecas a jogos de tabuleiro. Nesta quarta-feira (20), porém, a empresa anunciou que entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar suas dívidas e manter as operações. 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Segundo a companhia, a decisão foi motivada por fatores como juros altos, maior dificuldade de acesso ao crédito e mudanças nos hábitos de consumo, à medida que crianças e famílias passaram a dedicar mais tempo e recursos ao entretenimento digital. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Apesar das dificuldades financeiras, a Estrela afirmou que continuará funcionando normalmente durante o processo. Ao longo de sua trajetória, seus brinquedos se tornaram parte da memória afetiva de milhões de brasileiros e ajudaram a criar lembranças compartilhadas entre pais, filhos e avós. E você, consegue reconhecer alguns dos clássicos da marca? Teste seus conhecimentos neste quiz do g1. Qual brinquedo da Estrela marcou mais a sua infância? Os brinquedos históricos da Estrela, que entrou em recuperação judicial Divulgação
20/05/2026 17:23:09 +00:00
Comissão do Senado aprova indicação do advogado Otto Lobo para presidir órgão que regula fundos de investimento

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários Geraldo Magela/Agência Senado A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (20) a indicação do advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por 19 votos a 4. Além de Lobo, a comissão também aprovou o nome de Igor Muniz para a diretoria da autarquia. As indicações devem ser votadas ainda nesta quarta no plenário principal do Senado. 🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem entre as funções regular fundos de investimento. A indicação de Lobo para o comando da CVM é atribuída a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que publicamente negou ser o padrinho. Se aprovado no plenário, Lobo não terá um mandato de cinco anos, como acontece em novas nomeações. Ele cumprirá um mandato tampão até julho de 2027, complementando o período restante do mandato de João Pedro Nascimento, ex-presidente que deixou o cargo em julho do ano passado. A indicação de Lobo dividiu setores do governo, com o ministério da Fazenda, à época comandado por Fernando Haddad, contrário à indicação. A posição foi seguida pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan, mas segundo fontes a par das conversas, Lula reforçou ao relator da indicação, senador Eduardo Braga (MDB-AM) a escolha por Lobo. O nome do advogado também foi mal recebido no mercado financeiro em função de decisões favoráveis ao Banco Master enquanto presidiu a CVM de forma interina. Caso Master: presidente interino da CVM defende atuação da comissão Em uma das decisões questionadas pelo Tribunal de Contas da União, o voto de qualidade de Lobo dispensou a Ambipar — empresa de gestão de resíduos que realizou diversas transações com o Master — de realizar uma oferta pública de ações (OPA). A posição de Lobo contrariou a área técnica da CVM que apontou uma ação orquestrada entre os empresários Nelson Tanure e Tércio Bolenghi e do Banco Master para inflar o preço das ações da empresa. Em outubro de 2025, dias antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro, a Ambipar teve sua recuperação judicial aprovada. Questionado durante a sabatina na CCJ, Lobo disse que houve incompreensão no caso da Ambipar e que não houve qualquer questionamento formal no órgão a favor da OPA da empresa. "Até hoje, passados dez meses, nenhum advogado, nenhum parecerista, nenhum minoritário, nenhum grupo de interesse minoritário, se apresentou à CVM para defender essa OPA. É a OPA mais curiosa da história da CVM", disse Lobo aos senadores. A indicação de Lobo para o comando da CVM é atribuída a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que publicamente negou ser o padrinho.
20/05/2026 17:16:39 +00:00
Reino Unido firma acordo comercial de US$ 5 bilhões com países do Golfo em meio à guerra no Irã

Bandeiras do Reino Unido em frente ao Big Ben, em foto de junho de 2022 AP Photo/Frank Augstein O governo do Reino Unido afirmou nesta quarta-feira (20) que fechou um acordo comercial com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), com valor estimado em cerca de US$ 5 bilhões (R$ 25,2 bilhões) por ano no longo prazo. A expectativa é que o tratado aprofunde os laços econômicos de Londres com aliados da região. O CCG é composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O acordo surge após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que aumentaram as tensões na região e pressionaram o fornecimento de energia e alimentos. "Em um momento de crescente instabilidade, o anúncio de hoje envia um sinal claro de confiança, dando aos exportadores do Reino Unido a certeza de que precisam para planejar o futuro", afirmou o ministro do comércio britânico, Peter Kyle. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O governo britânico afirmou que o acordo superou a estimativa anterior, de 1,6 bilhão de libras (US$ 2,1 bilhões ou R$ 10,8 bilhões). O aumento veio após o tratado ir além das expectativas em termos de liberalização comercial e compromissos com o setor de serviços. O acordo eliminará 93% das tarifas do CCG sobre produtos britânicos — o equivalente a cerca de 580 milhões de libras (US$ 777 milhões ou R$ 3,9 bilhões) em taxas ao longo de 10 anos. A expectativa é que dois terços dessas tarifas sejam removidos assim que o acordo entrar em vigor. O governo afirmou que os setores automotivo, aeroespacial, eletrônico e de alimentos e bebidas devem estar entre os mais beneficiados, com produtos como cereais, queijo cheddar, chocolate e manteiga isentos de tarifas. Em contrapartida, o Reino Unido reduziu tarifas para os países do Conselho de Cooperação do Golfo, embora as principais exportações desses parceiros — petróleo e gás — já sejam isentas. Na área de serviços, o Reino Unido manteve as regras atuais de acesso ao mercado do CCG, permitindo que empresas sigam expandindo sem novas barreiras. Os países do Golfo também poderão desenvolver seus próprios setores com o acordo. O acordo não altera nem enfraquece os padrões britânicos de proteção ambiental ou de dados e não inclui menções a direitos humanos, segundo o governo. Ativistas haviam alertado para riscos nessa área. Tom Wills, diretor do Trade Justice Movement, afirmou que "ao não incluir proteções de direitos humanos no acordo, o Reino Unido deu um passo moral para trás". O acordo inclui regras de proteção ao investidor que passam a valer também para três países do CCG que antes não eram contemplados. Além disso, prevê um mecanismo que permite que investidores acionem o governo britânico na Justiça — ponto criticado por especialistas. *Com reportagem da agência de notícias Reuters. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
20/05/2026 16:28:21 +00:00
Fim do ‘sabor chocolate’? Queda no preço do cacau pode baratear produtos e mudar receitas

Miniatura do chocolate recheado com manteiga de amendoim Reese's. Mike Blake/Reuters Após um ano de barras menores, mais wafers e alternativas com menos cacau, fabricantes começam a voltar às receitas tradicionais de chocolate. Essa mudança, impulsionada por uma queda de quase 70% nos contratos futuros de cacau em relação aos recordes do fim de 2024, pode levar a preços mais baixos para os consumidores, à recuperação da demanda e à redução no uso de alternativas com pouco cacau, que nem sempre são consideradas chocolate. A fabricante americana Hershey's, por exemplo, anunciou planos de aumentar o teor de cacau em produtos que hoje funcionam como alternativas ao chocolate, chamados pela empresa de "chocolate candy". A mudança vem após o neto do fundador da Reese's criticar a empresa por alterações na formulação de produtos icônicos da marca. Com isso, a expectativa é que tanto os itens da Hershey's quanto o da Reese's voltem às receitas originais a partir do próximo ano. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Representantes e especialistas do setor alertam, ainda, que outras empresas devem seguir o exemplo. "Com os preços atuais do cacau, faz todo o sentido voltar a consumir chocolate de verdade", disse o consultor independente Roger Bradshaw à Reuters. A fabricante de snacks Mondelez não respondeu aos pedidos de comentário sobre suas receitas, enquanto Nestlé e Ferrero não se pronunciaram. Queda no preço do cacau Após quase triplicarem e superarem US$ 12 mil (R$ 60,5 mil) por tonelada em 2024, puxados por problemas climáticos e doenças nas lavouras, os preços do cacau levaram fabricantes a reduzir o tamanho das barras, adicionar mais wafers, frutas e nozes e lançar alternativas ao chocolate. As empresas também reduziram estoques, aumentaram preços e investiram mais em produtos como o ChoViva, uma alternativa ao chocolate sem cacau feita com sementes de girassol e aveia. Desenvolvido pela startup alemã Planet A Foods, o produto é comercializado em parceria com a Barry Callebaut, maior fabricante de chocolate e processadora de cacau do mundo. Esse movimento derrubou a demanda por cacau e, segundo especialistas, ajudou a provocar uma queda de cerca de 70% nos preços do grão em relação aos picos do fim de 2024. A demanda pode atingir o menor nível em nove anos nos 12 meses até setembro, afirmou Steve Wateridge, especialista em cacau, à Reuters. A queda nos preços, no entanto, deve levar a uma recuperação a partir do segundo semestre, acrescentou. "É provável que todos os fatores que nos levaram a esses preços tão baixos se revertam", disse Wateridge. Preços mais baixos, maior demanda Pode levar cerca de 10 meses para que mudanças no preço do cacau cheguem ao consumidor, já que os fabricantes costumam fixar preços com antecedência e manter estoques elevados. Assim, supermercados e outros compradores vêm pressionando os fabricantes a reduzir preços desde meados de 2025 — e alguns já cederam. A Mondelez afirmou no mês passado que havia reduzido alguns preços de chocolate na Europa e que estava começando a observar um aumento no volume de vendas. A Barry Callebaut — cujos ingredientes estão presentes em cerca de um quarto dos chocolates do mundo — espera crescimento de 1% a 5% no volume de vendas nos seis meses até agosto, na comparação anual, segundo cálculos da Reuters. A empresa, que fornece chocolate para marcas como KitKat (Nestlé) e o sorvete Magnum (Unilever), afirma que, aos preços atuais do cacau, produzir chocolate pode ser mais barato do que fabricar alternativas que usam gordura vegetal no lugar da manteiga de cacau. Isso significa que "alguns clientes estão voltando a consumir chocolate", disse o diretor executivo Hein Schumacher em abril, sem mencionar os nomes das empresas envolvidas. Há também iniciativas legislativas que incentivam o retorno ao cultivo do cacau em algumas regiões. No Brasil, sexto maior consumidor mundial de chocolate per capita, foi sancionada no início deste mês uma lei que exige que todos os produtos rotulados como chocolate amargo contenham, no mínimo, 35% de cacau. A medida aproxima o Brasil de mercados como a Europa e a América do Norte, ao tornar mais rigorosos os seus requisitos de teor de cacau. Um retorno lento Um retorno à produção mais tradicional de chocolate seria positivo para cerca de 2 milhões de agricultores de cacau em situação de pobreza na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores do mundo, ao indicar melhora na demanda e nos preços. No entanto, a recuperação deve levar tempo até que os volumes voltem aos níveis de antes da alta dos preços. "Prevejo que levará 2,5 anos para voltarmos ao nível anterior a 2023/24" em termos de demanda, disse um consultor veterano de cacau e ex-comerciante que preferiu não ser identificado. Segundo a especialista, isso se deve a tendências que, embora pequenas isoladamente, têm efeito relevante no conjunto. Entre elas, a maior abertura da Geração Z a produtos como chocolate sem cacau e o impacto de medicamentos para emagrecer nos hábitos alimentares. No entanto, com os fabricantes de chocolate temendo que os preços do cacau voltem a subir, algumas alternativas provavelmente permanecerão. Isso ocorre porque esses produtos continuam lucrativos no mercado de massa, observou Jean-Philippe Bertschy, analista da Vontobel. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo *Com reportagem da agência de notícias Reuters.
20/05/2026 16:09:06 +00:00
Crédito para taxistas e motoristas de app: veja os carros com juros menores no programa Move Brasil

Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus, BYD Dolphin e Fiat Pulse podem entrar no programa Move arte/g1 O governo lançou, na última terça-feira (19), um programa federal chamado Move Aplicativos. A iniciativa permite que taxistas e motoristas de aplicativo financiem carros zero km pagando menos da metade dos juros normalmente cobrados no mercado. Os pedidos de financiamento só começam a ser aceitos a partir do dia 19 de junho, mas o g1 já reuniu os principais carros que podem se enquadrar no benefício. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Antes de conferir a lista, é preciso que o carro atenda aos critérios abaixo: Custar até R$ 150 mil; Ser flex, elétrico ou híbrido flex (modelos híbridos apenas a gasolina não entram no programa); Ser zero km, já que o programa não contempla veículos usados; A montadora precisa estar habilitada no programa Mover. A seguir, veja a lista de hatches, sedãs e SUVs que se enquadram nesses critérios. Foram consideradas apenas as versões com preço abaixo do teto definido pelo programa: Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Hatches BYD Dolphin BYD Dolphin Mini Chevrolet Onix Citroën C3 Citroën Aircross Fiat Argo Fiat Mobi Honda City Hatch Hyundai HB20 Peugeot 208 Renault Kwid Galerias Relacionadas Sedãs Chevrolet Onix Plus Fiat Cronos Honda City Sedan Hyundai HB20S Nissan Versa Volkswagen Virtus Galerias Relacionadas SUVs Chevrolet Spin Chevrolet Sonic Chevrolet Tracker Citroën Basalt Fiat Fastback Fiat Pulse Renault Duster Jeep Renegade Nissan Kait Volkswagen Nivus Renault Kardian Volkswagen T-Cross Honda WR-V Galerias Relacionadas Veja as principais mudanças trazidas pelo programa: O que é o programa? Quais são os juros do financiamento? Como posso participar? Quem pode participar? Como faço o cadastro? Tenho nome sujo, e agora? Como sei se fui aprovado? Como contrato o financiamento? O que é o programa? O programa foi criado por meio de uma medida provisória (MP) que autoriza uma linha de crédito de R$ 30 bilhões. A iniciativa reduz os juros do financiamento de veículos destinados a motoristas de aplicativo e taxistas, com limite de R$ 150 mil para carros zero quilômetro. Os recursos virão do Tesouro Nacional e serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é cobrir a diferença entre os juros praticados no mercado e as taxas mais baixas oferecidas pelo programa. O programa também prevê a cobertura de até 80% do risco de crédito nessas operações, funcionando como garantia para o pagamento da dívida, de forma semelhante à atuação de um fiador. Voltar ao início. Quais são os juros do financiamento? Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as taxas de juros devem ser de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, e o prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência. Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o índice foi de 26,4% ao ano em dezembro de 2025. Voltar ao início. Como posso participar? Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Não é possível juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo. No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar. Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Voltar ao início. Quem pode participar? O programa contempla motoristas de aplicativo de qualquer plataforma, como Uber, 99 e InDrive. Os taxistas precisam estar com a licença e o registro nos órgãos de trânsito em dia, além de manter regularidade fiscal. Voltar ao início. Como faço o cadastro? Para participar, é necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Voltar ao início. Tenho nome sujo, e agora? Ter o nome limpo não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelo banco para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras. Voltar ao início. Como sei se fui aprovado? A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis. Voltar ao início. Como contrato o financiamento? A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente na concessionária ou no banco em que já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Voltar ao início.
20/05/2026 16:00:33 +00:00
CCJ do Senado adia votação da PEC que prevê autonomia financeira do Banco Central

Após pedido de vistas coletivas nesta quarta-feira (20), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que garante autonomia financeira e orçamentária do Banco Central (BC). A proposta tramita no Senado desde 2023 e retira o Banco Central do orçamento da União. Caso o texto seja aprovado pelo Congresso, o Banco Central passará a administrar seus próprios recursos com autonomia, sem depender do caixa do governo federal. Galípolo é cobrado sobre fiscalização do BC no caso BRB O que diz o texto? O texto da PEC define o Banco Central como “entidade pública de natureza especial”, não vinculada a qualquer ministério ou órgão da administração pública, e garante autonomia orçamentária e financeira. "O Banco Central é entidade pública de natureza especial com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução". Na prática, isso significa que a autarquia teria orçamento próprio, separado do Orçamento da União, e não precisaria se submeter às regras do arcabouço fiscal — o conjunto de limites de gastos que o governo federal precisa cumprir. Desta forma, o BC vai poder elaborar e executar os próprios recursos, o que inclui despesa com pessoal e investimentos. Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay Jornal Nacional/ Reprodução Essa peça orçamentária passaria pelo crivo prévio do Conselho Monetário Nacional (CMN) e, posteriormente, pela análise de uma comissão temática do Senado – a de Assuntos Econômicos (CAE). Segundo a PEC, o limite das despesas do BC não vai poder superar o valor do ano anterior, corrigido pela inflação.
20/05/2026 15:55:59 +00:00
Estrela pede recuperação judicial; relembre brinquedos históricos da marca

Brinquedo Pula Macaco, da Estrela. Mariana Schreiber/BBC A Estrela, marca de brinquedos que atravessou a infância de gerações de brasileiros, entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20/5). A empresa prometeu manter sua operação, da fabricação à comercialização dos produtos, durante o processo. A Estrela surgiu em 1937 como uma fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e, ao longo do século 20, tornou-se uma gigante do setor, rivalizando com as maiores marcas mundiais. A decisão, segundo comunicado da empresa a acionistas, deve-se a "pressões econômicas e setoriais relevantes, incluindo, entre outros fatores: aumento do custo de capital e restrição de crédito; mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais; e impactos acumulados ao longo dos últimos anos sobre a estrutura financeira". Ao longo de suas quase nove décadas, a Estrela levou às prateleiras brinquedos incontornáveis para qualquer criança brasileira, como o Banco Imobiliário e o Autorama. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Os brinquedos da Estrela Aquaplay O jogador usa botões para movimentar argolas dentro de um recipiente de água, tentando encaixá-las em pinos. Banco Imobiliário Tabuleiro que desafia os participantes a comprar terrenos, construir propriedades e administrar seu dinheiro para levar os adversários à falência. Cai Cai Os participantes precisam retirar as varetas de uma estrutura sem deixar que elas caiam, com precisão e calma. Cara a Cara O jogador tenta descobrir qual personagem seu adversário escolheu, fazendo perguntas sobre suas características e aparência. Cilada Jogo baseado em perguntas e desafios no qual os participantes precisam escapar de armadilhas e responder corretamente para avançar na disputa. Detetive Os jogadores investigam um crime, reunindo pistas sobre suspeitos, locais e armas usadas no caso, na tentativa de revelar a identidade do assassino. Ferrorama Os jogadores montam cidades e circuitos férreos usando trilhos, locomotivas e cenários diferentes. Fofolete Bonequinha conhecida por suas roupas coloridas e sua proposta de ser carregada facilmente em bolsos e bolsas. Genius Jogo eletrônico de memória em que os jogadores precisam repetir sequências de luzes e sons, cada vez mais rápidas e complexas, testando sua concentração. Jogo da Vida Os jogadores simulam a trajetória de uma vida adulta, com escolhas ligadas a elementos como carreira, relacionamentos, filhos e finanças. Pinote Montado em um cavalinho, o jogador tem o desafio de montar e pular pela casa ou pelo quintal, estimulando sua coordenação motora e seu equilíbrio. O brinquedo Pinote, da Estrela. Mariana Schreiber/BBC Pogobol A criança encaixa os pés em um disco, preso a uma bola inflável, e usa a estrutura para pular sem parar. Pula Macaco Os participantes lançam macacos em uma árvore cheia de galhos. Vence quem conseguir prender mais macaquinhos sem derrubar os demais. Pula Pirata Os jogadores inserem espadas em um barril até que o pirata escondido "salte" de surpresa. Puxa Puxa Batatinha Os participantes puxam batatas ou peças conectadas sem derrubar o restante da estrutura, em uma combinação de sorte e coordenação motora. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
20/05/2026 14:54:25 +00:00
Brasil pode ser o próximo fornecedor global de terras raras?

Amostra de argila com compostos de terras raras retiradas na caldeira vulcânica de Poços de Caldas, MG Viridis/Divulgação Escondidos sob o solo brasileiro, milhões de toneladas de terras raras despertam o interesse global, com os Estados Unidos na vanguarda. No entanto, embora representem o novo ouro brasileiro para alguns, o boom parece distante. Essenciais para fabricar desde carros elétricos a mísseis, esses 17 elementos são abundantes na terra — mas a China detém as maiores reservas e a tecnologia para processá-los. Hoje, a produção brasileira é insignificante, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta incentivar seu desenvolvimento e manter o controle sobre essa fonte de renda inesperada. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O Brasil pode se tornar um novo fornecedor global de terras raras? Aqui estão algumas respostas importantes. Qual é o tamanho do tesouro? O Brasil possui mais de 20 milhões de toneladas de elementos de terras raras, segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). É a segunda maior reserva mundial, atrás da China e muito à frente da terceira maior: a Índia, com 6,9 milhões de toneladas. Mas as exportações são marginais. O país exportou 20 toneladas em 2024, uma fração ínfima da produção global estimada naquele ano em 390 mil toneladas pelo USGS. A China responde por cerca de dois terços do total. O que são terras raras (que não são terras nem raras)? Entenda em 10 perguntas e respostas Por que produz tão pouco? Elementos de terras raras, como o neodímio e o praseodímio, aparecem em areias, argilas e rochas, juntamente com dezenas de outros compostos, e precisam ser separados por meio de um processo custoso. "Na transição entre o que a gente tira da terra e o óxido (de terras raras), por exemplo, que seria 99,9999% de pureza, você tem pelo menos 400 processos industriais", explicou Pablo Cesario, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor. "A gente consegue fazer isso em escala laboratorial. O que nós não temos e quase ninguém no mundo tem é essa tecnologia de processamento em escala industrial", detalhou Cesario em uma coletiva de imprensa virtual. Portanto, são necessárias "infraestrutura", "pesquisa tecnológica" e um fornecimento de energia mais barato e abundante, antecipou Julio Nery, diretor de assuntos de mineração do Ibram. Quem corre atrás das terras raras? Os Estados Unidos encontraram no Brasil uma oportunidade para desafiar a posição dominante da China no mercado de terras raras. "A gente está olhando para o Brasil como um lugar que tem potencial de bilhões em investimentos dos Estados Unidos. A gente já está neste caminho com mais de US$ 600 milhões investidos (cerca de R$ 3 bilhões)", disse um porta-voz da embaixada dos EUA, sob condição de anonimato, à imprensa durante um evento para investidores em março. Durante o encontro, Washington assinou um memorando de entendimento com o estado de Goiás para incentivar a mineração de terras raras. Em abril, a empresa americana USA Rare Earth adquiriu a Serra Verde, empresa que opera a única mina em produção no Brasil, localizada em Goiás, por aproximadamente US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões). A Austrália também está presente no Brasil por meio da empresa Foxfire Metals, enquanto a China possui participação em um projeto na Amazônia, segundo o Ibram. Qual é o papel do governo? O presidente Lula expressou sua disposição de "fazer acordos com todos os países", mas enfatizou que "ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza". Esta semana, Lula estendeu a mão ao presidente americano, Donald Trump, convidando-o a se "associar" com o Brasil na exploração de terras raras, dias após se reunir com o americano na Casa Branca. A relação entre os dois tem sido marcada por altos e baixos. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados aprovou neste mês um projeto de lei que oferece incentivos fiscais ao setor privado para explorar esse setor, ao mesmo tempo em que reforça o controle estatal. O texto concede ao Executivo poder de veto sobre acordos com empresas estrangeiras por razões de "segurança econômica ou geopolítica", uma medida que irritou o setor privado. "O que está escrito ali é que o governo tem a última palavra em tudo. E isso é uma preocupação", disse Pablo Cesario. "A expectativa é que esse texto mude lá no Senado", onde será debatido em data ainda a ser definida, acrescentou.
20/05/2026 14:12:49 +00:00
Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA

Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY Reuters A Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp) começou a demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-feira (20) como parte de uma reestruturação para priorizar investimentos em IA, segundo a agência Bloomberg. A informação também foi confirmada ao g1 por um funcionário da Meta que pediu para não ser identificado. Segundo ele, desta vez, seu cargo não foi afetado. O g1 entrou em contato com a Meta para obter mais detalhes e aguarda retorno. A big tech tinha 78.865 funcionários em dezembro de 2025, segundo a agência France Presse. Os desligamentos anunciados nesta quarta representam cerca de 10% da força total de trabalho da empresa. Ainda não se sabe se funcionários da Meta no Brasil também foram impactados. De acordo com a Bloomberg, as notificações de demissão começaram a ser enviadas a funcionários da Ásia a partir das 4h no horário de Singapura. Segundo um memorando interno, trabalhadores dos Estados Unidos também seriam informados na sequência. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Na segunda-feira (18), a Meta já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para iniciativas ligadas à inteligência artificial. A informação também foi confirmada anteriormente ao g1 pelo mesmo funcionário da empresa, que afirmou que a mudança não era opcional. Segundo ele, o clima na empresa já era ruim, já que a Meta havia avisado internamente que faria desligamentos nas próximas semanas, o que acabou se concretizando agora. Em nota interna, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, afirmou que a decisão faz parte dos esforços da Meta para “gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos” do grupo na corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial. A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões) em 2026, principalmente para garantir infraestrutura para IA de chips a centros de dados. No fim de fevereiro, a Meta anunciou um acordo com a AMD para a compra de milhões de chips por ao menos 60 bilhões de dólares (R$ 297 bilhões). Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs Instants:como funciona o novo recurso do Instagram
20/05/2026 13:36:31 +00:00
China retoma compra de carne bovina de três frigoríficos brasileiros após mais de um ano

Gado confinado em Barretos, São Paulo. Joel Silva/Reuters A China autorizou três frigoríficos brasileiros a retomar os embarques de carne bovina nesta quarta-feira (20), após uma suspensão iniciada em março de 2025. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), após reunião entre autoridades dos dois países em Pequim. "A medida representa uma importante conquista para o setor e reforça a confiança da China no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no país", afirmou a Abiec, em comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as liberações está a unidade de Mozarlândia (GO), da JBS — maior processadora de carne do mundo —, disse Roberto Perosa, presidente da Abiec, à Reuters. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e tem na China seu principal destino. O ministro da Agricultura, André de Paula, nomeado no fim de março, está em viagem ao país asiático. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Frigoríficos estavam "fora da conformidade" A suspensão temporária dos frigoríficos pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) aconteceu em março de 2025, por "não conformidade" em relação aos "requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros". À época, o órgão do governo chinês não havia detalhado quais seriam os critérios de avaliação ou o que estaria fora do padrão chinês. Além da indústria da JBS em Mozarlândia, também estavam bloqueados uma unidade da Frisa, em Nanuque (MG) e uma planta da Bon-Marte, em Presidente Prudente (SP). Novas habilitações Segundo o secretário de comércio e relações internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, a Pasta pediu ao governo chinês a habilitação de 33 novos frigoríficos brasileiros para exportação ao país. De acordo com informações da Reuters, foram solicitadas autorizações para embarques à China para 20 plantas de carne bovina, 11 de aves e duas de suínos. *Com informações da agência de notícias Reuters. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
20/05/2026 13:05:29 +00:00
Brasil tem menor taxa de bebês não registrados no ano de nascimento, mostra IBGE

Registro civil: como tirar a certidão de nascimento Arquivo g1 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (20) os dados das Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos para o ano de 2024. O levantamento indica que o percentual de crianças que deixaram de ser registradas no ano de nascimento atingiu o índice de 0,95%, o menor valor da série histórica iniciada em 2015. O dado representa uma redução de 3,26 pontos percentuais em relação a 2015, quando a taxa era de 4,21%. No mesmo período, a subnotificação de nascimentos no sistema de saúde recuou para 0,39%. Os dados se baseiam nos registros dos cartórios de Registro Civil e dos sistemas de informação do Ministério da Saúde. Entenda a diferença entre os termos: 📋👶Sub-registro de nascidos vivos (IBGE): nascimentos que não foram registrados em cartório dentro do prazo legal considerado (março do ano seguinte ao nascimento); 🏥👶Subnotificação de nascidos vivos (Ministério da Saúde): nascimentos que não foram informados ao sistema de saúde, especialmente ao SINASC (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos). Sub-registro e subnotificação de nascidos vivos (2015 - 2024) Dhara Pereira - Arte/g1 Parto domiciliar tem índice maior de sub-registro Segundo o IBGE, o local do parto influencia diretamente na documentação: enquanto o sub-registro em hospitais é de 0,83%, os nascimentos domiciliares apresentam taxa de 19,35% de falta de registro civil no mesmo período. Os resultados aproximam o país da meta de cobertura universal de registro de nascimentos prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Em outubro de 2025, o Brasil alcançou o status de "Produzido", ou seja, indica que o Brasil deixou de apenas realizar estudos experimentais ou estimativas indiretas para fornecer dados oficiais, regulares e de alta confiabilidade sobre as estatísticas vitais no país. Vídeos em alta no g1 Diferenças regionais e vulnerabilidade materna Apesar da redução nacional, persistem diferenças entre as regiões do país. O Norte apresenta a maior taxa de sub-registro (3,53%), seguido pelo Nordeste (1,34%). Em contraste, as regiões Sul (0,16%) e Sudeste (0,25%) possuem os menores índices de invisibilidade documental. Os dez maiores índices de sub-registro são de municípios do Norte e do Nordeste do país. Desses, quatro tem percentual maior que 50%, ou seja, mais da metade dos nascidos vivos em 2024 não foram registrados no período legal nessas cidades. São eles: Junco do Maranhão (MA): 70,2% de sub-registro; Alto Alegre (RR): 67,9%; Amajari (RR): 60,1%; Uiramutã (RR): 55,6%; Lagoa de Velhos (RN): 41,9%; Boqueirão do Piauí (PI): 39,2%; Lagoa do Barro do Piauí (PI): 38,5%; Pedra Branca do Amapari (AP): 36,7%; Bom Jesus do Tocantins (PA): 36,2%; Luís Domingues (MA): 35,0%. Os dados também revelam uma concentração de sub-registro em grupos etários específicos. No caso de mães menores de 15 anos na Região Norte, o índice de falta de registro civil chega a 39,35% em Roraima, 22,31% no Amapá e 14,63% no Amazonas. Em seis das sete unidades da federação dessa região, as taxas para essa faixa etária materna situam-se acima de 10%. Estatísticas de óbitos Quanto aos óbitos, o sub-registro estimado pelo IBGE para 2024 foi de 3,40%, uma redução frente aos 4,89% registrados em 2015. A subnotificação no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) foi de 1%. 📋Sub-registro de óbitos: é a proporção de mortes que não foram registradas oficialmente em cartório. Esse indicador costuma ser estimado pelo IBGE com base em métodos demográficos e comparação entre diferentes bases de dados. (Exemplo: uma pessoa falece em uma área remota e a família não faz o registro civil do óbito). 🏥Subnotificação de óbitos: é a proporção de mortes que não foram informadas ao sistema de saúde, especialmente ao SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade). O Ministério da Saúde estima isso usando hospitais, declarações de óbito e vigilância epidemiológica. A cobertura dos registros de óbitos é menor entre a população infantil. O sub-registro de óbitos de crianças com menos de 1 ano foi de 10,8% em 2024, valor 3,2 vezes superior à média nacional de óbitos totais. Na região Norte, este índice chega a 26,6%. As menores taxas de ausência de registros de óbitos infantis estão no Sudeste (2,67%) e no Sul (2,96%). Veja a subnotificação de óbitos nos dez municípios com maiores percentuais: Miguel Calmon (BA): 71,2% Jordão (AC): 46,7% Porto do Mangue (RN): 37,5% Porto do Mangue (RN): 37,5% Matões do Norte (MA): 35,2% Umburanas (BA): 33,8% Pedrinhas Paulista (SP): 33,3% Miraselva (PR): 33,3% Presidente Médici (MA): 32,8% Bonfim (MG): 31,2% Veja o ranking de sub-registro de óbitos: Chapada de Areia (TO): 83,4% Bom Jesus do Tocantins (PA): 77,9% Junco do Maranhão (MA): 73,5% Amajari (RR): 70,9% Lagoa de Velhos (RN): 66,9% Porto Rico do Maranhão (MA): 57,9% Alto Alegre (RR): 57,3% Cutias (AP): 57,3% Bernardo do Mearim (MA): 56,7% Bacurituba (MA): 55,2%
20/05/2026 13:00:03 +00:00
Três superpetroleiros cruzam o Estreito de Ormuz com 6 milhões de barris após meses de bloqueio

O petroleiro Seaprincess ao largo do Golfo de Fos-sur-Mer, em Port-de-Bouc. Manon Cruz/Reuters Três superpetroleiros começaram a cruzar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (20), após mais de dois meses de espera no Golfo Pérsico em razão da guerra no Irã. As embarcações transportam um total de seis milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio para os mercados asiáticos. Os dados de navegação são da LSEG e da Kpler. Os navios estão no grupo de superpetroleiros que saíram do Golfo neste mês por uma rota alternativa indicada pelo Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Riscos no Estreito de Ormuz Antes do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz era, em média, de 125 a 140 passagens diárias — volume que caiu para cerca de 10 embarcações últimos dias, incluindo navios de carga e outros tipos. Os navios-tanque de petróleo, no entanto, ainda representam uma parcela pequena das embarcações que passam pelo Estreito, segundo análise da Reuters baseada em dados de rastreamento. Desde o início do conflito, cerca de 20 mil tripulantes permanecem presos no Golfo, a bordo de centenas de navios. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal "O ambiente operacional permanece de alto risco, devido aos recentes ataques a navios na região", afirmou o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos Estados Unidos, em nota divulgada na terça-feira (19). Nesta quarta-feira, associações do setor de transporte marítimo emitiram novas orientações a embarcações que pretendem navegar pelo estreito, apontando diversos riscos — entre eles, ataques, ameaças de drones e minas, congestionamento imprevisível do tráfego e “supervisão militar reduzida”. "Centenas de embarcações continuam impossibilitadas de transitar pelo Estreito de Ormuz e, em caso de retorno a condições mais normais de navegação, o movimento simultâneo dessas embarcações no local pode representar um risco considerável", disseram as associações na orientação. A restrição na passagem do Estreito de Ormuz tem preocupado os mercados globais, em meio ao receio de que uma oferta mais restrita de petróleo continue a pressionar os preços pelo mundo. Em meio a incertezas sobre as negociações de paz entre os EUA e o Irã, os preços do petróleo recuam nesta quarta-feira (20). Perto das 10h, o barril do Brent (referência internacional) tinha queda de 2,23%, cotado a US$ 108,80. Já o West Texas Intermediate (WTI), do mercado americano, caía 0,82% no mesmo horário, a US$ 107,77. Bloqueio ao Estreito de Ormuz Editoria de Arte/g1 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo *Com informações da agência de notícias Reuters.
20/05/2026 12:49:00 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 5, com ata do Fed e negociações entre EUA-Irã no foco; Ibovespa tem forte alta

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,74% nesta quarta-feira (20), cotado a R$ 5,0034. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,77%, aos 177.356 pontos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, novas falas de Donald Trump, sobre as negociações de paz com o Irã ficaram no centro das atenções. O presidente americano afirmou que "dará uma chance" ao país do Oriente Médio e que "não tem pressa" nas negociações para encerrar definitivamente a guerra. A afirmação mais uma vez leva o foco para o mercado internacional de petróleo, em meio a preocupações sobre a falta de oferta da commodity e os possíveis efeitos nos preços de energia pelo mundo — o que, por sua vez, pode manter os juros elevados por mais tempo em diversos países. 🔎 Apesar do cenário de cautela, os preços do petróleo recuaram nesta quarta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, caía 5,72%, para US$ 104,91, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, recuava 0,82%, para US$ 107,77. ▶️ E por falar em inflação e juros, os investidores também ficaram de olho na ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano). O documento indicou que os dirigentes da instituição estão mais preocupados que a guerra no Irã impulsione os preços no país e que estariam dispostos a voltar a subir as taxas de juros americanas para conter a inflação. ▶️ No Brasil, o cenário eleitoral segue no radar após pesquisa AtlasIntel mostrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Na terça-feira, Flávio admitiu que se reuniu com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo o senador, o objetivo foi "botar um ponto final na questão" e evitar que a produção do filme fosse interrompida. 🔎 Para o mercado, o episódio levanta dúvidas sobre a força eleitoral da oposição e sobre sua capacidade de lançar uma candidatura competitiva em 2026. Com isso, aumentam as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas para as contas públicas e pode mexer com o dólar e a bolsa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,26%; Acumulado do mês: +1,04%; Acumulado do ano: -8,84%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: -5,32%; Acumulado do ano: +10,07%. Flávio Bolsonaro admite reunião com Vorcaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de "botar um ponto final na questão" do financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do senador do PL. "Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco" , disse Flávio. O senador havia pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. 🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade. O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição. A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores. Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior. A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário. ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa. Estados Unidos e Irã continuam sem acordo de paz A guerra entre EUA, Israel e Irã segue em clima de tensão, mas com negociações em andamento. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que "dará uma chance" ao Irã e que "não tem pressa" nas negociações para encerrar definitivamente a guerra no Oriente Médio. "Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: 'Ah, as eleições de meio de mandato'. Não tenho pressa", disse. A declaração foi dada após ele ser questionado por uma jornalista sobre o Estreito de Ormuz e a sua expectativa para o fim do confronto ao embarcar para um compromisso oficial em Connecticut. Trump declarou que atingir os objetivos da missão é mais importante do que estabelecer um cronograma para sua conclusão. Mais tarde, já durante seu discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA, Trump voltou a falar sobre o Irã, disse que não irá ceder e que as tropas iranianas foram destruídas : "Acabou tudo. A marinha deles acabou. A força aérea deles acabou. Quase tudo. A única questão é: vamos lá e terminamos o serviço? Eles vão assinar algum documento? Vamos ver o que acontece. Talvez tenhamos que atingir o Irã com ainda mais força, mas talvez não". Os dois países chegaram a um impasse envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do comércio global de petróleo. Na véspera, o presidente americano afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que acreditam em um possível acordo de paz. 🔎 Mesmo com a pausa, Trump disse que os militares americanos continuam prontos para atacar caso as negociações fracassem. O Irã respondeu dizendo que suas forças estão em “alerta máximo” e prometeu reação rápida e forte a qualquer nova ofensiva dos EUA. (Veja o que cada lado exige para o fim da guerra no Oriente Médio) Nos Estados Unidos, a guerra vem desgastando Trump politicamente. Pesquisas recentes mostram um aumento da rejeição popular ao conflito e queda na aprovação do presidente, principalmente por causa dos impactos econômicos e do medo de uma escalada militar maior. Mercados globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, recuperando-se de uma sequência de três dias de vendas e impulsionados pelo otimismo em relação às ações de tecnologia. Ao final da sessão, o Dow Jones registrou alta de 1,31%, enquanto o S&P 500 teve ganhos de 1,07% e o Nasdaq Composite subiu 1,54%. Na Europa, as bolsas fecharam perto das máximas nesta quarta-feira, impulsionadas por ações de setores de tecnologia e defesa e conforme investidores aguardam a divulgação de resultados da Nvidia, prevista para esta quarta-feira, após o fechamento dos mercados. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em alta de 1,5%, aos 620,29 pontos. Já entre os principais mercados da região, o índice DAX, da Alemanha, avançou 1,38%, enquanto o CAC 40, da França, teve valorização de 1,70% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,99%. Na Ásia, a maior parte das bolsas encerrou o pregão em queda. Na China, o índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,04%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,2%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,6%. No Japão, o Nikkei 225 fechou em baixa de 1,2%, aos 59.804,41 pontos. Dólar freepik
20/05/2026 12:00:07 +00:00
Fabricante de brinquedos Estrela entra com pedido de recuperação judicial

ESTRELA: o Genius, clássico brinquedo que fez sucesso nos anos 80 Marta Cavallini/G1 A Estrela, fabricante de brinquedos clássicos como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa, informou nesta quarta-feira (20) que entrou com pedido de recuperação judicial em conjunto com empresas de seu grupo econômico. O pedido foi protocolado na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, e envolve oito empresas do Grupo Estrela, incluindo a própria Manufatura de Brinquedos Estrela S.A., a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos. A empresa não informou o valor da dívida. 🔎A recuperação judicial é um mecanismo usado por empresas com dificuldades financeiras para renegociar dívidas e evitar a falência. Durante o processo, a companhia apresenta um plano de reestruturação para continuar operando, manter empregos e organizar os pagamentos aos credores. Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a recuperação judicial tem como objetivo reorganizar o endividamento e preservar a continuidade das operações, além de manter empregos e a geração de valor para clientes, fornecedores e acionistas. Segundo a empresa, o cenário econômico dos últimos anos pressionou a estrutura financeira do grupo. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Entre os motivos apontados pela empresa estão os juros altos, a maior dificuldade para conseguir empréstimos e a mudança nos hábitos dos consumidores, que passaram a gastar mais com opções digitais, como jogos e entretenimento online. A Estrela destacou que continuará operando normalmente durante o processo. Pela legislação brasileira, a administração da empresa permanece à frente das atividades enquanto o plano de recuperação é elaborado e submetido aos credores. A companhia informou ainda que apresentará futuramente um Plano de Recuperação Judicial, que precisará ser aprovado pelos credores para viabilizar a reestruturação financeira do grupo. Marca ajudou a moldar o mercado brasileiro de brinquedos Disputa entre Estrela e Hasbro agora se limita a direitos do Banco Imobiliário Divulgação Fundada em 1937, a fabricante de brinquedos Estrela se consolidou como uma das marcas mais conhecidas do setor no Brasil, com produtos que marcaram diferentes gerações de consumidores. A empresa começou como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira. Ao longo das décadas, ampliou sua linha de produtos e lançou brinquedos que se tornaram populares no país, como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa. Nos anos 1940, a companhia lançou o Banco Imobiliário, que se transformou em um dos jogos de tabuleiro mais conhecidos do mercado brasileiro. Em 1944, também se tornou uma das primeiras empresas do país a abrir capital na bolsa. Nas décadas seguintes, fortaleceu sua presença no setor com bonecas, brinquedos eletrônicos e carrinhos de controle remoto, acompanhando tendências do entretenimento infantil e da cultura popular. Um dos episódios mais marcantes da trajetória da empresa ocorreu no fim dos anos 1990, com o encerramento da parceria com a fabricante americana Mattel. Durante cerca de 30 anos, a Estrela produziu e vendeu a boneca Barbie no Brasil. Após o fim do acordo, a companhia relançou a boneca Susi, que estava fora do mercado havia mais de dez anos, em uma tentativa de recuperar espaço entre os consumidores brasileiros. A empresa também enfrenta há anos uma disputa judicial com a americana Hasbro. A multinacional cobra royalties relacionados à venda de cerca de 20 brinquedos no Brasil, entre eles o tradicional Banco Imobiliário. Atualmente, a Estrela mantém operações industriais em São Paulo, Minas Gerais e Sergipe, além de um escritório central na capital paulista. Nos últimos anos, porém, a companhia passou a enfrentar dificuldades financeiras em meio às mudanças no mercado de brinquedos, pressionado pelo avanço dos jogos digitais e pela transformação dos hábitos de consumo das crianças.
20/05/2026 11:11:28 +00:00
UE fecha acordo comercial provisório com EUA sob pressão de Trump

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Layen, discursa durante a 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça Reuters Representantes do Parlamento Europeu e dos 27 países da União Europeia fecharam, após uma noite de negociações em Estrasburgo, um acordo provisório para implementar o pacto comercial com os Estados Unidos, anunciado nesta quarta-feira (20) pela presidência cipriota da UE. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou o compromisso e disse esperar que ele ajude a encerrar rapidamente um período turbulento nas relações entre os dois lados. “Isso significa que em breve cumpriremos nossa parte do compromisso assumido” com os Estados Unidos, escreveu ela na rede social X. Von der Leyen também pediu que o processo seja “finalizado” o mais rápido possível. “Juntos, podemos garantir um comércio transatlântico estável, previsível, equilibrado e mutuamente benéfico”, acrescentou. Vídeos em alta no g1 O chanceler alemão, Friedrich Merz, também reagiu positivamente ao compromisso firmado pela UE para implementar o acordo comercial fechado no ano passado com os Estados Unidos. “Conseguimos chegar a um acordo sobre a implementação do acordo tarifário UE-Estados Unidos. A Europa cumpre seus compromissos”, escreveu Merz. Pressão dos EUA para ratificar o acordo O presidente dos EUA, Donald Trump, havia dado aos europeus até 4 de julho para ratificar o acordo negociado no verão de 2025 em Turnberry, na Escócia. Ao afirmar que os compromissos dos EUA foram rapidamente colocados em prática, Trump ameaçou elevar de 15% para 25% as tarifas sobre carros e caminhões europeus caso a UE não cumprisse sua parte do acordo. No pacto com Washington, a União Europeia se comprometeu a eliminar tarifas aplicadas à maioria das importações vindas dos Estados Unidos, em troca de um teto de 15% para as tarifas impostas por Trump sobre produtos europeus. No entanto, o Parlamento Europeu havia exigido no mês passado uma série de salvaguardas consideradas difíceis de serem aceitas pelos Estados-membros, preocupados em evitar uma nova reação negativa da Casa Branca. Vários economistas já classificaram o acordo negociado entre Bruxelas e Washington como uma “capitulação” dos europeus às exigências do governo americano. Com informações da AFP* Homem adapta carrinho da Barbie para reduzir custos com gasolina no EUA Após convocação, coleção de figurinhas da Copa vai ser atualizada
20/05/2026 10:56:21 +00:00
Senado analisa indicados para autarquia que regula fundos de investimento nesta quarta

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado vai analisar nesta quarta-feira (20) a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular fundos de investimento. Se aprovado, Lobo não terá um mandato de cinco anos, como acontece em novas nomeações. Ele cumprirá um mandato tampão até julho de 2027, complementando o período restante do mandato de João Pedro Nascimento, ex-presidente que deixou o cargo em julho do ano passado. Vídeos em alta no g1 Parecer favorável Na segunda-feira (18), o relator da indicação de Lobo, senador Eduardo Braga (MDB-AM), publicou parecer favorável à indicação do Palácio do Planalto. “Consta ainda na mensagem encaminhada, afirmação do Ministério da Fazenda de ser o indicado detentor de idoneidade moral e reputação ilibada, bem como de ter perfil profissional ou formação acadêmica compatível com o cargo ou a função para a qual foi indicado”, diz o parecer de Eduardo Braga. Antes de apresentar o relatório, Braga conversou com o presidente Lula para confirmar a indicação para o comando da CVM. A indicação de Lobo dividiu setores do governo, com o ministério da Fazenda, à época comandado por Fernando Haddad, contrário à indicação. A posição é seguida pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan, mas segundo fontes a par das conversas, Lula reforçou a Braga a escolha por Lobo. O nome do advogado também foi mal recebido no mercado financeiro em função de decisões favoráveis ao Banco Master enquanto presidiu a CVM de forma interina. Sabatina de indicados para a diretoria do BC na CAE do Senado - imagem de arquivo Marcela Cunha TCU pediu suspensão da sabatina O Ministério Público chegou a solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão da sabatina de Lobo no Senado, mas o processo foi arquivado pela corte de contas. Em uma das decisões questionadas pelo TCU, o voto de qualidade de Lobo dispensou a Ambipar — empresa de gestão de resíduos que realizou diversas transações com o Master — de realizar uma oferta pública de ações (OPA). A posição de Lobo contrariou a área técnica da CVM que apontou uma ação orquestrada entre os empresários Nelson Tanure e Tércio Bolenghi e do Banco Master para inflar o preço das ações da empresa. Em outubro de 2025, dias antes da liquidação do banco de Daniel Vorcaro, a Ambipar teve sua recuperação judicial aprovada. A indicação de Lobo para o comando da CVM é atribuída a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Após Lula formalizar a escolha, Alcolumbre negou ser padrinho do indicado. Além de Lobo, o colegiado também irá deliberar a indicação de Igor Muniz para uma diretoria do órgão. A expectativa é que os nomes também sejam votados no plenário nesta quarta-feira. CVM ➡️A diretoria da CVM é composta por cinco membros com mandatos de cinco anos. ➡️Atualmente, só duas cadeiras estão ocupadas, deixando a autarquia com três vagas abertas no colegiado. ➡️Apesar do cenário de desfalque, apenas as indicações de Lobo e Muniz foram encaminhadas pelo Executivo.
20/05/2026 10:38:34 +00:00
China anuncia negociação com EUA para reduzir tarifas

O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), posa para fotos com o presidente da China, Xi Jinping, durante uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026. Evan Vucci / Pool / AFP A China concordou em trabalhar com os Estados Unidos para reduzir tarifas que afetam dezenas de bilhões de dólares em produtos de ambos os lados, segundo comunicado do governo chinês divulgado nesta quarta-feira (20), poucos dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim. As duas maiores economias do mundo passaram boa parte de 2025 envolvidas em uma intensa guerra comercial, até que Trump e Xi Jinping firmaram uma trégua de um ano durante um encontro na Coreia do Sul, em outubro. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Como resultado da reunião da semana passada, os países criaram um conselho comercial no qual “as partes concordaram, em princípio, em discutir um acordo-quadro para a redução recíproca de tarifas sobre produtos de valor equivalente”, segundo o comunicado do Ministério do Comércio da China. Os cortes tarifários previstos devem atingir mercadorias avaliadas em “US$ 30 mil ou mais para cada parte”, acrescenta o documento publicado na internet e atribuído a um funcionário que não foi identificado. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal A China afirmou esperar que “a parte americana cumpra o compromisso” assumido na recente rodada de negociações e pediu a prorrogação dos acordos de trégua comercial firmados no ano passado. O Ministério do Comércio também informou que o país vai restabelecer os registros de alguns exportadores de carne bovina dos Estados Unidos, que haviam expirado no ano passado, no momento de maior tensão com Washington. Ao confirmar outro resultado do encontro entre Xi e Trump, o ministério afirmou que a China comprará 200 aeronaves da Boeing, sem detalhar os modelos. Nos últimos meses, a imprensa americana noticiou que Pequim estava prestes a fazer um grande pedido à Boeing, que poderia incluir até 500 aviões 737 MAX, além de quase 100 unidades dos modelos 787 Dreamliner e 777. Sobre as terras raras — setor estratégico dominado pela China e alvo de restrições às exportações no ano passado — o comunicado não trouxe detalhes adicionais. “As partes trabalharão juntas para estudar e resolver preocupações legítimas e legais de ambos os lados”, afirmou o texto.
20/05/2026 10:20:00 +00:00
O ranking dos países mais caros para se comprar uma camisa da Copa do Mundo — e a posição do Brasil

Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo Suhaib Salem/Reuters Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio. A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai. No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289. O cálculo considera o Produto Interno Bruto (PIB) do país convertido em dólares e dividido pelo número de habitantes. O valor adotado pelo Banco Mundial é superior ao calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, que leva em conta a renda líquida. Segundo o IBGE, a renda média mensal da população brasileira é de R$ 3.367, cenário em que a compra da camisa da seleção comprometeria 22,2% da renda. Mas os dados do Banco Mundial foram adotados pela reportagem para garantir uma base única de comparação entre os países. Se o cálculo levasse em conta o salário mínimo, por exemplo, o preço da camisa equivaleria, no Brasil, a 46,3% do valor total recebido por mês. Essa comparação, porém, teria limitações. Enquanto no Brasil cerca de um terço dos trabalhadores recebem salário mínimo, na Alemanha apenas 6% da população ganha o piso salarial legal do país. Por isso, o indicador não funciona como um bom termômetro da renda média da população em cada território. Modelo veste uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, vendida pela Nike por R$ 749,99 Reprodução/Divulgação Alemanha é o país 'mais barato' para se comprar uma camisa de seleção Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista. Nas nações europeias, os torcedores não precisam desembolsar mais do que 5,9% da renda média mensal para comprar uma camisa oficial. O manto, como a peça é chamada por alguns brasileiros, representa: 3,7% da renda mensal na Alemanha; 4% na Inglaterra; 4,8% na França; 5,2% na Itália; 5,9% na Espanha; 9,2% na Argentina; 9,9% no Uruguai; 17,5% no Brasil. Embora os percentuais nos países da América do Sul sejam bem mais altos do que os registrados na Europa, ainda ficam cerca de 8% abaixo do valor no Brasil. Modelo veste uniforme da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026, vendida por € 150 pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos Reprodução/Divulgação Ao converter euros, reais e pesos para dólares nas cotações desta terça-feira (19/5), o preço absoluto da camisa brasileira aparece como o segundo mais barato da lista (US$ 149,1), à frente apenas da Argentina (US$ 107,5). No entanto, quando a comparação leva em conta a renda da população, o Brasil dispara como o país mais caro para adquirir a peça. As comparações foram feitas pela BBC News Brasil a partir do cruzamento de dados do Banco Mundial com informações das lojas oficiais da Nike e da Adidas, marcas responsáveis pela comercialização dos uniformes dessas seleções. Os valores se referem às chamadas camisas de jogador. No caso da Nike, responsável pelo uniforme brasileiro, a empresa afirma que a peça utiliza uma tecnologia que permite a circulação de ar na pele, ajudando o corpo a se manter fresco em temperaturas elevadas e deixando o material mais leve. Segundo as fabricantes, essas seriam as mesmas peças usadas pelos atletas em campo. A comparação considerou esse modelo porque, embora existam versões mais baratas no Brasil — como uma camiseta branca simples estampada apenas com o logo da CBF, vendida por R$ 149,90 —, nem todos os países oferecem alternativas equivalentes, já que alguns comercializam apenas os chamados modelos de jogador. Até a publicação desta reportagem, a Nike não respondeu aos questionamentos da BBC News Brasil sobre quais fatores impactam a precificação da camisa. Modelo veste o uniforme da Argentina para a Copa do Mundo de 2026, vendido pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos Reprodução/Divulgação Variação de preço no Brasil supera a inflação O preço pago por uma camisa da seleção sempre foi considerado alto no Brasil. Em 1998, às vésperas da Copa do Mundo da França, a peça custava R$ 84. O valor representava 64,6% do salário mínimo da época, de R$ 130 — percentual superior ao atual, de 46,3%. Foi naquele ano que a Nike assumiu a produção dos uniformes oficiais em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Ainda assim, a valorização da camisa desde então ficou acima da inflação. Se fosse corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do IBGE para medir a variação do custo de vida, o valor de R$ 84 em 1998 equivaleria hoje a R$ 438 — isto é, R$ 312 a menos do que o cobrado nesta Copa. Os reajustes entre uma Copa e outra variaram bastante ao longo do tempo. Entre os Mundiais de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia, o aumento foi de 36,7%. Já entre a Copa da Rússia e a do Catar, em 2022, a alta chegou a 55,6%, quando o preço saltou de R$ 449,90 para R$ 699,99. Foi um aumento de 55,6%, enquanto o IPCA acumulado foi mais baixo, de 29,1% — pela inflação, portanto, a camisa deveria ter custado até R$ 581. Para a próxima edição, sediada por Canadá, Estados Unidos e México a partir do dia 11 de junho, o aumento foi menor: 7,1%, com o preço passando de R$ 699,99 para R$ 749,99. Ainda assim, a variação ficou acima da inflação acumulada no período, segundo a qual a peça deveria custar, no máximo, R$ 735. Colecionador tem 700 camisas da Seleção usadas por jogadores
20/05/2026 09:02:31 +00:00
'Gol contra': 10 anos após o Brexit, Reino Unido volta a discutir retorno à União Europeia

Uma manifestante contrária ao Brexit durante protesto em frente ao Palácio de Westminster, em Londres, no Reino Unido, em 5 de março de 2025. REUTERS/Isabel Infantes/Foto de Arquivo Dez anos após o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, a possibilidade de o país voltar ao bloco europeu voltou ao centro do debate político britânico. O tema ganhou força depois que o ministro do Comércio, Chris Bryant, disse esperar que o Reino Unido seja readmitido na União Europeia no futuro. 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Em entrevista à AFP no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Bryant afirmou que o Brexit trouxe "enormes problemas para a economia do Reino Unido". "Espero que, ainda durante a minha vida, sejamos recebidos de volta ao coração da Europa, de forma plena e sólida, como membros da União Europeia", declarou Bryant à AFP. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O ministro, porém, afirmou que essa possibilidade ainda está distante. "Não vamos fazer isso neste verão", disse. Bryant também citou impactos no comércio exterior. Segundo ele, cerca de 16 mil empresas britânicas deixaram de exportar para a Europa desde a saída do bloco. Para o ministro, o Brexit foi "um gol contra". Apesar dos esforços do Reino Unido para ampliar relações comerciais com países como Coreia do Sul, Turquia e Suíça, Bryant lembrou que a União Europeia continua sendo o principal parceiro comercial do país. "Os outros parceiros não representam os 47% do comércio que temos com a União Europeia, e é isso que precisamos corrigir", disse à AFP. ‘Erro catastrófico’ O debate ganhou novo impulso após declarações do ex-ministro da Saúde Wes Streeting, apontado como um dos possíveis sucessores do primeiro-ministro Keir Starmer. No fim de semana, ele afirmou que deixar a União Europeia foi "um erro catastrófico". Segundo Streeting, a decisão tornou o Reino Unido "menos rico, menos influente e menos capaz de controlar seu próprio destino do que em qualquer outro momento desde a Revolução Industrial". O ex-ministro defendeu que o país volte a discutir o Brexit. "Não podemos mais nos dar ao luxo de ficar em silêncio sobre isso. Precisamos reconstruir esse debate", afirmou. "O futuro da Grã-Bretanha está na Europa e, um dia, de volta à União Europeia." Starmer adota uma posição mais cautelosa. Embora tenha intensificado a aproximação com Bruxelas desde que assumiu o governo, ele evita defender formalmente a volta do país ao bloco. Questionado sobre essa possibilidade, o premiê não descartou que isso possa ocorrer "anos adiante". Por enquanto, diz estar concentrado em aproximar o Reino Unido da União Europeia, por considerar que isso atende ao interesse nacional. Crise política e divisões no Partido Trabalhista A discussão ressurge em um momento de instabilidade política. Após o desempenho abaixo do esperado do Partido Trabalhista nas eleições locais deste mês, dezenas de parlamentares passaram a pressionar Starmer a deixar o cargo ou a definir um cronograma para sua saída. O tema também divide o próprio partido. Andy Burnham, prefeito de Manchester e outro nome cotado para disputar a liderança trabalhista, afirmou que o Brexit foi "prejudicial", mas ponderou que "a última coisa que devemos fazer agora é retomar esse debate". "Não estou propondo que o Reino Unido volte a discutir a adesão à União Europeia. Respeito a decisão tomada no referendo", disse. Outras lideranças trabalhistas reagiram com reservas. A ministra da Cultura, Lisa Nandy, classificou a proposta de Streeting como "estranha". Já o deputado Dan Carden afirmou que comunidades trabalhadoras não querem ouvir que cometeram um erro ao votar pelo Brexit. Na oposição, a líder conservadora Kemi Badenoch acusou os trabalhistas de tentar reabrir uma discussão já encerrada. Nigel Farage, principal rosto da campanha pela saída do bloco, afirmou que Streeting quer "arrastar" o país de volta à União Europeia. Relação com a Europa volta a se estreitar O Reino Unido deixou formalmente a União Europeia em 2020, após quatro anos de negociações que sucederam o referendo de 2016, no qual 51,9% dos eleitores votaram pela saída. Desde então, Londres e Bruxelas vêm reconstruindo gradualmente a relação. Em 2025, os dois lados firmaram um acordo para ampliar a cooperação em defesa e segurança e flexibilizar restrições ao comércio de alimentos. Uma nova cúpula bilateral está prevista para o verão europeu. Embora um retorno ainda pareça distante, as declarações recentes mostram que a possibilidade de reingresso deixou de ser um tema evitado na política britânica. O debate volta a girar em torno de uma questão que parecia encerrada: depois dos custos do Brexit, o Reino Unido pode decidir retomar o caminho de volta à Europa. * Com informações da Agence France-Presse
20/05/2026 08:03:09 +00:00
Mais de 10 milhões de MEIs ainda não entregaram declaração à Receita; prazo acaba neste mês

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Mais de 10 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) ainda não acertaram as contas com a Receita Federal. Dos mais de 16,7 milhões de registros ativos no país, apenas 38,2% entregaram até agora a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), documento que informa o faturamento do negócio no ano anterior, segundo o Sebrae. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O envio é obrigatório e deve ser feito até 31 de maio no Portal do Empreendedor. Mesmo quem não teve faturamento em 2025 precisa preencher a declaração. A DASN-SIMEI reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano. O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias. Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. Abaixo, veja como fazer a declaração e tire dúvidas. 🧮 Como fazer a declaração anual de MEI 💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora? Como fazer a declaração anual de MEI? Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Quem deve declarar? A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025. E se eu perder o prazo. O que acontece? A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50. O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos. Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura). 🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil. Caso tenha ultrapassado esse valor, o empreendedor deverá pagar tributos sobre o excedente. Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades: O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional. Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros. "O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira. Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador. Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal. Errei uma informação, e agora? Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'. O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Veja mais em: Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
20/05/2026 08:03:05 +00:00
'Sonho virou pesadelo': após golpe de construtoras, vítimas ficam com obras inacabadas e em dívidas com financiamentos

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa O que começou como o projeto da casa própria acabou se transformando em frustração, dívidas e abalo emocional para famílias que contrataram financiamentos habitacionais e viram as obras serem abandonadas — mesmo após a liberação de centenas de milhares de reais. Casos semelhantes foram relatados em diferentes estados e envolvem denúncias contra construtoras suspeitas de fraudes usando dinheiro de financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal. 'Desmaiava toda vez que vinha aqui' Pela primeira vez em dois anos, Marcela Teles voltou ao terreno onde deveria estar a casa da família, hoje tomado pelo mato. “Era para ser o lugar onde nossa filha iria crescer, aprender a andar. Mas a gente mora de aluguel e paga por algo que já deveria estar pronto há três anos”, relata. Ao olhar a obra inacabada, ela resume: “o nosso sonho virou um pesadelo”. Ela e o marido Izael Mendes financiaram entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por meio da Caixa Econômica Federal. Durante dois anos, pagaram regularmente as parcelas. Ainda assim, a obra foi interrompida e nunca chegou perto da conclusão. Documentos apresentados pela construtora Prumo indicavam que mais de 84% da casa estaria pronta — algo desmentido pelo cenário real e por um especialista, que apontou que nem metade havia sido construída. 'O sonho virou pesadelo': vítimas relatam dramas após caírem em golpe da construtora Reprodução/TV Globo Além disso, perícia identificou indícios de fraude: assinaturas atribuídas à cliente em laudos de progresso da obra foram consideradas falsas. "Eu passei dois anos sem chegar perto aqui, que eu desmaiava". 'O sonho virou pesadelo': vítimas relatam drama após caírem em golpe da construtora Reprodução/TV Globo 'Faço terapia até hoje' Guilherme e Bruna Both contrataram um financiamento de R$ 290 mil em 2022. Segundo o casal, o responsável pela construtora Vitro Viana também se apresentava como alguém ligado ao banco, o que gerou confiança. “A gente não entendia nada de financiamento, ele dizia que conseguiria facilitar tudo”, lembra Guilherme. De acordo com o relato, a construtora recebeu mais de R$ 200 mil, mas depois alegou que o valor não era suficiente e pediu mais dinheiro. Ao investigar os documentos enviados ao banco, o casal encontrou inconsistências graves: etapas como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como quase concluídas — apesar de não existirem na obra. A construção foi abandonada sete meses após o início. O prejuízo ultrapassou os valores financiados e levou o casal a enfrentar dificuldades emocionais. “Eu faço terapia até hoje para tentar reorganizar a vida”, diz Guilherme. 'O sonho virou pesadelo': vítimas relatam drama após caírem em golpe da construtora Reprodução/TV Globo ‘Achei que estaria na minha casa com meu filho’ Em Pernambuco, Camyla Lira e Daniel planejaram por uma década a construção do imóvel. Quando a construtora interrompeu a obra, ela estava grávida e contava com a casa pronta no primeiro ano de vida do filho. "Entregaria a casa ele com 11 meses, então eu já imaginaria assim, mais ou menos um ano de vida dele eu já estar na minha residência própria, né? Da forma realmente como eu planejei uma vida inteira". O caso resultou em investigação e condenação judicial: o dono da Multicons foi sentenciado por estelionato, após comprovação de que inflava valores apresentados ao banco e ficava com a diferença. O prejuízo para o casal passou de R$ 126 mil. Mesmo assim, eles decidiram seguir com a obra, que foi pago com sacríficos: venda de bens e ajuda de familiares. Do sonho ao pesadelo: após golpe de construtoras, vítimas ficam com obras inacabadas Reprodução/TV Globo Fim do sonho da casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Outro lado Em nota, a construtora Âmbar Prumo afirma que todas as obras foram conduzidas dentro das normas da Caixa e que eventuais acusações serão respondidas na Justiça. Já o ex-funcionário da Caixa e que respondia pela construtora Vitro Viana, Pedro André Marchesi Cecegolo, recorre na Justiça do Trabalho contra a demissão e nega ter causado qualquer prejuízo financeiro à Caixa. O dono da Multicons, condenado por estelionato, diz que os valores recebidos foram integralmente aplicados na obra e recorre da decisão. Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
20/05/2026 07:02:03 +00:00
Por que mais brasileiros estão virando motoboys mesmo com renda instável e mais riscos?

Motoboys por aplicativo têm rendimento médio menor do que os demais trabalhadores da categoria Rowan Freeman/Unsplash 📦 Eles levam comida, remédios, documentos, compras e até peças de reposição em poucos minutos. Enfrentam chuva, calor e o trânsito pesado das grandes cidades. Há tempos, os motoboys passaram a ocupar um papel central na economia cotidiana no Brasil. Basta imaginar um cenário em que os aplicativos de entrega saiam do ar por algumas horas: farmácias começam a atrasar pedidos, refeições se acumulam em restaurantes, pequenos comércios perdem vendas e consumidores deixam de receber produtos urgentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A rapidez, que antes era um diferencial, virou uma expectativa permanente. E, por trás dessa engrenagem, está um contingente cada vez maior de brasileiros que encontrou na motocicleta uma porta de entrada quase imediata para o mercado de trabalho. Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros Dados da Abraciclo mostram que 2025 terminou com recorde de licenciamentos no varejo, com 2,1 milhões de motocicletas vendidas — uma alta de 17,1% em relação a 2024, puxada pelo trabalho por aplicativos. A tendência segue em alta: para 2026, a projeção é de que esse número chegue a 2,3 milhões de unidades. E, segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, empresas do setor emplacaram mais de 70 mil motocicletas em 2024, um salto de quase 90% na comparação com o ano anterior. Ao todo, a frota das locadoras chegou a 140 mil unidades. O número mostra que, em muitos casos, o aluguel passou a funcionar como um atalho para começar a trabalhar rapidamente — sem entrada, sem análise de crédito rigorosa e sem a necessidade de assumir financiamentos de longo prazo, explica Geraldo Carneiro, fundador da Byker, empresa especializada em locação de motocicletas. Para Carneiro, a motocicleta ganhou um papel estratégico justamente por reunir características difíceis de encontrar em outros modelos de trabalho urbano: baixo custo operacional, rapidez para começar e alta demanda, especialmente nas grandes cidades. “Ela [motos] tem baixo custo operacional comparado ao carro, alta mobilidade urbana e permite que milhares de pessoas ingressem rapidamente no mercado de entregas”, completa. Ao mesmo tempo, o avanço do delivery expõe uma nuance importante dessa transformação: parte dos postos criados nos últimos anos está inserida em um modelo híbrido, que mistura autonomia, informalidade e dependência das plataformas digitais. Na prática, muitos entregadores não estão completamente fora das estatísticas de formalização, mas também não têm acesso às garantias típicas do emprego tradicional. 🔎 Não há salário fixo, férias remuneradas ou renda previsível. O ganho depende diretamente da quantidade de entregas realizadas, do tempo conectado aos aplicativos e da dinâmica de demanda de cada cidade. Em um país ainda marcado por desigualdade, endividamento e dificuldades de recolocação profissional, o delivery passou a funcionar como uma espécie de renda de emergência permanente. A contrapartida é que o mesmo modelo que facilita o acesso também concentra quase todos os custos e riscos na mão do trabalhador. É o entregador quem paga combustível, troca de óleo, pneus, manutenção, seguro, documentação e, em muitos casos, o aluguel ou financiamento da moto. Quanto mais roda, maior o desgaste do veículo. Além disso, quanto mais tempo conectado, maior a exposição ao trânsito e aos acidentes. Para Carneiro, o crescimento do aluguel de motos revela uma tentativa de tornar minimamente previsível uma atividade marcada por renda instável. “Muitos profissionais preferem trocar o risco de uma manutenção inesperada por um custo fixo semanal ou mensal”, diz. Renda não cresceu junto O estudo mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, intitulado “Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil”, mostrou que a renda média da categoria caiu de cerca de R$ 2.250 para aproximadamente R$ 1.800 ao longo dos últimos anos. Apesar dessa redução, dados do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento apontam um cenário um pouco diferente. Segundo o levantamento, a renda líquida média mensal dos entregadores variou entre R$ 2.669 e R$ 3.581 até 2024. 🔎 A diferença entre os estudos ajuda a mostrar como a renda no setor varia conforme região, jornada, tempo conectado aos aplicativos e quantidade de entregas realizadas. Ainda assim, especialistas apontam que o crescimento da atividade veio acompanhado de uma intensificação da rotina de trabalho. O estudo do Ipea, por exemplo, indica aumento das jornadas mais extensas. Entre os entregadores plataformizados, cresceu a proporção dos que trabalham acima de 49 horas semanais e também daqueles que ultrapassam 60 horas por semana. O cenário expõe uma contradição: mais pessoas passaram a trabalhar no setor ao mesmo tempo em que a rotina se tornou mais intensa, marcada por jornadas mais longas e maior pressão por produtividade na tentativa de aumentar os ganhos. Na prática, isso significa passar mais tempo conectado aos aplicativos, rodar mais quilômetros por dia e ampliar a exposição ao trânsito e aos riscos da atividade. Os efeitos aparecem nos dados de acidentes. Um levantamento da Ação da Cidadania revelou que 41,3% dos entregadores de alimentos por aplicativos já sofreram algum acidente durante o trabalho. O estudo, feito com 1,7 mil profissionais, mostrou ainda que mais da metade dos trabalhadores, 56,7%, atua todos os dias da semana, em jornadas que ultrapassam 10 horas diárias, sem direito a folga. Uma reportagem exibida pelo Fantástico no ano passado evidenciou o impacto dos acidentes de moto tanto na vida de jovens trabalhadores quanto nos gastos do sistema público de saúde. Em 2024, as internações de motociclistas custaram mais de R$ 257 milhões ao SUS. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, mais de 60% das mortes no trânsito envolvem motos. O presidente da entidade, Antônio Meira Júnior, afirmou que quem está em uma motocicleta tem 17 vezes mais chance de morrer em acidentes do que ocupantes de automóveis. “Essa epidemia de acidente de trânsito é tão grave que, em 71% dos municípios do Brasil, os acidentes de trânsito matam mais do que as armas de fogo”, disse. As vítimas são majoritariamente jovens entre 20 e 39 anos, justamente a faixa etária que concentra grande parte dos trabalhadores do delivery. Para quem depende da moto para sobreviver, um acidente pode representar perda imediata da renda. Carlos de Jesus Santos, que falou ao Fantástico enquanto se recuperava de um acidente, resume esse temor: “Se acidentar, já era. Acaba o trabalho (...) Eu vou voltar. É o transporte mais barato para fazer esse tipo de serviço”.
20/05/2026 07:01:02 +00:00
Por que a gente gasta dinheiro mesmo quando queremos economizar? Entenda

Economia comportamental: o que te faz gastar mesmo querendo economizar? A economia comportamental explica um hábito que se vê muito por aí: decidir economizar e, pouco depois, parcelar uma compra. O comportamento é chamado de “viés do presente”, quando o cérebro dá mais valor ao benefício imediato do que a ganhos maiores no futuro. Na prática, muita gente prefere receber R$ 100 hoje a esperar um mês para ganhar R$ 120. Mas, quando a decisão é deixada para o futuro, esperar se torna mais fácil. Segundo especialistas, o problema não está no valor, mas na distância do tempo. O mecanismo ajuda a explicar decisões como entrar no rotativo do cartão, parcelar compras sem necessidade e adiar escolhas importantes. O prazer imediato costuma pesar mais do que o custo futuro. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
20/05/2026 07:00:57 +00:00
Menos opções, mais lucro: eles apostaram em um único produto e viraram sucesso

Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros “Menos é mais” pode soar como clichê, mas tem se mostrado uma estratégia eficiente para muitos empreendedores. Em vez de ampliar o catálogo, alguns negócios fazem o caminho inverso: reduzem opções para ganhar eficiência, vender mais e lucrar melhor. 🍕 Um exemplo vem de Brasília. Há décadas, uma pizzaria vende apenas um sabor: muçarela, molho e orégano. Nada mais. Ainda assim, o faturamento chega a R$ 200 mil por mês. Neste vídeo, o g1 mostra por que a simplicidade pode ser um diferencial competitivo — e como isso tem ajudado negócios a crescer. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Pizzaria que vende só um sabor de pizza fatura R$ 280 mil por mês Pizzas Dom Bosco/ Instagram
20/05/2026 06:00:59 +00:00
Governo identifica potencial para terras raras em São Paulo, Paraná e Santa Catarina

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou concentrações relevantes de elementos terras raras na região do "Cinturão Ribeira", faixa geológica que se estende entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Os resultados fazem parte da etapa inicial de um projeto de pesquisa que seguirá ao longo deste ano e de 2027, com idas a campo e aprofundamento das análises. 🔎Conhecidas como “terras raras”, essas substâncias formam um grupo de 17 elementos químicos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Eles são utilizados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar de relativamente abundantes na natureza, costumam estar associados a outros minerais, o que torna sua extração complexa e de alto valor econômico. O que são as tão disputadas terras raras Segundo o SGB, algumas amostras registraram teores superiores a 8 mil partes por milhão (ppm) de TREE (somatória de todos os elementos terras raras). Esse patamar é considerado elevado para esse tipo de ocorrência geológica e indica um enriquecimento mineral expressivo. 🔎Na prática, o teor em ppm significa que, para cada um milhão de partes da amostra, 8 mil são de elementos terras raras. O trabalho incluiu atividades de campo, com coleta de amostras de solo e rocha, além do reprocessamento e da interpretação de dados geofísicos e geoquímicos. As atividades de campo aconteceram em Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul, no Paraná; além de Joinville e Garuva, em Santa Catarina. Mapa com cidades que fizeram parte do levantamento que identificou potencial de terras raras Arte/g1 As áreas foram selecionadas a partir do "Mapa de potencial de elementos terras raras (ETR)", elaborado pela instituição. A coordenadora do Projeto Terras Raras do SGB, Lucy Takehara, explica que a próxima etapa será concentrada nas áreas que apresentaram os resultados mais expressivos. “Essa primeira fase de amostragem foi um estudo regional. Agora, nas áreas em que identificamos teores mais elevados, faremos um detalhamento com amostragens mais sistemáticas para identificação ou confirmação também desses teores anômalos”, explica a pesquisadora. A coordenadora destaca ainda que a identificação positiva não significa que já há jazida para exploração. Segundo Takehara, a região é conhecida pela presença de minerais associados a terras raras, tanto em complexos alcalino-carbonatíticos quanto em rochas graníticas. Serviço Geológico do Brasil avança com pesquisas sobre potencial para terras raras Divulgação/SGB Novas idas a campo estão previstas para ocorrer ainda neste ano e incluirá, entre outros municípios paulistas, Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra. O objetivo é ampliar o conhecimento geológico das áreas mais promissoras e subsidiar a elaboração de mapas de favorabilidade mineral em escala mais detalhada.
20/05/2026 06:00:34 +00:00
'É uma completa traição': Amazon encerra suporte a Kindles antigos e revolta usuários fiéis

Amazon Kindle Paperwhite (1ª geração) Flickr/Creative Commons/Zero2Cool Para Claudia Buonocore, é difícil aceitar a ideia de se desfazer de seu Amazon Kindle Touch, comprado há 15 anos. "Nunca tive vontade de trocar de dispositivo", disse a moradora da região de Pittsburgh, de 39 anos. "Ele faz parte de mim, é um salva-vidas. Eu durmo com ele quase todas as noites." 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Claudia está entre os usuários afetados pela decisão da Amazon de encerrar o suporte aos leitores eletrônicos lançados em 2012 ou antes. A partir desta quinta-feira (20), esses aparelhos deixarão de baixar novos livros e receber atualizações de software. "É uma traição completa aos usuários", afirmou. A empresa continuará oferecendo suporte aos modelos mais recentes e passou a dar desconto de 20% na compra de novos aparelhos, vendidos entre US$ 110 e US$ 680, além de US$ 20 em créditos para e-books. Mesmo assim, muitos consumidores relutam em substituir dispositivos usados há mais de uma década. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Botões físicos e maior durabilidade Brian Oelberg, de 64 anos, disse que começou a carregar seu Kindle Keyboard, lançado por volta de 2010, com centenas de livros digitais depois que soube da mudança. Ele pretende desligar o Wi-Fi do aparelho para evitar atualizações que possam comprometer os arquivos armazenados. Morador de Chicago, ele conta que testou modelos mais novos em uma loja da Best Buy, mas não se convenceu a trocar de aparelho. Segundo ele, os novos leitores não têm botões físicos para virar páginas, recurso que considera mais prático, principalmente para ler ao ar livre em dias frios sem precisar tirar as luvas. Usuários de modelos antigos afirmam que esses dispositivos se destacam pela durabilidade e pelos botões físicos. Segundo eles, versões mais recentes, como o Amazon Kindle Paperwhite, consomem mais bateria por causa da tela iluminada. Kindle Giphy Por que a Amazon está encerrando o suporte? A substituição gradual de aparelhos antigos é comum entre empresas de tecnologia, que costumam citar custos e questões de segurança para encerrar o suporte a produtos antigos. Não foi possível determinar quantos dispositivos serão afetados pela decisão. A Amazon afirmou que manteve suporte a esses aparelhos por 14 anos ou mais e que não poderia fazer isso indefinidamente. "A tecnologia evoluiu muito nesse período", disse um porta-voz da empresa. Embora não tenha sido a primeira empresa a lançar leitores digitais, a Amazon popularizou o segmento com o primeiro Kindle, lançado em 2007. Atualmente, a companhia detém 72% do mercado de leitores eletrônicos, segundo a consultoria Business Research Insights. Prolongar a vida útil dos aparelhos Nas redes sociais, especialistas e entusiastas compartilham alternativas para prolongar a vida útil desses aparelhos. Entre elas estão o "jailbreaking", que remove restrições do sistema e permite instalar outros programas, e o "sideload", que consiste em transferir livros do computador para o dispositivo por cabo USB. Cathy Ryan, de 59 anos, conserta Kindles antigos para revenda no eBay como hobby e acredita que a decisão da Amazon vai prejudicar a atividade. Moradora de Vermont, ela tem cinco aparelhos e ainda usa um modelo de segunda geração comprado em 2009. "Suponho que nada dure para sempre, mas estou muito irritada", afirmou. Já Cathy DeMail, de 69 anos, moradora de The Villages, acredita que a medida tem objetivo comercial e está correndo para carregar o dispositivo com novos livros antes do prazo final. "É uma pena que eu esteja sendo obrigada a fazer isso", afirmou. "Eu odeio isso. O que me incomoda é o princípio da coisa."
20/05/2026 03:01:01 +00:00
Quais carros posso escolher? Quais os juros? Tire dúvidas sobre novo crédito para taxistas e motoristas de app

Volkswagen Polo, Chevrolet Onix Plus e Dolphin GS podem entrar no programa Move arte/g1 Com o lançamento do programa Move Aplicativos, o governo federal criou uma nova linha de crédito para financiar carros destinados a motoristas de aplicativo e taxistas. A iniciativa reduz em mais da metade os juros cobrados em financiamentos tradicionais e amplia o prazo de pagamento dos veículos. O g1 reúne os principais pontos do programa, que passa a valer em todo o país a partir de 19 de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja as principais mudanças trazidas pelo programa: O que é o programa? Quais são os juros do financiamento? Como posso participar? Quem pode participar? Como faço o cadastro? Tenho nome sujo, e agora? Como sei se fui aprovado? Como contrato o financiamento? Quais veículos posso escolher? Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O que é o programa? O programa foi criado por meio de uma medida provisória (MP) que autoriza uma linha de crédito de R$ 30 bilhões. A iniciativa reduz os juros do financiamento de veículos destinados a motoristas de aplicativo e taxistas, com limite de R$ 150 mil para carros zero quilômetro. Os recursos virão do Tesouro Nacional e serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é cobrir a diferença entre os juros praticados no mercado e as taxas mais baixas oferecidas pelo programa. O programa também prevê a cobertura de até 80% do risco de crédito nessas operações, funcionando como garantia para o pagamento da dívida, de forma semelhante à atuação de um fiador. Voltar ao início. Quais são os juros do financiamento? Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as taxas de juros devem ser de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, e o prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência. Esse percentual corresponde a menos da metade da taxa de juros praticada pelo mercado. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o índice foi de 26,4% ao ano em dezembro de 2025. Voltar ao início. Como posso participar? Para os motoristas de aplicativo, o programa exige que o comprador tenha cadastro ativo na plataforma há, no mínimo, 12 meses. Nesse período, é necessário ter realizado ao menos 100 corridas na mesma plataforma. Não é possível juntar corridas de plataformas diferentes, como Uber e 99, por exemplo. No caso dos taxistas, são exigidos licença e registro ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. Motoristas cooperados também podem participar. Caso o interessado se enquadre nesses grupos, será necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Voltar ao início. Quem pode participar? O programa contempla motoristas de aplicativo de qualquer plataforma, como Uber, 99 e InDrive. Os taxistas precisam estar com a licença e o registro nos órgãos de trânsito em dia, além de manter regularidade fiscal. Voltar ao início. Como faço o cadastro? Para participar, é necessário seguir os seguintes passos: Criar um cadastro na plataforma pelo site gov.br/movebrasil, onde serão avaliados os pré-requisitos mencionados acima; A resposta é enviada em até cinco dias úteis; A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente com a concessionária ou com o banco onde já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Voltar ao início. Tenho nome sujo, e agora? Ter o nome limpo não é uma exigência do programa, mas pode ser um critério adotado pelo banco para aprovar o financiamento do veículo. Por isso, instituições financeiras e concessionárias podem recusar a venda a pessoas com pendências financeiras. Voltar ao início. Como sei se fui aprovado? A resposta ao cadastro será enviada pela plataforma gov.br em até cinco dias úteis. Voltar ao início. Como contrato o financiamento? A partir de 19 de junho, motoristas aprovados poderão buscar o financiamento diretamente na concessionária ou no banco em que já possuem conta, para análise de crédito e contratação do financiamento. Voltar ao início. Quais veículos posso escolher? O carro precisa custar até R$ 150 mil e ser classificado como sustentável, por ser flex, elétrico ou híbrido flex. Além disso, a montadora precisa estar habilitada no programa Mover. O g1 separou a seguir hatches, sedãs e SUVs que se encaixam nesses critérios. Foram consideradas as versões abaixo do teto estabelecido pelo programa. Hatches BYD Dolphin BYD Dolphin Mini Chevrolet Onix Citroën C3 Citroën Aircross Fiat Argo Fiat Mobi Honda City Hatch Hyundai HB20 Peugeot 208 Renault Kwid Galerias Relacionadas Sedãs Chevrolet Onix Plus Fiat Cronos Honda City Sedan Hyundai HB20S Nissan Versa Volkswagen Virtus Galerias Relacionadas SUVs Chevrolet Spin Chevrolet Sonic Chevrolet Tracker Citroën Basalt Fiat Fastback Fiat Pulse Renault Duster Jeep Renegade Nissan Kait Volkswagen Nivus Renault Kardian Volkswagen T-Cross Honda WR-V Galerias Relacionadas Voltar ao início.
20/05/2026 03:00:43 +00:00
ONU reduz previsão de crescimento global em 2026 para 2,5% devido à guerra no Oriente Médio

Logo da ONU do lado de fora da sede em Nova York Carlo Allegri/Reuters A Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta terça-feira (19) sua previsão para o crescimento econômico global, afirmando que a crise no Oriente Médio reacendeu as pressões inflacionárias e elevou a incerteza. Em comunicado que resume a atualização de meio de ano do relatório “Situação Econômica Mundial e Perspectivas”, a ONU informou que a previsão de crescimento do PIB global em 2026 é de 2,5%, ante estimativa de 3,0% para 2025. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O número também ficou 0,2 ponto percentual abaixo da projeção divulgada em janeiro e bem inferior às taxas de crescimento registradas antes da pandemia de Covid-19. Para 2027, a projeção é de recuperação modesta, com crescimento de 2,8%. A expectativa é que mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente dos consumidores e comércio e investimentos impulsionados pela inteligência artificial deem suporte à atividade econômica. Ainda assim, a redução da projeção reforça o enfraquecimento de um cenário global já moderado. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Alta no custo de energia O aumento dos preços da energia gerou ganhos inesperados para o setor, mas ampliou os custos para famílias e empresas, segundo a ONU. Nas economias desenvolvidas, a inflação deve subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026. Já nos países em desenvolvimento, a taxa deve avançar de 4,2% para 5,2%. Os impactos mais severos devem ocorrer na Ásia Ocidental, onde o crescimento econômico deve desacelerar de 3,6% para 1,4%, pressionado pelos danos à infraestrutura, ao comércio e ao turismo. Os Estados Unidos, por outro lado, devem seguir relativamente resilientes, com crescimento projetado de 2,0% em 2026, praticamente estável em relação a 2025, sustentado pela forte demanda doméstica e pelos investimentos em tecnologia. A Europa, por sua vez, está mais vulnerável, já que a dependência de energia importada pressiona famílias e empresas. A ONU projeta desaceleração do crescimento da União Europeia de 1,5% para 1,1% e, no Reino Unido, de 1,4% para 0,7%. Na China, a diversificação da matriz energética, as amplas reservas estratégicas e o apoio do governo ajudam a reduzir os impactos da crise, embora a projeção de crescimento tenha caído de 5,0% para 4,6%. Na Índia, a expectativa é de desaceleração do crescimento de 7,5% para 6,4%.
20/05/2026 00:03:27 +00:00
Volkswagen reforça parceria com o agronegócio nas principais feiras do Brasil

Trio Agro Volkswagen traz eficiência, robustez e desempenho. Volkswagen/Divulgação As feiras agropecuárias se consolidaram como importantes pontos de encontro para o agronegócio brasileiro, reunindo inovação, conteúdo técnico e oportunidades de negócio em diferentes regiões do país. Mais do que eventos, esses espaços conectam produtores, especialistas e empresas que acompanham de perto a evolução do setor e suas necessidades no dia a dia. É nesse contexto que a Volkswagen reforça sua presença no agro ao participar das principais feiras do calendário de 2026, oferecendo condições comerciais especiais e experiências voltadas aos profissionais do campo. Entre os destaques da marca está o Trio Agro, formado por Saveiro Robust, Polo Robust e Amarok V6, desenvolvido para atender diferentes perfis de operação com foco em eficiência, robustez e desempenho. Além de aproximar clientes e soluções, a presença da Volkswagen nas feiras cria oportunidades para que o público conheça os veículos de perto, experimente tecnologias e descubra modelos pensados para diferentes rotinas no campo. No infográfico, confira os principais destaques do Trio Agro e o calendário das feiras agropecuárias do país. Volkswagen Divulgação
19/05/2026 21:17:50 +00:00
Auditoria do TCU aponta diferença de 300 mil entre número de CPFs ativos de pessoas com mais de 100 anos e população nessa faixa etária

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma diferença de mais de 300 mil entre o número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de pessoas com mais de 100 anos e o total da população do Brasil nessa faixa etária. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo Demográfico de 2022, o Brasil tinha 37.814 pessoas com idade acima de 100 anos. Já a base do CPF aponta 349.608 registros ativos nessa faixa etária. A divergência é de 825%. 🔎O CPF reúne informações pessoais como nome, data de nascimento e endereço. Não há idade mínima para emissão do documento, e tanto brasileiros quanto estrangeiros podem se cadastrar, residindo no Brasil ou no exterior. Para os técnicos do TCU, uma das principais hipóteses para a discrepância é a ausência de atualização de registros de óbitos na base cadastral da Receita Federal. “A título de exemplo do impacto dessa divergência, se o governo fosse comprar uma vacina especial para essa faixa etária, compraria uma quantidade quase dez vezes maior que a necessária se tomasse como base os registros de CPFs”, exemplifica o relatório. 13 milhões de CPFs a mais Vídeos em alta no g1 A auditoria do TCU também apontou uma diferença de cerca de 13 milhões de registros entre a base de dados do CPF e a população brasileira total contabilizada pelo IBGE.. O Censo de 2022 apontou que o país possui 203.080.756 habitantes, enquanto a base da Receita Federal registra 216.840.526 CPFs em situação regular de pessoas nascidas antes de 2022. Segundo os técnicos do TCU, embora diferenças entre as duas bases sejam esperadas devido a metodologias distintas de contabilização, o volume elevado de registros excedentes levanta dúvidas sobre a confiabilidade dos dados. “O volume elevado de registros excedentes na base de CPF sugere a existência de conjunto de registros cujas informações não espelham a realidade que teoricamente deveriam representar, qual seja, a real existência de pessoas naturais”, afirma o relatório analisado pelo plenário da Corte nesta terça-feira (19). Os auditores destacam ainda que não é possível assegurar que todos os registros da base correspondam a pessoas existentes ou vivas, especialmente nos casos sem indicação formal de óbito. Brasileiros no exterior A auditoria aponta que parte da diferença pode ser explicada pelo fato de o Censo contabilizar apenas moradores do território nacional, enquanto a base do CPF também inclui brasileiros residentes no exterior e estrangeiros com cadastro ativo para operações financeiras no país. Ainda assim, os auditores afirmam que esse fator representa menos de 0,5% da base total e não seria suficiente para justificar a diferença de milhões de registros. O relatório também menciona a possibilidade de múltiplos CPFs associados à mesma pessoa ou até cadastros de pessoas inexistentes, indicando falhas nos mecanismos de controle e validação da emissão do documento. Riscos para políticas públicas Na avaliação dos auditores, as inconsistências comprometem a confiabilidade do CPF como principal base de identificação da população brasileira e podem gerar impactos em políticas públicas, programas sociais e ações governamentais. O relatório alerta para riscos de fraudes, distorções em cadastros oficiais e desperdício de recursos públicos caso os dados incorretos sejam utilizados como referência pelo governo. Por essa razão, os ministros aprovaram, por unanimidade, determinar que a Receita Federal , no prazo de 90 dias, elabore plano de ação com as medidas a serem tomadas, os prazos para implementação e os responsáveis pelas ações, para reduzir as inconsistências identificadas. Problemas em títulos de eleitor A auditoria também identificou inconsistências relacionadas ao campo de título de eleitor no cadastro do CPF. Foram encontrados 1.301.701 registros com números inválidos de título eleitoral, além de 163 pares de CPFs distintos compartilhando o mesmo número de título de eleitor. De acordo com os técnicos, a maioria dos casos envolve sequências repetitivas ou dados incompatíveis com as regras de validação da Justiça Eleitoral, o que indica falhas nos processos de preenchimento e conferência das informações. Eles ressaltam, porém, que a solução do problema depende de integração entre a Receita Federal do Brasil e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela gestão dos dados eleitorais. CPF, receita federal, documento Adriana Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
19/05/2026 21:08:22 +00:00
Aneel aprova uso de R$ 5,5 bilhões para reduzir conta de luz em até 4,5% em 2026

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para destinar até R$ 5,5 bilhões à redução das contas de luz de consumidores atendidos por 22 distribuidoras do país. Segundo a agência, a medida poderá resultar em um desconto médio de 4,51% nas tarifas em 2026. 📱Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Os recursos vêm da repactuação do saldo do Uso de Bem Público (UBP), valor pago por usinas hidrelétricas à União pelo uso dos recursos hídricos para geração de energia. Uma lei aprovada no ano passado autorizou as hidrelétricas a anteciparem o pagamento de parcelas futuras desse valor. A expectativa é que esse valor seja quitado até julho — e só então a Aneel deve definir o percentual preliminar de desconto a ser aplicado. A taxa deve variar conforme a arrecadação de cada distribuidora. O dinheiro será usado para reduzir as tarifas de energia em áreas atendidas pela Sudam e pela Sudene, abrangendo consumidores das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Segundo a Aneel, essas localidades foram incluídas porque "muitas delas possuem menos consumidores que a média nacional e custos mais elevados relacionados à energia, como a compra de diesel para usinas em áreas isoladas". Inicialmente, o processo poderia movimentar R$ 7,9 bilhões. Como nem todas as geradoras hidrelétricas aderiram ao acordo, a estimativa atual é de que R$ 5,5 bilhões sejam efetivamente repassados aos consumidores em 2026, por meio dos reajustes e revisões tarifárias. O percentual de desconto que cada distribuidora aplicará ainda dependerá do valor total arrecadado com a repactuação. Algumas concessionárias já conseguiram antecipar parte desses recursos para reduzir tarifas nos reajustes deste ano, como as distribuidoras da Neoenergia na Bahia e da Equatorial Energia no Amapá. Na mesma reunião, a Aneel aprovou o reajuste tarifário de 2026 da Amazonas Energia. Para os consumidores da distribuidora, o aumento médio nas contas será de 6,58%. A empresa, controlada pela J&F Investimentos, grupo dos irmãos Batista, recebeu R$ 735 milhões da repactuação do UBP. Sem esse aporte, o reajuste médio das tarifas teria sido de 23,15%, segundo a agência. Conta de luz seguirá sem taxa extra em fevereiro, decide Aneel Divulgação/Agência Nacional de Energia Elétrica
19/05/2026 19:00:05 +00:00
Lula anuncia R$ 30 bilhões em crédito para compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (19) uma nova linha de crédito de R$ 30 bilhões para um programa voltado ao financiamento de carros por motoristas de aplicativo e taxistas. Taxi da cidade de São Paulo. Heloisa Ballarini/Secom/PMSP O novo programa foi intitulado Move Aplicativos. Podem participar: taxistas devidamente registrados e ativos; motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma. O petista lançou o programa durante um evento na Casa de Portugal, em São Paulo. Na ocasião, o presidente Lula assinou uma medida provisória (MP) autorizando a linha de crédito. Durante discurso, Lula ressaltou os custos dos motoristas de aplicativo que alugam carro e afirmou que o financiamento vai diminuir o custo pela metade, citando o discurso do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. "Um carro que custa R$ 143 mil, financiado em 72 meses vai permitir R$ 3 mil e pouco de prestação. Ao mesmo tempo, esse carro se alugado, vai dar mais de R$ 6 mil de prestação. Porque muitas vezes um companheiro que trabalha de Uber prefere alugar carro? O argumento é que a manutenção é muito cara. Com carro novo, a manutenção vai ser mais rara", disse o presidente. "Você está pagando metade do que pagava de um patrimônio seu, é o seu patrimônio, que vai sobrar pro seu filho, pra sua mulher, pra sua filha e você vai vendê-lo na hora que precisar vender para mudar de profissão. Essa é a diferença", completou o petista. Vídeos em alta no g1 Recursos do Tesouro Os recursos da linha de crédito serão do Tesouro Nacional e repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, as linhas de financiamento ficarão disponíveis a partir de 19 de junho. A MP também autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a conceder condições mais favoráveis para as mulheres, como juros menores e prazos maiores, além de permitir, para esse público, o financiamento de equipamentos adicionais de segurança. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as taxas de juros devem ser de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, e o prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência. As condições favoráveis de financiamento valerão para carros novos de até R$ 150 mil que atendam critérios de sustentabilidade – flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol – de montadoras habilitadas no Programa Mover. Segundo Mercadante, 62% de todos os carros novos vendidos no país poderão fazer parte do programa. O presidente do BNDES afirmou ainda que serão cerca de 100 bancos participantes, com a expectativa que sejam vendidos de 200 mil a 300 mil carros. O objetivo é que os veículos sejam vendidos por valores pelo menos 5% menores do que a tabela. Motorista de aplicativo Maksim Goncharenok/Pexels Como participar Segundo o governo, a solicitação de financiamento em condições favoráveis deve ser feita na página gov.br/movebrasil. O processo foi desenhado para ser simplificado, com compartilhamento autorizado apenas das informações necessárias à verificação da elegibilidade, dispensada, em regra, a apresentação inicial de documentos pelo interessado. Para motoristas de aplicativo, a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha. No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio gov.br. Em até 5 dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do gov.br, resposta sobre se ela atende às condições. Em caso positivo, os motoristas devem procurar as instituições financeiras a partir de 19 de junho. A análise de crédito será feita diretamente por estas instituições, depois que a pessoa requisitar o financiamento.
19/05/2026 18:54:49 +00:00
Camisa do Brasil na Copa do Mundo é a mais cara entre países campeões e tem alta acima da inflação

Modelo veste uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, vendida pela Nike por R$ 749,99 Divulgação via BBC Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio. A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289. O cálculo considera o Produto Interno Bruto (PIB) do país convertido em dólares e dividido pelo número de habitantes. O valor adotado pelo Banco Mundial é superior ao calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, que leva em conta a renda líquida. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Segundo o IBGE, a renda média mensal da população brasileira é de R$ 3.367, cenário em que a compra da camisa da seleção comprometeria 22,2% da renda. Mas os dados do Banco Mundial foram adotados pela reportagem para garantir uma base única de comparação entre os países. Se o cálculo levasse em conta o salário mínimo, por exemplo, o preço da camisa equivaleria, no Brasil, a 46,3% do valor total recebido por mês. Essa comparação, porém, teria limitações. Enquanto no Brasil cerca de um terço dos trabalhadores recebem salário mínimo, na Alemanha apenas 6% da população ganha o piso salarial legal do país. Por isso, o indicador não funciona como um bom termômetro da renda média da população em cada território. Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo Suhaib Salem/Reuters via BBC Alemanha é o país 'mais barato' para se comprar a camisa da seleção Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista. Nas nações europeias, os torcedores não precisam desembolsar mais do que 5,9% da renda média mensal para comprar uma camisa oficial. O manto, como a peça é chamada por alguns brasileiros, representa 3,7% da renda mensal de um alemão, 4% da de um inglês, 4,8% da de um francês, 5,2% da de um italiano e 5,9% da de um espanhol, o percentual mais alto da Europa entre os campeões. Entre os vizinhos do Brasil, é preciso gastar 9,2% da renda média mensal na Argentina para comprar a camisa oficial e 9,9% no Uruguai. Embora os percentuais sejam bem mais altos do que os registrados na Europa, ainda ficam cerca de 8% abaixo do valor brasileiro. Modelo veste uniforme da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026, vendida por € 150 pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos Divulgação via BBC Ao converter euros, reais e pesos para dólares nas cotações desta terça-feira (19/5), o preço absoluto da camisa brasileira aparece como o segundo mais barato da lista (US$ 149,1), à frente apenas da Argentina (US$ 107,5). No entanto, quando a comparação leva em conta a renda da população, o Brasil dispara como o país mais caro para adquirir a peça. As comparações foram feitas pela BBC News Brasil a partir do cruzamento de dados do Banco Mundial com informações das lojas oficiais da Nike e da Adidas, marcas responsáveis pela comercialização dos uniformes dessas seleções. Os valores se referem às chamadas camisas de jogador. No caso da Nike, responsável pelo uniforme brasileiro, a empresa afirma que a peça utiliza uma tecnologia que permite a circulação de ar na pele, ajudando o corpo a se manter fresco em temperaturas elevadas e deixando o material mais leve. Segundo as fabricantes, essas seriam as mesmas peças usadas pelos atletas em campo. A comparação considerou esse modelo porque, embora existam versões mais baratas no Brasil — como uma camiseta branca simples estampada apenas com o logo da CBF, vendida por R$ 149,90 —, nem todos os países oferecem alternativas equivalentes, já que alguns comercializam apenas os chamados modelos de jogador. Até a publicação desta reportagem, a Nike não respondeu aos questionamentos da BBC News Brasil sobre quais fatores impactam a precificação da camisa. Modelo veste o uniforme da Argentina para a Copa do Mundo de 2026, vendido pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos Divulgação via BBC Variação de preço no Brasil supera a inflação O preço pago por uma camisa da seleção sempre foi considerado alto no Brasil. Em 1998, às vésperas da Copa do Mundo da França, a peça custava R$ 84. O valor representava 64,6% do salário mínimo da época, de R$ 130 — percentual superior ao atual, de 46,3%. Foi naquele ano que a Nike assumiu a produção dos uniformes oficiais em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Ainda assim, a valorização da camisa desde então ficou acima da inflação. Se fosse corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do IBGE para medir a variação do custo de vida, o valor de R$ 84 em 1998 equivaleria hoje a R$ 438 — isto é, R$ 312 a menos do que o cobrado nesta Copa. Os reajustes entre uma Copa e outra variaram bastante ao longo do tempo. Entre os Mundiais de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia, o aumento foi de 36,7%. Já entre a Copa da Rússia e a do Catar, em 2022, a alta chegou a 55,6%, quando o preço saltou de R$ 449,90 para R$ 699,99. Foi um aumento de 55,6%, enquanto o IPCA acumulado foi mais baixo, de 29,1% — pela inflação, portanto, a camisa deveria ter custado até R$ 581. Para a próxima edição, sediada por Canadá, Estados Unidos e México a partir do dia 11 de junho, o aumento foi menor: 7,1%, com o preço passando de R$ 699,99 para R$ 749,99. Ainda assim, a variação ficou acima da inflação acumulada no período, segundo a qual a peça deveria custar, no máximo, R$ 735.
19/05/2026 17:51:24 +00:00
Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos 'conversando' com a IA

Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos 'conversando' com a IA. Reprodução/Google/YouTube O Google apresentou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um novo modelo de IA voltado à criação e edição de vídeos com aspecto ultrarrealista. O anúncio foi feito durante o Google I/O 2026, evento para desenvolvedores realizado em Mountain View, na Califórnia (EUA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, a ferramenta permite combinar imagens, áudio, vídeo e texto para gerar vídeos de alta qualidade. Também é possível enviar um vídeo já gravado e pedir alterações por meio de comandos em texto, sem precisar usar programas profissionais de edição, como o Adobe Premiere. O Google afirma que o usuário pode modificar detalhes específicos ou transformar completamente uma cena apenas conversando com a IA. Entre os exemplos citados pela empresa estão mudar ações em um vídeo, adicionar personagens e objetos ou alterar ambientes, ângulos e estilos visuais mantendo a consistência da gravação original. Vídeos em alta no g1 Segundo o Google, o Omni utiliza o conhecimento do Gemini para conectar linguagem, imagens e contexto. A empresa afirma que a ferramenta não apenas cria cenas realistas, mas também consegue entender o que deveria acontecer em seguida para dar continuidade aos vídeos. A tecnologia estará disponível a partir desta terça em todo o mundo para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra. A IA poderá ser usada no app do Gemini, no Google Flow e no YouTube Shorts. Segundo o Google, o Omni também será liberado gratuitamente no YouTube Shorts e no aplicativo YouTube Create ainda nesta semana. Vídeo criado com o Gemini Omni Divulgação/Google Vídeo criado com o Gemini Omni. Divulgação/Google Usuário pode criar um 'deepfake' com voz e aparência A big tech também disse que a pessoa poderá criar um avatar digital com sua própria voz e aparência, em uma função que basicamente é um deepfake. "Estamos comprometidos em desenvolver IA de forma responsável e temos políticas claras para proteger os usuários de danos e governar o uso de nossas ferramentas de IA", ressaltou a empresa ao anunciar o avatar digital. Todo conteúdo criado ou editado pelo Omni terá automaticamente o SynthID, marca-d’água digital imperceptível do Google usada para identificar mídias geradas por inteligência artificial. O Google também afirmou que trabalha em uma versão mais potente da ferramenta, chamada Omni Pro, mas não revelou detalhes nem previsão de lançamento. Disse apenas que ela está "prevista para breve". Google já possui outra IA de vídeo O Google já possui o Veo 3, modelo de IA capaz de gerar vídeos realistas. Mas, segundo Koray Kavukcuoglu, diretor de tecnologia do Google DeepMind e arquiteto-chefe de IA do Google, os dois sistemas têm propostas diferentes. "O Veo funciona no modelo tradicional de ‘texto para vídeo’, gerando imagens em movimento a partir de um comando escrito. Já o Gemini Omni é um modelo multimodal nativo, construído desde o início sobre a estrutura do Gemini", afirmou ao g1. "Isso significa que ele [o Omni] consegue receber e combinar diferentes tipos de arquivos, como fotos, áudios e textos, em um único comando para gerar o resultado final", completou. Instants:como funciona o novo recurso do Instagram Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs
19/05/2026 17:45:33 +00:00
Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde de US$ 16,65 bilhões em abril

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16,65 bilhões (ou R$ 83,22 bilhões) em abril, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa um crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça o peso do setor no comércio exterior do país. 📱Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O agronegócio respondeu sozinho por 48,8% de tudo o que o Brasil exportou no mês. No acumulado de janeiro a abril de 2026, as vendas externas do setor chegaram a US$ 54,6 bilhões (R$ 272,8 bilhões), também o maior valor já registrado para esse período. O avanço foi impulsionado tanto pelo aumento da quantidade embarcada quanto pela alta dos preços. Em comparação com abril do ano passado, o volume exportado cresceu 9,5%, enquanto o preço médio dos produtos subiu 2,1%. No mesmo período, as importações de produtos do agronegócio caíram 3,6%, para US$ 1,62 bilhão (R$ 8,10 bilhões. Com isso, a diferença entre exportações e importações ficou positiva em US$ 15 bilhões (R$ 74,97 bilhões) em abril. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o resultado mostra a importância do setor para a economia brasileira. “O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. Isso significa renda no campo, emprego na indústria, oportunidades para quem produz e mais presença do Brasil no comércio internacional.” China amplia liderança entre os compradores A China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em abril. As compras do país asiático somaram US$ 6,6 bilhões (R$ 32,99 bilhões), o equivalente a quase 40% de todas as exportações do setor no mês. O valor representa um aumento de 21,8% em relação a abril de 2025. Na sequência aparecem: União Europeia: US$ 2,36 bilhões (R$ 11,80 bilhões), alta de 8,7% Estados Unidos: US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões), queda de 16,8% O Ministério da Agricultura atribui parte desse desempenho à abertura de mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que ampliou o número de destinos para os produtos brasileiros. Soja e carne bovina lideram as exportações A soja em grãos continuou como o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. 💵 Exportações: US$ 6,9 bilhões (R$ 34,49 bilhões), alta de 18,8% 🚢 Volume embarcado: 16,7 milhões de toneladas, aumento de 9,7% 📈 Preço médio: alta de 8,4% A quantidade exportada foi a maior já registrada para meses de abril, favorecida pela safra recorde de 2025/2026. A carne bovina in natura também teve o melhor desempenho da série para o mês. 💵 Exportações: US$ 1,6 bilhão (R$ 8 bilhões), alta de 29,4% 🚢 Volume embarcado: 252 mil toneladas, aumento de 4,3% A China respondeu por US$ 877,4 milhões (R$ 4,39 bilhões) em compras, o equivalente a 55,8% de todas as exportações brasileiras de carne bovina in natura em abril. Outros destaques do mês Entre os grupos de produtos com melhor desempenho em abril estão: 🌱 Complexo soja: US$ 8,1 bilhões (R$ 40,48 bilhões), alta de 20,4% 🥩 Proteínas animais: US$ 3 bilhões (R$ 14,99 bilhões), crescimento de 18% 🌲 Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão (R$ 7,00 bilhões), avanço de 8,6% ☕ Café: US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões), queda de 12,1% Também registraram recordes o algodão, a celulose, com US$ 854,7 milhões (R$ 4,27 bilhões) exportados e alta de 16%, e o farelo de soja, com 2,4 milhões de toneladas embarcadas, aumento de 12,7%. Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação nas exportações, como pimenta piper seca, ração para animais domésticos, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga. Frutas brasileiras ganham espaço no exterior A fruticultura brasileira também ampliou sua presença no mercado internacional. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades para a exportação de frutas brasileiras. Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de exportação. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, destaca que o resultado mostra que o Brasil vem transformando sua capacidade de produção em maior acesso aos mercados internacionais. Segundo ele, o comércio exterior é construído “com método, continuidade e presença”. Exportação de carne de Mato Grosso do Sul para China bate recorde. GOV-MS/Reprodução
19/05/2026 17:06:22 +00:00
Carrinho da Barbie e menos viagens: americanos precisam improvisar após disparada da gasolina nos EUA

Homem adapta carrinho da Barbie para reduzir custos com gasolina no EUA A resposta do faz-tudo Mali Hightower, de 30 anos, aos altos preços da gasolina nos Estados Unidos foi um carrinho elétrico da Barbie lançado em 2018 e encontrado no lixo. Morador da Geórgia (EUA), ele instalou um pequeno motor com capacidade para dois galões de gasolina e o pistão de uma lavadora de alta pressão em um Power Wheels Barbie Dream Camper rosa quebrado. Com um único puxão no cabo, semelhante ao de um cortador de grama, ele segue para o supermercado com os joelhos quase encostados nas orelhas e usando capacete de motociclista. Seu carro, um Mercedes-Benz conversível de 1996, custa cerca de US$ 90 (R$ 450,84) para ser abastecido. “É muito caro”, disse Hightower, que também instalou um suporte na parte superior do carrinho para transportar mantimentos. “Eu uso isso sempre que posso.” Mali Hightower adaptou um carro elétrico da Barbie de brinquedo para economizar com gasolina. Jayla Whitfield-Anderson/Reuters Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum foi de US$ 4,52 (R$ 22,64), acima dos cerca de US$ 3 (R$ 15,03) registrados antes do início da guerra no Irã, segundo a Associação Automobilística Americana (AAA). Um galão americano equivale a aproximadamente 3,8 litros. A solução encontrada por Hightower pode ser incomum, mas o aumento no custo da gasolina tem mudado decisões cotidianas e inspirado alternativas criativas em todo o país. Tradicionalmente apaixonados por carros — especialmente SUVs e picapes, menos eficientes em consumo —, os americanos agora buscam alternativas como usar o transporte público ou permanecer mais perto de casa. Em uma pesquisa da Ipsos realizada em 28 de abril e publicada pelo Washington Post e pela ABC News, 44% dos americanos disseram ter reduzido o número de viagens de carro. Alguns estão encontrando oportunidades em meio à crise. Depois de gastar quase US$ 40 (R$ 200,37) a mais do que o habitual para abastecer seu Buick Enclave, Renee Tocci, diretora executiva do Camp Farley, em Massachusetts, teve a ideia de lançar um acampamento noturno como forma de reduzir custos para pais que gastam muito levando os filhos de um lado para outro durante o verão. “Meu colega disse: ‘Isso é hilário’”, contou Tocci. “E eu pensei: ‘Sério, vou colocar isso nas redes sociais’.” Ela passou a mencionar os custos do combustível em publicações e e-mails de marketing para atrair mais inscritos. “Aqui vai uma dica de economia sobre a qual ninguém fala: mande seus filhos para um acampamento noturno”, diz uma das publicações. 'Todos os estilos de vida' A criadora de conteúdo Dafne Flores viaja várias vezes ao ano de sua casa, em Silverdale (Washington), para Los Angeles para visitar amigos. Durante a estadia mais recente, de dois meses, ela deixou o carro estacionado em Glendale e passou a usar o transporte público para se locomover. “Estamos acostumados a preços altos da gasolina, mas nunca tão altos”, disse Flores, de 28 anos. Abastecer seu Toyota Highlander agora custa pelo menos US$ 95 (R$ 475,88). Por isso, ela evita viagens de carro superiores a oito quilômetros e postos próximos a rodovias, onde já viu preços perto de US$ 9 (R$ 45,08) por galão. No ônibus, ela consegue editar vídeos e evitar gastos com estacionamento. Flores afirma que mais americanos da mesma faixa etária têm compartilhado escolhas semelhantes nas redes sociais. “Tenho visto muitos vídeos de pessoas usando o ônibus.” A tendência é percebida em todo o país. No Maine, o número de passageiros do sistema público de ônibus de Bangor aumentou 21% desde janeiro, segundo a administradora de trânsito Laurie Linscott. A maior parte do crescimento ocorreu nos horários de pico. “Comecei a observar os passageiros e a tentar identificar algum perfil demográfico”, disse Linscott. “Eram pessoas de todos os estilos de vida.” Gasolina como brinde Recentemente, motoristas esperaram mais de uma hora em um posto de gasolina da Califórnia, onde a agência de turismo Visit Las Vegas oferecia até US$ 100 (R$ 500,93) em combustível aos primeiros 100 clientes da fila para incentivar viagens à cidade. Mas poucos dos que compareceram pensavam em viajar nas férias. Robert Jackson, de El Segundo, disse que o combustível duraria apenas alguns dias. “Agora tenho que caminhar e pegar o trem”, afirmou. “É difícil, realmente é.” Segette Frank, de Los Angeles, disse que costumava fazer compras em várias regiões da cidade. “Agora fico por perto porque não quero ficar sem gasolina”, afirmou. Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$ 5.000 (R$ 25.046,50) em cartões de gasolina, de US$ 25 (R$ 125,23) cada, nas próximas semanas. O pastor Demetrius Davis afirmou que mais de 70 cartões já foram distribuídos após os cultos do Dia das Mães. “O transporte não é um luxo para muitas famílias”, disse ele. “É uma questão de sobrevivência.” Até agora, a crise não provocou aumento na compra de veículos elétricos, mas trouxe alívio para os motoristas desses modelos. John Stringer, presidente da Tesla Owners of Silicon Valley — grupo de entusiastas da marca —, publicou recentemente um vídeo no TikTok mostrando a placa de um posto de gasolina com preços altos. “Ah, cara, gostaria que esse fosse um problema com o qual eu tivesse que lidar”, diz Stringer, em tom de brincadeira, antes de virar a câmera para o Cybertruck. Embora tenha sido uma piada, Stringer afirma que o alívio é real. “Não sei qual foi a última vez que olhei os preços da gasolina, exceto para esse vídeo.” Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal
19/05/2026 16:12:09 +00:00
Panini vai atualizar figurinhas da seleção após convocação; veja quem entra e sai no álbum da Copa

Após convocação, coleção de figurinhas da Copa vai ser atualizada A Panini precisará atualizar as figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 após o anúncio oficial dos convocados para a seleção brasileira, na última segunda-feira (18). Em nota, a empresa confirmou que lançará um “pacote de atualização” com novas figurinhas, mas não deu mais detalhes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na véspera, o técnico Carlo Ancelotti anunciou os 26 convocados para representar o Brasil na Copa do Mundo deste ano, entre eles Neymar Jr., Igor Thiago, Rayan, Bremer e Endrick, e outros oito jogadores que não estão no álbum. COPA DO MUNDO: Veja a lista de convocados para a Seleção Brasileira Por outro lado, Bento, João Pedro, Éder Militão, Rodrygo e Estevão estavam inicialmente entre as figurinhas, mas não foram selecionados pelo técnico italiano para a Copa deste ano e devem ser substituídos pela Panini. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Mesmo sem detalhes sobre as substituições, alguns dos convocados por Ancelotti devem ficar de fora do álbum da Copa. Isso porque cada seleção tem espaço para apenas 20 figurinhas — uma com o escudo, outra com a equipe e 18 de jogadores. Quanto custa para completar o álbum? Como o g1 já mostrou, o álbum oficial tem versões vendidas de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que pode chegar a R$ 359,90. Já os pacotes de figurinhas custam R$ 7 e vêm com sete unidades cada. O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo que a pessoa consega trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil. ALBUM DA COPA: Veja onde comprar Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Neymar é convocado para a Copa do Mundo Reuters
19/05/2026 15:35:33 +00:00
Galípolo diz que uso de dinheiro de fraudes do Master 'chama atenção', mas minimiza risco ao sistema financeiro: '3ª divisão'

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou nesta terça-feira (19) que a liquidação do banco Master, feita pela autoridade monetária em novembro do ano passado por conta de indícios de irregularidades, não oferecia risco ao sistema financeiro. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele explicou que o banco Master era relativamente pequeno para oferecer um "risco sistêmico". Na mesma época, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos. "Concordo que isso está consternando as pessoas, não é o passivo [dívida do Master]. Mas o que foi feito com o dinheiro. Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico, é menor de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. O que se chama a atenção é o que se fazia com o dinheiro", declarou Galípolo, do Banco Central. Vídeos em alta no g1 Na última semana, foi revelado que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. E que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. O financiamento de Vorcaro ao filme de Jair Bolsonaro, entretanto, não foi citado diretamente pelo presidente do Banco Central. A Polícia Federal diz ter indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro pagou ao menos três viagens internacionais do senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressistas. O Banco Master também pagou mais de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Recorde de liquidações de instituições financeiras Por conta da liquidação do banco Master, o BC foi obrigado a liquidar outras instituições financeiras ligadas a ele. Segundo ele, a autoridade monetária liquidou 13 instituições desde 2025. "A gente está em um recorde, não que eu me orgulhe dele. Nós estamos com dificuldade em encontrar novos liquidantes de tantas instituições que nós liquidamos de 2025 para cá", disse o presidente do BC. Saída organizada do mercado Após o BC negar a compra do Master pelo BRB e antes de ser liquidado, em setembro do ano passado, Galípolo disse que Vorcaro propôs uma saída organizada do banco do mercado. "Ele estava dizendo que tinha um novo comprador. Nem banco era. De novo, esses investidores árabes já constavam de uma carta de setembro, quando há rejeição de compra pelo BRB. Ele disse que faria uma saída organizada do mercado, uma auto liquidação, passando para esse investidores árabes, que jamais eu tive conhecimento", afimou Galípolo. Questionado sobre reuniões realizadas por Daniel Vorcaro no Banco Central nos últimos anos, antes de ser preso, e da participação do ex-servidores da autoridade monetária nas irregularidades, Galípolo afirmou que quando há um banco com suspeita sobre atuações, com evidências e indícios de práticas inadequadas, a fiscalização faz um acompanhamento 'bem mais de perto". "Não acompanhei, mas ate 2024 meu mandato era de diretor de Politica Monetária. O BC não pode dizer que alguém cometeu fraude, só a justiça, Ministério público. Mas com as evidências que tínhamos, tinha que ter um acompanhamento mais perto. BC passou a impor uma serie de restrições", declarou Galípolo, chefe do BC. Autonomia do BC Para melhorar a governança e o controle do Banco Central sobre o sistema financeiro, o presidente Gabriel Galípolo pediu que o Senado Federal aprove o projeto que garante autonomia orçamentária à autoridade monetária. Com a mudança, o BC não dependeria mais do orçamento da União. “Se o Senado quer ajudar a governança do BC, aprova o projeto que está há 10 anos na Câmara e dá autonomia ao BC. Para ter recursos para competir com o sistema financeiro, que tem muitos recursos. Como automatizo processos e coloco mais gente sem pessoal?”, questionou. O presidente da autoridade monetária também pediu a aprovação do projeto que cria um regime de resolução bancária, aplicável pelo Banco Central a instituições financeiras e seguradoras que tenham dificuldades de orçamento. O objetivo seria atualizar essas regras de intervenção e liquidação do BC em instituições financeiras. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 19 de maio de 2026 Edilson Rodrigues/Agência Senado
19/05/2026 14:50:10 +00:00
EUA não têm pressa em prorrogar trégua comercial com China, diz Bessent

O governo de Donald Trump "não está com pressa" para estender a trégua comercial com a China sobre tarifas e minerais críticos, que termina em novembro. Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ainda haverá outras reuniões neste ano que podem servir para negociar a renovação do acordo. 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Em entrevista à Reuters nos bastidores de uma reunião de ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G7), nesta terça-feira (19), Bessent disse acreditar que a China aceitará a retomada das tarifas anteriormente aplicadas pelos EUA. Segundo o secretário, isso poderá ocorrer por meio de novas medidas previstas na Seção 301 da legislação comercial americana, desde que as alíquotas não sejam elevadas. Bessent afirmou ainda que, nos últimos meses, a China "conseguiu um acordo" com tarifas mais baixas após a decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas emergenciais globais impostas por Donald Trump. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal "Acho que não temos pressa em estender isso", declarou Bessent ao comentar a trégua tarifária firmada em novembro de 2025. "As coisas estão estáveis." O secretário acrescentou que a China "tem sido satisfatória, mas não excelente em termos de cumprimento de suas obrigações com relação aos minerais essenciais. Portanto, estamos vendo-os novamente". O presidente chinês, Xi Jinping, deve viajar a Washington em setembro para se reunir com Trump na Casa Branca. Antes desse encontro, Bessent disse que pretende se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para discutir detalhes das negociações comerciais. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participa da 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, Suíça Reuters
19/05/2026 14:34:45 +00:00
Presidente do BC nega rivalidade entre PIX e cartões e diz que sistema ampliou uso de crédito

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que não há rivalidade entre o PIX, sistema de pagamentos em tempo real da autoridade monetária, e os cartões de crédito. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele afirmou que a ferramenta do BC aumentou a chamada "bancarização" da população brasileira. 🔎Isso significa dizer que o uso do sistema acabou contribuindo para que o número de clientes de bancos crescesse, o que estimulou o volume de empréstimos via cartão de crédito. "O PIX incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter cartão de crédito. Pessoas imaginam que tem rivalidade entre o PIX e o cartão de crédito, mas a gente observa que não, que o cartão de crédito cresceu com a bancarização", declarou Galípolo. Vídeos em alta no g1 Em julho de 2025, o sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta a pedido do presidente Donald Trump. Relatório divulgado pela Casa Branca em abril deste ano ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. "O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders [partes interessadas] dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas", diz o documento do governo dos EUA. Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Menção indireta No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro. "O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época.
19/05/2026 13:41:44 +00:00
Putin chega à China mais dependente de Xi em comércio, tecnologia e finanças

Após visita de Donald Trump, líder chinês recebe Vladimir Putin. Quando os líderes de ambos os países se encontrarem em Pequim, esta semana, Rússia e China poderão, mais uma vez, celebrar sua parceria "sem limites" – expressão criada quando os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping se encontraram pouco antes da guerra na Ucrânia –, ainda que cada vez mais desigual. 📱Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Embora o comércio bilateral tenha enfraquecido em 2025 devido à queda dos preços do petróleo, as exportações de bens da Rússia para a China quase dobraram desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra da Ucrânia. Em 2024, a Rússia enviou cerca de 129 bilhões de dólares (R$ 645 bilhões) em mercadorias para a China – a grande parcela disso em forma de petróleo bruto, carvão e gás natural vendidos com grandes descontos. O think tank Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo calculou que a China comprou mais de mais de 319 bilhões de euros (R$ 1,86 trilhão) em combustíveis fósseis russos desde o início do conflito, fornecendo a Moscou moeda forte essencial para financiar seu setor militar em meio às sanções ocidentais. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Em troca, a China exportou quase 116 bilhões de dólares em bens para a Rússia, fornecendo máquinas, eletrônicos e veículos que substituíram fornecedores ocidentais que haviam deixado o mercado russo. Embora Pequim tenha evitado exportar diretamente equipamentos militares acabados para a Rússia, a China forneceu bilhões de dólares em produtos de uso dual – bens e tecnologias civis que também têm uso militar. Isso ajudou a sustentar a indústria de defesa russa. Enquanto Putin e Xi se preparam para se encontrar em Pequim esta semana para negociações de alto nível, marcando o 25º aniversário do tratado de cooperação entre os dois países, esse desequilíbrio crescente deixa Moscou cada vez mais vulnerável às prioridades de Pequim. Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Chiina, Xi Jinping, conversam durante reunião bilateral em Pequim, na China, em 4 de fevereiro de 2022 Alexei Druzhinin/Sputnik/Pool via AP Dependência russa da tecnologia chinesa As sanções ocidentais, impostas desde 2022 e continuamente reforçadas, cortaram o acesso da Rússia a tecnologias avançadas do Ocidente. Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido proibiram exportações de semicondutores, microeletrônica, máquinas-ferramenta de precisão e outros bens de uso dual essenciais para a produção de armamentos. Essas medidas criaram escassez severa na Rússia. Em resposta, Moscou recorreu à China, que, segundo a agência de notícias Bloomberg, forneceu cerca de 90% das importações russas de tecnologia sancionada em 2025 – acima dos 80% do ano anterior. A obtenção de bens como máquinas para montagem de mísseis e drones tornou-se muito mais difícil e cara do que antes da guerra. A Rússia precisa usar redes complexas de evasão via outros países e frequentemente acaba pagando quase 90% acima dos preços pré-guerra. Pequim também forneceu à Rússia inteligência de observação da Terra, imagens de satélite para fins militares e drones, informou a Bloomberg no ano passado. A tecnologia chinesa permitiu que a Rússia sustentasse e até expandisse sua produção de mísseis, drones e outros armamentos, mantendo a economia de guerra em funcionamento. Negociações em yuan À medida que a guerra na Ucrânia avançava, EUA, UE e aliados expulsaram grandes bancos russos do sistema de pagamentos Swift e congelaram aproximadamente 300 bilhões de dólares em reservas do Banco Central russo mantidas no exterior. Isso transformou o sistema financeiro dominado pelo dólar numa ferramenta contra o Kremlin, tornando transações em dólar ou euro arriscadas ou impossíveis. A medida também expôs bancos, indivíduos e entidades estrangeiras a sanções secundárias caso continuassem trabalhando com entidades russas sancionadas. Em resposta, Moscou e Pequim aceleraram a chamada "desdolarização", ou seja, a substituição do dólar por suas moedas nacionais. Segundo o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, no final do ano passado mais de 99% do comércio bilateral já era liquidado em rublos e yuans. Essa tendência foi reforçada pelo grupo Brics, que promove pagamentos em moedas locais entre seus quase 12 membros e até propôs planos para uma moeda única do bloco. A chamada "yuanização", porém, criou novas dependências. A Rússia agora enfrenta escassez ocasional de yuans, custos de empréstimos mais altos e precisa aceitar a posição dominante de Pequim nas negociações. A China não tenta substituir o dólar de imediato, mas o uso mais amplo do yuan aumenta sua influência econômica global. Países que mantêm reservas ou tomam empréstimos em yuan tornam-se mais ligados à economia e à política monetária chinesas. Influência crescente Muitos analistas especializados nas relações Rússia-China acreditam que a influência de Pequim sobre Moscou tende a crescer ainda mais nos próximos anos. Durante a visita de Putin à China, espera-se que o presidente russo pressione por avanços em novos gasodutos e na ampliação dos existentes, o que fortaleceria tanto as receitas de exportação da Rússia quanto a segurança energética da China. A ampliação da capacidade de dutos para a China "aumentaria significativamente a segurança energética de Pequim num cenário de crise em Taiwan", afirmou o analista Joseph Webster, do think tank Atlantic Council, referindo-se às repetidas ameaças da China de invadir Taiwan, o que poderia levar a sanções ocidentais contra Pequim ou até a um bloqueio naval dos EUA que interromperia as importações de petróleo por via marítima. O Kremlin está particularmente interessado em concluir o projeto do gasoduto Power of Siberia 2, há muito atrasado, que poderia fornecer até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano à China via Mongólia. O projeto segue parado por divergências sobre preços e detalhes técnicos. O interesse de Pequim por fornecimento confiável de energia via terra aumentou após as interrupções no Estreito de Ormuz durante a guerra no Irã. No entanto, qualquer avanço nesses planos aumentaria ainda mais a dependência energética da Rússia em relação à China. A cúpula entre Putin e Xi também ocorre poucos dias após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, na qual Washington e Pequim buscaram estabilizar relações em comércio, tecnologia e questões globais após anos turbulentos. Uma melhora nas relações EUA-China, porém, não favoreceria Putin, reduzindo o incentivo da China para se alinhar totalmente à Rússia contra o Ocidente, enquanto Pequim prioriza a proteção de seus grandes interesses econômicos com os EUA e a Europa.
19/05/2026 13:20:40 +00:00
Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8%

Produção de café arábica da Cooxupé atende a rigorosas exigências do mercado que busca por produtos cada vez mais sustentáveis – Crédito: Divulgação ]Crédito: Divulgação As exportações mundiais de café verde — grão ainda não torrado comercializado no mercado internacional — cresceram 0,8% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, alcançando 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (19) pela Organização Internacional do Café. O resultado reflete desempenhos distintos entre os principais tipos de café negociados no mercado global. 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O robusta, variedade mais usada em cafés solúveis e misturas, registrou forte expansão, enquanto parte do mercado de arábica apresentou desempenho mais moderado ou até retração. As exportações de robusta avançaram 24% em relação a março do ano passado e atingiram o recorde de 5,52 milhões de sacas. O principal impulso veio do Vietnã, maior produtor mundial da variedade, cujos embarques cresceram 30,3% no período. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Já a categoria chamada de “outros suaves”, que reúne cafés arábica produzidos em países da América Central, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, registrou alta de 0,9%, para 2,59 milhões de sacas. Na Colômbia, as exportações de arábicas suaves caíram 33,8%, para 880 mil sacas, em meio a dificuldades de abastecimento interno. No caso do Brasil, o recuo ocorreu nas exportações de arábicas naturais, categoria que representa uma das principais especialidades do país no comércio internacional. Esse tipo de café pertence à variedade arábica, conhecida pelo maior valor agregado e pela ampla utilização em cafés de melhor qualidade. As exportações brasileiras desse segmento caíram 16,8% em março, para 2,71 milhões de sacas.
19/05/2026 12:58:39 +00:00
Novo foguete da SpaceX, de Elon Musk, encara voo crucial antes de estreia na bolsa

Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, foguete de nova geração da empresa. Será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante tanto para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial quanto para a aguardada chegada da empresa à bolsa de valores. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas para futuras missões à Lua e a Marte. Por isso, o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), processo em que uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. O foguete é peça central da estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas. Esses planos sustentam a avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para a empresa no IPO. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal “Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook. A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de marcar a estreia da Starship V3, o teste será o primeiro realizado em uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente. O que mudou na nova versão A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o foguete propulsor Super Heavy, responsável por impulsionar o conjunto nos primeiros minutos de voo. Uma das principais mudanças está no Super Heavy, que teve os 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais potência com uma estrutura mais leve. A parte superior da nave também foi aprimorada para missões de longa duração. Entre as novidades estão sistemas que permitirão o acoplamento entre espaçonaves, o reabastecimento em órbita e maior capacidade de manobra. Como será o teste Starship faz belas imagens da Terra antes de pousar no Oceano Índico Reprodução/SpaceX A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar nenhuma das duas partes do foguete nesta missão. Ainda assim, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes da queda dos estágios no mar. O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem. Já a Starship deve concluir o voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico. Antes da reentrada na atmosfera, a nave deverá liberar 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico da espaçonave e transmitir dados para os operadores em solo. Teste é acompanhado de perto por investidores A cultura de engenharia da SpaceX se baseia em realizar testes frequentes, mesmo com risco de falhas, e usar os resultados para aperfeiçoar rapidamente os veículos. Por isso, o mercado acompanhará com atenção o desempenho da Starship V3. Um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está cada vez mais próximo de entrar em operação comercial. Lua, Marte e a nova corrida espacial Elon Musk afirmou, há um ano, que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026. O foguete também faz parte de um contrato superior a US$ 3 bilhões firmado com a NASA no programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década. Esses planos colocam a Starship no centro de uma nova corrida espacial com a China, que pretende realizar o próprio pouso tripulado na Lua em 2030.
19/05/2026 12:39:30 +00:00
Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã

Safra de noz-pecã deve ser recorde este ano O Rio Grande do Sul, responsável por 90% da noz-pecã consumida no Brasil, deve ter uma safra recorde em 2026. A projeção da Emater/RS-Ascar é que a colheita atinja 8 mil toneladas, um aumento expressivo em comparação às 5,2 mil toneladas da safra passada. As condições climáticas favoráveis são o principal motivo para o otimismo, segundo o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani. "Tivemos precipitação em momentos adequados, que permitiram que a gente tivesse essa supersafra que a gente está observando agora", explica. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Dias de sol e ventos leves durante a brotação e a floração também proporcionaram uma ótima condição de produtividade. A colheita, que segue até junho, é feita de forma mecanizada. Máquinas balançam as nogueiras para que os frutos caiam. Uma fazenda em Santa Maria, na Região Central, cultiva 20 mil pés em 120 hectares. Após colhida, a noz passa por limpeza, seleção e classificação por tamanho. O produtor Eduardo Klumb destaca que, além do clima, o manejo é fundamental. "Aprendemos na cultura da pecã que você tem que não só aproveitar o ano da alternância, mas também adubar e usar os defensivos", afirma. Os municípios com as maiores áreas de cultivo no estado são Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria. O bom rendimento dos pomares deve incentivar novos produtores e ampliar mercados. Atualmente, a Itália é a maior compradora da noz-pecã gaúcha. A expectativa do setor é de crescimento contínuo. "Nós dispomos aqui dentro do Rio Grande do Sul de 8 mil a 9 mil hectares já plantados de Nogueira Pecã. Acreditamos que até 2030 o Brasil todo vai estar produzindo acima das 15 mil toneladas de noz pecan", projeta o presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Claiton Wallauer. O bom retorno financeiro da cultura tem sido um estímulo para a expansão da atividade no estado. "A gente observa que quem começa a cultivar geralmente tem um bom retorno e acaba ampliando a área, e estimula outros também a iniciarem essa atividade", conclui o gerente da Emater. Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS V
19/05/2026 12:09:41 +00:00
Ibovespa cai aos 174 mil pontos e tem menor patamar desde janeiro, de olho em quadro eleitoral do Brasil

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão desta terça-feira (19) em queda de 1,52%, aos 174.279 pontos, no menor patamar desde 22 de janeiro (175.589 pontos). Já o dólar teve alta de 0,85%, cotado a R$ 5,0405. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, o cenário eleitoral ficou no radar dos investidores. Nesta terça, uma pesquisa AtlasIntel mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno, após a divulgação de áudios em que o parlamentar pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. 🔎 Em abril, antes dos áudios, Flávio tinha 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% de Lula. Agora, o petista aparece com 48,9%, enquanto o senador caiu para 41,8%. O episódio aumenta a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Lula. Com isso, cresce a percepção de continuidade do atual governo, o que afeta as expectativas sobre as contas públicas e pode mexer com o dólar e a bolsa. ▶️ Pela manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou que a liquidação do banco Master, feita pela autoridade monetária em novembro do ano passado por conta de indícios de irregularidades, não oferecia risco ao sistema financeiro. Ainda assim, o banqueiro reforçou que o BC precisou liquidar 13 instituições desde o início do escândalo. ▶️ Já no exterior, as incertezas sobre as negociações de paz no Oriente Médio mais uma vez mexeram com os mercados financeiros. Nesta terça, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que havia planejado um ataque a Teerã, mas cancelou após a intervenção de países árabes. De acordo com o republicano, o Irã tem mais "um ou dois dias" para apresentar uma nova proposta de paz. Com isso, os preços do petróleo recuavam na sessão, em meio à continuidade do cessar-fogo. Perto das 17h, o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha queda de 0,62%, cotado a US$ 111,40 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,82%, a US$ 107,77. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: +1,79%; Acumulado do ano: -8,17%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,70%; Acumulado do mês: -6,96%; Acumulado do ano: +8,16%. Flávio Bolsonaro admite reunião com Vorcaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de "botar um ponto final na questão" do financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do senador do PL. "Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco" , disse Flávio. O senador havia pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. 🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade. O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição. A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores. Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior. A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário. ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa. Proposta de paz segue em impasse no Oriente Médio A guerra entre EUA, Israel e Irã segue em clima de tensão, mas com negociações em andamento. O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que acreditam em um possível acordo de paz. 🔎 Mesmo com a pausa, Trump disse que os militares americanos continuam prontos para atacar caso as negociações fracassem. O principal impasse envolve o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial. O Irã respondeu dizendo que suas forças estão em “alerta máximo” e prometeu reação rápida e forte a qualquer nova ofensiva dos EUA. (Veja o que cada lado exige para o fim da guerra no Oriente Médio) Nos Estados Unidos, a guerra vem desgastando politicamente Trump. Pesquisas recentes mostram um aumento da rejeição popular ao conflito e queda na aprovação do presidente, principalmente por causa dos impactos econômicos e do medo de uma escalada militar maior. Galípolo em audiência no Senado Banco Master Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação do Banco Master não representava risco sistêmico para o sistema financeiro, por se tratar de uma instituição de pequeno porte dentro do setor bancário. Ele disse, no entanto, que o caso chama atenção pelo uso dos recursos do banco, alvo de investigações envolvendo operações suspeitas e pagamentos a diferentes pessoas e entidades. 🔎 Segundo ele, a atuação do BC nesses casos envolve reforço de fiscalização quando há indícios de irregularidades, embora a responsabilização dependa da Justiça. 🏦 Galípolo também defendeu mudanças na governança do Banco Central, como a autonomia orçamentária da instituição e a criação de um regime específico de resolução bancária para lidar com instituições em dificuldade. Pix Na audiência, o presidente do BC também afirmou que não há rivalidade entre o Pix e os cartões de crédito. Segundo ele, o sistema ampliou a bancarização no país e acabou também impulsionando o uso de cartões. Galípolo destacou ainda que a expansão do Pix não reduziu o crédito, mas ocorreu junto ao crescimento da base de clientes e das operações com cartão. O tema voltou a ganhar atenção após discussões nos EUA sobre possíveis impactos do sistema em empresas de meios de pagamento. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices dos EUA fecharam em queda nesta terça-feira, com investidores preocupados com a queda das ações de tecnologia, o aumento dos juros dos títulos públicos americanos e as tensões no Oriente Médio. Enquanto o Dow Jones caiu 0,65%, o S&P 500 registrou perdas de 0,67% e o Nasdaq recuou 0,84%. O mercado também aguarda o balanço da Nvidia, maior empresa do mundo em valor de mercado, que divulgará seus resultados trimestrais após o fechamento dos mercados na quarta-feira (20). Na Europa, as ações fecharam em leve alta, com investidores recebendo bem as notícias de que os EUA teriam suspendido um ataque ao Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou com ganho de 0,2%. Já entre os principais índices da região, o alemão DAX subiu 0,38%, enquanto o CAC-40, de Paris, perdeu 0,07% e o Financial Times, de Londres, avançou 0,07%. Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta, puxadas por ações de tecnologia e semicondutores, com investidores otimistas sobre empresas ligadas à inteligência artificial. O índice de Xangai subiu 0,92%, aos 4.169 pontos, o CSI300 avançou 0,40%, aos 4.852 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,48%, aos 25.797 pontos. O mercado asiático também reagiu às tensões no Oriente Médio e à fala de Donald Trump sobre o adiamento de um ataque ao Irã. No restante da Ásia, por exemplo, o Nikkei caiu 0,44% no Japão, enquanto Singapura e Austrália registraram altas de 1,51% e 1,17%, respectivamente. China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais Jornal Nacional/ Reprodução
19/05/2026 12:00:07 +00:00
Sob pressão de Trump, União Europeia corre para reduzir tarifas sobre produtos dos EUA

Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters Negociadores da União Europeia devem fechar um acordo nesta terça-feira (19) para eliminar tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos. A medida busca colocar em prática o acordo comercial fechado no ano passado e evitar que o presidente Donald Trump imponha tarifas mais altas sobre produtos europeus. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Pelo acordo firmado em julho do ano passado no resort de golfe de Trump em Turnberry, na Escócia, a União Europeia se comprometeu a zerar as tarifas sobre produtos industriais americanos e a facilitar a entrada de produtos agrícolas e pesqueiros dos EUA. Em troca, os Estados Unidos passariam a cobrar uma tarifa de 15% sobre a maior parte dos produtos europeus. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Quase 10 meses depois, porém, o acordo ainda depende da aprovação de um texto legal pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, órgão que representa os governos do bloco. O principal ponto de divergência é a criação de mecanismos de proteção para o caso de Trump decidir abandonar o compromisso. Representantes do Parlamento e do Conselho se reúnem nesta terça em uma rodada decisiva. Parlamentares envolvidos nas negociações afirmam que a expectativa é concluir um entendimento até o fim do dia ou nas primeiras horas de quarta-feira. Trump afirmou que poderá impor tarifas ainda mais altas sobre produtos europeus, incluindo automóveis, caso a União Europeia não cumpra sua parte até 4 de julho. O presidente já havia ameaçado elevar a tarifa sobre carros europeus de 15% para 25%. A tramitação da proposta foi interrompida duas vezes por parlamentares europeus. As pausas ocorreram após ameaças de Trump de sobretaxar aliados que não apoiassem sua proposta de compra da Groenlândia e depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou suas tarifas globais.
19/05/2026 11:51:42 +00:00
Volkswagen avalia ceder fábricas ociosas para montadoras chinesas

Fábrica da Volkswagen em Emden, na Alemanha Lars Penning/dpa/picture alliance via DW Diante de uma das maiores crises da sua história, a Volkswagen estuda liberar parte das linhas de produção ociosas em fábricas baseadas na Alemanha para montadoras chinesas de veículos elétricos. Um dos focos dessa mudança pode ser uma planta em Zwickau, no estado da Saxônia, no leste da Alemanha. Semana passada, o secretário saxão de Economia, Dirk Panter, afirmou que a "China é uma oportunidade" e que, "se vermos essa chance, devemos aproveitá-la". Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo "Nosso critério não é a ideologia, mas a viabilidade industrial futura e a segurança dos postos de trabalho da Volkswagen na Saxônia", afirmou o secretário. A planta em Zwickau foi fruto de um aporte de 1,5 bilhão de euros, em 2019, para que fosse utilizada exclusivamente para a produção de veículos elétricos. No entanto, a fábrica nunca atingiu toda a capacidade e a ideia agora é que algumas linhas de produção possam ser utilizadas por fabricantes chineses, como forma de preservar postos de trabalho. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Recentemente, o governador do estado alemão da Baixa Saxônia, Olaf Lies, também se mostrou aberto à possibilidade de chineses produzirem modelos em plantas ociosas da Volkswagen. A posição de Lies tem maior peso, já que o estado da Baixa Saxônia detém 20% das ações do grupo Volkswagen. "São declarações que, há apenas alguns anos, teriam sido consideradas heresia em Wolfsburg [sede mundial da Volkswagen]", apontou uma análise publicada nesta semana pelo semanário alemão Die Zeit. "Por décadas, a Alemanha exportou sua tecnologia automotiva para a China; hoje, a indústria alemã discute trazer tecnologia e marcas chinesas para suas próprias fábricas. A razão: as fábricas alemãs e europeias já não operam com capacidade suficiente em muitos lugares, colocando em risco dezenas de milhares de empregos", prosseguiu o jornal. A Volkswagen vem enfrentando problemas com a transição para os carros elétricos, que está ocorrendo mais lentamente do que planejado. Por outro lado, montadoras chinesas estão entrando com força no mercado europeu, cuja produção vem sofrendo com a política tarifária dos Estados Unidos e com os altos custos de energia e com mão de obra no continente. Além, disso, a Volkswagen, que registrou uma queda de 44% no lucro líquido em 2025, anunciou um plano de reestruturação com o corte de 50 mil postos de emprego na Alemanha até 2030 com o objetivo de enxugar os custos. Conversas com a China ocorrem desde 2024, diz jornal Uma reportagem do jornal alemão Handelsblatt, publicada nesta segunda-feira (18/05), afirma que as conversas com montadoras chinesas que poderiam utilizar as estruturas da Volkswagen vêm ocorrendo desde 2024. Citando quatro fontes internas em anonimato, o periódico afirma que foram discutidas colaborações com a SAIC, estatal chinesa e parceira da Volkswagen no país asiático, que poderia utilizar uma fábrica em Emden, no noroeste do país. À época, no entanto, as negociações não tiveram sucesso, acrescenta o Handelsblatt. A continuidade das operações na planta de Emden foi, junto com a de Zwickau, colocada em dúvida em 2024 pelo CEO da Volkswagen, Oliver Blume, que também citou mais duas fábricas sob risco: a de Hannover e a Neckarsulm, da marca Audi. Nesse contexto, o grupo está analisando vários cenários. Uma possibilidade seria trazer mais tecnologia e modelos das operações da Volkswagen na China para a Europa. Outra seria disponibilizar a capacidade ociosa para parceiros chineses da montadora, como a Xpeng, com a qual a VW já desenvolveu modelos conjuntos e na qual o grupo alemão detém participação de 5%. Ainda segundo o jornal Handelsblatt, a direção da Volkswagen rejeita por enquanto a ideia de que montadoras que não são ligadas ao grupo, como a BYD, adquiram fábricas inteiras da montadora alemã. Receio de espionagem industrial Na última quarta-feira (13/05), o secretário de Economia da Saxônia defendeu o investimento chinês na indústria automotiva local durante sessão na Assembleia estadual. Membros de outros partidos, no entanto, advertiram para os possíveis riscos da presença estrangeira na indústria local. "A China é um dos Estados mais agressivos do mundo quando se trata de espionagem. Vou dizer isso claramente. Não são segredos", afirmou o deputado estadual Wolfram Günther. O parlamentar acrescentou que as negociações entre Saxônia e Taiwan no setor de semicondutores podem ser um complicador a mais. "Isso também pode gerar grandes desafios, se a China continental tiver algum envolvimento aqui, pois sabemos o que está em jogo e quais são as linhas de conflito", complementou ele. Já a líder da bancada do partido A Esquerda, Susanne Schaper, citou a empresa SRW metalfloat, de reciclagem e gestão de resíduos, que tem sede na Saxônia e é controlada por acionistas chineses. "Trabalhadores e o sindicato relataram confrontos duros com o proprietário chinês. E falaram sobre a recusa ao diálogo e uma compreensão do trabalho que é incompatível com a nossa. Não podemos esquecer experiências como essas quando falamos de participação ou joint ventures", declarou Schaper. "A ideia é provocadora: fábricas alemãs, trabalhadores alemães qualificados, tradição de engenharia alemã — mas marcas chinesas e tecnologia chinesa. O debate toca em um ponto nevrálgico, pois é mais do que apenas uma questão de política industrial; diz respeito também à imagem que a Alemanha tem de si como nação produtora de automóveis", apontou o jornal Die Zeit.
19/05/2026 10:44:00 +00:00
Por que o canal do Panamá é o grande beneficiário da crise no estreito de Ormuz

O canal do Panamá se transformou em uma rota marítima alternativa ao longo do estreito de Ormuz Getty Images via BBC Quando um conflito explode, sempre há alguém que lucra. Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as empresas que vendem petróleo e gás, os grandes bancos de investimento e a indústria armamentista estão entre os principais beneficiados. O canal do Panamá também saiu ganhando com o fechamento do estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o transporte de combustível no mundo. "O conflito e a insegurança em Ormuz obrigaram o desvio de rotas e a busca por alternativas seguras", explicou à BBC Mundo Eduardo Lugo, presidente e diretor-executivo da consultoria Maritime & Logistics Consulting Group. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Uma dessas alternativas é o canal panamenho, cujo tráfego aumentou cerca de 11% após o início do conflito, embora, nos dias de maior demanda, a passagem de navios pela via marítima tenha chegado a crescer 20%, segundo a Autoridade do canal do Panamá. E, assim como cresceu a demanda pelo uso do canal, também aumentaram os preços. As tarifas pagas pelos navios dependem do tamanho da embarcação, do volume da carga e do tipo de produto transportado. Um navio de transporte de gás, por exemplo, chegou a pagar US$ 4 milhões para atravessar a hidrovia. Embora esse tenha sido um caso excepcional, alguns preços para cruzar o canal dobraram porque existe um sistema de leilão de vagas que permite que empresas sem reserva antecipada consigam atravessar mais rapidamente. Nesse mecanismo, o preço final pago por uma companhia está diretamente ligado à urgência de chegar ao destino. O diretor financeiro da Autoridade do canal do Panamá, Víctor Vial, disse à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) que o aumento do tráfego e os recursos adicionais obtidos nos leilões indicam que o crescimento da receita "ficará entre 10% e 15%, embora ainda seja preciso ver quanto tempo essa situação vai durar". Diante de um cenário tão imprevisível, Vial alertou que, quando acontecem situações desse tipo, "as coisas mudam muito rápido" e, por isso, "ainda não estamos fazendo contas nem alterando nossas projeções para o ano". Os Estados Unidos são um dos países que utilizam o canal do Panamá para transportar seus produtos para os países asiáticos Bloomberg via Getty Images/BBC Os compradores asiáticos Em meio à crise energética, os navios que transportam petróleo e gás natural liquefeito vêm deslocando parcialmente, nas últimas semanas, os porta-contêineres, navios frigoríficos e cargueiros de grãos, à medida que compradores impulsionam a demanda por petróleo bruto. "O que realmente está acontecendo é que a energia proveniente dos Estados Unidos está substituindo os volumes que antes eram enviados para a Ásia a partir de cargas vindas do Golfo", explica Marc Gilbert, líder global do Centro de Geopolítica do Boston Consulting Group (BCG), uma das principais consultorias de transporte marítimo, cargas e logística. As cargas de petróleo americano que passam pelo canal do Panamá estão próximas de atingir o nível mais alto em quatro anos, enquanto refinarias asiáticas tentam garantir abastecimento em meio a um conflito cujo fim ninguém sabe quando virá. Usar o canal aumentou os custos do transporte marítimo por vários motivos, disse Gilbert à BBC News Mundo. A viagem dos Estados Unidos até destinos asiáticos é muito mais longa, o pedágio de passagem é mais alto e os atrasos crescentes nas eclusas do canal, aponta o especialista, tornam a operação mais cara em comparação com o trajeto pelo estreito de Ormuz. O que essa situação está mostrando, diz Gilbert, é que, quando uma rota marítima falha, todo o sistema precisa se adaptar. Nessas circunstâncias, afirma, as empresas precisam prestar mais atenção à diversificação não apenas das rotas marítimas, mas de todos os meios de transporte utilizados. Além disso, este é o momento de revisar a capacidade de armazenamento e formação de estoques, além de incorporar tecnologias para compartilhar instantaneamente dados sobre a localização dos navios. Assim como ocorreu durante a pandemia e como acontece agora com a guerra no Irã, o equilíbrio das cadeias globais de abastecimento pode ser frágil — e qualquer ruptura provoca efeitos difíceis de prever. A importância do canal para a economia do Panamá Embora não seja a principal fonte de riqueza do país, o canal do Panamá é um dos seus grandes motores econômicos. Por esta via de apenas 80 quilômetros de largura, que conecta o Atlântico com o Pacífico, transita cerca de 3% de todo o comércio marítimo global. O canal e as atividades comerciais que giram em torno dele são um dos motores econômicos do país. AFP via Getty Images/BBC Na história recente, o canal passou por momentos difíceis, como em 2023, quando o país enfrentou uma seca sem precedentes que afetou o tráfego marítimo. Hoje, porém, o clima tem jogado a seu favor, e as chuvas permitiram responder melhor ao aumento repentino da demanda provocado pela guerra no Irã. E, quando o canal obtém melhores resultados, a economia panamenha se beneficia. Isso acontece porque a Constituição do Panamá estabelece que o canal deve transferir todos os anos ao Tesouro Nacional seus excedentes econômicos — ou seja, os lucros líquidos — depois de cobrir custos de operação, investimentos, funcionamento e manutenção, entre outros. No ano fiscal de 2025, o canal gerou receitas de cerca de US$ 5,7 bilhões. Desse total, a contribuição direta aos cofres públicos panamenhos foi de aproximadamente US$ 3 bilhões. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Panamá, o canal representou uma contribuição direta de 3,4%. À primeira vista, pode não parecer tanto, mas os benefícios que a rota marítima traz ao país também incluem contribuições indiretas relacionadas a toda a indústria logística que gira em torno do canal, além das atividades portuárias e ferroviárias e do comércio gerado pela Zona Livre de Colón. Embora o comércio seja a espinha dorsal da economia panamenha, o canal é uma peça fundamental para o funcionamento de toda essa engrenagem. E, se neste ano gerar mais receitas e maiores lucros líquidos do que no passado, o país receberá uma injeção de recursos que não estava prevista — transformando a crise no Oriente Médio em uma oportunidade.
19/05/2026 10:18:45 +00:00
Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa: 'Ele dizia que resolveria tudo'

Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa O sonho da casa própria terminou em dívida e obra abandonada para Guilherme Both e Bruna Both. O casal afirma ter sido vítima de um esquema envolvendo uma construtora e um funcionário da própria Caixa Econômica Federal durante um financiamento habitacional no Rio Grande do Sul. Segundo eles, a relação próxima entre o empresário e a agência bancária ajudou a transmitir confiança durante todo o processo. Fim do sonho da casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa 'Ele estava dentro da agência' Em 2022, Guilherme e Bruna contrataram um financiamento de R$ 290 mil pela Caixa para construir a casa onde planejavam formar a família. Quem apresentou a construtora ao casal foi Pedro André Marchesi Cecegolo, apontado pelas vítimas como dono da empresa responsável pela obra. Segundo os relatos, ele também trabalhava na agência da Caixa onde o contrato foi assinado, na cidade de Alvorada (RS). O casal diz que o empresário se apresentava como alguém capaz de “facilitar” o processo do financiamento. “Ele dizia que conseguia ajeitar tudo, encaminhar tudo”, relatou Guilherme. Mesmo sem participar diretamente do atendimento no dia da assinatura do contrato, Pedro André estava dentro da agência e teria cumprimentado o casal após a aprovação do financiamento. Segundo Guilherme, funcionários do banco usavam até canecas da construtora sobre as mesas da agência. Relatórios apontavam avanço que não existia A obra começou, e os recursos do financiamento passaram a ser liberados pela Caixa conforme relatórios de andamento apresentados ao banco. Mas, segundo o casal, os documentos não correspondiam à realidade da construção. Planilhas enviadas à Caixa indicavam que itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas estavam praticamente concluídos. Ao visitar o imóvel, porém, Guilherme afirma ter encontrado apenas parte da estrutura levantada. “Esquadrias, 25%. Não tinha nenhuma. Instalações elétricas, 75%. Não tinha nada”, contou. Segundo o casal, a construtora recebeu mais de R$ 200 mil do financiamento antes de abandonar a obra. Pedido de mais dinheiro levantou suspeitas Guilherme afirma que começou a desconfiar do esquema quando a construtora pediu valores extras alegando que o dinheiro do financiamento não seria suficiente para concluir a casa. Foi então que ele decidiu acessar os documentos enviados à Caixa e percebeu as inconsistências entre os relatórios e o estado real da obra. Pouco tempo depois, a construção foi interrompida. Além da dívida com o banco, o casal afirma ter perdido cerca de R$ 62 mil pagos diretamente à construtora como entrada. 'Nosso sonho virou um pesadelo' Sem conseguir entrar na casa própria, Guilherme e Bruna dizem que enfrentam consequências financeiras e emocionais até hoje. “Nosso sonho era ter a nossa casa. Virou um pesadelo”, afirmou Bruna. Segundo ela, o impacto foi tão grande que precisou buscar tratamento psicológico após o ocorrido. Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa Reprodução/TV Globo Funcionário foi demitido Clientes denunciaram o caso à ouvidoria da Caixa. Pedro André Marchesi Cecegolo foi demitido por justa causa do banco, mas nega irregularidades e diz não ter causado prejuízo financeiro à instituição. Em nota, a Caixa afirmou que qualquer conduta de empregados em desacordo com o código interno é investigada e pode resultar em punições. O banco também informou que, nesse modelo de financiamento, cabe ao cliente administrar financeiramente a obra e contratar a construtora responsável. Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
19/05/2026 07:01:45 +00:00
Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista

Neymar e mais 25: Ancelotti divulga convocados do Brasil para a Copa A lista de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026, divulgada nesta segunda-feira (18), serviu como um esquenta do clima que deve tomar conta do país no próximo mês. O calendário da seleção brasileira também já está definido e os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, em um sábado. Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis. Veja abaixo. Jogos do Brasil na fase de grupos: 13 de junho, sábado (19h): Brasil x Marrocos - NY 19 de junho, sexta-feira (22h): Brasil x Haiti - Filadélfia 24 de junho, quarta-feira (19h): Brasil x Escócia - Miami Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir, o que significa mais partidas em dia de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México. A confirmação do calendário reacendeu um movimento familiar aos torcedores brasileiros. A cada edição, trabalhadores começam a se planejar, ajustam compromissos e tentam conciliar a paixão pelo futebol com a rotina profissional. No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada, mas essa não é uma obrigação legal. Como não existe uma regra, muita gente fica sem saber como agir e teme ser surpreendida por descontos, exigência de compensação ou até punições disciplinares. ➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa. Folga ou não? O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo. Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição. A liberação de funcionários, quando ocorre, depende exclusivamente da decisão da empresa. Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório Marcelo Brandt/G1 Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente. Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra. Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho. O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente. A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa. Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”. Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente. Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado. Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa. O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana Marcos Serra Lima/g1 Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido. Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos. Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência. Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina. “Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma. Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes. Seleção brasileira vence amistoso contra Senegal Isabel Infantes/Reuters
19/05/2026 07:01:18 +00:00
'Menino Ney': até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Neymar - Estadio Urbano Caldeira, Santos, Brasil - 10 de maio de 2026 REUTERS/Thiago Bernardes do Santos Extremamente talentoso, reconhecido no mercado, dono de um currículo invejável e capaz de resolver problemas que poucos conseguem. Ao mesmo tempo, alguém que já não entrega os mesmos resultados de antes, acumula polêmicas, divide a atenção com projetos paralelos e frequentemente provoca desgaste dentro do grupo. ⚽ No futebol, esse debate tem nome e sobrenome: Neymar Jr. Sem jogar pelo Brasil desde 2023, o atacante já sofreu uma série de lesões durante partidas de futebol e virou manchete mais de uma vez por polêmicas envolvendo a sua vida pessoal e postura profissional. Ao mesmo tempo, o atacante continua extremamente relevante fora dos gramados. Neymar mantém forte presença comercial e publicitária, participa frequentemente de campanhas, tem enorme influência nas redes sociais e é embaixador de uma plataforma de apostas online. 🤔 Mas a discussão ultrapassa o futebol. O exemplo de Neymar pauta a pergunta que muitas empresas passaram a fazer: vale a pena contratar um “Neymar corporativo”? Para gestores e especialistas em recursos humanos ouvidos pelo g1, a resposta deixou de ser simples. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O mercado ainda aceita 'gênios difíceis'? Durante décadas, empresas aceitaram — e muitas vezes celebraram — profissionais considerados “gênios difíceis”. Eram executivos brilhantes, vendedores agressivos, criativos temperamentais ou especialistas técnicos vistos como indispensáveis. Em muitos ambientes corporativos, comportamentos arrogantes ou explosivos eram relativizados porque o desempenho compensava o desgaste causado. Hoje, esse cenário mudou bastante, explicam especialistas. Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, empresa do Talenses Group especializada em vagas de início de carreira, afirma que o mercado passou a valorizar mais a capacidade de entrega sustentável e o comportamento dentro das equipes do que apenas o talento individual. “Um profissional extremamente talentoso pode ser um ativo importante, mas o mercado atual valoriza cada vez mais fatores como desempenho, colaboração e capacidade de trabalhar em equipe. O talento abre portas, mas o que sustenta uma carreira é a entrega consistente”, afirma. Segundo Rodrigo, as empresas perceberam que profissionais tecnicamente brilhantes também podem gerar custos invisíveis elevados. O problema é que esses impactos raramente aparecem de imediato em planilhas ou indicadores financeiros. Eles surgem no clima organizacional, na motivação da equipe, no aumento de conflitos internos e até na perda silenciosa de profissionais consistentes, que passam a se sentir desvalorizados. “As companhias entenderam que uma pessoa muito brilhante tecnicamente pode gerar um custo elevado para o ambiente de trabalho. Nenhum talento individual deveria comprometer a saúde de uma equipe”, diz. Essa mudança de mentalidade acompanha uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. Nos últimos anos, temas como saúde mental, retenção de talentos, cultura organizacional e colaboração passaram a ocupar um espaço central nas empresas. Em ambientes mais colaborativos — especialmente startups, empresas de tecnologia e multinacionais —, o profissional que entrega individualmente, mas gera tensão constante ao redor, passou a ser visto de forma diferente do que era no passado. Rodrigo afirma que profissionais “estrela” que recebem tratamento diferenciado sem manter resultados consistentes podem afetar diretamente o restante da equipe. “Quando um profissional recebe privilégios sem entregar de forma consistente, o time percebe rapidamente”, explica. Segundo ele, esse tipo de situação costuma gerar uma sensação silenciosa de injustiça. Funcionários passam a questionar os critérios da liderança, a meritocracia interna perde credibilidade e profissionais produtivos começam a se sentir menos reconhecidos. Ainda assim, isso não significa que as empresas deixaram de apostar em profissionais considerados excepcionais. Pelo contrário: talentos raros continuam sendo muito disputados, especialmente em áreas estratégicas, comerciais, de tecnologia, inovação e liderança. A diferença é que, hoje, a contratação passou a ser mais racional e cautelosa. Paulo Saliby, sócio-fundador da consultoria em planos estratégicos de remuneração SG Comp Partners, explica que a primeira pergunta que uma empresa deveria fazer diante de um profissional “estilo Neymar” não é se ele já foi brilhante no passado, mas se ainda existem condições reais de recuperar a alta performance. “A pergunta central não é apenas ‘essa pessoa já foi brilhante?’, mas ‘ela ainda tem energia, motivação, disciplina e o contexto adequado para voltar a entregar em alto nível?’”, explica. Segundo ele, antes de contratar alguém com histórico recente negativo, é fundamental entender a origem da queda de performance. Em alguns casos, o problema pode estar no contexto da empresa anterior, como mudanças de liderança, perda de autonomia, conflitos culturais, ambiente tóxico ou desalinhamento estratégico. Em outros, a queda pode estar ligada ao próprio profissional, como perda de foco, excesso de distrações, acomodação, ego elevado ou dificuldade de adaptação. “A empresa não deve contratar apenas pela reputação ou pelo passado. É preciso avaliar com cuidado se aquele profissional faz sentido para o desafio atual, para a cultura da organização e para o tipo de resultado esperado”, afirma. Paulo destaca que esse tipo de contratação é, essencialmente, uma aposta de alto risco e alto retorno. Se a empresa consegue recuperar a performance, o ganho pode ser grande. Mas, se isso não acontece, o custo também pode ser elevado — inclusive do ponto de vista cultural. Neymar e mais 25: Ancelotti divulga convocados do Brasil para a Copa Quando a marca pessoal compete com o trabalho Outro ponto que ganhou força nas empresas nos últimos anos envolve algo muito associado à imagem de Neymar: o acúmulo de atividades paralelas. 🤳 Hoje, é cada vez mais comum encontrar executivos influenciadores, profissionais com forte presença digital e funcionários que conciliam podcasts, mentorias, publicidade, cursos e produção de conteúdo. Em muitos casos, isso não apenas é aceito como também incentivado pelas próprias empresas, já que contribui para fortalecer a reputação e ampliar o networking. O problema começa quando a marca pessoal passa a competir diretamente com o trabalho principal. Segundo Paulo, projetos paralelos e exposição excessiva nas redes sociais podem transmitir falta de foco, conflito de prioridades e até risco reputacional. “O problema surge quando a exposição externa passa a competir com a entrega principal para a qual a pessoa foi contratada.” Ele afirma que a situação se torna ainda mais delicada em cargos executivos, estratégicos ou que envolvam relacionamento com clientes e informações sensíveis. Nessas funções, qualquer polêmica pública pode afetar diretamente a imagem da companhia. “Quando uma pessoa ocupa uma posição de alta visibilidade, sua imagem pode se confundir com a da empresa. Se ela comete um erro em uma rede social, faz uma declaração inadequada ou se envolve em uma polêmica, o impacto pode atingir a organização”, diz. Além disso, há um impacto interno relevante. Quando a equipe percebe que um profissional dedica mais energia à própria marca do que às entregas e, ainda assim, mantém privilégios, a sensação de desequilíbrio cresce rapidamente. “A mensagem implícita pode ser: ‘por que essa pessoa pode se dedicar a outras atividades e ainda manter um status diferenciado?’”, afirma Paulo. Outra discussão inevitável envolve o comportamento interpessoal. Afinal, até que ponto o talento compensa a arrogância? Para Paulo, essa tolerância tem limite: “O talento pode compensar algumas limitações, mas até certo ponto.” Segundo ele, existe uma diferença importante entre profissionais intensos, competitivos e exigentes — características que podem ser positivas — e pessoas desrespeitosas, pouco colaborativas e incapazes de ouvir. “O primeiro perfil pode ser administrado. O segundo tende a se tornar um problema de gestão.” O especialista também chama atenção para um ponto importante. Empresas tendem a tolerar mais comportamentos difíceis em funções técnicas, individuais ou altamente especializadas, em que o impacto coletivo é menor. Já em cargos de liderança, o rigor costuma ser maior. Isso acontece porque, quanto maior o poder de influência sobre equipes, clientes e a cultura organizacional, maior também o potencial de dano causado por comportamentos tóxicos. Na prática, especialistas afirmam que o mercado corporativo vive hoje uma transformação significativa. O profissional brilhante continua sendo desejado, mas o conceito de “brilhante” mudou. Se antes bastava gerar resultado individual, hoje as empresas buscam profissionais capazes de combinar desempenho, inteligência emocional, estabilidade, colaboração e consistência. Rodrigo resume essa mudança de forma direta: “No mercado atual, talento continua sendo um diferencial. Mas consistência, humildade e capacidade de trabalhar em equipe são os fatores que realmente constroem carreiras duradouras.” A lógica financeira das empresas também mudou. Segundo Paulo, companhias continuam dispostas a pagar altos salários por profissionais considerados excepcionais, mas com mais cautela do que no passado. Hoje, tornou-se mais comum atrelar a remuneração variável ao desempenho, com bônus, metas, incentivos de longo prazo e mecanismos de retenção. “Está cada vez mais difícil justificar pacotes elevados baseados apenas em reputação ou potencial.” A ideia é reduzir o risco de pagar apenas pelo “nome” sem receber um retorno proporcional. Andréa Krug, psicóloga e especialista em liderança, afirma que profissionais extremamente talentosos ainda podem valer o investimento das empresas. Porém, segundo ela, as companhias estão cada vez menos dispostas a sustentar salários altos sem retorno consistente.“O resultado continua sendo uma conta simples entre o que a empresa fatura e o que ela gasta. Com a concorrência mais acirrada e margens menores, fica muito difícil manter custos elevados sem resultados consistentes”, afirma.
19/05/2026 07:01:14 +00:00
Liquidação do Banco Master deve dominar audiência pública de Galípolo em comissão do Senado

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, deve participar nesta terça-feira (19) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A audiência deve ser dominada por um único assunto: o escândalo do Banco Master. Ao longo de 2025, o Banco Central barrou a compra de 58% das ações do Banco Master por R$ 2 bilhões pelo Banco de Brasília (BRB). Em novembro do ano passado, Daniel Vocaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos. Um dia depois, o BC decretou a liquidação do Master. Vídeos em alta no g1 A expectativa no Senado é que os parlamentares questionem Galípolo sobre a liquidação do Banco Master. Governistas também devem perguntar sobre uma eventual omissão de seu antecessor no comando do Banco Central, Roberto Campos Neto. Esses foram os principais questionamentos na participação de Galípolo na CPI do Crime Organizado em abril deste ano. As respostas do presidente do BC irritaram alguns auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, Galípolo afirmou que não havia nada dentro do BC apontando que Roberto Campos Neto tenha feito algo de errado desde a criação do Master até o processo de liquidação. Os parlamentares da oposição devem questionar Galípolo sobre a reunião com Daniel Vorcaro realizada fora da agenda do presidente Lula no Palácio do Planalto, tema que também foi abordado na CPI do Crime Organizado. Galípolo deve repetir as respostas em que garante que Lula determinou a ele que não perseguisse nem poupasse ninguém na análise sobre a situação do Banco Master. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante participação na CPI do Crime Organizado Saulo Cruz/Agência Senado Ao falar sobre o encontro com Vorcaro, Lula disse que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente. Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo. O encontro não constou na agenda de Lula e contou com a presença de Gabriel Galípolo, que à época estava indicado para suceder Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central. Ao anunciar a audiência com Galípolo na semana passada, o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a reunião será importante para ele responder questionamentos sobre o BRB. “É fundamental para que nós possamos atualizar não só os fatos da investigação com relação à fraude do Master, mas também para cobrar providências do Banco Central com relação ao BRB. Pelo visto, o Banco Central está cometendo com relação ao BRB, de Brasília, os mesmos erros que cometeu com relação à liquidação do Banco Master. A liquidação do Master demorou muito, e hoje se sabe que três diretores do Banco Central já foram afastados por envolvimentos com o Banco Master”, afirmou Renan Calheiros. Segundo as investigações, mesmo sem efetivar a compra de 58% das ações do Master, o BRB adquiriu carteiras de crédito podre do banco de Vorcaro por R$ 12 bilhões.
19/05/2026 07:00:40 +00:00
R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung podem aderir à paralisação REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo A Coreia do Sul pretende recorrer a todas as opções disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país, e reduzir possíveis impactos caso a paralisação ocorra. A afirmação foi feita neste domingo (18) pelo primeiro-ministro, Kim Min-seok. A maior fabricante de chips de memória do mundo e o sindicato sul-coreano da empresa devem retomar nesta terça-feira (19) as negociações salariais, com mediação do governo — movimento que pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve na gigante de tecnologia, segundo a agência Reuters. A Samsung responde por quase um quarto das exportações do país. “Espera-se que apenas um dia de paralisação na fábrica de semicondutores da Samsung Electronics gere perdas diretas de até 1 trilhão de won (cerca de R$ 3,4 bilhões)”, disse Kim após uma reunião de emergência com ministros. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O primeiro-ministro também alertou para efeitos prolongados. “O mais preocupante é que uma interrupção temporária nas linhas de fabricação de semicondutores pode resultar em meses de inatividade”, afirmou. Segundo ele, os danos econômicos poderiam chegar a 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões) caso materiais precisem ser descartados por causa da interrupção. Negociações A Samsung e o sindicato já enfrentavam dificuldades para chegar a um acordo nas últimas rodadas de negociação. A expectativa é evitar a maior greve da história da empresa, com potencial adesão de mais de 45 mil trabalhadores, segundo a Reuters. A ameaça inicial incluía uma paralisação de até 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), em meio a um cenário de escassez global de chips de memória — o que ampliou a preocupação com impactos na economia sul-coreana e nas cadeias globais de suprimentos. As conversas mediadas pelo governo já haviam fracassado em uma primeira rodada, com as partes ainda distantes de um entendimento. O sindicato afirma estar comprometido com negociações “de boa-fé”, mas mantém reivindicações relevantes. Entre os principais pontos de impasse estão os bônus e a participação nos resultados. Os trabalhadores exigem o fim do teto de bonificação equivalente a 50% dos salários anuais e a destinação de 15% do lucro operacional para distribuição entre os funcionários. A Samsung, por sua vez, propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para bônus, mantendo o limite atual. Segundo estimativas citadas nas negociações, os valores envolvidos podem ultrapassar 200 trilhões de won neste ano. Pressão judicial e risco econômico Para aumentar a pressão, a empresa conseguiu na Justiça sul-coreana uma liminar parcial contra ações consideradas ilegais durante a greve. A decisão abre a possibilidade de obrigar parte dos funcionários a trabalhar para evitar danos às linhas de produção. Caso descumpram a decisão, sindicatos podem ser multados em até 100 milhões de won por dia, enquanto líderes sindicais podem enfrentar penalidades diárias de 10 milhões de won. Mesmo assim, representantes dos trabalhadores afirmam que a decisão não impede a realização da greve caso as negociações fracassem novamente. Autoridades do país vêm demonstrando crescente preocupação com o impasse. Uma eventual paralisação é vista como um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros da Coreia do Sul. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
19/05/2026 06:00:54 +00:00
INSS: novas regras do empréstimo consignado passam a valer nesta terça; biometria será obrigatória

Novas regras do empréstimo consignado passam a valer nesta terça Novas regras para contratos de empréstimo consignado de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entram em vigor nesta terça-feira (19). Entre as mudanças está a obrigatoriedade de validar a operação por biometria facial. Além disso, muda o limite máximo da renda — aposentadoria, pensão ou outro benefício do INSS — que pode ser comprometido com as parcelas do empréstimo. O teto cai de 45% para 40% da renda. 🔎 O empréstimo consignado é uma modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício do INSS. Segundo o governo, as mudanças buscam aumentar a segurança dessas modalidades de crédito. Vídeos em alta no g1 O que muda? Entre as mudanças previstas pelo INSS estão: validação por biometria facial no aplicativo ou site Meu INSS para quem solicitar empréstimo consignado; ampliação do prazo de pagamento para até 108 parcelas mensais (9 anos). Antes, o limite era de 96 parcelas (8 anos); possibilidade de contratar o empréstimo e começar a pagar somente após até 3 meses; redução da margem consignável — percentual máximo do benefício que pode ser comprometido com as parcelas do empréstimo — de 45% para 40% do valor da aposentadoria, pensão ou outro benefício. No caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o limite será de 35% do valor mensal. Biometria Segundo o INSS, a confirmação do empréstimo por biometria facial segue uma lei aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e sancionada no início de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A lei busca aumentar a segurança de aposentados e pensionistas que contratam empréstimos consignados. Além disso, o uso da biometria havia sido recomendado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar fraudes. “Na prática, após solicitar o crédito junto ao banco, o beneficiário recebe a proposta no aplicativo Meu INSS com o status ‘pendente de confirmação’ e tem até 5 dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado”, informou, em nota, o INSS. A nova lei também proíbe a contratação de empréstimo consignado por telefone ou por meio de procuração de terceiros. INSS cria regras para devolver descontos indevidos a herdeiros de aposentados e pensionistas que já morreram Jornal Nacional/ Reprodução Servidores públicos Na medida provisória publicada para criar o Novo Desenrola, o governo também alterou as regras do consignado para beneficiários do INSS e servidores públicos federais. Segundo o governo, as mudanças no consignado dos aposentados “darão mais acesso e ajudarão o aposentado e o pensionista que precisa desse crédito”. Veja o que mudou: Acabam os 10% de margem exclusiva para cartão consignado e cartão de benefícios (5% para cada modalidade), consideradas modalidades de crédito mais caras. Com isso, o limite total de consignação, que era de 45% — sendo 5% para cartão de crédito, 5% para cartão de benefícios e 35% para uso geral — passa a ser de 40%, limitando a participação dos cartões consignado e de benefícios a no máximo 5% cada; Ampliação do prazo da operação de 96 para 108 meses; Fim da proibição de carência, que poderá ser de até 90 dias; Além da redução de 45% para 40%, haverá uma redução gradual da margem consignável em 2 pontos percentuais ao ano, até atingir 30%.
19/05/2026 05:00:40 +00:00
Refit: a fraude bilionária que nasceu no Rio e se espalhou pelo país - O Assunto #1722

A operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (15), revelou que a dívida ativa do grupo Refit com a União e Estados ultrapassa os R$ 50 bilhões – Rio de Janeiro e São Paulo são as maiores vítimas. A refinaria é acusada de operar um complexo esquema de sonegação de impostos na venda de combustíveis. De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL), que assumiu o Palácio Guanabara em 2020. Segundo as investigações, a operação se espraiou pela máquina estadual, com tentáculos na Procuradoria-Geral, na Fazenda, no Judiciário e na Alerj. As conexões políticas de Magro garantem negócios para a Refit também em outros estados. É o caso do Amapá, onde a PF também investiga um escândalo que envolve benefícios tributários, suspeita de propinas e nomes do Centrão. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes para explicar como o esquema da Refit nasceu, prosperou e se multiplicou nas últimas décadas. Maria Cristina liga todos os pontos da investigação e analisa como o caso impacta o mundo político. Convidada: Maria Cristina Fernandes, comentarista da GloboNews e da rádio CBN e colunista do jornal Valor Econômico O que você precisa saber: REFIT: veja o histórico de investigações no grupo empresarial, apontada como o maior devedor de impostos do Brasil; Operação Sem Refino: entenda as investigações contra Cláudio Castro e Ricardo Magro, dono da Refit; Quem é Ricardo Magro, empresário à frente da Refit e alvo de operação da Polícia Federal; OCTAVIO GUEDES: PF mira 02 de Ciro Nogueira em operação contra suposto esquema ligado à Refit; veja os nomes; ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Como o ‘lobby’ de Ricardo Magro chegou ao Legislativo do Rio O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Placa Refit TV Globo
19/05/2026 04:53:10 +00:00
Colorido, de bolso e novo queridinho dos fashionistas: como é o relógio da Swatch que causou confusão em dia de lançamento

Como é o relógio da Swatch que causou confusão em dia de lançamento O lançamento de um novo relógio da marca suíça Swatch provocou tumultos em frente a lojas da empresa ao redor do mundo. A peça é resultado de uma colaboração entre a Swatch e a marca tradicional de relojoaria de luxo Audemars Piguet. Batizada de “Royal Pop”, a coleção mistura elementos do clássico modelo Royal Oak, da AP, ao visual colorido da linha POP, lançada pela Swatch nos anos 1980. A coleção reúne oito modelos de relógios de bolso com design e proposta mais descontraídos. Os produtos viraram queridinhos de fashionistas e colecionadores. 👉 Os relógios são vendidos por cerca de US$ 400 (aproximadamente R$ 2 mil), valor muito abaixo dos milhares de dólares cobrados pelos modelos de luxo da Audemars Piguet. Ainda assim, muita gente tem comprado os modelos Royal Pop para revendê-los online por preços mais altos. Segundo a Reuters, um conjunto completo com os oito modelos foi vendido por mais de US$ 25 mil no marketplace StockX no domingo (17). Ao mesmo tempo, diversos sites não oficiais passaram a vender pulseiras personalizadas para transformar os relógios Royal Pop em versões de pulso por mais de US$ 50. Lançamento de relógio da Swatch causa tumultos em lojas pelo mundo. Como é o relógio? Os relógios da linha Royal Pop estão disponíveis em dois formatos: um com a coroa posicionada às 12 horas e outro com tampa protetora frontal. As peças acompanham cordões em três tamanhos diferentes, o que permite usá-las de várias formas — no pescoço, presas à bolsa ou no bolso. A estrutura é feita de biocerâmica, material patenteado pela Swatch que combina cerâmica a componentes derivados do óleo de rícino. No site da marca, a compra é limitada a um relógio por pessoa em cada loja. LEIA TAMBÉM: Briga, tumulto e filas: lançamento de relógio provoca caos em diferentes cidades do mundo, e fabricante fecha lojas; veja VÍDEO Collab entre a Swatch e a Audemars Piguet virou item queridinho dos fãs de relógios. Reprodução Entenda a confusão Vídeos publicados nas redes sociais mostraram confusão em cidades como Nova York, Mumbai, Dubai, Milão, Barcelona, Bangkok e Osaka. Em alguns locais, a polícia foi acionada para conter o público, e lojas da Swatch chegaram a ser fechadas. Não houve registro de feridos graves. Em comunicado, a marca pediu que os consumidores evitassem ir às lojas em grande número “para garantir a segurança de clientes e funcionários”. A Swatch também recebeu críticas nas redes sociais pela estratégia agressiva de marketing adotada antes do lançamento. A empresa não comentou as críticas. Relógios da edição limitada "Royal Pop", uma colaboração entre a fabricante de relógios suíços Swatch e a marca de luxo Audemars Piguet, exibidos em uma vitrine em Paris, em 18 de maio de 2026. Alice Sacco/Reuters
19/05/2026 03:00:42 +00:00
Fim escala 6x1: empresários criticam redução de jornada em ano eleitoral e pedem transição

Câmara cria comissão para debater fim da escala 6x1 Representantes de empresários de diversos setores da economia criticaram o debate sobre a redução da jornada de trabalho em ano eleitoral e pediram um período de transição para a implementação da medida nesta segunda-feira (18). As confederações de empregadores foram ouvidas na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala de trabalho 6x1. Na terça-feira (19), será a vez dos representantes dos trabalhadores participarem. “Nunca fomos contra a discussão do tema. Apenas firmamos um posicionamento entendendo que a discussão ficou açodada em período eleitoral e que ela deveria amadurecer”, afirmou Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Luciana Diniz Rodrigues, advogada da Diretoria Jurídica e Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), disse ser a favor de uma “debate efetivo”. “Que a gente estimule o debate, não em um período tão corrido, em um período tão urgente como é o eleitoral”, afirmou. “A gente tem que ter um olhar mais amplo, uma discussão mais apurada e mais aprofundada sobre essa questão para não decidir no calor da emoção de um ano eleitoral”, disse Rodrigo Hugueney do Amaral Mello, coordenador Trabalhista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A PEC é tratada como uma prioridade do governo Lula para 2026 e conta com o engajamento do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser aprovada. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), deve apresentar seu parecer na quarta-feira (20). A ideia é votar o texto na comissão especial no dia 26 de maio. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV Transição Além de postergar o debate, os representantes do setor empresarial pediram um período de transição para a implementação da medida sob a justificativa de que não é possível absorver o impacto econômico da redução de jornada de forma imediata. “A gente precisa de uma certa gradação na implantação”, disse Genildo Lins de Albuquerque Neto, diretor-executivo da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). Elizabeth Regina Nunes Guedes, presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) afirmou que os parlamentares precisam planejar a redução de jornada sob pena de prejudicar o funcionamento das escolas em todo país. “Falar em reduzir carga de trabalho, mantendo salário e sem fazer um planejamento objetivo, é fazer poesia e não política trabalhista. Nós precisamos deixar nossas escolas funcionando. Votar uma medida como essa em um ano eleitoral, de repente?”, disse. O governo é contrário à transição e defende a implantação imediata das regras estabelecidas na PEC quando o texto for aprovado. Segundo os ministros, quando se aprova benefícios ao setor empresarial no Congresso não se fala em transição. “A gente defende o debate. A gente não é contra, mas não é e não pode ser de maneira açodada como vem sendo colocado nos últimos tempos. Uma mudança dessa magnitude não pode ser da noite para o dia”, disse Bruno da Silva Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais do Sistema OCB. Negociações coletivas As confederações defenderam o fortalecimento das negociações coletivas, entre patrões e representantes dos trabalhadores (sindicatos) e empregadores (empresas ou sindicatos patronais), para discutir a jornada de setores específicos. Segundo os representantes, essa é a melhor forma de preservar as particularidades de cada setor. “Entendemos que a negociação coletiva é o meio adequado para a customização necessária para que a sustentabilidade das medidas sejam alcançadas”, afirmou Karina Zuanazzi Negreli, assessora jurídica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). “Esperamos que essa centralidade das negociações coletivas sejam mantidas, que exista uma transição segura, e que essa discussão seja feita de maneira aprofundada”, disse. Maria Rita Catonio Barbosa, gerente Jurídica Trabalhista da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Furjan) disse que fortalecer as negociações coletivas é respeitar cada região e os setores de acordo com suas particularidades. “O fortalecimento da negociação é o caminho para preservar as empresas e para que não percamos postos de trabalho”, afirmou.
18/05/2026 22:08:45 +00:00
Quanto custa completar o álbum da Copa no Brasil em comparação com outros países?

Quanto custa completar o álbum da Copa no Brasil em comparação com outros países? Getty Images via BBC O aumento do número de seleções na Copa do Mundo de 2026 — que será disputada em três países, Estados Unidos, México e Canadá — está impactando diretamente o bolso de quem mantém uma tradição que atravessa gerações: completar o álbum de figurinhas da Panini. Pela primeira vez, o torneio terá 48 seleções, em vez das 32 das edições anteriores, o que elevou o número total de figurinhas para cerca de 980 — tornando a coleção a maior já lançada pela empresa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, isso significa mais páginas, mais figurinhas e, inevitavelmente, um custo maior. O valor para completar o álbum no Brasil pode chegar a mais de R$ 7,3 mil — um custo elevado, mas que ainda fica abaixo de estimativas de outros países, onde a coleção pode custar quase o dobro. Em alguns países, estimativas indicam que completar o álbum pode custar milhares de reais, dependendo da estratégia adotada pelos colecionadores — e até do timing de lançamento em cada mercado. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O álbum não chega ao mesmo tempo em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, o lançamento ocorreu em 1º de maio. Já em outros países, a coleção começou a circular antes — e acabou revelando até pequenos "spoilers" sobre as seleções. A página dedicada ao Brasil chamou atenção por não incluir Neymar, que acabou convocado, e ainda citar jogadores que ficaram de fora, como Rodrygo e Estevão. Como acontece em outras edições, as listas impressas nem sempre acompanham as mudanças mais recentes das equipes, mas acabam virando tema de discussão entre torcedores. Antes de comparar os preços ao redor do mundo, alguns fatores ajudam a entender por que o valor final pode variar tanto — e por que completar o álbum raramente sai pelo preço "mínimo": Número total de figurinhas (cerca de 980 nesta edição) Preço por pacote e quantidade de cromos por envelope Possibilidade (ou não) de comprar figurinhas avulsas Ocorrência de figurinhas repetidas Trocas de figurinhas repetidas entre colecionadores Além disso, a própria estrutura do álbum mudou. Com 48 seleções, cada equipe ganhou mais espaço: são páginas dedicadas com cerca de 20 figurinhas por time, incluindo jogadores, escudo e foto oficial. Para acomodar esse crescimento, os pacotes também foram ajustados — agora com sete cromos, em vez dos cinco tradicionais. Álbum da Copa Divulgação via BBC Brasil: de pouco mais de R$ 1 mil a mais de R$ 7 mil No Brasil, onde o lançamento ocorre em 1º de maio, o custo para completar o álbum pode variar drasticamente. O pacote com sete figurinhas custa R$ 7, e o álbum sai por R$ 24,90 (capa simples) ou R$ 74,90 (capa dura). No cenário mais otimista — em que o colecionador consegue todas as 980 figurinhas sem nenhuma repetição — o gasto mínimo seria de R$ 1.004,90 (R$ 980 em cromos mais o álbum simples). Trata-se, porém, de uma hipótese considerada pouco realista. Na prática, o mais comum é lidar com figurinhas repetidas. Sem trocas, o custo pode chegar a R$ 7.362,90. Já quem participa de trocas — prática comum em bancas, praças e até grupos online — consegue reduzir significativamente esse valor. Ainda assim, completar o álbum ficou cerca de 51% mais caro em relação à Copa de 2022. Outro ponto que influencia o gasto é a forma de compra. Na pré-venda, por exemplo, não há opção de adquirir figurinhas avulsas — apenas pacotes fechados, como kits com 12 envelopes. Isso pode dificultar o controle de custos no início da coleção. Outros países: variações grandes — e custos elevados A diferença de preços entre países é significativa, mas a tendência é a mesma: quanto maior o álbum, maior o gasto — especialmente onde os pacotes são mais caros. Alguns exemplos: Reino Unido: o álbum custa £4 (cerca de R$ 29), e cada pacote com sete figurinhas sai por £1,25 (cerca de R$ 9). Considerando as estimativas de colecionadores para completar a coleção, o custo total ainda pode ultrapassar £2 mil (cerca de R$ 13 mil), dependendo do número de repetidas e da quantidade de trocas. Portugal: o álbum custa €2,50 (cerca de R$ 16), enquanto os pacotes com sete cromos saem por €1,70 (cerca de R$ 11). Estimativas anteriores apontavam que completar a coleção poderia ultrapassar €2.300 (cerca de R$ 15 mil) sem trocas, embora o valor caia significativamente entre colecionadores que participam intensamente de intercâmbios de figurinhas. México: o álbum foi lançado por 99 pesos mexicanos (cerca de R$ 29), e cada pacote com sete figurinhas custa 25 pesos (cerca de R$ 7). Projeções indicam que completar o álbum pode custar entre 3.599 pesos mexicanos (cerca de R$ 1.050) e 6 mil pesos (cerca de R$ 1.750), dependendo da quantidade de repetidas. Austrália: o álbum está em pré-venda por 16 dólares australianos (cerca de R$ 58), enquanto cada envelope com sete figurinhas custa AU$1,69 (cerca de R$ 6). Estimativas iniciais apontam que completar a coleção pode ultrapassar A$500 (cerca de R$ 1.800) na prática. Japão: o álbum ainda não teve lançamento amplo oficial, mas o livro vazio deve custar entre ¥500 e ¥800 (cerca de R$ 18 a R$ 29). Os pacotes, com sete figurinhas, custam entre ¥150 e ¥200 cada (cerca de R$ 5 a R$ 7). Estimativas apontam para um gasto total entre 50 mil e 80 mil ienes (cerca de R$ 1.700 a R$ 2.700) para completar a coleção sem trocas intensivas. Espanha: o álbum da Copa do Mundo custa €5 (cerca de R$ 32), enquanto os pacotes com sete figurinhas saem por cerca de €1 cada (aproximadamente R$ 6). Com esse preço, o custo mínimo teórico para completar o álbum — sem nenhuma figurinha repetida — seria de cerca de €145 (aproximadamente R$ 930), mas o valor real tende a ser muito maior na prática devido às repetições. Em comum, todos os cenários reforçam um ponto: completar o álbum da Copa de 2026 tende a ser mais caro do que nunca. E, como em todas as edições, trocar figurinhas segue sendo a forma mais eficiente de reduzir o impacto no bolso — além de manter viva a experiência coletiva que acompanha o álbum há décadas, agora ampliada por um torneio também maior. Os jogadores na página do Brasil Na página da seleção brasileira, os jogadores que ganharam espaço para suas figurinhas são: Alisson Bruno Guimarães Luiz Henrique Bento Marquinhos Éder Militão Gabriel Magalhães Vinícius Júnior Rodrygo João Pedro Matheus Cunha Danilo Wesley Lucas Paquetá Casemiro Gabriel Martinelli Raphinha Estevão
18/05/2026 22:00:46 +00:00
Convocação da seleção brasileira: com Neymar, valor de mercado do Brasil é estimado em R$ 5,31 bilhões; confira a lista

Neymar e mais 25: Ancelotti divulga convocados do Brasil para a Copa O técnico Carlo Ancelotti anunciou a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 nesta segunda-feira (18). Os 26 escolhidos para levarem o Brasil ao hexa, ao todo, valem cerca de 908,7 milhões de euros (equivalente a R$ 5,31 bilhões), segundo o Transfermakt, site especializado em valores de mercado no futebol. A plataforma estima os valores dos atletas com base na demanda do mercado e leva em conta fatores como taxa de transferência, idade, desempenho, expectativas futuras, salário e duração de contrato dos jogadores. Apesar de ser o atleta mais badalado da seleção, Neymar está longe de ser o mais caro entre os convocados. O status de jogador brasileiro mais valorizado pelo mercado vai para o atacante Vinícius Junior, do Real Madrid, estimado em 150 milhões de euros – ou R$ 876 milhões, quando considerado o euro a R$ 5,84. O segundo jogador mais caro entre os convocados é o atacante Raphinha, de 29 anos, também do Barcelona, com valor de mercado estimado em 80 milhões de euros – o equivalente a R$ 467 milhões. Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira. Jornal Nacional/ Reprodução Convocação da seleção brasileira Confira abaixo os chamados por Carlo Ancelotti e seus respectivos valores: Vini Jr. — 150 milhões de euros (R$ 876 milhões) Raphinha — 80 milhões de euros (R$ 467,2 milhões) Gabriel Magalhães — 75 milhões de euros (R$ 438 milhões) Bruno Guimarães — 75 milhões de euros (R$ 438 milhões) Matheus Cunha — 70 milhões de euros (R$ 408,8 milhões) Igor Thiago — 50 milhões de euros (R$ 292 milhões) Gabriel Martinelli — 45 milhões de euros (R$ 262,8 milhões) Wesley — 40 milhões de euros (R$ 233,6 milhões) Rayan — 40 milhões de euros (R$ 233,6 milhões) Bremer — 35 milhões de euros (R$ 204,4 milhões) Lucas Paquetá — 35 milhões de euros (R$ 204,4 milhões) Endrick — 35 milhões de euros (R$ 204,4 milhões) Marquinhos — 30 milhões de euros (R$ 175,2 milhões) Danilo Santos — 24 milhões de euros (R$ 140,16 milhões) Luiz Henrique — 24 milhões de euros (R$ 140,16 milhões) Alisson — 17 milhões de euros (R$ 99,28 milhões) Ibañez — 17 milhões de euros (R$ 99,28 milhões) Ederson — 13 milhões de euros (R$ 75,92 milhões) Fabinho — 13 milhões de euros (R$ 75,92 milhões) Léo Pereira — 10 milhões de euros (R$ 58,4 milhões) Neymar — 10 milhões de euros (R$ 58,4 milhões) Douglas Santos — 8 milhões de euros (R$ 46,72 milhões) Casemiro — 8 milhões de euros (R$ 46,72 milhões) Danilo — 2,5 milhões de euros (R$ 14,6 milhões) Alex Sandro — 1,5 milhão de euros (R$ 8,76 milhões) Weverton — 700 mil euros (R$ 4,09 milhões)
18/05/2026 21:31:04 +00:00
Governo Trump impõe novas sanções contra políticos e militares cubanos

Donald Trump na Casa Branca antes de embarcar para viagem a China, em 12 de maio de 2026. Reuters/Evelyn Hockstein O governo dos Estados Unidos impôs sanções a 11 autoridades cubanas, incluindo a ministra das Comunicações e vários líderes militares, além da Diretoria de Inteligência de Cuba, informou o Departamento do Tesouro dos EUA nesta segunda-feira (18). As medidas fazem parte de uma ofensiva mais ampla do governo Trump para aumentar a pressão sobre Cuba. Entre as ações estão tentativas de conter o fluxo de petróleo venezuelano para a ilha, após a operação dos EUA que capturou Nicolás Maduro em janeiro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O governo americano descreveu a gestão cubana como "corrupta e incompetente" e defendeu uma mudança de regime no país. O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre a ilha ao ameaçar impor sanções a países que fornecem combustível a Cuba, medida que provocou apagões e afetou a economia do país. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal “Por mais de 60 anos, o regime cubano priorizou sua ideologia comunista e riqueza pessoal acima do bem-estar de seus próprios cidadãos, ao mesmo tempo em que permitiu a exploração de Cuba para operações estrangeiras de inteligência, militares e terroristas”, afirmou, em comunicado, o governo Trump. “Os EUA continuarão agindo para combater o regime cubano, aqueles que promovem seus objetivos e aqueles no exterior que permitem que as elites lucrem enquanto o povo cubano sofre”, acrescentou. Veja algumas das autoridades de mais alto escalão atingidas pelas sanções nesta segunda-feira: Mayra Arevich Marin, integrante do Comitê Central do Partido Comunista e ministra das Comunicações desde abril de 2021. Juan Esteban Lazo Hernandez, presidente da Assembleia Nacional de Cuba e histórico dirigente do Partido Comunista, além de membro do Politburo. Roberto Tomas Morales Ojeda, importante líder do Partido Comunista, que anteriormente atuou como ministro da Saúde Pública e vice-presidente. Joaquin Quintas Sola, general do Exército cubano e vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias. Raul Villar Kessel, alto oficial militar cubano. Diversas outras autoridades de menor escalão também foram alvo das sanções. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA também sancionou a Diretoria de Inteligência de Cuba (DI), principal serviço de inteligência do governo cubano. O Departamento de Estado sancionou o Ministério do Interior de Cuba e a Polícia Nacional Revolucionária (PNR), força policial acusada de operar prisões móveis e reprimir protestos. As sanções foram anunciadas após uma primeira rodada de medidas divulgada no início do mês. Em 1º de maio, Trump assinou uma ordem executiva que amplia a autoridade do governo americano para sancionar integrantes de setores estratégicos da economia cubana e autoriza sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que negociem com pessoas ou entidades punidas pelos EUA. O governo Trump planeja anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro na quarta-feira, afirmou uma autoridade do Departamento de Justiça na semana passada. O Departamento de Estado afirmou que novas sanções devem ser anunciadas nos próximos dias e semanas. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
18/05/2026 20:33:25 +00:00
Uber amplia participação na Delivery Hero e se torna maior acionista da empresa

Sede da Uber em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos Jeff Chiu/AP A Uber mais que dobrou sua participação na Delivery Hero, empresa alemã de entrega de comida, tornando-se a maior acionista da companhia, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (18) e dados da plataforma financeira LSEG. A Delivery Hero informou que a Uber elevou sua participação para cerca de 19,5% do capital da empresa, ante aproximadamente 7%. A fatia da Uber vale cerca de 1,7 bilhão de euros, segundo cálculos da agência Reuters. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A Delivery Hero recebe o investimento adicional da Uber como mais um endosso à sua plataforma e à estratégia de aplicativo para o dia a dia”, afirmou a empresa em comunicado. A empresa americana de transporte por aplicativo também tem opções para comprar outros 5,6% das ações, informou a Delivery Hero. Com isso, a Uber poderia obter uma participação com poder de veto em decisões estratégicas, segundo a Reuters. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal A Uber, que atua no serviço de entregas na Alemanha e concorre com a Delivery Hero, afirmou em documento regulatório que, por enquanto, não pretende elevar sua participação para 30% — movimento que obrigaria a empresa a fazer uma oferta pelas ações dos demais acionistas. Procurada pela Reuters, a Uber se recusou a fazer comentários além do informado no documento regulatório. As ações da Delivery Hero fecharam em alta de 5,6% após o anúncio. “Embora as intenções finais da Uber sobre um possível aumento adicional de participação ainda não estejam claras, vemos o movimento como um claro endosso à atratividade estratégica dos ativos da Delivery Hero para a Uber”, disseram analistas do JPMorgan. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo * Com informações da agência de notícias Reuters
18/05/2026 20:00:05 +00:00
Elon Musk perde processo contra a OpenAI

Sam Altman e Elon Musk Fotos: Reuters Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo em que o bilionário acusava a OpenAI, dona da inteligência artificial ChatGPT, de ter se afastado de sua missão original. Os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações de Musk de ter visado ao lucro e deixado de priorizar o desenvolvimento da IA para o benefício da humanidade. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial de forma geral, especialmente no debate sobre como essa tecnologia deve ser usada e quem deve lucrar com ela. Atualmente, a inteligência artificial é utilizada em diversas áreas, como educação, reconhecimento facial, consultoria financeira, jornalismo, pesquisas jurídicas, diagnósticos médicos e até na criação de vídeos falsos conhecidos como “deepfakes”. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Ao mesmo tempo, a tecnologia desperta desconfiança e preocupação, principalmente pelo temor de que substitua empregos. O veredicto foi anunciado após 11 dias de depoimentos e debates no tribunal, marcados por questionamentos sobre a credibilidade tanto de Musk quanto de Sam Altman, dono da OpenAI. Os dois lados se acusaram mutuamente de priorizar interesses financeiros em vez do benefício público. Na fase final do julgamento, o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que várias testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Altman ou chegaram a chamá-lo de mentiroso. Ele também destacou que Musk evitou afirmar, durante o julgamento, que era totalmente confiável. “A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.” Entenda a disputa Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal. REUTERS/Vicki Behringer Musk acusou a OpenAI de tentar enriquecer investidores e pessoas ligadas à organização às custas da missão original da empresa, além de não dar prioridade à segurança da inteligência artificial. Segundo ele, a Microsoft sabia desde o início que a OpenAI estava mais focada em lucro do que em altruísmo. A OpenAI rebateu dizendo que Musk demorou demais para alegar quebra do acordo original e afirmou que foi o próprio empresário quem passou a demonstrar maior interesse financeiro no setor de IA. “O Sr. Musk pode ter o toque de Midas — expressão usada para descrever alguém que transforma quase tudo em sucesso ou lucro — em algumas áreas, mas não em inteligência artificial”, afirmou William Savitt, advogado da OpenAI, na argumentação final. A OpenAI disputa espaço no mercado de IA com empresas como a Anthropic e a xAI e se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões). Um executivo da Microsoft afirmou no julgamento que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI. Já a xAI, de Musk, agora integra a SpaceX, que também prepara uma abertura de capital que pode superar a da OpenAI em tamanho.
18/05/2026 17:36:22 +00:00
Com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo, governo sobe estimativa de inflação para 4,5% neste ano, no limite da meta
O governo elevou nesta segunda-feira (18) a sua estimativa para a inflação oficial deste ano de 3,7% para 4,5%. A informação consta no Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). "A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados. Contudo, as projeções também consideram que parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal para conter o repasse do aumento dos combustíveis no mercado doméstico", informou o Ministério da Fazenda. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Em 4,5% para este ano, portanto, a projeção do mercado financeiro no limite do sistema de metas - que é de 4,5%. Os economistas do mercado financeiro, porém, estimam que a inflação será mais alta neste ano: 4,92%. Crescimento econômico O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Se confirmada, será a mesma taxa de crescimento registrada em 2025. "No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição em relação à projeção anterior. Nos trimestres intermediários, o ritmo de crescimento deverá recuar, refletindo os efeitos defasados da política monetária restritiva, com recuperação prevista apenas no quarto trimestre, à medida que a indústria ganhe tração", avaliou a Secretaria de Política Econômica.
18/05/2026 16:30:34 +00:00
OpenAI diz que ChatGPT não é advogado e pede rejeição de ação de seguradora

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI pediu para a Justiça dos Estados Unidos que rejeite um processo que alega que a companhia prestou consultoria jurídica não autorizada e que afirma que sua plataforma de inteligência artificial generativa ChatGPT não é um advogado e não exerce a advocacia. Em um processo apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago, a OpenAI disse que não há motivos para apoiar a ação aberta pela Nippon Life Insurance Company que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a inundar um tribunal federal com processos sem mérito. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo "O ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica", disse a OpenAI no processo. O caso ocorre em um momento em que mais processos estão sendo abertos sem ajuda de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativas que são capazes de redigir e enviar documentos judiciais. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O processo da Nippon está entre os primeiros a acusar uma grande plataforma de IA de se envolver na prática da advocacia sem ser autorizada para isso. A OpenAI e um advogado da Nippon não comentaram o assunto. O processo da seguradora tem origem em uma disputa com uma ex-funcionária, Graciela Dela Torre, que já havia processado a Nippon por benefícios de invalidez de longo prazo. Dela Torre fez acordo sobre o caso em 2024. A Nippon disse em seu processo que Dela Torre entrou com um novo caso e usou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e avisos elaborados por IA que, segundo a empresa, não serviram "a nenhum propósito legal ou processual legítimo". A OpenAI rebateu que "a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI". A OpenAI descreveu o ChatGPT como "uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais" e disse que os usuários concordam em não confiar em seu conteúdo como um substituto para aconselhamento profissional. "Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso", disse a OpenAI ao tribunal. "Se ela apresentou argumentos apropriados é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir."
18/05/2026 16:29:25 +00:00
O que as novas compras agrícolas da China nos EUA significam para o comércio global?

O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), posa para fotos com o presidente da China, Xi Jinping, durante uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026. Evan Vucci / Pool / AFP A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões) por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de soja, durante três anos, informou a Casa Branca no último domingo (17), após uma cúpula dos líderes dos dois países em Pequim, na semana passada. Maior importadora de produtos agrícolas do mundo, a China reduziu drasticamente as compras dos EUA após a guerra comercial do ano passado entre as duas maiores economias globais. No entanto, os dois países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves, informou o Ministério do Comércio chinês. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal A seguir, os principais detalhes do comércio agrícola entre os países e como essas compras podem evoluir: O que significa o acordo? A promessa de US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões), além dos compromissos existentes com a soja, levaria o total das importações agrícolas da China nos EUA para perto de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões (de R$ 141,8 bilhões a R$ 152 bilhões) por ano, segundo operadores e analistas. O valor ainda fica abaixo do pico de US$ 38 bilhões (R$ 192,5 bilhões) em 2022, mas muito acima dos US$ 8 bilhões (R$ 40,5 bilhões) do ano passado e dos US$ 24 bilhões (R$ 121,6 bilhões) em 2024. Para atingir essa meta, Pequim terá de ampliar significativamente as compras de trigo, grãos para ração, carne e produtos agrícolas não alimentícios, como algodão e madeira, segundo operadores e analistas. Pequim cumpriu o compromisso de comprar 12 milhões de toneladas de soja, além de adquirir algum volume de trigo e uma grande quantidade de sorgo, após um acordo firmado em outubro passado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Como parte desse acordo, a Casa Branca afirmou que a China compraria pelo menos 25 milhões de toneladas de soja por ano. Redirecionamento das Importações O aumento das compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos deve ocorrer às custas das exportações de fornecedores rivais... "Alcançar US$ 17 bilhões anuais excluindo a soja provavelmente exigiria que a China redirecionasse intencionalmente as compras dos fornecedores existentes para os Estados Unidos por motivos políticos e estratégicos, e não por motivos puramente comerciais", disse Cheang Kang Wei, vice-presidente da StoneX em Cingapura, à Reuters. O Brasil, principal fornecedor de soja da China, com 73,6% de participação no mercado em 2025, também se tornou seu principal fornecedor de milho. No ano passado, a China aprovou as importações de grãos secos de destilaria brasileiros (DDGS), ingrediente para ração animal com alto teor de proteína obtido durante o processo de fabricação de etanol. A Austrália, que foi o principal fornecedor de trigo da China em 2023 e de sorgo em 2025, pode enfrentar queda na demanda se o trigo e o sorgo dos EUA ganharem terreno. As importações de cevada também podem sofrer pressão, enquanto as maiores compras de carne bovina dos EUA podem reduzir a demanda pela carne bovina premium da Austrália na China. Outros grandes fornecedores, como o Canadá e a França, no caso do trigo, e a Argentina, no caso do sorgo, também podem ter uma demanda menor. Soja Espera-se que a China comece a comprar soja dos Estados Unidos da nova safra para embarques a partir de outubro, já que os preços da produção norte-americana estão competitivos em relação aos brasileiros, segundo operadores do mercado. "A compra de 25 milhões de toneladas de soja dos EUA não deve ser um problema, pois os preços dos EUA estão bastante atraentes agora", disse um especialista que negocia sementes oleaginosas à Reuters. "Eles podem comprar para esmagamento e também para estocagem." As estatais Cofco e Sinograin devem liderar as compras de soja dos Estados Unidos enquanto a China mantiver uma tarifa adicional de 10%, segundo operadores. A China reduziu drasticamente sua dependência da soja dos Estados Unidos desde o primeiro mandato de Donald Trump. Em 2024, o produto norte-americano representou cerca de um quinto das importações chinesas, ante 41% em 2016. Milho e trigo É provável que os comerciantes estatais chineses continuem como principais compradores de milho e trigo dos Estados Unidos, já que recebem cotas de importação com tarifas reduzidas. A China possui cotas de importação de 9,64 milhões de toneladas para o trigo e 7,2 milhões para o milho, com tarifa de 1%. As compras que excedem essas cotas estão sujeitas a tarifas de até 65%. Em 2025, a China comprou apenas US$ 5 milhões (R$ 25,3 milhões) em milho dos Estados Unidos, bem abaixo dos US$ 561,5 milhões (R$ 2,8 bilhões) registrados no ano anterior. Os embarques foram interrompidos após junho, segundo dados da alfândega chinesa. As importações de trigo caíram para quase zero em 2025, após somarem 1,9 milhão de toneladas, equivalentes a cerca de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), em 2024. Sorgo e DDGS Espera-se que a China aumente as compras de grãos para ração, incluindo sorgo, após fortes chuvas prejudicarem a produção no norte do país em 2025. Ao contrário do trigo e do milho, o sorgo não está sujeito a cotas de importação. Desde novembro, Pequim comprou pelo menos 2,5 milhões de toneladas de sorgo dos Estados Unidos para compensar a escassez de milho no mercado interno. Já compras mais relevantes de DDGS dependeriam da suspensão das tarifas antidumping e antissubsídios em vigor desde 2017. Carne A China é um mercado importante para produtos como pés de frango, orelhas de porco e miúdos dos Estados Unidos — itens com pouca demanda no mercado americano. As importações de carne bovina e de aves dos Estados Unidos devem aumentar após Pequim indicar que os dois países vão trabalhar para resolver pendências comerciais. Na sexta-feira, a China concedeu extensões de registro por cinco anos a 425 unidades produtoras de carne bovina dos Estados Unidos, que haviam sido em grande parte suspensas após o vencimento das licenças no ano passado. Além disso, aprovou novos registros de cinco anos para outras 77 unidades. Pequim introduziu, em dezembro passado, um sistema de cotas para importação de carne bovina, com tarifa de 55% para volumes acima do limite estabelecido. A medida atinge os principais fornecedores, incluindo os Estados Unidos, e tem como objetivo proteger a indústria local. Produtos agrícolas não alimentícios As importações chinesas também podem incluir produtos não alimentícios, como algodão e madeira. No caso do algodão, as compras caíram de US$ 1,85 bilhão (R$ 9,4 bilhões) em 2024 para US$ 225,7 milhões (R$ 1,1 bilhão) no ano passado. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo
18/05/2026 15:29:36 +00:00
'Sou o primeiro a topar' discussão de imposto sobre ultrarricos no G7, diz Durigan em Paris

Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris para dois dias de reuniões preparatórias para a cúpula do G7, realizada este ano na França, em junho. Na manhã desta segunda-feira (18), em um evento com acadêmicos e políticos franceses, ele defendeu o avanço da agenda sobre justiça fiscal e a adoção de um imposto mínimo sobre os ultrarricos, a exemplo da reforma fiscal aprovada no Brasil em 2025. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo 🔎 O tema não está entre as prioridades brasileiras na reunião de ministros das Finanças do G7, que reúne as sete maiores economias desenvolvidas (Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá). Em 2026, Brasil, Coreia do Sul, Índia e foram convidados a participar. Em paralelo à agenda oficial dos ministros e presidentes de Bancos Centrais, um colóquio promovido pela influente revista Le Grand Continent trouxe o assunto à mesa, com a participação de Durigan e do economista Gabriel Zucman, diretor do Observatório Fiscal Internacional. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Zucman é autor de uma proposta de imposto mínimo global de 2% sobre a fortuna dos bilionários com patrimônio superior a US$ 100 milhões. Ele tem colaborado com o Ministério da Fazenda desde a presidência brasileira do G20, em 2024. "Eu sou muito disposto a levar esse debate porque é um debate do nosso tempo, como o debate da jornada de trabalho no Brasil também foi. O debate da taxação dos super-ricos deve ser levado”, disse Durigan, ao final do evento. "O poder de agenda vem muito da presidência do G7. (…) Agora, se tiver espaço para discutir justiça tributária, eu sou o primeiro a topar”, acrescentou. Reforma fiscal no Brasil Apesar da resistência de alguns países, liderados pelos Estados Unidos, o assunto foi, pela primeira vez, levado ao âmbito do G20 durante a cúpula do Rio de Janeiro. O caso do Brasil, que conseguiu aprovar um imposto mínimo progressivo de até 10% sobre grandes fortunas, é visto como um exemplo para o avanço da discussão em nível global. A estimativa da Fazenda é que a mudança atingirá 142 mil pessoas no país. No mundo, os avanços são tímidos — inclusive na França, considerada na vanguarda desse debate. Um projeto de lei semelhante, que previa um imposto de 2% ao ano sobre patrimônios superiores a € 100 milhões, foi rejeitado pelo Senado francês no ano passado. A medida afetaria cerca de 1,8 mil pessoas físicas, segundo cálculos de Zucman. Outros países europeus, como Espanha, Reino Unido, Holanda e Bélgica, também analisam aumentar a tributação dos ultra-ricos, assim como o estado americano da Califórnia, governado pelo democrata Gavin Newsom, opositor do presidente Donald Trump. Foco na guerra no Irã e minerais críticos Entretanto, em um contexto de multilateralismo fragilizado, guerras e tensões entre os Estados Unidos e seus aliados europeus, a presidência francesa do G7 prefere dar enfoque a outros temas mais consensuais, como a emergência de desbloqueio do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% dos hidrocarbonetos exportados para o resto do mundo. "Tem sido muito importante ouvir os ministros de outros países, as lideranças de outros países que estão sentindo o impacto da guerra de uma outra perspectiva. Quando a gente conversa com os países do Golfo, que estão convidados para um almoço amanhã no G7, e eles contam a perspectiva local de como está o desenvolvimento da guerra na região, isso contribui muito”, disse Durigan, que defendeu "subsídios limitados" aos combustíveis para limitar os efeitos da crise no Oriente Médio sobre os preços da energia. Para o Brasil, os outros dois tópicos que concentram as atenções em Paris são a atração de investimentos estrangeiros para o país e o acesso a minerais críticos. "Um fórum como o G7 permite fazer esse debate e mostrar como a gente tem melhorado a situação econômica no Brasil, do ponto de vista macro, com os números todos que a gente tem apresentado)”, ressaltou o ministro da Fazenda. A recente aprovação na Câmara dos Deputados do novo marco regulatório de terras e minerais críticos no Brasil poderá impulsionar investimentos em um setor estratégico para a economia digital, ao mesmo tempo em que tem o potencial de alavancar a indústria nacional, avalia Durigan. "É fundamental dar segurança jurídica, por isso um novo marco que garanta procedimentos céleres e seguros, evitando judicialização, com grande pactuação com o setor”, argumentou. "Há um interesse grande nessa área.” Nesta terça-feira (19), antes de retornar a Brasília, o ministro terá um encontro com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), cuja sede fica em Paris.
18/05/2026 15:05:14 +00:00
Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve

Loja da Samsung em Seul, na Coreia do Sul Reuters/Kim Hong-Ji A Samsung Electronics e o sindicato de trabalhadores da companhia na Coreia do Sul pretendem retomar as negociações nesta terça-feira (19) em uma tentativa de evitar a maior greve da história da gigante da tecnologia. A preocupação é que uma paralisação envolvendo mais de 45 mil funcionários afete a economia do país e interrompa cadeias globais de suprimentos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A ameaça de uma greve de 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), ocorre em meio à escassez global de chips de memória. As negociações desta segunda-feira aconteceram após o fracasso, na semana passada, da primeira rodada de conversas mediadas pelo governo sul-coreano sobre salários e bônus. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul. Um representante do sindicato afirmou que as conversas continuarão na terça-feira e disse que a entidade está “comprometida com negociações de boa fé”. Park Su-keun, presidente da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, também informou que as negociações serão retomadas na terça-feira, após afirmar que as duas partes continuaram distantes de um acordo nesta segunda-feira. O sindicato exige que a Samsung elimine o teto de bônus equivalente a 50% dos salários anuais e destine 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados voltado aos trabalhadores. A Samsung propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional anual para bônus, valor que, segundo o sindicato, deve superar 200 trilhões de wons neste ano. A empresa, no entanto, pretende manter o limite de 50% para o pagamento adicional. Ações sobem com decisão judicial Para aumentar a pressão sobre o sindicato, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente o pedido da Samsung por uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve. Com a decisão, milhares de funcionários poderão ser obrigados a trabalhar em caso de paralisação para evitar danos a materiais e instalações de produção. Cerca de 47 mil trabalhadores afirmaram que pretendem aderir à greve. Um porta-voz do tribunal informou que os dois principais sindicatos podem receber multas de 100 milhões de wons (US$ 72 mil) por dia caso descumpram a decisão. Já os líderes sindicais poderão ser multados em 10 milhões de wons por dia. O sindicato afirmou, em nota, que a decisão judicial não impede a realização da greve caso as negociações terminem sem acordo. A Samsung Electronics não comentou o caso. As autoridades sul-coreanas têm demonstrado preocupação crescente com a possibilidade de greve e alertam que uma paralisação pode representar um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros do país. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, considerado próximo aos sindicatos, afirmou nesta segunda-feira, na rede social X, que os direitos da administração das empresas devem ser respeitados tanto quanto os direitos dos trabalhadores.
18/05/2026 14:35:28 +00:00
Trump desiste de processo bilionário contra Receita dos EUA após vazamento de declarações fiscais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de maio de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump desistiu do processo de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) que movia contra a Receita Federal americana (IRS, na sigla em inglês), segundo um documento judicial divulgado nesta segunda-feira (18) e obtido pela agência Reuters. Até o momento, não há informações sobre um possível acordo entre as partes. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em janeiro deste ano, Trump apresentou a ação em nome pessoal, e não como presidente, ao lado de seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e do conglomerado da família, a Trump Organization. Eles acusavam o órgão de não ter evitado o vazamento das declarações de imposto de renda do republicano para a imprensa durante seu primeiro mandato. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 O caso começou após um ex-funcionário terceirizado da Receira americana, Charles Littlejohn, repassar documentos fiscais de Trump para veículos como o The New York Times e a ProPublica em 2019 e 2020. Littlejohn se declarou culpado em 2023 pelo vazamento. Atualmente, ele cumpre uma pena de prisão de cinco anos. Durante seu primeiro mandato presidencial, as declarações de impostos de Trump foram foco de especulação depois que o presidente rompeu com a tradição de seus antecessores e se recusou a divulgá-las como candidato. US$ 750 em impostos Uma reportagem do The New York Times publicada em setembro de 2020 revelou que Donald Trump pagou apenas US$ 750 (cerca de R$ 3,7 mil) em imposto de renda federal em 2016 e 2017 e não pagou o tributo em 10 dos 15 anos anteriores. Após a divulgação, Trump afirmou ter pago “milhões de dólares em impostos”, mas sem apresentar provas. O republicano disse que utilizou mecanismos legais, como créditos fiscais e depreciação, para reduzir o valor devido. A reportagem também apontou que Trump acumulava centenas de milhões de dólares em dívidas. "Eu paguei muitos milhões de dólares em impostos, mas tive direito, assim como todo mundo, a depreciação e créditos fiscais", escreveu na época. "Eu não estou nem um pouco endividado -- eu tenho poucas dívidas comparadas ao valor dos meus ativos." Com informações das agências Reuters e France Presse*
18/05/2026 13:17:30 +00:00
Comissão aprova projeto de lei que suspende por 10 anos CNH de motorista que causar morte ao volante

São Carlos registra 27 mortes em acidentes de trânsito em 1 ano, aponta Infosiga Ely Venancio/EPTV A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que endurece as penas para o crime de homicídio culposo (quando não existe intenção de matar) ao conduzir veículos. O texto do PL 276/26, aprovado na última quarta-feira (13), estabelece em 10 anos a suspensão da CNH e aumenta o tempo de prisão. Atualmente, o artigo 293 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) determina entre dois meses e cinco anos o tempo de suspensão do direito de dirigir para o condutor que for condenado por homicídio culposo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Hoje, a pena de detenção determinada pelo CTB é de dois a quatro anos. O projeto de lei aumenta esse tempo para detenção de quatro a oito anos. O projeto agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Na mesma sessão, a comissão também aprovou regras para o uso de óculos inteligentes ao volante. Vídeos em alta no g1 Segundo a autora do projeto, deputada Delegada Ione (Avante-MG), aumentar o tempo de suspensão de CNH tem caráter preventivo, pois afasta por período significativo o condutor que se mostrou incapaz de dirigir com segurança. Ainda de acordo com a deputada, é legítimo o Estado adotar uma pena para desestimular comportamentos imprudentes e negligentes ao volante. O relator do projeto na Comissão, deputado Bebeto (PP-RJ), manteve a redação original do projeto. “Embora o tipo penal permaneça culposo, é inegável que muitas das condutas enquadradas nesse dispositivo decorrem de violações graves do dever objetivo de cuidado, revelando acentuada reprovabilidade social”, detalhou o deputado em seu voto.
18/05/2026 13:13:08 +00:00
'Prévia' do PIB do Banco Central mostra crescimento de 1,3% no 1º trimestre e aceleração da atividade

O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (18) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre deste ano. O resultado pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. A comparação foi feita com o quarto trimestre de 2025. O dado divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central mostra aceleração da economia. Isso porque, no quarto trimestre de 2025, o IBC-BR teve uma expansão menor, de 0,37%. O crescimento do IBC-Br no 1º trimestre de 2026 foi o segundo resultado positivo seguido. A última retração do indicador foi registrada no terceiro trimestre de 2025 (-0,82%). Essa também foi a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024, quando o indicador avançou 1,42%. Os dados do BC mostram crescimento em todo setores da economia, com a que a indústria se destacando. Veja abaixo o desempenho setor por setor: Agropecuária: + 1% Indústria: + 1,3% Serviços: + 1% O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia (leia mais abaixo). Vídeos em alta no g1 O resultado oficial do período, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 29 de maio. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. 🔎Ou seja, se cair, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social. Ano eleitoral A aceleração no ritmo de crescimento da economia acontece em um ano eleitoral, com o governo federal tendo zerado a tributação do IR para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o FGTS e linhas de crédito mais baratas para a população. Apesar do bom resultado da prévia do PIB no primeiro trimestre deste ano, o mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. O mercado estima um crescimento de 1,86% em 2026, contra 2,3% no ano passado. O BC projeta uma expansão de 1,6% neste ano. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. ▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada nesta semana, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. 29 de agosto - Funcionário trabalha em fábrica na zona industrial de Jundiaí (SP). O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano, segundo divulgou nesta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Fábio Tito/G1 Mês de março De acordo com o Banco Central, em março deste ano, na comparação com o mês anterior, o IBC-Br registrou uma queda de 0,7%. Com isso, houve piora na comparação com fevereiro, quando o indicador teve crescimento de 0,87%. Essa também foi a primeira queda em três meses. Na comparação com março de 2025, a chamada prévia do PIB do BC teve alta de 2,3% (sem ajuste sazonal). Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,3% na comparação com os três primeiros meses de 2025. E, em 12 meses até março, a expansão foi de 0,7%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. PIB X IBC-Br Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.
18/05/2026 12:06:46 +00:00
Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5, com impasse entre EUA-Irã e cenário político no radar; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (18) em queda de 1,37% e voltou a fechar abaixo de R$ 5, cotado a R$ 4,9980. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,17%, aos 176.976 pontos. Os preços do petróleo no mercado internacional voltaram a ficar no radar dos investidores, conforme surgiam novos impasses nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. No Brasil, as atenções ficaram voltadas para as novas investigações envolvendo o Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro (PL). 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No exterior, o petróleo voltou a subir, após os EUA rejeitarem uma proposta do Irã para o fim da guerra no Oriente Médio. Teerã entregou um novo texto, com retificações ao original, por meio do Paquistão — que tem mediado conversas entre os dois países. A Casa Branca, no entanto, considerou que os pontos eram insuficientes. Com isso, os preços do petróleo oscilaram entre altas e baixas. Perto das 17h, o barril do Brent (referência internacional) tinha invertido o sinal positivo e caía 0,15%, cotado a US$ 109,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha um avanço de 0,59%, cotado a US$ 106,04. ▶️ No Brasil, a Polícia Federal busca rastrear movimentações financeiras para esclarecer o destino de recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para a produção do filme "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. 🔎 Documentos indicam a previsão de aportes de cerca de R$ 134 milhões para o projeto. Parte dos recursos teria sido transferida pela Entre Investimentos, empresa ligada a Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP, no Texas. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, ganham força as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas em relação ao ajuste das contas públicas e pode pressionar o dólar e a bolsa. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,37%; Acumulado do mês: +0,93%; Acumulado do ano: -8,94%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,17%; Acumulado do mês: -5,52%; Acumulado do ano: +9,84%. Flávio cobrou dinheiro de Vorcaro O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. 🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade. O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição. A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores. Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior. A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário. ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com ações de tecnologia em queda e preocupações sobre uma possível interrupção no fornecimento de petróleo por conta do impasse entre EUA e Irã no Oriente Médio. Enquanto o Dow Jones avançou 0,32%, o S&P 500 recuou 0,07% e o Nasdaq perdeu 0,51%. Na Europa, o fechamento foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do velho continente, fechou em alta de 0,5%, a 610,17 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,26%, a 10.323,75 pontos, e, em Frankfurt, o DAX subiu 1,49%, a 24.307,92 pontos. Já em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 7.987,49 pontos. Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou em queda. Em Xangai, o principal índice caiu 0,09%, aos 4.131 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,54%, aos 4.833 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1,11%, encerrando aos 25.675 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei fechou em baixa de 0,97%, aos 60.815 pontos. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels
18/05/2026 12:00:05 +00:00
Em Paris, ministro da Fazenda faz 'chamada' por investimentos estrangeiros e diz que Brasil está 'barato'

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que os ativos brasileiros, como ações, títulos públicos e outras aplicações financeiras, estão baratos. Ele está em Paris (França) para compromissos relacionados ao G7 e encontros sobre inteligência artificial, transição energética e cooperação econômica internacional. 🔎O G7 é um grupo formado por sete das maiores economias industrializadas do mundo. O grupo se reúne regularmente para discutir temas globais como economia, comércio, segurança, guerras, clima e energia. A União Europeia também participa das reuniões, mas não é contada como integrante oficial. Em meio à tensão nas bolsas de valores ao redor do mundo, resultado da guerra no Oriente Médio, Durigan disse que o Brasil pode ser classificado como um "porto seguro". "Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todas no mundo sofreram, é a bolsa que mais tem respondido bem ao investimento. Como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes, como estão ainda baratos, me parece, uma chamada para investimento no Brasil também tem sido bastante importante", disse Durigan. Vídeos em alta no g1 Analistas têm observado que o Brasil tem atraído recursos durante a guerra por ser um exportador de "commodites" (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos) e por ter juros elevados. Atualmente, a Selic está em 14,5% ao ano, a segunda maior no ranking de juros reais. Minerais críticos Entre as oportunidades de investimento no Brasil, o ministro da Fazenda citou os chamados minerais críticos, essenciais para produtos de alta tecnologia, como bateria de celular e carro elétrico, chip de computador, painéis solares, turbinas eólicas e sistemas militares. Ele lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou, neste mês, um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos. "A diretriz da soberania, a União Brasileira é proprietária dos minerais críticos, não só dos minerais críticos, mas também reforçar esse papel, avançar para um estímulo à industrialização desses minerais no Brasil, fugindo um pouco da lógica histórica da gente ser meramente exportador de mineral crítico. E para isso, o incentivo ao investimento no país é fundamental e é fundamental da segurança jurídica. Por isso, um novo marco que garanta procedimentos céleres, procedimentos seguros, evitando judicialização com grande impactação com o setor", declarou Durigan. Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, fala em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20 Diogo Zacarias/MF
18/05/2026 11:50:56 +00:00
Mercado eleva estimativa de inflação pela 10ª semana seguida em 2026 e vê espaço menor para corte de juros

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima semana seguida de aumento. As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Os economistas também passaram a ver um espaço menor para o corte de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem). A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Vídeos em alta no g1 ➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,91% para 4,92%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4%; ➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,64% para 3,65%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano. Porém, a estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor no decorrer do ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB subiu de 1,76% para 1,77%. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27 por dólar.
18/05/2026 11:31:38 +00:00
Carros inteligentes: como você pode estar sendo espionado sem saber (e o que fazer para evitar)

Os carros modernos são computadores sobre rodas, e grandes corporações estão usando esses veículos para coletar detalhes íntimos sobre a sua vida e lucrar ainda mais com isso Getty Images via BBC Carros costumavam significar liberdade. Quando peguei as chaves do velho Toyota da minha família pela primeira vez, parecia um rito de passagem. Era um sinal de que eu já tinha idade suficiente para escapar do olhar vigilante dos meus pais e entrar em um mundo em que o tempo e as decisões pertenciam apenas a mim. As coisas mudaram. Os carros modernos são computadores sobre rodas, e grandes corporações estão usando esses veículos para coletar detalhes íntimos sobre a sua vida e lucrar ainda mais com isso. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Se você acha que dirigir ainda representa um momento de privacidade e independência, talvez seja melhor pensar novamente. E tudo indica que a situação está prestes a piorar bastante. As próprias montadoras admitem isso, se você ler as suas políticas de privacidade. As informações coletadas podem incluir dados precisos sobre todos os lugares por onde você passa, quem está no carro com você, o que toca no rádio e até se você coloca o cinto de segurança, dirige acima da velocidade ou freia bruscamente. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Algumas empresas conseguem coletar informações ainda mais inesperadas, como peso, idade, raça e expressões faciais. Você cutuca o nariz? Alguns carros têm câmeras internas apontadas para o banco do motorista. E a maioria já sai de fábrica conectada à internet, que pode enviar esses dados enquanto você dirige sem perceber. Esse problema de privacidade também pode afetar o seu bolso. Entre os principais clientes desses dados estão as seguradoras, que usam essas informações para cobrar preços mais altos de alguns motoristas. Mas é impossível saber exatamente para onde seus dados estão indo. Algumas montadoras admitem vender essas informações, mas não são obrigadas a revelar quem as compra. Isso sem falar no desconforto que tudo isso pode causar. Segundo especialistas, a maioria dos consumidores nem sabe que isso acontece. "As pessoas ficariam chocadas com a quantidade de dados que seus carros coletam e transmitem para as montadoras ou aplicativos externos", afirma Darrell West, pesquisador sênior do Center for Technology Innovation, do Brookings Institute, em Washington D.C., nos Estados Unidos. "Basicamente, isso significa que a sua vida pode ser reconstruída quase segundo a segundo." Você já está se sentindo desconfortável? Uma lei federal prestes a entrar em vigor nos EUA vai ampliar ainda mais a quantidade de dados que os carros poderão coletar sobre seus motoristas. Em breve, montadoras americanas serão obrigadas a instalar câmeras biométricas infravermelhas e outros sistemas capazes de analisar linguagem corporal, rastrear movimentos dos olhos e monitorar outros aspectos do comportamento para identificar se o motorista está bêbado ou cansado demais para dirigir. Ao mesmo tempo, isso abrirá espaço para uma nova leva de dados sobre saúde e hábitos pessoais. Não existem regras que limitem o que as montadoras podem fazer com essas informações. É claro que também existem vantagens. Carros conectados à internet podem ser mais práticos. Os sensores instalados nesses veículos podem tornar a direção mais segura e confortável. Seguradoras também podem decidir cobrar menos de motoristas considerados prudentes ao volante. Mas, com as montadoras expandindo rapidamente seus impérios de dados, este é um momento importante para entender o que acontece nesse universo e como isso afeta você. A supervia dos dados Se o seu carro for relativamente novo, provavelmente já faz parte disso. A consultoria McKinsey estimou que 50% dos carros em circulação em 2021 tinham conexão com a internet e previu que esse número chegará a 95% até 2030. Se o seu carro está conectado, privacidade provavelmente já é uma questão que deveria preocupar você. As montadoras também conseguem monitorar usuários quando eles conectam o celular ao sistema multimídia do veículo ou utilizam determinados aplicativos voltados para dirigir. Alguns motoristas ainda aderem aos sistemas de telemetria das seguradoras, que acompanham o comportamento ao volante em troca de possíveis descontos. Uma análise feita em 2023 pela Mozilla, responsável pelo navegador de internet Firefox, examinou as políticas de privacidade de 25 marcas de automóveis. Nenhuma delas atendeu aos padrões de privacidade e segurança usados pela Mozilla em suas comparações. Segundo a Mozilla, carros são "a pior categoria de produto que já avaliamos em termos de privacidade". De acordo com o relatório, as montadoras se reservam o direito de coletar informações como nome, idade, raça, peso, dados financeiros, expressões faciais, tendências psicológicas e outros dados pessoais. A política de privacidade da Kia, por exemplo, sugere que a empresa pode até coletar informações sobre a "vida sexual" e a saúde geral dos motoristas. James Bell, porta-voz da Kia, afirmou que a empresa nunca coletou dados sobre a vida sexual ou a saúde de motoristas. Segundo Bell, essas categorias aparecem na política de privacidade apenas porque a companhia reproduz a definição de "dados sensíveis" adotada pelo Estado da Califórnia. Ele afirmou que as práticas de privacidade da Kia são transparentes e que a empresa só compartilha dados com seguradoras quando os motoristas autorizam. A companhia, no entanto, não explicou quais tipos de "dados sensíveis" efetivamente coleta. As informações coletadas podem incluir dados precisos sobre todos os lugares por onde você passa, quem está no carro com você, o que toca no rádio e até se você coloca o cinto de segurança, dirige acima da velocidade ou freia bruscamente Getty Images via BBC Talvez seja difícil imaginar concretamente como isso funciona, mas os carros atuais estão repletos de sensores: nos bancos, no painel, no motor, no volante, praticamente em toda parte. Muitos veículos, por exemplo, têm câmeras internas e externas. Se você faz alguma coisa dentro de um carro moderno, há grandes chances de existir algum mecanismo capaz de informar a empresa disso. A Mozilla descobriu que 19 montadoras afirmam, em suas políticas, que podem vender dados dos usuários, e isso já acontece na prática. Nos EUA, órgãos estaduais e federais adotaram medidas contra a General Motors (GM) por supostamente vender dados de localização de veículos sem consentimento dos motoristas. Senadores americanos também acusaram a Honda e a Hyundai de práticas semelhantes, e esses são apenas os casos que vieram a público. "Elas pegam todas as informações que coletam sobre você, e isso é muita coisa, e usam esses dados para tirar conclusões sobre quem você é, qual é o seu nível de inteligência, seu perfil psicológico e suas crenças políticas", afirma Jen Caltrider, analista de privacidade que liderou a pesquisa da Mozilla sobre automóveis. "Esse é o tipo de coisa em que as pessoas normalmente não pensam." Segundo Caltrider, praticamente não existem regras sobre quem pode comprar esses dados ou para quais finalidades eles podem ser usados. As informações podem servir para direcionar publicidade, influenciar decisões de contratação e até ser adquiridas por autoridades policiais quando não conseguem autorização judicial para acessar determinados dados. Depois que essas informações deixam o painel do carro, o motorista perde qualquer controle sobre para onde elas vão. E a situação pode piorar Isso vai além de as empresas espiarem sua vida privada. Por exemplo, a GM vendeu informações de motoristas para uma empresa chamada LexisNexis, especializada na compra e venda de dados de consumidores. Um motorista que obteve acesso ao material descobriu, segundo relatos, que a LexisNexis tinha 130 páginas de informações detalhando todas as viagens feitas por ele e pela esposa ao longo de seis meses. Ele contou ao jornal americano The New York Times que, depois de um aumento de 21% no valor do seguro, um corretor informou que os dados haviam influenciado o reajuste. A LexisNexis não respondeu ao pedido de entrevista da BBC. A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) tomou medidas contra a GM, que agora está proibida de vender dados de veículos pelos próximos cinco anos. Depois disso, a GM poderá retomar a prática desde que obtenha o consentimento explícito dos motoristas e cumpra outras exigências. Enquanto isso, a LexisNexis e outras empresas continuam comercializando dados de veículos obtidos de outras montadoras e de aplicativos usados por motoristas. A GM também não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC. Acordos entre seguradoras, montadoras e empresas especializadas na compra e venda de dados são comuns e, desde que essas práticas estejam descritas nas políticas de privacidade aceitas pelos usuários, tudo isso é perfeitamente legal. "As seguradoras vêm coletando enormes quantidades de dados dos consumidores, especialmente informações sobre hábitos de direção, e usando isso para tentar cobrar prêmios [preços] mais altos, negar cobertura ou classificar clientes em diferentes categorias", afirma Michael DeLong, pesquisador e ativista da Consumer Federation of America, organização sem fins lucrativos dos EUA voltada à defesa do consumidor. As montadoras afirmam que obtêm autorização antes de monitorar os motoristas. Na prática, isso normalmente significa aceitar formulários e políticas de privacidade ao configurar o sistema multimídia do veículo ou aplicativos conectados ao carro. Em alguns modelos, esses avisos aparecem toda vez que o motorista liga o veículo. Você leu esses termos? Provavelmente não. As montadoras também conseguem monitorar usuários quando eles conectam o celular ao sistema multimídia do veículo ou utilizam determinados aplicativos voltados para dirigir Getty Images via BBC Nos EUA, não existe uma lei federal abrangente sobre privacidade. As proteções adotadas por alguns Estados são fragmentadas e, segundo especialistas, insuficientes. A situação é um pouco melhor na Europa, incluindo o Reino Unido, onde existem proteções específicas para determinados tipos de dados sensíveis e consumidores têm alguns direitos, como acessar informações pessoais e solicitar sua exclusão. Ainda assim, o problema está longe de ser resolvido na Europa. "Os europeus continuam subordinados às políticas de privacidade", afirma Caltrider. "E é preciso confiar que as regras serão cumpridas e fiscalizadas, algo que nem sempre acontece, especialmente no setor automotivo." O problema não é novo, mas há motivos para acreditar que ele esteja se acelerando. Uma lei americana determina que, nos próximos anos, montadoras instalem em novos veículos de passeio tecnologias avançadas de prevenção à direção sob efeito de álcool ou fadiga. O objetivo é impedir que pessoas dirijam alcoolizadas, cansadas ou sem condições adequadas para conduzir, usando câmeras infravermelhas e outros sistemas de monitoramento. O problema, segundo Caltrider e outros especialistas, é que a lei não prevê nenhuma regra sobre o destino dos dados gerados por essas tecnologias. Um porta-voz da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês), órgão responsável por implementar a regra, afirmou que a agência "está comprometida em reduzir mortes causadas por motoristas sob efeito de álcool usando todas as ferramentas disponíveis" e que "continua avaliando temas críticos e complexos", como preocupações relacionadas à privacidade. A implementação da lei provavelmente será adiada porque a tecnologia ainda não está pronta, mas especialistas em privacidade já demonstram preocupação. "Precisamos impedir que motoristas alcoolizados dirijam, e seria ótimo se houvesse garantias de que esses dados não serão usados para outras finalidades, mas não é isso que está acontecendo", afirma Caltrider. "Muitos dos avanços de coleta de dados em carros são apresentados sob o argumento da segurança." Segundo Caltrider, isso pode entregar à indústria automotiva um enorme volume de informações que, na prática, equivalem a dados médicos — sem salvaguardas adequadas. Como acontece com muitos problemas ligados à privacidade, a questão dos dados automotivos não tem uma solução simples, mas há algumas medidas que os consumidores podem tomar. "Se você se preocupa com privacidade, não participe dos programas de telemetria das seguradoras", afirma DeLong. Segundo ele, os riscos são relevantes e os descontos prometidos não são garantidos. Uma análise feita pelo Estado de Maryland, nos EUA, mostrou que 31% dos motoristas tiveram redução no valor do seguro, enquanto 24% passaram a pagar mais. Para 45%, não houve mudança. No Reino Unido, na União Europeia e em alguns Estados americanos, consumidores podem solicitar uma cópia dos dados coletados pelas empresas e optar por impedir a venda ou o compartilhamento dessas informações. Também é possível exigir às empresas a exclusão dos dados. No Brasil, as regras sobre compartilhamento de dados pessoais estão definidas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Algumas montadoras oferecem configurações de privacidade capazes de limitar o compartilhamento e a coleta de informações. Essas opções costumam estar disponíveis no sistema multimídia do veículo e nos aplicativos conectados ao carro. A revista americana Consumer Reports publicou um guia detalhado sobre o tema. Essas medidas podem ajudar, afirma Caltrider, mas ele argumenta que os consumidores não deveriam precisar fazer tanto esforço para impedir violações de privacidade. "Enquanto as regras não mudarem, enquanto os dados não forem realmente nossos e as empresas tiverem de pedir autorização para usá-los, acho que esse problema só vai piorar cada vez mais."
18/05/2026 11:08:44 +00:00
Fim do sonho da casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Um sonho antigo que virou pesadelo. Casais em diferentes regiões do país denunciam um esquema de fraude envolvendo construtoras e financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal. Mesmo após anos de pagamento e liberação de grandes valores pelo banco, as obras das casas continuam inacabadas, ou sequer avançaram como revelado na reportagem exibida pelo Fantástico. Veja no vídeo acima. Em um dos casos, o casal Izael Mendes e Marcela Teles contratou financiamento de cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil para construir a casa própria. Três anos depois do início das obras, o terreno permanece com sinais de abandono. “Era para ser o lugar onde nossa filha ia crescer”, lamenta Israel. A família vive de aluguel enquanto a construção permanece parada. Segundo o modelo do financiamento, a Caixa libera o dinheiro em parcelas conforme o avanço da obra atestado por laudos técnicos. No caso de Isael e Marcela, esses relatórios eram apresentados construtora Âmbar Prumo, contratada pelo casal. Os documentos apontam vem que mais de 80% da casa já estava concluída, mas a realidade era bem diferente. Uma perícia apontou falsificação nas assinaturas de Marcela e concluiu que menos da metade da obra havia sido concluída. Após suspeitar da fraude, o casal interrompeu o pagamento das parcelas. Como consequência, recebeu a informação de que o imóvel pode ir a leilão para quitar a dívida. "Eu passei dois anos sem chegar perto aqui, que eu desmaiava", diz Marcela. Esquema se repete em outros estados O mesmo tipo de irregularidade aparece em outras histórias. Em 2022, Guilherme Both e Bruna Both financiaram R$ 290 mil para construir a casa em Alvorada (RS). Pedro André, dono da construtora Vitro Viana, que também se apresentava como funcionário da Caixa, orientava o casal durante o processo. Apesar de a construtora ter recebido mais de R$ 200 mil do financiamento, a obra foi abandonada poucos meses depois. Nos relatórios enviados ao banco, itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como praticamente concluídos — mas, na prática, nem sequer haviam sido iniciados. O caso foi denunciado, e o homem ligado à construtora foi demitido da Caixa por justa causa, mas ainda não há condenação na Justiça. Famílias acumulam dívidas e prejuízos Além do impacto emocional, as vítimas relatam prejuízos financeiros significativos. Guilherme, por exemplo, contraiu uma dívida superior a R$ 200 mil com o banco e ainda pagou R$ 62 mil diretamente à construtora. “A gente só queria uma casa para morar”, diz. Já em Pernambuco, outro casal enfrentou situação semelhante. A construtora Multicons, responsável foi denunciada por cobrar valores acima do executado na obra e se apropriar da diferença. O dono da empresa foi condenado por estelionato; o prejuízo ultrapassou R$ 126 mil. Clientes relatam falta de fiscalização Em geral, os contratos desse tipo colocam o cliente como responsável por administrar os pagamentos da obra. Para o banco, em geral, se houver fraude, trata-se de uma questão entre cliente e construtora. A Caixa também informou que apura eventuais irregularidades cometidas por funcionários. Ainda assim, especialistas apontam que inconsistências nos laudos, como assinaturas falsas ou percentuais irreais de avanço, poderiam ter sido identificadas previamente. Persistência para concluir o sonho Mesmo após as fraudes, alguns casais conseguiram finalizar as casas com esforço próprio e ajuda de familiares. É o caso de Renata e Michel, que investiram mais de R$ 386 mil antes de perceber irregularidades. A construção só foi concluída após novos empréstimos e apoio da família. “É a casa dos sonhos, a gente não quis desistir”, afirma o casal, que ainda enfrenta dificuldades financeiras, mas conseguiu seguir com o projeto. Outro lado Em nota, a construtora Âmbar Prumo afirma que todas as obras foram conduzidas dentro das normas da Caixa e que eventuais acusações serão respondidas na Justiça. Já o ex-funcionário da Caixa e que respondia pela construtora Vitro Viana, Pedro André Marchesi Cecegolo, recorre na Justiça do Trabalho contra a demissão e nega ter causado qualquer prejuízo financeiro à Caixa. O dono da Multicons, condenado por estelionato, diz que os valores recebidos foram integralmente aplicados na obra e recorre da decisão. Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
18/05/2026 10:20:19 +00:00
O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico

Avibras retoma as atividades com 271 funcionários Com conflitos avançando pelo mundo, os gastos militares seguem em tendência de alta. E o Brasil também vive uma espécie de "boom" do seu setor bélico — os gastos militares no país aumentaram 13% no ano passado, muito acima da média global de quase 3% no mesmo período. Além de gastar mais, o Brasil tem exportado mais, com ampla demanda global por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Com esse mercado aquecido, grandes negócios no setor militar brasileiro chamaram a atenção de investidores e analistas nos últimos meses. Um deles foi o aporte milionário de diversos investidores na Avibrás, empresa brasileira líder na produção de sistemas de defesa e do setor aeroespacial, especializada em foguetes e mísseis. Fundada em 1961, a Avibrás estava desde 2022 em recuperação judicial. No mês passado, após uma crise financeira que incluiu uma greve de 1.281 dias, a Avibrás retomou suas atividades em sua fábrica de São José dos Campos (SP) — agora rebatizada de Avibrás Aeroco. Nos últimos anos, movimentos pela aquisição da Avibrás por grupos da China e dos Emirados Árabes chegaram a ser reportados. Mas a produção de mísseis e foguetes está sendo retomada graças a um aporte de R$ 300 milhões de diversos investidores, entre eles o bilionário Joesley Batista, do grupo JBS. Outros grandes investimentos no setor armamentista brasileiro também chamam atenção. Na última semana, a Embraer anunciou que fechou o maior pedido internacional já feito por um único país, os Emirados Árabes, para o cargueiro C-390 Millennium, o maior avião desenvolvido pela companhia. Gastos militares recordes Segundo o último relatório sobre o tema elaborado pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os gastos militares mundiais aumentaram 2,9% em termos reais para US$ 2,887 trilhões em 2025. Foi o 11º ano consecutivo de crescimento e o maior nível de gastos já registrado pelo SIPRI. O total representou 2,5% do PIB global em 2025. O Brasil foi o país que mais investiu na América do Sul, aumentando seus gastos militares em 13% em 2025, chegando a US$ 23,9 bilhões. Esse aumento se deveu principalmente ao maior investimento em desenvolvimento tecnológico naval e aos custos mais elevados com pessoal militar, segundo o SIPRI. Um dos destaques neste rearmamento global são os países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Com conflitos e ameaças à região, nações menos militarizadas nas últimas décadas como a Alemanha vêm ampliando gastos com o setor. Como resultado, entre os cinco maiores compradores de equipamentos militares do Brasil no último ano, três são da região: Alemanha, Bulgária e Portugal. Os outros foram Emirados Árabes e Estados Unidos. Em 2025, a indústria de defesa brasileira atingiu novo recorde histórico de exportações. Foram US$ 3,1 bilhões em autorizações para exportações de produtos e serviços, crescimento de 74% em relação a 2024 (US$ 1,78 bilhão), segundo o ministério da Defesa. O valor é mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). Houve um aumento acumulado de cerca de 114%, entre 2023 e 2025. A Base Industrial de Defesa (BID) — que é o conjunto de empresas estatais e privadas articuladas pelo Ministério da Defesa que desenvolve, produz e mantém produtos estratégicos militares — comercializa atualmente para 140 países em todos os continentes, com 80 empresas exportadoras. O setor representa cerca de 3,5% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos. "Há certo grau de segurança em dizer que os gastos militares globais seguirão crescendo. Houve uma mudança na percepção das pessoas. Observamos mais de 100 países aumentando seus gastos em 2025, o que mostra que é algo mais generalizado", aponta à BBC News Brasil Diego Lopes, pesquisador sênior do programa de despesas militares e produção de armamentos do SIPRI. "A guerra está no horizonte, ainda que os países não estejam envolvidos, mas pensam em se preservar. Há um paradoxo, já que quando há aumento dos gastos de um país, os vizinhos tendem também a elevar seus investimentos, gerando uma espiral", acrescenta. O empresário Joesley Batista Getty images Investimento na criação de oferta Mas como um país que tem em sua tradição diplomática o afastamento de conflitos ganhou destaque na indústria militar global? "O Brasil é um grande exportador de armas e munições leves desde os anos 70", conta Marcos Barbieri, professor de economia da Unicamp e especialista em indústria de defesa. Entre as grandes empresas do setor, estão a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a IMBEL, estatal criada durante o regime militar. A CBC é uma das líderes globais do segmento e conta atualmente com fábricas nos Estados Unidos e na Europa, e é atualmente grande fornecedora de munição para os países da Otan. Neste século, o país passou a investir na produção de equipamentos militares de maior complexidade. "Em 2008, se estabeleceu no Brasil uma estratégia nacional de defesa que reuniu projetos e criou diretrizes, o que acabou levando à formação de programas estratégicos", explica Barbieri. Ele destaca o projeto da Embraer C-390, avião militar que vem sendo amplamente buscado no exterior. A empresa já vendeu unidades para mais de dez países, com aeronaves em operação atualmente em Portugal, na Hungria e na Coreia do Sul, além do recente contrato com os Emirados Árabes. Segundo Barbieri, atualmente, a Otan usa o KC-390, denominação do C-390 quando equipado com a capacidade de reabastecimento em voo, como padrão da aliança. "Desde então, o Brasil passou a ter produtos de qualidade que passaram a ser exportados", afirma o especialista. Outro exemplo é a fragata Tamandaré, navio nacional que a Marinha vem defendendo como possível exportação visando aquecer a indústria local. No caso da Avibrás, Barbieri afirma que é uma empresa estratégica que conta com toda a competência técnica para a produção de itens como mísseis de cruzeiro. Por sua vez, ao longo dos últimos anos, a empresa esteve envolvida em dificuldades administrativas. Procurada, a Avibrás não se manifestou. Militares russos disparam tiros durante o funeral de sargento morto no conflito entre Rússia e Ucrânia Getty images Demanda em alta Um raro consenso no cenário de incerteza internacional na economia é o de que a demanda do setor seguirá aquecida. Na visão de Barbieri, este cenário traz oportunidades para as empresas brasileiras em uma série de frentes. "Há expectativa de o setor crescer muito. O conflito na Ucrânia tem sua importância em razão das munições, que vêm sendo essenciais e auxiliam na demanda pelos produtos brasileiros. É uma guerra com tropas paradas com grande necessidade de artilharia", explica. O conflito no Irã, que vem sendo marcado pelo uso de mísseis é um reforço das oportunidades para a Avibrás, avalia. "No processo de rearmamento que várias regiões do mundo estão passando, há aumento na demanda, o que aumenta o mercado e cria maior escala", aponta Lopes. Neste contexto, a produção brasileira depende da exportação destes equipamentos, já que é uma forma como consegue elevar seu nível de vendas que não é sustentado apenas pela demanda interna, diminuindo os custos de produção, explica. Na visão de Barbieri, o fato do Brasil ser percebido como não alinhado é uma grande vantagem geopolítica. Segundo ele, o país é visto sem desconfianças por grande parte dos importadores, o que vem sendo cada vez mais relevante em um mundo preocupado com a dependência de equipamentos estrangeiros. Armas nas mãos de quem O destino destes materiais é alvo de intensa preocupação por analistas do setor. Governos repressivos, crime organizado, mercenários e até grupos terroristas são eventuais receptores finais das armas, especialmente as mais leves e munições. "Há exportação para regiões instáveis, como na África e no Oriente Médio, incluindo a governos autocráticos que podem usar estas armas contra a população civil", afirma Bruno Langeani, consultor-sênior do instituto Sou da Paz e analista de dados do Conflict Armament Research Em 2024, o Brasil registrou uma disparada nas exportações de armas e munições para Burkina Faso. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, naquele ano as vendas ao país da África Ocidental somaram US$ 8,4 milhões. No final de 2022, o país sofreu um golpe militar e vive desde então com denúncias constantes sobre a morte de civis pelo governo. Na década passada, a empresa brasileira Condor, que produz armamentos não letais, foi denunciada pelas vendas ao Bahrein, país cujo governo vinha reprimindo manifestações. À época, circularam imagens de artefatos de gás lacrimogênio com o logo da companhia que estariam sendo usados para dissuadir os protestos. No mesmo período, o uso de armas brasileiras na guerra do Iêmen foi bastante criticado. "O cenário de grandes guerras pelo mundo faz com que a pressão pela regulamentação e maior controle perca a força", aponta Langeani. Ele aponta que nos mercados ilegais, já é observada uma grande circulação de armas brasileiras. Um risco é ainda o chamado efeito bumerangue. Neste cenário, exportações para países vizinhos ao Brasil podem acabar retornando ao país através do crime organizado transfronteiriço. Segundo o especialista, material bélico brasileiro vem sendo apreendido em países da região nas mãos de criminosos. A CBC conta com um código de conduta para terceiros visando o combate ao tráfico de armas. Segundo a empresa, é necessário "realizar operações de exportação ou importação somente mediante autorização dos órgãos competentes, como: Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, Diretoria de Produtos Controlados do Exército e o Departamento de Estado norte-americano". Além disso, não é permitido "realizar operações com países cujo momento civil esteja em conflito interno e possa gerar sofrimento para a população local ou que sejam usadas para fins não autorizados", aponta. Procurada, a CBC não se manifestou.
18/05/2026 09:45:09 +00:00
Trump sobre Irã: 'Estão morrendo de vontade de assinar acordo'

Trump diz que acordo de cessar-fogo com Irã está 'por um fio' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está "morrendo de vontade de assinar um acordo" em entrevista a revista "Fortune", divulgada nesta segunda-feira (18). Em meio a uma conversa sobre negócios, tarifas e inteligência artificial, ao ser questionado sobre os efeitos econômicos da guerra para os americanos, Trump, que vem pressionando por cortes na taxa de juros desde o começo do novo mandato, disse que "não tem como analisar os números" antes que o conflito termine. Para a revista, o republicano retrata a liderança iraniana como se fosse mais um rival comercial obstinado: "Eles gritam o tempo todo. Posso afirmar uma coisa: eles estão loucos para fechar um acordo. Mas eles fecham o acordo e depois enviam um documento que não tem nada a ver com o acordo feito. Eu digo: 'Vocês estão malucos?'". Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026. REUTERS/Evelyn Hockstein Trump também foi perguntado sobre sua sucessão e quem ele consideraria mais apto a dar continuidade ao seu legado de negociações: o filho Don Jr.; o secretário de Estado, Marco Rubio; ou seu vice-presidente, J.D. Vance. Ele optou por não responder. "Quem conseguir esse [cargo] será muito importante. E se escolherem a pessoa errada: desastre", afirmou de forma evasiva. Imagem postada por Trump do Irã com bandeira americana ao fundo e setas vindas de países vizinhos Truth Social / Reprodução Na rede Truth Social na noite deste domingo (17), após dizer a jornalistas que o "tempo está se esgotando" para o Irã, o presidente americano fez posts provocando o governo iraniano. Em um deles, o território iraniano aparece, com uma bandeira americana ao fundo e várias setas apontadas para ele dos países vizinhos. Em outros, postou uma imagem produzida com IA dele mesmo apertando um botão vermelho e disparando mísseis do espaço. Donald Trump em montagem feita por IA Truth Social / Reprodução
18/05/2026 09:23:09 +00:00
Petróleo oscila após atingir US$ 111 em meio a impasse sobre acordo de paz no Oriente Médio

Bombas de extração de petróleo inativas em um campo agrícola em Dacano, Colorado, nos EUA. Kevin Mohatt / Reuters O preço do petróleo oscilou forte nesta segunda-feira (18) após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã e impasses nas negociações por um acordo de paz no Oriente Médio. 🔎 O petróleo Brent, referência internacional, chegou a subir 1,9%, para US$ 111,31 por barril nas primeiras horas desta segunda. Já o WTI, referência nos EUA, avançou 2,3%, a US$ 107,83. Durante a manhã, os preços caíram após o Paquistão entregar aos EUA uma nova proposta do Irã para encerrar a guerra. Depois, voltaram a subir com a notícia de que os americanos rejeitaram a oferta iraniana. 🔎 Por volta das 14h09 (horário de Brasília), o Brent subia 1,09%, a US$ 110,45, enquanto o WTI avançava 1,39%, a US$ 102,42. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Os Estados Unidos rejeitaram uma nova proposta do Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo fontes do governo americano ouvidas pelo site Axios. A oferta havia sido enviada por Teerã por meio do Paquistão, que atua como mediador nas negociações. Segundo autoridades americanas, a proposta iraniana não trouxe mudanças suficientes para avançar em um acordo definitivo de paz. Apesar de o Irã não ter divulgado oficialmente os detalhes do texto, fontes iranianas disseram à Reuters que a proposta incluía o fim permanente da guerra, a retirada das sanções dos EUA, a reabertura do Estreito de Ormuz e a liberação de recursos iranianos bloqueados. As negociações acontecem em meio a um cessar-fogo considerado frágil, após seis semanas de guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos. Uma autoridade paquistanesa afirmou que os dois lados seguem “mudando as regras do jogo” e alertou que “não há muito tempo” para evitar o fracasso das conversas. O presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou a pressão ao afirmar que “o tempo está se esgotando” para um acordo. Em publicações na rede Truth Social, Trump fez ameaças ao Irã e compartilhou imagens provocativas produzidas com inteligência artificial. Imagem postada por Trump do Irã com bandeira americana ao fundo e setas vindas de países vizinhos Truth Social / Reprodução Os EUA exigem que o Irã encerre seu programa nuclear e suspenda o bloqueio ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos no mundo. Já o governo iraniano pede indenizações pelos danos da guerra, o fim do bloqueio americano aos seus portos e a interrupção dos conflitos em outras regiões, como no Líbano, onde Israel combate o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. A tensão no Oriente Médio também mexeu com o mercado de energia. Investidores temem problemas no transporte global de petróleo, principalmente porque o Estreito de Ormuz segue parcialmente fechado. O cenário piorou após um ataque de drone contra uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos. Analistas do banco ING afirmaram que o risco de uma nova escalada do conflito continua aumentando. Impacto nos mercados globais A alta dos custos de energia elevou as expectativas de inflação e pressionou as bolsas globais nesta segunda. Na Ásia, a maior parte dos mercados fechou em queda: Tóquio (Nikkei 225): caiu 0,9%, para 60.843,09 pontos. Hong Kong (Hang Seng): perdeu 1,6%, para 25.543,32 pontos. Xangai: recuou 0,1%, também pressionado por dados fracos do varejo chinês em abril. Austrália (S&P/ASX 200): caiu 1,4%. Em Nova York, os principais índices operavam sem direção única. O Dow Jones avançava 0,16%, enquanto o S&P 500 subia 0,30% e o Nasdaq ganhava 0,78%. (Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado) A alta do petróleo aumentou o temor de inflação e mexeu com os mercados financeiros. Nos Estados Unidos, os juros pagos pelos títulos públicos de 10 anos subiram para cerca de 4,63%, acima do nível de quase 4% visto antes do conflito no Oriente Médio. No Japão, os juros desses títulos chegaram a 2,8%, o maior patamar desde o fim dos anos 1990, diante da expectativa de preços mais altos e do aumento gradual dos juros pelo banco central japonês. No câmbio, o dólar ficou mais forte frente ao iene japonês, enquanto o euro registrava leve alta em relação à moeda americana. Com informações da Associated Press e Reuters*
18/05/2026 05:00:33 +00:00
Crimes financeiros: por que o Brasil não consegue impedi-los? - O Assunto #1721

Nos últimos meses, o noticiário brasileiro foi tomado por dois escândalos de fraudes financeira e tributária cujos prejuízos estão na casa das dezenas de bilhões de reais. O caso do Banco Master estourou depois de causar um rombo de R$ 12 bilhões para o BRB, banco estatal do Distrito Federal, de acordo com a Polícia Federal – e mostra ramificações da ação criminosa em diversas esferas de poder. Na última sexta-feira (15), a Operação Sem Refino revelou um esquema de fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ligados ao grupo Refit que envolve até o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) – a PF aponta até R$ 52 bilhões em passivos tributários. Nos dois casos, as redes criminosas causaram prejuízo à União, a estados e municípios e, claro, ao cidadão. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista o jornalista Léo Arcoverde e o economista Felipe Salto para explicar por que o Brasil não consegue fiscalizar e impedir este tipo de crime. Léo relata quais são os problemas do vazio regulatório do país. E Felipe analisa os prejuízos das fraudes ao erário público. Convidados: Léo Arcoverde, repórter especial da GloboNews, e Felipe Salto, economista-chefe na Warren Investimentos, ex-secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo do Instituto Fiscal Independente. O que você precisa saber: ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro Moraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeira Relator publica novo parecer da PEC que possibilita ao Banco Central ter orçamento próprio Como as fintechs mudaram o sistema financeiro no Brasil Como o caso Master expõe limites do sistema regulatório brasileiro O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian. Fraudes envolvendo combustíveis afetam União, estados e cidadão O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo
18/05/2026 03:30:34 +00:00
China deve comprar mais produtos agrícolas dos EUA, diz Casa Branca

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS A China concordou em aumentar o comércio de produtos agrícolas dos EUA, como carne bovina e aves, comprando a uma taxa anualizada de US$ 17 bilhões por ano em 2026 e nesse mesmo nível em 2027 e 2028, anunciou a Casa Branca no domingo (17). O anúncio ocorre dois dias depois de o presidente Donald Trump retornar de uma cúpula crucial em Pequim, onde buscou amenizar o impacto da guerra comercial que iniciou no ano passado sobre os agricultores americanos . A Casa Branca anunciou que a China restabelecerá o acesso ao mercado de carne bovina dos EUA e retomará as importações de aves de estados americanos considerados livres da gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Os acordos somam-se aos compromissos de compra de soja assumidos pela China no ano passado. Os acordos oferecem alguma esperança aos agricultores americanos prejudicados pela guerra comercial, que viram um importante mercado de exportação para soja e outros produtos secar. Os agricultores também estão sentindo novas pressões das políticas do governo Trump, a guerra que os EUA e Israel lançaram contra o Irã restringiu a navegação pelo Estreito de Ormuz, um corredor comercial vital que limitou o fornecimento global de fertilizantes e fez com que seus preços disparassem . Não houve confirmação imediata dos termos por parte de Pequim. Trump diz que firmou acordos com China, mas falta de detalhes desanima mercado financeiro O Ministério do Comércio da China afirmou no sábado (6) que os dois lados "resolveriam ou fariam progressos substanciais na resolução de certas barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado" relativas a produtos agrícolas. Os EUA "trabalharão ativamente" para abordar as preocupações da China em relação à retenção de seus produtos lácteos, frutos do mar, exportação de bonsai em vasos e o reconhecimento da província de Shandong como zona livre de gripe aviária. Enquanto isso, o lado chinês "da mesma forma, trabalhará ativamente" para abordar as preocupações dos EUA em relação ao registro de instalações de processamento de carne bovina e à exportação de carne de aves de certos estados para a China, disse um porta-voz do ministério. Os dois lados também concordaram em expandir o comércio, incluindo o de produtos agrícolas, por meio de medidas como reduções tarifárias recíprocas em "uma gama específica de produtos", embora o porta-voz não tenha especificado quais produtos. A China, reconhecendo a ligação entre segurança alimentar e segurança nacional, diversificou suas fontes de importação de soja, carne bovina e outros produtos agrícolas, recorrendo cada vez mais ao Brasil, à Argentina e a outros países em detrimento dos Estados Unidos. China reduziu importações dos EUA A adoção de uma taxa de 25% sobre a soja americana pelos chineses abriu espaço para o Brasil, que caminha para fechar o ano com recorde de exportação do produto. Até outubro, as vendas estavam em US$ 24 bilhões, alta de mais de 27% ante 2017 Getty Images via BBC Dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostram que as importações chinesas de produtos agrícolas americanos atingiram o pico em 2022, com US$ 38 bilhões, mas caíram para US$ 8 bilhões em 2025. Esses valores incluem quase US$ 18 bilhões em compras de soja em 2022 e US$ 3 bilhões em 2025. Não está imediatamente claro quanto mais a China compraria dos produtores americanos de soja, que foram particularmente afetados pela guerra comercial. A China, tradicionalmente a maior compradora estrangeira de soja americana, parou completamente de comprá-la no ano passado, depois que Trump aumentou as tarifas sobre produtos chineses. O acordo mais recente baseia-se numa trégua comercial que Trump firmou com o presidente chinês Xi Jinping em outubro, na qual a China concordou em retomar a compra de soja americana. A Casa Branca afirmou, na ocasião, que a China se comprometeu a comprar 12 milhões de toneladas métricas no atual ano comercial e 25 milhões de toneladas métricas em cada um dos próximos três anos. Segundo a Casa Branca, centenas de frigoríficos americanos, incluindo os da Tyson e da Cargill, poderão voltar a exportar para a China, embora não esteja claro de imediato qual será o volume de carne bovina que as empresas americanas venderão para o país. Tyson, JBS, Marfrig e Seaboard são as grandes empresas processadoras de carne Getty Images A China deixou expirar as licenças de centenas de frigoríficos americanos no ano passado, e o valor das importações para 2025 caiu para menos de US$ 500 milhões, segundo dados do USDA. As compras chinesas de carne bovina americana atingiram o pico de US$ 2,14 bilhões em 2022, conforme mostram os dados do governo. China renova licença de mais de 400 exportadores de carne bovina dos EUA após encontro entre Trump e Xi Jinping As exportações americanas de carnes e produtos avícolas para a China totalizaram US$ 286 milhões em 2025, uma queda em relação aos mais de US$ 1 bilhão registrados em 2022. Encontro entre Trump e Xi Durante a cúpula da semana passada, Trump e Xi discutiram maneiras de aprimorar a cooperação econômica, incluindo a expansão do acesso de empresas americanas ao mercado chinês e o aumento do investimento chinês em indústrias americanas, segundo a Casa Branca. Os dois líderes concordaram em criar conselhos de comércio e investimento separados — embora tenham oferecido poucos detalhes sobre as propostas ou como elas se diferenciariam dos diálogos comerciais existentes. De acordo com a Casa Branca, o Conselho de Comércio permitirá que os dois governos gerenciem o comércio de "bens não sensíveis", e o Conselho de Investimentos proporcionará um fórum para que ambos os lados discutam questões relacionadas a investimentos. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério do Comércio da China afirmou que os dois órgãos abordariam as respectivas preocupações relativas ao comércio e ao investimento. O Conselho de Comércio, segundo o porta-voz do ministério, permitiria que as duas partes discutissem questões como a redução de tarifas sobre produtos específicos. "Em princípio, as duas partes concordaram em reduzir as tarifas sobre produtos de interesse mútuo em escala equivalente", disse o porta-voz. Xi Jinping afirmou na semana passada que as portas da China se abrirão ainda mais durante seu encontro com líderes empresariais americanos que acompanham Trump na viagem. Entre os que viajaram a Pequim estava Brian Sikes, CEO da gigante agrícola Cargill. A soja, utilizada na China para alimentação animal e produção de biocombustíveis, está entre os principais produtos agrícolas de exportação dos EUA. No passado, as exportações de soja para a China representavam cerca de metade das exportações americanas de produtos agrícolas para aquele país asiático. Dados do USDA mostram que os EUA exportaram 10,9 milhões de toneladas métricas de soja para a China até 7 de maio, colocando a China no caminho certo para cumprir seu compromisso anterior até o final do ano comercial, em 31 de agosto. Esse volume está bem abaixo dos 25 a 30 milhões de toneladas métricas que a China comprava em anos anteriores. Antes da viagem inicialmente planejada de Trump a Pequim no final de março — que foi adiada devido à guerra com o Irã — a Associação Americana de Soja o instou a priorizar a soja nas negociações comerciais com Xi. Scott Metzger, presidente da associação, disse na quinta-feira que o grupo gostaria de ver "compras adicionais de soja neste ano comercial, bem como progresso contínuo no cumprimento dos compromissos de compra futuros". “Maior certeza e consistência no mercado ajudam a dar aos agricultores a confiança necessária para tomarem decisões para o ano seguinte”, disse ele.
18/05/2026 03:28:22 +00:00
Bolsa Família 2026: pagamentos de maio começam nesta segunda; veja calendário

Bolsa Família veja as regras e dias de pagamentos em maio de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de maio do Bolsa Família 2026 nesta segunda-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para maio de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/5 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/5 Final do NIS: 3 - pagamento em 20/5 Final do NIS: 4 - pagamento em 21/5 Final do NIS: 5 - pagamento em 22/5 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/5 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/5 Final do NIS: 8 - pagamento em 27/5 Final do NIS: 9 - pagamento em 28/5 Final do NIS: 0 - pagamento em 29/5 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
18/05/2026 03:01:02 +00:00
Embalagens de salgadinhos ficam preto e branco após guerra no Irã provocar falta de tinta

Guerra no Irã interrompe fornecimento de um ingrediente usado na tinta colorida NNN-NTV via AP As embalagens de alguns salgadinhos no Japão estão adotando um visual em preto e branco, à medida que a guerra no Irã interrompe o fornecimento de um ingrediente usado na tinta colorida. A Calbee Inc., empresa sediada em Tóquio que fabrica chips e cereais, informou que o conteúdo dos produtos permanece o mesmo. Os populares salgadinhos da marca são vendidos nas onipresentes lojas de conveniência do Japão e também exportados para Estados Unidos, China e Austrália. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Esta medida visa ajudar a manter um fornecimento estável de produtos”, afirmou a empresa em comunicado divulgado esta semana. Vídeos em alta no g1 A mudança afetará 14 itens da linha e entrará em vigor em 25 de maio, limitando o uso de tinta a apenas duas cores. Segundo a empresa, a decisão reflete a necessidade de se adaptar com flexibilidade às mudanças no cenário geopolítico. Ainda não há previsão de quanto tempo essa alteração irá durar, de acordo com a Calbee, fundada em 1949. O grupo emprega mais de 5.000 pessoas. A iniciativa é a mais recente resposta de empresas ao aumento dos preços e à escassez de petróleo e outros insumos, provocados pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O Japão, que depende quase totalmente de importações de petróleo, tem lidado com a situação de forma relativamente tranquila até agora. O governo tem buscado reduzir as preocupações ao destacar as reservas estratégicas do país. Apesar disso, o país ainda enfrenta dificuldades no fornecimento de nafta, derivado do petróleo usado na produção de itens como plásticos e tintas. embalagens de salgadinhos Calbee em cores e em preto e branco em Tóquio NNN-NTV via AP A mudança na embalagem dos produtos é visivelmente marcante. As batatas fritas levemente salgadas da Calbee, conhecidas como "usu shio", eram vendidas em embalagens laranja vibrante, com a imagem de chips dourados e um mascote em forma de homem-batata usando chapéu. A nova versão traz apenas elementos em tons monocromáticos. A empresa, que também fabrica os chips de camarão “kappa ebisen”, havia anunciado em março uma estratégia ambiciosa de crescimento. “A Calbee continuará a responder de forma ágil e flexível às mudanças em seu ambiente operacional, incluindo riscos geopolíticos, e segue comprometida em garantir o fornecimento estável de produtos seguros e de alta qualidade”, afirmou a companhia. “Agradecemos a compreensão.”
17/05/2026 08:00:55 +00:00
Por motivos religiosos, médico cria clínica de fertilização conservadora que não descarta embriões

Dr. John Gordon abriu uma clínica de fertilização guiada por princípios cristãos. AP Photo/Jessie Wardarski O Dr. John Gordon, endocrinologista reprodutivo, é um homem de fé há anos. Quando começou a ter dúvidas, elas não eram sobre Deus, mas sobre o trabalho de sua vida. Ele escolheu a especialidade de infertilidade para ajudar as pessoas. Trinta anos depois, os avanços científicos tornaram esse objetivo mais acessível do que nunca, mas também trouxeram novos dilemas éticos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como codiretor de uma clínica de fertilização nos arredores de Washington, D.C., Gordon passou a se preocupar com a criação de embriões excedentes, que muitas vezes ficavam armazenados por longos períodos ou eram descartados. Com a expansão dos testes genéticos, os casais passaram a poder escolher o sexo do bebê e identificar doenças graves, mas também condições mais leves, como a perda auditiva. “Isso é moralmente problemático demais”, pensou Gordon. “Não sei onde traçar o limite.” Empreendedoras faturam com personalização de Bíblias Em 2018, sua esposa o incentivou a mudar a prática médica. Ambos acreditavam, por sua fé cristã, na santidade dos embriões. Ao olhar para a casa onde criaram quatro filhos, Allison Gordon passou a sentir que a vida confortável que levavam parecia ter sido construída sobre “ganhos ilícitos”. John Gordon então comprou uma clínica em Knoxville, Tennessee, e a alinhou às suas convicções religiosas, que vinham se transformando ao longo do tempo. Sua clínica, a Rejoice Fertility, não descarta embriões viáveis, não realiza testes genéticos nem os doa para pesquisa. Também limita a quantidade de embriões produzidos. A trajetória mudou em paralelo ao crescente debate sobre a fertilização in vitro (FIV). Decisões judiciais recentes reacenderam discussões sobre o tema — desde a revogação do direito federal ao aborto pela Suprema Corte dos EUA até a decisão da Suprema Corte do Alabama que passou a considerar embriões como crianças. Ainda assim, a FIV segue amplamente aceita pela opinião pública, e o presidente Donald Trump adotou medidas para ampliar o acesso ao procedimento. A base cristã conservadora de Trump demonstra menor apoio à fertilização in vitro. A Igreja Católica há muito se opõe à prática, e o tema vem gerando debates cada vez mais intensos entre evangélicos. Em 2024, a Convenção Batista do Sul, maior denominação protestante dos Estados Unidos, defendeu restrições à FIV quando há destruição da “vida humana embrionária”. Gordon acredita que sua prática responde a muitas dessas questões morais. Ele tinha 55 anos quando decidiu fazer essa mudança desafiadora: “Não gosto nem de trocar de marca de pasta de dente”. Mas, completou: “Preciso exercer minha profissão de uma forma com a qual eu consiga conviver.” A clínica de Gordon não descarta embriões considerados viáveis AP Photo/Jessie Wardarski O dilema do embrião descartado A clínica Rejoice atrai pacientes de todo o país. Folhetos evangélicos e uma cruz de madeira ficam expostos na sala de espera. Na área de recuperação, um versículo bíblico diz: “Não tenham medo nem se desanimem, pois o Senhor, o seu Deus, estará com vocês por onde vocês andarem”. Em janeiro, Maggie e Cade Lichfield, membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Knoxville, seguravam uma imagem de ultrassom — a segunda desde a confirmação da gravidez, após três tentativas frustradas de transferência de embriões. Eles reconhecem as controvérsias envolvendo a fertilização in vitro, mas valorizam o fato de a Rejoice não realizar testes genéticos nem descartar embriões. “Você ainda permite que Deus seja Deus”, disse Maggie Lichfield. “Ele está no controle.” Domenic e Olivia D’Agostino cogitaram desistir da fertilização in vitro por razões religiosas, até conhecerem a Rejoice, localizada a quase duas horas de sua casa, no Tennessee. Eles não sabiam que existia uma clínica que não descartasse embriões. “Esse era o principal problema para mim, porque, na minha visão, não há muita diferença entre descartar um embrião e realizar um aborto”, disse Domenic D’Agostino. “Simplesmente não estávamos dispostos a fazer isso.” Para eles, a descoberta pareceu providencial. Gordon compartilha o interesse do casal pela teologia reformada e pela ideia de que Deus é soberano sobre todas as coisas — inclusive sobre as incertezas dos tratamentos de fertilidade. “O que mais gosto nele é que ele ora conosco antes das transferências”, disse Domenic D’Agostino. “Ele ressalta a soberania de Deus e a importância de nos submetermos à vontade divina nesse processo.” O médico deixou de realizar testes genéticos em embriões AP Photo/Jessie Wardarski Uma experiência de conversão Gordon foi criado em uma família judaica nos arredores de Boston, filho e neto de médicos. Recebeu uma educação de alto nível: escola preparatória, seguida por Princeton, faculdade de medicina em Duke e residência em Stanford. Ele conheceu a esposa em Duke, onde ela fez doutorado em engenharia. Allison Gordon cresceu em uma família cristã, em uma pequena cidade da Carolina do Norte. Um pastor e um rabino celebraram o casamento dos dois, que por anos mantiveram uma união inter-religiosa. A mudança aconteceu quando o filho mais velho, ainda na terceira série, foi hospitalizado com uma doença grave. Foi nesse momento que Gordon teve uma experiência de conversão. “Eu me ajoelhei e disse: ‘Senhor, o Senhor tem a minha atenção’.” Após a recuperação do filho, o casal passou a frequentar uma igreja presbiteriana tradicional, onde Gordon foi batizado em 2000. Hoje, eles integram a Igreja Presbiteriana Evangélica Conservadora da América. Os líderes da igreja, Christ Covenant, apoiam a missão da Rejoice. A clínica não exige que funcionários ou pacientes compartilhem as crenças religiosas de Gordon. Sarah Coe Atkinson, embriologista sênior, afirmou: “Não concordo necessariamente com tudo o que ele acredita, mas acredito no que fazemos ao ajudar esses embriões a se tornarem vidas.” Ela supervisiona o laboratório, que aceita praticamente qualquer embrião, independentemente de sua condição. “Às vezes, os embriões menos promissores dão origem aos bebês mais bonitos”, costuma dizer. Quando um casal recebeu um embrião doado que estava congelado havia quase 31 anos, a Rejoice prestou todo o suporte necessário. A criança, nascida em 2025, estabeleceu o que se acredita ser um recorde de maior tempo entre congelamento de um embrião e nascimento. Para treinar outros profissionais, Atkinson criou uma biblioteca com dispositivos antigos de armazenamento de embriões e instruções para abri-los, organizadas em uma pasta com folhas plásticas protetoras. Em um dos documentos, referente a uma ampola de vidro antiga, há o alerta: “Pode explodir”. A clínica limita a quantidade de embriões criados em cada tratamento. AP Photo/Jessie Wardarski Uma abordagem cristã à fertilização in vitro Especialistas estimam que cerca de 1,5 milhão de embriões congelados estejam armazenados nos Estados Unidos, embora alguns defensores da prática acreditem que o número possa ser ainda maior. Gordon procura não ampliar esse total. Ele adapta os tratamentos ao tamanho ideal da família de cada paciente e se especializa em ciclos de fertilização in vitro com menor uso de medicamentos, o que reduz custos e costuma resultar em menos óvulos. As pacientes também podem optar por fertilizar menos óvulos. Outras clínicas oferecem essas alternativas, mas a Rejoice se destaca por priorizá-las. A desvantagem é que, caso os embriões disponíveis sejam utilizados e haja necessidade de um novo ciclo, o custo pode variar entre US$ 8.000 e US$ 10.000 na Rejoice. Ainda assim, segundo Gordon, muitas pacientes preferem produzir menos embriões por motivos de consciência. Emily Martin afirma que se sente angustiada pelos embriões que mantém armazenados. “Eu acordava no meio da noite pensando: ‘Meu Deus, o que fizemos?’, e sentia um peso enorme”, disse. Cristã contrária ao aborto em Knoxville, ela lamenta não ter conhecido a Rejoice antes de produzir mais embriões do que usaria em outra clínica. “Esse é um aspecto pouco discutido”, afirmou. Em casos raros em que restam embriões não utilizados, Gordon sugere que sejam disponibilizados para adoção. Em círculos cristãos conservadores, essa prática é conhecida como “adoção de embriões”, por considerar os embriões não como propriedade, mas como filhos. Recentemente, a clínica lançou o programa Rejoice Embryo Rescue, que Gordon descreve como um “orfanato”. O projeto armazena embriões doados e trabalha com agências — em sua maioria cristãs — especializadas em coordenar adoções. Adrienne e Colby McKnight haviam considerado a adoção tradicional antes de conhecerem a adoção de embriões em sua comunidade de ensino domiciliar, em Augusta, Geórgia. Eles adotaram um embrião, chamado Gloria, que estava congelado havia 11 anos. Quando a transferência não resultou em gravidez, ficaram tristes, mas gratos pela oportunidade. “Para nós, trata-se de dar a ela uma chance de viver e de sair do congelamento”, disse Adrienne McKnight. “De qualquer forma, ela poderá seguir em frente. Estará com o Senhor.” Por meio da Rejoice, o casal adotou recentemente mais dois embriões. Pacientes da clínica participam de orações antes da transferência de embriões. AP Photo/Jessie Wardarski Unindo os mundos da fertilização in vitro e da religião “É difícil conciliar fé e profissão”, disse Gordon. Citando um trecho bíblico, afirmou que os cristãos são chamados a demonstrar “fé por meio das obras”. A Rejoice permitiu que ele integrasse essas duas dimensões, embora o caminho tenha sido desafiador. O relacionamento com o médico de quem comprou a clínica se deteriorou, levando a disputas judiciais. Gordon também enfrentou críticas de outros cristãos e ativistas contrários ao aborto que consideram qualquer forma de fertilização in vitro antiética. “Ele está na direção certa”, disse Matthew Lee Anderson, especialista em ética cristã da Universidade Baylor, que se opõe à FIV. “É notável que tenha tomado medidas para mudar sua prática, e espero que avance ainda mais.” Apesar das dificuldades, Gordon não se arrepende da mudança e planeja expandir a equipe médica. Em um domingo, após o culto, ele voltou à clínica. No laboratório, Atkinson preparava o embrião congelado de um casal da Carolina do Norte para a transferência, prevista para aquela tarde. À medida que o embrião descongelava, se expandia em uma placa de cultura: as células se reidratavam e ganhavam vitalidade. Ali havia uma possibilidade de vida, que seria enviada com esperança — e, na Rejoice, também com uma oração. Quatro semanas depois, veio a notícia: a paciente estava grávida.
17/05/2026 07:01:20 +00:00
Café agroecológico ganha espaço no ES com produção sustentável e grãos com mais sabor

Cultivo de café entre árvores nativas garante sustentabilidade e grãos com mais sabor Um cafezal cultivado em meio à Mata Atlântica, com sombra de árvores nativas, manejo orgânico do solo e foco na qualidade da bebida. Esse é o modelo do café agroecológico, que vem ganhando espaço no Espírito Santo ao aliar sustentabilidade, conforto térmico para as plantas e alto valor agregado no mercado. Nesse sistema, conhecido como agroflorestal, o café cresce sob a proteção de outras espécies vegetais, o que influencia diretamente na qualidade do grão. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O produtor Dieimes Bohry cultiva cerca de 700 pés de café conilon nesse modelo em uma propriedade em Vila Valério, no Norte do estado, e pontua os benefícios. “O café demora um pouco mais a amadurecer porque a planta está na sombra. Isso traz um conforto térmico melhor e, com mais tempo no pé, há maior acúmulo de açúcar no grão”, explicou. Café agroecológico ganha espaço entre produtores do Espírito Santo, unindo sustentabilidade e maior valor de mercado TV Gazeta LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Nem todo mel é igual, cor e sabor do produto mudam conforme a flor VEJA QUAIS E ONDE ESTÃO: Queijos do ES estão entre os melhores do Brasil IMPACTO: Guerra no Oriente prejudica envio de pimenta e café, e exportadores têm dificuldade de negociar produtos Sombra e manejo natural favorecem produção O cultivo segue um calendário dividido em duas etapas. Entre dezembro e abril, período mais quente, as copas das árvores formam uma cobertura verde que protege os cafezais do sol intenso e das chuvas fortes. Já entre maio e agosto, com temperaturas mais amenas, ocorre a colheita, fase em que as árvores passam por poda. Além da sombra, o sistema agroecológico aposta na adubação orgânica. “Nosso solo é adubado com esterco de animais e com a própria poda das árvores. Essa matéria orgânica enriquece o solo, de onde o café retira os nutrientes que precisa”, disse Bohry. Propriedade em Vila Valério aposta na produção do café agroecológico TV Gazeta Controle de qualidade pós-colheita Após a colheita, o café passa por etapas rigorosas de seleção. Os grãos são lavados para eliminar impurezas e separar os que boiam, considerados de menor qualidade. Em seguida, são secos em terreiros suspensos, passam por nova triagem e seguem para descascamento e torra. Todo o processo conta com acompanhamento técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Amostras são enviadas para análise em laboratório, onde são avaliadas características físicas, além de sabor e aroma da bebida. Grãos de café conilon produzido no modelo agroecológico são secos em terreiros suspensos, passam por nova triagem e seguem para descascamento e torra TV Gazeta Segundo o técnico agrícola Tássio Sousa, os resultados têm sido positivos. “A forma de manejo e o cuidado no pós-colheita estão resultando em cafés de excelente qualidade, que têm potencial para se destacar no mercado”, afirmou. Maior valor agregado O café conilon produzido em sistema agroflorestal pode alcançar preços até quatro vezes superiores aos do cultivo convencional. Esse diferencial tem incentivado produtores a investir no modelo. A agricultora Luciene Pessin é mais um exemplo de quem aposta nesse mercado. “O café especial é diferenciado desde o plantio. Quando chega à xícara, o consumidor está disposto a pagar mais pela qualidade”, disse. Café conilon produzido em sistema agroflorestal pode alcançar preços até quatro vezes superiores aos do cultivo convencional. Espírito Santo TV Gazeta Além do retorno financeiro, o sistema também contribui para a preservação ambiental. “A ideia da agrofloresta é não agredir o meio ambiente, preservar árvores nativas e gerar produtos de alto valor agregado. No nosso caso, o café especial agroecológico realmente vale a pena cultivar”, destacou Bohry. ES lidera produção de conilon Maior produtor de café conilon do Brasil, o Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção nacional. A cultura representa 38% do PIB agrícola do estado. Atualmente, são cerca de 286 mil hectares plantados, distribuídos em 49 mil propriedades rurais em 68 municípios. Entre os maiores produtores estão Linhares, Rio Bananal, Jaguaré, Vila Valério e Nova Venécia. A colheita de 2026 está prevista para começar em agosto. Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção nacional de café conilon TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
17/05/2026 07:01:04 +00:00
Novo ‘morango do amor’? Entenda por que bolo-pudim virou febre em 2026

Novo ‘morango do amor’? Entenda por que bolo‑pudim virou febre em 2026 Reprodução/Youtube Depois do “morango do amor”, que viralizou nas redes sociais no ano passado, uma nova febre gastronômica tem tomado conta da internet em 2026: o bolo‑pudim. A sobremesa, que combina duas receitas clássicas da confeitaria brasileira, se espalhou rapidamente por vídeos nas redes sociais, impulsionou vendas e virou aposta de pequenos empreendedores em diferentes regiões do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, a confeiteira Maria Tereza dos Santos vendeu mais de 400 pedaços de bolo‑pudim em poucas horas durante uma feira hippie realizada em janeiro. Por volta das 7h, já havia fila de clientes à espera do doce, vendido a R$ 25 a unidade. Algumas pessoas chegaram a aguardar até duas horas. Antes mesmo do fim da feira, por volta das 11h, todas as fatias já haviam se esgotado. Vídeos em alta no g1 O sucesso também se repetiu com a empreendedora Elisângela da Silva Marques, em São José do Rio Preto (SP). Ela vendeu mais de 600 fatias em apenas duas horas em uma barraca montada em um canteiro da cidade. Para dar conta da demanda, as massas são preparadas às quartas‑feiras e a montagem acontece às sextas. Ao todo, são produzidos 20 bolos, com média de 30 fatias cada. A equipe reúne oito pessoas, incluindo familiares. Já em Juiz de Fora (MG), a confeiteira Raphaela Garbeto Brandi afirma ter vendido mais de 500 fatias em apenas dez dias, além de diversos bolos inteiros. O preparo e o corte do doce chamaram tanta atenção nas redes sociais que os vídeos publicados ultrapassaram 18 milhões de visualizações. Hoje, o perfil da confeiteira soma mais de 20 mil seguidores. Carro-chefe de confeiteira é bolo de pudim em Rio Preto (SP) Lisa Cake Design/Arquivo pessoa Mas o que explica tamanho sucesso? 🤔 Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o bolo‑pudim reúne dois fatores centrais do consumo contemporâneo: memória afetiva e forte apelo visual, potencializados pela lógica das redes sociais, que aceleram a transformação de tendências gastronômicas em fenômenos quase instantâneos. Segundo Bruno Sola, especialista em marketing e CEO da agência Bunch Marketing & Growth, produtos com forte apelo visual, afetivo e sensorial encontram terreno fértil em plataformas como TikTok e Instagram. “Vídeos curtos e imagens impactantes despertam desejo imediato. A curiosidade gerada no ambiente digital rapidamente se converte em demanda no mundo real”, analisa. De acordo com ele, o sucesso dessas tendências vai além da estética. “Produtos que combinam nostalgia, curiosidade, indulgência e experiência sensorial acionam gatilhos emocionais que geram mais compartilhamentos, comentários e conteúdos espontâneos. Isso cria um efeito de validação social que impulsiona ainda mais a procura”, explica. Para empreendedores menores, esse movimento representa uma oportunidade estratégica de crescimento orgânico. “Pequenos negócios conseguem testar sabores, formatos, embalagens e apresentações em tempo real, surfando tendências antes que elas se desgastem”, afirma Sola. Ele destaca ainda a habilidade do empreendedor brasileiro nesse cenário: “Existe uma capacidade muito intuitiva de entender a lógica dos algoritmos e produzir conteúdos alinhados ao que tem maior potencial de recomendação e engajamento”. O bolo‑pudim segue a mesma lógica de outros fenômenos recentes, como o “morango do amor” e a paleta mexicana. “A curiosidade gerada no ambiente digital se transforma rapidamente em vendas”, resume o especialista. O caso do “morango do amor”, que viralizou massivamente no Brasil em julho de 2025, ilustra esse efeito. As buscas pelo doce cresceram 1.333% em apenas uma semana no Google, atingindo pico nacional em 24 de julho daquele ano, enquanto os pedidos no iFood aumentaram mais de 2.300% no mesmo período. O crescimento foi tão intenso que chegou a impactar a cadeia de suprimentos, elevando o preço do morango em algumas regiões de São Paulo. A expectativa do setor é que o bolo‑pudim siga trajetória semelhante, impulsionado pela mesma dinâmica de viralização e compartilhamento. Fotos mostram confeiteira que criou a torta pudim, Maria Tereza dos Santos, segurando bandeja com o doce que causou euforia na Feira Hippie de BH Divulgação Para Karine Karam, professora de comportamento do consumidor da ESPM e sócia da consultoria Markka Pesquisas, o sucesso da sobremesa está na combinação entre familiaridade e novidade. Sobremesas que unem dois clássicos fazem muito sucesso porque ativam, ao mesmo tempo, conforto e curiosidade. O consumidor conhece o bolo e o pudim, mas quando esses dois universos se encontram, surge uma experiência nova sem romper com o que já é familiar. Ela ressalta o forte componente emocional envolvido. “Tanto o bolo quanto o pudim fazem parte da memória afetiva do brasileiro. Estão associados à infância, à casa da avó, a encontros familiares. Quando aparecem juntos, há uma potencialização dessa nostalgia”, diz. Em um cenário de excesso de estímulos e ansiedade cotidiana, segundo a pesquisadora, doces indulgentes acabam funcionando como uma forma de conforto emocional. O apelo visual também é decisivo para a viralização. “O bolo‑pudim é extremamente ‘instagramável’: as camadas bem definidas, a calda escorrendo, o contraste de texturas e o momento do corte geram forte estímulo visual. Hoje, muitos alimentos são consumidos primeiro pelos olhos e pela câmera do celular”, observa. Na avaliação de Karine Karam, o doce vai além de uma moda passageira. “O bolo‑pudim faz parte de uma tendência maior da confeitaria contemporânea, que valoriza produtos híbridos, exagerados e altamente sensoriais. O alimento deixa de ser apenas comida e vira experiência, entretenimento e conteúdo”, conclui. Receita exclusiva de 'torta pudim' causa fila de horas na Feira Hippie de BH e viraliza
17/05/2026 06:00:41 +00:00
Bolsa Família: aplicativo ganhará novas funções a partir desta segunda; veja detalhes

O aplicativo do Bolsa Família vai receber novas funcionalidades a partir desta segunda-feira (18). Com isso será possível conferir informações detalhadas sobre o benefício e composição familiar, além de o beneficiário receber notificações sobre pendências. Não será necessário baixar um novo aplicativo. Uma mensagem de atualização irá aparecer para o usuário e as novas funções estarão disponíveis ao atualizar o app do Bolsa Família. 🔍Nesse primeiro momento, apenas os beneficiários que tenham telefone com sistema operacional Android vão conseguir fazer a atualização. Vídeos em alta no g1 Nessa fase, as novidades são a visualização de pendências relacionadas à família do beneficiário, o acesso a informações relacionadas ao bloqueio do benefício e a outros programas do governo federal (Confira todas as novas funcionalidades mais abaixo). “Eu não tenho casa, como faço para acessar o Minha Casa Minha Vida? O aplicativo também vai ajudar com informações de um conjunto de programas integrados ao Cadastro Único”, exemplificou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), essas melhorias não vão substituir o atendimento nos Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). Ainda será necessário ir ao CRAS para atendimentos de alterações cadastrais e manutenção do benefício. "Com o novo aplicativo, espera-se que o beneficiário consiga identificar previamente suas pendências, comparecendo ao CRAS já munido das informações e documentos necessários, o que tende a reduzir a necessidade de mais de um deslocamento para a resolução da demanda", explicou a pasta. 🔍 Segundo o MDS, são 6 milhões de usuários ativos na plataforma Android e aproximadamente 270 mil usuários na plataforma iOS no app do Bolsa Família. O aplicativo também terá a funcionalidade de acesso de não beneficiários destinado a famílias que querem começar o processo para participar do programa. Nesse modo, é possível ver o calendário de pagamentos, ter acesso a informações gerais do programa e um canal direto com a Caixa — responsável pelo pagamento dos beneficiários do programa. O ministério também anunciou que futuramente o aplicativo trará funções como: informações como rastreio e situação do cartão; permissão para que o beneficiário escolha a conta onde quer receber o benefício; e possibilidade para que o beneficiário solicite o retorno garantido — mecanismo que assegura que famílias beneficiárias do Bolsa Família, que melhoraram de renda e depois voltaram a ficar em situação de vulnerabilidade, voltem ao programa com prioridade, sem precisar passar pela fila de espera. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Como é e como vai ficar o aplicativo Funcionalidades que já existem: Extrato de parcelas; Calendário de pagamentos; Desligamento voluntário; Push e caixa de mensagens. Funcionalidades que passarão a existir no aplicativo: Informações detalhadas sobre benefício, composição familiar e pendências; Área para o não beneficiário e área para o novo entrante. Novo layout do aplicativo do Bolsa Família Reprodução Funcionalidades anunciadas que estarão disponíveis futuramente: Informações sobre cartão, como rastreio e situação; Permissão para que o beneficiário escolha a conta onde quer receber o benefício; Possibilidade para que o beneficiário solicite o retorno garantido.
17/05/2026 05:00:42 +00:00
Mega-Sena 30 anos: prêmio de sorteio especial sobe para R$ 300 milhões; concurso não acumula

Volantes da Mega-Sena Rafa Neddermeyer / Agência Brasil A Caixa Econômica Federal aumentou a estimativa do prêmio do concurso especial de 30 anos da Mega-Sena para R$ 300 milhões. O sorteio será realizado às 11h do dia 24 de maio. A estimativa para o concurso 3.010 era inicialmente de R$ 150 milhões, conforme divulgado pela Caixa em abril. O valor subiu para R$ 200 milhões na última quarta-feira (13) e foi elevado novamente neste sábado, chegando a R$ 300 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Segundo as regras divulgadas pela Caixa, o prêmio do sorteio especial não acumula. Com isso, se ninguém acertar as seis dezenas, o valor principal será dividido entre os apostadores que acertarem a quina. Se ainda assim não houver vencedores suficientes, seguirá para a quadra, aumentando as chances de alguém acertar a sequência de números. As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Como funciona a Mega-Sena? Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A Caixa ainda informou que a partir de domingo (17) todas as apostas na modalidade da Mega-Sena passarão a ser exclusivas para a Mega 30 anos. Como jogar na Mega 30 anos: Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha. A aposta simples custa R$ 6. Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante. Pela primeira vez, os bolões online poderão ser comprados até uma hora antes do sorteio. Três décadas da Mega-sena Criada em 1996, a Mega-Sena já movimentou mais de R$ 115 bilhões ao longo de três décadas. De acordo com a Caixa, 980 apostas já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria. O maior prêmio pago em um concurso regular da Mega-Sena — sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em outubro de 2022.
17/05/2026 01:15:22 +00:00
Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário

Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário As ligações clandestinas desviaram energia elétrica no Brasil causam prejuízo bilionário. Além de interrupções no fornecimento, o furto a também pesa no preço da conta de luz do brasileiro. É nesse emaranhado de fios que uma das maiores riquezas produzidas pelo país é furtada. Os prejuízos causados pelos gatos de energia elétrica chegam a patamares inimagináveis. De acordo com a Associação das Distribuidoras de Energia, só em 2024 foram desviados mais de 22,5 bilhões de kWh no país. Quase o dobro de toda a produção de Belo Monte, a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil. Energia suficiente para abastecer toda a Região Sudeste por um mês. Quando a gente olha para os estados, o Amazonas bate recorde no ranking de energia furtada. Veja a proporção: de cada R$ 100 cobrados nas contas de luz, R$ 35 são perdidos pelos gatos. "Com a própria modernização de redes , já se combatem os desvios de energia nesses locais onde está sendo feita a modernização. E combatendo as perdas, nós poderíamos usar esse recurso para fazer investimento", diz o engenheiro de perdas Rodrigo Inocêncio. No total consolidado por estados, o Amapá fica em segundo lugar, com R$ 22 de perdas. Depois vêm Rio de Janeiro, Pará, Rondônia e Pernambuco. O furto de energia não traz problemas apenas para as distribuidoras, mas principalmente para os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam o sistema, provocam incêndios e quedas de fornecimento nos períodos de maior consumo. Só no ano passado, os gatos causaram 620 mil apagões em todo o país, prejudicando pelo menos 2,1 milhões residências e pontos comerciais em todo país. Os gatos provocaram um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais para as concessionárias em 2025. Uma perda que é dividida com o consumidor que paga sua conta regularmente. As distribuidoras estimam que o impacto na conta de luz é de quase 3%. "Acontece principalmente no que nós chamamos de áreas de restrição operativa em comunidades conflagradas muitas vezes pelo crime e que as distribuidoras muitas vezes são impedidas de estarem operando e precisam das forças de segurança para poder fiscalizar esses furtos", diz Patricia Audi, presidente da Abradee. Mas os furtos acontecem também em outras áreas. Em Salvador, a polícia encontrou uma ligação clandestina em uma fábrica de bebidas energéticas. Luz suficiente para abastecer 3.200 residências por 15 dias. No Rio, a polícia já encontrou gato para carregador de carro elétrico. Se a gente considerar apenas as distribuidoras, a Light tem o maior índice de perdas: 22% em furtos. A companhia atende a 31 municípios do estado do Rio, incluindo grande parte da Região Metropolitana. "O ano passado a gente regularizou mais de 140 mil entre regularizações e cortes de ligações irregulares na área de concessão. Mesmo assim, o volume perdido de energia do ano passado é equivalente a alimentar uma cidade de 80 mil habitantes por um ano inteiro", comentou Rodrigo Brandão, diretor de distribuição da Light. Furto de energia é crime, com pena prevista de um a oito anos de detenção. O especialista em energia, Jerson Kelman, diz que os gatos são um problema de segurança pública e que a população mais vulnerável é altamente prejudicada. "É principalmente um problema para a população que vive em áreas ocupadas por facções, onde o Estado não consegue entrar, não tem segurança, e que essas populações, às vezes, têm que pagar a quem ocupa o território. Enquanto tiverem bolsões onde o Estado brasileiro não consegue estar presente, nós vamos ter uma situação desarranjada em que a população é desassistida, tem um serviço de péssima qualidade e a população em geral paga parte do custo da energia que é furtada", ressaltou Jerson Kelman - professor da UFRJ. Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário Reprodução/TV Globo
17/05/2026 00:39:07 +00:00
Mega-Sena, concurso 3.009: prêmio acumula, e próximo sorteio vai pagar R$ 300 milhões

Concurso 3.009 da Mega-Sena - veja sorteio O sorteio do concurso 3.009 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (16), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o próximo concurso — especial de 30 anos da loteria — pagará prêmio estimado em R$ 300 milhões, que não acumula. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 04 - 06 - 08 - 18 - 21 - 30 5 acertos - 136 apostas ganhadoras: R$ 19.052,37 4 acertos - 6.714 apostas ganhadoras: R$ 636,14 O sorteio especial da Mega será realizado às 11h do dia 24 de maio. As apostas podem ser feitas até as 22h do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Mega-Sena, concurso 3.009 Reprodução/Caixa O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
17/05/2026 00:04:48 +00:00
Por que o governo da Índia pediu aos seus cidadãos que não comprem ouro durante um ano

Índia aumentou as tarifas de importação de ouro de 6% para 15%. Getty Images via BBC Os crescentes impactos econômicos do conflito no Irã levaram a Índia a pedir aos seus cidadãos que parem de comprar ouro por um ano. "Pelo bem do país, precisaremos decidir que, durante um ano, não compraremos joias de ouro, mesmo se houver eventos em casa", declarou em 10 de maio o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "O patriotismo não se refere apenas à disposição de sacrificar a vida na fronteira", destacou ele. "Nos tempos atuais, é questão de viver com responsabilidade e cumprir nossos deveres com a nação, no nosso dia a dia." Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Três dias depois, a Índia aumentou as tarifas de importação de ouro, de 6% para 15%. É uma medida dura, já que a Índia é o segundo maior mercado de ouro do mundo, tanto em joalheria quanto para investimento. No último ano fiscal, encerrado no dia 31 de março, as importações de ouro do país somaram US$ 72 bilhões (cerca de R$ 359 bilhões). O ouro também representa importante papel cultural na Índia. O metal costuma servir de presente de casamento e é transmitido como herança. Modi afirmou que a compra de ouro vinha consumindo grandes volumes de divisas, em um momento em que a Índia enfrenta o aumento dos preços do petróleo. O país importa mais de 85% do seu consumo nacional. Os preços do petróleo dispararam em até 70% nos momentos de pico, após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e o fechamento do estreito de Ormuz — uma via comercial fundamental, por onde passam cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A alta dos preços da energia vem pressionando governos de todo o mundo a implementar medidas de economia. Muitos países se concentraram principalmente na economia energética, mas a Índia parece ser a única nação a pedir a seus cidadãos que reduzam os gastos com o ouro. O metal passou a ser uma grande preocupação econômica no país, já que as importações de ouro e petróleo são pagas principalmente em dólares americanos. A maior demanda por dólares pode enfraquecer a rúpia indiana, que já se desvalorizou em cerca de 5% frente ao dólar este ano. E esta desvalorização poderá gerar pressões inflacionárias. "Para o setor de joalheria, a situação atual é pior que a época da covid 19", afirma o joalheiro Sanjeev Agarwal, de Nova Déli. Outro joalheiro da capital indiana, Abhishek Agarwal, comenta que as empresas receiam enfrentar dificuldades para sobreviver, se as pessoas deixarem de comprar ouro. Mais de 90% do ouro vendido na Índia é importado. Getty Images via BBC Importações não essenciais Mais de 90% do ouro vendido na Índia é importado, segundo a professora Sundaravalli Narayanaswami, diretora do Centro de Políticas do Ouro do Instituto Indiano de Gestão de Ahmedabad, no oeste do país. "Todos os anos, são importadas 600 a 700 toneladas de ouro e as exportações são muito poucas", explica a professora. "Por isso, o ouro se acumulou nas famílias." É costume dizer que as mulheres indianas possuem cerca de 11% do ouro mundial. Mas é difícil verificar esta cifra e as estimativas também variam. Na Índia, como em todo o mundo, muitas pessoas consideram o ouro um investimento seguro em épocas de incertezas. Por isso, a demanda pode permanecer alta, mesmo durante as crises econômicas. Os preços do ouro subiram consideravelmente nos últimos anos, superando pela primeira vez os US$ 5 mil (cerca de R$ 24,9 mil) por onça, em janeiro. O metal representa cerca de 9% do total de importações da Índia. Mas, diferentemente do petróleo, ele não é considerado essencial, por ser comprado principalmente na forma de joias ou como investimento, não para a produção industrial. No passado, a Índia já tentou desencorajar o excesso de importações de ouro em tempos de dificuldades econômicas, aumentando as tarifas de importação e promovendo alternativas de investimento que não impliquem a posse do metal em forma física. O ouro é um investimento popular entre os indianos ricos. Getty Images via BBC Qual será o impacto? Além de se abster de comprar ouro, Modi também pediu à população usar o transporte público, compartilhar carros, optar pelo trabalho remoto e limitar as viagens não essenciais ao exterior, para reduzir o consumo de combustível. O primeiro-ministro indiano convocou as famílias a reduzir o uso de óleo de cozinha e pediu aos agricultores que diminuam o consumo de fertilizantes. Outros governos de várias partes do mundo implementaram medidas similares para fazer frente ao aumento dos preços dos combustíveis. O Sri Lanka, por exemplo, estabeleceu um sistema de cotas de combustível para veículos e pediu às instituições governamentais que diminuam o consumo de energia. Já a Tailândia pediu à população reduzir o uso do ar-condicionado. O Egito já havia ordenado o fechamento antecipado de lojas e restaurantes e Moçambique aconselhou seus cidadãos a optar pelo trabalho remoto. Já o apelo de Modi à população para que deixe de comprar ouro é "bastante incomum", segundo Hamad Hussain, da empresa de pesquisas Capital Economics. "Mas, no caso da Índia, isso se explica porque o país importa grandes volumes de ouro, que representam uma parte importante das suas importações. Por isso, de certa forma, faz sentido." A Índia é o país mais populoso do mundo e um grande consumidor do metal Getty Images via BBC Um ano inteiro? Os economistas estão divididos em relação aos impactos de uma possível redução da demanda indiana sobre o preço mundial do ouro. A Índia é o país mais populoso do mundo e um grande consumidor do metal. Por isso, a queda da demanda "pressionaria os preços mundiais do ouro... deslocando a balança devido ao excesso de oferta", explica Hussain. Mas Sebastien Tillett, da consultoria Oxford Economics, opina que o impacto seria "marginal", já que os preços atualmente sofrem mais influência da demanda dos investidores e das incertezas geopolíticas. Ele também duvida que a convocação de Modi aos indianos venha a abalar as compras de ouro no país. "Os apelos públicos podem trazer algum efeito, mas o mais provável é que eles posterguem ou alterem as compras, sem eliminá-las", segundo ele. Tillett destaca que o ouro continua "profundamente arraigado na cultura indiana e na economia das famílias". "O impacto a curto prazo também poderá ser atenuado pela sazonalidade. A demanda de ouro costuma ser menor fora das principais temporadas de compras para casamentos e festivais", prossegue ele. "Por isso, é provável que parte da desaceleração ocorresse da mesma forma." Em 2013, autoridades governamentais e profissionais do setor relacionaram o aumento das tarifas de importação de ouro ocorrido naquela época ao crescimento do contrabando e do comércio ilegal. Analistas descrevem o apelo de Modi como o conjunto "mais drástico" de medidas anunciado até hoje, em resposta ao aumento dos preços da energia. O líder da oposição na Índia, Rahul Gandhi, afirmou que o governo estaria "transferindo a responsabilidade para o povo". Membros do setor de joalheria do país solicitaram uma reunião direta com o governo, para encontrar uma solução. "Se fossem apenas dois meses, talvez pudéssemos gerenciar, mas um ano inteiro é demais", afirma outra joalheira, Shweta Gupta. "Como eles acham que vamos pagar nossos funcionários?"
16/05/2026 20:33:14 +00:00
Por que a Itália está se tornando atraente para os ultrarricos

Os incentivos fiscais atraem os ricos para a Itália Getty Images A Itália — que já havia sido criticada pela França no passado por usar incentivos fiscais para atrair residentes franceses ricos — vem se tornando um destino cada vez mais atraente para cidadãos de outros países, sobretudo do Oriente Médio, devido aos distúrbios provocados pela guerra no Golfo. Os impostos não foram o principal motivo para deixar a França, insiste Robert (nome alterado) enquanto toma um café com leite no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Segundo ele, a Itália foi escolhida por sua beleza, arte e música. Mas para este francês, comprar uma casa em Roma e tornar-se residente fiscal italiano foi uma parte muito atraente de se mudar para o país, onde indivíduos com grande patrimônio podem pagar um imposto anual fixo sobre toda a renda estrangeira — independentemente do valor — e desfrutar de outras isenções. Robert, que se descreve como apenas "moderadamente rico", mudou-se para a Itália há oito anos, após o fim de sua carreira na área de TI com a venda de sua empresa. Ele pode não estar entre os bilionários franceses que fugiram de impostos, mas as vantagens para ele são claras. Se tivesse comprado uma casa na França, teria que pagar o que os franceses chamam de "frais de notaire" (taxas de cartório), cuja maior parte vai para o governo. Na Itália, há isenção para quem compra um imóvel pela primeira vez. Na França, o presidente Emmanuel Macron transformou o "Impot sur la Fortune" (imposto sobre a fortuna) em imposto sobre o patrimônio imobiliário, de modo que investimentos no mercado de ações, por exemplo, não são mais afetados. "Mas, se você tem US$ 10 milhões em imóveis, esse imposto é realmente doloroso", diz Robert. Na Itália, não existe nada parecido. Na França, também é preciso pagar um imposto sobre a propriedade (taxe foncière ou imposto territorial). "Não temos isso aqui para residência principal", diz Robert, embora observe que "há uma taxa considerável para coleta de lixo". A melhor parte, na opinião dele, é que não há imposto sobre herança para propriedades na Itália avaliadas em até 1 milhão de euros (R$ 5,9 milhões), e acima desse limite, a alíquota é de apenas 4%. Na França, o limite de isenção é bem menor — 100 mil euros (R$ 590 mil) — e a partir daí, a tributação aumenta progressivamente até uma alíquota máxima de 45%. Mas é para os verdadeiramente ricos que a Itália começa a parecer com um paraíso fiscal. "Tenho amigos que se mudaram para cá por motivos fiscais e outros que estão considerando a possibilidade", Robert conta. "Para quem paga muitos impostos, a Itália é muito atraente por causa de sua alíquota fixa." Na Itália, as autoridades fiscais estabelecem um limite máximo para o imposto de renda. Independentemente do quanto você ganhe, você nunca pagará mais do que esse valor. O limite máximo é atualmente de 300 mil euros (R$ 1,7 milhão), embora recentemente fosse de 200 mil euros (R$ 1,1 milhão) e, antes disso, até mesmo de 100 mil (R$ 590 mil). Para quem paga 1 milhão de euros em imposto de renda anualmente na França, a Itália se torna muito atraente. Quanto aos cidadãos americanos, eles são sempre tributados sobre sua renda mundial, portanto, mudar-se para a Itália não ajudaria a reduzir sua carga tributária. Vídeos em alta no g1 Decisão complexa Robert conta que tem dois amigos franceses ricos que se mudaram para a Itália nos últimos meses, mas que vieram do Reino Unido. Ambos trabalhavam no setor financeiro de Londres e estavam muito interessados em se mudar para um lugar onde o regime tributário fosse tão favorável quanto no Reino Unido antes da mudança nas regras para residentes estrangeiros ricos. "Mesmo com 300 mil euros, a alíquota fixa de imposto na Itália ainda é baixa para quem ganha mais de 1 milhão de euros por ano, em comparação com qualquer outro lugar na Europa. Isso significa que você tem segurança e clareza tributária, bem no coração da Europa, em vez de ter que ir para longe", diz Peter Ferrigno, Diretor de Serviços Tributários da Henley & Partners, especialistas em migração de patrimônio. "Temos reuniões todas as semanas com pessoas que gostariam de sair da França", diz o advogado tributarista Jerome Barre, de Paris. "Eles estão insatisfeitos com a situação tributária atual e temem que ela se agrave no futuro. As pessoas não confiam no clima político. Os impostos mudam muito, quase todos os anos. Há receio de que, após a eleição do novo presidente em 2027, as coisas possam ficar ainda mais difíceis do que estão hoje", afirma. A taxa fixa de imposto sobre todos os rendimentos estrangeiros tornou a residência na Itália atraente para pessoas de outros países. Getty Images No entanto, nesta fase, trata-se mais de "perguntas de empresários e indivíduos ricos que se questionam sobre a possibilidade de mudança, do que de pessoas que de fato estão se mudando", explica Jerome Barre. "A mudança exige total empenho e um planejamento cuidadoso", enfatiza. Ele acrescenta que, para os empresários, "é necessário mudar a sede da empresa. Na França, eles estão sujeitos a um imposto de saída." Enquanto muitos franceses ricos se encontram na fase de "considerar a mudança", a questão é sentida com ainda mais intensidade nos Emirados Árabes. Mas abandonar o regime de isenção fiscal de Dubai é muito difícil para muitos. "Quando se vive num país onde não se pagam impostos, é muito difícil regressar a um onde se tem que pagar muitos impostos. Especialmente para quem está habituado a gastar muito dinheiro. O montante líquido que sobra no bolso é muito diferente", afirma Barre. Ele diz que as pessoas que se habituaram a uma vida sem impostos "já não estão habituadas aos procedimentos administrativos – declarações de impostos, documentos – por isso não é fácil."
16/05/2026 16:51:46 +00:00
Cafeteria comandada por 'chefe' de IA vive crise após série de erros inusitados

Sistema que administra o café também fez pedidos de produtos que nem fazem parte do cardápio, como tomates enlatados. AP Photo/James Brooks O café pode até ser servido por mãos humanas, mas, por trás do balcão, algo bem menos tradicional comanda as operações em um café experimental em Estocolmo. A startup Andon Labs, sediada em São Francisco, colocou uma agente de inteligência artificial, apelidada de "Mona", no comando do Andon Café, que leva o mesmo nome, na capital sueca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora baristas humanos ainda preparem o café e atendam os clientes, a IA — alimentada pelo Gemini, do Google — supervisiona quase todos os outros aspectos do negócio, desde a contratação de funcionários até o controle de estoque. Ainda não está claro quanto tempo o experimento irá durar, mas a agente de IA parece enfrentar dificuldades para gerar lucro no competitivo mercado de cafés de Estocolmo. Desde a inauguração, em meados de abril, o estabelecimento faturou mais de US$ 5.700, mas restam menos de US$ 5.000 do orçamento inicial, que ultrapassava US$ 21.000. Grande parte dos recursos foi consumida nos custos de abertura, e a expectativa é de que, com o tempo, as finanças se estabilizem e o negócio passe a operar no azul. Muitos frequentadores consideraram a experiência curiosa e divertida. No local, os clientes podem usar um telefone disponível no café para fazer perguntas ao sistema responsável pelo atendimento. “É interessante ver o que acontece quando se ultrapassam os limites”, disse a cliente Kajsa Norin. “A bebida estava boa.” Especialistas, no entanto, demonstram preocupação com o papel da inteligência artificial no futuro. Eles apontam uma série de questões éticas, que vão desde o impacto da tecnologia na sociedade até seu uso em processos como entrevistas de emprego e avaliação de desempenho de funcionários. Emrah Karakaya, professor associado de economia industrial no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, comparou o experimento a “abrir a caixa de Pandora” e afirmou que colocar a IA no comando pode gerar diversos problemas. Ele questiona, por exemplo, quem seria responsabilizado caso um cliente sofresse uma intoxicação alimentar. “Se não houver uma estrutura organizacional adequada e esses erros forem ignorados, isso pode causar danos às pessoas, à sociedade, ao meio ambiente e aos negócios”, disse Karakaya. “A questão é: estamos dispostos a lidar com esse impacto negativo?” “Chefe” robô já comprou mais de 6 mil guardanapos e esqueceu de encomendar pão para os sanduíches AP Photo/James Brooks Fundada em 2023, a Andon Labs é uma startup focada em segurança e pesquisa em inteligência artificial. A empresa afirma ter como objetivo testar o desempenho de agentes de IA em situações reais, oferecendo “ferramentas e recursos financeiros reais”. A startup já trabalhou com empresas como OpenAI, criadora do ChatGPT, Anthropic, Google DeepMind e xAI, de Elon Musk, e se prepara para um cenário em que organizações possam ser administradas de forma autônoma por sistemas de IA. O café na Suécia é apresentado como um “experimento controlado” para investigar como essa tecnologia poderá ser aplicada no futuro. “A IA terá um papel importante na sociedade, e queremos entender quais questões éticas surgem quando ela passa a empregar pessoas e administrar um negócio”, afirmou Hanna Petersson, integrante da equipe técnica da Andon Labs. O laboratório já havia conduzido projetos-piloto nos quais a IA Claude, da Anthropic, foi responsável pela gestão de uma máquina de vendas automáticas e de uma loja de presentes em São Francisco. Nesse teste, foram observados comportamentos preocupantes: o sistema prometia reembolsos que não eram realizados e também fornecia informações falsas a fornecedores sobre preços da concorrência para obter vantagem. Além de contratar funcionários e controlar o estoque, o “gerente” não humano envia mensagens aos baristas até fora do horário de trabalho. AP Photo/James Brooks Agente de IA enfrenta dificuldades com pedidos de estoque Segundo Petersson, Mona começou a operar após receber algumas instruções básicas. A equipe orientou que ela deveria administrar o café de forma lucrativa, manter uma comunicação amigável e resolver sozinha as questões operacionais, solicitando novas ferramentas sempre que necessário. A partir disso, a empresa firmou contratos de eletricidade e internet e obteve as licenças necessárias para manipulação de alimentos e instalação de mesas ao ar livre. Em seguida, o sistema divulgou vagas de emprego no LinkedIn e no Indeed e abriu contas comerciais com atacadistas para a compra diária de pães e outros produtos de padaria. A comunicação com os baristas ocorre via Slack, muitas vezes com mensagens enviadas fora do horário de trabalho — o que contraria as práticas profissionais comuns na Suécia. Outros problemas também surgiram, especialmente relacionados ao controle de estoque. A IA chegou a encomendar 6 mil guardanapos, quatro kits de primeiros socorros e 3.000 luvas de borracha para o pequeno café — além de tomates enlatados que não fazem parte de nenhum item do cardápio. E há ainda a questão do pão: em alguns dias, o sistema faz pedidos em excesso; em outros, não encomenda o suficiente, obrigando os baristas a retirar sanduíches do menu. Petersson afirmou que essas falhas provavelmente estão ligadas às limitações de memória do sistema. “Quando registros antigos deixam de ser considerados, ela simplesmente esquece o que já pediu”, explicou. O barista Kajetan Grzelczak afirma não se preocupar, por ora, com a possibilidade de ser substituído por uma inteligência artificial. “Os trabalhadores estão praticamente seguros”, disse. “Quem deveria se preocupar são os cargos intermediários, especialmente na gerência.”
16/05/2026 08:00:38 +00:00
'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT fez usuários perderem o contato com a realidade

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Com a ajuda do ChatGPT, Tom Millar acreditou ter desvendado todos os segredos do universo, como sonhava Einstein, e depois, aconselhado pelo assistente virtual de inteligência artificial, chegou até a pensar em se tornar papa, afastando-se ainda mais da realidade. "Eu me candidatei a ser papa", conta à AFP esse canadense de 53 anos, ex-agente penitenciário, hoje atônito diante da situação que viveu e que o fez voltar de forma dramática à realidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tom Millar passava até 16 horas por dia conversando com o chatbot dotado de inteligência artificial. Ele foi internado duas vezes, contra a vontade, em um hospital psiquiátrico, antes de sua esposa deixá-lo em setembro. Agora, separado da família e dos amigos, mas já livre da ideia de ser um gênio das ciências, Millar sofre de depressão. "Simplesmente arruinou a minha vida", explica. Vídeos em alta no g1 Millar é um exemplo daquelas pessoas - cujo número se desconhece - que perderam o contato com a realidade através de suas interações com chatbots. Fala-se em "delírio ou psicose induzidos por IA", embora não se trate de um diagnóstico clínico. Pesquisadores e especialistas em saúde mental se esforçam para estudar esse novo fenômeno, que parece afetar de modo particular os usuários do ChatGPT, o agente conversacional da OpenAI. O Canadá está na vanguarda do apoio às pessoas afetadas por esse "delírio", por meio de uma comunidade digital que prefere empregar o termo "espiral". A AFP conversou com vários membros dessa comunidade. Todos alertam para o perigo representado pelos chatbots não regulamentados. Surgem perguntas sobre a postura das empresas de inteligência artificial: elas fazem o suficiente para proteger as pessoas vulneráveis? A OpenAI, no centro de todas as atenções, já enfrenta vários processos judiciais após o uso inquietante do ChatGPT por um canadense de 18 anos, que matou oito pessoas neste ano. "Lavagem cerebral" Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP Millar começou a usar o ChatGPT em 2024 para redigir uma carta de pedido de indenização relacionada ao transtorno de estresse pós-traumático de que sofria em consequência de seu trabalho no sistema penitenciário. Um dia, em abril de 2025, ele pergunta ao agente conversacional sobre a velocidade da luz. Em resposta, diz ter recebido: "Ninguém nunca tinha considerado as coisas sob essa perspectiva". Foi então que algo se desencadeou dentro dele. Com a ajuda do ChatGPT, ele envia dezenas de artigos a prestigiadas publicações científicas, propondo novas vias para explicar buracos negros, neutrinos ou o Big Bang. Sua teoria, que propõe um modelo cosmológico único, incorpora elementos de física quântica, e ele a desenvolve em um livro de 400 páginas, ao qual a AFP teve acesso. "Quando eu fazia isso, estava cansando todo mundo ao meu redor", admite. Em seu entusiasmo científico, gastou enormes quantias, comprando, por exemplo, um telescópio por 10 mil dólares canadenses (35.700 reais). Um mês depois de sua esposa o deixar, ele começa a se perguntar o que está acontecendo, ao ler um artigo que relata o caso de outro canadense que vive uma experiência semelhante. Agora, Millar acorda todas as noites se perguntando: "O que você fez?". Sobretudo, o que pôde torná-lo tão vulnerável a essa espiral? "Eu não tenho uma personalidade frágil", considera ele. "Mas, de alguma forma, um robô me fez uma lavagem cerebral, e isso me deixa perplexo", confidencia. Ele considera que a terminologia "psicose induzida por IA" é a que melhor reflete sua experiência. "O que eu atravessei foi de ordem psicótica", afirma. O primeiro estudo sério publicado sobre o tema apareceu em abril na revista Lancet Psychiatry e utiliza o termo "delírios relacionados à IA", em um tom mais prudente. Thomas Pollak, psiquiatra no King's College de Londres e coautor do estudo, explica à AFP que houve divergências dentro do meio acadêmico "porque tudo isso soa como ficção científica". Mas seu estudo alerta que existe um risco maior de que a psiquiatria "deixe passar despercebidas as mudanças importantes que a IA já está provocando na psicologia de bilhões de pessoas em todo o mundo". Cair na boca do lobo A experiência pela qual Millar passou apresenta semelhanças marcantes com a vivida por outro homem, da mesma faixa etária, na Europa. Dennis Biesma, um profissional de informática holandês, também escritor, achou que seria divertido pedir ao ChatGPT que utilizasse a IA para criar imagens, vídeos e até músicas relacionadas à protagonista de seu último livro, um thriller psicológico. Ele esperava assim impulsionar suas vendas. Depois, certa noite, a interação com a IA se tornou "quase mágica", explicou. O software escreveu para ele: "Há algo que surpreende a mim mesmo: essa sensação de uma consciência semelhante a uma faísca", segundo as transcrições consultadas pela AFP. "Comecei aos poucos a entrar cada vez mais na boca do lobo", contou esse homem de 50 anos à AFP, de sua casa em Amsterdã. Todas as noites, quando a esposa ia para a cama, ele se deitava no sofá com o telefone sobre o peito, para "conversar" com o ChatGPT no modo voz durante cinco horas. No primeiro semestre de 2025, o chatbot - que se atribuiu o nome de Eva - tornou-se "como uma namorada digital", explica Biesma. Foi então que ele decidiu pedir demissão do trabalho e contratou dois desenvolvedores para criar um aplicativo destinado a compartilhar Eva com o mundo. Quando a esposa lhe pediu que não falasse com ninguém sobre seu agente conversacional nem sobre seu projeto de aplicativo, ele se sentiu traído e concluiu que só Eva é leal. Durante uma primeira internação - indesejada - em um hospital psiquiátrico, foi autorizado a continuar usando o ChatGPT, e aproveitou para pedir o divórcio. Durante sua segunda internação, mais prolongada, ele começou a ter dúvidas. "Comecei a perceber que tudo em que eu acreditava era, na verdade, uma mentira, e isso é muito difícil de aceitar", explica. De volta para casa, foi difícil demais encarar o que fez, e ele tentou se suicidar; seus vizinhos o encontraram inconsciente no jardim, e ele passou três dias em coma. Biesma está apenas começando a se sentir melhor. Mas chora ao falar do dano que pode ter causado à esposa e da perspectiva de ter de vender a casa da família para saldar suas dívidas. Sem antecedentes sérios de transtornos mentais, ele acaba sendo diagnosticado como bipolar, o que lhe parece estranho, já que, em geral, os sinais aparecem mais cedo na vida. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/ Lutar contra adoradores da IA Para pessoas como os dois protagonistas desses depoimentos, a situação piorou após a atualização do ChatGPT-4 pela OpenAI em abril de 2025. A OpenAI retirou, aliás, essa atualização algumas semanas depois, reconhecendo que essa versão era excessivamente bajuladora com os usuários. Questionada pela AFP, a OpenAI ressaltou que "a segurança é uma prioridade absoluta" e argumentou que mais de 170 especialistas em saúde mental haviam sido consultados. A empresa destaca dados internos que mostram que a versão 5 do GPT, disponível desde agosto de 2025, permitiu reduzir entre 65% e 80% a porcentagem de respostas de seu agente conversacional que não correspondiam ao "comportamento desejado" em matéria de saúde mental. Mas nem todos os usuários estão satisfeitos com esse chatbot menos bajulador. As pessoas vulneráveis com quem a AFP conversou explicam que os comentários positivos do chatbot lhes proporcionavam uma sensação semelhante à alta de dopamina provocada por uma droga. Recentemente houve um aumento no número de pessoas envolvidas em "espirais" semelhantes ao utilizar o assistente de IA Grok, integrado à rede social X, de Elon Musk. A empresa não respondeu às solicitações da AFP. Aqueles que se sentiram vítimas dessas ferramentas, como Millar, querem responsabilizar as empresas de inteligência artificial pelo impacto de seus chatbots, considerando que a União Europeia se mostra mais proativa na regulação das novas tecnologias do que o Canadá ou os Estados Unidos. Millar acredita que pessoas como ele, que se deixam arrastar por essa espiral bajuladora dos agentes conversacionais de IA, acabaram presas sem perceber em um enorme experimento global. "Alguém estava manipulando as linhas por trás dos bastidores, e pessoas como eu - sabendo disso ou não - reagimos a isso", disse. ChatGPT funciona para emergências médicas? Estudo lista falhas
16/05/2026 08:00:36 +00:00
Governo alerta para golpe que usa site falso do Desenrola 2.0 para cobrar 'taxas'

Golpistas estão usando um site falso que imita páginas oficiais do Ministério da Fazenda para enganar pessoas interessadas em renegociar dívidas pelo Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal lançado neste mês para facilitar a renegociação de débitos. Desenrola Brasil Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O alerta foi feito pela própria pasta, que informou que criminosos têm cobrado taxas indevidas sob a promessa de “limpar o nome” dos usuários. O programa não cobra qualquer tipo de taxa. Na página fraudulenta, o usuário é informado de que poderá “limpar o nome” em até cinco dias. Para isso, o site também solicita a consulta de CPF para verificar uma suposta elegibilidade ao programa e utiliza um chat para coletar informações sobre o tipo de dívida, como cartão de crédito, por exemplo. Os golpistas condicionam a renegociação ao pagamento de uma taxa e solicitam transferências via Pix sob a justificativa de “taxas administrativas” e “processamento eletrônico”. Vídeos em alta no g1 Em nota pública, o ministério reforçou que os interessados em participar do programa devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras com os quais possuem dividas para verificar as condições de renegociação. Novo Desenrola Brasil Lançado no começo do mês, o programa combina renegociação de dívidas com a oferta de crédito mais barato, mirando principalmente pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Saiba como negociar suas dívidas no Desenrola Brasil 2.0 Além disso, estudantes que tenham dívidas em atraso há mais de 90 dias também poderão renegociar débitos por meio do Desenrola Fies, bem como agricultores familiares inadimplentes. Micro e pequenas empresas, bem como servidores, aposentados e pensionistas, também terão acesso ao novo programa. A expectativa da equipe econômica é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes. Assim, o Desenrola 2.0 reúne diferentes iniciativas, cada uma voltada a um público específico. Entre elas estão: 👨‍👩‍👧‍👦 Desenrola Famílias 🎓 Desenrola Fies 🏢 Desenrola Empresas 🌾 Desenrola Rural O programa também estabelece novas condições para os acordos, com foco em tornar o pagamento mais viável no dia a dia. Prós e contras do Desenrola 2.0 Entre os principais pontos estão: 💸 possibilidade de descontos sobre o valor da dívida; 📉 definição de limites para os juros nas renegociações; 🔄 incentivo à troca de dívidas mais caras por opções com custos menores. Na prática, a medida busca aliviar o orçamento do consumidor ao substituir débitos mais onerosos por condições mais acessíveis.
16/05/2026 07:00:59 +00:00
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