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FMI diz que inteligência artificial e geopolítica estão moldando a economia global O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, ultrapassando a Itália e a Rússia, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua base de dados atualizada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar US$ 2,796 trilhões no ano, ante US$ 2,772 trilhões da economia italiana e US$ 2,675 trilhões da russa. 🔎 O PIB é a soma dos bens e serviços produzidos por um país em determinado período. Os valores usados na comparação são nominais, ou seja, não descontam os efeitos da inflação, e estão expressos em dólares. Esse indicador permite comparar o tamanho das economias em uma mesma moeda. Em 2026, o Brasil ainda deve ocupar a décima posição, com PIB projetado em US$ 2,655 trilhões. A Rússia aparece à frente, com US$ 2,861 trilhões, seguida pela Itália, com US$ 2,702 trilhões. A mudança prevista para 2027 ocorre porque o PIB brasileiro projetado supera o das duas economias europeias. O Brasil deve permanecer na oitava posição nos anos seguintes, segundo as estimativas apresentadas na base de dados, e alcançar US$ 3,398 trilhões em 2031. grafico FMI Brasil deve superar US$ 3 trilhões em 2029 Além da mudança no ranking mundial, as projeções indicam que a economia brasileira deve ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões em PIB nominal pela primeira vez em 2029, quando o indicador deve chegar a US$ 3,056 trilhões. Em 2026, o PIB nominal brasileiro projetado, de US$ 2,655 trilhões, também deve superar o maior valor anterior da série informada, registrado em 2011, quando alcançou US$ 2,614 trilhões. FMI ainda vê desaceleração na economia real Apesar do avanço previsto no ranking e dos valores nominais, o FMI projeta uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira. A taxa deve passar de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. 🔎 O crescimento real mede a variação da produção de bens e serviços descontando o efeito da inflação. A inflação brasileira, por sua vez, deve recuar gradualmente, de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego projetada deve subir de 6% para 6,2% e 6,8% no mesmo período. As projeções também apontam uma redução do déficit em transações correntes, indicador que mede o saldo das operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o país e o exterior. O resultado negativo deve passar de 2,9% do PIB em 2025 para 2,4% em 2026 e 2% em 2027. Logotipo do FMI é visto do lado de fora do prédio da sede em Washington Yuri Gripas/Reuters

Loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos é fechada. Sarah Brito/g1 O Grupo Casas Bahia fechou um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) que prevê o pagamento de indenização de R$ 7,5 mil para 4.435 trabalhadores atingidos pelas demissões em massa realizadas em agosto deste ano. Somadas, as indenizações poderão ultrapassar R$ 33 milhões, segundo a Justiça do Trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 O entendimento foi analisado em audiência de homologação nesta quinta-feira (15), no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), em Brasília. A negociação foi construída após a CNTC questionar na Justiça a legalidade das dispensas coletivas promovidas pelo Grupo Casas Bahia sem negociação prévia com os sindicatos. Em decisão liminar concedida em agosto, a Justiça do Trabalho chegou a determinar a reintegração dos empregados desligados, entendimento que deu origem às tratativas conduzidas pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (CEJUSC) de Brasília. Pela proposta, cada trabalhador abrangido pelo acordo receberá uma indenização individual de R$ 7.500, além das verbas rescisórias devidas, como aviso-prévio, multa de 40% do FGTS, férias e décimo terceiro proporcionais. O texto também estabelece mecanismos para garantir o pagamento de parte dos créditos trabalhistas fora do processo de recuperação judicial da companhia. Outro ponto do acordo determina que a empresa deverá comunicar previamente as entidades sindicais em futuras dispensas coletivas, com antecedência mínima de 72 horas. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa de R$ 1 mil por trabalhador afetado, limitada a R$ 1 milhão. A audiência foi conduzida pelo juiz Rogerio Neiva Pinheiro, coordenador do CEJUSC de Brasília, e contou com a participação das partes envolvidas e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Entenda o caso O impasse começou em agosto, quando o Grupo Casas Bahia promoveu uma ampla reestruturação de suas operações. A empresa fechou 298 lojas em todo o país e realizou uma onda de desligamentos que atingiu milhares de trabalhadores. Poucos dias depois, em 16 de agosto, a varejista entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. Diante das demissões, a CNTC ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho alegando que os desligamentos em massa ocorreram sem qualquer negociação prévia com os sindicatos que representam os empregados. A entidade sustentou que a medida desrespeitava o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de intervenção sindical em casos de dispensas coletivas. Em 18 de agosto, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar determinando a suspensão dos efeitos das demissões e o restabelecimento provisório dos contratos de trabalho dos empregados atingidos. A decisão também obrigou a empresa a reativar benefícios eventualmente cancelados, como os planos de saúde, e iniciar um processo formal de negociação com sindicatos e federações da categoria. Na decisão, a magistrada destacou que a medida tinha caráter provisório e não representava um julgamento definitivo sobre a validade dos desligamentos. Mesmo assim, determinou que a companhia restabelecesse os vínculos dos trabalhadores enquanto o mérito da ação fosse analisado. Paralelamente à discussão sobre a legalidade das demissões, surgiu outro problema para os ex-funcionários. Como os desligamentos ocorreram poucos dias antes do pedido de recuperação judicial, milhares de trabalhadores ficaram sem receber as verbas rescisórias dentro do prazo previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com a recuperação judicial, os créditos trabalhistas passaram a integrar a lista de credores da empresa. Por conta disso, muitos trabalhadores passaram a aguardar a definição do plano de recuperação para receber valores referentes à rescisão, o que gerou insegurança entre os demitidos. Funcionários ouvidos pelo g1 relataram dificuldades financeiras após os desligamentos. Além da ausência do pagamento das verbas rescisórias, muitos afirmaram ter enfrentado problemas relacionados ao acesso ao FGTS, ao seguro-desemprego e à manutenção de benefícios que foram interrompidos após as demissões.

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em poço na costa do Amapá A Petrobras bateu recorde no valor de mercado ao atingir R$ 800 bilhões no encerramento do pregão na B3 nesta quarta-feira (14), a primeira vez que a companhia supera esse patamar. Ao longo de 2026, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram cerca de 100% e as ações ordinárias (PETR3) tiveram alta de aproximadamente 110%. “Ao longo dos últimos meses, afirmei diversas vezes que quem apostasse contra a Petrobras iria perder dinheiro. [...] A companhia está forte, eficiente e cada vez mais capaz de gerar valor”, destaca Magda Chambriard, presidente da Petrobras. 🔎 Nesta quarta-feira, as ações preferenciais (PETR4) avançaram 2,22%, enquanto as ordinárias (PETR3) registraram alta de 1,94%. Qual foi o 'trampolim' da Petrobras? Além do impulso trazido pelo cenário internacional de preços do petróleo, o mercado também reagiu a aos acordos de equalização de gastos e volumes referentes às jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos, assinados com as parceiras Shell, Total Energies e Petrogal. Com o acordo, a Petrobras receberá cerca de US$ 859 milhões líquidos, a serem pagos até novembro de 2026. A empresa também registrou uma produção própria de óleo no Brasil de 2,7 milhões de barris por dia no segundo trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Também houve crescimento de mais de 10% da produção de combustíveis, em comparação ao segundo trimestre de 2025, com utilização recorde do parque de refino, que alcançou FUT superior a 100% no segundo trimestre do ano. O recorde ocorre dias após a companhia ter superado pela primeira vez a marca de R$ 700 bilhões em valor de mercado (3). Governo zera tributos sobre gasolina e publica MP que libera R$ 7,5 bilhões para segurar preço do diesel Na ocasião, o movimento de alta foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Petrobras: perfuração exploratória na Foz do Amazonas vai 'muito bem', diz gerente-executivo Petrobras Foto Divulgação

TSE mantém proibição de deepfake na campanha, mas exige realismo para ser ilícito Especialistas em tecnologia da OpenAI e da Meta alertaram nesta quinta-feira (15) que os vídeos e áudios falsificados por inteligência artificial (IA), conhecidos como deepfakes, estão cada vez mais difíceis de distinguir de conteúdos autênticos. O avanço da tecnologia pode dificultar a verificação de provas apresentadas em julgamentos nos Estados Unidos. O alerta foi feito durante uma reunião em Boston do Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos EUA, acompanhada pela Reuters, que discute há três anos como lidar com os riscos de materiais falsificados por IA nos tribunais. Segundo os especialistas, os avanços da chamada IA generativa — tecnologia capaz de criar conteúdos, como imagens, vídeos e áudios, a partir de comandos — tornaram as falsificações difíceis de identificar tanto por pessoas quanto por programas de computador. “As imagens geradas por IA estão ficando cada vez melhores, e não acredito que haja, no futuro, uma maneira científica de detectá-las”, disse Shira Anderson, consultora de políticas da OpenAI. Desde 2023, o comitê debate como verificar a autenticidade de materiais suspeitos de serem deepfakes e como garantir que provas produzidas com IA atendam aos mesmos critérios de confiabilidade exigidos de outros tipos de evidência, incluindo aquelas analisadas por especialistas humanos. Apesar da preocupação, ainda há poucos registros de casos do tipo nos tribunais americanos. Em março, o Centro Federal do Judiciário, órgão de pesquisa do Poder Judiciário dos EUA, informou que apenas 15 dos 931 juízes que responderam a uma pesquisa haviam enfrentado um caso em que uma das partes contestou uma prova por suspeitar que ela fosse um deepfake. “Há muitos comentários acadêmicos e de outras fontes prevendo que os tribunais terão de lidar com deepfakes, mas ainda não vimos muitos casos desse tipo”, disse o juiz federal Jesse Furman, de Manhattan, que preside o comitê. Especialistas da indústria, da academia e do governo, porém, afirmam que o risco não é apenas hipotético. Para eles, será cada vez mais difícil para os tribunais identificar provas fabricadas com inteligência artificial. Devin Norder, diretor de gestão de produtos da Meta, afirmou à Reuters que conteúdos criados pelos modelos de IA mais avançados já podem ser indistinguíveis, para os seres humanos, de mídias autênticas. Ele também destacou que produzir esse tipo de material exige pouco tempo e dinheiro. OpenAI e Meta estão entre as grandes empresas que desenvolvem ferramentas e serviços para ajudar a verificar a autenticidade de conteúdos visuais. Novas leis exigem marca d'água Na Califórnia e na União Europeia, novas leis também exigem o uso de marcas-d'água para ajudar a identificar materiais falsificados por IA. Essas marcas são sinais incorporados ao conteúdo para indicar sua origem ou auxiliar na identificação. Anderson, consultora de políticas da OpenAI, no entanto, alertou que não existe um método universal capaz de identificar com segurança todas essas marcas ou confirmar a autenticidade de um conteúdo visual. Como cada empresa utiliza seu próprio sistema, a verificação continua sujeita a limitações. “Minha impressão é que isso certamente continuará melhorando”, disse ela. “Não acho que algum dia será à prova de falhas.” Imagem ilustrativa; deepfake; crimes cibernéticos; cyberbullying. Freepik

Frederic Kachar, ex-diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo Gabriel Reis/Valor O Grupo Globo comunicou nesta quinta-feira (15) o desligamento do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar. A decisão ocorre após a revelação de conversas privadas mantidas com o banqueiro Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025. Abaixo a nota oficial. O Grupo Globo comunicou hoje o desligamento do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar. O conteúdo das conversas privadas mantidas com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025, às quais a empresa teve acesso ontem, revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante. A Editora Globo reforça seu compromisso com a ética e a transparência e reafirma a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos, premissa essencial de sua atuação. O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo. A empresa reconhece os 29 anos de dedicação de Kachar ao desenvolvimento de seus negócios de mídia e informa que o nome de seu substituto à frente da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio será divulgado em breve. Comunicação Globo Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2026 Agora no g1

Netflix reajusta preços dos planos no Brasil; premium chega a R$ 71,90 REUTERS/Francis Mascarenhas A Netflix aumentou nesta semana os preços dos três planos de assinatura no Brasil. Com a mudança, o plano mais caro, que permite assistir a conteúdos em até quatro telas simultâneas e oferece qualidade 4K+HDR, passa a custar R$ 71,90 por mês. O reajuste ocorre em meio à notícia de que a Netflix pretende demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. Essa será a maior rodada de cortes da plataforma de streaming desde 2022. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O maior aumento percentual foi no plano Padrão com anúncios, que ficou 23,9% mais caro. A modalidade permite assistir a conteúdos em até dois dispositivos simultaneamente, com qualidade Full HD. Veja os novos preços da Netflix: Padrão com anúncios: de R$ 20,90 para R$ 25,90 (alta de 23,9%); Padrão: de R$ 44,90 para R$ 51,90 (alta de 15,6%); Premium: de R$ 59,90 para R$ 71,90 (alta de 20%). Em resposta ao g1, a empresa afirmou que busca entregar "mais valor" aos assinantes e por isso optou por atualizar os preços, "para continuar investindo em entretenimento de qualidade e melhorar a experiência de todos". "Continuamos oferecendo filmes, séries, reality shows e muito mais – com opções para diferentes orçamentos", disse em nota. O último reajuste da Netflix no Brasil havia ocorrido em maio de 2024, quando os preços dos planos subiram cerca de 12%. Na ocasião, a empresa afirmou que os aumentos permitiam ampliar a oferta de filmes e séries aos assinantes. Agora no g1 Demissão em massa Nesta quarta-feira (14), o The Wall Street Journal noticiou os planos da Netflix de demitir cerca de mil funcionários, o equivalente a aproximadamente 6% de sua força de trabalho. A decisão, segundo o jornal, foi comunicada por e-mail enviado pelos co-presidentes executivos da companhia, Greg Peters e Ted Sarandos. A maior parte dos cortes deve atingir as equipes de produto, tecnologia, recursos humanos e o departamento jurídico. No fim de 2025, a empresa tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral. Procurada pela agência de notícias Reuters, a Netflix não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. 📺 As demissões ocorrem em um cenário de concorrência crescente pela atenção dos consumidores e de mudanças no mercado global de entretenimento, marcado pela concentração de empresas e pela disputa por conteúdo e serviços de streaming. Para diversificar as fontes de receita, a Netflix tem investido em publicidade, programação ao vivo e jogos, além do modelo tradicional de assinaturas. A empresa busca ampliar as formas de monetização de sua base de usuários em um mercado no qual disputa espaço com plataformas digitais, emissoras e outros serviços de streaming. Um dos movimentos recentes que ilustram a consolidação do setor foi a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery. A Netflix participou da concorrência, mas perdeu para a Paramount Skydance, que concluiu neste mês a aquisição da companhia por US$ 110 bilhões. A operação reúne sob o mesmo grupo importantes marcas do entretenimento e do jornalismo, como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS. O negócio também combina franquias cinematográficas como Harry Potter, Batman, Missão: Impossível e Top Gun, além de estúdios, plataformas de streaming e redes de televisão. Com a fusão, a companhia combinada passa a concentrar operações em cinema, televisão, streaming e jornalismo. O grupo terá cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e será liderado por David Ellison. As ações passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”, após deixarem a Nasdaq. A aquisição encerra uma das principais disputas recentes pelo controle de ativos de Hollywood e reforça a tendência de consolidação entre grandes empresas de mídia, que buscam reunir catálogos de conteúdo, canais de distribuição e diferentes fontes de receita para competir por audiência.

A decisão foi tomada na sessão da 2ª Câmara do TCU, na última terça-feira (13), em uma análise em rea, ou seja, junto com outros processos e sem discussãoa atuação da autoridade monetária na liquidação extrajudicial do Banco Master. Na prática, o TCU entendeu que as conclusões desse processo podem influenciar a análise das contas do BC e, por isso, decidiu aguardar uma decisão definitiva sobre o caso antes de concluir o julgamento das contas. A posição dos ministros segue a recomendação do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) e contraria o entendimento da área técnica do tribunal. O MPTCU recomendou suspender o julgamento do processo que analisa a liquidação do Banco Master, relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus. Segundo o órgão, os fatos apurados nesse processo podem repercutir sobre o mérito das contas do Banco Central. STF tenta dar encaminhamento a caso Master antes da chegada do novo Senado Já a área técnica havia proposto considerar regulares as contas dos responsáveis e conceder quitação plena, entendimento que acabou rejeitado pelos ministros. O relator das contas do BC é o ministro Jorge Oliveira. A decisão foi tomada na sessão da 2ª Câmara do TCU, na última terça-feira (13), em uma análise em relação ou seja, junto com outros processos e sem discussão Embate entre os órgãos O tensionamento entre o Banco Central e o TCU começou no fim do ano passado, quando o ministro Jhonatan de Jesus determinou que a autoridade monetária apresentasse, em 72 horas, esclarecimentos sobre supostos indícios de que a liquidação do Banco Master teria ocorrido de forma "precipitada". O ministro também decretou sigilo sobre o processo. Dias depois, no auge do atrito entre os órgãos, Jhonatan determinou uma inspeção nos documentos do BC por considerar que ainda faltavam informações para embasar as explicações apresentadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro. O Banco Central recorreu. Argumentou que a inspeção não poderia ser determinada individualmente pelo relator e deveria ser submetida ao colegiado do TCU. Jhonatan acolheu o pedido para levar a discussão sobre a inspeção ao plenário, mas contestou o argumento apresentado pelo BC. "Sob o ângulo regimental, não procede a premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado", afirmou o ministro à época. Jhonatan também disse que a decisão de submeter o assunto ao plenário levou em consideração a "dimensão pública" alcançada pelo caso. Em meio a isso, um parecer da equipe técnica do TCU em fevereiro já afastava a existência de irregularidades ou omissões na atuação do Banco Central no processo de liquidação do Master. "Concluiu-se, ao final, que não foram identificadas impropriedades, omissões ou negligência na atuação do Banco Central do Brasil. A decretação da liquidação extrajudicial foi considerada medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada", diz o parecer dos técnicos envolvidos na auditoria. Banco Master Reprodução/TV Globo Processo foi suspenso em março Em março, Jhonatan de Jesus suspendeu a análise da atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master até a conclusão de outras investigações relacionadas ao caso. Na ocasião, o ministro afirmou que aguardar os demais procedimentos permitiria ao tribunal decidir com um conjunto mais completo de informações. “Entendo que a apreciação imediata do relatório de inspeção e do mérito da representação, neste momento processual, não se afigura a medida mais adequada, sob pena de o julgamento ocorrer com grau de completude inferior ao desejável, quando há perspectiva concreta de superveniência de elementos oficiais aptos a qualificar o juízo definitivo”, afirmou o ministro.

Celular tá caro: o que a IA tem a ver com o aumento do preço de celulares? A Amazon anunciou nesta quinta-feira (15) dois novos dispositivos de inteligência artificial (IA) da linha Bee, capazes de transformar conversas em resumos, listas de tarefas, lembretes e recomendações personalizadas. Segundo a companhia, os aparelhos foram desenvolvidos para ajudar o usuário a guardar informações importantes e organizar as atividades do dia a dia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A partir das conversas captadas, a IA identifica os principais assuntos discutidos e sugere ações, como tarefas a cumprir e compromissos a agendar. Os novos produtos são o Bee Frontier, que pode ser usado no pulso ou preso à roupa, e o Bee Eclipse, um dispositivo compacto que se conecta magneticamente à parte traseira do celular. Em julho de 2025, a Amazon adquiriu a Bee, startup de São Francisco, nos EUA, conhecida por desenvolver uma pulseira equipada com IA e microfones capazes de captar, transcrever e analisar conversas. O valor da aquisição não foi divulgado. Além dos novos aparelhos, a empresa anunciou recursos que permitem conectar o Bee a aplicativos como Gmail, Google Agenda e Microsoft Outlook. A empresa também anunciou a possibilidade de integração com a Alexa+, versão de seu assistente virtual que utiliza recursos de inteligência artificial. Com a integração, a ferramenta pode identificar tarefas discutidas em reuniões, preparar rascunhos de e-mails e criar convites para compromissos no calendário. Como funcionam os dispositivos Novos aparelhos Bee podem ser usados no pulso, presos à roupa ou acoplados ao celular; modelo mais barato custa US$ 74,99. Divulgação O Bee Frontier é um dispositivo vestível que pode ser usado como pulseira ou preso à roupa. Segundo a Amazon, o aparelho tem bateria com duração de até sete dias, resistência à água e carregamento por USB-C. O modelo conta com dois microfones e tecnologia de redução de ruído, que permite captar conversas mesmo em ambientes movimentados. O usuário pode controlar o processamento de áudio por meio de um botão e de uma luz indicadora que sinaliza quando o dispositivo está ativo. Já o Bee Eclipse tem formato fino e leve, aproximadamente do tamanho de um cartão de crédito, e se fixa magneticamente à parte traseira do celular. De acordo com a empresa, a bateria dura mais de 21 dias com uma única carga. Os dois dispositivos permitem consultar resumos das conversas, recuperar informações discutidas anteriormente e organizar tarefas a partir do conteúdo registrado. A Amazon afirma que o áudio não é armazenado e que as transcrições são criptografadas com chaves criadas e controladas pelo dispositivo do usuário. Os aparelhos contam com controles físicos para ligar e desligar o processamento de áudio e luzes indicadoras que mostram quando estão ativos. No Bee Frontier, também é possível configurar o desligamento automático após um período sem detectar sons. Segundo a empresa, os usuários são orientados a pedir autorização aos participantes de uma chamada sempre que uma gravação for iniciada. Bee Eclipse é um acessório magnético para celular Divulgação O Bee Frontier já está à venda nos EUA por US$ 74,99 (cerca de R$ 379), nas cores ônix, lavanda e sálvia. O Bee Eclipse será lançado posteriormente, com preço inicial de US$ 99,99 (aproximadamente R$ 504) e opções nas cores prata, meia-noite, mel e rosa. A Amazon não informou quando os dispositivos chegarão a outros países, incluindo o Brasil. A compra dos dispositivos inclui resumos de conversas e histórico dos últimos 14 dias. Já o plano Bee Pro, por US$ 11,99 mensais, oferece resumos ilimitados, integração com aplicativos, lembretes, sugestões de tarefas e acesso ao aplicativo para computadores.

Irmãos Batista concluem compra da Avibras, fabricante de armas e foguetes de Jacareí Divulgação Os empresários Joesley e Wesley Batista concluíram, nesta quinta-feira (15), a compra da Avibras Aeroco, indústria bélica que fabrica armas militares e tecnologia aeroespacial em Jacareí, no interior de São Paulo. A Avibras passa a ser controlada pela Globe Investimentos, empresa de investimentos pessoais dos irmãos Batista. A conclusão da venda foi anunciada em comunicado conjunto enviado pelos compradores e pela Avibras. A Globe passa a ser a única acionista da Nova AVB, empresa que detém todas as ações da fabricante. Com a mudança de controle, a Avibras afirma que pretende acelerar a retomada da produção e ampliar as vendas para outros países. O plano anunciado pelos novos controladores tem foco nas exportações, mas não detalha metas de produção, investimentos ou prazos para a expansão das atividades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Bruno Dantas assumirá a presidência executiva do Conselho de Administração da companhia. Segundo o comunicado, ele ficará responsável por apoiar a recuperação da capacidade industrial e buscar novos mercados para os produtos da empresa. Agora no g1 A venda ocorre após um período de crise financeira que paralisou as atividades da fabricante. Em 2022, a Avibras entrou em recuperação judicial, informou ter uma dívida de cerca de R$ 600 milhões e demitiu aproximadamente 400 trabalhadores. Os atrasos nos salários levaram os funcionários a iniciar uma greve que durou mais de três anos. A retomada das operações começou em maio de 2026, quando a unidade de Jacareí voltou a funcionar com cerca de 480 trabalhadores. No início de outubro, a empresa entregou o primeiro lote de munições ao Exército Brasileiro desde a retomada das atividades. A Globe destacou em nota que a operação mantém o controle da Avibras 100% nacional. Apesar de Joesley e Wesley Batista também serem ligados ao conglomerado J&F, a empresa não faz parte do grupo que comprou a indústria bélica. A conclusão da aquisição ocorreu após a aprovação da operação pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - relembre clicando aqui. Avibras avança na certificação de míssil Divulgação/Avibras O que a Avibras produz Fundada em 1961 por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Avibras é uma das empresas brasileiras especializadas no desenvolvimento de equipamentos de defesa. Entre seus principais produtos está o sistema ASTROS, usado pelo Exército Brasileiro para lançar foguetes e mísseis. A empresa também desenvolve mísseis táticos, foguetes para aeronaves e helicópteros e sistemas de defesa antiaérea. A atuação não se limita ao setor militar. A fabricante também desenvolve motores-foguete, sistemas de propulsão e veículos suborbitais voltados ao setor espacial. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

O Ministério da Justiça pediu à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), por meio de nota técnica, uma investigação sobre seis jogos que contêm as chamadas caixas de recompensa (loot boxes) por exporem crianças e adolescentes a riscos semelhantes aos das apostas online — proibidas no Brasil. O pedido está relacionado aos seis meses de vigência do ECA Digital, lei que protege crianças e adolescentes na internet, e proibiu o acesso de menores a mecanismos de recompensa aleatória em jogos eletrônicos. Os jogos citados na nota técnica são: NBA 2K26 e WWE 2K26, da Take-Two Interactive; Counter-Strike 2, da Valve; Call of Duty, da Activision; Genshin Impact, da HoYoverse; e PUBG Mobile, da Tencent Games. Segundo a nota, esses jogos mantêm as caixas de recompensa e têm classificação indicativa de 18 anos, mas não implementaram mecanismos de verificação de idade para impedir o acesso de crianças e adolescentes. Operação contra bets ilegais prende três suspeitos e mira bloqueio de até R$ 154 milhões 🔎As caixas de recompensa permitem aos jogadores comprarem, por pagamento direto ou moeda virtual, itens virtuais ou vantagens cujo conteúdo é definido de forma aleatória. O levantamento é preliminar e, segundo a nota, não permite concluir, por si só, que as empresas estejam descumprindo o ECA Digital. Caberá à fiscalização verificar a situação de cada jogo. De acordo com relatório da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa, do Ministério da Justiça, o elemento central do mecanismo é a incerteza: o jogador paga antes de saber o que receberá, e o resultado é sorteado segundo probabilidades definidas pelo próprio fornecedor do jogo. É a combinação de pagamento, sorte e expectativa de recompensa que, segundo o Ministério da Justiça, aproxima o funcionamento desses mecanismos ao das apostas, como as bet. "A análise indica que a exposição às caixas de recompensa na infância e adolescência está associada, segundo a literatura científica examinada, a desfechos ligados ao jogo problemático, sofrimento psicológico e danos financeiros, embora essa associação não autorize, isoladamente, afirmar relação causal direta com transtornos clínicos", diz a nota do Ministério da Justiça. Segundo o documento, esse tipo de funcionamento pode incentivar compras repetidas, já que o jogador não sabe quantas tentativas serão necessárias para conseguir determinada recompensa e pode continuar gastando dinheiro nessa expectativa. A nota também pede que as informações sejam enviadas ao Ministério da Saúde para subsidiar estudos sobre os impactos das caixas de recompensa na saúde mental de crianças e adolescentes "Vale destacar que a associação entre a compra de caixas de recompensa por crianças e adolescentes e comportamento problemático de apostas não decorre apenas de um estudo isolado, mas um conjunto de estudo, que atravessa países", acrescenta o governo. Caberá à ANPD analisar as informações apresentadas pelo Ministério da Justiça e decidir sobre a eventual adoção de medidas. O levantamento não é definitivo, e outros jogos ainda podem ser incluídos na lista. Acesso bloqueado Brasil Sem Bets bets site celular Isabela Ortiz/g1

Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017. Divulgação / Tesla A Tesla apresenta na noite desta quinta-feira (15) a segunda geração do esportivo elétrico Roadster. O anúncio ocorre quase nove anos após a montadora mostrar pela primeira vez a nova geração do carro. O protótipo foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia "voar". A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento. Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um. Agora no g1 Questionado se a empresa está desenvolvendo um veículo voador elétrico e se o modelo terá asas retráteis, Musk evitou confirmar as características. O executivo disse que o evento de lançamento do Roadster será “inesquecível” e afirmou que o modelo possui uma tecnologia considerada “muito louca”. Na entrevista, Musk chegou a questionar se o veículo ainda pode ser classificado como um carro, apesar de manter o visual de um automóvel. Na comparação feita pelo empresário, o novo Roadster reúne características mais insanas do que todos os veículos do personagem James Bond combinados. Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017. Divulgação / Tesla Impacto nos resultados O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, minimizou a importância do carro para as finanças da empresa. Em 2023, o executivo descreveu o projeto como uma situação pequena que não mudaria os resultados financeiros de forma expressiva. Ainda assim, o modelo carrega um peso simbólico. O analista da Morningstar, Seth Goldstein, afirmou em nota em setembro que a Tesla não possui hoje um veículo de luxo de alto desempenho para exibir sua melhor engenharia e tecnologia. Segundo o especialista, o Roadster assumirá esse papel. No anúncio do protótipo em 2017, Musk indicou que a versão de quatro lugares teria autonomia de 1.000 quilômetros com uma única carga. Em 2024, o executivo publicou na rede social X que o projeto havia sido redesenhado. Interior do protótipo do novo Tesla Roadster mostrado em 2017. Divulgação / Tesla O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk. A promessa é que o veículo acelere de 0 a 100 km/h em menos de um segundo. Na publicação, o executivo afirmou que essa é a parte menos interessante da novidade. A Morningstar projeta que a Tesla venda cerca de 2 mil unidades do Roadster por ano. O volume representa uma fração diante dos 1,6 milhão de veículos comercializados pela marca no ano passado. O primeiro modelo da Tesla foi justamente o Roadster, o modelo chegou em 2008 e usava base da Lotus. Divulgação / Tesla Primeiro Tesla Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço. Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3. A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial. Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus. A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores. *Com informações da Reuters

Como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil? A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. As novas regras, porém, não entram em vigor imediatamente. Com a aprovação, a emenda constitucional será promulgada pela Mesa do Congresso Nacional, sem necessidade de sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. As novas regras começam a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. "Embora esse processo possa levar alguns dias, a expectativa é de que, neste caso, seja rápido. Minha estimativa é que a promulgação e a publicação ocorram até o fim da semana", explica Rubens Beçak, professor de Direito Constitucional da USP. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece uma jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda; redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase; redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. O texto determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos salariais das categorias profissionais. Vale lembrar que a escala 6x1 não é a única adotada no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme a atividade e o regime de trabalho e devem respeitar as regras previstas na legislação trabalhista. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas estabelecem a distribuição dos dias de trabalho e de descanso. A jornada e os intervalos também podem variar de acordo com a escala, o setor e as regras aplicáveis a cada categoria. Na prática, o que diferencia uma escala da outra é a distribuição dos dias trabalhados e de descanso ao longo do período. Entre os modelos adotados estão as escalas 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36. Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil Veja abaixo como funciona cada um deles: 6x1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais. 5x2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas. 4x3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva. 12x36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados. Abaixo, veja as principais características de cada escala: Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos. “A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica. Ela destaca que as escalas 6x1 e 5x2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados. Já a escala 12x36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo. A escala 4x3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas. Mas como fica a remuneração? 💸 A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais. O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6x1 e 5x2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra. Na escala 12x36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas. Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽♀️ Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia. Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6x1 ou 5x1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro. Outra mudança relevante ocorreu com a nova regulamentação do trabalho no comércio em feriados. A portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determina que, como regra, o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização prevista em convenção coletiva. Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12x36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime. A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆 A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado. Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente. “A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere. Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva Tânia Rêgo/Agência Brasil Direitos que não podem ser alterados 🚫 A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala. Entre eles estão: Salário mínimo; Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 13º salário; Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; Proteção do salário; Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço; Descanso semanal remunerado; Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade; Aviso prévio proporcional; Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles. Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌ Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão: Não concessão do descanso semanal Desrespeito ao intervalo intrajornada Não pagamento de horas extras Folgas dominicais irregulares Compensação de jornada sem acordo válido Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas Horas extras habituais na escala 12x36, descaracterizando o regime Pagamento de horas extras a menor Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista. Impactos na qualidade de vida ‼️ Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários. Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas. Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões. O peso das urnas na aprovação do fim da escala 6x1

Correios Marcelo Camargo Os Correios passam a receber, a partir deste mês, equipamentos eletroeletrônicos para descarte em mais de 6 mil agências que oferecem o serviço Balcão do Cidadão. A iniciativa, realizada em parceria com a Circular Brain, é gratuita e não exige agendamento prévio. Para utilizar o serviço, o consumidor deve colocar os equipamentos em uma caixa com peso total de até 30 kg e levá-la aberta a uma agência participante. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O atendente fecha a embalagem no momento da postagem. Em seguida, o cliente informa nome, CPF, endereço, e-mail e telefone e recebe um comprovante do envio. 📱 Podem ser descartados celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros equipamentos eletrônicos de pequeno porte. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade. Após a postagem, os materiais são encaminhados à Rede Circulare, operada pela Circular Brain, que direciona cada remessa ao reciclador homologado mais próximo. O processo é rastreado até a destinação final dos resíduos. Segundo dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership, iniciativa da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar), o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Desse total, apenas cerca de 3% é coletado formalmente. Segundo os Correios, a iniciativa busca ampliar o acesso da população ao descarte adequado desses materiais. Os Correios estão presentes em todos os municípios brasileiros e contam com mais de 10 mil agências, embora o novo serviço esteja disponível inicialmente nas mais de 6 mil unidades que oferecem o Balcão do Cidadão. “Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, afirma o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, em comunicado. A destinação correta desses resíduos também está prevista na legislação brasileira. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e o Decreto nº 10.240/2020 determinam que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos criem sistemas para recolher produtos descartados pelos consumidores e encaminhá-los para a destinação correta, como a reciclagem. Esse processo é chamado de logística reversa. O lançamento ocorre em outubro, mês em que é celebrado, no dia 14, o Dia Internacional do Lixo Eletrônico, data dedicada à conscientização sobre a importância do descarte adequado desses materiais.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (15), com um avanço de 1,17%, cotado a R$ 5,0871. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 1,06%, aos 204.324 pontos. O cenário político brasileiro seguiu sob os holofotes, conforme investidores repercutem novas pesquisas eleitorais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos também ficaram no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o tema do dia foi a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. A proposta foi aprovada pelo Senado na última quarta-feira por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso e a expectativa é que as mudanças aconteçam de forma gradativa. ▶️ No quadro eleitoral, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto no 2º turno, contra 44% de Lula. Os dados são da nova pesquisa Quaest, divulgada na véspera. Nesta quinta-feira, um novo levantamento deve ser divulgado pelo Datafolha. Acompanhe as pesquisas eleitorais no g1. ▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA. O indicador subiu 1,3% em setembro, no maior avanço em mais de quatro anos, em meio à alta dos custos de bens e serviços. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês. Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. ▶️ No Brasil, o foco esteve com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto. As vendas no varejo subiram 0,1% em agosto sobre julho na série com ajuste sazonal, abaixo do esperado pelo mercado, que previam alta de 0,7%, segundo a Reuters. O resultado acompanha dados mais fracos da indústria e de serviços e confirma a desaceleração da atividade econômica brasileira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +2,06%; Acumulado do mês: -1,69%; Acumulado do ano: -7,32%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -2,28% Acumulado do mês: +9,64%; Acumulado do ano: +26,80%. Flávio Bolsonaro segue em vantagem no 2º turno, diz pesquisa A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46% Lula (PT): 44% Indecisos: 1% Branco/nulo/não vai votar: 9% A Quaest ainda divulgou uma pesquisa sobre a aprovação do governo Lula, mostrando que 48% desaprovam a gestão do petista, enquanto 45% aprovam. Outro levantamento mostrou, ainda, que 43% dos brasileiros têm medo da volta da família Bolsonaro com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que outros 43% têm medo da reeleição de Lula (PT). Em relação à última edição da pesquisa, de 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno, houve um aumento de 3% nas respostas que citam o medo do retorno da família Bolsonaro. No levantamento anterior, o percentual foi de 40%, menor patamar desde 5 de agosto. Já os participantes que disseram ter mais medo da reeleição de Lula se mantiveram estáveis (43%) desde 21 de setembro. A expectativa, agora, é pela nova pesquisa do Datafolha, que deve ser divulgada nesta quinta-feira. Fim da escala 6x1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Como o g1 mostrou, a expectativa é que as mudanças comecem a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Quais são os próximos passos? Veja perguntas e respostas Quais profissões devem ser afetadas e quem fica de fora Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta nesta quinta-feira, enquanto os investidores repercutiam novos dados de inflação e atividade econômica no país. O Dow Jones avançou 1,01%, seguido pelo S&P 500, que subiu 0,32%, e pelo Nasdaq Composite, com alta de 0,07%. Do outro lado do Atlântico, as bolsas na Europa atingiram o maior nível em mais de duas semanas, impulsionadas por balanços sólidos e por uma alta no setor de saúde. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,38%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,33%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,08%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam no menor patamar em 14 meses, acompanhando a fraqueza generalizada nos mercados globais e em meio à queda dos papéis do setor de tecnologia. O SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caíram 1,6%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 4,90% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 7,57%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo A OpenAI acusa um ex-funcionário de ter transferido para uma conta pessoal mais de 100 arquivos da empresa sobre um aparelho ainda não lançado. Ele deixou a criadora do ChatGPT para trabalhar na Apple. Segundo a OpenAI, o ex-colaborador fez uma apresentação sobre o produto para a alta direção da dona do iPhone. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A acusação consta de um documento apresentado pela OpenAI a um tribunal federal em San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos. A empresa afirma que a apresentação ocorreu meses atrás e que a Apple agora desenvolve seus próprios produtos de inteligência artificial. Como exemplo, cita o lançamento do HomeView nesta semana. Agora no g1 "A OpenAI está muito preocupada com o fato de seus segredos comerciais e informações confidenciais estarem circulando dentro da Apple, onde os engenheiros deles podem moldar os próximos produtos da empresa com base no trabalho confidencial e inovador da OpenAI", afirmou a criadora do ChatGPT no documento. A Apple disse que tem políticas e procedimentos para garantir que novos funcionários não utilizem informações confidenciais de empregadores anteriores. A empresa afirmou ainda que não encontrou evidências que sustentem as acusações da OpenAI.

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto. A redução também poderá afetar quem já trabalha de segunda a sexta-feira. Atualmente, trabalhadores com jornada de 44 horas podem compensar as quatro horas de sábado ao longo da semana. Com o limite de 40 horas semanais, essa jornada diária poderá ser reduzida, sem diminuição salarial (veja mais abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. As novas regras, no entanto, não entram em vigor imediatamente. Com a aprovação pelo Senado, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. A mudança começará a produzir efeitos dois meses após a publicação da emenda constitucional no Diário Oficial. (veja como vai funcionar) O texto prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda; redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase; redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. O texto também estabelece que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos das categorias profissionais. Além disso, também será permitido a compensação prevista em norma coletiva, desde que seja garantida a média de dois dias de descanso por semana, com pelo menos um dia de repouso a cada sete dias. Segundo Vivian De Camillis, especialista em direito do trabalho e sócia da área trabalhista do escritório Tilkian Marinelli Marrey, se as 42 horas semanais forem distribuídas igualmente por cinco dias de trabalho, a jornada será de 8 horas e 24 minutos por dia. Quando o limite chegar a 40 horas, a jornada corresponderá a oito horas diárias, caso também seja dividida igualmente em cinco dias. Redução da jornada também afeta quem já trabalha de segunda a sexta A mudança também poderá impactar trabalhadores que já cumprem a escala 5x2, de segunda a sexta-feira, com folgas aos sábados e domingos. Atualmente, quem tem jornada de 44 horas semanais pode trabalhar oito horas de segunda a sexta-feira e mais quatro horas no sábado. Para compensar o sábado, muitas empresas distribuem essas horas ao longo da semana, ampliando a jornada diária para 8 horas e 48 minutos. Com a redução do limite para 40 horas semanais, esses profissionais também poderão ter a jornada diária reduzida, sem diminuição salarial. “Assim, esses trabalhadores também poderão ter a jornada diária reduzida, sem precisar trabalhar horas a mais durante a semana para compensar o sábado”, explica Vivian De Camillis. Na prática, quem trabalha atualmente 8 horas e 48 minutos por dia, de segunda a sexta-feira, poderá passar a cumprir oito horas diárias ao final da transição. Já quem trabalha 40 horas semanais, com dois dias de descanso, não terá redução automática da carga horária nem direito a uma terceira folga em razão da mudança, segundo a advogada Bárbara Ferrari, especialista em direito do trabalho e sócia do Ferrari Rodrigues Advogados. Mas como fica a jornada na prática? A quantidade de horas trabalhadas por dia dependerá da distribuição da jornada ao longo da semana. Considerando uma divisão igual em cinco dias de trabalho, os limites serão: A partir de dois meses da publicação: limite de 42 horas semanais, equivalente a 8 horas e 24 minutos por dia, se a jornada for distribuída igualmente em cinco dias. Após um ano de transição: limite de 40 horas semanais, equivalente a 8 horas por dia, em cinco dias de trabalho. A redução para 40 horas semanais, porém, não significa que todos os trabalhadores terão necessariamente a mesma jornada diária. A distribuição das horas poderá variar, respeitados os limites constitucionais e as regras aplicáveis. Na prática, quem trabalha 8 horas e 48 minutos por dia, de segunda a sexta-feira, passará a cumprir 8 horas diárias. Já os trabalhadores que fazem 40 horas semanais, com dois dias de descanso, não terão redução automática da jornada nem direito a uma terceira folga. Folgas não precisam ser aos sábados e domingos O fim da escala 6x1 também tem gerado dúvidas sobre a obrigatoriedade de folgas aos sábados e domingos. A proposta não determina, necessariamente, que os dois dias de descanso coincidam com o fim de semana nem que sejam consecutivos. Segundo o advogado trabalhista Antonio Vasconcellos Junior, a proposta prevê dois períodos de descanso remunerado por semana, cada um com 24 horas consecutivas. Isso significa que o trabalhador deve ter dois intervalos de repouso de um dia inteiro, mas eles não precisam ocorrer necessariamente um após o outro. Na prática, um trabalhador pode folgar na terça e na quinta-feira, por exemplo, ou descansar no sábado e no domingo. A organização dependerá da escala de trabalho e das regras aplicáveis à categoria. “O essencial é que sejam assegurados dois períodos de descanso semanal, cada um com 24 horas consecutivas, independentemente dos dias em que ocorram”, afirma Vasconcellos Junior, sócio-fundador do AVJ Advogados. O advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga complementa que a legislação atual já assegura um descanso semanal de 24 horas, preferencialmente aos domingos, mas não obrigatoriamente nesse dia. Na prática, a distribuição das folgas poderá variar conforme o setor e o tipo de atividade da empresa, especialmente em áreas que funcionam continuamente, como comércio, saúde e serviços. Trabalhador negro computador oportunidade bolsa trabalho Freepik

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 em primeiro turno Às 5h, Luciana de Almeida, de 36 anos, já está de pé para começar a organizar o dia. Arruma as duas filhas caçulas, serve o café da manhã e segue para deixá-las na escola, em Realengo, no Rio de Janeiro. Filhas em sala de aula, a operadora de caixa embarca no transporte público por 1h30 para chegar ao supermercado onde trabalha na escala 6x1, em Campo Grande, a cerca de 20 quilômetros. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Almoço às 15h, saída registrada no ponto às 17h50 e, duas horas depois, perto das 20h, Luciana está de volta em casa, liberando o filho mais velho de 15 anos do cuidado com as irmãs, de 4 anos e 1 ano e 8 meses. No único dia de folga que tem na semana, sobra pouco para o descanso diante das tarefas domésticas. Muitas vezes, ainda faz faxinas para conseguir uma renda extra para sustentar a família como mãe solo, conta. "Estou com o corpo e, principalmente, com a mente muito cansados", diz Luciana, que trabalha na escala 6x1 no comércio desde os 18 anos. "No dia depois da folga, eu continuo trabalhando cansada." Não é de se estranhar que, nos últimos meses, a carioca acompanhou atenta às discussões da PEC que encerrou essa modalidade de trabalho. Na quarta-feira (14/10), para celebração de Luciana, o Senado aprovou por 75 a 1 o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho no Brasil. Segundo o Ministério do Trabalho, no final de 2025, a escala 6x1 era a realidade de 14,8 milhões de trabalhadores no Brasil, que representam pouco mais de um terço da mão de obra formal. A implementação ocorrerá em duas fases. A primeira terá início 60 dias após a promulgação do texto, garantindo o fim da escala 6x1 e reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais. Depois de 14 meses, a carga horária será reduzida de 42 para 40 horas semanais. Fim da escala 6x1: o que acontece agora? Quais são os próximos passos? Entenda Após a aprovação no Senado, o texto ainda precisará ser promulgado em sessão solene pelas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado para, enfim, ser publicado e passar a integrar a Constituição. Assim, passados todos esses prazos, a carioca vai viver agora a primeira experiência em sua vida com duas folgas na semanas. "Vai mudar muita coisa", diz. "Vou conseguir descansar, resolver coisas da minha vida, até fazer um extra se conseguir." Outro ponto de virada na vida de Luciana será acompanhar mais a vida dos filhos que, segundo ela, está "passando" sem que ela esteja presente. Foi nas férias desse ano, em uma rotina em casa, que ela teve essa reflexão: "Estou vendo a vida dos meus filhos passar, não consigo ir em festa de dia das mães, junina, nada", diz. "Preciso ter tempo com minhas filhas, ter algum lazer ou mesmo ficar em casa descansando", relata. A carioca diz não saber como será a readaptação na empresa onde trabalha e que vive uma expectativa pela eleição presidencial. Isso porque diz não saber o que aconteceria com uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para presidente . Flávio, que é senador, se posicionara, na terça-feira, pela primeira vez, a favor do fim da escala 6x1 — e votou pela aprovação. Até então, ele dizia que a proposta era "oportunista", por ir a votação às vésperas das eleições. A proposta foi apresentada por parlamentares da esquerda e uma das maiores bandeiras da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1, então eu vou votar a favor do fim da 6x1", disse Flávio. O senador também segue defendendo uma "jornada flexível", na qual, segundo ele, empregador e empregado chegariam a um consenso sobre as condições de trabalho. Antes da votação, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante disse que Flávio vai insistir, depois das eleições, na votação da chamada "PEC das horas". A proposta, de autoria de Rogerio Marinho (PL-RN), prevê que o trabalhador escolha entre seguir o regime de trabalho tradicional previsto pela CLT, ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. 'Sinto alívio pelas mais novas' Setor de serviços e comércio terão que passar por maiores adaptações diante do fim da escala 6x1 Dado Galdieri/Bloomberg via Getty Images/BBC Em São Paulo, a gerente comercial Fabiane da Conceição, 50 anos, também comemorou a aprovação do fim da escala 6x1. Foram 20 anos de sua vida se dedicando ao trabalho com apenas uma folga na semana. Há 30 dias, a paulistana assumiu um novo emprego na escala 5x2, mas diz que guarda na memória as dificuldades que enfrentou, especialmente na relação com os dois filhos que criou sozinha. "Sinto hoje que perdi a maior parte das coisas que enxergo importante na criação dos filhos. Não os vi aprender a andar, não os levei ao primeiro dia da escola", conta Fabiane, emocionada. "Eu não posso me arrepender porque era o que dava nosso sustento, mas não deixo de sentir a dor. Me sinto aliviada quando penso em pessoas mais jovens e outras mulheres que vão viver uma situação que não às leve à exaustão física e mental e à exclusão materna." Fabiane passou por lojas no comércio e serviços na indústria alimentícia, automotiva e petrolífera. Mãe de dois filhos e vítima de violência doméstica por parte do ex-marido, ela não tinha uma rede de apoio para auxiliá-la. "Lembro que, 30 anos atrás, eu ganhava R$ 400 reais e pagava R$ 180 para alguém pegar meus filhos na escola e ficar com eles até o momento que eu chegava em casa, às 20h", lembra. Ela encarava 2 horas no transporte entre Sapopemba, onde morava, na Zona Leste da capital paulista, e a Barra Funda, onde trabalhava, na Zona Oeste. "Sempre tive total noção da qualidade de vida que eu não tinha. Mas o fator financeiro me exigia, era isso ou não tinha dinheiro em casa. Deixou de ser escolha para mim muito cedo", completa. A paulistana diz que a relação com os filhos acabou ficando marcada por mágoas deixadas por sua ausência em casa. "Me dói muito saber que o tempo que eu tinha era pouco para eles. Que sentiam minha falta", diz. "Pela primeira vez, mães como eu poderiam ter dia de lazer, organizar a vida, ficar em casa e poder descansar." Luciana vive expectativa por ter duas folgas na semana para conviver mais com três filhos Arquivo Pessoal via BBC

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que 14,8 milhões de trabalhadores que são contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) atuam na escala 6x1 no Brasil. A proposta, porém, permite que algumas atividades continuem com regimes de jornada e descanso diferenciados. ➡️ A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra. Com a aprovação nas duas Casas do Congresso, a emenda constitucional segue para promulgação, sem necessidade de sanção do presidente da República. As novas regras começam a valer após a publicação, mas a implementação será gradual. A mudança prevê dois dias de repouso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima, sem diminuição salarial. Dois meses após a publicação da emenda, o limite semanal cairá de 44 para 42 horas. Após mais um ano, passará para 40 horas. A proposta também permite regimes diferenciados de jornada e descanso, que poderão ser regulamentados por lei e por normas coletivas, respeitando os limites constitucionais. (veja como funcionam as escalas de trabalho) É o caso de setores que precisam funcionar continuamente, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Segundo o advogado trabalhista Hugo Luiz Schiavo, a proposta não estabelece uma lista de profissões que ficariam fora das novas regras. “Não há uma lista de profissões que ficariam fora das novas regras, nem seria recomendável que ela existisse”, afirma Schiavo. Isso significa que trabalhadores dessas áreas poderão ter a jornada e os períodos de descanso organizados de maneira diferente, conforme as regras aplicáveis à atividade. A possibilidade de manter escalas especiais, como a 12x36, dependerá da regulamentação e das condições previstas para cada regime. O advogado também destaca que o intervalo para refeição e descanso deve ser respeitado. A proposta prevê ainda tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração igual ou superior a 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Para esse grupo, as novas regras de duração e controle da jornada não serão obrigatórias, salvo se o empregador decidir aplicá-las ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva. O direito ao repouso, porém, permanece. (entenda) A legislação trabalhista já prevê situações em que não há controle tradicional de jornada, como no caso de empregados que ocupam cargos de confiança ou que trabalham fora da empresa em atividades nas quais não é possível controlar o horário. Quem pode ter impactos menores com a mudança Nem todos os trabalhadores terão redução da jornada de 44 para 40 horas. Algumas categorias já possuem limites menores previstos em lei, enquanto outras não são regidas pela CLT. Bancários: algumas funções têm jornada de seis horas diárias, de segunda a sexta-feira, totalizando 30 horas semanais. Por isso, a redução do limite geral de 44 para 40 horas não representa mudança para esses trabalhadores Teleatendimento e telemarketing: esses profissionais já têm jornada de até seis horas diárias e 36 horas semanais. A nova regra pode afetar principalmente a forma de organização dos dias de descanso. Trabalhadores de minas subterrâneas: também têm limites específicos de jornada, inferiores às 44 horas semanais previstas como limite geral. Autônomos, MEIs e PJs: quem trabalha por conta própria ou presta serviços como pessoa jurídica sem vínculo de emprego não é regido pela CLT e, portanto, não está diretamente sujeito às novas regras. Trabalhadores informais: profissionais sem carteira assinada, como ambulantes, entregadores e motoristas de aplicativo, também não estão submetidos às regras da CLT. Quem pode manter escalas diferentes O fim da escala 6x1 não significa necessariamente que todos os trabalhadores passarão a cumprir uma rotina tradicional de cinco dias de trabalho e dois de folga consecutivos. Setores que precisam manter serviços contínuos poderão organizar as jornadas e os descansos de maneira diferenciada, conforme a regulamentação e as regras de negociação coletiva. Saúde: hospitais e serviços de emergência podem manter plantões e escalas especiais, como a 12x36. Segurança: atividades que precisam funcionar continuamente podem manter escalas diferenciadas. Transporte: trabalhadores do setor podem ter a jornada organizada de acordo com a necessidade de funcionamento dos serviços. Limpeza urbana: por funcionar em horários variados e de forma contínua em muitas cidades, o setor pode adotar uma organização específica da jornada. Portaria e vigilância: trabalhadores dessas áreas também podem ter escalas especiais, conforme as regras aplicáveis. Escalas especiais poderão ser mantidas A advogada trabalhista Elisa Alonso, sócia do RCA Advogados, explica que o fato de uma atividade poder adotar uma escala diferenciada não significa que seus trabalhadores perderão o direito à nova proteção. Segundo ela, setores que precisam manter serviços contínuos, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão organizar as jornadas e as folgas de forma diferente, inclusive por meio de acordos e convenções coletivas. "Não significa que hospitais, serviços de segurança ou sistemas de transporte tenham necessariamente de adotar uma escala tradicional de segunda a sexta-feira", afirma. Na avaliação da advogada, trabalhadores que já atuam na escala 12x36, por exemplo, poderão continuar submetidos a esse modelo, desde que sejam respeitados os limites previstos na nova regra e as condições específicas de compensação. Assim, um hospital não precisaria necessariamente substituir todos os plantões de 12 horas por jornadas de oito horas. A especialista ainda ressalta que há diferença entre excluir uma profissão das novas regras e permitir que uma categoria tenha uma escala diferenciada. No primeiro caso, o trabalhador perderia o direito à nova proteção. No segundo, o direito permanece, mas a forma de organizar a jornada e os descansos é adaptada às características da atividade. "Talvez o principal efeito da proposta não seja simplesmente trocar a expressão '6x1' por '5x2'", afirma Alonso. Para quem hoje trabalha seis dias e folga um, a principal mudança seria a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a ampliação do descanso de um para dois dias. A distribuição desses períodos, porém, poderá variar conforme a atividade e as regras estabelecidas para cada regime. "Para algumas categorias, isso poderá significar cinco dias de trabalho e dois de folga; para outras, a manutenção de plantões ou escalas especiais, com uma distribuição diferente dos períodos de descanso", explica a advogada. Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado

Bolsa Família não teve reajuste maior que salário mínimo nos últimos 3 anos g1 Circulam nas redes sociais publicações alegando que o governo Lula (PT) deu mais de 15% de reajuste para o Bolsa Família, mas corrigiu em apenas 6% o salário mínimo. #NÃOÉBEMASSIM. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 🟡 Como são os posts? Publicações que viralizaram no X e no Instagram desde o final de setembro exibem uma imagem do presidente Lula (PT) segurando um cartão do programa social Bolsa Família. Abaixo, há o seguinte texto: "Discurso que gera polêmica: 'Como um partido que se diz dos trabalhadores dá mais de 15% de aumento para quem não trabalha e apenas 6% para quem trabalha?', diz trabalhador CLT". Veja um exemplo de legenda que acompanha a imagem: "Em um vídeo que acumula milhares de visualizações, um trabalhador regido pela CLT fez um desabafo direto sobre a condução econômica do governo: Como um partido que se diz dos trabalhadores dá mais de 15% de aumento para quem não trabalha e apenas 6% para quem trabalha? O questionamento expõe a insatisfação da classe trabalhadora com a perda do poder de compra e com o ritmo dos reajustes salariais frente aos repasses de programas assistenciais". Mas esses enunciados omitem que o reajuste anterior do Bolsa Família havia ocorrido em 2023. E que, nesse mesmo período, o salário mínimo acumulou um aumento de 22,8%. Em 2024, o valor passou de R$ 1.320 para R$ 1.412. Em 2025, chegou a R$ 1.518. E, em 2026, subiu para R$ 1.621. O percentual de 6%, citado nos posts desta checagem, é próximo apenas do registrado na correção mais recente: 6,8% (de R$ 1.518 para R$ 1.621) – leia detalhes abaixo. 📌 Por que #NÃOÉBEMASSIM? Em 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno da corrida presidencial, o governo federal anunciou o reajuste dos benefícios do Bolsa Família em 15%. Com isso, o piso do programa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. O primeiro repasse com os novos valores está previsto para 19 de outubro. À época do anúncio do aumento para o Bolsa Família, o governo negou motivação eleitoral e afirmou que a medida recompõe parte da perda do poder de compra causada pela inflação desde o aumento anterior, três anos atrás. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026 foi de 15,04%. Economistas e especialistas consultados pelo g1 questionaram o momento da alteração e o risco às contas públicas. Procurado pelo Fato ou Fake, o Ministério do Planjeamento e Orçamento disse, por e-mail: "A recomposição de 15% do benefício Bolsa Família corresponde a correção dos valores pela variação inflacionária acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026, um período de 3 anos em que não houve reajuste. Isso não ocorreu com o salário mínimo, que manteve valorização real nos últimos 3 anos". O Fato ou Fake consultou o economista Carlos Eduardo Oliveira Jr, do Conselheiro Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), que explicou: "Para uma comparação adequada, o ideal é analisar a evolução acumulada do salário mínimo e do Bolsa Família entre 2023 e 2026, e não comparar o reajuste anual do mínimo com a recomposição acumulada de 15,04% aplicada ao programa social. Nesse critério, o salário mínimo teve um avanço de 22,8%, contra 15,04% do Bolsa Família". Bolsa Família não teve reajuste maior que salário mínimo nos últimos 3 anos g1 Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: Vídeo mostra 'banho com fogo' em fonte de água na Rússia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

'Estoques no limite': guerra no Oriente Médio afeta abastecimento de diesel no agro Agricultores do Rio Grande do Sul estão preocupados com a escassez de óleo diesel às vésperas do plantio da safra de verão A Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis na região, diz que a redução dos estoques é reflexo dos conflitos no Oriente Médio, que pressionaram o preço do produto no mercado internacional. O Brasil importa 30% do diesel que consume. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "A importação está menor. Então, os estoques nacionais estão no limite do consumo. Não existe uma escassez, existe uma restrição. Não é falta de produto, é restrição e com preços elevados", afirma Fabrício Severo Braz, presidente da Sulpetro. Segundo ele, muitos estados passaram a buscar o produto no Sul por causa do preço mais acessível. O agricultor Arcênio Dupont está há 3 semanas com dificuldade para abastecer suas máquinas, no município de Santa Cruz do Sul. Ele diz que só conseguiu comprar mil litros do óleo diesel. Normalmente, ele consome 2 mil litros. Em Julio de Castilhos a história se repete. A cooperativa que atende 6 mil produtores não tem recebido combustível suficiente dos distribuidores para atender toda a demanda. O agricultor Sidnei Prates, de Santa Maria, precisou recorrer a postos de combustíveis para conseguir diesel para a colheita do arroz. Mas até os postos enfrentam restrições. O empresário Antônio Palharin disse que recebeu apenas metade do diesel encomendado. A Agencia Nacional do Petróleo (ANP) afirmou que não existe risco de desabastecimento de diesel no Rio Grande do Sul nem no restante do país. Após os relatos dos agricultores gaúchos, a ANP informou que reforçou o monitoramento dos estoques e da distribuição do combustível. LEIA TAMBÉM Do campo ao Planalto: os problemas que o agro quer ver resolvidos pelo próximo presidente 'O Menino da Porteira' faz 71 anos: como a música virou filme, monumento e chegou ao Grammy Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial

Um riacho atravessa uma área de cultivo em Marshalltown, em Iowa. Brittany Peterson/AP O estado de Iowa, uma das potências do agronegócio dos Estados Unidos, enfrenta um déficit orçamentário, custos elevados e dificuldades econômicas provocadas por disputas comerciais que têm pressionado os agricultores. Mas dois problemas que se arrastam há décadas — a qualidade da água e os índices de câncer — ganharam destaque nas campanhas para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ➡️ As midterms são realizadas na metade do mandato presidencial. Elas renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado, além de definir governadores e outros cargos estaduais e locais. Em Iowa, esses temas polêmicos estão sendo abordados em debates, mesas-redondas e propagandas eleitorais de candidatos democratas e republicanos a diferentes cargos. Agora no g1 Historicamente, o assunto tem sido um tabu político para evitar apontar responsabilidades da indústria agropecuária de Iowa, um dos principais produtores de milho, soja e suínos dos Estados Unidos. ➡️ Os fertilizantes químicos e os dejetos animais usados na produção agropecuária, por exemplo, contêm nitratos e fósforo, que podem ser levados pela água da chuva ou do derretimento da neve até os rios do estado. O problema há muito tempo provoca tensões entre os centros urbanos de Iowa, de tendência mais progressista e que dependem de rios e lagos para o abastecimento de água potável, e os produtores rurais, em sua maioria conservadores. Cada vez mais agricultores adotam práticas para impedir que esses resíduos sejam levados para os cursos d’água, embora críticos afirmem que a falta de regulamentação obriga os moradores que vivem rio abaixo a pagar pela poluição. A atenção ao tema aumentou — e o cálculo político mudou — após dois anos consecutivos de restrições ao uso da água na região de Des Moines, somados ao crescimento do movimento “Make America Healthy Again” (“Tornar os Estados Unidos saudáveis novamente”) nas pequenas cidades e comunidades rurais de Iowa. LEIA TAMBÉM: Abóbora gigante de quase 1.500 kg é colhida nos EUA e pode bater recorde mundial Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro Índices de câncer são um problema crescente em Iowa Iowa tem a segunda maior taxa de novos diagnósticos de câncer do país. Os diagnósticos de alguns tipos, como os de próstata, mama e pulmão, estão aumentando mais rapidamente no estado do que nos Estados Unidos como um todo. O problema afeta tanto as áreas urbanas quanto as rurais. Uma nova pesquisa da Universidade de Iowa, financiada pelo governo estadual, mostra que fatores demográficos e comportamentais, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool em uma única ocasião, podem explicar a maior parte — mas não a totalidade — da incidência acima do normal de cinco tipos de câncer no estado. Na próxima etapa, os pesquisadores avaliarão fatores ambientais, incluindo os níveis de nitrato. “O verdadeiro problema é a água e os nitratos”, disse o democrata Josh Turek, candidato ao Senado dos Estados Unidos, durante uma conversa com pacientes com câncer na semana passada. “Todo morador de Iowa merece ter a certeza, ao abrir a torneira, de que sua água está limpa e não está lhe causando câncer.” Musk gastou US$ 276 mi desde julho para ajudar partido de Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA Alguns estudos encontraram uma associação entre nitratos na água potável e determinadas doenças, mas o tema continua em debate. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) atualmente não classifica os nitratos como um fator de risco para o câncer. A agência iniciou um plano para rever essa avaliação em 2017, mas o processo foi paralisado, retomado e novamente interrompido sob diferentes governos na Casa Branca. A deputada federal republicana Ashley Hinson, que disputa a vaga com Turek, reuniu recentemente agricultores, pesquisadores e autoridades locais para discutir os problemas da água em Iowa. Ela afirmou que é preciso manter os investimentos em infraestrutura, monitoramento da qualidade da água e programas de conservação para garantir água potável segura à população. Também disse que as pessoas podem se sentir seguras porque a água tratada que chega às torneiras atende às normas federais. “Todos sabemos que temos alguns desafios aqui em Iowa”, afirmou. “Não acho que a qualidade da água seja uma questão partidária.” Poluição dos rios gera tensão política Há mais de dez anos, a companhia de abastecimento de água da região de Des Moines entrou na Justiça para que outras administrações locais ajudassem a pagar pela remoção de nitratos da água, que custava cerca de US$ 16 mil por dia. Essas regiões ficam em trechos dos rios anteriores à chegada da água a Des Moines. A ação foi rejeitada, e líderes republicanos de Iowa comemoraram a decisão. No ano passado, a Central Iowa Water Works proibiu os moradores de regar gramados pela primeira vez, para diminuir o consumo de água e aliviar a sobrecarga do sistema de remoção de nitratos. Políticos do estado rejeitaram tentativas de responsabilizar os agricultores. Nos últimos anos, Iowa vinha investindo quase US$ 100 milhões por ano em medidas para reduzir a presença de nutrientes na água. Em maio, a governadora republicana Kim Reynolds e parlamentares destinaram mais US$ 320 milhões a obras de infraestrutura hídrica, incentivos à conservação ambiental e outros projetos. Parte dos recursos foi reservada à modernização dos equipamentos da Central Iowa Water Works. “A qualidade da água não é uma questão do campo. Não é uma questão das cidades, nem uma questão política”, disse Reynolds. “Mas é absolutamente inegociável.” Apesar dos investimentos, a demora nos resultados continua sendo alvo de críticas, inclusive dos candidatos que disputam a sucessão da governadora. Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Tema ganha destaque na disputa pelo governo O republicano Zach Lahn e o democrata Rob Sand defendem que o estado dê mais atenção à qualidade da água. Nenhum dos dois, porém, propõe obrigar os produtores rurais a adotar práticas que reduzam a quantidade de poluentes levados das lavouras e criações para os rios. Lahn recebeu o apoio do comitê político MAHA Action no início da disputa interna do partido. Diferentemente de muitos colegas republicanos, ele associa diretamente a água poluída e os produtos químicos usados na agricultura aos altos índices de câncer em Iowa. Em agosto, durante um encontro do candidato com eleitores para discutir agricultura no nordeste do estado, uma participante demonstrou preocupação. Lahn reconheceu a importância de determinados produtos químicos para a produção agrícola. “Não estamos aqui para proibir produtos”, afirmou, “mas precisamos enfrentar o problema da qualidade da água”. Nos Estados Unidos, as normas federais permitem até 10 miligramas de nitrato por litro de água potável. O limite foi definido para prevenir a chamada síndrome do bebê azul, condição em que o sangue do bebê não tem oxigênio suficiente. Estudos científicos vêm investigando, porém, se concentrações abaixo desse limite também podem estar associadas a certos tipos de câncer. Lahn contou que testou a água de seu poço e de um riacho na zona rural do centro-leste de Iowa. Nos dois casos, os níveis de nitrato ficaram muito acima do permitido. Neste ano, a Central Iowa Water Works precisou manter o sistema de remoção de nitratos funcionando por 193 dias seguidos, um recorde. No auge do verão, mesmo após o tratamento, a água tinha entre oito e nove miligramas de nitrato por litro, perto do limite federal. Sand também costuma falar da qualidade da água logo no início de seus discursos de campanha. Ele conta que a defesa da água limpa foi um dos motivos que o levaram a se filiar ao Partido Democrata, já que gosta de pescar. Na terça-feira, após se reunir com sobreviventes de câncer e pais de crianças com a doença, o candidato disse que a preocupação da população com o tema tem crescido nos últimos anos. “Ouço com frequência pessoas tão preocupadas com isso que se perguntam se querem continuar em Iowa”, disse Sand. Disputa pela Secretaria de Agricultura de Iowa expõe a tensão O pesquisador Chris Jones conta que, há 20 anos, informava seu chefe na companhia de abastecimento de água de Des Moines sobre os níveis de nitrato nos rios. “Ele me perguntava: ‘Cadê a indignação?’”, lembrou Jones. “Agora, a indignação chegou.” Jones, que depois trabalhou no monitoramento da qualidade da água na Universidade de Iowa, considera uma grave falha do estado que os moradores já não confiem na água que bebem. Pelo Partido Democrata, ele disputa o cargo de secretário de Agricultura de Iowa, escolhido por eleição, e tenta derrotar o atual ocupante, o republicano Mike Naig. Uma das principais diferenças entre os candidatos está na obrigatoriedade de medidas de conservação ambiental no campo. Em um debate, Naig classificou Jones como uma voz isolada na defesa dessa exigência. O setor agropecuário de Iowa resiste à adoção de regras obrigatórias. Entre os argumentos estão o fato de que nem todos os produtores são donos das terras onde trabalham e o risco de que algumas medidas reduzam os lucros, pelo menos no início. Naig, que já trabalhou na fabricante de produtos químicos Monsanto, destacou os recordes alcançados pela secretaria durante o governo Reynolds. Segundo ele, as ações de conservação estão sendo ampliadas para que os resultados apareçam mais rápido. “Esse tem sido um tema muito discutido na campanha”, disse Naig. Mas “precisamos olhar para essas questões no longo prazo, e estamos avançando”.

Volkswagen ID.4 chega ao Brasil, mas sai de linha na Europa A Volkswagen confirmou em setembro a chegada do ID.4 ao mercado brasileiro como seu primeiro carro elétrico vendido ao público no país. O modelo já havia sido oferecido anteriormente, mas apenas por meio de aluguel. Agora, chega por R$ 299.990, com mais potência e uma bateria maior. O curioso é que, poucas semanas depois do anúncio, a montadora confirmou em seu site global a chegada à Europa e aos EUA do ID. Tiguan, modelo que vai substituir o ID.4. Ou seja, o carro chega agora ao Brasil, mas já tem substituto anunciado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ainda assim, o g1 testou o SUV elétrico para entender se ele vale a compra e, principalmente, se justifica o preço de R$ 300 mil diante de tantos concorrentes chineses mais baratos. O SUV é equipado com um motor de 286 cv de potência e 55,6 kgfm de torque. A bateria de 84 kWh (79 kWh de capacidade líquida) garante uma autonomia de 389 km, segundo o Inmetro. São números melhores do que os da versão disponível para locação, que vinha com 204 cv e bateria de 77 kWh. O sistema de recarga suporta até 185 kW em corrente contínua. Em carregadores rápidos de 180 kW, é possível elevar a carga da bateria de 10% a 80% em 25 minutos. Em postos públicos comuns, a recarga leva algumas horas. Volkswagen ID.4 chega ao Brasil por R$ 299.990. Divulgação / VW Arquitetura elétrica Construído sobre a plataforma modular elétrica MEB, o carro mede 4,58 metros de comprimento e possui 2,77 metros de distância entre eixos. O porta-malas tem capacidade para 533 litros. O teto solar é panorâmico e feito de vidro. O visual externo apresenta linhas com coeficiente de arrasto aerodinâmico de 0,28. Quanto menor este número, melhor é a capacidade do veículo de “furar” o ar e ser eficiente. Um carro “comum” tem coeficiente perto de 0,30. O conjunto de iluminação em LED possui faróis direcionais e tecnologia de controle do farol alto para evitar o ofuscamento de outros condutores. As lanternas traseiras são conectadas por uma faixa iluminada, recurso também adotado na grade dianteira. Volkswagen ID.4 pesa mais de 2.000 kg. Divulgação / VW As maçanetas possuem iluminação própria e o logotipo da fabricante é projetado no chão para facilitar o acesso em áreas escuras. A carroceria será vendida em duas cores, chamadas Costa Azul, que traz o teto pintado em Preto Piano, e Preto Granadilho. As rodas são de 19 polegadas, com pneus tamanho 235/55 na frente e 255/50 na parte traseira. Interior ao estilo VW Na parte interna, o acabamento utiliza materiais sintéticos sem uso de couro animal, combinando as cores preto e marrom. Os bancos contam com microfibra, composta por 71% de material reciclado. O pequeno painel de instrumentos digital fica fixado na coluna de direção. A central multimídia tem tela de 12,9 polegadas, navegação por GPS nativo, comando de voz e conexão sem fio para os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Os bancos dianteiros possuem ajustes elétricos, sistema de aquecimento e função de massagem com opções que duram até 30 minutos. Interior do Volkswagen ID.4 tem combinação de marrom, preto e cinza. Divulgação / VW O ar-condicionado é dividido em três zonas com configuração independente para o motorista, passageiro e banco traseiro. A cabine também conta com iluminação interna configurável em 30 opções de cores, além de carregador de celular por indução e quatro portas USB-C. A lista de equipamentos de segurança inclui o Emergency Assist, sistema que assume o controle e para o veículo caso o motorista perca a consciência. Há também o Memory Park Assist, capaz de memorizar o trajeto próximo e o espaço de vagas frequentes para estacionar o carro automaticamente. O pacote tecnológico oferece controle de cruzeiro adaptativo com função de parada e partida, alerta de tráfego cruzado traseiro e detector de ponto cego. O sistema de frenagem de emergência inclui reconhecimento de pedestres e ciclistas, e o veículo conta ainda com assistente de permanência em faixa. O acesso ao veículo é feito por aproximação da chave. O porta-malas, por sua vez, pode ser aberto ou fechado com um movimento do pé sob o para-choque traseiro. Galerias Relacionadas Diferente nem sempre é bom A primeira impressão ao entrar no ID.4 é que a Volkswagen tentou inovar em alguns pontos da cabine nos quais isso não era necessário. O primeiro exemplo está nos comandos dos vidros elétricos, que têm apenas dois botões na porta dianteira do motorista. Para controlar os vidros traseiros, o condutor precisa tocar em um comando sensível ao toque identificado como “Rear” (que pode ser traduzido como “traseiro”, em inglês) e, só então, acionar os respectivos botões e comandar os vidros de trás. A própria Volkswagen abandonou essa solução no ID. Tiguan. O sucessor tem comandos tradicionais, com um botão para cada vidro ao lado do motorista. Comando dos vidros do Volkswagen ID.4 tem "economia" de botões. Divulgação / VW Outra novidade do ID.4 é o quadro de instrumentos bastante reduzido. A pequena tela, que lembra um celular deitado atrás do volante, exibe a velocidade e outras informações necessárias durante a condução. É uma confusão entre minimalismo e miniaturização. A peça não transmite a sensação de valor esperada em um carro de R$ 300 mil e tampouco facilita a visualização dos dados pelo motorista. O mesmo erro é cometido por algumas marcas chinesas. O ID. Tiguan também dá sinais de que a Volkswagen reviu essa escolha. O modelo tem uma tela maior, com instrumentos que utilizam representações semelhantes às dos mostradores redondos tradicionais. A lógica de construção da cabine do ID.4, por outro lado, segue uma receita já conhecida em outros carros da marca. O volante tem linhas próximas às do Tera, por exemplo, enquanto a combinação de plásticos brilhantes, acabamento em couro sintético e disposição dos elementos do painel lembra modelos como T-Cross, Nivus e Polo. Essa estratégia é interessante porque cria uma identidade visual para os veículos de uma mesma fabricante. O problema é que quem desembolsa R$ 300 mil pode não querer entrar em um carro e encontrar elementos semelhantes aos de um modelo que custa R$ 120 mil. O que a Volkswagen considera um trunfo, portanto, pode se tornar um dos motivos que dificultam a justificativa do preço do ID.4 para o consumidor brasileiro. Pelo menos o espaço no banco traseiro, a construção e a ergonomia do SUV são bons. Volkswagen ID.4 ficou mais potente e tem bom acerto de direção e suspensão. Divulgação / VW Bom acerto Ao volante, o ID.4 mostra bastante do DNA da Volkswagen. A suspensão é bem acertada, a direção transmite informações sobre o comportamento do carro para as palmas das mãos. O SUV mostra solidez, e o isolamento acústico é bom. O motorista pode escolher entre quatro modos de condução, denominados Eco, Normal, Sport e Individual. As retomadas são corajosas e os mais de 2.000 kg ficam só na impressão da ficha técnica. Essa é a vantagem da propulsão elétrica e seu torque instantâneo. Claro, com uma condução mais empolgada, a autonomia prevista cai consideravelmente. A experiência ao dirigir mostra que a montadora dedicou atenção ao acerto do modelo. A grande questão é saber se os consumidores valorizam essas características na hora de decidir a compra. Alguns SUVs vendidos no Brasil, como os da Omoda, GWM e BYD, não apresentam o mesmo refinamento na direção e no acerto dinâmico, mas ainda assim conseguem vender bem. Mercado difícil A conclusão é que o ID.4 chega ao mercado brasileiro com um prazo de validade já estabelecido. A Volkswagen não quis comentar oficialmente a estratégia de lançar o modelo no Brasil e a matriz, em seguida, anunciar seu substituto. O que está confirmado é que o ID.4 será oferecido no Brasil durante 2027. Já o ID. Tiguan será vendido no mercado europeu, mas ainda não tem definição para chegar ao país. O presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirmou em nota que a chegada do automóvel representa um marco na estratégia da companhia. "O ID.4 é um produto global de sucesso e que chega ao Brasil para inaugurar uma nova etapa da nossa jornada rumo a uma mobilidade cada vez mais sustentável", declarou. Galerias Relacionadas Porém, em 2026, com a chegada de novos carros chineses, a análise de qualquer produto precisa começar pelo preço. É a partir dele que o consumidor consegue comparar as opções disponíveis e avaliar se o que está sendo oferecido faz sentido diante dos novos concorrentes. Por R$ 300 mil, o ID.4 entra em uma faixa de preço na qual precisará muito mais da paixão do consumidor pela Volkswagen do que de uma justificativa racional para a compra. Ele vai encarar, por exemplo, o BYD Yuan Plus, que tem 449 cv e preço na promoção de R$ 269.990; o GAC AION V, que tem os mesmos 389 km de autonomia, 204 cv e preço de R$ 219 mil; o Omoda E5, também com 204 cv e preço de R$ 209 mil; Leapmotor C10 com 218 cv e tamanho mais generoso, por R$ 215 mil. Galerias Relacionadas Isso sem falar dos híbridos nessa faixa de preço, que também dividem a atenção dos clientes que buscam a eletrificação, mas ainda não podem ter um carro 100% elétrico. A questão, portanto, é que há modelos elétricos mais baratos e que transmitem uma sensação maior de novidade. Nesse cenário, fica difícil explicar a escolha do SUV da Volkswagen, exceto pela identificação com a marca. A montadora também não informou se pretende oferecer descontos ou promoções para o modelo. Por esse valor, portanto, o ID.4 pode continuar raro nas ruas, como já acontecia quando era oferecido apenas por aluguel. Resta esperar para saber se o ID. Tiguan chegará ao Brasil e corrigirá não apenas os problemas identificados no ID.4, mas também o posicionamento de preço, tornando-o mais compatível com a realidade do mercado. Volkswagen vai substuir o ID.4 pelo ID.Tiguan em 2027 na Europa e EUA. Divulgação / VW Ficha técnica do Volkswagen ID.4 Assentos: 5 Comprimento: 4,58 m Largura: 1,85 m (sem espelho retrovisor) Altura: 1,63 m Entre-eixos: 2,77 m Porta-malas: 533 litros Peso: 2.163 kg (em ordem de marcha) Rodas: 19 polegadas Pneus: 235/55 R19 Dianteiro / 255/50 R19 Traseiro Suspensão dianteira: Independente, McPherson Suspensão traseira: Independente, multibraço Freios dianteiros: Disco de freio ventilado Freios traseiros: Tambor Direção: Elétrica Motor: elétrico Potência: 286 cv Torque: 55,6 kgfm Bateria: íon lítio fosfato Capacidade das baterias: 84,0 kWh (bruto) / 79,0 kWh (líquido) Câmbio: Automático Marchas: 1 marcha Tração: traseira 0 a 100 km/h: 6,7 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Autonomia no modo elétrico: 389 km Capacidade de carga: 527 kg (carga útil)

Plenário do Senado Federal Jonas Pereira/Agência Senado O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. O texto ainda precisa ser promulgado para entrar em vigor. A previsão é que isso ocorra na semana que vem. Mas, para que os trabalhadores brasileiros cheguem à nova jornada, haverá ainda uma transição. O período para a adaptação das empresas terá início logo depois da promulgação: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. 🎯Depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida em definitivo sem redução de salário. Segundo as novas regras, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. LEIA TAMBÉM: Fim da escala 6x1: o que acontece agora? Quais são os próximos passos? Entenda Congresso aprova e PEC que acaba com escala 6x1 será lei Horas extras e banco de horas A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos ainda poderão ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Regras específicas para categorias Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Terceirizados e MEIs No caso dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte também são citados no texto. A PEC prevê a aprovação de lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos.

Antigo PIS/Pasep: novo lote de dinheiro esquecido começa a ser pago nesta sexta (25) O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começa a pagar nesta quinta-feira (15) um lote complementar do abono salarial referente ao ano-base 2024. Ao todo, 1.030.899 trabalhadores receberão R$ 804,2 milhões. Os valores variam de R$ 136 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados em 2024. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O pagamento contempla trabalhadores cujos empregadores enviaram ou corrigiram informações entre 1º de setembro de 2025 e 20 de junho de 2026. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa. A revisão dos dados permitiu identificar pessoas que tinham direito ao benefício, mas não haviam sido incluídas nos pagamentos anteriores, além de corrigir valores de trabalhadores que já estavam habilitados. O lote inclui 704.398 trabalhadores da iniciativa privada, que recebem o Programa de Integração Social (PIS) pela Caixa Econômica Federal, e 326.501 servidores públicos, beneficiários do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pago pelo Banco do Brasil. O calendário regular de pagamentos começou em 16 de fevereiro desse ano. Os valores ficarão disponíveis para saque até 30 de dezembro deste ano. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026: grafico MTE Abono salarial 2026 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados até o fim do ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores foram liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data tenha caído no fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono. Veja as regras, perguntas e respostas nesta reportagem: Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja regras e o calendário completo PIS/Pasep, FGTS - Saque José Cruz/Agência Brasil

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.071 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 170 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (15), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso que ocorreu excepcionalmente da última quarta-feira (14), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, o Congresso Nacional aprovou o fim da escala 6x1. A medida foi aprovada por ampla maioria no plenário do Senado nesta quarta-feira (14). A medida, que agora segue para promulgação, dividiu entidades que representam os trabalhadores, como os sindicatos, e associações patronais, que representam as empresas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende mais tempo de descanso para os trabalhadores e argumenta que o modelo atual penaliza principalmente os mais pobres. Após tentar adiar votação do fim da escala 6 por 1, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, mudou de opinião e passou a defender a proposta por ser a vontade da "maioria dos trabalhadores". O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade". O texto defendido por ele prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário. Reprodução/RPC Outros fatos relevantes da legislação trabalhista ➡️Criação do Ministério do Trabalho (1930), que passou a formular políticas trabalhistas, fiscalizar condições de trabalho, regulamentar a organização sindical e atuar na mediação de conflitos entre empregados e empregadores. ➡️Constituição de 1934 foi a primeira a constitucionalizar amplamente direitos trabalhistas, incluindo jornada máxima de oito horas diárias, férias anuais remuneradas, salário mínimo e repouso semanal. ➡️Instalação da Justiça do Trabalho (1941): instância ficou responsável por julgar disputas envolvendo questões como salários, férias, jornada de trabalho e indenizações. ➡️Criação da CLT (1943): Governo Getúlio Vargas reuniu em um único texto as principais normas trabalhistas do país. A CLT reuniu a legislação trabalhista produzida desde os anos 1930, consolidando normas sobre jornada, férias, descanso semanal, proteção ao trabalho de mulheres e menores, segurança do trabalho e organização sindical. ➡️Direito de Greve: Promulgada após o fim do Estado Novo, a Constituição de 1946 incorporou a Justiça do Trabalho ao Poder Judiciário e reconheceu o direito de greve, consolidando garantias trabalhistas em um contexto de redemocratização do país. ➡️Repouso Semanal Remunerado (1949): Lei garantiu aos trabalhadores o direito ao repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, além de disciplinar o pagamento de salários nos dias de descanso e feriados civis e religiosos. ➡️13º salário (1962): Lei instituiu o 13º salário, também conhecido como gratificação natalina, garantindo aos trabalhadores o recebimento de uma remuneração adicional anual proporcional ao tempo de serviço prestado no ano. ➡️FGTS (1966): Criou uma poupança compulsória formada por depósitos mensais feitos pelos empregadores em contas vinculadas aos trabalhadores. O regime criado surgiu como alternativa à estabilidade decenal e passou a substituí-la gradualmente, tornando-se obrigatório para todos os trabalhadores regidos pela CLT com a Constituição de 1988. ➡️Constituição de 1988: A chamada "Constituição Cidadã" ampliou significativamente os direitos trabalhistas. Entre as principais mudanças estão a jornada máxima de 44 horas semanais, licença-maternidade de 120 dias, licença-paternidade, seguro-desemprego, adicional mínimo de 50% para horas extras, universalização do FGTS e ampliação dos direitos dos trabalhadores rurais. ➡️Banco de horas (1998): Lei 9.601 permitiu a compensação de horas extras por meio de folgas ou redução da jornada em outros dias, mediante acordo ou convenção coletiva, ampliando a flexibilidade das relações de trabalho. ➡️PEC das Domésticas (2013) e regulamentação (2015): A emenda constitucional ampliou os direitos dos trabalhadores domésticos, aproximando-os dos demais empregados. Em 2015, uma lei complementar regulamentou direitos como FGTS obrigatório, jornada de trabalho, horas extras, adicional noturno e seguro-desemprego para a categoria. ➡️ Reforma Trabalhista (2017): Ampliou a possibilidade de acordos entre empregados e empregadores, instituiu a prevalência do negociado sobre o legislado, regulamentou o trabalho intermitente, flexibilizou regras de jornada e teletrabalho, alterou procedimentos na Justiça do Trabalho e tornou facultativa a contribuição sindical. A medida reduziu uma das principais fontes de financiamento dos sindicatos. Em paralelo, mudanças na legislação ampliaram as possibilidades de terceirização no país. ➡️Consolidação do teletrabalho (2022): Mudanças na legislação regulamentaram o home office e o trabalho híbrido, definindo regras para controle de jornada, contratação por produção ou tarefa e outras condições aplicáveis ao trabalho remoto. Contra e a favor Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 70% das indústrias do país preveem queda na competitividade e 68% na produtividade com o fim da escala 6x1. Ao participar de uma audiência no Senado, o presidente da entidade, Ricardo Alban, disse ser preciso pensar em medidas que garantam que o mercado interno seja “forte” e “competitivo”. “Os produtos de fora têm que ajudar a nos forçarmos a sermos competitivos, produtivos e eficientes, mas não para nós ficarmos a reboque de uma realidade de perda de competitividade”, afirmou Alban, da CNI, na ocasião. Estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o fim da escala 6x1 pode elevar a folha salarial do setor em 21% e gerar custo adicional de R$ 122,4 bilhões ao ano. Segundo a CNC, 93% dos trabalhadores formais do comércio varejista e 92% do atacadista cumprem jornadas acima de 40 horas semanais. Para estimar os impactos, a CNC simulou a adoção de um novo teto de 40 horas semanais. O parecer afirma que, como a legislação impede a redução nominal de salários, a adaptação exigiria reorganização dos contratos de trabalho. Em um texto publicado na sua página na internet em maio deste ano, como subsídio para o debate, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou que a proposta representa avanço importante no enfrentamento à precarização das condições de trabalho no Brasil. "Entre os principais impactos esperados estão a melhor distribuição da riqueza produzida no país, o estímulo à produtividade, a ampliação do tempo disponível para qualificação profissional e a preservação da saúde dos trabalhadores", avaliou o Dieese. Citando pesquisa do Datafolha de março desse ano, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), por sua vez, informou que a proposta de acabar com a jornada 6x1 têm apoio de 71% dos brasileiros. A CUT cita um estudo da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), do Instituto de Economia da Unicamp, pelo qual a redução da jornada de 44 para 36 horas poderá criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a produtividade em cerca de 4%.

Câmara dos Deputados Divulgação / Câmara dos Deputados Começaram nesta quinta-feira (15) as inscrições para o novo concurso da Câmara dos Deputados. A seleção reúne 184 oportunidades entre vagas imediatas e cadastro de reserva para profissionais de diferentes áreas, da comunicação às engenharias, além de cargos que aceitam diploma em qualquer graduação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Os interessados poderão se inscrever até 17 de novembro, pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). O salário inicial é de R$ 32.070,88 para todas as especialidades da carreira de analista legislativo. Entre as áreas contempladas estão Jornalismo, Relações Públicas, Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e diferentes especialidades de Engenharia. O edital também prevê vagas para Registro e Redação, área que concentra a maior oferta de oportunidades e aceita diploma de curso superior em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O g1 preparou um guia com os principais pontos do concurso. Abaixo, entenda: Cargo e formação Salários e benefícios Requisitos Atribuições Como serão as provas? Quando os aprovados poderão ser convocados? Como funcionará a reserva de vagas? Cargos e formação Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, o concurso não é destinado a um único perfil profissional. Um dos destaques do edital é que a especialidade com maior número de vagas não exige formação superior específica. A área de Registro e Redação oferece 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva. Para concorrer, basta possuir diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação. Já as demais oportunidades são destinadas a candidatos com graduações específicas. Veja a distribuição prevista no edital: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Salários e benefícios Independentemente da especialidade escolhida, todos os aprovados ingressarão na carreira com remuneração inicial de R$ 32.070,88. Os servidores serão lotados em Brasília, onde está localizada a sede da Câmara dos Deputados. Além do salário, os ocupantes do cargo terão acesso aos benefícios oferecidos pela Casa e às garantias previstas para os servidores efetivos da administração pública federal. Requisitos Além da formação exigida para cada especialidade, os candidatos deverão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal. Entre as exigências estão: ter nacionalidade brasileira ou portuguesa, nos casos previstos em lei; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar quite com as obrigações militares, quando aplicável; possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; apresentar a documentação exigida para a posse; possuir a graduação exigida para a especialidade escolhida. Algumas áreas também exigem registro profissional no respectivo conselho de classe. Atribuições Embora todos os aprovados ingressem na carreira de analista legislativo, as atividades desempenhadas variam de acordo com a especialidade escolhida. Os profissionais da área de Divulgação Institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como serão as provas? As provas estão marcadas para 17 de janeiro de 2027. A aplicação ocorrerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Dessa forma, os candidatos poderão realizar os exames em seus próprios estados, sem a necessidade de viajar para Brasília. ➡️ As avaliações serão aplicadas em dois turnos. Os horários definitivos serão divulgados posteriormente pelo Cebraspe. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva, ambas aplicadas no mesmo dia. A prova objetiva terá 180 itens no formato "certo" ou "errado", distribuídos entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será voltada para conteúdos relacionados à especialidade escolhida pelo candidato. Quando os aprovados poderão ser convocados? A Câmara dos Deputados poderá iniciar as nomeações após a homologação do resultado final do concurso. Segundo o cronograma oficial, a divulgação do resultado final está prevista para 30 de abril de 2027. A partir dessa data, as nomeações poderão ocorrer de acordo com as necessidades da administração e a disponibilidade de vagas. Além dos candidatos classificados dentro das vagas imediatas, aprovados no cadastro de reserva também poderão ser convocados durante o período de validade do concurso, que será de dois anos - contados a partir da homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período. Isso significa que a Câmara dos Deputados poderá convocar aprovados por até quatro anos, conforme suas necessidades administrativas. Cadastro reserva O concurso prevê 118 oportunidades para cadastro de reserva, mecanismo utilizado para formar uma lista de candidatos aptos a serem convocados futuramente. Ou seja, quem for aprovado para o cadastro de reserva não tem direito à nomeação imediata. Esses candidatos ficam em uma espécie de lista de espera e podem ser chamados caso surjam novas vagas, ocorram aposentadorias, exonerações ou haja necessidade de reforçar o quadro de servidores durante o período de validade do concurso. A convocação segue a ordem de classificação e pode ocorrer a qualquer momento enquanto o concurso estiver válido. Cronograma 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.

Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla Há pouco mais de oito anos, um foguete lançou um Tesla Roadster da primeira geração ao espaço. Agora, quase uma década depois, a segunda geração do supercarro será apresentada na noite desta quinta-feira (15). O feito aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, quando o foguete acionou os 27 motores em seu primeiro voo, decolou da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, e levou uma única carga a bordo: o carro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O segundo estágio foi ativado poucas horas após o lançamento e queimou combustível para colocar o Roadster em uma órbita heliocêntrica ao redor do Sol, cuja maior distância da estrela corresponde à órbita de Marte. O objetivo do lançamento, segundo o empresário Elon Musk, diretor executivo e principal acionista da Tesla, era deixar o Roadster em órbita de Marte por "centenas de milhões de anos". "Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro", disse o empresário durante o lançamento. Lançamento do Tesla Roadster de 1ª geração divulgação/Tesla O veículo se aproximou de Marte em novembro de 2018, e segue em um movimento elíptico de ida e volta para a Terra. Como é o Tesla Roadster que está no espaço Este Tesla é de primeira geração, que foi lançado em 2008 com forte inspiração e construído sobre o chassi do Lotus Elise. Ele foi produzido entre 2008 e 2012. Ficha técnica do Tesla Roadster de 1ª geração arte/g1 Alguns pontos são exclusivos do modelo que está no espaço, como: O Roadster no espaço é "pilotado" por um manequim com trajes de astronauta chamado Starman. O nome é uma homenagem à música de mesmo nome, de David Bowie. Ao contrário do "motorista" em seu traje, o Roadster não tem proteção contra o espaço, e isso pode contribuir para que ele não dure os "milhões de anos" que Musk prevê; Uma imagem estática na central multimídia do veículo diz "Don’t panic", em homenagem ao livro "Guia do mochileiro das galáxias", de Douglas Adams; O sistema de som foi configurado para reproduzir a música "Space Oddity", de David Bowie, em loop — mas, graças ao vácuo do espaço, é impossível escutar qualquer coisa; Em uma das placas do Roadster, há a frase "Feito na Terra por humanos", para que, caso o conversível encontre alguma raça alienígena que saiba ler inglês, os ETs entendam de onde o carro vem; O Tesla não tem sistema de propulsão, nem para as rodas, nem um "foguete"; Câmeras instaladas no carro transmitiram imagens do veículo para a Terra, mas suas baterias suportam quatro horas de uso e estão, desde então, sem energia; Embora as imagens mostrem o veículo aparentemente solto, flutuando no espaço, ele está preso a uma plataforma que faz parte do segundo estágio do foguete. Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla

O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) Divulgação/Sebrae Microempresas e empresas de pequeno porte têm até esta quinta-feira (15) para solicitar o ingresso ou o retorno ao Simples Nacional em 2027. O prazo faz parte do calendário de mudanças estabelecido pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) nº 194, publicada no Diário Oficial da União, e ocorre em meio à preparação das empresas para as novas regras de recolhimento de tributos criadas pela reforma tributária. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já as empresas que permanecerem no Simples e quiserem optar pelo regime regular de recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terão até 30 de outubro para fazer a escolha. Os dois procedimentos são diferentes e não devem ser confundidos. Agora no g1 A escolha pelo regime regular não significa sair do Simples Nacional. A empresa continuará no regime simplificado para os demais tributos, mas seguirá regras próprias para calcular e pagar IBS e CBS. Com isso, o calendário para entrar no Simples Nacional também mudou. Empresas que quiserem ingressar no regime em 2027 devem fazer o pedido até esta quarta-feira. Se a solicitação for aceita, a entrada no regime valerá a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Já as empresas que fazem parte do Simples Nacional continuarão enquadradas automaticamente, desde que não tenham sido excluídas do regime. Nesse caso, não será necessário fazer uma nova adesão. Abaixo, entenda o que muda: A opção terá validade por quanto tempo? O que muda na prática? Qual opção é mais vantajosa? O prazo para entrar no Simples também muda? Quais regras para novas empresas? O que são IBS e CBS? E o MEI? Outras mudanças no Simples Nacional A opção terá validade por quanto tempo? A decisão sobre a forma de recolhimento de IBS e CBS feita em setembro valerá de janeiro a junho de 2027, ou seja: seis meses. Entre 1º e 31 de março de 2027, as empresas terão uma nova oportunidade para escolher como recolherão os tributos no segundo semestre. Nesse caso, a decisão valerá de julho a dezembro. Quem optar pelo regime regular em setembro poderá cancelar a decisão até 30 de novembro de 2026. Para as escolhas realizadas em março de 2027, o cancelamento poderá ser feito até 31 de maio. Segundo o Comitê Gestor do Simples, a antecipação dos prazos busca dar mais previsibilidade às empresas e evitar que elas comecem o ano sem saber se poderão permanecer ou ingressar no regime. O que muda na prática? Para as empresas que mantiverem IBS e CBS dentro do Simples Nacional, a lógica continuará mais próxima da atual: os tributos serão incluídos no pagamento unificado feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), dentro de um percentual sobre a receita. Já quem optar pelo regime regular terá de calcular e pagar IBS e CBS separadamente. Em contrapartida, poderá aproveitar créditos gerados nas compras para reduzir os valores a pagar e também gerar mais créditos para seus clientes. Segundo Kályta Caetano, contadora da MaisMei, essa diferença na geração de créditos é um dos principais pontos que as empresas devem considerar antes de tomar uma decisão. No regime regular, a empresa poderá gerar crédito integral de IBS e CBS para quem comprar seus produtos ou contratar seus serviços. No Simples, o crédito repassado ao comprador tende a ser menor. Por isso, a diferença pode ser mais relevante para pequenos negócios que vendem produtos ou serviços para outras empresas. "Isso pode fazer diferença principalmente para quem vende para outras empresas, porque elas vão preferir comprar de fornecedores que dão mais crédito", afirma Caetano. Qual opção é mais vantajosa? Não há uma resposta única. Segundo Caetano, a escolha dependerá do perfil de cada negócio, e um dos principais fatores a considerar é quem são seus clientes. Empresas que vendem principalmente para outros negócios podem ter mais motivos para avaliar o regime regular. Isso porque a possibilidade de gerar créditos maiores de IBS e CBS pode tornar esses fornecedores mais atrativos para seus clientes. Para negócios voltados principalmente ao consumidor final, esse benefício tende a ter menos impacto. Por outro lado, o regime regular exige que IBS e CBS sejam calculados separadamente e demanda mais controles fiscais, o que pode aumentar os gastos com contabilidade e tornar a rotina tributária mais complexa. Por isso, a recomendação é que os empresários simulem os dois cenários antes do prazo de setembro, considerando os possíveis benefícios e os custos envolvidos em cada opção. "O melhor caminho é simular os dois cenários com o contador de confiança antes de decidir", afirma Caetano. “Não existe uma resposta única. A decisão deve considerar não apenas o valor dos tributos, mas também os créditos gerados, a competitividade, o faturamento, a margem e o fluxo de caixa”, completa Fábio Edelberg, CEO da Navecon. Prazo para entrar no Simples também muda? Sim. Outra mudança importante é no calendário para empresas que ainda não fazem parte do Simples Nacional e pretendem ingressar no regime em 2027. Até agora, a opção era feita em janeiro. Para 2027, o pedido deverá ser apresentado até esta quarta-feira (30). Se aceito, valerá a partir de 1º de janeiro. A empresa poderá desistir do pedido até o último dia de novembro. Caso a adesão seja negada por alguma pendência, haverá prazo de 30 dias para regularizar a situação e tentar garantir o ingresso no regime. Quem já está no Simples e não tiver sido excluído continuará automaticamente no regime e não precisará solicitar uma nova adesão. Quais regras para novas empresas? Há uma regra específica para empresas que solicitarem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026. Nesses casos, a opção pelo Simples feita no momento da abertura valerá tanto para o restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027. Se a empresa também escolher recolher IBS e CBS pelo regime regular durante a abertura, essa opção começará a valer em janeiro de 2027. O que são IBS e CBS? IBS e CBS são dois dos principais tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é federal e substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A administração ficará sob responsabilidade da Receita Federal. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência dos municípios. A administração ficará a cargo de um comitê formado por representantes dos estados e municípios. E o MEI? O Microempreendedor Individual (MEI) não participa da escolha entre recolher IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular. Os microempreendedores continuarão sujeitos às regras específicas do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei), com pagamento mensal em valor fixo. As mudanças no calendário de adesão ao Simples também não se aplicam ao MEI. A opção pelo Simei continuará sendo realizada em janeiro, até o último dia útil do mês. A regulamentação, porém, traz mudanças relacionadas à emissão de documentos fiscais. Na prestação de serviços, permanece a Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional. Já nas vendas de mercadorias e em determinadas atividades de transporte, a regulamentação prevê o uso preferencial da Nota Fiscal Fácil (NFF). Outras mudanças no Simples Nacional As novas regras também alteram alguns critérios usados para calcular os tributos do Simples Nacional, incluindo os aplicados a empresas em início de atividade, à receita acumulada e à folha de salários. A definição de receita bruta também foi atualizada e passa a mencionar expressamente operações com bens materiais, bens imateriais, direitos e serviços. Os valores de IBS e CBS pagos pelo regime regular não entrarão no cálculo da receita bruta considerada para fins do Simples Nacional. Outra mudança envolve o momento em que a receita é reconhecida para o cálculo dos tributos. Pela nova regra, o faturamento passa a estar ligado à emissão do documento fiscal que registra a venda ou a prestação do serviço. O sublimite — teto de faturamento usado para definir o recolhimento de determinados impostos dentro do Simples Nacional — será de R$ 3,6 milhões para IBS, ICMS e ISS. Isso significa que, ao ultrapassar esse valor de receita, a empresa pode ter de recolher esses tributos separadamente. Também permanece o limite adicional de R$ 3,6 milhões para receitas de exportação, enquanto a antiga referência ao sublimite de R$ 1,8 milhão deixa de existir. Além disso, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada separadamente. As informações passarão a ser incluídas diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) e deverão ser informadas uma vez por ano, entre janeiro e março. Sites de dopamina: conheça as plataformas com sensação de comprar sem gastar

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 no Senado nesta quarta-feira (14) repercutiu entre representantes do setor produtivo e de trabalhadores. Entidades empresariais manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre custos, produtividade e geração de empregos. Centrais sindicais comemoraram o resultado. (veja abaixo as notas das entidades) 🔍 A proposta foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação; texto agora segue para promulgação. As novas regras não entram em vigor imediatamente. Após a promulgação pelo Congresso Nacional e a publicação oficial, começam a contar os prazos de transição previstos na proposta. "Embora esse processo possa levar alguns dias, a expectativa é de que, neste caso, seja rápido. Minha estimativa é que a promulgação e a publicação ocorram até o fim da semana", explica Rubens Beçak, professor de Direito Constitucional da USP. Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado O que prevê a PEC aprovada A tramitação da PEC mobilizou parlamentares, empresários e trabalhadores ao longo dos últimos meses porque a proposta altera um dos principais parâmetros da legislação trabalhista brasileira. O texto reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto aprovado, a redução da carga horária ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda; redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase; redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. O texto determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos salariais das categorias profissionais. A PEC também estabelece regras específicas para contratos terceirizados com a administração pública, prevê a possibilidade de regulamentação de regimes diferenciados para determinadas atividades e autoriza a criação de medidas voltadas a reduzir os impactos econômicos sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Essas medidas, no entanto, dependerão de regulamentação posterior e não entram em vigor automaticamente com a promulgação da emenda constitucional. O que diz o setor produtivo Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, avalia que a aprovação pelo Senado da PEC que acaba com a escala 6x1 é uma tragédia socioeconômica anunciada e denunciada pela Abrasel. “Ela terá impactos extraordinários na sociedade. Os primeiros serão percebidos tão logo ela comece a vigorar, por conta dos serviços essenciais”, afirma. Hoje, 15 milhões de pessoas trabalham em escala 6x1 e vão passar a trabalhar um dia a menos. Para manter a mesma oferta de serviços e cobrir esse dia, o país precisaria de mais 3 milhões de trabalhadores. “Onde encontrar essa mão de obra? Certamente não há essa mão de obra sobrando. Vai ser um rouba-monte”, diz Solmucci. Segundo ele, muitos bares e restaurantes vão fechar um dia adicional por semana, seja pelo aumento do custo, seja pela falta de mão de obra. Hospitais também podem não conseguir manter as portas abertas todos os dias, como alertou Francisco Balestrin, representante dos hospitais e clínicas de São Paulo, em reunião na Fiesp. Balestrin defendeu uma legislação específica para o setor. “Nós vamos ver serviços essenciais diversos precarizados, e isso obviamente a sociedade vai sentir”, afirma Solmucci. O momento seguinte será um aumento generalizado de preços. Manter a qualidade do serviço vai custar mais. O estabelecimento que quiser continuar aberto seis dias por semana terá alta de 20% nos custos. Nos prédios residenciais, o condomínio pode subir de 18% a 20% para manter a mesma estrutura de serviço. O mesmo vale para um conjunto enorme de atividades. “O que a gente vê é uma primeira onda de precarização enorme dos serviços. Logo em seguida, aumento de custo, inflação grande e perda de poder aquisitivo da população, o que afeta inclusive o setor de bares e restaurantes, porque menos dinheiro no bolso significa menos consumo”, explica. O próximo passo é o risco de recessão, que terá dois vetores: a queda da demanda, provocada pela perda de poder aquisitivo e pela alta de preços, e os juros, que vão subir ou continuar altos por mais tempo. “A medida é tão ruim, tão ruim, que ela pode até ser boa, no sentido de que a sociedade vai rapidamente querer modificá-la”, avalia. Solmucci lembra que, se a PEC do trabalho flexível for aprovada, o trabalhador poderá escolher entre a CLT e o trabalho por hora. “A minha visão é que o governo Lula feriu de morte a CLT no Brasil”, afirma. Ele prevê uma grande migração para o trabalho por hora, para que as contas fechem, a produtividade cresça e a qualidade de vida prometida às famílias se materialize. No trabalho por hora, a pessoa escolhe quantos dias e em quais dias quer trabalhar. “Ela pode trabalhar metade de um dia enquanto o filho está na escola e ficar com ele em casa na outra metade”, diz. Para Solmucci, é a PEC do trabalho flexível que dá a flexibilidade e a qualidade de vida desejadas por todos e também aumento de renda. Nos Estados Unidos, o trabalho por hora em bares e restaurantes é remunerado 60% acima do mensalista. No Brasil, de 30% a 40% acima. O mesmo acontece em diversas profissões. Fora do Brasil, médicos que trabalham por hora recebem de 30% até 200% a mais que a hora de um mensalista. Há países que estabelecem 25% como ganho mínimo extra. “Desta maneira em que a proibição da 6x1 foi aprovada, o que a gente vai ver é uma fuga da CLT. Essa transição para o trabalho por hora, que o mundo em geral já adotou, virá após muito sofrimento coletivo e social, como solução para o problema criado”, conclui. Confederação Nacional da Indústria (CNI) A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera preocupante a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6x1. Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada pelo Senado Federal causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país. Para a CNI, a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional. “Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban. “Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, acrescenta o dirigente. Levantamento recente da CNI mostra que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. Os dados apontam, ainda, que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média, impactando nas compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta média de 6% – no caso de roupas e calçados o aumento dos preços pode alcançar 6,6%. Para a CNI, além de causar insegurança jurídica, a emenda constitucional atinge em cheio todo o setor produtivo, que precisará ajustar sua produção e aumentar seus custos em meio a um cenário econômico adverso do país, que já convive com pesada carga tributária e juros estratosféricos. Para o cumprimento da medida, a indústria terá de fazer uma série de adaptações em suas escalas e a reorganização do processo produtivo. Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifesta preocupação com a aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal. Para a entidade, a medida pode trazer consequências significativas para a economia brasileira, especialmente em relação ao aumento dos custos do trabalho, à competitividade das empresas e à manutenção dos empregos formais. Na semana passada, antes da votação, a FIEMG entregou aos senadores material técnico com os principais prejuízos que, na avaliação da entidade, podem decorrer da aprovação da proposta. O documento alerta para o aumento do custo do trabalho, os riscos para o emprego formal e para a segurança jurídica e os impactos sobre setores intensivos em mão de obra, além de defender a preservação da negociação coletiva e dos regimes especiais já pactuados. Para a FIEMG, a aprovação de uma mudança dessa magnitude, em um contexto marcado pela proximidade do calendário eleitoral, reforça a preocupação com a ausência de um debate técnico aprofundado sobre suas consequências para a economia brasileira. A Federação avalia que a redução compulsória da jornada, sem redução proporcional dos salários e sem ganhos correspondentes de produtividade, aumenta o custo da hora trabalhada e compromete a competitividade das empresas. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, critica o caráter eleitoreiro da proposta e alerta que a conta da medida não ficará restrita ao setor produtivo. “Sem aumento de produtividade, reduzir a jornada mantendo integralmente os salários significa aumentar o custo da hora trabalhada. Isso pressiona as empresas, reduz a competitividade e acaba chegando ao cidadão por meio de produtos e serviços mais caros. Não podemos tomar uma decisão dessa magnitude ignorando seus efeitos sobre emprego, renda e crescimento do país”, afirma Roscoe. A FIEMG também alerta que a aprovação de um modelo rígido de organização da jornada desconsidera as diferenças entre setores, empresas e atividades econômicas. Indústria, comércio, serviços, saúde e outras atividades intensivas em mão de obra possuem necessidades distintas de organização do trabalho, que não podem ser tratadas por uma única solução. Outro ponto de preocupação é o impacto sobre acordos e convenções coletivas já negociados entre empresas e trabalhadores. Para a Federação, a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para a definição das jornadas e escalas, permitindo soluções adequadas às particularidades de cada atividade produtiva. Diante da aprovação da proposta, a FIEMG reafirma a importância de que os próximos encaminhamentos legislativos considerem os impactos econômicos e sociais da medida, com responsabilidade, diálogo e respeito às especificidades dos setores produtivos. A entidade seguirá defendendo a segurança jurídica, a valorização da negociação coletiva, a competitividade das empresas e a preservação dos empregos. ABPA A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que o setor de proteína animal cumprirá a nova legislação que estabelece as novas escalas e a jornada de trabalho. A ABPA ressalta que o setor já enfrentava grandes dificuldades para preencher o quadro de colaboradores sob a antiga legislação — o que demandou, inclusive, a adoção de mão de obra imigrante. Com o novo quadro, a capacidade produtiva será impactada, ocasionando a adaptação ao novo sistema com eventuais reduções na oferta de alguns produtos e aumento do custo médio produtivo, com o inevitável repasse ao consumidor final. O que dizem representantes dos trabalhadores Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que representa mais de 12 milhões de trabalhadoras e trabalhadores do comércio, bens e serviços, reafirma sua posição favorável ao fim da escala 6x1 e à redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Para a entidade, a redução da jornada está diretamente relacionada à saúde física e mental dos trabalhadores, ao direito ao descanso e à convivência familiar. A CNTC destaca que a mudança deve considerar as particularidades do comércio e dos serviços, assegurando a preservação dos direitos trabalhistas. A Confederação também ressalta a importância da negociação coletiva e da participação dos sindicatos na implementação das novas regras, de forma a garantir segurança jurídica, proteção aos trabalhadores e equilíbrio nas relações de trabalho. CUT A Central Única dos Trabalhadores saúda a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 221/2019 no Senado Federal, consagrando o fim da massacrante escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas no Brasil. Esta conquista não é uma concessão nem um presente das elites, ela é a vitória maiúscula da luta, do suor e da organização da classe trabalhadora brasileira! A defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários é uma pauta fundacional da CUT. Desde a nossa criação, em 1983, fincamos a nossa bandeira na luta contra a exploração e a precarização do trabalho, afirmando que o crescimento do país só faz sentido se acompanhado de distribuição de renda, trabalho decente, vida digna e democracia plena. A aprovação da PEC 221/2019 resgata esse compromisso histórico e marca um divisor de águas na superação de um modelo arcaico e cruel que suga as energias de quem realmente trabalha e produz a riqueza desta nação. Garantir o fim da escala 6x1 é garantir dignidade, saúde, convivência familiar, tempo livre, cultura e lazer para a classe trabalhadora. É reconhecer e reparar problemas estruturais acumulados pela ganância capitalista, permitindo que a inovação e os avanços tecnológicos sirvam ao bem-estar social, e não apenas à acumulação privada. Trata-se, também, de uma vitória fundamental para as mulheres trabalhadoras, em especial as mulheres negras, historicamente sobrecarregadas pelas duplas e triplas jornadas de trabalho e do cuidado. Esta conquista histórica é a demonstração inequívoca da força do povo brasileiro! É o resultado da união consciente de homens e mulheres, de jovens e veteranos de tantas lutas, de sindicatos e centrais sindicais, movimentos sociais e populares e de todas as organizações e pessoas que se recusaram a aceitar a imposição de uma jornada e escala de trabalho que enriquece poucos e adoece muitas pessoas. Saudamos com muito orgulho toda a nossa base sindical, todas as dirigentes e os dirigentes de agora e os que vieram antes de nós e pavimentaram os caminhos para essa conquista; saudamos os Comitês de Luta e as Brigadas Digitais da CUT, que mantiveram a chama acesa nos locais de trabalho, nas ruas e nas redes e nos ajudaram a aperfeiçoar nosso diálogo e nossa atuação com a sociedade brasileira. Saudamos o Governo Federal do presidente Lula pela coragem de enviar essa PEC para o Parlamento Brasileiro e todos os parlamentares que defenderam e votaram favorável a esse direito. A aprovação da PEC no Senado é um passo gigantesco, mas a nossa caminhada não para aqui. A CUT reafirma o seu compromisso histórico e inegociável com todas as pessoas que vivem do trabalho e assume desde já o papel central de fiscalizar a rigorosa implementação da PEC 221/2019 em cada local de trabalho, em cada categoria e em cada convenção e acordo coletivo de trabalho. Não permitiremos recuos ou manobras que venham a burlar este direito conquistado com tanta luta! Convocamos todo o povo brasileiro a celebrar essa conquista histórica e, ao mesmo tempo, a se manter animado, organizado e mobilizado, ocupando todos os espaços da sociedade, nas ruas, nas cidades, no campo, nas águas, nas florestas e nas redes sociais, exercendo com firmeza o direito à atuação política e à transformação social do nosso país. Quando a classe trabalhadora se une e luta, ela vence e todo o Brasil ganha! Trabalhar menos, trabalhar todos! Por vida digna, descanso e soberania popular!

Retorno de 'Avenida Brasil', dinâmica com haters no BBB e filme da Marta são destaques da Globo pra 2027 O Upfront Globo 2027, um dos eventos mais aguardados do calendário da indústria criativa brasileira, foi realizado na noite desta quarta-feira (14), no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O evento apresentou ao mercado as oportunidades de mídia da Globo para o próximo ano. A partir dele, anunciantes e agências podem planejar e garantir espaços nos principais produtos e projetos da empresa, tanto nacionais quanto regionais. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na abertura da cerimônia, Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo, ressaltou que o papel da empresa é criar pontes para que os negócios cheguem à casa e à vida de cada brasileiro todos os dias. "Essa presença pode se tornar um vínculo duradouro. E esse é o convite que fazemos a vocês", afirmou. Upfront Globo 2027 Maurício Fidalgo/Globo "A relevância da Globo está ligada a esses compromissos e a um encontro entre quem investe, quem informa, quem cria e quem vive as nossas histórias. É para isso que seguimos construindo a Globo junto com todos vocês", acrescentou Marinho. Manzar Feres, diretora-geral de Negócios em Publicidade da Globo, destacou a capacidade da empresa de reunir e mobilizar pessoas e, a partir disso, gerar valor para as marcas. Para ela, influência vai além do alcance e passa também por fazer uma mensagem importar, ser percebida, lembrada e capaz de mover pessoas. “A Globo tem uma combinação muito particular de forças para fazer isso acontecer. (...) Neste ano, nós já falamos com quase 200 milhões de pessoas. Só até setembro, foram mais de 4 trilhões de minutos consumidos em nossas plataformas”, afirmou. “Alcançar, a gente sabe que é só o começo. Importa também o que acontece depois. Na Globo, uma história não termina quando o programa acaba. Ela continua reverberando, influencia conversas e vira negócio”, acrescentou. O Upfront 2027 teve início com o cantor Péricles, que levantou o público ao som de "A Gente Bota pra Quebrar". Veja os destaques abaixo. Copa do Mundo Feminina no Brasil Upfront 2027: Luís Roberto, Renata Silveira, Ana Thaís Matos, Mari Spinelli e Luana Maluf subiram ao palco para receber as jogadoras e o técnico da Seleção Brasileira, Arthur Elias, para falar sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027. Maurício Fidalgo/Globo Luís Roberto, Renata Silveira, Ana Thaís Matos, Mari Spinelli e Luana Maluf receberam Arthur Elias, técnico da Seleção Brasileira, e as jogadoras convocadas para falar sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027. O encontro destacou a expectativa para o Mundial, que será realizado no Brasil e promete mobilizar torcedores de todo o país. O Troféu da Copa do Mundo da FIFA também desembarcou no país e chegou ao palco do Upfront. Além da grande cobertura do evento esportivo, a Globo apresentou conteúdos que levarão o Mundial para além dos campos. No GNT, Sabrina Sato comanda um esquenta com encontros que trazem histórias das atletas antes do início dos jogos. No Multishow, Blogueirinha acompanha os bastidores do Mundial em um mockumentary com muito humor. Ainda durante o evento, Sabrina Sato levou a atriz Alice Carvalho ao palco do Upfront 2027 para apresentar "Marta", cinebiografia da maior jogadora da história do futebol feminino mundial. Dirigido por Andrucha Waddington, o filme traz Alice Carvalho no papel da protagonista, em um elenco que reúne Drica Moraes, Irandhir Santos, Thelmo Fernandes e Claudia Di Moura. "Marta" chega aos cinemas brasileiros em abril de 2027. Em 2027, a Globo também reúne um portfólio de transmissões que acompanha os principais acontecimentos esportivos do ano, com cobertura multiplataforma, informação e entretenimento para diferentes públicos. BBB 27 Tadeu Schmidt apresenta o BBB 27 Maurício Fidalgo/Globo Tadeu Schmidt apresentou as novidades do BBB 27. A próxima temporada reúne veteranos, pipocas e camarotes e amplia a participação do público com novas dinâmicas, um "Sincerão" mais ágil e uma Casa de Vidro que definirá parte do elenco e dará vantagens no jogo. "Nosso 'Sincerão' está reformulado, mais dinâmico, gameficado. Está diferente. Vocês vão gostar", afirmou o apresentador Tadeu Schmidt. Na TV Globo, a eliminação de terça-feira será seguida por uma conversa do eliminado com um fã e um hater, enquanto os domingos terão duas edições: uma à tarde, com o início da formação do paredão, e outra à noite, com a conclusão da dinâmica. Chef de Alto Nível Chef de Alto Nível Fábio Rocha/Globo Em um vídeo, Ana Maria Braga e os chefs Alex Atala, Jefferson Rueda e Renata Vanzetto confirmaram no Upfront a terceira temporada de Chef de Alto Nível para 2027. A renovação vem após o sucesso comercial da atual edição, que teve todas as cotas de patrocínio vendidas. 'Academia dos Nepo Babies' Rafaella Justus, Ticiane Pinheiro e Helô Pinheiro Maurício Fidalgo/Globo Ticiane Pinheiro subiu ao palco acompanhada da mãe, Helô Pinheiro, e da filha, Rafaella Justus, para apresentar "Academia dos Nepo Babies", novo reality show Original Globoplay, produzido pelos Estúdios Globo. Na competição, filhos de personalidades brasileiras precisam testar novas habilidades em profissões inusitadas. Jornalismo da Globo César Tralli e Maju Coutinho Maurício Fidalgo/Globo Maju Coutinho e César Tralli ressaltaram que, em 2027, o Jornalismo da Globo reafirma o compromisso com a informação bem apurada, ágil e próxima do público, sempre presente onde os fatos acontecem e dedicada a explicá-los com clareza, profundidade e relevância. Novo reality de relacionamento Ana Clara Maurício Fidalgo/Globo No Upfront, Ana Clara anunciou que a Globo prepara um novo reality de relacionamento que irá explorar os desafios, expectativas e dinâmicas que surgem quando se decide casar. Ainda sem apresentador definido, o programa tem estreia prevista para 2027. Welcome Ads Cauã Reymond Maurício Fidalgo/Globo Cauã Reymond apresentou o Welcome Ads, novo formato publicitário do Globoplay exibido na tela de login, antes da escolha do perfil e do conteúdo. A novidade oferece às marcas um novo ponto de contato, em um momento de grande visibilidade no início da navegação. O Welcome Ads integra a evolução da oferta comercial do Globoplay e se soma a soluções como Pause Ads, Binge Ads e inserção dinâmica de publicidade no simulcast dos canais lineares. Entretenimento Marcos Mion, Serginho Groisman, Daniel, Louro Mané, Luciano Huck, Patrícia Poeta, Maria Beltrão e Eliana Maurício Fidalgo/Globo Luciano Huck, Serginho Groisman, Marcos Mion, Maria Beltrão, Patrícia Poeta, Eliana, Daniel e Louro Mané destacaram a força e a diversidade do entretenimento da Globo, com atrações que acompanham o público em diferentes momentos e plataformas. A atração inédita "Chefinho de Alto Nível" foi anunciada pela Eliana. A novidade leva o universo da gastronomia para o público infantil ao "Em Família com Eliana". No mesmo palco, Luciano Huck anunciou um reforço no time de entretenimento da Globo em 2027: Márcio Garcia, que vai apresentar um game show desenvolvido pelos Estúdios Globo em parceria com a Endemol Shine Brasil, com provas cocriadas com marcas. Avenida Brasil 2 Parte do elenco de Avenida Brasil 2 Maurício Fidalgo/Globo Um dos principais anúncios da noite transformou o palco do Upfront 2027 em um reencontro marcado pela emoção. Adriana Esteves, Murilo Benício, Débora Falabella, Cauã Reymond, Eliane Giardini, Marcos Caruso, Leticia Isnard, Thalita Carauta e Karol Lannes se reuniram para confirmar o retorno de "Avenida Brasil". A nova história também recebe nomes como Mel Maia, Thomas Aquino e Jessica Ellen. Mais de uma década depois de conquistar o país, a novela que marcou uma geração volta a abrir as portas do Divino e promete fazer o Brasil parar mais uma vez.

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). As novas regras não entram em vigor imediatamente. Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Segundo Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do A. C. Burlamaqui Advogados, as mudanças começariam a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. (veja abaixo como funcionará a transição) A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Veja as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1. O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Quando começam os dois dias de folga? Como será a transição de 44 para 40 horas? A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Será necessária negociação coletiva? Como ficam horas extras e banco de horas? O que acontece com categorias que têm escalas especiais? O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Depois de aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. A jornada máxima também será reduzida gradualmente. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas. A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo. "Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados. Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos. Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto. "Uma redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva", diz a advogada do escritório Durão, Almeida & Pontes. A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto. Voltar ao menu. Quando começam os dois dias de folga? O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais. Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Voltar ao menu. Como será a transição de 44 para 40 horas? Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação. A primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos. Ou seja, depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos. Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão. Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis. "O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho. Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados. “A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma. Voltar ao menu. A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador. "As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares, sócio da área trabalhista do Demarest, e Patrick Lobo, advogado do trabalho do Demarest. Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais. Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta. Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS. Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece. Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial. Voltar ao menu. Será necessária negociação coletiva? Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas. "A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest. Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra. Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição. Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras. Voltar ao menu. Como ficam horas extras e banco de horas? A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis. Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas. Voltar ao menu. O que acontece com categorias que têm escalas especiais? Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada. A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas. Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta. A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor. Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação. Voltar ao menu. Colegas parlamentares comemoram enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, anuncia o resultado da votação a favor de uma emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho no Brasil de seis para cinco dias, em Brasília, Brasil, 14 de outubro de 2026 REUTERS/Adriano Machado

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para acelerar a tramitação, a votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. As novas regras não entram em vigor imediatamente. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Segundo Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do A. C. Burlamaqui Advogados, as mudanças começariam a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. (veja abaixo como funcionará a transição) A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Veja as principais perguntas e respostas sobre o fim da escala 6x1. O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Quando começam os dois dias de folga? Como será a transição de 44 para 40 horas? A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Será necessária negociação coletiva? Como ficam horas extras e banco de horas? O que acontece com categorias que têm escalas especiais? O que muda para o trabalhador? E para a empresa? Depois de aprovada e promulgada, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em vez da possibilidade atual de trabalhar seis dias e ter apenas um dia de folga. A jornada máxima também será reduzida gradualmente. O limite atual de 44 horas semanais cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas. A redução deverá ocorrer sem diminuição do salário, inclusive dos pisos salariais das categorias. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, o domingo. "Para a empresa, isso significa aumento do valor de cada hora trabalhada. Em uma conta direta, a redução de 44 para 40 horas, com manutenção do salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora", explica Jorge Soares, advogado do direito do Trabalho e sócio do IW Melcheds Advogados. Segundo o especialista, as empresas terão de reorganizar escalas, controles de jornada e equipes. Para aquelas que funcionam sete dias por semana, a mudança pode exigir novas contratações, pagamento de horas extras ou redistribuição de turnos. Na avaliação da advogada trabalhista Tatiana Sant'Anna, o principal desafio será transformar a mudança constitucional em uma nova organização do trabalho, e não apenas alterar o controle de ponto. Uma redução da jornada exige revisão de escalas, dimensionamento das equipes, intervalos, banco de horas, horas extras e, quando houver, negociação coletiva." A mudança, porém, não começará imediatamente após a votação. Os novos limites só passarão a valer depois da promulgação da Emenda à Constituição, seguindo os prazos previstos no texto. Voltar ao índice. Quando começam os dois dias de folga? O primeiro prazo previsto é de 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição. A partir daí, o trabalhador passaria a ter direito aos dois dias de descanso remunerado por semana, e o limite da jornada cairia de 44 para 42 horas semanais. Depois, 14 meses após a promulgação, o limite seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais. Algumas categorias terão regras específicas. Atividades contínuas e essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar formas diferentes de organização da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas. Também há regras específicas para trabalhadores com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto da Previdência Social. Para esses profissionais, os limites gerais de jornada e as regras de controle de horário terão tratamento diferenciado, mas permanece o direito a dois dias de descanso por semana. Voltar ao índice. Como será a transição de 44 para 40 horas? Os prazos para a mudança da jornada começarão a contar a partir da promulgação. A primeira mudança ocorrerá 60 dias depois: o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Durante os 12 meses seguintes, convenções e acordos coletivos poderão estabelecer uma jornada diária superior a oito horas para organizar a escala de 42 horas semanais, desde que os dois dias de descanso sejam mantidos. Ou seja, depois de 14 meses da promulgação, a jornada máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem redução de salário. Para trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública, a redução da jornada dependerá, inicialmente, da assinatura de um termo aditivo aos contratos. Os órgãos públicos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse prazo, a redução passará a valer automaticamente. Já para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, a PEC prevê a criação de uma lei complementar com regras específicas para a transição, desde que sejam preservados os níveis de emprego nesses segmentos. Para o advogado Jorge Soares, nos próximos cinco anos, a mudança pode estimular a produtividade, o uso de tecnologia e modelos mais eficientes de gestão. Por outro lado, empresas que não conseguirem compensar o aumento de custos poderão reduzir margens, repassar preços, diminuir contratações, automatizar atividades ou rever unidades menos rentáveis. "O benefício ao trabalhador é evidente em termos de tempo disponível, mas o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem planejada, especialmente nos setores intensivos em mão de obra", reitera Thaiz Nobrega, advogada especialista em direito do trabalho. Segundo Tatiana Sant'Anna, o período de adaptação poderá ser usado pelas empresas para identificar quais contratos, setores e funções serão mais afetados. “A empresa que deixar para fazer essa adaptação somente depois de a mudança entrar em vigor poderá enfrentar dificuldades para reorganizar sua operação. O momento é de mapear jornadas, identificar atividades que dependem de escalas diferenciadas e avaliar, com o suporte jurídico e de recursos humanos, quais ajustes serão necessários”, afirma. Voltar ao índice. A empresa terá que mudar os contratos de trabalho? Não necessariamente. A mudança da jornada será aplicada aos contratos de trabalho de acordo com as novas regras, mas a necessidade de alteração formal dependerá da situação de cada trabalhador. "As empresas deverão revisar políticas internas, regulamentos e acordos individuais que façam referência a jornadas superiores a 40 horas semanais", afirmam Renato Canizares, sócio da área trabalhista do Demarest, e Patrick Lobo, advogado do trabalho do Demarest. Para a maioria dos empregados contratados pela CLT, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais será aplicada aos contratos em vigor, sem redução de salário. A mesma regra vale para os pisos salariais. Quem já trabalha 40 horas semanais ou menos não terá uma nova redução proporcional da jornada. Esses trabalhadores, porém, também passarão a ter direito aos dois dias de descanso semanal remunerado, conforme as regras da proposta. Há ainda regras específicas para os chamados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS. Para esse grupo, os limites gerais de jornada e o controle de horário poderão ter tratamento diferenciado, permitindo maior flexibilidade na relação com o empregador. O direito aos dois dias de descanso semanal, porém, permanece. Nos contratos de terceirização de mão de obra com a administração pública, a redução dependerá inicialmente de um termo aditivo entre a empresa prestadora do serviço e o órgão público. O objetivo é adequar o contrato e preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Os órgãos terão até um ano para fazer essa alteração. Se não houver acordo nesse período, a redução da jornada passará a valer automaticamente para os trabalhadores terceirizados, sem redução salarial. Voltar ao índice. Será necessária negociação coletiva? Não em todos os casos. A nova jornada será uma regra geral, mas a negociação coletiva poderá ser necessária para definir como a mudança será aplicada em determinadas categorias e escalas. "A nova regra constitucional será de aplicação direta e imediata, ou seja, independe de convenção ou acordo coletivo para ter validade", reiteram os especialistas do Demarest. Em atividades que funcionam continuamente ou utilizam jornadas diferenciadas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer formas específicas de organização e compensação da jornada, respeitando os limites previstos na nova regra. Para os trabalhadores submetidos à regra geral, a redução da jornada não dependerá de uma negociação coletiva para passar a valer. Os sindicatos e as empresas, porém, poderão negociar a forma de distribuir as horas e organizar a adaptação durante o período de transição. Os acordos e convenções coletivas já existentes também deverão ser avaliados para verificar se precisam ser adequados às novas regras. Voltar ao índice. Como ficam horas extras e banco de horas? A redução da jornada não acaba com as horas extras nem com mecanismos de compensação, como o banco de horas. Esses instrumentos continuarão podendo ser utilizados, desde que respeitem os novos limites e as regras previstas na legislação e nos acordos ou convenções coletivas. Durante a transição, a negociação coletiva também poderá estabelecer formas de distribuição das horas trabalhadas para facilitar a adaptação das empresas. Para quem estiver sujeito à regra geral, as horas trabalhadas além da jornada normal continuarão sendo consideradas horas extras e deverão ser pagas ou compensadas de acordo com as regras aplicáveis. Canizares e Lobo, do Demarest, explicam que a mudança exige atenção redobrada dos departamentos de RH e das áreas responsáveis pela gestão de pessoal, especialmente em empresas que trabalham com turnos e compensação de horas entre diferentes semanas. Voltar ao índice O que acontece com categorias que têm escalas especiais? Categorias que trabalham em escalas diferenciadas ou em atividades de funcionamento contínuo poderão ter regras específicas para organizar a jornada. A proposta permite que atividades como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana adotem, de forma excepcional, regimes de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas. Nesses casos, os dias de descanso poderão ser distribuídos de maneira diferente da regra geral, desde que sejam respeitados os períodos mínimos de repouso previstos na proposta. A PEC também prevê que leis específicas regulamentem as condições de trabalho de categorias com características próprias. Por isso, a forma como escalas como a 12x36 serão adaptadas dependerá das regras que forem aprovadas e das negociações coletivas de cada setor. Na prática, a mudança não significa que todas as categorias terão de adotar a mesma escala. A regra geral será adaptada às necessidades de cada atividade, dentro dos limites estabelecidos pela nova legislação. Voltar ao índice. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV

Plenário do Senado discute proposta sobre o fim da escala 6x1 O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 no país. A proposta altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas, e coloca o Brasil entre os países que estão reduzindo as jornadas de trabalho previstas em lei. A mudança será gradual e estará totalmente implementada em cerca de 14 meses, segundo o texto. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A PEC, que agora segue para promulgação em sessão conjunta do Congresso Nacional, assegura que os trabalhadores tenham dois dias de descanso por semana sem redução salarial. Em 2026, três países da América Latina começaram, deram continuidade ou concluíram as discussões acerca da carga horária trabalhada de seus cidadãos. Enquanto o Chile e a Colômbia chegaram a 42 horas semanais, o México deve começar a implementação da nova jornada a partir de 2027. 👉 Reduzir o limite semanal de horas não significa necessariamente acabar com a escala 6x1. Chile e Colômbia, por exemplo, permitem que a jornada seja distribuída em até seis dias. As legislações também variam quanto a horas extras, períodos de descanso e possibilidades de flexibilização. Veja, abaixo, como é a carga horário de trabalho de outros países: Chile Funcionário trabalha em linha de montagem de fábrica em Fuyang, na província chinesa de Anhui China Daily/via REUTERS O Chile reduziu a jornada máxima semanal de 45 para 42 horas em 2026, como parte de uma lei aprovada em 2023. A implementação é gradual e prevê que o limite chegue a 40 horas semanais em abril de 2028. A redução se aplica aos trabalhadores regidos pelo Código do Trabalho chileno. Colômbia A jornada máxima semanal na Colômbia foi reduzida de 44 para 42 horas em julho de 2026, concluindo o cronograma de diminuição gradual previsto em uma lei de 2021. A redução não pode resultar em corte salarial. A medida encerra uma transição iniciada em 2023, quando o limite era de 47 horas por semana. México O parlamento mexicano aprovou, em fevereiro de 2026, uma reforma constitucional para reduzir a jornada máxima semanal de 48 para 40 horas até 2030. A mudança será gradual, com a primeira redução, para 46 horas, prevista para janeiro de 2027. O calendário estabelece limites de 44 horas em 2028, 42 em 2029 e 40 em 2030. Novamente, a lei impede a redução de salários ou benefícios. LEIA TAMBÉM Veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada Quais setores poderão ter escalas diferentes? Veja profissões que podem ficar de fora Lula diz que PL decidiu apoiar fim da escala 6x1 'depois da pressão da sociedade' Bélgica A Bélgica permite que trabalhadores em tempo integral concentrem a jornada semanal normal em quatro dias, em vez de cinco, desde que sejam cumpridas as condições legais e os procedimentos previstos para cada empresa. A medida não reduz necessariamente o total de horas trabalhadas. Por lá, a carga horária é de 38 horas por semana. Quem quiser realizar toda a jornada semanal em menos dias, pode fazer nove horas e meia por dia durante quatro dias. Grécia Em outubro de 2025, a Grécia aprovou uma reforma que permite, em determinadas condições, jornadas de até 13 horas por dia para trabalhadores do setor privado, limitadas a três dias por mês. A lei também prevê a possibilidade de organizar a jornada em quatro dias, com dez horas diárias, mediante acordo. A mudança não representou uma redução geral da carga horária e provocou protestos de sindicatos, que criticaram a ampliação do tempo de trabalho. Por lá, a jornada semanal é de 40 horas. Portugal Portugal realizou em 2023 um projeto-piloto de semana de quatro dias, com participação de 41 empresas privadas e mais de mil trabalhadores. A experiência permitiu que as empresas participantes testassem diferentes formatos de redução ou reorganização da jornada. Os resultados, divulgados em 2024, apontaram redução das horas trabalhadas e melhora em indicadores de bem-estar. O programa, entretanto, não estabeleceu uma redução obrigatória das horas de trabalho para todo o país. Por lá, a jornada de trabalho padrão é de 8 horas por dia e 40 horas por semana, mas permite diferentes formas de distribuição do tempo. Estados Unidos Nos Estados Unidos, a legislação federal não estabelece um limite máximo geral de horas que um adulto pode trabalhar por semana. A regra determina, porém, que a maioria dos trabalhadores receba pagamento adicional pelas horas extras. Quem trabalha mais de 40 horas semanais tem direito a receber pelo menos uma vez e meia o valor normal da hora trabalhada. A regra não vale para todos. Algumas categorias, como determinados cargos executivos e profissionais assalariados que atendem a critérios legais, podem ser dispensadas do pagamento de horas extras. Além disso, alguns estados têm regras próprias que ampliam a proteção dos trabalhadores. Por lá, a remuneração é proporcional às horas trabalhadas. O modelo vinha sendo defendido por políticos brasileiros de oposição, como o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), como uma alternativa ao fim da escala 6x1. Na última terça-feira, entretanto, o candidato mudou de opinião e disse que votaria a favor da mudança. Segundo os defensores, a ideia é flexibilizar as relações de trabalho, reduzir custos para as empresas e dar mais liberdade para empregadores e funcionários negociarem jornadas e remunerações. De acordo com esse argumento, regras menos rígidas poderiam facilitar contratações e estimular a atividade econômica. Reino Unido A legislação britânica estabelece um limite geral de 48 horas semanais em média, normalmente calculado ao longo de 17 semanas. Trabalhadores adultos podem concordar formalmente em não se submeter a esse teto, em um procedimento conhecido como opt-out. Há exceções para determinadas profissões e atividades, mas a lei também prevê períodos mínimos de descanso diário e semanal e pausas durante o trabalho. França O país é conhecido por ter uma das menores jornadas legais. Na França, o padrão é de 35 horas semanais para trabalhadores em tempo integral. O limite não significa que seja proibido trabalhar mais, mas as horas excedentes são tratadas, em regra, como horas extras, sujeitas a compensação ou pagamento adicional. A legislação também estabelece limites para a duração diária e semanal do trabalho, com exceções previstas em lei e em acordos coletivos. China A legislação chinesa estabelece uma jornada padrão de oito horas por dia e 40 horas por semana, segundo uma regulamentação do Conselho de Estado. A Lei do Trabalho, por sua vez, determina que a jornada diária não ultrapasse oito horas e que a média semanal não exceda 44 horas. A lei também prevê pelo menos um dia de descanso por semana e limita, em regra, as horas extras a uma hora por dia, podendo chegar a três horas em situações especiais, desde que a saúde dos trabalhadores seja protegida, com teto de 36 horas extras por mês. Rússia Na Rússia, a jornada normal é de até 40 horas por semana. A distribuição pode ocorrer em uma semana de cinco dias, com dois dias de descanso, ou de seis dias, com um dia de descanso, conforme o regime adotado. A lei prevê jornadas menores para determinados grupos, como adolescentes e trabalhadores em condições prejudiciais à saúde. Alemanha Na Alemanha, a lei estabelece que a jornada normal não deve ultrapassar oito horas por dia, mas permite chegar a dez horas em um mesmo dia se a média voltar a oito horas por dia útil em um período de seis meses ou 24 semanas. Na prática, isso permite distribuir as horas de forma mais flexível, desde que o limite médio seja respeitado. Muitos contratos e acordos coletivos estabelecem jornadas semanais de 38 a 40 horas. A legislação também exige pelo menos 11 horas consecutivas de descanso entre duas jornadas. Itália A jornada normal italiana é de 40 horas semanais, mas acordos coletivos podem estabelecer limites menores. A média de trabalho, incluindo horas extras, não pode ultrapassar 48 horas por semana no período de referência previsto em lei, geralmente de quatro meses, com possibilidade de extensão em determinadas condições. Japão A legislação japonesa estabelece jornada padrão de oito horas por dia e 40 horas por semana, além de exigir ao menos um dia de descanso por semana ou quatro dias a cada período de quatro semanas. As horas extras dependem, em regra, de acordo formal entre empregador e representantes dos trabalhadores. O limite geral é de 45 horas extras por mês e 360 por ano, embora a lei permita exceções específicas, sob condições mais restritas. Canadá No Canadá, as regras sobre jornada variam conforme a província ou o território e o setor de atividade. Nos locais de trabalho regulados pela legislação federal, a jornada padrão é de 40 horas semanais, com pagamento de horas extras após esse limite para a maioria dos trabalhadores abrangidos. O teto geral costuma ser de 48 horas por semana, embora existam exceções e mecanismos para calcular a jornada média em períodos mais longos. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. A 11 dias do segundo turno, a aprovação da PEC por ampla maioria é uma vitória para o presidente Lula (PT), que transformou o tema em bandeira de campanha. (veja mais abaixo) 🔎 Como é uma mudança constitucional, a proposta precisa ser aprovada por no mínimo 49 senadores em dois turnos. A PEC do fim da jornada 6x1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Um desses dias deve ser preferencialmente o domingo. A oposição ao governo Lula tentou alterar a PEC do fim da 6x1 para retirar redução de jornada proporcional para trabalhadores que hoje já trabalham menos de 40 horas por leis específicas. A emenda, no entanto, foi retirada após acordo. Protesto pelo fim da escala 6x1 na Paulista em agosto Henrique Silva/TV Globo Período de transição Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição. A PEC ainda precisa ser promulgada para entrar em vigor. Depois disso, segue o seguinte calendário: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês. Colegas parlamentares comemoram enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, anuncia o resultado da votação a favor de uma emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho no Brasil de seis para cinco dias, em Brasília, Brasil, 14 de outubro de 2026 REUTERS/Adriano Machado Votação após articulação do governo O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) abriu a sessão desta quarta-feira dizendo que a votação depois do primeiro turno cumpre o acordo feito com senadores. Alcolumbre afirmou ainda que cada senador deveria votar conforme sua consciência. "Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso", disse o presidente do Senado. A sessão contou principalmente com discursos a favor da mudança na escala de trabalho. Um senador que foi aplaudido foi Paulo Paim (PT-RS), que defende há anos a redução da jornada para 40 horas. Paim se aposenta da vida pública no fim de 2026 e já havia dito que queria votar essa matéria antes de deixar o Senado. "Vamos entrar para a história de cabeça erguida", disse ele. "Aqui eu só tenho a dizer a todos vocês, ao povo brasileiro que foi às ruas em todos os estados, eu termino só dizendo a vocês que o Congresso, este Senado, só tem que dizer: gratidão, gratidão, gratidão e gratidão!" Por outro lado, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), criticou o que ele chamou de falta de dados para entender os impactos nos setores econômicos. Mas disse que um eventual governo de Flávio Bolsonaro pode corrigir isso. "O que a gente pode fazer no futuro, no governo Flávio, que será nosso presidente, é mitigar trazendo instrumentos que a gente já viveu no governo Bolsonaro", disse o líder do PL. Já o senador Valderlan Cardoso (PSD-GO) disse ser favorável à PEC, mas criticou a votação em momento eleitoral. "Esse tema passou meses sendo tratado como pauta de campanha. Foi adiado ou apressado por cálculo eleitoral. Atacado e defendido como conveniência do calendário das urnas", disse o parlamentar. "Fico indignado com este tipo de situação. Quando um tema de interesse nacional vira disputa de palanque, o Brasil perde". Tema na eleição A votação representou uma vitória do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apoiadores do petista buscavam desde a semana passada acelerar o processo para aprovar a mudança na escala de trabalho antes do segundo turno das eleições presidenciais. Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados falaram abertamente contra a PEC. O candidato do PL defende uma proposta alternativa de pagamento por horas. Nesse modelo, o trabalhador só receberia pela hora trabalhada e poderia ter seu salário diminuído de forma proporcional. Flávio Bolsonaro visita Jair, muda o tom e declara voto a favor da PEC do fim da 6x1 Com o tema ganhando tração na campanha eleitoral e com cobranças públicas de Lula, na terça-feira (13), Flávio afirmou que se posicionaria “conforme a vontade da maioria do povo”. O senador e candidato a presidente no entanto, não compareceu ao Senado nesta quarta-feira e votou à distância. O PL liberou a bancada para cada senador votar como desejava enquanto falam em mudanças depois das eleições. Lula ironizou a mudança de Flávio, que para ele só ocorreu pela pressão da sociedade. “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, disse o presidente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) PL quer mudança em 2027 O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14) que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), vai insistir na PEC das horas trabalhadas depois das eleições. Nessa nova modalidade, segundo o deputado, não haveria salário-mínimo ou um mínimo de horas que o trabalhador teria direito a trabalhar semanalmente. Na ideia de hora trabalhada, hora paga, haveria espaço para diminuição do salário. Ao ser questionado sobre direitos como 13º e férias remuneradas, Sóstenes disse que a proposta do PL não prevê esses direitos. "A PEC não é CLT, você tem que mudar o chip", disse o deputado. A PEC da oposição foi apresentada pelo coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN). O candidato à Presidência tem sido um crítico do fim da 6x1 e defende o modelo de horas trabalhadas.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.070 da Mega-Sena foi realizado exepcionalmente na noite desta quarta-feira (14), em São Paulo, devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 152 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 170 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 19 - 27 - 29 - 43 - 54 - 60 5 acertos: 91 apostas ganhadoras, R$ 52.767,96 4 acertos: 7.384 apostas ganhadoras, R$ 1.071,93 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3070 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton A Apple encerrou o pregão desta quarta-feira (14) com alta de 0,5% em suas ações e registrou valor de mercado acima dos US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25 trilhões) pela primeira vez em sua história. A empresa já tinha alcançado esse valor durante o pregão, quando chegou a se tornar a marca mais valiosa do mundo por alguns instantes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Naquela ocasião, as ações caíram antes do fechamento e fizeram o valor de mercado da companhia voltar para um patamar abaixo dos US$ 5 trilhões. Com o valor alcançado nesta quarta, a Apple se isolou como a segunda empresa mais valiosa do mundo e a segunda a ter alcançado este valor de mercado no fechamento do pregão. Agora no g1 A primeira foi a fabricante de semicondutores Nvidia, que chegou a esta marca em outubro de 2025 e agora caminha para ser avaliada em US$ 6 trilhões (R$ 30 trilhões). As ações da Apple tem se valorizado em meio à demanda elevada por produtos como o iPhone e os computadores Mac mini e iMac, que passaram a estar disponíveis nos Estados Unidos por meio de programas de assinatura. Em setembro, a empresa lançou novas versões do iPhone, incluindo uma com tela dobrável, além de novos fones de ouvido e relógios inteligentes. Os preços no Brasil chegam a R$ 30.999. A Apple passa por uma mudança na gestão que envolve a saída de Tim Cook após 15 anos como CEO e a chegada de John Ternus, que era vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware na empresa. Ternus planeja realizar uma reformulação para dar mais foco à engenharia, lançar produtos com mais frequência e tornar a estrutura da companhia mais enxuta, revelou a Bloomberg no final de setembro. Entre as mudanças, estão a mudança do tradicional calendário de lançamentos de produtos, que hoje é concentrado em setembro, e a redução de cargos de gerência intermediária. Segundo a reportagem, Ternus sinalizou internamente que a Apple deve lançar produtos com mais rapidez e testar novas ideias para se manter competitiva na era da inteligência artificial.

Lula perdoa dívidas dos MEIs e anuncia pé-de-meia para universitários A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento de Microempreendedor Individual (MEI) e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contra. Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, com o perdão das dívidas do MEI sendo a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana como tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal. O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, ante os R$ 80 mil atuais. "Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI", disse o relator, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA). O projeto também amplia o número de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais. Atualmente, apenas um funcionário pode ser empregado. O projeto aumenta esse número para até dois, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional. A oposição criticou a votação da medida às vésperas do segundo turno. "Ainda que eu veja que os empreendedores mereçam essa correção – que é justiça não é bondade –, acho lamentável que venha como uma medida eleitoreira. Lamentável é isso ser pautado", disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). MEIs Jornal Nacional/ Reprodução Outra proposta, que prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, só deve ser enviada pelo governo ao Congresso após as eleições. 💵 O recurso será não reembolsável. Ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. Impacto fiscal O impacto fiscal estimado com a renúncia de receitas é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. Já o impacto com o perdão das dívidas é estimado em R$ 3 bilhões em 3 anos. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto será dividido da seguinte forma: 2027: R$ 1,1 bilhão; 2028: R$ 1 bilhão; 2029: R$ 909 milhões. O relator ainda contemplou as dívidas ainda não inscritas na dívida da ativa da União que ainda podem estar com o processo em tramitação. Isso poderia gerar impacto de até R$ 2 bilhões para além do já previsto. O projeto concedeu anistia integral aos MEIs inadimplentes. O projeto perdoa as dívidas contraídas pelos microempreendedores individuais até 13 de outubro de 2026. Segundo o relator, parte desse endividamento se iniciou ainda no período da pandemia e o grupo precisa do auxílio governamental para retomar o controle sobre seus negócios. "O objetivo não é um perdoou geral. Pelo contrário. Há uma regra que exige o adimplemento futuro", afirmou. O projeto estabelece contrapartidas para a remissão dos valores devidos: não ficar devedor pelos seis meses consecutivos ao perdão e desistir de eventuais ações na Justiça ligadas aos valores devidos.

FBI prende engenheiro da OpenAI que instalou aparelho espião em escritório Oito estados norte-americanos entraram com ações judiciais contra a OpenAI nesta quarta-feira (14), sob a alegação de que o ChatGPT incentivou usuários, incluindo adolescentes, a machucar a si mesmos ou outras pessoas. Os estados afirmam que o chatbot reforça delírios, estimula comportamentos perigosos e pode ajudar no planejamento de atos violentos, como tiroteios em massa, apurou a Reuter.s Os processos foram apresentados separadamente pelos procuradores-gerais dos estados, autoridades responsáveis por representar os governos estaduais em questões judiciais. Entre os envolvidos estão Iowa, Kansas, Arizona, Arkansas, Idaho, Montana, Nebraska e Virgínia Ocidental. As ações acusam a OpenAI de violar leis estaduais de proteção ao consumidor por, segundo os procuradores, induzir o público a acreditar que o ChatGPT é seguro. Os estados também alegam que a empresa colocou a saúde dos moradores em risco, causando perturbação da ordem pública. Segundo os processos, o chatbot foi projetado para ser agradável e envolvente, com o objetivo de conquistar a confiança dos usuários. Os estados afirmam, porém, que essa característica pode contribuir para reforçar ideias delirantes e facilitar o planejamento de atos violentos. Que mudanças os estados pedem? Os procuradores-gerais pedem que a Justiça determine mudanças no funcionamento do ChatGPT. Entre as medidas solicitadas, está a proibição do desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) capazes de se aperfeiçoar sozinhos, a menos que a empresa possa garantir que eles estejam alinhados aos valores humanos. Os estados também pedem multas por supostas violações das leis estaduais e indenizações pelos danos alegados. A iniciativa é descrita como a maior ação coordenada entre estados norte-americanos contra uma empresa de inteligência artificial. Ela amplia a pressão judicial sobre a OpenAI enquanto a companhia se prepara para abrir capital, processo pelo qual uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. A Flórida apresentou, em junho, a primeira ação estadual desse tipo contra a empresa. Um porta-voz da OpenAI, buscado pela Reuters, não comentou o assunto. A empresa também enfrenta dezenas de processos movidos por particulares que alegam que o ChatGPT ajudou usuários a planejar tiroteios em massa ou outros atos de violência. OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images

Setor aéreo alerta para impacto no preço das passagens após alta do querosene A Gol está ajustando sua malha aérea, com redução ou suspensão de voos em algumas rotas, em meio à alta do combustível de aviação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais destinos foram cortados, mas enfatizou que as suspensões entram em vigor apenas em fevereiro de 2027. Segundo a companhia, o preço do querosene de aviação (QAV) dobrou e o insumo representa cerca de 40% de seus custos operacionais. Em nota, a empresa afirmou que o planejamento das rotas é um processo contínuo e acompanha as necessidades da operação. Segundo a Gol, as mudanças são feitas “sem qualquer distinção ou priorização regional”. Até o momento, a empresa ainda não confirmou quais foram as rotas suspensas e modificadas, mas enfatizou que entram em vigor apenas em fevereiro de 2027. A companhia informou que continuará oferecendo alternativas de viagem aos passageiros, seja por meio de voos com conexão — quando é necessário trocar de avião durante o trajeto —, seja por parcerias com outras empresas aéreas. A Gol afirma ter mais de 60 acordos de codeshare e interline, modalidades de parceria que permitem às companhias comercializar voos em conjunto ou integrar trechos de uma mesma viagem. O que é recomendado aos passageiros? Os passageiros que compraram passagens diretamente com a Gol podem solicitar remarcação, crédito ou reembolso pela Central de Atendimento, nos telefones 0300-115-2121, no Brasil, e +55 11 3471 2973, no exterior. Quem adquiriu bilhetes com milhas deve gerenciar a reserva diretamente com a Smiles. Os contatos são 0300 115 7001, para clientes Smiles ou da categoria Prata; 0300 115 7007, para clientes Ouro e Diamante; e +55 11 991 824 233, pelo WhatsApp, para clientes Magno, com atendimento 24 horas. Já os passageiros que compraram passagens por meio de agências de viagens devem procurar a própria agência para resolver questões relacionadas à reserva. Gol Linhas Aéreas Divulgação/Gol Linhas Aéreas

As atividades ligadas aos minerais críticos e estratégicos concentraram 57% dos empregos da indústria extrativa mineral brasileira em 2025, segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). ➡️Do total de 226,6 mil empregos no setor, o segmento desses minerais representou 129,4 mil postos de trabalho. Dos 129,4 mil empregos ligados a esses minerais, 51.714 são ocupados por trabalhadores com mão de obra qualificada. Esse contingente equivale a 23% de todos os empregos da indústria extrativa mineral brasileira. Já os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, o equivalente a 14% do total de postos da indústria extrativa mineral do país. E os homens predominam nessas atividades: eles respondem por 78% dos empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos, enquanto as mulheres ocupam 22% dos postos. Ana Flor: Brasil é a grande reserva de minerais críticos, por isso os EUA estão de olho Os números fazem parte do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado nesta tarde pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114. Em 2025, o salário mediano dos trabalhadores com níveis fundamental, médio e superior foi, respectivamente, de R$ 3.218,08, R$ 4.142,24 e R$ 11.856,16. Minerais críticos: projeto aprovado na Câmara quer garantir que o Brasil não seja apenas exportador de matéria-prima Jornal Nacional/ Reprodução Política Nacional Após uma longa discussão, o governo sancionou, no mês passado, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. A tarefa ficará a cargo do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), também criado pela política. Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição. A política também prevê instrumentos como: Fundo Garantidor da Atividade Mineral; Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos; Certificado Mineral de Baixo Carbono; Cadastro nacional de projetos; e Rede de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação profissional.

Agora no g1 A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quarta-feira (14) que assinará um decreto para exigir que plataformas digitais, incluindo redes sociais e serviços de streaming, protejam crianças e adolescentes de conteúdos violentos, sexuais e outros materiais considerados prejudiciais. As empresas terão um mês para cumprir as novas exigências, segundo Luisa María Alcalde, integrante do governo mexicano. Sheinbaum afirmou que, caso as plataformas não cumpram as regras, o governo apoiará um projeto de lei para estabelecer punições. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida amplia a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia no México, a segunda maior economia da América Latina. Segundo autoridades mexicanas, representantes de empresas como Meta, Microsoft, Apple, TikTok, Google, X e Huawei já participaram de reuniões com o governo para discutir o assunto. O que o decreto exige das plataformas digitais Retirar imediatamente contas e conteúdos que promovam ou gerem violência. Verificar a idade dos usuários e classificar conteúdos por faixa etária. Oferecer ferramentas de supervisão parental. Disponibilizar canais para denunciar conteúdos e usuários. Adotar configurações padrão de privacidade e segurança mais protetoras para menores. Comunicar às autoridades a identificação de conteúdos que representem riscos de violência. O decreto não estabelece sanções imediatas pelo descumprimento Ataque em escola motivou medida O anúncio ocorre após um ataque a uma escola de ensino médio no estado de Coahuila, no norte do México. O episódio envolveu dois ex-alunos de 18 anos e deixou uma pessoa morta e outras três feridas, segundo a Reuters. Movimento internacional A iniciativa mexicana faz parte de um movimento internacional para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Governos europeus e a Austrália têm reforçado a fiscalização das plataformas, enquanto estados dos Estados Unidos adotaram diferentes medidas voltadas à segurança infantil na internet. As iniciativas reacendem o debate sobre como reduzir a exposição de menores a conteúdos prejudiciais sem comprometer a privacidade dos usuários e a liberdade de expressão. *Com informações da agência Reuters Marco civil da internet: como EUA e Europa tratam as 'big techs' BBC/Getty Images

Já no Centro de Convenções Vasco Vasques, começa o Tecnogame 2026, festival que reúne games, tecnologia, cultura geek, cosplay, e-sports, música e o aguardado show da banda japonesa Flow Foto: Divulgação O governo federal anunciou nesta quarta-feira (14) um pacote de medidas para incentivar a produção de videogames no Brasil, com R$ 200 milhões destinados ao financiamento do desenvolvimento de jogos e de soluções digitais inovadoras. Os recursos serão disponibilizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública que apoia projetos de pesquisa e inovação. As medidas também buscam facilitar o acesso das empresas brasileiras de games a empréstimos e incluem a criação do chamado “Rouanet Games”, que permitirá captar patrocínios por meio da Lei Rouanet, em parceria com empresas públicas. O anúncio ocorre durante a disputa do segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, houve redução do Imposto de Importação sobre videogames. Agora no g1 Uma das medidas prevê diminuir o valor mínimo dos empréstimos destinados ao setor por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A proposta da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que será apresentada ao comitê gestor do fundo, é reduzir o piso de R$ 500 mil para R$ 150 mil. Com isso, empresas que precisam de quantias menores poderão ter acesso ao financiamento. O governo também propõe reduzir os juros cobrados nesses empréstimos. A taxa passaria de Taxa Referencial (TR) mais 2% ao ano para TR mais 0,5% ao ano. A TR é um indicador usado como referência em operações financeiras. Basicamente, a mudança busca tornar o crédito mais barato para as empresas. Para 2026, o FSA prevê R$ 460 milhões em crédito para a indústria audiovisual, incluindo o setor de videogames. O decreto também reconhece que as empresas de games podem acessar mecanismos federais de incentivo à tecnologia, à pesquisa, ao desenvolvimento, à inovação e à cultura. Caberá à Ancine regulamentar o acesso do setor aos recursos da Lei do Audiovisual e propor critérios para o financiamento de projetos com dinheiro do FSA. * Com informações da Reuters

Lula diz que para fazer uma política pública é 'difícil', mas, para destruir, basta 'um pa O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (14) que, na política, "tem maluco pra tudo" e que, para elaborar um programa em uma gestão, é "difícil" porque demanda participação de vários setores, mas que, para "destruir" uma política pública, basta "um passo". O petista deu a declaração a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, no qual concorre contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL). Ele discursou durante a cerimônia de regulamentação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos no Palácio do Planalto. A campanha de Lula tem afirmado que, se eleito, o filho de Jair Bolsonaro vai acabar com programas sociais criados em governos petistas, como o Pé-de-Meia; o Minha Casa, Minha Vida; e o Farmácia Popular – o que Flávio nega. Ao discursar no evento no Planalto nesta quarta, Lula disse aos jovens presentes que eles precisam se organizar para evitar a perda de conquistas sociais. "Se preparem, porque fazer é difícil, para destruir, é apenas um passo. É um passo. Então, se organizem, para que vocês não permitam que ninguém tire o que vocês conquistaram. Porque vocês sabem que tem maluco pra tudo. Não é só maluco beleza, tem maluco pra tudo", disse Lula. "E o cara pode entrar e falar: 'Não gosto disso, não presta, vai ensinar bobagem para o meu filho, porque quero uma escolha cívico-militar, porque eu não quero banheiro unissex'. Ou seja, essas loucuras que a gente pensava que não existiam mais, mas que existem. Então, agora, que vocês estão felizes e conquistaram a regulamentação, tirem proveito e façam disso uma grande indústria", completou. Regulamentação do Marco Legal dos Games O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) experimentou um game brasileiro antes de assinar decreto que regulamenta Marco Legal dos Jogos Eletrônicos Ricardo Stuckert Lula assinou, no Planalto, um decreto que regulamenta o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos. A legislação foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril de 2024 e sancionada por Lula naquele mesmo ano, mas ainda precisava ser regulamentada pelo governo. A lei estabelece regras para a fabricação, desenvolvimento e a comercialização de jogos eletrônicos no Brasil, além de prever incentivos para o setor. Entre as medidas, está a possibilidade de empresas de games captarem recursos por meio dos mecanismos de incentivo fiscal da Lei Rouanet, destinada ao financiamento de projetos culturais. Antes da assinatura do decreto, Lula se reuniu com gamers no Palácio do Planalto e chegou a experimentar o jogo brasileiro Árida. Com a regulamentação, o governo fixou diretrizes para fomentar o setor de games, proteger a propriedade intelectual e os usuários, além de criar a plataforma pública Game Brasil para catalogar, promover e divulgar os jogos nacionais e indicar onde estão disponíveis. Para fortalecer a produção e a inovação no setor, foram anunciadas medidas financeiras, incluindo a proposta da Ancine de reduzir o valor mínimo de empréstimos do Fundo Setorial do Audiovisual para R$ 150 mil e abaixar os juros. Adicionalmente, o plano prevê captações de recursos através da Lei do Audiovisual, a criação do programa Rouanet Games para patrocínios, e uma chamada pública da Finep de R$ 200 milhões voltada para startups e soluções inovadoras. No âmbito da formação profissional, o Ministério da Educação criará graduações na área em cinco universidades federais, complementadas por iniciativas de capacitação do Ministério da Cultura e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O decreto também contempla a proteção da saúde dos usuários e de menores, em conformidade com o ECA Digital, medidas de simplificação de importações e aduaneiras, e a instituição de um comitê interministerial e de procedimentos simplificados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o registo de propriedade intelectual

WhatsApp gera imagens de Flávio, mas não de Lula Usuários da Meta AI no WhatsApp relataram que a tecnologia se recusou a gerar imagens de campanha de Lula (PT), mas aceitou pedidos semelhantes para o candidato Flávio Bolsonaro (PL). O g1 confirmou que o assistente de IA apresentou essa diferença nas respostas, embora também tenha criado uma imagem com o nome de Lula após várias tentativas. (veja mais abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os testes também mostraram que a Meta AI se recusou a gerar imagens de campanha de Flávio quando o sobrenome "Bolsonaro" era incluído no pedido. Por volta das 19h30, a Meta AI bloqueava a criação de imagens sobre Lula ou Flávio Bolsonaro. "É um tipo de conteúdo político com candidato que eu não posso criar", disse o assistente em uma das mensagens. Interação com a Meta AI para criar arte de campanha de Lula e Bolsonaro. Reprodução/WhatsApp Pela Lei das Eleições, a criação de imagens sobre candidatos por meio de assistentes de inteligência artificial é proibido. A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe "emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas". Nos testes do g1 realizados pela manhã, a diferença nas respostas ocorreu apenas na Meta AI dentro do WhatsApp. No site do assistente, que tem funcionamento semelhante ao ChatGPT, a tecnologia se recusou a criar imagens de campanha para ambos os candidatos. 🔎 A Meta AI é um assistente de inteligência artificial gratuito e integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook. Ela funciona de forma semelhante ao ChatGPT nos serviços da Meta e, a partir de descrições simples, pode produzir textos, planejar atividades e criar imagens, por exemplo. Meta impede criação de imagens sobre Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) Reprodução Procurada, a Meta afirmou que, para cumprir as regras eleitorais brasileiras, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. “Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, disse a empresa por volta das 12h20. Mesmo após o comunicado da Meta, alguns usuários ainda conseguem gerar imagens de campanha de candidatos, que incluem até slogans. IA só gerou imagem de Lula após insistência Interação com a Meta AI para criar arte de campanha de Lula e Bolsonaro. Reprodução/WhatsApp No WhatsApp, ao receber o pedido para criar uma imagem "vermelha e branca com Lula 13", a IA respondeu que "não conseguiu gerar a imagem". Em seguida, ao receber a solicitação de uma imagem "azul e amarela com Flavio 22", a IA gerou a arte sem impedimentos. (veja na imagem acima) Em outro teste, após várias tentativas, a IA da Meta gerou uma imagem com “13 apoio político”. Em seguida, também atendeu à solicitação para incluir o nome de Lula na arte. Antes de criar a versão com o nome de Lula, o assistente havia dito que não conseguiria atender ao pedido. Questionado sobre a recusa, afirmou que houve um bloqueio automático do sistema e acrescentou: "Não tenho o detalhe do motivo aqui". IA fez imagem de campanha de Lula após insistência do usuário. Reprodução/WhatsApp Não está claro se as restrições da IA se aplicam apenas ao Brasil. Uma pessoa na Bélgica relatou ter conseguido gerar, sem restrições, imagens de Lula e de Flávio Bolsonaro com os respectivos números de campanha, incluindo o sobrenome "Bolsonaro" no pedido. (veja na imagem abaixo). Em agosto, o TSE anunciou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para compartilhar uma Cartilha de Boas Práticas de Inteligência Artificial. O acordo estabeleceu regras para garantir a neutralidade dos materiais produzidos com IA. “As ações conjuntas deverão observar os princípios da estrita neutralidade institucional e da isenção político-partidária”, afirmaram TSE e AGU. Uma brasileira na Bélgica disse ter conseguido gerar, sem restrições, imagens de Lula e de Flávio Bolsonaro com os respectivos números de campanha. Reprodução/WhatsApp Óculos inteligentes são proibidos na cabine de votação

Ford F-150 2024 Divulgação | Ford A Ford anunciou nesta quarta-feira (14) um recall envolvendo picapes F-150, modelos 2023 a 2026, devido a uma falha no processo de montagem das cintas de fixação do tanque de combustível. A montadora informou que as cintas podem não ter sido encaixadas corretamente na estrutura do veículo. Essa fixação insuficiente pode causar o vazamento de combustível, o que aumenta o risco de incêndio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A falha também pode provocar o desligamento repentino do motor com a picape em movimento. Em situações extremas, caso o tanque se desprenda durante o uso do veículo, há risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos e risco de morte aos ocupantes e a terceiros. A solução adotada pela empresa é a inspeção e, caso seja necessário, a substituição gratuita das cintas. O tempo previsto para o atendimento é de aproximadamente 30 minutos. Agora no g1 Os proprietários dos veículos envolvidos já podem agendar o serviço. A reportagem do g1 entrou em contato com a Ford do Brasil para saber quantas unidades da picape estão envolvidas. A empresa ainda não respondeu. Veja os chassis envolvidos: Modelos 2023: 1FTFW1E55PFC08949 (produzido em 24 de junho de 2023) e 1FTFW1E59PFC16598 (produzido em 13 de julho de 2023). Modelos 2024: Finais de RFB76740 até RFC06031 (produzidos entre 11 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025). Modelos 2025: Finais de SFA78535 até SFC65449 (produzidos entre 1º de abril de 2025 e 1º de dezembro de 2025). Modelos 2026: Finais de TFA42762 até TFC11542 (produzidos entre 26 de janeiro de 2026 e 25 de agosto de 2026). Veja outros recalls da Ford em 2026: Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não sejam dirigidas Ford do Brasil faz recall de Mustang por falhas elétricas; reparo será feito em 2027 Ford do Brasil faz recall da Ranger 2.0 modelo 2027 por possível falha em freios Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027 Ford do Brasil adianta a inspeção por recall de 1.371 unidades do Mustang

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,17% nesta quarta-feira (14), cotado a R$ 5,0283. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,18%, aos 206.506 pontos. Os novos dados da inflação americana e a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), foram os principais destaques da agenda econômica. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o cenário político seguiu no radar, com destaque para a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. A proposta chegou a uma etapa decisiva de sua tramitação no Congresso Nacional e pode ter o processo concluído ainda hoje. Entenda o que está em jogo. ▶️ No quadro eleitoral, a Quaest divulga sua primeira pesquisa de intenção de voto para o 2º turno. O levantamento também deve trazer dados sobre os votos no primeiro turno, a rejeição aos candidatos, o conhecimento das propostas dos presidenciáveis e a avaliação do governo Lula. ▶️ Na agenda econômica, o destaque foi o índice de preços ao consumidor (IPC) dos EUA. O indicador, que mede a inflação americana, subiu 0,6% em setembro, acima dos 0,4% registrados em agosto e em linha com as expectativas do mercado. ▶️ O Livro Bege do Fed também esteve sob os holofotes. Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira, o mercado de trabalho dos EUA permaneceu estagnado, em meio a poucas contratações e cortes de vagas, enquanto as pressões sobre os preços aumentaram em várias regiões do país. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês. Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,88%; Acumulado do mês: -2,82%; Acumulado do ano: -8,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,22% Acumulado do mês: +10,82%; Acumulado do ano: +28,16%. Política brasileira no foco O cenário político brasileiro é um dos destaques do mercado nesta quarta-feira. O foco está na votação, no Senado Federal, da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será votada no plenário da Casa. A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque pode definir os rumos da proposta, que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal. O texto reduz o limite semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. Veja o que acontece se a proposta for aprovada ou rejeitada O mercado também aguarda a nova pesquisa eleitoral da Quaest, prevista para as 18h, após o fechamento dos negócios. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, enquanto investidores avaliam os novos dados da inflação americana. O Dow Jones recuou 0,22%, enquanto o S&P 500 caiu 1,05% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,88%. Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, também de olho na inflação americana e após bons resultados da ASML terem tranquilizado investidores preocupados com a demanda por inteligência artificial. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,43%, aos 637,75 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,15%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,58% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,70%. Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta quarta-feira no nível mais baixo em mais de um ano, em meio à intensificação das vendas de papéis de empresas ligadas à cadeia de fornecimento de inteligência artificial. Os investidores também avaliaram os novos dados da inflação chinesa. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,9%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,4%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 0,05% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,1%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 0,44%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Manuel Belmar recebe reconhecimento concedido pelo MIPCOM e pela ONU à Agenda ESG da Globo Soraya Ursine A Globo recebeu, nesta quarta-feira (14), em Cannes, na França, o prêmio MIPCOM Recognition for SDG Impact, concedido em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento à contribuição da empresa para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A homenagem destaca o potencial do conteúdo audiovisual na promoção de debates sociais e ambientais, além das iniciativas de sustentabilidade adotadas pela empresa em suas operações. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Manuel Belmar, diretor de Finanças (CFO) da Globo e líder da agenda ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança — da empresa, recebeu o prêmio durante o MIPCOM, um dos principais eventos internacionais da indústria audiovisual. "Na Globo, nosso impacto está no conteúdo que produzimos, nas conversas que ajudamos a mobilizar, nas vozes e perspectivas que levamos ao público e na forma como conduzimos o negócio. A Agenda ESG conecta essa influência a ações concretas em nossas operações e na indústria audiovisual. Este reconhecimento reforça nossa responsabilidade de seguir usando nosso alcance para contribuir com uma sociedade mais inclusiva e para um setor cada vez mais sustentável", afirmou Belmar durante a homenagem, em Cannes. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o MIPCOM e a ONU, que chega ao oitavo ano. Ela também está ligada ao Pacto de Mídia pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), criado em 2018 e que reúne mais de 450 empresas de mídia e entretenimento em 160 países. O reconhecimento leva em conta a atuação da Globo na promoção de temas como diversidade, redução das desigualdades, educação e fortalecimento das instituições democráticas, além de iniciativas ambientais. Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo, destacou a importância da conquista. "ESG não é uma área na Globo, mas uma atuação transversal a todo o negócio. Este reconhecimento é resultado de um trabalho consistente que mobiliza toda a empresa e que tem em Manuel Belmar uma liderança fundamental. Ao longo dos últimos anos, ele ajudou a consolidar uma Agenda ESG que conecta propósito e negócio, transforma compromissos em ações concretas e amplia o impacto positivo que podemos gerar por meio do nosso conteúdo, das nossas operações e da nossa relação com a sociedade. Esta homenagem do MIPCOM e da ONU reconhece essa visão e o trabalho diário de centenas de profissionais que fazem essa agenda avançar em toda a empresa", disse. 🔍 As empresas participantes usam seus canais de comunicação para divulgar temas relacionados aos 17 objetivos globais da ONU, que incluem o combate à pobreza e à desigualdade, a proteção do meio ambiente, o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção da paz e da justiça. No início deste ano, a Globo atingiu, quatro anos antes do previsto, a meta de operar com 100% de energia proveniente de fontes renováveis e de deixar de enviar resíduos para aterros sanitários. A empresa também ampliou a adoção de práticas sustentáveis nas produções audiovisuais por meio do Guia de Produções Verdes. Outra iniciativa é a Ecovision, parceria com a Panvision voltada à ampliação da adoção de práticas sustentáveis no setor audiovisual latino-americano. Novelas que ultrapassam a ficção O impacto das produções da Globo também se reflete fora das telas. Na novela Vale Tudo, uma cena em que a personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, recorre a um aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro para formalizar a guarda do filho e cobrar pensão alimentícia foi seguida por um aumento na procura pelo serviço. Segundo dados divulgados pelo órgão à época, as buscas pelo aplicativo cresceram 300%, enquanto os agendamentos pela plataforma aumentaram 70%. Na mesma novela, a abordagem da dependência de álcool por meio da personagem Heleninha Roitman, interpretada por Paolla Oliveira, também teve repercussão fora da ficção. As buscas pelos canais oficiais dos Alcoólicos Anônimos (AA) aumentaram mais de 150%, segundo dados divulgados à época. Realizado anualmente em Cannes, na França, o MIPCOM reúne emissoras de televisão, plataformas de streaming, produtoras e distribuidoras de diversos países para apresentar conteúdos, negociar formatos e firmar parcerias comerciais. A Globo participa do evento há décadas e apresenta suas produções ao mercado audiovisual internacional. Agora no g1

Plenário da Câmara dos Deputados Bruno Spada / Câmara dos Deputados O novo concurso da Câmara dos Deputados chamou atenção não apenas pelo salário inicial de R$ 32.070,88, mas também pela variedade de formações contempladas no edital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, os cargos são destinados a profissionais de áreas bastante diferentes entre si. 🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação. Ao todo, são 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva. Os aprovados terão exercício em Brasília e passarão a integrar o quadro efetivo da Câmara dos Deputados, atuando em atividades técnicas consideradas essenciais para o funcionamento do Poder Legislativo. Agora no g1 As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130. Nem todos os cargos exigem a mesma graduação A diversidade das oportunidades costuma gerar dúvidas porque todos os candidatos ingressam na mesma carreira e recebem o mesmo salário inicial. Na prática, porém, cada especialidade exige formação específica e possui atribuições completamente diferentes. Uma das curiosidades do concurso é que a área com maior número de vagas não exige formação específica. A especialidade de Registro e Redação, que reúne 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva, aceita diploma de curso superior em qualquer área de formação reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Já as demais oportunidades são destinadas a profissionais com graduações específicas. Veja abaixo quais são: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Possuir o diploma exigido é apenas uma das condições para assumir o cargo. Os candidatos aprovados também precisarão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal, como estar em dia com as obrigações eleitorais, ter aptidão física e mental para o exercício da função e apresentar toda a documentação exigida para a posse. Em algumas especialidades, como engenharias, biblioteconomia, arquivologia, museologia e áreas da comunicação, também poderá ser exigido registro profissional ativo. Atribuições Apesar de todos serem enquadrados como analistas legislativos, as funções exercidas pelos servidores variam significativamente. Os profissionais de divulgação institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como será a seleção As inscrições ficarão abertas entre 15 de outubro e 17 de novembro. As provas estão previstas para 17 de janeiro de 2027 e serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, o que permitirá que candidatos de qualquer região do país façam os exames sem necessidade de deslocamento para Brasília. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva. Entre as disciplinas comuns estão Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Pública, Regimento Interno da Câmara dos Deputados e conteúdos relacionados tecnologia da informação, análise de dados e inteligência artificial. Os candidatos também terão de responder questões específicas da área escolhida. Cronograma do concurso 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.

O setor aéreo brasileiro registrou 57 casos de indisciplina de passageiros no primeiro mês de vigência da regra que prevê punições para condutas inadequadas dentro dos aviões ou nos aeroportos do país. A média foi de quase dois casos por dia. Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram obtidos pela TV Globo. A resolução que pune passageiros indisciplinados começou a valer em 14 de setembro. Nesse período, foi registrado apenas um caso considerado gravíssimo: um atentado à dignidade sexual praticado por um passageiro no dia 18 de setembro, durante um voo entre Belém e Campinas. Anac endurece punições a passageiros agressivo após alta da violência nos aeroportos O regulamento pune os casos gravíssimos com multa de R$ 17,5 mil e a suspensão do direito de voar por período que vai de seis meses a um ano. De acordo com a Anac, todos os casos de indisciplina registrados até o momento ainda estão sob análise, ou seja, nenhum passageiro teve a punição confirmada de maneira definitiva. Casos graves Ainda de acordo com a agência, nesse primeiro mês de vigência da resolução foram registrados outros 15 casos de indisciplina considerados graves, que estão sujeitos à pena de multa de R$ 17,5 mil. Nessa categoria, foram reportados: 7 episódios de violência física contra funcionários de empresas aéreas ou dos aeroportos; 5 episódios de passageiros fumando a bordo de aeronaves; Os outros 3 casos graves foram de violência física envolvendo apenas passageiros, agressão verbal ou ameaça a tripulante, e uma falsa comunicação da presença de explosivo ou arma dentro do avião, que aconteceu no dia 30 de setembro, no aeroporto de Confins (MG). Indisciplina leve Dos 57 casos reportados pelas empresas aéreas, 43 foram enquadrados como atos de indisciplina leve. Nessa categoria, foram registrados, por exemplo, 16 episódios de descumprimento de orientações de segurança ou de normas das autoridades, além de 5 episódios de recusa em seguir instrução dada pela tripulação de um voo. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil Os investimentos em inteligência artificial (IA) estão ajudando a manter o crescimento da economia mundial em torno de 3%, mas também podem provocar grandes mudanças no mercado de trabalho, na arrecadação de impostos e na educação. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 40% dos empregos no mundo poderão ser afetados pela IA. Nas economias avançadas, o baque da IA pode chegar a 60%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, a tecnologia poderá aumentar a produtividade em algumas funções, reduzir a importância de outras ou eliminar determinados postos de trabalho. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia. Segundo Georgieva, a expansão dos investimentos em IA já aumenta a demanda e os gastos com infraestrutura tecnológica, com efeitos positivos para o crescimento econômico, especialmente na Ásia. Ao mesmo tempo, ela descreveu os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho como um “tsunami de movimento lento”, que poderá transformar profundamente a maneira como as pessoas trabalham e vivem. “IA, ame-a ou odeie-a. Ela já está aqui”, afirmou Georgieva. A diretora-geral destacou que os investimentos em IA ajudam a sustentar a economia mundial mesmo diante das dificuldades no fornecimento de energia. Nesta terça-feira (13), o FMI projetou crescimento global de 3,1% para 2026. Ásia deve se beneficiar dos investimentos em IA De acordo com Georgieva, o aumento dos investimentos em inteligência artificial pode impulsionar o crescimento das economias asiáticas avançadas em 0,5 a 1 ponto percentual. Nas economias emergentes da região, o ganho pode ficar entre 0,2 e 0,8 ponto percentual. Um ponto percentual corresponde a um ponto inteiro em uma taxa expressa em porcentagem. Assim, um aumento de 0,5 ponto percentual significa, por exemplo, que uma taxa de crescimento de 3% passaria para 3,5%. Os benefícios estão relacionados tanto ao aumento da demanda quanto aos investimentos necessários para construir a infraestrutura de funcionamento da IA. Isso inclui equipamentos e outros recursos tecnológicos utilizados para desenvolver e operar esses sistemas. Georgieva afirmou que Estados Unidos, China e Índia são os principais países produtores da cadeia de fornecimento da inteligência artificial. No entanto, muitas empresas que fornecem equipamentos para essa infraestrutura estão na Ásia, incluindo a Tailândia, país que sedia as reuniões anuais neste ano. Um estudo preliminar citado por Georgieva identificou que 10% dos empregos nos EUA já exigiam conhecimentos em inteligência artificial. Enquanto diminuem as vagas em funções rotineiras e repetitivas, cresce a oferta de empregos com salários mais baixos em dois setores: construção civil e centros de processamento de dados, conhecidos como data centers. Esses centros abrigam equipamentos responsáveis por armazenar e processar informações digitais, incluindo aquelas necessárias para o funcionamento de sistemas de IA. Jovens podem perder oportunidades de primeiro emprego A redução das vagas de entrada no mercado de trabalho preocupa autoridades internacionais, segundo a Reuters. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, afirmou no mesmo evento que os governos precisam enfrentar rapidamente a queda na procura por profissionais recém-formados. “Há um problema específico que precisamos resolver muito em breve: o primeiro degrau no emprego, o primeiro trabalho depois da formatura, está enfrentando uma demanda menor”, disse. Tradicionalmente, muitos profissionais começam a carreira em funções com tarefas repetitivas e, com a experiência adquirida, avançam para cargos de maior responsabilidade. Com a automação dessas atividades, os jovens podem encontrar mais dificuldades para conseguir o primeiro emprego e construir uma trajetória profissional. Shanmugaratnam também alertou para o risco de a inteligência artificial ampliar as desigualdades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, tanto no crescimento econômico quanto na criação de empregos. “A IA vai ampliar essa divergência se formos passivos demais diante dela”, afirmou. Segundo ele, os países precisam usar a tecnologia para criar empregos de qualidade, nos quais as pessoas possam aproveitar suas habilidades e continuar progredindo profissionalmente. Banco Mundial vê oportunidades nos países emergentes O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, apresentou uma avaliação diferente sobre o risco de desaparecimento dos empregos de início de carreira, segundo a Reuters. Ele afirmou não estar convencido de que a inteligência artificial eliminará esses empregos e avaliou que parte significativa das mudanças deverá ocorrer nas economias avançadas, onde estão sendo desenvolvidos grandes modelos de IA. Nos países emergentes, Banga defendeu o uso de sistemas menores, que exigem menos capacidade de processamento e podem gerar ganhos de produtividade em atividades como agricultura, atendimento em clínicas de saúde e educação. A proposta é aproveitar a tecnologia para melhorar o trabalho de agricultores, profissionais de saúde e professores, sem depender necessariamente de sistemas de IA que exigem grandes estruturas de processamento de dados. Mudanças também podem afetar impostos e educação Além dos empregos, Georgieva alertou que a inteligência artificial poderá alterar a forma como os governos arrecadam impostos. Isso porque a expansão da tecnologia pode mudar a composição da economia, reduzindo a participação do trabalho humano e aumentando a importância dos investimentos em equipamentos, infraestrutura e tecnologia. Nesse cenário, os governos terão de avaliar como adaptar seus sistemas tributários, que hoje dependem, em grande parte, dos impostos cobrados sobre a renda e as atividades econômicas das pessoas. A educação também precisará ser reformulada para acompanhar as mudanças nas exigências profissionais. Para Georgieva, os trabalhadores não poderão depender apenas dos conhecimentos adquiridos no início da carreira: será necessário atualizar suas habilidades continuamente para acompanhar a evolução da tecnologia. A diretora-geral do FMI afirmou que a inteligência artificial já está transformando a rotina profissional. Como exemplo, contou que utiliza um assistente de IA que lhe envia, todas as manhãs, um resumo de 30 segundos com informações sobre sua agenda. Para as autoridades presentes ao encontro, o desafio será aproveitar os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia sem ampliar as desigualdades econômicas nem restringir as oportunidades de trabalho, especialmente para quem está começando a carreira. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fala sobre igualdade de gênero durante as reuniões de outono do FMI e do Banco Mundial em Washington, DC Olivier Douliery/AFP
Como as eleições mexem com a Bolsa e o dólar A divulgação do resultado do primeiro turno das eleições foi seguida por uma alta da bolsa de valores e uma queda dos juros futuros. Isso não significa que a economia tenha mudado da noite para o dia, mas que bancos, fundos e investidores passaram a reavaliar suas expectativas para os próximos anos. O mercado financeiro reage não apenas ao que acontece no presente, mas também ao que pode acontecer. Por isso, pesquisas, declarações e resultados eleitorais podem provocar oscilações nos preços de ações, moedas e juros. O cenário internacional e os movimentos de entrada e saída de recursos do país também influenciam. Essas oscilações refletem as expectativas do mercado, mas não revelam, por si só, a situação da economia. Para entender os possíveis efeitos de cada cenário sobre a população, é preciso considerar também indicadores como emprego, renda, preços e benefícios sociais. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial Uma abóbora de 1.432 kg foi colhida nos Estados Unidos e pode ser reconhecida pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como a mais pesada do mundo. Ela foi cultivada pelo produtor rural Ron Wallace, do estado de Rhode Island, e pesada no sábado (10), durante um concurso de abóboras gigantes realizado no sul da região da Nova Inglaterra, nos EUA. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Wallace agora aguarda a confirmação do Guinness. O recorde atual pertence a uma abóbora de 1.296 kg cultivada por Ian Paton, de Lymington, na Inglaterra, e foi estabelecido em 3 de outubro — uma semana antes da pesagem da abóbora americana. “Ela é realmente gigantesca. Foi um prazer cultivá-la”, disse Wallace por telefone, na segunda-feira (12). Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial. Reprodução/Instagram/@northeastgiantpumpkin Wallace recebeu US$ 3.500 pela vitória na competição local. Ele contou que organizadores de outros concursos tentaram atraí-lo com prêmios maiores, alguns de até US$ 70 mil, mas que, para ele, era importante estar cercado pelas pessoas de sua comunidade no momento da vitória histórica. “Fiquei eufórico. O lugar inteiro explodiu de alegria”, disse Wallace, ao descrever o momento em que a abóbora foi pesada. Wallace atribui parte do resultado à troca de dicas e técnicas entre os produtores de abóboras gigantes. Neste ano, pela primeira vez, ele passou a cultivá-las em uma estufa, o que, segundo ele, fez uma grande diferença. Ele começou a cultivar abóboras por hobby depois de abrir uma loja virtual de produtos de jardinagem. Para Wallace, as competições ajudam a valorizar o trabalho dos produtores, que têm sido cada vez mais procurados pelo setor agrícola para orientar sobre o manejo do solo e outras técnicas de cultivo. LEIA TAMBÉM Cliente ou rival? Como a China pode passar de grande compradora a concorrente do frango brasileiro Árvore gigante de até 500 anos cai em SC, e cientistas tentam cloná-la para preservar seu DNA Competição na Califórnia Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, posa para foto com sua abóbora, vencedora do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP Photo/Jeff Chiu A possível quebra do recorde acontece em meio a um mês de competições entre produtores de abóboras de vários países. Na Califórnia, por exemplo, uma abóbora de 1.083 kg apelidada de "Rocky" venceu, na segunda-feira (12), um tradicional concurso de pesagem em Half Moon Bay, ao sul de São Francisco. O peso garantiu a vitória na competição, mas ficou longe do recorde mundial. Cultivada pelo professor de horticultura Travis Gienger, a abóbora foi transportada em uma viagem de 35 horas, de Minnesota até a Califórnia. Ele superou dezenas de concorrentes, conquistou seu quinto título e recebeu um prêmio de US$ 21.501. Travis Gienger, de Anoka, Minnesota, comemora a vitória de sua abóbora, com o peso exibido no painel acima, no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP Photo/Jeff Chiu No ano passado, Gienger ficou fora da disputa porque sua abóbora rachou enquanto crescia. Para marcar o retorno à competição, batizou a deste ano de Rocky, em homenagem ao boxeador interpretado por Sylvester Stallone. “Pentacampeão. Foi isso que viemos buscar”, disse Gienger, após a vitória. Gienger e sua família passaram 35 horas na estrada até chegar à Califórnia, levando uma abóbora do tamanho de um carro pequeno. O professor cultiva as abóboras no quintal de casa, em Anoka, às margens do rio Mississippi, ao norte de Minneapolis. Neste ano, teve de lidar com temperaturas abaixo de zero. Para melhorar o desempenho nas disputas, Gienger acredita que terá de passar a cultivar as abóboras em um ambiente com temperatura controlada, como faz Wallace. “É impressionante que Travis consiga enfrentar condições climáticas adversas, como temperaturas de cerca de −1 °C, e ainda assim cultivar uma abóbora desse tamanho”, disse o organizador da competição, Ronan Fowler. A abóbora Tinker Bell, eleita a mais bonita, é pesada no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. AP/Jeff Chiu A 53ª edição do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras reuniu centenas de pessoas, com comida, música e até piadas sobre abóboras. O público também vibrou com a vitória de Tinkerbell — Sininho, em português —, que conquistou o título de mais bonita graças ao formato bastante simétrico. A premiação foi de cerca de US$ 19,84 por quilo de abóbora. Gienger ficou sem o bônus de US$ 30 mil reservado a quem quebrasse o recorde mundial, mas sua campeã será uma das atrações de um desfile em Half Moon Bay neste fim de semana. Quem esperava uma torta gigante, porém, ficou na vontade: essas abóboras são cultivadas para impressionar pelo tamanho, não pelo sabor. Miles, de 6 anos, passa dirigindo ao lado de uma abóbora gigante que será inscrita no Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras Safeway, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em Half Moon Bay, na Califórnia. Jeff Chiu/AP Abóbora gigante de 1.432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial Reprodução

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.070 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 150 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre exepcionalmente às 21h desta quarta-feira (14), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (11), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Desenrola Brasil Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de benefícios para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos negócios. 🔎 As propostas incluem perdão de dívidas tributárias, renegociação de débitos bancários e apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos. O governo também prevê aumentar o teto de faturamento do MEI e simplificar algumas obrigações fiscais. O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá concorrer em busca da reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito está marcado para 25 de outubro. Batizado de Prospera MEI, o pacote foi apresentado pelo presidente Lula e por integrantes da equipe econômica. A iniciativa reúne medidas para aliviar dívidas e facilitar o acesso a recursos para quem quer investir e expandir o próprio negócio. O Brasil tem 17,56 milhões de MEIs ativos, dos quais mais de 3,6 milhões têm pendências com a União. Cerca de 4,1 milhões também estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que evidencia a vulnerabilidade de parte do segmento. Parte das propostas ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, enquanto outras seguem em elaboração pelo governo. Entenda abaixo o que foi anunciado, quem se beneficia e o que falta para que as medidas saiam do papel. Agora no g1 O que prevê o pacote? O governo apresentou cinco medidas principais: 💳 Perdão de dívidas tributárias: para MEIs com débitos inscritos na Dívida Ativa da União; 🤝 Renegociação de dívidas bancárias: por meio do programa Desenrola 3.0; 💰 Criação do PixMEI: com apoio financeiro de até R$ 5 mil; 📈 Aumento do limite de faturamento: para MEIs; 🧾 Dispensa de nota fiscal: em determinadas operações. O pacote também prevê medidas para ampliar oportunidades de negócios para pequenos empreendedores e reduzir exigências burocráticas. Quem poderá ser beneficiado? Apesar de o pacote também mencionar empresas do Simples Nacional, a maioria das medidas anunciadas é voltada aos MEIs. O perdão das dívidas tributárias, por exemplo, foi desenhado para os microempreendedores que possuem débitos inscritos na Dívida Ativa da União. A proposta de renegociação de dívidas bancárias também tem foco nesse grupo. O mesmo ocorre com o aumento do teto de faturamento e a possibilidade de contratação de um segundo funcionário. ➡️ Empresas enquadradas como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) também podem ser impactadas por medidas de simplificação e por iniciativas voltadas ao ambiente de negócios. Quais dívidas poderão ser perdoadas e quem terá direito? A principal medida do pacote é o envio ao Congresso Nacional de um Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê o perdão integral de dívidas tributárias de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União. 🔎 Isso significa que nem todo débito em atraso será automaticamente perdoado. A dívida precisa ter passado pelas etapas administrativas de cobrança e ter sido formalmente inscrita na dívida ativa. (saiba mais abaixo) A proposta pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e eliminar débitos que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. De acordo com o governo, o projeto foi elaborado após avaliações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontarem que grande parte desses débitos possui baixa perspectiva de recuperação. Durante o anúncio, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o endividamento dos microempreendedores se agravou nos últimos anos. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vencer esse mal terrível", declarou. A proposta ainda depende da aprovação do Congresso. O texto ainda será analisado pelos parlamentares e poderá sofrer alterações durante a tramitação. O que é a Dívida Ativa da União? A Dívida Ativa da União (DAU) reúne débitos que pessoas físicas e empresas possuem com o governo federal e que não foram pagos dentro do prazo previsto. Quando a cobrança administrativa não resulta no pagamento, a dívida pode ser inscrita nesse cadastro oficial. A partir desse momento, a cobrança passa para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que pode adotar medidas administrativas e judiciais para recuperar os valores. Entre os débitos que podem ser inscritos estão: impostos e contribuições federais não pagos; juros, multas e outras obrigações financeiras devidas à União. A inscrição pode levar a protestos, dificuldades para obter crédito e ações judiciais de cobrança. O projeto do governo prevê o perdão das dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026, incluindo os valores principais, juros, multas e encargos legais. O que é o 'Desenrola 3.0' ? O governo também anunciou uma nova etapa do Desenrola voltada exclusivamente aos MEIs. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, esse público acumula cerca de R$ 6 bilhões em dívidas bancárias. 📎 A proposta prevê que o governo compre essas dívidas dos bancos, que deverão oferecer descontos de pelo menos 90% para participar do programa. As instituições que concederem os maiores abatimentos terão prioridade. Nesta primeira etapa, a negociação será feita diretamente entre o governo e os bancos. Por isso, os MEIs não precisam tomar nenhuma providência. A expectativa é reduzir o peso das dívidas e facilitar a retomada do acesso ao crédito. Como receber até R$ 5 mil do 'PixMEI'? Outra medida que chamou atenção foi o anúncio do PixMEI. A proposta prevê a concessão de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios. 💵 O recurso será não reembolsável. Ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário. O dinheiro poderá ser usado na compra de equipamentos e ferramentas de trabalho ou na ampliação da estrutura do negócio. A proposta também prevê suporte técnico aos empreendedores, com participação de parceiros como o Sebrae. O governo ainda não informou quando a iniciativa será lançada, quantos empreendedores serão atendidos, quais serão os critérios para participar, nem qual será o orçamento destinado ao programa. Por isso, neste momento, não há inscrições abertas nem prazo para solicitar o benefício. Qual será o novo teto de faturamento? Outra frente do pacote envolve uma proposta já em tramitação no Congresso Nacional. O texto prevê o aumento do teto anual de faturamento do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil. Pela proposta defendida pelo governo, o limite passaria para: R$ 110 mil em 2027; R$ 140 mil em 2028. O projeto também permite que o MEI contrate um segundo funcionário. A proposta busca permitir que pequenos negócios cresçam sem precisar sair imediatamente da categoria por ultrapassar o teto de faturamento. Hoje, quando o empreendedor ultrapassa o limite permitido, pode ser obrigado a migrar para outro regime empresarial, sujeito a novas regras e obrigações. Em quais situações o MEI poderá deixar de emitir nota fiscal? O governo também anunciou um decreto para dispensar os MEIs da emissão de nota fiscal nas vendas de produtos e na prestação de serviços para pessoas físicas. A medida foi apresentada como uma forma de reduzir burocracias e evitar novas exigências relacionadas à implementação da reforma tributária. ⚠️ O anúncio não altera as obrigações já existentes em negociações realizadas com pessoas jurídicas, que continuam sujeitas às regras fiscais específicas. O que ainda precisa acontecer para as medidas valerem? As propostas anunciadas estão em diferentes etapas e ainda não têm data para entrar em vigor. O perdão das dívidas tributárias depende da aprovação de um Projeto de Lei Complementar (PLP) pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Esse tipo de proposta exige maioria absoluta: pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Depois, o texto segue para sanção presidencial. O aumento do teto de faturamento do MEI e a autorização para contratar um segundo funcionário também dependem da aprovação do Congresso. Já o PixMEI ainda está em fase de elaboração. O governo precisa definir as regras do programa antes de informar quando ele será lançado e como os empreendedores poderão solicitar o benefício. Assim, apesar do anúncio, as medidas ainda precisam avançar em etapas legislativas ou administrativas para começar a valer.

Senado faz última sessão para discutir PEC da 6x1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) uma das votações mais importantes de sua tramitação no Congresso Nacional. Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será submetida à votação no plenário da Casa. ➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque poderá definir os rumos de uma proposta que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial. Mas, afinal, uma eventual rejeição significa o fim definitivo da proposta? Ela poderia voltar ao Congresso no futuro? E, se for aprovada, quanto ainda falta para que as novas regras entrem em vigor? A seguir, veja o que está em jogo na votação desta quarta-feira. O que será votado nesta quarta-feira? O que acontece se a PEC for rejeitada? E se a PEC for aprovada? O texto ainda pode sofrer alterações? A votação final pode ocorrer ainda em outubro? O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? As mudanças passariam a valer imediatamente? 'Depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da 6x1', diz Lula O que será votado nesta quarta-feira? Os senadores devem realizar a quinta e última sessão de discussão da proposta prevista no regimento interno e, antes da análise da PEC, votar um requerimento de calendário especial que pode acelerar sua tramitação. O pedido, apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recebeu as 54 assinaturas necessárias para ser analisado pelo plenário. Se for aprovado, permitirá que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, reduzindo etapas regimentais normalmente exigidas entre as duas votações. Por se tratar de uma PEC, o texto precisa do apoio de três quintos dos integrantes da Casa para ser aprovado. No Senado, isso corresponde a pelo menos 49 votos favoráveis. A votação desta quarta poderá ser decisiva para o futuro da proposta. Caso o calendário especial seja aprovado e a PEC alcance os votos necessários nos dois turnos, o Senado poderá concluir sua análise ainda nesta semana. A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos. Volte ao índice. O que acontece se a PEC for rejeitada? A votação desta quarta-feira vai definir se a PEC continuará avançando ou se terá a tramitação encerrada ainda em 2026. Segundo o professor de Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada, na Câmara e no Senado. Se for rejeitada em qualquer uma dessas etapas, a proposta é arquivada. "Havendo uma rejeição em qualquer dos turnos agora no Senado, a proposta é arquivada nesta legislatura." 📎 Isso não significa, porém, que o fim da escala 6x1 deixaria de ser discutido. A rejeição encerraria a tramitação da PEC atual, mas uma nova proposta poderia ser apresentada em legislaturas posteriores. Também seria possível tentar mudanças na jornada de trabalho por outros instrumentos legislativos, afirma Beçak. "Às vezes avança-se por um caminho que não dá certo. Daí se procura regulamentar por outro." O professor ressalta que, no momento, não há uma proposta concreta em tramitação por esse caminho. Volte ao índice. E se a PEC for aprovada? Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará avançando normalmente no Senado. ⚠️ A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho. Na prática, ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo. Depois dessa etapa, ainda será necessária a aprovação em segundo turno, novamente com pelo menos 49 votos favoráveis. O requerimento de calendário especial apresentado por líderes partidários pode reduzir o intervalo normalmente exigido entre as duas votações. Se esse pedido for aprovado pelo plenário, os senadores poderão realizar o segundo turno ainda nesta quarta-feira, concluindo a análise da proposta no Senado. Volte ao índice. O texto ainda pode sofrer alterações? Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário. Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara. Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo. Volte ao índice. A votação final pode ocorrer ainda em outubro? A depender da aprovação do calendário especial, a votação final poderá ocorrer já nesta quarta-feira. Pelas regras normais do Senado, a PEC precisa aguardar um intervalo entre os dois turnos de votação, além de novas sessões de discussão em plenário. ➡️ Parlamentares favoráveis à proposta, porém, conseguiram as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento que permite abreviar esse rito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que o pedido deverá ser analisado antes da votação da PEC. Se o calendário especial for aprovado e a proposta alcançar os 49 votos necessários nos dois turnos, o Senado encerrará a tramitação da matéria ainda nesta semana. Nesse cenário, caso o texto seja aprovado sem alterações em relação à versão enviada pela Câmara dos Deputados, a proposta seguirá diretamente para promulgação, sem necessidade de nova análise dos deputados. A expectativa de parlamentares favoráveis à medida é que a emenda constitucional seja promulgada até o dia 22 de outubro. Diferentemente dos projetos de lei, as propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção ou veto do presidente da República. "Terminando o fluxo, ela é promulgada. Não é o caso de lei que depende de sanção presidencial", pontua Beçak. Volte ao índice. O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? A PEC 221/2019 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil. Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial. A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos. Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6x1 como modelo regular de jornada. O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias. Volte ao índice. As mudanças passariam a valer imediatamente? Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores. Primeira etapa: Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda: redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Iniciada 12 meses após a primeira fase: redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto, porém, prevê exceções e regras específicas. Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas. A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais. Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Volte ao índice. Sessão de Debates - Fim da escala 6x1 no Brasil. Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senado pode votar PEC que acaba com a escala 6x1 nesta quarta-feira (14) Após a quinta e última sessão de discussão, prevista para esta quarta-feira (14), o Senado deve votar, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados por semana. Para viabilizar a votação em dois turnos no mesmo dia, governistas vão trabalhar pela aprovação de um requerimento que acelera a tramitação do texto. Isso porque o regimento prevê um intervalo de cinco dias úteis e a realização de outras três sessões de discussão. Os parlamentares, no entanto, podem apresentar um requerimento para dispensar esse intervalo ou reduzir o prazo. Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. ➡️ O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A ideia que circula no Senado é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. Fim da escala 6x1: veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada O fim da escala 6x1 nas campanhas A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera o tema prioritário. Crítico da PEC, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) passou a declarar voto favorável ao texto. A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições. A sessão teve presença da maioria de senadores que apoiam o presidente Lula. Os discursos foram somente a favor da aprovação da medida. A maioria dos senadores do PL não participou da reunião no Senado sobre o tema. Senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentaram esvaziar a discussão. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado". Marinho é autor de um texto que prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário. O que muda com a aprovação do texto Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganham por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganha mais de R$ 21.188 por mês.

Evento debate papel da comunicação na democracia Um encontro em Santo Domingo, capital da República Dominicana, reúne representantes de emissoras de rádio e televisão, produtores de conteúdo e operadoras de TV paga para debater os temas que vão redefinir a produção audiovisual nos próximos anos. A Cúpula da Indústria Audiovisual das Américas, realizada entre terça e quarta-feira (14), celebra os 80 anos da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que representa 17 mil emissoras comerciais de rádio e TV das Américas do Norte, Central e do Sul e é presidida desde 2023 por Paulo Tonet Camargo, vice-presidente institucional da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo. Entre os temas em debate estão a nova geração da TV conectada; o protagonismo da TV aberta e o consumo de conteúdo no celular; métricas de audiência no ecossistema multiplataforma; proteção de conteúdos na era digital e combate à pirataria; inteligência artificial e novos desafios da indústria. Segundo Tonet, o encontro "mostra a disposição da indústria de olhar para o futuro, e olhar para o futuro com uma nova concepção". AIR celebra 80 anos com encontro para discutir desafios do audiovisual nas Américas "A AIR assenta o seu futuro em três bases: liberdade, porque a liberdade de expressão é a nossa base de existência; responsabilidade, porque temos responsabilidade sobre os conteúdos de informação e entretenimento que distribuímos; e sustentabilidade, porque a indústria, para poder fornecer tudo isso às sociedades onde trabalhamos, precisa ser sustentável." Tonet afirma que é essencial somar esforços em um grande fórum para discutir os temas que são fundamentais para o futuro e o desenvolvimento dos negócios na região. "Reunir as três Américas para discutir os grandes temas da indústria audiovisual é realmente importante, porque a adoção de modelos tecnológicos de métricas de audiência, de proeminência e de combate à pirataria é algo que precisamos fazer de maneira continental. Nenhum país, nenhuma empresa, consegue fazer isso isoladamente", diz. Flávio Lara Resende, vice-presidente jurídico da AIR e vice-presidente institucional da ABERT, destaca a importância do Brasil para o setor. Reunião do Conselho Diretivo da AIR em Santo Domingo, na República Dominicana AIR/Adora/Reprodução "É extremamente importante porque o Brasil lidera nas três Américas a produção de conteúdo jornalístico e de entretenimento, seja no rádio, seja na televisão. Então, você reunir aqui radiodifusores de diversos países é extremamente importante para que a gente possa ter uma definição do que será o futuro da radiofusão nas três Américas, principalmente na televisão aberta." 80 anos da AIR A Associação Internacional de Radiodifusão celebra 80 anos de trabalho permanente em defesa da liberdade de expressão e da radiodifusão livre, privada e independente nas Américas. Desde sua criação, em 1946, a AIR tem acompanhado as profundas transformações tecnológicas, sociais e econômicas, defendendo a independência dos meios de comunicação, o pluralismo, a segurança jurídica e o direito de todas as pessoas a buscar, receber e difundir informações e opiniões. "A acelerada transformação tecnológica, as novas formas de produção e distribuição de conteúdos, o desenvolvimento da IA, a concorrência das grandes plataformas digitais, a pirataria e os desafios para a sustentabilidade dos meios de comunicação configuram um cenário profundamente diferente", diz a AIR em um comunicado que celebra seus 80 anos. "Diante dessas mudanças, a AIR renova seu compromisso de representar e defender a radiodifusão e de promover as condições necessárias para que os meios e os criadores de conteúdos possam continuar inovando, crescendo e cumprindo sua indispensável função a serviço da sociedade."

Senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado Ton Molina/Agência Senado A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), conseguiu nesta terça-feira (13) as 54 assinaturas necessárias para ingressar com um pedido para votar no mesmo dia, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados para o trabalhador. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que deve votar o requerimento nesta quarta-feira (14), quando os senadores também realizam a quinta e última sessão de discussão da proposta antes da primeira votação. Se o pedido for aprovado, os senadores poderão passar à votação da proposta em si. 🔎 Para ser aprovada, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações. Ou seja, conseguir o apoio de, no mínimo, 49 senadores. "Esta matéria estará apta para sua deliberação no dia de amanhã. Lógico que é público, vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial solicitado por lideranças partidárias. Eu informo que já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã", disse Alcolumbre. Parlamentares do governo e da oposição ouvidos pelo g1 e pela TV Globo dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. Segundo governistas, a ideia é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. O esforço para acelerar a votação envolve a quebra do rito de aprovação de mudanças na Constituição. Entre os turnos de votação, há uma regra que determina que se deve esperar cinco dias úteis e mais três sessões de discussão. Mas um pedido pode ser apresentado pelos parlamentares para que esse intervalo não seja cumprido ou seja abreviado. De acordo com Teresa Leitão, a "receptividade" da medida está "muito boa". A líder citou que membros da oposição ao governo já apoiavam a PEC, mesmo antes de o candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarar voto favorável à proposta. Flávio Bolsonaro vinha adotando um tom crítico ao fim da escala 6x1 e defendendo uma proposta alternativa de redução da jornada de trabalho condicionada à diminuição dos salários. Nesta terça-feira, porém, afirmou que se posicionará “conforme a vontade da maioria do povo”. O senador não marcou presença nem discursou em nenhuma das quatro sessões de discussão da PEC no plenário do Senado. Entre os partidos de oposição, políticos do Republicanos já falaram publicamente ser a favor do fim da escala 6x1. Entre eles, o atual senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, e a senadora Damares Alves (DF). Redução da jornada de trabalho A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6x1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Senado começa a analisar PEC que acaba com escala 6x1 A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Preferencialmente, um desses dias deve ser o domingo. Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas. A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.
A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estima que o Projeto de Lei Complementar (PLP) que prevê o perdão de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) inscritas na Dívida Ativa da União terá impacto de R$ 3 bilhões em três anos.
A proposta faz parte do pacote de medidas voltadas aos pequenos negócios anunciado pelo governo federal nesta terça-feira (13), a 12 dias do segundo turno das eleições. O texto ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.
Impacto fiscal da proposta que prevê perdão a dívidas de MEIs
Ao todo, segundo o governo, o projeto prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs.
Agora no g1
Serão abrangidos débitos da União inscritos em Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026, relativos às contribuições devidas pelos microempreendedores, além de juros, multas e encargos legais.
De acordo com o governo, quase 86% do estoque dessas dívidas, o equivalente à cerca de R$ 11 bilhões, é considerado de difícil ou impossível recuperação.
A equipe econômica argumenta que manter a cobrança desse volume de débitos gera custos administrativos sem garantia de que os valores serão efetivamente recuperados.
"Manter a cobrança desse volume de dívidas gera altos custos administrativos para o governo, sem a garantia de que o dinheiro será efetivamente arrecadado. Com o perdão, o governo passa a focar nas dívidas com maior chance de recuperação, enquanto os microempreendedores ganham um alívio financeiro para investir em seus próprios negócios e voltar a pagar os tributos em dia", diz o governo, em nota.
Para manter o perdão, o microempreendedor terá de pagar em dia suas contribuições mensais nos seis meses seguintes ao início da vigência da lei.
Em outra frente, o governo definiu "salvaguardas" para delimitar os efeitos da medida.
Com isso, quem já pagou a dívida antes da entrada em vigor da lei não terá direito à devolução ou compensação dos valores.
Garantias vinculadas também a débitos que não forem perdoados poderão ser mantidas na parcela necessária para cobrir essas dívidas. O projeto também estabelece que o encerramento de processos devido ao perdão não poderá, por si só, gerar cobrança de honorários advocatícios do beneficiário.

O acordo entre Mercosul e União Europeia elevou em 30% as exportações brasileiras desde maio, quando entrou em vigor, afirmou nesta terça-feira (13) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, as exportações brasileiras cresceram 10,4% em 2026. “Só o acordo Mercosul e União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse Elias Rosa durante evento no Ministério da Agricultura sobre a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários brasileiros desde 2023. O acordo entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio deste ano após cerca de 27 anos de negociações. Agora no g1 O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde maio. “O comércio bilateral cresceu um pouco mais de 6 bilhões de dólares. Isso, a partir de maio até agora, mostra a perspectiva que existe para o futuro”, declarou. Elias Rosa também disse que o crescimento do comércio exterior brasileiro não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o país registra recordes na corrente de comércio com praticamente todos os destinos, enquanto o comércio exterior como um todo cresceu, em média, 10,5%. O ministro afirmou que o avanço depende tanto dos investimentos das empresas quanto da atuação do governo na abertura de mercados. Ele também classificou o cenário internacional como desafiador, diante de barreiras tarifárias e não tarifárias, e disse que o Brasil continuará buscando diálogo e negociação com os Estados Unidos. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Acordo Mercosul-UE O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas. ➡️ O acordo elimina as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, em prazos que vão variar de quatro a 10 anos, a depender do produto. Com o acordo, entre os itens que passaram a ter taxa zero, estão frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído — o café em grão já entra na Europa sem taxa. Outros produtos terão redução de imposto, mas condicionada a cotas de exportação. É o caso de carne bovina, frango e porco, que são considerados produtos “sensíveis” pelos europeus por competirem diretamente com a produção local. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução

Austrália acusa OpenAI de invadir site do governo A OpenAI informou nesta terça-feira (13), ter encontrado um dispositivo de gravação sofisticado escondido em um de seus escritórios e identificou um funcionário como responsável por instalá-lo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o caso foi encaminhado ao FBI, que realizou uma prisão. A investigação continua em andamento. Em publicação no X (antigo Twitter), a empresa afirmou que usou seus próprios modelos de inteligência artificial para analisar o dispositivo e identificar sua origem. OpenAI demite pesquisadores e alega violação de sigilo; funcionários dizem que priorizaram segurança De acordo com a OpenAI, o funcionário havia instalado o equipamento alguns dias antes de sua descoberta e foi demitido. Initial plugin text A companhia disse que, até o momento, não há indícios de que o funcionário tenha acessado indevidamente ou extraído pesos dos modelos de IA, código-fonte ou dados de clientes. Os pesos são os parâmetros numéricos que permitem aos modelos processar informações e gerar respostas. A OpenAI afirmou ainda que continuará colaborando com as autoridades durante a investigação. A empresa declarou que seus protocolos de segurança são projetados para enfrentar diferentes ameaças, incluindo riscos internos, crimes cibernéticos e ações de Estados nacionais. Segundo a companhia, o episódio também demonstra como a inteligência artificial pode ajudar a identificar e enfrentar ameaças sofisticadas à segurança. OpenAI afirma que a confiança e a privacidade são fundamentais para seus produtos Getty Images

Bumble é vendida por US$ 1,3 bilhão e fundadora seguirá à frente do aplicativo. Divulgação/Bumble O aplicativo de relacionamentos Bumble anunciou nesta terça-feira (13) um acordo para ser comprado pela Ithaca Holdings por US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões), em uma operação integralmente em dinheiro. Com a conclusão do negócio, a empresa deixará de ter ações negociadas na bolsa e passará a ser uma companhia de capital fechado. Pelo acordo, os acionistas do Bumble receberão US$ 6,05 por ação. O valor representa um prêmio de aproximadamente 138% em relação ao preço de fechamento das ações na última sexta-feira (9) e de 119% sobre a média ponderada pelo volume negociado nos 30 dias anteriores à mesma data. A fundadora e atual diretora-executiva do Bumble, Whitney Wolfe Herd, continuará envolvida na companhia após a conclusão da operação. Ravi Gupta e John Hegeman, cofundadores e co-diretores-executivos da Ithaca Holdings, assumirão o comando do aplicativo e trabalharão em conjunto com Wolfe Herd. Segundo o comunicado, a Ithaca pretende ampliar a atuação do Bumble e investir no desenvolvimento do negócio. A empresa afirma que busca combinar tecnologias avançadas com experiência em gestão para renovar empresas e ampliar seu potencial de longo prazo. O Bumble continuará operando com escritórios em Londres, Austin e Nova York, e a expectativa é que sua sede permaneça em Austin, nos Estados Unidos. Acordo foi aprovado pelo conselho Agora no g1 O acordo foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração do Bumble, com exceção de Wolfe Herd, que se declarou impedida de participar das discussões e da votação sobre a operação. Antes da decisão, um comitê independente do conselho, assessorado por especialistas jurídicos e financeiros, avaliou diferentes alternativas estratégicas para a empresa. O grupo concluiu que a proposta da Ithaca era a melhor opção para os acionistas e recomendou a aprovação do negócio. Após a assinatura do acordo, empresas ligadas à gestora Blackstone e Wolfe Herd também aprovaram a operação por meio de um consentimento por escrito dos acionistas, garantindo a aprovação societária necessária, segundo o comunicado. A presidente do conselho do Bumble e do comitê independente, Ann Mather, afirmou que o grupo analisou as alternativas disponíveis com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas.

Avenida Brigadeiro Faria Lima é o principal centro financeiro do país Reprodução/TV Globo O preço médio do aluguel de escritórios de alto padrão atingiu o recorde de R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre deste ano na cidade de São Paulo. Os dados são da consultoria imobiliária Binswanger Brazil. No terceiro trimestre do ano passado, o preço médio do aluguel era de R$ 122,28 por metro quadrado. Há dois anos, estava em R$ 117. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com o levantamento, a alta dos preços foi puxada principalmente pelo aumento da procura por escritórios, impulsionada tanto pelo retorno ao trabalho presencial quanto pela expansão das empresas. Segundo Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, esse movimento também aparece na queda da taxa de vacância, que indica a proporção de espaços comerciais que estão desocupados. Agora no g1 A taxa ficou em 12,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 15,5% registrados no mesmo período de 2025 e dos 20,8% de dois anos atrás. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve uma pequena alta, de 12,1% para 12,9%. “Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva. Outro fator que tem aumentado a procura é a busca das empresas por edifícios “Triple A”, imóveis comerciais de alto padrão que se destacam pela localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade dos espaços e qualidade da construção. “O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam”, explica Santos. Preços ainda têm espaço para subir Apesar da alta recente, Santos afirma que os preços dos aluguéis ainda não foram suficientes para repor as perdas acumuladas pelo setor na última década. Por isso, segundo ela, ainda há espaço para valorização. “É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva. Se os aluguéis tivessem acompanhado o IPCA [inflação oficial do país] desde 2015, o preço médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado”, diz. Oferta de novos escritórios aumenta O levantamento da Binswanger mostra, ainda, que a entrada de novos escritórios de alto padrão mais que dobrou no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores. Três empreendimentos chegaram ao mercado na cidade de São Paulo: Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca. Juntos, eles acrescentaram 143 mil metros quadrados ao estoque de escritórios, ante 66 mil metros quadrados no segundo trimestre e 16 mil metros quadrados no mesmo período do ano passado. A chegada dos novos empreendimentos foi acompanhada pela maior ocupação de espaços. A absorção líquida, que considera o saldo entre áreas ocupadas e devolvidas, cresceu 4,8% no trimestre, para 88 mil metros quadrados. Segundo Santos, o movimento de valorização também tem se espalhado por outras regiões da capital voltadas ao mercado corporativo. Além de regiões que tradicionalmente concentram a demanda por escritórios, como Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, outros locais também ganharam destaque, como Chucri Zaidan e Pinheiros. “O interessante é que estamos observando a valorização se disseminar pela cidade. Não se trata mais de um movimento restrito aos endereços mais valorizados, mas de uma recuperação que começa a alcançar diferentes regiões”, conclui.

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (13) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,79 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até agosto deste ano. Deste total: R$ 4,31 bilhões são recursos de 23,94 milhões de pessoas físicas; R$ 1,48 bilhão são valores de 2,36 milhões de empresas. Como consultar o dinheiro esquecido Agora no g1 Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas voltadas para microempreendedores individuais (MEIs) e a empresas enquadradas no Simples Nacional. Segundo o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, o pacote inclui cinco medidas. A primeira delas é a o perdão das dívidas de todos os MEIs que estão inscritos na dívida ativa da União (veja a lista de medidas mais abaixo). O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá concorrer em busca da reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito está marcado para 25 de outubro. Agora no g1 'Desenrola 3.0' O governo também lançou uma versão do programa 'Desenrola', chamado de 'Desenrola 3.0', de renegociação de dívidas com bancos privados, voltada especificamente para microempreendedores individuais. "Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vender esse mal terrível", afirmou o ministro. "O presidente Lula está anunciando um projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional requerendo o perdão, a remissão, de todas as dívidas que os MEIs acumularam com o Estado brasileiro ao longo dos últimos anos", prosseguiu. Segundo o ministro, 3,6 milhões de microempreendedores devem ter a dívida pública perdoada a partir de 2027, caso o Congresso aprove o projeto de lei enviado. O valor a ser perdoado é estimado em R$ 12,6 bilhões. O projeto foi enviado ao Legislativo no meio da tarde desta terça-feira (13). Propostas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou as medidas durante evento no Palácio do Planalto, na manhã desta terça-feira (13). Veja a lista de propostas: ➡️Perdão de dívidas tributárias: projeto de lei complementar prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs inscritos na dívida ativa da União, a partir de 2027. A proposta depende de aprovação pelo Congresso Nacional. ➡️Compra de dívidas bancárias: o Desenrola 3.0 prevê a compra, pelo governo, de carteiras de dívidas bancárias de MEIs que somam cerca de R$ 6 bilhões. As instituições financeiras deverão oferecer descontos mínimos de 90%, com prioridade para aquelas que concederem os maiores abatimentos. ➡️PixMEI, com apoio de até R$ 5 mil: iniciativa em estruturação prevê conceder até R$ 5 mil por beneficiário, sem necessidade de devolução, para investimentos nos pequenos negócios. O programa também prevê assistência aos empreendedores, com apoio de parceiros como o Sebrae. ➡️Aumento do teto de faturamento: proposta em tramitação no Congresso prevê elevar o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também prevê permitir a contratação de um segundo funcionário. As mudanças dependem de aprovação legislativa. ➡️Dispensa de nota fiscal: decreto presidencial prevê dispensar os MEIs da emissão de notas fiscais nas vendas de produtos e na prestação de serviços a pessoas físicas. Os nanoempreendedores também ficariam dispensados de emitir notas fiscais e de abrir CNPJ. 🔎O Nanoempreendedor é aquele que tem um faturamento de até R$ 40.500 por ano (o que dá uma média de R$ 3.375 por mês). Esse valor equivale exatamente à metade do teto atual do MEI (que é de R$ 81.000). As medidas se somam a outras iniciativas apresentadas pelo governo ao longo do ano para o setor. Em junho, o Executivo enviou ao Congresso uma proposta para ampliar o limite anual de faturamento do MEI e permitir a contratação de até dois funcionários. Hoje, o teto de faturamento do microempreendedor individual é de R$ 81 mil por ano. Pela proposta enviada ao Congresso, esse limite subiria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. A mudança ainda depende de aprovação do Legislativo.

Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O governo federal editou uma medida provisória (MP) para combater ligações abusivas de telemarketing. O texto, publicado nesta terça (13) no Diário Oficial da União, determina que as operadoras verifiquem a origem das chamadas, identifiquem as empresas que telefonam e bloqueiem quem usar o serviço de forma abusiva. 🔎 Medidas provisórias têm força de lei, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis definitivas. O prazo inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60. A contagem é suspensa durante o recesso do Congresso. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A MP prevê o bloqueio por 15 dias de quem fizer mais de mil chamadas por uma única linha telefônica ou mais de 10 mil somando todas as linhas da mesma empresa, em um dia. Uma regra da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já prevê esse bloqueio para empresas que façam 100 mil ou mais ligações por dia, somando todas as suas linhas. Agora no g1 A MP também determina que as ligações autenticadas feitas por empresas sejam identificadas para quem recebe a chamada, com o nome empresarial e o logotipo, quando houver. Autenticar uma ligação significa verificar se o número informado como origem realmente pertence a quem está telefonando. O que o governo determina na MP: Verificar a origem das ligações. As operadoras deverão confirmar a autenticidade das chamadas antes de entregá-las ao destinatário. Bloquear ligações sem essa verificação, com exceções a serem definidas pela Anatel. Identificar as empresas que telefonam. As chamadas autenticadas deverão apresentar o nome empresarial e o logotipo, quando houver. Criar um cadastro centralizado de números telefônicos e seus titulares, sob supervisão da Anatel. Para empresas, a base incluirá nome empresarial, CNPJ e logotipo, quando houver. Manter o cadastro atualizado. As operadoras deverão fornecer os dados e pagar pela implantação e pelo funcionamento da base. Bloquear por 15 dias quem fizer ligações abusivas, conforme os critérios de volume e de chamadas curtas explicados acima. Bloquear chamadas e mensagens que usem números em desacordo com as regras da Anatel. Submeter as ligações em massa à regulamentação e à fiscalização da Anatel, com aplicação das penalidades previstas na Lei Geral de Telecomunicações. Parte das medidas trata de mecanismos que já estão previstos em regras da Anatel, explica ao g1 Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações. Uma norma da agência, de 2025, já estabelece que a origem de todas as chamadas deverá ser verificada. A implantação será gradual, com prazo de até três anos para alcançar todo o país, ou seja, até 2028. A MP do governo mantém a Anatel como responsável por regulamentar e fiscalizar as ligações em massa. A agência também deverá definir os procedimentos para identificar os casos de abuso e aplicar os bloqueios. O g1 procurou a Anatel para esclarecer como a MP será aplicada e o que muda em relação às regras já existentes, mas ainda aguarda resposta. Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram

Apple HomeView reúne tecnologia Apple Intelligence e a inteligência artificial Siri. Divulgação/Apple A Apple apresentou nesta terça-feira (13) o HomeView, um novo dispositivo com tela e inteligência artificial para controlar aparelhos conectados dentro de casa. Com preço a partir de US$ 299 (R$ 1.491,77), o produto usa uma nova versão da Siri e pode ser instalado na parede ou colocado sobre mesas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Com tela de 7 polegadas e reconhecimento facial, o HomeView identifica diferentes usuários e adapta o conteúdo exibido a cada um deles. O aparelho também permite controlar campainhas, termostatos, fechaduras e outros dispositivos conectados. A Apple afirma que o reconhecimento facial permite personalizar a experiência de cada morador da casa. Agora no g1 O HomeView começa a ser vendido em 13 de novembro nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia, Reino Unido, Singapura e África do Sul. O Brasil não está entre os mercados anunciados pela Apple nesta primeira fase de lançamento e a empresa não informou se o produto será vendido no país posteriormente. O lançamento do HomeView foi acompanhado de atualizações para o alto-falante inteligente HomePod e para a Apple TV. A empresa também apresentou uma linha de acessórios para casas inteligentes, como campainhas, câmeras e termostatos, fabricados pela LG e pela Schneider Electric e desenvolvidos com a colaboração da Apple. Com os lançamentos, a Apple busca ganhar espaço em um mercado que já conta com rivais como a Amazon, dona das linhas de alto-falantes Echo e campainhas Ring. A empresa também pode enfrentar maior concorrência de companhias de inteligência artificial, como a OpenAI, que têm planos para o mercado de dispositivos físicos. Os investidores também acompanham com atenção as vendas de aparelhos da Apple à procura de sinais de novas fontes de crescimento, enquanto a receita da área de serviços enfrenta pressão de órgãos reguladores. A Apple já atua há anos nesse mercado. A empresa lançou o aplicativo Casa em 2016, para controlar dispositivos conectados, e, dois anos depois, apresentou o HomePod. Segundo analistas, dois dos principais desafios da Apple são ampliar a compatibilidade com aparelhos de outras marcas e melhorar a capacidade da Siri de fornecer respostas úteis. A nova versão da Siri é justamente uma das apostas da empresa para tentar superar essa limitação. Neste ano, a Apple aprimorou os recursos da assistente com a ajuda do Google. Ainda assim, configurar uma casa inteligente continua sendo uma tarefa complexa para muitos consumidores, afirmou Bob O'Donnell, analista-chefe da TECHnalysis Research. Além da disputa pelo mercado, os novos produtos chegam em um momento de maior preocupação com a segurança dos aparelhos conectados à internet. Dispositivos como geladeiras e TVs inteligentes podem ser alvo de hackers. O HomeView não será vendido na União Europeia porque a versão da Siri com inteligência artificial continua indisponível no bloco devido às regras locais, segundo a Apple. Apple HomeView. Divulgação/Apple * Com informações da agência de notícias Reuters.

Sigla em inglês para inteligência artificial. Aly Song/Reuters Cerca de 400 cientistas, entre eles os pioneiros da inteligência artificial (IA) Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados da tecnologia. A proposta surge após casos em que modelos de IA conseguiram ultrapassar barreiras impostas durante testes e comprometer sistemas externos, segundo os pesquisadores. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O órgão seria responsável por estabelecer padrões de segurança para todo o setor e manter um registro de incidentes relevantes. Segundo os cientistas, essas informações deveriam, futuramente, ser divulgadas ao público. Em uma carta aberta, os pesquisadores defendem que os modelos mais avançados de IA sejam, inicialmente, mantidos isolados de redes externas e submetidos a uma supervisão independente. Entre as medidas recomendadas está o chamado “air gap”, que consiste em manter o sistema desconectado da internet. Para eles, os compromissos voluntários assumidos pelas empresas do setor não são suficientes. Agora no g1 O pedido ocorre um mês depois de Anthropic, OpenAI, Google, Meta, xAI e Nvidia assinarem um acordo na Casa Branca para adotar medidas voluntárias de segurança. O compromisso, porém, não prevê um mecanismo formal de fiscalização. Segundo a AFP, entre os episódios citados está um caso envolvendo dois modelos da OpenAI que, durante testes, conseguiram acessar a internet e entrar no Hugging Face, plataforma que hospeda modelos e outros recursos de inteligência artificial. Os pesquisadores alertam que, sem mudanças nas práticas de segurança, incidentes futuros poderão causar danos maiores a infraestruturas importantes. Os signatários, de 34 países, defendem que organizações que desenvolvem ou testam modelos com capacidades cibernéticas adotem imediatamente medidas rigorosas de segurança. Em paralelo, os governos deveriam trabalhar na criação de mecanismos formais de supervisão. O avanço desses sistemas tem ampliado o debate sobre como a inteligência artificial deve ser fiscalizada. Na sexta-feira (9), Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da União Europeia, disse à Reuters que a Lei de IA do bloco é suficiente para lidar com os riscos de sistemas maliciosos. No domingo (11), o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu uma restrição que impedia laboratórios americanos de dar ao Instituto de Segurança em IA do Reino Unido acesso antecipado aos modelos para testes de segurança. Hinton e Bengio dividiram o Prêmio Turing de 2018 com Yann LeCun, da Meta, outro importante pesquisador da área. LeCun não assinou a carta e argumenta que os recentes incidentes de segurança refletem principalmente falhas de engenharia, e não riscos existenciais relacionados à IA. *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a previsão de crescimento da economia global em 2026, impulsionado pelos fortes investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo o Fundo, o avanço da tecnologia ajuda a compensar os efeitos da guerra no Oriente Médio e da alta dos preços da energia, mas não elimina os riscos para a economia mundial. Apesar do prolongamento da guerra e dos preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, o FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente acima dos 3% projetados em julho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A projeção faz parte do relatório “Perspectiva Econômica Global”, divulgado durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc. A estimativa está praticamente em linha com a apresentada em abril, mas abaixo dos 3,5% de crescimento da economia global em 2025. Para 2027, o FMI prevê crescimento global de 3,4%. A estimativa foi mantida em relação a julho e está 0,2 ponto percentual acima da projeção de abril. A ligeira melhora se deve, em grande parte, aos fortes investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. Esse movimento levou o FMI a elevar as projeções de crescimento de grandes economias que desenvolvem plataformas de IA. Também foram beneficiados países que fornecem equipamentos para essa indústria, como Coreia do Sul, Malásia, México e Tailândia. Esse movimento também aparece no comércio internacional. Segundo Tenreyro, as vendas internacionais de produtos ligados à IA cresceram 29% entre 2023 e 2025, mais de três vezes o avanço de 8,3% do comércio global no mesmo período. Sem os produtos ligados à tecnologia, o crescimento do comércio mundial teria sido de apenas 4,6%. “A economia global tem se mostrado resiliente, mas essa resiliência está chegando ao limite. Por isso, precisamos passar de apenas lidar com a situação para reconstruir”, afirmou a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, em entrevista coletiva. “Precisamos recompor o espaço fiscal. Precisamos reconstruir a resiliência do lado da oferta”, acrescentou. Segundo Tenreyro, os principais riscos são o prolongamento ou agravamento da guerra no Oriente Médio, que poderia elevar a inflação, a alta dos juros dos títulos públicos e os eventos climáticos extremos associados ao El Niño. O FMI também cita a possibilidade de investidores reavaliarem as expectativas de retorno dos investimentos em IA, o que poderia reduzir os recursos destinados ao setor e derrubar os preços dos ativos. Países e empresas agiram rapidamente para reduzir os efeitos da alta do petróleo. Entre as medidas adotadas estão o uso de reservas, a busca por outros fornecedores e fontes de energia e a redução do consumo de combustível, disse Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do FMI, à Reuters. Segundo ela, sem essas medidas, a previsão de crescimento global teria caído para 2,5% neste ano. A capacidade de amenizar os impactos, porém, diminui à medida que a guerra se prolonga. O FMI também apontou uma desigualdade crescente entre os países beneficiados pelo avanço da IA e aqueles que ficam de fora desse movimento. Atualmente, apenas 32 países respondem por 95% do crescimento global, ante 54 em abril. O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar o crescimento Os cortes nas projeções também atingem um número maior de países. Desde abril, o FMI reduziu as estimativas de crescimento para 47% das economias analisadas. Entre elas estão vários países que dependem de energia importada e não fazem parte das cadeias produtivas ligadas à IA. Entre os países que tiveram as maiores reduções nas projeções de crescimento estão os do Golfo, diretamente afetados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Para a Arábia Saudita, o FMI agora prevê uma queda de 3,3% do PIB neste ano. Em julho, a expectativa era de crescimento de 1,7%. Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos também devem enfrentar fortes recessões em 2026. O FMI prevê quedas do PIB de 7,6%, 16%, 16,7%, 15,6% e 3,9%, respectivamente. Inteligência artificial. Inteligência Artificial FMI mantém projeção para os EUA e melhora para Europa Para os Estados Unidos, o FMI prevê crescimento de 2,3% tanto em 2026 quanto em 2027. A projeção para este ano foi mantida, enquanto a do próximo subiu 0,1 ponto percentual. A economia americana deve ser impulsionada pelo consumo, pelos cortes de impostos e pelos investimentos em IA. Parte desse impulso, porém, acaba beneficiando produtos importados. Na zona do euro, a previsão de crescimento para 2026 subiu de 0,9%, em julho, para 1,1%. Segundo o FMI, a melhora reflete o aumento dos investimentos em IA, a participação em cadeias produtivas ligadas à tecnologia, como a indústria química na Alemanha, e o aumento dos gastos com defesa nos países da União Europeia. No Reino Unido, a estimativa também melhorou: subiu 0,3 ponto percentual, para 1,3%, impulsionada pelo aumento dos investimentos em IA. Para a China, o FMI prevê crescimento de 4,5% em 2026 e de 4,0% em 2027. As duas estimativas ficaram 0,1 ponto percentual abaixo das projeções de julho. Segundo o Fundo, a alta do petróleo pesa sobre uma economia que já enfrenta consumo interno fraco, apesar do bom desempenho das exportações. A Índia continua sendo a grande economia que mais cresce no mundo. O FMI projeta alta de 7,0% do PIB tanto em 2026 quanto em 2027. Em relação às previsões de julho, as estimativas subiram 0,6 ponto percentual para este ano e 0,3 ponto percentual para o próximo. O desempenho é sustentado pela forte demanda interna, pelo setor de serviços e pelos investimentos em IA. A inflação global, por sua vez, deve ficar em 4,7% em 2026 e recuar para 4,1% em 2027, segundo o FMI. Petróleo e IA aumentam incertezas As projeções do FMI partem da premissa de que o Estreito de Ormuz será reaberto em março de 2027 e que as condições do transporte marítimo voltarão aos níveis anteriores à guerra até outubro daquele ano. Nesse cenário, o Fundo considera um preço médio do petróleo de US$ 96 por barril em 2026 e de US$ 87 em 2027. O FMI também calculou os possíveis efeitos de um agravamento da guerra. Em um cenário em que o petróleo chegue a US$ 130 por barril no primeiro trimestre de 2027, o crescimento global seria 0,2 ponto percentual menor em 2026 e 0,5 ponto percentual menor em 2027. A inflação global, por sua vez, subiria 1,1 ponto percentual em 2027, chegando a 5,2%. A inteligência artificial também traz incertezas para a economia, mas seus efeitos podem ser positivos ou negativos, segundo o FMI. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, resumiu o risco ao afirmar que a economia global está cada vez mais dependente da tecnologia. “Agora temos uma economia que se sustenta em uma perna só, a perna da IA”, afirmou Georgieva. “E se ela vacilar? E se houver decepção e isso levar a um ambiente potencialmente mais difícil?” Se a adoção da tecnologia e os investimentos avançarem mais rapidamente, o PIB global poderia ficar 0,6% maior até 2029. Segundo o Fundo, a maior parte dos ganhos ficaria concentrada nos Estados Unidos e na China. O efeito pode ser o contrário se os ganhos de produtividade esperados com a IA não se concretizarem. Nesse cenário, os investimentos poderiam cair significativamente e o PIB dos Estados Unidos ficaria 0,8% menor. O impacto também atingiria os países asiáticos exportadores de tecnologia, com redução de até 0,4% do PIB até 2028. Uma queda dos investimentos em IA também poderia provocar perdas nos mercados financeiros e dificultar o acesso ao crédito, reduzindo o consumo, principalmente nos Estados Unidos. Somada à alta dos juros dos títulos globais, essa piora poderia reduzir o PIB mundial em 1,1% até 2028. Nos Estados Unidos, a redução chegaria a 1,8%. Apesar do impacto, o FMI avalia que mesmo esse cenário mais pessimista para a IA provavelmente não seria suficiente para levar a economia mundial a uma recessão, afirmou Petya Koeva Brooks, diretora adjunta do Departamento de Pesquisa do Fundo, à Reuters. O FMI também alertou para o alto nível de endividamento dos governos, especialmente nas economias avançadas. A alta dos juros dos títulos públicos, que pode ser agravada pelas pressões inflacionárias provocadas pela guerra, encarece essas dívidas e reduz os recursos disponíveis para outras despesas. O cenário também pode prejudicar o crescimento. Por isso, a instituição defende que os governos adotem medidas para recompor as contas públicas e apresentem planos de médio prazo para manter a dívida em níveis sustentáveis.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,71% nesta terça-feira (13), no retorno do feriado de Nossa Senhora Aparecida, cotado a R$ 5,0198. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,04%, aos 206.888 pontos. Após renovar o recorde de fechamento na sexta-feira, aos 209.067 pontos (+1,38%), o Ibovespa perdeu força nesta terça. Os investidores acompanharam o cenário eleitoral, à espera de novas pesquisas nesta semana, além das incertezas globais e das oscilações nos preços do petróleo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário eleitoral continuou na mira dos investidores. Após um novo levantamento do Datafolha indicar que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) tem 45%, o mercado aguarda duas novas pesquisas com projeções para o 2º turno nesta semana. Veja quando saem. ▶️ Na agenda econômica, o FMI hoje cortou projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano. O fundo ainda manteve a perspectiva de desaceleração da atividade econômica em 2027, atribuindo o movimento ao efeito dos juros elevados, à redução do estímulo fiscal e às incertezas globais. ▶️ A queda nos preços do petróleo também esteve no radar. Após o presidente Donald Trump descartar novos ataques ao Irã na semana passada, a Ucrânia suspendeu, nesta segunda-feira, os ataques às refinarias de petróleo e energia russas por dois dias. Com o noticiário, os preços da commodity operavam mistos. O barril do Brent, referência internacional, caiu 0,69%, cotado a US$ 105,91. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 0,67%, a US$ 94,37 o barril. ▶️ Dados de inflação e atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos também ficam no radar nesta semana, assim como o início da temporada de balanços corporativos no exterior. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: -2,99%; Acumulado do ano: -8,54%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -1,07% Acumulado do mês: +11,07%; Acumulado do ano: +28,39%. Flávio na vantagem A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O Datafolha diz que a distância de quatro pontos entre eles configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente. Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, e Lula, 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião A pesquisa também indicou que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% aprovam. A pesquisa anterior, divulgada há uma semana, mostrava cenário idêntico: 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026. LEIA MAIS Por que as eleições mexem tanto com a bolsa e o dólar? 'Quanto dura um amor de verão?’: ânimo do mercado com Flávio pode ter prazo de validade, avaliam economistas Bolsas globais Nos Estados Unidos, os principais índices acionários inverteram o sinal e fecharam com queda nesta terça-feira, conforme investidores repercutiam novos resultados corporativos locais. O Dow Jones caiu 0,33%, enquanto o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,15%. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, também de olho em ações de tecnologia e balanços corporativos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, aos 635,01 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha e o CAC-40, da França, caíram 0,07%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,06%. Na Ásia, os principais índices acionários continuam vem suscetíveis ao humor dos mercados com ações relacionadas à inteligência artificial. O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,1%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,3%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,82% e o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 5,46%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 Reprodução/TV Globo

Robô que teria sido usado para assediar uma adolescente na Alemanha foi apreendido pela polícia. O equipamento tem 1,2 metro de altura e é vermelho e dourado. Reprodução/Polizei NRW K A polícia alemã investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para agredir sexualmente uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O caso foi divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira (12). A adolescente, de 16 anos, estava com duas amigas em Colônia, no oeste da Alemanha, na noite de sábado (10), quando um robô de 1,2 metro de altura se aproximou dela, segundo as forças de segurança. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 De acordo com a polícia, o dispositivo, de cor vermelha e dourada, teria tocado as nádegas da adolescente. O jovem de 16 anos seria o proprietário do robô. Segundo um comunicado da polícia de Colônia, ele e o suspeito de 19 anos teriam filmado a suposta agressão, transmitido o ato ao vivo nas redes sociais e feito comentários durante a transmissão. Agora no g1 Em um vídeo que circula no TikTok, o robô humanoide vermelho e dourado aparece ao lado de dois homens e se esfrega em uma adolescente, que grita e se afasta. A polícia encontrou o dispositivo no porta-malas de um carro e suspeita que o proprietário o tenha escondido ali. As autoridades apreenderam o robô e dois celulares dos suspeitos, que seguem sob investigação. Initial plugin text LEIA TAMBÉM: Criminosos vendem pacotes de vídeos de abuso sexual infantil por R$ 10 no Telegram A IA pode ter vontade própria ou se revoltar contra humanos? Golpe da antena falsa: criminosos bloqueiam sinal das operadoras para tirar dinheiro de vítimas Criminosos usam TikTok para promover de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram

O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação neste ano e também passou a projetar uma queda maior na taxa básica de juros, a Selic. A projeção do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana — embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Inflação A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,01% para 5,22%; ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4,30%; ➡️ Para 2028, a previsão caiu de 3,80% para 3,79%; ➡️ Para 2029, a estimativa recuou de 3,51% par 3,50%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro manteve sua estimativa em 1,85% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB continuou em 1,40%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também passou a projetar um corte maior na taxa de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26 por dólar.

Character.AI, plataforma de inteligência artificial para criar personagens que se passam por pessoas reais Divulgação/Character.AI A Character.AI, plataforma que permite criar personagens virtuais com inteligência artificial para conversar sobre diferentes assuntos, informou nesta segunda-feira (12) que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos e aceitou vender parte de seus ativos à Walt Disney por US$ 20 milhões (cerca de R$ 99,7 milhões). Fundada por ex-engenheiros do Google, a empresa ficou conhecida por oferecer chatbots que simulam conversas humanas e podem interagir com usuários sobre temas como entretenimento, amizade e apoio emocional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Reuters, a empresa iniciou o processo de venda de ativos, que inclui o licenciamento de parte de sua propriedade intelectual. Também pediu à Justiça que aprove as regras do leilão, que preveem a Disney como primeira ofertante. Nesse modelo, a proposta da Disney serve como referência para as demais ofertas, mas outros interessados podem apresentar propostas com valores mais altos. A expectativa é concluir a negociação até o fim de novembro ou o início de dezembro de 2026. Agora no g1 “Após uma análise abrangente das alternativas disponíveis, o conselho de administração concluiu que esse processo de venda supervisionado pela Justiça oferece à empresa a melhor oportunidade de maximizar o valor para todas as partes interessadas”, afirmou Colin Adams, presidente-executivo da Character.AI. A Character Technologies, empresa sediada nos EUA que controla a plataforma, informou ter bens e dívidas estimados entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, segundo um documento apresentado à Justiça. A companhia afirmou que pretende manter a plataforma em funcionamento, com o mínimo possível de interrupções durante o processo de venda. Caso não encontre um comprador disposto a continuar operando o serviço, a plataforma será desativada. Polêmicas envolvendo a plataforma A Character.AI já enfrentou questionamentos sobre os riscos de seus chatbots para crianças e adolescentes. Em 2024, a empresa anunciou novas medidas de segurança após ser acusada, em processos judiciais nos EUA, de contribuir para casos de suicídio e automutilação entre jovens. Em janeiro deste ano, a Character.AI e o Google chegaram a um acordo para encerrar um processo movido pela mãe de um adolescente de 14 anos que morreu por suicídio após interagir com um chatbot da plataforma. Os termos do acordo não foram divulgados. Mais recentemente, no mês passado, o Ministério da Justiça brasileiro recomendou que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avaliasse os riscos de plataformas que simulam relações de amizade e romance com usuários. A Character.AI estava entre os 13 serviços analisados pelo órgão.

FMI reduz projeção de crescimento para o Brasil O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento da economia brasileira vai perder fôlego no próximo ano — registrando um aumento menor do que o previsto para 2026. A avaliação faz parte do relatório Perspectiva Econômica Mundial, em que a entidade sediada em Washington faz previsões sobre toda a economia global. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A previsão do FMI para a economia brasileira é de um crescimento de 2,2% para 2026 e 1,9% em 2027 — uma revisão para baixo de 0,2% e 0,3% respectivamente, em relação às projeções divulgadas pelo Fundo em julho. Segundo o FMI, essa desaceleração do crescimento econômico brasileiro reflete "condições monetárias ainda restritivas — voltadas para o retorno da inflação à meta —, a retirada de estímulos da política fiscal e a incerteza global". Desde o começo do ano, o Banco Central vem cortando a taxa básica de juros da economia — que já caiu de 15% para 13,75%. Na mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central destacou que os juros altos no Brasil têm provocado uma desaceleração da economia — mas que a taxa continuará caindo aos poucos para impedir a volta da inflação. Os últimos dados do PIB brasileiro confirmam essa desaceleração. A economia nacional havia crescido 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Mas os dados mais recentes do IBGE mostram que o PIB perdeu força no segundo trimestre de 2026, com uma alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, abaixo do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre. As previsões do FMI para 2026 e 2027 são mais otimistas do que a do mercado brasileiro. O mais recente Boletim Focus, do Banco Central, — de 2 de outubro — mostra que os agentes do mercado brasileiro acreditam que o crescimento econômico brasileiro será de 1,85% este ano e 1,4% em 2027. Pela quarta semana consecutiva, as previsões de crescimento da economia brasileira caíram nas medianas do Focus. O crescimento projetado para a economia brasileira pelo FMI está levemente abaixo do previsto para a América Latina, que é de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. No Brasil, a expectativa do FMI é de queda da inflação, mas aumento do desemprego. O FMI prevê que a inflação brasileira vai cair de 5% no ano passado para 4,4% este ano e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego subiria de 6% em 2025 para 6,2% este ano e 6,8% em 2027. De novo, as previsões do FMI parecem mais positivas do que as do mercado brasileiro. Segundo o Focus, o Brasil fecharia 2026 e 2027 com inflação de 5,01% e 4,3% respectivamente. Economia global 'resiliente mas sob pressão' Já o resto do mundo cresceria em um ritmo mais acelerado do que o brasileiro, segundo a projeção do Fundo: de 3,4% este ano e 3,6% em 2027. Segundo o FMI, a economia global está "resiliente sob pressão" — que é o nome do relatório. O mundo enfrenta hoje diversos desafios econômicos: uma inflação alta — que deve atingir 4,7% na média global este ano para depois cair para 4,1% em 2027 —, uma escalada de conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, uma reavaliação sobre as expectativas ligadas à inteligência artificial, tensões comerciais entre os países e problemas fiscais em diversos governos. "Por outro lado, um impulso mais forte nos investimentos em IA e ganhos de produtividade decorrentes da IA, ou um alívio sustentado das tensões geopolíticas e comerciais, poderiam fortalecer o crescimento", afirma o FMI. Segundo o FMI, a atividade econômica global tem se mantido resiliente apesar da guerra no Oriente Médio, sustentada pela adaptação do setor privado e por investimentos robustos em inteligência artificial. "No entanto, a inflação está em alta, a disparidade entre as economias que se beneficiam do ciclo de expansão tecnológica ou de termos de troca favoráveis e aquelas que enfrentam custos de importação mais elevados e demanda mais fraca está aumentando", diz o FMI. O Fundo também afirma que o preço dos alimentos e energia vêm subindo nos últimos cinco anos, corroendo o poder de compra das famílias e aumentando a desigualdade e a pobreza. O FMI defende que as políticas públicas que mais funcionaram para lidar com esses desequilíbrios foram de apoio à renda para famílias vulneráveis economicamente. 2027 mais lento no Brasil A previsão do FMI de um crescimento mais lento do Brasil em 2027 está em linha com o que muitos analistas brasileiros já apontavam. Economistas ouvidos pela BBC News Brasil no mês passado já antecipavam um crescimento mais lento para a segunda metade deste ano e para 2027, com a perda de força dos estímulos fiscais feitos por governo federal e governos estaduais no primeiro semestre, em meio à corrida eleitoral. Ao mesmo tempo, os investimentos devem seguir reduzidos, diante do cenário de juros altos, que também têm se refletido nos diversos pedidos de recuperação judicial no setor de varejo. Esse cenário de restrições à atividade econômica deve continuar no próximo ano, contribuindo para o menor crescimento do PIB, preveem os analistas. Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, projetava um crescimento de 1,5% do PIB em 2027, mas acredita que esse número possa, na verdade, ser mais próximo de 1%. O economista cita como fatores para esse pessimismo a redução da taxa básica de juros mais lenta do que era esperado no início do ano, o aumento do endividamento e a redução do impulso fiscal pelo governo, passado o ciclo eleitoral. Pesam também condições financeiras mais desfavoráveis, com juros mais altos no mundo e petróleo em alta, pressionando a inflação local. "Ano que vem provavelmente também tem PIB negativo do agro, por causa do efeito do El Niño", diz Serrano. Alex Agostini, economista-chefe da agência de avaliação de risco Austin Rating, disse à BBC News Brasil em setembro que o cenário fiscal conturbado deve ser a maior pedra no sapato do novo governo. Ele acredita que, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vitorioso, algum ajuste fiscal será inevitável, o que teria efeito contracionista sobre a atividade econômica. O que o FMI prevê para a economia brasileira em 2027 — e os desafios para retomar crescimento Getty Images via BBC

Plenário do Senado Federal discute a PEC do fim da escala 6x1 Jonas Pereira/Agência Senado A proposta que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) seu primeiro grande teste no plenário do Senado. Os senadores devem votar, em primeiro turno, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda precisa superar etapas importantes antes de eventualmente se transformar em uma Emenda à Constituição. Para avançar, a proposta precisará receber ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado definirá os próximos passos da tramitação e indicará o tamanho do apoio político à medida dentro da Casa. Agora no g1 A expectativa em torno da votação aumentou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluir a matéria na pauta do plenário. O tema vem mobilizando parlamentares favoráveis à aceleração da análise da proposta e também grupos que defendem um debate mais prolongado sobre seus impactos. A seguir, entenda o que será votado, o que acontece em caso de aprovação e quais etapas ainda precisam ser cumpridas até a conclusão do processo legislativo. O que será votado nesta quarta-feira? O que acontece se a PEC for aprovada? O texto ainda pode sofrer alterações? A votação final pode ocorrer ainda em outubro? O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? As mudanças passariam a valer imediatamente? O que será votado nesta quarta-feira? A análise prevista para esta quarta não corresponde à votação definitiva da proposta. Antes da deliberação, os senadores ainda precisam concluir as duas últimas sessões de discussão exigidas pelo regimento interno do Senado. Em seguida, o texto será submetido ao plenário em primeiro turno. A PEC já passou pelas principais fases iniciais da tramitação. Foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da CCJ do Senado em setembro. Agora, será apreciada por todos os integrantes da Casa. Como altera a Constituição Federal, a proposta precisa ser aprovada por pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos favoráveis. A votação desta quarta também servirá para medir, pela primeira vez, o apoio efetivo da Casa ao texto. A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos. Parlamentares favoráveis à proposta afirmam possuir apoio suficiente para a aprovação em primeiro turno. Já grupos contrários defendem mais tempo para discussão e alertam para possíveis impactos sobre custos trabalhistas e organização das empresas. Além da disputa em torno do mérito da proposta, há divergências sobre o ritmo de tramitação. Enquanto alguns senadores tentam acelerar o processo, outros defendem um debate mais amplo antes da conclusão das votações. Outro fator importante é o quórum. Mesmo com a matéria pautada, a aprovação depende do voto favorável de pelo menos 49 parlamentares, um número expressivo para mudanças constitucionais. Volte ao índice. O que acontece se a PEC for aprovada? Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará tramitando no Senado. A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho. Ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo. Após essa etapa, ainda serão necessários: três novas sessões de discussão em plenário; votação em segundo turno; nova aprovação com pelo menos 49 votos favoráveis. Somente após a aprovação em segundo turno o Senado concluirá sua análise da proposta. Caso os senadores mantenham exatamente o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a PEC poderá seguir diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional e passar a integrar a Constituição Federal. Volte ao índice. O texto ainda pode sofrer alterações? Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário. Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara. Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo. Volte ao índice. A votação final pode ocorrer ainda em outubro? Existe essa possibilidade. Pelas regras normais do Senado, a proposta precisa cumprir novas sessões de discussão antes da votação em segundo turno. O regimento também prevê intervalo entre as duas deliberações. Entretanto, parlamentares governistas articulam a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para apresentar um requerimento que permitiria reduzir parte desses prazos. Segundo Davi Alcolumbre, nenhum pedido desse tipo havia sido apresentado formalmente até o momento. Caso isso aconteça, caberá ao plenário decidir se concorda ou não com a aceleração da análise. Se houver acordo entre os senadores, a votação definitiva poderá ocorrer ainda na segunda quinzena de outubro. Volte ao índice. O que prevê a PEC do fim da escala 6x1? A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil. Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial. A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos. Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6x1 como modelo regular de jornada. O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias. Volte ao índice. As mudanças passariam a valer imediatamente? Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores. Primeira etapa Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda: redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais; garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa Iniciada 12 meses após a primeira fase: redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais. Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O texto, porém, prevê exceções e regras específicas. Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas. A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais. Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Volte ao índice.

Câmara dos Deputados Divulgação / Câmara dos Deputados O novo concurso da Câmara dos Deputados reúne alguns dos principais atrativos buscados por candidatos ao serviço público: remuneração acima da média, estabilidade e oportunidades em áreas que vão da comunicação social à engenharia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Ao todo, o edital oferece 66 vagas imediatas e outras 118 para cadastro de reserva na carreira de analista legislativo, com salários de R$ 32.070,88. 🔎 Há oportunidades para jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros, além de vagas para uma especialidade pouco conhecida do grande público, mas que concentra a maior oferta do edital: Registro e Redação. As inscrições poderão ser feitas entre 15 de outubro e 17 de novembro, pelo site do Cebraspe, banca responsável pela seleção. A taxa de inscrição é de R$ 130. Mas as dúvidas sobre o concurso vão muito além do período de cadastro. Por isso, o g1 preparou um guia com os principais pontos do edital. Abaixo, entenda: Cargo e formação Salários e benefícios Requisitos Atribuições Como serão as provas? Quando os aprovados poderão ser convocados? Como funcionará a reserva de vagas? Cargos e formação Embora todas as vagas pertençam à carreira de analista legislativo, o concurso não é destinado a um único perfil profissional. Um dos destaques do edital é que a especialidade com maior número de vagas não exige formação superior específica. A área de Registro e Redação oferece 25 vagas imediatas e outras 25 para cadastro de reserva. Para concorrer, basta possuir diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação. Já as demais oportunidades são destinadas a candidatos com graduações específicas. Veja a distribuição prevista no edital: O novo concurso da Câmara dos Deputados g1 Salários e benefícios Independentemente da especialidade escolhida, todos os aprovados ingressarão na carreira com remuneração inicial de R$ 32.070,88. Os servidores serão lotados em Brasília, onde está localizada a sede da Câmara dos Deputados. Além do salário, os ocupantes do cargo terão acesso aos benefícios oferecidos pela Casa e às garantias previstas para os servidores efetivos da administração pública federal. Requisitos Além da formação exigida para cada especialidade, os candidatos deverão atender aos requisitos legais para ingresso no serviço público federal. Entre as exigências estão: ter nacionalidade brasileira ou portuguesa, nos casos previstos em lei; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar quite com as obrigações militares, quando aplicável; possuir aptidão física e mental para o exercício do cargo; apresentar a documentação exigida para a posse; possuir a graduação exigida para a especialidade escolhida. Algumas áreas também exigem registro profissional no respectivo conselho de classe. Atribuições Embora todos os aprovados ingressem na carreira de analista legislativo, as atividades desempenhadas variam de acordo com a especialidade escolhida. Os profissionais da área de Divulgação Institucional atuam na criação de campanhas, ações educativas e projetos de comunicação voltados à população. Os jornalistas são responsáveis pela cobertura das atividades parlamentares, produção de reportagens, notícias, entrevistas e conteúdos para os diversos veículos de comunicação da Câmara. Já os relações-públicas trabalham na organização de eventos, cerimônias, ações de relacionamento institucional e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem da Casa. Na área de gestão da informação, os arquivistas organizam e preservam documentos produzidos ao longo de décadas de atividade legislativa. Os bibliotecários administram acervos e auxiliam em pesquisas técnicas utilizadas por parlamentares e servidores. Os museólogos, por sua vez, cuidam da preservação da memória institucional e dos bens históricos relacionados ao Poder Legislativo. As especialidades de engenharia têm atribuições ligadas à manutenção e modernização da infraestrutura da Câmara. Os profissionais participam da elaboração de projetos, fiscalização de obras, emissão de pareceres técnicos e acompanhamento de contratos. Já os servidores de Registro e Redação exercem uma das funções mais diretamente ligadas ao processo legislativo. Eles são responsáveis pelo registro oficial de debates, pronunciamentos e sessões parlamentares, além da elaboração, revisão e organização de documentos produzidos pela Casa. Como serão as provas? As provas estão marcadas para 17 de janeiro de 2027. A aplicação ocorrerá nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Dessa forma, os candidatos poderão realizar os exames em seus próprios estados, sem a necessidade de viajar para Brasília. ➡️ As avaliações serão aplicadas em dois turnos. Os horários definitivos serão divulgados posteriormente pelo Cebraspe. A seleção será composta por prova objetiva e prova discursiva, ambas aplicadas no mesmo dia. A prova objetiva terá 180 itens no formato "certo" ou "errado", distribuídos entre conhecimentos gerais e conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será voltada para conteúdos relacionados à especialidade escolhida pelo candidato. Quando os aprovados poderão ser convocados? A Câmara dos Deputados poderá iniciar as nomeações após a homologação do resultado final do concurso. Segundo o cronograma oficial, a divulgação do resultado final está prevista para 30 de abril de 2027. A partir dessa data, as nomeações poderão ocorrer de acordo com as necessidades da administração e a disponibilidade de vagas. Além dos candidatos classificados dentro das vagas imediatas, aprovados no cadastro de reserva também poderão ser convocados durante o período de validade do concurso, que será de dois anos - contados a partir da homologação do resultado final. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período. Isso significa que a Câmara dos Deputados poderá convocar aprovados por até quatro anos, conforme suas necessidades administrativas. Cadastro reserva O concurso prevê 118 oportunidades para cadastro de reserva, mecanismo utilizado para formar uma lista de candidatos aptos a serem convocados futuramente. Ou seja, quem for aprovado para o cadastro de reserva não tem direito à nomeação imediata. Esses candidatos ficam em uma espécie de lista de espera e podem ser chamados caso surjam novas vagas, ocorram aposentadorias, exonerações ou haja necessidade de reforçar o quadro de servidores durante o período de validade do concurso. A convocação segue a ordem de classificação e pode ocorrer a qualquer momento enquanto o concurso estiver válido. Cronograma 5 de outubro de 2026: divulgação das regras para sorteio das vagas reservadas; 8 de outubro de 2026: sorteio das vagas reservadas; 14 de outubro de 2026: divulgação do resultado final do sorteio; 15 a 23 de outubro de 2026: prazo para solicitar isenção da taxa; 15 de outubro a 17 de novembro de 2026: período de inscrições; 19 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa; 22 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova; 17 de janeiro de 2027: aplicação das provas objetiva e discursiva; 19 a 22 de janeiro de 2027: divulgação dos gabaritos preliminares; 18 de fevereiro de 2027: resultado das provas objetivas; 9 de abril de 2027: resultado provisório das provas discursivas; 30 de abril de 2027: resultado final do concurso.

Reunião anual do Fundo Monetário Internacional na Tailândia. Sakchai Lalit / AP O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou ligeiramente nesta terça-feira sua projeção para a economia global em 2026, mas continua prevendo um crescimento modesto de 3,1%. Em julho, o FMI estimava expansão global de 3,0%. Em 2025, a economia mundial cresceu 3,5%. No relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, o organismo prevê que o crescimento dos Estados Unidos permaneça estável em 2,3% em 2026 e 2027. O FMI afirmou ainda esperar que os preços do petróleo avancem quase 41% neste ano, para uma média de US$ 96 por barril, o que deve impulsionar a inflação global para 4,7% em 2026, ante 4,1% no ano passado. Agora no g1 A atualização foi divulgada enquanto líderes econômicos e financeiros de todo o mundo se reúnem em Bangkok para os encontros anuais de outono do FMI e do Banco Mundial. Segundo o relatório, o avanço da inteligência artificial (IA) está compensando parte dos efeitos negativos provocados pela forte alta dos preços do petróleo e do gás. Impactos desiguais da IA O FMI destacou, porém, que os benefícios do boom da inteligência artificial não são distribuídos de forma homogênea. Estados Unidos e China respondem por mais de três quartos da demanda líquida mundial por importações de semicondutores e outros equipamentos ligados à IA. "As perspectivas são altamente desiguais", afirmou Silvana Tenreyro, diretora do departamento de pesquisa do FMI, durante entrevista coletiva em Bangkok. O relatório aponta que o crescimento está cada vez mais concentrado. Atualmente, 32 países respondem por 95% da expansão econômica global, contra 54 países em abril. "A economia global não está simplesmente desacelerando ou acelerando; o crescimento está sendo redistribuído entre os países de acordo com sua exposição ao choque de oferta provocado pela guerra e à força da demanda relacionada à inteligência artificial", afirma o documento. Ferramentas de IA Solen Feyissa/Pexels Os efeitos da IA sobre o emprego são um dos principais temas debatidos nos encontros em Bangkok. Na segunda-feira, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, classificou o fenômeno como "um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami". "Estimamos que o impacto sobre os empregos no mundo alcance cerca de 40%, seja por meio de aprimoramento, rebaixamento ou eliminação de postos de trabalho. E já estamos observando parte desse impacto", afirmou. Dívida continua sendo preocupação Na semana passada, Georgieva pediu que países ricos e pobres reforcem seus esforços para melhorar suas finanças públicas. Segundo ela, o aumento dos níveis de endividamento representa um risco crescente para a estabilidade financeira global. Tenreyro afirmou que essa preocupação é ainda mais relevante em um cenário de custos elevados de financiamento. O relatório prevê que as economias avançadas cresçam 2,1% neste ano, acima dos 2,0% registrados em 2025, antes de desacelerarem para 1,9% no próximo ano. As projeções consideram que os embarques de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz serão normalizados até março e que o avanço da demanda por inteligência artificial perderá parte de seu ritmo. Nos Estados Unidos, o crescimento deve permanecer estável em 2,3%. Dívida pública sobe. Reprodução/Jornal Nacional Países relativamente protegidos dos choques energéticos provocados pela guerra com o Irã e que vêm se beneficiando da rápida adoção da IA conseguem manter o crescimento econômico. Já as economias em desenvolvimento e os mercados emergentes mais vulneráveis aos altos preços do petróleo e do gás devem desacelerar para 3,7% neste ano, ante 4,5% em 2025. Para 2027, a projeção é de recuperação, com expansão de 4,4%. A situação é considerada mais delicada no Oriente Médio e na Ásia Central. Nessas regiões, as economias devem encolher neste ano antes de voltar a crescer e alcançar uma taxa de 6,3% em 2027. Perspectivas variam por região Os 21 países que compartilham o euro devem registrar crescimento de 1,1% neste ano e de 1,2% em 2027. A China, segunda maior economia do mundo, deve expandir 4,5% neste ano, abaixo dos 5% registrados em 2025, em linha com a meta oficial do governo. Selo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto do lado de fora de sua sede em Washington, DC Mandel Ngan/AFP A Índia deve permanecer como a grande economia de crescimento mais acelerado do mundo, com expansão de 7%, abaixo dos 7,7% observados no ano passado. O FMI reúne 191 países-membros e tem como missão promover o crescimento econômico, a estabilidade financeira e a redução da pobreza. Em Bangkok, ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais discutem o cenário econômico global e estratégias para fortalecer a estabilidade financeira e sustentar o crescimento econômico.

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quarta-feira (14), e o prêmio pode chegar a mais de R$ 150 milhões para a aposta vencedora. A mudança na data do sorteio, da tradicional terça-feira para a quarta, ocorre por causa do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, comemorado na segunda-feira (12). Outras loterias, como Quina, Lotofácil e Dia de Sorte, também não tiveram sorteio na segunda e serão retomadas nesta terça-feira (13). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 3.069, realizado no domingo (11), em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O ranking abaixo mostra os maiores prêmios da loteria, segundo a Caixa Econômica Federal, e considera apenas os sorteios regulares. Veja abaixo: O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação O próximo feriado nacional será em 2 de novembro, Dia de Finados. A data cairá em uma segunda-feira, o que permitirá três dias seguidos de descanso para os trabalhadores que folgam aos fins de semana. Ao todo, ainda restam quatro feriados nacionais em 2026. Além de Finados, outras datas podem formar fins de semana prolongados, dependendo do dia da semana em que caem e da possibilidade de emenda. (veja calendário abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Nem todos os trabalhadores são dispensados nos feriados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de outras categorias autorizadas a trabalhar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalha no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou a uma folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Agora no g1 Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. O calendário é favorável para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. O mês de novembro terá três feriados. Depois do dia 2, a próxima data será 15 de novembro, quando é celebrada a Proclamação da República. O feriado cairá em um domingo e, por isso, não haverá possibilidade de emenda. Outro feriadão será possível em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

Meta lança Muse Wonder, seus modelos de IA mais avançados, para pressionar OpenAI e Anthropic Reprodução/Meta A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) o lançamento de dois novos modelos de inteligência artificial (IA), chamados Muse Wonder e Muse Wonder Full. Segundo a empresa, eles são os mais avançados já desenvolvidos pela companhia. Com a novidade, a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp busca aumentar sua competitividade na disputa com empresas como OpenAI (ChatGPT) e Anthropic (Claude), que também desenvolvem tecnologias de IA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a Meta, o Muse Wonder será integrado em breve ao Muse, seu assistente pessoal de IA, inicialmente para usuários que pagam uma assinatura. Já o Muse Wonder Full, versão mais poderosa da tecnologia, está disponível para assinantes do Muse Code, ferramenta de inteligência artificial da empresa voltada à programação. Agora no g1 Lançado no início de setembro, o Muse é um assistente de inteligência artificial projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Recentemente, o Muse se envolveu em uma polêmica após o youtuber de tecnologia Matt J. Robb, que vive no Canadá, afirmar que a IA forneceu seu endereço a um desconhecido. Segundo ele, a ferramenta, autorizada a gerenciar sua conta no Facebook Marketplace, aceitou uma oferta por um teclado e combinou a retirada do produto sem consultá-lo. O comprador chegou a aparecer no prédio onde ele mora. A Meta afirmou que buscaria entender o caso. O lançamento dos novos modedos do Muse acontece após o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, prometer investimentos de bilhões de dólares e contratar pesquisadores de outras empresas ao longo do último ano para tentar recuperar o atraso na corrida pela inteligência artificial. "Há 14 meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em inteligência artificial e, desde então, passamos da reconstrução das nossas bases para o avanço dos limites da tecnologia", afirmou a Meta em uma publicação em seu blog. O lançamento bem-sucedido do assistente pessoal Muse também pode abrir caminho para que a Meta transforme seus altos investimentos em IA em novas fontes de receita por meio de assinaturas, apesar das preocupações relacionadas à privacidade dos usuários. As ações da Meta subiram cerca de 4% nas negociações da tarde desta segunda-feira. Com informações da agência Reuters. Logos OpenAI Dots e Meta Muse. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes'

Após troca de ataques a petroleiros, Irã anuncia 'área restrita' no Estreito de Ormuz Sessenta países apoiaram, nesta segunda-feira (12), uma declaração comprometendo-se a trabalhar para preservar a liberdade de navegação e opondo-se à introdução de pedágios em estreitos utilizados para navegação internacional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O documento foi assinado por países que são membros da União Europeia, Austrália, Japão e Reino Unido, por exemplo. "Apoiamos as iniciativas multilaterais defensivas e não escalatórias em curso, destinadas a preservar a liberdade de navegação. Nós nos opomos a quaisquer medidas, incluindo a imposição de taxas ilegais, pedágios, restrições discriminatórias, exigências de autorização prévia ou outras condições que possam dificultar ou prejudicar a navegação legal em estreitos utilizados para navegação internacional", diz a declaração. Desde o começo da guerra entre EUA e Irã, a cobrança de tarifas para navegação pelo Estreito de Ormuz vem sendo especulada. A primeira notícia sobre um possível pedágio saiu ainda em abril, um mês depois do início do conflito. Em julho, ao anunciar um bloqueio militar aos portos iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dizer que Washington passaria a cobrar 20% sobre a carga de todas as embarcações que passassem pela região, mas recuou apenas um dia depois. Pouco depois, no mesmo mês, o governo iraniano e Omã iniciaram discussões para uma gestão compartilhada da rota marítima, por onde passam 20% de todas exportações de petróleo mundiais. No entanto, os planos não saíram do papel. Explosão de petroleiro no Estreito de Ormuz Embarcações perto de Ormuz. Reuters Apesar de Donald Trump ter afirmado recentemente que o petróleo voltou a fluir normalmente pelo Estreito de Ormuz, incidentes continuam a ocorrer na região e o tráfego de embarcações segue comprometido. Neste sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um petroleiro explodiu e pegou fogo após atingir uma mina naval enquanto atravessava o estreito. Os militares não informaram o nome, a bandeira ou a origem da embarcação. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos. No dia 7, um levantamento publicado pela agência de notícias Reuters mostrou que os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz atingiram o maior número semanal desde o início do conflito. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, fontes de segurança marítima contabilizaram pelo menos 12 incidentes envolvendo embarcações que transportavam petróleo e gás na região. Os registros incluem ataques, tentativas de ataque e ações de intimidação contra navios. Dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança da navegação, apontaram nove ocorrências no mesmo período. Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz Juan Silva/g1

Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a IA precisa de regras globais urgentes de segurança e de avaliadores independentes capazes de analisar novos avanços. Segundo ele, a tecnologia está sujeita a menos exigências de segurança do que o leite vendido em supermercados. Em entrevista à BBC publicada nesta segunda-feira (12), Smith defendeu que essas regras obriguem as empresas a avisar as vítimas caso seus sistemas sejam invadidos por um agente de IA que aja fora de controle. Ele também afirmou que deve existir um “freio de emergência” e uma obrigação legal de produzir relatórios sobre incidentes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Sabemos como fazer isso para outros produtos”, disse Smith. “Devemos aproveitar esse conhecimento e pensar em como aplicá-lo à IA.” “Hoje, sua máquina de lavar está sujeita a mais regras de segurança do que a IA. Toda caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a regras de segurança e fiscalização", afirmou. Intolerância à lactose e alergia ao leite, restrições que ainda causam confusão. Shutterstock Empresas de tecnologia como Anthropic e OpenAI começaram a divulgar comportamentos de agentes de IA que fogem do esperado ou são indesejados. Essas revelações fazem parte de um debate global sobre o rápido avanço da tecnologia, que inclui alertas de pesquisadores sobre uma possível ameaça à existência da humanidade no futuro. Algumas empresas têm defendido uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Esses pedidos, porém, levantaram dúvidas sobre possíveis interesses dos executivos, como criar regras que mantenham suas empresas na liderança, antecipar-se a uma reação mais ampla dos governos ou simplesmente reduzir o ritmo acelerado dos gastos. Vice-Presidente e presidente da Microsoft, Brad Smith, faz uma palestra principal em Bruxelas, Bélgica, em 30 de abril de 2025. REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo Para Smith, o Reino Unido está bem posicionado para liderar a regulação da IA por causa de seu Instituto de Segurança de IA, criado durante o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak. O executivo afirmou que autoridades em Washington veem Londres de forma muito diferente de como veem Bruxelas. A União Europeia regula a inteligência artificial de acordo com o nível de risco, por meio de sua legislação sobre IA, conhecida como AI Act. Por meio de acordos voluntários, o instituto britânico tem acesso aos principais modelos de IA antes de serem disponibilizados para uso. Isso permite avaliar suas capacidades e seus riscos. 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA Claude, rival do ChatGPT, vai revelar quem criou texto com IA; veja como vai funcionar

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos O Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford, nesta segunda-feira (12), por seus estudos estabilização da economia. O prêmio é organizado Academia Real das Ciências da Suécia. Os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia, como crises ou crescimento excessivo. Uma de suas principais contribuições foi mostrar que, para manter a economia estável, é preciso levar em conta as decisões tomadas por famílias e empresas, em vez de analisar apenas o funcionamento da economia de cima para baixo. Enquanto Hall contribuiu para a compreensão das decisões de consumo das famílias, Woodford se concentrou na forma como as empresas definem seus preços. Veja a seguir os vencedores dos últimos anos e suas contribuições para a economia. 2025 O Nobel de Economia de 2025 foi concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por seus estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação. Mokyr foi reconhecido por identificar as condições necessárias para o progresso econômico sustentado, ou seja, quando a economia cresce de forma contínua e estável, sem longos períodos de estagnação ou recessão. Já Aghion e Howitt receberam o prêmio pela teoria do crescimento baseada na chamada "destruição criativa" — processo no qual inovações novas e melhores substituem as anteriores. 2024 O Nobel de Economia de 2024 foi concedio a Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson por estudos sobre por que algumas nações são mais prósperas do que outras. Os pesquisadores mostraram que as instituições ajudam a explicar essas diferenças: aquelas voltadas à exploração da população prejudicam o crescimento de longo prazo, enquanto as que garantem liberdades econômicas e o Estado de Direito favorecem a prosperidade. Entenda os estudos dos economistas do Nobel de 2026 2023 O Nobel de Economia de 2023 foi concedido a Claudia Goldim (Estados Unidos), por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho. Os estudos da vencedora mostraram que parte da desigualdade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres está ligada a decisões que elas precisam tomar ainda jovens, como as relacionadas à carreira e à maternidade, e que têm efeitos duradouros sobre sua vida profissional. 2022 O Nobel de Economia de 2022 foi concedido a Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig (Estados Unidos), por seus estudos sobre bancos e sua relação com as crises financeiras. Eles desenvolveram modelos teóricos que explicam por que os bancos existem, como seu papel na sociedade os torna vulneráveis a rumores sobre seu colapso iminente e como a sociedade pode diminuir essa vulnerabilidade. 2021 O Nobel de Economia de 2021 foi concedido a David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens por seus estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho. Os pesquisadores foram premiados pelo uso de experimentos naturais (situações da vida real para calcular seus impactos no mundo) para entender as relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho e educação. Essa abordagem dos economistas acabou se estendendo para outras áreas e revolucionou as pesquisas de campo pelo mundo. 2020 O Nobel de Economia de 2020 foi concedido a Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (Estados Unidos), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões. Os vencedores estudaram o funcionamento dos leilões e criaram novos formatos para vender bens e serviços difíceis de negociar pelos meios tradicionais, como frequências de rádio. Suas descobertas beneficiaram vendedores, compradores e contribuintes em todo o mundo. 2019 O prêmio Nobel de 2019 foi concedido a Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (Estados Unidos), por seus trabalhos no combate à pobreza. O trio foi premiado “por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global”, segundo o júri. Em comunicado, a Academia Real de Ciências da Suécia afirmou que os estudos dos vencedores e de pesquisadores que seguiram seus passos ampliaram significativamente a capacidade de combater a pobreza na prática. 2018 O Nobel de Economia de 2018 foi concedido a William D. Nordhaus e Paul M. Romer (Estados Unidos), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo. Segundo os organizadores, os pesquisadores desenvolveram métodos para enfrentar questões urgentes, como conciliar a expansão da economia global com o bem-estar da população. 2017 O Nobel de Economia de 2017 foi concedido a Richard Thaler (Estados Unidos) por suas contribuições para a economia comportamental, que considera a influência de fatores psicológicos e sociais nas decisões de consumidores e investidores. Thaler desenvolveu a teoria da contabilidade mental, que explica como as pessoas simplificam suas escolhas financeiras. Seus estudos mostraram como as limitações da racionalidade, as preferências sociais e a falta de autocontrole afetam tanto as decisões individuais quanto os resultados do mercado financeiro. 2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos. 2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar". 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação". 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros. Agora no g1 Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford Reprodução/Nobel Prize Nobel de Economia 2026 foi para Robert E. Hall e Michael Woodford. Reprodução/Nobel Prize O prêmio O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901. O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias. Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos O Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre as bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pela premiação. Os vencedores vão dividir 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a entidade, os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia. Seus estudos mostram como medidas relacionadas aos juros, aos gastos públicos e aos impostos, quando adotadas no momento certo, podem amenizar crises e conter períodos de crescimento excessivo. “Com eles, estamos mais preparados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou mudanças repentinas no consumo das famílias", afirmou John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, em comunicado. Robert E. Hall nasceu em 1943, em Palo Alto, nos Estados Unidos, e é professor da Universidade de Stanford. Concluiu seu doutorado em Economia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 1967. Michael Woodford nasceu em 1955, em Chicopee, também nos EUA, e é professor da Universidade de Columbia. Ele também fez doutorado em Economia no MIT, concluído em 1983. “É uma honra tremenda e uma surpresa”, disse Woodford, por telefone, durante a transmissão do anúncio. Uma das principais contribuições dos premiados é mostrar que, para formular políticas de estabilização mais eficazes, é preciso considerar como famílias e empresas tomam decisões e o que esperam do futuro. “As autoridades não deveriam encarar a estabilização da economia como uma tarefa em que basta acionar alavancas para controlar a atividade econômica, sem considerar como as pessoas entendem essas medidas”, disse Woodford. Entenda os estudos dos economistas do Nobel de 2026. A contribuição de Hall e Woodford A economia alterna períodos de retração e de crescimento. Desde que o economista John Maynard Keynes apresentou suas teorias, há quase um século, as chamadas políticas de estabilização ganharam importância para lidar com essas oscilações. A ideia é que, em períodos de recessão, medidas como a redução dos juros e o aumento dos gastos públicos ou a redução de impostos possam estimular a atividade econômica. Quando a economia está aquecida demais, medidas no sentido contrário podem ajudar a conter as pressões sobre os preços. Mas, durante as crises do petróleo dos anos 1970, os modelos baseados nas ideias de Keynes passaram a ser questionados. As políticas de estímulo tinham dificuldade para reduzir o desemprego sem agravar a inflação, em um cenário de forte alta dos custos de energia. Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford Reprodução/Nobel Prize O Ocidente viveu uma década de baixo crescimento, desemprego elevado e inflação alta. Muitos passaram a acreditar que as políticas de estabilização tinham causado mais prejuízos do que benefícios e deveriam ser abandonadas. Hall e Woodford foram premiados por mostrar como reformular os modelos econômicos para orientar políticas de estabilização mais eficazes. O ponto de partida foi entender melhor como famílias e empresas tomam decisões e como essas escolhas afetam a economia como um todo. Os modelos anteriores mostravam relações estatísticas entre indicadores de inflação, produção e consumo, mas não explicavam com clareza os mecanismos por trás desses resultados. Para superar essa limitação, os pesquisadores incorporaram o comportamento de consumidores e empresas à análise. Hall ajudou a mostrar que o consumo das famílias depende não apenas da renda atual, mas também do que elas esperam ganhar no futuro. Uma perspectiva mais favorável pode estimular os gastos, enquanto o receio de uma queda na renda pode levar à redução do consumo. Essa capacidade de planejar os gastos, porém, varia entre as famílias. Quem não tem poupança nem acesso a crédito depende mais diretamente do dinheiro disponível a cada mês — uma diferença que os modelos também passaram a considerar. Woodford incorporou essas contribuições a um modelo mais amplo da economia, apresentado em um livro de 2003, que também explica como as empresas definem seus preços. Nesse modelo, as empresas não reajustam os preços a cada mudança na demanda ou nos custos de produção, porque fazer isso também envolve despesas. Por isso, quando decidem reajustá-los, levam em conta o que esperam para os próximos meses, como possíveis altas nos valores dos insumos e nos preços dos concorrentes. Assim, não são apenas os juros atuais que importam, mas também o que famílias e empresas esperam das próximas decisões do banco central. Uma comunicação clara e confiável sobre a política econômica pode influenciar as decisões de consumo, investimento e definição de preços. Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford Reprodução/Nobel Prize Veja os vencedores dos últimos anos do Nobel de Economia: 2025: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, por seus estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação. 2024: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, por seus estudos sobre a diferença na prosperidade das nações. 2023: Claudia Goldim (Estados Unidos), por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho 2022: Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig (Estados Unidos), por seus estudos sobre bancos e sua relação com as crises financeiras. 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens, por seus estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho. 2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (Estados Unidos), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões. 2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (Estados Unidos), por seus trabalhos no combate à pobreza. 2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (Estados Unidos), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo. 2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores. 2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos. 2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar". 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação". 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros. O prêmio O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901. O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias. Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Palácio do Congresso Nacional fica iluminado de amarelo, de 2 a 5 de agosto, em uma ação do Ministério da Saúde relacionada à Semana Mundial do Aleitamento Materno. Carlos Moura/Agência Senado Não é apenas a eleição presidencial que pode mexer na economia, no imposto pago pelas famílias, no custo das empresas para manter funcionários e no destino de bilhões de reais enviados a estados e municípios. Os deputados e senadores eleitos, que tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, terão de lidar com decisões econômicas já previstas ou ainda pendentes. Em alguns casos, poderão mudar as regras. Em outros, a legislação atual produzirá efeitos mesmo sem uma nova votação. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os parlamentares chegarão ao Congresso no mesmo ano em que uma etapa importante da reforma tributária começará a funcionar. Poderão decidir também sobre o limite nacional do imposto sobre heranças, uma possível prorrogação da redução de impostos sobre a folha de salários e o destino das emendas parlamentares executadas em 2027. Agora no g1 Reforma começa mesmo se o Congresso não fizer nada Quem vencer a eleição presidencial terá influência sobre a forma como a reforma tributária será colocada em prática. O próximo governo poderá definir regras para o funcionamento do novo sistema tributário, propor mudanças ao Congresso e vetar projetos aprovados pelos parlamentares, explica o economista Haroldo da Silva, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP). O chefe do Executivo, porém, não poderá suspender sozinho regras que já estão previstas na Constituição ou em leis complementares. É aí que entra o Legislativo. "O Congresso de 2027 será particularmente importante porque herdará uma reforma já em funcionamento e passará a decidir quanto dela será preservado, corrigido ou recalibrado", diz Silva. Uma das possíveis mudanças já apareceu no debate eleitoral. Na quarta-feira (7), Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico e porta-voz da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que um eventual governo do partido pretende acabar com o chamado "split payment". ➡️ Previsto para se tornar obrigatório em 2028 nas operações entre empresas, o mecanismo separa automaticamente o valor dos impostos no momento do pagamento e o direciona ao poder público. Como foi instituído pela legislação da reforma tributária, seu fim não dependeria apenas de uma decisão do presidente: também exigiria a participação do Congresso. Apesar das propostas de alteração, a reforma já tem um calendário de implementação definido pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e detalhado pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026. Na ausência de novas mudanças na legislação, as etapas previstas seguirão o cronograma atual. 🗓️ Em 2027, começa a primeira substituição efetiva de impostos. A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cobrada pelo governo federal, substituirá o PIS e a Cofins. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios, começará a ser cobrado com uma alíquota provisória de 0,1%. 🗓️ A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será zerada para a maior parte dos produtos, sem alteração das regras da Zona Franca de Manaus. A substituição do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelo IBS começará em 2029 e avançará gradualmente até 2032. O novo sistema estará totalmente implantado em 2033. Esse calendário continuará avançando mesmo que os deputados e senadores eleitos não aprovem uma nova lei sobre a reforma em 2027. O Congresso, porém, ainda poderá decidir sobre pontos pendentes e participar das próximas etapas da mudança para o novo sistema. Tais decisões serão tomadas em um Parlamento em que setores econômicos organizados já contam com representantes e canais de negociação. Fabio Andrade, cientista político, economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, avalia que a eleição não deve alterar esse equilíbrio de forma brusca. Segundo ele, os grupos de parlamentares mais organizados tendem a conservar sua influência. “Mudanças políticas não acontecem de forma radical, elas sempre são mais lentas. Digo isso porque os principais grupos de interesse colocados devem permanecer”, afirma. De acordo com o professor, os setores que participaram da discussão da reforma e já sabem defender seus interesses no Congresso chegarão à nova legislatura em melhor posição. Ele cita grupos de parlamentares ligados ao agronegócio e a segmentos tradicionais da indústria. Essa capacidade de negociação poderá pesar, por exemplo, se o novo Congresso tiver de analisar os vetos à Lei Complementar nº 227/2026, que reúne mudanças nos impostos cobrados de diferentes setores. Imóveis, heranças, bebidas e futebol: o que pode mudar Sancionada com 13 dispositivos vetados pelo presidente, a LC 227/2026 poderá voltar à pauta do Congresso em 2027, caso esses vetos não sejam analisados até o fim de 2026. Nesse cenário, a decisão caberá aos deputados e senadores que tomarem posse em fevereiro. Os vetos não desaparecem com o fim da atual legislatura nem são aprovados ou rejeitados automaticamente com a passagem do tempo. João Henrique Gasparino, advogado especialista em impostos e diretor executivo da NimbusTax, explica que a derrubada de um veto exige pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, contados separadamente. Se não houver votação, continuará valendo a lei sem os trechos rejeitados pelo presidente. “Mas dois pontos importam mais que a mecânica: veto não tem aprovação tácita, de modo que nunca ser pautado equivale materialmente a ser mantido; e vetos pendentes não decaem com o fim da legislatura, então o Congresso de 2027 herda os treze intactos.” Um desses trechos afeta quem compra um imóvel. O texto aprovado pelo Congresso permitia que municípios e o Distrito Federal oferecessem ao contribuinte a opção de pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) no momento da escritura, antes do registro da propriedade e, possivelmente, com uma alíquota menor. Se o veto for derrubado, o comprador poderá antecipar o pagamento do imposto. Outro trecho incluía determinados alimentos líquidos à base de vegetais entre os produtos que teriam redução de 60% nas alíquotas da CBS e do IBS. ⚠️ A lei sancionada manteve o desconto para leite fermentado, bebidas e compostos lácteos, mas o veto retirou da redução os alimentos líquidos vegetais acrescentados pelo Congresso. Também há vetos relacionados aos impostos cobrados das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Os trechos vetados poderiam ampliar os benefícios fiscais para o setor. Enquanto não houver votação, esses trechos permanecerão fora da lei. A questão continuará em aberto, porque a derrubada dos vetos poderá colocar em vigor o texto aprovado anteriormente pelo Congresso. Além dos vetos, os senadores eleitos terão de tomar outra decisão com impacto sobre o patrimônio das famílias: definir o limite nacional do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado pelos estados sobre heranças e doações. A alíquota máxima permitida atualmente é de 8%. O Projeto de Resolução do Senado nº 57/2019, ainda em análise, propõe elevar esse limite para 16%. A decisão depende apenas do Senado, sem votação na Câmara nem sanção presidencial. 💡 Isso não significa que o imposto pago por todas as famílias dobrará automaticamente. O Senado define apenas o limite máximo. Cada estado estabelece, por meio de lei própria, as alíquotas que cobrará e as faixas de patrimônio às quais elas serão aplicadas. Gasparino acrescenta que, além do limite máximo, o valor final do imposto depende de outros três fatores: o valor atribuído ao patrimônio, a faixa em que a herança será enquadrada e as isenções concedidas por cada estado. Pela regra de cobrança progressiva, as alíquotas devem aumentar de acordo com o valor da herança ou da doação. A definição das faixas, porém, continua dependendo de cada estado. 🧮 Além do limite máximo, o valor final do imposto depende da base de cálculo, isto é, do valor do patrimônio usado na cobrança. A LC nº 227/2026 estabeleceu o valor de mercado como referência. Assim, o imposto pode aumentar nos estados que antes usavam um valor fiscal inferior ao preço de mercado, mesmo que a alíquota não mude. “Para quem herda um único imóvel de família, o teto é a variável menos relevante. Pesa muito mais a base de cálculo, que a LC 227 nacionalizou como valor de mercado — em Estados que praticavam valor venal de IPTU, isso dobra o imposto sem mexer em nenhuma alíquota”, afirma Gasparino. Folha de salários: Congresso terá de agir para impedir o aumento Fora da reforma dos impostos sobre o consumo, outra decisão poderá afetar empresas, preços e trabalhadores: a possível prorrogação da desoneração da folha, que reduz os impostos cobrados sobre os salários pagos pelas empresas. 🗓️ A Lei nº 14.973/2024 já determinou a retomada gradual da contribuição previdenciária paga pelas empresas de 17 setores que empregam muitos trabalhadores. Em 2027, essas empresas recolherão 15% sobre os salários e pagarão uma parcela reduzida da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), calculada sobre o faturamento. Em 2028, a CPRB será extinta e a contribuição sobre a folha voltará a 20%. “Não é preciso aprovar lei para acabar com a desoneração em 2028. É preciso aprovar lei se o Congresso quiser evitar o seu fim”, destaca Silva. Do ponto de vista legal, uma lei ordinária seria suficiente para mudar novamente o calendário. Na prática, porém, a prorrogação reduziria a arrecadação e exigiria o cálculo desse impacto, medidas para compensar a perda de receita e espaço no Orçamento de 2028. Por isso, embora a medida possa ser aprovada formalmente até o fim de 2027, a discussão teria de avançar durante a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Gasparino avalia que, na prática, a decisão precisaria ser tomada em outubro ou novembro, para que a perda de arrecadação fosse incluída na proposta orçamentária. “O impacto depende da relação entre faturamento e folha de salários de cada companhia. Encarecer o fator trabalho tende a ser mais problemático justamente nos setores intensivos em mão de obra, como têxtil e confecção, tecnologia, call centers, transportes e construção." As empresas poderão absorver parte do aumento, repassar outra parte aos preços ou reduzir contratações. Não é possível, porém, calcular antecipadamente um número preciso de demissões. Parlamentares eleitos decidirão o destino de bilhões em emendas O Congresso atual foi responsável por votar o Orçamento de 2027 e definir o valor reservado às emendas parlamentares. Mas caberá aos deputados e senadores que assumirem em fevereiro indicar o destino das emendas individuais e participar das decisões tomadas pelos grupos de parlamentares de cada estado e pelas comissões. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas individuais e de bancada. O valor não inclui uma reserva específica para as emendas apresentadas pelas comissões do Congresso, que poderá ser acrescentada durante a análise do projeto. Plenário da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados 📌 A decisão pode parecer distante da rotina das famílias, mas define se o dinheiro será destinado, por exemplo, a hospitais, obras viárias, máquinas agrícolas, equipamentos públicos ou repasses a estados e municípios. O impacto econômico ocorre porque esse valor sai da parcela do Orçamento destinada às despesas que o governo pode escolher como executar. É desse mesmo espaço que saem recursos para investimentos, manutenção de universidades, infraestrutura, fiscalização, ciência e tecnologia. “Se o total da despesa está limitado pelas regras fiscais, cada R$ 1 bilhão adicional destinado a emendas reduz em R$ 1 bilhão o espaço disponível para outras despesas discricionárias”, diz Silva. “Não há mágica aritmética aqui.” Isso não significa que as emendas sejam necessariamente improdutivas. Elas podem financiar ações com retorno para a sociedade. A questão é comparar o destino escolhido pelo parlamentar com a política pública ou o investimento que perderá espaço no Orçamento. Andrade avalia que, desde a criação do mecanismo que ficou conhecido como orçamento secreto, o Congresso ganhou mais autonomia para indicar o destino dos recursos. Com isso, o governo federal perdeu parte significativa de sua capacidade de negociar apoio político por meio da distribuição de verbas do Orçamento. Segundo ele, muitas vezes resta ao governo negociar a ocupação de cargos considerados importantes e que oferecem acesso mais estratégico aos recursos. “Talvez a principal moeda do Congresso sejam as negociações no que tange à composição do núcleo que vai ser responsável pela gestão dos recursos com o IBS e a CBS. Essa pode ser uma moeda de troca até mais poderosa do que efetivamente a dotação orçamentária." Negociações com o Congresso começam antes da posse O resultado das eleições pode influenciar decisões antes mesmo da posse, já que o governo eleito pode negociar com os partidos que integram o atual Congresso. Um exemplo é a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, editada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as plataformas de apostas. A medida está em vigor desde 25 de setembro, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se tornar lei em caráter definitivo. 🎰 A MP proibiu apostas esportivas e jogos on-line, determinou o fim das autorizações existentes e estabeleceu regras para a devolução do dinheiro dos apostadores mantido nas plataformas. Ao mesmo tempo, o governo enviou um projeto de lei para definir crimes e penas relacionados à operação, à publicidade e à movimentação financeira desse mercado. Isso porque medidas provisórias não podem estabelecer regras de natureza penal. Segundo o calendário divulgado pelo Congresso, a análise está prevista para ocorrer até 23 de novembro de 2026. Portanto, caberá à atual legislatura votar a medida. Ainda assim, o próximo governo poderá participar das negociações. A aprovação, a alteração ou a rejeição da medida depende das lideranças partidárias, que também atuarão na formação da futura base governista ou da oposição.

Lucas e Rafinha Arquivo familiar Dar R$ 10 para uma criança fazer compras no supermercado pode ser mais do que uma forma de deixá-la escolher o que quer levar para casa. Para o bancário Silas Gabriel, é também uma oportunidade de ensinar o filho, Rafinha, de 5 anos, a lidar com o dinheiro. Nas visitas ao mercado, o menino recebe a quantia e pode escolher alguns produtos. Observa os preços, compara opções e, quando percebe que algo custa caro demais, às vezes desiste da compra e procura uma alternativa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Ele vai olhando os preços, escolhendo o que quer comprar. E, quando vê alguma coisa muito cara, às vezes ele mesmo desiste, procura outra opção”, conta Silas. A experiência chamou a atenção nas redes sociais da família. Segundo o pai, três publicações sobre o assunto ultrapassaram 10 milhões de visualizações cada. Agora no g1 Em casa, o aprendizado também passa por três cofrinhos: um para gastar, outro para guardar dinheiro pensando no futuro e na realização de sonhos e um terceiro para ajudar outras pessoas. “Então a gente tenta ensinar não só a importância de economizar, mas também a de compartilhar”, afirma. Rafinha Vieira Arquivo pessoal A empreendedora e jornalista Taiana Costa também incorporou a educação financeira à rotina dos filhos Lucas, de 10 anos, e do irmão, de 7. Inspirada pela própria experiência, ela começou a trabalhar aos 15 anos para juntar dinheiro e pagar a carteira de motorista aos 18. Mais tarde, desenvolveu um sistema lúdico para ensinar os meninos a administrar os próprios recursos. O aprendizado com a mesada começou quando Lucas tinha 9 anos. Pelo método, algumas atividades podem render ganhos extras, enquanto determinadas situações geram descontos. No fim do mês, a família calcula o saldo. Lucas Vasco e o quadro "responsabilidades financeiras" Arquivo pessoal O sistema também ajuda a estabelecer metas de consumo. Lucas junta dinheiro para comprar itens mais caros, como um celular ou um PlayStation 5. A proposta é mostrar que realizar desejos exige planejamento e que gastar tudo de uma vez pode adiar outros objetivos. "Se ele ganhou R$ 100, que tal gastar R$ 90 e guardar R$ 10 para comprar o videogame lá na frente? De pouquinho em pouquinho, você traz a consciência de que é possível alcançar algo mais caro", contou Taina ao g1. As duas famílias encontraram maneiras diferentes de introduzir o assunto desde cedo. Mas quando começar a conversa? Como explicar que nem tudo o que a criança quer pode ser comprado? E como abordar temas mais complexos, como dívidas, juros e investimentos? Investimentos são o assunto mais difícil Uma pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box mostra que essas dúvidas também aparecem entre os adultos. O levantamento, realizado entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026, ouviu 1.066 pais de filhos de até 18 anos. Os investimentos são o assunto mais difícil de explicar às crianças para 28% dos entrevistados. Dívidas, juros e golpes ou fraudes financeiras aparecem na sequência, citados por 21% dos pais cada. A relação das crianças com a tecnologia também preocupa os adultos. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 83% dos brasileiros concordam que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua e preferem ficar no celular ou na televisão. Além disso, 82% são contra o acesso a celulares e tablets no dia a dia por crianças de até 3 anos. Nesse cenário, o desafio é ensinar os pequenos a lidar com o consumo em um ambiente cada vez mais digital. No levantamento da Serasa, 32% dos pais afirmaram que os filhos já fizeram compras não autorizadas em aplicativos, jogos ou plataformas on-line. Em 60% desses casos, os gastos foram de até R$ 100. O que dizem os especialistas Para a professora doutora Arethuza Zero, fundadora da Educafinanceira, o aprendizado não precisa começar com números ou conceitos complexos. Ele pode surgir quando a criança começa a demonstrar seus primeiros desejos de consumo. Confira abaixo as orientações da especialista para ensinar os filhos a lidar com o dinheiro desde cedo, fazer escolhas conscientes e desenvolver hábitos financeiros saudáveis. g1 – Quando os pais devem começar a falar sobre dinheiro com os filhos? Arethuza Zero: A conversa começa antes mesmo de a criança nascer, quando os pais decidem ter um filho e fazem escolhas sobre o quarto, o enxoval e tantas outras coisas. Mas, na prática, o momento de introduzir a educação financeira chega quando a criança começa a manifestar desejos, dizendo “quero” ou “compra”. Não vamos falar de juros com uma criança de 3 anos. Mas podemos perguntar por que ela quer determinado brinquedo, se realmente precisa dele ou se já tem outro parecido. Educação financeira não é apenas falar de números: é ensinar a fazer escolhas. g1 – Como explicar que não é possível comprar tudo o que a criança quer? Arethuza Zero: Não basta dizer simplesmente “não”. É importante contextualizar e mostrar que, para comprar alguma coisa, precisamos de dinheiro, que vem do nosso trabalho. Também é preciso tomar cuidado com a noção de tempo. Se você disser a uma criança pequena que vai comprar um brinquedo daqui a três meses, ela provavelmente não vai compreender esse intervalo. Uma alternativa é usar exemplos concretos, como acompanhar uma plantinha crescer até dar uma flor, para ajudá-la a entender que algumas coisas exigem espera. A criança precisa perceber que existe um caminho entre querer alguma coisa e conseguir comprá-la. g1 – A mesada é necessária para ensinar educação financeira? Arethuza Zero: A mesada é uma boa ferramenta, mas não é a única. Cada família tem uma realidade financeira e precisa avaliar se o valor cabe no orçamento e o que a criança vai fazer com aquele dinheiro. Não recomendo atrelar a mesada às notas escolares. Se o desempenho cair, é preciso entender o que aconteceu e se existe alguma dificuldade de aprendizagem. Também não acho adequado pagar por tarefas domésticas que fazem parte da convivência familiar, como arrumar a própria cama. O importante é estabelecer combinados e ensinar a criança a administrar o dinheiro que recebe. g1 – O que fazer quando a criança gasta toda a mesada antes do fim do mês e pede mais? Arethuza Zero: Se a mesada foi combinada para durar o mês inteiro, os pais não devem simplesmente dar mais dinheiro quando ela acaba. A criança precisa aprender a lidar com as consequências das próprias escolhas. Se gastar tudo com figurinhas, por exemplo, e depois quiser comprar um açaí, talvez não tenha mais dinheiro para isso. É uma oportunidade de aprendizado. Aos 10 anos, errar pode custar pouco; na vida adulta, uma decisão financeira equivocada pode ter consequências muito maiores. Mas é importante conversar sem julgar. O objetivo não é humilhar a criança, e sim ajudá-la a entender o que poderia ter feito diferente. g1 – Como ensinar educação financeira em um mundo de Pix, cartões e compras digitais? Arethuza Zero: Precisamos trabalhar também com o concreto. Para a criança, passar um cartão ou fazer um Pix pode não dar a mesma percepção de que o dinheiro está acabando. É possível usar cédulas e moedas em situações cotidianas, como nas compras da cantina da escola, para mostrar quanto custa cada coisa e quanto sobra depois de uma compra. Isso não significa que a criança não possa ter uma conta bancária, mas que ela precisa entender o que está acontecendo quando o dinheiro sai da conta. Também é importante conversar sobre consumo consciente e acompanhar o uso de telas, aplicativos e jogos nos quais as compras podem acontecer com facilidade. g1 – Como ensinar a criança a consumir de maneira consciente? Arethuza Zero: Uma estratégia é envolver os filhos nas compras da casa. Antes de ir ao supermercado, os pais podem montar uma lista com a criança e pedir que ela verifique o que está faltando nos armários. No mercado, é importante evitar momentos de pressa ou fome, que tornam mais difícil respeitar o planejamento. Se a criança pedir algo que não está na lista, os pais podem explicar o combinado e conversar sobre a possibilidade de comprar aquele item em outra ocasião. Essas situações também permitem ensinar conceitos como necessidade, desejo e promoção. Ao mostrar as contas de água e luz, por exemplo, os adultos podem explicar como atitudes simples, como fechar a torneira ou reduzir o tempo de banho, ajudam a controlar as despesas da casa. g1 – E quando a própria família está passando por dificuldades financeiras? Arethuza Zero: O mais importante é conversar com honestidade, de acordo com a idade da criança, sem transferir a ela uma responsabilidade que é dos adultos. É possível explicar que determinada compra não cabe naquele momento no orçamento e pensar em alternativas. Também não podemos fazer a criança se sentir inferior porque recebe menos dinheiro do que os colegas. Cada família tem uma realidade. A educação financeira deve ajudar os filhos a compreender as próprias possibilidades, fazer escolhas e planejar o futuro, e não estimular comparações.

Entenda o comércio cruzado de frango Brasil x China A China está aumentando a produção de carne de frango e ampliando as exportações, o que pode transformar o país em um novo concorrente no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador mundial da proteína. A produção chinesa cresceu mais de 9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a menor procura por alguns cortes dentro da China aumentou o volume disponível para exportação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo ampliando suas vendas para o exterior, a China continuou sendo um dos principais destinos do frango brasileiro em 2026, liderando as compras da proteína em fevereiro, abril, maio, junho, julho e agosto. Em setembro, embora tenha caído para a terceira posição, com 40,9 mil toneladas, a China permaneceu entre os principais destinos do frango brasileiro, atrás dos Emirados Árabes Unidos (45,9 mil toneladas) e da União Europeia (43,5 mil toneladas). Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou cerca de 420,4 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando uma receita de US$ 1,15 bilhão (cerca de R$ 5,73 bilhões). (veja mais números abaixo) Exportações brasileiras de frango para a China Jan: 33,4 mil toneladas Fev: 49,4 mil toneladas Mar: 51,7 mil toneladas Abr: 52,3 mil toneladas Mai: 48,2 mil toneladas Jun: 50,1 mil toneladas Jul: 43,5 mil toneladas Ago: 51,0 mil toneladas Set: 40,9 mil toneladas 🤔 Por que, então, a China continua comprando frango do Brasil se produz cada vez mais e já tem excedente para exportar? A resposta está no prato de brasileiros e chineses: os consumidores dos dois países preferem cortes diferentes do frango. Na China, pés e asas têm forte demanda. No Brasil, a preferência é por peito, coxa e sobrecoxa. China produz mais frango Um ponto importante é que a produção de carne de frango na China vem crescendo mais rápido que o consumo no próprio país. De acordo com o Rabobank, banco especializado em agronegócio, a produção avançou mais de 9% neste ano, depois de já ter crescido cerca de 7% em 2025. Com mais carne disponível, a China, que já exportava principalmente produtos processados, passou a ampliar também os embarques de carne in natura. É o caso do peito de frango, menos procurado pelos consumidores chineses e que já representa a maior parcela das exportações de frango do país. De janeiro a maio de 2026, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, o equivalente a 63,3% do volume vendido pelo país ao exterior no período, segundo dados da alfândega chinesa. Os embarques desse corte cresceram 59,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Ao todo, a China exportou 546 mil toneladas de carne de frango neste período, 51% a mais que um ano antes, segundo o USDA. Em todo o ano de 2025, foram pouco mais de 1 milhão de toneladas, volume que colocou a China na quinta posição entre os maiores exportadores mundiais. O Brasil, líder mundial, exportou cerca de 5,3 milhões de toneladas no ano passado — mais de cinco vezes o volume chinês. Segundo Chenjun Pan, especialista em proteínas animais do Rabobank, os números mostram que a China pode se tornar uma concorrente relevante do Brasil no mercado internacional. A disputa tende a ser maior no Oriente Médio, na Ásia e na África. Já Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), avalia que o avanço chinês não deve tirar espaço dos exportadores brasileiros. “O Brasil continua sendo o país mais competitivo no comércio global. Segundo a FAO, dois terços do aumento global do consumo de proteínas devem vir da carne de frango, o que cria espaço para novos participantes e contribui para a segurança alimentar mundial.” Apesar do avanço chinês, a carne produzida no país ainda enfrenta restrições para entrar em alguns mercados. União Europeia, Japão e Coreia do Sul têm regras e protocolos sanitários específicos para a importação de carne de aves, que podem limitar as compras de países ou regiões afetados pela gripe aviária. Maiores exportadores de carne de frango segundo o USDA g1 Pé de galinha virou 'negócio da China' Os chineses continuam precisando importar cortes muito procurados no mercado interno, mas que não são o principal foco da produção local. Nesse caso, o que é visto como uma parte pouco valorizada do frango no Brasil tem outro status do outro lado do mundo. Na China, o pé de frango é consumido como petisco e pode ser vendido temperado e embalado em porções individuais. É encontrado em lojas e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers. O produto também é usado em sopas e caldos, aos quais dá uma textura mais gelatinosa. Na China, pé de galinha é vendido em embalagens individuais. Sachin Banasode/Reprodução “São questões culturais, de acordo com cada país. Os japoneses, por exemplo, gostam de pernas de frango e até de cartilagens. Os brasileiros têm uma preferência mais ampla. Os africanos preferem pernas. Os europeus consomem mais peito”, afirma Santin, da ABPA. Esse hábito ajuda a explicar a importância desse mercado para o Brasil. Em 2025, as exportações brasileiras de pés de frango para a China renderam US$ 221 milhões. O país asiático foi o principal comprador. Segundo Santin, a China paga cerca de US$ 3 mil por tonelada pelo produto, dependendo do padrão de qualidade. Assim, as diferentes preferências dos consumidores ajudam Brasil e China a ocupar espaços distintos no mercado internacional de frango.

Jarvs Tasker abandonou o magistério sete anos atrás e, hoje, é a diretora e fundadora da empresa Jarvs Indie Insights John Fairhall/BBC Em 2019, Jarvs Tasker foi forçada a abandonar o magistério devido a uma doença crônica, quando tinha apenas 28 anos de idade. Agora, sete anos depois, ela ganha o dobro do seu antigo salário, dirigindo a empresa Jarvs Indie Insights, que fornece comunicação e marketing na indústria de videogames. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na quarta-feira passada (23/9), Tasker visitou as instalações de e-sports da Universidade de Suffolk em Ipswich, no Reino Unido, para homenagear os estúdios e desenvolvedores de games independentes. "Posso dizer com segurança que eu provavelmente levaria cerca de 20 anos no magistério para receber o que ganho hoje", afirma ela. Agora no g1 Quando Tasker deixou de lecionar, ela inicialmente passou a atuar como voluntária para o canal do PlayStation no YouTube. Ela conta que existem muitos pontos comuns entre os dois tipos de trabalho. "Administrar uma comunidade é muito parecido com gerenciar uma classe de crianças", ela conta. "Por isso, existem muitas habilidades coincidentes. "Mas, na verdade, os videogames são uma daquelas indústrias às quais muitas pessoas chegam com mais idade." Tasker mora em Exeter, no sudoeste da Inglaterra. Ela acredita que os jovens podem não conhecer os "diversos caminhos" existentes no setor. "A comunidade de videogames é muito forte e irá recompensar as pessoas que amam o que fazem", segundo ela, "mas eles também irão perceber se você estiver ali apenas pelo dinheiro". "A paixão é o mais importante", afirma Tasker. Questionada sobre os impactos da inteligência artificial, ela afirma acreditar que o setor está fazendo "um trabalho muito bom" ao rejeitá-la, pois os jogadores a odeiam. "Acho que é um setor que deve realmente nos orgulhar por ainda estarmos valorizando a criatividade humana e porque o público também apoia nossa decisão", defende Tasker. Mark Backler, da Game Anglia, afirma que o grupo trabalha para promover a consciência sobre as carreiras na indústria de jogos John Fairhall/BBC Em Suffolk, Tasker compareceu a um evento promovido pela organização Game Anglia para mostrar a crescente indústria de jogos independentes do leste da Inglaterra. Mark Backler, da Game Anglia, declarou que o setor já é uma das maiores indústrias do Reino Unido. Ele reconhece sua competitividade, mas afirma que "nunca foi tão viável desenvolver e publicar seus próprios jogos independentes". "É como ser um criador de conteúdo", explica ele. "É difícil ficar entre os que se destacam, mas é possível." Backler destaca que é difícil dizer como a IA mudaria as coisas, mas muitos jogadores foram contrários ao seu uso. O desenvolvedor Sam Read-Graves afirma que o setor de jogos está crescendo no leste da Inglaterra John Fairhall/BBC Sam Read-Graves é um desenvolvedor da empresa Read Graves. Ele trabalha especificamente no leste da Inglaterra. Durante o evento, ele declarou que a indústria de games "cresceu massivamente nos últimos 10 anos". "Devido a iniciativas como a Game Anglia em Suffolk, Essex, Cambridgeshire e Norfolk [leste da Inglaterra], existem grupos muito bons, com muitos estudantes e desenvolvedores, e gosto de pensar que isso começou a atrair estúdios que podem vir a fazer grandes jogos." "Em termos de jogos como Call of Duty ou Fifa, eles por enquanto não irão sair do leste da Inglaterra porque não temos grandes estúdios", prossegue Read-Graves. "Mas, em relação aos desenvolvedores independentes, não há motivo para que estes jogos não possam ter a mesma importância financeira." Abbygale Dunn estudou programação e design de jogos na universidade John Fairhall/BBC Abbygale Dunn tem 22 anos. Ela é a fundadora e diretora da empresa de desenvolvimento de games independente Astral Forge, com sede em Essex. Dunn afirma que existe atualmente "muito espaço para as mulheres" no setor. "Obviamente, é assustador. Quando eu era estudante, havia apenas cerca de três mulheres na minha sala", ela conta. "Todos são muito gentis. Realmente, não é tão ruim quanto parece, especialmente hoje em dia." "Como programadora, o que é mais raro entre as mulheres, nunca me senti deslocada." Omar Khalil é observador de games da empresa Entity. Para ele, "não há falta de talentos no Reino Unido", mas criar o próximo jogo de sucesso é um desafio. "Existem tantos games por aí e não é que não haja bons jogos." Para ele, a questão é "como você consegue visibilidade para eles?" "Acho que este é o maior desafio."

O LinkedIn permite que você encontre ótimos profissionais remotamente. adobe stock Em meio à saturação dos aplicativos de relacionamento, alguns usuários do LinkedIn, rede social voltada ao mercado de trabalho, passaram a arriscar um flerte ou até buscar um relacionamento por meio da plataforma. Uma pesquisa com mais de 1 mil trabalhadores dos Estados Unidos, realizada pela Zety para o "Relatório de Romance do LinkedIn", mostra que o tema divide opiniões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Enquanto 74% dos entrevistados consideram que paquerar na plataforma ultrapassa os limites profissionais, cerca de um em cada quatro considera aceitável usar a rede para buscar relacionamentos amorosos. O tabu é tão grande que o g1 passou semanas procurando alguém que aceitasse falar abertamente sobre o tema. Ninguém quis se identificar nesta reportagem por medo de represálias no trabalho ou de que o depoimento pudesse trazer consequências para a carreira no futuro. Agora no g1 João*, que prefere não ser identificado, conheceu o ex-namorado após receber uma solicitação de conexão acompanhada de uma mensagem. No início, a conversa era estritamente profissional, já que os dois atuavam em áreas semelhantes. Mas ele conta que se sentiu atraído logo de cara ao ver a foto do rapaz. Aos poucos, surgiram sinais de interesse. João visitou o perfil do rapaz e curtiu vários posts em sequência, principalmente os mais antigos. Depois, percebeu que o rapaz havia feito o mesmo em seu perfil. "Era uma abordagem corajosa, mas, ao mesmo tempo, discreta. Poderia facilmente ter passado por uma conversa profissional, mas havia sempre alguma coisa nas entrelinhas", afirma. A aproximação ganhou outro rumo quando as conversas migraram para o Instagram. Cerca de duas semanas depois, eles marcaram um encontro e começaram a namorar. Para João, o LinkedIn foi o ponto de partida para uma conexão que evoluiu naturalmente. "Acho que foi fundamental essa combinação de fatores: sermos da mesma área, os dois estarem interessados e termos assuntos em comum para puxar conversa. Foi isso que fez a aproximação acontecer”, conta. "Existe uma insegurança sobre até onde você pode ir sem ultrapassar o limite ou ser mal interpretado. Há também um risco profissional, então é preciso ter muito cuidado", afirma. Quando o flerte passa dos limites? Se, por um lado, é difícil encontrar quem admita iniciar um flerte pelo LinkedIn, é bem mais fácil encontrar quem já tenha se sentido incomodado com uma abordagem inadequada. Patrícia Gazolla, analista de recursos humanos (RH), conta que já recebeu algumas cantadas de homens pelo LinkedIn, com comentários diretos sobre sua aparência e demonstrações de interesse. “Foi bem direto mesmo. Não teve nem a audácia de puxar conversa e perguntar algo profissional. Não teve nenhum cuidado por ser uma rede social profissional”, lembra. Em uma das mensagens, um homem perguntou como poderia conhecer Patrícia, disse que a achava bonita e deixou o número de telefone. Na conversa, também afirmou ser tranquilo e trabalhador. “Eu me senti desrespeitada. Foi um baque, porque nunca tinha recebido uma mensagem desse tipo no LinkedIn. Você precisa parar, ler aquilo, pensar no que vai responder. Aquele não é um espaço para esse tipo de abordagem”, afirma. Patrícia decidiu responder. Ao perceber que o homem estava procurando emprego, fez uma crítica à abordagem. “Falei que ele deveria gastar aquela energia procurando um trabalho, em vez de me mandar aquele tipo de mensagem”, conta. Prints mostram homens paquerando mulheres pelo LinkedIn Reprodução/Redes Sociais Ela conta que costuma responder a abordagens desse tipo, em vez de simplesmente ignorá-las. “Eu não sou obrigada a passar por esse tipo de situação e fingir que está tudo bem. Não está. Acho que cada coisa tem seu lugar, e é preciso ter respeito”, afirma. Julia Meireles, estagiária de marketing, passou por uma situação semelhante, mas com uma aproximação mais discreta. “No início, achei que fosse uma abordagem profissional, até porque eu havia mudado de emprego e começado a aceitar novas conexões. Mas, depois, a conversa tomou outro rumo.” “Eu achei extremamente bizarro. Você está no LinkedIn, uma rede em que espera receber contatos profissionais, seja para uma oportunidade de emprego, contratação ou networking, e acaba recebendo um flerte completamente fora de contexto”, conta. Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou em nota que a plataforma é uma comunidade profissional e que investidas românticas e assédio violam suas políticas. A empresa informou ainda que mantém equipes e tecnologias para remover conteúdos prejudiciais e orienta os usuários a denunciar interações inadequadas. Por que o LinkedIn virou espaço para paquera? A migração das paqueras para redes sociais como o LinkedIn pode estar relacionada à busca por informações que transmitam mais confiança. É o que explica João Finamor, professor de Marketing da PUC-RS. Segundo ele, aplicativos de relacionamento podem gerar frustração por causa de perfis falsos, informações difíceis de verificar e expectativas que nem sempre correspondem à realidade. No LinkedIn, por outro lado, o usuário encontra dados como formação, histórico profissional, empresa em que trabalha e conexões em comum. “Você cria essa credibilidade com base em associação de elementos”, afirma João. Para Priscila Milk, especialista em estratégia de mídias sociais e professora da ESPM, o movimento também pode ser explicado pelo desgaste com aplicativos de relacionamento e pela busca por conexões mais profundas. Segundo ela, as conexões em comum e o histórico profissional funcionam como uma espécie de referência sobre a outra pessoa. Quando você conhece uma pessoa totalmente do zero, a gente não sabe realmente o histórico. Agora, se eu sei que eu tenho conexões com essa pessoa, é quase que uma sensação de que a gente vive no mesmo universo." O status profissional também pode pesar nessa percepção. Cargos de liderança, títulos de prestígio e premiações, por exemplo, podem despertar admiração e aumentar o interesse por alguém. Para a especialista, porém, esse efeito não é exclusivo do LinkedIn, mas faz parte de uma dinâmica social mais ampla. O problema, segundo Priscila, aparece quando não há abertura para a aproximação. Como o LinkedIn é uma plataforma voltada ao trabalho, mensagens com intenção romântica ou sexual podem causar desconforto quando não há sinais de interesse. Priscila diz que a investida pode ter consequências profissionais, já que essas pessoas podem voltar a se encontrar no mercado de trabalho. “Daqui a pouco você está dando em cima de alguém que você gostaria e, depois, vai a uma entrevista de emprego e essa pessoa está te entrevistando. Como é que vai ficar isso?”, questiona. Flerte no LinkedIn pode trazer prejuízos à carreira? Para Denise Rendtorff, sócia e diretora-geral da Talenses Human Capital, usar o LinkedIn para flertar pode trazer riscos à carreira porque a abordagem fica diretamente associada à identidade profissional do usuário. “No LinkedIn você não está flertando apenas com seu nome, está flertando através do seu crachá profissional”, afirma. Segundo ela, a principal diferença em relação aos aplicativos de relacionamento está na expectativa dos usuários. Enquanto nesses aplicativos há uma intenção de conhecer potenciais parceiros, no LinkedIn a finalidade predominante é profissional, como networking, carreira e negócios. A situação se torna ainda mais delicada quando há insistência após uma recusa ou ausência de resposta, mensagens repetidas sem reciprocidade, comentários sexualizados ou invasivos, constrangimento, ameaças ou uso da posição profissional para obter atenção. Além disso, em processos seletivos, um comportamento inadequado registrado no ambiente digital pode influenciar a percepção sobre um candidato, especialmente quando demonstra invasão de limites ou desrespeito. Para quem recebe uma abordagem indesejada, Denise recomenda não responder, remover a conexão ou deixar claro que prefere manter a relação no campo profissional. Em caso de insistência, orienta bloquear e denunciar o perfil, além de guardar as mensagens. “Se você se sentiria desconfortável caso a mensagem fosse compartilhada com colegas, liderança ou RH, provavelmente vale reconsiderá-la”, afirma. Ela resume esse cuidado como uma espécie de “inteligência de contexto”: entender o que é adequado naquela relação, naquele ambiente e naquele momento. Para Solange Feliciano, diretora de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a questão também passa pelo consentimento. Ela própria já denunciou um profissional após receber mensagens de baixo calão pelo LinkedIn. Embora reconheça que as pessoas podem se conhecer em ambientes profissionais, Solange afirma que isso não significa que o LinkedIn deva ser tratado como um aplicativo de relacionamento. “Uma interação que naturalmente evolui, com interesse mútuo e sem pressão, é muito diferente de abordar alguém do nada com comentários sobre aparência, insinuações ou mensagens invasivas”, completa. Quando houver vínculo profissional entre os envolvidos, também pode ser necessário recorrer aos canais adequados da organização. “Reputação é construída também nas mensagens privadas”, afirma. Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O próximo sorteio da Mega-Sena, que acontece nesta quarta-feira (14), pode pagar mais de R$ 150 milhões para a aposta vencedora. Atualizada às 18h55 deste sábado: o próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quarta, não na terça-feira (13), como o habitual. A mudança acontece por conta do feriado nacional desta segunda (12), de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. Até o momento, o sorteio 2.525, de 1º de outubro de 2022, que pagou mais de R$ 317,8 milhões, lidera o ranking de maiores prêmios da loteria, segundo a Caixa Econômica Federal. O ranking considera apenas os sorteios regulares e exclui as edições especiais, como a Mega da Virada. Veja abaixo: 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 3.069, realizado no domingo (11), em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

O presidente da Argentina, Javier Milei, participa de uma reunião da coalizão política e de segurança multinacional "Escudo das Américas", à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026 Charly Triballeau/Pool via REUTERS A Argentina passou a ter 32.290 empresas a menos desde que Javier Milei assumiu a Presidência, no fim de 2023. Os dados, divulgados no sábado (10), são da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão do governo argentino. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O total de empregadores no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023, mês anterior à posse de Milei, para 480.067 em julho deste ano — uma queda de 6,3%. A queda de 6,3% corresponde à 18ª redução mensal consecutiva, mas não permite afirmar que todas as unidades tenham encerrado definitivamente suas atividades. ➡️ Sair do cadastro não significa, necessariamente, fechar as portas. A SRT contabiliza empregadores com pelo menos um trabalhador registrado no sistema de seguro contra acidentes de trabalho. Uma empresa pode deixar de aparecer nessa lista porque encerrou suas atividades, mas também porque ficou sem funcionários registrados ou passou por uma reorganização ou mudança cadastral. Somente em julho, o país registrou 948 empregadores a menos do que em junho. Foi o 18º mês consecutivo de queda na série. No mesmo mês, o total de postos de trabalho formais recuou em 3.485. Por que milhares de empresas estão fechando na Argentina e o que isso revela sobre a economia na era Milei? Agora no g1 Consumo fraco e custos elevados pressionam empresas A redução no número de empresas ocorre em um cenário de consumo enfraquecido, custos elevados e maior concorrência de produtos importados, segundo avaliações de entidades empresariais e do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), entidade não governamental de estudos econômicos. De acordo com a Confederação Argentina da Média Empresa (CAME), o aumento das contas de serviços e o endividamento das famílias deixam menos dinheiro disponível para outras compras. Com o orçamento apertado, os consumidores têm priorizado gastos essenciais. Ao mesmo tempo, as empresas enfrentam dificuldades para pagar suas despesas e conseguir crédito. A União Industrial Argentina (UIA) aponta os custos de energia, a carga tributária e as condições de financiamento entre os principais obstáculos para as pequenas e médias indústrias. Com vendas fracas, esses gastos comprometem uma parcela maior do faturamento. Outro fator de pressão é a maior concorrência de produtos estrangeiros após a redução de barreiras às importações. Segundo o CEPA, as compras de bens de consumo do exterior cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023. Nesse intervalo, a produção industrial argentina recuou 12%. Esse cenário acompanha o forte corte de gastos públicos adotado pelo governo Milei para combater a inflação. Os efeitos sobre a atividade, porém, variam entre os setores: em julho, comércio e indústria encolheram na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto a mineração cresceu. Milei e Espriella parabenizam Flávio Bolsonaro após liderança no 1º turno

Concurso 3069 da Mega-Sena: veja os números sorteados O sorteio do concurso 3.069 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (11), em São Paulo. O prêmio acumulou, e a estimativa para o próximo sorteio é de R$ 150 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 5 acertos: 150 apostas ganhadoras, R$ 26.095,23; 4 acertos: 9.096 apostas ganhadoras, R$ 709,33. O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Para apostar na Mega-Sena Como funciona a Mega-Sena? A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h — saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Crianças de Tupã trocam telas pela rotina no campo e se aproximam do agro Reprodução / TV TEM Filhas de uma família de trabalhadores rurais de Tupã (SP), três irmãs trocam parte do tempo de tela pelas atividades no campo. Além de cuidar da horta e andar a cavalo, elas transformaram o contato com o agro em aprendizado, lazer e até fonte de renda. A família Castro Alvares mantém uma tradição ligada ao trabalho rural há gerações. O vínculo com a vida no campo também faz parte da rotina das filhas, que preferem atividades ao ar livre e o contato com a natureza ao uso excessivo de telas. A mais velha das irmãs, Maria Augusta Freitas de Castro, de 11 anos, estuda em período integral. Quando chega em casa, porém, prefere dedicar o tempo livre aos cuidados com a horta e aos passeios a cavalo. Quando usa o celular e a internet, Maria Augusta aproveita as ferramentas para empreender. Ela produz acessórios e pulseiras inspirados no universo rural. O que começou com vendas na escola ganhou novos espaços e hoje os produtos são comercializados em três lojas da região. Parte do dinheiro arrecadado é destinada ao dízimo e ao pagamento do celular. Além disso, ela e a irmã economizam para comprar uma sela nova. A irmã do meio, Maria Helena Freitas Costa, de 10 anos, também encontrou no campo uma oportunidade de aprendizado e renda. Com uma pequena horta criada pelos pais, ela passou a cultivar e vender os próprios produtos. Segundo a menina, a produção começou com sementes. Mais tarde, ela adotou o plantio por mudas e percebeu um crescimento mais rápido das plantas. Depois da escola, Maria Helena dedica parte do tempo aos cuidados com a horta, realizando tarefas de limpeza e manutenção do espaço. Para as irmãs, a tranquilidade e o contato com a natureza são alguns dos principais atrativos da vida no campo. Elas acreditam que mais crianças deveriam conhecer o universo agropecuário, especialmente aquelas que passam grande parte do dia em frente às telas. O interesse pela vida rural também já chegou à caçula da família. Aos 3 anos, Maria Leonora Freitas de Castro acompanha as irmãs nas atividades do campo, ajuda a cuidar das plantas e já começa a andar a cavalo. Veja a reportagem exibida no programa em 11/10/2026: Crianças de Tupã trocam telas pela rotina no campo e se aproximam do agro VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Produtores de lichia ampliam mercado e apostam em novos produtos para reduzir perdas Reprodução / TV TEM A cidade de Itaí (SP), principal polo produtor de lichia da região, tem cerca de 170 hectares cultivados e aproveita o clima favorável para ampliar a produção da fruta. Para aumentar o período de colheita e reduzir perdas, produtores investem em diferentes variedades de lichia e na diversificação dos produtos comercializados. Para evitar desperdícios e ampliar a oferta da fruta ao longo da safra, o produtor rural Ricardo Pinto cultiva variedades precoces, médias e tardias. Com isso, a colheita se estende do fim de novembro até janeiro. As vendas, porém, vão além da fruta in natura. Segundo o produtor, cerca de 20% das lichias colhidas eram descartadas por não atenderem aos padrões de comercialização. Para aproveitar melhor a produção, a propriedade desenvolveu novos produtos. Hoje, comercializa nove opções derivadas da fruta, entre elas lichia congelada, desidratada, liofilizada e aguardente. A estratégia também ampliou o período de geração de renda. O lucro, antes concentrado entre dezembro e janeiro, passou a ocorrer ao longo de todo o ano. A lichia fresca também ganha espaço no mercado internacional. Cerca de 40% da produção é exportada. Como a fruta tem curta durabilidade, o transporte precisa ser feito rapidamente para garantir a qualidade do produto. Produtores da região defendem mais investimentos para fortalecer a cadeia produtiva. A proposta é formar uma rede de abastecimento capaz de atender à demanda de uma futura fábrica de suco de lichia, que poderá ser a primeira do Brasil. Com a aproximação da colheita de 2026, os cuidados nos pomares são reforçados. O gerente de produção Emerson Brezer, de Campos de Holambra (SP), destaca que a poda após a colheita é essencial para manter a saúde das plantas e favorecer a produção nos ciclos seguintes. Além da poda, a nutrição adequada e a polinização das árvores ajudam a garantir uma boa safra. Alguns produtores também aproveitam a florada para produzir mel de lichia, agregando valor à cultura. Veja a reportagem exibida no programa em 11/10/2026: Produtores de lichia ampliam mercado e apostam em novos produtos para reduzir perdas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
Custo de vida na capital preocupa moradores Altas bruscas nos preços dos alimentos e da energia devem se tornar mais frequentes, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição alerta que essas crises podem manter as expectativas de inflação elevadas por mais tempo, agravar a pobreza e ameaçar a estabilidade econômica. Uma pesquisa do FMI, divulgada nesta semana, analisou as medidas adotadas por governos ao longo de três décadas para amenizar os efeitos dessas altas de preços. O estudo também apresentou um novo modelo econômico que considera o impacto maior da inflação sobre as famílias mais pobres, que gastam uma parcela maior da renda com produtos essenciais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Historicamente, altas bruscas nos preços de produtos essenciais eram relativamente raras, especialmente quando atingiam vários países ao mesmo tempo. Nos últimos cinco anos, porém, tornaram-se uma fonte recorrente de tensão econômica e social, em meio a conflitos como a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, e a guerra deste ano no Oriente Médio. O novo modelo apontou uma diferença de 0,8 ponto percentual em relação ao indicador tradicional de inflação. Isso sugere que, entre 2021 e 2024, o número de pessoas abaixo da linha de extrema pobreza foi 23 milhões maior do que o estimado anteriormente. “Em resumo, as crises do custo de vida ... afetam a estabilidade de preços, reduzem os padrões de vida e agravam a desigualdade”, afirmou Chiara Maggi, economista do FMI que participou da coordenação do estudo. A pesquisa integra o segundo capítulo do relatório Perspectiva Econômica Mundial, previsto para a próxima semana. No mês passado, o FMI afirmou que a economia global resistiu melhor do que o esperado à alta dos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio. A instituição ainda prevê crescimento de cerca de 3% para a economia mundial em 2026, mas alerta que os riscos permanecem elevados. A estimativa está em linha com a projeção de julho, de 3%, mas abaixo da média de crescimento de 3,5% registrada em 2024 e 2025. Na ocasião, o FMI considerava que a guerra terminaria em meados de julho. O conflito, porém, continuou: Irã e Estados Unidos intensificaram os ataques nos últimos meses, e a violência se espalhou para países vizinhos. Expectativas de inflação O FMI também identificou que as expectativas de inflação para o curto e o médio prazo aumentam bastante durante crises de custo de vida e continuam acima dos níveis anteriores mesmo três anos depois. As expectativas de inflação para os próximos cinco anos subiram menos no início das crises, mas também permaneceram elevadas três anos depois. Esse comportamento pode levar os bancos centrais a aumentar os juros. Segundo o FMI, a melhor forma de proteger as famílias mais vulneráveis é oferecer transferências de renda direcionadas a esse público, sem interferir diretamente nos preços dos produtos. Já medidas como o controle de preços e a redução de impostos sobre o consumo podem custar aos governos de três a seis vezes mais. No caso dos subsídios aos produtores, o custo pode ser até 22 vezes maior. O fundo alerta ainda que medidas amplas podem perder eficácia quando vários países concedem subsídios ao mesmo tempo. Segundo Maggi, do FMI, os subsídios aos produtores, comuns em países em desenvolvimento, são especialmente ineficientes porque também podem baratear produtos destinados à exportação. Na prática, isso significa que o dinheiro dos contribuintes de um país acaba ajudando a reduzir os preços pagos por consumidores de outros países.

Leitura da Bíblia Cristina Medeiros/CMBH Um operador de produção que apresentou 88 atestados médicos em um único ano teve a sua demissão por justa causa mantida pela Justiça do Trabalho após a empresa apresentar registros de que ele atuava como pastor durante parte dos períodos de afastamento. Imagens retiradas das redes sociais de uma igreja e anexadas ao processo mostram o trabalhador palestrando e participando de eventos religiosos nos mesmos dias em que estava oficialmente afastado do trabalho por recomendação médica. O caso foi analisado pela 2ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A empresa sustentou que as atividades exercidas pelo empregado eram incompatíveis com as restrições médicas que justificavam suas ausências. Agora no g1 Ao recorrer à Justiça, o trabalhador tentou reverter a demissão e retornar ao emprego. Alegou que a empresa havia criado uma justificativa para promover uma dispensa ilegal, mas os argumentos foram rejeitados em primeira instância. Um dos pontos que mais chamaram atenção no processo foi a quantidade de afastamentos médicos registrados. Ao longo de 2025, o trabalhador apresentou 88 atestados médicos. Os documentos recomendavam, em diferentes ocasiões, repouso, afastamento das atividades profissionais e limitação de esforços físicos. Paralelamente, ele participava de cultos, celebrações e encontros religiosos como pastor, conforme registros apresentados nos autos. A empresa afirmou que a demissão não teve qualquer relação com a religião professada pelo funcionário. Segundo a defesa, a punição decorreu do uso dos afastamentos médicos enquanto ele desempenhava atividades consideradas incompatíveis com as recomendações feitas pelos profissionais de saúde. Entre as provas anexadas ao processo estavam fotografias publicadas nas redes sociais da igreja. Em uma das situações descritas nos autos, o operador de produção apresentou um atestado médico indicando afastamento por causa de cervicalgia, condição caracterizada por dores na região do pescoço e dos ombros. No mesmo período, apareceu em uma imagem ministrando durante um evento religioso. Os autos também reúnem outros registros de participação do trabalhador em atividades religiosas durante períodos em que ele estava afastado das funções na empresa. Para a companhia, as imagens demonstravam que ele mantinha uma rotina de atuação como líder religioso ao mesmo tempo em que apresentava documentos médicos justificando as ausências. Trabalhador alegou perseguição e violação da liberdade religiosa Na ação trabalhista, o operador de produção afirmou que a empresa simulou a ocorrência de uma falta grave com o objetivo de justificar sua dispensa. Segundo ele, havia uma garantia de estabilidade prevista em acordo coletivo. O trabalhador também alegou que a companhia violou seu direito à liberdade religiosa ao utilizar sua atuação como pastor para fundamentar a demissão. Outra argumentação apresentada foi a de que os afastamentos estavam relacionados a problemas de saúde decorrentes de mudanças de função ocorridas após o retorno de um benefício previdenciário. De acordo com seu relato, suas limitações físicas não eram devidamente consideradas pela empresa. Justiça considerou que houve quebra de confiança Ao julgar o caso, a juíza Isabela Parelli Haddad Flaitt concluiu que o trabalhador apresentou justificativas médicas para se ausentar do emprego por diversos períodos enquanto exercia atividades como pastor de uma comunidade religiosa. Para a magistrada, a conduta representou uma quebra da confiança necessária à manutenção da relação de trabalho. A sentença destaca ainda que o empregado recebia os salários correspondentes aos períodos de afastamento enquanto desempenhava a função de líder religioso. A juíza observou também que, embora a atuação pastoral normalmente não gere vínculo empregatício com a igreja, líderes religiosos podem receber valores destinados ao próprio sustento, conhecidos como "prebenda pastoral", o que pode representar uma vantagem econômica. Com base no conjunto de provas apresentado no processo, a magistrada reconheceu a validade da justa causa aplicada pela empresa e rejeitou o pedido de reintegração ao emprego feito pelo trabalhador. Também foi negada a solicitação de pagamento dos salários e demais verbas referentes ao período em que permaneceu afastado. O processo ainda não terminou e segue pendente de análise de recurso.

Aliko Dangote afirma que os planos de expansão de sua empresa ajudarão os países africanos a se tornarem autossuficientes em energia. Reprodução/Reuters O homem mais rico da África, Aliko Dangote, lançou a maior oferta pública inicial de ações da história do continente. Ele está listando sua empresa de refinaria de petróleo, a Dangote, na bolsa de valores da Nigéria neste mês. O bilionário nigeriano batizou a abertura de capital de "IPO [oferta pública inicial] do Povo" — promovendo a venda como uma oportunidade para os cidadãos possuírem parte de uma empresa que muitos nigerianos já consideram um patrimônio nacional. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A agência de notícias Reuters noticiou que, se todas as 4,1 bilhões de ações disponíveis forem vendidas, a empresa arrecadará 2,15 trilhões de nairas nigerianas — ou US$ 1,6 bilhão — para ajudar na expansão de sua refinaria, que já tem capacidade para processar cerca de 700 mil barris de petróleo bruto por dia. No primeiro dia da venda de ações, os aplicativos de investimento tiveram dificuldades técnicas para lidar com a alta demanda pelas ações. A Bamboo, empresa que administra uma das ferramentas de investimento mais populares da Nigéria, entrou em colapso após a venda de ações da Dangote REUTERS Apesar do grande entusiasmo de investidores, analistas alertam que os preços das ações podem cair ou subir. "Eles deveriam investir apenas um dinheiro de que não precisarão pelos próximos três, quatro ou cinco anos", disse à BBC o consultor financeiro Abdulrazak Ibrahim Fagge. Mas o que se sabe sobre Aliko Dangote, e sua promessa de trazer prosperidade e independência financeira a cidadãos africanos? Quem é Aliko Dangote? Aos 69 anos, Dangote é a pessoa mais rica da África, com uma fortuna superior a US$ 51,5 bilhões, segundo dados da revista Forbes de 20 de setembro. Dangote domina os mercados de cimento, açúcar, sal e fertilizantes da Nigéria há décadas. Em 2024, seu império representava um terço do valor de todas as empresas listadas na bolsa de valores nigeriana. Ele é conhecido por seu temperamento ameno — e costuma dirigir seu próprio carro no trajeto entre reuniões. Quando ainda estava na escola, ele comprava doces em grandes quantidades, contratava outras crianças para vendê-los e ficava com uma parte dos lucros. O lado materno da sua família já possuia um grande patrimônio, e seu bisavô era o homem mais rico da África Ocidental quando morreu. "Ele vem de uma família com tradição no mundo dos negócios", disse Lekan Sote, colunista do jornal nigeriano The Punch, à BBC. Após se formar em administração de empresas, Dangote iniciou seu próprio negócio de comércio de commodities com um empréstimo de 500 mil nairas (então cerca de R$ 2 mil). Foi um grande sucesso e ele quitou o empréstimo em menos de 6 meses. Hoje, seu portfólio inclui a Dangote Cement, a maior produtora de cimento da África, e a refinaria de petróleo Dangote, que iniciou a produção em 2024, e hoje é uma das maiores do mundo. Qual é a estratégia de Dangote? A estratégia de Dangote tem se concentrado na substituição de importações — o que significa que suas empresas produzem localmente bens que a Nigéria tradicionalmente compra do exterior. Diversos países africanos sofrem com a incapacidade de processar suas matérias-primas e, consequentemente, comprar produtos processados a partir delas, o que aumenta os custos. Os governos frequentemente subsidiam os preços. A possibilidade de criar um produto final localmente reduziria a necessidade desse tipo de suporte. No entanto, os críticos da substituição de importações argumentam que os controles sobre a concorrência podem causar aumento de preços e impulsionar a inflação. A Nigéria é o maior produtor de petróleo da África, mas até a inauguração da refinaria de Dangote, a maior parte do combustível do país era importada devido à falta de capacidade de refino. Isso significava que a Nigéria tinha que comprar petróleo refinado a um custo elevado. Atualmente, a refinaria fornece mais de 70% do consumo de energia da Nigéria. O documento sobre a oferta de ações afirma que a Dangote pretende dobrar a capacidade da refinaria. Acusações de monopólio Em 2024, a organização beneficente Oxfam relatou que Dangote "detém um 'quase monopólio' no setor de cimento na Nigéria. A expansão de seu império para o petróleo levantou preocupações sobre um novo monopólio privado." Mas, segundo o jornalista Lekan Sote, alguns analistas acreditam que o bilionário está simplesmente preenchendo lacunas que o governo não consegue ocupar: "Ele sabe que o governo é lento. Qualquer pessoa que seja ousada o suficiente, que possa jogar pesado e estar presente nesse mercado, aproveitará o que está acontecendo." Dangote nega acusações de praticar monopólios. "Temos estado dispostos a investir de forma significativa, demonstrando o nosso compromisso com a excelência. Reconhecemos o potencial do setor manufatureiro na Nigéria e no resto da África, e o aproveitamos quando outros não conseguiram", disse. Ele afirma que a expansão da refinaria impulsionará a independência econômica da região. No mês passado, ele disse à BBC que seus planos terão "um impacto enorme", ajudando algumas nações do continente a se tornarem autossuficientes em energia. "Isso garante que os países recebam seu próprio produto. Eles não vão mais viver na miséria. A refinaria está lá, é para eles", disse ele. Mas as afirmações de que a expansão da refinaria trará independência econômica a partes da África são "provavelmente exageradas", diz Sote. O jornalista, porém, reconhece que a refinaria poderá baixar preços na região "devido à economia de escala que surgirá quando a capacidade de produção eventualmente aumentar". Os nigerianos podem ter economizado dinheiro com a redução dos preços de combustíveis, mas alguns argumentam que a riqueza gerada não está chegando às pessoas comuns. Kingsley Moghalu, ex-vice-governador do Banco Central da Nigéria, escreveu no jornal nigeriano Premium Times em julho de 2025: "A riqueza de Dangote é pessoal. Ela não enriqueceu os nigerianos de forma significativa." Mas ele questiona se enriquecer os nigerianos deveria ser uma preocupação de Dangote, que é, afinal, um homem de negócios. "Será essa uma responsabilidade dele?" Entusiasmo em meio a críticas As tentativas declaradas da empresa de aumentar a autossuficiência africana ajudaram a gerar entusiasmo em torno da venda de ações, disse à BBC o analista de investimentos Oluwasina Oluwaleke. "A nação apoia firmemente essa iniciativa porque reconhece o impulso econômico para a independência, não apenas da Nigéria, mas da África Ocidental e da África em geral." No entanto, Simon Jack, editor da BBC, afirma: "Há acusações de que Dangote não faz o suficiente pelas pessoas de baixa renda no norte da Nigéria e concentra sua riqueza no sul." Os negócios de Dangote têm sido alvo de críticas devido aos seus impactos ambientais. Em 2020, uma ação judicial foi movida contra o grupo Dangote em nome de pessoas que sofriam de problemas de saúde que estariam ligados à sua indústria de cimento. A Dangote Cement pagou um pacote de indenização de US$ 270 mil para pessoas que moram nos arredores de uma de suas fábricas. A demanda pelos produtos da refinaria foi impulsionada por interrupções no fornecimento relacionadas à guerra com o Irã BBC via Getty 'Oportunidade' Dangote afirmou que deseja dar aos nigerianos comuns a oportunidade de participar do sucesso da refinaria de petróleo e "democratizar a criação de riqueza". A compra mínima é de 5.525 nairas (equivalente a R$ 20) — um desembolso inferior ao de muitas outras ofertas de ações. "Todos os dias, os nigerianos usam produtos que dependem de petróleo refinado. O que torna este IPO único é que ele oferece às pessoas a oportunidade não só de consumir, mas também de participar como proprietárias do sistema industrial que impulsiona a vida econômica", disse Dangote antes da venda. Oluwaleke afirma que as interrupções no fornecimento relacionadas à guerra com o Irã aumentaram a demanda pelos produtos da refinaria, impulsionando a expectativa em torno da venda: "As redes sociais e os veículos de comunicação estão repletos de notícias." No entanto, alguns analistas são mais cautelosos, acreditando que as ações se desvalorizarão se os altos lucros atuais desaparecerem. Entre os investidores está Isah Salisu, que disse à BBC que retirou 50 mil nairas (R$ 190) de suas economias para investir. "Minha esperança é que meu pequeno dinheiro um dia se multiplique. Não quero perder essa oportunidade, já que muitas pessoas que conheço também estão investindo", disse ele. Agora no g1 Mas o especialista em economia Abdulrazak Ibrahim Fagge alerta que o preço das ações pode vir a cair, o que significa que as pessoas poderiam perder parte do seu dinheiro. Ele adverte: "O que os potenciais compradores, especialmente aqueles que estão comprando ações pela primeira vez, devem saber é que não devem investir todo o seu dinheiro — ou o dinheiro que precisarão em alguns meses."

Chevrolet S10 Trail Boss 2027 Divulgação / GM A Chevrolet lançou a nova versão Trail Boss com o argumento de que ela foi preparada e afinada para encarar trilhas. Esta S10 tem uma suspensão mais alta e mais forte para poder voltar ilesa de uma aventura. Pode parecer irônico que uma montadora precise criar uma versão ainda mais raiz e bruta de uma picape que, em essência, já nasceu pronta para esse tipo de desafio. Mas outras marcas já fizeram isso, então a estratégia não chega a ser novidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp É verdade que, com o passar dos anos, as picapes médias foram incorporando elementos e acertos que as deixaram muito mais amigáveis ao asfalto. Toyota Hilux, Ford Ranger, Volkswagen Amarok, Nissan Frontier, Mitsubishi L200 Triton e a própria S10 passam a maior parte do tempo na estrada, e os acertos ajudam a vender mais. Agora no g1 Vendas das picapes médias entre janeiro e agosto de 2026: Toyota Hilux: 30.203 unidades; Ford Ranger: 23.499 unidades; Chevrolet S10: 20.329 unidades; Mitsubishi Triton: 8.467 unidades; Fiat Titano: 3.479 unidades; RAM Dakota: 3.200 unidades; Volkswagen Amarok: 2.766 unidades; Nissan Frontier: 1.020 unidades. Basta analisar o perfil dessas picapes. Elas têm cada vez mais tecnologia e eletrônica. O acabamento interno incorpora elementos refinados, que oferecem muito mais uma experiência de luxo do que a robustez necessária para enfrentar o barro. O g1 levou a S10 Trail Boss para a cidade, onde a picape deve passar a maior parte do tempo e também enfrentar obstáculos, como valetas, buracos e restos de obras inacabadas. O objetivo é entender se as mudanças feitas pela Chevrolet na S10 reforçaram o DNA aventureiro da picape sem abrir mão do conforto e do luxo esperados de um veículo que custa R$ 341.290. Galerias Relacionadas Suspensão brava A Chevrolet fez várias mudanças no visual da picape, mas as mais importantes estão escondidas sob a carroceria. O modelo foi desenvolvido em parceria com a divisão de performance da General Motors e sai de fábrica com suspensão elevada, pneus específicos e pacote visual exclusivo, mantendo os padrões de segurança e a garantia original da marca. O conjunto de suspensão, assinado pela Ironman, é o principal diferencial da picape. O kit traz mola e amortecedor recalibrados em conjunto com a geometria da picape, elevando a parte dianteira em cerca de 30 mm. 🔎 A Ironman 4x4 foi fundada em 1958 na Austrália por Guenter Jacob, um imigrante alemão e engenheiro. Hoje, a Ironman 4x4 é uma marca global que fornece produtos de suspensão e acessórios de alta resistência para aventuras. Com a mudança, o modelo passa a ter vão livre do solo de 324 mm, ângulo de ataque de 32,5° e ângulo de saída de 22,9°. Esses números são importantes, pois mostram que a Trail Boss não vai raspar a dianteira e traseira. Nem bater o fundo em obstáculos. Galerias Relacionadas Os amortecedores da Ironman foram codesenvolvidos com a GM e validados em laboratórios, passando por 26 ensaios com padrão global de corrosão da empresa. A modificação na altura exigiu a recalibração dos módulos eletrônicos, dos sensores e da câmera frontal. Com isso, sistemas como alerta de colisão com frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e controle eletrônico de estabilidade foram revalidados para o novo acerto. A picape é equipada com pneus Pirelli Scorpion All-Terrain de 18 polegadas, projetados para entregar tração em terra, cascalho e lama, além de manter o comportamento no asfalto. Cara de chefe Visualmente, a S10 Trail Boss conta com: Grade dianteira com a gravata "Black Bowtie" em preto brilhante; Para-choque traseiro preto; Molduras de para-lama pronunciadas; Rodas escurecidas com desenho exclusivo; Estribo tubular integrado ao santantônio estendido. O modelo também traz adesivos exclusivos, a palavra Chevrolet em relevo na caçamba e emblemas da Ironman. No interior, o veículo apresenta acabamento escurecido, bancos com tecido central aveludado e o nome da versão bordado nos encostos de cabeça. O painel inclui quadro de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink de 11 polegadas. Galerias Relacionadas A lista de conectividade traz o sistema OnStar com Wi-Fi nativo, atualização remota de sistemas e aplicativo para comandos à distância, como travamento de portas e partida remota. O modelo oferece entradas USB dos tipos A e C, carregador por indução e integração Android Auto compatível com o Gemini, do Google. A caçamba vem equipada de série com o protetor Multiflex e santantônio estendido, que servem de apoio para acessórios originais, como bandejas organizadoras, divisórias e suportes para o transporte de equipamentos. Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM Motor não muda O conjunto mecânico utiliza o motor Duramax 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm de torque, combinado ao câmbio automático de oito marchas e tração 4x4 com reduzida acionada por comando rotativo. A calibração foi adaptada ao biodiesel brasileiro. De acordo com dados do Inmetro, a picape registra consumo de 8,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. O pacote de segurança inclui: 6 airbags (frontais, laterais e de cortina); Controles de tração e estabilidade; Alerta de ponto cego; Alerta de tráfego cruzado traseiro; Monitoramento de pressão dos pneus; Câmera de ré. Ainda mais off-road Parece algo estranho uma montadora lançar uma versão ainda mais parruda de um veículo que nasceu off-road. Mas não é incomum isso acontecer. A própria Toyota já fez isso com a Hilux GR Gazoo Racing. Na S10 Trail Boss, as mudanças estão essencialmente na suspensão. A maior altura na dianteira e todo o novo conjunto deixam a picape ainda mais preparada para encarar o fora de estrada. Isso atende ao desejo de clientes que exploram o interior do Brasil e não querem ficar pelo caminho. Para dar visibilidade às mudanças e ao caráter especial da versão, há também alterações estéticas. O resultado fica a critério de cada um. Gosto e design, claro, são particulares. Cabine da Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM O g1 testou a S10 na cidade de São Paulo, em algumas vias apertadas, um desafio que a picape pode enfrentar no uso cotidiano. Também foi possível encarar uma espécie de off-road urbano, com valetas, buracos e obras inacabadas espalhadas pela capital paulista, sem problemas. Nos poucos trechos em altas velocidades, os pneus, feitos para encarar o barro, não mostraram tanto ruído dentro da cabine. Para quem leva uma S10 mais preparada para aventuras, porém, já é esperado um comportamento mais rústico. O interessante é que a picape recebeu essas mudanças e parece ter se adaptado bem a elas. Isso se reflete nos testes realizados pela GM para aplicar a nova suspensão e os pneus. Para quem vê alguns carros modificados, pode parecer que basta colocar uma suspensão diferente para, em questão de dias, a picape estar pronta. Para uma montadora, é necessário validar esse conjunto. É diferente, por exemplo, de uma modificação de suspensão essencialmente visual, como o g1 já mostrou na picape da cantora Ana Castela. Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM A conclusão é que a S10, apesar do nome forte, se prepara para uma concorrência cada vez maior. A Ranger cresce em vendas e já se estabeleceu como a picape mais amigável de dirigir em seu segmento, com um comportamento que vai quase na direção de um SUV. A S10 tem uma proposta mais raiz. A Hilux vai receber uma atualização em breve, então ainda será necessário ver como ela chegará, já que é a líder de vendas. O g1 já mostrou que a Volkswagen prepara uma nova Amarok que, pela tecnologia e pelo posicionamento, deve ter outro apelo. Um cliente mais interessado em ostentar uma picape do futuro do que mostrar uma picape para chafurdar a lama. O mercado de picapes no Brasil é gigante. A disputa não se limita às grandes. Começa desde modelos menores, como a BYD Mako, a Volkswagen Tukan e, mais recentemente, a Renault Niagara. Isso sem esquecer de Fiat Strada e Toro, e também Chevrolet Montana e os modelos da RAM. A Trail Boss segue a receita tradicional de quem gosta de picape à moda antiga, mas com um tempero ainda mais off-road, justamente para lembrar as origens de quem curte trilhas e estradas de terra. Ela é perfeita para o cliente que acredita que as picapes estão perdendo espírito de aventura. Gosta de uma picape com pegada mais delicada? A Trail Boss não para você. Chevrolet S10 Trail Boss Preço: R$ 341.290 Comprimento: 5,34 m Largura: 1,87 m Altura: 1,84 m Entre-eixos: 3,09 m Peso: 2.150 kg Rodas: aro 18 Pneus: 265/60 R18 Suspensão dianteira: Independente com braços articulados Suspensão traseira: eixo rígido Freios dianteiros: Disco ventilado Freios traseiros: tambor Direção: Elétrica Motor: 2.8 turbo, quatro cilindros em linha Combustível: Diesel Potência: 207 cv Torque: 52 kgfm Câmbio: Automático Marchas: 8 velocidades Tração: 4x4, com reduzida Consumo urbano: 8,3 km/h/ Consumo rodoviário: 10,5 km/l Tanque de combustível: 76 litros

Gigantes pré-históricas A queda de uma das maiores árvores do país mobilizou equipes de pesquisadores em uma verdadeira operação de resgate científico. Conhecida carinhosamente como Pinheirão, a araucária de mais de 40 metros de altura ficava em uma floresta experimental compartilhada pela Embrapa Florestas e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), no município de Caçador (SC). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A suspeita é de que a árvore tenha tombado em fevereiro deste ano, mas a queda só foi descoberta dois meses depois, no final de abril, durante a manutenção de uma estrada que corta a floresta. Para garantir que a história e as características genéticas da árvore não se percam, cientistas da Embrapa foram ao local em busca de brotações vivas no tronco e nos galhos. Pesquisador anda sob a araucária gigante que caiu em Santa Catarina. Reprodução/Globo Rural Durante o trabalho de campo, o especialista em clonagem Ivar Wendling, engenheiro florestal da Embrapa, surpreendeu-se ao encontrar ramos ainda emitindo brotos quatro meses após a queda. Além das amostras colhidas no chão, o pesquisador escalou uma araucária vizinha de grande porte para coletar brotos preservados na copa, a mais de 40 metros do solo. O material recolhido foi levado para a sede da Embrapa Florestas, na Região Metropolitana de Curitiba. Em estufa, os cientistas já produziram cerca de 50 clones a partir do método de enxertia. A técnica consiste em realizar uma pequena cirurgia vegetal, enxertando o ramo recolhido do Pinheirão em uma muda jovem produzida por semente. Caso o enxerto se consolide após 100 dias, os pesquisadores obterão uma cópia com 100% do DNA da matriz gigante. O objetivo é conservar o patrimônio genético de uma árvore de longevidade e porte extraordinários. LEIA TAMBÉM: Além dos ovos: granja em SC cria codornas para consumo da carne e exporta metade da produção Lagarta aparece coberta de 'casulos' brancos em SP; entenda o que aconteceu Os segredos revelados pelo tronco Um disco de madeira do tronco do Pinheirão foi retirado e enviado ao laboratório no Paraná. Reprodução Globo Rural Além do resgate vegetativo, um disco de madeira do tronco do Pinheirão foi retirado e enviado ao laboratório no Paraná. Ele passará por um processo de secagem lenta para não rachar e, posteriormente, por polimento com lixas para evidenciar os anéis de crescimento. Por meio da dendrocronologia — ciência que analisa as marcas anuais no tronco —, os cientistas conseguirão determinar a idade exata da árvore e reconstituir o histórico climático da região ao longo dos séculos. Estimativas iniciais indicam que a árvore tinha entre 400 e 500 anos quando tombou. Em estudos semelhantes, o professor Marcelo Scipioni, do curso de engenharia florestal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), identificou 325 anéis em outra araucária gigante tombada que ocupava a 24ª posição no ranking nacional. As análises revelam que anéis mais largos indicam anos mais quentes e chuvosos, enquanto marcas mais estreitas sinalizam períodos de seca. O encharcamento do solo é o maior inimigo das araucárias centenárias. O excesso de água reduz a resistência das raízes e o peso da estrutura faz com que a árvore perca a sustentação e tombe. Com o passar dos séculos, o centro da madeira apodrece, formando cavidades internas que podem ultrapassar 10 metros de altura. Raridades no Sul e Sudeste O trabalho de campo de Scipioni inclui o mapeamento das maiores araucárias que restaram no Brasil. Para a ciência, o gigantismo da espécie é definido a partir de 1,50 metro de diâmetro de tronco. Atualmente, o mapa de distribuição das araucárias gigantes sobreviventes contabiliza poucas dezenas de exemplares: Santa Catarina: 24 árvores; Rio Grande do Sul: 15 árvores; Paraná: 8 árvores; Minas Gerais: 2 árvores. A maior araucária do país fica na área rural de São Joaquim (SC), sendo a única registrada com mais de 3 metros de diâmetro e idade estimada em mais de 600 anos. A escassez desses gigantes reflete a intensa devastação sofrida pela espécie. Durante o ciclo madeireiro, entre 1900 e 1970, a araucária foi a árvore mais derrubada do país. Como consequência, hoje restam apenas 3% da cobertura florestal original, que no passado abrangia uma área de 200 mil quilômetros quadrados no Sul do Brasil (o equivalente ao dobro do território catarinense).