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A bandeira tarifária para o mês de março continuará no patamar verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27). Com isso, não haverá cobrança adicional na tarifa.
🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.
Segundo a Aneel, o aumento do volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinas motivaram a manutenção da bandeira tarifária no patamar verde.
Apesar disso, segundo nota da agência, pode ser necessário acionar usinas termelétricas para assegurar a eficiência do sistema.
"Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, é importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas", diz a agência em comunicado.
Como funciona o sistema de cores:
💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.
💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.
Saiba quanto custa cada bandeira
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
•🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
•🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
•🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
•🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis A Stellantis, grupo que reúne marcas como Fiat, Jeep e Peugeot, desmontou cerca de 600 carros nos primeiros seis meses de operação do seu primeiro centro de desmanche veicular fora da Europa, localizado em Osasco (SP). Ao todo, foram recicladas 360 toneladas de materiais, entre eles: 334 toneladas de aço e alumínio provenientes de componentes estruturais dos veículos; 26 toneladas de plástico; 1,8 tonelada de cobre. Além disso, foram retirados 2,5 mil litros de óleo presentes nos veículos. Esse volume foi tratado pelo grupo e destinado a um descarte ambientalmente adequado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os itens que não seguiram para reciclagem ou descarte, o grupo reaproveitou mais de 9 mil peças. Após o recondicionamento, elas foram colocadas à venda no mercado. Por enquanto, a Stellantis é o único grupo de montadoras que mantém um centro de reciclagem no Brasil. A Toyota, por sua vez, prometeu implantar uma solução semelhante no país, voltada ao reaproveitamento e à venda de peças com preços mais baixos ao consumidor final. Ainda sem data definida para começar, o projeto de reciclagem de veículos está em fase inicial. Já existem, porém, estudos para que o reaproveitamento de peças chegue ao consumidor final. “Estamos em uma operação piloto, não tão avançada quanto a da Stellantis”, admitiu Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil. Para viabilizar o projeto, a Toyota já identificou três perfis de clientes potenciais para o serviço de desmanche: Proprietários de veículos com até cinco anos de uso; Proprietários de veículos com cinco a 10 anos, ainda dentro da garantia; Usuários de veículos destinados ao trabalho. Como é o desmanche da Stellantis Chamado de "Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças", o centro é o primeiro da América Latina e também o único aberto do grupo fora da Europa. Ele nasceu a partir de investimento de R$ 13 milhões do grupo. Assim, as montadoras entram no mercado de reciclagem estruturada de veículos sinistrados, em fim de vida útil ou fora de uso — inclusive de outras marcas. As peças recebem uma classificação de 1 a 10, e somente itens com notas entre 5 e 10 são colocados à venda, segundo a Stellantis. De acordo com Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da montadora na América do Sul, todas custam menos de 50% do valor original. "A nota estará pública através de etiqueta em cada peça, para ser ainda mais transparente com o cliente. Ele tem garantia de que a peça passou por um processo legal de desmontagem", afirma Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da montadora na América do Sul. O projeto faz parte do plano global da empresa voltado à economia circular. O investimento foi destinado à construção do centro, que deve gerar cerca de 150 empregos nos próximos anos. Com capacidade para desmontar até 8 mil veículos por ano, o centro prioriza a reciclagem automotiva e o reaproveitamento de peças. A operação pode evitar a emissão de aproximadamente 30 mil toneladas de CO₂ ao ano, segundo a empresa. Peças são etiquetadas e vendidas na internet Vinicius Montoia | g1 "Vai ter carros de outras montadoras. E vamos comercializar as peças dessas outras fabricantes, sim", diz Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços para a América do Sul. De onde vêm os carros desmontados pela Stellantis? O centro de desmanche recebe veículos acidentados, classificados como perda total, ou automóveis que chegaram ao fim de sua vida útil. Eles são adquiridos em leilões e passam por um processo de desmontagem que garante a destinação correta de peças e materiais. Ao chegar à unidade, o veículo passa por uma área de descontaminação, onde todos os fluidos — como óleos e combustíveis — são retirados. Depois, segue para a linha de desmontagem, onde técnicos avaliam a condição geral do veículo e de seus componentes por meio de testes e inspeções detalhadas. As peças em condições de reaproveitamento são separadas para reuso ou remanufatura. As destinadas à reutilização passam por limpeza com produtos biodegradáveis e recebem identificação individual com classificação, valor de mercado e etiqueta de rastreamento emitida pelo Detran. Cada veículo é vinculado a uma “carteira de desmonte”, emitida por fornecedor homologado, que lista até 49 itens com rastreabilidade total, incluindo informações sobre o veículo de origem, o responsável pelo desmonte e a procedência da peça. Além de cumprir as exigências dos órgãos reguladores, a Stellantis adota um sistema próprio de codificação e controle de qualidade, garantindo a padronização de todo o processo. “Hoje, temos uma destinação correta para 100% dos materiais dos veículos desmontados. Desde os fluidos, como óleos e combustíveis, até matérias-primas como aço, ferro, alumínio, cobre e outros metais nobres. Tudo é reaproveitado", explica Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul. O reaproveitamento de peças veiculares ainda enfrenta grandes desafios no Brasil. A Stellantis estima que a frota nacional tenha cerca de 48 milhões de veículos e que, a cada ano, aproximadamente 2 milhões cheguem ao fim de sua vida útil. Desses, apenas 1,5% recebem destinação correta. Segundo a montadora, o mercado brasileiro de reciclagem de veículos tem potencial para movimentar até R$ 2 bilhões por ano. Os outros 98,5% permanecem nos pátios dos Detrans ou acabam abandonados. "O Circular AutoPeças também contribui para reduzir os índices de criminalidade, já que diminui o número de veículos desmontados de forma irregular", afirma Solti. A siderúrgica ArcelorMittal mantém contrato com a Stellantis, e todas as carrocerias são enviadas para reciclagem do material. “Ao internalizar as operações de desmontagem, a Stellantis passa a ter controle sobre o fluxo de componentes e materiais dos veículos, ao mesmo tempo em que reduz o desperdício”, afirma Laurence Hansen, vice-presidente sênior global de Economia Circular. Paulo Solti, vice-presidente de Peças e Serviços para a América do Sul, garante que o desmanche da Stellantis também realizará a desmontagem e reciclagem de carros elétricos e híbridos. Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis Onde comprar peças usadas? As peças em bom estado, retiradas dos veículos desmontados, serão vendidas ao público em canais físicos e digitais. Em Osasco, o atendimento ocorrerá na loja física do centro, instalada em um contêiner de vendas. Pela internet, os componentes estarão disponíveis na loja oficial da "Circular AutoPeças" no Mercado Livre e, em breve, também em um e-commerce próprio. Todas as vendas seguem os critérios de rastreabilidade e segurança do Detran, garantindo conformidade com a legislação e oferecendo peças em condições de uso, com qualidade e procedência certificadas.

Aumento de imposto de eletrônicos e queda nas pesquisas fazem Planalto bater cabeça Após forte repercussão negativa no Congresso Nacional e nas redes sociais, o governo decidiu revogar o aumento do imposto de importação para produtos importados — decisão tomada no início de fevereiro que foi divulgada em primeira mão pelo g1. 💰 Pela decisão anunciada nesta sexta-feira (27), as tarifas foram zeradas para 105 produtos. Além disso, manteve a alíquota de outros 15 produtos de informática nos patamares anteriores. A decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), retomou alíquota original para smartphones. (vejas as tarifas restabelecidas) 🌍 A elevação na tarifa para comprar desses itens no exterior seria de até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Governo recuou parcialmente em aumento no imposto de importação – medida atingirá bens de capital e máquinas e equipamentos, mas não produtos de tecnologia da informação. Bruno Leão/Sedecti A maioria dos 105 produtos que voltam a ter a tarifa zerada são bens de capital e itens das áreas de informática e telecomunicações. 💻 Os outros 15 produtos permanecem com alíquota de importação, porém em níveis reduzidos, entre eles notebook. 📈 A elevação na tarifa de alguns desses itens poderia subir de zero para até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Em outros casos, como smartphones, a taxação subiria de 16% para 20%. A decisão retomou as tarifas anteriores para produtos como: notebooks - 16% smartphones - 16% gabinetes com fonte de alimentação - 10,80% placas-mãe - 10,80% indicadores ou apontadores (mouse e track-ball, por exemplo) - 10,80% mesas digitalizadoras - 10,80% unidades de memória de estado sólido (SSD) - 10,80% O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões neste ano com a medida. Ainda não há dados sobre o impacto da revogação parcial no aumento das tarifas, mas o cumprimento da meta de superávit nas contas governamentais em 2026 ficará mais difícil. Na estimativa do Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, o aumento no imposto de importação poderia gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões neste ano. O que dizia o governo e importadores Ao justificar o aumento realizado no início deste mês, agora revertido, o governo informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". Representantes de importadores, por sua vez, viam impacto na competitividade e na inflação brasileira. Diziam que a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Em nota técnica, o Ministério da Fazenda dizia que o efeito do aumento de tarifas no IPCA deveria "ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva".

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Warner Bros. Discovery assinou um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance nesta sexta-feira (27), segundo a agência Reuters. O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria sua proposta e que abandonaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A possível compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount pode criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes. O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming. O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor. 🏢 QUEM É A PARAMOUNT (HOJE) 📡 TV e Canais CBS Nickelodeon MTV Comedy Central Showtime 📱 Streaming Paramount+ Pluto TV 🎬 Estúdios Paramount Pictures Paramount Television Skydance (animação, cinema, TV, games e esportes) 💰📊 NÚMEROS DA PARAMOUNT (2025) Financeiro (4º trimestre) Receita: US$ 8,15 bilhões no 4º trimestre e US$ 26,8 em 2025 Valor de mercado: cerca de US$ 12 bilhões Streaming Assinantes: 79 milhões (+4 milhões no trimestre) Receita trimestral: US$ 2,18 bilhões (+20%) Receita anual de streaming: US$ 8,13 bilhões (+22%) Outros segmentos TV: US$ 3,31 bilhões (–4%) Cinema: US$ 1,61 bilhão (+14%) 🏛️ O IMPÉRIO DA WARNER BROS. DISCOVERY 🎬 Estúdios & Franquias Warner Bros. Pictures Warner Bros. Television DC Studios / DC Comics New Line Cinema Franquias: Batman • Superman • Harry Potter • Matrix • O Senhor dos Anéis 📺 TV & Canais HBO CNN TNT TBS Cartoon Network Discovery Channel Animal Planet HGTV Food Network Investigation Discovery (ID) Travel Channel Eurosport 📱 Streaming Max (HBO Max) Discovery+ 🧒 Infantil & Animação Looney Tunes Scooby-Doo Hanna-Barbera Cartoon Network 📰 Notícias CNN 🏆 Esportes TNT Sports Eurosport 💰📊 NÚMEROS DA WARNER (2025) Financeiro anual Receita: US$ 37,3 bilhões (–5%) Lucro líquido: US$ 727 milhões (em 2024: prejuízo de US$ 11 bilhões) Valor de mercado: ~US$ 70 bilhões Streaming Assinantes globais: 131,6 milhões EUA/Canadá: 59,2 milhões Internacional: 72,4 milhões Receita do streaming: US$ 10,9 bilhões (+5%) Desafios TV tradicional: –13% no trimestre Estúdios: –14% no trimestre 🔀 O QUE SURGE COM O ACORDO DE US$ 110 BILHÕES 📈 Escala Assinantes combinados: ~200 milhões Um dos maiores catálogos do mundo 🧩 Portfólio ampliado Paramount+ + HBO CBS + CNN Nickelodeon + Discovery 📺 NOVA GUERRA DO STREAMING Netflix: 300+ milhões Disney: ~160 milhões Paramount + Warner: ~200 milhões A disputa pela Warner Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

Rota Mogiana: com R$ 1 bi, grupo vence leilão para administrar 520 km de rodovias em SP Com uma proposta de R$ 1,084 bilhão, o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, foi declarado vencedor do leilão da concessão da Rota Mogiana e será responsável por administrar 520 quilômetros de rodovias estaduais no interior paulista pelos próximos 30 anos. O grupo ofereceu o maior valor ao governo pelo direito de administrar as rodovias, com um ágio de 187.037,54% em relação ao valor previsto em edital - ou seja, uma oferta acima do valor mínimo definido pelo governo de São Paulo . A abertura dos envelopes e definição do processo ocorreu na tarde desta sexta-feira (27), na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). "Vencer a Rota Mogiana significa assumir a responsabilidade dos trechos mais relevantes do estado de São Paulo, um corredor que conecta prósperas cidades, que integra o agronegócio, integra a indústria e o turismo", declarou Igor Jefferson Lima Clemente, representante do consórcio Rota Mogiana. Propostas apresentadas Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos: R$ 1.084.842.068,71 MC Brazil Concessões Rodoviárias (do fundo Mubadala): R$ 1.019.814.000,00 EPR Participações: R$ 560.000.000,00 Motiva (ex-CCR): R$ 180.285.000,00 🔎 Com a concessão, 520 quilômetros de rodovias estaduais passam à iniciativa privada por 30 anos. A estimativa é de R$ 9,4 bilhões em investimentos para ampliar, modernizar e manter as estradas. Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça ➡️A concessionária vencedora ficará responsável pelas obras previstas, manutenção da malha e operação do pedágio, sob fiscalização da agência reguladora estadual. Entre as mudanças previstas estão duplicação de vias e implementação de pedágio free-flow. O governo do estado afirma que a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em algumas praças de pedágios. Para o professor doutor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp Creso de Franco Peixoto, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato, que é de 30 anos - leia mais abaixo. Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 Em seu discurso após o resultado do leilão, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) valorizou a política de privatizações do estado de São Paulo, ao destacar o 16º leilão de sua gestão. Sobre as rodovias, fez menção ao processo de privatizações iniciado pelo então governador Mário Covas na década de 1990 "Aquilo que foi pensado na década de 1990, fez com que o estado de São Paulo tivesse a melhor infraestrutura do Brasil. Esse estado hoje tem de longe a melhor infraestrutura do país", disse. Tarcísio ainda reforçou que irá manter a política de concessões em São Paulo. "São 394 bilhões contratados. Por isso esse estado vai continuar sendo a locomotiva do Brasil", defendeu. Nesta reportagem, você vai ver: A Rota Mogiana Quais rodovias serão incorporadas? Pedágios free flow e impacto econômico Leilão daconcessão do Lote Rota Mogiana recebe 4 propostas e acontece nesta sexta (27) na sede da B3. Divulgação A Rota Mogiana A concessão da Rota Mogiana abrange trechos que cruzam 22 municípios (nove da região de Campinas) e, segundo o governo, devem beneficiar cerca de 2,3 milhões de pessoas. São eles: Aguaí, Águas da Prata, Artur Nogueira, Cajuru, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itobi, Jaguariúna, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. Ao todo, estão previstos: duplicações de mais de 217 quilômetros, em rodovias estratégicas como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. 138 quilômetros de faixas adicionais 86 quilômetros de vias marginais 58 novas passarelas para pedestres 129 novos dispositivos de interseção implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow) O pacote de obras promete ampliar a capacidade das rodovias e reduzir gargalos históricos, especialmente em trechos que hoje concentram retenções. Para Creso de Franco Peixoto, da Unicamp, o problema dos congestionamentos nem sempre está na extensão da pista, mas nos chamados pontos de estrangulamento — como acessos, interseções e praças de pedágio. Segundo ele, intervenções que eliminam esses bloqueios tendem a aumentar a fluidez e elevar a velocidade média dos veículos. O efeito imediato costuma ser a redução de retenções e colisões típicas de tráfego congestionado. “Você duplica, é claro que o risco diminui, tem uma fluidez maior, então você troca um pouco de um tipo de acidente para outro", explica o professor. Na avaliação dele, rodovias congestionadas registram mais colisões associadas à proximidade entre veículos e ao anda-e-para. Já pistas ampliadas e mais fluidas reduzem esse tipo de ocorrência, mas podem elevar o número de acidentes relacionados à velocidade. O saldo, segundo o especialista, tende a ser positivo — mas não elimina o risco. Ele apenas transforma a dinâmica dos acidentes e exige uma nova cultura de direção em vias mais rápidas. Em nota, o Governo de SP destacou que a concessão da Rota Mogiana foi estruturada com base em estudos técnicos de demanda, engenharia e segurança viária, e que as concessões rodoviárias no estado estão associadas à redução consistente de acidentes e mortes. Informou também que o contrato estabelece e assegura padrões técnicos de qualidade e manutenção da via sob fiscalização permanente da Artesp. Segundo o Governo de SP, "não há meta contratual de redução de acidentes, uma vez que ocorrências de trânsito envolvem múltiplos fatores, especialmente o comportamento do condutor, que não é gerenciável pela concessionária". "De acordo com dados do Infosiga, nas rodovias concedidas houve redução de 51% nas mortes, 42% nos feridos e 48% no total de acidentes desde o início do programa. Esses resultados decorrem dos investimentos em duplicações, ampliação de capacidade, melhorias geométricas, sinalização, iluminação e atendimento permanente ao usuário", diz a nota. Abertura de envelopes com as propostas do leilão da Rota Mogiana na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) Reprodução/B3 Quais rodovias serão incorporadas Segundo a Secretaria de Parcerias e Investimentos de SP, a proposta é fazer uma concessão utilizando trechos atualmente operados pela Renovias e incluir novas vias do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo). Os trechos que hoje já são administrados pela iniciativa privada também passarão a integrar o novo contrato da Rota Mogiana. Com o encerramento das concessões atuais, esses segmentos serão incorporados ao pacote que será assumido pela empresa vencedora do leilão desta sexta-feira (27). Na prática, isso significa que a futura concessionária ficará responsável tanto pelos trechos que hoje estão sob gestão do Estado quanto pelos que já são operados por empresas privadas, unificando a administração, as obras previstas e o modelo de cobrança ao longo de todo o corredor rodoviário. Entre os trechos incluídos estão: Sob concessão estadual atualmente SP-215 – km 29,600 ao km 49,840 SP-344 – km 200,700 ao km 241,600 SP-340 – km 114,10 ao km 279,609 SP-350 – km 238,410 ao km 272,100 SP-342 – km 171,500 ao km 251,150 SPI-225/342 – km 0 ao km 1,97 Trechos que estão sob concessão da iniciativa privada SPA-050/215 – km 0 ao km 4,1 SPA-279/340 – km 0 ao km 2,4 SPA-280/340 – km 0 ao km 1 SP-338 – km 268,3 ao km 310,96 SP-333 – km 0 ao km 20,4 SPA-015/333 – km 0 ao km 0,5 SPA-002/333 – km 0 ao km 0,68 SPA-309/338 – km 0 ao km 0,86 SP-133 – km 0,5 ao km 15,1 SP-350 – km 272,100 ao km 296,70 SPA-127/340 – km 0 ao km 2,930 SP-107 – km 18,45 ao km 43,8 SPA-179/340 – km 0 ao km 2,5 SP-225 – km 0 ao km 6,50 SPA-228/344 – km 0 ao km 3,55 SPA-238/344 – km 0 ao km 16 SPA-225/340 – km 0 ao km 2 Contorno de Águas da Prata (SP-342) – km 0 ao km 9,45 Com previsão de R$ 9,4 bi em obras, Rota Mogiana vai a leilão nesta sexta Pedágios free flow e impacto econômico Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O governo do estado afirma que, além de melhoria da segurança viária, a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em Jaguariúna, 26% em Estiva Gerbi e e 20% em Espírito Santo do Pinhal, além da implantação da cobrança proporcional pelo sistema free flow — em que o motorista paga apenas pelo trecho percorrido. Em reportagem publicada em setembro de 2025, o g1explicou como funciona o sistema e alertou como os motoristas precisam ficar atentos com a falta de pagamento, que pode render multa e pontos na carteira de habilitação. Em caso de motoristas de reboques e semirreboques, a cobrança pode ser multiplicada. Free flow cobra até o dobro para veículos com reboque e semirreboque; veja perguntas e respostas Creso de Franco Peixoto analisa que a modernização tecnológica tende a melhorar a fluidez do tráfego, especialmente com o fim das praças físicas de pedágio. Segundo ele, a eliminação de pontos de parada pode reduzir gargalos clássicos das rodovias, mas o modelo também exige adaptação por parte dos motoristas. “Com o free flow, ainda nós temos outra questão negativa, que são os motoristas que não querem usar o sistema automático. Inclusive, desde o primeiro sistema aqui no nosso Sudeste, se a gente pensar em termos da BR-101, onde a concessão naquele local colocou o free flow e nós temos um passivo sensível dos motoristas que não pagaram, com uma certa dificuldade de entender o sistema. Então, tem que, com o tempo, se adequar. É algo negativo também, que com o tempo pode minimizar", afirma o especialista. O especialista também pondera que, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato. Já o Governo de SP afirmou que o modelo adotado é baseado no "princípio da justiça tarifária": a modernização e manutenção da rodovia são vinculadas ao uso efetivo da infraestrutura, e não financiadas indistintamente por toda a sociedade. A cobrança é proporcional ao trecho percorrido, dentro da política estadual de padronização do valor por quilômetro. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região , Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27) que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul pode entrar em vigor no Brasil até o fim de maio. “O acordo foi questionado do ponto de vista jurídico e está na Justiça europeia. Mas ela estabeleceu que os países que fizerem a internalização já têm vigência provisória", afirmou. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Alckmin destacou que, após a aprovação pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (25), a expectativa do governo é que o Senado dê aval ao texto em até duas semanas. “Depois de aprovado pelo presidente Lula, o acordo entra em vigência em 60 dias. Se aprovarmos em março, até o fim de maio o acordo pode entrar em vigência”, acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 As declarações do ministro foram feitas em evento em São Paulo, ao lado do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, durante a apresentação dos resultados do programa Nova Indústria Brasil. A expectativa em relação à aprovação do acordo UE-Mercosul aumentou após a ratificação oficial pelos Congressos do Uruguai e da Argentina, confirmada por ampla maioria do Poder Legislativo dos dois países. 🔎 Na prática, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. Negociado por mais de 25 anos, o texto prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Em entrevista a jornalistas, Alckmin destacou impactos positivos do tratado para diversos setores da economia brasileira. "Só para dar um exemplo, a indústria de imóveis entende que, no primeiro ano, ela pode aumentar em 20% das exportações para a União Europeia", disse. Enquanto o acordo avança nos trâmites formais nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu suspendeu, em 21 de janeiro, a própria ratificação por tempo indeterminado. Na ocasião, os eurodeputados enviaram o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar a legalidade do texto. Decreto de salvaguardas Alckmin afirmou que seu ministério já encaminhou à Casa Civil uma proposta de decreto para regulamentar salvaguardas no acordo UE-Mercosul. 🔎 Salvaguardas são mecanismos de proteção previstos em um capítulo específico do acordo para lidar com possíveis impactos negativos da abertura de mercado. Na prática, permitem elevar tarifas ou limitar importações de forma temporária caso um setor seja prejudicado. "Hoje encaminhamos à Casa Civil uma proposta de decreto sobre salvaguardas. Há sempre a preocupação de setores da indústria com a possibilidade de um surto de importações", declarou. O governo espera que, antes mesmo da votação do Senado, as salvaguardas sejam regulamentadas por meio de decreto presidencial, acrescentou o ministro. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. Arte/g1 BNDES anuncia R$ 70 bilhões adicionais para a Nova Indústria Brasil No mesmo evento, em São Paulo, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a destinação de R$ 70 bilhões adicionais para a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. Os recursos serão incorporados ao programa após o banco ter atingido, em dezembro de 2025, a meta de disponibilizar R$ 300 bilhões para o desenvolvimento da indústria. Mercadante também apresentou um balanço das ações já realizadas. "Em três anos, apoiamos exportações com R$ 56 bilhões, o dobro dos seis anos anteriores. Financiamos 493 mil máquinas e equipamentos nacionais, levamos conectividade a 781 mil lares e registramos ganho de 27,83% de produtividade nas empresas participantes do Brasil Mais Produtivo", afirmou, destacando ainda dados de outras frentes, como inovação e sustentabilidade. Os aportes integram a nova política industrial do governo, lançada em janeiro de 2024, que tem como objetivos elevar a produtividade e a competitividade da indústria e reposicionar o Brasil no comércio internacional.

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Warner Bros. Discovery assinou um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance nesta sexta-feira (27), segundo a agência Reuters. “A Netflix tinha o direito legal de igualar a oferta da PSKY. Como todos sabem, no fim das contas decidiu não fazê-lo. Isso resultou em um acordo assinado com a PSKY nesta manhã. Essa é a situação neste momento”, disse Bruce Campbell, diretor de receita e estratégia da Warner Bros, em uma reunião cujo áudio a Reuters teve acesso. O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria sua proposta e que abandonaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A união entre Warner Bros. Discovery e Paramount deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, Harry Potter e Game of Thrones, além de uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes. O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa, tem potencial para redesenhar o mercado global de entretenimento e streaming. Paramount aumenta proposta pela Warner para US$ 110 bilhões e pode 'melar' acordo com a Netflix A disputa pela Warner Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

Supervisor da multinacional do setor alimentício BRF tinha histórico de assédio moral Reprodução O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública contra a MBRF, produtora e distribuidora de carnes, por supostas falhas na proteção de trabalhadoras grávidas na unidade da empresa em Lucas do Rio Verde (MT). O inquérito civil foi aberto após o caso de uma funcionária venezuelana, grávida de oito meses de gêmeas, que sofreu um aborto espontâneo na portaria da unidade, em abril de 2024. A trabalhadora depois processou a empresa e foi indenizada. A MBRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, formada pela fusão entre Marfrig e BRF. A companhia tem receita anual combinada de cerca de R$ 150 bilhões e presença em mais de 100 países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para o MPT, o episódio mostrou a necessidade de aprofundar a apuração sobre as condições oferecidas às gestantes na empresa. De acordo com a procuradora do Trabalho Priscila Dibi Schvarcz, uma das autoras da ação, o caso também revelou falhas no protocolo interno de atendimento emergencial. Segundo a procuradora, com base nos elementos apurados no inquérito, a funcionária passou mal durante o expediente, foi levada a uma sala de descanso e não houve acionamento imediato de atendimento médico. A investigação, então, analisou dados de 2019 a 2025. O MPT avaliou informações de saúde e documentos sobre segurança e medicina do trabalho apresentados pela própria empresa no inquérito. Com base nesse material, o órgão identificou 144 registros de aborto ou ameaça de aborto envolvendo 116 empregadas, sendo 77 casos confirmados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também foram registrados 113 casos de parto prematuro, relacionados a 94 trabalhadoras, além de 71 atestados médicos referentes a condições como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e restrição de crescimento fetal, descritas como relacionadas ou que podem ser agravadas pela exposição a ruído. Em nota enviada ao g1, a MBRF afirmou que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança, e que apresentará defesa no processo. A empresa declarou ainda que não reconhece os dados apresentados pelo MPT. (Abaixo, veja a nota de posicionamento na íntegra) Atualmente, a unidade emprega cerca de 4.800 pessoas. Desse total, 74 são gestantes — o equivalente a aproximadamente 1,5% do quadro, segundo o relatório. Para o MPT, esse percentual não representaria impacto significativo na operação caso as trabalhadoras fossem realocadas para setores compatíveis com a gestação. “Do ponto de vista organizacional, o remanejamento é plenamente possível”, afirmou a procuradora. Um dos principais pontos da ação diz respeito à exposição ao ruído. Segundo o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), há 23 setores na unidade com níveis inferiores a 80 decibéis, o que, para o Ministério Público, demonstra a viabilidade de remanejamento. A investigação do MPT apontou que gestantes permanecem em áreas com níveis que podem chegar a 93 decibéis. Apenas três trabalhadoras grávidas estariam atualmente em setores com ruído inferior a 80 decibéis. Priscila afirma que o ruído não está relacionado apenas à perda auditiva. Segundo ela, existem efeitos chamados “extrauditivos”, que podem afetar o sistema cardiovascular e metabólico da gestante. A procuradora também ressaltou que o uso de protetores auriculares não elimina o risco para o feto. “O equipamento protege a trabalhadora, mas não o nascituro, que está naquele ambiente (...) a gestante está em condição temporária de maior vulnerabilidade, e o nascituro não tem escolha sobre o ambiente ao qual está exposto”, afirma Priscila. Antes de ingressar com a ação, o MPT realizou duas audiências com a empresa. O g1 apurou que não houve avanço nas negociações para um acordo que previsse a transferência das gestantes. Diante da falta de consenso, a ação foi ajuizada. Na Justiça, o MPT pede liminar para que a empresa adote medidas imediatas de prevenção, garantindo atendimento adequado em situações de urgência e emergência médica dentro da planta, além do afastamento das gestantes de ambientes considerados de risco, especialmente aqueles com ruído igual ou superior a 80 decibéis. O órgão também pede a realocação imediata das trabalhadoras para setores adequados e o pagamento de R$ 20 milhões por danos morais coletivos. Segundo o MPT, há risco atual para as gestantes que continuam expostas a condições consideradas inadequadas. O pedido de liminar ainda não foi analisado pela Justiça, e o processo não entrou na fase de perícia. O MPT destaca que já obteve decisão favorável em caso semelhante envolvendo unidade da empresa em Marau (RS). Na ocasião, a Justiça determinou o afastamento de gestantes de ambientes com ruído elevado, medida que foi cumprida pela companhia. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4). Mesmo assim, segundo o órgão, não houve concordância para adotar a mesma medida na unidade de Lucas do Rio Verde. A empresa afirma que cumpre rigorosamente a legislação brasileira de saúde e segurança do trabalho, fornece equipamentos de proteção auditiva certificados pelo Ministério do Trabalho e mantém um programa de apoio a gestantes que, segundo a companhia, já beneficiou mais de 13 mil funcionárias desde 2017. Posicionamento A MBRF informa que segue rigorosamente a legislação vigente e reitera seu compromisso com a saúde e segurança dos seus profissionais. Sobre exposição a ruídos, fornece e garante o uso de EPIs certificados pelo Ministério do Trabalho. De acordo com avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. A empresa ainda irá apresentar a sua defesa na referida ação e, à exceção do número atual de gestantes, não reconhece os dados apresentados pelo MPT à reportagem. A companhia reforça que possui um programa estruturado de acompanhamento às gestantes com suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo. Desde 2017, a iniciativa já acompanhou mais de 13 mil colaboradoras.

UE anuncia aplicação provisória do acordo com o Mercosul A decisão da União Europeia de acelerar a implementação do acordo comercial com o Mercosul foi "uma má surpresa", disse nesta sexta-feira (27) o presidente da França, Emmanuel Macron, depois da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, dizer que o bloco europeu aplicará provisoriamente o acordo. A França — maior produtora agrícola da União Europeia — tem sido a principal opositora do acordo com o Mercosul. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O governo francês afirma que o tratado aumentará de forma significativa as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, o que pode prejudicar os produtores locais, que vêm realizando protestos frequentes. “Para a França, é uma surpresa — uma surpresa ruim — e, para o Parlamento Europeu, é desrespeitoso”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, a jornalistas após se reunir com o primeiro-ministro da Eslovênia, Robert Golob, no Palácio do Eliseu, em Paris. Em comunicado, a associação francesa da indústria da carne, Interbev, pediu aos parlamentares franceses no Parlamento Europeu que atuem para “impedir que a Comissão contorne o debate democrático”. Em votação realizada em janeiro, 21 países da União Europeia apoiaram o acordo. Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, enquanto a Bélgica se absteve. O acordo entre a União Europeia e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai foi concluído em janeiro, após 25 anos de negociações. O tratado pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, tornando-se o maior acordo de livre comércio do bloco em termos de redução potencial de impostos de importação. A Alemanha e outros países favoráveis ao acordo, como a Espanha, afirmam que ele é essencial para compensar perdas comerciais causadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para diminuir a dependência da China em relação a minerais estratégicos. A decisão da Comissão Europeia ocorre após a ratificação do acordo pela Argentina e pelo Uruguai, na quinta-feira (26). Na quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o texto, que agora segue para análise do Senado. “Já disse antes: quando eles estiverem prontos, nós também estaremos”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em breve declaração. “Com isso, a Comissão seguirá com a aplicação provisória do acordo.” O presidente francês Emmanuel Macron discursa durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro esloveno Robert Golob no Palácio do Eliseu, em Paris, França Reuters

Com previsão de R$ 9,4 bi em obras, Rota Mogiana vai a leilão nesta sexta O leilão da concessão da Rota Mogiana ocorre na tarde desta sexta (27) na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A sessão pública vai definir qual empresa assumirá a administração de 520 quilômetros de rodovias estaduais no interior paulista pelos próximos 30 anos. Rota Mogiana: com oferta de R$ 1 bilhão, consórcio vence leilão para administrar 520 km de rodovias no interior de SP 🔎 O projeto prevê que 520 quilômetros de rodovias estaduais passem à iniciativa privada por 30 anos. A estimativa é de R$ 9,4 bilhões em investimentos para ampliar, modernizar e manter as estradas. Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas. Quatro grupos apresentaram propostas na terça, quando foram recebidos os envelopes: Motiva (ex-CCR), MC Brazil Concessões Rodoviárias (do fundo Mubadala), EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos. Vence o grupo que oferecer o maior valor ao governo pelo direito de administrar as rodovias. ➡️A concessionária vencedora ficará responsável pelas obras previstas, manutenção da malha e operação do pedágio, sob fiscalização da agência reguladora estadual. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Entre as mudanças previstas estão duplicação de vias e implementação de pedágio free-flow. O governo do estado afirma que a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em algumas praças de pedágios. Para o professor doutor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp Creso de Franco Peixoto, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato, que é de 30 anos - leia mais abaixo. Nesta reportagem, você vai ver: O que está em jogo? Quais rodovias serão incorporadas? Pedágios free flow e impacto econômico O que está em jogo? Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 A concessão da Rota Mogiana abrange trechos que cruzam 22 municípios (nove da região de Campinas) e, segundo o governo, devem beneficiar cerca de 2,3 milhões de pessoas. São eles: Aguaí, Águas da Prata, Artur Nogueira, Cajuru, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itobi, Jaguariúna, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul. Ao todo, estão previstos: duplicações de mais de 217 quilômetros, em rodovias estratégicas como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. 138 quilômetros de faixas adicionais 86 quilômetros de vias marginais 58 novas passarelas para pedestres 129 novos dispositivos de interseção implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow) O pacote de obras promete ampliar a capacidade das rodovias e reduzir gargalos históricos, especialmente em trechos que hoje concentram retenções. Para Creso de Franco Peixoto, da Unicamp, o problema dos congestionamentos nem sempre está na extensão da pista, mas nos chamados pontos de estrangulamento — como acessos, interseções e praças de pedágio. Segundo ele, intervenções que eliminam esses bloqueios tendem a aumentar a fluidez e elevar a velocidade média dos veículos. O efeito imediato costuma ser a redução de retenções e colisões típicas de tráfego congestionado. “Você duplica, é claro que o risco diminui, tem uma fluidez maior, então você troca um pouco de um tipo de acidente para outro", explica o professor. Na avaliação dele, rodovias congestionadas registram mais colisões associadas à proximidade entre veículos e ao anda-e-para. Já pistas ampliadas e mais fluidas reduzem esse tipo de ocorrência, mas podem elevar o número de acidentes relacionados à velocidade. O saldo, segundo o especialista, tende a ser positivo — mas não elimina o risco. Ele apenas transforma a dinâmica dos acidentes e exige uma nova cultura de direção em vias mais rápidas. Em nota, o Governo de SP destacou que a concessão da Rota Mogiana foi estruturada com base em estudos técnicos de demanda, engenharia e segurança viária, e que as concessões rodoviárias no estado estão associadas à redução consistente de acidentes e mortes. Informou também que o contrato estabelece e assegura padrões técnicos de qualidade e manutenção da via sob fiscalização permanente da Artesp. Segundo o Governo de SP, "não há meta contratual de redução de acidentes, uma vez que ocorrências de trânsito envolvem múltiplos fatores, especialmente o comportamento do condutor, que não é gerenciável pela concessionária". "De acordo com dados do Infosiga, nas rodovias concedidas houve redução de 51% nas mortes, 42% nos feridos e 48% no total de acidentes desde o início do programa. Esses resultados decorrem dos investimentos em duplicações, ampliação de capacidade, melhorias geométricas, sinalização, iluminação e atendimento permanente ao usuário", diz a nota. Quais rodovias serão incorporadas Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 Segundo a Secretaria de Parcerias e Investimentos de SP, a proposta é fazer uma concessão utilizando trechos atualmente operados pela Renovias e incluir novas vias do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo). Os trechos que hoje já são administrados pela iniciativa privada também passarão a integrar o novo contrato da Rota Mogiana. Com o encerramento das concessões atuais, esses segmentos serão incorporados ao pacote que será assumido pela empresa vencedora do leilão desta sexta-feira (27). Na prática, isso significa que a futura concessionária ficará responsável tanto pelos trechos que hoje estão sob gestão do Estado quanto pelos que já são operados por empresas privadas, unificando a administração, as obras previstas e o modelo de cobrança ao longo de todo o corredor rodoviário. Entre os trechos incluídos estão: SP-338 – km 268,3 ao km 310,96 SP-344 – km 200,700 ao km 241,600 SP-340 – km 114,10 ao km 279,609 SP-350 – km 238,410 ao km 272,100 SP-342 – km 171,500 ao km 251,150 SPI-225/342 – km 0 ao km 1,97 SPA-050/215 – km 0 ao km 4,1 SPA-279/340 – km 0 ao km 2,4 SPA-280/340 – km 0 ao km 1 SP-333 – km 0 ao km 20,4 SPA-015/333 – km 0 ao km 0,5 SPA-002/333 – km 0 ao km 0,68 SPA-309/338 – km 0 ao km 0,86 SP-133 – km 0,5 ao km 15,1 SP-350 – km 272,100 ao km 296,70 SPA-127/340 – km 0 ao km 2,930 SP-107 – km 18,45 ao km 43,8 SPA-179/340 – km 0 ao km 2,5 SP-225 – km 0 ao km 6,50 SPA-228/344 – km 0 ao km 3,55 SPA-238/344 – km 0 ao km 16 SPA-225/340 – km 0 ao km 2 Contorno de Águas da Prata (SP-342) – km 0 ao km 9,45 Pedágios free flow e impacto econômico Pórtico free flow divulgação/Concessionária Novo Litoral O governo do estado afirma que, além de melhoria da segurança viária, a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais, com quedas de até 29% em Jaguariúna, 26% em Estiva Gerbi e e 20% em Espírito Santo do Pinhal, além da implantação da cobrança proporcional pelo sistema free flow — em que o motorista paga apenas pelo trecho percorrido. Em reportagem publicada em setembro de 2025, o g1explicou como funciona o sistema e alertou como os motoristas precisam ficar atentos com a falta de pagamento, que pode render multa e pontos na carteira de habilitação. Em caso de motoristas de reboques e semirreboques, a cobrança pode ser multiplicada. Free flow cobra até o dobro para veículos com reboque e semirreboque; veja perguntas e respostas Creso de Franco Peixoto analisa que a modernização tecnológica tende a melhorar a fluidez do tráfego, especialmente com o fim das praças físicas de pedágio. Segundo ele, a eliminação de pontos de parada pode reduzir gargalos clássicos das rodovias, mas o modelo também exige adaptação por parte dos motoristas. “Com o free flow, ainda nós temos outra questão negativa, que são os motoristas que não querem usar o sistema automático. Inclusive, desde o primeiro sistema aqui no nosso Sudeste, se a gente pensar em termos da BR-101, onde a concessão naquele local colocou o free flow e nós temos um passivo sensível dos motoristas que não pagaram, com uma certa dificuldade de entender o sistema. Então, tem que, com o tempo, se adequar. É algo negativo também, que com o tempo pode minimizar", afirma o especialista. O especialista também pondera que, embora haja redução inicial nas tarifas, a concessão implica custo direto ao usuário ao longo do contrato. Já o Governo de SP afirmou que o modelo adotado é baseado no "princípio da justiça tarifária": a modernização e manutenção da rodovia são vinculadas ao uso efetivo da infraestrutura, e não financiadas indistintamente por toda a sociedade. A cobrança é proporcional ao trecho percorrido, dentro da política estadual de padronização do valor por quilômetro. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Reprodução de uma cartilha sobre recuperação de nascentes. Reprodução O telespectador Ivo Moreira, de Bauru (SP), entrou em contato com o Globo Rural em busca de uma dica de material informativo sobre um tema cada vez mais importante no campo: a preservação de nascentes. O programa indica uma cartilha gratuita que reúne informações práticas sobre recuperação e conservação de fontes de água em propriedades rurais. A publicação foi produzida em parceria com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e o Laboratório de Pesquisa Geoambiental. O material apresenta um passo a passo para revitalizar nascentes assoreadas ou degradadas, com orientações técnicas voltadas a produtores rurais, estudantes e interessados no tema ambiental. Além das recomendações práticas, a cartilha também mostra um exemplo real de recuperação de nascente realizado no município de Pitanga, no Paraná, detalhando as etapas do processo e os resultados obtidos. 📱Acesse aqui

Imagem ilustrativa de uma sala de aula. Agência RBS O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, foi de 0,84% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior alta para um mês desde fevereiro de 2025, quando o índice avançou 1,23%. Em 2026, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% no ano e de 4,10% em 12 meses, abaixo dos 4,50% registrados no período anterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A expectativa dos economistas era de que o IPCA-15 subisse entre 0,56% e 0,57% em fevereiro. O resultado, portanto, veio acima do previsto. Segundo o IBGE, o grupo Transportes teve o maior impacto sobre a inflação de fevereiro. Ainda assim, o principal fator de pressão veio de Educação, puxado principalmente pelos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos no início do ano letivo. Esse grupo apresentou a maior variação entre os nove pesquisados, com alta de 5,20% e impacto de 0,32 ponto percentual. Além de Educação, Transportes teve a segunda maior alta do mês, de 1,72%. Os demais grupos oscilaram entre a queda de 0,42% em Vestuário e a alta de 0,67% em Saúde e cuidados pessoais. Veja abaixo a variação dos grupos em fevereiro Alimentação e bebidas: 0,20 Habitação: 0,06 Artigos de residência: 0,21 Vestuário: -0,42 Transportes: 1,72 Saúde e cuidados pessoais: 0,67 Despesas pessoais: 0,20 Educação: 5,20 Comunicação: 0,39 O que influenciou a prévia da inflação A inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos reajustes na área de Educação, que subiu 5,20%. No início do ano, escolas e cursos costumam aumentar as mensalidades. 📚Os maiores aumentos foram: ensino médio (8,19%); ensino fundamental (8,07%); pré-escola (7,49%). O grupo de Transportes subiu 1,72%. As passagens aéreas avançaram 11,64%, enquanto os combustíveis ficaram, em média, 1,38% mais caros, com destaque para o etanol (2,51%), a gasolina (1,30%) e o diesel (0,44%). O gás veicular foi a exceção, com queda de 1,06%. Também houve aumento nas tarifas de metrô, trem, ônibus e táxi em cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,67%, puxados principalmente pelos produtos de higiene pessoal (0,91%) e pelos planos de saúde (0,49%). No grupo Alimentação e bebidas, a alta foi de 0,20%. Os alimentos consumidos em casa subiram 0,09%, com destaque para o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%). 🍅 o tomate (10,09%); 🍖 carnes (0,76%) Por outro lado, ficaram mais baratos: 🍚 arroz (-2,47%); 🐔frango em pedaços (-1,55%); 🍒 frutas (-1,33%); Comer fora também ficou mais caro: a alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, com aumento das refeições (0,62%) e dos lanches (0,28%). O grupo Habitação teve leve alta de 0,06%, influenciado pelo aumento da água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). Em contrapartida, a energia elétrica caiu 1,37%, ajudando a segurar a inflação no mês, já que a bandeira tarifária estava verde, sem cobrança adicional. Perspectivas e juros Economistas avaliaram que a inflação de fevereiro trouxe sinais mistos, mas reforçou a expectativa de que o Banco Central comece a reduzir os juros já em março. Segundo o economista Maykon Douglas, parte do aumento dos preços teve causas específicas do período. “Se retirarmos o reajuste das mensalidades escolares, que ocorre no início do ano, os números mostram um comportamento menos uniforme. As passagens aéreas subiram mais do que o esperado, e outros preços importantes também ficaram acima das previsões”, afirmou. Mesmo assim, Douglas destacou que, no geral, os preços estão perdendo força. “Quando observamos os dados mais recentes sem considerar variações típicas do período, vemos que a inflação continua desacelerando”, disse. Ele estima inflação em torno de 4,0% em 2026. Economistas do Banco Daycoval observaram que o IPCA-15 ficou acima da previsão da instituição (0,56%), principalmente por causa das passagens aéreas. “Apesar do resultado acima do esperado, mantemos nossa previsão de inflação em 3,8% até o fim do ano”, informou a instituição. O banco também espera que o Banco Central comece a cortar os juros em março, com uma redução inicial de 0,25 ponto percentual. Hoje, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o nível mais alto em quase 20 anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,10% nesta sexta-feira (27), cotado a R$ 5,1340. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 1,09%, aos 188.916 pontos. ▶️ No Brasil, o IBGE divulgou a prévia da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA-15. Os preços subiram 0,84% no mês e 4,10% em 12 meses, puxados pelas mensalidades escolares. O resultado veio bem acima das expectativas dos economistas, que eram de 0,56% e 0,57%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O Banco Central informou que as contas do setor público apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro. O alto superávit das contas públicas é algo tradicional no início de cada ano, e está ligado à concentração da arrecadação federal no primeiro mês de cada exercício. Apesar do alto superávit primário de janeiro, a dívida do setor público consolidado permaneceu estável em 78,7% do PIB — o equivalente a R$ 10,1 trilhões. ▶️ A União Europeia anunciou hoje que aplicará de forma provisória o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagem comercial enquanto avança o processo de ratificação, após Argentina e Uruguai concluírem seus trâmites internos. No Brasil, o texto segue para o Senado. ▶️ Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, que mede a variação dos preços no atacado. A previsão é de alta de 0,3% no mês, tanto no índice geral quanto no núcleo, com variações anuais de 2,6% e 3%, respectivamente. ▶️ Por fim, EUA e Irã avançaram nas negociações sobre a questão nuclear, em meio ao reforço militar americano no Oriente Médio. Já o Paquistão e o Afeganistão trocaram ataques na madrugada desta sexta-feira, após Islamabade ter declarado uma "guerra aberta" ao país vizinho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,71%; Acumulado do mês: -2,07%; Acumulado do ano: -6,37%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +5,32%; Acumulado do ano: +18,54%. Prévia da inflação O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acima do que o mercado esperava, segundo o IBGE. Foi a maior alta para o mês desde fevereiro de 2025. No acumulado de 2026, o índice soma 1,04%, e em 12 meses, 4,10%, abaixo dos 4,50% do período anterior. O principal fator de pressão veio do grupo Educação, que avançou 5,20%, puxado pelos reajustes das mensalidades escolares no início do ano letivo. Transportes teve a segunda maior alta (1,72%), influenciado sobretudo pelo aumento das passagens aéreas (11,64%) e dos combustíveis. Outros grupos tiveram variações mais moderadas: Saúde e cuidados pessoais subiu 0,67%, enquanto Vestuário recuou 0,42%. Em Alimentação, a alta foi de 0,20%, com aumento do tomate e das carnes, compensado por quedas no arroz, frango e frutas. A energia elétrica caiu 1,37%, ajudando a conter a inflação no mês. Economistas avaliaram que o resultado trouxe sinais mistos, mas reforçou a expectativa de que o Banco Central inicie cortes de juros em março. Analistas projetam inflação entre 3,8% e 4,0% para os próximos anos, apesar da pressão pontual vinda da educação e das passagens aéreas. UE-Mercosul A União Europeia anunciou nesta sexta-feira (27) que aplicará de forma provisória o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagem comercial enquanto avança o processo de ratificação, após Argentina e Uruguai concluírem seus trâmites internos. Segundo a Comissão Europeia, a medida pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco. O acordo também é defendido por países como Alemanha e Espanha como forma de compensar impactos das tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China. O acordo, porém, enfrenta forte resistência da França e de produtores rurais europeus, que temem aumento das importações de carne, açúcar e aves, além de estar sob análise do Tribunal de Justiça da UE, o que pode atrasar sua entrada em vigor definitiva. Mercados globais Em Wall Street, as principais bolsas começaram o dia em queda nesta sexta-feira. O mercado ficou mais preocupado com o setor de tecnologia, especialmente com empresas ligadas à inteligência artificial após os resultados da Nvidia, e isso puxou as ações para baixo. Além disso, dados de inflação vieram acima do esperado, o que deixou os investidores ainda mais cautelosos. Com isso, o índice Nasdaq caminha para ter sua pior queda mensal desde março de 2025. Na abertura do pregão, o Dow Jones caiu 0,50%, o S&P 500 recuou 0,76% e o Nasdaq teve baixa de 1,15%. Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados melhores do que o esperado de várias empresas e pela análise de novos dados econômicos. O clima é positivo a ponto de o mercado europeu atingir um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, apesar de preocupações ligadas a tarifas e possíveis impactos de novas tecnologias como a inteligência artificial. Entre os índices, o STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX sobe 0,18%. No Reino Unido, o FTSE 100 tem alta de 0,48%. Na França, o CAC 40 opera com leve queda de 0,09%. Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas ainda assim encerraram a semana com ganhos, já que investidores voltam gradualmente ao mercado após o feriado do Ano Novo Lunar. Nos fechamentos do dia: em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos. Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX não abriu hoje, permanecendo fechado. Notas de dólar. Reuters

O jantar na noite desta quinta-feira (26) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ajudou a nortear o palanque eleitoral deste ano no estado de São Paulo. O tema do encontro foi a disputa eleitoral em São Paulo e o palanque nacional. No encontro, segundo relato de um assessor do presidente, Haddad ouviu de Lula que precisa dele para ajudar a consolidar sua reeleição. Haddad, muito resistente a concorrer a qualquer cargo em 2026, vem cedendo diante da insistência de Lula. Segundo uma pessoa próxima ao presidente, Lula tem conseguido mudar a opinião de Haddad. O argumento do ministro é que a situação hoje é diferente da de 2022, quando concorreu ao governo do Estado, e Lula disputou contra o incumbente Jair Bolsonaro. Agora, Haddad tem repetido dentro e fora do governo, Lula "tem o que mostrar" como presidente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo pessoas próximas a Haddad, suas resistências a concorrer em São Paulo diminuíram, mas Lula e ele ficaram de voltar a conversa nos próximos dias. ➡️Uma conversa entre eles e o vice-presidente Geraldo Alckmin também vai ocorrer na próxima semana. Haddad viajou para São Paulo nesta sexta-feira (27). Pesquisas eleitorais nas últimas semanas mostrando uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e um afunilamento no segundo turno da disputa com Lula ligaram o alerta os estrategistas de campanha e são parte do argumento para levar Haddad a concorrer. Mesmo com o favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), integrantes do núcleo próximo do presidente veem Haddad como o nome que pode diminuir a diferença e trazer votos essenciais para Lula no Estado. Segundo um assessor do presidente, a chapa ideal de Lula teria ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de SP. Haddad observa Lula falando durante evento que anunciou plano de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço de Trump Adriano Machado/Reuters

As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com janeiro do ano passado, houve pequena piora, uma vez, que o saldo positivo, no início de 2025, foi de R$ 104,1 bilhões (sem correção pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O alto superávit das contas públicas é algo tradicional no início de cada ano, e está ligado à concentração da arrecadação federal no primeiro mês de cada exercício. ➡️Houve forte piora, porém, no resultado das empresas estatais federais, em um momento no qual os Correios passam por forte crise contábil (veja mais abaixo nessa reportagem). Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em janeiro deste 2026: governo federal registrou saldo positivo de R$ 87,3 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 21,3 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 4,9 bilhões. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios Divulgação/Câmara dos Deputados Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve superávit de R$ 40,1 bilhões nas contas do setor público em janeiro. ➡️No acumulado em 12 meses até janeiro, porém, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,03 trilhão (8,1% do PIB) em doze meses até janeiro deste ano. Dívida pública Apesar do alto superávit primário de janeiro, a dívida do setor público consolidado permaneceu estável em 78,7% do PIB — o equivalente a R$ 10,1 trilhões. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde novembro de 2025, quando a dívida somava 79% do PIB (valor revisado). ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 7,1 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em janeiro: 92,7% do PIB. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). Empresas estatais federais Apesar do bom desempenho das contas públicas no começo deste ano, o resultado das estatais federais apresentou forte piora: foi registrado um rombo de R$ 3,33 bilhões em janeiro. Este é o pior resultado da série do Banco Central, que tem início em dezembro de 2001. Entretanto, os valores não foram corrigidos pela inflação, algo que prejudica a comparação histórica. Na proporção do Produto Interno Bruto (PIB), um indicador que permite um exame retrospectivo mais adequado, o déficit das estatais, em janeiro deste ano, somou 0,33%, e foi o maior desde maio de 2009 — quando totalizou 0,36% do PIB. ➡️O BC não detalha o resultado por empresas, mas o resultado ruim das estatais acontece em um momento de forte crise nos Correios, com piora do seu resultado financeiro. Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. Nesta quinta-feira, o governo deu mais espaço para os Correios conseguirem captar novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União. No fim do ano passado, a estatal já captou R$ 12 bilhões. A série do Banco Central das estatais federais, que tem início em dezembro de 2001, não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia A União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir a chamada “vantagem do pioneirismo”, afirmou na sexta-feira (27) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A decisão foi anunciada após Argentina e Uruguai concluírem a ratificação do tratado na quinta-feira (26) e ocorre apesar da forte oposição da França. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “A Comissão dará agora seguimento à aplicação provisória”, disse von der Leyen, ao destacar que o acordo só será plenamente concluído após a aprovação do Parlamento Europeu. No Mercosul, o Uruguai foi o primeiro país a ratificar o texto, após aprovação na Câmara e no Senado. A Argentina tornou-se o segundo, com aval do Senado. Brasil e Paraguai também já iniciaram seus trâmites legislativos: no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que agora segue para o Senado; no Paraguai, o processo está em andamento e deve ser concluído nos próximos dias. Segundo a Comissão Europeia, cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações do bloco serão eliminados. Alemanha e outros defensores do pacto, como a Espanha, afirmam que o tratado é essencial para compensar perdas provocadas pelas tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais estratégicos. Já os críticos, liderados pela França — maior produtor agrícola da União Europeia —, alertam que o acordo pode ampliar significativamente as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, prejudicando agricultores locais, que vêm promovendo protestos recorrentes. Acordo UE-Mercosul na Justiça Paralelamente, o Parlamento Europeu decidiu no mês passado encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça da UE para avaliar sua legalidade. A medida foi aprovada por margem estreita, em meio à pressão de produtores rurais e à resistência francesa. O envio do tratado à Corte tende a impedir sua entrada em vigor por vários meses. A Comissão Europeia criticou a decisão e reiterou a defesa da aplicação provisória, argumentando que o bloco precisa ampliar o acesso a novos mercados. Enquanto o tribunal analisa o texto — um processo que pode levar meses ou até anos —, o acordo segue politicamente travado, apesar do apoio de países como a Alemanha e do interesse do Brasil em acelerar a ratificação. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026 REUTERS/Yves Herman

Tribunal de Contas tem 9 processos para apurar o tamanho do rombo no BRB Em busca de aportes bilionários para reforçar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB) (entenda abaixo), o governo do Distrito Federal não poderá usar a União como garantidora de um eventual empréstimo. Isso, porque o DF está com nota baixa em Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de estados, municípios e da capital federal. O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez (veja detalhes abaixo) que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, indicam o risco de aquele governo dar o calote em um empréstimo. ➡️A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B). ➡️O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês. Com isso, o DF perdeu a garantia da União para novas operações de crédito. Governo do DF apresenta novo projeto para tentar socorrer o BRB, investigado no caso Master Jornal Nacional/ Reprodução O que isso significa? A União é o avalista mais sólido possível para um empréstimo, por ter ampla capacidade de honrar o pagamento. Só em 2025, o governo federal pagou R$ 11,1 bilhões em dívidas atrasadas de estados e municípios. Com a garantia da União, o risco da operação de crédito despenca. Na prática, o DF conseguiria pegar empréstimos maiores, com taxas de juros menores e condições facilitadas de financiamento. O g1 questionou o governo do DF sobre a queda na avaliação do Capag e a intenção de contrair um empréstimo para socorrer o BRB, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto. Por que a situação do DF importa? O governo do DF detém 71,92% do capital do BRB e é o acionista controlador do banco. Por isso, cabe ao governo Ibaneis Rocha (MDB) recapitalizar o banco e garantir que o BRB atenda às regras do sistema financeiro nacional – entre elas, a garantia de um nível de capital mínimo nos cofres. GDF oferece bens públicos para cobrir rombo do BRB As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo do BRB. O banco incorporou a seu patrimônio carteiras de crédito do Master que, segundo investigação da Polícia Federal, têm fortes indícios de fraude financeira. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou – o que não gera risco de insolvência ou liquidação, mas coloca em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. O BRB tem até o dia 31 de março para divulgar o balanço do segundo semestre de 2025. O mercado financeiro espera que, junto com esse documento, o banco divulgue também as soluções concretas que serão tomadas para recompor o capital – como forma, inclusive, de manter uma imagem de solidez. O que o Capag mede? O Índice de Capacidade de Pagamento se baseia em três variáveis: Endividamento: proporção entre a dívida e a receita corrente líquida; Poupança: proporção entre a receita (o que o ente arrecada) e a despesa (o que o ente gasta); Liquidez: diferença entre as despesas obrigatórias e o dinheiro disponível no caixa. O DF recebeu nota A em endividamento e B em liquidez relativa – mas nota C na poupança corrente. Sistema do Tesouro mostra nota C para a Capacidade de Pagamento do Distrito Federal Tesouro Nacional/Reprodução De acordo com o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Tesouro Nacional, 95,27% do que o DF arrecada é destinado para as despesas correntes. Com isso, quase não sobra espaço no caixa para financiar investimentos – ou pagar empréstimos. Foi esse o indicador que derrubou a nota do DF no Capag e, agora, impede a União de avalizar empréstimos da capital. Garantia em empréstimos Enquanto isso, o governo do DF tenta usar outra medida para viabilizar o empréstimo: a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Essa mecânica ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas vem enfrentando resistência da oposição ao governo Ibaneis Rocha (MDB) e até de aliados do governador. O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

26 vinhos sul-americanos estão entre os melhores do mundo em 2026 A América do Sul emplacou 26 representantes na lista internacional World’s Best Sommeliers’ Selection 2026 (“Melhores Selecionados por Sommeliers”, em tradução livre), que reúne anualmente os melhores vinhos do mundo. Nesta edição, divulgada nesta quarta-feira (25), foram selecionados 115 vinhos de 16 países (veja a lista completa). A seleção não estabelece um ranking entre os escolhidos. Entre os sul-americanos, a Argentina teve o maior número de representantes, com 12 rótulos. Eles vêm de regiões como o Vale de Uco (Mendoza), o Vale Calchaquí (Salta) e o Vale de Pedernal (San Juan). Em seguida, aparece o Chile, com oito rótulos. Entre eles, estão vinhos de vinícolas renomadas como a Vik, que já integrou premiações como World's Best Vineyard, que elenca as melhores do mundo. Já o Uruguai conquistou cinco posições na lista, com dois brancos complementando os tintos. O Brasil também entrou na lista, com um representante: o Casa Tés Grama Branco 2024, feito com uvas Sauvignon Blanc e Sémillon no Vale da Grama, região tradicionalmente cafeeira situada próxima à Serra da Mantiqueira. 🍷Segundo o guia, o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche. Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização Quais são as melhores vinícolas do mundo? Veja única brasileira da lista Vinho Casa Tés Grama Branco Reprodução/worldsbestsommeliersselection Na lista geral, a Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos. Entre eles, exemplares de Barolo e Barbaresco, elaborados com a uva Nebbiolo. Portugal aparece na sequência, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados. Um dos destaques foi um branco do Douro produzido pela Quinta do Vallado com as uvas Rabigato, Gouveio, Arinto e Viosinho. 🔎Como é feita a seleção? Criada pela William Reed, responsável também pelo The World’s 50 Best Restaurants, que seleciona os melhores restaurantes do mundo, a seleção foi feita durante três dias de janeiro, na Inglaterra, quando 29 sommeliers de 17 países degustaram e avaliaram os vinhos. 🍷 Vinhos sul-americanos entre os melhores do mundo em 2026 ➡️ Argentina Apartado Nature 2017 – Rutini – Mendoza Birth of Cabernet 2021 – Catena Zapata – Mendoza Vineyard Block N° 4 Malbec 2022 – Pyros Wines – San Juan Chardo Velo de Flor 2020 – Bodega Puerta del Abra – Buenos Aires Province Concreto Malbec 2023 – Zuccardi Valle de Uco – Mendoza El Arenal Malbec Single Vineyard 2022 – Colomé – Salta Old Vines from Patagonia Semillon 2024 – Riccitelli Wine – Patagonia Primus Chardonnay 2022 – Bodegas Salentein – Mendoza Single Vineyard Altamira Malbec 2021 – Rutini – Mendoza Single Vineyard Gualtallary Chardonnay 2023 – Rutini – Mendoza Single Vineyard La Pampa ’97 2021 – Bodegas Salentein – Mendoza Trapiche Iscay 2022 – Trapiche Winery – Mendoza ➡️ Chile Almaviva 2018 – Almaviva Winery – Maipo Valley Almaviva 2021 – Almaviva Winery – Maipo Valley Don Melchor 2021 – Viña Don Melchor – Maipo Valley La Piu Belle 2022 – Vik – Cachapoal Valley Milla Cala 2022 – Vik – Cachapoal Valley STONEVIK 2024 – Vik – Cachapoal Valley VIK 2022 – Vik – Cachapoal Valley Prelude 2023 – Clos Apalta – Colchagua Valley ➡️ Uruguai Deux Revês, Uné Destinée 2023 – Sacromonte – Montevideo Quiebre 2023 – Sacromonte – Maldonado Riesling Viñedo Pan de Azúcar 2024 – Bodega Bouza – Maldonado Single Vineyard Albariño 2024 – Bodega Garzón – Maldonado Single Vineyard Tannat 2023 – Bodega Garzón – Maldonado ➡️ Brasil Grama Branco 2024 – Casa Tés – São Paulo 🍷Lista completa dos melhores vinhos do mundo em 2026 🍷Lista completa dos melhores vinhos do mundo em 2026 Aglianico 2022 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Aglianico 2023 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) Alauda 2021 – Ruffino – Toscana (Itália) Almaviva 2018 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Almaviva 2021 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Amontillado VORS – Bodegas Espinosa de los Monteros – Jerez-Sherry (Espanha) Apartado Nature 2017 – Rutini – Mendoza (Argentina) Aperture Cabernet Sauvignon 2023 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Aperture Sauvignon Blanc 2024 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Avaton 2022 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Barbaresco Asili 2014 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Bricco Rocche 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Brunate 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Riserva 2016 – Marchesi di Barolo – Piemonte (Itália) Birth of Cabernet 2021 – Catena Zapata – Mendoza (Argentina) Vineyard Block N° 4 Malbec 2022 – Pyros Wines – San Juan (Argentina) Boxing Rabbit Cuvee 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Chardo Velo de Flor 2020 – Bodega Puerta del Abra – Buenos Aires Province (Argentina) Château Smith Haut Lafitte Blanc 2022 – Château Smith Haut Lafitte – Bordeaux (França) Colección 125 Gran Vino Blanco 2023 – Chivite – Navarra (Espanha) Concreto Malbec 2023 – Zuccardi Valle de Uco – Mendoza (Argentina) Cuesta de las Liebres 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Deux Revês, Uné Destinée 2023 – Sacromonte – Montevideo (Uruguai) Desti 2022 – Merum Priorati – Catalunha (Espanha) donnacricri 2023 – Viabizzunoagricola – Sicília (Itália) Don Melchor 2021 – Viña Don Melchor – Maipo Valley (Chile) El Anejón 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) El Arenal Malbec Single Vineyard 2022 – Colomé – Salta (Argentina) Encruzado White 2023 – Quinta dos Carvalhais – Dão (Portugal) Erbaluce di Caluso DOCG Rend Nen 2022 – Luca Leggero Villareggia – Piemonte (Itália) Estate Chardonnay 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Soul of a Lion 2021 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Faustino I Gran Reserva Blanco 2021 – Bodegas Faustino – Rioja (Espanha) Feudo Arancio Hedonis 2022 – Feudo Arancio – Sicília (Itália) Garrigal Vinyes Velles 2023 – Peralada – Catalunha (Espanha) Garrus 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Gavi di Gavi Limited Edition 2021 – La Scolca – Piemonte (Itália) Grama Branco 2024 – Casa Tés – São Paulo (Brasil) Gran Vintage 2016 – Pere Ventura – Cava (Espanha) Granit 2024 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Grand Vin 2016 – Mas de Daumas Gassac – Languedoc-Roussillon (França) Grave di Stecca Brut 2018 – Nino Franco Spumanti – Veneto (Itália) Grotte Alte – Cerasuolo di Vittoria 2021 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Hunter 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Homarus 2021 – Tenuta Del Paguro – Emilia-Romagna (Itália) Il Frappato 2023 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Karthäuserhofberg GG 2023 – Karthäuserhof – Mosel (Alemanha) Kisi Qvevri Iberiuli 2022 – Shumi Winery and Estate – Kakheti (Geórgia) Kreuznacher Paradies Riesling 2021 – Weingut Korrell – Nahe (Alemanha) La Grande Dame 2018 – Veuve Clicquot – Champagne (França) La Piu Belle 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Les Clans 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Loureiro Escolha White 2024 – Quinta de Azevedo – Minho VR (Portugal) Malagousia 2024 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Malvasia 50 Years Old – Justino's – Madeira (Portugal) Milla Cala 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Musivum Teroldego Rotaliano 2019 – Mezzacorona – Trentino-Alto Adige (Itália) Oculus 2020 – Mission Hill Family Estate – British Columbia (Canadá) Terroir Collection Cabernet Franc 2022 – Mission Hill Family Estate – British Columbia (Canadá) Old Vines from Patagonia Semillon 2024 – Riccitelli Wine – Patagonia (Argentina) Orangelack Kabinett 2024 – Schloss Johannisberg – Rheingau (Alemanha) Ostrea in Fundo 2023 – Tenuta Del Paguro – Emilia-Romagna (Itália) Pago de Carraovejas 2023 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Parcellaire Les Agneaux NV – Champagne Gounel Lassalle – Champagne (França) Picpoul Blanc 2023 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Prelude 2023 – Clos Apalta – Colchagua Valley (Chile) Primus Chardonnay 2022 – Bodegas Salentein – Mendoza (Argentina) Quiebre 2023 – Sacromonte – Maldonado (Uruguai) Reserve Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Reserve Cabernet Sauvignon 2022 – Robert Mondavi Winery – Califórnia (EUA) Reserva 2023 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Riesling Stará Hora 2022 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Veltliner Vinohrádky 2023 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Riesling Viñedo Pan de Azúcar 2024 – Bodega Bouza – Maldonado (Uruguai) Romitorio di Santedame 2022 – Ruffino – Toscana (Itália) Rotari Flavio 2016 – Cantina Rotari – Trentino-Alto Adige (Itália) Vinha Grande Red 2022 – Casa Ferreirinha – Douro (Portugal) Quinta da Leda Red 2022 – Casa Ferreirinha – Douro (Portugal) Ruggine 2021 – Clara Marcelli – Marche (Itália) Rully Blanc 2023 – Madame Veuve Point – Burgundy (França) Salome 2022 – Shumi Winery and Estate – Kakheti (Geórgia) Sekt 36m 2021 – Gurdau – Moravia (República Tcheca) Single Vineyard Albariño 2024 – Bodega Garzón – Maldonado (Uruguai) Single Vineyard Altamira Malbec 2021 – Rutini – Mendoza (Argentina) Single Vineyard Gualtallary Chardonnay 2023 – Rutini – Mendoza (Argentina) Single Vineyard La Pampa ’97 2021 – Bodegas Salentein – Mendoza (Argentina) Single Vineyard Tannat 2023 – Bodega Garzón – Maldonado (Uruguai) Sisters Chardonnay 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) SM 2023 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Solengo IGT Toscana 2021 – Argiano – Toscana (Itália) STONEVIK 2024 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Tawny 30 Years Old – Quinta do Crasto – Porto (Portugal) Tawny Port 20 Years Old – Sandeman – Douro (Portugal) Vintage Port Quinta do Seixo 2022 – Sandeman – Douro (Portugal) The Plow Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Tinta Roriz 2017 – Quinta do Crasto – Douro (Portugal) Tio Pepe en Rama 2025 – Gonzalez Byass – Sherry-Jerez (Espanha) TNX Douro 2021 – Quinta da Côrte – Douro (Portugal) Tokara Reserve Collection Cabernet Sauvignon 2022 – Tokara Wine & Olive Estate – Stellenbosch (África do Sul) Trapiche Iscay 2022 – Trapiche Winery – Mendoza (Argentina) Vallado Field Blend Reserve 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vallado Reserva Branco 2024 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Verdelho Frasqueira 1997 – Justino's – Madeira (Portugal) VIK 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Vinha da Coroa 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinha da Granja 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinhas Velhas 2021 – Quinta das Carvalhas – Douro (Portugal) Viña Monty Graciano Reserva 2019 – Bodegas Montecillo – Rioja (Espanha) Viognier 2024 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) VV26 Grand Cru NV – Champagne Frerejean Frères – Champagne (França) Wairau River Sauvignon Blanc 2025 – Rose Family Estate – Marlborough (Nova Zelândia) Yu-ki Estate Pinot Noir 2022 – Freeman Vineyard & Winery – Califórnia (EUA) Ysios Finca Lagunazuri 2021 – Bodegas Ysios – Rioja (Espanha) Vinho sendo servido em uma taça Pixabay Vinhos Unsplash/ Hermes Rivera Adega de vinhos Unsplash/ iMattSmart Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik Vinho Unsplash/ Kym Ellis Vinhos Unsplash/Zan Lazarevic

Reforma trabalhista de Milei A reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei será analisada nesta sexta-feira (27) pelo Senado da Argentina. A votação é considerada um dos momentos mais decisivos do governo até agora. O debate ocorre em meio a uma nova onda de mobilizações. A Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne entidades do transporte, do funcionalismo público e movimentos sociais, convocou uma greve acompanhada de marcha até o Congresso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A expectativa é que a região permaneça tomada por protestos durante toda a sessão, o que aumenta a tensão no debate legislativo. O projeto chega ao Senado após ser aprovado na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (19), por 135 votos a 115, em sessão marcada por provocações e confrontos do lado de fora do Congresso. A aprovação foi possível após o governo negociar cerca de 30 mudanças no texto original, segundo a agência AFP, retirando pontos que enfrentavam maior resistência. Agora, caberá aos senadores decidir se mantêm a versão aprovada pela Câmara ou se propõem novos ajustes. ➡️ Caso o texto seja alterado, voltará à Câmara para nova análise. Se não houver mudanças, seguirá para sanção presidencial. Analistas afirmaram ao g1 que o ambiente no Senado é de incerteza. Segundo Francisca Vila, da consultoria Prospectiva, a combinação de pressão das ruas, mobilização sindical e divisões na oposição torna o cenário imprevisível. Para ela, três caminhos seguem possíveis: a aprovação integral do texto; a reabertura da discussão, com retorno à Câmara; ou o adiamento da votação, caso não haja consenso suficiente. O que está em jogo Parlamentares da oposição discutem com o presidente da Câmara dos Deputados da Argentina REUTERS/Alessia Maccioni O governo argumenta que a reforma moderniza regras consideradas rígidas e desatualizadas, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas, aumentar a segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formais. Veja abaixo os principais pontos aprovados pela Câmara: Férias mais flexíveis: poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional, normalmente entre 1º de outubro e 30 de abril; Restrições a greves em setores essenciais: a reforma exige a manutenção de um nível mínimo de funcionamento entre 50% e 75%, o que reduz o poder de paralisação dos sindicatos; Ampliação do período de experiência: poderá chegar a seis meses e, em alguns casos, a oito ou 12 meses, com indenizações reduzidas; Flexibilização da jornada: a carga diária pode subir de 8 para até 12 horas, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras; Mudanças na negociação coletiva: empresas poderão firmar acordos diretos com sindicatos locais, com menos peso das convenções nacionais; Alterações em demissões e indenizações: o cálculo das indenizações será reduzido e o pagamento poderá ser parcelado em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para micro, pequenas e médias; Combate à informalidade: o texto elimina multas por falta de registro trabalhista e cria mecanismos de regularização. Ao mesmo tempo, proíbe a contratação de monotributistas — regime voltado a autônomos — em funções que caracterizam vínculo formal de emprego. No setor digital, trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos como autônomos, com regras próprias e acesso a um seguro de proteção. Já o teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais criadas durante a pandemia. O que ficou de fora? A versão que será analisada pelo Senado é diferente da proposta original apresentada pelo deputado Lisandro Almirón, do partido La Libertad Avanza. Para construir maioria na Câmara, o governo retirou pontos que enfrentavam maior resistência. Veja abaixo os principais pontos retirados do projeto original: Um deles autorizava o pagamento de parte do salário em bens ou serviços, como moradia e alimentação. A proposta foi retirada. O texto aprovado determina que o salário seja pago exclusivamente em dinheiro, em moeda nacional ou estrangeira. Benefícios podem existir, mas apenas como complemento. Outro ponto previa o pagamento de salários por carteiras digitais e plataformas, mas a Câmara excluiu essa possibilidade. O pagamento deverá ser feito por bancos ou instituições oficiais de poupança. Também foi retirada a regra que permitia reduzir em até 50% a indenização de trabalhadores que tivessem a capacidade de trabalho afetada por acidente fora do ambiente profissional e não pudessem ser realocados na empresa. Agora, a indenização deve ser paga integralmente. Tensão nas ruas Manifestantes participam de um protesto em frente ao Congresso Nacional da Argentina no dia em que legisladores discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo libertário do presidente Javier Milei REUTERS/Agustin Marcarian Sindicatos de diferentes setores realizam, nesta sexta-feira, uma nova greve nacional contra a reforma trabalhista em debate no Senado argentino. A paralisação foi convocada pela Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne entidades do transporte, do funcionalismo público e movimentos sociais. A principal mobilização ocorre em Buenos Aires. Os manifestantes se concentram a partir das 10h na Avenida de Mayo, no cruzamento com a Rua Salta, e seguem em marcha até o Congresso. O lema escolhido para o ato é “Contra a reforma trabalhista, pelos nossos direitos e por aumentos salariais já”. Entre as entidades que confirmaram participação estão a Asociación Trabajadores del Estado (ATE), a Central de Trabajadores de la Argentina (CTA), a CTA Autónoma e a Federación de Trabajadores de la Industria de Procesamiento de Oleaginosas, Desmotadores de Algodón y Afines de la República Argentina (FTCIOD y ARA). Cada sindicato definiu sua forma de adesão, mas a palavra de ordem é a mesma. Diferentemente da semana passada, quando o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, a FreSU atua separadamente da Confederación General del Trabajo (CGT). Desta vez, a central promoveu uma greve geral contra o governo e não convocou manifestações de rua. Apesar disso, segundo o jornal “La Nación”, a direção da CGT deve apresentar ação judicial contra o que considera “aspectos inconstitucionais” da reforma e convocar um ato em frente ao Palácio da Justiça, sede do Supremo Tribunal, na próxima segunda-feira (2).

G1 | Loterias - Mega-Sena 2977 O sorteio do concurso 2.977 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (26), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 145 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 08 - 19 - 27 - 32 - 38 - 52 5 acertos - 118 apostas ganhadoras: R$ 33.510,78 4 acertos - 7.699 apostas ganhadoras: R$ 846,60 O próximo sorteio da Mega será no sábado (28). Mega-Sena, concurso 2.977 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
Governo abre espaço de R$ 8 bilhões para os Correios captarem novo empréstimo com garantias da União

Correios apontam que o programa Remessa Conforme expôs problemas de 'reposicionamento negocial da empresa' O governo federal deu mais espaço para os Correios conseguirem captar novo empréstimo com garantias da União. A ampliação foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta feira (26). Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União. No fim do ano passado, a estatal ja captou R$ 12 bilhões. Apesar da medida do CMN, integrantes do governo e da estatal ainda não descartam a possibilidade de os R$ 8 bilhões não serem captados por meio de empréstimo, e sim por aporte, uma transferência direta do Tesouro Nacional para a empresa. 🔨 O martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre. Em nota, o CMN disse que a ampliação do limite de empréstimo com garantias da União é "para assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), aprovado em 10 de dezembro de 2025". 📫 A estatal passa por uma crise sem precedentes. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo dos Correios chegou a R$ 6 bilhões. O resultado de todo o ano de 2025 ainda não tem previsão de ser divulgado. 📈 Para 2026, o governo espera um aumento do déficit de R$ 9,1 bilhões. Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Jornal Nacional/ Reprodução Empréstimo de R$ 12 bilhões Os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa em dezembro. O contrato envolve os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito. O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional e faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento. 🔎 Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito. No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta de R$ 20 bilhões que os Correios negociavam com um consórcio de bancos. O comitê aceitava uma taxa de juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa juros de 20% ao ano. Após a aprovação do valor de R$ 12 bilhões, o Tesouro Nacional destacou que a operação respeitou o limite de juros previsto para empréstimos com garantia da União e atendeu aos critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Netflix anunciou nesta quinta-feira (26) que não vai elevar sua oferta pela Warner Bros. Discovery, após uma nova proposta da Paramount. Com isso, a empresa de David Ellison, que ofereceu US$ 110 bilhões mais cedo, deve ganhar a disputa pelo estúdio clássico. A plataforma de streaming e a Warner tinham fechado um acordo por parte da empresa, em dezembro de 2025. Já a Paramount vinha desde então tentando superar a rival e comprar a companhia inteira. Nesta terça, a Warner considerou a proposta de Ellison "superior" e deu quatro dias para que a Netflix enviasse uma nova oferta. "A transação que negociamos criaria valor para acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, sempre fomos disciplinados, e com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo não é mais financeiramente atraente, então nos recusamos a igual a proposta", afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado sobre a decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta da Paramount, de US$ 31 por ação, totaliza cerca de US$ 110 bilhões e inclui a dívida da WBD. A última oferta da Netflix, de US$ 83 bilhões, excluía canais como CNN e Discovery, que seriam separadas e formariam uma nova empresa. Na nova proposta, a Paramount também aumentou a multa que pagaria se o negócio fosse barrado por reguladores: de US$ 5,8 bilhões para US$ 7 bilhões. "Acreditamos que seríamos guardiões fortes das marcas icônicas da Warner Bros., e que nosso acordo teria fortalecido a indústria do entretenimento e preservado e criado mais trabalhos de produção nos EUA", escreveram Sarandos e Peters. "Mas essa transação sempre foi uma 'bom ter' no preço certo, não uma 'deve ter' a qualquer preço."

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Warner Bros Discovery disse nesta quinta-feira (26) que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, é melhor do que o acordo atual com a Netflix. Com isso, a Netflix tem quatro dias úteis para melhorar sua proposta ou sair da disputa pela compra do estúdio. A briga bilionária pelo controle da empresa pode estar chegando à reta final. No começo do mês, a própria Netflix tinha dado sete dias para a Warner buscar uma “melhor e última oferta” da Paramount. Pelas regras do acordo já assinado com a Netflix, esse aviso abre agora um prazo de quatro dias para que a empresa apresente uma nova proposta. A proposta de US$ 31 por ação da Paramount totaliza cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida da WBD. A oferta atual da Netflix, de US$ 83 bilhões, exclui canais como CNN e Discovery. As ações da Paramount Skydance subiram mais de 1,5% após o anúncio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que está em jogo A Netflix quer comprar os negócios de estúdio e streaming da Warner. Em dezembro, ofereceu US$ 27,75 por ação. A empresa afirmou que esse valor, junto com a separação dos canais a cabo da Warner, traria mais ganhos aos acionistas. Parte da proposta depende do nível de dívida desses canais a cabo, que seriam reunidos em uma nova empresa chamada Discovery Global. O valor dessa nova empresa ainda é incerto. A Warner estima que cada ação da Discovery Global poderia valer entre US$ 1,33 e US$ 6,86. Já a Paramount diz que a empresa quase não teria valor. Analistas afirmam que, se a Paramount oferecesse US$ 34 por ação, a discussão sobre esse valor praticamente acabaria. Na nova proposta, a Paramount também aumentou a multa que pagaria se o negócio fosse barrado por reguladores: de US$ 5,8 bilhões para US$ 7 bilhões. A força financeira da Netflix No fim de dezembro, a Netflix tinha cerca de US$ 9 bilhões em caixa. Isso dá à empresa espaço para aumentar a oferta, se quiser. Qualquer uma das duas propostas mudaria o equilíbrio de forças em Hollywood. Quem vencer ficará com um dos estúdios mais importantes da indústria, uma grande biblioteca de conteúdos e franquias valiosas como “Game of Thrones” e personagens da DC Comics. Pressão e ameaça de disputa A Paramount afirma que teria mais chances de conseguir aprovação dos órgãos reguladores dos EUA do que a Netflix. A empresa também sinalizou que, se a Warner rejeitar a nova oferta, pode tentar mudar a composição do conselho da companhia na próxima assembleia anual. Investidores ativistas também aumentaram a pressão. A Ancora Holdings, que tem uma pequena participação na Warner, disse que a empresa não negociou de forma adequada com a Paramount. Já a Warner afirma que seu conselho tem histórico de agir no melhor interesse da empresa e dos acionistas.

Deputados são vistos após a votação que aprovou o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul no Congresso argentino, em 26 de fevereiro de 2026. Juan Mabromata/AFP A Argentina ratificou nesta quinta-feira (26) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após a aprovação do texto pelo Senado. O país é o segundo, depois do Uruguai, a concluir o processo. O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com 69 votos a favor, 3 contrários e nenhuma abstenção, o Senado concluiu a ratificação parlamentar do tratado, assinado em 17 de janeiro, em Assunção. O tratado eliminará tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, que juntos respondem por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e somam mais de 700 milhões de consumidores. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Brasil e Paraguai já iniciaram os procedimentos necessários para que seus parlamentos ratifiquem o tratado nos próximos dias. Enquanto o tratado avança nos trâmites formais nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu suspendeu a própria ratificação por tempo indeterminado em 21 de janeiro. Na ocasião, os eurodeputados enviaram o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar sua legalidade. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia presidido por Ursula von der Leyen, pode decidir implementar o tratado de forma provisória. Até o momento, porém, não tomou uma decisão. A tramitação no Parlamento Europeu enfrenta forte resistência e protestos do setor agropecuário, que teme o impacto de uma entrada massiva de carne, arroz, mel e soja sul-americanos no mercado europeu, em troca da ampliação das exportações de veículos, máquinas, queijos e vinhos do bloco para o Mercosul. A Comissão Europeia adotou uma série de salvaguardas para proteger setores considerados sensíveis.

Novo Jeep Compass na linha de produção em Melfi, Itália Divulgação A Stellantis, grupo dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor, informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual). O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O prejuízo já era esperado, pois a empresa havia divulgado estimativas preliminares três semanas antes. O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirma em nota Antonio Filosa, CEO da Stellantis. Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita. “Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa. Ano marcado por perdas Ao longo de 2025, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora. No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica. Fábrica de modelos eletrificados a Leapmotor em Zhejiang, China Divulgação Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos. Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento. As ações da Stellantis em Milão caíam 0,3% e, desde o anúncio das perdas com carros elétricos, acumulam queda de cerca de 20%. O papel atingiu seu nível mais baixo em 6 de fevereiro e recua 30% no ano. A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.

Como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros? O Uruguai tornou-se nesta quinta-feira (26) o primeiro país a ratificar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após a aprovação pelo Congresso. A Câmara dos Deputados uruguaia aprovou o texto por 91 votos a 2, um dia depois de o Senado ter dado aval por unanimidade. A Argentina também deve ratificar o acordo nesta quinta-feira. O tratado foi assinado em janeiro, em Assunção, após mais de 25 anos de negociações. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Brasil e Paraguai, os outros dois membros plenos do bloco sul-americano, também devem concluir a ratificação do acordo nos próximos dias. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o texto nesta quarta-feira (25), e a proposta segue agora para o Senado, onde passará pela última etapa antes de entrar em vigor. “É histórico” e “um sinal para a Europa”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, após a votação. O acordo provocou forte reação em países europeus, especialmente na França, que encaminhou o documento à Justiça europeia em janeiro, suspendendo sua aplicação formal. Ainda assim, a União Europeia pode optar por implementá-lo de forma provisória. A principal preocupação de franceses e de outros governos europeus é o impacto da criação de uma ampla zona de livre comércio sobre os setores agrícola e pecuário. No Mercosul, o tratado conta com apoio majoritário, apesar das ressalvas de alguns segmentos industriais, como o setor vinícola. Persistem dúvidas sobre as cotas de exportação, que ainda serão definidas em negociações internas entre os dois blocos. Mesmo assim, os quatro países sul-americanos devem concluir a tramitação legislativa nos próximos dias. Quando entrar em vigor, o acordo formará a maior área de livre comércio do mundo, ao prever a redução gradual de tarifas e a ampliação das cotas de exportação de bens e serviços entre os 27 países da União Europeia e os quatro membros fundadores do Mercosul, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. O tratado permitirá que a União Europeia exporte com mais vantagens produtos como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para o Mercosul. Em contrapartida, os países sul-americanos terão maior acesso ao mercado europeu para itens como carne, açúcar, arroz, mel e soja, entre outros. Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. EVARISTO SA/AFP
BRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônio

GDF muda o projeto de socorro ao BRB O Banco de Brasília (BRB) pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias, nas próximas semanas, para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição. Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️Todos esses números constam na proposta que será levada pelo banco à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 de março. ➡️Ou seja: todo esse plano ainda precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do Distrito Federal, que é acionista controlador e detém 71,92% do capital do banco do BRB. Governo do DF apresenta novo projeto para tentar socorrer o BRB, investigado no caso Master Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM: Saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por Ibaneis Distritais acionam MP e governo do DF para barrar Daniel Vorcaro em reunião de acionistas do BRB BRB precisa de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos, indica governo do DF ao oferecer lotes como garantia Garantia em empréstimos BRB espera aprovação do projeto de socorro em até três semanas Enquanto isso, o governo do DF também tenta reforçar o patrimônio do BRB com outra medida: a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Essa mecânica ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas vem enfrentando resistência da oposição ao governo Ibaneis Rocha (MDB) e até de aliados do governador. O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Quais imóveis o GDF quer entregar? Confira a nova lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) SIA, Trecho Serviço Público, Lote G SIA, Trecho Serviço Público, Lote I SIA, Trecho Serviço Público, Lote H SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Ford F-150 é um dos modelos afetados pelo recall nos Estados Unidos Divulgação | Ford A Ford vai fazer um recall de 4,3 milhões de veículos nos Estados Unidos, segundo a agência Reuters. Um problema de software pode causar falhas nos freios e também afetar as luzes externas dos veículos ao usar um reboque. O problema pode ocorrer ao rebocar um trailer. O módulo de reboque pode perder comunicação com o veículo, o que pode causar a perda das luzes de freio e de seta, ou a perda da função de frenagem no trailer. Segundo a Reuters, a Ford vai resolver o problema por meio de uma atualização de software. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os modelos afetados estão alguns também vendidos no Brasil. As picapes Maverick, F-150, Ranger e a van E-Transit. O recall também inclui F-250, Lincoln Navigator e Expedition nos Estados Unidos. Todos produzidos entre 2021 e 2026. O g1 consultou a Ford do Brasil para confirmar se as unidades vendidas no país fazem parte do recall. A empresa ainda não divulgou uma posição oficial. Assim que isso acontecer, esta notícia será atualizada. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Trabalhador manuseia refrigerantes em mercado de Monterrey, no México, em janeiro de 2026. REUTERS/Daniel Becerril/Foto de arquivo O México aprovou um projeto de lei para reduzir gradualmente a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. No entanto, a reforma, que deve começar a ser implementada no próximo ano, amplia o limite semanal de horas extras e mantém apenas um dia de descanso para cada seis dias trabalhados. Com mais de 2.226 horas de trabalho por pessoa ao ano, a segunda maior economia da América Latina apresenta o pior equilíbrio entre vida profissional e pessoal entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O país, onde cerca de 55% dos trabalhadores estão na informalidade, também registra a menor produtividade do trabalho e os salários mais baixos entre os 38 membros do grupo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto na noite de terça-feira (24), com apoio unânime dos 469 parlamentares presentes na Casa, que tem 500 cadeiras. Nenhum deputado votou contra. Em seguida, os deputados analisaram os pontos específicos da proposta, aprovados com 411 votos favoráveis. A oposição criticou duramente a reforma durante cerca de 10 horas de debate. Já o partido governista celebrou a aprovação, que ocorre após anos de idas e vindas nas negociações com empresários. “Produtividade não se mede pelo esgotamento. Ela se constrói com dignidade”, afirmou o deputado governista Pedro Haces, que também é secretário-geral da Confederação Autônoma de Trabalhadores e Empregados do México. Oposição diz que não há redução real da jornada A oposição argumenta que o projeto não representa uma redução real da jornada de trabalho, pois aumenta o limite semanal de horas extras de nove para 12 e não estabelece a obrigatoriedade de dois dias de descanso para cada cinco trabalhados. “A ideia da reforma não é ruim, mas ela é incompleta e foi feita às pressas”, disse Alex Domínguez, deputado do oposicionista Partido Revolucionário Institucional (PRI). A proposta já havia sido aprovada neste mês pelo Senado, onde o partido governista Morena possui ampla maioria. “Depois de mais de 100 anos sem mudanças, o México começará a eliminar gradualmente a jornada de 48 horas semanais”, afirmou o Ministério do Trabalho em publicação na rede social X, na madrugada de quarta-feira (25). A presidente Claudia Sheinbaum apresentou a proposta em dezembro. O plano prevê a redução da jornada em duas horas por ano até 2030, beneficiando cerca de 13,4 milhões de trabalhadores. Caso a lei seja aprovada por mais da metade das assembleias legislativas estaduais — como é esperado —, a primeira redução de duas horas entraria em vigor em janeiro de 2027. Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1

Governo sobretaxou mais de mil produtos importados para defender a indústria nacional Bruno Leão/Sedecti O aumento no imposto de importação de mais de mil produtos, adotado pelo governo no começo deste mês, pode gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões neste ano, informou a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal. Com isso, a receita pode superar os R$ 14 bilhões esperados pelo Ministério da Fazenda. Além disso, a estratégia anunciada pelo governo, de diminuir as importações e substituí-las por produção nacional, é "controversa e os resultados incertos", acrescentou a IFI, no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira (26). Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem. A decisão do governo, que engloba bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. A IFI lembrou que, assim como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) — que foi elevado no ano passado pelo governo brasileiro — o Imposto de Importação (II) tem "natureza regulatória", ou seja, em tese não deveria ser utilizado para aumentar a arrecadação, mas sim para intervir na economia e influenciar o comportamento de empresas e consumidores. O órgão pontuou que integrantes do governo têm dito que a medida adotada visa proteger a indústria nacional frente a concorrência estrangeira e induzir uma parcial substituição de importações por produção doméstica. E que o foco, portanto, não seria fiscal, com o aumento da arrecadação. "Ocorre que o efeito arrecadatório é imediato, já a substituição de produtos e insumos importados por produção nacional, se ocorrer, se dará a médio e longo prazos", acrescentou a IFI, em seu relatório. Defesa da indústria nacional ➡️A medida do governo foi criticada por importadores e por parlamentares da oposição, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca proteger a indústria nacional. Também vem repercutindo negativamente nas redes sociais. Nesta quarta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas que mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil e que empresas de outros países, com produção similar, estariam "jogando" o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos. "Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", afirmou o ministro Haddad, nesta quarta-feira. A Instituição Fiscal Independente observa que o embasamento do governo é ancorado em preocupações com o desequilíbrio da balança comercial nestes setores e a expectativa é diminuir as importações e substituí-las por produção nacional. Mas pondera que essa "estratégia é controversa e os resultados incertos". "O efeito industrializante de medidas protecionistas, via tarifas de importação, ao longo da história econômica brasileira, é ponto controverso na literatura especializada e contradita evidências empíricas recentes, como os resultados iniciais do tarifaço adotado pelo governo do presidente Donald Trump alcançados pela economia americana", acrescentou a IFI. Produtos afetados pelo aumento da tarifa Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

Fictor Alimentos S.A é uma empresa do setor alimentício listada na B3, que opera sob o código de negociação FICT3 Reprodução A Fictor Alimentos, integrante do Grupo Fictor — que chegou a negociar a compra do Banco Master antes da liquidação determinada pelo Banco Central do Brasil — informou nesta quinta-feira (26) que solicitou sua inclusão no processo de recuperação judicial da holding que controla o grupo. O requerimento foi protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo e amplia o alcance do pedido apresentado pelo grupo no início de fevereiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na ocasião, apenas a Fictor Invest e a Fictor Holding haviam solicitado recuperação judicial. Agora, além da empresa do setor de alimentos, outras companhias do Grupo Fictor também pediram para ser incluídas no mesmo processo conduzido pela holding. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Fictor Alimentos, a decisão foi motivada pelos impactos negativos no ambiente de negócios após a divulgação da recuperação judicial da controladora. Entre os efeitos mencionados estão a dificuldade de acesso a crédito, a revisão de limites por bancos e problemas nas relações comerciais, fatores que, segundo a companhia, afetam sua capacidade financeira e operacional. Em comunicado ao mercado, a Fictor Alimentos afirmou que a entrada no processo busca preservar suas atividades e criar um cenário mais organizado para a renegociação de dívidas. A inclusão de outras empresas do grupo na mesma recuperação judicial também deve facilitar negociações conjuntas com credores e aumentar a transparência e a previsibilidade para investidores, fornecedores e demais envolvidos, de acordo com a companhia. Ações e bens bloqueados No início deste mês, a Justiça de São Paulo determinou a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest. 🔎 Na prática, a decisão antecipa o chamado stay period, fase em que a Justiça suspende cobranças contra empresas que pedem recuperação judicial. Em regra, esse período é de 180 dias, mas o juiz pode reduzir o prazo ou aplicar a medida antes da aceitação formal do pedido, como ocorre no caso da Fictor. O objetivo da recuperação judicial, segundo a companhia, é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam mais de R$ 4,2 bilhões. De acordo com a empresa, haveria risco de paralisação das atividades em razão das ordens judiciais em curso. Para isso, foram apresentados os documentos exigidos pela Lei de Recuperação Judicial. Apesar da suspensão temporária de novas cobranças, o juiz afirmou que a decisão vale apenas para atos futuros. Assim, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude. Do Banco Master às recuperação judicial A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial ainda não incluía as subsidiárias, que ainda mantinham suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do BC sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

Câmara aprova acordo Mercosul - União Europeia Em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou o tratado entre o Mercosul e a União Europeia na noite de quarta-feira (25). O texto segue agora para análise no Senado. O relator, Marcos Pereira, articulou a votação com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O governo deve publicar nos próximos dias um decreto com medidas de proteção ao agronegócio, uma demanda antiga do setor, antes da apreciação pelos senadores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Câmara acelerou a pauta após o nervosismo causado pelo anúncio do presidente Donald Trump de aumentar de 10% para 15% as tarifas globais de importação dos Estados Unidos. “Chegou a hora de o Brasil confirmar sua vocação exportadora”, afirmou o presidente da Casa, Hugo Motta, que disse ver no país “o grande protagonista” da implementação do acordo. A proposta foi aprovada por ampla maioria, apesar da oposição de alguns parlamentares de esquerda. No Uruguai, o Senado aprovou por unanimidade, na quarta, o projeto de lei que ratifica o acordo comercial assinado em 17 de janeiro no Paraguai, após 25 anos de negociações. A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados, onde a votação final está prevista para esta quinta-feira (26). A Argentina, que já havia se antecipado aos demais parceiros ao aprovar o texto na Câmara dos Deputados em 12 de fevereiro, decidiu também antecipar para esta quinta-feira a votação definitiva no Senado. O governo de Javier Milei quer garantir que o país seja o primeiro a acessar as cotas de exportação de produtos agropecuários previstas no acordo, o que daria vantagem competitiva sobre o Brasil. Implementação interina na Europa? Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. REUTERS/Cesar Olmedo Na Europa, embora o Parlamento Europeu tenha enviado o tratado para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia – processo que pode levar até dois anos –, o capítulo comercial pode ser aplicado provisoriamente pela Comissão Europeia. O órgão tem autoridade para avançar com a implementação interina enquanto aguarda o parecer jurídico da Corte. Entretanto, a tramitação continua enfrentando resistência política em vários países europeus. França, Polônia, Irlanda e Áustria permanecem contrárias ao acordo, sobretudo devido à forte pressão de seus agricultores, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. Além do setor agrícola, representantes do agronegócio europeu e organizações ambientalistas também manifestam críticas, argumentando que o tratado poderia incentivar práticas consideradas prejudiciais ao meio ambiente e à produção local. Por outro lado, Alemanha, Espanha e Portugal veem mais oportunidades do que perdas no estreitamento do comércio entre os dois blocos. O acordo prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que reunirá um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,28% nesta quinta-feira (26), cotado a R$ 5,1389. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,13%, aos 191.005 pontos. O dia foi marcado pela cautela dos investidores diante das tensões nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O presidente Donald Trump pode decidir em breve sobre um eventual ataque militar ao Irã após reunião entre autoridades dos dois países nesta quinta-feira. A possibilidade mantém os investidores atentos ao noticiário geopolítico. Diante das incertezas, o petróleo tipo Brent avançou 0,55%, a US$ 71,08 por barril. O WTI, por sua vez, recuou 0,20%, a US$ 65,29. ▶️ Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 212 mil na semana encerrada em 21 de fevereiro, alta de 4 mil frente ao período anterior. O número ficou abaixo da expectativa de 215 mil e indica estabilidade no mercado de trabalho. ▶️ No Brasil, os investidores acompanharam principalmente o cenário externo e também reagiram à pesquisa da AtlasIntel, que apontou o presidente Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. 🔎 Parte do mercado interpreta o resultado como um sinal de possível mudança no comando do país em 2026. Para alguns analistas, uma eventual troca de governo poderia abrir caminho para medidas mais firmes no controle das contas públicas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,71%; Acumulado do mês: -2,07%; Acumulado do ano: -6,37%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +5,32%; Acumulado do ano: +18,54%. Tensão entre EUA e Irã Agentes do mercado financeiro já consideram a possibilidade de um ataque dos EUA ao Irã. Segundo a mídia internacional, Trump deve decidir sobre a ação com base no resultado de uma reunião em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira. Essa será a terceira reunião em menos de um mês para tentar fechar um acordo que restrinja ou encerre o programa nuclear iraniano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um resultado positivo no encontro, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada. Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio disse na quarta-feira (25) que espera uma reunião produtiva, mas afirmou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir os limites dos mísseis. Especialistas consultados pelo g1 afirmam que o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores. Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar, e se afastar de aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa. 🔎 O dólar é uma das moedas mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade. Por isso, em períodos de tensão, muitos investidores deixam investimentos mais arriscados e migram para o dólar. Outro fator que pode valorizar a moeda americana é a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Um ataque ou bloqueio nessa região afetaria o funcionamento do mercado. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que também pode influenciar os preços. Mesmo assim, os especialistas consultados apontam que o mercado não espera uma guerra prolongada ou de grande escala entre os países. O excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem limitar a alta dos preços no curto prazo. Com a redução da disposição dos investidores em apostar em ativos mais arriscados durante momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores ao redor do mundo também podem sofrer quedas. Dependendo da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de setores como petróleo e gás. LEIA TAMBÉM: Como a tensão entre EUA e Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro Irã tem dia decisivo com reunião nuclear com os EUA e possível decisão de Trump sobre ataque Agenda econômica Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA O número de americanos que pediram auxílio-desemprego pela primeira vez teve leve alta na semana passada, enquanto a taxa de desemprego deu sinais de estabilidade em fevereiro, em um cenário de mercado de trabalho sem grandes mudanças. Segundo o Departamento do Trabalho, os novos pedidos somaram 212 mil na semana encerrada em 21 de fevereiro, aumento de 4 mil em relação ao período anterior. O resultado ficou próximo do esperado por analistas, que projetavam 215 mil solicitações. Os dados incluem o feriado do Dia dos Presidentes, o que pode ter influenciado os números. Ainda assim, o volume de pedidos indica que o mercado de trabalho segue estável, após uma desaceleração registrada no ano passado em meio às incertezas sobre tarifas de importação anunciadas pelo presidente Donald Trump. Mercados globais Os mercados em Wall Street fecharam sem um rumo definido nesta quinta-feira. Mesmo após resultados financeiros fortes da Nvidia, que ajudaram a reduzir parte das preocupações sobre o avanço da inteligência artificial, os investidores preferiram agir com cautela. Em geral, o mercado segue avaliando como essas inovações podem afetar empresas já consolidadas, mantendo o setor de tecnologia no centro das atenções. Nesse contexto, as ações da fabricante de chips caíram 5,47% nesta quinta. O índice Dow Jones avançou 0,04%, para 49.499,51 pontos. Já o S&P 500 caiu 0,54%, a 6.908,89 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 1,18%, para 22.878,38 pontos, pressionado pelo desempenho mais fraco das empresas de tecnologia. As principais bolsas da Europa terminaram o dia em alta nesta quinta-feira, puxadas por bons resultados de empresas e por números positivos da economia. Mesmo assim, os investidores seguiram atentos e cautelosos com os possíveis impactos da inteligência artificial sobre os negócios e o mercado. O índice pan-europeu Stoxx 600 ficou próximo da estabilidade, caindo 0,03%, aos 633,28 pontos, após renovar recorde na véspera. Na mesma direção, o FTSE 100 de Londres subiu 0,43%, aos 10.852,58 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt avançou 0,46%, aos 25.292,59 pontos, e o CAC 40 de Paris teve alta de 0,72%, aos 8.620,93 pontos. Já as bolsas asiáticas tiveram resultados variados nesta quinta-feira. Na China, os mercados interromperam dois dias de ganhos após o feriado do Ano Novo Lunar, com investidores preferindo esperar antes de fazer grandes movimentações devido à importante reunião parlamentar marcada para a próxima semana. Nos fechamentos, o índice de Xangai caiu 0,02%, enquanto o CSI300 recuou 0,19%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda mais forte, de 1,44%. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,29%, chegando a 58.753 pontos. Em Seul, o KOSPI avançou 3,67%, para 6.307 pontos. Em Taiwan, o TAIEX permaneceu estável, aos 35.414 pontos. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP

Borge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial Denis Balibouse/Reuters O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial Borge Brende, afirmou nesta quinta-feira (26) que está deixando o cargo, poucas semanas depois de o fórum ter iniciado uma investigação independente sobre seu relacionamento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Brende, que assumiu a presidência do fórum em 2017, anunciou a decisão em comunicado divulgado após revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que o norueguês participou de três jantares de negócios com Jeffrey Epstein e manteve contato com o financista por e-mail e mensagens de texto. “Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial. Meu período aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”, afirmou Brende. “Sou grato pela excelente colaboração com colegas, parceiros e membros, e acredito que este é o momento adequado para que o Fórum continue seu trabalho sem distrações”, acrescentou o ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega. Ele não citou Epstein. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota separada, Andre Hoffmann e Larry Fink, copresidentes da entidade com sede em Genebra e responsável pela cúpula anual de Davos, informaram que foi concluída a revisão independente conduzida por consultores externos sobre os vínculos de Brende com Epstein. Segundo o relatório, as conclusões não apontaram novas irregularidades além das já reveladas, que envolviam encontros presenciais e trocas de mensagens entre Brende e Jeffrey Epstein. Os copresidentes anunciaram ainda que Alois Zwinggi assumirá o cargo de presidente e CEO interino. O Conselho de Curadores do Fórum ficará responsável por supervisionar a transição e organizar o processo de escolha de um sucessor definitivo. Fundado em 1971 e com sede na Suíça, o Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional sem fins lucrativos que reúne líderes políticos, empresários e especialistas para debater os principais temas da economia e da política global, tendo como principal evento anual o Fórum de Davos. O evento funciona como um espaço de articulação entre governos e grandes empresas, ajuda a definir agendas globais — como clima, tecnologia e crescimento econômico — e influencia decisões ao colocar, no mesmo ambiente, quem tem poder político e financeiro.

Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização após mudança de regra Todo mundo gosta de trazer lembrancinhas quando volta de viagem, mas sabia que nem todo alimento pode entrar no Brasil? Desde o dia 4 de fevereiro, novas regras do Ministério da Agricultura passaram a definir quais alimentos podem entrar no país na bagagem de viajantes e quais exigem autorização. O ovo, por exemplo, não estava na lista de proibições de 2025, mas passa a integrá-la este ano, informou o Ministério da Agricultura ao g1. A regra vale mesmo quando o produto está na embalagem original, rotulada e lacrada. O Ministério explica que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana. A carne de porco, por exemplo, só entra no Brasil com autorização porque pode trazer a peste suína africana. A doença é causada por um vírus, é fatal para os porcos e não tem vacina nem tratamento. Hoje, essa doença não existe no Brasil, mas está presente em mais de 50 países da África, Europa, Ásia e das Américas. A Espanha, por exemplo, tem casos confirmados. O país é o terceiro maior produtor de carne de porco do mundo. Veja quais alimentos não podem estar na sua bagagem Arte g1 Além destes produtos, o Ministério avisa que podem haver bloqueios relacionados a produtos oriundos de países específicos, com incidência de doenças. Por exemplo, em casos da gripe aviária, da peste suína africana e a dermatose nodular contagiosa. A instituição pontua também que não somente os vegetais frescos, mas parte deles que possam conter doenças podem ser confiscados. É o caso de folhas secas para chá, em que o processo de secagem não é conhecido. Fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura Divulgação Como obter a autorização? Para entrar no país com esses alimentos, é preciso fazer um registro na Declaração Eletrônica e Bens do Viajante (e-DBV). Depois, é necessário ir até a unidade do Vigiagro, no controle aduaneiro, para finalizar o processo. Além disso, quando o Ministério da Agricultura entender que é o caso de um controle mais rigoroso, pode ser solicitada adicionalmente uma Autorização Prévia de Importação. Nessa categoria, é preciso informar: a descrição dos bens agropecuários que serão importados, incluindo a quantidade, a forma de acondicionamento e o país de origem e de procedência; o modal de transporte, podendo ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre (por lago), rodoviário e ferroviário; a via de transporte autorizada, especificada como bagagem acompanhada; o local de ingresso no território nacional; a identificação do viajante que transportará os bens agropecuários, contendo nome completo, CPF e número do passaporte; o prazo de validade da autorização de importação. Neste caso, a autorização deverá ser encaminhada eletronicamente pelo Serviço Técnico emissor às Unidades do Vigiagro nos locais de ingresso. Se um produto irregular é apreendido, ele deve ser destruído. Segundo o Ministério, dois procedimentos são feitos para a destruição: a autoclavagem (o produto é submetido a temperatura de 133° C e pressão de 3 bar por 20 minutos) e a incineração. Os procedimentos são responsabilidade do administrador do aeroporto. A norma que regula o tema prevê outras medidas, mas não detalha quais. O g1 questionou o Ministério da Agricultura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Leia também: Após pressão do agro, governo suspende temporariamente lista que considerava tilápia espécie invasora Produtos autorizados Mesmo quando não há exigência de documentação, o produto deve estar na embalagem original, com rótulo, lacre e sem sinais de violação. Alguns exemplos são: extratos ou concentrados de carnes e pescados, de todas as espécies, exceto suínos. carnes (exceto suína) e pescados defumados, dessecados, salgados ou desidratados; derivados de suínos enlatados; gelatinas; leite pasteurizado ou esterilizado, incluindo o creme de leite; doce de leite; leite em pó ou soro; manteiga, manteiga clarificada (ghee) e pasta de espalhar de produtos provenientes do leite; iogurtes, quefir, coalhadas e outras bebidas láctea fermentadas; hidrolisado de proteína do leite e lactose; queijos e requeijão, excluindo os produtos lácteos feitos com leite de bovinos e bubalinos dos países com notificação de dermatose nodular contagiosa (caso da Argélia, Camboja, França, Itália, Tunísia, Espanha); bolos, biscoitos, bolachas, petit fours, tortas doces e salgadas, waffles, doces em massa folhadas, pastéis de confeitaria, doces e quitutes; amêndoas torradas e salgadas; bebidas destiladas e fermentadas; vinagres; sucos; óleos vegetais; geleias, conservas; demais produtos industrialmente esterilizados, pasteurizados, fermentados, sulfitados, liofilizados, cozidos, carbonizados, parboilizados, moídos, polidos, tostados ou secos ao forno. Presunto Ibérico: carne de porco só entra no Brasil com autorização, exceto se for enlatada Foto de Hawksbill.24 Veja também: Vacas uruguaias à beira da morte em navio desembarcam na Líbia, e ONG pede investigação sobre saúde dos animais Tarifaço de Trump: veja a nova lista de produtos brasileiros que ficam de fora das tarifas de 40% Espanha convoca exército para impedir que porcos se infectem com a peste suína africana Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras

EUA aumentam pressão sobre o Irã com porta-aviões e caças Os agentes do mercado financeiro já avaliam a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã. Segundo especialistas consultados pelo g1, o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as ameaças ao país do Oriente Médio, reforçou a presença militar na região e sinalizou que está pronto para um ataque, caso considere necessário. 🔎 Trump tem pressionado o regime dos aiatolás a aceitar um acordo para limitar o programa nuclear iraniano, especialmente o enriquecimento de urânio, e o programa de mísseis. Em troca, haveria alívio das sanções e maior abertura econômica. Já o Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer ataque do governo americano. Embora especialistas não considerem um conflito duradouro como cenário mais provável, a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA não está descartada. Veja a seguir quais podem ser os efeitos de um conflito sobre o dólar, o petróleo e os mercados globais. Fortalecimento do dólar Sempre que ocorre um evento geopolítico — como as rusgas entre grandes potências militares —, o dólar costuma ser uma opção de proteção para os investidores. 🔎 A moeda americana é uma das mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade, sem grandes distorções de preço. Por isso, em momentos como esse, investidores costumam vender aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa, e migrar para opções mais seguras, como o dólar. “É o que chamamos de ‘flight to quality’ (voo para a qualidade), movimento que tradicionalmente ocorre em momentos de guerra”, diz o estrategista-chefe da Avenue, William Alves. A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, é outro fator que pode valorizar a moeda americana, porque desestabilizaria o funcionamento do mercado. “É pouco provável que isso ocorra, já que os EUA mantêm forças militares para proteger a região. Mas o risco sempre existe”, afirma Alves. “O Irã não é a Venezuela. O país tem maior relevância militar e poderia tentar algum tipo de reação contra os EUA. Talvez não em um primeiro momento, mas até mesmo por meio de ataques ou outras ações após uma eventual atuação dos EUA na região”, completa. Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters Alta nos preços do petróleo Um ataque ou bloqueio do Estreito de Ormuz pode afetar os preços do petróleo. O Irã é um dos maiores produtores do mundo e integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). “Sempre que há tensão entre países produtores de petróleo, o mercado começa a considerar o risco de danos às estruturas de produção”, explica o analista da Genial Investimentos, Vitor Souza. 🔎 Se parte das instalações de produção de petróleo no Irã for destruída, a oferta pode cair a ponto de gerar desequilíbrio entre produção e consumo no mercado global, pressionando os preços. 🔎 O mesmo vale para o risco de bloqueios no Estreito de Ormuz. Para Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, uma interrupção na passagem de navios cargueiros pela região pode levar o barril de petróleo para a faixa de US$ 80. Hoje, está em torno de US$ 70. Gabriel Mollo afirma ainda que o conflito e um eventual bloqueio também podem ter efeitos indiretos na economia, como aumento da inflação global e das taxas de juros. “Tudo depende da intensidade do conflito, de sua duração e de como ele afetará as cadeias de produção”, acrescenta. Os especialistas destacam, porém, que o mercado não espera uma guerra prolongada e de grande escala entre os países. O atual excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem conter os preços no curto prazo. “Há, naturalmente, a questão do aumento da demanda. Mas, por outro lado, o Irã já é um país fortemente sancionado, e um eventual conflito não deve gerar o mesmo impacto que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, por exemplo”, diz o analista da Suno Research, Malek Zein. Risco de queda nas bolsas Como a disposição dos investidores para apostar em ativos arriscados diminui em momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores mundo a fora também podem sofrer com quedas. William Alves, da Avenue, diz que os ativos de risco — como ações e investimentos em países emergentes — tendem a reagir mal a eventos como uma guerra, especialmente diante da possível alta do petróleo e dos aumentos de dólar e juros. “No médio e longo prazo, será preciso avaliar o quão limitado e rápido seria o conflito e se poderia haver retaliações na região, como ataques a instalações de energia, refinarias ou estruturas semelhantes”, completa o estrategista. A depender da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de alguns setores, especialmente o de petróleo e gás.

Após a liquidação do Will Bank, clientes seguem sem acesso ao próprio dinheiro O efeito cascata da liquidação extrajudicial do Banco Master parece não ter fim. Entre corretoras, gestoras de recursos e outros bancos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, sete instituições já foram encerradas desde novembro. O caso mais dramático, porém, é o do Will Bank. A liquidação do banco digital deixou clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O banco afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, dos quais 60% estavam no Nordeste, em sua maioria em cidades pequenas. Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo depositado no Will seria usado para despesas básicas, como alimentação, aluguel, medicamentos e contas de luz. Sem esse dinheiro, dizem que ficarão inadimplentes. O que se sabe é que o reembolso será dividido em duas partes. Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um tipo de seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição. Já os clientes comuns utilizavam contas de pagamento, que não têm cobertura do FGC. Ainda assim, pela lei, os valores são mantidos no Banco Central — ou seja, o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank e deverá ser devolvido integralmente, sem limite por pessoa. A questão é que a devolução só deve começar após o liquidante do banco, nomeado pelo Banco Central, concluir a lista oficial de credores — o que ainda não ocorreu nem tem prazo para acontecer. (entenda mais abaixo) No dia 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de reduzir a espera de cerca de 6 milhões de pessoas. Mas quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora. 🔎 Este é o primeiro texto da série especial do g1 sobre o caso Banco Master e seus desdobramentos. Nesta reportagem, a apuração analisa as consequências da liquidação do Will Bank, outra instituição do grupo financeiro de Daniel Vorcaro, e o impacto direto sobre correntistas comuns. ‘O dinheiro está todo sequestrado’ Felipe Candido, 50 anos, tem R$ 6 mil no Will Bank; dinheiro seria usado para despesas básicas Arquivo Pessoal O servidor público Felipe Cândido, de 50 anos, precisou se afastar do trabalho para acompanhar a esposa durante o tratamento contra um câncer de mama. Ela faleceu no início deste ano. Ele viu a renda diminuir e passou a ser responsável por quatro filhos — entre eles, gêmeas de 9 anos — e por uma neta de 2 anos. “Eu sofri um combo bem azarado. Foi uma coisa muito triste”, afirmou. A morte da esposa levou a um novo afastamento do trabalho por questões de saúde mental. Em janeiro, ele depositou todas as economias no Will Bank. Os cerca de R$ 6 mil seriam usados para pagar a mudança de casa e a matrícula de uma das filhas na escola. Quatro dias depois, o BC decretou a liquidação do Will Bank e bloqueou o saldo, sem aviso prévio. Como o valor ultrapassa R$ 1 mil, Felipe não foi incluído na antecipação do FGC e continua sem acesso ao dinheiro. Ele já teve o fornecimento de energia elétrica cortado em casa e passou a depender da ajuda de vizinhos para manter aparelhos básicos funcionando. “Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou. “Daqui a pouco não vamos conseguir comprar comida. O dinheiro está todo sequestrado.” Deise Juliana, também de 50 anos, está desempregada e afirma que usava a conta do Will Bank para guardar o dinheiro obtido com a venda de salgados e sacolés. Segundo ela, o valor representava quase tudo o que tinha disponível naquele momento. “Era pouco o que eu tinha na conta, mas era meu”, disse. “Para minha surpresa, quando abri o aplicativo, apareceu a mensagem de liquidação”, relatou. Ela foi uma das correntistas com saldo de até R$ 1 mil que conseguiram acesso antecipado. Felipe e Deise não sabiam, mas, desde novembro de 2025, o Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet), uma medida para tentar viabilizar a venda da instituição após a liquidação do Master, que era seu controlador. 🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause perdas maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Seria uma última alternativa para tentar salvá-lo. Como a venda a um novo investidor não se concretizou e houve acúmulo de dívidas, o BC constatou que não restaram alternativas viáveis de reestruturação, tornando inevitável a liquidação do Will Bank. A angústia da espera O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões com a liquidação do Will Bank. Segundo o fundo, os pagamentos devem começar entre 30 e 60 dias após o envio da lista de credores. O procedimento é totalmente digital: pessoas físicas fazem a solicitação pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site. Após a conferência dos dados, o valor é depositado em até 48 horas úteis. Quem mantinha recursos em conta digital do Will Bank — público mais vulnerável — também precisa aguardar a lista de credores. Contas correntes tradicionais têm cobertura do FGC, mas a instituição não tinha licença bancária e oferecia contas de pagamento. A conta corrente bancária é uma conta tradicional de banco, usada para receber salário, pagar contas, fazer transferências, ter cheque especial e empréstimos. Está ligada a uma instituição com licença bancária e regras mais rígidas, e os depósitos costumam ser cobertos pelo FGC. Já a conta de pagamentos é oferecida por fintechs e instituições de pagamento; serve para movimentar dinheiro, fazer PIX, pagar boletos e usar cartão, mas não é um banco. Não tem licença bancária, normalmente não oferece crédito (como cheque especial) e o saldo não é coberto pelo FGC, porque a empresa não empresta esse dinheiro. Sem a cobertura do FGC, os valores mantidos em contas de pagamento não seguem o mesmo rito de ressarcimento aplicado a depósitos bancários ou investimentos. Nesses casos, os recursos não entram na fila comum de credores da massa em liquidação, pois a legislação determina que fiquem separados do patrimônio da instituição. Na prática, isso significa que o dinheiro deve ser devolvido diretamente ao cliente, após a identificação e a conferência dos saldos pela administração da liquidação. O prazo, no entanto, depende da velocidade desse processo e da apuração dos valores devidos, sem um calendário pré-definido. “Em tese, esses recursos devem ser devolvidos diretamente ao cliente, fora da disputa entre credores. Porém, o tempo para a restituição depende dos procedimentos da liquidação e da conferência dos saldos”, afirma Danielle Peniche, advogada de mercado de capitais do SouzaOkawa. O liquidante será responsável por divulgar as datas e as orientações para o reembolso pelos canais oficiais do banco, mas antes precisa fazer um verdadeiro raio-x da instituição. “Identificar ativos, obrigações, recebíveis e passivos, além de definir o que entra na ordem de pagamentos”, explica o advogado Renato Scardoa, especialista em Direito Comercial. “A devolução depende da conclusão desse trabalho inicial de verificação. Não existe um prazo fechado em lei, mas, em situações organizadas, algo entre 40 e 60 dias costuma ser considerado razoável”, afirma o advogado Scardoa. 🔎 O prazo pode variar conforme o tamanho da instituição, a qualidade dos registros e a existência de problemas adicionais, como inconsistências contábeis ou suspeitas de irregularidades. Nesse tempo, o aplicativo do banco costuma permanecer acessível apenas para consulta, sem permitir movimentações. Nessa fase, o liquidante geralmente solicita que os clientes informem uma conta em outra instituição para receber os valores quando forem liberados. Enquanto o processo não avança, parcelas de empréstimos e faturas de cartão continuam válidas, e as chaves PIX vinculadas ao Will Bank foram desativadas. A liquidação, porém, não extingue automaticamente as dívidas: valores já lançados na fatura do cartão continuam sendo devidos e podem ser cobrados, inclusive com juros e eventual inclusão do nome em cadastros de inadimplentes. O que fazer? Aplicativo e cartão do Will Bank Will Bank/Divulgação Apesar da liquidação, o aplicativo do Will Bank ainda permite visualizar saldos, limites e valores a pagar. No entanto, operações como transferências, PIX e pagamentos não são concluídas. Advogados ouvidos pelo g1 orientam os clientes a guardar extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações na data da liquidação, além de acompanhar as comunicações do Banco Central, do liquidante e do FGC. Em situações de urgência, como a falta de recursos para despesas básicas, também é possível recorrer à Justiça. Segundo Scardoa, ações individuais podem ser uma alternativa quando há demora excessiva ou falta de resposta do liquidante, inclusive com pedidos dirigidos à administração da liquidação. O caminho do Will Bank até a liquidação Arte/g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiu, mais uma vez, adiar a entrada em vigor da portaria que estabelece as regras para o funcionamento do comércio em feriados. Agora, a entrada em vigor fica prevista para o final de maio deste ano. Com o adiamento, o governo amplia o prazo para que trabalhadores e empregadores avancem nas negociações. O MTE defende que a prorrogação reforça o compromisso com o diálogo social e com a valorização da negociação coletiva. A norma — que já foi postergada ao menos cinco vezes — enfrentou forte pressão de empresários e parlamentares. O último adiamento havia movido a entrada em vigor para 1º de março deste ano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como parte do processo de adiamento, o governo criará uma comissão bipartite com 20 integrantes: 10 representantes dos trabalhadores 10 representantes dos empregadores O grupo será assessorado pelo ministério e terá a missão de discutir as regras para o trabalho em feriados no comércio, buscando construir um consenso. As entidades terão cinco dias para indicar os nomes ao MTE. Publicada originalmente em novembro de 2023, a portaria reforça a exigência de convenção coletiva entre empregadores e empregados para autorizar o trabalho em feriados, conforme determina a Lei nº 10.101/2000, atualizada pela Lei nº 11.603/2007. Além disso, é preciso seguir as normas da legislação municipal. O texto revoga a Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de acordo coletivo. Com a mudança, o MTE afirma que restabelece a legalidade e valoriza a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores. A texto publicada pelo MTE do governo Lula não muda totalmente a medida da gestão Bolsonaro, afetando apenas 12 das 122 atividades cujo funcionamento foi liberado pelo governo anterior. (Confira abaixo) varejistas de peixe; varejistas de carnes frescas e caça; varejistas de frutas e verduras; varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação de receituário); mercados, comércio varejista de supermercados e hipermercados, cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos, inclusive os transportes a eles inerentes; comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais; comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias; comércio em hotéis; comércio em geral; atacadistas e distribuidores de produtos industrializados; revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares comércio varejista em geral. Entenda a regra Conforme a Portaria nº 3.665/2023, empresas dos setores mencionados acima só poderão funcionar em feriados se houver uma convenção coletiva de trabalho firmada entre empregadores e sindicatos de trabalhadores. Ou seja, a decisão do empregador não será mais suficiente para abrir nesses feriados — será necessário que trabalhadores e empresas negociem e firmem um acordo formal. Essa convenção deve definir as condições para o trabalho nesses dias, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras, por exemplo. A medida anula parcialmente uma regra anterior, de 2021 (gestão Bolsonaro), que liberava o funcionamento do comércio nos feriados sem necessidade de negociação coletiva. Mas a nova regra não vale para todos os setores: apenas 12 atividades comerciais seriam afetadas. Segundo o governo, o objetivo da mudança é fortalecer o papel das negociações coletivas, oferecer mais garantias aos trabalhadores e alinhar a portaria à Lei Federal nº 10.101/2000, que determina que o trabalho em feriados no comércio só pode ocorrer mediante acordo entre as partes. ⚠️ Caso a portaria entre em vigor e haja descumprimento das regras, os patrões podem ser punidos com multas administrativas. Crescem os números de processos e denúncias por assédio moral no trabalho

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.977 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 130 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (26), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a definição sobre a data de saída dele do cargo depende de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevista para esta quinta-feira (26). Segundo o ministro, está pendente a confirmação se ele acompanhará ou não o presidente na viagem que fará aos Estados Unidos em março para se encontrar com o Donald Trump. "Se eu for para os Estados Unidos, é uma data. Se eu não for, é uma outra data", disse Haddad. Ainda de acordo com Haddad, a viagem de Lula deve ocorrer entre os dias 15 e 20 de março. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro tem resistido a ser candidato nas eleições deste ano e sido pressionado a aceitar disputar o governo de São Paulo. Haddad já externou publicamente que sua vontade é participar da coordenação da campanha de Lula à reeleição. Viagem EUA No encontro com o presidente Trump, Lula pretende negociar as tarifas que ainda afetam produtos brasileiros e discutir termos de exploração de minerais críticos e terras raras, medidas de combate ao crime organizado e a situação na América Latina. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira (25) o aumento no imposto aplicado sobre mais de mil produtos importados, incluindo smartphones. Celular pode subir com novo imposto de importação? Veja quais marcas podem ser afetadas O aumento – decidido no início do mês e divulgado com exclusividade pelo g1 – para os produtos incluídos na medida pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, afetando setores e consumidores que recorrem a compras internacionais. Entre os itens afetados estão, além dos smartphones, máquinas e equipamentos, como caldeiras, geradores, turbinas e fornos industriais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em entrevista, o ministro disse que a medida tem objetivo regulatório e que buscar "proteger a produção nacional." "Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...) para proteger a produção nacional que essa medida está sendo tomada", afirmou. "Agora uma empresa asiática, de qualquer país que faz um similar e está jogando o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos, aí não estamos falando: pera lá, aí não. Ou você vem para cá produzir aqui, e aí a gente produz tudo aqui, ou você não vai poder concorrer nessa base de preço", exemplificou. Questionado sobre a possibilidade de revogar o aumento na tarifa – criticado pela oposição –, o ministro disse que a medida protege o país contra o "comércio internacional desleal" e permite que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) faça ajustes, inclusive zerando a tarifa, se necessário. Pessoa usando um smartphone Jéshoots/Pexels "Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", defendeu. Setores atingidos No caso dos smartphones, o MDIC informou que a medida não atinge os aparelhos produzidos no Brasil, que representam 95% dos equipamentos no país em 2025. Apenas os outros 5% são importados. Quais marcas de smartphones podem — ou não — sofrer impacto com a alta dos impostos A decisão também garante tarifa zero de imposto de importação para todo componente usado pela indústria que não seja produzido no país (ou seja, que não tenha produção nacional similar). Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

Brasil atrai data centers com energia limpa O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (25) que o regime especial de tributação para atrair data centers para o Brasil, aprovado pela Câmara dos Deputados, é uma questão de "soberania digital" e que precisa entender com o presidente do Senado a razão de o projeto não ter sido votado. "Nesse momento deixa de ter vigor, de ter vigência. Mas se o Congresso quiser, nós vamos encontrar um caminho de reestabelecer, mas, enfim, precisa ter uma vontade política do Senado em apreciar a matéria", disse Haddad. "Não é um caminho jurídico simples. Mas nós temos uma equipe que vai trabalhar o assunto. Já falei com alguns senadores, expliquei a delicadeza do tema", afirmou. A proposta precisava ser votada ainda nesta quarta para continuar valendo. A razão é que projeto substituia um benefício concedido por meio de uma medida provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2025, que perde validade nesta quarta. Caso o projeto de lei que institucionalizava o benefício fosse aprovado até esta quarta, a concessão de benefício ia poder entrar em vigor porque a MP foi editada antes da entrada em vigor de uma outra lei, aprovada no ano passado, que limitou a possibilidade de concessão de benefícios fiscais. "Vamos ter que falar com os presidentes das duas casas, porque a Câmara votou, né? E vamos ter que entender ou se há uma negociação possível para nós aprovarmos um projeto que vai trazer bilhões de reais para o Brasil", disse Fernando Haddad. 🔎 O data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e os de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. "Os dados da Receita Federal tem o data center nacional, não vai para lugar nenhum. Mas tem muito dado sensível que vai para o exterior, que deveria estar sendo processado no Brasil. Então, para nós, o redata é muito importante em função da soberania nacional e da segurança nacional", afirmou o ministro. "Nós não queremos abrir brecha também para que outras medidas sejam aprovadas ao arrepio do objetivo nosso, que é restringir benefícios na forma da lei de responsabilidade fiscal. Então, nós temos que ter cuidado com a lei fiscal. Mas, enfim, tem um time aqui estudando como restabelecer o programa sem ferir esse princípio de respeito à lei de responsabilidade fiscal", disse Haddad. Data centers regionais ganham força na era da inteligência artificial e do 5G – Crédito: Divulgação Data centers regionais ganham força na era da inteligência artificial e do 5G – Crédito: Divulgação Tramitação O projeto de lei chegou ao Senado na tarde desta quarta, mas não foi apreciado pela Casa. Questionado sobre o porquê da decisão de não pautar a proposta cuja MP, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) justificou que não houve tempo hábil para que os senadores conseguissem apreciar a matéria. Desde o final do ano passado, Alcolumbre vem dizendo que quer retomar o protagonismo do Senado para que ele deixe de ser um "mero carimbador" da decisões tomadas na Câmara dos Deputados. Tributação especial para data centers Caso a proposta tivesse sido aprovada, as empresas teriam um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA) para ter acesso aos benefícios tributários. O projeto, apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), cujo estado natal seria um dos mais beneficiados com a medida. A proposta tem como objetivo atrair empresas de data centers para o país, um mercado em expansão em todo o mundo. Para ter direito aos benefícios, as empresas precisariam cumprir algumas exigências. Tais como: fornecer para o mercado interno ao menos 10% do processamento; investir ao menos 2% do valor dos produtos adquiridos no mercado interno ou no exterior, com as isenções previstas no REDATA, em projetos de pesquisa e de inovação da indústria digital. Um dos pilares do programa também é a sustentabilidade. As empresas que entrarem no programa deverão publicar relatórios de sustentabilidade de suas instalações. Os relatórios deverão conter o Índice de Eficiência Hídrica (WUE) e as fontes de energia elétrica utilizadas para atender a totalidade da sua demanda. O REDATA também exige que apenas fontes limpas ou renováveis de energia sejam utilizadas para o fornecimento de energia elétrica dos data centers. Data centers são grandes consumidores de energia por conta da necessidade de refrigeração constante desses locais, que esquentam mais diante do alto volume de processamento de dados realizados por seus aparelhos. Entenda mais sobre o consumo de energia e água por data centers nesta reportagem do g1.

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank divulgou nesta quarta-feira (25) um aumento de 50% no lucro líquido do quarto trimestre, na comparação com o mesmo período de 2024, para US$ 894,8 milhões. O banco, que tem 131 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia e se prepara para entrar no mercado norte-americano, informou crescimento de 45% na receita total no trimestre de outubro a dezembro, na comparação anual, para US$ 4,86 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, disse à Reuters que o aumento do lucro foi impulsionado pelo crescimento da base de clientes, pela alta da receita por cliente ativo e pela estabilidade nos custos de atendimento. "Isso traz uma alavancagem positiva com relação à receita", afirmou. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 33%, ante 29% no mesmo período do ano anterior. O Nubank expandiu a carteira de crédito em 40% na comparação anual, para US$ 32,7 bilhões. Já a taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6%, queda de 0,1 ponto percentual. Veja os vídeos que estão em alta no g1

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (24) os termos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Com a aprovação, o texto segue para o Senado, onde deve receber o último aval antes da conclusão do processo de ratificação interna no Brasil. Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. A medida foi celebrada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa interna é que o tratado pode contribuir para: ampliar exportações; atrair investimentos; fortalecer a inserção internacional do Brasil ao facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu; e reduzir tarifas comerciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A avaliação da área internacional do governo é que o tratado pode ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, sobretudo do agronegócio, além de reduzir tarifas e facilitar a entrada do país em cadeias globais de produção. O acordo também deve trazer maior segurança jurídica para investimentos, abertura de compras públicas e estímulo à modernização da indústria brasileira. No campo político, a gestão Lula vê o tratado como estratégico para diversificar parceiros comerciais, reforçar a presença internacional do Brasil e ampliar a cooperação com países europeus em temas ambientais e de desenvolvimento sustentável. Cúpula do Mercosul tem divergências entre Lula e Milei sobre Venezuela e acordo com UE Reprodução/Jornal Nacional Trunfo para eleições No plano político, Lula pode explorar o avanço do acordo como um ativo eleitoral, ao apresentar o tratado como resultado da retomada da diplomacia brasileira e da reaproximação com parceiros estratégicos. Apesar de o anúncio final do acordo ter ocorrido durante a presidência do Uruguai no Mercosul, a maior parte das negociações foi conduzida ao longo do período em que o Brasil esteve à frente do bloco, com forte atuação da diplomacia brasileira. Integrantes do governo afirmam que o resultado é fruto do trabalho técnico do Itamaraty e da prioridade dada pelo presidente Lula à retomada das negociações internacionais. O argumento deve ser explorado politicamente como demonstração de capacidade de articulação externa do país. Entre os principais pontos estão: geração de empregos abertura de mercados para o agronegócio e a indústria fortalecimento da imagem do Brasil no exterior crescimento econômico protagonismo internacional e capacidade de negociação Projeção de benefícios Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as projeções de benefícios do acordo Mercosul-União Europeia se concentram sobretudo em comércio, investimentos e competitividade. Segundo estimativas do governo, o acordo pode gerar impacto positivo de cerca de 0,34% no PIB brasileiro, o equivalente a aproximadamente R$ 37 bilhões, além de elevar o investimento em 0,76% (cerca de R$ 13,6 bilhões) no longo prazo. O governo também projeta redução média de preços ao consumidor e aumento da competitividade da economia, impulsionado pela queda de tarifas e maior integração comercial com o mercado europeu.

Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 Ann Wang/Reuters A Nvidia projetou nesta quarta-feira (25) receita acima das previsões do mercado para o primeiro trimestre, impulsionada pelos fortes investimentos de grandes empresas de tecnologia em seus processadores de inteligência artificial. Em seu balanço financeiro, a fabricante de chips informou que espera vendas de US$ 78 bilhões no primeiro trimestre fiscal, com variação de 2% para mais ou para menos — acima da média das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, de US$ 72,60 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os resultados do quarto trimestre fiscal (novembro a janeiro) também ficaram acima das projeções dos analistas. No período, a receita da Nvidia cresceu 73% na comparação com o ano anterior, para US$ 68,1 bilhões, enquanto o lucro quase dobrou, para cerca de US$ 43 bilhões, ou US$ 1,76 por ação. 🚨 Investidores aguardavam os resultados da Nvidia para avaliar se as centenas de bilhões de dólares que as grandes empresas de tecnologia vêm investindo em infraestrutura de data centers estão gerando retorno. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesse contexto, ganhou força o debate sobre uma possível “bolha da IA” — o temor de que o entusiasmo com a tecnologia esteja inflando as ações do setor além do que os resultados efetivamente justificam. O cenário levou investidores das bolsas dos EUA a buscar sinais de demanda firme pelos chips de inteligência artificial da Nvidia, diante dos elevados investimentos anunciados por Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, que devem somar ao menos US$ 630 bilhões em 2026. A maior parte desses recursos será destinada a data centers e processadores. Enquanto isso, empresas e governos intensificam investimentos na corrida para desenvolver tecnologias de inteligência artificial cada vez mais sofisticadas, sob o risco de ficarem para trás. No entanto, começam a surgir sinais de que a longa hegemonia da Nvidia na fabricação de chips de inteligência artificial pode estar ameaçada. A AMD deve lançar ainda este ano um novo servidor de IA de ponta e já fechou acordos com clientes importantes da Nvidia, incluindo a Meta. O Google, por sua vez, desponta como um dos principais concorrentes após fechar um acordo para fornecer à Anthropic — criadora do chatbot Claude — seus próprios chips, conhecidos como TPUs. A empresa, controlada pela Alphabet, também negocia o fornecimento desses processadores à Meta, segundo relatos da imprensa. As grandes empresas de tecnologia também têm investido cada vez mais no desenvolvimento de chips próprios para ampliar seu poder computacional, destinando esses processadores a seus centros de dados. * Com informações das agências Reuters e Associated Press

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O texto segue agora para o Senado, última etapa de análise para entrada em vigor do acordo. 🌍O tratado, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. O relator do texto na Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), se reuniu durante a tarde com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar da votação. "Sobretudo, [viemos] trazer ao vice-presidente [Alckmin] uma preocupação que se acendeu no Parlamento e na bancada do agro sobre as salvaguardas de 25% [previstas no acordo]", disse. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele pediu ao governo do presidente Lula a edição de um decreto com medidas de proteção para o setor do agronegócio brasileiro. A demanda também vem sendo feita entidades do setor. Após a reunião, Alckmin afirmou que o decreto será analisado pela Casa Civil e publicado nos próximos dias, antes da votação do acordo no Senado. "Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico, aguardado há mais de 25 anos. E o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas, 22 trilhões de dólares. E sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta para passar ainda por outros ministérios do decreto de salvaguardas. Tem um capítulo nos acordos sobre salvaguarda, mas ela precisa ser regulamentada", disse Alckmin. Encontro sobre acordo UE-Mercosul reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB), o relator do acordo na Câmara Marcos Pereira (Republicanos-SP), o líder do governo na Câmara José Guimarães (PT-CE) e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Cadu Gomes/VPR Zona de livre comércio Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. Assinatura do tratado do acordo entre Mercosul e União Europeia Reprodução/TV Globo A expectativa é que o acordo comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, reduza tarifas e amplie o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. Apesar da investida de legisladores da União Europeia, que impuseram um revés ao acordo comercial ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia — movimento que pode atrasar a implementação em até dois anos —, a expectativa de diplomatas é que o documento passe a ser aplicado de forma provisória já em março. Procedimento é repetido nos países Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, de acordo com seus próprios ritos legislativos. Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos. INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul Arte/g1 A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a tramitação do acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia. Segundo o presidente da Comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo de trabalho terá como foco os desdobramentos da implantação do acordo entre os blocos.

Parlamento Europeu aprovou salvaguardas mais rígidas no acordo do Mercosul-União Europeia O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta quarta-feira (25) que o decreto com regras de proteção à indústria e ao agronegócio em acordos comerciais assinados pelo Brasil – as chamadas salvaguardas – deve ser editado antes da votação no Senado Federal do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Segundo Alckmin, o texto será encaminhado para análise da Casa Civil da Presidência da República nesta quarta (25) e o objetivo do governo é editar o decreto nos próximos dias. Setores do agronegócio pressionam o governo para dar celeridade ao decreto. O setor defendia que o texto fosse publicado antes da votação do acordo na Câmara, prevista para esta quarta-feira. "Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico, aguardado há mais de 25 anos. E o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas, 22 trilhões de dólares. E sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta para passar ainda por outros ministérios do decreto de salvaguardas. Tem um capítulo nos acordos sobre salvaguarda, mas ela precisa ser regulamentada", disse Alckmin. O vice-presidente deu a declaração depois de se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o assunto. 🤝 Também participaram da reunião o relator do acordo na Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Motta afirmou que a pressão do agro sobre as salvaguardas não deve impedir aprovação do acordo Mercosul-UE na Câmara. Geraldo Alckmin durante Reunião sobre o acordo Mercosul União Europeia Cadu Gomes/VPR "Um detalhe, nesse momento, não é suficiente para que a matéria não seja aprovada. A Frente Parlamentar da Agropecuária tem de nós total abertura para trazer os temas, até porque ela cumpre um papel importante tanto na Câmara como no Senado. Então eu vejo que o momento é de consolidação daquilo que foi negociado até agora e algum detalhe, algum ponto que traga alguma vulnerabilidade, que traga algum ajuste [seja tratado] mais adiante, isso aí poderá ser feito e conduzido pelo próprio governo federal", disse Motta. Para o deputado Marcos Pereira, a regulamentação de regras de proteção dará um conforto para o setor produtivo. A preocupação aumentou após o Parlamento Europeu aprovar regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul. Uma das medidas estabelece que, se as importações de um produto agrícola considerado sensível crescerem 5%, na média de três anos, a União Europeia poderá abrir investigação para avaliar eventual suspensão dos benefícios tarifários. Na proposta original da Comissão Europeia, o gatilho era de 10%. Salvaguardas As chamadas salvaguardas são instrumentos de defesa comercial que protegem a produção nacional. O texto do decreto com a regulamentação das regras de proteção está sendo elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Elas podem ser aplicadas em alguns cenários: quando forem estabelecidas cotas, que deixem de seguir as preferências do acordo; quando forem suspensas, ainda que de forma temporária, reduções do imposto de importação previstas no acordo; ou quando for restabelecido o nível tarifário original, anterior ao acordo. As regras de proteção valerão para os acordos comerciais atuais e os futuros. E, de acordo com o MDIC, dará mais transparência, previsibilidade e segurança jurídica ao setor produtivo.

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. Reuters O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (25) que vai autorizar empresas a solicitar licença para revender petróleo venezuelano a Cuba, segundo orientações publicadas em seu site. A medida pode ajudar a aliviar a grave escassez de combustível na ilha. Desde que Washington assumiu o controle das exportações de petróleo da Venezuela, no início de janeiro, após a captura do presidente Nicolás Maduro, o envio do produto a Cuba foi interrompido, agravando a crise energética na ilha. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por mais de 25 anos, a Venezuela foi a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis a sua aliada política, Cuba, por meio de um acordo bilateral. O México, que havia surgido como alternativa de abastecimento, também suspendeu as remessas após a chegada de uma carga de combustível a Havana, em janeiro, segundo dados de rastreamento marítimo. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A nova política surge em um momento em que grandes tradings, como Vitol e Trafigura, concentram a maior parte das exportações de petróleo da Venezuela. Milhões de barris são enviados aos EUA, à Europa e à Índia, enquanto outros milhões permanecem armazenados em terminais no Caribe para posterior revenda. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aliados da Venezuela que vinham recebendo petróleo por meio de trocas, quitação de dívidas e outros acordos agora terão de pagar preços de mercado pelas cargas. Entre eles estão China e Cuba. A autorização ocorre no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou ao Caribe nesta quarta-feira para iniciar conversas com líderes que alertam que a crescente crise humanitária em Cuba pode desestabilizar a região. Mesmo com a nova política, não está claro se Cuba terá condições de comprar petróleo sem condições especiais. Nos últimos anos, o país tem enfrentado dificuldades para pagar importações de combustível no mercado à vista, e qualquer aquisição junto às tradings deverá seguir termos comerciais usuais, como garantias bancárias e pagamento antecipado. As orientações do Tesouro também deixam claro que as transações devem “apoiar o povo cubano, incluindo o setor privado”, o que abrange exportações para uso comercial e humanitário na ilha. Já operações que envolvam ou beneficiem as Forças Armadas ou outras instituições do governo cubano não serão autorizadas. O Departamento do Tesouro afirmou ainda que os interessados não precisam ter, obrigatoriamente, uma empresa constituída nos EUA. Também informou que as restrições previstas em uma licença concedida em janeiro para a exportação ampla de petróleo venezuelano não se aplicarão a Cuba.

Plenário do STF decide nesta quarta-feira (25/2) se ratifica liminar do ministro Flávio Dino suspendendo remunerações acima do teto constitucional TRT via BBC O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (25/2) se ratifica liminar do ministro Flávio Dino que suspendeu os chamados penduricalhos — remunerações extras pagas a uma elite do funcionalismo, que levam os contracheques desses servidores a superarem em muito o teto constitucional (atualmente em R$ 46.366,19, valor do salário dos ministros do Supremo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O julgamento ocorre após uma sequência de eventos que tornam o momento atual decisivo para o futuro dos "supersalários" do funcionalismo público — realidade de uma minoria dos servidores, mas com peso relevante para os cofres públicos. Relembre: 5 de fevereiro: o ministro Flávio Dino determina que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, Estados e municípios revisem a base legal das verbas indenizatórias pagas a agentes e servidores públicos. Ele ordena ainda que as verbas não previstas em lei sejam imediatamente suspensas. 18 de fevereiro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veta penduricalhos aprovados pelo Congresso, que permitiam contracheques acima do teto salarial para servidores do Legislativo e do Tribunal de Contas da União (TCU). 19 de fevereiro: em nova decisão, o ministro Flávio Dino proíbe a edição de novas leis que permitam pagamentos acima do teto constitucional. 23 de fevereiro: o ministro Gilmar Mendes determina que verbas indenizatórias somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso — uma forma de inibir a criação de benefícios para essa categorias através de decisões administrativas dos órgãos. 24 de fevereiro: os presidentes do STF, Senado, Câmara, TCU e outros ministros do Supremo e autoridade se reúnem e decidem que, nos próximos dias, será formulada uma proposta de regra de transição para os penduricalhos, visando o "respeito à Constituição e aos limites do teto". Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que está em jogo no STF No julgamento desta quarta-feira, todos os ministros do STF devem opinar a respeito da decisão liminar de Flávio Dino. "Caso seja ratificada, o Congresso Nacional vai receber então um comando do Supremo de regulamentar o dispositivo na Constituição que estabelece qual é o tipo de pagamento que pode superar o teto do serviço público brasileiro", diz Bruno Carazza, professor associado da Fundação Dom Cabral e autor do livro O País dos Privilégios – Volume 1 (Cia. das Letras, 2024). Nesta quarta, ministros do STF devem opinar sobre decisão liminar de Flávio Dino Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil via BBC Segundo Carazza, embora a Constituição estabeleça que nenhum servidor pode ganhar mais do que os ministros do Supremo, o texto constitucional também inclui um dispositivo que estabelece que pagamentos de indenizações a servidores não estão sujeitos ao teto. Essas indenizações deveriam servir para reembolsar o servidor por algum custo que ele incorreu para exercer seu trabalho. Por exemplo, quando o servidor é designado a prestar um serviço em outra localidade e tem gastos com alimentação, transporte e hospedagem, que podem ser reembolsados. Esse dispositivo, no entanto, se tornou uma brecha, explica o professor da Fundação Dom Cabral. "Tribunais e órgãos vários — principalmente do Judiciário, do Ministério Público e agora também do Legislativo — têm criado pagamentos e têm classificado esses adicionais como indenizações", afirma Carazza. "Com isso, acontece uma dupla mágica: primeiro, por serem indenizações, elas podem furar o teto. Além disso, a legislação de imposto de renda ressalva o pagamento de imposto sobre indenizações." Graças aos penduricalhos, em 2025, o ganho médio líquido (isto é, já descontado o pagamento de impostos) de um magistrado brasileiro da ativa foi de R$ 81,5 mil por mês, 76% acima do teto salarial do serviço público, destaca o economista e doutor em direito. No Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), o ganho médio dos magistrados da ativa chegou a R$ 122,8 mil no ano passado, 165% acima do limite constitucional. 'Precisamos resgatar a autoridade do teto' Neste cenário, a expectativa é de que, se a decisão de Dino for ratificada pelo plenário do STF nesta quarta-feira, o Congresso venha a aprovar uma lei estabelecendo o que efetivamente é indenização, de forma a fechar essa brecha e coibir os pagamentos acima do teto que têm se proliferado. "Precisamos resgatar a autoridade do teto remuneratório no serviço público brasileiro e coibir a criatividade desses órgãos que ficam criando pagamentos sem previsão legal", defende Carazza. "Isso está errado e descumpre aquilo que estabelece a Constituição. Precisamos, a partir dessa discussão necessária promovida por essa decisão do ministro Flávio Dino, voltar a discutir aqui no Brasil padrões mínimos remuneratórios no serviço público brasileiro." Carazza considera que a decisão de Dino promove uma 'discussão necessária' sobre padrões remuneratórios mínimos no serviço público brasileiro Rosinei Coutinho/SCO/STF via BBC Associações ligadas às carreiras jurídicas questionam, no entanto, a decisão de Dino, argumentando que ela foi tomada no âmbito de um processo sem relação direta com o tema e que as verbas pagas estariam amparadas em leis e decisões administrativas de órgãos com competência para tal. As entidades representativas têm destacado ainda a defasagem salarial das carreiras devido a perdas inflacionárias e "a crescente sobrecarga de trabalho de magistrados e membros do Ministério Público, agravada pelo aumento da demanda processual e pela insuficiência de servidores". Enquanto magistrados já falam veladamente em greves, paralisações e operação tartaruga contra a suspensão dos penduricalhos, conheça cinco exemplos desses benefícios, agora em xeque. 1. Licença compensatória ou a 'escala 3x1 do sistema judicial' Nos últimos anos, foram criadas uma série de indenizações para magistrados e membros do Ministério Público por acúmulo de funções, observa Carazza. Entre elas, estão gratificações pelo exercício de funções administrativas (por exemplo, ocupando cargos de diretor de fórum, corregedor, ouvidor, supervisor, etc); por substituição (de um colega em férias, por exemplo); ou por acúmulo de acervo (em tribunais que estabelecem uma cota de processos, quando um magistrado tem mais processo do que aquela cota, por exemplo). "Criou-se então um pagamento extra por esse acúmulo de funções. Mas, mais do que isso, criou-se mais recentemente aquilo que se chama de licença compensatória", diz o pesquisador. "É o que tem sido chamado de 'escala 3x1 do sistema judicial brasileiro'." No que tem sido chamado de 'escala 3x1 do sistema judicial', magistrados e membros do MP ganham um dia de folga a cada três trabalhados com acúmulo de função, benefício que pode ser convertido em pagamento. Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) via BBC E o que é isso? "Quando há esse acúmulo de funções, aquele magistrado ou aquele membro do Ministério Público ganha o seu próprio vencimento, uma gratificação pelo acúmulo das funções, mas, além disso, ele ganha direito a um dia de folga por três dias de trabalho, acumulando funções." Essa folga pode ser convertida em pagamento, o que gera a brecha para burlar o teto salarial. "Cria-se uma remuneração tripla, que é o próprio vencimento, mais a gratificação, mais a folga convertida em pagamento", diz Carazza. "Esse tipo de pagamento é considerado uma indenização e, por isso, ele acaba burlando o teto e escapando também do pagamento de imposto de renda." 2. Venda de até 20 dias de férias e adicional de 1/3 em dobro Magistrados e membros do Ministério Público têm direito a 60 dias de férias por ano — o que é por si só um privilégio, em comparação aos 30 dias de férias a que têm direito os trabalhadores formais brasileiros. "Mas, mais do que isso, hoje em dia é permitido que esses magistrados e membros do Ministério Público convertam em pagamento até 20 dias de férias por ano", observa Carazza. Além disso, essas férias dobradas geram também um adicional de um terço de férias em dobro, mais uma forma de driblar o teto constitucional, segundo o professor da Fundação Dom Cabral. Numa nota técnica de dezembro de 2024, Carazza estimou o gasto da magistratura e do Ministério Público (MP) com indenização de férias não gozadas em R$ 1,5 bilhão somente em 2023. Já o adicional de férias custou R$ 5,3 bilhões aos cofres públicos naquele ano, incluindo magistratura, MP, executivo federal, militares e Câmara e Senado, sendo o terceiro maior item previsto como exceção ao teto em volume financeiro, atrás apenas dos gastos com 13º salário e vale-alimentação. 3. Auxílio-alimentação de até R$ 4 mil e auxílio-educação para filhos até 24 anos Alguns dos penduricalhos são benefícios que existem para outras carreiras do serviço e também no setor privado, como o auxílio-alimentação. "Mas há tribunais hoje que pagam mais de R$ 4 mil por mês a título de auxílio alimentação, o que é equivalente a cerca de 10% da remuneração de um magistrado", destaca Carazza. As maiores médias de pagamento são de R$ 4.184,55, nos TJs de Rondônia, Amazonas e Acre. Magistrados do TJRO receberam uma média de mais R$ 4 mil de auxílio-alimentação e mais de R$ 11 mil de auxílio-saúde em 2025, segundo Carazza. CNJ via BBC O pesquisador destaca que há também tribunais que pagam valores que superam R$ 10 mil por mês a título de auxílio-saúde — a média mensal chegou a R$ 11.601,21 no TJRO, por exemplo. Alguns tribunais, em vez de pagar um auxílio mensal, fazem o ressarcimento das despesas médicas e com planos de saúde. "Além disso, há auxílios que vão desde auxílio-transporte, até o pagamento da conta de celulares. Há órgãos do Judiciário e do Ministério Público que dão ajuda de custo para que os membros comprem livros, computadores, tablets", enumera Carazza. E vários tribunais pagam auxílio-educação para magistrados, para cobrir despesas com escolas particulares de filhos, às vezes até o final da faculdade (para filhos até 24 anos). 4. Pagamentos retroativos Com o passar dos anos, vários tipo de benefícios que existiam no passado foram incorporados na remuneração do Poder Judiciário e do Ministério Público, lembra o professor da Fundação Dom Cabral. Isso aconteceu, por exemplo, no início dos anos 2000, quando se resolveu unificar uma série de gratificações com terminologias variadas em cada um dos tribunais em um pagamento único que foi chamado de subsídio — inclusive com um aumento considerável do valor desse subsídio, quando da sua criação. "Acontece que vários magistrados e membros do Ministério Público entraram com pedidos administrativos ou judiciais, argumentando que aqueles pagamentos de adicionais que existiam no passado eram direito adquiridos", observa Carazza. Assim, tribunais do Brasil todo vêm concedendo esses pagamentos retroativos, muitas vezes garantidos também por decisão administrativa — isto é, em decisão interna dos órgãos, sem passar pela Justiça e portanto sem amparo legal. Em nota técnica, Carazza estimou o custo desses pagamentos retroativos a magistrados e membros do MP em R$ 3,1 bilhões em 2023 — quarta maior exceção ao teto, atrás do 13º salário, auxílio-alimentação e adicional de férias. A título de comparação, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi de R$ 8,8 bilhões naquele ano. 5. Honorários de sucumbência Em qualquer ação no Judiciário em que há uma parte ganhadora, o juiz decide um valor que deve ser pago pela parte que perdeu para compensar custos da disputa judicial. São os chamados "honorários de sucumbência". Tradicionalmente, esses valores eram destinados à parte vencedora da ação — a pessoa física, empresa ou União que foi acionada na Justiça e provou que estava correta. Na advocacia privada, no entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) conseguiu junto ao Congresso a aprovação de uma lei, que determinou que essa verba passasse a ser destinada ao advogado, e não mais à parte vencedora. Os advogados da União, procuradores da Fazenda e de autarquias federais, e seus colegas nos Estados e municípios, foram então em busca da mesma vantagem, lembra Carazza. Após algumas tentativas frustradas, a categoria conquistou essa benesse com a aprovação do novo Código de Processo Civil, em 2015. "Desde então, em qualquer ação que a União, Estados ou municípios vençam na Justiça, uma parte do valor que antes ia para os cofres públicos, hoje em dia é distribuído para os advogados públicos federais, estaduais ou municipais", explica o pesquisador. Em 2025, foram pagos R$ 4,7 bilhões a advogados públicos a título de honorários de sucumbência, destaca Carazza. A servidora que mais recebeu esse benefício naquele ano embolsou R$ 708 mil em honorários de sucumbência, para além do seu salário, uma média de R$ 59 mil extras por mês.

Receita Federal Marcelo Camargo/ Agência Brasil A Receita Federal anunciou nesta quarta-feira (25) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será relizado no dia 13 de março, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos lotes 223 lotes estão joias e pedras preciosas, vinhos, veículos, smartphones, notebooks, relógios, perfumes, roupas, tecidos, utensílios domésticos, livros e brinquedos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há ainda grande variedade de peças e acessórios para celulares, componentes para computadores, latas para envase de alimentos, lâmpadas, válvulas, concentrado de cobre, além de motocicletas elétricas, automóveis, caminhonetes, caminhões e gasolina tipo A. 🍷 Segundo o edital, os lotes que contêm vinhos estão sujeitos à obtenção de laudo para emissão de declaração de aptidão para comercialização e consumo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Entre os lotes mais baratos, há opções com lance inicial de R$ 50, que incluem itens médico-hospitalares, peças mecânicas, componentes eletrônicos e perfumes. Outros lotes partem de R$ 100 e reúnem celulares, tecidos e um lote de resíduos para destruição. O lote mais caro do leilão é o 205, formado por grandes volumes de gasolina tipo A, com preço mínimo de R$ 17 milhões e pagamento por depósito judicial. Outros destaques do leilão incluem: Nos lotes 95, 221 e 219, é possível adquirir veículos como Hyundai Santa Fe a partir de R$ 6 mil, além de Jeep Renegade Sport (R$ 14.400) e caminhão Mercedes-Benz (R$ 46 mil) Nos lotes 26 e 87, é possível adquirir itens de grife, como calçados Gucci, jaquetas Rossignol, bolsa Lady Dior Mini, vestido Alessandra Rich e pulseira Ferragamo, a partir de R$ 2.700. No lote 143, é possível adquirir um iPhone 15 Plus e um iPhone 13 a partir de R$ 922. No lote 9, é possível adquirir vinhos como Domaine Almanegra, El Enemigo a partir de R$ 141. Nos lotes 134, 133 e 131, é possível adquirir coleções de joias em ouro, com anéis, brincos e colares cravejados de diamantes, safiras e rubis, a partir de R$ 20.634. Lote 95 traz um Hyundai Santa Fe com lance inicial a partir de R$ 6 mil no leilão da Receita Federal em São Paulo. Divulgação/Receita Federal De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de março até as 21h do dia 12 de março. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 13 de março (horário de Brasília). Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, entre os dias 2 e 11 de março, em dias úteis, nas cidades de Araraquara, Campinas, Bauru, Guarulhos, Taubaté, São Paulo, Guarujá, Santos, Barueri, Suzano, Sorocaba, Santo André e São Bernardo do Campo. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000002/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

iPhone Pro 17 Pro e iPhone Air Godofredo A. Vásquez/AP O governo brasileiro elevou, no início de fevereiro, o imposto sobre mais de mil produtos importados, entre eles, celulares, com o objetivo de incentivar a competitividade da indústria nacional. O aumento para os produtos incluídos na medida pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, afetando setores e consumidores que recorrem a compras internacionais (veja a lista ao final da reportagem). TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos O g1 questionou o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sobre qual era a alíquota anterior para celulares, mas não obteve resposta. A medida não atinge os smartphones produzidos no Brasil, que representam 95% dos aparelhos comprados no país em 2025, segundo os ministérios. Os outros 5% são importados — a maioria da China —, informou o MDIC. Quais marcas podem — ou não — sofrer impacto com a alta dos impostos Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão também garante tarifa zero de imposto de importação para todo componente usado pela indústria que não seja produzido no país (ou seja, que não tenha produção nacional similar). As principais empresas do setor, como Samsung, Motorola e Apple, já montam celulares no Brasil, explica Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de consultoria em telecomunicações. Isso significa que os aparelhos vendidos no país não serão impactados pela elevação do imposto. Essas marcas não fabricam do zero o smartphone no Brasil. As peças do produto vêm de outros países e, quando chegam ao Brasil, são montados em suas unidades fabris ou de terceiros. A Apple, por exemplo, não tem fábrica no Brasil, mas mantém uma representante, a Foxconn, no interior de São Paulo, responsável por montar os iPhones que serão vendidos por aqui. A Vivo Mobile (sem relação com a operadora), chamada de Jovi no Brasil, também tem acordo com uma empresa nacional, a GBR Componentes, para produzir aparelhos na Zona Franca de Manaus. A Samsung, que anunciou a linha Galaxy S26 nesta quarta-feira, confirmou ao g1 que seu aparelho topo de linha também será montado no Brasil. A medida, no entanto, pode impactar marcas como Xiaomi, que não monta nem fabrica seus celulares no Brasil. O g1 procurou a empresa para comentar a decisão do governo e aguarda retorno. Ainda há demanda no Brasil por celulares importados mesmo com o mercado nacional abastecido por diversas marcas, explica Roberto Beninca, advogado tributarista e sócio da MBW Advocacia. Ele diz que isso ocorre porque a decisão de compra do consumidor não se baseia apenas na existência de oferta interna. "O consumidor que importa leva em consideração preço, tecnologia e percepção de valor. Muitos aparelhos importados apresentam melhor custo-benefício. Mesmo com tributos, o consumidor frequentemente encontra no mercado internacional modelos com especificações superiores por preço semelhante ou inferior ao praticado no Brasil", afirma Beninca. E quanto se pagaria a mais em um celular importado? Samsung Galaxy S25 Ultra, S25+ e S25 Divulgação/Samsung Beninca explica que o governo elevou as alíquotas do imposto de importação em até 7,2 pontos percentuais para celulares e outros produtos de tecnologia. Para ilustrar o impacto, ele considera um aparelho importado com valor de US$ 600. Com um câmbio de R$ 5 por dólar, o custo convertido seria de R$ 3 mil. "Imagine que, antes da medida, a alíquota do imposto de importação fosse de 16%. Nesse cenário, o valor do imposto seria de R$ 480, totalizando R$ 3.480 após essa etapa", exemplifica o advogado. Com o aumento de 7,2 pontos percentuais, a alíquota passaria para 23,2%. Nesse novo cenário, o imposto sobre os mesmos R$ 3 mil seria de R$ 696, elevando o custo para R$ 3.696 apenas na fase inicial da importação. "Contudo, esse não é necessariamente o valor final que chegará ao consumidor. Isso porque o imposto de importação compõe o custo base do produto. Sobre esse novo custo incidem margens do importador, despesas logísticas, estrutura comercial, eventuais tributos internos e margem do varejo", afirma. O impacto pode ser ainda mais forte em meio à crise na oferta global de memória RAM, componente essencial para o funcionamento desses produtos e que está em falta no mercado. O avanço da inteligência artificial está no centro dessa turbulência. Fabricantes têm direcionado investimentos e produção para chips mais avançados, usados em data centers de IA, o que reduziu a oferta de memórias tradicionais. Governo fala em 'reequilibrar os preços' De acordo com o governo, a mudança busca reequilibrar os preços entre itens estrangeiros e nacionais. Atualmente, o mercado brasileiro de eletrônicos possui forte dependência externa, afirma a nota técnica do Ministério da Fazenda. Segundo o documento, a China concentra 46% das importações desses bens, enquanto o Vietnã se consolidou como a segunda maior origem, com 7,9% de participação. O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre os mais de mil produtos. O aumento das tarifas ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. Produtos afetados Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Reddit é multado em R$ 100 milhões no Reino Unido Meninas expõem rotina de casadas no TikTok

Vinho Casa Tés Grama Branco Reprodução/worldsbestsommeliersselection Apenas um vinho brasileiro entrou para a lista internacional World’s Best Sommeliers’ Selection 2026 (“Melhores Selecionados por Sommeliers”, em tradução livre), que reúne anualmente rótulos considerados os melhores do mundo. O escolhido foi o Casa Tés Grama Branco 2024, feito com uvas Sauvignon Blanc e Sémillon no Vale da Grama, região tradicionalmente cafeeira situada próxima à Serra da Mantiqueira. 🍷Segundo o guia, o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche. Nesta edição, divulgada nesta quarta-feira (25), foram selecionados 115 vinhos de 16 países (veja a lista completa). A lista não estabelece um ranking entre os escolhidos. Brasil tem restaurante entre os 50 melhores do mundo; veja lista Pizzarias brasileiras ficaram entre as 100 melhores do mundo em 2025 De onde vem a uva de mesa A Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos. Entre eles, exemplares de Barolo e Barbaresco, elaborados com a uva Nebbiolo. Portugal aparece na sequência, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados. Um dos destaques foi um branco do Douro produzido pela Quinta do Vallado com as uvas Rabigato, Gouveio, Arinto e Viosinho. A América do Sul foi representada por 26 rótulos, incluindo o brasileiro. A Argentina teve 12 vinhos selecionados, vindos de regiões como o Vale de Uco (Mendoza), o Vale de Calchaquí (Salta) e o Vale de Pedernal (San Juan). O Chile se destacou na categoria de tintos, com oito rótulos de vinícolas prestigiadas. Entre os exemplos estão o Almaviva 2018 e o Almaviva 2021, produzidos pela Viña Almaviva, no Vale do Maipo. Já o Uruguai conquistou cinco posições na lista, com dois brancos complementando os tintos. Entre os destaques estão o Bodega Garzón Single Vineyard Albariño 2024 e o Bodega Garzón Single Vineyard Tannat 2023, ambos da região de Maldonado, elaborados pela Bodega Garzón. 🔎Como é feita a seleção? Criada pela William Reed, responsável também pelo The World’s 50 Best Restaurants, que seleciona os melhores restaurantes do mundo, a seleção foi feita durante três dias de janeiro, na Inglaterra, quando 29 sommeliers de 17 países degustaram e avaliaram os vinhos. Todos os sommeliers são integrantes do The World’s 50 Best Restaurants 2025. Sommeliers durante World's Best Sommeliers 2026 Divulgação Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik 🍷Melhores vinhos do mundo em 2026 Aglianico 2022 – Perissos Vineyard and Winery – Texas (EUA) Aglianico 2023 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) Alauda 2021 – Ruffino – Toscana (Itália) Almaviva 2018 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Almaviva 2021 – Almaviva Winery – Maipo Valley (Chile) Amontillado VORS – Bodegas Espinosa de los Monteros – Jerez-Sherry (Espanha) Apartado Nature 2017 – Rutini – Mendoza (Argentina) Aperture Cabernet Sauvignon 2023 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Aperture Sauvignon Blanc 2024 – Aperture Cellars – Califórnia (EUA) Avaton 2022 – Ktima Gerovassiliou – Macedônia (Grécia) Barbaresco Asili 2014 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Bricco Rocche 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Brunate 2021 – Ceretto – Piemonte (Itália) Barolo Riserva 2016 – Marchesi di Barolo – Piemonte (Itália) Birth of Cabernet 2021 – Catena Zapata – Mendoza (Argentina) Vineyard Block N° 4 Malbec 2022 – Pyros Wines – San Juan (Argentina) Boxing Rabbit Cuvee 2023 – William Chris Vineyards – Texas (EUA) Cabernet Sauvignon 2022 – Daou Vineyards – Califórnia (EUA) Chardo Velo de Flor 2020 – Bodega Puerta del Abra – Buenos Aires Province (Argentina) Château Smith Haut Lafitte Blanc 2022 – Château Smith Haut Lafitte – Bordeaux (França) Colección 125 Gran Vino Blanco 2023 – Chivite – Navarra (Espanha) Concreto Malbec 2023 – Zuccardi Valle de Uco – Mendoza (Argentina) Cuesta de las Liebres 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) Deux Revês, Uné Destinée 2023 – Sacromonte – Montevideo (Uruguai) Desti 2022 – Merum Priorati – Catalunha (Espanha) donnacricri 2023 – Viabizzunoagricola – Sicília (Itália) Don Melchor 2021 – Viña Don Melchor – Maipo Valley (Chile) El Anejón 2021 – Pago de Carraovejas – Castilla y León (Espanha) El Arenal Malbec Single Vineyard 2022 – Colomé – Salta (Argentina) Encruzado White 2023 – Quinta dos Carvalhais – Dão (Portugal) Erbaluce di Caluso DOCG Rend Nen 2022 – Luca Leggero Villareggia – Piemonte (Itália) Estate Chardonnay 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Estate Soul of a Lion 2021 – Daou Vineyards – California (EUA) Faustino I Gran Reserva Blanco 2021 – Bodegas Faustino – Rioja (Espanha) Feudo Arancio Hedonis 2022 – Feudo Arancio – Sicília (Itália) Garrigal Vinyes Velles 2023 – Peralada – Catalunha (Espanha) Garrus 2024 – Château d'Esclans – Provence (França) Gavi di Gavi Limited Edition 2021 – La Scolca – Piemonte (Itália) Grama Branco 2024 – Casa Tés – São Paulo (Brasil) Gran Vintage 2016 – Pere Ventura – Cava (Espanha) Granit 2024 – Quinta de Soalheiro – Vinho Verde (Portugal) Grand Vin 2016 – Mas de Daumas Gassac – Languedoc-Roussillon (França) Grave di Stecca Brut 2018 – Nino Franco Spumanti – Veneto (Itália) Grotte Alte – Cerasuolo di Vittoria 2021 – Arianna Occhipinti – Sicília (Itália) Hunter 2023 – William Chris Vineyards – 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Tawny 30 Years Old – Quinta do Crasto – Porto (Portugal) Tawny Port 20 Years Old – Sandeman – Douro (Portugal) Vintage Port Quinta do Seixo 2022 – Sandeman – Douro (Portugal) The Plow Pinot Noir 2023 – Lingua Franca – Oregon (EUA) Tinta Roriz 2017 – Quinta do Crasto – Douro (Portugal) Tio Pepe en Rama 2025 – Gonzalez Byass – Sherry-Jerez (Espanha) TNX Douro 2021 – Quinta da Côrte – Douro (Portugal) Tokara Reserve Collection Cabernet Sauvignon 2022 – Tokara Wine & Olive Estate – Stellenbosch (África do Sul) Trapiche Iscay 2022 – Trapiche Winery – Mendoza (Argentina) Vallado Field Blend Reserve 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vallado Reserva Branco 2024 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Verdelho Frasqueira 1997 – Justino's – Madeira (Portugal) VIK 2022 – Vik – Cachapoal Valley (Chile) Vinha da Coroa 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinha da Granja 2022 – Quinta do Vallado – Douro (Portugal) Vinhas Velhas 2021 – Quinta das Carvalhas – Douro (Portugal) Viña Monty Graciano Reserva 2019 – Bodegas Montecillo – Rioja (Espanha) Viognier 2024 – Uplift Vineyard – Texas (EUA) VV26 Grand Cru NV – Champagne Frerejean Frères – Champagne (França) Wairau River Sauvignon Blanc 2025 – Rose Family Estate – Marlborough (Nova Zelândia) Yu-ki Estate Pinot Noir 2022 – Freeman Vineyard & Winery – Califórnia (EUA) Ysios Finca Lagunazuri 2021 – Bodegas Ysios – Rioja (Espanha)

A inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos com recursos livres — aqueles em que bancos e clientes negociam as condições — subiu para 5,5% em janeiro, o maior nível desde agosto de 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (25). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em dezembro, o índice estava em 5,4%. Na comparação em 12 meses, a alta foi de 1,1 ponto percentual, em um contexto de juros ainda elevados: a taxa básica Selic está atualmente em 15% ao ano. Após interromper um ciclo agressivo de aperto monetário em julho, o Banco Central manteve os juros no início deste ano no patamar mais alto em quase duas décadas. A instituição, porém, sinalizou que pode começar a cortar a Selic no próximo mês, diante de sinais mais claros de desaceleração da economia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No último Relatório de Política Monetária, divulgado em dezembro, o BC atribuiu o aumento da inadimplência ao longo de 2025 principalmente a mudanças nas regras de classificação de crédito, mas afirmou já observar “alguns sinais de estabilização” do indicador. Os dados mostram também que a concessão de empréstimos caiu 18,9% em janeiro na comparação com dezembro. Com isso, o estoque total de crédito do sistema financeiro recuou 0,2%, para R$ 7,116 trilhões. Nas operações com recursos livres, as novas concessões diminuíram 17,2% no mês. Já nos financiamentos com recursos direcionados — que seguem critérios definidos pelo governo — a queda foi mais intensa, de 32,9%. Os juros cobrados pelos bancos no crédito livre subiram para 47,8% ao ano em janeiro, alta de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, a taxa ficou em 11,6% ao ano, com avanço de 0,2 ponto no período. O chamado spread bancário — diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente — também aumentou, chegando a 34,3 pontos percentuais nas operações com recursos livres, ante 33,0 pontos em dezembro. Inadimplência - CE Serasa/Divulgação

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar caiu 0,60% nesta quarta-feira (25) e fechou cotado a R$ 5,1246, no menor valor desde 21 de maio de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,13%, aos 191.247 pontos. Os investidores reagiram a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao cenário político no Brasil. A bolsa caiu pressionada pelas ações de grandes bancos, como o Itaú (0,79%), apesar da alta de 2,55% da Vale. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos EUA, Trump evitou mencionar a China em seu discurso sobre o Estado da União na noite de ontem, às vésperas de uma viagem a Pequim. No entanto, ameaçou o Irã e citou a operação que levou à prisão do venezuelano Nicolás Maduro. Trump também tratou de temas como inflação, tarifas comerciais e o desempenho do mercado de ações. O discurso de Trump no Congresso ocorreu em meio à queda na aprovação do presidente. Aliados temem que os índices influenciem as eleições de meio de mandato. ▶️ Na agenda americana, os investidores aguardam o balanço da Nvidia, que será divulgado após o fechamento do mercado, em meio às incertezas sobre o setor de inteligência artificial. Também estão previstos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). ▶️ No Brasil, o Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões. Também será divulgado o fluxo cambial semanal. ▶️ No campo político, uma pesquisa da AtlasIntel mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 46,2% e 46,3%, respectivamente, em meio à repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói. 🔎 O resultado é visto por parte dos investidores como um sinal de possível alternância de poder em 2026. Na avaliação de agentes do mercado financeiro, uma mudança de governo poderia abrir espaço para uma política mais rigorosa de controle dos gastos públicos. ▶️ Nos negócios, o destaque ficou para as ações do Grupo Pão de Açúcar, que chegaram a cair quase 9% após a varejista apontar, em balanço, incertezas sobre sua continuidade operacional. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre, acima das estimativas do mercado. Após uma recuperação parcial, os papéis encerraram o dia com queda superior a 2%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: -2,34%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado do mês: +5,39%; Acumulado do ano: +18,63%. Discurso de Trump no Congresso O presidente dos EUA, Donald Trump, fez na terça-feira (24) o tradicional discurso do Estado da União, em tom combativo e com duração de cerca de 1 hora e 48 minutos — o mais longo já registrado nesse formato. Ele enviou recados ao Irã, defendeu a influência americana no hemisfério ocidental e discutiu com parlamentares democratas sobre imigração. A política externa teve destaque. Trump acusou o Irã de tentar desenvolver uma arma nuclear e afirmou que prefere uma solução diplomática, mas que não permitirá que o país obtenha esse tipo de armamento. Ele também citou a operação que levou à captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, classificando a ação como uma vitória para a segurança dos EUA e como um novo começo para os venezuelanos. Grande parte da fala foi dedicada à economia. O presidente exaltou os resultados de seu governo, disse que a inflação está em queda, que a renda das famílias cresce e que a economia se recupera. Especialistas, no entanto, contestam a leitura oficial desses indicadores. Trump também afirmou que a produção de energia atingiu níveis recordes e criticou a gestão anterior, afirmando que assumiu o país em crise. O presidente também atacou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas a outros países, incluindo o Brasil, com base em uma lei de emergência da década de 1970. Ele classificou a decisão como frustrante e anunciou uma nova tarifa global de 15% sobre produtos importados. Segundo Trump, a medida poderia substituir parte do sistema de imposto de renda e reduzir a carga tributária dos americanos, além de ajudar a evitar conflitos internacionais. A economia foi um dos principais focos do discurso, em meio à preocupação dos eleitores com o custo de vida. Uma pesquisa da Associated Press mostrou que 39% dos entrevistados aprovam a condução da política econômica do presidente. LEIA MAIS SANDRA COHEN: Em espetáculo à nação, Trump destila ódio partidário e lança pegadinha aos democratas Trump diz que Irã quer arma nuclear e mísseis capazes de atingir os EUA Deputada chama Trump de 'mentiroso' e diz que ele 'matou americanos' Agenda econômica Contas públicas do Brasil As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). O resultado ficou acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões. Na comparação com janeiro do ano passado, houve uma leve piora: em 2024, o superávit foi de R$ 88,84 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. O resultado foi favorecido pela arrecadação federal, que atingiu o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. A alta da receita está relacionada ao crescimento da economia e ao aumento de impostos. Para 2026, a meta é que as contas do governo tenham um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pelo arcabouço fiscal aprovado em 2023, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central. Isso significa que a meta será considerada cumprida mesmo se o resultado for zero ou se o superávit chegar a R$ 68,6 bilhões. O arcabouço também permite que o governo exclua até R$ 57,8 bilhões em despesas do cálculo, como gastos com precatórios, por exemplo. Na prática, a previsão é que o governo registre um déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026, mesmo que, no cálculo oficial da meta, apareça um resultado positivo. Se esse cenário se confirmar, as contas públicas devem permanecer no vermelho ao longo de todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mercados globais Os mercados em Wall Street encerraram em alta, enquanto investidores seguiram avaliando os riscos envolvendo as grandes empresas de tecnologia e seus investimentos bilionários em inteligência artificial. Além disso, a expectativa pelos resultados da Nvidia — considerados um termômetro para o setor — e as dúvidas sobre novas tarifas comerciais continuaram a gerar incertezas. O Dow Jones subiu 0,63%, aos 49.482,27 pontos. O S&P 500 avançou 0,81%, aos 6.946,14 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,26%, aos 23.152,08 pontos. Na Europa, o clima foi mais positivo, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em várias bolsas globais. Esse movimento ajudou a melhorar o humor dos investidores, que deixaram em segundo plano, ao menos por enquanto, as preocupações com possíveis tarifas dos EUA. No fechamento, o índice STOXX 600 subiu 0,7%, aos 633,47 pontos. O FTSE 100, do Reino Unido, avançou 1,18%, aos 10.806,41 pontos. Na França, o CAC 40 subiu 0,47%, aos 8.559,07 pontos, e na Alemanha, o DAX avançou 0,76%, aos 25.175,94 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para China e Hong Kong. O interesse dos investidores por empresas ligadas a metais e minerais raros cresceu após notícias de que o governo Trump pretende usar um sistema de inteligência artificial do Pentágono para definir preços de referência desses insumos estratégicos. O índice CSI300, da China, subiu 1,2%, e o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,8%. No Japão, o Nikkei disparou 2,2%, chegando a 58.583 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,91%, aos 6.083 pontos, e, em Taiwan, o TAIEX avançou 2,05%, para 35.413 pontos. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 As exportações brasileiras de suco de laranja demonstram sinais de reação positiva em janeiro deste ano, após os embarques da safra, que começou em julho de 2025 e terminou no primeiro mês de 2026, estarem abaixo do volume registrado no mesmo período da temporada anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", o campus da USP em Piracicaba (SP), o cenário se explica, principalmente, pelo reaquecimento da demanda da União Europeia, tradicionalmente, é o principal destino da commodity brasileira. "No primeiro mês do ano, os envios de suco de laranja concentrado, especificamente ao bloco europeu somaram 50,3 mil toneladas, volume 55% acima do registrado em janeiro de 2025 e também o maior da atual temporada", aponta o Cepea. Ainda confoforme análise do Centro de Estudos da USP, a recuperação dos embarques à União Europeia era bastante aguardada pelo setor exportador nacional. "No acumulado da safra 2025/26, os embarques brasileiros de suco de laranja concentrado a todos os destinos (66° brix) somam 495 mil toneladas, 4,6% abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior", analisa. Mercado interno No mercado interno, indústrias caminham para o encerramento da moagem da safra. "Assim, pouca fruta tem sido adquirida no spot e apenas alguns últimos contratos são recebidos, indicam estudos do Cepea Chuvas de janeiro podem impactar indústria As chuvas torrenciais que atingiram todo interior paulista durante o mês de janeiro afetaram o mercado da citricultura do cinturão produtor das frutas, segundo análise do Cepea. Parte da produção destinada à indústria pode ser perdida e a queda na qualidade das frutas cítricas também deve interferir nas cotações, fazendo o mercado spot paulista (com pagamento à vista e entrega imediata) se conter. Entenda cenário, abaixo. "A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares. [...] Parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada", explica o Centro de Pesquisas. Os preços, com pagamento a prazo, já começam a apresentar leve queda, de quase 2%, na segunda quinzena de janeiro. Cotações: a caixa de 40 quilos da laranja-pera in natura fechou a R$ 43 no dia 12 de janeiro e caiu para R$ 41 no último dia 30 do mês. O volume de chuva registrado no dia 29 de janeiro de 2026 de 55 milímetros em Limeira, aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), concentrado principalmente durante a noite, em apenas duas horas de temporal. Limeira registra chuvas intensas no fim de janeiro Segundo dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (30), o mercado citrícola paulista deverá sentir os efeitos dos altos volumes de chuvas nas regiões produtoras, incluindo a cidade de Limeira (SP), especialmente para a laranja de mesa, selecionada para consumo direto da casca, in natura. "O recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria", acrescentou. Em Piracicaba, o volume de chuvas foi de 65 milímetros em duas horas no último dia 29 de janeiro. No acumulado do mês, a cidade teve Leia também Piracicaba recebe novo centro de pesquisa para combater maior praga da citricultura Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater praga O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação. 🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo. O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo. Pé de laranja com greening Fundecitrus/Divulgação O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual. O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália. Greening muda mapa da citricultura no país 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Interior de São Paulo Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor. LEIA MAIS 📝 Calor e greening impactam safra da laranja e preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos Entenda por que importação de laranja tem recorde em pico de safra e exportações de suco seguem em ritmo lento Greening Reprodução / Globo Rural VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Com isso, houve uma pequena piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 88,84 bilhões (valor corrigido pela inflação). O resultado foi favorecido pelo comportamento da arrecadação federal, que foi a maior já registrada em todos os meses desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, ou seja, em 32 anos. A alta da receita está relacionada com o crescimento da economia e aumento de impostos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📈 No primeiro mês deste ano, houve um aumento real de 1,2% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 272,78 bilhões. 📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 185,89 bilhões em janeiro deste ano, com uma alta real de 2,9% no período. Segundo o Tesouro, o aumento real nas despesas se concentrou em: despesas de benefícios previdenciários (+R$ 4 bilhões), explicado pelo aumento do número de beneficiários e pelos reajustes reais do salário-mínimo; pessoal e encargos sociais (+R$ 3,3 bilhões), em função da base de comparação de janeiro de 2025 não refletir os aumentos concedidos ao funcionalismo público, cujos efeitos se efetivaram a partir de maio daquele ano. Por outro lado, informou o Tesouro, houve queda nas despesas obrigatórias com controle de fluxo, abono e seguro desemprego, com recuos de R$ 1,9 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente. Esplanada dos Ministérios Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília Meta fiscal em 2026 Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Logo da Warner Bros. Eric Gaillard/Reuters A Warner Bros. Discovery (WBD) informou nesta terça-feira (24) que a Paramount Skydance apresentou uma nova proposta de compra, o que pode levar a empresa a reconsiderar seu acordo com a Netflix. A nova oferta é o episódio mais recente de uma disputa que tem repercussão em Hollywood e nos meios de comunicação dos Estados Unidos, acompanhada de perto pelo presidente Donald Trump. O conselho de administração da WBD afirmou que “é razoável esperar” que a proposta da Paramount resulte em uma oferta superior à atualmente firmada com a Netflix. A Paramount elevou o valor para US$ 31 por ação da Warner, ante os US$ 30 anteriores. Considerando também a dívida da WBD, a transação é avaliada em cerca de US$ 110 bilhões. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, a empresa se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a WBD teria de pagar à Netflix caso desista do acordo. A Paramount também prometeu uma compensação de US$ 7 bilhões à Warner se a operação não for concluída por entraves regulatórios. A proposta da Netflix não inclui os ativos de televisão dos estúdios Warner Bros., como os canais CNN e Discovery, que seriam transferidos para uma nova empresa listada em bolsa caso o acordo com a plataforma de streaming seja fechado. O conselho da WBD destacou que ainda não decidiu se a oferta da Paramount é melhor do que a da Netflix. Se a companhia optar pela proposta rival, a Netflix terá quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta. Mais cedo, a WBD informou que a Paramount havia feito uma nova proposta, mas que o acordo com a Netflix continuava válido e que os membros do conselho ainda demonstravam preferência pela operação com a empresa de streaming. As negociações com a Paramount seguem em andamento. A Netflix oferece US$ 83 bilhões por uma fusão mais restrita, mas pode aumentar o valor. A Paramount é comandada por David Ellison, e a operação é financiada principalmente por seu pai, Larry Ellison, fundador da Oracle e aliado próximo de Donald Trump. O presidente declarou que pretende se “envolver” em qualquer decisão sobre a fusão. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia a oferta apresentada pela Netflix. Caso a Paramount vença a disputa, a emissora CNN — alvo frequente de críticas de Trump — passaria ao controle da família Ellison. A empresa já havia sido criticada após a compra da CBS, operação que teria resultado em mudanças mais alinhadas ao governo Trump. Em entrevista à BBC Radio 4, o diretor-executivo da Netflix, Ted Sarandos, afirmou: “Este é um acordo comercial. Não é um acordo político.”

Donald Trump fala ao Congresso americano. Nathan Howard/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou os ganhos do mercado de ações em discurso na terça-feira (24) e prometeu que o governo ajudará a reforçar a aposentadoria de trabalhadores. Ele, porém, deu poucos detalhes sobre tarifas e política comercial, tema que tem gerado incerteza entre investidores. Analistas afirmaram que o mercado esperava sinais mais claros sobre o rumo das tarifas. “As pessoas provavelmente aguardavam algo mais definitivo”, disse Karen Jorritsma, da RBC Capital Markets, em Sydney. No pronunciamento, Trump afirmou que houve 53 recordes no mercado acionário desde que venceu a eleição para seu segundo mandato, em novembro de 2024. Ele relacionou o desempenho das bolsas ao aumento das poupanças de aposentadoria conhecidas como 401(k), plano amplamente usado nos Estados Unidos. O presidente também anunciou a intenção de, a partir do próximo ano, igualar contribuições de até US$ 1.000 feitas por trabalhadores que não têm acesso a planos com contrapartida das empresas. Não foram apresentados detalhes sobre o funcionamento da proposta. Trump diz preferir diplomacia, mas volta a ameaçar o Irã Para Jake Dollarhide, da Longbow Asset Management, contribuições públicas desse tipo podem estimular novos ganhos no mercado no futuro. O discurso ocorre em um momento delicado para investidores, após meses de volatilidade. Além das preocupações com o valor elevado de empresas ligadas à inteligência artificial, a falta de clareza sobre a política comercial dos EUA tem mantido o mercado cauteloso. Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou tarifas emergenciais impostas por Trump. Em resposta, ele assinou uma ordem criando tarifas de 10% por 150 dias para substituí-las e, no dia seguinte, afirmou que pretende elevar a taxa para 15%. Trump disse ainda que “quase todos” os países e empresas querem manter acordos tarifários e de investimento firmados anteriormente com os Estados Unidos. Apesar de o principal índice acionário americano acumular alta de cerca de 13% desde a posse, em janeiro de 2025, o avanço tem sido limitado em 2026. As bolsas de outros países apresentam desempenho superior, enquanto o dólar é negociado perto dos níveis mais baixos desde 2022. Historicamente, discursos sobre o Estado da União costumam ter impacto reduzido nos mercados financeiros, por serem usados principalmente para destacar realizações do governo e apresentar diretrizes gerais de política econômica.

WEG, de Jaraguá do Sul, foi destacada pela Forbes WEG/ Divulgação Uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, a multinacional WEG anunciou a construção em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, do que chamou de a mais moderna fábrica do país dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias. Segundo a empresa, conhecida como a "fábrica de super-ricos" pela quantidade de bilionários vinculados a ela, a tecnologia permite guardar a energia de fontes renováveis, como solar e eólica, gerada em momentos de maior produção, melhorando, assim, a estabilidade e a confiabilidade do fornecimento de energia. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp WEG anuncia investimento de quase R$ 1 bilhão em cidade de 46 mil habitantes WEG tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são 🚀💸 A WEG é conhecida por manter um perfil acionário familiar que beneficia herdeiros diretos. Dos quatro maiores herdeiros da empresa, todos são netos de um dos três fundadores. Em vídeo institucional, o vice-presidente de Tecnologia da WEG, Carlos José Bastos Grillo, explica que o sistema de armazenamento de energia em baterias (chamado de BESS, na sigla em inglês) tem um papel vital para acelerar a adoção de energias renováveis, principalmente a solar e a eólica. "Essas energias são menos previsíveis, pois dependem das condições da natureza. Em certos momentos temos vento, em outros momentos temos sol, em outros momentos não temos. A natureza é que dá as cartas. Com o BESS, isso passa a ser uma realidade também nas energias renováveis, que são geradas na hora que a natureza deseja, mas podem ser consumidas no momento mais adequado para a sociedade", explicou. ➡️ Para quem é indicado? Usinas de geração Centrais de transmissão e distribuição Indústrias e comércios Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) através do programa Mais Inovação. As obras da nova fábrica começarão em breve, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027. Segundo a empresa, a operação da unidade resultará na criação de aproximadamente 90 novos empregos diretos e ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 GWh ao ano, equivalente a 400 sistemas de 5 MWh. Leia também: 'Fábrica de super-ricos' anuncia investimento bilionário em SC WEG tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são O presidente da WEG, Alberto Kuba, explicou que trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a multinacional e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética. “Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid", disse. WEG foi fundada em 1961 e tem filiais em 41 países WEG/Divulgação WEG Uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, a WEG foi fundada em 1961 e tem filiais em 41 países. No início da fundação, a "fábrica de bilionários" produzia apenas motores elétricos, mas ampliou as atividades nos anos 1980 e agora fornece sistemas elétricos industriais completos. Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Presunto ou apresuntado? Manteiga ou margarina? Veja as diferenças antes de economizar Muita gente troca manteiga por margarina, presunto por apresuntado e cream cheese por requeijão para economizar no supermercado. O sabor é parecido — e o preço, geralmente, menor. Mas os produtos não são iguais. Eles têm composições diferentes, o que pode mudar o resultado da receita e o valor nutricional. Além disso, vender um produto como se fosse outro é considerado fraude alimentar pela legislação brasileira. Para te ajudar a identificar essas diferenças e evitar golpes, o g1 preparou uma lista com as particularidades de cada alimento. 🐷As diferenças entre presunto e apresuntado Presunto e apresuntado parecem iguais, mas têm diferenças importantes. Ambos são feitos de carne suína, mas o presunto é preparado apenas com pernil cozido, uma parte mais nobre do porco, e deve ter pelo menos 16% de proteína, conforme regra do Ministério da Agricultura estabelecida em maio de 2023. Já o apresuntado é feito com membros inferiores do porco e tem mais gordura. A carne é transformada em massa, temperada e aquecida. Desde novembro de 2022, é permitido adicionar água, amido e proteínas não animais (até 2,5%) no produto. Fique atento aos rótulos para não confundi-los e escolher o que realmente deseja. Entenda diferença dos preparos entre presunto e apresuntado g1 🧈As diferenças entre manteiga e margarina A margarina é feita a partir da mistura de leite com óleos vegetais hidrogenados, como milho e girassol, sendo considerada de origem vegetal pelo Ministério da Agricultura. Manteiga ou margarina: qual é mais saudável? Já a manteiga é 100% de origem animal, produzida a partir da nata ou creme de leite batido. Criada como alternativa à manteiga, a margarina exige menos matéria-prima, já que a produção de manteiga demanda grandes quantidades de leite. Presunto, apresuntado, margarina e manteiga: descubra diferenças entre alimentos 'primos' 🥛 As diferenças entre requeijão, requeijão cremoso e cream cheese O requeijão é feito a partir da coalhada, obtida pela coagulação ácida que separa o soro da massa do leite. Pode incluir creme de leite, manteiga e gordura anidra de leite. Para ser chamado de "Requeijão Cremoso", o produto deve ter apenas: Leite ou leite reconstituído (leite em pó dissolvido em água, com ou sem gordura láctea) Creme de leite, manteiga ou gordura anidra de leite (butter oil) Já o cream cheese é produzido com leite pasteurizado, que passa por fermentação, aquecimento, homogeneização e refrigeração, podendo conter derivados lácteos. De acordo com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Queijos, é classificado como queijo semi-gordo, gordo ou extra gordo, com muito alta umidade. LEIA TAMBÉM 'Voltamos para o jogo': setores do agro que estavam taxados em 50% esperam retomar vendas para os EUA Presento, manteiga e cream cheese photoroyalty/Freepik; Jess Bailey/Unsplash e pvproductions/Freepik De resto de açougue a iguaria, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil

Discurso do 'Estado da União': Trump aborda economia, imigração e volta a ameaçar o Irã Com 1 hora 48 minutos de duração, foi o mais longo discurso do Estado da União da história. Sobre o Irã: Trump afirmou que o país busca desenvolver mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.. Venezuela e Américas: o presidente citou a captura de Nicolás Maduro e defendeu o domínio americano no hemisfério ocidental.. Imigração: o republicano relatou casos de cidadãos americanos vítimas de imigrantes ilegais, pediu novas leis e bateu boca com democratas que se opõem às políticas.. Economia: o norte-americano exaltou o próprio governo, disse que herdou o país em crise e criticou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas contra outros países.. Confira ponto a ponto tudo o que Trump disse.

Palácio do Itamaraty Reprodução/ Agência Brasília As inscrições para o novo concurso público de diplomata do Itamaraty terminam nesta quarta-feira (25), às 18h. Ao todo, são oferecidas 60 vagas, com salário inicial de R$ 22.558,56. As oportunidades são para o cargo de terceiro-secretário, que marca o início da carreira diplomática. Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo. O processo seletivo é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática brasileira subordinada ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília (DF). ➡️ ACESSE O EDITAL ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não é necessária formação específica para participar, mas é preciso ter diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. As provas serão realizadas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal. (veja cronograma completo abaixo) A primeira fase, composta por questões objetivas, está prevista para o dia 29 de março, em dois períodos (manhã e tarde). Já a segunda fase será realizada em dois fins de semana consecutivos: 25 e 26 de abril, além de 2 e 3 de maio. Para participar, é necessário pagar taxa de inscrição de R$ 229, mas doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção. Das 60 vagas, 15 são destinadas a pessoas pretas e pardas, três a pessoas com deficiência, duas a pessoas indígenas e uma a pessoas quilombolas. Haverá ainda a convocação adicional de 126 candidatas mulheres para a segunda fase do concurso, para “corrigir eventuais desigualdades e promover proporcionalidade entre candidatos do gênero masculino e do gênero feminino”, segundo o edital. O concurso para diplomata exige conhecimento em várias disciplinas e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país, afirma Jean Marcel Fernandes, coordenador do curso preparatório para concursos de diplomata do Gran Concursos. Filho de diarista e pedreiro, ex-garçom toma posse como diplomata; conheça trajetória O que faz um diplomata? Os diplomatas são servidores públicos concursados que representam o Estado brasileiro e seus cidadãos no exterior. Eles negociam os interesses do país em conferências internacionais e atendem cidadãos brasileiros nos consulados, entre outras funções. E como é o concurso? No Brasil, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática subordinada ao Itamaraty. Neste ano, a seleção será realizada em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A primeira fase do concurso consiste em prova objetiva, de caráter eliminatório, composta por 240 questões do tipo certo ou errado, das seguintes disciplinas: Língua portuguesa; História do Brasil; História mundial; Geografia; Língua inglesa; Política internacional; Economia; Direito. Cada resposta correta soma 1 ponto, enquanto cada resposta em desacordo com o gabarito subtrai 0,25 ponto. Itens sem marcação ou com marcação dupla recebem nota zero. A prova é aplicada em dois períodos — manhã e tarde —, no mesmo dia, com duração de 3 horas e 30 minutos em cada turno. Será eliminado o candidato que obtiver nota final inferior a 120 pontos. A segunda etapa da seleção terá provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, com questões das seguintes disciplinas: Língua portuguesa; Língua inglesa; História do Brasil; Política internacional; Geografia; Economia; Direito; Língua espanhola ou francesa. As provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa têm duração de quatro horas cada. Em Português, o candidato deve elaborar uma redação entre 65 e 70 linhas e um resumo de até 30 linhas. Em Inglês, é exigida uma redação de 65 a 70 linhas e uma versão do português para o inglês, com extensão de 20 a 40 linhas. As provas de História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito têm duração de cinco horas cada. O formato padrão consiste em duas questões de até 60 linhas, valendo 30 pontos cada, e duas questões de até 40 linhas, valendo 20 pontos cada. Na prova de Língua Espanhola ou Língua Francesa, o candidato escolhe o idioma no ato da inscrição. A avaliação tem duração de quatro horas e exige a elaboração de um resumo de até 60 linhas e uma versão do português para o idioma escolhido, com extensão de 20 a 30 linhas. Para ser aprovado na segunda fase, o candidato deve alcançar, no mínimo, 480 pontos na soma das provas escritas. Qualquer cidadão brasileiro nato com diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação pode se tornar diplomata. No entanto, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) costuma exigir preparação de anos, pois envolve cinco dias de provas sobre várias disciplinas, incluindo pelo menos duas línguas estrangeiras. Geralmente, são aprovados candidatos que se preparam por dois a três anos para as provas, afirma o professor Jean Marcel, que também é ministro da carreira diplomática e serve no Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles. Quem é aprovado ingressa na carreira diplomática como terceiro-secretário e é matriculado em curso do Instituto Rio Branco. Com o passar dos anos, pode ser promovido até o cargo mais alto, o de embaixador. Itamaraty terá vagas inéditas para indígenas e quilombolas; veja como candidatos estão se preparando 📆 Cronograma do concurso Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde) Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril Aplicação da prova escrita: 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde) 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde) 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde) 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde) Resultado final da Segunda Fase: 03 de junho Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho Palácio do Itamaraty recebe iluminação em homenagem ao Orgulho LGBTQIA+ Divulgação/Palácio do Itamaraty

Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou Com a suspensão de liminares que protegiam algumas operadoras de vale-refeição e alimentação, agora novos grupos de trabalhadores passam a ser cobertos pelas novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Desde o dia 10 de fevereiro, estão em vigor medidas que limitam as tarifas cobradas pelas operadoras, aceleram o repasse do dinheiro aos estabelecimentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha, aumentando a transparência e a concorrência no setor. As mudanças estão detalhadas no Decreto nº 12.712, assinado em 11 de novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afetam todos os envolvidos: trabalhadores que usam o benefício, empresas que contratam o serviço e estabelecimentos que recebem os pagamentos. O decreto estabelece limites claros para tarifas e prazos, além de regras de interoperabilidade entre cartões e maquininhas, buscando modernizar o programa que completa 50 anos em 2026. ➡️ Abaixo, entenda como mudanças impactam trabalhadores, estabelecimentos e operadoras. Operadoras que haviam conseguido liminares para suspender parte das exigências do decreto — incluindo Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card, UP Brasil e Alelo — agora precisam cumprir integralmente as novas regras. As decisões de primeira instância que protegiam essas empresas foram suspensas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que argumentou que a manutenção das liminares poderia comprometer a implementação uniforme do PAT e gerar impactos à ordem econômica e social. Na prática, enquanto as liminares permitiam que as operadoras deixassem de aplicar pontos como teto de tarifas e prazos de pagamento sem sofrer punições, a suspensão significa que todas as regras passam a valer imediatamente, ao menos até o julgamento definitivo das ações. Para te ajudar a entender o que acontece após a suspensão das liminares e quais são os impactos do decreto, o g1 reuniu informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e de especialistas. Abaixo, entenda: Quais operadoras serão impactadas? O que muda para os trabalhadores? Os preços podem ser impactados? O que muda para os estabelecimentos? O que muda para as operadoras? Por que o governo decidiu mudar as regras? Quais são as punições? Por que algumas operadoras são contra? O que está em disputa? As operadoras podem recorrer da decisão da Justiça? vale-refeição e vale-alimentação Freepik Quais operadoras serão impactadas? Todas as operadoras, incluindo as que haviam conseguido liminares — Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card, UP Brasil e Alelo — passam a cumprir integralmente todas as exigências do Decreto nº 12.712. Antes da suspensão das liminares, essas empresas estavam temporariamente protegidas de pontos centrais da regulamentação, como limites de tarifas e prazos de repasse, mas agora essas proteções não existem mais. O que muda para os trabalhadores? Para quem usa vale-refeição ou vale-alimentação, a principal promessa é maior liberdade de uso. A partir de 10 de maio, começa a transição para que os cartões sejam aceitos em diferentes maquininhas. Em novembro, o sistema deve estar totalmente integrado: qualquer cartão do PAT poderá funcionar em qualquer maquininha do país. ⚠️ O valor do benefício não muda. Além disso, o decreto mantém o uso restrito à compra de alimentos e proíbe que o dinheiro seja usado para outras finalidades, como academias, farmácias, planos de saúde ou cursos. O principal objetivo das mudanças é ampliar a rede de aceitação dos cartões e, de forma indireta, estimular preços mais competitivos, segundo Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados. Os preços podem ser impactados? Em tese, sim. Mas ainda não é possível afirmar com certeza, afimam especialistas. Para Cordeiro, o limite das taxas e o repasse mais rápido dos valores podem reduzir os custos de intermediação e pressionar os preços para baixo no comércio de alimentos. “De todo modo, é muito cedo para afirmar isso”, pontua. Antes, as taxas cobradas pelas operadoras de vale costumavam variar entre 6% e 9%, segundo dados citados pelo governo. O novo decreto estabelece um limite máximo de 3,6% e um teto de 2% para a tarifa de intercâmbio. O que muda para os estabelecimentos? Para os estabelecimentos, as mudanças afetam principalmente as taxas e os prazos de pagamento. A partir de agora: a taxa máxima cobrada pelas operadoras passa a ser de 3,6%; a tarifa de intercâmbio fica limitada a 2%; o dinheiro das vendas deve ser repassado em até 15 dias corridos. Antes, os estabelecimentos esperavam cerca de 30 dias ou mais para receber. Segundo Cordeiro, essas medidas tendem a reduzir custos e melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, embora o impacto prático dependa de como o mercado se adaptará às novas regras. O governo argumenta que as mudanças devem ampliar a rede de aceitação dos vales, já que muitos comerciantes deixavam de aceitar os cartões por causa das taxas altas. O que muda para as operadoras? Segundo Cordeiro, as empresas do setor terão de adequar suas operações aos novos limites de tarifas, aos prazos de pagamento e às exigências de interoperabilidade previstas no decreto. Além disso, o decreto proíbe vantagens financeiras entre operadoras e empresas contratantes, como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing. Essas práticas eram usadas para conquistar clientes e, segundo o governo, distorciam a concorrência. Veja as datas e as mudanças previstas: Por que o governo decidiu mudar as regras? O governo afirma que o objetivo é modernizar o PAT, que completa 50 anos em 2026, e corrigir distorções no mercado. Segundo o Ministério do Trabalho, as novas regras buscam reduzir abusos nas taxas, aumentar a concorrência, ampliar a rede de aceitação dos vales e garantir que o benefício seja usado apenas para alimentação. O governo também estima que as mudanças podem gerar uma economia anual de cerca de R$ 8 bilhões e ampliar o número de estabelecimentos que aceitam os vales de 743 mil para 1,82 milhão. Quais são as punições? Contratos que não estiverem de acordo com o decreto precisam ser ajustados dentro dos prazos de transição previstos, que variam de 90 a 360 dias dependendo da exigência. O descumprimento pode gerar sanções que incluem autuação da empresa, descredenciamento e cobrança da isenção fiscal utilizada anteriormente, além de multas. As sanções se aplicam tanto às operadoras quanto às empresas contratantes e aos estabelecimentos que recebem os pagamentos. Por que algumas operadoras são contra? Algumas operadoras afirmam que o governo extrapolou seu poder ao impor limites de tarifas e mudanças estruturais por decreto, sem previsão expressa na lei que criou o PAT. Elas alegam que houve excesso regulatório, principalmente na fixação de limites de tarifas, no impacto sobre contratos já firmados e na necessidade de prazos maiores para adaptação. O que está em disputa? O setor é dominado por poucas grandes operadoras, e o governo pretende reduzir essa concentração. A expectativa é que mais concorrentes entrem no mercado, oferecendo opções variadas aos trabalhadores e custos menores para os estabelecimentos. O embate entre operadoras tradicionais e a nova regulamentação evidencia a disputa entre um modelo concentrado, baseado em redes fechadas e taxas elevadas, e um sistema mais aberto, padronizado e competitivo. As operadoras podem recorrer da decisão da Justiça? Sim, as empresas podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a regulamentação, mas, enquanto isso, as regras passam a valer integralmente. Ou seja, a suspensão das liminares pelo TRF-3 garante que o decreto seja aplicado de forma uniforme até uma decisão final. 'CLT Premium': o que é o termo que virou trend e que pode revolucionar o mercado

G1 | Loterias - Mega-Sena 2976 O sorteio do concurso 2.976 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (24), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 130 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 09 - 10 - 21 - 28 - 43 5 acertos - 136 apostas ganhadoras: R$ 27.292,50 4 acertos - 8.973 apostas ganhadoras: R$ 681,85 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (26). Mega-Sena, concurso 2.976 Reprodução/Caixa Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1

Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10% O novo regime tarifário dos Estados Unidos exclui as aeronaves fabricadas no Brasil da incidência das novas tarifas, informou o governo federal. 📈 Com as mudanças, os aviões brasileiros passa a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes fixada em 10%. 🛫 As aeronaves fabricadas em solo brasileiro foram o terceiro principal produto exportado pelo Brasil para os Estados Unidos em 2024 e 2025. 💰 As novas tarifas também beneficiaram outros setores, como máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais. Veja aqui os produtos. 🔎 Esses segmentos deixam de enfrentar a alíquota do chamado “tarifaço” de Donald Trump e passam a competir sob a taxa global anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, inicialmente de 10% e posteriormente mencionada como 15%, embora essa última ainda não tenha sido formalizada por meio de ordem executiva. Estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) apontam que, com o novo regime tarifário, cerca de 25% das exportações brasileiras destinadas àquele mercado, o equivalente a US$ 9,3 bilhões, passam a estar sujeitas a tarifas de 10% ou 15%. Embraer anunciou nesta terça-feira (24) nova geração dos jatos executivos Praetor 600E e 500E Divulgação/Embraer 🌎 Segundo o governo, nessas condições, os produtos brasileiros competem em igualdade com os de outros países submetidos à mesma alíquota. O setor agropecuário também foi impactado. Produtos como pescado, mel, tabaco e café solúvel passam a estar sujeitos a tarifas de 10% ou 15%. As tarifas impostas com base na Seção 232 não sofreram alterações e seguem em vigor. Entenda as novas regras Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, medida que ficou conhecida como “tarifaço”, e derrubou a decisão. Em resposta, no mesmo dia, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa global de 10%. No dia seguinte, afirmou que a alíquota seria elevada para 15%. No entanto, a ordem executiva com as diretrizes da taxa de 15% ainda não foi publicada. De acordo com o governo, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos alcançou US$ 82,8 bilhões em 2025, 2,2% superior ao registrado em 2024. As exportações brasileiras somaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Crystofher Andrade/g1 O Ministério dos Transportes informou nesta terça-feira (24) que 10.289 candidatos concluíram o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nos dois primeiros meses de 2026. Todos esses motoristas iniciaram o processo para obter a CNH pelo aplicativo CNH do Brasil, criado pelo Ministério dos Transportes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a pasta, eles “fizeram o curso teórico, realizaram os exames médico e psicológico, coletaram a biometria, passaram pelas provas teórica e prática e já estão com a CNH emitida”. As etapas para emitir a CNH mudaram em janeiro deste ano e, com as novas regras, o custo de todo o processo caiu cerca de 70%, além de haver redução no tempo necessário para concluir a habilitação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Ministério dos Transportes afirma que, no modelo anterior, o processo levava cerca de nove meses. Com as mudanças, os candidatos passaram a obter o documento em aproximadamente dois meses. Ao somar os candidatos que iniciaram o processo de obtenção da CNH antes das novas regras, mas que terminaram o processo dentro das novas regras, com aqueles que já aderiram ao novo modelo de emissão do documento, o país soma 424.349 brasileiros habilitados. Estes são os cinco estados com o maior número de brasileiros habilitados pelas novas regras da CNH: Rio Grande do Sul: 2.530 emissões da primeira CNH; São Paulo: 1.690 emissões da primeira CNH; Minas Gerais: 1.431 emissões da primeira CNH; Pará: 839 emissões da primeira CNH; Paraná: 676 emissões da primeira CNH. Autoescolas vendem pacotes por cerca de R$ 300 Com as novas regras, o curso teórico, antes exclusivo das autoescolas, agora está disponível na internet e as aulas práticas passam a um mínimo de duas horas, contra 20 horas anteriormente. De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. O g1 buscou, então, alguns instrutores autônomos. O menor valor encontrado em um pacote foi de R$ 379,90, referente a duas aulas. Nesse preço, já estava incluída a taxa da prova do Detran de Goiás, que custa R$ 38,93. Em outras buscas, foi possível encontrar instrutores credenciados com valores entre R$ 80 e R$ 250 por hora.

Decreto muda regras do vale-alimentação e do vale-refeição; entenda como ficou Empresas que haviam conseguido liminares para suspender parte das novas regras do vale-refeição e do vale-alimentação, benefícios do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), voltaram a ter que cumprir as exigências do decreto que impactou o setor. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu suspender as decisões de primeira instância que protegiam operadoras de benefícios contra pontos centrais da nova regulamentação. Com isso, as regras passam a produzir efeitos imediatos para essas empresas, ao menos até o julgamento definitivo das ações. O g1 procurou as empresas sobre a situação das liminares e das novas regras do PAT. Abaixo, confira as notas de posicionamento recebidas. Desde o dia 10 de fevereiro estão em vigor medidas que limitam as tarifas cobradas pelas operadoras, aceleram o repasse do dinheiro aos estabelecimentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha. Segundo o governo, a ideia é reduzir custos, aumentar a concorrência e ampliar a aceitação dos benefícios. Mas o cenário não é simples. Algumas mudanças serão implementadas gradualmente e têm prazos de transição que chegam a 360 dias. VR e VA ganham novas regras Freepik Enquanto o governo defendia que a reformulação beneficia trabalhadores e comerciantes, empresas como Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card e Alelo obtiveram decisões judiciais que as protegiam de sanções por eventual descumprimento de trechos do decreto. Na prática, as liminares permitiam que essas operadoras deixassem de aplicar, temporariamente, pontos como o teto de taxas e os novos prazos de pagamento, sem sofrer punições administrativas. Diante desse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou à Justiça a suspensão, em bloco, das decisões. O pedido foi apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que argumentou que a manutenção das liminares poderia comprometer a implementação uniforme da política pública e gerar impactos à ordem e à economia públicas. No documento enviado ao tribunal, o governo destacou que o PAT envolve renúncia fiscal estimada em cerca de R$ 30 bilhões por ano. Segundo a AGU, as novas regras buscam assegurar que esses recursos cumpram sua função social, ligada à segurança alimentar do trabalhador. Ao analisar o caso, o presidente do TRF-3 afirmou que a suspensão de liminar é medida excepcional, mas entendeu que não há ilegalidade manifesta no decreto e que sua interrupção poderia gerar fragmentação regulatória. Ele também ressaltou que o setor não opera em regime de livre mercado puro, mas dentro de um modelo regulado pelo Estado, justamente por envolver incentivo fiscal. Com a derrubada das liminares, voltam a valer integralmente os principais pontos da nova regulamentação. Veja as datas e as mudanças previstas: O que muda na prática? As empresas que administram os cartões de VR e VA precisam se adequar aos novos limites de tarifas, aos prazos de pagamento e às regras de interoperabilidade. O decreto também proíbe vantagens financeiras entre operadoras e empresas contratantes — como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing usadas para conquistar clientes. Segundo o governo, essas práticas favoreciam a concentração do mercado e distorciam a concorrência. Antes da nova regulamentação, de acordo com dados citados pelo próprio governo, as taxas médias cobradas pelas operadoras variavam entre 6% e 9%, e o prazo de pagamento aos estabelecimentos podia ultrapassar 30 dias. A avaliação da equipe econômica é que a redução das taxas e a aceleração dos repasses podem ampliar a rede de aceitação dos cartões, já que muitos comerciantes deixavam de aceitar os benefícios devido aos custos considerados elevados. Por que o governo decidiu mudar as regras? O governo afirma que o objetivo é modernizar o PAT, que completa 50 anos em 2026, e corrigir distorções no mercado. Segundo o Ministério do Trabalho, as novas regras buscam reduzir abusos nas taxas, aumentar a concorrência, ampliar a rede de aceitação dos vales e garantir que o benefício seja usado apenas para alimentação. O governo também estima que as mudanças podem gerar uma economia anual de cerca de R$ 8 bilhões e ampliar o número de estabelecimentos que aceitam os vales de 743 mil para 1,82 milhão. Por que algumas operadoras são contra as mudanças? Algumas operadoras afirmam que o governo extrapolou seu poder ao impor limites de taxas e mudanças estruturais por decreto, sem previsão expressa na lei que criou o PAT. Na visão das empresas, houve excesso na regulamentação, principalmente na fixação de limites de tarifas, no impacto sobre contratos já firmados e na necessidade de prazos maiores para adaptação. Antes das novas regras, as taxas médias cobradas variavam entre 6% e 9%, segundo dados citados pelo governo. O que acontece com contratos que não seguem as novas regras? Segundo o MTE, empresas e operadoras que descumprirem as normas do PAT estão sujeitas a sanções, como autuação da empresa, descredenciamento e cobrança da isenção fiscal a partir da constatação da irregularidade, além de multas. As sanções se aplicam tanto a operadoras quanto a empresas beneficiárias e estabelecimentos. Ou seja, quaisquer das empresas que são credenciadas no PAT podem sofrer as sanções previstas na Lei e no decreto. O que está em disputa? No cenário atual, o mercado de vale-refeição e vale-alimentação é dominado por poucas grandes operadoras. O governo acredita que as novas regras vão reduzir essa concentração e abrir espaço para mais concorrência. Se isso acontecer, os trabalhadores podem ter mais opções de uso, os estabelecimentos podem pagar menos taxas e novas empresas podem entrar no mercado. As operadoras tradicionais, por outro lado, podem perder parte da vantagem competitiva, explica Cordeiro. No fim, o embate em torno do decreto revela algo maior: a disputa entre um modelo concentrado, baseado em redes fechadas e taxas elevadas, e um sistema mais aberto, com regras padronizadas e maior concorrência. Posicionamentos Ticket A Ticket esclarece que não foi notificada da decisão e, por essa razão, não irá se manifestar. Alelo: A Alelo não comentará sobre o assunto. VR Avaliamos que a ausência de estudos de impacto regulatório e econométrico continua sendo nossa principal preocupação para garantir o devido embasamento jurídico e constitucional do decreto. Aguardamos a notificação oficial para compreender os desdobramentos da decisão e avaliar as medidas cabíveis. Up Brasil A Up Brasil explica que a decisão em questão não afetou a empresa, pelo fato de nossa liminar ter sido deferida em sede de agravo de instrumento. O Presidente do TRF-3 não possui competência para suspender horizontalmente a decisão proferida por outro desembargador do mesmo tribunal. Eventual questionamento deverá ser veiculado no STJ, conforme jurisprudência apresentada na decisão. Pluxee A Pluxee informa que tomou conhecimento da decisão do Tribunal Regional Federal que revogou a suspensão da aplicação do decreto presidencial que introduz alterações regulatórias no sistema brasileiro de vale-refeição e vale-alimentação (Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT), confirmando que as novas regras devem ser cumpridas pelas empresas emissoras do setor. A companhia irá implementar os termos do decreto assim que receber a notificação oficial dessa decisão. O processo judicial segue em andamento e deve se estender ao longo de 2026. O mérito do decreto ainda não foi analisado, e os argumentos apresentados pelas partes serão examinados de forma detalhada à medida que o caso avançar. A Pluxee reafirma seu compromisso com um diálogo responsável e construtivo junto às autoridades governamentais, em coordenação com a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT). A empresa permanece totalmente dedicada à continuidade do PAT, programa essencial que assegura a milhões de trabalhadores brasileiros o acesso à alimentação e contribui para sua qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Novo Nissan Versa começa a ser produzido no México Divulgação A Nissan do México anunciou nesta terça-feira (24) que iniciou a produção do novo Nissan Versa. A atual geração do modelo é exportada de lá para o Brasil desde 2020. Ainda não há data confirmada de lançamento no país, mas o sedã deve chegar em 2026. O sedã compacto abandonou os faróis maiores e adotou um visual mais vincado. Fica evidente a escolha dos designers de aproximar o modelo ao Kicks. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A traseira também traz novidades. As lanternas são ligadas por um elemento em preto brilhante, recurso que tem se tornado comum em lançamentos recentes. Ainda não foram divulgadas imagens do interior. A fábrica não confirmou mudanças mecânicas. Por se tratar de uma atualização visual, o Versa deve manter o motor 1.6 aspirado flex, com 113 cv de potência e 15,2 kgfm de torque quando abastecido com etanol. O câmbio deve continuar sendo o automático CVT. Nissan Versa tem novo design na traseira para 2026 Divulgação Concorrência forte O Versa é oferecido em três versões no Brasil: Sense: R$ 117.990; Advance: R$ 128.390; Exclusive: R$ 146.490. Em 2025, a Nissan emplacou 9.261 unidades do Versa no Brasil, número bem acanhado em comparação às 17.782 unidades do Honda City vendidas no mesmo período. Nissan Versa vendido no Brasil ainda tem design com faróis grandes Divulgação Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian

Área onde será construída a fábrica da GWM (Great Wall Motors) em Aracruz, Norte do Espírito Santo, com 1,7 milhão de metros quadrados Reprodução A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) tem a expectativa de produzir até 200 mil carros por ano em sua segunda unidade no Brasil, que será instalada em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A fábrica vai ocupar uma área de 1,7 milhão de metros quadrados e, em operação, poderá empregar até 10 mil pessoas. A construção, anunciada em janeiro deste ano com a assinatura do termo de compromisso, será na zona industrial de Barra do Riacho, região próxima ao Porto da Imetame e de outras fábricas, e deverá gerar cerca de 3.500 empregos diretos apenas nessa fase de obras. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Os anúncios foram feitos na manhã desta terça-feira (24), no Palácio Anchieta, sede do governo estadual, em Vitória. No evento, o governador Renato Casagrande (PSB) afirmou que a chegada da construtora representa um avanço da atividade industrial no estado: "Pode trazer tecnologias novas e, especialmente, vai gerar emprego, renda, atividade econômica e vai atrair outros fornecedores, porque as indústrias que fornecem para essa atividade também vão poder se instalar no Espírito Santo. É uma nova vertente do desenvolvimento do nosso estado". Segunda fábrica de carros da GWM no Brasil deve ser instalada no ES LEIA TAMBÉM: CUSTO DE VIDA: Pesquisa revela que capixaba gasta mais do que a média brasileira para viver ATÉ 2029: ES vai receber R$ 106 bi em investimentos; veja obras e valores por cidade APAGÃO DE MÃO DE OBRA: Falta de trabalhadores qualificados se torna barreira para crescimento da economia do ES Apesar das expectativas, ainda não há prazo para a inauguração da fábrica. Segundo o chefe do Executivo, é necessário negociar a desapropriação de parte da área pertencente à Suzano e também realizar o licenciamento ambiental. Busca por competitividade Os veículos de Aracruz vão abastecer os mercados interno e externo e, para isso, a GWM também vai contar com matéria-prima capixaba para produzir peças e componentes. Ou seja, no longo prazo, a unidade não será apenas uma montadora de veículos. Segundo Ricardo Bastos, executivo da GWM no Brasil, esta é uma estratégia para garantir que os automóveis sejam mais competitivos do que os importados de outros países, como a própria China. Ter componentes locais faz com que a marca pague menos impostos ao entrar em mercados vizinhos, como a Argentina. "Queremos ser muito competitivos, queremos brigar em termos de competitividade com a nossa matriz", disse Bastos. Espírito Santo vai ganhar fábrica de veículos da montadora chinesa GWM Divulgação/GWM Atualmente, a GWM possui apenas uma fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul. A unidade foi inaugurada em agosto de 2025, em Iracemápolis, no interior de São Paulo, e utilizou R$ 4 bilhões do total de R$ 10 bilhões de investimentos previstos pela marca no Brasil, ao longo de dez anos. Na segunda fase do plano, entre 2027 e 2032, a previsão é que a GWM invista mais de R$ 6 bilhões no país. Escolha do Espírito Santo As negociações do estado com a GWM começaram em 2023, quando a marca começou a importar carros pelo Espírito Santo. Dois anos depois, aconteceu uma primeira reunião para trabalhar a possibilidade da construção da fábrica em Aracruz. "A partir daí, montamos um time multidisciplinar para acompanhar as demandas, as necessidades, o que estava alinhado ou desalinhado com o que o estado tinha pronto para entregar", explicou o secretário de desenvolvimento do Espírito Santo, Rogério Salume. Em seguida, o estado passou a disputar a instalação da montadora e foi escolhido para sediar a segunda fábrica da marca. Conforme o executivo da GWM no Brasil, as políticas do estado influenciaram na decisão da marca: "Olhamos o Brasil inteiro. E o Espírito Santo ofereceu condições espetaculares. A escolha passou por critérios técnicos, muitas análises, questões de competitividade", completou Ricardo Bastos. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para uma foto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de janeiro. Ricardo Moraes/Reuters O governo federal negocia com o setor agropecuário o envio, nos próximos dias, de um decreto que estabeleça salvaguardas para produtos agrícolas brasileiros no âmbito do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A medida voltou ao centro das discussões durante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o relator do acordo na Câmara, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). Na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o governo prepara o decreto e deve encaminhá-lo para análise da Casa Civil nos próximos dias. O setor, porém, defende um envio mais célere, diante da sinalização do presidente da Câmara, Hugo Motta, de que o texto pode ser levado ao plenário ainda nesta semana. Embora seja favorável ao acordo comercial, o agro sustenta que é necessário criar mecanismos de proteção para preservar a competitividade dos produtos brasileiros. A preocupação aumentou após o Parlamento Europeu aprovar, no fim do ano passado, regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul. Uma das medidas estabelece que, se as importações de um produto agrícola considerado sensível crescerem 5%, na média de três anos, a União Europeia poderá abrir investigação para avaliar eventual suspensão dos benefícios tarifários. Na proposta original da Comissão Europeia, o gatilho era de 10%. Durante a reunião, o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a adoção de salvaguardas brasileiras é urgente. Segundo ele, caso outro país integrante aprove o texto provisório do acordo, as regras passam a valer imediatamente, o que poderia deixar as exportações brasileiras sem mecanismos de proteção equivalentes. “O que nos preocupa é que qualquer parlamento aprovando, como é o caso da Argentina, que já aprovou na Câmara , tem que ir pro Senado agora, a União Europeia pode aplicar. E se não tiver nenhum tipo de salvaguarda, passando dos 5% eles podem abrir uma investigação.” Segundo Lupion, entre os principais produtos afetados estão o milho, a carne e o açúcar. “Colocar uma régua de 5% no crescimento das exportações do agro brasileiro gera um impedimento muito claro. Se formos analisar alguns produtos que têm sido objeto de estudo entre 2024 e 2025, só o milho teve aumento de 95% de um ano para o outro. A carne bovina, 75%; o açúcar, 73%. São vários os produtos que ultrapassam os 5% e que não podem simplesmente ser impedidos. Num acordo de livre comércio, não dá para um lado ganhar e o outro perder”, disse. Votação do acordo nesta semana O relator do acordo UE-Mercosul na Câmara, deputado Marcos Pereira, disse que o presidente Hugo Motta pretende pautar a matéria até a próxima quinta-feira (26). Os dois devem se reunir ainda esta semana com o vice-presidente Geraldo Alckmin pra discutir a votação do acordo e as salvaguardas, a pedido do setor agro. Segundo apuração da GloboNews, Marcos Pereira já afirmou que o texto do acordo não deve ser mudado, já que “acordos internacionais o parlamento ratifica ou não ratifica.” Pereira acrescentou, no entanto, que vai fazer recomendações a partir de articulações que estão sendo feitas com os setores interessados.

'PIB fantasma' e desemprego em massa: as previsões apocalípticas de texto sobre IA que viralizou e assustou mercados. Getty Images via BBC As ações de algumas empresas de tecnologia — sobretudo de software — despencaram na segunda-feira (23/2) e analistas dizem que o principal motivo seria uma postagem em um blog que viralizou, pintando um cenário sombrio para a economia mundial diante da ascensão da inteligência artificial. As empresas de software Datadog, CrowdStrike e Zscaler viram suas ações despencarem mais de 9% cada uma ao longo da segunda-feira. A International Business Machines teve queda de 13% — seu pior desempenho em um único dia desde 2000. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outras empresas cujo desempenho também pode vir a ser afetado no futuro pela inteligência artificial também viram suas ações perderem valor. As ações da American Express caíram cerca de 7%, enquanto as do JPMorgan, Citigroup e Morgan Stanley recuaram mais de 4%. Mastercard e Visa tiveram quedas de mais de 4%. Segundo analistas e jornalistas especializados, o principal motivo por trás das quedas no mercado foi um post escrito pela Citrini Research, uma empresa que foi fundada pelo investidor James van Gleek. A Citrini Research é um dos canais de finanças mais lidos do Substack. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O texto que viralizou fala em um "PIB fantasma", a ideia de que a inteligência artificial vai aumentar a produtividade e até o tamanho de algumas economias, mas que provocaria ao mesmo tempo desemprego em massa ao substituir humanos. Com isso, esse aumento da riqueza seria apenas ilusório. "A explicação mais comum para a renovada apreensão [nos mercados na segunda-feira] foi uma postagem no blog da Citrini Research sobre como a IA poderia levar à demissão de muitos profissionais de alta renda e prejudicar a economia", escreveu o colunista Robert Armstrong, do jornal britânico Financial Times. Já o Wall Street Journal escreveu que "não é preciso muito para provocar movimentos turbulentos nas ações em um mercado dominado por ações de tecnologia e ansioso pelas perspectivas da inteligência artificial". "Mas nada evidencia a sensibilidade das ações neste momento como o que aconteceu na segunda-feira, quando um dos fatores por trás da queda de 800 pontos do Dow Jones foi um argumento hipotético de 7 mil palavras." O que diz o texto que viralizou? A Citrini Research afirma logo no começo que seu texto, publicado no domingo, não é uma previsão do futuro — mas sim um "exercício mental". "O único objetivo deste texto é modelar um cenário que tem sido relativamente pouco explorado", escreve. O texto é escrito como se fosse um relatório do dia 30 de junho de 2028. Ele relata um mundo com desemprego de 10,2% e queda de quase 40% do S&P (índice das ações das principais empresas listadas nos EUA). Em apenas dois anos, os mercados iriam de uma euforia com a inteligência artificial a uma profunda crise provocada pela ascensão da tecnologia. Segundo os autores, a inteligência artificial provocaria desemprego em massa entre trabalhadores de colarinho branco — atividades ligadas à administração e gerenciamento. A produtividade das empresas teria um salto com robôs sendo mais eficientes do que trabalhadores — já que agentes de IA "não dormem, não tiram dias de folga por doença e não precisam de plano de saúde". No entanto, isso geraria um "PIB fantasma": ganhos massivos de produtividade, mas com queda enorme nos salários reais, já que os trabalhadores substituídos teriam que buscar empregos com rendimentos menores. "Quando começaram a surgir fissuras na economia de consumo, os especialistas econômicos popularizaram a expressão 'PIB Fantasma': produção que aparece nas contas nacionais, mas nunca circula pela economia real", escreve a Citrini Research, prevendo o que analistas do futuro diriam sobre a crise. "Em todos os sentidos, a IA estava superando as expectativas, e o mercado era IA. O único problema... a economia não era." O texto descreve uma "espiral de substituição da inteligência humana" que teria acontecido a partir de 2026, no cenário fictício. "As capacidades de IA melhoraram, as empresas precisaram de menos funcionários, as demissões de profissionais de escritório aumentaram, os trabalhadores demitidos gastaram menos, a pressão sobre as margens levou as empresas a investir mais em IA, as capacidades de IA melhoraram… É um ciclo vicioso sem freio natural." O artigo descreve ficcionalmente uma empresa de inteligência artificial que consegue avanços na área de "agentic coding", em que agentes autônomos de IA escrevem e testam códigos com intervenção humana mínima. Com o tempo, empresas de software gerariam eficiências aos seus clientes, que precisariam de menos mão-de-obra. Mas menos trabalhadores também implica em menos licenças de software sendo compradas, gerando perdas financeiras ao próprio setor de softwares que desenvolveu novas tecnologias. 'Relações humanas' A crise no setor de softwares seria apenas um prelúdio de uma crise mais ampla, segundo ao artigo. Com o tempo, todos os setores produtivos passariam a usar agentes de inteligência artificial que produziriam ganhos enormes de eficiência. Praticamente todas as atividades humanas que necessitam de trabalho especializado — mediante pagamento por esses serviços — seriam otimizadas por máquinas: comércio, agências de turismo, contabilidade, serviços legais, entre outros. "Qualquer categoria em que a proposta de valor do prestador de serviços é 'Eu vou lidar com a complexidade que você considera tediosa' foi impactada, pois os agentes [de inteligência artificial] não acham que nada seja tedioso", escrevem os autores. Segundo eles, até mesmo áreas em que as relações humanas eram valorizadas se provariam frágeis. "O mercado imobiliário, onde os compradores toleravam comissões de 5 a 6% durante décadas devido à assimetria de informação entre o agente e o consumidor, desmoronou quando agentes de IA equipados com acesso a bases de dados com listagem de preços de propriedades e décadas de dados de transações puderam replicar instantaneamente a base de conhecimento." "[Descobrimos que por anos] havíamos superestimamos o valor das 'relações humanas'. Descobrimos que muito do que as pessoas chamavam de relacionamentos era simplesmente 'atrito' — só que apresentada de forma mais simpática." Outro exemplo dado pelos autores é o de aplicativos de entrega de comida. Segundo eles, desenvolvedores seriam capazes de criar, com ajuda da inteligência artificial, aplicativos mais eficientes que os atuais, repassando de 90% a 95% da receita direto aos motoristas, provocando uma falência em empresas que dominam o mercado hoje. Mas mesmo os motoristas não teriam muito futuro: já que em breve eles próprios seriam substituídos por veículos autônomos. Outra área de otimização seria em transações financeiras, com busca a alternativas mais baratas aos cartões de crédito, como Visa e Mastercard. O exemplo dado pela Citrini Research é o das stablecoins como Solana e Ethereum — que são criptomoedas com menos volatilidade. A migração para sistemas com stablecoins provocaria uma crise em empresas de meios de pagamentos. Empregos dizimados Segundo os autores, sempre houve uma crença de que "a inovação tecnológica destrói empregos e depois cria outros mais". Mas isso estaria mudando. "A IA agora é uma inteligência geral que aprimora justamente as tarefas para as quais os humanos seriam realocados. Programadores desempregados não podem simplesmente migrar para a 'gestão de IA', porque a própria IA já é capaz de fazer isso." Eles dizem que a inteligência artificial continuariam criando novos empregos — como engenheiros de prompt, pesquisadores de segurança em IA ou técnicos de infraestrutura — mantendo os humanos dentro da cadeia de produção. Mas esses empregos não seriam suficientes para absorver a mão-de-obra que seria perdida. E os salários seriam muito mais baixos. Os autores dão como exemplo fictício uma gerente sênior de produto. "[Em 2025, ela tinha] cargo, plano de saúde, previdência privada e salário de US$ 180 mil por ano (R$ 930 mil). Ela perdeu o emprego na terceira rodada de demissões. Depois de seis meses procurando emprego, começou a dirigir para o Uber. Seus ganhos caíram para US$ 45 mil (R$ 230 mil)". "Multiplique essa dinâmica por algumas centenas de milhares de trabalhadores em todas as principais metrópoles. A mão de obra superqualificada inundando a economia de serviços e de trabalhos temporários pressiona para baixo os salários dos trabalhadores que já estavam em dificuldades." O próximo passo, segundo os autores, seria sentido no mercado imobiliário. A queda brusca na massa de salários provocaria dificuldades para compradores pagarem por seus empréstimos imobiliários. Todo esse cenário de crise geraria uma resposta de governos, mas eles próprios estariam em situação mais frágil, dada a queda esperada em arrecadação de impostos. "O governo precisa transferir mais dinheiro para as famílias exatamente no momento em que está arrecadando menos impostos delas. [...] A capacidade da IA está evoluindo mais rápido do que as instituições conseguem se adaptar. A resposta política está seguindo o ritmo da ideologia, não da realidade." Os autores lembram ao final do artigo que ainda não estamos em junho de 2028, como eles propõem retoricamente. Estamos em fevereiro de 2026 e esses "ciclos negativos ainda não começaram". "Temos certeza de que alguns desses cenários não se concretizarão. Da mesma forma, temos certeza de que a inteligência artificial continuará a se acelerar. Como investidores, ainda temos tempo para avaliar o quanto de nossos portfólios se baseia em premissas que não resistirão à década. Como sociedade, ainda temos tempo para sermos proativos." Reações Apesar de muitos atribuírem a quedas do mercado na segunda-feira ao texto da Citrini Research, nem todos levam a sério suas previsões. "O mais importante sobre o texto não é o que ele diz. É que o mercado de ações chegou ao ponto em que postagens em blogs causam movimentos significativos nas ações, ou pelo menos é o que as pessoas pensam que causam", escreve o colunista de mercados Robert Armstrong, do Financial Times. "A polêmica em torno da Citrini é mais uma prova de que estamos em um mercado inflado que busca uma desculpa para cair, por razões que provavelmente vão além da IA." Em artigo na revista Fortune, o editor de Negócios Nick Lichtenberg diz que o cenário traçado pela Citrini "pode estar ignorando a adaptabilidade humana e a resposta institucional" e que a inteligência artificial "poderia eventualmente democratizar o acesso à abundância" de recursos. "O argumento do 'PIB fantasma' da Citrini pressupõe que os salários humanos substituídos desaparecerão permanentemente da economia, ignorando como os ganhos de produtividade historicamente tendem a realocar valor em vez de destruí-lo", escreve Lichtenberg. "Quando a IA reduz os custos, bens e serviços ficam mais baratos, aumentando efetivamente o poder de compra real, mesmo para famílias com renda nominal mais baixa." Ele cita um Tanmai Gopal — CEO da empresa PromptQL, de análise de dados — que estima que 70% dos trabalhos de hoje não podem ser automatizadas, pois a IA precisa ser treinada com dados e o contexto humano é dinâmico demais para que ela seja atualizada com frequência suficiente. Na segunda-feira, o CEO do JPMorgan Chase — cujas ações caíram mais de 4% em meio às repercussões do artigo — afirmou que os temores sobre inteligência artificial são exagerados e que seu banco usará a tecnologia a seu favor. "Na minha opinião, sairemos vencedores", disse Jamie Dimon. "Nossa estratégia sempre foi usar a tecnologia para prestar um serviço melhor aos clientes, e somos muito bons nisso."

Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) divulgação/Volkswagen Em julgamento realizado nesta terça-feira (24), a Justiça manteve uma condenação da Volkswagen por trabalho análogo à escravidão. O caso ocorreu entre as décadas de 1970 e 1980, no Pará. A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região manteve todos os termos da condenação da Volkswagen, proferida em agosto do ano passado. Pela decisão, a montadora deverá pagar R$ 165 milhões por dano moral coletivo, em razão de trabalho análogo à escravidão. O valor será destinado ao Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno e de Erradicação do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo no Pará (Funtrad/PA). Além da indenização, a decisão determinou a adoção de uma política de garantias para evitar a repetição das violações. Segundo o Ministério Público do Trabalho, uma das medidas prevê a “a aprovação e divulgação de uma Política de Direitos Humanos e Trabalho Decente com cláusula de “tolerância zero” ao trabalho escravo e tráfico de pessoas” O crime ocorreu entre 1974 e 1986 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, também conhecida como Fazenda Volkswagen, localizada em Santana do Araguaia, no sudeste do Pará. Procurada pelo g1, a Volkswagen informou que irá recorrer da decisão. Confira, a seguir, o posicionamento da montadora: A Volkswagen do Brasil informa que seguirá em busca de segurança jurídica nas esferas superiores do Judiciário Brasileiro. Com legado de mais de 70 anos e como uma das maiores empregadoras do Brasil, a Volkswagen reafirma seu compromisso permanente com o respeito absoluto à Constituição Federal, às leis brasileiras e aos princípios internacionais de direitos humanos, que orientam sua atuação como uma das maiores empregadoras do país. A empresa repudia qualquer forma de trabalho forçado, degradante ou análogo à escravidão e reitera sua dedicação histórica à promoção de um ambiente laboral digno, ético e responsável. Servidão por dívida, violência e submissão No despacho do ano passado, o juiz Otavio Bruno da Silva Ferreira, da Vara do Trabalho de Redenção (PA) afirma que "relatórios oficiais, testemunhos de trabalhadores e documentos de órgãos públicos evidenciam que o modelo de produção adotado incluía práticas de servidão por dívida, violência e submissão a condições degradantes, configurando o núcleo do trabalho escravo contemporâneo". O MPT argumentou que centenas de trabalhadores da Fazenda Vale do Rio Cristalino foram submetidos a essas condições, que incluíam também vigilância armada, alojamentos precários, alimentação insuficiente e ausência de assistência médica, especialmente aos acometidos por malária. A decisão da Justiça foi tomada em ação civil pública ajuizada pelo MPT em dezembro de 2024, baseada em denúncias da Comissão Pastoral da Terra com base em relatório apresentado pelo padre Ricardo Rezende Figueira. O MPT afirma ter obtido acesso a ações judiciais, inquéritos policiais e certidões e depoimentos prestados em cartório que comprovariam a ocorrência dos fatos denunciados. A fazenda de produção agropecuária contava com 300 empregados diretos, como pessoal administrativo, vigilantes e vaqueiros. As violações de direitos humanos foram cometidas, segundo a denúncia, principalmente contra lavradores ou peões, responsáveis por derrubar a floresta para transformá-la em pasto. Eles eram aliciados em pequenos povoados, sobretudo em Mato Grosso, Goiás e no atual Tocantins por empreiteiros conhecidos como "gatos". Na entrada da fazenda havia uma guarita com seguranças armados para controlar a entrada e saída dos trabalhadores. Ao chegarem ao local, as pessoas aliciadas tinham que comprar utensílios em uma cantina, como lona para o barraco onde dormiriam e comida. Ao longo da investigação, diversos casos vieram à tona de funcionários que contraíam dívidas ao comprar os itens e, depois, não podiam deixar a fazenda, mesmo que doentes, segundo o MPT. Empreendimento teve apoio da ditadura militar O empreendimento agropecuário da Volkswagen teve financiamento público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) no período da ditadura militar (1964-1985). A Fazenda Volkswagen tinha 139 mil hectares, quase o tamanho da cidade de São Paulo. A empresa chegou à Amazônia para derrubar a vegetação nativa e criar gado, impulsionada pela política dos governos militares de ocupação e exploração da floresta. Em 2020, a Volkswagen assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT e com os ministérios públicos Federal e de São Paulo em outro caso envolvendo a ditadura militar. A empresa se comprometeu a destinar R$ 36,3 milhões a ex-trabalhadores presos, perseguidos ou torturados em São Bernardo do Campo (SP).

China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais O governo Trump deseja "relações estáveis com a China, mas não confia" no país: assim definiu um alto funcionário do Departamento de Estado ao falar da atual situação entre Washington e Pequim durante uma audiência no Congresso nesta terça-feira (24). Jacob Helberg, subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos, atua como comissário da Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China. A declaração ocorre semanas antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. O republicano estará em Pequim entre os dias 31 de março e 2 de abril, onde se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping. Nova polêmica após decisão sobre tarifas Bandeiras dos EUA e da China Keystone/EDA/Martial Trezzini/Handout via REUTERS A China solicitou aos Estados Unidos a suspensão das tarifas de importações que sofreram um aumento a mando do presidente Donald Trump no sábado (21). Em nota, o Ministério do Comércio chinês acrescentou que as taxas "violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma das partes". O presidente norte-americano anunciou o aumento das taxas após a Suprema Corte decidir que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. Trump aumenta tarifa global de importação para 15% O anúncio do aumento das taxas foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h após informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou. Segundo Trump, a medida tem o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua avaliação, prejudicaram a economia americana. No comunicado, Trump afirma que, após “uma análise completa e detalhada” de uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA contrária a parte de sua política tarifária, decidiu elevar imediatamente a tarifa mundial de 10% para 15%.

Leilão daconcessão do Lote Rota Mogiana recebe 4 propostas e acontece nesta sexta (27) na sede da B3. Divulgação O leilão da concessão da Rota Mogiana, do estado de São Paulo, recebeu quatro propostas, conforme apurou o g1. A entrega dos envelopes aconteceu na manhã desta terça-feira (24). Confira abaixo as empresas que estão concorrendo. 🔎 O projeto prevê que 520 quilômetros de rodovias estaduais passem à iniciativa privada por 30 anos. A estimativa é de R$ 9,3 bilhões em investimentos para ampliar, modernizar e manter as estradas. Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas. Nesta etapa de entrega e abertura de envelopes, ainda não há definição da vencedora, apenas entrega da documentação e conferência das garantias exigidas no edital. O leilão será realizado nesta sexta-feira (27), às 14h, na sede da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo).Vence o leilão a empresa que oferecer o maior valor para pagar ao governo pelo direito de administrar as rodovias. De acordo com pessoas que participaram do processo, as prospostas foram apresentadas nesta terça (24), nos formatos presencial e online, pelas seguintes empresas: Motiva (ex-CCR); MC Brazil Concessões Rodoviárias, do fundo Mubadala; EPR Participações; e o Consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos. O governador Tarcísio de Freitas afirmou nesta terça (24) que o projeto vai modernizar e ampliar as estradas no interior paulista e ainda confirmou a redução de até 29% nas tarifas de pedágios com a concessão — saiba mais abaixo. “Hoje recebemos quatro propostas de empresas interessadas na concessão do lote Rota Mogiana, projeto que vai modernizar e ampliar 520 quilômetros de rodovias aqui no interior paulista. Para o usuário, isso significa duas mudanças importantes logo no início, redução de até 29% nas tarifas das praças atuais e cobrança apenas pelo trecho efetivamente percorrido.” Segundo o governo estadual, as melhorias previstas pela concessão ainda incluem a duplicação de trechos das rodovias SP-350, SP-344 e SP-215, a instalação de novos dispositivos de segurança, passarelas e iluminação em áreas urbanas e implementação do Sistema Automático Livre (Free Flow). 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Redução de até 29% nos pedágios Infográfico - Rota Mogiana prevê concessão de 520 quilômetros de rodovias paulistas e investimento de R$ 9,4 bilhões Arte/g1 O Governo de São Paulo informou nesta terça-feira (24) que a nova concessão da Rota Mogiana começará com redução nas tarifas das praças atuais, com quedas de até 29%, além da implantação da cobrança proporcional, em que o usuário paga apenas pelo trecho efetivamente percorrido. Segundo o estado, as maiores reduções ocorrerão nos seguintes municípios: Jaguariúna: –29% Águas da Prata: –27% Estiva Gerbi: –26% Espírito Santo do Pinhal: –20% Itobi: –20% Casa Branca: –13% Mococa: –9% Aguaí: –5% De acordo com o governo, usuários frequentes terão descontos progressivos, que podem chegar a até 20% ao mês por pórtico. Os motociclistas permanecem isentos de pagamento. O sistema prevê prazo de até 30 dias para quitação da tarifa antes da aplicação de penalidade. Além disso, a concessão também estabelece que novos pontos de cobrança só poderão iniciar operação após a execução das melhorias iniciais obrigatórias, com fiscalização da agência reguladora. Rodovias e trechos afetados pela licitação Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, nove cidades da região de Campinas serão impactadas pela licitação. São elas: Artur Nogueira Campinas Espírito Santo do Pinhal Estiva Gerbi Holambra Jaguariúna Mogi Guaçu Mogi Mirim Santo Antônio de Posse O sistema rodoviário concedido é dividido da seguinte forma: Sistema existente SPA-050/215 - km 0 ao km 4,1 SPA-279/340 - km 0 ao km 2,4 SPA-280/340 - km 0 ao km 1; SP-338 - km 268,3 ao km 310,96 SP-333 - km 0 ao km 20,4 SPA-015/333 - km 0 ao km 0,5 SPA-002/333 - km 0 ao km 0,68 SPA-309/338 - km 0 ao km 0,86 SP-133 - km 0,5 ao km 15,1 SP-350 - km 272,100 ao km 296,70 SPA-127/340 - km 0 ao km 2,930 SPA-179/340 - km 0 ao km 2,5 SP-225 - km 0 ao km 6,50 SPA-228/344 - km 0 ao km 3,55 SPA-238/344 - km 0 ao km 16 SPA-225/340 - km 0 ao km 2 Sistema remanescente SP-215 – km 29,600 ao km 49,840 SP-344 - km 200,700 ao km 241,600 SP-340 - km 114,10 ao km 279,609 SP-350 - km 238,410 ao km 272,100 SP-342 - km 171,500 ao km 251,150 SPI-225/342 - km 0 ao km 1,97 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

O Imposto de Renda retido diretamente na fonte sobre o prêmio bilionário pago pela Mega da Virada de 2025 rendeu quase meio bilhão de reais ao governo federal. O dado foi divulgado nesta terça-feira (24) pela Receita Federal. Segundo o órgão, o prêmio pago de R$ 1,09 bilhão foi o valor líquido, ou seja, após o recolhimento de impostos. O valor total arrecadado pela Caixa Econômica Federal, operadora do sorteio, foi de R$ 1,56 bilhão. Como o imposto cobrado neste caso é de 30%, os cofres públicos receberam R$ 467 milhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os números sorteados na Mega da Virada foram 9 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59. Seis apostas dividiram o prêmio de R$ 1,09 bilhão, o maior da história. Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e levaram R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra embolsaram R$ 216,76 cada um. Sorteio da Mega da Virada 2025 pagou o maior prêmio da história Tomaz Silva/Agência Brasil Maior arrecadação de impostos da história O valor recolhido com a Mega da Virada ajudou a turbinar a arrecadação do governo com apostas online e exploração de atividades de jogos de azar – que totalizou R$ 1,5 bilhão em janeiro. A taxação das apostas online, conhecidas como "bets", também ajudou o resultado. Ao todo, o governo federal arrecadou R$ 325,8 bilhões em janeiro deste ano, com alta real (descontada a inflação) de 3,56%. Foi a maior arrecadação de toda a história.

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta terça-feira (24) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Na prática, o tratado pode criar a maior zona de livre comércio do mundo. Com a aprovação, o texto seguirá para o Plenário da Câmara. No último sábado (21), o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta deve ser votada pelos deputados nesta semana (entenda mais sobre a tramitação abaixo). "Com as incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos, resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações comerciais internacionais. Por isso, priorizaremos a votação do acordo Mercosul-UE para a próxima semana", disse nas redes sociais na ocasião. 🌍O tratado assinado em 17 de janeiro no Paraguai prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em seu parecer, o relator da proposta, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirma que o acordo dará melhores condições ao Brasil para defender e desenvolver os setores produtivos. "O Acordo expande nossas oportunidades de inovação, com a importação de bens de capital e as possibilidades abertas por novas técnicas e tecnologias produtivas que podem encaminhar um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico sustentável para a economia brasileira". Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. A expectativa é que o acordo comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, reduza tarifas e amplie o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. Apesar da investida de legisladores da União Europeia, que impuseram um revés ao acordo comercial ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia — movimento que pode atrasar a implementação em até dois anos —, a expectativa de diplomatas é que o documento passe a ser aplicado de forma provisória já em março. Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE Reprodução/YouTube Tramitação no Congresso O processo de internalização do Acordo Mercosul-UE começa com o envio da mensagem presidencial ao Congresso Nacional, que foi realizado em 2 de fevereiro. O texto do acordo foi recebido pela Câmara dos Deputados e analisado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Agora que foi provado na comissão, o texto segue para o Plenário da Câmara. Após a deliberação pela Câmara, o texto é encaminhado ao Senado Federal, onde também será discutido e votado. Procedimento é repetido nos países Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, de acordo com seus próprios ritos legislativos. Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos. A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a tramitação do acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia. Segundo o presidente da Comissão, senador Nelsinho Trad (PAD-MS), o grupo de trabalho terá como foco os desdobramentos da implantação do acordo entre os blocos.

Paramount faz proposta para comprar Warner Eric Gaillard/Reuters e Reprodução A Warner Bros informou nesta terça-feira (24) que recebeu uma nova proposta de aquisição da Paramount Skydance, apresentada dentro do prazo de uma semana concedido para a entrega de sua “melhor e última oferta”, encerrado na segunda-feira (23). Em comunicado, o conselho afirmou que a proposta está sendo analisada com o apoio de assessores financeiros e jurídicos. A empresa ressaltou, porém, que o acordo de fusão já firmado com a Netflix permanece em vigor e continua sendo recomendado aos acionistas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a Warner, os investidores serão informados assim que a avaliação for concluída. O valor da nova proposta não foi divulgado. Em dezembro do ano passado, a Paramount havia oferecido US$ 30 por ação, em dinheiro, diretamente aos acionistas da Warner. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Neste mês, acrescentou um bônus de US$ 0,25 por ação a cada três meses, caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026, além de se comprometer a assumir a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar em caso de rompimento do contrato com a Netflix. A empresa também tenta responder a críticas feitas em negociações anteriores, como a necessidade de maior garantia de financiamento. No mês passado, a Netflix revisou sua proposta e passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 143) por ação, em pagamento integral em dinheiro, totalizando US$ 82,7 bilhões (R$ 427 bilhões). A nova estrutura recebeu apoio unânime do conselho da Warner, controladora da HBO. A extensão do prazo para a Paramount foi autorizada pela Netflix por meio de uma isenção temporária, conhecida como "limited waiver", que suspende provisoriamente determinadas obrigações contratuais. Pelos termos do acordo, se o conselho da Warner considerar a nova oferta superior à da Netflix, a plataforma de streaming terá quatro dias para apresentar uma contraproposta. Disputa com a Netflix A disputa entre Netflix e Paramount Skydance pelo controle da Warner Bros. Discovery começou no fim de 2025, quando a Netflix apresentou a primeira proposta formal para comprar a empresa. Em janeiro, a Netflix anunciou uma oferta de cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, inicialmente em uma combinação de dinheiro e ações — depois revisada para pagamento integral em dinheiro. O acordo previa a separação da unidade Discovery Global antes da conclusão da operação. Pouco depois, a Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta hostil, mais alta, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro. Apesar do valor maior, o conselho da Warner rejeitou a proposta da Paramount, por considerá-la mais arriscada, baseada em alto endividamento e com menos garantias do que o acordo com a Netflix. 🔎 A Warner reúne estúdios e franquias muito valiosos, como Harry Potter, Game of Thrones e os personagens da DC Comics, além de um enorme catálogo de filmes e séries. A aquisição daria à vencedora mais força para competir com gigantes como Disney e Amazon no mercado de streaming. No mês passado, a Paramount entrou com uma ação judicial contra a Warner para obter mais informações sobre o acordo firmado com a Netflix. A empresa também anunciou que pretende indicar diretores para o conselho da Warner, em uma tentativa de convencer os acionistas de que sua oferta hostil é superior à proposta da Netflix. Investigação nos EUA Neste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para avaliar se a compra da Warner pela Netflix pode gerar concentração excessiva no mercado de streaming e reduzir a concorrência. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", o órgão enviou intimações a empresas do setor para obter informações sobre contratos, estratégias e os impactos da operação na disputa por talentos criativos. A Netflix afirma que a análise do governo faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio. A conclusão do negócio ainda depende de autorizações regulatórias, da aprovação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.

De onde vem o que eu como: chocolate O Ministério da Agricultura decidiu suspender, de forma imediata e temporária, as importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. A decisão foi publicada nesta terça-feira (24), no Diário Oficial da União. O governo federal afirma que a suspensão foi adotada após uma avaliação técnica que apontou risco fitossanitário nas cargas destinadas ao Brasil — ou seja, a possibilidade de entrada de pragas e doenças que não existem no país por meio do cacau importado. Segundo o Ministério da Agricultura, há um fluxo intenso de grãos de cacau provenientes de países vizinhos, como Gana, Guiné e Libéria, para a Costa do Marfim. Esse movimento, diz o governo, pode levar à mistura de amêndoas de diferentes origens antes da exportação, prática conhecida como triangulação comercial. Parte desses países, como Libéria e Guiné, não possui autorização para exportar o produto ao Brasil, o que aumenta o risco de contaminação das cargas enviadas ao país, afirma o governo. No ato publicado no Diário Oficial, o governo determina que as secretarias de Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura investiguem possíveis casos de triangulação. A suspensão das importações será mantida até que o governo da Costa do Marfim apresente manifestação formal e garantias de que os envios destinados ao Brasil não contenham cacau produzido em países sem autorização sanitária. O g1 procurou o Ministério da Agricultura para entender mais detalhes da medida, mas não teve retorno até a última atualização dessa reportagem. ➡️O Brasil é um grande produtor de cacau. Em 2025, por exemplo, a produção brasileira de cacau alcançou 186.137 toneladas, enquanto as importações chegaram a 42.199 toneladas, segundo dados levantados pelo analista Lucca Bezzon, da StoneX Brasil. Do total do volume importado, 81% teve origem na Costa do Marfim, o maior produtor mundial de cacau. Pressão do setor e reações à suspensão Segundo uma nota publicada pela Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), a decisão do governo foi baseada em uma nova análise de risco fitossanitário realizada pela missão técnica brasileira na Costa Marfim, entre os dias 1 e 14 de fevereiro, cujo relatório deve ser divulgado até o final desta semana. A medida também acontece depois de uma agenda articulada pelo governador Helder Barbalho, do Pará, maior estado produtor de cacau do país. Ele se reuniu com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e demais autoridades para defender interesses dos produtores de cacau paraenses e brasileiros. “Isso foi uma reivindicação dos produtores rurais. [....] Isso vai permitir com que os produtos nacionais sejam valorizados, com que a produção de cacau no Brasil possa melhorar o preço e possa fortalecer aqueles que produzem”, destacou o governador. Produtores de cacau protestam contra baixos preços na BA A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disse que a suspensão da importação "é fundamental para proteger a produção nacional do risco de ingresso de pragas e doenças no país". “A suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim é medida cautelar de extrema relevância. Acreditamos na competência técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa para que, com base em critérios científicos, tome a decisão mais assertiva para a proteção do cacau nacional”, afirmou o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva. Já a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) disse que recebeu a notícia com preocupação. "A AIPC confia no corpo técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária e reafirma que decisões dessa magnitude devem estar ancoradas exclusivamente em critérios técnicos, com base em evidências objetivas e avaliações de risco consistentes." "Confiamos igualmente no governo da República da Costa do Marfim, parceiro estratégico do Brasil no comércio internacional de cacau, para que possa apresentar os esclarecimentos e garantias necessários quanto à rastreabilidade e aos controles adotados para impedir a triangulação de amêndoas provenientes de países não autorizados." Imagem de amêndoas de cacau. Claudia Assencio/g1

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 325,8 bilhões em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (24) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 3,56% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 314,54 bilhões (valor corrigido pela inflação). ▶️Esse também foi a maior arrecadação já registrada em todos os meses desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, ou seja, em 32 anos. ▶️O recorde na arrecadação em janeiro deste ano está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja os destaques de janeiro, segundo a Receita Federal: O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 14,68 bilhões, com alta real de 32,56%. "Destaca-se, adicionalmente, o crescimento da arrecadação decorrente da tributação de Juros sobre o Capital Próprio", informou a Receita Federal. A alta na JCP ainda não se refletiu na arrecadação de janeiro. O Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que também foi elevado no ano passado, apresentou uma arrecadação de R$ 8 bilhões em janeiro, com crescimento real de 49,05%. O governo também arrecadou R$ 1,5 bilhão com a taxação de apostas online e exploração de atividades de jogos de azar. A tributação das chamadas "bets" também foi elevada no fim de 2025, mas ainda não se refletiu na arrecadação de janeiro (pois há noventena). A arrecadação previdenciária totalizou R$ 63,45 bilhões, com alta real de 5,48%, por conta do crescimento de real na massa salarial, pelo aumento na arrecadação do Simples Nacional e pela alta de 17,02% no montante das compensações tributárias. O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram uma arrecadação de R$ 56 bilhões, com aumento real de 4,35%. "Esse desempenho pode ser explicado pelo aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024", diz a Receita. ▶️O governo contou com o aumento de outros tributos, efetuados nos últimos anos, para melhorar a arrecadação em janeiro de 2026. São eles: Tributação de fundos exclusivos, os "offshores"; Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; Retomada da tributação de combustíveis; Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Reoneração gradual da folha de pagamentos; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse). Haddad vai apresentar a Lula alternativas ao aumento de impostos Meta fiscal em 2026 Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. Com crescimento da economia e alta de impostos, arrecadação bate novo recorde histórico em janeiro Reprodução/Pixabay O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo. Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto na primeira metade do pregão e fechou em queda de 0,26% nesta terça-feira (24), cotado a R$ 5,1553 — renovando o menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando fechou em R$ 5,1534. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,1424. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com um avanço de 1,40% e bateu os 191.490 pontos, em um novo recorde de fechamento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, as incertezas sobre o tarifaço continuam a trazer cautela para os mercados. Nesta terça-feira, a tarifa adicional de 10% sobre produtos que não estejam cobertos por isenções entrou em vigor, conforme aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras. A taxa corresponde ao percentual anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) — e não aos 15% indicados pelo republicano no último sábado. Segundo o jornal britânico Financial Times, a expectativa é que o aumento de 15% venha posteriormente, com um decreto formal. No Brasil, apesar de vários itens constarem na lista de isenção, outros seguem bastante taxados — no caso do aço e do alumínio, por exemplo, a alíquota de 50% continua e se soma aos 10% recentemente anunciados. Ainda assim, segundo o estudo da Global Trade Alert, o Brasil está entre os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas, com uma redução de 13,6 pontos percentuais das tarifas médias. ▶️ O noticiário americano ainda contou com discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As falas foram acompanhadas de perto pelos investidores, que seguem atentos a eventuais sinais sobre os próximos passos da instituição na condução dos juros dos EUA. De acordo com a ferramenta Fedwatch, do CME Group, a maior parte do mercado (98%) espera uma manutenção das taxas pelo Fed na reunião de março. Em geral, juros mais altos nos EUA costumam atrair o capital de investidores para o país e fortalecer o dólar. Para o Brasil, isso pode se traduzir em um real mais fraco e uma inflação mais alta, o que tende a fazer com que o Banco Central também aumente os juros por aqui. ▶️ No Brasil, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou, nesta terça-feira, o acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia (UE). Na prática, o tratado pode criar a maior zona de livre comércio do mundo. Agora, o texto segue para o Plenário da Câmara. No último sábado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que a proposta deve ser votada pelos deputados nesta semana. A expectativa é que o acordo dê condições melhores ao Brasil para defender e desenvolver setores produtivos. O acordo já é negociado há mais de 25 anos e prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. ▶️ Na agenda econômica, as transações correntes do balanço de pagamentos registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, menor que o rombo de US$ 9,8 bilhões no mesmo mês de 2025. Nos 12 meses até janeiro, o déficit caiu para US$ 67,6 bilhões (2,92% do PIB). ▶️ No campo político, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ouve o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, em reunião do grupo de trabalho que acompanha as investigações sobre o Banco Master. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,40%; Acumulado do mês: -1,76%; Acumulado do ano: -6,07%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,50%; Acumulado do mês: +5,58%; Acumulado do ano: +18,85%. Tarifas dos EUA entram em vigor Os EUA passaram a aplicar, a partir de hoje, uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções. A medida foi informada em um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e corresponde à taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) — e não aos 15% mencionados por ele no dia seguinte. Após a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anteriores, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou uma nova taxa global temporária de 10%. No sábado (21), afirmou que elevaria esse percentual para 15%. Em comunicado destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP informou que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%”. A decisão ampliou a incerteza em torno da política comercial dos EUA, sem esclarecer por que foi adotado o percentual mais baixo. Em meio às incertezas geradas pela entrada em vigor das tarifas comerciais, Trump fará o discurso anual do Estado da União no Capitólio, às 23h (horário de Brasília). A cerimônia é uma tradição da política americana. Nela, o presidente apresenta ao Congresso um balanço do governo e as prioridades para o ano. LEIA MAIS Tarifaço de Trump: veja quais produtos brasileiros ficam isentos a partir desta terça-feira Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas 'Estado da União': Trump fará discurso no Congresso dos EUA sob pressão eleitoral e econômica Agenda econômica Estatísticas do setor externo As transações correntes do balanço de pagamentos — que resumem quanto o país recebe e paga ao exterior com comércio, serviços, rendas e transferências — registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Banco Central. O resultado veio pior do que o esperado por economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam um déficit de US$ 6,4 bilhões, mas ainda assim menor que o rombo de US$ 9,8 bilhões registrado em janeiro de 2025. Na comparação anual, a melhora foi explicada principalmente pelo aumento do superávit na balança comercial de bens, que cresceu US$ 2,1 bilhões, e pela redução do déficit na conta de serviços, em US$ 581 milhões. Segundo o BC, esses avanços foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 1,3 bilhão no déficit em renda primária, que inclui pagamentos de juros e lucros ao exterior. No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o déficit em transações correntes recuou para US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do PIB. Em dezembro de 2025, o déficit era de US$ 69,0 bilhões (3,03% do PIB), e em janeiro de 2025, de US$ 72,4 bilhões (3,35% do PIB). A balança comercial de bens registrou superávit de US$ 3,5 bilhões em janeiro de 2026, acima dos US$ 1,4 bilhão de janeiro de 2025. As exportações somaram US$ 25,3 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,8 bilhões. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações caíram 1,2%, e as importações recuaram 10,0%. De olho no Federal Reserve Os investidores também avaliam novos discursos de dirigentes do banco central americano, conforme seguem na expectativa por novos sinais a respeito da condução dos juros por parte da instituição. Nesta terça-feira, a diretora do Fed Lisa Cook, afirmou que a inteligência artificial tem provocado uma mudança geracional no mercado de trabalho dos EUA e pode levar a um possível aumento na taxa de desemprego. "Parece que estamos nos aproximando da reorganização mais significativa do trabalho em gerações", afirmou a diretora em comentários preparados para uma conferência da Associação Nacional de Economia Empresarial. "Em um boom de produtividade como este, um aumento no desemprego pode não indicar um aumento na folga. Assim, nossa política monetária normal do lado da demanda pode não ser capaz de amenizar um período de desemprego causado pela IA sem também aumentar a pressão inflacionária", disse Cook. Além da diretora, o presidente da distrital do Fed em Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que o Fed pode voltar a cortar os juros se a inflação começar a cair, mas reiterou que seria arriscado usar o crescimento esperado da produtividade para flexibilizar a condução das taxas. "Estou otimista de que, até o final de 206, seria apropriado que [a taxa básica de juros] sofresse mais alguns cortes", afirmou durante o mesmo evento da Associação Nacional de Economia Empresarial. Goolsbee afirmou, no entanto, que está preocupado de que o Fed acabe antecipando demais o momento de corte de juros sem ter evidências suficientes de que a inflação está voltando para a meta do Fed, de 2%. Mercados globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta, conforme investidores avaliavam o anúncio da Anthropic sobre novas ferramentas de inteligência artificial. A nova política de tarifas de Trump também continuava no radar. O Dow Jones avançou 0,76%, o S&P 500 subiu 0,78% e a Nasdaq ganhou 1,05%. A maior busca por ativos de risco vista em Wall Street também se refletiu na Europa, embora os investidores continuassem aguardando uma maior clareza sobre a política comercial dos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,23%, a 629,14 pontos. Entre os demais índices da região, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,04%; o DAX, de Frankfurt, recuou 0,02%; e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,26%. Na Ásia, o clima foi mais positivo, especialmente após o retorno dos investidores chineses de um feriado prolongado. A expectativa de que uma revisão das tarifas dos EUA beneficie a economia chinesa impulsionou os mercados, fortalecendo o iuan e estimulando compras em várias bolsas da região. Na China, o índice de Xangai subiu 0,9% e o CSI300 avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei cresceu 0,9%, para 57.321 pontos. O Kospi, na Coreia do Sul, subiu 2,11%, e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,75%. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels

Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil Os Estados Unidos passaram a aplicar, a partir desta terça-feira (24), uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções. A medida foi informada em um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e corresponde à taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) — e não aos 15% mencionados por ele no dia seguinte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anteriores, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou uma nova taxa global temporária de 10%. No sábado (21), afirmou que elevaria esse percentual para 15%. Em comunicado destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP informou que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%”. A decisão ampliou a incerteza em torno da política comercial dos EUA, sem esclarecer por que foi adotado o percentual mais baixo. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca segundo o qual o aumento para 15% ocorrerá posteriormente com um decreto formal. A Reuters informou que não conseguiu confirmar essa informação de imediato. A cobrança das novas tarifas começou à meia-noite, enquanto a aplicação das taxas anuladas pela Suprema Corte foi suspensa. Essas tarifas anteriores variavam de 10% a 50%. A chamada Seção 122 da legislação americana autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias a todos os países, com o objetivo de enfrentar déficits considerados “grandes e graves” na balança de pagamentos e problemas estruturais no sistema de pagamentos internacionais. Na ordem tarifária, Trump argumenta que há um desequilíbrio significativo nas contas externas dos EUA, refletido em um déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, um déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB e a reversão do superávit de renda primária. Na segunda-feira (23), o presidente advertiu que países não devem recuar de acordos comerciais recentemente firmados com os EUA. Segundo ele, eventuais recuos resultarão na adoção de tarifas ainda mais elevadas, com base em outras leis comerciais. O Japão informou nesta terça-feira que pediu aos Estados Unidos garantias de que será tratado, no novo regime tarifário, de forma tão favorável quanto no acordo atual. A União Europeia e o Reino Unido também sinalizaram que desejam preservar os acordos já firmados. Trump fala sobre o tarifaço Kevin Lamarque/Reuters

Giuliana Passarelli viralizou no TikTok mostrando bastidores de trabalho como assistente pessoal de empresário Reprodução/Instagram/@gbpassarelli_ "Sabe aquele ditado que diz que todo mundo tem as mesmas 24 horas? É mentira", decreta a paulistana Giuliana Passarelli, de 31 anos, que trabalha como assistente pessoal de um milionário. "Ele [o chefe] também tem as minhas 24 horas." Giuliana se dedica a resolver tudo o que o empresário de 35 anos que a contratou não quer fazer, seja a escolha de um terno de 5 mil euros, a produção de uma festa de aniversário ou a compra do material escolar do filho dele. Mas sua rotina pode ser ainda mais extravagante: ela conta, por exemplo, que seu chefe já a chamou para ir às pressas para a França apenas para buscar uma Ferrari. "Tive que arrumar a mala do dia para a noite, porque ele comprou uma edição especial, de colecionador. Chegamos, fomos a uma cidade vizinha a Paris e tive que resolver toda a parte burocrática de como se traz um carro para o Brasil", lembra Giuliana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Seu emprego não tem rotina fixa. Um dia pode ter que levar ao veterinário o cachorro do patrão ou marcar uma consulta no dentista. Os boletos do patrão também são sua responsabilidade. "Sabe quando você está no seu dia mais pilhado, cheio de trabalho, e pensa: 'Esqueci de comprar pasta de dente'? Isso não acontece com ele, porque eu não esqueci." Giuliana se dedica a resolver 'tudo o que seu patrão não quer' Reprodução/Instagram/@gbpassarelli_ Por isso, nas redes sociais, ela se autodenomina uma "babá de milionário". O termo, que viralizou, nasceu de uma piada interna. "Eu brincava com isso porque temos uma relação de amizade muito próxima", diz Giuliana. Segundo ela, o patrão pode "ligar o modo avião da cabeça" enquanto ela assume a responsabilidade por tudo. "Sabe quando você tem que ficar ligada em uma criança de dois anos, em que não se pode piscar por um segundo? Com ele, é a mesma coisa. Sou responsável pela vida de outra pessoa e, do nada, tudo pode mudar." Formada em Publicidade e pós-graduada em Marketing, Giuliana trocou o expediente comercial em agências e eventos pela gestão total da vida do empresário. "Gostava muito do que fazia, mas ainda não tinha me encontrado na rotina. Não me via trabalhando das 8h às 18h, presa atrás de um computador." A oportunidade surgiu na pandemia, quando recebeu a indicação de uma conhecida para trabalhar como assistente de um milionário. Após uma entrevista de só cinco minutos, ele decidiu fazer um teste. Giuliana já trabalha para o empresário há cinco anos. "Por mais que eu não tenha uma rotina estabelecida, isso não é um problema para mim, porque nunca fui uma pessoa apegada à rotina", diz ela. "Gosto mais, porque cada dia é um dia, você faz coisas diferentes e conhece coisas diferentes. Você tem que aprender muitas coisas." Há também o lado excêntrico. Giuliana relata que, após ler uma matéria sobre milionários fissurados em minigalinhas, seu chefe decidiu aderir à moda. Também conhecida como galinha anã, a raça serama passou a ser criada no interior de São Paulo para ser vendida como animal de estimação. Originária da Malásia, ela tem 15 cm de altura, em média — uma raça de grande porte pode atingir 75 cm. "Ele apareceu no escritório com duas, e eu virei, literalmente, babá de minigalinhas", conta a assistente. As aves, que custaram R$ 3 mil cada uma, hoje vivem no sítio de uma funcionária do empresário, mas Giuliana continua recebendo fotos e atualizações para repassar ao chefe. Para não abandonar sua formação, ela passou a produzir conteúdo para a internet. Seu perfil no TikTok já tem mais de 5 milhões de curtidas e mais de 140 mil seguidores com vídeos que narram os bastidores do seu trabalho como "babá" de milionário. Tempo é status Embora em uma roupagem mais moderna, a profissão de Giuliana não é nova. Cristina Proença, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), onde coordena a pós-graduação em Negócios e Marketing de Luxo Contemporâneo, diz que é um desdobramento dos empregados domésticos mais conhecidos dos super-ricos, como governantas e mordomos. "Sempre houve nas famílias tradicionais, inclusive você tem funcionários que passaram de gerações em gerações, pessoas que auxiliavam a casa", diz Proença. Ela aponta que a concentração de riqueza no topo da pirâmide tem impulsionado a demanda por esse serviço ultraespecializado. Um levantamento da consultoria Bain & Company projeta que o mercado de luxo no Brasil — que faturava R$ 74 bilhões em 2022 — alcançará R$ 150 bilhões até 2030, impulsionado por famílias com patrimônios superiores a US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões). O grupo dos "super-ricos" no Brasil é composto por 141,4 mil pessoas, segundo o governo federal. A lei sancionada no ano passado que isentou o Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil caracterizou o grupo como contribuintes de alta renda, que ganham acima de R$ 50 mil por mês. Com um mercado cada vez mais voltado a serviços exclusivos, a superpersonalização se torna a chave da experiência de luxo. "Um personal assistant [assistente pessoal] é alguém que conhece tão bem seu cliente que vai poder customizar essas experiências para o que esse público realmente está buscando — algo muito exclusivo, que ninguém mais consegue ter acesso." O objeto de desejo mais valioso não é material, mas o tempo. "Quando você fala da contratação desse staff [equipe ou funcionário], você está falando realmente de ganhar tempo comprando o tempo de outras pessoas", diz Proença. "Você tem coisas que você teria que fazer, como cuidar de uma casa, mas que isso te priva de fazer uma série de outras coisas. Se elas podem ser administradas por um terceiro, você não tem que se envolver", continua. "Isso até é um símbolo de status: você ter tempo." A professora diz não gostar do termo "babá de milionário" por considerar que isso infantiliza quem tem um assistente pessoal. "Parece que a pessoa não tem condições de desenvolver sozinha. Quando falo o termo babá é uma criança ou bebê que não tem autonomia", argumenta. A lógica para quem tem muito dinheiro e contrata esse tipo de serviço é diferente. "As tarefas mais simples podem ser super terceirizadas. Às vezes, são situações como trazer um copo d'água", afirma. "É a mentalidade de ser servido o tempo inteiro, mas muito mais como uma questão de opção, de falar 'prefiro pagar para não ter que fazer esse trabalho', do que por incapacidade ou impossibilidade de fazer por conta própria." Experiências e flexibilidade atraem 'babás' Em Goiânia, João Victor Marques, de 29 anos, vive uma realidade semelhante à de Giuliana. Sua trajetória no mercado de luxo inclui passagens por Mônaco, Dubai, Londres e Zurique, trabalhando para um empresário inglês. "Uma das situações mais inusitadas do meu trabalho foi jantar em um iate do Leonardo DiCaprio, que estava ancorado em Mônaco. O marido do meu ex-patrão foi convidado para um jantar, e nós fomos convidados", relata João Victor. Por sentir falta do Brasil, ele voltou a morar no país. Hoje, ele é assessor pessoal de uma empresária conhecida localmente como a "rainha dos motéis", ele funciona como uma extensão da patroa. "Eu sou porta-voz dela no geral", define. "Cuido da vida dela no geral, da casa dela, dos afazeres dela e de todo o marketing dos motéis." Para João Victor Marques, profissão atrai por proximidade a estilo de vida glamouroso Reprodução/Instagram/@_eujoaovictormarques Ele conta que mora sozinho, mas passa os dias de semana na casa da chefe. Ele afirma que o cargo exige confiança e responsabilidade para cuidar tanto das contas bancárias quanto de preciosos segredos pessoais. "A gente tem que deixar a conta no banco com limite máximo de Pix, sem horário. Já fiz Pix monstruosos, de R$ 200 mil." João Victor não esconde o fascínio pelo acesso ao mundo dos super-ricos que o cargo proporciona. Para ele, a profissão é uma oportunidade de ascensão social. "Sempre tive tudo do bom e do melhor, mas nada também gigantesco, era o básico. Então, o que me atrai é viver tudo o que vivo e receber por isso." A trajetória de João Victor no mercado de luxo inclui passagens por Mônaco, Dubai, Londres e Zurique Reprodução/Instagram/@_eujoaovictormarques Já Giuliana valoriza a liberdade de gerir sua própria vida enquanto administra a vida de outra pessoa. "Para mim, qualidade de vida de poder morar onde quero, ter os meus horários... É imbatível a qualquer salário." Ela diz que um assistente pessoal não vive 24 horas à disposição do chefe. "Consigo resolver todas as minhas coisas... Estou com minha família e estou resolvendo toda a vida do meu chefe", afirma Giuliana. A convivência diária com a riqueza extrema também provoca nela sentimentos conflitantes. Giuliana admite, por exemplo, que ver diariamente gastos tão elevados pode ser chocante em um país com uma desigualdade social tão grande como o Brasil. Um relatório sobre desigualdade global, o World Inequality Report 2026, afirma que a desigualdade brasileira "permanece entre as mais altas do mundo". "Lógico que isso pega. A gente convive com outras realidades, e tem momentos que a gente acha super injusto. Tem horas que fico: 'Meu Deus, por que tanta diferença?' Não precisaria ser assim", diz. "Mas não sou a pessoa que vai julgar se você vai gastar R$ 40 mil em um camarote de balada... Tirei de mim esse julgamento quando entendi que só estou fazendo a minha função." Giuliana encara o que publica nas redes sociais sobre seu trabalho como uma espécie de entretenimento, sem a pretensão de ditar regras sobre a profissão. Para ela, o sucesso de seus vídeos está na capacidade de mostrar um universo que pode ser muito distante para o público. "Não tenho interesse em ensinar nada ou criar um curso de como ser babá de milionário", afirma. "Também não estou querendo que você tenha uma bolsa de grife, eu só estou te mostrando que isso existe. Esse é o mundo normal deles", continua. "Não criei a profissão, ela já estava ali. Apenas trouxe o bordão e mostrei que ela existe." Organização e jogo de cintura O setor dos assistentes pessoais dos super-ricos está se profissionalizando com empresas especializadas em fazer a ponte entre os super-ricos interessados nesse tipo de serviço e quem quer trabalhar com isso. A agência Lu Xavier, de São Paulo, define seu negócio como uma "boutique especializada no recrutamento de funcionários domésticos", focada em residências de alto padrão. O processo seletivo inclui "análise da certidão de antecedentes criminais, pesquisa de referências, histórico de dívidas e checagem de exames médicos anteriores". A empresária Luciana Xavier afirma que abriu o negócio ao identificar demanda no mercado. Após mais de 25 anos trabalhando com famílias de alta renda, grande parte do tempo como governanta em regime CLT, ela passou a questionar a atuação das agências tradicionais. "Eu passava o perfil e me mandavam profissionais que não estavam de acordo. Foi aí que percebi uma lacuna, principalmente na qualidade do serviço", diz. Sua empresa trabalha com agenciamento de profissionais domésticos diversos, de governantas a jardineiros. Para assistentes pessoais, ela aponta critérios específicos, começando pelo conhecimento do mercado de luxo. "Você precisa saber qual florista acionar, qual buffet contratar, organizar um jantar. Não adianta não conhecer esse universo." Apesar da viralização da profissão nas redes sociais, Luciana afirma que a discrição é indispensável. "Muitas casas exigem termos de confidencialidade. Eles não gostam de exposição", pondera. Segundo ela, o rótulo de "babá de milionário" não reflete a rotina da maioria. "É exceção. Quem vê pode achar que é só viajar e aparecer, mas o trabalho é gestão, responsabilidade e discrição." Na prática, diz, a personal assistant atua como gestora da casa. "Todos os funcionários se reportam a ela", diz. Entre as funções estão implantar rotinas, supervisionar equipes, cuidar da manutenção e coordenar prestadores de serviço. Em alguns casos, também organiza compromissos pessoais dos empregadores. A remuneração média, segundo Luciana, varia de R$ 15 mil a R$ 30 mil, a depender da estrutura da família e das atribuições. "A média é R$ 15 mil. Acima disso, são poucas famílias", ressalta. Os contratos podem ser em regime CLT ou como pessoa jurídica (PJ). Giuliana, que tem um contrato CLT, não expõe qual é sua remuneração, apenas que a função oferece "segurança financeira". Além de viagens internacionais e ambientes luxuosos, o trabalho de um assistente pessoal também impõe sacrifícios pessoais e exige habilidades específicas. Jogo de cintura com imprevistos e pedidos de última hora, ser organizado e ter inglês fluente são considerados pelos recrutadores como essenciais. Giuliana valoriza a liberdade e flexibilidade que o trabalho oferece Reprodução/Instagram/@gbpassarelli_ "Resolvo muita coisa do meu chefe fora do país. Tenho que ser uma pessoa antenada no sentido de o que o mercado está buscando, entender o estilo de vida da pessoa e trazer coisas que tenham a ver com ele. Por exemplo, em relação a marcas de luxo, entender o que está estourando e comprar para ele antes mesmo de lançar." Cristiana Proença diz que é preciso ter repertório cultural. "Para lidar com esse público, que é muito exigente, é necessário saber conversar com ele", afirma. Ela diz que o profissional ideal muitas vezes vem de setores como a hotelaria de luxo ou o gerenciamento de clientes VIP de grandes marcas. O valor do assistente, segundo Proença, está na rede de contatos que ele constrói. "Você vai começar a conhecer o gerente do aeroporto de aviação executiva, a florista... Isso é ouro puro, ainda mais para quem está começando", explica.

Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil O Banco Central (BC) designou um novo liquidante e um responsável técnico para assumir a função de administrador do Banco Master. O comunicado foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (24) e anuncia a designação de Sebastião Marcio Monteiro para substituir a EFB Regimes Especiais de Empresas LTDA entre os dias 20 de fevereiro e 6 de março. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nesse período, o responsável técnico será Sebastião Marcio Monteiro. A mudança se deve a problemas de saúde e necessidade de afastamento temporário do responsável técnico do liquidante original, Eduardo Felix Bianchini, da EFB. Agora, o novo liquidante, ou seja, o responsável por gerenciar o encerramento das atividades do Master, assume as demandas referentes à liquidação das seguintes empresas que compõem o Banco Master Múltiplo S.A: Banco Master S.A., Banco Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A., Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Operações do Master investigadas pela PF O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025, um dia depois de a Fictor Holding apresentar uma proposta de compra da instituição de Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC rejeitar a aquisição pelo BRB (Banco de Brasília). Um dia antes da liquidação, a Polícia Federal (PF) prendeu o dono do Master, o banqueiro Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos durante a Operação Compliance Zero. O objetivo da operação, ainda em andamento, é combater a venda de títulos de crédito falsos. A instituição emitia CDBs com a promessa de remunerar clientes com taxas muito superiores às praticadas pelo mercado, mas o pagamento não ocorria. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1

Como funcionam os leilões O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vai realizar um novo leilão de carros e motos na primeira semana de março. Os veículos, que foram recolhidos por infrações de trânsito, estão disponíveis para visitação durante os dias 2 e 3 de março. O lote mais barato é por uma moto Dafra Smart 125, de 2011, com lance inicial de R$ 400. Já o mais caro é uma Mercedes-Benz C63 AMG de 2013, com lances a partir de R$ 140 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O leilão acontece de forma virtual o dia 5 de março, mas os veículos estão no pátio municipal de Campinas. A visitação pública acontece entre os dias 2 e 3 de março, das 9h às 16h30. Atenção às datas de lances públicos: Veículos conservados destinados à circulação: acontece no dia 4 de março, às 9h; Sucata aproveitável e sucata com motor inservível: acontece no dia 5 de março, às 9h; Sucata para reciclagem: acontece no dia 5 de novembro, às 9h. Honda Civic LXR custa R$ 16.000, exatos R$ 2.499 mais em conta que um iPhone 17 Pro Max 2TB divulgação/Detran-SP Neste leilão, existem: 🚗 261 veículos aptos a circular; ⚙️ 258 sucatas com motor ainda podendo ser aproveitado; 🔧 53 sucatas com motor condenado, mas podendo servir como peças sobressalentes para outros veículos; ♻️ 16 sucatas para fundição e reciclagem. Segundo o edital do leilão, um carro ou moto aptos a circular significa que eles podem retornar a andar em via pública, ficando o comprador responsável pelo registro do veículo perante o órgão ou entidade executiva de trânsito, com o pagamento das respectivas taxas. O Detran-SP não é responsável pelas peças e afirma que o comprador já está ciente da situação mecânica do veículo, não aceitando posteriores reclamações. Neste leilão, a Dafra Smart 125, de 2011 é a moto mais barata, com lance mínimo de R$ 400. Já o carro mais em conta é um Peugeot 206 Sensation de 2004, com lance partindo de R$ 700. Dafra Smart 125 EFI de 2011, com lance mínimo de R$ 400 divulgação/Detran-SP Veja outros destaques do leilão Mercedes-Benz C63 AMG de 2013 Lance inicial: R$ 140.000 BMW X1 de 2019 Lance inicial: R$ 40.000 Honda Civic LXR de 2014 Lance inicial: R$ 16.000 Volkswagen Gol 1.6 de 2019 Lance inicial: R$ 16.000 BMW F800 R de 2017 Lance inicial: R$ 15.000 Toyota Corolla XEi de 2000 Lance inicial: R$ 5.000 Honda CBX 250 Twister 2004 Lance inicial: R$ 1.200 Fiat Uno Mille Economy de 2011 Lance Inicial: R$ 5.000 Yamaha Fazer YS250 de 2007 Lance inicial: R$ 1.000 Honda CG 160 Fan de 2023 Lance inicial: R$ 5.000 A avaliação estimada para cada veículo é calculada com base nos valores praticados pelo mercado e no estado de conservação da unidade. O lance mínimo é o valor de partida para as ofertas. Os leilões são abertos a todas as pessoas e empresas, mas são vedadas as participações de: Servidores do Detran-SP e parentes de servidores até o segundo grau; Leiloeiro, seus parentes até segundo grau e membros de sua equipe de trabalho; Proprietários, sócios e/ou administradores dos pátios terceirizados, licitados ou conveniados onde se encontram custodiados os veículos, seus parentes até segundo grau e os membros da equipe de trabalho; Pessoas físicas e jurídicas impedidas de licitar e contratar com a administração, sancionadas com as penas previstas nos incisos III e IV do art. 156 da Lei federal n.º 14.133, de 2021 ou, ainda, no art. 7º da Lei federal n.º 10.520, de 17 de julho de 2002. Veja dicas para participar de leilões Leilão de veículos feito pelo Detran-SP divulgação/Governo de São Paulo Como em qualquer leilão, é preciso analisar minuciosamente cada item para saber qual faz sentido na sua garagem. Para te ajudar, o g1 reuniu as principais dicas e as opiniões de especialistas para que você tome a melhor decisão. Existem dois tipos de leilões: os particulares e os públicos. A primeira pergunta que o consumidor pode se fazer é: de onde vêm esses veículos? Os leilões públicos costumam ofertar modelos que foram apreendidos ou abandonados. De acordo com Otávio Massa, advogado tributarista, esses veículos têm origem em operações de fiscalização aduaneira e foram retidos por questões legais, fiscais ou por abandono em recintos alfandegados. Existem também os carros inservíveis de órgãos públicos, como os que já não têm mais utilidade para o propósito governamental e são vendidos para reutilização ou como sucata. “Os veículos são vendidos no estado em que se encontram, sem garantias quanto ao seu funcionamento ou condições, e o arrematante assume todos os riscos”, explica Massa. Em meio aos riscos, há excelentes preços. Porém, existe um passo a passo para verificar o estado do carro, que vamos falar adiante. Diferentemente das revendas oficiais ou multimarca, não é oferecida uma garantia para o produto. É nesse momento que o consumidor tem que ligar o alerta: produtos de leilões particulares podem ter garantia para apenas alguns itens. Os públicos, por sua vez, não têm garantia. Por isso, é importante checar se é possível fazer uma vistoria presencial no modelo antes de pensar no primeiro lance. Luciana Félix, que é especialista em mecânica de automóveis e gestora da Na Oficina em Belo Horizonte, lembra ainda que a burocracia pode ser um grande empecilho para o uso do item leiloado. Um exemplo que ela cita é o de um carro aprendido, que pode ter problemas na documentação. “Esses carros já vêm com burocracias devido ao seu histórico. (...) Às vezes, são carros que necessitam de uma assistência jurídica. Você tem que contratar um advogado para fazer toda a baixa dessa papelada”, alega a especialista. Leilões particulares De acordo com a especialista em mecânica automotiva Luciana Félix a maioria dos pregões particulares oferece carros de seguradoras (geralmente de sinistros, com perdas totais ou parciais), de locadoras, e de empresas com pequena frota, que colocam a antiga para leilão quando precisam fazer a substituição. Simplificando o conceito: 🔒Leilões particulares: frotas de empresas, devoluções de leasing, de seguradoras 🦁Leilões da Receita Federal: apreendidos, confiscados ou abandonados. Tipo de compra Segundo Ronaldo Fernandes, especialista em Leilões da SUIV, empresa que possui um banco de dados de peças automotivas, é fundamental entender que existem duas maneiras de adquirir automóveis ofertados em leilões: para restaurar ou utilização; e aqueles voltados exclusivamente para empresas de desmanche legal. “Não há um tipo específico de veículos que vai a leilão, mas é muito importante verificar qual o tipo de venda que está sendo oferecida para o veículo de interesse, pois alguns veículos poderão circular normalmente e outros servirão somente para desmonte ou reciclagem devido à sua origem”, afirma Fernandes. Nos casos em que os carros são vendidos para desmanches, a origem deles se dá por conta do tamanho do sinistro. “Dependendo do tamanho do sinistro, o automóvel só poderá ser vendido como sucata, ou seja, sem documentação para rodar novamente”, afirma Fernandes. Critérios para venda Segundo o advogado tributarista Otávio Massa, os critérios para que um carro vá a leilão incluem: Valor comercial: veículos com valor residual significativo que justifique a venda; Condição recuperável: mesmo que parcialmente danificados, se ainda tiverem peças reutilizáveis ou puderem ser reparados; Procedimento legal: veículos apreendidos ou abandonados que legalmente devem ser vendidos em leilão público. Resumindo, o que define se um veículo vai ser leiloado é o quanto ele ainda pode despertar o interesse financeiro de novos compradores. Thiago da Mata, CEO da plataforma Kwara, afirma que é feita uma avaliação prévia para determinar o valor a ser cobrado. “Normalmente, ativos que possuem débitos superiores ao seu valor de mercado são considerados sucata e vão para descarte. Da mesma forma, veículos cujo estado de conservação seja muito crítico podem ter o mesmo destino para que possam ser aproveitadas as peças”, argumenta. Otávio Massa corrobora com a visão de da Mata ao afirmar que “não há uma porcentagem mínima específica estabelecida por lei, mas o critério principal é se o veículo tem valor comercial residual. Veículos sem valor ou severamente danificados podem ser descartados”. Carros, caminhões, ônibus e outros modelos destinados a desmanche têm seus respectivos números de chassis cancelados. É como se o automóvel deixasse de existir. Prudência e dinheiro no bolso De acordo com Thiago da Mata, da Kwara, inspecionar o veículo é de suma importância. Afinal, os carros podem ter distintos estados de conservação, o que tem que entrar na lista de preocupações de quem participa de um pregão. “[Os veículos] podem tanto estar em bom estado de conservação, como também é possível que tenham ficado em pátio público durante um período de tempo importante”, afirma. Os carros podem ter marcas provocadas pelo período em que ficaram expostos ao clima: pintura queimada, oxidação da lataria, manchas provocadas pela incidência solar. E esses reparos também precisam entrar no planejamento financeiro do comprador. Idealmente, a inspeção deve ser feita de forma presencial, segundo os especialistas consultados nesta reportagem. Ao verificar um carro, por exemplo, é preciso verificar tudo: bancos, painéis de porta, console central, volante, conferir os equipamentos, a quilometragem, ligar o carro, abrir o capô, checar a existência de bateria de 12V e, se possível, levar um especialista ou mecânico de confiança para checar as partes técnicas e prever possíveis custos extras com manutenção. Luciana Félix, que é especialista em manutenção, diz que o consumidor precisa ver até o histórico de manutenção, se possível. E documentar tudo com fotos. “Comprar carros em leilão é tipo um investimento de risco, você pode se dar muito bem ou muito mal, pois você não poderá andar com o carro para saber como está o seu motor ou câmbio, pois todos os veículos estão lacrados”, argumenta a proprietária da Na Oficina. É importante ressaltar que essa é a mesma verificação que se faz ao comprar um automóvel usado, seja presencial ou via marketplace: deve ser feita uma avaliação técnica, além de checagem da quilometragem rodada e documentação do ativo. “Importante que seja feita a verificação de débitos ou algum tipo de bloqueio para venda, pois a responsabilidade por estes pagamentos pode ser diferente de leilão para leilão. Estas informações devem estar presentes no Edital, que deve ser lido com atenção antes que qualquer lance seja dado”, alerta Thiago da Mata, da Kwara. Quando a compra é feita pela internet e não existe a possibilidade de visitar o produto, é indicado solicitar uma vídeo-chamada para fazer essa inspeção. Não é o ideal, mas já ajuda a verificar o estado do carro, mesmo que seja à distância. O que verificar: Documentação: incongruências jurídicas; Custos para regularização; Estado de conservação do carro; Custos para restauro; Condições de compra; Inspeção mecânica e de equipamentos. Assim, se você vai participar de um leilão pela primeira vez, atente-se para os seguintes passos. Estude: leia o edital e entenda as regras do leilão; Verifique a procedência: se certifique que o veículo não tem pendências legais; Defina um orçamento: estabeleça um limite máximo de gastos; Inspecione: se possível, veja o veículo pessoalmente ou solicite um relatório detalhado; Experiência: participe de leilões menores para entender a lógica de funcionamento. ▶️ LEMBRE-SE: Utilize apenas canais oficiais para se comunicar com o leiloeiro e verifique sempre a autenticidade das mensagens. Evitar fraudes já é um bom começo.

Pessoas saem da padaria Mashenka, nos arredores de Moscou, Rússia AP/Alexander Zemlianichenko A padaria de Denis Maksimov, nos arredores de Moscou, ficou famosa da noite para o dia depois de ele ter aparecido no programa anual de perguntas e respostas do presidente Vladimir Putin, em dezembro. Em frente à padaria — chamada Mashenka, em homenagem à sua filha mais velha — ele implorou a Putin por vídeo que analisasse as novas reformas tributárias que estão aumentando significativamente a carga sobre pequenas empresas como a dele. “Entendemos muito bem que não é uma situação fácil para o país. Entendemos que o aumento de impostos é necessário”, disse Maksimov. “Para ser franco, estamos olhando para o futuro sem otimismo. Muitas empresas vão fechar. Com o quarto aniversário da invasão em larga escala da Ucrânia por Putin , a crescente pressão sobre a economia russa começa a se manifestar. As receitas do petróleo estão diminuindo , o déficit orçamentário aumentou e os gastos militares que impulsionaram o crescimento robusto estagnaram. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Kremlin agora está explorando os consumidores e as pequenas empresas em busca de fundos. O imposto sobre valor agregado (IVA) foi aumentado em 2% e os limites de receita para obrigar as empresas a pagá-lo foram drasticamente reduzidos. Os russos comuns parecem estar sentindo o impacto. Empresários entrevistados pela Associated Press descreveram uma queda constante na demanda por seus bens e serviços, um aumento repentino nos custos devido à adaptação dos fornecedores à reforma tributária e uma carga tributária que agora é dezenas de vezes maior. Alguns disseram que reduziram o tamanho de suas empresas para continuar operando, enquanto outros fecharam as portas. Um vídeo recente nas redes sociais mostrou as consequências econômicas: espaços comerciais vazios na principal avenida de São Petersburgo, a Nevsky Prospekt, onde loja após loja fechou as portas. "Nunca me senti tão assustada, tão desprotegida, tão ansiosa como neste ano", disse Darya Demchenko, proprietária de uma rede de salões de beleza na segunda maior cidade da Rússia. O presidente russo Vladimir Putin experimenta doces da padaria Mashenka em Moscou, em 20 de dezembro de 2025, depois que o proprietário o questionou sobre reformas tributárias em seu programa anual de perguntas e respostas por telefone Mikhail Metzel, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP, Arquivo Um apelo fracassado O apelo de Maksimov a Putin não conseguiu reverter a reforma tributária, que reduziu o limite para obrigar as empresas a pagar o IVA de 60 milhões de rublos (cerca de R$ 4,04 milhões em receita anual) para 20 milhões de rublos (aproximadamente R$ 1,35 milhão). Até 2028, a intenção é ir para 10 milhões de rublos (cerca de R$ 674 mil). O limite de faturamento foi reduzido de forma semelhante para aqueles que utilizam o “sistema de tributação por patente”, no qual pequenas empresas fazem pagamentos anuais fixos — geralmente apenas dezenas de milhares de rublos — em vez de uma porcentagem de suas receitas ou lucros. Este ano, aqueles cujas receitas ultrapassarem 20 milhões de rublos precisarão pagar pelo menos 6% de imposto sobre suas receitas e pelo menos 5% de IVA. Em sua troca de palavras televisionada, Maksimov disse que vinha utilizando o sistema de patentes há oito anos, e Putin respondeu ressaltando a necessidade de uma reforma tributária para combater as importações ilegais "descontroladas", mas prometeu analisar o que poderia ser feito. A presença de Maksimov atraiu a atenção e novos clientes para a Mashenka, que possui três padarias na região de Moscou. A empresa enviou uma cesta de produtos assados ao Kremlin e se vangloria em seu site de que Putin "experimentou nossas tortas". A mídia russa citou Maksimov dizendo que as vendas aumentaram por um tempo, mas sem uma mudança na política tributária, ele cogitou fechar a empresa. Putin mencionou o caso de Mashenka em uma reunião do governo no mês passado, e o Ministro da Economia, Maxim Reshetnikov, propôs medidas que isentariam a empresa de Maksimov do pagamento do IVA e reduziriam seus outros impostos. Pouco depois, o proprietário afirmou que não estava considerando fechar as portas. “Acho que vamos crescer, talvez mais lentamente do que antes, mas não com menos confiança”, disse Maksimov à AP este mês. Ele admitiu, no entanto, que ainda aguarda a aprovação das medidas propostas pelas autoridades. Não se sabe ao certo quando isso acontecerá. Um cliente compra pão na padaria Mashenka, nos arredores de Moscou, Rússia, na quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026. AP/Alexander Zemlianichenko Outros seguem o exemplo. O caso de Maksimov causou indignação entre outros pequenos e médios empresários. Em uma campanha online intitulada "Nós Somos Mashenka", iniciada pela Associação de Empresas da Indústria da Beleza, empresários de toda a Rússia relataram casos semelhantes, observando que, ao contrário de Maksimov, que teve a sorte de conseguir a atenção de Putin, eles não tinham ninguém para ajudá-los. Demchenko, que apoiou a campanha, afirmou à AP que, dos quatro salões de beleza voltados para famílias em sua rede — três próprios e um operado por franquia —, precisou fechar uma unidade e vender outra para conseguir se manter. Segundo ela, a decisão foi motivada pelo aumento expressivo dos impostos e de outros custos, além da queda na demanda pelos serviços. As reformas tributárias fizeram com que ela deixasse de ser elegível para o sistema de patentes e passasse a pagar impostos muito mais altos, além de ter que contratar um contador em tempo integral para lidar com a papelada, disse ela. Seus custos — como aluguel, suprimentos, segurança e serviços bancários — aumentaram 30%, acrescentou, observando que os fornecedores elevaram seus preços muito além do aumento de 2% do IVA. Entretanto, a procura por serviços de beleza tem vindo a diminuir há meses. As restrições da Rússia às redes sociais e plataformas de mensagens a privaram de publicidade barata e de maneiras fáceis de alcançar clientes, disse Demchenko. Segundo ela, o setor de beleza resistiu à pandemia de COVID-19 graças ao apoio governamental, como isenções e adiamentos de impostos, além de estratégias de negociação com os proprietários para a suspensão temporária do aluguel. “Este ano, não sentimos nenhum apoio. Temos a sensação de que querem nos calar”, disse ela. Uma mulher passa por um supermercado fechado em São Petersburgo, Rússia, na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 AP/Dmitri Lovetsky Empresas fechadas Lyalya Sadykova, presidente da Associação de Empresas do Setor de Beleza, afirmou que cerca de 10% dos estabelecimentos do setor de beleza em São Petersburgo fecharam as portas e outros 10% venderam suas empresas em dezembro e janeiro. Ela prevê mais fechamentos nesta primavera. “As pessoas vão fazer as contas. O primeiro prazo para o pagamento de impostos é em abril, e as pessoas vão perceber que não têm dinheiro para pagar, e é aí que o colapso vai começar”, disse ela. “Acho que haverá falências e uma debandada em massa do mercado, porque agora me parece que nem todos fizeram as contas e entenderam a situação.” Quando as reformas tributárias foram adotadas no ano passado, as proprietárias de confeitaria Ilsiya Gizatullina e Railya Shayhieva decidiram fechar seu negócio em Kazan. Assim como Demchenko, elas citaram os aumentos maciços de impostos, o aumento dos custos e a queda na demanda. "Foi uma decisão incrivelmente difícil, "como amputar um membro. Porque morávamos lá, era a nossa vida, 24 horas por dia, 7 dias por semana", disse Gizatullina à AP. Inauguradas em 2020, as empresas sobreviveram à pandemia, que, segundo Gizatullina, foi apenas temporária. O novo sistema tributário veio para ficar. “Entendemos perfeitamente que não será abolido depois de amanhã, e provavelmente haverá uma carga tributária ainda maior no futuro”, disse Gizatullina. Como parte das reformas, mais empresas pagarão impostos mais altos em 2027 e 2028, já que as mudanças afetarão aquelas com receitas ainda menores. Pressão crescente As pequenas e médias empresas representam pouco mais de 20% da economia russa, mas ainda assim é um percentual significativo, afirma Chris Weafer, CEO da consultoria Macro-Advisory Ltd. Aumentar a aplicação do IVA a essas empresas significará uma arrecadação considerável para o orçamento do Estado. Trata-se de “uma estratégia deliberada do Ministério das Finanças para criar fontes de renda mais estáveis e previsíveis” em um momento em que as receitas do petróleo estão em queda e o déficit orçamentário está em alta, disse Weafer. As pequenas e médias empresas têm estado sob pressão desde 2014, quando a Rússia enfrentou sanções devido à anexação ilegal da Península da Crimeia e o governo direcionou a maior parte do seu apoio às grandes empresas. As novas regulamentações fiscais aumentam a pressão, disse Weafer, e embora seja improvável que isso arruine a economia, irá dificultar o crescimento quando a guerra terminar. “O único motor de expansão, crescimento e inovação necessário em uma economia é o setor que mais sofreu nos últimos quatro anos e continua sofrendo hoje”, disse ele.

Feira de tecnologia para o Agro tem protetor solar para frutas e robô que confere lavoura Protetor solar líquido para frutas e um robô guiado por inteligência artificial que transita sozinho pelas lavouras de uva e maças para identificar e quantificar a produtividade do pomar. Essas duas soluções, especialmente aplicadas ao segmento, chamaram a atenção dos visitantes na abertura da 12ª edição da Coplacampo, uma feira de tecnologia de agronegócios, inaugurada nesta segunda (23) em Piracicaba (SP). Ccom 170 expositores, a Coplacaepo espera movimentar R$ 500 milhões até o último dia da feira de tecnologia de agronegócio, nesta sexta-feira (27). Durante a abertura do evento, realizado pela Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), a equipe da EPTV, afiliada da TV Globo na região, foi ver de perto como funcionam essas inovações. Algumas delas, ainda estão em fase de testes. Confira, abaixo. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Feira de Agronegócio apresenta protetor solar para frutas em Piracicaba Reprodução/EPTV Protetor solar para frutas Comercializado em líquido, o produto desenvolvido por uma empresa de Vinhedo (SP), a exemplo de um protetor solar utilizado em humanos, cria uma camada para evitar que a fruta sofra com as altas temperaturas. “Como ele cria essa camada branca, ele ajuda a repelir algumas pragas voadoras que são atraídas pela massa verde. Então, ele também tem os efeitos adjacentes, mas como proteção solar, o grande objetivo desse produto é evitar a perda de produtividade”, diz Tânia Zen, sócia-fundadora da empresa. “Com as temperaturas aumentando em diferentes regiões, ele é uma tecnologia eu pode ser usada de forma muito ampla, em momentos específicos de cada fase da planta”, afirma Tânia. Robô em fase de testes da Embrapa que confere a lavoura com inteligência artifical é apresentada durante Coplacampo em Piracicaba Reprodução/EPTV Robô da Embrapa Outra tecnologia apresentada na Coplacampo atende as demandas da agricultura de precisão. Um robô desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que terá a característica de transitar de forma autônoma por lavouras para fazer a identificação e quantificação de produtividade, especialmente no segmento de frutas. Durante o evento, o equipamento foi demonstrado com a utilização de um controle, manuseado pelo pesquisador, para comandar seus movimentos durante um trajeto em meio a um talhão de cana-de-açúçar. Finalizada a fase de testes, o objetivo é que o robô execute as rotinas de forma autônoma. “Da mesma forma em que hoje a gente desenha um circuito para os drones fazerem a cobertura do talhão, a ideia é que o robô faça a mesma coisa, execute sozinho um trajeto dentro do pomar e traga as imagens”, explica Thiago Santos, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Robô desenvolvido pela Embrapa anda sozinho e confere a lavoura com inteligência artifical Reprodução/EPTV O programa foi desenvolvido com o uso de inteligência artificial e, segundo o pesquisador, tem sido testado em lavouras de maçã e uva. “Há câmeras voltadas para cada lado do corredor, então a gente consegue pegar frutos dos dois lados, e o software de Inteligência artificial vai quantificando as frutas e com o GPS vai georreferenciando a posição, com precisão de centímetros da localização de cada fruto no talhão”, aponta o pesquisador. “Com isso, a gente consegue não só fazer uma estimativa de colheita, mas consegue geoespacializar, mostrar no talhão onde há áreas com maior número de frutos e os agricultores que vão usar, por exemplo, práticas de agricultura de precisão podem revisitar o seu talhão e tomar as medidas necessárias para melhorar a produção”, diz Santos. VEJA TAMBÉM Piracicaba recebe feira de agronegócio com mais de 270 expositores VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil Entrou em vigor nesta terça-feira (24) a nova tarifa imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às importações provenientes de todos os países. A decisão foi anunciada pelo mandatário norte-americano após a Suprema Corte do país ter derrubado, na última sexta-feira (20), o tarifaço determinado em 2025. Na última sexta-feira (20), o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva autorizando uma tarifa de importação de 10%, poucas horas após a decisão judicial. Em seguida, disse que elevaria a alíquota para 15%, mas até esta terça-feira não havia publicado uma diretriz formal para oficializar o aumento. 🔎 Segundo aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), a tarifa em vigor corresponde ao percentual inicialmente anunciado, de 10%. De acordo com o Financial Times, a medida é temporária, e a Casa Branca prepara um decreto para elevar as tarifas para 15%. Entidades ligadas ao setor produtivo e analistas avaliam que, apesar da manutenção da incerteza no ambiente internacional, com mudanças frequentes de regras, os dois fatos combinados foram positivos para as exportações brasilerias. Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a imposição de uma tarifa global de 15% amplia a instabilidade, afetando o planejamento, os contratos e os investimentos das empresas. Ao mesmo tempo, a FIEMG considera que, por se aplicar a todos os países, a medida preserva a competitividade relativa do Brasil. "O setor produtivo precisa de previsibilidade. Mudanças sucessivas nas regras comerciais geram insegurança e comprometem o ambiente de negócios. Ainda assim, é importante destacar que a aplicação global da tarifa mantém condições isonômicas de concorrência, o que reduz distorções competitivas”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da FIEMG. Decisão da justiça dos EUA Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior, acredita que a determinação da Justiça dos Estados Unidos, anterior ao novo anúncio de Trump, foi muito positiva para os exportadores que ainda estavam sobretaxados. "Melhora muito até porque, teoricamente, iguala com os outros países. Então aí você tem uma possibilidade de aumento de competitividade desses setores. Como o Brasil estava com uma tarifa muito alta de 40%, nesses produtos eles aumentam a competitividade", disse Welber Barral, da BMJ. O presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasi (Amcham Brasil), Abrão Neto, considera que a decisão da Suprema Corte abriu caminho para uma redução considerável das tarifas e melhorou o acesso ao mercado dos Estados Unidos. "Havia uma sobretaxa bastante expressiva, exclusiva ao Brasil. A partir da decisão da suprema corte, e uma tarifa global de 15%, houve uma redução para esses produtos brasileiros no tamanho da tarifa, de 50% a 40%, para 15%. E agora esses produtos têm a mesma tarifa dos seus competidores mundial", declarou Abrão Neto, da Amcham Brasil. A estimativa da Amcham Brasil é que produtos que representam cerca de US$ 13 bilhões em vendas anuais aos EUA serão beneficiados, o equivalente a um terço das vendas brasileiras aos norte-americanos. "Mas não se pode ter uma avaliação tão convicta desses efeitos, porque a gente não sabe como vai ser a situação nas próximas semanas e meses. O governo americano disse que vai continuar abrindo novas investigações", explicou o executivo. Impacto Brasil Segundo a Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional, Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas norte-americanas nos últimos dias, incluindo a decisão da justiça dos EUA. Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert. Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. Arte/g1

Smartphones estão entre os produtos afetados pelo aumento do imposto de importação Naine Carvalho/ Rede Amazônica O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre mais de mil produtos — medida adotada no início de novembro para proteger a indústria nacional. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem. ➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. A decisão do governo, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional. Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump; presidente reage com nova taxa O que diz o governo O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". ➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial". O governo também informa que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]". ➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias. Protecionismo 🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida. Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais' Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado. Impacto para as empresas Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas. E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira. "O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group. Efeito inflacionário O Fiorde Grup estimou que, na prática, o aumento de tarifas pode se refletir: No preço de motores de portão em condomínios; No custo de televisores e eletrodomésticos; Na manutenção de equipamentos hospitalares; No valor de exames médicos; Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva". "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu. Produtos afetados Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil "Voltamos para o jogo". É assim que o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, define essa terça-feira (24), dia em que o tarifaço dos EUA sobre quase metade dos produtos brasileiros deixa de valer, graças a uma decisão da Suprema Corte americana, na sexta-feira (20). Veja quais produtos brasileiros ficam isentos a partir desta terça Grandes produtos de exportação do Brasil para os EUA, como carne bovina e café em grão, já estavam isentos do tarifaço desde o final do ano passado, mas café solúvel, mel, frutas e pescados ainda sofriam com sobretaxas de 10% e 40%. Horas após a decisão da Suprema Corte, o presidente americano Donald Trump anunciou uma tarifa global de 10% e, no dia seguinte, elevou a alíquota para 15%. No entanto, a tarifa que entrou efetivamente em vigor é de 10%. Mas nem isso desanimou os setores que ainda estavam sobretaxados. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, explica que a tarifa do produto brasileiro nos EUA estava maior em relação a outros competidores. "Agora é a mesma para o mel de todos os países. E se é para todo mundo, não tem problema, porque o nosso mel é muito competitivo", afirma. ➡️Nem todos os setores do agro sofrerão com a nova taxa global de Trump. Carne bovina, café em grão e suco de laranja estão isentos, segundo decisão da Casa Branca, publicada na sexta. A seguir, veja como os setores que ainda estavam sobretaxados estão se preparando após a derrubada do tarifaço e a nova taxa de 10%. 🍯Mel 🐟Pescados ☕Café Solúvel 🍇Frutas 🍯Exportadores de mel esperam retomar contratos A apicultura brasileira é, basicamente, formada por pequenos produtores que, para conseguirem exportar, vendem a produção para empresas de comércio exterior. Azevedo conta que as empresas do setor já voltaram a conversar com os clientes americanos e que a expectativa é de que os contratos sejam retomados a partir de março. "O mel que o Brasil vende para os EUA é o orgânico. Não tem concorrente no mundo que consegue fornecer na escala que a gente fornece. Então, com a tarifa igualada para todos [países], ficamos em vantagem", diz o presidente da Abemel. Após o tarifaço, o setor conseguiu exportar para os EUA o que já estava previsto em contratos anteriores, mas não fechou novos negócios, diz Azevedo. "Houve um grave problema de escoamento e desvalorização do mel no campo. A produção atrasou devido ao clima e, quando ficou pronta, encontrou o mercado travado pelo tarifaço", destacou. "Muitos produtores operaram no prejuízo, tentando vender mel para o mercado interno, mas o Brasil não tem capacidade para absorver todo o volume". "Cerca de 80% das exportações brasileiras de mel vão para os Estados Unidos, o que torna impossível substituir esse mercado rapidamente por outros países", acrescentou. Azevedo afirma que um dos grandes receios do setor era que o consumidor americano deixasse de consumir o mel orgânico brasileiro para comprar o mel tradicional de outros países. Segundo ele, os EUA já estavam comprando mel tradicional de outros mercados. "Agora mudou a conversa, estamos num cenário mais de otimismo", destacou. Mel não é tudo igual: conheça os principais tipos feitos no Brasil e por que alguns custam até R$ 600 Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin 🐟Setor de pescados prevê reabrir postos de trabalho O setor de pescados está otimista em deixar para trás a tarifa de 50% e encarar a nova taxa de 10%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca). Os norte-americanos são um importante mercado para o segmento. Em 2024, o país comprou quase metade de todo o pescado brasileiro vendido para o exterior, segundo dados do governo federal. Além disso, os EUA são os principais compradores da tilápia, pescado brasileiro mais exportado em volume. A tarifa de 50% fez com que o setor perdesse contratos internacionais, diminuísse a produção e tivesse que cortar postos de trabalho, segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca. Com a tarifa de 10%, a perspectiva é bem mais favorável. "A expectativa da entidade é que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor ", afirma a Abipesca. Nesse cenário, a entidade prevê também que as "exportações brasileiras de pescado alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, com destaque para produtos como a tilápia, principal item embarcado para os EUA". Além disso, a nova tarifa de 10% deixará o pescado brasileiro, em especial a tilápia, mais competitivo no exterior, segundo Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, a Peixes Br. "O motivo é que nosso principal concorrente, a Colômbia, agora estará submetido à mesma taxa que o Brasil", afirma. ☕Café solúvel 'voltou para o jogo' Para a indústria de café solúvel, a derrubada do tarifaço de 50% representou um “alívio” após seis meses seguidos de perdas nas exportações, diz o diretor-executivo da Abics, Aguinaldo Lima. “Os Estados Unidos são o maior comprador do café solúvel brasileiro há mais de 60 anos. [...] Nesse período de agosto a janeiro do tarifaço, o volume das exportações caiu 50% e as perdas aumentavam a cada mês”, afirma. Lima explica que, assim como para os exportadores de mel, a tarifa global de 10% imposta por Trump coloca o Brasil em pé de igualdade com outros competidores. "Nós voltamos para o jogo. É como se, agora, tivesse tarifa zero para todos. Com todo mundo no mesmo patamar, a gente entra com as mesmas condições de competitividade”, comenta. “Durante o tarifaço, o volume dos contratos foi reduzido e alguns foram efetivamente rompidos. Como os importadores americanos não conseguiam arcar com os custos extras [da taxação do produto brasileiro], eles foram para concorrentes, como México, Colômbia, Vietnã, Equador e alguns países europeus”, diz Lima. “A expectativa é retomar contratos. As empresas brasileiras e os clientes americanos se conversam todos os dias, alguns mantêm laços de amizade, porque é uma relação comercial de longo prazo. O diretor esclareceu que não houve demissões durante o período do tarifaço. O setor é formado por seis grandes empresas e o fato de elas exportarem para mais de 100 países ajudou a equilibrar as perdas para os EUA. 🍇Uva em compasso de espera As frutas mais exportadas pelo Brasil para os EUA são a manga e a uva. A primeira já tinha ficado isenta no final do ano passado, mas deverá voltar a ter tarifa de 10% nesta terça, explica o diretor-executivo, Eduardo Brandão. Já a uva, que vinha sofrendo com uma sobretaxa de 50%, será beneficiada com a decisão da Suprema Corte dos EUA. A taxação, agora, cairá para 10%, o que também traz alívio para o setor. Apesar disso, Brandão afirma que não há notícias de retomada de contratos. “Tanto os produtores do Vale do São Francisco quanto os distribuidores e parceiros americanos estão aguardando a situação se definir melhor antes de retomar as conversas e contratos”, afirmou. A uva foi o produto mais prejudicado pelo "tarifaço", sofrendo uma redução de 73% no volume enviado para os EUA em 2025, segundo Brandão. “Alguns envios foram feitos porque estavam programados e a gente não queria perder o cliente. Então, mesmo perdendo, a gente mandou”, disse Brandão. Impactos do tarifaço dos EUA Kayan Albertin/g1 g1 Veja mais: Com denúncias de animais em meio a fezes e com pouco espaço, exportação de gado vivo dobra em 3 anos no Brasil Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.976 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 116 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (24), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do última sábado (21), nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Trump sobe de 10% para 15% tarifa global sobre importações A nova tarifa global de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos passa a valer nesta terça-feira (24). A medida foi instituída pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado a mais de 180 países em abril. Duas alterações importantes entram em vigor às 00h01 (horário de Washington). A primeira é que a decisão da Suprema Corte anula todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A segunda é que a nova tarifa global de 10% passa a valer no mesmo horário. A taxa foi anunciada na última sexta-feira (20), autorizada por meio de uma ordem executiva de Trump poucas horas após a decisão judicial. No dia seguinte, Trump chegou a dizer que elevaria a alíquota para 15%, mas até esta terça-feira não havia publicado uma diretriz formal para oficializar o aumento. Há, contudo, uma ampla lista de produtos isentos. (veja todos eles abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O que isso significa, na prática, para o Brasil? O Brasil era um dos países com as tarifas mais altas aplicadas por Donald Trump. Com a decisão da Suprema Corte, caem duas taxas: As chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado. A sobretaxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025. Trump, contudo, instituiu uma nova tarifa, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a criação de uma tarifa temporária que pode chegar até 15% por 150 dias antes de se tornar obrigatória a aprovação pelo Congresso. Há, porém, vários itens importantes na lista de isenção. (veja abaixo) “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item, em vigor antes das medidas de 2025, acrescida do novo adicional temporário global”, afirma o especialista em comércio exterior Jackson Campos. Campos lembra ainda que as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 10% recém-anunciados, mantendo elevado o custo desses insumos. 'Voltamos para o jogo': setores do agro esperam retomar vendas para os EUA Quais itens brasileiros ficam de fora da nova tarifa? As isenções valem para todos os países, mas itens estratégicos da pauta comercial brasileira ficam livres da sobretaxa. A lista inclui tanto commodities quanto produtos manufaturados de maior valor agregado. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou alguns deles. “Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves.” Veja abaixo alguns dos principais produtos que ficam isentos. 🛢️ Energia e combustíveis Petróleo bruto: isento nas diferentes classificações de densidade (abaixo ou acima de 25 graus API). Óleo combustível (fuel oil) e outros óleos combustíveis: incluindo óleos destilados e residuais. Querosene de aviação (jet fuel): combustível utilizado em aeronaves. 🥩 Agroindústria Carne bovina: cortes frescos, refrigerados ou congelados, incluindo carcaças e cortes de alta qualidade. Café em grão: café torrado, não torrado, descafeinado ou não. Suco de laranja: congelado, concentrado ou não, inclusive fortificado com vitaminas. Fertilizantes: nitrogenados, fosfatados, potássicos e de origem animal/vegetal. Cacau e derivados: grãos, cascas, pasta, manteiga e pó de cacau sem açúcar. ✈️ Aeronaves e peças Aviões civis: aeronaves de todos os pesos (não militares). Motores aeronáuticos: turbojatos, turbopropulsores e motores de ignição por centelha para aviação. Peças e partes: componentes de motores, sistemas de navegação, simuladores de voo terrestres e partes de fuselagem. 🪨 Mineração e siderurgia Alumina calcinada: classificada como óxido de alumínio (exceto corindo artificial). Ferro-ligas: incluindo ferromanganês, ferrossilício, ferrocromo, ferroníquel, ferrotungstênio e ferronióbio. Minérios de outros metais: cobre, níquel, cobalto, zinco, estanho e titânio. 💻 Tecnologia e Indústria Semicondutores: artigos e dispositivos semicondutores específicos. Eletrônicos selecionados: processadores, memórias, unidades de processamento de dados portáteis e máquinas para fabricação de semicondutores. Além da ampla lista de exceções, que inclui minerais críticos, também ficarão isentos produtos do Canadá e do México que estejam em conformidade com o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA). Têxteis e itens de vestuário de países que integram o tratado CAFTA-DR — como Costa Rica e República Dominicana — também terão tarifa zerada. Veja a lista completa na tabela abaixo. Por que esses produtos? Jackson Campos, especialista em comércio exterior, afirma que a decisão de Trump é estratégica e segue a lógica de manter a tarifa como instrumento de negociação com o menor custo interno possível. "O objetivo é calibrar a medida para gerar pressão comercial sem provocar danos relevantes à própria economia dos EUA", diz. "Ao isentar itens críticos, ele reduz o risco de repasse imediato aos preços domésticos, evita rupturas em cadeias produtivas integradas e preserva setores considerados estratégicos", acrescenta. A lógica é: Energia e combustíveis influenciam custos logísticos e a inflação; Insumos do agro, como fertilizantes, afetam a produção de alimentos; Aeronaves e peças entram pela alta integração industrial e pelo impacto sobre a aviação; Minerais e insumos, como alumina e ferro-ligas, são essenciais para a indústria Semicondutores e equipamentos associados são prioridade tecnológica e de segurança econômica.

Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil A nova tarifa global sobre produtos importados pelos Estados Unidos passa a valer nesta terça-feira (24). A medida foi instituída pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado a mais de 180 países em abril. Duas alterações importantes entram em vigor às 00h01 (horário de Washington). A primeira é que a decisão da Suprema Corte anula todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A segunda é que a nova tarifa global passa a valer no mesmo horário, com uma ampla lista de produtos isentos. Na última sexta-feira (20), o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva autorizando uma tarifa de importação de 10%, poucas horas após a decisão judicial. Em seguida, disse que elevaria a alíquota para 15%, mas até esta terça-feira não havia publicado uma diretriz formal para oficializar o aumento. 🔎 Segundo aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), a tarifa em vigor corresponde ao percentual inicialmente anunciado, de 10%. De acordo com o Financial Times, a medida é temporária, e a Casa Branca prepara um decreto para elevar as tarifas para 15%. Nesta reportagem, o g1 relembra os acontecimentos mais marcantes desde sexta-feira, explica os efeitos das decisões e mostra como fica o Brasil nessa história. Veja abaixo, por tópicos, o que há de mais importante sobre o novo tarifaço. Como tudo começou? Como Trump reagiu? Como os 10% viraram 15%? Por que produtos ficaram isentos da tarifa? Como fica o Brasil nessa história? Como foi a reação do governo brasileiro? O que esperar agora? Como foi o histórico do tarifaço de Trump ao Brasil? Como tudo começou? Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações a quase todos os parceiros comerciais dos EUA, o chamado "tarifaço". Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que poderia adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. ⚖️ O caso entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump. Na prática, a decisão derrubou as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA com base na IEEPA. As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio não foram afetadas, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, voltada à segurança nacional. Saiba mais na reportagem abaixo. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump Volte ao índice. Como Trump reagiu? Imediatamente após o parecer da Suprema Corte, Trump classificou a decisão como “uma vergonha” e disse ter “um plano B” para manter as tarifas sobre produtos importados. Mais tarde, informou que usaria outro instrumento legal — não mais a IEEPA — para aplicar uma tarifa global de 10%. Trump disse que ativaria a Seção 122 da legislação comercial dos EUA e a Seção 301. Seção 122 da Lei de Comércio: A lei permite aplicar tarifas de até 15% por um período de até seis meses em situações de desequilíbrio nas contas externas ou risco de desvalorização do dólar, sem necessidade de investigação formal. Após esse período, o Congresso precisa aprovar a prorrogação das medidas. Seção 301 da Lei de Comércio: Essa alternativa permite abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Se forem confirmadas, o governo pode impor tarifas sem limite de valor ou duração. O processo, porém, é mais lento, pois exige investigação formal e consulta pública, o que pode levar meses. Veja mais detalhes na reportagem. Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço Volte ao índice. Como os 10% viraram 15%? Já na noite de sexta-feira (20), a Casa Branca publicou o decreto que confirmava o fim do tarifaço anunciado em abril e formalizava a nova tarifa global de 10%, com base em uma nova lei e início previsto para esta terça-feira (24). Segundo a Casa Branca, as novas tarifas de 10% foram adotadas para corrigir desequilíbrios nos pagamentos internacionais, reduzir o déficit comercial e incentivar a produção americana. Mesmo os envios de baixo valor (os chamados “de minimis”, que eram isentos), passariam a ser cobrados sob a nova taxa temporária. No sábado, Trump anunciou que, após “uma análise completa e detalhada”, elevaria as tarifas globais de importação para 15%. Essa é a taxa máxima permitida pela Seção 122, que autoriza a aplicação de tarifas por até 150 dias antes de avaliação pelo Congresso. Saiba mais na reportagem abaixo. Trump diz que vai aumentar para 15% tarifa global de importação Volte ao índice. Por que produtos ficaram isentos da tarifa? Em outro documento, o governo americano detalhou que uma enorme lista de produtos ficaria isenta das novas tarifas anunciadas por Trump. bens do Canadá e do México que estejam em conformidade com o USMCA (Acordo EUA-México-Canadá); produtos agrícolas específicos, como carne bovina, tomates e laranjas; produtos farmacêuticos e seus ingredientes; minerais críticos, energia e certos eletrônicos; têxteis e vestuário de países do tratado CAFTA-DR (como Costa Rica e República Dominicana) com isenção de impostos. Veja abaixo a lista completa. Jackson Campos, especialista em comércio exterior, afirma que a decisão de Trump é estratégica e segue a lógica de manter a tarifa como instrumento de negociação com o menor custo interno possível. "O objetivo é calibrar a medida para gerar pressão comercial sem provocar danos relevantes à própria economia dos EUA", diz. "Ao isentar itens críticos, ele reduz o risco de repasse imediato aos preços domésticos, evita rupturas em cadeias produtivas integradas e preserva setores considerados estratégicos", acrescenta. Volte ao índice. Como fica o Brasil nessa história? Relembrando: a decisão da Suprema Corte anulou todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). O Brasil era um dos países com as tarifas mais altas aplicadas por Trump nesse tarifaço, e agora são extintas duas taxas importantes: As chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado. A sobretaxa de 40% sobre diversos itens brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025. O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio feito por Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item, em vigor antes das medidas de 2025, acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma. Campos lembra ainda que as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo elevado o custo desses insumos. Por outro lado, itens estratégicos da pauta comercial brasileira ficaram livres da sobretaxa de 15%. A lista inclui tanto commodities, como petróleo, quanto produtos manufaturados de maior valor agregado, caso das aeronaves e máquinas. Veja mais detalhes na reportagem abaixo. Tarifaço de Trump: veja quais produtos brasileiros ficam isentos a partir desta terça-feira Volte ao índice. Como foi a reação do governo brasileiro? O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi o primeiro a se manifestar e afirmou que o Brasil agiu "de forma impecável" enquanto vigorou o tarifaço. "O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes", disse. O vice-presidente Geraldo Alckmin, principal voz nas negociações com os EUA, classificou a decisão judicial como "muito importante para o Brasil" e destacou que a nova tarifa valerá para todos os países, o que coloca o Brasil em iguais condições de competitividade com seus concorrentes. Nesta segunda, Alckmin voltou a comentar o assunto e disse que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas. "Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão", afirmou Alckmin. Saiba mais na reportagem abaixo. Alckmin diz que Brasil foi o 'país mais beneficiado do mundo' com novas medidas de Trump Volte ao índice. O que esperar agora? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os principais setores beneficiados pela decisão, no âmbito da pauta exportadora, são o agronegócio e setores industriais brasileiros. 🔎 A suspensão das tarifas permitirá que produtos como café solúvel, mel, pescados e frutas recuperem espaço e competitividade no mercado americano. Para o Brasil, a derrota do presidente americano abre espaço para a retomada das exportações, com preços mais previsíveis e menor pressão sobre o câmbio. Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior, acredita que a determinação da Justiça dos Estados Unidos, anterior ao novo anúncio de Trump, foi muito positiva para os exportadores que ainda estavam sobretaxados. "Teoricamente, iguala com os outros países e você tem uma possibilidade de aumento de competitividade desses setores. Como o Brasil estava com uma tarifa muito alta, de 40%, aumenta a competitividade", disse. Veja mais na reportagem abaixo. Nova tarifa de Trump para importações dos EUA entra em vigor; veja o que dizem analistas Volte ao índice. Como foi o histórico do tarifaço de Trump ao Brasil? Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções. Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232. No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes. No dia seguinte, Trump anunciou que elevaria a tarifa de 10% para 15%. Saiba mais na reportagem abaixo. Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil Volte ao índice.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), durante a Expo Favela. Fernando Frazão/Agência Brasil O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), rebateu nesta segunda-feira (23) uma declaração do CEO global da Enel, que afirmou que nem “Jesus Cristo” conseguiria evitar apagões na região metropolitana devido às condições da arborização urbana. Em entrevista, Nunes criticou duramente a fala do executivo e acusou a concessionária de incompetência na prestação do serviço. “Nem Jesus Cristo salva essa Enel. Muita cara de pau. Um deboche. O nível de incompetência é tão grande que, somado à capacidade de mentiras, chega a assustar. Mais de 80% dos locais que ficaram sem energia não tiveram queda de árvores”, afirmou o prefeito. A declaração do prefeito ocorre após o CEO da companhia, Flavio Cattaneo, comentar as dificuldades enfrentadas pela rede elétrica aérea em São Paulo. Segundo ele, a queda de árvores durante tempestades danifica cabos e torna mais lento o restabelecimento do fornecimento de energia. “Na nossa avaliação, não se trata apenas de um problema da Enel. Se esse tipo de arborização continuar, só alguém seria capaz de resolver — e não é um ser humano, é Jesus Cristo, porque não há como evitar apagões de outra forma”, disse o executivo. Cattaneo também afirmou que os cabos de energia, em muitos pontos, estão “dentro das árvores”, e não apenas próximos a elas, o que, segundo ele, torna inevitáveis interrupções do serviço em situações de tempestade ou eventos climáticos excepcionais. De acordo com o CEO, o departamento jurídico da empresa e a subsidiária brasileira apresentaram às autoridades locais resultados que indicariam melhora de 50% na qualidade do serviço prestado em São Paulo no último ano. A troca de declarações ocorre em meio a críticas recorrentes à concessionária após episódios recentes de falta de energia na capital paulista e na região metropolitana. Em nota, a Enel disse que reforça que as declarações do prefeito Ricardo Nunes sobre o último evento climático não correspondem à realidade, como a companhia irá demonstrar. "Mais de 90% dos casos de falta de luz foram decorrentes de causas ambientais, como a queda de árvores e galhos ou o contato da vegetação com a rede elétrica, devido ao impacto dos fortes ventos", afirmou a empresa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Enel sob escrutínio Os serviços da Enel estão sob forte escrutínio público no Brasil desde o fim de 2024, quando concessionárias do grupo levaram dias para restabelecer o fornecimento após eventos climáticos extremos. Os problemas são mais evidentes na região metropolitana de São Paulo, onde uma série de apagões após tempestades nos últimos anos expôs dificuldades da empresa em responder rapidamente a situações de emergência, segundo fiscalizações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O governo e a Aneel discutem uma eventual caducidade do contrato da Enel em São Paulo. O processo começou a ser analisado pela agência reguladora em novembro do ano passado, mas foi suspenso após pedido de vista do diretor Gentil Nogueira. Diante da pressão pública, o escopo da análise foi ampliado para incluir o grande apagão ocorrido em dezembro do ano passado, que afetou 4,4 milhões de consumidores. Retorno à pauta A Aneel deve avaliar nesta terça-feira um pedido de Gentil Nogueira por mais 60 dias para elaborar seu voto e recolocar em pauta o processo de eventual caducidade da Enel São Paulo na reunião da diretoria da agência. Segundo o diretor, o prazo adicional é necessário para garantir à empresa o direito à ampla defesa, após a última fiscalização da Aneel apontar desempenho insatisfatório da concessionária no apagão de dezembro. O pedido já recebeu manifestação contrária do diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, que reforçou, em ofício enviado na sexta-feira, a necessidade de deliberação “em caráter de urgência”. A Enel tem se defendido com pareceres jurídicos de especialistas como Marçal Justen Filho e Gustavo Binenbojm. Segundo essas análises, seria ilegal e inconstitucional que a Aneel avalie a eventual caducidade da concessão incluindo o apagão de dezembro. A abrangência da análise já era uma dúvida quando o processo começou a ser discutido, em novembro do ano passado. À época, diretores da Aneel cogitavam estender a avaliação até março deste ano para incluir o período de chuvas, que costuma trazer mais desafios às distribuidoras. Novos investimentos globais A Enel anunciou nesta segunda-feira um plano de investimentos de 53 bilhões de euros entre 2026 e 2028, com maior foco em energias renováveis, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. A empresa não detalhou o volume destinado ao Brasil, mas informou que cerca de 6,2 bilhões de euros serão direcionados às operações na América Latina — Brasil, Chile, Colômbia e Argentina —, “sujeitos à existência de um ambiente regulatório previsível e a uma visão clara do futuro”. Enel produz laudo sobre podas Um projeto-piloto da Enel São Paulo mapeou 770 mil árvores na área de concessão da empresa na Grande São Paulo de forma colaborativa com as respectivas prefeituras. O levantamento apontou que 9 das 145 árvores que efetivamente caíram durante o apagão de dezembro de 2025 na região tinham risco. A informação foi encaminhada pela Enel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entre os dias 10 e 11 de dezembro, mais de 4 milhões de imóveis ficaram no escuro depois de uma ventania histórica atingir a região. A perícia contratada pela Enel começou em outubro de 2024 apontou que a principal causa da queda das árvores foi a força do vento. De acordo com o laudo, problemas secundários, como a presença de fungos, também contribuíram para o tombamento. Veja detalhes na reportagem abaixo. Laudo da Enel apontou risco em 9 de 145 árvores que caíram no apagão de dezembro em SP

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita em São Paulo, durante evento na Fiesp, e se refere à nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos EUA, que passa a valer nesta terça-feira (24) — acompanhada de uma ampla lista de itens isentos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A medida foi adotada por Trump após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). "Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão", afirmou Alckmin. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 💡 O Brasil chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA — apesar de contar com uma ampla lista de itens isentos. Por isso, a redução dessas alíquotas beneficia diretamente os produtos brasileiros. Além de, na prática, representar uma redução geral das taxas, as novas medidas ampliam a lista de isenções para produtos industriais, destacou Alckmin. Conforme documento publicado na última sexta-feira (20) pela Casa Branca, além de petróleo, carne bovina, suco de laranja, café e outros itens, também estão na lista de imposto zerado produtos tecnológicos, como semicondutores e eletrônicos. "Abre-se aí uma avenida para voltarmos a ter um comércio exterior relevante com os EUA", disse. ENTENDA AS MUDANÇAS E COMO FICAM AS COBRANÇAS PARA O BRASIL: Relação estratégica O presidente em exercício também destacou a importância estratégia dos EUA para a balança comercial brasileira. "O maior comprador do Brasil é a China. O segundo é a União Europeia. O terceiro são os Estados Unidos. Mas, embora estejam em terceiro lugar, são primeiríssimos quando se trata de produto industrial manufaturado", afirmou. Ele acrescentou que "a China compra muita commodity, incluindo petróleo bruto, minério de ferro, soja, café, carne e milho, e quem compra produto industrial são os EUA, adquirindo avião, máquina, motor e equipamento". "Então, as tarifas de 10% mais 40% eram um problemão", disse. Brasil e China são os mais beneficiados Conforme publicou o g1, um estudo da Global Trade Alert — organização independente que monitora políticas de comércio internacional — aponta o Brasil e a China como os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump. Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert. Veja abaixo: Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. Arte/g1

Volvo EX30 Ultra Twin Motor divulgação/Volvo A Volvo fará um recall de mais de 40 mil unidades do SUV elétrico EX30, seu carro-chefe, após identificar risco de superaquecimento nos pacotes de bateria, informou a Reuters na segunda-feira. A iniciativa pode afetar a reputação de segurança construída pela montadora ao longo de décadas e gerar custos de milhões de dólares. O recall prevê a substituição de módulos dos pacotes de baterias de alta tensão do SUV compacto, peça central da estratégia da Volvo para enfrentar marcas chinesas de menor preço. A segurança das baterias é um tema sensível tanto para fabricantes de veículos elétricos quanto para os consumidores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ao todo, 40.323 unidades do EX30 nas versões Single-Motor Extended Range e Twin-Motor Performance, equipadas com essas células de alta tensão, são afetadas, informou a montadora sueca — controlada majoritariamente pela chinesa Geely — em resposta a questionamentos da Reuters. “Estamos entrando em contato com os proprietários de todos os carros afetados para orientá-los sobre os próximos passos”, afirmou a Volvo. As ações da Volvo recuaram 4% após a reportagem da Reuters sobre o recall. Na corrida pelo desenvolvimento de veículos elétricos, algumas montadoras já enfrentaram problemas relacionados às baterias. Em 2020, um risco de incêndio levou a General Motors a convocar um recall de 140 mil unidades do Chevrolet Bolt, equipadas com baterias fornecidas pela LG, a um custo estimado de US$ 2 bilhões. Os problemas nas baterias da Volvo surgem em um momento em que a montadora busca economizar US$ 1,9 bilhão e ampliar a integração com sua controladora, a chinesa Geely. As baterias foram produzidas por uma joint venture apoiada pelo grupo, a Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co.. Segundo a Volvo, o fornecedor já corrigiu a falha e será responsável pelo fornecimento das novas células. “ELES PRECISAM ACERTAR” A Volvo informou que fará a substituição gratuita das unidades afetadas e recomendou que, até a conclusão do reparo, os proprietários limitem a recarga a 70% para reduzir o risco de incêndio. “O EX30, em especial, é muito importante para a Volvo, então eles precisam acertar”, disse Sam Fiorani, vice-presidente de previsão global de veículos da empresa de pesquisa AutoForecast Solutions. Desde dezembro, a Volvo orientou proprietários do EX30 em mais de uma dúzia de países — incluindo Estados Unidos, Austrália e Brasil — a estacionar os veículos longe de edifícios e limitar a recarga a 70%, segundo registros regulatórios e a própria empresa. Andy Palmer, veterano da indústria automotiva, afirmou que a Volvo tem menos margem para erros do que suas rivais, já que a reputação de segurança é um elemento central da identidade da marca. “A Volvo não pode se dar ao luxo de um problema de segurança, porque isso atinge o coração da marca”, disse ele. Custo potencialmente elevado para corrigir o problema da bateria Os novos módulos de bateria de reposição podem custar até US$ 195 milhões, sem considerar despesas de logística e reparo, segundo uma análise da Reuters baseada em estimativas do que um fabricante chinês de baterias poderia cobrar. A Volvo afirmou que esses cálculos são “de natureza especulativa” e que segue em negociações com o fornecedor. Antes da divulgação do recall, a Reuters ouviu dois proprietários do EX30 que manifestaram interesse em devolver seus veículos, o que reforça o impacto potencial do problema. O corretor de seguros britânico Matthew Owen disse que escolheu o EX30 pela autonomia e pela reputação de segurança da Volvo, acrescentando que a montadora deveria assumir a responsabilidade por estar “produzindo um carro que é perigoso”. Tony Lu, proprietário de um EX30 na Nova Zelândia, afirmou que teve custos adicionais, já que a limitação da recarga reduziu a autonomia do veículo. “Eu ficaria absolutamente encantado se eles recomprassem o carro”, disse Lu.

Donald Trump aumenta tarifa global de importação para 15% A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu realizou nesta segunda-feira (23) uma reunião extraordinária para avaliar a derrubada do tarifaço de Trump pela Suprema Corte na relação entre a Europa e os Estados Unidos. Os eurodeputados decidiram suspender o processo de implementação do acordo comercial entre o bloco e os EUA. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Zeljana Zovko, do partido de direita PPE, explicou que a suspensão ocorrerá “enquanto a Comissão não esclarecer com os Estados Unidos as condições das novas tarifas alfandegárias” anunciadas pelo presidente americano. A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento deveria deliberar na terça-feira sobre a implementação do acordo, antes de uma votação em sessão plenária prevista para o próximo mês. 🔎 O acordo, concluído em julho após intensas negociações entre Bruxelas e Washington, permitiu limitar a 15% as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a maioria dos produtos europeus, uma porcentagem abaixo dos 30% que o presidente americano havia ameaçado aplicar. Em troca, a UE se comprometeu a eliminar suas próprias tarifas sobre importações americanas, o que exige aprovação do Parlamento Europeu. A Comissão Europeia, que espera que os Estados Unidos respeitem esse acordo comercial, pediu no domingo (22) “esclarecimentos sobre as medidas que os Estados Unidos pretendem adotar” após a decisão da Suprema Corte. A China também avalia as consequências das medidas e pressiona Washington a suspender as taxas “unilaterais”. Em comunicado, o ministro do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que o país "defenderá com firmeza seus interesses". "Revés" e "derrota contundente" A reação do presidente americano à decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegal e, consequentemente, anulou o tarifaço imposto em abril de 2025 a vários países, está estampada na primeira página dos jornais franceses. Libération fala em "revés significativo". Inicialmente, Trump reagiu anunciando uma sobretaxa global de 10%, mas 24 horas depois aumentou a tarifa para 15%. Nessa manobra para driblar a decisão da Suprema Corte americana, o republicano se baseou em uma lei de 1974. O problema é que o texto limita a duração da nova sobretaxa, que entrará em vigor na terça-feira, a 150 dias, informa o Libération. Ela só pode ser prorrogada com aprovação do Congresso. A derrota de Trump foi "contundente", salienta o jornal Les Echos. O diário econômico explica que o presidente americano tenta, com o anúncio, "tapar as rachaduras provocadas pela decisão da Suprema Corte". A reportagem afirma que as tarifas comerciais são a “outra arma” de Trump. Segundo Les Echos, talvez esta seja a ocasião para renegociar a relação transatlântica entre os Estados Unidos e a Europa e revisar o acordo desigual assinado em julho entre Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "Confusão sobre o comércio mundial" Para o Le Figaro, “a confusão reina novamente sobre o comércio mundial”. As novas tarifas alfandegárias globais de 15% podem potencialmente cancelar os acordos assinados com diversas potências, incluindo a Europa. Elas também abrem caminho para o reembolso de cerca de uma centena de bilhões de dólares das sobretaxas já recolhidas. O La Croix avalia, em seu editorial, que a decisão da Suprema Corte faz vacilar o programa econômico e diplomático do presidente americano, que “está de volta à realidade”. Ao considerar que Trump não tinha o direito de impor o tarifaço sem passar pelo Congresso, os magistrados reafirmaram sobretudo os limites de seu poder político. Já era tempo, segundo o jornal católico. Desde a reeleição em 2024, o republicano, deslumbrado com seu poder, vem multiplicando decisões autoritárias, como no caso das tarifas alfandegárias, da prisão de Nicolás Maduro na Venezuela ou do envio da Guarda Nacional a cidades democratas. A derrota jurídica, decidida por seis dos nove juízes da corte — três deles conservadores — reforça a primazia da Constituição sobre o poder presidencial e a existência de contrapesos na democracia americana. Ela também enfraquece o republicano antes das importantes eleições de meio de mandato, em novembro. A expectativa é grande para o discurso sobre o Estado da União de Donald Trump, na terça-feira (24), indica La Croix Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Antoine Schibler/Unsplash

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta segunda-feira (23) estima que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade. Tema da campanha eleitoral deste ano e destaque nas redes sociais, o debate do fim da escala 6x1 pode ser pautado ainda em 2026 no Congresso Nacional. "Esses dados, combinados com as análises que estamos fazendo sobre o tema, mostram que o mais provável é que a produção seja reduzida e o custo unitário do trabalho aumente, trazendo pressão de custos e perda de competitividade das empresas nacionais. Essa dinâmica provoca queda da produção, do emprego e da renda e, consequentemente, do PIB brasileiro”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A projeção da CNI considera dois cenários para a manutenção do nível de horas trabalhadas: a realização de horas extras aos empregados atuais ou a contratação de novos trabalhadores. Proporcionalmente, diz a entidade, o impacto para o setor industrial pode ser de até 11,1% da folha de salários, o que resultaria em aumento de despesas de R$ 87,8 bilhões (horas extras para os atuais empregados) e de R$ 58,5 bilhões anuais (considerando a contratação de novos trabalhadores). Segundo a projeção da CNI, de um total de 32 setores industriais, 21 apresentariam elevação de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada pela empresa para manter o número de horas atuais de produção. Exemplos de impactos por setores econômicos: Indústria da transformação: de 7,7% a 11,6% Indústria da construção: de 8,8% a 13,2% Comércio: entre 8,8% e 12,7% Agropecuária: 7,7% e 13,5% Supermercado de Araraquara adota a escala 5x2 e funcionários aprovam Reprodução/EPTV Micro e pequenas empresas A entidade avaliou, ainda, que as empresas industriais de menor porte seriam as mais impactadas pela redução da jornada de trabalho, uma vez que a proporção de empregados com jornadas superiores a 40 horas semanais é maior nessas empresas. "A dificuldade de adaptação para micro e pequenas empresas, que correspondem a 52% do emprego formal do país, mas que não dispõem de recursos ou estrutura física para ampliar equipes, será ainda maior. Como resultado, essas indústrias tendem a reduzir a produção, perder a competitividade e comprometer os postos de trabalho", diz Ricardo Alban, da CNI. Para o presidente da CNI, a discussão sobre a redução da jornada e mudança da escala de trabalho exige cautela e, se não for feita com o devido debate e análise criteriosa dos impactos, corre o risco de comprometer não apenas a competitividade da indústria, mas toda a economia e o desenvolvimento do país. "Qualquer mudança na legislação trabalhista deve considerar a diversidade de realidades produtivas do país, os efeitos sobre os setores econômicos e empresas de diferentes portes, além das disparidades regionais e do impacto sobre a competitividade e a criação de empregos formais”, conclui.

Donald Trump REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta segunda-feira (23) que qualquer país que quisesse "brincar" após a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço enfrentaria taxas "muito mais altas". "Qualquer país que queira 'brincar' com a ridícula decisão da Suprema Corte, especialmente aqueles que 'exploraram' os EUA por anos, ou mesmo décadas, enfrentarão tarifas muito mais altas e piores do que aquelas que acabaram de aceitar. CUIDADO, COMPRADOR!!!", escreveu Trump em uma publicação no Truth Social. Na última semana, o tribunal decidiu que as tarifas impostas por Trump no ano passado, com base em uma lei de emergência nacional, eram ilegais. De acordo com a Suprema Corte, o republicano teria extrapolado sua autoridade ao impor as taxas, indicando que o presidente precisaria contar com uma "autorização clara do Congresso" para justificar a imposição do tarifaço — o que não aconteceu. A decisão reacendeu a incerteza em outros países sobre acordos comerciais já assinados ou pendentes com os Estados Unidos. Mais cedo, por exemplo, parlamentares da União Europeia decidiram adiar a votação do acordo comercial com os americanos devido à imposição de uma taxa de importação geral de 15% por parte de Trump. (Entenda mais abaixo) Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que aconteceu? A decisão da Suprema Corte dos EUA foi anunciada na última sexta-feira (20). Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos. Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte. A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo. Em resposta à decisão da Suprema Corte, Trump anunciou no último sábado (21) que elevará as tarifas globais de importação para 15%. O anúncio foi feito em uma postagem em seu perfil na rede social Truth Social. Segundo Trump, a medida tem o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua avaliação, prejudicaram a economia americana. LEIA MAIS Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil Países reagem à derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA União Europeia decide adiar votação de acordo com os EUA Diante das incertezas sobre o tarifaço e da nova taxa de importação geral de 15% imposta por Trump, o Parlamento Europeu decidiu nesta segunda-feira adiar a votação do acordo comercial da União Europeia com os EUA. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters. A assembleia da UE tem debatido propostas legislativas para eliminar taxas de importação da UE sobre produtos norte-americanos, uma parte fundamental do acordo firmado em Turnberry, na Escócia, no final de julho do ano passado. O objetivo também é tentar manter a isenção de tarifas sobre lagostas dos EUA, inicialmente acordada com Trump em 2020. As propostas exigem a aprovação do Parlamento e dos governos da UE. A comissão de comércio do Parlamento deveria votar na terça-feira, mas a votação foi adiada, sendo esta a segunda suspensão por parte dos parlamentares da UE. Anteriormente, eles suspenderam seus trabalhos sobre o acordo em protesto contra as exigências de Trump de adquirir a Groenlândia e as ameaças de tarifas extras sobre os aliados europeus que se opunham ao seu plano. Muitos parlamentares reclamaram que o acordo comercial em si é desigual, com a UE obrigada a reduzir a maioria das taxas de importação, enquanto os EUA mantêm uma taxa ampla de 15%. No entanto, eles pareciam anteriormente dispostos a aceitá-lo, embora com condições, como uma cláusula de caducidade de 18 meses e medidas para responder a possíveis aumentos nas importações dos EUA. *Com informações da agência de notícias Reuters.

O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 com resultados históricos, mesmo em um ambiente de crédito mais caro. Ao longo do ano, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, um crescimento de 10,6% em relação a 2024, enquanto as vendas somaram 426.260 unidades, alta de 5,4%. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), também apontam que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve papel central no desempenho do ano passado. O programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre, consolidando-se como o principal motor do setor. (Entenda mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 📈 Em valores, o setor imobiliário registrou um Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 292,3 bilhões — indicador que soma o valor potencial dos imóveis lançados — e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões, que mede o volume financeiro efetivamente comercializado no período. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e diretor de Economia do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), mesmo com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o incorporador continuou percebendo demanda e manteve o ritmo de lançamentos ao longo do período. “As vendas também atingiram recordes, com a curva apontando para cima, o que mostra a resiliência do mercado imobiliário e a sua saúde do ponto de vista dos negócios”, afirmou. Junto ao avanço nos lançamentos e nas vendas, a oferta de imóveis — isto é, o estoque disponível para comercialização — cresceu 8% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, encerrando o ano com 347.013 unidades. Além disso, o último trimestre de 2025 consolidou a tendência de crescimento ao também registrar recordes trimestrais. Entre outubro e dezembro, os principais indicadores atingiram os seguintes patamares: 📦 Lançamentos: 133.811 unidades, alta de 18,6% em relação ao trimestre anterior; 🏠 Vendas: 109.439 unidades comercializadas no período; 💰 Valor Geral de Vendas (VGV): R$ 67,2 bilhões no trimestre. “Se fizermos a média diária, chegamos ao número de 1.215 unidades novas vendidas por dia, sendo 312 apenas em São Paulo”, aponta Petrucci. Minha Casa Minha Vida como pilar do setor De acordo com a CBIC, foram lançadas 224.842 unidades no MCMV ao longo do ano, alta de 13,5% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas somaram 196.876 unidades, avanço de 15,9% no período. Segundo ele, o orçamento e os desembolsos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) atingiram o maior patamar histórico em 2025, somando R$ 142,3 bilhões, abaixo apenas da dotação prevista para 2026, de R$ 160,5 bilhões. “O programa Minha Casa, Minha Vida vai indo muito bem, obrigado”, afirmou, ao avaliar que a disponibilidade de recursos permitiu a expansão dos lançamentos e das vendas ao longo do ano. O impacto foi mais forte nas regiões Sudeste e Norte, onde o programa representou, respectivamente, 55% e 56% das vendas no último trimestre do ano. A oferta do MCMV também cresceu ao longo de 2025, e, no ritmo atual de vendas, o estoque seria consumido em cerca de 7,9 meses, caso não houvesse novos lançamentos. Perspectivas para 2026 A pesquisa também apontou que 50% dos entrevistados pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses. Entre os potenciais compradores, 37% ainda não iniciaram a busca, 8% já pesquisam online e 5% visitam imóveis. 🔎 O tipo mais desejado é apartamento (48%), seguido por casa em rua (34%), casa em condomínio (15%) e terreno (3%). Os principais motivos da compra são sair do aluguel, buscar mais espaço ou deixar a casa dos pais. Para a CBIC, a intenção de compra elevada reforça a sustentação da demanda. “A projeção da demanda potencial permanece elevada e cita fatores como o elevado grau de intenção de compra, a expectativa de queda na taxa básica de juros e a melhora nas condições de crédito”, reforça Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da CBIC. Para 2026, o cenário tende a ser mais favorável. Apesar dos juros estarem no maior nível em duas décadas, a expectativa é de início do ciclo de cortes a partir de março, o que pode reduzir o custo do crédito imobiliário. Além disso, a meta do governo de contratar 3 milhões de unidades no Minha Casa, Minha Vida até o fim do ano sinaliza a manutenção de um ritmo elevado de contratações no segmento. Minha Casa, Minha Vida Tomaz Silva/Agência Brasil

Azul recebe aviões e prevê novas rotas internacionais a partir de 2027 A Azul afirmou que deve retomar o crescimento de rotas internacionais a partir de 2027, após concluir a transição de frota prevista para este ano. A informação foi dada pelo CEO John Rodgerson durante coletiva nesta segunda-feira (23). O executivo reforçou que 2026 será um período de reorganização operacional, com a chegada de novas aeronaves e devolução de modelos mais antigos, após a saída da empresa do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos - mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil. Rodgerson também descartou a possibilidade de retomar as negociações de fusão entre Azul e Gol por não haver necessidade de combinação das empresas após o processo de recuperação judicial nos EUA - entenda abaixo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Ainda na coletiva, o CEO confirmou que as companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines terão, cada uma, 8% das ações da companhia com os aportes de 100 milhões de dólares anunciados no dia 19 de fevereiro. No caso da American, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Renovação da frota Segundo Rodgerson, a Azul vai receber dois A330neo novos de fábrica nos próximos meses, ao mesmo tempo em que devolverá aviões mais antigos que tinham custo mais alto de arrendamento. A troca deve ocorrer ao longo de cerca de seis meses. O CEO destacou que os novos modelos têm custo operacional menor do que os que estão sendo retirados. Além dos jatos de longo curso, a companhia continuará recebendo aeronaves da Embraer — entre cinco e seis por ano — e reativará três aviões que estavam parados por problemas técnicos. A empresa opera hoje uma frota de 175 aeronaves ativas. Crescimento internacional após transição Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha Ana Clara Marinho/g1 De acordo com o CEO, a expansão de voos para o exterior só deve ocorrer depois que a companhia concluir a renovação da frota. A Azul já opera rotas para Estados Unidos e Europa, além de destinos como Montevidéu e, sazonalmente, Bariloche. “Vamos continuar crescendo internacionalmente, mas isso será mais a partir de 2027, não em 2026”, afirmou Rodgerson. Ele explicou que o foco deste ano é substituir aeronaves, reorganizar a malha e preparar a companhia para voltar a expandir com segurança financeira. Azul descarta fusão com a Gol Questionado sobre a possibilidade de retomar negociações com o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, Rodgerson afirmou que a fusão não está nos planos da companhia. O CEO explicou que, antes de entrar no Chapter 11, uma fusão poderia ter sido considerada como solução para enfrentar o alto endividamento. No entanto, com o novo balanço e o nível atual de alavancagem, a Azul não vê necessidade de combinação de negócios. “Não está na mesa. Saímos do processo com dívida menor e uma empresa mais saudável”, afirmou. Saída do Chapter 11 Azul diz recuperação judicial reduziu dívida de empréstimos e financiamentos em US$ 1,1 bi O processo de recuperação judicial finalizado pela Azul Linhas Aéreas significou, segundo o comunicado da companhia, redução de cerca de 1,1 bilhão de dólares nas dívidas de empréstimos e financiamentos. Somada à queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares. Além disso, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações. Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava a eliminação de mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11,28 bilhões) e o aporte financeiro de 950 milhões de dólares. Os outros resultados indicados pela companhia são: redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11; redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves; captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.