Qual o endereço do seu site?

exemplo: meusite.com.br

www.

Logo do site

  • Início
  • Quem somos
  • Produtos
  • Contrate Online
  • Proposta
  • Contato
Seguro de vida individual - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro saúde - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro de auto - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro residência - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo Seguro de equipamentos portáteis - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo
Consórcio automóvel - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo
Consórcio imóvel - Idealecorp Corretora de Seguros - São Paulo

g1 > Economia

Caso Master: PF conclui que Sicário atentou contra a própria vida e apresenta a Mendonça conclusão de investigação

A Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, chamado de Sicário por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A conclusão da Polícia Federal (PF) é de que a morte se deu por suicídio e não foi provocada por outra pessoa ou pressão sofrida por Sicário. Uma equipe da superintendência irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (23) apresentar os resultados ao ministro relator do caso Master, André Mendonça. Até mesmo a possibilidade de Mourão ter agido sob efeito de substâncias psicotrópicas foi examinada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além do vídeo que mostra toda a permanência de Sicário na cela da PF, os policiais ouviram testemunhas, pessoas próximas e analisaram conversas dele. Apesar da conclusão do inquérito, Sicário permanece com os bens bloqueados, o que não deve mudar. A leitura é que seus recursos eram fruto de ações criminosas. Ao receber o relatório da PF, a tendência é que Mendonça envie as conclusões para a PGR para analisar um possível arquivamento. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG Reprodução A morte de Sicário Em março, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Vorcaro, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta. Segundo a instituição, ele "atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais". "Sicário" foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Também foi preso na mesma operação Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como chefe da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral. Os investigadores mencionam também uma "dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão", e indica que ele atuaria como 'longa manus' (expressão do contexto jurídico que indica um agente que atua em nome de outro) da prática das práticas violentas atribuídas à organização. O relatório fala, ainda, da existência de fortes indícios de que Mourão recebia a quantia de 1 milhão de reais por mês de Vorcaro como remuneração pelos "serviços ilícitos".
23/04/2026 08:03:23 +00:00
Como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas

Acabei de ler um artigo instigante do professor Carlo Ratti, diretor do MIT Senseable City Lab – cuja tradução vai além de Laboratório de Cidades Sensíveis do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Nesse caso, o termo “sensível” indica que a cidade é capaz de medir (e “sentir”) a atividade humana por meio de sensores e dados. No jornal “Financial Times”, Ratti detalha um estudo que será publicado na revista Nature Cities: como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas. Estudo transcontinental mostra que pessoas acima de 66 anos têm mais encontros com grupos diversificados da sociedade Mariza Tavares E como os pesquisadores chegaram a essa conclusão? Graças ao uso dos celulares, deixamos rastros de nossos deslocamentos e atividades. As informações mapeiam a rede de encontros entre seres humanos. “Imagine as pessoas como partículas se movimentando no tempo e espaço. Fizemos um levantamento dos padrões de mobilidade diária dos indivíduos, associando-os a dados socioeconômicos e à idade”, escreveu o professor. Trata-se do primeiro estudo transcontinental a cruzar dados de 200 mil pesquisas domiciliares de mobilidade (que contêm informações socioeconômicas detalhadas e autorrelatadas) com o rastreamento por GPS. Isso permitiu medir a “mistura social” – o encontro entre diferentes classes de renda – com maior precisão. O trabalho, realizado em Boston, Chicago, Hong Kong, Londres e São Paulo, revela que aposentados acima de 66 anos interagem com grupos mais diversificados da sociedade do que segmentos mais jovens em idade ativa. O padrão se repete nas cinco cidades do estudo. Essa “mistura social”, que é intensa entre adultos jovens, tende a declinar na meia-idade, quando as prioridades se concentram em família e trabalho. Com o passar do tempo, a rotina estreita não somente o número de lugares aonde vamos, como também a diversidade de pessoas que encontramos. A aposentadoria remove essa barreira, abrindo espaço para deslocamentos menos previsíveis e mais diversos. Para Ratti, as cidades poderiam usar tais informações para aumentar as oportunidades de interação social. Ele dá exemplos, como estimular espaços públicos a oferecer atividades intergeracionais. Em Londres, sugere que os pubs seriam uma ótima opção, já que tradicionalmente reúnem diferentes gerações. “Fundamentalmente, nossa pesquisa desafia a narrativa de que o envelhecimento populacional está relacionado a um quadro de declínio: força de trabalho encolhendo, custos crescentes, maior isolamento. A aposentadoria costuma ser vista como um retraimento, um afastamento. Ao contrário, pode ser uma retomada, uma reabertura”, defende. O estudo faz parte de uma mudança no formato e abordagem das pesquisas urbanas. Por décadas, análises quantitativas eram voltadas para os aspectos físicos da cidade: prédios, ruas, infraestrutura. Atualmente, há uma preocupação em ampliar tal visão, incluindo as interações que dão significado a esses espaços. O trabalho, uma parceria do MIT Senseable City Lab e da Universidade de Hong Kong, chama-se Latent patterns of urban mixing in mobility analysis across five global cities (Padrões latentes de mistura urbana na análise de mobilidade em cinco cidades globais). Há uma versão pré-publicação neste link. Veja os vídeos que estão em alta no g1
23/04/2026 07:02:10 +00:00
Fraude no INSS: um ano após operação revelar desvios, ressarcimento a segurados chega a quase R$ 3 bilhões

A Operação Sem Desconto, que revelou desvios em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), completa um ano nesta quinta-feira (23).  Até 27 de março, o órgão devolveu R$ 2,95 bilhões a 4,34 milhões de pessoas que identificaram como irregular o desconto em seu benefício. Segundo o INSS, cerca de 4 milhões de beneficiários ainda não se manifestaram. INSS prorroga prazo para contestar descontos indevidos ➡️De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. Os desvios ocorreram entre 2019 e 2024 e podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo as estimativas. Em maio de 2025, 9,5 milhões de aposentados e pensionistas receberam uma notificação do INSS sobre descontos associativos. A partir desse alerta, o órgão abriu um prazo — prorrogado duas vezes, por 90 dias cada uma — para que o segurado respondesse se o desconto havia sido autorizado, se gostaria de contestá-lo e solicitar o ressarcimento ou se o desconto foi legítimo. 🗓️Os aposentados e pensionistas tem até 20 de junho para contestar os descontos indevidos (veja abaixo como contestar). Proibição descontos Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que proíbe descontos por associações em benefícios pagos pelo INSS. A lei sancionada, que foi aprovada no fim do ano passado pelo Congresso Nacional, também determinava uma "busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento", mas esse trecho foi vetado pelo presidente. INSS cria regras para devolver descontos indevidos a herdeiros de aposentados e pensionistas que já morreram Jornal Nacional/ Reprodução "Em que pese a boa intenção do legislador, o dispositivo contraria o interesse público, pois atribui ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS competências que não lhe são próprias, de modo a expor a autarquia a riscos jurídicos e operacionais, além de custos extraordinários, sem a apresentação da devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro", informou o governo, ao explicar as razões do veto. Pelo texto sancionado, quando for constatado um desconto indevido, a entidade associativa, instituição financeira ou empresa responsável deverá devolver integralmente o valor ao beneficiário em até 30 dias, contados da notificação da irregularidade ou de decisão administrativa definitiva. Entenda o esquema de fraudes O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. Segundo o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinícius de Carvalho informou à época, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura. Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU. O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para apurar o caso. ⏱️O prazo da CPMI acabou no fim de março e o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas. Entre elas, parlamentares, ex‑ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. O parecer foi rejeitado pelos parlamentares e o colegiado chegou ao fim sem ter um documento formal. Prisões Foram presos, em diferentes fases da operação: ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; ex-procurador do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; Antônio Carlos Antunes Camilo, o "Careca do INSS", figura central no esquema de desvios; empresário Maurício Camisotti; André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS; Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS; Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio; Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT); Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes; Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário também ligado à Conafer; Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também ligado à Conafer; ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota; empresário Natjo de Lima Pinheiro; entre outros. Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que: Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis; Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos; Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025; Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.
23/04/2026 07:00:54 +00:00
Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional

Marc Mueller/Pexels Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens. Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa. A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As áreas consideradas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. “Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.” Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto. A ánalise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas. Os cargos “sêniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque. Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini. “Provavelmente só vai piorar”, aposta. “Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.” Impacto imediato nos países desenvolvidos Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em novembro de 2025. Em média, a queda da empregabilidade foi de 16% nos setores mais expostos. ]Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “júniores”, como tratamento de dados e redação. “O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA. Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque. “É um problema que o país vai enfrentar.” Formação dos profissionais do futuro em risco  A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia. Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial. O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados sêniores tenham menos competências. “É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os sêniores estão tomando”, explica o pesquisador. “No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.” É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro.
23/04/2026 06:00:33 +00:00
Calor extremo ameaça produção de alimentos no mundo, alertam agências da ONU

Cultivo de cenoura é novidade e está sendo testado em Boa Vista Andro Barros/Rede Amazônica O calor extremo está levando os sistemas agroalimentares globais ao limite, ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas, de acordo com um novo relatório das agências de alimentação e de meteorologia da Organização das Nações Unidas (ONU). A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmaram que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas, prejudicando as colheitas, a pecuária, a pesca e as florestas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "O calor extremo está reescrevendo o roteiro sobre o que os agricultores, pescadores e silvicultores podem cultivar e quando podem cultivar. Em alguns casos, está até mesmo determinando se eles ainda podem trabalhar", disse Kaveh Zahedi, chefe do escritório de mudanças climáticas da FAO. Conjuntos de dados climáticos recentes mostram que o aquecimento global está se acelerando, com 2025 entre os três anos mais quentes já registrados, provocando extremos climáticos mais frequentes e severos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atuando como um multiplicador de riscos, o calor extremo intensifica as secas, os incêndios florestais e os surtos de pragas e reduz drasticamente a produtividade das colheitas quando os limites críticos de temperatura são ultrapassados. O relatório afirma que as temperaturas mais altas estão diminuindo a margem de segurança da qual as plantas, os animais e os seres humanos dependem para funcionar, com queda na produtividade da maioria das principais culturas quando as temperaturas ultrapassam cerca de 30 graus Celsius. Zahedi citou o Marrocos, onde seis anos de seca foram seguidos por ondas de calor recordes. "Isso levou a uma queda na produção de cereais em mais de 40%. Isso dizimou a colheita de azeitonas e frutas cítricas. Basicamente, essas colheitas fracassaram", disse ele. As ondas de calor marinhas também estão se tornando mais frequentes, reduzindo os níveis de oxigênio na água e ameaçando os estoques de peixes. Em 2024, 91% dos oceanos do mundo sofreram pelo menos uma onda de calor marinha, segundo o relatório. Os riscos aumentam acentuadamente à medida que o aquecimento se acelera. Espera-se que a intensidade dos eventos extremos de calor dobre aproximadamente a 2 graus Celsius de aquecimento e quadruplique a 3 graus, em comparação com 1,5 grau, segundo o relatório. Zahedi disse que cada aumento de um grau na temperatura média global reduz a produção das quatro principais culturas do mundo - milho, arroz, soja e trigo - em cerca de 6%. A FAO e a OMM disseram que as respostas fragmentadas são inadequadas e pediram uma melhor governança dos riscos e sistemas meteorológicos de alerta antecipado para ajudar os agricultores e pescadores a tomar medidas preventivas. "Se você conseguir colocar os dados nas mãos dos agricultores, eles poderão ajustar quando plantam, o que plantam e quando colhem", disse Zahedi. Mas o relatório afirma que a adaptação por si só não é suficiente, argumentando que a única solução duradoura para a crescente ameaça do calor extremo é uma ação ambiciosa e coordenada para conter a mudança climática.
23/04/2026 03:01:24 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.999 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (23), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último sábado, ninguém acertou as seis dezenas. O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
23/04/2026 03:01:04 +00:00
BRB: acionistas e DF terão até o fim de maio para comprar novas ações e manter nível de participação

BRB aprova aumento de capital bilionário para reduzir rombo deixado pelo Master Investidores que têm ações do Banco de Brasília (BRB) terão até o fim de maio para decidir se vão exercer o direito de preferência – ou seja, se vão comprar as novas ações que o BRB pretende lançar na B3 nas próximas semanas e manter o nível de participação no capital do banco. A emissão de até R$ 8,8 bilhões em novos papéis foi autorizada nesta quarta-feira (22) pela assembleia de acionistas do banco. Entre os dias 29 de abril (próxima quarta) e 28 de maio, essas ações estarão disponíveis apenas para quem já estiver investindo no BRB até a próxima terça (28). As ações que não forem compradas pelos atuais investidores ficam, então, disponíveis para o restante do mercado. A regra vale, inclusive, para o próprio governo do Distrito Federal – que é acionista controlador do banco e detém, atualmente, 53,71% do total de ações. ➡️ Na prática, isso significa que o DF precisaria comprar 53,71% dos novos papéis emitidos para manter seu "nível de sociedade" no banco, sem reduzir esse percentual. ➡️A emissão de ações será de no mínimo R$ 536 milhões, e no máximo R$ 8,8 bilhões – os números foram aprovados em assembleia e inscritos em documento pelo BRB. ➡️Com isso, para manter o nível de participação atual no BRB, o DF terá que encontrar uma forma de comprar, até o fim de maio, algo entre R$ 287,8 milhões e R$ 4,72 bilhões. Prédios do BRB em Brasília Jornal Nacional ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O BRB tenta se recuperar financeiramente após operações malsucedidas com o Banco Master. "Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22). 🔎 O aumento de capital abre espaço para uma "injeção" de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos. 🔎 O aumento de capital também permite ao governo do DF executar medidas já anunciadas, como o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e o pedido de empréstimo ao FGC. Com 53% do controle do banco, o governo terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização. Anúncio de acordo BRB anuncia acordo de R$ 15 bi com Quadra Capital O BRB informou na segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição. Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master. Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos. A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento". Operações com o Banco Master O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária. Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense. A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. LEIA TAMBÉM: JULGAMENTO NO STF: Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados POLÍCIA FEDERAL: Vorcaro interrompeu propina paga a ex-presidente do BRB após descobrir inquérito sigiloso Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
23/04/2026 03:00:58 +00:00
Caso Master: Mendonça não conta com delações para avançar em investigações do esquema

Caso Master: Mendonça não conta com delações para avanço das investigações neste momento O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, tem hoje baixa expectativa de que delações premiadas possam trazer elementos novos às investigações e sequer conta com a possibilidade de que as colaborações sejam fechadas. A informação tem sido dada pelo próprio André Mendonça a advogados de nomes investigados que o procuram. Enquanto isso, Daniel Vorcaro, dono do banco, e outros nomes investigados tentam reunir elementos para propor as colaborações, uma estratégia de defesa que visa menor tempo de prisão e liberação de bens aos envolvidos. Os investigadores da PF e a própria equipe de Mendonça que trabalham no caso – hoje são três assessores do gabinete do relator que trabalham com exclusividade no caso Master – acreditam que as provas colhidas e em análise, além de novas frentes da investigação, são suficientes para fazer avançar o caso. Banco Master. Reprodução/TV Globo Além disso, há uma visão de que as delações são do interesse da defesa. Uma fonte a par do trabalho resume o pensamento do grupo ao dizer que “não é possível ficar esperando por uma delação”. Parte do material apreendido desde ano passado ainda está em análise – como o primeiro celular de Vorcaro, apreendido em outubro de 2025 e que ainda não teve seu conteúdo de quatro terabytes ainda analisada por completo. A equipe que trabalha no caso tem um foco especial hoje em um nome dentre todos os citados na investigação: o de Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro e considerado o arquiteto da estratégia de distribuição e ocultação de recursos do então chefe e dono do banco. A PF conseguiu entrar no celular de Monteiro recentemente e acredita que as informações ali contidas vão ajudar no avanço das investigações. Outra convicção da equipe que acompanha a investigação é de que o trabalho ainda levará muitos meses e tem grandes chances de avançar por 2027.
22/04/2026 23:52:58 +00:00
Tesla tem lucro de US$ 477 milhões no 1º trimestre, alta de 17%

Veículos da Tesla em uma estação de recarga. Mike Stewart/ AP Photo A fabricante de veículos elétricos Tesla, comandada pelo bilionário Elon Musk, informou nesta quarta-feira (22) que teve lucro de US$ 477 milhões no primeiro trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela recuperação das vendas de carros, após uma forte queda em 2025. O lucro por ação foi de US$ 0,13. Ajustado por itens extraordinários, o indicador chegou a US$ 0,41, superando as estimativas de Wall Street, de US$ 0,36. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A receita da empresa, por sua vez, subiu para US$ 22,39 bilhões, puxada por um aumento de 16% no segmento automotivo. Ainda assim, tanto o lucro quanto a receita seguem bem abaixo do pico registrado, quando os carros da empresa ampliavam sua participação de mercado. Agora, esse movimento se inverte, à medida que concorrentes europeus e chineses avançam sobre sua base de clientes. No ano passado, a empresa perdeu o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo para a chinesa BYD. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Musk tem minimizado os desafios no negócio de carros e reforçado que o futuro da Tesla depende menos da venda de veículos e mais do uso desses carros como táxis autônomos. A empresa informou que as milhas percorridas por robotáxis dobraram no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre do ano passado. Atualmente, o serviço opera em São Francisco e em três cidades do Texas, incluindo Austin, onde fica a sede da Tesla. Musk também tem destacado a produção de robôs para uso doméstico e empresarial. Em uma teleconferência com investidores nesta quarta-feira, ele afirmou que a empresa iniciou a construção de uma nova fábrica no Texas para esses robôs, chamados Optimus, com capacidade potencial de até 10 milhões de unidades por ano. “Acho que o Optimus será nosso maior produto”, disse Musk, acrescentando: “não apenas o maior produto da Tesla, mas provavelmente o maior produto de todos”. A empresa também destacou que iniciou a produção dos chamados Cybercabs, sem pedais ou volante. Durante a teleconferência, Musk ainda sugeriu que a Tesla pode lançar um novo carro esportivo Roadster com condução manual dentro de cerca de um mês. A companhia vem intensificando os investimentos nessa transição, com US$ 2,5 bilhões em despesas de capital no último trimestre, alta de 67% em relação ao mesmo período do ano anterior. Musk alertou ainda para “um aumento muito significativo” desses investimentos no futuro.
22/04/2026 23:48:25 +00:00
INSS: auxílio por incapacidade temporária para afastamento por até 90 dias não precisa de perícia presencial

O governo federal ampliou de 60 para até 90 dias o prazo máximo para que o auxílio por incapacidade temporária – o antigo auxílio doença – seja concedido sem a necessidade de comparecimento a uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília (DF) Wilton Junior/Estadão Conteúdo Segundo o Ministério da Previdência Social e o INSS, os atestados médicos que recomendam o afastamento por até 90 dias agora podem ser aprovados exclusivamente via análise documental, ou seja, sem perícia médica presencial. 🔎A mudança vale para pedidos feitos pela nova versão do Atestmed, sistema que permite a concessão do benefício com base apenas em documentos médicos, como atestados e exames. Os pedidos de auxílio por incapacidade temporária representam quase metade da fila do INSS. Eles representam 1,3 milhão dos requerimentos. Ao todo, a fila de solicitações de benefícios aguardando decisão em março chegou a 2,8 milhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona Com a mudança, o benefício poderá ser concedido ou negado com base apenas nos documentos médicos enviados pelo segurado, sem necessidade imediata de perícia presencial. Basta acessar o portal ou aplicativo Meu INSS, anexar os atestados e exames complementares e aguardar a análise remota pelos médicos peritos. Site do Inss Reprodução/TV Globo O governo lembra que não é preciso agendar nem ir até uma unidade física. Os peritos darão a resposta pelo aplicativo Meu INSS. O INSS reforçou ainda que o atestado médico deve ser legível, além de conter: nome completo do paciente data de emissão CID (Classificação Internacional de Doenças) ou diagnóstico por extenso assinatura e carimbo do médico com CRM, além do prazo estimado de repouso.
22/04/2026 23:21:55 +00:00
Empresas de Elon Musk compram 1,3 mil Cybertrucks e inflam vendas da Tesla nos EUA

Tesla Cybertruck 2026 Divulgação Um levantamento da S&P Global Mobility, revelados pela Bloomberg, mostra que empresas do bilionário Elon Musk compraram unidades da Tesla Cybertruck em 2025, inflando o número de vendas da picape nos Estados Unidos artificialmente. A SpaceX comprou 1.279 unidades da Cybertruck no último trimestre de 2025. Outras empresas ligadas a Musk adquiriram mais 60 picapes no mesmo período. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Sem essas compras, a Cybertruck teria registrado uma queda de 51% nas vendas nos três últimos meses do ano passado. O levantamento estima que a operação tenha custado mais de US$ 100 milhões. Esse volume de compra representa cerca de 18% de todas as Cybertrucks vendidas nos Estados Unidos. A estratégia deve continuar em 2026. De acordo com a Bloomberg, empresas de Elon Musk seguem encomendando picapes, com vendas registradas em janeiro e fevereiro. Musk lançou o Tesla Cybertruck em 2019 Getty Images via BBC BYD ultrapassa Tesla Esse é apenas mais um episódio em uma sequência de resultados negativos da Tesla, especialmente no desempenho da Cybertruck. Em fevereiro, a montadora anunciou uma versão mais barata da picape, com preço de US$ 59.990. A meta era alavancar as vendas. Antes disso, a opção de entrada da Cybertruck nos Estados Unidos custava US$ 79.990. A empresa também reduziu, na mesma época, o valor da versão mais cara, a Cyberbeast, que passou de US$ 114.990 para US$ 99.990. Com 1,64 milhão de veículos emplacados em 2025, a Tesla registrou uma queda de 9% e perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do mundo. A BYD assumiu a liderança, com 2,26 milhões de veículos eletrificados vendidos no ano passado. Tesla Cybertruck no Brasil No Brasil, a Tesla não tem operação oficial, mas o g1 mostrou que é possível importar a Cybertruck de forma independente por cerca de R$ 1 milhão. Esses veículos chegam ao país por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros sem intermediação das montadoras. Mesmo assim, é necessário ficar atento às regras e às exigências previstas na legislação brasileira. g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil
22/04/2026 19:00:33 +00:00
Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado

Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando Quem nunca usou o celular enquanto ele estava na tomada, carregando? A prática é comum e traz poucos riscos, principalmente se for para responder uma mensagem ou checar algo rapidamente. Usar junto com um powerbank (carregador portátil) também é seguro, desde que ele seja certificado. Existem algumas situações em que é preciso ter mais de cuidado, como em momentos de chuva. Também uma boa ideia sempre optar por cabos e fontes originais para evitar risco à vida, por exemplo. Veja mais detalhes abaixo: Como se proteger ao usar o celular enquanto ele carrega Daniel Ivanaskas/Arte g1 1. Tire o celular da tomada durante chuvas fortes e de longa duração Durante tempestades, é possível que um raio atinja a rede elétrica da casa, gerando uma grande tensão que pode chegar até o celular. Há risco de choque se alguém estiver usando o telefone. Por isso, evite usar o aparelho conectado na tomada durante chuvas. 2. Use carregador e cabos originais Os carregadores originais dos smartphones e outros produtos eletrônicos passam pela certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e contam com um selo. Eles possuem componentes mantém uma tensão muito baixa para dar choque. É a opção mais segura para carregar o aparelho em qualquer circustância. Carregadores paralelos que não são certificados ou recomendados pelas próprias fabricantes podem não ter alguns itens de segurança, além de possivelmente passarem mais carga do que o recomendado. Evite ainda o uso de adaptadores e muito cuidado com tomadas com mau contato. LEIA MAIS: 10 coisas que você talvez não saiba sobre o Google Sua conta no WhatsApp está protegida? Faça o teste e descubra 3. Bateria também original É importante também que a bateria instalada no aparelho seja original. Versões paralelas não passam pelas certificações de segurança. Fique atento com a expansão da bateria – se reparar que o celular está "inchado" ou que alguma parte da tela levantou, deixe de usar o telefone e o leve até uma assistência técnica. Os componentes químicos da bateria podem vazar e causar até explosões. Fique de olho também na temperatura: se o aparelho estiver esquentando mais do que o normal, procure um especialista. 4. Não deixe o celular carregando debaixo de um travesseiro É muito importante nunca abafar o celular enquanto ele estiver carregamento. Por isso, não deixe o aparelho de baixo de um travesseiro, cobertor ou até mesmo do seu corpo enquanto ele estiver na tomada. Isso porque o aparelho naturalmente esquenta durante a carga e se não tiver ventilação adequada, pode superaquecer e causar problemas na bateria que geram risco à vida, como explosões. Quando for dormir, deixe o aparelho longe de você e de objetos inflamáveis. É importante que você não seja pego de surpresa ou que corra grandes riscos caso ocorra um incêndio, por exemplo. São casos raros, mas a precaução é chave. 5. Em caso de telefonema, desconecte o celular do carregador Caso aconteça algum acidente e o aparelho sofra uma descarga elétrica, ele não estará perto do seu rosto. Também é uma boa ideia não usar fones de ouvido com fio durante o carregamento. 6. Não carregue o celular em locais úmidos, como banheiro Para evitar choques, não coloque o telefone para carregar em locais úmidos, como próximo a uma pia, banheira ou chuveiro. Também é importante não conectar ou desconectar o carregador com as mãos molhadas. 7. Se o aparelho estiver na tomada, procure usar calçado de borracha A borracha é um material isolante e pode proteger de eventuais choques elétricos. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia
22/04/2026 15:24:33 +00:00
Aumento de capital no BRB pressiona caixa do governo do DF, que terá de buscar ao menos R$ 4 bilhões

A aprovação de um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões no Banco de Brasília (BRB) impõe uma pressão direta sobre as contas do Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista da instituição. Com 53% do controle do banco, o governo local terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização e evitar a diluição de sua participação. A decisão sobre o aumento de capital foi tomada nesta quarta-feira (22) em assembleia de acionistas e faz parte de uma estratégia para recompor o balanço patrimonial do banco, fragilizado após operações malsucedidas com ativos herdados do Banco Master (entenda mais abaixo). Essa medida foi aprovada no mesmo dia em que os acionistas avaliaram temas ligados à governança do banco, como a homologação dos nomes do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração, formalização pendente desde o fim do ano passado. Miriam Leitão: Acordo anunciado pelo BRB não resolve situação de liquidez do banco Efeito do caso Master O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central após investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações comprometeram o capital mínimo prudencial do BRB, indicador exigido pelas regras de solidez do sistema financeiro. Diante desse cenário, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e passou a intensificar o acompanhamento da situação financeira e da governança do banco. Com o balanço pressionado, o BRB passou a buscar alternativas para reduzir o impacto dos ativos problemáticos e atender às exigências regulatórias. PF diz que Vorcaro usou empresas de fachada, laranjas e fundos de investimento para ocultar propina a ex-presidente do BRB Jornal Nacional/ Reprodução Acordo para transferência de ativos Na segunda (20), o BRB anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento destinado à transferência de ativos que têm origem em operações recebidas do Banco Master. Segundo o banco, o valor de referência da operação é de até R$ 15 bilhões. Entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar os ativos. Apesar do acordo, o banco avançou com o processo de aumento de capital, aprovado agora em assembleia, como parte do esforço para recompor sua base financeira. A governadora Celina Leão (PP) afirmou na terça (21) que o acordo demonstra responsabilidade na condução do momento enfrentado pelo banco.
22/04/2026 15:22:20 +00:00
Fundo da Robinhood investe US$ 75 mi na OpenAI para ampliar acesso de investidores

O fundo de investimentos da Robinhood anunciou nesta quarta-feira (22) um aporte de US$ 75 milhões na OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A iniciativa busca ampliar o acesso de investidores de varejo — pessoas físicas que investem por conta própria — a companhias de tecnologia muito conhecidas, mas que ainda não abriram capital na bolsa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A OpenAI se tornou uma das empresas mais observadas do setor de inteligência artificial generativa após o sucesso viral do ChatGPT. O avanço da companhia ajudou a impulsionar uma corrida entre grandes empresas de tecnologia e startups para desenvolver e lançar ferramentas baseadas em IA, movimento que já atrai bilhões de dólares em investimentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Robinhood amplia atuação e valor de mercado O aporte foi feito por meio do Robinhood Ventures Fund I, fundo que se tornou público em março. A proposta é permitir que investidores de varejo tenham acesso a oportunidades em empresas privadas — um tipo de investimento historicamente concentrado nas grandes gestoras de capital de risco do Vale do Silício. Conhecida inicialmente como um aplicativo de negociação voltado ao investidor pessoa física, a Robinhood passou nos últimos anos a ampliar sua atuação e hoje se apresenta como uma plataforma mais ampla de serviços financeiros. Esse movimento ajudou a empresa a alcançar uma capitalização de mercado próxima de US$ 78 bilhões. Com a notícia do investimento, as ações da companhia subiam 3,6% no pré-mercado. O aporte também sugere uma redução das tensões que haviam surgido entre as duas empresas no ano passado. Na ocasião, a Robinhood anunciou que distribuiria “tokens de ações” baseados em blockchain, no valor de 5 euros, ligados a empresas privadas como a OpenAI e a SpaceX. Esses tokens funcionam como representações digitais de ações e combinam características do mercado financeiro tradicional com a dinâmica de negociação das criptomoedas. A modalidade tem atraído investidores internacionais por oferecer acesso mais simples, horários de negociação mais flexíveis e custos menores. Depois do anúncio, porém, a OpenAI afirmou que não havia firmado parceria com a Robinhood, não apoiava a iniciativa e não participava da oferta desses tokens. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/
22/04/2026 14:56:11 +00:00
BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões para recompor balanço afetado pelo caso Master

Prédios do BRB em Brasília Jornal Nacional O Banco de Brasília (BRB) aprovou, nesta quarta-feira (22), o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões. A decisão aconteceu durante uma assembleia com acionistas. O BRB, que é controlado pelo governo do Distrito Federal, tenta se recuperar financeiramente após operações malsucedidas com o Banco Master. "Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22). 🔎 O aumento de capital abre espaço para uma "injeção" de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos. 🔎 O aumento de capital também permite ao governo do DF executar medidas já anunciadas, como o uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e o pedido de empréstimo ao FGC. Com 53% do controle do banco, o governo terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar a capitalização. A assembleia desta quarta também tem o objetivo de homologar a indicação do atual presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB. Essa formalização está pendente desde o fim do ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Anúncio de acordo BRB anuncia acordo de R$ 15 bi com Quadra Capital O BRB informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição. Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master. Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos. A governadora Celina Leão (PP) comentou sobre o assunto nesta terça-feira (21). Para ela, o acordo mostra a "responsabilidade e seriedade como nós estamos tratando esse momento". Operações com o Banco Master O BRB entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master – operação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária. Diante do avanço das apurações, o Banco Central barrou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e intensificou o monitoramento sobre a situação financeira e a governança da instituição brasiliense. A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país. Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado. LEIA TAMBÉM: JULGAMENTO NO STF: Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados POLÍCIA FEDERAL: Vorcaro interrompeu propina paga a ex-presidente do BRB após descobrir inquérito sigiloso Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
22/04/2026 14:53:09 +00:00
Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB no STF

Dias Toffoli se declara suspeito. Jornal Nacional/ Reprodução O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso que discute a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, nas manhã desta quarta-feria (22). ➡ A análise trata da manutenção da prisão preventiva dos dois, detidos desde 16 de abril durante a operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades em negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Os ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram para manter as prisões. Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial). A operação aconteceu após autorização de André Mendonça, relator do caso no STF. A partir desta quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados. STF avalia prisão de ex-presidente do BRB Ministro se declarou suspeito durante prisão de Vorcaro Em março, Dias Toffoli também declarou-se suspeito para analisar a decisão que levou à prisão de Daniel Vorcaro e também para analisar pedido que cobrava instalação da CPI do Master na Câmara. "Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido de intalação de uma CPI. O ministro Dias Toffoli era relator do caso Master antes de André Mendonça. Em nota, o STF informou que o ministro – "considerados os altos interesses institucionais" – pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso. Interlocutores do Supremo afirmavam que, apesar de Toffoli ter deixado a relatoria do caso, não ficou reconhecida pela Corte suspeição ou impedimento para que ele atuar no caso Master. 🔎 Suspeição é um instrumento jurídico que questiona a imparcialidade de um magistrado. Esse conceito pode ser aplicado quando há indícios de vínculo ou interesse que possam comprometer a isenção do juiz em um determinado processo. LEIA TAMBÉM: DF-250: Acidente entre carro e moto deixa 2 mortos e 1 ferido DOG DO CANGACEIRO: Food truck é tomado pelas chamas em Ceilândia Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
22/04/2026 14:40:16 +00:00
Ucrânia retoma transporte de petróleo russo para a Europa

Oleoduto de Druzhba, que passa pela Ucrânia e leva petróleo russo para países da Europa. Foto de 2022. REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de Arquivo A Ucrânia retomou nesta quarta-feira (22) o bombeamento de petróleo russo para a Europa, em troca da aprovação preliminar de um empréstimo de grande porte da União Europeia ao país. A informação foi confirmada pelas agências de notícias AFP e Reuters. A retomada do fluxo ocorreu pelo oleoduto de Druzhba, que corta o noroeste do território ucraniano. "O transporte de petróleo começou e o bombeamento foi iniciado", disse uma fonte do setor energético ucraniano à AFP e à Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A gigante energética húngara MOL afirmou nesta quarta em comunicado que espera que "os primeiros carregamentos de petróleo, após a retomada do trecho ucraniano do sistema de oleodutos, cheguem à Hungria e à Eslováquia até amanhã". A ministra da Economia da Eslováquia, Denisa Sakova, afirmou em uma publicação no Facebook que os primeiros fornecimentos devem chegar ao seu país nas primeiras horas de quinta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A retomada do transporte de petróleo russo abriu caminho para que a UE desse o primeiro sinal verde a um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 528 bilhões) que permitirá a Kiev reforçar suas defesas em meio à guerra contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos. A ajuda europeia deve permitir que a Ucrânia financie sua defesa contra o exército russo e garanta os gastos públicos até 2027. A UE impôs um bloqueio à maior parte das importações de petróleo da Rússia em 2022, quando começou a guerra, mas excluiu o oleoduto Druzhba para dar aos países da Europa central sem litoral tempo para encontrar fontes alternativas de petróleo. O oleoduto Druzhba havia sido danificado em janeiro após um ataque russo, o que interrompeu o fornecimento de petróleo para Hungria e Eslováquia. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, derrotado nas eleições no início do mês, acusava a Ucrânia de adiar os reparos e bloqueava, em retaliação, o empréstimo europeu. A Eslováquia, país muito dependente do petróleo russo, também ameaçava impedir a aprovação do próximo pacote de sanções contra a Rússia. Na terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o fim dos reparos no oleoduto. Em março, ele havia reclamado que a UE o pressionava para prosseguir com a obra, o que ele chamou de "chantagem". "Qual a diferença entre isso e levantar as sanções contra os russos?", questionou Zelensky em uma coletiva de imprensa.
22/04/2026 14:38:27 +00:00
Aneel aperta regras para geração solar distribuída e mira ampliações irregulares

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu nesta quarta-feira (22) uma consulta pública com propostas de novas regras para lidar com a crescente oferta de energia no país. Entre as medidas estão ações para combater ampliações irregulares em usinas solares distribuídas, instaladas em telhados de residências ou em pequenos terrenos. Segundo o regulador, alguns consumidores que possuem esses sistemas têm aumentado a potência das usinas sem comunicar as distribuidoras ou a própria agência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Essas mudanças podem causar dificuldades tanto para as redes locais de distribuição quanto para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por coordenar as linhas de transmissão e as grandes usinas do país. Diante desse cenário, a Aneel decidiu que as distribuidoras deverão negar novos pedidos de conexão de geração distribuída quando o ONS identificar “inviabilidade” na rede local — ou seja, quando a entrada de mais geração puder comprometer a operação do sistema. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A geração distribuída inclui desde painéis solares instalados em telhados até pequenas usinas com potência de até 5 megawatts. O modelo cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado por benefícios tarifários. Hoje, essa modalidade soma cerca de 47 gigawatts de potência e se tornou a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira. Ao contrário de grandes hidrelétricas ou termelétricas, porém, a produção desse tipo de energia não pode ser controlada pelo operador do sistema, o que traz desafios para o equilíbrio da rede. Mudanças de características A Aneel afirma ter identificado casos em que usinas solares distribuídas alteraram suas características técnicas para aumentar a potência instalada sem informar o regulador ou as distribuidoras. Segundo o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, há inclusive “casos de polícia”, com fraudes que serão “duramente penalizadas”. "Se alguém burla alguma informação para levar vantagens, se está trazendo problema para outros, tem que ser responsabilizado", afirmou Feitosa, acrescentando que a Aneel buscará responsabilização "civil e criminalmente". Segundo a agência, ampliações irregulares costumam ocorrer para manter benefícios tarifários da geração distribuída sem arcar com custos adicionais. Esse tipo de prática pode provocar sobrecarga nas redes locais, aumentando o risco de interrupções no fornecimento de energia e dificultando a gestão do sistema elétrico nacional. A Aneel ainda não tem estimativas sobre a dimensão do problema, mas já encontrou casos de aumento de potência sem autorização na rede de uma distribuidora do grupo CPFL. Agora, todas as concessionárias do país terão que realizar uma auditoria completa nas conexões de geração distribuída. Pelas regras colocadas em consulta pública por 45 dias, se forem identificadas ampliações irregulares, as distribuidoras poderão cobrar dos consumidores o uso adicional da rede elétrica. Mecanismos regulatórios O diretor Gentil Nogueira, relator do processo, afirmou que já existem instrumentos regulatórios que permitem às distribuidoras lidar com essas situações, inclusive com a suspensão do fornecimento de energia e a recuperação de valores devidos. A Aneel também determinou que as distribuidoras deverão negar novas conexões de geração distribuída em regiões onde o ONS já identificou limitações na rede de transmissão para escoar mais energia. Um exemplo citado são localidades no Mato Grosso. "O ONS mesmo já está sinalizando que temos alguns pontos de restrição no sistema elétrico Mato Grosso, refletindo também nos sistemas de Rondônia e Acre. Isso certamente é o início de um processo crescente que vai atingir daqui a pouco no Mato Grosso do Sul e outros Estados", disse o diretor Willamy Frota. A HostDime opera com energia renovável proveniente de sua usina solar própria, localizada em Pilar-PB. Freepik
22/04/2026 14:33:35 +00:00
Chevrolet Sonic quer desbancar Volkswagen Nivus no Brasil; veja primeiras imagens do SUV

Chevrolet Sonic RS 2027 surge em primeiras imagens oficiais Divulgação / GM A Chevrolet revelou nesta terça-feira (21) as primeiras imagens do Sonic. O modelo resgata o nome do hatch que foi importado do México, mas agora se apresenta como um SUV compacto que será produzido em Gravataí (RS). A reportagem do g1 teve contato direto com o carro e visitou os laboratórios da General Motors, em São Caetano do Sul (SP), para mostrar os detalhes. O projeto recebeu investimento de R$ 900 milhões ao longo de três anos até o lançamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a marca, o Sonic chega para ocupar o espaço entre o Onix Activ, previsto para 2026 e até agora mostrado apenas em ilustrações, e o Tracker. Durante a apresentação técnica, fitas no chão comparavam as medidas do protótipo do Sonic às do Volkswagen Nivus. Protótipo do Chevrolet Sonic nos laboratórios da General Motors em São Caetano do Sul (SP) Carlos Cereijo / g1 A comunicação da Chevrolet também usou o modelo da VW como referência para o tamanho do porta-malas, sem divulgar os números do Sonic. A motorização ainda não foi confirmada oficialmente, mas o g1 apurou que não haverá opção com motor aspirado nem com o 1.2 turbo. No lançamento, será oferecido apenas o conjunto 1.0 turbo com câmbio automático de seis marchas. No Tracker, esse motor de três cilindros entrega 115 cv e torque de 18,9 kgfm. Funcionários da GM trabalham no 1.0 turbo de um protótipo do Chevrolet Sonic Carlos Cereijo / g1 A Chevrolet também não divulgou preços, mas é possível fazer uma estimativa a partir das pistas deixadas pela marca. O Onix Activ deve custar em torno de R$ 130 mil, já que sai de fábrica com câmbio automático e nível de equipamentos semelhante às versões LTZ e Premier do compacto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Chevrolet Tracker com motor 1.0 turbo é vendido por valores que vão de R$ 120 mil a R$ 160 mil. Com isso, o Sonic deve se posicionar entre R$ 130 mil e R$ 160 mil, faixa muito próxima da do concorrente escolhido pela GM, o VW Nivus com motor 1.0 turbo. Chevrolet Sonic RS 2027 surge em primeiras imagens oficiais Divulgação / GM Ao vivo O g1 teve acesso antecipado ao Sonic em uma apresentação reservada, na qual não foi permitido fazer fotos. Nas imagens divulgadas pela marca, a dianteira do SUV parece discreta em comparação com a grande grade preta, especialmente na versão RS. Ao vivo, porém, o conjunto se mostra mais equilibrado. O design do Sonic teve como inspiração o Equinox EV. Chevrolet Sonic RS 2027 surge em primeiras imagens oficiais Divulgação / GM Visto de perfil, as molduras pretas nos para-lamas ajudam a reduzir o peso visual da carroceria. Com 1,53 metro de altura, o Sonic é 6 cm mais alto que o Onix. Essa diferença poderia sugerir um visual desproporcional, já que o SUV usa as mesmas portas do hatch, mas isso não acontece. O rack de teto vai além da aparência e suporta até 50 kg de carga. A traseira tem bom acabamento visual. A combinação do caimento do teto com o spoiler sobre o vidro traseiro contribui para o efeito de estilo cupê que a Chevrolet busca, sem comprometer, ao que tudo indica, o espaço para a cabeça dos ocupantes. O interior do Sonic não pôde ser visto pela reportagem. Telas e mais telas No espaço onde são montados os protótipos da General Motors, todos os componentes internos do Sonic estavam expostos. Motor, câmbio e sistemas eletrônicos apareciam montados em uma bancada. Com o toque de um botão, o motor entra em funcionamento e o sistema é ativado. A cena lembra uma mesa de cirurgia, com tudo à vista. Telas do Chevrolet Sonic no laboratório de protótipos da GM em São Caetano do Sul (SP) Carlos Cereijo / g1 Esse tipo de montagem permite aos engenheiros identificar eventuais problemas sem a necessidade de montar e desmontar o SUV. Nesse ambiente, foi possível observar as telas que serão usadas no Sonic. O painel de instrumentos do motorista fica em um display semelhante a um tablet, com gráficos simples, cores suaves e opções de personalização. A central multimídia é integrada a uma peça maior. Os ícones seguem o mesmo padrão visual, com linhas finas e brancas, que se destacam sobre o fundo escuro em tom azulado. O Sonic será lançado em maio e, segundo a Chevrolet, é o principal lançamento da marca na América do Sul em 2026. “O Sonic provou ser um carro estratégico para a Chevrolet, com potencial tanto para conquistar clientes fiéis em ascensão quanto para atrair um novo perfil de público para a marca, algo fundamental para o plano de crescimento da empresa”, afirma Gustavo Aguiar, diretor de Marketing da GM América do Sul.
22/04/2026 14:12:09 +00:00
Fux e Mendonça votam para manter prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados no caso do Banco Master

STF avalia prisão de ex-presidente do BRB Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e André Mendonça votaram, na manhã desta quarta-feira (22), para manter as prisões do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. Paulo Henrique e Daniel Monteiro foram presos em 16 de abril, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo os negócios do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A operação aconteceu após autorização de André Mendonça, relator do caso no STF. A partir desta quarta, os ministros analisam a decisão que determinou a prisão preventiva dos investigados. Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Daniel Monteiro, advogado do Banco Master Divulgação e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Decisão do relator Na decisão que autorizou a nova fase da operação Compliance Zero, o ministro Mendonça aponta que, as apurações "revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional". "Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público", declarou Mendonça. Mendonça citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos. "Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões", completou. Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF LEIA TAMBÉM: Quem é Paulo Henrique Costa Ex-presidente do BRB levava esposa para visitar apartamentos luxuosos oferecidos por Vorcaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
22/04/2026 14:09:15 +00:00
Obras de arte, joias e carros de luxo: o que dá para comprar com os R$ 5,7 milhões do BBB 26

De desclassificada a protagonista: a jornada da heroína de Ana Paula Renault no 'BBB 26' A edição do Big Brother Brasil 2026 terminou com o maior prêmio da história do reality. A vencedora, Ana Paula Renault, levou R$ 5,7 milhões após conquistar 75,94% dos votos do público na final, exibida na noite desta terça-feira (21). Além do valor em dinheiro, ela também ganhou um carro zero quilômetro e um apartamento. Com uma quantia desse tamanho, as possibilidades de investimento ou de consumo são diversas. Para quem sonha em entrar no BBB 27 e ainda não faz ideia do que faria com o prêmio, o g1 reuniu exemplos do que é possível comprar com R$ 5,7 milhões. Veja a seguir: Obras de arte A obra O Mágico (2001), de Beatriz Milhazes, foi vendida por cerca de R$ 5,2 milhões em leilão Divulgação Do luxo a mudanças no estilo de vida, há uma lista extensa do que dá para fazer com R$ 5,7 milhões. Para quem gosta de arte, por exemplo, o valor permitiria investir em obras como a pintura original de Beatriz Milhazes, com preços que variam entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões. O prêmio do BBB permitiria comprar cerca de 1 a 11 obras dentro desse intervalo de valor. Uma de suas telas mais conhecidas, O Mágico (2001), foi vendida por cerca de R$ 5,2 milhões em um leilão da Sotheby's, em Nova York — ou seja, quase todo o prêmio seria necessário para adquirir uma peça desse nível. Já gravuras, serigrafias e trabalhos menores da artista, com preços entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, permitiriam a compra de 11 a 114 peças. Obras de Vik Muniz ou da dupla Os Gêmeos também aparecem na faixa de centenas de milhares de reais. Trabalhos de Muniz, por exemplo, podem ser encontrados a partir de cerca de R$ 100 mil — o que permitiria adquirir aproximadamente 57 obras com o valor total do prêmio. Joias e peças de grife O anel “Panthère de Cartier”, de aproximadamente R$ 210 mil, permitiria a compra de cerca de 27 peças Divulgação/Cartier No segmento de joias, peças de grifes tradicionais também entram na conta. Um anel com diamantes da Cartier pode ultrapassar R$ 100 mil — o que permitira a compra de mais de 50 unidades com o valor do prêmio. Avaliada em cerca de R$ 236 mil, a pulseira “LOVE”, com pavé de diamantes, poderia ser comprada aproximadamente 24 vezes. Já o anel “Panthère de Cartier”, que custa em torno de R$ 210 mil, permitiria a compra de cerca de 27 unidades. No universo da moda, o prêmio poderia comprar diferentes marcas de luxo. Com o total, seria possível adquirir de 11 a 57 bolsas Birkin, da Hermès — que custam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, ou montar cerca de 11 guarda-roupas repletos de roupas da Chanel e da Louis Vuitton, considerando um custo médio de R$ 500 mil cada. Carros BMW X6 Divulgação Entre os bens de luxo duráveis, o prêmio também permitiria a compra de diferentes carros premium. O BMW X6, na faixa de R$ 700 mil, poderia ser comprado cerca de oito vezes com o prêmio de R$ 5,7 milhões. Já o Range Rover Vogue, com valor acima de R$ 1 milhão, permitiria a compra de aproximadamente cinco unidades. Viagens e experiências Suíte Mansart, do The Ritz Paris, custa cerca de € 17.600 (cerca de R$ 95 mil) a diária. Divulgação/The Ritz Paris No campo das experiências, o valor seria suficiente para bancar uma volta ao mundo em alto padrão, passando por destinos como Maldivas, Paris, Dubai e Nova York. Hospedagens em hotéis icônicos, como o Burj Al Arab ou o The Ritz Paris, elevam o custo de uma viagem de luxo para algo entre R$ 200 mil e R$ 500 mil — o que permitiria realizar cerca de 11 a 28 viagens nesse padrão. Na suíte Mansart, do The Ritz Paris, por exemplo, é possível desfrutar de um espaço de 85 m², com terraço privativo, vista para a Torre Eiffel e para a Place Vendôme, além de sala de estar separada, closet e dois banheiros. Com diárias a partir de € 17.600 (cerca de R$ 95 mil), o prêmio de R$ 5,7 milhões permitiria custear cerca de 60 noites na suíte — o equivalente a aproximadamente dois meses em um dos hotéis mais exclusivos do mundo. Suíte Mansart, do The Ritz Paris, na França. Divulgação/The Ritz Paris Imóveis de alto padrão Roda-gigante e vista para Praia Central de Balneário Camboriú PMBC/Divulgação Já no mercado imobiliário, o valor permitiria adquirir um imóvel de alto padrão em Balneário Camboriú, cidade que tem um dos metros quadrados mais caros do país e é conhecida pelos arranha-céus de luxo. Com cerca de R$ 5 milhões, é possível comprar um apartamento de aproximadamente 204 m², com quatro suítes, duas a três vagas de garagem, próximo à praia e em um condomínio com piscina, academia, cinema, spa e tecnologias de automação residencial. Ana Paula Renault está no 'BBB 26' Globo/Manoella Mello
22/04/2026 13:57:38 +00:00
Como Tim Cook transformou a Apple em uma gigante trilionária e o que fica de legado; CEO deixará o cargo em setembro

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Após 15 anos como presidente-executivo (CEO) da Apple, Tim Cook anunciou nesta semana que deixará o cargo. Sucessor de Steve Jobs, ele assumiu o posto de CEO em 2011 e liderou o período em que a companhia se tornou uma das mais valiosas do mundo. O atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, John Ternus, assumirá como novo CEO a partir de 1º de setembro de 2026, poucos dias antes de a empresa anunciar a possível nova geração do iPhone 18. Uma reportagem do The New York Times, publicada em janeiro de 2026, já apontava John Ternus como principal sucessor e revelava que Tim Cook havia dito a executivos da companhia que estava cansado e pretendia reduzir a carga de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Cook não deixará a companhia e vai ocupar o cargo de presidente do conselho de administração. Para especialistas ouvidos pelo g1, apesar das incertezas no início, Tim Cook deixa saldos positivos à frente da Apple, e os números indicam mais acertos do que erros (entenda mais abaixo). "A solidez financeira e operacional da Apple é, talvez, o maior presente que Cook deixa para Ternus", diz Filipe Espósito, especialista em Apple. Ceticismo no início Tim Cook ao lado de Steve Jobs durante conferência sobre problemas no iPhone 4, em julho de 2010. Cook é o sucessor de Jobs na Apple Kimberly White/Reuters Cook está na Apple desde 1998, após passagens pela IBM, onde trabalhou por 12 anos na área de operações, e pela Compaq, por cerca de um ano. Ele ingressou na Apple como vice-presidente de operações e, em 2005, assumiu o cargo de diretor de operações, com responsabilidades sobre cadeia de suprimentos, vendas e serviços. Cook se tornou CEO da Apple em 2011, cerca de dois meses antes da morte de Steve Jobs. "Steve Jobs foi talvez o primeiro CEO 'superstar', e Cook assumiu sob forte ceticismo. Ele era visto como um gestor focado em processos e custos, não como um líder visionário ligado ao design", diz Igreja. "Desde quando entrou na Apple em 1998, Cook trabalhou para reduzir estoques, otimizar a logística global e transformou a empresa em uma máquina de margens de lucro imbatíveis", completa Filipe Espósito. iPhone Pro 17 Pro e iPhone Air Godofredo A. Vásquez/AP À frente da empresa, supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles, novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. "Mas também houve produtos questionáveis, como o Apple Vision Pro, que praticamente ninguém fala desde que foi lançado. Além disso, houve polêmicas envolvendo relações governamentais, incluindo uma aproximação considerada controversa com o governo de Donald Trump", analisa Igreja. A estratégia de produção centralizada na China, embora eficiente, tornou-se um risco geopolítico, principalmente com Cook buscando se aproximar de Trump para evitar tarifas mais pesadas, afirma Espósito. "Ele também teve de lidar com várias acusações de monopólio ao redor do mundo, principalmente por conta do domínio da App Store no iPhone". Sucesso trilionário e dúvidas sobre investimento em IA Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o novo iPhone 12 na Califórnia Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. Arthur Igreja destaca que, ao longo dos 15 anos de gestão de Tim Cook, a Apple ampliou sua presença global, reduzindo a dependência de mercados como EUA e Europa. A empresa também diversificou a produção, antes concentrada na China, com expansão para países como Vietnã e Índia. "A empresa ficou menos dependente do iPhone, que já representou quase metade da receita, e passou a crescer mais em serviços e acessórios", afirma Igreja. Ao mesmo tempo em que tornava a empresa ainda mais poderosa, Tim Cook enfrentou forte pressão e uma delas relacionada aos avanços mais tímidos da Apple em inteligência artificial, enquanto rivais investem bilhões na área. Após anos no topo, a Apple perdeu o posto de empresa mais valiosa para a Nvidia, diante de preocupações de investidores com inovação. O cenário deve desafiar a futura gestão de John Ternus, segundo a agência de notícias Reuters. "A gestão dele enfrentou diversas críticas e momentos conturbados. Para alguns, a Apple deixou de ousar e hoje segue um caminho mais conservador ao evitar o lançamento de produtos que sejam considerados disruptivos, focando em iterações com melhorias incrementais de produtos já existentes", conta Filipe Espósito. Quem é John Ternus John Ternus (à esquerda), novo CEO da Apple, e Tim Cook, que deixa o cargo para ser presidente executivo do conselho de administração da empresa Divulgação/Apple Atual vice-presidente sênior de engenharia de Hdrdware da Apple, John Ternus entrou para a empresa em 2001, integrando a equipe de design de produtos. Ao longo dos anos, passou a ocupar posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2013, tornou-se vice-presidente da divisão. Desde 2021, faz parte da equipe executiva da empresa. Antes de ingressar na Apple, o executivo trabalhou como engenheiro mecânico na empresa Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. "John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra. Ele é um visionário cujas contribuições para a Apple ao longo de 25 anos já são numerosas demais para serem contadas, e ele é, sem dúvida, a pessoa certa para liderar a Apple rumo ao futuro", disse Cook ao anunciar seu substituto. LEIA TAMBÉM: Prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo: o que o iCloud pode revelar sobre rotina do usuário Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple iPhone 17e x 16e: veja o que muda no celular 'econômico' da Apple Como um backup no iCloud levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs
22/04/2026 13:03:19 +00:00
Ibovespa cai aos 192 mil pontos e dólar fecha estável em R$ 4,97, após trégua entre EUA e Irã

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,65% nesta quarta-feira (22), aos 192.889 pontos. Já o dólar fechou estável nesta quarta-feira (22), volta do feriado do Dia de Tiradentes no Brasil. A moeda encerrou cotada em R$ 4,9740. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,9549. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ As ações do setor financeiro estiveram entre as maiores baixas da sessão nesta quarta-feira. Parte do que explica esse movimento, segundo analistas, é o atual momento do Ibovespa, que vive um período de realização de lucros. De acordo com analistas do Itaú BBA, a projeção é que o índice siga em alta no curto prazo. ▶️ No noticiário, as negociações entre Estados Unidos e Irã continuam no centro das atenções dos mercados internacionais. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, prorrogou o cessar-fogo com o Irã com o país do Oriente Médio por um prazo indefinido. Segundo Trump, a medida valerá "até que os representantes iranianos cheguem a uma proposta unificada para negociar a paz". ▶️ Apesar da extensão do acordo ser vista como positiva, investidores seguem cautelosos. Isso porque, além da falta de avanços concretos para encerrar o conflito, os EUA ainda mantiveram o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo. 🔎 O fechamento do canal, que completou dez dias nesta quarta-feira, continua a trazer preocupações sobre a oferta da commodity e seus eventuais impactos na inflação mundial. Com isso, o preço do petróleo tipo Brent (referência internacional), subiu mais de 3% na sessão, colocando o barril no patamar dos US$ 101. ▶️ No Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou repercussão recente. A discussão é acompanhada de perto por investidores, já que pode influenciar expectativas sobre o ambiente de negócios e o mercado de trabalho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,19%; Acumulado do mês: -3,95%; Acumulado do ano: -9,38%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,45%; Acumulado do mês: +2,89%; Acumulado do ano: +19,71%. Cessar-fogo com Irã Em meio à guerra no Oriente Médio, os EUA decidiram estender por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã. A medida, anunciada por Donald Trump, atende a um pedido do primeiro-ministro do Paquistão, que tenta mediar uma saída diplomática para o conflito. 🔎A trégua, que estava prestes a expirar, foi mantida até que o governo iraniano apresente uma proposta unificada para avançar nas negociações de paz. Apesar da suspensão dos ataques diretos, o cenário segue longe de uma desescalada. Washington manteve o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo — decisão vista por Teerã como provocação e continuidade das hostilidades. Autoridades iranianas reagiram com desconfiança, indicando que a prorrogação do cessar-fogo pode ser apenas uma manobra tática dos EUA. Como resposta, o Irã sinalizou que não pretende reabrir o estreito enquanto a restrição americana continuar em vigor. As negociações também enfrentam impasses. Uma nova rodada de conversas foi adiada diante da falta de resposta iraniana, ampliando a incerteza sobre um possível acordo. Ao mesmo tempo, Trump lida com desgaste interno, com sua taxa de aprovação girando em torno de 36%, pressionado pela condução da guerra. Nesse contexto de tensão, novos episódios agravaram o quadro. O Irã afirmou ter apreendido dois navios comerciais no Estreito de Ormuz, sob a justificativa de que navegavam sem autorização e comprometiam a segurança da região. Uma das embarcações foi associada a Israel. Além disso, ao menos três navios foram alvo de ataques nas proximidades, segundo autoridades marítimas internacionais. Apesar dos danos, não houve vítimas. Escala 6x1 A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados também pode votar nesta quarta-feira um parecer favorável ao avanço das propostas que preveem o fim da escala 6x1. Se aprovadas, as PECs seguem para uma Comissão Especial e depois para o plenário, antes de irem ao Senado. 👩‍🏭🧑‍🏭Atualmente, existem mais de uma proposta na Câmara que alteram a jornada de trabalho no Brasil, fixada na maioria dos casos em 44 horas semanais. Em fevereiro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que as propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) passassem a tramitar juntas (veja mais detalhes abaixo). Paralelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto de lei próprio sobre o mesmo assunto. A avaliação do governo é a de que a aprovação de um projeto de lei é mais fácil, já que demanda menos votos para ser aprovado e tem tramitação mais curta. 🔎Uma PEC precisa de aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação. Mercados globais Nos EUA, as bolsas em Wall Street operam em leve alta. Por volta das 13h25 (horário de Brasília), Dow Jones subia 0,64%, enquanto o S&P 500 avançava 0,78%. Já o Nasdaq registrava ganho de 1,25%. Na Europa, o movimento foi mais contido. O índice STOXX 600 fechou em queda de 0,35%, aos 613,88 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,96%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuou 0,25%. O FTSE 100, de Londres, fechou em queda de 0,21%. Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,22%, aos 26.163 pontos. Já na China continental, os índices fecharam em alta: o SSEC, de Xangai, subiu 0,52%, aos 4.106 pontos, e o CSI300 avançou 0,66%, aos 4.799 pontos. No Japão, o Nikkei ganhou 0,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,46%. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
22/04/2026 12:00:16 +00:00
Lufthansa cortará 20 mil voos para economizar combustível por conta de guerra no Irã

Aviões da Lufthansa em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker O grupo de companhias aéreas Lufthansa cancelará 20 mil voos de curta distância até outubro para economizar combustível em meio à escassez e à alta dos preços após o início da guerra no Irã. A Lufthansa anunciou na noite desta terça-feira (21/04), em comunicado, que os 20 mil voos cancelados representam uma redução de 1% na capacidade de passageiros para o verão no Hemisfério Norte e uma economia de aproximadamente 40 mil toneladas de querosene, cujo preço dobrou desde o início da guerra no Irã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A maioria dos voos é da subsidiária regional Cityline, cujo fim das operações foi anunciado na semana passada. Na ocasião, a Lufthansa anunciou um conjunto de medidas como não usar aeronaves ineficientes e remover permanentemente os 27 aviões operacionais da CityLine de sua agenda de voos de verão no Hemisfério Norte, no meio do ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A retirada das aeronaves da CityLine já estava planejada, mas a guerra e disputas trabalhistas, incluindo paralisações, forçaram o grupo a antecipar a medida. Rotas não lucrativas A Lufthansa afirmou que os voos cancelados são rotas não lucrativas dos aeroportos de Frankfurt e Munique. Ao mesmo tempo, o grupo, que inclui Lufthansa, Austrian Airlines, Swiss, Brussels Airlines, Eurowings e ITA Airways, expandirá as rotas em Zurique, Viena e Bruxelas. A Lufthansa afirmou que o fornecimento de combustível para o grupo está garantido para as próximas semanas e espera um fornecimento estável para operar seus voos programados para a temporada de férias de verão no Hemisfério Norte. O grupo de companhias aéreas pretende otimizar neste verão europeu sua oferta de voos nos aeroportos de Frankfurt, Munique, Zurique, Viena, Bruxelas e Roma. A Lufthansa cancelará 120 voos até o final de maio e já informou os passageiros afetados. Os voos de Frankfurt am Main para Bydgoszcz e Rzeszow, na Polônia, assim como para Stavanger, na Noruega, foram cancelados "pelo menos temporariamente". Rotas redirecionadas Dez rotas serão redirecionadas, passando a ser operadas a partir de outros aeroportos, afetando voos para Stuttgart (Alemanha), Heringsdorf (Alemanha), Cork (Irlanda), Wroclaw (Polônia), Gdansk (Polônia), Ljubljana (Eslovênia), Rijeka (Croácia), Sibiu (Romênia), Trondheim (Noruega), Tivat (Montenegro). A Lufthansa possui seis hubs – além de Frankfurt e Munique, estes incluem Viena, Zurique, Bruxelas e Roma. A companhia aérea garantiu aos passageiros que eles continuarão a ter "acesso à rede global de rotas". A Lufthansa revisará seu planejamento de rotas de voos a médio prazo para os próximos meses e divulgará um relatório no final de abril ou início de maio.
22/04/2026 10:51:26 +00:00
Maior produtor de camisinhas do mundo pode subir preços em até 30% por causa da guerra no Irã

Goh Miah Kiat, CEO da Karex Reuters O chefe da Karex, maior fabricante de preservativos do mundo, afirmou que a empresa elevará os preços em até 30% — ou mais — caso a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continue a comprometer o fornecimento de matérias-primas usadas em seus produtos. Goh Miah Kiat, CEO da Karex, disse a veículos de imprensa que os custos de produção subiram acentuadamente desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. A empresa, com sede na Malásia, produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde, como o NHS (Serviço Nacional de Saúde, na sigla em inglês), do Reino Unido. No Brasil, a marca Prudence tem preservativos fabricados pela Karex. Goh deu as declarações em entrevistas à agência de notícias Reuters e à Bloomberg. A BBC entrou em contato com a empresa, mas não obteve resposta até o momento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O fornecimento global de petróleo foi fortemente afetado desde que o Irã respondeu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel com ameaças de atingir embarcações no estreito de Ormuz. A medida praticamente interrompeu o tráfego na via marítima, causando grandes impactos nas cadeias de suprimentos globais. Cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, além de outros produtos petroquímicos, passa pela região do estreito de Ormuz. A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone. Segundo Goh, a demanda por preservativos cresceu cerca de 30% neste ano, enquanto o aumento dos custos de frete e os atrasos no transporte agravaram a escassez. "Em tempos difíceis, a necessidade de usar preservativos é ainda maior, porque há incerteza sobre o futuro, como saber se você ainda terá um emprego no próximo ano", disse ele à Bloomberg. "Se você tiver um filho agora, será mais uma boca para alimentar." A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone Bloomberg via Getty Images A alta nos preços dos preservativos ilustra como a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que já sacudiu os mercados globais de energia, também está elevando os preços de outros produtos para os consumidores. A guerra contribuiu para alta nas passagens aéreas, com tarifas mais baratas em classe econômica custando, em média, 24% a mais do que há um ano, segundo pesquisa recente. Ao mesmo tempo, a interrupção de embarques pelo golfo Pérsico levou à alta dos preços de fertilizantes, medicamentos e à escassez de hélio, usado na fabricação de chips de computador. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, como ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente passa pelo estreito de Ormuz. No início do mês, a ONU alertou que os preços de açúcar, laticínios e frutas devem subir, pressionados também pelo aumento dos custos de transporte. Além disso, passam pelo estreito um terço das matérias-primas essenciais para a produção global de medicamentos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas. A indústria de água engarrafada também enfrenta pressão, à medida que fabricantes têm dificuldade para obter matérias-primas. Já as negociações de paz entre EUA e Irã permaneciam incertas na quarta-feira (22/4), após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que estenderia o cessar-fogo entre os dois países até que haja avanços nas conversas. Vale notar que, desta vez, Trump não especificou por quanto tempo o cessar-fogo poderá durar. No início deste mês, ele havia estipulado um prazo de duas semanas para o primeiro cessar-fogo. A medida ocorreu após declarações contraditórias em entrevistas à imprensa, nas quais afirmou que as negociações avançavam bem, mas também advertiu que consideraria retomar a guerra caso o Irã se recusasse a negociar.
22/04/2026 10:46:44 +00:00
'Meu nome está sujo em 5 bancos por causa de bets': a angústia de brasileiros em meio ao endividamento recorde

Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas e quase 82 milhões de pessoas estão inadimplentes, um recorde histórico que atormenta o governo em ano de eleição Getty Images via BBC Brasil "Minha Santa Edwiges, agracia o pedido que venho fazer a vós, para que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo, para poder fazer outras compras e pagar no final do mês. Amém, amém, que assim seja e a Senhora abençoe e ilumine, amém." A oração foi publicada no início de abril por uma mãe cearense em uma comunidade virtual que reúne devotos da santa católica protetora dos aflitos e endividados. A aflição dessa mãe é hoje a de 80,4% das famílias brasileiras, que se encontravam endividadas em março, recorde na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a pesquisa, 29,6% das famílias tinham dívidas em atraso em março e 12,3% não tinham condição de pagar as contas atrasadas naquele mês, com o pagamento de dívidas comprometendo quase um terço da renda familiar (29,6%). Cartões de crédito (84,9%), crediários do varejo (16%) e empréstimos pessoais (12,6%) representam hoje os principais tipos de dívidas das famílias, segundo o levantamento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13. Segundo especialistas, três fatores principais explicam o alto endividamento: a ampliação da oferta de crédito com o aumento do número de pessoas com contas em banco desde a pandemia, as altas taxas de juros e, mais recentemente, a disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets. O endividamento elevado virou uma dor de cabeça para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano eleitoral. A avaliação do governo é de que o peso das dívidas mascara a alta da renda e o desemprego baixo, contribuindo para a avaliação negativa dos brasileiros da economia, mesmo com a inflação controlada e o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo. Em resposta ao problema, o governo planeja lançar uma segunda versão do programa de renegociação de dívidas Desenrola. Uma das medidas em estudo é a liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, em um montante que pode chegar a R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares. O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de plataformas de apostas para tentar reduzir o endividamento das famílias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o novo programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas. 'Que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo', pede em oração uma mãe cearense a Santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados Getty Images via BBC Brasil 'Recebo 20 ligações de cobrança por dia' "Que bom que você avisou que ia ligar, porque senão o DDD 11 eu não atenderia normalmente", diz a catarinense Bárbara Helena da Silva, de 31 anos, ao falar por telefone com a reportagem da BBC News Brasil. "Eu recebo por volta de 20 ligações de cobrança por dia. Descobri que estão ligando até para minha cunhada para cobrar dívida minha. Fiquei triste, porque esse é um problema meu, não queria que respingasse em outras pessoas." As dívidas de Bárbara são hoje as mais comuns entre os brasileiros: foram três cartões de crédito que levaram a moradora de Florianópolis a se tornar inadimplente. Ela estima suas dívidas em atraso hoje em mais de R$ 20 mil — originalmente, eram cerca de R$ 10 mil, que dobraram em seis meses, diz ela, por causa dos altos juros dos cartões. Segundo dados do Banco Central, o juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro — o crédito rotativo é acionado quando a pessoa não paga o valor total da fatura até o vencimento. Mas, desde 2024, está em vigor uma norma que estabelece um teto para o aumento de uma dívida no cartão de crédito até o dobro do valor original. Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada em 18 de abril, 27% dos entrevistados disseram usar o crédito rotativo com diferentes graus de frequência. Esta mesma pesquisa mostrou que 67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras e que 21% têm parcelas em atraso. Juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro, segundo dados do Banco Central Getty Images via BBC Brasil Bárbara conta que, como psicóloga autônoma, sente em primeira mão quando a renda das pessoas está apertada, porque, quando elas perdem poder de compra, o primeiro gasto que cortam é com a saúde mental. "Fui perdendo clientes, e minha renda foi diminuindo bastante. Aí, tive que optar por pagar o aluguel e as contas de casa ou pagar o cartão de crédito, que tinha várias compras parceladas. Foi meio que inevitável", diz a psicóloga. Entre as compras parceladas nos seus três cartões — dois de instituições financeiras digitais e um de banco tradicional —, ela cita o computador que usa para trabalhar, uma cadeira de escritório e um aparelho de ar-condicionado. "São coisas pequenas, mas que a gente não consegue comprar à vista. A gente vai parcelando, vai juntando parcela com parcela, e vira uma grande bola de neve." Uma sociedade que consome via crédito O geógrafo Kauê Lopes dos Santos estudou a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo em seu livro recém-lançado Parcelado (Editora Fósforo). "Do ponto de vista estrutural, temos no Brasil uma sociedade que consome via crédito, via parcelamento", diz Santos, que é professor da Universidade de Campinas (Unicamp). Ele observa que essa cultura de consumo se fortaleceu particularmente nas últimas três décadas, a partir dos anos 2000. "Isso vai desde produtos mais caros — e aí temos, sobretudo, os imóveis, já que praticamente todas as classes sociais precisam parcelar a compra de moradia —, mas chega até a situações de parcelamento de compra de alimentos. Então, o espectro do endividamento e do parcelamento é muito grande." A partir de entrevistas que conduziu com moradores de periferias paulistanas desde 2010, Santos observa que o parcelamento passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência. "O que observei nas entrevistas é que a situação de endividamento é tratada com um certo humor, do tipo: 'Mas, também, quem não está parcelando?'", conta o pesquisador. "Ao mesmo tempo, isso é um dado de tensão dentro do orçamento doméstico, justamente porque as populações de baixa renda são aquelas que têm os menores rendimentos e que muitas vezes trabalham em condições de informalidade, ou seja, em situações de maior vulnerabilidade." Pagamento de parcelas compromete o orçamento futuro das famílias, no que o geógrafo Kauê Lopes dos Santos chama em seu livro de uma 'alienação do futuro' DIVULGAÇÃO/EDITORA FÓSFORO O professor da Unicamp destaca que o pagamento de parcelas compromete o orçamento das famílias a longo prazo, no que ele chama em seu livro de uma "alienação do futuro". "Se você tem um rendimento e você sabe que está trabalhando todo mês para pagar aquilo, a possibilidade de você sonhar, de se projetar no cenário no futuro em outro lugar, com outra experiência de vida, ou até mesmo ascender socialmente está comprometida", afirma Santos. "Porque todo esse parcelamento que você está pagando é um produto da sua renda e do seu trabalho. Aquilo não está sendo utilizado para um projeto pessoal, está sendo utilizado por instituições financeiras e para o pagamento de juros — os mais altos do mundo." A esse cenário se somaram recentemente as bets, observa o pesquisador. "Isso potencializa a questão do endividamento", afirma. "É um campo importante de pesquisa, porque o sujeito que está endividado e que vai buscar dinheiro fácil acredita na promessa das bets, se endivida mais ainda, e tem que recorrer ao cheque especial e a outras modalidades de crédito com taxas ainda mais altas." 'O jogo praticamente destruiu minha vida' Foi o que aconteceu com Nicole, de 21 anos, moradora de um município de pouco mais de 8 mil habitantes no interior da Bahia. A jovem dona de casa afirma que teve seu casamento e sua saúde mental destruídos pelo vício em apostas. Atualmente, não sabe dizer quanto tem em dívidas, mas estima que sejam mais de R$ 10 mil, em empréstimos bancários que tomou para continuar apostando em bets. Ela preferiu ter seu nome verdadeiro preservado para dar seu relato à BBC News Brasil. "Tudo começou em 2023. Foi assim: eu estava assistindo o vídeo de uma influenciadora muito famosa nos stories [do Instagram], aí me deparei com ela postando o link de um jogo e acabei clicando", lembra. "Joguei R$ 10 na época e ganhei R$ 100, aí fiquei eufórica. Daí por diante, o vício só foi crescendo, cada dia mais. Eu não conseguia mais sair." 'Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas', conta baiana de 21 anos, que viu seu casamento acabar devido ao vício Joédson Alves/Agência Brasil "Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas. Então, trouxe para mim muitos problemas, tanto financeiros, como físicos e psicológicos. Esse jogo praticamente destruiu minha vida, meu casamento desabou por conta do vício." Desempregada e com o Bolsa Família como única fonte de renda, ela diz que não tem perspectiva de pagar a dívida. "Como não trabalho e, na Bahia, atualmente, é difícil arrumar emprego, não estou pagando, porque são muitas dívidas, não tenho como pagar." Nicole afirma que ainda não tem candidato a presidente para as eleições de outubro, mas se diz pessimista com os rumos do país. "O Brasil só vem decepcionando a gente, por vários fatores, como as casas de apostas. Isso já era para ter sido resolvido pelo governo, porque ele está vendo que está destruindo milhares e milhares de pessoas", diz ela. Uma pesquisa Quaest divulgada em 17 de abril mostrou que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas em bets. "Já era para o governo ter bloqueado as casas de apostas, mas, infelizmente, a gente vive em um país que é basicamente sem lei." 'Bancos são lenientes para conceder crédito' Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, observa que um dos fatores relevantes por trás do recorde de endividamento é a falta de critérios das instituições financeiras na concessão de crédito. O caso de Nicole é um exemplo disso: a dona de casa tem no Bolsa Família sua única fonte de renda, mas conseguiu empréstimos com cinco instituições financeiras. "Existe uma certa leniência dos bancos na concessão do crédito, especialmente modalidades altamente populares, como o rotativo do cartão de crédito, que é praticamente uma linha pré-aprovada de crédito com juros altíssimos", diz Bentes. Procurada pela BBC News Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) discorda da análise e afirma que "o objetivo principal do sistema bancário é promover acesso responsável ao crédito, com equilíbrio entre inclusão financeira, gestão de risco e proteção ao cliente". A entidade afirma que a concessão de crédito das instituições a ela associadas segue "critérios rigorosos de análise", a partir da regulamentação estabelecida pelo Banco Central e considerando o perfil de cada consumidor. No caso específico do rotativo do cartão de crédito, a Febraban aponta que essa é uma "linha emergencial e de curtíssimo prazo". "Seu custo mais elevado está diretamente associado ao maior risco da operação, à ausência de garantias e à maior probabilidade de inadimplência nesse tipo de crédito", diz a nota enviada à reportagem. Outro fator relevante foi o avanço da bancarização a partir da pandemia, com a multiplicação dos bancos digitais e o uso do Pix possibilitando a inclusão financeira e o acesso a crédito. Isso foi positivo para a economia como um todo e trouxe maior segurança para milhares de pessoas, que antes recorriam a agiotas quando necessitavam de empréstimos, explica o economista. No entanto, a combinação de mais pessoas com conta em banco, falta de educação financeira e uma taxa básica de juros que chegou a 15% ao ano (atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano, ainda bastante elevada) foi explosiva para o endividamento. Neste cenário, tanto Bentes, como Kauê Lopes do Santos, da Unicamp, avaliam que uma nova edição do Desenrola deve apenas promover um alívio temporário, mas não resolver o problema crônico do endividamento. Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses Ministério da Fazenda Estudo recente da consultoria MB Associados mostra que a primeira versão do programa, encerrada em maio de 2024, "produziu uma redução estatisticamente significativa e economicamente relevante na inadimplência das famı́lias de baixa renda, da ordem de 2 a 3,5 pontos percentuais nas linhas sem garantia" — empréstimos concedidos sem a necessidade de um bem (imóvel ou veículo) para dar segurança ao banco. "Contudo, o efeito foi inteiramente temporário: dissipou-se em 18 meses após o lançamento, com a inadimplência retornando e, em muitos casos, superando os níveis pré-programa", observa Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, em relatório que apresenta os resultados do estudo. "Isso sugere que o Desenrola funcionou como uma limpeza pontual de carteira, sem alterar os determinantes estruturais do endividamento." Para Bentes, da CNC, uma mudança estrutural exigiria promover a educação financeira da população, melhorar a transparência na comunicação dos custos da tomada de crédito, um maior controle por parte das instituições financeiras na concessão de crédito, aumento da competição bancária e, por fim, a redução dos juros básicos da economia. "O governo precisa dar o exemplo e equilibrar o orçamento dele, porque é o desequilíbrio das contas públicas que joga a Selic a 15%", diz o economista. O desequilíbrio das contas públicas — quando o governo gasta mais do que arrecada — tende a elevar os juros, porque aumenta a percepção de risco pelos investidores. Para financiar o déficit, o governo precisa emitir mais dívida, pressionando as taxas para cima. Além disso, há maior incerteza sobre inflação futura, o que leva o Banco Central a manter juros mais altos para controlar a inflação, encarecendo o crédito em toda a economia. O economista-chefe da CNC observa que é o próprio governo o mais afetado pelo mau humor dos endividados, o que deve ter impactos nas eleições deste ano. "As decisões relacionadas a eleições tendem a ser multifatoriais, mas é claro que um eleitor com uma dívida, com a corda no pescoço, tende a criticar a situação, (e dizer) 'esse governo que me levou a essa situação'", afirma Bentes. "Um eleitor menos endividado tende a ter uma decisão mais serena e menos extrema do que o eleitor que está com uma parcela alta da renda comprometida." Os endividados e as eleições de outubro O mineiro Otávio, de 39 anos, é um exemplo dessa insatisfação dos endividados com o governo. Morador de uma cidade de pouco mais de 6 mil habitantes no interior mineiro, onde é dono de uma loja de acessórios de informática e serviço de copiadora, ele também se endividou ao cair no vício das apostas, assim como a baiana Nicole. Primeiro, queimou toda sua poupança, depois, vendeu seu carro avaliado à época em R$ 35 mil para pagar dívidas, mas diz que acabou gastando 80% do valor da venda do veículo em apostas. "Aí começou a minha saga: peguei empréstimos, um por cima do outro, gastei com cartão de crédito, foi virando aquela bola de neve", diz Otávio, que teve seu nome real preservado nesta reportagem. Ele estima ter atualmente cerca de R$ 30 mil em dívidas, mas já ter pedido mais de R$ 100 mil no jogo. Quase 82 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, segundo dados da Serasa Divulgação/Serasa Otávio avalia que o governo faz pouco para combater o problema do vício em apostas entre a população. "Se eles estivessem tão preocupados assim, podiam já ter acabado com isso faz tempo, porque faz mais de cinco anos que isso é um problema no Brasil, não é possível." As apostas foram autorizadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), e regulamentadas em 2023 e 2024, durante o terceiro mandato de Lula. O pequeno empresário mineiro diz que ainda não escolheu seu candidato para outubro, mas que provavelmente será Flávio Bolsonaro (PL). "Acho que, para além desse endividamento, o país está todo desequilibrado, a economia, muitas coisas pioraram bastante." Já a catarinense Bárbara diz que o fato de ela estar inadimplente e de o endividamento no Brasil ser recorde não muda em nada sua intenção de voto em Lula em outubro. "Eu sei que tudo isso acontece por questões que vão além do que o poder público tem em conta de lidar. Então, tem a questão do sistema financeiro, a questão das crises internacionais que acabam afetando o Brasil", diz a psicóloga. "Acho que o governo está fazendo um trabalho bom para tentar evitar que isso chegue à população, mas eles não podem fazer tudo e dar conta de tudo." Apesar das perspectivas políticas distintas, Bárbara, Nicole e Otávio têm em comum não terem ficado sabendo das medidas em estudo pelo governo para reduzir o endividamento dos brasileiros. Informados pela reportagem da BBC News Brasil sobre elas, todos avaliaram que o relançamento do Desenrola pode ser positivo. Mas o desconhecimento por parte de pessoas de todo o Brasil, de classes sociais distintas, revela o desafio de comunicação que o governo enfrenta.
22/04/2026 08:38:20 +00:00
Imposto de Renda 2026: como declarar ganhos com imóveis e quando há isenção no reinvestimento

Imposto de Renda 2026: veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Ganhos com a venda ou o aluguel de imóveis exigem atenção na hora de declarar o Imposto de Renda (IR) e costumam gerar dúvidas entre contribuintes, especialmente sobre tributação e possíveis isenções. Quando uma pessoa física vende um imóvel por um valor maior do que pagou, a diferença é considerada ganho de capital e, em regra, está sujeita à cobrança de imposto, com alíquotas que variam de 15% a 22,5%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esse ganho é tributado pelo Imposto de Renda e precisa ser apurado logo após a venda. A seguir, veja como declarar. Como declarar o ganho O cálculo do imposto não é feito diretamente na declaração anual. Segundo Cristiano Roveda, advogado e sócio fundador do escritório Roveda & Marcelino, o contribuinte deve usar o Programa de Apuração de Ganhos de Capital (GCAP), disponível no site da Receita Federal. “O imposto, se houver, deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte à operação, e depois essas informações são importadas para a declaração anual”, afirma. Quando há isenção Apesar da tributação, há uma exceção prevista em lei. Se o valor da venda de um imóvel residencial for reinvestido na compra de outro imóvel residencial no Brasil, o contribuinte pode ter direito à isenção, desde que: o reinvestimento seja feito em até 180 dias após a venda; a isenção seja proporcional ao valor aplicado (total ou parcial); o benefício seja utilizado apenas uma vez a cada cinco anos. Rendimentos com aluguel Os valores recebidos com aluguel também são tributáveis e precisam ser declarados no Imposto de Renda, podendo chegar a uma alíquota de até 27,5%. A forma de pagamento varia: Pessoa física: imposto pago mensalmente via carnê-leão; Pessoa jurídica: imposto retido na fonte pela empresa. “Mesmo assim, os valores precisam ser informados na declaração anual”, diz o advogado. Ele também chama atenção para mudanças recentes na legislação, como a isenção para rendas mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas. No entanto, como o g1 mostrou, as mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e a redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, aprovadas no ano passado, não estarão em vigor na declaração de ajuste anual de 2026. 🔎A explicação é que a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos em 2025, o chamado “ano-base”. A ampliação da faixa de isenção já está valendo neste ano — os contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil já deixaram de pagar IR —, mas só terá efeitos na declaração anual de ajuste em 2027. Para quem busca reduzir a carga tributária, estruturas como holdings patrimoniais podem ser uma alternativa. “A utilização de uma holding pode reduzir a tributação para cerca de 11,33%, além de ajudar na organização, na proteção e na sucessão do patrimônio”, afirma Roveda. LEIA MAIS Quando vou receber a restituição? Declaração online ou programa no computador? Veja diferenças Veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: como declarar ganhos com imóveis ou o reinvestimento Divulgação
22/04/2026 08:04:55 +00:00
Conteúdos virais prometem atalhos para reduzir dívidas, mas especialistas alertam para armadilhas

Promessas virais para quitar dívidas podem esconder armadilhas Promessas de reduzir dívidas drasticamente — especialmente as bancárias — têm ganhado força nas redes sociais. Em vídeos e publicações, influenciadores afirmam que consumidores podem diminuir o valor devido ou até quitar débitos elevados pagando quantias pequenas. Entre as orientações mais comuns estão pedir à instituição o chamado Descritivo Evolutivo da Dívida (DDE), registrar reclamações no Banco Central ou abrir queixas na plataforma consumidor.gov.br para contestar cobranças. Especialistas ouvidos pelo g1 alertam, no entanto, que esse tipo de orientação costuma simplificar um processo que, na prática, é mais complexo e segue critérios bem definidos. ⚖️ Um dos principais recursos citados nas redes é a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021). A norma foi criada para proteger consumidores que não conseguem pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas do dia a dia. A legislação, no entanto, tem limites. Segundo Gustavo Fonseca, sócio do escritório Fonseca Brasil Serrão Advogados, a legislação brasileira oferece mecanismos para lidar com o endividamento excessivo — mas eles não funcionam como um cancelamento automático das dívidas. A lei permite que o devedor apresente um plano de pagamento que preserve um valor mínimo para sua subsistência, organizando a quitação das dívidas em até cinco anos. Quem pode usar a Lei do Superendividamento? Apesar da possibilidade de renegociação judicial, a legislação estabelece limites para a aplicação do mecanismo. “A lei exige uma situação de colapso financeiro comprovado, não basta estar inadimplente ou considerar os juros altos”, afirma Fonseca. Além disso, alguns tipos de dívida ficam fora do alcance da norma. 🔒 É o caso de contratos que têm o próprio bem como garantia — como financiamentos de imóveis ou veículos, nos quais a casa ou o carro podem ser retomados pelo banco em caso de inadimplência. 🧾 Também não entram no processo créditos rurais nem débitos com o poder público, como impostos e outras obrigações fiscais. Outro requisito previsto na legislação é a boa-fé do consumidor. Isso significa que a medida não se aplica quando há indícios de fraude ou quando a pessoa assume dívidas já sabendo que não terá condições de pagá-las. O procedimento costuma envolver uma análise detalhada da situação financeira do devedor. Em muitos casos, a discussão ocorre na Justiça, com a apresentação de documentos que comprovem renda, despesas e o volume das dívidas. E contestar juros abusivos, pode? Nas redes sociais, também circulam orientações para contestar juros considerados abusivos. Alguns influenciadores sugerem que bastaria registrar reclamações em órgãos públicos para reduzir os valores cobrados pelos bancos. Especialistas, porém, afirmam que essas plataformas não têm poder para alterar contratos. 🏦 O Banco Central atua na fiscalização do sistema financeiro e pode apurar irregularidades cometidas pelas instituições; 🤝 O Consumidor.gov.br funciona como um canal de mediação entre empresas e consumidores. 🚫 Nenhum desses mecanismos, porém, pode obrigar um banco a reduzir ou cancelar uma dívida. Segundo Tiemy Kunimi, advogada do escritório Bruno Boris Advogados, a revisão de cobranças normalmente depende da identificação de alguma irregularidade no contrato ou na forma como os juros foram aplicados. “Não basta afirmar que o valor cobrado é elevado ou contestar o montante da dívida. É necessário indicar algum vício no contrato ou a falta de clareza das informações, o que pode ser demonstrado com apoio técnico.” Na prática, isso significa apontar exatamente onde está o problema — como cobranças indevidas, cláusulas abusivas ou falta de transparência — e não apenas alegar que a dívida ficou alta. Estratégias sugeridas nas redes podem trazer riscos? Para o planejador financeiro Jeff Patzlaff, parte das orientações que circulam nas redes sociais simplifica excessivamente esse processo. “A lei foi criada como um ‘colete salva-vidas’ para quem está se afogando, não como uma prancha de surfe para quem quer tirar vantagem das ondas.” Ele alerta que quem decide interromper os pagamentos deliberadamente para tentar recorrer à lei depois pode enfrentar consequências práticas. Enquanto um eventual processo tramita na Justiça — o que pode levar tempo —, os juros continuam sendo aplicados sobre a dívida. Além disso, orientações que recomendam simplesmente deixar o débito crescer ou evitar qualquer negociação podem aumentar o risco de ações de cobrança e de inclusão do consumidor em cadastros de inadimplentes. Patzlaff também alerta para o impacto que esse tipo de estratégia pode trazer para a vida financeira do devedor. Segundo ele, conteúdos nas redes sociais muitas vezes prometem soluções rápidas sem mencionar os efeitos de longo prazo: como dificuldade para alugar um imóvel, obter crédito ou lidar com eventuais bloqueios judiciais de contas bancárias. “Paz mental tem um valor incalculável para quem quer prosperar. Tratar a lei como se fosse um truque para enganar o sistema não é inteligente. Entrar na lei do superendividamento significa colocar um juiz para mandar no seu salário por meia década.” carteira dívida contas dinheiro pagamento e-commerce boleto Freepik
22/04/2026 07:02:16 +00:00
Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento. Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade. Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
22/04/2026 07:02:06 +00:00
Escala 6x1: CCJ da Câmara vota nesta quarta relatório que dá aval à tramitação de PECs

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (22) parecer do deputado Paulo Azi (União-BA) favorável ao avanço da tramitação das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que preveem o fim da escala 6x1. Na semana passada, após a leitura do relatório de Azi, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), que é crítico ao fim da escala 6x1, apresentou um pedido de vista – mais tempo para análise do relatório. Deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator das PECs que preveem o fim da escala 6x1, na CCJ da Câmara Renato Araújo / Câmara dos Deputados 👩‍🏭🧑‍🏭Atualmente, existem mais de uma proposta na Câmara que alteram a jornada de trabalho no Brasil, fixada na maioria dos casos em 44 horas semanais. Em fevereiro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que as propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) passassem a tramitar juntas (veja mais detalhes abaixo). Na CCJ, os deputados se limitarão a analisar a compatibilidade das propostas com a Constituição – a chamada admissibilidade. A partir da aprovação na CCJ, as PECs passarão a tramitar como um texto só. A proposta será então analisada por uma Comissão Especial e pelo plenário da Casa. Motta sinalizou que determinará a instalação da Comissão Especial logo após a validação da CCJ. Na Comissão Especial, o conteúdo poderá ser alterado. O Senado ainda terá que discutir o assunto. Proposta do governo Paralelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto de lei próprio sobre o mesmo assunto. A avaliação do governo é a de que a aprovação de um projeto de lei é mais fácil, já que demanda menos votos para ser aprovado e tem tramitação mais curta. 🔎Uma PEC precisa de aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação. A decisão de Lula não agradou Motta, que disse que pretende seguir com a tramitação das PECs. Apesar disso, o presidente da Câmara afirmou que respeita a decisão do governo de enviar seu próprio texto após um almoço com o presidente Lula. Diferenças entre as propostas Entenda os projetos sobre o fim da escala 6x1 em discussão O objetivo central das PECs e do projeto enviado pelo Executivo é abolir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, mas existem diferenças entre os textos. Veja as principais: a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano passado, prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra; a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo, porém, de 10 anos para mudança entrar em vigor; o projeto de lei (PL) enviado pelo governo Lula nesta terça-feira (14), reduz a jornada de trabalho a 40 horas semanais. O texto do Executivo tramita sob urgência constitucional. A equipe econômica do governo não pretende discutir contrapartidas financeiras às empresas caso prospere alguma das proposições, mas aceita debater uma regra de transição para o novo modelo. O projeto enviado pelo Executivo não traz qualquer previsão de escalonamentos para a redução da jornada. O que dizem empresários e economistas Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Estudo da Fecomércio estima em R$ 158 bilhões o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do país, caso a redução da jornada legal de trabalho seja aprovada. Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
22/04/2026 07:01:32 +00:00
A crise do modelo econômico e a inteligência artificial - O Assunto #1704

Em março, o CEO da maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, enviou uma carta aos investidores com uma previsão: “o velho modelo do capitalismo está se fragmentando”. No comunicado, Larry Fink afirma que a riqueza está cada vez mais concentrada e aponta o risco de que a inteligência artificial amplie ainda mais a desigualdade. É uma ideia que está em linha com o relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em dezembro de 2025: o texto indica que a IA deve gerar ganhos de produtividade de até 5% em alguns setores da economia nos próximos dois anos, mas alerta que a tecnologia pode impactar até 40% dos empregos no mundo e ampliar a desigualdade entre países e dentro das próprias sociedades. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Eduardo Giannetti da Fonseca para analisar o impacto dessa nova revolução tecnológica no modelo econômico e na ampliação da desigualdade. O economista explica o momento histórico que vivemos, que chama de “fim do ciclo da globalização”, e projeta mais pressões por políticas públicas. Convidado: Eduardo Giannetti da Fonseca, economista, professor e escritor. O que você precisa saber: Hora extra e almoço mais curto: medo da inteligência artificial leva profissionais a trabalhar mais; Chatbots já influenciam eleitores e desafiam regulação no Brasil; DeepSeek, ChatGPT e Gemini: o que cada IA faz melhor no dia a dia e as principais diferenças; Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Colaborou neste episódio Nayara Felizardo. Apresentação: Natuza Nery. Países buscam a inteligência artificial geral Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça Jornal Nacional/ Reprodução O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
22/04/2026 03:30:35 +00:00
Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer nesta quarta; veja o que muda

Novo limite de renda e imóveis de até R$ 600 mil: o que mudou no Minha Casa, Minha Vida A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começam, nesta quarta-feira (22), a financiar imóveis com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV. (leia mais abaixo) Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas. Entenda as mudanças — e como ampliam o acesso aos imóveis 💰 1. Novos limites de renda por faixa Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000 📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores. 🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano. 🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade; Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil; Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil. 📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas. 🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis. 🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado. Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis. “Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz. Veja as principais regras do programa: Regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Arte/g1 Quais são os efeitos das mudanças? Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média. 🔎 Sem acesso ao MCMV, essas famílias passaram a enfrentar juros elevados no financiamento imobiliário, diante de uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. A taxa está agora em 14,75%. “Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista. Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado. As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano. Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz. "Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica. "No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas." Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa. Veja abaixo: Evolução do programa Minha Casa, Minha Vida Arte/g1 Imagem ilustrativa do Centro de São Paulo Diogo Moreira/MáquinaCW/Governo de SP
22/04/2026 03:01:06 +00:00
Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam sete)

Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam sete) Sérgio Telles/ TV Globo Depois do feriado de Tiradentes na última terça-feira (21), que garantiu a muitos trabalhadores um feriadão prolongado de quatro dias, já tem gente pensando no próximo período de descanso. Agora, restam sete feriados neste ano, sendo que seis deles podem ser emendados para prolongar os dias de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir a emenda para quem folga aos fins de semana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de ser um feriado nacional, nem todos são beneficiados. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. A próxima possibilidade de emenda será no Corpus Christi, em 4 de junho, considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, estados e municípios têm autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou à folga compensatória. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 1º de maio, Dia do Trabalhador (sexta-feira) 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
22/04/2026 03:01:05 +00:00
Pesquisadores brasileiros desenvolvem biodetergente capaz de prolongar a vida útil de frutas e legumes

Mais tempo de prateleira Pesquisares da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Embrapa, desenvolveram um biodetergente capaz de prolongar a vida útil de frutas e legumes. Que laranja aguentaria uma injeção de fungos - direto na casca? Depois de dez dias, olha como é que fica.... A não ser que a fruta receba este líquido contendo uma década de muita pesquisa científica. "Eu vou fazer um revestimento em todo o fruto", diz Otiniel Freitas, pesquisador da Embrapa. É um biodetergente, sem agrotóxico, capaz de impedir a ação dos fungos. De cada 12 laranjas testadas 11 ficaram intactas, em media. "Ele faz uma, como se fosse uma desarrumação na estrutura do fungo. Então ele não consegue se proliferar. A gente aumenta o tempo de prateleira desses produtos", afirma Denise Maria Guimarães Freire, Professora titular do Instituto de Química (UFRJ). Agora, tão interessante quanto o efeito da formula é o caminho que os cientistas percorreram pra chegar até ela. Tudo começou com uma gota de petróleo, em um estudo encomendado pela Petrobras em 2009. "Com os avanços da tecnologia, a gente observou que existia um leque de possibilidades para a utilização do mesmo produto, produzido da mesma forma", conta Douglas Braga, engenheiro ambiental (LaBiM). A parceria com a Embrapa começou em 2014 quando o laboratório de química da UFRJ venceu um edital para pesquisar conservação de alimentos. "A gente viu nessa, nesse edital uma oportunidade da gente colaborar para desenvolver um produto biopesticida que não existe no mercado para aplicação em pós-colheita de frutas", relata Otiniel Freitas, pesquisador da Embrapa. O trabalho foi publicado recentemente em uma importante revista científica internacional. O laboratório vai testar agora aplicações em proporções maiores. "Um teste num número maior de frutas, aplicado não com pincel, mas aplicado em uma esteira, que é o que é o mecanismo industrial de aplicação, para a gente conseguir provar que o que funciona em laboratório também funciona em uma escala industrial", comenta Elisa Cavalcante, professora do Instituto de Química (UFRJ). O grande trunfo dessa pesquisa é o impacto que ela pode ter em grande escala, na cadeia mundial de produção de alimentos, que todos os anos tem centenas de bilhões de dólares de prejuízos com alimentos que estragam depois de serem colhidos. Os pesquisadores agora estão tentando descobrir se o biodetergente funciona em outras frutas como morango, mamão, goiaba e em grãos como feijão e soja. "Então você imagina o quanto não se economiza você tendo uma fruta que sai do pé e chega ao consumidor e fica lá na prateleira do consumidor por muito mais tempo. Eu estimo, com o investimento do governo ou de empresas, que esse produto chegue ao mercado em 5 anos", completa Denise Maria Guimarães Freire, Professora titular do Instituto de Química (UFRJ). Pesquisadores brasileiros desenvolvem biodetergente capaz de prolongar a vida útil de frutas e legumes Reprodução/TV Globo
22/04/2026 00:59:44 +00:00
'Irei lembrar das empresas que não pedirem', diz Trump sobre reembolso do tarifaço

O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington. AP/Julia Demaree Nikhinson O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai lembrar das empresas que não pedirem reembolso dos valores pagos durante o tarifaço. A declaração foi feita em entrevista à rede norte-americana CNBC. "Seria ótimo se as empresas não solicitassem reembolsos", disse ainda. Segundo Trump, as tarifas acabariam significando "números maiores" para os Estados Unidos em termos monetários, mas acrescentou que o sistema seria "um pouco mais difícil de gerir". O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas entrou em vigor na segunda-feira (20) para empresários americanos. A estimativa é que as devoluções alcancem até US$ 166 bilhões (R$ 824,9 bilhões). Veja os vídeos que estão em alta no g1 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em um processo judicial divulgado na última terça-feira (14), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE. O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação. Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões), segundo as autoridades alfandegárias americanas. Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso. Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em questão em 53 milhões de remessas de produtos, de acordo com registros do tribunal. O lançamento do sistema de reembolso é mais um capítulo de uma longa disputa em torno das tarifas comerciais cobradas no ano passado, parte do esforço do presidente americano para reestruturar as relações comerciais dos EUA com quase todos os países do mundo. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de Trump, ao considerar que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor as taxas com base em uma lei voltada a situações de emergência nacional. Leia também: Governo federal diz que continuará adotando medidas para aumentar arrecadação e cumprir metas fiscais Por que é tão difícil abandonar o petróleo? Erro de empresas no preenchimento leva trabalhadores à malha fina
21/04/2026 13:14:52 +00:00
Governo federal diz que continuará adotando medidas para aumentar arrecadação e cumprir metas fiscais

Governo apresenta o projeto que define metas e prioridades para o orçamento de 2027 A equipe econômica informou que medidas voltadas à "recuperação da base arrecadatória" continuarão sendo adotadas para atingir as metas para as contas públicas dos próximos anos. A informação consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional. 📈 No projeto, entre outras previsões, o governo federal estima que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro. O objetivo das medidas, segundo o governo, é garantir uma "contínua e gradual" recomposição do superávit das contas públicas que favoreça a estabilização da trajetória da dívida no médio prazo. Reprodução/Pixabay O governo informou que busca que as contas retornem ao azul em 2027, após projetar rombo em todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões. Com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo - ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões. Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra. Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal. "No intuito de conter a evolução do endividamento público em relação ao PIB, o governo federal continuará adotando ações voltadas à recomposição das receitas, reduzindo ou eliminando incentivos fiscais [benefícios para regiões e setores da economia] que não geram os resultados econômicos e sociais esperados e buscando uma maior progressividade tributária [impostos mais altos para quem ganha mais]", diz a equipe econômica. Nos três primeiros anos do mandato do presidente Lula, o governo elevou uma série de tributos para melhorar a arrecadação mas, mesmo assim, não conseguiu retomar o saldo positivo em suas contas. Carga tributária no Brasil atinge o nível mais alto em 15 anos Jornal Nacional/ Reprodução Lembre algumas medidas adotadas: Tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); Audanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; Aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então; Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Reoneração gradual da folha de pagamentos; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); Aumento do IOF sobre crédito e câmbio Imposto sobre bets; Alta no imposto de importação de mais de mil produtos. Por conta dos aumentos de tributos nos últimos anos, a Receita Federal informou que a carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – cresceu em 2024 e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas. Já o Tesouro Nacional estimou recentemente que a carga tributária voltou a subir no ano passado, atingindo 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse aumento está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal.
21/04/2026 07:02:11 +00:00
Nem todo mel é igual: cor e sabor do produto mudam conforme a flor; entenda

Mel de cores e sabores diferentes: veja o que influencia a produção O mel é um produto que pode chegar à mesa com diferentes sabores, cores e densidades. A variação se dá devido à diferença entre as plantas de onde é colhido o néctar usado pelas abelhas. No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos. As plantas que dão origem aos produtos são a aroeira, o pé de café, pé de laranja, flores variadas - que resultam no "mel silvestre" - e a capuchinha. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Apesar de o consumidor brasileiro estar mais acostumado com o mel claro, que não cristaliza e é pouco denso, mais líquido, o apicultor de Domingos Martins, na Região Serrana do estado, Arno Wieringa, defende a riqueza das variedades. “A gente, hoje em dia, tenta desmistificar e desafiar o consumidor a conhecer esses paladares diferentes.” E ele explica: "a diferença começa na flor e continua no trabalho de quem acompanha cada etapa". Segundo o apicultor, geralmente o mel mais escuro contém mais sais minerais, é mais encorpado e de sabor marcante. Méis tem diferentes sabores e cores a depender da planta polinizada pelas abelhas no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta 🍯 Mel de capuchinha: mel suave, claro e pouco denso. 🌸 Mel silvestre: mel suave, claro e de florada variada. 🌱 Mel de café: mel com acidez, mais denso e de coloração média. 🍊 Mel de laranja: mel com acidez, denso e escuro. 🐝 Mel de aroeira: mel potente, escuro e denso. Para além da produção de méis com sabores e cores diferentes, o trabalho das abelhas desempenha um papel fundamental para a sobrevivência da flora. "O papel mais importante da abelha é a fecundação das flores, a polinização. Se a gente não tem esses insetos, grande parte dessa produção (de flores e frutos), a gente não teria mais", explicou Wieringa. No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
21/04/2026 07:01:47 +00:00
Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada

Volkswagen Tera: erros e acertos Lançado em meados de 2025, o Volkswagen Tera já conseguiu ultrapassar rivais como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian em vendas mensais, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Só no primeiro trimestre deste ano, o SUV compacto registrou mais de 18 mil unidades emplacadas, conquistando o segundo lugar entre os mais vendidos do país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idêni em diversos modelos da Com preços a partir de R$ 107,2 mil, o Tera foi o primeiro modelo totalmente inédito da Volkswagen desde o lançamento do Nivus, em 2020. O g1 passou uma semana com o SUV, testando-o em uso urbano e durante uma viagem de 120 km, e descreve agora seus principais acertos e limitações. Visual e tecnologia Volkswagen Tera Rafael Peixoto/g1 O visual do Tera merece atenção especial. Nesse aspecto, a marca alemã corrige escolhas anteriores e aprimora soluções que já vinham funcionando bem. O interior do Tera não segue exatamente o padrão conhecido do chamado “plástico Volkswagen”, presente em modelos como Polo, T-Cross, Nivus e Taos. Ainda assim, o carro não deve ser visto como um SUV compacto capaz de rivalizar com os modelos chineses no quesito acabamento macio ao toque. A comparação mais direta é com a Fiat. Assim como a marca italiana faz em modelos como Argo e Pulse, a Volkswagen adotou plásticos com diferentes texturas e acabamentos em áreas distintas da cabine. A estratégia adiciona contraste ao interior e afasta o Tera da sensação de que, “do Polo ao Taos, por dentro tudo é sempre igual”. Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idênticos aos que existem em diversos modelos da Volkswagen, assim como o painel de instrumentos digital, que se destaca pela ampla possibilidade de personalização. Volkswagen Tera por dentro A central multimídia, no entanto, chama atenção por ficar destacada do console central, o que reforça ainda mais seu visual de “tablet”. Os ícones e aplicativos seguem o mesmo padrão gráfico, aproximando a experiência da de um iPad ou de um tablet Android dentro do carro. Essa proposta se estende aos aplicativos que podem ser instalados diretamente no sistema, sem a necessidade de parear com um celular. Entre eles estão Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e até o iFood. Além disso, o modelo conta com uma inteligência artificial embarcada chamada Otto. No dia a dia, o sistema ajuda a explicar trechos do manual do Tera, indica necessidades de manutenção, informa a previsão do tempo e até sugere rotas. É importante destacar que, ao contrário das inteligências artificiais disponíveis em celulares, o Otto não é gratuito. Para ter acesso ao assistente, é necessário pagar uma mensalidade de R$ 59,90. Volkswagen Tera tem freio de mão manual em todas as versões Rafael Peixoto/g1 Apesar do conjunto tecnológico ser positivo, dois pontos desagradaram na cabine. O primeiro está ligado à tecnologia e envolve o freio de mão manual. Ele ajuda a manter o preço mais baixo nas versões de entrada, mas perde o sentido no modelo mais completo, que foi o avaliado pelo g1. O segundo ponto negativo é o apoio de braço do motorista. Pequeno e fixado ao assento, ele indica a ausência de um compartimento para objetos entre os bancos. Com isso, o descanso fica restrito apenas ao condutor, algo que não ocorre, por exemplo, no Fiat Pulse. Por fora, o visual também foge do padrão seguido por outros modelos da Volkswagen, embora o Tera ainda transmita a sensação de ser “um Polo mais alto”. Essa possível falta de criatividade, no entanto, desaparece na dianteira, que traz um desenho exclusivo nas luzes diurnas em LED. Com isso, quem vê o carro de frente identifica rapidamente que não se trata de um Polo, de um Nivus ou de um T-Cross. Desempenho O Tera testado pelo g1 também herdou o motor 1.0 turbo do Polo. Como as dimensões dos dois modelos são muito próximas — incluindo o peso —, o conjunto mecânico transmite ao volante uma sensação bastante semelhante. Volkswagen Tera tem o mesmo motor turbo do Polo Rafael Peixoto/g1 Essa percepção é positiva graças ao bom acerto da suspensão, à direção bem calibrada e à posição de condução típica dos modelos da Volkswagen. Ela envolve a forma como o motorista se senta, a disposição dos comandos, a visibilidade da estrada e o conforto em viagens mais longas. No Tera, tudo isso funciona bem. No entanto, assim como ocorre no Polo, há um atraso perceptível entre o momento em que o motorista pisa no acelerador e a resposta do carro em ganho de velocidade. Em arrancadas no semáforo, esse comportamento é menos evidente, mas na estrada ele se torna incômodo. Na prática, foram cerca de três segundos entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do Tera. Em uma ultrapassagem em velocidade mais alta, na estrada para Santos (SP), foi preciso antecipar a manobra para realizá-la com segurança. Galerias Relacionadas Esse atraso na resposta do motor não é exclusividade da Volkswagen, mas, entre todos os carros testados pelo g1, o Tera está entre os que apresentam maior intervalo entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do veículo. O g1 apurou, junto a outras fabricantes, que esse atraso na resposta do motor está ligado à redução das emissões de gases. O comportamento é resultado direto do Proconve L8, fase atual do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde 1º de janeiro de 2025. Deixando de lado o atraso na resposta do acelerador, o Volkswagen Tera se saiu bem no trânsito urbano de São Paulo (SP), onde a velocidade máxima raramente ultrapassa os 60 km/h. Na experiência ao volante, ele está muito mais próximo do que o Polo oferece do que do T-Cross. Isso também se reflete no porta-malas, que oferece 350 litros de capacidade. O volume está dentro da média dos concorrentes diretos, com bom desempenho no segmento. Veja abaixo: Fiat Pulse: 370 litros; Renault Kardian: 358 litros; Citroën Basalt: 490 litros; Jeep Renegade: 320 litros. Vale a pena? Após uma semana com o carro, foi possível perceber que a Volkswagen finalmente começou a acertar no acabamento. Ainda assim, o modelo testado — a versão topo de linha — segue atrás de concorrentes chineses mais baratos nesse quesito. Pelo preço de R$ 146.190 do Volkswagen Tera Highline, você encontra: Chevrolet Spark: a partir de R$ 144.990; BYD Dolphin: a partir de R$ 149.990; Geely EX2: a partir de R$ 123.800; GAC GS3: a partir de R$ 129.990; Caoa Chery Tiggo 5X Sport: a partir de R$ 124.990. Todos os modelos listados oferecem acabamento mais confortável, melhor qualidade geral e uma lista de equipamentos mais completa. Com exceção do GAC GS3 e do Tiggo 5X Sport, todos são elétricos. Por outro lado, nenhum deles tem o mesmo tempo de mercado da Volkswagen no Brasil, nem a estrutura de pós-venda já consolidada. Também é mais fácil encontrar mecânicos familiarizados com o motor três cilindros do Tera. Se a ideia for buscar um SUV mais econômico e permanecer em uma marca já consagrada no Brasil, sem se aventurar muito fora do uso urbano, o Volkswagen Tera entrega exatamente a experiência que quem já dirigiu um modelo da marca espera. Já para quem está mais aberto a experimentar outras marcas, o GAC GS3 se destaca por oferecer mais espaço, melhor acabamento e um conjunto mecânico superior. O Tiggo 5X Sport segue a mesma linha, e ambos custam menos que o Tera topo de linha já nas versões de entrada.
21/04/2026 07:00:33 +00:00
Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA

Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços Freepik Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram. Em vez de atuar na área de formação, muitos acabam atendendo clientes em lojas, preparando cafés ou aceitando trabalhos temporários para pagar as contas. Uma reportagem da Bloomberg mostra que esse cenário está longe de ser pontual. Em dezembro de 2025, quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados, ou seja, em ocupações que não exigem diploma. O dado é da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, e representa o nível mais alto desde o início da pandemia, além de um salto de mais de três pontos percentuais em apenas um ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora a taxa ainda esteja abaixo do pico registrado na Grande Recessão, o ritmo recente de crescimento acende um alerta, segundo a Bloomberg. Por trás desse movimento, há um desequilíbrio que vem se acumulando ao longo dos anos. Dados da Lightcast mostram que, entre 2004 e 2024, o número de pessoas que concluíram o ensino superior nos Estados Unidos cresceu 54%. No mesmo período, as vagas de nível inicial avançaram bem menos, cerca de 42%. Na prática, isso significa mais pessoas qualificadas disputando um número proporcionalmente menor de oportunidades compatíveis com a própria formação. O problema não se resume à quantidade de vagas. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e número de formados piorou nas últimas duas décadas. “Nunca vimos tantas mudanças simultâneas e nessa velocidade. Esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido”, afirmou Elena Magrini, da Lightcast, em entrevista à Bloomberg. A inteligência artificial entra nessa equação, mas não explica tudo. Estudos de pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade Harvard indicam que setores como desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e marketing já vinham reduzindo contratações de iniciantes à medida que ferramentas de IA se tornaram mais comuns. Ao mesmo tempo, outros fatores ajudam a compor esse cenário. Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas têm reduzido a abertura de vagas para quem está começando. “Em um mercado de trabalho competitivo, os empregadores conseguem encontrar profissionais mais experientes para preencher vagas de nível júnior”, disse Shawn VanDerziel, da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores, à Bloomberg. “E a inteligência artificial fez com que muitos repensassem um pouco as contratações.” A reportagem também aponta um desalinhamento entre o que as universidades formam e o que o mercado demanda. Na área da saúde, por exemplo, havia cerca de 1,9 milhão de vagas de entrada em 2024, enquanto o número de formados cresceu apenas 5% na última década, segundo dados da Lightcast. Já em ciência da computação, o movimento foi o oposto. O número de graduados aumentou 110% no período, mas as vagas cresceram apenas cerca de 6%. Empresas como Amazon, Atlassian e Block chegaram a citar a inteligência artificial ao anunciar demissões recentes. Ainda assim, um relatório da Forrester indica que muitos desses cortes tiveram origem em questões financeiras, em um movimento que a consultoria descreve como uma espécie de “lavagem de imagem com IA”. No meio dessa transformação estão histórias como a de Cody Viscardis, de 29 anos. Formado em ciência da computação em 2023, ele enviou quase mil currículos e conseguiu apenas seis entrevistas, todas para vagas com salários iniciais em torno de US$ 60 mil por ano. Diante da dificuldade, acabou aceitando um trabalho como eletricista. Hoje, pode ganhar até US$ 63 por hora, mas continua tentando migrar para a área em que se formou. “A faculdade deveria, no mínimo, garantir um emprego decente”, afirmou à Bloomberg. “Eu esperava não continuar nesse ciclo de ser forçado a trabalhar na construção civil.” Mesmo com jornadas que chegam a 60 horas semanais, ele segue fazendo cursos online para tentar uma recolocação em tecnologia. A Bloomberg destaca que momentos como esse não são inéditos. Jovens costumam ser os mais afetados em períodos de transição econômica ou tecnológica, como ocorreu nos anos 1990 e após a crise financeira de 2008. Há, porém, algum alívio possível. Estudos citados pela reportagem indicam que muitos conseguem, com o tempo, migrar para funções compatíveis com a formação, geralmente em até cinco anos. “Não é incomum que recém-formados tenham dificuldade em encontrar um emprego que exija formação superior ao ingressarem no mercado de trabalho”, disse Jaison Abel, do Fed de Nova York, à Bloomberg. “Para muitos, trabalhar em um emprego que não exige diploma é apenas uma fase.” Ainda assim, o cenário atual reforça uma mudança importante. Ter um diploma, por si só, já não garante mais um lugar no mercado, especialmente no início da carreira.
21/04/2026 05:01:01 +00:00
Brasil tenta emplacar fim da escala 6x1 desde os anos 1980

Primeiros movimentos para maior descanso laboral para 40 horas surgiram nas fábricas, no movimento sindical dos anos 1980 VW do Brasil/dpa/picture alliance As demandas para a redução da jornada de trabalho no Brasil tiveram um novo capítulo nesta semana, com o anúncio de um envio, pelo governo federal, de um projeto de lei ao Congresso que busca reduzir a jornada de 44 horas e, consequentemente, acabar com a escala 6x1 dos empregados. Diferentemente da proposta anterior, da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que prevê reduzir a semana laboral de 44 para 36 horas, implementando uma escala de quatro dias de trabalho e três dias de folga, o texto do governo Lula busca um meio-termo – 40 horas de trabalho por semana, ou seja, uma escala 5x2. Isso, sem redução de salários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Contudo, a ideia de reservar dois dias na semana para a folga dos trabalhadores brasileiros não é nova. Na verdade, a proposta de reduzir a jornada para 40 horas na semana chegou a ser aprovada em uma comissão, no Congresso, em 1987, durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. Ou seja, há quase 40 anos. À época, milhões de trabalhadores enfrentavam uma realidade ainda mais pesada que a atual, de 48 horas semanais, regulamentadas em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o primeiro governo Getulio Vargas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Jornada de 48 horas por semana? No cálculo atual, as 44 horas preveem cinco dias de oito horas de trabalho, um com quatro e outro de folga remunerada. Na maior parte das vezes, isso significa, para os empregados, apenas um dia e meio de folga no fim de semana. Até 5 de outubro de 1988, quando a Constituição atual entrou em vigor, os trabalhadores submetidos ao regime geral da CLT tinham, na prática, apenas um dia de descanso remunerado, já que as 48 horas determinavam o trabalho integral de segunda a sábado – com uma hora de intervalo para o almoço. Em junho de 1987, um anteprojeto propondo a jornada de 40 horas foi aprovado pela Comissão de Ordem Social da Constituinte, colegiado que era responsável pela redação da legislação trabalhista. A proposta foi encampada principalmente pelos deputados dos partidos de esquerda (PT, PCB, PC do B, PTB, PDT) e rejeitada pelo PFL e pelo PDS, de direita. O PMDB se dividiu. Na verdade, a luta pela mudança na semana laboral vinha do movimento sindical do início dos anos 1980. Em 1985, os metalúrgicos do ABC Paulista, por exemplo, já tinham conquistado avanços nesse sentido, pressionando para a aprovação de convenções sindicais que já haviam imposto as 44 horas semanais nas fábricas. Na Constituinte, um dos principais defensores da redução para 40 horas foi o atual presidente da república e então deputado Lula. Na tribuna do Congresso, ele citava medidas similares em outros países e criticava aqueles que diziam que era preciso fazer o contrário – ou seja, aumentar a carga de trabalho. Cartaz de campanha sindical alemã no 1° de Maio de 1956: "No sábado, o papai pertence a mim" DGB via DW "Dizer que este país está precisando de uma jornada mais longa é, no mínimo, querer submeter a classe trabalhadora a uma jornada de escravidão. O que precisamos fazer, e outros países já o fizeram, é diminuir a jornada de trabalho, para que as empresas contratem mais trabalhadores, a fim de que haja um aumento da produção não pela escravidão, mas pela duplicação da mão de obra", declarou o ex-líder sindical, em citação reproduzida pela Agência Senado. Descanso maior, desemprego menor? Na Alemanha Ocidental, a implementação da semana 40 horas surgiu no pós-guerra. Em 1956, uma campanha sindical pleiteava que os pais tivessem todo o fim de semana para lazer e a família. Cartazes pelo país retratavam uma criança abaixo do slogan "Samstags gehört Vati mir" ("No sábado, o papai pertence a mim") e levaram à aprovação de convenções sindicais que levaram, na prática, à escala 5x2 em todo o país a partir dos anos 1960. No Brasil, contra o argumento patronal de que a medida geraria mais custos para as empresas e, assim, consequente inflação e desemprego, os deputados favoráveis defendiam um argumento econômico. Segundo eles, reduzir a escala abriria mais espaço para contratar outros funcionários que, com maior tempo de descanso, teriam melhor produtividade – levando a um menor desemprego. Um dos contrários a isso era José Serra, então deputado do PMDB de São Paulo. "Uma mudança mais violenta para baixo, em termos de horas trabalhadas, poderia trazer efeitos extraordinariamente pervertidos sobre essas empresas", alegava. Luís Roberto Ponte, também do PMDB, mas do Rio Grande do Sul, chegou a sugerir o aumento da jornada para até 52 horas semanais, "até que o último dos brasileiros tivesse o que comer, onde morar e onde tratar-se". Na opinião dele, só quando isso fosse alcançado seria possível reduzir a escala laboral. Mas nem todos os deputados da direita eram contra. Um deles era Geovani Borges, PFL do Amapá, que criticava a falta do direito ao lazer aos trabalhadores brasileiros e considerava justa a proposta de 40 horas. Durante a tramitação do anteprojeto da proposta pela Comissão de Sistematização, última etapa antes da redação da Constituição, os deputados acabaram encontrando um meio-termo: a jornada de 44 horas semanais. A demanda pelas 40 horas continuou, com novas emendas apresentadas, mas no fim o Plenário aprovou a Constituinte com a redação atual. No PFL, o senador Afonso Arinos, que tinha presidido a Comissão de Sistematização e apoiava a escala 5x2, resolveu nadar contra a corrente do seu partido, majoritariamente contrário, e proferiu: "Já estou muito velho para votar contra o povo". Lula defendia a redução para 40 horas durante a Constituinte picture alliance/dpa Fotografia Os efeitos da mudança Além da redução de 48 para 44 horas, a Constituição de 1988 determinou, entre outros, a ampliação da licença-maternidade de 90 para 120 dias, a imposição do adicional mínimo de 50% para horas extras e o aumento da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do empregador de 10% para 40%. Em 2003, um artigo intitulado "Os Efeitos da Redução da Jornada de Trabalho de 48 para 44 Horas Semanais", assinado pelos pesquisadores Gustavo Gonzaga, Naércio Aquino Menezes Filho e José Márcio Camargo, foi publicado na Revista Brasileira de Economia. O estudo analisou os impactos da medida durante os trabalhadores que tiveram a jornada reduzida de acordo com a nova legislação. Embora os pesquisadores tenham afirmado que os encargos com medidas como a licença-maternidade tenham aumentado o custo do trabalho no Brasil, eles ressaltam que a semana de 48 horas era "excessivamente alta" e que, em 1988, "quase metade dos trabalhadores já trabalhava menos de 48 horas por semana". Além disso, os resultados indicaram que, entre 1988 e 1989, não houve mudanças negativas significativas – não aumentaram a probabilidade de o trabalhador ficar desempregado, diminuíram a probabilidade de eles saírem dos empregos e ainda implicaram em um aumento do salário real por hora. Segundo a pesquisa, 60% dos funcionários que tinham jornadas entre 40 e 48 semanais em 1988 continuaram empregados em 1989, mas tiveram redução nessas jornadas para a nova regra, de 40 a 44 horas. Relator na CCJ lê parecer favorável a PECs que acabam com escala 6x1; pedido de vista da oposição adia votação
21/04/2026 05:00:47 +00:00
Por que é tão difícil abandonar o petróleo?

O navio indiano 'Nanda Devi', carregado com gás liquefeito de petróleo (GLP), chegou ao porto de Vadinar, no distrito de Jamnagar, estado de Gujarat, em 17 de março de 2026, após o Irã permitir sua passagem pelo Estreito de Ormuz, um importante corredor energético que permanece interrompido devido à guerra no Oriente Médio. Os petroleiros de bandeira indiana 'Shivalik' e 'Nanda Devi', transportando cerca de 92.700 toneladas métricas de GLP, chegaram aos portos do estado de Gujarat, representando uma rara exceção na passagem comercial por esse ponto estratégico. AFP Quando, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar os combustíveis fósseis no intuito de frear as mudanças climáticas, alguns celebraram isso como o começo do fim do petróleo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Três anos depois, a guerra no Oriente Médio evidencia que a dependência mundial do "ouro negro" não mudou, apesar de suas consequências irem muito além do impacto ambiental. A economia e a segurança energética globais estão em risco. Isso faz com que o conflito seja usado como mais uma razão para substituir definitivamente o principal responsável pelas emissões de CO? por energias renováveis, 167 anos depois da extração do primeiro barril comercial na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No entanto, apesar de alguns apelos, a tendência global indica que a promessa da COP28 está longe de ser cumprida. A política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um exemplo disso: depois de cunhar o slogan "drill, baby, drill" (perfura, querido, perfura), ele interveio em dois países ricos em reservas de petróleo: Venezuela e Irã. Por que é tão difícil deixar para trás o petróleo? A seguir, algumas pistas. É a economia Se os mercados financeiros respiram conforme as oscilações do preço do barril, é porque seus agentes estão profundamente ligados aos ativos associados aos hidrocarbonetos. "A gente não pode fazer a transição quebrando de um dia para o outro as empresas de combustíveis fósseis, porque isso seria um desastre econômico planetário sem precedentes. Gigantes bancários como o HSBC quebrariam", disse à AFP Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima do Brasil. A dependência econômica é total em países como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, mas não apenas neles. No caso do Brasil, por exemplo, retirar a Petrobras da balança comercial desmontaria a economia, já que o petróleo é um dos principais produtos de exportação, acrescenta Angelo. Outros países, como a Colômbia, são tão dependentes dessas receitas que seu presidente, Gustavo Petro, pede alívio da dívida soberana para tornar viável sua promessa de não conceder novos contratos de exploração de petróleo. Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio Reuters Vontade política Potências exportadoras de petróleo como os Estados Unidos, Canadá e Austrália têm, por outro lado, meios para assumir a transição energética, afirma Bill Hare, diretor do instituto Climate Analytics. "É uma questão de vontade política", acrescenta à AFP. Mas com o retorno de Trump ao poder, junto ao avanço global da extrema direita, os interesses econômicos voltam a ser priorizados em detrimento da luta contra o aquecimento global - quando o fenômeno não é diretamente negado. "Há toda uma visão no Ocidente, liderada pelos Estados Unidos, de voltar a um modelo que já existiu", de curto prazo, sustenta Leonardo Stanley, pesquisador associado do Centro de Estudos de Estado e Sociedade de Buenos Aires. O lobby mais poderoso Presentes nas conferências anuais da ONU sobre o clima, as petroleiras - da americana ExxonMobil à saudita Aramco - defendem seus interesses nos bastidores, às vezes por meio de grandes consultorias como a McKinsey, como mostrou uma investigação da AFP na COP28. "O setor de óleo e gás é o lobby mais poderoso da Terra", afirma Angelo. Há 30 anos ele "joga para adiar mudanças", acrescenta. Quem paga a conta? Para abandonar o petróleo, é necessário apoio financeiro aos países produtores dependentes dessas receitas e também aos mais pobres, para acompanhar a transição. "Tem que haver alguma disposição das grandes e médias potências econômicas de criar um sistema internacional que facilite isso", o que até agora não ocorreu, afirma Bill Hare. Sinais positivos Apesar de tudo, há avanços. As energias renováveis representaram um recorde de quase 50% da capacidade elétrica mundial em 2025, segundo a Irena, entidade intergovernamental que promove a transição energética. A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, líder na produção de energias renováveis, ampliou de forma excepcional suas capacidades eólicas e solares no ano passado. No Paquistão, a energia solar, que era marginal em 2020, tornou-se uma das principais fontes de eletricidade. Em várias regiões da Austrália e dos Estados Unidos, o avanço das energias renováveis reduziu a conta de luz, segundo Hare. Setor produtivo alerta perda com royalties de petróleo
21/04/2026 03:01:09 +00:00
BRB anuncia acordo com gestora de fundos para vender R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master
BRB anuncia acordo para vender R$ 15 em ativos do Master O Banco de Brasília (BRB) informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição. Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master. Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos. De acordo com o comunicado ao mercado, a iniciativa faz parte de um processo de reestruturação do banco. O objetivo é fortalecer a estrutura de capital, aumentar a liquidez e melhorar a gestão do portfólio de ativos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O BRB também afirmou que a operação deve contribuir para a racionalização patrimonial da instituição, com expectativa de impactos positivos na organização financeira. A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições previstas no memorando de entendimento. O banco destacou que seguirá informando o mercado sobre eventuais avanços relevantes, conforme exigem as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Acordos estavam em discussão Na sexta-feira (10), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou que um fundo de investimentos propôs pagar R$ 15 bilhões por parte dos ativos que eram vinculados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, e foram comprados pelo Banco de Brasília (BRB). O anúncio não dizia qual "parte" dos ativos é essa: se seriam papéis de menor ou maior risco, e quanto ainda sobraria de ativos do Master na carteira do BRB. Ainda não há informações se o acordo desta segunda é o mesmo que o citado pela governadora. O Ministério Público Federal identificou que, só entre 2024 e 2025, o BRB injetou pelo menos R$ 16,7 bilhões no Banco Master. Desses, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude. Na quinta (9), Celina e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, viajaram para São Paulo para se reunir com investidores, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Celina Leão não descarta pedir ajuda a Lula e diz que vai afastar dirigentes do BRB
21/04/2026 02:17:30 +00:00
Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon. O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup. A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial. A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo. O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic “reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado”. A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA. As ações da Amazon subiram cerca de 2,7% no after-market.
21/04/2026 01:55:52 +00:00
GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa

Loja do Pão de Açúcar (GPA) no Rio de Janeiro. MAURO PIMENTEL/AFP O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia. Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes: no caso de ações já vendidas, determina a suspensão da liquidação financeira antes da conclusão das operações; para ações ainda não vendidas, proíbe a realização de novas vendas. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025. 🔎 Processo de arbitragem é uma forma de resolver conflitos fora da Justiça comum, em que as partes escolhem árbitros independentes para decidir o caso. O Judiciário pode ser acionado para medidas urgentes ou para garantir o cumprimento das decisões. O Casino, ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar, é acionista da varejista brasileira desde 1999. Recuperação extrajudicial Em 10 de março, o GPA informou que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial. A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência. Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers. ENTENDA A CRISE DO GPA: Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA
21/04/2026 00:57:39 +00:00
Fachin diz que proposta de Dino para nova reforma no Judiciário 'vem somar'

Análise: os recados de Dino na proposta de reforma do Judiciário O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin comentou nesta segunda-feira (20) o artigo do colega, ministro Flávio Dino, propondo uma nova reforma do Poder Judiciário. Ao blog, Fachin afirmou que a proposta de Dino "vem somar" e é "muito boa". Entre as medidas propostas por Dino estão: revisão de competências do STF e de tribunais superiores; alterações na tramitação de processos eleitorais; e mudanças na lei penal para punir de forma mais rigorosa irregularidades envolvendo juízes, procuradores, advogados e outros integrantes do sistema de Justiça. (Veja todas as mudanças abaixo). "Manifesto a crença de que o Brasil precisa de uma Nova Reforma do Judiciário, abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal", escreveu Dino. A proposta foi feita em artigo do magistrado foi publicado no portal "ICL Notícias". Ministro Edson Fachin, do STF Luiz Silveira/STF Mais cedo, Fachin disse em nota que a perspectiva trazida por Dino “merece aplauso e apoio” por indicar a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário. As manifestações de Fachin nesta segunda são uma forma de reagir à ideia de que o artigo foi uma crítica à agenda ética e de autoconteção proposta pelo presidente. Na prática, apenas Fachin e Cármen Lúcia, relatora do Código de Conduta, citam a agenda ética em seus discursos. Dentro da corte, ela é vista como polêmica por motivos diferentes. Alguns ministros acreditam que a legislação já trata de desvios éticos inclusive do Judiciário. Outros pensam que o momento é delicado e o tema precisa ser debatido apenas depois das eleições. As citações a ministros em conversas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e as investigações da Polícia Federal, que respingam no STF, trouxeram desgaste à imagem da corte e em especial de alguns ministros, provocando reações de blindagem dos próprios ministros. Propostas de Dino No artigo, Dino aponta o que considera eixos para o "redesenho normativo do sistema de Justiça": requisitos processuais para acesso recursal aos tribunais superiores, especialmente o STJ, objetivando agilizar as ações judiciais; critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos; precatórios são títulos de dívidas reconhecidas pela Justiça, que o governo federal, estadual ou municipal deve a pessoas físicas ou jurídicas. Na prática, eles funcionam como um crédito contra o Estado. instâncias especializadas e ágeis, em todos os Tribunais, para julgamento de processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual, além de atos de improbidade administrativa; criação de rito próprio para exame judicial de decisões das agências reguladoras, para o rápido arbitramento dos conflitos de grande expressão econômica, possibilitando celeridade e segurança jurídica em obras e investimentos; revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral; procedimentos para julgamentos disciplinares conexos. Por exemplo, quando houver participação em infrações administrativas de magistrados, promotores e advogados; tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política; composição e competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, para que sejam mais eficientes na fiscalização e punição de ilegalidades; direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas, suprimindo institutos arcaicos como "aposentadoria compulsória punitiva" e a multiplicação de parcelas indenizatórias; critérios para sessões virtuais nos tribunais e varas judiciais; revisão das competências constitucionais do STF e dos Tribunais Superiores; garantia de presença dos membros do Sistema de Justiça nas comarcas e unidades de lotação; regras e limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais; arrecadação, transparência e uso dos recursos que integram os Fundos de Modernização e os fundos de honorários advocatícios da Advocacia Pública; medidas que reduzam o número de processos no Sistema de Justiça, iniciando pelos procedimentos atualmente verificados em execuções fiscais, que devem ser intensamente desjudicializados.
20/04/2026 22:29:55 +00:00
Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple

John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração. O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, de 50 anos, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ternus ingressou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diversas categorias e teve papel central no lançamento de novas linhas de produtos, como iPad e AirPods, além de sucessivas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar a categoria mais poderosa e popular globalmente em seus 40 anos de história. Entre os projetos recentes, está o lançamento do MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso à experiência Mac. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para os modelos iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. Sob sua liderança, a empresa também avançou nos AirPods, com melhorias em cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva, informou a Apple. Ternus também liderou iniciativas voltadas à durabilidade e confiabilidade dos produtos, além de avanços em materiais e design de hardware que reduziram a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e melhorias na reparabilidade dos dispositivos. Antes de ingressar na Apple, trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ternus é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. LEIA MAIS: Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, Cook acabou permanecendo mais tempo no cargo do que o próprio Jobs. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em um momento em que a indústria de tecnologia passa por uma nova onda de transformações impulsionadas pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia coloca pressão sobre a empresa para demonstrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que marcou ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar o uso de computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que redefiniram a forma como as pessoas usam tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde seu lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como o Mac, o iPad e o Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base fiel de usuários ao redor do mundo.
20/04/2026 21:30:21 +00:00
Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração. O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, Cook acabou permanecendo mais tempo à frente da Apple do que o próprio Jobs. Veja os vídeos que estão em alta no g1 À frente da empresa, o executivo supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. John Ternus (à esquerda), novo CEO da Apple, e Tim Cook, que deixa o cargo para ser presidente executivo do conselho de administração da empresa Divulgação/Apple Quem será o novo CEO da Apple? John Ternus será o sucessor de Cook no comando da Apple. Atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, ele entrou para a Apple em 2001, integrando a equipe de design de produtos. Ao longo dos anos, passou a ocupar posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2013, tornou-se vice-presidente da divisão. Desde 2021, faz parte da equipe executiva da empresa. Antes de ingressar na Apple, o executivo trabalhou como engenheiro mecânico na empresa Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em um momento em que a indústria de tecnologia passa por uma nova onda de transformações impulsionadas pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia coloca pressão sobre a empresa para demonstrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que marcou ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar o uso de computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que redefiniram a forma como as pessoas usam tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde seu lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como o Mac, o iPad e o Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base fiel de usuários ao redor do mundo. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
20/04/2026 20:45:47 +00:00
Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país

A ação militar dos EUA e de Israel causou destruição no Irã desde o início da guerra, em fevereiro GETTY IMAGES Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será "muito afetada", enquanto 25%, "um pouco". Aqueles que consideram que "não afetará "a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%. O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%). Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos. Preço do combustível Vai afetar muito: 76%; Vai afetar um pouco: 16%; Não vai afetar: 4%; Não sabe/não respondeu: 4%. Preço dos alimentos Vai afetar muito: 68%; Vai afetar um pouco: 23%; Não vai afetar: 6%; Não sabe/não respondeu: 4%. Inflação Vai afetar muito: 68%; Vai afetar um pouco: 21%; Não vai afetar: 5%; Não sabe/não respondeu: 5%. Preço do gás Vai afetar muito: 67%; Vai afetar um pouco: 22%; Não vai afetar: 7%; Não sabe/não respondeu: 5%. Economia brasileira de modo geral Vai afetar muito: 65%; Vai afetar um pouco: 25%; Não vai afetar: 6%; Não sabe/não respondeu: 5%. Relação do Brasil com outros países Vai afetar muito: 47%; Vai afetar um pouco: 29%; Não vai afetar: 16%; Não sabe/não respondeu: 8%. Segundo Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados. A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril e entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Neutralidade brasileira Quanto ao posicionamento diplomático, o levantamento mostra que 83% da população defende que o Brasil adote uma postura neutra no conflito. O apoio explícito ao bloco liderado por Estados Unidos e Israel soma 10%, enquanto a adesão à posição do Irã é de 2%. Não sabem ou não responderam foram 5%. A percepção de neutralidade é acompanhada por uma visão crítica sobre o início das hostilidades, segundo a Ipsos-Ipec: 64% dos entrevistados consideram que o ataque conjunto de EUA e Israel em 28 de fevereiro — que resultou na morte do líder supremo iraniano — foi "totalmente desnecessário" ou "desnecessário". Segurança e preocupação humanitária O levantamento também mediu o nível de receio da população com a segurança nacional do país. Para 67% dos brasileiros, o conflito representa um risco à segurança do Brasil. No campo humanitário, 75% demonstram preocupação com a segurança de suas próprias famílias e 70% com a vida de brasileiros que residem no Oriente Médio. O temor se estende aos civis da região: 57% se dizem preocupados com israelenses e 55% com iranianos.
20/04/2026 19:49:15 +00:00
Indicado ao Fed, Warsh promete respeitar independência do BC, mas com limites

O indicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve afirmar aos parlamentares, em audiência de confirmação marcada para terça-feira (21), que está "comprometido em garantir que a condução da política monetária permaneça estritamente independente". As declarações constam em comentários preparados vistos pela Reuters nesta segunda-feira. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O financista Kevin Warsh, de 56 anos e ex-diretor do Fed, também dirá aos integrantes do Comitê Bancário do Senado que pretende colaborar com o governo e com o Congresso em temas que não dizem respeito diretamente à política monetária. "Estou igualmente comprometido em trabalhar com o governo e com o Congresso em questões não monetárias que fazem parte das atribuições do Fed", afirmará. Nas falas preparadas, Warsh diz que a independência do banco central deve ser preservada especialmente nas decisões sobre política monetária. "Esse grau de independência não se estende a toda a gama de suas funções mandatadas pelo Congresso", afirmou. Segundo ele, os responsáveis pelas decisões do Fed não têm direito à mesma "deferência especial" em temas como gestão de recursos públicos, regulamentação e supervisão bancária ou questões ligadas às finanças internacionais. Mudanças no Fed Indicado para substituir o atual chair do Fed, Jerome Powell, Warsh também promete promover mudanças na instituição. Segundo ele, a tendência de organizações grandes e complexas de manter o status quo pode ser "prejudicial" em um cenário de rápidas transformações. "Em uma época que estará entre as mais importantes da história de nossa nação, acredito que um Federal Reserve voltado para a reforma pode fazer uma diferença real para o povo norte-americano", disse. Warsh foi diretor do Fed entre 2006 e 2011. Em seu discurso, ele retoma críticas que vem fazendo ao banco central desde que deixou o cargo. Segundo ele, o Fed deve "permanecer em sua faixa" e evitar avançar sobre temas que considera ligados à política fiscal ou social. No passado, Warsh usou essa expressão para criticar iniciativas do banco central, como estudos sobre os efeitos econômicos das mudanças climáticas e a meta de pleno emprego "inclusivo". Nos últimos anos, o Fed reduziu significativamente o foco na questão climática. Warsh também afirma que a independência do banco central pode ficar fragilizada se a instituição não cumprir seu mandato de garantir a estabilidade dos preços, definido pelo Congresso. "A inflação baixa é a armadura do Fed, sua proteção vital contra as investidas e flechas [...] Portanto, quando a inflação aumenta -- como aconteceu nos últimos anos -- os cidadãos sofrem graves danos ... (que) também podem perder a fé em nosso sistema de governança econômica, levantando dúvidas se a independência da política monetária é tudo o que se espera". A audiência de confirmação de Warsh no Senado está prevista para começar às 10h no horário local (11h em Brasília), na terça-feira. Kevin Warsh REUTERS/Brendan McDermid/Foto de Arquivo
20/04/2026 17:55:24 +00:00
Musk ignora convocação da França para depor sobre o X

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira (20) a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa no âmbito de uma investigação contra sua rede social X. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A promotoria de Paris informou à agência de notícias AFP que "tomou nota da ausência das primeiras pessoas convocadas", sem citar Musk nominalmente. A convocação havia sido emitida em fevereiro, após autoridades realizarem buscas nos escritórios do X em Paris. A operação compõe um inquérito iniciado em janeiro de 2025, que apura alegações de que o algoritmo do X teria sido usado para interferir na política francesa. Na ocasião, a ex-diretora-geral da empresa Linda Yaccarino também foi convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários do X foram chamados na condição de testemunhas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O processo posteriormente se estendeu também a outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. O Grok, assistente de IA incorporado à rede social, foi repetidamente usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual. A plataforma nega qualquer irregularidade e vem classificando a ação como "abusiva". Semanas antes, Musk usou a plataforma para insultar as autoridades francesas. A ausência do empresário e de Yaccarino "não constitui um obstáculo para a continuidade das investigações", afirmou o Ministério Público. Os promotores não têm autoridade para usar a força a fim de obrigar a pessoa a comparecer à oitiva. Investigações contra o Grok A investigação sobre o X na França compõe uma reação internacional mais ampla contra o Grok, após o agente de IA ser usado sem filtro para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de simples instruções escritas. Cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias, apontou no final de janeiro o Centro de Combate ao Ódio Online, uma ONG de combate à desinformação. No final de janeiro, a União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok. Telegram apoia Musk Musk recebeu nesta segunda-feira o apoio do cofundador do Telegram, Pavel Durov, que também está sendo investigado pela Justiça francesa por atividades em sua plataforma. "A França de [Emmanuel] Macron está perdendo legitimidade ao utilizar investigações criminais como arma para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade", escreveu Durov nas redes sociais. Ele foi preso em 2024 pela unidade francesa de crimes cibernéticos, sob acusações que incluíam cumplicidade com o crime organizado.
20/04/2026 16:18:04 +00:00
Empresa dos EUA anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

Lula diz que quer negociar terras raras com Trump A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group. O negócio está avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. As informações constam em comunicado oficial divulgado pela própria empresa nesta segunda (20). A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de 'terras raras'. A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas. Esses minerais são fundamentais para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa, por exemplo. O pagamento será realizado por meio de uma combinação de recursos. A USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de novas ações ordinárias para os acionistas da Serra Verde – o que totalizaria o valor bilionário. Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras Divulgação/Serra Verde A transação visa criar uma líder global no setor de terras raras. A empresa combinada terá operações integradas que abrangem desde a mineração e processamento até a fabricação de metais e ímãs. Em janeiro, a USA Rare Earth concordou com um pacote de financiamento de US$1,6 bilhão junto ao governo dos EUA, enquanto a Serra Verde, uma empresa privada, fechou um acordo de financiamento no valor de US$565 milhões com Washington em fevereiro. A operação ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027. "A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala", disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth. Saiba mais: Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional; 'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda; UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia. Próximos passos O acordo já foi formalizado como “definitivo” entre as partes. No entanto, a aquisição ainda não foi finalizada operacionalmente. A previsão é que o fechamento do negócio ocorra no terceiro trimestre de 2026. A conclusão da compra está sujeita a aprovações regulatórias e condições habituais de fechamento. Até lá, as empresas seguem cronogramas de integração. Com a união, segundo o comunicado, executivos da mineradora brasileira assumirão papéis estratégicos na companhia norte-americana. Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência e uma cadeira no conselho de administração. Mick Davis, atual presidente do conselho da Serra Verde, também passará a integrar o conselho da empresa compradora.
20/04/2026 14:09:43 +00:00
Com guerra no Oriente Médio, mercado prevê inflação de 4,80% e juros mais altos

Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos. De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%. As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inflação em alta Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%. O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026. Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%; ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia REUTERS/Alexey Malgavko Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50 para 13% ao ano na última semana. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,85% para 1,86% O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,37 para R$ 5,30 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,40 para R$ 5,35.
20/04/2026 12:57:11 +00:00
Braskem diz que Novonor assinou contrato para venda do controle da companhia

Braskem vai investir em Triunfo, Montenegro, Nova Santa Rita e Rio Grande. Braskem/Divulgação A Braskem informou nesta segunda‑feira (20) que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram um contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo Shine I, um fundo de investimento que compra participações em empresas. O fundo é assessorado pela gestora IG4 Capital. Em nota, a Novonor afirmou que o contrato marca o fim de um "ciclo de décadas de investimentos" na construção da Braskem e avaliou que a nova estrutura de controle, com a Petrobras como co-controladora, garante a continuidade necessária para que a companhia siga avançando de forma sólida, com foco em inovação e sustentabilidade (leia a íntegra do comunicado abaixo). O contrato define as regras da venda judicial das ações da Braskem que hoje estão com a NSP Investimentos. Essas ações serão vendidas ao fundo Shine I por meio de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) — um tipo de fundo que investe diretamente em empresas ao adquirir ações com ou sem direito a voto. No caso da Braskem, a operação envolve ações que representam cerca de 50,1% das ações com direito a voto e aproximadamente 34,3% de todo o capital da empresa. Com isso, o fundo passa a ter o controle da companhia. A NSP, por sua vez, continuará com uma fatia menor, equivalente a 4% do capital total, mas sem poder de influência na gestão da empresa além do que a lei garante. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O contrato também prevê que o fundo Shine I solicite à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado financeiro no Brasil, a autorização para fazer uma oferta pública de compra das demais ações da Braskem que hoje estão em circulação no mercado. Na prática, isso abre a possibilidade de o novo controlador ampliar ainda mais sua participação. Ações da Braskem sobem A notícia repercutiu no mercado financeiro. As ações da Braskem chegaram a subir mais de 5% no início do pregão desta segunda‑feira. Por volta das 10h15, os papéis avançavam 3,39%, cotados a R$ 9,15, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, subia 0,18%. Após a conclusão da operação, um novo acordo entre os acionistas entrará em vigor. A gestão da empresa passará a ser dividida entre o fundo Shine I e a Petrobras, que atualmente detém cerca de 47% das ações com direito a voto da Braskem e 36,1% do capital total da companhia. "O comprador pretende conduzir, em conjunto com a Petrobras, a reestruturação financeira e operacional da companhia, com a intenção de que a Braskem volte a gerar valor para seus acionistas e para o Brasil", afirmou o Shine I em correspondência enviada à Braskem e divulgada pela petroquímica. Carta Pokémon de milhões de libras: valorização gera onda de crimes com roubos e furtos Novo controlador O movimento já vinha sendo preparado. Em dezembro, a Braskem informou que a Novonor assinou um acordo de exclusividade com a gestora de investimentos IG4 Capital para a venda de sua participação na empresa petroquímica. Segundo os termos divulgados à época, a participação da Novonor seria transferida para um fundo administrado pela IG4, que passaria a deter pouco mais de 50% das ações com direito a voto e cerca de 34% do capital total da Braskem. Na época, a a Novonor se comprometeu a transferir sua participação para um fundo administrado pela IG4, que passará a deter 50,111% do capital votante — ou seja, das ações que dão direito a voto nas decisões da empresa — e 34,323% do capital total da petroquímica. A entrada de um novo acionista controlador é vista como um fator que pode ajudar a melhorar as perspectivas da Braskem, que enfrenta margens de lucro reduzidas no setor petroquímico e carrega dívidas relacionadas aos danos causados por antigas operações de mineração de sal em Maceió, no Nordeste. Em outro comunicado, a IG4 afirmou que a operação envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívidas, que estão garantidas por ações da própria Braskem — mecanismo conhecido como dívida com garantia em ações. O acordo também pode ajudar a reduzir o alto endividamento da Novonor, que aumentou após o escândalo da Operação Lava Jato, há cerca de dez anos. Na época, o grupo — então chamado de Odebrecht — usou suas ações da Braskem como garantia para empréstimos bilionários. O que diz a Novonor "Foi celebrado o contrato de compra e venda para transferência de sua participação acionária na Braskem à IG4 Capital, o que levará ao encerramento de um ciclo de décadas de investimento pela Novonor dedicado à construção de uma das petroquímicas mais relevantes do mundo, em parceria com a Petrobras. A empresa reafirma o orgulho em ter contribuído para que milhares de profissionais de altíssima qualidade desenvolvessem ao longo dos anos um ativo de tamanha importância estratégica para o país, essencial para o fortalecimento da indústria nacional. Importante ressaltar que a conclusão da transação está condicionada a condições precedentes e que a atuação da Novonor, enquanto acionista, seguirá sendo pautada pela observância e promoção do interesse social da Braskem até a sua consumação. A nova estrutura de controle, que terá a Petrobras como co-controladora , assegurará a continuidade necessária para que a Braskem siga avançando com solidez, focada em inovação e na construção de um futuro cada vez mais forte e sustentável para o setor petroquímico." Leia também: Após a morte do fundador, OnlyFans busca novo investidor em acordo bilionário MBRF avança em parceria com fundo saudita na Sadia Halal em preparação para oferta de ações *Com informações da agência de notícias Reuters Erro de empresas no preenchimento leva trabalhadores à malha fina
20/04/2026 12:33:39 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 4,97 em meio a incertezas sobre acordo entre EUA e Irã; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,17% nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 4,9746 — menor valor em mais de dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,20%, aos 196.132 pontos. O movimento ocorre em meio a sinais contraditórios sobre os rumos da guerra no Oriente Médio. De um lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo com o Irã deve acontecer “relativamente rápido”. De outro, o país disse ver dificuldades nas negociações diplomáticas. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A dois dias do fim do frágil cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que “contínuas violações”, além de “comportamentos ilegais e posições contraditórias” dos EUA, representam um “grande obstáculo” à continuidade do processo diplomático. ▶️ No domingo, os EUA interceptaram e atacaram um navio cargueiro iraniano. Segundo Donald Trump, a embarcação tentou furar um bloqueio naval americano no Golfo de Omã. ▶️ Em meio à escalada das tensões, Teerã prometeu retaliar e colocou em dúvida a participação na nova rodada de negociações de paz, prevista para começar nesta segunda-feira. Poucas horas depois, o Paquistão disse à Reuters que recebeu sinal positivo do Irã sobre participação nas tratativas. ▶️ Trump negou estar sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou avanço nas negociações. “Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido”, escreveu em rede social. ▶️ Segundo fontes do canal Al Jazeera, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deve desembarcar no Paquistão nesta terça-feira (21) para participar de negociações relacionadas ao conflito. Diante de sinais contraditórios sobre a guerra — especialmente em relação aos bloqueios no Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo —, o preço do tipo Brent, referência internacional, avançava 5,32% por volta das 16h, cotado a US$ 95,19 o barril. ▶️ No Brasil, agentes do mercado financeiro elevaram as projeções de inflação e de juros para 2026, em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,17%; Acumulado do mês: -3,94%; Acumulado do ano: -9,37%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,20%; Acumulado do mês: +4,63%; Acumulado do ano: +21,73%. De olho nas negociações O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que não está sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou que as negociações devem avançar em breve. "Li na imprensa fake news que estou sob “pressão” para fazer um acordo. ISSO NÃO É VERDADE! Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido", afirmou em uma publicação na rede social Truth Social. Segundo ele, “o tempo não é meu adversário” e é preciso corrigir “a bagunça” deixada por governos anteriores na condução das relações com o Irã. O republicano também afirmou que o acordo que pretende firmar será “muito melhor” do que o JCPOA, conhecido como acordo nuclear iraniano, fechado durante os governos de Barack Obama e Joe Biden. Do lado do Irã, o Paquistão afirmou estar confiante de que conseguirá fazer com que o país participe de negociações com os EUA, disse à Reuters nesta segunda-feira (20) uma autoridade sênior do governo paquistanês. “Recebemos um sinal positivo do Irã. A situação é dinâmica, mas estamos trabalhando para que eles estejam aqui quando iniciarmos as conversas amanhã ou no dia seguinte”, afirmou a fonte, sob condição de anonimato. Impactos na inflação Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos. De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%. As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%. O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026. Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%; ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%. ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC). Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50% para 13% ao ano na última semana. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Mercados globais Os mercados globais tiveram desempenho misto nesta segunda-feira. Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,01%, aos 49.442,69 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,22%, aos 7.110,22 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,26%, aos 24.404,39 pontos. Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho. O índice pan-europeu STOXX 600 terminou o dia com queda de 0,8%. Entre os principais mercados da região, as perdas foram mais fortes na França e na Alemanha, onde os índices CAC e DAX recuaram cerca de 1,1%. Em Londres, o FTSE registrou baixa de 0,55%. Na Ásia o cenário foi diferente, com a maioria dos mercados encerrando o pregão em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,77%, enquanto em Xangai o SSEC avançou 0,76%. O Nikkei, em Tóquio, ganhou 0,6%, e o Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 0,44%. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
20/04/2026 12:00:33 +00:00
O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba

Especialistas indicam o ex-presidente cubano Raúl Castro e seu entorno como proprietários e operadores da holding multimilionária Gaesa Getty Images via BBC Enquanto Cuba enfrenta a escassez e os apagões, um conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas do país administra secretamente bilhões de dólares. A Gaesa (Grupo de Administración Empresarial S. A.) não tem website, nem endereço de correio eletrônico institucional conhecido, nem canais oficiais de contato. Ela não publica balanços, nem aparece no orçamento estatal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Assembleia Nacional do Poder Popular e a Controladoria Geral da República de Cuba não podem auditar suas contas — mesmo com a empresa embolsando praticamente cada dólar recebido pelos negócios mais rentáveis do regime cubano: turismo, remessas financeiras, comércio exterior e missões médicas no estrangeiro. A holding pertence às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (FAR), mas também não está sob seu controle. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2024, ela possuía bens no valor de pelo menos US$ 17,9 bilhões (cerca de R$ 89,4 bilhões), incluindo mais de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 71,9 bilhões) em contas bancárias, segundo documentos vazados para o jornal americano Miami Herald. A BBC não conseguiu verificar estes dados de forma independente. Esta fortuna é maior que as reservas internacionais de países como o Equador, o Paraguai ou a República Dominicana. Ela ilustra a magnitude do império econômico representado pela Gaesa. Tudo isso contrasta com a situação econômica de Cuba, um país praticamente falido, com queda acumulada de 15% do PIB nos últimos cinco anos e insolvente frente aos seus diversos credores internacionais. Quase nove a cada 10 cubanos vivem em condições de extrema pobreza ou "sobrevivência", segundo estimou em 2025 o Observatório Cubano dos Direitos Humanos. E, neste ano, a crise no país se intensificou com apagões de várias horas por dia e com a escassez ainda maior de alimentos, combustíveis e medicamentos. A miséria nas ruas de Havana contrasta com os modernos hotéis financiados pelas corporações da Gaesa, como a Torre K — Iberostar Selection Havana (esq.), inaugurada em 2025 Getty Images via BBC Nos últimos meses, o governo do presidente americano Donald Trump intensificou as sanções contra a ilha, com um bloqueio de facto do fornecimento de petróleo, que agravou os problemas de energia e abastecimento. O contraste entre um Estado em bancarrota e a existência de uma entidade obscura que suga as principais fontes de receita sob o guarda-chuva militar levanta questões importantes que tentaremos responder a seguir. Como opera a Gaesa? Quem está por trás dela? Onde ela guarda e investe o dinheiro? Até que ponto esta economia paralela é responsável pela miséria que assola Cuba? A BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) tentou entrar em contato com o governo cubano por diversas vias, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Qual é a sua origem e como ela opera "A Gaesa funciona como uma grande holding, um polvo de vários braços que se apropriou da economia cubana em quase todos os seus setores rentáveis ao longo dos últimos 15 anos", explica Emilio Morales, presidente da consultoria Havana Consulting Group, que estuda a economia cubana. Mas a Gaesa nasceu muito antes, na década de 1990. Ela era um mecanismo criado dentro das FAR para administrar empresas que operavam com divisas em plena crise econômica (o chamado Período Especial), após a queda da União Soviética (1922-1991). Seu objetivo inicial era relativamente limitado: gerar recursos para as próprias Forças Armadas por meio de negócios vinculados ao turismo, comércio exterior e outros setores que captavam dólares. Mas, com o passar do tempo, essa estrutura se transformou em um império financeiro. A deterioração da saúde de Fidel Castro (1926-2016), até então líder hegemônico de Cuba, levou à ascensão ao poder do seu irmão Raúl, interinamente em 2006 e formalmente em 2008. Desde então, o conglomerado começou a se expandir rapidamente e absorver empresas estatais estratégicas, entre elas a maior de todas: a Cimex. "Ao se apropriar da Cimex, a Gaesa adquiriu toda a sua rede de empresas, dentro e fora de Cuba: corporações localizadas em paraísos fiscais como o Panamá, comércios varejistas em moeda local e em dólares, postos de gasolina, negócios imobiliários, exportação, importação, atacadistas...", explica Morales. Durante anos, as remessas de dinheiro enviadas do exterior para Cuba através da americana Western Union foram canalizadas pela empresa Fincimex, controlada pela Gaesa (na foto, a sucursal da Western Union em Havana) Getty Images via BBC A holding foi englobando outras empresas rentáveis, como as especializadas no setor turístico Gaviota e Habaguanex, parte da operadora de internet Etecsa e a gestão do porto comercial de Mariel, o maior do país. A Gaesa assumiu também o controle do Banco Financeiro Internacional (BFI), que opera as transações de Cuba com o exterior. Na prática, a holding monopolizou quase todos os negócios que atraem dólares: o turismo, comércio, telecomunicações, bancos, remessas financeiras, logística e construção. No papel, Cuba funciona em um sistema socialista, no qual a economia é monopólio do Estado. Mas a Gaesa não presta contas à Assembleia Nacional e mantém seus balanços em sigilo. "Seus balanços são secretos, a imprensa cubana não a menciona e ela trabalha em total obscuridade", explica à BBC o economista Pavel Vidal, um dos maiores especialistas nas finanças de Cuba. "E, na verdade, também não paga impostos e não aparece nos orçamentos do Estado, já que tem um orçamento independente. É uma economia dentro de outra", define ele. O sigilo em torno deste império na sombra é enorme. Em julho de 2024, a então controladora-geral de Cuba, Gladys Bejerano, foi exonerada após 14 anos no cargo. Ela havia admitido, em um aparente descuido durante uma entrevista à agência de notícias EFE, que o Estado não teria jurisdição para auditar a Gaesa. Três anos antes, em 2021, o então ministro das Forças Armadas de Cuba, Leopoldo Cintra Frías, foi suspenso, segundo fontes, pouco depois de tentar promover uma investigação interna sobre a holding multimilionária ligada à sua pasta. Não se sabe ao certo, em nenhum dos dois casos, se as destituições foram relacionadas às suas incursões nos assuntos da Gaesa ou se foram meras coincidências. Bejerano e Cintra Frías eram septuagenários quando foram afastados dos seus respectivos cargos. O general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, ex-genro de Raúl Castro, era considerado o cérebro e promotor da Gaesa até sua morte, em 2022 Getty Images via BBC O grupo empresarial foi presidido por anos pelo general Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (1960-2022), ex-genro de Raúl Castro e considerado um dos homens mais poderosos do país. Foi sob seu comando que a Gaesa assumiu o controle das principais empresas estatais, até se tornar a gigante que é hoje em dia. Após a morte de Rodríguez López-Calleja, em 2022, a presidência do grupo passou para a sua vice, a generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres. Estes são os dois únicos nomes conhecidos deste conglomerado empresarial multimilionário. Mas quem forma a elite que controla a Gaesa e seus bens? Quem são seus donos Identificar os proprietários e diretores da Gaesa não é uma tarefa fácil. Sua estrutura empresarial é extremamente obscura. Não se sabe quem lidera seus órgãos de decisão, não há um organograma oficial e boa parte das suas empresas operam por meio de redes societárias de difícil rastreamento. Mas investigações jornalísticas, documentos vazados e relatórios de acadêmicos que passaram anos estudando o grupo oferecem importantes indícios sobre a elite deste poderoso conglomerado. Segundo Emilio Morales, o poder é concentrado em um grupo seleto e reduzido. "Não ultrapassa 15 pessoas", revela ele. "Não são nomes públicos, são muito herméticos. Eles têm designado a cada empresa um profissional de informática, um contador e um oficial da contrainteligência, para supervisionar toda a parte contábil", prossegue Morales, mencionando o testemunho anônimo de um ex-funcionário da Gaesa. Ele afirma que a holding usa o aparato militar para garantir que o controle das suas empresas e operações permaneça sem ser questionado, mas quem realmente manda não são os generais das Forças Armadas. "Na Venezuela, havia muitos arquipélagos de poder", compara ele. "Diosdado [Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional] tinha o dele, [Vladimir] Padrino [ex-ministro da Defesa] o seu, [Nicolás] Maduro, Delcy [Rodríguez, atual presidente] etc." "Mas o caso de Cuba é diferente. Raúl Castro nunca quis que os generais tivessem poder financeiro. Os generais existem para controle político." Neste sentido, o presidente da plataforma acadêmica Cuba Século 21, Juan Antonio Blanco, explica à BBC News Mundo que Raúl Castro sempre tentou "evitar que os generais se corrompessem, tendo acesso a grandes valores em dinheiro". Por isso, "a Gaesa foi reservada para um grupinho de elite da família Castro e os mais próximos", garante ele. "Existe um ou outro general, sim, mas não porque sejam generais, mas porque eram incondicionais, historicamente próximos da família de Raúl Castro." Assim, a elite do colosso empresarial (ou parte dela) seria o entorno familiar e militar do general Raúl Castro, hoje com 94 anos. Oficialmente aposentado, ele continua sendo o homem mais poderoso de Cuba, segundo os analistas. O ex-presidente cubano Raúl Castro, com seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o 'Caranguejo', que alguns especialistas relacionam à Gaesa Getty Images via BBC Raúl Castro tem quatro filhos: Déborah, Mariela, Nilsa e Alejandro Castro Espín. E também vários genros, netos e parentes próximos, que são vinculados a negócios e instituições importantes do poder. Entre eles, estão seu influente ex-genro Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, morto em 2022, e o seu neto e guarda-costas Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como o "Caranguejo". Rodríguez López-Calleja foi o artífice da grande transformação da Gaesa, antes uma limitada rede de empresas militares, em um gigantesco conglomerado que controla praticamente todas as atividades rentáveis do país. Já em relação ao "Caranguejo", suas frequentes viagens ao Panamá na última década (foram mais de 20 entre 2024 e 2025, segundo fontes, muitas delas em aviões particulares) levaram muitas pessoas a associá-lo diretamente aos negócios milionários da holding. Os especialistas também acreditam que o papel da atual presidente-executiva da Gaesa, Ania Guillermina Lastres, é principalmente operacional: ela representa e supervisiona a empresa, mas não faz parte do seu núcleo de proprietários, com poder de decisão e acesso aos seus fundos multimilionários. O nome de Lastres é o único que se dá a conhecer neste emaranhado, já que não existe um organograma oficial. A generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres é a atual presidente da Gaesa, mas os especialistas colocam em dúvida seu real poder sobre a holding Partido Comunista de Cuba (PCC) Perguntar sobre o lado interno da Gaesa é como encontrar um muro pela frente. Muitas das suas empresas são estruturadas em redes de companhias e filiais, que ocultam os verdadeiros donos dos negócios. "Os acionistas de uma empresa podem ser outra empresa; e, desta, uma outra empresa — uma cadeia de companhias, para que não se consiga realmente chegar ao verdadeiro dono", segundo Morales. "E, no fim, você encontra um nome que é colocado ali como testa de ferro." Este tipo de estrutura é frequente em paraísos fiscais ou jurisdições com baixa transparência corporativa. Ela também dificulta seguir o rastro do dinheiro. Daqui, surge outra pergunta importante: onde está e qual é o destino do dinheiro da Gaesa? Onde está o dinheiro O conglomerado passou mais de duas décadas ampliando sua presença em setores fundamentais do país, sem que ninguém conseguisse avaliar a magnitude do seu império econômico. A Gaesa mantém suas contas em segredo e opera fora do escrutínio público. Mas o vazamento de documentos internos publicado no ano passado pelo Miami Herald trouxe um facho de luz, ao fornecer números específicos pela primeira vez. O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba Miami Herald / Reprodução Os documentos revelados pelo jornal americano Miami Herald mostram números multimilionários, em ativos, vendas e receita Miami Herald / Reprodução Os documentos publicados pelo Miami Herald são compostos por 22 balanços financeiros internos, correspondentes a diferentes empresas do grupo. Segundo eles, em março de 2024 o conglomerado controlava ativos avaliados em pelo menos US$ 17,894 bilhões (cerca de R$ 89,3 bilhões), incluindo US$ 14,467 bilhões (cerca de R$ 72,2 bilhões) líquidos em contas bancárias. Estes números não incluem a Cimex, que é a maior empresa da holding. Por isso, acredita-se que a fortuna da Gaesa, pelo menos naquele momento, fosse ainda maior. Os documentos também revelaram uma rentabilidade surpreendente. Foram mais de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,5 bilhões) de lucros em agosto de 2024 em US$ 5,563 bilhões (cerca de R$ 27,8 bilhões) de receita, o que representa uma margem de cerca de 38%. Em termos de comparação, as grandes empresas internacionais costumam registrar margens de lucro de 5% a 15%. Nem mesmo em setores muito lucrativos, é frequente que elas superem 20%. Especialistas indicam que isso se deve a vários fatores. Em primeiro lugar, a Gaesa explora todos os setores rentáveis da economia cubana que geram dólares, como o turismo e o comércio, mas não os deficitários, como a agricultura, educação e saúde pública, exceto pelas missões médicas. Em segundo lugar, como Cuba restringe a entrada de outras corporações nesses setores, ela trabalha sem enfrentar concorrência. Por fim, outro ponto importante é que a empresa se beneficia da dualidade de taxas de câmbio e de moedas. "Sua receita é principalmente em dólares, em divisas, e ela paga salários em pesos cubanos", explica Vidal. Praticamente todas as empresas de transporte e serviços turísticos pertencem, em última análise, à Gaesa, como a Transtur (da companhia Cubasol) e a Transgaviota (grupo Gaviota) Getty Images via BBC O acadêmico José Antonio Blanco destaca ainda a vantagem de contar com o guarda-chuva das Forças Armadas Revolucionárias. "Se a Gaesa construir um hotel, por exemplo, como empresa das FAR, ela adquire mão de obra e materiais do Ministério da Construção em pesos cubanos, mas o dinheiro gerado pelo hotel entra em dólares", explica ele. A diferença entre as duas moedas é enorme. Seis anos atrás, um dólar valia 24 pesos cubanos, mas a moeda local se desvalorizou drasticamente desde então. Hoje, no mercado informal, a cotação do dólar já supera largamente os 500 pesos, segundo dados do portal de referência El Toque. Outra grande incógnita é onde está o patrimônio da Gaesa. Os documentos vazados indicam que o conglomerado mantém parte dos seus lucros multimilionários no próprio sistema financeiro, o que dificulta o rastreio até o seu destino. Segundo Pavel Vidal, o grupo também gerencia recursos que, na prática, funcionam como reservas internacionais paralelas do país, embora não estejam sob o controle do Banco Central de Cuba. "Trabalhei no Banco Central e sei que a instituição não gerencia diretamente as reservas internacionais de Cuba, mas sim o Banco Financeiro Internacional (BFI), que pertence à Gaesa." "Por isso, é preciso entender que essas reservas estão nesses US$ 14,5 bilhões [cerca de R$ 72,4 bilhões]", explica ele. "Chamo de reservas internacionais para dar um nome, mas, na verdade, não deveriam ser chamadas assim. Elas não estão sob o controle da autoridade monetária, que é quem deveria respaldar a moeda, o sistema bancário e a dívida", destaca Vidal. O aluguel de veículos para turistas está concentrado em empresas estatais, como a Cubacar e a Havanautos, também vinculadas ao conglomerado militar Gaesa Getty Images Sobre o paradeiro dessas reservas, Vidal calcula que "provavelmente elas estejam diversificadas: uma parte no BFI, mas também em bancos internacionais (russos, chineses,...) e, provavelmente, em paraísos fiscais". "Não há informações precisas a respeito, mas, considerando que parte da lógica da Gaesa é evitar sanções, é razoável imaginar que essas reservas sejam bastante diversificadas e que uma parte esteja estruturada de forma a não ficar exposta a sanções", conclui ele. É preciso destacar que os únicos relatórios financeiros da holding que foram publicados datam de 2024. Por isso, não se sabe que valores atingem seus ativos atualmente. Por fim, a última pergunta: qual a possível responsabilidade da Gaesa pela desastrosa situação atual da economia cubana? A influência na crise cubana O peso do conglomerado na economia cubana é enorme. Cálculos de Pavel Vidal e outros especialistas indicam que suas transações podem representar o astronômico nível de 40% do PIB do país. Este poder financeiro permitiu à Gaesa manter uma estratégia de investimentos que, segundo seus críticos, seria totalmente desconectada das necessidades mais urgentes da população da ilha. Enquanto a economia cubana atravessa décadas de crises, com setores produtivos disfuncionais e infraestruturas deterioradas, a Gaesa concentrou grande parte dos seus recursos em atividades destinadas a captar divisas, em vez de, por exemplo, revitalizar a produção agrícola e industrial do país. O hotel Grand Aston Havana, inaugurado em 2022, com cerca de 600 apartamentos, no bairro do Vedado, no centro da capital. Ele pertence ao grupo Gaviota, que faz parte da Gaesa Getty Images via BBC Nos últimos anos, o conglomerado promoveu uma ambiciosa expansão dos negócios turísticos, especialmente na capital, Havana, onde foram construídos novos e imponentes hotéis. Os edifícios contrastam com a deterioração cada vez maior das ruas e das construções ao seu redor. Enquanto isso, cada vez menos turistas visitam a ilha. O número de visitantes desabou de um pico de 4,7 milhões, em 2018, para 1,8 milhão no ano passado, quando a escassez e os apagões já se encaminhavam para os níveis extremos vividos hoje em dia. Para Vidal, concentrar os recursos no setor turístico faz com que outras áreas estratégicas recebam menos investimentos, o que limita a capacidade do país de reativar setores produtivos que reduzam a escassez crônica de alimentos e modernizar a indústria de geração de eletricidade, que é cada vez mais disfuncional. "O investimento no turismo foi fortemente desproporcional e se descuidou dos investimentos na agricultura, na rede elétrica e na manutenção das instalações geradoras", segundo o economista. "Isso explica, em parte, o que está acontecendo agora. Outro exemplo do controle da Gaesa sobre as principais fontes de receita do país são as missões médicas internacionais. Elas são o negócio mais lucrativo de Cuba nos últimos anos, mais até do que o turismo. Parte desta receita, segundo os especialistas consultados pela BBC, é canalizada para empresas do conglomerado empresarial militar. E, com base neste sistema peculiar, a Gaesa absorve boa parte das divisas que entram no país. Some-se a isso o fato de que a Gaesa possui ativos (ou pelo menos detinha, em 2024) em volume que permitiria modernizar o setor agropecuário (que hoje produz apenas 20% do consumo nacional de alimentos) e restaurar o setor de geração de eletricidade da ilha. As pressões recentes do governo americano sobre Cuba, que enfrenta uma situação limite, levaram muitos a pensar que o regime comunista vigente desde 1959 poderá cair ou protagonizar uma mudança drástica e forçada. Se isso acontecer, é difícil prever o que ocorreria com o obscuro conglomerado econômico das Forças Armadas, construído durante as últimas três décadas em paralelo ao Estado cubano. "Se houver uma transição, imagino que uma das primeiras medidas será encontrar o dinheiro da Gaesa, pois ele será muito necessário para uma fase de estabilização, de reconstrução", prevê Emilio Morales. LEIA TAMBÉM: Quem é o 'Caranguejo', neto de Raúl Castro que surge como interlocutor de Cuba junto aos EUA 'O que tem não mata minha fome': as grávidas cubanas que sofrem com país à beira do colapso
20/04/2026 10:35:02 +00:00
Escala 6x1: propostas no Congresso avançam para pôr fim à jornada; veja qual está mais perto de passar

Fim da escala 6x1? O que está em jogo  O fim da escala 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso — saiu do campo das discussões pontuais e passou a ocupar o centro da agenda trabalhista do país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O tema ganhou força no Congresso Nacional e hoje avança por quatro frentes simultâneas, com propostas que seguem caminhos distintos. No pano de fundo, o debate coloca em lados opostos a pressão por mais tempo livre e as preocupações com os efeitos econômicos das mudanças. Na prática, nunca antes o fim da escala 6x1 foi discutido de forma tão ampla e conjunta no Brasil. Na Câmara dos Deputados, dois textos avançaram um passo importante na última quarta-feira (15). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) emitiu parecer favorável à tramitação da PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e da proposta apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A votação, no entanto, foi adiada após um pedido de vista da oposição, o que empurrou a decisão final da comissão para os próximos dias. Ao mesmo tempo, o governo federal decidiu seguir por outro caminho. Na terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso um projeto de lei, com urgência constitucional, que também prevê o fim da escala 6x1. A estratégia do Planalto é testar a viabilidade política da mudança por meio de um trâmite mais rápido. No Senado Federal, a discussão está mais avançada. A PEC 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada pela CCJ da Casa em dezembro do ano passado e aguarda análise do plenário. Trata-se do texto mais adiantado do ponto de vista legislativo. O Congresso, portanto, analisa simultaneamente quatro propostas, cada uma com trajetória própria e diferentes níveis de avanço. Embora o objetivo central seja semelhante, os formatos, os prazos e os impactos previstos são distintos. Abaixo, veja o percurso de cada uma delas: A corrida para acabar com a escala 6x1 g1 O que cada texto propõe? A proposta mais avançada até o momento é a PEC 148/2015. "É a [PEC] mais antiga em tramitação sobre o tema e prevê a redução gradual da jornada até o limite de 36 horas semanais", afirma Paulo Renato Paim, autor da proposta, ao g1. O texto prevê uma redução gradual da jornada de trabalho. No primeiro ano após a promulgação, a carga semanal cairia de 44 horas para 40 horas. A partir daí, haveria reduções anuais de uma hora até o limite de 36 horas semanais. A proposta formaliza a escala 5x2, com dois dias de descanso, e estabelece a proibição de redução salarial durante toda a transição. Aprovada na CCJ do Senado, a PEC segue agora para o plenário, onde será votada em dois turnos e precisará de 49 votos favoráveis em cada um. Se aprovada, o texto seguirá para a Câmara, onde também passará por dois turnos. Só então poderá ser promulgada. "O texto já está pronto para análise no plenário do Senado, embora ainda não haja data definida para votação", diz Paim. Ad PECs e o PL que propõe o fim da escala 6x1 g1 Já na Câmara, a proposta mais abrangente é a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton. O texto propõe a adoção da escala 4x3, com jornada máxima de 36 horas semanais. A implementação ocorreria em até 360 dias. A medida se aproxima de experiências internacionais recentes, mas enfrenta maior resistência política. A PEC do deputado Reginaldo Lopes segue na mesma direção quanto à carga horária final, mas prevê uma transição mais longa. A redução poderia ocorrer ao longo de até 10 anos, com o objetivo de diminuir eventuais impactos sobre empresas, especialmente em setores mais intensivos em mão de obra. As PECs de Erika Hilton e Reginaldo Lopes permanecem na fase de admissibilidade, que avalia apenas se os textos respeitam a Constituição. A discussão de mérito ocorrerá em uma comissão especial, etapa seguinte do processo. Além disso, outro projeto em discussão é o PL 67/2025, da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), que propõe reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e ampliar o descanso semanal remunerado de um para dois dias, sem corte de salário. A proposta altera a CLT e a legislação do comércio para instituir a escala 5x2 e garantir ao menos um domingo de folga a cada três semanas, valendo para todas as categorias, inclusive as com regras específicas. O texto está em tramitação na Câmara dos Deputados e aguarda análise na Comissão de Trabalho. Por fim, o projeto de lei do governo federal adota uma alternativa intermediária. O texto fixa a jornada em 40 horas semanais, com escala 5x2, e garante a manutenção dos salários. Como altera a CLT, o projeto exige apenas maioria simples para aprovação. Além disso, foi enviado com urgência constitucional, o que limita a até 45 dias o prazo máximo de tramitação em cada Casa Legislativa. O prazo pode ser estendido por mais 10 dias caso o texto seja alterado. Um dos destaques é a inclusão dos trabalhadores domésticos, grupo frequentemente excluído de reformas trabalhistas. “Do ponto de vista da tramitação do processo legislativo, a proposta que deve caminhar mais rapidamente é a enviada pela Presidência da República, porque ela não só reúne grande parte dos elementos das outras, como vem acompanhada de dois fatores: o regime de urgência (…) e a vontade política”, avalia o professor de Direito Constitucional da USP, Rubens Beçak. Por onde cada texto tramita — e por que isso importa As diferenças entre uma PEC e um projeto de lei ajudam a explicar a existência de várias frentes ao mesmo tempo. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) altera a norma máxima do país. Por isso, precisa ser aprovada em dois turnos em cada Casa e contar com o apoio de três quintos dos parlamentares. Não depende de sanção presidencial. Se aprovada, é promulgada pelo Congresso. Já o Projeto de Lei (PL) altera normas infraconstitucionais, como a CLT. O processo é mais simples, exige menos votos e depende de sanção presidencial. Justamente por alterarem o texto da Constituição Federal, as PECs têm um rito mais rigoroso e precisam, obrigatoriamente, tramitar pelas duas Casas do Congresso Nacional, explica Marcos Jorge, mestre em Direito Público e coordenador jurídico do escritório Wilton Gomes Advogados. Nesse contexto, Marcos ressalta que, no caso específico da jornada de trabalho, o PL não seria o instrumento legislativo adequado, já que a carga horária atual está prevista na Constituição Federal. Assim, a alteração dessa regra só poderia ser feita por meio de uma PEC. Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tomaz Silva/Agência Brasil Propostas avançam em meio a divergências O avanço das propostas ocorre em meio a um debate que também se intensificou fora do Congresso. Mesmo entre apoiadores do fim da escala 6x1, há quem defenda mudanças graduais, negociação coletiva e medidas de compensação, principalmente para micro e pequenas empresas. O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) resume essa posição ao defender uma redução inicial mais moderada. "Se reduzirmos de forma paulatina de 44 para 40 horas semanais, já estaríamos extinguindo a escala 6 por 1", afirmou. Para sindicatos e movimentos sociais, o fim da escala 6x1 é uma reivindicação antiga. A avaliação é de que jornadas extensas afetam a saúde física e mental, aumentam o risco de acidentes e reduzem o tempo de descanso, sobretudo entre mulheres e trabalhadores de baixa renda. O relator da CCJ da Câmara, Paulo Azi, também abordou esse ponto em seu parecer. Segundo ele, no regime 6x1, o único dia de descanso costuma ser consumido por tarefas domésticas e demandas acumuladas. Para Azi, a redução da jornada poderia contribuir para um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. “Elas [PECs e PL que propõem o fim da 6x1] estão em estágios diferentes, mas todas partem de um ponto de vista semelhante. O que é preciso entender é se vai prevalecer a vontade política, sobretudo em um ano eleitoral, em que o governo tem interesse na aprovação de medidas com alto potencial de apoio popular”, completa Beçak. Impactos econômicos: PIB, emprego e informalidade Por outro lado, representantes do setor produtivo reforçam as preocupações com os impactos econômicos das propostas. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, indica que a redução da jornada de 44 para 36 horas, sem aumento proporcional de produtividade, pode levar a uma queda de até 3,7% do PIB no primeiro ano. Em cinco anos, a retração acumulada poderia chegar a 4,9%. Mesmo em um cenário com ganho de produtividade de 2%, os resultados permaneceriam negativos. As simulações também apontam que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais poderiam enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade. “O custo com pessoal representa um dos principais componentes da estrutura de custos das empresas”, afirma Guilherme Hakme, diretor da Fiep. “Elevações nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais, como redução do horário de funcionamento e demissões.” No comércio, um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que a adaptação a jornadas menores pode elevar a folha salarial em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada aos preços. Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em 0,34%. No turismo, setor que depende da escala 6x1 para operar aos fins de semana, o impacto esperado recai sobre preços e demanda. No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que ciclos naturais de produção nem sempre se adaptam a jornadas rígidas, especialmente em atividades sazonais e operações contínuas, como a pecuária leiteira. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução para 40 horas pode gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para o setor industrial. Para uma jornada de 36 horas, o impacto seria maior. Para economistas, o ponto central da discussão é a produtividade. Segundo André Portela, da FGV, a redução da jornada de 44 para 36 horas, com manutenção dos salários, elevaria o custo da hora trabalhada em cerca de 22%. Diante desse cenário, empresas tendem a adotar diferentes estratégias, como repassar custos, investir em automação ou reorganizar equipes. Pequenas empresas, com menor capacidade de adaptação, aparecem como as mais expostas. A avaliação de especialistas é que mudanças desse porte exigem planejamento. Sem isso, há risco de efeitos como aumento da informalidade, acúmulo de empregos e maior instabilidade econômica, especialmente em caso de implementação rápida. Entenda os projetos sobre o fim da escala 6x1 em discussão
20/04/2026 09:00:58 +00:00
Por que um financiamento pode sair muito mais caro do que parece?

Vídeos de negociações em vendas de veículos viralizam nas redes Divulgação Vídeos de negociações de carros financiados que viralizaram nas redes sociais reacenderam uma dúvida comum entre consumidores: afinal, quanto um financiamento realmente custa? Nos comentários dessas publicações, internautas questionam valores que vão muito além das parcelas anunciadas. Isso acontece porque, além dos juros, as operações de crédito têm o chamado Custo Efetivo Total (CET), que reúne tarifas, seguros e outros encargos e está presente em todas as modalidades de crédito — do financiamento de veículos e imóveis ao crédito consignado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda nesta reportagem o que é o CET, quais são os seus direitos como consumidor e como avaliar se um empréstimo vale a pena. O que é o Custo Efetivo Total (CET) O Custo Efetivo Total (CET) é a taxa que mostra o custo real de um empréstimo ou financiamento. Além dos juros, ele reúne todas as despesas envolvidas na operação, o que permite uma comparação mais precisa entre diferentes ofertas de crédito. Custo Efetivo Total (CET) Arte/g1 Veja o que entra no cálculo do CET: Juros: valor cobrado pelo banco para conceder o empréstimo — funciona como o “aluguel” do dinheiro ao longo do tempo. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): tributo obrigatório cobrado pelo governo em operações de crédito, que aumenta o custo final da dívida. Tarifas: incluem cobranças como taxa de cadastro e outros serviços administrativos definidos pela instituição financeira. Seguros: como o seguro prestamista, que quita a dívida em caso de morte ou invalidez. Nem sempre são obrigatórios e devem ser autorizados pelo consumidor. Outros encargos: despesas adicionais da operação, que podem variar conforme o banco e o tipo de crédito. 🔎OOs juros são o principal componente do CET e, ao longo do tempo, concentram a maior parte do valor pago. Por isso, pequenas variações na taxa podem elevar significativamente o custo final da dívida. No crédito em geral, eles ficam entre 30% e 60% ao ano, mas no cartão — especialmente no rotativo — podem superar 400% ao ano, o que o torna uma das modalidades mais caras do mercado. Por determinação do Banco Central do Brasil (BC), bancos e instituições financeiras são obrigados a informar o CET antes da contratação, junto com uma planilha que detalha cada custo e seu peso no valor final da dívida. Esse demonstrativo também deve constar de forma clara no contrato. Como comparar o CET Na prática, o CET ajuda a revelar quanto o crédito realmente custa. Em um financiamento de R$ 1.000, por exemplo, com juros de 12% ao ano, a inclusão de taxas como cadastro e IOF pode elevar o custo total para cerca de 43,9% ao ano. Isso mostra que olhar apenas para a taxa de juros ou para o valor da parcela pode dar uma falsa impressão de que o empréstimo é barato, segundo especialistas consultados pelo g1. “Mesmo sem dominar matemática financeira, dá para usar uma regra simples: quanto eu pego hoje e quanto vou devolver no total”, afirma Marcos Crivelaro, professor de finanças da Fundação Vanzolini, da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, encargos como seguros e serviços adicionais muitas vezes passam despercebidos. “A pessoa acha que está pagando só juros, mas há vários custos embutidos que elevam o valor final”, diz. Relação com o endividamento O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de endividamento elevado. Em março, 80,4% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o maior nível da série histórica. Já a inadimplência — quando há contas em atraso — ficou em 29,6%, estável em relação a fevereiro, mas acima dos 28,6% registrados um ano antes. Mesmo com o início da queda da taxa Selic, os juros seguem altos, o que mantém o crédito caro e pressiona o orçamento das famílias. A alta dos combustíveis também encarece o custo de vida e tende a estimular o uso do crédito. Para Crivelaro, decisões tomadas sem pleno entendimento dos custos podem agravar a situação financeira. “No fim, o que importa é o total pago. Às vezes a parcela cabe no bolso, mas o valor final assusta”, afirma. Diante desse cenário, a recomendação é cautela. “Não é o momento de assumir novas dívidas, a não ser para substituir uma mais cara por outra mais barata — e, ainda assim, com análise cuidadosa”, diz. Quando os juros podem ser abusivos? Não existe um percentual fixo na lei que defina juros abusivos. Na prática, eles são considerados abusivos quando ficam muito acima da média de mercado ou quando há irregularidades no contrato. A legislação brasileira obriga a divulgação clara do CET em todas as etapas da contratação. Segundo Stefano Ribeiro Ferri, especialista em direito do consumidor, a transparência é essencial para evitar prejuízos. “O CET deve refletir o custo total da operação e aparecer de forma destacada tanto no contrato quanto na publicidade. O consumidor precisa saber exatamente quanto vai pagar”, afirma. De acordo com ele, a omissão de informações, a inclusão de serviços sem consentimento ou a chamada venda casada podem configurar práticas abusivas. “Se houver falta de transparência ou cobrança indevida, o consumidor pode buscar a revisão do contrato na Justiça. Em alguns casos, ele pode até ser anulado ou ajustado”, conclui.
20/04/2026 07:01:37 +00:00
Carro de R$ 20 mil, dívida de R$ 64 mil: como evitar um mau negócio ao financiar um veículo

Direitos do consumidor no financiamento de carros Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram sempre o mesmo roteiro: um vendedor de carros usados risca o papel com uma caneta. Do outro lado da mesa, o cliente ouve valores de entrada, prestações e prazos do financiamento. A negociação segue com ajustes de taxas, parcelas e descontos, até ser fechada com um aperto de mãos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nos comentários dessas publicações, diversos internautas questionam a quantia paga pelos consumidores, que muitas vezes ultrapassa o valor do próprio veículo. “O carro ele paga os R$ 50 mil, mas esqueceu de avisar que os R$ 35 mil financiados viram mais de R$ 70 mil”, diz um comentário. “Cai quem quer, mas em nenhum momento ele fala que vai ficar 60 vezes de R$ 1.200, o que dá R$ 72 mil”, comenta outro. O formato dos vídeos chama atenção e, embora não necessariamente envolva irregularidades, especialistas alertam que esse tipo de negociação pode dificultar a compreensão dos clientes sobre o custo total do financiamento. Nesta reportagem, o g1 explica quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro usado. O g1 também ouviu Daniel Ribeiro, vendedor que aparece nos vídeos que viralizaram, para apresentar sua versão sobre as negociações. Navegue no menu abaixo: O que diz a lei Me senti enganado, posso recorrer? Cuidados na hora de financiar De olho nas parcelas — e nos juros também O que diz o vendedor Veja o checklist do carro usado O consumidor tem de ficar de olho para garantir seus direitos ao financiar um veículo Divulgação O que diz a lei “O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados. 🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação. (Entenda mais abaixo) Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação. “Quando o vendedor destaca apenas as parcelas mensais ou vantagens aparentes, sem explicar o custo total do financiamento, há risco de violação do dever de transparência”, explica o advogado. Especialistas alertam que o vendedor também tem a obrigação de fornecer todas as informações sobre o veículo que está sendo vendido. “Caso o vendedor omita informações sobre o estado do veículo, as formas de pagamento, não cumpra o que foi ofertado ou descumpra os termos de garantia, isso fere as regras de proteção ao consumidor, que pode exigir o cumprimento da oferta ou o cancelamento da compra”, explica Joana D’Arc Pereira, assessora técnica do Procon-SP. A assessora também alerta para outra prática comum que fere o direito do consumidor: a venda casada. “É uma prática abusiva, por exemplo, a imposição de um seguro específico da loja”, alerta. Voltar ao início. É preciso somar todos os custos da prestação de um financiamento Cacá Trovó/EPTV Me senti enganado, posso recorrer? Sim. Segundo Arystóbulo Freitas, sócio da Arystóbulo Freitas Advogados, o consumidor pode entrar na Justiça para pedir a redução dos juros, dos encargos ou de qualquer acréscimo do contrato. Também é possível solicitar a ampliação do prazo de pagamento previsto no contrato original. “Em casos de abuso na venda do veículo — inclusive quando o financiamento apresenta valores diferentes dos acordados —, o consumidor pode pedir a revisão do contrato para adequá-lo à proposta apresentada pelo vendedor”, explica. O advogado alerta que o comprador deve guardar toda e qualquer anotação feita pelo vendedor durante a negociação — inclusive solicitando que o profissional entregue essas anotações. “O comprador também deve ler com atenção todas as condições da venda e do financiamento”, diz. A rescisão do contrato, com a restituição integral dos valores pagos, e a possibilidade de indenização por perdas e danos também podem ser reivindicadas, a depender do caso. “Não se pode descartar, ainda, a ocorrência de dano moral, sobretudo quando a prática envolve engano relevante ou comprometimento financeiro significativo do consumidor”, diz Leão, da Poliszezuk Advogados. De acordo com o especialista, o direito do consumidor “não exige prova de intenção dolosa” — ou seja, o cliente não precisa comprovar que o vendedor agiu de propósito para enganá-lo: se a forma como o negócio for apresentado puder confundir o consumidor, já pode ser considerada irregular. Segundo Leão, embora o direito brasileiro não proíba a persuasão comercial — estratégias usadas pelos vendedores para convencer o consumidor a comprar um produto ou serviço —, a lei exige que ela seja exercida com transparência, lealdade e boa-fé. “Sempre que esses limites são ultrapassados, especialmente em operações financeiramente complexas, pode haver responsabilização civil, revisão do contrato e indenização ao consumidor”, alerta Leão. Volte ao início. Descuidos na hora de financiar o carro podem virar dor de cabeça Divulgação Cuidados na hora de financiar Os especialistas consultados pelo g1 também alertam para os cuidados necessários para evitar financiamentos que possam comprometer o orçamento. Segundo Wanessa Guimarães, planejadora financeira CFP pela Planejar, a regra tradicional do mercado financeiro é comprometer, no máximo, 30% da renda líquida mensal com todas as dívidas. Isso significa considerar não apenas as prestações do financiamento do veículo, mas também outros parcelamentos, como cartão de crédito e empréstimos. “Para o financiamento do carro, isoladamente, o recomendável é não ultrapassar 15% da renda, já que o veículo traz custos adicionais inevitáveis, como seguro, IPVA, manutenção e combustível, que juntos podem representar outros 10% a 15% da renda”, explica. Veja algumas simulações: A planejadora também alerta que, embora uma entrada maior reduza o valor financiado e possa diminuir o total de juros pagos, gastar todas as economias ainda representa um risco. “Quem zera o colchão financeiro para dar uma entrada grande fica vulnerável. Qualquer imprevisto — como uma doença ou uma demissão — pode levar ao atraso das parcelas, gerando multa, juros de mora e até nome negativado”, alerta. Veja abaixo como o tamanho do pagamento inicial pode influenciar o financiamento. As simulações foram feitas por Guimarães e consideram dois diferentes valores de entrada para o financiamento de um carro de R$ 50 mil. infográfico com simulações de financiamento de veículo Arte / g1 Nesse cenário, o consumidor que consegue pagar R$ 25 mil (50%) de entrada, pode pagar R$ 11,3 mil a menos em juros e ter uma parcela 44% menos do que quem paga um valor inicial de R$ 5 mil (10%). Ou seja, o mesmo carro pode ter um custo total de R$ 75,4 mil ou de R$ 64,1 mil, a depender do valor pago na entrada. Voltar ao início. De olho nas parcelas — e nos juros também Outro ponto de atenção, alerta Guimarães, é o chamado Custo Efetivo Total (CET). Ele representa o valor real de um financiamento e é composto por: Taxa efetiva mensal de juros Taxa dos juros por atrasos Total de encargos previstos para o atraso no pagamento Montante das prestações Segundo Guimarães, uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual na taxa de juros mensal pode representar mais de R$ 7,6 mil de impacto no bolso do consumidor. "Por isso, a pergunta certa ao banco não é ‘qual é a taxa?’, mas sim ‘qual é o CET?’”, aconselha. O documento também precisa trazer o prazo de validade da oferta — que deve ser, no mínimo, de dois dias —, e os dados do fornecedor, incluindo o nome, endereço físico e endereço eletrônico. ⚠️ Vale lembrar que o CET deve ser apresentado em toda operação de crédito, e não apenas no financiamento de veículos. Além disso, alerta a planejadora financeira CFP da Planejar Paula Bazzo, também é preciso atenção ao prazo de financiamento — que também influencia diretamente no montante de juros pago em um financiamento. Na prática, quanto maior é o prazo e o número de parcelas, maior tende a ser o valor pago em juros. “O prazo do financiamento costuma ser subestimado. Apesar de um período mais longo resultar em parcelas menores, a vantagem não é tão significativa”, diz Bazzo. Abaixo, veja simulações feitas por Guimarães e Bazzo, respectivamente, que mostram a diferença do valor pago ao ser considerada a taxa anunciada pelo vendedor e o CET e como a quantidade de parcelas pode impactar o montante pago em juros. infográfico com simulações de financiamento de veículo Arte / g1 infográfico com simulações de financiamento de veículo Arte / g1 Voltar ao início. O que diz o vendedor O g1 entrou em contato com o vendedor Daniel Ribeiro, que aparece com clientes nos vídeos que viralizaram, para apresentar sua versão sobre as negociações. O empresário tem uma loja em Curitiba e costuma produzir vídeos para as redes sociais. Questionado se informa o custo efetivo total (CET) aos compradores — um dos pontos levantados por internautas nos comentários de seus vídeos —, Ribeiro afirma que seus clientes recebem o documento do banco. "Eu não vendo dinheiro, eu vendo o carro. O banco imprime a CET, que lá tem todos os encargos: IOF, taxa, seguro prestamista, inclusão de gravame [registro de que o veículo foi dado como garantia em caso de não pagamento], alienação fiduciária [que garante que o banco é proprietário do carro até que a dívida seja quitada], mais a taxa aplicada, a quantidade de vezes. E o cliente assina essa CET de forma digital", diz. Ribeiro destaca ainda que o contrato é enviado junto ao carnê, de forma que os clientes podem "esmiuçar toda e qualquer dúvida" no documento. "Eu também costumo deixar claro qual é a taxa de juros que meu cliente está pagando, qual é a quantidade de vezes, e eu faço sempre a conta do valor final em todas as minhas negociações", acrescenta o vendedor. Questionado sobre as informações do CET não aparecerem nos vídeos, Ribeiro afirma que cada negociação é única. "Eu vendo uma média de 150 carros no mês. Tem cliente que tem essa dor, que quer saber esse questionamento; tem cliente que só quer saber se foi aprovado o financiamento; tem cliente que só quer saber se a parcela cabe no orçamento dele", diz. O vendedor reforça ainda que seu trabalho é “facilitar a jornada de compra” dos clientes e trazer clareza para a transação. "Ele [o cliente] tem que saber o valor que está financiando, o valor da taxa de juros, o valor da parcela, a quantidade de vezes. E isso é esmiuçado na negociação. Eu viro a tela do computador para todos os meus clientes. Esse é o meu formato de negociação há mais de cinco anos", acrescenta. Por fim, ao ser questionado se acredita que os consumidores concluem a negociação com pleno entendimento do CET e cientes de que os custos vão além das taxas bancárias, Ribeiro afirma que a compreensão final cabe ao consumidor. "Eu sou responsável por fazer a minha parte. A minha parte é esmiuçar isso, é trazer clareza para o cliente. Agora, se o cliente compreende, cabe a ele. Eu não sou professor deles, eu sou empresário, e cabe a mim trazer clareza e eu faço isso com toda certeza", conclui. Voltar ao início. Vai comprar um carro usado? Veja o checklist Além do valor pago no veículo, o consumidor também deve ter atenção a diversos outros fatores na hora de comprar um carro seminovo. Existem cuidados importantes que ajudam a reduzir as chances de levar um problema para casa. Veja, abaixo 15 orientações essenciais para quem está pensando em fechar negócio: Solicite o laudo cautelar: ao comprar o carro em lojas, peça um laudo cautelar. Esse documento serve para verificar a origem do veículo e identificar se há multas ou pendências que impeçam a venda. Avalie o estado dos pneus e do interior: observe se o desgaste dos pneus, bancos e volante é compatível com a quilometragem informada. Sinais de desgaste excessivo podem indicar adulteração. Confira a originalidade dos componentes: verifique se as numerações dos vidros, faróis, lanternas e demais peças são compatíveis entre si. Diferenças podem indicar substituições, que devem ser esclarecidas com o vendedor. Veja o funcionamento do ar-condicionado e de todos os vidros elétricos. Faça um teste de condução: sempre que possível, peça para dirigir o carro e avalie se o funcionamento está adequado. Peça o histórico de revisões: solicite informações sobre a última revisão, o que foi trocado e onde o serviço foi realizado, além do histórico completo de manutenções. Verifique a bateria: confira se a bateria é nova. Caso seja, pergunte o motivo da troca, pois pode haver algum problema elétrico sendo mascarado. Observe a carroceria: analise as bordas em busca de ferrugem ou sinais de pintura mascarando imperfeições. Avalie a pintura à luz do dia: observe o carro na luz do sol para identificar diferenças de tonalidade ou partes foscas, o que pode indicar repintura. Cheque os itens obrigatórios: verifique a presença de estepe, macaco e chave de roda. Se estiverem novos, questione o vendedor sobre o motivo. Inspecione os cintos de segurança: observe a integridade dos cintos, já que em alguns casos eles precisam ser substituídos após colisões. Leve a um mecânico de confiança: se possível, peça para um mecânico avaliar o carro ou leve o veículo até um profissional antes de fechar o negócio. Atenção à garantia legal: ao comprar em uma loja de seminovos, há garantia para vícios ou defeitos ocultos que apareçam no prazo de três meses. Confira o óleo do motor: Ele precisa estar límpido e dentro do nível especificado pelo fabricante Verifique borrachas de portas e vedações: Umidade que invade a cabine pode danificar estofamento.
20/04/2026 05:00:26 +00:00
Petróleo sobe 5% com impasse entre EUA e Irã

Trump diz que Irã viola cessar-fogo e envia delegação Os preços do petróleo subiram mais de 5% nesta segunda-feira (20), em meio a dúvidas sobre as negociações por um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos e a preocupações com o fluxo da commodity no Estreito de Ormuz. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A principal rota do Golfo Pérsico voltou a ser fechada após o Irã reverter a decisão de reabrir a passagem, enquanto o presidente Donald Trump afirmou que as restrições da Marinha dos EUA a portos iranianos permanecem em vigor. O petróleo tipo Brent, referência internacional, avançou 5,6%, a US$ 95,48 o barril, enquanto o WTI, referência dos EUA, subiu 6,9%, a US$ 89,61 o barril. Escalada das tensões O movimento ocorre em meio a sinais contraditórios e temores sobre os rumos da guerra no Oriente Médio. De um lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo com o Irã deve acontecer “relativamente rápido”. De outro, os iranianos disseram ver dificuldades nas negociações diplomáticas. A dois dias do fim do frágil cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que “contínuas violações”, além de “comportamentos ilegais e posições contraditórias” dos EUA, representam um “grande obstáculo” à continuidade do processo diplomático. No domingo, os EUA interceptaram e atacaram um navio cargueiro iraniano. Segundo Donald Trump, a embarcação tentou furar um bloqueio naval americano no Golfo de Omã. Trump afirmou que o navio, conhecido como Touska, foi atingido após desobedecer a uma ordem de parada das forças norte-americanas. De acordo com o presidente, um "buraco" foi aberto na casa de máquinas da embarcação. "Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. O TOUSKA está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um histórico anterior de atividades ilegais. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo", disse. Em meio à escalada das tensões, Teerã prometeu retaliar e colocou em dúvida a participação na nova rodada de negociações de paz, prevista para começar nesta segunda-feira. Poucas horas depois, o Paquistão disse à Reuters que recebeu sinal positivo do Irã sobre participação nas tratativas. Trump negou estar sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou avanço nas negociações. “Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido”, escreveu em uma rede social. Segundo fontes do canal Al Jazeera, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deve desembarcar no Paquistão nesta terça-feira (21) para participar de negociações relacionadas ao conflito. Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. AP/Altaf Qadri, Arquivo
20/04/2026 04:01:18 +00:00
Sistema de reembolso das tarifas de Trump entra em vigor nos EUA; importadores temem falhas

Trump finge mirar arma de precisão enquanto fala com repórteres na Sala de Imprensa na Casa Branca, em 6 de abril de 2026 AP Photo/Julia Demaree Nikhinson O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump entra em vigor nesta segunda-feira (20) para empresários americanos. A estimativa é que as devoluções alcancem até US$ 166 bilhões (R$ 824,9 bilhões). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em um processo judicial divulgado na última terça-feira (14), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE. O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões), segundo as autoridades alfandegárias americanas. Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso. Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em questão em 53 milhões de remessas de produtos, de acordo com registros do tribunal. O lançamento do sistema de reembolso é mais um capítulo de uma longa disputa em torno das tarifas comerciais cobradas no ano passado, parte do esforço do presidente americano para reestruturar as relações comerciais dos EUA com quase todos os países do mundo. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de Trump, ao considerar que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor as taxas com base em uma lei voltada a situações de emergência nacional. Receio de novos entraves O presidente-executivo da fabricante de brinquedos Basic Fun, Jay Foreman, disse à Reuters na última sexta-feira (17) que está “preparado” para o lançamento do novo sistema de reembolsos, mas alertou que ele e outros importadores sabem que ainda há muitos riscos no processo. "É preciso se preocupar com o que eles podem fazer para atrapalhar as coisas", afirmou o executivo da fabricante, que vende caminhões Tonka, Ursinhos Carinhosos e brinquedos de construção K'Nex. Matt Field, diretor financeiro da fabricante de caminhões pesados Oshkosh, está entre os mais de 330 mil importadores que pagaram as tarifas de Trump. Ele não divulga o valor pago em taxas, mas afirma que o impacto foi significativo. “Sou diretor financeiro, portanto persigo cada dólar”, disse. Field afirmou que está pronto para solicitar o reembolso assim que o portal da alfândega for aberto, mas pode optar por esperar até que o “sistema se estabeleça”. Vários importadores ouvidos pela Reuters disseram estar preocupados com a estabilidade do novo sistema, ao menos na fase inicial, já que milhares de empresas devem tentar enviar seus pedidos ao mesmo tempo. "Não é como se os ingressos da Taylor Swift fossem colocados à venda", disse Foreman, que busca cerca de US$ 7 milhões (R$ 34,8 milhões) em reembolsos. Ainda assim, com tantas empresas acessando o sistema ao mesmo tempo, “não há como dizer se o portal vai travar”. A avaliação desses importadores é que ainda existem diversas falhas logísticas em potencial. "Será bom receber o dinheiro de volta, [mas] parece que o governo está tentando dificultar as coisas", disse Jason Cheung, presidente-executivo da Huntar Co., uma fabricante de brinquedos com sede nos EUA e fábrica na China. Cheung apontou que o registro exige a inserção de dados bancários, embora o governo já possua essas informações, usadas nos pagamentos alfandegários. Além disso, os nomes das empresas precisam ser inseridos exatamente como constam nos registros oficiais. “Levei cinco tentativas para concluir o cadastro por causa de pequenas diferenças, como ‘company’ ou ‘co’”, afirmou. Ainda assim, disse estar acostumado a preencher formulários e não ter “nenhuma preocupação” em obter o reembolso. Esse sentimento foi compartilhado por Rick Woldenberg, presidente-executivo da fabricante de brinquedos educativos Learning Resources, um dos principais autores da ação judicial que levou ao fim das tarifas. "É claro que há dificuldades, mas estou satisfeito em ver o governo fazer a coisa certa", disse Woldenberg, cuja empresa está buscando mais de US$ 10 milhões (R$ 49,7 milhões) em reembolsos. Qualquer empresa que tenha pago as tarifas impostas por Trump pode solicitar o reembolso — por isso, a questão vai além das fronteiras dos EUA. A fabricante alemã de ventiladores ebm-papst informou à Reuters que já está cadastrada no portal. No entanto, como o sistema “é uma nova funcionalidade criada pela Alfândega dos EUA, resta saber o quão bem ele lidará com o processamento em massa de pedidos de reembolso”, disse um porta-voz da empresa, sediada em Mulfingen, na Alemanha. Empresas que estão preparando as solicitações também disseram temer uma possível manobra de última hora do governo Trump, que poderia atrasar ainda mais o processo. A Alfândega dos EUA tem até o início de maio para recorrer da decisão do Tribunal de Comércio Internacional que determinou a criação do portal de reembolso das tarifas. Dúvidas sobre repasses Outra dúvida levantada por importadores é sobre o possível repasse desses reembolsos aos seus clientes. "A verdadeira complexidade aqui é como lidar com meus clientes, supondo que consigamos recuperar as tarifas", disse Austin Ramirez, CEO da Husco International, uma fabricante de componentes hidráulicos usados ​​em equipamentos automotivos e fora de estrada, como tratores de esteira. "A questão é o que fazemos com isso, guardamos ou repassamos para eles?" É uma situação única para cada cliente, observou ele. A discussão sobre quem deve receber os reembolsos tornou-se um tema político depois que consumidores americanos passaram um ano enfrentando preços mais altos devido às tarifas. O sistema foi concebido para reembolsar o importador oficial, e não os consumidores finais que arcaram com o aumento dos preços. Em uma audiência orçamentária no Congresso na última quinta-feira (16), o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer — um dos principais arquitetos das tarifas derrubadas pela Suprema Corte e das novas taxas de importação que o governo tenta implementar em seu lugar — foi questionado sobre a existência de algum plano de reembolso para as famílias. Os procuradores-gerais de estados governados por democratas, que entraram com uma das ações analisadas pela Suprema Corte, “pediram que o dinheiro fosse devolvido às empresas”, disse Greer. “Eles pediram isso e estão recebendo o que pediram.” *Com informações da agência de notícias Reuters Trump volta a criticar Suprema Corte por derrubar tarifaço
20/04/2026 03:01:01 +00:00
Preços do petróleo voltam a subir após novas tensões entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz

Trump diz que Irã viola cessar-fogo e envia delegação Os preços do petróleo subiram na abertura do mercado neste domingo (19), depois que um impasse entre Irã e Estados Unidos impediu a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota essencial para o abastecimento global de energia. Às 20h35, o barril do petróleo WTI (referência nos EUA) avançava 7,2%, a US$ 88,57, após a retomada das negociações na Bolsa de Chicago. Já o Brent, referência internacional, subia 6,8%, para US$ 96,58. A reação do mercado veio após mais de dois dias de idas e vindas envolvendo o estreito. Na sexta-feira (17), o Irã, que controla a passagem, anunciou que reabriria totalmente a rota para o tráfego comercial. Com isso, os preços do petróleo chegaram a cair mais de 9%. No sábado (18), Teerã voltou atrás. A decisão veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o bloqueio naval americano aos portos iranianos continuaria em vigor. Ao longo do fim de semana, a Guarda Revolucionária do Irã abriu fogo contra embarcações. Já neste domingo, Trump também informou que forças americanas apreenderam um cargueiro com bandeira iraniana que tentou furar o bloqueio. O Comando Militar do Irã classificou a ação americana como “pirataria” e prometeu retaliar. Além disso, a agência estatal iraniana Irna informou que o Irã não participará de uma nova rodada de negociações com os EUA, prevista para segunda-feira (20). A suspensão do diálogo aumenta o risco de retomada da guerra, já que o cessar-fogo entre os dois países termina na quarta-feira (22). Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo têm oscilado com força. Antes da guerra, o barril era negociado perto de US$ 70. Em alguns momentos, passou de US$ 119. Na sexta-feira, fechou a US$ 82,59 (WTI) e US$ 90,38 (Brent). Analistas do setor alertam que, quanto mais tempo o Estreito de Ormuz permanecer fechado, maior pode ser a pressão sobre os preços. Mesmo que um acordo seja fechado para reabrir o estreito, especialistas dizem que pode levar meses até que o fluxo de petróleo volte ao normal e os preços dos combustíveis recuem. O acúmulo de navios, o receio de novas escaladas e danos à infraestrutura energética durante o conflito podem atrasar a normalização. Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. AP/Altaf Qadri, Arquivo VÍDEOS: mais assistidos do g1
19/04/2026 23:24:56 +00:00
Quase 70% dos brasileiros têm dívidas; 41% não pagaram familiares e amigos após empréstimo, diz Datafolha

Brasileiros têm dívidas não só com bancos, mas também com amigos e familiares g1 De cada três brasileiros, dois têm dívidas financeiras, mostra uma pesquisa do Datafolha publicada neste sábado (18). E não é só em relação a bancos: 41% dos que pegaram empréstimo com conhecidos, como amigos e familiares, não devolveram o dinheiro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, distribuídas proporcionalmente entre todas as regiões do Brasil, entre 8 e 9 de abril de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. Considerando só os endividados, 29% estão inadimplentes nos parcelamentos de cartão de crédito , 26% não quitaram os empréstimos no banco, e 25% têm pendências em carnês de lojas. Cearense contrai dívida de R$ 50 mil e perde casas por vício em apostas online Crédito rotativo: o 'vilão' Entre os entrevistados, 27% utilizam o crédito rotativo, ainda que com frequências distintas. Desse total, apenas 5% recorrem à modalidade habitualmente, enquanto 22% o fazem de forma ocasional ou rara. Vale lembrar que o rotativo é ativado automaticamente quando o cliente paga apenas o mínimo da fatura, incidindo juros altos sobre o valor restante. Dívidas com contas de serviço O levantamento também mapeou a inadimplência em contas de consumo e serviços, revelando que 28% dos entrevistados têm débitos em atraso. Entre as contas mais citadas pelos inadimplentes, destacam-se: Telefonia e internet: 12% Tributos (IPTU, IPVA e carnê-leão): 12% Energia elétrica: 11% Água: 9% Sensação de 'aperto financeiro' A sensação de "aperto financeiro" é uma realidade para grande parte dos brasileiros, segundo o levantamento do Datafolha. A partir de um índice que mensura oito tipos de restrições orçamentárias — como cortes de consumo e inadimplência —, a pesquisa revelou que 45% da população vive sob forte pressão econômica: 27% em situação "apertada" e 18% em condição "severa". Outros 36% enfrentam uma situação moderada, enquanto apenas 19% são considerados isentos ou com restrições leves. Para equilibrar as contas, as estratégias de sobrevivência são variadas. O lazer foi o primeiro item sacrificado (64%), seguido pela redução das refeições fora de casa (60%) e a troca de marcas por opções mais baratas (60%). Há claro impacto no consumo básico: 52% reduziram a compra de alimentos, e metade dos entrevistados (50%) cortou gastos com água, luz e gás. No campo das obrigações, 40% deixaram contas vencerem, e 38% suspenderam o pagamento de dívidas ou a compra de remédios. Esse sufoco reflete-se nas preocupações imediatas: ao serem questionados espontaneamente sobre seu maior problema pessoal, 37% dos brasileiros apontaram fatores financeiros, citando a baixa renda, o endividamento e o alto custo de vida.
19/04/2026 15:08:20 +00:00
Alívio de sanções ao petróleo russo é 'dinheiro para a guerra', diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (19) que "cada dólar" pago pelo petróleo da Rússia é "dinheiro para a guerra". Os Estados Unidos prorrogaram a suspensão de sanções sobre a matéria-prima na sexta-feira (17). "Com o alívio das sanções, o petróleo russo transportado em petroleiros pode voltar a ser vendido sem consequências. Isso representa US$ 10 bilhões, um recurso que se transforma diretamente em novos ataques contra a Ucrânia", afirmou o líder ucraniano na rede social X. "Apenas nesta semana, a Rússia lançou mais de 2.360 ataques de drones, mais de 1.320 bombas aéreas guiadas e quase 60 mísseis" contra a Ucrânia, acrescentou Zelensky. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a administração militar da cidade de Chernihiv, norte da Ucrânia, um bombardeio nesta noite matou um adolescente de 16 anos e deixou quatro feridos. O ataque atingiu várias casas, além de prédios administrativos e centros de ensino. Alívio a sanções A decisão de prorrogar o alívio às sanções ao petróleo russo foi publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA e vale para cargas embarcadas até 16 de maio. A renovação faz parte da estratégia dos EUA para conter a alta dos preços globais de energia, pressionados pela guerra no Oriente Médio. 🚢 Desde fevereiro, EUA, Israel e Irã travam uma guerra na região. Como resposta, o governo de Teerã fechou o Estreito de Ormuz, uma importante rota para o comércio mundial de petróleo. Com isso, os preços da commodity dispararam em todo o mundo. O texto exclui transações que envolvam Irã, Cuba e Coreia do Norte. 🛢️ A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações do produto representam uma das principais fontes de receita do governo russo. Moscou se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em foto de 16 de abril de 2026 Piroschka van de Wouw/Reuters
19/04/2026 12:18:07 +00:00
De espiga à pamonha: Capela do Alto mantém tradição e renda com cultivo de milho

O milho verde movimenta a tradição e a economia em Capela do Alto (SP), conhecida como a capital do milho Reprodução/TV TEM Ele está presente na mesa dos brasileiros há muito tempo e também garante o sustento de muitas famílias. Seja ainda como milho verde ou já seco, ele movimenta tradições, gera renda e impulsiona a economia em Capela do Alto (SP), conhecida como a capital do milho. Depois da colheita, o trabalho continua. Antes de chegar ao consumidor, o milho passa por um processo cuidadoso de seleção e preparo. É nesse momento que a qualidade do produto começa a ser definida. Na propriedade do produtor rural Valdir Marcos Leonor, o cuidado é manual e envolve toda a família. Toneladas de milho são limpas e organizadas para a venda, principalmente para a região de Sorocaba (SP). O controle de qualidade é rigoroso. Apenas as espigas consideradas ideais seguem para comercialização. Além do trabalho no campo, o milho também reúne a família. Aos 71 anos, a aposentada Geni Becca mantém a tradição de preparar refeições à base do alimento sempre que todos se encontram. Pratos como sopa, pamonha e cural fazem parte da rotina e reforçam a relação afetiva com a produção. Valdir é um dos mais de 70 produtores da cidade. Juntos, eles cultivam cerca de mil hectares de milho, com uma produção anual que chega a aproximadamente 15 mil toneladas. A atividade movimenta cerca de R$ 13 milhões por ano na economia local. Mas o milho vai além da produção agrícola, ele também é símbolo cultural. Há quase 40 anos, a cidade realiza a tradicional Festa do Milho Verde, evento que reúne milhares de visitantes e valoriza o trabalho dos produtores. Durante a festa, o alimento ganha diferentes formas. Desde o milho cozido com manteiga até receitas como bolo, cural e pamonha com leite condensado. Para muitos produtores, o evento representa uma importante fonte de renda extra. É o caso da produtora Sandriele Karine Simões, que trabalha há cerca de dez anos com o milho e vê na festa uma oportunidade de ampliar os ganhos. Já a empresária Ana Paula Santos apostou na criatividade e desenvolveu um cardápio artesanal com o ingrediente como base, incluindo pães e lanches. O milho verde movimenta a tradição e a economia em Capela do Alto (SP) Reprodução/TV TEM Veja a reportagem exibida no programa em 19/04/2026: De espiga à pamonha: Capela do Alto mantém tradição e renda com cultivo de milho VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
19/04/2026 10:30:35 +00:00
Produtores do noroeste paulista apostam no sorgo como alternativa após a colheita da soja

No noroeste paulista agricultores já tem preparado a terra para o sorgo após a colheita da soja Reprodução/TV TEM Depois da colheita da soja, o produtor precisa decidir rapidamente o que fazer com a terra. No noroeste paulista, a aposta tem sido o sorgo uma cultura mais econômica e também mais resistente às variações do clima. Em uma propriedade de Brejo Alegre (SP), a lavoura ainda está no início. Com pouco mais de um palmo de altura, o sorgo começa a ganhar espaço no campo. O produtor Odair Albano plantou há cerca de 25 dias e vê na cultura uma alternativa viável diante das dificuldades hídricas e climáticas da região. É esse verde que começa a tomar conta das áreas após a soja que representa a chamada “safrinha”, uma segunda chance de renda para o produtor. Assim que retira a oleaginosa do campo, Odair entra com o sorgo para não deixar a terra parada. Na propriedade, são cerca de 60 hectares de sorgo granífero, voltado à produção de grãos usados principalmente na alimentação de aves, suínos e bovinos. A colheita deve ocorrer em três a quatro meses, com expectativa que depende diretamente do clima. O cultivo, que antes era mais comum na safrinha, agora também ganha espaço no verão. Isso porque o sorgo apresenta maior resistência à seca quando comparado ao milho, característica que tem atraído produtores em meio às irregularidades climáticas. Segundo a engenheira agrônoma Isabela Redigolo, o avanço da cultura está ligado aos desafios recentes no campo, como o alto custo de produção, a escassez de água e as altas temperaturas. Apesar de mais resistente, ela ressalta que o sorgo não é imune às condições adversas e que a produtividade ainda depende do manejo e das chuvas. Já em Mirandópolis (SP), a paisagem muda. Em meio às áreas de cana-de-açúcar, uma lavoura de sorgo ocupa cerca de 900 hectares plantados ainda em novembro, durante a safra de verão. Agora, chegou a hora da colheita. As chuvas no início do plantio foram um dos principais desafios enfrentados pelo produtor Marco Antonio Bordin, que arrendou a área de uma usina. O excesso de água impactou o desenvolvimento da cultura, além de influenciar na escolha da espécie plantada. O sorgo ganha espaço no campo como alternativa mais resistente à seca e com menor custo para o produtor Reprodução/TV TEM Apesar dos obstáculos, a expectativa para a safra é positiva em diversas áreas da região. Ainda assim, um problema preocupa os produtores: a falta de estrutura para armazenamento do sorgo. A limitação de armazéns afeta diretamente a comercialização e pode reduzir o lucro. No fim do ciclo, é no grão que o produtor vê o resultado de meses de trabalho. E, diante das condições atuais, o sorgo tem se mostrado uma alternativa segura e cada vez mais presente no campo. Veja a reportagem exibida no programa em 19/04/2026: Produtores do noroeste paulista apostam no sorgo como alternativa após a colheita da soja VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais
19/04/2026 10:30:33 +00:00
Versão rara do Fusca vai a leilão e pode alcançar R$ 570 mil; veja outras preciosidades

Volkswagen Sedan "Zwitter" 1953 que vai a leilão pelo Museu CARDE de Campos do Jordão (SP) Divulgação / Museu CARDE Consumidores e colecionadores aficionados por automóveis raros terão a oportunidade de arrematar veículos no próximo leilão do Museu de Arte & Design. O leilão beneficente acontece em 2 de maio e reúne 45 automóveis raros, como o icônico cupê esportivo Lotus Esprit, um Chrysler Imperial de 1954, um Rolls-Royce Silver Cloud II e um Zwitter — versão rara do Fusca que já conta com lances a partir de R$ 230 mil. (Veja mais abaixo) Os interessados já podem se cadastrar no site do escritório de arte Magalhães Gouveia, fazer lances e até garantir a compra sem precisar disputar com outros participantes. A modalidade, chamada de Buy It Now (compre agora, em inglês), permite pagar o preço fixo indicado no anúncio e retirar o carro do pregão. Mas atenção: o Buy It Now vai até 21 de abril. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Queremos dar um parâmetro mais real aos preços dos carros antigos no Brasil. Existem muitos anúncios com valores exorbitantes. Com o leilão, temos um dado real de venda e uma referência de preço para o mercado”, explica Luiz Goshima, curador do CARDE. Não é só um Fusquinha Galerias Relacionadas O Volkswagen Fusca foi um dos modelos mais vendidos da história e, ainda assim, suas versões raras são cobiçadas. O Sedan 1200 é chamado de “Zwitter”, termo que, em tradução livre, significa “híbrido”. Nesse caso, no entanto, o Fusca não tem propulsão elétrica. O apelido de “híbrido” vem da combinação de elementos de diferentes versões, como a transição da janela traseira bipartida para a janela oval. O modelo foi produzido em poucas unidades entre o fim de 1952 e o começo de 1953. A estimativa é de que o carro raro da Volkswagen seja arrematado por R$ 570 mil. Até a última atualização desta reportagem, os lances já haviam alcançado R$ 230 mil. Veja outras joias que estão no leilão: Galerias Relacionadas
19/04/2026 09:01:06 +00:00
IR: erro de empresas ao preencher nova forma de apurar imposto retido na fonte leva trabalhadores à malha fina; entenda

Erro de empresas no preenchimento leva trabalhadores à malha fina O erro de empresas no envio de informações para as novas bases de dados utilizadas pela Receita Federal para apurar o Imposto de Renda retido na fonte está resultando em informações incorretas repassadas ao Fisco e também aos trabalhadores. 🦁 O erro tem causado a retenção de milhares de declarações na chamada "malha fina". A Receita orienta que trabalhadores considerem valores do informe de rendimentos. Porém, pode ser necessário pedir um novo informe ao empregador e fazer uma declaração retificadora. (veja o que fazer) A explicação para o maior número de retenções em malha neste ano é que, com o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), a Receita passou a buscar as informações em outras bases de dados. Essas informações também foram enviadas pelas empresas. 🔎 A Dirf, que deixou de ser usada este ano, era feita por quem faz os pagamentos e retém o IR. A declaração continha pagamentos feitos a residentes ou domiciliados no exterior, os pagamentos a planos de saúde empresarial, além dos pagamentos a pessoas físicas com domicílio no país. Primeira peça publicitária do leão do IR feita pela Receita Federal Receita Federal 👩‍💻 As declarações são retidas em malha quando há inconsistências nos valores informados pelas pessoas físicas. A verificação de pendências é feita online no Portal e-CAC ou no app "Meu Imposto de Renda", utilizando a conta Gov.br. As novas fontes de dados usadas são: e-Social, que concentra concentra praticamente todas as informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ligadas ao empregado; e EFD-Reinf, que tem dados de retenções de tributos e faz parte de uma plataforma que unifica o envio de informações fiscais, contábeis e trabalhistas das empresas em formato digital chamada SPED. Essas bases de dados são consideradas mais complexas e erros de preenchimentos por parte de algumas empresas e gerando divergências com os informes de rendimento dos trabalhadores (veja mais abaixo nessa reportagem). ➡️A Receita Federal estima que o número de retenção de declarações dos trabalhadores na malha fina está em média, neste ano, cerca de 2% maior até o momento. Segundo o balanço do órgão, foram recebidas 13 milhões de declarações do IR até as 12h de sexta-feira (17), o que significa dizer que cerca de 260 mil contribuintes a mais caíram na malha fina. O prazo de entrega da declaração do IR, neste ano, começou em 23 de março e se estende até 29 de maio. São esperadas 44 milhões de declarações em 2026. Começa prazo para entrega da declaração do imposto de renda Erros das empresas De acordo com a Receita, algumas empresas estão preenchendo de forma errada o e-Social, ou a a EFD-Reinf, agora usadas nas declarações do IR. Isso gera divergências nas informações prestadas em relação ao informe de rendimentos entregue aos empregados. Em outros casos, a menor parte deles, o órgão diz que as empresas chegaram a enviar erroneamente os números do próprio informe de rendimentos aos seus empregados. "A Dirf [usada até o ano passado] era uma declaração anual. O contribuinte [empresário] pegava os dados do ano, juntava, e entregava a declaração de todo ano [à Receita]. O e-Social, que cuida dessa parte de folha de pagamentos, é uma declaração mensal que tem muito mais detalhes, muito mais exigências, e que é muito mais complexa. É a própria folha de pagamentos completa, mas é preciso que o contribuinte faça classificações: isso aqui é tributável, isso aqui não é, isso aqui é décimo terceiro, é exclusivo ou não é [na fonte]", explicou Vinicius Lara de Oliveira, o chefe da malha fina da Receita Federal. A Receita identificou divergências de dados, não necessariamente propositais, ao compilar as informações mensais dessas bases de dados com o informe de rendimentos enviado aos trabalhadores, no início deste ano. "É uma regra de interpretação. Se ele [empresário] manda em um formato que a interpretação que a Receita não é a que ele achou que daria, há um conflito. Ele [empregador] entregou um comprovante de rendimentos com o cálculo que ele acha correto, mas pode ter transferido o e-Social com classificações equivocadas", explicou o Oliveira. Estão entre os erros encontrados: Empresa que informou o décimo terceiro salário de um trabalhador como tributação normal e incluiu esse valor no rendimento total, e não como tributação exclusiva na fonte. Por ser tributado na fonte, esse valor não pode ser compensado ou restituído na declaração anual do IR. Erros sobre o período de lançamento dos salários: a Receita explicou que usa o regime de "caixa", ou seja, o momento em que os salários e tributos são pagos, e não de competência, mês relativo ao pagamento. Nesse caso, a empresa lançou, por exemplo, o salário relativo a dezembro no mesmo mês, quando ele, de fato, foi efetivamente pago somente em janeiro, data considerada pela Receita. O que fazer? A Receita indica que o contribuinte não deve fazer nada neste momento caso caia na malha fina, mesmo tendo enviado sua declaração com os dados que constam em seu informe de rendimentos. O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou, porém, que se o contribuinte deve retificar sua declaração se receber um novo informe de rendimentos da empresa. "A declaração do IR deve ser respaldada por documentos. Se o comprovante diz que ele recebeu R$ 100, e está errado na declaração pré-preenchida, ele corrige antes de transmitir. Quem já entregou a declaração e está obedecendo o que está no comprovante, pode ficar tranquilo", disse José Carlos da Fonseca, da Receita Federal. A declaração pré-preenchida é um "espelho" dos dados que a Receita Federal tem sobre os contribuintes. No caso de preencher a declaração manualmente, e cair na malha fina, a lógica é a mesma. Se o contribuinte utilizou os dados do informe de rendimentos, deve aguardar. Somente deve enviar uma declaração retificadora no caso de receber outro informe, corrigido pela empresa. Segundo a Receita, a maior parte dos erros das empresas está no e-Social. Nesse caso, assim que as informações forem retificadas pelos empregadores, as declarações de seus trabalhadores saem da malha fina automaticamente (se não houver mudança no informe de rendimentos). A Receita informou que milhões de empresas já corrigiram os dados enviados pelo e-Social desde o início do prazo do Imposto de Renda. Ainda segundo o Fisco, em um número menor de casos, os empregadores erraram, de fato, os valores que constam no informe de rendimentos enviados aos trabalhadores. Nessa hipótese, as empresas terão de enviar novos informes de rendimento aos trabalhadores, que terão de retificar suas declarações para sair da malha fina. "Se a empresa entender que o informe de rendimentos está errado, ela é obrigada a gerar um novo informe de rendimentos. Aí o contribuinte vai retificar [os valores] e vai bater com a pré-preenchida. Mas não é mais comum. O mais comum que a informação enviada ao empregado esteja correta, e que a empresa parametrizou errado no e-Social. Ele corrige o e-Social e vai bater com o informe de rendimentos. Essa parametrização errada pode mudar ou não os valores a pagar ou a restituir", disse Daniel Fontes, assessor da Receita Federal. Imposto de renda 2026: prazo começou em 23 de março. Joédson Alves/Agência Brasil
19/04/2026 07:01:16 +00:00
Por que a jabuticaba sempre aparece entre as melhores frutas do mundo? Veja o que ela tem de especial

Jabuticaba Neide Makiko Furukawa/Embrapa Não existe comprovação científica para a relação entre tamanho e qualidade, mas há quem diga que os melhores perfumes estão nos menores frascos. Mito ou verdade, a jabuticaba é um exemplo de sucesso. Apesar de pequena, a fruta de tom roxo escuro tem uma polpa doce e saborosa. Esses atributos conquistaram também o paladar dos estrangeiros, que a avaliam como uma das melhores do mundo no TasteAtlas, portal considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA. No ranking atual de 100 melhores frutas do mundo do TasteAtlas, a jabuticaba aparece na 18ª colocação, com 4,3 estrelas (de 5), uma nota baseada na avaliação dos usuários. Ela já esteve melhor posicionada: em novembro de 2023, a jabuticaba aparecia na segunda posição. A primeira colocada do ranking é a polonesa truskawka kaszubska, um tipo de morango, que tem 4,7 estrelas. Outras duas frutas brasileiras estão entre os 100 melhores: o açaí (40º lugar, com 4,1 estrelas) e o guaraná (79º, 3,9 estrelas). Veja abaixo as cinco melhores frutas do ranking. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na rota do açaí: g1 mostra como o açaí vira prato no Pará e sobremesa no Sul/Sudeste 🫐O que torna a jabuticaba tão especial? Apesar de a polpa ser a parte mais doce da jabuticaba, a riqueza nutricional dela está na casca. Abaixo, confira os principais benefícios da fruta: A casca da jabuticaba é rica em antioxidantes; Tem as vitaminas C e do complexo B; Contém minerais como o ferro, o magnésio e o potássio; É fonte de pectina, uma fibra que auxilia as "bactérias do bem" do intestino. A fruta reforça ainda o sistema imunológico, diminui o risco do diabetes tipo 2 e reduz o colesterol por ter alta capacidade antioxidante, segundo a pesquisadora da Embrapa Ana Carolina Chaves. Além disso, os antioxidantes da jabuticaba protegem o organismo dos radicais livres, que podem provocar doenças. Para conseguir os benefícios para a saúde, segundo a pesquisadora, a dica é consumir dez jabuticabas por dia (com a casca). 😋 O que o TasteAtlas diz sobre a jabuticaba O portal informa que a jabuticaba é uma fruta tradicional brasileira, nativa de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. "As frutas são de cor roxo-escura, possuem uma casca grossa e crescem nos troncos das árvores", diz o TasteAtleas. "As jabuticabas têm uma vida útil muito curta e começam a fermentar de 3 a 4 dias após serem colhidas. Além disso, a jabuticabeira leva entre 6 e 8 anos para começar a produzir frutos, o que torna essas frutas tão valorizadas." O portal acrescenta que o sabor da jabuticaba combina doce e ácido e a fruta é consumida fresca, mas frequentemente utilizada em geleias e sucos. Conheça as cinco melhores frutas no ranking da TasteAtlas em 2026: 1° Truskawka kaszubska 🍓 (4,7 estrelas) Truskawka Kaszubska Reprodução/Truskawka Kaszubska A truskawka kaszubska é um tipo de morango cultivado nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia. Ele se destaca pelo alto teor de açúcar, com sabor doce, aromático e bem equilibrado, segundo o TasteAtlas. Devido a essa característica, a fruta costuma ser usada no preparo de doces e bolos. 2º Rodakina naoussas 🍑 (4,5 estrelas) Rodakina Naoussas Reprodução/@agravianews A rodakina naoussas é um tipo de pêssego cultivado na vila de Naoussas, na ilha de Paros, na Grécia — daí o nome “naoussas”. Mesmo tendo origem na China, essa fruta doce e com aroma forte se tornou uma das mais populares da Grécia. Isso porque, segundo o TastleAtlas, o clima e o solo locais favorecem o seu cultivo. Atualmente, os "pêssegos" gregos também são vendidos em mercados da Europa e do Oriente Médio, especialmente, entre os meses de maio e outubro. 3º Melocotón de Calanda 🍑(4,5 estrelas) Melocotón de Calanda Fructibus/Wikimedia Commons Os pêssegos Melocotón de Calanda, da Comunidade Autônoma de Aragão, na Espanha, aparecem na terceira posição e são considerados únicos devido ao tamanho grande, doçura e sabor, segundo o TasteAtlas. Eles são cultivados na região espanhola desde o século 19 e colhidos no ponto correto de maturação, garantindo o sabor e a textura ideal para consumo. Com um diâmetro mínimo de 73 mm, os Melocotón de Calanda são maiores do que os pêssegos de outros locais, aponta o TasteAtlas, e não podem apresentar nenhuma imperfeição visual. 4° Mandarini chiou 🍊 (4,5 estrelas) Mandarini chiou é um tipo de tangerina cultivado em Quios, uma ilha da Grécia Reprodução/@visit_chios A quarta fruta da lista é a mandarini chiou (tangerina de Quios, na tradução livre do grego para o português). Quios é a ilha na Grécia na qual essa fruta é tradicionalmente cultivada. A tangerina de Quios é conhecida por ser uma das mais aromáticas do mundo, segundo o TasteAtlas. O cheiro é tão marcante que fez com que a ilha ganhasse o apelido de "Myrovolos" – a ilha perfumada, segundo a publicação. A fruta também se destaca por ser muito doce, o que é atribuído ao clima quente e as propriedades do solo. 5º Citrinos do Algarve 🍊(4,5 estrelas) Citrinos do Algarve AlgarOrange/Facebook Segundo o TasteAtlas, as laranjas, tangerinas, toranjas, limas e limões produzidas na região do Algarve, em Portugal, compartilham uma casca fina, cores intensamente vivas e elevado teor de sumo. Eles podem ser consumidos após as refeições ou como aperitivo, mas também são utilizados na preparação de sucos, sobremesas, licores e compotas. O site ainda destaca que as árvores de Natal na região portuguesa são decoradas com citrinos desde os tempos antigos, demonstrando a importância deste produto para a região. Veja também g1 explora a rota do açaí desde floresta na Amazônia até fábrica em SP De Onde Vem o tomate
19/04/2026 06:00:58 +00:00
Explosão de negócios da família Trump abre caminho para presidentes dos EUA lucrarem com o cargo

Explosão de negócios da família Trump abre caminho para presidentes dos EUA lucrarem com o cargo Por muitos anos, os presidentes dos Estados Unidos tomaram cuidado para não dar a impressão de que estavam ganhando dinheiro devido ao cargo. Harry Truman não permitiu que seu nome fosse usado em nenhum empreendimento, mesmo após deixar a presidência. Richard Nixon ficou tão preocupado com a possibilidade de um irmão se beneficiar de suas conexões que chegou a mandar instalar escutas em seu telefone. Já George W. Bush vendeu todas as suas ações antes de tomar posse. O presidente Donald Trump tem seguido um caminho diferente. A empresa de imóveis de sua família está crescendo internacionalmente em um ritmo nunca visto desde que foi criada, há um século, com os acordos potencialmente influenciando decisões que vão desde tarifas a ajuda militar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Donald Trump em evento de fevereiro de 2024, com um par de tênis Trump AP Photo/Manuel Balce Ceneta Comandados pelos filhos de Trump, Eric e Donald Jr., os negócios da família passaram a incluir criptomoedas. Essas novas atividades trouxeram bilhões de dólares, mas também levantaram dúvidas sobre possíveis vantagens dadas a grandes investidores. Os irmãos também se juntaram ou investiram em várias empresas que buscam fazer negócios com o governo comandado por seu pai. Recentemente, Eric e Donald Jr. conseguiram uma parte milionária em uma empresa que fabrica drones armados e que tenta vender seus produtos tanto para o Pentágono quanto para países do Golfo, que dependem da proteção militar dos Estados Unidos. A Casa Branca e a Trump Organization negam qualquer problema ético. Quando foi perguntado sobre o tema em um evento de criptomoedas, Donald Jr. respondeu: “Francamente, isso já cansou. O problema dos conflitos de interesse remonta à primeira eleição de Trump. Especialistas em ética governamental e historiadores argumentam, no entanto, que o tema é mais preocupante do que nunca. Segundo eles, os conflitos se acumulam no segundo mandato e são considerados sem precedentes, flagrantes e perigosos para a democracia. “Não acho que haja atualmente qualquer linha entre decisões políticas, cálculos políticos e o interesse da família Trump”, disse Julian Zelizer, historiador presidencial da Universidade de Princeton. Donald Jr. e Eric, filhos de Donald Trump AP Photo/Alex Brandon Boom de negócios no exterior Durante o primeiro mandato de Trump, a Trump Organization não fechou nenhum acordo fora dos Estados Unidos. Pouco mais de um ano depois do início do segundo mandato, já são oito negócios. Segundo a empresa, todos eles estão seguindo a regra criada pela própria Trump Organization de não negociar diretamente com governos estrangeiros. No entanto, em países onde o governo tem muito poder, é difícil que não haja algum tipo de influência, principalmente quando o dono do negócio é o presidente em exercício. No Catar, por exemplo, um clube de golfe e casas de luxo com o nome Trump está sendo construído em parte por uma empresa do próprio governo do país. No Vietnã, segundo o The New York Times, agricultores foram retirados de suas terras pelo governo para dar espaço a um resort Trump, e o acordo foi aprovado em uma cerimônia oficial com a presença do vice-primeiro-ministro. Já na Arábia Saudita, um resort chamado “Trump Plaza” está sendo erguido no Mar Vermelho por uma empresa próxima à família real. Não dá para saber ao certo se esses negócios mudaram decisões dos Estados Unidos para beneficiar esses países, mas eles conseguiram o que buscavam: o Qatar teve acesso à tecnologia americana, o Vietnã conseguiu redução de impostos e a Arábia Saudita recebeu aviões de combate. A Trump Organization também saiu ganhando, recebendo dezenas de milhões de dólares em taxas. Quando perguntada sobre esses projetos, a Trump Organization afirmou que não fez negócios com governos, dizendo que a empresa da Arábia Saudita é privada e que está apenas “colaborando” com a empresa do Catar, sem criar uma “parceria” que contrariaria suas próprias regras. Emirados Árabes Unidos e criptomoedas Outro negócio que gera dúvidas sobre conflitos de interesse foi revelado em uma reportagem do Wall Street Journal em janeiro, um ano depois de ter sido fechado. Pouco antes da posse, a família Trump vendeu quase metade da empresa de criptomoedas World Liberty Financial para uma companhia ligada ao governo dos Emirados Árabes Unidos, comandada por um membro da família real, por US$ 500 milhões. Outro grupo dos Emirados, um fundo do governo, investiu na plataforma de criptomoedas Binance usando US$ 2 bilhões em uma moeda digital criada pela World Liberty. Com isso, a empresa de Trump pôde aplicar esse dinheiro em investimentos considerados seguros, como títulos públicos, e ficou com dezenas de milhões de dólares em juros. Pouco tempo depois, o governo Trump cancelou uma regra do governo de Joe Biden e permitiu que os Emirados Árabes Unidos comprassem chips avançados dos Estados Unidos. Mais tarde, o fundador da Binance, Changpeng Zhao, recebeu um perdão de Trump, mesmo após ter se declarado culpado por não impedir o uso da plataforma por criminosos que movimentavam dinheiro de casos envolvendo abuso sexual infantil, tráfico de drogas e terrorismo. Questionado, o advogado de Zhao negou qualquer relação entre os negócios da Binance com a família Trump e o perdão recebido. “Qualquer alegação de troca de favores por parte da Binance ou Changpeng Zhao, ou tratamento financeiro preferencial, é uma clara distorção do registro público”, disse Teresa Goody Guillen em um e-mail à AP. Sobre o perdão, a Casa Branca afirmou que Zhao foi punido de forma injusta pelas autoridades federais, em uma “guerra da administração Biden contra as criptomoedas”. A World Liberty também negou qualquer conflito de interesse, dizendo que o negócio com os Emirados Árabes Unidos não tinha ligação com a decisão sobre os chips. Bilhões em criptomoedas A World Liberty também criou outra forma de renda para uma nova empresa de Trump, vendendo “tokens de governança”. Esses tokens dão ao comprador direito a voto, mas não o tornam dono da empresa. Só no ano passado, foram arrecadados US$ 2 bilhões. Com isso, a família Trump ganhou centenas de milhões de dólares por sua participação na World Liberty e por um acordo que garante parte dessas vendas. Um dos principais compradores desses tokens foi Justin Sun, um bilionário do setor de criptomoedas que, por ser estrangeiro, é proibido pela lei dos EUA de fazer doações a políticos americanos. Entre a eleição e a posse de Trump, Sun gastou US$ 75 milhões nesses tokens. Em fevereiro de 2025, um processo federal contra Sun por enganar investidores foi suspenso. O caso terminou no mês passado, com uma multa de US$ 10 milhões. Outro produto lançado foram as moedas “meme” com o rosto de Trump, colocadas à venda pouco antes de ele começar o segundo mandato. Nos quatro meses seguintes, essas moedas renderam US$ 320 milhões, a maioria indo para empresas ligadas a Trump, segundo a empresa Chainalysis, que monitora transações em blockchain. Esse valor é mais que o dobro do que foi arrecadado em quatro anos com o hotel Trump International, em Washington D.C., durante o primeiro mandato. Trump International Hotel, em Washington DC, em foto de 2021; empreendimento foi vendido no ano seguinte AP Photo/Julio Cortez Ao contrário de lobistas ou doadores de campanha que tentam influenciar Trump, quem compra essas moedas pode fazer isso sem se identificar. Justin Sun está entre os que optaram por tornar sua aquisição pública, gastando US$ 200 milhões nas moedas e conseguindo participar de uma festa exclusiva com Trump para os maiores compradores. Outro empreendimento da família, a American Bitcoin, abriu capital em setembro, o que deu a Donald Jr. e Eric um valor estimado de US$ 1 bilhão em ações na época. Meses antes, Trump anunciou a criação de uma reserva nacional de bitcoin, o que fez o preço da moeda disparar. Os negócios do presidente não são totalmente imunes à notória volatilidade das criptomoedas. O valor do bitcoin e de outros tokens digitais despencou desde então, assustando investidores. Tanto as ações da American Bitcoin quanto o valor das moedas meme de Trump perderam 90% do valor desde o pico. No mês passado, Trump disse que faria mais um jantar com os maiores compradores de suas moedas meme, o que fez o valor das moedas subir antes de cair de novo. “Quaisquer restrições que existiam no primeiro mandato parecem ter desaparecido completamente”, diz o historiador da Universidade Columbia Timothy Naftali. Para Trump, pessoas não se importam com o tema Quando perguntada sobre a reportagem, a Casa Branca afirmou que Trump age de “maneira ética” e que qualquer sugestão diferente é “mal informada ou maliciosa”. A porta-voz Anna Kelly reforçou que os bens de Trump estão sob a administração dos filhos e disse que ele “não tem envolvimento” nos negócios da família. “Não há conflitos de interesse”, afirmou. Em outro comunicado, a Trump Organization disse estar “totalmente em conformidade com todas as leis aplicáveis de ética e conflitos de interesse” e acrescentou que “a insinuação de que a política enriqueceu a família Trump é infundada.” Em janeiro, Trump declarou ao The New York Times que, sobre possíveis conflitos de interesse, “eu descobri que ninguém se importava, e eu posso”, fazendo referência à exceção que o presidente tem na lei federal que impede funcionários públicos de manterem interesses financeiros em negócios afetados por decisões do governo. Não está claro se Trump está certo ou errado sobre o que pensam os americanos, mas essa opinião parece estar mudando, até mesmo entre os republicanos. Em uma pesquisa feita pelo Pew Research Center em janeiro, 42% dos eleitores republicanos disseram confiar que Trump age de forma ética, número menor do que os 55% registrados no início do segundo mandato, um ano antes. Fortuna em ascensão A revista Forbes calcula que a fortuna de Trump agora chega a US$ 6,3 bilhões, um aumento de 60% em comparação ao período antes de ele voltar à presidência, o que chama atenção diante das dificuldades que a Trump Organization enfrentou no passado. O Trump International Hotel em Washington, D.C., nunca teve lucro antes de ser vendido em 2022. Duas redes de hotéis da marca Trump, voltadas para a classe média, fecharam no primeiro mandato por falta de clientes. Alguns prédios de apartamentos tiraram o nome Trump das fachadas porque perceberam que, em vez de atrair compradores, estavam afastando-os. Nenhum novo prédio residencial nos Estados Unidos está usando o nome Trump na entrada durante o segundo mandato, mas em Washington, onde há muitos negócios com o governo, o nome ainda tem valor. Donald Jr., o filho mais velho de Trump, abriu um clube privado em Georgetown, Washington, cobrando até US$ 500 mil de quem quer ser membro fundador. Poucos clubes cobram valores parecidos, como o Yellowstone Club, em Montana, que oferece acesso a resorts, pistas de esqui e muitos restaurantes em uma área exclusiva. Chamado de “Executive Branch” (“Poder Executivo”), o clube de Donald Jr. fica no subsolo de um prédio, mas oferece algo diferente: estar perto do centro do poder. Bíblias, guitarras e tênis Outros presidentes e suas famílias também já buscaram lucros de formas que prejudicaram a imagem do cargo. Hunter Biden foi pago como diretor de uma empresa de gás ucraniana enquanto seu pai, Joe, era vice-presidente. A Fundação Clinton recebeu doações de outros países, mas isso foi depois que Bill Clinton deixou a presidência. Já o irmão de Jimmy Carter, Billy, ganhou dinheiro usando o nome da família para vender cerveja. No caso de Trump, ele mesmo está vendendo produtos como Bíblias “God Bless the USA” por US$ 59,99, tênis “Never Surrender” por US$ 399 e guitarras elétricas que podem custar até US$ 11.500 —frete não incluído — para quem quiser um modelo autografado pelo presidente. Ano novo, lucros novos Nos primeiros meses do segundo ano de Trump de volta à presidência, o ritmo dos negócios continuou forte. Em janeiro, a Trump Organization anunciou o terceiro acordo com a Arábia Saudita em menos de um ano, desta vez para construir mansões, um hotel e um campo de golfe perto da capital, Riad. Agora, a “colaboração” é com uma empresa ainda mais ligada ao governo, pois pertence ao fundo soberano do país, comandado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Quando questionada pela AP se esse projeto desrespeita a promessa de não fazer negócios com governos estrangeiros, a Trump Organization respondeu que não “faz negócios com nenhuma entidade governamental”, mas não comentou sobre esse caso em particular. Enquanto isso, a nova empresa de drones de Eric e Donald Jr. tenta fechar contratos com o Pentágono. Outras empresas que têm acordos com o governo e que receberam investimentos dos irmãos no último ano estão recebendo dezenas de milhões de dólares em dinheiro público. Entre elas estão uma fabricante de motores de foguetes, uma fornecedora de chips de inteligência artificial e uma empresa de análise de dados, de acordo com registros oficiais. Quando perguntado sobre possíveis conflitos depois do acordo dos drones, Eric afirmou: “Tenho um orgulho enorme de investir em empresas nas quais acredito.” Um representante de Donald Jr. disse que ele não “interage” com o governo sobre as empresas em que investe, e acrescentou que “a ideia de que ele deveria parar de viver sua vida e sustentar seus cinco filhos só porque seu pai é presidente é, francamente, um padrão risível e ridículo.” Uma nova empresa de investimentos, da qual os irmãos se tornaram conselheiros no ano passado, arrecadou US$ 345 milhões em uma oferta pública inicial para comprar partes de empresas americanas que devem ajudar o pai deles a fortalecer a indústria dos Estados Unidos. Depois que a AP perguntou ao principal advogado de Trump sobre um trecho de um documento oficial dizendo que a empresa buscaria negócios que pedem incentivos do governo, ele apresentou um novo documento com essa parte removida. Zelizer, o historiador de Princeton, diz que espera que os próximos presidentes sejam mais cuidadosos ao enriquecer, mas se preocupa com o exemplo que Trump está dando. “Ele mostrou politicamente que não há preço a pagar para ganhar dinheiro”, disse. “Você sabe que pode seguir por esse caminho.”
19/04/2026 05:00:57 +00:00
'Estou em modo sobrevivência': por que ter trabalho na Argentina não é seguro contra pobreza

Ter emprego não é seguro contra a pobreza na Argentina Getty Images via BBC Há dois anos, Antonela trabalha de segunda a sábado em um instituto privado de bioquímica em Buenos Aires, na Argentina. Ela atualiza agendas, organiza arquivos e gerencia as autorizações médicas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora tenha um emprego formal, seu salário não é mais suficiente para cobrir os gastos que, antes, ela conseguia enfrentar com a mesma receita. "Custa para mim, entender que, antes, eu podia levar uma vida que, agora, não posso", lamenta ela. "Não consigo me manter com um único emprego. Não tomo como pessoal, entendo que isso acontece com muitas pessoas." Veja os vídeos que estão em alta no g1 A argentina de 37 anos tem educação universitária e recebe um salário acima do mínimo. Mas ela completa sua renda com outro trabalho, sem remuneração fixa, em uma empresa farmacêutica, nas suas poucas horas livres. "Sinto que estou em modo sobrevivência", afirma ela, com a voz entrecortada. A pobreza na Argentina caiu para o seu nível mais baixo dos últimos sete anos. Mas o emprego formal se deteriorou ainda mais. No ano passado, foram oito meses consecutivos de queda até dezembro, segundo as avaliações do Instituto Interdisciplinar de Economia Política da Universidade de Buenos Aires (UBA). Para a diretora da área de Emprego, Distribuição e Instituições Trabalhistas do instituto, Roxana Maurizio, "ter emprego não é mais um seguro contra a pobreza na Argentina". Um em cada cinco pessoas empregadas na Argentina se encontra em situação de pobreza Getty Images via BBC Os institutos públicos e as consultorias privadas chamam este fenômeno de "trabalhadores pobres". São pessoas ocupadas que, mesmo com salário, vivem em situação de pobreza. "O trabalhador pobre é aquele que, mesmo tendo emprego, recebe salário que não permite que ele saia da pobreza", explica Maurizio. Ela destaca que o salário mínimo do país atingiu níveis inferiores aos registrados na crise de 2001. Um estudo privado do Instituto de Estudos sobre a Realidade Argentina e Latino-Americana da Fundação Mediterrânea, publicado em outubro passado, registrou que um a cada cinco trabalhadores argentinos é pobre. E, segundo o último "Panorama do Emprego Informal e da Pobreza Trabalhista", publicado em março pelo Instituto Interdisciplinar de Economia Política, a quantidade de "trabalhadores pobres" aumenta para um a cada três, entre as pessoas com empregos informais. Redução da pobreza O governo do presidente argentino, Javier Milei, comemorou a redução da pobreza para 28%, atingindo seu nível mais baixo dos últimos sete anos, segundo dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos do país (Indec) no fim de março. "A forte redução da pobreza e da indigência se deve ao crescimento econômico, ao processo de redução da inflação e ao reforço dos programas sociais sem intermediários, desde o início da gestão", destacou o ministro da Economia, Luis Caputo, na rede social X. Mas analistas de institutos públicos e consultorias privadas questionam os números apresentados pelo governo. Os dados contrastam com outros indicadores de renda, como os salários reais e as aposentadorias, que estão em queda. Para Daniel Schteingart, da plataforma de dados Argendata-Fundar, a "forte redução [da pobreza] é explicada tanto por causas genuínas, quanto por fatores metodológicos no momento da avaliação da pobreza monetária, que a tornam exagerada". A pobreza na Argentina se encontra no seu nível mais baixo dos últimos sete anos Getty Images via BBC Entre as causas genuínas, o especialista em sociologia econômica destaca o aumento da renda, frente ao custo da cesta básica, mas questiona a própria metodologia do índice de pobreza. Na Argentina, a pobreza é calculada por meio de pesquisas com base no valor de uma cesta de produtos básicos e comparada ao nível de renda da população. Esta metodologia pode gerar distorções quando a inflação é muito alta, exagerando o aumento da pobreza em processos de aceleração inflacionária e a sua redução, em processos de queda da inflação, segundo Schteingart. "Quando corrigimos os vieses, concluímos que a diminuição da pobreza é consideravelmente menor", explica ele. Além disso, a queda da pobreza ocorre em comparação com o pico gerado pelo próprio presidente Milei, devido à brusca desvalorização decretada no início do seu mandato. Nos primeiros seis meses do atual governo, a pobreza subiu 11 pontos, atingindo quase 53% da população. Este é o número mais alto em duas décadas, comparável apenas à saída da crise de 2001. 'Trabalhadores pobres' Se ter emprego não garante a saída da pobreza na Argentina, o efeito da deterioração é maior entre as pessoas que trabalham no setor informal que com emprego registrado. A Pesquisa da Dívida Social Argentina da Universidade Católica do país (UCA) concluiu que quase 20% dos trabalhadores empregados se encontram em situação de pobreza e que este percentual aumenta para 26% entre os trabalhadores do setor informal, segundo o último relatório publicado. "O principal problema do mercado de trabalho na Argentina é a precariedade trabalhista", afirma o pesquisador da UCA Eduardo Donza. "Mais da metade dos trabalhadores empregados está no setor microinformal da economia." Na mesma linha, os dados de março da Argendata-Fundar, com base na Pesquisa Permanente de Lares do Indec, registram que, entre os trabalhadores assalariados formais, o nível de pobreza é de 10%. Já entre os assalariados informais (pessoas que trabalham para um empregador, mas não são legalmente registradas e não colaboram com o Sistema de Previdência Social), o nível de pobreza é de mais de 33%. A pobreza entre as pessoas ocupadas afeta mais intensamente os assalariados informais Getty Images via BBC "Um trabalhador informal tem três vezes mais probabilidade de ser pobre do que um formal", concorda Maurizio. Por fim, entre os trabalhadores autônomos (pessoas com trabalho que não têm remuneração fixa), o nível de pobreza é de 27%. Este percentual é maior que a média dos empregados, mas menor que o da população em geral. Entre eles, os profissionais mostram índices de pobreza similares aos dos assalariados formais, enquanto os de baixa qualificação, como os repositores, se aproximam dos assalariados informais. "Por isso, embora o índice de pobreza medido pela receita tenha se reduzido, quase 20% dos trabalhadores empregados moram em lares em situação de pobreza", explica Donza. É preciso esclarecer que os trabalhadores formais representam hoje menos da metade das pessoas empregadas. E é um setor que vem em queda, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Inflação e informalidade "Meu salário foi derretendo, o que traz uma mudança muito forte do meu estilo de vida", conta Antonela. A UCA destaca que a capacidade de compra do salário médio mensal caiu em mais de 20% no período entre 2010 e 2025, o que explica casos como o de Antonela. Isso ocorre porque a economia argentina ainda atravessa uma situação delicada. A inflação de 33% acumulada nos últimos 12 meses ainda é menor que a de anos anteriores, mas continua sendo alta e sua tendência é de crescimento nos últimos nove meses. Por outro lado, o aumento do trabalho informal debilitou os salários na Argentina. Atualmente, cerca de seis milhões de pessoas trabalham na informalidade no país. Elas não têm acesso a direitos trabalhistas básicos, como cobertura de saúde, licenças ou contribuições para a aposentadoria, segundo dados da OIT. Este fenômeno atinge com mais força os jovens e as mulheres, como é o caso de Antonela. "Quanto mais informalidade, maior é a pressão dos que tentam conseguir empregos registrados e, consequentemente, mais se debilitam as condições trabalhistas do emprego com registro", explica a pesquisadora da UBA. O aumento da informalidade trabalhista reduz o poder de compra dos trabalhadores na Argentina Getty Images via BBC A precariedade trabalhista, os efeitos limitados das políticas de emprego e os ajustes estruturais propostos por Milei explicam o fenômeno dos trabalhadores empregados que moram em lares em situação de pobreza, segundo os especialistas. Tudo isso demonstra que, segundo as fontes consultadas, ter trabalho na Argentina não é um seguro contra a pobreza. Donza destaca que, nas últimas décadas, a mobilidade social ascendente — a noção de que os filhos podem atingir melhor situação econômica que a dos pais — vem se debilitando na Argentina. Segundo a UCA, quatro em cada dez pessoas entrevistadas afirmam estar, hoje, em pior situação do que seus pais. Da mesma forma que grande parte dos trabalhadores argentinos, Antonela espera deixar em breve de precisar do seu segundo emprego, da ajuda da família e do endividamento para poder cobrir seus gastos fixos. Ela espera sair definitivamente do "modo sobrevivência". "Tudo o que faço agora é sobreviver", ela conta. "Gostaria de ter uma vida em que pudesse gastar com outro tipo de coisa, como ir à academia, sair para comer com minhas amigas ou fazer uma viagem por ano." LEIA TAMBÉM: Jornada diária de até 12h e salário em moeda estrangeira: a polêmica reforma trabalhista de Milei que gerou greves e protestos na Argentina Como idosos viraram um dos grupos mais afetados por políticas de Milei na Argentina: 'Maioria está abaixo da linha da pobreza' Entenda o motivo da greve geral na Argentina
18/04/2026 18:38:21 +00:00
Alckmin: governo ainda não tomou decisão sobre revogação da 'taxa das blusinhas'; vice-presidente chegou a defender a manutenção do imposto

Taxa das blusinhas: governo reacende debate sobre imposto O vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (18) que ainda não há decisão sobre a revogação da chamada "taxa das blusinhas". "Essa foi uma decisão do Congresso Nacional [de aprovar o tributo sobre as compras internacionais até US$ 50]. Não há ainda uma decisão sobre isso [revogar a taxação]. Nós já nos pronunciamos. Vamos aguardar", disse Alckmin. Nesta quinta (16), ao ser questionado por jornalistas no Palácio do Planalto, o vice‑presidente citou a manutenção da cobrança para preservação de empregos no país. A chamada taxa das blusinhas incide sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que antes eram isentas do imposto de importação. Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Cadu Gomes/VPR 'Desnecessária' O tema ganhou força no debate político após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar publicamente a medida e classificá‑la como desnecessária. Na quinta, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), defendeu o fim da cobrança. No dia seguinte, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também citou a possibilidade da revogação da medida em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews. Diante das críticas, empresários e trabalhadores de 67 associações enviaram um ofício a Lula em protesto contra um possível fim do imposto, que classificaram como uma medida “eleitoreira”. A taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional, com apoio do Ministério da Fazenda, após reclamações de empresários sobre uma “invasão” de produtos estrangeiros de baixo valor, especialmente da China. Segundo dados da Receita Federal, o imposto arrecadou R$ 425 milhões em janeiro deste ano, alta de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em todo o ano de 2025, a arrecadação chegou a R$ 5 bilhões, ajudando o governo no cumprimento da meta fiscal. Boulos diz que é possível que o governo reverta a 'taxa das blusinhas'
18/04/2026 14:48:27 +00:00
Feriado de Tiradentes: entenda os direitos na emenda e quando o desconto é permitido

Calendário 2026 Freepik Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado que chega na próxima terça-feira (21): o Dia de Tiradentes. A data, declarada como feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como cai em uma terça-feira, quem conseguir folga na segunda (20) pode emendar e ter até quatro dias seguidos de descanso — de sábado a terça, caso não trabalhe aos fins de semana. Para servidores federais, a data será ponto facultativo. Veja abaixo o calendário: 18 de abril (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana 19 de abril (domingo): folga para quem não trabalha aos fim de semanas 20 de abril (segunda-feira): ponto facultativo (servidores públicos federais) 21 de abril (terça-feira): Tiradentes Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar de ser um feriado nacional, nem todos os trabalhadores serão beneficiados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. (confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. A possibilidade de “emenda” não é garantida a todos: depende das políticas de cada empresa, no caso da iniciativa privada, e de decisões dos governos municipal, estadual ou federal, para os servidores públicos. 🏢 EMPRESAS PRIVADAS - "Não há, na legislação trabalhista vigente, obrigatoriedade do empregador em conceder a 'emenda de feriado' aos seus empregados", afirma a advogada trabalhista Vanessa Carvalho. Veja: "Entretanto, é possível e bastante comum que este tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", continua a especialista. Uma alternativa é a compensação do dia por meio de banco de horas, trabalho aos sábados ou acréscimo de até duas horas na jornada durante a semana. Já algumas empresas concedem a folga de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS - Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, de acordo com o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para funcionários municipais e estaduais, a adoção do feriado depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente dos servidores públicos, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesse caso, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia. " Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A falta pode ser entendida como insubordinação, que é a desobediência a um superior. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão. O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Depois de abril, o próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir emenda para quem folga aos fins de semana. Outra possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local. Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada
18/04/2026 08:01:10 +00:00
Projeto que põe fim à escala 6x1 deve ser votado em até três meses, dizem ministros

Entenda os projetos sobre o fim da escala 6x1 em discussão O projeto de lei enviado pelo governo que põe fim à escala de trabalho 6x1 deve ser analisado pelo Congresso em até três meses para depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse na última quarta-feira (15) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.  “O projeto de lei com regime de urgência garante, no máximo, 45 dias de tramitação na Câmara e outros 45 dias no Senado. Estamos falando de cerca de três meses para que isso seja aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula”, disse. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A mensagem ao Congresso sobre o projeto foi enviada na noite de terça (14), e o texto foi protocolado na manhã da última quarta-feira (15), após uma conversa do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar patrocinava uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, mas, como esse tipo de proposta tem uma tramitação mais demorada — com risco de não ser aprovada antes das eleições —, o governo optou por enviar o projeto de lei com urgência. Boulos afirma que governo pode impor urgência para votar fim da escala 6x1 em até 45 dias Divulgação O texto do projeto de lei prevê a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com a escala limitada a, no máximo, cinco dias de trabalho e dois de folga. “Se for uma escala 4x3, serão 10 horas de trabalho diárias, mas isso passa a ser objeto de negociação em convenção coletiva”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. A PEC em tramitação na Câmara reduz a quantidade de horas de trabalho prevista na Constituição. Segundo os ministros, não há problema em a proposta continuar tramitando paralelamente, mas o governo quer dar celeridade à redução da escala, e uma PEC tem um processo mais demorado. Segundo Marinho, apesar de a jornada de 44 horas semanais estar prevista na Constituição, ela pode ser reduzida por meio de projeto de lei — mas não ampliada —, o que, segundo ele, resolve a situação. “Pode ser que, com a entrada em vigor do projeto de lei, a redução da jornada passe a valer e, depois, seja consolidada por meio de uma PEC, para impedir que governos futuros tentem aumentar a carga horária”, disse o ministro, citando o caso da Argentina, onde o governo de Javier Milei aprovou um aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias. Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tomaz Silva/Agência Brasil
18/04/2026 07:01:11 +00:00
'Padrão Mercosul': como são as placas de carro de cada país? Veja modelos e entenda projeto de mudança no Brasil

Placas do Mercosul Reprodução Desde 2014, países que fazem parte do Mercosul podem adotar a placa veicular padronizada. Os quatro membros plenos do bloco utilizam as identificações em veículos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A Venezuela está temporariamente suspensa e a Bolívia, que está em processo de integração ao bloco, ainda não implantou as placas padronizadas. Cada um dos quatro países implantou o modelo em momentos diferentes. O primeiro deles foi o Uruguai, ainda em 2015. Em seguida, veio a Argentina, em 2016. O Brasil só começou a implementar o padrão em 2018. O último a passar a usar as novas placas foi o Paraguai, padronizando o modelo a partir de 2024. As variações são poucas, e acontecem mais no padrão de ordem de letras e números. Todas têm a identificação do Mercosul, além do o nome e a bandeira do país acima, sem identificação de estado ou cidade, como propõe o projeto brasileiro (veja mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil Como são as placas em cada um dos países? BRASIL Placa padrão Mercosul adotada no Brasil André Paixão/G1 No Brasil, as placas do Mercosul começaram a ser implementadas em 1º de dezembro de 2018 para início obrigatório em veículos novos e casos de mudança de domicílio. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a implantar o modelo. No início, a placa tinha a bandeira do estado e o brasão do município no qual o veículo estava registrado. Mas na época, o Ministério das Cidades, durante o governo Temer, decidiu retirar esses marcadores com o objetivo de reduzir custos para o proprietário do veiculo. Por aqui, a placa tem fundo branco, faixa azul, o nome Brasil com a bandeira ao lado direito. Também é obrigatório o emblema do Mercosul, um QR Code que serve para garantir a autenticidade, rastreabilidade e segurança do veículo, funcionando com uma espécie de "impressão digital eletrônica". A placa possui uma sequência três letras, um número, outra letra e mais dois números, no formato ABC 1D23. As cores dos caracteres variam a depender da categoria: preta (veículo particular), vermelha (comercial/aluguel), azul (oficial), verde (especial/teste), dourada (Diplomático) e cinza/prata (coleção/antigo). URUGUAI Placa do Mercosul no Uruguai Prefeitura de Montevidéo A implementação começou em março de 2015 para veículos que começassem a ser emplacados. No primeiro país do bloco a mudar suas placas veiculares, o modelo possui o mesmo padrão de faixa azul superior, com o nome do país no meio, o símbolo do Mercosul à esquerda e a bandeira do país à direita, além do QR Code para acesso de informações sobre o veículo. A diferença para a brasileira é a sequência de letras e números. São três letras e quatro números para particulares e variantes por categoria, no formato ABC 1234. ARGENTINA Placa do Mercosul na Argentina Presidência da Argentina A placa argentina segue o mesmo padrão visual do bloco — fundo branco, faixa azul com nome do país centralizado, bandeira à direita e emblema à esquerda. O QR Code para acesso de informações sobre o veículo também está presente. O que a diferencia é a sequência alfanumérica: duas letras, quatro números e mais duas letras, no formato AB 123 CD, escolha feita para evitar a formação de palavras. PARAGUAI Placa do Mercosul no Paraguai Corte Suprema de Justicia O Paraguai também adota o padrão visual comum: fundo branco, faixa azul superior com emblema do bloco no lado esquerdo e a bandeira do país no lado direito com o nome Paraguay centralizado acrescentando um QR Code para consulta de informações do veículo. Na combinação alfanumérica, o país usa ABCD 123 para automóveis e inverte a ordem — 123 ABCD — para motocicletas. Qual é o projeto de mudança no Brasil? Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. ➡️ O que mudaria: Volta do nome do estado e do município nas placas Inclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. Projeto quer retomar placas dos veículos com cidade e estados
18/04/2026 07:01:05 +00:00
Agro brasileiro abre mercados para 29 produtos em 9 países nos primeiros dias de abril

Brasil abriu mercado para exportação de bovinos vivos para a Etiópia em abril de 2026 NELSON ALMEIDA / AFP O agronegócio brasileiro abriu mercados em nove países para pelo menos 29 produtos diferentes nos 17 primeiros dias de abril, segundo o Ministério da Agricultura. O país concluiu acordos para exportar proteína animal, frutas, grãos e outros itens para mercados como Vietnã, Arábia Saudita, Etiópia e El Salvador, entre outros (veja lista abaixo). O resultado se soma à abertura de 30 mercados para produtos do agronegócio brasileiro nos três primeiros meses do ano, de acordo com o ministério. Brasil deve bater recorde de exportação e produção de soja em 2026 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a pasta, as exportações do setor no primeiro trimestre chegaram a US$ 38,1 bilhões, um valor recorde para o período de janeiro a março. Esse desempenho também significou um crescimento de 0,9% nas vendas do agronegócio brasileiro em comparação com o primeiro trimestre de 2025. Veja a lista de aberturas de mercado do agro brasileiro em abril: Etiópia Sementes de forrageiras (espécies Brachiaria spp., Panicum spp., Setaria spp.) Carne bovina Carne suína Carne de aves Produtos cárneos e miúdos Alimentos para animais de companhia Produtos lácteos Pescado extrativo e de cultivo Produtos para alimentação animal de origem não animal Palatabilizantes (aditivos que melhoram aroma, sabor, textura e atratividade de rações animais) Alevinos Ovos férteis Bovinos vivos para abate, engorda e reprodução Sêmen e embriões de caprinos e ovinos Pintos de um dia Arábia Saudita Abacate Atemoia Goiaba Carambola Citros Gengibre Mamão Maracujá Melancia Vietnã Miúdos bovinos (coração, fígado e rins) Pé e miúdos suínos El Salvador Maçã Carne de frango termoprocessada Azerbaijão Uvas Jordânia Feno Angola Oócitos ovinos e caprinos Peru: Sementes de pimenta (espécie capsicum baccatum, incluindo variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari, cambuci) Filipinas: Grãos secos de destilaria de milho (para alimentação animal)
18/04/2026 06:01:04 +00:00
Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões neste sábado

Como funciona a Mega-sena O concurso 2.998 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (18), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
18/04/2026 03:00:39 +00:00
EUA renovam alívio de sanções ao petróleo russo por mais 30 dias

Queda do preço do petróleo Os Estados Unidos renovaram nesta sexta-feira (17) uma autorização que permite a países comprarem petróleo e derivados russos no mar, apesar das sanções contra Moscou. A decisão foi publicada pelo Departamento do Tesouro e vale para cargas embarcadas até 16 de maio. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida substitui uma autorização anterior, de 30 dias, que havia expirado em 11 de abril. O texto exclui transações que envolvam Irã, Cuba e Coreia do Norte. A renovação faz parte da estratégia dos EUA para conter a alta dos preços globais de energia, pressionados pela guerra no Oriente Médio. A flexibilização das sanções pode dificultar os esforços do Ocidente para reduzir as receitas da Rússia na guerra contra a Ucrânia e gerar atritos com aliados. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que este não é o momento de aliviar as sanções contra Moscou. Na quarta-feira (15), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia afirmado que Washington não pretendia renovar essa autorização nem outra semelhante, relacionada ao petróleo iraniano, que vence no domingo (19). Essa autorização para o Irã, emitida em 20 de março, permitiu que cerca de 140 milhões de barris chegassem ao mercado global, ajudando a aliviar a pressão sobre a oferta durante o conflito, segundo Bessent. Parlamentares dos dois partidos criticaram as medidas, afirmando que elas beneficiam economias adversárias: a da Rússia, em guerra com a Ucrânia, e a do Irã, em confronto com os Estados Unidos. Para Brett Erickson, especialista em sanções da consultoria Obsidian Risk Advisors, a decisão não deve ser a última. "O conflito causou danos duradouros aos mercados globais de energia, e os instrumentos disponíveis para estabilizá-los estão perto do limite", disse. O enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, afirmou anteriormente que a primeira autorização permitiria liberar 100 milhões de barris de petróleo russo — volume equivalente a quase um dia da produção global. Apesar do alívio temporário na oferta, os preços seguem pressionados. O motivo é o fechamento parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo e gás do mundo antes da guerra. Petroleiro Vladimir Arsenyev é visto no terminal de petróleo Kozmino, na Rússia, em 12 de agosto de 2022 REUTERS/Tatiana Meel VÍDEOS: mais assistidos do g1
18/04/2026 01:23:23 +00:00
Petrobras deixa de atender 10% do pedido de diesel de distribuidoras para maio, diz agência

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras voltou a não atender integralmente à demanda de diesel de grandes distribuidoras, desta vez para entregas previstas para maio, enquanto busca evitar a importação do combustível em meio aos altos preços no mercado internacional. A informação é da Reuters. A restrição gira em torno de 10% do volume demandado, segundo duas fontes de empresas diferentes ouvidas pela agência sob condição de anonimato. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os pedidos das distribuidoras se baseiam em contratos firmados com a Petrobras nos últimos três meses e são ajustados ao longo do período seguinte. Em abril, a estatal havia negado cerca de 20% de uma cota solicitada pelas empresas, segundo fontes do mercado. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto de imediato. Duas pessoas da empresa com conhecimento da situação, no entanto, afirmaram à Reuters que grandes distribuidoras estariam pedindo volumes acima da demanda, numa tentativa de ganhar mercado de concorrentes menores. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O mercado brasileiro de diesel — o combustível mais negociado do país — enfrenta tensão desde o início da guerra, já que o Brasil importa cerca de 25% da demanda. A Petrobras, maior produtora local, também responde por parte dessas importações. Para conter a alta de preços provocada pelo conflito no Golfo Pérsico, o governo lançou um programa de subsídios, entre outras medidas. Uma fonte ponderou que as distribuidoras estão acostumadas aos chamados “cortes” nas cotas, já que o contrato com a Petrobras prevê certa flexibilidade. “Mas não eram cortes tão fortes, às vezes de 5%, por aí”, afirmou. Em março, para entrega em abril, os cortes superaram 20%, segundo fontes, o que levou as maiores distribuidoras a dobrar as importações para cumprir seus contratos. A Petrobras também planeja ofertar menos em maio do que em abril, segundo uma fonte da Reuters. "Como ela não está importando, então ela está com mais dificuldade de produto, por isso que ela está tendo que cortar alguns pedidos", afirmou. Sobre as compras externas, a Petrobras reiterou por email, no início da semana, que não fará importações em abril e maio. Na ocasião, a empresa afirmou que adiou uma parada programada em uma unidade de produção de diesel da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, o que melhorou o balanço do produto no sistema da companhia, "reduzindo a necessidade de importações diante dos compromissos previstos para abril e maio de 2026". Demanda maior A oferta mais restrita ocorre em meio a críticas de ministros do governo, que acusam distribuidoras e outros agentes da cadeia de combustíveis de elevarem os preços ao consumidor por oportunismo. Duas fontes da Petrobras afirmaram à Reuters que a companhia tem atendido à média de volumes dos últimos três meses. Uma delas disse que o mercado tem demandado “muito mais do que é capaz de absorver”. Sob condição de anonimato, a fonte acrescentou que as grandes distribuidoras querem ganhar com mais volumes de vendas. "O mercado das grandes cresceu porque as pequenas não têm capital", afirmou.
18/04/2026 00:08:36 +00:00
Ford faz recall de 1,4 milhão de picapes F-150 nos Estados Unidos

Ford F-150 Limited 2016 vendida nos Estados Unidos Divulgação / Ford A Ford anunciou o recall de aproximadamente 1,4 milhão de unidades da picape Ford F-150 nos Estados Unidos, após uma investigação conduzida pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). A campanha foi convocada após relatos de reduções inesperadas de marcha na transmissão da picape. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a NHTSA, a montadora tem conhecimento de dois casos de ferimentos “potencialmente” relacionados ao problema, além de um acidente. Como medida corretiva, as concessionárias irão atualizar o software do módulo de controle do motor e câmbio dos veículos afetados. Ainda de acordo com a NHTSA, a investigação sobre o defeito foi ampliada no início deste ano. A apuração preliminar havia sido aberta em março do ano passado, após o recebimento de diversas reclamações envolvendo picapes F-150 dos anos modelo 2015 a 2017, equipadas com a transmissão “6R80”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Ford já havia informado anteriormente que a falha pode estar relacionada ao desgaste de conexões elétricas ao longo do tempo, causado por calor e vibração. Esse desgaste pode provocar perda de sinal do sensor de faixa da transmissão. A NHTSA aponta que sinais incorretos enviados por esse sensor podem levar à redução involuntária de marcha, aumentando o risco de acidentes. No Brasil A Ford do Brasil só começou a vender a F-150 no país em 2023. Portanto, não há unidades da picape envolvidas neste recall. Recentemente a picape já havia passado por outro recall no Brasil. Desta vez, por problema no módulo do reboque. Segundo a marca, luzes de freio, luzes indicadoras de direção e sistema de freios do reboque podem não funcionar se o módulo apresentar falha. "O sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque", explicou a Ford no comunicado. Nessas condições, segundo a marca, essa falha pode causar aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.
17/04/2026 23:25:54 +00:00
TRF-2 derruba decisão que impedia cobrança de imposto sobre exportação de petróleo

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, suspendeu, nesta sexta-feira (17), uma decisão liminar que impedia a cobrança de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto para as petroleiras TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor. O presidente acatou um pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que apresentou recurso ao tribunal. O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel. Na decisão, o tribunal considerou que barrar a cobrança do imposto poderia enfraquecer as medidas do governo para conter os impactos da alta do petróleo na economia. No recurso, a PGFN afirmou que a decisão o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar que suspendeu o imposto de exportação de petróleo bruto citou um trecho de uma medida provisória (MP) que não existe. Segundo a Procuradoria, a decisão que atendeu um pedido das empresas Equinor, TotalEnergies, Petrogal, Shell e Repsol-Sinopec se baseou em um trecho de norma que não existe na legislação vigente. 🔎 A alíquota de 12% foi instituída por MP pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio. De acordo com a PGFN, o magistrado fundamentou a concessão da liminar em um suposto artigo da MP da subvenção do diesel, que vincularia a arrecadação do imposto de exportação ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da União. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em resposta à alegação de que a decisão usa um trecho da MP que não existe, o juiz admite que a decisão levou em conta "três parágrafos que não integram o texto da referida medida provisória. Porém, não reviu a decisão. O caso deve ir para análise colegiada no tribunal. "Foi um erro material grave, mas que não afeta as conclusões extraídas do processo de interpretação segundo o qual a exposição de motivos deve ser levada em conta, máxime por ser tratar de uma medida executiva (portanto, eminentemente administrativa), ainda que com força de lei", escreveu Vasconcelos. A desembargadora havia mantido a decisão de Sampaio e direcionado o assunto para referendo em um orgão colegiado do TRF2. Nesta sexta-feira (10), Arruda enviou o tema para "correção de erro material". O que suspende a análise da decisão na turma que vai julgar o caso. Nos bastidores do governo, a avaliação de integrantes é de que a decisão foi tomada com base em um texto falso. Para a PGFN, esse equívoco compromete a base da decisão e evidência uma "fragilidade jurídica" na concessão da liminar. Segundo esses relatos, o governo suspeitava que o erro teria sido causado com a anexação de uma versão modificada da MP por parte das petroleiras, e que o juiz não teria conferido a autenticidade do documento antes de utilizá-lo como fundamento. Entretanto, a petição inicial das empresas no processo, à qual o g1 teve acesso, não menciona os trechos citados pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio que não fazem parte do texto da MP. Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Pilar Olivares / Reuters A decisão O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel. A decisão afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional. O magistrado também destacou que o próprio governo reconheceu que a cobrança tinha objetivo arrecadatório, o que, segundo ele, caracteriza um “verdadeiro desvio de finalidade”. A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão. Críticas do setor As críticas ao imposto ganharam força nesta quarta-feira (8). Segundo a Reuters, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, afirmou que a cobrança pode se tornar um obstáculo a novos investimentos no país. Executivos das grandes petroleiras também reforçaram a necessidade de maior previsibilidade, defendendo que o Brasil mantenha estabilidade fiscal e regulatória para atrair capital ao setor. "Este imposto não é oportuno, especialmente diante da necessidade de demonstrar que o Brasil é um destino atraente para investimentos de longo prazo no setor de petróleo e gás", disse o chefe do IBP, Roberto Ardenghy, em um evento na quarta-feira. O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil. No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem "pagar um pouco mais" para ajudar o governo a subsidiar o combustível.
17/04/2026 22:27:41 +00:00
Boulos diz que é possível que governo Lula revogue a 'taxa das blusinhas'

'É possível que aconteça', diz Boulos sobre revogação da taxa das blusinhas O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou, nesta sexta-feira (17), em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, que é possível que a chamada “taxa das blusinhas” seja revogada. Bastidores da política: acesse o canal da Sadi no WhatsApp A declaração foi dada após o ministro da Secretaria-Geral da Presidência ser questionado sobre o tema. A menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e representantes da ala política do governo federal passaram a defender a revogação da taxação. “Olha, é possível. É importante dizer que a ‘taxa das blusinhas’ não foi uma iniciativa do governo. Quem colocou a ‘taxa das blusinhas’ foi o Parlamento, a partir de uma pressão e de um lobby de empresas varejistas”, disse o ministro do governo Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que taxar compras internacionais era "irracional", mas sancionou a lei que estabelecia a cobrança. Quando questionado sobre a relação do governo com a proposta, Boulos rebateu, afirmando que o presidente apenas sancionou uma lei aprovada pelo Legislativo. Guilherme Boulos em entrevista na GloboNews nesta sexta-feira (17). Reprodução/GloboNews “O governo sancionou uma lei aprovada pelo Parlamento. O que eu disse aqui não é que o governo não tem responsabilidade na sanção. O que eu disse aqui é que não foi uma lei de iniciativa do governo. O texto que o governo mandou para o Congresso não tinha ‘taxa das blusinhas’. Isso foi incluído pelo relator e, infelizmente, isso é pouco dito no debate sobre a ‘taxa das blusinhas’.” Ao comentar a possível revisão da medida, Boulos defendeu a necessidade de avaliar os impactos da taxação antes de qualquer decisão. Segundo o ministro, é preciso considerar tanto os efeitos no mercado de trabalho quanto os custos para os consumidores. “Vendo a situação, é preciso fazer um balanço. Quantos empregos gerou ou preservou? Qual foi o custo que isso trouxe para as milhões de pessoas que fazem essas compras por plataformas digitais? Com esse balanço em mãos, com números em mãos, nós podemos tomar uma decisão mais efetiva. Acho plenamente razoável que se coloque na mesa a revogação da taxa. Agora, isso é uma definição do presidente Lula.” 'Taxa das blusinhas' A "taxa das blusinhas" trata-se da taxação de compras internacionais de até US$ 50 sancionada em 2024 pelo presidente Lula e proposta pelo Legislativo.  De janeiro a março deste ano, o governo federal arrecadou R$ 1,28 bilhão com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada 'taxa das blusinhas'.  De acordo com a Receita Federal, o número representa um avanço de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação com o imposto somou R$ 1,05 bilhão. Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios e em preocupação na ala política do governo. O aumento da taxação era um pleito da indústria nacional para garantir condições de igualdade no comércio exterior.   O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), disse em café com jornalistas nesta quinta-feira (16) que achava "uma boa" revogar a medida. "Minha opinião se eu for consultado", disse o ministro. Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da taxa das blusinhas. Geraldo Alckmin, que até o mês passado estava à frente do Mdic, defendeu o imposto e disse que não há decisão do governo sobre revogar a taxação. Empresários e trabalhadores de 67 associações chegaram a enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em protesto contra o possível fim da taxa.
17/04/2026 18:20:14 +00:00
Escala 6x1: ministro da Fazenda diz que pode haver transição para 'alguns setores', mas que conta não pode sobrar para o Tesouro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta sexta-feira (17) que pode ser necessário, na discussão e eventual implementação do fim da escala 6x1, a transição para alguns setores da economia. Mas ponderou, também, que a "conta" não pode sobrar para o Tesouro Nacional. Ministro da Fazenda, Dario Durigan Cadu Gomes/VPR As declarações foram dadas durante entrevista coletiva a jornalistas em Washington (Estados Unidos), onde Durigan participa das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. "Discussão tem que se dar no âmbito do Congresso para que ouça todos setores da economia. Acho importante, e tenho visto nos estudos mais recentes, é que são cada vez menos os setores impactados. Muitos setores já têm dinâmicas de escalas diferentes de 5x2, 4x3. Sou muito favorável a debater, entender com os setores como se adaptar, ter alguma transição a alguns setores, para ter tempo de adaptação", disse o ministro. Relator quer transição e compensação Nesta semana, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, relatório favorável ao avanço de propostas de emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. A votação foi adiada por pedidos de vista. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes disso, entretanto, o parlamentar sugeriu a discussão sobre uma regra de transição, progressiva, para a entrada das novas regras em vigor e a adaptação do setor produtivo. Escala 6x1: entenda principais pontos e diferenças entre textos do Congresso e do governo Azi propôs também uma compensação para as empresas, com a redução de tributos, especialmente sobre a folha de pagamentos, considerando a possibilidade de elevação de gastos com pessoal caso a redução de jornada entre em vigor. 🔎As discussões no Congresso Nacional tratam de propostas que envolvem redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra, mas o próprio relator admite que, posteriormente, isso pode ser alterado para uma jornada máxima maior, de 40 horas — em linha com a proposta do governo federal. O ministro da Fazenda se posicionou contrário a uma eventual compensação a setores da economia por conta da adoção de compensação para as empresas por eventuais aumentos de gastos com a folha de pagamentos. "Tem ganhado apelo a pauta, acho uma pauta muito meritória. Tenho ressaltado que, como se fez no passado, que não pode sobrar uma conta para o Tesouro. Tem que ser reconhecimento de um ganho civilizacional, geracional para os trabalhadores. Não é possível que se queira financiar com recursos públicos, da sociedade como um todo, um avanço como esse", acrescentou Durigan Planalto não quer transição extensa À GloboNews, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta sexta no entanto que o governo quer "que a escala 6x1 acabe já" e fez críticas à proposta apresentada pelo relator do projeto na Câmara. "Uma transição pode ser de adaptação, de 90 dias, não é? É preciso dar um prazo mínimo para as empresas se adaptarem, organizarem as escalas de trabalho. Agora, nós não admitimos nenhum tipo de transição como foi pensada na CCJ pelo relator Paulo Azi. Aí não é transição, é postergação, né?", disse Boulos. 'Queremos que escala 6x1 acabe já', diz Boulos sobre projeto de Lula Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
17/04/2026 18:10:37 +00:00
Escala 6x1: governo admite mudança gradual, mas descarta benefício a empresários

Entenda os projetos sobre o fim da escala 6x1 em discussão O governo admite a possibilidade de incluir no projeto que termina com a escala de trabalho 6x1 uma transição, mas não há espaço para uma nova desoneração para compensar os empresários, disse na última quarta-feira (15) o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.  🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, Guimarães afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar a redução da escala de trabalho em maio, quando se comemora o mês dos trabalhadores.  "Nunca se votou matérias polêmicas sem que os dois lados não cedessem. Estamos abertos a discutir. Transição é possível, mas desoneração acho que não tem mais espaço", disse o ministro, que tomou posse no cargo nesta semana. Essas são duas alternativas discutidas no Congresso para tentar conter a resistência dos empresários à medida, que reduz em um dia a escala de trabalho e passa de 44 horas para 40 horas semanais.  Na quarta-feira (15), o governo protocolou o texto de um projeto de lei com regime de urgência, depois de uma conversa entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta defende a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o mesmo tema, mas o governo considera que a tramitação da PEC é mais lenta.  Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tomaz Silva/Agência Brasil Aplicativos Guimarães disse ainda que o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos de entregas e transporte deverá ser votado pelo Congresso apenas depois das eleições, já que não houve acordo.  Essa é uma das apostas do governo para atrair um grupo de trabalhadores que Lula tem tido dificuldade de atingir, mas a proposta que tramita no Congresso, depois das modificações, perdeu o apoio do governo.  Segundo Guimarães, Lula pediu que fosse retirado de pauta.  "Não votamos porque não tem acordo sobre nada. Plataformas não concordam, os trabalhadores também não, e a oposição está esperando um vacilo para dizer que o governo vai prejudicar os trabalhadores", disse. "Minha posição e do governo é de deixar para depois da eleição." Bets O ministro afirmou ainda na entrevista que as medidas em estudo pelo governo para combater o endividamento das famílias também devem ser apresentadas por Lula nos próximos dias e devem incluir algo em relação às apostas online conhecidas como "bets". Ele pontuou, no entanto, que não há ainda um consenso dentro do governo. Recentemente, em entrevista, Lula afirmou que, por ele, as "bets" seriam novamente proibidas no país.  "Eu sei a posição do presidente, mas precisamos levar em conta a correlação de forças no Congresso", disse Guimarães. "O que sinto é que o Congresso topa regulamentar." A atuação das "bets" já foi regulamentada, mas o governo estudaria agora um texto mais duro, já que a situação atual tem impactado o endividamento da população. A proibição, no entanto, dificilmente passaria. Fim da escala 6x1: por que empresários resistem à redução da jornada de trabalho? Tânia Rêgo/Agência Brasil
17/04/2026 18:01:26 +00:00
Como reabertura do Estreito de Ormuz e queda no valor do petróleo podem afetar o Brasil

Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz durante cessar-fogo Os preços do petróleo despencaram em todo o mundo nesta sexta-feira (17/04) após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos. O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 10%, para US$ 89,43 (R$444,04) o barril nesta manhã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os preços ainda permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97) —, mas a queda atual é considerada bastante significativa. O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. Os EUA chegaram a anunciar que iniciariam um bloqueio naval no local no início desta semana, depois de o Irã ter efetivamente fechado o canal de transporte por semanas, em resposta ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã em fevereiro. Nesta sexta, entretanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o estreito seria "declarado completamente aberto" pelo "período restante do cessar-fogo". "Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã", disse Araghchi em um comunicado divulgado pela rede social X (antigo Twitter). Como isso afeta o Brasil? Douglas Magno/AFP via Getty Images/BBC O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene de aviação no preço das passagens aéreas. O diesel preocupa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Em um segundo conjunto de ações anunciado em abril, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho. O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que demoram a chegar integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção. Isso porque duas grandes empresas do setor (Ipiranga e Raízen), responsáveis por grande parte das importações privadas de diesel, se recusaram a aderir à política em um primeiro momento. A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado. A Vibra — a antiga BR Distribuidora — também não participou da primeira fase do projeto, mas mudou de ideia em decisão tomada no último dia 9. Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental. Mas o efeito da queda mundial do preço do barril de petróleo pode levar semanas para chegar às bombas. Ao mesmo tempo, a bolsa e o real exibem apreciação nesta sexta diante do alívio na percepção de risco global com a reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa pelo fim dos embates no Oriente Médio. Perto das 10h50, o dólar à vista era negociado em queda de 0,52%, a R$ 4,9667, depois de ter batido na mínima de R$ 4,9502, o menor patamar ao longo do próprio dia de negociação desde março de 2024. Impacto no cenário externo Análise do banco BTG Pactual assinado pela economista Iana Ferrão, porém, afirma que nos últimos 10 anos o Brasil passa por uma mudança estrutural que fez com que o choque do petróleo reforçasse o cenário externo do Brasil. "No início dos anos 2000, o país ainda se caracterizava, do ponto de vista do setor externo, como importador líquido de petróleo e derivados. Nesse contexto, altas no Brent deterioravam a balança comercial e ampliavam o déficit em transações correntes", diz Ferrão em sua análise. "A partir de 2016, contudo, observa-se uma inflexão estrutural. O saldo da balança de petróleo e derivados torna-se consistentemente positivo e crescente, e os choques altistas no Brent passam a exercer efeito favorável sobre as contas externas, refletindo a transição do Brasil para exportador líquido de petróleo." Ou seja, a alta no preço do petróleo nas ultimas semanas estava reforçando, em vez de prejudicar, o cenário externo brasileiro, com melhora nas projeções de balança comercial e transações correntes. Segundo o relatório do BTG, no início dos anos 2000, um aumento de 10% no preço do barril de petróleo Brent ampliava o déficit nas transações correntes do Brasil — resultado das trocas comerciais, de serviços e rendas entre residentes e não residentes no país — em 0,05 ponto percentual (p.p.) do PIB. Em 2026, no entanto, esse mesmo choque reduz o déficit em conta corrente em 0,16 p.p. do PIB. No caso da balança comercial, enquanto um aumento de 10% do petróleo diminuiu o saldo da balança comercial do Brasil em US$ 300 milhões no início dos anos 2000, hoje esse movimento engorda o saldo em US$ 3,7 bilhões. "O Brasil hoje se beneficia de uma alta do preço do petróleo porque a exposição positiva em petróleo bruto exportado domina a exposição negativa via derivados importados", diz. A alta recente do Brent reforçava essa tendência, segundo ela. O relatório do BTG, publicado em 13 de abril, ainda apontava que se o preço do petróleo Brent se mantivesse em torno de US$100 até o fim do próximo ano, sem grandes mudanças no cenário, o saldo da balança comercial total do Brasil subiria para algo próximo de US$93 bilhões. No oposto, uma volta rápida do Brent para US$70 reduziria o saldo para perto de US$80 bilhões em 2026 e US$85 bilhões em 2027. Como reabertura do Estreito de Ormuz e queda no valor do petróleo podem afetar o Brasil Costfoto/NurPhoto via Getty Images/BBC
17/04/2026 17:59:16 +00:00
Argentinos e chilenos lideram maior entrada de turistas estrangeiros no Brasil em 2026

O Brasil registrou recorde de turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Cerca de 2,33 milhões de visitantes estrangeiros desembarcaram no país por via aérea, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados fazem parte de um levantamento da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e foram divulgados nesta sexta-feira (17). Considerando todos os meios de transporte — aéreo, terrestre, marítimo e fluvial — o país também alcançou o melhor resultado da série histórica para o período, com 3,74 milhões de chegadas nos três primeiros meses do ano. Entre as nacionalidades, os argentinos lideram o fluxo de turistas, com 780.578 visitantes, seguidos por chilenos, com 316.252, e norte-americanos, com 213.401 (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Brasil também atraiu europeus, com destaque para portugueses, que representaram 113.765 visitas, e alemães, com 74.409. Na distribuição por estados, São Paulo (855.191) e Rio de Janeiro (843.615) concentram a maior parte das entradas de estrangeiros. Santa Catarina aparece na sequência, com mais de 328 mil chegadas, seguido por Bahia, com 83.570, e Pernambuco, com 52.031. Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o resultado já corresponde a 50% da meta projetada para o ano. “Nosso objetivo é alcançar 7,5 milhões de turistas internacionais até o fim de 2026. Apenas no primeiro trimestre, já atingimos metade dessa meta”, afirmou. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil Dados por tipo de transporte O transporte aéreo manteve desempenho positivo ao longo do período. Em janeiro, foram registradas 742.848 entradas de turistas internacionais por via aérea, alta de 22,15% na comparação com o mesmo mês de 2025. Em fevereiro, o volume chegou a 835.464 visitantes e, em março, a 750.934. “Mesmo em meses em que o total geral de chegadas por todos os modais apresentou leve retração em relação ao ano anterior, como janeiro e fevereiro, o transporte aéreo seguiu em expansão, consolidando-se como a principal porta de entrada de turistas estrangeiros no Brasil”, destacou o governo federal. O levantamento da Embratur considera somente pessoas que moram fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior. "Esse recorte permite medir com mais precisão o fluxo internacional de visitantes que ingressam no país, sem incluir brasileiros que retornam de viagens, oferecendo um retrato mais fiel do turismo internacional", complementa o informe.
17/04/2026 17:15:12 +00:00
Quaest: 29% dos brasileiros dizem que costumam apostar em bets, e 71% dizem que não

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (17) aponta que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas esportivas pela internet, em bets. Outros 71% dos entrevistados responderam que não costumam apostar. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Infográfico da pesquisa Quaest de abril de 2026 sobre o consumo de apostas esportivas no Brasil Arte/g1 A pesquisa também verificou sobre a prática de apostas esportivas em diferentes recortes, como região, sexo, faixa etária e renda. Veja abaixo os percentuais de respostas para a pergunta "Você tem costume de fazer apostas esportivas pela internet?" em diferentes estratos: Por região Confira os resultados por região: Sul: Sim (37%) | Não (63%) Sudeste: Sim (29%) | Não (71%) Centro-Oeste / Norte: Sim (27%) | Não (73%) Nordeste: Sim (25%) | Não (75%) Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por sexo No recorte por gênero, 33% dos homens costumam apostar, enquanto entre as mulheres o índice é de 21%. Feminino Sim: 27% Não: 79% Masculino Sim: 33% Não: 67% Saiba mais: Cearense perde casas e faz dívida de R$ 50 mil por vício em jogos online: 'Destruiu minha vida' Bets e famílias: pesquisas qualitativas mostram que homens apostam escondidos de mulheres; ouça 'O Assunto' Imposto de Renda 2026: ganhos com 'bets' e saldos terão de ser declarados à Receita Federal Idade Em relação a idade, o percentual de quem diz ter costume de apostar em bets é de 27% entre pessoas com entre 16 e 34 anos; 30% entre 35 e 59 anos; e 30% entre aqueles com 60 anos ou mais. Apostas esportivas só são permitidas para quem tem idade a partir de 18 anos, de acordo com a lei brasileira. 16 a 34 anos: 27% apostam 35 a 59 anos: 30% apostam 60 anos ou mais: 30% apostam Renda Entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, 32% responderam ter costume de fazer apostas. O índice é de 26% entre quem recebe mais de 5 salários mínimos e de 24% entre quem ganha até 2 salários mínimos. Religião A religião também interfere no resultado da pesquisa. Um percentual menor de evangélicos (23%) disse apostar em bets, na comparação com católicos (34%). Posicionamento político Quando se compara a resposta dada de acordo com o posicionamento político do entrevistado, 33% dos bolsonaristas afirmam fazer apostas esportivas pela internet.  O número é de 31% entre eleitores independentes - que não se identificam como esquerda, esquerda, lulista ou bolsonarista. Entre a esquerda não-lulista, 27% responderam que costumam apostar, e entre os lulistas, 26%. A direita não-bolsonarista registrou 25% de adeptos a bets. Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. Getty Images via BBC
17/04/2026 15:09:09 +00:00
Ações da Netflix caem mais de 10% após projeções fracas e saída de Hastings ampliar dúvidas sobre crescimento

Logo da Netflix em Los Angeles, na Califórnia. Daniel Cole/Reuters As ações da Netflix caíram mais de 10% nas negociações iniciais desta sexta-feira (17), enquanto investidores digeriam uma projeção considerada morna e a saída inesperada do cofundador e presidente Reed Hastings, em meio a dúvidas sobre o próximo motor de crescimento da pioneira do streaming. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa vem ampliando sua estratégia para além do modelo tradicional de assinaturas, à medida que o crescimento desacelera e a concorrência aumenta. Para elevar a receita por usuário, a Netflix tem apostado mais em publicidade, programação ao vivo e aumentos de preço. No início deste ano, a Netflix abandonou uma tentativa de alto perfil de adquirir a Warner Bros Discovery, desistindo do que poderia ser um negócio transformador em troca de uma multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões. “O próximo desafio da Netflix será diversificar de fato suas receitas, reduzindo a dependência quase total das assinaturas”, disse Ross Benes, analista da eMarketer. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O negócio de publicidade está crescendo, mas não no ritmo esperado pelos anunciantes há mais de quatro anos, quando o plano com anúncios foi lançado. À medida que a empresa entra em uma nova era sem Reed Hastings, a publicidade terá um papel maior.” A saída de Hastings já era amplamente esperada desde que ele deixou o cargo de co-CEO em 2023, passando a gestão do dia a dia para Ted Sarandos e Greg Peters. Ainda assim, o anúncio ocorreu em um momento sensível para a empresa, segundo analistas. Com o crescimento de assinantes atingindo um teto em mercados mais maduros, analistas dizem que aumentos de preço podem compensar a desaceleração — mas não por muito tempo. “Gerar mais receita por usuário será a principal chave para manter o crescimento elevado, mas não acreditamos que a empresa consiga continuar aumentando preços no ritmo recente todos os anos”, disse Matthew Dolgin, analista da Morningstar. “E isso não acontece no vácuo.” Dolgin afirmou que parte do crescimento da publicidade pode vir de clientes migrando de planos premium para opções com anúncios, o que significa que o avanço da receita pode não ser totalmente adicional. Reed Hastings, cofundador da Netflix, em foto de 18 de outubro de 2021 Reuters/David Swanson Se as perdas se mantiverem, mais de US$ 44 bilhões podem ser eliminados do valor de mercado da empresa nesta sexta-feira. As ações acumulam queda de mais de 18% desde o início de dezembro, quando a Netflix apresentou a proposta pela Warner Bros Discovery. Elas haviam se recuperado cerca de 21% até o fechamento de quinta-feira, após o negócio ser abandonado no fim de fevereiro. “Apesar de preços mais fortes no curto prazo, a ausência de uma revisão para cima nas projeções anuais provavelmente decepcionou o mercado e reduz a visibilidade sobre uma aceleração significativa até 2027”, disse Parth Talsania, CEO da Equisights Research. A Netflix superou as expectativas de receita e lucro no primeiro trimestre, mas projetou lucro por ação para o trimestre atual abaixo das estimativas dos analistas, alertando que o crescimento da receita deve desacelerar para o ritmo mais fraco em um ano, segundo dados da LSEG. “Os investidores entraram no resultado com expectativas elevadas que a Netflix não conseguiu atingir totalmente”, disse Ralph Schackart, analista da William Blair. “Não houve nada que mudasse a tese.” Analistas da Raymond James afirmaram que a forte valorização das ações antes do balanço deixou pouco espaço para decepções. Netflix fecha acordo para compra da Warner; entenda
17/04/2026 14:25:58 +00:00
Projeto de nova placa: RJ já tentou incluir bandeira do estado, mas mudança foi inviável; entenda

Placa utilizada no Rio de Janeiro, em 2018, durante a implementação do padrão Mercosul. Divulgação/Detran-RJ Um projeto de lei aprovado na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14), quer colocar nomes de estados e municípios nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A medida é uma proposta do senador Esperidião Amin (PP-SC), e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara - entenda o projeto. Essa não é a primeira tentativa de mudança nesse sentido. Em 2018, durante a implantação das placas no padrão do Mercosul, o Rio de Janeiro colocou a bandeira do estado, além do brasão dos municípios, mas o Ministério das Cidades foi contrário. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado do país a disponibilizar o novo padrão durante a transição. A inclusão da bandeira e do brasão sairia do padrão e foi considerada inviável, na época, pois atrasaria a implantação do modelo em outras unidades da federação. Cancelar a inclusão da bandeira e do brasão, segundo a pasta, tinha como objetivo reduzir custos, mas manteria outros itens de segurança na placa. "Após análise técnica de viabilidade e impacto, decidimos retirar os brasões das novas Placas Padrão Mercosul. Com isso, evitaremos qualquer despesa extra aos condutores de nosso país, embora o objetivo tenha sido desde o início apenas adotar um modelo mundial de identificação veicular e proporcionar mais agilidade por parte da polícia e segurança a todos", afirmou o então ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Projeto quer retomar placas dos veículos com cidade e estados Para o autor do novo projeto, a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”. ➡️ O que muda Volta do nome do estado e do município nas placas Inclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. Leal esclareceu que o PL não obriga a troca de placa de nenhum veículo já emplacado e, portanto, não gera novos custos para os proprietários. Conforme o Art. 2º do PL, a mudança valerá apenas para novos emplacamentos realizados após a entrada em vigor da lei. Texto aprovado em comissão do Senado. Reprodução/Senado Federal ➡️ Como é a placa do Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como: combinação de letras e números em um novo formato; aumento da quantidade de combinações possíveis; uso de QR Code para consulta de dados. À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis. Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações.
17/04/2026 13:48:24 +00:00
Preço do petróleo cai 9% após reabertura do Estreito de Ormuz

Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. Reuters O preço do petróleo caiu 9% nesta sexta-feira (17), após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz para a passagem de embarcações durante o cessar-fogo com os Estados Unidos. Mais cedo, a commodity chegou ao menor patamar em mais de um mês. (veja mais abaixo) Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente pela passagem no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O preço do petróleo tipo Brent (referência internacional) recuou 9%, cotado a US$ 90,38 o barril. Mais cedo, chegou a alcançar US$ 86,09, batendo o menor valor desde 10 de março deste ano, quando estava a US$ 87,80. Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), equivalente americano, fechou em queda de 11,45%, a US$ 83,85. Mesmo com a queda vista nesta sexta-feira, no entanto, os preços do petróleo continuavam elevados em relação aos observados no início do ano. Veja abaixo: Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A reabertura do Estreito é um dos pontos críticos da guerra e é o primeiro grande aceno do Irã em direção a um acordo pelo fim do conflito. A volta do trânsito pelo canal, por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo, é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações travadas pelas duas partes — o que explica o reflexo direto nos preços da commodity nesta sexta-feira. "De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura. Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã pela reabertura, mas disse que o bloqueio naval que os EUA fazem na mesma região — já no Golfo de Omã, após a saída do estreito — seguirá em vigor. "O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!", disse na Truth Social, destacando que o país concordou em "nunca mais voltar a fechar" o canal. Cessar-fogo entre Israel e Líbano A reabertura do Estreito de Ormuz ocorre em meio a uma tentativa de redução das tensões no Oriente Médio, após o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação. Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia. Nos últimos dias, restrições e tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo. A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região. O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — e, consequentemente, ao oceano aberto. Ele é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo porque por ali passa uma grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. A região funciona como um “corredor” obrigatório para navios petroleiros: qualquer bloqueio ou tensão na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a economia global.
17/04/2026 13:13:51 +00:00
Quer produzir mirtilo? Veja dicas que podem te ajudar

Produtores colhem mirtilo no interior de São Paulo TV TEM/Reprodução Neste domingo, o Globo Rural atende a um pedido internacional. O Maximiliano, da província de Misiones, na Argentina, entrou em contato com o programa em busca de ajuda com a produção de mirtilo. A nossa recomendação é uma cartilha elaborada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). O material reúne orientações práticas e técnicas sobre os diferentes tipos de mirtileiro, os principais tratos culturais, além de cuidados importantes na colheita e na comercialização da fruta. A publicação está disponível gratuitamente. 📱Acesse aqui Parece melancia e tem cheiro de limão: que fruto é esse?
17/04/2026 13:12:52 +00:00
Europa pode ter combustível de aviação só para as próximas semanas, e companhias começam a cancelar voos

Aviões da Lufthansa em aeroporto de Frankfurt, na Alemanha REUTERS/Heiko Becker A Europa tem combustível suficiente para abastecer aviões por "talvez mais seis semanas", alertou o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE). Os estoques podem atingir um ponto crítico em junho se a região não conseguir substituir pelo menos metade de suas importações do Oriente Médio, afirmou a organização em um relatório divulgado nesta semana. O estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o combustível de aviação que sai do Golfo Pérsico, está efetivamente fechado pelo Irã há mais de seis semanas em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o que fez os preços dispararem e gerou temores de escassez. O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, disse em entrevista concedida na quinta-feira (16/04) à agência de notícias Associated Press que poderia haver cancelamentos de voos em breve se o fornecimento continuar bloqueado. Até esta sexta-feira (17/04), duas grandes companhias europeias anunciaram cancelamentos: a alemã Lufthansa e a holandesa KLM. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cancelamentos A alemã Lufthansa anunciou que sua subsidiária regional, Lufthansa CityLine, suspenderá as operações de suas 27 aeronaves a partir de sábado (18/04). "Em vista do aumento significativo dos preços do querosene, que mais que dobraram em comparação com o período anterior à guerra com o Irã, bem como do aumento dos encargos adicionais decorrentes de conflitos trabalhistas, a implementação da estratégia corporativa está sendo parcialmente acelerada." "Como primeira medida de efeito imediato, a partir de depois de amanhã, as 27 aeronaves operacionais da Lufthansa Cityline serão permanentemente retiradas de serviço para reduzir ainda mais os prejuízos da companhia aérea deficitária", anunciou a Lufthansa na quinta-feira. Além da crise do combustível, a Lufthansa tem enfrentado greves recorrentes, incluindo cinco dias consecutivos de paralisações de membros das tripulações de cabine e pilotos nesta semana. Já a companhia aérea holandesa KLM cancelou 160 voos para o próximo mês, mas afirmou que isso afetará menos de 1% de sua programação. A empresa insiste que não há escassez de combustível de aviação, alegando que a medida se deve exclusivamente ao aumento vertiginoso dos custos. Um porta-voz da KLM declarou: "Os passageiros afetados por essas mudanças serão realocados para o próximo voo disponível". "A KLM espera um período de férias de maio movimentado e está garantindo que os passageiros possam viajar para seus destinos de férias conforme planejado." Em março, a companhia Scandinavian Airlines (SAS) já havia anunciado que cancelaria ao menos mil voos no mês de abril diante da crise. O CEO da empresa, Anko van der Werff, também alertou que poderia haver aumento de preços se a crise se prolongasse. "Estamos cancelando algumas centenas de voos durante o mês de março, mas estamos tentando proteger nosso tráfego o máximo possível", disse ele ao jornal sueco Dagens Industri em março. Em uma atualização comercial divulgada na quinta-feira, a companhia aérea britânica de baixo custo (low-cost), EasyJet, afirmou que teve um custo adicional de combustível de 25 milhões de libras (cerca de R$ 168 milhões) em março devido ao conflito no Oriente Médio. Isso ocorreu apesar de a empresa ter garantido mais de três quartos de seu combustível de aviação a um preço fixo antes que os custos aumentassem devido ao conflito atual — um processo conhecido como hedge. A empresa afirmou que o conflito gerou "incerteza de curto prazo em relação aos custos de combustível e à demanda do cliente". A crise no mercado da aviação Em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a AIE — que assessora 32 países membros em questões de abastecimento e segurança energética — afirmou que as exportações da região do Golfo são a maior fonte de combustível de aviação para o mercado global. Refinarias em outros grandes países exportadores, como Coreia do Sul, Índia e China, também são altamente dependentes das importações de petróleo bruto do Oriente Médio. Como resultado, a crise "atrapalhou significativamente o funcionamento interno dos mercados de combustível de aviação", afirmou a agência. No passado, a Europa dependia do Oriente Médio para cerca de 75% de suas importações de combustível de aviação, observou a AIE. No momento, os países europeus estão se esforçando para substituir o fornecimento do Golfo por importações de outros lugares. Segundo analistas, os carregamentos alternativos vêm principalmente dos EUA e da Nigéria. A AIE afirmou que houve uma rápida aceleração nas exportações de combustível de aviação dos EUA nas últimas semanas. No entanto, alertou em seu relatório que, mesmo que esses carregamentos fossem todos destinados à Europa, eles substituiriam apenas um pouco mais da metade do fornecimento perdido. Analisando diferentes cenários, a agência afirmou que, se a Europa não conseguisse substituir mais de 50% de suas importações do Oriente Médio, "escassez física poderia surgir em aeroportos selecionados, resultando em cancelamentos de voos e destruição da demanda". Se três quartos do fornecimento pudessem ser substituídos, a mesma situação ainda poderia ocorrer, mas não antes de agosto. "Consequentemente, por enquanto, parece que os mercados europeus precisarão se esforçar mais para atrair mais cargas de reposição de outros lugares, se quiserem manter estoques suficientes durante os meses de verão", diz a AIE. No Reino Unido, um porta-voz disse à BBC que está trabalhando com fornecedores de combustível e companhias aéreas para "garantir que as pessoas continuem se deslocando e que as empresas recebam apoio". "As companhias aéreas do Reino Unido deixaram claro que não estão enfrentando interrupções no fornecimento", disseram. A Airlines UK, que representa o setor, afirmou que, embora não esteja enfrentando interrupções no fornecimento de combustível de aviação no Reino Unido, está conversando com o governo sobre "medidas cruciais" que seriam necessárias para apoiar o setor de aviação em caso de interrupção no fornecimento de combustível, "incluindo a redução da burocracia, para proteger os consumidores, o comércio e a competitividade do Reino Unido". Amaar Khan, chefe de preços de combustível de aviação europeu da Argus Media, uma editora independente de notícias do setor energético, acredita que, mesmo que o fornecimento do Golfo seja retomado em breve, ainda poderá haver escassez no período que antecede o pico de viagens do verão europeu, geralmente entre junho e agosto. "Não é uma certeza, mas ainda assim, parece cada vez mais provável que haja alguma escassez em algumas áreas da Europa", diz. "É claro que um aeroporto como Heathrow [em Londres] provavelmente terá prioridade sobre outros aeroportos menores ou centros de demanda menores. Mas sim, mesmo que esse fornecimento seja restabelecido, levará de cinco a seis semanas", disse ele. Muitas companhias aéreas em todo o mundo tiveram que tomar medidas de emergência para combater o aumento do custo do combustível, que normalmente representa de 20 a 40% de seus custos operacionais. O preço de referência do combustível de aviação europeu atingiu um recorde histórico de US$ 1.838 (R$ 9.180) por tonelada no início de abril, em comparação com US$ 831 (R$ 4.150) antes do início da guerra. No início desta semana, a Comissão Europeia afirmou que "não havia evidências de escassez de combustível" na União Europeia, mas reconheceu que poderia haver problemas de abastecimento "em um futuro próximo". Um porta-voz disse em uma coletiva de imprensa que o fornecimento de petróleo bruto para refinarias da UE estava "estável, sem necessidade de liberações adicionais de estoque no momento". A Comissão disse que os grupos de coordenação de petróleo e gás estavam se reunindo semanalmente e que as medidas energéticas seriam anunciadas pelo presidente da Comissão na próxima semana. Na semana passada, a associação comercial de aeroportos europeus, o Conselho Internacional de Aeroportos, escreveu à Comissão alertando que o continente poderia sofrer com a escassez de querosene de aviação se o estreito de Ormuz não for reaberto nas próximas três semanas. A associação do setor aéreo Airlines for Europe pediu à UE que esclareça suas regras de compensação de passageiros para garantir que a escassez de combustível ou o fechamento do espaço aéreo resultantes do conflito sejam tratados como "circunstâncias extraordinárias". Isso significaria que, quando resultarem em cancelamentos, as companhias aéreas não teriam que fazer pagamentos de compensação significativos. Reportagem adicional de Oliver Smith.
17/04/2026 13:09:46 +00:00
Carta Pokémon de milhões de libras: valorização gera onda de crimes com roubos e furtos

As cartas de Pokémon se tornaram cada vez mais populares e valiosas nos últimos anos Getty Images via BBC Uma série de furtos do tipo smash and grab (algo como quebrar uma vitrine e pegar rápido o que tiver à frente) em lojas de cartas de Pokémon tem chamado atenção no Reino Unido, à medida que esses itens colecionáveis, cada vez mais populares, disparam de valor. Pokémon é um dos fenômenos culturais japoneses mais famosos ao redor do mundo. A loja Celestial Collectables, em Warrington, no condado de Cheshire, no Reino Unido, é uma das mais recentes lojas alvo de criminosos. Casos similares foram registrados nas últimas semanas em cidades como Rugby, Bristol, Bournemouth, Peterborough e Nottingham. As lojas relataram o furto de estoques avaliados em dezenas de milhares de libras. A polícia de Cheshire informou à BBC que está em contato com forças policiais do noroeste do país e de outras regiões do Reino Unido para lidar com o problema. As cartas de Pokémon são colecionadas e negociadas há 30 anos, mas ganharam ainda mais destaque na internet desde a pandemia de Covid-19, com algumas das mais raras alcançando valores elevados. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um leilão recente da casa especializada Stanley Gibbons Baldwins movimentou mais de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 9,4 milhões) em "ativos de Pokémon". Embora a maioria das cartas não atinja milhares de libras, vendas de alto perfil dos itens mais raros têm impulsionado o interesse tanto de colecionadores quanto de investidores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No início deste ano, o youtuber e lutador Logan Paul leiloou uma carta ultrarrara de Pikachu, em excelente estado, por um valor recorde de US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 81 milhões). No entanto, à medida que o valor dessas cartas cresce, também aumenta o interesse de criminosos. "Alguns desses ladrões não sabem exatamente o que estão levando", disse Roy Raftery, especialista em cartas colecionáveis da Stanley Gibbons Baldwins. Ele já intermediou vendas de Pokémon que somam mais de 2 milhões de libras (cerca de R$ 12,8 milhões), incluindo uma carta Pokémon Trainer vendida por 84 mil libras (cerca de R$ 537 mil), um Charizard por 442,8 mil libras (cerca de R$ 2,8 milhões) e um Pikachu Illustrator por 832 mil libras (cerca de R$ 5,3 milhões). Segundo ele, "os ladrões sabem que Pokémon é lucrativo, sabem que vale a pena roubá-las agora. E acreditam que é um alvo mais fácil do que assaltar um banco ou uma joalheria". Nesta semana, a polícia do condado de Wiltshire informou que uma loja na cidade de Trowbridge havia sido arrombada, "durante o qual uma quantidade substancial de cartas de Pokémon e outros itens foram roubados". Infelizmente, Chris Grundy tem experiência própria com esse tipo de crime por ser proprietário da loja Celestial Collectables, na cidade de Warrington. "Eles pararam em frente à loja com uma van, levantaram as câmeras com vassouras e quebraram o vidro", relatou. "Em cerca de quatro minutos, praticamente reviraram a loja inteira", disse Grundy. Ladrões reviraram a loja Celestial Collectables, em Warrington, no Reino Unido Celestial Collectables via BBC Ele descobriu que o seu negócio era o mais recente alvo de um roubo a lojas de cartas de Pokémon quando um cliente ligou tarde da noite para avisar que a vitrine havia sido quebrada. "Felizmente, todo o dinheiro e os itens de maior valor ficam guardados no cofre", disse. "A maior parte do que levaram eram cartas autenticadas e precificadas, várias cartas avulsas e diversos pacotes lacrados com acabamento foil. Caixas de coleção que variam de 40 a 300 libras (cerca de R$ 285 a R$ 2.140)." No total, Grundy estima que cerca de 60 mil libras (aproximadamente R$ 370 mil) em estoque tenham sido levados. O proprietário Chris Grundy afirmou que o roubo foi devastador Chris Grundy via BBC Ele sabe que a sua loja é apenas uma entre várias lojas de cartas de Pokémon que foram roubadas. A Trove UK, em Bournemouth, no sul da Inglaterra, teve 30 mil libras (cerca de R$ 186 mil) em produtos levados em um roubo semelhante. A Full Fire TCG, em Gloucester, no oeste da Inglaterra, perdeu mercadorias avaliadas em 25 mil libras (cerca de R$ 155 mil). Outro comerciante, em Peterborough, no leste da Inglaterra, informou ter perdido cerca de 80 mil libras (cerca de R$ 496 mil) em cartas e itens colecionáveis. O detetive inspetor Liam Keenan, da polícia de Cheshire, no noroeste da Inglaterra, afirmou que o roubo em Warrington é apenas um de uma série de ataques semelhantes. "Embora tenhamos registrado apenas um caso aqui em Cheshire, sabemos de outros e estamos em contato com forças policiais do noroeste do país, além de unidades de outras regiões", disse à BBC. Comunidade Pókemon Embora seja uma história de pequenos comerciantes sendo alvo de criminosos dispostos a destruir suas lojas para roubar cartas, é também uma história de comunidade. Nos dias seguintes ao arrombamento, a Celestial Collectables recebeu doações de estoque de lojas de cartas colecionáveis próximas e até de crianças que levaram as suas próprias coleções para contribuir. Grundy afirmou: "Recebemos pessoas doando cartas, montando móveis e ajudando na limpeza. Algumas crianças mais novas vieram com suas cartas, que talvez valessem apenas 3 libras (cerca de R$ 21), mas para nós significou muito, fez uma diferença enorme. Foi incrível!". Um fator que torna esses roubos ainda mais impactantes é que muitos desses varejistas são, antes de tudo, movidos pela paixão, criados e mantidos por pessoas com um interesse genuíno por cartas colecionáveis como as de Pokémon. Ladrões invadiram a Card Catcher Shop no domingo de Páscoa, segundo o proprietário Sam Jackway Card Catcher Shop via BBC "Tivemos sorte de apenas cerca de 2.000 libras (aproximadamente R$ 12 mil) terem sido levados da nossa loja", disse Sam Jackway, proprietário da Card Catcher Shop, em Bristol, no sudeste da Inglaterra. "Mas o sofrimento e os problemas de saúde mental para mim e para os funcionários foram bastante sérios." A sua loja foi invadida nas primeiras horas do domingo de Páscoa. "Na verdade, vi a invasão ao vivo, quando o sistema de câmeras me enviou um alerta indicando movimento na loja. Temos alarme sonoro, holofotes e câmeras que avisam sobre qualquer problema", disse Jackway. "[Eles] ficaram apenas cinco minutos recolhendo itens e se assustaram com os outros sistemas de segurança. A polícia e eu chegamos poucos minutos depois que eles saíram." Grundy afirmou que já reforçou a segurança da Celestial Collectables e alertou outros lojistas e até colecionadores particulares de cartas sobre a necessidade de proteger melhor os seus itens. "Reforçamos muito a segurança, com equipamentos diferentes, detectores de movimento, tudo. Hoje, isso é essencial", disse. "Foi devastador, mas, como empresa e como comunidade, vamos nos recuperar. Nós amamos Pokémon."
17/04/2026 13:08:28 +00:00
Com envelhecimento da população, número de brasileiros que vivem sozinhos mais que dobra

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Viver sozinho deixou de ser um arranjo isolado no Brasil e vem ganhando espaço de forma consistente. Em 2025, quase um em cada cinco domicílios do país (19,7%) tinha apenas um morador, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O avanço é expressivo quando se observa a última década. Em 2012, os lares unipessoais representavam 12,2% das residências brasileiras. Em números absolutos, passaram de 7,5 milhões para 15,6 milhões, um crescimento de 109,8% no período. Para o analista do IBGE William Kratochwill, a expansão acompanha transformações demográficas e familiares que vêm se consolidando no país, sendo o principal motor dessa mudança o envelhecimento da população. "À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida", afirma. Além disso, fatores como a saída dos filhos de casa e a viuvez tornam-se mais frequentes em uma sociedade que envelhece, ampliando esse tipo de arranjo residencial. Diferenças entre homens e mulheres Entre as pessoas que vivem sozinhas, os homens ainda são maioria. Em 2025, eles representavam 54,9% dos moradores de domicílios unipessoais. De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, entre os homens esse tipo de arranjo costuma estar associado a separações — quando os filhos permanecem com a mãe — ou a deslocamentos motivados pelo trabalho, especialmente em centros urbanos mais dinâmicos. ♀️ Entre as mulheres, o perfil é diferente: mais da metade das mulheres que viviam sozinhas em 2025 (56,5%) tinha 60 anos ou mais. Kratochwill explica que esse padrão está relacionado sobretudo à maior longevidade feminina, à viuvez e a separações em idade mais avançada, além da escolha de muitas mulheres por manter autonomia residencial. Os dados também mostram diferenças no perfil dos demais arranjos familiares. 🤝 Nos domicílios nucleares, formados por casais com ou sem filhos, a participação entre homens e mulheres é mais equilibrada. 👩‍👩‍👧‍👦 Já nos domicílios estendidos, que incluem parentes além do núcleo familiar, as mulheres são maioria entre os responsáveis. Mesmo com o avanço das moradias individuais, o arranjo nuclear segue predominante no país. Em 2025, esse formato ainda representava 65,6% dos domicílios brasileiros, embora sua participação venha diminuindo ao longo do tempo. Sudeste lidera, mas capitais do Sul têm maior proporção A presença de domicílios unipessoais é mais elevada nas regiões mais envelhecidas e urbanizadas do país. Em 2025, o Sudeste concentrava 20,9% dos lares formados por apenas uma pessoa, seguido pelo Centro-Oeste, com 20%. No outro extremo, o Norte registrava 15,1%. Nas capitais, porém, a proporção é ainda maior. Em Florianópolis, por exemplo, 30,5% dos domicílios tinham apenas um morador, a maior participação entre as capitais analisadas. Lares de uma pessoa avançam nas capitais brasileiras Arte/g1 Segundo Kratochwill, esses resultados refletem uma combinação de fatores, como envelhecimento populacional, maior urbanização e o papel de grandes cidades como polos de trabalho e estudo. Apesar disso, o crescimento mais acelerado desde 2012 ocorreu justamente nas regiões Norte e Nordeste, onde o número de domicílios unipessoais aumentou 131% no período. País mais velho e com crescimento mais lento As mudanças nos arranjos familiares ocorrem em paralelo a uma transformação mais ampla na estrutura demográfica brasileira. Em 2025, a população do país chegou a 212,7 milhões de pessoas. No mesmo período, a participação de idosos cresceu de forma significativa: a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3%, em 2012, para 16,6%. Já o grupo com 65 anos ou mais representa atualmente 11,6% da população. No sentido oposto, o número de brasileiros com menos de 30 anos diminuiu 10,4% em termos absolutos desde 2012, refletindo a queda da fecundidade e a redução do número de nascimentos ao longo dos últimos anos. Segundo Kratochwill, a pirâmide etária brasileira revela um país em transição demográfica. A base da estrutura populacional — formada pelas crianças e jovens — está mais estreita, enquanto as faixas etárias adultas e idosas se tornam proporcionalmente maiores. Os dados mostram que os grupos de idade até cerca de 20 anos perderam participação na população, enquanto as faixas acima dos 40 anos ganharam peso relativo ao longo do período. O analista destaca ainda que até mesmo o grupo de 30 a 39 anos, que apresentava crescimento no início da série histórica, passou a registrar retração a partir de 2017. Além do envelhecimento, o país também registra uma desaceleração do crescimento populacional. A taxa anual de expansão, que era de 0,78% em 2013, passou a girar em torno de 0,40% nos últimos quatro anos, indicando um processo gradual de estabilização demográfica. Outro reflexo aparece na distribuição por sexo nas idades mais avançadas. A partir dos 60 anos, há 78,9 homens para cada 100 mulheres, resultado da mortalidade masculina historicamente mais elevada no país. Idosos trabalham para compensar dívidas reprodução/TV Globo
17/04/2026 13:00:12 +00:00
Mais aluguel, menos casas quitadas e cidades mais verticais: como mudou a moradia no Brasil

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Brasil ultrapassou 79 milhões de domicílios em 2025, mas o crescimento das moradias na última década veio acompanhado de uma mudança no perfil de ocupação: menos casas próprias quitadas, mais imóveis alugados e avanço dos apartamentos nas cidades. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No ano passado, 23,8% dos domicílios do país — o equivalente a 18,9 milhões de moradias — eram alugados. Em 2016, essa proporção era de 18,4% (12,3 milhões). Na prática, isso significa que o número de imóveis alugados cresceu 54,1% em nove anos. Na direção contrária, a participação das moradias próprias já quitadas caiu de 66,8% para 60,2% no mesmo período, mantendo uma tendência de redução ao longo da série histórica. Os imóveis próprios ainda em pagamento permaneceram relativamente estáveis ao longo da série histórica, passando de 6,2% para 6,8% entre 2016 e 2025. Apenas no último ano da série, entre 2024 e 2025, esse grupo cresceu 15,9%, indicando maior dependência do financiamento imobiliário. 🏠 Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano em meados de 2025, o crédito imobiliário ficou mais caro, o que dificultou o acesso à casa própria. Nesse cenário, muitas famílias passaram a adiar a compra do imóvel ou enfrentaram mais dificuldades para pagar o financiamento. Esse movimento ajuda a explicar o avanço das moradias alugadas e a redução da participação das casas próprias já quitadas. LEIA TAMBÉM: Minha Casa, Minha Vida faz lançamentos e vendas de imóveis baterem recorde em 2025 Raio-X do Minha Casa, Minha Vida: veja como ficam as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida: como as novas mudanças no programa favorecem a classe média William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, afirma que os dados indicam uma mudança na forma de acesso à moradia no país. Embora a renda dos brasileiros tenha crescido de forma consistente ao longo dos últimos anos, ele frisa que o avanço não tem sido suficiente para permitir a entrada de muitas famílias no sistema formal de habitação. “O que nós vemos é um aumento de rendimento ao longo dos anos que tem sido consistente, mas talvez não seja suficiente para que as pessoas tenham acesso ao sistema de habitação”, explicou. Por isso, acrescenta, muitas famílias acabam migrando para o aluguel. Aluguel avança e apartamento cresce nas cidades Arte/g1 Aluguel avança mais nas regiões urbanizadas O avanço do aluguel também aparece de forma clara nas capitais brasileiras, embora com intensidades diferentes entre as cidades. Em 2025, algumas capitais já registravam mais de um terço dos domicílios ocupados por locação. Palmas liderava com folga, com 47,3% das moradias alugadas — praticamente metade do total. Em seguida aparecem Florianópolis (36%), Goiânia (35,3%) e Brasília (34,5%). Nas grandes metrópoles, o aluguel também ganhou espaço ao longo da última década. Em São Paulo, a proporção de domicílios alugados passou de 26,4% em 2016 para 29,9% em 2025. No Rio de Janeiro, subiu de 20,3% para 28,2%. Em Belo Horizonte, o avanço foi ainda maior, de 19,5% para 29,6%. Mesmo nas cidades onde a casa própria ainda predomina, a presença do aluguel vem aumentando. Em Belém, por exemplo, a proporção de domicílios alugados quase dobrou em nove anos, passando de 11,1% para 21,2%. Segundo o analista da PNAD Contínua, o crescimento do aluguel também está ligado a um processo de concentração do patrimônio imobiliário. Isso porque uma fatia relevante dos novos apartamentos construídos não é ocupada pelos próprios donos, mas destinada ao mercado de locação. Na prática, uma mesma pessoa pode ser proprietária de mais de um imóvel, alugando essas unidades para outras famílias. Com isso, a posse desse tipo de patrimônio tende a ficar concentrada entre menos proprietários. “Grande parte desses novos apartamentos pertence a alguém que não os utiliza como moradia e está alugando”, explicou Kratochwill. Na avaliação dele, esse cenário indica que a riqueza associada à propriedade de imóveis acaba ficando “na mão de proporcionalmente menos pessoas”. Verticalização muda o perfil das capitais Os dados da pesquisa do IBGE mostram que o crescimento dos apartamentos tem sido um dos principais fatores de transformação no perfil das moradias no país — especialmente nas capitais. Entre as grandes cidades, Porto Alegre já tem maioria de apartamentos: em 2025, eles representam 52,1% dos domicílios da capital gaúcha. Vitória aparece logo atrás, com 49,9%, praticamente metade das moradias. Em Belo Horizonte, os apartamentos também já se aproximam da metade do total, com 45,1%. Capitais brasileiras vivem avanço dos apartamentos Arte/g1 Algumas capitais registraram mudanças ainda mais rápidas. João Pessoa teve um dos maiores saltos: a participação de apartamentos passou de 30% para 45,9% dos domicílios. Aracaju também apresentou crescimento expressivo, de 26,8% para 39,6%. Em Brasília, a proporção passou de 26,7% para 38,5%. Mesmo em capitais onde as casas ainda predominam, os apartamentos vêm ganhando espaço. Em Manaus, por exemplo, a participação passou de 18,8% para 24,5%. Em Fortaleza, subiu de 21,8% para 25,9%. Já algumas capitais permanecem mais horizontalizadas. Campo Grande tem apenas 9,8% de apartamentos, enquanto Porto Velho registra 13% e Rio Branco, 13,2%. Os dados também mostram que a verticalização altera a distribuição da população nas cidades. No Brasil, a parcela de moradores que vivem em apartamentos passou de 11,6% em 2016 para 15% em 2025. Nas capitais mais verticalizadas, essa proporção é muito maior: em Porto Alegre, por exemplo, 45,9% dos moradores vivem em apartamentos; em Belo Horizonte, são 42,2%; e no Rio de Janeiro, 39,9%. Segundo o analista da PNAD Contínua William Kratochwill, esse processo reflete a forma como as cidades vêm se expandindo. A verticalização permite concentrar mais moradias em áreas urbanas onde o espaço é limitado. “Colocam-se 20 ou 30 famílias em um terreno onde antes cabiam duas casas”, observa o pesquisador. Esse modelo também acompanha a lógica do mercado imobiliário. De acordo com o pesquisador, edifícios tendem a oferecer maior potencial de rentabilidade para incorporadoras do que construções horizontais, o que reforça a expansão desse tipo de empreendimento nas áreas urbanas. Imagem ilustrativa do Centro de São Paulo Diogo Moreira/MáquinaCW/Governo de SP
17/04/2026 13:00:09 +00:00
Reforma tributária: empresas de pequeno porte devem optar até setembro entre Simples e novo regime; decisão vale para 2027

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) publicou resolução que determina que as empresas do Simples Nacional, ou seja, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, terão de escolher, até o fim de setembro deste ano, entre permanecer no sistema simplificado ou migrar para o novo regime. As mudanças valem para o ano de 2027. Se optarem por sair do Simples, as empresas de pequeno porte poderão realizar o abatimento, no novo regime (conhecido como híbrido) de impostos pagos em etapas anteriores da produção. Atualmente, a maioria das vendas do Simples não transfere crédito, o que mudará, caso as empresas realizem a opção pelo novo sistema. ➡️A possibilidade de optar pelo novo regime é fruto da aprovação da reforma tributária sobre o consumo em 2024, cujo texto foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A reforma prevê o fim do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2027, este último para grande parte dos produtos, e sua substituição pela CBS do governo federal — um imposto sobre valor agregado. A necessidade de adesão ou não ao Simples até setembro representa uma antecipação em relação ao calendário tradicional, que permite a opção até o fim de janeiro de cada ano. "A definição prévia dos prazos permite que as empresas realizem planejamento tributário adequado, considerando os impactos do novo modelo, especialmente em um contexto de transição estrutural", diz o CGSN. ➡️Os microempreendedores individuais não sofrerão alterações, ou seja, eles não terão de realizar a opção (pois nada muda para eles). O MEI responde por cerca de 60% das empresas do Simples Nacional. "A resolução não se aplica à opção pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais (SIMEI), mantendo-se, para o microempreendedor individual, as regras específicas já previstas em normas próprias", diz o Comitê Gestor do Simples Nacional. Divulgação Veja os prazos De acordo com a resolução do Comitê Gestor, a opção pelo Simples Nacional para o ano-calendário de 2027 deverá ser formalizada entre 1º e 30 de setembro de 2026, por meio do Portal do Simples Nacional, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Pela norma, a opção pelo Simples Nacional poderá ser cancelada em "caráter irretratável" até o último dia de novembro de 2026 "garantindo margem de decisão diante de alterações no faturamento ou no enquadramento societário". Caso a solicitação seja indeferida, a empresa terá prazo de até 30 dias para "regularizar pendências impeditivas, inclusive débitos tributários, contados da ciência do termo de indeferimento". Regularizadas as pendências nesse prazo, o indeferimento será cancelado e a opção deferida, acrescenta o Comitê. A resolução também regulamenta a opção pela apuração e recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, o que deverá ser feito também até o fim de setembro deste ano, e será aplicável exclusivamente ao período de janeiro a junho de 2027. A opção pelo regime regular do IBS e da CBS também poderá ser cancelada de forma irretratável até o último dia de novembro de 2026, de acordo com a resolução publicada nesta sexta-feira. Vantagens e desvantagens do novo regime Analistas ouvidos pelo g1 no ano passado avaliaram que as regras criadas na reforma tributária, com o uso dos chamados créditos tributários por quem optar pelo novo regime, tende a trazer desafios para esses empreendedores, tais como: necessidade de uma melhor organização da contabilidade, pois será necessário um detalhamento maior nas notas fiscais; atenção à cadeia de fornecimento, pois impostos não pagos em cadeias anteriores não poderão ser abatidos; impossibilidade de atrasar o recolhimento dos impostos, no caso de pagamentos eletrônicos, por conta do super sistema da Receita Federal, que está em fase de testes. 👉🏽 Ex-integrantes da equipe econômica governo federal afirmaram, por sua vez, que o novo método de tributação, com uso de créditos tributários, será vantajoso "na grande maioria dos casos" em relação ao sistema atual para as empresas do Simples Nacional que operam vendendo para outras empresas. VEJA REPORTAGEM COMPLETA DO G1 SOBRE DESAFIOS DO NOVO REGIME Empresas em início de atividade A resolução estabelece tratamento diferenciado para empresas em início de atividade. Para aquelas cuja inscrição no CNPJ ocorra entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026, não se aplica a sistemática excepcional dos prazos mencionados anteriormente. Nesses casos, a opção realizada no ato da inscrição no CNPJ pelo Simples Nacional e pela apuração do IBS e da CBS pelo regime regular: produzirá efeitos, quanto ao Simples Nacional, a partir da data de inscrição e para todo o ano-calendário de 2027; e produzirá efeitos, quanto ao IBS e à CBS, para os meses de janeiro a junho de 2027.
17/04/2026 12:14:31 +00:00
Dólar cai e fecha a R$ 4,98 com reabertura de Ormuz e cessar-fogo no Líbano; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou em queda de 0,19% nesta sexta-feira (17), cotado a R$ 4,9833, após tocar a mínima de R$ 4,9502 ao longo do dia. É o menor valor de fechamento desde março de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,55%, aos 195.734 pontos. A valorização do real frente ao dólar reflete o maior otimismo do mercado com os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O movimento ganhou força após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo com os Estados Unidos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ A notícia derrubou o preço do petróleo em mais de 10%, pressionando as ações da Petrobras. Com forte peso no Ibovespa, a estatal é diretamente afetada pela commodity e, assim, influencia o desempenho do índice. Os papéis da companhia caíram mais de 5%. 🛢️ Por volta das 16h, o petróleo tipo Brent (referência internacional) recuava 11,05%, cotado a US$ 84,23 o barril. ▶️ Israel e Líbano iniciaram, na quinta-feira, um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua abre espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso. ▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais” e afirmou que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,56%; Acumulado do mês: -3,77%; Acumulado do ano: -9,21%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: +4,41%; Acumulado do ano: +21,48%. Reabertura de Ormuz O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países. Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo despencou. "A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura. Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada. Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda-feira (13). Negociações no Oriente Médio As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária. O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações. No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”. Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado. Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente. Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito. Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global. Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz. Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”. Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”. Mercados globais Em Wall Street, os índices fecharam em alta nesta sexta-feira. O S&P 500 avançou 1,19%, aos 7.125,36 pontos. O Dow Jones subiu 1,79%, aos 49.447,92 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,52%, aos 24.468,48 pontos. Na Europa, o fechamento das bolsas foi positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve alta de 1,56%, aos 626,58 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,73%, aos 10.667,63 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subiu 2,27%, aos 24.702,24 pontos. O CAC 40, de Paris, teve ganho de 1,97%, aos 8.425,13 pontos. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou o dia em baixa. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%. No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%. Dólar freepik
17/04/2026 12:00:12 +00:00
Após a morte do fundador, OnlyFans busca novo investidor em acordo bilionário

OnlyFans REUTERS/Andrew Kelly A plataforma de conteúdo adulto OnlyFans está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária que pode avaliar a empresa em mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões). Segundo o Financial Times, a companhia, sediada em Londres, discute a venda de menos de 20% para a Architect Capital, gestora de investimentos com sede em São Francisco. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estratégia de vender uma fatia minoritária é vista como uma forma de garantir estabilidade ao negócio após a morte de seu fundador, Leonid Radvinsky. O empresário ucraniano-americano, bilionário, faleceu no mês passado, aos 43 anos, vítima de câncer. De acordo com a reportagem, o interesse do OnlyFans na Architect Capital está ligado à experiência da gestora no setor de serviços financeiros. A plataforma britânica avalia ampliar sua atuação e oferecer produtos bancários aos criadores de conteúdo por conta das dificuldades para acessar serviços tradicionais devido à natureza de seu trabalho. 🔎O OnlyFans mantém uma política rígida de acesso, restrita a maiores de 18 anos. Dados mais recentes da Felix International, empresa controladora da plataforma, indicam que o site conta com cerca de 4,6 milhões de criadores cadastrados, que recebem 80% das receitas geradas por assinaturas, enquanto a empresa fica com 20%. A ascensão do OnlyFans começou com um modelo genérico de assinaturas, mas a plataforma ganhou escala ao focar no conteúdo adulto e oferecer comissões mais atrativas — 80% da receita fica com os criadores. O formato atraiu influenciadores e acelerou o crescimento, especialmente durante a pandemia, quando aumentou a busca por renda online. Em poucos anos, a base de usuários saltou de milhões para centenas de milhões, atingindo 377 milhões de fãs e 4,6 milhões de criadores em 2024. O sucesso do modelo também influenciou outras redes sociais, como Instagram e X, a adotarem ferramentas de conteúdo pago. Hoje, a plataforma movimenta bilhões em assinaturas e permite que usuários comprem conteúdos e interajam diretamente com os criadores. No ano encerrado em 30 de novembro de 2024, a empresa registrou receita de US$ 1,4 bilhão e lucro antes de impostos de US$ 684 milhões, alta de 4% na comparação anual. No mesmo período, os pagamentos aos criadores somaram US$ 7,2 bilhões, avanço de quase 10%. Caso avance a negociação para venda de uma participação minoritária, o controle da empresa deve permanecer com o fundo familiar que detém as ações de Leonid Radvinsky. Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo
17/04/2026 12:00:03 +00:00
Petrobras compra fatia e será operadora de bloco offshore em São Tomé e Príncipe

Petrobras compra fatia e será operadora de bloco offshore em São Tomé e Príncipe Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) que celebrou contrato para comprar uma participação da petrolífera Oranto e assumir como operadora do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África. Em comunicado, a estatal afirmou que está adquirindo 75% e, com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela Petrobras (operadora), Oranto (15%) e Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) (10%). O valor da operação não foi divulgado. A estatal brasileira afirmou que desde 2024 retomou sua atuação no continente africano e já possui participação em blocos em São Tomé e Príncipe. "A operação reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria", disse, em comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1
17/04/2026 11:55:27 +00:00
FMI retoma relações com Venezuela após seis anos de suspensão

Delcy Rodríguez Getty Images/BBC O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (16) a retomada das relações com a Venezuela, suspensas há mais de seis anos por impasses sobre o reconhecimento do governo. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que o fundo voltou a lidar com o país sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez. O FMI já havia indicado em março que retomaria o diálogo, começando pela coleta de dados econômicos básicos. Os investidores apostaram alto nos títulos da Venezuela na esperança de que a mudança de governo possa viabilizar uma reestruturação da dívida — algo que normalmente é sustentado por um novo programa de empréstimos do FMI — e os dados que a acompanham sobre qual nível de endividamento é sustentável para um país. O FMI não publica uma avaliação econômica completa sobre a Venezuela desde 2004. A retomada das relações ocorre após a queda do governo de Nicolás Maduro, em janeiro, em uma operação apoiada pelos Estados Unidos. Desde então, o governo do presidente Donald Trump tem trabalhado com Rodríguez e busca ampliar a presença americana nos setores de petróleo e mineração da Venezuela. Veja os vídeos que estão em alta no g1
17/04/2026 10:53:15 +00:00
Imposto de Renda 2026: como declarar renda de MEI, autônomos e informais

Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado Profissionais autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores informais que tiveram rendimento tributável acima de R$ 35.584,00 no ano passado precisam entregar a declaração do Imposto de Renda 2026. O prazo se estende até 29 de maio. A entrega após essa data implica multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Além disso, contribuintes que deixarem de enviar a declaração podem ter o acesso ao crédito dificultado e o CPF classificado como irregular pela Receita Federal. Também são obrigados a apresentar a declaração do Imposto de Renda 2026 os contribuintes que: receberam rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 200 mil; tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos; realizaram operações na bolsa acima de R$ 40 mil ou tiveram lucro tributável; possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025; tiveram receita da atividade rural acima de R$ 177.920,00 ou querem compensar prejuízos; passaram a morar no Brasil em 2025; tiveram rendimentos ou investimentos no exterior. ⚠️ Independentemente da forma de pagamento — PIX, transferência ou dinheiro — toda renda precisa ser informada à Receita Federal. MEI também entra na regra do Imposto de Renda Microempreendedores individuais que cumprem obrigações como CNPJ também podem ser obrigados a entregar a declaração do Imposto de Renda como pessoa física. “A Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI (DASN-SimeI) informa o faturamento do CNPJ, enquanto o IRPF reúne a renda e o patrimônio da pessoa física, somando tudo o que ela ganhou ao longo do ano”, explica Marcus Reis, analista de atendimento ao cliente do Sebrae. Assim, o MEI pode ser obrigado a entregar a declaração do Imposto de Renda da pessoa física, a depender do nível de renda tributável alcançado no ano. Isso ocorre porque nem todo o faturamento do MEI é tributado da mesma forma, e parte dele pode ser considerada isenta. Ainda assim, quando o lucro tributável ultrapassa o limite definido pela Receita Federal, a entrega da declaração se torna obrigatória. Além disso, especialistas alertam que pendências no CPF podem ter impacto direto sobre o CNPJ. “O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades para obter certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, acessar financiamentos, entre outros”, afirma a head de contabilidade da plataforma MaisMei, Kályta Caetano. Como calcular a renda tributável do MEI Para saber se precisa declarar, é necessário olhar além do faturamento total e separar o que é isento do que é tributável. Essa divisão depende da atividade exercida: 8% do faturamento para comércio, indústria e transporte de cargas; 16% para transporte de passageiros; 32% para prestação de serviços. Depois disso, ainda é possível descontar despesas do negócio. O valor restante é considerado lucro tributável. Na prática, a lógica é simples: nem todo o dinheiro que entra no MEI é automaticamente considerado renda tributável para o Imposto de Renda. A parcela isenta deve ser declarada na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Já o valor tributável deve ser informado em “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. Se o resultado final ficar abaixo do limite de obrigatoriedade e não houver outras fontes de renda, o MEI pode ficar dispensado da entrega da declaração. Autônomos e trabalhadores informais Assim como no caso do MEI, quem trabalha por conta própria sem vínculo formal também entra nas regras do Imposto de Renda. É o caso dos autônomos e trabalhadores informais, que muitas vezes lidam com rendas variáveis e diferentes formas de recebimento ao longo do ano. Nesse grupo estão profissionais como motoristas, pedreiros, pintores, designers, consultores, professores particulares e outros prestadores de serviço que atuam de forma independente. Apesar da diversidade de atividades, a regra não muda: toda renda recebida precisa ser informada à Receita Federal, independentemente da forma de pagamento ou da regularidade dos ganhos. Como declarar renda de autônomos e informais Na prática, o que muda para quem trabalha por conta própria é a forma de organizar e declarar os rendimentos, que varia conforme quem fez o pagamento. Quando o serviço é prestado para empresas, o processo tende a ser mais estruturado. A própria empresa é responsável por fornecer um informe de rendimentos com todos os valores pagos ao longo do ano, além de eventuais retenções de Imposto de Renda e INSS. Esses dados são informados na ficha de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, com identificação do CNPJ da fonte pagadora. Já quando o pagamento vem de pessoas físicas, a regra exige mais atenção do contribuinte. Nesses casos, é obrigatório o uso do Carnê-Leão, sistema em que os rendimentos são registrados mês a mês. A partir dessas informações, a Receita Federal calcula o imposto devido com base na tabela progressiva, e o pagamento deve ser feito até o mês seguinte ao recebimento. No fim do ano, os dados são importados automaticamente para a declaração anual, que também exige a identificação do CPF de cada pagador. Dentro do universo dos trabalhadores autônomos, os profissionais do transporte têm regras próprias de tributação, que diferenciam parte da receita como isenta. No transporte de passageiros, 40% da receita é considerada isenta, enquanto 60% é tributável. Já no transporte de cargas, o percentual isento é maior: 90% da receita não entra na base de tributação, e apenas 10% é considerado tributável. Mesmo com essas regras diferenciadas, o Carnê-Leão continua sendo obrigatório para o controle mensal da renda. E um ponto importante: nessas atividades, não é permitido deduzir despesas operacionais. Se o imposto não for pago ao longo do ano, ele acaba sendo cobrado na declaração anual, com acréscimos de juros e multa. Como reduzir o imposto devido Embora a tributação siga regras fixas, há formas legais de reduzir o valor do imposto ao longo do ano por meio da dedução de despesas relacionadas à atividade profissional. Podem ser abatidos gastos como aluguel do local de trabalho, contas de água, luz, internet e telefone, além de materiais e insumos, serviços de terceiros, publicidade e investimentos em capacitação. Mas, para que essas despesas sejam aceitas, é fundamental comprovar os gastos. Por isso, especialistas recomendam organização constante, com guarda de recibos e uso de controle financeiro como o livro-caixa. Documentos necessários para declarar Antes de enviar a declaração, o ideal é reunir toda a documentação com antecedência. Isso ajuda a evitar erros e reduz o risco de cair na malha fina. Entre os principais documentos estão dados pessoais, informes de rendimentos, registros do Carnê-Leão, livro-caixa, comprovantes de despesas dedutíveis, documentos de bens e direitos e informações bancárias para restituição ou débito automático. Para MEIs, autônomos e trabalhadores informais, comprovar renda pode ser um desafio em situações como pedidos de crédito ou financiamentos. Nesses casos, alguns documentos ajudam a demonstrar a regularidade dos ganhos, como extratos bancários, declaração do Imposto de Renda, recibos de prestação de serviços, a Decore emitida por contador e, no caso de MEI, a declaração anual DASN-SIMEI. O que muda no IR 2026 A Receita Federal segue ampliando o uso da declaração pré-preenchida, que reúne dados enviados por empresas, bancos e outras instituições financeiras, facilitando o preenchimento e reduzindo erros. O envio da declaração pode ser feito pelo programa do Imposto de Renda, pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ou pelo portal e-CAC. O prazo final para entrega segue até 29 de maio de 2026. Quem não cumprir a obrigação pode ter o CPF irregular, enfrentar restrições de crédito e ainda pagar multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. Imposto de renda Joédson Alves/Agência Brasil
17/04/2026 07:02:23 +00:00
Links
  • Quem somos
PROPOSTA ONLINE

Solicite uma cotação

Sem sair de casa receba a recomendação do seguro ideal pra você.

  • Whatsapp!
  • Ligue agora!
    (11) 2777-6042
  • Fale conosco
    envie um e-mail
  • Solicite uma
    proposta
  • Conheça nossos
    produtos / serviços

Idealecorp Corretora de Seguros

1 - 00000-000 - São Paulo/SP

  • (11) 2777-6042
  • (11)99954-4417

[email protected]

Desenvolvido com Webbiz