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Imagem de uma mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax). Departamento de Agricultura dos EUA. Segundo a agência Associated Press, mais dois casos da mosca-da-bicheira foram confirmados no Texas, Estados Unidos. Isso demonstra a dificuldade de interromper a disseminação de uma praga que pode potencialmente devastar a indústria pecuária do país, anunciou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta segunda-feira (8). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A mosca-da-bicheira é, na verdade, uma larva que se alimenta de tecido vivo em vez de matéria morta. As fêmeas depositam seus ovos em feridas abertas de qualquer animal de sangue quente, como bovinos, mas animais silvestres, animais de estimação e, ocasionalmente, até seres humanos podem ser infestados. O USDA informou que os novos casos foram encontrados em um bezerro e em um cão, separados por centenas de quilômetros, nos condados de La Salle e Andrews, no Texas. Isso eleva para quatro o número total de casos confirmados. A mosca-da-bicheira foi identificada pela primeira vez em um bezerro de três semanas no começo de junho, e um segundo caso foi encontrado a apenas alguns quilômetros de distância, também em um bezerro jovem. “Enquanto lidamos com essas ocorrências que exigem atenção imediata e continuamos a coletar amostras de casos suspeitos, estamos simultaneamente trabalhando para erradicar completamente a praga”, disse em comunicado Dudley Hoskins, subsecretário de marketing e regulamentação do USDA. Antes de ser eliminada nos Estados Unidos na década de 1960, a mosca era um problema anual de clima quente para os pecuaristas. Agora no g1 O USDA e a indústria pecuária dos Estados Unidos vêm se preparando para uma infestação desde que a praga foi detectada no México no fim de 2024, após décadas sendo contida no extremo sul do Panamá. O governo combate a mosca por meio da criação de machos estéreis, que então acasalam com fêmeas selvagens, que acasalam apenas uma vez durante sua vida, que dura vários meses. Ao acasalarem com machos estéreis, as fêmeas não produzem mais moscas e os surtos podem eventualmente ser interrompidos. O USDA anunciou planos para aumentar a produção de moscas estéreis em instalações fora dos Estados Unidos enquanto constrói uma fábrica de moscas no Texas. A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, receberá uma atualização sobre a infestação na tarde de segunda-feira no U.S. Livestock Insects Research Laboratory, em Kerville, Texas.
Apple deve lançar iOS 27 e mais novidades daqui a pouco Empresa deve apresentar as novas versões dos sistemas operacionais do iPhone, Mac e outros dispositivos a partir das 14h (horário de Brasília).
Efeito manada: o perigo de investir como todo mundo Seguir as decisões da maioria é um comportamento comum e, na economia, recebe o nome de comportamento de manada. A tendência faz com que muitas pessoas invistam em determinado ativo apenas porque ele está atraindo cada vez mais investidores. Esse movimento costuma ganhar força em momentos de alta dos mercados. Com mais compradores, os preços sobem, reforçando a percepção de que o investimento é uma aposta segura, mesmo quando a valorização não reflete o valor real do ativo. Episódios como a bolha das tulipas na Holanda, a crise das empresas de tecnologia e a crise financeira de 2008 mostram os riscos desse comportamento. Especialistas alertam que consenso não é garantia de acerto e que o entusiasmo coletivo pode aumentar a exposição a perdas. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

A Receita Federal anunciou nesta segunda-feira (8) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será realizado em 15 de junho, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos 203 lotes estão tablets, smartwatches, caixas acústicas, fones de ouvido, eletrodomésticos, instrumentos musicais, automóveis, motocicletas elétricas, entre outros. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os lotes com valores mais baixos, há uma opção com lance inicial de R$ 30 que inclui uma luz de preenchimento com tripé. Também aparecem mais de 24 toneladas de sacos de areia comum por R$ 50 e vários smatwatches da marca Xiaomi, por R$ 60. Já o lote mais caro é o 67, formado por milhares de facas de aço inox e com lance inicial de R$ 580 mil. Outros destaques do leilão incluem: No lote 11, é possível adquirir um Toyota Corolla Runx (2005), a partir de R$ 3,5 mil. No lote 14, é possível adquirir um Toyota Premio (2007) com preços a partir de R$ 10,5 mil. Nos lotes 22 e 23, há milhares de brinquedos da marca The Hangrees, com lance mínimo a partir de R$ 105 mil. No lote 43, aparece 20 unidades de pisos vinílicos naturais, com preços a partir de R$ 550. No lote 63, é possível adquirir duas motocicletas elétricas a partir de R$ 2,9 mil. No lote 95, é possível adquirir um patinete elétrico, com lance mínimo de R$ 1,2 mil. No lote 147, há uma guitarra Harmony Juno, com preço a partir de R$ 1,8 mil. No lote 205, há uma Van Peugeot Boxer (2009), com lance mínimo de R$ 8,6 mil. Toyota que estará disponível no novo leilão da Receita Federal com lance mínimo de R$ 10,5 mil. Reprodução/Receita Federal De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 8 de junho até as 18h do dia 12 de junho. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 15 de junho (horário de Brasília). Segundo o Fisco, os lotes compostos por veículos classificados como sucata são destinados "exclusivamente a empresas devidamente registradas nos órgãos de trânsito para praticar as atividades de desmontagem". Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 1 a 11 de junho, nas cidades de Araraquara, Barueri, Bauru, Campinas, Guarujá, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo, Sorocaba e Taubaté. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000008/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. Receita Federal. Crédito editorial: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock

Aeroporto da Zona da Mata terá retomada de operações da Latam com novos voos para Guarulhos (SP) Gabriel Magacho/Divulgação Aeroporto da Zona da Mata A Latam Brasil reduziu sua oferta de voos em junho e repetirá a medida em julho, com um corte de cerca de 3% na operação planejada para o mês. Segundo o presidente-executivo da companhia, Jerome Cadier, a decisão foi motivada pelo aumento dos custos com combustível, impulsionado pela guerra no Irã. Em entrevista à Reuters durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, realizada no Rio de Janeiro, Cadier afirmou que a tendência é que os ajustes continuem ao longo do terceiro trimestre. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o executivo, a companhia continua prevendo crescimento em relação a 2025. A expectativa inicial era ampliar a capacidade em 11%, mas o ritmo de expansão será menor do que o planejado originalmente. Na semana passada, a Azul também anunciou que está intensificando os cortes na oferta de voos devido à alta dos preços do combustível de aviação. Agora no g1 Segundo o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, a empresa continuará reduzindo voos para preservar o caixa em um cenário de incerteza. Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reajustando a capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga. Disparada do querosene de aviação No fim de maio, o governo renovou os subsídios para o querosene de aviação, que é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas. No primeiro dia do mês de junho, a Petrobras anunciou que vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Isso corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado. Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas. A escandinava SAS cancelou centenas de voos em março e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca. Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas. Nesta segunda (8), a Reuters informou que os gastos com combustível das companhias aéreas dos EUA aumentaram 78% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, chegando a quase US$ 6,5 bilhões. A alta foi impulsionada pelo aumento dos preços do combustível em meio ao conflito no Oriente Médio. Companhias aéreas cancelam voos para Portugal após anúncio de greve geral Dívida e juros: por que deixar para pagar depois custa tão caro?

Entenda a polêmica sobre o uso de antibióticos na produção de carnes A União Europeia (UE) oficializou a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para a UE a partir de 3 de setembro deste ano. Os antimicrobianos são substâncias usadas para controlar microorganismos como bactérias, fungos, vírus e parasitas. A veterinária Silvana Gorniak, da USP, explica que, na criação animal, esses produtos têm quatro usos principais: o terapêutico: para tratar o bicho que apresentou algum sintoma; o preventivo: para evitar que a doença apareça; o metafilático: para conter um surto na criação. promotor de crescimento: nesse caso, os antimicrobianos são incluídos na composição da ração para melhorar o desempenho animal. A UE já adota uma políticia de tolerância zero para o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. Um exemplo de susbtância usada para esse fim é a monensina, um dos aditivos mais usados em confinamentos bovinos. "Por que existe essa discussão em relação ao uso dos antimicrobiano como promotor de desempenho? Eu uso uma dose muito mais baixa por um tempo muito prolongado. Essa dose muito mais baixa pode propiciar que parte dessas bactérias possam morrer, mas uma outra grande parte pode sobreviver, carregando genes de resistência". "Existe uma frase que a gente sempre fala que o que não mata, fortalece. E aí cada vez mais fica mais difícil ter antimicrobianos que possam combater essa bactéria. Em entrevista ao Globo Rural no início de maio, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, garantiu que os exportadores de carne de aves já não usam antibióticos para melhorar o desempenho em nenhuma fase da criação. Cabeças de gado; criação bovina; bois no Acre Arquivo/Secom-AC

Dólar sobe após suspensão de ataques entre Irã e Israel O dólar passou a subir nesta segunda-feira (8), após a suspensão dos ataques entre Israel e Irã. A moeda tinha alta de 0,15% perto das 13h, cotada a R$ 5,1645. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1951. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,24% no mesmo horário, aos 168.615 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As tensões no Oriente Médio ficam mais uma vez no radar dos investidores nesta segunda-feira. No final de semana Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril. A sequência começou com uma ofensiva israelense a Beirute no final de semana. Teerã respondeu com mísseis e gerou novas retaliações. Os ataques só foram interrompidos após apelo do presidente americano, Donald Trump. Em meio às tensões, os preços do petróleo no mercado internacional operam em alta. Perto das 11h45, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,69%, cotado a US$ 94,66. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha alta de 1,69%, cotado a US$ 94,66 o barril. ▶️ Na agenda de indicadores, os destaques da semana ficam com os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. A decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) também fica no radar. Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, do BC, registrou uma nova alta nas estimativas de inflação pelo mercado financeiro em 2026, na 13ª semana seguida de aumento. Os analistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste ano. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +2,26%; Acumulado do mês: +2,26%; Acumulado do ano: -6,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,74%; Acumulado do mês: -2,74%; Acumulado do ano: +4,90%. Escalada das tensões no Oriente Médio A guerra no Oriente Médio mergulhou em uma nova fase, após Irã e Israel trocarem ataques mútuos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. (acompanhe os principais acontecimentos) A ofensiva começou no último domingo, após Irã ter lançado uma série de mísseis em direção a Israel no último domingo, em retaliação a um ataque israelense na capital do Líbano. Com isso, Israel realizou novos bombardeios a "alvos militares" no Irã — explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera. Esta também foi a segunda vez em menos de 24 horas que Israel desafia Donald Trump e realiza ataques a países da região. "A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", disseram as forças de Israel, em suas redes sociais. Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute. Trump usou o seu perfil no Truth Social para mostrar sua insatisfação com a volta dos confrontos entre os dois países, mas afirmou que Irã e Israel "estão buscando" um acordo de cessar-fogo após os novos ataques. Mercados globais Com as novas tensões no Oriente Médio e em meio às expectativas pelos novos dados de inflação previstos para esta semana, os índices de Wall Street operavam em alta. Perto das 11h45, o Dow Jones tinha alta de 0,36%, enquanto o S&P 500 avançava 0,76% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,50%. Já na Europa, a maioria dos índices operavam em queda. Entre os principais índices da região, o alemão DAX caía 0,59%, enquanto o francês CAC-40 perdia 0,22% e o britânico FTSE 100 tinha desvalorização de 0,21%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram em seus níveis mais baixos em dois meses nesta segunda-feira, acompanhando uma queda global no setor de tecnologia. O índice CSI300 caiu 2,4%, enquanto o Shangai Composite Index recuou 1,7% e o Hang Seng perdeu 1,2%. Já no Japão, o Nikkei teve perdas de 3,85%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma desvalorização de 8,29%. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder A SpaceX fechou um acordo bilionário para fornecer ao Google uma grande capacidade de computação, reforçando sua posição como fornecedora de infraestrutura para inteligência artificial (IA). O contrato foi anunciado em um momento em que as gigantes da tecnologia disputam recursos para desenvolver modelos de IA cada vez mais avançados. No caso do Google, a capacidade computacional será usada para impulsionar o Gemini, sua família de modelos de inteligência artificial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo o acordo, o Google pagará US$ 920 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) por mês até junho de 2029 para utilizar aproximadamente 110 mil processadores gráficos (GPUs) da Nvidia, componentes amplamente usados no treinamento e na operação de sistemas de IA. Ao longo de todo o contrato, os pagamentos podem chegar a quase US$ 30 bilhões (R$ 153,7 bilhões). A tarifa mensal integral começará a ser paga em outubro de 2026. Agora no g1 No mês passado, a Anthropic, empresa responsável pelo chatbot Claude, também fechou um contrato com a SpaceX para alugar um de seus principais centros de dados em Memphis, nos Estados Unidos. O acordo prevê pagamentos de US$ 1,25 bilhão (R$ 6,4 bilhões) por mês. As instalações foram construídas originalmente para atender a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, que se fundiu à SpaceX em fevereiro. Os acordos com Google e Anthropic foram anunciados poucos dias antes da abertura de capital da SpaceX, que pode se tornar a maior da história. A expectativa é que a empresa seja avaliada em US$ 1,8 trilhão (R$ 9,22 trilhões). Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros
O mercado financeiro subiu outra vez sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,11%. Esta é décima terceira semana seguida de aumento. Os analistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem). As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, próximo de US$ 94 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 ➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 5,09% para 5,11%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,02% para 4,03%; ➡️ Para 2028, a previsão caiu de 3,66% para 3,65%; ➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Inflação não está caindo no Brasil e no mundo no ritmo desejado por economistas Getty Images via BBC Corte dos juros Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,25% para 13,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor dos juros no decorrer deste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou de 11,25% para 11,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano. Atividade econômica Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,90% para 1,91%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB permaneceu em 1,70%. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,16 para R$ 5,15 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20 por dólar.

Anthropic Reuters via BBC Nas últimas semanas, o mundo da inteligência artificial tem andado em polvorosa após alegações feitas pela empresa líder Anthropic sobre seu novo modelo, Claude Mythos. A empresa afirma ter descoberto que a ferramenta pode superar humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética — o que levou reguladores, parlamentares e instituições financeiras a discutirem os perigos que ela poderia representar para serviços digitais. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Várias gigantes da tecnologia receberam acesso ao Mythos por meio de uma iniciativa chamada Project Glasswing, concebida para reforçar a resiliência contra o próprio Mythos. A Anthropic anunciou esta semana que vai estender o acesso ao Mythos para outras 150 instituições em setores diversos, como energia, água, saúde, comunicações e equipamentos. Novos parceiros precisarão atender a requisitos de segurança antes de obterem acesso ao modelo. Alguns analistas ainda são mais céticos sobre a capacidade do Mythos e dizem que é do interesse da Anthropic sugerir que ela possui uma ferramenta com habilidades nunca antes vistas. O tema também causou medo no sistema financeiro e chegou a ser abordado em reunião do FMI em Washington envolvendo autoridades internacionais. Na prática — como costuma acontecer com a IA — a tarefa de distinguir entre fatos e exageros é complicada. O que é o Claude Mythos? O Mythos é um dos modelos mais recentes da Anthropic, desenvolvido como parte de seu sistema de IA mais amplo chamado Claude. Ele engloba o assistente de IA e a família de modelos da empresa, rivalizando com o ChatGPT da OpenAI e o Gemini do Google. Ele foi apresentado pela Anthropic no início de abril como "Mythos Preview". Pesquisadores que testam como modelos de IA lidam com solicitações ou tarefas específicas, conhecidos como "red teams", disseram em um relatório que o Mythos era "incrivelmente capaz em tarefas de segurança de computadores". Eles descobriram que a ferramenta poderia localizar bugs inativos escondidos em códigos de décadas atrás e explorá-los com facilidade. Em vez de disponibilizá-lo amplamente aos utilizadores do Claude, a Anthropic concedeu acesso a 12 empresas de tecnologia por meio do Project Glasswing, que descreveu como "um esforço para proteger sistemas essenciais de software". Entre elas estão a gigante de computação em nuvem Amazon Web Services, os fabricantes de dispositivos Apple, Microsoft e Google, e os fabricantes de chips Nvidia e Broadcom. A Crowdstrike, cuja atualização defeituosa de software causou uma grande interrupção global em julho de 2024, também está entre os parceiros do projeto, e a Anthropic afirma ter concedido acesso ao Mythos a mais de 40 organizações responsáveis por softwares considerados críticos. Em um vídeo divulgado junto com o lançamento do Project Glasswing, o chefe da Anthropic, Dario Amodei, disse que a empresa se ofereceu para trabalhar com funcionários do governo dos EUA a fim de "ajudar a se defender contra o risco desses modelos". Por que existem preocupações? A Anthropic afirma que, durante os testes, descobriu que o modelo é altamente habilidoso em tarefas de segurança cibernética e hacking, superando humanos. "O Mythos Preview já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web", afirmou a Anthropic em 7 de abril. "Dada a velocidade do progresso da IA, não demorará muito para que tais capacidades se disseminem, potencialmente além de agentes comprometidos com seu uso seguro." A empresa disse que ele poderia localizar — com pouca supervisão — falhas críticas que exigem ação imediata em sistemas antigos, incluindo uma vulnerabilidade que esteve presente em um sistema por 27 anos, e sugerir maneiras de explorá-las. Desde então, alguns ministros das finanças, banqueiros centrais e executivos do setor financeiro expressaram sérias preocupações, temendo que o modelo possa comprometer a segurança dos sistemas financeiros. O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, disse à BBC que o Mythos foi discutido em uma reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington em abril. "Certamente é sério o suficiente para merecer a atenção de todos os ministros das Finanças", disse ele. O diretor do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, disse à BBC: "Temos de analisar com muito cuidado agora o que esse desenvolvimento recente da IA pode significar para o risco de crime cibernético." A União Europeia disse que também está em discussões com a Anthropic sobre suas preocupações relacionadas ao Mythos. Em maio, o bloco europeu recebeu acesso à ferramenta. O que dizem os especialistas cibernéticos? Ciaran Martin, ex-chefe do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido, disse à BBC no início desta semana que a alegação de que o Mythos poderia descobrir vulnerabilidades críticas muito mais rapidamente do que outros modelos de IA "realmente abalou as pessoas". "A segunda questão é que, mesmo com vulnerabilidades existentes que conhecemos, mas contra as quais as organizações podem não ter aplicado correções ou podem não estar bem defendidas, ele é simplesmente um hacker muito bom", disse ele. Muitos analistas independentes e especialistas em segurança cibernética ainda não puderam testar o Mythos por conta própria, e alguns permanecem céticos quanto ao seu desempenho. O Instituto de Segurança em IA do Reino Unido concluiu recentemente que, embora se trate de um modelo muito poderoso, sua maior ameaça seria contra sistemas mal protegidos e vulneráveis. "Não podemos afirmar com certeza se o Mythos Preview seria capaz de atacar sistemas bem protegidos", disseram seus pesquisadores. Para eles, onde há boas práticas de cibersegurança, esse modelo, em teoria, seria contido. A italiana Valentina Palmiotti — mais conhecida como Chompie — participa de torneios internacionais de hacking ético, em que competidores ganham dinheiro encontrando vulnerabilidades em sistemas de segurança antes que elas possam ser exploradas por cibercriminosos. Ela disse à BBC que seus dias de competição podem estar contados devido à ascensão de ferramentas de IA como o Claude Mythos. Devemos nos preocupar? Os medos relacionados à IA não são novidade. Novos modelos e ferramentas estão surgindo o tempo todo e geralmente são acompanhados por promessas de revolucionar nossas vidas — para melhor ou para pior. Aproveitar essa mistura de medo e entusiasmo sobre a IA e seu impacto futuro também se tornou uma marca registrada do setor e de suas estratégias de marketing nos últimos anos. No caso da Mythos, ainda não sabemos o suficiente para entender se essas esperanças ou temores são justificados, ou mais um reflexo do entusiasmo que cerca o setor. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, já alertou contra o uso indevido dos produtos da empresa antes Reuters via BBC Em ambos os casos, de acordo com o National Cyber Security Centre, órgão britânico de cibersegurança, a coisa mais importante que podemos fazer agora é não entrar em pânico e, em vez disso, focar na necessidade de corrigir a segurança cibernética básica. Afinal, a maioria dos hackers não precisa de ferramentas de superinteligência artificial para violar sistemas — ataques muito mais simples geralmente são suficientes. "Para alguns, esse é um evento apocalíptico, para outros, parece muito exagero", disse Martin à BBC. Mas ele afirmou que, seja esta ferramenta ou outras subsequentes desenvolvidas pela Anthropic ou por concorrentes, além dos riscos existe uma oportunidade de construir um mundo online mais seguro. "No médio prazo, há uma oportunidade de usar essas ferramentas para corrigir muitas das vulnerabilidades subjacentes da internet", afirmou. No final de abril, a Anthropic anunciou que estava investigando uma denúncia de que um pequeno grupo de pessoas obteve acesso ao Claude Mythos. "Estamos investigando uma denúncia de acesso não autorizado ao Claude Mythos Preview por meio de um de nossos ambientes de fornecedores terceirizados", afirmou a empresa em comunicado. A declaração foi uma resposta a uma reportagem da Bloomberg, que revelou que usuários em um fórum privado conseguiram acessar o modelo sem as permissões necessárias. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). A empresa de IA que enfrentou o Pentágono nos EUA — e por que isso afeta o mundo todo Como Elon Musk pode ficar trilionário com oferta de ações da SpaceX na bolsa O recado do papa Leão 14 sobre a inteligência artificial em seu primeiro 'cartão de visitas' ao completar um ano de pontificado

Governo Trump diz que PIX prejudica competição de empresas americanas A investigação dos Estados Unidos reacende o debate sobre a soberania dos sistemas de pagamento. Apesar das acusações de “concorrência desleal”, o uso de cartões de crédito cresceu 125% no Brasil desde a criação do PIX. Esse novo episódio de tensão na relação entre Brasil e Estados Unidos mostra como os meios de pagamento se tornaram um tema estratégico em um mundo cada vez mais digital. Após a ameaça de novas medidas comerciais por parte de Washington, na última terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou Flávio Bolsonaro e participou de um evento em Goiás segurando um cartaz com a frase: “O PIX é do Brasil”. Durante o discurso em Goiás, Lula voltou a defender o sistema. “Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX”, afirmou o presidente, que também disse esperar um telefonema de Donald Trump para discutir os impasses entre os dois países. A reação ocorreu horas depois de o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação aberta com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio, de 1974. No documento, o Brasil é acusado de adotar práticas consideradas “irracionais” ou “discriminatórias” contra empresas americanas de pagamentos eletrônicos ao favorecer o PIX, um sistema de transferências instantâneas criado pelo Banco Central. Governo Trump conclui que Pix é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? Marcello Casal Jr/Agência Brasil Embora a decisão não leve automaticamente a sanções, ela abre caminho para possíveis medidas comerciais contra o Brasil. A investigação questiona, entre outros pontos, o fato de o Banco Central atuar ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, a obrigatoriedade de oferta do PIX por grandes instituições financeiras e as regras que garantem destaque ao serviço nos aplicativos dos bancos. Em resposta à conclusão preliminar da investigação, o governo brasileiro classificou as acusações como injustificadas e reiterou que o PIX é uma infraestrutura pública de pagamentos, aberta a empresas nacionais e estrangeiras. Em nota, o Planalto manifestou “indignação” com a decisão do USTR e informou que continuará negociando com Washington até a divulgação do relatório final, prevista para 15 de julho. A controvérsia surge em meio a uma escalada mais ampla das tensões entre Brasília e Washington. Na última sexta-feira (29), os Estados Unidos classificaram as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Para o cientista político Feliciano Guimarães, professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), os dois episódios fazem parte de um cenário mais amplo de deterioração das relações entre os dois países. "Estamos entrando em um dos capítulos mais perigosos da história do relacionamento entre Brasil e Estados Unidos desde a Guerra Fria", afirma. Mais de instrumentos de pressão Na avaliação de Guimarães, a classificação amplia as ferramentas disponíveis para os Estados Unidos pressionarem indivíduos, empresas e instituições brasileiras possivelmente ligadas a essas organizações. Esse aumento de possibilidades de ação se torna ainda mais sensível com a proximidade da eleição presidencial, em outubro. "Imagine o que aconteceria com a economia brasileira se, duas semanas antes das eleições, o Departamento de Estado designasse o Itaú como um banco ligado a organizações terroristas como o PCC e o Comando Vermelho", questiona. No cenário projetado pelo pesquisador, as ações do banco cairiam rapidamente, seus ativos nos Estados Unidos poderiam ser bloqueados e a instituição correria o risco de ser afastada do sistema Swift, usado para transações financeiras internacionais. "Haveria uma quebra automática do sistema financeiro brasileiro, e o governo federal não teria capacidade de cobrir. A mesma coisa poderia acontecer com os outros bancos. Este é, de longe, o maior perigo. Agora, todos os bancos brasileiros têm que quintuplicar o departamento de compliance para retirar todo dinheiro suspeito de passar por PCC e CV de dentro da instituição, imediatamente." Nas primeiras reações à classificação dessas facções como organizações terroristas, integrantes do governo brasileiro já demonstraram preocupação com possíveis efeitos sobre o PIX. O receio é que os Estados Unidos adotem medidas contra o sistema de pagamentos e as empresas que o utilizam, com base na interpretação de que ele poderia facilitar atividades criminosas. Poucos dias depois, ao classificar o tema como "prática comercial desleal", o PIX passou ao centro da tensão diplomática. Investigação contra o PIX foi aberta em 2025 A ofensiva dos Estados Unidos contra o PIX não surgiu de forma repentina. A investigação foi aberta pelo USTR, em julho de 2025, e também analisa temas como comércio digital, tarifas, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Desde então, o governo brasileiro contesta sua legitimidade, argumentando que o PIX é uma infraestrutura pública de pagamentos, aberta a qualquer instituição autorizada a operar no país, e que o uso da Seção 301 é incompatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em abril deste ano, representantes do Ministério da Fazenda e do Itamaraty viajaram a Washington para prestar esclarecimentos às autoridades americanas. A China também consolidou plataformas próprias para pagamentos instantâneos, como Alipay e WeChat Pay Don Huh via DW A economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, questiona a própria base da investigação. "O PIX não é uma prática comercial. O PIX é um sistema público de pagamentos não discriminatório", define. Para De Bolle, a investigação só pode ser compreendida quando se consideram os interesses econômicos envolvidos. Grandes empresas americanas do setor de pagamentos vêm pressionando governos em diferentes partes do mundo diante do avanço de sistemas digitais criados ou apoiados por Estados. "Essas plataformas acabam afetando os negócios dessas empresas. Desde a adoção do PIX, empresas como Visa e Mastercard têm reclamado muito, alegando que vão perder mercado", afirma. Lobby do cartão de crédito Segundo a economista, o peso político dessas empresas ajuda a explicar por que o PIX foi incluído na investigação comercial dos Estados Unidos. "Essas empresas têm um lobby muito forte. Como o governo Trump funciona muito com lobby, acabou aceitando as reclamações dessas empresas de cartão de crédito em relação ao PIX." De Bolle considera que a posição brasileira é sólida do ponto de vista jurídico. "A chance de os Estados Unidos prevalecerem nessa investigação 301 é relativamente baixa. O Brasil tem como recorrer na OMC e provavelmente ganha essa causa porque, de novo, o PIX não é um instrumento de política comercial", afirma. Apesar da acusação de concorrência desleal, a ampla adoção do PIX no Brasil teve como principal efeito a substituição do dinheiro em espécie, sem reduzir o uso de cartões. Em 2020, ano de lançamento do sistema, o volume movimentado com cartões no país foi de cerca de R$ 2 trilhões. Em 2025, esse total chegou a R$ 4,5 trilhões — um crescimento de aproximadamente 125%, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A cientista política Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM e coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos, acrescenta que empresas de tecnologia como Meta, Apple e Google também têm interesse direto na evolução do mercado brasileiro de pagamentos digitais e exercem influência significativa sobre o atual governo americano. PIX visa inclusão financeira O PIX foi criado com o objetivo de ampliar a inclusão financeira, aumentar a concorrência no sistema bancário e modernizar a infraestrutura de pagamentos do país. Em 2018, o Banco Central convidou o setor privado a desenvolver uma plataforma nacional de pagamentos instantâneos. Como a iniciativa não avançou, a autoridade monetária decidiu assumir o projeto e desenvolver o PIX com sua própria equipe técnica. Lançado em novembro de 2020, o sistema já soma mais de 175 milhões de usuários cadastrados, dos quais cerca de 160 milhões são pessoas físicas. Hoje, é utilizado por aproximadamente 93% da população adulta do país e responde por quase metade de todas as transações financeiras realizadas no Brasil. Segundo estudo da ACI Worldwide e do Centre for Economics and Business Research (CEBR), o PIX pode adicionar cerca de R$ 280 bilhões à economia brasileira até 2028. "O PIX não foi criado para substituir Visa e Mastercard. Ele foi criado para promover inclusão financeira, tecnologia e inovação", afirma o alemão Ralf Germer, fundador e CEO da fintech PagBrasil. "O Brasil é claramente uma referência mundial. Não foi o primeiro país a criar um sistema desse tipo, mas foi provavelmente o mais bem-sucedido e se tornou um exemplo para outros países." Germer atribui o sucesso da iniciativa a uma trajetória mais longa de digitalização do sistema financeiro brasileiro. Quando esteve no país pela primeira vez, em 1986, ficou surpreso ao conseguir tirar um extrato de sua conta em qualquer agência bancária. "Na Alemanha, ainda não era possível. Eu só conseguia fazer isso na minha própria agência. Isso mostra que o Brasil sempre foi muito avançado nessa área", recorda. A Índia desenvolveu o Unified Payments Interface (UPI), hoje o maior sistema de pagamentos instantâneos do mundo Indranil Aditya/NurPhoto/picture alliance via DW Ao comentar a investigação nos Estados Unidos, o executivo questiona a acusação de concorrência desleal e destaca que o PIX é uma infraestrutura de pagamentos. "Talvez possamos compará-lo à malha rodoviária de um país. A rede de estradas é, em grande parte, operada pelo Estado. Algumas estradas são construídas pelo próprio Estado, outras pela iniciativa privada. Mas as regras — por onde passam as estradas, quais são as normas de trânsito — são definidas pelo Estado." "E há um ponto muito importante: o PIX é uma infraestrutura aberta. Todas as empresas que atuam no Brasil podem participar: comerciantes, bancos e também os operadores americanos de cartões, que de fato participam do sistema", destaca. Brasil não está sozinho O Brasil não está sozinho na busca por maior autonomia. A Índia desenvolveu o Unified Payments Interface (UPI), hoje o maior sistema de pagamentos instantâneos do mundo, enquanto a China consolidou plataformas próprias como Alipay e WeChat Pay. O desafio agora é integrar esses sistemas. Iniciativas como o BRICS Pay e acordos bilaterais procuram facilitar pagamentos internacionais, e brasileiros já conseguem usar o PIX para pagar compras em países como a Argentina. O uso crescente de instrumentos financeiros como forma de pressão geopolítica nos últimos anos tem levado governos e bancos centrais a intensificar o debate sobre como reduzir a dependência de infraestruturas financeiras controladas por terceiros. A economista Carla Beni, da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta a exclusão de bancos russos do sistema Swift após a invasão da Ucrânia como um marco dessa transformação. "O mundo de hoje não é mais o do pós-guerra. Tornou-se uma necessidade importante não deixar uma infraestrutura de pagamentos nas mãos de uma empresa estrangeira ou de outro governo", afirma. O debate ganhou força especialmente na Europa. Em discurso recente, o presidente do Banco Central alemão (Bundesbank), Joachim Nagel, classificou o euro digital como uma questão de "autonomia estratégica" para o continente. Ao mesmo tempo, instituições financeiras europeias desenvolvem o Wero, uma iniciativa criada para oferecer uma alternativa regional às redes internacionais de pagamento. Defensores desses projetos afirmam que a Europa ainda depende excessivamente de empresas estrangeiras para processar pagamentos eletrônicos. Assim como ocorreu no Brasil com o PIX, a discussão envolve a capacidade de manter sob controle local infraestruturas consideradas estratégicas para a economia digital. Para Guimarães, a forma como Washington vai lidar com o caso brasileiro será observada atentamente por outros países. "Se eles conseguirem quebrar o Brasil ou reverter o PIX, estarão mandando um sinal para o mundo. Qualquer país que queira buscar soberania digital nos mesmos termos saberá que terá problemas."

Comparativo Chevrolet Sonic x Fiat Pulse x VW Tera O g1 mostrou em primeira mão o primeiro teste do Chevrolet Sonic. Agora, chegou a hora de colocar o SUV frente a frente com os principais concorrentes: Fiat Pulse e Volkswagen Tera. Os três custam cerca de R$ 135 mil e são equipados com motor 1.0 turbo e câmbio automático. Antes do lançamento, a expectativa era de que o Sonic competisse com o Volkswagen Nivus. Porém, o preço e as dimensões do modelo o colocaram em disputa direta com o Volkswagen Tera, líder de vendas do segmento, e com o Fiat Pulse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mas qual dos três oferece o melhor pacote de equipamentos? Qual é o mais econômico? Qual tem a manutenção mais cara? E para qual perfil de consumidor cada modelo faz mais sentido? O g1 buscou essas respostas. Chevrolet Sonic 2027 na versão Premier Divulgação / GM Polêmica do preço Ao anunciar o Sonic, a Chevrolet fez estardalhaço em torno do preço. A versão de entrada Premier foi lançada por R$ 129.990, mas com um asterisco ao lado. Desde o primeiro dia nas lojas e no site, o SUV tinha preço de tabela de R$ 134.990. Quem ia até o showroom era informado pelos vendedores de que o preço promocional era “por tempo limitado”. A reportagem do g1 ouviu de uma das vendedoras que o valor mais baixo seria “limitado a 3.000 unidades”. Porém, até a conclusão desta reportagem, a promoção continuava. Galerias Relacionadas Um banner no site também traz, de forma clara desde o lançamento, o preço de R$ 129.990 em condições especiais de compra. A entrada deve ser de 70%, com mais 12 parcelas, ou de 50%, com mais 36 parcelas. Ambas as condições estão sujeitas à análise de crédito da GM Financial. Portanto, para este comparativo, o g1 considerou os preços de tabela informados pelas montadoras, sem promoções. Assim, Pulse e Tera ficam bem próximos do lançamento da Chevrolet. O Volkswagen é o mais barato, mas faltam equipamentos que os rivais oferecem de série. É preciso desembolsar mais de R$ 1.400 para incluir ar-condicionado automático e carregador por indução no Tera. Revisões mais salgadas O consumo de combustível na cidade é melhor no Fiat Pulse, que também é o mais potente e tem a melhor aceleração de 0 a 100 km/h. É, portanto, o SUV compacto ideal para o cliente que gosta de mais fôlego e não quer gastar mais na bomba de combustível. Por falar em gastos, o g1 também levantou os custos das revisões até 50 mil km. Esse dado é importante, pois mostra quanto o consumidor precisa desembolsar nas revisões programadas e, por consequência, o custo para manter as garantias estendidas. Vale notar que o Chevrolet oferece cinco anos de cobertura, enquanto Fiat e Volkswagen têm três anos de garantia. O campeão de vendas Tera tem os preços de revisão mais salgados. Ao chegar à marca de cinco anos ou 50 mil km rodados (o que acontecer primeiro), o proprietário do Volkswagen desembolsa R$ 1.482 a mais que o dono do Sonic. A Fiat não permite consultar o programa de revisão completo do Pulse Hybrid em seu site. Apenas consta a informação de que as três primeiras revisões do modelo, somadas, saem por R$ 2.537. O g1 entrou em contato com a montadora para ter acesso às informações. Galerias Relacionadas Equipamentos Como já foi citado, o Tera não tem ar-condicionado automático nem carregador de celular por indução de série. É preciso desembolsar R$ 1.490 pelo “Pacote Conforto” para ter os dois itens no Volkswagen. Sonic e Pulse têm esses equipamentos de série e contam com bancos em couro sintético, farol alto automático, sensor crepuscular e alerta de saída de faixa. O Fiat poderia evoluir no cluster de instrumentos. Os concorrentes têm telas de 8 polegadas, enquanto o Pulse utiliza instrumentos tradicionais com uma tela de apenas 3,5 polegadas no centro. Já o Tera é o único com controle adaptativo da velocidade de cruzeiro com distância e alerta de fadiga. O Fiat Pulse tem menos airbags, não conta com ajuste de profundidade para o volante e não oferece assistente de permanência em faixa. O Sonic é o único com alerta de ponto cego. Pela combinação entre preço e lista de equipamentos, o Chevrolet aparece como destaque. SUV de etiqueta O comportamento do consumidor brasileiro deu origem ao segmento dos SUVs compactos. As montadoras perceberam que o cliente queria pagar pouco por um carro mais altinho e com aspecto de utilitário esportivo. Não queria motor beberrão nem tração 4x4. É como se as fábricas pegassem um hatch da linha de produção e trocassem alguns elementos para lhe dar a etiqueta de SUV. Dessa estratégia nasceram Renault Kardian, Citroën C3 Aircross, Peugeot 2008, Nissan Kicks, Hyundai Creta, VW T-Cross, Fiat Pulse, Chevrolet Tracker e tantos outros. Todos derivados de plataformas modulares de compactos. Galerias Relacionadas Por incrível que pareça, essa estratégia tem um lado positivo. Esses modelos altinhos conseguem herdar, na maioria das vezes, o comportamento mais urbano de seus “irmãos” compactos. No caso do Tera, a sensação ao dirigir é muito parecida com a do Polo e a do Nivus. Apesar da baixa potência, o Volkswagen agrada ao volante na hora de encarar uma estrada sinuosa. O Fiat Pulse é o mais potente e tem o melhor desempenho, mesmo sendo o mais pesado do trio. Isso se reflete em uma experiência mais próxima da proposta de um SUV, muito pela altura extra e pelo acerto da suspensão. O Sonic é o mais parecido com um hatch. A Chevrolet acertou a mão no modelo, que saiu bem calibrado e com os sistemas de assistência no tom certo. A posição de dirigir não é alta de maneira artificial. Se existir, no futuro, um Sonic RS com motor 1.2, o modelo certamente será mais divertido na estrada. Em relação ao espaço interno, o Fiat leva vantagem pela altura e não faz feio mesmo com o entre-eixos mais curto. O Sonic e, principalmente, o Tera não acomodam tão bem os ocupantes mais altos. Vida a bordo Quando falamos de vida a bordo, nenhum desses carros comete falhas graves no quesito ergonomia. Existem, porém, pontos em que alguns modelos se destacam. A multimídia MyLink e o fato de contar com ponto de Wi-Fi e sistema OnStar de série colocam o Chevrolet acima dos rivais em conectividade. Além disso, a lógica do sistema, a velocidade de resposta e até o visual escuro com ícones minimalistas facilitam o uso dentro do Sonic. O cluster de instrumentos, grande e com formato quase quadrado, causa estranheza no começo, mas em poucos minutos já é possível se acostumar. O mais comum é encontrar um painel com formato mais horizontal, como no Tera. O sistema multimídia, a lógica de funcionamento e a organização dos menus também agradam no VW. A marca já entendeu que, independentemente do preço do carro, todos os modelos devem oferecer conectividade e sistemas que funcionem de forma praticamente instantânea para o cliente. A falha é que o carregador por indução não é de série. Como Android Auto e Apple CarPlay sem fio consomem bastante bateria, a necessidade de conectar o celular por cabo para recarregá-lo elimina boa parte da vantagem da conexão sem fio. Para ter esse recurso, é preciso pagar R$ 1.490 a mais por um pacote que também inclui ar-condicionado automático. Ainda assim, a vida a bordo e a posição de dirigir são boas. A Fiat escolheu uma estratégia diferente para o Pulse. A multimídia utilizada pela Stellantis e os demais sistemas também são bons, mas ficam um pouco atrás dos rivais neste comparativo. O quadro de instrumentos, com formato clássico, oferece boa visualização. Ainda assim, é razoável que um cliente disposto a pagar esse valor, ao observar os concorrentes, espere que a Fiat também ofereça um cluster 100% TFT. Uma nova proposta Pela lista de equipamentos, preço e design, o Sonic surge como uma novidade interessante no segmento. O modelo tem atributos para fazer sucesso se a Chevrolet mantiver o preço agressivo e introduzir novas versões de entrada. O cliente que busca novidade tem perfil para o Sonic. O Pulse tem vantagem pelo consumo mais baixo, pelo desempenho e pelas proporções que o deixam “altinho”. O cliente que busca esses atributos em primeiro lugar tem perfil para o Fiat. Já o Tera tem ao volante o DNA de condução da Volkswagen e alguns itens exclusivos, como controle adaptativo da velocidade de cruzeiro com distância e alerta de fadiga. Mas poderia ter manutenção mais barata. Os números de vendas mostram o sucesso do carro e indicam que seu público é formado por consumidores que valorizam a marca.

Plataforma destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos Tânia Rêgo/ Agência Brasil Desde o início da guerra no Irã e das repetidas ameaças ao Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, o mercado petrolífero entrou em uma nova era de incerteza. Os preços dispararam, os Estados buscam garantir seus suprimentos e diversos produtores de petróleo tentam lucrar com essa instabilidade. Entre eles está o Brasil. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O gigante sul-americano está emergindo como uma alternativa ao petróleo do Golfo. Seu petróleo offshore, extraído na costa atlântica, evita as rotas de navegação ameaçadas do Oriente Médio. Essa posição geográfica, em tempos de crise, torna-se uma vantagem estratégica. "É perfeitamente lógico que os grandes consumidores busquem fornecedores mais estáveis, que não sejam afetados pelo caos que reina no Oriente Médio. E esse é, obviamente, o caso do Brasil", confirma Adel El Gammal, especialista em geopolítica energética e secretário-geral da Aliança Europeia de Pesquisa Energética (EERA). Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Essa estabilidade já se reflete nos números. O Brasil, nono maior produtor de petróleo do mundo, responde por aproximadamente 4% da produção global. "Para se ter uma ideia da escala, o Brasil produz cerca de 4 milhões de barris por dia, o que equivale à produção dos Emirados Árabes Unidos", continua o especialista. Uma corrida pelo petróleo brasileiro Em meio à guerra no Irã, o Brasil viu um aumento nas compras de petróleo. Dois países, em particular, se destacaram: China e Índia. A China, que tradicionalmente importava a maior parte de seu petróleo bruto do Golfo Pérsico, redirecionou massivamente suas compras para o Brasil. 🔎 Segundo dados do governo brasileiro, as exportações de petróleo para a China dobraram no primeiro trimestre, atingindo o recorde de US$ 7,2 bilhões. Mais de 60% das exportações da Petrobras agora são destinadas à China. "A China representava cerca de 40% das exportações brasileiras de petróleo bruto antes da crise no Estreito. Agora, está se aproximando de 70%", revela Adel El Gammal. As duas principais petrolíferas chinesas, a China National Petroleum Corporation (CNPC) e a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), já tinham presença no Brasil por meio de parcerias, mas "o conflito no Oriente Médio apenas acelerou e fortaleceu seu relacionamento". Petróleo de alta qualidade versus infraestrutura precária A força do petróleo brasileiro também reside em sua natureza. As imensas reservas offshore descobertas nos últimos vinte anos na costa do Rio de Janeiro estão entre as mais promissoras do mundo. Extraído das águas ultraprofundas do Atlântico, esse petróleo bruto, conhecido como "pré-sal", possui características notáveis. "O petróleo brasileiro tem a vantagem de ser leve e com baixo teor de enxofre. É um petróleo que se aproxima da qualidade do petróleo Brent, sendo considerado de alta qualidade. Diferentemente, por exemplo, do petróleo venezuelano, que é muito pesado e difícil de refinar", enfatiza Adel El Gammal. Segundo Samuele Furfari, doutor em Ciências Aplicadas e professor de Geopolítica da Energia na Universidade Livre de Bruxelas, "o governo tem incentivado a exploração da margem equatorial, que é a zona geológica que se estende da costa amazônica brasileira até a Guiana. É um novo Eldorado. Toda essa área é rica em petróleo", um ativo valioso nos mercados globais que buscam petróleo bruto de fácil refino. No entanto, o Brasil enfrenta restrições estruturais que dificultam qualquer desenvolvimento rápido. “O aumento da capacidade produtiva deve ser acompanhado do aumento da capacidade de refino. E, no Brasil, essa é uma de suas limitações; está longe de ser suficiente”, observa Adel El Gammal. A isso se soma o que os economistas chamam de baixa elasticidade, ou seja, o fato de que “é difícil aumentar significativamente a produção no curto prazo sem investimentos adicionais e desenvolvimento de infraestrutura”, continua o pesquisador. A mesma observação foi feita por Samuele Furfari, que apontou que “no setor petrolífero, trabalhamos em uma escala de longo prazo. O que decidimos hoje terá efeitos daqui a dez anos. Qualquer aumento significativo na capacidade requer investimentos de vários bilhões de dólares e projetos que se desenrolam ao longo de anos”. Um paradoxo ecológico? Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil Graças às exportações, o presidente Lula pretende continuar capitalizando nesse setor. Nos últimos meses, seu governo enviou diversos sinais favoráveis à indústria petrolífera. A Petrobras continuou a exploração de seus gigantescos campos offshore, e Brasília anunciou recentemente a retomada da perfuração no campo de Urucu, na Amazônia, onde os poços de hidrocarbonetos estavam paralisados havia mais de dez anos. Essa posição pode parecer paradoxal para um presidente que, ao mesmo tempo, tenta se apresentar como um dos líderes na luta contra as mudanças climáticas. No entanto, segundo Adel El Gammal, essa contradição ilustra principalmente as realidades econômicas que o Brasil continua a enfrentar. “Lula é a favor da transição energética, mas ele é o chefe de um Estado produtor de petróleo e precisa levar essa realidade em consideração. A Petrobras é um ator fundamental na economia brasileira e impulsiona toda a economia nacional", explica. Outra realidade é a da política brasileira. Esse gigante sul-americano opera dentro de um sistema político descentralizado. Lula, mesmo como presidente, não tem total liberdade de ação em todas as questões. “Lula também é obrigado a negociar, a encontrar um equilíbrio com as potências regionais, com a oposição e com os interesses financeiros profundamente enraizados no país. É a combinação de todos esses fatores que reduz sua margem de manobra”, observa o analista da área de energia. Para Samuele Furfari, não há nada de absurdo em Brasília continuar a desenvolver seus recursos petrolíferos. “Todo Estado busca a prosperidade de sua população. E, quando um país possui recursos, ele quer explorá-los.” O especialista belga vê essa estratégia, inclusive, como uma evolução natural para um país que ele descreve como “uma terra do futuro, rica em recursos agrícolas, hídricos e energéticos”. O fim de um “mercado hegemônico” Além do Brasil, a crise do Estreito de Ormuz revelou uma transformação mais profunda no cenário energético global. Um mundo que Samuele Furfari descreve assim: “Não é mais um mercado hegemônico, onde uma minoria de atores dita as regras; é um mercado disperso, onde cada produtor pode encontrar seu lugar.” A saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) surge, para ele, como o símbolo dessa ruptura, porque “eles entenderam que o mundo mudou; a OPEP é coisa do passado.” Boas notícias para Brasília, mas essa dinâmica tem seus limites. Por ora, resta uma incógnita para o Brasil: a duração da crise atual. Embora as tensões no Estreito de Ormuz ofereçam ao Brasil uma oportunidade imediata, não há garantia de que ela seja sustentável a longo prazo. O Brasil poderia aproveitar uma janela de oportunidade, mas a concorrência está se intensificando em todos os lugares. Guiana, Angola, Moçambique, Azerbaijão e Canadá também buscam fortalecer sua posição no mercado global. Com a entrada de novos produtores, o prêmio de escassez de que o Brasil desfruta atualmente está se erodindo gradualmente. No entanto, o mercado de petróleo permanece profundamente cíclico e extremamente sensível aos desdobramentos geopolíticos.

Guia g1 g1 O melhor momento para comprar um carro pode variar de acordo com o tipo de veículo, as condições do mercado e até mesmo o perfil do comprador. No primeiro episódio da nova temporada do podcast Guia g1, o especialista em carros usados Rogério Galvão, explica que não existe uma “data mágica” para fazer o melhor negócio, mas sim janelas de oportunidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo ele, início e fim de ano, fim de mês e períodos de troca de modelo costumam ser os momentos mais vantajosos para quem está em busca de um carro novo, seminovo ou usado. O especialista também alerta para os cuidados com promoções sazonais, como as da Black Friday, e dá a dica: é essencial usar a razão e não a emoção na hora da compra: pensar no orçamento, nas necessidades da família e nos custos de manutenção antes de se deixar levar pelo design ou pela empolgação do momento. Este episódio foi publicado originalmente em 03/11/2025. OUÇA AQUI: O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Próximo feriadão é só daqui a 3 meses; veja os feriados que ainda restam em 2026 Após o Corpus Christi, celebrado na última quinta-feira (4) e que garantiu, para alguns trabalhadores, um descanso prolongado de até quatro dias, muita gente já começou a olhar para o próximo feriadão. Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 — e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O próximo feriado nacional, porém, só acontecerá daqui a três meses: o 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, que neste ano cai em uma segunda-feira e pode render folga prolongada para quem não trabalha aos fins de semana. Vale lembrar que, mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, o próximo feriado nacional será 12 de outubro, quando é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Nesta etapa foram instaladas 4.800 placas solares em Noronha Ana Clara Marinho/TV Globo O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que realizou, entre 10h e 14h deste domingo, uma ação para diminuir o desequilíbrio entre oferta e demanda e evitar o risco de instabilidade por conta da sobra de energia na rede. O chamado plano gestão de excedente atuou para reduzir 1.000MW. A medida, classificada como um "sucesso", foi tomada em um momento de alta atividade da micro e da mini geração distribuída (como painéis solares), e de baixa demanda por energia pela indústria e pelo comércio em função do feriado prolongado. Em uma operação combinada, as distribuidoras reduziram a geração sob sua área de concessão e o ONS implementou medidas complementares para diminuir a quantidade de energia no sistema. "ONS manteve os agentes atualizados e coordenou as ações no SIN, realizando a gestão dos recursos disponíveis de acordo com a demanda da sociedade, em comunicação direta com os agentes do setor", informou o operador em nota. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirmou que as distribuidoras executaram os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo ONS. A Abradee disse que ainda fará uma avalição técnica da ação e informará os principais impactos e resultados do acionamento do plano emergencial. Plano de Excedente de energia O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico provocado pelo excesso de geração de energia renovável, sobretudo em períodos de baixa demanda, como feriados e fins de semana. A medida estabelece protocolos para controlar parte dessa oferta e garantir a segurança da operação do sistema. O plano tem como foco as usinas classificadas como Tipo III, categoria que inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas a biomassa. Embora não integrem a rede contolada pelo ONS, essas unidades também influenciam o equilíbrio do sistema elétrico. Alerta de desequilíbrio Em 2025, dois episódios acenderam o alerta no setor ao evidenciar o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda. Em comum, ambos ocorreram em domingos, quando o consumo de energia costuma ser menor devido à redução das atividades industriais e comerciais. Um dos casos aconteceu em 10 de agosto. Naquele dia, a geração solar respondeu por 37,6% da demanda nacional. Diante do cenário, o ONS precisou reduzir significativamente a geração de usinas hidrelétricas e termelétricas, além de determinar cortes na produção de grandes parques eólicos e solares. Regras Aneel para os cortes Pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 12 distribuidoras estão atualmente habilitadas a executar os cortes previstos no plano. Juntas, elas concentram cerca de 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III no país. A expectativa é que outras distribuidoras sejam incorporadas em uma segunda etapa da implementação. A regulamentação também determina que o ONS encaminhe à Aneel, em até 30 dias após cada acionamento do plano, um relatório técnico detalhando as condições que motivaram a medida e os resultados alcançados. Excedente de energia renovável gera problema para sistema elétrico brasileiro; entenda
Temporada das baleias no Espírito Santo encanta turistas e gera emprego para marinheiro, artesã e guia g1 "Eu vivo do mar". A frase resume a história do marinheiro e empreendedor Ruan Nolasco Cardoso, proprietário de uma empresa de turismo náutico na Grande Vitória. O avô foi pescador, trabalhou no Porto de Vitória e no antigo sistema aquaviário da capital. O pai passou 35 anos embarcado em navios e plataformas de petróleo. Agora, é dele a missão de transformar o oceano em oportunidade de trabalho para uma nova geração. Foi olhando para a própria história da família que Ruan decidiu criar, em 2017, o Capitão Grilo, um negócio voltado aos passeios marítimos pelo litoral capixaba. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Meu avô fazia esse trabalho décadas atrás. Eu pensei: será que ainda existe espaço para isso hoje? Foi um resgate da história da minha família. Começamos pequenos e fomos crescendo junto com o turismo náutico no Espírito Santo". Hoje, além de comandar embarcações, ele oferece roteiros como a Rota dos Botos, passeios pelos manguezais e circuitos turísticos pela Baía de Vitória e pelo litoral sul do estado. Mas o empreendedorismo veio acompanhado da necessidade de estudar. "Passei a fazer cursos de guia de turismo, monitor de áreas naturais, condutor local e continuo buscando capacitações. O turismo exige conhecimento. A gente tenta despertar nas pessoas um sentimento de pertencimento sobre o nosso mar, nossos manguezais e nossa biodiversidade". 'Eu vivo do mar', o marinheiro e empreendedor Ruan Nolasco Cardoso, proprietário de uma empresa de turismo náutico no Espírito Santo. Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: QUER VER? Saiba como fazer passeios de observação de baleias com o início da temporada 'CPF CAPIXABA': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025 PESQUISA: Monitoramento busca salvar mamífero marinho mais ameaçado do Atlântico Sul CONHEÇA O CICLO: Por onde nadam as baleias-jubarte quando não estão no Brasil? A trajetória de Ruan traduz, na prática, um conceito que ganha força: a economia azul. Modelo de desenvolvimento que alia conservação ambiental, inovação e geração de renda por meio do uso sustentável dos recursos marinhos. E poucos exemplos representam melhor essa transformação do que a temporadas das baleias-jubarte. Todos os anos, entre junho e outubro, milhares delas deixam a Antártida para se reproduzir no litoral brasileiro. No Espírito Santo, além de encantar turistas, elas movimentam uma cadeia produtiva que envolve artesãos, marinheiros, guias de turismo, hotéis, restaurantes, agências de receptivo e pesquisadores. Artesã Erani de Oliveira Castro se inspira na fauna marinha capixaba no Espírito Santo Carlos Alberto Silva/Rede Gazeta Do artesanato aos hotéis: quando a baleia gera renda Quando as baleias-jubarte chegam ao litoral capixaba, quem também comemora são pequenos empreendedores espalhados por toda a costa. Enquanto turistas embarcam em busca do encontro com as gigantes do mar, hotéis recebem hóspedes, restaurantes ampliam o movimento, artesãos vendem lembranças inspiradas nas baleias e guias turísticos trabalham em ritmo intenso. O espetáculo da natureza ajuda a movimentar uma cadeia econômica que cresce ano após ano e mostra, na prática, como a conservação ambiental pode gerar renda. Em 2025, o Festival da Baleia em Vitória, evento cultural dedicado à espécie, gerou cerca de R$ 250 mil em receita para artesãos e comerciantes locais. Artesã Erani de Oliveira Castro se inspirada na fauna marinha capixaba no Espírito Santo Arquivo pessoal Em Vila Velha, a designer e artesã Erani de Oliveira Castro, criadora do Estúdio Ira, sente os efeitos da temporada todos os anos. Inspirada na fauna marinha capixaba, ela produz cangas, lenços e outros produtos que retratam espécies encontradas no litoral do estado. Durante o período de observação das baleias, as vendas aumentam cerca de 90%. "A maior parte das vendas é de produtos inspirados nas baleias. As pessoas querem levar uma lembrança dessa experiência e conhecer mais sobre esses animais", contou a artesã. Para Erani, o interesse dos visitantes vai além dos passeios embarcados. "As pessoas querem adquirir produtos da temporada, querem conhecer mais. Até já pensei em trabalhar em algum ponto perto dos embarques para a observação das baleias, mas mesmo de longe já tenho muito trabalho e encomendas", contou Erani que já está trabalhando com coleção nova para 2026. O movimento mostra como a presença das jubartes ultrapassa o turismo de observação e alcança outros setores da economia criativa, gerando renda para pequenos empreendedores que encontram no mar uma fonte de inspiração e sustento. Quando preservar gera negócios "As baleias talvez sejam o exemplo mais simbólico de transformação que a economia azul pode causar em nossa sociedade". A afirmação é do ambientalista Thiago Ferrari, coordenador do Projeto Amigos da Jubarte. Segundo ele, poucas atividades representam tão bem a mudança de paradigma que ocorreu nas últimas décadas. Thiago Ferrari é ambientalista e faz parte do Projeto Amigos da Jubarte no Espírito Santo Arquivo pessoal "Antes eram caçadas para exploração do óleo e da carne. Hoje, geram emprego e renda através do turismo de observação, de forma sustentável e sem retirar nenhum animal da natureza". Para Ferrari, esse desenvolvimento econômico só foi possível graças ao conhecimento científico produzido no Espírito Santo. Desde 2020, o Hub Científico Jubarte.Lab, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), utiliza drones, hidrofones e metodologias inovadoras para monitorar baleias e golfinhos na costa capixaba. A iniciativa colocou o estado entre as principais referências brasileiras em pesquisa de cetáceos e ajudou a consolidar o Espírito Santo como destino internacional para observação de baleias. "Esse estudo é feito de forma colaborativa. Além do desenvolvimento de metodologias altamente tecnológicas, essa parceria garante uma produção científica capixaba de vanguarda, fortalece pesquisadores vinculados às instituições locais e coloca o Espírito Santo em posição de destaque internacional na conservação de baleias e golfinhos". Ferrari lembra que pesquisas abriram caminho para o turismo. "Primeiro foi preciso entender por onde essas baleias passam, onde elas se concentram e quando chegam ao litoral capixaba. Hoje, conseguimos oferecer passeios com praticamente 100% de chance de avistamento entre julho e outubro". Sesc de Praia Formosa em Aracruz, no Espírito Santo Rodrigo Gaviorno 🐋 Os números da economia azul com as baleias De acordo com dados do Projeto Amigos da Jubarte, em 2025, as ações ligadas ao turismo de observação de baleias resultaram em 17 embarques turísticos, 265 visitantes embarcados, 132 avistamentos de baleias e 26 de golfinhos. As capacitações promovidas para o setor alcançaram 514 pessoas, das quais 327 receberam certificação. Durante o Festival da Baleia, artesãos e comerciantes movimentaram cerca de R$ 250 mil em receitas. 👥 265 turistas embarcados 🐋 132 avistamentos de baleias 🐬 26 avistamentos de golfinhos 🌊 354 cetáceos registrados 🎓 514 pessoas inscritas em capacitações para o turismo ✅ 327 profissionais certificados 💰 R$ 250 mil em receita para artesãos 📲 150 mil pessoas alcançadas pelas ações de divulgação Pesquisadores do Espírito Santo fazem intercâmbio e explicam o ciclo das baleias no mar. Reprodução Conhecimento virou ferramenta de desenvolvimento Muito antes da atividade ganhar força comercial, os Projeto Amigos da Jubarte e o Instituto Baleia Jubarte investem na preparação da cadeia produtiva. Eles promovem capacitações técnicas para agências de turismo, operadoras, guias, mestres e proprietários de embarcações, representantes do turismo receptivo e profissionais da rede hoteleira. As capacitações são realizadas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Durante os treinamentos, os participantes recebem orientações sobre biodiversidade marinha, biologia e ecologia dos cetáceos, legislação ambiental, técnicas corretas de aproximação das baleias e conceitos de turismo receptivo e regenerativo. O aprendizado é complementado com uma saída embarcada de observação de baleias e golfinhos, permitindo que os participantes vivenciem na prática os conteúdos apresentados em sala. Agentes passam por capacitação com o apoio do Sebrae no Espírito Santo e Rio de Janeiro Divulgação/Amigos da Jubarte Quem escolhe as baleias movimenta toda a economia Para o coordenador do Núcleo de Turismo do Sebrae/ES, Leandro Tononi, a observação de baleias se consolidou como um produto turístico capaz de movimentar diferentes segmentos econômicos. "Quando um visitante decide vir ao Espírito Santo para observar baleias, ele movimenta hospedagem, alimentação, transporte, comércio, passeios e serviços turísticos. Toda a cadeia é beneficiada". Segundo Tononi, a atividade passou por um processo de profissionalização nos últimos anos. "Hoje temos embarcações específicas, equipes capacitadas e empresas estruturadas para oferecer uma experiência segura e de qualidade". O impacto é percebido também pelos meios de hospedagem. O proprietário do Artsy Vitória Hostel, o turismólogo Felipe Silva Santos acompanha o projeto desde os primeiros anos e acredita que as baleias ajudaram a colocar Vitória no mapa do ecoturismo brasileiro. "Esse projeto foi muito importante para dar visibilidade ao turismo ecológico e de aventura. As baleias viraram um símbolo do Espírito Santo e ajudam a mostrar para o Brasil e para o mundo a riqueza do nosso litoral". 'CPF capixaba': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025 Segundo ele, pesquisadores e turistas hospedados no hostel acabam conhecendo o projeto e incluindo a observação das jubartes no roteiro da viagem. "Elas já representam muito mais do que um passeio. Estão se tornando parte da identidade cultural do estado assim como a moqueca e o congo", disse. Felipe contou que o hostel fica sempre movimentado e tem orgulho do que faz por tudo e por 10 famílias dependerem da empresa dele. Para Mônica Velasques, diretora de Hospitalidade, Turismo e Lazer do Sesc Espírito Santo, a força econômica das baleias está justamente na capacidade de atrair visitantes fora da alta temporada. "A temporada de observação de baleias ocorre entre junho e novembro e ajuda a reduzir a sazonalidade do turismo. Isso gera fluxo adicional de visitantes e movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, agências, transportadoras e diversos serviços ligados à cadeia produtiva do turismo". Segundo ela, a atividade cria um motivo concreto para a viagem e fortalece o posicionamento do estado como destino de natureza e experiências. "O grande valor da temporada das baleias não está apenas na ocupação dos hotéis durante os passeios, mas na capacidade de transformar um recurso natural em um produto turístico sustentável, capaz de gerar receita, emprego e visibilidade para o destino durante vários meses do ano", explicou Mônica. Muito além do passeio A guia de turismo Tatiana Sarmento Noronha, bacharel em Direito e pós-graduanda em Direito Ambiental, acompanha os turistas desde a recepção até o desembarque durante as expedições. Guia de turismo Tati Sarmento com grupo de turistas no Espírito Santo Arquivo pessoal Ela participa da operação desde o início da atividadeda Agência Aves. "Faço toda a parte operacional, desde a recepção até o desembarque dos turistas. Eu costumo dizer que ganho para fazer o que gosto". Segundo ela, poucas experiências provocam tanta emoção. "Quando a primeira baleia aparece, muitos ficam em silêncio. Depois vêm os aplausos, o choro e a alegria. É uma conexão muito forte com a natureza". A guia conta que a reação dos visitantes costuma se repetir a cada saída. "Eles ficam impactados com o tamanho das baleias. Quando elas saltam, batem as nadadeiras ou aparecem com os filhotes, a emoção é muito intensa. Muitas pessoas choram. É uma sensação difícil de mensurar". Tatiana destaca ainda que cada passeio na agência onde trabalha também funciona como uma experiência de educação ambiental. Além das explicações sobre biologia e conservação, todas as expedições contam com pesquisadores a bordo, responsáveis por orientar os passageiros e acompanhar o cumprimento das normas estabelecidas pelos órgãos ambientais e pela Capitania dos Portos, garantindo a segurança da atividade e o respeito aos animais. Regras Para realizar os passeios, as agências de turismo devem estar cadastradas no Cadastur. Os barcos de precisam respeitar algumas regras durante a observação das baleias, como manter distância de 100 metros da baleia ou do golfinho, e 200 metros se o animal estiver com filhote. A observação deve ser feita, no máximo, por 30 minutos para cada animal. Além disso, o barco não pode perseguir a baleia e caso o animal se aproxime muito da embarcação, deve ficar com o motor ligado e desengrenado. Turistas se encantam ao obeservar baleias no Espírito Santo Beatriz Marins Baleias como indutoras do turismo O oceanógrafo Paulo Pinheiro Rodrigues, do Instituto Baleia Jubarte, afirma que a observação de baleias é uma das iniciativas mais bem-sucedidas de transformação da conservação ambiental em desenvolvimento econômico. "O Projeto Baleia Jubarte promove pesquisa, conservação, educação ambiental e fomenta o ecoturismo como alternativa sustentável. Geramos trabalho e renda em torno da imagem das baleias e do ambiente marinho". Segundo ele, a atividade ajuda a reduzir a sazonalidade do turismo no estado. "As baleias são indutoras do destino. Muitas pessoas escolhem viajar para a Grande Vitória especificamente para participar dos passeios". Paulo destaca que a atividade vem atraindo investimentos públicos e privados, desde embarcações adaptadas para o transporte de passageiros até novos espaços de educação ambiental. A expectativa do Instituto Baleia Jubarte é que cerca de 2 mil turistas embarquem rumo às baleias na temporada de 2026. Paulo Pinheiro Rodrigues é oceanógrafo e integra o Instituto Baleia Jubarte no Espírito Santo Arquivo pessoal Estratégia para o futuro Para o secretário estadual de Turismo, Luciano Machado, a observação de baleias já se consolidou como um dos produtos turísticos mais promissores do Espírito Santo. "Temos um patrimônio natural extraordinário. A observação de baleias fortalece nossa imagem como destino de natureza e amplia a movimentação econômica em diversas regiões do estado". Em Aracruz, onde os passeios também começam a ganhar espaço, o secretário municipal de Meio Ambiente, Aladim Cerqueira, vê nas jubartes um dos principais ativos naturais do município. "O crescimento da observação de baleias tem sido incentivado dentro de uma estratégia de economia azul e desenvolvimento sustentável. Hoje elas representam um patrimônio natural que precisa ser valorizado". Segundo ele, o município vem investindo em iniciativas ligadas à conservação e à valorização dos recursos naturais, incluindo parcerias para ampliar a divulgação das baleias como atrativo turístico. Artesã Erani de Oliveira Castro se inspirada na fauna marinha capixaba no Espírito Santo Arquivo pessoal O oceano como oportunidade Para Ruan Nolasco, que cresceu ouvindo histórias do avô pescador e do pai embarcado em navios, as baleias representam mais do que um atrativo turístico. "Elas mostram que é possível viver do mar sem destruir o mar". No Espírito Santo, a economia azul vem justamente mostrando esse caminho. Onde antes havia exploração dos recursos naturais, surgem oportunidades ligadas à conservação. E, a cada inverno, quando as jubartes retornam ao litoral capixaba, ajudam a movimentar uma cadeia que transforma natureza preservada em trabalho, renda e desenvolvimento a partir do oceano. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Líbano acusa Irã de usar país como moeda de troca em negociação com os EUA A OPEP+ concordou neste domingo (7) com um quarto aumento consecutivo em suas metas de produção de petróleo nos últimos quatro meses, informou a organização em comunicado. No entanto, a guerra entre Estados Unidos e Irã continua impedindo vários integrantes do grupo de ampliar sua produção. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O conflito interrompeu o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, provocando a maior crise de abastecimento da história. Como consequência, importantes membros da OPEP+, entre eles a Arábia Saudita, não conseguem atender integralmente seus clientes desde o fim de fevereiro. A situação se agravou após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), encerrando uma participação de quase 60 anos. Sete dos principais integrantes da OPEP+ — aliança que reúne a OPEP e países produtores aliados, como a Rússia — elevaram suas cotas de produção entre abril e junho em quase 600 mil barris por dia. Na prática, porém, a produção do grupo despencou devido à redução das exportações dos países do Golfo. Segundo dados da OPEP, a produção média caiu para 33,19 milhões de barris por dia em abril, ante 42,77 milhões registrados em fevereiro. 🔎 Neste domingo, os sete países decidiram elevar as metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de julho, de acordo com o comunicado. O volume é o mesmo aprovado para junho, após ter sido reduzido em relação aos aumentos de 206 mil barris diários adotados em abril e maio para refletir a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo. Dos 21 membros da OPEP+ reunidos neste domingo, sete participaram da decisão: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. Nos últimos anos, apenas esses países — além dos Emirados Árabes Unidos, quando ainda integravam a organização — têm participado das deliberações sobre a política de produção da aliança. Outras três reuniões da OPEP e da OPEP+, incluindo um encontro com todos os ministros da aliança, também estavam previstas para este domingo. Segundo fontes da OPEP+, não há expectativa de mudanças na política de produção durante a reunião ministerial. A queima de combustíveis na produção de petróleo é uma fonte conhecida de emissões de metano. Leslie Von Pless/NASA

Plantação de grama em Itapetininga (SP) ocupa área equivalente a 169 campos de futebol e abastece estádios TV TEM/Reprodução A Copa do Mundo está chegando e, com ela, cresce também a expectativa dentro e fora dos campos. Em Itapetininga (SP), produtores de grama aproveitam o clima de competição para reforçar a comercialização de gramados utilizados em estádios, centros de treinamento, clubes e escolas de futebol em diversas regiões do país. Em uma das fazendas da região, o cenário chama a atenção: são 50 alqueires de plantação, o equivalente a 169 campos de futebol. A área verde, com grama a perder de vista, é especializada na produção de variedades usadas para diferentes finalidades, inclusive para equipar campos esportivos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Quem coordena parte desse trabalho é o empresário Emerson Terra Rocha Júnior. A família dele atua no ramo há mais de 35 anos. Segundo ele, a produção envolve uma série de cuidados, desde o preparo do solo até a colheita da grama que será entregue aos clientes. A empresa também mantém outras fazendas na região de Itapetininga, além de lavouras em Minas Gerais. Conforme o empresário, cerca de 10% da produção é voltada ao futebol, principalmente para clubes do Sudeste. Entre as variedades mais comercializadas está a grama esmeralda, conhecida pela resistência e pela adaptação aos estádios brasileiros. Emerson conta que, apesar de trabalhar com gramados usados no futebol, ainda não viu o time do coração jogar em um campo produzido pela própria empresa. Grama esmeralda e bermuda estão entre as variedades cultivadas em Itapetininga (SP) TV TEM/Reprodução No Brasil, outra variedade bastante utilizada nos campos é a bermuda, também conhecida pela resistência ao pisoteio dos atletas. De acordo com o técnico agrícola João Marcos Rochel, a escolha da grama influencia diretamente na qualidade do campo e no desempenho durante as partidas. A qualidade do gramado pode mudar o ritmo de um jogo. Quando a grama é bem cuidada, forte e uniforme, a bola corre melhor e os jogadores conseguem se movimentar com mais segurança. Além disso, o gramado também ajuda a amenizar impactos em quedas e pode reduzir o risco de lesões. Pensando em garantir essa qualidade aos clientes, o empresário Guilherme de Souza se dedica há 10 anos ao aprimoramento da grama vendida para o mercado do futebol. Ele administra mais de 100 alqueires de produção em uma fazenda em Itapetininga. Segundo Guilherme, metade do que é colhido na propriedade é comercializada para times, clubes e escolas. O empresário afirma que o momento tem sido positivo para o setor. Nas últimas semanas, as vendas cresceram mais de 50%, impulsionadas pela proximidade da Copa. Com a expectativa pelo maior torneio de futebol do mundo, os produtores da região reforçam que o trabalho no campo também faz parte do espetáculo que acontece dentro das quatro linhas. Produção de grama esportiva em Itapetininga (SP) atende clubes, escolas de futebol e centros de treinamento TV TEM/Reprodução Veja a reportagem exibida no programa em 07/06/2026: Produtores de grama em Itapetininga reforçam vendas com chegada da Copa do Mundo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Estrutura móvel com energia solar oferece banho, alimentação e descanso para trabalhadores rurais em usina de Sandovalina (SP) TV TEM/Reprodução Em Sandovalina (SP), município localizado na região de Presidente Prudente, trabalhadores rurais têm acesso à área de lazer móvel durante os três turnos de trabalho no cultivo de cana-de-açúcar. O espaço conta com armários, banheiros e chuveiros aquecidos que recebem energia de placas fotovoltaicas. Ivanez Muniz Ribeiro, auxiliar agrícola, relata como o espaço ajuda na rotina do campo, facilitando a hora de tomar banho, trocar roupas contaminadas de defensivos agrícolas, se alimentar e descansar após longos períodos debaixo do sol . A usina do setor sucroenergético conta com mais de 900 funcionários, que possuem esse espaço desde 2023. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Para Marcelo Pondé, coordenador de saúde e segurança do trabalho, o objetivo é estender o bem-estar das zonas industriais para a zona rural, proporcionando um ambiente mais seguro e produtivo. A estrutura móvel possui oito painéis solares: seis são responsáveis pela produção de energia elétrica e dois pelo aquecimento da água dos banheiros e do refeitório. O diretor de vendas Fernando Juliano explica que os painéis oferecem um custo-benefício melhor em comparação ao uso de baterias, que precisariam ser trocadas diariamente para garantir o fornecimento nos três turnos. A procura por essas acomodações tem crescido de forma mensal e já se expande para outras áreas do agronegócio, como as lavouras de amendoim, soja e laranja. Segundo o setor, isso demonstra um investimento crescente em qualidade de vida e modernização para os colaboradores do campo. Veja a reportagem exibida no programa em 07/06/2026: Trabalhadores rurais do oeste paulista ganham área de vivência com energia solar VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
Mecanização no campo ajuda produtores rurais no ES O uso de máquinas e drones tem transformado a rotina no campo no Espírito Santo. Principalmente para os produtores rurais mais velhos, a tecnologia é uma aliada para seguir na atividade com menos esforço, mais segurança e qualidade de vida. Na propriedade do cafeicultor Antônio Carlos Soares, de 69 anos, em Vila Valério, Noroeste do estado, a mecanização chegou por desejo próprio. Para que ele pudesse seguir no campo, era necessário diminuir o esforço físico. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Incentiva o produtor a ficar no campo e a trabalhar até com mais idade, porque fica mais fácil de fazer as coisas. Antigamente, você carregava o café nas costas. Hoje, por exemplo, tem máquina que colhe (o café), que joga em cima do caminhão. Você não pega mais os saquinhos de café para jogar em cima.” Para o produtor capixaba, adotar a tecnologia que facilita o trabalho na colheita e reduz os danos à saúde é uma maneira, também, de manter viva a história da família. Antônio Carlos começou na propriedade aos 8 anos de idade, acompanhando o pai dele. “O café sempre foi a base da vida da família. Eu fui acompanhando meu pai, ajudando ele a trabalhar desde criança. Comecei trabalhando, naquela época, de 8 para 9 anos”, lembra ele. Drones diminuem riscos no campo Drones auxiliam na pulverização de defensores nas lavouras do Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta Com o tempo, o cafeicultor formou a própria lavoura. Hoje, são aproximadamente 60 mil pés de café e alguns drones para realizar a aplicação de produtos defensivos sem que o produtor carregue peso ou se exponha a produtos químicos. “Antes era preciso usar a bombinha costal. Hoje, praticamente usamos muito pouco ela”, afirma o produtor. Segundo o engenheiro agrônomo Perseu Fernando Perdona, da cooperativa Cooabriel, além do risco biológico dos defensores utilizados nas lavouras, há a questão da saúde ergonômica, que era prejudicada com o uso de equipamento costal. “A questão da saúde ergonômica também melhora quando não precisa colocar costal. Evita de ficar carregando peso e também ganha tempo; otimiza o tempo do produtor para que ele possa fazer outras atividades.” Para Octávio Ribeiro, supervisor de vendas da Cooabriel, a tecnologia no campo também tem outros impactos. Um deles é o fortalecimento da sucessão familiar nas propriedades rurais. “A tecnologia vem muito para somar de forma positiva para que os jovens interajam mais no campo e se interessem mais por tocar a atividade do pai, do avô, ao que está em família”, afirma ele. Monitoramento e atualizações Maquinário facilita trabalho de produtores rurais no Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta Além do serviço de pulverização com drones, a Cooabriel também oferece acompanhamento técnico aos produtores. Profissionais como engenheiros agrônomos e especialistas em agropecuária realizam o monitoramento da lavoura. “A gente analisa o vigor, a taxa de crescimento da lavoura, a infestação de alguma praga, alguma doença, a necessidade de algum corretivo de solo, qual fertilizante utilizar, quando utilizar, como utilizar”, explica Octávio Ribeiro. A orientação também inclui o uso seguro dos equipamentos e a busca por mais produtividade, sem deixar de lado o conhecimento de quem passou a vida na lavoura. Segundo o supervisor de vendas, qualquer ferramenta que o produtor tenha dentro da propriedade que venha a auxiliar o trabalho no campo é uma forma de tecnologia embarcada à propriedade. “Então, desde o preparo do solo, a produção, colher e vender de maneira mais rápida e eficiente, são tecnologias que ajudam o produtor.” Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Seleção brasileira estará na Copa do Mundo de 2026 Getty Images via BBC Por trás da disputa futebolística da Copa do Mundo de 2026 se esconde uma batalha comercial milionária, envolvendo empresas do ramo esportivo e as mais célebres estrelas em campo. Enquanto as gigantes do setor disputam espaço na maior vitrine esportiva do planeta, amplia-se a tendência de jogadores fortalecerem o passe midiático com o registro de marcas próprias. Três grandes marcas esportivas vestem, juntas, 37 das 48 seleções em campo, o equivalente a 77%. A ampliação do torneio neste ano, entretanto, dá ainda visibilidade a concorrentes em emergência no mercado. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maior guerra comercial se dá entre a Adidas e a Nike, presentes em, respectivamente, 14 e 12 seleções no torneio. A Puma, por sua vez, tem 11 seleções. Também entraram no torneio fabricantes alternativos como Kelme, Reebok, Kappa, Umbro, Marathon, Jako, Saeta, 7Saber, Majid e Tempo. O Brasil veste a Nike desde 1996, tendo estreado os uniformes da marca americana em campo na Copa de 1998. Em 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato até 2038, em valor estimado pelo portal ge em 100 milhões de dólares. Agora no g1 Ganhos e perdas para Adidas Messi - Argentina x Venezuela - Más Monumental - Eliminatórias Copa 2026 REUTERS Para a Adidas, a vantagem é também simbólica. A empresa alemã veste a atual campeã do mundo, Argentina, e outras seleções de forte peso comercial, como Espanha, Alemanha, México, Colômbia, Bélgica ou Japão. A Itália, entretanto, um time historicamente associado à marca, não estará no campeonato pela terceira vez consecutiva. Outro revés vem da Alemanha, que disputará seu último grande torneio vestida pela Adidas, antes de trocar, a partir do ano que vem, a marca pela Nike. A seleção alemã e a Adidas estiveram unidas durante 75 anos. A parceria acompanhou a Mannschaft na conquista de quatro títulos mundiais e transformou seus uniformes em um dos símbolos mais reconhecíveis do futebol internacional. A disputa comercial se dá não só pelas equipes, como também pelos uniformes de jogadores de enorme impacto. Lionel Messi lidera a lista da Adidas na sua sexta Copa com a Argentina. Puma, uma vencedora silenciosa A Nike, por sua vez, mantém um dos portfólios esportivos mais fortes do campeonato. Além do Brasil, a empresa mantém contratos com França, Inglaterra, Holanda, Uruguai, Estados Unidos e outros. Uruguai x Peru gol Arrascaeta REUTERS/Mariana Greif No plano individual, a americana chega respaldada por algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Cristiano Ronaldo (Portugal), Kylian Mbappé (França), Vinicius Junior (Brasil) e Erling Haaland (Noruega) fazem parte do portfólio comercial da marca. No entanto, também perdeu alguns ativos importantes. Rodrygo (Brasil) não poderá participar do torneio por lesão, enquanto Cole Palmer (Inglaterra) ficou fora da convocação. Já a Puma aparece como a grande vencedora silenciosa do novo formato. Também alemã, a empresa passou de vestir seis seleções na Copa de 2022, realizada no Catar, para onze na de 2026. A sua estratégia de crescimento tem se mostrado especialmente forte na África, com cinco seleções do continente: Senegal, Gana, Costa do Marfim, Egito e Marrocos. Também entram na lista de clientes Portugal, Suíça, Áustria, República Tcheca, Paraguai e Nova Zelândia. Mohamed Salah chuta ao gol no jogo Egito x Cabo Verde na fase de grupos da Copa Africana de Nações de 2024 REUTERS/Amr Abdallah Dals Celebridades com marca registrada Tampouco perdem tempo os jogadores em garantir ganhos comerciais. O francês Kylian Mbappé e o espanhol Lamine Yamal destronaram neste ano Cristiano Ronaldo e Lionel Messi como os futebolistas com mais marcas do seu nome protegidas para um possível uso comercial no espaço econômico europeu. Se há quatro anos o português e o argentino eram os reis da propriedade intelectual, agora Mbappé tem ampla vantagem. Ele acumula 15 marcas protegidas, algumas delas de frases associadas à sua imagem, como "Moi tu m'parles pas d'age" (Não me fale da idade, em tradução livre). Com show de Lamine Yamal, Espanha vai à final da Eurocopa de 2024 Leonhard Simon/Reuters Todas elas foram registradas no Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (UE). Além dos nomes em diferentes formatos, a estrela francesa do Real Madrid conta com um desenho da silhueta da característica comemoração dos seus gols. Já Lamine detém sete marcas, incluindo o "304", que faz alusão aos últimos dígitos do código postal de seu humilde bairro de origem em Barcelona. Por sua vez, Vinicius Junior tem cinco marcas, e Neymar, duas. Outros jogadores aguardam o registro das suas marcas, e a tendência se espalha também entre alguns treinadores.

Chuva extrema no Rio Grande do Sul em 2024, provocada por sobreposição de eventos climáticos, incluindo El Niño Renan Mattos/REUTERS via DW Um novo episódio de El Niño já dá sinais no Pacífico e pode trazer mais chuvas ao Sul e seca ao Norte e Nordeste. Ainda há dúvidas sobre a intensidade do fenômeno, em meio à falta de preparo e adaptação no país. Do alto, satélites e radares acompanham a massa de água mais quente que se desloca pelo Oceano Pacífico em direção à costa da América do Sul. Esse monitoramento, reforçado por boias no mar, indica um padrão já conhecido pelos pesquisadores: mais um El Niño está em formação. A principal incerteza agora é sobre sua intensidade. "O termo 'super El Niño' não é exatamente adequado", afirma Tércio Ambrizzi, professor de ciências atmosféricas na Universidade de São Paulo (USP). "A tendência é que ele seja de moderado para forte", comenta sobre um certo consenso na comunidade científica. O fenômeno costuma ser identificado quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico, na região equatorial, fica cerca de 0,5 °C acima do normal por um período prolongado, geralmente de pelo menos três meses. Desde fevereiro, as medições apontam essa elevação na região. Agora no g1 Os cientistas ainda aguardam a confirmação de onde ocorrerá o maior aquecimento no oceano. Esse fator será decisivo para definir como os impactos serão sentidos no Brasil. "Comparando com outros do passado, é possível que os primeiros sinais desse El Niño devem aparecer no Sul do Brasil durante a primavera, com mais chuvas", afirma José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 90% de probabilidade de o El Niño ocorrer novamente este ano. Ele pode ter intensidade forte, o que tende a agravar tanto as secas quanto as chuvas intensas, além de aumentar o risco de ondas de calor em terra e no oceano. "As condições do El Niño vão lançar mais lenha na fogueira de um mundo que está se aquecendo e seu impacto será ainda mais severo, chegará mais longe e cruzará fronteiras com uma velocidade devastadora", alertou o organismo científico das Nações Unidas na última terça-feira (02). Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar na área do Pacífico usada como referência já se aproximava dos níveis típicos de El Niño. Esse cenário era reforçado por temperaturas abaixo da superfície mais de 6 ºC acima da média. Nunca é igual ao outro O possível surgimento de um El Niño de forte intensidade tem movimentado debates pelo país. No Congresso Nacional, sessões discutem se seus impactos podem prejudicar a população, a economia e o agronegócio. A próxima safra de grãos, por exemplo, está estimada em 356 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,2% em relação à safra anterior. À DW, a Defesa Civil da União, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, informou que acompanha diariamente as condições climáticas em articulação com estados, municípios e instituições como o Cemaden e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Condições geradas por El Niño podem facilitar as queimadas e impactar produções agrícolas Michael Dantas/AFP via DW "Ainda não há um prognóstico preciso sobre os impactos do fenômeno. Por isso, a atuação está focada no monitoramento constante e na preparação antecipada para que, caso haja previsão de situações mais críticas, os alertas e medidas necessárias sejam adotados em tempo oportuno", respondeu o órgão, por meio de nota. Se o fenômeno se confirmar, espera-se um agravamento da seca durante o inverno e o início do verão em algumas regiões, como o Norte — especialmente na Amazônia — e parte do Nordeste. Essas condições podem favorecer queimadas e afetar a produção agrícola. No Sul, há previsão de aumento das chuvas. "Cada El Niño tem sua própria impressão digital. Ele nunca é igual ao outro", afirma Ambrizzi. O episódio mais recente do El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e foi um dos cinco mais intensos registrados, o que influenciou a ocorrência de temperaturas globais recordes. As periferias de Porto Alegre foram fortemente atingidas pelos eventos de 2024 Gustavo Basso/DW Ainda está recente a memória da destruição causada pelas chuvas extremas no Rio Grande do Sul, em 2024. Naquele ano, uma combinação de eventos climáticos, incluindo um El Niño intenso, provocou a pior inundação da história do estado. "Os governos e autoridades em geral parecem mais preocupados. Mas só isso não é suficiente. Mesmo que o El Niño não seja intenso, a atmosfera já está mais quente, já existe o aquecimento global, o que já deveria estar provocando mudanças de forma mais sistemática", pontua Marengo. Ausência ou pouco preparo Nas comunidades mais vulneráveis, há a percepção de que faltaram investimentos públicos para adaptação e enfrentamento de chuvas ou secas extremas intensificadas pelo El Niño. "As periferias das cidades já sofrem com impactos acumulados por vários desastres. Não temos quase nada pronto para adaptar nossas comunidades a esse cenário", afirma Thaynah Gutierrez, secretária executiva da Rede por Adaptação Antirracista, citando as periferias de Porto Alegre, fortemente atingida pelos eventos de 2024. Para especialistas em gestão de riscos, a preparação para eventos climáticos extremos não deveria depender da confirmação de um fenômeno específico. Ela deveria fazer parte de uma agenda contínua de planejamento. Embora tenha havido avanços na conscientização em órgãos públicos, no setor privado e na sociedade civil, o debate ainda costuma se concentrar no que exatamente vai acontecer: se haverá seca, chuvas intensas ou enchentes. O foco, porém, deveria estar na construção de uma capacidade permanente de adaptação. "Mais do que reagir a cada novo alerta, independentemente da ocorrência de um evento específico, os territórios devem estar preparados. O foco precisa estar na resiliência das cidades, da infraestrutura e dos sistemas produtivos", sugere Victor Marchezini, sociólogo no Cemaden e coordenador do Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Alarmismo perigoso Outro desafio está na comunicação de risco. Com a multiplicação de análises meteorológicas nas redes sociais — muitas vezes produzidas por consultorias privadas e influenciadores com diferentes interesses — a população fica exposta a informações desencontradas. "Esse excesso de mensagens pode gerar dúvidas sobre quais previsões são mais confiáveis e quais medidas concretas devem ser adotadas", critica o sociólogo. Formada em administração pública, Gutierrez acompanha o alarmismo gerado pelas previsões, mas afirma que a maioria da população não acessa esse tipo de conteúdo — exceto por meio de vídeos que viralizam na internet. "No geral, faltam aos governos e instituições um conhecimento situado de quais são os territórios mais vulneráveis. Nós queremos falar sobre isso de forma responsável e cobrar governos para que priorizem esses territórios na preparaçao", argumenta. A responsabilidade de cobrar investimentos e prestar contas precisa fazer parte de todas as esferas de governo, assim como o planejamento, complementa Marchezini. "Isso permitiria, por exemplo, a realização antecipada de licitações e contratos para resposta a desastres, reduzindo a necessidade de medidas emergenciais e de gastos extraordinários quando as crises já estiverem em curso", comenta. Diante das previsões, Santa Catarina, por exemplo, decretou estado de alerta climático, válido até novembro. Ao mesmo tempo, o governo estadual praticamente paralisou os investimentos em prevenção de desastres, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-SC), divulgados pela Assembleia Legislativa do estado. Em 2025, apenas 15,4% dos recursos previstos no orçamento da Secretaria de Proteção e Defesa Civil foram executados. O volume destinado à construção, ampliação e reforma de barragens foi ainda menor: apenas 0,66% do total foi empenhado. "Vale lembrar que estamos em ano de eleições. Não podemos continuar elegendo esses políticos que vão usar os recursos que deveriam ir para o preparo e adaptação aos eventos extremos para desvios", comenta Gutierrez.

Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos Crédito: Soulpics photography Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente". Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. Comerciantes do Alto Tietê explicam como 'imposto do pecado' podem impactar nas vendas Valor do imposto a ser cobrado ➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas. "O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda. ➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo). Como vai funcionar? Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia. De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país. "Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda. O imposto seletivo incidirá sobre os seguintes produtos: bebidas alcoólicas; cigarros e produtos fumígenos; bebidas açucaradas (refrigerantes e similares); veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves; extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural; loterias, apostas e jogos de fantasy sports. ➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de: Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida. O que dizem representantes dos setores Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo. "A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra. Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil. "O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade. Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor. "A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv. Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. "Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC. Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo". "O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota. Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas". Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país. Governos Federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária

Porsche 911 Carrera GTS Divulgação / Porsche O influenciador Fabio Giga dirigia um Porsche 911 GTS quando se envolveu num acidente com duas motos e dois carros neste sábado (6). O esportivo modelo 2026 custa mais de R$ 1,3 milhão, segundo a tabela Fipe, e pode chegar a 312 km/h. Este é o primeiro 911 a receber sistema híbrido. O motor seis cilindros de 3.6 litros bi turbo gera 541 cavalos de potência e 62,2 kgfm de torque. Uma das inovações desse sistema é a instalação de um motor elétrico entre o compressor e o rotor da turbina. A aceleração de 0 a 100 km/h leva só 3 segundos. Com isso, o Porsche consegue acelerar a compressão dos gases em baixos giros, criar torque e aumentar a aceleração. O sistema, instalado em uma das turbinas, também consegue recuperar energia cinética e transformá-la em 11 kW. VÍDEO: veja momento em que motorista de Porsche perde o controle e bate na Zona Sul de SP A transmissão de dupla embreagem PDK tem outro motor elétrico instalado dentro dela que fornece 15,3 kgfm extras. Como referência, um Volkswagen Polo 1.0 aspirado tem torque de só 10,3 kgfm. Esse motor também entrega potência extra de 54 cv para o Porsche 911. Ambos os motores estão ligados a uma compacta bateria de íon de lítio de só 1,9 kWh. O motor a combustão 3.6 bi turbo gera sozinho 485 cv. Porsche 911 Carrera GTS Divulgação / Porsche Suspensão aprimorada Pela primeira vez, a Porsche oferece como item de série o eixo traseiro esterçante. Essa tecnologia esterça levemente as rodas de trás para facilitar manobras em espaços apertados e ainda aumenta a estabilidade em trocas de direção em alta velocidade. Conhecida pelo acerto fino de suas suspensões, a Porsche integrou o seu controle dinâmico de chassi (PDCC) no sistema de alta tensão de 400V do GTS. Com isso, as respostas dos atuadores são mais rápidas e precisas para equilibrar o 911. A versão GTS dirigida pelo influenciador, tem suspensão rebaixada em 10 mm se comparada às versões Carrera do 911. Interior do Porsche 911 Carrera GTS Divulgação / Porsche Aerodinâmica móvel Nas extremidades do para-choques dianteiro do 911 GTS, há conjuntos de cinco abas móveis verticais. Elas se movem e controlam o fluxo de ar para resfriamento dos radiadores. Há ainda difusores dianteiros adaptativos no sub-chassi. Eles controlam a passagem de ar sob o carro. Tudo para otimizar a aerodinâmica e também melhorar o resfriamento do motor em situações de alta demanda de potência. Aletas no para-choque do Porsche 911 Carrera GTS controlam passagem de ar Divulgação / Porsche Acidente com Fábio Giga O fisiculturista e influencer Fábio Giga perdeu o controle de um Porsche e bateu em duas motos e dois carros na tarde deste sábado (6), na Zona Sul de São Paulo. O acidente aconteceu na Avenida das Juntas Provisórias, sentido Ipiranga. Segundo a Polícia Civil, Fábio fez o teste do bafômetro, e o resultado foi negativo para álcool. Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), duas vítimas foram socorridas e encaminhadas a unidades de saúde da região. Fábio Giga bateu Porsche 911 Carrera GTS na Zona Sul de São Paulo Reprodução Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. No registro, é possível ver que o carro derrapa, atinge duas motos e depois bate em um muro que abriga as colunas do Expresso Tiradentes. Além disso, o carro ficou a poucos metros de atingir outra motocicleta com duas pessoas que vinha logo à frente. Também é possível ver que o airbag do carro de luxo foi acionado. Segundo Fábio, quem estava com ele no carro era outro influenciador conhecido como Bitelo. Outra câmera registrou um ângulo diferente do acidente. Nessa gravação, é possível ver os dois motociclistas deslizando no asfalto após serem atingidos pelo Porsche. Quem é Fábio Giga Fábio Giga é o apelido de Fábio Augusto Rezende, de 46 anos. Com 3,7 milhões de seguidores no Instagram e 1,5 milhão de inscritos no YouTube, ele compartilha nas redes sociais detalhes de sua rotina como fisiculturista. Ele se tornou conhecido do público em 2013 após conhecer personalidades do fisiculturismo brasileiro como Léo Stronda e Felipe Franco, que o incentivaram a criar seu próprio perfil público nas redes sociais.

Mega-Sena, concurso 3015: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.015 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (6), em São Paulo. Uma única aposta simples de 6 números levou o prêmio de R$ 30 milhões. A aposta ganhadora foi feita pelos canais digitais no Distrito Federal, em Brasília. Veja os números sorteados: 09 - 18 - 26 - 31 - 53 - 58. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja também quantos acertaram a quina e a quadra: 5 acertos: 68 apostas ganhadoras, R$ 37.037,29 4 acertos: 4.932 apostas ganhadoras, R$ 841,73 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (9). A estimativa do prêmio é de R$ 3,5 milhões. Resultado do sorteio número 3.015 da mega-sena. Loterias Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 7 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Cartela da Mega-Sena com caneta Lucas Amorelli/NSC Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que acionou para este domingo (7), pela primeira vez, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. Na prática, o ONS pediu preventivamente que as distribuidoras reduzam a geração de energia, com o objetivo de manter o equilíbrio entre geração e consumo, evitando desligamentos em cascata e instabilidade no fornecimento para a população. O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado, após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico devido ao excedente de energia renovável produzida. Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas Reprodução/Jornal Nacional A medida afeta a operação de pequenas hidrelétricas e também a mini e microgeração distribuída, modalidade formada por consumidores que geram a própria energia e recebem desconto na conta de luz ao injetar o excedente na rede. Essa geração está fora da rede básica, não é controlada pelo ONS, mas também impacta na operação do sistema elétrico. As gerações eólica e solar causam sobreoferta em determinados períodos, a depender das oscilações do vento e da incidência da radiação solar. O ONS identificou que as atuais condições climáticas estão favoráveis à geração desse tipo de energia, enquanto o consumo não deve estar alto neste domingo, o que justificou a medida. "Para amanhã [este domingo], o Operador solicitou a redução dos recursos da geração centralizada, que estão sob sua responsabilidade. Esgotada essa providência, foi necessário colocar em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]. O ONS acionou as distribuidoras para que reduzissem geração sob sua área de concessão, uma vez que o Operador não possui controle sobre essas fontes", afirmou o órgão. Nos dias 4 de maio e 10 de agosto de 2025, identificou-se que o alto percentual de micro e minigeração distribuída (MMGD) existente no Sistema Interligado Nacional (SIN) poderia levar a uma incapacidade do controle da frequência e da tensão no sistema. Foi a partir daí que foi criado o plano de controle de excedente.
UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de importadores pelo alegado uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.
➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.
De acordo com interlocutores do Palácio do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou sobre o assunto, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu, Maroš Šefčovič.
O governo trabalha para tentar reverter a decisão, pelo menos parcialmente, até que ela entre em vigor, em setembro.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira.
Segundo ele, o setor já adota controles rigorosos, mas está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos nas vendas para a União Europeia.
"A Europa não está discutindo ou tirou o Brasil da lista porque o Brasil não está cumprindo [as exigências]. Tirou porque não tem as garantias oficiais. Agora a gente vai agregar uma camada a mais de fiscalização, porque ela é feita muito com base no autocontrole das empresas, da declaração do produtor. A Europa quer que o Ministério da Agricultura também certifique isso", disse Santin.
"A Europa é um dos maiores compradores de carne de aves e de carne bovina, especialmente com valor agregado. O valor da exportação desses dois produtos para a Europa é bastante impactante. Soma mais de US$ 1 bilhão para o Brasil por ano, e isso é um número bastante importante para nossa economia", completou.
União Europeia oficializa exclusão do Brasil
Nesta sexta-feira (5), a União Europeia (UE) publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.
Na lista anterior, de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) disse que "reafirma sua confiança no sistema brasileiro de inspeção sanitária e no trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária".
"As respostas e medidas já foram tomadas e a entidade segue cooperando com o governo brasileiro no fortalecimento dos controles sanitários e na promoção da qualidade e segurança do pescado brasileiro", afirmou.
Países vizinhos
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.
Segundo o documento publicado na sexta, o país não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que garantem que a carne do Brasil cumpre os requisitos da UE sobre antimicrobianos.
Quando o bloco anunciou a sua decisão, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil pode voltar à lista assim que comprovar os requisitos exigidos.
O governo brasileiro, por sua vez, disse, na época, que estava surpreso com a decisão e que iria negociar. O Brasil foi o único país que saiu da lista por não apresentar informações exigidas pela UE.
Outros três países foram removidos da lista da UE, mas por não terem mais interesse em exportar produtos para o bloco: a Austrália, para ovos; a Ucrânia, para coelhos; e as Ilhas Malvinas, para produtos de aquicultura.
Por outro lado, a UE incluiu 21 países e territórios na lista. São eles: Armênia, Burkina Faso, Benin, Brunei, Belize, Guernsey, Índia, Indonésia, Irã, Quênia, República do Quirguistão, Sri Lanka, Ilhas Maurício, Nigéria, Sérvia, Essuatíni, Tunísia, Tanzânia, Uganda, Uzbequistão e Wallis e Futuna.

Edifício-sede do BRB em Brasília Jornal Nacional/ Reprodução A S&P Global – empresa de análises financeiras e classificação de risco – voltou a rebaixar a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB). Agora, a instituição passou do nível brB- para o nível "brCCC+/brC", inferior na escala. É o segundo rebaixamento em menos de três meses – o patamar anterior tinha sido definido em março. O comunicado divulgado ao mercado fala em "crescente incerteza" e em "riscos de execução associados ao plano de capitalização" do banco. O "rating de crédito" leva em consideração a capacidade geral do banco de honrar suas obrigações – ou seja, a solidez as operações daquela instituição financeira. Presidente do BRB promete divulgar balanço atrasado até 30 de junho Segundo os manuais da própria S&P, a nota "brCCC" significa que o BRB está: atualmente "vulnerável ao não pagamento em relação a outras obrigações nacionais"; dependendo de condições favoráveis de negócios e financeiras para o devedor honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação "No caso de condições adversas de negócios, financeiras ou econômicas, o emissor provavelmente não teria capacidade de honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação", diz o manual da S&P para essa nota. ➡️ O patrimônio do BRB foi abalado, ao longo dos últimos três anos, por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo uma tentativa do BRB de adquirir o Master que foi barrada pelo Banco Central. ➡️ Desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, dirigentes dos dois bancos foram presos e afastados. ➡️ O Master e outros bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central, enquanto o BRB – que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário – vem atrasando balanços e tentando captar crédito no mercado para restabelecer seu patrimônio. Em abril, outra agência global de classificação de risco, a Moody's, também rebaixou a nota do BRB. A nota chegou a falar em risco de default – ou seja, risco de calote. Acordo no STF viabiliza empréstimo para cobrir rombo de operações do BRB com o Banco Master BRB quer empréstimo bilionário Acionista majoritário do BRB, o governo do Distrito Federal tenta costurar um acordo com a União, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com bancos privados para tomar um empréstimo de R$ 6,5 bilhões. O dinheiro iria direto para o BRB, para reforçar o patrimônio e fazer com que o banco restaure seu "colchão" de segurança e volte a cumprir as regras de prudência do sistema bancário brasileiro. Empréstimo para salvar BRB pode custar mais de R$ 1 bilhão ao ano só em juros, calcula oposição no DF Oficialmente, o BRB nunca reconheceu estar descumprindo essas regras – o que, em última instância, poderia até ameaçar o funcionamento do banco. Há quase um ano, o banco vem represando a divulgação dos seus balanços trimestrais e semestrais. A ideia é divulgar, a um só tempo, os dados da crise e o mapa da solução. Se o empréstimo de R$ 6,5 bilhões avançar, o BRB espera divulgar esse pacote de informações até o fim de junho. Veja no vídeo abaixo: BRB vai divulgar balanço de 2025 até 30 de junho, diz presidente Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha (PE) Ana Clara Marinho/g1 A companhia aérea brasileira Azul está intensificando "cortes de capacidade" em meio a preços mais altos do combustível de aviação, ligados à guerra no Irã, e a empresa continuará reduzindo voos para proteger o caixa em um ambiente incerto, disse o presidente-executivo, John Rodgerson. Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado", disse o executivo em uma entrevista na sexta-feira, em preparação para uma reunião de líderes de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro. "Mas ela [a guerra no Irã] continua, então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem sentido", diz Rodgerson. Agora no g1 A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson. "Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro." A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou. "Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. Mas primeiro você começa com a utilização e o corte de frequências. Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 horas por dia quando os preços dos combustíveis dobram." O CEO da Azul, John Rodgerson, fala sobre prováveis cortes de voos e destinos REUTERS/Pilar Olivares Rodgerson disse que o balanço patrimonial da Azul, após uma grande reestruturação da dívida, colocou a empresa em uma posição mais forte do que alguns de seus pares para se adaptar. A companhia saiu do processo do Capítulo 11 em fevereiro com apoio da United Airlines e da American Airlines. A Azul espera que os preços permaneçam sob pressão no segundo trimestre, sazonalmente mais fraco, mas vê espaço para que tarifas mais altas se sustentem à medida que a demanda se fortaleça no terceiro e quarto trimestres, disse ele. No fim de maio, o governo renovou os subsídios parao querosene de aviação. O querosene de aviação é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas. No primeiro dia do mês de junho, a Petrobras anunciou que vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Isso corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado.

Imagem de uma mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax). Departamento de Agricultura dos EUA. A mosca-da-bicheira, praga erradicada há 60 anos nos Estados Unidos, voltou a atingir o gado norte-americano nesta semana, após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) registrar dois casos da doença. A primeira ocorrência foi detectada na quarta-feira (3) em um bezerro de três semanas, no condado de Zavala, no Texas. Dois dias depois, o governo americano confirmou um segundo caso, localizado a cerca de 9 quilômetros do primeiro foco, em um bezerro de um mês. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A mosca-da-bicheira do Novo Mundo é considerada uma das pragas mais destrutivas da pecuária. As fêmeas depositam ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, e as larvas que emergem passam a se alimentar de tecido vivo. Diferentemente da maioria das moscas, cujas larvas consomem matéria em decomposição, a mosca-da-bicheira ataca carne viva e saudável, ampliando as lesões e podendo causar infecções graves. O ressurgimento da praga acontece em um momento delicado para a pecuária dos EUA, que viu o seu rebanho dimininuir ao menor nível em 75 anos no ano passado, após secas intensas e aumento nos custos de produção. Esse cenário fez os preços da carne bovina dispararem no país. “Todos os modelos indicavam que a mosca-da-bicheira entraria no país em 2025. No entanto, graças ao trabalho de toda a administração Trump [...] conseguimos ganhar tempo para este momento”, afirmou Dudley Hoskins, subsecretário de Programas de Marketing e Regulação. “O USDA investiu fortemente nas ferramentas necessárias para eliminar a NWS desde que os casos começaram a aumentar na América Central e no México. Os Estados Unidos já derrotaram essa praga antes, e faremos isso novamente.” UE oficializa veto à carne do Brasil a partir de setembro Sem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Medidas de contenção O governo americano está adotando uma série de medidas para conter a praga, como a criação de uma zona de contenção e a ampliação da liberação de moscas estéreis para evitar a propagação da praga. Segundo o USDA, as larvas da mosca-da-bicheira podem infestar animais de produção e outros animais de sangue quente, incluindo, em casos raros, seres humanos. "Embora seja incomum em humanos, qualquer pessoa que observe uma lesão suspeita ou suspeite de infestação por bicheira deve procurar atendimento médico imediatamente". Os moradores da região afetada estão sendo orientados a examinarem animais de estimação e rebanhos em busca de sinais da praga. "É importante observar feridas com secreção, aumento de tamanho ou sinais de desconforto. Também é recomendado procurar por larvas e ovos da mosca em aberturas naturais do corpo, como nariz, orelhas, órgãos genitais e o umbigo de animais recém-nascidos", orientou o órgão. "Caso haja suspeita de infecção por bicheira, o produtor deve entrar em contato imediatamente com a autoridade estadual de saúde animal ou com um veterinário do USDA responsável pela região", destacou. O governo americano ressaltou que o abastecimento de alimentos nos Estados Unidos "permanece seguro". "A mosca-da-bicheira não infesta carne, frutas, vegetais ou outras fontes de alimento", destacou.

China moeda local iuan AP O governo brasileiro planeja anunciar ainda neste mês uma captação de recursos no mercado financeiro da China por meio da emissão de títulos públicos em yuan, a moeda chinesa. A informação foi divulgada pela agência Reuters com base em duas fontes que acompanham o assunto. Com isso, o Brasil pretende vender a investidores chineses os chamados Panda Bonds, títulos de dívida emitidos por governos ou empresas estrangeiras no mercado financeiro da China e negociados em yuan. 🔎 Ao comprar esses títulos, os investidores emprestam dinheiro ao governo brasileiro, que se compromete a devolver os recursos no futuro com o pagamento de juros. Se a operação for confirmada, será a primeira vez que o Brasil buscará financiamento por meio desse instrumento no mercado chinês. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 A iniciativa ocorre poucos meses após o país realizar sua primeira emissão de títulos em euros desde 2014. Em abril, o governo captou 5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) junto a investidores internacionais. Segundo a Reuters, a emissão dos Panda Bonds faz parte da estratégia do Ministério da Fazenda de diversificar as fontes de financiamento do país e ampliar sua presença nos mercados internacionais. A ideia é reduzir a dependência do dólar e acessar investidores de outras regiões do mundo, especialmente da China. O anúncio deve ocorrer durante uma viagem de autoridades brasileiras a Xangai e Pequim, entre os dias 24 e 26 de junho. A agenda será liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Procurado pela Reuters, o ministério não comentou o assunto. China amplia presença na economia brasileira O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República A visita acontece em um momento de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro. No ano passado, o Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo recebendo US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em novos projetos e negócios, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O valor representa 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior no período, colocando o Brasil à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. Além disso, o país foi o único a permanecer entre os cinco principais destinos do capital chinês nos últimos cinco anos. O movimento também ocorre em meio a tensões com os EUA, após o governo do presidente Donald Trump propor novas tarifas sobre produtos brasileiros e classificar facções criminosas do país como organizações terroristas. Antes da viagem, representantes dos dois países participarão de uma reunião de um subcomitê financeiro bilateral. De acordo com a Reuters, o governo brasileiro também pretende apresentar iniciativas ligadas à agenda de sustentabilidade, como o programa Eco Invest Brasil, o projeto Tropical Forest Forever Facility (TFFF), voltado à preservação de florestas tropicais, e os avanços na criação de um mercado regulado de carbono. A expectativa é que essas medidas ajudem a atrair mais investimentos chineses para setores estratégicos da economia brasileira.

Preços dos combustíveis exibidos em um posto de gasolina Shell em Copenhague, Dinamarca Reuters Abastecer o carro em um posto Shell, comprar etanol ou consumir açúcar produzido pela Raízen são situações comuns para milhões de brasileiros. Agora, a empresa, uma das maiores do setor de energia do país, tenta virar a página de uma dívida bilionária. A Raízen anunciou nesta sexta-feira (5) que conseguiu o apoio da maior parte de seus credores para avançar em um plano de reestruturação financeira que envolve cerca de R$ 64,7 bilhões em dívidas. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo A proposta prevê novos aportes dos acionistas, mudanças nos prazos de pagamento e até a conversão de parte das dívidas em participação acionária. O objetivo é aliviar a pressão sobre o caixa da companhia e criar condições para que a empresa volte a crescer nos próximos anos sem comprometer suas operações. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Pelo plano, a Shell fará um aporte de R$ 3,5 bilhões na companhia. Além disso, 45% das dívidas incluídas na recuperação extrajudicial serão convertidas em ações da empresa, enquanto o restante terá os prazos de pagamento renegociados. A estratégia também prevê uma transformação estrutural. Até o fim de 2027, a Raízen pretende separar seus negócios em duas empresas independentes: uma focada na produção de açúcar, etanol e bioenergia e outra dedicada à distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. Segundo a companhia, a recuperação extrajudicial tem caráter exclusivamente financeiro e não afeta compromissos com clientes, fornecedores, revendedores ou consumidores. Como a Raízen chegou a uma dívida bilionária A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março deste ano para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas financeiras. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. A empresa, que atua nos setores de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, vinha enfrentando forte pressão no caixa após anos de investimentos elevados, juros altos, safras afetadas por condições climáticas adversas e queda no desempenho de parte dos negócios. No fim de 2025, a dívida líquida da companhia havia alcançado R$ 55,3 bilhões. No mesmo período, a empresa registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões, impactado por perdas contábeis relacionadas à reavaliação de ativos. ⛽ A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, combinando as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil. Logo da Raízen Divulgação

UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro A União Europeia (UE) oficializou na sexta-feira (5) a decisão que retira o Brasil da lista de países considerados adequados às suas normas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida ameaça as exportações brasileiras de carnes, que somam quase US$ 2 bilhões ao ano ao bloco. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ➡️ Com a formalização, o Brasil fica proibido de exportar carne para o bloco a partir de 3 de setembro deste ano. Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos. O Ministério das Relações Exteriores intensificou conversas com a União Europeia para tentar reverter a decisão, ao menos parcialmente. O ministro Mauro Vieira discutiu o assunto na última quinta-feira (4) com o comissário de Comércio do bloco europeu, segundo apuração do repórter Vladimir Netto, da TV Globo. A União Europeia responde por 5,7% do valor exportado pelo Brasil de carnes geral, o que a coloca como o segundo maior mercado do país, atrás apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão. ➡️ Considerando apenas a carne bovina, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilhão com o bloco, com um total de 128 mil toneladas exportadas. O produto é o mais relevante da categoria nas vendas aos europeus em valor e representa o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás de China e Estados Unidos. ➡️ A comercialização de carne de frango para a União Europeia, em 2025, atingiu US$ 762 milhões e 230 mil toneladas. ➡️ Outros produtos também devem ser impactados. O mel somou US$ 6 milhões em exportações, com volume de mil toneladas. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil não exporta carne suína para a União Europeia. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE. Por que o Brasil ficou de fora? Leonardo Munhoz, doutor em Direito Agroambiental e advogado do VBSO, explica que a decisão da UE não está ligada a um antimicrobiano específico, mas a exigências mais rigorosas de controle sobre o uso dessas substâncias. "O ponto central parece ser a capacidade do Brasil de comprovar fiscalização, rastreabilidade e conformidade sanitária das cadeias exportadoras perante às autoridades europeias", afirma. Ele explica que a UE não proíbe todos os antimicrobianos usados para tratar infecções, mas que restringiu fortemente, nos últimos anos, seu uso para fins não terapêuticos, especialmente como promotores de crescimento. Munhoz diz que os antimicrobianos proibidos pela UE para estimular crescimento dos animais são hoje: virginiamicina; avoparcina; bacitracina; tilosina; espiramicina; avilamicina. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina. Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias. A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz. Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro. Segundo o pesquisador, já se sabia que a União Europeia planejava essas restrições desde 2019. "Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador. Carne bovina de MT Assessoria

UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro A União Europeia (UE) publicou, na sexta-feira (5), um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para a UE a partir de 3 de setembro deste ano. ➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados para exportar para a UE. Segundo o documento publicado na sexta-feira, o Brasil foi excluído por não ter apresentado à Comissão Europeia as informações necessárias para comprovar que sua produção atende às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos. Entenda a polêmica sobre o uso de antibióticos na produção de carnes De acordo com interlocutores do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou sobre o assunto, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu, Maroš Šefčovič, para tentar reverter a decisão, ao menos parcialmente, segundo apuração do repórter Vladimir Netto, da TV Globo. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros. Quando o bloco anunciou a sua decisão, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil pode voltar à lista assim que comprovar os requisitos exigidos. O governo brasileiro, por sua vez, disse, na época, que estava surpreso com a decisão e que iria negociar. Situação de outros países Outros três países foram removidos da lista da UE, mas por não terem mais interesse em exportar produtos para o bloco. É o caso da Austrália, para ovos; da Ucrânia, para coelhos; e das Ilhas Malvinas, para produtos de aquicultura. O Brasil foi o único país que saiu da lista por não apresentar informações exigidas pela UE. Por outro lado, a UE inclui 21 países e territórios na lista. São eles: Armênia, Burkina Faso, Benin, Brunei, Belize, Guernsey, Índia, Indonésia, Irã, Quênia, República do Quirguistão, Sri Lanka, Ilhas Maurício, Nigéria, Sérvia, Essuatíni, Tunísia, Tanzânia, Uganda, Uzbequistão e Wallis e Futuna. Sem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes; entenda Proibição de antimicrobianos Leonardo Munhoz, doutor em Direito Agroambiental e advogado do VBSO, explica que a decisão da UE não está ligada a um antimicrobiano específico, mas a exigências mais rigorosas de controle sobre o uso dessas substâncias. "O ponto central parece ser a capacidade do Brasil de comprovar fiscalização, rastreabilidade e conformidade sanitária das cadeias exportadoras perante às autoridades europeias", afirma. Ele explica que a UE não proíbe todos os antimicrobianos usados para tratar infecções, mas que restringiu fortemente, nos últimos anos, seu uso para fins não terapêuticos, especialmente como promotores de crescimento. Munhoz diz que os antimicrobianos proibidos pela UE usados para estimular crescimento dos animais são hoje: virginiamicina; avoparcina; bacitracina; tilosina; espiramicina; avilamicina. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo a avoparcina e a virginiamicina. Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias. A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz. Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro. Segundo o pesquisador, já se sabia que a União Europeia planejava essas restrições desde 2019. "Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador. A União Europeia responde por 5,8% do valor que o Brasil exporta em carne bovina, o que coloca o bloco como o terceiro maior destino do produto, depois de China (49,3%) e Estados Unidos (9%), segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado (5,7%), atrás da China (30,8%). O que disse o setor O g1 procurou as associações empresariais neste sábado para comentar a oficialização do veto. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que "é importante esclarecer que a medida não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira." "O tema em discussão refere-se aos procedimentos de comprovação e reconhecimento, pela União Europeia, dos mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil, conduzidos pelas autoridades competentes", reforçou O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira Segundo ele, o setor já adota controles rigorosos, mas está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos nas vendas para a União Europeia(veja nota completa). "A Europa não está discutindo ou tirou o Brasil da lista porque o Brasil não está cumprindo [as exigências]. Tirou porque não tem as garantias oficiais. Agora a gente vai agregar uma camada a mais de fiscalização, porque ela é feita muito com base no autocontrole das empresas, da declaração do produtor. A Europa quer que o Ministério da Agricultura também certifique isso", disse Santin. No início de maio, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil que "o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida", ou seja, 3 de setembro. "A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo", destacou a entidade. Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse na época que, com o apoio do governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia" "É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias." "O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos", destacou a ABPA. Já o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou ao g1 que a medida "é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul". "Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o principal produtor de mel orgânico do mundo", destacou Azevedo. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abepesca), por sua vez, disse que não exporta para UE desde 2016. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) afirmou, no início de maio, que a medida é preocupante, principalmente "considerando que o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no início deste mês". Já a Frente Parlamentar da Agropecuária disse que, considerando o acordo comercial entre os dois blocos, "vê com preocupação qualquer tentativa de transformar exigências regulatórias em barreiras políticas ou comerciais contra a competitividade da produção brasileira". Acordo Mercosul e União Europeia O anúncio da UE acontece após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França. Para Munhoz, porém, a medida não tem relação com o acordo. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população. O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade. "Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen. Nota da ABPA "A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acompanha com atenção a formalização da decisão da União Europeia (UE) referente à lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco, no âmbito das exigências europeias relacionadas ao monitoramento e à fiscalização do uso de antimicrobianos. É importante esclarecer que a medida não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira. O tema em discussão refere-se aos procedimentos de comprovação e reconhecimento, pela União Europeia, dos mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil, conduzidos pelas autoridades competentes. A ABPA reconhece a legitimidade de iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos. Ao mesmo tempo, entende que requisitos sanitários e regulatórios aplicados ao comércio internacional devem estar fundamentados em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio. O Brasil possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário e de produção animal do mundo, com atuação integrada entre o setor produtivo e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), garantindo elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos. Desde o início das discussões sobre o tema, a ABPA tem atuado em conjunto com o Governo Brasileiro, apoiando os esforços técnicos conduzidos pelo MAPA e demais órgãos competentes para prestar os esclarecimentos solicitados pelas autoridades europeias e demonstrar a efetividade dos sistemas brasileiros de fiscalização e controle. A entidade seguirá colaborando com as autoridades nacionais e acompanhando as tratativas em curso, confiante de que o diálogo técnico e a apresentação das informações necessárias contribuirão para o adequado reconhecimento dos mecanismos brasileiros de fiscalização, sempre em linha com os mais elevados padrões internacionais de produção e segurança alimentar." Carne bovina de MT Assessoria

Como foi 1º voo teste de avião que fará rota mais longa do mundo O avião que fará o voo sem paradas mais longo do mundo permitirá aos passageiros ver o nascer do Sol duas vezes e terá primeira classe com quarto privativo, cama e TV de 32 polegadas. Essa é a promessa da companhia aérea australiana Qantas, que encomendou 12 unidades do avião para começar a fazer voos sem escalas de Sidney, na Austrália, a destinos como Londres, no Reino Unido, e Nova York, nos Estados Unidos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O modelo A350-1000ULR é fabricado pela europeia Airbus e concluiu seu primeiro voo de teste na última terça-feira (2), em um voo de quase 4 horas em Toulouse, na França. A aeronave foi projetada para voar até 22 horas seguidas e superar o recorde de voo comercial direto mais longo do mundo, hoje pertencente à Singapore Airlines com um voo de 18 horas entre Singapura e Nova York. Primeiro voo de teste do A350-1000ULR, da Airbus Divulgação/Airbus Qual é o segredo dos aviões que conseguem ficar mais de 18 horas no ar? O A350-1000ULR (ULR é a sigla em inglês para "alcance ultralongo") é uma variação do A350-1000 e poderá reduzir o tempo total das viagens em até quatro horas, segundo a Qantas. A aeronave consegue fazer voos mais longos por conta de um tanque adicional com capacidade para mais 20 mil litros de combustível, o que aumenta a sua autonomia em mais de 1.800 km, de acordo com a Airbus. Avião pode superar recorde de voo mais longo do mundo A encomenda dos aviões faz parte do investimento chamado pela Qantas de Projeto Sunrise ("nascer do Sol"). A entrega sofreu atrasos, mas a companhia deve receber a primeira unidade em abril de 2027 – o prazo inicial para inaugurar a rota era 2025 e já tinha sido adiado para o final de 2026. A empresa encomendou ainda outras 12 unidades do A350-1000, destinados a voos de longa distância, mas com percursos um pouco mais curtos. Como será o voo mais longo do mundo A Qantas informou em 2025 que, para oferecer mais conforto, levará até 238 passageiros por voo, abaixo dos cerca de 300 lugares da versão padrão da aeronave. O projeto da Qantas inclui uma zona de bem-estar com opções para passageiros alongarem as pernas, se alimentarem e se hidratarem. Além disso, todos terão acesso a Wi-Fi durante o voo. O avião terá 6 assentos na primeira classe, 52 na classe executiva, 40 na classe econômica premium e 140 na classe econômica. Saiba mais sobre cada uma delas: Primeira classe com quarto privativo com poltrona reclinável, cama, TV de 32", seis áreas para armazenar objetos, guarda-roupa e espaço para trabalhar e comer; Classe executiva com poltrona larga de 2 metros de comprimento (que pode virar cama), TV de 18", mesa de apoio, carregador sem fio, área de armazenamento e opção para fechar a cabine; Classe econômica premium com apoios para pernas e cabeça, tela de 13,3" e porta-luvas pessoal; Classe econômica com apoio para cabeça, espaço extra para pernas, tela de 13,3". A empresa também disse ter trabalhado com especialistas em sono para reduzir os efeitos do jet lag com a adoção de iluminação e horários de refeição mais adequados. Avião A350-1000ULR, fabricado pela Airbus, foi encomendado pela companhia aérea australiana Qantas Divulgação/Qantas Primeira classe do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Zona de bem-estar do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe executiva do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe econômica premium do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe econômica do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.014 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 32 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (6), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira (2), ninguém acertou as seis dezenas. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Fifa é investigada por preços abusivos em jogos de Copa do Mundo Preços em queda, disponibilidade instável e falta de clareza. A uma semana do início da Copa do Mundo de 2026, muitas perguntas permanecem sem resposta sobre os ingressos para as partidas. A Fifa prometeu que o evento teria ingressos esgotados, mas há milhares de entradas disponíveis para venda em diversas plataformas. A BBC Sport descobriu que ingressos para partidas envolvendo seleções menos tradicionais estão agora disponíveis por preços bem abaixo do valor original – tanto no site de revenda da própria Fifa quanto em mercados secundários. A Fifa prometeu uma Copa do Mundo com ingressos esgotados, mas ainda há entradas disponíveis para mais da metade dos jogos Getty Images A própria entidade máxima do futebol mundial foi acusada de despejar ingressos que agora não consegue vender no site de revenda SeatGeek. Mas afinal, quão "esgotados" estão os jogos? Será que veremos uma repetição do Mundial de Clubes do ano passado, quando os ingressos foram vendidos a preços baixíssimos para lotar os estádios? Será que a maior Copa do Mundo de todos os tempos terá arquibancadas vazias? Ingressos para a Copa do Mundo: o que se sabe Quando se trata da Fifa e dos ingressos para a Copa do Mundo, talvez seja mais fácil dizer o que não sabemos. Houve tanto sigilo que parece impossível ter certeza de qual seria um preço justo e razoável para um ingresso da Copa do Mundo. Na semana passada, os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey iniciaram oficialmente uma investigação sobre as práticas da Fifa em relação aos ingressos. A entidade máxima do futebol foi intimada a responder a acusações de "inflação artificial de preços" e "dano aos torcedores". O processo de compra de ingressos tem sido como uma gincana. Alguns torcedores que tiveram sucesso e pagaram por ingressos em uma categoria de preço acabaram recebendo ingressos de valor inferior, mais distantes do campo. Mesmo aqueles que ganharam no sorteio o fizeram às cegas – em nenhum momento a tabela de preços foi divulgada. O preço astronômico dos ingressos só ficou claro quando os torcedores foram solicitados a pagar. A Fifa adotou precificação variável, em vez da precificação dinâmica, que altera os preços em cada ponto de venda com base na demanda anterior. A janela final de vendas ao público da Fifa começou em abril. À época, foi dito que mais ingressos poderiam ser liberados até o início das partidas. Mas para quais jogos? Quando? E a que preços? Os mapas dos estádios foram alterados e categorias mais caras foram adicionadas, sem que os torcedores soubessem. Essas categorias geralmente ficavam nas primeiras fileiras e custavam cerca de 50% a mais do que os assentos logo atrás delas. Elas não foram disponibilizadas aos torcedores durante o período do sorteio. Os procuradores-gerais alegaram que tudo fazia parte de uma tentativa deliberada de omitir informações e deixar os torcedores sem saber como comprar ingressos. A variação regular e gradual de preços, fileira por fileira, em um mercado secundário pode indicar uma política deliberada e estruturada, anunciada pela mesma empresa ou indivíduo BBC Quantos ingressos já foram vendidos? "Todos os jogos já estão esgotados", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em fevereiro. "Reservamos alguns ingressos para vendas de última hora, é claro, mas todos os jogos estão esgotados." Como acontece com a maioria das coisas nesta Copa do Mundo, a realidade parece ser diferente. A Fifa não deveria ter problemas para esgotar os ingressos para os jogos com as seleções principais – Argentina, Brasil, Inglaterra, Alemanha e Espanha, para citar algumas. Deveríamos poder dizer o mesmo sobre os países anfitriões, mas a Fifa precificou esses jogos tão alto que apenas duas das nove partidas envolvendo Canadá, México ou Estados Unidos estão oficialmente esgotadas. Mesmo a partida de abertura, entre México e África do Sul, ainda tem mais de 500 lugares disponíveis no site da Fifa, com preços a partir de US$ 2.273 (R$ 11.740) cada. O problema da Fifa são os jogos com seleções que não têm grande apelo – partidas como Bósnia-Herzegovina x Catar, Cabo Verde x Arábia Saudita e República Democrática do Congo x Uzbequistão. Então, quantos jogos estão realmente esgotados? O TicketData, um site independente que monitora os principais eventos esportivos nos Estados Unidos, apresentou um panorama intrigante. O site indica que, no sábado, havia cerca de 74 mil ingressos disponíveis para 86 das 104 partidas. Isso é apenas parte da história. Existem milhares de ingressos a mais no próprio site de venda da Fifa, com disponibilidade real, mas a um preço ainda mais alto – muitos provavelmente foram comprados para revenda, sem intenção de comparecer ao jogo. Então, algo estranho aconteceu. Em poucas horas, a TicketData relatou que o número de ingressos no site da Fifa, com preço original, caiu para menos da metade, para cerca de 32 mil. Na terça-feira (2/6), esse número havia caído para 22 mil, com 66 jogos à venda. Será que realmente houve um aumento repentino na demanda por esses jogos? A Fifa está tentando se livrar dos ingressos em sites secundários? A Fifa tem se esforçado para incentivar os torcedores a usarem seu próprio site para revender ingressos que não pretendam usar. O site oficial cobra uma taxa de 15% tanto do comprador quanto do vendedor. Em sua página de perguntas frequentes, a entidade máxima do futebol mundial afirma que "incentiva fortemente a compra de todos os tipos de ingressos" por meio de suas plataformas oficiais. A Fifa também alerta que ingressos comprados por outros meios "podem ser inválidos e estar sujeitos a cancelamento sem aviso prévio". Mas na terça-feira, logo após a queda no estoque no próprio site da Fifa, a disponibilidade no SeatGeek pareceu aumentar consideravelmente. Não se tratava apenas de assentos individuais aleatórios, mas de lotes de assentos em fileiras de blocos específicos. Isso foi destacado nas redes sociais e, em 24 horas, a disponibilidade no SeatGeek pareceu diminuir novamente. A TicketData afirma que, na quarta-feira, o número de ingressos no próprio site da Fifa voltou a subir para 37 mil. É impossível verificar quem listou os ingressos e por quê. Ou por que os números mudaram no site da Fifa. Além do SeatGeek, existem milhares de anúncios em sites como StubHub e VividSeats. Qualquer pessoa pode anunciar ingressos nesses sites externos, e os ingressos em si podem nem existir. O SeatGeek negou qualquer envolvimento direto, mas isso não significa que a Fifa, ou um de seus parceiros, não possa estar operando e anunciando ingressos de forma independente. Em um comunicado, a empresa afirmou: "O SeatGeek é um mercado confiável que oferece aos torcedores acesso seguro a ingressos para dezenas de milhares de eventos ao vivo, incluindo a Copa do Mundo. Não temos parceria ou acordo de distribuição com a Fifa." O StubHub North America, pertencente à Viagogo, também se distanciou do caso. "A Viagogo é um mercado seguro e regulamentado. Não possui qualquer relação com a Fifa", diz o comunicado. A Fifa foi contatada para comentar o assunto, mas, como tem acontecido durante todo o processo de venda de ingressos, não houve resposta. Há também outros indícios no SeatGeek. Em vez de o preço dos ingressos ser aleatório, parece que eles são definidos com preços regulares e que aumentam de fileira em fileira, ficando mais caros quanto mais perto da frente do campo. Observando dois setores atrás do gol para o jogo República Democrática do Congo x Uzbequistão, há 60 anúncios de ingressos múltiplos com preços entre US$ 250 (R$ 1.291) e US$ 296 (R$ 1.529) nos setores 102 e 103. Quando a Fifa lançou seus ingressos "frontais" mais caros em abril, deixou claro que considerava que quanto mais perto do campo, mais valioso o ingresso. O preço aumenta alguns dólares, fileira por fileira. Todos os preços estão bem abaixo do valor nominal de US$ 380 (R$ 1.963). Portanto, ou muita gente está perdendo muito dinheiro, ou é um plano para se livrar do estoque. Então, por que a Fifa estaria supostamente tentando vender ingressos nesses sites? A Fifa é como qualquer outra promotora. A última coisa que ela quer é um monte de assentos vazios – não apenas pela imagem, mas também porque qualquer assento vazio significa valor zero. Os números mostram que os torcedores não estão dispostos a pagar os altos preços dos ingressos para os jogos menos atrativos. A BBC Sport selecionou cinco partidas que normalmente teriam uma demanda menor e descobriu que os ingressos para os assentos mais desejáveis da arquibancada inferior estão agora bem abaixo do preço original. O jogo Jordânia x Argélia, em Santa Clara, na Califórnia, apresenta a maior queda. Dois ingressos comparáveis no bloco 121, com valor nominal de US$ 620 (R$ 3.202), podiam ser comprados por R$ 1.179 no próprio site de revenda da Fifa – 64% mais barato. No SeatGeek, os ingressos estavam listados por R$ 1.323 e, no StubHub, por 172 libras R$ 1.185. Para o jogo República Tcheca x África do Sul, os ingressos do bloco 122, com valor nominal de R$ 2.356, estavam abaixo de R$ 1.310 no SeatGeek e no StubHub. Isso indica que a Fifa não consegue manter o alto valor nominal em seu próprio site, o que leva à especulação de que esteja tentando vender os ingressos em outros lugares – sem reduzir os preços por conta própria. E, depois que os ingressos para o jogo das quartas-de-final do Mundial de Clubes do Chelsea contra o Palmeiras caíram para apenas R$ 56,32, os preços ainda podem estar longe de atingir o fundo do poço.

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters Um grupo de estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, está preparando uma ação judicial para bloquear a aquisição da Warner Bros. pela Paramount Skydance ( PSKY.O ) por US$ 110 bilhões (R$563 bilhões, na cotação atual), disseram fontes informadas sobre o assunto à Reuters nesta sexta-feira (5). A ação judicial deverá ser protocolada nas próximas semanas, disseram as fontes. O caso representaria a medida mais ousada até o momento por parte dos estados em seus esforços para estarem na vanguarda da aplicação das leis antitruste nos EUA, visto que suas contrapartes, com mais recursos no governo Trump, adotam uma postura mais favorável aos negócios em relação à fiscalização. Analistas também consideram que a Paramount terá um caminho mais fácil para obter a aprovação dos órgãos reguladores antitruste federais nos EUA, em parte devido às suas conexões políticas. O pai do CEO da Paramount, David Ellison, o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle, tem conexões com o presidente Donald Trump. Agora no g1 As ações da Warner Bros caíram após a Reuters divulgar a notícia, e registravam queda de 3,6% na tarde de sexta-feira. As ações da Paramount ampliaram as perdas, com queda de 6,7%. Um porta-voz da Paramount disse que o acordo traria maior concorrência e que se opor a ele "significa dar a empresas consolidadas como a Netflix uma vantagem que elas não merecem". "Continuaremos a lutar contra qualquer tentativa de sabotar um acordo que beneficia claramente os consumidores, os criadores e a indústria como um todo", disse o porta-voz. Não ficou claro quais outros estados se juntariam ao processo. Um porta-voz do gabinete do Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que a investigação estadual continua em andamento, mas se recusou a comentar mais. A transação proposta enfrentou resistência de atores, roteiristas e outros profissionais de Hollywood devido ao seu potencial para eliminar empregos. Hollywood e Wall Street têm acompanhado de perto o acordo de alto risco, que reuniria algumas das franquias mais duradouras da indústria do entretenimento. LEIA TAMBÉM: Paramount assina acordo de US$ 110 bilhões para comprar a Warner Estrelas de Hollywood assinam carta aberta contra fusão de Paramount e Warner Bros. Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount; veja os números A disputa pela Warner A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.

Congresso aprova renovação automática da CNH de bons condutores, mas com exame médico O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, sem vetos, a lei que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de motoristas sem infrações de trânsito sujeitas a pontuação. O motorista que não tiver cometido nenhuma infração de trânsito nos 12 meses anteriores ao vencimento da sua carteira de habilitação é considerado um bom condutor (veja mais detalhes abaixo). A lei, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (5). A proposta, de autoria do governo federal, já estava em vigor desde a publicação de uma medida provisória em dezembro de 2025. Pelo texto original, os condutores estavam dispensados de todos os procedimentos previstos no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo o exame médico. O Congresso Nacional, no entanto, retomou a obrigatoriedade do exame de aptidão física e mental para a renovação da habilitação, mesmo para os bons condutores. Com a sanção da lei, o exame de aptidão física e mental volta a ser exigido. Renovação automática da CNH é usada como isca em golpe digital. Redes sociais/ Reprodução Agora de forma permanente com a publicação da lei, a emissão do documento em meio físico passa a ser uma escolha do condutor, e não mais uma obrigação. Quem quiser a CNH física deve ir a uma unidade do Detran. Nesse caso, o serviço será pago. Além disso, haverá um preço público nacional para os exames de aptidão física, mental e psicológica, fixado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, em substituição às tabelas estaduais. Os condutores com multa nos 12 meses anteriores ao vencimento da carteira ainda precisam agendar exames e pagar taxas para renovar o documento. Primeira habilitação A lei também confirma as mudanças propostas pelo governo para tirar a primeira habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). O curso teórico deixa de ser uma exclusividade das autoescolas. De acordo com as novas regras, os futuros motoristas vão poder escolher como se preparar para tirar a CNH, se por meio do conteúdo teórico gratuito disponível na plataforma digital, se em uma autoescola tradicional, ou combinando as duas opções. O aluno não será mais obrigado a cumprir 45 horas de aula teórica. No caso das aulas práticas, o novo condutor pode optar por uma autoescola ou contratar um instrutor autônomo credenciado pelo Detran. Se essa for a opção, o veículo utilizado nas aulas poderá ser disponibilizado pelo instrutor de trânsito ou pelo próprio candidato. A carga horária mínima de 20 horas-aula não será mais exigida. Bom condutor O motorista precisa, segundo a lei, cumprir alguns critérios para ser considerado um “bom condutor”. São eles: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). De acordo com Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), desde a publicação da medida provisória, agora transformada em lei, as novas regras de renovação já beneficiaram 2 milhões de motoristas, que tiveram suas CNHs renovadas automaticamente. Como aderir Para aderir ao Cadastro do Bom Condutor e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”.

Ilustração mostra representação de bitcoin. Dado Ruvic/ Reuters A cotação do bitcoin caiu para um valor abaixo de US$ 60 mil, o menor desde outubro de 2024, nesta sexta-feira (5). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A criptomoeda caiu cerca de 6% por volta das 13h15 do horário de Brasília, para US$ 59,7709. Desde a confirmação da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em novembro de 2024, o bitcoin e outras criptomoedas dispararam. Um mês após a vitória do empresário republicano nas urnas, visto como um grande incentivador do setor, o bitcoin — a criptomoeda de maior valor de mercado — chegou a superar pela primeira vez a marca de US$ 100 mil (R$ 526 mil), um recorde celebrado publicamente por Trump. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fiel à reputação de forte oscilação, o bitcoin voltou a subir e alcançou a cotação recorde de US$ 126.251,31 (R$ 665 mil), antes de passar por uma queda. Desde o começo deste ano, no entanto, o bitcoin vem sendo afetado por um clima mais pessimista em vários mercados, especialmente pelas ações do setor de tecnologia e também do mercado de metais preciosos. Além disso, a criptomoeda enfrenta incertezas sobre regras do setor, diante da análise de um projeto sobre moedas digitais nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, que está travada no Senado. “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, afirma James Butterfill, analista da CoinShares.

Golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos pra Copa Um problema no site da Fifa fez com que ao menos 60 pessoas resgatassem ingressos para jogos da Copa do Mundo de 2026 por R$ 0, segundo informações da emissora britânica Sky News. A Fifa confirmou que as entradas foram emitidas sem custo devido a um erro no processo da compra. A entidade afirmou ainda que os torcedores foram avisados de que precisarão concluir a compra pelo valor correto, que não foi divulgado. Golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos "A FIFA pode confirmar que aproximadamente 60 torcedores da Copa do Mundo FIFA 2026 receberam uma comunicação na quarta-feira, 3 de junho, sobre ingressos que haviam sido disponibilizados gratuitamente (0 USD) devido a um problema de pagamento anterior durante o processo de checkout", disse em comunicado. "Os ingressos solicitados por esses fãs continuam reservados, e os torcedores afetados foram convidados a concluir o pagamento do valor correto", completou. Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, na Flórida, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e palco do terceiro jogo do Brasil na competição Nathan Ray Seebeck-USA TODAY Sports/Reuters/Arquivo Segundo a BBC, a Fifa deu sete dias para que esses torcedores concluam a compra. Caso contrário, os ingressos serão cancelados e disponibilizados novamente para venda. A BBC lembra que a Fifa vem sofrendo vários críticas após implementar, pela primeira nesta, a política de "preços dinâmicos" para ajustar os valores dos ingressos com base na demanda. Os valores de vários jogos explodiram ao longo dos últimos meses. Espanha x Uruguai, por exemplo, o ingresso mais barato passou do equivalente a R$ 600 para R$ 1.575. O mais caro da final agora está custando cerca de R$ 55 mil. LEIA TAMBÉM: Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Dona do Claude sugere pausa no desenvolvimento da IA Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (5) em alta de 1,78%, cotado a R$ 5,1566 — maior patamar desde 2 de abril, quando fechou em R$ 5,1594 . Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,77% e fechou aos 169.019 pontos, abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os novos dados de emprego dos Estados Unidos ficaram no centro das atenções nesta sexta-feira. Segundo informações do Departamento de Trabalho americano, o país registrou uma forte criação de empregos em maio, com 172 mil novas vagas no mês, bem acima do esperado pelo mercado, de 85 mil novos postos. 🔎 O dado é importante porque reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (banco central americano) deve manter os juros nos EUA em níveis elevados para controlar a inflação. Entenda mais. ➡️ A política de juros nos EUA também tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio e no nível de investimento estrangeiro no país. ▶️ As tensões no Oriente Médio também influenciaram os mercados financeiros. Nesta sexta-feira, o Líbano acusou o Irã de usar o país como "moeda de troca" nas negociações com os EUA. O país voltou a sofrer ataques aéreos de Israel e, há quatro dias, o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com o governo americano à interrupção dos bombardeios israelenses no território libanês. Mesmo assim, os preços do petróleo caíam no mercado internacional. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,16%, cotado a US$ 92,98. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 2,96%, a US$ 90,29 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +2,26%; Acumulado do mês: +2,26%; Acumulado do ano: -6,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,74%; Acumulado do mês: -2,74%; Acumulado do ano: +4,90%. Emprego e juros nos EUA A economia americana registrou mais um mês de alta do emprego em maio, confirmando que o mercado de trabalho segue forte. Segundo dados do Departamento de Trabalho dos EUA, o país registrou um aumento de 172 mil vagas não agrícolas no mês passado. O resultado representa uma desaceleração em comparação a abril, quando o país registrou 179 mil novos postos (número revisado), mas ainda marca um resultado bem acima do esperado pelo mercado, que projetava a criação de 85 mil vagas. Por que o número é importante? Dados fortes de emprego nos EUA indicam que o mercado de trabalho está aquecido e podem pressionar a inflação americana para cima. Com isso, a tendência é que o Fed, banco central do país, mantenha os juros elevados por mais tempo, para tentar conter os preços. O cenário de juros altos nos EUA, por sua vez, tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil. Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança. Com isso, o dólar tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair. Quando o dólar está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia. Impasse no Oriente Médio continua Mais de três meses depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, o conflito está em um impasse. (acompanhe os principais acontecimentos) Nesta semana, o conselheiro militar do líder supremo do Irã também alertou para a possibilidade de mais ataques com mísseis e drones caso os Estados Unidos renovem seus ataques contra o Irã. "Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com uma enxurrada de mísseis e drones", publicou Mohsen Rezaei no X, acrescentando que "o agressor será punido rapidamente". A ameaça veio na sequência de ataques dos EUA a um petroleiro iraniano e à ilha iraniana de Qeshm, que desencadearam ataques retaliatórios contra o Kuwait e o Bahrein. O ataque causou estragos no aeroporto do Kuwait, deixando 1 morto e mais de 60 feridos. Já o presidente Trump, por sua vez, se mostrou otimista em relação às negociações — mesmo em meio às violações do cessar-fogo. Segundo o presidente americano, o Irã teria concordado em não ter armas nucleares. Trump ainda destacou que o líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, está envolvido nas negociações e disse querer conhecê-lo em algum momento. Além disso, os ataques entre Líbano e Israel também ficaram no centro do debate geopolítico. Nesta semana, o Irã condicionou qualquer acordo com os EUA a um cessar-fogo na região. O presidente Trump chegou a afirmar, na última quarta-feira, que os dois países haviam acordado com uma trégua. Poucas horas depois do anúncio, no entanto, ataques israelenses mataram pelo menos quatro pessoas em território libanês. Mercados globais Os novos dados de emprego dos EUA e as tensões no Oriente Médio também se refletiam nos mercados globais. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em forte queda nesta sexta-feira. O Dow Jones caiu 1,35%, enquanto o S&P 500 recuou 2,43% e o Nasdaq Composite teve perdas de 4,18%. Já na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,3% na sessão, para 622,66 pontos, e acumula queda de 0,5% na semana. Entre os principais índices da região, o alemão DAX caiu 0,75%, enquanto o francês CAC-40 recuou 0,32% e o britânico FTSE 100 ganhou 0,07%. Na Ásia, as bolsas da China fecharam a semana em queda, conforme investidores realizavam lucros em ações de inteligência artificial. O índice de Shanghai Composite recuou 0,7%, enquanto o CSI 300 perdeu 1,8%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,5%. O Nikkei, do Japão, recuou 1,6% e o Kospi, da Coreia do Sul, com forte presença de ações do setor de tecnologia, despencou 7%. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters
Dona do Claude sugere pausa no desenvolvimento da IA por risco de sistemas saírem do controle humano

Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT A empresa de IA Anthropic propôs uma pausa global no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais potentes, diante de sinais de que os modelos mais recentes poderiam escapar do controle humano. Desenvolvedora dos modelos de IA do Claude, a empresa, sediada em San Francisco (EUA), destacou em um relatório que a desaceleração mundial no desenvolvimento da IA de ponta poderia ser "uma boa ideia", mas alertou que, se apenas uma empresa diminuir o ritmo, ela pode simplesmente ser ultrapassada pela concorrência. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Acreditamos que seria bom para o mundo ter a opção de reduzir ou pausar temporariamente o desenvolvimento da IA, para permitir que as estruturas sociais e a pesquisa de alinhamento sigam o ritmo do avanço da tecnologia", manifestou a Anthropic. Uma pausa real significaria grandes empresas de IA em vários países, principalmente China e Estados Unidos, concordando em parar ao mesmo tempo, sob regras que todos pudessem verificar, ressaltou a Anthropic. IA Claude Unsplash/Aerps "Sem um mecanismo de coordenação global, empresas e governos terão que tomar decisões difíceis sobre segurança enquanto enfrentam pressões competitivas e geopolíticas." A proposta enfrenta uma batalha difícil em Washington e no Vale do Silício. Funcionários americanos e executivos de grandes empresas de tecnologia argumentam que desacelerar o desenvolvimento da IA poderia dar à China uma vantagem significativa. O presidente Donald Trump, no entanto, assinou nesta semana um decreto que permitirá ao governo fazer avaliações preliminares dos modelos de IA mais poderosos de empresas americanas antes do seu lançamento. A Anthropic indicou que espera reunir nos próximos meses funcionários do governo, cientistas, grupos de defesa e empresas concorrentes para definir como esse sistema funcionaria. O chamado à coordenação surge no momento em que dados internos mostram que a IA acelera de forma dramática seu próprio desenvolvimento, destacou a Anthropic. A empresa alertou que essa aceleração criaria um ciclo de retroalimentação que poderia levar ao que pesquisadores chamam de "melhora recursiva de si mesma", o que se refere à ideia de que um sistema de IA poderia ser capaz de ensinar a si próprio a se tornar mais inteligente. A Anthropic negou que esse ponto seja inevitável, mas ressaltou que "as evidências sugerem que o papel humano está diminuindo em cada etapa do processo de desenvolvimento da IA". LEIA TAMBÉM: Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Instagram Plus começa a ser liberado no Brasil; veja preço e recursos exclusivos WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios Instants:como funciona o novo recurso do Instagram

Uma portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou a adequação funcional de 80 assistentes e analistas para reforçar o setor da autarquia que avalia pedidos de benefícios sociais e previdenciários de pessoas com deficiência, caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Conforme a portaria, assinada no dia 27 de maio, servidores formados em Serviço Social que atualmente atuam na área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para voltar a trabalhar (Serviço de Reabilitação Profissional) poderão ser remanejados para a realização de Avaliações Sociais. A portaria tem prazo de 90 dias, que poderá ser renovado por mais 45 dias. O documento estabelece que serão reforçadas as seguintes superintendências regionais: Nordeste: 30 servidores Norte/Centro-Oeste: 13 Sudeste I: 12 Sudeste II: 13 Sudeste III: 7 Sul: 5 Governo bloqueia R$ 22,1 bilhões do orçamento após projetar gasto maior com BPC Conforme a portaria, a adesão dos dos servidores à adequação funcional será voluntária, com prioridade para aqueles: com perfil para a realização de atendimento remoto; que já participem do Programa de Gerenciamento de Benefícios; que não exerçam atuação híbrida entre o Serviço de Reabilitação Profissional e o Serviço Social. Associação critica A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social (Anaseg) criticou a portaria, afirmando que a medida prejudica e deixa descoberta a área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para o retorno ao trabalho. A Anaseg afirma que o caminho para enfrentar as filas do INSS não é o deslocamento de servidores de uma área para outra, mas "ampliar" a força de trabalho e fortalecer os serviços. A entidade afirma que a portaria do INSS fragiliza a o serviço de reabilitação profissional e que cobrará do governo "uma solução estrutural para a recomposição dos quadros" de servidores. “Não se combate uma fila criando outra fila invisível. A Reabilitação Profissional precisa ser fortalecida, não desmontada”, conclui a entidade. Manutenção do Bolsa Família durante análise do BPC Na última terça-feira (2) começou a valer uma outra regra, que permite a manutenção de beneficiários no Bolsa Família até que seja concluída a análise pelo governo de pedidos de BPC. A medida criou uma espécie de "período de transição" entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família. Veja as regras básicas para a concessão do BPC: ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo; ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial; estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas; possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; e morar no Brasil. Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Morango Sul de Minas EPTV/Reprodução Precisa de orientações sobre como cultivar morango? A recomendação é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O material traz todos os detalhes sobre os tipos de canteiro que podem ser utilizados, as variedades para plantio, o espaçamento ideal e os cuidados necessários para evitar as pragas e doenças mais comuns da cultura. 📱Acesse aqui O que faz um ovo ser jumbo? Idade da galinha ajuda a explicar

PIX x Zelle: entenda a diferença entre os dois sistemas de pagamentos O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC. A declaração ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro, com acusações de que o país favorece a ferramenta em detrimento de empresas americanas. (entenda mais abaixo) Mas afinal, qual é a diferença entre os dois sistemas? Veja abaixo: PIX x Zelle Reprodução/GloboNews Público x privado O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema. Já o Zelle — cuja pronúncia é “Zell” — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos. O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Integração limitada Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais. A principal diferença, portanto, está no grau de integração com o sistema financeiro. Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema. Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito. De acordo com informações do Banco Central, o PIX é usado por cerca de 80% da população brasileira, o que representa mais de 170 milhões de pessoas físicas do país. O gráfico abaixo mostra a movimentação financeira em PIX nos últimos cinco anos. Uso no dia a dia Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia. Segundo o Banco Central, além de transferências entre pessoas, o PIX também pode ser usado para: pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços; pagamentos entre empresas; recolhimento de receitas públicas e contribuições; e pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos. Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, "quase todos" os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores. Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário. Dá pra cancelar um pagamento? Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma. “Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site. Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento. “A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, diz o BC. No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro. O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco. LEIA TAMBÉM BC favorece o PIX? Entenda por que o sistema de pagamento está na mira de Trump Governo Trump conclui que PIX é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? EUA propõem sobretaxa a 60 países por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista

Ruas do Rio são enfeitadas para Copa do Mundo Os jogadores mais valorizados do planeta, distribuídos entre 48 seleções, começam em 11 de junho a disputa da Copa do Mundo de 2026. A França, dona de um elenco cheio de estrelas, lidera não só o ranking da FIFA — que classifica as seleções de acordo com o desempenho internacional —, mas também a lista das equipes mais valiosas do Mundial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Juntos, os atletas franceses convocados para a competição somam 1,53 bilhão de euros em valor de mercado — o equivalente a R$ 9 bilhões pela cotação de 28 de maio. Em seguida aparece a Inglaterra, com 1,32 bilhão de euros, ou R$ 7,78 bilhões. O Brasil ocupa a sexta posição entre as seleções mais valiosas, com 912,2 milhões de euros em valor de mercado (R$ 5,37 bilhões). Além de França e Inglaterra, a seleção brasileira fica atrás de Espanha, Portugal e Alemanha. (veja o ranking completo abaixo) 🔎 Os valores têm como base dados do site Transfermarkt, especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma calcula os valores dos atletas com base na demanda do mercado e considera fatores como taxas de transferência, idade, desempenho, potencial futuro, salário e tempo de contrato dos jogadores. Veja os detalhes abaixo: Ranking de seleções mais valiosas da Copa Arte/g1 Os dados também mostram quais são os jogadores mais valiosos de cada seleção. Entre os destaques estão o francês Kylian Mbappé, o espanhol Lamine Yamal e o norueguês Erling Haaland. Cada um tem valor de mercado estimado em 200 milhões de euros (R$ 1,17 bilhão). O brasileiro mais valorizado é o atacante Vini Jr., estimado em 150 milhões de euros (R$ 882,5 milhões). Juntos, todos os jogadores convocados das dez equipes somam mais de R$ 57 bilhões em valor de mercado. Veja os jogadores mais caros de cada uma delas: Kylian Mbappé (França) — R$ 1,17 bilhão Lamine Yamal (Espanha) — R$ 1,17 bilhão Erling Haaland (Noruega) — R$ 1,17 bilhão Vini Jr. (Brasil) — R$ 882,5 milhões Jude Bellingham (Inglaterra) — R$ 823,7 milhões João Neves (Portugal) — R$ 823,69 milhões Vitinha (Portugal) — R$ 823,69 milhões Florian Wirtz (Alemanha) — R$ 647,2 milhões Ryan Gravenberch (Holanda) — R$ 529,5 milhões Enzo Fernández (Argentina) — R$ 529,5 milhões Julián Álvarez (Argentina) — R$ 529,5 milhões Jérémy Doku (Bélgica) — R$ 382,4 milhões LEIA TAMBÉM: Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa O troféu da Copa do Mundo da FIFA é exibido no Canadá. IMAGN IMAGES via Reuters

A SpaceX contrói e opera os foguetes e a infraestrutura de lançamento que dão suporte à sua subsidiária Starlink Getty Images A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, divulgou um preço sugerido por ação antes de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Caso saia pelo valor estimado, seria a maior IPO da história. Em um documento que detalha os planos para a operação, a SpaceX informou que cada ação deve sair por US$ 135 (cerca de R$ 686), elevando o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 1,75 trilhão, ou aproximadamente R$ 8,9 trilhões. Anunciar um preço estimado com tanta antecedência é algo incomum, e o valor representa um aumento expressivo em relação à avaliação de mercado anterior da empresa, de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,4 trilhões), feita no início deste ano. China e SpaceX aceleram corrida espacial A divulgação não significa que as ações serão vendidas pelo preço proposto, já que isso será decidido pelos compradores. O valor pode subir ou cair. A SpaceX fabrica foguetes, oferece um serviço de internet via satélite chamado Starlink e também é dona da empresa de inteligência artificial xAI. Em geral, as empresas só divulgam o preço das ações no dia anterior ao início das negociações na bolsa de valores. A SpaceX deve começar a ser negociada na bolsa Nasdaq em 12 de junho, o que faz da sua estimativa de preço uma das mais antecipadas, se não a mais antecipada, da história do mercado de ações. A empresa pretende captar US$ 75 bilhões (R$ 381 bilhões), o que seria um recorde para um IPO. O atual recorde pertence à gigante do petróleo saudita Saudi Aramco, que captou US$ 25,6 bilhões em 2019. Se as ações da empresa forem vendidas pelo preço estimado de US$ 135 ou acima desse valor, a SpaceX se tornará imediatamente uma das empresas mais valiosas do mundo. Com isso, Elon Musk, que controla mais de 80% da SpaceX por meio de suas próprias ações na companhia, poderia se tornar trilionário. Mas esse resultado não é garantido. Segundo dados da Dealogic, empresa de pesquisa sobre mercados de capitais, em quase metade das companhias que abriram capital nos últimos 30 anos, o valor caiu em relação ao da estreia. "Não há dúvida de que a avaliação é incrivelmente alta", disse Samuel Kerr, diretor de pesquisa de mercados de capitais da Mergermarket. Elon Musk deve se tornar a pessoa mais rica do mundo com a estreia da SpaceX na bolsa de valores REUTERS Ele observou que a relação entre o preço da SpaceX e suas vendas é maior do que a de qualquer outra grande empresa do grupo que os investidores chamam de "Mag 7" — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Nvidia, Microsoft e Tesla, outra empresa de Musk. "Mas a SpaceX está sendo avaliada com base em receitas e lucros futuros, e não no presente, e alguns investidores podem estar dispostos a ignorar isso", acrescentou Kerr. Em 2025, a Space Exploration Technologies, nome oficial da SpaceX, teve receita de US$ 18,6 bilhões, mas registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. Nos três primeiros meses deste ano, as vendas somaram US$ 4,7 bilhões, mas a empresa teve prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões. Segundo o balanço da empresa, a SpaceX possui US$ 102 bilhões ativos, como foguetes e outros equipamentos, mas também US$ 60,5 bilhões em dívidas. Além da exploração espacial, a empresa investe pesado em inteligência artificial (IA), redes sociais, serviços de internet via satélite e centros de dados. No início deste ano, a SpaceX comprou a xAI, outra empresa de Musk, conhecida por seu chatbot Grok. A xAI começou como parte do X, antigo Twitter, e usava o acesso aos textos e informações em tempo real da plataforma para treinar sua inteligência artificial. Há anos, Musk defende que desenvolver infraestrutura no espaço é a melhor forma de garantir os recursos necessários para sustentar o funcionamento da IA, já que há escassez de terra disponível no planeta. Ele já apresentou planos para lançar satélites de IA e, no futuro, construir centros de dados em órbita. "A SpaceX já foi uma empresa simples. Era uma empresa de lançamentos, depois também provedora de internet por satélite, e agora é uma empresa de redes sociais e um laboratório de IA", disse Laurence Pevsner, sócio da empresa de capital de risco Lux Capital, à BBC. "O laboratório de IA é o que realmente está elevando a avaliação, e acho que essa é uma aposta arriscada para os acionistas", acrescentou. O movimento da SpaceX ocorre no momento em que outras gigantes da tecnologia buscam captar mais recursos para financiar seus investimentos em IA. No início desta semana, a empresa de IA Anthropic revelou seus planos para uma oferta pública de ações ainda neste ano, enquanto a Alphabet, dona do Google, anunciou que pretende captar US$ 80 bilhões para investir em IA. A OpenAI também avalia abrir capital ainda este ano, de acordo com a imprensa.

Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no ES A técnica de enfermagem Kátia dos Santos poderia ter desistido das abelhas após sofrer um choque anafilático causado por uma picada do inseto. O quadro foi tão grave que ela precisou passar por dois anos de tratamento. Mas abandonar a atividade nunca foi uma opção. "Eu fiz o tratamento para não precisar deixar a apicultura". Cinco anos depois de deixar a área da saúde, Kátia trabalha com a criação de abelhas, produz cosméticos feitos com mel, própolis e outros produtos das colmeias, e também percorre diferentes estados capacitando produtores e pessoas interessadas em investir na atividade, como hobby ou fonte de renda. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Se eu não fizesse tratamento, seria inviável. Eu tomava o próprio veneno da abelha uma vez por semana em forma de injeção. Fui persistente. Tem que gostar. Porque depois que você entra nessa área, não quer mais sair", contou Kátia Abelha, como é conhecida em São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo. Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta A história dela é um dos exemplos de como mulheres de diferentes profissões transformaram a criação de abelhas em empreendedorismo e mudança de vida. A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel, a advogada Eva Pires Dutra, a fisioterapeuta Giovana Branco e a própria Kátia seguiram caminhos diferentes até chegar ao mesmo destino: encontraram nas abelhas uma nova possibilidade de negócio. Em comum, todas elas investiram em conhecimento antes de transformar a atividade em fonte de renda. A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o 1º contato com abelhas há mais de uma década Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Da programação para a meliponicultura A analista e desenvolvedora de sistemas Luana Pimentel teve o primeiro contato com abelhas há mais de uma década, após se mudar para uma casa em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O que começou como um interesse pessoal e uma válvula de escape para o dia a dia logo se transformou em uma atividade que hoje ocupa boa parte da sua rotina. "Sou da área de programação, não tem nada a ver com natureza. Mas fui me envolvendo e me apaixonando por esse mundo das abelhas", contou. Mulheres fazem sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha. Ricardo Medeiros/Rede Gazeta LEIA TAMBÉM: X-BOLO: Doce viraliza nas redes e promete aumentar vendas de confeiteiras no ES FÉ QUE SUSTENTA: Festa da Penha movimenta turismo e transforma rotina de empreendedores 'CPF CAPIXABA': quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025, mostra pesquisa inédita Ao longo dos anos, ela buscou cursos de capacitação, porque não bastava apenas gostar da atividade. Ela também participou de treinamentos oferecidos por associações do setor e passou por programas de empreendedorismo. Atualmente, cursa pós-graduação em Gestão do Agronegócio e sonha em criar uma agroindústria familiar. Além da produção de mel, Luana investe em sabonetes, velas, bebidas artesanais e outros produtos derivados das abelhas. Também atua como educadora ambiental, levando conhecimento sobre as abelhas nativas sem ferrão para escolas. Segundo ela, a participação na Associação de Meliponicultores Capixabas foi fundamental para ampliar o conhecimento técnico e enxergar novas oportunidades de negócio. "As abelhas mudaram completamente a minha vida. Esses bichinhos tão pequenos fizeram coisas grandiosas e mudaram minha rota", afirmou. Luana destacou ainda que o mercado tem valorizado cada vez mais produtos artesanais e sustentáveis, o que foi incentivo a mais para empreender na área. "As pessoas querem saber a origem do que consomem. Quando você une conservação ambiental, produção artesanal e qualidade, o produto ganha valor", disse. Advogada Eva Pires Dutra começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta O hobby que pode virar negócio A advogada Eva Pires Dutra, de 53 anos, representa outra etapa dessa jornada empreendedora. Há cerca de um ano e meio, começou a criar abelhas sem ferrão em uma propriedade em Domingos Martins, na Região Serrana do estado. A produção ainda é pequena e voltada ao consumo próprio, mas os planos já incluem a comercialização de mel e própolis. "Hoje, ainda é mais um hobby, mas o objetivo é ter uma produção comercial de mel e própolis", afirmou ela, já pensando lá na frente. Para se preparar, Eva buscou capacitações e passou a participar de grupos de criadores. Segundo a advogada, a troca de experiências com outros produtores tem sido tão importante quanto os cursos. "Aprendo muito com outros criadores. A troca de experiências é muito importante e nos faz crescer de forma consistente na atividade", disse. Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Ela explicou que a principal dificuldade está no tempo necessário para consolidar a produção. "A produção de abelha sem ferrão é pequena. É preciso formar várias colônias para alcançar uma quantidade que permita comercialização." Mesmo assim, acredita que a atividade tem potencial econômico e ambiental. "A meliponicultura é promissora não apenas pela venda de mel, própolis e outros produtos, mas também pelos serviços de polinização. Onde têm abelhas, a produção aumenta", destacou. Fisioterapeuta Giovana Branco superou o esgotamento profissional criando uma empresa de apicultura Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Uma nova carreira após o esgotamento profissional A fisioterapeuta Giovana Branco chegou à apicultura em um momento de mudança de vida. Após enfrentar um quadro de esgotamento profissional, ela começou a buscar alternativas ligadas à saúde, ao bem-estar e ao uso de produtos naturais. "Eu comecei a buscar algo mais natural para orientar meus pacientes. Foi assim que conheci o própolis verde e me interessei pelas abelhas", contou. O interesse inicial se transformou em negócio. Para estruturar a atividade, Giovana buscou mentorias, cursos técnicos e programas de capacitação voltados ao empreendedorismo. Ela criou a empresa, montou uma estrutura de produção e conquistou certificações para comercializar os produtos. O resultado veio rapidamente. Em um concurso realizado durante o Congresso Brasileiro de Apicultores e Meliponicultores, em Florianópolis, o mel produzido pela empresa conquistou o terceiro lugar nacional. "Foi um orgulho enorme. A gente concorreu com produtores do Brasil inteiro. Isso mostrou que é possível crescer quando existe dedicação e capacitação", afirmou. Para Giovana, a busca por conhecimento é permanente. Ela acredita que a atividade pode representar uma oportunidade para outras mulheres que desejam empreender. "A apicultura e a meliponicultura são atividades sustentáveis e lucrativas. O mel é só o começo. Existem muitas possibilidades de trabalhar com os produtos das abelhas", afirmou. Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo Arquivo pessoal De aluna a instrutora Se para algumas dessas mulheres a criação de abelhas começou como hobby ou complemento de renda, para Kátia a atividade acabou se transformando em uma nova profissão em São Domingos do Norte, onde mora. Depois de deixar a enfermagem, ela passou a estudar os diferentes usos dos produtos das colmeias e se especializou na produção artesanal de cosméticos. Hoje, ela ensina outras mulheres a produzir sabonetes, velas, hidratantes e outros produtos utilizando mel, própolis, geoprópolis e cera de abelha. "A maioria das pessoas que participa dos cursos busca uma renda complementar. A gente mostra que é possível criar novas fontes de renda a partir dos produtos das abelhas", explicou a empreendedora. Kátia Abelha dá cursos de cosméticos usando os produtos das abelhas no Espírito Santo Arquivo Pessoal Ao lado do marido, Juliano Cordeiro, conhecido como "Juliano Abelha", ela transformou a atividade em um negócio familiar. Há cinco anos, ele também deixou a carreira no serviço público para se dedicar integralmente à apicultura. O casal investiu em cursos, treinamentos e especializações até se tornar referência na área. Hoje, os dois ministram capacitações em diferentes estados brasileiros para produtores, associações, cooperativas e instituições ligadas ao setor, inclusive com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A atuação foi além da produção de mel. Eles criaram um espaço voltado à formação de produtores e ao desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas à apicultura e à meliponicultura. A rotina da família passou a girar em torno das abelhas. Os filhos Davi, de 17 anos, e Aaron, de 7, também acompanham parte das atividades e cresceram vendo os pais transformarem uma paixão em profissão. Rotina da 'Família Abelha' passou a girar em torno das abelhas no Espírito Santo Arquivo Pessoal Abelhas movimentam outras cadeias produtivas O impacto das abelhas vai além dos produtos vendidos pelas empreendedoras. A atividade também contribui para a agricultura e ajuda a gerar renda dentro das propriedades rurais. Segundo José Roberto Gonçalves, gerente corporativo de Agropecuária da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), as abelhas desempenham papel fundamental na cafeicultura, especialmente nas lavouras de café conilon. "As abelhas possuem uma contribuição importante nesse processo, favorecendo maior produtividade e uniformidade na maturação dos frutos das lavouras de café conilon", explicou Gonçalves. Além de ajudar na produção agrícola, a atividade pode representar uma nova fonte de receita para os agricultores. "Os produtores que possuem apiários em suas propriedades, além de potencializarem a produção de café conilon, contam com uma segunda atividade econômica, gerando mais renda e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida", afirmou. O interesse crescente pela atividade tem levado mais cafeicultores a buscar qualificação. Na Fazenda Experimental da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, a cooperativa mantém um apiário utilizado em ações de capacitação e, nos últimos dias, promoveu cursos voltados a cooperados que conciliam a produção de café com a criação de abelhas. Alguns desses cursos foram ministrados pelo casal 'Abelha'. Para Gonçalves, a capacitação é essencial para quem deseja crescer na atividade. "A participação em capacitações possibilita o acesso às informações que contribuem para uma condução mais assertiva da criação de abelhas, tanto para apicultores experientes quanto para produtores que estão iniciando na atividade", disse. Kátia e Juliano Abelha criam e dão aulas sobre abelhas no Espírito Santo Arquivo Pessoal Capacitação transforma interesse em negócio O papel do conhecimento também é destacado pelo Sebrae. Segundo o analista Daywidson Stabenow, a capacitação é um dos fatores que permitem transformar uma atividade complementar em um negócio estruturado. "A capacitação ajuda a transformar um conhecimento técnico ou uma habilidade prática em uma atividade economicamente viável. O empreendedor passa a enxergar o negócio de forma mais estratégica e identifica oportunidades que antes não via", explicou. Para ele, as histórias das produtoras refletem uma tendência crescente do empreendedorismo feminino. "Essas histórias mostram a força da mulher, a determinação e a capacidade de adaptação. Cada vez mais as mulheres têm buscado autonomia financeira, geração de renda e realização dos seus projetos pessoais", afirmou. O analista também destaca que a cadeia produtiva das abelhas oferece oportunidades para pequenos empreendedores. "Além da comercialização do mel, existem diversos produtos derivados, como própolis, pólen, cera e geleia real. Isso amplia as possibilidades de receita e de novos negócios", destacou. Abelhas inspiram mulheres a empreender e criar novos negócios no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Conhecimento como ponto de partida Embora tenham histórias diferentes, as quatro mulheres compartilham um mesmo aprendizado: empreender exige preparo. Foi por meio de cursos, treinamentos, mentorias, associações e programas de capacitação que elas encontraram caminhos para transformar interesse em oportunidade de negócio. Mais do que produzir mel, própolis, cosméticos ou outros derivados das colmeias, elas passaram a enxergar possibilidades de geração de renda, valorização ambiental e independência financeira. Agora, enquanto ampliam a produção e planejam novos passos, elas ajudam a mostrar que o empreendedorismo pode nascer nos lugares mais inesperados, até mesmo a partir de insetos que pesam poucos gramas, mas movimentam uma cadeia produtiva capaz de transformar vidas. Mulheres transformam hobby por abelhas em produtos naturais e fonte de renda no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Unsplash/Niklas Jonasson A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica. Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso. Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais. "Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro", escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider. Agora no g1 Como funciona o rastreador de jatos privados Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento. Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados. Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior. Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto. A origem: uma ameaça de Trump e a ansiedade nuclear A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma "civilização inteira" poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo. A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas. Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial? Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse. Reprodução Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses. "Isso me perturbou", escreveu na Business Insider. "Lembro de ter pensado: 'Meu Deus, é real'." Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos. Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza. Arte, vigilância e vibe coding McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código. Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos. O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail. "O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto", escreveu. "Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo." Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves. Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão. Os movimentos das elites como sinal social De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social. No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos. Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder. Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação. Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros

O advogado Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários Geraldo Magela/Agência Senado O governo federal nomeou nesta quarta-feira (3) o advogado Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no país. Ele ocupará a vaga deixada por João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027. A nomeação de Lobo e a de Igor Muniz para a diretoria da autarquia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). 🔎 A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por fiscalizar, normatizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, que incluem ações, debêntures, cotas em fundos de investimento, entre outros , garantindo transparência e segurança para os investidores. Antes de assumir oficialmente o cargo, Lobo se reuniu nesta semana com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir temas relacionados à atuação da autarquia. Senado aprova indicação de Otto Lobo para presidir a CVM Banco Master A CVM vem sendo alvo de questionamentos sobre a condução de processos relacionados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No início de fevereiro, a própria CVM criou um grupo de trabalho para analisar todas as informações relacionadas ao conglomerado Master e à gestora de fundos Reag, suspeita de envolvimento nas fraudes investigadas pela PF, e para propor "melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional". Questionado sobre a possibilidade de dar prioridade aos casos envolvendo o Banco Master, Lobo afirmou que a intenção é acelerar a tramitação de todos os processos em andamento na autarquia. "Todos esses processos vão ser tratados com muita celeridade. A CVM sempre vai dar respostas para esse e outros processos", afirmou Lovo, acrescentando que será feito um mutirão para julgar mais processos. O novo presidente também afirmou que não haverá distinção entre investigados e que os procedimentos seguirão os princípios legais e constitucionais. "Tudo será conduzido dentro da legalidade e do respeito à ampla defesa", complementou ele. Aprovação no Senado O nome de Otto Lobo foi aprovado pelo Senado em maio, por 31 votos a 3. Na mesma sessão, os senadores também aprovaram a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM. A escolha de Lobo para comandar a autarquia foi atribuída nos bastidores a empresários e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega ter atuado como padrinho político da indicação. A indicação gerou divergências dentro do governo. Integrantes da equipe econômica manifestaram resistência ao nome de Lobo, posição que teria sido compartilhada tanto pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto pelo atual chefe da pasta, Dario Durigan. Apesar disso, segundo fontes envolvidas nas negociações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ao senador Eduardo Braga, relator da indicação, sua preferência pelo nome de Lobo. No mercado financeiro, a indicação também enfrentou resistência. Críticos apontam decisões consideradas favoráveis ao Banco Master tomadas por Lobo durante o período em que exerceu interinamente a presidência da CVM.

Zelle foi criado por bancos nos EUA Getty Images Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode "ir para a mesa de negociação" ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou "o Pix americano". Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os "EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle". "Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista. Governo Trump diz que PIX prejudica competição de empresas americanas A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros. "O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado. O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas". As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil. Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix. Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump Divulgação O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018. As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de "entreguistas": "Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir". Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo "quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular". Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano Getty Images via BBC O que é o Zelle e como se compara ao Pix Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos. O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não. Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas. O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano. O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025. A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma "resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal", uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos. Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro. Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma "chave aleatória" para as transferências. De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária "em poucos minutos". Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados. O Bank of America ressalta também em seu site que, "em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência" via Zelle. Ainda segundo a Early Warning Services, "normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle", mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras. No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado. Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante. No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário. Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que "o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle". "Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões", escreveu Krugman. Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de "informações incompletas" acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro. "O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras", afirmou a entidade. A Febraban pontuou ainda que "não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional". Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem Governo Federal Por que PIX incomoda tanto o governo Trump? A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos. O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que "o Pix é do Brasil". No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano. Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos. Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas. Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais. Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional. "O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran. A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras". "Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa. Da economia à política Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania. O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas". "Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran. "A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal." Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.

Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios O Instagram Plus, versão paga da rede social, começou a ser liberado no Brasil nesta quinta-feira (4). O serviço oferecerá recursos exclusivos para usuários que pagarem R$ 10 por mês. A assinatura dá mais prioridade aos stories, aumentando as chances de eles serem vistos por mais seguidores. Também permite que as publicações fiquem no ar por 48 horas, em vez das 24 horas atuais. (veja todos os recursos abaixo) Ela oferece ainda a opção de criar listas de seguidores parecidas com a de melhores amigos. A ideia é permitir que os stories sejam compartilhados exatamente com o grupo que você quiser. A Meta, dona do Instagram, deve começar a liberar em breve as versões pagas do WhatsApp e do Facebook. No aplicativo de mensagens, por exemplo, a assinatura deve liberar novos recursos de personalização, figurinhas premium, toques personalizados, entre outras funções. Confira abaixo os recursos exclusivos do Instagram Plus: Prioridade na entrega de stories para seus seguidores; Opção para manter stories no ar por 48 horas, em vez de apenas 24 horas; Listas de audiência para compartilhar stories com grupos específicos; Curtidas animadas que ocupam toda a tela e podem ser enviadas para amigos; Prévia de visualização de stories sem a outra pessoa saber; Dados sobre quantas vezes os seus stories foram reassistidos; Busca na lista de visualizações de stories para encontrar rapidamente pessoas específicas; Ícone personalizado do Instagram a partir de uma seleção feita pela rede social; Fonte personalizada na bio; Opção para fixar até seis publicações no perfil, em vez de três; Opção para publicar algo direto no perfil ou nos destaques, sem aparecer no feed ou nos stories para seguidores. Instagram Plus Divulgação/Instagram A versão paga do Instagram tinha sido anunciada no final de maio pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit. A executiva disse que, em breve, ela poderá ser administrada em uma central criada pela empresa. "Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos", afirmou. Em 2023, a Meta lançou na Europa versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram para cumprir a legislação da União Europeia sobre proteção de dados. Agora, a decisão de liberar as assinaturas para mais países mostra o desejo da Meta de diversificar suas receitas para além da publicidade. A empresa enfrenta pressão de investidores por conta de seus gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é de que os investimentos nesse setor, especialmente com data centers, alcancem entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (entre R$ 630 bilhões e R$ 730 bilhões). Ícone do Instagram. REUTERS/Thomas White

WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar Reprodução. O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (4) uma série de recursos para os usuários aproveitarem durante a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho. Entre as novidades estão figurinhas temáticas, efeitos para videochamadas e atualizações em tempo real por meio da Meta AI. Até a final do torneio, os usuários poderão reagir às mensagens com a Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo. Ela aparece como um emoji e, ao ser usada, ativa uma animação com várias bolas "pulando" na tela do celular. O aplicativo também ganhou um pacote especial de figurinhas da Copa do Mundo, com imagens de trave, chuteira, bola tensa, bola chorando e cartões vermelho e amarelo. Agora no g1 Além disso, a empresa disponibilizou efeitos temáticos para videochamadas, incluindo uma bola sobre a cabeça do usuário, uma trave como plano de fundo e um adesivo de bola aplicado ao rosto, entre outros. O Meta AI, inteligência artificial da empresa, também passará a exibir informações em tempo real sobre as partidas, incluindo as classificações mais recentes do torneio. Segundo o WhatsApp, a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, registrou um pico de 25 milhões de mensagens por segundo na plataforma. LEIA TAMBÉM: Android passa a detectar possíveis ligações falsas feitas com IA Uber demite 23% da equipe de RH e recrutamento iFood começa a usar drones para fazer entregas em São Paulo WhatsApp lança filtros e figurinhas para a Copa do Mundo; veja como usar Reprodução Instants:como funciona o novo recurso do Instagram Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas'

Por que o PIX está na mira de Trump? Os novos ataques do governo dos Estados Unidos contra o sistema de pagamentos Pix nesta semana reacendeu no Brasil um debate sobre quando e por quem foi criada a tecnologia. Na segunda-feira, o governo americano concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado. O relatório tinha o Pix como um de seus alvos. "O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento. No dia seguinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com um cartaz durante um evento em Goiás que dizia: "O Pix é do Brasil". "Viram que eu entrei aqui com essa faixa: 'O Pix é do Brasil'. É porque ontem, o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira", disse Lula, que é pré-candidato na eleição presidencial de outubro. "Eu falei para ele: ô, Trump, ô cara, ao invés de ter medo do Pix, coloca o Pix para funcionar nos EUA. Faz um Pix para nós." Celular mostra o PIX, ao lado do presidente Donald Trump ReproduçãO e Alex Brandon/AP Um dia depois, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exibiu em um evento em Minas Gerais um cartaz que dizia: "O Pix é do Brasil e do Bolsonaro". Em seu discurso, ele disse: "É mentira que o Pix está ameaçado. Não tem absolutamente nada a ver o meio de pagamento com isso tudo. O Pix é brasileiro, foi feito pelo [ex] presidente [Jair] Bolsonaro. O Pix não é taxado porque o presidente Bolsonaro assim determinou que não fosse, é algo que revolucionou na segurança, então isso não está em discussão." Afinal, como foi criado o Pix? Como nasceu o Pix? Governo Trump diz que PIX prejudica competição de empresas americanas O Pix é um sistema de pagamento instantâneo criado por técnicos do Banco Central, que permite transferir dinheiro entre contas em segundos, a qualquer hora e dia. É conhecido por ser rápido e seguro e pode ser usado a partir de contas correntes, poupança ou pré-pagas. O sistema se popularizou no Brasil e possui números impressionantes. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas — o que equivale a 80% da população brasileira — já fizeram uma transferência por Pix. Até outubro do ano passado, mais de R$ 3 trilhões haviam sido movimentados por Pix. Só em janeiro deste ano, foram realizadas mais de 7 bilhões de transações. No dia 12 de dezembro de 2025 o sistema registrou seu recorde: foram 313 milhões de transações em um mesmo dia. O Pix foi lançado em novembro de 2020 — durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo um relatório de 2022 do Banco Central sobre o Pix, a primeira manifestação sobre "soluções que permitam, a baixo custo, pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos" aconteceu em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, em um relatório Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução Mas o Pix só começou a ser desenvolvido pelos técnicos do Banco Central em maio de 2018 — ainda no governo de Michel Temer. Entre a criação de um grupo de trabalho específico e o lançamento do sistema, se passaram cerca de 31 meses. A portaria 97.909 de maio de 2018 do Banco Central instituiu um grupo de trabalho com objetivo de "contribuir para a construção de um ecossistema de pagamentos instantâneos competitivo, eficiente, seguro e inclusivo". O nome Pix ainda não era usado nessa ocasião. Mas algumas bases do sistema já estavam definidas nessa portaria. "A infraestrutura centralizada de liquidação será operada pelo Banco Central do Brasil e estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano. As transações serão liquidadas uma a uma, no momento em que a ordem de liquidação for aceita pela infraestrutura", afirma a portaria. O grupo de trabalho para pagamentos instantâneos (GT-PI) de maio de 2018 foi, segundo o Banco Central, "a primeira etapa para o desenvolvimento dos pagamentos instantâneos no Brasil". Esse grupo esteve aberto a qualquer parte interessada no tema, e recebeu contribuições de mais de 130 participantes. Em dezembro de 2018, o último mês do governo Temer, o Banco Central divulgou o comunicado 32.927 no qual estabeleceu requisitos fundamentais do Pix que foram aprovados pela diretoria colegiada da instituição. Nesse comunicado, o BC se posicionou oficialmente como líder do processo de desenvolvimento e implementação do Pix. A partir de outubro de 2019, já no governo Bolsonaro, a infraestrutura tecnológica começou a ser desenvolvida. A marca Pix foi lançada em fevereiro de 2020. Segundo o Banco Centrarl, a marca "é baseada em tecnologia, transação e pixel, e representa a transposição dos limites do sistema financeiro, a comunicação entre os agentes de mercado e a solidez do pixel". Um ano após o começo do desenvolvimento da infraestrutura tecnológica, em outubro de 2020, foi iniciado o cadastramento de chaves por usuários iniciais. Em 3 de novembro, o sistema começou a funcionar de forma restrita — e em 16 de novembro ele passou a operar de forma plena. Em outubro de 2020, um mês antes do lançamento oficial do sistema, o então presidente Jair Bolsonaro manifestou desconhecer o meio de pagamento quando foi parabenizado por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro se confundiu e achou que se tratava de algo relacionado à desburocratização na aviação civil. Ao ouvir a explicação do apoiador de que o Pix era um novo meio de pagamento criado pelo Banco Central, respondeu: "Não tomei conhecimento, vou conversar essa semana com o [então presidente do BC] Roberto Campos". Impacto Lojistas oferecem descontos para pagamentos no PIX, em dinheiro ou no débito, que saem mais baratos do que no crédito. Giaccomo Voccio/g1 No Brasil, a forma como o Pix foi estruturado beneficiou empresas nacionais, especialmente bancos digitais e fintechs. "Alavancando o modelo do Pix", elas desenvolveram inovação e cresceram, expandindo-se inclusive para outros mercados. Isso acabou fazendo do país uma referência internacional, inspirando outros países, como a Colômbia. "O Brasil é bem conhecido hoje por seus 'neobancos' [bancos digitais] e pelo seu ecossistema doméstico de inovação financeira", disse a pesquisadora Polina Kempinsky à BBC News Brasil. O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman elogiou o Pix por ser quase instantâneo e por ter custos de transação baixos e sugeriu que o Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro com esse sistema. "Outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil no desenvolvimento de um sistema de pagamento digital", escreveu Krugman. E disse que o sistema brasileiro de pagamentos está "conseguindo de fato o que os defensores de criptomoedas alegaram, falsamente, ser capaz de se alcançar por meio do blockchain — baixos custos de transação e inclusão financeira." "Compare os 93% de brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% de americanos que usaram criptomoedas para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024", disse o economista em 2025. "Ah, e usar o Pix não cria incentivo para sequestrar pessoas e torturá-las até que entreguem suas chaves de criptografia. Então, teremos um sistema semelhante ao Pix nos Estados Unidos? Não. Ou pelo menos não por muito tempo." Especialistas também disseram à BBC News Brasil que o Pix incomodou algumas das big techs americanas. "Estamos falando aqui de uma competição tecnológica, onde os EUA visam tirar qualquer tipo de tecnologia que possa oferecer algum tipo de inovação e que não esteja sendo gerida dentro do próprio país ou que não esteja sob controle dos EUA", diz Bruna Martins dos Santos, gerente de políticas e advocacy da Witness, organização internacional sem fins lucrativos focada em tecnologia e direitos humanos, em entrevista em julho de 2025. O que os EUA dizem sobre o Pix O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres após assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de junho de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque Na conclusão apresentada esta semana da investigação com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos — o governo dos EUA acusa o Pix de prejudicar "injustamente as empresas americanas". A investigação diz que o Banco Central brasileiro exerce papel duplo — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas". "O banco tem atuado como regulador para desfavorecer provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e privilegiar o Pix. Por exemplo, o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e requer que o Pix seja exibido na tela principal do aplicativo das instituições participantes com destaque igual ou superior a qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência." Além disso, há críticas pelo fato de o Banco Central exigir que o Pix seja ofertado sem taxas aos clientes. Segundo a conclusão da investigação, as autoridades brasileiras obrigam empresas americanas a promover o competidor brasileiro (Pix) sem compensações às instituições americanas. "Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial dado ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de taxas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas a seu campeão nacional do Brasil." Como resultado da investigação, que inclui outras críticas a práticas comerciais do Brasil, os EUA propõem tarifas de 25% a produtos brasileiros. Essas propostas ainda serão negociadas entre os governos até o dia 15 de julho. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix das críticas do governo americano. Em nota, a entidade disse que as conclusões da investigação foram baseadas em "informações incompletas" sobre os objetivos e o funcionamento do sistema. "O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos", disse a Febraban. A entidade diz que o Pix contribui para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento. Nova regra que limita uso do FGC para atrair investidores começa a valer; entenda o que mu Golpes com álbum de figurinhas da Copa 2026 disparam: saiba como não cair

Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O Google anunciou um recurso para Android capaz de identificar ligações falsas feitas por golpistas e alertar as possíveis vítimas. A novidade será disponibilizada neste mês globalmente, incluindo o Brasil, e funcionará por meio do aplicativo gratuito "Telefone", do Google Para usar a ferramenta, será necessário instalar o app "Telefone do Google" e defini-lo como app padrão para chamadas. Assim, em vez de utilizar o aplicativo de ligações que já vem no celular, o aparelho passará a fazer e receber chamadas pelo app do Google. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A novidade vai funcionar em celulares com Android 12 ou superior. Um dos exemplos apresentados pelo Google é o de uma ligação identificada como "Mãe". Ao atender, a voz soa exatamente como a dela. No entanto, a chamada foi feita por um criminoso que usa inteligência artificial para imitar sua voz e tentar convencer a vítima a enviar dinheiro. Agora no g1 Com a novidade, quando duas pessoas usam o aplicativo "Telefone do Google", os aparelhos trocam automaticamente um sinal silencioso de verificação durante a chamada. Se essa confirmação não acontecer, o aplicativo de quem recebe a ligação pode exibir um alerta para você recursar a chamada. O Google, porém, não explicou como o app se comporta em situações em que a outra pessoa utiliza o aplicativo de chamadas padrão do celular, outro app de telefone ou até mesmo um iPhone, que não é compatível com o "Telefone do Google". A empresa afirma que desenvolveu essa proteção com base em um padrão aberto, o que permitiria que outros fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicativos adotassem a mesma tecnologia em seus produtos. Android passa a detectar ligações falsas feitas com IA no Brasil Divulgação/Google Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, em evento na cidade de São Paulo Divulgação/Uber A Uber está demitindo 23% dos funcionários das áreas de recursos humanos e recrutamento, segundo informações da agência Bloomberg. De acordo com a empresa, os desligamentos representam menos de 1% do quadro total de funcionários. Em um memorando enviado aos colaboradores, o CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, afirmou que as mudanças são necessárias para "maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente", de acordo com a CNBC norte-americana. A companhia afirmou que os cortes não estão relacionados aos investimentos em inteligência artificial, disse um porta-voz à Bloomberg. Nos últimos meses, outras empresas de tecnologia, como a Meta (dona de Facebook e Instagram) e a Oracle, também realizaram demissões em massa enquanto ampliavam os investimentos em IA. Agora no g1 O g1 procurou a Uber para saber se funcionários da empresa no Brasil foram afetados e aguarda retorno. Em comunicado às equipes impactadas, Jill Hazelbaker, promovida no mês passado ao cargo de presidente e diretora de assuntos corporativos, afirmou que as demissões têm como objetivo construir uma "organização mais conectada, moderna e operacionalmente excelente". A Bloomberg informou ainda que alguns funcionários de RH que haviam recebido autorização para trabalhar remotamente foram avisados de que precisarão retornar ao modelo híbrido, com presença no escritório três dias por semana. Dados de 1,2 milhão de usuários do iFood são vazados Instants:como funciona o novo recurso do Instagram

Número de ricos e suas fortunas atingiram novo recorde em 2025, diz estudo Adobe Stock O número de milionários em todo o mundo e sua fortuna continuaram crescendo em 2025 e atingiram novos recordes, graças ao forte desempenho do mercado de ações e à queda da inflação, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (4) pela Capgemini. Essa consultoria define os ricos como aqueles que possuem mais de um milhão de dólares (5 milhões de reais) disponíveis para investimento. Isso exclui, em grande parte, o valor de sua residência principal. Esse número aumentou 7,9%, chegando a 25,3 milhões de pessoas no ano passado, quase 2 milhões a mais do que em 2024, calculou a Capgemini em seu estudo internacional intitulado "World Wealth Report" (Relatório Mundial da Riqueza, em tradução livre). Seu patrimônio total cresceu 8,7%, atingindo 98,3 trilhões de dólares (495,5 trilhões de reais), um valor recorde e o maior aumento anual desde 2018. Agora no g1 "Os mercados de ações, impulsionados por ganhos relacionados à inteligência artificial, foram o principal motor da criação de riqueza para indivíduos ricos em cinco das seis principais regiões geográficas" analisadas, afirmou a Capgemini. E "a riqueza dos indivíduos ricos permanece altamente concentrada: 1% deles detém 34,8% dessa riqueza", acrescentou. O maior aumento no número de milionários (9,4%) é observado na região Ásia-Pacífico, impulsionado pelo setor de semicondutores, com o Japão e a China na liderança. Na América do Norte, o número de milionários aumentou 9,1%, graças aos Estados Unidos, onde mais de 736 mil novos milionários foram registrados, elevando o total para 8,7 milhões no país. O número também cresceu na Europa (6,5%), África (4,1%) e América Latina (0,3%). A única região analisada com queda no número de milionários foi o Oriente Médio (-1,4%), impactado pela queda nos preços do petróleo no ano anterior. A população de indivíduos super-ricos, definidos como aqueles com patrimônio líquido de pelo menos 30 milhões de dólares (151 milhões de reais), também aumentou 9,4%, chegando a aproximadamente 250 mil pessoas em todo o mundo. O estudo da Capgemini foi baseado em entrevistas com 6.510 indivíduos ricos nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. EUA propõem sobretaxa a 60 países por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista Trump 'rompe trégua com Lula' e causa 'tempestade' no Brasil: o que disse a imprensa internacional sobre tarifas

O que explica o desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo desperdiça cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos ao ano. Em cada etapa da cadeia, há fatores que ajudam a explicar o problema. No campo, o desperdício pode ocorrer por falta de planejamento e de técnica. No varejo, por excesso de oferta. Já nas casas, por hábitos culturais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Ao mesmo tempo, quase 7 milhões de pessoas passam fome no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, quanto mais comida é desperdiçada, mais difícil pode ser o acesso aos alimentos. “Existe dentro do varejo um cálculo de perda já especificado no valor dos produtos. Então a gente paga por essa perda”, explica Daniela Teston, diretora de relações corporativas do WWF-Brasil. A especialista acredita que a redução do desperdício poderia tornar mais baratos os itens básicos de alimentação, o que favoreceria a população em situação de vulnerabilidade. “Apesar de ter saído da linha da pobreza, a gente ainda tem muita gente que não tem acesso à nutrição adequada todos os dias”, afirma. Também segundo o IBGE, 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar no país. Não bastasse a questão social, o desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Também produz chorume, que contamina o lençol freático. E não se pode ignorar a consequência mais óbvia: a perda financeira. Dados de 2020 do Banco Mundial mostram que US$ 1 trilhão em alimentos é desperdiçado anualmente. Leia também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Perdas no campo Não existem dados oficiais que mostrem o quanto é perdido nas lavouras, mas este é um problema real, aponta Gustavo Porpino, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios. Ele também colabora com iniciativas da ONU. Segundo o pesquisador, existem vários fatores que causam essas perdas. ➡️ Falta de acesso dos agricultores a mercados: o Brasil tem cultivos de alimentos extremamente perecíveis, como alface, morango e banana. “No dia que o alimento está pronto para ser colhido, o produtor já tem que saber para onde ele vai comercializar, se não vai se perder muito rapidamente”, explica. ➡️ Mudanças climáticas: causam altas temperaturas, seca e excesso de chuva em períodos que são altamente prejudiciais para os cultivos. ➡️ Pragas e doenças: podem dizimar lavouras quando não são combatidas com o manejo adequado. ➡️ Falta de tecnologia: as inovações podem ajudar a conservar os alimentos por mais tempo, tornar a colheita mais eficiente e diminuir as perdas no campo. ➡️ Padrão estético: o mercado consumidor exige que os alimentos tenham determinados tamanhos e não apresentem manchas. Desse modo, quando o produto nasce fora desse padrão, o produtor dificilmente consegue vender para os mercados. ➡️ Picos de produção: quando a safra é muito boa, o alimento pode acabar sobrando na lavoura. Isso porque o produtor pode não ter conseguido clientes para toda a oferta ou porque o preço ficou muito baixo e não compensa os custos da colheita. ➡️ Logística: pode causar perdas quando feita de forma ineficiente, como no transporte de hortaliças fora de caminhões refrigerados. Além disso, as caixas e embalagens em que os produtos são transportados precisam ser adequadas. Por exemplo, caixas de madeira podem causar danos às frutas; o ideal são as plásticas. A maioria desses problemas pode ser resolvida com investimentos e técnicas de produção. O g1 foi até Santa Maria da Serra e Engenheiro Coelho, no interior de São Paulo, para ver como funciona uma citricultura com desperdício zero. (veja no vídeo abaixo) Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo Sobra nas prateleiras O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que o varejo e os restaurantes são responsáveis pelo desperdício de 427 milhões de toneladas de alimentos. Porpino, pesquisador da Embrapa, explica que isso pode acontecer nos supermercados por causa da exigência estética dos consumidores, mas também da prática de venda consignada com os agricultores. 🔎 No esquema de consignação, o varejista compra as frutas, mas só remunera o agricultor se esses itens forem vendidos. “O varejista recebeu 500 caixinhas de morango, vendeu 300. Ele vai remunerar o produtor pelas 300. As outras 200 se estragaram na loja. Isso não vai significar prejuízo para o varejista, mas para o produtor”, explica. Assim, o mercado pode acabar comprando grandes volumes sem considerar o que será desperdiçado. Por isso, existem iniciativas voltadas à doação de alimentos que sobraram nos pontos de venda para instituições que os redistribuem a quem precisa. Essas instituições fazem uma triagem e coletam o que estiver em boas condições. O g1 foi até Campinas (SP) e São Paulo para ver como funcionam duas dessas instituições: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA) e o Sesc Mesa Brasil. (veja no vídeo abaixo) Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome O que te faz jogar comida fora A maior parte do desperdício ocorre dentro de casa. Em 2022, foram 631 milhões de toneladas, segundo o Pnuma. A culpa não é exclusiva do consumidor. Isso porque, após passar pela colheita e pelo transporte, o alimento pode chegar às prateleiras sem estar em suas melhores condições e estragar rapidamente em casa. “O consumidor de classe média mais baixa não vai comprar frutas e hortaliças nos supermercados mais caros, que vendem frutas e verduras de melhor qualidade. Ele vai comprar em um local mais barato”, explica Porpino. “Essas frutas e verduras, às vezes, já têm um tempo de vida muito curto, porque foram transportadas por longas distâncias ou porque são de segunda linha”, completa. Contudo, também existem fatores culturais que provocam o descarte de alimentos. Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome, aponta dois: ➡️ o brasileiro gosta de fartura: isso significa que nem sempre há um planejamento das compras baseado no que realmente é consumido pela família, mas na expectativa do volume que deve ser servido. Dessa forma, sobra comida. ➡️ o hábito do estoque: devido ao histórico de inflação elevada e oscilação de preços no Brasil, muitas pessoas mantêm estoques em casa como forma de prevenção. “No fim das contas, você não precisava daquela comida. Ela foi uma comida de estoque e foi esquecida no fundo da geladeira, porque a demanda real não existia”, afirma. Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo Saiba também: Pecuária que preserva, cacau que refloresta: como o dinheiro do clima chega ao campo Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Raphael Martins Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando Narração: Vivian Souza Reportagem: Vivian Souza Produção: Vivian Souza Roteiro: Vivian Souza Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Julio Dubiella Ilustração e infografia: Bruna Azevedo Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos Motion Design: Thalita Ferraz Mais vídeos da série "PF: prato do futuro" Como indígenas usam financiamento do governo para montar agroflorestas Sem técnicos, aplicativos servem de conselheiros para produtores rurais

Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população. Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores. Um pimentão muito pequeno, grande demais ou com manchas, por exemplo, pode ficar encalhado na prateleira até apodrecer. Para mitigar a questão, surgem iniciativas que buscam reduzir parte dessas perdas. Algumas apostam na doação de alimentos que sobrariam para pessoas em situação de vulnerabilidade. Outras difundem técnicas de manejo para ajudar produtores a aumentar a durabilidade e a qualidade das plantações. Até mesmo os resíduos orgânicos podem ganhar um novo destino. Projetos de compostagem permitem que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente. O g1 visitou quatro cidades de São Paulo para mostrar como essas soluções ajudam a combater o desperdício. ️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Combate ao desperdício e à fome Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras. Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério. Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias. Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos. “Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome. O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (confira no vídeo no início da reportagem). Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras. Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações. No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais. Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem. (saiba mais abaixo). Veja também: 'Não conhecia rúcula, salsa, couve': como a agricultura mudou vidas em um deserto alimentar do Brasil Como minimizar perdas Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores. As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima). Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade. Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira. Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade. Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco. As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino.. Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores. Saiba também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Reciclando os alimentos Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo O desperdício causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático. Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma. Por isso, a compostagem pode ser uma solução ao transformar esses alimentos em adubo. O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (veja no vídeo acima) O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção. Além dessas iniciativas, em 2025, foi lançada a Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, instituída por meio de Resolução da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). A iniciativa conta com parceria com instituições científicas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e ainda está em fase de formulação. Leia também: Como calor e seca afetam alimentos e já deixam o café mais caro O que explica o desperdício de alimentos no Brasil, enquanto milhões passam fome Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Raphael Martins Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando Narração: Vivian Souza Reportagem: Vivian Souza Produção: Vivian Souza Roteiro: Vivian Souza Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Julio Dubiella Ilustração e infografia: Bruna Azevedo Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos Motion Design: Thalita Ferraz Mais vídeos da série "PF: prato do futuro" Cafezinho em risco: como sombra de árvores pode ser solução para aumento da temperatura Prato do Futuro: como o acesso à internet melhora a vida no campo

Muitos exilados cubanos nos EUA Carl Juste/Miami Herald/ZUMA/picture alliance A poucos dias do fim do prazo dado pelos Estados Unidos para que empresas estrangeiras rompam seus vínculos com o conglomerado econômico-militar Gaesa, alvo de sanções de Washington, várias companhias já encerraram ou reduziram substancialmente suas atividades em Cuba. Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, reiterando que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos. A administração Trump, que impõe desde janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, também voltou sua atenção para o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), vinculado às Forças Armadas cubanas e uma das primeiras entidades sancionadas sob a nova ordem executiva. Em consequência, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro estabeleceu a próxima sexta-feira (5) como prazo final para que empresas estrangeiras com negócios ligados ao Gaesa reajustem suas operações ou enfrentem sanções dos Estados Unidos. Em Cuba, milhares de manifestantes protestam contra ameaças dos EUA Essas medidas podem implicar dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional e à realização de transações, proibição de que bancos trabalhem com essas empresas ou congelamento de ativos. Nesse contexto, várias redes hoteleiras já anunciaram sua retirada ou a redução de suas operações na ilha. Contexto geopolítico A rede espanhola Meliá anunciou nesta quarta-feira (3) que encerrará suas operações em 15 hotéis administrados em Cuba em parceria com o Gaesa, embora não tenha mencionado os outros 19 estabelecimentos que opera com o Ministério do Turismo cubano. "Diante dos acontecimentos e circunstâncias que vêm ocorrendo no contexto geopolítico, social, jurídico e econômico da República de Cuba", a Meliá informa que "adotou a decisão de concluir imediatamente a prestação dos serviços de gestão e comercialização" desses hotéis na ilha, afirmou a empresa em comunicado. A Meliá se junta à rede espanhola Iberostar e à canadense Blue Diamond, que anunciaram nos últimos dias o encerramento parcial ou total de suas operações turísticas em Cuba. A Iberostar deixou de administrar 12 hotéis operados em Cuba em associação com o Gaesa, embora continue trabalhando com outras seis unidades pertencentes ao Ministério do Turismo, informaram à AFP várias fontes próximas ao assunto. Iberostar e Meliá foram as primeiras redes hoteleiras espanholas a chegar a Cuba, depois que a ilha se abriu ao turismo internacional para tentar superar a crise provocada pela queda do bloco soviético em 1991. Na segunda-feira, a rede canadense Blue Diamond informou à AFP que encerrava suas operações em Cuba devido à situação atual do setor, em um momento em que a ilha enfrenta crescente pressão dos Estados Unidos. EUA voltam atrás e autorizam petroleiro russo a atracar em Cuba O grupo asiático Archipelago International também estuda limitar sua presença ou abandonar a ilha, segundo fontes próximas ao setor ouvidas pela AFP. Ativa no setor de mineração, também na mira de Washington, a canadense Sherritt tornou-se, em 7 de maio, a primeira empresa estrangeira a anunciar sua saída de Cuba, onde extraía níquel e cobalto desde a década de 1990 por meio da empresa mista General Nickel Company S.A. "O impacto para a economia cubana da saída de todas essas companhias internacionais no curto prazo é devastador", declarou à AFP o economista e consultor cubano Daniel Torralbas. Isso "transforma 2026 no pior ano da história econômica de Cuba nos últimos 70 anos", acrescentou. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, firme opositor do governo de Havana, acusou há duas semanas os líderes cubanos de roubo e corrupção por meio do Gaesa. Rubio lembrou que o ex-presidente Raúl Castro, atualmente denunciado pela Justiça americana, foi o fundador do Gaesa, que, segundo o Departamento de Estado dos EUA, possui ativos avaliados em 18 bilhões de dólares (R$ 90,3 bilhões) e controla até 70% da economia cubana. Na terça-feira, o governo cubano defendeu o papel do conglomerado, criado na década de 1990 para contornar o embargo americano em vigor desde 1962 e gerar divisas para impulsionar a economia do país.

GAC Aion UT traz a dúvida: vale abrir mão de equipamentos por mais potência? g1 testou O GAC Aion UT é um dos poucos lançamentos da marca chinesa no Brasil em 2026, depois da chegada de cinco modelos de uma só vez no ano passado. Trata-se do elétrico mais barato da GAC com rivais que já estão no pódio dos mais vendidos do Brasil: BYD Dolphin Mini, Dolphin e o Geely EX2. Para ter chances contra o trio, o Aion UT traz uma proposta incomum entre os chineses: abre mão de uma longa lista de equipamentos para apostar mais em potência e espaço interno. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O modelo parte de R$ 139.990. O valor fica acima dos R$ 118.990 do Dolphin Mini, o carro elétrico mais vendido do Brasil em 2026, e abaixo dos R$ 149.990 do segundo colocado, o Dolphin. O g1 testou o carro em um trajeto totalmente urbano em São Paulo (SP), para avaliar se a redução de itens e conforto vale a pena em um mercado que se acostumou a acabamentos mais macios, em vez de plástico rígido. Começando pelo visual externo, o Aion UT segue um estilo mais padronizado visto em carros chineses. A dianteira fechada e levemente pontuda, as linhas suaves e a quase ausência de ângulos retos na carroceria reforçam essa impressão. As maçanetas ficam alinhadas à carroceria, embora apenas pareçam retráteis. Elas lembram o modelo usado no Chevrolet Corsa, aquele que fica “embutido” na porta. GAC Aion UT O visual não chega a ser feio, mas também não se destaca nem mostra muita personalidade. Ele lembra modelos de outras marcas chinesas, como Leapmotor C10 e Geely EX2 — este segundo é o mais parecido, mas é menor e tem quase metade da potência. Por dentro GAC, o padrão segue o mesmo. A central multimídia de 14,6 polegadas concentra muitas funções e aposta em um visual mais limpo. Além dos controles do ar-condicionado, a tela reúne também os ajustes dos retrovisores e até a abertura do teto solar. É justamente aqui que está a principal aposta da GAC. Diferente de modelos chineses recentes, como o Geely EX2 e até o Chevrolet Spark EUV — o segundo desenvolvido e produzido pela chinesa SAIC —, o Aion UT usa principalmente plástico rígido no acabamento. Esse acabamento não é tão monótono quanto o visto em muitos carros da Volkswagen. A proposta se aproxima mais da Fiat, com o uso de diferentes texturas e tons do mesmo material para dar mais “movimento” ao interior. GAC Aion UT é quase todo de plástico, inclusive na costura preta divulgação/GAC Há até uma costura falsa nas portas, que tenta imitar o acabamento em couro. As únicas áreas macias de verdade ficam onde os braços se apoiam: no apoio lateral das portas e na extensão do console central elevado. Esse nível de simplicidade é incomum entre os carros chineses lançados desde 2023. Outra mudança em relação ao que o público brasileiro se acostumou está no teto solar: em vez de abrir para ventilação, ele funciona apenas como uma superfície de vidro para entrada de luz, sem abertura. A terceira diferença aparece na lista de equipamentos mais enxuta da versão de entrada. No GAC Aion UT não há sequer piloto automático simples, item presente até mesmo no Chevrolet Onix de 2017. Carregador de celular por indução e bancos com ajustes elétricos? Só na versão topo de linha. Até os auxílios ao motorista, como o freio automático de emergência, ficam restritos à opção mais cara. GAC Aion UT GAC Aion UT Com tantas limitações, o modelo de entrada poderia parecer sem graça. Ainda assim, a escolha da GAC foi oferecer, mesmo na versão mais simples, bom espaço interno e desempenho. Esse espaço não aparece no porta-malas, que tem apenas 340 litros, mas se destaca na área para as pernas dos ocupantes. Mesmo com os bancos dianteiros ajustados para pessoas de 1,80 metro, quem vai atrás e tem a mesma altura não chega a encostar os joelhos nos bancos. GAC Aion UT divulgação/GAC Isso se explica por dois fatores: apesar de ser um hatch, o Aion UT tem 4,27 metros de comprimento, seis centímetros a mais que um Volkswagen T-Cross, por exemplo. Já a distância entre-eixos é cinco centímetros maior que os 2,70 metros do sedã Toyota Corolla, conhecido pelo bom espaço para as pernas. Na largura, o carro acomoda bem quatro pessoas, com duas no banco traseiro. Até três adultos conseguem viajar ali, embora com os braços mais apertados. Em compensação, o assoalho plano ajuda a evitar disputa por espaço para as pernas. A potência é outro ponto bastante positivo. São 204 cv e 21,5 kgfm de torque, que se mostraram mais ariscos do que os números quase idênticos do motor elétrico do BYD Dolphin Plus. Carro é esperto GAC Aion UT divulgação/GAC Passada a lista de acabamento, mãos ao volante e, mesmo com subidas longas de São Paulo (SP) e dois adultos a bordo, as retomadas e acelerações aconteceram sem dificuldade. Ultrapassar outro carro, mesmo em subida e com o ar-condicionado ligado, não foi difícil para o Aion UT. Em nenhum momento o motor pareceu no limite, mesmo com o acelerador pressionado até o fim. Nos semáforos, ele chegou a arrancar à frente de todas as motos. O Aion UT é ágil, mais do que outros carros com potência semelhante, mesmo sendo pesado e com aerodinâmica pouco voltada à esportividade. Pelo visual, inclusive, ele não sugere esse comportamento mais dinâmico. A resposta ao acelerador, bastante sensível, aparece tanto no modo esportivo quanto no modo normal. Ela fica mais suave apenas no modo econômico, em que a entrega de potência acontece de forma mais gradual. Essa característica levou à inclusão de dois ajustes extras: um chamado “estacionamento confortável” e outro que promete reduzir o enjoo dos ocupantes. A ideia é simples: aumentar o tempo de resposta do acelerador, fazendo com que a potência seja entregue de forma ainda mais gradual. Com qualquer uma delas ativada, o carro balança menos nas acelerações e frenagens. Isso tende a reduz a sensação de enjoo e garante mais controle em manobras de estacionamento. Como o trajeto foi feito em ruas bem asfaltadas, não foi possível avaliar a suspensão com precisão. Ainda assim, a reportagem percebeu que os poucos solavancos causados por irregularidades no piso foram bem absorvidos. Isso pode passar a impressão de uma suspensão mais macia e confortável, porém menos voltada à estabilidade em velocidades acima de 100 km/h. GAC Aion UT: vale a pena? GAC Aion UT divulgação/GAC A troca de uma lista mais completa de itens de série por mais espaço faria mais sentido se o porta-malas também fosse maior. Ainda assim, o desempenho mais ágil em um carro de entrada chamou atenção. Esse comportamento não aparece da mesma forma em concorrentes como o BYD Dolphin ou o Chevrolet Spark EUV, que são mais comedidos em potência, mas entregam mais conforto e itens de série em um preço praticamente idêntico: BYD Dolphin GS: a partir de R$ 149.990; Chevrolet Spark EUV: a partir de R$ 144.990. A dose extra de desempenho passa a sensação de que o Aion UT pode encarar a estrada com mais segurança do que concorrentes próximos.

Mais de 30 mil bacharéis em Direito vão fazer a 5ª edição do ENAM Mais de 31 mil bacharéis em Direito devem participar, neste domingo (7), da 5ª edição do Exame Nacional da Magistratura (Enam), realizado em todas as capitais brasileiras. O exame é uma etapa obrigatória para quem deseja concorrer a cargos de juiz no país. Segundo a organização, 31.538 candidatos tiveram a inscrição confirmada nesta edição. São Paulo lidera o número de participantes, com 5.787 inscritos, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prova será aplicada no período da tarde, das 13h às 18h (horário de Brasília). Os portões serão fechados às 12h30, e a recomendação é que os candidatos cheguem com pelo menos uma hora e meia de antecedência. ⏰ A organização também reforça que não haverá tolerância para atrasos, e que o acesso ao local de prova será permitido apenas com documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta preta ou azul. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Exame Nacional da Magistratura é uma etapa obrigatória para quem deseja participar de concursos para juiz em tribunais estaduais, federais, trabalhistas e militares. 📎 Na prática, o Enam não oferece vagas diretamente. Ele funciona como uma etapa de habilitação: apenas os aprovados podem se inscrever nos concursos da magistratura. O certificado tem validade de dois anos e pode ser prorrogado uma única vez por igual período. A proposta do exame é estabelecer um padrão nacional de seleção e reduzir as diferenças entre os concursos realizados pelos tribunais em cada estado. Inscritos para o Exame Nacional da Magistratura (ENAM) se encaminham para local de prova, no DF TV Globo/Reprodução Estrutura da prova e regras A prova será composta por 80 questões objetivas de múltipla escolha, que abordam os seguintes conteúdos: Direito Constitucional; Direito Administrativo; Direito Civil; Direito Penal; Empresarial; Processual Civil; Direitos Humanos; Formação Humanística. Para ser habilitado, o candidato da ampla concorrência precisa atingir pelo menos 70% de acertos. Já os participantes de ações afirmativas têm exigência mínima de 50%. Ainda conforme as regras do edital, é obrigatório apresentar documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta preta ou azul para realizar a prova. A organização recomenda ainda que os participantes verifiquem previamente o local de prova, que já está disponível para consulta no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora. Os locais de prova estão distribuídos em todas as capitais brasileiras e podem ser consultados pelos candidatos nos canais oficiais da organização do exame. 'Acho que nós vamos conseguir selecionar uma quantidade relevante de pessoas muito qualificadas para se tornarem juízes', disse Barroso 'Exame valoriza o raciocínio' Em entrevista ao g1, o diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, afirmou que o Enam foi criado para mudar o foco dos concursos para juiz. "Nós temos que fugir daquele candidato que vira uma máquina de fazer prova (...) Não se trata de decorar artigos de lei ou da Constituição. O exame valoriza o raciocínio, a resolução de problemas e a capacidade de lidar com situações concretas", disse. Para o ministro, o exame também contribui para alterar o perfil dos futuros magistrados. "O concurso de juiz não é democrático, não é acessível (...) a dificuldade objetiva acaba criando uma barreira para muitas pessoas (...) o Enam veio olhar para uma outra camada da sociedade". Segundo dados da Enfam, nesta quinta edição, as mulheres são maioria entre os inscritos, representando 55,14% do total, enquanto homens somam 44,83%. O levantamento também aponta a participação de 5.187 pessoas negras, 1.709 pessoas com deficiência, além de indígenas e quilombolas. Os dados, segundo o ministro, apontam um sutil avanço. Após quatro edições da prova, a Enfam afirma que o Enam já reúne cerca de 17 mil candidatos habilitados em todo o país. Na avaliação do ministro, o exame já começa a impactar a formação dos candidatos que participam dos concursos da magistratura. "Eu considero um sucesso, especialmente pela qualidade dos candidatos que chegam aos concursos e aos cursos de formação", disse. O banco de habilitados passou a ser utilizado como etapa prévia obrigatória para concursos da magistratura em diferentes ramos do Judiciário, o que, segundo a Enfam, contribui para maior uniformidade no perfil dos candidatos em nível nacional. Questionado sobre o esquema de segurança do exame, o ministro afirmou ainda que o processo segue padrões rígidos de segurança e sigilo. Segundo ele, nas edições anteriores não houve registro de ocorrências relevantes. "Em segurança, predomina o sigilo. Mas posso afirmar que, nas quatro edições do Enam, não tivemos nenhum caso grave", completou o ministro.

Lula diz que foi pego de 'surpresa' com novas propostas de tarifas dos EUA As recentes medidas do governo dos Estados Unidos de ameaçar o Brasil com novas tarifas e de classificar facções brasileiras de "terroristas" romperam uma "trégua" entre os presidentes Lula e Donald Trump e provocaram uma "tempestade política" pré-eleição, analisou o jornal britânico Financial Times em reportagem publicada nesta quarta-feira (3). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Os dois anúncios romperam uma trégua que Lula e Trump pareciam ter estabelecido após a imposição de tarifas no ano passado — uma das maiores alíquotas sob a política comercial de Trump", diz a reportagem assinada por repórteres em Brasília e Londres. O "FT" associou as medidas a "um esforço de lobby por parte de um importante candidato presidencial brasileiro", referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se encontrou com Trump na Casa Branca pouco antes dos anúncios mirando o Brasil. A tentativa de Flávio, segue o FT, é de "se alinhar com políticos pró-Trump que venceram várias eleições recentes na América Latina". Em 28 de maio, os EUA anunciaram que estavam designando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, uma medida defendida pela família Bolsonaro há mais de um ano e rejeitada pelo governo Lula, que teme intervenções militares americanas no país. Já na terça-feira (2) o governo americano anunciou a nova proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, criticando o Pix e práticas do governo brasileiro "irrazoáveis" que "oneram ou restringem o comércio dos EUA". O jornal britânico escreve que "Trump desencadeou uma tempestade política", levando o presidente Lula a usar as medidas recentes para atacar Flávio Bolsonaro, a quem acusou de trair o país ao incentivar a política americana. O FT também conta que Lula rotulou as novas tarifas como "TariFlávio". Em análise atribuída ao consultor político Thomas Traumann, o jornal lembra que a oposição de Lula ao primeiro tarifaço "o tornou mais popular", assim como o líder canadense Mark Carney, que venceu a eleição fazendo uma campanha de enfrentamento contra os Estados Unidos. O FT ressalta, no entanto, que Flávio foi "colocado na defensiva pela proposta de tarifas", citando o vídeo em que o pré-candidato diz que pediu a Trump para não impor novas taxas. A reportagem também avalia que Trump "não tomou partido abertamente na campanha eleitoral brasileira de outubro", mas que uma série de sinais "foram amplamente interpretados no Brasil como indícios de apoio a Bolsonaro". Na terça, Trump divulgou uma foto sua com Flávio Bolsonaro, classificando-o de "um jovem inteligente que ama seu país". Segundo Traumann disse ao jornal, o conjunto de declarações e medidas também mostram que os EUA "querem interferir na eleição brasileira contra a reeleição do presidente Lula". LEIA TAMBÉM Com elogios a Flávio Bolsonaro, Trump aterrissa na campanha eleitoral brasileira Trump declara apoio a 'sósia' de Bukele nas eleições presidenciais da Colômbia FOTOS: Búfalo batizado de Donald Trump atrai multidões ao zoológico de Bangladesh O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 7 de maio de 2026. AFP VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

Senado aprova projeto que dificulta aborto legal em crianças vítimas de estupro Entidades e organizações da sociedade civil que integram o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) questionarão, no Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão de uma resolução que orientava o procedimento de aborto legal por crianças vítimas de estupro, direito garantido por lei. O PDL foi aprovado primeiro na Câmara dos Deputados (veja como cada deputado votou), depois, em menos de dois minutos, no Senado Federal em votação simbólica – modalidade em que não fica registrado quais senadores votaram a favor ou contra. A ação terá o PSOL como autor e será apresentada à Corte após a promulgação do projeto de decreto legislativo (PDL) pelo Congresso. 🔎 A decisão dos deputados e senadores suspende integralmente os efeitos de Resolução 258 do Conanda. A norma trazia orientações para o atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora da proposta que derrubou a resolução, diz que o Conanda extrapolou suas competências e tentou legislar no lugar do Congresso. Este argumento deve ser contestado na ação judicial. "Vamos argumentar que o Conanda não extrapolou o seu limite de capacidade normativa. A decisão do Senado é que interfere na competência do Conanda. O conselho tem autonomia para estabelecer essas garantias", afirma a presidente do órgão, Delia Martins, à GloboNews. A ação no STF deve ser endossada apenas por entidades da sociedade civil, embora o governo federal também tenha representantes no Conanda. A estátua 'A Justiça', em frente ao prédio do STF e ao fundo Prédio do Congresso Nacional. TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Votação relâmpago Diferentemente de quando passou pela Câmara dos Deputados e motivou discussões acaloradas, em novembro de 2025, a votação no Senado Federal foi aprovada em 1 minuto e 42 segundos, sem falas ou intervenções de parlamentares. O silêncio no plenário é reflexo direto da influência do período eleitoral. Os ministérios dos Direitos Humanos e das Mulheres estavam em alerta desde que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que pautaria o PDL nesta semana. Dias antes, já tinham destacado interlocutores para visitar gabinetes do Senado e defender a manutenção da resolução. Mas foram pegos de surpresa com a votação sendo apresentada fora da pauta. Defensores da resolução afirmam que ela não inova nem cria novas regras, mas organiza o atendimento de crianças vítimas de violência sexual que engravidam. "Nós não estamos obrigando a fazer o aborto, mas dizendo que a criança tem o direito de não carregar o fruto de uma violência sexual", diz um integrante do Executivo. Aliados de Damares Alves, por outro lado, admitem que a votação foi facilitada pelo fato de o governo não ter "colocado o time em campo" e enfrentado o tema. A avaliação entre eles é a de que o Planalto não quis se desgastar com um tema espinhoso na véspera das eleições. A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025, destaca que a gestação em crianças e adolescentes é um processo que “representa risco à saúde física, psicológica e mental que pode resultar em impactos sociais no seu pleno desenvolvimento, aumento de adoecimento, incapacidade e mortes”.

Bolsa Família; cartão bolsa família Setas/Divulgação Brasileiros inscritos no Bolsa Família e que desejarem solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vão poder continuar no programa até que a análise pelo governo federal seja concluída. O desligamento do Bolsa Família ocorrerá somente no final do processo e se o BPC for concedido. A nova regra começou a valer na terça-feira (2). A alteração decorre de um acordo entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Advocacia-Geral da União e a Defensoria Pública da União, firmado após a aprovação da lei que mudou o cálculo da renda familiar para a concessão do BPC, passando a incluir na conta valores antes desconsiderados, como os do Bolsa Família. A mudança cria agora uma espécie de "período de transição" entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família (ver detalhes abaixo). Critérios de acesso ao BPC O novo cálculo para a concessão do BPC teve como objetivo, segundo o governo informou à época, evitar o acúmulo de benefícios. Veja as regras básicas para a concessão do benefício: ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo; ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial; estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas; possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; e morar no Brasil. Todos os rendimentos passaram, portanto, a ser considerados para o cálculo da renda familiar, com algumas exceções. São elas: bolsas de estágio supervisionado; rendimentos de contrato de aprendizagem; valores de auxílio financeiro temporário ou indenização por rompimento/colapso de barragem; BPC recebido por outra pessoa idosa ou com deficiência da família; benefício previdenciário de até um salário mínimo concedido a pessoa idosa (com mais de 65 anos) ou com deficiência, limitado a um por membro; e auxílio-inclusão e a respectiva remuneração, quando utilizados apenas para manter o BPC de outro integrante do mesmo grupo familiar. Como vai funcionar O formulário de requerimento do BPC passou a incluir uma declaração em que o solicitante informa ser responsável familiar do Bolsa Família e autoriza o desligamento voluntário do programa caso o benefício seja o único motivo para a negativa do pedido. Na análise, o INSS identifica, entre os pedidos que ultrapassam o limite de renda, aqueles em que existe o recebimento do Bolsa Família. Se o requerente for o responsável familiar e tiver preenchido a declaração, o órgão faz uma segunda avaliação desconsiderando os valores do programa. Se, nesse novo cálculo, a renda ficar dentro do limite, o pedido segue normalmente para análise dos demais critérios do BPC. Em caso de aprovação, o INSS envia a declaração ao Ministério do Desenvolvimento Social, que interrompe o pagamento do Bolsa Família.

Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius A SpaceX anunciou publicamente, nesta quarta-feira (3), o preço de US$ 135 por ação para sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa de Nova York, rompendo com o modelo tradicional de definição de preços de Wall Street e destacando a intenção de Elon Musk de captar valores recordes do seu próprio modo. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa e permite que investidores passem a negociar seus papéis no mercado. A decisão da empresa de divulgar o preço uma semana antes da oferta, algo raro entre grandes IPOs nos Estados Unidos, reforça a imagem de Musk no mercado financeiro como um empreendedor ousado e bem-sucedido. A empresa pretende captar US$ 75 bilhões, o maior valor já obtido em um IPO, o que a avaliaria em US$ 1,75 trilhão e a colocaria imediatamente entre as dez empresas mais valiosas dos Estados Unidos. A empresa começará na quinta-feira da próxima semana (10) a apresentação a investidores, com a definição final do preço prevista para 11 de junho; a negociação das ações na Nasdaq deve começar no dia seguinte. Agora no g1 Musk também vem mudando práticas comuns em IPOs da SpaceX de várias maneiras, como ao propor maior participação de investidores individuais na distribuição das ações, defender uma inclusão mais rápida em índices e organizar a governança para manter forte controle do fundador. “Nada neste IPO é normal em qualquer aspecto, mas, por outro lado, este é o maior IPO da história, então talvez isso não seja surpreendente”, disse um investidor que planeja comprar ações na oferta. Levando à estrada O roadshow é a etapa em que empresas e bancos consultam investidores para definir uma faixa de preço para a venda de ações. Esse processo valoriza tanto o relacionamento dos bancos com potenciais investidores quanto sua leitura do mercado para a oferta. Após uma série de reuniões preliminares com investidores antes do roadshow, a SpaceX indicou buscar uma avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão, enquanto parte do mercado apontava para US$ 1,5 trilhão ou menos. Os planos da empresa, incluindo o valor a ser captado, podem mudar à medida que uma nova rodada de conversas com investidores se inicia, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Em Wall Street, houve uma corrida para garantir participação na operação, impulsionada pela reputação de Musk e pelo potencial de geração de milhões de dólares em taxas. Um investidor afirmou que há a percepção de que grandes instituições estão “se posicionando antecipadamente” ao dizer que investiram cedo — o que reflete e reforça o poder de influência de Musk sobre o mercado. Outros aspectos da oferta da SpaceX também chamam atenção. Grandes bancos internacionais, como Mizuho, Deutsche Bank, UBS e Barclays, foram incentivados a focar na atração de investidores pessoas físicas de alta renda em seus países. No passado, esse público recebia menos atenção, já que os bancos priorizavam o retorno de grandes gestoras de ativos, como a Fidelity Investments, e de fundos hedge, como a Citadel.

Planalto aposta em encontro entre Lula e Trump no G7 Integrantes do Palácio do Planalto contam com um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump durante a reunião da cúpula do G7, na França. Lula confirmou nesta quarta-feira (3) sua ida à cúpula. O encontro de líderes vai acontecer entre os dias 15 e 17 de junho em Evian, na França. Segundo afirmaram fontes do Planalto ao blog, não há agenda entre os presidentes marcada, mas como o grupo de líderes presentes é menor, um encontro será “inevitável”. Lula tentará falar de tarifas e reforçar parcerias com o presidente dos EUA. 🔎 O G7 é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Lula foi convidado a participar do encontro este ano pelo anfitrião — o presidente da França, Emmanuel Macron. O Brasil não faz parte do grupo, no entanto, desde que retornou ao Palácio do Planalto, em 2023, Lula tem sido chamado a participar das reuniões. Uma investigação do escritório norte-americano concluiu, na terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Essa sobretaxa, segundo o Ministério das Relações Exteriores, deve se somar à taxa proposta em outro relatório dos EUA, divulgado na segunda-feira (1º), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. ➡️ O primeiro texto previa a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O segundo, um adicional de 12,5%. Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximos aos 40% impostos no ano passado — caso entre em vigor. Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 Presidência da República O presidente afirmou nesta quarta que não foi comunicado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos sobre as propostas de novas tarifas comerciais a produtos brasileiros, e que pretende enviar uma nova carta a Donald Trump. Ele disse que foi surpreendido pelo anúncio e que o país "não pode aceitar" o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil. Lula deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Durante a fala inicial, o petista reforçou discursos anteriores, em que criticou o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, e o chamou de "latinoamericano frustrado".

Roberto Azevêdo comandou a Organização Mundial do Comércio (OMC) entre 2013 e 2020 AFP O anúncio de que o governo dos Estados Unidos pode retomar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, ocorrido nos últimos dois dias, detonou uma disputa política entre os dois principais pré-candidatos à Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula acusa Flávio de ter pedido a imposição de tarifas ao Brasil durante visita a Donald Trump, nos Estados Unidos, na semana passada. Do outro lado, Flávio Bolsonaro acusa o governo brasileiro de não ter conseguido negociar com os Estados Unidos de forma satisfatória. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 Mas embora a medida, caso implementada, possa afetar pelo menos 20% de todos os produtos exportados aos Estados Unidos, parte dos embates políticos tem se dado em torno de um ponto: o Pix. Lula vem usando o argumento de que os Estados Unidos seriam contra o Pix, mecanismo criado pelo Banco Central que permite transações financeiras instantâneas e gratuitas. Flávio, por outro lado, usa como argumento o fato de que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. O documento divulgado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na segunda-feira como resultado de uma investigação comercial fez diversas menções ao Pix, classifica o mecanismo como um "campeão nacional" e diz que ele representaria uma ameaça à atuação de empresas norte-americanas que atuam no segmento de meios de pagamento. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC Em meio a debate político, o diplomata brasileiro, ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) e consultor Roberto Azevêdo, minimiza as supostas ameaças sofridas pelo Pix. "O Pix em si não sofre nenhuma ameaça", diz Azevêdo em entrevista à BBC News Brasil. Segundo ele, o único questionamento significativo dos norte-americanos sobre o Pix está no fato de ele ser operado pelo Banco Central, que é, ao mesmo tempo, o órgão regulador das empresas de meios de pagamento que concorrem com o Pix. "No Brasil, está se fazendo muito alarde em torno do Pix, mas não acho que o Pix vai sofrer nenhuma alteração. Eles (os EUA) não vão pedir nada disso. O que eles gostariam é que o Pix fosse administrado de forma diferente e o pedido pode ser ou não atendido pelo Brasil", completa Azevêdo. Com mais de 30 anos de diplomacia, Azevêdo é apontado por colegas brasileiros e estrangeiros como um especialista em negociações internacionais. No Ministério das Relações Exteriores (MRE), ele comandou o Departamento Econômico da pasta, entre 2005 e 2006. Depois, foi indicado como embaixador do Brasil na OMC. Em 2013, assumiu a presidência do órgão, por indicação do governo brasileiro. Em 2017, foi reeleito para o cargo, mas renunciou em 2020 para assumir a vice-presidência da PepsiCo. Em 2023, ele deixou o cargo e hoje atua como consultor e membro de conselhos em órgãos como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na entrevista, Azevêdo diz que o Brasil deve continuar tentando negociar para reduzir os impactos das tarifas que o governo dos EUA pode querer impor sobre o Brasil. Em tom cauteloso, Azevêdo diz acreditar que os governos de Brasil e dos Estados Unidos não teriam se empenhado efetivamente nas negociações sobre o assunto, mas evitou explicar o que teria levado o governo brasileiro a fazê-lo. Ele diz, no entanto, que é preciso que o clima de embate eleitoral não afete o processo negocial. "O importante é ter a cabeça fria, negociar e procurar reduzir o impacto econômico, comercial e social no Brasil da melhor maneira possível e não criar animosidade e um clima de polêmica ou de guerra com fins estritamente eleitorais", diz. Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre a possibilidade de imposição de tarifas a produtos brasileiros exportados aos EUA Getty Images Confira os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil - Qual é o impacto imediato desse anúncio em relação às tarifas para a economia brasileira? Roberto Azevêdo - Voltamos à situação que vivíamos antes de a Suprema Corte norte-americana derrubar as tarifas em janeiro deste ano. O que está acontecendo agora é que aquelas tarifas estão sendo reintroduzidas em um patamar mais baixo. Até janeiro, as tarifas estavam num patamar de 40%. Agora, estão sendo reintroduzidas a 25%. Antes, era exorbitante, mas ainda é muito alto. BBC News Brasil - Quão prejudiciais essas tarifas podem ser para a economia brasileira? Azevêdo - Já eram bastante prejudiciais e continuarão sendo por vários motivos. Não apenas por fechar o mercado americano, mas por impedir a integração de determinados segmentos da cadeia produtiva brasileira nas cadeias de valor globais que passam pelos Estados Unidos. Os Estados Unidos são um mercado no qual o Brasil consegue vender produtos de alto valor agregado, ao contrário das nossas exportações para a China, para onde nós vendemos muitas commodities. Nos Estados Unidos, vendemos máquinas, equipamentos, produtos acabados e semimanufaturados. É um mercado muito especial e esse mercado vai se fechando progressivamente. BBC News Brasil - O governo alega que havia uma negociação em curso, com um prazo de 30 dias que ainda não havia esgotado. Houve uma quebra de confiança na negociação? Azevêdo - Essa negociação vinha acontecendo de maneira muito incipiente. Todas as informações que eu tenho são de que houve um ou dois contatos muito superficiais. Foram contatos em alto nível, entre o Jamiesson Greer (secretário de Comércio dos EUA) e nosso ministro da Indústria e Comércio (Márcio Elias Rosa). Mas é muito difícil chegar a resultados que alterem o contexto da decisão que foi proposta com negociações nesse estágio de tratativa. Precisaríamos ter algo mais avançado, uma coisa mais palpável e isso não estava presente. A proposta de adoção de medidas da forma que foi formulada não surpreende. BBC News Brasil - O que resta ao governo brasileiro fazer para evitar que essas sanções sejam de fato impostas? Azevêdo - Sobretudo, negociar, que é o que todos os outros países estão fazendo. Eu vejo algumas pessoas no Brasil falando em retaliação, em usar a lei de reciprocidade. Até podemos fazer, mas, francamente, nenhum outro país fez isso até hoje. Só a China. Mas a gente não pode comparar o poder de fogo da China com o brasileiro. A China fez isso e conseguiu fazer com que os Estados Unidos repensassem muito do que eles vinham fazendo. Mas a China é um mercado que é fundamental para os Estados Unidos. O Brasil não é. O Brasil não terá nenhuma capacidade de fazer os Estados Unidos reverem as suas estratégias por meio de retaliações ou medidas de reciprocidade. A gente tem que tomar cuidado para não deixar o discurso eleitoral ganhar o jogo e prevalecer sobre os interesses concretos e os interesses comerciais da economia brasileira [...] O importante é ter a cabeça fria, negociar e procurar reduzir o impacto econômico, comercial e social no Brasil da melhor maneira possível e não criar animosidade e um clima de polêmica ou de guerra com fins estritamente eleitorais. BBC News Brasil - Na sua avaliação, é isso que o presidente Lula tem feito? Azevêdo - Não sou eu que vou julgar qual é o impacto. Estou apenas dizendo que é necessário que nós tenhamos muito presente o fato de que quem vai pagar a conta desse atrito e dessa não convergência serão as empresas brasileiras, os trabalhadores brasileiros que estão empregados e que vão, possivelmente, perder o emprego ou ter seus salários afetados por essa situação de embate com os Estados Unidos. BBC News Brasil - O presidente Lula tem atribuído esse anúncio à atuação política do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Qual é a sua avaliação em relação a isso? Qual é a responsabilidade que ele teve nisso? Azevêdo - Acho que na parte política os políticos que se entendam. Haverá acusações de parte a parte. Um lado vai dizer que o outro não quer negociar. O outro vai dizer que o outro lado foi quem provocou isso. Essas acusações, para mim, não resolvem o problema e não vão levar adiante medidas e ações que possam reduzir o impacto contra a nossa economia. BBC News Brasil - O Brasil tem negociado bem com o governo dos Estados Unidos ou o anúncio dessas tarifas mostra que não e que o governo falhou em tentar uma negociação? Azevêdo - A negociação depende de dois lados. É preciso que os dois lados queiram negociar e eu não tenho muita certeza de que os dois lados tenham feito o necessário para engatar, efetivamente, uma negociação que levasse a um desfecho positivo ou mutuamente satisfatório. As negociações poderiam ter sido encaminhadas de uma maneira mais assertiva, mais construtiva, mais inovadora, mais criativa. Não acho que isso tenha acontecido e não vai ser agora, na reta final, que nós vamos conseguir mudar esse quadro de uma maneira muito significativa. Eu, particularmente, não acredito que isso vá acontecer. BBC News Brasil - Mas, embaixador, objetivamente, houve falha do governo brasileiro nesse processo? E se sim, qual? Azevêdo - Acho que os dois governos não demonstraram o empenho necessário para resolver esse problema de forma negociada. BBC News Brasil - E por que motivo o governo brasileiro faria isso? Azevêdo - Aí você deve perguntar para o governo brasileiro, não para mim. BBC News Brasil - Há uma disputa de narrativas para saber quem foi o responsável por isso. Na sua avaliação, o senador Flávio Bolsonaro tem responsabilidade sobre isso ou quem tem responsabilidade sobre isso é o presidente Lula? Azevêdo - Quem tem mais responsabilidade sobre isso é o presidente Trump. Foi ele quem tomou a decisão de adotar essas medidas para reindustrializar os Estados Unidos, para trazer investimentos para dentro dos Estados Unidos, para arrecadar recursos e arrecadar fundos para viabilizar programas de incentive fiscal que ele vem adotando em outras áreas. É uma decisão que não afetou apenas o Brasil, mas também outros vários países. BBC News Brasil - O relatório que foi divulgado pelo escritório comercial dos Estados Unidos faz muitas menções ao Pix. Por que é que há essa ênfase tão grande na ferramenta Pix? Azevêdo - Não tem uma ênfase diferente das demais. São seis temas que eles levantam. No relatório tem corrupção, desmatamento, etanol, tem propriedade intelectual, plataformas digitais. O Pix é uma delas. Não vejo nada de excepcional no tratamento que eles dão ao Pix. Pelo contrário, eles alegam que o problema do Pix não é o Pix em si, mas a forma como o Pix é administrado, porque ele é administrado pelo próprio órgão regulador que é o Banco Central. O questionamento é sobre o fato de que é o órgão central que impõe as regras sobre os concorrentes do Pix, que vêm a ser, por exemplo, Visa, Mastercard, etc. No Brasil, está se fazendo muito alarde em torno do Pix, mas não acho que o Pix vai sofrer nenhuma alteração. Eles (os EUA) não vão pedir nada disso. O que eles gostariam é que o Pix fosse administrado de forma diferente e o pedido pode ser ou não atendido pelo Brasil. BBC News Brasil - Na sua avaliação, o Pix sofre algum tipo de ameaças? Azevêdo - Não, a meu ver, não. O Pix em si não sofre nenhuma ameaça. BBC News Brasil - Mas qual é o interesse dessas grandes empresas em relação ao Pix? Azevêdo - O Pix aumentou a capacidade do consumidor brasileiro participar nas plataformas digitais nacionais. Nós, no comércio eletrônico e várias outras formas de engajamento econômico. Eles próprios reconhecem isso. O que eu ouço com frequência é o fato de que o Pix é operado pelo Banco Central e o Banco Central é o agente regulador. Portanto, seria desleal com os competidores do Pix o fato de que o Pix é operado pelo próprio agente regulador. Essa é a queixa que eu ouço e é isso que eu entendo que está sobre a mesa. BBC News Brasil - A questão do Pix vem sendo utilizada de forma política? Azevêdo - Eu acho que tudo está sendo explorado de forma política, por um lado ou pelo outro lado. É inevitável. Estamos em um ano eleitoral. É claro que essas coisas vão ser exploradas do ponto de vista eleitoral. Seria absolutamente impensável que não fossem exploradas. O que nós não podemos é perder a perspectiva do impacto real sobre a economia. BBC News Brasil - Há possibilidade de o governo recorrer à OMC, ser contra essas tarifas e qual a capacidade da OMC de resolver uma disputa como essa hoje? Azevêdo - Tanto o Brasil quanto outros países já recorreram à OMC, mas como todos nós sabemos, o órgão de solução de controvérsias da OMC está inoperante e, portanto, não vai levar a nenhuma consequência prática. Levar o tema à OMC tem sempre o poder de elevar a visibilidade do assunto e questionar a legitimidade dessas medidas. Mas não podemos esperar um resultado juridicamente efetivo na OMC. Isso seguramente não irá acontecer. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO Ricardo Stuckert / PR

Indicação dos EUA de novo embaixador no Brasil sem aval prévio do governo brasileiro incomoda Itamaraty A indicação de um novo embaixador dos EUA sem consulta formal prévia ao governo brasileiro causou incômodo no Itamaraty e pode levar a um novo atrito entre Brasil e Estados Unidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 Na formalidade diplomática, os governos costumam fazem uma consulta formal e confidencial sobre o nome que desejam indicar para comandar a embaixada – o chamado "agrément" – para só depois anunciarem o escolhido para ocupar o cargo de embaixador. Daniel Perez, o escolhido pelo governo de Donald Trump para ser embaixador do país no Brasil é um parlamentar da Flórida. Ele é filho de cubanos e foi indicado pelo Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores dos Estados Unidos. Seu nome foi enviado ao Senado norte-americano para aprovação. Os EUA estão sem embaixador no Brasil desde janeiro de 2025. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO O blog apurou com integrantes do Itamaraty e do Planalto que a falta do "agrément" foi lida como um desrespeito por parte da diplomacia brasileira e acaba por reforçar a ideia de que o Departamento de Estado dos EUA é um núcleo do governo Trump que se movimenta contra o governo Lula. Apesar do incômodo com a falta de consulta prévia, interlocutores da área diplomática do governo brasileiro não acreditam que a indicação de Daniel Pérez como novo Embaixador será avaliada no Brasil por critérios ideológicos. Um assessor próximo do presidente defende que a falha diplomática dos EUA deve levar o Brasil a avaliar com cuidado autorizar que o diplomata assuma o posto em solo brasileiro. Em tese, caso não haja nada que desabone, as questões de diferença política ou ideológica não deve ser um critério levado em consideração para negar a autorização para o novo embaixador atuar no Brasil, dizem as fontes. Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil Câmara dos Deputados da Flórida Mesmo assim, há preocupação com o momento da indicação de um novo embaixador, às vésperas das eleições gerais no Brasil. No ano passado, o Brasil ignorou o "agrément" de Israel para um novo embaixador no país. Perguntadas sobre a preocupação do governo brasileiro de que o novo embaixador possa ter um papel na eleição de apoio a um candidato de oposição a Lula, em especial Flavio Bolsonaro, fontes que acompanham a indicação no governo dos EUA afirmam que o processo de sabatina no Senado pode ser lento e não há garantias de que Perez chegue ao Brasil antes das eleições. Apesar do mal-estar, a diplomacia brasileira entende que, do ponto de vista simbólico, é importante ter um embaixador no país. Diferentemente de um encarregado de negócios - cargo abaixo ao de um embaixador em uma representação do país - o embaixador por ter uma interlocução maior com o governo brasileiro.

Mastercard é acusada de cobrar tarifas excessivas. Reuters Cuba vai suspender as transações com cartões Visa e Mastercard a partir deste sábado (6), informou o Banco Central do país nesta quarta-feira (3), citando as sanções impostas pelos Estados Unidos. Segundo o Banco Central de Cuba, o banco estrangeiro que antes processava as transações com cartões de crédito decidiu restringir suas operações após um decreto dos EUA, publicado em 1º de maio, que ampliou significativamente as sanções ao comércio com o país. Agora no g1 "Como resultado dessa decisão, Cuba não poderá mais receber receitas da venda de bens e serviços por meio de cartões reconhecidos internacionalmente, como Visa e Mastercard", afirmou o Banco Central em comunicado. O decreto dos EUA provocou a saída de empresas de Cuba nas últimas semanas, incluindo redes hoteleiras, companhias aéreas e empresas globais de transporte marítimo, à medida que investidores estrangeiros buscam se afastar de instituições da ilha sancionadas pelo governo americano.

O Brasil registrou déficit em suas transações comerciais com os Estados Unidos em maio, informou nesta quarta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 🔎O déficit comercial significa que o Brasil importou mais produtos americanos do que exportou para os Estados Unidos. Para a economia brasileira, esse fato representa um cenário desfavorável. De acordo com o governo, as exportações aos EUA somaram US$ 3,09 bilhões em maio, com queda de 14%, frente ao mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 3,21 bilhões da economia norte-americana, com recuo de 11% na comparação com maio de 2025. Com isso, o saldo ficou deficitário para o Brasil em US$ 121 milhões no mês passado. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, os dados do governo mostram uma queda de vendas externas aos Estados Unidos de 16%, o equivalente a US$ 2,7 bilhões a menos. No período, as exportações brasileiras para lá totalizaram US$ 14 bilhões. Esse recuo ainda não contempla os efeitos da tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras anunciada nesta segunda-feira (1), sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos. E nem mesmo de um adicional sobre 60 países — entre eles o Brasil — que teriam falhado em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas sobretaxas, juntas, podem chegar a 37,5%. Agora no g1 Balança comercial como um todo ▶️ Apesar da queda nas vendas para os EUA, a balança comercial como um todo registrou um saldo positivo de US$ 7,82 bilhões em maio deste ano, segundo dados oficiais do governo brasileiro. 🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário. O saldo positivo registrou alta de 10,8% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 7,06 bilhões. Esse também foi o melhor resultado para meses de maio desde 2024, quando foi registrado um superávit de US$ 8,3 bilhões. 💵 Segundo o governo, em maio: As exportações somaram US$ 31,9 bilhões, com aumento de 12% pela média diária; As importações somaram US$ 24,1 bilhões, com aumento de 10,6% pela média diária. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Acumulado do ano Nos cinco primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 32,66 bilhões, informou o governo. Com isso, houve aumento de 34,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 24,33 bilhões. No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 148,57 bilhões – alta 9,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária. Já as importações somaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, com alta de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária. Exportações em maio Os destaques das vendas externas em maio seguem sendo produtos básicos, como a soja, petróleo e minérios: Soja: US$ 6,3 bilhões, com aumento de 14,6%; Óleos brutos de petróleo: US$ 3,81 bilhões, com queda de 9,3%; Minério de ferro: US$ 1,97 bilhão, com recuo de 15,2%; Carne bovina: US$ 1,7 bilhão, com crescimento de 50%; Óleos combustíveis: US$ 1,19 bilhão, com alta de 75%; Farelo de soja: US$ 1,03 bilhão, com aumento de 21,1%. Já os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição: China: alta de 9,5%, para US$ 10,47 bilhões; União Europeia: aumento de 8,8%, para US$ 4,9 bilhões; Estados Unidos: queda de 14%, para US$ 3,09 bilhões Mercosul: queda de 15,6%, para US$ 1,89 bilhão; Asean: alta de 7,2%, para US$ 1,75 bilhões; África: alta de 10,2%, para US$ 1,17 bilhão; Oriente Médio: queda de 21,5%, para US$ 987 milhões; México: crescimento de 11,2%, para US$ 752 milhões.

Chevrolet apresentou o Onix Activ 2027 Divulgação / GM A Chevrolet reposicionou o Onix Activ dentro da linha 2027 e transformou a versão em um carro compacto com características mais próximas das encontradas em utilitários esportivos de entrada. O preço de tabela é de R$ 116.190, mas a GM divulgou preço promocional de R$ 114.990. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Activ recebeu suspensão elevada e pneus específicos, alterações que elevaram a distância do solo para 201 milímetros na região entre os eixos. Os pneus são específicos para a versão. O conjunto também permitiu alcançar ângulos de ataque de 19,7 graus e de saída de 28,1 graus, favorecendo a passagem por lombadas, rampas e pisos irregulares. A marca diz que esta é a alteração mais profunda na geometria de uma versão do Onix. Agora no g1 Segundo a Chevrolet, o desenvolvimento da versão consumiu cerca de um ano de trabalho da engenharia brasileira da marca. O resultado foi um carro com 4,16 metros de comprimento e 1,53 metro de altura, aproximadamente 6 centímetros mais alto que as demais variantes do Onix. "Não se trata apenas de uma proposta visual inspirada no universo SUV, mas de um carro com conteúdo técnico real em altura, capacidade para transpor obstáculos e experiência ao volante. Isso permite à Chevrolet ofertar o modelo aventureiro de forma competitiva ante utilitários de entrada”, explica Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul. Chevrolet Onix Activ 2027 Divulgação / GM Entre os equipamentos de série, o hatch traz transmissão automática, conexão Wi-Fi nativa, painel digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink com tela de 11 polegadas. O acabamento também recebeu detalhes exclusivos, como bancos com identificação Activ, além de elementos escurecidos na grade, retrovisores, rodas e logotipos da marca. Na parte externa, o modelo ganhou ainda rack de teto funcional e lanternas com lentes cristalizadas. Com a reformulação, o Onix Activ assume o espaço anteriormente ocupado pelas versões LT e LTZ do hatch. A Chevrolet passa a posicioná-lo como a opção de entrada para clientes interessados na linha de SUVs e crossovers da fabricante, apostando na combinação entre o custo de um compacto e a posição de dirigir mais elevada típica dos utilitários. Interior do Chevrolet Onix Activ 2027 Divulgação / GM Onix ECO é 100% etanol Outra novidade da linha 2027 do Onix é a chegada da versão Eco, disponível tanto para o hatch quanto para o sedã. O modelo roda exclusivamente com etanol, é sempre equipado com câmbio automático e se enquadra no programa Carro Sustentável dentro do Mover. A versão hatch tem preço promocional de lançamento de R$ 99.990. O Onix Plus também tem preço especial: R$ 103.990 Segundo a GM, essa configuração foi pensada especialmente para empresas que buscam alternativas de descarbonização em escala, com previsibilidade de custos e contribuição direta para suas metas ESG. De acordo com a fabricante, o Onix Eco reduz em até 70% as emissões de carbono no critério poço à roda em comparação com um veículo movido a gasolina. Chevrolet Onix ECO usa exclusivamente etanol no tanque Divulgação / GM A intenção da marca também é atender consumidores que vivem em regiões onde o etanol é a opção mais racional do ponto de vista econômico. A versão Eco foi desenvolvida para operar exclusivamente com o biocombustível e permite ao consumidor acessar benefícios dos incentivos fiscais previstos na legislação que entrou em vigor em julho de 2025. Segundo a GM, o modelo também possibilita trafegar com emissão zero de CO₂ fóssil, informação que consta na etiqueta do Inmetro. A fabricante afirma ainda que houve repasse integral desses incentivos, o que faria do Onix Eco o carro automático com melhor relação custo-benefício do país. Chevrolet Onix ECO tem incentivos fiscais e, segundo a marca, é menos poluente Divulgação / GM Para atender aos prazos de implementação do programa Carro Sustentável, a GM diz que adotou uma calibração específica do software do motor 1.0 turbo, sem realizar alterações em peças ou componentes. A potência foi mantida em 115 cv, limite estabelecido para obtenção do benefício. Além disso, houve ganhos de desempenho. O Onix Plus Eco acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos, marca um décimo de segundo melhor que a da versão flex. O consumo também apresentou evolução no ciclo rodoviário do Inmetro. Enquanto o Onix Flex registra 10,9 km/l de etanol na estrada, a versão Eco alcança 11,1 km/l. Versão limitada Outra novidade da linha 2027 é a série especial limitada Onix Pro. Serão apenas 3.750 unidades. A GM decidiu lançar essa edição após a boa receptividade da série 100 anos. Ela é baseada na versão hatch 1.0 com câmbio manual e motor 1.0 aspirado. O preço é de R$ 104.390. O modelo tem rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré e bancos com combinação de tecido e revestimento sintético que imita couro. Esses são conteúdos típicos das versões mais caras, segundo a GM, com custo-benefício mais acessível. "É uma versão que entende esse desejo por mais presença, mais cuidado visual e mais percepção de valor, sem abrir mão da eficiência, conforto e da competitividade que sempre foram marcas do produto”, diz Victor Oyama, gerente de Marketing de Produto da GM América do Sul. Também são de série a chave com sensor de aproximação e a partida por botão, Wi-fi embarcado, o OnStar da GM e seis airbags. Esses equipamentos servem para mostrar, de acordo com a marca, que este não é um carro básico e que há pontos importantes para o cliente. Chevrolet Onix Log 2027 foi pensado para entragas em áreas urbanas Divulgação / GM Versão para entregas Outra série especial na linha 2027 é o Onix Log, desenvolvido para uso profissional e corporativo no transporte de cargas leves. O hatch tem capacidade para levar até 375 quilos. Segundo a GM, o modelo foi pensado para empresas que buscam baixo custo operacional. De acordo com a fabricante, uma das vantagens do Onix Log é ser um veículo discreto, capaz de passar despercebido em ambientes urbanos. O modelo também pode circular em áreas com restrição a veículos maiores e atender situações em que a carga transportada é pequena, mas possui alto valor agregado. Segundo a GM, esse tipo de entrega envolve um risco adicional, e a proposta do Onix Log dá discrição à operação. Chevrolet Onix Log 2027 não tem bancos traseiros e está pronto para receber cargas Divulgação / GM A fabricante também destaca a possibilidade de aplicar películas com blackout total nos vidros traseiros e na tampa do porta-malas, já que o veículo não é destinado ao transporte de passageiros. O Onix Log vem de série com o sistema OnStar e, de acordo com a GM, adiciona uma camada extra de segurança às operações de entrega de encomendas. Linha 2027 do Chevrolet Onix trouxe versões novas Divulgação / GM Atualizações em toda a linha Onix A linha Onix também recebeu atualizações em todas as versões. Os modelos passam a contar com lanternas com lentes do tipo cristal e, nas versões RS, Premier e Activ, elas são de LED. As versões 1.0 manual, Turbo manual e Turbo automática, tanto do Onix quanto do Onix Plus, passam a oferecer câmera de ré de série. A versão Premier ganha um interior com acabamento mais sóbrio, com saídas de ar na cor prata. Toda a linha também passa a oferecer oito anos gratuitos do plano básico do OnStar, chamado OnStar Basics, que inclui acesso pelo aplicativo, diagnóstico remoto e funções como localização do veículo e travamento e destravamento das portas. Nas versões equipadas, também é possível ligar remotamente o motor e pré-acionar o ar-condicionado. Veja a seguir todos os preços da linha 2027 Chevrolet Onix (hatch) 1.0 MT – R$ 102.890 1.0 MT LOG – R$ 105.990 1.0 MT PRO – R$ 104.390 Turbo AT ECO – R$ 103.190 (preço promocional de $ 99.990) Turbo MT – R$ 104.690 Turbo AT – R$ 111.990 Activ – R$ 116.190 (preço promocional de R$ 114.990) RS – R$ 121.190 Premier – R$ 121.190 Chevrolet Onix Plus (sedã) Turbo AT ECO – R$ 106.990 (preço promocional de R$ 103.990) 1.0 MT – R$ 110.090 Turbo MT – R$ 108.990 Turbo AT – R$ 114.190 LTZ – R$ 120.190 Premier – R$ 125.290

Vista aérea de um data center de propriedade da multinacional americana e empresa de tecnologia Google em Santiago Getty Images O Google anunciou, nesta quarta-feira (3), um plano para reduzir o impacto sobre a água usada no resfriamento de seus data centers, incluindo os que operam com inteligência artificial. O plano é dividido em cinco etapas. A primeira é a mais ambiciosa e prevê repor mais água do que a consumida no resfriamento dos data centers até 2030, ao menos nos Estados Unidos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para atingir essa meta, a empresa afirma que ampliará o número de projetos voltados à gestão da água nas regiões onde ficam seus data centers e nas bacias hidrográficas próximas. Segundo o Google, a expansão desses projetos envolve um investimento de US$ 17 milhões, cerca de R$ 86,1 milhões na conversão direta. Outras etapas incluem apoio à modernização dos sistemas de abastecimento e tratamento de água nessas cidades. “Isso inclui projetos que vão desde o reforço do abastecimento local até a detecção de vazamentos em tubulações”, disse o Google em nota. Agora no g1 Uma análise mais detalhada das bacias hidrográficas para novos data centers também está entre as propostas. No documento, o Google afirma que, se o uso de água representar risco ao meio ambiente ou ao abastecimento local, passará a adotar resfriamento a ar ou com água de reuso. Por que data centers usam tanta energia e água? Operar um data center exige uma estrutura complexa de energia para que todos os equipamentos funcionem e sejam refrigerados de forma adequada. Como podem ser usados por milhões de pessoas, esses espaços devem funcionar 24 horas por dia. Para garantir isso, as empresas adotam geradores e até suas próprias subestações de energia. O treinamento dos modelos de IA mais conhecidos envolve um enorme volume de dados e só pode ser feito com chips de processamento modernos, que exigem mais energia e, por isso, esquentam mais. Com equipamentos mais quentes, a única forma de controlar a temperatura é adotar um sistema de resfriamento líquido, por água ou óleo – data centers de nuvem podem ser refrigerados a ar porque consomem menos energia. Data centers refrigerados a água preocupam por conta do alto consumo. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside. O Brasil tem cerca de 180 data centers em funcionamento. Nenhum deles é voltado para inteligência artificial, mas quatro projetos desse tipo já foram anunciados no país. Eles poderão ter consumo de energia equivalente ao de 16,4 milhões de casas – saiba mais sobre os projetos. Como funciona um data center por dentro Dhara Assis e Gui Sousa/g1

Dados de 1,2 milhão de usuários do iFood são vazados O iFood reconheceu nesta quarta-feira (3) um vazamento de dados envolvendo usuários da plataforma. Segundo a empresa, trata-se de um incidente isolado registrado em dezembro de 2025, que teria sido rapidamente contido por seus protocolos de segurança. A empresa informou que o alcance do vazamento ficou restrito a cerca de 2% de sua base de clientes, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Informações como nome e CPF de usuários foram expostas, mas não houve comprometimento de credenciais de acesso às contas. A companhia também informou que senhas, meios de pagamento e registros financeiros não foram afetados pelo incidente. Além disso, não há evidências de acesso a dados bancários ou informações relacionadas a transações realizadas na plataforma. Entregador da Ifood Divulgação Em nota, o iFood afirmou que segue adotando medidas de proteção e atuando em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A empresa também disse que o caso foi tratado de acordo com a legislação vigente e que não realizou comunicação formal sobre o incidente por entender que ele não representava risco ou dano relevante aos usuários. "O incidente foi tratado e avaliado em estrita conformidade com a legislação, que dispensa o reporte e comunicação quando o evento não acarreta risco ou dano relevante aos titulares, de acordo com os critérios regulatórios definidos pela ANPD", afirmou a companhia. O iFood acrescentou que reforça aos usuários que todas as comunicações são feitas exclusivamente por seus canais oficiais. Agora no g1

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última terça-feira (2) um decreto sobre inteligência artificial (IA), que prevê a possibilidade de o governo supervisionar os modelos mais avançados em nome da segurança digital. O texto restabelece regras para a IA nos Estados Unidos e representa uma mudança de rumo no governo Trump, que até então reunia setores contrários a qualquer tipo de regulação em nome da competitividade com a China. Em nota, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que se manifestará contra a proposta durante sua visita a Washington nesta semana. A expectativa é que o executivo peça ao Congresso americano para que aumente o financiamento para teste de IA no Departamento de Comércio dos EUA. No início deste ano, o cenário mudou quando o Mythos, da Anthropic, gerou preocupação ao demonstrar capacidade de expor falhas em sistemas digitais, incluindo os de bancos, governos e hospitais. A empresa optou por não lançar o modelo ao público. Agora no g1 As novas regras foram acordadas com empresas líderes em IA nos Estados Unidos, como Google, OpenAI e Anthropic, para que elas submetam, de forma voluntária, seus modelos a uma avaliação do governo antes do lançamento. O texto esclarece que a medida não deve estabelecer um controle prévio obrigatório do governo sobre os novos modelos. A abordagem voluntária adotada por Trump é semelhante à de seu antecessor, Joe Biden. O decreto de 2023 previa que as empresas compartilhassem os resultados de testes de segurança. Trump revogou essa medida ao voltar à Casa Branca, por considerá-la restritiva demais. De acordo com a nova medida, o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional e a agência CISA devem criar um centro de coordenação para a segurança digital em IA. O grupo vai atuar em conjunto com o setor privado e operadores de infraestruturas críticas para identificar falhas em sistemas e priorizar correções. O responsável por assuntos públicos do Google, Kent Walker, definiu a medida como um “passo importante”, que "oferece aos defensores do ciberespaço mais ferramentas para deter atores maliciosos". Vantagem sobre a China Uma versão anterior do decreto estava prevista para ser assinada em 25 de maio, mas Trump a cancelou poucas horas antes, afirmando que não concordava com “alguns aspectos” e que não queria “comprometer” a vantagem dos Estados Unidos em relação à China. Analistas apontaram David Sacks, ex-assessor da Casa Branca para temas de IA, como uma voz influente que teria ligado para o presidente para convencê-lo a mudar de decisão. O episódio revelou tensões dentro do governo entre defensores da regulação e o grupo contrário a qualquer tipo de controle. O texto aprovado é quase idêntico à versão anterior. No entanto, o prazo para o exame voluntário dos novos modelos foi reduzido de 90 para 30 dias. “Na corrida pela IA, cada dia conta”, afirmou Sacks ao comentar a mudança.

Carros elétricos carregamento carregador carregando carro elétrico natal rn Rio Grande do Norte Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi A Volvo anunciou que a recarga em seus eletropostos passará a ser cobrada de todos os usuários, inclusive dos proprietários de veículos da própria marca. A mudança entra em vigor no dia 15 de junho deste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo comunicado enviado aos clientes, os valores da recarga nos eletropostos instalados e operados pela Volvo seguirão as regras abaixo: Recarga rápida (DC): R$ 2,90 por kWh; Recarga lenta (AC): R$ 2,00 por kWh. Caso o motorista não retire o veículo, impedindo o uso do carregador por outro usuário, será aplicada uma cobrança de R$ 5 por minuto. Essa regra vale apenas para carregadores rápidos e somente para os que estão instalados em rodovias. Agora no g1 A recarga rápida permite que o veículo recupere a maior parte da energia mais rapidamente. Como exemplo, o Dolphin Mini leva cerca de 30 minutos para ir de 30% a 80% de carga, enquanto o Volvo EX30 precisa do mesmo tempo para passar de 10% a 80% da bateria. Já a recarga lenta pode passar de sete horas, chegando até 12,5 horas para o caso do Volvo EX30 e cerca de seis horas para o Dolphin Mini. Com a mudança nos valores, proprietários de veículos de outras marcas passam a pagar menos. Atualmente, a tarifa é de R$ 4,00 por kWh, independentemente do tipo de carregador, mas esse valor não é cobrado dos veículos da Volvo. A partir de 15 de junho, motoristas de veículos de outras marcas passarão a pagar 27,5% menos pela recarga. Já os proprietários de Volvo deixarão de ter gratuidade e passarão a pagar pelo serviço. A principal vantagem para os veículos da Volvo deixa de ser a recarga gratuita e passa a ser a conveniência. Os motoristas poderão agendar um carregador com até 24 horas de antecedência e reservar o plugue até 20 minutos antes do horário desejado, além de contar com uma tecnologia que reconhece o veículo assim que ele é conectado ao carregador. Com isso, a cobrança e a identificação do veículo acontecem automaticamente, sem a necessidade de usar um aplicativo específico. Quanto custará a recarga completa em um carro? O valor da recarga varia conforme a capacidade da bateria de cada veículo. Pela regra anterior, o proprietário do carro elétrico mais vendido do Brasil, o Dolphin Mini, precisa de R$ 152 para carregar os 38 kWh da bateria. Com a nova regra, esse custo cai para R$ 110,20. Já o Volvo EX30 do exemplo anterior, que tem 69 kWh de bateria, passa a pagar R$ 200,1 pela recarga que antes seria gratuita. Atualmente, o Brasil conta com 21.061 carregadores públicos instalados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Desse total, 6.479 são carregadores rápidos e 14.582 são lentos. A Volvo não informa quantos carregadores lentos possui, mas afirma que são “mais de mil”. Já no caso dos carregadores rápidos, a marca tem 76 unidades, o que representa 1,1% de toda a base instalada no Brasil.

O "Desenrola 2.0", programa lançado no começo de maio que é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários-mínimos, renegociou R$ 20 bilhões, informou nesta quarta-feira (3) a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. De acordo com balanço divulgado durante reunião ministerial, foram feitas 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. 🔎Com isso, a dívida recuou de R$ 20 bilhões para R$ 2,7 bilhões. No Desenrola das famílias, são feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Agora no g1 A dívida renegociada terá: descontos entre 30% e 90%; taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; até 48 meses de prazo; prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também é permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas. No Desenrola do Fies, por sua vez, voltado a estudantes, foram feitas 82 mil renegociações, e no Desenrola das empresas, outros R$ 11 bilhões foram renegociados em 85 mil operações. Desenrola Brasil Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda RELEMBRE: Desenrola 2.0: governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas Próxima entrega O governo também prepara uma nova modalidade dentro do programa, que é voltado para pessoas que estão com as contas em dia, mas têm dificuldade de pagar as contas. “Temos a próxima entrega, que é o Desenrola Adimplentes. Vamos ajudar quem paga em dia, mas sua muito para isso, para entrar com essa proposta para ajudar quem paga em dia”, acrescentou a ministra da Casa Civil.

Greve geral contra reforma trabalhista paralisa serviços públicos em Portugal Uma greve geral em Portugal interrompeu serviços de transporte, fechou escolas e afetou hospitais nesta quarta-feira (3), em protesto contra uma ampla reforma trabalhista proposta pelo governo de centro-direita do primeiro-ministro Luís Montenegro. A paralisação, convocada pela principal central sindical do país, a CGTP, é a segunda greve geral em seis meses e ocorre enquanto o governo tenta aprovar o pacote "Trabalho XXI", uma reforma que prevê mais de 50 alterações no Código do Trabalho português. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Segundo o governo, as mudanças buscam modernizar a legislação trabalhista, aumentar a produtividade e melhorar a competitividade da economia portuguesa. Já os sindicatos afirmam que a proposta reduz direitos dos trabalhadores, amplia a precarização do emprego e facilita demissões. Confira o que está em jogo e as principais mudanças prevista na lei trabalhista de Portugal. Contratos temporários mais longos Uma das principais mudanças propostas é a ampliação da duração máxima dos contratos de trabalho temporários. Contrato a termo certo: tem uma data de término definida desde o início. Atualmente, ele pode durar no máximo dois anos. Pela reforma, o limite passaria para três anos. Contrato a termo incerto: são os contratos de trabalho com prazo indeterminado, como na substituição de um funcionário afastado ou em projetos com duração indefinida. Hoje, esse contrato pode durar até quatro anos. A proposta amplia o prazo para cinco anos. Para os sindicatos, a medida aumenta a insegurança dos trabalhadores, especialmente dos jovens, ao prolongar períodos de contratação sem vínculo permanente. Flexibilização da terceirização A reforma também elimina as restrições atuais ao uso de terceirização (outsourcing) após demissões coletivas ou extinção de postos de trabalho. 👷Hoje, empresas portuguesas que realizam demissões desse tipo ficam impedidas de contratar serviços terceirizados para as mesmas funções durante um período determinado. A proposta revoga essa limitação. Segundo o governo, a mudança aumenta a flexibilidade das empresas. Já as centrais sindicais afirmam que a medida facilita a substituição de trabalhadores próprios por mão de obra terceirizada mais barata. Retorno do banco de horas individual Outro ponto que gerou forte reação dos sindicatos é a reintrodução do banco de horas individual, extinto em 2019. 🕐 Pela proposta, o trabalhador poderá realizar até duas horas extras por dia, elevando a jornada semanal para até 50 horas. O limite anual será de 150 horas adicionais, com compensação por meio de folgas posteriores. A reforma também muda as regras do banco de horas coletivo, mecanismo que permite às empresas compensar horas extras com folgas futuras. Atualmente, a adoção desse regime para um grupo de trabalhadores depende da aprovação em um referendo realizado entre os funcionários afetados. Com a nova proposta, essa consulta deixaria de ser necessária: se pelo menos 75% dos trabalhadores concordarem com o acordo, a empresa poderá aplicar o banco de horas a todo o grupo, inclusive aos que votaram contra ou não participaram da decisão. Os sindicatos argumentam que a mudança reduz o poder de decisão individual dos trabalhadores sobre a própria jornada de trabalho. Regras para demissões A proposta também altera as regras para casos em que a Justiça portuguesa considera uma demissão ilegal. Hoje, em Portugal, quando um tribunal conclui que um trabalhador foi dispensado de forma irregular, a regra geral é que ele tenha o direito de voltar ao emprego. Apenas microempresas podem substituir essa reintegração pelo pagamento de uma indenização. Com a reforma, empresas de qualquer porte poderão optar por indenizar o trabalhador em vez de readmiti-lo, mesmo após uma decisão judicial favorável ao funcionário. Segundo o governo, a mudança dá mais flexibilidade às empresas e reduz conflitos nas relações de trabalho. Como compensação, aumenta o valor mínimo das indenizações pagas nesses casos. 🔎 O pacote também simplifica os procedimentos disciplinares e de demissão para pequenas e médias empresas, reduzindo exigências burocráticas e etapas formais nos processos de desligamento de funcionários. Críticos da reforma afirmam que as mudanças enfraquecem a proteção contra demissões injustificadas, enquanto o governo argumenta que elas tornam o mercado de trabalho mais ágil e competitivo. Trabalho remoto e novas formas de trabalho O projeto do governo português também flexibiliza as regras do trabalho remoto (ou teletrabalho), permitindo maior adoção de modelos híbridos e reduzindo algumas exigências administrativas. Entre as principais propostas estão: A reforma também flexibiliza as regras do teletrabalho, que passa a ser denominado oficialmente de "trabalho remoto". Nos casos de regime híbrido, o contrato deverá especificar a proporção entre os dias de trabalho à distância e os presenciais. O trabalhador também poderá alterar temporariamente o local de onde exerce suas atividades apenas mediante comunicação ao empregador. A mudança passará a valer automaticamente caso a empresa não apresente objeção por escrito, substituindo a regra atual, que exige acordo entre as duas partes. Além disso, a proposta elimina a obrigatoriedade de exames médicos específicos antes da adoção do trabalho remoto. Segundo o governo, o objetivo é adaptar a legislação às novas formas de trabalho surgidas após a digitalização da economia e a expansão do home office. 📴 A proposta ainda prevê reforço do chamado "direito à desconexão", princípio que busca proteger os trabalhadores de contatos profissionais fora do horário de expediente. Inteligência artificial no ambiente de trabalho Uma das novidades da reforma trabalhista portuguesa é a inclusão de regras específicas para o uso de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho. O governo afirma que a medida busca adaptar a legislação aos desafios da chamada Economia 4.0 e ampliar a adoção de novas tecnologias pelas empresas. Segundo o Executivo, Portugal ainda apresenta um nível de utilização de inteligência artificial inferior à média da União Europeia, o que justificaria a modernização das regras trabalhistas. A principal mudança prevista é a exigência de supervisão humana obrigatória em decisões tomadas com o auxílio de algoritmos ou sistemas de IA. 🤖 Pela proposta, empresas não poderão depender exclusivamente de ferramentas automatizadas para definir questões relacionadas à gestão de pessoal. A exigência vale especialmente para processos considerados sensíveis, como recrutamento e seleção de candidatos, avaliações de desempenho e demissões. Nesses casos, deverá haver sempre um responsável humano acompanhando e validando as decisões. A reforma também introduz mecanismos de regulação algorítmica, com o objetivo de aumentar a transparência sobre o uso de sistemas automatizados na gestão do trabalho e evitar que decisões importantes sejam tomadas sem supervisão ou critérios claros. Segundo o governo português, as mudanças buscam conciliar a adoção de novas tecnologias com a proteção dos direitos dos trabalhadores em um mercado de trabalho cada vez mais digitalizado. Licença parental e benefícios Entre as medidas estão o pagamento de 100% da licença parental compartilhada nos primeiros seis meses, a ampliação da licença obrigatória dos pais de 14 para 30 dias e a criação de licenças específicas em casos de interrupção da gravidez. Licença parental mais ampla: a reforma prevê que os pais que dividirem a licença para cuidar do bebê recebam 100% do salário durante os primeiros seis meses de afastamento. Além disso, a licença obrigatória dos pais após o nascimento do filho passará de 14 para 30 dias. Licença em caso de interrupção da gravidez: a proposta cria um período específico de afastamento do trabalho para mulheres que sofrerem interrupção da gravidez, garantindo proteção laboral durante esse momento. Pagamento parcelado dos benefícios: em Portugal, os trabalhadores recebem normalmente um subsídio de férias e um subsídio de Natal, equivalentes a pagamentos extras ao longo do ano. Pela reforma, o funcionário poderá escolher receber esses valores parcelados mensalmente, junto com o salário, em vez de receber quantias maiores em datas específicas. Dois dias extras ligados às férias: os trabalhadores poderão solicitar até dois dias adicionais de descanso por ano, associados ao período de férias. Esses dias podem ser usados para prolongar ou antecipar as férias. O que falta para a reforma entrar em vigor Entrada do metrô fechada em Lisboa, Portugal REUTERS/Pedro Nunes Após nove meses de negociações sem consenso com sindicatos e entidades patronais, o governo aprovou o pacote de reformas em maio e o enviou à Assembleia da República. O projeto ainda precisa ser analisado e votado pelos deputados para entrar em vigor. Montenegro espera obter a aprovação do Parlamento nas próximas semanas, contando com o apoio do partido de direita Chega. A greve geral em Portugal é a segunda mobilização nacional contra a reforma trabalhista em menos de seis meses. A primeira ocorreu em dezembro de 2025 e marcou a primeira greve geral em Portugal desde os protestos contra as medidas de austeridade registrados em 2013. No entanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro defende a reforma e afirma que as mudanças são necessárias para aumentar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa. Segundo ele, o país possui uma das legislações trabalhistas mais rígidas entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que limita a capacidade das empresas de se adaptar às mudanças do mercado. A greve geral, iniciada nesta quarta-feira (3), provocou impactos em diversos setores de Portugal. Houve cancelamentos e atrasos de voos, interrupções no transporte ferroviário e no transporte público urbano, fechamento de escolas e redução do atendimento em hospitais e repartições públicas. Companhias aéreas que operam rotas entre Brasil e Portugal, como TAP, Azul e Latam, também registraram alterações em suas operações devido à paralisação. (veja mais sobre os impactos) *Com informações das RFI e agências internacionais

Nestlé Reuters A Nestlé vai comprar a marca de alimentos inteligentes yfood Labs, informou a empresa em comunicado divulgado nesta quarta-feira (3). Essa será a primeira aquisição da companhia sob a liderança do novo CEO, Philipp Navratil, que assumiu o cargo em setembro. A yfood Labs é uma empresa sediada em Munique e que oferece refeições prontas para beber e barras alimentares. Segundo a empresa, seus produtos possuem um "perfil nutricional completo" e foram feitos para suprir uma dieta balanceada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Nestlé já havia adquirido uma participação de 49% na yfood em 2023. A expectativa é que as ações restantes detidas pelos pelos fundadores da marca de alimentos inteligentes sejam transferidas para a Nestlé a partir de 3 de julho de 2026. Os termos financeiros da transação não serão divulgados. Agora no g1 Na Europa, as vendas da yfood totalizaram aproximadamente 150 milhões de euros (R$ 875,9 milhões) em 2025, representando um crescimento de dois dígitos em relação ao ano anterior. Mudanças na estratégia Desde quando assumiu o cargo na Nestlé, Navratil tem anunciado diversas mudanças na estratégia da companhia. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a companhia informou que estava deixando o negócio de sorvetes para concentrar suas operações nos segmentos de Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação. Juntas, essas categorias respondem por mais de 70% das vendas da empresa. A medida veio como uma tentativa de melhorar o desempenho da companhia, que registrou um lucro líquido de US$ 9 bilhões (R$ 45,1 bilhões) em 2025 — queda de 17% em relação ao ano anterior (US$ 10,9 bilhões, ou R$ 54,7 bilhões).

Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Uma nova investigação comercial dos Estados Unidos concluiu, nesta terça-feira (2), que 60 países falharam em combater e fiscalizar o uso de trabalho forçado na produção de mercadorias. No caso do Brasil, o relatório aponta problemas na cadeia da pecuária e propõe tarifas de 12,5% sobre produtos do país. Junto com a sugestão de taxa, foi divulgada uma lista de produtos isentos que inclui a carne bovina brasileira. Também ficaram de fora da medida itens como aviões, suco de laranja, café, petróleo, terras raras e metais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A investigação também inclui a China, principal compradora da carne brasileira. (saiba mais abaixo) Procurada pelo g1, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que as carnes estão isentas da tarifa proposta e, por isso, não comentará o assunto. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) não havia respondido até a última atualização desta reportagem. Os Estados Unidos são o segundo principal destino no exterior da carne brasileira, atrás apenas da China. Além disso, grandes frigoríficos nacionais, como JBS e Marfrig — controladora da National Beef —, têm forte presença no mercado americano. A JBS é a maior produtora de carne dos EUA, enquanto a National Beef ocupa a quarta posição. As duas empresas, ao lado das americanas Cargill e Tyson Foods, são alvo de uma investigação que apura suspeitas de concentração de mercado e de aumento dos preços da carne no país. Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? Entenda Veja as exportações de carne para a China e os EUA em 10 anos Arte g1 O que dizem os EUA sobre a pecuária brasileira O documento que embasa a proposta da nova tarifa dedica um capítulo à pecuária brasileira e à relação do setor com casos de trabalho forçado. Segundo o relatório, esse seria um dos fatores que contribuíram para a queda das exportações de carne bovina congelada dos EUA para a China nos últimos anos. "Caso existisse uma proibição efetiva à importação de produtos ligados ao trabalho forçado, os Estados Unidos provavelmente teriam registrado maiores vendas, receitas e exportações de carne bovina para a China", afirma o documento. O capítulo afirma que é "amplamente documentado" o uso de trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Como evidências, o texto cita pesquisas independentes e a TVPRA List, lista do governo americano que identifica produtos associados ao trabalho infantil ou forçado. "A lista TVPRA afirma que há razões para acreditar que existe trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Pesquisas independentes sugerem que pecuaristas brasileiros constam na chamada 'lista suja'", diz o relatório. Apesar disso, os EUA reconhecem que há dificuldades para rastrear casos de trabalho forçado no setor devido à chamada "lavagem de gado". A prática ocorre quando animais criados em fazendas com irregularidades ambientais ou trabalhistas são posteriormente vendidos para propriedades que cumprem a legislação. Em abril deste ano, o governo federal atualizou, a chamada “lista suja”, que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A criação de bovinos para corte apareceu em segundo lugar entre os setores com mais empresas incluídas na relação, com 18 empregadores. O documento dos EUA também apresenta dados sobre as exportações de carne do Brasil e dos EUA para sustentar a avaliação de que o setor americano tem perdido espaço para o brasileiro. "Entre 2015 e 2025, o volume das exportações brasileiras de carne bovina congelada para as economias investigadas praticamente dobrou, enquanto as exportações americanas cresceram 21% em volume no mesmo período." "A participação do Brasil nas importações chinesas de carne bovina congelada também cresceu de forma significativa, passando de 38% em 2021 para 53% em 2025. Já a participação dos Estados Unidos caiu de 6% para 2% no mesmo período", acrescenta o documento. O relatório também aponta uma diferença de preços. Segundo o governo americano, em 2025 o valor médio das importações chinesas de carne bovina brasileira foi de US$ 2,40 por unidade, 41% inferior ao registrado para a carne americana, de US$ 4,20. Para o governo americano, a ocorrência de trabalho forçado na pecuária brasileira é um indício de que parte da carne bovina congelada exportada pelo Brasil para a China pode ter sido produzida, total ou parcialmente, com esse tipo de mão de obra. "A falha da China em impor e aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de carne bovina produzida com trabalho forçado do Brasil conferiu uma vantagem de custo à carne brasileira e distorceu a concorrência", afirma o documento. Apesar dessas críticas, o documento inclui diversos tipos de carne congelada na lista de produtos isentos da nova tarifa, caso ela entre em vigor. O Brasil é hoje o principal fornecedor desse produto para a indústria americana. Para Claudio Frischtak, presidente da consultoria Inter.B, a nova tarifa tem como objetivo restringir a exportação de roupas e acessórios têxteis, que afetam estados importantes para as eleições dos EUA. "No fundo, é uma lógica eleitoral que está guiando boa parte dessas medidas que estão sendo anunciadas e serão implementadas", declarou em entrevista à GloboNews. Crise nos EUA, avanço no Brasil Fernando Iglesias, analista do Safras & Mercados, comenta que a vantagem da pecuária brasileira em relação aos EUA não tem relação com trabalho forçado, e aponta que as acusações de Trump ocorrem em um momento em que os produtores rurais americanos estão desestimulados a investir na criação de gado. No ano passado, inclusive, o Brasil ultrapassou os EUA como maior produtor de carne bovina do mundo. "Questões envolvendo trabalho análogo à escravidão não são compatíveis com as melhores práticas que estão sendo adotadas na pecuária de alta performance no Brasil", diz Iglesias. "A pecuária norte-americana passa por uma crise estrutural, incluindo a elevação de custos ligados à dieta e nutrição animal. O governo americano estabeleceu diretrizes para estimular a produção de grãos, mas a pecuária ficou escanteada", acrescenta. Por outro lado, pecuaristas brasileiros vêm investindo fortemente em tecnologia, como no melhoramento genético, o que elevou o rendimento de carcaças dos bois e a possibilidade de abatê-los cada vez mais cedo. Segundo dados da CNA, entre 2018 e 2025, o rebanho bovino brasileiro cresceu 11,4%, enquanto a área de pastagens diminuiu 5,8%. No mesmo período, a produtividade – ou seja, a produção de carne por hectare – aumentou 16,3%. Outro dado mostra que, em 2004, cerca de 42% dos bovinos abatidos tinham mais de 36 meses de idade, percentual que caiu para 11% vinte anos depois. "O uso da inseminação artificial cresceu 84%, ampliando a adoção de genética superior e animais mais eficientes. O número de bovinos terminados em confinamento aumentou 75%, e hoje cerca de 20% dos animais abatidos no Brasil passam por esse sistema, que acelera o ganho de peso e melhora a eficiência produtiva", disse a CNA ao g1, no início do ano. Iglesias acrescenta que o fato de existir uma grande abundância de grãos nas áreas que concentram a maior parcela do rebanho brasileiro também contribuiu para reduzir os custos de produção do setor. "Então, tudo isso torna o Brasil capaz de participar ativamente do mercado global", afirma. Ofensiva contra a carne No início do mês, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que a presença de grandes empresas estrangeiras no país representa uma ameaça ao país. "Uma empresa de propriedade brasileira detém cerca de um quarto do mercado e possui um histórico documentado de corrupção internacional e atividade ilícita", disse a secretária na ocaisão, sem identificar a empresa mencionada. Nova taxação As medidas anunciadas nesta terça-feira acontecem um dia depois dos EUA proporem uma tarifa de 25% para as mercadorias brasileiras, após uma investigação que acusou o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram" o comércio com os norte-americanos. A decisão do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e o texto é mesmo utilizado para fundamentar a proposta de aplicação de tarifas de 12,5%. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as tarifas, se adotadas, serão acumulativas. Segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros. Em relação ao Brasil, a investigação concluiu que o país falhou em impor e fiscalizar uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado. De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno. Portanto, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano. Carne bovina Cindie Hansen/Unplash

Scott Pelley, então jornalista do programa '60 minutes' da CBS News, foi demitido por justa causa. Charles Sykes/AP Photo A CBS News demitiu na terça-feira (2) jornalista correspondente do programa “60 Minutes”, Scott Pelley, em meio a desentendimentos sobre o futuro da atração e a uma série de mudanças recentes na emissora. A saída de Pelley foi confirmada à Reuters por fontes da CBS por um e-mail enviado pelo produtor-executivo do programa, Nick Bilton, no qual ele afirma que a relação profissional foi encerrada “por justa causa, com efeito imediato”. Segundo Bilton, a resistência do jornalista às mudanças propostas foi determinante para a decisão. “Sua antipatia pelo futuro da série ficou bem clara. E eu a ouvi”, escreveu. Em outro trecho, Bilton acusou Pelley de ter dominado uma reunião de equipe para desacreditá-lo e questionar sua capacidade e intenções, em um episódio marcado, segundo ele, por “falta de civilidade e desprezo”. Agora no g1 Pelley, de 68 anos e integrante da CBS News desde 1989, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters. Segundo veículos de imprensa americanos, no entanto, Pelley teria divulgado um comunicado em que afirmara que o novo proprietário da CBS está descartando a "lenda" do icônico programa de notícias "aparentemente para ganhar a simpatia do governo Trump". "No mês passado, o 60 Minutes perdeu sua essência quando toda a nossa diretoria e dois de nossos melhores correspondentes foram cruelmente demitidos sem justa causa", escreveu Pelley em um comunicado citado por veículos de imprensa americanos. Em declarações recentes reproduzidas pela imprensa americana, o jornalista já havia criticado a nova direção da emissora e afirmado que o icônico “60 Minutes” está sendo desfigurado. Segundo o jornalista, mudanças recentes — incluindo demissões de executivos e correspondentes — teriam feito o programa “perder sua essência”. Em uma reunião interna, Pelley também teria acusado a editora-chefe da CBS News, Bari Weiss, de “matar” o programa. Pelley se junta a mais de meia dúzia de pessoas que deixaram o programa jornalístico de domingo, de horário nobre nos EUA, nas últimas semanas. A CBS demitiu a produtora-executiva Tanya Simon e as correspondentes Sharyn Alfonsi e Cecilia Vega. Em comunicado interno, Bilton reconheceu “uma grande quantidade de mudanças em um período muito curto” no programa. A Skydance Media é liderada por David Ellison, filho do cofundador da Oracle, Larry Ellison, e antigo apoiador do presidente americano Donald Trump. Segundo a empresa, a nova orientação busca refletir “diversas perspectivas ideológicas” do público dos Estados Unidos. Antes da fusão, a Paramount também chegou a pagar US$ 16 milhões (R$ 80,3 milhões) para encerrar um processo movido por Trump em 2024, relacionado a uma entrevista do “60 Minutes” com a então vice-presidente Kamala Harris, que, segundo ele, teria distorcido sua imagem durante a disputa eleitoral. O ambiente político também tem influenciado a relação entre a imprensa e o governo. Desde que voltou à Casa Branca, Trump intensificou críticas a veículos de comunicação, que frequentemente classifica como propagadores de “notícias falsas”. A CBS, tradicional emissora da televisão aberta americana, já teve em seu quadro nomes históricos do jornalismo, como Walter Cronkite e Edward R. Murrow. O “60 Minutes”, exibido aos domingos, é o programa de horário nobre mais antigo em funcionamento nos Estados Unidos. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 1,15% nesta quarta-feira (3), cotado a R$ 5,0665. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 2,22%, aos 170.331 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os Estados Unidos propuseram mais uma sobretaxa para os produtos brasileiros na noite de terça-feira (2). A decisão de aplicar uma taxa de 12,5% se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio americana — a mesma usada para justificar a tarifa de 25% proposta ao Brasil na véspera. As medidas ainda não entraram em vigor. A nova investigação feita pelo governo americano concluiu que o Brasil e outros 53 países falharam em proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado e que isso cria uma dinâmica de "competição desigual" para empresas e trabalhadores americanos. Segundo estimativas do governo brasileiro, a combinação de tarifas propostas pelos EUA pode elevar a carga total a 37,5% caso as medidas sejam, de fato, implementadas. O cenário aumenta as incertezas, prejudica a bolsa e pressiona o câmbio. ▶️ Para o mercado financeiro, também pesa a indefinição sobre o conflito no Oriente Médio, em meio às mensagens mistas vindas dos Estados Unidos e do Irã. Ontem, o presidente Donald Trump negou que as negociações haviam sido interrompidas, contradizendo o que autoridades do Teerã haviam afirmado no início da semana. Já nesta quarta-feira, o presidente americano afirmou que o Irã "concordou em não ter armas nucleares" e anunciou que gostaria de conhecer o líder supremo do país, o aiatolá Motjaba Khamenei em algum momento. Diante das incertezas sobre a continuidade das negociações, o petróleo enfrentava mais um dia de alta. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,03%, cotado a US$ 97,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,42%, a US$ 96,03 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,48%; Acumulado do mês: +0,48%; Acumulado do ano: -7,69%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,99%; Acumulado do mês: -1,99%; Acumulado do ano: +5,71%. Retaliação comercial Em mais uma retaliação comercial do governo Trump, os Estados Unidos informaram na noite de terça-feira (2) que realizaram mais uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americano e concluíram que o Brasil e outros 58 países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Isso porque, segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros. A taxa de 12,5% vem apenas um dia após o governo americano decidir impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as duas taxas, se adotadas, serão acumulativas. LEIA TAMBÉM Governo brasileiro diz que já esperava sobretaxa e reforça ser decisão política dos EUA Tarifa de 25% dos EUA pode atingir aço, suco e máquinas; veja produtos EUA dizem que o BC favorece o PIX; por que o sistema está na mira de Trump? Seção 301: entenda o mecanismo usado pelos EUA contra o Brasil Próximos passos: decisão é definitiva? O que acontece agora? Impasse no Oriente Médio continua Mais de três meses depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, o conflito está em um impasse. (acompanhe os principais acontecimentos) O conselheiro militar do líder supremo do Irã também alertou para a possibilidade de mais ataques com mísseis e drones caso os Estados Unidos renovem seus ataques contra o Irã. "Cada tiro disparado e cada ataque serão respondidos com uma enxurrada de mísseis e drones", publicou Mohsen Rezaei no X, acrescentando que "o agressor será punido rapidamente". A ameaça veio na sequência de ataques dos EUA a um petroleiro iraniano e à ilha iraniana de Qeshm, que desencadearam ataques retaliatórios contra o Kuwait e o Bahrein. O ataque causou estragos no aeroporto do Kuwait, deixando 1 morto e mais de 60 feridos. Já o presidente Trump, por sua vez, se mostrou otimista em relação às negociações — mesmo em meio às violações do cessar-fogo. Segundo o presidente americano, o Irã teria concordado em não ter armas nucleares. Trump ainda destacou que o líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, está envolvido nas negociações e disse querer conhecê-lo em algum momento. Diante dos sinais mistos e das incertezas sobre a continuidade das negociações, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional nesta quarta-feira. Mercados globais A escalada do conflito no Oriente Médio também ficou no radar nos mercados globais. Nos EUA, os índices de Wall Street fecharam em queda. O índice Dow Jones caiu 1,21%, aos 50.688,43 pontos, enquanto o S&P 500 teve baixa de 0,71%, aos 7.555,82 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,89%, aos 26.853,98 pontos. Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,7%, aos 621,19 pontos. Já entre os principais índices da região, o alemão DAX recuou 1,31%, enquanto o francês CAC-40 perdeu 0,71% e o FTSE/Mib teve uma desvalorização de 1,07%. Na contramão, o índice britânico FTSE 100 ganhou 0,40%. Na Ásia, as bolsas da China fecharam em alta, impulsionadas por ações do setor óptico e de semicondutores. O índice de Shanghai Composite subiu 0,2%, enquanto o CSI 300 subiu 0,5%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,6%. O Nikkei, do Japão, avançou 2,5%. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Relatório americano sobre trabalho forçado tem um estudo de caso criticando a pecuária brasileira. Getty Images via BBC O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de 59 países, além da União Europeia, que "não conseguiram" proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado — e que, segundo as autoridades americanas, devem ser sujeitos a mais tarifas retaliatórias por causa disso. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%. Não está claro se essas tarifas se adicionam a outras já em vigor — e como elas se aplicariam em relação a listas de exceções. No caso do Brasil, o relatório destaca o fato de "pesquisas independentes" sugerirem que "pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'" (leia abaixo na reportagem). A BBC News Brasil entrou em contato com o governo brasileiro e com associações que representam a pecuária brasileira, mas ainda não houve manifestação sobre o novo relatório. Os EUA ainda estão em fase de consulta sobre essas medidas. O USTR realizará uma audiência pública sobre sua proposta em 7 de julho. Agora no g1 "O fracasso dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais", disse o representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. "Não toleraremos mais essa disparidade. Alguns parceiros comerciais já tomaram medidas iniciais para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado [...]. No entanto, cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global." A investigação foi feita em praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. As 60 economias sob investigação representam mais de 99% da pauta de importações dos EUA. Todas elas foram condenadas pela investigação — e receberam recomendação de imposição de tarifas retaliatórias. Entre os países, estão economias avançadas e aliados tradicionais dos americanos, como União Europeia, Reino Unido, Japão e Israel. Para seis economias — Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia — a taxação proposta é de 10%, porque no entendimento americano elas possuem mecanismos, mas não realizam a fiscalização contra o trabalho forçado. O anúncio do governo americano ocorre poucas semanas antes da expiração de uma tarifa de 10% que a Casa Branca havia imposto a dezenas de países após uma derrota na Suprema Corte em fevereiro, que derrubou o tarifaço inicial proposto pelo presidente americano Donald Trump. Essa tarifa fixa se baseava na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas tinha validade de apenas 150 dias. Algumas autoridades e especialistas acusam os EUA de buscar novas formas de manter o tarifaço de Trump, usando outros pretextos. "Como o tribunal considerou o regime tarifário [de Trump] ilegal, acho que está claro que os EUA estão buscando outras maneiras de restabelecer essa barreira tarifária, esse regime", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Todd McClay, ao jornal Financial Times. "Não estamos envolvidos em nenhuma forma de trabalho forçado". O anúncio foi feito um dia depois que o mesmo USTR concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado — e disse que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA". Na segunda-feira (01/06), o governo americano propôs tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros — mas essas medidas ainda não foram definidas e serão discutidas ao longo das próximas semanas até o dia 15 de julho. O que o relatório fala sobre o Brasil? O Brasil é um dos 59 países (além da União Europeia) com uma seção específica no relatório. O país é mencionado 19 vezes no relatório de 98 páginas. "O USTR constatou que o Brasil não impôs nem aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado", diz o texto, cujas conclusões sobre o Brasil estão resumidas em três parágrafos. O relatório diz que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é "irrazoável" e "onera ou restringe o comércio dos EUA" — os mesmos termos usados na conclusão da investigação do dia anterior que condenou práticas comerciais usadas pelo Brasil e propôs tarifas de 25% aos produtos brasileiros. "Embora o Brasil alegue proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda", diz o texto. Essas conclusões sobre o Brasil são semelhantes às de outros países — com algumas variações no texto para cada um. O Brasil aparece em outro trecho do relatório em um estudo de caso específico, sobre sua produção de carne bovina — ao lado de outros dois exemplos, sobre importação de arroz de Mianmar e de tabaco do Malauí. "Está bem documentado que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o relatório. "A lista TVPRA [uma lista do governo americano de produtos fabricados por meio de trabalho infantil ou trabalho forçado] afirma que há razões para acreditar que existe trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Pesquisas independentes sugerem que pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'." A "Lista Suja" é um documento público divulgado pelo Ministério do Trabalho para dar visibilidade a fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo. Segundo o relatório americano, as exportações agrícolas americanas são afetadas por isso, já que tanto Brasil como EUA exportam carne bovina congelada para a China — com o Brasil se distanciando dos americanos na preferência dos chineses. "Durante o período de 2015 a 2025, o volume de exportações de carne bovina congelada do Brasil para as economias investigadas quase dobrou, em comparação com um aumento de 21% no volume exportado pelos EUA", diz o texto. "Como demonstram as importações de carne bovina congelada pela China, os efeitos negativos da concorrência com produtos provenientes de trabalho forçado sobre as exportações dos EUA não se limitam a bens manufaturados, podendo também afetar negativamente as exportações agrícolas americanas." "Embora nem todas as importações chinesas de carne bovina congelada do Brasil sejam necessariamente produzidas com trabalho forçado, a prevalência dessa prática na produção pecuária brasileira sugere fortemente que ao menos parte dessas importações foi produzida total ou parcialmente com trabalho forçado." Quais países estão na lista junto com o Brasil? Segundo as conclusões da investigação americana, "todas as economias investigadas falharam tanto em impor uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado quanto em fazer cumprir efetivamente essa proibição". As economias listadas pelos EUA são: África do Sul Angola Arábia Saudita Argélia Argentina Austrália Bahamas Bahrein Bangladesh Brasil Camboja Canadá Catar Cazaquistão Chile China Colômbia Coreia do Sul Costa Rica Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Filipinas Guatemala Guiana Honduras Hong Kong Índia Indonésia Iraque Israel Japão Jordânia Kuwait Líbia Malásia Marrocos México Nova Zelândia Nicarágua Nigéria Noruega Omã Paquistão Peru Reino Unido República Dominicana Rússia Singapura Sri Lanka Suíça Taiwan Tailândia Trinidad e Tobago Turquia União Europeia Uruguai Venezuela Vietnã Tensões entre Brasil e EUA O anúncio da conclusão americana sobre trabalho forçado aconteceu um dia após outra grande investigação sobre o Brasil, na qual o USTR propôs tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros. As supostas práticas brasileiras condenadas pelo governo americano são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O governo americano ainda está recebendo consultas do público até o dia 1º de julho sobre as medidas. No dia 6 de julho, haverá uma audiência pública. Brasil e EUA vivem tensões com classificação de facções criminosas como organizações terroristas e acusações comerciais AFP via Getty Images/BBC O representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que teve "reuniões construtivas" que "se intensificaram nas últimas semanas" com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump — e que espera dar continuidade a esse diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida de resposta. "No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação", disse Greer em nota. No mesmo dia em que anunciou a medida, Trump fez uma publicação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. "Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu Trump na sua rede social Truth Social. Antes da publicação do presidente americano, Flávio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que é contra a imposição de novas tarifas para compra de produtos importados que os EUA planejam adotar contra o Brasil. "Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução", disse Flávio na terça-feira. "Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula." Lula, por sua vez, atribuiu a conclusão das investigações americanas à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. O petista chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "vendilhões e traidores da pátria" ao reagir à nova ameaça do governo americano. "Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores", disse Lula. O presidente brasileiro comentou que a reunião que ele teve com Trump no início do mês havia sido um "sucesso", mas que as negociações foram atrapalhadas. O presidente argumentou ainda que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil. Em seguida, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta destinada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em que ele pede que Washington não imponha novas sanções comerciais ao Brasil. No ofício, escrito em inglês, o senador diz que o país vive "um grave processo de deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas causaria "sérios danos ao povo brasileiro". "Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", escreveu. Outro ponto de desavença entre os governos dos EUA e Brasil aconteceu na semana passada, após o governo americano anunciar que passará a classificar as facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas. A medida foi anunciada por Trump dois dias após um encontro no Salão Oval com Flávio Bolsonaro. "Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula, sobre a decisão americana.

EUA incluem Brasil em lista de 60 países que falham no combate ao trabalho forçado A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas tarifas sobre importações de cerca de 60 economias. Nesta terça-feira (2), uma investigação dos EUA concluiu que esses países, entre eles China e Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington. “Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa. A medida dos EUA inclui a China entre as economias potencialmente afetadas e faz parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento comercial com base em critérios ligados a direitos trabalhistas e práticas de cadeia de suprimentos. Além da China, outros países também reagiram. O governo do Reino Unido afirmou estar em diálogo constante com Washington e tem adotado medidas para combater o trabalho forçado em cadeias de produção domésticas e globais, destacando que mantém negociação com os EUA sobre o tema. Os mercados asiáticos reagiram de forma mista ao cenário de maior tensão comercial. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,6%, enquanto bolsas da China continental fecharam em leve alta, com o CSI300 avançando 0,5% e o Xangai subindo 0,2%. Já o setor de semicondutores liderou ganhos, apoiado por expectativas positivas relacionadas à demanda por inteligência artificial. Em meio às preocupações comerciais, dados econômicos mostraram que a atividade do setor de serviços chinês cresceu no ritmo mais forte em três meses em maio, impulsionada por novos negócios e melhora na demanda externa. Analistas do Goldman Sachs mantiveram visão positiva sobre ações chinesas A-share, citando melhora nas perspectivas de crescimento e exposição ao setor de tecnologia. Entenda a nova proposta de sobretaxa Uma investigação dos EUA concluiu, nesta terça-feira que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a mesma usada para justificar a proposta de tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Ainda não está claro se as tarifas serão cumulativas. O Brasil foi incluído no grupo que poderá enfrentar a sobretaxa de 12,5%, ao lado de China, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul. Segundo o relatório, o país não possui mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países. Os EUA argumentam que essa falha cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos e contribui para a manutenção do trabalho escravo moderno nas cadeias globais de produção. A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano receberá contribuições públicas até 6 de julho, e realizará audiências sobre o tema em 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas. Veja a reação de outros países Alemanha Um porta-voz do governo alemão afirmou nesta quarta-feira (3) que a decisão dos EUA não se aplica ao país, reiterando que a Alemanha manterá o acordo vigente entre os americanos e a União Europeia. Segundo o tratado, firmado no ano passado, a UE removeria as tarifas sobre produtos americanos, enquanto Washington se comprometeria a impor uma tarifa máxima de 15% sobre a maioria dos produtos da região. "Saudamos o acordo político alcançado no trílogo sobre a implementação do acordo pela UE e apoiamos a rápida entrada em vigor dos regulamentos relevantes da UE como uma contribuição para a estabilização das relações comerciais transatlânticas", disse o ministério da economia alemão em comunicado. França O ministro do comércio francês, Nicolas Forissier, afirmou que a tarifa imposta por Trump não se aplica ao país. "Se entendi corretamente, refere-se a investigações ligadas a potenciais suspeitas de trabalho forçado. Como sabe, este não é o caso da França ou da União Europeia, que sempre esteve na vanguarda desta questão. Portanto, não me sinto, e nós não nos sentimos, preocupados", afirmou à Reuters. União Europeia A Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira que as tarifas comerciais propostas pelos Estados Unidos são injustificadas e reiterou seu compromisso com o acordo comercial firmado com Washington no ano passado. "A UE considera injustificadas as tarifas impostas por esses motivos", disse um porta-voz. "Do lado da UE, estamos no caminho certo para garantir a implementação dos compromissos tarifários de nossa Declaração Conjunta até o final de junho." No começo da tarde, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que os EUA também estão comprometidos em cumprir com sua parte do acordo junto à UE. "Acreditamos que há bastante espaço para cumprimento por ambas as partes", disse. México O Ministério da Economia do México afirmou que o comércio em conformidade com o acordo Estados Unidos, México e Canadá (USMCA) estará isento da tarifa proposta por Trump, destacando que a proposta também isenta automóveis, aço e alumínio. A Pasta mexicana também informou que pretende realizar conversas com o representante comercial americano nos próximos 45 dias a respeito das remessas que não estejam dentro do USMCA. *Com informações da Reuters Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 REUTERS/Tingshu Wang

Copa do Mundo de 2026. Divulgação/Fifa As apostas esportivas devem movimentar mais de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 251 bilhões) durante a Copa do Mundo de 2026, segundo estimativas de especialistas do setor. O valor representa um salto em relação ao torneio disputado no Catar, em 2022, impulsionado principalmente pela ampliação da competição de 32 para 48 seleções. Para David Stevens, diretor de relações públicas da casa de apostas Coral, o alcance global e o tamanho do torneio devem transformá-lo no maior evento de apostas da história. Além do aumento no número de jogos, especialistas apontam uma mudança no comportamento dos apostadores. Segundo Darren Small, vice-presidente da empresa de tecnologia esportiva Sportradar, o interesse deixou de se concentrar apenas nos resultados das partidas e passou a incluir o desempenho individual dos jogadores. A expectativa é de crescimento das chamadas apostas especiais e personalizadas, conhecidas como "bet builders", que permitem combinar diferentes previsões em um único bilhete. Entre as opções mais procuradas estão número de gols, assistências, passes, desarmes, escanteios e até o pé utilizado para marcar. "Os clientes criam suas próprias narrativas para os jogos, combinando diversos acontecimentos em uma única aposta", explicou Small. De acordo com os especialistas, esse tipo de mercado tem atraído principalmente apostadores mais jovens, em busca de experiências mais dinâmicas. Agora no g1 Favoritos ao título Segundo Small, Argentina e França lideram as preferências dos apostadores ao redor do mundo. A Inglaterra também aparece entre as seleções mais apostadas, alimentando a expectativa de encerrar um jejum de seis décadas sem conquistar a Copa do Mundo. Entre os jogadores, os atacantes Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega, estão entre os principais candidatos ao posto de artilheiro do torneio. Um caso que chamou a atenção dos especialistas envolve o neozelandês Ben Waine. Apesar de não ser a principal estrela de sua seleção, o atacante aparece entre os dez nomes mais apostados para terminar a competição como goleador, em um movimento considerado incomum pelo mercado. Messi ergue a taça da Copa Odd Andersen/AFP Desafios e curiosidades Os especialistas também apontam desafios relacionados aos horários das partidas, que serão disputadas nos Estados Unidos, Canadá e México. Jogos realizados na Costa Oeste americana devem ocorrer em horários menos favoráveis para o público europeu, embora a expectativa seja compensada pelo forte interesse de apostadores da América do Sul. Até o momento, o mercado demonstra pouco otimismo com uma conquista dos Estados Unidos, um dos países-sede. Ainda assim, Small brincou que, caso a seleção americana surpreenda e levante a taça, as apostas sobre a presença do presidente Donald Trump nas comemorações provavelmente ganhariam destaque. FOTO DE ARQUIVO: O logotipo da Copa do Mundo da FIFA de 2026 de Nova York/Nova Jersey é revelado durante o evento de lançamento na Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, em 18 de maio de 2023. Reuters/Brendan McDermid/Foto de arquivo LEIA TAMBÉM: Copa do Mundo de 2026: veja quando começa e quando termina o torneio

Investigação dos Estados Unidos propõe nova tarifa ao Brasil Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro já esperavam que os Estados Unidos propusessem sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No entendimento de interlocutores do governo, a nova taxa será somada aos 25% anunciados na segunda-feira (1°). Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximo aos 40% impostos no ano passado. A defesa contra essa nova taxação deve seguir o mesmo caminho da adotada em relação aos 25%: diálogo com os Estados Unidos até o prazo final da investigação. Em abril, o Brasil apresentou uma defesa que a diplomacia classificou como técnica, ressaltando os números do combate ao trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em 2003, e a criação da “Lista Suja”, pela qual empregadores flagrados explorando mão de obra escrava perdem financiamentos em bancos públicos. Nesta quarta (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá a um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, onde também estará o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. Fontes que acompanham o ministro afirmam que ainda não há nada marcado entre os dois, mas que Vieira deve tentar se reunir com Greer. Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026 REUTERS/Ken Cedeno

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas Reprodução/Jornal Hoje A oportunidade de crescimento profissional, a boa remuneração e um ambiente de trabalho saudável estão entre os principais fatores levados em consideração pelos jovens brasileiros na hora de escolher onde trabalhar. É o que aponta uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com mais de 8,8 mil jovens de 14 a 24 anos em todo o país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que a oportunidade de crescimento é o principal motivo para escolher uma empresa. Em seguida aparecem boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%). A pesquisa indica que a nova geração busca mais do que salário. Para 79% dos jovens, remuneração e benefícios são importantes, mas não representam o principal critério na escolha do emprego ideal. O resultado reforça uma visão mais ampla sobre o trabalho, que inclui bem-estar, desenvolvimento e propósito. Agora no g1 Outro dado que chama atenção é a importância dada à saúde mental: 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem o tema, e 93% afirmam concordar totalmente com essa necessidade. O levantamento também mostra que os jovens querem trabalhar em empresas onde se sintam valorizados. Quase todos os entrevistados (98%) consideram importante que as organizações valorizem os jovens profissionais, e sete em cada dez afirmam que não trabalhariam em empresas que não compartilham dos mesmos valores. Apesar do avanço do debate sobre home office e modelos híbridos, a flexibilidade no trabalho apareceu apenas na quinta posição entre os fatores mais relevantes na escolha de uma empresa, empatada com a localização próxima de casa, também com 20% das respostas. A preferência ficou atrás até mesmo da reputação da empresa, citada por 24% dos participantes. A pesquisa também revela uma forte percepção sobre o papel social das empresas: 98% dos entrevistados acreditam que organizações que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% dizem que elas têm papel fundamental para garantir a empregabilidade da juventude brasileira. Veja os principais dados da pesquisa: 54% priorizam oportunidade de crescimento profissional; 43% apontam boa remuneração e benefícios; 31% valorizam ambiente de trabalho agradável; 24% preferem empresas tradicionais ou renomadas; 20% consideram flexibilidade no trabalho um diferencial; 98% querem trabalhar em empresas que valorizem saúde mental; 98% dizem ser importante que empresas valorizem os jovens; 7 em cada 10 não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus. Para o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, os dados mostram uma mudança nas expectativas da nova geração. “Questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas para os jovens. Esta geração está mais atenta não apenas ao propósito da empresa, mas também à compatibilidade com seus próprios objetivos de vida”, afirma. O levantamento ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos em todas as regiões do país e tem margem de erro de um ponto percentual. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores

EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras para punir práticas 'irrazoáveis' A tilápia ficou de fora da lista de exceções da tarifa de 25% proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros. A medida foi anunciada na segunda-feira (1º) e pode entrar em vigor em 15 de julho. ➡️ Mas, afinal, o consumidor brasileiro pode ser afetado? Não diretamente. A tarifa será paga pelas empresas dos EUA que comprarem produtos brasileiros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A tilápia é o peixe brasileiro mais exportado, e os EUA são o destino de 90% do volume vendido ao exterior. A dependência do mercado americano é muito maior do que a observada em setores como carne e café, que contam com outros compradores relevantes. Apesar dessa dependência, as exportações representam apenas cerca de 2,1% de toda a produção brasileira de tilápia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. Por isso, mesmo que as exportações recuem e mais peixe fique disponível no mercado interno, o volume não seria suficiente para provocar uma queda significativa nos preços, afirma Matheus Do Ville Liasch, analista de mercado de tilápia do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). Segundo o pesquisador, as exportações brasileiras vinham crescendo e ganhando relevância. Ainda assim, continuam pequenas em relação ao mercado interno e não têm força para alterar os preços de forma significativa. Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), pode haver alguma queda de preços em mercados regionais, mas não em escala nacional. A nova tarifa foi proposta após a conclusão de uma investigação aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o documento, a medida se justifica porque uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro seria "irrazoável" e "oneraria ou restringiria" o comércio dos EUA. Veja quais produtos brasileiros devem ficar de fora de taxa de 25% proposta pelos EUA De onde vem o que eu como: tilápia Por que a tilápia não foi isenta? Ao contrário de produtos como carne e café, dos quais os EUA dependem em maior medida, a tilápia conta com outros fornecedores relevantes para o mercado americano, afirma Liasch. Segundo dados do Cepea, o Brasil ocupa a quarta posição entre os exportadores para os EUA, atrás de China, Colômbia e Indonésia. Além disso, cerca de 80% do mercado americano de tilápia é composto por filé congelado, enquanto o Brasil exporta principalmente filé fresco, segundo Medeiros. No ano passado, Trump já havia imposto duas tarifas que foram anuladas pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro de 2026. as chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado. a sobretaxa de 40% sobre diversos itens brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025. Segundo o presidente da PeixeBR, essas tarifas reduziram a rentabilidade dos produtores de tilápia, que absorveram parte do custo para evitar uma queda nas vendas. Mesmo assim, as exportações brasileiras para os EUA caíram 43,7% no segundo semestre de 2025. No mesmo período, o Brasil ampliou as exportações de tilápia para o Canadá. Mas Liasch afirma que a abertura de novos mercados é uma estratégia de longo prazo e o Brasil deve continuar dependente dos EUA para exportar o peixe. Para Medeiros, ainda é cedo para medir os impactos da medida. Segundo ele, será preciso avaliar se concorrentes do Brasil, como a Colômbia, também serão alvo de tarifas. Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), destaca que a tilápia não está entre os produtos diretamente citados na investigação conduzida com base na Seção 301. "Por isso, esperamos que haja sensibilidade durante o processo de consulta pública e que prevaleça uma análise técnica", afirma. Veja a lista de produtos brasileiros que ficaram de fora da tarifa de 25% 🥩 Produtos alimentícios e agrícolas Carne bovina: cortes frescos, refrigerados ou congelados, com osso ou desossado, incluindo carcaças e cortes de alta qualidade, além de miúdos, carne enlatada e carne seca ou defumada; Frutos do mar e derivados: corais, conchas e materiais similares. Hortaliças e fungos: chuchu, brotos de bambu, castanhas-d'água, orelha-de-pau (wood ears) e cogumelos shiitake secos. Raízes e tubérculos: mandioca (fresca, congelada ou seca), taro, mangarás (yautia), jicama, araruta. Frutas: Tomates (frescos ou refrigerados), cocos (desidratados, frescos, com ou sem casca), fruta-pão, bananas, plátanos, abacaxis, abacates, goiabas, durians, mangas, laranjas, limões, papaias, kiwis, etrogs. Nozes: cocos, castanhas-do-pará, castanhas-de-caju, macadâmias. Café e outros estimulantes: café torrado, não torrado, descafeinado ou não, chá verde, chá preto, erva-mate. Bebidas e estimulantes: café (grão, torrado, cascas e substitutos), chás (verde e preto), erva-mate e cacau (grãos, pasta, manteiga e pó). Cacau e derivados: grãos, cascas, pasta, manteiga e pó de cacau sem açúcar. Especiarias: Pimenta, baunilha, canela, cravo, noz-moscada, gengibre, açafrão e cúrcuma. Produtos processados: Amido de mandioca, tapioca, sucos de frutas (laranja, limão, abacaxi e açaí) e preparações de açaí. 🛢️ Recursos naturais, minerais e combustíveis Minérios: minério de ferro, manganês, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio, titânio e prata. Minerais: grafite natural, caulim, fosfatos de cálcio, sulfato de bário (barita), magnésita e amianto. Energia e combustíveis: carvão (antracito e betuminoso), coque, gás de carvão, óleos de petróleo (crus e refinados), querosene, lubrificantes, gás natural liquefeito, propano, butano e energia elétrica. 🧪 Produtos Químicos, Fertilizantes e Medicamentos Químicos industriais: iodo, silício, arsênio, selênio, óxidos de zinco e titânio, e diversos compostos orgânicos e inorgânicos. Fertilizantes: ureia, sulfato de amônio, nitrato de sódio, cloreto de potássio e fertilizantes fosfatados. Saúde e Farmacêuticos: vacinas (humanas e veterinárias), sangue humano, antissoros, toxinas, antibióticos (penicilinas, estreptomicinas, tetraciclinas, etc.), hormônios (insulina, cortisona, estrogênios), vitaminas, contraceptivos químicos e kits de ensaios clínicos. ✈️ Setor Aeroespacial e outros itens industriais Motores e peças: motores de pistão, turbojatos, turbopropulsores e suas partes. Componentes de voo: hélices, rotores, trens de pouso e fuselagens. Equipamentos internos: assentos de aeronaves, aparelhos de respiração, caixas-pretas (flight data recorders) e instrumentos de navegação aérea (pilotos automáticos e bússolas). Materiais diversos: tubos de plástico, pneus de borracha, juntas de vedação e vidros de segurança laminados, desde que destinados ao uso em aeronaves. Madeira: teca, mogno, balsa e virola (em toras ou serradas). Papel e celulose: polpa de madeira química e diversos produtos de papel. Metais preciosos: ouro, prata e platina (em formas brutas ou manufaturadas). Tecnologia: Máquinas para fabricação de semicondutores, circuitos integrados eletrônicos e processadores.

Corte no Orçamento afeta trabalho de agências reguladoras O bloqueio de 18% no orçamento das agências reguladoras federais pode comprometer atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população. Os valores são parte de um bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 feito pelo governo federal no final de maio. O alerta é do presidente do Comitê das Agências Reguladoras Federais (Coarf), Guilherme Sampaio, que avalia que os sucessivos cortes de recursos vêm reduzindo a capacidade operacional desses órgãos. 🔎 Um bloqueio no orçamento é como um "freio de emergência" temporário nas finanças do governo e acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido. Segundo Sampaio, as agências acumulam perdas orçamentárias ao longo dos últimos anos. Ele afirma que, em um horizonte de cinco a dez anos, o orçamento do setor encolheu cerca de 40%. "Quando você pega um recorte de cinco ou dez anos, as agências tiveram uma redução em torno de 40% do seu orçamento. Só corrigido pela inflação, esse valor já deveria ser significativamente maior", afirmou. Para ele, o novo bloqueio agrava um cenário que já era considerado crítico. "Estamos falando de um contingenciamento de 18% sobre um orçamento que já é menor do que o dos anos anteriores. Se isso não for revertido, vai comprometer as atividades das agências", disse. 💵 Entre os órgãos afetados, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acumula o maior bloqueio do ano, da ordem de R$ 57 milhões. Sampaio, que também preside a agência, afirma que a medida coloca em risco ações estratégicas previstas para os próximos meses. Segundo ele, podem ser afetados: cronogramas de leilões de concessões; atividades de fiscalização do transporte de passageiros e de cargas; e projetos voltados à modernização tecnológica da agência. "Os leilões previstos para o segundo semestre, a fiscalização do transporte de passageiros, o acompanhamento do piso mínimo do frete e, no curto e médio prazo, a própria execução das obrigações assumidas nos contratos de concessão, podem ser impactadas", afirmou. 🚛 Diante do cenário, a ANTT busca alternativas para reduzir os efeitos do bloqueio. Uma das possibilidades é o apoio do Ministério dos Transportes, ao qual a agência é vinculada administrativamente. De acordo com Sampaio, as conversas com a pasta já estão em andamento para avaliar medidas de mitigação. Em ocasiões anteriores, o ministério transferiu recursos para reforçar o orçamento da agência e evitar a interrupção de atividades consideradas essenciais. Desta vez, porém, a solução pode ser mais complexa, já que a própria pasta também foi atingida pelo bloqueio. Linhas de transmissão de energia na região de Brasília. REUTERS/Ueslei Marcelino Outras agências 💰 A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que teve R$ 24 milhões bloqueados de seu orçamento, afirmou que será obrigada a reduzir imediatamente cerca de 40% de suas ações de fiscalização sobre empresas reguladas, como companhias aéreas, aeroclubes e oficinas de manutenção aeronáutica. ✈️ A Anac relata que também serão suspensas as provas para certificação de pilotos e comissários de voo. Além disso, os processos de certificação de novas aeronaves serão interrompidos, o que pode impedir a entrada de novas aeronaves em operação. A agência informou ainda que precisará reduzir contratos terceirizados e adiar investimentos em tecnologia da informação. "Foram cancelados eventos institucionais, muitos deles voltados ao aprimoramento da segurança operacional do setor aéreo, bem como a participação de servidores em fóruns e eventos internacionais nos quais a Anac representa o Brasil", afirmou a agência em nota. Anac dimuirá em 40% atividades de fiscalização Jornal Nacional/ Reprodução 💰 A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que teve R$ 34,2 milhões bloqueados, disse que acompanha a situação com preocupação e ainda avalia os impactos da medida. "Nesse momento, o que se pode afirmar é que eventuais restrições orçamentárias tendem a demandar a reavaliação de despesas discricionárias, podendo repercutir sobre iniciativas de modernização administrativa, transformação digital, evolução tecnológica e projetos de desenvolvimento institucional", informou a agência. 📞 Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que está analisando os efeitos do bloqueio sobre suas atividades. "O processo em curso envolve a revisão das programações internas e das atividades em andamento, com o objetivo de identificar possíveis ajustes e priorizar ações essenciais", disse a autarquia. 💰 A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por sua vez, afirmou que o bloqueio de R$ 34,3 milhões poderá reduzir as ações de fiscalização realizadas por equipes próprias, devido à limitação de recursos para deslocamentos e diárias. Também poderão ser afetadas as fiscalizações descentralizadas realizadas em parceria com 16 agências reguladoras estaduais conveniadas. De acordo com a agência, projetos de transformação digital e modernização tecnológica também poderão ser adiados. A Aneel alerta que restrições em infraestrutura e tecnologia da informação afetam processos considerados críticos, comprometem a produtividade da autarquia e podem provocar atrasos com reflexos para todo o setor elétrico. O g1 pediu posicionamento para as demais agências reguladoras, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. Sindicato repudia bloqueio O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) repudiou o novo bloqueio de gastos imposto às agências reguladoras federais e alertou que a medida "aprofunda um processo contínuo de perda da capacidade do país de fiscalizar setores essenciais e proteger a população brasileira". "Não se trata apenas de um corte em uma planilha. Cada recurso retirado significa uma fiscalização que pode deixar de acontecer, uma análise que pode atrasar e menos capacidade do país de prevenir riscos. O bloqueio atinge instituições que já operam no limite após anos de restrições orçamentárias, perda de servidores e acúmulo de novas responsabilidades", avaliou o Sinagências, em nota. De acordo com o Sindicato, as agências receberam novas atribuições, passaram a acompanhar mercados cada vez mais complexos, "mas são cobradas por resultados enquanto perdem os instrumentos necessários para entregar esses resultados". "O desmonte da capacidade regulatória não acontece de uma vez. Ele ocorre quando uma fiscalização deixa de ser realizada, quando uma equipe deixa de ir a campo, quando um sistema deixa de ser modernizado, quando uma análise fica parada ou quando servidores precisam escolher quais atividades serão priorizadas diante da falta de estrutura", acrescentou. O Sinagências diz que: Na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a restrição pode reduzir ações relacionadas ao controle de qualidade dos combustíveis, área que já sofreu impactos anteriores com a suspensão do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). Na saúde, o enfraquecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) compromete a capacidade de resposta de uma agência que atua diretamente na segurança sanitária da população. Em 2025, o Sinagências já alertava que cerca de R$ 20 bilhões em investimentos do setor farmacêutico estavam represados pela falta de estrutura para análise de processos e concessão de licenças. Posição do governo Procurado, o Ministério do Planejamento informou que o bloqueio, detalhado na última sexta-feira (29), atingiu ministérios e órgãos do governo de maneira generalizada. "Sempre que possível, foi observada a proporcionalidade entre bloqueios e volume de despesa de discricionária em cada um desses Ministérios e Órgãos", afirmou.

Live shopping: como transmissões ao vivo viraram estratégia para vender milhões As chamadas “live shop” ou “live shopping” — também conhecidas como live commerce — são transmissões ao vivo voltadas à venda nas redes sociais que vêm se consolidando como uma nova estratégia de negócios no ambiente digital. O formato combina entretenimento, interação em tempo real e ofertas com senso de urgência para estimular compras online. Durante as transmissões, os vendedores apresentam produtos, tiram dúvidas dos consumidores e oferecem descontos ou estoques limitados para incentivar decisões rápidas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo especialistas, o diferencial está na proximidade com o público e na possibilidade de interação instantânea, o que aumenta as chances de conversão em vendas. A estratégia também tem sido adotada por pequenos empreendedores, muitas vezes com o uso apenas do celular. Especialistas apontam que simplificar o processo de compra é um dos principais fatores para o sucesso das vendas ao vivo. Neste vídeo, o g1 mostra como funciona o modelo de live shop e por que ele tem atraído desde pequenos negócios até operações que já faturam milhões nas redes sociais. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Vender ao vivo virou febre: como funciona o modelo que já fatura milhões nas redes Reprodução/Magnific
Efeito manada: o perigo de investir como todo mundo Seguir as decisões da maioria é um comportamento comum e, na economia, recebe o nome de comportamento de manada. A tendência faz com que muitas pessoas invistam em determinado ativo apenas porque ele está atraindo cada vez mais investidores. Esse movimento costuma ganhar força em momentos de alta dos mercados. Com mais compradores, os preços sobem, reforçando a percepção de que o investimento é uma aposta segura, mesmo quando a valorização não reflete o valor real do ativo. Episódios como a bolha das tulipas na Holanda, a crise das empresas de tecnologia e a crise financeira de 2008 mostram os riscos desse comportamento. Especialistas alertam que consenso não é garantia de acerto e que o entusiasmo coletivo pode aumentar a exposição a perdas. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Como foi 1º voo teste de avião que fará rota mais longa do mundo A fabricante aeronáutica europeia Airbus concluiu na terça-feira (2) o primeiro voo de teste do avião A350-1000ULR. O avião foi projetado para voar até 22 horas seguidas e superar o recorde de voo comercial direto mais longo do mundo. O modelo MSN 707 voou por 3 horas e 43 minutos em um trajeto com origem e destino em Toulouse, na França, e alcançou altitude levemente superior a 41.000 pés ou 12.500 metros, informou a Airbus. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A aeronave foi pilotada por uma equipe dedicada aos testes da empresa e estava equipada com instrumentos específicos para o experimento. Pela primeira vez, será possível voar sem paradas entre Sidney, na Austrália, e destinos como Londres, no Reino Unido, e Nova York, nos Estados Unidos. Na prática, essa mudança pode reduzir em até quatro horas o tempo total das viagens. Primeiro voo de teste do A350-1000ULR, da Airbus Divulgação/Airbus Qual é o segredo dos aviões que conseguem ficar mais de 18 horas no ar? O voo comercial mais longo em operação neste momento é o da Singapore Airlines, entre Singapura e Nova York, com aproximadamente 15.350 km e duração de mais de 18 horas. O voo entre Sidney e Londres, por exemplo, alcançaria 18.500 km. O A350-1000ULR (ULR é a sigla em inglês para "alcance ultralongo") é uma variação do A350-1000. Uma das diferenças para a versão padrão é um tanque adicional com capacidade para mais 20 mil litros de combustível, o que aumenta a autonomia em mais de 1.800 km, segundo a Airbus. "Durante o primeiro voo, a tripulação realizou verificações gerais de desempenho da aeronave e testou a nova arquitetura do sistema de combustível. Isso marca o início de uma campanha de testes de voo por dois meses para certificar a modificações", disse a Airbus. A fabricante disse ainda que fará certificações sobre a ventilação e o controle de temperatura dentro da cabine, além de um novo sistema de refrigeração na cozinha de bordo, criada para ser mais leve e eficiente para voos de longa duração. O modelo teve suas 12 primeiras unidades encomendadas pela companhia aérea australiana Qantas. A entrega sofreu atrasos, mas a companhia aérea deve receber a primeira unidade em abril de 2027 – o prazo inicial para inaugurar a rota era 2025 e já tinha sido adiado para o final de 2026. Avião pode superar recorde de voo mais longo do mundo O investimento faz parte do que a empresa chamou de Projeto Sunrise ("nascer do Sol"). Ele ganhou esse nome porque, devido à diferença do fuso horário entre a Austrália e o restante do mundo, os passageiros poderão ver o nascer do sol duas vezes nos voos mais longos. A companhia aérea também encomendou outras 12 unidades do A350-1000, destinados a voos de longa distância, mas com percursos um pouco mais curtos. Avião A350-1000ULR, fabricado pela Airbus, foi encomendado pela companhia aérea australiana Qantas Divulgação/Qantas Como será o voo mais longo do mundo A Qantas informou em 2025 que, para oferecer mais conforto, levará até 238 passageiros por voo, abaixo dos cerca de 300 lugares da versão padrão da aeronave. O projeto da Qantas inclui uma zona de bem-estar com opções para passageiros alongarem as pernas, se alimentarem e se hidratarem. Além disso, todos terão acesso a Wi-Fi durante o voo. O avião terá 6 assentos na primeira classe, 52 na classe executiva, 40 na classe econômica premium e 140 na classe econômica. Saiba mais sobre cada uma delas: Primeira classe com quarto privativo com poltrona reclinável, cama, TV de 32", seis áreas para armazenar objetos, guarda-roupa e espaço para trabalhar e comer; Classe executiva com poltrona larga de 2 metros de comprimento (que pode virar cama), TV de 18", mesa de apoio, carregador sem fio, área de armazenamento e opção para fechar a cabine; Classe econômica premium com apoios para pernas e cabeça, tela de 13,3" e porta-luvas pessoal; Classe econômica com apoio para cabeça, espaço extra para pernas, tela de 13,3". A empresa também disse ter trabalhado com especialistas em sono para reduzir os efeitos do jet lag com a adoção de iluminação e horários de refeição mais adequados. Primeira classe do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Zona de bem-estar do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe executiva do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe econômica premium do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe econômica do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas

Copa do Mundo: bar aposta em drinks com nomes de jogadores e sobremesas inspiradas em bandeiras Com grafites de jogadores nas paredes, telões espalhados pelo salão e pratos inspirados em craques do futebol mundial, um gastrobar na Zona Leste de São Paulo encontrou no esporte mais popular do país a fórmula para atrair clientes e crescer. À frente do negócio estão as sócias Stefany Marques e Fernanda Tardochi, que transformaram a paixão pelo futebol em um empreendimento que hoje fatura cerca de R$ 1,5 milhão por ano. O bar, localizado no Itaim Paulista, nasceu da vontade de Stefany de empreender em um segmento com o qual já tinha familiaridade. Filha de donos de restaurante, ela cresceu acompanhando a rotina da família no setor alimentício, mas decidiu apostar em um modelo próprio de negócio. A primeira tentativa foi uma balada temática de futebol. Apesar do bom início, o formato perdeu força com o passar do tempo. “Balada tem uma durabilidade. Você abre, tem um ‘start’ de dois anos e depois acaba tendo uma caída”, afirma Stefany. Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP Reprodução/PEGN Foi nesse período que Fernanda entrou para a sociedade. O que começou como apoio durante a reforma do novo espaço virou parceria definitiva. Hoje, as duas dividem a gestão do negócio: Stefany cuida da área financeira e das compras, enquanto Fernanda lidera o marketing e a gestão da equipe. A proposta do gastrobar foi unir o clima descontraído dos bares esportivos com pratos mais elaborados. Para isso, elas contrataram um chef que já havia trabalhado em restaurantes renomados da capital paulista. A ideia era levar uma experiência gastronômica diferenciada para a região, evitando que moradores precisassem se deslocar até áreas centrais da cidade. Hoje, o negócio conta com 25 funcionários e ticket médio de R$ 80. No cardápio, pratos e drinques levam nomes ligados ao universo do futebol, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP Reprodução/PEGN Para a Copa do Mundo, as empresárias criaram ainda uma sobremesa inspirada nas cores da seleção brasileira. A expectativa é que o torneio impulsione ainda mais o movimento da casa. As sócias planejam ampliar a capacidade do espaço de 120 para 200 clientes, investir em decoração temática, telões e apresentações musicais durante os jogos. Além da movimentação esperada com a Copa, as empresárias já pensam nos próximos passos. O plano é abrir uma nova unidade na região central de São Paulo para atingir um público ainda maior. “A nossa chance é conquistar os clientes enquanto eles estão aqui. Se tiverem um bom atendimento, boa comida e bons drinks, as chances de eles voltarem são altas”, diz Fernanda. Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP Reprodução/PEGN Campinho Gastrobar 📍 Endereço: Rua Rafael Monteiro Valeiro 178 - Itaim Paulista São Paulo /SP – CEP: 08140-020 📞 Telefone: (11) 94600-4577 🌐 Site: https://livemenu.app/menu/65de1f76da37e20071ba67ee 📧 E-mail: campinhogastrobar@gmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/campinhogastrobar/?hl=pt-br

Investigação dos Estados Unidos propõe nova tarifa ao Brasil Uma investigação dos Estados Unidos concluiu, nesta terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. A decisão do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após uma investigação iniciada em março deste ano. Esse é o mesmo texto utilizado para fundamentar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as tarifas, se adotadas, serão acumulativas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026 REUTERS/Ken Cedeno O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros. "A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o embaixador Jamieson Greer. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais." Em relação ao Brasil, a investigação concluiu que o país falhou em impor e fiscalizar uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado. De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno. EUA incluem Brasil em lista de 60 países que falham no combate ao trabalho forçado Portanto, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano. O relatório menciona, inclusive, que o Brasil possui uma "Lista Suja", mas o foco da investigação americana é a falha do país em proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado de outras economias. O relatório também detalha estudos de caso setoriais, apontando o risco de trabalho forçado na produção de arroz em Mianmar e de tabaco no Maláui. Além disso, países europeus como Polônia e Espanha são citados como mercados de destino para exportações que concorrem diretamente com os produtos americanos. O representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa após negociações comerciais com a China em Genebra Martial Trezzini/Handout via Reuters Próximos passos A medida ainda passará por um período de consulta pública antes de ser implementada. O governo americano receberá comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. No dia seguinte, 7 de julho, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas. A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir que mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos circulem livremente. As 60 economias mencionadas como foco da investigação são: África do Sul Argélia Angola Argentina Austrália Bahamas Bahrein Bangladesh Brasil Camboja Canadá Catar Cazaquistão Chile China Colômbia Coreia do Sul Costa Rica Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Filipinas Guatemala Guiana Honduras Hong Kong (Região Administrativa Especial da China) Índia Indonésia Iraque Israel Japão Jordânia Kuwait Líbia Malásia Marrocos México Nicarágua Nigéria Noruega Nova Zelândia Omã Paquistão Peru Reino Unido República Dominicana Rússia Arábia Saudita Singapura Sri Lanka Suíça Taiwan Tailândia Trinidad e Tobago Turquia União Europeia Uruguai Venezuela Vietnã Lista de isenções A investigação também traz uma lista de produtos que ficariam isentos da nova tarifa. Além dos itens incluídos no anexo, a medida não se aplicaria a materiais informativos (livros, jornais, filmes, etc.), bagagens, doações, produtos já sujeitos às tarifas da Seção 232 e mercadorias beneficiadas por acordos comerciais dos EUA com Canadá, México e países da América Central. Entre os exemplos de produtos isentos estão: café; chá; cacau; bananas; mangas; petróleo bruto; gás natural liquefeito (GNL); ouro; prata; fertilizantes; vitaminas; medicamentos; semicondutores e diversos componentes eletrônicos. A lista é praticamente idêntica à relação de exceções divulgada na investigação comercial contra o Brasil, mas há algumas diferenças. (veja a lista de produtos isentos no caso do Brasil) Produtos como minérios de ferro, alguns tipos de celulose, máquinas de embalagem e determinadas pedras preciosas aparecem entre as exceções da investigação sobre o Brasil, mas não constam na lista relacionada ao trabalho forçado. Até o momento, o governo americano não explicou as divergências entre as duas listas nem esclareceu quais critérios foram utilizados para definir as exceções em cada investigação.

Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” de Corpus Christi, celebrado na próxima quinta-feira (4). A data é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso. (veja em quais capitais a data garante folga) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como a celebração cai em uma quinta-feira, o descanso pode chegar a quatro dias seguidos para quem conseguir folga na sexta-feira (5) e não trabalhar aos fins de semana. Veja como fica o calendário: 4 de junho: Corpus Christi (ponto facultativo); 5 de junho: ponto facultativo; 6 de junho (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 7 de junho (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana. Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Ainda assim, a legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. (confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória. O g1 conversou com advogados especialistas em direito trabalhista para ajudar a entender as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ➡️ Quem pode emendar o feriado? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Corpus Christi: ruas do país ganham tapetes coloridos confeccionados por fiéis Reprodução/TV Globo 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. ""A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. Quem pode emendar o feriado? Por cair em uma quinta-feira (4), o Corpus Christi abre a possibilidade de muitos trabalhadores “emendarem” a folga com o fim de semana, chegando a quatro dias seguidos de descanso. Apesar disso, é importante destacar que a sexta-feira (5) não é feriado nacional, mas um dia normal de trabalho. Assim, a possibilidade de emenda depende das regras de cada empresa, no caso do setor privado, e de decisões dos governos municipais, estaduais e federal, no caso dos servidores públicos. Veja abaixo: 🏢 EMPRESAS PRIVADAS Segundo a advogada trabalhista Vanessa Carvalho, a legislação não obriga o empregador a conceder a chamada “emenda de feriado” aos funcionários. "No entanto, é possível — e bastante comum — que o tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", completa a especialista. Uma alternativa é a compensação das horas não trabalhadas por meio de banco de horas, trabalho em um sábado ou acréscimo de até duas horas na jornada diária ao longo da semana. Também há empresas que concedem a folga espontaneamente. Nesses casos, o empregador não pode descontar o dia nem exigir compensação posterior. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Para os servidores federais, a sexta-feira (05) será ponto facultativo, conforme o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Já para servidores estaduais e municipais, a adoção do ponto facultativo depende de decisão de cada administração local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também poderá instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços considerados essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. 6. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 7. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 8. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Míriam Leitão: Taxa de 25% é mais perigosa do que tarifaço de 2025 Apesar da lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, diversos produtos brasileiros ainda poderão ser atingidos pela tarifa de 25% proposta pelo país após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A medida foi anunciada na segunda-feira (1º) e tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. (entenda aqui como funciona) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o governo americano, a tarifa é uma resposta a práticas e políticas adotadas pelo Brasil que, na avaliação dos EUA, seriam "irrazoáveis" e prejudicariam o comércio norte-americano. Apesar da sobretaxa, uma lista de exceções divulgada pelo USTR preserva alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado americano, como petróleo bruto, aeronaves, café e celulose. Outros itens relevantes da pauta exportadora brasileira, porém, ficaram de fora das isenções e podem enfrentar a cobrança adicional. Aço lidera lista de produtos mais expostos Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que os produtos semiacabados de ferro e aço foram o segundo item mais exportado pelo Brasil para os EUA em 2025, com vendas de US$ 3,36 bilhões, o equivalente a 8,92% do total embarcado. Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado parte das tarifas impostas por Trump, as taxas aplicadas ao aço e ao alumínio permaneceram em vigor, inclusive para o Brasil. Isso porque elas foram adotadas com base na Seção 232, que não foi afetada pela decisão judicial. 🔎 O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta terça-feira (2) que a nova proposta do governo de Donald Trump pode impactar 21% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. De acordo com ele, cerca de 25% das mercadorias brasileiras já estão sujeitas a sobretaxas previstas na Seção 232, que inclui itens como aço, alumínio e autopeças. Outros 54% das exportações não são afetadas por tarifas. Embora a lista de exceções contemple algumas categorias específicas ligadas ao setor siderúrgico, como ferroligas, produtos de redução direta e determinados tubos de aço utilizados na aviação, os produtos semiacabados, lingotes e formas primárias de aço não aparecem entre os itens isentos. Outro segmento relevante é o de ferro-gusa, spiegel e ferro-esponja, que movimentou US$ 1,74 bilhão em exportações no ano passado, representando 4,63% da pauta brasileira para os EUA. Parte dessa categoria pode ser beneficiada pelas exceções concedidas às ferroligas, mas outros produtos do grupo não foram mencionados na lista de isenções. Suco de frutas e equipamentos de construção Entre os produtos agroindustriais, os sucos de frutas e vegetais aparecem entre os mais vulneráveis à nova tarifa. As exportações do setor somaram US$ 1,61 bilhão em 2025, correspondendo a 4,28% das vendas brasileiras para os Estados Unidos. A lista de exceções inclui frutas frescas, secas, congeladas e até polpas, mas não contempla os sucos industrializados. Também podem ser impactados os equipamentos e instalações utilizados em obras e projetos de engenharia civil. O segmento exportou US$ 1,38 bilhão para os EUA em 2025, o equivalente a 3,67% do total. Embora algumas máquinas e equipamentos industriais tenham sido incluídos nas isenções, o benefício está restrito a produtos destinados ao setor aeronáutico, deixando de fora boa parte do maquinário empregado na construção civil e em projetos de infraestrutura. Outros setores sob risco Além dos principais produtos da pauta exportadora, outros itens com participação relevante também não aparecem entre as exceções anunciadas pelos EUA. Entre eles estão: 🧱 Cal, cimento e materiais de construção: US$ 794 milhões (2,11%). Não aparecem na lista de isenções. ⚡ Máquinas de energia elétrica: US$ 660 milhões (1,75%). Isenções focam no setor aeroespacial, sem incluir máquinas de uso geral. 🛞 Pneus de borracha: US$ 536 milhões (1,42%). Isenção restrita apenas a pneus para aeronaves. 🧪 Alumina (óxido de alumínio): US$ 463 milhões (1,23%). O minério (bauxita) é isento, mas o produto processado não. 🐄 Óleos e gorduras animais: US$ 450 milhões (1,19%). Não estão na lista de isenções. ✈️ Motores de pistão e partes: US$ 435 milhões (1,15%). Isenção válida apenas quando destinados a aeronaves. 🌳 Madeira (folheados, compensados e aglomerados): cerca de US$ 360 milhões (0,95%). Sem previsão de isenção. No caso dos pneus, a isenção prevista pelos EUA se aplica apenas aos modelos destinados à aviação. Já para a madeira, as exceções contemplam apenas algumas espécies específicas, como teca, mogno, virola e balsa. Os 10 produtos mais vendidos Arte/g1 Principais exportações preservadas Por outro lado, alguns dos produtos mais importantes da pauta brasileira ficaram protegidos pela lista de isenções divulgada pelo USTR. O petróleo bruto, principal item exportado pelo Brasil aos EUA em 2025, com vendas de US$ 4,7 bilhões e participação de 12,48%, está entre os produtos preservados. (veja aqui a lista completa) Veja a lista de produtos brasileiros que ficaram de fora da tarifa de 25% 🛢️ Petróleo bruto e derivados (óleos de petróleo crus e refinados, combustíveis e gás natural) ✈️ Aeronaves, motores, peças e componentes aeronáuticos ☕ Café (torrado, não torrado e descafeinado) 🥩 Carne bovina (fresca, refrigerada, congelada, enlatada e processada) 📄 Celulose e produtos de papel 🧪 Produtos químicos industriais 🌱 Fertilizantes (ureia, cloreto de potássio, nitrato de sódio e outros) 💊 Medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos ⛏️ Minério de ferro e outros minerais (manganês, cobre, níquel, alumínio, zinco, estanho, titânio, entre outros) 🥭 Frutas e produtos agrícolas (laranja, manga, banana, abacaxi, coco, abacate, limão e outras) 🥜 Castanhas (castanha-do-pará, castanha de caju e macadâmia) 🍫 Cacau e derivados 🌶️ Especiarias (pimenta, canela, gengibre, cúrcuma, baunilha e outras) 🧉 Chás e erva-mate 💻 Semicondutores, processadores e máquinas para fabricação de chips 🪙 Ouro, prata e platina Entenda a investigação Segundo documento divulgado pelo USTR, a investigação aberta pelo governo americano concluiu que o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Quando a investigação foi aberta, em julho de 2025, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, já tinha afirmado que havia documentado "práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas", mas não apresentou evidências para sustentar a acusação. Com base nessas conclusões, os EUA propuseram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, embora tenham incluído uma lista de exceções para diversos produtos. O processo ainda não é definitivo: haverá consultas públicas e audiência marcada para 6 de julho de 2026, e a decisão final deve ser tomada até 15 de julho de 2026. Mudanças no tarifaço Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente impor tarifas de forma unilateral. Com isso, foram anuladas todas as tarifas baseadas nesse instrumento, incluindo as tarifas “recíprocas” de 10% e uma sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros anunciada anteriormente. Após a decisão, Trump passou a usar outro mecanismo legal para aplicar uma tarifa global de 10% para os produtos importados de todas as origens, com exceção daqueles já sujeitos às tarifas da Seção 232. Diversos produtos passaram a ser atingidos pela alíquota adicional de 10%, incluindo máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, produtos químicos, madeira e derivados, rochas ornamentais, café solúvel, pescados e mel. Já sob a Seção 232, continuam em vigor tarifas mais elevadas, de 25%, aplicadas principalmente sobre aço e alumínio, independentemente do país de origem. Porto de Santos Santos Port Authority

Mega-Sena, concurso 3014: confira os números sorteados Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3014 da Mega-Sena, sorteado na noite desta terça-feira (2), em São Paulo. Com isso, o prêmio principal, estimado em R$ 14,6 milhões, acumulou e está previsto em R$ 32 milhões para o próximo sorteio. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 27 - 30 - 35 - 40 - 44 - 58 5 acertos: 24 apostas ganhadoras, R$ 57.298,00 4 acertos: 1.782 apostas ganhadoras, R$ 1.272,01 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Resultado do concurso 3014 da Mega-Sena. Reprodução / Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Por que o PIX entrou na mira de Donald Trump? Entenda A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do PIX nesta terça-feira (2) após o sistema de pagamentos instantâneos ser citado em uma investigação comercial dos Estados Unidos que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na visão dos EUA, o PIX pode representar uma vantagem “injusta” que pode restringir o comércio americano. A decisão final sobre a nova taxa pode sair até 15 de julho. Em nota, a entidade afirmou que o PIX não é um produto comercial, mas uma infraestrutura de pagamentos criada pelo BC para ampliar a concorrência e facilitar transações financeiras. Segundo a federação, as avaliações do governo americano sobre o sistema carecem de esclarecimentos adicionais sobre seu funcionamento. "O PIX é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica", afirmou a Febraban. A nota foi divulgada após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgar as conclusões de uma investigação aberta em julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump. Segundo a Febraban, o sistema brasileiro opera sob um modelo aberto e não discriminatório, permitindo a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras. A entidade ressaltou que não há restrições à entrada de novos participantes, independentemente do porte ou da origem da instituição. Como o PIX é um meio de pagamento local e opera em reais, a única exigência é que as empresas atuem no Brasil e sigam as regras estabelecidas pelo Banco Central. A federação também afirmou que espera que as contribuições apresentadas pelo Banco Central e por integrantes do sistema financeiro brasileiro durante o processo de consulta pública conduzido pelo USTR ajudem a esclarecer o funcionamento da ferramenta. LEIA TAMBÉM: ANA FLOR: Novo tarifaço dos EUA é mais sério e tem potencial eleitoral Gerson Camarotti: EUA fazem movimento explícito de interferência nas eleições brasileiras Rubio diz que a América é cheia de amigos e aliados dos EUA, mas deixa Brasil de fora "Temos boa expectativa de que as contribuições do Banco Central do Brasil e dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do órgão americano de comércio", disse a entidade. A Febraban destacou ainda que o PIX foi desenvolvido com participação dos bancos e demais instituições financeiras do país e funciona como uma plataforma acessível a brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, tanto pessoas físicas quanto empresas. A entidade acrescentou que o serviço é gratuito para pessoas físicas, mas pode ser cobrado de empresas, sem diferenciação entre companhias nacionais e estrangeiras. Governo Trump conclui que PIX é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? Marcello Casal Jr/Agência Brasil Entenda a investigação dos EUA A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país. A proposta é sobretaxar os produtos brasileiros em 25%. Alguns produtos ficariam de fora da nova taxação, como carne, frutas, café, aeronaves, medicamentos, fertilizantes etc. 👉 Importante: A tarifa ainda não entrou em vigor Antes disso, há consultas públicas e etapas formais A decisão final pode sair até 15 de julho de 2026 Ao concluir a análise, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês) afirmou que algumas políticas brasileiras poderiam representar barreiras ao comércio americano. Entre os pontos citados está o PIX, que, na avaliação do órgão, teria recebido tratamento que favoreceria sua expansão em detrimento de empresas privadas do setor de pagamentos. As conclusões da investigação podem servir de base para a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano, ampliando a pressão comercial entre os dois países.